Travões de disco nas bicicletas de estrada, afinal sim ou não?

Travões de disco nas bicicletas de estrada, afinal sim ou não?
Cada vez mais todas as marcas alargam a sua gama de bicicletas de estrada com travões de disco.

Esta evolução é só marketing, ou é real na prática?

Parece ser um assunto que está desmistificado, este tipo de travagem tem vantagens para todos, proporciona uma travagem mais sensível e efectiva.

A principal vantagem é que proporciona boa travagem em quaisquer condições, seja em seco, molhado, com poeiras ou detritos da estrada, quem experimentou não tem qualquer dúvida em relação a isso.

Mas existe a questão do peso que estes aportam ao conjunto, em alguns modelos podem deixar a tua bicicleta mais pesada cerca de 500 gr’s., o que para alguns pode fazer diferença, para outros não, mas na realidade não são essas 500 gr’s que farão diferença quando quiseres bater o “KOM” (King Of Mountain) daquela subida.

A pergunta que ainda muitos se colocam é que, se aparentemente esta evolução só tem vantagens porquê os ciclistas do pelotão profissional, apesar de já utilizarem, ainda não ficaram “rendidos” totalmente a este tipo de travões?

Na realidade existem alguns pormenores que podem fazer diferença quando se está a discutir um Tour de France, ou uma corrida de topo, mas que para o utilizador comum não faz diferença.

Fotografia: Getty images

Descrevemos algumas.

Demora mais tempo trocar uma roda com disco, do que sem disco.

Poderá demorar um pouco mais, para um ciclista profissional que está a discutir uma corrida todos os segundos fazem diferença, para o utilizador normal talvez não.

Perigo de corte em caso de queda.

Numa queda em pelotão com um grande aglomerado de ciclistas pode ser perigoso, porque os discos podem causar lesões nos ciclistas envolvidos nestas quedas.

Nas corridas profissionais o pelotão é numeroso, circula-se a grandes velocidades e “os nervos” das corridas causam quedas.

Para o utilizador normal, o perigo neste aspecto é muito reduzido porque as condições são completamente diferentes do que descrevemos antes.

Numa queda como esta, imaginas o que podia provocar um travão de disco ali?

Neste aspecto as marcas inclusive já começaram a desenvolver protecções, e este será menos um factor com o qual os ciclistas terão que se preocupar.

Em resumo a nossa opinião é que, se tens uma bicicleta com travões convencionais e estás satisfeito com ela, o travão de disco não é um “upgrade” que por si só justifique a troca de bicicleta, mas se estás a pensar adquirir uma nova bicicleta será provavelmente a melhor opção.

 

Luís Beltrão

Mr. B.

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