# TopCycling > Tudo sobre bicicletas e ciclismo ## Artigos ### NSN Cycling Team é o novo rosto da Israel Premier Tech Depois de todas as polémicas passadas no último ano e intensificadas na Vuelta, a antiga Israel Premier Tech vai passar a chamar-se NSN Cycling Team. A empresa internacional de desporto e entretenimento NSN (Never Say Never) e a Stoneweg, uma plataforma de investimento global, juntaram-se para assumir a estrutura das equipas WorldTour e de desenvolvimento antes da temporada de 2026. Ler mais | Premier Tech termina a ligação com o ciclismo  Foto: Israel Premier Tech Licensa suíça e base em Espanha A NSN Cycling Team vai militar novamente no WorldTour em 2026 com licença suíça depois de um ciclo de três anos como ProTeam. Apesar da licença, a equipa vai estar baseada em Girona e Barcelona, local do grand depart do Tour de 2026 com as duas etapas na Catalunha a servirem de mote para a equipa mostrar as suas novas cores. Com o objetivo de afastar a sua antiga identidade israelita, a nova NSN Cycling Team vai afastar também das operações o bilionário canadiano com origem israelita Sylvan Adams. A assumir funções, a equipa anunciou em comunicado Kjell Carlström, há já muitos anos na estrutura, como novo diretor. Créditos: Israel Premier Tech Mudança de bicicleta também no horizonte Com vários anúncios esperados nas próximas semanas, prevê-se um novo fornecedor de bicicletas e equipamentos com a Factor a querer também afastar-se da estrutura, em substituição com a Scott. A equipa de desenvolvimento onde Daniel Lima correu durante três anos vai também sofrer uma mudança de nome e passa a chamar-se NSN Development Team. As duas equipas vão reunir-se na próxima semana para o estágio de pré-temporada com o novo visual e programa de corridas a ser revelado nas próximas semanas. Foto: Israel-Premier Tech ### Polémica instalada no ciclismo português - Podium Events e FPC em desacordo Polémica instalada no ciclismo português! A Podium Events veio a público para responder ao último comunicado da (FPC), acerca da organização das provas nacionais A Podium Events, antiga organizadora da Volta a Portugal e da Volta ao Alentejo, entre outras, apresentou a sua resposta ao comunicado da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).  A comunicação da empresa portuguesa acontece no seguimento da cessação de contrato com a FPC, e do anúncio da Federação sobre a organização das Voltas em 2026.  A Podium Events, que já tinha emitido um comunicado quando a rutura se precipitou, volta a fazê-lo, questionando a Federação em toda a linha. Está instalada a polémica entre duas das maiores entidades do ciclismo português nos últimos anos.  Ler mais | FPC termina ligação com a Podium Events, organizador da Volta a Portugal Foto: Podium Events/Matias Novo Comunicado adensa a polémica no ciclismo português O antigo organizador da Volta a Portugal começa por criticar a postura da Federação, deixando ainda algumas questões relativas à realização da Volta ao Alentejo:  “Depois de notícias em que a Federação dá indevidamente como cessado o contrato que tem com a Podium para a organização da Volta a Portugal, e certamente percebendo a total falta de pertinência das suas ações, vem agora tentar emendar a mão acrescentando à sua postura errática a vontade de organizar ela própria as provas concessionadas. Estranhamos, em primeiro lugar, que afirmem desde já, que irão organizar a Volta ao Alentejo, quando essa prova nem sequer é propriedade da FPC, e não faz parte da concessão.”  Podium Events Voltam, depois, a ser críticos da FPC, questionando também as soluções encontradas pela Federação:  “Depois, que sendo tutela, venham julgar em causa própria, apresentando como solução um modelo económico, estilo economia planificada, em que se constituem como árbitro e agente económico simultaneamente. Mais uma vez, acreditamos que o bom senso irá prevalecer, entretanto, a Podium continuará a defender os seus plenos direitos até às últimas consequências.”  Podium Events Foto: Podium Events/Matias Novo Sem resolução em vista  A polémica entre FPC e Podium Events nasceu, para o grande público, num comunicado emitido pela Federação, onde dava conta da cessação do contrato com a empresa que organiza a Volta a Portugal desde 2001.  Essa comunicação inicial mereceu resposta do organizador de várias competições nacionais, que questionou em toda a linha a posição tomada pela Federação, lembrando ainda o impacto dos escândalos de doping e do covid-19 na realização e faturação com as provas de ciclismo em Portugal.  Depois, novo comunicado da FPC, desta feita sobre a realização das provas em 2026, com especial atenção para a Volta a Portugal, Volta ao Alentejo e Volta a Portugal do Futuro. De novo, como descrito neste artigo, houve resposta da Podium Events, com novas críticas e questões acerca do futuro do ciclismo nacional.  As duas organizações parecem, até agora, intransigentes no que é a defesa dos seus direitos, como já explicaram por mais do que uma vez. Naturalmente, surgem dúvidas sobre o futuro do ciclismo em Portugal, com especial enfoque em 2026. Certo, por agora, é que as maiores provas do calendário nacional se preparam para sofrer alterações profundas, a começar por um novo organizador.  O diferendo entre a FPC e a Podium tem gerado certa incerteza quanto ao início da época de ciclismo. Embora a FPC garanta que as corridas estarão na estrada, não é descabido pensar que um eventual recurso da Podium aos tribunais pode ralentizar o arranque da época de 2026.Uma coisa é certa: um acordo entre as partes é o cenário mais benéfico para o negócio do ciclismo Créditos da fotografia de destaque: Foto: Podium Events/Matias Novo ### Lazer lança o novo capacete Impala KinetiCore A Lazer lançou o Impala KinetiCore, o seu novo capacete de BTT com tecnologia revolucionária DualCore, desenvolvida em parceria com o atleta profissional Jono Jones. KinetiCore da Lazer Aproveitando mais de uma década de investigação com a tecnologia KinetiCore da Lazer, a DualCore leva a proteção integrada ainda mais longe com uma construção exclusiva de EPS em duas camadas. A camada interna mais suave e de baixa densidade oferece proteção adicional contra impactos rotacionais, enquanto a camada externa mais rígida e de alta densidade foi concebida para absorver impactos diretos. Ler mais | Lazer lança o dispositivo de comunicação VeloVox Impala KinetiCore O Impala KinetiCore dá continuidade à inovação da Lazer, oferecendo proteção rotacional integrada através das Controlled Crumple Zones, zonas estrategicamente concebidas para se deformarem sob pressão e redirecionarem a energia para longe da cabeça. O resultado é um capacete simultaneamente mais leve e mais resistente, com ventilação melhorada e menor utilização de plástico. O Impala KinetiCore foi desenvolvido em parceria com o profissional de BTT Jono Jones, cuja extensa fase de testes e feedback desempenharam um papel crucial no design final. Desempenho e praticidade Para além das suas avançadas características de segurança, o Impala KinetiCore foi desenhado com foco absoluto na experiência do ciclista. A Lazer inclui tiras recicladas e um prático fecho magnético que garante conforto diário e facilidade de utilização mesmo com as mãos frias ou a usar luvas. Um sistema integrado de suporte para câmara está totalmente embutido no design do capacete, com um encaixe no topo para garantir sempre o ângulo perfeito. O suporte foi concebido para se soltar em caso de impacto, ajudando a reduzir forças rotacionais durante uma queda. Para maior proteção e versatilidade, o capacete apresenta ainda uma pala destacável de três posições, que se ajusta facilmente e liberta sob forte impacto para proteger o pescoço do ciclista. Um painel traseiro aderente mantém as máscaras firmemente no lugar, evitando movimentos indesejados e garantindo uma visão clara em descidas exigentes. Refletor de resgate RECCO® Os ciclistas podem também contar com o refletor de resgate RECCO® integrado, que permite serem detetados por equipas de salvamento sem necessidade de baterias ou ativação. A banda de ajuste flutuante garante um encaixe preciso e personalizado, enquanto a ventilação optimizada proporciona conforto duradouro, independentemente das condições climáticas ou do terreno. Com o seu design focado na segurança, materiais sustentáveis e inovação orientada pelo utilizador, o Impala KinetiCore representa o próximo passo na missão da Lazer para criar os capacetes de ciclismo mais avançados e confiáveis do mundo. Informações adicionais ● Tamanhos - S/M/L● Peso - 370 g (tamanho M)● Cores - Preto; Verde; Branco/Verde menta.● Suporte Universal incluído● PVPr:199,00€ Podes saber mais sobre o Lazer Impala KinetiCore, as características e preços através do site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt ### FPC confirma organização da Volta a Portugal em 2026  A Volta a Portugal passa a ser organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC). A decisão surge no seguimento da cessação do contrato com a Podium Events A FPC anunciou, através de comunicado de imprensa, que vai organizar a Volta a Portugal, a Volta ao Alentejo e a Volta a Portugal do Futuro em 2026, mantendo também a organização da Volta ao Algarve.  Segundo o organismo que tutela o ciclismo em Portugal, esta é uma medida “transitória”, no seguimento da “cessação antecipada do contrato” com a Podium Events, antiga organizadora das provas nacionais.  Ler mais | FPC termina ligação com a Podium Events, organizador da Volta a Portugal Foto: Paulo Maria / FPC Comunicado da FPC A FPC explica que continua à procura de “parceiros” que ajudem a assegurar o futuro das competições:  “A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) informa que, na sequência da cessação antecipada do contrato de concessão relativo à organização de provas do calendário nacional, assumirá, em 2026 e de forma transitória, a organização da Volta ao Alentejo, da Volta a Portugal e da Volta a Portugal do Futuro, mantendo igualmente a organização da Volta ao Algarve. Esta solução transitória permitirá viabilizar as provas desportivas na próxima época, prevendo-se também a adoção de um modelo alargado de parceria que potencie e projete estas competições. Nesse sentido, decorrem contactos com potenciais parceiros nacionais e internacionais que partilhem da visão da FPC e assegurem o profissionalismo, a solidez e a ambição necessárias para o futuro destas provas.”  Federação Portuguesa de Ciclismo Segundo o comunicado de imprensa, existe, ainda, a possibilidade de mais mudanças para além de 2026:  “Concluída a época de 2026, a Federação estará em condições de avaliar os resultados deste modelo transitório de gestão e de equacionar o lançamento de uma nova concessão de longo prazo, em moldes que garantam a sustentabilidade, sejam compagináveis com a estratégia desportiva e aliem a paixão pela modalidade à excelência organizativa e à valorização desportiva das competições”.  Federação Portuguesa de Ciclismo Por último, uma nota sobre a Volta a Portugal ao Futuro, que passará a ser organizada pela Federação, de forma exclusiva, medida que pretende "reforçar a sua identidade como prova de desenvolvimento, promovendo a descoberta e afirmação de novos talentos e facilitando a transição para o ciclismo profissional”.  Créditos: FPC ### Estreia de Evenepoel pela Red Bull pode ser no Algarve Rumo ao Tour de France, Remco Evenepoel hesita entre Algarve e UAE para a estreia pela Red Bull. Antecipamos o calendário do campeão mundial de contrarrelógio. Entrevista interessante a que Johan Museeuw fez a Remco Evenepoel durante a gala que premeia o melhor ciclista do ano na Bélgica e na qual o ciclista da Red Bull-Bora-hansgrohe confirmou que pode regressar à Volta ao Algarve. O corredor de 25 anos, que deixou a Quick-Step após sete épocas, regressa em breve à Comunidade Valenciana para iniciar a preparação tendo em vista o ano de 2026. Em Calpe, onde passa longos períodos a treinar devido ao tempo seco e aos invernos amenos, o tricampeão da Algarvia vai afinar o motor antes do estágio da equipa em Palma de Maiorca, entre 9 e 19 de dezembro. O objetivo é rapidamente entrar em ação na nova época e entrar na dinâmica da Red Bull-Bora-hansgrohe. Será a equipa a decidir entre Algarve e UAE Tour. “Preciso de me habituar aos novos colegas o mais depressa possível. E vice-versa. Nesse sentido, será importante poder fazer o Paris-Nice e/ou Volta à Catalunha com eles. Assim que o percurso do Giro for apresentado tomaremos decisões.” Evenepoel ao HLN. WorldTour 2026 | Promoções e despromoções no ciclismo Dan Bigham, engenheiro-chefe da Red Bull, testou no túnel de Catesby, em Birmingham, uma tecnologia exclusiva da Fórmula 1.Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool Não descarta correr Milão-Sanremo ou Volta à Flandres Por agora, há dois caminhos possíveis a seguir durante a época e foi o próprio Remco Evenepoel que os propôs a Ralph Denk, CEO do projeto germânico. “Tenho um plano A e um plano B em cima da mesa. O primeiro inclui a campanha de clássicas, o segundo o Giro. Baseado no percurso do Giro, que será apresentado em breve, vamos analisar internamente o que é possível fazer em termos de treino. Também mantemos o Campeonato do Mundo no final da época em mente porque quero lá estar no meu melhor. Por isso, após o Tour, vou desligar a ficha e através dos GP de Quebec e de Montreal, entre outros, preparar as corridas canadianas do arco-íris.” Evenepoel ao HLN. Para as clássicas da primavera não descarta correr Milão-Sanremo ou Volta à Flandres. “Desde que não seja às custas da preparação ideal para o Tour”, adianta o belga, que sabe que sem treinar especificamente fica com menor margem de erro para obter um bom resultado. Ler mais | Remco Evenepoel ganha asas Red Bull Foto: Dario Belingheri/Getty Images O primeiro a vencer quatro Mundiais consecutivos É curioso que quando fala de regressar ao Tour de France a reaçao de Evenepoel não é imediatamente confirmar a presença na prova. O 3º classificado de 2024, que não concluiu a edição passada, admite que o objetivo a longo prazo é ir, “mesmo que não seja ainda 100 por cento certo”. O percurso da prova francesa, apresentado em outubro, prevê cinco finais em alta montanha e apenas nove quilómetros planos de contrarrelógio individual. O destaque vai para duas chegadas no Alpe D’Huez, em vésperas da chegada a Paris. “É um pouco atípico para o Tour. Difícil. Um pouco de tudo em todo o lado, mas interessante. Vai ser mais um desafio divertido, mas há outros objetivos importantes.” Evenepoel ao HLN. Entre essas metas que coloca no horizonte está o Campeonato do Mundo, que em 2026 será no Canadá, no circuito do GP de Montreal. O tricampeão de contrarrelógio aspira a ser o primeiro a vencer quatro Mundiais consecutivos e, assim, igualar o número de vitórias de Tony Martin e de Fabian Cancellara. Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool Tecnologia da Fórmula 1 Enquanto os corredores desfrutam de férias a Red Bull – BORA – hansgrohe e a Specialized trabalham para otimizar a performance no contrarrelógio. No túnel de Catesby, em Birmingham, cuja história contámos num artigo recente, a formação germânica testou com tecnologia da Fórmula 1: Velocimetria por Imagem de Partículas. Com equipamento dos especialistas em medições, LaVision, foi possível visualizar o fluxo de ar e elevar a aerodinâmica a um novo nível já que, pela primeira vez, o movimento do ar à volta do ciclista e da bicicleta foi capturado em detalhe, usando milhões de microscópicas bolhas de hélio iluminadas por lasers. Os dados obtidos permitem ao engenheiro-chefe da Red Bull, Dan Bigham, afinar modelos que simulam a resistência provocada pelo ar e entender o porquê de em determinadas circunstâncias se andar mais ou menos rápido. Tour de France 2026 – Percurso e todas as etapas Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool ### Ciclocrosse | Troféu X2O 2025 | Hamme Depois do cross dos morangos no Superprestige, foi a vez do regresso à competição do Troféu X2O para a terceira ronda no Flandriencross de Hamme. Num percurso já clássico da temporada de ciclocrosse, os ciclistas enfrentaram lama pesada, escadas, subidas curtas mas inclinadas e uma zona off-camber sempre desafiante. Ler mais | Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 Foto: Flanders Classics | sdinneweth Corrida feminina - Lucinda Brand não dá tréguas Lucinda Brand, vencedora das duas primeiras rondas, rapidamente mostrou ao que veio e colocou-se na dianteira da corrida desde a primeira curva, impondo um ritmo muito forte na frente. A ciclista teve a campeã da europa Inge van der Heijden a liderar a perseguição mas finalizou a primeira volta com 11 segundos de vantagem, bonificando 15 segundos para a classificação geral final. Van der Heijden aproveitou alguns erros de Brand e foi-se aproximando da líder da corrida com Van Alphen e Marie Schreiber na luta pelo terceiro lugar mas já a mais de 20 segundos no final da segunda volta. Créditos: UCI CX World Cup A corrida manteve-se sem grandes alterações com Lucinda Brand a conseguir manter a vantagem sempre acima dos 10 segundos. A ciclista neerlandesa fez o hat-trick na competição e venceu também a terceira ronda aproveitando ainda a ausência da segunda classificada Sara Casasola para aumentar a sua vantagem no topo da classificação do Troféu X2O para 4'15. Van der Heijden teve momentos em que acreditou no primeiro lugar mas teve de se contentar com o segundo posto. Van Alphen fechou o pódio a 22 segundos da vencedora. Foto: Flanders Classics Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda42:352VAN DER HEIJDEN Inge0:093VAN ALPHEN Aniek0:224SCHREIBER Marie1:055BROUWERS Julie1:096BAKKER Manon''7BETSEMA Denise1:178WORST Annemarie1:319CLAUZEL Hélène2:1210DE SCHOESITTER Shanyl3:11 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda2:17:092VAN DER HEIJDEN Inge4:153VAN ALPHEN Aniek6:244CASASOLA Sara7:205BAKKER Manon8:326CLAUZEL Hélène9:527BETSEMA Denise10:078BROUWERS Julie10:239GERY Célia11:0410NORBERT RIBEROLLE Marion11:17 Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/gbqY1kJKUE8?si=BlosDDeGu-7N_bRn Corrida masculina - Nys vence luta de campeões Niels Vandeputte começou muito possante e pôs-se na frente da corrida seguido de muito perto por Felipe Orts, Thibau Nys e Emiel Verstrynge. Cameron Mason juntou-se à frente e mostrou a forma e confiança que tem mostrado esta época, assumindo a liderança da corrida na quarta volta com direta perseguição de Nys e Vandeputte. Nys e Mason destacaram-se na frente e a duas voltas do fim tinham uma vantagem de 15 segundos para Joris Nieuwenhuis, Vandeputte e Van der Haar. Foto: Flanders Classics | sdinneweth A dupla de campeões da Bélgica e Grã Bretanha lutou pela vitória até ao sprint final numa última volta em que dividiram o protagonismo. Thibau Nys fez um ataque na reta final da corrida e ganhou uns metros a Mason, vantagem que aguentou até ao fim, vencendo a terceira ronda do Troféu X2O. Joris Nieuwenhuis ficou com o último lugar do pódio e mantém a liderança do Troféu X2O com 24 segundos de vantagem sobre Cameron Mason. https://twitter.com/Eurosport_NL/status/1990073279005016094 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1NYS Thibau1:01:132MASON Cameron0:013NIEUWENHUIS Joris0:124VAN DER HAAR Lars0:145SWEECK Laurens0:326VANDEPUTTE Niels0:357ORTS LLORET Felipe0:508MICHELS Jente1:009VANTHOURENHOUT Michael1:3110KUHN Kevin1:31 Top 10 classificação geral 1NIEUWENHUIS Joris3:03:372MASON Cameron0:243NYS Thibau0:424VANDEPUTTE Niels1:175VAN DER HAAR Lars1:306SWEECK Laurens4:327MICHELS Jente4:408VANTHOURENHOUT Michael4:449VANDEBOSCH Toon4:5810MEEUSSEN Witse5:11 Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/ZS0vsif8Zb4?si=BIqjeMli804NoxGe O ciclocrosse entra agora na fase mais importante da temporada com o início da Taça do Mundo. A primeira corrida acontece já no próximo dia 23 na primeira ronda de Tabor. ### Ciclocrosse | Troféu Superprestige 2025 | Merksplas A quarta ronda do Troféu Superprestige correu-se em Merksplas no Cross dos Morangos, num percurso húmido e pesado, com caixa de areia e partes técnicas mas que permitia aos ciclistas mais possantes destacarem-se. Ler mais | Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 Foto: Flanders Classics | sdinneweth Corrida feminina - Lucinda Brand bisa na competição A campeã francesa Amandine Fouquenet tomou a frente da corrida na primeira curva seguida de perto pela recém-coroada campeã da europa Inge van der Heijden e Lucinda Brand. Leonie Bentveld juntou-se ao trio da frente e as quatro ciclistas foram-se afastando da restante competição. No decorrer da corrida, Lucinda Brand aumentou o ritmo e destacou-se das demais, cortando a quarta de seis voltas com 11 segundos de vantagem para as adversárias. Esta vantagem manteve-se na entrada para a última volta, com Van Alphen a tentar aproximar-se de uma Lucinda Brand que não dava tréguas. Apesar da forte réplica, Lucinda Brand nunca cometeu erros e manteve o seu ritmo vencendo a quarta ronda do Troféu Superprestige. A completar o pódio ficou Van Alphen e Van der Heijden no segundo e terceiro postos respetivamente. Com esta vitória, Lucinda Brand venceu pela segunda vez consecutiva na competição e subiu ao quarto posto apesar de ter faltado a primeira ronda. Inge van der Heijden segue líder. Foto: Flanders Classics Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda45:202VAN ALPHEN Aniek0:103VAN DER HEIJDEN Inge0:134BENTVELD Leonie0:145FOUQUENET Amandine1:386BAKKER Manon1:477BROUWERS Julie2:048CLAUZEL Hélène2:149BETSEMA Denise2:2010PEETERS Jinse2:44 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaPontos1VAN DER HEIJDEN Inge502VAN ALPHEN Aniek493FOUQUENET Amandine464BRAND Lucinda445CLAUZEL Hélène376BROUWERS Julie327CASASOLA Sara298BETSEMA Denise279NORBERT RIBEROLLE Marion2510BENTVELD Leonie23 Corrida masculina - Nieuwenhuis voltou às vitórias A corrida masculina começou muito rápida com vários corredores a tomarem a dianteira da prova na primeira volta. Na entrada para a quinta de nove voltas, a corrida estava completamente em aberto com um grupo de 15 ciclistas liderados por Cameron Mason separados por menos de 10 segundos. No decorrer da quinta volta seis ciclistas destacaram-se e ganharam uma vantagem de quase dez segundos para a restante competição: Thibau Nys, Cameron Mason, Jente Michels, Niels Vandeputte, Emiel Verstrynge e Joris Nieuwenhuis formaram o sexteto na dianteira. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Na entrada para a oitava volta, Nieuwenhuis aumentou o ritmo e aproveitou um pequeno desentendimento dos adversários para ganhar alguns segundos de vantagem, iniciando a última volta com 12 segundos de vantagem para os perseguidores. Joris Nieuwenhuis fez uma última volta imaculada e nunca mais foi apanhado, vencendo a quarta ronda do Troféu Superprestige. Niels Vandeputte acabou no segundo lugar e Emiel Verstrynge fechou o pódio. Vandeputte segue líder do Tr´feu Superprestige mas com apenas dois pontos de vantagem para Michael Vanthourenhout que fez apenas oitavo. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1989714072875467188 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1 Nieuwenhuis Joris1:00:262 Vandeputte Niels0:063 Verstrynge Emiel0:074 Michels Jente0:085 Mason Cameron0:276 van der Haar Lars0:357 Nys Thibau0:378 Vanthourenhout Michael0:389 Orts Felipe0:4010 Vandebosch Toon0:45 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaPontos1VANDEPUTTE Niels532VANTHOURENHOUT Michael513NIEUWENHUIS Joris474VERSTRYNGE Emiel455MICHELS Jente396VANDEBOSCH Toon307SWEECK Laurens268WYSEURE Joran269MEEUSSEN Witse2510RONHAAR Pim20 O ciclocrosse tem nova corrida já no próximo domingo (16/11) com a terceira ronda do Troféu X2O no cross de Hamme. ### Pontos UCI revolucionam o ciclismo de estrada a partir de 2027 Ciclismo de pista, mountain bike, ciclocrosse e gravel darão pontos UCI para o ranking de estrada. Na era das sinergias, mudará a política de recrutamento das equipas? Em outubro, a UCI aprovou o regulamento do ciclismo de estrada para 2027 e confirmou que para assuntos como a atribuição de licenças WorldTour e convites para as grandes corridas passam a contar também os pontos obtidos em disciplinas como o ciclocrosse, o BTT ou a pista. A capacidade de adaptação dita a sobrevivência dos projetos e o ciclismo lançou mais uma bola curva às equipas, o que somado à fusão Lotto-Intermarché e ao fecho de Arkéa, Wagner Bazin, WNT Ceratizit e Roland demonstram que nesta modalidade viver em crise não é a exceção, mas a regra. Em 2026, haverá novas equipas e estruturas que sobem de nível, mas o total de projetos nas duas primeiras divisões masculinas passa de 37 para 36 – podia ter sido pior caso sem a subida de nível da ítalo-húngara MBH Bank CSB Ballan e o nascimento da Modern Adventure (do antigo ciclista George Hincapie). Sinergia é a palavra de ordem nesta realidade económica. As equipas de estrada têm vindo a transformar-se em superestruturas onde cabem equipas de estrada – de elites, sub-23 e juniores – além de contarem com ramificações em disciplinas alternativas. Ler mais | Sete portugueses no ciclismo WorldTour em 2026 O pelotão durante a Vuelta a Espanha.Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Apenas 80 ciclistas superaram os 1000 pontos UCI A Alpecin-Deceuninck é um bom exemplo. Até este ano, conviveram no plantel o campeão mundial de estrada de 2023 e sete vezes campeão mundial de ciclocrosse, Mathieu van der Poel, o campeão mundial do Madison, Fabio van den Bossche, e o primeiro campeão mundial de gravel, Gianni Vermeersch. Corredores de quatro disciplinas distribuídos por vários planteis, mas todos ligados aos irmãos Roodhooft, fundadores da Alpecin-Deceuninck e de várias equipas de ciclocrosse. Nas 35 equipas profissionais que competiram em 2025, a base de dados Pro Cycling Stats informa que 919 atletas estiveram sob contrato. Destes, apenas 80 ciclistas superaram os 1000 pontos UCI durante a temporada e João Almeida foi o único português que o fez, terminando o ano com 4331 pontos e no 5º posto do ranking, o que lhe valeu a nomeação para ciclista do ano. O novo regulamento premeia o carácter multidisciplinar das equipas porque passa a contabilizar para o ranking de estrada os pontos conquistados nas restantes vertentes. Para as licenças WorldTour e o acesso ao Tour de France também vai pesar o rendimento em disciplinas como ciclocrosse, BTT, pista e gravel, especificamente em Jogos Olímpicos, Campeonatos do Mundo e Taça do Mundo. Nos homens são tidos em conta os 20 mais pontuados de cada equipa e nas mulheres as oito melhores. João Almeida nomeado para melhor ciclista do mundo em 2025 O Europeu de ciclocrosse rendeu apenas 100 pontos UCI aos campeões.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency 1800 pontos UCI em cinco dias Para se ter a noção do que valem as provas de estrada, vejamos: o título mundial de estrada rendeu 900 pontos a Tadej Pogacar, o Tour de France 1300 pontos e a Volta à Lombardia 800 pontos. O novo regulamento poderá contrabalançar o domínio das superestruturas de estrada já que atribui um peso enorme à pista (boas notícias para Portugal). O Madison, cujos campeões olímpicos são Iúri Leitão e Rui Oliveira, distribui 2000, 1600 e 1200 pontos UCI pela dupla, respetivamente por vitórias em Jogos Olímpicos/Mundial, Taça das Nações e Europeu. O Omnium, que deu o título mundial a Leitão em 2023 e a medalha de prata em Paris, dá 1000, 800 e 600 pontos UCI seguindo a lógica anterior. Iúri Leitão, por exemplo, somaria mais pontos por ser campeão mundial na pista do que vencendo a Milão-Sanremo. No recente Mundial de Santiago do Chile, o corredor da Caja Rural foi 3º no Scratch (600 pontos), 9º no Omnium (500) e 5º no Madison (700), somando 1800 pontos UCI em cinco dias contra 197 pontos em 46 dias da época de estrada. Leitão (Caja Rural) e Thomas (Cofidis) discutiram o Omnium olímpico em Paris.Créditos: Alex Whitehead/SWpix.com Recrutamento das equipas de estrada vai mudar A disparidade nos pontos UCI disponíveis na pista comparando com as outras disciplinas é evidente. A Taça do Mundo de mountain bike dá 250 pontos por uma ronda da Taça do Mundo e 300 pelo Mundial de XCO; no ciclocrosse, o título europeu deu a Toon Aerts e Inge van der Heijden 100 pontos, enquanto as provas da Taça do Mundo rendem 200 pontos e o Mundial 400. Por agora, não foram publicados os regulamentos específicos e as contas efetuadas têm por base os pontos que previstos para 2026. Caso se confirme esta realidade, o recrutamento das equipas de estrada vai mudar radicalmente. Ter um pistard de topo será imprescindível e equipas sem orçamento para contratar uma estrela da estrada poderão batalhar por melhores lugares no ranking. Além disso, adivinha-se a explosão do gravel que já atrai craques da estrada, como se viu no Mundial realizado em outubro – Mohoric (Bahrain), Pidcock (Q36.5) e Wellens (UAE) classificaram-se nos seis primeiros e Vermeersch (UAE) ganhou. Não percam os próximos episódios porque o tema promete. https://www.youtube.com/watch?v=133XwMLel_U ### Sete portugueses no ciclismo WorldTour em 2026 Como foi 2025 para os portugueses no Worldtour e quem poderá preencher o vazio deixado pela retirada de Rui Costa do ciclismo? Na última década do ciclismo, a presença de portugueses no WorldTour tem sido uma constante. De João Almeida a Rui Oliveira, passando por Nélson Oliveira, o mais veterano, e Afonso Eulálio, o recém-chegado ao WorldTour, são vários os atletas que se continuam a afirmar na elite. Em relação à temporada de 2025 e tendo em conta homens e mulheres, o número passa de nove para sete, ainda sem ser conhecido o futuro de Rúben Guerreiro. Por outro lado, Rui Costa despediu-se do ciclismo profissional após 17 anos de carreira, na qual trouxe para Portugal um sonho em tons de arco-íris. Analisamos os portugueses que vão estar no WorldTour em 2026 e que poderão competir no principal escalão do ciclismo internacional. A EF foi a quinta e última equipa de Rui Costa no WorldTour.Créditos: EF ProCycling João Almeida | UAE Team Emirates-XRG A temporada que agora termina foi de sonho para João Almeida, que aos 27 anos consolidou o processo que o converteu num dos líderes da UAE, além de ter subido um degrau na hierarquia das Grandes Voltas. Para esta temporada, o Bota Lume optou por manter a presença na Volta a França e na Volta a Espanha, afinando o calendário de início de época, que o trouxe a Portugal. Essa afinação acabou por se revelar acertada, com Almeida a conseguir vencer Volta ao País Basco, Volta à Romandia e Volta à Suíça. Depois de um Tour que abandonou por queda, chegou à Vuelta como candidato à vitória, mas Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) atirou por terra as suas aspirações. Ainda assim, levantou os braços no célebre L'Angliru. O ano de 2025 chegou ao fim com João Almeida a contabilizar um total de 10 vitórias, sendo o terceiro melhor da equipa, atrás de Tadej Pogacar (20) e de Isaac del Toro (18). O português fechou ainda no quinto lugar do ranking UCI, só superado pelos dois colegas além de Vingegaard e de Mads Pedersen (Lidl-Trek). O duelo Vingegaard-Almeida marcou a Vuelta.Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli António Morgado | UAE Team Emirates-XRG Depois de uma fortíssima temporada de estreia na UAE, António Morgado voltou a arrancar forte em 2025, apesar de ter estado inconstante na segunda metade do ano. Ainda assim, conquistou o Grande Prémio de Castellón-Rota da Cerâmica e a Figueira Champions Classic, tendo revalidado o título de campeão nacional de contrarrelógio. Para 2026, espera-se que o Bigode Voador consiga mostrar-se mais regular ao longo de todo o ano, estando também no horizonte a estreia em Grandes Voltas, aos 22 anos, que completará em janeiro. Morgado impôs-se na Figueira da Foz.Foto: Igor Martins Ivo Oliveira | UAE Team Emirates-XRG O leque lusitano na equipa do Médio Oriente prossegue com Ivo Oliveira, velocista que teve, em 2025, o seu ano mais ganhador, com quatro vitórias: duas no Giro d'Abruzzo, Volta à Eslovénia e prova de fundo nos Campeonatos Nacionais. Curiosamente, foi a época perfeita de um corredor que há muito tentava mostrar um lado mais vitorioso e que, em entrevista ao TopCycling, se mostrou confiante de que 2025 ia significar um ponto de viragem. Na próxima temporada, o gaiense entra em ano de contrato e não deverá ter problemas em permanecer no ciclismo de nível WorldTour, onde ainda não venceu, apesar de na Romandia ter ficado a décimos de segundo de o conseguir. Campeão nacional e mais três vitórias internacionais marcaram 2025 para Ivo Oliveira.Foto: LaPresse Rui Oliveira | UAE Team Emirates-XRG Para a outra metade do clã Oliveira as coisas não sorriram tanto. Podia ter sido diferente não tivesse sido afetado por uma decisão muito rigorosa dos comissários na Volta à Eslovénia. Rui Oliveira deve abordar 2026 com a mesma prioridade: estrear-se a vencer como profissional. Em 2025 foi quarto na última etapa do Tour Down Under e ficou 12 vezes no top 10, no entanto, não se conseguiu assumir como alternativa ao sprint a Juan Sebastián Molano. Quatro desses lugares nos 10 primeiros foram obtidos na Volta à Croácia, no final da época, o que será importante repetir para assegurar a continuação na equipa a partir de 2027. Fica no ar o regresso às Grandes Voltas, já que este ano ficou de fora para poder ter oportunidades em boa parte das 12 corridas de uma semana que fez. Rui Oliveira nem quis acreditar quando lhe retiraram a vitória na Eslovénia.Foto: Matic Klansek Velej / Sportida Afonso Eulálio | Bahrain-Victorious Haveria melhor estreia possível no WorldTour? Afonso Eulálio foi um dos ciclistas que saltou diretamente do pelotão nacional para o topo e não defraudou as expetativas dos dirigentes da Bahrain. Aos 24 anos, o figueirense estreou-se na Volta a Itália, onde conquistou a Montagna Pantani, e conseguiu um nono lugar no Campeonato do Mundo, tendo sido o melhor português. Em 2026, tudo aponta para que já tenha assimilado a mudança e possa continuar a mostrar a faceta ofensiva da etapa do Feirense. A forma como correu em Kigali e o ataque no GP do Québec, com Pogacar, mostram que o melhor de Afonso Eulálio ainda está por chegar. Eulálio correu em cinco continentes em 2025.Foto: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Nélson Oliveira | Movistar É um dos elementos mais antigos na estrutura da Movistar e, em 2026, vai cumprir 11 temporadas na formação espanhola. Nélson Oliveira é o português com mais presenças em Grandes Voltas (22) e aspira a converter-se no ciclista da história que mais vezes iniciou e terminou uma prova de três semanas. Por agora, está a uma do polaco Sylvester Szmyd, que fez 23 Grandes Voltas e completou todas. Nélson Oliveira é um dos “capitães” e um dos elementos mais importantes da Movistar, que não hesitou em renovar-lhe o contrato por mais duas temporadas, o que significa que cumprirá os 38 anos na equipa, na temporada de 2027. Quanto a objetivos, em 2026 deve continuar a acompanhar Enric Mas nos momentos importantes do ano e quem sabe se não coloca um ponto final no jejum de vitórias que dura desde 2016? Pedrero, Quintana, Oliveira e Arcas celebraram uma década na Movistar, em 2025.Foto: Rafa Gomez/SprintCycling Maria Martins | Canyon-SRAM zondacrypto Também no WorldTour feminino se escreve uma das páginas de ouro do ciclismo português. Aos 26 anos, Maria Martins vai iniciar o segundo ano na Canyon, após um 2025 que serviu para voltar a ganhar ritmo competitivo. O ano que passou sem correr na estrada, optando por se concentrar nos Jogos Olímpicos de Paris e nas provas de pista, resultou decisivo para acumular várias desistências no regresso ao WorldTour. Ainda assim, houve momentos em que se mostrou no nível que a levou até ao topo da pirâmide, como o 21.º no Giro dell'Appennino e o terceiro posto na prova de fundo dos Campeonatos Nacionais, atrás de Daniela Campos (Eneicat-CMTeam) e de Raquel Queirós (Atum General-Tavira-SC Farense). Na nova época, Tata terá mais uma oportunidade para crescer numa das melhores equipas do pelotão, que conta com a campeã do Tour de France de 2024, Kasia Niewiadoma. Com a ribatejana, serão sete os portugueses no ciclismo de nível WorldTour em 2026. Tata Martins vai para a oitava época no estrangeiro.Foto: Tino Pohlmann ### UCI Alentejo Gravel - Evento de sucesso posiciona Portugal no calendário internacional Ourique recebeu uma etapa da UCI Gravel World Series e afirmou o Alentejo como destino internacional de ciclismo com a 1.ª edição da UCI Alentejo Gravel. Organizado pela Cabreira Solutions, o evento trouxe ao Alentejo mais de 800 atletas de 37 nacionalidades, transformando a vila alentejana num ponto de encontro global para os amantes do gravel. Ler mais | UCI Alentejo Gravel | Reconhecimento do percurso em Ourique Etapa de qualificação para o Campeonato do Mundo de Gravel A vila de Ourique foi o ponto de partida e chegada de uma prova que se destacou não só pela competitividade, mas também pela envolvência humana e paisagística que define a região. Integrada no circuito mundial, a prova serviu como etapa de qualificação para o Campeonato do Mundo de Gravel de 2026, reunindo atletas de elite e amadores num desafio que combinou exigência, beleza e espírito de aventura. Os participantes enfrentaram percursos de 120 e 85 quilómetros, traçados por entre caminhos rurais e cenários de grande beleza natural. O pelotão deu cor e ritmo ao território, transformando o fim de semana num verdadeiro hino ao ciclismo e à descoberta do Alentejo. Vitórias de Lukas Malezsewski e Rosa Klöser Na categoria masculina de elites, o belga Lukas Malezsewski conquistou a vitória após uma performance sólida e estratégica, enquanto entre as femininas, o triunfo pertenceu à alemã Rosa Klöser, ambos garantindo a qualificação para o Mundial. A prova confirmou o elevado nível competitivo e o interesse crescente pela modalidade em Portugal e afirmando o UCI Alentejo Gravel como uma referência no calendário internacional. Vídeo do Topcycling dentro da corrida https://youtu.be/133XwMLel_U?si=Y47We3GdlhGY2A6H Gravel também para as crianças O espírito do evento começou a sentir-se ainda no sábado, com a realização do Gravel Kids, uma atividade que encheu de energia a Praça Padre António Pereira, em Ourique. Dezenas de crianças participaram numa tarde de alegria e descoberta, partilhando o entusiasmo com as suas famílias e mostrando que o futuro do ciclismo se constrói desde cedo, com paixão e diversão. ### Ciclocrosse | Troféu Superprestige 2025 | Niel  Terceira ronda do troféu Superprestige 2025 correu-se em Niel, na Bélgica. Na ressaca dos Campeonatos da Europa, Lucinda Brand e Laurens Sweeck venceram as corridas dos elites Lucinda Brand vingou-se da derrota nos Europeus, para Inge van der Heijden, e Laurens Sweeck venceu uma tremenda corrida, discutida por um trio belga, no Superprestige de Niel. Ler mais | Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Elites Femininas: A vingança de Lucinda Brand Perante a ausência de alguns nomes grandes do ciclocrosse feminino, como Fem van Empel, o Superprestige de Niel assistiu à reedição da luta dos Campeonatos da Europa, entre Lucinda Brand e Inge van der Heijden. As duas arrancaram para a frente no início da corrida, e no fim da primeira volta, já levavam alguma vantagem sobre as restantes rivais. Brand não quis esperar e começou a cavar a diferença para Van der Heijden logo na segunda volta. A partir desse ponto, a corrida tornou-se numa perseguição entre as duas neerlandesas. Ao contrário do que aconteceu nos Campeonatos da Europa, Brand mostrou-se mais forte, e acabou por triunfar, percorrendo a prova praticamente na frente. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1988243116797641104?s=20 Top 10 da corrida das elites femininas ClassificaçãoAtletaEquipaTempo1Lucinda BrandBaloise Glowi Lions52:072Inge van der HeijdenCrelan - Corendon+0:473Aniek van AlphenSeven Racing+1:174Hélène Clauzel—+1:475Julie BrouwersCharles Liégeois Roastery CX+2:176Amandine FouquenetArkéa - B&B Hotels Women+2:187Laura VerdonschotDe Ceuster - Bouwpunt+2:368Denise BetsemaDe Ceuster - Bouwpunt+2:599Larissa HartogOrange Babies Cycling Team+3:3210Ffion Drake—— Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=UfZTdjYoGu8 Elites Masculinos: Trio belga discute a vitória  A prova masculina foi discutida do início ao fim. O destaque foi para o trio belga que passou grande parte da corrida na frente: Niels Vandeputte, Laurens Sweeck e Michael Vanthourenhout.  Num dia menos positivo para Toon Aerts, que se sagrou campeão da Europa recentemente, Foram Vandeputte, Sweeck, Vanthourenhout e Jente Michels a saltar para a frente da corrida na fase inicial.  Michels não viria a aguentar o ritmo dos rivais, e acabou por perder contacto. A partir daí, uma luta renhida entre o trio, com constantes ataques e ganhos tangenciais que iam sendo anulados por quem ficava para trás.  Entraram com margem suficiente na última volta para discutir a corrida. Perto do fim, Vanthourenhout perdeu algum terreno, e a prova foi discutida num sprint a dois, muito renhido, onde Sweeck foi o mais forte.  https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1988264913014583802?s=20 Top 10 da corrida dos elites masculinos ClassificaçãoAtletaEquipaTempo1Laurens SweeckCrelan - Corendon57:132Niels VandeputteAlpecin-Deceuninck Development Team+0:013Michael VanthourenhoutPauwels Sauzen - Altez Industriebouw Cycling Team+0:134Emiel VerstryngeCrelan - Corendon+0:245Felipe OrtsRidley Racing Team+0:376Toon VandeboschCrelan - Corendon+0:487Jente MichelsAlpecin-Deceuninck Development Team+0:558Joris NieuwenhuisRidley Racing Team+1:009Witse MeeussenCrelan - Corendon+1:0810Kevin KuhnHeizomat - Cube+1:11 Vídeo resumo da corrida masculina https://www.youtube.com/watch?v=JSd2U0p6rbQ Créditos da fotografia de destaque: Flanders Classics ### FPC termina ligação com a Podium Events, organizador da Volta a Portugal  A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) anunciou, através de um comunicado de imprensa, que termina a ligação com a Podium Events, empresa que organiza a Volta a Portugal desde 2017. No entanto, horas depois a Podium respondeu também em comunicado e a polémica está instaurada. A razão apresentada pela FPC prende-se com o incumprimento de obrigações contratuais por parte da Podium Events. Ler mais | Volta a Portugal – A impressionante logística e os bastidores da comunicação Foto: Podium Events/Matias Novo Comunicado da FPC “A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) decidiu dar por terminado, com efeitos  imediatos, o contrato de concessão para a organização e exploração comercial da  Volta a Portugal em Bicicleta, celebrado em 2017 com a empresa Podium Events”, começou por escrever o organismo que tutela o ciclismo em solo nacional.  “A decisão decorre do incumprimento reiterado das obrigações contratuais e de pagamento por parte da Podium Events, situação que se agravou ao longo do último ano, apesar das várias tentativas de resolução amigável promovidas pela FPC.  O contrato em vigor teria a sua conclusão apenas no final da Volta a Portugal de 2026, mas a situação de incumprimento contratual por parte da concessionária retirou à Federação qualquer possibilidade de manter o contrato em vigor, garantindo assim a defesa do interesse público, do conjunto do ciclismo português e da própria Volta a Portugal.”  Federação Portuguesa de Ciclismo Podium Events A Federação Portuguesa de Ciclismo explica, depois, as provas impactadas pela decisão: “A rescisão unilateral com a Podium Events abrange igualmente a organização da Volta ao Alentejo e da Volta a Portugal do Futuro, também incluídas no contrato de concessão”.  “A Federação Portuguesa de Ciclismo assinala o trabalho desenvolvido pela Podium Events, mas realça que o cumprimento das obrigações contratuais é imprescindível. A FPC reafirma o seu compromisso com a valorização, modernização e internacionalização do ciclismo português, pretendendo assegurar que a Volta a Portugal se afirme como um evento de excelência”.  Federação Portuguesa de Ciclismo A resposta da Podium Events - Polémica instalada Horas depois do anúncio da FPC, a Podium Events divulgou um comunicado em que contesta a decisão, afirmando que não reconhece qualquer fundamento jurídico ou contratual que legitime a rescisão. A empresa afirma ter sido informada do término do contrato através de alguns patrocinadores contactados pela Federação, e lamenta “a falta de decoro e lealdade por parte da FPC”. De acordo com a Podium, existiam negociações em curso sobre questões financeiras, e a decisão da FPC foi tomada “sem aviso prévio” e “com base em alegado incumprimento que não corresponde à realidade”. “A Podium organiza a Volta a Portugal desde 2001 e tem vindo a alertar a Federação para o impacto profundo que a pandemia e os escândalos de doping tiveram nas condições económicas do contrato. Solicitámos diversas vezes uma revisão equitativa e construtiva, mas sem resposta”, lê-se no comunicado. A empresa acrescenta ainda que tem assumido “encargos substancialmente superiores aos fixados no contrato” e que solicitou várias reuniões à FPC “para verificação e conciliação de saldos e responsabilidades financeiras”, sem sucesso. “A FPC recusou sistematicamente a realização dessas reuniões, imputando agora à Podium uma dívida sem base factual adequada”, refere a organização. Por fim, a Podium reafirma a “plena vigência e exigibilidade do contrato” e reserva-se o direito de recorrer a todos os meios legais para defender os seus interesses. “Lamentamos profundamente esta decisão, mas manteremos o compromisso com o ciclismo português, com a mesma dedicação e integridade de sempre”, conclui a empresa. O futuro Para já, a informação sobre o futuro é escassa e resume-se à promessa da Federação num futuro próximo: “A FPC tomará muito em breve as decisões que se impõem sobre o novo modelo de organização da Volta a Portugal e das demais provas até aqui abrangidas pelo contrato de concessão”.   Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Sérgio Henriques ### Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2025 | Toon Aerts vence batalha de Middelkerke Último dia nos Campeonato da Europa de Ciclocrosse com a corrida dos elites masculinos a ser a grande atração e os espetadores não saíram defraudados com os ciclistas a darem ao público um fantástico dia de ciclocrosse. Middelkerke foi palco da luta pela camisola azul e branca, com os 27 ciclistas à partida a terem de ultrapassar várias secções de areia, que faziam deste, um dos percursos mais duros da temporada. Campeonatos da Europa de Ciclocrosse 2025 | Van der Heijden surpreende Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Bélgica e Países Baixos ao despique Toon Aerts foi o mais forte no sprint inicial numa equipa da Bélgica que aproveitou a maioria dos ciclistas a arrancar da primeira fila para colocar 4 corredores nos 5 primeiros postos. Apesar da força dos números por parte da nação que recebeu a prova, Pim Ronhaar, Joris Nieuwenhuis e Mees Hendrikx que teve um início fulgurante, não se deixaram intimidar e foram intrometendo os Países Baixos nos primeiros postos. A corrida seguiu renhida, disputada e com mudanças constantes na dianteira, com a Bélgica e os Países Baixos a ocuparem os lugares dianteiros. Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Quarteto adiantou-se na frente No decorrer da prova, um quarteto composto por Joran Wyseure, Thibau Nys, Pim Ronhaar e Michael Vanthouienhout distanciou-se do pelotão, tendo ganho a companhia de Toon Aerts mais à frente. Pim Ronhaar viu-se rodeado de quatro belgas mas não se resguardou e continuou uma corrida agressiva quando o britânico Cameron Mason se juntou aos ciclistas da frente. Na entrada para a última volta a corrida estava ainda completamente em aberto, com oito ciclistas juntos na entrada para a decisão dos Campeonatos da Europa. Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Última volta frenética Com uma corrida tão renhida até ao final, a última volta foi de pura força e resiliência com os ciclistas a terem de lutar a cada metro e a cada curva. Nys e Aerts mostraram ser os mais fortes na parte final e discutiram entre si a vitória. Toon Aerts fez um ataque fortíssimo antes da reta da meta e colocou-se à frente do compatriota não perdendo nunca mais a posição e venceu os Campeonatos da Europa. Nys ficou no segundo lugar e Wyseure fechou o pódio com a Bélgica a conquistar os três primeiros postos do Campeonato da Europa de Ciclocrosse. https://twitter.com/Eurosport_NL/status/1987536382386991495 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1 Aerts ToonBélgica58:402 Nys ThibauBélgica,,3 Wyseure JoranBélgica0:034 Ronhaar PimPaíses Baixos0:045 Mason CameronGrâ Bretanha,,6 Verstrynge EmielBélgica0:127 Hendrikx MeesPaíses Baixos0:258 Michels JenteBélgica0:339 Orts FelipeEspanha0:3710 Vanthourenhout MichaelBélgica0:42 Temporada de ciclocrosse segue para Niel Nos escalões inferiores Leonie Bentveld (Países Baixos) venceu a corrida sub-23 feminina e Filippo Grigolini deu a vitória à Itália na corrida der juniores masculinos. A temporada de ciclocrosse segue para o Jaarmarktcross de Niel, que recebe a terceira ronda do troféu Superprestige já na próxima terça-feira (11/11). ### Campeonatos da Europa de Ciclocrosse 2025 | Van der Heijden surpreende Os Campeonatos da Europa de Ciclocrosse são a primeira grande corrida da temporada quando as grandes competições já começam a ganhar forma. O percurso de Middelkerke, situado na costa belga, foi corrido apenas uma vez nos campeonatos da Bélgica há três anos e apresentou às 23 ciclistas em competição várias dificuldades, sendo a areia o maior obstáculo desta edição dos Campeonatos da Europa, com um segmento de 600 metros de extensão na praia. Ler mais | Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2025 | A areia de Middelkerke vai decidir Campeões Brand, Van der Heijden e Van Alphen no pódio das elites femininas.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Van der Heijden saiu a voar Inge van der Heijden foi a ciclista que arrancou melhor, colocando-se rapidamente na frente do pelotão antes da primeira curva. A ciclista dos Países Baixos, que foi campeã mundial em sub-23 em Bogense (Dinamarca, 2019), teve um início fulminante destacando-se na frente e cortando a primeira volta com mais de 20 segundos para Sara Casasola e Lucinda Brand. Ler mais | Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 A partida das elites em Middelkerke.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Casasola liderou perseguição Sara Casasola (Itália) ficou com a dura tarefa de perseguir já que seguia atrás num grupo composto por mais duas compatriotas de Van der Heijden, Lucinda Brand e Van Alphen. No decorrer da quinta volta - corrida teve seis - as ciclistas neerlandesas uniram forças tentando distanciar Casasola e fazer um pódio cem por cento laranja. Apesar de se aguentar com unhas e dentes a ciclista italiana sofreu uma queda ao entrar numa das caixas de areia no percurso, sofrendo um duro golpe e perdendo a oportunidade de lutar por um lugar no pódio. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1987168795425636485 Van der Heijden dominou na areia de Middelkerke Na entrada para a última volta, Van der Heijden seguia firme na frente com 50 segundos de vantagem para a dupla de compatriotas perseguidoras Brand e Van Alphen. Van der Heijdenfez a corrida toda na frente e venceu os Campeonatos da Europa de Ciclocrosse de 2025 dominando a prova do início ao fim. Lucinda Brand ficou no segundo posto e Van Alphen fechou um pódio cem por cento neerlandês. Apesar da queda, Sara Casasola terminou a prova no quarto posto, numa autêntica demonstração de força e resiliência. Esta foi também a oitava vitória seguida na corrida de elites femininos dos Campeonatos da Europa de ciclocrosse por parte dos Países Baixos, tendo Sanne Cant vencido pela Bélgica em 2017. O setor com 600 metros de areia é a zona mais técnica do percurso.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1 van der Heijden IngePaíses Baixos50:192 Brand LucindaPaíses Baixos0:413 van Alphen AniekPaíses Baixos0:564 Casasola SaraItália2:035 Fouquenet AmandineFrança2:146 Clauzel HélèneFrança2:357 Betsema DenisePaíses Baixos2:448 Verdonschot LauraBélgica3:009 Zemanová KristýnaChéquia3:1410 Brouwers JulieBélgica4:00 Mattia Agostinacchio bateu David Haverdings e Kay De Bruyckere nos sub-23.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Dia antecede corrida de elites masculinos Nos escalões inferiores, a checa Barbora Bukovská venceu a prova de juniores feminina e o italiano Mattia Agostinacchio a prova de sub-23. Domindo (09/11) é dia de consagrar mais três campeões europeus com as provas de juniores masculinos e sub-23 femininos a antecederem a prova rainha dos elites masculinos. Barbora Bukovská bateu Nynke Jochems e Nicole Azzetti nas juniores.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency ### Premier Tech termina a ligação com o ciclismo  Mais más notícias para o conjunto israelita: depois da promessa de um rebranding, a marca canadiana deixa de patrocinar a equipa Os protestos à Israel - Premier Tech, popularizados na Vuelta 2025, continuam a ter impacto na vida da equipa, que perde um dos mais importantes patrocinadores. Ler mais | WorldTour 2026 | Promoções e despromoções no ciclismo Foto: Israel Premier Tech O adeus da Premier Tech A promessa de um rebranding da equipa, depois dos protestos na última Vuelta, e da ausência em várias clássicas italianas no outono, não terá sido suficiente para manter a marca canadiana no projeto israelita do WorldTour.  O antigo patrocinador anunciou, num comunicado emitido na última quinta-feira, dia 7 de novembro, que não vai continuar a sua aventura no ciclismo, depois de três anos de colaboração com a equipa de Israel.  Relembrar que o patrocinador das bicicletas da equipa, a Factor, já tinha avançado que não continuaria com a equipa sem uma mudança de nome e de bandeira. Na altura, a empresa canadiana tinha apontado na mesma direção. A notícia surge, também, enquanto a estrutura lida com a complexa situação de Derek Gee, um dos nomes grandes da equipa, que já deixou clara a intenção de abandonar o conjunto em 2026. A formação está projetada para voltar ao nível WorldTour em 2026, mas fez a sua inscrição na UCI apenas sob o nome de Cycling Academy. Foto: Israel Premier Tech O Comunicado Pode ler, em baixo, a mensagem partihada, sobre o fim da colaboração com a equipa de Israel. “Após várias discussões com a equipa e uma avaliação cuidadosa de todas as circunstâncias relevantes, a Premier Tech decidiu deixar de ser co-patrocinadora da equipa, com efeito imediato. Embora tenhamos tomado conhecimento da decisão da equipa de mudar de nome para a temporada de 2026, a razão principal para a Premier Tech patrocinar a equipa foi ofuscada a tal ponto que se tornou insustentável para nós continuar como patrocinadores. Em primeiro lugar, queremos agradecer à equipa — ciclistas e funcionários — pelas quatro temporadas inesquecíveis ao seu lado e reconhecer as suas incríveis conquistas e profissionalismo, tanto dentro como fora da estrada. Estamos envolvidos no ciclismo há 30 anos, mas acima de tudo, somos apaixonados pelas nossas indústrias, nossos mercados, nossos clientes e nossos membros da equipa desde 1923. Eles estão no centro do nosso propósito e da razão de ser da Premier Tech. Queremos que cada um destes intervenientes se sinta entusiasmado e orgulhoso por estar associado à Premier Tech, às suas marcas, aos seus produtos e aos seus serviços. A ambição da Premier Tech no ciclismo sempre foi construir pontes entre todos os níveis do desporto, abrindo caminho para que os atletas e a equipa técnica alcancem o seu pleno potencial. Apoiar o crescimento do desporto, juntamente com o desenvolvimento dos ciclistas do Quebec e do Canadá, está no centro deste compromisso — e assim continuará no futuro”. Créditos da fotografia de destaque: Israel Premier Tech ### Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2025 | A areia de Middelkerke vai decidir Campeões Este fim de semana a praia de Middelkerke, na costa belga, vai ser o cenário do primeiro grande duelo da temporada no ciclocrosse. O Campeonato da Europa de ciclocrosse 2025 vai voltar a ser disputado num circuito que promete espetáculo e muita areia. O título continental é bastante disputado no Ciclocrosse pois os atletas sabem que é difícil conseguir um título mundial perante a presença de Mathieu van der Poel (que tem sete títulos mundiais de elite, sendo os últimos três consecutivos), pelo que grande parte opta por apostar logo nesta fase da temporada este título. Créditos imagem: UCI Cyclocross O percurso e a praia de Middelkerke Oficialmente, a prova tem lugar em Middelkerke, mas o local em si é a zona militar de Lombardsijde, um cenário invulgar que tem um misto de zonas de relva, dunas e o troço de areia mais conhecido, junto à praia. O percurso já foi feito no Campeonato Belga em 2022 e é conhecido por ser exigente, técnico e fisicamente pesado com o passar das voltas. É um o percurso que favorece os especialistas na areia, que exige técnica apurada e específica, quem souber “flutuar” bem nas zonas de areia e manter o ritmo nas zonas rápidas poderá fazer a diferença. Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Categoria feminina Na elite feminina o pelotão chega desfalcado. A campeã mundial e atual campeã da Europa, Fem van Empel, é a grande ausência, bem como outras estrelas dos Países Baixos que optaram por adiar o início da temporada de ciclocrosse. Foto: Alex Whitehead/SWpix.com Apesar de muitas ausências, os Países Baixos enfraquecidos contam com Lucinda Brand, que aos 36 anos continua a ser um sinónimo de regularidade — venceu nas últimas corridas em Koppenberg e Lokeren, mostrando que continua num nível altíssimo. A neerlandesa gosta de percursos com areia e a ausência de Fem van Empel pode ser a oportunidade para Lucinda Brand recuperar um título que he escapa desde 2021. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC A grande oponente de Lucinda Brand pode ser Sara Casasola, a italiana teve um início de temporada fantástico, já bateu inclusive Lucinda Brand, resta saber se a areia será uma debilidade. Foto: Flanders Classics | sdinneweth Marie Schreiber pode ser outro nome a ter em conta, assim como algumas ciclistas da seleção francesa como Amandine Fouquenet. Categoria masculina Entre os homens, o cenário é diferente e mais aberto. Thibau Nys, campeão europeu em 2024 é um dos rostos mais carismáticos da nova geração e chega como principal favorito, depois da vitória imponente em Koppenberg. No entanto, o belga mostrou alguma vulnerabilidade em Lokeren, o que mantém alguma imprevisibilidade para esta corrida. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Lars van der Haar (que já anunciou que esta será a sua ultima temporada), Michael Vanthourenhout e até o francês Clément Venturini são nomes que podem disputar o pódio no Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2025 Foto: Flanders Classics | sdinneweth A história recente O Campeonato da Europa de Ciclocrosse tem sido dominado por nomes sonantes. Nos últimos dez anos, Mathieu van der Poel, Michael Vanthourenhout, Lars van der Haar e Thibau Nys alternaram nas vitórias. Últimos campeões europeus: 2024 – Thibau Nys 2023/2022 – Michael Vanthourenhout 2021 – Lars van der Haar 2020 – Eli Iserbyt 2019 a 2017 – Mathieu van der Poel 2016 – Toon Aerts 2015 – Lars van der Haar Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC No setor feminino, o domínio recente tem um próprio: Fem van Empel. A neerlandesa venceu três vezes seguidas (2022–2024), sucedendo a Lucinda Brand, Alvarado e Sanne Cant. Últimas campeãs europeias: 2024–2022 – Fem van Empel 2021 – Lucinda Brand 2020 – Ceylin del Carmen Alvarado 2019 – Yara Kastelijn 2018 – Annemarie Worst 2017/2015 – Sanne Cant Créditos: UCI CX World Cup Créditos da foto de destaque: Sprint Cycling Agency | UEC ### Wout van Aert visita a sede da Cervélo e vê algo "Top Secret" Wout van Aert está nos Estados Unidos, onde visitou a sede da Cervélo, em Santa Cruz — um dos nomes de referência no mundo das bicicletas. Ao seu lado, estiveram também Nathan Van Hooydonck, a diretora de performance Margaux Vigié e o CEO da equipa Visma | Lease a Bike, Richard Plugge. Wout pousou em fotografia com o jovem prodígio do DownHill, o Campeão do Mundo Jackson Goldstone, da equipa Santa Cruz Syndicate (Santa Cruz e Cervélo pertencem ao mesmo grupo). https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1986148976517591328 Num vídeo publicado pela equipa na rede social "X", Wout Van Aert observa atentamente uma bicicleta parcialmente escondida, com um intrigante aviso estampado: "Top Secret". Não se vê o quadro completo, mas os sorrisos trocados deixam no ar de que poderá ser algum novo modelo de bicicleta, ou algum modelo personalizado especialmente para Van Aert. Vídeo https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1985970166509732241 Lembramos que a marca lançou este ano as duas principais bicicletas de estrada, utilizadas nas grande voltas pela equipa Visma | Lease a Bike, a Cervélo S5 e a Cervélo R5, pelo que a ser algo novo seria sempre um modelo diferente destes apresentados em 2025. Cervélo S5 Cervélo e Visma | Lease a Bike Desde que começou a colaborar com a Visma | Lease a Bike, a Cervélo tem marcado presença em algumas das maiores vitórias da equipa. Nos últimos anos, as bicicletas da marca canadiana estiveram no topo de pódios como o Tour de France, La Vuelta e Strade Bianche, graças a ciclistas como Jonas Vingegaard, PrimoZ Roglic e claro, Wout van Aert. Foto: Charly Lopez Estas parcerias com equipas do World Tour combinam a engenharia e conhecimento das marcas com a abordagem meticulosa das equipas ao treino, dados e desempenho nas corridas onde competem, resultando no desenvolvimento de bicicletas e acessórios mais competitivos. O que virá a caminho? Será uma nova versão da Soloist ou Caledonia? Um novo modelo de ciclocrosse ou contrarrelógio? Ou uma edição personalizada para Van Aert? Foto: Charly Lopez Ainda nada foi revelado oficialmente, mas o ambiente descontraído e curioso do vídeo mostra que a equipa está entusiasmada com o que viu. Van Aert, apesar de ainda não estar numa fase de treinos intensos, mantém-se ativo, apesar da equipa ainda não ter comunicado se o belga irá fazer Ciclocrosse esta temporada e a fazê-lo, qual o calendário? Uma coisa é certa: tanto a bicicleta escondida no vídeo, como o eventual calendário de ciclocrosse de Wout van Aert, serão revelados em breve. ### TRP e TEKTRO tornam Bicimax em parceiro estratégico para oficinas e lojas Depois de uma apresentação oficial na Sea Otter Europe, a Bicimax confirma agora a distribuição exclusiva das marcas TRP e Tektro no mercado ibérico. Com este passo a empresa reforça o seu papel na cadeia de abastecimento do setor, proporcionando às lojas e oficinas portuguesas e espanholas o acesso a duas marcas reconhecidas pela qualidade dos seus sistemas de travagem e transmissão. Uma parceria com foco no utilizador final (e nas lojas) Segundo informa a empresa, a entrada das TRP e Tektro no catálogo da Bicimax não é apenas uma expansão comercial — é uma forma de proporcionar a lojas, mecânicos e ciclistas um portfólio completo de soluções, desde componentes premium para estrada, gravel e BTT até travões fiáveis para bicicletas urbanas e elétricas. Com esta parceria, as lojas passam a ter um único distribuidor que garante: Disponibilidade contínua de peças e consumíveis Apoio técnico especializado Marcas com elevada compatibilidade entre sistemas Formação dedicada à manutenção e montagem Sobre a Tektro Fundada em 1986 no Taiwan, a Tektro começou numa pequena fábrica com 20 funcionários. Hoje, com mais de 1.600 empregados e uma presença global, é uma referência em travões de disco hidráulicos para bicicletas urbanas, elétricas e de montanha. A empresa informa que os seus travões são conhecidos por serem: Fiáveis Acessíveis Fáceis de manter Com esta parceria, a Bicimax garante o fornecimento de toda a gama, incluindo peças de reposição e consumíveis — especialmente importante num mercado onde muitas bicicletas já saem de fábrica com sistemas Tektro. Sobre a TRP A TRP foi criada em 2006 para aproximar a Tektro do ciclismo de competição. A TRP é uma solução para quem procura travões com modulação precisa, potência a sério e materiais de alto desempenho — como carbono, alumínio TT6 ou titânio. Entre as suas principais novidades: Evo Pro — o novo travão para mountain bike, que evolui a partir do DHR-Evo, com melhorias claras em rigidez, gestão térmica e dimensão dos pistões. HY/RD e Hylex RS — travões híbridos e hidráulicos para estrada e gravel, já conhecidos pela consistência e modulação. TRP Vistar — o primeiro grupo eletrónico wireless da marca, pensado para estrada e gravel, com o objetivo de oferecer mudanças rápidas, silenciosas e intuitivas. A juntar a isto, a TRP tem uma transmissão wireless (TRP Vistar) desenvolvida em colaboração com a Classified Cycling que permite uma configuração 1x16 velocidades, combinando simplicidade e amplitude de transmissão ao nível de um grupo 2x. Ferramentas, discos, pastilhas e compatibilidade real A TRP também está a investir forte em ferramentas profissionais. O TRP Pro Bleed Kit é um bom exemplo — pensado para agilizar o sangramento de travões hidráulicos, com processos rápidos e limpos. Também se destacam os discos de 2.3 mm, que segundo a marca são mais resistentes à fadiga térmica, e pastilhas em vários compostos para qualquer tipo de utilização — estrada, gravel, XC ou enduro. A marca tem ainda uma máquina para acamar pastilhas, criada em parceria com a Sinter, que reduz o tempo de rodagem e otimiza o rendimento de cada sistema. Bicimax com portfólio de marcas mais completo de sempre Com a integração das TRP e Tektro, a Bicimax reforça o seu objetivo de ser mais do que uma distribuidora — a Bicimax diz quer ser um parceiro estratégico para oficinas, lojas e ciclistas na Península Ibérica. Ao reunir num único distribuidor marcas complementares e tecnologicamente avançadas, a Bicimax quer oferecer às lojas e profissionais todos os componentes essenciais para montar e equipar bicicletas completas, com compatibilidade, continuidade e suporte especializado. Podes obter mais informações sobre estas e outras marcas do catálogo da Bicimax, aqui no seu website: bicimax.com/pt/ ### Troféu X2O | Nys, Nieuwenhuis e Brand entram a ganhar Koppenbergcross e Rapencross marcaram início do Troféu X2O abriu que viu ganhar Thibau Nys, Joris Nieuwenhuis e Lucinda Brand. Jornada dupla na abertura do Troféu X2O, que nos trouxe um fim de semana com três vencedores, já que Thibau Nys impôs-se no Koppenbergcross, Joris Nieuwenhuis no Rapencross e Lucinda Brand venceu ambas as corridas. No sábado foi a mais dura das provas do antigo Troféu Gazeta de Antuérpia, com seis subidas ao Koppenberg. O campeão europeu Nys venceu fácil na estreia na temporada de ciclocrosse e chegou sozinho ao topo da icónica subida da Flandres. Guia da temporada 2025/2026 de ciclocrosse O pódio foi curioso porque reproduziu velhos duelos da categoria sub-23, com Cameron Mason 2º e Pim Ronhaar 3º – os mesmos três nomes fizeram pódio em 2022, com Ronhaar a bater Mason e Nys quando eram talentos promissores. Houve dose dupla de felicidade para a Baloise Glowi Lions, que também ganhou a corrida feminina com uma Lucinda Brand que ainda levou uns sustos da francesa Celia Gery. A campeã mundial de estrada em sub-23 e campeã europeia de ciclocrosse na mesma categoria apertou com a veterana, mas Brand estreou-se mesmo a ganhar o Koppenbergcross aos 36 anos. Ler mais | Thibau Nys e os novos craques do ciclocrosse Foto: Flanders Classics | sdinneweth Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/oI6N-qC73Ig?si=ZS81Hk6fDXWQBZJC Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/1a8FWA2tPto?si=ypR8L6PRJagYyB9j A série do patinho de borracha está de volta No domingo correu-se em Lokeren o Rapencross e Nys sofreu uma série de quedas e percalços mecânicos que o atiraram para o 15º posto, perdendo toda a margem que tinha ganho no dia anterior. De todas as séries onde se disputa uma classificação geral, o Troféu X2O é a única que se define com base no tempo agregado das oito rondas. Em todas as provas há bonificações de 15, 10 e 5 segundos no final da primeira volta e este ano também se atribuem os mesmos bónus para os três corredores com as voltas mais rápidas. Aproveitou Joris Nieuwenhuis para fazer uma corrida muito consistente e despachar a concorrência na segunda metade da prova. Foi a segunda vitória da época para o neerlandês da Ridley. No pódio estiveram também Michael Vanthourenhout, que abriu a época com dupla vitória no Superprestige, e Niels Vandeputte. Para os interessados, os patinhos são oferta da marca de produtos de casa de banho que patrocina a competição e não estão à venda ao público em geral. Ciclocrosse | Troféu Superprestige 2025 | Overijse Resumo da corrida feminina https://youtu.be/BKWd47BqBNg?si=TeKg3QXHGKl8Kxwc Resumo da corrida masculina https://youtu.be/y7z2L9Va6bI?si=FLdR1RsHwD-SMhmA Classificações ### UCI Alentejo Gravel | Reconhecimento do percurso em Ourique Fui até Ourique para reconhecer o percurso da etapa portuguesa da UCI Gravel World Series, que vai decorrer em Ourique a 9 de novembro de 2025. Cenário incrível cheio de estradões de terra batida e paisagens abertas — ideal para quem gosta do gravel puro, com aquele toque remoto do Alentejo. Neste vídeo, mostro como é o terreno e dou as minhas primeiras impressões sobre o percurso. Se estás a pensar participar ou queres simplesmente ver mais sobre esta prova, vê o vídeo. Ainda te podes inscrever na UCI Alentejo Gravel World Series aqui: INSCRIÇÕES https://www.youtube.com/watch?v=JqqXGbpEtCs ### Rui Costa diz adeus | O Campeão do Mundo anuncia final de carreira profissional Depois de 19 temporadas no pelotão profissional e mais de 30 vitórias ao mais alto nível (foram 33 no World Tour ), Rui Costa anunciou que chegou “a hora de se retirar”. Através de uma publicação nas redes sociais, o antigo campeão do mundo explicou que pretende agora usufruir da companhia dos seus, estar presente nos pequenos grandes momentos e viver com calma o que tantas vezes ficou adiado. Ler mais | Entrevista | Rui Costa regressa em França com a EF Na mesma mensagem, sublinhou que se considera abençoado por viver o seu sonho, agradeceu a todas as equipas que o acompanharam e à Seleção Nacional, que representou “com orgulho imenso”. Aos 39 anos, o campeão do mundo de 2013 encerra uma carreira que marcou não apenas o ciclismo português, mas também o pelotão internacional. Legado no Ciclismo Português Natural da Póvoa de Varzim, Rui Costa construiu uma das mais notáveis trajectórias do ciclismo luso. Em 2013, sagrou-se campeão do mundo de fundo em Florença, sendo até hoje o único português a alcançar esse título. Entre 2012 e 2014 conquistou três vitórias consecutivas na geral da Volta à Suíça — também feito inédito de um ciclista português. Entre as vitórias de destaque, estão também as três etapas no Tour de France (duas em 2013, uma em 2011), assim como a etapa na Vuelta a España em 2023, vitória que comprovou a sua longevidade e competitividade no pelotão. Ler mais | Vuelta marca o regresso do “killer” Rui Costa Créditos: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency Ao longo da carreira, representou equipas como Benfica, Movistar Team, Lampre‑Merida, UAE Team Emirates, Intermarché–Wanty e EF Education‑EasyPost. A sua consistência, inteligência tática, posicionamento no pelotão, frieza nos momentos decisivos e capacidade de resistência foram caraterísticas que o tornaram numa referência. Obrigado, Rui Costa Com Rui Costa, o ciclismo português voltou a sonhar alto. Depois da medalha de prata de Sérgio Paulinho em Atenas 2004 — momento marcante que também reacendeu o prestígio do ciclismo nacional — foi Rui quem consolidou essa chama, levando-a mais longe com o título mundial. https://www.youtube.com/watch?v=_TS0pF6AAFg Entre o passado de Joaquim Agostinho e o futuro de ciclistas como João Almeida, Rui Costa representou uma ponte que devolveu orgulho e ambição aos ciclistas portugueses. “Hoje fecho um capítulo. Mas a paixão pelas duas rodas… essa nunca acabará”, escreveu Rui Costa. Nós, como comunidade do ciclismo e como portugueses, só temos a agradecer: obrigado por tudo, Rui Costa! ### Teste sapatos Shimano RX6 — Conforto, desempenho e equilíbrio até no preço A Shimano já nos habituou a qualidade e rigor naquilo que faz e os sapatos Shimano RX6 são mais uma prova disso. Pensados para o gravel mas que facilmente se adaptam a um BTT ligeiro, graças ao sistema SPD e a um equilíbrio bem conseguido entre rigidez, conforto e preço. Sensações Ao pedalar com eles ainda nos primeiros metros a primeira sensação que nos vem à cabeça é conforto. São daqueles sapatos que se calçam e imediatamente parecem “certos” (se experimentares a calçar numa loja vais perceber o que escrevo). Créditos: David Raquel O ajuste é feito através de um sistema BOA L6 combinado com uma tira de velcro frontal, o que permite uma adaptação precisa ao pé e facilita muito na hora de calçar e descalçar. O BOA oferece microajuste quando se aperta, a zona do velcro dianteiro raramente precisa de ser tocado após fazermos o primeiro ajuste — é simples e funcional. Com uns toques de gama superior A construção é em pele sintética, idêntica à dos modelos superiores RX8 e XC7, têm uma ventilação aceitável através dos orifícios de drenagem que certamente irão ajudar quando o percurso tem pequenos ribeiros com água ou em dias de chuva. (Não testei com lama e chuva mas esses orifícios dão jeito nessas condições). O calcanhar tem uma forma bem desenhada, garante um suporte suficiente para carregar e puxar o pedal sem incómodo nesta zona. Créditos: David Raquel Um par de sapatos para tudo A sola é de nylon reforçado com carbono, com uma rigidez de 8 na escala da Shimano (que vai até 12). Ou seja, para o utilizador que deseja desempenho em corridas podem não ser perfeitos, mas para quem deseja fazer longas tiradas de bicicleta têm um equilíbrio muito bom entre rigidez e alguma flexibilidade que também dá jeito para caminhar — ideal para o gravel bikepacking ou dias com mais de dez horas de pedalada, onde sempre se fazem paragens e tem que se caminhar. Créditos: David Raquel Na hierarquia da Shimano, o RX6 fica abaixo do RX8, que é o modelo mais competitivo e com sola totalmente em carbono (estes sim para quem deseja carregar mais no pedal e andar rápido), também bastante mais caro. Sinceramente, a diferença sente-se mais no preço do que na experiência real de utilização, pelo menos para quem não compete. Por isso, é fácil ver nos RX6 uma opção equilibrada para o ciclista que quer um único par de sapatos para tudo — Gravel, BTT e até um passeio de estrada de vez em quando. Opinião final No final de contas, os Shimano RX6 são uns sapatos completos e equilibrados: leves quanto baste, visualmente bonitos, confortáveis e suficientemente eficientes para fazer de tudo um pouco com eles. Por ultimo e talvez o mais importante para muitos, têm um preço ajustado ao que oferecem — o que os torna numa opção muito válida dentro deste segmento de sapatos. Créditos: David Raquel Podes ver os preços e a gama completa dos sapatos Shimano para Gravel aqui no website da marca: bike.shimano.com/pt ### Tour de France 2026 – Percurso e todas as etapas  A ASO, organizador do Tour de France 2026, apresentou, recentemente, o percurso para a 113ª edição da maior corrida do mundo O Tour de France 2026 arranca com duas etapas na Catalunha, antes de seguir para França - termina em Paris, com a repetição da passagem por Montmartre, antes da chegada aos Campos Elísios, onde Van Aert bateu Pogacar em 2025.  Os ciclistas vão enfrentar oito etapas de montanha, com cinco finais em alto. Destaque ainda para sete etapas planas, que devem terminar ao sprint, e apenas nove quilómetros planos de contrarrelógio individual. Créditos: A.S.O. Ler mais | Transferências do ciclismo para 2026 Grand Depart em Barcelona O Tour de France 2026 arranca em Barcelona, com um contrarrelógio por equipas de 19 km, a terminar na colina de Montjuïc – onde não existe obrigação de terminar com um determinado número de ciclistas, o que significa que cada atleta termina com o seu respetivo tempo.   A segunda etapa volta a correr-se em Barcelona. Um perfil de média montanha, com três passagens pelo circuito de Montjuïc, que deve abrir a vitória a vários perfis de ciclista  Etapa 1 | Créditos: A.S.O. Ao terceiro dia, os ciclistas arrancam em Espanha, mas terminam em França, num final inédito em Les Angles. São quase 4000 metros verticais, mas o perfil das subidas deixa em aberto a vitória da etapa.  O quarto e o quinto dia são “etapas de transição”. A chegada a Foix parece estar desenhada para vitória de uma fuga, e o final em Pau deve dar a primeira oportunidade aos sprinters. Decisões guardadas para o final Depois do primeiro dia de descanso, surge mais uma etapa de montanha. Os ciclistas ultrapassam o Col du Tourmalet, a quase 40 km do fim da etapa. Uma longa descida deixa os atletas á entrada da subida final do dia - Gavarnie-Gèdre (18,6 km a 3,7%).  As etapas sete e oito devem terminar ao sprint, antes de dois dias de média montanha. A etapa nove, mais leve, entre Malemort  e Ussel, seguida da 10ª tirada, com sobe e desce do início ao fim, num dia com praticamente 3000 metros verticais.  Etapa 10 | Créditos: A.S.O. Mais dois dias para finais rápidos, na 11ª e 12ª etapas. No dia seguinte, mais de 200 km, com duas ascensões: a última é coroada a 30 km da meta (Ballon D’Alsace com 9,1 km a 6,8%). Depois disso, os ciclistas descem até à meta, em Belfort  A 18 de julho os ciclistas gozam o segundo, e último dia de descanso do Tour de France 2026, antes de dois dias muito importantes. Na 14ª etapa, ligação entre Champagnole e Plateau de Solaison: 4700 metro verticais, distribuídos por oito contagens de montanha. Final em alto, com a última subida a ter 11,6 km a 8,9%.  Etapa 14 | Créditos: A.S.O. A 15ª etapa traz o único contrarrelógio individual do Tour de France 2026. São 26 km no total, mas os primeiros nove são a subir, e os oito seguintes a descer. Seguem-se cerca de nove quilómetros planos de esforço individual, os únicos nesta edição da Grande Volta francesa.  Mais um dia de transição na etapa 17, com boas possibilidades para uma fuga triunfar. Depois disso, três finais em alto antes da chegada aos Campos Elísios no último dia do Tour de France 2026.  A ligação entre Voiron e Orcières Merlette termina com subida de 7 km a 6,8%, antes de duas chegadas no mítico Alpe D’Huez. Na 19ª etapa, um final brutal de 14 km a 8% de pendente média. No dia seguinte, os ciclistas ultrapassam a icónica combinação do Col du Télégraph e do Col du Galibier, antes de derradeira ascensão de 3,8 km a 6,1%.  Etapa 19 | Créditos: A.S.O. Etapa 20 | Créditos: A.S.O. O Tour de France 2026 termina nos Campos Elísios, numa reedição de 2025, com passagem por Montmartre. Desta feita, a última subida está a 17 km da meta, o que pode abrir a luta pela vitória aos ciclistas mais rápidos. Quem destrona Tadej Pogacar? O percurso do Tour de France 2026 parece alterar a lógica seguida em 2025, com perfis mais leves e a grande parte da ação guardada para o fim. Reduziu-se o número de etapas tipo “clássicas” e de dias brutais com múltiplas contagens de primeira categoria.  Ainda assim, Tadej Pogacar sai como o principal favorito. Jonas Vingegaard promete continuar a dar luta. A Bora é uma incógnita - a equipa alemã tem em Florian Lipowitz o terceiro do último ano, mas juntou às suas fileiras Remco Evenepoel, e conta ainda com Primoz Roglic. João Almeida poderá voltar a tentar o assalto ao pódio depois de ter sido forçado a abandonar em 2025.  Há, também, nomes novos que ganham cada vez maior destaque. Oscar Onley foi outra das figuras em 2025, e Paul Seixas, um dos maiores fenómenos franceses dos últimos anos, pode estrear-se na Grande Volta do seu país - tal como acontece com o mexicano Isaac Del Toro. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Sprinters para todos os gostos no Tour de France 2026 É difícil tentar adivinhar o estado do WorldTour a mais de oito meses de distância do Tour de France 2026, mas os sprints têm potencial para ser um dos focos da 113ª edição da corrida gaulesa.  Tim Merlier deve ter mais atenção da sua equipa depois da saída de Remco Evenepoel. A Lidl – Trek tem Mads Pedersen e Jonathan Milan a reclamar um lugar na maior corrida do mundo.   Olav Kooij deve estrear-se, depois da mudança para a Decathlon. Junta-se ainda à festa Jasper Philipsen, que venceu 10 etapas nas últimas quatro edições do Tour de France. Arnaud De Lie e Paul Magnier são mais dois nomes fortes para manter no radar. Foto: A.S.O./Charly Lopez ### Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 A temporada de 2025/2026 de ciclocrosse iniciou-se em agosto com os campeonatos nacionais da Austrália mas é nesta fase que entra na sua época principal. A Taça do Mundo, o Troféu Superprestige (já em andamento) e o X2O são as três competições mais importantes e, caso queiras saber mais um pouco sobre elas e esta modalidade, o TopCycling faz-te um artigo com todas as informações. Ler mais | Ciclocrosse |Troféu Superprestige 2025 | Overijse Foto: Flanders Classics Competições mais importantes A época de ciclocrosse, um pouco como a de estrada, tem muitas corridas por todo o mundo, mas algumas são mais importantes, mais mediáticas e onde estão os melhores corredores. É nos meses de novembro, dezembro e janeiro que tem a sua época alta, quando se disputam as três principais competições, o X2O, o Superprestige e a Taça do Mundo da UCI. Quase no fim da época disputam-se os Campeonatos do Mundo que este ano acontecem em Hulst nos Países Baixos a 1 de fevereiro. Van der Poel e Fem van Empel são os atuais detentores da camisola arco-íris da modalidade Foto: Flanders Classics Taça do Mundo UCI A Taça do Mundo UCI é composta por 12 corridas em vários países. A sua classificação é por pontos em que o primeiro, segundo e terceiro classificados acumulam 40, 30 e 25 pontos respetivamente e a partir da quarta posição, os pontos atribuídos começam nos 22 e vão até ao 1, consoante a posição. No último ano foi Michael Vanthourenhout a vencer pelos homens e Lucinda Brand venceu a classificação feminina. Calendário 2025/2026 23 novembro - Tábor, Chéquia 30 novembro - Flamanville, França 7 dezembro - Terralba (Cabras), Italia 14 dezembro - Namur, Bélgica 20 dezembro - Antwerpen, Bélgica 21 dezembro - Koksijde, Bélgica 26 dezembro - Gavere, Bélgica 28 dezembro - Dendermonde, Bélgica 4 janeiro - Zonhoven, Bélgica 18 janeiro - Benidorm, Espanha 24 janeiro - Maasmechelen, Béçgica 25 janeiro - Hoogerheide, Países Baixos Foto: Flanders Classics Troféu Superprestige O Superprestige é uma competição composta por oito corridas todas em território belga e a sua classificação é também ela feita através de pontos dados aos corredores consoante a sua classificação em cada corrida. O primeiro classificado leva 15 pontos, o segundo 14, o terceiro 13 e por aí em diante. No fim das oito provas o corredor com mais pontos leva o troféu para casa. Na época passada Niels Vandeputte aproveitou a sua regularidade e sem ganhar nenhuma corrida venceu o troféu na categoria masculina. Nos elites femininos Lucinda Brand juntou a Taça do Mundo ao Superprestige, confirmando a sua excelente temporada. Calendário 2025/2026 19 outubro - Ruddevorde 26 outubro - Overijse 11 novembro - Niel 15 novembro - Merksplas 23 dezembro - Heusden-Zolder 30 dezembro - Diegem 3 janeiro - Gullegeme 7 fevereiro - Middelkerke Foto: Flanders Classics Troféu X2O Badkamers O Troféu X2O, apesar de menos importante globalmente e com menos qualidade nas startlists, é uma competição sempre muito disputada e extremamente entusiasmante de acompanhar. Ao contrário da Taça do Mundo e do Superprestige, a sua classificação é determinada consoante os tempos de chegada dos ciclistas, como acontece na estrada, nas provas por etapas.  Calendário 2025/2026 1 novembro - Oudenaarde 2 novembro - Lokeren 16 novembro - Hamme 22 dezembro - Hofstade 29 dezembro - Loenhout 1 janeiro - Baal 8 fevereiro - Lille 15 de fevereiro - Bruxelas Eli Iserbit e Lucinda Brand foram os respetivos vencedores desta prova na passada temporada. Iserbyt, Nys e Van Der Haar em Benidorm. Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Vais poder acompanhar o seguimento da temporada no TopCycling com resumos de todas as provas masculinas e femininas das principais competições. ### Mundial de Pista 2025 | Leitão e Narciso suam sangue no Madison Era impossível atingir o nível do passado Europeu, o melhor de sempre, mas Iúri Leitão e Diogo Narciso souberam posicionar Portugal no top 5 do Madison no último dia do Mundial de pista. A dupla nacional sofreu, viveu algumas crises ao longo das 200 voltas, mas terminou em apoteose ganhando três dos quatro últimos sprints e pontuando no último. Foram 21 pontos em 40 voltas, nas quais Portugal correu ao ataque e que permitiu fechar no 5º lugar com 46 pontos. Ganharam os belgas De Vylder/Van den Bossche (81 pontos), à frente dos britânicos Tarling/Stewart (73 pontos) e dos dinamarqueses Larsen/Leth (71 pontos). Portugal fecha o Mundial do Chile com o bronze de Iúri Leitão no Scratch, o top 5 da dupla Leitão/Narciso no Madison e dois 15º lugares de João Matias (Eliminação e Corrida por Pontos). A seleção voltou às medalhas, o que não se verificava desde Glasgow 2023, quando o campeão olímpico de Viana do Castelo venceu o Omnium. Além do Madison com Diogo Narciso, o vianense Iúri Leitão subiu ao pódio no Scratch no primeiro dia do Mundial.Foto: FPC Viviani pendurou a bicicleta à campeão Harrie Lavreysen foi a grande figura do evento, com quatro títulos na velocidade. O neerlandês atingiu as 20 medalhas de ouro em Campeonatos do Mundo ao vencer o Sprint individual pela sétima vez consecutiva. Foi uma edição de sonho para os Países Baixos, que nunca tinham vencido nove títulos mundiais. A Grã-Bretanha foi a segunda nação no medalheiro com quatro títulos. Nota para outro momento que marcou a última sessão em Santiago do Chile: Elia Viviani pendurou a bicicleta à campeão ao ganhar pela terceira vez a Eliminação. O próximo Campeonato do Mundo vai decorrer em Xangai, na China, em outubro de 2026. O ciclismo de pista regressa em quatro meses com o Europeu de Konya, na Turquia, entre 1-5 fevereiro. ### Ciclocrosse |Troféu Superprestige 2025 | Overijse Sara Casasola e Michael Vanthourenhout entram em grande no Troféu Superprestige, colocando-se no comando após duas corridas disputadas. O troféu Superprestige 2025/26 arrancou no passado 19 de outubro, em Ruddervoorde, onde Michael Vanthourenhout e Marion Norbert-Riberolle começaram a temporada da melhor forma, vencendo as corridas de elite masculina e feminina. Uma semana depois, o circuito rumou a Overijse, trazendo um traçado mais duro e técnico — com subidas íngremes, descidas escorregadias e o regresso de algum barro — elementos que caracterizam o ciclocrosse na sua forma mais autêntica. Elites Femininas: Sara Casasola conquista a maior vitória da carreira A ausência de Fem van Empel, que optou por não alinhar após a vitória do dia anterior, abriu caminho para uma luta direta entre a neerlandesa Lucinda Brand e a italiana Sara Casasola. A neerlandesa começou forte, acompanhada por Kata Blanka Vas, mas a italiana da Crelan - Corendon rápido mostrou que a primeira corrida de Ruddervoorde tinha sido o primeiro aviso (terminou na segunda posição), e começou a endurecer o ritmo. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1982446906698567988 Na penúltima volta uma queda de Lucinda Brand provocou uma perda de tempo precioso para a experiente atleta de 36 anos, enquanto Casasola manteve uma pilotagem impecável até ao final, conquistando aquela que é para já a vitória mais expressiva da sua carreira e a segunda em provas C1. Lucinda Brand ainda assegurou o segundo lugar, com Aniek van Alphen a completar o pódio, depois de resistir à perseguição de Amandine Fouquenet e Inge van der Heijden. Top 10 Elite Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo/Diferença1Sara CasasolaCrelan - Corendon45:532Lucinda BrandBaloise Glowi Lions+28s3Aniek van AlphenSeven Racing+37s4Amandine Fouquenet+1:395Inge van der HeijdenCrelan–Corendon+1:536Marion Norbert-RiberolleCrelan–Corendon+2:147Hélène Clauzel+2:218Kiona Crabbé+2:439Julie BrouwersCharles Liégeois Roastery CX–10Denise BetsemaDe Ceuster - Bouwpunt+2:51 Vídeo resumo da corrida feminina https://www.youtube.com/watch?v=WUk7J0vLFYU Elites Masculinos: Vanthourenhout vence duelo com Ronhaar Na corrida masculina, Michael Vanthourenhout confirmou o excelente início de temporada ao vencer novamente, depois do triunfo em Ruddervoorde. Mas a vitória em Overijse não veio fácil. Com um percurso exigente e condições técnicas que separaram rapidamente os melhores, Pim Ronhaar foi o principal adversário do belga, impondo um ritmo fortíssimo nas voltas finais. Vanthourenhout, mais calculista, esperou pelo momento certo para atacar — e fê-lo com precisão na última volta, abrindo diferença suficiente para celebrar isolado. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1982473108222062774 Emiel Verstrynge completou o pódio, à frente de Niels Vandeputte e Joran Wyseure, num top 10 dominado por belgas e neerlandeses, como já é tradição nas grandes corridas da modalidade. Top 10 Elite Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo/Diferença1Michael VanthourenhoutPauwels Sauzen–Altez Industriebouw1:00:452Pim RonhaarBaloise Glowi Lions+7s3Emiel VerstryngeCrelan–Corendon+13s4Niels VandeputteAlpecin–Deceuninck Development+15s5Joran WyseureCrelan–Corendon+17s6Joris NieuwenhuisRidley Racing Team+18s7Jente MichelsAlpecin–Deceuninck Development+19s8Lars van der HaarBaloise Glowi Lions+29s9Witse MeeussenCrelan–Corendon+35s10Cameron MasonAlpecin–Fenix+41s Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/08vWNzDKlLc?si=s-oLW8qVbzzeHyfc Próximas rondas O Superprestige 2025/26 promete uma luta renhida tanto no setor masculino quanto no feminino. Vanthourenhout está na frente, enquanto Casasola mostra estar consistente e querer desafiar as habituais dominadoras da categoria. ### O uso de cetonas no ciclismo deixa de ter o aval da UCI O uso de ketones (cetonas, em português) tem estado na ordem há já algum tempo, levando a União Ciclista Internacional (UCI) a posicionar-se em relação a esta temática. Em comunicado, a organização que tutela o ciclismo mundial desaconselhou o uso de ketones, embora tenham explicado que, até ao momento, não há qualquer evidência científica que revele que o suplemento contribua para o aumento da performance desportiva. “Os resultados de um estudo abrangente e de alta qualidade mostram que tomar ketones após competições ou sessões de treino de alta intensidade não afeta a qualidade da recuperação”, explicou a UCI. A UCI sublinha que "não existem evidências científicas convincentes de que esses produtos melhorem o desempenho ou a recuperação dos atletas." Por essa razão, a entidade considera que "não há motivo para a sua utilização e, consequentemente, não recomenda a inclusão de suplementos de cetonas nos planos nutricionais dos ciclistas." Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Ler mais | Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma Lease a Bike O que é esta substância? Como referido no comunicado da UCI, os ketones “são compostos químicos produzidos naturalmente pelo corpo humano e utilizados pelos músculos durante o exercício”, em situações em que “há escassez de glicose”. Para além disso, este suplemento também pode ser ingerido “por via oral, na forma de suplementos alimentares”. O uso deste tipo de nutrientes viralizou em desportos de resistência, em particular no ciclismo de estrada, desde que, em 2016, foi conhecido o resultado de um estudo científico, que revelou que a sua “ingestão pode melhorar o desempenho” desportivo. Foi nessa altura que se desencadeou a chamada “revolução dos ketones” no ciclismo, com várias equipas do World Tour a adotarem o suplemento nos seus protocolos alimentares. Contudo, diversas associações, como o Movimento por um Ciclismo Confiável (MPCC), alertaram para os riscos que a toma desta substância pode causar e pediram aos reguladores que a incluíssem na lista de suplementos proibidos, alegando que este pode causar uma vantagem competitiva ilícita. “Os resultados não foram confirmados por estudos subsequentes e, atualmente, há um consenso de que tais suplementos não têm efeito no desempenho durante exercícios de resistência”, concluiu a UCI. Créditos da foto de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Por: Tiago Alexandre ### Como montar pneus tubeless na bicicleta | Tutorial Em colaboração com a BlackJack Wheels, esta série de vídeos explica vários temas relacionados com rodas. Neste vídeo o mecânico José Carmo mostra como fazer tubeless numas rodas BlackJack TR 26, passo a passo. O mecânico José Carmo, da loja Bikeplanet, mostra como transformar uma roda tradicional em sistema tubeless, desde a preparação do aro até à colocação da fita e do líquido selante, alertando para erros comuns e fazendo tudo da forma correta. Neste vídeo podes aprender: Tipo de fita e válvula usar Quantidade de selante ideal Como evitar fugas de ar Dicas práticas para uma montagem perfeita https://youtu.be/BEWcYVOjlv0?si=u5GyQR6EYbYo1m6U No canal Youtube Topcycling encontras mais dicas de mecânica na rubrica "Dicas do Zé", visita a subscreve o canal. ### Mundial de pista 2025 | Matias e Narciso entram em ação Após o bronze de Iúri Leitão no scratch, João Matias e Diogo Narciso competem no terceiro dia do Mundial de pista. Confiram horários e expetativas dos atletas. Portugal entrou bem no Mundial de pista graças ao bronze de Iuri Leitão no Scratch e esta sexta-feira juntam-se à festa João Matias e Diogo Narciso. O TopCycling falou com os corredores de Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, que são apostas do selecionador Gabriel Mendes para a prova que decorre em Santiago do Chile. Além de entrarem em ação Matias e Narciso, no terceiro dia do Mundial regressa à pista Iúri Leitão, que abre a sessão com a qualificação do Quilómetro contrarrelógio e em caso de ficar nos oito primeiros a final decorre às 22:20. As sessões da manhã não têm transmissão em direto no Eurosport/HBO Max, mas todas as finais estão agendadas para as sessões da tarde no Chile (noite em Portugal). Confiram abaixo o horário das provas dos portugueses para sexta-feira, sábado e domingo. Entrevista | Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Os craques em discurso direto João Matias, 34, Barcelos Programa: Corrida por pontos 6ª feira às 21:00 | Eliminação domingo às 18:40 "Tive um final de época de estrada onde me senti muito bem, consegui voltar às vitórias e noutras etapas estive perto de vencer. Depois de várias doenças e das dificuldades em superá-las, voltei a estar na frente e a sentir que era um ciclista que podia vencer e isso dá-me tranquilidade. Na pista complicado prever resultados porque a última vez que competi foi na Taça das Nações, em março, mas tenho-me sentido bem a treinar tal como os três que estamos com a seleção. Estar com os da frente seria muito bom, vou dar o máximo. A Eliminação é uma prova onde penso que temos de ter muita capacidade de improvisar. Gosto de tentar estar bem colocado no início para evitar eliminações surpresa e na parte final temos de estar atentos onde estão os ciclistas mais rápidos e os mais lentos e jogar com isso. Poderá não me valer de nada estar a eliminar atrás tendo um ciclista experiente e rápido na roda pois pode sair cara a jogada, assim como pode não me valer ir bem colocado na frente se for na roda de um ciclista que vai lento e em volta de eliminação somos atropelados por quem vem atrás. Vou tentar jogar com o que está a acontecer a cada momento da prova e manter-me a respirar o mais tranquilo possível para conseguir tomar boas decisões e levar a corrida da melhor forma. A Corrida por pontos é fundo e resistência. Tentar pontuar o máximo sem entrar em desespero penso que é o segredo para não deixar fugir a corrida. Pontuar na roda de outros ciclistas e tentar dar voltas em grupo é a melhor forma de abordar; no último terço de prova é jogar com a gasolina que ainda tiver no tanque e lutar pelo máximo de pontos possíveis." Entrevista João Matias: "A seleção que mais êxito tem tido é a de pista" Leitão e Narciso venceram, em setembro, o Madison no 21º Troféu Internacional Cidade de Barcelona - XII Memorial Miguel Poblet.Foto: FPC Diogo Narciso, 23, Gondomar Programa: Perseguição individual (qualificação às 16:00; em caso de top 4 final às 22:58) | Madison domingo às 19:58 "É um orgulho representar a nossa nação num Campeonato do Mundo e ter mais uma vez a confiança do professor Gabriel Mendes nestes grandes palcos. Fiz uma boa preparação para o Mundial junto com o professor e os restantes colegas de seleção. É sempre fantástico correr com o Iúri no Madison, temos já alguns lugares de destaque nas Taças das Nações e penso que fazemos uma boa dupla. Há pouco tempo tivemos a oportunidade de fazer uma prova de classe 2 em Barcelona que nos correu na perfeição e serviu de preparação para o Mundial. Claro que não é igual correr eu ou o Iuri fazer dupla com o Rui Oliveira, eles são os campeões olímpicos, mas estou tranquilo em dar o meu melhor por Portugal e fazer um bom resultado. Não vou com muitas expectativas para a perseguição individual, visto esta ser uma nova experiência para mim e para qual não tenho muito trabalho específico, procuro evoluir e fazer uma prova consistente e sem quebras, isso será o mais importante." Ler mais | Ivo e Rui Oliveira fecham Europeu com chave de bronze Sábado, 25 de outubro 16h30 - Iúri Leitão: Omnium - Prova 1/4 (Scratch) 19h28 - Iúri Leitão: Omnium - Prova 2/4 (Corrida tempo) 22h56 - Iúri Leitão: Omnium - Prova 3/4 (Eliminação) 00h18 - Iúri Leitão: Omnium - Prova 4/4 (Corrida por pontos) Domingo, 26 de outubro 18h40 - João Matias: Eliminação (Final) 19h58 - Diogo Narciso/Iúri Leitão: Madison (Final) ### Mundial de Pista 2025 | Iúri Leitão e o bronze para lá da hora Ao segundo dia do Mundial de pista, em Santiago do Chile, Iúri Leitão colocou Portugal no pódio no scratch. A pista é a árvore que não para de dar frutos ao ciclismo português e Iúri Leitão provou isso mesmo, já a madrugada ia avançada, com um 3º posto de categoria mundial no scratch. O velódromo de Santiago do Chile transformou-se na versão pistard de “Aberto até de madrugada”, de Quentin Tarantino: caos na pista, uma prova que teve 41 voltas quando o normal são 40, selecionadores a protestar e o vídeo-árbitro a entrar em ação. Feitas as contas, o 6º lugar atribuído a Iúri Leitão transformou-se na medalha de bronze e tudo porque os ciclistas souberem ler a corrida. Na volta 40 o vianense lançou o sprint e foi tocado pelo belga Jules Hesters, que acabou relegado. Foto: FPC Sete medalhas portuguesas em Campeonatos do Mundo O final da prova não foi assinalado e alguns corredores continuaram a competir dando uma volta extra à pista. Iúri Leitão não; abriu para o lado, protestou o toque e deixou-se ir sabendo que o trabalho estava feito. O bronze só foi saboreado muito depois do final da corrida, mas valeu a pena. Praticamente à uma e meia da manhã em Portugal Continental, da sessão vespertina do Mundial do Chile chegou a primeira medalha da seleção nacional. Ganhou o alemão Moritz Augenstein, seguido pelo neerlandês Yanne Dorenbos. São já sete medalhas portuguesas em Campeonatos do Mundo de pista e só à conta de Iúri Leitão são três. Haverá muita gente que foi dormir triste, mas que vai ter uma bela surpresa quando acordar esta sexta-feira. ### João Almeida nomeado para melhor ciclista do mundo em 2025 João Almeida está nomeado para receber o Velo D'or, prestigiado prémio que elege o melhor ciclista da temporada João Almeida é um dos 10 ciclistas nomeados para receber o Velo D'or, prémio entregue pelo jornal francês L'Équipe, que premeia os melhores da modalidade no último ano. O ciclista português aparece numa lista com outros nove ciclistas, onde compete com dois colegas de equipa: Tadej Pogacar e Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG). Ler mais | João Almeida entra para a história do ciclismo mundial! Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli João Almeida entre a nata do ciclismo mundial O ciclista de A-dos-Francos teve a sua melhor época da carreira até ao momento, onde alcançou 10 das 23 vitórias que tem em cima da bicicleta - e todas elas de nível WorldTour. Os feitos conseguidos em 2025 - tornou-se no terceiro de sempre a vencer três provas de uma semana do WorldTour - valem a presença numa lista onde aparecem os maiores nomes do ciclismo mundial. Nomeados para o Velo D'or masculino: João Almeida (Portugal, UAE Team Emirates) Isaac Del Toro (Mexico, UAE Team Emirates) Remco Evenepoel (Belgium, Soudal Quick-Step) Ben Healy (Ireland, EF Education-EasyPost) Tim Merlier (Belgium, Soudal Quick-Step) Mads Pedersen (Denmark, Lidl–Trek) Tadej Pogačar (Slovenia, UAE Team Emirates) Mathieu van der Poel (Netherlands, Alpecin-Deceuninck) Jonas Vingegaard (Denmark, Team Visma | Lease a Bike) Simon Yates (Great Britain, Team Visma | Lease a Bike) O grande favorito, claro está, é Tadej Pogacar, o esloveno que este ano venceu o Tour de France, os mundiais e três monumentos nas 20 vitórias que teve em 2025 - já ganhou o prémio em 2021 e 2024. Ler mais | Velo D’or 2024: Domínio de Pogacar Foto: A.S.O./Tony Esnault Nomeadas para o Velo D'or feminino Depois de ter conquistado o prémio em 2024, Lotte Kopecky venceu apenas por três vezes em 2025 (ainda que uma delas tenha sido no Tour de Flanders). Não está nomeada, e vai haver nova vencedora esta ano, com o destaque a recair em Pauline Ferrand-Prévot, que ganhou o Tour de France no primeiro ano de volta ao pelotão. Nomeadas para o Velo D'or feminino: Mischa Bredewold (Netherlands, Team SD Worx-Protime) Pauline Ferrand-Prévot (France, Team Visma | Lease a Bike) Kimberley Le Court (Mauritius, AG Insurance–Soudal Team) Elisa Longo Borghini (Italy, UAE Team ADQ) Kasia Niewiadoma (Poland, Canyon SRAM Zondacrypto) Puck Pieterse (Netherlands, Fenix-Deceuninck) Marlen Reusser (Switzerland, Movistar Team) Demi Vollering (Netherlands, FDJ-Suez) Marianne Vos (Netherlands, Team Visma | Lease a Bike) Lorena Wiebes (Netherlands, Team SD Worx-Protime) Ler mais | Velo D’or: a história dos prémios do ciclismo 03/08/2025 – Tour de France Femmes avec Zwift 2025 – Étape 9 - Praz-sur-Arly > Châtel Les Portes du Soleil (124,1km) - Pauline Ferrand-Prevot (Visma Lease a Bike) Outras categorias Para além do Velo D'or feminino e masculino, o L'Équipe premeia, também, os que mais se destacaram nas clássicas (prémio Eddy Merckx). Há, ainda, um galardão para o melhor francês do ano (prémio Bernard Hinault). Conheça, em baixo, os nomeados para as restantes categorias: Nomeados para o Prémio Eddy Merckx - melhor ciclista nas clássicas: Prémio masculino: Remco Evenepoel (Belgium, Soudal Quick-Step) Mads Pedersen (Denmark, Lidl–Trek) Tadej Pogačar (Slovenia, UAE Team Emirates) Wout van Aert (Belgium, Team Visma | Lease a Bike) Mathieu van der Poel (Netherlands, Alpecin-Deceuninck) Prémio feminino: Pauline Ferrand-Prévot (France, Team Visma | Lease a Bike) Kimberley Le Court (Mauritius, AG Insurance–Soudal Team) Puck Pieterse (Netherlands, Fenix-Deceuninck) Demi Vollering (Netherlands, FDJ-Suez) Lorena Wiebes (Netherlands, Team SD Worx-Protime) Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Prémio Bernard Hinault - melhor ciclista francês: Prémio masculino: Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling Team) Bruno Armirail (Decathlon–AG2R La Mondiale) Dorian Godon (Decathlon–AG2R La Mondiale) Romain Grégoire (Groupama-FDJ) Victor Koretzky (Specialized Factory Racing) Paul Magnier (Soudal Quick-Step) Lenny Martinez (Bahrain Victorious) Paul Seixas (Decathlon–AG2R La Mondiale) Valentin Paret-Peintre (Soudal Quick-Step) Kévin Vauquelin (Arkéa–B&B Hotels) Prémio feminino: Marion Bunel (Team Visma | Lease a Bike) Pauline Ferrand-Prévot (Team Visma | Lease a Bike) Cédrine Kerbaol (EF Education-Oatly) Juliette Labous (FDJ-Suez) Maëva Squiban (UAE Team ADQ) Créditos da fotografia de destaque: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency ### WorldTour 2026 | Promoções e despromoções no ciclismo Uno-X deve subir ao WorldTour, Cofidis abriu o paraquedas e Pogacar fez mais pontos que nove equipas de topo. Fazemos o ponto da situação para 2026. Para fazer parte do WorldTour em 2026 e estar no máximo escalão do ciclismo, as equipas apresentaram documentação até 15 de outubro e a UCI tem até 10 de dezembro para decidir a lista final. No entanto, podemos antecipar alguns cenários de acordo com o rendimento no triénio 2023-2025. Há 18 licenças para o WorldTour e 20 candidatos, mas sabemos que a atual Israel Premier Tech – provisoriamente inscrita como Cycling Academy – e a Lotto foram as melhores ProTeam (ocupando os lugares 12 e 13 do ranking do triénio) e vão regressar à primeira divisão. Também é certo que Uno-X Mobility, Tudor e Q36.5 – que passa a Pinarello-Q36.5 para o ano – ocuparam as seguintes posições no top 5 das ProTeam, motivo pelo qual os noruegueses estão na pole position para subir ao WorldTour. Despromovidas estão a Arkéa-B&B Hotels e a Cofidis. A formação da Bretanha vai mesmo acabar. Ler mais | UCI anuncia alterações nas regras do ciclismo mundial Foto: LNC/B. Bade Cofidis abriu o paraquedas Há situações que impedem dar respostas concretas, sobretudo a fusão da Lotto com a Intermarché-Wanty. Caso se confirme, abres-se um lugar no WorldTour e se a Uno-X Mobility (19ª do ranking) cumprir os critérios definidos pela PWC, consultora da UCI, sobe de divisão. Cofidis (20ª do ranking) e Q36.5 (24ª do ranking) também se candidataram, mas os pontos UCI favorecem a Uno-X por 398 pontos face aos rivais franceses. No entanto, a Cofidis abriu o paraquedas garantindo o acesso às principais provas ao superar a TotalEnergies por 594 pontos – realmente ficaram no quarto lugar na tabela das ProTeam de 2025 e não teriam esse privilégio, mas a teórica promoção da Uno-X muda o cenário a favor dos franceses. Pendente está a Jayco AlUla, 16ª classificada do ranking, que tem até dia 1 de novembro para entregar a documentação requisitada e confirmar a continuidade, que deve estar assegurada pelo milionário Gerry Ryan. A.S.O./Charly Lopez Convites para as Grandes Voltas Quem não teve que fazer contas foi a UAE Emirates XRG, dominadora do ranking com mais 36 mil pontos do que a rival Visma Lease a Bike, uma disparidade inacreditável. Só Tadej Pogacar pontuou mais do que nove WorldTeams! Além das 18 WorldTeams e das vagas automaticamente atribuídas a Uno-X, Tudor e Cofidis, os convites para as Grandes Voltas voltarão a ser dois. Para 2026, o requisito mínimo para aspirar ao convite era fechar no top 30 do ranking, o que torna elegíveis TotalEnergies, Caja Rural-Seguros RGA, Polti VisitMalta, Burgos Burpellet BH, Kern Pharma, VF Group-Bardiani e Unibet Tietema Rockets. Isto significam más notícias para estruturas importantes como Solution Tech-Vini Fantini e Euskaltel-Euskadi, que ficam excluídas de Giro de Itália e Vuelta a Espanha, respetivamente. Foto: Dion Kerckhoffs/Cor Vos WorldTour feminino mais estável Incluindo o ciclismo feminino na equação, ao todo foram 53 as equipas que se inscreveram para obterem a licença WorldTour ou ProTeam em 2026. O WorldTour feminino recebeu 14 candidaturas, o que é inferior às 15 equipas que este ano obtiveram a licença. Com Roland e Ceratizit WNT a fecharem portas, não se antecipam problemas para EF Education-Oatly nem Cofidis subirem de divisão. A nível das ProTeams devemos ter seis equipas femininas e 14 masculinas. As novidades são a Ma Petite Enterprise francesa no pelotão feminino, enquanto os homens terão como novidades a Modern Adventure, de George Hincapie, e a MBH Bank CSB Ballan, a antiga Colpack italiana. O organismo que tutela o ciclismo mundial vai decidir se as equipas têm, de facto, condições financeiras (e morais) para participar no circuito internacional no próximo ano.   Não são esperadas surpresas na lista final publicada a 10 de dezembro, altura em que chegará a confirmação do puzzle que vai compor o roster de equipas WorldTour e ProTeam no ciclismo em 2026. Foto de capa: A.S.O./Billy Ceusters ### Daniela Campos sonha com um negócio da China Daniela Campos rubricou o melhor resultado da carreira no WorldTour e espera que a digressão à China produza resultados. O WorldTour feminino chegou ao fim com provas na ilha de Chongming e em Guangxi, no sul da China, e Daniela Campos saiu reforçada na reta final da época com o primeiro top 10 obtido numa corrida da máxima categoria. A atleta de Boliqueime foi a melhor da Eneicat em Chongming, prova com três dias orientados para corredoras de perfil rápido, cuja classificação geral ficou definida na etapa final com um ataque cirúrgico a 4 km da meta na última jornada. Daniela Campos fez um 9º lugar e graças a um pequeno corte para o pelotão a movimentação trouxe o jackpot de fechar a geral no 8º posto. Foram três etapas bastante planas . Tinha como objetivo entrar nas fugas e ajudar a sprinter. No último dia houve muitos ataques, não houve um momento mais tranquilo, eram ataques sucessivos de várias equipas, muita intensidade, estive em várias tentativas de fuga. Sabia que se quisesse fazer um resultado relevante não podia ser ao sprint porque não tenho tanta capacidade para sprintar em pelotão. Nos últimos 4 km vi gente a tentar sair, tentei a minha sorte e saí, respondi a elas e continuei porque ou era ali ou já não pegava mais. No sprint final foi quem estava melhor, foi dar tudo o que tinha, já vinha o dia todo a responder a ataques e felizmente com a diferença que fizemos para o pelotão foi suficiente para entrar até porque havia equipas WorldTour na frente, como UAE ADQ e Liv Alula Jayco, a quem interessava trabalhar para que a fuga chegasse." Daniela Campos ao TopCycling. Ler mais | Daniela Campos e Raquel Queirós mostram o caminho Foto: Eneicat CM Team Top 10 na China lança a tricampeã nacional para o mercado Após não terminar a Vuelta a Espanha nem a Volta ao País Basco, os outros eventos WorldTour que a Daniela Campos correu este ano, ser top 10 na corrida chinesa significa entrar num novo patamar. A responsável por acabar com a seca de 31 anos sem vitórias UCI para o ciclismo feminino português tinha até agora 54 dias de competição no WorldTour, distribuídos por cinco épocas no estrangeiro, e o melhor resultado era o 33º lugar da 2ª etapa da Vuelta de 2023. O top 10 na China lança a tricampeã nacional para o mercado com outros argumentos. Agora que encerra a etapa de sub-23 e após em juniores ter sido 5.ª Campeonato da Europa, o ano de 2026 apresenta-se como decisivo. "É uma incógnita, está tudo está em aberto, seja no ciclismo ou não. A única certeza que tenho é de que estou a fazer tudo ao meu alcance para continuar no mundo do ciclismo e foi um dos motivos pelos quais fui à China correr. Espero ter a oportunidade de entrar numa equipa que me der condições para continuar o meu processo e se não der é porque não tinha que ser, a vida continua." Daniela Campos ao TopCycling. Entrevista a Raquel Queirós: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” ### Transferências do ciclismo para 2026 Final de temporada é sinónimo de transferências em praticamente todas as modalidades e o ciclismo não é exceção. Neste artigo abordamos as transferências do ciclismo 2026 já confirmadas, e iremos atualizando até ao final do ano. A janela de transferências no ciclismo abriu a 1 de agosto e já provocou bastantes alterações no pelotão internacional, com particular destaque para as movimentações de Remco Evenepoel, Juan Ayuso ou Stefan Küng. Remco Evenepoel | Soudal Quick-Step – Red Bull-Bora-hansgrohe É a movimentação que mais surpreendeu ao longo das últimas semanas. Ainda antes de revalidar o título de campeão do mundo de contrarrelógio e de reconquistar o título europeu na mesma categoria, Remco Evenepoel assinou contrato com a Red Bull-Bora-hansgrohe, abandonando a estrutura da Soudal Quick-Step sete temporadas depois e a troco de muitos milhares de euros – o valor da transferência não foi revelado mas é uma das maiores transferências do ciclismo 2026. Foto: A.S.O/Jonathan Biche Com a contratação do astro belga, a formação alemã procura dar um passo em frente e triunfar mais regularmente nas Grandes Voltas e, como tal, procedeu a uma reformulação interna. Por entre as muitas mexidas, a Red Bull procurou oferecer a Evenepoel um bloco de apoio de luxo, decidindo ainda contratar Sven Vanthourenhout, antigo selecionador da Bélgica. Juan Ayuso | UAE Team Emirates-XRG – Lidl-Trek Aos 23 anos, o ciclista natural de Barcelona decidiu romper um contrato de longa duração com a formação árabe para rumar à Lidl-Trek, onde será um líder praticamente indiscutível e terá outro tipo de oportunidades. Foto: UAE Emirates/Fizza Para trás, ficam quatro anos e meio de altos e baixos, em que Juan Ayuso mostrou que é um dos melhores voltistas da nova geração. Por outro lado, ficam na retina alguns episódios de falta de desportivismo no seio da Emirates, que anunciou a sua saída durante um dos dias de descanso da Volta a Espanha, em que Ayuso rubricou três vitórias em etapas. Segue-se o “Projeto Juan”. https://twitter.com/LidlTrek/status/1971116702567125385 Matthew Riccitello | Israel-Premier Tech – Decathlon CMA CGM Matthew Riccitello protagonizou uma das movimentações mais aguardadas do mercado, que só foi oficializada depois da Vuelta em que terminou no quinto lugar da geral e como melhor jovem. Foto: Unipublic Cxcling Antonio Baixauli Aos 23 anos, o norte-americano decidiu mudar de ares e assinou um contrato de três anos com a Decathlon. Esta temporada foi de afirmação para Riccitello que, ao serviço da Israel, conquistou a primeira vitória da sua carreira, ao conquistar o Sibiu Cycling Tour, na Roménia. Na Volta a Espanha mostrou que é um corredor de três semanas, destacando-se a sua prestação na Bola del Mundo, que lhe valeu a vitória da camisola branca. https://twitter.com/IsraelPremTech/status/1967270253425225807 Stefan Küng | Groupama-FDJ – Tudor Esta temporada chega ao fim mais um ciclo memorável de grandes feitos, com Stefan Küng a despedir-se da Groupama para rumar à Tudor, que continua a investir fortemente. Créditos foto: A.S.O. O suíço assinou um contrato válido por três temporadas, podendo assim regressar ao seu país. O namoro entre a equipa dos portugueses Ricardo Scheidecker e Bruno Pires e o especialista no contrarrelógio já durava há algum tempo, chegando agora a bom porto. Para além dessa especialidade, Küng tende a ser consistentes nas clássicas e, ultimamente, converteu-se num gregário. Dylan Groenewegen | Jayco AlUla - Unibet Tietema Rockets Longe dos seus tempos áureos, o neerlandês está de saída do World Tour para rumar à formação francesa que está a apostar tudo nos seus serviços para a próxima temporada – e a seguinte. Foto: LaPresse Em 2025, Dylan Groenewegen somou, até ao momento, apenas três vitórias (duas na Volta à Eslovénia e uma na Volta à Hungria). Em Grandes Voltas, conseguiu apenas duas vitórias nos últimos cinco anos. Curiosidade Esta contratação é, provavelmente, a maior que a equipa francesa já fez. Fundada em 2023, a Tietema é um projeto do ex-ciclista neerlandês Bas Tietema, que se tornou famoso através do seu canal de YouTube, “Tour de Tietema”. O objetivo de Tietema foi criar uma equipa profissional que fosse transparente e esteve acessível aos adeptos. Assim, a Tietema não se coíbe de partilhar todo o tipo de conteúdo nas suas plataformas, desde os bastidores das corridas ao dia a dia dos seus ciclistas. Juan Pedro López | Lidl-Trek - Movistar Afirmou-se em 2022, ano em que esteve dez etapas na liderança da Volta a Itália, acabando no décimo lugar da geral e com a camisola da juventude, resultado que continua a ser o seu melhor em Grandes Voltas. Na Movistar, Juan Pedro López promete ser um dos líderes da formação espanhola, que reforçou o seu bloco para atacar a próxima temporada. Olav Kooij | Visma-Lease a Bike – Decathlon CMA CGM A partir de 2026, Olav Kooij é o sprinter mais bem pago do mundo. O ciclista neerlandês abandonou o projeto da Visma para ser uma grande aposta da reformulada Decathlon e assinou um contrato válido por três temporadas, recebendo três milhões de euros em cada uma. Foto: LaPresse O Tour será o grande objetivo da temporada do atleta de 23 anos. A partir da próxima temporada, a equipa francesa vai contar com novo patrocinador e está a investir fortemente no seu plantel, como vimos até aqui. Segundo a imprensa local, o investimento da Decathlon passou dos 28 milhões de euros para os 40 milhões, aproximando-se dos tubarões Emirates, Visma e Ineos Grenadiers. Ler mais | Olav Kooij e Paul Seixas lideram a nova Decathlon Bruno Armirail | Decathlon AG2R La Mondiale – Visma-Lease a Bike Correu sempre em estruturas francesas, mas, aos 31 anos, vai ter a sua primeira experiência no estrangeiro. O bicampeão de França no contrarrelógio assinou um contrato válido para duas temporadas e, para além de ser uma mais valia na luta contra o cronómetro – todas as vitórias que alcançou foram nessa especialidade –, Bruno Armirail promete aportar experiência e trabalho em prol da equipa. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1964992772261494785 Tiesj Benoot | Visma-Lease a Bike – Decathlon CMA CGM Em sentido inverso está Tiesj Benoot que, com a mesma idade, está de saída da Visma para rumar a França, perfilando-se como mais uma aposta da Decathlon para os próximos anos. Especialista em provas de um dia, o belga pretende ajudar a equipa francesa a consolidar-se. Outras transferências Roger Adrià | Red Bull-Bora-hansgrohe – Movistar: aos 27 anos, Roger Adrià vai cumprir o sonho, como o próprio afirmou, de representar a principal equipa do seu país. O contrato é válido até 2028 e o espanhol chega à Movistar depois de duas temporadas sólidas na Red Bull-Bora-hansgrohe. Raúl García Pierna | Arkéa-B&B Hotels – Movistar: foi uma das revelações da última edição da Vuelta e, à semelhança do compatriota, está de regresso ao seu país, assinando um contrato de três anos. Alberto Dainese | Tudor – Soudal Quick-Step: aos 27 anos, o italiano está de regresso ao World Tour, pela porta da equipa belga que, apesar de contar com Tim Merlier, está novo apostada nas chegadas mais rápidas na era pós-Evenepoel. Créditos: Tudor Pro Cycling Vencedor de etapas no Giro e na Vuelta, Alberto Dainese é um ciclista versátil que vem trazer qualidade à Soudal-Quickstep. Dylan van Baarle | Visma-Lease a Bike – Soudal Quick-Step: o neerlandês é outra das apostas da Soudal-Quickstep para a nova temporada, com vista a retomar o espírito Wolfpack. Vencedor do Paris-Roubaix em 2022, Van Baarle destaca-se nas clássicas e nas chegadas ao sprint em grupos curtos. https://twitter.com/soudalquickstep/status/1953803838969815381 Attila Valter | Visma-Lease a Bike – Bahrain-Victorious: o vice-campeão húngaro de contrarrelógio é outro dos nomes que está de saída da Visma, no caso para rumar ao Golfo Pérsico. Attila Valter foi um dos gregários de Jonas Vingegaard na conquista da Vuelta, destacando-se nas etapas de montanha. Jasper Stuyven | Lidl-Trek – Soudal Quick-Step: o vencedor da Milão-Sanremo de 2021 é outra das novas caras da Soudal para 2026, com o contrato a estender-se até 2028. Aos 33 anos, Jasper Stuyven é conhecido pelo seu desempenho nas clássicas, tendo agora a oportunidade de integrar uma equipa do seu país pela primeira vez. Mattia Cattaneo | Soudal Quick-Step – Red Bull-Bora-hansgrohe: Evenepoel não ruma à Red Bull sozinho, levando consigo um dos seus principais gregários. Mattia Cattaneo é mais uma das fortes aquisições da equipa alemã para 2026, caracterizando-se por ser um ciclista experiente, versátil e uma aposta segura no apoio aos seus líderes. Créditos da foto de destaque: A.S.O. Por: Tiago Alexandre ### IRONMAN | Cascais recebeu o maior evento de triatlo em Portugal | Resumo Cascais recebeu, no último fim de semana, a 5.ª edição do IRONMAN Portugal-Cascais e 8.ª edição do IRONMAN 70.3 Portugal-Cascais. Contou com cerca de 5000 inscritos Na prova IRONMAN 70.3 - a corrida das profissionais femininas - a vencedora foi Lizzie Rayner (UK), que tinha conseguido a sua primeira vitória em Cascais, em 2024. Robin Lemercier foi o vencedor da competição masculina na mesma distância. Na prova rainha - o IRONMAN - Jannik Hollmann (GER) e Marit Lindemann (GER) foram os grandes vencedores do fim de semana. Créditos: Ironman Portugal Ler mais | IRONMAN Cascais – Onde a Aventura e a Superação se encontram IRONMAN 70.3 Portugal-Cascais Na prova com as distâncias mais curtas - onde correm as triatletas profissionais - foi a britânica Lizzie Rayner a vencer, como fez no ano passado. A portuguesa Vanessa Pereira terminou na 16ª posição. Top 5 da corrida ClassificaçãoAtletaPaísNataçãoBicicletaCorridaTempo Final1Lizzie RaynerUK00:25:2302:15:3601:22:3804:08:182Kate CurranUK00:25:2502:23:5201:21:4904:15:363Aurelia BoulangerFRA00:29:4102:15:1301:26:5204:16:504Marta LagownikPOL00:27:4102:24:4601:22:4204:19:405Anna BergsternSUE00:28:3402:20:3101:23:5304:21:02 Também se correu a prova masculina da mesma distância, onde o vencedor foi Robin Lemercier, com o tempo de 04:00:17. Créditos: Ironman Portugal IRONMAN Portugal-Cascais Na distância rainha, a vitória caiu para atletas alemães, tanto na corrida masculina, como na feminina. Top 3 da corrida masculina ClassificaçãoAtletaPaísNataçãoBicicletaCorridaTempo Final1Jannik HollmannGER01:05:3904:29:2802:48:1908:32:082Romain GuillaumeFR00:53:4504:27:3103:08:1208:37:493Baptiste DelmasFR00:55:3505:46:5702:51:1308:41:11 Top 3 da corrida feminina ClassificaçãoAtletaPaísNataçãoBicicletaCorridaTempo Final1Marit LindemannGER01:06:5405:04:5203:05:3509:26:102Mimi CarltonUK01:03:2305:09:1403:23:5809:45:543Heike LoosGER00:56:2305:32:5903:25:2210:05:02 As corridas arrancaram pouco antes das 8h00, na Praia dos Pescadores, onde os atletas nadaram a primeira fase da prova - 1,9 km e 3,8 km de natação respetivamente em cada prova. Créditos: Ironman Portugal Seguiu-se o percurso de bicicleta, com passagem por lugares icónicos de Lisboa, como o Circuito de Fórmula 1 do Estoril, a Torre de Belém, Jerónimos ou a Ponte 25 de Abril. Para terminar, o percurso de corrida (21,1 km para o 70.3 e 42,2 km para o IRONMAN), que passou pela estrada do Guincho, como pelo interior da cidade de Cascais. Créditos: Ironman Portugal Para continuar em 2026 A prova contou com algumas caras conhecidas em Portugal, como o apresentador Pedro Fernandes, ou a antiga triatleta do Sporting, Katarina Larsson - ambos já tinham feito a corrida em 2024. Na edição que contou com mais inscritos até ao momento, estiveram presentes 95 nacionalidades diferentes, sendo que o país mais representado foi Portugal. O atleta mais novo tinha 18 anos, e o mais velho 78. Créditos: Ironman Portugal O contrato do evento na cidade de Cascais foi estendido para os próximos três anos, sendo que as inscrições para a edição de 2026 abrem já no próximo dia 23 de outubro. Os atletas podem inscrever-se através dos seguintes links: https://www.ironman.com/races/im703-cascais/register e https://www.ironman.com/races/imcascais/register. ### Projeto 278 - Tiago Cação entregou as últimas cartas Tiago Cação e o Projeto 278, acompanhados de alguns ciclistas, entregaram as 276ª, 277ª e 278ª cartas em Cascais, Oeiras e Lisboa a apelar à mudança da mobilidade urbana, depois de cerca de 6060 quilómetros de bicicleta. Após ter iniciado o projeto a 2 de junho no Porto, Tiago Cação viu-se obrigado a suspender o projeto dois dias depois, por motivos de doença, tendo o projeto percorrido 450 quilómetros e entregue 27 cartas em dois dias. Depois de uma árdua recuperação, Tiago Cação retomou o percurso no dia 05 de setembro em Guimarães, tendo percorrido 5.580 quilómetros e entregue a sua 278ª carta em Lisboa. Ler mais | Projeto 278: A bicicleta no centro da mobilidade urbana do futuro Tiago Cação e o Projeto 278 Tiago Cação explica que “o Projecto 278 foi mais que pedalar: foi sobre lançar o debate acerca de cidades mais humanas, seguras e saudáveis. E confirmar que o nosso país é maravilhoso para ciclistas, pelo que merece ter mais e melhores condições para pedalar.” “No final dos cerca de 6.000km percorridos, espero que o projeto tenha sensibilizado as autarquias por onde passei, levando-as a apostar em políticas urbanísticas e de mobilidade, dando primazia à mobilidade suave, à sustentabilidade, e à saúde, segurança e qualidade de vida das populações”. O realizador belga Ryan Le Garrec, conhecido pelas suas obras sobre ciclismo e ultramaratonismo, que acompanhou Tiago Cação na caravana fará um documentário sobre a iniciativa. Consulta aqui o site oficial do projeto 278 Sobre o Projeto 278 O Projecto 278 visou recordar que os centros urbanos são atualmente responsáveis por 70% das emissões de gases com efeito de estufa e o transporte rodoviário é identificado como a principal causa da poluição do ar nas cidades. Ao atravessar o país de norte a sul, Tiago Cação encontrou um território marcado por um profundo atraso na mobilidade ciclável. Menos de 1% da população portuguesa utiliza a bicicleta como meio de deslocação regular nas cidades, são muito poucas cidades com ruas pedonais e continua a dar-se primazia à circulação de automóveis, gerando uma entropia urbana que compromete a qualidade de vida. Foto: Paulo Vaz Henriques Ciclismo sustentável em Portugal Este projeto teve ainda um forte eixo de promoção turística, pois na sua viagem Tiago Cação procurou demonstrar que Portugal é um destino de referência no cicloturismo e no turismo sustentável. Contou com o apoio do Turismo de Portugal, o que reforçou o seu compromisso com a promoção de práticas turísticas sustentáveis e inovadoras. Durante toda a duração da iniciativa foram produzidos conteúdos audiovisuais para dar visibilidade à diversidade paisagística, patrimonial e cultural do nosso país, quer nas zonas urbanas como nas zonas rurais, com menos densidade populacional. O Projecto 278 contou com o Alto Patrocínio do Presidente da República e com o apoio institucional da Associação Nacional de Municípios, da Federação Portuguesa de Ciclismo, da MUBI, do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, do ICFN – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da ABIMOTA. A Greenvolt Comunidades e a Sociedade Ponto Verde foram os patrocinadores. A iniciativa contou ainda com parcerias como a Bikezone, Decathlon, Geonatlife, Sponser Sport Foods, Catlike, Biolectra Magnesium e Panvitol da Azevedos e do Topcycling.pt. ### Afonso Eulálio: o ano do Conquistador da Bahrain Na época de estreia no WorldTour, Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) correu em cinco continentes e somou quase 11 mil quilómetros em 67 dias de competição. Sempre que analisamos os dados dos ciclistas no final de cada ano é impressionante constatar os quilómetros acumulados em competição, aspeto no qual Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) não é exceção. No ano em que se estreou no WorldTour, o atleta da Figueira da Foz prepara-se para fechar 2025 com quase 10700 quilómetros ao longo de 67 dias de competição. Nada de anormal a este nível, mas que constrasta com os 7814 quilómetros e 55 dias de 2024 ao serviço da atual Feirense-Beeceler. Ao analisar o rendimento de Afonso Eulálio veio-me à memória a música “Conquistador”, dos Da Vinci. Quando era miúdo adorava ouvi-la e não pelo ou saudosismo da letra, mas por me fazer sonhar com países distantes e paisagens exóticas. “Já fui ao Brasil Praia e Bissau Angola, Moçambique Goa e Macau Ai, fui até Timor Já fui um conquistador” “Conquistador”, dos Da Vinci, representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção de 1989. Na primeira grande volta foi um importante apoio para Tiberi e Caruso.Foto: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Ficou a faltar a Antártida O ciclismo é um bocadinho assim, vive das experiências que proporciona ao corredor e da capacidade de levar o espetador a viajar sem sair do sofá. Eventualmente, o objetivo é levar a pessoa a ir aos sítios, mas muitos só podem viajar através da televisão e sonhar durante umas horas. Afonso Eulálio chegou este ano ao WorldTour pelo que levava uma série de expetativas e inquietudes típicas de quem passa de uma estrutura familiar para uma multinacional aos 23 anos. Parece que foi ontem que recebeu o TopCycling em Altea, no primeiro estágio com a Bahrain Victorious. Dez meses depois podemos dizer que não só fez uma temporada com mérito desportivo, como também enriqueceu a nível pessoal visitando cinco continentes. Ficou a faltar a Antártida, mas aí mandam pinguins, focas e baleias. https://www.youtube.com/watch?v=luSaNNngwA4 O TopCycling foi a Espanha conferir a chegada de Eulálio à Bahrain. 12 provas na Europa Começou na Oceânia, em janeiro, fazendo a estreia com um 15º lugar no Tour Down Under. Da Austrália regressou a casa para correr a Volta ao Algarve, em fevereiro. Foi a primeira de muitas corridas a trabalhar para os líderes Antonio Tiberi e Damiano Caruso. No total fez 12 provas na Europa entre a Algarvia e a Volta à Lombardia. Os melhores resultados foram o 6º posto na geral da Volta à Grã-Bretanha e o pódio na 1ª etapa da Volta a Burgos. Em maio estreou-se no Giro de Itália e marcou a corrida vencendo a montanha Pantani no Mortirolo. Abandonou a três dias do final pelo cansaço acumulado de três semanas a trabalhar. Análise | Transferências de Portugal para ProTeams e WorldTeams Kigali foi o clímax da época para o figueirense.Foto: Fernando Ferrari Afonso Eulálio é um trota-mundos Depois veio a pausa até regressar à competição em agosto para a segunda parte da temporada. O jovem que um dia fascinou Joaquim Andrade treinou forte e apresentou-se quase sempre competitivo até fazer a melhor exibição do ano no Mundial de Kigali, o primeiro da história em África. O 9º lugar na corrida mais dura da época confirmou a aposta da Bahrain. Pelo meio ainda andou ao ataque com Tadej Pogacar nas clássicas do Canadá para por mais um carimbo no passaporte e visitar a América. Faltava um toque asiático na temporada, que será dado Japão, este domingo, na 32ª edição da Japan Cup, prova que Rui Costa ganhou em 2023. São 144,2 km distribuídos por 14 voltas a um circuito que inclui 14 subidas ao Monte Kogashi (1,4 km a 7,7 % de média). A prova é de categoria UCI Proseries e disputa-se na cidade da bicicleta, Utsunomiya, onde se realiza um festival de três dias que chega a juntar 100 mil pessoas. O que reservará 2026? Afonso Eulálio é um trota-mundos, mas o corpo ressente-se das viagens longas e trocas de fusos horários; manter o passaporte na gaveta e focar-se num calendário europeu vai permitir-lhe chegar mais fresco aos objetivos que venha a marcar. ### Elia Viviani despede-se do ciclismo a correr em casa O Giro del Veneto teve Isaac del Toro como vencedor, mas também marcou a última corrida de estrada do sprinter italiano Elia Viviani Foi nas ruas que melhor conhece que Elia Viviani correu a sua última corrida. O sprinter italiano despede-se do ciclismo com 90 vitórias profissionais, incluindo dois anos mágicos na Quick-Step de Patrick Lefevere. Ler mais | Peter Sagan: “O mais difícil foi a fama” | Entrevista Topcycling Elia Viviani. Fotografia: Getty Images. Despedida anunciada de Elia Viviani Elia Viviani tinha anunciado, dias antes, através das redes sociais, o fim da carreira de ciclista. Apontou como última prova de estrada o Giro del Veneto, com fim em Verona, de onde o sprinter é natural. Não concluiu a corrida que acabaria ganha por Isaac del Toro, mas terminou uma carreira onde amealhou 90 vitórias. A primeira, chegou em abril de 2010, na 7ª etapa do Presidential Cycling Tour of Turkey. A última, em maio de 2025... na 7ª etapa do Presidential Cycling Tour of Turkey. https://twitter.com/eliaviviani/status/1976559259161702559 Palmarés recheado Para além de ter somado inúmeros triunfos na estrada, Elia Viviani também era um virtuoso na pista. O italiano somou nove vitórias em grandes voltas (cinco no Giro, três na Vuelta e uma no Tour). Desses triunfos, oito chegaram entre 2018 e 2019, quando correu na estrutura da Quickstep. Junta a estes números três vitórias seguidas na Cyclassics Hamburg (2017, 2018, e 2019), e o título europeu de estrada, entre muitos outras conquistas nas maiores corridas de uma semana do calendário internacional. Elia Viviani não fica por aqui. Foi porta-estandarte da Itália nos Jogos Olímpicos de Tokyo 2020, depois de ter conquistado o ouro, no Omnium, no Rio de Janeiro, em 2016. Foi duas vezes campeão do mundo de eliminação, e ganhou oito medalhas de ouro em campeonatos da europa. Depois de correr a última prova de estrada da sua carreira, ainda volta à pista, nos campeonatos do mundo, em Santiago, no Chile. Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Não é o único a dizer adeus A despedida de Elia Viviani não vem sozinha. Com ela, chega também o adeus de Arnaud Démare e de Alexander Kristoff. Três dos melhores sprinters de uma geração não voltam à estrada em 2026. O francês, que correu a sua última temporada na Arkéa - B&B Hotels - que também está prestes a fechar portas - acumulou 97 vitórias ao longo da carreira, incluindo uma Milano-Sanremo, e 10 triunfos em grandes voltas (oito no Giro, dois no Tour). Alexander Kristoff, que passou as três últimas épocas na estrutura da Uno-X, coloca um ponto final na carreira com 98 vitórias - ganhou dois monumentos (Volta à Flanders e Milano-Sanremo), e quatro etapas no Tour de France. Créditos: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2024 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic/SprintCyclingAgency ### Fim de uma era: Arkéa - B&B Hotels anuncia o fecho de portas Ciclistas e staff da Arkéa - B&B Hotels já foram avisados acerca da não continuidade da equipa, que fecha portas após 20 anos de atividade Emmanuel Hubert, homem forte da estrutura da Arkéa - B&B Hotels, já informou os seus funcionários de que a equipa não vai continuar em 2026. 20 anos depois, uma das bandeiras do ciclismo bretão termina a sua atividade profissional. Créditos: Arkéa - B&B Hotels Decisão anunciada Não foi uma temporada fácil para a Arkéa - B&B Hotels, que durante o ano viveu sob ameaça de ser obrigada a fechar as portas no final da temporada. O anúncio esperou pelo fim da época, mas já foi feito. Esta quarta-feira, dia 15 de outubro, Emmanuel Hubert comunicou aos ciclistas e ao staff da equipa que deveriam procurar uma nova casa para 2026, uma vez que a equipa bretã ia desaparecer. Segundo o patrão da equipa, citado pelo L'Equipe, não foi possível atender "às condições exigidas pela UCI". A estrutura não vai voltar renovar o estatuto de equipa WorldTour, nem tanto de ProTeam. Internamente, a possibilidade de começar num nível mais baixo foi discutido, mas a hipótese não parece real de momento. Um dos nomes mais fortes da equipa, Kévin Vauquelin, já tinha a sua saída anunciada, rumo à INEOS Grenadiers. De resto, ficam, agora, sem equipa, cerca de 150 funcionários - entre eles 27 ciclistas elites masculinos, 13 elites femininas e 12 dos escalões de formação. 17/08/2024 - Tour de France Femmes avec Zwift 2024 | Créditos: A.S.O._Thomas_Maheux 20 anos de orgulho bretão A Arkéa - B&B Hotels era uma dos porta-estandartes da Bretanha, região de França. Durante os últimos 20 anos, a equipa gaulesa representou a cultura bretã nas principais divisões do ciclismo mundial. Criada em 2005 sob o nome Bretagne - Jean Floc'h, começou no escalão continental, e foi escalando até à mais alta roda do desporto. Participou no Tour de France pela primeira em 2014, já sob o nome Bretagne - Séché Environnement. Em 2019, a equipa passa a chamar-se Arkéa–Samsic, e no ano seguinte cria a sua equipa feminina. Em 2023, sobe, pela primeira vez, ao nível WorldTour, antes de se tornar na Arkéa - B&B Hotels, em 2024, quando também surge uma equipa de desenvolvimento masculina. Nas suas fileiras correram alguns nomes grandes do ciclismo, como o já mencionado Kévin Vauquelin, mas também Warren Barguil, Nairo Quintana ou Arnaud Démare. Paris Nice 2020 - 78th Edition - 1st stage Plaisir - Plaisir 154 km - 08/03/2020 - Nairo Quintana (COL - Team Arkea Samsic) - photo Nico Vereecken/PN/BettiniPhoto©2020 Arkéa - B&B Hotels não é caso único O término de atividade da Arkéa - B&B Hotels não é uma novidade no mundo do ciclismo. Em 2025, outras estruturas de renome devem fechar portas, entre as quais se destaca a Trinity Racing, uma das melhores equipas de desenvolvimento do mundo, que vai deixar de correr na estrada. Outro destaque vai para o fim anunciado da Flanders - Baloise, que deve fechar portas no final de 2026. A histórica equipa belga vai deixar de receber apoios do estado, e encontra-se também numa posição desconfortável. Uma mudança para o ciclismo de pista é, neste momento, o cenário mais provável para a estrutura que tem sido muito importante no desenvolvimento do talento belga. 05/05/2024 - Tro Bro Leon 2024 - VENTURINI Clément (Arkea-B&B Hotels), DE LIE Arnaud (Lotto Dstny) Créditos da fotografia de destaque: Aubin Lipke ### Faleceu Nuno Silva, fundador e CEO da Bicimax É com profundo pesar, que o mundo do ciclismo recebeu hoje a triste notícia do falecimento de Nuno Silva, fundador e CEO da Bicimax. Figura incontornável do setor, Nuno Silva foi muito mais do que um gestor — foi um entusiasta apaixonado pelas bicicletas e uma voz ativa na promoção do ciclismo na Península Ibérica. As palavras endereçadas pela empresa descrevem bem Nuno Silva: Mais do que um CEO, o Nuno foi o responsável pela criação da Bicimax e, sem dúvida, um dos grandes pilares do que hoje somos enquanto empresa e equipa. Não sabemos bem como reagir a esta notícia, mas certamente vamos sentir falta de o ver entrar na Bicimax sempre bem-disposto. Nos seus melhores dias não saía sem contar uma anedota e fazer rir quem estivesse por perto. Este comunicado, mais informal, reflete um pouco da proximidade que o Nuno tinha com todos nós, algo que quem teve a sorte de se cruzar com ele compreenderá bem. Resta-nos agradecer tudo o que fez pelo ciclismo na Península Ibérica e recordar tudo de bom que vivemos com ele.Até já, Sr. Nuno. Bicimax O TopCycling endereça as suas sentidas condolências à família de Nuno Silva e a toda a equipa da Bicimax. ### UCI anuncia alterações nas regras do ciclismo mundial UCI, organismo que tutela o ciclismo a nível internacional, anunciou algumas mudanças, com destaque para os convites para corridas e alterações no calendário A UCI anunciou, recentemente, uma série de mudanças: os destaque vão para alterações na forma como os convites para as corridas são distribuídos; a atribuição de pontos UCI, que passa a ser possível fora de provas de estrada; e a atualização do calendário internacional. Ler mais | Novas regras da UCI entram em rigor em 2025. O que muda? Foto: Marco Barbosa Os destaques Atribuição dos convites para corridas UCI Pro Series A UCI aprovou um novo sistema de atribuição de convites para as corridas ProSeries. A partir do início de 2026, os organizadores passam a ser obrigados a convidar as cinco melhores ProTeams da temporada anterior, bem como ProTeams do país onde a prova decorre. Em junho deste ano, a UCI também já tinha anunciado a obrigação, aos organizadores de corridas por etapas de nível WorldTour, de convidar as melhores três ProTeams do ranking. Atribuição de Pontos UCI fora de corridas de estrada A partir de 2027, as equipas vão poder acumular pontos devido às prestações dos seus ciclistas em eventos que não sejam provas de estrada. As provas onde passa a ser possível acumular pontos UCI são as seguintes: Mundiais de pista, XCO, ciclocrosse e Gravel, e a Taça do Mundo de pista, XCO e ciclicrosse. Os pontos acumulados nestas disciplinas não vão, no entanto, contar para o ranking individual UCI, nem para o ranking das nações. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Fim da Taça das Nações sub-23 A UCI também anunciou que vai descontinuar a Taça das Nações de sub-23. A medida pretende dar maior enfâse às Taças das Nações de juniores - competição que também passa a conhecer um novo formato a partir de 2026. Mudanças no calendário A UCI anunciou algumas alterações aos calendários que já tinham sido aprovados em junho deste ano. A maior prende-se com a Volta à Suíça, que vai passar a ter apenas cinco dias de competição, com a corrida masculina e feminina a acontecerem ao mesmo tempo (de 17 a 21 de junho). O Copenhagen Sprint muda de datas, devido a esta alteração, e passa a ser corrido no fim de semana de 13 e 14 de junho. Outra alteração a apontar é a despromoção do Simac Ladies Tour of Holland da categoria WorldTour par ProSeries, por pedido do organizador. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Segurança voltou a ser tema As reuniões da UCI que ditaram as novas alterações nas regras do ciclismo mundial também se focaram na segurança dos atletas, com o SafeR no centro da discussão. Nesse sentido, surgem algumas alterações a ser aplicadas a partir de 2026, das quais se destacam: - Definição de preços máximos para o equipamento a ser utilizado nas provas de pista dos Jogos Olímpicos de 2028. - Mudanças nos tamanhos dos guiadores, em provas de estrada, ciclocrosse e pista. - Clarificações em relação à proibição de colocar os antebraços nos guiadores. - Clarificações em relação aos capacetes permitidos para provas de estrada e de contrarrelógio. - Clarificações em relação às barreiras a usar pelos organizadores, com especial enfâse em etapas que terminem ao sprint. O Comité de Gestão da UCI teve três dias extremamente produtivos de discussões que ajudarão a garantir que o nosso desporto continue a prosperar. A segurança e a saúde dos ciclistas continuam a ser uma grande prioridade para a UCI, e os membros do nosso Comité de Gestão tomaram decisões importantes para proteger ainda mais os atletas. Também estou muito satisfeito com o reforço das nossas Taças das Nações da UCI para Juniores, que proporcionarão uma estrutura sólida de competições internacionais para a próxima geração de atletas de elite do nosso desporto. David Lappartient, Presidente da UCI, no Press Realease partilhado pelo UCI Créditos da fotografia de destaque: Ole Jensen/Getty Images ### Taça do Mundo XCO | Mont-Sainte-Anne: Aldridge estreia-se a vencer e Rissveds domina Charlie Aldridge venceu pela primeira vez na Taça do Mundo de XCO; Jenny Rissveds voltou a não dar hipótese, na consagração de Samara Maxwell A última etapa da Taça do Mundo de XCO correu-se em Mont-Saint-Anne, no Canadá. Nos elites masculinos, Charlier Aldridge (Cannondale Factory Racing) estreou-se a vencer. Nas elites masculinas, Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) tinha deixado a classificação geral da Taça do Mundo de XCO em aberto na penúltima ronda. Voltou a ganhar, mas Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team) fez o suficiente para se sagrar campeã da edição de 2025. Ler mais | Taça do Mundo XCO | Lake Placid – Blevins é campeão em casa UCI Mountain Bike World Series Jenny Rissvdes volta a dominar Rissveds voltou a dominar, numa corrida com a mesma história da etapa em Lake Placid. A sueca meteu um ritmo muito alto logo na primeira volta, distanciou as rivais, e nunca mais foi alcançada, aumentando a sua vantagem a cada passagem pela meta. Samara Maxwell foi a melhor perseguidora. A australiana também rodou sozinha durante grande parte da prova. Fez o suficiente para se agarrar à primeira posição da classificação geral da Taça do Mundo de XCO, e sagrar-se campeã da edição de 2025. A luta pela pódio foi a que mais emoção deu à corrida, entre Sina Frei (Trek Factory Racing - Pirelli), Evie Richards (Specialized Factory Racing) e Alessandra Keller (Thömus Maxon). Richards foi a mais forte e fechou com o terceiro lugar na última corrida da temporada. Ana Santos (Cannondale Factory Racing) terminou a prova na 30ª posição, e fecha a participação da Taça do Mundo de XCO em 44º lugar, no ano de estreia em elites. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Zjf6Qyctvgw Top 10 da corrida PosiçãoAtletaEquipaTempo1Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:20:352Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team+3:303Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli+4:074Sina FreiSpecialized Factory Racing+4:125Alessandra KellerThömus Maxon+5:056Candice Lill—+5:197Kelsey UrbanKMC Ridley MTB Racing Team+5:388Jennifer JacksonOrbea Fox Factory Team+5:389Savilia BlunkDecathlon Ford Racing Team+6:0210Nicole KollerGhost Factory Racing+6:16 Charlie Aldridge estreia-se a vencer nos elites O trio da Specialized Factory Racing - Blevins, Vidaurre e Boichis - começou a corrida a impor um ritmo forte, na tentativa de reeditar a última prova, em Lake Placid, quando dominaram os primeiros lugares. Desta vez, a história foi diferente. Aldridge e Mathis Azzaro (Origine Racing Division) quiseram pegar na corrida a meio da prova, e deixaram um grupo reduzido na frente. As movimentações decisivas vieram a duas voltas do fim. Boichis atacou o grupo, mas foi contra-atacado por Aldridge, que seguiu sozinho para a vitória. Martín Vidaurre foi segundo, num pódio que ficou completo com Mathis Azzaro. Christopher Blevins terminou na 23ª posição, depois de ter garantido a vitória na classificação geral na penúltima ronda da Taça do Mundo de XCO. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=4pwlQt7bv_I Top 10 da corrida PosiçãoAtletaEquipaTempo1Charlie AldridgeCannondale Factory Racing1:21:412Martín Vidaurre KossmannSpecialized Factory Racing+113Mathis AzzaroOrigine Racing Division+204Adrien BoichisSpecialized Factory Racing+465Marcel GuerriniBixs Performance Race Team+576Simon AndreassenOrbea Fox Factory Team+1:097Fabio PüntenerScott-SRAM MTB Racing Team+1:118Filippo Fontana—+1:289Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team+1:3810Maximilian FoidlKTM Factory MTB Team+1:40 Créditos da fotografia de destaque: UCI Mountain Bike World Series ### Mundial de Gravel 2025 - Finalmente Florian Vermeersch alcança o arco-íris Nos Países Baixos, zona do Limburgo, o Campeonato Mundial de Gravel 2025 deu-nos espetáculo puro e emoções fortes nas corridas masculina e feminina: houve surpresas, drama, estratégias com pouco sentido e glória. Confere o resumo e classificações das corridas de elite. Corrida Masculina – Florian Vermeersch, consegue finalmente o arco-íris O belga Florian Vermeersch, aos 26 anos, sagrou-se campeão mundial de gravel com uma demonstração de força impressionante, após mais de 80 quilómetros de fuga. Depois das duas medalhas de prata em edições anteriores, chegou o dia do ouro para o ciclista belga. Numa prova longa e exigente, com um pelotão de enorme qualidade que tinha muitos nomes fortes das equipas World Tour, Florian Vermeersch destacou-se numa fuga que se formou quando faltavam mais de 80 quilómetros para o final da corrida e que foi resistindo na frente até ao final. Foto: Colnago Com o decorrer da corrida, alguns dos ciclistas da frente foram cedendo perante um ritmo forte e constante, tendo ficado até bem perto do final o jovem Frits Biesterbos dos países baixos e Vermeersch, mas o Belga acabaria por conseguir deixar para trás Biesterbos, que finalizou num espantoso segundo lugar. Apesar de não vencer, o jovem dos Países Baixos foi uma das surpresas do dia. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1977382598352445744 Matej Mohoric foi um dos inconformados na perseguição aos da frente e foi quem completou o pódio, terminando com a medalha de bronze. Quanto aos portugueses na categoria de elite, Tiago Ferreira finalizou no 61.º posto e Francisco Moreira no 168.º Top 10 – Elite Masculino PosCorredorPaísTempo 1Florian VermeerschBélgica4:39:122Frits BiesterbosHolanda+ 0:403Matej MohoričEslovénia+ 1:234Floris Van TrichtBélgica+ 1:405Félix StehliSuíça+ 1:416Tom PidcockGrã-Bretanha"7Tim WellensBélgica+ 1:468Rick OttemaHolanda+ 2:469Timo KielichBélgica"10Magnus Bak KlarisDinamarca+ 3:59 Corrida Feminina – Lorena Wiebes triunfa com ajuda inesperada Na corrida feminina, os Países Baixos dominaram a corrida do Mundial de Gravel 2025. Lorena Wiebes venceu com classe num sprint contra Marianne Vos e Silvia Persico, mas foi Shirin van Anrooij quem deu emoção à corrida. Uma corrida marcada por muitos ataques e contra-ataques, com Shirin van Anrooij a conseguir colocar-se isolada na frente da corrida nos últimos doze quilómetros, altura em que Julia Kopecky (Chéquia) foi quem assumiu por completo a perseguição, poupando a sua colega de equipa fora dos mundiais (equipa SD Worx) Lorena Wibes. Shirin Van Anrooij chegou a abrir uma vantagem de vinte segundos, mas o quarteto perseguidor com Marianne Vos, Wiebes, Yara Kastelijn, Lorrna Wiebes e Silvia Persico acabaram por alcançar Van Anrooij e nos nos 100 metros finais Wiebes atacou e levou a melhor sobre Marianne Vos. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1976998334616178731 A italiana Silvia Persico completou o pódio com um desempenho muito sólido. Top 10 – Elite Feminina PosCorredoraPaísTempo 1Lorena WiebesHolanda3:58:162Marianne VosHolanda"3Silvia PersicoItália+ 0:024Yara KastelijnHolanda+ 0:045Shirin van AnrooijHolanda+ 0:106Julia KopeckyRepública Checa+ 0:197Femke MarkusHolanda+ 0:438Femke De VriesHolanda"9Larissa HartogHolanda+ 1:3610Romy KasperAlemanha+ 1:38 Créditos da foto de destaque: Colnago ### Volta a Lombardia 2025 - Pogacar igual à lenda de Coppi Fez-se história na 119ª Volta a Lombardia: Tadej Pogacar venceu, pela quinta vez consecutiva, e igualou o recorde de Fausto Coppi na clássica das folhas mortas Volta a Lombardia sem surpresas: Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) vence pela quinta vez consecutiva, iguala Fausto Coppi, e carimba (outra) das melhores temporadas da história. Ler mais | Lombardia | Pogacar pronto para igualar o mito Coppi Créditos: LaPresse Arranque com pouca história Antes da corrida, destaque para alguns nomes grandes do pelotão que fizeram o último dia de competição na clássica das folhas mortas: Salvatore Puccio, Louis Meintjes, Simone Petili, Rafal Majka e Alessandro De Marchi - com quem o TopCycling falou no início do ano. Créditos: LaPresse A 119ª edição da Volta a Lombardia arrancou com pouca história para contar. Na frente da corrida formou-se uma fuga com 14 ciclistas, com alguns nomes importantes como Filippo Ganna (INEOS Grenadiers), Pello Bilbao (Bahrain - Victorious) ou Quinn Simmons (Lidl - Trek). Os fugitivos nunca tiveram mais de 4:00 de vantagem sobre o pelotão, que ia sendo controlado pela UAE Emirates XRG e pela Red Bull - BORA - hansgrohe. O ataque mais esperado À entrada do Passo Di Ganda (9,2km a 7,3%) - a penúltima subido do dia, e a mais exigente, com pendentes de 15% no final da ascensão - a UAE Emirates XRG assumiu por completo o controlo do pelotão. Rafal Majka liderou o grupo pela última vez na carreira, no comboio que preparou o ataque de Tadej Pogacar. O esloveno, vestido com o arco-íris, atacou a 36,6 km do fim, e o filme foi o mesmo ao que se assistiu tantas vezes durante a época. Tadej Pogacar descolou todos os rivais, e seguiu, sozinho, em mais um solo para a vitória. Créditos: LaPresse Atrás do campeão do mundo, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) voltou a ser o segundo melhor - perdeu quase 2:00 na meta. Michael Storer (Tudor Pro Cycling) também assinou uma grande corrida, e fechou o pódio na Volta a Lombardia. Esgotam-se os adjetivos para Tadej Pogacar Que mais se pode dizer do esloveno depois das duas últimas temporadas? O alien, canibal dos tempos modernos, que muitas vezes dá a sensação de parecer imbatível em cima de uma bicicleta. Restam, então, os factos - também é deles que se escreve a história. Entre outros, vale a pena destacar: - Segundo ciclista na história, depois de Fausto Coppi, a vencer a Volta a Lombardia por cinco vezes. O primeiro a fazê-lo de forma consecutiva. - Primeiro ciclista da história a fazer pódio em todos os monumentos no mesmo ano. - Terceiro ciclista da história com 10 ou mais monumentos. - Segundo ciclista na história, depois de Eddy Merckx, a vencer três monumentos no mesmo ano. Tadej Pogacar alcança todos estes feitos depois de, recentemente, se ter tornado no único ciclista na história a vencer o Tour de France e a corrida de estrada do campeonato do mundo em dois anos seguidos. Foto: A.S.O./Tony Esnault Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=1WaIa5tLaQo Top 10 da Volta a Lombardia ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG5:45:532Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step+1:483Storer MichaelTudor Pro Cycling Team+3:144Simmons QuinnLidl - Trek+3:395del Toro IsaacUAE Team Emirates - XRG+4:166Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team"7Seixas PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team"8Bernal EganINEOS Grenadiers"9Vine JayUAE Team Emirates - XRG+4:1810Uijtdebroeks CianTeam Visma | Lease a Bike+4:30 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Nova pintura Project One ICON Gamut da Trek A Trek apresentou a Gamut, uma nova pintura que se junta à sua coleção Project One ICON. Esta nova pintura caracteriza-se por ser vibrante e combinar várias cores e será utilizada pela equipa de triatlo Trek Factory Racing no Campeonato do Mundo Ironman 2025, em Kona no Havai. Ler mais | Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Project One Gamut A Gamut inclui uma variedade completa de cores com roxos profundos, vermelhos intensos e azuis suaves, resultando num design fluido e com várias camadas que cria movimento de todos os ângulos. A sua mistura dinâmica de tons combina com uma grande diversidade de roupa e estilos pessoais, tornando-a uma escolha versátil para os ciclistas que preferem um visual com personalidade, que se destaque e que combine com tudo. Ler mais | Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma A Gamut faz parte da coleção Project One ICON da Trek, uma coleção de esquemas de pintura premium que representa a máxima expressão de arte em bicicletas personalizadas, com designs exclusivos cheios de textura, profundidade e estilo.    Esta pintura está disponível exclusivamente nas bicicletas de estrada Madone SLR e Speed Concept SLR através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos na rede de distribuidores autorizados Trek. ### Smartwatch Huawei GT 6 para ciclismo, vale a pena? | Review A Huawei é uma gigante tecnológica conhecida sobretudo pelos seus smartphones, mas nos últimos anos tem apostado forte no mercado dos "wearables". Com o lançamento do novo Smartwatch Huawei Watch GT 6, a marca deu um passo que poucas do seu segmento arriscaram: olhar para o ciclismo como modalidade de destaque. Não estamos a falar de uma marca que nasceu no desporto e que há anos desenvolve soluções específicas para atletas, mas curiosamente, a Huawei foi mais longe do que outras marcas de tecnologia generalista e colocou o ciclismo no centro das funcionalidades do GT 6. É por isso que mereceu atenção e que testei este smartwatch, para perceber até que ponto pode ser uma alternativa credível para ciclistas, sejam eles iniciantes ou experientes. Vídeo do teste https://youtu.be/392p9rrH45Q Design e construção A qualidade de construção impressiona logo ao pegar no relógio. A caixa em aço inoxidável, o visor AMOLED de 1,47” com vidro de safira e brilho até 3000 nits transmitem robustez e fazem a informação brilhar em qualquer condição de luz — perfeito para pedalar ao sol ou para outros desportos ao ar livre. Gostei bastante do sistema de troca rápida da pulseira, é simples e prático, permitindo alternar entre pulseiras desportivas ou mais elegantes, sem ferramentas. Para aqueles dão mais atenção a estes detalhes, o Huawei Watch GT 6 adapta-se tanto a treinos longos, como a um jantar formal com uma roupa menos desportiva. Autonomia A versão que testei foi a de 46 mm, que oferece uma autonomia impressionante. Mesmo com GPS ativo, continua a ser dos smartwatches com maior duração de bateria no mercado. Testei durante uma semana, utilizando o relógio 24 horas por dia sincronizado com o telemóvel, durante a qual fiz três treinos de ciclismo que em conjunto totalizaram cerca de oito horas de utilização do relógio com GPS a funcionar, monitorizando todo o treino e trajeto, tendo o Hawei Watch GT6 finalizado os sete dias com 3% de bateria. Não são os 21 dias anunciados, porque o utilizei de forma intensa (mais de sete horas de treino sempre com o GPS ativo, "come" bateria), mas ainda assim, comparativamente com outros equipamentos deste género situa-se entre os melhores. Funções úteis de smartwatch Tal como outros modelos presentes no mercado, o Huawei Watch GT 6 monitoriza batimento cardíaco, sono, SpO2, temperatura da pele, contagem de passos. Este até oferece um indicador de estado emocional — que no caso de quem pedala pouco durante a semana tende a descer logo (confesso que não sei se isso existe noutros modelos).É ainda resistente à água até 40 metros (IP6), o que o torna seguro para triatletas ou simplesmente para os mergulhos de verão. A funcionalidade de ciclismo É aqui que o Huawei Watch GT 6 surpreende e poderá vir a destacar-se no público do ciclismo.Logo no menu principal surge o ícone de ciclismo como atividade em destaque — sinal claro da aposta da marca. Entre as funcionalidades específicas, destaca-se a possibilidade de definir até três bicicletas diferentes, atribuindo o peso de cada uma. Isto permite ao relógio calcular melhor os dados de treino. Um ponto muito interessante: o GT 6 calcula uma potência virtual sem necessidade de potenciómetro. Cruzando dados de peso, velocidade, elevação e GPS, o relógio estima a potência do ciclista com resultados surpreendentemente próximos de um potenciómetro real. Não substitui um equipamento profissional para atletas experientes, mas para iniciantes ou ciclistas amadores, é uma ferramenta valiosa para orientar treinos e evolução. Ainda não é possível nomear as bicicletas (apenas “Bicicleta 1, 2, 3”), nem escolher modalidades como gravel ou enduro, mas é algo que uma simples atualização de software pode resolver. Além disso, regista métricas como: Velocidade Distância Elevação acumulada Ritmo cardíaco Potência estimada Percursos com navegação Na aplicação, é possível exportar o treino em formato dinâmico (vídeo com música) ou em resumo estático para partilhar nas redes sociais. Realço algo importante neste campo, a aplicação da Huawei vem preparada para sincronizar com o Strava — como sabemos, "se não está no Strava… não aconteceu". Qualquer equipamento direcionado ao ciclismo que não sincronize de forma rápida e natural com o Strava, não tem um futuro risonho entre a comunidade do ciclismo. Pontos a melhorar Apesar de ser um salto gigante da Huawei para o ciclismo, há margem para afinar: Deixar utilizador nomear bicicletas (com a marca e modelo, por exemplo) em vez de “bicicleta 1, 2, 3” Ter mais variedade nos tipos de bicicleta (faltam gravel, enduro, trail, e-bike) Ter um sistema de "live tracking" que permita a uma outra pessoa selecionada pelo utilizador, ver em tempo real onde este se encontra. Opinião final O Huawei Watch GT 6 não é apenas mais um smartwatch generalista com modos de desporto. É, provavelmente, o primeiro de uma grande marca de tecnologia a dar verdadeira atenção ao ciclismo. Não substitui um GPS dedicado como um Wahoo ou Garmin para quem pratica a modalidade de uma forma mais séria, mas oferece funcionalidades que podem ser suficientes para uma grande parte dos utilizadores de bicicleta — com a vantagem de ser também um relógio elegante, versátil e com uma autonomia impressionante. Se este é só o começo da Huawei no ciclismo, o futuro promete. Disponibilidade e preços Podes ver as várias versões do Huawei Watch GT6, os preços e onde comprar, aqui no website da marca em Portugal: huawei.com/pt ### EVOC lançou a nova geração de malas de transporte para bicicleta A EVOC apresenta a nova geração de malas de transporte Bike Bag Pro, pensada para quem vive a aventura sobre duas rodas. Fruto de mais de 20 anos a explorar trilhos em mais de 50 países, esta nova gama nasce da experiência real de atletas e viajantes exigentes, como a campeã olímpica Anneke Beerten. Com destaque para a totalmente nova Mountain Bike Bag Pro, estas malas combinam funcionalidade, leveza e proteção segundo a marca incomparável. Mais resistentes, práticas e adaptadas às exigências das bicicletas modernas, as novas malas EVOC são a solução para transportar a bicicleta com total segurança, seja em aeroportos, comboios ou no dia-a-dia de competição. Ler mais | EVOC Hydro Pro 3 – A mochila de hidratação, tipo “Vest” para longos dias na bicicleta Mountain Bike Bag Pro A nova Mountain Bike Bag Pro torna o transporte das bicicletas de montanha ainda mais fácil. Graças à geometria otimizada, não é necessário desmontar demoradamente o guiador ou o cockpit. O processo é simples, basta aliviar um pouco o avanço e rodar o guiador 90 graus, e após remover as rodas e os pedais, a bicicleta está pronta para ser transportada no Bike Stand Pro ajustável. Uma grande vantagem especialmente para bicicletas com cockpits integrados e cabos internos. Sendo a mala de transporte de bicicletas mais leve do mercado, está agora ainda mais robusta graças à sua base inovadora em policarbonato, oferecendo proteção fiável para bicicletas com um comprimento de eixo até 130 cm durante viagens de avião ou comboio. As rodas de skate redesenhadas e substituíveis garantem que a Mountain Bike Bag Pro deslize suavemente e silenciosamente por aeroportos e estações. Também foi atualizada a Clip-On Wheel, reposicionando-a centralmente sob a mala para uma melhor distribuição da carga. Quando não estiver em uso, basta remover os estabilizadores laterais, dobrar a mala e guardá-la de forma compacta. Características Transporte fácil graças à nova geometria; Inclui: BIKE STAND PRO, CLIP-ON WHEEL 3.0; Dobrável para armazenamento compacto; Nova roda de skate substituível; Comprimento máximo de eixo: 130 cm; Bolso para cartão de identificação. Mountain Bike Bag Pro Material: 50% Poliéster, 50% Poliuretano; Peso: 8,9kg; Dimensões: 145 x 99 x 36 cm; Cor: Preto; Capacidade: 330 L; PVP: 809,00€. Road Bike Bag Pro A Road Bike Bag Pro, o best-seller da EVOC para transporte de bicicletas de estrada e triatlo, chega agora numa versão segundo a marca ainda mais leve, resistente e prática. Com uma nova base em policarbonato mais leve e duradoura, e equipada com as novas Skate Wheels mais silenciosas, com melhor qualidade de rolamento e fáceis de substituir. Esta mala combina proteção de alto nível com uma mobilidade superior e o seu design híbrido e dobrável garante um transporte seguro e eficiente, sem necessidade de remover cockpit ou selim. Material: 50% Poliéster, 50% Poliuretano; Peso: 10kg; Dimensões: 139 x 91 x 50 cm; Cor: Preto; Capacidade: 300L; PVP: 1 012,00€. Ler mais | Mala para bicicleta EVOC Road Bike Bag Pro | Review e alguns conselhos de viagem Bike Bag Pro A Bike Bag Pro é a mala de transporte mais versátil da EVOC, agora também mais leve e resistente. A nova versão apresenta-se 1,1kg mais leve, com uma base em policarbonato reforçado para maior resistência e estabilidade, e equipada com as novas Skate Wheels. Aliando estas melhorias ao Bike Stand Pro ajustável, a Bike Bag Pro garante compatibilidade com vários tipos de bicicleta, mantendo a máxima proteção, ideal para aventuras em qualquer parte do mundo. Material: 50% Poliéster, 50% Poliuretano; Peso: 8,5kg; Dimensões: 147 x 85 x 36 cm; Cor: Preto, Multicoulor; Capacidade: 305L; PVP: 737,00€. ### Lombardia | Pogacar pronto para igualar o mito Coppi Tadej Pogacar é o favorito para a Volta à Lombardia. Quem o pode derrotar? O top 10 é realista para os portugueses? Como é o percurso? Sábado, 11 de outubro, o ciclismo reserva-nos mais um encontro com a história na Volta à Lombardia, na qual se espera que Tadej Pogacar iguale as cinco vitórias de Fausto Coppi. Com o esloveno acabamos sempre a falar de lendas como Eddy Merckx ou Fausto Coppi e não por saudosismo, mas por ser um talento geracional que podemos ver. Ninguém nos contou nem foi preciso ler um livro. Esta terça-feira, na Tre Valli Varesine, última prova do Tríptico Lombardo, que serve de preparação para sábado, deu mais uma demonstração de brilhantismo. Quando ninguém esperava arrancou numa descida a 20 km da meta e chegou com tempo para cumprimentar os espetadores. Pogi triunfal na via Sacco, em Varese, para vencer a Tre Valli pela segunda vez.Foto: Tre Valli Varesine Foi a terceira vez que um campeão do mundo em título ganhou em Varese, depois de Eddy Merckx (1968) e Francesco Moser (1978). Mais abaixo analisaremos o percurso do último Monumento da época, mas antes resumimos os resultados das principais corridas de preparação. Desde logo o Tríptico Lombardo, que além da Tre Valli é composto por Coppa Agostoni e Coppa Bernocchi. O dinamarquês Philipsen e o francês Alaphilippe acompanharam o campeão mundial no pódio.Foto: Tre Valli Varesine Coppa Agostoni | 5 de outubro Adam Yates (UAE Emirates) Carlos Canal (Movistar) Simone Velasco (XDS Astana) Paul Lapeira (Decathlon Ag2r) Lorenzo Milesi (Movistar) Coppa Bernocchi | 6 de outubro Dorian Godon (Decathlon Ag2r) Tobias Lund (Picnic PostNL) Giovanni Lonardi (Polti VisitMalta) Andrea Raccagni (Soudal Quick-Step) Michael Matthews (Jayco Alula) Tre Valli Varesine | 7 de outubro Tadej Pogacar (UAE Emirates) Albert Philipsen (Lidl-Trek) Julian Alaphilippe (Tudor) Paul Lapeira (Decathlon Ag2r) Sérgio Higuita (XDS Astana) O pódio do Giro de Emilia deste ano.Foto: Bahrain Victorious Del Toro é a alternativa a Pogacar Além do Tríptico Lombardo, também se correu o Giro de Emilia (4 de outubro), no qual a subida ao santuário de San Luca (2 km a 10,5 %) é decisiva. Na última volta Isaac Del Toro despachou Tom Pidcock e carimbou a quinta semiclássica italiana em mês e meio. O mexicano repetiu a exibição na Gran Piemonte, prova com 179 km e 2700 m de acumulado que se realizou no dia 9. Desta vez descarregou a concorrência na subida de 6 km do circuito final batendo Marc Hirschi e Bauke Mollema. Del Toro é a alternativa a Pogacar na Lombardia. El Torito chega à Lombardia com 15 triunfos este ano.Foto: LaPresse Afonso Eulálio está convocado Olhando para a lista provisória já podemos confirmar que só haverá um português no último Monumento da temporada. Afonso Eulálio está convocado pela Bahrain Victorious e apresenta-se como a melhor hipótese nacional de discutir o top 10, sobretudo após atacar a 33 km do final da Tre Valli Varesine. O figueirense esteve na frente com Pogacar, mas pestanejou e com o campeão do mundo esses luxos não são permitidos. O corredor da Bahrain Victorious também chega com moral após fechar 9º no duro Mundial de Kigali, concluído por 17 dos 165 atletas que alinharam à partida. O mais bem sucedido na clássica das folhas mortas é Rui Costa, que em 2014 subiu ao pódio acompanhando pelo vencedor Dan Martin e pelo vencido Alejandro Valverde. No entanto, a EF Education-Easypost deixou de fora um atleta que conta com 13 presenças e que na campanha de semiclássicas italianas foi 2º no Troféu Matteotti (contra Del Toro). Na UAE Emirates não estará nenhum dos quatro portugueses. Em 2025, a Volta à Lombardia ligará Como a Bergamo. Seis icónicas subidas Seguindo a tradição de inverter o sentido do percurso do ano anterior, em 2025 a Volta à Lombardia começa em Como e termina em Bergamo. É o mesmo de 2023 e semelhante a 2021: 4400 m de desnível positivo acumulado distribuído ao longo de seis icónicas subidas. A mais famosa é a primeira – Madonna del Ghisallo, a 199 km do final – e as mais duras Roncola (9,4 km a 6,6 %) – passada a 137 km – e Passo di Ganda (9,2 km a 7,3%), cujo topo está a 31 km da meta. Foto: LaPresse Após Ganda, o pelotão passa em Selvino para uma descida que conta 19 curvas. Seguem-se os únicos 9 km relativamente planos da aproximação à meta, até terem que subir à Alta de Bergamo a caminho da meta. Na aproximação a Bergamo dão a volta à cidade para entrarem via Colle Aperto – o último obstáculo tem 1,6 km a 7,9 %. Parte da subida é em pavé e deixará os corredores a 3,3 km da meta situada na Viale Papa João 23. Poderá Tadej Pogacar igualar as cinco vitórias – 1946, 1947, 1948, 1949 e 1954 – de Fausto Coppi na Lombardia? Acreditamos que sábado vai fazer-se história. ### Trek e Topo Designs apresentam novo visual para o gravel A Trek e a Topo Designs apresentam a sua primeira colaboração com um novo esquema de pintura Project One ICON, que está disponível exclusivamente nas bicicletas de gravel Checkmate SLR. Trek explica as novidades Segundo a marca norte-americana, a pintura "junta o estilo característico da Topo com a mestria única dos artistas do Project One. É uma combinação única de linhas orgânicas, cores vivas e padrões que evocam as aventuras de gravel e as paisagens naturais". Esta colaboração reflete o compromisso partilhado pela Trek e a Topo com um design centrado nos detalhes e na paixão pela aventura e pelas atividades ao ar livre. O resultado é uma pintura com um design moderno e atrativo na bicicleta de gravel mais rápida e leve da Trek. Trek Este design está disponível nos modelos de gravel Checkmate SLR através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Taça do Mundo XCO | Lake Placid - Blevins é campeão em casa Chris Blevins completou um fim de semana perfeito na Taça do Mundo de XCO, e sagrou-se campeão em casa. Na prova feminina, vitória para Jenny Riddveds Chris Blevins (Specialized Factory Racing) venceu a prova de XCC e de XCO em Lake Placid, antepenúltima ronda da Taça do Mundo de XCO. O norte-americano sagrou-se campeão da edição de 2025 perante os seus fãs. Na prova feminina Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) venceu, e deixou em aberto a luta pela classificação geral da prova para a última ronda. Ler mais | Taça do Mundo XCO | Bike Kingdom – Lenzerheide: O adeus a Nino Schurter Créditos: UCI Mountain Bike World Series Chris Blevins completa fim de semana perfeito A prova masculina começou com ritmo forte - na frente, destacou-se um grupo com Mathis Azzaro (Origine Racing Division), Christopher Blevins, e dois colegas de equipa, Adrien Boichis e Martín Vidaurre (Specialized Factory Racing). O momento decisivo da prova aconteceu na última volta. Boichis atacou, e na sua roda levou apenas Blevins. O duo da Specialized Factory Racing seguiu junto até à meta - Blevins venceu ao sprint. Atrás, Azzaro completou o pódio. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Chris Blevins vence a prova de XCO, depois de ter vencido a corrida de XCC em Lake Placid. O norte-americano sagra-se, assim, campeão da classificação geral da Taça do Mundo de XCO, perante os seus fãs. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Y4j_5spGdIc Top 10 da corrida PosiçãoNomeEquipaTempo1ºChristopher BlevinsSpecialized Factory Racing1:19:542ºAdrien BoichisSpecialized Factory Racing"3ºMathis AzzaroOrigine Racing Division+0:024ºMartín Vidaurre KossmannSpecialized Factory Racing+0:025ºSimone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team+0:046ºFabio PüntenerBike Team Solothurn+0:137ºMarcel GuerriniBixs Performance Race Team+0:268ºLuca MartinCannondale Factory Racing+0:339ºCharlie AldridgeCannondale Factory Racing+0:4510ºSimon AndreassenOrbea Fox Factory Team+0:47 Jenny Rissveds deixa tudo em aberto na Taça do Mundo de XCO Jenny Rissveds dominou por completo a prova feminina da Taça do Mundo de XCO em Lake Placid. A sueca destacou-se das rivais logo na primeira volta. Foi abrindo o fosso e na segunda volta já tinha quase 1:00 de vantagem sobre o grupo perseguidor. Atrás, seguiam nomes como Evie Richards (Trek Factory Racing - Pirelli), Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team), Savilia Blunk (Decathlon Ford Racing Team) e Alessandra Keller (Thömus Maxon). Keller descolou na penúltima volta, numa altura em que Rissveds seguia com margem confortável. Créditos: UCI Mountain Bike World Series A sueca acabou mesmo por vencer em Lake Placid, deixando a luta pela classificação geral da Taça do Mundo de XCO em aberto para a última ronda do ano, no Canadá. Na luta pelo pódio, Richards foi a mais forte, e terminou em segundo lugar. Maxwell foi terceira. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=x9LdfYZqNbk Top 10 da corrida PosiçãoNomeEquipaTempo1ªJenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:20:152ªEvie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli+2:163ªSamara MaxwellDecathlon Ford Racing Team+2:314ªSavilia BlunkDecathlon Ford Racing Team+2:365ªAlessandra KellerThömus Maxon+3:356ªCandice Lill—+3:457ªRonja BlöchlingerLiv Factory Racing+3:598ªSina FreiSpecialized Factory Racing+4:179ªMartina BertaOrigine Racing Division+4:1710ªGinia Caluori—+4:26 Créditos da fotografia de destaque: Créditos: UCI Mountain Bike World Series ### Campeonato da Europa 2025 – Resumo e classificações As provas em linha de elites do Campeonato da Europa de Estrada 2025 disputaram-se este fim de semana em França, nas estradas exigentes de Drôme-Ardèche. Um percurso duro e dois dias de ciclismo ao mais alto nível que coroaram novos campeões continentais nas categorias de elites femininos e masculinos. Prova masculina – Quase cópia do Campeonato do Mundo Tadej Pogacar confirmou, mais uma vez, porque é o ciclista mais dominante da atualidade. Uma semana depois de se sagrar Campeão do Mundo no Ruanda, o esloveno voltou a brilhar em França, conquistando agora um título que lhe faltava, o de Campeão da Europa de Estrada. Foto: Ivan Benedetto/SprintCyclingAgency A corrida, com partida em Privas e chegada em Valence, apresentava um traçado duríssimo, marcado pelas subidas de Saint-Romain-de-Lerps e Val d’Enfer, que foram fazendo mossa no pelotão. Logo a mais de 100 km da meta, os favoritos começaram a mexer e Jonas Vingegaard acabou por abandonar cedo, deixando o duelo centrado em Pogacar e Remco Evenepoel. Foto: Ivan Benedetto/SprintCyclingAgency A 76 km do fim, na última passagem por Saint-Romain-de-Lerps, Pogacar lançou o ataque decisivo. Evenepoel foi o único capaz de responder, mas acabou por ceder, permitindo ao esloveno seguir sozinho. Atrás, o campeão belga tentava organizar a perseguição, mas sem grande colaboração, sobretudo de Ayuso e Scaroni. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1974826207439925492 No final, Tadej Pogacar chegou isolado com mais de meio minuto de vantagem sobre Evenepoel, que somou nova medalha de prata, depois da segunda posição também no Mundial. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1974852300918100092 O jovem francês Paul Seixas, de apenas 19 anos, conquistou uma medalha de bronze histórica, após resistir a Scaroni e Ayuso na batalha pelo pódio. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1974886158145556589 Quanto aos portugueses, António Morgado não alinhou devido a um quadro de queixas gastrointestinais, Tiago Antunes integrou a fuga do dia e esteve em bom plano, mas acabou por descolar na última passagem pela subida mais longa e exigente do percurso. Tanto Tiago Antunes como Rui Costa foram forçados a abandonar a corrida à penúltima passagem pela meta, juntamente com um grupo numeroso de ciclistas. Antes, João Almeida, fisicamente debilitado, já havia abandonado a prova. Top 10 – Elites Masculinos RnkCorredorPaísTempo1Tadej PogačarEslovénia4:59:292Remco EvenepoelBélgica+ 0:313Paul SeixasFrança+ 3:414Christian ScaroniItália+ 4:045Toms SkujinsLetónia+ 4:166Juan AyusoEspanha+ 4:217Mattias SkjelmoseDinamarca+ 5:018Pavel SivakovFrança+ 5:559Gianmarco GarofoliItália+ 5:5910Romain GrégoireFrança+ 6:52 Vídeo resumo da prova https://youtu.be/cXU-y7Wk7Y4?si=uvdSixcDcyfd7mb6 Prova feminina – Vollering reina na Europa No dia anterior tinha sido a vez das mulheres entrarem em ação, e os Países Baixos voltaram a impor-se como a grande potência do ciclismo feminino. Foto: Roberto Bettini/SprintCyclingAgency©2025 Num percurso seletivo pelas colinas de Drôme-Ardèche, as neerlandesas assumiram o comando desde cedo, endurecendo a corrida até reduzir o pelotão a um grupo restrito de favoritas. O ataque decisivo surgiu já nos quilómetros finais, com Demi Vollering a arrancar sozinha para vencer com autoridade e conquistar o seu primeiro título europeu de estrada. Atrás dela, a polaca Kasia Niewiadoma voltou a mostrar consistência com a medalha de prata, enquanto Anna van der Breggen, num regresso aos grandes palcos, completou o pódio para os Países Baixos. Foto: Ivan Benedetto/SprintCyclingAgency©2025 Quanto à portuguesa Raquel Queirós, que se estreou nas principais provas internacionais de estrada ao serviço da Seleção Nacional Feminina, conseguiu concluir o Campeonato da Europa de Estrada 2025 na 37.ª posição. Foto: Federação Portuguesa de Ciclismo Top 10 – Elites Femininos RnkCorredoraPaísTempo1Demi VolleringHolanda2:57:532Katarzyna NiewiadomaPolónia+ 1:183Anna van der BreggenHolanda+ 1:244Elise ChabbeySuíça+ 2:315Franziska KochAlemanha+ 2:316Juliette LabousFrança+ 2:317Mavi GarcíaEspanha+ 2:318Antonia NiedermaierAlemanha+ 3:089Cédrine KerbaolFrança+ 4:3810Elisa Longo BorghiniItália+ 4:42 Vídeo resumo da prova https://youtu.be/_0S0xM7QaDs?si=sjRqZElicQTZK5jw Foto de destaque artigo: Ivan Benedetto/SprintCyclingAgency ### Campeonato da Europa 2025 - Lucas Lopes entre os melhores Lucas Lopes melhorou a posição que alcançou nos Mundiais, ao fechar oitavo no Campeonato da Europa Lucas Lopes terminou em oitavo na prova de estrada de sub-23 do Campeonato da Europa, numa corrida ganha pelo belga Jarno Widar. Na categoria feminina, Demi Vollering sagrou-se campeã europeia. Ler mais | Mundial Kigali | Lucas Lopes às portas do top 10 Foto: Chiara Redaschi Lucas Lopes brilha no dia de Jarno Widar Na prova sub-23 do Mundial de Kigali, Jarno Widar tinha sido um dos nomes grandes com pouco destaque, terminando num modesto 39º lugar na vitória do italiano Lorenzo Finn. O belga, que corre pela Lotto Development Team, mostrou outra cara no Campeonato da Europa: venceu com um ataque na última subida do dia, em Val d’Enfer, a menos de 10 km da meta. Chegou com 0:14 de vantagem do francês Maxime Decomble, e 0:46 do grupo que disputou o terceiro lugar, onde vinha inserido Lucas Lopes. O português terminou em oitavo, no sprint ganho pela espanhol Héctor Álvarez. Daniel Moreira foi 24º, Duarte Domingues foi 36º, Gabriel Batista foi 62º e Rafael Barbas e Daniel Lima não concluíram a prova. Foto: FPC Demi Vollering, campeã da europa A neerlandesa também chegou aos Mundiais de Kigali como uma das maiores favoritas, mas fechou em sétimo lugar no dia da surpresa de Magdeleine Vallieres. Demi Vollering respondeu em força no Campeonato da Europa. Atacou a 37 km da meta, quando seguia num grupo com Anna Van der Breggen, Elisa Longo Borghini e Kasia Niewiadoma, e não voltou a ser alcançada. A neerlandesa sagra-se campeã da europa, com 1:18 de vantagem sobre a polaca Niewiadoma, e 1:24 sobre a compatriota Van der Bregger. Raquel Queirós, a única portuguesa na corrida, concluiu a prova no 37º lugar. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Créditos da fotografia de destaque: FPC ### A Trek lançou as novas rodas Bontrager Line Pro 30 e Line Comp 30 para BTT A Trek apresentou as suas novas rodas de montanha, as Bontrager Line Pro 30, em carbono, e as Bontrager Line Comp 30, em alumínio, redesenhadas de raiz para "oferecer uma melhor manobrabilidade e fiabilidade nas voltas nos trilhos". Ler mais | NOVAS rodas Bontrager Aeolus Pro – construção em carbono termoplástico As novas rodas da Bontrager Com um perfil de aro mais baixo de 23,5 mm, a marca avança que as novas rodas Line Pro 30 em carbono são concebidas com uma melhoria no comportamento vertical de 13%, na roda dianteira, e de 11%, na roda traseira, em comparação com os modelos anteriores - "absorvem melhor os impactos e vibrações, melhoram a condução e reduzem a fadiga do ciclista". Apesar do perfil mais baixo, a Bontrager explica que a resistência continua a mesma: "Os engenheiros de produto utilizaram a análise por elementos finitos (FEA) para compreender a tensão dos materiais e os pontos de rutura, reforçando algumas zonas para garantir que o aro tenha uma longa durabilidade e resistência aos impactos, mesmo num tipo de utilização mais agressivo". A estrutura com raios desalinhados melhora os ângulos dos raios, aumentando a rigidez lateral do aro e tornando a condução mais estável, especialmente nas curvas, tanto na fase de aceleração como na de travagem. Bontrager Este sistema de raios e cubos está disponível tanto nos modelos Line Pro 30 em carbono como nos modelos Line Comp 30 em alumínio. Características das novas rodas: Paredes reforçadas para reduzir o risco de furos. Atualização para Tubeless Ready que facilita a instalação e o ajuste dos pneus Bontrager e de outras marcas de pneus de montanha. Compatível com o sistema TLR da Bontrager para uma montagem mais rápida e fiável (fitas TLR para aros e válvulas incluídas tanto nas rodas de carbono como nas de alumínio). As novas rodas de carbono Line Pro 30 para montanha têm o equilíbrio perfeito entre resistência e flexibilidade, oferecendo aos ciclistas mais controlo e manobrabilidade. As rodas de alumínio Line Comp 30 oferecem o mesmo design das Line Pro 30 em carbono, mas numa versão mais económica, para uma roda resistente e versátil. Bontrager As rodas Bontrager Line Pro 30 e Line Comp 30 já estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Specialized Aethos 2: mais leve e versátil | Viagem e teste em Itália Resumo-vos em poucas palavras a nova Specialized Aethos 2, é leveza, conforto e tem também alguma pimenta escondida. Querem saber mais? Conto-vos tudo neste artigo. Testar uma bicicleta nova na região do Lago di Como, em Itália, é quase como fazer um regresso às origens do ciclismo. As estradas estreitas e as subidas da volta à Lombardia tornam esta zona de Itália um paraíso para pedalar, só perturbado pelos automobilistas, que respeitam ainda menos os ciclistas do que em Portugal. Foi neste cenário que tive a oportunidade de experimentar a nova Specialized Aethos 2, a bicicleta que vem suceder a primeira Aethos – modelo que desde o início rompeu com a lógica da marca ao ser pensada não para o pelotão profissional ou para as regras da UCI, mas sim para o prazer de pedalar de qualquer ciclista. O teste em vídeo https://youtu.be/tZIO-fIBtu8 Uma bicicleta pensada para todos os ciclistas A filosofia manteve-se: criar uma bicicleta que fosse tão agradável num passeio de domingo como numa competição de um granfondo. Para isso, a Specialized aproveitou a sua vasta rede de lojas espalhadas pelo mundo e analisou milhares de dados de bike fits. Após a análise de muitos dados a conclusão foi clara: a maioria dos ciclistas precisa de mais conforto na posição de condução. Por isso, a nova Aethos recebeu 15 mm. extra de Stack, permitindo uma postura mais natural e eficiente, sem recorrer a torres de espaçadores debaixo do avanço. Outra novidade é a passagem interna de cabos, que responde a um pedido do público em geral quando apresentaram a primeira Aethos, deixando o quadro com um visual mais limpo e atual. A geometria também mudou A marca abriu meio grau no ângulo da forqueta, baixou o bloco pedaleiro 3mm. e aumentou a distância entre eixos 7mm. O resultado é uma bicicleta mais confortável, mais estável e previsível nas descidas, afastando-se um pouco da geometria mais agressiva da Tarmac e da primeira versão da Aethos. Estes são os números da geometria da Specialized Aethos 2: Grama a grama, sem comprometer fiabilidade De acordo com a explicação dos engenheiros de produto da Specialized estas alterações – maior Stack e cabos internos – trouxeram um desafio enorme, porque normalmente são duas características que incrementam peso aos quadros, algo que os responsáveis da marca não queriam que acontecesse nesta bicicleta. Para manter o quadro abaixo dos 600 gramas e a Aethos 2 como a bicicleta mais leve da marca, os engenheiros levaram o processo de fabrico do carbono e dos componentes a um nível quase obsessivo, "raspando" gramas em pontos específicos, sem comprometer fiabilidade e resultado final de pilotagem. Estes são alguns números que parecem quase ridículos, mas se analisarmos peça a peça, a percentagem de peso poupada é bastante assinalável: 9 gr. poupados no sistema de fixação do selim. 6 gr. na inserção de alumínio do bloco pedaleiro. 2 gr. no suporte do travão de disco dianteiro. 2 gr. no dropout UDH. Aproveitaram o conhecimento adquirido no desenvolvimento das anteriores Aethos e Tarmac SL8, mas tudo foi reestudado, peça a peça, zona a zona do quadro, mantendo rigidez e fiabilidade. Peças como a fixação do selim ao espigão foram desenvolvidas de novo e propositadamente para poupar peso nesta bicicleta. Especificamente nesta parte, pouparam nove gramas de peso. O resultado é um quadro de apenas 595 gr. (na versão 12r, tamanho 56), continuando a ser o mais leve da marca. Estes são os pesos oficiais (tamanho 56) S-Works Aethos 2 SRAM RED AXS – 5,98 kg S-Works Aethos 2 Shimano Dura-Ace Di2 – 6,05 kg Aethos 2 Pro SRAM Force AXS – 6,71 kg Aethos 2 Pro Shimano Ultegra Di2 – 6,73 kg Aethos 2 Expert Shimano Ultegra Di2 – 7,12 kg Um lince disfarçado de ovelha O design minimalista e sem grandes logotipos da Aethos 2 pode enganar: parece uma bicicleta de passeio, mas esconde uma agressividade que se sente quando queremos carregar mais nos pedais. Nas subidas, a leveza faz disparar a resposta a cada pedalada. Nas descidas, a geometria mais estável dá confiança mesmo a quem não tem um “kit de unhas” tão apurado. OK, não é tão aerodinâmica como a Tarmac SL8, talvez não seja tão vistosa, mas acaba por ser uma bicicleta rápida! É, de certa forma, a bicicleta ideal para quem quer conforto, desempenho e uma estética discreta. Curiosamente, apesar da sua geometria mais próxima de uma bicicleta de endurance, a Aethos 2 consegue ser mais leve que a Tarmac SL8, a pura máquina de competição da marca. Tal como a primeira versão, acredito que não será uma bicicleta vista em corridas World Tour, pois não está desenvolvida (na teoria e no túnel de vento) para competição, mas como utilizador comum, não profissional, eu achei esta bicicleta muito viável para se fazer um Granfondo a andar rápido. Mais espaçamento de penus Outra novidade na Aethos 2 é a maior capacidade de pneus, agora até 35 mm. Isto torna a bicicleta ainda mais versátil, dando tanto para granfondos, como para pedaladas com longas horas no selim, seja por estradas secundárias com piso irregular, como calçada, alcatrão gasto e maltratado ou estradas de terra batida. Mais volume de pneu significa mais conforto, mais tração e proteção de roda. A parte interessante é que também esta evolução não trouxe penalizações de peso. Novos componentes de topo Outro ponto importante está no novo cockpit Roval Alpinist e nas rodas Roval Alpinist CLX 3 completamente redesenhados. O novo guiador Alpinist tem agora 270 gr. (10 gr. mais leve), uma maior superfície superior em “D” para conforto extra, algo que na minha opinião é bem vindo e se nota quando estamos a pedalar. As novas rodas Alpinist CLX 3 têm apenas 1131 gr., são compatíveis com pneus até 35 mm (com 6 mm. de margem de folga no quadro), raios Roval by Arris (em carbono), mais leves (103,5 g) e mais resistentes que os de aço. São incríveis estas rodas, só experimentando dá para ter a noção. Opinião final Cinco anos depois do lançamento da primeira Aethos, a Specialized conseguiu reinventar o conceito sem trair a sua essência. A Aethos 2 é mais confortável, mais limpa visualmente e continua a ser absurdamente leve. Além disso, continua a ser uma bicicleta com o design tradicional e simples de uma bicicleta. Por muitos anos que passem, por muitas "modas" que venham e vão embora, uma bicicleta é isto. Para quem gosta de ser discreto, esta é a bicicleta. Pessoalmente adorei a bicicleta (já gostava bastante da anterior), é uma bicicleta muito equilibrada, suave, previsível nas descidas e embora não a considere uma escaladora tão boa como a Tarmac (pela geometria), o baixo peso que tem em todas as versões faz com que ainda assim dê prazer nas subidas. Muito provavelmente a Specialized Aethos 2 (com estas atualizações na geometria) é um tipo de bicicleta que se encaixa na maioria do utilizador, mas agora será o mercado a ditar as suas regras. Terá sucesso? Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, as várias cores a disponibilidade para entrega e os preços, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Campeonato da Europa 2025 - Domínio de Evenepoel e Reusser no contrarrelógio O Campeonato da Europa 2025, em França, arrancou com a disciplina de contrarrelógio e não trouxe grandes surpresas: Remco Evenepoel e Marlen Reusser confirmaram o favoritismo e conquistaram o título europeu de contrarrelógio. Prova elite masculina Sem Tadej Pogacar em prova, o belga partiu como grande candidato e não deu hipóteses, dominando os 24 quilómetros entre Loriol-sur-Drôme e Étoile-sur-Rhône do primeiro ao último metro. Evenepoel terminou em 28’26”, deixando o italiano Filippo Ganna a 43 segundos e o dinamarquês Niklas Larsen a 1’08”, fechando o pódio. O percurso, exposto ao vento lateral e depois de frente na parte final, não impediu Evenepoel de se impor de forma categórica, dobrando até Stefan Küng, que tinha partido um minuto antes. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1973396337660924199 O belga confessou no final que foi “um contrarrelógio difícil para controlar”, devido ao vento e à ausência de referências intermédias, mas reforçou que confiou na sua força e preparação. Domínio absoluto na especialidade Com esta vitória, Evenepoel passa a ser simultaneamente campeão nacional, europeu, mundial e olímpico de contrarrelógio, um domínio quase absoluto na especialidade. A última vez que tinha vencido este título europeu foi em 2019. https://twitter.com/EvenepoelRemco/status/1973443903689990361 Portugueses em prova Quanto à Seleção Nacional, Nelson Oliveira (regressado recentemente de lesão) foi o melhor luso ao terminar num meritório 19.º lugar, com o tempo de 31’06”, a 2’40” de Evenepoel. Apesar das limitações físicas recentes, o selecionador José Poeira destacou o esforço e compromisso do ciclista da Movistar. Foto: FPC João Almeida não alinhou no contrarrelógio por precaução, depois de apresentar sintomas de mal-estar. A decisão foi tomada em conjunto com a equipa médica e técnica, tendo em vista a prova de fundo, onde o português será uma das apostas nacionais. TOP 10 final PosCiclistaPaísTempo1Remco EvenepoelBélgica28:26,362Filippo GannaItália+0:43,373Niklas LarsenDinamarca+1:08,564Ethan HayterGrã-Bretanha+1:09,265Joshua TarlingGrã-Bretanha+1:10,616Daan HoolePaíses Baixos+1:38,607Mathias VacekChéquia+1:43,958Stefan KüngSuíça+1:47,449Bruno ArmirailFrança+1:48,0910Alec SegaertBélgica+1:51,41 Prova elite feminina Se havia dúvidas sobre quem é a melhor contrarrelogista do mundo, Marlen Reusser tratou de as dissipar em França. A suíça voltou a dominar e conquistou o seu quarto título europeu de contrarrelógio, depois das vitórias em 2021, 2022 e 2023. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1973422716712866043 Nos 24 km entre Loriol-sur-Drôme e Étoile-sur-Rhône, Reusser não deu hipótese, vencendo com autoridade em 33’06”. A norueguesa Mie Bjorndal Ottestad foi segunda, a 49 segundos, e a neerlandesa Mischa Bredewold completou o pódio, a 51 segundos. Reusser, que já ostenta o título de campeã do mundo, soma agora também o de campeã da Europa, mantendo-se como a referência absoluta da especialidade. Na elite feminina, Daniela Campos foi 25.ª classificada no Campeonato da Europa 2025 de contrarrelógio, completando os 24 km em 37’05”. Foto: FPC TOP 10 final PosCiclistaPaísTempo1Marlen ReusserSuíça33:06,832Mie Bjørndal OttestadNoruega+0:49,203Mischa BredewoldPaíses Baixos+0:51,084Katrine AalerudNoruega+0:51,285Lieke NooijenPaíses Baixos+0:58,236Juliette LabousFrança+1:04,267Anna HendersonGrã-Bretanha+1:05,158Christina SchweinbergerÁustria+1:30,759Cédrine KerbaolFrança+1:51,0810Yuliia BiriukovaUcrânia+2:06,95 ### Trek lançou a bicicleta de gravel CheckOUT A CheckOUT é a nova bicicleta de gravel da Trek de suspensão total e com guiador de estrada, orientada para as aventuras e viagens mais épicas. Concebida segundo a marca para ser mais rápida do que uma bicicleta de montanha em estradas pavimentadas e mais eficaz do que uma bicicleta de gravel em singletrack, a CheckOUT é ideal para aventuras em estrada, gravel e singletrack, provas de ultra-resistência, viagens de bikepacking e muito mais. Ler mais | Nova Trek Checkpoint+ SL Suspensão total A CheckOUT oferece maior capacidade para ultrapassar terrenos irregulares e trilhos com um curso traseiro de 55 mm e uma suspensão dianteira Rudy XL de 60 mm, projetada em colaboração com a RockShox.A configuração de suspensão total da CheckOUT demonstrou diminuir a fadiga e aumentar o conforto e o controlo em comparação com outros modelos rígidos, levando a uma redução de 41,5% na energia vibracional que causa fadiga e menos 23% de variação na direção. O guiador de estrada para gravel  O novo guiador GR da CheckOUT é rápido e oferece um flare extra e um recuo ergonómico para maior conforto e controlo. Amplo espaço para pneus Permite colocar pneus até 56 mm/2,2″ (conforme medido) de largura para que os ciclistas enfrentem os terrenos mais acidentados com controlo e confiança.A nova geometria Gravel Adventure apresenta um reach mais longo e um stack mais alto para maior conforto e estabilidade nas aventuras de vários dias e em vários terrenos. Concebida para viagens de bikepacking Com 18 pontos de fixação no quadro (nos tamanhos ML, L e XL), um porta-bagagens traseiro integrado que funciona com a suspensão da bicicleta e o selim telescópico, e um multiponto de fixação ajustável, a CheckOUT permite transportar tudo o que é necessário para uma viagem de vários dias. Quadro em carbono testado para os trilhos Um quadro em carbono OCLV 500 Series que foi testado de acordo com os rigorosos padrões das bicicletas de montanha e que mantém a leveza e a velocidade, mesmo quando totalmente carregado. A nova CheckOUT já está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### A Specialized lançou novas rodas Roval Alpinist CLX III e cockpit Roval Alpinist II A Specialized anunciou hoje o lançamento das novas rodas Roval Alpinist CLX III e do cockpit Roval Alpinist II, dois componentes que chegam com o objetivo de oferecer soluções mais leves e ergonómicas para os ciclistas que procuram rendimento máximo em subidas e longas jornadas de montanha. Roval Alpinist CLX III – Rodas mais leves para subir Com apenas 1.131 gramas (incluindo válvulas e fita), o novo modelo estabelece-se como uma das opções mais leves do mercado dedicadas às subidas. A principal inovação está nos raios em carbono, desenvolvidos em parceria com a Arris. Segundo a marca estes novos raios são 20% mais resistentes do que o aço e permitiram uma poupança de mais de 100 gramas face à geração anterior. De acordo com a Specialized, esta solução garante também uma melhor relação rigidez/peso, permitindo maior tensão nos raios, o que se traduz em resposta imediata à potência aplicada, especialmente quando se carrega nos pedais estando fora do selim. A construção em carbono foi ajustada para manter a condução suave e equilibrada que caracteriza as rodas Alpinist, sem comprometer a leveza. Roval Alpinist II – Cockpit mais leve e ergonómico O novo guiador integrado Roval Alpinist foi redesenhado com base em dados Retül e Body Geometry, procurando alinhar os ângulos com as posições naturais das mãos e pulsos. A marca diz que o objetivo foi reduzir a fadiga em subidas longas, onde a posição sobre a bicicleta se torna crítica. Em termos de conforto, a nova (e maior) forma em "D" da parte superior oferece 12% mais área de contacto. Se comparado com o cockpit Roval Rapide, este absorve mais 28,3% de vibrações, de acordo com a informação da marca. Preços e disponibilidade Podes ver a disponibilidade para venda e preços clicando aqui no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt ### Europeu 2025 | João Almeida lidera a seleção nacional em França Confiram horários das corridas, lista de convocados e dados dos percursos do Europeu de Drôme-Ardèche, França, que marca o regresso de João Almeida. Portugal apresenta-se no Europeu de França com João Almeida à cabeça de uma delegação que se fará representar em todos os escalões, situação que contrasta com os apenas oito homens que levou ao Mundial de Kigali, no Ruanda. Aberto aos elites desde 2016, o Europeu só viu Portugal sair com um resultado destacado na primeira edição, quando Nélson Oliveira foi 4º no contrarrelógio e Rui Costa 6º na prova de fundo. Depois disso, só João Almeida voltou a por o país no top 10 em 2021, no contrarrelógio. Nos escalões de formação os resultados são melhores, embora de longa data. Cândido Barbosa, atual presidente da FPC, sagrou-se campeão da Europa em sub-23 (1996) e Nélson Oliveira foi vice-campeão em 2010, o mesmo campeonato que deu a medalha de bronze a Rafael Reis na prova em linha de juniores. O Europeu de França, que se realiza nos departamentos de Drôme e de Ardèche, inicia-se com as provas de contrarrelógio das várias categorias, que vão decorrer no mesmo percurso com 24 km e arrancam na quarta-feira (1 de outubro): Juniores masculinos 9:45 Sub-23 femininas 11:00 Elites femininas 13:20 Elites masculinos 14:45 Europeu 2024 | Rescaldo das provas de contrarrelógio Foto: Unipublic Cxcling Antonio Baixauli Regresso de João Almeida à seleção Quando terminarem os eventos cronometrados, as provas de fundo tomarão protagonismo nos campeonatos. Sexta-feira (3 de outubro) há três corridas programadas: Sub-23 femininas 85,7 km, 8:00 Juniores femininas 62,9 km, 11:40 Juniores masculinos 103,4 km, 14:35 No sábado (4 de outubro) há mais duas provas agendadas, entre as quais se encontra a das elites femininas, que rondará os 1600 metros de desnível positivo acumulado. Sub-23 masculinos 121,1 km, 8:00 Elites femininas 116,1 km, 13:00 O programa encerra no domingo (5 de outubro) com os elites masculinos que partem às 10:45 para uma prova com 202,5 km e 3306 metros de desnível positivo acumulado. A prova marca o regresso de João Almeida à seleção após o 2º lugar na Vuelta a Espanha. Europeu 2024 | Tim Merlier campeão Daniela Pereira com o presidente da FPC, Cândido Barbosa.Foto: FPC Estreia da nova selecionadora nacional de estrada O evento marca a estreia da nova selecionadora nacional de estrada, Daniela Pereira, que em agosto sucedeu ao professor José Luis Algarra. Pela frente tem a difícil tarefa de recuperar o tempo perdido no desenvolvimento das mulheres ciclistas portuguesas. Ao longo de 2025 não foi dada nenhuma convocatória para qualquer categoria feminina, aliás, a última foi no Campeonato do Mundo de Estrada de 2024, em Zurique. Neste período os elites masculinos não falharam nenhum evento internacional de topo e em todos os escalões dos homens houve chamadas de atletas para provas no estrangeiro. Os sub-23 foram ao GP das Nações, à Corrida da Paz, ao Tour de l'Avenir e aos Mundiais, os juniores foram ao Tour du Pays de Vaud e ao Troféu Centre Morbihan e os cadetes foram à Vuelta Ciclista Guijuelo. “Escolhemos as atletas que neste momento oferecem maior garantia de sucesso face às exigências de um Campeonato da Europa, privilegiando a capacidade técnica necessária para competir ao mais alto nível. Estamos ainda numa fase inicial de trabalho com este grupo e, tendo em conta o reduzido ritmo competitivo internacional, o principal objetivo passa por terminar a corrida no pelotão. Procuramos a melhor classificação possível, mas acima de tudo ganhar experiência, consolidar processos e evoluir, para elevar gradualmente o nível competitivo da Seleção.” Daniela Pereira, selecionadora feminina. Europeu 2024 | Lorena Wiebes campeã Elites masculinos Afonso Eulálio (Bahrain-Victorious) António Morgado (UAE Team Emirates-XRG) João Almeida (UAE Team Emirates-XRG), TT e Prova de Fundo Nelson Oliveira (Movistar Team), apenas TT Rui Costa (EF Education-EasyPost) Sub-23 masculinos Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) Daniel Moreira (Hagens Berman Jayco) Duarte Domingues (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) Gabriel Baptista (Technosylva Maglia Bembibre) Lucas Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) Juniores masculinos Gonçalo Costa (Willebrord Wil Vooruit), TT e Prova de Fundo Gonçalo Rodrigues (Team Polti VisitMalta Junior), TT e Prova de Fundo Guilherme Santos (Blackjack I Bairrada Júnior Cycling Team) João Anunciação (Blackjack I Bairrada Júnior Cycling Team) José Salgueiro (Picusa Academy) Rodrigo Jesus (Academia Efapel de Ciclismo) Elites femininas Daniela Campos (Eneicat-CMTeam), apenas TT Raquel Queirós (AtumGeneral-Tavira-SC Farense) Sub-23 femininas Beatriz Roxo (Cantabria Deporte-Rio Miera), TT e Prova de Fundo Daniela Simão (Academia Efapel de Ciclismo) Juniores femininas Bruna Gonçalves (Korpo Activo/Penacova) Lara Ribeiro (Academia Efapel de Ciclismo) Maria Coimbra (Academia Efapel de Ciclismo) ### Campeonato do Mundo 2025 – Pogacar repete, Vallieres surpreende e Eulálio brilha O Campeonato do Mundo de Estrada 2025 em Kigali, no Ruanda, ficará na memória como um dos mais duros e espetaculares da história recente. O percurso, com 267,5 km e 5.475 metros de desnível, teve como cenários principais o Monte Kigali e o exigente Muro de Kigali, que se tornaram o palco da consagração de Tadej Pogacar e da surpresa maior do ciclismo feminino, a canadiana Magdeleine Vallieres. Ler mais: Mundial Kigali - Evenepoel dobra Pogacar e é campeão Elite Feminina – Vallieres escreve história para o Canadá A prova feminina Campeonato do Mundo de Estrada 2025, disputada no sábado, foi marcada por várias fugas e ataques sucessivos, num ritmo intenso desde cedo. Mas a decisão final ficou guardada para a última volta, quando Magdeleine Vallieres, de 24 anos, surpreendeu ao atacar na Côte de Kimihurura. Nenhuma das rivais conseguiu responder ao seu arranque, e a canadiana entrou sozinha na meta para conquistar o primeiro título mundial de estrada feminino da história do Canadá. https://twitter.com/EF_Oatly/status/1971950943685279932 Atrás dela, Niamh Fisher-Black garantiu a medalha de prata, enquanto Mavi García completou o pódio. Vídeo resumo https://youtu.be/_pcn0d65s78?si=bAwOzqNpjONXd0kD Classificação – Elite Feminina Pos.CiclistaPaísTempo1Magdeleine VallieresCanadá4:34:482Niamh Fisher-BlackNova Zelândia+ 0:233Mavi GarcíaEspanha+ 0:274Elise ChabbeySuíça+ 0:415Riejanne MarkusPaíses Baixos+ 0:576Antonia NiedermaierAlemanha+ 1:177Demi VolleringPaíses Baixos+ 1:348Kimberley Le CourtMaurícia,,9Marlen ReusserSuíça,,10Katarzyna NiewiadomaPolónia,, Elite Masculina – Pogacar à sua maneira e o brilho português de Afonso Eulálio A corrida masculina foi tremenda. Os ataques começaram cedo, e a dureza do Monte Kigali prometia ser o momento-chave. A expectativa confirmou-se: a mais de 100 km da meta, Tadej Pogacar acelerou, levando consigo Juan Ayuso e Isaac Del Toro. O espanhol não resistiu muito tempo, mas o mexicano ainda conseguiu aguentar até aos 66 km. para o fim, momento em que Pogacar partiu em solitário para mais uma vitória à sua maneira, repetindo o que já tinha feito em Zurique no ano anterior. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1972273944221598153 Remco Evenepoel foi quem deu a réplica ao Campeão do Mundo, mas viveu um dia cheio de contrariedades: duas trocas de bicicleta e uma longa perseguição que parecia impossível. Ainda assim, o belga mostrou resiliência, recuperou terreno e assegurou uma medalha de prata. Créditos: Fernando Ferrari O bronze foi para Ben Healy, que conseguiu distanciar Mattias Skjelmose na fase final. Cores nacionais brilharam com Afonso Eulálio Um dos grandes destaques do dia foi português: Afonso Eulálio, aos vinte e três anos de idade e no seu primeiro ano no World Tour, mostrou classe e maturidade ao terminar em 9.º lugar. Uma prova tremenda do jovem luso, que resistiu no grupo dos melhores até muito perto do fim e trás do Ruanda um resultado muito meritório nos Campeonatos do Mundo. Créditos: Fernando Ferrari “Sabia que vinha bem, mas nunca pensei fechar no top 10. Foi um Mundial super duro, mas consegui gerir a corrida. Quando o Pogacar atacou de longe, não fui ao choque nem ao limite, porque sabia que a perseguição seria feita por um grupo maior. Procurei poupar-me e fazer diferenças onde sabia que podia. Conseguir um top 10 num Mundial é muito motivador. Passei o ano a trabalhar para a equipa e, agora, no final da época, alcançar este resultado muito gratificante”, explica Afonso Eulálio. Vídeo resumo https://youtu.be/DTGYOBqSNOs?si=REmhWspWUCWEH5n7 Classificação – Elite Masculina PosCiclistaPaísTempo1Tadej PogacarEslovénia6:21:202Remco EvenepoelBélgica+ 1:283Ben HealyIrlanda+ 2:164Mattias SkjelmoseDinamarca+ 2:535Toms SkujinsLetónia+ 6:416Giulio CicconeItália+ 6:477Isaac Del ToroMéxico,,8Juan AyusoEspanha,,9Afonso EulálioPortugal+ 7:0610Tom PidcockGrã-Bretanha+ 9:05 Créditos da foto de destaque: Tim de Waele/Getty Images ### Peter Sagan: "O mais difícil foi a fama" | Entrevista Topcycling Em plenos Campeonatos do Mundo 2025 e já após assistir ao "Tri" de Remco Evenepoel no contrarrelógio, partilho uma conversa que tive este ano com Peter Sagan, um dos Campeões do Mundo mais emblemáticos da história do ciclismo. Foto: ASO / Bruno Bade Quantos atletas no desporto mundial conseguiram terminar a carreira e manter-se como verdadeiras estrelas mediáticas? Não muitos e no ciclismo ainda menos, mas Peter Sagan conseguiu rentabilizar uma carreira que lhe permite viver do mediatismo que conseguiu pelas suas conquistas desportivas, pela sua forma de estar no pelotão e na vida. Três títulos de Campeão do Mundo, sete camisolas verdes no Tour de France, vitórias em monumentos como o Tour de Flandres ou a Paris-Roubaix, e uma personalidade única tornaram-no num ícone que que vai além do ciclismo. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Começo assim este artigo para vos colocar em perspectiva o significado e a dimensão que tem o atleta, a figura, o personagem, a imagem e a marca Peter Sagan. Hoje em dia, Sagan é uma espécie de "estrela de cinema" (no bom sentido). Só não está em Hollywood porque não quer, acredito que se quisesse o conseguiria. “Este ano passei três meses num programa de dança na televisão, foi super intenso mas gostei”, contou-me. Créditos: Specialized Peter, terminaste a tua carreira de ciclista profissional, como é a tua vida hoje em dia? O que fazes profissionalmente? "Trabalho com os meus patrocinadores, como a Specialized, a 100%, a Sportful, a Monster, a My Whoosh e também a Pierre Baguette, a minha agenda depende deles, faço muitos eventos, granfondos e apresentações, o que me mantém ocupado e ainda ligado ao ciclismo. Sempre que sou convidado para alguma corrida ou evento especial, estou disponível. O difícil é encontrar o equilíbrio entre todas estas coisas. Este ano foi especial porque estive bastante tempo nesse programa de dança, mas encaro a vida como uma espécie de férias permanentes. Hoje em dia se não tenho de pensar em performance, treinos e corridas, então todos os dias são um bom dia. (risos)." Quando lhe perguntei qual foi a parte mais difícil de lidar durante a carreira, a resposta surpreendeu-me porque pensava que iria referir a dureza dos treinos, a disciplina alimentar, os estágios em altitude, mas não, depois de pensar alguns segundos respondeu: “Para mim o mais difícil foi a fama, acho que é complicado para qualquer pessoa que de repente se torna famosa. Toda a gente quer ser famosa – nas redes sociais, a querer ser influencer – mas depois percebes que pode ser mais uma carga do que uma vantagem. A verdade é que é bem melhor ser rico e não famoso, do que ser famoso e pobre. (risos) Claro que ser famoso também me trouxe vantagens e oportunidades, é algo que me vai acompanhar para sempre, ao longo da minha carreira aprendi a lidar com isso, mas confesso que não foi fácil. Foto: A.S.O./Pauline Ballet Peter Sagan sabe que já viveu o que tinha a viver como profissional, está completamente adaptado à sua vida pós-profissional, trabalha para os seus patrocinadores e fala como mais um membro da empresa (das várias com quem tem contrato). Durante os dias em que tive a oportunidade de partilhar umas voltas de teste da nova Specialized Diverge com ele, falava com a restante equipa da Specialized como mais um da equipa, referindo-se à marca como "nós", "nós estamos bem", quando falava da corrida da Taça do Mundo de XCO que ia acompanhando no telemóvel em algumas pausas. Créditos: Specialized Hitórias de bastidores - Das piores temporadas, à importância do treinador Patxi Vila Peter Sagan foi um dos ciclistas que viveu a transição para aquilo que hoje em dia chamamos de "ciclismo moderno", uma expressão utilizada quando é referida a forma de correr no pelotão, a forma como os treinos são controlados, como a nutrição e abordagem alimentar mudou, como tudo é diferente. O Eslovaco sentiu a transição em que altura da sua carreira? Foi em 2014, 2015, a UCI obrigou as equipas a terem no mínimo três treinadores e aí começou a mudança, disse Sagan. Créditos: Specialized "Antes havia plano de treino mas também treinava pelo que sentia, mas de repente tinha treinadores a dizer "vais ser melhor trepador, mas vais manter a potência no sprint." Apesar de já ser um ciclista vencedor na altura pensei: ok, vamos tentar. Mas não funcionou, 2014 foi a minha pior época.” Em 2015 quando cheguei à Tinkoff a história continuou com o treinador Bobby Julich, que tinha as mesma teorias, mas não estavam a funcionar e as coisas descambaram quando não se quis responsabilizar. “Ao fim de quatro meses na Tinkoff, quando não ganhava, ele disse que eu estava com burn-out, que estava acabado e que nunca mais ia vencer nada. Eu disse-lhe: sabes que mais? Eu sigo o meu caminho, tu segues o teu. Não quero voltar a ver-te na vida.” É raro ouvir um ciclista falar assim, sem filtros, sem ser "politicamente correto", notei que Peter Sagan não necessita ter reservas nesta fase da sua vida e continua a ser diferente, tal como quando era ciclista profissional. "Depois, tudo mudou com Patxi Vila, um treinador mais humano, que tinha sido ciclista e percebia melhor as necessidades de cada atleta. Com ele encontrei o equilíbrio. Voltámos a trabalhar com base no plano mas também no que eu sentia, não como uma máquina, e comecei a ganhar outra vez.” Com base no que me disse, fui pesquisar pelas vitórias das temporadas 2014 e 2015, quando Sagan lutava quanto às regras de treino que lhe queriam impor. Após seguir o caminho que achava o correto para si (ainda em 2015), venceu os três títulos mundiais, entre 2015 e 2017. Por vezes, vemos ciclistas que deixam de ganhar e julgamos que já não têm talento. Mas há muita coisa que não passa na televisão: mudanças de equipa, métodos de treino diferentes, treinadores que não se adaptam ao estilo do atleta, lesões, problemas pessoais, tudo isto tem influência no rendimento de um atleta mas o público em geral não faz ideia de tudo o que se pode passar. UCI e as proibições Peter Sagan ficará na história do ciclismo não só pelas suas vitórias mas também pela habilidade que tinha (e tem) a manobrar a bicicleta. Perguntei-lhe como via as regras da UCI que limitaram posições aerodinâmicas como o "super tuck", ou outras regras limitativas no pelotão profissional. “Eu usei todas essas posições, como profissionais nós temos a noção do que estamos a fazer mas percebo a UCI, as crianças viam-nos no Tour e tentavam imitar. Houve quedas. Eles têm de proteger o futuro e eu percebo isso. É como a Fórmula 1: vês na TV, mas não vais pegar num carro de F1 para andar na estrada. É a diferença entre os profissionais e os que não são profissionais. Nem todas as pessoas têm essa noção.” Mostrou também compreensão na limitação dos guiadores muito estreitos e manetes viradas para dentro: “É perigoso. Não consegues manejar tão bem a bicicleta. Há alguns anos atrás, no BTT também usámos guiadores curtos e hoje em dia chegaram à conclusão de que guiadores largos dão mais controlo. Portanto, eu acho que a UCI está a fazer um bom trabalho ao impor alguns limites neste aspeto. A tecnologia que mais o marcou Quando lhe pedi uma resposta rápida sobre a tecnologia que mais influenciou a sua carreira, Sagan não falou em potenciómetros, rodas aero ou travões de disco: “Houve duas coisas que me marcaram, o medidor de frequência cardíaca ajudou muito a evoluir nos treinos quando era jovem. Depois vieram os medidores de potência, os travões de disco, as bicicletas em carbono, mas sinceramente, o que mais me ajudou foi sempre poder contar com a Specialized, que me ouviu e garantiu andar nas melhores bicicletas possíveis. Isso foi uma grande vantagem durante toda a carreira. A minha conversa "formal" com Peter Sagan demorou vinte minutos, falámos de outras coisas enquanto pedalávamos e o convite para vir a Portugal ficou feito (como podem ver no vídeo do teste à Diverge 4). Créditos: Specialized A sua personalidade extrovertida e simples, sem pensar no que os outros diriam, aliada ao talento e ao carisma, tornaram-no numa das figuras do desporto mais conhecidas do planeta. Peter Sagan teve visão e soube aproveitar isso, sobretudo depois de terminar o ciclismo profissional. Hoje tem umas merecidas "férias permanentes" como o próprio diz, mas na verdade sabemos essas "férias" deram muito trabalho para conseguir. Créditos: ASO/Alex Broadway Obrigado Peter, espero ver-te por Portugal um dia. Vídeo na Eslovénia, testando a Specialized Diverge 4 com Peter Sagan e Daniel Oss https://youtu.be/CXOvKt0pAKE?si=Zss72GRlKeUMkRTu ### Mundial Kigali | Lucas Lopes às portas do top 10 Lucas Lopes foi o melhor português na prova de estrada de sub-23 do Mundial de Kigali, com um tremendo 12º lugar Mundial de Kigali assistiu, esta sexta-feira, à vitória de Lorenzo Finn na prova de estrada de sub-23, numa corrida que reuniu muitos dos nomes que vão marcar os próximos anos do ciclismo mundial. A Seleção portuguesa conseguiu o 12º lugar, com Lucas Lopes. Ler mais | Guia do Mundial | O que esperar de Kigali 2025? Lorenzo Finn | Créditos: Getty Images Lorenzo Finn soma e segue A corrida sub-23 dos campeonatos do mundo de Kigali apresentou um percurso duríssimo aos ciclistas, percorrido em 164,4 km. A corrida foi muito aberta, e a 43 km do fim, restavam apenas 15 ciclistas no pelotão - onde seguia Lucas Lopes - que perseguia um grupo com seis ciclistas, com nomes fortes como o italiano Lorenzo Finn, ou o espanhol Hector Álvarez. A movimentação decisiva chegou a 32 km do fim, quando Finn atacou o grupo da frente. Apenas o suíço Jan Huber conseguiu seguir, e o duo saltou para a frente da corrida. A 6,5 km da meta, Finn voltou a atacar, desta vez para seguir a solo até ao fim, e sagrar-se campeão do mundo de sub-23, com apenas 18 anos. Em 2024, tinha ganho a corrida de estrada de juniores do campeonato do mundo. O italiano, que faz parte dos quadros da Red Bull - BORA - hansgrohe Rookies, onde vai correr em 2026, tinha sido quarto na prova de contrarrelógio, e terminou no mesmo lugar a Volta à França do futuro. Ler mais | Diário de um sub-23 – Lucas Lopes Lorenzo Finn na Volta à Lombardia 2024 (juniores). Créditos: Paolo Radaelli Lucas Lopes no Mundial de Kigali O ciclista da Póvoa do Varzim realizou um tremenda prova sub 23 do Mundial de Kigali. Lucas Lopes aguentou-se no pelotão, grupo muito seletivo onde constavam alguns dos melhores do mundo da categoria. Sobreviveu às várias movimentações na corrida, e na fase final, fez parte do terceiro grupo de perseguição, que seguia na pista do vencedor, Lorenzo Finn. Cruzou a meta no 12º lugar, à frente de alguns dos nomes mais sonantes do escalão, como Maxime Decomble, Jakob Omrzel, Jakob Söderqvist, Matthias Schwarzbacher ou Jarno Widar. Junta este resultado à vitória na Volta a Portugal do futuro, à camisola branca da Volta a Portugal e ao triunfo no contrarrelógio dos campeonatos nacionais. O TopCycling sabe que o ciclista natural de Aguçadoura, Póvoa de Varzim, deve trocar a Rádio Popular-Paredes-Boavista pela Efapel, em 2026. Isto se o resultado no Mundial não atrair interessados de última hora. Na equipa nacional, para além de Lucas Lopes, Daniel Lima terminou na 31ª posição, Gabriel Batista foi 35º e Daniel Moreira não concluiu a prova. Ler mais | Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Foto: FPC Top 10 da corrida Class.CiclistaPaísTempo1Finn LorenzoItália3:57:272Huber JanSuíça+0:313Schrettl MarcoÁustria+1:134Álvarez HéctorEspanha+1:385Gajdulewicz MateuszPolónia+1:426Martí PauEspanha+2:227Loulergue VictorFrança+2:228Donzé RobinSuíça+2:249Pericas AdriàEspanha+2:2410Ramírez MateoEquador+2:24 Créditos da fotografia de destaque: FPC ### Mundial Kigali | Os campeões de contrarrelógio em todas as categorias Conferimos pódios e vencedores dos sete títulos entregues nas provas de contrarrelógio no Mundial de Kigali, no Ruanda. Chegaram ao fim as provas de contrarrelógio no Mundial de Kigali, que não tiveram presença de Portugal em nenhuma das sete corridas disputadas. Além das categorias de elites, que mereceram especial atenção neste artigo, aproveitamos para fazer um resumo dos restantes cinco eventos que atribuíram medalhas durante os primeiros quatro dias do Campeonato do Mundo. Na quarta-feira, a Austrália renovou o título nas estafetas mistas – 41,8 km com desnível positivo acumulado de 740 m – correndo com Michael Matthews, Jay Vine e Luke Plapp a primeira volta e com Brodie Chapman, Amanda Spratt e a sub-23 Felicity Wilson-Haffenden a segunda volta. A Suíça, bicampeã mundial nesta disciplina, ia a caminho do tri até que Marlen Reusser furou, incidente que custou meio minuto às helvéticas. A Austrália defendeu o título fechando em 54:30, enquanto França e Suíça completaram o pódio. Mundial Kigali | Evenepoel dobra Pogacar e faz o tri no contrarrelógio Foto: Getty Sport Primeiro sueco campeão mundial de contrarrelógio Os sub-23 masculinos competiram no mesmo percurso das elites femininas, cujo título foi ganho por Marlen Reusser logo no primeiro dia. Ganhou o favorito à partida, Jakob Soderqvist, talento promissor da Lidl-Trek que tinha sido 2º em Zurique. O jovem de 22 anos é o primeiro sueco campeão mundial de contrarrelógio em qualquer categoria masculina. Soderqvist superou por mais de 1:00 o neozelandês Nate Pringle (Red Bull Rookies) e o francês Maxime Decomble (Groupama-FDJ), que vinha de brilhar no recente Tour de l’Avenir. Backstedt em ação.Foto: Arne Mill Favorita Zoe Backstedt impôs-se com facilidade No caso das mulheres a prova foi histórica, já que pela primeira vez as sub-23 competiram em eventos separados das elites, apesar de se terem atribuído títulos desde o Mundial de 2022. A favorita Zoe Backstedt impôs-se com facilidade. A colega de Maria Martins na Canyon e líder da seleção britânica, pela qual já tinha ganho o título mundial de contrarrelógio em juniores. Backstedt despachou a eslovaca Viktoria Chladonova e a italiana Federica Venturelli por enorme margem (1:50 e 2:11). Chladonova, que já corre pela Visma, é sub-23 de primeiro ano e em 2024 também foi vice-campeã mundial em juniores. Venturelli, que já corre pela UAE, está no segundo ano na categoria e em 2023 foi 3ª no contrarrelógio júnior. Guia do Mundial | O que esperar de Kigali 2025? O pódio das sub-23 em Kigali.Foto: Getty Sport Domínio dos Países Baixos Nas categorias de base houve domínio dos Países Baixos. Michiel Mouris percorreu os 22,6km do percurso em 29:07 e bateu o estadunidense Ashlin Barry (+ 6.84) e o belga Seff van Kerckhove (+ 8:58). O caso do belga é curioso porque se dá um ano após o irmão Matisse van Kerckhove também ter sido medalha de bronze em Zurique. Se Mouris é primo do antigo profissional Jens Mouris (ex-Vacansoleil e ), também Barry vem de família de ciclistas: o pai, Michael Barry, correu na US Postal, Telekom e Sky, e a mãe, Dede Barry, foi vice-campeã olímpica de contrarrelógio em Atenas 2004. O filho Ashlin vai estar na Visma de desenvolvimento em 2026. Na prova feminina, que teve 18,3 km, dominou Megan Arens, campeã mundial em 25:47 e futura corredora da Pic Nic. No pódio ficaram a espanhola da Movistar, Paula Ostiz, que terminou a 0:35 segundos da neerlandesa, e ainda a norueguesa Oda Aune Gissinger, que chegou a 0:37. O pódio das juniores em Kigali.Foto: Sprint Cycling ### Mundial Kigali | Evenepoel dobra Pogacar e faz o tri no contrarrelógio Surpresa em Kigali, no Ruanda, com Evenepoel a vaporizar Pogacar num contrarrelógio dominado pela Bélgica no primeiro dia do Mundial. Reusser venceu a prova feminina. O duelo Remco Evenepoel vs. Tadej Pogacar era o mais aguardado na abertura do Mundial de Kigali, no Ruanda, e confirmou as expetativas com o belga a dobrar o esloveno na subida de Kimihurura, o último obstáculo do percurso. A dobragem ficará na história de um evento já de si único, dado que é a primeira vez que África organiza o Mundial de estrada em 104 anos de existência dos campeonatos. Evenepoel conquistou o terceiro título mundial consecutivo e entrou no clube dos tricampeões, juntando-se ao australiano Michael Rogers e ao alemão Tony Martin, o último a vencer três vezes seguidas. Guia do Mundial | O que esperar de Kigali 2025? Foto: Dario Belingheri/Getty Images Evenepoel foi supersónico Elites masculinos e femininas competiram em percursos idênticos, com partida da BK Arena e chegada ao centro de convenções de Kigali. Primeira parte sinuosa até à subida de Nyanza 2,5 km a 5,8 %, depois, inversão de sentido para irem à vertente mais longa de Nyanza 6,6 km a 3,5 %. Daí os corredores dirigiram-se ao centro de Kigali antes da separação dos percursos. Enquanto as mulheres foram diretas à meta, via subida em pavê de Kimihurura (1,3 km a 6,3 %), os homens ainda fizeram um desvio para subirem Peage (2 km a 6 %). Evenepoel foi supersónico e cavou o fosso progressivamente: 0:44, 1:17 e 1:24 nos pontos intermédios. Foi após o terceiro que apanhou Pogacar e para não ir ao vermelho na subida final entrou em modo gestão entrando na meta com 1:14 sobe Jay Vine. Foto: David Ramos/Getty Images) O australiano agarrou a prata no segundo ponto de cronometragem e não mais a largou, melhorando face ao 5º posto do ano passado, em Zurique. Parecia que Pogacar ia ficar com o bronze, mas não apertou o que devia na subida empedrada, deixando escapar a medalha para Ilan Van Wilder. Dois belgas no pódio, dois corredores da Soudal-Quick Step e dois colegas de seleção desde juniores; foi o dia perfeito de Evenepoel e Van Wilder. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=3gTwiZVKJlQ Top 10 da corrida ClassificaçãoAtletaPaísTempoMédia (km/h)1Evenepoel RemcoBélgica49:46,0348,9482Vine JayAustrália+1:14,847,7523Van Wilder IlanBélgica+2:36,0746,5174Pogačar TadejEslovénia+2:37,7346,4925del Toro IsaacMéxico+2:40,8646,4466Leknessund AndreasNoruega+2:57,2746,2057Plapp LukeAustrália+3:03,3446,1168Armirail BrunoFrança+3:06,0746,0779Arensman ThymenPaíses Baixos+3:39,6845,59410Küng StefanSuíça+3:48,9245,463 Foto: Sprint Cycling Marlen Reusser confirma o grande momento A prova feminina assistiu à confirmação da grande época que Marlen Reusser realizou em 2025. A suíça, que não participou no Mundial em 2024, sagrou-se campeã do mundo, ao percorrer os 31,8 km do percurso em 43:09, com uma média de 43.378 km/h. Reusser confirmou o favoritismo, terminando à frente de Anna Van der Breggen (+0:53) e Demi Vollering (+1:04). A vice-campeã do Giro D'Italia conquistou todos os quarto contrarrelógios individuais que disputou em 2025. Marlen Reusser vence, assim, a sua primeira camisola arco-íris, numa prova onde a sua superioridade não foi posta em causa. No primeiro ponto intermédio Demi Vollering conseguiu um tempo semelhante, mas na segundo contagem, a diferença disparou para os 0:28. Foto: Sprint Cycling A partir daí, a medalha de ouro pareceu entregue, com as neerlandeses a discutirem entre si os restantes lugares do pódio. A 0:16 das medalhas ficou a australiana Brodie Chapman. Depois de ter sido segunda no contrarrelógio dos campeonatos do mundo em 2020 e 2021, Marlen Reusser consegue, finalmente, uma vitória (10ª do ano) que confirma a melhor época da carreira, até ao momento, para a ciclista da Movistar. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=fNWlo49hOug Top 10 da corrida ClassificaçãoAtletaPaísTempoMédia (km/h)1Reusser MarlenSuíça43:09,3443,3782van der Breggen AnnaPaíses Baixos+0:51,8942,5263Vollering DemiPaíses Baixos+1:04,7342,3204Chapman BrodieAustrália+1:20,8742,0645Aalerud KatrineNoruega+1:24,3442,0106Niedermaier AntoniaAlemanha+1:29,0741,9357Labous JulietteFrança+1:32,9941,8748Henderson AnnaGrã-Bretanha+1:37,7241,8009Dygert ChloéEstados Unidos+2:25,4341,07110Benito MireiaEspanha+2:32,0540,972 Créditos da fotografia de destaque: Dario Belingheri/Getty Images ### Taça do Mundo XCO | Bike Kingdom – Lenzerheide: O adeus a Nino Schurter Alan Hatherly e Alessandra Keller saíram vencedores da oitava etapa da Taça do Mundo XCO. O destaque do fim-de-semana foi a despedida, em casa, de Nino Schurter A antepenúltima ronda da Taça do Mundo XCO correu-se na Suíça, em Bike Kingdom – Lenzerheide. Hatherly (Giant Factory Off-Road Team – XC) continua a ganhar, depois de se sagrar campeão do mundo, e Keller (Thömus Maxon) assegurou a segunda vitória da carreira na competição. Ler mais | Taça do Mundo XCO | Les Gets: Rissveds faz dobradinha e Luca Martin vence em casa Créditos: UCI Mountain Bike World Series Corrida masculina A fase inicial da oitava ronda da Taça do Mundo XCO começou com muitos ciclistas na frente, e com problemas mecânicos para alguns nomes grandes, como os de Christopher Blevins (Specialized Factory Racing) e Victor Koretzky (Specialized Factory Racing). Um grupo de nove destacou-se na frente da corrida e, a meio da prova, um ataque de Hatherly deixou todos os rivais para trás. O sul-africano construiu uma liderança confortável, e entrou na última volta com 1:00 de vantagem sobre Charlie Aldridge (Cannondale Factory Racing). Créditos: UCI Mountain Bike World Series A maior ameaça à vitória de Haterly foi um problema mecânico durante a última volta. Mesmo assim, o campeão do mundo triunfou a 0:32 do segundo lugar, Charlie Aldridge. Adrien Boichis (Specialized Factory Racing) fechou o pódio, a 0:39. Nino Schurter terminou no 24º lugar, na sua despedida ao desporto. O suíço diz o adeus depois de 10 campeonatos do mundo, nove Taças do Mundo e 36 vitórias em etapas da Taça do Mundo. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Ler mais | Nino Schurter põe ponto final numa carreira brilhante Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=KRf7VLCmdF8 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Alan HATHERLYGIANT FACTORY OFF-ROAD TEAM - XC01:20:232Charlie ALDRIDGECANNONDALE FACTORY RACING+00:00:323Adrien BOICHISSPECIALIZED FACTORY RACING+00:00:394Simone AVONDETTOWILIER-VITTORIA FACTORY TEAM+00:00:475Martin VIDAURRE KOSSMANNSPECIALIZED FACTORY RACING+00:00:526Cole PUNCHARDCANNONDALE FACTORY RACING+00:00:537Simon ANDREASSENORBEA FOX FACTORY TEAM+00:01:128Vital ALBINTHÖMUS MAXON+00:01:229Fabio PÜNTENERBIKE TEAM SOLOTHURN+00:01:2410Luca SCHÄTTIBIXS PERFORMANCE RACE TEAM+00:01:38 Corrida feminina A prova feminina também começou com problemas para uma favorita – Puck Pieterse (Alpecin-Deceuninck) caiu e iria, eventualmente, abandonar a corrida. Um grupo de cinco destacou-se na frente, composto por Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO), Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team), Savilia Blunk (Decathlon Ford Racing Team), Evie Richards (Trek Factory Racing – Pirelli) e Alessandra Keller. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Maxwell e Richard foram distanciadas e Blunk caiu, o que deixou Rissveds e Keller isoladas na frente da corrida. As duas seguiram juntas até ao ataque de Keller deixar a rival em dificuldades. Alessandra Keller entrou na última volta com 0:14 de vantagem de Richards e Rissveds, a dupla que perseguia a líder. Aguentou e alcançou a segunda vitória da carreira em etapas da Taça do Mundo XCO – a última tinha sido em 2022. Rissveds terminou em segundo, a 0:16 da vencedora. Richards teve um problema mecânico na última volta e perdeu o pódio para Blunk. A portuguesa Ana Santos terminou a prova na 48ª posição. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=ZHYp3WGsON4 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Alessandra KELLERTHÖMUS MAXON01:24:102Jenny RISSVEDSCANYON CLLCTV XCO+00:00:163Savilia BLUNKDECATHLON FORD RACING TEAM+00:00:254Evie RICHARDSTREK FACTORY RACING - PIRELLI+00:00:445Laura STIGGERSPECIALIZED FACTORY RACING+00:00:506Samara MAXWELLDECATHLON FORD RACING TEAM+00:01:327Candice LILL— (sem equipa indicada)+00:01:378Jennifer JACKSONORBEA FOX FACTORY TEAM+00:01:539Martina BERTAORIGINE RACING DIVISION+00:02:5810Jolanda NEFFCANNONDALE FACTORY RACING+00:03:24 Créditos da fotografia de destaque: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 ### Guia do Mundial | O que esperar de Kigali 2025? Chegou o Guia do Mundial Kigali 2025. Quem vai representar Portugal? Onde posso ver as provas? Como são os percursos? O continente africano recebe, a partir de domingo, dia 21, o Mundial de ciclismo de estrada em Kigali( Ruanda); em 2026 serão os Jogos Olímpicos da Juventude (Dakar, Senegal) e em 2030 o Mundial de futebol (organizado a meias entre Marrocos, Portugal e Espanha). África vive um momento desportivo sem paralelo. No ciclismo é a primeira vez em mais de 100 anos que o Mundial visita o continente; fá-lo num país que em 1994 viveu 100 dias infernais, que resultaram em 800 mil mortos, saldo trágico do conflito entre extremistas do grupo étnico hutu e a minoria tutsi, que quase foi exterminada. O genocídio do Ruanda é uma verdade inconveniente, daquelas que a Humanidade varreu para debaixo do tapete e que surge na agenda dias após o final de uma Vuelta a Espanha marcada por protestos contra o genocídio que se está a perpretar em Gaza. Há críticos deste Mundial e do facto de a UCI ter aceite como parceiro um país que tem um conflito ativo com a vizinha República Democrática do Congo, a menos de 250 km de Kigali. A prova será transmitida em 124 países para uma audiência global estimada de 330 milhões de espetadores. Em Portugal, o Eurosport garante a cobertura do evento em direto, exceção feita a duas corridas femininas que dão na plataforma de streaming HBO Max. Contrarrelógio de elites femininas (dia 21, às 9:00, em direto, no HBO Max) Contrarrelógio de elites masculinos (dia 21, às 13:30, em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio de sub-23 femininas (dia 22, às 9:25 em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio de sub-23 masculinos (dia 22, às 12:25 em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio de juniores femininas (dia 23, às 9:35 em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio de juniores masculinos (dia 23, às 12:50 em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio estafeta mista (dia 24, às 11:20 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de sub-23 femininas (dia 25, às 11:55 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de juniores masculinos (dia 26, às 6:50 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de sub-23 masculinos (dia 26, às 10:50 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de juniores femininas (dia 27, às 7:10 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de elites femininas (dia 27, às 10:45 em direto, HBO Max) Prova em linha de elites masculinos (dia 28, às 8:30 em direto, no Eurosport 1) https://twitter.com/kigali2025/status/1962593360553906221?s=46 Mundial mais duro da história O que esperar do Mundial Kigali 2025 em termos de percursos? Dureza, altitude e certa dose de imprevisibilidade pela pouca adaptação dos atletas às estradas do Ruanda. Nas provas em linha o desnível positivo acumulado é de 5475 m para os elites masculinos, o que torna Kigali 2025 o Mundial mais duro da história, superando Innsbruck 2018 e Duitama 1996, que nos últimos 30 anos também ultrapassaram a barreira dos 5000 m. O mapa abaixo é ideal para se entender como o título masculino se vai decidir na volta curta no centro da capital do Ruanda, embora a extensão a Oeste de Kigali, na qual fazem apenas uma volta, até seja mais dura. Volta pequena: 15 passagens nas subidas Kigali Golf (800 m a 8,1 %) e Kimihurura (1,3 km a 6,3 %, pavê) Volta grande: após nove voltas pequenas desviam-se para uma volta grande que inclui as subidas Péage (1,8 km a 5,9 %), Monte Kigali (5,9 km a 6,9 %) e Muro de Kigali (400 m a 11%, pavê); regressam ao circuito local para mais seis voltas. Tadej Pogacar está presente para tentar defender o maillot do arco-íris e sabe que nem Jonas Vingegaard nem João Almeida correm; ou as seleções rivais armadilham a corrida ou a Eslovénia carimba mais um título. Em 267,5 km muito pode acontecer; a França leva o teenager Paul Seixas, a Bélgica confia em Remco Evenepoel, a Austrália tem Jay Vine em forma e da Itália podemos sempre esperar luta. Foto: UCI Um mini Tour de France As mulheres têm a lamentar a ausência da bicampeã de 2023 e 2024, Lotte Kopecky. Quem lhe suceder terá que dominar uma prova inteiramente disputada em circuito: 11 voltas de 14,9 km, isto é, um total de 164,6 km e 3350 m de acumulado. Dentro da volta só passam as subidas do circuito pequeno, Kigali Golf e Kimihurura. Acrescente-se o fator altitude, já que as provas decorrem a 1500 m acima do nível do mar, numa cidade cuja humidade em setembro ronda os 75 % de média. A francesa Pauline Ferrand-Prevot é a óbvia favorita e o Mundial será um mini Tour de France: a neerlandesa Demi Vollering, a polaca Kasia Niewiadoma, a italiana Elisa Longo Borghini e a suíça Marlen Reusser. Até pode haver título africano, neste caso para o arquipélago das Maurícias, por Kim Le Court. As demais provas variam em distância e acumulado, mas mantêm a essência da prova feminina, sendo todas dentro do circuito. Os sub-23 masculinos fazem exatamente o mesmo que as elites, enquanto sub-23 femininas e juniores masculinos ficam pelas oito voltas (119,3 km); as juniores femininas fazem cinco voltas (74 km). Vollering, Ferrand-Prevot e Niewiadoma no pódio do Tour.A.S.O./Pauline Ballet Parecido com Kigali só Bergen A ação arranca no dia 21 com o contrarrelógio de elites. Primeiro alinham as mulheres e depois os homens. Os percursos são idênticos: partem da BK Arena e apanham uma primeira parte sinuosa até à subida de Nyanza 2,5 km a 5,8 %, que descem até inverterem o sentido para irem à vertente mais longa de Nyanza 6,6 km a 3,5 %; dirigem-se ao centro em terreno de recuperação e aqui separam-se os percursos, com as mulheres a irem diretas à meta via subida em pavê de Kimihurura (1,3 km a 6,3 %) e os homens a desviarem-se para a subida de Peage (2 km a 6 %); só depois passam em Kimihurura que os leva à meta no centro de convenções. São 31,2 km com 460 m de acumulado para as mulheres e 40,6 km com 680 m de acumulado para os homens. Parecido com Kigali só Bergen 2017, que mesmo assim perde em acumulado e em extensão. Há novidades importantes para poder seguir a festa do ciclismo. Cada corredor levará um sistema de GPS instalado debaixo do selim, medida de segurança que surge após o falecimento de Muriel Furrer, que caiu em Zurique na prova de juniores, bateu com a cabeça e esteve uma hora à chuva sem ser resgatada. Nas categorias de sub-23 pela primeira vez as mulheres têm evento individual, embora desde 2022 tenham sido medalhadas correndo com as elites. No pelotão masculino não podem alinhar corredores do WorldTour nem de ProTeams. Evenepoel venceu os dois últimos Mundiais de contrarrelógio.Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Em Kigali só correm oito portugueses Tal como a maioria das seleções, Portugal chega ao Ruanda com ausências de peso e com representação apenas em elites e sub-23 masculinos. João Almeida, por exemplo, só faz o Campeonato da Europa – a realizar na região francesa Drôme-Ardèche de 1 a 5 de outubro. A seleção nacional levará ao Europeu 21 atletas, em todas as categorias, enquanto no Mundial de Kigali só correm oito portugueses. Ao serviço do selecionador José Poeira vão estar os seguintes elites: Afonso Eulálio (Bahrain-Victorious) | 2ª presença (DNF em Zurique) António Morgado (UAE Emirates) | Estreia em elites Ivo Oliveira (UAE Emirates) | 4ª presença (melhor resultado 83º em Wollongong) Tiago Antunes (Efapel) | Estreia em elites A prova dos elites fecha o Mundial, no domingo, 28 de setembro, a partir das 8:45. Já os sub-23 correm na sexta-feira, 26 de setembro, a partir das 11:00. Nenhum dos atletas participa nas provas de contrarrelógio. Eis os quatro sub-23 convocados: Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) | 3ª presença (22º em Zurique) Daniel Moreira (Hagens Berman Jayco) | Estreia Gabriel Baptista (Technosylva Maglia Bembibre) | Estreia Lucas Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) | 2ª presença (63º em Zurique) ### Nova Trek Checkpoint+ SL A Trek apresentou a sua primeira bicicleta elétrica dedicada ao gravel, a Checkpoint+ SL. A nova Checkpoint+ SL combina tudo o que os ciclistas apreciam na Checkpoint original com um motor TQ HPR60 silencioso, leve e que oferece uma sensação natural, proporcionando o impulso necessário para explorar ainda mais. Motor TQ HRP60 e bateria de 360 Wh O novo motor TQ HPR60 é ainda mais leve e silencioso do que o modelo anterior, com uma assistência natural até aos 25 km/h que proporciona o impulso para superar subidas e ventos contrários. Com uma bateria de 360 Wh, que oferece autonomia até 80 km*, e com a opção de colocar um Range Extender que permite fazer ainda mais quilómetros, os ciclistas vão poder optar sempre pelo caminho mais longo. *Em modo eco. A autonomia real varia de acordo com o ciclista, o percurso e o terreno. Ler mais | A Trek lançou os novos selins Aeolus, com tecnologia AirLoom Máxima capacidade para gravel  A Checkpoint+ SL foi concebida para explorar caminhos acidentados, com espaço para pneus até 50 mm, e com compatibilidade com suspensão dianteira (exceto no tamanho XS) e espigão de selim telescópico. A tecnologia IsoSpeed suaviza os caminhos de gravel irregulares e o quadro em carbono Carbono OCLV 500 Series oferece a leveza e a geometria Gravel Endurance, que permite aos ciclistas ter uma posição de pedalar mais confortável durante todo o dia. Os ciclistas podem facilmente colocar uma bolsa triangular Adventure, uma bolsa de quadro Adventure e um porta-bagagens tanto para as aventuras de bikepacking ou para a sua mobilidade diária. Ler mais | Trek apresenta as novas luzes Ion 100 R e Flare R City  Extra suave ou totalmente rígida  Os ciclistas que procuram percorrer caminhos mais técnicos ou pedalar maior conforto podem optar pela Checkpoint+ SL 7 AXS, que está disponível de série com uma suspensão dianteira RockShox Rudy de 40 mm. Para os ciclistas que preferem a eficiência e leveza da versão rígida, podem optar pela Checkpoint+ SL 5 ou 6 AXS com forqueta rígida. A Checkpoint+ SL está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Experimenta a Specialized Levo 4 A Specialized Levo 4, eleita E-MTB do Ano, é a protagonista dos Levo Experience Days 2025. Esta é a oportunidade perfeita para qualquer um testar a fundo a E-MTB mais completa do mercado, segundo a marca. 27 e 28 de setembro, no Centro Desportivo do Jamor Esta experiência consiste numa volta guiada em grupos reduzidos, num percurso desenhado para explorar ao máximo todas as capacidades da nova Turbo Levo 4. O evento terá lugar nos dias 27 e 28 de setembro, no Centro Desportivo do Jamor, junto ao centro de canoagem e ao recinto de Hóquei em Campo. Ler mais | Specialized apresenta a nova S-Works Levo 4 LTD Uma experiência personalizada Cada sessão contará com um máximo de 12 bicicletas disponíveis, ajustadas individualmente às preferências e necessidades de cada participante. Os grupos serão acompanhados por guias da Specialized, garantindo uma experiência segura, divertida e adaptada a todos os níveis. Durante o percurso, vais poder sentir: A potência do motor nas subidas mais exigentes; A estabilidade e controlo da geometria mais equilibrada do segmento; A fluidez da assistência elétrica em trilhos técnicos. O que deves trazer: Capacete; Roupa adequada à prática de ciclismo/BTT; Pedais e sapatos BTT (Recomendado); As inscrições podem ser feitas através do formulário disponível aqui: Ler mais | Teste TopCycling | Specialized Diverge 4 com Peter Sagan na Eslovénia Horários dos Testes Dia 27 de setembro (Sábado): SLOT 1 | 09h00-10h30  SLOT 2 | 10h30-12h00 SLOT 3 | 12h00-13h30 SLOT 4 | 14h30-16h00 SLOT 5 | 16h00-17h30 Dia 28 de setembro (Domingo): SLOT 6 | 09h00-10h30 SLOT 7 | 10h30-12h00 ### Campanha Specialized Gravel Para celebrar o lançamento da nova Specialized Diverge 4, uma bicicleta que redefine os limites entre competição e aventura, a Specialized deu início à campanha "O Teu Bilhete Para o UCI Gravel Alentejo". Válida de 15 de setembro a 15 de outubro de 2025, esta campanha oferece a oportunidade de participar na prestigiada prova UCI Alentejo Gravel 2025, que se realiza a 9 de novembro em Ourique. Ler mais | Specialized Diverge 4 com Peter Sagan na Eslovénia | Teste TopCycling Como participar? Na compra de uma bicicleta Gravel Specialized (Diverge ou Crux) em lojas oficiais Specialized (em Portugal e Espanha) o cliente recebe duas inscrições gratuitas para o evento que integra a UCI Gravel World Series e marca o início do apuramento para o Campeonato Mundial de Gravel 2026. Mais informações sobre o evento disponíveis em:  ucigravelworldseries.com/en/ourique Encontra aqui a loja mais perto de ti: Specialized.com ### Vuelta a Espanha | Etapa 21 | Protestos estragam a festa do ciclismo A etapa 21 da Vuelta a Espanha 2025, prevista para terminar em Madrid, ficou novamente marcada pelos protestos que tomaram conta das ruas da capital espanhola. Pouco antes dos ciclistas entrarem no circuito final os manifestantes bloquearam algumas ruas cruciais para o final da corrida, obrigando a Unipublic (empresa organizadora da Vuelta), a cancelar por completo a etapa final e também a cerimónia de pódio. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1967266594414817565 Apesar do cancelamento da prova, os resultados geral permaneceram como estavam, não havendo no entanto, vencedor da etapa 21 da Vuelta. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Jonas Vingegaard é o vencedor da Vuelta, somando assim a terceira grande volta ao seu palmarés. Mads Pedersen venceu a classificação dos pontos, Jay Vine a classificação da montanha e Matthew Riccitello a classificação da juventude. João Almeida: uma Vuelta histórica Ao longo da Vuelta a Espanha 2025, João Almeida fez sonhar os portugueses, embora tivesse uma tarefa difícil pela frente (teria que bater Jonas Vingegaard, um dos melhores voltistas do mundo) mostrou consistência e capacidade de luta, tendo sido um dos protagonistas da corrida. Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Depois de um arranque sólido nas primeiras etapas e de beneficiar com a vitória da UAE no contrarrelógio coletivo, o português esteve sempre entre os favoritos nas etapas de montanha, respondendo a ataques e mostrando regularidade mesmo quando a equipa não lhe deu o apoio necessário. O ponto alto foi a vitória histórica no mítico Angliru, onde bateu Vingegaard num dos palcos mais duros do ciclismo mundial, reforçando o seu estatuto de candidato no panorama do ciclismo mundial. Também brilhou no contrarrelógio individual, onde limitou perdas e manteve a luta pela vitória. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Apesar de alguns dias complicados, manteve-se até à derradeira etapa 20, com final na "bola del mundo", a qual seria a ultima oportunidade para lutar pela vitória. Nessa etapa voltou a estar entre os melhores mas não teve a capacidade pata evitar que Jonas Vingegaard sentenciasse a classificação geral, com uma vitória de classe. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli O segundo lugar na geral final da Vuelta 2025 é, sem dúvida, um marco histórico para João Almeida e para o ciclismo português, talvez não seja o resultado que todos desejávamos, como sucedeu no Giro em 2020 (quando liderou grande parte da prova e nos fez sonhar), ou em 2023 quando faz o seu primeiro pódio numa grande volta ao finalizar terceiro no Giro de Itália, mas é o seu melhor resultado numa grande, frente a um dos melhores ciclistas do mundo como Jonas Vingegaard, é um resultado que lhe dá confiança e estatuto para o futuro. João Almeida correu "em casa" Durante toda a Vuelta, o apoio aos ciclistas portugueses, e particularmente a Almeida, foi abundante. Fãs apareceram em massa nas estradas de montanha espanholas, tanto nas redes sociais como nas transmissões televisivas viram-se bandeiras lusas ao vento apoiando João Almeida em todos os monentos fulcrais, como se estivesse a correr em Portugal. Foto: Unipublic Cxcling Antonio Baixauli Com excepção dos ciclistas espanhóis (esses sim correram no seu país), mais nenhum ciclista teve o apoio que teve João Almeida. Bravo para os adeptos portugueses. Foto:Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli TOP 10 final da Vuelta a Espanha 2025 Pos.CiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike72:53:572João AlmeidaUAE Emirates XRG+ 1:163Tom PidcockQ36.5 Pro Cycling Team+ 3:114Jai HindleyRed Bull - BORA - hansgrohe+ 3:415Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+ 5:556Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe+ 7:237Sepp KussTeam Visma Lease a Bike+ 7:458Felix GallDecathlon - AG2R La Mondiale+ 7:509Torstein TraeenBahrain Victorious+ 9:4810Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike+ 12:16 Créditos da foto de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Campeonato do Mundo de XCO 2025 - Crans-Montana O Campeonato do Mundo de XCO 2025, disputado em Crans-Montana (Suíça), reuniu a elite do BTT mundial para a luta pelo cobiçado jersey do arco-íris. O cenário alpino de grande beleza contrastou com a dureza do circuito, exigente fisicamente. Numa fase onde "se procuram novos patrões no XCO", com o final de carreira profissional de Nino Schurter e a não regularidade de nomes como Tom Pidcock ou Mathieu Van der Poel, surgiu Alan Hatherly a revalidar o título e uma consistente Jenny Rissveds. Jenny Rissveds é a nova rainha do XCO A prova de elite feminina em Crans-Montana coroou Jenny Rissveds campeã do mundo de XCO, num circuito menos técnico do que aquele da Taça do Mundo de 2024, mas igualmente exigente fisicamente. Créditos: UCI Mountain Bike World Series A sueca esteve sempre entre as mais fortes, juntamente com Alessandra Keller e Samara Maxwell, trio que já tinha brilhado no Mundial de Short Track. A grande ausente da luta pelas medalhas foi a neerlandesa Puck Pieterse, que após um furo acabou fora da disputa. O momento decisivo surgiu na antepenúltima volta, quando Rissveds atacou com autoridade, abrindo uma vantagem que nem Keller nem Maxwell conseguiram anular. A sueca confirmou assim uma temporada de sonho, onde já somava títulos europeus e vitórias marcantes em provas da Taça do Mundo. Samara Maxwell garantiu a prata e Alessandra Keller fechou o pódio com o bronze. Entre as portuguesas, Raquel Queirós foi 30.ª classificada, enquanto Ana Santos não terminou a prova. Vídeo resumo https://youtu.be/CrqJBJ_Po_s?si=Ns9roeGoc7D4k-zW Top 10 – Campeonato do Mundo XCO Feminino 2025 Pos.NomePaísTempo1Jenny RissvedsSWE1:21:352Samara MaxwellNZL+0:183Alessandra KellerSUI+0:564Evie RichardsGBR+1:085Savilia BlunkUSA+1:466Puck PieterseNED+2:017Martina BertaITA+2:218Ramona ForchiniSUI+2:339Nina GrafGER+2:4410Nicole KollerSUI+2:58 Intocável, Alan Hatherly conquista o bicampeonato Na prova masculina, o grande destaque foi a exibição imperial de Alan Hatherly. O sul-africano não só defendeu o título mundial, como o fez de forma categórica, com um ataque imponente ao qual ninguém conseguiu responder. Créditos: Paris 2024 Olympic Games - Luca Bettini/SprintCyclingAgency Apesar das atenções estarem viradas para Mathieu van der Poel, que sonhava completar o palmarés com o título mundial de XCO, o neerlandês não teve pernas para acompanhar os favoritos. Ainda rodou nos lugares da frente, mas acabou por cair fora do top 10 antes do meio da corrida, adiando mais uma vez o arco-íris no BTT. Por sua vez, Alan Hatherly atacou com mais de meia corrida por disputar e nunca mais olhou para trás. No grupo perseguidor, a marcação entre os outros permitiu que o sul-africano construísse uma vantagem confortável até cortar a meta isolado. Na luta pelas restantes medalhas, o italiano Simone Avondetto foi segundo após ataque final na descida, enquanto Victor Koretzky conquistou o bronze. O melhor português em prova foi Roberto Ferreira, que terminou em 54.º lugar. Top 10 – Campeonato do Mundo XCO Masculino 2025 Pos.NomePaísTempo1Alan HatherlyRSA1:30:302Simone AvondettoITA+0:483Victor KoretzkyFRA+0:514Luca SchattiSUI+0:535Mathias FlückigerSUI+0:576Simon AndreassenDEN+1:067Luca BraidotITA+1:318Filippo FontanaITA+2:169Filippo ColomboSUI+2:3810Fabio PuntenerSUI+2:48 ### Vuelta a Espanha | Etapa 20 | Vingegaard bate Almeida à campeão Domingo é dia de consagração para Jonas Vingegaard, mas no pódio da Vuelta estará um João Almeida que sai de Espanha numa dimensão superior. Domingo, em Madrid, capital de Espanha, quase 2000 polícias estarão nas ruas para garantir que a 80ª edição da Vuelta pode consagrar Jonas Vingegaard, João Almeida e Tom Pidcock como os três corredores mais fortes da corrida. Será o 41º dia em o dinamarquês lidera uma grande Volta (27 no Tour de France e 14 na Vuelta), ele que nas últimas sete participações em provas de três semanas ganhou em três ocasiões e nas restantes quatro foi 2º classificado. Vingegaard é uma máquina, ocasionalmente travada pelo maior ciclista desta geração: Tadej Pogacar. Foi contra este nível de corredor que se bateu João Almeida. Navacerrada foi por um dia a montanha dos portugueses.Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli O ciclismo não é preto e branco Foi uma batalha na qual não houve um claro vencedor até 1,3 km do topo da Bola del Mundo, aos 2262 m de altitude. Com Madrid no horizonte, Vingegaard acelerou nas rampas com 20 % de inclinação da estrada de cimento que leva aos emissores da Radiotelevisión Española. Junto às antenas instaladas em 1959, três anos após o sinal de televisão ser uma realidade em Espanha, o dinamarquês mostrou que o ciclismo moderno não é preto e branco. O líder da Visma foi derrotado no Angliru, no contrarrelógio de Valladolid e parecia estar a pagar a fatura do cansaço acumulado durante o Tour. Quando se esperava o apagão, fez-se luz e Vingegaard ganhou à campeão na Serra de Guadarrama. João Almeida esteve perto de se tornar o primeiro português a ganhar uma grande Volta, mas faltou-lhe uma equipa que acreditasse na aventura desde o primeiro dia. Ivo Oliveira esteve sólido no apoio a João Almeida nas primeiras montanhas.Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Equipa não fez da classificação geral a máxima prioridade Talvez tenham sido os dias de paragem após a fratura das costelas, os três abandonos em nove participações em provas de três semanas, o facto de apenas ter feito pódio no Giro de 2023 ou ter como colega um super Pogacar que faz da vitória uma rotina. Talvez tenha sido tudo isto em conjunto; o certo é que a equipa não fez da classificação geral a máxima prioridade. A UAE Emirates é um rolo compressor quando se trata de procurar vitórias parciais, mas sairá de 2025 derrotada pela Visma no Giro de Itália e na Vuelta a Espanha, duas provas na qual não foi liderada pelo “Canibal” esloveno. João Almeida não tem o espírito matador de Pogacar, mas provou ser uma versão mais sólida e madura de si mesmo. Construiu uma época espetacular, vencendo as Voltas ao País Basco, à Romandia e à Suíça. Só a queda lhe tirou a possibilidade de subir ao pódio no Tour de France, por isso era importante provar na Vuelta que também pode ganhar em três semanas. Se algo mostrou este mano a mano com Vingegaard é que Almeida tem o que é preciso, mas vai precisar de um bloco que o proteja… dos rivais e dele próprio. Perder 0:04 segundos no sprint intermédio da 19ª etapa e mais 0:24 por não agarrar a roda do principal rival em Valdezcaray são exemplos que devem levar o corredor de 27 anos a fazer autocrítica. O bloco da UAE Emirates esteve sólido no último dia.Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ganhar uma grande? Claro que sim Não obstante, o rapaz do Oeste – como o grande Joaquim Agostinho – tem tudo para ultrapassar os resultados da lenda do ciclismo nacional. Já em carisma e peso na sociedade, ainda está por nascer alguém que lhe chegue aos calcanhares. O ponto de viragem chegará quando fizer pódio no Tour e podem escrever que João Almeida, natural de A dos Francos, favorito dos fãs por personificar o sofrimento que associamos ao desporto das bicicletas, um dia fará pódio no Tour e passará a ser a referência de Portugal no mundo. Ganhar uma grande? Claro que sim, mas precisará fazer alguns reajustes. Primeiro, reunir um bloco leal desde o primeiro dia em vez de um conjunto de colegas virtuosos – porque Jay Vine, Marc Soler e Juan Ayuso são do melhor que há no pelotão – incapaz de por de lado as ambições individuais. Segundo, Joxean Matxin e Mauro Gianetti devem ver nele um campeão pelo qual vale a pena sacrificar os números absurdos com os quais a UAE Emirates pretende ficar na história. O projeto dos Emirados Árabes Unidos começou por querer bater o recorde de vitórias por temporada – as 85 da HTC-Columbia em 2009 – e a dada altura pôs a fasquia nos 100 triunfos. Terá valido a pena perder a oportunidade de ganhar uma Vuelta que fecham com o rei da montanha (Vine), sete etapas e triunfo na classificação por equipas? Vingegaard ganhou e ganhou bem, perante um Almeida que fez de tudo para também ganhar. Pidcock fechou o pódio perante um Hindley que vendeu cara a derrota. Para o ano há mais Vuelta. Dobradinha de Vingegaard e Kuss na Bola del Mundo é símbolo da superioridade da Visma.Foto: Unipublic / Cxcling Creative Agency ### O quartel-general que vai projetar a Tudor para outra dimensão  A Tudor Pro Cycling coloca a fasquia bem alta com o anúncio da construção da nova sede. O ano de 2025 vai ser para sempre especial para a Tudor Pro Cycling pela estreia no Tour de France, mas também porque pela primeira vez ganharam uma clássica do WorldTour, o GP do Québec. Para acrescentar ao bom momento, a estrutura helvética anunciou a construção da nova sede, um projeto ambicioso que quer projetar a Tudor para o topo do ciclismo mundial. Sobre a nova casa, diz a equipa que é “única, um projeto ambicioso e visionário que pretende redefinir os padrões do ciclismo profissional e promover um estilo de vida saudável e sustentável”. Entrevista | Ricardo Scheidecker no TopCycling Tudor Pro Cycling Estreia no Tour antes da mudança Claro que o facto de a equipa suíça ter corrido, pela primeira vez, o Tour de France, é um dos momentos do ano para Fabian Cancellara e companhia. Mesmo como estrutura estreante, os números da Tudor no Tour, partilhados pela própria equipa nos seus canais oficiais, impressionam. Destacamos alguns: 30 funcionários acompanharam os oito ciclistas durante as três semanas; foram um total de 37 ao longo da corrida 17 veículos para apoio logístico, entre os quais um camião-cozinha e um camião-frigorífico 3500 bidões preparados, 2200 géis e 1300 barras energéticas usados – só Michael Storer, 15º da etapa 18, queimou 5452 calorias nesse dia 32 bicicletas de estrada e 16 de contrarrelógio levadas à prova 6000 chapéus da equipa entregues aos fãs Entrevista | Fabian Cancellara: “Acordo com um sorriso” A.S.O. / Billy Ceuters Sursee vai continuar a ser a casa da Tudor  Dois anos e meio após a sua estreia no pelotão profissional bastaram para a marca de relógios querer ficar muitos anos no ciclismo, pelo que avançaram com a nova sede, situada em Sursee. "O que começou com apenas 20 ciclistas e 40 funcionários cresceu e tornou-se uma equipa de 130 pessoas. Hoje, competimos nas maiores competições do mundo, mantendo o nosso compromisso com o desenvolvimento. Para apoiar este crescimento e concretizar a nossa visão a longo prazo, precisamos de ampliar a nossa infraestrutura." Fabian Cancellara em comunicado. Sursee – uma cidade que apoiou a equipa desde o início – desempenha um papel vital neste próximo capítulo. "Estamos felizes por ver este novo edifício dedicado ao desporto e a uma vida saudável a tomar forma aqui mesmo na nossa comunidade. É um espaço que também ajudará Sursee a brilhar na Suíça e além das nossas fronteiras." Sabine Beck-Pflugshaupt, presidente da cidade de Sursee. Tudor Pro Cycling O novo quartel-general Projetada em parceria com a Goldbeck Rhomberg, a instalação é mais do que apenas funcional – é inovadora. "A nossa nova casa será muito mais do que um armazém para bicicletas e veículos. Tal como muitas organizações desportivas de topo, acreditamos que uma equipa de ciclismo precisa de uma casa – um local onde os ciclistas, mecânicos, treinadores e funcionários possam reunir-se para se prepararem para as exigências das corridas mais difíceis do mundo." Raphael Meyer, CEO da Tudor Pro Cycling. Tudor Pro Cycling Prevista para o primeiro semestre de 2027 O edifício custa 18 milhões, tem seis andares e 10000 metros quadrados. Ficará localizado na Zeughausstrasse, em Sursee, e contará com uma zona pública que convidará os fãs a entrar no mundo da equipa suíça, oferecendo acesso exclusivo aos bastidores e experiências interativas. O projeto é aberto à comunidade; fãs e apoiantes são incentivados a contribuir com a sua criatividade, enviando sugestões através de um formulário disponível no site oficial. A conclusão da nova sede da Tudor Pro Cycling está prevista para o primeiro semestre de 2027, mesmo a tempo da quinta temporada da equipa no pelotão profissional. Tudor Pro Cycling ### Lazer lança o dispositivo de comunicação VeloVox A Lazer acaba de lançar o VeloVox, um dispositivo de comunicação e áudio Open-Ear para ciclistas, com comunicação em grupo mãos-livres (até 30 ciclistas). Este novo dispositivo permite também usufruir de música e controlo de chamadas com compatibilidade real em condições de utilização e foi desenvolvido em parceria com a Cardo e integrado com a Shimano Lazer VeloVox A Lazer, marca inovadora de capacetes de ciclismo, anunciou o lançamento do VeloVox, um sistema avançado de comunicação e áudio desenvolvido especificamente para ciclistas. Projetado para responder às necessidades dos praticantes atuais, o VeloVox permite comunicação em grupo, mãos-livres, com até 30 ciclistas, redefinindo a forma como os utilizadores se mantêm conectados em estrada e trilho. O VeloVox garante, segundo a marca, áudio cristalino através de cancelamento avançado de ruído e vento, assegurando que a voz e a música são transmitidas com clareza, independentemente da velocidade ou das condições meteorológicas. Design Open-Ear para segurança e conforto Ao contrário dos auscultadores tradicionais, o formato open-ear do VeloVox permite que os ciclistas permaneçam totalmente atentos ao ambiente envolvente, em conformidade com as regras de circulação e podem ser usados legalmente na estrada, ao contrário dos auriculares in-ear convencionais. Desde sinais de trânsito até estratégias de equipa, os ciclistas mantêm-se alerta e conscientes sem comprometer a qualidade de áudio. Concebido para Utilização Real O sistema VeloVox inclui dispositivos de áudio esquerdo e direito que se fixam de forma segura e discreta às fitas do capacete, compatíveis com a maioria dos capacetes e óculos. Cada unidade dispõe de uma interface simples de dois botões: Lado esquerdo: Comunicação em grupo Lado direito: Reprodução de música e controlo de chamadas Integração com a Shimano para controlo avançado Uma das funcionalidades de destaque do VeloVox é a integração com sistemas Shimano selecionados, permitindo aos ciclistas controlar o dispositivo através dos manípulos Shimano Di2 e dos sistemas e-bike Shimano STEPS, mantendo as mãos no guiador e os olhos na estrada. Características principais: Desenvolvido em parceria com a Cardo, líder em tecnologia de comunicação sem fios; Comunicação em grupo com até 30 ciclistas; Reprodução de música e integração com chamadas telefónicas; Sistema de microfone com cancelamento de ruído e vento; Design open-ear para maior perceção do ambiente; Sistema de controlo intuitivo (esquerda: comunicação; direita: áudio); Suportado pela aplicação Cardo Connect (disponível na App Store e Google Play). Ajuste e Compatibilidade Fixação discreta nas fitas do capacete; Compatível com a maioria dos capacetes e óculos; Compatível com sistemas Shimano Di2 e Shimano STEPS. Bateria e Durabilidade Autonomia até 11 horas; Resistência à água (classificação IP54); 19 gramas por unidade; Garantia de 2 anos. Podes saber mais sobre o VeloVox, as características e preços através do site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 19 | Philipsen faz a tripla Jasper Philipsen foi o mais forte na 19.ª etapa da Vuelta conquistando ao sprint, a terceira vitória nesta edição. João Almeida e os restantes favoritos chegaram integrados no pelotão, antes da decisiva etapa 20. Depois de dias repletos de montanha, a Vuelta a Espanha dava aos homens rápidos a oportunidade de uma devida recompensa, pela luta em chegar dentro do tempo limite quando o terreno inclina. Com 160 km que ligaram Rueda a Guijuelo, a etapa, apesar de ventosa, teve poucas dificuldades e sem nenhuma subida categorizada, permitindo às equipas organizar as forças para a derradeira etapa 20. Ler mais | Almeida e Vingegaard não mereciam uma Vuelta assim Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Otruba sozinho com os seus pensamentos Jakub Otruba (Caja Rural-Seguros RGA) passou o dia sozinho adiantado ao pelotão, sendo o único integrante da fuga do dia. O ciclista checo ainda teve a companhia de Victor Guernalec (Arkéa - B&B Hotels) durante uns quilómetros, antes de ficar sozinho na frente, onde chegou a ter uma vantagem superior a quatro minutos para um pelotão que controlou sempre a etapa. Otruba, vencedor da primeira etapa do troféu Joaquim Agostinho de 2025 focou-se na missão de mostrar as cores da equipa até aos últimos 50 km, quando foi alcançado pelo pelotão. Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Tentativa de bordures Depois de alcançado o único fugitivo do dia, várias equipas tentaram aproveitar o vento lateral para apanhar os adversários de surpresa. Apesar de conseguirem alguns cortes no pelotão, as tentativas de bordures nunca tiveram efeitos práticos e todos os favoritos à geral e à etapa entraram nos quilómetros finais integrados no pelotão. A partir daqui começaram a formar-se os comboios preparando o sprint final. Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Decisão ao sprint Ultrapassado o nervosismo das bordures os ciclistas rapidamente se aproximaram da meta de Guijuelo. Em ligeira subida, o sprint final foi muito disputado com os ciclistas a terem de fazer um sprint longo. Jasper Philipsen foi o mais forte e venceu com categoria a 19.ª etapa da Vuelta a Espanha, não dando hipóteses a Mads Pedersen e Orluis Aular que ficaram em segundo e terceiro lugar respetivamente. Com esta vitória Philipsen conquistou a terceira vitória na Vuelta depois do triunfo na primeira e oitava etapa. https://twitter.com/Eurosport_IT/status/1966531709005865213 Top 10 da etapa PosiçaoCiclistaEquipaTempo1 Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck3:50:352 Pedersen MadsLidl - Trek,,3 Aular OrluisMovistar Team,,4 Biermans JentheArkéa - B&B Hotels,,5 Turner BenINEOS Grenadiers,,6 Marit ArneIntermarché - Wanty,,7 Christen FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,8 Vernon EthanIsrael - Premier Tech,,9 Gruel ThibaudGroupama - FDJ,,10 Labrosse JordanDecathlon AG2R La Mondiale Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike68:57:442 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:443 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:434 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:225 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:236 Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech5:217 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team5:248 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike7:309 Træen TorsteinBahrain - Victorious7:4610 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike10:21 ### A Trek lançou os novos selins Aeolus, com tecnologia AirLoom A Trek apresentou os novos selins Aeolus, que agora incorporam a tecnologia AirLoom, testados pelos melhores ciclistas da Lidl-Trek e da Trek Factory Racing-Pirelli XC. Os novos selins Aeolus oferecem um desempenho orientado para o conforto, ideal para os ciclistas que procuram atingir a máxima eficiência e performance. Com várias opções, a nova coleção Aeolus tem o selim certo para cada tipo de ciclista, independentemente da sua anatomia ou orçamento. Ler mais | Trek apresenta as novas luzes Ion 100 R e Flare R City  Tecnologia AirLoom da Trek A chave para o conforto da nova coleção de selins é a tecnologia AirLoom da Trek, uma estrutura impressa em 3D que oferece um suporte estratégico sob os ossos ilíacos e maior flexibilidade sob os tecidos moles, dando aos ciclistas o apoio que necessitam. A tecnologia AirLoom acompanha o movimento do ciclista para reduzir a fricção, aliviar a pressão e eliminar a necessidade de um revestimento de espuma que pode contribuir para o aparecimento de lesões. Porquê selins com estrutura reticular? Os selins tradicionais de espuma comprimem-se de forma irregular, espalhando a pressão e limitando os movimentos. Os selins Aeolus com AirLoom substitui a espuma por uma estrutura reticular de células abertas que se comprime de forma independente para adaptar-se a cada parte do corpo do ciclista. Isso significa que não haverá mais dores nos tecidos moles ou pontos de pressão, apenas movimentos suaves e eficientes a cada pedalada. Novo formato testado em competição Para além da tecnologia AirLoom, os selins Aeolus agora têm um formato que foi atualizado a partir do feedback dos ciclistas profissionais e com a tecnologia de mapeamento de pressão. A Trek estreitou a ponta do selim, eliminou material na zona de transição e alongou a área inclinada na parte superior do selim para minimizar o roçar da coxa e ajudar os ciclistas a ter uma postura aerodinâmica de competição. Coleção Aeolus e tamanhos disponíveis O Aeolus RSL AirLoom conta com carris e estrutura totalmente em carbono e pesa apenas 164 g (no tamanho 145 mm). Está disponível na largura de 135, 145 e 155 mm. O Aeolus Pro AirLoom combina desempenho profissional e preço graças aos carris totalmente em carbono e uma estrutura em compósito de carbono que, em conjunto com a tecnologia AirLoom, pesa apenas 170 g (no tamanho 145 mm). Está disponível na largura de 145 e 155 mm. Para um conforto ainda maior, o Aeolus Elite AirLoom inclui mais acolchoamento na estrutura reticular que combina com uma estrutura em nylon composto com carris em austenite, permitindo reduzir o seu preço e tornando-o mais acessível aos ciclistas. Está disponível na largura de 135, 145 e 155 mm.Os ciclistas que desejam o perfil Aeolus atualizado mas sem a estrutura AirLoom vão encontrar o ajuste perfeito com o Aeolus Elite Foam. Está disponível na largura de 145 e 155 mm. Disponibilidade Os novos selins Aeolus da Trek já estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. Os ciclistas têm a possibilidade de testar os novos selins durante 30 dias graças ao compromisso de satisfação da Trek. ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 18 | João Almeida recupera tempo a Vingegaard Filippo Ganna foi o grande vencedor do reduzido contrarrelógio de Valladolid. João Almeida fez terceiro e recuperou tempo a Vingegaard num dia onde Ivo Oliveira mostrou também todas as suas valências. A Vuelta a Espanha voltou a sofrer um volte-face e uma etapa decisiva com um contrarrelógio que teria 26 km, voltou a ser encurtada para um esforço individual de 12. Os ciclistas tiveram assim um dia mais acessível mas sem grande terreno para fazer diferenças, numa fase em que a Vuelta entra na sua reta final. Ler mais | Almeida e Vingegaard não mereciam uma Vuelta assim Foto: Unipublic/SprintCyclingAgency Ganna diz presente Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) tem passado ao lado da corrida e raramente tem aparecido, mas dia de contrarrelógio é dia de Top Ganna. O ciclista italiano, 17.º a ir para a estrada, marcou o primeiro grande tempo do dia, completando os 12 km do contrarrelógio em 13 minutos e com uma média de 56 km/h. Com este tempo canhão, o campeoníssimo ciclista da modalidade sentou-se na cadeira quente durante quase toda a etapa. Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic/SprintCyclingAgency Ivo Oliveira e UAE aproximam-se de Ganna Ivo Oliveira aproveitou o encurtar da etapa para mostrar todo o seu poderio em etapas deste padrão. O ciclista português mostrou-se nos primeiros lugares nos pontos intermédios ficando mesmo com o segundo melhor tempo quando cortou a meta. Oliveira completou o esforço individual com apenas mais 10 segundos que Ganna, fazendo uma excelente média de 55 km/h. Depois do Ivo foi a vez do seu companheiro de equipa Jay Vine que, por apenas um segundo não bateu o italiano, ficando, à altura, com o segundo posto na etapa e relegando Ivo Oliveira para o terceiro lugar. Foto: Matic Klansek Velej / Sportida Almeida vs Vingegaard Quando o top 10 saiu para a estrada, Filippo Ganna ainda estava com o tempo mais rápido, seguido de Vine e com Ivo Oliveira, entretanto ultrapassado por Armirail, no quarto posto. Jogando-se a Vuelta e apesar do corte na distância do contrarrelógio, os ciclistas da geral foram a fundo e João Almeida não foi exceção. O ciclista português fez uma primeira do contrarrelógio imaculada e fez praticamente o mesmo tempo do melhor (de Pestel) no primeiro ponto intermédio. Vingegaard teve sempre um tempo muito próximo a João Almeida, mantendo-se a mais 3 segundos do português nos pontos intermédios. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Almeida recupera 10 segundos João Almeida manteve a grande prestação e concluiu o contrarrelógio com um tempo de 13'08 que lhe valeu o terceiro lugar na etapa. O ciclista português recuperou 10 segundos ao líder da corrida Vingegaard e reduziu a diferença para o primeiro posto para 40 segundos. Ivo Oliveira ficou com o quinto lugar, colocando dois portugueses no top 5 da etapa desta Vuelta a Espanha. https://twitter.com/lavuelta/status/1966159632407417287 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 Ganna FilippoINEOS Grenadiers13.00,8956.2442 Vine JayUAE Team Emirates - XRG0.00,956.1793 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0.07,5755.7044 Armirail BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0.09,955.5395 Oliveira IvoUAE Team Emirates - XRG0.10,1155.5256 Küng StefanGroupama - FDJ0.11,3555.4387 O'Brien KellandTeam Jayco AlUla0.14,7855.1998 Segaert AlecLotto0.15,9555.1189 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0.18,0254.97510 Hoole DaanLidl - Trek0.18,5754.937 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike65:07:132 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:403 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:394 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:185 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:196 Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech5:177 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team5:208 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike7:269 Træen TorsteinBahrain - Victorious7:4210 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike10:19 ### Opinião | Almeida e Vingegaard não mereciam uma Vuelta assim O sentimento de frustração é máximo entre os fãs de João Almeida – em menor escala para quem apoia Jonas Vingegaard que, pelo menos, lidera a prova – ao vermos o definhar desta edição da Vuelta a Espanha. O boicote à participação da Israel Premier Tech foi escalando até impedir o normal desenrolar da corrida. A Vuelta de 2025 passará à história com a seguinte nota de rodapé: edição condicionada por protestos pró-Palestina, perturbações graves do percurso e sentimento generalizado de medo no pelotão. Isto vale caso o campeão seja Vingegaard ou Almeida. Profissionais como são, tenho a certeza que nenhum deles queria estar envolvido numa prova de três semanas carregada de negatividade depois de terem trabalhado tanto para a correr. Como evento desportivo, a Vuelta a Espanha está desvirtuada. É a minha opinião. Vamos a factos. Javier Romo abandonou após um manifestante invadir a estrada, obrigar à intervenção da polícia e precipitar a queda do ciclista da Movistar. Almeida foi impedido de testar Vingegaard na 16ª etapa da Vuelta porque não se fez o final em Castro de Herville. Tom Pidcock e Vingegaard foram privados de sprintar pela vitória em Bilbau e a etapa acabou sem vencedor. A fuga foi bloqueada na etapa do Angliru e perdeu tempo sem que lhes tivesse sido devolvida essa vantagem. O contrarrelógio de Valladolid passou de 27 a 12 km a três dias do final da prova e as alterações foram realizadas a menos de 24 horas da etapa. Os ciclistas da Israel foram assobiados, pressionados e insultados; um bloco com oito atletas de sete nacionalidades que não competiu em igualdade de circunstâncias com as demais equipas. Bilbau foi palco dos protestos mais problemáticos.Foto. Unipublic Cxcling Creative Agency Passividade incompreensível das autoridades A Unipublic – organizadora da corrida – tornou-se refém de um conflito secular que a ultrapassa. Primeiro, não tem o poder de expulsar a Israel Premier Tech – cabe ao Comité Olímpico Internacional marcar às federações que países podem competir e a que eventos podem assistir. Segundo, vê-se pressionada por um governo cujos ministros pediram a exclusão da equipa israelita. Há uma passividade incompreensível das autoridades perante manifestantes agressivos que impedem o desenrolar do maior evento do ciclismo espanhol e um dos mais importantes do calendário mundial. Não julgo a causa nem a legitimidade do protesto, mas quando se interfere no "terreno de jogo" cruzam-se todas as linhas vermelhas porque os ciclistas têm tanto direito a correr como os manifestantes têm de passar a mensagem que deve ser ouvida pelos políticos que têm poder de decisão. Foto: Unipublic Cxcling Creative Agency Incapaz de proteger a Vuelta A Espanha viveu durante décadas aterrorizada pela ETA. Sequestros, atentados; entre 1968 e 2015 foram assassinadas mais de 850 pessoas. Aqui ao lado, às portas da fronteira com Portugal, não foi numa realidade que nos seja desconhecida. Os espanhóis ainda estão a processar o trauma que supôs viver todo o período da democracia com esta dor. O medo tirou a Vuelta do País Basco durante 33 anos e os bascos amam o ciclismo. Porque é que recordo este período negro? Por dois aspetos que me fizeram refletir: O organizador dos protestos em Bilbau foi identificado pelo El Mundo como sendo Ibon Meñika, voz do grupo "Guernica Palestina", duas vezes condenado por pertencer a grupos vinculados à ETA. Há relação direta entre etarras e parte dos manifestantes, sem generalizar porque a maioria manifesta-se pacificamente. Como é que um país que desarticulou a ETA e organiza eventos de massa tem sido incapaz de proteger a Vuelta a Espanha? Taylor Swift atuou no Santiago Benabéu; jogou-se Champions League em Madrid, Barcelona, Villarreal, Bilbao e San Sebastián. Tudo dentro da normalidade. O que se faz à final da Champions agendada em 2027 para o estádio do Atlético de Madrid? Cancela-se, joga-se só 75 minutos e atribuiu-se o título a quem lidera o marcador? Soa ridículo, mas é o que vai acontecer na Vuelta. Almeida e o grupo de favoritos no Alto de El Morredero.Foto: Unipublic Cxcling Creative Agency Será que a Vuelta chega a Madrid? Afinal, a Espanha é ou não é um país seguro para a realização de grandes eventos desportivos? Quem tem assistido às perturbações na Vuelta pode pensar que é um país sem recursos para combater a delinquência, algo que não corresponde à realidade. É certo que o conflito entre Israel e a Palestina escalou nos últimos meses. Há um genocídio a decorrer em Gaza e em simultâneo terroristas do Hamas continuam a aterrorizar cidadãos israelitas. Desde a escalada de violência realizaram-se várias grandes voltas e em nenhuma se viveu a sensação de perigo iminente que a Vuelta e a Espanha têm transmitido. Estamos perante um dos eventos de ciclismo mais politizados da história. No meio da polémica o pelotão teve um comportamento exemplar. Condicionado, com níveis de ansiedade no máximo e sempre a mesma postura profissional do grupo, a quem espera em Madrid uma receção tensa já que foram convocadas perto de 20 manifestações que serão controladas por 1500 membros da Polícia Nacional e da Guardia Civil. Um dispositivo ao nível das cimeiras da NATO para garantir a segurança dos ciclistas. Deixo no ar várias perguntas porque não tenho respostas. Será que a Vuelta chega a Madrid? Deve-se competir neste contexto de insegurança? Deve haver um vencedor desta edição? É legítimo misturar política e desporto? João Almeida e Jonas Vingegaard não mereciam uma Vuelta assim. ### Casal português pedala "Pela AMA com Alma!" O casal português Horácio Alves e Rita Silva está a lançar uma iniciativa ambiciosa e solidária: "Pela AMA com Alma!". No próximo mês de outubro, Horácio vai embarcar num desafio de ciclismo, pedalando mais de 2000 quilómetros, com um ganho de elevação de 20.000 metros acumulados, em apenas 12 dias (10 dias cicláveis e dois de descanso). A jornada vai ter início em Romont, na Suíça, e termina em Gião, Vila do Conde, Portugal. AMA - Associação Amigos dos Animais de São Tomé Esta prova de resistência física e um esforço conjunto do casal tem em vista angariar fundos cruciais para a AMA - Associação Amigos dos Animais de São Tomé. Esta ONG dedica-se ao bem-estar dos cães de rua e animais em São Tomé e Príncipe, que muitas vezes enfrentam condições de vida extremas e dependem da AMA para alimentação, cuidados veterinários e um futuro mais seguro. "Esta é uma causa que abraçamos juntos, eu e a Rita. Ver o sofrimento destes animais em São Tomé e Príncipe tocou-nos profundamente. A Rita, nos primeiros dias em São Tomé estava devastada com a pobre realidade dos animais, indefesos e com tão poucos a lutar por eles. A 'Pela AMA com Alma!' é a nossa forma de agir, de ir além dos nossos limites para garantir que estes seres indefesos tenham uma vida melhor. Cada pedalada será para eles, e cada doação, por menor que seja, fará uma diferença imensa." Horácio Alves Pedalar para angariar fundos Os fundos angariados serão integralmente revertidos para a AMA, apoiando a vacinação e o apoio nas campanhas de esterilização de cerca de 350 animais. Apesar dos nossos esforços, note-se que existem mais de 5000 animais de rua em São Tomé. Existe muito trabalho a fazer e as doações podem ser efetuadas através do link oficial da campanha. "A minha paixão pelos animais é imensa e não conseguia ficar indiferente e não fazer nada. Sinto que é quase um dever lutar por esta iniciativa e estarei na linha da frente, a garantir que tudo corra bem para que a nossa mensagem chegue o mais longe possível e os fundos cheguem a quem precisa. Convidamos todos a juntarem-se a nós nesta missão." Rita Silva Acompanhar a jornada A preparação do Horácio e os detalhes desta jornada "Pela AMA com Alma!" podem ser acompanhados através das redes sociais e vídeos, incluindo o reel do Instagram que já documenta parte do percurso. ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 17 | Luta entre os favoritos no Alto de El Morredero 17ª etapa da Vuelta a Espanha 2025 trouxe de volta a alta montanha, e a luta pela classificação geral, com chegada ao Alto de El Morredero, onde o mais forte foi Pellizzari Mais um dia atípico na Vuelta a Espanha 2025, com a etapa ameaçada tanto pelos protestos que se têm feito sentir, como pelo vento. No final, tudo correu como planeado, com a etapa a chegar ao Alto de El Morredero (8,8 km a 9,5% de pendente média), onde Giulio Pellizarri (Red Bull - BORA - hansgrohe) triunfou. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 16 | Bernal vence nova etapa encurtada Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Não houve margem para a fuga O dia começou com uma fuga de 12 homens na frente da corrida, com alguns nomes fortes como Antonio Tiberi (Bahrain – Victorious) e Brandon Rivera (INEOS Grenadiers). No pelotão, comandado pela Visma | LAB durante grande parte da etapa, as intenções eram claras: as equipas dos favoritos à geral iam discutir a vitória. Os fugitivos nunca tiveram margem para sonhar. O pelotão manteve a frente da corrida por perto, e o último ciclista da fuga, Sergio Samitier (Cofidis), foi apanhado a 12 km do fim. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli O Alto de El Morredero fez Almeida sofrer A conclusão da etapa chegou a estar ameaçada pelo vento que se fazia sentir durante a subida ao Alto de el Morredero, mas os rumores não se confirmaram. À entrada da subida, foi a Red Bull - BORA - hansgrohe a impor um ritmo muito alto na frente do pelotão, que ficou reduzido a poucas unidades na fase inicial da ascensão. A equipa alemã trabalhava para Jai Hindley, que tentava o assalto ao terceiro lugar de Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling). A 6,3 km do fim, o primeiro ataque, por Jai Hindley, que conseguiu descolar João Almeida (UAE Emirates XRG). O português teve de perseguir, sozinho, o quarteto que se formou na frente, onde estava Jonas Vingegaard (Visma | LAB), mas chegou ao grupo pouco depois. Crédits: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Decisão para os favoritos A 4 km da meta, seguiam seis ciclistas na frente - do top-7 da Vuelta a Espanha 2025, apenas faltava Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale Team), que conseguiu minimizar as perdas no fim da etapa. Os ataques sucediam-se, sem que ninguém conseguisse abrir espaço, até que Giulio Pellizzari conseguiu criar a separação o resto do grupo. O italiano não voltou a ser alcançado pelo grupo dos favoritos, e conquistou a sua primeira vitória em grandes voltas, depois de ter sido um dos grandes destaques no Giro D'Italia 2024. O grupo dos favoritos chegou junto aos últimos metros - houve sprint pelas bonificações, mas as diferenças na estrada foram mínimas entre os melhores desta Vuelta a Espanha 2025. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=7eUc8HUaPiI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe3:37:002Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:163Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe0:184Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0:205Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:226Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech0:267Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team0:538Træen TorsteinBahrain - Victorious,,9Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike0:5810Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:44 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike64:53:552Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:503Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:284Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:045Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe3:516Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team4:577Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech4:598Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike6:249Træen TorsteinBahrain - Victorious7:0610Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike10:16 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 16 | Bernal vence nova etapa encurtada Egan Bernal venceu a 16.ª etapa da Vuelta em mais um final encurtado devido a protestos e que retirou à corrida, a última e decisiva subida do dia. João Almeida cortou a meta no grupo dos favoritos. Depois do segundo dia de descanso, a Vuelta a Espanha entrou na fase decisiva com uma etapa que, apesar de média montanha, foi muito dura com mais de 3300 metros de acumulado feitos à chuva. Os ciclistas tinham no menu percorrer 167 km de Poio a Mos. Castro de Herville com quatro contagens categorizadas na segunda metade da etapa, que teve o seu final antecipado 8 km. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga de alto gabarito O dia ficou marcado por uma fuga composta por 17 elementos e com grandes nomes como Bernal, Denz, Landa, Soler, Bagioli e Jungels. Sem grandes riscos para a classificação geral, os fugitivos rapidamente ganharam cinco minutos antes da Visma | LAB entrar ao trabalho, o que fez a diferença estagnar nos 6 minutos. Os ciclistas em fuga foram-se atacando nas ondulações da etapa, jogando a jornada desde longe e tentando aproveitar uma das últimas oportunidades de vencer nesta edição da Vuelta. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Trio escapa e Vingegaard avaria Na penúltima subida do dia Alto de Prado (3,2 km a 8,9%) a fuga partiu-se deixando Egan Bernal, Mikel Landa e Clément Afonso sozinhos na frente, dobrando a subida com um minuto de vantagem a 20 km para o final. Entretanto no grupo dos favoritos, a Bahrain preocupada com a ameaça da Bernal ao top 10, impôs um ritmo forte reduzindo o grupo a pouco mais de 10 elementos. Perto do final da subida Vingegaard teve uma avaria e teve de "alugar" uma bicicleta a um colega de equipa, voltando a reentrar rapidamente no grupo. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1965428292577591637 Protesto obriga a novo final antecipado Com mais um protesto que vem assolando a edição de 2025 da Vuelta, a organização decidiu antecipar o final da etapa, anulando a última subida do dia e tirando os tempos a 8 km para o fim. Com este final antecipado Pidcock tentou a sua sorte e atacar nos quilómetros finais mas sempre seguido de perto por Vingegaard e João Almeida. Este ataque não surtiu efeitos e a Visma | LAB controlou o grupo dos favoritos até ao final. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Landa vs. Bernal em final encurtado Com este protesto, uma etapa que prometia um final espetacular, perdeu muito do seu interesse e viu a etapa ser decidida por Landa e Bernal que seguiam em duo na frente depois de um problema mecânico de Clément Afonso. Num final em pequena subida, Bernal atacou Landa e passou em primeiro pelo risco de meta, vencendo a etapa. João Almeida e os favoritos cortaram a meta juntos e tiveram de guardar os ataques e a luta pela geral da Vuelta a Espanha para as próximas etapas. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1965431435415765379 Vídeo dos quilómetros finais https://www.youtube.com/watch?v=ClR7qwqSEy0&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Bernal Egan INEOS Grenadiers3:35:102 Landa Mikel Soudal Quick-Step,,3 Rolland Brieuc Groupama - FDJ0:074 Denz Nico Red Bull - BORA - hansgrohe1:025 Braz Afonso Clément Groupama - FDJ,,6 Jungels Bob INEOS Grenadiers1:107 Vermaerke Kevin Team Picnic PostNL1:128 Pickering Finlay Bahrain - Victorious,,9 Quinn Sean EF Education - EasyPost2:4810 Molard Rudy Groupama - FDJ,, Top 10 classificação geral PosiçaoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike61:16:352 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:483 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:384 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:105 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:216 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team4:247 Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech4:538 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike5:469 Træen TorsteinBahrain - Victorious6:3310 Lecerf JuniorSoudal Quick-Step8:04 ### Teste TopCycling | Specialized Diverge 4 com Peter Sagan na Eslovénia Em julho deste fiz uma viagem à Eslovénia para testar em primeira mão a Specialized Diverge 4, uma das bicicletas de gravel que mais influenciou o mercado nos últimos anos. Para minha surpresa ao chegar, também estavam presentes para partilhar os dias de testes no terreno connosco, Peter Sagan e Daniel Oss, que embora retirados do ciclismo profissional são dois super estrelas incontornáveis. Neste vídeo e artigo partilho toda a experiência e falo sobre tudo o que a Specialized Diverge 4 tem de novo. Vídeo https://youtu.be/CXOvKt0pAKE É inegável que a Specialized sempre teve um papel e uma aposta de destaque no gravel, não são muitas (creio que nenhuma) as marcas com três modelos distintos de gravel no seu catálogo, como a marca americana. Já é antigo o interesse da marca por desenvolver bicicletas deste género mas Desde a Diverge 3, uma das bicicletas gravel mais vendidas do mundo, a marca deixou claro que queria desenvolver uma bicicleta que fosse realmente versátil e que servisse tanto o propósito da aventura como o daqueles que pretendem andar mais rápido. Com a Diverge 4, não alteraram uma receita vencedora, tentaram simplesmente melhorar o pouco que ainda se podia melhorar: maior espaçamento de pneus, geometria revista, um sistema de suspensão melhorado e um quadro que continua a ser referência no espaço de armazenamento. Máximo espaçamento de pneu, sem trocar de rodas Um dos aspetos melhorados está no espaçamento para pneus (que já era bom), a Diverge 4 aceita agora pneus até 50mm (700c) ou mesmo 2.2” de BTT, com as mesmas rodas e sem comprometer a passagem em condições de lama. Esta panóplia de opções ganha especial relevância para aqueles que querem fazer de tudo um pouco com uma só bicicleta, pois podem ter nas mesmas rodas uns pneus rápidos de 32mm para estrada, até pneus largos 2.2 para terrenos ou aventuras onde necessita mais proteção de roda, prevenção de furos ou conforto como em algumas aventuras de utra-distância. Com a Diverge 4, só temos que saber qual o terreno que vamos enfrentar e a partir daí, sem trocar de rodas nem qualquer outro acessório, é só montar os pneus que achamos adequados a partir. Nota: para quem quiser usar guarda-lamas, a bicicleta permite até 45mm, o que ainda assim é bastante aceitável. Future Shock 3.0: Continua o desenvolvimento O Future Shock é um dos elementos centrais desta bicicleta e a marca vê que as suas vantagens continuam a ser razão para continua a investir no seu desenvolvimento. Posicionado entre o avanço e o quadro, oferece 20mm de curso hidráulico, ajustável com o regulador e na versão sem o regulador agora também ajustável em diferentes níveis de pré-carga — mais suave, médio ou rígido. Segundo informação da marca, estudos conduzidos pela Universidade Alemã de Desporto de Colónia comprovaram que o sistema reduz até 53% do impacto sentido no guiador e pode poupar cerca de 11 watts em terreno irregular, comparado com uma bicicleta rígida. Na prática, isto traduz-se numa pedalada mais estável e menos fadiga nas mãos e braços. Daniel Oss e Peter Sagan falaram mais do Future Shock do que de tudo o resto. Daniel Oss explicou que: “O Future Shock permite-nos errar sem ter problemas. Numa competição de garvel nem sempre vemos todos os buracos, mas o sistema absorve esse impacto e deixa-nos continuar a pedalar sem perder o controlo.” Daniel Oss Peter Sagan acrescentou uma perspetiva interessante e retirada do inferno do norte: “...antes do Future Shock, dois dias depois da Paris-Roubaix eu mal conseguia lavar os dentes. Depois de o usar, não só aguentei melhor durante a corrida, como recuperei muito mais rápido nos dias após a corrida.” Peter Sagan Durante a pedalada, Daniel Oss referiu-me ainda que em corridas de Gravel onde não tem a oportunidade de fazer reconhecimento, prefere levar a Diverge em vez da Crux porque independentemente tipo de terreno tiver, com a Diverge sente-se sempre melhor preparado para tudo. Roval Terra complementa Future Shock De referir ainda que a bicicleta continua a ter o montado o espigão Roval Terra na maioria das versões, um espigão que deflete até 18mm e em conjunto com o Future Shock garante também estabilidade e aproveitamento da potência na roda traseira. (Ver vídeo para ver flexão do espigão). SWAT 4.0: Espaço de arrumação ainda maior A Specialized foi pioneira ao criar espaço de arrumação no quadro e comparativamente com outras marcas a Diverge 3 já tinha o maior espaço de arrumação do mercado, mas a Diverge 4 evoluiu também neste campo. O SWAT 4.0. tem uma abertura ainda maior e o design está mais ergonómico, cabendo desde câmaras de ar e CO2 até casacos leves, comida e ferramentas. A versão em alumínio também inclui esta solução — algo inédito num quadro de gravel em alumíno. Conversa com Miles Hubbard, Road Product Manager da Specialized Tive a oportunidade de conversar com Miles Hubbard, Road Product Manager da Specialized e comecei por lhe perguntar qual foi a principal preocupação como diretor de projeto da Diverge 4? Desenvolver a sucessora da Diverge 3 não foi uma tarefa fácil, porque era um bicicleta com óptimo espaçamento de pneu, uma geometria que servia o propósito de uma grande variedade de ciclistas e uma bicicleta muito capaz para vários panoramas do gravel. Então a maior preocupação foi não estragar o que tinha de bom, pegámos na receita da Diverge 3 e tentámos aperfeiçoar tudo, sem querer "reinventar a roda", mas requintando tudo e foi o que fizemos, melhorámos o future shock, o espaçamento de pneu, melhorámos ainda mais o armazenamento no quadro assim como a geometria para melhor controlo. Miles Hubbard, Road Product Manager da Specialized Segundo Miles, a bicicleta foi construída com o feedback de ciclistas profissionais, ciclistas de aventura, ciclistas amadores e mesmo logistas de todo o mundo. Com o feedback de todos, desenvolveram a geometria da Diverge 4 de acordo com o terreno por onde normalmente pedalam os utilizadores de bicicletas de gravel em todo o mundo. Luís Beltrão e Miles Hubbard, Road Product Manager da Specialized A geometria foi atualizada para oferecer mais estabilidade sem sacrificar a resposta. Ângulo da testa do quadro mais aberto para maior segurança em descidas. Bloco pedaleiro 5mm mais baixo, para manter a sensação de encaixe na bicicleta, mesmo com pneus maiores. "Chainstay" ligeiramente mais longo para mais equilíbrio e espaço extra para os pneus mais maiores. "Reach" progressivo por tamanho, permitindo o uso de avanços mais curtos e melhor centralização do peso do ciclista. Na teoria o resultado seria uma bicicleta mais previsível em descidas rápidas, mas ainda pronta para acelerações em prova e foi isso que senti. Ser diretor de desenvolvimento de produtos com uma escala de venda mundial é uma grande responsabilidade, perguntei a Miles Hubbard se não receia que a bicicleta seja vista como muito parecida com a anterior e por isso não seja um sucesso de vendas. Miles responde com clareza: As vendas não é algo que me preocupe porque as características da bicicleta já eram boas, nós sabemos que tudo o que a Diverge 3 tinha são coisas que os ciclistas de gravel valorizam muito, não quisemos redesenhar e fazer uma bicicleta nova só porque sim, quisemos melhorar e refinar o que já era bom e sabemos que é valorizado pelo utilizador. Miles Hubbard Carbono e alumínio com a mesma capacidade A Diverge 4 chega em duas versões de quadro: Carbono FACT 9r – mais leve e rígido, com os avanços de geometria e arrumação. Alumínio E5 – que mantém as mesmas características da versão de carbono, incluindo Future Shock, SWAT interno e o mesmo espaço para pneus largos. A Specialized quis que quem opta pelo alumínio não tivesse menos possibilidades, tornando-a a primeira gravel de alumínio com espaço de arrumação interna. Conclusão e experiência na Eslovénia O teste foi composto por dois dias, onde no primeiro fizemos um percurso mais plano, por uma terra batida mais compacta e no outro um percurso mais ondulado, ccom gravilha solta e pedras em alguns setores, por forma a testarmos ao máximo todas as capacidades da Diverge 4. Para ciclistas que procuram competir, fazer bikepacking ou simplesmente explorar novos caminhos, a Diverge 4 continua a ser uma bicicleta muito polivalente e robusta, sendo que agora está mais avançada em alguns pontos importantes no Gravel como o espaçamento de pneu, quadro com capacidade para desviadores UDH, mais espaço de arrumação no quadro e geometria ligeiramente revista. Não mudou muita coisa, mas o que mudou tornam-na mais capaz, agora será o público e o mercado que determinam se continua a ser uma das gravel mais reconhecidas do mundo. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, as cores, os preços e disponibilidade da nova Diverge aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Olav Kooij e Paul Seixas lideram a nova Decathlon Em 2026 tudo será diferente na Decathlon Ag2r com a chegada do sprinter Olav Kooij e a crescente importância de Paul Seixas. Nome, ADN e plantel alteram-se face à presente temporada e elevam a fasquia para a Decathlon CMA CGM (denominação a partir de 2026), que será liderada por Olav Kooij e Paul Seixas. Com a contratação de Olav Kooij a estrutura francesa ganha uma arma da qual nunca dispôs nos últimos 20 anos: um sprinter de classe mundial. Proveniente da Visma e com 10 vitórias na presente época, o neerlandês assina por três anos com a Decathlon. A contratação de Kooij foi uma operação complexa já que foi preciso montar um leadout forte, pelo que também chegam à equipa Cees Bol (Astana XDS), Robbe Ghys (Alpecin-Deceuninck) e Daan Hoole (Lidl-Trek). Vitória de Kooij no Giro na etapa que ligou Modena a Viadana.Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Novo segundo sprinter Tobias Lund Andresen No caso de Hoole também poderá liderar nas clássicas, além de ser garantia de resultados dado que em 2025 venceu a 10ª etapa do Giro de Itália e o título de contrarrelógio dos Países Baixos. O bloco dos velocistas será ainda reforçado pelo novo segundo sprinter Tobias Lund Andresen. O dinamarquês venceu sete corridas este ano pela Pic Nic. “Com este recrutamento, teremos maior capacidade de conseguir mais vitórias o WorldTour na próxima temporada. O Olav Kooij é um jovem, mas experiente sprinter. O nosso objetivo é apoiá-lo para que possa continuar a evoluir nos próximos anos e vencer os sprints mais importantes no calendário." Sébastien Joly em comunicado da equipa. Sebastien Joly é diretor de estratégia desportiva da equipa francesa. Foto: P.Ballet/A.Broadway Aposta em Paul Seixas Reorientar a equipa para o sprint não é a única novidade na Decathlon CMA CGM, que tem um dos mais promissores voltistas: Paul Seixas. O francês com raízes portuguesas demonstrou tremendo potencial ao vencer o Tour de l’Avenir, dando à França um título que escapava desde 2016 e que na altura foi ganho por David Gaudu. Natural de Lyon, o corredor de 18 anos também brilhou no Criterium du Dauphiné ao finalizar no 8º lugar e estabeleceu novos recordes de precocidade: Mais jovem na história da prova a fechar top 10, superando Jan Svorada (95º em 1987) por duas semanas Melhor teenager nos 10 melhores desde que Greg LeMond foi 3º em 1981 Ler mais | Lucas Lopes 15º na Volta a França do Futuro Seixas, de amarelo, ladeado pelo norueguês Nordhagen e pelo belga Widar no pódio do Tour de l'Avenir.Foto: jolypics-Quentin Especialista do contrarrelógio Paul Seixas é a esperança francesa de acabar com 40 anos de seca desde que Bernard Hinault ganhou o Tour de France. É certo que entretanto houve duas campeãs do Tour de France, a mais recente Pauline Ferrand-Prevot, mas nos homens o borrego ainda está por matar. A juntar à capacidade na alta montanha, o diamante da Decathlon revela algo raro num voltista francês: é especialista do contrarrelógio. Paul Seixas foi campeão mundial júnior e ainda no recente Tour de l'Avenir venceu tanto o prólogo como a cronoescalada final. Com Seixas e Kooij o novo ano colocará a fasquia elevada para a Decathlon, que deve fechar 2025 a rondar as 30 vitórias, marca que atingiu em 2024. ### Vídeo | Rui Costa em Itália à caça de uma clássica do ciclismo Fica a conhecer o programa de Rui Costa para o mês de setembro e outubro, período chave do ciclismo na aproximação ao Mundial e ao Europeu. Longe da emocionante caminhada de João Almeida na Vuelta a Espanha, o ciclismo continua um pouco por todo o lado e tanto Afonso Eulálio como Rui Costa estiveram em destaque nas respetivas provas. O campeão mundial de Florença correu o GP Indústria e Artesanato, corrida de 196 km com partida e chegada em Larciano (Toscana). A prova ProSeries decidiu-se na última subida ao monte San Baronto, que deixou na frente Isaac del Toro (UAE Team Emirates-XRG), Christian Scaroni (XDS-Astana) e Davide Piganzoli (Polti-VisitMalta). No sprint venceu o mexicano; 10ª vitória para Del Toro e a 81ª vitória da UAE que persegue o recorde da Columbia-HTC – 85 triunfos na época de 2009. Pódio do GP Industria & Artigianato 2025.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Poveiro vive um bom momento Rui Costa foi 16º e confirmou que está com boas sensações. Em Larciano, chegou no segundo grupo perseguidor, a 0:49 do vencedor. O poveiro vive um bom momento após longa paragem por lesão; em Burgos e na Áustria foi 2º entrando em fugas que deram vitória a Damiano Caruso e Bob Jungels, respectivamente. Para setembro e outubro o plano é continuar a correr em Itália, que tem um período forte de clássicas e semiclássicas na aproximação à Volta à Lombardia, a 11 de outubro. O TopCycling sabe que Rui Costa não vai estar no Mundial do Ruanda. Quanto ao Europeu de França, cuja prova em linha se realiza a 5 de outubro, o corredor da EF Education-Easypost tem marcadas várias corridas em Itália a partir de dia 6, pelo que terá que conversar com a equipa para definir estas apertadas datas. Fica a conhecer o programa de Rui Costa para os próximos dias: Giro da Toscana Coppa Sabatini Memorial Marco Pantani Troféu Matteotti Podem rever no vídeo abaixo os últimos quilómetros do GP Indústria e Artesanato. https://www.youtube.com/watch?v=l09bajurNqg ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 15 | Pedersen vence em fuga para todos os gostos Dia de transição na Vuelta a Espanha 2025, onde uma fuga numerosa foi destaque. Triunfou Mads Pedersen, antes do regresso ao terreno montanhoso A 15ª etapa da Vuelta a Espanha 2025 ficou marcada por uma fuga de 47 ciclistas, em dia de tréguas no pelotão. Ciclistas com diferentes perfis lutaram pela vitória, que acabou por cair para Mads Pedersen (Lidl - Trek). Ivo Oliveira (UAE Emirates XRG) esteve na fuga do dia, e terminou a etapa na 11ª posição. João Almeida chegou inserido no pelotão. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 14 | Soler vence etapa, Almeida sólido Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga para todos os gostos na Vuelta a Espanha 2025 Desde o início da etapa que as intenções das equipas ficaram claras: fuga muito numerosa, com 47 ciclistas, onde apenas não estavam homens da Visma | LAB e da Cofidis. Um dos destaques foi para Ivo Oliveira, o português da UAE Emirates XRG. O pelotão deu larga margem à fuga, e a vantagem ultrapassou os 11:29, tornando-se na maior diferença registada entre o grupo principal e os fugitivos numa corrida em 2025. A 118 km para o fim da etapa, Jay Vine (UAE Emirates XRG) e Louis Vervaeke (Soudal Quick-Step) atacaram a fuga e seguiram para a frente da corrida. A 60 km do fim, a dupla tinha cerca de 3:00 de vantagem para o primeiro grupo perseguidor. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Mads Pedersen quer picar o ponto A cerca de 30 km do fim, os fugitivos passaram pelo sprint intermédio. No grupo perseguidor, Mads Pedersen, Egan Bernal (INEOS Grenadiers) e Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious) atacaram o grupo perseguidor e abriram algum espaço. A este trio juntaram-se quatro ciclistas. O grupo perseguidor com sete elementos trabalhou para reduzir a diferença para a frente, que a 15 km era de apenas 0:20 para o duo que liderava a corrida. A junção dos dois grupos da frente deu-se a 8 km da meta. Ficavam nove ciclistas na contenda para a vitória da etapa, quando o pelotão rodava 14:00 atrás da frente da corrida. Créditos: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Final nervoso A 5 km do fim, os nove da frente tinham 0:30 sobre o grupo perseguidor, que ainda levava quase 40 unidades. Os interesses eram muitos e os ciclistas no grupo da frente começaram a entreolhar-se na aproximação à meta. A 2,2 km do fim, foi Mads Pedersen o primeiro a tentar atacar o grupo, embora de forma tímida. O dinamarquês foi neutralizado, e logo de seguida ajudou a neutralizar outras movimentações, para garantir um final ao sprint. Na chegada rápida, foi Marco Frigo (Israel - PremierTech) o primeiro a mexer, a 500 metros do fim. Mads Pedersen agarrou a roda, lançou o sprint pouco depois, e não teve concorrência. O dinamarquês da Lidl - Trek, líder da classificação por pontos, vence a sua primeira etapa nesta edição da Vuelta a Espanha 2025. Quarta etapa na Vuelta para Pedersen (venceu três em 2022), 14ª da temporada, e quinta em grandes voltas este ano, depois das quatro que somou no Giro D'Italia, às quais juntou a vitória na classificação dos pontos. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=2I-hJsUUv_s&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Pedersen MadsLidl - Trek4:02:132Aular OrluisMovistar Team,,3Frigo MarcoIsrael - Premier Tech,,4Buitrago SantiagoBahrain - Victorious,,5Dunbar EddieTeam Jayco AlUla,,6Bernal EganINEOS Grenadiers,,7Vervaeke LouisSoudal Quick-Step,,8Vine JayUAE Team Emirates - XRG0:089Sheffield MagnusINEOS Grenadiers*0:0010Segaert AlecLotto0:23 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike57:35:332Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:483Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:384Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:105Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team3:306Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:217Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech4:538Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike5:469Lecerf JuniorSoudal Quick-Step5:4910Træen TorsteinBahrain - Victorious6:33 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 14 | Soler vence etapa, Almeida sólido Depois do mítico alto do Angliru, continuaram as dificuldades na Vuelta a Espanha 2025, com mais uma chegada em alto, desta vez na duríssima La Farrapona. Marc Soler (UAE Team Emirates-XRG) integrou a numerosa fuga do dia, que tinha outros nomes de destaque como Staune-Mittet, Bjerg, Bagioli ou Carlos Verona. Com a dureza acumulada, o espanhol foi resistindo até ficar isolado na frente, partindo sozinho para a vitória nos últimos quilómetros da temida subida final (16,5 km a 6,2%). Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Marc Soler concretizou a aposta da equipa desde a fuga inicial e garantiu o sétimo triunfo para a formação da UAE Team Emirates-XRG nesta edição da corrida. Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Os homens da geral mantiveram-se na expectativa até perto da meta. A UAE Team Emirates-XRG trabalhou para João Almeida e conseguiu manter ritmo forte até à subida final. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1964335251657769114 Só nos derradeiros quilómetros surgiram os ataques, Jai Hindley mexeu primeiro após um breve trabalho de Pellizzari, apenas Jonas Vingegaard e João Almeida conseguiram responder. No sprint pelas bonificações, o dinamarquês bateu o português e conseguiu ganhar-lhe dois segundos na geral da Vuelta a Espanha 2025. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/03VNkqvQ1yQ?si=VV0yeEavki3RXQL3 Top 10 etapa 14 Pos.CiclistaEquipaTempo1Marc SolerUAE Team Emirates-XRG03:48:222Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+ 39"3João AlmeidaUAE Team Emirates-XRG+ 39″4Jai HindleyRed Bull-BORA-hansgrohe+ 43″5Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 48″6Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 53″7Matthew RiccitelloIsrael-Premier Tech+ 53″8Tom PidcockQ36.5 Pro Cycling Team+ 53″9Sepp KussTeam Visma Lease a Bike+ 53″10Finlay PickeringBahrain Victorious+ 1:25 Top 10 classificação geral Pos.CiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike53:19:492João AlmeidaUAE Team Emirates-XRG+ 48″3Tom PidcockQ36.5 Pro Cycling Team+ 2:384Jai HindleyRed Bull-BORA-hansgrohe+ 3:105Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 3:306Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 4:217Matthew RiccitelloIsrael-Premier Tech+ 4:538Sepp KussTeam Visma Lease a Bike9Torstein TræenBahrain Victorious+ 6:3310Matteo JorgensonTeam VismaLease a Bike ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 13 | Histórico João Almeida parte a concorrência no Angliru João Almeida bateu Jonas Vingegaard no Alto do Angliru, ganhou quatro segundos, mas o dinamarquês mantém a liderança da geral da Vuelta a Espanha. Vejam o vídeo! O Angliru: subida brutal de 12,4 km com pendente média de 9,8 % e zonas de 23,5 % de inclinação. Um dos cenários mais duros da Vuelta a Espanha e local da segunda vitória de João Almeida (UAE Emirates XRG) numa Grande Volta – a primeira foi no Monte Bondone, há dois anos, no Giro de Itália. Uma ascensão onde os ciclistas não se podem esconder e são as pernas que têm que falar. E se falaram as do ciclista de A dos Francos! João Almeida inscrevreu o nome na subida mais dura de Espanha, juntando-se a nomes como Alberto Contador, Roberto Heras e Primoz Roglic, também eles vencedores no Angliru. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Destaque para Ivo Oliveira Antes de chegar ao Angliru, os ciclistas tinham mais de 140 km planos e duas subidas de primeira categoria, que os deixavam na entrada da última ascensão. Uma fuga numerosa saiu para a frente, tal como aconteceu na etapa 12. Eram 25 fugitivos, com especial destaque para Ivo Oliveira que (tal como o irmão Rui Oliveira) celebrou da melhor maneira o 29º aniversário. A fuga chegou a ter 4:00 de vantagem para um pelotão que ia gerindo a diferença, mas que guardou as forças para a subida ao Angliru. O último ciclista alcançado pelo grupo dos favoritos foi Bob Jungels (INEOS Grenadiers), já dentro da derradeira ascensão, com 5,4 km para a meta. https://twitter.com/lavuelta/status/1963988811332894827 Um belo presente no dia em que fez 29 anos para Ivo Oliveira. UAE controlou o pelotão à entrada do Angliru Roberto Heras marcou o recorde da subida, 41:56 em 2000 (e venceu lá em 2002), e Alberto Contador venceu por duas vezes: a segunda, em 2018, a última grande vitória do "Pistolero". Em 2023, o Angliru marcou o início do fim da etapa de Roglic na então Jumbo-Visa (atual Visma | LAB), quando junto com Vingegaard deixaram para trás Sepp Kuss. À época Kuss era líder da corrida e viria a manter essa liderança; apesar de ter ganho na subida asturiana, Roglic saiu da equipa no fim desse ano por sentir que podia ter vencido essa Vuelta. Este ano a UAE controlou o pelotão à entrada do Angliru. A equipa de João Almeida impôs um ritmo alto e encurtou muito o pelotão na fase inicial. Jay Vine, Felix Grosschartner e Domen Novak deram apoio ao português, coisa que Juan Ayuso e Marc Soler, que estiveram em fuga no dia anterior, não conseguiram fazer. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli João Almeida assumiu a dianteira do grupo Ivo Oliveira também apareceu. Após ter descolado da fuga, o campeão nacional foi a tempo de endurecer o ritmo. Já sem gregários, João Almeida assumiu a dianteira do grupo a 6 km e nunca mais saiu da frente. Nesta altura, à roda do português só estavam Jai Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe), Vingegaard e Kuss (Visma | LAB). Para trás já tinham ficado vários nomes de destaque nesta Vuelta a Espanha 2025, como Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale), Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling) ou Giulio Ciccone (Lidl - Trek). https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1963983946984702202 "É a subida mais difícil do mundo" A 4,5 km do fim, João Almeida "descarregou" Hindley e Kuss; os dois mais fortes da Vuelta a Espanha 2025 ficaram isolados na frente da corrida. Almeida e Vingegaard seguiram juntos até aos últimos metros do Angliru. A etapa foi decidida ao sprint e o momento foi histórico para o ciclismo nacional: o português foi mais forte e bateu o dinamarquês para a primeira vitória da carreira na prova espanhola. "Ainda não acredito. Agradeço aos meus colegas de equipa, foram incríveis. Meti o meu ritmo e fiz o melhor que pude. O Jonas esteve sempre na minha roda, no último quilómetro estava no limite, estava à espera do ataque dele e pensei que me ia ultrapassar no final, mas conhecia bem os últimos metros, sabia que era difícil passar. Acho que foi espetacular. É a subida mais difícil do mundo, é louco, estou contente por ter acabado. Ainda tenho algum tempo para recuperar ao Jonas, ele está fenomenal, não vai ser fácil, mas nunca desistimos." João Almeida à Eurosport. Foto: Jonathan Biche Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/u4gItS2Ay6o?si=zkKTqH1z4pWnoEMF Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG4:54:152Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,,3Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe0:284Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike0:305Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team0:526Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe1:117Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team1:168Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech,,9Ciccone GiulioLidl - Trek2:1510Balderstone AbelCaja Rural - Seguros RGA3:06 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike49:30:542Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:463Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:184Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:005Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team3:156Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:017Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech4:338Ciccone GiulioLidl - Trek4:549Træen TorsteinBahrain - Victorious5:2110Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike5:26 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Trek apresenta as novas luzes Ion 100 R e Flare R City  A Trek Bicycle apresenta as novas luzes para bicicletas urbanas Ion 100 R e Flare R City Segundo a marca norte-amerciana, as novas luzes da Trek oferecem um novo design elegante e fácil de utilizar, um carregamento mais rápido e maior autonomia. Ler mais | Nova FX Sport Equipped da Trek Mais tempo de funcionamento  As novas luzes Ion 100 R e Flare R City da Trek duram 28% mais tempo e têm novos indicadores de carga para que os ciclistas possam ver a bateria disponível antes de sair.  Ler mais | Teste de luzes de bicicleta diurnas | Bontrager Flare RT e Ion 200 RT Design inteligente   Ambos os modelos apresentam um design melhorado da sua carcaça para evitar o encadeamento e proporcionar uma maior visibilidade lateral para aumentar a segurança nos cruzamentos.  Carregamento fácil  Incluem uma porta de carregamento USB-C que permite carregar a bateria de forma mais rápida e fácil entre cada utilização.  A diferença de se pedalar com luz de circulação diurna  Pesquisas demonstram que uma luz traseira intermitente e visível durante o dia é a forma mais eficaz para os ciclistas aumentarem a sua visibilidade na estrada. A Trek explica que as luzes de circulação diurna “foram desenvolvidas com um padrão de flash, foco e alcance específicos para se destacarem melhor em condições de luz diurna”. As novas luzes Ion 100 R e Flare R City já estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek.  ### Nova Cervélo R5 - A mais leve de sempre A Cervélo apresentou a nova geração da R5, bicicleta de estrada icónica da marca que chega com um número que salta à vista: 5,97 kg. no tamanho 56. Ou seja, quase 900 gramas abaixo do limite mínimo de peso definido pela UCI para ciclismo profissional, sendo também a mais leve de sempre da marca. De acordo com a Cervélo o objetivo foi claro desde o início: manter a identidade deste modelo, que sempre foi um dos mais leves da marca, para os grandes dias de montanha e subidas exigentes nas grandes voltas, mas sem comprometer rigidez, aerodinâmica ou confiança na pilotagem (aspetos onde muitas vezes os quadros demasiado leves acabam por falhar). Leve, mas também rígida A Cervélo não é novata no desenvolvimento de bicicletas leves. O histórico vai desde a revolucionária R5CA, há mais de duas décadas, até vitórias como a de Wout van Aert no Mont Ventoux ou, mais recentemente, Pauline Ferrand-Prévot no Tour de France Femmes. Ler mais | Cervélo apresenta a nova S5 ao público Nesta nova R5, a marca conseguiu reduzir 326 gramas em componentes próprios, além de cortar 100 g no quadro e 100 g na forqueta, resultando em apenas 651 gr. para o quadro (tamanho 56) e 298 g para a forqueta. O objetivo foi sempre manter uma bicicleta que acelera e reage bem sob a potência dos profissionais, mas que ao mesmo tempo transmite confiança também nas descidas. Novo cockpit e rodas novas O cockpit recebeu especial atenção. O novo conjunto guiador/avanço HB18 é integrado, mais leve (menos 150 g) e mais aerodinâmico (segundo a marca com uma poupança de 2 watts em relação ao modelo anterior). A Cervélo destaca ainda que todos os tamanhos cumprem as normas da UCI, mesmo após as alterações mais recentes, e que é possível trocar por outro tamanho no prazo de 60 dias após a compra. Já as rodas, as novas Reserve 34 | 37 SL, foram desenvolvidas especificamente para esta R5. Permitem uma poupança adicional de 60 gr. face às anteriores, mantendo rigidez e resistência. Geometria clássica mas ajustada A geometria de condução mantém-se praticamente inalterada, salvo um ligeiro ajuste na altura do movimento pedaleiro para receber pneus até 29 mm. A maior novidade está na geometria de encaixe, agora alinhada com a da Cervélo S5, algo que facilita a alternância entre modelos para os ciclistas correm em equipas profissionais, como a Visma | Lease a Bike. Montagens, preços e disponibilidade A nova Cervélo R5 chega em várias opções de montagem, além do quadro disponível em separado. Ultegra Di2 – 8 220 € Cores: Five Black | Bronze, Five Black | Silver Force AXS – 8 220 € Cores: Five Black | Bronze, Five Black | Silver Dura-Ace Di2 – 11 850 € Cores: Five Black | Bronze RED XPLR AXS 1 – 11 850 € Cores: Five Black | Bronze RED AXS – 11 850 € Cores: Five Black | Bronze Frameset – 6 060 € Cores: Five Black | Bronze, Five Black | Silver Podes ver os pontos de venda e disponibilidade da nova Cervélo R5 aqui no site da Bicimax: bicimax.com/pt ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 12 | Ayuso vence sob sombra do Angliru Juan Ayuso voltou a vencer nesta edição da Vuelta. Integrado na fuga o espanhol fez uma etapa imaculada, aproveitando o excelente trabalho de Soler. Os favoritos não se atacaram e resguardaram-se para o mítico Angliru da próxima etapa. Depois de um dia algo atípico na Vuelta a Espanha, a caravana seguiu em terrenos montanhosos e com a sombra do Angliru da próxima etapa sempre presente. Antes disso, houve 145 km para percorrer de Laredo a Los Corrales de Buelna, numa etapa com duas contagens de montanha de segunda e primeira categorias. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 11 | Fantástico Pidcock em final atípico Foto: Unipublic/SprintCyclingAgency Meia centena em fuga Com um perfil chamativo para uma fuga e com as equipas a controlarem esforços para os próximos dias, a etapa de hoje era uma grande oportunidade para se lutar por uma vitória. Reunidas estas condições, mais de meia centena de ciclistas adiantou-se ao pelotão nos quilómetros inicias, constituindo uma fuga de 53 homens. Bruno Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale) era o corredor melhor classificado na geral a 8'27 e teve companhia de nomes nomes como Ayuso, Soler, Campanaerts, Pedersen, Landa, Romo, Kwiatkowski e Buitrago. Com tanta força na frente, o grupo foi ganhando tempo ao pelotão controlado pela Visma | LAB, e foi-se contra-atacando durante grande parte da etapa.   Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Subida a Collada de Brenes O grupo fugitivo com tantas opções de trabalho e perante a passividade das equipas do pelotão, chegou ao sopé da subida de primeira categoria Collada de Brenes (7 km a 7.9 %) com mais de cinco minutos de vantagem. Estando o cume situado a pouco mais de 20 km da meta e com descida adjacente, esta subida ia ser determinante para se encontrar o vencedor da etapa. Nesta altura, um grupo de seis elementos atacou da fuga, com o grupo perseguidor a desfazer-se ao ritmo de Soler, que tentava levar Ayuso à frente. Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ayuso junta-se a Romo Perto do final da subida, Ayuso conseguiu fazer a ponte para a frente e, com a companhia de Romo (Movistar) iniciou a descida em direção a Corrales de Buelna. O pelotão fez a subida a ritmo e sem ataques, descendo com cautela e guardando energias para a duríssima etapa 13. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ayuso vs. Romo Na aproximação à meta, a etapa estava destinada a um duelo de espanhóis já que Ayuso e Romo levavam mais um minuto a 10 km do fim. A dupla foi-se revezando na frente começando os jogos psicológicos nos quilómetros finais mas quando a distância já era suficiente para um sprint a dois. Ayuso foi o mais forte e venceu pela segunda vez nesta Vuelta, dando mais uma vitória à equipa de João Almeida, a 78.ª da temporada, relegando Romo para o segundo lugar. Quanto aos favoritos à classificação geral não houve ataques e todos chegaram integrados no pelotão, resguardando-se para a duríssima chegada ao Angliru. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/w0QE0MgJYTg?si=GqpTyHCy563dIo-3 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Ayuso Juan UAE Team Emirates - XRG3:16:212 Romo Javier Movistar Team,,3 Rolland Brieuc Groupama - FDJ0:134 Campenaerts Victor Team Visma | Lease a Bike0:175 Pedersen Mads Lidl - Trek,,6 Denz Nico Red Bull - BORA - hansgrohe,,7 Howson Damien Q36.5 Pro Cycling Team,,8 Buitrago Santiago Bahrain - Victorious,,9 Beloki Markel EF Education - EasyPost,,10 Castrillo Pablo Movistar Team,, Top 10 classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike44:36:452 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:503 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:564 Træen TorsteinBahrain - Victorious1:065 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:176 Armirail BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team2:227 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:268 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:309 Ciccone GiulioLidl - Trek2:3310 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe2:44 ### Specialized apresenta a nova S-Works Levo 4 LTD A Specialized apresenta a nova S-Works Levo 4 LTD, uma edição exclusiva, premium e limitada da bicicleta que conquistou o título de 'Melhor E-MTB do Ano'. Ler mais | Specialized apresenta a nova Vado SL 2 S-Racing LTD Versão especial da S-Works Levo 4 Esta versão especial combina a reconhecida plataforma S-Works Levo 4 com o que a Specialized descreve como "componentes de topo: A inovadora suspensão invertida FOX Podium; os travões de precisão extrema Trickstuff MAXIMA; os leves e resistentes cranques em titânio Cane Creek Electric Wings" O resultado é uma E-MTB que eleva o desempenho a um novo patamar, com controlo, capacidade, precisão e prestígio incomparáveis. Mantém-se a experiência SuperNatural que define a Levo 4: super potência, super controlo, super tração e super autonomia. Agora envolvida numa montagem e pintura únicas, que tornam esta bicicleta instantaneamente icónica. Specialized Destaques da Specialized S-Works Levo 4 LTD A Specialized destaca, e detalha, pelas suas palavras, alguns dos componentes da nova S-Works Levo 4 LTD: Plataforma S-Works Levo 4. E-MTB do Ano: Desempenho "intuitivo e poderoso", com tração e autonomia superiores. Suspensão FOX Podium (exclusiva): Design invertido que "redefine os limites de controlo e aderência". Travões Trickstuff MAXIMA: Pistões ocos em aço inoxidável, tubos em malha de aço e manetes com rolamentos selados "para uma travagem precisa e potente". Cranques Cane Creek Electric Wings em titânio: Apenas 383 gramas, "praticamente indestrutíveis e altamente reativos". Montagem ultra-limitada: Uma expressão rara da melhor e-MTB do mundo. Disponível apenas para poucos. Pintura Custom Strata: Processo exclusivo de várias camadas que varia entre azul-marinho profundo e azul astral. Confere a nova S-Works Levo 4 LTD da Specialized aqui. ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 11 | Fantástico Pidcock em final atípico A 11.ª etapa da Vuelta não atribuiu vencedor e tirou os tempos a 3 km do final devido a protestos na meta. Pidcock descarregou toda a gente na última subida, bonificou e ganhou tempo a Vingegaard e João Almeida que também esteve ao ataque. A Vuelta a Espanha segue a bom ritmo e apresentou hoje uma etapa tipo clássica com muito sobe e desce e muitas subidas inclinadas. Com um total de 157 quilómetros percorridos em Bilbao, os ciclistas tiveram cinco subidas de terceira categoria e duas de segunda para ultrapassar, num verdadeiro dia rompe pernas. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Fuga inicial de três ciclistas Marc Soler (UAE Emirates-XGR), Mads Pedersen (Lidl-Trek) e Orluis Aular (Movistar) foram os ciclistas que resistiram na frente depois de várias tentativas de formação de fuga. O trio rolou junto durante vários quilómetros até que Marc Soler, a 80 km do fim, aumentou o ritmo e sem grande réplica dos companheiros de fuga seguiu sozinho. No pelotão a Visma | LAB ia controlando as operações mantendo os fugitivos a uma distância controlada até apanhar Soler a 60 km da meta. Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Ataque de Landa Na antepenúltima subida do dia, Alto del Vivero (4.3km a 7.9%) Mikel Landa (T-Rex-Quickstep) atacou e foi seguido por um quinteto de ciclistas comandado por Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious). Buitrago conseguiu alcançar o espanhol que, uns quilómetros à frente, descolou com problemas físicos nas costas, consequência ainda da queda no final da 1.ª etapa da Volta a Itália, deixando Buitrago sozinho. Nesta altura, a Red Bull-Bora-Hansgrohe pegou num pelotão já muito reduzido selecionando ainda mais o grupo. https://twitter.com/lavuelta/status/1963253879421780344 João Almeida ao ataque Na segunda ascensão ao Alto del Vivero, João Almeida atacou por duas vezes sendo seguido prontamente por Jonas Vingegaard e os restantes favoritos. Torstein Træen (Bahrain - Victorious) segundo classificado e Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale) quinto, foram os únicos ciclistas do top 10 a descolar. Dobrada a subida, o grupo dos favoritos iniciou a descida em direção à última subida do dia Alto de Pike(2.1km a 9.2%) com a Visma | LAB a demonstrar todo o seu poderio com quatro elementos num grupo de 13 ciclistas. Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Pidcock descarrega toda a gente Antes da última subida do dia, a organização da Vuelta informou que os tempos iam ser tirados a 3 km da meta devido a incidentes com protestantes, ficando a etapa sem vencedor atribuído. Na subida ao Alto de Pike, a equipa do líder Visma | LAB usou Jorgenson e impôs um ritmo fortíssimo com João Almeida muito bem colocado. Pidcock (Q36.5 Pro Cycling Team) foi o primeiro a atacar e deixou toda a gente em dificuldades, dobrando a subida em primeiro e bonificando seis segundos. Vingegaard alcançou Pidcock na descida e formaram uma dupla, dificultando a tarefa de perseguição de João Almeida, que perdia dez segundos para os líderes. Os dois acabaram a etapa juntos, com João Almeida e os restantes elementos do grupo logo atrás. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/lWFhgOfCGR0?si=QHfCt_6ojQeb9ukS Devido aos protestos na meta final da 11.ª etapa da Vuelta a Espanha, a etapa foi cancelada a três quilómetros da chegada. Os tempos finais foram registados nesse ponto, não sendo declarado nenhum vencedor de etapa. Tempos na passagem dos três quilómetros finais PosCiclistaEquipaTempoBon.1Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike03h 40' 14''4"2Thomas PidcockQ36.5 Pro Cycling Team"6"3Jai HindleyRed Bull - BORA - hansgrohe+10″4João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG"2"5Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike,,6Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team,,7Egan BernalINEOS Grenadiers+24"8Giulio CicconeLidl - Trek,,9Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe,,10Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech,, TOP 10 Classificação Geral Pos.CiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike41h 14' 02''2João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG+0:503Thomas PidcockQ36.5 Pro Cycling Team+0:564Torstein TræenBahrain - Victorious+1:065Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+2:176Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike+2:267Jai HindleyRed Bull - BORA - hansgrohe+2:308Giulio CicconeLidl - Trek+2:339Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe+2:4410Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+3:11 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 10 | Jay Vine faz a dobradinha Chegada em alto deu a segunda vitória a Jay Vine, num dia que viu Ayuso e Almeida partilhar esforços e partir o pelotão. Vingegaard é o novo líder por troca com Torstein Træen. João Almeida foi o mais valente e chegou com os favoritos. Regresso da Vuelta a Espanha depois do primeiro dia de descanso, com mais uma etapa com chegada em alto, a El Ferial Larra Belagua (9.4 km a 6.1%). Os ciclistas percorreram 175 km e, para além da subida final, havia também uma terceira categoria situada na segunda metade da etapa que potenciava um grande dia de ciclismo. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga tardou a definir-se A etapa começou com ataques e contra-ataques e com vários ciclistas a tentarem formar uma fuga que tardou a ficar definida. Depois de várias tentativas, só a 67 km para o fim é que um grupo numeroso de corredores conseguiu adiantar-se ao pelotão, antes da subida de terceira categoria ao Alto de Las Coronas (7.5 km a 4.7%). Este grupo, com cerca de 27 corredores, ganhou mais de três minutos ao pelotão, obrigando a Bahrain Victorious do líder Torstein Træen a pôr-se ao trabalho. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga de la fuga Com tanta gente na frente, a luta pela etapa estava ao rubro e vários corredores tentaram sair da fuga. Entre eles, Alec Segaert (Lotto) iniciou a última subida com três minutos para o pelotão e quase um minuto de vantagem para os perseguidores que se iam atacando mutuamente. Todos estes ataques levaram até à frente da corrida os fugitivos que perseguiam, ficando um grupo de cinco ciclistas com 2 minutos de vantagem para o pelotão a 7 km do fim. Assistindo a isto tudo estava Miguel Indurain penta campeão do Tour, que esteve à partida no Parque de la Naturaleza Sendaviva, juntamente com Óscar Pereiro, também vencedor do Tour em 2006. https://twitter.com/As_Ciclismo/status/1962885446851006830 Ayuso e João Almeida partem o pelotão No pelotão, Juan Ayuso foi para a frente e reduziu o grupo a cerca de uma dezena de ciclistas, dando a vez a João Almeida que com o seu ritmo explosivo levou na roda apenas Vingegaard, Pidcock e Jorgenson. Na frente foi a vez de Jay Vine (UAE Emirates-XRG) atacar, alcançar e passar a frente da corrida, indo à procura da segunda vitória de etapa. Créditos: Sam Buchli Jay Vine vence pela segunda vez Jay Vine esteve muito forte e nunca mais foi alcançado, vencendo pela sua segunda vez na Vuelta a Espanha aumentando também a sua vantagem na classificação da montanha. No grupo dos favoritos, Torstein Træen descolou e perdeu a liderança para Vingegaard, que chegou com João Almeida que tentou e foi o mais valente, no grupo dos favoritos. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1962896220029886692 Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/7WEF3it-tLE?si=TadniCfZIoEcA1-5 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTEmpo1 Vine JayUAE Team Emirates - XRG3:56:242 Castrillo PabloMovistar Team0:353 Romo JavierMovistar Team1:044 Ryan ArchieEF Education - EasyPost1:055 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,6 Ciccone GiulioLidl - Trek,,7 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,8 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,9 Lecerf JuniorSoudal Quick-Step,,10 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike37:33:522 Træen TorsteinBahrain - Victorious0:263 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:384 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:585 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:036 Ciccone GiulioLidl - Trek2:057 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:128 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:169 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,,10 Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech2:43 ### UAE Team Emirates – XRG anuncia a saída de Juan Ayuso da equipa A relação entre Juan Ayuso e a UAE Team Emirates – XRG chegou ao fim antes do previsto. O jovem espanhol, que tinha contrato até 2028, vai deixar a equipa no final da temporada de 2025, após divergências quanto ao programa de desenvolvimento e à filosofia desportiva da equipa. Ayuso chegou à equipa em 2021 como mais um talento promissor do ciclismo mundial e cedo o confirmou, conquistando o 3.º lugar na Vuelta a Espanha 2022 e outras vitórias de relevo, como o Tirreno-Adriatico em 2025. No entanto, a falta de entrosamento com a equipa em algumas ocasiões, como no Tour em 2024 e, mais recentemente, no Giro 2025 e Vuelta 2025, poderá ter levantado algumas tensões dentro da equipa. Créditos da foto: Massimo Paolone/LaPresse Durante o Giro deste ano, Ayuso começou como líder, mas acabou por perder protagonismo para Del Toro, que terminou a corrida no 2.º lugar. Já em preparação para o Mundial, foi surpreendido com a convocatória para a Vuelta a España, algo que não agradou ao espanhol, sobretudo pela perspetiva de não ser o líder nesta corrida. Foto: LaPresse Hoje, durante o primeiro dia de descanso da Vuelta, a equipa lançou uma notícia bomba que anuncia a saída de Juan Ayuso. Em comunicado oficial da UAE Team Emirates – XRG, estas foram as declarações de Mauro Gianetti: “O Juan tem sido um talento valioso e estamos gratos pelo que construímos juntos. O nosso projeto desportivo sempre se baseou na continuidade, harmonia de grupo e na construção de uma equipa vencedora. Acreditamos que esta decisão é a mais consistente com os valores que definem a nossa organização. Desejamos ao Juan todo o sucesso no futuro.” — Mauro Gianetti, CEO da UAE Team Emirates – XRG Ayuso também deixou uma mensagem de despedida no mesmo comunicado: “Quero agradecer à equipa pelo apoio e pelas oportunidades que me deram ao longo destes anos. Tive a chance de crescer e competir ao lado dos melhores, e sei que o que aprendi ficará sempre comigo. Agora sinto que é o momento de seguir um caminho diferente, com o mesmo entusiasmo. Desejo muito sucesso à UAE Team Emirates – XRG no futuro.” Juan Ayuso, ciclista da UAE Team Emirates – XRG Lidl-Trek poderá ser o destino de Juan Ayuso Com apenas 22 anos, Juan Ayuso é um dos maiores talentos do pelotão internacional e não faltarão equipas interessadas na sua contratação. Há rumores de que a Lidl-Trek á a principal candidata a recebê-lo já em 2026. Créditos da foto de destaque: Fabio Ferrari/LaPresse ### Opinião: João Almeida, a UAE Emirates e o "Fado" de ser português Hoje na minha pedalada matinal só pensava na etapa nove da Vuelta, no João Almeida, na equipa UAE Team Emirates e em toda a quantidade de comentários que houve pelas redes sociais após a etapa. Gosto de ciclismo por muitas razões e algumas delas têm a ver com o facto deste desporto nos mostrar coisas que vão além do desporto propriamente dito. O que tenho visto na Vuelta a Espanha parece um resumo do que vejo durante a carreira de tantos atletas portugueses (não só do João Almeida, mas é dele que vou falar). Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Não gosto do discurso do "coitadinho do português" mas a verdade é que olho para João Almeida, um dos melhores ciclistas do mundo da atualidade, numa das equipas mais poderosas do pelotão, e raramente vejo a sua liderança ser realmente respeitada e protegida em corrida. (Raramente não é nunca). Durante a minha pedalada pensava no caminho que João Almeida tem trilhado até chegar aqui e lembrava-me do filme "Perfume de Mulher", mais concretamente do discurso final do coronel Frank Slade, interpretado por Al Pacino. (Para os mais jovens e outros que não conhecem este filme de 1992, aconselho vivamente, é um filme marcante). No filme "Perfume de mulher" Charlie Simms era um jovem estudante humilde, vindo de uma família sem muitas posses, que conseguiu por mérito próprio uma bolsa para estudar numa prestigiada escola. Para ganhar algum dinheiro extra, num fim de semana aceitou o trabalho de “cuidar” do tal coronel reformado Frank Slade (Al Pacino), que era cego. Durante o desenrolar de vários acontecimentos ambos ficam amigos, principalmente porque o coronel Frank Slade vê naquele jovem valores importantes na sociedade e nas pessoas, valores pelos quais Charlie acaba por ser prejudicado e ver o seu lugar na escola em perigo, podendo ser expulso. Nesse discurso em defesa do jovem Charlie, o coronel Slade fala sobre valores – os verdadeiros valores que devem ser passados aos jovens: como lealdade, coragem, honra, sentido de comunidade, entre outros. Eu hoje pensava que se pudesse, metia o coronel Slade dentro do autocarro da UAE Team Emirates, a falar diretamente para os diretores desportivos da equipa, pois o que se tem visto nesta primeira semana da Vuelta não é digno de uma equipa que quer vencer a classificação geral final. (Vejam o vídeo e pensem se não vos dá vontade de o fazer). https://www.youtube.com/watch?v=YWAQ41TqFxE Ler mais | Não mudes Tadej Pogacar Corrijam-me se estiver errado, mas eu vejo alguns ciclistas da UAE a correr individualmente, a pensar só neles mesmos e a gastar energia em momentos que nada acrescentam ao objetivo maior, que seria vencer a Vuelta. No meio disto, o líder teórico da equipa (mas também o ciclista mais capaz e melhor colocado na classificação geral), João Almeida, vê-se sozinho muito cedo durante as etapas, numa batalha desigual contra a poderosa Visma Lease a Bike (que a par da UAE, é uma das mais poderosas equipas do mundo). Jonas Vingegaard é um ciclista extraordinário, a sua equipa também, e para os vencer tudo tem que ser perfeito, um João Almeida perfeito e uma UAE perfeita como equipa. Créditos: A.S.O. João Almeida tem aquela forma de ser, mais reservada, mas sempre se tem pautado por um homem que mostra aqueles valores que referi anteriormente. Quando noutras corridas lhe é pedido que trabalhe para os seus colegas, ele cumpre. Créditos: Sam Buchli Cumpre o que lhe pedem porque é profissional, porque sabe estar no ciclismo, mas também cumpre como funcionário exemplar que é na "empresa" UAE Team Emirates. Isto não se espera só de um profissional mas de um colega de equipa, seja ela qual for, no entanto, quando chega a hora de lhe darem o mesmo respeito, parece que não existe esse retorno e eu penso: será pelos diretores, será pelos proprietários da equipa ou será pelos colegas de equipa? Hoje pensava nisto tudo e lembrei-me daquele filme porque João Almeida me faz lembrar o jovem Charlie Simms. Neste caso fica-me a impressão de que é por ser português. Tem talento, vem de um país apaixonado pelo ciclismo mas com menos peso económico e político dentro do pelotão. Acho que até os donos da equipa, lá nos Emirados, deviam “puxar as orelhas” aos diretores que parecem esquecer-se daquilo que o João Almeida tem feito como ciclista e de quem é realmente o melhor colocado para ganhar a Vuelta, porque uma equipa e uma marca deve passar valores como a união e a lealdade, não o inverso. Foto: UAE Emirates/Fizza Enfim, isto não se vive só no ciclismo, tenho a certeza de que outros atletas e profissionais portugueses com talento e aspirações internacionais se vão rever neste tipo de cenário, digamos que é o "Fado" de ser português. E se João Almeida fosse "Juan Almeida"? Seria tudo igual? Créditos da foto de destaque: A.S.O.-Billy-Ceusters ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 9 | Vingegaard aproveita a solidão de João Almeida Nona etapa da Vuelta a Espanha 2025 terminou com vitória do favorito Jonas Vingegaard, num dia em que João Almeida teve de lutar sozinho Final em alto no nono dia da Vuelta a Espanha 2025 terminou com Jonas Vingegaard (Visma | LAB) a colocar tempo significativo em todos os rivais. João Almeida (UAE Emirates XRG) e Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling) foram os únicos a perder menos de 1:00 para o dinamarquês. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 8 | Philipsen não perdoa Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Última montanha do dia para as decisões na Vuelta a Espanha O nono dia da Vuelta a Espanha 2025 presenteou os ciclistas com a ligação Alfaro - Estación de Esquí de Valdezcaray. 195 km, a terminar com a única contagem de montanha do dia: primeira categoria de 13,3 km a 5,2% de pendente média, com as maiores dificuldades na parte inicial da ascensão. Uma fuga com cinco ciclistas saiu para a frente da corrida no início do dia, mas a margem nunca foi grande: os fugitivos não tiveram mais de 3:00 de vantagem, e foram apanhados à entrada da última subida. Quando o pelotão atingiu a montanha, foi a Visma | LAB a entrar ao trabalho, e a colocar um ritmo alto para o ataque de Jonas Vingegaard. Visma com um plano, UAE nem tanto A 11 km da meta, Matteo Jorgenson entrou ao trabalho para a Visma | LAB, e lançou Jonas Vingegaard para um ataque poderoso. O dinamarquês apanhou João Almeida recuado no pelotão, e só levou consigo na roda Giulio Ciccone (Lidl - Trek). O italiano não aguentou o ritmo e descolou pouco depois, para deixar Jonas Vingegaard sozinho na luta pela vitória. Atrás, João Almeida meteu o seu ritmo, e pouco a pouco foi reduzindo a diferença para a frente com Thomas Pidcock na sua roda. A diferença para Vingegaard era irrecuperável, e o dinamarquês seguiu a solo para a segunda vitória nesta edição da Vuelta a Espanha 2025. Nos últimos quilómetros, a inclinação suavizou e Almeida e Pidcock uniram forças para minimizar a distância para a frente, e aumentar as diferenças para quem ficou atrás. Pidcock foi segundo, e Almeida terceiro, a 0:24 de Vingegaard. Felix Gall chegou a 1:02 do vencedor, e o grupo seguinte, com 13 unidades, perdeu 1:46 para a frente da corrida. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli João Almeida lamentou estar sozinho Nas declarações dos ciclistas após o término da etapa também houve espetáculo. Matteo Jorgenson explicou o ataque de Jonas Vingegaard aos microfones da Max: Foi completamente algo do momento. O Jonas perguntou se alguém o podia lançar, eu perguntei ‘agora?’ e mandei-o para a frente. Foi um grande dia, podemos ir para o dia de descanso com sensações positivas. Matteo Jorgenson (Visma | LAB), à HBO Max João Almeida, por sua vez, pareceu lamentar a pouca ajuda que teve da sua equipa na última subida. O português teve de trabalhar muito, num dia em que os colegas da UAE Emirates XRG não pareceram ter ritmo para acompanhar o grupo dos favoritos à classificação geral. Começou por falar no "fator surpresa" em relação ao ataque de Jonas Vingegaard. Quando questionado sobre a ajuda que teve dos colegas de equipa, explicou: Podia ver que iam no limite, não podiam fazer muito. Senti um bocadinho a falta dos meus colegas hoje, ninguém esteve comigo no final, mas as coisas são como são. A subida não era tao inclinada, poupa-se muito à roda, mas nunca saberemos. João Almeida (UAE Emirates XRG), à HBO Max Foto: Jonathan Biche A Vuelta a Espanha tem esta segunda-feira o primeiro verdadeiro dia de descanso e regressa na terça-feira com uma 10ª etapa com novo final em alto, em Larra Belagua, na comunidade de Navarra.Serão 175,3 km e uma subida final de 1ª categoria com 9,4 km a 6,3 % bastante parecida com a chegada a Valdezcaray. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=X3AzU-mTRE8&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike4:32:102Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:243Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,,4Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team1:025García Pierna RaúlArkéa - B&B Hotels1:466Soler MarcUAE Team Emirates - XRG,,7Ciccone GiulioLidl - Trek,,8Beloki MarkelEF Education - EasyPost,,9Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,10Fortunato LorenzoXDS Astana Team,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Træen TorsteinBahrain - Victorious33:35:462Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0:373Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG1:154Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team1:355Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:146Ciccone GiulioLidl - Trek2:427Fortunato LorenzoXDS Astana Team2:478Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:499Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:5310Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe, Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Taça do Mundo XCO | Les Gets: Rissveds faz dobradinha e Luca Martin vence em casa O regresso da Taça do Mundo de XCO a Les Gets, Haute-Savoie, ficou marcado por duas fantásticas histórias nas corridas de elite. Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) conquistou a sua primeira "dobradinha" (vitórias em XCC e XCO no mesmo fim de semana), enquanto o francês Luca Martin (Cannondale Factory Racing) conseguiu a sua primeira vitória de sempre na elite da Taça do Mundo, triunfando perante o público em casa. Jenny Rissveds, avassaladora A sueca que se sagrou campeã da Europa recentemente em Portugal, esteve simplesmente intocável em Les Gets, aliás como vem sendo nas ultimas provas. Créditos: uci mountainbike worldseries Depois de vencer o XCC no sábado, Jenny Rissveds voltou a dominar no domingo, distanciando-se desde a primeira volta e construindo uma vantagem sólida. Mesmo com um pequeno erro técnico a meio da corrida, manteve sempre o controlo e cortou a meta com mais de um minuto de vantagem sobre as adversárias. Alessandra Keller (Thömus Maxon) e Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team) travaram uma batalha pela segunda posição, com a suíça a levar a melhor no sprint final. Créditos: uci mountainbike worldseries Maxwell, apesar do terceiro lugar, mantém a liderança do ranking geral. As portuguesas em Les Gets Entre as representantes nacionais, Ana Santos voltou a mostrar consistência ao terminar na 40.ª posição, enquanto Raquel Queirós concluiu a prova na 56.ª posição. Top 10 Elite Feminina Pos.CiclistaEquipaTempoPontos1Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:12:012502Alessandra KellerThömus Maxon1:13:132003Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team1:13:331604Rebecca HendersonOrbea Fox Factory Team1:13:391505Martina BertaOrigine Racing Division1:13:521406Savilia BlunkDecathlon Ford Racing Team1:13:561307Laura StiggerSpecialized Factory Racing1:14:201208Evie RichardsTrek Factory Racing – Pirelli1:14:361109Jolanda NeffCannondale Factory Racing1:15:2610010Puck PieterseAlpecin-Deceuninck1:16:0795 Luca Martin com vitória de sonho em França Na corrida masculina, a festa foi de Luca Martin. O atual campeão nacional francês brilhou perante os seus adeptos e alcançou a sua primeira vitória na Taça do Mundo de XCO, depois de já ter vencido o XCC em Andorra no mês passado. Créditos: uci mountainbike worldseries A corrida foi disputadíssima, com ataques constantes, mas Martin mostrou sangue-frio, respondeu ao ataque final de Luca Braidot (Wilier-Vittoria Factory Team) e lançou a ofensiva decisiva na última subida. Cortou a meta isolado, com direito a cavalinho para celebrar um momento inesquecível. Atrás dele, Braidot foi segundo e Mathias Flückiger (Thömus Maxon) completou o pódio. Créditos: uci mountainbike worldseries Destaque ainda para Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck), que partiu da 33ª posição e foi recuperando durante toda a corrida, terminando no sexto lugar. Créditos: uci mountainbike worldseries Roberto Ferreira na corrida masculina Na prova masculina, Roberto Ferreira enfrentou uma corrida dura e muito disputada, concluindo na 71.ª posição. O português mostrou resiliência num pelotão de altíssimo nível e um percurso de grande exigência física e técnica. Top 10 Elite Masculino RankRiderPaísEquipaTempoPontos1Luca MartinFRACannondale Factory Racing1:22:032502Luca BraidotITAWilier-Vittoria Factory Team1:22:152003Mathias FlückigerSUIThömus Maxon1:22:221604Alan HatherlyRSAGiant Factory Off-Road Team1:22:351505Simone AvondettoITAWilier-Vittoria Factory Team1:22:481406Mathieu van der PoelNEDAlpecin-Deceuninck1:23:031307Mathis AzzaroFRAOrigine Racing Division1:23:041208Simon AndreassenDENOrbea Fox Factory Team1:23:131109Fabio PüntenerSUIBike Team Solothurn1:23:1810010Cole PunchardCANCannondale Factory Racing1:23:2395 A Taça do Mundo de XCO segue agora para Lenzerheide, Suíça (18 a 21 de setembro), numa ronda que vai voltar a juntar o melhor do cross-country e do downhill mundial. ### Nova FX Sport Equipped da Trek A Trek apresentou a sua nova bicicleta urbana FX Sport Equipped (EQ) num modelo que junta as populares plataformas FX e Dual Sport. Esta nova bicicleta oferece uma versão em alumínio segundo a marca tão capaz e versátil como os modelos equivalentes de carbono. Ler mais | Sapatos Trek Velocis – Teste: o que mudou face à versão anterior? FX Sport Equipped Combinando o melhor das gamas FX Sport e Dual Sport da Trek, a FX Sport EQ foi concebida para ciclistas que procuram uma bicicleta funcional e versátil para o dia a dia, totalmente equipada. Como parte deste novo modelo, a Trek deixará de fabricar de forma gradual a série Dual Sport, simplificando a sua oferta para responder melhor às necessidades dos ciclistas de hoje. A FX Sport EQ está equipada com um porta-bagagens MIK integrado, guarda-lamas, luzes Dynamo e travões hidráulicos potentes. Graças à sua geometria ativa e aos pneus largos e com tração, está pensada para pedalar com confiança tanto em estrada urbanas, ciclovias e caminhos de gravel, entre outras superfícies. A nova FX Sport EQ já está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 8 | Philipsen não perdoa Dia plano na Vuelta a Espanha 2025 terminou com vitória de Jasper Philipsen ao sprint, sem diferenças na classificação geral A oitava etapa da Vuelta a Espanha 2025 voltou a dar oportunidade aos sprinters. Dia de ‘tréguas’ entre os favoritos, onde foi Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) a triunfar - a segunda vitória nesta edição. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 7 | A resposta de Ayuso Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ninguém testa o pelotão Oitavo dia da Vuelta a Espanha 2025 ligou Monzón Templario a Zaragoza, numa das raras hipóteses para os sprinters na terceira grande volta do ano.  No início do dia, saiu para a fuga um trio composto por José Luis Faura (Burgos Burpellet BH), Joan Bou (Caja Rural - Seguros RGA) e Sergio Samitier (Cofidis).  O pelotão, com muitos interessados no final ao sprint, não deu muita margem aos fugitivos, que foram apanhados a 17 km da meta.  Ainda antes disso, Mads Pedersen (Lidl - Trek) e Ethon Vernon (Israel - Premier Tech) asseguraram os pontos para a camisola verde que sobraram para o pelotão - o dinamarquês aumenta ainda mais a sua vantagem na classificação secundária. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Jasper the Master volta a ganhar O pelotão percorreu o circuito citadino, com final em Zaragoza, já compacto.  As equipas dos favoritos à classificação geral foram substituídas pelos conjuntos dos homens rápidos na frente do pelotão, e os ciclistas abordaram os últimos quilómetros a alta velocidade. No lançamento do sprint, a Alpecin - Deceuninck foi uma das equipas em maior destaque. Jasper Philipsen ainda pareceu não ter caminho livre até à meta, mas já muito perto do fim, ultrapassou todos os rivais para uma vitória com pouca margem, mas que vale o bis na Vuelta a Espanha 2025, depois do triunfo na primeira etapa. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/SYhCSd3hegs?si=-oiO2XCZp75P76eE Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck3:43:482Viviani EliaLotto,,3Vernon EthanIsrael - Premier Tech,,4Marit ArneIntermarché - Wanty,,5Foldager AndersTeam Jayco AlUla,,6Coquard BryanCofidis,,7Mihkels MadisEF Education - EasyPost,,8Gruel ThibaudGroupama - FDJ,,9Christen FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,10Turner BenINEOS Grenadiers,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Træen TorsteinBahrain - Victorious29:01:502Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike2:333Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG2:414Ciccone GiulioLidl - Trek2:425Fortunato LorenzoXDS Astana Team2:476Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:497Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:538Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,,9Bernal EganINEOS Grenadiers2:5510Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:58 Créditos da foto de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Lucas Lopes 15º na Volta a França do Futuro Pelo segundo ano consecutivo, Lucas Lopes situou-se ao nível dos melhores sub-23 do mundo na Volta a França do Futuro. Paul Seixas deu o título à França. Na maior montra mundial de talento sub-23, a Volta a França do Futuro, Lucas Lopes mostrou que o ciclismo português continua capaz de competir com as maiores nações e nos maiores palcos. Depois de em 2024 ter terminado a prova na 12ª posição, o corredor natural da Póvoa de Varzim provou que nada do que aconteceu foi por acaso e regressou ao convívio dos grandes do pelotão jovem concluindo no 15º lugar. Para isso teve que apertar no último dia de prova, uma jornada dupla com 41,6 km em linha pela manhã e cronoescalada à tarde, ambas em La Rosière, nos Alpes. Lucas Lopes foi 22º na etapa em linha e saltou de 18º a 19º na geral; na cronoescalada esteve melhor e ganhou mais duas posições fechando no top 15 do Tour de l'Avenir. Pela seleção nacional terminaram ainda Rafael Barbas (44º), Gonçalo Tavares (55º) e João Martins (86º). “Havia muito mais nível este ano que no ano passado, estou bastante contente com a minha prestação. O setor da manhã não me correu tão bem, mas à tarde rematei bem no contrarrelógio.” Lucas Lopes ao TopCycling. Lucas Lopes: o vizinho de Rui Costa que rivalizou com António Morgado Foto: FPC Poveiro não tem propostas O atleta da Rádio Popular-Paredes-Boavista dá continuidade aos triunfos no Nacional de contrarrelógio em sub-23, Volta a Portugal do Futuro e classificação da juventude na Volta a Portugal. Tínhamos projetado que, em França, a narrativa podia ser Portugal contra a geração do WorldTour e não nos enganamos. Do top 15, só Lucas Lopes não está no radar de uma estrutura profissional. É certo que não sabemos aonde vão correr o alemão Max Bock (8º; atualmente na Groupama-FDJ Continental), o australiano Luke Tuckwell (10º; atualmente na Red Bull Rookies) nem o suíço Jan Huber (11º), de quem se diz que irá para a Tudor, mas todos circulam pela via rápida do profissionalismo. O TopCycling sabe que, por agora, o poveiro não tem propostas para subir de escalão. Ler mais | Rúben Rodrigues já ganha no ciclismo sub-23 pela Euskadi O pelotão nos Alpes no último dia de prova.Foto: Quentin Joly Vitórias de dois fenómenos na alta montanha O último dia ficou marcado por vitórias de dois fenómenos na alta montanha: belga Jarno Widar ganhou a etapa 6A, enquanto na cronoescalada (etapa 6B) foi Paul Seixas que se impôs. O campeão mundial com raizes portuguesas juntou o título na classificação geral ao triunfo em La Rosière. A França não vencia o Tour de l'Avenir desde David Gaudu, em 2016. À entrada para o último desafio o líder era o colega de Seixas, Maxime Decomble, que caiu ao 5º posto da classificação geral. No pódio, ao lado do francês da Decathlon Ag2r, ficaram o belga Jarno Widar (da Lotto) e o norueguês Jorgen Nordhagen (da Visma Lease a Bike). Entrevista | Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 7 | A resposta de Ayuso Juan Ayuso triunfa na sétima etapa da Vuelta a Espanha 2025, depois de um dia mau onde perdeu quase 12:00 Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) "renasceu" na Vuelta a Espanha 2025, com vitória na sétima etapa, após pôr de parte as aspirações à classificação geral. Terceiro triunfo consecutivo para o conjunto dos Emirados. No pelotão, João Almeida (UAE Emirates XRG) ainda atacou, mas o grupo dos favoritos chegou junto à meta. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Jonathan Biche Juan Ayuso na fuga do dia A sétima etapa da Vuelta a Espanha 2025 presenteou os ciclistas com muita montanha: duas contagens de segunda categoria, e outras duas de primeira, com final em Cerler. Huesca La Magia (12,1 km a 5,9% de pendente média), a quase dois mil metros de altitude.  O dia começou com luta animada pela fuga, onde um nome se destacou: Juan Ayuso, o espanhol da UAE Emirates XRG que chegou à Vuelta como co-líder, mas que na sexta etapa perdeu quase 12:00.  Jay Vine (UAE Emirates XRG), vencedor no sexto dia, também figurava no grupo da frente. Mads Pedersen (Lidl – Trek) era outro dos nomes grandes, à procura de pontos para a camisola verde.  O grupo de 12 fugitivos que se formou no início da etapa manteve-se junto até ao início da última subida do dia, onde entraram com 3:40 de margem para o pelotão. A 11 km do fim, Ayuso atacou a fuga, e pouco depois ficou sozinho na frente da corrida. O espanhol não voltou a ser apanhado, e alcançou a sétima vitória do ano, primeira da carreira na Vuelta. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Luta ficou para a última subida O pelotão foi controlado pela Bahrain – Victorious durante grande parte do dia, na proteção à camisola vermelha de Torstein Træen, mas foi a Visma | LAB a entrar ao trabalho no início da última subida, e a impor um ritmo alto desde cedo. A 5 km da meta, foi a UAE Emirates XRG a passar para a frente do grupo. João Almeida atacou os favoritos a 3,5 km, e só levou na roda Jonas Vingegaard (Visma | LAB) e Giulio Ciccone (Lidl - Trek). O trio não deu seguimento à movimentação e o grupo, com 16 unidades, voltou a rodar junto. Perto do fim, Marc Soler (UAE Emirates XRG) foi o único a atacar do pelotão reduzido. Os restantes favoritos à classificação geral - onde estava o camisola vermelha - chegaram juntos, a 2:30 do vencedor da etapa. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/Fm_nAxSPtDo?si=agyC8NhJJf4doY6p Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG4:49:412Frigo MarcoIsrael - Premier Tech1:153García Pierna RaúlArkéa - B&B Hotels1:214Tejada HaroldXDS Astana Team1:285Quinn SeanEF Education - EasyPost,,6Vermaerke KevinTeam Picnic PostNL,,7Sepúlveda EduardoLotto,,8Rolland BrieucGroupama - FDJ2:179Soler MarcUAE Team Emirates - XRG2:3010Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:35 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Træen TorsteinBahrain - Victorious25:18:022Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike2:333Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG2:414Ciccone GiulioLidl - Trek2:425Fortunato LorenzoXDS Astana Team2:476Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:497Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:538Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,,9Bernal EganINEOS Grenadiers2:5510Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:58 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Montejunto, a montanha de João Almeida na Volta a Portugal No regresso da Serra de Montejunto à Volta a Portugal, o TopCycling ouviu João Almeida, que subiu a montanha milhares de vezes. Há décadas que é território de ciclistas, como João Almeida, mas a Serra de Montejunto esteve 42 anos sem receber um final da Volta a Portugal. Localiza-se nos concelhos de Alenquer e Cadaval e é uma subida – com várias vertentes – mais conotada com o Troféu Joaquim Agostinho. Este ano, em meados de julho, foi palco do final da 2ª etapa, que partiu do Bombarral – terra de Tiago Antunes (Efapel) – e teve como vencedor Jesús Peña (AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense). Sábado, 17 de agosto, pela quarta vez na história, uma etapa da Volta a Portugal terá a meta colocada aos 666 metros de altitude, no local aonde venceram António Martins (Benfica, em 1974), Adelino Teixeira (Lousa, em 1977) e José Henriques (Tavira, em 1983). Curiosamente, o vencedor no Montejunto só ganhou a Volta em 1977. Confere a etapa com final no Alto de Montejunto! https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1956715070211101017 A subida de João Almeida Os dois concelhos e as seis freguesias onde se inserem os quase 5000 hectares da Serra de Montejunto há muito que alimentam histórias e crenças. É no domínio da crença que está o desejo de um dia (finalmente) vermos um português a ganhar uma grande Volta. João Almeida sobe quase todos os dias ao Alto do Montejunto e o TopCycling foi ouvi-lo. “Sou lá de perto, é a ‘minha’ montanha. Aonde vou treinar quase todos os dias quando estou em Portugal. Como o tempo aí é cada vez mais escasso, tem outro sabor subir Montejunto. Uma subida boa e com uma boa inclinação para trabalhar bem e meter muita qualidade nas pernas.” João Almeida ao TopCycling. João Almeida quer “lutar por algo grande” na Vuelta Nych, de amarelo, e Peña, à direita, vão medir forças na montanha pela última vez.Foto: Podium Events/Matias Novo Poderá haver remontada na 9ª etapa? João Almeida não vai à estrada ver passar a penúltima etapa da Volta a Portugal. Está em Andorra, já recuperado da queda no Tour de France. Pelo lado de Vila Verde o corredor da UAE Emirates já fez milhares de subidas, mas por Pragança – vertente utilizada este ano (5,1 km a 6,4 % de inclinação média) – também leva algumas centenas. Poderá haver remontada na 9ª etapa? “É uma subida inclinada, relativamente dura, mas é curta, se houver diferenças não devem ser muito grandes. A aproximação também não é muito dura. Vai fazer calor de certeza; é sempre muito abafado na parte mais tapada, na parte inicial antes de cortar para as antenas. Pode haver diferenças, mas não acredito que de minutos, talvez uns segundos, mas vai depender do pace da subida.” João Almeida ao TopCycling. Vuelta a Espanha 2025 – Início em Piemonte e primeiras etapas João Almeida está distante da Volta a Portugal e de Montejunto O pace – ritmo a que se fará a subida – seguramente será ditado pela Anicolor/Tien21, que tem o 1º e o 2º na classificação geral e que vai jogar à defesa, segundo o camisola amarela, Artem Nych, explicou na flash da RTP após a chegada a Santarém. João Almeida está distante da Volta a Portugal e de Montejunto. A realidade impõe treinos em Andorra numa fase em que já só pensa em voltar a correr. “Estive parado 10 dias e a partir daí foi começar a pegar na bicicleta pouco a pouco com os seus altos e baixos. Claramente vai afetar a minha forma para a Vuelta, mas é o que é; temos que trabalhar com o que temos e nas condições em que estamos. Mesmo assim considero que estou numa boa forma e espero ir em crescendo na Vuelta. Gostava de terminar bem na última semana, embora a dureza esteja muito bem espalhada pelas três semanas. João Almeida ao TopCycling. Vuelta a Espanha 2024 | A consagração de Roglic Almeida venceu este ano as Voltas ao País Basco, Romandia e Suíça.Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli João Almeida entra para a história do ciclismo mundial!  Do Montejunto para a Vuelta a Espanha Reorientamos as “antenas” do Montejunto para a Vuelta a Espanha, já que é aí que voltaremos a ver João Almeida. Com Tadej Pogacar a descansar foi chamado Juan Ayuso, que não tinha a corrida programada. A UAE Emirates junta dois atletas que não correm juntos desde o Tour de France do ano passado, o tal do murro na mesa por parte do português. Diz a estatística que com Ayuso na equipa, Almeida ganhou no Luxemburgo, fez pódio na Catalunha e foi 4º no Tour. Por outro lado, na Vuelta de há dois anos o espanhol foi 4º enquanto o ciclista de A dos Francos fechou na 9ª posição. “Suponho que será uma liderança partilhada com o Ayuso. Damo-nos bem e penso que terá tudo para correr bem e termos muito sucesso nesta Vuelta como equipa.” João Almeida ao TopCycling. Tranquilo, recuperado e expectante. João Almeida inicia a participação na Vuelta a Espanha a 23 de agosto na região de Piemonte, Itália. Valeu João Almeida! Top 5 nas três grandes voltas ### Shimano lança os sapatos de gravel RX910 S-PHYRE  A Shimano anunciou o lançamento dos novos sapatos de corrida RX910 S-PHYRE, para competições de Gravel, com um sistema “Pontoon Cleat” revolucionário Os novos RX910 S-PHYRE foram desenhados de raiz pela Shimano, com a ajuda de atletas profissionais de Gravel. Segundo a marca, “oferecem uma transferência de potência ao nível de equipamento de estrada, com capacidade para todo-terreno, e conforto para todo o dia”. Ler mais | Novos sapatos Shimano Gravity MTB RX910 S-PHYRE e a contradição do Gravel Os novos sapatos da Shimano nascem da vontade de resolver a contradição do Gravel. Os ciclistas precisam de uma transferência de potência ao nível do ciclismo de estrada durante largos períodos de pedaladas eficientes, mas também de tração todo-terreno para secções de lama, terrenos técnicos ou para ultrapassar rios. Os sapatos de Gravel Shimano S-PHYRE RX910 resolvem esta contradição. Shimano Pete Stetina foi um dos atletas profissionais que ajudou a desenvolver os novos sapatos da Shimano. O ciclista explica: “Para otimizar a performance no gravel, é preciso um sapato leve e rígido, com uma sola de contacto sólido para uma transferência de potência estável, para além da capacidade de aguentar a ocasional corrida lamacenta”. A Shimano explica que os novos sapatos RX910 nascem nas “necessidades reais” dos atletas profissionais, e que são o culminar de anos de inovação em tecnologias específicas de estrada, montanha e gravel.   O sapato não é um compromisso entre estrada e montanha, mas uma solução inteiramente nova, desenhada para as necessidades específicas das competições de gravel. Shimano Sistema “Pontoon cleat” O “sistema revolucionário Pontoon Cleat” é o coração da inovação nos novos sapatos da Shimano. A nova funcionalidade inclui um par de blocos de contacto TPU modulares e substituíveis, que melhoram os pontos de contacto entre sapato e pedal, e “otimizam a transferência de poder”.   O sistema permite uma interface de pedalada igual aos sapatos de estrada, mas mantém a compatibilidade SPD e as funcionalidades todo-terreno. Para mim, o sistema “Pontoon Cleet” é a parte mais entusiasmante deste sapato. Tens a estabilidade e transferência de poder de estrada, mas manténs os benefícios do todo-terreno Pete Stetina Os pontoons do RX910 são parte da interface de encaixe, o que significa que se movem consoante a posição dos encaixes – vertical ou lateralmente – para “apoio e eficiência constante”.  O par ideal dos RX910 são os pedais Shimano SPD. Também combina com os PD-M9200 e com os PD-M8100, por exemplo.  Características principais dos Shimano S-PHYRE RX910 Sola de carbono rígida (12/12 na escala de rigidez) Entressola construída sem costuras Furos de drenagem duplos Sola TPU com saliências Estabilizador anti-torção para calcanhar Duplo sistema de ajuste BOA® Li2 Dials Surround Wrapping Upper - construído para esforços longos Especificações do produto Peso: 304 gramas (tamanho 43)  Cores: Preto, branco, azul, deep sea  Rigidez: 12  Tamanhos normais: 38-48  Half sizes: 41.5-46.5  Tamanhos largos: 40-48  Preço: 419.95€  Os RX910 estão disponíveis através dos revendedores e distribuidores Shimano em portugal, podes saber mais pormenores através do importador aqui: www.scvouga.pt/pt/ciclismo ### Chris Froome sofre queda grave num treino e é hospitalizado em Toulon Chris Froome, tetracampeão do Tour de France, sofreu na quarta-feira (27 de agosto) uma queda grave durante o treino nos arredores do Mónaco, onde reside. O britânico de 40 anos foi transportado de helicóptero para o hospital de Toulon, em França, e encontra-se estável, segundo confirmou a equipa Israel-Premier Tech. Apesar da gravidade da queda, Chris Froome manteve-se consciente e conseguiu falar com as pessoas que o assistiram. Já no hospital, os exames revelaram um pulmão colapsado, cinco costelas fraturadas e uma vértebra lombar partida. O ciclista será submetido a cirurgia ainda esta quinta-feira. “Felizmente, Chris está estável e não sofreu ferimentos na cabeça. No entanto, os exames confirmaram lesões graves e ele será operado esta tarde”, informou a Israel-Premier Tech nas redes sociais. https://twitter.com/IsraelPremTech/status/1961044333278249320 Futuro incerto no ciclismo profissional Provavelmente Froome não deverá voltar a competir em 2025, ano em que termina o seu contrato com a Israel-Premier Tech. O britânico já tinha admitido que poderia colocar um ponto final na carreira no final da temporada, mas também deixara a porta aberta para continuar em 2026. Esta queda pode influenciar a já esperada decisão de colocar um ponto final à sua carreira como ciclista profissional. Créditos: Israel Premier Tech Recordemos que em 2019 o lendário quatro vezes campeão do Tour de France ciclista sofreu uma queda grave no Critérium du Dauphiné, da qual nunca recuperou totalmente o nível competitivo que o tornou numa referência da sua época. Este ano somava apenas 31 dias de corrida, com um 47.º lugar numa etapa do Sibiu Cycling Tour como melhor resultado. O regresso ao pelotão mundial é agora uma incógnita, e a carreira de um dos maiores nomes do ciclismo da última década pode ter conhecido um desfecho dramático. Créditos da foto de destaque: Israel Premier Tech ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 6 | Vine vence, Almeida convence Jay Vine foi o grande vencedor da sexta etapa da Vuelta num dia em que vingou a fuga e deu à corrida um novo líder. João Almeida fez uma grande etapa e chegou com os melhores. Juan Ayuso descolou no início da última subida e ficou arredado da vitória final. Depois de um contrarrelógio por equipas que trouxe mudanças na liderança e no top 10, a Vuelta a Espanha teve hoje a primeira etapa de alta montanha. Com 170 km na ligação de Olot a Pal. Andorra, os ciclistas enfrentaram uma contagem de terceira, primeira e segunda categorias, antes da chegada em alto de primeira a Pal (9,6km a 6,5%). Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga teve por fim liberdade Com a Vuelta a Espanha em aberto, uma fuga de dez ciclistas formou-se e teve liberdade dada pelo pelotão, mostrando desde cedo que a vitória na etapa estava aqui. Com nomes como Bruno Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale), Torstein Træen (Bahrain-Victorious), Lorenzo Fortunato (XDS Astana Team) e Jay Vine (UAE Team Emirates - XRG) nos fugitivos, a fuga entendeu-se bem e chegou a ter mais de seis minutos de vantagem. Além disso, vários ciclistas presentes na fuga estavam a menos de três minutos e a camisola de líder estava também em disputa. A Visma | LAB ia controlando a corrida no pelotão sob olhar atento da UAE Emirates-XRG. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Jay Vine ataca na fuga A etapa foi-se desenrolando sem grandes alterações até às duas últimas ascensões do dia, que tiveram início a 25 km para o fim. Nesta altura a fuga levava cinco minutos de vantagem e começou a perder tempo rapidamente quando surgiram as pendentes mais elevadas e a chuva apareceu. Ao ritmo da Visma | LAB o pelotão começou a perder elementos e na fuga, Jay Vine atacou e iniciou a subida a Pal sozinho na fremte. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Luta pela etapa Jay Vine não teve reação direta por parte dos companheiros de fuga e, no sopé da última subida, levava um minuto de vantagem para os perseguidores e cinco para o pelotão. O ciclista da UAE Emirates-XRG foi controlando a distância e nunca mais foi caço pela perseguição, vencendo a sexta etapa da Vuelta a Espanha. Torstein Træen ficou com o segundo posto e é o novo líder da classificação geral. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency https://twitter.com/cyclingontnt/status/1961084640036261892 Subida dos favoritos A Lidl-Trek de Ciccone tomou as rédeas do pelotão quando se iniciou a última subida reduzindo o pelotão e preparando o ataque de Ciccone. O ciclista italiano atacou e foi apenas seguido por Vingegaard que respondeu sentado, com João Almeida e fechar espaços no grupo dos favoritos, conseguindo colar com Egan Bernal no grupo do líder. O grupo dos favoritos acabou por terminar a etapa junto com João Almeida a ganhar o sprint, mostrando a continuação da grande forma que tem demonstrado durante toda a temporada. Juan Ayuso descolou muito cedo na última subida do dia e perdeu mais de 11 minutos ficando arredado da luta pela vitória. Foto: Jonathan Biche Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/fSM5rVk5vCo?si=v3DK0GBT6Q_W3aOV Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vine Jay UAE Team Emirates - XRG4:12:362 Træen Torstein Bahrain - Victorious0:543 Fortunato Lorenzo XDS Astana Team1:104 Armirail Bruno Decathlon AG2R La Mondiale Team1:155 Castrillo Pablo Movistar Team1:526 Shaw James EF Education - EasyPost2:057 Vervaeke Louis Soudal Quick-Step2:158 Debruyne Ramses Alpecin - Deceuninck2:199 Ryan Archie EF Education - EasyPost2:4210 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG4:19 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Træen TorsteinBahrain - Victorious20:25:462 Armirail BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:313 Fortunato LorenzoXDS Astana Team1:014 Vervaeke LouisSoudal Quick-Step1:585 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike2:336 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG2:417 Ciccone GiulioLidl - Trek2:428 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:499 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:5310 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,, ### Specialized apresenta a nova Vado SL 2 S-Racing LTD Uma bicicleta que "combina potência, velocidade, autonomia e leveza", e que conta, ainda, com vários componentes "dignos do Tour de France". Para a Specialized, com apenas 13,7kg, a Vado SL 2 S-Racing LTD é "a nova referência em e-bikes leves". Apenas 220 unidades foram produzidas pela Specialized, em todo o mundo - sendo ainda desconhecido quantas chegam a Portugal e Espanha. A marca norte-americana explica que cada uma "foi pintada com o icónico vermelho S-Racing" e recebeu o pacote gráfico exclusivo, tal como acontece com os profissionais. Ler mais | Specialized apresenta as Tarmac, Roubaix e Crux com SRAM Force e Rival AXS Características A Vado SL 2 S-Racing LTD usa o grupo SRAM RED AXS usado pela Red Bull; travões personalizados RED; rodas aerodinâmicas em carbono Roval Rapide (as mesmas que os profissionais da Specialized utilizam); e um cockpit em carbono, uma peça única extraída diretamente da Epic 8 da Factory Team. A Turbo Vado SL 2 S-Racing LTD entrega-te velocidade estonteante, autonomia para venceres o dia a dia, e o desempenho silencioso do sistema SL 1.2. Specialized A Specialized destaca, ainda, dois fatores acerca da nova bicicleta: O novo motor SL 1.2, silencioso e com uma velocidade máxima de 45 km/h, sem esquecer a aceleração (limitada a 25 km/h pela legislação em vigor). Conta, também, com 320 watts de potência. A Vado SL 2 vem equipada com uma bateria de 520Wh que irá proporcionar até 5 horas de autonomia. Oferece, também, a possibilidade de personalização, ajuste da condução e estatísticas detalhadas. O ciclista está em controlo, com acesso a frequência cardíaca à potência, orientação em tempo real e cadência de pedalada, tudo diretamente na aplicação Specialized. Versatilidade, Conforto e Segurança O Future Shock 3.2 mantém as mãos e o guiador estáveis, que, segundo a Specialized, proporciona "uma condução mais suave e com maior controlo". Com 20 mm de curso entre o avanço e o tubo de direção, a marca avança que conseguiu até 53% mais suavidade do que uma bicicleta de forqueta rígida. A Specialized trabalhou diretamente com a Apple para "uma integração inédita": Não precisas de comprar nem instalar um AirTag. Basta sincronizares o computador de bordo com o teu iPhone e a tua bicicleta passa a ser um dispositivo localizável diretamente na App Find My. Specialized Confere a a nova Vado SL 2 S-Racing LTD da Specialized aqui. ### Gravel da Cabeça Gorda: 140 km. de Gravel no Alentejo, simpatia e boa gastronomia Se procuras uma prova autêntica de Gravel, o Gravel da Cabeça Gorda 2025 tem de estar marcado no teu calendário. No próximo dia 27 de setembro, a pequena aldeia de Cabeça Gorda, em Beja, recebe mais uma edição deste evento que ano após ano tem conquistado a comunidade do Gravel em Portugal, pelo desafio, pelas paisagens e longos quilómetros de terra batida, mas acima de tudo pela gastronomia e hospitalidade genuína. Um evento que nasceu do BTT e tem crescido no Gravel A localidade de Cabeça Gorda tem uma longa tradição ligada ao desporto, particularmente ao BTT, acolhendo há vários anos eventos de BTT e mais recentemente uma Ultra Maratona BTT. Tendo o Alentejo muitos quilómetros de estradas de terra batida, perfeitas para pedalar em bicicletas de Gravel, por aldeias e locais inóspitos a organização resolveu fazer um percurso só para esta vertente. Nos últimos tempos integramos a vertente gravel, que ocorre no mesmo dia da Ultra maratona de BTT, mas com um percurso diferente e direcionado especificamente às bicicletas de Gravel. Os percursos só coincidem em alguns abastecimentos. Carlos Cavaco, BTT Ferrobico Vídeo da organização https://www.youtube.com/watch?v=h3h9CytK_jU&list=TLGGZOMF2Mm5WdgyODA4MjAyNQ&t= Hospitalidade e gastronomia são pontos fortes Organizado pelo BTT Ferrobico, este é um daqueles eventos em que se sente a diferença, desde a inscrição até ao último abastecimento, tudo é pensado para que o participante se sinta em casa. A qualidade dos abastecimentos (um deles, tem inclusive bifanas feitas na hora), o percurso desafiante, a qualidade do almoço (que está incluido no valor da inscrição), a simpatia da organização e da comunidade local tornam este evento numa experiência que não vais esquecer. Edição 2025: tudo o que precisas de saber Data: 27 de setembro de 2025 Local: Cabeça Gorda, Beja – Alentejo Distância: 140 quilómetros Formato: navegação por GPS, tem abastecimentos, percursos rurais sem marcações físicas Organização: BTT Ferrobico (Clube Recreativo e Desportivo Cabeça Gorda) INSCRIÇÕES aqui: bttferrobico.com Nota: As últimas edições esgotaram, é boa ideia garantir a inscrição com antecedência. O Topcycling esteve presente em algumas edições passadas Vídeo https://youtu.be/QCARYaM33xE?si=RXzj3KGncWny7dz8 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 5 | João Almeida aproxima-se da liderança A UAE Emirates-XRG de João Almeida e Ivo Oliveira foi a melhor equipa no contrarrelógio coletivo da etapa 5. Vingegaard é o novo líder da prova, mas com a diferença reduzida para oito segundos, antes da entrada na alta montanha. A quinta etapa da Vuelta a Espanha apresentou um contrarrelógio por equipas de 24 km em Figueres na Catalunha. Depois de várias etapas destinadas aos homens mais rápidos, este foi o primeiro de três dias com a classificação geral em jogo, num verdadeiro esforço coletivo. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Lidl-Trek faz tempo de referência Apesar de ainda não ter conseguido vencer nesta edição da Vuelta a Espanha, a Lidl-Trek tem sido uma das equipas com mais presença na prova e mostrou hoje mais uma vez a sua força coletiva. Sendo a sétima equipa a ir para a estrada, a Lidl-Trek saiu a voar e passou em primeiro, à altura, nos dois pontos intermédios, acabando por fazer o melhor tempo quando cortaram a meta com 25'35. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Protesto atrasa Israel - Premier Tech  No início do seu contrarrelógio, a Israel - Premier Tech foi alvo de um protesto pró-palestina, que obrigou a um abrandar dos corredores, havendo mesmo ciclistas a ter de pôr o pé no chão. Os manifestantes cortaram a estrada prejudicando a prestação da equipa e pondo em causa a segurança dos ciclistas que, apesar do tempo perdido, seguiram a sua prestação sem mais prejuízos. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1960732264171438442 Primeiro duelo Visma LAB x UAE Emirates-XRG Quando a Visma LAB e a Emirates XRG, duas das favoritas ao dia de hoje saíram para a estrada, a Lidl-Trek ainda liderava o contrarrelógio. A equipa de João Almeida fez praticamente o mesmo tempo que a INEOS Grenadiers no primeiro ponto intermédio, ganhando três segundos à Visma LAB. Na passagem do segundo ponto intermédio a UAE Emirates-XRG ganhava já 13 segundos à equipa de Vingegaard. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli UAE Emirates-XRG vence contrarrelógio Quando terminou o esforço coletivo, a UAE Emirates-XRG bateu o melhor tempo pertencente à Lidl-Trek, fazendo os 24 km em 25'26. Nesta altura faltavam terminar a Visma LAB e a Groupama-FDJ do líder David Gaudu. A equipa de Vingegaard fez mais sete segundos que a Emirates mas menos 18 que a Groupama-FDJ, fazendo de Vingegaard o novo líder da prova. Com este resultado João Almeida e Juan Ayuso aproximam-se da liderança da prova, antes da entrada da Vuelta na alta montanha. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1960742128398586100 Vídeo-resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ydjSlltVh6w&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoEquipaDiferençaTempoMédia1UAE Team Emirates - XRG25.26,2556.82Team Visma | Lease a Bike0.07,9725.34,2256.53Lidl - Trek0.09,1725.35,4256.64Red Bull - BORA - hansgrohe0.12,4625.38,7156.45INEOS Grenadiers0.16,4025.42,6556.46Movistar Team0.17,2925.43,5456.37Decathlon AG2R La Mondiale Team0.17,6225.43,8756.38Q36.5 Pro Cycling Team0.22,5825.48,8356.19Groupama - FDJ0.25,2125.51,4655.910Lotto0.27,1425.53,3956 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike16:11:242 Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG0:083 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,,4 Soler MarcUAE Team Emirates - XRG,,5 Ciccone GiulioLidl - Trek0:096 Gaudu DavidGroupama - FDJ0:167 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,8 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe0:209 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,,10 Bernal EganINEOS Grenadiers0:22 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 4 | Turner está para as curvas Ben Turner venceu a quarta etapa da Vuelta depois de um extraordinário sprint. David Gaudu é o novo líder da corrida por classificação nas etapas e João ALmeida mantem-se no 11.º posto. A Vuelta a Espanha seguiu para a quarta etapa com um percurso de 207 km que ligaram Susa a Voiron, num dia que antecedeu o contrarrelógio por equipas de Figueres. A etapa dividia-se em duas partes, a primeira muito montanhosa, com uma subida de terceira categoria e duas de segunda, e a segunda metade mais plana, mas com um final em ligeira subida. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Lidl-Trek ferida, não deu liberdades Mal se deu o tiro de partida, vários corredores aproveitaram o percurso inclinado para atacar e sair do pelotão, chegando a ter, no início da etapa, quase quatro minutos de vantagem. A Lidl-Trek, ferida depois da derrota da terceira etapa, esteve muito ativa na frente e os escapados foram alcançados muito cedo, ainda a 90 km do fim. Passadas as maiores dificuldades, Sinuhé Fernández (Burgos Burpellet BH) saiu do pelotão e mostrou as cores da equipa mas, mais uma vez, sem liberdade dada pelas equipas dos homens rápidos. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Armirail também tentou a sua sorte Depois de um tempo de calmaria, Bruno Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale) tentou a sua sorte e atacou sozinho a 35 km para o fim. O solo do tricampeão francês de contrarrelógio não teve grande longevidade e, a 15 km da meta, o pelotão, já em França, seguia compacto e preparava a chegada a Voiron. Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 3 | A surpresa Gaudu Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Turner dá a primeira à INEOS Os últimos quilómetros apresentaram um percurso muito difícil com rotundas, mobiliário urbano e estreitamento de estradas que fizeram desta, uma chegada caótica mas sem quedas. Ben Turner (INEOS Grenadiers) fez um final sempre bem colocado e teve ainda forças para fazer um sprint final de pura força, batendo Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) para a sua terceira vitório como profissional. Gaudu David (Groupama - FDJ) é o novo líder da corrida, ultrapassando Jonas Vingegaard (Visma | LAB) por ter melhor classificação na soma das etapas. O francês é o 250.º líder da Vuelta a Espanha na história. João Almeida teve um dia tranquilo e segue na 11.ª posição a 16 segundos do novo líder. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1960352070042574890 Vídeo dos últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=4TB7jWdDZlU&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Turner BenINEOS Grenadiers4:50:142 Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck,,3 Planckaert EdwardAlpecin - Deceuninck,,4 Vernon EthanIsrael - Premier Tech,,5 Biermans JentheArkéa - B&B Hotels,,6 Pedersen MadsLidl - Trek,,7 Christen FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,8 Aular OrluisMovistar Team,,9 Silva Guillermo ThomasCaja Rural - Seguros RGA,,10 Buratti NicolòBahrain - Victorious,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Gaudu DavidGroupama - FDJ15:45:502 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,,3 Ciccone GiulioLidl - Trek0:084 Bernal EganINEOS Grenadiers0:145 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:166 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,7 Buitrago SantiagoBahrain - Victorious,,8 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,9 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike,,10 Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG,, ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 3 | A surpresa Gaudu David Gaudu foi o grande vencedor da terceira etapa da Vuelta ao bater Mads Pedersen e Jonas Vingegaard na difícil chegada a Ceres. Vingegaard mantem-se líder da competição. Terceiro dia de competição na Vuelta a Espanha onde, depois de uma vitória de Vingegaard, o pelotão partiu de San Maurizio Canavese e teve mais uma chegada em subida a Ceres (2,5 km a 3,2%). Com apenas 134 km para percorrer, esta jornada fez-se muito rápida e teve no sprint final o seu ponto alto que viu João Almeida entrar no grupo dos favoritos. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Fuga controlada pela Lidl-Trek Foram quatro os ciclistas que se aventuraram na fuga: Luca Van Boven (Intermarché - Wanty), Patrick Gamper (Jayco AlUla), Alessandro Verre (Arkéa - B&B Hotels) e Sean Quinn (EF Education - EasyPost). A Lidl-Trek de Mads Pedersen, um dos grandes favoritos ao dia de hoje, controlou a etapa e esteve na frente do pelotão durante toda a jornada. Sean Quinn foi o mais combativo do dia e o último homem a ser caço, resistindo à perseguição até aos últimos 20 km, quando se começou a preparar o final da etapa. Foto: Unipublic/Cxcling/Toni Baixauli Gaudu contra as odds A chegada a Ceres fez-se a alta velocidade e com várias curvas apertadas nas últimos metros, que faziam da colocação um aspeto extremamente importante. Com uma curva fechada a apenas 50 metros para o fim, David Gaudu (Groupama - FDJ) arrancou mais cedo e bateu Mads Pedersen no seu habitat natural, vencendo a terceira etapa da Vuelta. Jonas Vingegaard (Visma | LAB) fechou em terceiro e mantém a liderança da prova. João Almeida subiu um lugar na classificação e está agora às portas do top 10 a 16 segundos do líder. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1960004467002118515 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=KsChXzbze6c&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Gaudu DavidGroupama - FDJ2:59:242 Pedersen MadsLidl - Trek,,3 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,,4 Ciccone GiulioLidl - Trek,,5 Labrosse JordanDecathlon AG2R La Mondiale Team,,6 Aular OrluisMovistar Team,,7 Buitrago SantiagoBahrain - Victorious,,8 Bernal EganINEOS Grenadiers,,9 Koerdt BjornTeam Picnic PostNL,,10 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike10:55:362 Gaudu DavidGroupama - FDJ,,3 Ciccone GiulioLidl - Trek0:084 Bernal EganINEOS Grenadiers0:145 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:166 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,7 Buitrago SantiagoBahrain - Victorious,,8 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,9 Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG,,10 Paret-Peintre ValentinSoudal Quick-Step,, ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 2 | Chuva, quedas e Vingegaard Primeira chegada em alto logo na segunda etapa da Vuelta a Espanha 2025. Jonas Vingegaard triunfou na montanha italiana de Limone Piemonte Segundo dia da Vuelta a Espanha 2025 corrido em Itália, com etapa unipuerto a ser vencida por Jonas Vingegaard (Visma | LAB). O dia ficou marcado pela chuva, que causou algumas quedas nas equipas dos favoritos à geral. João Almeida (UAE Emirates XRG) foi quinto classificado, e perdeu dois segundos para o vencedor da etapa. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 1 | Depois da amarela, Philipsen veste de vermelho Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga outra vez sem margem para sonhar  Dia difícil para a fuga, na ligação entre Alba e Limone Piemonte. Terreno plano até à última subida não serviu para ganhar margem que permitisse aos fugitivos sonhar.  Mesmo assim, o dia começou com quatro homens na frente: Gal Glivar (Alpecin - Deceuninck), Jakub Otruba (Caja Rural - Seguros RGA), Liam Slock (Lotto) e Sinuhé Fernández (Burgos Burpellet BH).  O espanhol perdeu contacto a 45 km para o fim. Os restantes entraram na última subida com menos de um minuto de vantagem sobre o pelotão e foram alcançados sem dificuldade. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Muitos interesses no pelotão A etapa acabava com uma subida de segunda categoria até Limone Piemonte (9,9 km a 5,2% de pendente média). Um final sem dificuldades extremas, que dava ambições aos favoritos à geral, mas também a outros perfis de ciclista, como Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling), para lutar pela vitória e pela camisola vermelha. Nesse sentido, a Q36.5 Pro Cycling foi a equipa que mais trabalhou no pelotão durante a etapa. Antes do início da última subida, a chuva que caiu durante grande parte da etapa fez algumas vítimas, com destaque para a equipa da Visma | LAB, onde seis dos oito ciclistas foram ao chão - Alex Zingle pareceu ficar maltratado.  Também George Bennett (Israel - Premier Tech) e Magnus Sheffield (INEOS Grenadiers) sofreram quedas durante a etapa, e Guillaume Martin (Groupama - FDJ) foi mesmo obrigado a abandonar a Vuelta a Espanha 2025. Foto: Equipe cycliste Groupama-FDJ Primeiro final em alto da Vuelta a Espanha 2025 A subida foi feita a alta velocidade, com os comboios das equipas dos favoritos à geral a manterem-se na frente até muito perto do fim. Uma subida sem ataques, mas feita a um ritmo muito elevado. A primeira movimentação só chegou a 600 metros do fim, por Marc Soler (UAE Emirates XRG). O espanhol foi rapidamente fechado por Sepp Kuss (Visma | LAB), que trabalhava para Jonas Vingegaard. O trabalho do norte-americano valeu a pena. O sprint foi lançado pouco depois, e Vingegaard provou ser o mais forte, superiorizando-se a Giulio Ciccone (Lidl - Trek) e David Gaudu (Groupama - FDJ). Terceira etapa na Vuelta para o dinamarquês, que rouba a camisola vermelha a Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck), e sobe à liderança da grande volta espanhola pela primeira vez na carreira. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/rIJwO__OQ34?si=qS-XcN8vortd_giu Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike3:47:142Ciccone GiulioLidl - Trek,,3Gaudu DavidGroupama - FDJ,,4Bernal EganINEOS Grenadiers,,5Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:026Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,7Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,8Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG,,9Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,10Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike7:56:162Ciccone GiulioLidl - Trek0:043Gaudu DavidGroupama - FDJ0:064Bernal EganINEOS Grenadiers0:105Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:126Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,7Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,8Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG,,9Soler MarcUAE Team Emirates - XRG,,10Lecerf JuniorSoudal Quick-Step,, Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Vídeo | Touro De Lie voltou e despachou Van der Poel No Renewi Tour, Arnaud De Lie (Lotto) venceu em Leuven e conquistou a Volta ao Benelux perante Mathieu van der Poel. Cinco dias de grande ciclismo, ao estilo das clássicas da primavera e com um duelo fenomenal entre Arnaud De Lie e Mathieu van der Poel terminaram com o belga a sorrir. Seis meses e meio depois de vencer na Etoile de Bessèges e após uma primavera de desencanto face à bicicleta, De Lie provou aos críticos que é um corredor extraordinário. O belga partiu com 0:01 de margem sobre Van der Poel, que graças às bonificações nos intermédios assumiu a liderança virtual da corrida a menos de 30 km do final da prova. O craque da Alpecin-Deceuninck tudo fez para sair campeão, mas no sprint final, em Leuven, cidade que recebeu o Mundial de 2021, o neerlandês foi superado por De Lie. Ler mais | Arnaud De Lie é um fora de série De Lie, em 2023, em entrevista ao TopCycling. Arnaud De Lie é um atleta sobredotado Escrevi em 2024 que este ciclista era um dos talentos a explodir no pelotão, só que o passo à frente nunca chegou. Arnaud De Lie trocou várias vezes de treinador, de metodologia de trabalho e na Bélgica escreveu-se que se desleixou quando deixou a quinta onde sempre viveu para se basear na Comunidade Valenciana. O porquê do sub-rendimento só o ciclista saberá, mas Arnaud De Lie é um atleta sobredotado, que faz parte de um transformado ciclismo belga e mostrou-o batendo Van der Poel. Depois de já ter dado sinais de retoma na Clássica de Hamburgo, aos 24 anos, ganha a primeira Volta da carreira e também se estreia a ganhar uma corrida por etapas no WorldTour. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1959613915819602429 A diferença entre ganhar e perder a geral Os 0:10 segundos da vitória na última etapa foram decisivos. Ao longo das cinco etapas, De Lie amealhou 0:29 segundos de bonificações face aos 0:26 de Van der Poel. Esses 0:03 segundos representaram a diferença entre ganhar e perder a geral. Neste evento WorldTour nota ainda para as duas vitórias de Tim Merlier (Soudal Quick-Step), que só foi batido por Olav Kooij (Visma Lease a Bike) numa chegada. Van der Poel impôs-se em Geraardsbergen na etapa rainha e De Lie fechou a corrida com novo sprint ganhador. Confere os vencedores das cinco etapas da 21ª edição do Renewi Tour: 1ª etapa | Terneuzen - Breskens | Vencedor Tim Merlier 2ª etapa | Blankenberge - Ardooie | Vencedor Olav Kooij 3ª etapa | Aalter - Geraardsbergen | Vencedor Mathieu van der Poel 4ª etapa | Riemst - Bilzen-Hoeselt | Vencedor Tim Merlier 5ª etapa | Leuven - Leuven | Vencedor Arnaud De Lie De Lie vinha de ser 2º na Clássica de Hamburgo.Foto: Szymon Gruchalski/Cor Vos Classificação final do Renewi Tour PosiçãoCiclistaEquipaTempo / Diferença1.ºArnaud De LieLotto Dstny19:24:422.ºMathieu van der PoelAlpecin‑Deceuninck+ 0:033.ºTim WellensUAE Team Emirates-XRG+ 0:314.ºFred WrightBahrain-Victorious+ 0:555.ºOlav KooijVisma Lease a Bike+ 0:576.ºPavel BittnerPicnic PostNL+ 0:597.ºDries De Bondt Decathlon AG2R La Mondiale+ 0:598.ºAlberto BettiolXDS Astana Team+ 1:009.ºTibor Del GrossoAlpecin‑Deceuninck+ 1:0310.ºToms SkujinsLidl-Trek+ 1:07 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 1 | Depois da amarela, Philipsen veste de vermelho Primeira etapa da Vuelta a Espanha 2025 terminou ao sprint, com vitória de Jasper Philipsen, que já tinha ganho no primeiro dia do Tour de France A Vuelta a Espanha 2025 arrancou em Itália, com a ligação entre Torino-Reggia di Venaria e Novara (186,7 km). Vitória para Jasper Philipsen (Alpecin – Deceuninck), na primeira das quatro oportunidades previstas para os sprinters. Os portugueses, João Almeida e Ivo Oliveira (UAE Emirates XRG), cruzaram a meta integrados no grupo principal, sem qualquer percalço. Ler mais | Volta a Portugal | Montejunto, a montanha de João Almeida Foto: Alpecin Deceuninck Fuga tímida na Vuelta a Espanha 2025 A primeira etapa da Vuelta arrancou com a luta pela fuga, que se estabilizou com seis corredores: Alessandro Verre (Arkéa - B&B Hotels), Pepijn Reinderink (Soudal Quick-Step), Nicolas Vinokurov (XDS Astana), Joel Nicolau (Caja Rural - Seguros RGA), Koen Bouwman (Jayco AlUla) e Hugo de la Calle (Burgos Burpellet BH) eram os homens que compunham o sexteto. Verre aproveitou para passar na frente na única contagem de montanha, o que garante ao italiano a subida ao pódio no primeiro dia da Vuelta, para vestir a camisola que, na grande volta espanhola, é pintada de azul e branco. De la Calle foi o último fugitivo a ser alcançado pelo pelotão, ainda a 40 km da meta. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Pelotão controlou para o sprint A fuga nunca teve muita margem, com o pelotão a controlar de perto para garantir um final ao sprint, numa das poucas oportunidades para os homens rápidos nesta edição da Vuelta. A aproximação à meta foi feita a alta velocidade, com a habitual luta pela colocação entre as equipas dos sprinters e dos favoritos à classificação geral. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Na chegada ao sprint, o grande favorito à partida não desiludiu: Jasper Philipsen rematou um grande trabalho da Alpecin - Deceuninck, para vencer a sua quarta etapa na Vuelta a Espanha. O sprinter belga já tinha triunfado na primeira etapa do Tour de France, quando vestiu a amarela. Repete o feito na última grande volta do ano, e vai usar a camisola vermelha pela primeira vez na carreira. Quarta vitória de carreira para Jasper the Master na Vuelta, 14ª em grandes voltas. Vídeo da chagada https://youtu.be/wc3kF5vN7xo?si=dF3854gPYbvfiFct Top 10 da etapa 1 ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck4:09:122Vernon EthanIsrael - Premier Tech,,3Aular OrluisMovistar Team,,4Viviani EliaLotto,,5García Cortina IvánMovistar Team,,6González DavidQ36.5 Pro Cycling Team,,7Coquard BryanCofidis,,8Silva Guillermo ThomasCaja Rural - Seguros RGA,,9Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,10Mihkels MadisEF Education - EasyPost,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck4:09:022Vernon EthanIsrael - Premier Tech0:043Reinderink PepijnSoudal Quick-Step,,4Aular OrluisMovistar Team0:065Vinokurov NicolasXDS Astana Team,,6Bouwman KoenTeam Jayco AlUla0:087Viviani EliaLotto0:108García Cortina IvánMovistar Team,,9González DavidQ36.5 Pro Cycling Team,,10Coquard BryanCofidis,, Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Depois de anunciadas as primeiras etapas com início inédito em Piemonte, a organização da Vuelta a Espanha preparou um percurso com a habitual dose de dureza dos últimos anos. No ano em que celebra a 90.ª edição, a corrida espanhola desafia os ciclistas a subir o mítico Angliru, uma de 10 chegadas em alto, além de apresentar um contrarrelógio individual de 26 km e um por equipas. João Almeida quer “lutar por algo grande” na Vuelta Foto: Unipublic/Sprint Cycling Agency O que esperar do percurso? A Vuelta a Espanha corre-se de 23 de agosto a 14 de setembro e o ponto mais a Sul da prova será a capital, Madrid. Ao começar em Itália, pela primeira vez na história, a entrada em Espanha será pelos Pirenéus e a corrida já fica no Norte do território. O que esperar do percurso? As 21 etapas cobrem um total de 3138 km e distribuem-se da seguinte forma: 3 etapas de média montanha com final em alto; 4 etapas planas; 1 etapa plana com final em alto; 6 etapas de média montanha; 5 etapas de alta montanha; 1 contrarrelógio individual; 1 contrarrelógio por equipas. Clássica de Hamburgo | Nélson Oliveira na fuga, António Morgado top 10 Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Vuelta visita quatro países A 90.ª edição da Vuelta parte de Itália, na sexta vez que parte do estrangeiro. Depois passa por Andorra e França antes da entrada em Espanha. Em termos de dificuldades montanhosas vão ser atravessadas subidas míticas como Pal, Cerler, Valdezcaray, Larra-Belagua, Alto de la Farrapona, Alto de el Morredero, Bola del Mundo e o colossal Angliru pela décima vez. O desnível positivo acumulado da corrida atinge os 54000 metros. Remco Evenepoel ganha asas Red Bull-Bora-hansgrohe Paulo Martins é a voz do ciclismo no Eurosport Portugal junto com José Azevedo, Luís Piçarra e Olivier Bonamici. A análise de Paulo Martins, comentador Eurosport Vai começar a 80.ª edição da Vuelta a Espanha e este ano como motivos extra para estar atentos a toda a prova nos canais Eurosport. As etapas têm todas transmissão em direto desde o km zero, como é habitual nas grandes voltas e nos Monumentos. Almeida vs. Vingegaard Após 51 anos, Portugal pode voltar a ter um ciclista no pódio final. João Almeida (UAE) parte com estatuto de favorito juntamente ao Bicampeão do Tour, Jonas Vingegaard (Visma). O português tem três participações: 4.° classificado em 2022, 9.° classificado em 2023 e em 2024 abandonou devido a Covid. O dinamarquês foi 46.° em 2020 e 2.° em 2023, ano em que a Visma dominou o pódio e venceu com Sepp Kuss. A grande volta com mais acumulado em 2025 Numa Vuelta que terá 11 chegadas em alto, percebe-se desde logo que será muito dura, pelas montanhas e pelo calor. Das três grandes voltas de 2025, é aquela que mais altimetria e acumulado distribuído pelas 21 etapas. Vuelta – 54156 desnível positivoGiro – 52325 desnível positivoTour – 48772 desnível positivo Curiosidades da Vuelta segundo Paulo Martins Teremos a mítica subida do Angliru, 12 km a 10 % na 13.ª etapa, local onde Alberto Contador se despediu na sua carreira desportiva, em 2017, com uma grande vitória. Veremos se Giulio Ciccone (Lidl-Trek) vai completar a trilogia de melhor trepador nas três grandes voltas. Já o fez no Giro, em 2019, e no Tour, em 2023. Também se a trilogia de etapas vai ser fechada por Valentin Paret-Peintre (Soudal) e Jay Hindley (Red Bull-Bora), já que só lhes falta vencerem na Vuelta. O francês brilhou no Mont Ventoux no passado Tour. A Lidl-Trek tem um desafio pela frente: vencer na mesma temporada a camisola dos pontos em todas as corridas de três semanas. No Giro de Itália foi Mads Pedersen que venceu e no Tour de France foi Jonathan Milan; o dinamarquês vai estar na Vuelta. Além de João Almeida, também foi chamado Ivo Oliveira (UAE), que muito nos vai orgulhar por envergar a camisola de campeão nacional. Para o gaiense será a terceira vez na carreira que corre a Vuelta. Perfis e dias das etapas Etapa 1 (Sábado - 23 de agosto) - Torino - Reggia di Venaria - Novara (200 km) Etapa 2 (Domingo - 24 de agosto) - Alba Puerto - Limone (157 km) Etapa 3 (Segunda - 25 de agosto) - San Maurizio Canavese - Ceres (139 km) Etapa 4 (Terça - 26 de agosto)- Susa - Voiron (192 km) Etapa 5 (Quarta - 27 de agosto) - Figueres - Figueres (20 km) TTT Etapa 6 (Quinta - 28 de agosto) - Olot - Pal (170 km) Etapa 7 (Sexta - 29 de agosto) - Andorra la Vella - Huesca (187km) Etapa 8 (Sábado - 30 de agosto) - Monzón Templario - Zaragoza (187 km) Etapa 9 (Domingo - 31 de agosto) - Alfaro - Estación de Esquí de Valdezcaray (195 km) Etapa 10 (Terça - 2 de setembro) - Parque de la Naturaleza Sendaviva - El Ferial Larra Belagua (168 km) Etapa 11 (Quarta - 3 de setembro) - Bilbao - Bilbao (167 km) Etapa 12 (Quinta - 4 de setembro) - Laredo - Los Corrales de Buelna (143 km) Etapa 13 (Sexta - 5 de setembro) - Cabezón de la Sal - L'Angliru (202 km) Etapa 14 (Sábado - 6 de setembro) - Avilés - Alto de la Farrapona (135 km) Etapa 15 (Domingo - 7 de setembro) - A Veiga/Vegadeo - Monforte de Lemos (167 km) Etapa 16 (Terça - 9 de setembro) - Poio - Mos.Castro de Herville (172 km) Etapa 17 (Quarta - 10 de setembro) - O Barco de Valdeorras - Alto de El Morredero (137 km) Etapa 18 (Quinta - 11 de setembro)- Valladolid - Valladolid (26 km) ITT Etapa 19 (Sexta - 12 de setembro) - Rueda - Guijuelo (159 km) Etapa 20 (Sábado - 13 de setembro)- Robledo de Chavela - Bola del Mundo. Puerto de Navacerrada (156 km) Etapa 21 (Domingo - 14 de setembro) - Alalpardo - Madrid (101 km) Startlist da Vuelta Alpecin-Deceuninck PLANCKAERT Edward PHILIPSEN Jasper RICKAERT Jonas VERGALLITO Luca BAYER Tobias GLIVAR Gal DEBRUYNE Ramses RIESEBEEK Oscar Arkéa-B&B Hotels GUERNALEC Victor BIERMANS Jenthe GARCÍA PIERNA Raúl ROULAND Louis THIERRY Pierre RODRÍGUEZ Cristián VERRE Alessandro LOZOUET Léandre Bahrain Victorious BUITRAGO Santiago BURATTI Nicolò CARUSO Damiano ERMAKOV Roman HAIG Jack PAASCHENS Mathijs TIBERI Antonio TRÆEN Torsten Burgos Burpellet BH FAGÚNDEZ Eric Antonio APARICIO Mario CHUMIL Sergio Geovani FAURA José Luis CAVIA Daniel DE LA CALLE Hugo GARCÍA PIERNA Carlos FERNÁNDEZ Sinuhé Caja Rural-Seguros RGA BARCELÓ Fernando SILVA Guillermo Thomas OTRUBA Jakub BOU Joan NICOLAU Joel GUARDEÑO Jaume BALDERSTONE Abel MOLENAAR Alex Cofidis CARR Simon ANIOŁKOWSKI Stanisław BUCHMANN Emanuel COQUARD Bryan HERRADA Jesús KNIGHT Oliver OURSELIN Paul SAMITIER Sergio Decathlon AG2R La Mondiale BISIAUX Léo GALL Felix PETERS Nans STAUNE-MITTET Johannes DE PESTEL Sander ARMIRAIL Bruno LABROSSE Jordan SCOTSON Callum EF Education-EasyPost BELOKI Markel CHAVES Esteban MIHKELS Madis NERURKAR Lukas QUINN Sean RYAN Archie SHAW James VAN DER LEE Jardi Groupama-FDJ MARTIN GUYONNET Guillaume KÜNG Stefan GAUDU David CAVAGNA Remi MOLARD Rudy BRAZ AFONSO Clément ROLLAND Brieuc GRUEL Thibaud Ineos Grenadiers BERNAL Egan GANNA Filippo KWIATKOWSKI Michał JUNGELS Bob RIVERA Brandon Smith SHEFFIELD Magnus LANGELLOTTI Victor HAMILTON Lucas Intermarché-Wanty VAN BOVEN Luca SMITH Dion PETILLI Simone MEINTJES Louis MARIT Arne DE POOTER Dries BONNEU Kamiel ARTZ Huub Israel-Premier Tech FRIGO Marco RICCITELLO Matthew VERNON Ethan RAISBERG Nadav STEWART Jake CÔTÉ Pier-André BENNETT George HIRT Jan Jayco AlUla DUNBAR Eddie O'CONNOR Ben HARPER Chris GAMPER Patrick BOUWMAN Koen FOLDAGER Anders O'BRIEN Kelland JUUL-JENSEN Christopher Lidl-Trek PEDERSEN Mads CICCONE Giulio HOOLE Daan KRAGH ANDERSEN Søren VERONA Carlos BERNARD Julien BAGIOLI Andrea GHEBREIGZABHIER Amanuel Lotto LIVYNS Arjen VIVIANI Elia SEPÚLVEDA Eduardo SLOCK Liam SEGAERT Alec DE BUYST Jasper GREGAARD Jonas CRAPS Lars Movistar CASTRILLO Pablo GARCÍA CORTINA Iván HESSMANN Michel ROMO Javier ARCAS Jorge CEPEDA Jefferson CANAL Carlos Aular Orluis Picnic PostNL KOERDT Bjorn EDDY Patrick HAMILTON Chris LEEMREIZE Gijs MARTINEZ Juan Guillermo ROOSEN Timo VAN UDEN Casper VERMAERKE Kevin Q36.5 Pro Cycling PIDCOCK Tom DE LA CRUZ David ZUKOWSKY Nickolas AZPARREN Xabier Mikel CAMPRUBÍ Marcel CHRISTEN Fabio GONZALÉZ David HOWSON Damien Red Bull-Bora-Hansgrohe HINDLEY Jai VAN DIJKE Tim PELLIZZARI Giulio ALEOTTI Giovanni SOBRERO Matteo DENZ Nico FISHER-BLACK Finn ZWIEHOFF Ben T-Rex Quick-Step LANDA Mikel VERVAEKE Louis PARET-PEINTRE Valentin REINDERINK Pepijn LECERF Junior GAROFOLI Gianmarco SCHACHMANN Maximilian VANSEVENANT Mauri UAE Team Emirates-XRG ALMEIDA João SOLER Marc VINE Jay OLIVEIRA Ivo GROẞCHARTNER Felix AYUSO Juan NOVAK Domen Bjerg Mikkel Visma-Lease a Bike VINGEGAARD Jonas JORGENSON Matteo KUSS Sepp CAMPENAERTS Victor TULETT Ben ZINGLE Axel KELDERMAN Wilco VAN BAARLE Dylan XDS Astana HIGUITA Sergio TEJADA Harold LÓPEZ Harold Martín FORTUNATO Lorenzo CONCI Nicola MASNADA Fausto VINOKOUROV Nicolas POELS Wout ### Sapatos Trek Velocis – Teste: o que mudou face à versão anterior? No ano passado a Trek apresentou a sua nova linha de sapatos de ciclismo, incluindo os Trek Velocis, posicionados como uma opção de gama média, modelo que tive a oportunidade de testar. A surpresa foi que, apenas um ano depois, a marca decidiu lançar uma nova versão do mesmo modelo, algo que me surpreendeu. Porquê lançar um modelo sucessor tão rápido? A explicação que encontrei foi só esta: os Trek Velocis eram os únicos sapatos da nova linha Trek que não estavam construídos com a filosofia atual da marca: um formato mais espalmado, pensado para se adaptar melhor à anatomia natural do pé. Após ter testado os anteriores, testei estes novos Trek Velocis 2025 durante cerca de 2000 km. e trago-vos aqui a opinião, com uma comparação direta face ao modelo anterior (que ainda pode ser encontrado no site da Trek). Estética e construção A nível estético, os novos sapatos Trek Velocis apresentam melhorias subtis, mas que fazem diferença. Na zona do calcanhar, por exemplo, já não temos costuras visíveis como na versão anterior, o que os aproxima mais do aspeto dos modelos de gama alta, como os Trek RSL Road por exemplo. O design mantém-se elegante, para quem valoriza a estética e o estilo no seu "grupeto" de pedalada, estes sapatos estão melhores que os anteriores. Conforto No que toca ao conforto, não senti diferenças entre a versão 2024 e os novos Trek Velocis. Ambos são confortáveis, mas noto que estes novos têm uma construção ligeiramente mais “almofadada”. Isto para alguns utilizadores pode ser bom, para outros (os mais "racers") não. O ajuste continua eficaz e o pé permanece estável graças aos dois fechos BOA, ao contrário do modelo abaixo na gama da Trek (os Trek Circuit) que têm um fecho BOA e um tipo Velcro. Mesmo em treinos longos estes sapatos não me causaram qualquer dormência ou pontos de pressão exagerados. A filosofia de formato mais espalmado e anatómico é uma evolução lógica dentro da linha de sapatos da Trek, mas na prática não senti uma revolução no conforto — até porque o modelo anterior já era bastante bom nesse aspeto. Para os que desejam desempenho e rigidez Tal como a versão anterior, os novos Velocis têm uma sola totalmente em carbono e têm um desempenho aceitável. A transmissão de potência é eficiente, e embora não sejam tão ligeiros e rígidos como os RSL Knit topo de gama (que também testei), para quem não quer competir não sentirá grande diferença. Continuam a ser uma excelente escolha para quem procura sapatos de ciclismo de estrada com boa rigidez sem gastar valores exorbitantes. Retrocesso: o sistema BOA Se até aqui só havia melhorias, há um aspeto que considero um retrocesso importante: os fechos BOA. Na versão anterior (sapato de baixo), os BOA Li2 permitiam ajustar tanto para apertar como para desapertar em pequenos clicks — algo extremamente útil para fazer pequenos ajustes enquanto pedalamos. Nos novos Velocis, isso desapareceu: os fechos só desapertam totalmente quando puxados, sem possibilidade de pequenos ajustes de alívio. Na prática, isto limita a flexibilidade e obriga a parar ou a aceitar um ajuste menos preciso. Para mim, foi a maior desilusão destes sapatos, porque o sistema anterior era francamente melhor. Conclusão Os Trek Velocis 2025 são, no geral, uma evolução face ao modelo anterior — mais bonitos, ligeiramente mais confortáveis e alinhados com a filosofia anatómica da Trek. No entanto, o retrocesso no sistema BOA é difícil de ignorar, não os torna nuns maus sapatos, mas seria fácil manter o tipo de fecho e no geral estes sapatos eram realmente uma evolução face aos anteriores. Ainda assim, continuam a ser uns dos melhores sapatos de ciclismo de estrada de gama média, com uma excelente relação qualidade/preço e um aspeto fantástico para quem valoriza a estética. Disponibilidade e preços Podes ver as cores, os preços e onde comprar, aqui no site da marca: www.trekbikes.pt ### Specialized apresenta a nova coleção de roupa Prime A Specialized lançou uma nova coleção de roupa, sob o slogan: "Desenhada para ir mais longe". A marca norte-americana revela que os novos equipamentos foram criados "com o contributo dos nossos ciclistas mais dedicados". Com tecidos incrivelmente suaves, construção respirável e um ajuste técnico que se move contigo em cada pedalada (...) esta coleção equilibra performance e conforto em linhas modernas. É o equipamento a que recorres quando o dia é longo, o ritmo é elevado e não há espaço para a escolha errada. Specialized A nova coleção Prime é escolha de várias equipas do WoldTour para os dias de treino. Entre elas, estão SD Worx–Protime, a Red Bull BORA-Hansgrohe e a Specialized Factory Racing. Ler mais | Specialized apresenta a nova Coleção Foundation Graphic Características dos novos equipamentos Specialized Prime Prime Jersey de Manga Curta – "Para o Teu Melhor Dia" Tecido liso e respirável, 7% mais leve Construção sem costuras e zonas antifricção nas axilas para máximo conforto Tecido elástico nas mangas para aderência e conforto Proteção solar UPF 30+ Prime Jersey HyprViz de Manga Curta – "Visibilidade Garantida" Cores vivas + detalhes refletores (170% mais visíveis de dia e de noite) Tecido liso e respirável, 7% mais leve Construção sem costuras e zonas antifricção nas axilas para máximo conforto Tecido elástico nas mangas para aderência e conforto Proteção solar UPF 30+ Calções Prime - Bib Short – "Suporte em Todas as Distâncias" Carneira Body Geometry Contour 3D de Tripla Densidade, com design específico por género Tecido principal leve, respirável e com propriedades anti-humidade Cintura com corte a laser que melhora o conforto em posições aerodinâmicas Fit de compressão média que envolve o corpo sem restrições de movimentos Zona de aderência nas pernas 70% mais alta para compressão mais uniforme e sem pressão excessiva Colete Corta-Vento Prime – "Compacto, Respirável, Essencial" Painel frontal corta-vento e costas em malha respirável 28% mais leve e ultracompacto Fecho bidirecional para acesso fácil aos bolsos Elástico na cintura e nas cavas para isolamento do frio Todas as peças estão disponíveis em versões para homem e mulher, incluindo cores de alta visibilidade HyprViz. Pode encontrar mais produtos da Specialized aqui. ### Rúben Rodrigues já ganha no ciclismo sub-23 pela Euskadi Leintz Baularari Itzulia-Aretxabaleta parece um código indecifrável, mas é o nome da prova que Rúben Rodrigues ofereceu à Fundação Euskadi em meados de um mês de agosto com overbooking no calendário de ciclismo. Nesta região de Espanha tudo é diferente. O ciclismo é sagrado, mas a vida não é fácil. O clima chuvoso, a barreira linguística e o carácter reservado das pessoas são desafios. Rúben Rodrigues fez de Itsasondo uma segunda casa. É uma aldeia rural, na província de Guipúscoa, com 661 habitantes, junto ao rio Oria e cuja paisagem é marcada pelo monte Murumendi. https://www.youtube.com/watch?v=09YyxIkYEBw Vejam o resumo da vitória de Rúben Rodrigues. Finalmente chegou a vitória O verde do monte é sinónimo de esperança, sentimento que nunca abandonou o ciclista português nas três épocas ao serviço da Fundação Euskadi. Desde júnior, quando correu na Bairrada com António Morgado, Gonçalo Tavares e Daniel Lima, que o TopCycling acompanha a aventura basca do atleta minhoto. No País Basco há duas competições importantes no ciclismo de formação: no inverno o Torneio Euskaldun e no verão o Torneio Lehendakari. Foi num tríptico deste último que finalmente chegou a vitória. Entrevista | Rúben Rodrigues tem segunda oportunidade no ciclismo basco Foto: Fundación Euskadi "Senti que tinha pernas para disputar a corrida" Sexta-feira correu-se o Circuito Aiala-Amurrio (111 km) – vitória de Iker Villar (Caja Rural-Alea) – e no domingo Laudio Saria (111 km) – vitória do francês Hugo Tapiz (Finisher). Duas vitórias de equipas satélite das ProTeam da Caja Rural e da Kern Pharma. O que motivou este artigo sucedeu no sábado. A Leintz Baularari Itzulia, em Aretxabaleta, teve 115 km e Rúben Rodrigues ganhou! “Andei escapado na sexta-feira e no final ajudei um colega [Jorge Gonzalez] a sprintar, espremi-me ao máximo e ele conseguiu um 2º posto. Ver-me na frente e sentir que tinha pernas para disputar jogou um papel importante para o dia seguinte. Foi uma corrida plana, a meio uma subida de 10 minutos bastante dura, tudo isto passado duas vezes. Na primeira subida senti que tinha pernas para disputar a corrida; à entrada da última subida, a 15 km da meta, a equipa colocou-me nas primeiras posições e fui desde o início ao máximo, sem olhar para trás, sabia que era o meu momento porque tudo o que seja acima de 10 minutos de subida adequa-se a mim. Passei no topo com mais um corredor, tínhamos três a perseguir e decidi jogar frio. Fiz a descida à roda no grupo de cinco; a dada altura fui pela esquerda da estrada e o grupo pela direita, aumentei o ritmo e fui olhando para trás para manter a margem. Foi um contrarrelógio de 5 km até à meta, com alguns topos pelo meio.” Rúben Rodrigues ao TopCycling. Alejandro del Cid (Gomur) e Gorka Corres (Caja Rural) subiram ao pódio com Rúben Rodrigues.Foto: Fundación Euskadi "Desbloqueei os medos de tentar e nunca ter conseguido" Têm sido três anos de altos e baixos, o normal em qualquer carreira e ainda mais normal para um jovem de 21 anos. Bem se pode dizer que foi uma vitória procurada, trabalhada e que recompensa o esforço de um atleta que abdicou de tudo pelo sonho de ser ciclista. “Ainda me custa recordar os momentos da corrida porque parece que não é bem real. Sempre fui um ciclista que na parte final tinha que ajudar os colegas, chegava com os melhores e nunca tinha conseguido vencer. Tinha claro que num grupo reduzido era difícil ganhar porque com o passar dos anos fui perdendo ponta final, que é o que dá vitórias, tinha que encontrar o triunfo de outra maneira. Iam comigo dois Finisher, um Caja Rural e um Gomur. Abri um máximo de 10 segundos, o Gomur era muito alto e arrancou do grupo, mas ainda tinha alguma força e consegui ganhar. Não acreditei na vitória até cruzar a meta, mas permaneci focado. Disputar uma corrida deste nível… não há palavras. É para isto que faço cinco ou seis horas de treino na pré-época quando sem a certeza de nada. Por um dia desbloqueei os medos de tentar e nunca ter conseguido; às vezes falta a primeira vitória para desbloquear a percentagem da cabeça que te faz continuar quando vais a sofrer. Estive bem física e psicologicamente.” Rúben Rodrigues ao TopCycling. Foto: Fundación Euskadi Promessas que se vão pagar à mesa com uma txuleta À boa maneira basca foram feitas promessas que se vão pagar à mesa com uma “txuleta” ou não fosse o País Basco um paraíso para os amantes da carne. Rúben Rodrigues vive como tantos emigrantes: com a sensação de que a distância o afastou do público nacional e de que a falta de vitórias transforma uma boa trajetória em algo menos vistoso. “As pessoas em Portugal não conhecem bem a minha caminhada nem o bem que está a correr. Hoje em dia só se liga ao primeiro lugar e ao pódio. Estava difícil de chegar, mas poder partilhar a vitória com as pessoas que gostam de mim é a melhor parte. A sensação de me ver ganhador desbloqueia a percentagem mental que permite correr sem medo e leva à vitória. No domingo seguinte à vitória fizemos outra corrida e ia completamente livre, não se deu outra vitória, mas estive perto porque andei escapado e só fui apanhado a 5 km. A sensação de poder correr sem medos e depois de uma vitória é muito prazerosa, vou tentar aproveitar-me disso para continuar com esta boa sequência.” Rúben Rodrigues ao TopCycling. Diário de um sub-23 – Rúben Rodrigues Foto: Fundación Euskadi Um miúdo meio perdido numa aldeia remota Itsasondo, voltamos ao ponto de partida desta aventura. Três anos na mesma aldeia dão para muito e um português é uma presença quase exótica no País Basco rural. Vestindo a pele de ciclista Rúben Rodrigues pedala pelos montes de Guipuscoa. O desafio é quando volta a ser um miúdo meio perdido numa aldeia remota, a cerca de uma hora de Vitoria e San Sebastian. “Estes três anos têm servido para crescer como ciclista e como pessoa. Tens que te aprender a moldar às pessoas e ao que te rodeia. Este ano dei-me a conhecer mais, a procurar as pessoas da aldeia para tudo o que precisava e toda a gente me apoiou e motivou quando as coisas não saiam como eu queria. Tenho muita gente a agradecer por estes anos, por vezes ficavam mais contentes com os meus resultados do que eu.” Rúben Rodrigues ao TopCycling. Mikel Gaztañaga, diretor da Fundação Euskadi, bem como a família, têm sido um importante apoio, sobretudo nos momentos em que tudo é questionado. Será que estou melhor em casa com a família? Será que podia adiantar a vida já que o ciclismo dura pouco? Rúben Rodrigues aposta em algo que parece irreal, mas a vitória renovou o sonho de fazer do ciclismo vida, seja na Fundação Euskadi, continuando no circuito amador, seja dando um salto para a Euskaltel-Euskadi, equipa mãe. ### Volta a França do Futuro | Portugal contra a geração WorldTour A seleção nacional inicia este sábado (23 de agosto) a participação na Volta a França do Futuro, prova por etapas mais importante do calendário sub-23. Também conhecida como Tour de l'Avenir, a prova terá transmissão no HBO Max. Tirando o Prólogo e a etapa 6A, todas as outras etapas terão produção televisiva, o que significa podem ser seguidas em direto. A corrida, composta por seis etapas, estende-se até 29 de agosto e permite antecipar o futuro do ciclismo profissional, embora a maioria dos favoritos já façam parte de estruturas do WorldTour. Seis representantes em competição Portugal terá seis representantes em competição, comandados por José Poeira. Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy), Daniel Moreira e Gonçalo Tavares (Hagens Berman Jayco), João Martins e Lucas Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista), além de Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Martinados-Mortágua). Lucas Lopes, recém-coroado melhor jovem da Volta a Portugal, foi o melhor português na edição passada terminando 12.º na geral. Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Foto: FPC "Uma nova geração" O selecionador nacional aposta na continuidade, já que quatro dos seis convocados fizeram parte da lista de José Poeira em 2024 – Daniel Lima, Gonçalo Tavares, João Martins e Lucas Lopes. Sobretudo o louletano Lima e o poveiro Lopes chegam bem rodados após terem completado a Volta a Portugal. “Partimos com uma nova geração, apesar de alguns já terem passado por esta experiência. O objetivo principal passa por colocar estes jovens em contacto e dar-lhes oportunidades ao mais alto nível, porque estão aqui as melhores seleções e os melhores corredores sub-23 do mundo”. José Poeira em comunicado da FPC. Ler mais | Tour na agenda ambiciosa de Daniel Lima Foto: Israel-Premier Tech Seis etapas num percurso duro Em 2025, o percurso está diferente, num total de 891,7 km divididos por seis etapas, para além do prólogo inicial, sendo que a sexta e última etapa terá dois setores. Ao prólogo de 3 km, em subida, na estância de Tignes, seguem-se quatro etapas acidentadas, nas quais os sprinters podem ter uma palavra a dizer. Nota de destaque para a chegada em subida na terceira etapa, que vai dar o mote para os ciclistas da geral. Ler mais | Entrevista com Gonçalo Tavares Prólogo Foto: Tour L'Avenir Etapa 1 Foto: Tour L'Avenir Etapa 2 Foto: Tour L'Avenir Etapa 3 Foto: Tour L'Avenir Etapa 4 Foto: Tour L'Avenir Dose dupla à moda antiga As decisões começam a partir da quinta etapa, uma tirada de 121 km marcada pelas subidas ao Col des Saisies (13,1 km, 6 %) e ao Cormet de Roselend (20,3 km, 6,2 %), que fizeram parte da 19.ª etapa do último Tour, antes da subida mais longa de toda a corrida, Tignes 2100 Promenade de Tovière (25,9 km, 5,1 %). No último dia há dose dupla à moda antiga. Apesar de ter apenas 42 km, o primeiro setor da sexta etapa também será duro, com subidas ao Col du Petit Saint-Bernard (13,2 km, 5,6 %) e ao Colle San Carlo (10,3 km, 10 %). Tudo isto antes do contrarrelógio decisivo, à tarde: 10,3 km com inclinação média de 6,7 %. Ler mais | Jarno Widar é um caso sério Etapa 5 Foto: Tour L'Avenir Etapa 6A Foto: Tour L'Avenir Etapa 6B Foto: Tour L'Avenir Portugal com concorrência de luxo A Volta a França do Futuro é a maior montra para os voltistas sub-23, embora já não seja fundamental para encontrar um contrato profissional. O ciclismo mudou e os jovens talentos rapidamente são captados pelas estruturas WorldTour através das equipas de desenvolvimento. No entanto, no Avenir correm seleções nacionais, ao contrário do Giro Next Gen, que é disputado por equipas comerciais. A concorrência de Portugal é de luxo e tem à cabeça o francês Paul Seixas, que já fez top 10 no Dauphiné. No radar estão ainda nomes como Jakob Omrzel (Eslovénia), campeão do Giro, Luke Tuckwell (Austrália), Jarno Widar (Bélgica), Jorgen Nordhagen (Noruega), Pablo Torres (Espanha) e Lorenzo Finn (Itália). Paul Seixas – Campeão mundial com raízes portuguesas Créditos: Gus Sev Photographe/@gussevphoto ### Clássica de Hamburgo | Nélson Oliveira brilha na fuga, António Morgado no top 10 Nélson Oliveira foi o motor da fuga que terminou triunfante na clássica de Hamburgo. António Morgado sofreu, mas sprintou para o melhor resultado de sempre de um português na prova Uma fuga de três homens 'enganou' um super pelotão numa clássica de Hamburgo que tem final habitual ao sprint. A trabalhar (e muito) nesse grupo vinha Nelson Oliveira (Movistar), que aos 36 anos continua a lutar no mais alto nível do ciclismo mundial. António Morgado (UAE Emirates XRG) fechou na sétima posição. Ler mais | Nélson Oliveira celebra 10 anos na Movistar Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Branco Nélson Oliveira brilha em Hamburgo Uma fuga de quatro homens saiu para a frente da corrida no início do dia, numa movimentação que parecia condenada - só por uma vez desde 2008 a Clássica de Hamburgo não terminou com vitória ao sprint. O português da Movistar tinha outras ideias: a fuga cooperou bem e construiu uma vantagem que permitia sonhar, mas nos últimos quilómetros, foi Nélson Oliveira o motor dos fugitivos, com o pelotão a meros segundos. A cerca de 300 metros para o fim, Rory Townsend (Q36.5 Pro Cycling) lançou o sprint e matou as esperanças do português. O campeão nacional da Irlanda triunfou com o pelotão a chegar à distância de duas bicicletas - primeira vitória desde 2023, excluindo os campeonatos nacionais. António Morgado sofreu durante a corrida, mas agarrou-se ao grupo da frente, e terminou em sétimo no sprint final, à frente de nomes como Wout Van Aert (Visma | LAB) ou Biniam Girmay (Intermarché - Wanty). O 'bigode das Caldas' torna-se no melhor português de sempre em Hamburgo, depois do oitavo lugar de Manuel Cardoso em 2011. Foto: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Nem só de vitórias se vive no WorldTour A vitória voltou a escapar a Nélson Oliveira. Excluindo os campeonatos nacionais, o histórico da Movistar conta com uma no currículo, na Volta a Espanha, em 2015. Ganhar está muito caro no ciclismo profissional, ainda mais no WorldTour, mas nem só de vitórias vive um ciclista: Nélson Oliveira foi protagonista, quiçá o maior culpado pelo triunfo da fuga na Clássica de Hamburgo. O português não tem ganho muito na sua carreira, mas tornou-se num ciclista inestimável na Movistar: são, ao todo, 22 Grandes Voltas na carreira - todas elas concluídas. A qualidade no contrarrelógio manteve-se ao longo da carreira, e, do ponto de vista coletivo, a capacidade de trabalho fez de Nélson Oliveira uma ajuda preciosa para vários líderes, ao longo de 16 anos no WorldTour. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo A Clássica de Hamburgo serviu, de resto, para por lado a lado dois dos nomes grandes do ciclismo português, ainda que em fases diferentes da carreira: António Morgado continua a sua ascensão na mais alta esfera do ciclismo, depois de três vitórias até ao momento em 2025. Nélson Oliveira, por outro lado, continua a provar que, aos 36 anos, a ambição de voltar a levantar os braços não é desmedida. E mesmo que não o volte a conseguir, dificilmente se duvidará do valor do português, natural de Anadia, que corre entre os melhores do mundo há mais de década e meia. Ler mais | Grande entrevista a Nelson Oliveira: “Não perdi o gosto por ganhar” Top 10 da clássica de Hamburgo ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Townsend RoryQ36.5 Pro Cycling Team4:24:062De Lie ArnaudLotto,,3Magnier PaulSoudal Quick-Step,,4Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck,,5van Poppel DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,,6Wright FredBahrain - Victorious,,7Morgado AntónioUAE Team Emirates - XRG,,8Girmay BiniamIntermarché - Wanty,,9Louvel MatisIsrael - Premier Tech,,10van Aert WoutTeam Visma | Lease a Bike,, ### Volta a Portugal | Etapa 10 | Artem Nych coroado em Lisboa Décima etapa da Volta a Portugal coroou Artem Nych como vencedor pelo segundo ano consecutivo. Rafael Reis ficou com a etapa, corrida em Lisboa. Contrarrelógio de 16,7 km corridos num percurso na capital portuguesa, para terminar a Volta a Portugal. Rafael Reis (Anicolor/Tien 21) venceu a segunda etapa desta edição da Grandíssima, e Artem Nych (Anicolor/Tien 21) sagrou-se campeão pelo segundo ano consecutivo. Ler mais | Volta a Portugal | Etapa 9 | Nico Tivani vence em Montejunto Foto: Podium Events/Matias Novo Pódio preso por um segundo Antes da partida, Artem Nych era primeiro, com 0:39 sobre o colega de equipa, Alexis Guerin (Anicolor/Tien 21). A luta mais emocionante era pelo último lugar do pódio: David Jesus Peña (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense) partiu com um segundo de vantagem sobre o quarto classificado, Byron Munton (FEIRENSE - BEECELER) O primeiro destaque do dia vai, no entanto, para Rafael Reis. O ciclista português, especialista no esforço individual, confirmou o favoritismo à partida a triunfou pela segunda vez, depois de também ter ganho o prólogo. Na luta pelo pódio, também não houve surpresas: Byron Munton fez valer a superioridade no contrarrelógio - terminou 0:34 melhor que Jesus Peña, e roubou o último lugar do pódio ao colombiano. Foto: Podium Events/Matias Novo Dia perfeito para a Anicolor/Tien 21 Em relação aos lugares mais altos do pódio, a discussão foi tímida. Tanto Guerin como Nych marcaram grandes tempos no contrarrelógio, dentro do top 10, e confirmaram as duas primeiras posições na Volta a Portugal, tal como acontecia à partida para o esforço individual. Etapa de sonho para a formação da Anicolor/Tien 21. Rafael Reis levou a vitória, a segunda na Volta a Portugal para a equipa portuguesa. Artem Nych confirmou a vitória na classificação geral. Pelo segundo ano consecutivo, o russo sobe ao lugar mais alto do pódio - no último ano, fê-lo com direito a grande reviravolta no fim da Volta; este ano consegue-o num estilo dominador, espelho do que foi a prestação da equipa. Foto: Rodrigo Rodrigues Classificações secundárias Artem Nych, Alexis Guerin e Byron Munton compõem, por esta ordem, o pódio da classificação geral da Volta a Portugal. A camisola dos pontos ficou com Germán Nicolas Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé), que aproveitou da melhor forma a desistência de Iúri Leitão da prova. A montanha foi ganha por Hugo Nunes (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), que também já tinha levado esta camisola para casa em 2020. A camisola da juventude foi conquistada pelo português Lucas Lopes (Rádio Popular - Paredes - Boavista). Destaque ainda para Tiago Antunes (Efapel Cycling), que terminou no quinto lugar da classificação geral, sagrando-se o melhor português em prova. Ler mais | Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Foto: Podium Events/Matias Novo Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempoMédia (km/h)1Reis RafaelAnicolor / Tien 2118:5552.9692Nych ArtemAnicolor / Tien 210:1652.2333Stites TylerCaja Rural - Seguros RGA0:2851.6944Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:2951.6495Antunes TiagoEfapel Cycling0:4151.1226Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy0:4550.9497Cadena Edgar DavidPetrolike0:4750.8638Munton ByronFEIRENSE - BEECELER0:4950.7779Salgueiro Carlos MiguelAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:5250.64910Guerin AlexisAnicolor / Tien 21,,50.649 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2138:31:462Guerin AlexisAnicolor / Tien 211:153Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:514Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense2:245Antunes TiagoEfapel Cycling3:146Silva PedroAnicolor / Tien 214:327Cadena Edgar DavidPetrolike4:428Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:459Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista5:3010Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO5:31 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Nino Schurter põe ponto final numa carreira brilhante Nino Schurter, o super campeão de XCO, anunciou que se vai retirar em breve, numa mensagem partilhada nas redes socias Um dos maiores nomes do XCO, e do Moutain Bike, anuncia a sua retirada do desporto: Nino Schurter termina uma carreira com mais de duas décadas, com uma mensagem emocionante para todos os adeptos da modalidade. Ler mais | Campeonato do mundo de XCO – Nino Schurter passa da história para o Olimpo Créditos fotografia: Nick Muzik/Cape Epic A mensagem de despedida de Nino Schurter Querida família do MTB e do ciclismo, nas ultimas duas décadas dei o meu corpo, mente e alma ao mountain bike. Um desporto lindo, mas brutal ao nível profissional. Ou ganhas corridas, e lutas por elas, ou 'já foste'. Não há lugar para passageiros. É tudo ou nada, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Nino Schurter Estas foram as primeiras palavras do super campeão do Moutain Bike, que, para além do palmarés invejável, foi um dos grandes motores na globalização e mediatização da modalidade olímpica. Quando corri os meus primeiros campeonatos do mundo, era um miúdo a perseguir um sonho em Lugano, em 2003, quando ganhei a minha primeira medalha internacional. O que eu não sabia na altura era que o meu sonho me ia levar por incontáveis, e inesquecíveis momentos, e ia-me permitir ganhar mais de metade dos campeonatos pelo caminho. Foi uma aventura brutal. Nino Schurter Foram mais de duas décadas de carreira, com prémios e distinções intermináveis. Destacam-se os dez campeonatos do mundo de XCO; o ouro olímpico em 2016; as oito vitórias na geral da Taça do Mundo de XCO; e os 36 triunfos em etapas da Taça do Mundo, um recorde absoluto. Mas a influência de Nino Schurter não se ficou pelos títulos conquistados. O suíço foi um dos maiores inovadores no desporto, bem como um dos ciclistas mais completos da sua geração. Ler mais | Nino Schurter e Tom Pidcock com presença no Europeu de BTT em Melgaço Créditos fotografia: Nick Muzik/Cape Epic O que vem aí Antes da retirada, uma saída em grande: Nino Schurter vai correr mais duas provas em solo suíço - ou seja, em casa. Serão as últimas participações em campeonatos do mundo e Taças do mundo, o último passo antes do adeus ao 10 vezes campeão do mundo. Não vou desaparecer. Continuo a andar de bicicleta, até a correr, só não o farei ao mais alto nível. Vou mergulhar noutros projetos que mal posso esperar por partilhar em breve. Mas, por agora, vou dar tudo uma última vez. Vemo-nos em Crans-Montana e em Lenzerheide. Vamos torná-lo legendário. Nino Schurter O suíço deixa a promessa de voltar, com novidades, acerca dos próximos projetos. Até lá, os fãs vão aproveitar as últimas oportunidades de ver um dos melhores de sempre em cima da bicicleta. Vocês tornaram a viagem inesquecível. Vocês foram a razão porque pedalei com mais força. E vocês foram a magia por detrás das medalhas. É tempo de deixar a minha mente respirar, e de passar mais tempo com as pessoas que me apoiaram em todos os momentos. Nino Scurter Foram estas as últimas palavras do super campeão. Na caixa de comentários, as homenagens multiplicam-se, e são muitos os nomes grandes do MTB a prestar o seu tributo: Henrique Avancini, Mathis Azarro, Carlos Coloma e até Mathieu Van der Poel foram alguns dos contemporâneos do suíço a deixar palavras simpáticas na hora da despedida. Créditos da fotografia de destaque: Nick Muzik/Cape Epic ### Trek anuncia as novas Fuel+ e Fuel A Trek Bicycle anuncia o lançamento das novas Fuel+ e Fuel, duas novas bicicletas de montanha – uma elétrica e outra acústica. Ambos os modelos estão disponíveis em três versões diferentes – EX, MX e LX — oferecendo diferentes configurações para melhor se adaptarem ao estilo e trilhos que cada ciclista procura. A bicicleta elétrica de montanha Fuel+ oferece o novo motor HPR60 da TQ com uma bateria de 580 Wh para mais potência, torque e eficiência do que a geração anterior Fuel EXe. Ler mais | Trek apresenta a bicicleta elétrica de estrada Domane+ ALR Trek Fuel+ Características do quadro das novas Trek A Fuel+ e a Fuel apresentam um novo design de quadro, "concebidos para serem versáteis e serem confortáveis o dia todo", segundo a Trek. O aumento da medida da entrada do espigão telescópico permite que a maioria dos ciclistas com um quadro de tamanho médio possa utilizar um espigão telescópico de 200 mm. Há ainda mais espaço no triângulo dianteiro para amortecedores com maior curso, bidões de água maiores ou o Range Extender (no caso da Fuel+). Os pontos de fixação no tubo superior dos modelos Fuel+ e Fuel permitem aos ciclistas fixar ainda mais acessórios, e todos os modelos da Fuel acústica têm um compartimento de armazenamento integrado no quadro. Trek A Trek explica, ainda, que ambas as plataformas têm ajuste do rácio de alavancagem e "agora usam uma caixa de direção padrão zero stack para uma maior versatilidade de produtos pós-venda", incluindo caixas de direção com ajuste de ângulo e cores personalizadas. Trek Fuel+ Trek apresenta a nova Fuel+ A Fuel+ inspira-se na premiada Fuel EXe, evoluindo para a sua segunda geração com um novo nome e, segundo a Trek, "um desempenho ainda melhor". O novo motor HPR60 da TQ com 60 Nm de binário, que se ativa a cadências mais baixas, para uma pedalada que parece mais fácil desde o início. O novo motor é mais eficiente e silencioso do que a maioria dos motores da sua categoria. As aletas de arrefecimento integradas ajudam a manter um desempenho constante, mesmo nos dias quentes e com a potência máxima. Trek Uma bateria maior de 580 Wh aumenta a autonomia em comparação com o sistema anterior de 360 Wh e funciona com o Range Extender de 160 Wh da TQ, permitindo maior autonomia nos trilhos. A bateria pode ser removida do tubo inferior da Fuel+ com uma chave hexagonal para facilitar o carregamento e o transporte. Os modelos Fuel+ 9.8 e 9.9 também têm o novo ecrã LED a cores da TQ para uma visualização mais fácil das métricas da volta. Trek Fuel EX99 Tecnologia de Trail adaptável Muitas bicicletas de Trail permitem trocar componentes como rodas ou amortecedores, mas a maioria não leva em consideração o impacto que essas mudanças têm na geometria ou na sensação da suspensão. A Fuel+ e a Fuel fazem isso. Trek Sem comprometer a altura do eixo pedaleiro, o rácio de alavancagem ou o ângulo de direção, os rocker links e os suportes do amortecedor intercambiáveis permitem reconfigurar o quadro para cada configuração específica. Trek Fuel+ As versões EX - Rodas: 29'' | Suspensão: 145/150 mm (traseira/dianteira) A configuração clássica para Fuel+ e Fuel. A Fuel EX Gen 7 tem uma curva anti-squat ajustada que torna tudo mais eficiente em subidas íngremes. Para além disso, tem um curso maior em relação à geração anterior "e o resultado não é apenas maior eficiência, mas também maior capacidade", explica a Trek. MX - Rodas: 29˝ dianteiras/27,5˝ traseiras | Suspensão: 150/160 mm (traseira/dianteira) Rodas de tamanhos mistos, maior curso e um rácio de alavancagem mais progressivo. A MX é "rápida, divertida e ágil", segundo a Trek. Para os ciclistas que sentem falta da Trek Remedy, a Fuel MX é "a bicicleta dos seus sonhos". LX - Rodas: 29'' | Suspensão: 160/170 mm (traseira/dianteira) A bicicleta de montanha de longo curso da família Fuel, com um amortecedor de curso mais longo e o rácio de alavancagem mais progressivo da coleção. É a bicicleta perfeita para quem quer a potência da Trek Slash sem a suspensão de pivô alto, explica a marca. Project One MTB A Fuel+ e a Fuel fazem parte do novo programa Project One MTB da Trek, juntamente com a Supercaliber, permitindo aos ciclistas escolherem a configuração que preferem de acordo com as suas necessidades. Os ciclistas podem alterar a transmissão, a suspensão dianteira, o amortecedor, as rodas, o espigão telescópico, o cockpit, entre outros componentes, para terem "a bicicleta perfeita" assim que a tirarem da caixa. O Project One MTB está disponível nos modelos em carbono 9.8 e 9.9 da Fuel+ e Fuel e Supercaliber e, também, no modelo em alumínio Fuel 9. A Fuel+ e a Fuel estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Volta a Portugal | Etapa 9 | Nico Tivani vence em Montejunto Argentino Nico Tivani conquistou o Alto de Montejunto que 42 anos depois regressou à Volta a Portugal. Artem Nych continua de amarelo. Foi um espetáculo o regresso do Alto de Montejunto, como final de etapa, à Volta a Portugal, aonde Nico Tivani se impôs como uma pontinha de sorte. O argentino da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho entrou na fuga do dia com o colega Tomás Contte e com Pau Martí (Israel Premier Tech Academy). Um trio de luxo, com o vencedor no Sameiro e os dois últimos vencedores em Fafe. Parecia uma fuga impossível. Tivani atacou logo ao quilómetro zero e deu o mote; os colegas de ataque alinharam no desafio e juntos os três marcaram um ritmo alto: quatro horas a quase 44 km/h de média num dia com 174 km e 2300 metros de acumulado na “Etapa do Oeste”. Ler mais | Montejunto, a montanha de João Almeida https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1956715070211101017 Azar do espanhol, sorte para Tivani Depois de na sexta-feira, em Santarém, o argentino do Louletano ter derrapado e perdido a hipótese de ganhar, desta feita a sorte sorriu-lhe. Na aproximação à meta, Pau Martí trocou o prato na altura errada e saltou-lhe a corrente. Anticlímax no Alto de Montejunto quando se esperava um mano a mano pela vitória. Azar do espanhol, sorte para Tivani, que celebrou a segunda vitória nesta Volta a Portugal, a terceira em dois anos. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Foto: Podium Events/Matias Novo Russo deve carimbar a segunda vitória consecutiva A luta pela geral teve uma jornada estranha, com a ausência de ataques sérios entre os favoritos. A AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense controlou a etapa toda, mas Jesús Peña esteve longe de poder repetir a vitória em Montejunto, como há um mês, no Troféu Joaquim Agostinho. Acabou por ser a Anicolor-Tien21 a capitalizar nos instantes finais. Alexis Guérin atacou dentro do quilómetro final e ganhou 0:04 segundos aos rivais na luta pelo pódio. O camisola amarela Artem Nych cumpriu a promessa que tinha feito no Alto da Torre e jogou à defesa. Cedeu 0:07 segundos para Guérin e 0:03 segundos para Peña. Em Lisboa, o russo deve carimbar a segunda vitória consecutiva na Volta a Portugal, tendo margem de 0:39 segundos sobre Guérin e 1:17 sobre Peña. O contrarrelógio final é plano, tem 16,7 km e tem partida e chegada à Praça do Império. Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé3:59:302Martí PauIsrael Premier Tech Academy0:143Contte TomasAviludo - Louletano - Loulé0:474Guerin AlexisAnicolor / Tien 211:375Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:416Domínguez DavidAviludo - Louletano - Loulé, ,7Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:428Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO1:449del Pino JesusAviludo - Louletano - Loulé1:4510Silva PedroAnicolor / Tien 211:46 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2138:12:352Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:393Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:174Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:185Antunes TiagoEfapel Cycling2:496Silva PedroAnicolor / Tien 213:337Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO4:108Cadena Edgar DavidPetrolike4:119Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista4:2610Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:32 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Volta a Portugal - A impressionante logística e os bastidores da comunicação A Volta a Portugal não se faz apenas com ciclistas e estrada. Nos bastidores, existe uma verdadeira operação de logística e de comunicação que permite que cada etapa chegue a milhões de pessoas através da RTP, em televisão e rádio. Neste vídeo mostro-vos o trabalho das equipas de comunicação social, assim como toda a logística necessária, todos os dias, de cidade em cidade, para que as pessoas possam ver a Volta a Portugal em direto no conforto da sua casa. Vídeo https://youtu.be/2T559uFpmFM?si=DvqkLotQRb-_rlpj Já subscreveste o nosso canal YouTube? Dessa forma já nos estás a ajudar a poder fazer mais conteúdos como este. É grátis, entra no canal e SUBSCREVE AQUI. ### Volta a Portugal | Etapa 8 | Rotem Tene vence em Santarém A 8ª etapa da Volta a Portugal terminou com triunfo de Rotem Tene, numa vitória da fuga na cidade de Santarém. Iúri Leitão abandonou. A fuga enganou os sprinters na Volta a Portugal, com Rotem Tene (Israel Premier Tech Academy) a triunfar, depois de um dia em que os ciclistas percorreram a zona do Ribatejo e terminaram na Capital do Gótico, Santarém. Dois dos destaques do dia são portugueses: Iúri Leitão (Caja Rural - Seguros RGA), que seguia na liderança da camisola dos pontos, foi obrigado a abandonar a corrida. Por outro lado, Hugo Nunes (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) sentenciou a classificação da montanha. O pacense só tem de concluir a prova para ser o rei dos trepadores da Volta a Portugal pela segunda vez na carreira (já o fez em 2020). Ler mais | Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Dois dias de febre levaram ao abandono de Iúri Leitão.Foto: Podium Events/Matias Novo Fuga numerosa na frente O dia era plano, com exceção aos últimos 1,1 km, que contavam com pendente média de 6,1%. A etapa começou com uma fuga numerosa, com mais de 20 ciclistas, a formar-se na frente da corrida. Discutiam-se várias classificações, com destaque para as duas contagens de montanha e para os três sprints intermédios durante a etapa. Hugo Nunes aproveitou a presença na frente para confirmar o triunfo virtual da camisola da montanha. À entrada dos últimos quilómetros, ainda restavam mais de 20 ciclistas na frente. Entraram nos últimos 5 km com pouco mais de 2:00 de vantagem para o pelotão, margem suficiente para discutirem a etapa. Ler mais | Volta a Portugal | A festa do povo em fotos Foto: Podium Events/Matias Novo Sprint... só para o ano O dia começou com a expetativa de uma possível chegada ao sprint, mas Brady Gilmore (Israel Premier Tech Academy) vai terminar como o único a vencer uma chegada rápida nesta edição. Muita hesitação na chegada do grupo a Santarém, com os ciclistas a esperarem pelos últimos 300 metros para lançarem o sprint. Rotem Tene arrancou primeiro e foi recompensado: grande luta com Tivani - ciclista da Aviludo-Louletano-Loulé, vencedor da primeira etapa - que terminou com o israelita a cruzar a meta em 1º lugar. Primeira vitória profissional para Rotem Tene e terceiro triunfo para a Israel Premier Tech Academy na 86ª edição da Volta a Portugal, depois das vitórias de Pau Martí e Brady Gilmore. Ler mais | A padeira Elisabete Ferreira e a Volta a Portugal Foto: Podium Events/Matias Novo Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Tene RotemIsrael Premier Tech Academy4:01:032Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé,,3Campos FranciscoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:024Gonçalves DiogoFEIRENSE - BEECELER,,5Medeiros JoãoCredibom / LA Alumínios / Marcos Car,,6Lewis AdamTeam Skyline0:047Fernández RubénAnicolor / Tien 21,,8Martingil CésarTavfer-Ovos Matinados-Mortágua,,9Esparza UnaiIlles Balears Arabay0:0510Gonçalves GasparGI Group Holding - Simoldes - UDO0:06 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2134:11:212Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:463Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:204Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:215Antunes TiagoEfapel Cycling2:446Silva PedroAnicolor / Tien 213:337Cadena Edgar DavidPetrolike3:408Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO4:109Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista4:1410Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:25 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Volta a Portugal | Etapa 7 | Nych agarra a camisola amarela Jonathan Caicedo triunfa na Torre e Artem Nych sai da Serra da Estrela ainda mais líder da Volta a Portugal. Dia de Serra Estrela é sempre especial na Volta a Portugal e a 7ª etapa deste ano não foi exceção, com Artem Nych a reforçar a liderança após ser 2º no Alto da Torre (categoria especial). Jonathan Caicedo (Petrolike) cruzou a meta em 1º lugar vindo da fuga, seguido pelo russo da Anicolor-Tien21, que ganhou tempo significativo a todos os rivais. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Sabugal, a cidade do Castelo das Cinco Quinas.Foto: Podium Events/Matias Novo Gonçalo Leaça camisola amarela virtual Etapa com 3680 m de desnível positivo acumulado, com partida em Sabugal e 179,3 km para percorrer até ao ponto mais alto de Portugal continental, aos 1900 m de altitude. Partiram 100 corredores com destino à Torre, uma novidade já que em 2024 a etapa ligou Sabugal à Guarda. A fuga de 14 ciclistas chegou aos 9:30 de vantagem, colocando a Credibom-LA Alumínios-MarcosCar e Gonçalo Leaça camisola amarela virtual. A equipa de Hernâni Broco também reforçou a liderança da montanha com Hugo Nunes, que passou na frente no Alto de Sarzedo. Volta a Portugal | Etapa 6 | Brady Gilmore é craque Lucas Lopes sofreu na Torre e caiu ao 9º lugar, mas segura a camisola da juventude.Foto: Podium Events/Matias Novo Após a Guatemala, desta vez foi o Equador A 31ª chegada à Torre, que em 2024 foi conquistada por Sergio Chumil (Burgos/ BH), ficou marcada por um persistente vento, que não raras vezes soprou de cara. Após a Guatemala, desta vez foi o Equador a impor-se na Serra da Estrela, ele que no Giro de Itália de 2020 ganhou no Monte Etna. Gonçalo Leaça ainda se destacou na subida final, mas o experiente Caicedo, de 32 anos, alcançou o português a tempo de vencer a etapa. Foto: Rodrigo Rodrigues Ataque cirúrgico do russo O top 4 da geral começou o dia separado por 0:26 segundos, favoráveis a Artem Nych (Anicolor-Tien21), cabia atacar aos rivais diretos que não saem favorecidos pelo contrarrelógio final, em Lisboa. A Anicolor-Tien21 assumiu a corrida e jogou ao ataque: Pedro Silva e Alexis Guerin, vencedor do Troféu Joaquim Agostinho, atacaram à vez e debilitaram Jesús Peña. O colombiano, que este ano venceu em Castelo de Vide (Volta ao Alentejo) e no Alto do Montejunto (Troféu Joaquim Agostinho), respondeu a todos, mas ficou sem pernas no contra-ataque de Nych. Foi um ataque cirúrgico do russo, que assim dá uma machadada na geral e sai da Serra da Estrela com 1:20 sobre Peña e 1:21 sobre Byron Munton, vencedor na Senhora da Graça. Volta a Portugal | A festa do povo em fotos Pela sexta vez a Volta partiu do Sabugal.Foto: Podium Events/Matias Novo Top 10 da etapa Class.CiclistaEquipaTempo1Caicedo Jonathan KleverPetrolike4:49:032Nych ArtemAnicolor / Tien 210:333Leaça GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:464Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:475Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:276Silva PedroAnicolor / Tien 211:367Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO,,8Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:399Antunes TiagoEfapel Cycling1:4710del Pino JesusAviludo - Louletano - Loulé2:01 Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2130:07:562Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:463Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:204Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:215Antunes TiagoEfapel Cycling2:446Silva PedroAnicolor / Tien 213:337Cadena Edgar DavidPetrolike3:408Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO4:109Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista4:1410Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:25 Foto de capa: Rodrigo Rodrigues ### Volta a Portugal | Etapa 6 | Brady Gilmore é craque Brady Gilmore já tinha ganho em Viseu, mas quis acrescentar a Guarda à lista de triunfos na Volta a Portugal. Quinta-feira o pelotão sobe à Torre, na Serra da Estrela. Depois de em 2023 e em 2024 ter sido território dominado por Luis Angel Maté, a cidade da Guarda Já sem o Lince espanhol no pelotão, retirado desde o final da época passada, Após a jornada de descanso, passada em Viseu e arredores, partiram 102 corredores da Avenida 25 de Abril, em Águeda, que em 2024 foi ponto de partida da Volta a Portugal. Foi a 17ª partida desde a “Capital da Bicicleta”, desta vez com destino à Guarda. No caso da cidade mais alta do país, a relação é de fidelidade com Volta a Portugal, na qual participa desde 1927, ano da primeira edição. João Matias: “Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal” O pelotão em Águeda, "Capital da Bicicleta".Foto: Podium Events/Matias Novo Fuga de 11 ciclistas Para hoje perspetivava-se um dia duro, com cinco contagens de montanha e 3560 m de desnível positivo acumulado. Uma fuga de 11 ciclistas, que passou a 10 a meio da jornada, animou a corrida. As metas volantes de Oliveira do Hospital (km 77,9) e Gouveia (km 114,7) foram ganhas por Iúri Leitão (Caja Rural) à frente de Nico Tivani (Louletano-Aviludo-Loulé Concelho); o campeão olímpico aumentou para 12 pontos a vantagem sobre o argentino. Na disputa da classificação da montanha, Hugo Nunes (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) somou 10 pontos em Moinho do Pisco (km 19,4) A Anicolor-Tien21 meteu Fábio Costa na frente, mas nunca abdicou de controlar desde o pelotão. Na aproximação à Guarda a fuga foi neutralizada. Houve sprint e Brady Gilmore juntou a Guarda a Viseu bisando nesta Volta a Portugal e chegando à oitava vitória da época. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Foto: Podium Events/Matias Novo Quinta-feira é dia de subir à Torre Esta quinta-feira é dia de subir à Torre, na Serra da Estrela, a única contagem de categoria especial na corrida. Note-se que os quatro primeiros da geral estão separados por 0:26 segundos. Artem Nych parte de amarelo, mas Jesús Peña e Byron Munton respiram ao ouvido do campeão em título. O colombiano da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense subiu à segunda posição por troca com o sul-africano da Feirense-Beeceler, que cedeu 0:13 segundos no empedrado da Guarda. Volta a Portugal – As vozes da rádio ### Volta a Portugal | Etapa 5 | Brady Gilmore no WorldTour com escala em Viseu Brady Gilmore, sprinter da Israel Premier Tech Academy, venceu na cidade de Viriato a 5ª etapa da Volta a Portugal. Brady Gilmore é australiano, tem 24 anos e é um sprinter moderno, que passa bem a média montanha e essas características valem ouro na Volta a Portugal. Num dia em que os termómetros marcaram 40 graus, o pelotão teve a tradicional chegada a Viseu, na Avenida Europa, uma reta em falso plano onde é preciso endurance e explosão. A Israel Premier Tech mostrou que, apesar de trazer a equipa sub-23, os jovens têm aprendido bem os fundamentos da preparação do sprint. O bloco orientado por Ruben Plaza, vencedor de etapas na Vuelta a Espanha e no Tour de France, que também correu no SL Benfica, esteve afinado no leadout e estendeu a passadeira vermelha a Brady Gilmore. O autraliano soma oito vitórias este ano e é mais um corredor que vem a Portugal apresentar-se ao mundo, como outros sprinters fizeram ao longo dos tempos. A partir de 2026 salta para a equipa principal da Israel, que corre no WorldTour. Ler mais | Cinco talentos made in Portugal Sem modificações na classificação geral Do alto da escadaria do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios podemos contemplar a Avenida Dr. Alfredo de Sousa, onde foi dada a nona partida da história da Volta a Portugal em Lamego. O pelotão partiu em direção a Viseu, que com esta chega às 45 chegadas. Em jornada de transição e sem modificações na classificação geral, valeu a luta pela classificação da montanha. A Credibom-LA Alumínios-MarcosCar partiu com um plano e meteu quatro corredores na fuga, entre eles Hugo Nunes. O vencedor da etapa de Bragança saiu mais líder e reforça a candidatura à camisola azul, na qual tem 14 pontos sobre Nico Tivani, que já ganhou em Braga. Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy3:37:132Mesa SantiagoEfapel Cycling,,3Leitão IúriCaja Rural - Seguros RGA,,4Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé,,5Campos FranciscoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,6Rota RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista,,7Gonçalves DiogoFEIRENSE - BEECELER,,8Cadena Edgar DavidPetrolike,,9Dias DanielRádio Popular - Paredes - Boavista,,10Contte TomasAviludo - Louletano - Loulé,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2120:46:282Munton ByronFEIRENSE - BEECELER0:083Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:124Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:265Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista0:436Antunes TiagoEfapel Cycling1:157Cadena Edgar DavidPetrolike,,8Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy1:239Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:2410Pinto PedroEfapel Cycling1:40 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Volta a Portugal | Etapa 4 |  Byron Munton conquista a Senhora da Graça Sul-africano Byron Munton vence a mítica subida à Senhora da Graça, num dia em que o incêndio na serra do Alvão obrigou a neutralizar parte da etapa da Volta a Portugal Nunca um sul-africano venceu a Volta a Portugal, mas Byron Munton candidata-se à amarela após exibir-se em grande nível no Monte Farinha. A Feirense-Beeceler não vencia uma etapa desde 1993, quando o lendário campeão Fernando Carvalho se impôs na Lourinhã. Etapa com direito a mudança de planos: os ciclistas iam subir a Serra do Alvão, ascensão que começava com 50 km para o fim, e cuja descida deixava os corredores praticamente na entrada da Senhora da Graça, última dificuldade do dia na Volta a Portugal. Um incêndio ativo na Serra do Alvão obrigou à neutralização da corrida, que ficou, assim, órfã da contagem de primeira categoria. Nem por isso deixou de haver espetáculo na Senhora da Graça, onde venceu Byron Munton (FEIRENSE - BEECELER). Ler mais | Volta a Portugal | Etapa 3 | Hugo Nunes “engana” o pelotão Créditos: Podium Events/Matias Novo Fuga do dia e neutralização Caleb Classen (Project Echelon Racing) e Francisco Peñuela (Caja Rural) foram os dois ciclistas que iniciaram as movimentações no pelotão para a formação da fuga.  Vários grupos perseguidores chegaram a passar na frente com a dupla, que eventualmente se voltaria a destacar.  Com mais de 50 km para o fim, a passagem por Vila Real marcou um dos momentos mais importantes da etapa: neutralização devido a incêndio na Serra do Alvão. A corrida retomou com 42 km para a meta. Créditos: Podium Events/Matias Novo A mítica Senhora da Graça A dupla de fugitivos partiu da neutralização cerca de 3:00 de vantagem sobre o pelotão. Chegaram à entrada da última subida do dia – que arrancava a 8,4 km da meta – com 1:45 de margem.  Peñuela atacou Classen e ficou sozinho na frente, com um pelotão que se aproximava rapidamente. Ao mesmo tempo, Pau Martí (Israel Premier Tech Academy), camisola amarela da Volta a Portugal, perdia contacto com o grupo dos favoritos.  A Anicolor/Tien 21 impôs um ritmo brutal que partiu o pelotão por completo - Artem Nych, campeão da última edição da Volta a Portugal, atacou o grupo a 4 km do fim e deixou apenas sete ciclistas na discussão da etapa. Créditos: Podium Events/Matias Novo Byron Munton vence na Volta a Portugal Com 3 km para se correr, foi a vez de Byron Munton testar o grupo, desta vez sem resposta imediata de nenhum rival. Um quilómetro depois, Nych voltou a mexer, desta vez apenas seguido por Jesús David Peña (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense) e Lucas Lopes (Rádio Popular - Paredes - Boavista). O último quilómetro assistiu a uma luta titânica entre Munton, que seguia sozinho na frente, e o grupo perseguidor onde estavam os favoritos à vitória da geral. Byron Munton aguentou-se na frente, e venceu isolado no topo da Senhora da Graça. Poucos segundos depois, chegaram Nych e Peña, seguidos de Lucas Lopes e Alexis Guerin (Anicolor / Tien 21). Primeira vitória para o homem da FEIRENSE - BEECELER desde 2022, quando triunfou nos campeonatos nacionais da contrarrelógio da África do Sul. Para as contas da Volta a Portugal, vale ainda assinalar a troca de camisola amarela, que passa de Pau Martí para Artem Nych. Foto: Ciclismo +TV Rodrigo Rodrigues Top 10 da etapa RnkRiderTeamTime1Munton ByronFEIRENSE - BEECELER4:24:242Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:093Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,4Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista0:185Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:196Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy0:517Antunes TiagoEfapel Cycling1:008Domínguez DavidAviludo - Louletano - Loulé,,9Cadena Edgar DavidPetrolike1:0410Arriola-Bengoa JulenCaja Rural - Seguros RGA,, Top 10 da classificação geral RnkRiderTeamTime1Nych ArtemAnicolor / Tien 2117:09:152Munton ByronFEIRENSE - BEECELER0:083Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:124Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:265Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista0:436Antunes TiagoEfapel Cycling1:157Cadena Edgar DavidPetrolike,,8Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy1:239Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:2410Pinto PedroEfapel Cycling1:40 Fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Volta a Portugal | A festa do povo em fotos Pela lente dos fotógrafos Matias Novo e Sérgio Henriques constatamos que há tradições que ainda são o que eram na Volta a Portugal. Não puderam vir? Ainda vêm a tempo. A Volta a Portugal cumpre 98 anos e desde que foi fundada, em 1927, continua a ser o evento desportivo por excelência do verão nacional. Através da RTP, a média da edição de 2024 foi de 350 mil espetadores em muitos dias, com picos acima de 500 mil. Numa época onde os maiores concorrentes são a praia e o mar, foram números razoáveis para o canal público. Reuni uma seleção de fotos dos primeiros quatro dias, cortesia da Podium Events, com o objetivo de aproximar da corrida aqueles que não podem viver na estrada a corrida. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Foto: Podium Events/Matias Novo O ritual de todos os verões O ciclismo é um desporto que passa de pais para filhos, de avós para netos. No fundo cabe aos mais velhos manterem vivo o ritual de todos os verões ir à estrada ver passar o pelotão. Lembro-me de esperar por chapéus e brindes à beira da estrada – os patrocinadores continuam presentes, mas estão menos mãos largas – e ir para casa a correr para ver o final da etapa. Hoje, desde qualquer telefone abrimos uma app de streaming e está feito! Etapa 3 | Hugo Nunes “engana” o pelotão Foto: Podium Events/Matias Novo Pelotão já não tem ONCE, Banesto, Mapei ou Saeco Muita coisa tem vindo a mudar. O pelotão já não tem ONCE, Banesto, Mapei ou Saeco, mas por outro lado as estrada não são o inferno que eram na década de 90. Um dia estive em Sogamoso, Colômbia, na casa do ex-ciclista Chepe González. Foi um trepador extraordinário duas vezes rei da montanha no Giro de Itália e vencedor de etapas tanto na prova italiana como no Tour de France. A padeira Elisabete Ferreira e a Volta a Portugal Foto: Podium Events/Matias Novo Castigo é castigo A certa altura perguntei-lhe "então e correste em Portugal?". Chepe González parou e disse: "Muito calor e as estradas eram más. Um dia ia abandonar no Giro e o diretor disse que se pusesse o pé no chão ia correr a Portugal de castigo." Não abandonou esse Giro, mas acabou por vir à Volta em 2001 e não terminou qualquer etapa nos 100 primeiros... castigo é castigo! Fartei-me de rir e informei-o de que atualmente dispomos de ótimas condições logísticas e estradas que parecem tapetes persa. Reminiscências da Maia-Milaneza Foto: Podium Events/Matias Novo Picanha, feijoada e cozido à portuguesa O calor é que não falha, tal como o fogareiro, embora o menu das etapas montanhosas já não seja só febras e entrecosto. Na Senhora da Graça vi picanha, feijoada e cozido à portuguesa e tenho um amigo francês que com estes petiscos nem tinha chegado ao topo... não é Olivier? A cerveja sofreu da evolução dos gostos do consumidor e a garrafa de 30 cl deu lugar à mais prática mini. Etapa 2 | Pau Martí vence no sterrato de Fafe Foto: Podium Events/Matias Novo Luís Montenegro veio à Volta pelo segundo ano consecutivo Também a estrada continua a revelar os artistas anónimos que refletem no asfalto a paixão pelos ciclistas. Não é fácil estar de rabo para o ar a pintar com 35 graus. A nossa corrida está diferente, mas continua a ser a festa do povo. Nem o primeiro-ministro quis perder a oportunidade de se deixar ver; Luís Montenegro veio pelo segundo ano consecutivo e essa é uma boa notícia para o ciclismo. Etapa 1 | Veni, Vidi, Tivani Foto: Podium Events/Matias Novo Prometemos uma segunda edição deste artigo com o retrato das subidas à Senhora da Graça, Alto da Torre e Alto de Montejunto. Aí o espírito ainda é o de outros tempos, seja a apoiar quem sobe de bike seja a saudar quem passa de carro. ### Volta a Portugal | Etapa 3 | Hugo Nunes "engana" o pelotão Dia perfeito para a fuga na Volta a Portugal: Hugo Nunes triunfou num sprint a três, numa luta incrível entre fugitivos e pelotão Dia de muito calor na ligação entre Boticas e Bragança - onde o TopCycling esteve à conversa com a Padeira Elisabete Ferreira. Depois da terra batida na Volta a Portugal, uma etapa de transição permitiu à fuga sonhar com a vitória. No final, os cálculos do pelotão falharam por pouco: três fugitivos discutiram a etapa ao sprint, com Hugo Nunes (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) a ser o mais forte. Iúri Leitão (Caja Rural - Seguros RGA) foi o mais rápido do grande grupo, que chegou a poucos metros do vencedor. Ler mais | Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Os ciclistas partiram do Largo Nossa Sr. Livração, em Boticas, “Terras do Barroso”.Foto: Podium Events/Matias Novo Dia de transição para a fuga sonhar Tirada de 185 km, com quatro contagens de montanha, incluindo a primeira contagem de primeira categoria nesta edição da Volta a Portugal, com cerca de 40 km para o final da etapa. Uma fuga de 13 homens saiu para a frente da corrida no início do dia e o pelotão relaxou: chegaram a ser mais de 6:00 de vantagem, a maior diferença até ao momento na Grandíssima. A subida à Serra da Nogueira chegou a partir o grupo, deixando quatro homens na frente. A 25 km do fim, a diferença era de 2:30, com a Israel Premier Tech Academy a trabalhar no pelotão para defender a camisola amarela de Pau Martí. O grupo voltou a andar junto, mas com 15 km para o fim, Hugo Nunes atacou e levou consigo Adam Lewis (Team Skyline) e Tiago Leal (Rádio Popular - Paredes - Boavista). Foto: Podium Events/Matias Novo Fuga vs. Pelotão e um final espetacular Numa Volta a Portugal pouco simpática para os sprinters, ainda foram eles a relançar o final da etapa. Os três fugitivos – onde Caleb Classen (Project Echelon Racing) substituiu Adam Lewis – mantiveram margem mínima face ao pelotão e 0:10 à entrada do último quilómetro foram suficientes para que os três da frente discutissem a etapa. Hugo Nunes foi o mais forte e estreou-se a ganhar na Volta a Portugal, transformando uma fuga que arrancou ao km 14 num triunfo épica. Desde o pelotão, Iúri Leitão sprintou mais rápido, mas tarde de mais. Pau Martí (Israel Premier Tech Academy) conseguiu defender a camisola amarela antes da quarta etapa da Volta a Portugal, onde os ciclistas vão ter pela frente um duríssimo teste na subida à Senhora da Graça. Ler mais | Reminiscências da Maia-Milaneza na Volta a Portugal Hugo Nunes não vencia desde 2022 no GP Abimota.Foto: Podium Events/Matias Novo Mais um estreante a vencer na Volta a Portugal Hugo Nunes, natural de Paços de Ferreira, sucede a Pau Martí, que venceu no sterrato de Fafe, como estreante a vencer na Volta a Portugal. O ciclista de 28 anos correu o Tour de l'Avenir em 2017, foi vice-campeão nacional de sub-23 em 2016 e conquistou a camisola da montanha na Volta a Portugal em 2020, mas nunca tinha vencido uma corrida ao nível profissional.  Top 10 da etapa PosiçãoCorredorEquipaTempo1Nunes HugoCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:44:172Classen CalebProject Echelon Racing,,3Leal TiagoRádio Popular - Paredes - Boavista,,4Leitão IúriCaja Rural - Seguros RGA,,5Mesa SantiagoEfapel Cycling,,6Contte TomasAviludo - Louletano - Loulé,,7Campos FranciscoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,8Peñuela Francisco JoelCaja Rural - Seguros RGA,,9Silva PedroAnicolor / Tien 21,,10Martí PauIsrael Premier Tech Academy,, Top 10 da classificação geral PosiçãoCorredorEquipaTempo1Martí PauIsrael Premier Tech Academy12:44:442Nych ArtemAnicolor / Tien 210:023Reis RafaelAnicolor / Tien 210:154Guerin AlexisAnicolor / Tien 21,,5Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:166Cadena Edgar DavidPetrolike0:187Antunes TiagoEfapel Cycling0:228Munton ByronFEIRENSE - BEECELER0:259Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:2710Silva AfonsoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:32 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### A padeira Elisabete Ferreira e a Volta a Portugal Elisabete Ferreira foi a melhor padeira do mundo em 2024 e é uma mulher extraordinária, visionária, que só encontramos graças à Volta a Portugal. Elisabete Ferreira não é apenas padeira, mas embaixadora do pão, alem de ser o segredo mais bem escondido de Bragança, onde a Volta a Portugal terminou uma etapa pela vigésima vez na história. Deixem-me contextualizar porque esta é daquelas histórias de pura sorte. Eu e o Beltrão acordamos tarde porque o transfer de 190 km entre Fafe e Bragança pesou nas pestanas. Perguntamos ao Google pelo “melhor pequeno-almoço de Bragança”. Respondeu amavelmente Pão de Gimonde. Ok, bora lá conhecer mais um sítio. Sítio de aparência moderna, excelentes opções de bolos e salgados. Notei que o pão era maravilhoso, mas só me dei conta do que estava a comer quando alguém disse: “Olhe, vem aí a melhor padeira do mundo.” “O pão rápido é o oposto do pão lento. Deixa de ter sabor, de ser digerido da mesma forma. O pão lento tem menor índice glicémico porque há uma degradação dos açúcares, mas também muito mais aroma porque a natureza que está na farinha desse grão, desse cereal, vai-se sentir muito mais, porque deixamos as enzimas naturais da farinha trabalhar.” Elisabete Ferreira ao TopCycling. Ler mais | Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma | Lease a Bike Obrigado Elisabete! Brutal a foccacia de pistacho e chocolate e a coca de amêndoa e anis preparada para nós. O ciclismo leva-nos aonde chegam todos e aonde não chega ninguém Quando Elisabete Ferreira, diretora executiva do Pão de Gimonde, se sentou comigo e começou a desbobinar senti-me um ignorante. O pão é a minha debilidade gastronómica. Como é que não a vi nas notícias quando recebeu o diploma da União Internacional de Panificação e Pastelaria, em 2024? Penso muitas vezes que, sem a Volta a Portugal, sem visitar Bragança, Gimonde ou Fornos de Algodres nunca chegaria a certos sítios, provaria certos sabores e conheceria certas pessoas. O ciclismo leva-nos aonde chegam todos e aonde não chega ninguém. Também há ciclismo na vida desta artista, que gosta de dar uma voltinha com o marido entre Gimonde e Quintanilha, perto da fronteira com Espanha. O desporto, a boa alimentação e as relações humanas são a base de uma vida equilibrada. Reminiscências da Maia-Milaneza na Volta a Portugal Elisabete Ferreira à conversa com Gonçalo Moreira. Potencial do pão de Gimonde para ciclistas Ser a melhor padeira do mundo não é coisa de um dia ou de um concurso, mas o reconhecimento à trajetória profissional, social e académica. Comentei com Elisabete Ferreira que o ciclismo vive obcecado com o peso e que há atletas que comem com a balança em cima da mesa. Também que vivemos na era da especialização, na qual as equipas de topo têm nos quadros nutricionistas e chefs orientados para a performance. “Somos o que comemos”, disse Hipócrates. Pensei logo no potencial do pão de Gimonde para ciclistas, que poderiam comer um alimento básico sem remorsos. “Fiz um pão com alto teor de proteína com farinha de ervilha e fizemos as análises na universidade: 23,4 de proteína. Além do alto teor de fibra que, para mim, é até mais importante. Este pão está mais orientado para a população idosa, que já não quer mastigar tanto a carne e falta a proteína. Nós vamos passar por lá, portanto, vamos tentar deixar o legado para o futuro.” Elisabete Ferreira ao TopCycling. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Em 2024, a União Internacional de Panificação e Pastelaria escolheu Elisabete Ferreira como melhor padeira do mundo. "O pão é um superalimento" Comunidade, proximidade e sustentabilidade estão sempre na mente de Elisabete Ferreira, que correu para o Laboratório – como chama à zona de trabalho – para nos preparar uma foccacia de pistacho e chocolate e uma coca de amêndoa e anis, na qual queima o anis levando à caramelização da amêndoa à nossa frente. Como é que algo tão tradicional como o pão transmontano motiva nesta padeira inquietudes que a levam a investigar novas receitas, novos ingredientes e analisar os produtos em ambiente universitário? “O pão é um superalimento só que o tratamos mal porque sempre o tivemos em cima da mesa disponível, mas quando deixarmos de ter padeiros que fazem produto diferenciador e só tivermos o industrial é que vamos sentir falta desta identidade. Temos que cuidar aquilo que é nosso.” Elisabete Ferreira ao TopCycling. Como dizem em Trás-os-Montes, o que é demais é moléstia. Pegamos nas mochilas e fomos em direção à meta, na Rua Prof. Dr. António Gonçalves Rodrigues, mais felizes e bem alimentados por uma mulher extraordinária que a Volta a Portugal colocou no nosso caminho. Volta a Portugal | Etapa 2 | Pau Martí vence no sterrato de Fafe ### Volta a Portugal | Etapa 2 | Pau Martí vence no sterrato de Fafe Calor, terra batida e dureza partiram o pelotão na chegada a Fafe aonde venceu Pau Martí, de 20 anos, que já está de amarelo na Volta a Portugal. Há dias assim e o terceiro da Volta a Portugal viu Pau Martí, que corre pela Academia da Israel Premier Tech, equipa que veio trazer à prova um cheirinho a WorldTour conquistando a chegada a Fafe. Dia para mais tarde recordar em terras minhotas. O público desfrutou de uma etapa lindíssima e recebeu dos ciclistas total entrega, sobretudo na fusão de ciclismo e rali graças à passagem no salto da Pedra Sentada. Via RTP pudemos ver imagens mais típicas da Strade Bianche ou da Paris-Tours. Planos quase cinematográficos que valorizam a corrida e o país, em mais uma prova de que nenhum desporto promove a beleza natural de uma localidade como o ciclismo. Strade Bianche: Guia para viajar, assistir e pedalar pelo sterrato da Toscana Pau Martí estreou-se a ganhar como profissional.Foto: Podium Events/Matias Novo Grupo de cinco decidiu a etapa na meta Desde a primeira passagem pela meta, a 39,8 km do final, o terreno inclinou com as contagens de Casa do penedo e Golães. O famoso setor de terra do rali de Portugal, com 1600 m de extensão e 5,7 % de inclinação média, partiu a corrida e deixou na frente Alexis Guérin e Artem Nych (Anicolor-Tien21), Pau Martí (Israel Premier Tech Academy) e Jesús Peña (AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense). Após o segmento de subida em terra batida seguiram-se mais 2 km de descida não asfaltada. Aí reentrou Edgar Cadena (Petrolike) e um grupo de cinco decidiu a etapa na meta. Foto: Podium Events/Matias Novo Estreia a vencer como profissional Em superioridade numérica a Anicolor-Tien21 meteu Guérin a trabalhar para Nych, mas nos 350 m finais o empedrado em falso plano pesaram nas pernas do campeão da Volta a Portugal. Ao arranque do russo respondeu Pau Martí, que mostrou um punch incrível para vencer a etapa e saltar para a liderança da corrida. Martí é natural de Moixent, Comunidade Valenciana, zona de ciclistas e de estágios na pré-temporada. Aos 20 anos, fez uma dupla imparável com Daniel Lima para vencer este ano a Corrida da Paz, prova de prestígio do calendário sub-23, e já tinha fechado pódio no Giro de Itália da passada temporada. Fafe passa a fazer parte da carreira de uma estrela emergente no pelotão internacional já que é a estreia a vencer como profissional de Pau Martí, que assim acelera a transição para o WorldTour com a equipa israelita. Tivani chegou a ser amarela virtual, mas cedeu no sterrato.Foto: Podium Events/Matias Novo Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Martí PauIsrael Premier Tech Academy4:00:332Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,3Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,4Cadena Edgar DavidPetrolike+0:025Guerin AlexisAnicolor / Tien 21,,6Kretschy MoritzIsrael Premier Tech Academy+0:117Peñuela Francisco JoelCaja Rural - Seguros RGA,,8Antunes TiagoEfapel Cycling,,9Silva PedroAnicolor / Tien 21,,10Rota RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista,, Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Martí PauIsrael Premier Tech Academy8:00:272Nych ArtemAnicolor / Tien 21+0:023Reis RafaelAnicolor / Tien 21+0:154Guerin AlexisAnicolor / Tien 21,,5Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense+0:166Cadena Edgar DavidPetrolike+0:187Antunes TiagoEfapel Cycling+0:228Munton ByronFEIRENSE - BEECELER+0:259Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car+0:2710Silva AfonsoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense+0:32 ### Reminiscências da Maia-Milaneza na Volta a Portugal Ouvimos Bruno Pires, ex-corredor da Maia-Milaneza de Manuel Zeferino, projeto que recordamos pelo impacto que teve na Volta a Portugal. Vinte e três anos depois, a Maia foi o ponto de partida da Volta a Portugal e ao ver o Estádio Doutor José Vieira de Carvalho lembrei-me do autarca e de um dos projetos que acarinhou, a equipa de ciclismo da Maia-Milaneza, parte da estrutura da União Ciclista da Maia. Em meados dos anos 90 nasceu a Hipermercados Jumbo-Maia com nomes fortes como José Azevedo e Claus Moller. Para um miúdo do Porto, como eu, o Jumbo da Maia era um paraíso porque teve um dos primeiros McDonald's do país. A euforia era tanta que celebrei lá um aniversário, com direito a visitar a cozinha e tudo! Voltemos ao ciclismo. Muitas coisas se passaram entre 1994 e 2007, boas e más. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Formado na UCM, Diogo Narciso já ganhou três medalhas em Europeus de pista e está na Volta.Foto: União Ciclista da Maia Última equipa nacional numa grande Volta Como parte da UCM, a Maia venceu quatro Voltas a Portugal: Fabian Jeker (2001), Claus Moller (2002), David Bernabéu (2004) e Xavier Tondo (2007). Também correu a Taça do Mundo de ciclismo – o equivalente ao atual WorldTour – e foi a última equipa nacional numa grande Volta – a Vuelta a Espanha de 2003. O final do projeto não foi bonito. Acusações de doping e a reputação do ciclismo manchada num caso que acabou sem repercussões penais. Em 2011, a Relação do Porto absolveu Manuel Zeferino e Marcos Maynar, médico da equipa que foi associado ao colombiano Miguel AngeLopez, que cumpre sanção de quatro anos. Vuelta a Espanha 2025 – Percurso completo anunciado A UCM continua a competir nos escalões jovens.Foto: União Ciclista da Maia Ciclismo nacional atravessa uma crise profunda A visita à Maia levou a Antena 1 a ouvir Manuel Zeferino, face visível de uma direção ambiciosa. O vencedor da Volta a Portugal de 1981, pelo FC Porto, recordou os bons velhos tempos ao microfone do jornalista Pedro Ribeiro. “Os orçamentos eram muito maiores. Há 23 anos a Maia gastava 1,75 milhões de euros. Dava para pagar os orçamentos todos das equipas nacionais (…) Ganhamos quatro Voltas a Portugal enquanto Maia-Milaneza, na Vuelta a Espanha fomos terceiros por equipas, ganhamos Comunidade Valenciana, Astúrias, grandes prestações no Paris-Nice. Foi a época de ouro do ciclismo nacional, entre 2001 e 2003.” Manuel Zeferino à Antena 1. Admitindo que o ciclismo nacional atravessa uma crise profunda e que o pelotão da Volta a Portugal está aquém dos pergaminhos do passado, Manuel Zeferino vê com bons olhos a presença da Israel Premier Tech Academy, satélite da equipa WorldTour. “É preciso maior investimento na Volta a Portugal, só com grandes equipas presentes é que a Volta a Portugal se tornará outra vez Grandíssima (…) Não quer dizer que venham as equipas do WorldTour, mas têm sempre grandes equipas de formação aonde têm grandes ciclistas, os ciclistas do futuro, esses sim poderão dar forte competitividade à Volta a Portugal.” Manuel Zeferino à Antena 1. Entrevista | Ricardo Scheidecker (Tudor) no TopCycling Bruno Pires está no segundo ano como diretor desportivo da Tudor.Foto: Tudor Pro Cycling Bruno Pires fez parte da estrutura até 2008 Quando ouvi Manuel Zeferino lembrei-me de Bruno Pires, que pela Maia-Milaneza foi 7º na Volta a Portugal de 2006. Nesse ano correu em apoio a João Cabreira, que terminou 4º a 2:37 do vencedor David Blanco. O alentejano de Redondo passou a profissional na UCM e fez carreira na Leopard Trek e na Tinkoff-Saxo. Por estes dias dirige a Tudor no Tour de l’Ain. “A Maia-Milaneza era a equipa mais forte de Portugal e fazia grandes resultados no estrangeiro, que era algo que já me aliciava. Foi o meu início como profissional, de muita aprendizagem porque estava rodeado de gente que percebia muito de ciclismo. Daí aprendi a forma de correr, que hoje ensino aos corredores, foi muito com o Zeferino que aprendi esse processo, que hoje aplico.” Bruno Pires ao TopCycling. Bruno Pires fez parte da estrutura até 2008, antes de sair para a Barbot-Siper e depois dar o salto para o WorldTour. Pela Maia estreou-se a vencer – na Volta a Trás-os-Montes – e foi campeão nacional, em 2006, em Castelo de Vide. Duas décadas depois ainda recorda o que sentiu quando foi recrutado por Manuel Zeferino. “Quando fui assinar o primeiro contrato profissional nem acreditava que era real, quando recebi a primeira roupa da Maia também foi ‘será que isto é verdade’. Foi uma experiência fantástica.” Bruno Pires ao TopCycling. Entrevista | Fabian Cancellara no TopCycling: “Acordo com um sorriso” Foto: União Ciclista da Maia Maia continua a respirar ciclismo Através da Earthconsulters/Maia/Frutas Monte Cristo, a cidade continua a respirar ciclismo. Após 2007, a UCM reinventou-se como equipa de formação e compete com os sub-23. Também na Volta a Portugal quase ganharam o Prólogo. Como? Graças a um jovem que passou pela estrutura e que agora corre na Rádio Popular-Paredes-Boavista, o gaiense Daniel Dias. No pelotão da Grandíssima encontramos mais dois “antigos alunos”: Diogo Narciso da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car e Francisco Pereira da Feirense-Beeceler. O clube é presidido por António Pereira e a gestão desportiva fica a cargo de Jorge Henriques. Este ano os destaques têm sido João Martins – top 10 no Campeonato Nacional – e Guilherme Mesquita – 16º na Volta a Portugal do Futuro. Na Maia não se vive só de história, através da UCM o futuro faz-se pedalando. ### Volta a Portugal | Etapa 1 | Veni, Vidi, Tivani Nico Tivani foi o mais forte na primeira etapa em linha da Volta a Portugal, vencendo um improvável sprint na dura chegada ao Sameiro. Rafael Reis mantém a amarela. Depois de uma prestação de luxo de Rafael Reis no Prólogo, o corredor de 33 anos voltou a demonstrar que está forte na Volta a Portugal conservando a liderança da classificação geral num terreno que à partida lhe era adverso. Os 162 km que ligaram Viana do Castelo a Braga (Sameiro) foram o primeiro teste entre os favoritos à geral. Jornada com duas contagens de montanha de terceira e duas de segunda categoria, mas sobretudo um final duro com dupla ascensão ao Santuário do Sameiro. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise O pelotão à saída de Viana do Castelo, cidade de Iúri Leitão.Foto: Podium Events Pelotão controlou a fuga Daniel Dias (Rádio Popular – Paredes- Boavista), Aleksandr Grigorev (Efapel), Samuel Boardman (Project Echelon Racing), Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Francisco Pereira (Feirense-Beeceler), Duarte Domingues (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) e Miquel Valls (GI Group Holding - Simoldes - UDO) foram os ciclistas que escaparam e formaram a fuga do dia. Apesar de serem sete, o pelotão controlado pela Anicolor/Tien 21 nunca deu grande liberdade. Prólogo | Rafael Reis conquista a décima Foto: Podium Events Fuga alcançada antes do Sameiro O pelotão alcançou a fuga já em Braga e entrou no Sameiro compacto. Mal as vertentes subiram de nível sucederam-se os ataques, mas foi pouco mais do que pólvora seca. Hugo Nunes (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) liderou a corrida na primeira passagem pela meta. A decisão ficou para a última subida (8 km a 6%), mas o tapete perfeitamente asfaltado que substituiu os antigos troços de empedrado tiraram dureza ao Sameiro. Os favoritos marcaram-se, o que deu origem a alguns ataques. Ler mais | João Matias: “Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal” Reis, Tivani, Martí e Medeiros subiram ao pódio no Sameiro.Foto: Podium Events Tivani vence no Sameiro O Louletano Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) mexeu-se primeiro, mas foi contra-atacado por Pedro Silva (Anicolor / Tien 21) e só foi alcançado por um esforço de Tiago Antunes (Efapel) que tentou a sorte. Ao ciclista do Bombarral, um dos candidatos à vitória final, não foi dado espaço e um grupo de cerca de 30 corredores entrou na meta com a vitória debaixo de mira. Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé) impôs-se no grupo reduzido e junta Braga à vitória do ano passado em Marvila, Lisboa. O argentino ficou 0:02 segundos da camisola amarela que a equipa de Américo Silva procurava. Há quase 30 anos que os louletanos não vestem de amarelo na Volta a Portugal. A imponente vista do Santuário do Sameiro, na cidade dos arcebispos.Foto: Podium Events Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé3:56:042 Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:013 Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy0:024 Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,5 Medeiros JoãoCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:036 Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista,,7 Arriola-Bengoa JulenCaja Rural - Seguros RGA,,8 Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car,,9 Martí PauIsrael Premier Tech Academy,,10 Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO0:04 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Reis RafaelAnicolor / Tien 213:59:552 Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé0:023 Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy0:054 Nych ArtemAnicolor / Tien 210:075 Martí PauIsrael Premier Tech Academy0:096 Antunes TiagoEfapel Cycling0:107 Munton ByronFEIRENSE - BEECELER,,8 Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:129 Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:1310 Cadena Edgar DavidPetrolike0:15 ### Volta a Portugal | Prólogo | Rafael Reis conquista a décima Rafael Reis foi o vencedor do Prólogo da Volta a Portugal ao fazer o melhor tempo na Maia. O ciclista da Anicolor/Tien 21 é o primeiro a vestir de amarelo, depois de luta renhida com Iuri Leitão. Início da edição 86 da Volta a Portugal com um prólogo na cidade da Maia, que serviu para entregar a primeira camisola amarela desta edição da corrida. Com uma distância de apenas 3,4 km, o percurso, apesar de um pouco técnico, foi feito a fundo e deu aos especialistas do esforço individual a oportunidade de mostrar as suas valências. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise A Maia voltou a ser ponto de partida da Volta a Portugal 23 anos depois.Foto: Podium Events Primeiro Bickmore depois Martí Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínos/Marcos Car) deu o tiro de partida da Volta a Portugal 2025 e foi o primeiro ciclista a ir para as estradas da Maia. Cade Bickmore (Project Echelon Racing), décimo corredor à saída, marcou um tempo de 4:01 e deu o mote para o dia de hoje. Depois de algum tempo na cadeira quente, o ciclista americano foi ultrapassado pelo jovem de 20 anos Pau Martí (Israel Premier Tech Academy) que tomou conta do melhor tempo com 4:00. Diogo Narciso foi o primeiro corredor a fazer-se à estrada.Foto: Podium Events Portugueses entram ao serviço Foi Daniel Dias (Rádio Popular-Paredes-Boavista) quem destronou Martí com 3:58, o primeiro tempo abaixo dos 4:00. Jens Verbrugghe (Israel Premier Tech Academy) ainda bateu o tempo de Daniel Dias, mas Iuri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) foi mais rápido que o belga e voltou a dar o melhor tempo a um ciclista português com 3:54, quando faltava apenas chegar Rafael Reis (Anicolor/Tien 21). Ler mais | João Matias: “Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal” Foto: Podium Events Rafael Reis é o primeiro líder Rafel Reis, o último ciclista a ir para a estrada e grande aposta do dia, confirmou o favoritismo e venceu o Prólogo da Volta a Portugal. O ciclista de 33 anos retirou 0:03 segundos a Iuri Leitão e fez os 3,4 km em 3:51, quase a 53 km/h de média. Foi a décima vitória de Rafael Reis na Volta a Portugal, onde leva cinco edições consecutivas a vencer o Prólogo, que também dominou recentemente no Troféu Joaquim Agostinho. Foto: Podium Events Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 Reis RafaelAnicolor / Tien 213:5152.9872 Leitão IúriCaja Rural - Seguros RGA0:0352.3083 Verbrugghe JensIsrael Premier Tech Academy0:0452.0854 Dias DanielRádio Popular - Paredes - Boavista0:0751.4295 Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,51.4296 Salgueiro Carlos MiguelAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,51.4297 Martí PauIsrael Premier Tech Academy0:0951.0008 Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy,,51.0009 Antunes TiagoEfapel Cycling0:1050.78810 Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy,,50.788 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Reis RafaelAnicolor / Tien 213:512 Leitão IúriCaja Rural - Seguros RGA0:033 Verbrugghe JensIsrael Premier Tech Academy0:044 Dias DanielRádio Popular - Paredes - Boavista0:075 Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,6 Salgueiro Carlos MiguelAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,7 Martí PauIsrael Premier Tech Academy0:098 Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy,,9 Antunes TiagoEfapel Cycling0:1010 Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy,, ### Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Entre 6 e 17 de agosto decorre a 86.ª Volta a Portugal, por isso fizemos um Guia com altimetrias, favoritos e equipas. Fica o aviso: vem aí muita montanha! Bem-vindos ao Guia da 86.ª Volta a Portugal, evento que podemos resumir em três momentos: o Prólogo de abertura na Maia, as três duríssimas chegadas montanhosas e o contrarrelógio final em Lisboa. Em 1581 km cabem muitos pormenores, como as 28 contagens montanha e as 27 metas volantes. Há também uma estreia: Ferreira do Zêzere entra na história da corrida. A 1.ª Volta a Portugal teve como vencedor António Augusto de Carvalho, do Grupo Sportivo de Carcavelos. O clube da Linha associou-se à apresentação da 86.ª edição, emprestando o troféu outorgado ao vencedor em 1927. O que podemos esperar do percurso? Analisamos a Volta a Portugal etapa a etapa. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Rafael Reis venceu o Prólogo em seis ocasiões na Volta.Créditos: Matias Novo/Podium Events 6 de agosto | Prólogo – Maia A edição de 2025 fica marcada pelo regresso da cidade da Maia, como início da prova, 23 anos depois, com um Prólogo de 3,4 km, que fará o primeiro alinhamento da geral individual e dará a conhecer o primeiro camisola amarela. Em 2024, da cidade maiata partiu a 9.ª etapa rumo à Senhora da Graça, no dia D da geral. Este ano, em fevereiro, a também foi ponto de partida do Gran Camiño, com Magnus Cort a bater Santiago Mesa. A útima chegada à Maia, na Volta a Portugal, foi em 2022, quando o estadunidense Scott McGill (Project Echelon) se impôs, trilhando a rota vitoriosa para a classificação por pontos. Foto: Podium Events 7 de agosto | 1.ª etapa – Viana do Castelo › Braga (Sameiro) No glossário das localidades e dos finais de etapas em alto, não se encontra qualquer referência ao Sameiro, pelo que será a primeira vez que a meta estará colocada no Santuário de Nossa Senhora do Sameiro. No Minho, espera-se um exigente circuito final pela dupla ascensão ao Sameiro via Bom Jesus, intercalada pela rápida descida da Falperra, no primeiro teste aos favoritos ao título. A atual Gi Group Holding/Simoldes/Oliveirense venceu na última chegada a Braga, com Luís Gomes, num ano em que o Sameiro foi rampa de lançamento para um final a descer na "Cidade dos Arcebispos". Foto: Podium Events 8 de agosto | 2.ª etapa – Felgueiras › Fafe Entre Felgueiras e Fafe o denominador comum é alta velocidade, mas atenção às armadilhas dos troços não asfaltados ao melhor estilo do Rally de Portugal. A etapa passa no famoso troço de 4,5 km da Casa do Penedo, antes do final na Praça 25 de abril. Fafe repete face à edição passada, onde houve sprint ganho pela Aviludo/Louletano/Loulé Concelho através do argentino Tomás Contte. Foto: Podium Events 9 de agosto | 3.ª etapa – Boticas › Bragança Mais duas cidades que repetem face a 2024: Boticas troca a chegada pela partida, após ter sido palco da vitória de Artem Nych com um solo de 19 km. Já em Bragança venceu Hugo Scala Jr pela estadunidense Project Echelon. No nordeste transmontano mantém-se a tradição e o pelotão visita Bragança pela 21.ª vez no final da etapa mais longa (185,2 km). Pelo meio cruzam a Serra da Nogueira (1.ª categoria) a cerca de 40 km do final. Foto: Podium Events 10 de agosto | 4.ª etapa – Bragança › Mondim de Basto (Senhora da Graça) Volta que é Volta passa na Senhora da Graça, mas que a chegada ao Alto do Monte Farinha seja ao quinto dia é obra. O pelotão pernoita em Bragança e daí parte rumo ao santuário, em Mondim de Basto. No Guia da 86.ª Volta a Portugal não podia faltar a etapa rainha! No ano passado, foi na Senhora da Graça que se operou a reviravolta na geral a favor de Artem Nych, apesar de o vencedor do dia ter sido Abner González (Efapel). Foto: Podium Events 11 de agosto | 5.ª etapa – Lamego › Viseu Desde as escadarias mais imponentes de Portugal à grandiosa Avenida Europa, em Viseu. Haverá circuito no local onde terminou a Volta de 2024, que desta vez assinala a véspera do dia de descanso. Em Viseu, teremos possivelmente a única chegada para puros sprinters, embora haja muito acumulado a ultrapassar até lá. Há um ano, Artem Nych corou-se vencedor do contrarrelógio individual e campeão da Volta a Portugal debaixo de um sol abrasador na cidade de Viriato. Foto: Podium Events 13 de agosto | 6.ª etapa – Águeda › Guarda Partida do “Vale da Bicicleta” e chegada na cidade mais alta do país. Percurso exigente, já marcado orograficamente pela Serra da Estrela, e um final marcado pelo pavé da Rua Dom Nuno Alvares Pereira no acesso à meta situada no Largo General Humberto Delgado, na Guarda. Já sem Luis Angel Maté no pelotão, retirado no final da época passada, haverá que procurar sucessor para o “Lince” espanhol que venceu as duas últimas chegadas à Guarda. Foto: Podium Events 14 de agosto | 7.ª etapa – Sabugal › Alto da Torre No regresso a alta montanha, o pelotão parte de Sabugal, passa por Penamacor e Belmonte na aproximação à Covilhã para uma das míticas subidas da prova. A vertente usada será a mais dura: início na Covilhã e passagem pelas Penhas da Saúde rumo ao Alto da Torre, única contagem de máxima categoria desta Volta a Portugal. Em 2024, houve vitória para a Guatemala e para a Burgos-BH, por Sérgio Chumil. A equipa espanhola não participa nesta edição. Foto: Podium Events 15 de agosto | 8.ª etapa – Ferreira do Zêzere › Santarém A Vila de Ferreira do Zêzere soma-se à lista de cidades que passam à história da Volta a Portugal, 98 anos após o evento ter sido fundado. A meta está colocada em Santarém, cidade partida da 2.ª etapa da edição anterior. Será o regresso do pelotão 30 anos após a última chegada na Avenida Dom Afonso Henriques, isto após a travessia do médio Tejo e da lezíria do Tejo. 16 de agosto | 9.ª etapa – Alcobaça › Montejunto O Oeste é a região da moda no ciclismo. Foi nesta zona do país que nasceram António Morgado e João Almeida, “filhos” das rampas da Serra de Montejunto que brilham no WorldTour. Nem só do presente vive a modalidade e em Montejunto o dia servirá também para honrar a memória de Joaquim Agostinho, com a corrida a transitar por Torres Vedras. É a quarta vez que Montejunto acolhe a Volta a Portugal e a primeira em 42 anos. A subida foi passada em dose dupla no último Troféu Joaquim Agostinho e na chegada em alto o vencedor foi Jesús Peña. Curiosamente, o primeiro vencedor em Montejunto também corria pelo Tavira: José Henriques, em 1983. Nesta Volta a Portugal, o último duelo na montanha será no miradouro natural da Estremadura. Foto: Podium Events 17 de agosto | 10.ª etapa – Lisboa Final de festa na capital da nação, concretamente na Praça do Império, que vai coroar o campeão da 86.ª Volta a Portugal. Contrarrelógio individual de 16,7 km planos, com partida e chegada à Praça do Império. Pelo meio os corredores passam por Algés, Cruz Quebrada – no percurso de ida – e Alcântara – no caminho de regresso a Lisboa. Em 2024, houve sprint à moda de Lisboa no pitoresco bairro de Marvila, ganho por Nico Tivani. Foto: Podium Events Quem bate a Anicolor-Tien21? Mais de uma centena de ciclistas em representação de 16 equipas, incluindo as nove Continentais portuguesas, compõe o pelotão. Nota para a presença da equipa satélite da Israel Premier Tech, que mantém os jovens talentos das estruturas do WorldTour nas estradas nacionais, como se verificou na Volta ao Alentejo. Nessa ocasião o vencedor foi Noah Hobbs (EF Education/Aevolo) e a UAE Emirates/Gen Z venceu duas etapas. O favoritismo recai sobre os campeões em título. Quem bate a Anicolor-Tien21? Artem Nych foi o último vencedor, mas o russo não é o único trunfo da formação de Águeda, que tem Alexis Guérin em grande após vencer o Troféu Joaquim Agostinho. Falando de ex-campeões, Maurício Moreira, vencedor de 2022, desfalca a Efapel, que tem apresentado um Tiago Antunes em excelente plano este ano. Lucas Lopes foi o vencedor da Volta do Futuro.Foto: Podium Events E que jovens valores nacionais vão aparecer? Outro nome forte é Jesus Peña (AP Hotels & Resort/Tavira/Farense), que tem brilhado na alta montanha na presente temporada e aporta a qualidade de um atleta que na época passada corria no WorldTour. E que jovens valores nacionais vão aparecer? No Guia da 86.ª volta portugal colocamos alguns no radar. Gonçalo Leça foi 4.º em 2024 e terminou como o melhor português. No entanto, na Credibom/LA Alumínios/MarcosCar não devemos descurar a consistência de Emanuel Duarte. Na AP Hotels & Resort/Tavira/Farense há dois nomes que partem já com experiência de Volta a Portugal. No ano passado, tanto Diogo Barbosa como Afonso Silva fecharam top 20; poderão subir a parada? Por fim, Lucas Lopes (Rádio Popular/Paredes/Boavista), um dos mais completos ciclistas nacionais. Este ano já venceu a Volta do Futuro e o título nacional de contrarrelógio em sub-23, atenção ao poveiro. Start List das equipas ANICOLOR/TIEN 21 (POR) 1 – NYCH Artem 2 – FERNANDEZ Ruben 3 – COSTA Fábio 4 – SILVA Pedro 5 – WOOD Harrison 6 – REIS Rafael 7 – GUERIN Alexis CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP) 11 – LEITÃO Iúri 12 – ARRIOLA-BENGOA Julen 13 – LOPEZ Joseba 14 – JOHNSTON Calum 15 – PEÑUELA Francisco 16 – STITES Tyler 17 – DIAZ Alex ISRAEL PREMIER TECH ACADEMY (ISR) 21 – MARRIAGE Zachary * 22 – GILMORE Brady 23 – KRETSCHY Moritz 24 – LIMA Daniel * 25 – MARTI Pau * 26 – VERBRUGGHE Jens 27 – TENE Rotem * PETROLIKE 31 – CAICEDO Jonathan 32 – CADENA Edgar 33 – CALLEJAS Edison 34 – CISNEROS Cesar 35 – GARCIA TREJO Carlos * 36 – CAMARGO Yeferson * 37 – PONOMAR Andrii AP HOTELS & RESORTS / TAVIRA / SC FARENSE (POR) 41 – SILVA Afonso 42 – SALGUEIRO Carlos 43 – BARBOSA Diogo 44 – CAMPOS Francisco 45 – LASA Ailetz 46 – PINTO Diogo * 47 – PEÑA Jesus PROJECT ECHELON RACING (USA) 51 – HAUG Kieran 52 – ARNOPOL Richard 53 – BOARDMAN Samuel 54 – BICKMORE Cade 55 – CLASSEN Caleb 56 – GERVAIS Laurent 57 – SCALA JR. Hugo AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ (POR) 61 – TIVANI Nicolas 62 – CONTTE Tomas 63 – DEL PINO Jesus 64 – DOMINGUEZ David 65 – OYARZUN Carlos 66 – LEAL Cláudio * 67 – GALVEZ Jorge TAVFER - OVOS MATINADOS - MORTÁGUA (POR) 71 – MATIAS João 72 – SILVA Bruno 73 – LINAREZ Leangel 74 – MORAIS Francisco 75 – CARVALHO Gonçalo 76 – MARTINGIL César 77 – SANCHEZ Angel ATOM 6 BIKES DECCA 81 – BLEDDYN Oliver 82 – KING Matthew 83 – KINO Jan * 84 – MILLER Angus 85 – SMITH Jeremy 86 – ZABELINSKIY Bogdan * 87 – MAY Matthew EFAPEL CYCLING (POR) 91 – SILVA Joaquim 92 – ANTUNES Tiago 93 – CARVALHO André 94 – GRIGOREV Aleksandr 95 – MESA Santiago 96 – FERREIRA António 97 – PINTO Pedro ILLES BALEARS ARABAY (ESP) 101 – CURTO Edgar 102 – ESPARZA Unai 103 – FITO PRATS Ricard * 104 – MORA Sebastian 105 – SAGRADO Alvaro 106 – ROCA Joan * 107 – TRUEBA Sergio FEIRENSE - BEECELER (POR) 111 – CARVALHO António 112 – MUNTON Byron 113 – PEREIRA Francisco 114 – GONÇALVES Diogo 115 – PINHEIRO Ivo 116 – OLIVEIRA Fábio 117 – ANDRADE Pedro RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR) 121 – LOPES Lucas * 122 – LEAL Tiago 123 – GONÇALVES Hélder 124 – DIAS Daniel 125 – FONTE César 126 – ROTA RUS Raul 127 – AMADO Gonçalo GI GROUP HOLDING - SIMOLDES - UDO (POR) 131 – CARVALHO Rui 132 – GONÇALVES Gaspar 133 – RIBEIRO André * 134 – VALLS Miquel 135 – BUSTAMANTE Adrian 136 – GUAVITA Cesar 137 – ANDRÉ Andrey * CREDIBOM / LA ALUMÍNIOS / MARCOS CAR (POR) 141 – DUARTE Emanuel 142 – LEAÇA Gonçalo 143 – MEDEIROS João 144 – NARCISO Diogo 145 – DOMINGUES Duarte * 146 – PINTO Diogo * 147 – NUNES Hugo TEAM SKYLINE 151 – LEWIS Adam 152 – MAKOHON Jack 153 – MC DUNPHY Conn 154 – CHRISTIAN Sean 155 – KEOGH Cian 156 – FLANAGAN Liam Equipas Anicolor/Tien21 (Por) AP Hotels & Resorts/Tavira/ SC Farense (Por) Aviludo/Louletano/Loulé Concelho (Por) Credibom/LA Alumínios/Marcos Car (Por) Efapel (Por) Feirense/Beeceler (Por) GI Group Holding/Simoldes/Oliveirense (Por) Rádio Popular/Paredes/Boavista (Por) Tavfer/Ovos Matinado/Mortágua (Por) Atom 6 Bikes/Decca (Aus) Caja Rural/Seguros RGA (Esp) Illes Balears/Arabay (Esp) Israel/ Premier Tech Academy (Isr) Petrolike (Mex) Project Echelon (EUA) ____________ Foto de capa: Matias Novo/Podium Events ### Remco Evenepoel ganha asas Red Bull-Bora-hansgrohe Acordo entre Soudal Quick-Step, Remco Evenepoel e Red Bull-Bora-hansgrohe alcançado. Belga assina já em 2026! Com o contrato a acabar em 2026 e sem vontade de renovar, Remco Evenepoel foi alimentando os rumores que o colocavam no radar da Red Bull-Bora-hansgrohe. Agora a transferência está confirmada! Em vez de reter o corredor mais um ano, a Soudal Quick-Step liberta o craque graças a um acordo a três partes. Não se sabe a duração nem o valor do contrato, muito menos quanto pagou a equipa germânica à rival belga. “O Remco representa a ambição. Ele não quer apenas competir, quer marcar o ciclismo. Traz não apenas talento atlético excecional, mas também mentalidade admirável. A determinação, profissionalismo e inscansável persistência para triunfar são verdadeiramente inspiradoras." Ralph Denk, CEO da Red Bull-Bora-hansgrohe em comunicado. Evenepoel em Paris, celebrando a vitória na corrida olímpica de fundo.Foto: Getty Images Rendimento global espetacular A operação vai muito além do ativo principal. Evenepoel continuará a ser embaixador da Specialized e levará para a nova equipa o bloco de confiança: o colega Mattia Cattaneo, o diretor Klaas Lodewyck, o massagista David Geeroms, o mecânico e primo Dario Kloeck. A Red Bull já tinha começado a preparar a chegada do ciclista contratando o antigo selecionador da Bélgica, Sven Vanthourenhout, e prescindindo de Rolf Aldag. O belga de 25 anos deu a vitória 1000 à Soudal Quick-Step durante o Tour de France e teve um rendimento global espetacular: campeão mundial e olímpico de contrarrelógio e de estrada, vencedor da Vuelta a Espanha, pódio no Tour de France e duas edições da Liège-Bastogne-Liège, No total são 62 vitórias em sete épocas na estrutura belga, na qual passou a profissional em 2019 após vencer o Mundial júnior em Innsbruck, Áustria. Vídeo: TopCycling com a Specialized Tarmac S-Works SL8 de Evenepoel O belga continuará a correr com Specialized.Créditos: Dario Belingheri/Getty Images 109 corredores e mais de 1000 vitórias A Wolfpack procura novo líder, situação que já viveu com a saída de outras estrelas. O primeiro Monumento foi a Milão-Sanremo com Paolo Bettini, depois veio a era de Tom Boonen que deu outros sete, entre eles três Voltas à Flandres e quatro Paris-Roubaix. Ao sprint Marcel Kittel teve um período de ouro vestindo o maillot da Quick Step, enquanto classicómanos como Philippe Gilbert e Julian Alaphilippe protagonizaram momentos inesquecíveis a Patrick Lefevere. Coincidência ou não, após a saída do antigo líder acontece uma saída que marca profundamente a Quick Step. Ao todo foram 109 corredores e mais de 1000 vitórias em 23 anos de atividade da maior equipa da Bélgica. Ler mais | Remco Evenepoel vence Figueira Champions por KO ### João Matias: "Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal" Sprinters preparam-se para sofrer na Volta a Portugal e João Matias reclama espaço para os homens rápidos do pelotão. Entrevista com o rei do leadout e peça-chave na seleção nacional de pista. A Volta a Portugal arranca esta quarta-feira, na Maia, e João Matias prepara-se para alinhar pela oitava vez. O capitão da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua sabe que o organizador atirou uma bola curva aos sprinters com os seletivos finais em Braga (Sameiro), Senhora da Graça, Torre e Montejunto. Com um bloco orientado para a velocidade, os homens de Gustavo Veloso apontam às etapas de Bragança e Viseu (3.ª e 5.ª etapas) e em agarrar cada oportunidade correndo ao ataque. Será uma edição que colocará à prova a química entre os velocistas. Felizmente, João Matias comunica de olhos fechados com Leangel Linarez. “Não é exagero dizer que, em Portugal, sou o melhor a lançar sprints. O Leangel dá-me muita confiança e noto que tenho leitura de corrida para fazer esse trabalho. Comigo a lançar, o Leangel é a nossa principal arma numa chegada tradicional ao sprint. O César Martingil também é muito forte e o António Barbio sabe colocar muito bem.” João Matias ao TopCycling. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Volta a Portugal muda a perceção da temporada A fórmula funcionou na Clássica de Viana do Castelo, ganha pelo venezuelano. Foi a única vitória da equipa da Beira Interior este ano, isto após ter somado três – todas com Linarez – em 2024. João Matias aponta a andar bem o ano todo, mas aos 34 anos sabe que uma boa Volta a Portugal muda a perceção da temporada. “É o objetivo principal. Tive em 2022 e em 2023 um sucesso que se calhar não contava atingir. Em 2024 estive mais apagado por uma mononucleose e até abril as sensações nunca foram as melhores. Já me sinto outra vez eu. Também gosto de ganhar e, se possível, gostaria que fosse na Volta a Portugal” João Matias ao TopCycling. Troféu Joaquim Agostinho | Alexis Guérin faz história Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua "Trabalhamos para aperfeiçoar o lançamento do sprint" Na passada Volta a Portugal a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua perdeu o domínio nos sprints para a Aviludo-Louletano-Loulé Concelho. O barcelense reconhece a superioridade dos algarvios no leadout e trabalha para reverter a situação num cenário de crescente pressão pela escassez de sprints ao longo da época. “Poucas chegadas ao sprint temos tido, mesmo em 2024 na Volta a Portugal só a chegada a Lisboa foi a única mais para sprinters e era num topo. Acabaram por nos vencer, parabéns à dupla Nico Tivani/Tomás Contte. São os nossos principais adversários, tal como o Santiago Mesa, mas trabalhamos para aperfeiçoar o lançamento do sprint." João Matias ao TopCycling. A maioria dos diretores desportivos coincidem num ponto: a 86.ª Volta a Portugal favorece os trepadores. Roladores e sprinters torcem o nariz às dificuldades da Volta a Portugal e João Matias reclama um lugar para os velocistas no pelotão. "Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal. Em 2022 já se sabia que a Anicolor ia ganhar – dominaram o pódio com Mauricio Moreira, Frederico Figueiredo e António Carvalho – e muita gente disse que foi a luta pela camisola dos pontos, entre mim e o Scott McGill, que deu vida à Volta.” João Matias ao TopCycling. Ler mais | Equipa de João Matias correu o Tour de France júnior! A direção do Velo Clube do Centro e Gustavo Veloso, ao centro, na apresentação da equipa.Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua "Vai haver ralhete logo à noite" A responsabilidade de bater Aviludo-Louletano e Efapel recai sobre Gustavo Veloso, líder que passou da bicicleta para o carro há pouco tempo. Se pudessem recuar no tempo, os homens de Mortágua voltariam à Volta a Portugal de 2022, quando abriram com três vitórias consecutivas [Ourém, Vila Franca de Xira e Loulé]. João Matias conta um episódio marcante dessa edição que espelha a forma de trabalhar do bloco. “Numa chegada, a 7 km da meta, éramos a última equipa do pelotão. O Marco Chagas até comentou em direto ‘se o Gustavo vê isto vai haver ralhete logo à noite’. A decisão foi do Gustavo; disse-nos ‘quero-vos longe e a 3 km da meta passam para a frente porque a estrada é larga’. Enquanto os outros se estavam a matar na frente por se colocarem, no momento certo passámos para a frente. Já vinha tudo estudado da cabeça do Gustavo. Há muito trabalho à volta da mesa, ao jantar já estamos a falar da etapa seguinte.” João Matias ao TopCycling. Matias em ação no GP Douro Internacional. Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua A cola que une as peças O ciclismo não lhe permite por em prática a licenciatura de Educação Física e Desporto Escolar. Por agora desfruta de cada sprint, de passar conhecimento aos miúdos na Landeiro KTM ACR Roriz, que acaba de correr o Tour de France júnior. No meio de tudo isto ainda encontra tempo para o ciclismo de pista. Em 2021, com 30 anos, sagrou-se vice-campeão europeu da eliminação. Iúri Leitão, os gémeos Oliveira e Maria Martins falam dele com reverência. João Matias é a cola que une as peças, a extensão do selecionador Gabriel Mendes nas tábuas. “Gostava de voltar a ganhar uma medalha em Europeus ou Mundiais. Já começo a ser o velhote da seleção, mas o projeto tem crescido muito”. Para alguém que vive o ciclismo nos dois pelotões, o investimento de Portugal na pista está a ter repercussões na forma como se corre na estrada. “Quando passei a pro não se notavam os comboios organizados. Na Tavfer, se calhar, temos o comboio mais forte para chegadas ao sprint e acabam por se pendurar em nós. Noto que há um trabalho mais profissionalizado das equipas, com maior leitura da corrida, também graças às aplicações tipo Google Maps. A seleção que mais sucesso tem tido é a de pista e o obreiro disto tudo é o professor Gabriel Mendes. Há seleções com mais capacidade financeira, mas nós temos compromisso uns com os outros, não somos só uma seleção. Isso tem-nos levado a crescer. Quando se entra para a pista só falta arrancar olhos, mas passamos o risco de meta e somos amigos.” João Matias ao TopCycling. Portugal com seis medalhas no Europeu de pista Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua O que aporta a pista às provas de estrada? Boa parte dos ciclistas portugueses em equipas profissionais estrangeiras apareceram no velódromo de Sangalhos. O campeão nacional Ivo Oliveira tem quatro vitórias este ano, Rui Oliveira foi privado de uma na Eslovénia e Iúri Leitão bateu sprinters do WorldTour em Maiorca. Porquê? O que aporta a pista às provas de estrada? “Traz muita leitura de corrida e capacidade de tomar decisões quando vais com o pulso no máximo. É um trabalho de precisão em poucos segundos, não tem nada a ver com o de um voltista numa chegada em alto, por exemplo. Tens que escolher a posição, saber quando arrancar, saber guiar a bicicleta no meio de um pelotão e cada vez há mais contactos nos sprints. Em termos de pedalada, ter uma pedalada mais redonda, mais em cadência, ou seja, ligar a força com a cadência é algo que um atleta passa da pista para a estrada.” João Matias ao TopCycling. Ler mais | Santiago Mesa dá a Prova de Abertura à Efapel ### Opinião | Rainha do Tour Ferrand-Prévot agita o ciclismo Quem é Pauline Ferrand-Prévot, campeã do Tour de France e rainha do ciclismo francês? Fica a conhecer a atleta que veio apimentar o pelotão de estrada. Demi Vollering aproveitou a reforma de Annemiek van Vleuten – vencedora de Vuelta, Giro e Tour em 2022 – para dominar o ciclismo, até que chegou Pauline Ferrand-Prévot. A francesa fez a última época de estrada em 2018, mas só precisou de nove dias para rebentar a concorrência. Mesmo com uma Visma Lease a Bike mais frágil do que a FDJ-Suez de Vollering ou a Canyon-Sram de Kasia Niewiadoma, a francesa controlou a corrida desde a Bretanha até aos Alpes. Foi uma obra-prima, que teve o clímax nas duas etapas alpinas. No Col de la Madeleine seguiu os ataques de Sarah Gigante e com uma aceleração cirúrgica a 8,5 km do topo meteu minutos a toda a gente. Subiu em 64:50 e calcula-se que foi capaz de aguentar 5.04 ᵉW/kg nesse período. Em 2023, a melhor Vollering subiu o Tourmalet em 53:42 fazendo 5.13 ᵉW/Kg na que é considerada a melhor exibição de uma mulher na alta montanha. Na estância de Chatel, na fronteira franco-suíça, colocou-se novamente à roda e deixou que fosse Vollering a mexer primeiro; no contra-ataque liquidou a neerlandesa. Se no sábado parecia o Tadej Pogacar dos grandes dias, no domingo foi a versão calculista que o esloveno apresentou na terceira semana do quarto Tour de France que venceu. Vollering, Ferrand-Prévot e Niewiadoma no pódio final.A.S.O./Pauline Ballet Quem é Pauline Ferrand-Prevot? De não correr na estrada a dominar o Tour de France, o espetador esporádico de ciclismo deve ter ficado confuso e a perguntar quem é Pauline Ferrand-Prévot? A francesa natural de Reims tem 33 anos e nasceu para grandes feitos. Entre 2014 e 2015, aos 23 anos, tornou-se a primeira ciclista a ter três títulos de diferentes disciplinas – estrada, ciclocrosse e btt. Entretanto somou ao palmarés o Mundial de gravel! Permitam-me acrescentar que já em juniores tinha juntado no mesmo ano Mundial de estrada e de btt. Só que Pauline Ferrand-Prévot tinha um sonho: os Jogos Olímpicos. Não podia ter outro já que ao ter nascido em 1992 nunca chegou a ver a primeira versão do Tour de France, que decorreu entre 1984 e 1989. Bernard Thévenet, campeão do Tour em 1975 e 1977, e Ferrand-Prevot com o mítico dorsal 51 do Tour.A.S.O./Thomas Maheux Ano horroroso marcado por lesões e doenças Sem a referência da camisola amarela, foi o dourado da medalha olímpica que a guiou. Em Paris 2024 chegou ao título olímpico na quarta presença nos Jogos. O que muitos esqueceram foi o duro processo até esse momento. Em 2021, em Tóquio, furou e acabou 10.ª. Em 2016, no Rio de Janeiro, abandonou como consequência de um ano horroroso marcado por lesões e doenças. Após esses Jogos escreveu um texto intitulado “Abandonar é perder”, no qual detalhou todos os erros cometidos na preparação do evento. A estreia, em Londres 2012, foi ainda mais traumática: a seleção focou-se em Julie Besset e quando ambas caíram num treino Pauline, a segunda da hierarquia, teve que se desenrascar sozinha para voltar ao hotel. Acabou 25.ª nuns Jogos em que fez também a prova de estrada (10.ª). Marion Rousse, diretora do Tour, e a campeã têm 33 anos e coincidiram no pelotão.A.S.O./Thomas Maheux Ferrand-Prévot tirou o pelotão da zona de conforto Não é qualquer atleta que 15 minutos após vencer o Tour de France recebe uma chamada do presidente da República, Emanuel Macron, em plena flash interview. Pauline Ferrand-Prévot é uma estrela do desporto francês e em nove dias de Tour de France elevou a fasquia na alta montanha. Quando assinou pela Visma estabeleceu um período de três anos para ganhar a prova; fê-lo no primeiro ano e sem referências prévias já que só terminou o UAE Tour (17.ª) esta temporada. Ganhou a Paris-Roubaix e depois dedicou-se a treinar. Treinou muito, perdeu peso, percorreu as estradas de Teide, Alpes e Andorra – onde comprou casa para viver e treinar no regresso à estrada. O relativo conforto com que Vollering geria as etapas com final em alto acabou. Ferrand-Prévot tirou o pelotão da zona de conforto e fundou uma rivalidade necessária para apimentar o panorama feminino. Sabias que Ferrand-Prévot: Só tinha ganho uma corrida por etapas antes do Tour de France, foi a Euskal Bira em 2014 É a primeira francesa a vestir a camisola amarela e a ganhar o Tour de France É a segunda ciclista a fazer, no mesmo ano, a dobradinha Paris-Roubaix/Tour de France; o primeiro foi Bernard Hinault em 1981 É a primeira francesa a ganhar o Tour de France desde Jeannie Longo em 1989 Namora com Dylan van Baarle, colega na Visma e também campeão da Paris-Roubaix, em 2022 ### Tour de France Femmes 2025: Pauline Ferrand‑Prévot faz história Pauline Ferrand‑Prévot (Visma | Lease a Bike) fez novamente história ao vencer a edição de 2025 do Tour de France Femmes. Aos 33 anos, tornou-se a primeira campeã do Tour de France feminino francesa desde Jeannie Longo em meados dos anos oitenta. Um percurso exigente, consagrado no Madeleine A prova de nove etapas totalizou 1 165 km, com duas fases de montanha decisivas: a etapa 8 culminou no clássico Col de la Madeleine, onde Ferrand‑Prévot impôs um ritmo brutal e triunfou sozinha, assumindo a liderança com mais de dois minutos de vantagem. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Ferrand Prevot foi cirúrgica nesse dia, venceu a solo, protagonizando um momento de glória para o ciclismo francês e colocando-se numa posição muito vantajosa para a vitória final. Vídeo resumo da Etapa 8 (Col de la Madeleine) https://youtu.be/4vrj9DTWwes?si=kQAOMJUguhqWzDUC Etapa final em Châtel: ataque decisivo nos Alpes A última etapa — 124,1 km de Praz‑sur‑Arly até Châtel Les Portes du Soleil — teve um final dramático. Sarah Gigante e Ferrand‑Prévot foram distanciadas pelo pelotão e tiveram que perseguir, conseguindo chegar antes das principais contagens de montanha: o Col de Joux‑Plane e o Col de Corbier. Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Com cerca de 6 km para a meta, Ferrand‑Prévot lançou o ataque decisivo, deixando para trás as adversárias e cruzando a meta em Châtel com 20 segundos sobre Demi Vollering (FDJ‑SUEZ). Demi Vollering assegurou o segundo lugar na geral, enquanto Katarzyna Niewiadoma (Canyon//SRAM) completou o pódio, relegando Gigante para o 7.º lugar após um dia difícil no qual descolou na descida do Joux‑Plane. Mais um triunfo que reflete uma carreira extraordinária Pauline Ferrand Prévot tem construído uma carreira impressionante na ultima década. Foi campeã mundial de estrada em 2014, no ano seguinte fez história ao conquistar os títulos mundiais de Ciclocrosse e BTT na vertente de cross country olímpico (XCO) — tornando-se a primeira ciclista de sempre a deter simultaneamente os três títulos. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Entre 2015 e 2023 acumulou cinco títulos mundiais de XCO, dois de maratona de BTT (XCM), dois em short track (XCC), e ainda o título mundial de Gravel em 2022. Em 2024, a correr em casa coroou a já carreira extraordinária com o ouro olímpico de XCO nos Jogos Olímpicos de Paris. No final de 2024 decide transferir-se para a Visma Lease a Bike, declarando que irá somente dedicar-se à estrada, agora sabemos porquê, Pauline Ferrand Prevot queria vencer o Tour de France Femmes. Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Conseguiu-o e consolida-se como uma das atletas mais vitoriosas e mais completas da história do ciclismo. Vídeo resumo da ultima etapa https://youtu.be/N05Y0gzv5Y0?si=4sgxzX1CqE09jzAp Classificação Final – Top 10 da Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo/Gap1.ºPauline Ferrand‑PrévotVisma  Lease a Bike2.ºDemi VolleringFDJ‑SUEZ+ 3:423.ºKatarzyna NiewiadomaCanyon//SRAM zondacrypto+ 3:424.ºNiamh Fisher‑BlackLidl‑Trek Ladies+ >10″ (etapa)5.ºDominika WlodarczykUAE Team ADQ+ 0:336.ºJuliette LabousFDJ‑SUEZ+ 1:497.ºSarah GiganteAG Insurance‑Soudal+ 3:538.ºCedrine KerbaolEF Education‑Oatly+ 9:229.ºPauliena RooijakkersFenix‑Deceuninck+ 9:2310.ºNadia GontovaSelo Orange Winspace+ 9:26 ### Trek apresenta a bicicleta elétrica de estrada Domane+ ALR Nova Domane+ ALR é a mais recente bicicleta elétrica de estrada da Trek, completando a sua coleção de e-bikes de estrada A Trek destaca que se trata de "um modelo leve em alumínio que permite aos ciclistas desfrutar de mais potência a um preço mais acessível do que o modelo equivalente em carbono". Ler mais | Trek Verve EQ tem coleção atualizada Características da Domane+ ALR A Domane+ ALR utiliza o novo motor de ação central TQ HPR60. A Trek aponta "a versatilidade e o conforto" tradicionais da Domane. Uma bicicleta elétrica confortável e polivalente permitindo que os ciclistas explorem tanto as estrada de alcatrão e de gravel. Além disso, cada modelo é fabricado com um quadro de alumínio de baixo impacto, tornando esta bicicleta numa opção mais amiga do planeta em que vivemos e pedalamos. Trek Assistência potente e natural O novo motor TQ HPR60 é mais silencioso, mais leve e mais compacto do que a versão anterior e proporciona uma assistência natural até 25 km/h, oferecendo 60 Nm de binário e até 96 quilómetros de autonomia. Quadro em alumínio de baixo impacto A Domane+ ALR apresenta um quadro de alumínio durável e económico, fabricado com alumínio de baixo impacto. A partir de outubro, todas as bicicletas de alumínio da Trek serão fabricadas ou com alumínio reciclado, ou produzido em instalações alimentadas por energia renovável ou mesmo por ambos. Para todos os tipos de estrada Com espaço para pneus de até 40 mm de largura (conforme medido), a Domane+ ALR foi "concebida para proporcionar conforto e confiança em qualquer tipo de estrada, desde o alcatrão ao gravel", conta a Trek. Geometria "confortável" A Domane+ ALR mantém a mesma geometria endurance da Domane, "oferecendo maior conforto durante todo o dia, mesmo nos esforços mais intensos", segundo a marca. Versatilidade para o dia a dia  A Domane+ ALR foi concebida com vários pontos de fixação, possibilitando colocar porta-bagagens, guarda-lamas e bolsas. Controlos "simples e intuitivos" Os ciclistas podem alternar entre três modos de assistência sem tirar as mãos do guiador, graças aos controlos "discretos e fáceis de utilizar". Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa e preços aqui no site da marca: www.trekbikes.pt A Domane+ ALR está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Trek Verve EQ tem coleção atualizada A Trek apresenta a sua nova, e atualizada, Verve EQ. Segundo a marca, vem simplificar a coleção de bicicletas híbridas, passando a existir um único modelo "mais versátil centrado no conforto, simplicidade e utilidade para o dia a dia". Uma bicicleta que prioriza o conforto e vem totalmente equipada com todos os acessórios necessários para pedalar na cidade. Trek Ler mais | A Trek lança a Madone Gen 8 mais leve, com transmissão 1x da SRAM O que há de novo na Trek Verve EQ A marca destaca a coleção como um dos "modelos mais importantes das bicicletas urbanas" da marca. Continua leve e confortável e é a escolha perfeita para quem procura uma bicicleta equipada tanto para passear casualmente, fazer voltas curtas ou deslocações urbanas diárias. Trek A Verve EQ está equipada com vários acessórios necessários para pedalar na cidade: luzes integradas, porta-bagagens MIK traseiro, guarda-lamas e travões hidráulicos. Para além disso, a nova Verve EQ está disponível em dois estilos de quadro: low-step (quadro baixo) e stepover (quadro alto). E com duas opções de cor para oferecer mais opções de estilo e funcionalidade. Low-step: disponível nos tamanhos S, M, L e XL Stepover: disponível nos tamanhos M, L e XL A nova bicicleta está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### A Trek lança a Madone Gen 8 mais leve, com transmissão 1x da SRAM A Trek acaba de revelar uma nova configuração da Madone Gen 8, focada na leveza extrema e equipada com transmissão SRAM 1x, semelhante à usada pelos ciclistas da equipa Lidl-Trek nas Clássicas de 2025, a Trek Madone SLR AXS 1x. É uma bicicleta que promete dar que falar entre os entusiastas das bicicletas pelo facto de ter um só prato, algo que irá abrir o debate sobre esta questão, muito certamente. A marca anuncia um peso de apenas 6,40 kg, sendo que esta versão da Madone Gen 8 fica abaixo do peso mínimo permitido pela UCI em competição – mesmo com pedais, porta-bidões e suporte para ciclocomputador montados. Transmissão 1x: menos é mais? A grande novidade (embora não seja nada pioneiro) é a aplicação da transmissão SRAM 1x numa bicicleta de estrada topo de gama. Esta configuração, já testada em corrida pela Lidl-Trek, oferece uma solução mais leve e simples para quem valoriza a performance pura e tem preparação física para a suportar em vários tipos de terreno. Zac Williams / Lidl-Trek A Trek permite escolher entre duas opções: SRAM 1x12 AXS ou SRAM 1x13 XPLR, uma opção com uma gama de mudanças mais ampla, ideal para quem enfrenta terrenos variados. Ambas as opções eliminam o desviador dianteiro, simplificam o cockpit e a manutenção – ao mesmo tempo que reduzem o peso total do conjunto. Para os fanáticos da balança, cada grama conta Para atingir os 6,40 kg anunciados, a Trek refinou todos os componentes: Rodas Bontrager Aeolus RSL 37, conhecidas pela leveza e rigidez; Pneus Pirelli P-Zero RS com câmaras TPU SmartTube, que segundo a marca poupam gramas sem comprometer a performance; e até a pintura contribui: a opção Matte Deep Smoke é mais leve do que as restantes cores disponíveis. Personalização à medida no Project One Tal como os profissionais, qualquer ciclista pode configurar a sua Madone com transmissão 1x através do programa Project One da Trek. Aqui, é possível escolher entre as duas transmissões, componentes, cores e detalhes para criar uma bicicleta única, ao gosto de cada um. Disponibilidade e preços Podes ver a disponibilidade e preços desta nova versão da Trek Madone aqui no site da marca: www.trekbikes.pt Onde comprar A nova Trek Madone SLR 9 AXS 1x Gen 8 já está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek em Portugal. ### João Almeida quer "lutar por algo grande” na Vuelta Na ausência de Tadej Pogacar, a UAE Emirates confirmou liderança na Vuelta a Espanha para João Almeida e Juan Ayuso, surpresa de última hora. Depois dos rumores, a confirmação, de que Tadej Pogacar não vai à Vuelta a Espanha e que será substituído na liderança por João Almeida. Após ter sido forçado a abandonar o Tour de France na 9.ª etapa, o atleta de A dos Francos mostrou-se contente em comunicado da equipa. ”É uma sensação especial começar a Vuelta como líder da equipa, especialmente com a forma que mostrei esta época. A recuperação da queda no Tour tem sido tranquila e as minhas sensações em treino têm vindo a melhorar. Espero continuar a progredir nas próximas semanas e estar perto do meu melhor nível no início da Vuelta. Temos um grupo forte à nossa volta e acredito que podemos lutar por algo grande.” Vuelta a Espanha 2025 – Percurso completo anunciado Foto: LaPresse Juan Ayuso recebe uma segunda oportunidade Não se pode dizer que seja uma convocatória isenta de surpresas dado que Ivo Oliveira, por exemplo, contou ao TopCycling, em dezembro, que não tinha programa qualquer grande Volta este ano. Prémio justo para o campeão nacional estar nos oito eleitos num ano em que leva quatro vitórias. A maior surpresa nem é o português, já que na partida da região italiana do Piemonte estará Juan Ayuso, que não tem corre desde que abandonou o Giro de Itália na 18.ª etapa. Há uma semana foi noticiado que o espanhol de 22 anos deixou de ser representado pelo pai e assinou com o empresário Giovanni Lombardi. Porquê fazê-lo agora, quando tem contrato até 2028? Especula-se que Ayuso não está contente na UAE Emirates e procura uma saída antecipada. Sem colocar um dorsal nas costas desde 29 de maio e depois de a equipa ter reafirmado que não faria a Vuelta a Espanha, Juan Ayuso recebe uma segunda oportunidade. Como será a coexistência com João Almeida? Em entrevista do português ao TopCycling, que podem conferir no vídeo abaixo, abordámos a relação dos dois talentos ibéricos e João Almeida respondeu abertamente. https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo ### Trek Checkmate SLR 9 - Feita para andar rápido | Teste Se alguma vez te perguntaste como seria uma gravel com alma de bicicleta de estrada aero, a Trek Checkmate SLR é um exemplo disso mesmo, não é uma gravel feita para passear a ouvir o chilrear dos passarinhos, esta bicicleta foi feita para andar depressa, ainda assim, não te vai defraudar num Bikepacking. Vídeo https://youtu.be/Tk-aJjODZHw?si=a_ziZ7OV70x9BIYp A Trek Checkmate SLR tem tudo para ser a arma ideal em provas de gravel racing: é leve, é rígida e transmite uma sensação de velocidade incrível ao fim de algumas pedaladas. Créditos da foto: David Raquel A posição é mais agressiva do que na Checkpoint, mas tem uma estabilidade em descida e a curvar muito próximas da irmã mais aventureira, características que também são bem vindas quando queremos andar mais mais rápido. Créditos da foto: David Raquel Por isso mesmo, a Checkmate não te limita a pensar só em competição pura e dura, está equipada com vários pontos de fixação no quadro que a tornam também numa boa bicicleta para quem quiser montar bolsas de bikepacking e fazer uma aventura deste género. Mas não te iludas: mesmo carregada, pela geometria que tem e pela forma como encaixamos na bicicleta, ela "pede ritmo" de corrida. Geometria A Trek Checkmate SLR posiciona o ciclista de forma mais baixa a Checkpoint (menor "stack"), aproximando-se das linhas de uma bicicleta de estrada pura. Ainda assim, a marca conseguiu manter a estabilidade, graças a um ângulo de direção e "reach" generosos, que dão confiança em curvas e descidas técnicas. Créditos da foto: David Raquel Conforto sem comprometer a performance Tal como aDomane e a Checkpoint, também a Trek Checkmate tem o IsoSpeed, que ajuda a absorver vibrações na zona do espigão e consequentemente o conforto do ciclista em zonas de terreno mais irregular. Créditos da foto: David Raquel Transmissão e componentes A versão que testei vinha equipada com o grupo SRAM Red XPLR AXS, setup 1x eletrónico, pensado especificamente para gravel competitivo. A troca de mudanças é rápida e a ausência de dropout (porque este desviador é sistema UDH) livra-nos de preocupações com os imprevistos que podem danificar essa peça e consequentemente afetar o desempenho da transmissão. Créditos da foto: David Raquel A relação de prato 42D e cassete 10-46D pode ser exigente em zonas de maiores pendentes, mas desenvolve boas velocidades nas estradas de terra batida. Para pedalar bem por todo o tipo de terrenos é conveniente ter alguma preparação física. O cockpit é composto pelo guiador Trek Aero RSL Road, a mesma aste de guiador com avanço integrado que equipa a Trek Madone, que além de ter uma estética limpa, contribui muito para a sensação de encaixe e de velocidade quando pedalamos nesta bicicleta. Créditos da foto: David Raquel Na minha opinião (não ignorando a importância de componentes como rodas e transmissão) o guiador é um dos componentes que mais influencia a experiência proporcionada por esta bicicleta, é algo simples mas que está muito bem desenvolvido, como já referi nos testes que fiz à Trek Madone SLR9 e SL7. Como se sabe, as rodas são uns dos componentes que mais influenciam a experiência de pedalada numa bicicleta. Esta Trek Checkmate SLR vem montada com as Bontrager Aeolus RSL 37V, umas rodas de carbono tubeless-ready, com perfil de 37 mm e largura interna de 25 mm — pensadas especificamente para gravel de alta performance. Créditos da foto: David Raquel São rodas leves e bastante rígidas, e o comportamento dinâmico em acelerações ou mudanças de direção é excelente. Em zonas rápidas, sente-se mesmo a eficiência do conjunto. Em resumo A Trek Checkmate foi feita para andar rápido e é isso "que ela te vai pedir" na maioria dos momentos. É uma bicicleta com identidade, focada na performance, para um gravel mais rápido competitivo, mas com um espaçamento de pneu e capacidade para fixar bolsas que te permitem fazer algumas aventuras de bikepacking. Créditos da foto: David Raquel Se procuras uma bicicleta para explorar sem pressas e fazer aventuras longas há outras opções no catálogo da Trek, como a Checkpoint. Se o teu objetivo é competir, treinar a sério e andar rápido mesmo que não seja em competição, então a Trek Checkmate é uma das melhores máquinas que vais encontrar. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, preços e disponibilidade da Trek Checkmate, aqui no site da marca: www.trekbikes.pt ### Tour de France | Etapa 21 | Van Aert parte o coração a Pogacar Wout van Aert triunfou num espetacular último dia no Tour de France. O homem da Visma venceu o duelo frente a Tadej Pogacar numa etapa que se correu como uma clássica A chuva que caiu em Paris tornou ainda mais espetacular a última etapa do Tour de France, que este ano contava com a novidade do Côte de la butte Montmartre no circuito final, antes dos Campos Elísios. Wout van Aert (Visma | LAB) venceu o duelo com Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) pela vitória. Ler mais | Tour de France | Etapa 20 | Groves vence na média montanha Créditos: A.S.O./Charly Lopez Festejou-se... E correu-se na 21ª etapa do Tour de France O último dia do Tour de France teve duas faces: na primeira parte da etapa, as habituais celebrações dos vencedores das diferentes classificações, com especial destaque para Tadej Pogacar, camisola amarela pela quarta vez na maior corrida do mundo. Créditos: A.S.O./Charly Lopez O tempo não ajudou à festa, mas trouxe uma alteração importante à etapa: os tempos finais do Tour de France seriam tirados com 50,3 km para o fim, na quarta passagem pela linha de partida. O pelotão passou por esse ponto sem qualquer alteração de tempo a apontar. A partir dessa altura, os ciclistas interessados na vitória da etapa lançaram-se para a frente da corrida. Tadej Pogacar quis ganhar nos Campos Elísios O esloveno entrava no derradeiro dia do Tour de France com mais de 4:00 de vantagem do segundo classificado, e com os tempos tirados a 50 km do fim, só necessitava de terminar a etapa para vencer a corrida. Nada disso o impediu de ir lutar pela vitória em Paris. Os ataques começaram a 40 km do fim. Movimentações sucessivas, com destaque para um ataque de Pogacar a 23 km da meta, deixaram um grupo de seis homens na frente da corrida: Wout van Aert, Matteo Jorgenson (Visma | LAB), Matteo Trentin (Tudor Pro Cycling), Davide Ballerini (XDS Astana) e Matej Mohorič (Bahrain - Victorious) juntaram-se ao esloveno da UAE para discutir a etapa. Ler mais | Opinião | Pogacar é o melhor amigo de Arensman no Tour Van Aert vs Pogacar para coroar o Tour de France O grupo seguiu junto até à última passagem pelo Côte de la butte Montmartre, quandp Pogacar atacou e deixou os rivais em dificuldade. Quem respondeu melhor foi Van Aert, que contra-atacou o esloveno - o belga deixou o camisola amarela do Tour para trás e seguiu para a vitória. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Os perseguidores ainda alcançaram Tadej Pogacar, mas Wout van Aert venceu sem oposição nos Campos Elísios, depois de um dia com muito espetáculo. A Visma | LAB redime-se do objetivo falhado na classificação geral com dois triunfos em etapas e a vitória na classificação por equipas. Tadej Pogacar concluiu a etapa em quarto lugar, e festejou o quarto triunfo no Tour de France quando cruzou a meta. Torna-se no ciclista mais jovem de sempre a alcançar a quarta camisola amarela na maior corrida do mundo. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/WOOjWh7CxLo?si=5FulzSDbwIuOj_yf Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºvan Aert WoutTeam Visma | Lease a Bike3:07:302ºBallerini DavideXDS Astana Team+0:193ºMohorič MatejBahrain - Victorious,,4ºPogačar TadejUAE Team Emirates - XRG,,5ºJorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike+0:266ºTrentin MatteoTudor Pro Cycling Team+0:387ºDe Lie ArnaudLotto+1:148ºVauquelin KévinArkéa - B&B Hotels,,9ºTeunissen MikeXDS Astana Team,,10ºTeuns DylanCofidis,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºPogačar TadejUAE Team Emirates - XRG76:00:322ºVingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+4:243ºLipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe+11:004ºOnley OscarTeam Picnic PostNL+12:125ºGall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team+17:126ºJohannessen Tobias HallandUno-X Mobility+20:147ºVauquelin KévinArkéa - B&B Hotels+22:358ºRoglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+25:309ºHealy BenEF Education - EasyPost+28:0210ºJegat JordanTeam TotalEnergies+32:42 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Campeonatos da Europa de XCO | Pidcock e Rissveds confirmaram o favoritismo A vila de Melgaço foi palco dos Campeonatos da Europa de XCO 2025, um evento que atraiu a elite do BTT europeu ao nosso país durante a ultima semana. O prato forte era a prova de XCO e não desiludiu. Num percurso duro, técnico e com o ambiente vibrante proporcionado pelo público português, Tom Pidcock e Jenny Rissveds confirmaram o favoritismo e conquistaram os títulos europeus. Jenny Rissveds domina de princípio ao fim Na prova feminina, Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV) voltou a demonstrar que atravessa um dos melhores momentos da sua carreira. Depois de ter vencido o título europeu de "Short-Track" (XCC), a sueca somou o ouro também no XCO, com uma performance avassaladora. Jenny Rissveds - Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Rissveds destacou-se logo na primeira volta e nunca mais foi alcançada, terminando com uma vantagem superior a um minuto para as adversárias. A britânica Evie Richards assegurou a medalha de prata após vencer o duelo pelo segundo lugar frente à suíça Nicole Koller, que fechou o pódio. A atleta nacional, Raquel Queirós, terminou no 18.º posto. Raquel Queirós - Créditos foto: Federação Portuguesa de Ciclismo Top-10 Elite Feminino – Europeu XCO 2025 PosiçãoNomeDiferença1Jenny Rissveds—2Evie Richards+01:193Nicole Koller+01:464Martina Berta+03:235Linda Indergand+04:106Heby Sofie Pedersen+04:277Tamara Wiedmann+05:048Ginia Caluori+05:179Isla Short+05:2710Anne Tauber+05:51 Tom Pidcock volta a brilhar e conquista o ouro Na categoria masculina, Tom Pidcock protagonizou mais uma das suas típicas corridas de recuperação. Saindo das posições mais recuadas da grelha, o britânico foi galgando terreno com calma, até assumir a liderança a meio da corrida. Tom Pidcock - Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Quando chegou à frente, não mais largou o comando e garantiu o seu segundo triunfo da temporada, depois da vitória na Taça do Mundo em Pal-Arinsal. Charlie Aldridge, compatriota de Pidcock, atacou forte desde início e ainda liderou durante algum tempo, mas acabou por ceder à superioridade do campeão olímpico. Mesmo assim, segurou a medalha de prata, contribuindo para um histórico 1.º e 2.º para o Reino Unido. Charlie Aldridge - Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series A luta pelo bronze foi intensa e só decidida ao sprint, com o dinamarquês Simon Andreassen a bater Filippo Colombo. Roberto Ferreira foi o melhor português, terminando no 27.º lugar. Roberto Ferreira - Créditos foto: Federação Portuguesa de Ciclismo Top-10 Elite Masculino – Europeu XCO 2025 PosiçãoNomeDiferença1Tom Pidcock—2Charlie Aldridge+00:363Simon Andreassen+01:144Filippo Colombo+01:145Fabio Püntener+01:206Luca Schätti+01:207Maximilian Foidl+01:308Juri Zanotti+02:189Dario Lillo+02:1810Leon R. Kaiser+02:20 Os novos campeões europeus deixam Portugal com o jersey azul e as estrelas douradas no peito, prontos para representar o continente nas próximas provas da Taça do Mundo. ### Tour de France | Etapa 20 | Groves vence na média montanha Kaden Groves triunfa na 20ª etapa do Tour de France. O sprinter da Alpecin - Deceuninck surpreendeu e venceu na média montanha, depois de entrar na fuga do dia Penúltimo dia do Tour de France marca uma das derradeiras oportunidades para grande parte do pelotão. Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck) triunfou com um solo de 17 km, num dia que também teve drama no top 10 da classificação geral. Ler mais | Tour de France | Etapa 19 | Arensman bisa nos Alpes Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Luta feroz pela fuga O penúltimo dia do Tour de France marcava a última hipótese para lutar pela vitória para muitos dos homens do pelotão. Um dia com muito sobe e desce, numa etapa de média montanha que assentava a vários perfis de ciclista. A etapa começou com uma luta feroz pela entrada na fuga, com muita chuva a dificultar a vida aos ciclistas. Foram vários os grupos que tentaram fugir ao pelotão, e a fuga demorou muito a estabilizar. A 100 km do fim, seguia na frente um grupo com 13 ciclistas, onde se destacavam nomes como Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck), Matteo Jorgenson (Visma | LAB) ou Tim Wellens (UAE Emirates XRG). Quem também seguia no grupo era Jordan Jegat (TotalEnergies), que tentava assaltar o 10º lugar da classificação geral a Ben O'Connor (Jayco AlUla). Ler mais | Opinião | Pogacar é o melhor amigo de Arensman no Tour Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Sprinter surpreende na média montanha A distância do pelotão para a frente da corrida aumentou para os 5:00. A impor ritmo estava a Jayco AlUla, de Ben O'Connor, a tentar salvar o 10º lugar do australiano. Os fugitivos seguiram pouco tempo juntos. Um ataque de Harry Sweeney (EF Education - EasyPost) teve o condão de partir a fuga. Esteve quase 30 km na frente, até ser alcançado pelo grupo perseguidor a 26 km do fim. O primeiro grupo continuou a ser selecionado, até uma queda, que apanhou, por exemplo, Ivan Romeo (Movistar), deixou apenas três ciclistas na frente da corrida: Kaden Groves, Jake Stewart (Israel - Premier Tech) e Frank van den Broek (Team Picnic PostNL). Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Groves não quis esperar pelo fim da etapa e atacou o trio com 17 km para o fim. A margem aumentou rapidamente e o australiano não voltou a ser alcançado. O sprinter da Alpecin - Deceuninck, que iniciou o Tour de France como lead-out man de Jasper Philipsen, triunfa pela primeira vez no Tour de France e torna-se no mais recente membro dos vencedores nas três Grandes Voltas. No pelotão, a Jayco AlUla foi a grande derrotada do dia. A equipa permitiu a entrada de Jegat na fuga, e não demonstrou força suficiente para segurar os 4:08 que Ben O'Connor trazia de vantagem sobre o ciclista francês, que ascendeu, assim, ao top-10 do Tour de France. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=_RWFEIMZTFI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa Class.CorredorEquipaTempo1Groves KadenAlpecin - Deceuninck4:06:092van den Broek FrankTeam Picnic PostNL+0:543Eenkhoorn PascalSoudal Quick-Step+0:594Velasco SimoneXDS Astana Team+1:045Grégoire RomainGroupama - FDJ,,6Stewart JakeIsrael - Premier Tech,,7Jegat JordanTeam TotalEnergies,,8Wellens TimUAE Team Emirates - XRG,,9Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,10Sweeny HarryEF Education - EasyPost,, Top 10 da classificação geral Class.CorredorEquipaTempo1Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG73:55:142Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+4:243Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe+11:034Onley OscarTeam Picnic PostNL+12:125Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team+17:126Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility+20:087Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels+22:298Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+25:309Healy BenEF Education - EasyPost+27:5910Jegat JordanTeam TotalEnergies+32:27 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Opinião | Pogacar é o melhor amigo de Arensman no Tour Thymen Arensman ganhou etapas nos Pirenéus e nos Alpes com o consentimento de Tadej Pogacar, líder supremo do Tour de France. Arranjem alguém que cuide de vocês como Tadej Pogacar tem cuidado de Thymen Arensman neste Tour de France. Sem tirar mérito ao neerlandês da Ineos Grenadiers, que se recompôs de um Giro cheio de percalços no qual falhou o objetivo geral, há algo que tem que ser dito: as duas etapas que ganhou no Tour de France têm a complacência de Pogacar como denominador comum. O esloveno mostrou na 19.ª etapa que também é humano e sentindo que podia ser batido por Jonas Vingegaard escolheu Arensman como vencedor do dia. A prenda nos Alpes foi a segunda; a primeira foi nos Pirenéus, na 14.ª etapa, numa fuga vitoriosa do neerlandês. Pogacar vinha de ganhar em Hautacam e em Peyragudes, antes de Luchon-Superbagnères, por isso limitou-se a defender a amarela de um ataque de Vingegaard a 4 km da meta. Arensman resistiu a Vingegaard e Pogacar em La Plagne.A.S.O./Aurélien Vialatte Estreia de sonho No final, Pogacar e Arensman cochichavam nos bastidores do pódio e o neerlandês agradeceu-lhe não ter atacado. O esloveno respondeu-lhe "estiveste incrível na última subida", denotando cumplicidade com Arensman. Já mencionei que foram 1.º e 2.º na Volta a França do Futuro? A diferença dos Pirenéus para os Alpes é que Arensman surgiu mais forte e subiu com os favoritos à geral os 19 km até La Plagne. O líder da corrida ainda atacou a 14 km do final, mas sem a potência das duas primeiras semanas. Arensman lançou dois contra-ataques e o segundo – a 12 km do topo – pegou! Estreia de sonho para o corredor da Ineos Grenadiers no Tour de France. A.S.O./Aurélien Vialatte Pogacar está cansado Normalmente, com os favoritos a 0:20 da frente da corrida a 3 km de um final em alta montanha, o homem da frente está condenado. Só que em La Plagne viveu-se um dia atípico. Jonas Vingegaard entregou os pontos na luta pela geral e decidiu não atacar Tadej Pogacar na última jornada com dureza a sério. Respeito a mais do dinamarquês. O caso de Pogacar é diferente. Desde há meses, senão anos, o esloveno tem sido sujeito a uma pressão desmedida que o próprio se encarrega de aumentar a cada vitória. Pogacar está cansado e o motivo é a erosão da vitória, isto é, ganha tanto que acaba esmagado pelo êxito. Já não basta vencer; é preciso esmagar a concorrência, dar espetáculo arrancando a 100 km do final ou subir o Mont Ventoux a sacar um cavalinho. O cansaço de Pogi não é físico, mas mental.  Prepara-se para ganhar o quarto Tour de France, recuperou o domínio na Volta à Flandres e quase venceu na estreia na Paris-Roubaix. Em 41 dias de competição fechou 27 no top 10, está sempre competitivo, bem posicionado e é preciso não esquecer que no espaço de um ano fez a dobradinha Giro-Tour fechando 2024 como o ciclista com mais vitórias na temporada. E ainda ganhou um Mundial de forma épica! Já se esqueceram que estamos perante um rapaz de 26 anos que chegou às 100 vitórias de carreira neste Tour de France? A.S.O./maxime delobel UAE Emirates está bem coberta para a Vuelta Deixem o rapaz ir de férias porque a cara e o discurso de Pogacar em cada entrevista é a de que não suporta dar nem meia pedalada mais, nem fazer outra flash interview. Diria mais: temos visto Pogacar a criticar a Visma, a tática dos rivais e a soar amargo… um tipo que costuma irradiar alegria converteu-se num rezingão. A UAE Emirates está bem coberta para a Vuelta a Espanha com João Almeida (quem sabe acompanhado pela surpresa de última hora Juan Ayuso). Alguém que mande Pogi para um resort nas Maldivas fazer snorkeling e o deixe fazer um reset mental. ### Tour de France | Etapa 19 | Arensman bisa nos Alpes Thymen Arensman triunfou na 19ª etapa do Tour de France, e fez o bis Pirenéus-Alpes para a INEOS Grenadiers. Voltaram a não existir diferenças entre os favoritos A 19ª etapa do Tour de France era a última chance para Jonas Vingegaard (Visma | LAB) atacar Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) pela camisola amarela. Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) chegou a andar escapado, mas foi Arensman (INEOS Grenadiers) a enganar os favoritos. Ler mais | Tour de France | Etapa 18 | O’Connor vence etapa rainha Créditos: A.S.O./ Charly Lopez Tour de France encurtou a etapa Ficou-se a saber, no final da 18º dia de corrida, que a organização do Tour de France decidiu encurtar a 19ª etapa. Os ciclistas não tiveram de ultrapassar a primeira montanha do dia, e a quilometragem ficou reduzida a 95 km. https://twitter.com/LeTour/status/1948480264646074582 20 km depois da partida, formou-se uma fuga que tinha nomes fortes como Primoz Roglic. Apesar da tentativa, o grupo foi sempre marcado de perto pelo pelotão e nunca teve hipótese de lutar pela vitória da etapa. Arensman engana os favoritos A etapa chegou aos 15 km para a meta com um pelotão reduzido, composto por 11 unidades, já sem alguns nomes importantes como Roglic, Ben O'Connor (Jayco AlUla), ou Kevin Vauquelin (Team Jayco AlUla). Pouco depois, surgiu o ataque de Thymen Arensman. Pogacar também tentou mexer, e levou consigo Vingegaard, formando um trio na frente da corrida. O neerlandês da INEOS Greandiers voltou a atacar e conseguiu separação enquanto os vencedores da últimas cinco edições se olhavam entre si. Tadej Pogacar ainda voltou a atacar, mas Vingegaard voltou a segurar a roda do esloveno. Pouco depois, Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Onley (Team Picnic PostNL) alcançaram o duo que perseguia Arensman. Créditos: A.S.O./ Charly Lopez Tadej Pogacar levou o grupo até aos 2 km para o fim, quando Onley perdeu o contacto. Nessa altura, Lipowitz passou para a frente, na tentativa de ganhar segundos preciosos na luta pelo pódio. O grupo não voltou a ter ataques, e os três primeiros da classificação geral assistiram à vitória de Arensman a poucos metros de distância. O neerlandês faz o bis, e também consegue triunfar em chegadas em alto nos Pirenéus e nos Alpes na mesma edição do Tour de France. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=2zw91RSssJk&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Thymen ArensmanINEOS Grenadiers2:46:062Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+0:023Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG+0:024Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+0:065Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+0:476Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+1:347Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility+1:418Ben HealyEF Education - EasyPost+2:199Valentin Paret-PeintreSoudal Quick-Step+3:4710Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+3:54 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG69:41:462Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+4:243Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+11:094Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+12:125Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+17:126Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility+20:147Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+22:358Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+25:309Ben HealyEF Education - EasyPost+28:0210Ben O'ConnorTeam Jayco AlUla+34:34 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./ Charly Lopez ### Trek Project One ICON para o Tour de France Femmes A Trek revelou a mais recente novidade da sua coleção de pinturas personalizadas Project One ICON: a Untitled No. 25. Esta nova pintura será utilizada pela equipa feminina Lidl-Trek no Tour de France Femmes deste ano. Ler mais | Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Untitled No. 25 Com uma mistura de linhas geométricas simples e salpicos de tinta expressivos, a Untitled No. 25 representa o equilíbrio entre a estrutura e a espontaneidade que existe no desporto de alto rendimento: o momento em que a disciplina do treino e o caos do dia de competição se encontram. É uma homenagem visual à equipa feminina Lidl-Trek, cuja preparação em breve se vai colocar à prova com a energia imprevisível do pelotão. Ler mais | Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma A Untitled No. 25 integra a coleção Project One ICON da Trek, uma série de esquemas de pintura premium e únicos, conhecidos pela sua profundidade, textura e qualidade incomparável. Esta pintura está disponível exclusivamente nos modelos de bicicletas de estrada Trek Madone SLR através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos na rede de distribuidores autorizados Trek. ### Specialized apresenta novo quadro Tarmac S-Works Demi Dreaming Aproveitando o início do Tour de France Femmes, a Specialized apresentou um novo quadro numa versão exclusiva inspirada em Demi Vollering. Uma edição especial que vai contar com apenas 400 unidades numeradas. Dos campos de hortênsias à glória nas Grandes Voltas, a jornada da Demi vive em cada detalhe. As suas crenças, as suas origens, a sua ascensão. Isto é mais do que uma bicicleta. É um convite a sonhar em grande. Esta edição limitada evoca a juventude de Demi, quando esta trabalhava nas estufas da família, rodeada de flores e a sonhar tornar-se uma das melhores ciclistas do mundo. Tudo começou com um sonho, que ganhou vida nos tons profundos de roxo, azul, vermelho e verde, e um padrão floral que complementa na perfeição as cores da sua equipa FDJ–Suez. Diz a Specialized Ler mais | Specialized apresenta a nova Coleção Foundation Graphic A Campeã Demi Vollering A Specialized destaca o orgulho de estar ao lado de Demi Vollering: "Desde os dias nas estufas da família até se tornar uma das forças mais dominantes do ciclismo feminino, a atleta da FDJ–Suez sempre ambicionou mais, movida por uma determinação inabalável. Chegou a conciliar a patinagem de velocidade e o design floral com o ciclismo. Em 2018, apostou tudo na bicicleta e os resultados comprovam que foi a escolha certa". Desde o início da carreira, Demi Vollering, uma das melhores ciclistas do mundo, já conquistou algumas grandes vitórias, como: Liège–Bastogne–Liège (2021, 2023); Tour de France Femmes (2023); Tríplice das Clássicas das Ardenas (2023); Strade Bianche (2023, 2025); La Vuelta Femenina (2024, 2025); três vitórias em etapas do Tour de France, incluindo Alpe d’Huez e Tourmalet (2023, 2024). Em 2024, a Demi protagonizou um dos regressos mais icónicos da história do Tour ao vencer no Alpe d’Huez poucos dias depois de ter perdido a liderança devido a uma queda, e terminou a prova a apenas quatro segundos da vitória final, a margem mais curta de sempre. Agora ao serviço da FDJ–Suez, a Demi inicia um novo e audaz capítulo com a Specialized. Fora da bicicleta, é uma voz ativa e destemida pelo ciclismo feminino, defendendo com coragem a visibilidade, a igualdade de oportunidades e a próxima geração de sonhadoras. Specialized https://www.youtube.com/watch?v=KpbzYC2QofU&ab_channel=SpecializedBicycles Ler mais | Specialized apresentou a nova Coleção de Roupa S-Works Características do novo quadro Specialized Tarmac S-Works Demi Dreaming Utilização - Estrada/Competição Quadro - S-Works FCAT 12r Carbon, Rider First Engineered Cor - Demi Dreaming LTD Edição limitada - 400 unidades numeradas Forqueta - S-Works FACT 12r Carbon, 12-100mm thru-axile, flat-mount disc Peso - 685 gramas (56cm) Pode consultar a disponibilidade e preço do novo quadro da Specialized aqui, e outros produtos da marca aqui. ### Campeonato da Europa de XCC | Rissveds e Schätti conquistam o ouro em Melgaço O Campeonato da Europa de BTT em Melgaço teve esta quinta-feira como protagonista a prova de XCC, com corridas de alta intensidade, como habitualmente. A elite do BTT europeu disputou os títulos continentais da disciplina de XCC, com destaque para a vitória da sueca Jenny Rissveds e do suíço Luca Schätti. Jenny Rissveds brilha entre as elites femininas A campeã olímpica de 2016 voltou a mostrar classe num circuito técnico e exigente, vencendo a corrida feminina com o tempo de 17:56. A sueca teve de se aplicar ao máximo para bater as suíças Nicole Koller e Linda Indergrand, que terminaram a apenas três segundos. A campeã mundial de XCC, Evie Richards, ficou em quarto lugar, a quatro segundos da vencedora. A portuguesa Ana Santos foi a única representante nacional na corrida feminina de elite. Terminou em 23.º lugar, a 1m37s da vencedora. Vindo de uma lesão recente, Ana mostrou boa capacidade de recuperação num traçado pouco favorável, terminando uma corrida de desgaste elevado. “A Ana vem de uma lesão grave e provas com estas caraterísticas nem são as melhores para quem está em recuperação, mas demonstrou que está a evoluir bem. Fiquei muito satisfeito com o desempenho” comentou Pedro Vigário, selecionador nacional. Créditos da foto: Federação Portuguesa de Ciclismo Top 10 – Elite Feminina PosiçãoAtletaPaísTempoDiferença1ºJenny RissvedsSuécia17:56–2ºNicole KollerSuíça17:59+0:033ºLinda IndergrandSuíça17:59+0:034ºEvie RichardsGrã-Bretanha17:59+0:045ºChiara TeocchiItália18:30+0:356ºKira BöhmAlemanha18:39+0:437ºHeby Sofie PedersenDinamarca18:40+0:458ºGinia CaluoriSuíça18:41+0:459ºTatiana SaitarovaAIN18:42+0:4610ºVita MovrinEslovénia18:42+0:47 Corrida masculina com domínio suíço A prova masculina foi controlada desde cedo por Luca Schätti, que se isolou na frente e manteve sempre a vantagem até cruzar a meta em 18:18. A Suíça monopolizou o pódio, com Thomas Litscher a finalizar em segundo, sendo que no terceiro posto acabou por terminar o francês Adrien Boichis, a quatro segundos do vencedor. No que respeita à participação portuguesa masculina, Roberto Ferreira foi 28.º, a 42 segundos de Schätti. Esteve sempre bem posicionado no pelotão principal e terminou com uma prestação sólida. Top 10 – Elite Masculina PosiçãoAtletaPaísTempoDiferença1ºLuca SchättiSuíça18:18–2ºThomas LitscherSuíça18:21+0:033ºAdrien BoichisFrança18:22+0:044ºSimon AndreassenDinamarca18:23+0:065ºDario LilloSuíça18:24+0:066ºLuca BraidotItália18:26+0:097ºCharlie AldridgeGrã-Bretanha18:29+0:118ºJens SchuermansBélgica18:31+0:139ºFabio PüntenerSuíça18:33+0:1510ºSimone AvondettoItália18:33+0:15 Créditos da foto de destaque: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Tour de France | Etapa 18 | O'Connor vence etapa rainha Ben O'Connor foi o grande vencedor da etapa rainha desta edição do Tour. A corrida foi incendiada pela Visma | LAB mas quem beneficiou foi Pogačar que fez a etapa sempre na roda e aumentou a vantagem Com o Tour de France a entrar na sua fase decisiva, chegou o dia da etapa rainha, com três subidas de categoria extra e 171 km para serem percorridos. Foto: A.S.O. Billy Ceusters Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Rodríguez e Mas abandonam Carlos Rodríguez (INEOS Grenadiers) e Enric Mas (Movistar) abandonaram a corrida com fratura da pélvis após queda e dores no joelho respetivamente. Rodríguez décimo classificado deixou um lugar vago e acendeu ainda mais a luta pelo top 10. Foto: A.S.O. Billy Ceusters Tour de France | Etapa 17 | Milan escapa ao caos e bisa Corrida partida logo de início Com tanta dureza e ainda tanto para jogar, a corrida partiu logo de início com vários grupos numerosos de corredores a tentarem a fuga. Primož Roglič, Matteo Jorgenson, Ben O'Connor e Thymen Arensman foram alguns dos elementos integrantes de uma fuga com extrema qualidade, com ciclistas interessados na etapa e outros com o objetivo de servir de corredor satélite para os seus líderes. 19/07/2025 – Tour de France 2025 – Étape 14 - Pau / Luchon-Superbagnères (182,6 km) - Thymen ARENSMAN (INEOS GRENADIERS)- Luchon Superbagnères Visma | LAB explode pelotão Na segunda ascensão do dia, a Visma | LAB impôs um ritmo fortíssimo no pelotão reduzindo extremamente o grupo e preparando o ataque de Vingegaard. Quando o dinamarquês atacou, só Tadej Pogačar o seguiu e a dupla rodou montanha acima até alcançarem os elementos da fuga. Os dois primeiros classificados da geral ficaram na frente da corrida e num grupo pequeno que iniciou a grande descida até ao sopé da última subida do dia, o Col de la Loze (26.5 km a 6.4%). Foto: A.S.O. Billy Ceusters Trio ataca e ritmo abranda Terminada a descida, ninguém quis pegar na corrida e O'Connor, Rubio e Jorgenson atacaram e rapidamente ganharam três minutos ao grupo dos favoritos. Com o ritmo a abrandar, ciclistas atrasados alcançaram Vingegaard e Pogačar formando um grupo com cerca de 15 ciclistas, que iniciou a última subida ao ritmo da Picnic PostNL de Oscar Onley. A 16 km para o fim, Ben O'Connor descarregou Rubio e seguiu sozinho na frente da corrida. Atrás, o ritmo no grupo dos favoritos era imposto pela Visma | LAB. Foto: A.S.O. Billy Ceusters O'Connor vence etapa rainha Nos quilómetros finais, a etapa já estava praticamente entregue a O'Connor que manteve um ritmo constante e conseguiu manter uma distância confortável. O ciclista australiano teve um grande dia e venceu com 1'45 de vantagem para Pogačar que ainda bonificou a ganhou 10 segundos a Vingegaard na estrada. Com esta grande etapa Ben O'Connor entra diretamente no top 10, estando agora na décima posição do Tour de France. Vídeo da etapa https://youtu.be/lMVa2OnbxuM?si=YttEbk2sms6Gh9cg Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'Connor Ben Team Jayco AlUla5:03:472 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG1:453 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike1:544 Onley OscarTeam Picnic PostNL1:585 Rubio Einer Movistar Team2:006 Gall Felix Decathlon AG2R La Mondiale Team2:257 Roglič Primož Red Bull - BORA - hansgrohe2:468 Yates AdamUAE Team Emirates - XRG3:039 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility3:0910 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike3:26 Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºTadej PogačarUAE Team Emirates XRG66:55:422ºJonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+4:263ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+11:014ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+11:235ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+12:496ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+15:367ºKévin VauquelinArkéa – B&B Hotels+16:158ºTobias Halland JohannessenUno-X Mobility+18:319ºBen HealyEF Education – EasyPost+25:4110ºBen O'ConnorTeam Jayco AlUla+29:19 ### Tour de France | Etapa 17 | Milan escapa ao caos e bisa Jonathan Milan foi o mais rápido e venceu a 17.ª etapa do Tour, num sprint com queda em estrada molhada que arredou da luta pela etapa grande parte dos homens rápidos. Etapa de transição no Tour de France, que dava aos sprinters uma das últimas oportunidades de triunfar, num dia com 160 km e duas contagens de montanha de quarta categoria. Foto: A.S.O./Charly Lopez Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise INEOS tenta armadilhar a etapa Sem grandes dificuldades no percurso, o dia previa-se calmo antes da entrada da corrida nos Alpes tendo uma fuga de quatro ciclistas marcado a jornada. A INEOS Grenadiers tinha outros planos e na primeira subida do dia impôs na frente do pelotão um ritmo elevado que fez descolar muitos dos homens rápidos. Depois de dobrada a subida, o braço de ferro manteve-se e o pelotão ficou cortado durante vários quilómetros, tendo-se reunido graças ao trabalho da Lidl-Trek de Jonathan Milan. A.S.O./Charly Lopez Van Aert tenta destabilizar Com a corrida em tempo de calmaria, Wout van Aert (VIsma | LAB), atacou do pelotão a 45 km para o final, tentando alcançar a frente da corrida. Não tendo companhia, o ciclista belga ficou em terra de ninguém e a sua aventura não teve efeitos práticos. Nesta altura a chuva apareceu e o braço de ferro entre a fuga e o pelotão intensificava, aumentando o nervosismo na corrida. Foto: Charly Lopez Abrahamsen resisitu Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility), herói da etapa 11, foi o mais inconformado e resistiu ao pelotão, sendo o último homem a ser caço da fuga inicial. Apesar da excelente combatividade, o ciclista norueguês foi alcançado nos derradeiros 5 km quando os comboios se começaram a formar. Foto: A.S.O./Charly Lopez Queda massiva no quilómetro final Com a estrada molhada e vário mobiliário urbano nos quilómetros finais, a aproximação à meta tornou-se perigosa e uma queda grave deixou poucos ciclistas a lutar pela vitória. Jonathan Milan escapou à queda e disputou a vitória com Jordi Meeus (Red Bull-BORA-hansgrohe) vencendo a segunda etapa desta edição do Tour de France. O ciclista italiano empatou em etapas com Merlier (Soudal-Quickstep) e aumentou a vantagem na camisola verde para o segundo classificado nos pontos Tadej Pogačar. https://twitter.com/LeTour/status/1948039253172027404 Vídeo da queda e sprint https://www.youtube.com/watch?v=5zePsJMiXAA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Milan JonathanLidl - Trek3:25:302 Meeus JordiRed Bull - BORA - hansgrohe,,3 Andresen Tobias LundTeam Picnic PostNL,,4 De Lie ArnaudLotto,,5 Ballerini DavideXDS Astana Team,,6 Dainese AlbertoTudor Pro Cycling Team,,7 Penhoët PaulGroupama - FDJ,,8 Fedorov YevgeniyXDS Astana Team,,9 Russo ClémentGroupama - FDJ0:0610 Stuyven JasperLidl - Trek0:09 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG61:50:162 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike4:153 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe9:034 Onley OscarTeam Picnic PostNL11:045 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe11:426 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels13:207 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team14:508 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility17:019 Healy BenEF Education - EasyPost17:5210 Rodríguez CarlosINEOS Grenadiers20:45 ### Santa Cruz lançou a nova Vala AL A Santa Cruz lançou a nova bicicleta elétrica de montanha Vala AL, com a intenção de chegar a um público maior, garantindo a marca que desta forma é possível ter o melhor, com melhor preço. Esta nova e-bike oferece todos os benefícios da Vala, suspensão equilibrada, componentes de alta qualidade e a fiabilidade e garantia da Santa Cruz, mas num formato mais acessível a mais ciclistas. Ler mais | Vala, a nova e-bike da Santa Cruz Vala AL A Vala Al apresenta o mesmo motor Bosch Performance Line CX, líder da categoria, suspensão excelente, geometria afinada e a promessa vitalícia da Santa Cruz, tal como na Vala. A Vala Al conta ainda com componentes conceituados em toda a bicicleta. Pneus Maxxis, suspensão RockShox, travões e transmissões Shimano ou SRAM. Ler mais | A nova E-bike Santa Cruz Bullit Geometria Montagens Garantia vitalícia Todos os quadros Santa Cruz, rolamentos dos pivôs e aros em carbono Reserve têm garantia vitalícia com suporte de ciclistas da equipa Santa Cruz Rider Support. Podes ver todas as informações da nova Santa Cruz Vala AL no site da BICICMAX. ### Johan Bruyneel volta a ser "expulso" do Tour de France pela UCI A União Ciclista Internacional (UCI), corpo regulador do ciclismo profissional, emitiu um comunicado sobre a presença de Johan Bruyneel no Tour de France Johan Bruyneel, antigo diretor desportivo da US Postal Service Pro Cycling Team e da Discovery Channel Pro Cycling Team, onde correu Lance Armstrong, voltou a marcar presença no Tour de France e a UCI apressou-se a emitir um comunicado onde reitera a impossibilidade do belga marcar presença neste tipo de eventos. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: Billy lebelge O que fazia Johan Bruyneel no Tour de France? Como detalha a UCI no seu comunicado, Johan Bruyneel marcou presença no início da 12ª etapa do Tour de France - ganha por Tadej Pogacar - para participar no programa Vive le vélo, transmitido pelo VRT1, canal de televisão público da Bélgica. No entanto, estaria impossibilitado de o fazer, como a UCI explica: A 25 de outubro de 2018, o senhor Bruyneel foi sancionado pelo CAS com uma proibição vitalícia por ter quebrado as regras de anti-doping quando trabalhou com a US Postal Service Pro Cycling Team e a Discovery Channel Pro Cycling Team. De acordo com o artigo 10.14 do código mundial de anti-doping, e das regras anti-doping da UCI, o senhor Bruyneel está banido para a vida de participar em qualquer atividade relacionada com ciclismo. UCI Posição da UCI A UCI esclarece, de seguida, que Johan Bruyneel pode estar presente nas corridas sancionadas pela UCI na qualidade de espetador, mas não está autorizado a ter qualquer tipo de envolvimento no evento, nem a entrar em áreas que requerem creditação, como aconteceu no dia 17 de julho de 2025. A UCI explica, por fim, que não está responsável pela creditação no Tour de France, sendo que essa responsabilidade recai sobre a A.S.O., entidade que organiza a Grande Volta. A UCI já contactou, entretanto, a A.S.O., na tentativa de garantir que uma situação semelhante não volta a acontecer. Relembrar que Johan Bruyneel continua a trabalhar de perto com Lance Armstrong, com destaque para o podcast THEMOVE, onde os dois participam. O ciclista americano foi a maior estrela às ordens do diretor desportivo belga, tendo ganho sete camisolas amarelas no Tour de France, títulos que lhe seriam retirados mais tarde, num dos maiores e mais mediáticos escândalos da história do desporto. Johan Bruyneel foi diretor desportivo entre 1999 e 2012, tendo passado pelas estruturas da US Postal Service, US Postal Service p/b Berry Floor, Discovery Channel Pro Cycling Team, Astana, RadioShack e RadioShack - Nissan. Armstrong esteve nas suas equipas em todas as épocas com exceção ao período entre 2005-2009, quando não competiu, e em 2012, depois da retirada do norte-americano. Alberto Contador e Lance Armstrong, no pódio do Tour de France em 2009, com as cores da Astana, dirigida por Johan Bruyneel | Créditos: A.S.O./Gautier Demouveaux Entretanto, Johan Bruyneel reagiu ao comunicado via redes sociais, dizendo que considera a atitude de Lappartient hipócrita, acrescentando que o tentou contactar, mas o presidente da UCI não respondeu. Bruyneel diz ainda que foi agradável estar presente no Tour e que apreciou os muitos gestos de boas-vindas de todas as pessoas que encontrou. https://twitter.com/JohanBruyneel/status/1947726238094672325 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Tobias Johannessen evacuado de ambulância após a etapa do Mont Ventoux Após a etapa 16 do Tour de France, com final no Mont Ventoux, viveram-se momentos de grande preocupação no local. Tobias Halland Johannessen, ciclista norueguês de 25 anos e líder da equipa Uno-X Mobility, teve de receber assistência médica logo após cruzar a meta na 28.ª posição, a 5:11 do vencedor da etapa, Valentin Paret-Peintre. Tobias Johannessen caiu no chão e foi prontamente assistido pela equipa médica, que lhe administrou oxigénio antes de o deitar numa maca. O ciclista, que ocupa o 8.º lugar da classificação geral, foi posteriormente evacuado de ambulância para o hospital de Avignon, onde foi submetido a vários exames e análises. Mais tarde, através das redes sociais, a equipa Uno-X informou: “O Tobias está de volta ao hotel e a sentir-se bem. Todos os testes correram bem. Vamos aproveitar a noite para deixá-lo descansar e tomar uma decisão sobre o início de amanhã pela manhã.” Até ao início da etapa de hoje não se saberá se o atual oitavo classificado continua a corrida ou se é mais um abandono ditado pela dureza do Tour. ### Specialized apresenta a nova Coleção Foundation Graphic A Specialized apresenta a nova Coleção Foundation Graphic. Segundo a marca, é "uma linha que alia uma estética inspirada diretamente na competição ao conforto necessário para pedalar durante todo o dia". Quer estejas a apoiar a tua equipa favorita da Specialized Racing, ou a destacar-te com os gráficos arrojados e o design distinto destas camisolas, a Coleção Foundation Graphic oferece o equilíbrio perfeito entre performance, versatilidade e estilo. Esta coleção reflete o nosso compromisso contínuo com a competição e a inovação. Specialized Ler mais | Specialized apresentou a nova Coleção de Roupa S-Works Specialized apresenta três linhas da nova coleção A nova coleção Foundation Graphic surge com três linhas distintas, adaptadas às várias necessidades dos ciclistas: Jersey Specialized Factory Racing XCO Um equipamento a pensar nos praticantes de cross-country. Segundo a Specialized, foi "concebido com tecidos respiráveis e elásticos, e um corte semi-form", para que ofereça "conforto e performance com gráficos que te vão fazer destacar em qualquer trilho". Jersey Réplica SD Worx - Protime Inspirado no equipamento da SD Worx - Protime, a camisola "combina a energia dos dias de corrida com a funcionalidade do dia a dia". A marca explica, ainda, que foi concebida "com tecidos técnicos respiráveis e um corte que oferece suporte onde mais precisas", para privilegiar "quem quer celebrar o ciclismo feminino com estilo e confiança". Foundation Graphic Jersey É uma peça de edição limitada, com "designs arrojados inspirados nas equipas de competição da Specialized. A marca explica que o "tecido elástico e respirável mantém-te fresco, enquanto o corte semi-form garante liberdade de movimentos e o suporte ideal. Os bolsos traseiros de fácil acesso, o bolso frontal com fecho e a ausência de costuras laterais elevam o conforto e a funcionalidade para o dia a dia". Dos modelos réplica inspirados na competição aos designs gráficos mais arrojados, a Coleção Specialized Foundation Graphic oferece estilo e performance de nível profissional para todos os ciclistas, todos os dias. Estejas tu a perseguir recordes pessoais ou a pedalar com amigos, estes jerseys foram feitos para seres a tua melhor versão em estilo e performance. Specialized Pode encontrar mais produtos da Specialized aqui. ### Tour de France | Etapa 16 | Paret‑Peintre triunfa no Mont Ventoux O mítico Mont Ventoux foi palco de uma das etapas mais duras e espectaculares deste Tour de France 2025. O francês Valentin Paret‑Peintre triunfou vindo da fuga do dia, após uma batalha emocionante com o irlandês Ben Healy. Mathieu van der Poel abandona O dia no Tour de France começou com a notícia do abandono de Mathieu van der Poel, que se viu obrigado a abandonar devido a pneumonia — uma perda para a corrida. A etapa Os primeiros 140 km foram de "aquecimento", com o pelotão a permitir uma fuga distante. Na frente, o ataque inicial de Hirschi, Haller e Meurisse foi depois substituído por um grupo maior, com nomes como Alaphilippe, Arensman, Mas, Healy, Paret‑Peintre ou Buitrago, com cerca de 37 ciclistas. CRÉDITOS FOTO: A.S.O./Tony Esnault Este grupo manteve uma vantagem significativa até ao sopé do Ventoux, altura em que foram surgindo os sacrifícios. O espanhol Enric Mas foi o primeiro a tentar fazer diferenças, ainda com mais de quinze quilómetros para o fim da dura subida do Ventoux. Com um timing diferente, destacaram-se Healy e Paret‑Peintre que acabariam por chegar à frente da corrida, deixando Enric Mas para trás. CRÉDITOS FOTO: A.S.O./Tony Esnault Após vários ataques entre ambos, no sprint final onde parecia que Healy teria vantagem, Valentin Paret‑Peintre acabou por surpreender e dar a vitória para a Soudal – Quick-Step. https://TWITTER.com/LeTour/status/1947673753174876282 É a quarta vitória da equipa nesta edição do Tour, depois dos triunfos de Tim Merlier (2) e Evenepoel. Os favoritos A luta entre os grandes favoritos teve novo episódio: Jonas Vingegaard atacou várias vezes o camisola amarela Tadej Pogacar, que respondeu, contra atacou e no final conseguiu manter a liderança. Créditos foto: A.S.O./Billy Ceusters Ler mais | Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/uJx6JqlcjHI?si=XFGAKrG8Wd4R4VnX TOP 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºValentin Paret‑PeintreSoudal – Quick‑Step4:03:192ºBen HealyEF Educação – EasyPost+ 0:043ºSantiago BuitragoBahrain Victorious+ 0:044ºIlan Van WilderSoudal – Quick‑Step+ 0:145ºTadej PogacarUAE Team Emirates XRG+ 0:436ºJonas VingegaardVisma Lease a Bike+ 0:457ºEnric MasMovistar Team+ 0:538ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+ 1:179ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+ 1:5110ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+ 1:53 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºTadej PogacarUAE Team Emirates XRG58:24:462ºJonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+4:153ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+ 9:034ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+ 11:045ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+ 11:426ºKévin VauquelinArkéa – B&B Hotels+ 13:207ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 14:508ºTobias Halland JohannessenUno-X Mobility+ 17:019ºBen HealyEF Education – EasyPost+ 17:5210ºCarlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 20:45 Em janeiro, o topcycling esteve com Valentin Paret‑Peintre Vale a pena recuar até janeiro, quando o TopCycling esteve presente no training camp da Soudal Quick-Step. Foi aí que conversámos com Valentin Paret‑Peintre, muito antes desta vitória surgir no horizonte. https://youtu.be/7FYXqvQl2GQ?si=CX9wES7-BTY_5-17 ### Campeonato Nacional de XCO | Raquel Queirós e Roberto Ferreira fazem o bis Raquel Queirós e Roberto Ferreira conquistaram o Campeonato nacional de XCO, depois de também terem vencido as corridas de elites de XCC Correu-se, no fim de semana de 19 e 20 de julho, o campeonato nacional de XCO, em Ansião. Raquel Queirós (Team Specialized) triunfou pela sétima vez, e Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB Team) reconquistou o título que tinha perdido na edição passada. Ler mais | Nino Schurter e Tom Pidcock com presença no Europeu de BTT em Melgaço Créditos: Rodrigo Vicente Corrida masculina Nos homens, o grande vencedor do campeonato nacional de XCO foi Roberto Ferreira. Começou no sábado, ao conquistar a prova de XCC, e viria a bisar no dia seguinte. A prova da disciplina olímpica do XCO decorreu no domingo, e Roberto Ferreira voltou a subir ao lugar mais alto do pódio. Completou o percurso em 1:19:40, terminando à frente de Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos), que tinha conquistado os dois títulos nacionais em 2024. A fechar o pódio chegou Filipe Francisco (CDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira), a 1:25 do vencedor e novo campeão nacional. Créditos: FPC Corrida feminina Na corrida feminina, voltou a ser Raquel Queirós, duas vezes atleta olímpica da disciplina, a brilhar no campeonato nacional de XCO. Depois de vencer a prova de XCC no sábado, Raquel Queirós voltou a ser coroada campeã nacional da modalidade olímpica, com o tempo de 1:22:41. Em segundo lugar, tal como aconteceu em 2024, chegou Ana Santos - atleta da Cannondale Factory Racing que o TopCycling entrevistou este ano. Em terceiro lugar, terminou Leandra Gomes (SAERTEX Portugal/CRIAZinvent), a mais de 9:00 da campeã nacional, e quase 8:00 da segunda classificada. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Créditos: FPC Restantes categorias do Campeonato nacional de XCO Para além das corridas dos elites masculinos e femininos, também se correram as provas de sub-23, de juniores, de masters e de paraciclismo. Em baixo, pode consultar a lista de vencedores para estas categorias: Prova masculina sub-23: João Fonseca (Clube BTT Matosinhos) Prova feminina sub-23: Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team) Prova masculina sub-19: Tomás Pais (Escola de Ciclismo de Oeiras/Parracho) Prova feminina sub-19: Margarida Vasconcelos (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) Prova masculina sub-17: Pedro Galvão (TRIUMTERMICA/ÁGUIAS DE ALPIARÇA) Prova feminina sub-17: Rita Fontinhas (Guilhabreu MTB Team) Prova masculina sub-15: Afonso Barros (BTT Loulé/Elevis) Prova feminina sub-15: Mariana Peixoto (LANDEIRO | KTM | MATIAS&ARAÚJO) Prova masculina M30: Rui Carvalho (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) Prova feminina M30: Andreia Lopes (AEBTT Rio) Prova masculina M40: Ismael Graça (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) Prova feminina M40: Lurdes Gonçalves (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) Prova masculina M50: António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) Prova feminina M50: Sandra Costa (GRJA/GFK BTT) Prova masculina M60: Adelino Cruz (CDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira) Prova Paraciclismo: Ricardo Mendes (SAERTEX Portugal/CRIAZinvent) Créditos da fotografia de destaque: FPC ### A Blackjack Wheels passa a fabricar os seus próprios cubos A Blackjack Wheels, marca de rodas portuguesa , deu um passo importante no sentido da integração total dos seus componentes ao anunciar o fabrico dos seus próprios cubos. A marca vai aplicar este novo produto em todos os modelos da marca, incluindo a nova coleção Aeron, dedicada à alta performance. Pela ocasião da visita à fábrica da marca vi o processo de fabrico, mas não pude mostrar ou revelar a informação por questões de embargo naquela data. Integração total e controlo de qualidade Com o desenvolvimento de uma unidade específica para projetar e produzir cubos, a Blackjack completa o ciclo de fabrico de uma roda, ao integrar todos os elementos críticos do sistema: aro, raio, montagem e agora também o cubo. Segundo César Cardoso, Diretor de Engenharia e Inovação da RODI Industries, a decisão é tanto estratégica como técnica: O objetivo passa por garantir maior coerência, fiabilidade e facilidade de manutenção. A produção interna permite uma afinação mais precisa entre os vários componentes, refletindo-se em melhor desempenho no terreno e numa experiência de utilização mais consistente. Novo sistema freewheel tipo ratchet Todos os cubos passam a incorporar um sistema de roda livre tipo ratchet, reconhecido pela sua durabilidade e precisão, mesmo em condições exigentes. Estão disponíveis várias opções de dentado, permitindo ajustar a resposta de torque e tração consoante o estilo de pedalada ou vertente do ciclismo. Três variantes para diferentes utilizações A nova família de cubos — designada Coleção 50 — inclui três variantes: R50 – Estrada e Gravel M50 – Mountain Bike H50 – eMTB, urbano e utilitário Todos os modelos são compatíveis com os cepos modernos, incluindo sistemas para e-bikes, e utilizam ligas de alumínio EN-AW 6082/7075. O corpo do cubo é anodizado e os cubos contam com rolamentos selados Enduro Bearings, além de cepos em aço ou alumínio. A arquitetura modular facilita a manutenção, permitindo substituição de componentes sem ferramentas especiais — uma vantagem tanto para oficinas como para utilizadores experientes que gostam de fazer a própria manutenção. Aeron: a primeira roda totalmente integrada, fabricada em Portugal A nova gama Blackjack Aeron é o primeiro conjunto de rodas da marca a ser desenvolvido desde a origem com esta nova geração de cubos. Segundo a marca, o desenvolvimento focou-se em criar um sistema com capacidade de competir com os melhores do mercado, mantendo o fabrico local e o controlo direto sobre todas as fases do processo. Cada roda foi concebida como um sistema integrado entre aro, raio e cubo, com o objetivo de garantir maior previsibilidade, resposta e resistência. Visita à fábrica: como se faz uma roda em Portugal Há alguns meses, tive a oportunidade de visitar a fábrica da Blackjack em Portugal e documentar todo o processo de produção de uma roda. Vale a pena espreitar para conhecer melhor o trabalho que está por trás de cada roda, agora também com cubos fabricados nesta mesma fábrica. https://youtu.be/fmFkQRBFdB8?si=IChhhuD6GopgaRSl ### Tour de France | Etapa 15 | UAE também ganha da fuga Tim Wellens venceu a 15ª etapa do Tour de France, depois de um solo de 43 km. Quinta vitória para a UAE Emirates XRG, a primeira que não chega por Tadej Pogacar Após um dos dias mais duros desta edição do Tour de France, a 15ª etapa foi discutida por uma fuga numerosa, onde Tim Wellens provou ser o mais forte. No pelotão, dia de tréguas entre os favoritos Ler mais | Vingegaard irrita Pogacar no Tour de France e Longo Borghini faz o bis no Giro Fuga marca o dia no Tour de France Etapa de transição no Tour de France, em vésperas do segundo dia de descanso, com 169 km entre Muret e Carcassonne. Três contagens de montanha para ultrapassar, com a última a mais de 40 km da meta. O dia arrancou com uma luta pela fuga onde entraram muitos nomes fortes, como Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) e Wout Van Aert (Visma | LAB). À frente do pelotão seguiam mais de 30 ciclistas, que nunca chegaram a correr juntos: vários grupos lutavam entre si pela etapa, uma vez que o pelotão pareceu aceitar desde cedo que a vitória do dia estava na frente da corrida. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Gregários de luxo também ganham Na frente da corrida, destacou-se um grupo com quatro nomes fortes: Michael Storer (Tudor Pro Cycling), Quinn Simmons (Lidl - Trek), Victor Campenaerts (Visma | LAB) e Tim Wellens (UAE Emirates XRG). O quarteto seguiu isolado até aos 44 km para a meta, quando outros quatro ciclistas fizeram a ponte para a frente da corrida. No entanto, pouco depois do grupo duplicar em tamanho, Tim Wellens atacou, numa movimentação que se provaria decisiva: o grupo perseguidor só voltou a ver o belga no pódio, ao final do dia. https://twitter.com/LeTour/status/1946948802683822182 Quinta vitória para a UAE Emirates XRG, que prova também saber vencer sem Tadej Pogacar. Também é o quarto belga diferente a triunfar no Tour de France 2025 (cinco triunfos no total), uma prova de força de uma das nações que lidera o ciclismo mundial. A completar o pódio da etapa ficaram Victor Campenaerts e Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling), num dia em que houve tréguas entre o grupo dos favoritos pela classificação geral. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ZYncDQqnjhE&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 15 do Tour de France Class.NomeEquipaTempo1Wellens TimUAE Team Emirates - XRG3:34:092Campenaerts VictorTeam Visma | Lease a Bike+1:283Alaphilippe JulianTudor Pro Cycling Team+1:364van Aert WoutTeam Visma | Lease a Bike,,5Laurance AxelINEOS Grenadiers,,6Vlasov AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe,,7Penhoët PaulGroupama - FDJ,,8Jegat JordanTeam TotalEnergies,,9Valgren MichaelEF Education - EasyPost,,10Madouas ValentinGroupama - FDJ,, Top 10 da classificação geral Class.NomeEquipaTempo1Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG54:20:442Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+4:133Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe+7:534Onley OscarTeam Picnic PostNL+9:185Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels+10:216Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+10:347Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team+12:008Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility+12:339Rodríguez CarlosINEOS Grenadiers+18:2610Healy BenEF Education - EasyPost+18:41 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Minhota Landeiro KTM ACR Roriz foi ao Tour de France júnior! Cinco corredores da Landeiro KTM ACR Roriz concluíram o Tour de France. João Matias apresenta o projeto em entrevista ao TopCycling. A Landeiro KTM ACR Roriz, escola de ciclismo com sede em Roriz, município de Barcelos, acaba de correr o Tour de France júnior, também conhecido por Ain Bugey Valromey Tour. Miúdos de todo o mundo competiram na maior montra de talento júnior do mundo, além do Campeonato do Mundo. A prova passa nas mesmas estradas do Dauphiné, isto é, na região Auvergne-Rhône-Alpes. A 21.ª edição teve cinco etapas, 29 equipas, 500 km e 8500 m de acumulado. Pela primeira vez, Portugal fez-se representar e os jovens da Associação Cultural e Recreativa de Roriz (ACR) concluíram o evento na 24.ª posição por equipas, à frente da Uno-X, por exemplo. De Roriz partiram três juniores de segundo ano: Simão Lucas, Dinis Martins e Gonçalo Santos. O bloco foi reforçado pelo australiano Vinnie Manion – melhor classificado em 75.º a 42:56 do vencedor. João Matias: “Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal” Noah Lindholm venceu a 1.ª etapa em Morestel.Foto: TVO Filial da Red Bull dominou o Ain Bugey Valromey Tour O projeto de Barcelos mediu forças contra superestruturas do WorldTour como Decathlon AG2R, EF Education, Groupama-FDJ, além de filiais como Cannibal Victorious (Bahrain) e GRENKE-Auto Eder (Red Bull). Também foi a espanhola Picusa, de José Salgueiro e Dimas Mota. O barcelense ganhou este ano a Taça de Portugal de juniores e o brasileiro em cadetes no ano passado. A filial da Red Bull dominou o Ain Bugey Valromey Tour fazendo a dobradinha com o dinamarquês Noah Lindholm e o alemão Karl Herzog (o irmão Emil tirou o título mundial nesta categoria a António Morgado). Karl Herzog venceu a 2.ª etapa em Serrieres-de-Briord.Foto: TVO Presença da equipa de Remco Evenepoel Completou o futuro Ineos Grenadiers, Benjamin Noval, da Academia MMR. Se o pai Noval fez carreira como gregário de Alberto Contador, “Benja” – como é conhecido em Espanha – leva 16 vitórias no primeiro ano na categoria e promete. Nota para a presença da equipa de Remco Evenepoel, a R.EV Brussels, onde corre o atual campeão da Bélgica, Mathias De Keersmaeker. Os belgas venceram no Col de la Biche com Yasu Vervoort. Entrevista António Morgado: “O que fiz ali nunca mais vou fazer” Yasu Vervoort, da equipa de Evenepoel, impôs-se no Col de la Biche.Foto: TVO Projeto maior pode estar a caminho Uma família viveu este período de forma especial. Dos Matias, o mais conhecido é João, que corre na Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, mas foi a mãe que fundou a Associação e o pai a equipa de ciclismo. João Matias já foi presidente da ACR, agora é “vice” e concilia a organização de eventos e atividades culturais com a carreira de ciclista. “Temos cerca de 15 juniores, muitos dias de competição em Espanha e estamos contentes por correr Valromey, que é quase a Volta a França dos juniores. Conseguir o carimbo para essa corrida é reconhecer o trabalho dos nossos diretores. A carolice deles e o tempo que dedicam para isto crescer só me deixa agradecido.” João Matias ao TopCycling. A 3.ª etapa foi para Théophile Vassal, da Decathlon Ag2r.Foto: TVO Projeto maior pode estar a caminho César Maciel, João Quintas, José Rodrigues, Hélio Silva, Zé da Bilha e Hélder Braga – que já não está na equipa, mas ajudou ao crescimento da mesma. São eles que trabalham na sombra para formar ciclistas. A sede já começa a ser pequena e um projeto maior pode estar a caminho. “Fazer um service course como as equipas profissionais. Temos uma casa grande com cozinha, sala de reuniões, sala de troféus, camarata para estágios da equipa, quartos duplos para os atletas deslocados terem alguma privacidade. Não é por ser uma equipa de formação que somos pequenos, a nossa ambição é gigante. Somos bairristas, minhotos e do campo. Somos duros.” João Matias ao TopCycling. Herzog, Lindholm e Noval no pódio final do Ain Bugey Valromey Tour.Foto: TVO Landeiro KTM ACR Roriz é filial da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Este ilustre residente em São Martinho de Alvito é um homem da terra, mas a visão vai muito além do Minho. Desde este ano a Landeiro KTM ACR Roriz é parceira da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. “Com a passagem do Guilherme Lino de júnior a profissional concretizamos a parceria. Ajuda na passagem dos jovens para o profissionalismo e a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua passa a contar com um viveiro de confiança do qual saímos eu e o Rafael Barbas, do atual plantel. É uma escola que passa bons valores e dá liberdade para estudar; além de ciclistas queremos formar homens e mulheres. Não se trata de travá-los de ir para o estrangeiro; se saírem e tiverem sucesso é sinal de que a equipa está a fazer um bom trabalho.” João Matias ao TopCycling. Não sabemos o que o futuro reserva à equipa minhota, mas podemos ter a certeza de que em Roriz o ciclismo continuará a ser tratado com amor e carinho pela família Matias. ### MOTUL Dry Clean - Limpar a bicicleta em casa, sem água Manter a bicicleta limpa e bem lubrificada é essencial para garantir o bom funcionamento dos componentes e prolongar a sua durabilidade, algo em que as lavagens à pressão não ajudam. Experimentei o Motul Dry Clean e parece ser uma boa solução para quem vive num apartamento, ou está de férias em hotéis. Neste vídeo mostro como fiz uma limpeza da bicicleta, sem água, recorrendo só a alguns produtos da MOTUL Bike Care, mais concretamente o MOTUL Dry Clean, Chain Clean e Brake Clean. Vídeo https://youtu.be/pfWZH6aE8f4?si=x3KUz2Tw7ZlVzsz6 Produtos utilizados: Dry Clean: o produto de limpeza a seco, ideal para remover pó, lama seca e sujidade ligeira sem necessidade de enxaguar. Pode ser aplicado diretamente no quadro e componentes (excepto discos). Chain Clean: o típico desengordurante, específico para a corrente e transmissão. Dissolve a gordura acumulada e prepara a corrente para a lubrificação, sem danificar o material. Brake Clean: para limpar os discos e pastilhas de travão. Remove resíduos oleosos e sujidade, garantindo que as pastilhas não ficam contaminadas com resíduos. ### Tour de France | Etapa 14 | Arensman mostra o caminho à INEOS Grenadiers Thymen Arensman venceu a 14ª etapa do Tour de France, num dos primeiros dias positivos para a INEOS Grenadiers. Remco Evenepoel abandonou a corrida Dia raro para a fuga no Tour de France, onde Thymen Arensman salvou as pretensões da INEOS Grenadiers. Evenepoel (Soudal Quick-Step) e Skjelmose (Lidl - Trek) abandonoram. Pogacar e Vingegaard voltaram a trocar ataques. Ler mais | Tour de France | Etapa 13 | Pogačar mete a quinta e vence a quarta Remco EVENEPOEL - Créditos foto: A.S.O./Billy Ceusters Fuga de luxo no Tour de France A etapa começou com uma luta feroz pela entrada na fuga. Com 100 km para o fim, o pelotão parecia aceitar os nomes que estavam na frente da corrida. 17 fugitivos compunham a fuga do dia, onde durante muito tempo Lenny Martinez (Bahrain - Victorious) andou destacado, na busca por pontos para a classificação da montanha. O francês acabou por ser apanhado pelo grupo, e pouco depois foi Thymen Arensman (INEOS Grenadiers) a saltar para a frente da corrida. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Abandonos importantes Na marca dos 100 km para a meta, dois momentos importantes no Tour de France: Primeiro, o abandono de Remco Evenepoel. O belga, que teve dois dias terriveis nas etapas 12 e 13, onde tinha perdido muito tempo, confirma o mau momento com o DNF na 14ª etapa. Logo de seguida, outro nome grande para a classificação geral a abandonar a corrida: Mattias Skjelmose também sai do Tour de France a sete etapas do seu término. Créditos: Sam Needham Fogo de artificio na subida final Chegada a última subida, apenas Thymen Arensman, da fuga, ameaçava a vitória de um dos favoritos à classificação geral. Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) meteu a sua equipa ao trabalho na perseguição ao neerlandês, que se ia aguentando na frente. No grupo dos favoritos, Jonas Vingegaard (Visma | LAB) não quis atirar a toalha ao chão, e foi o primeiro a tentar mexer: atacou, e só levou consigo Pogacar e Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe). O alemão perdeu o contacto pouco depois e os vencedores dos últimos cinco Tours de France seguiram sozinhos na perseguição ao ciclista da INEOS Grenadiers. Apesar de ter dois tubarões atrás de si, Thymen Arensman agarrou-se à vantagem que tinha, e conseguiu vencer a etapa. Salva as pretensões da INEOS Grenadiers neste Tour de France, que já tinha perdido Ganna no início da corrida, e que não contava com nenhum corredor no top 10 à entrada para a etapa 14 (Carlos Rodríguez subiu ao 10º lugar no final do dia). Vingegaard e Pogacar trocaram ataques, mas chegaram juntos aos metros finais. No sprint pelo segundo lugar, o esloveno ainda foi buscar 0:04 na estrada ao dinamarquês. A luta pelo pódio segue emocionante, com Lipowitz e Oscan Onley (Team Picnic PostNL) a voltarem a ter dias positivos - ocupam a terceira e quarta posição da classificação geral, respetivamente. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/SjBDAVNcptA?si=mx-J79_e7xETmK6q Top 10 da etapa ClassificaçãoNome do CiclistaEquipaTempo1Arensman ThymenINEOS Grenadiers4:53:352Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG+1:083Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+1:124Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+1:195Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+1:256Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+2:097Ben HealyEF Education - EasyPost+2:468Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe,,9Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility+2:5910Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+3:08 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoNome do CiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG50:40:282Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+4:133Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+7:534Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+9:185Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+10:216Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+10:347Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+12:008Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility+12:339Ben HealyEF Education - EasyPost+18:4110Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+22:57 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Tour de France | Etapa 13 | Pogačar mete a quinta e vence a quarta Tadej Pogačar foi o grande vencedor da cronoescalada da 13.ª etapa. O esloveno confirmou o favoritismo e bateu Jonas Vingegaard por 36 segundos aumentando para 4 minutos a vantagem para o segundo classificado. Depois de uma etapa de alta montanha que viu Tadej Pogačar arrasar a concorrência deste Tour de France, os ciclistas tiveram pela frente uma cronoescalada que dava uma nova oportunidade para se fazerem diferenças. Apesar de ter apenas 11 km, 8 deles faziam parte da ascensão a Peyragudes, com uma pendente de 8% e com final coroado a 1580 metros de altitude. Foto: A.S.O./Charly Lopez Plapp aqueceu bem a cadeira Luke Plapp (Jayco AlUla) partiu na primeira metade e fez um dos melhores tempos do dia, ao completar os 11 km da etapa em 25 minutos. Com este tempo, o australiano tomou conta da cadeira quente durante praticamente toda a jornada e assistiu no primeiro posto à saída do top 10, onde os grandes favoritos ao dia de hoje tentavam batê-lo e levar a etapa. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: A.S.O./Billy Ceusters Roglič bate por fim Plapp Primož Roglič foi o ciclista que bateu o tempo de Plapp por 37 segundos tendo sido o primeiro ciclista a fazê-lo ao fim de 133 corredores. O esloveno ficou com o melhor tempo da etapa quando faltavam chegar Pogačar, Vingegaard e Evenepoel, o top 3 da classificação geral. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Vingegaard dobra Evenepoel Faltando o top 3 terminar a etapa o suspense sobre quem seria o mais rápido ao dia de hoje aumentava. Jonas Vingegaard, apesar de sair dois minutos depois de Remco Evenepoel, campeão olímpico e mundial da especialidade, dobrou o belga e fez um grande tempo de 23'36 ficando com o primeiro lugar da etapa, quando só faltava chegar Tadej Pogačar. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Evenepoel repetiu a quebra de ontem e perdeu mais de dois minutos para os dois primeiros classificados, numa das imagens fortes deste Tour de France. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1946230848845439177 Pogačar vence pela quarta vez Depois da chegada de Vingegaard, todos os olhos estavam no camisola amarela que vinha a ganhar tempo no ponto intermédio. O campeão do mundo manteve a cadência e venceu a sua quarta etapa deste Tour com um tempo de 23 minutos, fazendo menos 36 segundos que Vingegaard. Pogačar tem agora 4 minutos de vantagem para o dinamarquês cimentando ainda mais a sua vantagem e favoritismo para este Tour de France que entra agora na sua fase mais dura https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1946231089376178640 Vídeo da etapa https://youtu.be/n2jv-Wms4P0?si=MSQ7Nksp3nOrBajJ Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG23.00,1928.4312 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0.36,6927.6953 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe1.20,7826.8594 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe1.56,2226.2235 Plapp LukeTeam Jayco AlUla1.58,2526.1876 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2.02,8226.1087 Onley OscarTeam Picnic PostNL2.06,7326.0408 Yates AdamUAE Team Emirates - XRG2.15,4325.8909 Martinez LennyBahrain - Victorious2.21,7425.78310 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2.22,7625.766 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG45:45:512 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike4:073 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step7:244 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe7:305 Onley OscarTeam Picnic PostNL8:116 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels8:157 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe8:508 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility10:369 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team11:4310 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike14:15 ### Nino Schurter e Tom Pidcock com presença no Europeu de BTT em Melgaço A lenda suíça do BTT Nino Schurter, dez vezes Campeão do Mundo e medalhado olímpico, é um dos atletas confirmados para competir no Europeu de BTT em Melgaço de 23 a 27 de julho. O evento contará com a participação de 31 países e seleções nacionais, reforçando a sua dimensão internacional e com um percurso oficial de XCO (Cross-Country Olímpico): 3,52 km de extensão, 129 metros de desnível positivo, rock gardens, subidas técnicas, zonas rápidas e um sprint final exigente. Confirmados os principais atletas Estão confirmados os principais atletas que vão marcar presença no Campeonato da Europa de Mountain Bike (MTB) 2025, que se realiza no Centro de Estágios de Melgaço, entre os dias 23 e 27 de julho, nas disciplinas de XCO (Cross-Country Olímpico), XCC (Short Track) e XCR (Estafetas). O Europeu de BTT será uma das provas mais relevantes do calendário europeu de BTT, reunindo os melhores atletas do continente num evento de grande exigência física e técnica. Corrida masculina Entre os nomes internacionais de maior relevo, destaca-se o suíço Nino Schurter, uma das maiores figuras da história do BTT, com dez títulos de Campeão do Mundo e medalhas olímpicas na disciplina de XCO. Confirmados estão também o britânico Tom Pidcock, ex-Campeão do Mundo de XCO e bicampeão olímpico; o italiano Simone Avondeten, Campeão do Mundo e da Europa em Sub-23 e atual Campeão Europeu de XCO (2024); o francês Luca Martin, campeão nacional e sétimo no ranking mundial; e o alemão Finn Treudler, campeão europeu Sub-23. Créditos foto: Whoop UCI Mountain Bike World Series Corrida feminina No setor feminino, a sueca Jenny Rissveds, Campeã Olímpica, número dois do ranking mundial e vencedora de uma etapa da UCI World Cup 2025, é um dos grandes nomes em destaque. A suíça Jolanda Neff, com cinco títulos mundiais e uma medalha olímpica, junta-se à italiana Martina Berta, campeã nacional de XCO e terceira classificada no último Campeonato do Mundo, àbritânica Evie Richards, atual campeã do mundo de XCC (Short Track), e à suíça Monique Halter, campeã europeia Sub-23. Atletas nacionais presentes A elite nacional estará representada por nomes de peso. João Cruz, tetracampeão nacional e vencedor de 22 Taças de Portugal, lidera a comitiva masculina, que conta ainda com Ricardo Marinheiro, campeão da Taça do Mundo e dez vezes campeão nacional. David Rosa, uma vez campeão nacional e duplo olímpico (Londres 2012 e Rio 2016), atual diretor da Federação Portuguesa de Ciclismo; João Fonseca, uma vez campeão nacional; Rafael Sousa, HugoRamalho, Vasco Silva, Tomás Pais, João Vigário e Daniel Franco. No setor feminino, destacam-se Ana Santos (tricampeã nacional e 18 Taças de Portugal), Beatriz Guerra (bicampeã nacional e 22 Taças de Portugal) e Margarida Vasconcelos. Ler mais | Ana Santos em entrevista: “Acho que todos devíamos sonhar muito alto” Créditos: @mmondini_photo Percurso oficial alia exigência física a excelência técnica O percurso oficial da disciplina de XCO é tecnicamente exigente e fisicamente desafiante. Com 3,52 km de extensão e 129 metros de desnível positivo, inclui rock gardens agressivos, subidas curtas mas intensas, e zonas repletas de pedras e raízes que obrigam a uma condução precisa e a atenção constante. A parte final é marcada por uma secção rápida e fluida, que termina numa subida íngreme, ideal para decidir a corrida ao sprint. O evento é organizado pela União Europeia de Ciclismo (UEC) e pelo Complexo Desportivo de Melgaço, e terá entrada livre para o público. Para além das competições, haverá um programa de atividades paralelas para famílias, grupos e entusiastas da modalidade. As inscrições para voluntários permanecem abertas. Programa Terça-feira, 22 de julho 17h00: Reconhecimento não oficial do percurso Quarta-feira, 23 de julho 08h30 – 16h00: Treinos livres para XCC, XCO e XCR (todas as categorias) A partir das 16h15: Qualificações XCC Masculino Elite+U23 Qualificações XCC Feminino Elite+U23 Qualificações XCC Juniores Masculinos 18h00: Reconhecimento não oficial do percurso Quinta-feira, 24 de julho 08h30 – 10h30: Treino oficial XCC (feminino e masculino) 11h00 – 12h30: Finais XCC Juniores (feminino e masculino) 16h00 – 17h30: Finais XCC Elite+U23 (feminino e masculino) 17h15: Reconhecimento não oficial XCO/XCR Sexta-feira, 25 de julho 09h00 – 15h00: Treinos oficiais XCO e XCR para todas as categorias 15h30 – 16h30: Final da Team Relay (XCR) 16h30: Cerimónia de pódio da Team Relay 16h30: Reconhecimento não oficial do percurso XCO Sábado, 26 de julho 08h30 – 10h30: Treino oficial XCO Juniores 11h00 – 12h15: Final XCO Juniores Masculinos 14h15 – 15h30: Final XCO Juniores Femininos 16h15 – 17h45: Final XCO Sub-23 Masculinos 17h45: Cerimónia de pódio Sub-23 Masculinos 17h45: Reconhecimento não oficial do percurso Domingo, 27 de julho 08h30 – 10h30: Treinos oficiais XCO Elite e Sub-23 11h00 – 12h30: Final XCO Sub-23 Femininos 13h30 – 15h10: Final XCO Elite Femininos 16h10 – 17h50: Final XCO Elite Masculinos Transmissão A transmissão do Campeonato da Europa de MTB 2025 tem transmissão assegurada na Eurosport, RTP2/RTP Play, RTVS Sport e TVP Sport. Apresentação do percurso oficial do Campeonato da Europa de XCO por parte de David Rosa https://www.youtube.com/watch?v=hJGgtIKw8Es&ab_channel=Melga%C3%A7oRide%26Run ### Tour de France | Etapa 12 | Avalanche Pogacar varre tudo A primeira grande etapa de montanha do Tour de France 2025 não deixou margem para dúvidas: Tadej Pogacar está num patamar à parte. O esloveno da UAE Team Emirates atacou de longe na subida final para Hautacam e arrasou toda a concorrência. Fuga numerosa marcou a etapa A etapa de 180,6 km nos Pirinéus começou de forma controlada, mas rapidamente se incendiou com ataques sucessivos e a formação de um grupo de fuga com cerca de 50 ciclistas. Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters Entre os escapados estavam nomes sonantes como Carlos Rodríguez, Mattias Skjelmose, Michael Woods e Thymen Arensman. A INEOS Grenadiers colocou cinco homens na frente na tentativa de fazer o assalto ao TOP 10 de Carlos Rodríguez, o grupo chegou a ter dois minutos de vantagem mas o pelotão deu mais do que esta margem. Plano da Visma Lease a Bike saiu ao furado A verdadeira corrida começaria no Col du Soulor, com a Visma a querer desgastar bastante os adversários, tendo desde logo aparecido as primeiras baixas, Remco Evenepoel perdeu contacto com os favoritos, mas conseguiu recuperar na descida e acabou por ser um guerreiro aguentando a posição de pódio até ao final. Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters Ben Healy, que vestia a camisola amarela, também cedeu terreno, mas a surpresa foi Matteo Jorgenson, que acabaria por ser vítima do ritmo forte imposto pela própria equipa demonstrando debilidade. Ler mais | Tour de France | Etapa 11 | Abrahamsen faz história para a Uno X-Mobility Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters O dia menos bom de Jorgenson baralhou a estratégia da Visma e no início da subida final os papeis inverteram, acabando por ser a UAE a ter mais homens junto do seu líder. Na subida final para Hautacam, após a equipa comandar nos primeiros metros, Tadej Pogacar lançou-se ao ataque a cerca de 11 km da meta, deixando Jonas Vingegaard para trás sem resposta. O dinamarquês resistiu o que pôde, mas acabaria por perder mais de dois minutos. Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters Atrás, Florian Lipowitz fez uma subida impressionante e terminou em terceiro, encurtando a diferença para Vingegaard e assumindo-se como claro candidato ao pódio do tour de France 2025. Pogacar não só venceu a etapa com autoridade, como assumiu a liderança do Tour de France e poderá mesmo ter dado um passo importante para sentenciar a corrida quando esta está ainda no seu equador. Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters Amanhã é dia de contrarrelógio de montanha, fica a expectativa para ver como recuperam os ciclistas, mas a impressão que fica após esta etapa é que a emoção se vai resumir à discussão pelo segundo e terceiro lugar do pódio. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/kzfaHR6dTu0?si=8Lt5yli3SpNAlt44 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºTadej PogacarUAE Team Emirates XRG4:21:192ºJonas VingegaardVisma Lease a Bike+2:103ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+2:234ºTobias Halland JohannessenUno-X Mobility+3:005ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+3:006ºKevin VauquelinArkéa – B&B Hotels+3:337ºRemco EvenepoelSoudal – Quick-Step+3:358ºFélix GallDecathlon – AG2R La Mondiale+4:029ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+4:0810ºCristián RodríguezArkéa – B&B Hotels+7:26 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºTadej PogačarUAE Team Emirates XRG45:22:512ºJonas VingegaardVisma Lease a Bike+3:313ºRemco EvenepoelSoudal – Quick-Step+4:454ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+5:345ºKévin VauquelinArkéa – B&B Hotels+5:406ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+6:057ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+7:308ºTobias Halland JohannessenUno-X Mobility+7:449ºFélix GallDecathlon – AG2R La Mondiale+9:2110ºMatteo JorgensonVisma Lease a Bike+ 12:12 ### Tour de France | Etapa 11 | Abrahamsen faz história para a Uno X-Mobility Dia histórico para Abrahamsen que deu à Uno X-Mobility a sua primeira vitória no Tour e em Grandes Voltas. Antes, houve tempo para uma perseguição impressionante de Van der Poel e queda de Pogačar sem efeitos na geral Depois de um dia de descanso bem merecido após uma intensa semana de ciclismo, a etapa 11 do Tour de France não deu tréguas e voltou a testar a capacidade de todos. Os ciclistas tiveram 156 km para percorrer em Toulouse com uma segunda metade da etapa de sobe e desce constante e com quatro contagens categorizadas. Tour de France | Etapa 10 | O rei do Giro também ganha em França Foto: A.S.O./Charly Lopez Dia muito movimentado Com várias equipas ainda sem conseguir marcar o ponto neste Tour, a etapa foi muito mexida e desde início que vários grupos numerosos tentaram integrar-se na fuga. No decorrer da etapa, um quinteto destacou-se do pelotão e formou um grupo de escapados que teve de cerrar os dentes para ganhar tempo, já que o ritmo foi de loucos desde o quilómetro zero, com médias a rondar os 50 km/hora. Foto: A.S.O./Charly Lopez Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Vento assustou e cortou o pelotão A Visma-Lease a Bike já se mostrou sempre atenta e a saber jogar com o vento e na etapa de hoje as "abelhas" voltaram a tentar a 70 km para o fim. Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) e Ben Healy (EF Education-Easy Post) foram apanhados mas rapidamente recuperaram a posição, apesar de terem entrar ao trabalho. Depois de uns momentos de calmaria, outros cinco elementos tentaram sair do pelotão e chegar-se à frente. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Super-grupo tenta chegar-se à frente Van der Poel (Alpecin-Deceuninck), van Aert (Visma-LAB), De Lie (Lotto), Quinn Simmons (Lidl-Trek) e Axel Laurance (INEOS Grenadiers) foram os ciclistas que formaram o grupo perseguidor com watts capazes de fornecer energia a uma grande cidade. Apesar da enorme qualidade, a frente da corrida mantia-se forte e resistiu. Os dois grupos foram-se desintegrando à media que as dificuldade apareciam. Mauro Schmid (Jayco AlUla) e Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility) foram os mais inconformados e a 5 km para o fim, tinham 15 segundos de vantagem para o perseguidor Van der Poel. Foto: A.S.O./Charly Lopez Queda de Pogačar perto do fim A pouco mais de 3 km para o final da etapa, Tadej Pogačar caiu, mas graças a uma rápida reação e a um grupo de favoritos que mostrou fairplay, rapidamente se reposicionou na corrida. Na frente, o duo integrante da fuga inicial resistia a uma feroz perseguição de Van der Poel que mantinha o suspense em altas até aos metros finais. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1945500322421420156 Abrahamsen faz história pela Uno-X Mobility Abrahamsen e Schcmid discutiram a etapa entre si depois de um dia em cheio por parte dos dois ciclistas. Ao sprint, Abrahamsen foi o mais forte e venceu a 11.ª etapa do Tour de France. O ciclista norueguês deu a primeira vitória da história no Tour à Uno-X Mobility nesta que foi também a primeira vitória em grandes voltas para a equipa nórdica. Apesar da queda tardia de Pogačar, os ciclistas da geral chegaram todos juntos, antes da primeira verdadeira etapa de alta montanha. https://twitter.com/LeTour/status/1945501845188759798 Vídeo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=MjkZG1H3xqY&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Abrahamsen Jonas Uno-X Mobility3:15:562 Schmid Mauro Team Jayco AlUla,,3 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck0:074 De Lie ArnaudLotto0:535 van Aert Wout Team Visma | Lease a Bike,,6 Laurance AxelINEOS Grenadiers,,7 Wright Fred Bahrain - Victorious,,8 Burgaudeau Mathieu Team TotalEnergies,,9 Simmons QuinnLidl - Trek,,10 Ballerini Davide XDS Astana Team1:11 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Healy BenEF Education - EasyPost41:01:132 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:293 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step1:294 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike1:465 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:066 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels2:267 Onley OscarTeam Picnic PostNL3:248 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe3:349 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:4110 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility5:03 ### Prémios monetários do Tour de France 2025 | UAE também dominou O Tour de France terminou com o quarto triunfo de Tadej Pogacar. O esloveno ajudou a manter o domínio da UAE Emirates XRG na tabela do prize money da grande volta francesa  Tal como tinha acontecido no último ano, a UAE Emirates XRG voltou a dominar a alocação dos prémios monetários do Tour de France. Dos 2,3 milhões de euros em oferta, levam consigo mais de 700 mil. Ler mais | Tour de France 2024 – Distribuição do Prize Money a.s.o./maxime delobel Como é feita a distribuição?  Desde a primeira edição do Tour de France, em 1903, que existe um prémio monetário para o vencedor da prova. Começou com a quantia de 12 mil francos franceses – cerca de seis vezes o ordenando do trabalhador médio no país - até chegar aos 2,3 milhões distribuídos em 2025.  Classificação geral São várias as maneiras de ganhar dinheiro no Tour de France, com destaque para a classificação geral individual, onde o líder leva consigo 500 mil euros, mais o que conseguir amealhar diariamente com a camisola amarela vestida (500 euros por dia).  Etapas As restantes classificações funcionam da mesma forma: um valor consoante a posição final, com bónus a serem atribuídos diariamente. Cada etapa dá 11 mil euros ao vencedor, com um total de 28,650 euros a ser distribuído a cada dia.  Outras classificações e prémios Há outros prémios que saltam à vista: a combatividade dá dois mil euros por dia ao vencedor e 20 mil ao super combativo. O Souvenir Henri Desgrange e o Souvenir Jacques Goddet são prémios de cinco mil euros para o primeiro ciclista a cruzar o Col du Tourmalet e o Col de la Loze, respetivamente.  Na edição de 2025 do Tour de France, houve ainda um prémio de cinco mil euros para o primeiro ciclista a amealhar 50 pontos para a camisola da montanha, que celebrava o seu 50º aniversário. Ler mais | João Almeida quer “lutar por algo grande” na Vuelta UAE volta a dominar A distribuição dos prémios monetários espelha, muitas vezes, a performance das equipas na prova. Com a vitória na geral e cinco etapas, a UAE dominou, com mais de 700 mil euros em prize money.  Em segundo lugar, tal como na classifcação geral, a Visma | Lease a Bike. A posição de Jonas Vingegaard no final da corrida e as duas vitórias em etapas ajudaram a amealhar 383,150 euros, menos de metade que o primeiro lugar.  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez A equipa que completou o pódio do Tour de France 2025, a Red Bull - BORA – hansgrohe leva para casa 190,490 euros, muito por culpa do terceiro lugar de Florian Lipowitz.  Em quarto lugar aparece a Picnic – PostNL, alavancada pela tremenda exibição de Oscar Onley. Em quinto, aparece a primeira equipa que não lutou pela geral: a Lidl – Trek, que deve muito dos 103,770 à camisola verde de Jonathan Milan. Destaque ainda para a Uno-X Mobility, a melhor das Pro Teams em competição.  No fundo da lista, com menos de 20 mil euros amealhados, aparecem três das equipas com prestações mais discretas no Tour de France: Movistar (16,830 euros), Israel - Premier Tech (15,640 euros) e a Cofidis (15,510 euros). Ler mais | Tour de France | Etapa 21 | Van Aert parte o coração a Pogacar Foto: A.S.O./Charly Lopez Tabela final dos prémios monetários do Tour de France 2025  EquipePrémio em Dinheiro (€)UAE Team Emirates-XRG701.280Visma | Lease a Bike383,150Red Bull - BORA - hansgrohe190.490Team Picnic - PostNL124.430Lidl-Trek103.770Decathlon AG2R La Mondiale84.880EF Education - EasyPost76.080Soudal Quick-Step72.810Alpecin - Deceuninck69.920Uno-X Mobility68.300Arkéa - B&B Hotels58.760Bahrain - Victorious55.700Ineos Grenadiers51.650Team Jayco AlUla44.830Intermarché - Wanty32.300Tudor Pro Cycling30.490XDS Astana29.240TotalEnergies28.360Groupama - FDJ24.640Lotto20.240Movistar16.830Israel - Premier Tech15.640Cofidis15.510 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Vingegaard irrita Pogacar no Tour de France e Longo Borghini faz o bis no Giro A segunda semana de julho ficou marcada pelo arranque do Tour de France, maior corrida do mundo que já ficou orfã de João Almeida. No pelotão feminino correu-se a segunda Grande Volta do ano Elisa Longo Borghini (UAE ADQ) sagrou-se campeã do Giro Donne, depois de luta acesa com Marlen Reusser (Movistar). No Tour de France, Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) aproveitou uma longa primeira semana para amealhar mais de um minuto de vantagem sobre Jonas Vingegaard (Visma | LAB). Ler mais | Pogacar a Almeida: “Mostraste o guerreiro que és” Foto: A.S.O./Tony Esnault Tour de France animado após uma semana de clássicas O maior destaque da última semana vai para o Tour de France. A maior corrida do mundo arrancou a 5 de julho, e só chegou ao primeiro dia de descanso esta terça-feira, 10 etapas depois. Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) venceu a primeira etapa e a primeira camisola amarela, mas desistiu do Tour de France ao terceiro dia, depois de queda. A segunda e a quarta etapa viram a repetição dos duelos da Volta à Flanders e do Paris-Roubaix, entre Tadej Pogacar e Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceunick), com uma vitória para cada um - pelo meio, Tim Merlier (Soudal Quick-Step) conquistou o sprint na segunda etapa. Foto: A.S.O./Charly Lopez Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) venceu o contrarrelógio do quinto dia - o belga não perde no esforço individual em corridas por etapas desde o último Tour de France. Ben Healy (EF Education - EasyPost), um dos ciclistas mais ofensivos do pelotão, venceu ao sexto dia, seguido de nova vitória para Pogacar. O oitavo dia marcou o regresso do sprint, com a Lidl - Trek a destacar-se pela força coletiva e a dar a primeira vitória no Tour de France a Jonathan Milan. Merlier respondeu no dia seguinte, antes do rei do Giro D'Italia, Simon Yates (Visma | LAB), vencer ao décimo dia - etapa onde Ben Healy chegou à primeira camisola amarela da carreira. Foto: A.S.O./Billy Ceusters O que se retira da 1ª semana do Tour de France A primeira semana do Tour de France deu algumas indicações do que está para vir. A Visma | Lease a Bike chegou muito ofensiva à corrida, com um abordagem diferente do que tem sido habitual nos últimos anos. Os neerlandeses parecem apostados em tornar todas as etapas o mais difíceis possível, na esperança de que o desgaste acumulado afete Tadej Pogacar - ou, no mínimo, os seus gregários - na montanhosa última semana do Tour. Resta perceber se a Visma | LAB também vai sofrer com a tática, mas o esloveno da UAE Emirates XRG já provou no passado que as estratégias mais convencionais não lhe parecem fazer moça. Foto: A.S.O./Tony Esnault Na luta do sprint, Tim Merlier e Jonathan Milan são os maiores destaques. Os dois parecem prontos para monopolizar as chegadas rápidas, ainda mais depois do abandono de Jasper Philipsen, que leva 10 vitórias desde 2022. A queda e abandono de João Almeida (UAE Emirates XRG) foi outro dos destaques do Tour até agora. O melhor gregário da primeira semana do Tour de France vai ser ausência de peso para Pogacar nas montanhas. A expetativa é que, depois da recuperação, comece a pensar já na Volta a Espanha, onde também deve acompanhar o campeão do mundo. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: Jonathan Biche Longo Borghini vence batalha com Reusser Entre 6 e 13 de julho correu-se o Giro Donne, segunda Grande Volta do ano no pelotão feminino. Alguns dos nomes grandes não marcaram presença - como Demi Vollering (FDJ - SUEZ) ou Katarzyna Niewiadoma (CANYON//SRAM zondacrypto) - mas Elisa Longo Borghini e Marlen Reusser protagonizaram um duelo emocionante até ao fim. Lorena Wiebes (SD Worx - Protime) venceu os dois sprints da corrida, e Sarah Gigante (AG Insurance - Soudal Team) ganhou duas etapas de montanha através da fuga, tal como fez Liane Lippert (Movistar). Anna Henderson (Lidl - Trek) também venceu na segunda etapa. Marlen Reusser venceu o contrarrelógio inicial e esteve na liderança entre a quarta etapa e o penúltimo dia. Elisa Longo Borghini foi a ciclista mais sólida durante a semana: foi recuperando o tempo que perdeu nos primeiros dias, e passou a líder na sétima etapa, depois de um ataque nas montanhas. A italiana conquistou o Giro Donne pelo segundo ano consecutivo. Marlen Reusser continua a sua temporada de afirmação, depois de vencer a Volta à Suíça, a Volta a Burgos, e também ter sido segunda na Volta a Espanha. Créditos: Lidl Trek/Ross Bell A estreia ilustre de Aleix Esparagaró Na última semana também se assistiu a uma estreia mediática no ciclismo internacional: o antigo piloto de Moto GP, Aleix Espargaró, correu pela primeira vez ao serviço da Lidl - Trek, no Tour da Austria. Os primeiros dias em cima da bicicleta a nível profissional não foram os mais felizes para o antigo piloto de Moto GP. Espargaró desistiu na corrida ao terceiro dia, depois de ter sido 85º e 70º nas etapas anteriores. Acumulava já quase 15:00 a mais que o líder da corrida quando abandonou. Está previsto que volte à estrada no Circuito de Getxo, no início de agosto. Foto: Lidl-Trek Em relação a essa prova, domínio total da UAE Emirates XRG. A equipa mais vitoriosa do mundo triunfou em quatro das cinco etapas, com Félix Grosschartner e Isaac Del Toro. O mexicano também levou a vitória da classificação geral. Rui Costa esteve presente na Volta à Austria e foi segundo na última etapa, vencida por Bob Jungels, que impediu o pleno de vitórias da UAE Emirates XRG. Ler mais | Aleix Espargaró acelera do MotoGP para o WorldTour Foto: LaPresse Créditos da fotografia de destaque: Créditos: Massimo Paolone/Lapresse ### Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 As novidades das equipas portuguesas no arranque da época de ciclismo. Confere ainda os resultados das provas de 2025. Arranca a época de ciclismo e há muitas novidades nas nove equipas Continentais portuguesas. O TopCycling reúne toda a informação essencial sobre cada projeto. Quem chegou? Quem saiu? Quantas vitórias conseguiram em 2024? Aonde vão correr este ano? A análise de cada formação pelo prisma de diretores desportivos e corredores. Confiram ainda o calendário da época de ciclismo de estrada nacional. 9/2 Prova de Abertura - Região de Aveiro (1.12) | Vencedor Santiago Mesa (Efapel) 16/2 Figueira Champions Classic (1.Pro) | Vencedor António Morgado (UAE Emirates) 19-23/2 Volta ao Algarve (2.Pro) | Vencedor Jonas Vingegaard (Visma) 9/3 Clássica da Primavera (1.12) | Emanuel Duarte (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) 16/3 Clássica de Santo Tirso (1.12) | Vencedor Fábio Costa (Anicolor/Tien 21) 23/3 Clássica da Arrábida (1.12) | Vencedor: Luca Giami (UAE Emirates Gen Z) 26-30/3 Volta ao Alentejo (2.2) | Vencedor: Noah Hobbs (EF Education Aevolo) 6/4 Clássica de Viana do Castelo (1.12) | Vencedor: Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) 13/4 Clássica Aldeias do Xisto (1.12) | Vencedor: Alexis Guérin (Anicolor/Tien 21) 24-27/4 GP O Jogo (2.12) | Vencedor: Artem Nych (Anicolor/Tien 21) 11/5 Memorial Bruno Neves (1.12) | Vencedor: Miguel Salgueiro (AP Hotels/Tavira/Farense) 23-25/5 GP Beiras e Serra da Estrela (2.1) | Vencedor: Alexis Guérin (Anicolor/Tien 21) 30/5-1/6 GP Abimota (2.12) | Vencedor: Afonso Silva (AP Hotels/Tavira/Farense) 7-10/6 GP Douro Internacional (2.12) | Vencedor: Artem Nych (Anicolor/Tien 21) 20-22/6 Campeonato Nacional Estrada - Elite | Vencedor: Ivo Oliveira (UAE Emirates) 10-13/7 GP Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho (2.2) | Vencedor: Alexis Guérin (Anicolor/Tien 21) 27/7 GP Mortágua - Pedro Silva (1.12) 6-17/8 Volta a Portugal (2.1) 31/8-7/9 GP JN (2.12) 19-21/9 GP Anicolor (1.12) Ler mais | Eulálio e Johansen reforçam marca Portugal no WorldTour Anicolor/Tien 21 Em equipa que ganha mexe-se e de que maneira porque a Anicolor/Tien 21 aparece em 2025 com 12 caras novas e qualidade WorldTour. Clica para leres mais acerca desta equipa. APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense Três corredores no top 20 da Volta a Portugal fazem sonhar a AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense com melhorar em 2025. Conferimos as aspirações dos algarvios. Clica para leres mais acerca desta equipa. Aviludo-Louletano-Loulé Concelho A Aviludo-Louletano-Loulé Concelho foi a equipa sensação da Volta a Portugal e para 2025 o desafio é manter-se ao mesmo nível. Clica para leres mais acerca desta equipa. Credibom/LA Alumínios/Marcos Car A Credibom-LA Alumínios-Marcos Car teve um 2024 em grande. Projeto de vocação formadora quer continuar a colher o que tem semeado. Clica para leres mais acerca desta equipa. Efapel Vitória na Torre marcou a Efapel de José Azevedo, que em 2025 quer ganhar a Volta a Portugal e conta com Maurício Moreira. Clica para leres mais acerca desta equipa. Feirense-Beeceler Seis vitórias em 2024, nenhuma com o impacto dos sete dias em que o Feirense-Beeceler liderou a Volta a Portugal. Como será em 2025? Clica para leres mais acerca desta equipa. GI Group Holding-Simoldes-UDO O título nacional de Noah Campos marcou o ano da GI Group Holding-Simoldes-UDO. O que esperar do projeto oliveirense? Clica para leres mais acerca desta equipa. Rádio Popular-Paredes-Boavista César Fonte aos comandos, João Martins no sprint e Lucas Lopes como reforço sonante são os pilares da Rádio Popular-Paredes-Boavista para 2025. Clica para leres mais acerca desta equipa. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Projeto da Beira Alta mantém o foco nas chegadas ao sprint, ADN da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua nos últimos anos. Clica para leres mais acerca desta equipa. ### Tour de France | Etapa 10 | O rei do Giro também ganha em França A 10ª etapa do Tour de France trouxe luta em duas frentes: na fuga, o mais forte foi Simon Yates, com Healy a roubar a amarela a Pogacar; no pelotão, voltou a haver ataques entre os favoritos Dia de média montanha no Tour de France, com muito sobe e desce e oito contagens de montanha (sete de segunda categoria). Uma fuga com muitos nomes fortes marcou o dia, onde Simon Yates triunfou. Ler mais | Tour de France | Etapa 9 | João Almeida abandona a corrida Foto: LaPresse Fuga forte marca o dia Um dia praticamente sem terreno plano, com muito sobe e desce, viu uma fuga forte e numerosa estabilizar na frente do pelotão. Com 50 km, restavam 17 ciclistas na frente da corrida. À medida que as contagens de montanha eram ultrapassadas, o grupo ia diminuindo. Com 10 km para a meta, restavam cinco nomes: Simon Yates (Visma | LAB), Ben O'Connor (Jayco AlUla), Michael Storer (Tudor Pro Cycling) e Thymen Arensman (INEOS Grenadiers) só pensavam na vitória da etapa. Com eles seguia ainda Ben Healy (EF Education - EasyPost), que depois de já ter vencido neste Tour de France, podia chegar à camisola amarela, e por isso foi o que mais trabalhou no grupo da frente. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A 3,5 km do fim, Yates atacou o grupo. Arensman ainda esboçou uma tentativa de resposta, mas já não voltou a alcançar o britânico - o vencedor do Giro D'Italia 2025 conquista a sua terceira etapa no Tour de France, primeira desde 2019. Guerra entre os favoritos O pelotão rodava cerca de cinco minutos atrás dos fugitivos. A Visma | LAB pareceu a equipa mais interessada em atacar a corrida. Tanto Sepp Kuss como Matteo Jorgenson tentaram lançar ataques para isolar Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG), que ficou, na nona etapa, sem o melhor gregário da primeira semana do Tour de France, João Almeida. Perto do fim, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) testou o grupo com um ataque, mas foi alcançado. Logo de seguida, foi Pogacar a atacar, desta vez apenas seguido por Jonas Vingegaard (Visma | LAB). Os dois favoritos ganharam alguns segundos a todos os outros concorrentes à classificação geral. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=4u_MQpQAyHs&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Yates SimonTeam Visma | Lease a Bike4:20:052Arensman ThymenINEOS Grenadiers+0:093Healy BenEF Education - EasyPost+0:314O'Connor BenTeam Jayco AlUla+0:495Storer MichaelTudor Pro Cycling Team+1:236Blackmore JosephIsrael - Premier Tech+3:577Johannessen Anders HallandUno-X Mobility+4:388Martinez LennyBahrain - Victorious+4:519Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG,,10Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,, Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Healy BenEF Education - EasyPost37:41:492Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG+0:293Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step+1:294Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+1:465Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike+2:066Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels+2:267Onley OscarTeam Picnic PostNL+3:248Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe+3:349Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+3:4110Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility+5:03 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Pogacar a Almeida: “Mostraste o guerreiro que és” Poderá João Almeida estar na Vuelta a Espanha com Tadej Pogacar? O que se segue para o corredor da UAE Emirates? Após abandonar o Tour de France, o resto da temporada de João Almeida é uma interrogação, mas tentámos antecipar o cenário mais provável e se poderá acompanhar Tadej Pogacar à Vuelta a Espanha. O corredor de A dos Francos caiu na 7.ª etapa e foi forçado a abandonar na 9.ª etapa. Pela frente tem um período de recuperação de entre quatro a seis semanas. Em conversa com o Dr. João Silvestre Martins, médico interno em Medicina Desportiva e do Exercício nas modalidades do Sporting Clube de Portugal, além de grande fã de ciclismo, tentámos perceber quais serão os próximos passos. “Para começar a fazer rolos vai ser guiado pela dor e outros eventuais sintomas associados; o normal é sentir dor entre 10 a 20 dias. O regresso à prática desportiva competitiva antes da resolução dos sintomas é desaconselhado, pois a dor pode limitar uma ventilação adequada e aumentar o risco de complicações pulmonares e agravamento da lesão.” Dr. João Silvestre Martins ao TopCycling. A UAE Emirates na Grande Partida em Lille.Foto: Billy lebelge Riscos de agravamento do quadro Continuar no Tour de France era uma questão de saúde, de tolerância à dor e da avaliação permanente dos riscos e dos benefícios para o atleta e equipa. Certo é que às lesões nas costelas estão associados riscos de agravamento do quadro e de complicações respiratórias, sobretudo em caso de nova queda com trauma torácico. “O João e a equipa provavelmente terão percebido que o contributo que poderia dar, estando tão limitado pelas lesões, não justificaria o risco que continuar acarretaria para a sua saúde e para uma eventual preparação para próximos objetivos.” Dr. João Silvestre Martins ao TopCycling. Almeida foi 8.º no contrarrelógio do Tour de France.Foto: Billy lebelge/Romain Laurent Competitivo na Vuelta a Espanha? No regresso a casa, João Almeida poderá treinar na bicicleta estática e mitigar a pausa forçada. Apontar à estrada talvez só no início de agosto. Para consolidar a recuperação serão necessárias quatro a seis semanas. A sexta semana cai no arranque da Vuelta a Espanha, que se disputa entre 23 de agosto e 14 de setembro. É realista pensar que pode estar competitivo na Vuelta a Espanha? Sim, sobretudo porque um dos aspetos que distingue os atletas de alta competição é a capacidade de recuperação. Poderá não entrar na máxima força, cenário longe do ideal dada a dureza da primeira semana da prova espanhola, mas se algo caracteriza João Almeida é a tenacidade. Os rivais vão ter que suar sangue para lhe meter tempo no contrarrelógio por equipas de Figueres (5.ª etapa) e os principais desafios serão as chegadas em alto em Andorra e no Pireneu Aragonês. A segunda semana traz Angliru e Farrapona e a Vuelta a Espanha fecha com contrarrelógio individual de 26 km em Valladolid e subida à Bola del Mundo, na serra madrilena. Ler mais | O percurso da Vuelta a Espanha Almeida foi eleito o melhor colega de equipa da primeira semana do Tour.Foto: Billy lebelge O guerreiro de Pogacar teve que abdicar Portanto, não há motivo para pensar que a UAE Emirates terá que abdicar de um João Almeida com capacidade para liderar. Se será em conjunto com Tadej Pogacar, veremos. O esloveno tem a corrida programada ir, mas confirmação só após o Tour de France. “Senti-me honrado por pedalar contigo, mostraste o guerreiro que és! Não duvido de que vais voltar mais forte! Obrigado por tudo.” Tadej Pogacar despediu-se via Instagram. O guerreiro Almeida abdicou, mas as palavras do líder Pogacar ajudam no aspeto mental. De resto, a Associação Americana de Medicina Desportiva descreve a resiliência como um dos critérios a favor de um atleta. Ler mais | João Almeida candidato a uma “grande” após dominar Romandia A UAE Emirates na Grande Partida em Lille.Foto: Billy lebelge Almeida vs. Pogacar no Mundial? Em caso de não correr a Vuelta a Espanha há objetivos interessantes até final do ano. O mais apelativo é o Mundial do Ruanda, o primeiro em África, com um percurso que supera os 5000 m de acumulado. Será um dos Mundiais mais duros da história, mas requer preparação específica em altitude dado que a capital do Ruanda se situa a 1,567 m acima do nível do mar. Com 13 títulos entregues em 11 dias, entre 21 e 28 de setembro, isto é, após a Vuelta a Espanha, haveria tempo suficiente para preparar este objetivo no qual João Almeida nunca foi bem sucedido. Em oito presenças em Campeonatos do Mundo, desde júnior a elite, o português nunca fez melhor do que 47.º (Leuven 2021). Na prova onde colegas se tornam adversários, podemos ter um Almeida vs. Pogacar no Mundial? Entrevista | Paret-Peintre sonha com o Mundial ### Taça do Mundo de XCO | Andorra | Pidcock e Maxwell vencem em altitude A sexta etapa da Taça do Mundo de Cross-Country Olímpico (XCO) levou os melhores do mundo até à altitude exigente de Pal Arinsal, em Andorra. Numa das provas mais duras da temporada, tanto pelo percurso de 4 km com 160 metros de desível positivo por volta, como pela altitude, o triunfo foi para os dois atletas que souberam resistir: Samara Maxwell e Tom Pidcock. Elite Feminina: Samara Maxwell brilhou Num percurso repleto de "armadilhas técnicas", com quedas e furos a marcarem a corrida, a neozelandesa Samara Maxwell voltou a demonstrar porquê lidera a geral da Taça do Mundo. Depois de duas quedas e um furo que a obrigou a mudar de roda e perder quase um minuto, a ciclista da Decathlon Ford Racing conseguiu uma recuperação incrível (ver vídeo). Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series No último terço da corrida, Maxwell colou-se ao grupo da frente composto por Alessandra Keller (que havia ganho o XCC), Jenny Rissveds e Martina Berta. Apesar de mais um contratempo numa subida técnica onde teve de desmontar, reagiu com um ataque na última volta que deixou as rivais para trás. Foi a sua segunda vitória na temporada, dedicada à companheira de equipa Greta Seiwald, lesionada recentemente. Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/PGPOBKAmiqM?si=31CNevVzVd5VgKjs Top 10 - Corrida Elite Feminina Pos.AtletaEquipaTempo1Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team1:25:312Alessandra KellerThömus Maxon1:25:403Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:25:464Martina BertaOrigine Racing Division1:25:575Nicole KollerGhost Factory Racing1:26:366Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli1:26:517Nina GrafLapierre Racing Unity1:27:098Ronja BlöchlingerLiv Factory Racing1:27:169Jolanda NeffCannondale Factory Racing1:27:2710Puck PieterseAlpecin-Deceuninck1:27:45 Elite Masculina: Super Pidcock vence "em casa" Naquela que foi a sua estreia na Taça do Mundo esta temporada, Tom Pidcock mostrou que não perdeu o talento com a pausa competitiva no XCO. Atualmente a viver em Andorra, o campeão olímpico conquistou finalmente a vitória no traçado de Pal Arinsal, depois de dois anos seguidos a terminar no pódio sem vencer. Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series A partir da quarta linha da grelha de partida, Pidcock teve de recuperar posições logo desde o início, aproveitando o circuito largo e as subidas exigentes para impor o seu ritmo. Com Luca Martin a destacar-se na frente após a vitória no Short Track, o britânico foi paciente e colou-se à liderança na terceira volta. Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Quando parecia que a luta pela vitória se faria a dois, Martin teve um furo e problemas mecânicos, deixando Pidcock isolado. Daí até à meta, o britânico controlou com segurança, ainda com tempo para um festejo e foto especial, vestido com um equipamento dourado. Vídeo resumo da corrida masculina: https://youtu.be/pO_Eqe4WgM8?si=UkH0qbytoFuDCIXk Top 10 - Corrida Elite Masculina Pos.AtletaEquipaTempo1Tom PidcockQ36.5 Pro Cycling Team1:20:302Luca MartinCannondale Factory Racing1:20:513Charlie AldridgeCannondale Factory Racing1:21:224Mathis AzzaroOrigine Racing Division1:21:345Luca BraidotWilier-Vittoria Factory Team1:21:466Martin VidaurreSpecialized Factory Racing1:21:487Nino SchurterScott-SRAM MTB Racing Team1:21:498Joshua DubauDecathlon Ford Racing Team1:21:509Ondrej CinkCube Factory Racing1:21:5310Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team1:22:14 Créditos foto de destaque: WHOOP UCI Mountain Bike World Series ### Troféu Joaquim Agostinho | Alexis Guérin faz história Alexis Guérin confirmou em Torres Vedras a vitória no Troféu Joaquim Agostinho. Afonso Silva ganhou a etapa final. É francês, tem 33 anos e chegou esta época à Anicolor-Tien21; Alexis Guérin consagrou-se campeão do 48.º Troféu Joaquim Agostinho. Os quatro dias de prova foram dominados pelas equipas da Anicolor/Tien21, a AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense e a Caja Rural. Ler mais | Jesús Peña vence em Montejunto Foto: Ciclismo +TV Estrutura de Águeda nunca perdeu a amarela A estrutura de Águeda nunca perdeu a amarela, venceu uma etapa por Rafael Reis e teve em Ruben Fernandez o rei da montanha. Também foi a melhor equipa. Já os algarvios, dirigidos por Vidal Fitas, venceram duas etapas, colocaram Jesús Peña no 3.º lugar final e venceram as metas volantes com Miguel Salgueiro. A única ProTeam presente, a Caja Rural, meteu Sebastian Berwick em 2.º da geral, conseguiu vencer uma vitória graças à fuga de Jakub Otruba e ainda levou a classificação por pontos por Sergi Darder. O melhor português foi Tiago Antunes, da Efapel, na 6.ª posição. Lucas Lopes foi o melhor jovem do Troféu Joaquim Agostinho, apesar de ter terminado fora do top 10 (foi 11.º). Ler mais | Checo Otruba foge para a vitória Foto: Ciclismo +TV Pelotão aponta baterias à Volta a Portugal O pelotão aponta baterias à Volta a Portugal, que parte da maia a 6 de agosto e termina em Lisboa no dia 17. O percurso da corrida é apresentado de forma oficial no dia 17 de julho. Por agora, sabe-se que a Volta a Portugal abrirá com um Prólogo à moda do Porto, segue para Braga (Santa Luzia), passa por Felgueiras e Fafe e ao quarto dia liga Boticas a Bragança, como noticiou O Jogo há um mês. Haverá subidas à Senhora da Graça e ao Alto da Torre. A novidade face a 2024 deverá ser o Alto de Montejunto, passado duas vezes neste Troféu Joaquim Agostinho! Eis o percurso adiantado por O Jogo, ainda por confirmar pela Podium Events, organizadora da prova. 6 agosto Prólogo: Maia (CRI) 7 agosto 1.ª etapa: Viana-Braga 8 agosto 2.ª etapa: Felgueiras-Fafe 9 agosto 3.ª etapa: Boticas-Bragança 10 agosto 4.ª etapa: Bragança-Senhora da Graça 11 agosto 5.ª etapa: Lamego-Viseu 12 agosto descanso: Viseu 13 agosto 6.ª etapa: Águeda-Guarda 14 agosto 7.ª etapa: Sabugal-Torre 15 agosto 8.ª etapa: Ferreira Zêzere-Santarém 16 agosto 9.ª etapa: Alcobaça-Montejunto 17 agosto 10.ª etapa: Oeiras-Lisboa (CRI) Ler mais | Rafael Reis voa no Turcifal Foto: Ciclismo +TV ### Tour de France | Etapa 9 | João Almeida abandona a corrida  A nona etapa do Tour de France ficou marcada pelo abandono de João Almeida. O português caiu no sétimo dia, e acaba por deixar a prova em dia de vitória para Tim Merlier O Tour de France ficou órfão de João Almeida ao nono dia de corrida. O português da UAE Emirates XRG não recuperou da queda grave que teve no sétimo dia. A etapa terminou ao sprint, com triunfo de Tim Merlier (Soudal - Quickstep). Ler mais | Tour de France | Etapa 8 | João Almeida regressa em dia de tréguas no pelotão Créditos: A.S.O./Charly Lopez Van der Poel anima o dia na fuga O dia começou com uma surpresa: logo após o fim da partida neutralizada, Mathieu Van der Poel e Jonas Rickaert (Alpecin – Deceuninck) lançaram-se para a frente da corrida.  A fuga do dia estava composta pelos dois companheiros de equipa. Mathieu Van der Poel, que chegou a ser criticado pelos media neerlandeses pela falta de empenho na luta pela camisola verde, aproveitou para somar alguns pontos para essa mesma classificação.  A dupla chegou a assustar o pelotão, controlado pelas equipas dos sprinters, com destaque para a Lidl – Trek. Créditos: A.S.O./Charly Lopez João Almeida abandona o Tour de France e abanicos assustam Com cerca de 84 km para o fim, um momento triste para o ciclismo nacional: João Almeida abandonou a corrida, consequência da queda que sofreu na sétima etapa. O português já tinha explicado, no início do dia, que continuar na corrida iria ser uma missão complicada. João Almeida sai do Tour de France depois de receber o prémio de melhor gregário da primeira semana de competição. https://twitter.com/LeTour/status/1944387151598060015 Pouco depois da notícia do abandono, começaram os abanicos. O vento soprava forte e a frente do pelotão aproveitou para tentar fazer estragos. O grupo chegou a partir, com Oscar Onley (Team Picnic PostNL) a ficar no grupo de trás, mas alguns quilómetros depois a situação reverteu-se. Nervos até ao sprint final A etapa continuou com muitos nervos até à aproximação ao sprint final. As zonas expostas, combinadas com o vento forte, resultaram em várias tentativas de cortar o grupo, e uma luta por colocação feroz na frente da corrida.  A 32 km, o pelotão voltou a partir. Desta vez, Ben O’Connor (Jayco AlUla), Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious), Simon Yates (Visma | LAB) e Adam Yates (UAE Emirates XRG) foram alguns dos homens a ficar para trás e a perder tempo. A aproximação ao final foi feita a alta velocidade até Châteauroux, onde Mark Cavendish venceu por três vezes durante a sua ilustre carreira no Tour de France. https://twitter.com/LeTour/status/1944401922795930034 Os últimos quilómetros foram feitos na perseguição a Mathieu Van der Poel, que aguentou na frente até à reta da meta. O neerlandês falhou por pouco uma vitória que teria sido épica. No sprint final, Tim Merlier foi o mais forte, e voltou a vencer, depois de já o ter conseguido na terceira etapa, Jonathan Milan (Lidl - Trek) fez segundo, e Arnaud De Lie (Lotto) fechou o pódio do dia. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=-dj4jJnvNGk&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 9 do Tour de France Class.CiclistaEquipaTempo1Tim MerlierSoudal Quick-Step3:28:522Jonathan MilanLidl - Trek3:28:523Arnaud De LieLotto3:28:524Pavel BittnerTeam Picnic PostNL3:28:525Paul PenhoëtGroupama - FDJ3:28:526Biniam GirmayIntermarché - Wanty3:28:527Phil BauhausBahrain - Victorious3:28:528Jordi MeeusRed Bull - BORA - hansgrohe3:28:529Stian FredheimUno-X Mobility3:28:5210Kaden GrovesAlpecin - Deceuninck3:28:52 Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG33:17:222Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+0:543Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:114Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+1:175Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike+1:346Mathieu van der PoelAlpecin - Deceuninck+1:467Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+2:498Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+3:029Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+3:0610Mattias SkjelmoseLidl - Trek+3:43 Créditos da fotografia de destaque: Créditos: A.S.O./Romain Laurent ### Troféu Joaquim Agostinho | Jesús Peña vence em Montejunto  Jesús Peña levou a etapa rainha e Alexis Guérin saltou para a liderança do Troféu Joaquim Agostinho. A 2.ª etapa do Troféu Joaquim Agostinho, com partida do Bombarral e chegada ao Alto de Montejunto, teve vitória do colmbiano Jesús Peña e promoveu o francês Alexis Guérin à liderança. Preparem-se: este pode ser o duelo da próxima Volta a Portugal, que arranca na Maia a 6 de agosto. Peña, que veio da Jayco-Alula para a AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense, bateu Guérin, que fez carreira em França, na Bélgica e agora corre pela Anicolor/Tien21. O colombiano, que venceu na Volta ao Alentejo, mostrou instinto matador no dia mais duro do Troféu Joaquim Agostinho batendo ao sprint o francês. Ler mais | Checo Otruba foge para a vitória Foto: Ciclismo +TV Rodrigo Rodrigues Alexis Guérin foi valente O momento decisivo da etapa, que teve 161,3 km, aconteceu quando Alexis Guérin atacou o início da subida e se destacou dos perseguidores. Com o pelotão a fragmentar-se, Sebastian Berwick (Caja Rural-Seguros RGA) e Jesús David Peña Jiménez fizeram a perseguição, marcados à distância por mais dois ciclistas da Anicolor/Tien21, Artem Nych e Ruben Fernandez. Peña e Guerin foram mais fortes e decidiram a etapa no risco de meta, enquanto Berwick fechou o pódio. Os três ocupam também os primeiros lugares da geral, com Guérin a liderar com 0:20 e 0:21 sobre o australiano e o colombiano, respetivamente. Após liderarem durante dois dias com Rafael Reis, vencedor do Prólogo, a Anicolor/Tien21 mantém a amarela graças ao francês e ainda têm Artem Nych e Rubén Fernández no top 5 da geral. O melhor português é Tiago Antunes (Efapel), 6.º a 1:03. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Foto: Ciclismo +TV Rodrigo Rodrigues Torres Vedras encerra a festa Este domingo é dia de desfecho do Troféu Joaquim Agostinho, com a derradeira etapa, uma viagem de 172,5 km entre a Lourinhã e Torres Vedras. O pelotão volta a subir a Serra de Montejunto e com a entrada em Torres Vedras entram no tradicional circuito para duas voltas. A meta está colocada junto ao monumento em memória de Joaquim Agostinho. Torres Vedras encerra a festa e deixa-nos algumas pistas sobre os duelos que poderemos ver brevemente na Volta a Portugal. ______________ Foto de capa: UDO João Calado ### Tour de France | Etapa 8 | João Almeida regressa em dia de tréguas no pelotão  A oitava etapa do Tour de France assistiu ao regresso de João Almeida, depois de queda grave no dia anterior. Jonathan Milan triunfou na chegada ao sprint O destaque do dia no Tour de France foi o regresso de João Almeida à estrada, depois de queda dura na sétima etapa. O português falou aos microfones da Eurosport antes da partida e disse o seguinte:   A costela está partida. Para a severidade da queda, tenho de dizer que não estou muito mal. Muitas feridas e perdi alguma pele, mas podia ter sido muito pior, temos de olhar para o positivo. Espero passar o dia e ver como vai. Vou recuperar o máximo que conseguir, a minha mão esquerda também não esta ótima, o dedo doí-me um pouco, espero conseguir manobrar e travar bem na bicicleta. Não sei, vamos ver. Metemos a saúde em primeiro lugar, a equipa deu-me liberdade para fazer o que acho que é o melhor para mim. Estar aqui só por estar aqui e ser inútil também não é bom para mim. Vamos ver como corre e depois vou decidir. João Almeida, na partida da etapa 8 do Tour de France Ler mais | Tour de France | Etapa 7 | Pogacar vinga dia de azar para Almeida Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Dia de tréguas no pelotão do Tour de France Depois de vários dias com alguma dureza, o pelotão tinha pela frente uma etapa plana, com 171 km entre Saint-Méen-le-Grand e Laval (Espace Mayenne).  Percurso sem grandes dificuldades para os ciclistas, com todo o pelotão à espera de uma chegada ao sprint. A Lidl – Trek e a Intermarché - Wanty controlaram a frente da corrida, a pensar em Jonathan Milan e Biniam Girmay, e não houve fuga até aos 80 km para o fim.  Nessa altura, dois homens da TotalEnergies, Mathieu Burgaudeau e Mattéo Vercher, lançaram-se para a frente da corrida. Os dois formaram a fuga do dia, que nunca teve muita margem, e foi apanhada com a menos de 10 km para a meta. João Almeida foi um dos destaques da transmissão do Tour de France - o português foi filmado múltiplas vezes, no dia em que regressou à estrada após queda grave. Terminou a etapa sem problemas aparentes. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Chegada ao sprint Nos últimos 40 km da corrida, o pelotão correu sob ameaça do vento, que podia causar abanicos, como já fez neste Tour de France. Nenhuma equipa assumiu a intenção de partir o grupo e o pelotão passou incólume até à aproximação à meta. A aproximação ao sprint foi feita a alta velocidade, com as equipas dos homens rápidos na cabeça do pelotão. Na luta dos sprinters, a vitória sorriu a Jonathan Milan. O italiano lutou pela posição e aproveitou o lead-out da Alpecin - Deceuninck - ganhou pela primeira vez no Tour de France, e pela oitava vez na temporada. É o primeiro italiano a triunfar na maior corrida do mundo desde Nibali, em 2019. Wout Van Aert (Visma | LAB) lutou pelo sprint e terminou no segundo lugar da etapa. Em terceiro, chegou Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck). Créditos: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/NS8JW0MHU0Y?si=96fN2xBL1tihnPF6 Top 10 da etapa 8 do Tour de France ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Milan JonathanLidl - Trek3:50:262Wout van AertTeam Visma | Lease a Bike,,3Kaden GrovesAlpecin - Deceuninck,,4Pascal AckermannIsrael - Premier Tech,,5Arnaud De LieLotto,,6Tobias Lund AndresenTeam Picnic PostNL,,7Bryan CoquardCofidis,,8Alberto DaineseTudor Pro Cycling Team,,9Vincenzo AlbaneseEF Education - EasyPost,,10Stian FredheimUno-X Mobility,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG29:48:302Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+0:543Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:114Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+1:175Mathieu van der PoelAlpecin - Deceuninck+1:296Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike+1:347Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+2:498Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+3:029Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+3:0610Mattias SkjelmoseLidl - Trek+3:43 Créditos da fotografia de destaque: Créditos: A.S.O./Billy Ceusters ### Troféu Joaquim Agostinho | Checo Otruba foge para a vitória Jakub Otruba (Caja Rural-Seguros RGA) venceu isolado na chegada ao Sobral de Monte Agraço, no segundo dia do Troféu Joaquim Agostinho. Num dia marcado pelas fugas, o checo Jakub Otruba impôs-se na 1.ª etapa em linha do Troféu Joaquim Agostinho. O último corredor a juntar-se à fuga atacou a menos de 40 km da meta e venceu com 0:52 sobre o pelotão. É a primeira vitória em de Jakub Otruba em 2025 e a primeira ao serviço da Caja Rural-Seguros RGA, onde é colega de Iúri Leitão, que não está na prova torreense. Otruba culmina em Portugal um bom momento, que se iniciou nos Nacionais checos com onde fechou o pódio no contrarrelógio e terminou 4.º na prova de estrada. Ler mais | Rafael Reis voa no Prólogo Pódio com os líderes das classificações no Troféu Joaquim Agostinho.Foto: UDO João Calado Final explosivo no Alto do Montejunto Rafael Reis (Anicolor/Tien21) mantém a camisola amarela, agora com 0:16 de vantagem sobre Jakub Otruba e 0:17 sobre Tiago Antunes (Efapel), que desceu um lugar na geral. O líder do Troféu Joaquim Agostinho também é o melhor português em prova. A camisola verde dos pontos saltou para o corpo do vencedor do dia, Jakub Otruba, enquanto a azul foi entregue a Fabrizio Crozzolo, líder da classificação da montanha, que também andou escapado Quanto às demais classificações, Diogo Pinto tem a camisola branca de líder das metas volantes, enquanto Lucas Lopes manteve a liderança da juventude e a respetiva camisola laranja. Por equipas lidera a Anicolor/Tien21. A 2.ª etapa disputa-se este sábado e tem partida agendada para as 11:45, no Bombarral. Aguarda-se um final explosivo no Alto do Montejunto, com chegada prevista para as 15:30. O Alto de Montejunto, habitual zona de treinos de craques como António Morgado ou João Almeida, voltará a ser passado no último dia antes da entrada no circuito de Torres Vedras. Ler mais | O que esperar do Troféu Joaquim Agostinho 2025? ### Tour de France | Etapa 7 | Pogacar vinga dia de azar para Almeida Tadej Pogacar voltou a vencer, na sétima etapa do Tour de France, depois de final discutido ao sprint com Jonas Vingegaard. João Almeida caiu e perdeu 10 minutos Dia agridoce para a UAE Emirates XRG - nova vitória de etapa para Tadej Pogacar, que veste outra vez amarelo no Tour de France. João Almeida caiu a 5 km da meta, perdeu muito tempo e a luta pelo pódio fica hipotecada. Ler mais | Tour de France | Etapa 6 | O método Ben Healy Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Fuga contra o pelotão Após uma luta acesa para entrar na fuga no início da etapa, estabilizou-se na frente um grupo com cinco homens, de onde se destacava Geraint Thomas (INEOS Grenadiers), vencedor do Tour de France em 2018. A UAE Emirates XRG e a Alpecin - Deceuninck foram as equipas mais interessadas em controlar a fuga, e manter a vitória da etapa possível para Tadej Pogacar e Mathieu Van der Poel. Mais perto da meta, a Visma | Lease a Bike também ajudou a fechar o espaço para a frente, para tentar atacar o final com Jonas Vingegaard. Foto: A.S.O./Tony Esnault Queda grave para João Almeida no Tour de France O último fugitivo foi alcançado pelo pelotão a cerca de 12 km do fim, quando a Visma | LAB controlava a frente do pelotão. O pelotão ultrapassou o Mûr-de-Bretagne pela primeira vez, numa altura em que o grupo da frente chegou a partir-se em dois. Na aproximação à segunda passagem pelo mítico 'muro', uma queda no pelotão com más notícias para o ciclismo nacional: João Almeida no chão e em aparente dificuldades. A corrida seguiu a alta velocidade depois da queda, e o português acabaria por perder muito tempo no final da etapa. A luta pelo pódio fica praticamente hipotecada. Informação oficial da UAE Team Emirates - XRG: "O João sofreu uma queda violenta no final da etapa de hoje. Felizmente, não há lesões graves e conseguiu terminar a etapa. Após exame clínico, levámo-lo de imediato para realizar exames radiológicos. Confirmou-se uma fratura não complicada numa costela do lado esquerdo, além de algumas escoriações profundas no corpo. Felizmente, não apresenta sinais de concussão.Vamos monitorizá-lo cuidadosamente nos próximos dias. As próximas etapas serão difíceis para ele, mas neste momento, deverá estar em condições de alinhar amanhã." Dr. Adriano Rotunno (Diretor Médico da UAE Team Emirates): Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Mûr-de-Bretagne para decidir Para além de João Almeida, houve mais nomes fortes a ficar na queda: Ben Healy (EF Education - EasyPost), Enric Mas (Movistar), Santiago Buitrago e Jack Haig (Bahrain - Victorious). O último acabou mesmo por abandonar o Tour de France. O pelotão continuou, com a luta pela vitória cada vez mais perto. Já na subida final, Remco Evenepoel (Soudal - Quickstep) foi o primeiro a assumir a dianteira do grupo, substituído por Narváez (UAE Emirates XRG), que fez o lead-out para Tadej Pogacar. Quando o equatoriano terminou o trabalho, Pogacar arrancou. Foi o primeiro a lançar o sprint, apenas seguido por Jonas Vingegaard. O dinamarquês não conseguiu sair da roda do esloveno, que venceu no Tour de France pela 19ª vez. Foi a 13ª vez que a dupla terminou nas duas primeiras posições na Grande Volta francesa. Foto: A.S.O./Tony Esnault João Almeida chegou a mais de 10 minutos do vencedor, na roda do compatriota Nelson Oliveira (Movistar). Tadej Pogacar deixou algumas palavras e dedicou a vitória ao português na final da etapa. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/6CbXcBy-AKI?si=BYFl6Pjvy_e0_tnc Top 10 da etapa RnkCiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG4:05:392Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike,,3Oscar OnleyTeam Picnic PostNL0:024Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team,,5Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike,,6Remco EvenepoelSoudal Quick-Step,,7Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels,,8Jhonatan NarváezUAE Team Emirates - XRG0:079Axel LauranceINEOS Grenadiers0:1510Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility0:21 Top 10 da classificação geral RnkCiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG25:58:042Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:543Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels1:114Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:175Mathieu van der PoelAlpecin - Deceuninck1:296Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike1:347Oscar OnleyTeam Picnic PostNL2:498Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe3:029Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe3:0610Mattias SkjelmoseLidl - Trek3:43 ### EVOC Hydro Pro 3 – A mochila de hidratação, tipo "Vest" para longos dias na bicicleta As mochilas de hidratação para gravel, BTT ou aventuras longas de bicicleta, têm vindo ao longo dos anos a evoluir, havendo agora as mochilas tipo "Vest" (colete) como a EVOC Hydro Pro 3, que são mais práticas, confortáveis e minimalistas, fazendo diferença na forma como gerimos a alimentação e o transporte de material. Há dois anos que utilizo a EVOC Hydro Pro 3, uma mochila tipo vest, leve e ajustada ao corpo, pensada para quem procura transportar o essencial sem excessos. Neste vídeo partilho a minha experiência real com este modelo, como a utilizo nos meus treinos e aventuras e quais as vantagens que encontrei ao longo do tempo — incluindo a facilidade de manutenção. Vídeo https://youtu.be/MRJXGzuu6dU?si=HeEb7a5BTrsXoFrg ### Troféu Joaquim Agostinho | Rafael Reis voa no Turcifal Rafael Reis ganhou pela quinta vez o Prólogo do Troféu Joaquim Agostinho e bateu o recorde no percurso no Turcifal. Rafael Reis (Anicolor/Tien21) garantiu a camisola amarela ao vencer o Prólogo do 48.º GP Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho. O atleta da margem sul do Tejo deixou Tiago Antunes (Efapel) a 17 segundos, num trajeto de 8 km na freguesia do Turcifal. Pela nona ocasião a prova arrancou com um prólogo na freguesia do Turcifal, Vila de Encantos, que tem sido talismã para Rafael Reis já que foi a quinta vez que adjudicou o Prólogo. O que esperar do Troféu Joaquim Agostinho 2025? Rafael Reis, líder da geral, e Lucas Lopes, melhor jovem, na abertura do Troféu Joaquim Agostinho.Foto: UDO João Calado "É muito bom lutar contra mim próprio" Quando Rafael Reis se fez à estrada, a expetativa era enorme. O crónico vencedor no Turcifal, e dominador dos prólogos na Volta a Portugal, não se fez rogado, batendo um recorde que já era seu. O corredor da Anicolor/Tien21 fez 9:49 (com uma média de 48,9 km/h) e melhorou os 9:54 do ano passado. Tiago Antunes e Artem Nych completaram o pódio. Maurício Moreira (Efapel) marcou o primeiro tempo de referência (10:15), acabando batido pelo colega Tiago Antunes (10:06). O atleta do Bombarral viu a aproximação de Artem Nych (Anicolor/Tien21), que fez 10:10, mas só mesmo Reis é que bateu Antunes. "O contrarrelógio é uma das minhas armas e há um trabalho muito grande por detrás disto. Acaba por ser um investimento muito grande da equipa, as coisas vão evoluindo tecnologicamente e a equipa faz um investimento para podermos melhorar. Conseguimos acompanhar a evolução, perceber que podemos melhorar e isso motiva-nos. Vou fazer 33 anos, mas acabo por redefinir objetivos e é muito bom lutar contra mim próprio." Rafael Reis Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 ____________ Foto de capa: UDO João Calado ### Specialized apresentou a nova Coleção de Roupa S-Works A Specialized apresentou a sua nova linha de roupa, a Roupa S-Works 2025. Desenvolvida em colaboração com atletas do World Tour e da Taça do Mundo, como a SD Worx-Protime, a Red Bull BORA–Hansgrohe e a Specialized Gravity Team, os fãs dos atletas poderão vestir as mesmas roupas que os seus ídolos. Ler mais | Specialized apresenta o selim S-Works Power EVO com Mirror Roupa S-Works Estrada Aerodinâmica Mangas com textura em diamante SlipLayer poupam 90 segundos em 45 km. Ajuste compressivo tipo “segunda pele” reduz o arrasto aerodinâmico. Bolsos traseiros duplos e zona da cintura frontal lisa minimizam a perturbação do fluxo de ar. Conforto e Fit Tecido sem costuras e altamente elástico melhora a liberdade de movimentos. Mangas com corte a laser e costuras planas reduzem volume e movimento. Carneira Body Geometry Triple Density, específica para cada género e adaptada ao selim, garante suporte contínuo. Performance e Peso Tecido entrelaçado 20% mais leve do que os calções SLR anteriores. Alças leves e respiráveis que melhoram a ventilação. Bainhas elásticas mantêm o ajuste sem adicionar peso. Armazenamento Dois bolsos traseiros e um bolso com fecho estáveis, mesmo quando cheios. Sustentabilidade Tecido principal composto por 85% de poliéster reciclado. Ler mais | Specialized lançou três novas rodas da família Roval Rapide  Roupa S-Works Off-Road Durabilidade Tecido de Nylon elástico reforçado com Dyneema® oferece resistência máxima à abrasão com uma redução de peso em 35%. Costuras cosidas e coladas aumentam a resistência nas zonas de maior tensão. Liberdade de Movimento Kinetic Patterning e mangas articuladas alinham-se com o movimento natural do corpo para mobilidade total, mesmo com proteções. Ausência de costuras laterais reduz volume e elimina vincos. Performance e Respirabilidade Tecidos com elasticidade em quatro direções e malha perfurada a laser aumentam o fluxo de ar e a gestão da humidade. Parte traseira alongada garante cobertura em posições mais agressivas de condução. Conforto e Fit Corte justo e articulado que acomoda proteções. Gola, punhos e cintura com fita colada para um ajuste suave e seguro. Funcionalidade nos Trilhos Dois bolsos com fecho para guardar os essenciais. Desenvolvido com o contributo de ciclistas de classe mundial para o máximo desempenho. S-Works Skinsuit Vantagem Aerodinâmica Mangas com textura em diamante SlipLayer — o nosso tecido mais rápido, poupando até 49 segundos em 45 km / 10 watts a 48 km/h. Kinetic Patterning que acompanha o movimento do corpo e reduz os vincos. Acabamentos com corte a laser e costuras planas para uma superfície suave e de menor arrasto. Performance + Ajuste Tecido altamente elástico que proporciona um perfil aerodinâmico e compressivo. Fecho frontal de comprimento total para ventilação ajustável. Compressão que apoia o desempenho muscular em várias disciplinas. Race-Ready Versão de manga curta: dois bolsos traseiros para estrada e XCO. Versão de manga comprida: bolso interno em rede, cumpre as normas UCI (para número dorsal — reduzindo o arrasto em contrarrelógio). Conforto + Sustentabilidade Carneira Body Geometry de Tripla Densidade que oferece suporte ergonómico para longas distâncias. Painéis das pernas com 78% de nylon reciclado, garantindo alto desempenho com menor impacto ambiental. ### Tour de France | Etapa 6 | O método Ben Healy Ben Healy foi o vencedor da etapa seis depois de escapar da fuga e fazer um solo de 42 km. Os favoritos chegaram quase todos juntos mas João Almeida descolou na parte final e perdeu cinco segundos. Van der Poel é de novo camisola amarela por apenas um segundo. O Tour de France segue, depois de um contrarrelógio que viu grandes diferenças serem feitas. Os ciclistas não tiveram descanso e tiveram pela frente uma etapa de sobe e desce constante. Com mais de 200 km para percorrer entre Bayeux e Vire Normandie havia 6 contagens categorizadas no meio das muitas colinas, um autêntico dia rompe-pernas. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: A.S.O./Charly Lopez Van der Poel ataca a amarela Desde o quilómetro zero, vários ciclistas tentaram ingressar na fuga do dia, já que havia uma forte possibilidade de haver liberdade para disputar a etapa. Só quando as equipas dos favoritos à geral ficaram satisfeitas com os corredores escapados, o ritmo diminuiu e e fuga formou-se. Com sete ciclistas de enorme qualidade, o destaque foi para van der Poel (Alpecin-Deceuninck) que, por estar a apenas 1'28 do líder Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG), tinha a possibilidade de voltar a vestir a amarela. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Ben Healy repete façanha do País Basco Depois de ultrapassados 150 km os ciclistas na fuga começaram a jogar a etapa e Ben Healy (EF Education-Easy Post) foi o primeiro a dar a sua cartada a 42 km para o fim. O ciclista irlandês repetiu a façanha do País Basco, onde atacou a uma distância semelhante e levou a quinta etapa da corrida ganha por João Almeida. Ben Healy rapidamente se distanciou dos companheiros que tardaram a reagir e chegou mesmo isolado à meta, vencendo a sexta etapa do Tour de France. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Favoritos chegam juntos Depois de um dia extremamente difícil para todos, os favoritos chegaram quase todos juntos ao fim da etapa e não houve grandes diferenças de registo. João Almeida descolou na parte final da etapa e perdeu cinco segundos para os mais diretos adversários, estando agora a 1'59 do líder Mathieu van der Poel . Van der Poel volta ao primeiro posto Van der Poel voltou a ser dono da camisola amarela depois de ter chegado a 1'29 à frente do grupo dos favoritos, segurando a vantagem por apenas um segundo. Já o vencedor da etapa, Ben Healy entrou no top 10 estando agora no oitavo posto deste Tour de France. Vídeo da etapa https://youtu.be/T9Y9pGHF18c?si=tMX1ColIzf419_NM Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Healy Ben EF Education - EasyPost4:24:102 Simmons Quinn Lidl - Trek2:443 Storer Michael Tudor Pro Cycling Team2:514 Dunbar EddieTeam Jayco AlUla3:215 Yates SimonTeam Visma | Lease a Bike3:246 Barta WillMovistar Team3:297 Tejada HaroldXDS Astana Team3:528 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck3:589 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG5:2710 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck21:52:342 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:013 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step0:434 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels1:005 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike1:146 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:237 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG1:598 Healy BenEF Education - EasyPost2:019 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe2:3210 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe2:36 ### O que esperar do Troféu Joaquim Agostinho 2025? Arranca esta quinta-feira o Troféu Joaquim Agostinho. Subidas ao Alto de Montejunto sábado e domingo definem a geral. Com 125 corredores, de 18 equipas, seis delas estrangeiras, vai para a estrada mais um GP Internacional de Ciclismo de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho esta quinta-feira. A prova dá o tiro de partida com Prólogo no Turcifal, seguindo-se três etapas em linha com as tradicionais chegadas a Sobral do Monte Agraço, ao Alto de Montejunto e o circuito de Torres Vedras (com subida prévia ao Alto de Montejunto). São 523,2km pelas estradas da região Oeste, que em 2024 contribuíram para a evolução de dois talentos que agora correm no WorldTour: o campeão Orluis Aular (Movistar) e o vice-campeão e vencedor das classificações por pontos, combinado e juventude, Afonso Eulálio (Bahrain Victorious). Defendem as vitórias de 2024 Bruno Silva (Anicolor-Tien 21), rei da montanha, e Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), dominador das metas volantes. Com prólogo a abrir, nota para a presença do especialista, Rafael Reis (Anicolor-Tien 21), que já venceu quatro vezes no Turcifal. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Dois ex-campeões presentes A única ProTeam inscrita é a Caja Rural - Seguros RGA, que traz o campeão espanhol de contrarrelógio Abel Balderstone e o vencedor do Troféu Joaquim Agostinho em 2013, Eduard Prades. São dois os ex-campeões presentes, já que além do espanhol Prades também se apresenta o uruguaio Maurício Moreira, da Efapel, campeão em 2023. Foto: João Fonseca Talento nacional em destaque Há muito talento nacional em destaque. Na Rádio Popular-Paredes-Boavista está Lucas Lopes, campeão nacional sub-23 de contrarrelógio e vencedor da Volta a Portugal do Futuro. Os boavisteiros trazem ainda Daniel Dias, rei dos trepadores no GP Beiras e Serra da Estrela, e Tiago Leal, 9.º no passado Troféu Joaquim Agostinho. A AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense tem tido uma bela época. Afonso Silva venceu o GP Abimota, Jesús David Peña fez pódios na Volta ao Alentejo e no GP Beiras e Serra da Estrela, enquanto Miguel Salgueiro dominou o Memorial Bruno Neves. A Anicolor-Tien 21 traz Artem Nych, pódio nas últimas duas edições do Troféu Joaquim Agostinho e que este ano já venceu o GP O Jogo e o GP Douro Internacional. O colega Alexis Guérin dominou o GP Beiras e Serra da Estrela e Fábio Costa venceu a Clássica de Santo Thyrso. Notas ainda para a Feirense-Beeceler de Diogo Gonçalves, 3.º nos Nacionais em Ourém; a Aviludo-Louletano-Loulé traz a dupla argentina Nico Tivani e Tomas Contte; a Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, conta com Emanuel Duarte, vencedor da Clássica da Primavera e de uma etapa no GP O Jogo, além do jovem Duarte Domingues, pódio no Nacional sub-23 de contrarrelógio. Dia 10 – Prólogo | 17h00 Turcifal – Turcifal, 8km | partida 1.º corredor Dia 11 – 1.ª etapa| 11h30 Arruda dos Vinhos / 15h50 Sobral de Monte Agraço, 181,4km Dia 12 – 2.ª etapa |11h45 Bombarral / 15h40 Alto de Montejunto 161,3km Dia 13 – 3.ª etapa |11h45 Lourinhã / 16h00 Torres Vedras, 172,5km (1.ª passagem na meta às 15h30, circuito duas voltas) ______________________________ Foto de capa: João Fonseca ### Tour de France | Etapa 5 | Evenepoel vence contrarrelógio de Caen Remco Evenepoel foi o grande vencedor do contrarrelógio da quinta etapa. Pogačar ganhou mais de um minuto a Vingegaard que fez um tempo semelhante a Almeida. O Tour de France segue a todo o gás, tal como os ciclistas nesta quinta etapa, que nos apresentou o primeiro de dois contrarrelógios individuais. O percurso era plano mas havia 33 km para percorrer em Caen, na primeira verdadeira oportunidade para os favoritos à geral fazerem as primeiras diferenças. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Affini marcou o passo Foi Edoardo Affini (Visma | Lease a Bike) quem fez o primeiro grande tempo do dia, ao terminar os 33 km de esforço em 37'15. O campeão europeu fez um grande contrarrelógio e sentou-se na cadeira quente durante grande parte da etapa e, à saída do top 10 ainda era o ciclista com o melhor tempo. Tour de France | Etapa 4 | Almeida extraordinário, Pogačar centenário Foto: A.S.O./Billy Ceusters Evenepoel destrona Affini e vence etapa Remco Evenepoel (Soudal-Quickstep) fez uma primeira parte do contrarrelógio muito parecida à de Affini acabando por levar a melhor sobre o campeão da Europa da especialidade na segunda metade da prova O Campeão do Mundo tirou finalmente da liderança Affini, fazendo menos 33 segundos que o italiano e ficando à espera que Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) e Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) terminassem a etapa. Foto: A.S.O./Charly Lopez João Almeida salvou o dia João Almeida (UAE Emirates-XRG) teve um dia ameno em cima da bicicleta perdendo tempo para Pogačar e Evenepoel, mas ganhando a Vingegaard e Roglic. O ciclista português subiu um posto na classificação geral estando agora na 7.ª posição a 1'53 do seu colega de equipa Tadej Pogačar . Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Pogačar lidera as três principais classificações Com este segundo lugar no contrarrelógio, Pogačar ganhou tempo aos mais diretos adversários menos Evenepoel subindo a primeiro na classificação geral. Para além de ser o novo camisola amarela, o campeão do mundo de estrada junta as classificações da montanha e dos pontos, fazendo o pleno à quinta etapa. Foto: A.S.O./Tony Esnault Vídeo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=aWpOJOMiiXA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step36:4253.9512 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:1653.5623 Affini EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0:3353.1524 Armirail BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:3553.0945 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:4952.7776 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:5852.5667 Romeo IvánMovistar Team1:0252.4528 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG1:1452.1979 Plapp LukeTeam Jayco AlUla1:1752.10610 Castrillo PabloMovistar Team1:1852.092 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG17:22:582 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step0:423 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:594 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike1:135 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:226 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck1:287 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG1:538 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe2:309 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe2:3110 Skjelmose MattiasLidl - Trek2:32 ### Tour de France | Etapa 4 | Almeida extraordinário, Pogačar centenário Vitória 100 na carreira de Tadej Pogačar que levou a quarta etapa do Tour. João Almeida esteve sublime no apoio ao campeão do mundo e chegou no grupo dos melhores, subindo a oitavo na geral. O Tour de France entrou em modo clássica numa jornada com quatro contagens categorizadas nos últimos 30 km, que prometiam explosão e espetáculo. Os ciclistas ultrapassaram 174 km de Amiens Métropole a Rouen num terreno bastante acidentado, onde a colocação e atenção aos cortes foram fundamentais para um bom resultado. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: A.S.O. Charly Lopez Calmaria antes da tempestade Apesar de ter um final tão duro e técnico, a etapa foi calma até à primeira subida do dia com o pelotão a controlar uma fuga de quatro elementos. Na aproximação ao Côte Jacques Anquetil, o nervosismo começou e as quedas sucederam-se no muito mobiliário urbano, felizmente sem gravidade para nenhum ciclista. O pelotão aproximou-se rapidamente dos últimos 30 km quando a UAE Emirates-XRG aumentou o ritmo e começou a alcançar elementos da fuga. Atrás, vários ciclistas começaram a perder o contacto e Lenny Martinez (Bahrain Victorious) resistia como o único sobrevivente da fuga inicial sendo alcançado uns quilómetros depois. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Pogačar ataca, Vingegaard resiste Na última subida do dia, a Visma Lease a Bike entrou a matar mas foi Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) que atacou. Lançado por João Almeida, o campeão do mundo arrancou e foi apenas seguido por Vingegaard (Visma Lease a Bike). Vingegaard ainda descolou momentaneamente mas cerrou os dentes e conseguiu juntar-se a Pogačar antes da descida, que viu vários ciclistas juntarem-se à frente, com João Almeida entre eles. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1942605692575043906 Almeida deu para tudo Depois de ultrapassada a última subida do dia vários ciclistas tentaram sair do grupo dos favoritos mas João Almeida fechou todos os espaços. Nos últimos metros, Van der Poel (Alpecin-Deceuninck) atacou para a vitória mas foi seguido por Pogačar que rematou o excelente trabalho de João Almeida e alcançou a 100.ª vitória da carreira. Jonas Vingegaard fechou no terceiro posto e Almeida ficou em sexto, fechando o grupo dos favoritos. Van der Poel mantém a liderança do Tour dea FRance antes do importante contrarrelógio da quinta etapa que promete reorganizar a geral. https://twitter.com/LeTour/status/1942607863404454364 Últimos quilómetros da etapa https://www.youtube.com/watch?v=VXHBYe2yb_g&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG3:50:292 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck,,3 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,,4 Onley OscarTeam Picnic PostNL,,5 Grégoire RomainGroupama - FDJ,,6 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,,7 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step0:038 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,9 Skjelmose MattiasLidl - Trek0:0710 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:10 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck16:46:002 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG,,3 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0:084 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike0:195 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:266 Mas EnricMovistar Team0:487 Onley OscarTeam Picnic PostNL0:558 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,,9 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step0:5810 Skjelmose MattiasLidl - Trek1:02 ### Cervélo apresenta a nova S5 ao público A Cervélo apresentou a nova S5 ao público, a bicicleta de estrada usada neste Tour de France pela equipa da Visma-Lease a Bike, e que já vinha sendo utilizada desde a Paris-Nice. A bicicleta que é agora apresentada e disponibilizada ao público, surge com um design que combina inovação tecnológica e leveza, segundo a Cervélo, a nova S5 oferece ganhos significativos graças à evolução da parte frontal do quadro e à integração de componentes desenvolvidos em parceria com a Reserve. Existe versão mono-prato SRAM RED XPLR AXS 1, sistema UDH Cervélo S5, velocidade pura A S5 é uma referência no mundo do ciclismo pela velocidade e eficiência aerodinâmica, tendo sido uma das primeiras bicicletas a adoptar conceitos depois utilizados noutras marcas. O icónico V-stem e o garfo tipo baioneta da S5 são presenças constantes na frente do pelotão profissional. A nova S5 baseia-se nesse legado de velocidade e de acordo com os responsáveis da marca é agora ainda mais rápida ao evoluir a parte frontal e com menos peso, tornando-se assim uma parceira uma Aero competitiva em todos os aspectos. Ler mais | NOVA Cervélo Áspero-5 | Gravel de competição e mais versatilidade A nova bicicleta é, segundo a marca, 6 Watts mais rápida do que a sua antecessora e 124 gramas mais leve mantendo a mesma condução, equilíbrio e estabilidade. Desempenho aerodinâmico As maiores mudanças encontram-se na parte dianteira da bicicleta, onde se obtêm os maiores ganhos em termos de desempenho aerodinâmico. As pernas da forqueta e o tubo da direção tornaram-se significativamente mais profundos e o novo guiador/avanço integrado de peça única, desenvolve ainda mais o conceito original da V-stem. A Cervélo e a Reserve desenvolveram em conjunto as novas rodas Reserve 57|64 Turbulent Aero especificamente para serem usadas com o quadro da S5. O offset das rodas corresponde perfeitamente à assimetria do tubo do selim da S5, ao encaixar-se de forma ideal nos recortes do quadro garantindo que o ar flua suavemente por toda a bicicleta. A abordagem Turbulent Aero da Reserve torna estas rodas incrivelmente estáveis, mesmo com ventos laterais. Guiador e avanço integrado O HB19 utiliza o conceito “Plus-Four” da Cervélo, o que significa que a largura ao nível dos manípulos é 4 cm mais estreita do que nos drops (por exemplo, 38 cm/42 cm). Esta abordagem ajuda os ciclistas a manter uma posição corporal mais aerodinâmica quando têm as mãos nos manípulos, ao mesmo tempo que proporciona estabilidade nos drops para descidas e sprints. Todos os tamanhos de guiador são legais segundo as regras da UCI, mesmo após as mais recentes alterações ao regulamento. Montagens e preços Podes ver mais informações sobre este modelo, disponíveis através do importador oficial da Cervélo em Portugal: www.bicimax.pt ### Tour de France | Etapa 3 | Merlier lança-se para a vitória Tim Merlier levou a terceira etapa do Tour de France, num dia marcado por várias quedas que tiraram Jasper Philipsen da corrida. A terceira etapa do Tour de France apresentou um perfil quase plano na sua totalidade, com apenas uma contagem de quarta categoria, mas ainda longe da meta. Os ciclistas tiveram 178 km para percorrer na ligação de Valenciennes a Dunkerque, num dia sem fuga e que teve como ponto central o sprint final. Ler mais | Tour de France | Etapa 2 | Van der Poel dá espetáculo Foto: A.S.O./Charly Lopez Pacto de não agressão Apesar da grande montra que é o Tour de France, as equipas decidiram não colocar corredores adiantados num pacto de não agressão, que fizeram desta etapa uma gigante aproximação ao sprint de 180 km. Depois de ter vencido as duas primeiras etapas, a Alpecin-Deceuninck e as equipas dos homens rápidos controlaram a corrida, tentando levar os seus homens na melhor posição para disputar a etapa, até à queda de um dos seus líderes. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: A.S.O./Charly Lopez Philipsen abandona depois de queda Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), vencedor da primeira etapa desta edição do Tour, sofreu uma queda feia na disputa do sprint intermédio. Favorito ao dia de hoje, o ciclista belga ficou muito mal tratado e abandonou a corrida. Tim Wellens (UAE Emirates-XRG) atacou do pelotão perto da contagem de quarta categoria, passando em primeiro. O campeão belga aguardou pelo pelotão que começou a preparar o sprint final. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1942230138126533060 Merlier vs Milan Os últimos 30 km foram percorridos a alta velocidade com várias equipas a tentarem aproveitar o infortúnio de Jasper Philipsen. Numa chega com várias quedas e sobressaltos, Tim Merlier (Soudal-Quickstep) foi o mais forte vencendo Jonathan Milan (Lidl-Trek) no lançar da bicicleta. O campeão da europa fez um sprint pleno de potência e ultrapassou Milan nos derradeiros metros levando a sua segunda vitória no Tour de France. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1942250652966461518 Vídeo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=neGf0rhdAkc&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Merlier TimSoudal Quick-Step4:16:552 Milan JonathanLidl - Trek,,3 Bauhaus PhilBahrain - Victorious,,4 Wærenskjold SørenUno-X Mobility,,5 Bittner PavelTeam Picnic PostNL,,6 Girmay BiniamIntermarché - Wanty,,7 Groves KadenAlpecin - Deceuninck,,8 van Poppel DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,,9 Ackermann PascalIsrael - Premier Tech,,10 Capiot AmauryArkéa - B&B Hotels,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck12:55:372 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:043 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0:064 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:105 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,6 Mas EnricMovistar Team,,7 Blackmore JosephIsrael - Premier Tech0:418 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility,,9 O'Connor BenTeam Jayco AlUla,,10 Powless NeilsonEF Education - EasyPost0:49 ### Volta a Portugal feminina - Raquel Queirós a segundos da vitória Correram-se, no fim de semana de 5 e 6 de julho, as últimas duas etapas da Volta a Portugal feminina. Jasmin Liechti sagrou-se campeã da quinta edição da corrida Raquel Queirós (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) terminou a terceira etapa da Volta a Portugal feminina a fechar o pódio da classificação geral, que era liderada por Heidi Franz. As duas últimas etapas reorganizaram a tabela classificativa, que terminou com Jasmin Liechti (NEXETIS) em primeiro lugar, e Raquel Queirós na quinta posição, a 0:24 da líder. Ler mais | Volta a Portugal Feminina – Primeiras etapas lançam luta pela geral Créditos: FPC 4ª etapa A quarta, e penúltima, etapa da Volta a Portugal feminina provou ser uma das mais determinantes para a classificação geral no final da prova. Dia de média montanha, marcado pelas duas subidas nos últimos 25 km do dia, numa tirada com início em Coruche e final em Loures. Foi na última subida do dia que aconteceram as movimentações decisivas. Jasmin Liechti juntou-se a três ciclistas que atacaram o pelotão, que já seguia reduzido. A ciclista da NEXETIS isolou-se na descida, e nunca mais foi apanhada pelas rivais. Venceu a etapa com 0:28 sobre as 13 ciclistas que perseguiam a frente da corrida. Raquel Queirós chegou inserida nesse grupo, e manteve vivas as esperanças da geral, apesar de ter descido à quarta posição, e de estar a 0:24 da nova líder, Jasmin Liechti. 5ª etapa A quinta, e última, etapa da Volta a Portugal feminina percorreu 89,2 km entre Marvila e Póvoa de Santa Iria. Dia com algum terreno acidentado para as ciclistas tentarem as derradeiras diferenças na geral. A meio da tirada, o ritmo a que se corria, aliado ao vento que se fazia sentir, partiu o pelotão em dois grupos, com a distância a aumentar rapidamente. Jasmin Liechti ficou na frente da corrida, e seguiu o ataque de 16 ciclistas, na aproximação ao Prémio de Montanha de Cardosas, a cerca de 20 km da meta. Do grupo da frente, destacou-se India Grangier (Team Coop - Repsol) - a vencedora da Volta a Portugal feminina em 2024 repetiu a vitória na chegada a Póvoa de Santa Iria, que também tinha conseguido na última edição. Jasmin Liechti chegou inserida no segundo grupo, a 0:10 da vencedora, o sufieciente para agarrar a camisola amarela e vencer a classificação geral da Volta a Portugal feminina. No segundo lugar ficou India Grangier, e a fechar o pódio Heidi Franz (Cynisca Cycling). Raquel Queirós foi a melhor portuguesa em prova. A ciclista da AtumGeneral/Tavira/SCFarense manteve-se na luta pela classificação geral até ao fim, terminando na quinta posição, a apenas 0:24 da vencedora. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Créditos: Rodrigo Vicente Top 10 da classificação geral da Volta a Portugal feminina Class.NomeEquipa Tempo1Liechti JasminNEXETIS13:42:202Grangier IndiaTeam Coop - Repsol+ 0:163Franz HeidiCynisca Cycling, ,4Jørgensen TirilTeam Coop - Repsol+ 0:245Queirós RaquelAtumGeneral/Tavira/SC Farense, , 6Mahé OcéaneArkéa - B&B Hotels Women+ 0:297Lylyk KiaraWinspace Orange Seal+ 0:368Gilabert ArianaEneicat - CMTeam+ 0:479Sarkisov KatherineUnited States+ 0:5110Berteau VictoireCofidis Women Team+ 1:15 Créditos da fotografia de destaque: FPC ### Tour de France | Etapa 2 | Van der Poel dá espetáculo Mathieu Van der Poel leva a segunda etapa e passa a ser camisola amarela do Tour de France, depois de espetáculo e muitos nervos nos últimos 20 km O segundo dia do Tour de France teve traços de clássica, com um final muito acidentado nos últimos quilómetros. A Alpecin - Deceuninck controlou a etapa e deixou Mathieu Van der Poel em posição privilegiada para vencer o sprint em subida. Ler mais | Tour de France | Etapa 1 | Abanicos tramam Almeida e Evenepoel Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Mau tempo ameaçou o pelotão do Tour de France O segundo dia do Tour de France corria-se entre Lauwin-Planque e Boulogne-sur-Mer. 209,1 km marcados por três colinas categorizadas, muito exigentes, nos últimos 30 km. O mau tempo ameaçou antes da partida, mas os corredores escaparam as dificuldades acrescidas. Uma fuga de quatro ciclistas saiu para a frente da corrida no início do dia. A Alpecin - Deceuninck e a Intermarché - Wanty foram as duas equipas que mais controlaram os fugitivos, a pensar em Mathieu Van der Poel e Biniam Girmay para o final. Os últimos homens da fuga foram apanhados a cerca de 50 km do fim, e o pelotão abordou os próximos quilómetros a alta velocidade, na luta pela colocação para o final exigente. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise A.S.O./Tony Esnault Classicómanos vs favoritos à geral O perfil acidentado da etapa abria a porta à possibilidade de luta pela vitória por parte de vários perfis de ciclista. Duas subidas curtas, mas com pendentes muito elevadas, preparavam o terreno para o sprint final em subida. Houve alguns ataques no grupo reduzido que ultrapassou as primeiras colinas, com destaque para Kévin Vauquelin (Arkéa - B&B Hotels) e Matteo Jorgenson (Visma | LAB), que chegaram a ter alguns segundos para o grupo dos favoritos. João Almeida (UAE Emirates XRG) pôs-se ao trabalho, e voltou a juntar o mini-pelotão que seguia na frente da corrida. Tudo pronto para o confronto entre Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) e Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG), com Jonas Vingegaard (Visma | LAB) firme na roda do esloveno. Foto: A.S.O. Billy Ceusters Van der Poel mais forte No sprint, Van der Poel provou ser o mais forte. O neerlandês foi o primeiro a arrancar - levou Pogacar na roda, que já não conseguiu ultrapassar o homem da Alpecin - Deceuninck. O campeão do mundo fez segundo e Vingegaard terminou em terceiro na etapa. Segunda vitória para o neerlandês no Tour de France. Em 2021, também havia vencido na segunda etapa da maior corrida do mundo e, tal como há quatro anos atrás, o triunfo também lhe vale a camisola amarela da corrida, que troca de ciclista, mas fica na estrutura da Alpecin - Deceuninck. Também é a quarta vez esta época que Van der Poel e Pogacar terminam no pódio em 2025, depois de o terem feito na Milan - Sanremo, Volta à Flanders, Paris-Roubaix e na primeira etapa do Critério do Dauphiné. https://twitter.com/LeTour/status/1941892534336213073 Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard são, agora, segundo e terceiro da classificação geral. João Almeida chegou inserido no grupo da frente, que contou com 26 corredores, e ascende à 13ª posição da prova. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ANwDMTqIQh4&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Final1ºVan der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck4:45:412ºPogačar TadejUAE Team Emirates - XRG, ,3ºVingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike, ,4ºGrégoire RomainGroupama - FDJ, ,5ºAlaphilippe JulianTudor Pro Cycling Team, ,6ºOnley OscarTeam Picnic PostNL, ,7ºParet-Peintre AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team, ,8ºVauquelin KévinArkéa - B&B Hotels, ,9ºVelasco SimoneXDS Astana Team, ,10ºBerckmoes JennoLotto, , Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Final1ºVan der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck8:38:422ºPogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:043ºVingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike, ,4ºVauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:105ºJorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike, ,6ºMas EnricMovistar Team, ,7ºPhilipsen JasperAlpecin - Deceuninck0:318ºBlackmore JosephIsrael - Premier Tech0:419ºJohannessen Tobias HallandUno-X Mobility, ,10ºO'Connor BenTeam Jayco AlUla, , Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Tour de France | Etapa 1 | Abanicos tramam Almeida e Evenepoel Arranque do Tour de France previa-se com final ao sprint, mas foi o vento a marcar o dia: um corte a 17 km da meta provocou perdas a João Almeida, Remco Evenpoel e Primoz Roglic Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) triunfou na primeira etapa do Tour de France, e leva a primeira camisola amarela da maior corrida do mundo, com vitória ao sprint depois do pelotão ter sido vítima do vento - ficou cortado a 17 km do fim e deixou vários favoritos para trás. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: Alpecin Deceuninck Arranque do Tour de France O Tour de France arrancou a alta velocidade, como tem sido hábito nas últimas edições. Uma fuga com cinco corredores saiu para a frente da corrida - Benjamin Thomas (Cofidis) e Mattéo Vercher (Team TotalEnergies) foram os últimos apanhados, ainda longe do fim, depois de terem caído os dois. https://twitter.com/LeTour/status/1941499361638109369 O grupo seguiu compacto, e tudo previa um final com o pelotão compacto a discutir o sprint para a vitória. Mas, a 17 km da meta, o vento pregou uma partida ao pelotão. Abanicos marcam o dia O pelotão separou-se a 17 km da meta, devido ao abanicos provocados pelo vento. No primeiro grupo, dos favoritos à geral, apenas os dois nomes mais fortes: Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) e Jonas Vingegaard (Visma | LAB). https://twitter.com/LeTour/status/1941520413122756878 No segundo grupo, que perdia segundos a cada quilómetro que se corria, seguiam, entre outros, João Almeida (UAE Emirates XRG), Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), Primoz Roglic e Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe). Na frente, a UAE Emirates XRG e a Visma | LAB aproveitavam para impor ritmo no pelotão e garantir que os rivais não alcançavam a frente. Foram auxiliados pelo Alpecin - Deceuninck, que corria para a vitória de etapa. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Jasper Philipsen não perdoa O grupo da frente, órfão de alguns dos nomes mais fortes para o sprint no Tour de France - como Tim Merlier (Soudal Quick-Step) ou Jonathan Milan (Lidl - Trek) - fez a aproximação à meta a alta velocidade. No sprint final, a Alpecin - Deceuninck não perdoou. Jasper Philipsen terminou o tremendo trabalho começado por Mathieu Van der Poel e Kaden Groves no lançamento do sprint, e venceu sem dar hipóteses aos rivais, para se tornar no primeiro camisola amarela do Tour de France 2025. Em segundo lugar chegou Biniam Girmay (Intermarché - Wanty), e a fechar o pódio ficou Søren Wærenskjold (Uno-X Mobility). O segundo grupo acabou com 0:39 perdidos para a frente da corrida, num dia mau para a Red Bull - BORA - hansgrohe, que perdeu tempo com os dois homens para a classificação geral. A UAE Emirates XRG viu Pogacar ganhar tempo a toda a gente menos a Vingegaard, mas João Almeida também se atrasa. A Visma | LAB poderá ter sido a grande vencedora do dia, metendo tempo em quase todos os rivais, sem nenhuma perda para a concorrência. Foto: A.S.O./Tony Esnault Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=g_I-vdut5HI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da 1ª etapa do Tour de France ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Jasper PhilipsenAlpecin - Deceuninck3:53:112Biniam GirmayIntermarché - Wanty,,3Søren WærenskjoldUno-X Mobility,,4Anthony TurgisTeam TotalEnergies,,5Matteo TrentinTudor Pro Cycling Team,,6Clément RussoGroupama - FDJ,,7Paul PenhoëtGroupama - FDJ,,8Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike,,9Marius MayrhoferTudor Pro Cycling Team,,10Samuel WatsonINEOS Grenadiers,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Jasper PhilipsenAlpecin - Deceuninck3:53:012Biniam GirmayIntermarché - Wanty+0:043Søren WærenskjoldUno-X Mobility+0:064Anthony TurgisTeam TotalEnergies+0:105Matteo TrentinTudor Pro Cycling Team,,6Clément RussoGroupama - FDJ,,7Paul PenhoëtGroupama - FDJ,,8Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike,,9Marius MayrhoferTudor Pro Cycling Team,,10Samuel WatsonINEOS Grenadiers,, Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Specialized apresenta o selim S-Works Power EVO com Mirror A Specialized apresentou o novo Selim S-Works Power EVO com Mirror que, segundo a marca é o selim de alta performance mais confortável alguma vez medido. O S-Works Power EVO eleva o design pioneiro do selim Power ao combinar a ciência ergonómica comprovada da Body Geometry com feedback de ciclistas de elite, oferecendo potência, suporte e alívio de pressão sem precedentes. Ler mais | Specialized S-Works Red Bull BORA TdF LTD – Coleção Tour de France Power EVO com Mirror O Power EVO com Mirror foi criado para ciclistas que se movimentam no selim. Quer estejam a pedalar na ponta do selim ou posicionado mais atrás, a sua forma evoluída e os seus detalhes comprovados mantêm-no confortável e onde realmente rende. O Power EVO com Mirror oferece: 34,1% menos pressão na ponta vs. selins de espuma tradicionais; 18% menos pressão máxima na linha central vs. o Power Mirror; 28,8% menos pressão nos ísquios vs. selins de espuma tradicional; Disponível em quatro larguras – 130, 143, 155 e 168 mm – e com carris 2 cm mais longos, o S-Works Power EVO com Mirror permite uma personalização de ajuste incomparável, tornando-se o teu reflexo perfeito. Destaques: 28,8% - Menos pressão nos ísquios vs. selins de espuma tradicional 34,1% - Menos pressão na ponta do selim do que em selins de espuma tradicional 18% - Menos pressão máxima na linha central  vs. o S-Works Power com Mirror 47.000 - O maior número de material Mirror de sempre: 47.000 estruturas e 21.000 nós 2 cm - Carris mais longos para maior ajuste e personalização 221 gramas - Peso do S-Works Power EVO na largura de 143 mm ### Volta a Portugal Feminina - Primeiras etapas lançam luta pela geral A Volta a Portugal Feminina arrancou dia 2 de julho, e já se correram as primeiras três etapas até este sábado, 5 de julho. A luta pela geral está lançada com portuguesas envolvidas Três vencedoras diferentes nas três primeiras etapas da Volta a Portugal Feminina. Raquel Queirós (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) é a melhor portuguesa na geral - ocupa o terceiro lugar, a 0:10 da líder, Heidi Franz (Cynisca Cycling). Ler mais | 5ª Volta a Portugal Feminina sai para a estrada dia 2 de julho! Créditos: FPC 1ª Etapa A primeira etapa da Volta a Portugal Feminina esperava-se com final ao sprint, num dia sem grandes dificuldades para as ciclistas. A tirada passou por Guilhabreu, casa de partida para algumas das melhores ciclistas nacionais, onde Raquel Queirós passou em segundo na contagem de montanha, com muito apoio do público nas estradas. Créditos: FPC O pelotão chegou compacto ao sprint final, onde o vento foi um dos maiores fatores. Amelie Dideriksen (Cofidis Women Team) triunfou na chegada a Esposende. A campeã do mundo de estrada em 2016 conquistou, assim a primeira camisola amarela da Volta a Portugal feminina. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=X_AbZ5usBfg&ab_channel=Federa%C3%A7%C3%A3oPortuguesadeCiclismo 2ª etapa A segunda etapa da Volta a Portugal feminina também não previa grandes dificuldades, com o percurso plano com exceção a duas contagens de quarta categoria dentro dos últimos 20 km de corrida. A última das contagens, a menos de 10 km do fim, criou estragos: um grupo de 11 corredoras destacou-se na frente, e acabou a disputar a etapa entre si. No sprint reduzido, a americana Heide Franz foi a mais forte, e tornou-se também na nova camisola amarela da prova. Raquel Queirós chegou inserida no grupo da frente e assumiu a sexta posição da classificação geral. Créditos: FPC 3ª etapa O terceiro dia da Volta a Portugal feminina era previsto como a etapa rainha da corrida. 128 km entre Aveiro e Pombal, com uma contagem de montanha de segunda categoria (2,2 km a 2,9%) nos últimos 6 km da tirada. No entanto, a etapa não trouxe as diferenças que se podiam esperar. O pelotão conseguiu ultrapassar as dificuldades compacto, e a vitória foi decidida ao sprint. Fiona Mangan (Winspace Orange Seal) venceu no terceiro dia. Raquel Queirós voltou a chegar integrada no grupo principal, e subiu à terceira posição da classificação geral. Heidi Franz mantem-se na liderança da corrida. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Créditos: FPC Últimas etapas decidem geral da Volta a Portugal feminina Após três dias de competição, a Volta a Portugal feminina tem o pódio separado por 10 segundo. Heidi Franz lidera, com a espanhola Ariana Gilabert (Eneicat - CMTeam) - colega de Daniela Campos - no segundo lugar, e Raquel Queirós na terceira posição. A décima classificada da corrida encontra-se a apenas 0:24 do primeiro lugar. Ganham, então, mais importância as duas últimas etapas da corrida, que vão para a estrada este fim de semana, dias 5 e 6 de julho. A quarta etapa liga Coruche a Loures, e passa por uma contagem de montanha de segunda categoria a menos de 10 km da meta, momento que pode ser crucial para a definição da corrida. O último dia corre-se entre Marvila e Póvoa de Santa Iria. Percurso plano, com final em subida, que pode servir para marcar as últimas diferenças da quinta edição da Volta a Portugal feminina. Top 10 da Volta a Portugal feminina após a 3ª etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Franz HeidiCynisca Cycling8:23:542Gilabert ArianaEneicat - CMTeam+0:103Queirós RaquelAtumGeneral/Tavira/SC Farense"4Drummond MichaelaArkéa - B&B Hotels Women+0:125Jørgensen TirilTeam Coop - Repsol"6Francis JenayaWinspace Orange Seal"7Magner AlexisCynisca Cycling+0:138Mangan FionaWinspace Orange Seal+0:149Grangier IndiaTeam Coop - Repsol+0:2210Bobnar NikaNEXETIS+0:24 Créditos da fotografia de destaque: FPC ### Trek revela a pintura para o Tour A Trek revelou o esquema de pintura para o Tour de France de 2025, com o mais recente Project One ICON da marca a estrear-se no Tour deste ano, com a equipa masculina da Lidl-Trek. Couler Couler (que em francês significa «fluir») é inspirado nos expressionistas abstratos e transmite o movimento e a espontaneidade que se vê nas obras de artistas como Matisse e Pollock. O design usa as cores da equipa Lidl-Trek em pinceladas ousadas e texturas em camadas, com salpicos de tinta e formas pintadas à mão que dão um toque dinâmico e expressivo à bicicleta. Ler mais | Trek expande a sua coleção Project One Signature A Couler junta-se à série Project One ICON da Trek, que é uma coleção de esquemas de pintura premium que representam o mais alto nível de arte em bicicletas personalizadas com designs exclusivos, cheios de textura, profundidade e atmosfera.  Este esquema está agora disponível exclusivamente nos modelos de bicicletas de estrada Trek Madone SLR através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos nos distribuidores Trek em todo o mundo e online em trekbikes.com em mercados selecionados. ### Tour de France 2025 - Guia com as etapas, as equipas e análise O Tour de France arranca a 5 de julho e João Almeida parte com estatuto de candidato ao pódio na maior corrida do mundo Créditos: A.S.O. A 112.ª edição começa a 5 de julho, em Lille, com a Grande Partida. Neste artigo encontras a análise do percurso com todos os perfis de etapa e as datas, assim como a start list completa de todas as equipas e os favoritos à vitória de Tour de France onde João Almeida surge, pela primeira vez na carreira, como candidato a um dos três primeiros lugares, numa época onde já leva nove vitórias. Foto: A.S.O. Billy Ceusters O percurso Para começar, uma (quase) certeza: será um sprinter o primeiro a envergar a camisola amarela! A primeira etapa será praticamente plana, como poderás verificar de seguida. De Lille a corrida parte para uma semana pelo Norte, onde há a destacar o contrarrelógio de 33 km, em Caen, à 5.ª etapa. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Ao sétimo dia os favoritos à geral testam-se no Muro da Bretagne, onde Mathieu Van der Poel venceu em 2021 com dedicatória ao avô Raymond Poulidor. Ainda antes da jornada de descanso, o pelotão enfrenta a primeira jornada montanhosa que supera 4000 m de acumulado. Em Puy de Sancy, pico mais alto do Maciço Central, o final promete com o enlace Croix St-Robert e Mont-Dore. Ler mais | Top 5 das montanhas do Tour de France Regressa Luchon-Superbagneres A segunda semana abre com uma jornada para sprinters em Toulouse, na antecâmara da entrada nos Pireneus à 12.ª etapa entre Pau e Hautacam (13,6 km a 7,8 %). À meta chega-se via Col du Soulor (11,9 km a 7,3%) e Col des Bordères para um total de 3850 m de acumulado. Da montanha que catapultou Vingegaard para o título, em 2022, o percurso do Tour de France leva-nos até à cronoescalada que une ao Loudenville e Peyragudes. Haverá cronoescalada de 13 km, sendo que a subida de 8 km para o altiporto conta com 620 m de desnível positivo. Na 14.ª etapa regressa Luchon-Superbagneres (12,4 km a 7,5 %)! Palco de tantas batalhas em final dos anos 80, será precedida por passagens no Tourmalet (19 km a 7,4 %), no Aspin (5 km a 7,6 %) e em Peyresourde (7,1 km a 7,8 %), num dia com 4950 m de acumulado. Fecham a semana com etapas de transição na Occitânia com chegada a Carcassone. Ler mais | Pogacar Tour – Marcas históricas e registos supersónicos Gigante da Provença está de volta ao Tour de France Após descansarem em Montpellier, os ciclistas abrem a terceira semana subindo os 21 km do Mont Ventoux na 16.ª etapa. Quatro anos depois o Gigante da Provença está de volta! As decisões são nos Alpes. Na 18ª etapa partem de Vif em direção a Glandon, Madeleine e La Loze. A subida final é pela vertente de Courchevel e os 26,2 km a 6,5 % de La Loze ficarão sempre associados ao "I'm gone, I'm dead" de Tadej Pogacar, em 2023. A 19.ª etapa coloca um ponto final na alta montanha. Jornada entre Albertville e La Plagne (19,1 km a 7,2 % km), com prévia subida a Col du Pré e Cornet de Roselend. Tour de France decidido na alta montanha O Tour de France terá cinco finais em alto em montanhas que supõe 40 minutos de esforço ou mais. Este dado, aliado ao escasso contrarrelógio, mostram que em 2025 teremos o Tour de France decidido na alta montanha. Dia 27 de julho a festa termina em Paris, no regresso aos Campos Elísios, após a prova ter acabado em Nice este ano. Ler mais | Os melhores sprinters do Tour de France Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Os favoritos A lista de favoritos do Tour de France é marcada pelos dois nomes que conquistaram as cinco últimas edições: Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard. A julgar pela época até agora, o esloveno parece partir na pole position: 12 vitórias em 22 dias de corrida, incluindo dois monumentos e o Critério do Dauphiné, onde bateu o dinamarquês. Mas o bicampeão do Tour de France (2022 e 2023) já mostrou antes ter o antídoto para quebrar Tadej Pogacar, e chega à Grande Volta em 2025 com a preparação ideal - depois de ter sofrido um acidente grave na aproximação à prova no último ano - e com uma equipa de luxo para por pressão na UAE Emirates XRG. Foto: A.S.O./Tony Esnault João Almeida, Remco Evenepoel e Primoz Roglic também partem com pretensões legítimas nas geral do Tour de France. João Almeida chega ao Tour de France em grande forma, depois de fazer história no ciclismo mundial esta época. O português deverá ser o principal escudeiro de Tadej Pogacar, situação que pode ser prejudicial caso tenha de trabalhar para o esloveno, mas que também abre portas ao português para lutar pelo pódio e por vitórias de etapa. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Remco Evenepoel vai tentar melhorar o terceiro lugar de 2024, apesar de chegar ao Tour com zero vitórias em classificações gerais esta época, depois de terminar o último ano com um acidente grave. O belga venceu por quatro vezes este ano, três delas em contrarrelógios, incluindo o recente título nos campeonatos nacionais. Foto: Specialized Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Primoz Roglic chega ao Tour de France numa posição vulnerável. O esloveno venceu a Volta à Catalunha este ano, mas desistiu do Giro de Itália e não conclui a Grande Volta francesa desde 2020, quando foi batido por Tadej Pogacar no contrarrelógio da 20ª etapa. Foto: Volta Ciclista a Catalunya Resta perceber se a Red Bull - BORA - hansgrohe, que até leva homens para o lead-out de Meeus, vai usar Roglic como líder indiscutível, ou se Florian Lipowitz será uma carta a jogar por parte da equipa alemã. Ler mais | Roglic arranca no Algarve rumo a Giro e Tour As etapas do Tour de France Etapa 1 - Sábado (05/07) Etapa 2 - Domingo (06/07) 15 e 21 Etapa 3 - Segunda (07/07) Etapa 4 - Terça (08/07) Etapa 5 - Quarta (09/07) Etapa 6 - Quinta (10/07) Etapa 7 - Sexta (11/07) Etapa 8 - Sábado (12/07) Etapa 9 - Domingo (13/07) Etapa 10 - Segunda (14/07) Terça (15/07) - Dia de descanso https://twitter.com/cyclingontnt/status/1681053662234447872 Etapa 11 - Quarta (16/07) Etapa 12 - Quinta (17/07) Etapa 13 - Sexta (18/07) Etapa 14 - Sábado (19/07) Etapa 15 - Domingo (20/07) Segunda (21/07) - Dia de descanso Etapa 16 - Terça (22/07) Etapa 17 - Quarta (23/07) Etapa 18 - Quinta (24/07) Etapa 19 - Sexta (25/07) Etapa 20 - Sábado (26/07) Etapa 21 - Domingo (27/07) Startlist do Tour de France UAE Team Emirates - XRG (WT) 1 POGAČAR Tadej 2 ALMEIDA João 3 NARVÁEZ Jhonatan 4 POLITT Nils 5 SIVAKOV Pavel 6 SOLER Marc 7 WELLENS Tim 8 YATES Adam Team Visma | Lease a Bike 11 VINGEGAARD Jonas 12 CAMPENAERTS Victor 13 AFFINI Edoardo 14 BENOOT Tiesj 15 JORGENSON Matteo 16 KUSS Sepp 17 VAN AERT Wout 18 YATES Simon Soudal Quick-Step 21 EVENEPOEL Remco* 22 CATTANEO Mattia 23 EENKHOORN Pascal 24 MERLIER Tim 25 PARET-PEINTRE Valentin* 26 SCHACHMANN Maximilian 27 VAN LERBERGHE Bert 28 VAN WILDER Ilan* EF Education - EasyPost 31 ALBANESE Vincenzo 32 ASGREEN Kasper 33 BAUDIN Alex* 34 HEALY Ben* 35 POWLESS Neilson 36 SWEENY Harry 37 VALGREN Michael 38 VAN DEN BERG Marijn Intermarché - Wanty 41 GIRMAY Biniam* 42 BARRÉ Louis* 43 BRAET Vito* 44 PAGE Hugo* 45 REX Laurenz 46 RUTSCH Jonas 47 VAN SINTMAARTENSDIJK Roel* 48 ZIMMERMANN Georg Bahrain - Victorious 51 BUITRAGO Santiago 52 BAUHAUS Phil 53 GRADEK Kamil 54 HAIG Jack 55 MARTINEZ Lenny* 56 MOHORIČ Matej 57 STANNARD Robert 58 WRIGHT Fred INEOS Grenadiers 61 RODRÍGUEZ Carlos* 62 ARENSMAN Thymen 63 FOSS Tobias 64 GANNA Filippo 65 LAURANCE Axel* 66 SWIFT Connor 67 THOMAS Geraint 68 WATSON Samuel* Red Bull - BORA - hansgrohe 71 ROGLIČ Primoz 72 LIPOWITZ Florian* 73 MEEUS Jordi 74 MOSCON Gianni 75 PITHIE Laurence* 76 VLASOV Aleksandr 77 VAN DIJKE Mick* 78 VAN POPPEL Danny Lidl - Trek 81 SKJELMOSE Mattias* 82 CONSONNI Simone 83 MILAN Jonathan* 84 NYS Thibau* 85 SIMMONS Quinn* 86 SKUJIŅŠ Toms 87 STUYVEN Jasper 88 THEUNS Edward Groupama - FDJ 91 MARTIN Guillaume 92 ASKEY Lewis* 93 BARTHE Cyril 94 GRÉGOIRE Romain* 95 MADOUAS Valentin 96 PACHER Quentin 97 PENHOËT Paul* 98 RUSSO Clément Alpecin - Deceuninck 101 VAN DER POEL Mathieu 102 DILLIER Silvan 103 GROVES Kaden 104 MEURISSE Xandro 105 PHILIPSEN Jasper 106 RICKAERT Jonas 107 VERMEERSCH Gianni 108 VERSTRYNGE Emiel* Tudor Pro Cycling Team 111 ALAPHILIPPE Julian 112 DAINESE Alberto 113 HALLER Marco 114 HIRSCHI Marc 115 LIENHARD Fabian 116 MAYRHOFER Marius* 117 STORER Michael 118 TRENTIN Matteo Team Jayco AlUla 121 O'CONNOR Ben 122 DUNBAR Eddie 123 DURBRIDGE Luke 124 GROENEWEGEN Dylan 125 MEZGEC Luka 126 PLAPP Luke* 127 REINDERS Elmar 128 SCHMID Mauro Arkéa - B&B Hotels 131 VAUQUELIN Kévin* 132 CAPIOT Amaury 133 COSTIOU Ewen* 134 DÉMARE Arnaud 135 GARCÍA PIERNA Raúl* 136 LE BERRE Mathis* 137 RODRÍGUEZ Cristián 138 VENTURINI Clément Movistar Team 141 MAS Enric 142 BARTA Will 143 CASTRILLO Pablo* 144 GARCÍA CORTINA Iván 145 MÜHLBERGER Gregor 146 OLIVEIRA Nelson 147 ROMEO Iván* 148 RUBIO Einer Decathlon AG2R La Mondiale Team 151 GALL Felix 152 ARMIRAIL Bruno 153 BERTHET Clément 154 BISSEGGER Stefan 155 NAESEN Oliver 156 PARET-PEINTRE Aurélien 157 SCOTSON Callum 158 TRONCHON Bastien* Cofidis 161 ARANBURU Alex 162 BUCHMANN Emanuel 163 COQUARD Bryan 164 IZAGIRRE Ion 165 RENARD Alexis 166 TEUNS Dylan 167 THOMAS Benjamin 168 TOUZÉ Damien XDS Astana Team 171 TEJADA Harold 172 BALLERINI Davide 173 BOL Cees 174 CHAMPOUSSIN Clément 175 FEDOROV Yevgeniy* 176 HIGUITA Sergio 177 TEUNISSEN Mike 178 VELASCO Simone Team TotalEnergies 181 TURGIS Anthony 182 BURGAUDEAU Mathieu 183 CRAS Steff 184 DELETTRE Alexandre 185 GACHIGNARD Thomas* 186 JEANNIÈRE Emilien 187 JEGAT Jordan 188 VERCHER Mattéo* Team Picnic PostNL 191 ONLEY Oscar* 192 ANDRESEN Tobias Lund* 193 BARGUIL Warren 194 BITTNER Pavel* 195 FLYNN Sean* 196 MÄRKL Niklas 197 NABERMAN Tim 198 VAN DEN BROEK Frank* Israel - Premier Tech 201 WOODS Michael 202 ACKERMANN Pascal 203 BLACKMORE Joseph* 204 BOIVIN Guillaume 205 LOUVEL Matis 206 LUTSENKO Alexey 207 NEILANDS Krists 208 STEWART Jake Lotto 211 VAN EETVELT Lennert* 212 BERCKMOES Jenno* 213 DE BUYST Jasper 214 DE LIE Arnaud* 215 DRIZNERS Jarrad 216 GRIGNARD Sébastien 217 SEPÚLVEDA Eduardo 218 VAN MOER Brent Uno-X Mobility 221 JOHANNESSEN Tobias Halland 222 ABRAHAMSEN Jonas 223 CORT Magnus 224 FREDHEIM Stian* 225 HOELGAARD Markus 226 JOHANNESSEN Anders Halland 227 LEKNESSUND Andreas 228 WÆRENSKJOLD Søren* Transmissão televisiva O Tour de France vai ser transmitido em direto na Eurosport 1, na RTP 2, e na MAX. Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. Billy Ceusters ### Trek expande a sua coleção Project One Signature A Trek anunciou o lançamento de 27 novas cores exclusivas da coleção Project One Signature. Estas novas opções oferecem aos clientes ainda mais formas de personalizar e construir a bicicleta dos seus sonhos. Ler mais | Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Trek Project One Signature Inspirada nas mais recentes tendências de design e em técnicas avançadas de pintura, a nova gama Signature apresenta uma combinação arrojada de cores sólidas, metálicas, néon, tons translúcidos sobre carbono, gradientes, efeitos especiais e os novos acabamentos exclusivos EnvironOxide™ da Trek. Os clientes poderão escolher entre tonalidades marcantes como Cobalt Blue, Radioactive Lime, Magic Mint, Violet Smoke, Red Serpentine, entre muitas outras, todas pintadas à mão na oficina Project One em Waterloo, Wisconsin. Ler mais | Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma Os novos esquemas de pintura Signature estão disponíveis através do programa Project One para todas as bicicletas de estrada de gama premium. Os clientes podem começar a configurar a sua bicicleta personalizada, em distribuidores Trek e em trekbikes.com. ### Specialized S-Works Red Bull BORA TdF LTD - Coleção Tour de France A Specialized apresentou a coleção Red Bull – BORA – hansgrohe Tour de France LTD com uma homenagem aos icónicos equipamentos da seleção francesa de futebol. Esta coleção limitada inclui a S-Works Tarmac SL8: Red Bull 2025 TdF LTD, limitada a 500 unidades, o S-Works Evade 3: Red Bull 2025 TdF LTD e o Equipamento de Competição Red Bull – BORA – hansgrohe TDF. Ler mais | Specialized lançou três novas rodas da família Roval Rapide  S-Works Tarmac SL8: Red Bull 2025 TdF LTD: Apenas 500 unidades A Specialized e a Red Bull – BORA – hansgrohe celebram o Tour de France com um lançamento único: a mesma S-Works Tarmac SL8 que Primož Roglič e a equipa vão usar na corrida. Esta bicicleta apresenta uma nova pintura exclusiva da equipa, um azul profundo com graficos tone-on-tone sticker slap que representa, segundo a marca toda a energia ousada desta formação. Esta edição não é uma réplica, é a bicicleta oficial, da qual só serão produzidas 500 unidades. S-Works Evade 3: Red Bull 2025 TdF LTD Esta noda e limitada coleção tem também presente o S-Works Evade 3, segundo a Specialized, o capacete mais rápido do mundo em termos de aerodinâmica e ventilação. A Specialized criou uma edição exclusiva do S-Works Evade 3 inspirada no design icónico, acessível a todos. Equipamento de Competição Red Bull – BORA – hansgrohe TDF O equipamento de competição da Specialized é feito para os ciclistas mais rápidos do mundo e produzido com os tecidos mais rápidos que já testámos no WinTunnel da Specialized. Nesta edição limitada, criada exclusivamente para o Tour, a Red Bull celebra a busca pela excelência desportiva com uma homenagem às lendárias camisolas da seleção francesa de futebol. As mangas com o tecido exclusivo de textura em diamante ajudam a reduzir o arrasto aerodinâmico em 20 watts comparado com o SL Jersey. ### 5ª Volta a Portugal Feminina sai para a estrada dia 2 de julho!  A quinta edição da Volta a Portugal Feminina corre-se entre 2 e 6 de julho, com início no Porto e fim em Póvoa de Santa Iria. É a maior competição de ciclismo feminino em território nacional O maior pelotão de sempre da Volta a Portugal Feminina tem pela frente 519,8 km ao longo de seis dias de competição. A prova de categoria 2.2 vai contar com 20 equipas de oito países, entre as quais, três do escalão UCI Pro Teams. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Créditos: FPC Volta maior e mais internacional O maior pelotão de sempre da Volta a Feminina sai para a estrada no dia 2 de julho, próxima quarta-feira. 135 ciclistas à procura de glória pelas estradas portuguesas, cinco anos depois de Raquel Queirós ter conquistado a primeira edição da prova.  Entretanto, a Volta conheceu outras três vencedoras: Nathalie Eklund, Valeria Valgonen e India Grangier - uma prova da competitividade que se tem sentido nas estradas portuguesas.   Destacar a presença das duas primeiras classificadas dos campeonatos nacionais em 2025, Daniela Campos e Raquel Queirós, bem como de muitas das restantes ciclistas que participaram na competição nacional.  O pelotão internacional que corre em Portugal nos próximos dias compete por quatro camisolas: a Camisola Amarela Placard (líder da geral), a Camisola Vermelha Cofidis (pontos), a Camisola Branca IPDJ (juventude) e a Camisola Azul Fundação INATEL (montanha). A prova distingue ainda a melhor atleta portuguesa e contempla uma classificação coletiva por equipas. Estamos perante a edição mais ambiciosa e representativa de sempre da Volta a Portugal Feminina. É uma prova que reflete não só a evolução do ciclismo feminino no nosso país, mas também o empenho da Federação em promover igualdade, competitividade e excelência desportiva. Queremos continuar a dar palco ao talento, à superação e à inspiração que estas atletas representam. Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo Ler mais | Campeonato Nacional | Daniela Campos prolonga o domínio Créditos: FPC O percurso da Volta a Portugal Feminina Cinco etapas, com início no Porto e final em Póvoa de Santa Iria, marcam a corrida que se estende até ao próximo domingo, dia 6 de julho. 1.ª Etapa – 2 de julho Porto (Parque Oriental) → Esposende; 104,8 km | Desnível acumulado: 1250 m; Etapa rolante com chegada plana 2.ª Etapa – 3 de julho Vila Nova de Gaia → Águeda; 94,4 km | Desnível acumulado: 1200 m; Etapa plana com chegada ao sprint 3.ª Etapa – 4 de julho Aveiro → Pombal; 128,1 km | Desnível acumulado: 1920 m; Etapa rainha, com subida final nos últimos 6 km; 4.ª Etapa – 5 de julho Coruche → Loures; 103,4 km | Desnível acumulado: 1300 m; Etapa de média montanha com chegada em ligeira subida 5.ª Etapa – 6 de julho Marvila (Lisboa) → Póvoa de Santa Iria (Vila Franca de Xira); 89,1 km | Desnível acumulado: 1400 m; Etapa final com perfil ondulado e chegada em subida Ler mais | Raquel Queirós venceu a primeira Volta a Portugal Transmissão da prova Para além de “uma forte presença digital e ampla cobertura nos principais meios de comunicação”, a quinta edição da Volta a Portugal Feminina pode ser acompanhada, em todos os dias de competição, na SportTv (resumos diários), e na RTP2 (resumo final alargado). Créditos da fotografia de destaque: João Fonseca Photographer ### Campeonatos nacionais: Fim de semana coroado com surpresa em Itália  O fim de semana antes do início do Tour de France foi ocupado pelos Campeonatos Nacionais, como é hábito no calendário internacional. Filippo Conca foi protagonista de uma das melhores histórias do ano Ivo Oliveira triunfou nos Campeonatos Nacionais em Portugal, mas há mais atletas que ganharam o direito a usar a camisola do seu país durante o próximo ano: Tim Wellens, Jakob Omrzel e Dorion Godon foram alguns dos destaques do fim de semana. Ler mais | Campeonato Nacional | Ivo Oliveira sucede a Rui Costa Créditos: Sprint Cycling Filippo Conca foi a história do fim de semana  Depois de passar quatro anos entre a Lotto e a Q36.5, Filippo Conca não encontrou nenhuma equipa profissional para continuar a correr em 2025. Juntou-se ao Swatt Club, para continuar a perseguir o sonho de uma carreira no ciclismo.  Não encontrou sequer uma equipa Continental, mas o sonho foi mais forte e apontou aos Campeonatos Nacionais como grande objetivo da época. Depois de uma corrida tremenda, venceu um sprint reduzido onde o segundo lugar foi Alessandro Covi, da UAE Emirates XRG.  “Esperei muito por este dia desde Outubro, é um sonho tornado realidade, não tanto pelo resultado, mas pelo sofrimento que tive nos últimos meses. Estou muito orgulhoso de mim e de todos que são próximos de mim”.  Filippo Conca, campeão italiano de estrada https://twitter.com/Eurosport_IT/status/1939346842359066750 Tendo em conta o escalão da equipa, o Swatt Club não pode correr em corridas de categoria superior a .2 - o que significa que existe uma possibilidade de a camisola de campeão nacional ser vista poucas vezes este ano, a menos que Conca volte a dar o salto para a elite do ciclismo mundial. Domínio dos favoritos marcou os Campeonatos Nacionais Com exceção ao caso italiano, os campeonatos nacionais foram dominados pelos homens do WorldTour. Na Bélgica, Tim Wellens roubou a vitória a Remco Evenepoel. Na Eslovénia, Jakob Omrzel venceu o título, com apenas 19 anos, dias depois de ter ganho o Giro Next Gen.  Créditos: Luc Claessen / Getty Images Em França, Dorion Godon venceu um sprint reduzido para conquistar um dos títulos mais importantes do fim de semana de Campeonatos Nacionais. Iván Romeo, de 21 anos, triunfou em Espanha com quase 1:00 de vantagem sobre o segundo classificado.  Vale a pena destacar, ainda, a vitória de Danny Van Poppel nos Países Baixos, num tremendo sprint frente a Olav Kooij. Samuel Watson triunfou no Reino Unido e Soren Kragh Andersen destronou Mads Pedersen na Dinamarca.  Créditos: LNC/B.Bade Nos campeonatos nacionais femininos, destaque para as vitórias de Justine Ghekiere na Bélgica, Elisa Longo Borghini em Itália - o seu nono título nacional entre estrada e contrarrelógio - e Lorena Wiebes nos Países Baixos.  Ler mais | Campeonato Nacional | Daniela Campos prolonga o domínio Créditos: Dion Kerkhoffs/Cor Vos Contrarrelógio sem grandes surpresas Os destaques das provas de contrarrelógio vão, por motivos diferentes, para Espanha e Dinamarca: em terra de nuestro hermanos, a maior surpresa dos Campeonatos Nacionais – vitória de Abel Balderstone, um trepador da Caja Rural – Seguros SGA que, para referência, tinha feito 20º no esforço individual da Volta a Portugal em 2024.  Na Dinamarca, vitória de Mads Pedersen, marcada por um choque com um espetador depois do ciclista da Lidl – Trek passar a linha de meta. Felizmente, sem consequências graves.  https://twitter.com/lucasaganronald/status/1939106299184025684 Destacar, ainda, as vitórias de Filippo Ganna em Itália, Ethan Hayter e Zoe Backstedt no Reino Unido, e Bruno Armirail e Cédrine Kerbaol em França. Ler mais | Campeonato Nacional | António Morgado manda no contrarrelógio Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Campeonato Nacional | Ivo Oliveira sucede a Rui Costa Ourém foi o palco dos campeonatos nacionais no último fim de semana de junho. Ivo Oliveira triunfou num sprint contra Pedro Silva e sagrou-se campeão nacional pela terceira vez Domingo de muito calor, com a localidade de Ourém a sentir temperaturas acima dos 40 graus. Dia marcado por uma fuga que teve sucesso e coroou Ivo Oliveira (UAE Emirates XRG) com o segundo triunfo na prova de estrada dos campeonatos nacionais. Ler mais | Campeonato Nacional | Daniela Campos prolonga o domínio Créditos foto: UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo A corrida O campeonato nacional apresentava um percurso de 179,3 km, com início e fim em Ourém, e com muitas oportunidades para os 52 ciclistas que alinharam à partida criarem dificuldades aos rivais. Uma fuga de oito ciclistas, com alguns nomes fortes do pelotão nacional, saiu numa fase inicial. Três ciclistas juntaram-se pouco depois e na frente seguiam 11 corredores com boas perspetivas de discutir a corrida. À entrada da última volta do percurso, João Medeiros (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) atacou a partiu o grupo. Só outros dois seguiram na roda: Ivo Oliveira e Pedro Silva (Anicolor-Tien21). Rui Costa (EF Education - EasyPost), que defendia o título este ano, liderava a perseguição num pelotão que a certa altura aceitou que a vitória estava na frente e tirou o pé do acelarador. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Créditos foto: UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo A decisão caiu para Ivo Oliveira Na última subida, João Medeiros cedeu. Ivo Oliveira e Pedro Silva seguiram isolados até ao fim, onde discutiram a vitória num sprint a dois. O corredor da UAE Emirates XRG foi mais forte, e ganhou o terceiro título nacional, depois do contrarrelógio em 2020 e o campeonato de estrada em 2023. Pedro Silva foi segundo. João Medeiros foi o terceiro a cruzar a linha de meta, mas acabou desclassificado, e o último lugar do pódio foi ocupado por Diogo Gonçalves (Feirense-Beeceler). Domínio total da UAE nos elites masculinos, depois de António Morgado ter levado o título de contrarrelógio. Créditos foto: UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo Para Ivo Oliveira, é já a quarta vitória da temporada, depois de dois triunfos no Giro D'Abruzzo, e outro na Volta à Eslovénia. “Vinha a fazer a corrida para o meu irmão, era uma fuga dura, mas o objetivo era que o António e o Rui fossem ter à frente. Vinha com más sensações após a queda e, por isso, não colaborei tanto, tive que me defender como pude… Vinha com cãibras a faltar duas voltas, estava vazio e com dificuldades em ir na roda, se o Pedro tivesse atacado provavelmente teria ficado para trás” Ivo Oliveira, campeão nacional de ciclismo Ler mais | Eslovénia | Ivo restaura a honra dos Oliveira Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Ivo OliveiraUAE Team Emirates - XRG4:23:022Pedro SilvaAnicolor / Tien 21,,3Diogo GonçalvesFEIRENSE - BEECELER1:334Tiago AntunesEfapel Cycling,,5Hugo NunesCredibom / LA Alumínios / Marcos Car,,6Bruno SilvaTavfer-Ovos Matinados-Mortágua1:347Francisco CamposAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense2:548Rui OliveiraUAE Team Emirates - XRG4:139Fábio CostaAnicolor / Tien 21,,10André CarvalhoEfapel Cycling,, Foto de destaque:Créditos foto: UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo ### Campeonato Nacional | Daniela Campos prolonga o domínio Em Ourém, quatro atletas sprintaram pelo título, mas foi Daniela Campos a levar o segundo Campeonato Nacional da carreira em elites femininas. Calor abrasador, percurso duro e Daniela Campos a renovar o título de fundo no Campeonato Nacional. Não se pode dizer que seja uma surpresa, mas quem seguiu a prova sabe que a algarvia de Boliqueime teve que se aplicar perante a grande oposição das rivais. As elites femininas deram quatro voltas ao circuito de Ourém, num total de 90,8 km de extensão. Como tínhamos referido na antevisão destes Nacionais, a volta pequena era dura mesmo sem a subida ao Castelo de Ourém que os homens farão no domingo. A corrida masculina tem transmissão na RTP2 a partir das 15:20. Ler mais | António Morgado manda no contrarrelógio Título foi decidido ao sprint Numa prova muito movimentada viveu-se um final de desenlace incerto. A 10 km do final Daniela Campos, Ana Caramelo e Raquel Queirós tinha 0:20 segundos sobre Maria Martins e Liliana Jesus, que encostaram a 5 km. Após 2h33m59s de esforço, após Caramelo descolar do grupo, o título foi decidido ao sprint. Daniela Campos teve mais pernas do que Raquel Queirós (Atum General/Tavira/SC Farense) e Maria Martins (Canyon//Sram Zondacrypto). A algarvia renova o título por mais um ano, após a vitória em Santa Maria da Feira, em 2024. Ler mais | Antevisão da prova de elites masculinos Marta Carvalho bateu ao sprint Beatriz Roxo No mesmo pelotão das elites competiram masters e sub-23. As mais jovens deram três voltas ao circuito perfazendo 68,1 km. As atletas da equipa espanhola Cantabria Deporte-Rio Miera controlaram e Marta Carvalho bateu ao sprint Beatriz Roxo. Dobradinha para as colegas de equipa após 1h56m31s. O pódio ficou completo com a presença de Daniela Simão (Academia Efapel Ciclismo). ### Specialized lançou três novas rodas da família Roval Rapide  A Specialized lançou as novas Rapide CLX Sprint, Rapide CLX III e Rapide CL III.   Segundo a marca, até 90% do benefício aerodinâmico de uma roda de perfil alto provém da roda dianteira, e por isso, a Specialized empenhou-se em desenvolver “um sistema com perfil dianteiro alto e traseiro baixo, que minimiza o arrasto (graças à roda dianteira profunda) e poupa preciosos gramas”.  Apontam ainda para “uma melhoria na aceleração e a velocidade em subida (com a roda traseira mais baixa), tudo isto sem qualquer perda aerodinâmica significativa”. Ler mais | A Specialized lançou os novos S-Works Torch Remco Rapide CLX Sprint – "As Rodas Mais Rápidas para Sprintar" 1.395 gramas   63 mm à frente / 58 mm atrás  90% dos benefícios aerodinâmicos vêm da roda da frente   18 cm mais rápida num sprint de 250 m em comparação com as Rapide CLX II   Raios Aero Composite Roval by Arris: 20% mais resistentes, apenas 1,9 g por raio, sistema 96,6 g mais leve do que o equivalente em aço   Otimizado para pneus de 28 mm   Cubo Roval LF, mecânica interna DT Swiss 180 EXP 36T, rolamentos cerâmicos SINC  Rapide CLX III – "As Rodas de Estrada Mais Rápidas do Mundo" 1.305 gramas   51 mm à frente / 48 mm atrás   215 g mais leves do que as Rapide CLX II   90% dos benefícios aerodinâmicos vêm da roda da frente   Otimizado para pneus de 28 mm   Cubo Roval LF, mecânica interna DT Swiss 180 EXP 36T, rolamentos cerâmicos SINC   Raios Aero Composite Roval by Arris: 20% mais resistentes, apenas 1,9 g por raio, sistema 96,6 g mais leve do que o equivalente em aço. Ler mais | Specialized apresenta a nova gama de pneus 2025 Rapide CL III – "As Rodas de Estrada Mais Rápidas na Sua Categoria" 1.555 gramas   51 mm à frente / 48 mm atrás   Raios DT Swiss Competition Race, rolamentos em aço inoxidável   Cubo DT Swiss 350, sistema Star Ratchet, mecânica interna 36T, rolamentos em aço    Otimizado para pneus de 28 mm   Para quem procura aerodinâmica, estabilidade e proteção tubeless  Estas três rodas partilham mais do que um foco absoluto na vitória — partilham ADN e características comuns, fruto do desenvolvimento Made In Racing com os melhores ciclistas do mundo. Esteja à procura da roda de competição mais rápida e versátil ou de ganhar 18 cm logo na arrancada do sprint, temos a roda certa para qualquer necessidade do ciclista Specialized ### Campeonato Nacional de ciclismo de estrada na RTP2 Alvaiázere e Ourém organizam o Campeonato Nacional de ciclismo de estrada, que a RTP2 vai transmitir. Análise aos percursos por David Rosa. Sub-23 e elites masculinos vão ter a honra de verem as provas transmitidas, em direto, na RTP2, durante o Campeonato Nacional de ciclismo de estrada. É uma enorme notícia já que aumenta a participação do canal público na cobertura do evento e representa um triunfo da direção da FPC liderada por Cândido Barbosa. No último fim de semana de junho Alvaiázere recebe as provas de contrarrelógio (dia 27), enquanto em Ourém decorrem as corridas de fundo (dias 28 e 29). Em 2024, a RTP Play transmitiu os elites masculinos, mas o TopCycling confirmou com a FPC que este ano os diretos são na RTP2, chegando ao grande público. No início das emissões de sábado e de domingo também haverá resumos das provas realizadas na véspera ou nessa manhã. Na RTP Play todos os resumos ficarão disponíveis. Confiram os horários dos diretos: Sábado | 28 de junho | 15:45 – 16:55 | Prova em linha de Sub-23 masculinos (inclui resumos dos contrarrelógios) Domingo | 29 de junho | 15:20 – 17:10 | Prova em linha de Elites masculinos (inclui resumos das provas em linha femininas e paraciclismo) Foto: FPC Dominar o terreno duro e aguentar o calor Os primeiros títulos entregam-se na sexta-feira em Alvaiázere, zona conhecida pelo calor seco e altas temperaturas. O contrarrelógio dos elites masculinos tem 25,1 km e não é fácil. Zonas de sobe e desce à partida e à chegada; o miolo da prova favorece os puros especialistas. Elites femininas e sub-23 masculinos têm 22,2 km com menos dureza, já que fazem a reta em direção a Tomar – segmento de ida e volta – sem dificuldades até à entrada em Alvaiázere. Aí todas as categorias apanham uma subida nos últimos 4 km. Quem sair campeão nacional de Alvaiázere terá que dominar o terreno duro e aguentar o calor típico da zona. Acumulado ronda 2500-3000 m A região Centro sucede a Santa Maria da Feira, que recebeu os Nacionais de 2024, ano em que a Vuelta a Espanha viu Wout Van Aert ganhar em Ourém. Para o Campeonato Nacional o percurso muda, embora repitam a vertiginosa passagem pelo Escandarão, em direção a Ourém. A volta grande ronda os 1500 m de desnível positivo acumulando, enquanto o circuito de Ourém não chega a 500 m. O acumulado ronda 2500-3000 m para elites masculinos, 2000-2500 m para sub-23 masculinos e 2000 m para elites femininas.  Elites masculinos 174,5 km (volta grande + 3 voltas ao circuito de Ourém) Elites femininas 90,8 km (4 voltas ao circuito de Ourém) Sub-23 masculinos 145,8 km (volta grande + 2 voltas ao circuito de Ourém) Foto: Igor Martins David Rosa analisa os percursos ao pormenor David Rosa é diretor nacional de BTT, CX e Gravel, e nativo de Fátima. Junto com o coordenador técnico nacional, Sérgio Sousa, marcou os percursos e conhece-os de cor. Tomando a prova dos elites masculinos como exemplo, o antigo mountain biker olímpico alerta para a dura entrada. "É uma zona pautada pela quase ausência de plano, com muitos topos. A volta grande é muito irregular, mas não excessivamente dura. À saída de Ourém está a subida para Alburitel; é melhor aquecer nos rolos porque entra logo a seco no percurso. Quem quiser atacar tem aí uma rampa de lançamento, depois descem um pouco e entram num terreno com opções para esticar a corrida, fazer a ponte para a fuga ou continuar a tentar se ainda não houver fuga." David Rosa ao TopCycling. Passando os primeiros 40 km o pelotão vai volta à zona do Escandarão, onde a Vuelta passou a 80 km/h. Antes de Ourém viram à direita em direção à Atouguia – entre Ourém e Fátima – para passarem duas subidas fulcrais. "Aí está a subida da igreja, continuam a subir e há um corte à esquerda numa descida íngreme onde a colocação é chave porque é a descida é técnica. Entrando na estrada Ourém-Alvega aparece o ex-libris do percurso, onde fiz muitas séries: uma rampa de 1 km a 14 % que passas a 20 km/h no máximo. Após a subida de Alvega há cerca de 1500 m de desnível positivo acumulado; fiz os dois circuitos e a sensação é que parece que já tens 2500 m nas pernas porque a altimetria da zona é enganadora. Daí até Ourém é sempre em falso plano ou a descer." David Rosa ao TopCycling. Rui Costa e Daniela Campos venceram os títulos de elites em 2024.Foto: A.S.O. Charly Lopez Subida ao Castelo de Ourém tem truque Após entrarem em Ourém, para darem três voltas ao circuito final, há dois momentos de dureza: a subida ao castelo na abordagem à meta e o início da volta. Explica David Rosa que a subida ao Castelo de Ourém tem truque. "A primeira parte do circuito é a mais técnica, ao estilo das clássicas belgas, com estrada estreita e sinuosa. Em Ourém, passam na rotunda do Intermarché, onde caiu o Jonathan Narvaéz, e espera-se um pelotão já fragmentado. Passam a ponte e têm que se colocar para a subida; viram à direita em direção ao castelo, mas não fazem a subida tradicional pela Carapita, mas ao lado da Mulher Morta, mais dura que a tradicional e que vai dar à estrada do castelo. É uma subida com pouco mais de 2 km muito seletivos. Daí haverá cerca de 5 km até à meta, com zonas que passas a 70 km/h, o que dará cerca de seis minutos até ao final. A chegada não é em descida; há um topo e uma reta." David Rosa ao TopCycling. É preciso ainda ter em conta o início da volta, que passa de terreno plano a um sobe e desce com duas rampas propícias a ataques. O pelotão feminino passa aí, mas não faz a subida ao castelo porque a parte inicial do circuito tem dureza suficiente. Após passarem a Lagoa do Furadouro chegam ao Candeiro. É uma zona alta, ventosa, logo, ideal para abanicos. Daí o pelotão corta para o Casal Branco, estrada estreita com curva e contracurva onde a colocação é importante. Como nota final, David Rosa alerta os que pretendem gerir a prova desde o pelotão. "Se houver uma equipa forte a controlar, mas dentro do circuito houver um grupo com um minuto de vantagem, dificilmente apanham o grupo por ser difícil organizar a perseguição." David Rosa ao TopCycling. Programa dos Campeonatos Nacionais 27 junho | Alvaiázere | Contrarrelógio 14h00 | Paraciclismo 14h45 | Femininas 15h40 | Sub-23 masculinos 16h10 | Elites masculinos 28 junho | Ourém | Prova de fundo 09h30 | Master e elites femininas 14h30 | Sub-23 masculinos 29 junho | Ourém | Prova de fundo 09h00 | Paraciclismo 11h30 | Elites masculinos ### Campeonato Nacional | António Morgado manda no contrarrelógio António Morgado bateu Rafael Reis e Ivo Oliveira na batalha contra o cronómetro no Campeonato Nacional. Confere os restantes resultados. António Morgado voltou a dominar o Campeonato Nacional de contrarrelógio e após estrear-se como elite em Santa Maria da Feira, em 2024, repetiu a dose em Alvaiázere. O corredor da UAE Emirates fez média de 48,27 km/h, num percurso duro de 25,2 km e em dia de muito calor na região Centro. Natural de Salir do Porto, o Bigode Voador correu em casa superando o dominador do panorama nacional, Rafael Reis (Anicolor-Tien 21), por 0:27 e Ivo Oliveira por 1:37. Num percurso de ida e volta, foi no regresso a Alvaiázere que se decidiu o título. No intermédio já Morgado tinha 0:10 segundos sobre Rafael Reis e a partir daí consolidou a liderança. Pódio elites masculinos (contrarrelógio) 1.º António Morgado (UAE Emirates XRG) 31´12´´870 2.º Rafael Reis (Anicolor-Tien 21) 31´40´´194 (+0:27) 3.º Ivo Oliveira (UAE Emirates XRG) 32´50´´613 (+1:37) Ana Caramelo (ao centro) e o pódio das elites femininas.Foto: FPC Alvaiázere consagrou mais três campeões Além dos elites masculinos, Alvaiázere consagrou mais três campeões esta sexta-feira, 27 de junho. Em elites femininas Ana Caramelo (Matos Mobility-Flexaco-Ihs ) venceu com o tempo de 33´46´´171, sucedendo a Daniela Campos. Caramelo venceu, mas não será considerada campeã nacional, já que com três elites em prova não se cumpriu o mínimo de cinco atletas definido pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Beatriz Roxo com o maillot de campeã nacional sub-23.Foto: FPC Vitória clara de Beatriz Roxo Também se atribuíram títulos nas categorias sub-23. Lucas Lopes (Radio Popular/Paredes/Boavista) bateu Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) por 1:00 e Duarte Domingues por 1:44s. O campeão da Volta a Portugal do Futuro e melhor português da Volta a França do Futuro da passada época continua a fazer uma época de afirmação. Nas mulheres sub-23, vitória clara de Beatriz Roxo (Cantabria Deporte-Rio Miera). A gaiense fez 33´28´´606 – mais rápida até que a campeã de elites Ana Caramelo – e colocou Raquel Dias (Team Farto-Kiroot) e Daniela Simão (Academia Efapel Ciclismo) a mais de 2:00. Lucas Lopes junta o título de contrarrelógio à Volta a Portugal do Futuro.Foto: FPC ### Novos sapatos Shimano Gravity MTB A Shimano anunciou os novos sapatos Gravity MTB que oferecem performance de nível profissional para uma condução e competição mais agressivas incluindo o novo modelo GE900HS, pensado para ciclistas e competidores exigentes. A Shimano também oferece um desempenho de elite num design específico para mulher com os GE900W, enquanto que os GE900GTX introduzem a proteção para todas as condições meteorológicas sem comprometer o controlo na bicicleta. A completar a coleção estão os GF800 e GF800W, concebidos para ciclistas que procuram um melhor controlo, com um design confortável e durável. Ler mais | A Shimano renovou a gama de sapatos de XC, com Tecnologia S-PHYRE Shimano GE900HS Desenvolvidos, segundo a Shimano, para proporcionar controlo absoluto e confiança total em terrenos técnicos, os GE900HS são a escolha de eleição para ciclistas de enduro e downhill ao mais alto nível — ou para quem gosta de ultrapassar os seus limites nos trilhos. A nova construção em pele sintética, em conjunto com o aperto BOA Li2, oferece um ajuste preciso e seguro, mantendo os pés bem fixos nas curvas apertadas e nas descidas rápidas e exigentes. A entressola FORCE CONTROL, com um aumento de 25% na rigidez da espuma EVA, assegura maior estabilidade e rigidez torcional, criando uma base sólida para aplicar potência nos pedais e controlar a bicicleta em terrenos acidentados. Sapato Gravity compatível com SPD para atletas de downwill de topo: ideal para downhill eenduro competitivo, onde cada décimo de segundo conta; Rigidez e estabilidade superiores: entressola reforçada com nylon e fibra de carbono, maisrígida do que o modelo GE900 padrão; Sola ULTREAD GE: otimizada para enduro, garante excelente tração em secções escorregadias ezona SPD estendida para encaixe rápido; Sistema BOA® com ajuste micrométrico: aperto BOA Li2 mais compacto com ajuste duplo epassadores têxteis discretamente integrados; Design reforçado: gola do tornozelo impede a entrada de detritos e o cabedal em pele sintéticaperfurada é resistente e de secagem rápida. Especificações técnicas: Peso: 436 g (tamanho 43) Cor: Branco e Preto Índice de Regidez : 8 Tamanhos: 38-48 PVPr: €219.95 Shimano GE900W A referência da Shimano no segmento gravity para mulheres, os GE900W incluem uma entressola TORBAL 2.0, que permite movimento torcional do calcanhar, mantendo a liberdade de movimento eassegurando conforto, fluidez e controlo da bicicleta. A sola ULTREAD GE, optimizada para enduro, oferece excelente tração em trilhos escorregadios e inclui um canal moldado para contacto firme com o pedal, mesmo quando não está encaixado. Especificações técnicas: Peso: 438 g (tamanho 43) Cor: Azul Índice de Regidez: 7 Tamanhos de Senhora: 36-44 PVPr: €219.95 Shimano GE900GTX Desenvolvidos para enfrentar o frio e a chuva sem sacrificar a eficiência de pedalada, os GE900GTX combinam um cabedal com membrana impermeável GORE-TEX e uma zona elástica no tornozelo quebloqueia os elementos externos. A estrutura da entressola permite movimento torcional do calcanhar, oferecendo maior conforto e controlo, ideal para quem explora trilhos remotos, passeios de longa distância ou para construtores de trilhos dedicados. Especificações Técnicas Peso: 464 g (tamanho 43) Cor: Preto e Castanho Nível de Regidez: 7 Tamanhos: 38-48 PVPr: €239.95 Shimano GF800 e GF800W Pensadas para longas descidas e para reduzir a fadiga nos pés, os GF800 e GF800W (versão feminina)oferecem controlo total em terrenos técnicos e acidentados. A nova placa reforçada FORCE CONTROL evita o colapso do arco plantar, enquanto a entressola com tecnologia TORBAL 2.0 mantém a flexibilidade lateral necessária para máxima destreza. O cabedal em pele sintética seca rapidamente e protege contra as intempéries, enquanto o sistema BOA melhorado garante um ajuste seguro e confortável. Especificações Técnicas Peso: 396 g (tamanho 43) Cor: Preto/Amber, Branco Women’s Color: Preto/Amber Nível de Rigidez: 4 Tamanhos: 38-48 Tamanhos Senhora: 36-44 PVPr: €219.95 ### Nova Trek Checkpoint ALR Gen 3 | Bicicleta de Gravel acessível A marca de Waterloo acaba de lançar a nova Trek Checkpoint ALR Gen 3, uma bicicleta de gravel que promete combinar versatilidade, conforto e resistência, agora com um quadro de alumínio redesenhado. Com muitas das características da versão em carbono, esta nova geração foi pensada para quem procura uma bicicleta gravel todo-o-terreno a um preço mais acessível, mas sem abdicar da qualidade de construção que a marca norte-americana já nos habituou. Quadro em alumínio com inspiração na versão em carbono O coração da nova Trek Checkpoint ALR Gen 3 é um quadro em alumínio, que segundo a marca foi desenvolvido para garantir equilíbrio entre durabilidade e reatividade. Como habitualmente nesta gama de bicicletas, a forqueta em carbono, incluída de série, ajuda a reduzir as vibrações nos percursos mais exigentes, contribuindo para o conforto e controlo em terrenos mistos. Segundo a Trek, a geometria "Gravel Endurance" — semelhante à da versão SL em carbono — foi desenhada para oferecer uma posição de pedalada mais confortável, com um alcance mais curto e uma altura maior entre o eixo pedaleiro e o tubo superior. Pneus até 50 mm Um dos pontos mais relevantes nesta nova geração é a maior capacidade para receber pneus mais largos, sendo agora compatível com medidas até 50 mm (ou 29x2,0"), o que amplia a capacidade da bicicleta enfrentar terrenos mais técnicos e difíceis. Para quem gosta de personalizar ou adaptar a bicicleta a diferentes tipos de utilização, esta nova Checkpoint ALR inclui uma vasta gama de suportes: é possível instalar bolsas no quadro, porta-bagagens, guarda-lamas e até múltiplos suportes para bidões — ideal tanto para quem faz bikepacking como para quem a utiliza em deslocações urbanas. Compatível com suspensão dianteira e espigão telescópico Outro aspeto interessante é a compatibilidade com suspensão dianteira e com espigão telescópico, o que permite montar um setup mais agressivo e técnico — uma mais-valia para quem explora trilhos com maior inclinação ou zonas mais técnicas. Disponibilidade e preços Para veres a gama completa, pontos de venda, disponibilidade e preços, acede aqui ao site da marca em Portugal: www.trekbikes.com/pt ### A Shimano renovou a gama de sapatos de XC, com Tecnologia S-PHYRE A Shimano apresentou uns Sapatos de BTT Cross-Country com Tecnologia S-PHYRE. A nova gama de sapatos XC, inclui o novo modelo de competição feminino S-PHYRE XC903W. De acordo com a Shimano, esta nova linha oferece o máximo conforto e desempenho, incorporando a reconhecida tecnologia e estilo S-PHYRE a um preço mais acessível. Segundo a marca, os modelos redesenhados garantem um ajuste perfeito e construção melhorada, oferecendo mais durabilidade e controlo em trilhos. Ler mais | A Shimano lançou o NOVO GRX Di2 1x12v wireless Shimano S-Phyre XC903W Desenvolvidos para ciclistas de cross-country e ciclocrosse de elite, os Shimano S-Phyre XC903W garantem conforto durante todo o dia e segurança total do pé, proporcionando uma pedalada mais eficiente nas provas mais exigentes. Estes sapatos XC premium e leves têm as mesmas características de alto desempenho do modelo XC903, mas com uma forma anatómica adaptada à morfologia feminina, para maior conforto e estabilidade. Sistema BOA® Ajustado para Competição: Dois apertos BOA Li2 de perfil baixo permitemmicroajustes rápidos e precisos, com o disco inferior protegido contra impactos; Ajuste Seguro: A estrutura do calcanhar com estabilização anti-torção garante umposicionamento seguro mesmo em arranques explosivos ou cadências elevadas; Respirabilidade: Orifícios de ventilação de tamanhos variados na parte superior aumentam acirculação de ar e permitem uma melhor adaptação a diferentes formatos de pé; Tração Máxima: A sola de borracha SHIMANO ULTREAD XC, leve e com padrão técnico, ofereceexcelente aderência em terrenos escorregadios; Transferência de Potência Otimizada: A sola de carbono rígida e de baixo perfil estabiliza o pé para um desempenho consistente durante todo o dia. Especificações Técnicas: Peso: 304 g (tamanho 43) Cor: Branco Nível de Rigidez: 11 Tamanho Senhora: 36-44 PVPr: €379.95 Shimano XC703 e XC703W Os modelos XC703 e XC703W (específico para mulher) são sapatos de competição preparados para trilhos, otimizados para conforto e performance. A sola intermédia reforçada com carbono de perfil baixo estabiliza o pé para uma pedalada mais eficaz. A sola de borracha ULTREAD da Shimano proporciona tração excecional em terrenos difíceis, enquanto a estrutura superior sem costuras oferece conforto e ajuste perfeitos. Os discos BOA L6 duplos permitem ajustes de precisão, com o disco inferior protegido por uma cobertura contra impactos. Especificações Técnicas: Peso: 322 g (tamanho 43) Cor: Preto, Prata, Roxo Cor Senhora: Preto Nível de Rigidez: 9 Tamanhos: 38-50 Tamanho Senhora: 36-44 PVPr: €229.95 Shimano XC503 e XC503W Leves, rígidos e prontos para competir, os XC503 e XC503W oferecem desempenho e conforto na gama média. A sola intermédia em nylon reforçado com carbono (com materiais reciclados) está integrada à parte superior para uma pedalada estável e transferência máxima de potência. O sistema BOA L6C com aperto em borracha e proteção contra impactos permite ajustes rápidos e seguros. Especificações Técnicas Peso: 310 g (tamanho 43) Cor: Preto, Bege, Azul Cor Senhora: Preto, Bege Nível de Rigidez: 7 Tamanhos: 40-48 PVPr: €169.95 EUR Shimano XC302 e XC302W Inspirados nos modelos topo de gama da Shimano, os XC302 e XC302W são sapatos de excelente relação qualidade/preço, ideais para BTT e competição. Incluem um novo posicionamento do aperto BOA com proteção e uma estrutura de atacadores revista, oferecendo maior estabilidade e transferência de potência. Ajuste confortável tipo "luva" e sola aderente para conforto dentro e fora da bicicleta. Especificações Técnicas Peso: 308 g (tamanho 43) Cor: Preto, Cinza, Castanho Cor Senhora: Preto, Azul Nível de Rigidez: 5 PVPr: €119.95 Shimano XC102 e XC102W Versáteis e acessíveis, os XC102 e XC102W são sapatos de entrada para ciclismo indoor e outdoor. A solaintermédia de nylon de perfil baixo é confortável, rígida o suficiente para boa transferência de potênciae permite caminhar confortavelmente fora da bicicleta. Com um visual moderno, são ideais para quem procura um bom primeiro par. Especificações Técnicas Peso: 313 g (tamanho 43) Cor: Preto, Verde Cor Senhora: Preto, Azul Nível de Rigidez: 5 Tamanhos: 40-48 Tamanhos Senhora: 36-44 PVPr: €99.95 Shimano RC503 e RC503W A Shimano também apresentou os novos RC503 e RC503W, sapatos de estrada de gama média comtecnologia de competição. Leves e respiráveis, proporcionam conforto e ajuste superior. A sola intermédia em nylon reforçado com carbono (com materiais reciclados) oferece a rigidez e estabilidade exigidas numa performance de alto nível. Especificações Técnicas Peso: 254 g (tamanho 43) Cor: Preto, Branco, Azul Cor Senhora: Preto, Branco, Azul Nível de Rigidez: 8 Tamanhos: 38-48 PVPr: €159.95 ### FOX lança primeira suspensão invertida Podium A FOX anunciou a primeira suspensão invertida da marca californiana Podium, desenvolvida com foco no verdadeiro Enduro e bicicletas elétricas Full-Power. Esta suspensão invertida foi concebida para extrair o máximo absoluto do cartucho GRIP X2, com todos os ganhos possíveis em suavidade ao longo do curso e com uma rigidez estrutural dianteira que inspira confiança. Ler mais | FOX apresenta dois novos amortecedores FLOAT X2 e DHX2 Rigidez frontal A maior vantagem da Podium face a qualquer outra suspensão de coroa simples é a sua rigidez frontal. A combinação entre os tubos superiores de 47 mm sobredimensionados e uma coroa maciça, desenvolvida com design generativo, cria a base para o chassi mais rígido possível, a roçar a rigidez de uma FOX 40. Podium: Os tubos superiores da Podium têm mais 9 mm de diâmetro do que as bainhas da FOX 38. FOX 38: O design tradicional das suspensões baseia-se em bainhas superdimensionadas para garantir rigidez geral. Eixo de grande diâmetro Um dos problemas das suspensões invertidas no passado foi na rigidez torsional (ou rigidez à torção da direção), porque não existe uma ponte a ligar as pernas da suspensão. Nesta suspensão, Fox a integrou a rigidez torsional noutras partes da suspensão. A coroa sobredimensionada resolve esta questão na parte superior, pelo que o próximo passo lógico para aumentar a rigidez foi o ponto onde as pernas se unem na parte inferior. Ao utilizar um eixo Boost DH em aço personalizado, de 20x110 mm (no lugar do eixo de liga padrão de 15x110 mm que normalmente se encontra nas suspensões de coroa simples), a FOX alcançar a rigidez torsional ideal para a Podium.Esta solução foi validada através de testes extensivos e cegos realizados por engenheiros e atletas. Sobreposição de casquilhos Os casquilhos revestidos em Teflon fazem a interface entre as bainhas e o monocoque da suspensão. Existem dois casquilhos em cada perna, totalizando quatro numa suspensão. A expressão “sobreposição dos casquilhos” refere-se à distância entre o casquilho superior e inferior em cada lado. Quando a suspensão recebe um impacto no plano frontal (como ao passar por um obstáculo no trilho), essa força de flexão é transmitida através dos casquilhos. A configuração invertida do chassis permitiu projetar a Podium com uma sobreposição massiva de 175 mm nos casquilhos. Isto representa 32% mais sobreposição do que a FOX 38 e até 7% mais do que a suspensão de downhill FOX 40 de 200 mm de curso. Veio do ar GlideCore Quando uma suspensão trabalha de forma dinâmica, essa força de flexão é transmitida ao conjunto do veio do ar no interior da bainha.Uma força suficientemente grande, como embater numa pedra ou raiz a alta velocidade, pode fazer com que o veio do ar tenha mais fricção (ou fique preso) ao interior da bainha enquanto a suspensão comprime durante o seu curso. O veio de ar GlideCore foi construído com flexibilidade lateral, permitindo que se adapte com estas cargas de flexão, em vez de as resistir. Ao ser um veio flutuante, o pistão pode mover-se com a suspensão e mantém-se alinhado quando sujeito a cargas de flexão provenientes de qualquer direção. Menos tensão no conjunto do veio do ar significa menos forças de reação sobre o pistão e o casquilho do veio. Menos forças de reação traduzem-se em menos atrito nestas interfaces. O mesmo material, borracha nitrílica (Nitrile Butadiene), que confere complacência lateral ao GlideCore, também oferece complacência axial, comprimindo-se ligeiramente na vertical antes que o próprio veio do ar comece a atuar. Cartucho Grip X2 O desempenho da suspensão da Podium é alimentado pelo premiado cartucho GRIP X2, configurado especificamente para oferecer maior suporte em compressão. Dada a rigidez e suavidade excecionais da Podium, foi adicionado damping extra em compressão paracompensar o menor atrito do chassis. Os ciclistas com o GRIP X2 beneficiam de uma posição mais alta no curso da suspensão, mantendo os pneus colados ao chão. Isto traduz-se numa aderência superior em curva e numa confiança acrescida para explorar os limites, seja em corridas de enduro ou em eMTBs de alta potência, reduzin- do significativamente a fadiga nas mãos e braços. Casquilhos mais próximos do eixo Grande parte do ganho de desempenho deve-se à distância mais curta entre o casquilho inferior da suspensão e o eixo. Numa suspensão tradicional, essa distância é fixa. Numa suspensão invertida, à medida que esta comprime ao longo do curso, o eixo aproxima-se do casquilho inferior, o que reduz a alavanca de flexão exercida. O resultado é uma sensação de suavidade crescente à medida que a suspensão entra mais fundo no curso. Imersão total em óleo Nas suspensões tradicionais, o óleo de lubrificação apenas chega à altura dos retentores e faz a lubrificação das esponjas quando a suspensão está em funcionamento. Na suspensão invertida Podium, o óleo de lubrificação é puxado pela gravidade para baixo, lubrificando constantemente os retentores internos. Outra vantagem deste sistema é que, graças à gravidade, os detritos tendem a cair para longe dos retentores, reduzindo significativamente o risco de contaminação. Massa não suspensa A massa não suspensa inclui tudo o que está abaixo do veio do ar e do cartucho da suspensão. Numa suspensão convencional, essa massa inclui a roda, o pneu, o travão dianteiro e o monocoque da suspensão. Numa suspensão invertida, o monocoque mais pesado passa a estar no topo (como as bainhas), o quereduz significativamente a massa não suspensa. Menos massa requer menos força para se mover em qualquer direção, o que significa que a suspensão responde de forma mais sensível e mais ativa, tanto na compressão como no retorno (rebound). As proteções das bainhas em fibra de carbono de cobertura total da Podium Factory Series não só mantêm a massa não suspensa no mínimo, como também protegem as bainhas com revestimento Kashima contra danos externos. ### A Specialized lançou os novos S-Works Torch Remco A Specialized apresentou os novos S-Works Torch Remco, os sapatos mais leves do pelotão, com apenas 148,2g. 3 gramas mais leves do que o concorrente mais próximo. O seu design minimalista apresenta uma construção superior simplificada, uma sola de carbono reduzida e um único aperto BOA Li2. Body Geometry, desenvolvido para o rendimento Os novos S-Works Torch são baseados na nossa nova forma Body Geometry e reduzem a pressão no antepé em 44%, proporcionando suporte equilibrado, conforto e transferência de potência. A tecnologia Body Geometry ajuda a eliminar problemas comuns como dormência no antepé, sensação de “pé quente”, colapso do arco plantar, dores no joelho e instabilidade — problemas que comprometem a potência, a eficiência e a resistência, além de aumentarem o risco de lesão. Estes benefícios do Body Geometry não só tornam o sapato de 148,2 gramas, como também o tornam confortável. O que há de novo:  Uma construção superior simplificada com malha de camada única, TPU e um único aperto BOA® Li2 permite uma redução de 51,1g, maximizando o ajuste e a transferência de potência.  Um suporte de calcanhar de perfil baixo, simétrico e injetado em nylon que proporciona um suporte equilibrado e firme para esforços intensos fora do selim e sem peso adicional.  Seis anos de estudos sobre a rigidez da sola permitiram à equipa de Human Performance encontrar o nível exato de rigidez necessário para a máxima transferência de potência. A redução da placa de carbono com reforços de nylon injetado permite poupar 14g, mantendo a rigidez e a eficiência. Testado por Remco no Tour Remco Evenepoel usou o protótipo final dos S-Works Torch Remco em cinco etapas chave de montanha no seu Tour de France de estreia, incluindo subidas exigentes como o Col du Galibier e o Pla d’Adet. O sapato tornou-se um símbolo do esforço por detrás da sua performance e da colaboração com a equipa de calçado da Specialized. “É incrível pensar que, no meu primeiro Tour de France, corri cinco etapas com um protótipo de sapato. Mas confiei na equipa da Specialized e sabia que o que criámos juntos era digno de ser testado no Tour. Foi uma boa sensação correr com eles e o peso dos sapatos permitiu-me transportar mais água sem penalização de peso, ajudando-me a atacar nas montanhas como nunca antes.” Remco Evenepoel ### A Shimano lançou o NOVO GRX Di2 1x12v wireless A Shimano anunciou os novos componentes GRX Di2 1x12v wireless destinados ao gravel, oferecendo agora opções mecânicas e eletrónicas em configurações 1x12v e 2x12v. Inspirado no sucesso do cockpit wireless dos grupos 2x12v de estrada e gravel e com a tecnologia sem fios do XTR M9200, o GRX RX827 chega, segundo a Shimano, para redefinir o gravel. Ler mais | Shimano lança novos Deore XT Di2 e Deore Di2 | Tecnologia sem fios para todos os níveis GRX RX827 O GRX RX827 foi concebido para estar próximo do ciclista, oferecendo a liberdade de escolha. Sem requisitos especiais de quadro, pode ser facilmente instalado em qualquer bicicleta de gravel, permitindo atualizar a bicicleta com a mais recente tecnologia. Centrado em torno da mudança traseira sem fios RD-RX827, o GRX 1 x 12 vel. proporciona aos ciclistasde gravel, uma gestão precisa da corrente e mudanças. Características SHIMANO GRX 1 x 12vel. Plataforma Di2 sem fios - Concebido para a máxima fiabilidade, o sistema Di2 sem fios oferececomutações rápidas e precisas e compatibilidade com todas as mudanças wireless Shimano de 12velocidades (GRX, DURA-ACE, ULTEGRA, SHIMANO 105 Di2, bem como modelos XTR e DEORE XTDi2); Transmissão robusta para gravel - design inspirado na linha Di2 para BTT da Shimano, a mudança traseira RX827 apresenta o mesmo design de baixo perfil, bateria protegida e função de recuperação automática de impactos; Ergonomia redefinida - Maior aderência, design limpo do cockpit e personalização para um manuseamento e conforto de excelência; Versatilidade ampliada - As opções adicionais de componentes GRX permitem aos ciclistas otimizar o desempenho com base no terreno, estilo e preferências pessoais. Comutação wireless GRX A nova transmissão GRX de 1 x 12 velocidades combina a mudança traseira sem fios RD-RX827 com asmanetes de controlo duplo RX825 Di2, o pedaleiro FC-RX820, os travões e a cassete XT 10-51D. Esta combinação proporciona o desempenho Di2 caraterístico da Shimano num pack robusto de 1 x 12 velocidades. Os ciclistas podem escolher entre Rodas Pedaleiras 40D ou 42D e combiná-las com as cassetes MICRO SPLINE 10-51D da Shimano. Da mesma forma, a RX827 oferece uma opção eletrónica para bicicletas de montanha/aventura com hastes de estrada que utilizam cranques de montanha. Mudança Traseira Shimano Shadow ES A mudança traseira GRX RX827, com a nova tecnologia Shimano Shadow ES, é oferecida numa únicaespecificação com caixa super longa SGS e foi construída para durabilidade e funcionalidade. A mudança apresenta um design em cunha de baixo perfil e a unidade estabilizadora da corrente funde-se no corpo para minimizar a exposição a impactos. Ao eliminar as arestas afiadas da mudança, esta consegue evitar mais facilmente aos obstáculos e lidar com a maioria dos impactos quando o terreno se torna mais acidentado. A estrutura de elos largos, o design da placa antiderrapante e a roldana mais sólida aumentam aindamais a capacidade de sobrevivência do corpo do desviador, garantindo desempenho em condições difíceis e lamacentas. RD-RX827 – Mudança traseira Wireless Tecnologia Shimano Shadow ES; Construção sólida das roldanas; Bateria recarregável e amovível (Alcançe 700km a 1,000km dependendo das condições); Caixa super-longa RD-RX827 SGS para cassetes 12Vel.10-51D; 449 gramas. Novas adições para haste Gravel A novidade para o GRX 1 x 12 velocidades é a adição da manete de travão para disco hidráulico BL-RX825-L. Esta manete só para travão oferece a mesma excelência ergonómica das manetes RX825 Dual Control da Shimano, incluindo coberturas de repousa-mãos elevadas com superfícies estriadas e alavancas de travão antiderrapantes, contudo não existe quaisquer botões de mudança electrónicos para esta opção de configuração 1x ser mais leve e simples. BL-RX825-L - Manete de travão de disco hidráulico 1x opção de manete de travão para 12 vel.; Ergonomia da manete de travão e do repousa-mãos para Gravel; Revestimento antiderrapante na superfície da alavanca de travão 19,5 grs mais leve (188 grs para a BL-RX825-L vs 207,5 grs para aST-RX825-L). Comutação versátil - Funções avançadas botão DI2 Quer utilize a nova manete de travão BL-RX825-L ou um par de manetes GRX ST-RX825 DUAL CONTROL ,a Shimano GRX de 1 x 12 velocidades oferece uma variedade de possibilidades de mudanças graças aosbotões personalizáveis Di2. Como nas gerações anteriores, as manetes GRX RX825 DUAL CONTROL possuem três botões Di2 - dois botões estão localizados nas alavancas de mudanças, enquanto um terceiro botão se encontra no interior do repousa mãos. As manetes RX825 também permitem instalar botões de mudanças acessórios, que podem ser colocados em várias zonas da haste de guiador para opções adicionais. A cada botão Di2 mencionado acima podem ser atribuídas várias funções, incluindo a comutação damudança traseira, o controlo de luzes e ciclocomputadores compatíveis, ou pode ser utilizado como umbotão de função remota para a mudança traseira. Com esta última opção, os ciclistas podem fazer ajustes nas mudanças sem tirar as mãos do guiador. Rodas TLR Alumínio SHIMANO RX180 Com os componentes GRX 1 x 12 Di2 para gravel, a Shimano apresenta também um novo conjunto de rodas de alumínio para gravel, de baixo custo, concebidas para proporcionar uma resistência e fiabilidade em qualquer situação. As novas rodas de alumínio RX180 são tubeless-ready e apresentam uma largura de aro interno de 25 mm, suportam pneus entre 32 mm a 50 mm de largura. O conjunto de rodas também incorpora um cubo que permite a fácil conversão entre os cepos MICRO SPLINE e HG para instalar transmissões Shimano simples e duplas e opções de cassetes de 10, 11 e 12 vel. Rodas TLRWH-RX180-TL-700C Cepo substituivel – trocar entre MICRO SPLINE e opções HG L; Largura do Aro 25mm; Peso: 2105 gramas com cepo HG || 2113 gramas com cepo MICRO SPLINE. ### João Almeida entra para a história do ciclismo mundial!  João Almeida tornou-se no mais recente membro do “Clube das três” - lote restrito de ciclistas que venceram, no mesmo ano, três das maiores sete corridas de uma semana País Basco, Romandia e Suíça foram as batalhas ganhas por João Almeida, para se juntar a Bradley Wiggins e Sean Kelly no topo do ciclismo mundial.  O português juntou-se aos antigos vencedores do Tour de France e da Volta à Espanha: são os únicos, na história do ciclismo mundial, a vencer três das big-7 na mesma temporada. Foto: Sprint Cycling Agency Vitórias espelham o espírito de João Almeida A temporada começou com as vitórias a escapar a João Almeida. Chegou a fazer melhor que Jonas Vingegaard no Alto da Foia, mas fechou segundo no Algarve, depois de já ter feito o mesmo em Valência.  O primeiro triunfo do ano chegou no Paris-Nice, outra vez sobre Vingegaard, na quarta etapa, mas o português perderia minutos num corte à sexta jornada que condenou a luta pela geral.  A história de glória do português começa pouco depois: três semanas após o Paris-Nice, alinha na Volta ao País Basco, e domina em toda a linha. Duas vitórias de etapa e a classificação geral com quase 2:00 sobre Enric Mas. Primeira vitória numa geral do WorldTour desde a Volta à Polónia em 2021.  João Almeida segue para a Romandia, onde triunfa a solidez. Não venceu nenhuma etapa, mas esteve sempre entre os melhores e venceu a geral com menos 0:26 que Lenny Martinez, e 1:26 que Remco Evenepoel.  Na Volta à Suíça, uma ‘Almeidada’ em toda a linha. O português perdeu mais de 3:00 na primeira etapa, mas mostrou domínio completo nos dias seguintes. Vitórias na quarta e sétima etapa prepararam o cenário para o assalto à amarela no último contrarrelógio, onde o português voltou a não dar hipótese à concorrência. Créditos: Buchli Fotografie | Sam Buchli Na companhia dos grandes Paris-Nice, Tirreno-Adriatico, Critério do Dauphiné, Volta ao País Basco, Volta à Romandia, Volta à Suíça e Volta à Catalunha - são estas as ‘big-7', as maiores sete corridas de uma semana do calendário internacional.  Na lista de ciclistas que ganharam três na mesma temporada constavam, até dia 21 de junho de 2025, apenas dois nomes: Bradley Wiggins e Sean Kelly. Bradley Wiggins no Tour de France. Créditos: A.S.O./Gautier Demouveaux João Almeida passa a fazer companhia a dois dos maiores nomes da história do ciclismo depois do triunfo na Volta à Suíça - torna-se, também, o mais novo a atingir o feito.  Wiggins tinha sido o último a fazê-lo, quando, em 2012, venceu o Paris-nice, a Volta à Romandia e o Critério do Dauphiné. O britânico ganharia o Tour de France em julho desse ano.  Sean Kelly conseguiu o feito por duas vezes. Em 1984 e 1986, o irlandês venceu Paris-Nice, Volta à Catalunha e Volta ao País Basco. Curiosamente, nesses dois anos fez segundo na Volta à Flanders, o único monumento que não conseguiu conquistar durante uma carreira repleta de triunfos. Sean Kelly na apresentação da Volta à Espanha, corrida que ganhou em 1988. Créditos: Photogomezsport / Luis Ángel Gómez João Almeida conseguiu outros feitos de destaque: a dupla vitória em solo suíço (Romandia e Suíça) aconteceu pela primeira vez desde 1994. É o quinto a consegui-lo na história do desporto. João Almeida também já ganhou etapas em cinco das grandes sete voltas de uma semana - está apenas atrás de Nairo Quintana (sete em sete), Adam Yates e Primoz Roglic (seis em sete), no que toca aos ciclistas ainda no ativo. Por último, as três vitórias na mesma edição da Volta à Suíça colocam-no num lote de quatro ciclistas que conseguiram o feito numa das corridas com mais história no calendário internacional. Ler mais | João Almeida candidato a uma “grande” após dominar Romandia Créditos: Buchli Fotografie | Sam Buchli Grandes objetivos ainda estão para chegar Com a vitória na Suíça, João Almeida venceu pela nona vez na temporada, sempre a nível WorldTour. Já é a melhor temporada de sempre do português (tinha sete triunfos WT até ao fim de 2024), que está a duas vitórias do ciclista que mais ganhou esta época, o colega de equipa Tadej Pogacar.  E por falar no esloveno, vale a pena apontar que os grandes objetivos da temporada ainda estão por correr. No início de julho arranca o Tour de France, onde João Almeida vai ser o principal escudeiro de Pogacar – nem por isso deixa de ter hipóteses de lutar por etapas ou por um lugar importante na classificação geral.  Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo&ab_channel=TopCyclingPT Vale a pena mencionar que a UAE Emirates XRG chega ao Tour em posição ideal: domínio nas duas grandes provas de aproximação à maior corrida do mundo, com vitória de Pogacar no Dauphiné e de Almeida na Suíça.  Depois do Tour, a Vuelta. Ainda sem certezas acerca da presença de Pogacar em Espanha, João Almeida vai poder vingar-se da Grande Volta no país de nuestros hermanos, depois de ter sido obrigado a desistir em 2024, ao fim de oito etapas. Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Créditos da fotografia de destaque: Sprintcycling ### Taça do Mundo de XCO | Domínio de Vidaurre e Pieterse em Val di Sole Val di Sole – Trentino voltou a ser palco de grandes emoções na Taça do Mundo de XCO, com uma jornada marcada pelo espetáculo nas várias corridas. Deixamos o resumo das corridas de Elite Masculina e Feminina. Corrida Elite Masculina O chileno Martin Vidaurre (Specialized Factory Racing) escreveu uma nova página na história do BTT ao tornar-se o primeiro atleta do Chile a vencer uma etapa da Taça do Mundo de XCO. Depois de arrancar da quarta linha da grelha, o campeão mundial sub-23 de 2021 regressou ao lugar onde tudo começou — Val di Sole — para conquistar a sua primeira vitória na categoria elite. Créditos da foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Num circuito técnico e exigente, Vidaurre lançou o ataque decisivo na penúltima volta, passou o francês Mathis Azzaro (Origine Racing Division) e abriu uma vantagem que lhe permitiu cortar a meta com 23 segundos de vantagem. O suíço Fabio Püntener, a correr como privado, completou o pódio. Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/wIEwsIetLWw?si=hZU9iC4vRowjRurK Top 10 – Corrida Elite Masculina ClassificaçãoAtletaEquipaTempo1Martin VidaurreSpecialized Factory Racing1:27:422Mathis AzzaroOrigine Racing Division+0:233Fabio PüntenerBike Team Solothurn+0:394Luca BraidotWilier-Vittoria Factory Team+0:475Charlie AldridgeCannondale Factory Racing+0:536Julian SchelbKMC Ridley MTB Racing Team+1:007Luca SchättiBixs Performance Race Team+1:098Christopher BlevinsSpecialized Factory Racing+1:139Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team+1:1310Filippo ColomboScott-SRAM MTB Racing Team+1:24 Corrida Elite Feminina Na corrida feminina, Puck Pieterse (Alpecin-Deceuninck) voltou a mostrar porque é a campeã mundial em título, vencendo a segunda etapa consecutiva da Taça do Mundo de XCO e tornando-se a primeira mulher a vencer rondas consecutivas em XCO e XCC na mesma temporada. Créditos da foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Apesar de uma queda no "rock garden", a neerlandesa manteve a compostura e segurou a pressão da neozelandesa Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team), que reduziu a diferença para 26 segundos no final. Créditos da foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series A austríaca Laura Stigger (Specialized Factory Racing) garantiu o terceiro lugar após uma batalha cerrada com Jenny Rissveds. Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/O0_OVOhCw7M?si=_3vGRMD2It7UHlr5 Top 10 – Corrida Elite Feminina ClassificaçãoAtletaEquipaTempo1Puck PieterseAlpecin-Deceuninck1:29:082Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team+0:263Laura StiggerSpecialized Factory Racing+0:444Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO+0:475Nicole KollerGhost Factory Racing+1:036Jennifer JacksonOrbea Fox Factory Team+1:317Jolanda NeffCannondale Factory Racing+2:398Savilia BlunkDecathlon Ford Racing Team+2:399Nina GrafLapierre Racing Unity+3:0110Kelsey UrbanKMC Ridley MTB Racing Team+3:12 ### João Almeida campeão da Volta à Suíça! Após três títulos de Rui Costa, João Almeida junta-se à lista de vencedores da Volta à Suíça vaporizando a concorrência na cronoescalada final. A Volta à Suíça de 2025 foi uma minissérie de suspense cujo capítulo final saiu do génio de João Almeida. Depois da entrada em falso, pela perda de mais de três minutos no primeiro dia, a UAE Emirates iniciou a operação remontada que deixou o português a 0:33 de Kevin Vauquelin à partida para o último dia. Pela frente uma cronoescalada entre Beckenried a Stockhütte (10 km), com 830 m de desnível positivo acumulado e paredes entre 8-10 % de inclinação. Ler mais | Almeida dá um murro na mesa "Nunca deves desistir" João Almeida passou em primeiro no ponto intermédio, com o mesmo tempo de Felix Gall, mas quando chegou à meta a vantagem sobre o austríaco era de 0:24. O corredor de A dos Francos fez a parte mais dura da escalada vários níveis acima dos rivais diretos. Vauquelin, por exemplo, já cedia 0:21 e na meta perdeu 1:40. O francês da Arkea nunca tinha feito pódio numa corrida WorldTour, mas fechou na 2.ª posição atrás de João Almeida e à frente de Oscar Onley (Pic Nic Post NL). "Um erro pode custar-nos muito, quase não conseguia recuperar. Por um momento pensei que tinha problemas no potenciómetros porque os números eram muito altos. A equipa esteve incrível, nunca desistimos. É uma lição: nunca deves desistir. Por vezes as coisas correm mal, só tens que continuar a tentar. Nós tentámos e conseguimos." João Almeida ao Eurosport. Créditos da foto: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Além da geral inidividual, João Almeida venceu a classificação por pontos e conseguiu três etapas na corrida. Portugal soma 14 triunfos na história do evento helvético. Outro dado histórico: aos 26 anos junta-se a Sean Kelly e a Bradley Wiggins como únicos ciclistas que na mesma temporada ganharam três das sete corridas por etapas mais importantes. No caso de João Almeida foram a Volta à Romandia, a Volta ao País Basco e agora a Volta à Suíça. Segue-se o Tour de France, onde o corredor da UAE Emirates foi 4.º em 2024. Nem a euforia da vitória na Suíça lhe tira o foco e ficou a promessa de no Tour de France estar ao serviço de Tadej Pogacar. Etapa 7 | João Almeida vence etapa e deixa tudo em aberto Vídeo resumo https://youtu.be/ujQ-QewwHfU?si=AULX01pQO1FG_-Fu TOP 10 da Etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates - XRG27:332ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+25s3ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+1:124ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:405ºHarry SweenyEF Education - EasyPost+1:546ºAleksandr VlasovRed Bull - BORA - hansgrohe+2:047ºBen O’ConnorTeam Jayco AlUla+2:078ºWill BartaMovistar Team+2:139ºFinlay PickeringBahrain - Victorious+2:1410ºIlan Van WilderSoudal Quick-Step+2:19 Classificação Geral Final – Volta à Suíça 2025 ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Total1ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates - XRG29:29:012ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:073ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+1:584ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+2:205ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+3:576ºLennard KämnaLidl - Trek+4:527ºBen O’ConnorTeam Jayco AlUla+5:088ºIlan Van WilderSoudal Quick-Step+6:169ºPablo CastrilloMovistar Team+6:4110ºClément ChampoussinXDS Astana Team+8:30 Créditos da foto de destaque: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli ### Volta à Suíça 2025 | Etapa 7 | João Almeida vence etapa e deixa tudo em aberto João Almeida (UAE Team Emirates XRG) voltou a brilhar na Volta à Suíça 2025, ao conquistar a vitória da etapa 7, após um sprint frente a Kévin Vauquelin (Arkéa-B&B Hotels). Numa jornada longa e exigente entre Neuhausen am Rheinfall e Emmetten, com mais de 200 km e 3414 metros de desnível, o ciclista português somou a sua segunda vitória de etapa nesta edição e aproximou-se ainda mais do topo da classificação geral. Créditos da foto: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli A etapa foi marcada por temperaturas elevadas e por uma última subida dura, onde Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale) tentou surpreender, mas acabou por ser apanhado pelos principais candidatos à vitória final. Nos metros finais, Vauquelin lançou-se para a vitória, mas João Almeida respondeu com autoridade, colando-se na roda e lançando o sprint no momento certo para cortar a meta em primeiro. https://twitter.com/tds/status/1936436829613330938 Graças aos 10 segundos de bonificação, reduziu a desvantagem para apenas 33 segundos da liderança, deixando tudo em aberto para a última etapa. Créditos da foto: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Tudo se decide no contrarrelógio final A última etapa da Volta à Suíça 2025 será um contrarrelógio de montanha de 10 km. entre Beckenried e Stockhütte, onde João Almeida tentará destronar Vauquelin e conquistar a classificação geral. Vê o resumo da etapa em vídeo https://youtu.be/q5XK5H3lFUU?si=fHoUoN-4w8IS-R_- Classificação da Etapa 7 ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates XRG4:38:252ºOscar OnleyTeam Picnic PostNLm.t.3ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotelsm.t.4ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale+4s5ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+8s6ºFelix GroßschartnerUAE Team Emirates XRG+1:077ºJoseph BlackmoreIsrael - Premier Tech+1:098ºIlan Van WilderSoudal Quick-Stepm.t.9ºClément ChampoussinXDS Astana Teamm.t.10ºLennard KämnaLidl - Trek+1:11 Classificação Geral após Etapa 7 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels29:00:552ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates XRG+0:333ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+0:414ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+1:195ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale+2:286ºLennard KämnaLidl - Trek+2:597ºBen O’ConnorTeam Jayco AlUla+3:348ºPablo CastrilloMovistar Team+4:279ºIlan Van WilderSoudal Quick-Step+4:3010ºClément ChampoussinXDS Astana Team+6:07 Créditos da foto de destaque: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli ### Volta à Suíça | Etapa 6 | Jordi Meeus vence etapa de transição Depois de três etapas que viram João Almeida iniciar a grande recuperação que tem feito na Volta à Suíça, os ciclistas tiveram um dia mais calmo, num percurso com pouco acumulado. Os ciclistas portugueses tiveram um dia tranquilo e chegaram integrados no pelotão, antes dos dois dias decisivos. Com 187 km para percorrer, a jornada apresentou duas contagens de segunda categoria mas muito longe da meta, que faziam desta etapa, a última oportunidade para os homens rápidos. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Romain Grégoire tentou de novo Foram quatro os ciclistas que formaram a principal fuga do dia com destaque para a presença de Romain Grégoire (Groupama - FDJ), vencedor da primeira etapa e líder durante três dias. Harry Sweeny (EF Education-Easy Post), Stefan Küng (Groupama FDJ) e Mauro Schmid (Jayco AlUla) foram os restantes companheiros do francês. A vantagem da fuga ultrapassou os três minutos antes do pelotão entrar num trabalho mais sério, começando a reduzir a diferença até à anulação mas já nos derradeiros dois quilómetros. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Meeus vence chegada a Neuhausen am Rheinfall Com a chegada a acontecer em pelotão compacto, a etapa disputou-se ao sprint. Com um grande lançamento de Van Poppel, Jordi Meeus (Red Bull - BORA - hansgrohe) foi o mais forte vencendo a sexta etapa da Volta à Suíça. Davide Ballerini (XDS Astana Team) ficou no segundo lugar relegando Lewis Askey (Groupama - FDJ) para o terceiro posto. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1936075008985452907 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 MEEUS JordiRed Bull - BORA - hansgrohe4:10:242 BALLERINI DavideXDS Astana Team,,3 ASKEY LewisGroupama - FDJ,,4 MIHKELS MadisEF Education - EasyPost,,5 BURATTI NicolòBahrain - Victorious,,6 VAN POPPEL DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,,7 BITTNER PavelTeam Picnic PostNL,,8 LAPEIRA PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team,,9 MAYRHOFER MariusTudor Pro Cycling Team,,10 OLDANI StefanoCofidis,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels24:22:342 ALAPHILIPPE JulianTudor Pro Cycling Team0:293 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG0:394 ONLEY OscarTeam Picnic PostNL1:215 KÄMNA LennardLidl - Trek1:446 O'CONNOR BenTeam Jayco AlUla2:167 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:208 CASTRILLO PabloMovistar Team2:409 RICCITELLO MatthewIsrael - Premier Tech3:0810 VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step3:17 ### Volta à Suíça | Etapa 5 | João Almeida continua a dar espetáculo João Almeida continua a recuperação épica na Volta à Suíça. Dia espetacular, onde o português sofreu na última subida, mas conseguiu arrancar para ganhar tempo a quase todos os rivais João Almeida (UAE Emirates XRG) voltou a ganhar tempo a quase todos os rivais na Volta à Suíça. O ciclista português assinou mais uma tremenda exibição: segundo lugar na etapa, e aproximação clara à liderança da competição. Ler mais | Volta à Suíça | Etapa 4 | Que recital João Almeida! Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Discussão da etapa Dia de terreno acidentado na Volta à Suíça, coroado com duas passagens na Castaneda (4,5 km a 9,8%), onde terminava a etapa. A fuga do dia saiu para a estrada com nomes fortes para a montanha, mas a UAE Emirates XRG controlou os fugitivos de perto. A 8,8 km, os últimos escapados do dia - Aleksandr Vlasov (Red Bull - BORA - hansgrohe), Pello Bilbao (Bahrain - Victorious) e Neilson Powless (EF Education - EasyPost) - eram apanhados pelo pelotão. Antes disso, a 24 km do fim, já o camisola amarela, Romain Grégoire (Groupama - FDJ), tinha perdido contacto com o grupo da frente. O francês disse adeus à liderança no final do dia. Foto: Equipe cycliste Groupama-FDJ Ação na última subida Depois de estar alcançada a fuga, foi a Decathlon AG2R La Mondiale a pôr-se ao trabalho, impondo ritmo para Felix Gall. Quem aproveitou foi Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling), o primeiro a atacar no grupo dos favoritos. Oscar Onley (Team Picnic PostNL) seguiu com o francês e deixou-o para trás, enquanto João Almeida parecia sofrer no fim do grupo. O português cerrou os dentes, ultrapassou os rivais um a um e conseguiu chegar à frente da corrida. https://twitter.com/tds/status/1935713146812923929 A dupla composta por João Almeida e Oscar Onley seguiu junta até ao fim. Os dois sprintaram pela vitória da etapa, onde o britânico acabou por ser mais forte, remetendo o ciclista português para o segundo lugar mais alto do pódio. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Camisola amarela está mais perto Segundo dia seguido de ganhos na estrada para João Almeida na Volta à Suíça. O português tinha saído para a estrada em sétimo lugar, a 2:17 do líder Romain Grégoire. O francês perdeu muito tempo, e foi substituído na liderança pelo compatriota Kévin Vauquelin (Arkéa - B&B Hotels). João Almeida, que já esteve a mais de 3:00 do primeiro lugar, subiu a terceiro lugar na classificação geral da Volta à Suíça, agora a 0:39 do camisola amarela. Restam três etapas para correr, sendo que os dois últimos dias apresentam possibilidades para o português voltar a ganhar tempo aos rivais. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/IKmIqDsH7wU?si=uFv200xPv-YuAiQe Top 10 da etapa 5 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Oscar OnleyTeam Picnic PostNL4:33:282João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG"3Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+0:234Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+0:575Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+1:056Ilan Van WilderSoudal Quick-Step+1:147Julian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+1:228Lennard KämnaLidl - Trek+1:469Felix GroßschartnerUAE Team Emirates - XRG+2:2510George BennettIsrael - Premier Tech+2:38 Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels20:12:102Julian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+0:293João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG+0:394Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+1:215Lennard KämnaLidl - Trek+1:446Ben O'ConnorTeam Jayco AlUla+2:167Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+2:208Pablo CastrilloMovistar Team+2:409Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+3:0810Ilan Van WilderSoudal Quick-Step+3:17 Créditos da fotografia de destaque: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli ### Shimano lança novos Deore XT Di2 e Deore Di2 | Tecnologia sem fios para todos os níveis A Shimano acaba de anunciar a chegada dos novos grupos Deore XT M8200 Di2 e Deore M6200 Di2, dando continuidade à sua aposta numa linha de transmissões sem fios para bicicletas de montanha. O lançamento acontece apenas alguns dias depois da apresentação do novo topo de gama XTR M9200 Di2, sinal claro de que a marca japonesa quer recuperar a competitividade no nicho do BTT. Um XT na linha do topo de gama XTR O novo Deore XT M8200 Di2 herda muitas das soluções técnicas do XTR M9200, como o sistema de transmissão sem fios, a ergonomia refinada dos comandos e a gestão eletrónica da mudança traseira, agora com função de recuperação automática após impacto. Shimano Deore XT Tal como no XTR, a mudança traseira adota um design de perfil baixo e um novo estabilizador da corrente, com estrutura robusta e roldanas mais sólidas. Ler mais | NOVO Shimano XTR M9200 Di2 – Testámos e explicamos todos os detalhes Como no passado, a diferença mais notável está nos materiais: enquanto o XTR aposta numa construção mais leve e em carbono, o XT utiliza uma caixa em alumínio, mantendo o foco na durabilidade. Estará disponível em duas versões — uma sem fios (RD-M8250) e outra com fios para e-MTB (RD-M8260) —, o grupo oferece ainda suporte para as tecnologias AUTO SHIFT e FREE SHIFT nas bicicletas elétricas, garantindo trocas de marcha automáticas ou sem necessidade de pedalar. Transmissão adaptada ao terreno O XT M8200 está disponível com cassetes de 12 velocidades (10-51D ou 9-45D) com a já conhecida tecnologia HYPERGLIDE+, que permite trocas suaves mesmo sob carga. O pedaleiro, com construção HOLLOWTECH II, pode ser montado com rodas pedaleiras entre os 28 e 36 dentes, adaptando-se ao trail, enduro ou XC. Travões mais previsíveis e estáveis A nova geração de travões XT inclui versões de dois e quatro pistões, com pinças redesenhadas para maior modulação e potência em todas as temperaturas. A Shimano introduz também a tecnologia ERGO FLOW nas manetes, melhorando o conforto e o controlo em travagens prolongadas. O sistema usa agora o novo óleo mineral de baixa viscosidade, que já tínhamos visto no XTR, contribuindo para uma travagem mais estável. Shimano Deore XT Novas rodas e cubos para completar o conjunto A gama M8200 é completada por rodas em alumínio WH-M8200, disponíveis em 27,5" e 29", com jantes tubeless de 30 mm internas, raios em aço inox e cubos redesenhados para facilitar a manutenção. Os novos cubos oferecem menor resistência ao rolamento e um ângulo de engate mais rápido (3,5°), ideal para responder de imediato ao impulso do pedal. Deore M6200: tecnologia Di2 para todos A Shimano também revelou o novo grupo Deore M6200 Di2, que leva a tecnologia eletrónica para um segmento ainda mais acessível. Este grupo herda os principais conceitos do XT e XTR, mas com uma construção simplificada e robusta, ideal para quem procura fiabilidade a um preço mais contido. Disponível com mudanças traseiras sem fios (RD-M6250) ou com fios para e-MTB (RD-M6260), o Deore M6200 conta também com recuperação automática após impacto, estabilização da corrente e opção de funcionamento automático nas versões elétricas. As cassetes são compatíveis com HYPERGLIDE+ e LINKGLIDE, garantindo suavidade e durabilidade. Os comandos Di2 do Deore mantêm a lógica da linha superior, com ergonomia ajustável, funcionamento tátil e a possibilidade de personalização dos botões através da app E-Tube — incluindo controlo do GPS ou mudanças automáticas. Shimano dá passo importante na democratização das transmissões eletrónicas Com estes lançamentos, a Shimano dá hipótese ao utilizador de utilizar os componentes que melhor se adequam às suas possibilidades financeiras e ao tipo de BTT que pratica, pois existe a possibilidade de misturar todos os componentes. A rapidez com que lançam os novos Shimano Deore XT Di2 e Deore Di2 torna esta tecnologia acessível a um maior número de ciclistas. Em ambos os casos, a aposta passa pela robustez, fiabilidade e integração, características habituais na marca. Podes saber mais pormenores sobre preços e pontos de venda através do website do importador Shimano em Portugal: www.scvouga.pt ### Volta à Suíça | Etapa 4 | Que recital João Almeida! A Volta à Suíça chegou à alta montanha e João Almeida vingou-se da desfeita do primeiro dia. Deixou os rivais para trás no alto da contagem de primeira categoria e venceu a etapa. Grande dia para João Almeida (UAE Emirates XRG) na Volta à Suíça. O português atacou na subida do dia e deixou todos os rivais para trás. Sexta vitória da época depois de um solo de 49 km. Ler mais | Volta à Suíça 2025 | Etapa 3 | João Almeida faz segundo e bonifica Foto: Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency Terreno para João Almeida na Volta à Suíça  Depois de três dias acidentados, mais direcionados para puncheurs do que para escaladores, a alta montanha chegou, finalmente, ao percurso da competição.  A quarta etapa da Volta à Suíça é terreno de João Almeida. Dia coroado pela contagem de primeira categoria do Splugenpass (8,8 km a 7,3%), logo após a subida a Sufers (3,4 km a 5,7%).  O cuma da contagem de montanha estava a 48 km da meta. Depois, seguia-se uma descida praticamente até à chegada. João Almeida não desilude A ação da etapa ficou guardada para a ascensão ao Splugenpass. A UAE Emirates XRG pareceu sempre a equipa mais interessada em controlar a fuga e impor ritmos para por o pelotão em dificuldade.  A mais de 52 km para o fim o grupo reduziu muito, e João Almeida lançou o primeiro ataque pouco depois. A maior parte do grupo dos favoritos seguiu na roda do português.  Dois quilómetros depois, nova tentativa de João Almeida, desta feita com sucesso: Oscan Onley (Picnic PostNL), Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale) e Ben O’Connor (Jayco AlUla) foram os únicos que acompanharam o português, mas a resistência durou pouco tempo.  A 49 km do fim, o ciclista português seguia sozinho na frente da corrida. Nenhum rival voltou a pôr os olhos em João Almeida, que alcançou a sexta vitória da época, e a terceira etapa na prova Suíça. Ler mais | João Almeida candidato a uma “grande” após dominar Romandia Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Luta pela liderança A vitória da classificação geral continua difícil, mas a missão simplifica um pouco para João Almeida depois da quarta etapa na Suíça. https://twitter.com/tds/status/1935347201674187079 O português arrancou a 3:17 do líder Romain Grégoire (Groupama – FDJ), que perdeu 1:00 na estrada, no quarto dia de prova. João Almeida é, agora, sétimo na geral, a 2:07 do ciclista francês. Amanhã corre-se a quinta etapa, com nova oportunidade para João Almeida recuperar tempo, num final no topo de Castaneda (4,5 km a 9,8%). No final da etapa, o português disse o seguinte: Sofri muito. Foi um bom esforço, bom trabalho de equipa, e estou feliz por ter conseguido terminar bem. Ainda há muito para fazer, estou contente com a vitória de etapa. Não acho que seja favorito à geral porque há muito tempo a recuperar, mas nunca desistimos. Vamos tentar, se não tentar nunca saberei. João Almeida Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/2mJrTaBgbvk?si=S3W9huyCz9mlS3OK Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates - XRG4:10:192ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+0:403ºBen O'ConnorTeam Jayco AlUla+0:424ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:005ºRomain GrégoireGroupama - FDJ"6ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team"7ºIlan Van WilderSoudal Quick-Step+1:028ºClément ChampoussinXDS Astana Team"9ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team"10ºLennard KämnaLidl - Trek" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºRomain GrégoireGroupama - FDJ15:37:202ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+0:253ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+0:294ºBen O'ConnorTeam Jayco AlUla+0:565ºLennard KämnaLidl - Trek+1:206ºPablo CastrilloMovistar Team"7ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates - XRG+2:078ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+2:539ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+3:2310ºClément ChampoussinXDS Astana Team+3:25 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. Billy Ceusters ### Specialized apresenta as Tarmac, Roubaix e Crux com SRAM Force e Rival AXS A Specialized apresentou a Tarmac, Roubaix e Crux com os Novos SRAM Force e Rival AXS e com novas cores. Estas novas bicicletas apresentam as ultimas evoluções da SRAM que, segundo a marca, são incríveis em termos de ergonomia, leveza e precisão do grupo Red AXS. As Tarmac SL8 e Roubaix SL8 passam a contar com menos peso, travagem com menor esforço e a mudança dianteira mais rápida e precisa dos novos grupos Force AXS e Rival AXS.   A Crux recebe igualmente uma redução de peso, travagem otimizada e a extensa amplitude das 13 velocidades Tarmac SL8 Pro - SRAM Force AXS A Tarmac SL8 Pro, equipada com SRAM Force AXS apresenta uma combinação de aerodinâmica, leveza e qualidade de condução. Após oito gerações e mais de duas décadas de desenvolvimento, é caracterizada pela Specialized como a bicicleta de corrida mais rápida do mundo. Tarmac SL8 Comp - SRAM Rival AXS A Tarmac SL8 Comp apresenta um quadro de 685 gramas (S-Works), 15% mais leve do que a Tarmac SL7. Com a leveza a ser a sua prioridade máxima no tubo inferior, no tubo do selim e na traseira da bicicleta, esta nova versão vem equipada com o grupo SRAM Rival e Tap AXS completo com medidor de potência, conjunto de rodas C38 em carbono tubeless ready e um avanço SL7 com guiador em alumínio Specialized Expert Shallow Drop. Roubaix SL8 Pro - SRAM Force AXS Atualmente, a nova Roubaix SL8 com o Future Shock 3.0 é, segundo a Specialized mais leve, mais rápida e mais suave do que qualquer bicicleta de estrada alguma vez fabricada. Com novas formas aerodinâmicas Free Foil tem um quadro com apenas 950 gramas com mistura de carbono Fact 10r. Crux Pro - SRAM Force XPLR AXS A nova Crux Pro com SRAM Force XPLR AXS apresenta um quadros S-Works 12r de 725g e 10r de 825g. Baseia-se em características da Aethos e tem 47c/650b x 2,1 de espaço para pneus. Crux Expert - SRAM Rival XPLR AXS A Crux Expert - SRAM Rival XPLR AXS apresenta também quadros S-Works 725gr de 12r e 825g de 10r. Baseia-se também nas características da Aethos com 47c/650b x 2.1” de espaço para pneus. ### Giro Next Gen | Jarno Widar é um caso sério Trepador belga Jarno Widar vence no Passo del Maniva e já lidera o Giro Next Gen. Gonçalo Tavares no top 20 e dia mau de Daniel Lima. Há um ano, o belga Jarno Widar ganhou a primeira etapa de montanha do Giro Next Gen, agarrou a camisola rosa e cavalgou para o título. O cenário repetiu-se na 3.ª etapa da presente edição da corrida italiana. O rapaz da Lotto venceu no Passo del Maniva (13 km a 7 %) e saltou para a liderança da geral. Há uma diferença importante: nem este ano ganhou tão à vontade como em 2024 nem o fez da mesma forma. Jarno Widar está mais ciclista. Ler mais | A transformação do ciclismo belga Widar e Finn no Passo del Maniva.Foto: LaPresse Widar manteve o sangue frio No Passo del Maniva deixou que fosse a Red Bull - Bora - Hansgrohe Rookies a perseguir quando atacou Jorgen Nordhagen (Visma LAB). Quando o australiano Luke Tuckwell, gregário do campeão mundial júnior Lorenzo Finn, neutralizou Nordhagen, Widar manteve o sangue frio e limitou-se a seguir à roda de Finn. Com a meta à vista aplicou o rush final que o caracteriza e ganhou 0:07 ao italiano – em 2024 ganhou 0:34 a Mathys Rondel no primeiro teste montanhoso. Adria Pericas (UAE Team Emirates Gen-Z) entrou a 0:24. Gonçalo Tavares, entrevistado pelo TopCycling na véspera da partida, fechou no top 20 e é 21.º a 3:32. Daniel Lima perdeu 10 minutos num dia mau do louletano da Israel Premier Tech Academy. Ler mais | Lipowitz e Red Bull testam em túnel centenário Os homens do dia no pódio.Foto: LaPresse 26 vitórias em juniores e sub-23 Jarno Widar é um fenómeno e soma já 26 vitórias em juniores e em sub-23. No Giro Next Gen é recordista de triunfos: Passo del Maniva este ano, Pian della Mussa e Fosse em 2024. “Disse aos colegas para marcarem um bom passo na primeira subida. Tinha planeado com o Jorgen Nordhagen atacar na subida final, mas a Red Bull-Bora Hansgrohe marcou-nos e disse ao Nordhagen: podes ir. Depois de apanharmos o Nordhagen, o Lorenzo [Finn] atacou e segui-o. Não arrisquei ir cedo de mais porque ele estava a desacelerar, não sabia se me estava a testar e não sabia o forte que ele estava, por isso esperei pelos últimos 300 metros para aplicar o meu punch. Gostei desta subida. Todas as subidas italianas são boas para mim.” Jarno Widar em comunicado do Giro Next Gen. É a terceira edição consecutiva em que a Bélgica vence etapas consecutivas no Giro Next Gen. Jarno Widar sucede a Jonathan Vervenne (Soudal Quick-Step Devo), vencedor da 2.ª etapa com um ataque a 61 km da meta. Ambos são da província belga do Limburgo, onde também nasceu Jasper Philipsen. A nação que não vence o Tour de France desde Lucien Van Impe, em 1976, tem-se vindo a transformar numa fábrica de voltistas. Remco Evenepoel é o líder, mas há jovens promissores como Jarno Widar, Lennert Van Eetvelt, Junior Lecerf e Cian Uijtdebroeks. Top 3 do Giro Next Gen após a 3ª etapa: Jarno Widar (Lotto Development Team) Lorenzo Mark Finn (Red Bull - Bora - Hansgrohe Rookies) a 0:07 Luke Tuckwell (Red Bull - Bora - Hansgrohe Rookies) a 0:27 ### NOVA Cervélo Áspero-5 | Gravel de competição e mais versatilidade A Cervélo apresentou hoje a nova geração da sua bicicleta de gravel de competição: a Cervélo Áspero-5. Longe de ser uma simples atualização estética, este modelo foi concebido de raiz para ser uma bicicleta de gravel rápida, mas também traz outras novidades que a tornam mais apelativa ao utilizador não competitivo. Segundo dados da Cervélo, a nova Áspero-5 oferece ganhos aerodinâmicos de 37 Watts em relação ao modelo anterior e 34 Watts face à concorrência mais próxima. A Cervélo diz que aplicou ao gravel os trinta anos de experiência acumulada em aerodinâmica, prestígio que lhes é reconhecido no ciclismo de estrada e no triatlo. As primeiras imagens da bicicleta já tinham surgido quando esta entrou em competição com a campeã mundial de gravel, Marianne Vos, algo que não passou desapercebido, notando-se desde logo diferenças significativas no quadro, face à geração anterior. Aerodinâmica e integração Segundo a marca, grande parte dos ganhos de eficiência aerodinâmica deve-se ao novo cockpit integrado com guiador e avanço em carbono, que por si só leva a que o ciclista adopte uma posição mais integrada na bicicleta e representa grande parte na poupança de energia despendida. O quadro também foi redesenhado, ganhando mais área superficial (principalmente na zona dianteira) sem penalizar o peso. Pelo contrário, a nova Áspero-5 é 66 gramas mais leve que a anterior. Armazenamento interno e Geometria adaptável O novo modelo permite montar pneus até 45 mm, o que garante versatilidade para os diferentes tipos de terreno de gravel. A geometria foi ainda otimizada para cenários em que se utilizem pneus de largura diferente à frente e atrás (por exemplo, 40 mm na frente e 44 mm atrás), uma abordagem pensada para melhorar a aerodinâmica e o comportamento em percursos menos técnicos. Outro pormenor técnico que chama a atenção é a inclusão de um compartimento de armazenamento no tubo diagonal, herdado da série P de triatlo. Esta solução já presente em muitas das bicicletas de gravel mais atuais permite transportar ferramentas e material de reparação dentro do quadro, minimizando a resistência ao vento e mantendo a bicicleta limpa e funcional. Componentes A Áspero-5 estará disponível com dois níveis de montagem: Force e XX SL, ambos com transmissão eletrónica SRAM AXS de 12 velocidades e potenciómetro incluído de origem. As rodas Reserve, montadas com cubos DT Swiss e pneus Vittoria Corsa Pro Control 700x42c, completam um conjunto claramente orientado para o desempenho. O quadro está disponível nos tamanhos 48, 51, 54, 56, 58 e 61, em duas cores distintas: Five Black e Royal Mercury. Preços: Aspero-5 Force AXS 1 | 7.580,00€ Aspero-5 GRX RX825 Di2 1 | 7.580,00€ Aspero-5 SRAM Red AXS 1 | 10.490,00€ Aspero-5 Quadro | 5.640,00€ Podes ver mais informações sobre este modelo, disponíveis através do importador oficial da Cervélo em Portugal: www.bicimax.pt ### Volta à Suíça 2025 | Etapa 3 | João Almeida faz segundo e bonifica A Volta à Suíça seguiu para a terceira etapa depois de um dia onde Vincenzo Albanese se estreou a vencer no WorldTour. João Almeida (UAE Emirates-XRG) ficou no segundo lugar da etapa, ganhando 6 segundos à concorrência. A etapa apresentou um perfil semelhante ao dia anterior mas mais seletivo na parte final, onde um sprint em grupo reduzido era o cenário mais provável no fim dos 196 km. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli João Almeida fecha no segundo lugar João Almeida fez um grande final de etapa ficando no segundo posto à frente de Oscar Onley (Picnic PostNL) e bonificou 6 segundos. O ciclista português subiu 12 lugares na geral, estando agora na posição 17 a 3'17 minutos do líder Romain Grégoire (Groupama-FDJ). Foto: UAE Emirates/Fizza Sexteto marcou a fuga do dia Depois do sucesso da fuga na primeira etapa, seis ciclistas tentaram a sua sorte desde longe, com Quinn Simmons (Lidl-Trek), a ser o melhor classificado na geral, mas ainda assim a mais de seis minutos. A fuga foi-se entendendo e chegou a ter perto de três minutos de vantagem, diferença que se esvaiu na parte final da etapa, quando a verdadeira dureza começou. Quinn Simmons foi mesmo o ciclista mais combativo e, com unhas e dentes e resistia à perseguição depois de quase 190 km em fuga. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Quinn Simmons resistiu aos ataques Tal como vem acontecendo na Volta à Suíça, a parte final da etapa foi também muito atacada com Jan Christen (UAE Emirates XRG) a repetir o ataque da segunda etapa. Neilson Powless (EF Education - EasyPost), foi o segundo a ter um ataque de relevo, tentando alcançar o seu compatriota Quinn Simmons. Apesar de todas as movimentações, ninguém conseguiu aproximar-se do ciclista da Lidl-Trek, que, depois de 190 km em fuga, venceu a terceira etapa da Volta à Suíça. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/3JPYv0THwIE?si=vmZYFpdUSe0guVvG Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 SIMMONS Quinn Lidl - Trek4:39:422 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG0:183 ONLEY OscarTeam Picnic PostNL,,4 GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ,,5 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels,,6 CHRISTEN JanUAE Team Emirates - XRG,,7 CHRISTEN FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,8 BILBAO PelloBahrain - Victorious,,9 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,10 CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ11:26:012 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:253 LEMMEN BartTeam Visma | Lease a Bike0:274 ALAPHILIPPE JulianTudor Pro Cycling Team,,5 O'CONNOR BenTeam Jayco AlUla1:186 GROßSCHARTNER FelixUAE Team Emirates - XRG,,7 KÄMNA LennardLidl - Trek,,8 CASTRILLO PabloMovistar Team,,9 BARTA WillMovistar Team1:3710 FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team,, ### Volta à Suíça 2025 | Etapa 2 | O dia de Albanese Depois de um dia difícil para a UAE Emirates de João Almeida, a Volta à Suíça partiu para a segunda etapa. Os ciclistas tiveram 177 km para percorrer desde Aarau até Schwarzsee num percurso ondulado, referência desta edição. Os portugueses chegaram integrados no pelotão não tendo havido grandes diferenças de registo, numa etapa que viu Vincenzo Albanese (EF Education - EasyPost) vencer num sprint de puro instinto. Foto: A.S.O./Tony Esnault Rutsch e Schmid marcaram a fuga do dia Jonas Rutsch (Intermarché-Wanty) e Mauro Schmid (Jayco AlUla) foram os ciclistas integrantes da fuga do dia, correndo em dupla adiantados ao pelotão durante grande parte da etapa. Os escapados alcançaram uma vantagem de mais de dois minutos, mas foram perdendo tempo quando a estrada inclinou, muito por culpa do grande trabalho da equipa da casa Tudor. Com uma segunda metade da corrida muito dura, a fuga foi alcançada a 15 km do fim, quando os ataques no pelotão começaram a surgir. Foto: A.S.O./Tony Esnault Albanese estreia-se a vencer no WorldTour Apesar do perfil ser duro e as equipas tornarem a corrida rápida, a maioria dos ciclistas sobreviveu e conseguiu disputar a etapa. Jan Christen (UAE Emirates XRG) atacou na parte final da mas foi alcançado perto da chegada. Vincenzo Albanese, companheiro de Rui Costa na (EF Education - EasyPost) aproveitou esta situação e com uma grande arrancada venceu a segunda etapa da Volta à Suíça, a sua primeira vitória no WorldTour. Christen Fabio (Q36.5) ficou no segundo posto e Askey Lewis (Groupama - FDJ) completou o pódio.  https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1934624197554127176 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ALBANESE VincenzoEF Education - EasyPost3:55:572 CHRISTEN FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,3 ASKEY LewisGroupama - FDJ,,4 SIMMONS QuinnLidl - Trek,,5 VAN POPPEL DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,,6 LAPEIRA PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team,,7 BILBAO PelloBahrain - Victorious,,8 BURATTI NicolòBahrain - Victorious,,9 GLIVAR GalAlpecin - Deceuninck,,10 VAN DEN BOSSCHE FabioAlpecin - Deceuninck,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ6:46:012 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:253 LEMMEN BartTeam Visma | Lease a Bike0:274 ALAPHILIPPE JulianTudor Pro Cycling Team,,5 O'CONNOR BenTeam Jayco AlUla1:186 GROßSCHARTNER FelixUAE Team Emirates - XRG,,7 KÄMNA LennardLidl - Trek,,8 CASTRILLO PabloMovistar Team,,9 KEPPLINGER RainerBahrain - Victorious,,10 SWIFT BenINEOS Grenadiers,, Foto de destaque: A.S.O./Pauline Ballet ### Volta à Suíça 2025 | Etapa 1 | Dia difícil para a UAE de João Almeida A Volta à Suíça 2025 arrancou com uma etapa de 129,4 km sob chuva torrencial, que baralhou as contas logo no primeiro dia. Romain Grégoire, da Groupama-FDJ, brilhou numa etapa onde se mostrou audaz e inteligente, vencendo e vestindo a camisola amarela. A sua vitória nasceu de uma fuga numerosa, lançada ainda a mais de 100 km da meta, com nomes de peso da classificação geral. No final, o jovem francês destacou-se dos seus companheiros de fuga com um ataque certeiro no topo da última subida, resistindo ao trio perseguidor composto por Kevin Vauquelin, Bart Lemmen e Julian Alaphilippe. Créditos: Tour de Suisse - Buchli Fotografie | Sam Buchli Dia difícil para João Almeida João Almeida (UAE Team Emirates) teve um dia para esquecer. O pelotão, com o português incluído, chegou a mais de três minutos depois do vencedor, perdendo tempo precioso logo no arranque da prova. A equipa da UAE Emirates nunca assumiu a perseguição, mesmo com vários candidatos à geral no grupo da frente, entre eles Ben O'Connor, Lennard Kämna e o próprio Grégoire. Uma escolha táctica difícil de explicar e que deixa o português em clara desvantagem para o resto da semana. Amanhã, os trepadores entram em ação numa chegada em alto em Schwarzsee, numa etapa de 177 km. com 2.700 metros de desnível acumulado. É o momento para João Almeida iniciar a sua recuperação, numa Volta à Suíça que se prevê ainda mais difícil, após o dia de hoje. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/ej6uFXqcBE8?si=1stiZortCysOWVFV Top 10 – Etapa 1 / Classificação Geral PosiçãoNomeEquipaTempo1ºRomain GrégoireGroupama-FDJ2:50:152ºKevin VauquelinArkéa-B&B Hotels+0:203ºBart LemmenVismaLease a Bike4ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling+0:205ºBen O'ConnorJayco AlUla+1:076ºFelix GroßschartnerUAE Team Emirates+1:077ºPablo CastrilloMovistar+1:078ºLennard KämnaLidl-Trek+1:079ºRainer KepplingerBahrain Victorious+1:0710ºNicola ConciAstana Qazaqstan+1:26 Créditos da fotografia de destaque: Tour de Suisse - Buchli Fotografie | Sam Buchli ### Dauphiné | Etapa 8 | A consagração de Pogačar Dia de decisões no Dauphiné com a última etapa da edição de 2025. Os ciclistas tiveram pela frente seis contagens de montanha, duas delas de primeira categoria. Jonas Vingegaard e a Visma | Lease a Bike tinham um minuto para recuperar a Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) no último dia de competição para os dois grandes favoritos antes do Tour de 2025. Foto: A.S.O./Tony Esnault Solo de Van der Poel e guarda de honra a Bardet Mal se deu o tiro de partida vários ciclistas adiantaram-se ao pelotão com protagonistas desta edição do Dauphiné como Iván Romeo (Movistar), Jake Stewart (Israel-Premier Tech) e Van der Poel (Alpecin-Deceuninck) a integrarem a fuga do dia. Antes disso, Romain Bardet (Picnic PostNL) teve direito a guarda de honra no seu última dia como ciclista profissional. A fuga rapidamente alcançou uma vantagem de mais de dois minutos até ao ataque de Van der Poel, que iniciou a sua jornada a solo, na procura de defender a sua camisola verde e da tão desejada vitória. Foto: A.S.O./Tony Esnault Van der Poel manteve uma vantagem de um minuto para os perseguidores durante grande parte da etapa, começando a perder terreno na última subida do dia - Col du Mont-Cenis (9.7km a 7%). O neerlandês foi alcançado a 15 km do fim numa altura em que a UAE Emirates-XRG tomou as rédeas do pelotão e começou a reduzir a diferença para a frente. No grupo dos favoritos Evenepoel (Soudal-Quickstep), Halland Johannessen (Uno X-Mobility) e Vingegaard dividiram os ataques sempre com resposta pronta de Tadej Pogačar. Foto: A.S.O./Tony Esnault Lenny Martinez ataca na fuga Lenny Martinez (Bahrain-Victorious) atacou na fuga e seguiu sozinho para a vitória da etapa com Vingegaard e Pogačar sozinhos no segundo grupo. Apesar da perseguição das duas superestrelas, o francês aproveitou a vantagem alcançada pela fuga e uma excelente subida e venceu a última etapa do Dauphiné. Atrás, Vingegaard ficou no segundo posto à frente de Pogačar que confirmou a vitória na geral, o triunfo número 99 do esloveno. Pogačar juntou à geral três vitórias de etapa e a camisola dos pontos numa incrível demonstração de força, com o Tour a ter início dentro de poucos dias. Foto: A.S.O. / Billy Ceusters Vídeo dos últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=Q3tAPRZRvyI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçaoCiclistaEquipaTempo1 MARTINEZ Lenny Bahrain - Victorious3:34:182 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:343 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG,,4 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike0:405 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step,,6 MAS Enric Movistar Team0:457 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:478 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility,,9 HEALY Ben EF Education - EasyPost1:0110 KUSS Sepp Team Visma | Lease a Bike,, Top 10 classificação geral final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Pogacar TadejUAE Team Emirates-XRG29:19:462Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+ 593Lipowitz FlorianRed Bull-BORA-hansgrohe+ 02:384Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step+ 04:215Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility+ 06:126Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike+ 07:287Mas EnricMovistar Team+ 07:578Seixas PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 08:259Rodriguez CarlosINEOS Grenadiers+ 08:5710Martin-Guyonnet GuillaumeGroupama-FDJ+ 10:01 ### Entrevista | Gonçalo Tavares no Giro Next Gen Num ano de superação, Gonçalo Tavares corre o Giro Next Gen com a Hagens Berman Jayco. Abordámos este e outros temas com o corredor de 20 anos. Pelo segundo ano consecutivo, Gonçalo Tavares vai correr o Giro Next Gen, uma das maiores provas do ciclismo sub-23. É o terceiro ano em que está na categoria, à qual chegou proveniente da geração de ouro da Bairrada onde correu com António Morgado, Daniel Lima e Rúben Rodrigues. Está há três anos na Hagens Berman Jayco de Axel Merckx, por onde passaram Rúben Guerreiro, os gémeos Ivo e Rui Oliveira, João Almeida, Pedro Andrade, Diogo Barbosa e António Morgado. No bloco da equipa estadunidense alinham alguns nomes curiosos: Ben Wiggins é filho de Bradley Wiggins, Adam Rafferty é irmão de Darren Rafferty (EF Education), que foi 2.º no Giro Next Gen em 2023. O Giro Next Gen decorre entre 15 e 22 de junho, tem oito etapas e chegadas em alto ao Passo del Maniva e Prato Nervoso. João Almeida, 2.º em 2018, é o único português a ter feito pódio na prova. Ler mais | Giro e Tour na agenda ambiciosa de Daniel Lima __________________________ TopCycling: Como tem corrido a época e como te tens sentido? Gonçalo Tavares: Não tem sido uma época muito fácil. Depois das provas na Croácia o corpo foi-se um pouco a baixo e quando estava a começar a sentir a forma a melhorar tive uma queda forte no Circuito das Ardenas, que veio pausar a melhoria na forma que estava a sentir. Nas últimas semanas tenho-me sentido melhor, mas não me iludo e sei que ainda não estou no nível dos melhores numa prova deste nível. TC: É o teu terceiro ano de sub-23, em que aspetos sentes que evoluíste face aos anteriores? GT: ⁠Não tem sido uma jornada muito fácil enquanto sub-23. No primeiro ano senti que as coisas progrediram bem e embora não tenha visto uma grande evolução acabei o ano bastante motivado e com bons sinais de que conseguia correr com os melhores. No segundo, a seguir a uma pré-época bastante boa, talvez demasiado boa, acabei por entrar numa espiral de cansaço que fez com que a evolução tenha sido nula. Este ano tem sido o maior desafio da minha carreira até agora; por um lado estou em busca das pernas de júnior e do meu primeiro ano de sub-23, por outro lado tento recuperar o lugar mental em que me encontrava nesses tempos. Créditos: Joe Cotterill TC: Fala-se muito da profissionalização dos jovens ciclistas e tu estás numa das melhores estruturas sub-23 do mundo. Sentes-te preparado para dar o salto para o profissionalismo em 2026 ou queres fazer o ciclo de formação completo? GT: ⁠⁠Não estou focado nisso neste momento. Acredito que se tiver propostas e a oportunidade para dar o salto será porque estou pronto, mas neste momento há coisas mais importantes nas quais me tenho de focar e que acredito que sem elas não me adianta pensar na profissionalização. TC: Nesta categoria já foste campeão nacional de contrarrelógio de fundo; o que tem faltado para chegares à vitória fora de Portugal? GT: ⁠⁠Como referi antes, não têm sido anos fáceis. Acredito que, embora tenha crescido muito, especialmente mentalmente, ainda tenho de evoluir um bocadinho fisicamente e resolver o que tenho a resolver mentalmente para a essa vitória chegar. TC: ⁠É o teu segundo Giro Next Gen. O que aprendeste na estreia? GT: ⁠Aprendi que ninguém vem aqui brincar e se o pelotão normalmente já anda muito aqui ainda anda mais. Todos apontam o pico de forma para esta prova e neste momento muitas das equipas até estágios em altitude fazem com os atletas selecionados para esta prova. Isto só demonstra a importância que a prova tem no nosso calendário. Tavares e Rodrigues, meninos de ouro da Bairrada, ainda treinam de vez em quando. TC: ⁠Objetivos para o Giro Next Gen? Quem lidera a tua equipa e qual é o teu papel? GT: ⁠⁠Temos uma equipa forte para as diferentes etapas. Acredito que o Adam [Rafferty] será o líder, mas temos uma equipa forte para ir em busca de etapas mesmo que a geral não seja possível. O meu papel vai ser muito de apoio à equipa e se tiver a oportunidade para lutar por alguma etapa agarrá-la-ei. TC: ⁠Tens um profundo conhecimento deste pelotão; a que corredores devemos estar atentos e quem gostas de ver correr? GT: ⁠Acredito que há muitos talentos neste pelotão, mas o atleta que mais me surpreende a ver correr não é desconhecido para ninguém: Jarno Widar. A facilidade com que ele passa pelo pelotão nas subidas é simples assustadora. TC: ⁠Fizeste a Corrida da Paz com a seleção em 2023 e em 2024, porque não foste este ano? Foi estratégico ou opção técnica do selecionador? GT: ⁠Este ano a equipa tinha duas provas na mesma altura da Corrida da Paz e por essa razão não deixou ninguém ir correr pela seleção. Esta foi a razão pela qual não fui correr pela seleção, basicamente estive a correr pela equipa. TC: ⁠Após o Giro Next Gen, que metas colocas no teu horizonte para a segunda parte da época? GT: ⁠A seguir ao Giro os objetivos passam pelo Giro do Vale de Aosta e depois, se for selecionado, o Tour de l’Avenir [Volta a França sub-23]. ### Dauphiné | Etapa 7 | Pogačar vence etapa rainha Depois de um dia em que Pogačar respondeu aos adversários pelo tempo perdido no contrarrelógio, o Dauphiné entrou na verdadeira alta montanha. Os ciclistas ultrapassaram três contagens de categoria extra, numa etapa com quase 5000 metros de acumulado e num dos dias mais duros da temporada de 2025. Foto: A.S.O./Tony Esnault Bardet prepara a despedida Foram 15 os ciclistas que se adiantaram ao pelotão com destaque para Romain Bardet (Team Picnic PostNL) que vai abandonar o ciclismo profissional neste Dauphiné. Depois de ultrapassadas as duas primeiras subidas, o francês foi o último resistente da fuga mas, não havendo espaço para romantismos, as equipas da geral alcançaram-no a 13 km do fim. Nesta altura faltava a última subida do dia - Valmeinier 1800 (16.2km a 6.8%) - e, Sepp Kuss (Visma | Lease a Bike) foi o primeiro a atacar. Foto: A.S.O./Tony Esnault Mais um solo de Pogačar Ainda antes da barreira dos 10 km para o fim, Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) repetiu o ataque da jornada anterior, sendo seguido por Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) mas não por muito tempo. O esloveno descarregou toda a gente e fez a última subida quase toda a solo, ganhando 14 segundos a Vingegaard e 1'21 a Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe), num grande dia do alemão. A faltar a última etapa, Pogačar voltou a aumentar a vantagem no Dauphiné ficando agora com uma margem na geral de um minuto para Vingegaard. Foto: A.S.O./Tony Esnault Vídeo dos últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=DlUJu2Xu_DA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTEmpo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG4:10:002 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:143 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe1:214 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility2:265 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step2:396 TULETT BenTeam Visma | Lease a Bike3:487 MAS EnricMovistar Team,,8 BUCHMANN EmanuelCofidis3:519 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers,,10 MARTIN GuillaumeGroupama - FDJ,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG25:44:582 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:013 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe2:214 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step4:115 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility5:556 SEIXAS PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team6:507 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike7:188 TULETT BenTeam Visma | Lease a Bike7:249 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers7:4110 MAS EnricMovistar Team7:43 ### Giro e Tour na agenda ambiciosa de Daniel Lima Daniel Lima visa o top 10 no Tour e o pódio no Giro, agora que inicia a terceira época na Israel-Premier Tech sub-23. Está quase a fechar um ano de consolidação para Daniel Lima, talento que tem objetivos ambiciosos nos maiores eventos sub-23, o Giro Next Gen e o Tour de l'Avenir (Volta a França do Futuro). O louletano foi um de vários juniores que passaram a sub-23 fora de Portugal, neste caso na Academia da Israel-Premier Tech. A equipa do WorldTour e as jovens promessas são envolvidas numa dinâmica profissional. Daniel Lima atendeu o TopCycling desde Girona, onde recolheu a nova roupa e bicicleta. É uma rara convivência com os colegas do plantel principal já que as equipas trabalham por separado. A Israel-Premier Tech fez em 2024 a melhor época em oito anos: 29 vitórias, das quais oito foram no WorldTour. Daniel Lima tem acompanhado esta evolução. “Tenho sentido pequenas melhorias em todos os aspetos de ano para ano, tratam-nos como profissionais com o objetivo de que cheguemos à equipa principal. Sem pressões para ganhar, o objetivo é aprender e todos queremos chegar a profissionais.” Daniel Lima ao TopCycling. Foto: Israel-Premier Tech Exibições sólidas no calendário sub-23 Os primeiros dois anos foram de aprendizagem, mas Daniel Lima fez exibições sólidas no calendário sub-23: 10.º na Corrida da Paz 13.º na Flèche Ardennaise 16.º na Liège-Bastogne-Liège 22.º no Mundial de Zurique 23.º na Paris-Tours 26.º na Volta a França do Futuro “Fui consistente. Não ia para ganhar, mas estava lá na frente. A curto prazo quero disputar corridas. Não sei a 100 por cento o que sou, gosto um pouco de tudo: clássicas, Voltas, subidas tipo Liège e Limburgo, mas também descobri que posso ter pernas para a alta montanha. No Giro e na Corrida da Paz senti-me bem, na Volta a França do Futuro era top 15 até cair na última etapa. Este ano sinto-me mais preparado para disputar o Giro Next Gen, apontar ao top 10 da Volta a França do Futuro e sinto que o objetivo é melhorar tudo em vez de algo específico.“ Daniel Lima ao TopCycling. Foto: Israel-Premier Tech Orientações de Ruben Plaza Não têm sido anos fáceis, em parte devido a uma série de quedas e azares. O algarvio não foi à bruxa, mas quase. “No Mundial chocaram contra mim, uma semana antes do Giro Next Gen escorreguei numa curva que fiz mil vezes a treinar… mas sinto que progredi: tolero melhor as horas de treino, em júnior corria à maluca e quando não és o mais forte tens que saber poupar as balas, onde gastar ou poupar energia. Os grandes empenos e carroças é que nos fazem pensar antes de atacar logo no quilómetro zero.” Tem sido um desenvolvimento paciente. Aos oito anos deu as primeiras pedaladas no BTT Loulé, agora está na antecâmara do profissionalismo. Ruben Plaza – ex de Benfica, Lampre e Movistar – coordena a cantera da Israel. O vencedor de etapas na Vuelta e no Tour é o preparador do português. “Desde o início que trabalho com o Ruben Plaza. Gosto do método dele: dá-me alguma liberdade e é um dos mais profissionais dentro da equipa. Gosto da vida de ciclista, dos processos, da disciplina de deitar cedo e treinar muitas horas. Quando caio o desafio é voltar mais forte. Em juniores considero que fui à universidade e na Israel que comecei logo a trabalhar.” Daniel Lima ao TopCycling. Nas férias pôs a mochila às costas e foi caminhar pelo monte. Desconexão na natureza seguindo um plano de atividades físicas complementares ao ciclismo. Nadar, caminhar e correr segundo orientações de Ruben Plaza. Sem pressa porque a época de Daniel Lima só deve começar em março. Foto: Israel-Premier Tech Foto: Israel-Premier Tech Cinco horas a 280 watts Quando se analisam os rivais de Daniel Lima há um aspeto óbvio: o pelotão sub-23 está a andar muito. Do top 10 da Volta a França do Futuro oito estarão no WorldTour e dois em ProTeams em 2025. Completo, sólido, mas ainda sem o toque ganhador. O louletano passou parte do ano a trabalhar para Joe Blackmore – nove triunfos na passada época e primeiro britânico vencedor do Tour sub-23. “Disseram-me que o top 15 fez melhores tempos que o top 3 de há alguns anos. Dou-me bem com o Blackmore, é calculista e sabe usar a energia. Não esperava tanto, mas sabia que ia disputar corridas. Em 2023 fez top 10 no Ruanda e no Tour, o potencial fluiu, começou a ganhar e nunca mais parou. Quem me impressionou foi o Jarno Widar, tem um motor mesmo forte. Em Aosta puxava nos vales, nas subidas e a ritmo descarregava toda a gente. Falta-lhe a parte estratégica porque só ganhou porque ia muito forte.” Claro que há sempre um dia na época em que se voa. Para Daniel Lima foi na Volta NXT, clássica que passa em subidas da Amstel Gold Race, na região do Limburgo neerlandês. “Foi o dia todo a trabalhar e ainda fiz 32.º. Cinco horas a 280 watts (quase 5 W/kg de potência média normalizada) o que é bom para os meus 1,76 m/60 kg.” Daniel Lima ao TopCycling. "Gostava de ganhar a Volta ao Algarve" Encontrar Daniel Lima por estes dias é fácil, é na serra algarvia que se lançam os pilares para uma longa época onde o Tour e o Giro se perfilam como objetivos ambiciosos. Ao lado do louletano é provável que esteja Noah Campos, campeão nacional de sub-23. Noah é de Boliqueime e é irmão de Daniela Campos, mas foi colega de turma e de clube de ciclismo de Daniel Lima. "Normalmente damos uma voltinha pelo Barranco do Velho, Malhão, Ameixela. À beira-mar só vamos quando é treino de recuperação. Não tenho um objetivo de carreira, mas gostava de ganhar a Volta ao Algarve porque Fóia e Malhão são as subidas onde treino. Quando for gostava de ir em condições para disputar a corrida. Também gostava de fazer as grandes Voltas e clássicas." Daniel Lima ao TopCycling. Na tranquilidade da serra, rodeados por figos e medronhos, no Algarve só empena quem não sabe que nas árvores está a salvação para a falta de alimento. Ler mais | 51.ª Volta ao Algarve com percurso renovado promete espetáculo ### Specialized Turbo Levo 4 | Teste com Campeão Nacional de Enduro A nova Specialized Turbo Levo 4 promete ser uma das referências entre as e-bikes de enduro em 2025 — e para perceber até onde vai o desempenho desta bicicleta elétrica da Specialized, convidámos o campeão nacional de Enduro Master 35, Ricardo Vicente, para a testar nos trilhos da Serra de Sintra. Após algumas semanas de teste com a bicicleta, o Ricardo partilha a sua opinião acerca da performance em descida, a potência do motor e o comportamento geral da bicicleta. Vídeo https://youtu.be/0lki3MMqTq4?si=rpca-tq-NMYVLy-P ### Dauphiné | Etapa 6 | A resposta do campeão do mundo O Dauphiné entrou na sua fase decisiva com a etapa seis a servir de mote para um fim de semana de alta montanha e que promete espetáculo. Apesar de menos dura que as próximas duas etapas, os ciclistas ultrapassaram 127 km com duas subidas de segunda categoria em sucessão que culminavam com o final da etapa. Ler mais | Dauphiné | Etapa 5 | Jake Stewart supersónico Foto: A.S.O./Tony Esnault Van der Poel tentou de novo Mathieu Van der Poel ((Alpecin-Deceuninck) camisola verde e o mais combativo desta edição, tentou novamente a sua sorte entrando na fuga do dia juntamente com sete ciclistas. Apesar do poderio dos ciclistas em fuga, as equipas dos favoritos tinham outras intenções e o ritmo foi elevado desde início mantendo a fuga a menos de dois minutos. Na subida de primeira categoria a Visma | Lease a Bike impôs um ritmo forte e alguns dos fugitivos foram alcançados ficando apenas Michael Leonard (INEOS Grenadiers) e Alex Baudin (EF Education - EasyPost) na frente, com pouco mais de um minuto sobre um grupo dos favoritos muito reduzido. A.S.O./Tony Esnault Primeiro duelo Pogačar vs Vingegaard Na dupla ascensão final, a UAE Emirates-XRG entrou a matar preparando o ataque de Pogačar que quando aconteceu ninguém o conseguiu seguir. O campeão do mundo teve a companhia de Vingegaard (Visma | Lease a Bike) mas apenas durante uns metros, já que o dinamarquês não aguentou o ritmo de Pogačar. Pogačar fez os últimos quilómetros sozinho e foi ganhando segundos subida acima vencendo a etapa e subindo à liderança do Dauphiné. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Vingegaard ficou no segundo posto a um minuto do vencedor com a terceira posição a ficar para Florian Lipowitz (Bull - BORA - hansgrohe). Remco Evenepoel (Soudal-Quickstep) líder à partida, quebrou e perdeu quase dois minutos para Pogačar antes das duas derradeiras jornadas. Últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=fH4tKfhpgcU&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG2:59:462 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:013 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe1:224 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:305 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:506 BAUDIN AlexEF Education - EasyPost1:567 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility2:038 BARRÉ LouisIntermarché - Wanty2:049 TULETT BenTeam Visma | Lease a Bike,,10 SEIXAS PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG21:35:082 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:433 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:544 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:225 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:416 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla2:287 BARRÉ LouisIntermarché - Wanty2:398 SEIXAS PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team2:499 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility3:2110 TULETT BenTeam Visma | Lease a Bike3:26 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Tony Esnault ### Trek Air Rush - A nova bomba elétrica portátil A Trek apresentou a Air Rush, a sua nova bomba elétrica que caracterizam como compacta e inovadora e que substitui as bombas manuais e os cartuchos de CO2 por um único dispositivo recarregável e portátil. Com esta bomba, os ciclistas podem reparar um furo de forma rápida e simples basta marcar a pressão ideal e carregar no botão. Ler mais | Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Trek Air Rush A Air Rush inclui um ecrã a cores que permite ajustar a pressão dos pneus. A sua lanterna integrada vai ajudar quando a luz natural é pouca ou inexistente. Inclui também adaptadores para válvulas Presta e Schrader, além de outros acessórios, permitindo que seja utilizada em diversas ocasiões e em vários locais. Bateria e carregamento Esta bomba elétrica da Trek é alimentada por uma bateria de polímero de lítio (LiPo) de 3,7 Wh, concebida para funcionar a temperaturas desde os -10° até aos 45°. A bateria é simples de carregar com um cabo USB-C e, quando totalmente carregada, substitui quase quatro cartuchos de CO₂ de 16g, fornecendo ar suficiente para encher quatro pneus de 29x2,4˝ a 30 PSI ou três pneus 700x28 a 75 PSI. Pressão A Air Rush é capaz de atingir pressões de 120 PSI em dois pneus, podendo ser utilizada numa grande variedade de pneus e ser a solução ideal para ciclistas de montanha, estrada e urbanos. Dimensões Pesando apenas 108 gr e com 80 x 45 x 32 mm, a Air Rush é fácil de colocar no bolso de uma jersey ou numa mochila e de ser transportada convenientemente em qualquer volta de bicicleta. A Air Rush já se encontra disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Dauphiné | Etapa 5 | Jake Stewart supersónico A quinta etapa do Dauphiné serviu de transição entre o contrarrelógio e a entrada da corrida nas derradeiras etapas de alta montanha. Os ciclistas ultrapassaram 183 km, num dia em que a segunda metade da etapa era bastante acidentada, mas também a última oportunidade para os homens rápidos. Ler mais | Dauphiné | Etapa 4 | Evenepoel domina em dia menos de Pogacar Foto: A.S.O./Tony Esnault Calma antes da tempestade Os favoritos à classificação geral tiveram um dia tranquilo, apesar de uma queda sem grandes consequências na parte final da etapa, do líder Remco Evenepoel (Soudal-Quickstep). O pelotão, conduzido pela Lidl-Trek, nunca deu grande vantagem ao quinteto fugitivo, mantendo a fuga sempre a rondar o minuto. O ritmo seguiu forte e a diferença para a fuga desceu circunstancialmente na última subida do dia, situada a 25 km da meta. A.S.O./Tony Esnault Pelotão preparou sprint ao leme da Lidl-Trek A Lidl-Trek continuou o trabalho que fez durante toda a jornada alcançando a resistente fuga nos derradeiros 2 km, com a ajuda da Uno-X Mobility. Numa aproximação full-gas até à meta os sprinters lutaram pela última oportunidade de vencer no Dauphiné. Foi Jake Stewart (Israel-Premier Tech) quem contrariou o favoritismo de Jonathan MIian (Lidl Trek) e venceu a quinta etapa do Dauphiné. Axel Laurance (INEOS Grenadiers) ficou no segundo lugar e Søren Wærenskjold (Uno-X Mobility) ficou no terceiro posto. Esta foi a primeira vitória no WorldTour para Jake Stewart, a quarta na carreira do jovem ciclista. A.S.O./Tony Esnault Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 STEWART JakeIsrael - Premier Tech4:03:462 LAURANCE AxelINEOS Grenadiers,,3 WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility,,4 PITHIE LaurenceRed Bull - BORA - hansgrohe,,5 MILAN JonathanLidl - Trek,,6 PENHOËT PaulGroupama - FDJ,,7 JEANNIÈRE EmilienTeam TotalEnergies,,8 WRIGHT FredBahrain - Victorious,,9 VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck,,10 TRONCHON BastienDecathlon AG2R La Mondiale Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step18:34:542 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:043 VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck0:144 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:165 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla0:306 ROMEO IvánMovistar Team0:317 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG0:388 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike0:399 WRIGHT FredBahrain - Victorious1:1610 LUTSENKO AlexeyIsrael - Premier Tech1:24 Vídeo últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=R3pC-eP_feI&ab_channel=TNTSportsCycling ### Dauphiné | Etapa 4 | Evenepoel domina em dia menos de Pogacar Remco Evenepoel venceu a quarta etapa do Critério do Dauphiné, em dia de contrarrelógio. Tadej Pogacar perdeu tempo para o belga e para Jonas Vingegaard Quarto dia do Dauphiné sem surpresas em relação ao vencedor: Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) conquista mais um contrarrelógio, e fica também dono da camisola amarela. Jonas Vingegaard (Visma | LAB) perdeu 0:20 para o belga, mas ganhou quase meio minuto a Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) na luta pela geral. Ler mais | Dauphiné | Etapa 3 | Novo líder e nova surpresa Foto: A.S.O. Billy Ceusters Surpresa no top 3 A quarta etapa do Critério do Dauphiné viu sair para a estrada um contrarrelógio de 17,4 km entre Charmes-sur-Rhône e Saint-Péray. Remco Evenepoel confirmou o favoritismo, e venceu com o tempo de 20:50 e média de 50,112 km/h. Terceira vitória do ano, e segunda consecutiva no crono do Dauphiné, depois de também ter triunfado em 2024. Atrás do campeão olímpico de contrarrelógio chegou Jonas Vingegaard. O dinamarquês perdeu 0:21 para Evenepoel, mas conquistou tempo a todos os outros favoritos à classificação geral. A grande surpresa do dia foi a prestação de Tadej Pogacar. O esloveno falhou o pódio da etapa, ficando atrás de Matteo Jorgenson (Visma | LAB). Perde 0:49 para Evenepoel e 0:28 para Vingegaard antes do início da montanha no Critério do Dauphiné. Ler mais | Remco Evenepoel falou à imprensa – “Quero estar no Tour a 200%” Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Remco também leva a amarela Dupla vitória para Remco Evenepoel, que sucede a Ivan Romeo (Movistar) na liderança da classificação geral. O espanhol terminou em 13º, a 1:26 do belga, e cai para a terceira posição da classificação geral, a 0:09 do primeiro lugar. Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) também teve um dia positivo: terminou a etapa em quinto lugar, a 0:57 do vencedor, e ocupa agora a segunda posição da geral, apenas a 0:04 do campeão do mundo de contrarrelógio. Jonas Vingegaard está na quinta posição da classificação geral, a 0:16 do primeiro colocado. Pogacar segue em oitavo, a 0:38, seguido por Jorgenson, a 0:39. Ler mais | Lipowitz e Red Bull testam em túnel centenário Foto: The Red Bulletin/Jojo Harper Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=RlfLcMvHAAc&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa RankNomeEquipaTempoMédia (km/h)1Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:20:5050.1122Jonas VingegaardTeam VismaLease a Bike0:21:003Matteo JorgensonTeam VismaLease a Bike0:21:384Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG0:21:4948.2225Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe0:21:5747.9276Mathieu Van der PoelAlpecin - Deceuninck0:22:0247.7447Rémi CavagnaGroupama - FDJ0:22:0747.5638Eddie DunbarTeam Jayco AlUla0:22:1047.4559Tobias FossINEOS Grenadiers--47.45510Paul SeixasDecathlon AG2R La Mondiale Team0:22:1247.383 Top 10 da classificação geral RankNomeEquipaTempo1Remco EvenepoelSoudal Quick-Step14:31:082Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe0:043Iván RomeoMovistar Team0:094Mathieu Van der PoelAlpecin - Deceuninck0:145Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:166Eddie DunbarTeam Jayco AlUla0:307Harold TejadaXDS Astana Team"8Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG0:389Matteo JorgensonTeam Visma0:3910Louis BarréIntermarché - Wanty1:03 Créditos da fotografia de destaque: Dario Belingheri/Getty Images ### Lipowitz e Red Bull testam em túnel centenário Red Bull – BORA – hansgrohe e Florian Lipowitz prepararam o contrarrelógio do Dauphiné testando o equipamento no Túnel Catesby. Um engenheiro e um ciclista encontraram-se num túnel inglês com o objetivo de tornar Florian Lipowitz (Red Bull – BORA – hansgrohe) uma máquina no contrarrelógio no Dauphiné. A infraestrutura situa-se 50 km a sudeste de Birmingham, Inglaterra. O túnel faz parte da antiga linha de comboio Grand Central Main Line, que a partir de finais do período Vitoriano (1897) uniu o país de Norte a Sul Como é que o ciclismo se cruza com a história desta linha de comboio? Pela possibilidade de testarem num ambiente ideal do ponto de vista da aerodinâmica. Ler mais | Red Bull procura o próximo diamante do ciclismo Dan Bigham é o responsável pela performance da Red Bull – BORA – hansgrohe.Foto: The Red Bulletin/Jojo Harper Indústria automóvel tem sido visita frequente O Túnel Catesby mede 2740 metros de extensão numa linha reta perfeita, que foi asfaltada na perfeição. A temperatura é estável e não há vento, aspeto que permite aos engenheiros controlar todas as variáveis. Após ser reacondicionada, a indústria automóvel tem sido visita frequente. Florian Lipowitz é o primeiro ciclista do WorldTour a testar nesta zona das Midlands. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1932785409701884390 Expert em aerodinâmica trabalha em Milton Keynes A novidade não está alheia à chegada do antigo ciclista Dan Bigham, que saiu da Ineos para coordenar o departamento de performance da Red Bull – BORA – hansgrohe. Engenheiro e pistard campeão olímpico, mundial e europeu, Dan Bigham exercia o mesmo cargo na Ineos na época passada. O expert em aerodinâmica trabalha em Milton Keynes, partilhando espaço com engenheiros ligados a outros projetos da Red Bull. A partilha de conhecimento com engenheiros ligados à Fórmula 1 e à vela, onde a aerodinâmica é decisiva, foi chave para convencer Dan Bigham a aceitar o desafio. Ler mais | Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos Foto: The Red Bulletin/Jojo Harper Lipowitz testou com a S-Works Shiv TT A procura da eficiência na estrada exige que os engenheiros testem os equipamentos em ambientes controlados. Sem esta possibilidade, pode haver variações na posição, no produto ou na roupa que afetam o atleta em competição. Lipowitz testou com a S-Works Shiv TT, esperando-se novidades técnicas tanto no crono do Dauphiné como no Tour de France. “Desde o ponto de vista aerodinâmico e da engenharia, é um ambiente único. Testamos em múltiplas condições, mas o motivo por termos ido ao Túnel Catesby é o nível de controlo. Não há ventos de frente, cruzados ou alterações de pendente difíceis de média. Permite ser extremamente precisos nas nossas medições – exatamente o que precisamos quando nos focamos nos mesmos detalhes mais pequenos.” Dan Bigham à Red Bull – BORA – hansgrohe. ### Dauphiné | Etapa 3 | Novo líder e nova surpresa A terceira etapa do Critério do Dauphiné apresentava aos ciclistas 207 km para percorrer, a tirada mais longa da edição de 2025. Depois de um dia disputado ao sprint, o perfil era um pouco mais sinuoso com várias subidas explosivas já na parte final da corrida, a que se juntaram o calor e os mais de 3000 metros de acumulado. Créditos: LaPresse Fuga numerosa foi protagonista Foram 13 os integrantes na fuga do dia com destaque para Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) visto como um dos grandes favoritos ao dia de hoje. O pelotão rodou a alta velocidade, tendo feito descolar o líder, Jonathan Milan (Lidl-Trek) várias vezes no decorrer da etapa, tendo o italiano estado em constante recuperação. Nos últimos 20 km o pelotão encabeçado pela UAE Emirates XRG aproveitou as constantes inclinações da estrada para retirar tempo valioso à fuga. Créditos: A.S.O./Tony Esnault Escapados disputaram a etapa Com tanta qualidade e frescura, a fuga voltou a aumentar a distância para o pelotão aproveitando os vários ataques e contra ataques. Iván Romeo (Movistar) foi um dos ciclistas que mais mexeu na fuga com dois ataques poderosos, o último, decisivo. Apesar da reação dos companheiros de fuga, mais ninguém alcançou o campeão do mundo de contrarrelógio de sub-23 que acabou por vencer a terceira etapa do Critério do Dauphiné. Créditos: A.S.O./Tony Esnault Classificação geral ao rubro Apesar dos favoritos à geral chegarem integrados no pelotão, a classificação geral está ao rubro com vários ciclistas como Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) a ganharem quase um minuto ao pelotão, acendendo ainda mais a classificação antes do contrarrelógio. Iván Romeo é o novo camisola amarela depois de um dia de grande luta de Jonathan Milan e da Lidl-Trek. A Movistar não vestia a camisola amarela no Dauphiné desde 2009. Quilómetros finais da etapa https://www.youtube.com/watch?v=I5FnAIhLrHE&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROMEO Iván Movistar Team4:34:102 TEJADA Harold XDS Astana Team0:143 BARRÉ Louis Intermarché - Wanty,,4 LIPOWITZ Florian Red Bull - BORA - hansgrohe,,5 VAN DER POEL Mathieu Alpecin - Deceuninck0:276 LAURANCE Axel INEOS Grenadiers,,7 ROLLAND Brieuc Groupama - FDJ,,8 BERNARD Julien Lidl - Trek,,9 LEKNESSUND Andreas Uno-X Mobility,,10 DUNBAR Eddie Team Jayco AlUla0:29 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROMEO IvánMovistar Team14:09:012 BARRÉ LouisIntermarché - Wanty0:173 TEJADA HaroldXDS Astana Team0:184 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:245 VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck0:296 ROLLAND BrieucGroupama - FDJ0:377 LEKNESSUND AndreasUno-X Mobility,,8 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla0:399 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG1:0610 WRIGHT FredBahrain - Victorious1:12 Créditos da fotografia de destaque: Movistar - Sprint Cycling ### Dauphiné | Etapa 2 | Milan domina e veste a amarela Vingança dos sprinters no Critério do Dauphiné. Milan não teve rivais na chegada rápida, depois dos favoritos à geral enganarem o pelotão na primeira etapa Segunda etapa do Critério do Dauphiné viu Jonathan Milan rematar um tremendo trabalho da Lidl - Trek. O italiano chegou a descolar do pelotão durante o dia, mas triunfou em Issoire e roubou a camisola amarela a Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG). Ler mais | Dauphiné | Etapa 1 | Pogacar bate Vingegaard… ao sprint Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Dia de descanso para os favoritos Uma etapa com pouca história, depois de um primeiro dia muito animado no Dauphiné. Esperava-se um final ao sprint num percurso com poucas dificuldades para os homens rápidos. O pelotão apanhou o quarteto que compunha a fuga do dia com mais de 40 km para o fim da etapa, e seguiu junto, com muita luta pela colocação entre as equipas dos favoritos à classificação geral. A 19 km do fim, na última dificuldade do dia, Romain Bardet (Team Picnic PostNL) tentou a sua sorte na última prova da carreira. Atacou o pelotão e seguiu sem ninguém na sua roda. Créditos: Unipublic/Cxcling Bardet animou mas Milan ditou a lei no Dauphiné O francês passou sozinho no topo da última subida do dia, com curta vantagem sobre o pelotão. Aguentou-se na frente durante 10 km, até voltar a ser alcançado por um pelotão onde os sprinters não iam ser enganados pelo segundo dia consecutivo. A aproximação à meta foi algo tensa, com muita luta entre as equipas dos sprinters e dos favoritos à classificação geral pela colocação na frente do pelotão. Na chegada, a Lidl - Trek deixou Jonathan Milan em ótima posição, para rematar um sprint onde não teve qualquer oposição. Fred Wright (Bahrain - Victorious) foi segundo, e Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) fechou o pódio da etapa. Com a ajuda das bonificações, Milan também rouba a camisola amarela a Tadej Pogacar, no seu sétimo triunfo da temporada. Ler mais | O genuíno e talentoso Jonathan Milan Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=8Pw_e-99v_8&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MILAN JonathanLidl - Trek4:54:492WRIGHT FredBahrain - Victorious, ,3VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck, ,4FREDHEIM StianUno-X Mobility, ,5JEANNIÈRE EmilienTeam TotalEnergies, ,6TRONCHON BastienDecathlon AG2R La Mondiale Team, ,7FEDOROV YevgeniyXDS Astana Team, ,8LOUVEL MatisIsrael - Premier Tech, ,9VENTURINI ClémentArkéa - B\&B Hotels, ,10TRENTIN MatteoTudor Pro Cycling Team, , Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MILAN JonathanLidl - Trek9:34:512POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG, ,3VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck0:024WRIGHT FredBahrain - Victorious0:045VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike, ,6PAGE HugoIntermarché - Wanty0:087FOLDAGER AndersTeam Jayco AlUla0:098POLITT NilsUAE Team Emirates - XRG, ,9TRONCHON BastienDecathlon AG2R La Mondiale Team0:1010PENHOËT PaulGroupama - FDJ, , Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Shimano lança o Q'AUTO A Shimano anunciou o lançamento do Q'AUTO, um sistema de mudanças automáticas sem bateria para todas as bicicletas urbanas, de trekking e de gravel. A última inovação da SHIMANO em sistemas de mudança adopta essa ideia e transforma-a radicalmente, ao combinar a alegria e a simplicidade de andar numa bicicleta mecânica com mudanças electrónicas. Ler mais | NOVO Shimano XTR M9200 Di2 – Testámos e explicamos todos os detalhes Shimano Q'AUTO Até agora, as mudanças totalmente automáticas só eram possíveis em bicicletas eléctricas maisrecentes. A Q'AUTO é uma tecnologia inovadora concebida para tornar o ciclismo mais agradável e acessível aos ciclistas de todos os níveis. Oferece uma experiência única e distinta das e-bikes: com mudanças automáticas, maximiza o seu potencial oculto, permitindo-lhe experimentar a facilidade de andar na mudança perfeita. Sem necessidade de carga O Q'AUTO vai estrear-se com o revolucionário Shimano CUES FH-U6060, um cubo livre desenvolvidoespecificamente para mudanças automáticas, integra uma função de dínamo no interior do seu corpoque gera a sua própria energia com cada pedalada. No interior do cubo existem três sensores para controlar a velocidade, a cadência e a inclinação, permitindo ao Q'AUTO recolher energia enquanto pedala e armazenar a eletricidade necessária para efetuar a passagem de mudanças. O seu hardware e software de vanguarda permite criar um estilo totalmente novo de bicicleta que proporciona passagens de mudanças automáticas sem preocupações com carregamento de bateria. Junto com o cubo Shimano CUES FH-U6060, são lançados no mercado a mudança traseira ShimanoCUES RD-U8050-SGS/GS e o manipulo de mudanças sem fios SW-EN605-R. A mudança traseira é compatível com toda a gama de manípulos e mudanças Di2 sem fios da Shimano - desde hastes retas às hastes de estrada. Aprendizagem adaptativa O Q'AUTO vem eliminar os palpites nas mudanças e garante manter automaticamente os ciclistas namudança certa, aprendendo à medida que estes fazem passagem de mudanças com a monitorização darelação entre o ciclista e as condições de condução que estão a experienciar. Com o manipulo de mudanças Di2, os ciclistas podem fornecer feedback imediato, de modo a nãointerferir com a fluidez de condução. Ao tocar no manipulo para ajustar uma mudança diferente, o sistema seleciona essa mudança e memoriza-a para situações semelhantes. Com mais de 6.500 padrões algorítmicos possíveis de escolher, o Q'AUTO adapta-se ao estilo de condução e a qualquer desafio que encontre. Com o passar do tempo, a bicicleta torna-se exclusiva do utilizador - fazendo as passagens de mudançasque se deseja desde quase as primeiras pedaladas. Quanto mais se pedala mais sintonizados se ficacom a bicicleta. FH-U6060: Automatic Shifting Dynamo FREEHUB Battery-Free Convenience: A função dínamo gera a sua própria energia, eliminando a necessidade de substituir ou carregar baterias. Velocidade, cadência e sensores de inclinação que suportam mudanças automáticas suaves e precisas. Mudanças de velocidades personalizadas : A função de aprendizagem adaptativa recorda os padrões de mudança do ciclista e oferece mudanças optimizadas adaptadas aos estilos de condução individuais. Compatibilidade com cassetes LINKGLIDE 1x10V ou 1x11V Li-ion condensador de iões que podem armazenar energia mais de um ano. 142x12mm eixo E-Thru Furação: 28F, compatível com 32 e 36F RD-U8050-SGS/GS: Mudança traseira Di2 Comunicação sem fios LINKGLIDE Compativel com Q’AUTO Indicador LED Botão de função que permite trocar entre 3 modos predefenidos Compativel com cassetes LINKGLIDE: 11-vel.11-50D, 11-45D, e 10-vel. 11-48D (RD-U8050-SGS) 10-vel. 11-43D (RD-U8050-GS) SW-EN605-R: Manipulo / mud. com comunicação sem fios Manipulo com 3 botões de operação intuitiva Indicador LED permite verificar a vida da bateria 2 pilhas- tipo moeda CR1632 Personalizável com E-TUBE PROJECT Cyclist app (Versão 5.2 ou maisrecente) Abraçadeira 22.2mm ### Taça do Mundo de XCO – Ronda 4: Surpresa em Leogang A quarta ronda da Taça do Mundo de XCO correu-se na Áustria. Ondrej Cink estreou-se a vencer e Puck Pieterse continua temporada de grande nível Correu-se, no fim de semana de 7 e 8 de junho, a quarta ronda da Taça do Mundo de XCO. Em solo austríaco, foi um estreante croata a vencer nos homens, e uma cara conhecida a levantar os braços na corrida feminina. Ler mais | Taça do Mundo de XCO – Ronda 3: Nové Město Na Moravě Créditos: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Corrida masculina Corrida emocionante com desfecho épico na competição masculina. O dia arrancou forte, e a primeira volta viu Mathias Flückiger (Thömus Maxon) passar na liderança. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1931702697746461010 No entanto, aos poucos, quem tomou controlo da corrida foi Ondrej Cink (Cube Factory Racing), experiente corredor de 34 anos, que andou durante largas temporadas longe dos lugares mais altos da modalidade. O checo aproveitou as descidas mais técnicas para abrir um espaço cada vez maior na frente da corrida. Nas últimas voltas, o duo suíço, composto por Fabio Püntener e Flückiger, uniu esforços para alcançar a frente da corrida. Chegaram perto, mas nunca alcançaram Ondrej Cink, que aos 34 anos se estreou como vencedor de uma prova da Taça do Mundo de XCO, depois de anos a lutar contra lesões, e um problema cardíaco em 2019 que o fez questionar a continuidade no desporto. Vídeo resumo da corrida https://youtu.be/5KAlnESkt_A?si=okJpC0mejwiZuwdl Top 10 da corrida #RiderEquipaTempo1Ondřej CINKCUBE FACTORY RACING01:25:052Mathias FLÜCKIGERTHÖMUS MAXON+00:00:183Fabio PÜNTENERBIKE TEAM SOLOTHURN+00:00:274Mathis AZZAROORIGINE RACING DIVISION+00:00:435Lars FORSTERTHÖMUS MAXON+00:01:136Filippo COLOMBOSCOTT-SRAM MTB RACING TEAM+00:01:157Luca MARTINCANNONDALE FACTORY RACING+00:01:208Luca SCHWARZBAUERCANYON CLLCTV XCO+00:01:449Vital ALBINTHÖMUS MAXON+00:01:4610Alan HATHERLYGIANT FACTORY OFF-ROAD TEAM - XC+00:01:53 Corrida feminina A prova feminina foi um contraste quando comparada com a dos homens. Puck Pieterse (Alpecin-Deceuninck) arrancou muito bem, diretamente para a frente da corrida, e impôs um ritmo forte desde o início. Loana Lecomte (BMC Factory Racing) foi a primeira a segurar a roda da neerlandesa, mas foi Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team) quem conseguiu dar luta a Pieterse durante mais tempo. A meio da corrida, a atleta da Aplecin - Deceuninck já contava com cerca de 1:00 de vantagem sobre Maxwell. Atrás das duas, acontecia uma luta emocionante pelo terceiro lugar entre Lecomte, Ramona Forchini (BIXS Performance Race Team) e Jolanda Neff (Cannondale Factory Racing) - colega da portuguesa Ana Santos. A tendência da corrida manteve-se até ao fim. Puck Pieterse venceu com relativa facilidade, Maxwell foi segunda apesar de ter sido obrigada a parar devido a um problema técnico. Neff fechou o pódio na Áustria. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=TtsO16omFlY&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida #RiderEquipaTempo1Puck PIETERSEALPECIN-DECEUNINCK01:26:392Samara MAXWELLDECATHLON FORD RACING TEAM+00:00:503Ramona FORCHINIBIXS PERFORMANCE RACE TEAM+00:01:264Jolanda NEFFCANNONDALE FACTORY RACING+00:01:415Tamara WIEDMANNMONDRAKER FACTORY RACING XC+00:01:416Loana LECOMTEBMC FACTORY RACING+00:02:047Isla SHORT—+00:02:268Nicole KOLLERGHOST FACTORY RACING+00:02:469Mona MITTERWALLNERMONDRAKER FACTORY RACING XC+00:03:0610Jenny RISSVEDSCANYON CLLCTV XCO+00:03:08 Créditos da fotografia de destaque: WHOOP UCI Mountain Bike World Series ### Dauphiné | Etapa 1 | Pogacar bate Vingegaard... ao sprint Espetacular abertura do Critério do Dauphiné com Pogacar a bater ao sprint Vingegaard, Evenepoel e Van der Poel. Arrancou este domingo o Dauphiné, corrida de preparação para o Tour, que reúne Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG), Jonas Vingegaard (Visma | LAB) e Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). O pódio da passada edição do Tour apresentou-se com vontade de dar espetáculo numa das mais importantes provas de uma semana do calendário WorldTour. Ler mais | Liège-Bastogne-Liège 2025 – Sai o nono monumento para Pogacar Foto: A.S.O. Billy Ceusters Ataque a 5 km do fim definiu a corrida A história da etapa conta-se com uma fuga de dois homens, que não ameaçou o pelotão, e de um ataque de Fred Wright (Bahrain - Victorious) a 15 km do fim, que seria anulado menos de 10 km depois. Nessa altura, surge o momento decisivo da etapa. Jonas Vingegaard atacou o pelotão com 5 km para o fim e foi seguido por Pogacar, Mathieu van der Poel (Alpecin - Deceuninck) e Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious). Evenepoel juntou-se pouco depois ao quarteto. Os cinco colaboraram na frente da corrida, que nunca teve muito mais que 0:05 de vantagem para o pelotão. As equipas dos sprinters tentaram apanhar os homens da frente, mas não tiveram sucesso e foram os fugitivos a discutir a vitória. Ler mais | Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” OVERIJSE, BELGIUM - APRIL 18: Remco Evenepoel of Belgium and Team Soudal Quick-Step celebrates at podium as race winner during the 65th De Brabantse Pijl - La Fleche Brabanconne 2025 - Men's Elite a 162.6km one day race from Beersel to Overijse on April 18, 2025 in Overijse, Belgium. (Photo by Luc Claessen/Getty Images) Pogacar bate Van der Poel ao sprint A etapa foi decidida com um sprint entre os cinco da frente, numa altura em que o pelotão estava mesmo a alcançar o quinteto. Van der Poel abriu o sprint a 200 m da meta, mas Pogacar conseguiu ultrapassar o neerlandês. A maior réplica até veio de Vingegaard, que também superou o corredor da Alpecin. Oitava vitória de Pogacar em 2025 e primeira de um campeão mundial de estrada no Dauphiné em 41 anos, desde Greg Lemond, em 1985. Ler mais | Paris-Roubaix 2025: Rei Van der Poel Créditos da fotografia de destaque: LaPresse Vídeo do final da etapa https://youtu.be/m15_eKaFI30?si=JDDBVCxgSB2gba2h TOP 10 da etapa PosiçãoNomeEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates-XRG04:40:122Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+ 003Mathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck+ 004Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 005Jake StewartIsrael-Premier Tech+ 006Hugo PageIntermarché-Wanty+ 007Bastien TronchonDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 008Clément VenturiniARKEA-B&B HOTELS+ 009Benjamin ThomasCofidis+ 0010Paul PenhoëtGroupama-FDJ+ 00 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoNomeEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates-XRG04:40:022Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+ 043Mathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck+ 064Nils PolittUAE Team Emirates-XRG+ 095Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 106Jake StewartIsrael-Premier Tech+ 107Hugo PageIntermarché-Wanty+ 108Bastien TronchonDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 109Clément VenturiniARKEA-B&B HOTELS+ 10 ### Eslovénia | Ivo restaura a honra dos Oliveira Vitória de Ivo Oliveira no fecho da Volta à Eslovénia teve sabor a vingança após Rui Oliveira ter perdido na secretaria a 2.ª etapa. Ivo Oliveira vingou Rui Oliveira na última etapa da volta à Eslovénia, em Novo Mesto. O ciclista da UAE Emirates triunfou num sprint reduzido e confirmou a vitória para os gémeos Oliveira, depois do irmão Rui ter sido relegado no segundo dia da prova. Ler mais | Eslovénia | Decisão rigorosa tira vitória a Rui Oliveira Foto: Matic Klansek Velej / Sportida Terceira vitória do gaiense este ano No quinto e último dia da Volta a Eslovénia, o pelotão onde seguia Ivo Oliveira discutia a etapa, mas também a classificação geral da prova. Um percurso ondulante, mas sem muitas dificuldades, com a última subida do dia (1,7 km a 9,7 %) a 9 km da meta. Essa ascensão foi suficiente para selecionar o grupo e eliminar alguns dos homens rápidos da corrida pela vitória. No sprint em grupo reduzido, Ivo Oliveira não deu hipótese à concorrência. É a terceira vitória do gaiense este ano, depois das duas somadas no Giro d'Abruzzo. Até ao início de abril, Ivo Oliveira só tinha três vitórias: um prólogo em França e dois triunfos nos campeonatos nacionais. Continua a grande temporada dos portugueses, já que António Morgado, João Almeida e Iúri Leitão também venceram na presente época. https://twitter.com/TourOfSlovenia/status/1931682329379877176 Ivo Oliveira no melhor momento da carreira A classificação geral sorriu a Anders Halland Johannessen, que deu à Uno-X Mobility a primeira corrida por etapas da temporada. Felix Großschartner, colega de equipa dos gémeos Oliveira, terminou em segundo, e Tao Geoghegan Hart (Lidl - Trek) fechou o pódio. Foto: sprintcycling Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Eslovénia | Decisão rigorosa tira vitória a Rui Oliveira Rui Oliveira venceu a 2.ª etapa da Volta à Eslovénia, mas os comissários relegaram-no por sprint ilegal. Vejam o vídeo e opinem. Fabio Christen é o novo líder da Volta à Eslovénia e também foi o vencedor da 2.ª etapa após Rui Oliveira ter sido relegado para 6.º por decisão dos comissários. Foi um castigo duro, que só chegou 40 minutos após o término da etapa e que priva o corredor da UAE Emirates de se estrear a vencer como profissional. Beneficiou da decisão o suíço Fabio Christen, que teve uma jornada incrível. O atleta da Q36.5 andou em fuga, mas teve pernas para sprintar pela vitória num grupo que se formou a 20 km do final. Christen assumiu a liderança da geral individual e também lidera as classificações da montanha e dos pontos. Entrevista | Rui Oliveira sobe na hierarquia da UAE Emirates https://twitter.com/RenaudB31/status/1930610942955360617 Bigode Voador perdeu a liderança da juventude A etapa foi muito movimentada e custou 0:53 de perda a António Morgado. O Bigode Voador perdeu a liderança da juventude e, sobretudo, passa a estar a 1:16 do líder Fabio Christen. Quanto ao campeão olímpico do madison, vai ter que continuar a tentar a primeira vitória no pelotão profissional. O gaiense foi campeão nacional sub-23 em 2018, na localidade de Belmonte, mas desde a chegada à categoria de elites não teve a oportunidade de levantar os braços. Tal como explicou em entrevista ao TopCycling, em janeiro, Rui Oliveira quer vencer em 2025 e para isso teve que fazer alterações no calendário. A primeira consequência foi abdicar de fazer as grandes voltas de forma a maximizar as oportunidades em corridas de categoria ProSeries e algumas WorldTour. https://www.youtube.com/watch?v=LiXbUi4nFTE ### Nova haste de guiador e avanço PRO Tharsis A Pro Bike Gear anunciou a nova haste de guiador Pro Tharsis EVO e um novo avanço Pro Tharsis especialmente pensados para e bikes MTB Enduro. Estes novos artigos foram desenvolvidos para mostrar toda a funcionalidade do novo grupo montanhaTR M9200 da Shimano. Guiador Pro Tharsis O guiador Pro Tharsis EVO foi desenvolvido em carbono T800 e tem um diâmetro de fixação de 35 milímetros. Combina rigidez para um controlo preciso e de confiança com os requisitos suficiente parareduzir o zumbido nos trilhos e, assim, também diminuir a fadiga. A estética e a integração são pontos valiosos na nova haste e avanço PRO, que permite o encaminhamento interno completo dos cabos. Especificações técnicas: Para enduro e trilhos mais exigentes Rigidez para controlo e condução precisa Total integração e encaminhamento interno de cabos Desenvolvido para utilização com o avanço PRO Tharsis Possibilidade de personalização com 5 opções de decalques de vinil Desenvolvido para destacar todas as funcionalidade do XTR M9200 Construção: T800 Carbono Comprimento: 780mm Diâmetro: 35 mm Rise: 20mm (PRHA0660) e 30mm (PRHA0661) Backsweep: 8 graus Upsweep: 4 graus Peso: a partir de 210g Avanço Pro Tharsis Especificações técnicas: Integração e passagem interna de cabos Desenvolvido para utilização com a haste PRO Tharsis EVO Contruido para destacar todas as funcionalidade do novo XTR M9200 Liga da série 7000 Diâmetro: 35mm Ângulo: 0 graus Comprimentos: 35mm (PRSS0675), 40mm (PRSS0676), & 50mm (PRSS0677) Peso: a partir de 150g ### NOVO Shimano XTR M9200 Di2 - Testámos e explicamos todos os detalhes Em fevereiro estive presente na apresentação do novo grupo Shimano XTR M9200 Di2 e tive oportunidade de o testar no terreno, em contexto real de BTT. Neste artigo deixo-vos o essencial sobre o que muda nesta nova geração do XTR e também o que senti na utilização durante dois dias, pelos trilhos na zona de Calpe, Alicante. VÍDEO: Testes no terreno e todos os detalhes do novo Shimano XTR https://youtu.be/UK04ETezUAc Um pouco de história O primeiro grupo da Shimano totalmente dedicado ao BTT foi o Deore XT, lançado em 1983. Desde então, a marca foi, quase sempre, uma referência no setor, até à chegada das mudanças eletrónicas (ou sem cabo), campo onde curiosamente a Shimano foi precursora. O primeiro grupo da Shimano totalmente dedicado ao BTT foi o Deore XT, lançado em 1983. Apesar de ter tido um grupo eletrónico para BTT em 2014, o mesmo não teve continuidade noutras versões e a Shimano manteve o grupo mecânico durante vários anos, enquanto a marca concorrente foi lançando várias versões de grupos de mudanças eletrónicas. Só em 2022 a Shimano voltou a lançar um grupo Di2 para BTT, mas este era somente dedicado às bicicletas elétricas, trazendo também a inovação das mudanças automáticas para esse tipo de bicicletas. Ler mais - Teste ao Shimano XT Di2 com Auto Shift e Free Shift Porquê tanto tempo? Creio que esta é a pergunta que certamente todos já fizeram. Tendo em conta a evolução histórica dos últimos anos, essa foi precisamente a primeira pergunta que coloquei a Tim Gerrits (Gestor de produto da Shimano) no workshop de produto. Workshop de produto com Tim Gerrits, o gestor de produto da Shimano que esteve ligado ao desenvolvimento do novo XTR. Por que razão a Shimano demorou tanto tempo a lançar um grupo sem fios dedicado ao BTT? "Porque o primeiro XTR Di2 foi desenvolvido com base no Di2 de estrada, utilizando uma bateria separada. Entretanto, começaram a surgir mudanças na indústria, como bicicletas elétricas, duplo prato, um prato, diferentes plataformas, quadros e motores. Foi estratégico para a Shimano aguardar até que as tendências se estabelecessem e, só depois, desenvolver um produto específico para o mountain bike. Queríamos uma solução robusta, intuitiva e consistente para todas as disciplinas: XC, XCM, Enduro, Downhill e E-MTB." Tim Gerrits, Shimano. Tim Gerrits respondeu, literalmente, a todas as perguntas e dúvidas dos media europeus presentes. Segundo a Shimano, foi estratégico esperar e perceber para onde caminhava a indústria do BTT, só depois, com o cenário mais estabilizado, sentiram que era o momento certo para desenvolver um grupo que respondesse às exigências do BTT moderno. Puck Pieterse, esteve connosco no Workshop de produto. A Campeã do Mundo de XCO com o jersey do arco-íris. Transmissão sem fios e dois desviadores diferentes A primeira novidade é que não foi apresentado um novo Shimano XTR, mas sim, dois novos Shimano XTR. Existe uma versão só para E-Bikes e uma versão para as restantes bicicletas convencionais. Desenvolveram um sistema sem fios que se diferencia da concorrência porque o protocolo wireless de comunicação entre shifter e desviador é próprio da Shimano, o que significa que o sistema consome menos energia e evita interferências. Além disso, no futuro, esta tecnologia permitirá misturar gamas entre shifters e desviadores Shimano sem necessidade de reconfiguração. O desviador traseiro integra a bateria recarregável diretamente no corpo (no caso do RD-M9250, para bicicletas convencionais). Segundo a Shimano, o objetivo foi garantir fiabilidade e resposta rápida — e, na prática, foi isso que senti naqueles dois dias. As mudanças trocam rapidamente, mesmo sob carga, o sistema é bem selado, não está exposto aos elementos (águas, lamas, poeiras) e está protegido para aguentar os impactos típicos do BTT mais agressivo. No tema da proteção contra impactos a Shimano teve uma abordagem diferente da concorrência, que exige adaptação dos quadros para receber desviadores específicos. Para o novo Shimano XTR Di2 a marca japonesa desenvolveu um sistema de “auto-safe”, independentemente do quadro onde está montado. Entre a tecnologia SHADOW que reduz a área de contacto com obstáculos ( não é novidade ), e uma função de recuperação automática que ajuda o desviador a "voltar ao sítio" depois de uma pancada mais forte, a marca japonesa acredita que o novo Shimano XTR Di2 é eficiente na proteção de impactos. A mim pessoalmente, causa-me alguma estranheza que a tampa protetora do espaço que alberga a bateria seja em plástico (estará disponível para venda isoladamente), mas o tempo e utilização prolongada dirão se é opção correta. A versão específica para e-Bikes Como referi acima, apesar de o destaque natural recair sobre o facto de ser um grupo sem fios da Shimano para BTT, essa não é a maior surpresa. O mais relevante é talvez a decisão da marca em desenvolver dois desviadores traseiros distintos: um para bicicletas tradicionais e outro específico para e-bikes. Em termos mecânicos, ambos os desviadores funcionam da mesma forma. No entanto, a grande diferença (e inovação) está na versão desenvolvida para bicicletas elétricas, que não utiliza uma bateria própria. Este desviador aproveita a energia da bateria da e-bike para funcionar, comunicando diretamente com o sistema da bicicleta. O desviador para e-Bikes (RD-M9260) é mais ligeiro, mais minimalista e liga-se ao cérebro da bicicleta elétrica. Quando a bateria da bicicleta termina (de alimentar o motor), há uma reserva na mesma para que o desviador continue a funcionar por mais algum tempo. Esta versão também incorpora as funcionalidades AUTO SHIFT e FREE SHIFT, integradas com o sistema elétrico da bicicleta. Ergonomia continua a ser a bandeira da Shimano Se há coisa em que a Shimano habituou o utilizador, foi na excelente ergonomia dos seus equipamentos e esse foi outro ponto onde houve evolução. O novo trigger SW-M9250R — com tecnologia RAPID ES — permite várias formas de personalização e tem um tato muito satisfatório em mudança, não dá aquela sensação de eletrónico, é uma sensação que fica entre o trigger analógico (de cabo) e o eletrónico, algo que gostei e que ajuda bastante quando estamos no trilho. A posição no guiador é muito ajustável, assim como as funções dos botões. Durante os dois dias de testes, só mexi ligeiramente antes da primeira saída para os trilhos, mas tendo em conta os vários ajustes que permite, os triggers acabam por se adaptar perfeitamente a cada utilizador. Há vários modos de funcionamento (mudança múltipla, simples ou dupla) e até um terceiro botão programável que pode ser usado para controlar, por exemplo, um ciclocomputador. Travões: previsíveis, mesmo em descidas longas Segundo os técnicos da Shimano, na travagem também houve atualizações importantes. As novas manetes BL-M9220 (para enduro/trail) e BL-M9200 (para XC) foram redesenhadas, com o ponto de articulação mais próximo do guiador e uma curva da manete que acompanha o movimento do dedo. No terreno só utilizei a versão de quatro pistões (ligeiramente mais pesada que a versão de dois pistões, direcionada ao XC), e a travagem é bastante boa, não só pela potência, mas principalmente porque a resposta mantém-se previsível, mesmo após descidas longas e com os travões quentes. É um sistema que inspira confiança. Pedaleiros e cassetes: escolhas entre leveza ou resistência Os novos pedaleiros continuam a usar a já conhecida tecnologia HOLLOWTECH II. Há duas versões: uma leve para XC (FC-M9200) e outra mais robusta para enduro/trail (FC-M9220), que foi a que tive oportunidade de testar. No prato vais reparar que existem duas zonas tapadas, cujo objectivo é proteger essa zona do prato de possíveis impactos (maior fiabilidade em situações extremas). Na zona onde o prato é furato os cranks suportam os possíveis impactos. FC-M9200 – Crenque de XC Fator Q de 168mm, ideal para XC Comprimento do Crenque: 165, 170, 175mm Linha de corrente: 55mm FC-M9220 – Crenque de Trail/Enduro Fator Q padrão de 176mm Comprimento do Crenque: 160, 165, 170, 175mm Linha de corrente: 55mm Cassetes No que toca a cassetes a Shimano oferece agora duas opções HYPERGLIDE+: 10-51T e 9-45T. A ideia é dar ao utilizador liberdade para ajustar o grupo ao tipo de utilização — seja competição, maratonas ou trilhos mais técnicos. De acordo com os responsáveis da Shimano, a utilização do carreto de nove dentes, combinada com as opções de pedaleira disponíveis dará um desempenho semelhante a uma cassete 10-51. O carreto de nove dentes deve-se ao facto de ganharem espaço entre o braço do desviador e os obstáculos do terreno (segundo eles, são mais 23mm. de altura), o que ajuda a proteger o equipamento nos trilhos. Rodas em carbono e cubos com manutenção facilitada As rodas XTR também foram atualizadas, com versões específicas para XC e enduro (tive contacto com as de enduro). Ambas têm aros em carbono, sendo que a versão de enduro (WH-M9220) tem aro mais largo (30 mm internos) e estrutura mais robusta, enquanto a versão XC (WH-M9200) aposta na leveza. Os cubos (HB-M9210 / FH-M9210), segundo a Shimano, foram redesenhados para melhorar a vedação e facilitar a manutenção. Confesso-vos que tenho os cubos XTR da anterior geração, e acho-os uma obra prima, pena ninguém dar o valor a este tipo de peças quando as queremos vender usadas. Opinião e conclusões A Shimano tinha trabalho árduo no desenvolvimento deste novo Shimano XTR Di2, vários anos de atraso para recuperar em relação à concorrência, tendo que pelo menos igualar o jogo, num mercado competitivo e em constante evolução. O XTR M9200 Di2 não é algo revolucionário, mas a marca japonesa manteve-se fiel ao que sempre a distinguiu: ergonomia, precisão, detalhes pensados com foco na fiabilidade e personalização. O facto de haver dois desviadores distintos para e-bikes e bicicletas normais, também me parece bem pensado. Quem tem uma e-Bike e já tem que se preocupar em carregar a bicicleta, já não tem que se preocupar em carregar mais um equipamento, que é o desviador. Sem adaptadores, menos carregadores, menos baterias, menos preocupações. Tive oportunidade de testar ambas as versões do novo Shimano XTR Di2 no terreno e, embora seja necessário mais tempo para tirar conclusões de longo prazo, principalmente no que respeita às questões de fiabilidade, a primeira impressão é a de um sistema sólido, rápido e adaptado às exigências do BTT moderno. Na minha opinião igualaram o jogo, agora resta saber por quanto tempo. Preços e pontos de venda Podes saber mais pormenores sobre preços e pontos de venda, através do importador da marca em Portugal: www.scvouga.pt ### Teste para Daniela Isidoro na clássica Alpes Gresivaudan Do estágio no Mont Ventoux à Alpes Gresivaudan, Daniela Isidoro promove estreia de Portugal na clássica francesa. Num panorama cinzento do ciclismo feminino português, Daniela Isidoro continua a dar passos importantes na Baloise Minimax WB Ladies. A sub-23 de primeiro ano trabalha com firmeza no epicentro das decisões da modalidade: França e Benelux. Aos 19 anos, a atleta de Palmela prepara-se para a clássica Alpes Gresivaudan, que este domingo (8) parte de Saint-Martin d’Uriage e chega a Le Collet. É um teste nos Alpes franceses com 111,8 km de distância e 3350 m de desnível positivo acumulado. A meta está 1405 m de altitude, após uma subida de 11 km a 4 % de média e rampas de 14 %. Em 2024 ganhou Marion Bunel, francesa que também saiu campeã da Volta a França do Futuro. Na lista de partida temos Roland (WorldTour), várias ProTeam francesas – Arkea B&B Hotels, Cofidis, St. Michel-Preference-Auber 93 e Winspace Orange –, além de estruturas fortes como a italiana BePink-Imatra-Bongioanni ou a mexicana AR Monex, de onde saiu Isaac Del Toro. Ler mais | O método Isidoro aplicado ao ciclismo Foto: Daniela Isidoro Estágio no Mont Ventoux A equipa sediada de Daniela Isidoro tem raízes na Valónia, região francófona da Bélgica, e está ligada à Pro Team masculina Bingoal WB. O projeto aspira a ser Continental e é dirigido por Ludivine Henrion, comentadora da RTBF (canal público da Valónia) e campeã belga duas vezes. Para a clássica Alpes Gresivaudan a Baloise Minimax WB Ladies fez estágio no Mont Ventoux, onde a equipa tem alojamento para atletas e staff. Daniela Isidoro vai trabalhar nos primeiros 40 km. Terminar a prova é um bónus, por ser a primeira vez que pedala num pelotão com tanto nível. “É uma prova muito importante, aonde irei estar a trabalhar para a minha líder, Eleanor Wiseman, e rodeada por grandes atletas. Só o facto de estar rodeada de grandes atletas deixa-me muito feliz. Darei o meu melhor.” Daniela Isidoro ao TopCycling. Tour de France Femino 2025 – Alta montanha vai decidir  Foto: Daniela Isidoro Construir uma reputação Daniela Isidoro é caloira de Direito e em época de exames cada pedalada vale por duas. Conciliar rendimento académico e desportivo é duro, mesmo para uma corredora promissora que ainda está a certa distância do WorldTour. As profissionais trabalham nesta fase como o foco no Giro de Itália (6-13 de julho) e no Tour de France (26 de julho e 3 de agosto). É uma época intensa de competições, aliás, este fim de semana correm-se as Voltas à Catalunha e à Grã-Bretanha, e a clássica de Antuérpia. Provas UCI 1.1 – como a Alpes Gresivaudan – são montras onde as corredoras começam a construir uma reputação. Basta ver as campeãs das três edições prévias: Marion Bunel (1ª em 2024) corre na Visma LAB e Evita Muzic (1ª em 2023/2022) na FDJ-Suez, duas das melhores equipas do mundo. Graças a Daniela Isidoro, pela primeira vez uma portuguesa vai correr a clássica Alpes Gresivaudan. Ler mais | Maria Martins cumpre “sonho de miúda” no ciclismo ### UCI Gravel World Series - Ourique entra no mapa mundial do gravel em 2025 A 9 de novembro de 2025, Ourique recebe a UCI Alentejo Gravel, uma das etapas oficiais da UCI Gravel World Series. Com chancela da União Ciclista Internacional (UCI), a prova vai contar para o apuramento do Campeonato do Mundo de Gravel 2026, pelo que irá trazer ao nosso país alguns dos melhores profissionais do Gravel internacional, bem como de atletas amadores que também terão a oportunidade de se qualificar através desta etapa da UCI Gravel World Series. Percursos O percurso, desenhado em plena paisagem alentejana, vai levar os participantes pelos muitos quilómetros de estradas de terra batida (Gravel) do Alentejo, entre vales, planícies e as povoações características desta zona do país. Créditos foto: Cabreira Solutions Espera-se um percurso com todos os ingredientes que fazem do Gravel uma das vertentes do ciclismo que mais cresceu mundialmente nos últimos anos: ligação com a natureza, superação, inclusão e também adrenalina. (Percurso já disponível no site do evento www.gravelalentejo.com). Prova aberta a todos A prova será aberta a todos os níveis – profissionais, amadores, federados e não federados – e isso é outro dos pontos fortes deste evento e do Gravel: a inclusão. Ourique e Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo decisivos neste passo Para que uma etapa das etapas da Gravel World Series seja no Alentejo existe um apoio determinante do município de Ourique e da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, este evento é também uma aposta no turismo desportivo sustentável, que promete gerar impacto positivo na economia local e projetar o Alentejo como destino de eleição para o gravel e o outdoor durante todo o ano. Inscrições As inscrições abrem a 23 de junho de 2025 em www.gravelalentejo.com. Marca na agenda – esta é daquelas provas que vão proporcionar momentos e recordações únicas. ### Unbound Gravel 2025 - Foi assim a corrida de Gravel mais mediática do mundo No coração do Kansas, Estados Unidos da América, milhares de ciclistas voltaram a reunir-se para o Unbound Gravel 2025, o evento de Gravel mais mediático e prestigiado do mundo. Esta foi a 19.ª edição do evento, que começou com apenas 34 participantes em 2006 e hoje conta com mais de 5.000 inscritos de todo o mundo, distribuídos por cinco distâncias (40, 80, 160, 321 e 563 quilómetros), contando com amadores e profissionais na mesma linha de partida. Apesar de todas as provas serem um desafio, são as 200 milhas (321 km.) da categoria principal que habitualmente concentram as maiores atenções, embora este ano com a participação de Lachlan Morton na categoria XL (563km.), também esta tenha chamado a atenção dos media em todo o mundo. Vitória e recorde na categoria masculina O jovem neozelandês Cameron Jones conquistou uma vitória impressionante nas 200 milhas com o tempo de 8h37m09, estabelecendo um novo recorde do percurso. Cameron Jones, antigo corredor de cross-country na Taça do Mundo Sub-23, destacou-se cedo na prova. À passagem do quilómetro 65, numa secção particularmente traiçoeira chamada Divide Road, juntou-se a um pequeno grupo onde estava Simon Pellaud (Tudor Pro cycling), com quem viria a formar uma aliança estratégica durante mais de 240 quilómetros. Os dois atletas mantiveram-se firmes na frente, enquanto o pelotão principal, desorganizado, não conseguiu dar-lhes caça de forma eficaz. “Ele colocou cera na minha corrente e eu partilhei água com ele”, contou o neozelandês no final, ilustrando bem o espírito de camaradagem que ainda caracteriza o gravel – mesmo ao mais alto nível competitivo. “Estar na frente de uma das maiores corridas de gravel do mundo foi incrível, especialmente quando tudo corre bem”, resumiu Cameron Jones. Vídeo da colaboração entre os dois da frente (min. 2:07 o suíço coloca cera na transmissão do adversário). https://www.youtube.com/watch?v=8wuUk0Bgs2E Nos últimos 25 quilómetros, com o desgaste acumulado a fazer mossa, Jones percebeu que Pellaud já não estava tão forte e no último quilómetro, com uma curta subida pela frente, lançou o ataque final, distanciando-se do suíço para vencer a corrida mais importante da sua carreira. “Foi uma situação interessante estar na frente da corrida tão cedo, com um vento tão forte e um pelotão poderoso atrás. Vim aqui para mostrar as minhas capacidades, dar espetáculo e divertir-me. Até aos 50 km. da chegada, diverti-me muito! Depois disso, estava em modo de sobrevivência e não consegui reagir à aceleração de Jones no final da corrida. Disse Simon Pellaud no final Créditos: sramroad e carlo_anz TOP 10 Final – Unbound Gravel 2025 (200 milhas / 321 km.) PosiçãoNomeVelocidade Média (km/h)Tempo1.ºCameron Jones37,81 km/h8:37:092.ºSimon Pellaud37,77 km/h8:37:513.ºTorbjørn Røed37,41 km/h8:42:314.ºMads Würtz Schmidt37,41 km/h8:42:335.ºBrendan Johnston37,05 km/h8:47:436.ºRamon Sinkeldam37,01 km/h8:48:157.ºKeegan Swenson36,96 km/h8:49:088.ºIan Boswell36,96 km/h8:49:099.ºJasper Ockeloen36,96 km/h8:49:0910.ºTobias Kongstad36,91 km/h8:49:54 Na corrida feminina das 200 milhas, Karolina Migon impôs-se com autoridade e venceu de forma isolada. A polaca destacou-se a cerca de 90 km. do final, ao distanciar-se de Cecily Decker e Lauren Stephens, com quem formava o trio da frente desde cedo. Com um ritmo consistente, Migoń cruzou a meta com mais de 10 minutos de vantagem, após 10h.03m. de corrida, somando este triunfo ao que já havia conquistado no Traka 360. Cecily Decker resistiu ao calor e à fadiga para segurar a segunda posição, enquanto Sofia Gomez-Villafañe foi a mais forte num sprint a quatro pela última vaga no pódio. TOP 10 Final Feminina – Unbound Gravel 2025 (200 milhas / 321 km.) PosiçãoNomeVelocidade Média (km/h)Tempo1.ªKarolina Migoń32,38 km/h10:03:542.ªCecily Decker31,93 km/h10:12:293.ªSofia Gomez-Villafañe31,41 km/h10:22:244.ªRosa Klöser31,41 km/h10:22:245.ªCecile Lejeune31,41 km/h10:22:246.ªLauren De Crescenzo31,41 km/h10:22:257.ªGeerike Schreurs31,21 km/h10:27:008.ªAnnika Langvad31,21 km/h10:27:029.ªMorgan Aguirre31,21 km/h10:27:0310.ªSarah Lange31,20 km/h10:27:11 Podes ver as classificações das restantes categorias aqui. Créditos da fotografia de destaque: sramroad e carlo_anz ### Giro de Itália | Etapa 21 | Roma eterniza Simon Yates Após remontar no Colle delle Finestre, Simon Yates certificou a conquista do Giro de Itália na cidade eterna. Olav Kooij ganhou em Roma! Acabou o Giro de Itália número 108 da história e o campeão é Simon Yates, da Grã-Bretanha. O corredor de 32 anos, que representa a Visma LAB e que já tinha ganho a Vuelta de 2018, passa a ter tantas "grandes" como o colega Jonas Vingegaard. O dinamarquês, bicampeão do Tour de France, deverá contar com Yates para o plano reconquista, tal como com Wout Van Aert, instrumental no Colle delle Finestre. Yates conquistou a sexta corrida por etapas desde que é profissional, tendo-se estreado na Vuelta. Além das vitórias, o ciclista natural de Bury, na área metropolitana de Manchester, fez mais oito pódios num total de 76 corridas por etapas que disputou desde júnior. Quanto a Van Aert prestou um último serviço neste Giro ao lançar Olav Kooij para um sprint vitorioso em Roma. O campeão Yates leva 265.668 euros pela vitória na geral individual, já que não venceu qualquer etapa, tal como Alberto Contador em 2015. Ler mais | Conhece o percurso do Tour 2025 Foto: Vatican Media Papa Leão XIV recebeu os ciclistas O pódio final confirmou-se: Simon Yates à frente de Isaac Del Toro e de Richard Carapaz. Quantos às restantes classificações, Lorenzo Fortunato foi rei da montanha, Mads Pedersen venceu por pontos, Del Toro foi o melhor jovem e a UAE Emirates ganhou por equipas. Várias notas soltas desde Roma, neste último dia. A mais importante aconteceu logo no início da etapa quando o pelotão passou pelo Vaticano. O Papa Leão XIV recebeu os vencedores das várias classificações e discursou perante os 159 corredores que concluíram a prova. Jakub Fuglsang aproveitou para se despedir da Israel Premier Tech. O dinamarquês só se retira em agosto, provavelmente na Volta à Dinamarca (12 a 16). Ler mais | Etapa 20 | Afinal havia outro e era Simon Yates Fuglsang fez a última prova pela Israel Premier Tech.Foto: Marco Alpozzi/LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Xvqd3XxtMV8 Top 10 etapa PosiçãoAtletaEquipaTempo1Olav KooijTeam Visma Lease a Bike03:12:192Kaden GrovesAlpecin-Deceuninck+ 003Matteo MoschettiQ36.5 Pro Cycling Team+ 004Mads PedersenLidl-Trek+ 005Luke LampertiSoudal Quick-Step+ 006Max KanterXDS Astana Team+ 007Filippo BaronciniUAE Team Emirates-XRG+ 008Orluis AularMovistar Team+ 009Enrico ZanoncelloVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 0010Giovanni LonardiTeam Polti VisitMalta+ 00 Top 10 final da classificação geral do Giro de Itália 2025 PosiçãoAtletaEquipaTempo1Simon YatesTeam Visma Lease a Bike82:31:012Isaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 03:563Richard CarapazEF Education-EasyPost+ 04:434Derek GeeIsrael-Premier Tech+ 06:235Damiano CarusoBahrain Victorious+ 07:326Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 09:287Egan BernalINEOS Grenadiers+ 12:428Einer RubioMovistar Team+ 13:059Brandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+ 13:3610Michael StorerTudor Pro Cycling Team+ 14:27 ### Campeonato Nacional de XCM - Tiago Ferreira a Melissa Maia revalidam Tiago Ferreira e Melissa Maia sagraram-se novamente campeões nacionais de Maratona BTT (XCM), ao vencerem este domingo as respetivas provas da categoria elite, disputadas em Montalegre. Na elite masculina, Tiago Ferreira cortou a meta com o tempo de 3h22m24s, superando por 22 segundos Guilherme Mota. Filipe Francisco fechou o pódio, a 33 segundos do vencedor. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 elites masculinos PosiçãoNomeEquipaTempoDiferença1.ºTiago FerreiraIndividual03:22:23.583—2.ºGuilherme MotaGuilhabreu MTB Team03:22:45.452+00:21.8693.ºFilipe FranciscoCDASJ/Cyclin’Team/Município Albufeira03:22:56.795+00:33.2124.ºJosé DiasBUFF MEGAMO TEAM03:25:04.252+02:40.6695.ºCarlos CruzGuilhabreu MTB Team03:25:04.347+02:40.7646.ºRoberto FerreiraGuilhabreu MTB Team03:27:39.997+05:16.4147.ºAndrew HenriquesCDASJ/Cyclin’Team/Município Albufeira03:27:56.568+05:32.9858.ºFilipe CamposCasa do Povo de Abrunheira03:34:40.241+12:16.6589.ºLuís PereiraJoaneBTT/TrilhosBike/Vaporjane03:36:07.055+13:43.47210.ºIvan SáBombos S. Sebastião/LusoPrint/ElectroMinho03:37:20.390+14:56.807 Na prova feminina, Melissa Maia confirmou o favoritismo, concluindo em 3h12m09s. Leandra Gomes terminou na segunda posição, com um atraso de 12 minutos e 7 segundos, enquanto Celina Carpinteiro ficou em terceiro, a 12 minutos e 12 segundos. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 elites femininas PosiçãoNomeEquipaTempoDiferença1.ªMelissa MaiaGuilhabreu MTB Team03:12:08.473—2.ªLeandra GomesSAERTEX Portugal / CRIAZinvent03:24:15.631+12:07.1583.ªCelina CarpinteiroCDASJ/Cyclin’Team/Município Albufeira03:24:20.224+12:11.7514.ªAlessia TeixeiraBombos S. Sebastião/LusoPrint/ElectroMinho03:25:22.333+13:13.8605.ªTânia LimaSAERTEX Portugal / CRIAZinvent03:29:50.158+17:41.6856.ªAndreia FreitasBTT Seia03:35:40.603+23:32.1307.ªMarta BrancoCDASJ/Cyclin’Team/Município Albufeira03:37:04.230+24:55.7578.ªMarlene GonçalvesVertentability Cycling Team - JDC03:39:40.209+27:31.7369.ªJessica CostaGuilhabreu MTB Team03:50:12.142+38:03.66910.ªInês SilvaSAERTEX Portugal / CRIAZinvent04:18:21.793+01:06:13.320 Outras classificações O evento contou ainda com provas para todas as categorias master, paraciclismo e bicicletas com assistência elétrica, classificações que podem ser verificadas aqui. ### Setup de Bikepacking para Ultra Distância no Gravel Birds Participar num evento de ultradistância em gravel requer não só preparação física e mental, mas também um setup de bikepacking bem pensado, só depois de "mergulharmos" neste mundo da ultra distância nos apercebemos de que este é outro dos desafios. Neste vídeo mostro em detalhe o material que utilizei no Gravel Birds, um evento de vários dias pelo Alentejo, em autonomia total. Já tinha feito um vídeo deste género, mas houve várias pessoas a pedirem para o voltar a fazer após este evento, algo que faz sentido, pois cada evento é um evento e as suas características vão ditar o setup escolhido. Mostro o setup de bolsas, setup de luzes, explico as escolhas em termos de roupa, sapatos, óculos, powerbank, bicicleta e pneus, além de algumas dicas úteis para este tipo de aventuras, sejam em eventos organizados ou não. Para quem está a planear a sua primeira aventura de bikepacking ou longa distância, este vídeo não tem como objetivo dar "a fórmula certa" mas sim dar dicas e ideias práticas que cada um adapte ao seu setup de bikepacking, ou para comparar abordagens. Vídeo completo https://youtu.be/Vu439pIrhZ4?si=L_0_GSF3aGRtVfNv ### Giro de Itália | Etapa 20 | Afinal havia outro e era Simon Yates Masterclass da Visma e Simon Yates em modo super-herói matam o Giro de Itália. Del Toro e Carapaz seguram o pódio. A etapa 20 do Giro de Itália foi tudo o que esperávamos e terminou com Simon Yates a protagonizar uma épica reviravolta que lhe dá a vitória na prova. O campeão da Vuelta de 2018, reforço da Visma para este ano, partiu a 1:21 de Isaac Del Toro, mas acabou por esmagar a concorrência. Richard Carapaz abriu as hostilidades no Colle delle Finestre, depois de a EF Education-Easypost asfixiar o pelotão no início da subida. Yates na meta, emocionado após remontar no Giro.Foto: Mattia D'Alberto/LaPresse Del Toro e Carapaz subestimaram o britânico Simon Yates não foi ao choque, mas encostou nos dois latinoamericanos. Aí iniciou uma sequência de três ataques potentes e à terceira foi mesmo embora. Faltavam 39 km para o final e ainda estávamos na primeira parte do Colle delle Finestre, no asfalto. Faltava o sterrato. Del Toro e Carapaz subestimaram o britânico, ao ponto de o deixarem cavalgar subida acima, mas o pior veio na descida. Aí aguardava Wout Van Aert, em modo super gregário, para transformar uma diferença de segundos no Colle delle Finestre em cinco minutos de Yates aos rivais em Sestriere! De perder o Giro 2018 nesta mesma subida a obter a maior vitória da carreira em 2025! Simon Yates será coroado em Roma como campeão do 108.º Giro de Itália. Harper deu a segunda etapa à Jayco.Foto: Marco Alpozzi/LaPresse Chris Harper ganhou em Sestriere A tudo isto esteve alheio Chris Harper, integrante da fuga do dia. O australiano da Jayco Alula soltou Alessandro Verre (Arkea B&B Hotels), fez meia subida a solo e geriu os quase 10 minutos que trazia na entrada do Colle delle Finestre. Harper nunca tinha ganho no WorldTour. Na meta icónica de Sestriere, onde venceram Coppi e Chiapucci, um australiano inscreve o nome e a Jayco leva duas etapas do Giro. Ler mais | Afonso Eulálio conquista a Montagna Pantani Vídeo resumo https://youtu.be/sGizDlUTDhY?si=_qWGHVa_PZTkbY4Z TOP 10 etapa PosiçãoNomeEquipaTempo1Chris HarperTeam Jayco-AlUla05:27:292Alessandro VerreARKEA-B&B HOTELS+ 01:493Simon YatesTeam Visma Lease a Bike+ 01:574Gianmarco GarofoliSoudal Quick-Step+ 03:525Rémy RochasGroupama-FDJ+ 03:576Martin MarcellusiVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 04:317Carlos VeronaLidl-Trek+ 04:318Max PooleTeam Picnic PostNL+ 06:459Isaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 07:1010Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 07:10 TOP 10 classificação geral PosiçãoNomeEquipaTempo1Simon YatesTeam Visma Lease a Bike79:18:422Isaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 03:563Richard CarapazEF Education-EasyPost+ 04:434Derek GeeIsrael-Premier Tech+ 06:235Damiano CarusoBahrain Victorious+ 07:326Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 09:287Egan BernalINEOS Grenadiers+ 12:428Einer RubioMovistar Team+ 13:059Brandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+ 13:3610Michael StorerTudor Pro Cycling Team+ 14:27 ### Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Para comemorar o 25.º aniversário do seu programa de personalização de bicicletas premium, a Trek apresenta um novo esquema de pintura Project One ICON. A pintura Terrestrial junta alguns dos designs mais famosos do Project One: a Crystalline e a Real Smoke, duas pinturas inspiradas pelo mármore e decalques em cromado escuro escovado. Ler mais | Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma Project One Terrestrial Com uma base branca, a Terrestrial combina várias técnicas avançadas de pintura em perfeita harmonia, mostrando a arte e a inovação que têm caracterizado as pinturas Project One há mais de duas décadas. Desde o selim até ao avanço, esta pintura exclusiva é uma homenagem à evolução do Project One no design de bicicletas personalizadas. Ler mais | Trek apresenta o novo esquema de pintura ICON Serpentine Esta é a mais recente novidade à série Project One ICON da Trek, uma coleção de esquemas de pintura premium que representa a máxima expressão de arte em bicicletas personalizadas com designs exclusivos, cheios de textura, profundidade e estilo. A pintura Terrestrial já está disponível em todas as bicicletas de estrada premium da Trek através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Giro de Itália | Etapa 19 | Del Toro vs. Carapaz no Colle delle Finestre Isaac Del Toro e Richard Carapaz decidem o Giro de Itália, este sábado, no Colle delle Finestre. Nicolas Prodhomme ganhou a 19.ª etapa. Preparem-se para o all in, o Hail Mary, o tudo por tudo porque o 108.º Giro de Itália decide-se no sábado com Isaac Del Toro e Richard Carapaz separados por 0:43 na geral. A 19.ª etapa decorreu no Vale de Aosta, nos Alpes. Foram cinco montanhas, 166 km e 4950 m de desnível positivo acumulado que não bastaram para desbloquear a luta pela maglia rosa. A jornada, classificada pelo organizador com cinco estrelas de dificuldade, tal como as etapas 16 e 20, ficou marcada pelo domínio do bloco da UAE Emirates. Rafal Majka e Brandon McNulty cerraram fileiras em torno de Isaac Del Toro, suprindo o dia mau de Adam Yates e a ausência de Juan Ayuso. Foto: LaPresse Del Toro reforça a liderança Richard Carapaz tentou. Atacou nos últimos metros do Col de Joux, penúltima montanha a caminho de Champoluc, e a 7 km do final na ascensão de Antagnod. Foram tiros de pólvora seca, que serviram apenas para afastar da última dança Simon Yates e Derek Gee, que perderam 0:24 na estrada. Numa meta mais conotada com o Giro Valle d'Aosta, referência no calendário sub-23, do que com o Giro de Itália, impôs-se um sobrevivente da fuga. Nicolas Prodhomme (Decathlon Ag2r), estreou-se a ganhar no WorldTour três semanas após a estreia absoluta a ganhar como profissional no Tour dos Alpes. Tudo para decidir no Colle delle Finestre, subida com média de 9,2% e duas partes: os primeiros 9 km são em asfalto e os últimos 9 km em terra. É uma subida sinuosa, com 45 curvas até ao topo, após a qual o pelotão desce até Pian dell’Alpe para daí abordar a meta em Sestriere. Ler mais | O TopCycling com Derek Gee Foto: LaPresse Afonso Eulálio abandonou Etapa dura, dia de calor e muito acumulado teve efeitos nos corredores. Afonso Eulálio abandonou, num Giro onde se estreou vencendo o prémio Montanha Pantani, após coroar primeiro o Mortirolo. O TopCycling confirmou com a Bahrain que o figueirense sofreu com o calor desde o início da etapa e teve que colocar o pé no chão. Tirando este aspeto, a Bahrain tentou vencer a etapa com o já afundado Antonio Tiberi. O italiano quebrou na penúltima subida, mas ajudou Damiano Caruso a manter-se no top 5. Ler mais | Afonso Eulálio, rei do Mortirolo ### Giro de Itália | Etapa 18 | Nico Denz vence no fim da linha para Ayuso Etapa de transição no Giro de Itália. Um mini pelotão saiu para a fuga do dia e Nico Denz foi o mais forte para salvar a Grande Volta da Red Bull - BORA - hansgrohe. A 18ª etapa do Giro de Itália viu uma fuga com mais de 30 ciclistas sair para a frente da corrida. Nico Denz atacou a 'fuga de la fuga' e triunfou com um solo de 17 km. No pelotão houve tréguas antes de dois dias de muita dureza. Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) abandonou a corrida. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 17 | Afonso Eulálio, rei do Mortirolo Créditos: LaPresse Fuga numerosa na frente Os ciclistas partiram de Morbegno e a fuga do dia demorou a sair, mas arrancou com muita gente: 35 ciclistas saltaram para a frente - entre eles, destacavam-se Mads Pedersen (Lidl - Trek), Wout Van Aert (Visma | LAB) e Kaden Groves (Alpencin - Deceuninck). Apenas cinco equipas não tinham um atleta entre os fugitivos. https://twitter.com/giroditalia/status/1928088792969199663 O pelotão parecia satisfeito com a composição do grupo da frente e tirou o pé do acelerador. Os fugitivos acumularam mais de 10:00 de vantagem e iam discutir a vitória entre si. Em relação aos favoritos à geral, assinalar apenas o abandono de Juan Ayuso, quando ainda faltavam 95 km para o fim de uma etapa que foi calma para o pelotão. Foto: LaPresse Nico Denz engana a 'fuga de la fuga' O mini pelotão que seguia na frente da corrida cooperou bem até à entrada do circuito final, que terminava em Cesano Maderno. Nessa altura, a 33 km, um grupo de nove ciclistas conseguiu separar-se do resto da fuga. Dois homens fizeram a ponte - entre eles Nico Denz - e a 'fuga de la fuga' seguiu com 11 ciclistas. Para trás, ficavam Pedersen, Van Aert e Groves. Quando faltavam cumprir 17 km dos 144 que compunham a 18ª etapa do Giro de Itália, Nico Denz atacou a frente da corrida, e ganhou espaço suficiente para seguir sozinho até ao fim num circuito técnico - terceira vitória para o alemão na Grande Volta italiana, depois das que conseguiu em 2023. https://twitter.com/giroditalia/status/1928107792084131894 Dia positivo para a Red Bull - BORA - hansgrohe, depois de um Giro de Itália que não tem corrido bem à equipa, que perdeu Jai Hindley na fase inicial da corrida, e Primoz Roglic nos últimos dias. Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=7JqpfTZNiBc&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 18 do Giro de Itália PosiçãoCiclistaEquipaTempo1DENZ NicoRed Bull - BORA - hansgrohe3:12:072MAESTRI MircoTeam Polti VisitMalta+1:013PLANCKAERT EdwardAlpecin - Deceuninck+1:014MAGLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè+1:015EDMONDSON AlexTeam Picnic PostNL+1:016DE BONDT DriesDecathlon AG2R La Mondiale Team+1:017HOOLE DaanLidl - Trek+1:018DE PRETTO DavideTeam Jayco AlUla+1:019CONCI NicolaXDS Astana Team+1:0110WARBASSE LarryTudor Pro Cycling Team+1:01 Top 10 da classificação geral RnkCiclistaEquipaTempo1DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG68:56:322CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost+0:413YATES SimonTeam VismaLease a Bike+0:514GEE DerekIsrael - Premier Tech+1:575CARUSO DamianoBahrain - Victorious+3:066BERNAL EganINEOS Grenadiers+4:437PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+5:028RUBIO EinerMovistar Team+6:099YATES AdamUAE Team Emirates - XRG+7:4510STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+7:46 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Novas Specialized Turbo Levo 4 Comp Alloy e Levo 4 Alloy A Specialized apresentou as novas bicicletas bicicletas elétricas de montanha TurboLevo 4 Comp Alloy e Levo 4 Alloy. Construídas com o quadro em alumínio premium M5, estas novas versões oferecem o mesmo motor, a mesma bateria, a mesma geometria e o mesmo sistema SWAT a um preço mais acessível. Ler mais | Specialized apresenta a Turbo Levo 4 ao mundo Novos Modelos: Levo 4 Comp Alloy Levo 4 Alloy O que se mantém: Motor Specialized 3.1 | 666W e 101Nm de binário; Bateria de 840Wh | Opcional de 600Wh para uma configuração mais leve; Até 5,3 horas de autonomia (modo Eco + Extensor de Autonomia de 280Wh); MasterMind TCU | O maior ecrã de alta resolução do mercado; Geometria ajustável | Preparada para desempenho logo de fábrica; Rodas mistas | 29" à frente / 27,5" atrás. O que é diferente: Quadro em alumínio M5 premium, com geometria ajustável e armazenamento SWAT; Equipamentos otimizados para diferentes perfis de ciclistas; Destaques da Levo 4 Comp Alloy: Suspensão: FOX 38 Rhythm GRIP / GENIE | FOX FLOAT X Performance Elite; Transmissão: SRAM Eagle 90 T-Type / Travões Maven Bronze de 4 pistões; Rodas: Roval Traverse DH Alloy. Destaques da Levo 4 Alloy: Suspensão: Marzocchi Bomber Z1 / Bomber CR Inline; Transmissão: SRAM Eagle 70 T-Type / Travões DB8 Stealth; Rodas: Roval Traverse DH Alloy. ### Afonso Eulálio conquista a Montagna Pantani no Giro Afonso Eulálio distinguido com o prémio Montagna Pantani ao ser o primeiro no Passo Mortirolo, durante a 17.ª etapa do Giro de Itália. Sessenta e nove anos após Alves Barbosa se tornar o primeiro português a fazer top 10 no Tour de France, Afonso Eulálio assumiu o papel de "embaixador" da Figueira da Foz escrevendo uma bonita página do 108.º Giro de Itália. No ano de estreia no WorldTour e na primeira grande volta da carreira, o corredor natural da freguesia de Ferreira a Nova teve a honra de passar o Passo Mortirolo em primeiro. VÍDEO | Afonso Eulálio com o TopCycling no estágio da Bahrain Foto: Zac Williams Pantani a par de Coppi entre as lendas do Giro A icónica subida dos Alpes italianos serviu de carta de apresentação de Marco Pantani, em 1994. Há até uma estátua do Pirata ao km 10, em Piaz de L’Acqua. Desde que morreu, em 2024, a RCS criou a Montagna Pantani, prémio que coloca Pantani a par de Coppi entre as lendas do Giro. Se a Montagna Pantani nos leva por subidas marcadas pelo Pirata, a Cima Coppi coincide com o ponto mais alto de cada edição. A vertente usada na 17.ª etapa é a que se inicia em Monno – 12,7 km a 7,6 % – e sobe até 1854 metros de altitude. A mais dura tem 12,5 km a 10 % e é feita desde Mazzo di Valtellina. "Foi um dia muito duro. Queria mostrar à equipa que tinha dado bom resultado a aposta que fizeram em mim. No fim a etapa foi para os homens da geral e ainda consegui dar uma mão ao Damiano Caruso. Têm sido dias complicados para a equipa, as coisas não estão bem desde que o Tiberi caiu, o que acaba por ser normal. O Caruso tem mostrado que está muito forte, a idade é apenas um número." Afonso Eulálio à Bahrain. Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency "Andar a este nível nesta corrida é motivador para mim" Passo estratégico situado entre os vales de Camonica e Valtellina, o Passo Mortirolo estreou-se no Giro em 1990 e o venezuelano Leonardo Sierra foi o pioneiro conquistador em plena corsa rosa. Afonso Eulálio subiu ao pódio no final do dia para ser felicitado pelo público e levar um souvenir especial. "Seria melhor se tivesse sido primeiro no final da etapa, mas o Mortirolo também acaba por ser bom. Espero ajudar a equipa no que puder e se tiver outra oportunidade, agarrá-la. Sinto-me orgulhoso, é o Giro de Itália, uma das corridas mais importantes do ciclismo e andar a este nível nesta corrida é motivador para mim." Afonso Eulálio à Bahrain. Esta foi a oitava vez que a Montagna Pantani se situou no Mortirolo. Eis os corredores que coroaram o Passo Mortirolo desde que se atribuiu este prémio. 2004 | Raffaele Illiano (ITA) 2006 | Ivan Basso (ITA) 2008 | Antonio Colom (ESP) 2010 | Michele Scarponi (ITA) 2012 | Thomas De Gent (BEL) 2015 | Steven Kruijswijk (NED) 2019 | Giulio Ciccone (ITA) 2025 | Afonso Eulálio (POR) Conheçam melhor o Afonso Eulálio nesta entrevista realizada em janeiro, quando o TopCycling foi a Espanha ao estágio da Bahrain. https://www.youtube.com/watch?v=luSaNNngwA4 ### Giro de Itália | Etapa 17 | Afonso Eulálio, rei do Mortirolo Afonso Eulálio foi um dos grandes destaques na 17ª etapa do Giro de Itália. O português foi o primeiro a coroar o Passo del Mortirolo numa fuga que quase teve sucesso. Afonso Eulálio (Bahrain - Victiorious) entrou na fuga do dia, e foi o primeiro a cruzar o topo do Passo del Mortirolo, uma das mais icónicas subidas do Giro de Itália, como já tinham feito Pantani, Gotti ou Ciccone. Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG) venceu a etapa e respondeu à prestação negativa na etapa 16. Foto: LaPresse Ler mais | Afonso Eulálio: “Na última semana do Giro vou ter oportunidades” Ação entre a fuga e o pelotão A 17ª etapa do Giro de Itália arrancou com uma fuga forte e numerosa, onde se destacava o português Afonso Eulálio. A presença na frente da corrida permitiu ao português marcar um momento histórico para o ciclismo nacional, e para a sua carreira: foi o primeiro a passar no Passo del Mortirolo, uma das mais míticas subidas do desporto - onde ganharam nomes como Marco Pantani, Ivan Gotti ou Ivan Basso. https://twitter.com/giroditalia/status/1927727144039276779 Aconteceu a 48 km do fim. O português seria apanhado, e chegou com mais sete ciclistas à última subida do dia, a 12 km da meta. Romain Bardet (Team Picnic PostNL) atacou, e deixou Eulálio a perseguir, num trio que seguia atrás do francês. No pelotão, houve algumas tentativas durante a etapa, mas os favoritos chegaram juntos à derradeira ascensão. A Red Bull - BORA - hansgrohe atacou para Giulio Pelizzarri, movimentação que viu todos os fugitivos, com exceção de Bardet, alcançados. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 16 | Carapaz põe Del Toro contra as cordas Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Camisola rosa brilha na hora das decisões Depois de um dia mau na etapa 16, Isaac Del Toro quis mostrar-se aos rivais, e atacou o grupo dos favoritos com 9 km para o fim. Apenas Carapaz (EF Education - EasyPost) conseguiu seguir a roda do mexicano, e o duo seguiu até encontrar Bardet na frente da corrida. O camisola rosa não quis esperar pelo sprint, e atacou a 1,6 km do fim. Num final técnico, com muitas curvas, a acelaração de Del Toro foi suficiente garantir a vitória e alguns segundos sobre Richard Carapaz. Na celebração, o jovem de 21 fez lembrar o colega de equipa, Tadej Pogacar. https://twitter.com/giroditalia/status/1927747963729711576 Afonso Eulálio continuou a trabalhar para Damiano Caruso (Bahrain-Victorious) quando foi alcançado, e ajudou a reduzir as perdas dos restantes favoritos à classificação geral: cerca de 0:15 para o vencedor. Os grandes derrotados do dia no que toca à classificação geral foram Antonio Tiberi, da Bahrain-Victorious (chegou a 10:31 da frente), Michael Storer, da Tudor Pro Cycling (4:05), e Egan Bernal, da INEOS Grenadiers (1:10). Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=GrNPvaedSBI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipeTempo Final1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG3:58:482Romain BardetTeam Picnic PostNL+0:043Richard CarapazEF Education - EasyPost,,4Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+0:155Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe,,6Derek GeeIsrael - Premier Tech,,7Damiano CarusoBahrain - Victorious,,8Einer RubioMovistar Team,,9Max PooleTeam Picnic PostNL,,10Afonso EulálioBahrain - Victorious+0:56 Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipeTempo Final1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG65:30:342Richard CarapazEF Education - EasyPost+0:413Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+0:514Derek GeeIsrael - Premier Tech+1:575Damiano CarusoBahrain - Victorious+3:066Egan BernalINEOS Grenadiers+4:437Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe+5:028Einer RubioMovistar Team+6:099Adam YatesUAE Team Emirates - XRG+7:4510Michael StorerTudor Pro Cycling Team+7:46 Créditos da fotografia de destaque: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency ### Alexis Guérin campeão do GP Beiras e Serra da Estrela Vencedor da etapa rainha e da geral, Alexis Guérin deu o GP Beiras e Serra da Estrela à Anicolor/Tien21. Pódio para Jesús Peña e Artem Nych. Com 184,4 km e muita dureza – incluindo subidas às Penhas Douradas e Torre – terminou o 7.º GP Beiras e Serra da Estrela, ganho por Alexis Guérin. O francês da Anicolor/Tien 21 teve como principal rival o colombiano Jesús Peña (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense). Ambos subiram passaram juntos a Torre e na chegada a Seia foi Guerin que venceu o mano a mano. A Anicolor/Tien21 meteu também Artem Nych no pódio. O campeão da Volta a Portugal e vencedor do GP Beiras e Serra da Estrela em 2023 e 2024, fechou na 3.ª posição. Foto: Igor Martins Pódio final só com equipas portuguesas A 1.ª etapa terminou em Penamacor com triunfo ao sprint de Thomas Silva (Caja Rural-Seguros RGA). O uruguaio manteve a camisola amarela no segundo dia, mas perdeu a etapa para Jordi Lopez (Euskaltel-Euskadi) em Celorico da Beira. Na etapa decisiva Thomas Silva chegou a Seia com 4:11 de atraso face a Guérin e perdeu a corrida. Nota para as restantes classificações: Daniel Dias (Rádio Popular-Paredes-Boavista) foi rei da montanha, Ibai Azanza (Kern Pharma) venceu a juventude, Francisco Pereira (Feirense-Beeceler) dominou as metas-volantes e por equipas venceu a Euskaltel-Euskadi. Foto: Igor Martins Organização quer o GP Beiras e Serra da Estrela no ProSeries Com a subida da prova para a categoria 2.1 UCI e a presença em força das ProTeam espanholas, haver um pódio final só com equipas portuguesas tem mérito. Em 2026, a organização quer o GP Beiras e Serra da Estrela no ProSeries, calendário onde só estão Volta ao Algarve e Figueira Champions Classic. Foto: Igor Martins Classificação final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºAlexis GuérinAnicolor / Tien 2114:27:412.ºJesús PeñaAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense+0:063.ºArtem NychAnicolor / Tien 21+1:314.ºFernando BarcelóCaja Rural - Seguros RGA+1:515.ºSergio ChumilBurgos Burpellet BH+1:576.ºUnai IribarKern Pharma+2:007.ºJon AgirreEuskaltel - Euskadi+2:158.ºKeegan SwirbulEfapel Cycling+2:159.ºMikel BizkarraEuskaltel - Euskadi+2:1510.ºThomas SilvaCaja Rural - Seguros RGA+4:00 ### Giro de Itália | Etapa 16 | Carapaz põe Del Toro contra as cordas Dia negro para Roglic no Giro de Itália, que caiu e abandonou. Ayuso perdeu muito tempo e afastou-se da luta pela geral. Christian Scaroni venceu da fuga. A décima sexta etapa do Giro de Itália prometia, num dia com três contagens de primeira categoria e outra contagem de segunda. Christian Scaroni triunfou através da fuga, num dia com muita ação na classificação geral, onde Richard Carapaz foi o que melhor aproveitou. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 15 | Lidl-Trek “On Fire” e KO de Roglic Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Luta pela etapa A 16ª etapa contava com 203 km entre Piazzola sul Brenta e San Valentino. Saiu para a estrada uma fuga com mais de 20 ciclistas, com alguns nomes fortes para a montanha, à procura de picar o ponto na última semana do Giro de Itália. Os fugitivos chegaram a ter mais de 7:00 de vantagem sobre o pelotão, e tudo indicava que se lutaria pela etapa no grupo da frente. Sete corredores aguentaram até à entrada da última subida do dia. Yannis Voisard (Tudor Pro Cycling) foi o primeiro a atacar, a 20 km do fim. A 13 km do fim, Jefferson Cepeda (Movistar), Lorenzo Fortunato e Christian Scaroni - o duo da Astana XDS - apanharam e deixaram o suíço para trás. A Astana XDS fez uso da vantagem numérica: Scaroni atacou a 11 km do fim, e obrigou Cepeda a perseguir. Fortunato seguiu na roda e atacou o equatoriano a 8 km do fim. Os colegas de equipa seguiram juntos até ao fim - Scaroni foi o primeiro a cruzar a linha de meta. Ler mais | Afonso Eulálio: “Na última semana do Giro vou ter oportunidades” Créditos: LaPresse Ataques nos grupos dos favoritos No pelotão, foi a INEOS Greandiers a primeira equipa a impor um ritmo forte e a selecionar o grupo ainda longe da meta. Uma queda de Egan Bernal obrigou a equipa britânica a travar o esforço e esperar pelo colombiano. À entrada da última subida do dia, o grupo do camisola rosa tinha vinte ciclistas. Simon Yates (Visma | LAB) foi o primeiro ciclista da geral a atacar, seguido por Del Toro (UAE Emirates XRG), Carapaz (EF Education - EasyPost), e Derek Gee (Israel - PremierTech). Quando o quarteto parou, foi a vez de Carapaz atacar: em 2 km, ganhou 1:00 ao camisola rosa, que ficou sozinho a 4 km do fim, e pela primeira vez neste Giro de Itália perdeu tempo significativo. Richard Carapaz foi o grande vencedor do dia: melhor ciclista da geral - ganhou 0:13 a Gee, 0:42 a Yates, 1:12 a Bernal e 1:36 a Del Toro, que se agarra à camisola rosa por 0:26. Ler mais | Rui Costa analisa Carapaz: “EF no Giro é tudo para o Richard” Photo by Marco Alpozzi/Lapresse Quedas e abandonos definem Giro de Itália Mais um dia de muito drama no Giro de Itália. Depois de já ter caído na competição, Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) voltou a ir ao chão, e abandonou a corrida a 95 km do fim da etapa. Carapaz (EF Education - EasyPost) esteve envolvido mas continuou, aparentemente sem problemas de maior. https://twitter.com/giroditalia/status/1927346277987086797 Egan Bernal (INEOS Grenadiers) também caiu durante a etapa, mas sem consequências imediatas. Destacar, ainda, a capitulação de Juan Ayuso (UAE Emirates XRG), que perdeu o contacto com o grupo dos favoritos na penúltima subida do dia e deixou cair as ambições na classificação geral. Sem Roglic e Ayuso, os dois grandes candidatos à entrada deste Giro de Itália, os últimos cinco dias de competição prometem muita luta, com o campo bem mais aberto para a vitória final. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=60p9GMKVTIY&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 16 RankCiclistaEquipaTempo1SCARONI ChristianXDS Astana Team5:35:052FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team,,3PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe0:554CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:105GEE DerekIsrael - Premier Tech1:236CEPEDA Jefferson AlveiroMovistar Team1:437STORER MichaelTudor Pro Cycling Team1:528YATES SimonTeam Visma | Lease a Bike,,9LEEMREIZE GijsTeam Picnic PostNL2:1910VOISARD YannisTudor Pro Cycling Team2:31 Top 10 da classificação geral RankCiclistaEquipaTempo1DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG61:31:562YATES SimonTeam Visma | Lease a Bike+0:263CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost+0:314GEE DerekIsrael - Premier Tech+1:315CARUSO DamianoBahrain - Victorious+2:406BERNAL EganINEOS Grenadiers+3:237STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+3:318TIBERI AntonioBahrain - Victorious+4:079PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+4:3610YATES AdamUAE Team Emirates - XRG+5:08 Créditos fotografia de destaque: Fabio Ferrari/LaPresse ### Taça do Mundo de XCO – Ronda 3: Nové Město Na Moravě Quedas e problemas mecânicos para os favoritas viram Mona Mitterwallner e Christopher Blevins triunfar na terceira ronda da Taça do Mundo de XCO Os ciclistas correram, no fim de semana de 24 e 25 de maio, o icónico circuito de Nové Město Na Moravě (Chéquia), na terceira ronda da Taça do Mundo de XCO. Problemas mecânicos para Puck Pieterse (Alpecin - Deceuninck) e duas quedas de Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) ajudaram a definir as corridas. Ler mais | Taça do Mundo de XCO – Ronda 2: Araxá Corrida masculina A prova masculina tinha como grande destaque a presença de Mathieu Van der Poel na linha de partida, a fazer a preparação para os campeonatos do mundo de XCO. O início da preparação não correu da melhor forma. O neerlandês, que este ano venceu, na estrada, a Milano-San Remo e a Paris-Roubaix, caiu duas vezes na primeira volta. Sem conseguir alcançar o grupo da frente, decidiu abandonar a corrida numa fase inicial da prova. Os favoritos tinham menos uma preocupação, e a corrida seguiu com um grupo, com sete dos ciclistas mais fortes nesta Taça do Mundo, na liderança. Apesar de tentativas de Alan Hatherly (Giant Factory Off-Road Team-XC), a frente da corrida seguiu junta até à sétima e antepenúltima volta. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1926971578107224147 Foi aí que Chrstopher Blevins (Specialized Factory Racing) arracou, sem resposta de nenhum competidor. O norte-americano não voltaria a ser alcançado, e confirmou um grande arranque de época depois de ser primeiro e segundo nas duas primeiras rondas da Taça do Mundo, no Brasil. A fechar o pódio da corrida chegaram Mathis Azzaro (Origine Racing Division) e Lars Forster (Thömus Maxon). https://twitter.com/UCI_MTB/status/1926741739215135160 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=O7W9rKaaYAA&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da 3ª ronda da Taça do Mundo de XCO #RiderEquipaTempo1Christopher BlevinsSpecialized Factory Racing01:26:002Mathis AzzaroOrigine Racing Division+0:073Lars ForsterThömus Maxon+0:074Victor KoretzkySpecialized Factory Racing+0:075Fabio Püntener—+0:236Vital AlbinThömus Maxon+0:287Filippo Fontana—+0:448Martin Vidaurre KossmannSpecialized Factory Racing+0:499Alan HatherlyGiant Factory Off-Road Team - XC+0:5610Luca MartinCannondale Factory Racing+0:58 Corrida feminina Prova feminina emocionante do início ao fim. O dia começou com Puck Pieterse a arrancar a fundo, e a assumir a dianteira da corrida, seguida por apenas duas ciclistas no fim da segunda volta da corrida. O drama chegou na terceira volta, quando a neerlandesa furou, e perdeu mais de um minuto para as competidoras. Na frente seguiam Alessandra Keller (Thömus Maxon), Candice Lill e Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team). Pouco depois, juntaram-se ao trio Rebecca Henderson (Orbea Fox Factory Team) e Mona Mitterwallner (Mondraker Factory Racing XC). A partir daí, Maxwell e Mitterwallner conseguiram destacar-se das restantes, e discutir a vitória entre si. O triunfo acabou por cair para Mona Mitterwallner, depois da última descida da corrida. Maxwell foi segunda, e Candace Lill fechou o pódio. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1926730659793350994 Destacar a presença de Raquel Queirós em prova. A portuguesa terminou na 52ª posição na sua primeira participação na Taça do Mundo de XCO em 2025. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=-awYXbUipyg&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da 3ª ronda da Taça do Mundo de XCO #RiderEquipaTempo1Mona MitterwallnerMondraker Factory Racing XC01:29:322Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team"3Candice Lill—+0:254Alessandra KellerThömus Maxon+0:415Rebecca HendersonOrbea Fox Factory Team+0:486Laura StiggerSpecialized Factory Racing+1:057Haley BattenSpecialized Factory Racing+1:188Nicole KollerGhost Factory Racing+1:289Loana LecomteBMC Factory Racing+1:2810Anne TerpstraGhost Factory Racing+1:28 Créditos da fotografia de destaque: Luc Claessen/Getty Images ### Afonso Eulálio: "Na última semana do Giro vou ter oportunidades" Giro na semana decisiva e Afonso Eulálio com pernas para discutir uma etapa. Sábado foi o MVP da Bahrain na crise de Antonio Tiberi. A segunda semana do Giro de Itália foi uma sequência de trambolhões e incidentes de corrida para a Bahrain de Afonso Eulálio. O líder, Antonio Tiberi, saiu do contrarrelógio de Pisa no 3.º lugar a 1:01 de Isaac Del Toro e foi para o terceiro dia de descanso 7.º a 3:02. Domingo sofreu no Muro di Ca' del Poggio, chegando a estar a 1:00 do grupo do camisola rosa antes do bloco salvar o dia. Pior foi sábado: uma queda a 23 km da meta fez o italiano perder 2:00 para os rivais. É durante as crises que emergem os valentes e Afonso Eulálio fez algo que deixou quem viu de boca aberta. Após cair no circuito de Nova Gorica (Eslovénia), o português teve que trocar de bicicleta, só que as estradas estreitas fizeram demorar a chegada da segunda viatura da Bahrain. Aí ativou o modo contrarrelógio e foi em esforço máximo até reentrar. Mal voltou ao grupo pôs-se ao serviço de Tiberi. “Estive cinco minutos sempre a perseguir e assim que cheguei continuei o esforço para chegar à frente. Se ficasse atrás arriscava ficar cortado e não fazer nada, portanto fiz o esforço para me colocar. Depois deu-se a queda e eu tive que parar para ajudar o Tiberi, por isso continuei a puxar. Acabou por ser quase um esforço de hora e meia.” Afonso Eulálio ao TopCycling. O que as câmaras não mostraram o TopCycling traduz em números: esta hora e meia full gas do estreante no WorldTour foi feita a 350 watts de média, esforço equivalente a uma subida longa. “Está nos meus melhores números. No domingo também foi um dia chato porque o Tiberi não estava bem colocado, eu ia com o Caruso na frente e tive que parar no Monte Grappa para o ajudar. Fiz o meu melhor esforço de cinco minutos. Já me deve uma bem grande o Tiberi. (risos)” Afonso Eulálio ao TopCycling. Antonio Tiberi fechou top 5 em 2024.Foto: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Tiberi perdeu 2:00 na etapa mais plana Tirando umas mazelas nas costas e nas costelas, provocadas pela queda na Eslovénia, Afonso Eulálio sente-se bem à partida para a reta final da prova. “Estou super bem, as pernas estão super bem. É incrível estar aqui, o andamento é muito grande. As etapas mais fáceis acabaram por se tornar duras e têm-se feito diferenças grandes; o Tiberi perdeu 2:00 na etapa mais plana do Giro! O que se aprende aqui é que por muito forte que estejas, se não estiveres na frente é impossível discutir a corrida.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Bernal, Del Toro e Carapaz atacaram a 90 km do final da 15.ª etapa.Foto: Fabio Ferrari/LaPresse "Carapaz tem-me impressionado" Quanto a quem vai ganhar o Giro, não é fácil fazer uma previsão dado que só agora chega a alta montanha. No pelotão sente-se de forma diferente, por isso perguntamos ao dorsal 34 quem o tem impressionado. “Estou a gostar de ver o Carapaz sempre a atacar e o Bernal ainda no domingo elevou o ritmo no Monte Grappa. O Carapaz tem-me impressionado mais; o Bernal acelera a corrida, depois fica isolado da equipa e acaba por não ser muito bom. Para o Del Toro nem há palavras, com a idade que tem estar a liderar o Giro e a mostrar esta força está-me a surpreender.” Afonso Eulálio ao TopCycling. https://www.youtube.com/watch?v=luSaNNngwA4 Em janeiro, Eulálio contou ao TopCycling a ambição de fazer o Giro.Agora, o objetivo é deixar uma marca forte na estreia em grandes voltas. Afonso Eulálio entra em território desconhecido Quanto ao colega Antonio Tiberi, não será fácil recuperar 3:02 para Del Toro. No entanto, o pódio está a apenas 0:55 e essa continua a ser a prioridade da Bahrain. “O Tiberi é um ciclista muito regular e havendo etapas duras há sempre quem quebre. No fim de semana reagiu bastante bem após a queda. Temos ainda o Caruso, que vai ter uma palavra a dizer. Já tinha ficado com o feeling de que ele ia continuar e entretanto confirmou que fica mais um ano na equipa.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Afonso Eulálio entra em território desconhecido em termos físicos, já que se estreia em três semanas. Das 11 etapas da Volta a Portugal em 2024 às 21 deste Giro a diferença é enorme, mas as sensações do figueirense empurram-no para algo mais. “A equipa está contente e na última semana vou ter oportunidades. A prioridade é acabar com o Tiberi no pódio, mas vamos tentar uma etapa comigo e com o Bilbao. A ideia é tentar a vitória, mas se acontecer algo no grupo de trás podem sempre parar quem vai na frente para ajudar.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Pela primeira vez no 108º Giro da história vamos ter alta montanha a sério e com chegadas em alto. É um tipo de esforço que quase não houve na prova e já na 16ª etapa – 204 km e 4800 m de acumulado entre Piazzola sul Brenta e San Valentino (Brentonico) – é impossível que não se façam diferenças. ### Blackjack Wheels | Mostramos o fabrico destas rodas 100% portuguesas A Blackjack Wheels é uma marca portuguesa especializada na produção de rodas para bicicleta, com reconhecimento crescente tanto no mercado nacional como internacional. Neste vídeo exclusivo do TopCycling, entrei nos bastidores da fábrica e acompanhei todo o processo de fabrico de uma roda de bicicleta, desde a preparação dos componentes até ao rigoroso controlo de qualidade final. Créditos: Bkackjack wheels Com sede na região de Aveiro, a Blackjack Wheels produz rodas para diferentes modalidades — Estrada, BTT e gravel — combinando tecnologia e mão de obra especializada. Nesta visita à fábrica da Blackjack fiquei espantado com o controlo de qualidade e os exaustivos testes de produto que realizam, com vista a obter rodas de alta qualidade direcionadas a todo o tipo de ciclistas em todo o mundo. Se tens curiosidade sobre como são feitas as rodas de bicicleta, ou queres conhecer melhor a indústria nacional de ciclismo, este conteúdo é imperdível. Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=fmFkQRBFdB8&t= ### Giro de Itália | Etapa 15 | Lidl-Trek "On Fire" e KO de Roglic A etapa 15 trazia as primeiras dificuldades de alta montanha, como se tratasse de um "aquecimento" do que espera os ciclistas na terceira semana deste Giro de Itália. Dia com 219 km. e cerca de 3900 metros de desnível acumulado, incluindo ascensões como o Monte Grappa (25 km a 5,8%) e a subida de Dori (16,3 km a 5,5%). O ritmo alto desde o início resultou numa média impressionante de 52 km/h nos primeiros 70 km, dificultando a formação de uma fuga inicial. Ainda assim, um grupo de 34 ciclistas conseguiu destacar-se antes da subida ao Monte Grappa. No pelotão, a UAE Emirates controlou a diferença para os fugitivos, mantendo-a em cerca de três minutos. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 14: Queda causa revolução na geral Lidl-Trek "On Fire" e dia mau de Roglic Carlos Verona (Lidl-Trek) destacou-se com um ataque solitário de mais de 40 km. do final, conquistando assim a sua primeira vitória numa grande volta. O espanhol atacou na subida final a Dori e manteve-se firme até à meta, cruzando a linha de chegada com vinte e um segundos de vantagem sobre o segundo classificado. Em declarações após o final da etapa, estas foram as palavras de Carlos Verona: "Não vim para o Giro a pensar que poderia ganhar uma etapa e fiquei feliz com isso. Estava aqui para apoiar Mads Pedersen e Giulio Ciccone. Tudo mudou ontem, quando perdemos o Cicco. Hoje é o meu dia. Não queria isto por mim, queria fazê-lo pela equipa, sabendo o quanto o Giulio trabalhou para esta corrida. Quando estava em fuga, pensei que me faltava um ciclista, mas tudo acontece por alguma razão. Tinha de estar naquela fuga e mantive o foco. Carlos Verona Entre os favoritos à classificação geral, Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe) teve um dia difícil, perdendo o contacto com o grupo principal na subida a Dori, cedendo um minuto e trinta segundos para os seus rivais diretos. O esloveno cai para o décimo lugar da classificação geral. https://twitter.com/giroditalia/status/1926644420725572000 Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG) manteve a liderança da geral, continuando a demonstrar consistência. Créditos: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/xBVFhjIPkJk?si=rnJg-Mv8ALX0f9l_ Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºCarlos VeronaLidl-Trek5:15:412.ºFlorian StorkTudor Pro Cycling Team+21s3.ºChristian ScaroniXDS-Astana+22s4.ºRomain BardetPicnic PostNL+22s5.ºNicolas ProdhommeDecathlon-AG2R La Mondiale+22s6.ºFilippo ZanaJayco AlUla+22s7.ºGianmarco GarofoliSoudal-Quick Step+25s8.ºIsaac Del ToroUAE Emirates+1:159.ºJuan AyusoUAE Emirates+1:1510.ºRichard CarapazEF Education-EasyPost+1:15 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºIsaac Del ToroUAE Team Emirates – XRG55:54:052.ºSimon YatesTeam Visma Lease a Bike+1:203.ºJuan AyusoUAE Team Emirates – XRG+1:264.ºRichard CarapazEF Education – EasyPost+2:075.ºDerek GeeIsrael – Premier Tech+2:546.ºDamiano CarusoBahrain – Victorious+2:557.ºAntonio TiberiBahrain – Victorious+3:028.ºEgan BernalINEOS Grenadiers+3:389.ºThymen ArensmanINEOS Grenadiers+3:4510.ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+3:53 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Projeto 278: A bicicleta no centro da mobilidade urbana do futuro O Projeto 278 nasce de uma iniciativa que quer colocar a bicicleta no centro do debate sobre mobilidade urbana e transição energética do futuro. Não é apenas um uma aventura de resistência ou um desafio de superação pessoal, é consciencializar o poder autárquico de como a bicicleta é uma das soluções mais poderosas de mobilidade urbana. Ao longo de 26 dias e cerca de 6000 km, o objetivo de Tiago Cação é visitar todas as Câmaras Municipais do país e entregar, presencialmente, uma carta com um conjunto de propostas para uma mobilidade mais sustentável e amiga do ambiente. Em ano de Eleições Autárquicas, é pertinente colocar o tema nas prioridades políticas. Apoios A iniciativa conta com o apoio da MUBI – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, tem o apoio do Presidente da República e reúne um conjunto de apoios institucionais que refletem a importância, urgência e legitimidade da missão: ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses FPC – Federação Portuguesa de Ciclismo IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas De Melgaço a Lisboa, passando por todos nós A partida simbólica será no dia 2 de Junho às 09h00, na Câmara Municipal do Porto, sendo o objetivo seguir em pelotão até às Câmaras de Matosinhos e da Maia, mas é em Melgaço, ainda nesse dia, que o projeto arranca oficialmente. A meta final será no dia 28 de Junho (podendo ser antes), com a última etapa a unir Cascais, Oeiras e Lisboa. Todos se podem juntar à pedalada Esta viagem não é feita a solo, muito pelo contrário, este é um projeto coletivo e todos são convidados a juntar-se: num troço, numa etapa ou apenas para aplaudir à passagem. Através do "Follow my Challenge" é possível seguir em tempo real o progresso do Tiago e desta forma planear um encontro para partilhar parte da aventura. Links úteis para apoiar a iniciativa Podes seguir a aventura ao vivo através do link:- Acompanhar o Projeto 278 ao vivo Consulta o site oficial para saber mais:- www.projecto278.pt E se quiseres apoiar diretamente esta missão, a angariação de fundos está ativa:- Apoiar o Projeto 278 ### Giro de Itália | Etapa 14 | Queda causa revolução na geral Queda a 23 km do fim marcou o dia no Giro de Itália, com muitos candidatos a perderem tempo. Kasper Asgreen triunfou da fuga. Décima quarta etapa do Giro de Itália ficou marcada por uma queda a 23 km, que fez muitos homens importantes perder tempo. Kasper Asgreen (EF Education - EasyPost) triunfou, depois de passar todo o dia entre os fugitivos. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 13: A lei de Mads Pedersen Foto: LaPresse Fuga não parecia ameaçar o sprint O dia começou com a luta pela entrada na fuga. O grupo dos fugitivos estabeleceu com cinco homens na frente, e o pelotão controlou de perto a maior parte do dia. A fuga, onde Kasper Asgreen era o nome mais forte para o tipo de terreno, nunca teve mais de 2:00 de vantagem, e parecia condenada até aos 23 km do fim da etapa. Nessa altura, uma queda no pelotão levou a baixo muitos ciclistas, incluindo alguns nomes da classificação geral. A corrida tornou-se num caos para gerir as perdas, e quem aproveitou foi Asgreen, que deixou os companheiros de fuga para trás e seguiu sozinho para a segunda vitória da carreira em grandes voltas. https://twitter.com/giroditalia/status/1926294841731797452 Atrás do dinamarquês, companheiro de equipa de Rui Costa, chegou um pelotão reduzido, que sprintou pelos pontos disponíveis. Kaden Groves (Aplecin - Deceuninck) fez segundo, e Olav Kooij (Visma | LAB) fechou o pódio. Ler mais | Rui Costa analisa Carapaz: “EF no Giro é tudo para o Richard” Revolução na geral do Giro de Itália O destaque da etapa foi para a queda a 23 km e para os favoritos que perderam tempo e causaram muitas alterações na classificação geral. https://twitter.com/giroditalia/status/1926295516201033980 Nomes como Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG), Simon Yates (Visma | LAB) ou Carapaz (EF Education - EasyPost) chegaram no grupo logo a seguir a Asgreen, a 0:16. No entanto, houve quem perdesse muito tempo. Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe), Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) e Egan Bernal (INEOS Grenadiers) chegaram a 1:04 do vencedor. Tiberi (Bahrain - Victorious) chegou a 2:00, Adam Yates (UAE Emirates XRG) a 2:06. Ciccone (Lidl - Trek) foi um dos que ficou pior tratado na queda e o abandono está em cima da mesa. https://twitter.com/giroditalia/status/1926298023941771574 Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/TMN5v2WZwOs?si=_8QtP9R8DB4sc33s Top 10 da etapa RankCiclistaEquipaTempo Final1Kasper AsgreenEF Education - EasyPost4:04:402Kaden GrovesAlpecin - Deceuninck+0:163Olav KooijTeam Visma | Lease a Bike,,4Orluis AularMovistar Team,,5Stefano OldaniCofidis,,6Mirco MaestriTeam Polti VisitMalta,,7Derek GeeIsrael - Premier Tech,,8Thomas PidcockQ36.5 Pro Cycling Team,,9Richard CarapazEF Education - EasyPost,,10Mikkel Frølich HonoréEF Education - EasyPost,, Top 10 da Classificação geral do Giro de Itália RankCiclistaEquipaTempo Final1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG50:37:552Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+1:203Juan AyusoUAE Team Emirates - XRG+1:264Richard CarapazEF Education - EasyPost+2:075Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+2:236Derek GeeIsrael - Premier Tech+2:547Damiano CarusoBahrain - Victorious+2:558Antonio TiberiBahrain - Victorious+3:029Egan BernalINEOS Grenadiers+3:3810Thymen ArensmanINEOS Grenadiers+3:45 Créditos da fotografia de destaque: Lapresse ### Giro de Itália | Etapa 13: A lei de Mads Pedersen A 13.ª etapa do Giro de Italia tinha um percurso de média montanha entre Rovigo e Vicenza, terminando com uma chegada ao topo da Monte Berico. Um final que deixava alguma incerteza quanto ao vencedor, pois vários ciclistas tinham características que os podiam favorecer nesta chegada. O dia começou com várias tentativas de fuga, sendo a mais sólida formada por nove ciclistas que incluíam nomes como Dries De Bondt e Fran Miholjevic. A diferença nunca passou dos dois minutos, com o pelotão a manter sempre o controlo, liderado por equipas como Lidl-Trek, Visma | Lease a Bike e Q36.5. Na abordagem final à Monte Berico (800 metros a 7,6%), o pelotão acelerou e anulou as últimas tentativas de ataque, incluindo a dupla Bardet-Vacek. https://twitter.com/giroditalia/status/1925927686368591989 A chegada foi ao sprint, mas com um grupo selecionado e já bastante reduzido. Mads Pedersen (Lidl-Trek) lançou forte ataque a cerca de 200m. do fim, Wout Van Aert (Team Visma | Lease a Bike) tentou responder, mas o dinamarquês manteve-se sempre na frente, conquistando a sua quarta vitória em etapas nesta edição do Giro de Itália. Ler mais: Mads Pedersen – “Se espero pelos últimos 120 metros é impossível ganhar” Vídeo - últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=nrlwKdX0I8A Isaac Del Toro, líder da geral, foi terceiro e ainda arrecadou dois segundos de bonificação. O jovem mexicano da UAE Team Emirates-XRG mantem a maglia rosa. Foto: LaPresse Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºMads PedersenLidl - Trek3:50:242.ºWout van AertTeam Visma Lease a Bike"3.ºIsaac Del Toro RomeroUAE Team Emirates-XRG+ 0:024.ºRémy RochasGroupama-FDJ+ 0:055.ºDorian GodonDecathlon-AG2R La Mondiale,,6.ºPrimož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe,,7.ºAntonio TiberiBahrain Victorious,,8.ºDerek GeeIsrael - Premier Tech,,9.ºOrluis AularMovistar Team,,10.ºEgan BernalINEOS Grenadiers,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaDiferença1Isaac Del ToroUAE Team Emirates-XRG—2Juan AyusoUAE Team Emirates-XRG+0:383Antonio TiberiBahrain Victorious+1:184Simon YatesTeam Visma Lease a Bike+1:205Primož RogličRed Bull-BORA-hansgrohe+1:356Richard CarapazEF Education-EasyPost+2:077Giulio CicconeLidl-Trek+2:208Brandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+2:409Egan BernalIneos Grenadiers+2:5010Derek GeeIsrael-Premier Tech+2:54 Créditos fotografia de destaque: LaPresse ### Entrevista | Rui Costa regressa em França com a EF Após lesão que o tirou do Giro, Rui Costa alinha na Boucles de la Mayenne e o TopCycling pôs a conversa em dia com o corredor da EF Education-Easypost. Com 14 dias de competição e desde fevereiro sem terminar uma corrida, 2025 não começou bem para Rui Costa, ciclista da EF Education-Easypost. Um 5.º lugar na Figueira Champions Classic foi animador, mas o Tirreno-Adriático foi o ponto de inflexão. A edição deste ano da "Corrida dos Dois Mares" foi marcada por frio e chuva, o que gerou uma onda de lesões no joelho no pelotão. “Fizemos a etapa de 250 km e no dia a seguir cheguei tocado do joelho. Por precaução decidimos não continuar. Nesse dia encontrei o Afonso Eulálio no hotel, ele também desistiu com um problema no joelho e disse-me que o Kwiatkowski abandonou pelo mesmo. No regresso a casa, encontrei um Alpecin no aeroporto com o mesmo problema. Pelos menos pensei que não era o único. (risos) Houve uma etapa onde após uma subida ficamos num planalto com vento lateral; a Bahrain tentou fazer uma bordure e aqueles esforços repentinos com o frio pode ter provocado a lesão.” Rui Costa ao TopCycling. Rui Costa analisa Carapaz: “EF no Giro é tudo para o Richard” Foto: LaPresse Regresso na Boucles de la Mayenne Aí começaram quase dois meses dores de cabeça: parar dois dias, sair para treinar e às duas horas de esforço aparecia a dor. Para um corredor que no final de cada época só para quatro semanas, estar oito sem poder treinar bem obrigou a abdicar do Giro de Itália. “Regresso na Boucles de la Mayenne e a equipa está à espera de ver como reajo para decidir as próximas corridas. O joelho já está bem, mas a preparação foi toda abaixo, claro que as fibras musculares têm memória e voltei a atingir um ponto médio de forma com quatro semanas de treino. Tenho trabalho pela frente e em França vai ser para retomar o contacto com o pelotão. São quatro dias, adequa-se bem depois de uma paragem grande. Não espero muito de mim, mas é importante competir e talvez depois possa estar na Suíça ou no Dauphiné. A partir daí crescer para a segunda parte da temporada que ainda falta muito até chegar a outubro.” Rui Costa ao TopCycling. A prova francesa decorre entre 29 de maio e 1 de junho e tem um percurso variado: prólogo a abrir e três jornadas rompernas em linha. A Boucles de la Mayenne teve vitória portuguesa há dois anos com Ivo Oliveira a dominar o prólogo e a vestir de amarelo. Opinião | Ayuso e Del Toro trazem o sal e a pimenta ao Giro Chega o mês talismã de junho Por estes dias já a EF Education-Easypost tem o bloco que foi pré-convocado para o Tour de France a trabalhar em altitude. Rui Costa não está na lista nem fazia sentido ir para altitude com 20 dias de treino nas pernas. Treinar em altitude obriga a aclimatar nos primeiros dias, aumentar progressivamente a carga e o efeito da altitude não permite grandes aventuras. O corredor natural de Aguçadoura, Póvoa de Varzim, aproveitou para fazer fundo e pouco a pouco incorporar no treino esforços específicos aumentando a carga. O objetivo é estar forte na segunda metade de 2025 e em poucos dias chega o mês talismã de junho, no qual alcançou 13 das 33 vitórias como profissional. "Era o mês talismã porque vinha de altitude antes de Suíça e Tour, fazia uma preparação rigorosa. Na vida temos que ter sempre um foco e eu trabalho para poder ganhar uma etapa, mas cada vez mais é difícil, sobretudo numa grande volta. Cada vez vai ser mais difícil chegar uma fuga: temos as equipas dos sprinters a controlar, nas etapas de média montanha aparecem Pedersen, Van Aert, Vacek, Van der Poel, que não dão hipótese, ou então há Remco e Pogacar a quererem ganhar. Rui Costa ao TopCycling. O português venceu na Vuelta a etapa que ligou Pamplona a Lekunberri.Foto: Rafa Gomez/Sprint Cycling Agency Último tiro certeiro de Rui Costa foi na Vuelta Conversando com um ciclista experiente apercebemo-nos de como tem vindo a mudar o ciclismo. Fugas com poucos minutos de vantagem, maior controlo por parte das principais equipas e um crescentre nível dos fugitivos torna difícil a missão dos caça-etapas. Em grandes voltas, o último tiro certeiro de Rui Costa foi na Vuelta de 2023, na 15.ª etapa que finalizou em Lekunberri. Entre os companheiros de fuga estiveram, por exemplo, Evenepoel e Buitrago. "No Tour vai ser cada vez mais difícil vermos uma fuga vencedora. No Giro há mais oportunidades a partir da segunda semana, quando a geral está estruturada, mas na terceira já aparecem corredores em grande forma, que estão entre o 10.° e o 25.º posto. Suponhamos que um Bernal salta da geral; o que é que eu vou fazer com um Bernal na fuga numa etapa de montanha? Quando são etapas para o meu perfil tenho que lutar contra este tipo de atletas e aí é que se torna difícil ganhar, claro que quando ganhas tem mérito, como quando ganhei na Vuelta." Rui Costa ao TopCycling. Costa com a Lampre-Merida no Tour de France de 2016.Foto: A.S.O. Gautier Demouveaux "Dinâmica da EF é semelhante à da UAE" A estas circunstâncias globais acrescem as particulares de cada corredor. Não é o mesmo ir para uma fuga depois de levantar o pé num par de etapas ou aparecer na frente tendo tido que trabalhar para um líder. Na EF Education-Easypost o foco está em Richard Carapaz, tal como na UAE Emirates são vários os atletas protegidos, entre eles Juan Ayuso e Isaac Del Toro. Rui Costa conhece bem as duas estruturas. Na EF leva um ano e meio enquanto na UAE Emirates esteve cinco anos e já somava três na Lampre-Merida, cuja estrutura esteve na origem da equipa do Golfo Pérsico. “A dinâmica da EF é semelhante à da UAE: gostam de correr na frente, manter o líder sempre bem colocado, o que significa que todos os que apoiam o líder têm que se sacrificar e sofrem um grande desgaste. Não tem nada a ver com a Intermarché, onde corria mais livre, que é mais o meu estilo. Na EF há dias que em que sabia bem ir para a fuga com o ‘depósito cheio’ e às vezes não acontece pelas outras responsabilidades. Estar numa equipa destas faz com que o desgaste seja superior e quando agarras as oportunidades não estás como queres.” Rui Costa ao TopCycling. Rui Costa, 37 anos, expressa o que muitos pensam. É também a evolução natural da carreira dos especuladores do pelotão, um perfil em vias de extinção no ciclismo moderno. Será a veterania a falar ou realmente a modalidade mudou? Algo sucedeu, como contou Alessandro De Marchi em entrevista ao TopCycling: "A fuga é coragem, caráter e vontade de arriscar, algo que não se vê tanto nas novas gerações. (...) Falta-nos um pouco a vida da corrida, a paixão. É aí onde o ciclista, a pessoa, pode fazer a diferença." ### Giro de Italia | Etapa 12: Olav Kooij impõe-se em Viadana A 12.ª etapa do Giro de Italia tinha um percurso desenhado para os velocistas e, como se previa, terminou com um sprint massivo em Viadana, onde Olav Kooij (Visma | Lease a Bike) conseguiu finalmente mostrar a sua potência neste tipo de etapas. O jovem neerlandês superou Casper van Uden (Picnic-PostNL) e Ben Turner (INEOS Grenadiers) numa chegada muito disputada, após uma preparação magnifica por parte de Wout Van Aert. Com partida em Modena e chegada em Viadana, os 172 quilómetros da etapa foram marcados por um perfil plano, apesar de duas subidas de terceira categoria nos primeiros cem quilómetros. A fuga do dia foi composta por três ciclistas italianos — Epis, Pietrobon e Tarozzi — que animaram a jornada até serem neutralizados nas derradeiras dezenas de quilómetros. https://twitter.com/giroditalia/status/1925561181256683665 Super Van Aert A chuva e o vento lateral não causaram grandes problemas, mas aumentaram o nervosismo no pelotão. Na aproximação final, Wout van Aert fez um tremendo "lead-out" (de quase um quilómetro) para Olav Kooij, Casper Van Uden ainda tentou surpreender com um arranque de longe, mas o neerlandês da Visma seguiu na sua roda e passou na altura certa para garantir o seu primeiro triunfo nesta edição do Giro de Itália. "Estava à espera disto! Estamos no Giro também com o Simon [Yates] em boa posição na classificação geral e o Wout [van Aert] a vencer uma etapa. Nos dois sprints anteriores, nem tudo correu bem. Estou muito feliz por hoje sair tudo bem. Só o Wout consegue abrir uma vantagem tão grande como a de hoje. Tive um apoio extraordinário. Tenho de agradecer aos meus colegas de equipa, o resto da equipa também fez um trabalho fantástico. Não queríamos estar muito longe na última curva. Pude saltar para a roda do Casper [van Uden] e ultrapassá-lo. Disse Olav Kooij no final da etapa Vídeo do ultimo quilómetro https://youtu.be/nIbMkXBImdg?si=ZHH4J12sXMsxDi3s Na luta pela classificação geral, Isaac del Toro (UAE Team Emirates-XRG) aproveitou um sprint intermédio para conquistar dois segundos de bonificação e consolidar a liderança da camisola rosa. Créditos: LaPresse Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºOlav KooijVisma Lease a Bike03:55:402.ºCasper van UdenPicnic PostNL,,3.ºBen TurnerINEOS Grenadiers,,4.ºMads PedersenLidl-Trek,,5.ºKaden GrovesAlpecin-Deceuninck,,6.ºMilan FretinCofidis,,7.ºMax KanterXDS Astana Team,,8.ºPaul MagnierSoudal Quick-Step,,9.ºMatevz GovekarBahrain Victorious,,10.ºMatteo MoschettiQ36.5 Pro Cycling Team,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempoDiferença1.ºIsaac Del ToroUAE Team Emirates-XRG38:47:01—2.ºJuan AyusoUAE Team Emirates-XRG38:47:32+ 0:313.ºAntonio TiberiBahrain Victorious38:48:08+ 1:074.ºSimon YatesTeam Visma Lease a Bike38:48:10+ 01:095.ºPrimož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe38:48:25+ 1:246.ºRichard CarapazEF Education - EasyPost38:48:57+ 1:567.ºGiulio CicconeLidl-Trek38:49:10+ 2:098.ºBrandon McNultyUAE Team Emirates-XRG38:49:17+ 2:169.ºAdam YatesUAE Team Emirates-XRG38:49:34+ 2:3310.ºThymen ArensmanINEOS Grenadiers38:49:34+ 2:33 Créditos da imagem de destaque: Créditos: LaPresse ### Rui Costa analisa Carapaz: “EF no Giro é tudo para o Richard” Rui Costa celebra à distância a vitória de Richard Carapaz e da EF Education-Easypost no Giro. Não percam a análise ao equatoriano. Esta semana entrevistei Rui Costa e a propósito do Giro de Itália falamos sobre Richard Carapaz. Abordamos outros temas, mas isso deixamos para sexta-feira quando publicarmos a segunda parte da conversa com o ciclista da EF Education-Easypost. Enquanto prepara a regresso à competição, após lesão no joelho, Rui Costa treina de manhã e descansa de tarde, o que lhe tem permitido seguir o Giro com atenção. Era a corrida que tinha apontada no calendário e da qual teve que abdicar. Português e equatoriano conhecem-se bem já que são colegas de quarto quando correm juntos. Dois veteranos que tomaram a liderança da EF após a saída de Rigoberto Uran. “O Richard tem-se encontrado bem e a equipa precisa disso. Sentir que temos um líder forte dá outra alegria para trabalhar para um objetivo sólido e o objetivo da EF é tudo para o Richard. Acredito que pode fazer um grande Giro.” Rui Costa ao TopCycling. Foto: LaPresse “Nunca baixa os braços” Sobre a forma de correr do equatoriano Rui Costa dá uma dica: “Está em forma e quando o Richard corre na frente é porque está bem. Correndo na frente é uma ameaça. É destemido, não tem medo de arriscar e dele pode-se esperar tudo. Quando tem que assumir, assume, e garante. Vai estar na luta pelo top 3.” Somando os dois contrarrelógios, Carapaz perdeu 0:50 para o líder Isaac Del Toro, partindo para a etapa de quarta-feira na 9.ª posição a 2:10 do mexicano. O oportunismo do equatoriano ficou provado na 11.ª etapa quando atacou na subida para Castelnovo ne' Monti. Perante a inação dos rivais, Carapaz venceu a etapa, subiu a 6.º e recuperou 0:14 a Del Toro. “O Richard preparou o Giro no Equador e provavelmente a seguir ao Giro deve regressar para preparar o Tour. É um corredor que nunca baixa os braços, até pode um dia apanhar dois minutos e se tiver liberdade vai à luta pela etapa e volta a entrar na geral. Às vezes até é melhor perder tempo e tentar ganhar uma etapa que já proporciona um prestígio superior a fazer um 7.º lugar… e ainda tens o bónus de reentrar na disputa da geral.” Rui Costa ao TopCycling. Tendo em conta que conversei com Rui Costa na terça-feira, foram palavras premonitórias de quem está no WorldTour 16 anos. Questionamos o poveiro também acerca do bloco da EF que acompanha Carapaz, tendo em conta que ainda vamos a meio da corrida e que a terceira semana será duríssima. “Tem o [Jefferson] Cepeda para o acompanhar na alta montanha, o Owen [Doull], o [Darren] Rafferty e o [Kasper] Asgreen vão protegê-lo no plano, Georg [Steinhauser], o Mikkel [Honoré] e o James [Shaw] estão para a média montanha. Na alta montanha é com o Cepeda que ele pode contar para aguentar até onde puder.” Rui Costa ao TopCycling. Foto: Gian Mattia D'Alberto/LaPresse Carapaz só pensa no título Quem pensar que uma etapa e um top 10 final faria a EF assinar já por baixo, desengane-se. Basta recuar à antevisão da prova publicada no site da equipa, onde se pode verificar que Carapaz só pensa no título. “Não podemos esconder as nossas ambições: queremos ganhar a corrida. Temos intenção há meses. Queremos ganhar. É o foco principal da equipa.” Richard Carapaz Pela frente ainda vêm os principais desafios na alta montanha, com quatro etapas decisivas e passagens no Monte Baldo, no Mortirolo e no Colle delle Finestre. Quem poderá pegar na corrida na terceira semana? “Não vai ser fácil encontrar quem possa assumir todas as etapas, apesar do bloco da UAE Emirates ser muito forte. A UAE vai ter que se dedicar ao Del Toro e ao Ayuso, mas o Ayuso vai ser uma peça sem mexer caso o Del Toro tenha um dia não. A realidade é que eles têm três/quatro corredores que podem ganhar o Giro; o Adam Yates pode entrar numa fuga, a UAE não puxa atrás e pode remontar na geral. Um corredor como ele, com a montanha que está por vir, é difícil tirar-lhe tempo." Rui Costa ao TopCycling. Quanto ao campeão da 108.ª edição não é fácil fazer prognósticos, mas Rui Costa posiciona-se ao lado dos veteranos. "Roglic é um corredor experiente, está tranquilo, cada semana que passa vai a mais ou pelo menos não vai a menos como outros. O Richard, a par do Roglic, também é um corredor experiente, talvez menos marcado e se numa situação de 10 corredores arranca, os rivais podem hesitar e o Giro que ele ganhou foi um pouco assim, o Nibali descuidou-se, o Richard apanhou-se com dois minutos e ganhou. Está a sentir-se cada vez melhor e nem está no terreno dele, quando chegar à montanha pura e dura cuidado! No entanto, para mim o corredor que tem mais probabilidades de ganhar é o Roglic." Rui Costa ao TopCycling. ### Giro de Itália | Etapa 11 | Carapaz engana os rivais Richard Carapaz atacou um pelotão reduzido a 9 km do fim, numa movimentação que teve sucesso. Isaac Del Toro fez segundo e reforçou a liderança do Giro de Itália. Mais um dia com ação desde o início do Giro de Itália. Uma fuga que prometia, mas que não resistiu ao trabalho de perseguição de Mads Pedersen (Lidl - Trek). Quem aproveitou melhor foi Richard Carapaz (EF Education - EasyPost), com um ataque solitário no início da última subida do dia. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 10 | Ayuso inclina-se perante Roglic em Pisa Ecuador's Richard Carapaz of Ef Education - Easypost Team competes during the stage 11 of the Giro d’Italia from Viareggio to Castelnovo ne’ Monti, Italy - Wednesday, May 21, 2025. Sport - cycling. (Photo by Marco Alpozzi/Lapresse) Etapa dura decidida nos últimos quilómetros Dia difícil no Giro de Itália, com 186 km entre Viareggio e Castelnovo ne' Monti, e três subidas categorizadas. A primeira, a 80 km da linha de partida, contava com 13,8 km a 8,8% de pendente média. A fuga demorou muito a formar-se, com as equipas dos homens da geral a controlar de perto quem se juntava à movimentação. Durante a etapa, chegaram a haver ataques entre os favoritos, nenhum com sucesso. https://twitter.com/giroditalia/status/1925171586694328768 A vitória da fuga chegou a parecer possível, mas o pelotão aplicou-se a fundo e apanhou todos os fugitivos antes da derradeira ascensão da etapa, a menos de 10 km do fim. Destaque para o trabalho de Mads Pedersen, líder da camisola dos pontos, em função da sua equipa. Quando a fuga foi alcançada, Richard Carapaz atacou o pelotão, e fez toda a última subida sozinho para vencer a 11ª etapa do Giro de Itália. O equatoriano vence pela quarta vez na Grande Volta italiana, e pela primeira vez desde o último Tour de France. https://twitter.com/giroditalia/status/1925203601418228048 O grupo dos favoritos chegou junto, a 0:10 de Carapaz. Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG) fez segundo e reforçou a liderança através das bonificações. Giuliu Ciccone (Lidl - Trek) fechou o pódio do dia. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=evzFiX1gbsw&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa Pos.CiclistaEquipaTempo Total1Richard CarapazEF Education - EasyPost4:35:202Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG+0:103Giulio CicconeLidl - Trek,,4Thomas PidcockQ36.5 Pro Cycling Team,,5Egan BernalINEOS Grenadiers,,6Antonio TiberiBahrain - Victorious,,7Juan AyusoUAE Team Emirates - XRG,,8Einer RubioMovistar Team,,9Derek GeeIsrael - Premier Tech,,10Diego UlissiXDS Astana Team,, Top 10 da classificação geral Pos.CiclistaEquipaTempo Total1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG38:47:012Juan AyusoUAE Team Emirates - XRG+0:313Antonio TiberiBahrain - Victorious+1:074Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+1:095Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+1:246Richard CarapazEF Education - EasyPost+1:567Giulio CicconeLidl - Trek+2:098Brandon McNultyUAE Team Emirates - XRG+2:169Adam YatesUAE Team Emirates - XRG+2:3310Thymen ArensmanINEOS Grenadiers+2:33 Créditos da foto de destaque: Marco Alpozzi - Lapresse ### Pelotão forte para edição histórica do GP Beiras e Serra da Estrela Nomes fortes, subida de escalão e uma jornada final com subida à Torreno no GP Beiras e Serra da Estrela, que decorre entre 23 e 25 de maio. A 7.ª edição do GP Beiras e Serra da Estrela decorre entre sexta-feira e domingo com uma novidade: a prova é agora de classe 1, equiparando-se à categoria da Volta a Portugal (2.1 UCI). Isto significa que haverá mais pontos UCI a distribuir, por exemplo, ao campeão (125 pontos) e aos vencedores de etapas (14 pontos). Também por este motivo bate-se o recorde de equipas participantes (20), onde estão incluídas oito Continentais nacionais e quatro ProTeam (Caja Rural, Kern-Pharma, Burgos Burpellet BH e Euskaltel-Euskadi). Em 2024, a atual Anicolor-Tien 21 dominou com Artem Nych (1º) e Maurício Moreira (3º), intercalados pelo neerlandês Alex Molenaar (Illes Balears Arabay). Dos três só o russo e o uruguaio regressam, agora como rivais já que Nych – que venceu o GP O Jogo em abril – continua na formação de Águeda e Moreira saiu para a Efapel. Não faltam talentos como Tiago Leal (Rádio Popular-Paredes-Boavista), 4.º na edição passada, Jesus Peña (AP Hotels-Tavira-SC Farense), vencedor de etapa e 3.º na Volta ao Alentejo, Jaime Guardeño (Caja Rural), melhor jovem da Volta a Portugal nos últimos dois anos, Urko Berrade (Kern Pharma), vencedor de etapa na Vuelta e 10.º na Volta à Hungria, Edison Callejas (Petrolike), vencedor da etapa rainha no Giro dos Abruzos, Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), vencedor da Clássica da Primavera e de etapa no GP O Jogo, que fechou em 3.º. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 A apresentação do evento decorreu no Castelo do Sabugal.Foto: Inês Calvo Pelotão sobe às Penhas Douradas e à Torre A Associação de Municípios da Cova da Beira, organizadora do evento, propõe três etapas em linha e um total de 564,1 km. A 1.ª etapa liga Almeida a Penamacor ao longo de 191,2 km. A jornada mais longa passa duas montanhas: uma 2.ª categoria em Alpedrinha e uma 3.ª categoria em Castelo Novo coroada a 44,5 km da meta. A 2.ª etapa liga Figueira de Castelo Rodrigo a Celorico da Beira, após 188,5 km de trajeto. Pelo caminho registam-se duas contagens de montanha de 3.ª categoria, em Marialva (43,9 km) e Penha de Prados (135,9 km). O GP Beiras e Serra da Estrela termina em apoteose, como manda a tradição, com a etapa entre Pinhel e Seia. O pelotão sobe às Penhas Douradas e à Torre, o ponto mais alto de Portugal continental, na jornada rainha. Podem seguir a corrida em direto na conta de Facebook do evento ou acompanhar partidas e chegadas na CM TV. Volta a Portugal do Futuro | Lucas Lopes confirma a vitória Serão 16os municípios da Associação de Municípios da Cova da Beira visitados.Foto: Inês Calvo ### Giro de Itália | Etapa 10 | Ayuso inclina-se perante Roglic em Pisa Dan Hoole venceu a 10.ª etapa do Giro de Itália e na luta pela geral Primoz Roglic meteu tempo a Juan Ayuso e companhia. Del Toro mantém a rosa. No regresso do pelotão, após o segundo dia de descanso, o Giro de Itália viu a geral individual mexer novamente no combate entre Primoz Roglic e Juan Ayuso. O contrarrelógio mais longo desta edição (28,6 km) ligou Lucca a Pisa, mantendo-se na região da Toscana. Depois do pó que marcou a etapa de domingo, que decorreu por caminhos da Strade Bianche, esta terça-feira foi a vez de a chuva ser protagonista. Opinião | Ayuso e Del Toro trazem o sal e a pimenta ao Giro de Itália Foto: LaPresse Favoritos partiram à chuva O terceiro round entre os grandes candidatos à vitória no Giro de Itália foi emocionante. Roglic entrou melhor no contrarrelógio de Tirana (Albânia), Ayuso respondeu na 9.ª etapa e o esloveno voltou a impor-se neste crono abençoado por uma chuva que prejudicou o espanhol. Foi um dia sob a ameaça do mau tempo e que podemos dividir em três partes: reconhecimento marcado por aguaceiros, primeira parte da etapa seca e favoritos à chuva. Roglic em modo remontada Primoz Roglic (Red Bull-Bora-hansgrohe), que tinha caído no reconhecimento, partiu rápido e rápido andou até que começou a chover. Ainda assim, hoje podemos falar em sorte do esloveno que ao sair antes dos rivais recuperou tempo face à maioria. O esloveno parou o cronómetro em 33:25 (+ 1:15 face a Dan Hoole) e rodando em estrada seca na parte mais técnica do percurso entrou em modo remontada para ganhar 0:19 a Juan Ayuso, 0:28 a Simon Yates, 0:37 a Antonio Tiberi, 1:07 a Isaac Del Toro, 1:08 a Brandon McNulty e 1:12 a Adam Yates. Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar Hoole estreou-se a vencer em grandes voltas.Foto: Lapresse Dan Hoole foi o reflexo do pensamento lógico Contrarrelógio de início da segunda semana traz sempre surpresas e Josh Tarling (Ineos Grenadiers), vencedor do primeiro contrarrelógio, rápido percebeu que não era dia de repetir triunfo. O inglês entrou forte, mas no segundo ponto de cronometragem já passava atrasado face a Dan Hoole (Lidl-Trek). Por esta altura também já Wout Van Aert (Visma LAB) era claramente superado pelo campeão neerlandês. Apesar do cerco montado pelos rivais, os 32:30 (feitos a 52,8 km/h de média) deram a vitória ao corredor de 26 anos, que se estreou a ganhar no WorldTour. No berço do Renascimento, Dan Hoole foi o reflexo do pensamento lógico e do otimismo, numa época de alto rendimento da Lidl-Trek, que chega às 19 vitórias, a quarta em 10 dias para a equipa estadunidense. Affini, campeão europeu, fechou o crono no top 10.Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=axGuguGCKPw Top 10 da etapa PosiçãoAtletaEquipaTempoMédia (km/h)1Daan HooleLidl - Trek32:3052.8002Joshua TarlingINEOS Grenadiers+0:0752.6113Ethan HayterSoudal Quick-Step+0:1052.5314Mattia CattaneoSoudal Quick-Step+0:2352.1845Edoardo AffiniTeam VismaLease a Bike+0:246Jay VineUAE Team Emirates - XRG+0:3751.8177Luke PlappTeam Jayco AlUla+0:4451.6358Marco FrigoIsrael - Premier Tech+0:4751.5579Michael HepburnTeam Jayco AlUla+0:5051.48010Xabier Mikel AzparrenQ36.5 Pro Cycling Team+0:5451.377 Top 10 da classificação geral PosiçãoAtletaEquipaTempo1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG34:11:372Juan AyusoUAE Team Emirates - XRG+0:253Antonio TiberiBahrain - Victorious+1:014Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+1:035Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+1:186Brandon McNultyUAE Team Emirates - XRG+2:007Adam YatesUAE Team Emirates - XRG+2:068Giulio CicconeLidl - Trek+2:079Richard CarapazEF Education - EasyPost+2:1010Thymen ArensmanINEOS Grenadiers+2:27 ### Gravel Birds 750 - Foi dureza épica, este evento de ultradistância em pleno Alentejo Fomos ao Gravel Birds, para viver por dentro todas as nuances e desafios da ultradistância sem apoio. O resultado foi uma aventura incrível e de extrema dureza, para ver neste vídeo do Luís Beltrão. Vídeo https://youtu.be/yjeoTdvsRRA?si=pun2PRWBYKF78l4D O Gravel Birds é uma prova de ultra distância sem suporte, com 750 km. pelo coração do Alentejo, entre trilhos remotos do interior, o Vale do Guadiana e a imponente costa atlântica. Neste vídeo mostramos como foi a experiência: os momentos duros, as paisagens incríveis, a gestão do esforço e da logística, e tudo o que foi necessário para terminar uma prova destas em autonomia total. ### Ayuso e Del Toro trazem o sal e a pimenta ao Giro de Itália Giro de Itália revolucionado e com perspetiva de duelo entre Ayuso e Isaac Del Toro. Tudo pela etapa do sterrato. Têm estes dias lugar nas grandes Voltas? Esta segunda-feira o pelotão do Giro de Itália amanheceu com dores no corpo após a batalha de Siena, onde Isaac Del Toro mostrou a Juan Ayuso que não é o único jovem prodígio da UAE Emirates. A passagem no sterrato da Strade Bianche fez diferenças entre os candidatos à geral e muitos fãs questionam se este tipo de etapas devem fazer parte de uma grande volta. O ciclismo, como desporto de resistência que é, é um permanente teste aos limites do corpo humano. Recentemente, li na imprensa espanhola que a ultrafondista María José Silvestre propôs-se pedalar 24 horas com a bike de gravel e estabelecer um recorde mundial. Arranca às 11 horas de sábado (24 de maio) na lindíssima localidade de Bocairent, no interior da província de Alicante. Passei uns dias maravilhosos, no verão passado, em Bocairent, pueblo cujo centro histórico foi escavado nas encostas da serra de Mariola. Sítio lindo e com umas festas populares super divertidas, pensei para mim: "Porque é que alguém vai a Bocairente fazer 24 horas de gravel e percorrer 500 km a 21 km/h de média?" É preciso ter uma inquietude e um espírito de sacrifício incríveis para testar os limites da fisiologia, mas sem os pioneiros nunca se teria quebrado o recorde da hora ou subido o Tourmalet. Ler mais | A outra foto icónica da Strade Bianche é de um português María José Silvestre aspira ao recorde mundial de 24 horas numa bike de gravel. Ciclismo vintage veio para ficar Ser pioneiro é pensar em algo que nunca foi feito e fazê-lo. Como Henri Desgranges, que fundou o Tour de France, em 1903, criando uma prova tão dura que só um corredor deveria chegar ao final. Estava proibida assistência por terceiros e material só o que cada ciclista pudesse carregar. Recordemos que Desgranges vivia obcecado pela forma física e pela performance, aliás, foi recordista da hora em 1893. A primeira metade do século 20 foi a era da bicicleta na Europa, de tal forma que em capitais como Amsterdão o trânsito de bicicletas representava 70-80 % do total. A reconstrução das vias de comunicação no pós-II Guerra Mundial e a aposta pelo automóvel, símbolo do modernismo, mudaram o paradigma. É, por isso, curioso que nesta fase da história da Humanidade, na qual dispomos de melhores estradas do que nunca, os organizadores de Giro, Tour e Vuelta nos queiram levar por gravilha, empedrado e subidas tão inclinadas que só as cabras lá passavam. Os puristas podem não gostar, mas o público pede espetáculo e responde com belas audiências nas etapas com o selo “retro”. E como o público é soberano, este ciclismo vintage veio para ficar. Giro de Itália | Etapa 9 | Redenção de Van Aert no Sterrato Van Aert bateu Del Toro em Siena.Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Giro regressou ao passado para conectar com os fãs O ciclismo passou de fugir de caminhos não asfaltados a proporcionar etapas épicas como a que vivemos na Toscana. Foi extraordinário ver Del Toro tornar-se o primeiro mexicano a liderar uma grande volta. Para Ayuso foi um dia agridoce: por um lado caiu e foi suturado no joelho direito, viu o colega ganhar a etapa, chegar à maglia rosa e cedeu uns segundos para Richard Carapaz, Antonio Tiberi e Simon Yates; por outro lado ganhou 1:13 a Roglic. “Se me tivessem dito que nesta altura ia ter mais de 1’ sobre o Roglic… É uma situação perfeita para mim e para a equipa. (…) O mais importante é que a equipa ganhe, obviamente eu quero ganhar, é um sonho, mas se tiver que perder que seja porque ganha um colega.” Juan Ayuso na conferência de imprensa da UAE. Entrevista | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Torito mexicano é discreto De momento, a UAE Emirates tem quatro atletas no top 10, já que no domingo nem Adam Yates nem Brandon McNulty levantaram o pé. O Torito mexicano é discreto, fala pouco e no dia de descanso não disse que era líder, mas também não assumiu o papel de gregário. “É uma situação de corrida. Queríamos estar seguros, o dia não foi mau para a equipa, vamos continuar a dar o melhor e não muda nada, o objetivo é o mesmo. Manter a rosa na equipa.” Isaac Del Toro na conferência de imprensa da UAE. Por agora sorri Joxean Matxin, que compareceu com os homens do momento no encontro com os jornalistas e enfatizou que o importante é o título ficar na equipa. Também disse que quem leva a rosa deve ser respeitado e que a hierarquia se mantém a definida à partida para a corrida. Depois de oito etapas sem sal nem pimenta, o Giro regressou ao passado para conectar com os fãs e desbloquear a corrida. A geral já mexe, há história na UAE Emirates e era mesmo isto que faltava à corrida. ### Giro de Itália | Etapa 9 | Redenção de Van Aert no Sterrato Nona etapa do Giro de Itália levou os ciclistas pelo Sterrato da Strade Bianche. Wout Van Aert venceu em dia de redenção, e Isaac Del Toro mostrou-se ao mundo em Grandes Voltas. Um dia de ciclismo espetacular e emocionante do início ao fim no Giro de Itália. Wout Van Aert (Visma | LAB) venceu pela primeira vez desde a queda na Volta a Espanha e Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG) é o novo líder, em etapa de perdas para Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) e Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe). Ler mais | Giro de Itália | Etapa 8 | Mudança de líder Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Dia de redenção e de novo líder Wout Van Aert e Isaac Del Toro são os destaque do dia. Uma corrida muito mexida desde o início, com os setores de Sterrato a criarem o caos e a separar o pelotão em vários grupos. Com cerca de 50 km para o fim da etapa, uma queda, que apanhou nomes como Roglic ou Tom Pidcock (Q36.5 Pro Cycling), partiu o grupo dos favoritos, e deixou na frente sete corredores. Três deles, Van Aert, Del Toro e Egan Bernal (INEOS Grenadiers) conseguiram abrir espaço e isolar-se dos restantes. Bernal não aguentou o ritmo do belga e do mexicano e deixou o duo a lutar pela vitória. Isaac Del Toro levou Van Aert ao limite, mas o homem da Visma | LAB aguentou-se na roda, para vencer o sprint a dois na chegada a Siena. https://twitter.com/giroditalia/status/1924129525295718849 Dia de redenção para Wout Van Aert, que volta a vencer desde a queda que o tirou da Volta a Espanha. Foram meses complicados para o belga, que completa a trilogia de vitórias nas Grandes Voltas. Atrás de Van Aert, chegou o novo líder do Giro de Itália. Isaac Del Toro, o fenómeno da UAE Emirates XRG, de apenas 21 anos, fez do México a 30ª nação a vestir a camisola rosa na Grande Volta italiana. Ler mais | Opinião | Wout Van Aert é um grande campeão! https://twitter.com/giroditalia/status/1924133486044016774 Favoritos perdem tempo O Sterrato trouxe muitas dificuldades a Primoz Roglic. O esloveno caiu com cerca de 50 km para o fim, e furou quase de seguida. Ficou numa posição vulnerável, e a partir daí correu para gerir o tempo perdido. Terminou a 2:22 na frente, e está a 2:25 de Isaac Del Toro, líder da geral. O esloveno não perde o Giro de Itália nesta etapa, mas a missão fica mais complicada para o campeão em título da Volta a Espanha - ao primeiro dia de descanso, tem quatro homens da UAE Emirates XRG à sua frente na geral. O desafio está lançado. Outro dos homens importantes que perdeu tempo no dia de hoje foi Juan Ayuso. Cortado na queda que existiu no pelotão a 50 km do fim, ficou num grupo recuado e nunca conseguiu voltar à frente da corrida. https://twitter.com/giroditalia/status/1924107426686460283 Chegou a 1:07 do colega de equipa, num dia menos bom em que acabou por ganhar tempo a Roglic, e a subir ao segundo lugar da classificação geral do Giro de Itália. Em relação aos restantes ciclistas importantes na classificação geral, destaque para Ciccone (Lidl - Trek), Simon Yates (Visma | LAB), Carapaz (EF Education - EasyPost) e Tiberi (Bahrain - Victorious), quarteto que chegou à frente de Ayuso, a 1:00 do vencedor. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=-l5W__P1yG0&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa RnkCiclistaEquipaTempo1VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike4:15:082DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG,,3CICCONE GiulioLidl - Trek0:584CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost,,5YATES SimonTeam Visma | Lease a Bike1:006TIBERI AntonioBahrain - Victorious,,7AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG1:078ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers1:109BERNAL EganINEOS Grenadiers,,10YATES AdamUAE Team Emirates - XRG,, Classificação geral do Giro de Itália RnkCiclistaEquipaTempo1DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG33:36:452AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG+1:133TIBERI AntonioBahrain - Victorious+1:304CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost+1:405CICCONE GiulioLidl - Trek+1:416YATES SimonTeam Visma | Lease a Bike+1:427BERNAL EganINEOS Grenadiers+1:578MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG+1:599YATES AdamUAE Team Emirates - XRG+2:0110ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+2:25 Fotografia de destaque: Juan Moya ### Giro de Itália | Etapa 8 | Mudança de líder Num dia marcado por uma fuga numerosa e uma sucessão de ataques, o australiano Luke Plapp (Jayco AlUla) protagonizou uma exibição memorável ao vencer isolado a oitava etapa do Giro d’Italia, uma tirada exigente de 197 quilómetros entre Giulianova e Castelraimondo. A etapa contava com três subidas categorizadas e várias rampas curtas que tornaram a corrida imprevisível, quase até ao final. Desde cedo se formaram vários grupos de ataque, com nomes como Wout van Aert e Mads Pedersen a agitarem a fase inicial. Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Contudo, foi a meio da etapa que se consolidou uma escapada com cerca de vinte ciclistas, incluindo nomes como Wilco Kelderman, Diego Ulissi, Romain Bardet e Luke Plapp. A seleção final foi feita na penúltima subida, onde Plapp acelerou, isolando-se e mantendo uma vantagem confortável até à meta. Foi a sua primeira vitória numa Grande Volta. https://twitter.com/giroditalia/status/1923745363216753049 Wilco Kelderman (Visma | Lease a Bike) ainda perseguiu, mas teve de ficar com Diego Ulissi (XDS Astana), que lutava para conseguir a Camisola Rosa no final da etapa. Terminaram a 38 segundos, sendo o neerlandês segundo e o italiano terceiro, o que lhe garantiu a liderança do Giro. Aos 35 anos, o experiente ciclista italiano, conhecido pelas suas vitórias em etapas, alcança pela primeira vez na carreira o estatuto de líder da geral no Giro d’Italia. Depois de uma década a brilhar nas estradas do seu país, Ulissi veste finalmente a tão desejada "maglia rosa", tornando-se no primeiro italiano a envergar o rosa desde 2021. Top 10 – Etapa 8 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºLuke PlappJayco AlUla4:44:202.ºWilco KeldermanVisma Lease a Bike+ 38s.3.ºDiego UlissiXDS Astana,,4.ºIgor ArrietaUAE Team Emirates-XRG+ 1:225.ºNicolas ProdhommeDecathlon AG2R La Mondiale+ 1:356.ºAndrea VendrameDecathlon AG2R La Mondiale+ 1:487.ºLorenzo FortunatoXDS Astana,,8.ºGeorg SteinhauserEF Education-EasyPost+ 2:599.ºRomain BardetTeam Picnic PostNL+ 3:0210.ºAlessio MartinelliVF-Bardiani CSF-Faizanè+ 4:37 Top 10 da classificação geral Pos.CiclistaEquipaTempo1Diego UlissiXDS Astana Team29:21:232Lorenzo FortunatoXDS Astana Team+ 12 s.3Primoz RoglicRed Bull-BORA-hansgrohe+ 17 s.4Juan AyusoUAE Team Emirates-XRG+ 20 s.5Isaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 26 s.6Antonio TiberiBahrain Victorious+ 44 s.7Max PooleTeam Picnic PostNL+ 47 s.8Michael StorerTudor Pro Cycling Team+ 50 s.9Brandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+ 51 s.10Simon YatesTeam Visma Lease a Bike+ 56 s. Ultimos quilómetros da etapa https://youtu.be/UWp9-mNcF3A?si=pXq9Y7XfiZ9k478J Créditos da foto de destaque: Luca Bettini/SprintCyclingAgency ### Giro de Itália | Etapa 7 | Rocky Ayuso entra no ringue Juan Ayuso (UAE Emirates) domina o primeiro teste montanhoso do Giro de Itália. Primoz Roglic defendeu-se e recupera a rosa. O bloco da UAE Emirates e a explosividade de Juan Ayuso foram as notas dominantes do primeiro teste aos candidatos à vitória no Giro de Itália, num dia em que Primoz Roglic perdeu 14 segundos para o espanhol. A 7.ª etapa teve 168 km e 3500 m de desnível positivo acumulado, só que o tão esperado primeiro dia de alta montanha pautou-se pelo equilíbrio e pela ausência de ataques entre os favoritos. Ayuso impôs-se com uma movimentação com a meta à vista e, tirando as bonificações, não se fizeram grandes diferenças. Os ganhos em Tagliacozzo permitem ao corredor da UAE Emirates quase recuperar os 16 segundos perdidos no contrarrelógio de Tirana para o rival da Red Bull-Bora-hansgrohe. É a estreia a vencer de Ayuso em grandes voltas, aos 22 anos, e a vitória número 38 da equipa asiática esta temporada. https://twitter.com/LRoisDuPeloton/status/1923401146124656825 Bardet e Gaudu perdem tempo Uma fuga de sete elementos marcou o dia: Paul Double (Jayco AlUla), Nicolas Prodhomme (Decathlon AG2R), Christian Scaroni (XDS Astana), Manuele Tarozzi (VF Group-Bardiani), Gianmarco Garofoli (Soudal Quick-Step), Alessandro Tonelli (Polti VisitMalta) e Gijs Leemreize (Picnic PostNL). A vantagem caiu de forma abrupta após a subida e consequente descida de Vado della Forcella, passada à entrada dos últimos 50 km. A fuga só foi anulada a 5 km da meta, graças ao trabalho da Bahrain e de Afonso Eulálio, que terminou o trabalho a 3,7 km do topo de Tagliacozzo. Duas notas deste sétimo dia de prova. O britânico Double, somou 36 pontos e está na luta pela camisola dos trepadores com Lorenzo Fortunato (XDS Astana). Apontamento ainda para a queda de dois franceses: Bardet e Gaudu perdem tempo na geral após sofrerem na subida final, consequência da queda na penúltima descida. Foto: LaPresse Pelotão regressou a Roccaraso Partida foi no Parque Nacional dos Abruzos, em concreto na localidade de Castel di Sangro. Pela frente a primeira contagem de 1.ª categoria desta edição, em Tagliacozzo, localizada no coraçao desta cordilheira montanhosa e que se divide em duas partes: abre com 9 km a 4,6 % de média e fecha com 2 km a 10 % e rampas de 13 %. O primeiro obstáculo trouxe boas memórias: o pelotão regressou a Roccaraso, aonde Rúben Guerreiro venceu em 2020 e que se fez no recente Giro dos Abruzos, na altura com vitória do colombiano Edison Callejas (Petrolike). Top 10 da etapa 6 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºJuan AyusoUAE Team Emirates-XRG4:20:252ºIsaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 04s3ºEgan BernalINEOS Grenadiers+ 04s4ºPrimoz RoglicRed Bull-BORA-hansgrohe+ 04s5ºGiulio CicconeLidl-Trek+ 04s6ºAntonio TiberiBahrain Victorious+ 04s7ºDamiano CarusoBahrain Victorious+ 04s8ºRichard CarapazEF Education-EasyPost+ 04s9ºMax PooleTeam Picnic PostNL+ 08s10ºMichael StorerTudor Pro Cycling Team+ 08s Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo / Diferença1ºPrimoz RoglicRed Bull-BORA-hansgrohe24:32:302ºJuan AyusoUAE Team Emirates-XRG+ 04s3ºIsaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 09s4ºAntonio TiberiBahrain Victorious+ 27s5ºMax PooleTeam Picnic PostNL+ 30s6ºMichael StorerTudor Pro Cycling Team+ 33s7ºBrandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+ 34s8ºMathias VacekLidl-Trek+ 37s9ºSimon YatesTeam Visma Lease a Bike+ 39s10ºRichard CarapazEF Education-EasyPost+ 39s Análise | Rúben Guerreiro e um cartão amarelo histórico Após cinco dias de rosa, Mads Pedersen disse adeus à maglia.Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/-HTdGXgZ5iE?si=U8F5qKLap7g5k0Ga ### Giro de Itália | Etapa 6 | Kaden Groves vence em Nápoles Sortes distintas para os australianos Kaden Groves, vencedor da 6.ª etapa do Giro de Itália, e Jai Hindley, que abandonou na queda marcante do dia. A etapa mais longa do Giro de Itália foi ganha por Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), que em Nápoles se impôs num sprint caótico a Milan Fretin (Cofidis) e Paul Magnier (Soudal Quick-Step). Foram 227 km entre Potenza, capital da região de Basilicata, e Nápoles, principal cidade da Campania. À partida tudo parecia simples: uma primeira fase com subida ao Monte Carruozzo (2.ª categoria) e na aproximação à meta nova subida – 3.ª categoria Monteforte Irpino – coroada a 82 km do final. https://twitter.com/giroditalia/status/1923012379559768106 Queda pôs fora de combate Jay Hindley Esperava-se sprint na via Caracciolo, em Nápoles, e embora as previsões se tenham confirmado, a história escreveu-se por linhas tortas. O evento que marcou o dia aconteceu a 71 km do final: a chuva tornou a estrada perigosa e uma monumental queda pôs fora de combate Jay Hindley, campeão em 2022 e gregário de Primoz Roglic. Também Juri Holmann (Alpecin-Deceuninck), Josef Cerny (Soudal Quick-Step), Dion Smith (Intermarché-Wanty) abandonaram por lesão. Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar Foto: Gian Mattia D'Alberto/LaPresse Pelotão aproveitou para levantar o pé Mauro Vegni, diretor do Giro de Itália, mandou encostar o pelotão para permitir o atendimento aos afetados pela queda e decretou a anulação de todas as bonificações. Todos os atletas receberam o mesmo tempo do vencedor Groves. Resumindo, as condições da estrada estavam perigosas para impedir o normal decurso da etapa, mas não para sprintar no técnico circuito de Nápoles! Meio pelotão aproveitou para levantar o pé, caso do camisola rosa, Mads Pedersen, que optou por ir tranquilo num grupo atrasado e assegurar a liderança por mais um dia. Giro de Itália | Etapa 5 | Hat trick de Mads Pedersen O pelotão esteve parado após as quedas.Foto: Gian Mattia D'Alberto/LaPresse Aproveitou Kaden Groves No meio da confusão a fuga de Taco van der Hoorn (Intermarche-Wanty) e Enzo Paleni (Groupama - FDJ) só foi neutralizada na aproximação à meta. Sem comboios capazes de lançarem os sprinters, com um pelotão a meio gás e muitos ataques já no quilómetro final, o sprint foi confuso. Aproveitou Kaden Groves, que já tinha vencido no Giro de Itália em 2023, para celebrar com o vulcão Vesúvio em pano de fundo. O australiano é mais um estreante a levantar os braços na presente temporada, tal como tinha sucedido com Casper Van Uden em Lecce. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=jETmpGSfDRw&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 6 Class.CiclistaEquipaTempo1GROVES KadenAlpecin - Deceuninck4:59:522FRETIN MilanCofidis,,3MAGNIER PaulSoudal Quick-Step,,4KANTER MaxXDS Astana Team,,5LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta,,6ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team,,7MARCELLUSI MartinVF Group - Bardiani CSF - Faizanè,,8MOZZATO LucaArkéa - B&B Hotels,,9GOVEKAR MatevžBahrain - Victorious,,10KOOIJ OlavTeam VismaLease a Bike Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek20:11:442ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+ 0:173VACEK MathiasLidl - Trek+ 0:244MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG+ 0:315DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG+ 0:326AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG+ 0:357POOLE MaxTeam Picnic PostNL+ 0:438TIBERI AntonioBahrain - Victorious+ 0:449STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+ 0:4610PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+ 0:50 Fotografia de destaque: Fabio Ferrari/LaPresse ### Rebound 2025 - Todos podem participar no maior evento mundial de gravel Está de volta o maior evento de gravel do mundo, o Rebound. Após o sucesso de 2023 e 2024, regressa com o objetivo de inspirar mais de 400.000 participantes a percorrer 5.000.000 de quilómetros todo-o-terreno em todo o mundo. A Live Slow Ride Fast (LSRF) e a Shimano estão novamente a convidar a comunidade global de gravel a pedalar no dia 31 de maio de 2025, durante o Rebound 2025. Os ciclistas são encorajados a construir uma rota de gravel de 24, 40, 80, 160 ou 320 km, a partir da suaporta, com o objetivo geral de mostrar a forte comunidade de ciclistas de gravel que percorrem mais de5 milhões de quilómetros em todo o mundo. Como funciona o Rebound? O Rebound foi concebido pelo antigo ciclista profissional Laurens ten Dam e pela sua equipa LSRF dosPaíses Baixos. A ideia é simples: um dia, em todo o mundo, os ciclistas poderem sair e desfrutar do mundo à sua volta, com um início sugerido para as 6:00 da manhã, hora local, coincidindo com o evento Unbound Gravel no Kansas. O evento anual é o maior passeio de gravel do mundo, eliminando fronteiras e unindo os ciclistas no espírito único e inclusivo do gravel. Não há taxas de inscrição nem limites de tempo, mas a equipa da LSRF e da Shimano querem ver as pessoas a pedalar, bem como a desfrutar das celebrações pós-corrida nas redes sociais. Este ano, as hashtags serão #REBOUND2025 e #UnitedInGravel. Registo e participação gratuita Cria a tua credencial, no site https://rebound.cc/pt/ De seguida, junta-te ao desafio STRAVA/ SHIMANO REBOUND (Regista-te no desafio) Convence os teus amigos e define os km’s que pretendem fazer Dia 31 de Maio às 06h00, liga o Strava e começa a pedalar. Rebound 2024 em números O evento Rebound 2024 registou uma enorme afluência, com um total de 361 110 participantes que,em conjunto, percorreram 6 195 467 quilómetros e passaram 275 222 horas em movimento. Os principais países participantes no evento Rebound 2024 foram liderados pelos Estados Unidos, com um número impressionante de 42.353 participantes. O Reino Unido seguiu-se de perto com 33.632 participantes, e o Brasil ficou em terceiro lugar com 32.410. A Alemanha (29.519) e a França (26.105) também registaram fortes participações. A Espanha contribuiu com 19.028 ciclistas, enquanto a Itália teve 16.175. Portugal teve um número 5453 participantes. Desafio Strava e Strava Route Builder O Rebound 2025 já atraiu 123.500 participantes para o Rebound Desafio STRAVA. Esta iniciativa convida ciclistas de gravel de todo o mundo a registar as suas pedaladas, ganhar prémios e estabelecer ligações através de experiências partilhadas, enquanto as ferramentas de construção de rotas do Strava ajudam a tirar melhor partido das suas aventuras. Aproveitando os dados anónimos dos utilizadores, a ferramenta fornece sugestões de rotas inteligentes adaptadas às preferências individuais, destacando caminhos populares, pontos de interesse recomendados pela comunidade e pontos de passagem importantes. Caraterísticas como mapas 3D e opções de planeamento interativas facilitam a visualização e a personalização de aventuras todo-o-terreno. Como parte de uma parceria dedicada com a Strava para o Rebound 2025, uma ativação especial oferecerá aos participantes um teste gratuito das funcionalidades premium da Strava antes do evento. Isto proporciona acesso total ao Route Builder, permitindo um melhor planeamento e preparação antes do dia da prova. Para mais informações ou para começar a criar uma rota Rebound personalizada, visita: Strava RouteBuilder. ### Giro de Itália | Etapa 5 | Hat trick de Mads Pedersen Correu-se, esta quarta feira, a quinta etapa do Giro de Itália. Num final onde vários perfis de ciclista podiam triunfar, foi Mads Pedersen a levantar os braços. Quinta etapa do Giro de Itália saiu para a estrada, com 151 km entre Ceglie Messapica e Matera. Duas subidas nos últimos 40 km prometiam dificuldades para os sprinters. No final, foi Mads Pedersen (Lidl - Trek) a vencer pela terceira vez em cinco etapas. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 4 | Sprint sorri ao estreante em Grandes Voltas Foto: La Presse Fuga do dia Um dia que podia terminar numa chegada rápida, mas onde as dificuldades nos últimos 40 km podiam servir para eliminar os sprinters puros, ou lançar ataques ao pelotão. A fuga do dia estabeleceu-se no início da etapa. Davide Bais (Polti VisitMalta), Lorenzo Milesi (Movistar) e Giosuè Epis (Arkéa - B&B Hotels) compunham o trio de escapados. Epis foi o primeiro a ser alcançado - os outros dois fugitivos aguentaram à frente do pelotão até aos 13 km para o fim. https://twitter.com/giroditalia/status/1922666161734345040 Últimos quilómetros A UAE Emirates XRG intensificou o ritmo na aproximação à meta, na tentativa de partir o pelotão e eliminar alguns dos homens mais rápidos do pelotão. Conseguiram-no, mas sem sucesso total, uma vez que alguns ciclistas rápidos, como Mads Pedersen (Lidl - Trek) ou Kaden Groven (Alpecin - Deceunink) se aguentaram no grupo da frente. https://twitter.com/giroditalia/status/1922671512521187333 O final discutiu-se ao sprint, ainda que sem alguns dos homens mais importantes para as chegadas rápidas, como Olav Kooij (Visma | LAB), que já tinha ficado para trás. Um sprint em subida onde foi Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) a meter o ritmo nos primeiros metros. Mads Pedersen, cedeu algum espaço a cerca de 2 km do fim, mas nunca perdeu o contacto com a frente do pelotão. No final, teve forças para recuperar posição e sprintar para a terceira vitória neste Giro de Itália. https://twitter.com/giroditalia/status/1922674765573038542 Edoardo Zambanini (Bahrain - Victorious) chegou em segundo, e Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling) fechou o pódio da etapa, na mesma chegada onde Arnaud Démare tinha vencido em 2021. Top 10 da etapa 5 Class.CiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek3:27:312ZAMBANINI EdoardoBahrain - Victorious,,3PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,4AULAR OrluisMovistar Team,,5FIORELLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè,,6STORER MichaelTudor Pro Cycling Team,,7PACHER QuentinGroupama - FDJ,,8RIVERA Brandon SmithINEOS Grenadiers,,9CARUSO DamianoBahrain - Victorious,,10DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG,, Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek15:11:522ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+0:173VACEK MathiasLidl - Trek+0:244MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG+0:315DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG+0:326AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG+0:357POOLE MaxTeam Picnic PostNL+0:438TIBERI AntonioBahrain - Victorious+0:449STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+0:4610PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+0:50 Créditos da fotografia de destaque: @sprintcycling ### Giro de Itália | Etapa 4 | Sprint sorri ao estreante em Grandes Voltas Saiu para a estrada a quarta etapa do Giro de Itália. Numa chegada que se previa ao sprint, Casper Van Unden foi o mais forte. Quarta etapa do Giro de Itália percorreu 189 km entre Alberobello (Pietramadre) e Lecce, num dia plano, onde se previa chegada rápida. Casper Van Unden (Team Picnic PostNL), estreante em grandes voltas, conseguiu a sua primeira vitória na categoria WorldTour. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 3 | Mads Pedersen recupera a Rosa Foto: Francesco Rachello / Tornanti.cc Fuga solitária A etapa do quarto dia do Giro de Itália tinha um percurso plano, feito à medida dos sprinters. Não foi isso que impediu Francisco Muñoz (Team Polti VisitMalta) de arrancar sozinho para a fuga. O espanhol esteve na frente da corrida, sozinho, desde o início da etapa até aos 57 km para o fim da etapa. A partir daí, as equipas dos homens rápidos pegaram na corrida, e controlaram o pelotão para assegurar uma chegada ao sprint em Lecce. https://twitter.com/giroditalia/status/1922254236282224790 Chegada ao sprint A etapa terminava com duas passagens por um circuito em Lecce, com muitas curvas e estreitamento de estradas. Uma abordagem difícil ao final do dia - com as equipas dos sprinters e dos favoritos à geral a lutar por posições na frente do pelotão - que resultou nalgumas quedas com homens importantes, com destaque para Mads Pedersen (Lidl - Trek). A abordagem à meta foi feita em pelotão compacto e a alta velocidade. Casper Van Unden foi o mais forte, e alcançou a primeira vitória da carreira na categoria WorldTour. https://twitter.com/giroditalia/status/1922310802628895064 Em segundo lugar chegou Olav Kooij (Visma | LAB), e a fechar o pódio Maikel Zijlaard (Tudor Pro Cycling). Um trio de neerlandeses nos primeiros três lugares em Itália. Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1VAN UDEN CasperTeam Picnic PostNL4:02:212KOOIJ OlavTeam Visma | Lease a Bike,,3ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team,,4PEDERSEN MadsLidl - Trek,,5KANTER MaxXDS Astana Team,,6GROVES KadenAlpecin - Deceuninck,,7BENNETT SamDecathlon AG2R La Mondiale Team,,8MAGNIER PaulSoudal Quick-Step,,9TURNER BenINEOS Grenadiers,,10MOSCHETTI MatteoQ36.5 Pro Cycling Team,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek11:44:312ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+0:073VACEK MathiasLidl - Trek+0:144MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG+0:215DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG+0:226AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG+0:257POOLE MaxTeam Picnic PostNL+0:338TIBERI AntonioBahrain - Victorious+0:349STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+0:3610PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+0:40 ### Motul Bike chega a Portugal pela Bicimax A Bicimax anunciou o início da representação oficial da gama Motul Bike Care, dedicada à manutenção e cuidado de bicicletas. A partir do dia 12 de Maio de 2025, a Bicimax inicia a distribuição exclusiva da linha de ciclismo da Motul para os mercados de Portugal, Espanha e Andorra. Ler mais | Unior será distribuída pela Bicimax no mercado ibérico Motul A Motul, reconhecida mundialmente na formulação de lubrificantes e produtos de alta performance para o setor automóvel e motorizado, expandiu o seu know-how para o mundo do ciclismo. Com mais de 170 anos de experiência, a marca francesa lançou a sua linha Motul Bike Care em 2021, desenvolvida especificamente para responder às exigências dos ciclistas, com produtos de limpeza, lubrificação e proteção, que garantem o máximo desempenho e durabilidade das bicicletas. Gama de cuidado completa A Bike Care é para todos os ciclistas que pretendem tirar o máximo rendimento das suas bicicletas. As fórmulas foram concebidas para cobrir todas as fases da manutenção e oferecer soluções para as necessidades específicas das bicicletas de estrada e de montanha. A linha para os entusiastas do ciclismo de estrada é associada ao prestigiado Tour de France, sendo o seu produto oficial. Toda a linha foi desenvolvida com atletas do pelotão profissional como é o caso da equipa Cofidis, que conta com o patrocínio oficial da Motul. A linha especial para os amantes de montanha converte-se no produto oficial do UCI Mountain Bike World Series.Ambas foram elaboradas com materiais de primeira qualidade e engenharia sustentável, que garantem em simultâneo um rendimento excecional e responsabilidade ambiental. Linha de estrada Limpeza e manutenção Lubrificação e proteção Proteção anti-furos Linha de Montanha Limpeza e manutenção Lubrificação e proteção Proteção anti-furos ### Giro de Itália | Etapa 3 | Mads Pedersen recupera a Rosa Terceira e última etapa do Giro de Itália na Albânia numa etapa de média montanha que antecedeu o primeiro dia de descanso desta edição. No menu havia 160 km para percorrer e o ponto alto do dia era a subida a Qafa e Llogarasë (10.5km a 7.5%), situada a 40 km da meta. Ler mais | Giro de Itália 2025 – Percurso e todas as etapas Foto: LaPresse Vencedor da segunda etapa em fuga Foram seis os ciclistas que integraram a fuga do dia, entre eles o vencedor do contrarrelógio da segunda etapa, Joshua Tarling (INEOS-Grenadiers). A ele juntaram-se Dries De Bondt (Decathlon AG2R La Mondiale), Lorenzo Germani (Groupama - FDJ), Mark Donovan (Q36.5), Chris Hamilton (Picnic PostNL) e Alessandro Tonelli (Polti VisitMalta). O pelotão, controlado pela Jayco AlUla, Red Bull - BORA - hansgrohe e Lidl-Trek, manteve os escapados sob controlo e a diferença, que superou 3 minutos, começou a baixar significativamente às primeiras dificuldades do dia. Ler mais | Giro de Itália - Etapa 2 - Deceção para Van Aert em dia mais de Roglic LaPresse Ascensão a Qafa e Llogarasë A ascensão a Qafa e Llogarasë era o centro das atenções da terceira etapa e a subida fez-se em grande parte ao ritmo da Lidl-Trek de Mads Pedersen. Inconformados, vários ciclistas atacaram do pelotão e a fuga rapidamente foi alcançada: Pello Bilbao (Bahrain - Victorious), Chris Hamilton (Picnic PostNL), Lorenzo Fortunato (XDS Astana), Alessandro Tonelli (Polti VisitMalta) e Lorenzo Germani (Groupama - FDJ) foram os corredores que mexeram na corrida. Fortunato e Bilbao distanciaram-se dos restantes e dobraram a subida com um minuto de vantagem para o pelotão, iniciando a rápida descida que levava à meta. Foto: Ivan Benedetto/Sprint Cycling Agency Decisão da etapa Na descida e aproximação à meta, a Lidl-Trek continuou o excelente trabalho no Giro e alcançou os ciclistas que restavam na frente da corrida. A etapa aproximou-se a bom ritmo da sua decisão e, tal como aconteceu na primeira etapa, um pelotão reduzido lutou ao sprint pela jornada. Mads Pedersen confirmou o grande momento de forma e venceu a terceira etapa num sprint tirado a ferros frente a Corbin Strong (Israel - Premier Tech). Orluis Aular (Movistar) voltou a fechar terceiro. Mads Pedersen e a Lidl-Trek continuam o grande Giro de Itália e fazem a dobradinha, reconquistando também a camisola Rosa. Foto: @sprintcycling Vídeo da chegada https://twitter.com/CyclingLegend_/status/1921586747172892900 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEDERSEN MadsLidl - Trek3:49:472 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,3 AULAR OrluisMovistar Team,,4 RIVERA Brandon SmithINEOS Grenadiers,,5 ZAMBANINI EdoardoBahrain - Victorious,,6 OLDANI StefanoCofidis,,7 VENDRAME AndreaDecathlon AG2R La Mondiale Team,,8 MARCELLUSI MartinVF Group - Bardiani CSF - Faizanè,,9 FIORELLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè,,10 SCARONI ChristianXDS Astana Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEDERSEN MadsLidl - Trek7:42:102 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:093 VACEK MathiasLidl - Trek0:144 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0:215 AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:256 DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:267 POOLE MaxTeam Picnic PostNL0:338 TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:349 STORER MichaelTudor Pro Cycling Team0:3610 PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe0:40 Perfil da próxima etapa ### Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma A Trek expandiu a sua coleção Project One Chroma com oito novas cores: Mirror, Gold, Ivy, Pink, Root Beer, Ruby, Sapphire e Violet. Disponível inicialmente apenas para os ciclistas profissionais, a coleção Chroma tornou-se rapidamente num dos esquemas de pintura mais procurados do Project One. Ler mais | Trek apresenta o novo esquema de pintura ICON Serpentine Coleção Chroma A coleção Chroma é uma homenagem às cores metálicas encontradas nos quadros das bicicletas dos anos 80 e 90. Ao contrário do processo de cromagem utilizado há décadas, os artistas do Project One da Trek levaram quase cinco anos a desenvolver esta técnica de pintura complexa. Para além de procurarem um processo muito mais limpo do que as bicicletas cromadas do passado, tinham também como objetivo encontrar uma solução para que a pintura brilhante aderisse à fibra de carbono. Ler mais | As novas cores Project One da Trek Estreia em 2021 no Tour Após anos de tentativas e erros, a pintura Trek Chroma fez finalmente a sua estreia em 2021 no Tour de France, lançando imediatamente este esquema de pintura para a ribalta. Com oito novas cores a juntarem-se à coleção Chroma, os ciclistas têm agora mais opções de escolha em relação ao esquema de pintura mais procurado no Project One.  As novas cores estão apenas disponíveis com a Madone SLR Gen8 através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a sua bicicleta de sonho através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Giro de Itália | Etapa 2 | Deceção para Van Aert em dia mais de Roglic Saiu para a estrada a segunda etapa do Giro de Itália. Contrarrelógio em Tirana deu vitória para Joshua Tarling e Primoz Roglic já veste de rosa. Contrarrelógio de 13,7 km em Tirana, na Albânia, para marcar as primeiras diferenças entre os favoritos à geral no Giro de Itália. Joshua Tarling (INEOS Grenadiers) alcançou a primeira vitória em Grandes Voltas, Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) ascendeu à liderança e Wout Van Aert (Visma | LAB) falhou o assalto à camisola rosa. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 1 | Histórico Mads Pedersen veste a rosa LaPresse Etapa 2 do Giro de Itália Depois do primeiro dia, que terminou ao sprint, os ciclistas enfrentaram um contrarrelógio de 13,7 km em Tirana. O percurso plano tinha uma dificuldade a meio - subida a Sauk, com 1,5 km a 4,9% de pendente média. Joshua Tarling foi o grande vencedor. O prodígio britânico do esforço individual bateu os tempos de referência que já estavam marcados, de Jay Vine (UAE Emirates XRG) e Edoardo Affini (Visma | LAB), por 0:03 e 0:06, respetivamente. LaPresse Também resistiu à chegada dos favoritos à classificação geral. Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) não teve o melhor dia, e terminou a 0:17 do primeiro. Primoz Roglic, por outro lado, assinou uma tremenda exibição: chegou a 0:01 do vencedor e assumiu a camisola rosa no segundo dia de competição. Wout Van Aert foi a desilusão do dia. O belga, que apontava à liderança da Grande Volta italiana, esteve vários furos abaixo do seu nível habitual, e fechou "apenas" na 34ª posição, a 0:37 de Tarling. Afonso Eulálio (Bahrain - Victorious) chegou a 1:23 do primeiro lugar. Foto: LaPresse Ler mais | Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar Etapa 3 No próximo domingo, dia 11 de maio, corre-se a terceira etapa do Giro de Itália - última na Albânia, antes do primeiro dia de descanso da prova. Uma etapa que pode voltar a mexer com a classificação geral, com uma subida de segunda categoria (10,5 km a 7,5%), a menos de 40 km da meta, seguida de longa descida até ao fim da tirada. Giro de Itália Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=05RbblEPBQI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 2 Class.CiclistaEquipaTempoMédia (km/h)1TARLING JoshuaINEOS Grenadiers16.0751.0032ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0.0150.9503VINE JayUAE Team Emirates - XRG0.0350.8454AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0.0650.6895VACEK MathiasLidl - Trek0.0650.6896HOOLE DaanLidl - Trek0.0850.5857PEDERSEN MadsLidl - Trek0.1250.3788MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0.1350.3279HAYTER EthanSoudal Quick-Step0.1450.27510AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0.1750.122 Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:52:322PEDERSEN MadsLidl - Trek0:013VACEK MathiasLidl - Trek0:054MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0:125AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:166DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:177POOLE MaxTeam Picnic PostNL0:248TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:259STORER MichaelTudor Pro Cycling Team0:2710PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe0:31 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Volta a Espanha Feminina | Não há rivais para Demi Vollering Última etapa da Volta a Espanha Feminina com muita montanha para as decisões. Demi Vollering venceu a etapa e confirmou a vitória na geral. Saiu para a estrada a sétima, e última etapa da Volta a Espanha Feminina. A etapa acabava com a ascensão ao Alto de Cotobello (10,5 km a 8%). Demi Vollering (FDJ - Suez) confirmou a segunda vitória consecutiva na classificação geral. Ler mais | Volta a Espanha Feminina | A segunda para a campeoníssima Foto: LaPresse 7ª etapa da Volta a Espanha Feminina Etapa de decisões na primeira Grande Volta do ano. 152 km de extensão entre La Robla e Alto de Cotobello. Nos últimos 70 km, três subidas duras para decidir a geral: Alto de la Colladona (5,5 km a 7,4%), Alto de la Colladela (7 km a 7,7%), seguidas da derradeira ascensão do dia, até Alto de Cotobello. Um dia nervoso, com muitos ataques no pelotão e uma fuga que tardou a formar-se. Agnieszka Skalniak-Sójka (CANYON//SRAM zondacrypto) andou sozinha na frente durante muito tempo. Femke De Vries (Visma | LAB) conseguiu juntar-se à frente da corrida, mas a 34 km do fim o pelotão já rodava todo junto. As decisões ficaram guardadas para a última subida. A SD Worx - Protime assumiu as rédeas no grupo, na tentativa de colocar Demi Vollering em dificuldades. Anna Van Der Breggen tentou colocar pressão na compatriota, mas sem sucesso. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1921179469697437982?t=ITSC93VCy-VjuE9tsv35pA&s=08 Hora das decisões Nos últimos quilómetros da subida, um quarteto com Vollering, Van der Breggen, Marlen Reusser (Movistar) e Cédrine Kerbaol (EF Education-Oatly) comandava a corrida. Seguiram juntas até aos últimos 700 metros, quando Vollering atacou o grupo. A neerlandesa confirmou a vitória na etapa rainha, e a geral na Volta a Espanha Feminina. Em segundo lugar chegou Marlen Reusser, em terceiro Anna Van Der Breggen - estas também foram as classificações que as ciclistas ocuparam no pódio da classificação geral. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1921197667381633125?t=fBTZQ8w4ugzEPcL8H1Vrmg&s=08 Demi Vollering continua o seu domínio nas corridas por etapas. A neerlandesa quer redimir-se da derrota no Tour de France de 2024, e parece estar na melhor forma para o fazer. Depois de perder a Volta a Espanha Feminina em 2023, com um infeliz incidente de corrida pelo meio, triunfa pelo segundo ano consecutivo na Vuelta. Ler mais | Demi Vollering na FDJ-SUEZ é bênção para o ciclismo feminino Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=eabcZsvBsCs&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da Etapa 7 ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Total1VOLLERING DemiFDJ - SUEZ4:23:342REUSSER MarlenMovistar Team+0:113VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime+0:254KERBAOL CédrineEF Education-Oatly+0:355FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek+0:566LABOUS JulietteFDJ - SUEZ+1:057TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco+1:228MUZIC ÉvitaFDJ - SUEZ+1:429BUNEL MarionTeam Visma | Lease a Bike+1:5210VINKE NienkeTeam Picnic PostNL+2:06 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Total1VOLLERING DemiFDJ - SUEZ19:41:322REUSSER MarlenMovistar Team+1:013VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime+1:164KERBAOL CédrineEF Education-Oatly+2:345LABOUS JulietteFDJ - SUEZ+3:246FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek+3:257TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco+4:078KASTELIJN YaraFenix-Deceuninck+5:209VINKE NienkeTeam Picnic PostNL+5:4010MUZIC ÉvitaFDJ - SUEZ+5:41 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Giro de Itália | Etapa 1 | Histórico Mads Pedersen veste a rosa Arranque da primeira grande volta da temporada com o Giro de Itália a ter a Grande Partenza na cidade albanesa de Durrës, onde Mads Pedersen foi o protagonista de uma jornada histórica. Os ciclistas tiveram pela frente uma etapa de 160 km de média montanha, com uma subida de segunda e duas de terceira categoria, as duas últimas já na parte final da etapa. Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Pelotão não deu chances aos escapados Foram quatro os ciclistas que desde cedo animaram a etapa e integraram a fuga do dia: Sylvain Moniquet (Cofidis), Alessandro Tonelli (Polti VisitMalta), Manuele Tarozzi (VF Group - Bardiani CSF - Faizanè), Alessandro Verre (Arkéa - B&B Hotels). Liderado pela Visma | LAB e Lidl-Trek, o pelotão não deu chances aos escapados que a 40 km do fim foram apanhados. A partir deste ponto, a corrida entrava na sua fase decisiva com a dupla ascensão a Surrel (7 km à 4,4 %). Foto: Sprint Cycling Decisão da etapa Impondo um ritmo forte nas subidas, a Visma | LAB, primeiro, e a Lidl-Trek, depois, foram eliminando vários ciclistas do grupo. Na descida para a meta vários ciclistas caíram. Nota para o abandono de Mikel Landa (Soudal-Quickstep) que em duas ocasiões fechou no pódio do Giro. A etapa decidiu-se ao sprint, com o pelotão a ter pouco mais de 30 ciclistas a disputar a primeira vitória e maglia rosa desta edição do Giro de Itália. Vídeo | Mikel Landa no TopCycling Foto: La Presse Estreia de Pedersen a liderar uma grande volta Mads Pedersen confirmou o favoritismo e finalizou o excelente trabalho da Lidl-Trek durante toda a etapa vencendo a primeira tirada deste Giro. Van Aert ficou no segundo posto com Orluis Aular a fechar o pódio. É a estreia de Pedersen a liderar uma grande volta. O ciclista da Lidl-Trek torna-se também o primeiro dinamarquês a liderar o Giro. Vídeo da chegada https://twitter.com/cyclingontnt/status/1920860117840392306 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEDERSEN MadsLidl - Trek3:36:242 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,3 AULAR OrluisMovistar Team,,4 BUSATTO FrancescoIntermarché - Wanty,,5 PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,6 ULISSI DiegoXDS Astana Team,,7 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost,,8 POOLE MaxTeam Picnic PostNL,,9 CONCI NicolaXDS Astana Team,,10 PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEDERSEN MadsLidl - Trek3:36:142 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike0:043 AULAR OrluisMovistar Team0:064 BUSATTO FrancescoIntermarché - Wanty0:105 PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,6 ULISSI DiegoXDS Astana Team,,7 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost,,8 POOLE MaxTeam Picnic PostNL,,9 CONCI NicolaXDS Astana Team,,10 PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta,, Perfil da 2.ª etapa (contrarrelógio) ### Specialized Apresenta a S-Works Tarmac SL8 Remco Golden Season A Specialized lançou oficialmente o modelo S-Works Tarmac SL8: Remco Golden Season LTD, para celebrar a temporada olímpica de 2024 de Remco Evenepoel, num ano em que a marca festejou também os 50 anos. Ler mais | Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos S-Works Tarmac SL8 "Made in Racing" Esta nova versão da S-Works Tarmac SL8 "Made in Racing" possui um acabamento em dourado, com a mesma configuração usada pela Soudal-Quickstep: cockpit Roval Rapide, rodas Rapide CLX II e selim S-Works Power Mirror. Apenas Remco e 272 ciclistas sortudos em todo o mundo terão a oportunidade de possuir esta edição limitada. Disponibilidade No lançamento, as bicicletas estarão disponíveis para venda exclusivamente online, com a única opção de Recolha em Loja (Click and Collect). Adicionalmente, 5 unidades estarão fisicamente disponíveis em 5 lojas selecionadas estrategicamente pela sua localização geográfica, com o objetivo de dar visibilidade a esta edição limitada junto da comunidade ciclista. Livro autografado Cada cliente que adquirir uma bicicleta receberá um exemplar assinado do livro de Remco Evenepoel:Full Gas – Strive for PerfectionOs livros serão enviados diretamente para cada loja que receber uma bicicleta (incluindo os pedidos com recolha em loja). Cada exemplar será entregue ao cliente juntamente com a bicicleta no momento da compra. ### Volta a Espanha Feminina | A segunda para a campeoníssima Sexta, e penúltima etapa da Volta a Espanha Feminina correu-se esta sexta feira. Marianne Vos voltou a vencer antes da jornada decisiva. A sexta etapa da Volta a Espanha Feminina tinha reservado um dia plano para as ciclistas, com algumas dificuldades no final para confundir as equipas das sprinters. Mariane Vos (Visma | LAB), a campeoníssima, venceu pela segunda vez na prova espanhola. Ler mais | Volta a Espanha Feminina | Primeira chegada em alto Créditos: A.S.O. Thomas Maheux 6ª etapa da Vuelta O dia começou com uma fuga muito numerosa na frente da corrida, onde se destacava a presença de Daniela Campos, a portuguesa da Eneicat - CMTeam. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1920794296829030758 O grupo foi apanhado a 46 km, e nessa altura destacou-se um trio com Sarah Roy (EF Education-Oatly), Nicole Steigenga (AG Insurance - Soudal Team) e Lea Lin Teutenberg (Lotto Ladies). As três trabalharam bem juntas, mas o pelotão não deu margem, e voltou a reintegrar o grupo a 14 km do fim. Nessa altura começaram os ataques no grupo das favoritas. Um quarteto com Demi Vollering (FDJ - Suez), Marianne Vos, Liane Lippert (Movistar) e Van Der Breggen (SD Worx - Protime) chegou a andar escapado dentro dos últimos quilómetros, mas foi alcançado por um pelotão com cerca de 50 unidades. O dia ia terminar ao sprint. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1920828476145258702 A chegada foi apertada, mas voltou a ser Marianne Vos a levantar os braços. Mischa Bredewold (SD Worx - Protime) deu muita luta e terminou em segundo. A fechar o pódio, Ally Wollaston (FDJ - Suez). Segunda vitória nesta edição da Volta a Espanha Feminina, sexta no total da Grande Volta espanhola, no dia em que Marianne Vos levantou os braços pela 257ª vez como ciclista profissional - a primeira foi a 30 de abril de 2006, há quase 20 anos. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1920829880079401158 Amanhã corre-se a sétima, e última etapa da Volta a Espanha, onde a classificação geral se deve decidir na derradeira ascensão da corrida: Alto de Cotobello, com 10,5 km de extensão a 8% de pendente média. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=e-dLtya1z6Y&t=194s&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 6 da Volta a Espanha Feminina RankCiclistaEquipeTempo Total1VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike3:00:092BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime,,3WOLLASTON AllyFDJ - SUEZ,,4GILLESPIE LaraUAE Team ADQ,,5STEIGENGA NicoleAG Insurance - Soudal Team,,6SKALNIAK-SÓJKA AgnieszkaCANYON//SRAM zondacrypto,,7FERGUSON CatMovistar Team,,8JASTRAB MeganTeam Picnic PostNL,,9OSTOLAZA UsoaLaboral Kutxa - Fundación Euskadi,,10WOLFF ImogenTeam Visma | Lease a Bike,, Top 10 da classificação geral RankCiclistaEquipeTempo Total1VOLLERING DemiFDJ - SUEZ15:18:082VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime+0:453REUSSER MarlenMovistar Team+0:464KERBAOL CédrineEF Education-Oatly+1:495MARKUS RiejanneLidl - Trek+2:056LABOUS JulietteFDJ - SUEZ+2:097FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek+2:198OSTOLAZA UsoaLaboral Kutxa - Fundación Euskadi+2:269TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco+2:3510KASTELIJN YaraFenix-Deceuninck+2:57 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. Charly Lopez ### Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar TopCycling com Afonso Eulálio no arranque do Giro de Itália. Figueirense integra o bloco do candidato ao pódio Antonio Tiberi. Em maio de 2024, Afonso Eulálio descansava em casa após correr Volta a Astúrias e GP Beiras, longe de pensar que um ano depois estaria a arrancar para três semanas de Giro de Itália. O figueirense trocou da Feirense-Beeceler para a Bahrain Victorious e quatro meses após chegar ao WorldTour estreia-se numa grande volta. “O top 15 no Tour Down Under, na estreia, foi uma surpresa. Só levámos sprinters pelo que tive oportunidade de fazer a minha corrida. O resto da época fiz no apoio ao Lenny Martinez, ao Antonio Tiberi e ao Pello Bilbao, sempre em corridas com rivais fortes onde não tive que pensar muito na corrida em si, mas em fazer o trabalho que me pediram.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Ler mais | Afonso Eulálio top 15 na estreia no WorldTour Eulálio ajudou Martinez a fechar top 4 na Catalunha.Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Prioridade é apoiar Tiberi Ao Giro chega com 29 dias de competição e a certeza de ter entrado no projeto com o pé direito, ao ponto de acompanhar o líder Antonio Tiberi na luta pelo pódio. O corredor de Frosinone, província de Lazio, tem 23 anos e foi 5.º na passada edição, na qual foi o melhor jovem. A prioridade é apoiar Tiberi, sem fechar as portas à ambição pessoal. “Quando tiver a oportunidade vou tentar entrar numa fuga. Nunca será ir para a fuga para mostrar a camisola, mas com o plano de ajudar o Tiberi ou a pensar na etapa. Era curioso tentar na 9.ª etapa, dia tipo Strade Bianche, que corri este ano e adorei. Senti-me bem na bicicleta e é daquelas etapas que se ficas num corte nunca mais chegas à frente, logo, para os homens da geral, que na alta montanha andam quase todos ao mesmo nível, pode ser um dia de perder minutos.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Ler mais | Afonso Eulálio fascinou Joaquim Andrade Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency "Tem sido uma experiência agridoce" O papel de gregário é assumido com brio, mas Afonso Eulálio reconhece que a transição de Portugal para o WorldTour não tem tido só altos. Um dos aspetos complicados é a gestão das expetativas, isto após ter ganho etapas no GP Jornal de Notícias, GP Joaquim Agostinho e ter passado uma semana de amarelo na Volta a Portugal. “Tem sido uma experiência agridoce porque a realidade é distinta e passei momentos difíceis. Aqui não nos falta nada, a equipa acompanha-nos em todos os momentos e o material é do melhor que há. Só que vim de uma Continental, estou em aprendizagem, passei a ser mais um, quando em Portugal era dos mais fortes. Também passava mais tempo com a família; este ano de certeza que estive mais dias fora do que em casa.” Afonso Eulálio ao TopCycling. https://www.youtube.com/watch?v=luSaNNngwA4 Em janeiro, o TopCycling foi a Altea (Espanha), conferir o primeiro estágio de Afonso Eulálio com a Bahrain Victorious. O ofício de ciclista Aprender o ofício de ciclista, saber quando gastar e quando poupar, melhorar a leitura de corrida. O processo de crescimento do figueirense é o mesmo pelo qual passam as duas jovens figuras da equipa: Antonio Tiberi, de 23 anos, e Lenny Martinez, de 21 anos. O francês chegou este ano à equipa e mostrou serviço batendo João Almeida em Thyon 2000, na Volta à Romandia, e ganhando no Paris-Nice. Já o italiano é um dos "roladores-trepadores" mais sólidos da nova geração. “O Lenny e o Tiberi são bastante fortes, mas são líderes em processo de aprendizagem que ainda não têm a experiência do Bilbao ou do Caruso, que sabem muito. No Giro o líder é o Tiberi, que é um atleta forte que deverá fazer a diferença no contrarrelógio. O ponto forte dele é a consistência: não é daqueles que ganha sempre nem vai ganhar um minuto na alta montanha, mas também não vai perder porque é daqueles que está sempre no grupo." Afonso Eulálio ao TopCycling. Ler mais | João Almeida candidato a uma “grande” após dominar Romandia Tiberi no pódio do Tirreno com Ganna e Ayuso.Foto: Tommaso Pelagalli/Sprint Cycling Agency O maestro Damiano Caruso A orquestrar o bloco da Bahrain Victorious está o maestro Damiano Caruso, 2.º classificado no Giro e tem sido o mentor de Tiberi. O siciliano tem pensado pendurar a bicicleta no final do ano, mas está a um nível tão alto que ninguém sabe ao certo se o fará. Afonso Eulálio reconhece a importância de Caruso. “Se calhar, com quem mais tenho aprendido é com o Caruso. Nestes meses observei que quando estamos em corrida quem manda é o Caruso, sobretudo nas fases cruciais. Por exemplo, se há ataques ou fecho o espaço ou espero, mas o Caruso sabe ler a corrida e qual a postura a adotar nessas situações.” Afonso Eulálio ao TopCycling. ### Volta a Espanha Feminina | Primeira chegada em alto Quinto dia de competição da Volta a Espanha feminina quando a prova entra na sua fase decisiva com a primeira chegada em alto. As ciclistas tinham 120 km para percorrer entre Golmayo e Lagoas de Neila onde a etapa terminou numa subida de primeira categoria (6,5km a 9.1%) coroada a 1266 metros de altitude, o ponto mais alto desta edição. Ler mais | Volta a Espanha Feminina - O regresso de van der Breggen Foto: Unipublic/CXCLING Quarteto em fuga Foram quatro as ciclistas que formaram a fuga do dia: Maike van der Duin, Julia Borgström, Arianna Fidanza e Lea Lin Teutenberg. O pelotão teve sempre a ciclistas escapadas sob controlo e acabou por as alcançar quando a etapa entrava na sua fase mais decisiva, a 25 km do fim. Foto: Unipublic/Alex Berasategi Alto de Rozavientos A jornada começou a jogar-se na subida que antecedeu a ascensão às Lagoas de Neila, na montanha de segunda categoria, Alto de Rozavientos (3.8km à 8.4%). Foi a equipa de Demi Vollering, FDJ - SUEZ a impôr um ritmo forte quando a estrada inclinou, eliminando ciclistas subida acima. Quando se iniciou a descida eram poucas mais de dez, as ciclistas que resistiam na frente. Foto: Unipublic/Alex Berasategi Ascensão a Lagoas de Neila No início da subida Mareille Meijering (Movistar) atacou, tendo sido seguida por Mischa Bredewold (SD Worx - Protime) As ciclistas atacantes foram alcançadas enquanto que o grupo das favoritas ia ficando cada vez mais reduzido. Demi Vollering (FDJ - SUEZ) atacou a 3 km do fim não havendo capacidade de reação pelas rivais. A ciclista neerlandesa seguiu sozinha e levantou os braços na meta.Marlen Reusser (Movistar) ficou no segundo lugar da etapa enquanto que o terceiro posto ficou para van der Breggen (SD Worx - Protime) Vollering leva assim a vitória e é a nova líder da Volta a Espanha feminina com 45 segundos de vantagem para a mais direta adversária van der Breggen. Foto: LaPresse Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VOLLERING DemiFDJ - SUEZ3:19:572 REUSSER MarlenMovistar Team0:243 VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime0:564 ROOIJAKKERS PaulienaFenix-Deceuninck1:105 OSTOLAZA UsoaLaboral Kutxa - Fundación Euskadi1:206 KERBAOL CédrineEF Education-Oatly1:237 BUNEL MarionTeam Visma | Lease a Bike1:278 LABOUS JulietteFDJ - SUEZ1:519 MARKUS RiejanneLidl - Trek1:5310 CAVALLAR ValentinaArkéa - B&B Hotels Women2:01 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VOLLERING DemiFDJ - SUEZ818″12:17:592 VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime14″0:453 REUSSER MarlenMovistar Team6″0:464 KERBAOL CédrineEF Education-Oatly2″1:495 MARKUS RiejanneLidl - Trek2:056 LABOUS JulietteFDJ - SUEZ2:097 FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek2:198 OSTOLAZA UsoaLaboral Kutxa - Fundación Euskadi2:269 TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco2:3510 KASTELIJN YaraFenix-Deceuninck2:57 ### Volta a Espanha Feminina | O regresso de van der Breggen A quarta etapa da Volta a Espanha Feminina ligou Pedrola a Borja, num percurso de 111 km que incluía uma contagem de segunda e uma de primeira categoria. Depois do contrarrelógio por equipas e duas etapas disputadas ao sprint, a dureza começou a chegar à Vuelta, num dia em que as favoritas à geral começaram a aparecer . Foto: Unipublic/Alex Berasategi Desenrolar da etapa Apesar de vários ataques e várias ciclistas a tentarem formar uma fuga o pelotão rodou quase sempre sozinho e não houve fuga digna de registo. O pelotão rodou compacto até à entrada da última subida do dia, El Buste (4,5km a 5,6%), subida esta inédita em provas profissionais de ciclismo. Mal a estrada inclinou, várias ciclistas perderam o contacto com o pelotão graças ao ritmo da FDJ-SUEZ de Demi Vollering. Com a ajuda da Movistar Team nas rédeas do pelotão, o grupo continuou a perder ciclistas e iniciou a descida para a meta com poucas mais de 20 ciclistas. Foto: Unipublic/Alex Berasategi Decisão da etapa A descida e aproximação à meta fez-se rápida e com vários ataques de Kerbaol Cédrine (EF Education-Oatly) e Anna van der Breggen (Team SD Worx - Protime). Este ataque tardio deu os seus resultados e o pelotão nunca mais apanhou a recém-regressada ao ciclismo van der Breggen. Com este resultado a SD Worx - Protime tem agora as duas primeiras classificadas desta Volta a Espanha Feminina. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1920133671589204046 Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime2:49:552 VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike0:123 VOLLERING DemiFDJ - SUEZ,,4 TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco,,5 KERBAOL CédrineEF Education-Oatly,,6 LIPPERT LianeMovistar Team,,7 GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime,,8 REUSSER MarlenMovistar Team,,9 NIEWIADOMA KatarzynaCANYON//SRAM zondacrypto,,10 MARKUS RiejanneLidl - Trek,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime8:57:512 VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime0:043 VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike0:104 VOLLERING DemiFDJ - SUEZ0:215 MARKUS RiejanneLidl - Trek0:236 FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek,,7 TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco0:268 BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime,,9 GARCÍA MaviLiv AlUla Jayco,,10 MUZIC ÉvitaFDJ - SUEZ0:29 ### Volta a Espanha Feminina - Femke Gerritse vence e é nova líder Terceira etapa da Volta a Espanha Feminina saiu para a estrada esta terça feira. Dia plano onde Femke Gerritse venceu na chegada ao sprint. Etapa plana no terceiro dia da Volta a Espanha Feminina. A chegada ao sprint era previsível, onde Femke Gerritse (SD Worx - Protime) foi a mais forte. A neerlandesa é a nova camisola vermelha da competição. Ler mais | Volta a Espanha Feminina – Marianne Vos vence sprint caótico Créditos: Unipublic/Charly López 3ª etapa O terceiro dia da Volta a Espanha Feminina ligou Barbastro a Huesca, ao longo de 132 km. Etapa plana, mas com dificuldades: o vento esteve presente e tornou a tirada numa corrida nervosa, onde a colocação era muito importante. Uma fuga de cinco ciclistas saiu para a frente da corrida no início da etapa. O pelotão, com as equipas das sprinters em destaque, controlou o quinteto da frente, que nunca teve grande margem. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919769830732742829 Nos últimos quilómetros o pelotão já rodava todo junto, apesar de algumas ciclistas terem ficado para trás em cortes devido ao vento. A chegada, como se esperava, foi ao sprint. Marianne Vos (Visma | LAB) parecia posicionada de forma perfeita, na roda do comboio da SD Worx - Protime. Mas Femke Gerritse demonstrou muita força e não deixou a campeoníssima ultrapassá-la. Venceu, com Vos em segundo, e Linda Zanetti (Uno-X Mobility) a fechar o pódio. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919773296477798446 Gerritse, que alcançou a primeira vitória de nível WorldTour da carreira, já tinha bonificado no sprint intermédio da etapa, e já era a nova camisola vermelha virtual antes da chegada. Com a vitória, aumentou ainda mais a liderança no 1º lugar da classificação geral. Para a próxima etapa estão reservadas as primeiras dificuldades montanhosas da Volta a Espanha Feminina. A partir dessa quarta etapa, as ciclistas que lutam pela classificação geral devem ganhar cada vez mais destaque. Top 10 da 4º etapa da Volta a Espanha Feminina ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime3:23:242VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike"3ZANETTI LindaUno-X Mobility"4BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime"5JASTRAB MeganTeam Picnic PostNL"6GUAZZINI VittoriaFDJ - SUEZ"7PATERNOSTER LetiziaLiv AlUla Jayco"8NIEWIADOMA KatarzynaCANYON//SRAM zondacrypto"9FERGUSON CatMovistar Team"10SKALNIAK-SÓJKA AgnieszkaCANYON//SRAM zondacrypto" Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime6:07:502VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike0:123PATERNOSTER LetiziaLiv AlUla Jayco"4MARKUS RiejanneLidl - Trek0:175TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco0:206BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime"7VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime"8GARCÍA MaviLiv AlUla Jayco"9VOLLERING DemiFDJ - SUEZ0:2310LE NET MarieFDJ - SUEZ" Créditos da fotografia de destaque: Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images ### Volta a Espanha Feminina - Marianne Vos vence sprint caótico Segunda etapa da Volta a Espanha Feminina saiu para a estrada esta segunda feira. Marianne Vos triunfou numa chegada ao sprint. O segundo dia da Volta a Espanha Feminina saiu para a estrada num dia com poucas dificuldades, para além da chuva que caiu durante a etapa. Marianne Vos (Visma | LAB) venceu na chegada rápida, num dia em que Daniela Campos chegou a cair. Ler mais | Volta a Espanha Feminina – Lidl – Trek vence contrarrelógio apertado Créditos: A.S.O. Billy Ceusters 2ª etapa Segunda dia da Volta a Espanha feminina com poucas dificuldades para as ciclistas, apesar do mau tempo que se fez sentir. 99 km com partida em Molins de Rei, e chegada, que se esperava ao sprint, em Sant Boi de Llobregat. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919407705145397510 Apesar de alguns ataques ao longo da etapa, a segunda tirada da Volta a Espanha Feminina não chegou a ter uma fuga estabelecida. Nota para a queda de Daniela Campos (Eneicat – CMTeam) a cerca de 37 km do fim - a ciclista portuguesa permaneceu na corrida. A chegada, tal como se esperava, foi ao sprint. Uma chegada caótica, que incluiu quedas no final. Marianne Vos foi a mais forte, e continua a adicionar vitórias ao seu tremendo palmarés. A neerlandesa chegou à frente de Letizia Paternoster (Liv AlUla Jayco) e Letizia Borghesi (EF Education-Oatly). Ellen Van Dijk ficou cortada, e perdeu a camisola vermelha para a segunda da etapa, Letizia Paternoster. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919412084594393298 Top 10 da 3ª etapa da Volta a Espanha Feminina RankCiclistaEquipaTempo1Marianne VosTeam Visma | Lease a Bike2:35:132Letizia PaternosterLiv AlUla Jayco,,3Letizia BorghesiEF Education-Oatly,,4Anna HendersonLidl - Trek,,5Monica Trinca ColonelLiv AlUla Jayco,,6Ally WollastonFDJ - SUEZ,,7Franziska KochTeam Picnic PostNL,,8Katarzyna NiewiadomaCANYON//SRAM zondacrypto,,9Cédrine KerbaolEF Education-Oatly,,10Laura TomasiLaboral Kutxa - Fundación Euskadi,, Top 10 da classificação geral RankCiclistaEquipaTempo1Letizia PaternosterLiv AlUla Jayco2:44:402Femke GerritseTeam SD Worx - Protime+23Anna HendersonLidl - Trek+34Niamh Fisher-BlackLidl - Trek,,5Riejanne MarkusLidl - Trek,,6Shirin Van AnrooijLidl - Trek,,7Monica Trinca ColonelLiv AlUla Jayco+68Anna van der BreggenTeam SD Worx - Protime,,9Mischa BredewoldTeam SD Worx - Protime,,10Mavi GarcíaLiv AlUla Jayco,, Créditos da fotografia de destaque: Unipublic Sprint Cycling Agency ### Vamos ao Gravel Birds: Evento de ultradistância e bikepacking no coração do Alentejo O Gravel Birds é um evento de ciclismo de aventura e ultradistância em bikepacking, que percorre o Baixo Alentejo. Entre 10 e 15 de maio Castro Verde volta a ser o epicentro deste evento que vai na sua 4.ª edição e que tem vindo a crescer a cada ano, atraindo ciclistas de várias nacionalidades, todos em busca da mesma coisa: paz e aventura. https://youtu.be/u0l254qbbcU?si=Y6QY-uqSg-l9xS5n Este ano propus-me finalmente a realizar este evento. Embora o Gravel Birds já vá para a sua quarta edição, este namoro já era antigo. Como costumo dizer, o Alentejo é o paraíso do Gravel e quando conheci o evento fiquei apaixonado pelo conceito, pela zona, pelas paisagens, enfim, foi desde logo algo que quis fazer, mas que só este ano se irá proporcionar. Como noutras ocasiões, quero viver a prova por dentro, apanhar um valente "empeno" e também poder mostrar-vos como é realmente participar num evento como este. Algumas particularidades Para os menos familiarizados com o conceito destas provas de ultra-distância sem suporte, explico algumas particularidades. Não há carros ou equipas de apoio, nem abastecimentos programados. Todos os participantes arrancam à mesma hora e, a partir daí é cada um por si, sem apoios. Quando chega o final do dia, quem quiser parar para dormir, dorme. Quem quiser seguir noite dentro, segue. Há quem durma em hotéis, há quem se enrosque num saco-cama sob as estrelas. Tudo vale, desde que o apoio venha de estruturas acessíveis a todos (supermercados, cafés, lojas, alojamentos locais…). Créditos: Gravel Birds O percurso principal são 750 km. num terreno misto entre terra batida e asfalto (sendo que 72% do percurso são estradões de terra), e o tempo-limite para o completar são seis dias. Para quem quiser uma versão mais curta, a organização criou a L’Abetarda 330, com 330 km., focada no interior do Baixo Alentejo. Podes ver todas as informações aqui, no website do evento: www.gravelbirds.cc/gravel-birds-ultracycling/ ### João Almeida candidato a uma "grande" após dominar Romandia O que disse João Almeida após a vitória na Volta à Romandia? Sente-se candidato a uma grande Volta? Rescaldo de uma semana magnífica na Suíça. João Almeida juntou a Volta à Romandia à Volta ao País Basco, engrandecendo um palmarés que não para de crescer em termos de corridas icónicas de uma semana. Se a esta lista juntarmos Paris-Nice, Tirreno-Adriático, Catalunha, Dauphiné e Suíça temos as sete magníficas do calendário. Até ao final de 2024, Portugal só tinha vencido a Volta à Suíça – Rui Costa fê-lo três vezes. À mesma data, João Almeida tinha vários pódios – Tirreno-Adriático, Catalunha e Suíça – mas em três semanas venceu provas consecutivas no WorldTour. O que parece fácil é, na realidade, um feito raro. Precedentes no top 3 só Rui Costa no Paris-Nice e na Romandia, Acácio da Silva no Tirreno-Adriático e no Dauphiné, Joaquim Agostinho no Dauphiné e no País Basco. Sobre o enquadramento histórico, João Almeida reconheceu ser “importante e especial, afinal é história, mas faço as corridas para mim, para a equipa, pelo meu trabalho duro e esforço. É sempre bom fazer história pelo país e ser o primeiro, mas que venham mais.” Ler mais | João Almeida projeta o Tour 2025 https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1919073580379258997 Vitória à Almeida As palavras do ciclista de A dos Francos foram captadas na conferência de imprensa após o triunfo na Romandia e transmitidas nas redes sociais. Em espanhol e inglês o campeão respondeu às poucas perguntas que lhe lançaram. Já não há enviados-especiais, escasseiam os jornalistas correspondentes, logo, não há quem aproxime os atletas nacionais dos portugueses. Sendo realista, qualquer dia nem há jornalismo, dadas as condições precárias do setor e o desinteresse pelos desportos minoritários. Desde este cantinho da blogosfera falámos com o ciclista antes e depois da prova. João Almeida contou-nos que se vê no pódio do Tour ou da Vuelta, que depois de umas curtas férias vai estagiar em Serra Nevada e que por agora não tem programados reconhecimentos para o Tour. Sobre se a Romandia representa uma maior confiança em ganhar uma "grande" e a gestão feita ao longo da semana, pegamos nas palavras partilhadas pela organização da prova. “Já antes desta vitória achava que podia ganhar. Claro que mais vitórias significam maior confiança e que estou melhor. O trabalho é o mesmo, só temos que continuar e espero que um dia chegue. (...) O contrarrelógio esteve a semana toda na minha cabeça, era um dos momentos-chave da semana. Estou contente e agradecido à equipa pela grande semana, merecíamos isto.” João Almeida https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1919076343712534732 Ataque ao Tour ao lado de Tadej Pogacar A natural curiosidade dos jornalistas estrangeiros pelo ruidoso apoio recebido por parte da comunidade portuguesa radicada na Suíça foi tema. Também perguntaram ao corredor da UAE Emirates pelo significado da conquista. “Quando ganhas são todas bonitas, cada uma tem significado especial”, ressalvando que as sensações no País Basco foram ainda melhores. Após cinco triunfos esta época, segue-se um período de férias, seguido por estágio em altitude em Serra Nevada e o regresso à competição na Volta à Suíça, onde foi 2.º em 2024 atrás do colega Adam Yates. Depois o ataque ao Tour, ao lado de Tadej Pogacar, com a missão de defender o título do esloveno e o 4.º posto do português. _____________________ Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency ### Volta a Portugal do Futuro | Etapa 4: Lucas Lopes confirma a vitória A quarta, e última, etapa da Volta a Portugal do Futuro percorreu 153 km entre Ansião e a Praia do Pedrogão. Oscar Fuentes (Cortizo) venceu no último dia da "Portuguesa do Futuro", e Lucas Lopes (Rádio Popular/Paredes/Boavista) confirmou a vitória da classificação geral. Ler mais | Volta a Portugal do Futuro | Etapa 3: O dia de Tiago Santos Etapa 4 da Volta a Portugal do Futuro Muita emoção na Volta a Portugal do Futuro, com Kieran Gordge (Óbidos Cycling Team), 5º à geral na partida, a fazer parte da fuga da etapa, e a chegar perto da amarela virtual. Os fugitivos foram apanhados à entrada dos últimos 3 km. Nessa altura, Oscar Fuentes atacou o grupo e não voltou a ser apanhando, conquistando assim a última etapa da competição. Podium Events Lucas Lopes chegou pouco depois, e confirmou a vitória a geral, à qual juntou uma etapa e a vitória da camisola da montanha. Tornou-se no 32º vencedor diferente em 32 edições da Volta à Portugal do Futuro. João Martins/POR (Rádio Popular/Paredes/Boavista) ganhou a classificação dos pontos, e Tiago Santos/POR (Anicolor/Tien 21) a camisola da juventude. A Cortizo venceu a competição de equipas. Podium Events Ler mais | Diário de um sub-23 – Lucas Lopes Top 10 da etapa ClassificaçãoNomeEquipaTempo1ºFUENTES OscarCOR3:45:142ºNAVAS AlvaroOBIa 53ºMARTINS JoãoRPBm.t.4ºBARROS ArturoTECm.t.5ºBAPTISTA GabrielTECm.t.6ºBERDUGO TomasSOMm.t.7ºCAMPOS NoahGSUm.t.8ºDE PAULA VictorCDFm.t.9ºBARBAS RafaelTAVm.t.10ºSANTOS TiagoATIm.t. Top 10 da classificação geral ClassificaçãoNomeEquipaTempo1ºLOPES LucasRPB13:35:142ºPINTO DiogoLAAa 493ºSANTOS TiagoATIa 1:024ºDOMINGUES DuarteLAAa 1:105ºGORDGE KieranOBIa 2:076ºDE PAULA VictorCDFa 2:337ºANDRÉ AndreyGSUa 2:498ºTORRES MarcCORa 3:049ºCASTRO PINTO PedroEFPa 3:0910ºO CONNOR WillemVELa 3:33 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events ### Volta a Espanha Feminina - Lidl - Trek vence contrarrelógio apertado A Volta a Espanha Feminina saiu para a estrada este domingo, dia 4 de maio. A Lidl - Trek venceu a primeira etapa, depois de um contrarrelógio coletivo com muito equilíbrio. Primeiro dia da Volta a Espanha Feminina viu a Lidl - Trek impor-se à SD Worx - Protime e à Liv AlUla Jayco num contrarrelógio por equipas de 8 km, em Barcelona. Daniela Campos, única portuguesa em prova, viu a sua Eneicat - CMTeam terminar na 21ª posição. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo 1ª etapa Muita qualidade no primeiro dia da Volta a Espanha feminina, com as equipas das favoritas a querer marcar algumas diferenças para as rivais no contrarrelógio coletivo.  A Lidl - Trek, de Ellen Van Dijk - a primeira camisola vermelha da competição - Anna Henderson e Niamh Fisher-Black superiorizou-se a todos os outros conjuntos. Com uma média de 51,135km/h, terminaram o percurso em 9:30.   https://dai.ly/x9iyhzk A SD Worx - Protime gastou apenas mais 0:02 do que as vencedores da etapa. Anna Van der Breggen sai com uma ligeira desvantagem para a segunda etapa.  A fechar o pódio da etapa, a Liv AlUla Jayco da experiente Mavi Garcia. A estrutura australiana fechou a 0:03 das vencedoras.  Daniela Campos, a única portuguesa em prova, arrancou para a sua quarta Volta a Espanha Feminina. A equipa da portuguesa terminou a 1:03 das líderes. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919023464926609858 Ler mais | Diário de uma sub-23 – Daniela Campos Top 10 da etapa 1 da Volta a Espanha Feminina PosiçãoEquipaTempo1Lidl - Trek9:302Team SD Worx - Protime0:023Liv AlUla Jayco0:034FDJ - SUEZ0:065CANYON//SRAM zondacrypto0:076Team Picnic PostNL0:087Movistar Team0:158EF Education-Oatly0:169Human Powered Health0:1910Team Visma | Lease a Bike0:20 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1VAN DIJK EllenLidl - Trek0:09:302MARKUS RiejanneLidl - Trek"3FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek"4HENDERSON AnnaLidl - Trek"5VAN ANROOIJ ShirinLidl - Trek"6BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime0:037VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime"8GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime"9MARKUS FemkeTeam SD Worx - Protime"10BAKER GeorgiaLiv AlUla Jayco" Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Thomas Maheux ### Volta à Romandia | 5ª etapa – João Almeida vence a Romandia João Almeida é o grande vencedor da Volta à Romandia de 2025 depois do segundo lugar no contrarrelógio final. O ciclista português teve uma grande semana e juntou a Romandia ao País Basco num grande início de temporada do português. Dia de decisões na Volta à Romandia com o contrarrelógio final numa prova que chegou ao último dia com o top 3 separado por apenas três segundos. Os ciclistas tiveram 17 km para percorrer em Genebra que viram João Almeida tornar-se no primeiro português de sempre a vencer a Volta à Romandia. Foto: Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency Bettiol com tempo surpreendente Alberto Bettiol (XDS Astana), campeão italiano de fundo marcou um tempo canhão de 20m51. O ciclista italiano bateu especialistas do contrarrelógio como Stefan Kung (Groupama - FDJ), Thibault Guernalec (Arkéa - B&B Hotels) ou Price-Pejtersen (Alpecin - Deceuninck) por mais de 15 segundos e sentou-se durante bastante tempo na cadeira quente. Foto: LaPresse Top 10 sai para a estrada Quando Cristián Rodríguez (Arkéa - B&B Hotels), primeiro ciclista do top 10 saiu para a estrada, o melhor tempo ainda estava com Bettiol. Logo de seguida partiu Remco Evenepoel (Soudal-Quickstep) um dos favortios ao dia de hoje. O campeão mundial e olímpico da disciplina destronou o italiano com um tempo de 20m33, 18 segundos mais rápido que Bettiol. Créditos: ASO Pauline Ballet João Almeida vence Romandia João Almeida terminou o seu contrarrelógio num fantástico segundo lugar apenas 11 segundos atrás de Remco Evenepoel. O ciclista de A-dos-Francos ultrapassou o líder à partida Lenny Martínez (Bahrain-Victorious) que fez mais 30 segundos e venceu a prova Suíça. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Depois da vitória no País Basco, João Almeida junta a Romandia, alcançando a vitória em duas das mais importantes provas por etapas do WorldTour. João Almeida alcançou também a quinta vitória na temporada depois da quarta etapa do Paris Nice, duas etapas e classificação geral no País Basco e a classificação geral da Volta à Romandia. Esta vitória serviu também para aumentar o número de vitórias na temporada da UAE Emirates para 37, estando a Lidl-Trek, em segundo lugar com 15. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/4JkQRtPHHpM?si=Q5LdQEM7AVk-bwXf Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0:20:3349.9272 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG0:1249.4463 BETTIOL AlbertoXDS Astana Team0:1849.2094 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0:2448.9745 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe0:2748.8576 GARCÍA PIERNA RaúlArkéa - B&B Hotels0:3248.6647 GUERNALEC ThibaultArkéa - B&B Hotels0:3348.6268 PRICE-PEJTERSEN JohanAlpecin - Deceuninck0:3848.4349 CAVAGNA RémiGroupama - FDJ0:3948.39610 KÜNG StefanGroupama - FDJ,,48.396 Top 10 Classificação Geral Final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG16:50:442 MARTINEZ LennyBahrain - Victorious0:263 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0:414 FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team1:225 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:266 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers1:317 LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek2:058 LECERF JuniorSoudal Quick-Step2:169 RONDEL MathysTudor Pro Cycling Team2:4310 ROMO JavierMovistar Team2:58 ### Volta a Portugal do Futuro | Etapa 3: O dia de Tiago Santos A terceira etapa da Volta a Portugal do Futuro saiu para a estrada este sábado, dia 3 de maio. Cerca de 140 km entre Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. Tiago Santos (Anicolor/Tien 21) levou a vitória no penúltimo dia da prova. Ler mais | Volta a Portugal do Futuro | Etapa 2: Lucas Lopes confirma favoritismo Créditos: Podium Events Etapa 3 da Volta a Portugal do Futuro A terceira etapa da Volta a Portugal do Futuro tinha reservado um percurso acidentado para os ciclistas, com algumas dificuldades para ultrapassar durante o dia. Uma contagem de quarta categoria, e três de terceira prometiam endurecer a corrida e dar espetáculo, depois do recital de Lucas Lopes (Rádio Popular – Paredes – Boavista) no dia anterior. Créditos: Organização da Volta a Portugal ao Futuro Um dia de vento e chuva, a dificultar ainda mais a vida aos ciclistas. Tiago Santos foi o mais forte, e conseguiu a sua primeira vitória profissional ao fim de 3:43:27. Com o mesmo tempo do português chegou Oscar Fuentes (Club Ciclista Padronés - Cortizo). A fechar o pódio da etapa, a 1:08, Kieran Gordge (Óbidos Cycling Team). Em relação à classificação geral, Lucas Lopes mantém 0:55 de vantagem sobre o segundo classificado, Diogo Pinto (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car). Tiago Santos ascendeu à terceiro posição, a 1:07 do líder. No próximo domingo, dia 4 de maio, corre-se a última etapa da Volta a Portugal do Futuro. 153 km a fazer a ligação entre Ansião e Leiria, num dia que pode sorrir aos sprinters. Top 10 da etapa 3 Pos.NomeEquipaTempo1SANTOS TiagoATI3:43:272FUENTES OscarCORm.t.3GORDGE KieranOBIa 1:084DOMINGUEZ MiguelRIAm.t.5NUNES TiagoPORa 1:156DE PAULA VictorCDFm.t.7ANDRÉ AndreyGSUa 1:328VRIEZEN ToinneVELa 1:459BONILLA PabloCORa 1:4710O CONNOR WillemVELa 1:51 Top 10 da classificação geral Pos.NomeEquipaTempo1LOPES LucasRPB9:49:502PINTO DiogoLAAa 553SANTOS TiagoATIa 1:074QUEVEDO SergioRIAa 1:125DOMINGUES DuarteLAAa 1:156GORDGE KieranOBIa 1:537DE PAULA VictorCDFa 2:388TORRES MarcCORa 2:459ANDRÉ AndreyGSUa 2:5410CASTRO PINTO PedroEFPa 3:14 ### Volta à Romandia | 4ª etapa - João Almeida na luta pela liderança Quarta etapa da Volta à Romandia trouxe a tirada rainha, para João Almeida tentar o ataque à liderança da prova suíça. Quarto dia da Volta à Romandia, onde João Almeida voltou a brilhar, presenteou os ciclistas com a brutal subida a Thyon 2000 - uma mítica escalada de 20,2 km a 7,7% de pendente média, onde Adam Yates venceu pela última vez em 2023. Ler mais | Volta à Romandia | 3ª etapa – João Almeida marca posição Créditos: A.S.O. Charly_Lopez Desenrolar da etapa Um dia onde todas as equipas estavam a pensar na última subida do dia. Uma fuga composta por Louis Barré (Intermarché - Wanty), Julien Bernard (Lidl - Trek) e Ben Zwiehoff (Red Bull - BORA - hansgrohe) saiu para a estrada no início da etapa. O pelotão controlou os fugitivos, com a Ivo Oliveira a ser figura de destaque na perseguição do pelotão, a pensar no colega da UAE Emirates XRG, João Almeida. O último fugitivo do dia foi alcançado dentro dos 15 km finais, com ainda muito para escalar no Thyon 2000. https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1918666402950451206 Subida a Thyon 2000 A UAE Emirates XRG de João Almeida, e também de Jay Vine, fez questão de endurecer a subida e pôs grande parte do pelotão em dificuldades. Com um grupo reduzido, João Almeida pôs-se à frente do pelotão com cerca de 7,7 km para o fim, deixando os rivais sufocados. O português atacou com 7 km, e pouco depois seguia um quarteto na frente, onde o português tinha companhia de Jay Vine, Lorenzo Fortunato (XDS Astana) e Lenny Martínez (Bahrain - Victorious). Pouco depois, João Almeida conseguiu deixar para trás Vine e Fortunato. Seguiu com Martínez na frente da corrida até ao fim, apesar das múltiplas tentativas de descarregar o francês. Os dois discutiram a etapa ao sprint: Lenny Martínez foi o mais forte, e deixou João Almeida com o segundo lugar. A fechar o pódio chegou Lorenzo Fortunato. Vídeo dos últimos quilómetros https://youtu.be/EWoP7pbYETo?si=9IOJzGWSarBhF1QF Lenny Martínez sobe, desta forma, à liderança da Volta à Romandia, antes do último dia onde os ciclistas têm pela frente um contrarrelógio de 17 km. Fortunato é segundo, a 0:02, e Almeida terceiro, a 0:03. Os três devem discutir entre si a vitória da corrida na derradeira etapa. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Top 10 da 4ª etapa da Volta à Romandia RnkCiclistaEquipaTempo1Lenny MartinezBahrain - Victorious3:43:462João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG,,3Lorenzo FortunatoXDS Astana Team+0:294Jay VineUAE Team Emirates - XRG+0:315Carlos RodríguezINEOS Grenadiers,,6Cristián RodríguezArkéa - B&B Hotels+1:117Mathys RondelTudor Pro Cycling Team+1:138Jørgen NordhagenTeam Visma | Lease a Bike+1:179Sergio HiguitaXDS Astana Team+1:2910Junior LecerfSoudal Quick-Step,, Top 10 da classificação geral da Volta à Romandia RnkCiclistaEquipaTempo1Lenny MartinezBahrain - Victorious16:29:562Lorenzo FortunatoXDS Astana Team+0:023João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG+0:034Jay VineUAE Team Emirates - XRG+0:325Junior LecerfSoudal Quick-Step+0:546Carlos RodríguezINEOS Grenadiers,,7Juan Pedro LópezLidl - Trek+1:068Mathys RondelTudor Pro Cycling Team+1:379Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+1:4110Cristián RodríguezArkéa - B&B Hotels+1:46 Créditos da fotografia de destaque: Sam Buchli ### Volta a Portugal do Futuro | Etapa 2: Lucas Lopes confirma favoritismo Saiu para a estrada a segunda etapa da Volta a Portugal do Futuro, esta sexta feira, dia 2 de maio. Quase 125 km de terreno complicado, com quatro contagens de montanha. Lucas Lopes (Rádio Popular – Paredes – Boavista) foi o vencedor da etapa. Ler mais | Volta a Portugal do Futuro | Etapa 1: João Martins impõe-se em Aveiro Etapa 2 da Volta a Portugal do Futuro A etapa rainha da Volta a Portugal do Futuro ligou Águeda a São Pedro do Sul. Um dia complicado, com duas contagens de terceira categoria, e outras duas de primeira categoria. Créditos: Podium Events Depois de um primeiro dia que deu para os sprinters, onde João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista) venceu, foi a vez dos escaladores mostrarem as pernas. Foi o que fez Lucas Lopes. O corredor português não deu hipótese a nenhum dos rivais. Completou a última subida do dia isolado, e chegou em primeiro lugar, com 1:14 de vantagem sobre o segundo classificado, Domingos Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car). A fechar o pódio, chegou Sérgio Quevedo (Vigo - Rias Baixas). A etapa também trouxe uma revolução total à classificação geral, onde Lucas Lopes agora lidera, com 0:56 sobre Diogo Pinto (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car). Ler mais | Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Créditos: Podium Events Top 10 da etapa da Volta a Portugal ao Futuro Pos.NomeEquipaTempo Final1LOPES LucasRPB3:21:042DOMINGUES DuarteLAA+1:143QUEVEDO SergioRIA+1:274PINTO DiogoLAA+1:305TORRES MarcCOR+2:406CASTRO PINTO PedroEFP+2:577GARCIA LOPEZ AlexTEC+2:588RODRIGUEZ PauOBI+3:019MATARIN PauTEC+3:1610BARBAS RafaelTAV+3:44 Top 10 da classificação geral Pos.NomeEquipaTempo Final1LOPES LucasRPB6:03:422PINTO DiogoLAA+0:563QUEVEDO SergioRIA+1:084DOMINGUES DuarteLAA+1:185RODRIGUEZ PauOBI+2:396TORRES MarcCOR+2:507CASTRO PINTO PedroEFP+3:078GARCIA LOPEZ AlexTEC+3:089GORDGE KieranOBI+3:3010BARBAS RafaelTAV+3:54 Créditos da imagem de destaque: Podium Events ### Red Bull procura o próximo diamante do ciclismo Rede de scouting da Red Bull – BORA – hansgrohe quer recrutar rapazes entre 15 e 19 anos para a estrutura de ciclismo germânica. Têm um saltador de esqui, uma referência no esqui de montanha e atletas do BTT, mas a Red Bull – BORA – hansgrohe quer alargar a deteção de talentos no ciclismo e acaba de lançar o programa Rising. O projeto liderado por Ralph Denk visa ampliar a base de recrutamento para incorporar corredores na grenke – Auto Eder (juniores) e Red Bull Rookies (sub-23). Oferecem assessoramento por parte do staff técnico da estrutura e possibilidade de contratos de formação. Ler mais | Specialized apresenta a Turbo Levo 4 ao mundo Foto: Red Bull - BORA - hansgrohe | Max Fries Selecionados vão participar na Red Bull Experience Week Para participar na iniciativa Rising basta que os jovens ciclistas se inscrevam nesta página. Após realizarem a inscrição, os candidatos devem qualificar-se completando segmentos específicos no Strava, fazendo testes numa das 20 lojas aderentes da Specialized ou partilhando os dados de treino via TrainingPeaks. Os selecionados vão participar na Red Bull Experience Week, em agosto, na Áustria. Ler mais | Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos Ler mais | Specialized apresenta a nova gama de pneus 2025 ### Volta à Romandia | 3ª etapa - João Almeida marca posição Terceira etapa da Volta à Romandia - com João Almeida em bom plano - arrancou para a estrada esta sexta feira. Percurso muito acidentado, que podia dar vitória para vários perfis de ciclistas. O terceiro dia da Volta à Romandia teve início e fim em Cossonay. João Almeida foi um dos destaques do dia que teve 183 km de extensão, com quatro contagens de montanha para dificultar a vida aos corredores. No final, Jay Vine foi o mais forte, depois de um ataque no último quilómetro. Ler mais | Volta à Romandia | 2.ª Etapa – Dia animado traz novo líder Créditos: Unipublic / Sprint Cycling Agency Fuga do dia A fuga do dia arrancou cedo na etapa. Um quarteto composto por Bauke Mollema (Lidl - Trek), Stefan Kung (Groupama - FDJ), Huub Artz (Intermarché - Wanty) e Tobias Bayer (Alpecin - Deceuninck). Este último foi rapidamente apanhado pelo pelotão, e os três restantes ciclistas passaram o dia a correr na frente. Já na fase final da etapa os fugitivos começaram a ser apanhados. O último foi Kung, quando faltavam apenas 11 km para o fim. A partir desse momento, o pelotão seguiu a alta velocidade em direção à meta - num final que cada vez mais se previa rápido - rumo à última rampa da etapa (2.2 km à 5.7%). https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1918295809902182891 Decisão da 3ª etapa da Volta à Romandia O pelotão avançou a alta velocidade, rumo à última dificuldade do dia, com pouco mais de dois quilómetros de extensão. O ritmo do pelotão eliminou muitos dos homens mais rápidos que ainda se aguentavam. Jay Vine (UAE Emirates XRG) foi o primeiro a atacar, perto do último quilómetro da etapa. O colega de João Almeida não voltou a ser alcançado pelo pelotão, e conseguiu a terceira vitória da época. A apenas 0:02, foi Lenny Martínez (Groupama - FDJ) a cruzar a linha em segundo. João Almeida fechou o pódio do dia, conseguindo assim quatro segundos de bonificação, dando boas indicações para a etapa rainha da Volta à Romandia, que se corre no próximo sábado. https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1918322136369733974 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ABK5ieyVGfM&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VINE JayUAE Team Emirates - XRG4:03:352MARTINEZ LennyBahrain - Victorious+0:023ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG,,4BARRÉ LouisIntermarché - Wanty,,5BETTIOL AlbertoXDS Astana Team,,6ROMO JavierMovistar Team,,7EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step,,8PARET-PEINTRE AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team,,9ONLEY OscarTeam Picnic PostNL,,10RONDEL MathysTudor Pro Cycling Team,, Top 10 da Volta à Romandia PosiçãoCiclistaEquipaTempo1BAUDIN AlexEF Education - EasyPost12:45:302LECERF JuniorSoudal Quick-Step+0:053VAN EETVELT LennertLotto+0:064FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team+0:175LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek,,6VINE JayUAE Team Emirates - XRG+0:417ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG+0:498MARTINEZ LennyBahrain - Victorious+0:509EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+0:5210TEJADA HaroldXDS Astana Team+0:56 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic/Naike Ereñozaga ### Volta à Romandia | 2.ª Etapa – Dia animado traz novo líder A segunda etapa em linha da Volta à Romandia apresentava um perfil semelhante ao da primeira, que viu Matthew Brennan vencer depois de um grande sprint. O pelotão teve 157 km para percorrer num percurso com quatro contagens de montanha, três delas de segunda categoria e que, caso houvesse interesse, poderiam armadilhar a etapa. Créditos: Photo News Quinteto em fuga Foram cinco os ciclistas que entraram na fuga do dia: Ben Zwiehoff (Red Bull - BORA - hansgrohe), Welay Berhe (Team Jayco AlUla), Julien Bernard (Lidl - Trek), Hugh Carthy (EF Education - EasyPost) e Raúl García Pierna (Arkéa - B&B Hotels). No pelotão, a corrida foi sendo controlada pela Visma-Lease a Bike, Soudal-Quickstep e INEOS Grenadiers, que não deixaram a vantagem ultrapassar os 2m30. Foto: UAE Emirates/Fizza Soudal-Quickstep animou o dia A 70 km para o final, a etapa entrou na sua fase mais dura com duas subidas em sequência. A Soudal-Quickstep de Remco Evenepoel aumentou o ritmo, eliminando vários ciclistas do pelotão, entre eles os dois vencedores de etapas Samuel Watson e o líder Matthew Brennan. Quando se dobrou a última subida, faltavam ainda 47 km para a meta e o grupo dos favoritos, liderado por Jay Vine (UAE Team Emirates - XRG), tinha pouco mais de 15 elementos. Na frente Hugh Carthy resistia e era o único fugitivo, sendo alcançado uns metros à frente, após um ataque de Remco Evenepoel na parte final da subida.  Foto: LaPresse Ataque no grupo dos favoritos Depois de ultrapassadas todas as contagens de montanha do dia, surgiram vários ataques no grupo dos favoritos, até que cinco ciclistas formaram uma aliança que, sem capacidade de trabalho atrás, rapidamente ganhou um minuto de vantagem. Junior Lecerf (Soudal Quick-Step), Juan Pedro López (Lidl - Trek), Alex Baudin (EF Education - EasyPost), Lorenzo Fortunato (XDS Astana Team) e Lennert Van Eetvelt (Lotto) formaram o grupo que decidiu a etapa. https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1917957251962204549 Decisão da etapa Depois deste ataque, a etapa rapidamente chegou ao seu ponto de decisão e os cinco ciclistas chegaram juntos ao quilómetro final. Lorenzo Fortunato atacou e aproveitou a indecisão dos companheiros vencendo a etapa e dando a nona vitória da temporada à XDS Astana. Na geral, Alex Baudin é o novo líder com cinco segundos de vantagem para o segundo classificado Junior Lecerf. João Almeida subiu à posição número oito numa altura em que a Volta à Romandia entra na sua fase decisiva. https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1917968035450704028 Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team3:54:402 BAUDIN AlexEF Education - EasyPost0:023 LECERF JuniorSoudal Quick-Step,,4 VAN EETVELT LennertLotto,,5 LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek,,6 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0:567 TEJADA HaroldXDS Astana Team,,8 ROMO JavierMovistar Team,,9 RODRÍGUEZ CristiánArkéa - B&B Hotels,,10 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BAUDIN AlexEF Education - EasyPost8:41:532 LECERF JuniorSoudal Quick-Step0:053 VAN EETVELT LennertLotto0:064 FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team0:175 LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek,,6 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0:527 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0:538 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG,,9 MARTINEZ LennyBahrain - Victorious0:5610 TEJADA HaroldXDS Astana Team,, Perfil 3.ª Etapa Créditos: Volta à Romandia ### Trek apresenta o novo esquema de pintura ICON Serpentine A Trek apresentou outro dos seus sempre espetaculares esquemas de pintura Project One, desta vez com o nome ICON Serpentine. Inspirado numa das criaturas mais misteriosas do mundo e nas suas raízes profundas da tradição chinesa, o novo esquema de pintura Project One ICON Serpentine inclui elementos tanto da cultura como da natureza. Ler mais | Trek e Shimano no novo design Project One ICON Inspirado pelo Ano da Serpente Este design foi inspirado pelo Ano da Serpente do horóscopo chinês e apresenta um quadro vermelho-escuro com detalhes dourados e um padrão com escamas de serpente no tubo superior, que acrescenta movimento ao acabamento brilhante da bicicleta. Esta é a mais recente novidade da série Project One ICON da Trek, uma coleção de esquemas de pintura premium que representam o mais alto nível artístico em bicicletas personalizadas, com designs concebidos à medida e cheios de textura, profundidade e personalidade.  A Serpentine está disponível exclusivamente nas bicicletas de estrada Madone Gen 8 através da Project One. Os ciclistas podem personalizar a sua bicicleta de sonho através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Volta a Portugal do Futuro | Etapa 1: João Martins impõe-se em Aveiro Começou esta quinta-feira a Volta a Portugal do Futuro. Na primeira etapa o pelotão saiu de Pombal e dirigiu-se para Aveiro, numa tirada de 126.9 quilómetros, com três metas volantes e um prémio montanha. Créditos: Podium Events João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista) é o primeiro líder da corrida, após conquistar a vitória na etapa inaugural da competição. O jovem português revelou sangue-frio e capacidade de finalização para se impor diante de Diogo Pinto (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), que cortou a meta no segundo posto, e Adam Sterjcek (Cortizo), que fechou o pódio do dia. A frente da corrida ficou ainda composta por Presley Evans (Cortizo), Pau Rodríguez (Óbidos Cycling Team) e Willem O'Connor (Velo Performance), todos com o mesmo tempo do vencedor. Com esta vitória, João Martins assume também a liderança da classificação por pontos, enquanto Daniel Jorge (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) destacou-se nas contagens do dia e é o primeiro a envergar a camisola da montanha, enquanto Adam Sterjcek lidera a juventude da Volta a Portugal do Futuro. Créditos: Podium Events Na geral individual, João Martins tem agora uma vantagem de seis segundos sobre Diogo Pinto e de doze segundos face a Sterjcek. Top 10 da etapa Pos.DorsalNomeEquipaTempo1º104João MartinsRPB2:42:162º133Diogo PintoLAAm.t.3º51Adam SterjcekCORm.t.4º53Presley EvansCORm.t.5º4Pau RodriguezOBIm.t.6º87Willem O’ConnorVELm.t.7º56Pablo BonillaCORa 3 seg.8º5Kieran GordgeOBIm.t.9º85Toinne VriezenVELm.t.10º61Sergio QuevedoRIAa 7 seg. Top 10 classificação geral Pos.DorsalNomeEquipaTempo1º104João MartinsRPB2:42:002º133Diogo PintoLAAa 6 seg.3º51Adam SterjcekCORa 12 seg.4º87Willem O’ConnorVELa 15 seg.5º53Presley EvansCORa 16 seg.6º4Pau RodriguezOBIm.t.7º56Pablo BonillaCORm.t.8º5Kieran GordgeOBIa 18 seg.9º85Toinne VriezenVELa 19 seg.10º61Sergio QuevedoRIAa 23 seg. A segunda etapa da competição arranca esta sexta-feira, em Águeda. Uma jornada exigente de 124,8 quilómetros até à Serra de São Macário, em São Pedro do Sul. O percurso inclui três metas volantes e quatro contagens de montanha. Créditos da imagem de capa: Podium Events ### Volta à Romandia | 1.ª Etapa - Brennan sem rivais Segunda tirada na Volta à Romandia ,depois de um prólogo que viu os ciclistas portugueses em grande plano. A primeira etapa em linha ligou Münchenstein a Fribourg ao longo de 194.3 km e os corredores ultrapassaram quatro contagens de montanha, na sua maioria a meio da etapa. Foto: LaPresse Zwiehoff e Kuypers resistiram na fuga A etapa começou muito atacada com cinco ciclistas a integrarem a fuga do dia. Quando surgiram as primeiras dificuldades, Ben Zwiehoff (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Gerben Kuypers (Intermarché - Wanty) resistiram e formaram a dupla que mais tempo esteve na fuga. No pelotão, a equipa do líder Samuel Watson, INEOS Grenadiers e a Visma-Lease a Bike, controlavam a distância para a frente da corrida. A dupla fugitiva acabou por ser alcançada a 25 km para o final da etapa, quando o pelotão continuou com um ritmo elevado na preparação para o sprint decisivo. Foto: Naike Foto Sport Decisão da etapa Depois de alcançada a fuga, a Soudal-Quickstep deslocou-se a todo o gás em direção à meta, alongando o pelotão antes da chegada feita em ligeira subida. Matthew Brennan (Visma-Lease a Bike) esteve sempre bem colocado e quando atacou, distanciou-se com facilidade da concorrência vencendo a primeira etapa em linha da Volta à Romandia. Brennan bonificou e subiu também à liderança alcançando também a sua sexta vitória da temporada com apenas 19 anos e 19 dias de competição. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1917604073131462781 Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BRENNAN MatthewTeam Visma | Lease a Bike605010″4:42:322 PARET-PEINTRE AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team40306″,,3 SHMIDT ArtemINEOS Grenadiers30184″,,4 ARTZ HuubIntermarché - Wanty2513,,5 VENTURINI ClémentArkéa - B&B Hotels2010,,6 ONLEY OscarTeam Picnic PostNL157,,7 CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team104,,8 MENTEN MilanLotto83,,9 DEBRUYNE RamsesAlpecin - Deceuninck52,,10 SWIFT BenINEOS Grenadiers21,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BRENNAN MatthewTeam Visma | Lease a Bike4:47:022 WATSON SamuelINEOS Grenadiers0:033 OLIVEIRA IvoUAE Team Emirates - XRG,,4 SHMIDT ArtemINEOS Grenadiers0:055 ROMEO IvánMovistar Team0:066 KÜNG StefanGroupama - FDJ0:077 GUERNALEC ThibaultArkéa - B&B Hotels,,8 PARET-PEINTRE AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team,,9 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step,,10 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0:0811 CHRISTEN JanUAE Team Emirates - XRG,, Perfil 2.ª Etapa Créditos: Volta à Romandia Créditos da imagem de capa: Photo News ### Volta à Romandia | Prólogo - Ivo Oliveira às portas da vitória A Volta à Romandia de 2025 corre-se até ao próximo domingo (04/05) e arrancou com um prólogo de 3,4 km em Saint-Imier que viu os ciclistas nacionais em excelente plano. Portugal está representado por João Almeida e Ivo Oliveira (UAE Team Emirates - XRG) e Nelson Oliveira (Movistar), numa corrida que conta ainda com nomes como Remco Evenepoel, Carlos Rodríguez, Vlasov e Lenny Martinez. Ler mais | Ivo Oliveira bisa no Giro d’Abruzzo Foto: LaPresse Ivo Oliveira muito perto da vitória Samuel Watson (INEOS Grenadiers), chamado a correr à última hora em substituição de um colega de equipa, foi o grande vencedor do prólogo de abertura da Volta à Romandia. Ivo Oliveira, confirmou a sua excelente forma e esteve muito perto da terceira vitória da temporada, com um tempo de 4m33 que lhe deu o segundo lugar na etapa. João Almeida, o primeiro português a ir para a estrada, fez um tempo de 4m38, ficando num excelente 11.º lugar que o fez ganhar tempo a alguns dos principais adversários. Nélson Oliveira passou despercebido, num dia em que preferia uma maior distância, fazendo um tempo de mais 22 segundos, acabando na 104.ª posição. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Num dia à sua medida, Ivo Oliveira quase conseguia uma vitória para a qual admitiu ter trabalhado muito e agradeceu à equipa a confiança e a convocatória para a Volta à Romandia, sendo batido por apenas 28 centésimos por Samuel Watson (INEOS Grenadiers). https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1917222940631777654 Top 10 Etapa e Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempoVel/média1 WATSON SamuelINEOS Grenadiers4.33,345.3132 OLIVEIRA IvoUAE Team Emirates - XRG0.00,2845.2663 ROMEO IvánMovistar Team0.03,0144.8194 BISSEGGER StefanDecathlon AG2R La Mondiale Team0.03,0344.8165 ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team0.03,2744.7776 KÜNG StefanGroupama - FDJ0.03,7144.7067 GUERNALEC ThibaultArkéa - B&B Hotels0.03,8744.6808 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0.04,4344.5909 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0.05,3244.44810 CHRISTEN JanUAE Team Emirates - XRG0.05,4944.421 Vídeo resumo do prólogo https://youtu.be/Vd8USs8pZMA?si=rlry36-hjXKuHyTH Perfil 1.ª Etapa Créditos: Volta à Romandia ### Liège-Bastogne-Liège 2025 - Sai o nono monumento para Pogacar Saiu para a estrada, este domingo, a Liège-Bastogne-Liège. O quarto monumento da época foi dividido por Remco Evenepoel e Tadej Pogacar nas últimas quatro edições. A edição da Liège-Bastogne-Liège de 2025, terceiro monumento de abril, e quarto da temporada, correu-se este domingo. Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) triunfou, com um solo de 35 km, depois de um ataque no Côte de La Redoute, depois de já ter triunfado na Flèche Wallone. É o segundo monumento da época para o campeão do mundo, e o nono da carreira. Volta a ser o ciclista no ativo com mais triunfos nas clássicas mais importantes, ao desempatar com Mathieu Van der Poel, que tem oito. Ler mais | Flèche Wallonne 2025 – Pogačar traz a normalidade de volta Foto: LucaBettini/LaPresse Desenrolar da Liège-Bastogne-Liège 2025 A corrida começou com uma fuga de 12 homens no início do dia. Quatro deles resistiram até aos 60 km, quando a primeira movimentação foi anulada pelo pelotão. O grupo seguiu compacto até aos 35 km. O ritmo intensificou muito na aproximação à La Redoute, e pouco depois surgiu o ataque de Tadej Pogacar, que não levou ninguém na sua roda. O esloveno criou um espaço de 0:10 no fim da subida, perseguido por um grupo numeroso. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1916485660078112914 Perseguição a Tadej Pogacar O esloveno da UAE Emirates XRG destacou-se. Criou-se um grupo perseguidor encabeçado por Ben Healy (EF Education - EasyPost) e Tom Pidcock (Q36.5 Pro Cycling). Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), mal colocado na altura do ataque de Pogacar, ficou apanhado no corte.  O grupo perseguidor teve dificuldades na cooperação, e Pogacar abriu um espaço de 0:30 nos 5 km a seguir à sua movimentação. A 21 km do fim, a vantagem já era de 1:00, e a corrida parecia entregue a Tadej Pogacar. Os ciclistas começaram a pensar no pódio da corrida, e a vantagem de Pogacar cresceu nos quilómetros seguintes. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1916486401312387434 A chegada da Liège-Bastogne-Liège 2025 Com a vitória de Tadej Pogacar a depender apenas da chegada à meta do esloveno, criou-se um segundo grupo com Ben Healy, Tom Pidcock, Giulio Ciccone (Lidl - Trek) e Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling). Um grupo com 40 unidades seguia perto, e a luta pelo pódio estava em aberto. Ciccone e Healy criaram espaço para os outros dois perseguidores, e seguiram até ao fim para disputar o segundo e terceiro lugar. Tadej Pogacar cruzou a linha da meta com 1:03 de vantagem para o próximo ciclista, para carimbar a segunda vitória no monumento belga. Em segundo lugar ficou Giulio Ciccone, a fechar o pódio, Ben Healy. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1916496556150112494 Top 10 da Liège-Bastogne-Liège ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºPOGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG6:00:092ºCICCONE GiulioLidl - Trek1:033ºHEALY BenEF Education - EasyPost"4ºVELASCO SimoneXDS Astana Team+1:105ºNYS ThibauLidl - Trek"6ºBAGIOLI AndreaLidl - Trek"7ºMARTÍNEZ Daniel FelipeRed Bull - BORA - hansgrohe"8ºLAURANCE AxelINEOS Grenadiers"9ºPIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team"10ºPOWLESS NeilsonEF Education - EasyPost" Créditos da fotografia de destaque: LucaBettini/LaPresse ### Ana Santos em entrevista: "Acho que todos devíamos sonhar muito alto" O TopCycling falou com Ana Santos, um dos nomes grandes do BTT em Portugal, que corre em 2025 o primeiro ano como elite na Taça do Mundo de XCO. Ana Santos é uma das mais promissoras ciclistas portuguesas. A atleta, que em 2025 se mudou para a Cannondale, uma das maiores estruturas de BTT, atendeu a chamada do TopCycling em plena preparação para a primeira etapa da Taça do Mundo, no Brasil. Mas há muita história até 2025. Com uma simpatia fora do comum, Ana Santos contou-nos o percurso que começou com três anos em Vila do Conde e que a levou à elite do ciclismo mundial. Uma história de ambição, determinação, com muitos altos e alguns baixos. Créditos: @mmondini_photo O Início Foi o pai que a meteu em cima da bicicleta, e que, em conjunto com o irmão, fomentou uma “paixão” - apoiada no bom ambiente e na diversão. O pai que já não compete, mas que ajudou a criar uma geração de talentos, naturais de Vila do Conde, que hoje em dia lidera o BTT nacional – Ana Santos e Raquel Queirós são algumas das caras que saíram do Clube da terra. O meu pai acho que criou um bocado essa geração, a minha, da Raquel, do João Cruz, foi o meu pai que criou. Foi ele que criou a escola de ciclismo em Vila do Conde e nós todos viemos de lá. Acho que ajudou, tínhamos um bom ambiente. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling 2021 – 2024: Em Espanha atrás do sonho Em 2021, com apenas 19 anos, Ana Santos dá o primeiro grande salto da carreira e junta-se à X-Sauce, equipa UCI que competia pelo primeiro ano. As dúvidas estavam lá, mas o sonho falou mais alto. Eu não estava nada à espera. Estava a competir numa equipa em Portugal, estava na faculdade e recebi uma mensagem do suposto manager da equipa a dizer que iam criar uma equipa nova UCI em Espanha, e convidaram-me para ser atleta. E eu não estava a acreditar, nem sabia se devia acreditar porque a equipa ainda nem existia (…) Acabei por aceitar e não estou nada arrependida. A X-Sauce fez muito por mim e fez-me crescer muito como atleta. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling A mudança foi “um choque”, não só devido à “barreira linguística”, mas também “porque era muito diferente do que conhecia aqui em Portugal”.    No final de 2023, o manager da equipa abandona o projeto – o homem que “queria levar aquilo ao nível mais profissional”. Deixava de ser uma equipa UCI e correr as provas mais importantes do calendário. O processo culminou na saída de Ana Santos, uma decisão a pensar na carreira. Voltou a Portugal para representar a Guilhabreu durante 2024. A X-Sauce era muito profissional em termos de materiais, condições, eu cheguei a ter nutricionista, treinador, psicólogo, tudo por parte da equipa, e um calendário cheio de Taças do Mundo. Era muito profissional, mas o pagamento nunca esteve previsto no contrato (…) Em 2024 não ia ter apoio em Portugal, não ia fazer Taças do Mundo, e não estava a receber. Então pensei que talvez em Portugal estivesse melhor porque conseguia mais facilmente atingir os meus objetivos. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Créditos: @mmondini_photo 2024: Ano de baixos e altos Ano de momentos marcantes da carreira de Ana Santos. Volta a Portugal para correr na Guilhabreu, depois de três anos numa equipa UCI. Desse período, sai um obrigado especial a José Carlos Magalhães, que deu à ciclista "todas as condições" para continuar a ter sucesso desportivo em território nacional. Paralela à carreira de atleta, está 'outra vida': a Universidade. Um mundo difícil de conciliar com a alta competição, e uma reflexão que culminou numa das maiores frustrações da carreira.  Atleta desde muito nova, aprendeu cedo a organizar a vida ao milímetro e a ter o tempo contado ao segundo. Pressões que eventualmente têm o seu preço.  Claro que é difícil, chegava muitos dias a chorar, a dizer que já não queria mais ciclismo ou estudos, que já era demasiado. Mas a paixão pelo ciclismo permaneceu, e a vontade de juntar os dois. Mas tem de se abdicar de muita coisa. Eu não tive vida universitária (...) Eu meti na cabeça que ainda era possível ir aos Jogos. E ao mesmo tempo estava a estagiar, passava das 10h às 20h numa clínica, a trabalhar. Eu ás vezes saía da clínica a chorar e chegava a casa a chorar, a dizer que não aguentava mais e que não queria. E para mim foi uma desilusão ainda maior quando soube que não ia aos Jogos, ter feito todo o esforço e saber que não consegui, porque pus mesmo muito naquilo. Até porque eu já achava que estava a fazer uma coisa incrível, que era conciliar o trabalho e a competição. Mas eu estava a viver um sonho porque conseguia resultados que nunca tinha conseguido. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling O sonho acabou por não se realizar em Paris. 2024 não foi o ano de estreia nos Jogos para Ana Santos, num processo onde as instituições responsáveis não parecem ter ficado isentas de culpas. Um testemunho brutal acerca de parte da realidade de ser atleta de alta competição em Portugal.  Foi muito difícil. O pior ponto é que não há critérios específicos para quem vai representar Portugal nos Jogos. Não há o critério de se por exemplo 'se fizeres este lugar numa prova, ou x de pontos no ranking mundial, tu é que vais'. Ou seja, eu e a Raquel estávamos pré-selecionadas, mas não sabíamos o que tínhamos de fazer para ir. Nós só sabíamos que Portugal se tinha de qualificar, e foi uma luta para o conseguirmos. E os pontos que nos tínhamos só davam para um atleta ir. Para mim ainda foi pior porque eu estava a espera de uma notícia por parte da Federação, de me comunicarem antes se ia ou não, e não tive essa notícia, fiquei a saber pelas redes sociais. Deixou-me abalada, abrir o telemóvel e saber que não sou eu que vou. Todos trabalhamos para chegar aos Jogos, eu trabalhei para isso, tive resultados que eram merecedores disso... Mas pronto não fui selecionada, ok, mas para mim a parte mais difícil foi como fiquei a saber que não era selecionada (...) Acaba por ser uma carga psicológica muito grande, estares a pensar todos os dias 'será que vou, será que não vou'. E acabas por nem conseguir focar a tua energia para a preparação dos Jogos, porque estas sempre na incerteza. Acho que ás vezes era preciso tornar as coisas mais simples e comunicar com os atletas. Eu estive durante meses numa ilusão de que poderia ir. E depois finalmente pude dizer 'ok não vou, posso forcar-me noutros objetivos, que até agora não estava a fazer'. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Créditos: @mmondini_photo 2024 ainda tinha um presente guardado para a Ana. No final do ano, depois da desilusão dos Jogos, chega uma das melhores notícias da carreira: o convite da Cannondale para fazer parte de uma das maiores estruturas de BTT do mundo.  Chegou à equipa “de forma natural”. Os primeiros contactos vieram depois do quinto lugar alcançado na Taça do Mundo de Novo Mesto.  Recebo uma mensagem do João Corso, que é um agente de ciclistas cá em Portugal. Eu não o conhecia de lado nenhum, mas ele era o único contacto da Cannondale. Ele mandou mensagem a dizer que a equipa queria falar comigo. No dia seguinte fui ter à tenda deles, eles disseram que sim, queriam falar comigo. Foram ter comigo ao hotel e falámos, mas ficou um pouco assim tudo muito em aberto. Depois fui falando com o meu treinador, o Dixon (...) ele disse ‘nós temos uma lista de seis atletas, e estamos no processo de escolher três, em que queremos duas mais novas e outra mais experiente para transmitir os ensinamentos’, e eu comecei a fazer as contas... de seis ou nove atletas, qual a probabilidade de ser eu a escolhida? Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Alta ou baixa a probabilidade, a verdade é que foi mesmo a escolhida. Começou assim um novo capítulo na carreira de Ana Santos, e abriu-se, finalmente, a porta que lhe permite viver da modalidade.  https://www.youtube.com/watch?v=_16w_UyVZqI&ab_channel=CannondaleBicycles O que vem aí Eu acho que todos os dias ainda estou a viver um sonho. Às vezes tenho de dizer para mim própria ‘Estás na Cannondale, estes são os teus colegas e isto é real’. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Este é o estado de espírito de uma atleta que acaba de se juntar a uma das melhores estruturas do mundo. Conta que a equipa não tem expetativas para esta época, que vai servir de adaptação à categoria de elites, onde vai correr pelo primeiro ano. Da parte da ciclista, o foco é o mesmo: poucas expetativas, com o objetivo de uma boa adaptação, e com a confiança de que o trabalho sustentado dá frutos. Sobre a equipa, destaca o "bom ambiente" entre o grupo, e a organização da estrutura. A única preocupação que eu tenho é estar em cima da bicicleta e competir. Onde tenho de estar, quando tenho de acordar, o que tenho de comer, o que tenho de beber, quando tenho de aquecer, quando tenho de chegar à linha da partida, são tudo eles que fazem, dão-nos o horário todo. E isso é uma grande mais-valia porque tira todas as preocupações de cima do atleta, a competição é o único foco. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Antes de terminarmos, uma última visita ao passado. Em 2022, um incidente que marca a carreira de Ana Santos – uma miocardite que a deixou sem competir durante seis meses, e a repensar a continuação. Três anos mais tarde, reflete sobre esse momento. Se pudesse, tinha ido à Ana de 2022 e tinha-lhe dado um grande abraço e tinha-lhe agradecido por ter continuado. Porque 2022 foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Pensei e repensei se continuava no ciclismo, se fazia sentido e se valia a pena, duvidei muitas vezes. Mas no fim consegui decidir que era mesmo isto. E em 2022 eu dei a mim mesma o maior presente que podia ter dado. Ter continuado no ciclismo para em 2025 ser a versão mais feliz da Ana. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Por último, pedimos à Ana que sonhasse, e que nos contasse o que mostram os sonhos de uma ciclista que, com 22 anos, chega à elite do pelotão mundial de BTT: O que eu procuro? Ser campeã do mundo, uma das melhores do mundo… Acho que é estar nesses palcos, com os melhores do mundo, porque é para isso que eu trabalho. Sei que neste momento é sonhar muito alto, mas acho que todos devíamos sonhar muito alto. E trabalhar muito, e eu sei que trabalho muito. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Pode ler mais entrevistas a ciclistas de elite aqui. Pode seguir a carreira de Ana Santos aqui. Créditos da fotografia de destaque: Rodrigo Vicente ### Flèche Wallonne 2025 – Pogačar traz a normalidade de volta Flèche Wallone 2025 seguiu-se à surpreendente vitória de Mattias Skjelmose na Amstel Gold Race, que bateu ao sprint Tadej Pogačar e Remco Evenepoel. Os três acabariam por ser protagonistas também na segunda corrida do tríptico das Ardenas, uns por queda e outros pela discussão da vitória final, numa corrida que antecedeu o quarto monumento do ano, a Liège-Bastogne-Liège. Ler Mais: Paris-Roubaix 2025: Rei Van der Poel Foto: LucaBettini/LaPresse Sexteto picou o ponto da fuga Apesar da Flèche Wallone ser discutida constantemente na última subida final ao Mur de Huy, seis ciclistas tentaram a sua sorte de longe. Robert Stannard, Fredrik Dversnes, Andreas Leknessund, Tobias Foss, Artem Shmidt e Ceriel Desal foram os fugitivos do dia mas sem grande liberdade, num pelotão controlado desde cedo pela Emirates. Já nos 40 km finais, os ciclistas foram sendo alcançados, numa altura em que Mattias Skjelmose caiu e atrasou-se ao pelotão, ficando fora da discussão da corrida. Foto: Naike Foto Sport Mur de Huy novamente decisivo Os últimos resistente da fuga foram alcançados já nos 15 km finais, quando as equipas lutavam pela colocação sempre fundamental para a discussão da vitória. Tal como tem sido frequente, foi no Mur de Huy que a corrida se decidiu com um grupo de pouco mais de 20 ciclistas a enfrentarem as rampas de mais de 20% da mítica subida. Apesar da grande expetativa, Tadej Pogačar não deu sequer hipótese a ninguém de sonhar com a vitória e quando mudou o ritmo ninguém o conseguiu acompanhar vencendo a Flèche Wallone 2025. O ciclista esloveno deu um murro na mesa depois de ter sido batido na Amstel Gold Race e mostrou novamente não ter rivais à altura. Kévin Vauquelin repetiu a segundo posto da edição de 2024 enquanto que Thomas Pidcock fechou o pódio. Foto: LaPresse Esta vitória espelha mais uma vez a superioridade de Pogačar neste tipo de provas. O esloveno venceu 20 das últimas 22 corridas com mais de 3000 metros de acumulado em que participou. Para além disso, e especificamente na Flèche Wallone, o campeão do mundo alcançou a maior margem de sempre (10 segundos), quando os ciclistas iniciaram a última subida juntos. Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG4:50:152 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:103 PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:124 MARTINEZ LennyBahrain - Victorious0:135 HEALY BenEF Education - EasyPost,,6 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious0:167 GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ,,8 NYS ThibauLidl - Trek,,9 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step,,10 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0:19 ### Celebração de Giulio Ciccone resulta numa sanção. Até onde vai a UCI? Opiniões? Giulio Ciccone voltou às vitórias. O italiano da Lidl-Trek abriu ontem em grande o Tour dos Alpes, vencendo a etapa inaugural, num dia que teve duas contagens de montanha. Na chegada a San Lorenzo Dorsino, após 148,5 exigentes quilómetros, Ciccone destacou-se num grupo reduzido e impôs-se na subida final com a garra e classe que lhe conhecemos. Foi a sua primeira vitória de 2025, a 11.ª como profissional, a estreia nesta temporada e a camisola de líder vestida. Parecia o final perfeito. Só que não foi. Depois de cortar a meta, Giulio Ciccone repetiu o que já fizera noutras ocasiões — no Giro 2022, e em Valência 2023 — eufórico com a vitória atirou os seus óculos da marca 100% para o público, num gesto de celebração e partilha com os adeptos. No vídeo da chegada (vale a pena ver!), do lado esquerdo do ecrã, nota-se como umas crianças apanham os óculos com entusiasmo, festejando como se tivessem ganho a camisola da montanha. Infelizmente, a UCI não viu o gesto com os mesmos olhos. Resultado: 250 francos suíços de multa e 15 dos 20 pontos UCI da vitória foram retirados à equipa Lidl-Trek. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=4roozF7qx1k Depois de outros episódios e decisões como por exemplo, a proibição de certas posições na bicicleta por parte dos ciclistas profissionais, a pergunta impõe-se novamente: A UCI exagera nestas medidas? É certo que a segurança deve estar em primeiro lugar. Mas não deve ser analisado caso a caso? Houve má conduta do ciclista? Este agrediu o público? Ou festejou oferecendo uns óculos de 190,00€ (fui pesquisar o preço de um modelo de óculos desta marca). Foto: Ryan Bodge (Trek) Trata-se de uma celebração que já foi feita antes, sem qualquer consequência negativa, e que claramente gerou um momento de felicidade partilhada com o público — sobretudo com os mais novos. A própria equipa descreve como "celebração clássica Ciccone" https://twitter.com/LidlTrek/status/1914310139626094864 Não será este tipo de ligação entre ciclistas e adeptos que faz do ciclismo um desporto de proximidade, tão diferente e especial? Não estou por dentro dos regulamentos da UCI, é verdade que tem uma missão importante, mas matar esta espontaneidade, assim como gestos que são naturais entre profissionais (como proibir determinadas posições na bicicleta), causa-me confusão. Há muito mais para ser feito no ciclismo. Deixo o debate aberto, qual a vossa opinião? ### Review | Trek FX+ 7 Se há uns anos falar de bicicletas elétricas urbanas em Portugal podia parecer algo distante, hoje a realidade já é diferente. É certo que ainda estamos atrasados em relação a outros países europeus na adoção da bicicleta como meio de transporte diário, mas também é verdade que a tendência está a mudar pouco a pouco. Bicicletas como a Trek FX+ 7 talvez ajudem. Vídeo https://youtu.be/tl_gJs2bIrs?si=fzWXHeLGZAmBSEh0 Cada indústria apresenta as suas soluções para uma mobilidade mais sustentável, mas há poucos meios de transporte que se comparem à bicicleta quando falamos de algo amigo do planeta. É simples, eficiente tanto na deslocação como no estacionamento, não poluente e acessível. Créditos fotografia: Topcycling A Trek FX+ 7 é precisamente uma bicicleta elétrica pensada para quem quer deslocar-se pela cidade sem gastar combustível, sem poluir, sem as complicações do trânsito e do estacionamento. Em todo tipo de bicicletas o conceito elétrico tem as suas vantagens e o seu público, mas na minha opinião é nas bicicletas urbanas que faz mais sentido, principalmente porque permite que utilizemos a bicicleta com a nossa roupa casual, sem despender de muita energia e consequentemente, sem transpirar. Leve, potente e bem equipada, a Trek FX+ 7 pode tornar as idas para o trabalho, às compras ou simplesmente um passeio numa experiência mais agradável. É um pouco mais cara que outras propostas no mercado, mas esta bicicleta pode fazer a diferença entre ficarmos fãs deste conceito, ou não. Créditos fotografia: Topcycling Uma elétrica leve e ágil para a cidade Se há algo em que a Trek trabalhou nesta bicicleta, foi no design e na sua leveza para o desafio das deslocações diárias. Pesando 18 kg. totalmente equipada, a FX+ 7 fica bem abaixo do peso médio das elétricas urbanas. Créditos fotografia: Topcycling Parte da explicação da leveza e eficiência está no motor TQ HPR50, que oferece 50 Nm de binário de forma discreta e eficiente. A assistência elétrica é suave e natural, sem aquele efeito "brusco" que algumas e-bikes apresentam. O resultado? Uma pedalada intuitiva, sem esforço desnecessário nas subidas, mas sem roubar completamente a sensação de pedalar. Créditos fotografia: Topcycling (E sim, o peso mais reduzido faz bastante diferença quando é preciso subir um lanço de escadas ou estacioná-la dentro de casa). Créditos fotografia: Topcycling Quanto ao design, não se trata somente da elegância das linhas, ou do guiador e porta bagagem com luzes integradas, mas também dos aspetos práticos como a pega integrada no quadro, para os momentos em que é necessário pegar na bicicleta para subir escadas no-dia-a-dia. Créditos fotografia: Topcycling Para quem realmente se quer mover pela cidade de bicicleta, acreditem que este pormenor faz toda a diferença. Autonomia para todo o dia Uma das grandes questões quando se fala de elétricas é a autonomia e a Trek encontrou um equilíbrio interessante. A bateria interna de 360Wh (Watts/hora), oferece energia suficiente para a maioria das deslocações urbanas sem necessidade de recarga constante. Sem necessidade de grande gestão de energia, sempre com a assistência máxima do motor, facilmente fazemos 30 a 40 quilómetros. Dependendo do percurso e da gestão de energia do motor, é possível fazer mais quilómetros (80 a 90 km.) com a assistência elétrica. Créditos fotografia: Topcycling Para quem necessita mais autonomia, há a possibilidade de adicionar um Range Extender de 160Wh, o que pode ser útil para viagens ou passeios mais longos. Pronta para a cidade A FX+ 7 quase não obriga a gastos extra para a tornar mais funcional, a bicicleta já vem equipada com tudo o que é essencial para um uso urbano diário. Pormenores que parecem simples mas fazem toda a diferença. Créditos fotografia: Topcycling Luzes dianteiras e traseiras integradas, para maior visibilidade e segurança. Créditos fotografia: Topcycling Guarda-lamas dianteiro e traseiro, porque ninguém quer chegar ao trabalho com a roupa suja. Créditos fotografia: Topcycling Porta-bagagens traseiro, compatível com alforges para transportar tudo o que for necessário. Créditos fotografia: Topcycling Créditos fotografia: Trek Guiador e avanço integrados, que além de darem um visual mais elegante, escondem melhor a cablagem. Créditos fotografia: Topcycling Punhos ergonómicos e confortáveis, sem necessidade de recorrer a luvas para obter o conforto extra. Por ultimo, o tradicional descanso para não sujar a parede em casa, na garagem, no escritório, ou simplesmente para poder estacionar junto à esplanada. Tecnologia que facilita o dia a dia A Trek não se esqueceu da conectividade e incluiu algumas soluções que fazem diferença na rotina urbana. A marca sabe que quem adquire uma bicicleta deste género, vai necessitar utilizar aplicações do seu telemóvel. Créditos fotografia: Topcycling No avanço, há um suporte de carregamento Quad Lock, que permite fixar e carregar o telemóvel enquanto se pedala. A compatibilidade com a app Trek Central permite personalizar os níveis de assistência do motor e ver indicações de navegação. Esta solução permite a utilização de outras aplicações úteis de navegação. Créditos fotografia: Trek (Sim, olhar para o telemóvel para ver o caminho pode ser uma necessidade real nas deslocações urbanas.) Uma transmissão feita para durar Além do motor e da bateria, outro ponto crucial numa bicicleta urbana é a transmissão. É conveniente que esta seja fiável e duradoura. Créditos fotografia: Topcycling A Trek optou pelo Shimano CUES, um grupo criado pela Shimano para ser duradouro e simples. Além de garantir mudanças de velocidade suaves, é um ecossistema de componentes que permite compatibilidade entre os grupos de peças, facilitando a manutenção. Vale a pena? Como escrevo no início, em Portugal ainda não temos a mentalidade de outros países da Europa no que respeita à utilização da bicicleta no dia a dia, acrescento ainda que, também não temos o nível de vencimento de outros países da Europa. O que fará mais diferença, o nível de vencimento ou a mentalidade? A FX+ 7 não é uma bicicleta propriamente acessível, mas se procuras uma bicicleta elétrica que seja leve, funcional e fácil de integrar na rotina diária, esta é uma das melhores opções que vais encontrar no mercado. Créditos fotografia: Topcycling Há bicicletas mais baratas, mas que provavelmente não te vão tornar as coisas tão fáceis nem dar o mesmo prazer de utilizar. Para quem está a ponderar começar a utilizar a bicicleta no dia a dia, a Trek FX+ 7 pode dar uma motivação extra. Podes ver as especificações completas, preço e disponibilidade aqui, no site da Trek: www.trekbikes.com/pt ### Entrevista Valentin Paret-Peintre: “Sonho com o Mundial de 2027” Francês Valentin Paret-Peintre sonha há muito com o Mundial de 2027 h Valentin Paret-Peintre tem 24 anos e é natural da região da Alta Sabóia, em França, organizadora do Super Mundial de 2027. Como filho da terra há muito sonha com representar a seleção francesa na prova. Formado no histórico e tradicional Vélo Club Annemasse, destacou-se como júnior vencendo a Clássica dos Alpes seis anos depois do irmão Aurélien. Foi aí que os irmãos se apresentaram ao mundo, subindo os 9 km do Mont du Chat, extensão rara nas provas juniores. Este ano trocou a Decathlon-Ag2r pela Soudal Quick-Step e ao TopCycling contou quais os objetivos para 2025. No Media Day da Soudal Quick-Step o TopCycling sentou-se com Valentin Paret-Peintre para 20 minutos de conversa. O simpático francês domina o inglês e espera impor-se na equipa belga. "És o primeiro a perguntar-me acerca deste assunto, mas eu penso nisto há cerca de um ano. Estou muito motivado por termos o Mundial na Haute-Savoie. Quero estar na seleção francesa e não ser apenas um espetador, mas poder competir pela vitória. O Côte de Domancy para Sallanche é uma boa subida, um pouco curta para mim, mas é inclinada. Quero muito estar lá com a seleção francesa e ter uma medalha é um sonho que quero alcançar." Valentin Paret-Peintre ao TopCycling. Podem ouvir a entrevista completa no vídeo abaixo. https://www.youtube.com/watch?v=7FYXqvQl2GQ O muro de Domancy é icónico Falemos então acerca de 2027, que percurso vão os corredores encontrar no Mundial da Alta Sabóia? O muro de Domancy é icónico: (2,5 km de extensão com 9,4 % de média e inclinação máxima de 16 %. Bernard Hinault decidiu aí o Mundial de 1980 – considerado o mais duro de sempre – e Jonas Vingegaard sentenciou o Tour de France de 2022. Em 2027 a prova terá um circuito com 13,3 km (285 m de acumulado) ao qual os elites masculinos darão 20 voltas. Contas feitas, são 266 km e 5700 m de acumulado Rodeados pelo Mont-Blanc, a mais alta montanha europeia aos 4806 m de altitude, os números do Super Mundial – que teve a 1.ª edição em Glasgow, em 2023 – são curiosos. 20 Campeonatos do Mundo UCI 12 locais de prova 10000 atletas Mais de 130 nações 281 títulos mundiais 2 milhões de visitantes (estimativa) Audiência cumulativa 1000 milhões de espetadores (estimativa) 700 representantes de média acreditados 4000 voluntários Ler mais | Entrevista a Mikel Landa: “No Giro descobri o meu sítio” Paret-Peintre estreou-se a ganhar pela Quick-Step na Montanha Verde no Tour de Omã.Foto: A.S.O. Oman Cycling Association Thomas Maheux Vuelta para meados de setembro Uma das consequências do Super Mundial decorrer ao longo de 13 dias vai notar-se no calendário UCI. Ao decorrer entre 24 de agosto e 5 de setembro, empurra a Vuelta para meados de setembro, a segunda partida mais tardia da história da prova – só superada por 2020 por motivo da pandemia. Ler mais | Entrevista Tim Merlier, sprinter mais vitorioso de 2024 ### António Morgado no pódio com Evenepoel e Van Aert na Flèche Brabançonne 2025 O regresso de Remco Evenepoel à competição não podia ter sido mais eficaz: vitória imediata na Flèche Brabançonne. O belga da Soudal–Quick-Step triunfou num "mano-a-mano" com Wout van Aert, garantindo a primeira posição numa edição marcada pelo alto nível competitivo. António Morgado foi protagonista ao sprintar para o terceiro lugar, subindo ao pódio numa prova marcada com um ritmo alto e ataques sucessivos. Créditos foto: Luc Claessen/Getty Images A corrida começou com uma fuga de seis homens, incluindo outro português, Iúri Leitão, mas a movimentação decisiva chegou a cerca de 50 km do fim, quando Evenepoel lançou um ataque no Holstheide. Apenas Van Aert e Joseph Blackmore conseguiram acompanhar, formando um trio que rapidamente se destacou. Na volta final, Evenepoel voltou a atacar para deixar Blackmore para trás, levando Van Aert consigo até à meta. Nos últimos metros, Van Aert acusou o esforço e não teve resposta ao sprint de Evenepoel. Atrás, António Morgado – que já tinha estado muito ativo nas movimentações do pelotão – venceu o sprint do grupo perseguidor, conquistando um brilhante 3.º lugar entre um pelotão altamente competitivo, confirmando o seu enorme talento e consistência em provas de um dia. Top 10 da Flèche Brabançonne 2025 ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1.ºRemco EvenepoelSoudal–Quick-Step3:35:142.ºWout van AertTeam Visma Lease a Bikem.t.3.ºAntónio MorgadoUAE Team Emirates XRG+27s4.ºAlex AranburuCofidism.t.5.ºEduard PradesCaja Rural–Seguros RGAm.t.6.ºFabio ChristenQ36.5 Pro Cycling Teamm.t.7.ºNeilson PowlessEF Education–EasyPostm.t.8.ºGuillermo SilvaCaja Rural–Seguros RGAm.t.9.ºMilan MentenLotto Dstnym.t.10.ºTibor Del GrossoAlpecin–Deceuninckm.t. ### Ivo Oliveira bisa no Giro d’Abruzzo Após 122 km em fuga, Ivo Oliveira venceu a etapa final do Giro d’Abruzzo, no qual se impôs o alemão Georg Zimmermann. Em janeiro o TopCycling esteve com Ivo Oliveira em Benidorm, durante o estágio da UAE-Emirates, sem imaginar que três meses e meio depois veríamos o gaiense na forma de uma vida no Giro d'Abruzzo. Desse encontro salientamos, na altura, que ia ser um 2025 de oportunidades e de afirmação pessoal para o ciclista da UAE-Emirates. O momento chegou na prova italiana, com duas etapas ganhas em dois dias, em circunstâncias diferentes de corrida e sem poupar no trabalho coletivo. A última etapa caiu para uma fuga de oito elementos, que se formou a 122 km do final e que nunca teve mais de 1:30 sobre o pelotão. "Se há dois dias estava nas nuvens, nem sei dizer o que sinto agora. Não era suposto ter sido assim... Sim, queríamos ir para a fuga eu, o Julius [Johansen] ou o Rune [Herregodts]. Acabei por entrar numa fuga forte, tenho que agradecer aos colegas de fuga porque colaboraram até ao fim. Tinha três ex-colegas comigo – Joel, George e Sjoerd – que conheço bem. Quando o Bax atacou na descida sabia que tinha que encostar imediatamente porque se dás ao Bax uns metros nunca mais o apanhas. Quando encostei concordamos em colaborar e no sprint eu sei que tenho um bom kick. Estou sem palavras. Obrigado à equipa por me ter dado esta oportunidade." Ivo Oliveira ao Eurosport. Ler mais | Ivo Oliveira vence no Giro D’Abruzzo com ataque impressionante https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1913224902062080346 Em quatro dias ganhar duas vezes é incrível Faltaram forças e audácia aos favoritos na ligação entre Corropoli e Isola del Gran Sasso, jornada com 167 km e 2400 m de acumulado. Georg Zimmermann (Intermarché-Wanty) defendeu a liderança perante David De la Cruz (Q36.5) e Pablo Torres (UAE Emirates). Foi a primeira vitória numa prova por etapas do alemão e o primeiro pódio do jovem espanhol como profissional. "O Pablo era 3.º e sabíamos que ia ser muito difícil subir na geral porque todos iam controlar. Eu estava na frente, se acontecesse algo atrás e estivéssemos numa posição de lutar pela geral teria ficado para trás para ajudar o Pablo. Só que ninguém conseguiu deixar ninguém para trás no pelotão como ouvi pelo rádio e o diretor disse-me para lutar pela vitória e que parecia ser o mais forte. Hoje em dia é tão difícil ganhar uma corrida, durante seis ou sete anos pensei 'quem me dera ganhar uma prova'. Em quatro dias ganhar duas vezes é incrível." Ivo Oliveira ao Eurosport. Entrevista | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 ### Ivo Oliveira vence no Giro D'Abruzzo com ataque impressionante Segunda etapa do Giro D'Abruzzo trouxe a primeira vitória desde 2023 para Ivo Oliveira, através de um ataque no último quilómetro da corrida. Ivo Oliveira ganhou a segunda etapa do Giro D'Abruzzo. O ciclista português da UAE Emirates XRG, vice-campeão europeu de pista em 2025, já tinha realizado um grande trabalho na primeira tirada, que resultou na vitória do companheiro de equipa Alessandro Covi. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 Foto: LaPresse A etapa O Giro D'Abruzzo é uma corrida italiana de quatro etapas, com muita montanha, mas com algumas oportunidades para ciclistas que terminem bem em grupos reduzidos. Na primeira etapa, o trabalho de Ivo Oliveira selecionou o pelotão e permitiu a Covi a primeira vitória desde 2022. Esta quarta feira correu-se o segundo dia da prova italiana. 138 km entre Tocco da Casauria e Penne, com duas contagens de montanha categorizadas, e um final que terminava com uma subida de 3 km a 5% de inclinação. Houve fuga, mas o pelotão, liderado pela UAE Emirates XRG, controlou de perto os fugitivos que nunca ameaçaram a vitória de etapa. Os ciclistas entraram a todo o gás na última subida do dia, e a 1,6 km do fim, Ivo Oliveira desferiu um poderoso ataque que ninguém conseguiu seguir. Georg Zimmermann (Intermarché - Wanty) foi o único ciclista a reagir, mas não conseguiu encostar na roda do português, e a vantagem aguentou-se até ao fim. Primeira vitória para Ivo Oliveira desde o prólogo da Boucles de la Mayenne, e do Campeonato Nacional de estrada, em 2023. Foto: LaPresse Veja, aqui, a vitória de Ivo Oliveira na 2ª etapa do Giro D'Abruzzo https://www.youtube.com/watch?v=xTvINXQugBM&ab_channel=Girod%27Italia Reações à vitória de Ivo Oliveira no Giro D'Abruzzo A vitória de Ivo Oliveira significa também o oitavo triunfo português da temporada no mais alto escalão do ciclismo. Depois de António Morgado, Iúri Leitão e João Almeida, Ivo é o quarto ciclista luso a levantar os braços na estrada em 2025. Em baixo pode conferir as declarações do português logo a seguir à vitória: https://twitter.com/il_GirodAbruzzo/status/1912503444805386461 Não tenho palavras. Tínhamos duas cartas para jogar, e o Alessandro disse-me para ir para a vitória, o que foi muito simpático da parte dele. Tenho muitas emoções, é a minha primeira vitória como ciclista de estrada. Ivo Oliveira, da UAE Emirates XRG, aos canais oficiais do Giro D'Abruzzo O irmão, Rui Oliveira, também deixou uma mensagem forte em reação à vitória de Ivo: https://twitter.com/roliveira57/status/1912535522029052382 Não consigo pôr em palavras o quão orgulhoso estou desta vitória! Quantas vezes falamos sobre ele ganhar desta maneira, porque é um monstro neste tipo de esforços e em finais assim. Muitas vezes a sorte não esteve do lado dele, mas para quem trabalha e acredita como ele, era só uma questão de tempo até chegar uma vitória como esta. Rui Oliveira, na sua página pessoal do X Relembre, aqui, a entrevista que o TopCycling fez com Ivo Oliveira no início da temporada: https://www.youtube.com/watch?v=2mrBfm34EMc&ab_channel=TopCyclingPT Foto de destaque: LaPresse ### A nova E-bike Santa Cruz Bullit A Santa Cruz anunciou o lançamento da sua nova e-bike Bullit, com 170mm de curso à frente e atrás, o mais próximo que se pode ter de uma bicicleta de Downhill sem montar uma suspensão de dupla coroa e adotando uma abordagem sem limites às bicicletas elétricas. Geometria A Bullit apresenta um ângulo de tubo de selim mais acentuado e um ângulo de tubo de direção maior, garantindo uma performance excepcional. A sua geometria proporcional adapta-se a diferentes tamanhos de ciclistas, com a primeira Bullit disponível nos tamanhos S a XXL, oferecendo uma experiência de condução otimizada para todos. A nova Santa Cruz Bullit tem ponte da escora e link de uma peça para maior rigidez e a resistência é priorizada em vez de economizar nos rolamentos e na construção. Para além disso o seu peso é reduzido através de um design simplificado com todos os kits com menos de 23kg. O tubo inferior é fechado para robustez e fiabilidade do quadro, sem ruídos. Bosch Performance Line CX O Bosch Performance Line CX é potente, fiável e silencioso. A potência disponível e a forma como a entrega fazem, segundo a marca, com que subir trilhos se sinta como descer. Modos de potência: 4 modos padrão: Eco | Tour | eMTB | Turbo Personalizáveis na aplicação Reputação de fiabilidade Conhecido por ser durável. Suporte global.Modos de potência 4 modos padrão: Eco | Tour | eMTB | Turbo Personalizáveis na aplicação Aplicação Bosch Flow Personalização dos modos de condução. Actualizações de firmware sem fios. Planeamento de rotas e navegação. Ecrã e controlos SMART Controlo de modo sem fios. Sem cabos externos O ecrã/controlo no tubo superior é visível mas discreto. Sensor de velocidade sem fios. Extensor de autonomia Rodas Mullet As rodas Mullet, adequadas para bicicletas elétricas, garantem melhor manobrabilidade, pois contraria o peso extra da bateria, proporcionando uma inclinação para trás para um melhor controlo.Oferece ainda mais liberdade nas dimensões da escora, sendo uma vantagem, principalmente para os utilizadores mais baixos, ter uma escora com o comprimento específico para cada tamanho de quadro. Podes ver todas as informações da nova Santa Cruz Bullit no site da BICICMAX. ### Joe Pidcock foi o último a cruzar a meta, mas terminou a sua primeira Paris-Roubaix A Paris-Roubaix correu-se no passado domingo, dia 13 de abril. O último ciclista a cruzar a meta, Joe Pidcock, tem nome de craque. A Paris-Roubaix é uma corrida brutal, Joe Pidcock que o diga. Leva os ciclistas ao limite - não tem a alcunha de "Inferno do Norte" por acaso, e o irmão de Tom Pidcock sentiu toda a dureza da corrida nas pernas. Foto: LaPresse Lanterna vermelha em Roubaix A edição de 2025 da Paris-Roubaix, ganha por Mathieu Van der Poel, foi a segunda mais rápida da história, apenas atrás da edição de 2024. Para contextualizar, o tempo que Philippe Gilbert registou para vencer a corrida em 2019, resultaria em chegada fora do tempo limite este ano. As dificuldades são sentidas por todos os ciclistas do pelotão, mas quem vem atrás sofre mais. Que o diga a Movistar, equipa onde nenhum dos homens que partiu de Paris conseguiu cortar a meta em Roubaix. O último classificado dentro do tempo limite em 2025 foi Oier Lazkano (Red Bull - BORA - hansgrohe), a 21:45 do vencedor. Depois do espanhol, completaram ainda a corrida mais cinco corredores, todos fora do tempo limite. Créditos: ASO Joseph Pidcock conseguiu acabar a Paris-Roubaix Dos cinco que chegaram fora do tempo limite, Joseph Pidcock foi o último. O irmão de Tom Pidcock, que corre pela Q36.5 Pro Cycling, chegou a 53:40 de Mathieu Van der Poel - que venceu o oitavo monumento da carreira. No final da corrida, o britânico disse o seguinte: As pessoas querem acabar esta corrida mais que as outras. Não foi dificil mentalmente, eu comprometi-me porque ia fazer isto. Tantas pessoas não têm a oportunidade de correr algo como isto. Posso nunca mais o correr outra vez por isso tinha de acabar, não interessava o quanto demorava - mas cheguei a pensar que ia ficar escuro antes de chegar (...) Foi a melhor, a pior, a mais espetacular, a menos espetacular, mais difícil e mais longa corrida de toda a minha carreira. Joseph Pidcock à Rouleur Pidcock contou à Rouleur que, durante a corrida, quase esteve envolvido em três quedas seguidas. Depois do acidente que envolveu Wout Van Aert, percebeu que não queria "arriscar a vida" e embarcou numa viagem solitária pelas pedras de Roubaix. https://twitter.com/rouleur/status/1911831869416468667 Prova de emoções fortes Esta também é a magia da Paris-Roubaix, a mística que a torna numa corrida tão especial. Muitas equipas partilharam conteúdos nas redes sociais acerca do terceiro monumento da época, com um testemunho a saltar à vista. A Unibet Tietema Rockets partilhou um momento entre um elemento do staff da equipa com o ciclista Lukáš Kubiš, que espelha bem os altos e baixos que um atleta sente no caminho até Roubaix. https://twitter.com/rockets_cycling/status/1911671296208814295 Fotografia de destaque: A.S.O./Pauline Ballet ### Race Face anuncio novo Guiador Era A Race Face anunciou o seu novo guiador Era acompanhando a utilização de guiadores de maior elevação pelos atletas da Taça do Mundo de Downhill. Estes novos guiadores geraram uma grande tendência devido às vantagens que oferecem, como uma melhor postura nas descidas e mais conforto nas subidas. Ler mais | Race Face apresentou o novo avanço Turbine SL Guiador Era Para 2025, a Race Face apresenta o Guiador Era com 55mm de Rise, aumentando a linha de guiadores Era de carbono GL Tuned com uma opção de elevação alta que reduz a fadiga. Um guiador mais alto coloca os ciclistas numa posição que absorve melhor os impactos, mantém o controlo em terrenos íngremes e permite adotar uma postura mais ergonómica em subidas longas. Até agora, as opções de elevação alta com qualidade de condução premium eram limitadas, mas isso mudou com o Guiador Era com 55mm de Rise. Otimizado para descidas Guiadores de elevação alta incentivam a posição correta dos cotovelos, ajudando os ciclistas a mantero centro de gravidade baixo e a absorver os impactos de forma mais eficaz, obtendo mais controlo emterrenos técnicos e íngremes para maior confiança e manobrabilidade. Construção em Carbono Race Face GL Tune Desenhado para reduzir a fadiga dos braços enquanto mantém a rigidez e o controlo.Um equilíbrio entre amortecimento de vibrações e capacidade de resposta para uma condução agressiva. Maior Conforto nas Subidas Guiadores mais altos promovem uma postura mais reta, reduzindo o esforço na parte inferior das costas e melhorando o conforto em longos trajetos. Mais Opções, Mais Controlo Com as linhas de guiadores Era (carbono) e Turbine (alumínio), os ciclistas têm agora diversas opções de largura, elevação e material para ajustar a posição no cockpit. Especificações técnicas Como todos os componentes da Race Face, o Guiador Era 55mm está coberto pela garantia vitalícia da marca, incluindo em caso de quedas. Todos os detalhes sobre a garantia podem ser consultados na Página de Informação sobre Garantia Vitalícia no site da Race Face. Podes ver todas as informações e características do novo guiador Era no site da BICICMAX. ### Taça do Mundo de XCO – Ronda 2: Araxá Segunda ronda da Taça do Mundo de XCO e segunda semana seguida em Araxá. Fim de semana de domínio para a Specialized. Correu-se, a 12 e 13 de abril, a segunda ronda da Taça do Mundo de XCO. Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) venceu a corrida feminina, e Christopher Blevins triunfou na prova masculina, com festival da Specialized Factory Racing. Ler mais | Taça do Mundo de XCO – Ronda 1: Araxá Picture by Javier Martínez de la Puente/Zubiko Photography Corrida feminina A prova feminina começou intensa, com um grupo na frente a colocar um ritmo forte. Algumas atletas tentavam atacar mas o grupo seguiu junto até ao meio da corrida. Na quinta volta, quando a frente da corrida tinha cerca de 15 corredores, Jenny Rissveds atacou e ninguém seguiu na roda da sueca. A ciclista da Canyon criou uma vantagem que foi aumentando à medida que as perseguidoras se começavam a olhar entre si. Um solo de quase meia corrida para a vitória de Jenny Rissveds. Atrás, Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team), que tinha vencido na primeira ronda, conseguiu separar-se das fugitivas e terminar em segundo. Evie Richards (Trek Factory Racing – Pirelli) caiu durante a prova mas conseguiu recuperar para fechar o pódio e juntar o terceiro lugar à vitória na corrida XCC. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1911178321058021476 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=niBDISrCb90&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida feminina #RiderEquipaTempo1Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:26:592Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team0:283Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli0:344Jennifer JacksonOrbea Fox Factory Team0:375Tamara WiedmannMondraker Factory Racing XC0:446Loana LecomteBMC Factory Racing1:017Nicole KollerGhost Factory Racing1:098Nina GrafLapierre Racing Unity1:199Sina FreiSpecialized Factory Racing1:2510Kelsey UrbanKMC Ridley MTB Racing Team1:25 Corrida masculina A corrida masculina da segunda ronda da Taça do mundo de XCO não foi igual à da semana anterior, mas esteve perto. Os homens da Specialized Factory Racing tentaram repetir a movimentação da primeira ronda e despachar os adversários na fase inicial da corrida. Desta vez os rivais conseguiram seguir na roda, e criou-se um grupo com cerca de 10 ciclistas. Muitos ataques durante a prova mas o grupo ia chegar junto à última volta. Só nessa aktura, num ataque de Christopher Blevins - que só levou consigo os colegas de equipa Martin Vidaurre e Adrien Boichis - é que o grupo finalmente partiu. Os colegas de equipa levaram a escassa vantagem que tinham até ao fim e disputaram a vitória ao sprint. Primeiro lugar para Blevins, depois de ter triunfado no XCC. Segundo para Vidaurre, e o degrau mais baixo do pódio para Boichis num fim de semana (outra vez) perfeito para a Specialized. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1911183694343160247 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=p_6xOisMrE0&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida #RiderEquipaDiferença1Christopher BlevinsSpecialized Factory Racing1:22:422Martin Vidaurre KossmannSpecialized Factory Racing0:023Adrien BoichisSpecialized Factory Racing0:034Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team0:175Luke Moir0:206Victor KoretzkySpecialized Factory Racing0:227Jordan SarrouBMC Factory Racing0:228Fabio Püntener0:379Jofre Cullell EstapéBH Coloma Team0:3910Luca SchwarzbauerCanyon CLLCTV XCO0:48 Créditos da fotografia de destaque: Bartek Wolinski / Red Bull ### Paris-Roubaix 2025: Rei Van der Poel Mathieu van der Poel voltou a ser o senhor do Inferno do Norte. Ao vencer a Paris-Roubaix 2025, o neerlandês entrou no restrito lote de ciclistas da história a triunfar em três edições consecutivas, juntando-se a Octave Lapize (1909-1911) e Francesco Moser (1978-1980). A corrida teve um arranque animado, com uma fuga de oito homens a ganhar vantagem logo após os primeiros 20 km. A primeira metade da prova foi marcada por vários incidentes e furos (habitual na Paris - Roubaix), incluindo um contratempo para Filippo Ganna, que forçou a Ineos a um esforço de perseguição. Os ataques decisivos A partir do setor de Haveluy-Wallers, os favoritos entraram em ação, com Van der Poel, Pogacar e Pedersen a fazerem a primeira grande seleção. Daí até à meta, foi uma batalha pura entre campeões. https://twitter.com/parisroubaix/status/1911399987973419442 O ataque decisivo surgiu no setor de Mons-en-Pévèle, onde Van der Poel e Tadej Pogacar se isolaram na frente. Pogacar parecia capaz de discutir a vitória, mas uma queda numa curva e uma troca de bicicleta acabaram por afastá-lo da luta direta. O esloveno ainda segurou o segundo lugar, enquanto Mads Pedersen (que se viu afastado do grupo de frente por um furo) voltou a subir ao pódio em Roubaix, tal como em 2024, ao bater Van Aert e Vermeersch no sprint final pelo terceiro posto. Rei Van der Poel Foi uma corrida muito atacada e explosiva, que ficará também registada como a segunda mais rápida de sempre, com uma média de 46,921 km/h, apenas superada pela edição de 2024. Curiosamente, Van der Poel venceu as três Paris-Roubaix mais rápidas da história, cimentando também desta forma a sua era na história do inferno do norte. Foto: Pirelli Mathieu Van der Poel acabou por vencer com classe, mas Tadej Pogacar deu-lhe bastante trabalho e se não fosse a saída de estrada do Campeão do Mundo, o desfecho poderia não ser o mesmo. O ciclismo é isto, uma corrida de bicicletas que também envolve a pilotagem da máquina e os erros podem sair caros. Os portugueses António Morgado foi o único português em prova e voltou a mostrar o seu enorme potencial. Trabalhou arduamente nos primeiros 90 quilómetros ao serviço da UAE Team Emirates-XRG, contribuindo para o controlo da corrida antes dos setores decisivos. Apesar do desgaste, conseguiu terminar a sua segunda Paris-Roubaix no 24.º lugar. Foto: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Vídeo resumo https://youtu.be/z4-Ax8uYdHs?si=PGKSxDTaO_EMsySd Top 10 – Paris-Roubaix 2025 PosiçãoCorredorEquipaTempo1Mathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck5:31:272Tadej PogacarUAE Team Emirates-XRG+ 1:183Mads PedersenLidl-Trek+ 2:114Wout van AertTeam Visma - Lease a Bike+ 2:115Florian VermeerschUAE Team Emirates-XRG+ 2:116Jonas RutschIntermarché-Wanty+ 3:467Stefan BisseggerDecathlon AG2R La Mondiale+ 3:468Markus HoelgaardUno-X Mobility+ 3:469Fred WrightBahrain Victorious+ 4:3510Laurenz RexIntermarché-Wanty+ 4:36 Créditos da foto de destaque: A.S.O./Pauline Ballet ### País Basco | Etapa 6: João Almeida confirma vitória em grande A sexta etapa da Volta ao País Basco viu João Almeida confirmar o triunfo, em dia de mais uma vitória de etapa. Segunda conquista à geral em provas WorldTour para o ciclista português. A última etapa da Volta ao País Basco, onde João Almeida (UAE Team Emirates - XRG) defendeu a sua liderança na geral, teve início e fim em Eibar. 153 km de constante sobe e desce para dificultar a vida aos ciclistas, com sete subidas categorizadas a animar o dia. Ler mais | País Basco | Etapa 5: João Almeida segura a amarela Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency Grupo forte na fuga A fuga do dia saiu para a estrada na fase inicial da tirada. Um grupo forte, com 11 ciclistas que tentavam a glória na última hipótese no País Basco. No grupo, alguns nomes grandes do pelotão destacavam-se: Ben Healy (EF Education - EasyPost), Romain Grégoire (Groupama - FDJ), Daniel Martínez (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Marc Hirschi (Tudor Pro Cycling Team). A margem nunca cresceu acima dos 3:00, e na abordagem às últimas dificuldades, o pelotão intensificou o ritmo e começou a apanhar os fugitivos um a um. Ben Healy foi o último resistente, alcançado a 21 km do fim. Foto: LaPresse Hora das decisões João Almeida não quis estar à defesa o dia todo, e lançou um ataque a 39 km que partiu o grupo dos favoritos. Criou-se um grupo com seis ciclistas na perseguição a Ben Healy, onde estava o português e mais dois colegas de equipa. A 19 km do fim, João Almeida deu outra vez espetáculo. Novo ataque, que levou apenas Enric Mas (Movistar) e Mattias Skjelmose (Lidl - Trek) na roda. Os seis da frente voltaram a juntar-se, mas o aviso do português estava dado. O grupo seguiu junto até aos 5,5 km para o fim, quando Enric Mas atacou numa das últimas dificuldades do dia. João Almeida seguiu colado à roda do espanhol e os dois isolaram-se na frente. Já ninguém apanhou a aliança ibérica, que discutiu a etapa entre si. No sprint entre os dois pela vitória da etapa, João Almeida foi o mais forte. O português junta a segunda etapa à classificação geral da Volta ao País Basco. Foto: sprintcycling País Basco: segunda geral no WorldTour para João Almeida Uma espera de quase quatro anos para voltar a ver João Almeida no lugar mais alto da classificação geral no final de uma corrida WorldTour. A última vez tinha sido em 2021, na Volta à Polónia. A última vitória numa corrida por etapas também tinha sido nesse ano, na volta ao Luxemburgo. Depois de ser líder na Volta à Comunidade Valenciana, bater Jonas Vingegaard na Volta ao Algarve, e vencer uma etapa no Paris-Nice, João Almeida confirma, no País Basco, a tremenda forma que vai demonstrando em 2025. Quarta vitória WorldTour da temporada para João Almeida, em abril. O português já dobrou as duas que conseguiu em 2024. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: A.S.O. Billy Ceusters Quilómetros finais da vitória de João Almeida no País Basco https://www.youtube.com/watch?v=nvObp01lQ-4&ab_channel=TNTSportsCycling Declarações de João Almeida depois da vitória no País Basco https://www.youtube.com/watch?v=2Pq7AM1uDrc&ab_channel=ItzuliaBasqueCountry Itzulia Basque Country Top 10 da Etapa 6 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG3:56:542Enric MasMovistar Team"3Ben HealyEF Education - EasyPost0:134Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG0:285Alex AranburuCofidis0:586Jordan JegatTeam TotalEnergies"7Simone VelascoXDS Astana Team1:198Oscar OnleyTeam Picnic PostNL"9Felix GrosschartnerUAE Team Emirates - XRG"10Clément ChampoussinXDS Astana Team" Top 10 da Classificação geral da Volta ao País Basco PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG20:04:492Enric MasMovistar Team1:523Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step1:594Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe2:075Mattias SkjelmoseLidl - Trek2:176Ilan Van WilderSoudal Quick-Step2:187Alex AranburuCofidis2:458Simone VelascoXDS Astana Team3:439Oscar OnleyTeam Picnic PostNL3:5010Clément ChampoussinXDS Astana Team3:55 Créditos fotografia de destaque: Movistar Team & Sprint Cycling ### Trek e Shimano no novo design Project One ICON A Trek lançou um novo esquema de pintura Project One ICON Chroma em colaboração com a Shimano, que pretende celebrar os icónicos grupos Dura-Ace. Durante décadas, os componentes da Shimano têm embelezado alguns dos quadros mais rápidos da indústria, incluindo os primeiros quadros Project One lançados há mais de 20 anos. Ler mais | As novas cores Project One da Trek Project One ICON Disponível exclusivamente na plataforma da bicicleta de estrada Madone SLR 9 da Trek, o esquema de pintura Project One ICON Chroma Dura-Ace é inspirado nos acabamentos encontrados nos componentes deste grupo da Shimano. O quadro totalmente preto é influenciado pelo design elegante do pedaleiro e os toques de azul vêm do LED azul caraterístico da Shimano nos desviadores Dura-Ace. O quadro apresenta ainda um design clássico com ligeiras estrias Dura-Ace nos tubos de direção e do selim, acrescentando movimento à sua textura suave e discreta. Esta nova obra-prima da Trek está equipada com os mais recentes componentes Shimano Dura-Ace. Este novo esquema de pintura está disponível para personalização da Madone SLR 9 através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Ferrand-Prevot mata a fome da França na Paris-Roubaix Visma fez uma prova perfeita e venceu com o plano B, Pauline Ferrand-Prevot, primeira francesa campeã da Paris-Roubaix. A Paris-Roubaix é um espetáculo e a 5.ª edição da prova feminina ficou em casa graças a Pauline Ferrand-Prevot. Campeã olímpica de XCO em Paris 2024, rainha do mountain bike, última francesa campeã do mundo de estrada (Ponferrada 2024). Ferrand-Prevot não ganhava na estrada desde 2015, mas não falhou à França. Partiu para a Paris-Roubaix como plano B, já que Marianne Vos era a principal aposta da Visma. Só que nesta clássica as coisas mudam em frações de segundo, senão vejamos. Ferrand-Prevot trabalhou para Vos até cair na entrada do setor de Mons-en-Pevele. Vos parecia super e saltava a cada movimentação de Lotte Kopecky (SD Works) e as duas puderam resolver a corrida quando ficaram sozinhas na frente. Valeu Chloe Dygert (Canyon-Sram) que fechou o espaço, relançando a corrida para as resistentes. Estreia da França a vencer a Roubaix feminina Foi então que se deu a movimentação chave. Depois de se terem separado, os dois grupos mais numerosos juntaram-se antes do Carrefour de l'Arbre. Aproveitou a acalmia Emma Norsgaard e arrancou sozinha. A Lidl-Trek tentou muito, mas saiu da prova de mãos a abanar. A chave esteve na francesa da Visma: saiu do grupo das favoritas aos 25 km para a meta, juntou-se a Norsgaard aos 23 km e aos 18 km arrancou sozinha. Nunca mais lhe puseram os olhos em cima! Ferrand-Prevot anestesiou a Paris-Roubaix e chegou isolada ao velódromo André-Petrieux. Quase um minuto depois entraram as demais, só que a anestesia era tal que Letizia Borghesi (EF Education-Oatly) fugiu e garantiu um grande 2.° posto. O pódio foi jogado ao sprint e Lorena Wiebes bateu Marianne Vos, que já tinha sido 4.ª em 2024. Estreia da França a vencer a Roubaix feminina, 34 anos depois de Frederic Guesdon ter sido o último francês a vencer este Monumento do ciclismo. Vídeo resumo https://youtu.be/Yd_mNGqX6Vg?si=M3sglFn0XPgti0d5 Nota para Maria Martins, que terminou a corrida, embora fora do tempo limite. Foi a quarta presença de Tata na prova francesa, na qual já fechou top 20. Top 10 Paris-Roubaix Femme 2025 PosiçãoCiclistaEquipaPontos UCITempo1ºPauline Ferrand-PrévotTeam VismaLease a Bike4002ºLetizia BorghesiEF Education-Oatly320+ 00:583ºLorena WiebesTeam SD Worx-Protime260+ 01:014ºMarianne VosTeam VismaLease a Bike2205ºAlison JacksonEF Education-Oatly180+ 01:016ºMaria Giulia ConfalonieriUno-X Mobility140+ 01:017ºElise ChabbeyFDJ-SUEZ120+ 01:048ºChloé DygertCANYON//SRAM zondacrypto100+ 01:069ºElisa BalsamoLidl-Trek80+ 01:2110ºChiara ConsonniCANYON//SRAM zondacrypto68+ 01:21 ### País Basco | Etapa 5: João Almeida segura a amarela Quinta, e penúltima etapa, da Volta ao País Basco, viu João Almeida controlar as operações, em dia de vitória para Ben Healy. Correu-se a quinta etapa da Volta ao País Basco, depois de João Almeida ter feito o assalto à liderança no dia anterior. 172 km de terreno ondulante entre Urduña e Gernika-Lumo, com algumas dificuldades num dia que ficou para a fuga. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: LaPresse Dia para a fuga Fuga do dia mostrou-se perigosa desde o início, com muitos nomes fortes. Destaque para Ben Healy (EF Education - EasyPost), Pello Bilbao (Bahrain - Victorious) e Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling Team). O irlandês da EF Education não quis levar a decisão para o final, e atacou o grupo dos fugitivos a 55 km do fim. Um ataque ambicioso, que deu frutos. Nunca mais foi apanhado, e venceu a penúltima etapa da Volta ao País Basco. João Almeida e a UAE Emirates - XRG controlaram até à última dificuldade. Créditos: sprintcycling Liderança do País Basco fica com João Almeida A última dificuldade do dia era uma subida não categorizada de 4,9 km a 6,4% de inclinação. No grupo dos favoritos à geral, foram várias as tentativas de roubar segundos a João Almeida e chegar perto da liderança da Volta ao País Basco. Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe), segundo à geral, foi um dos que tentou atacar o português. João Almeida conseguiu responder, com ajuda da equipa, a todas as movimentações. A única exceção foi Axel Laurance (INEOS Grenadiers), que atacou perto do fim e chegou à frente dos líderes. O grupo dos favoritos chegou junto à meta, e a liderança não sofre alterações depois da penúltima etapa. Resta um dia para o português carimbar a primeira vitória, desde 2021, numa classificação geral do WorldTour. A última etapa da Volta ao País Basco corre-se com início e fim em Eibar. 153 km de sobe e desce constante, com sete subidas categorizadas para dificultar a vida aos ciclistas. Foto: sprintcycling Vídeo resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=uNNesrAmUzE&ab_channel=TNTSportsCycling Declarações de João Almeida depois da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=v0X7WxvtxN4&ab_channel=ItzuliaBasqueCountry Créditos: Itzulia 2025 Top 10 da Etapa 5 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HEALY BenEF Education - EasyPost3:55:572LAURANCE AxelINEOS Grenadiers1:473VELASCO SimoneXDS Astana Team1:484ARANBURU AlexCofidis"5GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ"6VAN GILS MaximRed Bull - BORA - hansgrohe"7MIQUEL PauEquipo Kern Pharma"8JEGAT JordanTeam TotalEnergies"9CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team"10SILVA Guillermo ThomasCaja Rural - Seguros RGA" Top 10 da Volta ao País Basco PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG16:08:052Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step0:303Davide De PrettoTeam Jayco AlUla0:384Ilan Van WilderSoudal Quick-Step0:495Mattias SkjelmoseLidl - Trek0:506Wilco KeldermanTeam Visma | Lease a Bike1:117Alex AranburuCofidis1:378Enric MasMovistar Team1:489Simone VelascoXDS Astana Team2:1410Steff CrasTeam TotalEnergies2:15 Créditos da fotografia de destaque: Naike Foto Sport ### País Basco | Etapa 4: Vitória e liderança de João Almeida Quarta etapa da Volta ao País Basco onde depois de um dia extremamente animado, o pelotão voltou a encontrar um perfil ondulado no qual João Almeida esteve super a subir e a descer vencendo a etapa e assumindo a liderança da geral Com 170 km a ligar Beasain e Markina, o destaque esteve na última subida do dia, Izua (3,5 km a 9,6 %), que por estar situada a apenas 10 km da meta se previa preponderante no desenlace da etapa e da geral. Foto: Naike Foto Sport Corrida movimentada desde cedo Mal se deu o tiro de partida, vários ciclistas atacaram do pelotão tentando integrar a fuga do dia e lutar pelos pontos da montanha, fazendo com que a corrida fosse muito movimentada desde cedo. Controlado pela Soudal Quick-step, o pelotão não deu grande liberdade a movimentações até que a 70 km do fim um grupo de 11 ciclistas se conseguiu adiantar. Marc Soler (UAE Emirates-XRG), Finn Fisher-Black (Red Bull-Bora-Hansgrohe), Ben Healy (EF Education - EasyPost) e Sepp Kuss (Visma | Lease a Bike), foram alguns dos ciclistas integrantes na fuga, que nunca superou os dois minutos de vantagem. https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo&ab_channel=TopCyclingPT João Almeida ao ataque em Izua A corrida manteve-se semelhante até ao início da ascensão a Izua, com os 11 elementos da fuga a serem alcançados uns quilómetros antes da subida. Com rampas de até 20 %, João Almeida meteu um ritmo asfixiante em Izua e fez descolar um a um os rivais diretos, incluindo o líder Schachmann. João Almeida coroou com 30 segundos para a concorrência, desceu bem e não teve problemas em levantar os braços na meta. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1910353451919225300 João Almeida vence etapa e sobe a primeiro Aranburu, vencedor da etapa 3, ainda tentou alcançar o português, mas sem sucesso. A vantagem alcançada no topo de Izua foi mais que suficiente. O ciclista de A-dos-Francos iguala, em abril, as duas vitórias no WorldTour alcançadas em 2024 (Suíça), isto após ter ganho no Paris-Nice. Tem tudo para melhorar 2021, quando venceu duas etapas e classificação geral na Volta à Polónia. Com esta exibição, João Almeida sobe a primeiro na classificação geral na sua primeira participação na Volta ao País Basco, depois de este ano ter já vestido a camisola de líder por um dia na Volta à Comunidade Valenciana. A UAE Emirates - XRG fez a dobradinha com o segundo lugar de Isaac del Toro, atingindo a vitória 25 na temporada. "Não me sentia super para ser honesto. A equipa esteve incrível uma vez mais, foi merecido. Têm sido dias duros, estamos contentes por levar a vitória após dois dias perto dela, sabe bem voltar a vencer. O plano era fazer o melhor na última subida e tentar ir sozinho. Faltam dois dias duros, temos que manter a concentração, dar o nosso melhor." João Almeida após a etapa. Vídeo resumo https://youtu.be/fcKJfTvEIRY?si=paoA1LOxnvQoNhS1 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTEmpo1 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG3:52:392 DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:283 SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step,,4 CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team,,5 ARANBURU AlexCofidis,,6 BERTHET ClémentDecathlon AG2R La Mondiale Team,,7 VELASCO SimoneXDS Astana Team,,8 ONLEY OscarTeam Picnic PostNL,,9 VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step,,10 MARTIN GuillaumeGroupama - FDJ, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG12:10:202 SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step0:303 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:384 VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step0:495 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:506 KELDERMAN WilcoTeam Visma | Lease a Bike1:117 ARANBURU AlexCofidis1:378 MAS EnricMovistar Team1:489 CRAS SteffTeam TotalEnergies2:1510 VELASCO SimoneXDS Astana Team2:18 ### País Basco | Etapa 3: João Almeida ao poste e vitória de Aranburu O terceiro dia da Volta ao País Basco trouxe um perfil irregular, convidativo a uma corrida atacada e João Almeida foi um dos corredores que mais espetáculo deu. Um deslize na abordagem ao quilómetro final impediu o ciclista da UAE Emirates de poder vencer a etapa e colocar-se como líder da corrida. O terceiro dia de prova iniciou-se em Zarautz rumo a Beasain, com 157 km pontuados por sete montanhas categorizadas. Ler mais | Etapa 2: Iúri Leitão batido por Caleb Ewan Foto: LaPresse Trio da UAE Emirates colocou em risco a amarela A jornada começou muito atacada com vários ciclistas a sair do pelotão e adiantarem-se na frente de corrida. Apesar desta tentativa, o pelotão não baixava o ritmo e a UAE Emirates foi neutralizando os escapados. A 70 km do fim, Brandon McNulty, Isaac del Toro e Marc Soler partiram o pelotão,. O trio da UAE Emirates colocou em risco a amarela de Max Schachmann. Soler distanciou-se e teve a companhia de Clément Berthet e Rudy Molard, formando um trio que seguia na frente na última parte do dia. Ler mais | Etapa 1: Centésimos separam Almeida da vitória Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse UAE Emirates salvou o dia A 40 km para o final, Schachmann não resistiu à subida de 2,3 km a 11,3 % e descolou do grupo dos favoritos onde João Almeida seguia bem colocado na luta pela Volta ao País Basco. O líder da geral lutou, reentrou e atacou. João Almeida falhou o corte e chegou a estar a 30 segundos do alemão, mas a UAE Emirates salvou o dia e o português encostou antes da última subida do dia, coroada a 5 km para a meta. Foto: UAE Emirates/Fizza Almeida quis dar espetáculo Na montanha russa que foi este terceiro dia, Almeida quis dar espetáculo. O corredor de A dos Francos resistiu na subida e a 5 km da meta atacou a descer com o campeão espanhol, Alex Aranburu (Cofidis). Uma (quase) saída de estrada, a 1,7 km da meta, tirou a Almeida a possibilidade de saltar para o comando da Volta ao País Basco. Aproveitou Aranburu para vencer a etapa, só que o homem da Cofidis fez uma rotunda pelo lado errado da estrada, o que causou confusão, tendo os comissários atribuído a vitoria inicialmente a Romain Grégoire (Groupama - FDJ). Alex Aranburu, que inicialmente foi desclassificado por se ter desviado do percurso oficial ao contornar uma rotunda de forma não sinalizada, voltou a ficar com a vitória que havia conseguido na estrada, após análise detalhada de várias provas — incluindo dados do Veloviewer, o livro de rota e informações fornecidas pela equipa — tendo sido considerado que o corredor seguiu o trajeto correto conforme o previsto. O organizador confirmou ainda um erro na sinalização da rotunda em questão. Assim, e em conformidade com o artigo 1.2.064 do regulamento da UCI, o Colégio de Comissários anulou a decisão inicial, validando o resultado da etapa e a vitória de Aranburu. "Foi um dia de loucos, no final cometi um erro na curva, mas paciência. Queríamos um dia duro, a equipa esteve muito bem, especialmente no final quando fechou o espaço para o grupo da frente." João Almeida no final da etapa. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/bpVtnltK8d8?si=k3DQczP9POnvDqxS Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaBonificaçãoTempo1Alex AranburuCofidis10″3:45:212Romain GrégoireGroupama - FDJ6″+0:033Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step4″,,4João AlmeidaUAE Team Emirates – XRG—,,5Enric MasMovistar Team—,,6Mattias SkjelmoseLidl - Trek—,,7Wilco KeldermanTeam VismaLease a Bike—8Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe1″,,9Steff CrasTeam TotalEnergies—,,10Ilan Van WilderSoudal Quick-Step—,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step8:17:472Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+0:043João AlmeidaUAE Team Emirates – XRG,,4Ilan Van WilderSoudal Quick-Step+0:155Mattias SkjelmoseLidl - Trek+0:166Wilco KeldermanTeam Visma—7Romain GrégoireGroupama - FDJ+0:408Steff CrasTeam TotalEnergies+0:469Alex AranburuCofidis+1:0310Enric MasMovistar Team+1:14 Créditos da foto de destaque: Itzulia - Naikefotosport ### Specialized apresenta a Turbo Levo 4 ao mundo A Specialized apresentou a sua nova bicicleta de montanha elétrica, a Turbo Levo 4. Esta nova bicicleta está disponível em quatro variantes, Levo 4, Levo 4 Pro, Levo 4 Expert e Levo 4 Comp Ler mais | Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos Destaques Potência: Até 720 watts e 111 Nm de binário, oferecendo a sensação de condução SuperNatural. Quadro: Suspensão afinada pela Ride Dynamics com 160 mm à frente e 150 mm atrás, e arrumação integrada no tubo diagonal com sistema SWAT — uma estreia no seu género. Controlo: Suspensão GENIE da Specialized, geometria avançada com 6 opções de ajuste e rodas mistas para capacidades máximas. Autonomia: Até 4,75 horas de autonomia com opções de bateria configuráveis. Carregador: Carrega até 80% em menos de uma hora com o novo Carregador Smart. Integração: Novo MasterMind TCU, controlo avançado através da aplicação Specialized, e integração com o Apple FindMy para uma experiência de condução personalizável e com total tranquilidade. Turbo Levo 4 Utilização - Full Power E-MTB Trail; E-Sistema- S-Works 3.1 Motorc/ 720 Wattse111 Nm, bateria de 840 Wh, até 4.75horas de autonomia; Quadro- FACT 11m Carbonc/ Carbon Link, Geometria Ajustável eSWAT; Suspensão - Frente:160mm FOX 38 FACTORY GRIPX2, Trás: 150mm GENIE -FOX FLOAT X Factory; Transmissão- SRAM XX Eagle T-Type AXS; Rodas- Roval Traverse HD Carbon / DT 240 DEG. Turbo Levo 4 Pro Utilização - Full Power E-MTB Trail; E-Sistema- Specialized 3.1 Motorc/ 666 Watts e 101 Nm, Bateria840 Wh, até5.33 horas de autonomia; Quadro- FACT 11m Carbon, Geometria Ajustável eSWAT; Suspensão- Frente:160mm FOX 38 FACTORY GRIPX2,Trás: 150mm GENIE -FOX FLOAT X Factory; Transmissão- SRAM XO Eagle T-Type AXS; Rodas- Roval Traverse HD Carbon / DT 350. Turbo Levo 4 Expert Utilização - Full Power E-MTB Trail; E-Sistema - Specialized 3.1 Motor c/ 666 Watts e101 Nm, Bateria 840 Wh, até 5.33 horas de autonomia; Quadro - FACT 11m Carbon, Geometria Ajustável e SWAT; Suspensão- Frente:160mm FOX 38 Performance Elite GRIPX2,Trás: 150mmGENIE - FOX FLOAT X Performance Elite; Transmissão- SRAM GX Eagle T-Type AXS; Rodas- Roval Traverse Alloy / DT 370. Turbo Levo 4 Comp Utilização - Full Power E-MTB Trail; E-Sistema - Specialized 3.1 Motor c/ 666 Watts e101 Nm, Bateria 840 Wh, até 5.33 horas de autonomia; Quadro - FACT 11m Carbon, Geometria Ajustável e SWAT; Suspensão- Frente:160mm FOX 36 Rhythm GRIP,Trás: 150mm GENIE - FOXFLOAT X Performance; Trasmissão- SRAM S1000 Eagle T-Type AXS; Rodas- Specialized Alloy /CubosBear Pawls. Podes saber tudo sobre as novas Turbo Levo 4 no site da Specialized. ### País Basco | Etapa 2: Iúri Leitão batido por Caleb Ewan Depois de um contrarrelógio que deixou João Almeida às portas do primeiro lugar, a Volta ao País Basco voltou a cheirar a vitória portuguesa num sprint em que Iúri Leitão discutiu o triunfo com vários corredores. 187 quilómetros ligaram Pamplona a Lodosa numa etapa plana na qual havia apenas uma contagem de terceira categoria, o que dava aos sprinters presentes uma das poucas oportunidades de triunfar. TopCycling com Iúri Leitão em Espanha! Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Cinco ciclistas em fuga A fuga do dia foi composta por cinco ciclistas, que nunca tiveram grande liberdade dada por um pelotão controlado em grande parte da corrida pela Ineos Grenadiers. Xabier Isasa, Tobias Bayer, Diego Uriarte, Sinuhé Fernández e Julen Arriola formaram o quinteto escapado e foram-se entendendo, sendo alcançados nos últimos cinco quilómetros quando as equipas começaram a preparar o sprint. Créditos: Unipublic Sprint Cycling Agency Decisão ao sprint A primeira etapa em linha não teve surpresas: Caleb Ewan (Ineos Grenadiers) finalizou o trabalho da equipa somando a segunda vitória da época e a primeira no WorldTour desde março de 2022 (Tirreno Adriático). Iuri Leitão foi quinto e ficou às portas da primeira vitória na máxima categoria na Volta ao País Basco. O vianenses abriu a época vencendo no Challenge de Maiorca e teve um grande Europeu de pista. Na geral individual, Nélson Oliveira subiu ao nono posto fazendo companhia a João Almeida no top 10. O atleta da UAE Emirates ocupa o segundo lugar. https://twitter.com/aurelblaiz/status/1909629265181618576?s=46 Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EWAN CalebINEOS Grenadiers4:13:502 VAN BOVEN LucaIntermarché - Wanty,,3 TRONCHON BastienDecathlon AG2R La Mondiale Team,,4 GRUEL ThibaudGroupama - FDJ,,5 LEITÃO IúriCaja Rural - Seguros RGA,,6 ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike,,7 VAN DEN BOSSCHE FabioAlpecin - Deceuninck,,8 WIRTGEN LucTudor Pro Cycling Team,,9 ABERASTURI JonEuskaltel - Euskadi,,10 FOLDAGER AndersTeam Jayco AlUla Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step4:32:272 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG,,3 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:014 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe0:105 VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step0:116 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:137 LEONARD MichaelINEOS Grenadiers0:168 HEALY BenEF Education - EasyPost0:189 OLIVEIRA NelsonMovistar Team,,10 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0:20 ### País Basco | Etapa 1: Centésimos separam Almeida da vitória Saiu para a estrada a Volta ao País Basco, com participação de João Almeida. O português terminou o contrarrelógio da primeira etapa meio segundo atrás de Maximilian Schachmann. Primeiro dia da Volta ao País Basco, com João Almeida em ação. Contrarrelógio de 16,5 km, entre Vitoria-Gasteiz e Baskonia-Alavés, para abrir as hostes. O pódio da etapa ficou preso por um segundo, e a vitória foi para a Soudal Quick-Step. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Créditos: Tim de Waele/Getty Images Etapa 1 Uma prova de seis etapas, marcada por muita meia montanha, que arrancou esta segunda feira com um contrarrelógio plano para marcar as primeiras diferenças entre os favoritos à geral. Maximilian Schachmann (Soudal Quick-Step) foi o primeiro a marcar um tempo de referência (18:37,28 a 53,165 km/h), cedo na etapa. Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) assustou o compatriota quando chegou a apenas 76 centésimos - não deu para a vitória, mas está feita a candidatura ao triunfo final. É a primeira vitória para Schachmann desde junho de 2023. O alemão, que já venceu duas edições do Paris-Nice (2020; 2021), não vencia uma corrida de categoria WorldTour desde março de 2021 - quando confirmou a segunda vitória à geral da corrida francesa. Foto: A.S.O. Billy Ceusters O último dos favoritos a chegar foi João Almeida (UAE Emirates - XRG). O português não desiludiu e lutou pela vitória até ao fim. Chegou a 54 centésimos do homem no hot seat, e fechou o dia na segunda posição, que traz aspirações fortes para a vitória final na Volta ao País Basco. Estou super feliz, acho que estive muito bem. Já não tinha mais nada na linha da meta, e isso é bom. Só é uma pena ter sido tão perto do primeiro lugar (...) Fui um pouco mais rápido no início do que o que queria. É um contrarrelógio curto, por isso não se pode guardar muito (...) É um esforço curto, é um bom indicador, mas nada de especial, e os outros ciclistas também pareceram fortes, por isso vai ser uma semana dura. Acho que as coisas vão correr bem. João Almeida, à Cycling Pro Net Foto: A.S.O. Billy Ceusters Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoKm/h1SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step18:37,2853.1652ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG00:00,5453.1393LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe00:00,7653.1294HAYTER EthanSoudal Quick-Step00:06,1052.8765VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe00:10,5552.6686VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step00:11,5052.6237CAMPENAERTS VictorTeam Visma | Lease a Bike00:12,0400:12,048SKJELMOSE MattiasLidl - Trek00:12,5552.5749ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team00:13,3852.53610LEONARD MichaelINEOS Grenadiers00:15,9752.416 Top 10 da Classificação geral da Volta ao País Basco PosiçãoCiclistaEquipaTempo1SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step0:18:372ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG"3LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:014HAYTER EthanSoudal Quick-Step0:065VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe0:106VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step0:117CAMPENAERTS VictorTeam Visma | Lease a Bike0:128SKJELMOSE MattiasLidl - Trek"9ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:1310LEONARD MichaelINEOS Grenadiers0:16 Créditos da fotografia de destaque: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 1: Araxá Arrancou este fim de semana a Taça do Mundo de XCO. A primeira ronda teve lugar em Araxá, no Brasil, a 5 e 6 de abril. Victor Koretzky e Samara Maxwell venceram a primeira etapa da Taça do Mundo de XCO. O francês continua a melhorar o registo e a neozelandesa conseguiu a primeira vitória da carreira. Ana Santos fez a primeira corrida na Taça do Mundo de elites - terminou em 34º. Ler mais | Calendário 2025: Taça do mundo de XCO Créditos: Bartek Wolinski / Red Bull Corrida masculina A corrida masculina começou com dificuldades para muitos atletas, que ficaram presos e tiveram dificuldades em chegar à frente. Quem aproveitou foi o duo da Specialized Factory Racing, Christopher Blevins e Victor Koretzky, que conseguiram abrir espaço na frente da corrida. A dupla da Specialized andou, depois, junta na frente durante grande parte da corrida. O grupo perseguidor, que terminou com cinco ciclistas, nunca desistiu de tentar fazer a ponta à frente da prova, mas os dois da frente trabalhavam juntos e mantinham uma vantagem confortável. Já nas últimas voltas, os colegas de equipa tornaram-se rivais e disputaram a vitória da prova. Victor Koretzky foi o mais forte, e venceu a primeira etapa da Taça do Mundo de XCO. Blevins terminou em segundo, e Martín Vidaurre (Specialized Factory Racing) fechou o pódio. No primeiro dia de competição, o duo da Specialized também ocupou as duas primeiras posições do pódio da corrida de XCC - Blevins venceu e Koretzky foi segundo. Mathis Azzaro (Origin Racing Division) fechou o pódio. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1908955194177605859 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=PVqwpCwOgOI&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida de XCO PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Victor KoretzkySpecialized Factory Racing1:19:322Christopher BlevinsSpecialized Factory Racing0:103Martín VidaurreSpecialized Factory Racing0:294Lars ForsterThömus Maxon0:305Nino SchurterScott-SRAM0:306Filippo ColomboScott-SRAM0:317Adrien BoichisSpecialized Factory Racing0:338Jordan SarrouBMC Factory Racing0:339Luca SchwarzbauerCanyon0:4710Xavier de OliveiraSpecialized Brazil0:47 Corrida feminina A corrida feminina começou com muitas mudanças na liderança. Na terceira volta, um grupo de cinco ciclistas rodava na frente - destacava-se Jenny Rissveds (Canyon), que impunha ritmos e colocava as rivais em dificuldades. Rissveds chegou a liderar a corrida, com cerca de 0:15 para as perseguidores, com Savilia Blunk (Decathlon Ford Racing Team). A movimentação parecia ameaçadora, mas havia forças no grupo perseguidor, que conseguiu fechar o espaço já perto do fim. Na sétima volta, Samara Maxwell lançou o seu ataque e criou separação. O grupo perseguidor já seguia muito partido e não houve forças para trazer a neozelandesa de volta. Chegou assim à primeira vitória da Taça do Mundo de XCO (elites) da carreira. Nicole Koller (Ghost Factory Racing) e Savilia Blunk fecharam o pódio. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1908939023504318976 Maxwell já tinha sido segunda no dia anterior, na prova de XCC. Evie Richards (Trek Factory Racing) venceu essa prova, e Alessandra Keller (Thomus Maxon) fechou o pódio. Ana Santos (CANNONDALE FACTORY RACING) fez a sua estreia em provas de elites da Taça do Mundo em Araxá. Foi 27ª na corrida de XCC, e 34ª na prova de XCO. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=CitA4RrrQNc&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºSamara MaxwellDecathlon Ford Racing Team1:24:032ºNicole KollerGhost Factory Racing0:043ºSavilia BlunkDecathlon Ford Racing Team0:044ºAlessandra KellerThömus Maxon0:125ºCandice Lill-0:286ºJennifer JacksonOrbea Fox Factory Team0:467ºSina FreiSpecialized Factory Racing0:528ºJenny RissvedsCanyon"9ºLoana LecomteBMC Factory Racing"10ºKelsey UrbanKMC Ridley0:58 ### Tour de Flandres 2025 - Ciclismo espetáculo e Show de Pogacar O Tour de Flandres é sempre mais do que apenas uma corrida, além de ser um dos monumentos do ciclismo, é a corrida que mais multidão e mediatismo move na Bélgica. Hoje entre Bruges e Oudenaarde os ciclistas tinham uma tirada de 268,9 km. Créditos: Gruber Images Com um pelotão de luxo à partida em Bruges, todas as atenções estavam voltadas para o reencontro entre Tadej Pogacar e Mathieu van der Poel, depois do Neerlandês ter levado a melhor na Milão-Sanremo (primeiro monumento da temporada). Van der Poel, em busca do seu quarto título; Pogacar, de regresso como campeão do mundo e vencedor em 2023. À espreita estavam ainda Mads Pedersen, Filippo Ganna, Stefan Küng e Wout van Aert — todos com argumentos para se intrometer numa luta que se previa ser entre Mathieu van der Poel e Tadej Pogacar. Os jogos começaram a 100 km. do fim A 110 km do final, formou-se um grupo perigoso com Ganna, Küng, Trentin e Benoot. A diferença chegou a um minuto e meio, mas a UAE não deixou crescer. No segundo Oude Kwaremont, Pogacar fez o primeiro grande teste: atacou com tudo e forçou Van Aert, Pedersen e Jorgenson a responderem. Van der Poel, mal colocado, teve de gastar mais energia para fechar. O pelotão ainda voltou a juntar-se, mas o aviso estava dado. https://twitter.com/RondeVlaanderen/status/1908874890372919648 Na subida ao Koppenberg, o esloveno voltou a mexer — e desta vez foi a sério. Apenas Van der Poel conseguiu segui-lo. Pedersen ficou no limite, Van Aert e os restantes ficaram para trás. Os dois favoritos chegaram à frente da corrida, onde ainda resistiam Ganna, Küng e Ballerini, formando um grupo de treze unidades. Ataques e mais ataques. Decisão final no Kwaremont Como habitualmente neste tipo de corridas, esta transformou-se numa prova de eliminação. No Taaienberg, Pogacar voltou a apertar, Van der Poel respondeu, Pedersen também, mas Van Aert começava a ceder ligeiramente. O trio da Visma – Van Aert, Benoot e Jorgenson – teve de perseguir, conseguindo voltar antes da última subida dupla: Oude Kwaremont e Paterberg. Foi então que Pogacar lançou o ataque decisivo. No Oude Kwaremont, acelerou de uma forma impressionante e desta vez nem Van der Poel conseguiu resistir, descupem-me a expressão, mas hoje Pogacar "partiu o motor" a Mathieu Van der Poel. https://twitter.com/RondeVlaanderen/status/1908886306496577683 Foi o golpe final. Nos 17 km finais, mesmo com o Paterberg e o vento contra, o esloveno voou a solo até Oudenaarde. Tadej Pogacar voltou a fazer história. O campeão do mundo venceu pela segunda vez o Tour de Flandres, após uma corrida demolidora. Foi a edição mais rápida de sempre da Ronde, com média de 44,99 km/h, mais uma demonstração de força bruta do esloveno, que somou o seu oitavo Monumento em onze pódios — números de quem já é o sexto ciclista com mais vitórias em Monumentos na história do ciclismo. Foto: LaPresse Mathieu van der Poel foi o último a ceder perante Pogacar. O neerlandês completou o pódio, atrás de um impressionante Mads Pedersen, e somou o seu sexto pódio consecutivo na Ronde. Foto: LucaBettini/LaPresse Já Wout van Aert, no regresso ao seu melhor nível após as graves lesões sofridas em 2024, ficou fora do pódio mas mostrou que está de volta. Ainda não tem a explosão de outros tempos nas rampas mais duras, mas andou com os melhores até ao fim e confirmou que será um nome a ter em conta na Paris-Roubaix, dentro de uma semana. Foto: Juan Moya Top 10 – Tour de Flandres 2025 Pos.CiclistaEquipa1.ºTadej PogacarUAE Emirates-XRG2.ºMads PedersenLidl-Trek3.ºMathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck4.ºWout van AertVisma5.ºJasper StuyvenLidl-Trek6.ºTiesj BenootVisma7.ºStefan KüngGroupama-FDJ8.ºFilippo GannaINEOS Grenadiers9.ºIván García CortinaMovistar Team10.ºDavide BalleriniSoudal Quick-Step Vídeo resumo https://youtu.be/0V5FEOatUv4?si=yBCJb-cYM3gboNDq ### Thibau Nys chegou, viu e venceu o GP Miguel Indurain Vitória da Lidl-Trek no primeiro dia de competição este ano de Thibau Nys, num GP Miguel Indurain com muita presença portuguesa. Em Estella, comunidade de Navarra, o espetáculo é sempre garantido com as inclinadas rampas do muro de Ibarra e foi aí que Thibau Nys resolveu o GP Miguel Indurain. O belga, de 22 anos, nunca tinha corrido a prova, mas demonstrou ser um caso sério de talento precoce. Fez apenas um ataque demolidor no muro de Ibarra (600 metros e 10 % de inclinação), chegando sozinho à meta. Antes disso, já a Lidl-Trek tinha mostrado fé cega no belga. Bauke Mollema saltou a todos os ataques importantes e o bloco soube esconder o diamante. Porque Nys é um diamante e é o futuro da equipa com sede no Wisconsin, EUA. https://twitter.com/faustocoppi60/status/1908544738120049046 Pura dinamite! Thibau Nys fez explodir a corrida no muro de Ibarra. Menção honrosa para a Caja Rural Grande na estrada e de olhos postos nas clássicas das Ardenas, já é estrela no ciclocrosse onde na primeira época em elites . Thibau Nys chega às 12 vitórias na estrada e logo numa corrida que a Lidl-Trek – que teve Andrea Bagioli em 3.º – nunca tinha ganho. No ciclocrosse teve uma época de afirmação: ganhou o Campeonato da Europa, levou a medalha de bronze no Mundial, bateu Wout Van Aert na Taça do Mundo em Benidorm e ainda se estreou a ganhar no Superprestige. Menção honrosa para a Caja Rural, que defendeu a honra das equipas da casa – é de Navarra tal como a Kern Pharma e a Movistar. Subiram ao pódio com Alex Molenaar (2.º) e colocaram Thomas Silva em 4.º, o que são ótimas notícias a juntar ao convite recebido há dias para regressar à Vuelta a Espanha. Ler mais | Thibau Nys e os novos craques do ciclocrosse Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Harrison Wood entrou na fuga do dia Entre as equipas portuguesas estiveram presentes a Feirense-Beeceler e a Anicolor-Tien 21, mas só a formação de Águeda conseguiu dar nas vistas. Harrison Wood entrou na fuga do dia e o campeão da Volta a Portugal, Artem Nych, andou com os melhores até à penúltima subida da corrida, tal como Alexis Guerin. Russo e francês entraram a 1:14 nos 50 primeiros. Ivo Pinheiro foi o melhor dos feirenses a 4:45 fechando top 60. Entrevista | Há mais um Nys no ciclismo e a coisa promete! ### EVOC lança novas joelheiras e cotoveleiras A EVOC lançou três novos produtos na gama de proteções EVOC Limb Protection, com o lançamento de duas joelheiras e umas cotoveleiras.  Graças ao desenvolvimento contínuo da tecnologia de proteção Liteshield Flex, a EVOC traz-nos as novas joelheiras LS Flex Enduro e LS Flex Lite bem como as cotoveleiras LS Flex Lite. Ler Mais | Mala para bicicleta EVOC Road Bike Bag Pro - Review e alguns conselhos de viagem Tecnologia de proteção Liteshield Flex A mais recente tecnologia de proteções EVOC – Liteshield Flex – proporciona, segundo a marca, um nível de conforto e liberdade de movimento nunca antes visto. Oferece também grande segurança, é leve e arejado e adapta-se ao corpo em todas as temperaturas. Absorção máxima de impacto - Absorve até 95% da força de impacto e cumpre os requisitos da norma CE-Nível 2; Ventilação 3D - Desenvolvido para máxima respirabilidade, fluxo de ar ideal e peso reduzido; Flexibilidade - Flexibilidade ergodinâmica superior, graças a uma mistura especial de TPE e a um design geométrico inovador; Resistente à temperatura - Proteção consistente contra impactos e flexibilidade constante em todas as temperaturas (-20 a 40 graus Celsius). Joelheira LS Flex Enduro Seguindo o lema “Protect the things you love!” (Proteje as Coisas que Amas!), a EVOC passa a oferecer proteção para as partes do corpo que estão extremamente expostas durante o ciclismo. Com a Knee Protector LS Flex Enduro, a EVOC apresenta uma joelheira confortável, com proteção certificada de Nível 2 e opções de ajuste personalizadas. Os POWER FLAPS permitem apertar o protetor na canela, garantindo uma fixação segura e o anel de neoprene na zona do joelho reduz a pressão sobre a articulação e mantém o protetor no lugar de formafiável, proporcionando um conforto duradouro. As almofadas laterais oferecem proteção adicional em caso de queda ou durante percursos exigentes e a joelheira assegura uma ventilação eficiente que inclui uma fita de silicone na extremidade da manga para uma fixação firme na perna. Especificações Técnicas Power Flaps - Fixados diretamente no protetor para uma aderência perfeita, sem deslocamentos. Correia ajustável para um ajuste seguro. Material resistente à abrasão e rasgos na zona do joelho. Material Airprene acolchoado para conforto e proteção. Proteção lateral adicional para máxima segurança do joelho. Ventilação otimizada graças a materiais respiráveis e flexíveis. Fita de silicone na extremidade da manga para uma fixação antiderrapante. P.V.P. - 122€ Joelheiras LS Flex Lite A LS Flex Lite é uma joelheira ultraleve, que oferece uma proteção altamente eficaz com certificação de Nível 2 e um conforto excecional. O seu design anatómico e a ventilação eficiente garantem, segundo a marca, um ajuste perfeito. e a combinação de materiais estáveis e resistentes à deformação, juntamente com um acabamento em silicone na extremidade da manga, evita que a joelheira deslize durante a utilização. Além disso, as almofadas laterais proporcionam proteção adicional em caso de queda ou em percursos mais exigentes. Especificações Técnicas Ventilação otimizada graças a materiais respiráveis e flexíveis; Proteção lateral adicional para máxima segurança do joelho; Material externo resistente à abrasão e rasgos na zona do joelho; Ajuste extremamente confortável; Fita de silicone na extremidade da manga para uma fixação antiderrapante; P.V.P. - 102€ Cotoveleiras LS Flex Lite As Cotoveleiras LS Flex Lite caracterizam-se por serem leves, confortáveis e ultra protetoras, tendo certificação de Nível 1. Esta cotoveleira elástica, mas extremamente resistente, oferece uma proteção ideal para os cotovelos, que estão particularmente expostos durante o ciclismo, tanto em quedas como em percursos mais exigentes. Equipada com a tecnologia de proteção Liteshield Flex, adapta-se perfeitamente ao cotovelo, garantindo máxima flexibilidade em todos os movimentos. O material externo confortável e a estrutura especial do protetor, com elementos circulares e cruzados, asseguram excelente ventilação e um enorme conforto. Especificações Técnicas Ventilação otimizada graças a materiais respiráveis e flexíveis; Material externo macio e confortável (Licra); Fita de silicone nas extremidades da manga para uma fixação antiderrapante; Ajuste extremamente confortável; Material resistente à abrasão e rasgos na zona do cotovelo; P.V.P. - 82€; Podes ver todas as informações sobre as novas proteções EVOC, joelheiras e cotoveleiras no site da Bicimax ### Bike Village - A história inspiradora de uma loja e da marca Cervélo Gosto de saber a história por detrás das coisas, desde as marcas e projetos ligados ao ciclismo, (que interessa mais ao público do topcycling), como de outros nichos e produtos. Neste caso foi a loja de bicicletas Bike Village. As histórias ligadas às marcas e aos projetos que se conseguem afirmar, acabam sempre por ser inspiradoras para algo na nossa vida, o saber como foi que aconteceu desmistifica algo que visto de fora parece complexo, ou por vezes o oposto, fácil. Na zona de Lisboa conheci uma loja de bicicletas cujo a história achei inspiradora, e que por sua vez me levou a partilhar a história de uma marca que sempre apreciei, a Cervélo. No fundo o que é uma marca? É algo que dá uma identidade a uma empresa, produto ou serviço, através de várias ações, que vão desde o logotipo ao design e qualidade do produto, passando pelo tom de comunicação e também pela sua história. O vídeo que vos deixo de seguida é um "mix" de vídeo e podcast, por um lado podem simplesmente ouvir as histórias da Bike Village e Cervélo sem visualizar o conteúdo, por outro, ouvir sem ver as belíssimas máquinas e a loja não será o mesmo tipo de experiência. Fica ao vosso critério, de uma forma ou de outra penso que acrescentará algo a alguém que tem paixão pelo mundo do ciclismo e bicicletas. https://youtu.be/y1q_Q5MYLXI ### Ciclismo no Eurosport em abril - O mês dos monumentos Muito ciclismo para ver no Eurosport durante abril. Os grandes destaques são a Volta a Flanders, o Paris-Roubaix e a Liége-Bastogne-Liége no fim do mês. Muitos dias de ciclismo para ver no Eurosport e na MAX em abril. Para além das clássicas e dos três monumentos, há duas corridas por etapas de categoria WorldTour. Os fãs do desporto têm muito para ver na aproximação ao Giro D'Italia. Ler mais | Opinião | Wout Van Aert é um grande campeão! Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet Destaque para os Monumentos O mês já arrancou com a aproximação ao segundo Monumento do ano, a Volta a Flanders. A maior corrida belga sai para a estrada dia 6 de abril, com reedição do duelo entre Tadej Pogacar e Mathieu Van der Poel. O pelotão foca, logo de seguida, atenções na Paris-Roubaix. O Inferno do Norte corre-se dia 13 de abril, e de novo, a presença de Tadej Pogacar pela primeira vez na corrida francesa é o grande destaque desta edição. No final do mês, a tripla das Ardenas é o prato principal. Amstel Gold Race (20/4), La Flèche Wallone (23/4) e Liège-Bastogne-Liège (27/4) rematam um mês onde também há Volta ao País Basco e Volta à Romandia. Ler mais | Confirmado: Tadej Pogacar na Paris-Roubaix 2025 Foto: LucaBettini/LaPresse Todo o ciclismo para ver no Eurosport Confira, em baixo, a lista de todas as corridas com transmissão televisiva em Portugal, através do Eurosport e da MAX. 2/4 - Através da Flanders 5/4 - GP Miguel Indurain 6/4 - Volta à Flanders (M/F) 7/4 - 11/4 - Tour de Hainan 7/4 - 12/4 - Volta ao País Basco 9/4 - Scheldeprijs (M/F) 12/4 - Paris-Roubaix Feminino 13/4 - Paris-Roubaix 15/4 - 18/4 - Giro D'Abruzzo 16/4 - Classic Grand Besançon 18/4 - Tour de Jura 19/4 - La Flèche Brabançonne (M/F) 20/4 - Amstel Gold Race 21/4 - 25/4 - Tour dos Alpes 23/4 - La Flèche Wallone (M/F) 27/4 - Liège-Bastogne-Liège (M/F) 27/4 - 4/5 - Volta à Turquia 29/4 - 4/5 - Volta à Romandia Fotografia de destaque: A.S.O. Gaëtan Flamme ### Opinião | Wout Van Aert é um grande campeão! Derrota na Através da Flandres fragiliza a Visma antes dos Monumentos do pavê, mas mostra a dimensão humana de Wout Van Aert. Não é o que mais vence nem o que gera mais simpatia nos fãs, mas Wout Van Aert é um grande campeão e vou explicar porquê. Primeiro um pouco de contexto. Na quarta-feira, o belga regressou à Através da Flandres, onde se lesionou com gravidade em 2024. No mesmo ano caiu na Vuelta a Espanha e ficou com o joelho num estado que só de ver arrepia. Dois acidentes graves e duas longas recuperações no espaço de seis meses. Ler mais | O "problema" de Wout Van Aert é ser Wout Van Aert Van Aert e o estado-maior da Visma para 2025.Foto: Charly Lopez Três contra um Voltemos à Através da Flandres. O ciclista da Visma Lease a Bike atacou na primeira subida ao Berg Ten Houte, fazendo uma primeira seleção no pelotão. Houve quem reentrasse, mas na segunda passagem no Berg Ten Houte a Visma puxou em bloco e destruiu a corrida. Fez-me lembrar a 4.ª etapa do Tour de France de 2022, levando Van Aert a ganhar de amarelo após um solo magnífico em Callais. Em Waregem, no final da Através da Flandres, eram três contra um: Matteo Jorgenson, campeão em título, Tijs Benoot vice-campeão em 2022 e Van Aert – todos da Visma; acompanhou-os Neilson Powless, 3.º em 2023. Contra os prognósticos, ganhou Powless, fazendo-nos recordar Ian Stannard na Omloop Het Nieuwsblad de 2015 quando despachou três Quick-Step! Épico, o maior triunfo de Powless. Por outro lado, é umas das piores derrotas de Van Aert. “Sou o responsável por esta derrota porque fui eu a decidir para irmos ao sprint. Pedi ao Matteo e ao Tijs para controlarem e levarem-me à meta porque estava confiante de que podia ganhar o sprint, mas sofri câimbras no sprint e o Neilson Powless resultou estar mais forte. Fui demasiado egoista no final. Queria tanto esta vitoria, especialmente depois de todas as críticas que recebi, do azar que tive no ano passado. Por uma vez pensei só em mim.” Van Aert na flash interview após a Através da Flandres. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1907465846835778020 Visma e Van Aert mostraram que são humanos O homem que deu uma Gent-Wevelgem a Christophe Laporte e que ajudou Jonas Vingegaard a ganhar dois Tour de France pensou nele e pensou bem porque tem sido um soldado leal no batalhão da Visma. Era o dia e não correu bem. Foi um erro tático que deixa o bloco tocado para a Volta à Flandres e para a Paris-Roubaix – que a estrutura não ganha desde Rolf Sorensen, em 1997, quando ainda era Rabobank, identidade que recuperará em julho próximo. A Visma e Van Aert mostraram que errar é humano. A forma como se lida com o falhanço é, para mim, o que separa os bons atletas dos campeões. Ler mais | Pogacar na Paris-Roubaix 2025 Créditos: Unipublic/Cxcling Campeão dentro de uma geração de virtuosos Van Aert tem 49 vitórias, mas também foi segundo em 44 ocasiões. Há quem o considere um vencedor e quem opine o contrário. Vejo-o como um campeão dentro de uma geração de virtuosos que banalizou as vitórias. Tem um Monumento, venceu clássicas importantes (Strade Bianche, Gent-Wevelgem, Amstel Gold Race, GP Plouay, Omloop Het Nieuwsblad). Tem ainda etapas no Tour, na Vuelta e fará a tripla quando for ao Giro, que ninguém duvide. Sem esquecer que conquistou medalhas em dois Jogos Olímpicos e se juntarmos estrada e ciclocrosse soma 12 medalhas em Campeonatos do Mundo. Está atrás de Mathieu Van der Poel e de Tadej Pogacar? Sim, mas qual é o problema? Só se é campeão a partir de “x” Monumentos? Esta cultura hiperexigente queima os atletas e há cada vez mais ciclistas que desde jovens sofrem problemas psicológicos, basta citar Cian Uijtdebroeks e Arnaud De Lie. Alguém dúvida do talento destes dois? Eu não, mas a pressão é tanta para ganhar, ganhar e ganhar que alguns colapsam. É um reflexo do que se passa nas camadas jovens de qualquer desporto. Tenho dois filhos – de sete e nove anos – que jogam à bola. Um dos treinadores grita nos treinos, reprova os falhanços e dividiu o grupo em atacantes (os bons) e defesas (os maus). Um dia, o meu filho perguntou porque é que ele jogava pouco e respondeu à própria pergunta concluindo que ele não fazia parte dos bons. Fiquei chocado e triste. Estamos a criar uma geração de "competidores" preparados para ganhar e cuja autoestima varia segundo o resultado. Por outro lado, afastamos da prática desportiva os que não têm "mentalidade competitiva" porque quem os lidera só vê o resultado, sinal de que não sabem o que estão a fazer. É por isso que considero Wout Van Aert um campeão; numa era em que escasseiam os valores, em que o processo é desvalorizado, devia valer mais uma boa pessoa do que uma medalha. ### FOX apresenta dois novos amortecedores FLOAT X2 e DHX2 Para terminar as apresentações de produtos FOX MY26, a marca apresenta os novos Float X2 e DHX2, dois amortecedores completamente novos, com 4 vias de ajuste, mas agora em monotubo. Ler mais | FOX apresenta as novas suspensões 36 e 36 SL FLOAT X2 Com um corpo e componentes internos totalmente novos para 2026, o FLOAT X2 é o primeiro amortecedor monotubo do mundo com ajuste de 4 vias para bicicletas de montanha. Segundo a marca, a transição para o design monotubo melhora ainda mais a durabilidade e permite um equilíbrio total da pressão, oferecendo um intervalo de ajuste mais amplo.A capacidade de ajuste de 4 vias do FLOAT X2 mantém-se, tornando-o, no amortecedor de ar definitivo para Downhill e Enduro. Um dos principais objetivos do design do novo FLOAT X2 é reduzir a diferença de desempenho em relação ao cartucho GRIP X2, lançado em 2024. Isto traduz-se pela maior tração e suporte, assim como pela redução da fadiga. Com um pistão maior e um maior número de “shims”, combinados com uma calibração de equilíbrio de pressão, o FLOAT X2 atinge agora o mesmo nível de desempenho do cartucho GRIP X2, oferecendo grande aderência, maior controlo e uma condução mais confortável. Transição para monotubo O equilíbrio de pressão foi, segundo a FOX, essencial para alcançar o objetivo de igualar o desempenho do cartucho GRIP X2. Com um maior controlo sobre a fase de retorno do amortecedor, o pneu traseiro responde de forma mais previsível, aumentando a confiança do ciclista. A arquitetura de duplo tubo do anterior FLOAT X2 não permitia o equilíbrio de pressão, pelo que a marca optou por um design monotubo. Esta mudança deu a oportunidade de aumentar o diâmetro do eixo principal de 3/8” (9,5 mm) para 1⁄2” (12,7 mm), melhorando ainda mais a resistência e a durabilidade. Ajuste de quatro vias de um monotubo Os amortecedores monotubo, como o FLOAT X e o DHX, utilizam um orifício e uma agulha para o ajuste do Rebound de Baixa Velocidade (LSR). No entanto, os FLOAT X2 e DHX2 apresentam um design de ajuste adicional e exclusivo, que combina uma leva e um par de engrenagens para girar e mover o eixo de retorno axialmente. Essa rotação aciona o Variable Valve Control (VVC), ajustando o Rebound de Alta Velocidade. Especificações técnicas FLOAT X2 Factory Series, 2-Pos. Adj. - 1065,00€ FLOAT X2 Factory Series, HSC, LSC, HSR, LSR - 1015,00€ DHX2 O novo DHX2 mantém a mesma arquitetura interna do FLOAT X2, com a única diferença de que utiliza uma mola helicoidal em vez de uma câmara de ar de grande volume. Desta forma, os ciclistas podem beneficiar do equilíbrio de pressão, juntamente com uma maior sensibilidade a pequenos impactos e uma fricção ultra reduzida. Trophy Truck Os Trophy Trucks equipados com suspensão FOX conseguem deslocar-se a alta velocidade sobre terrenos desérticos irregulares, mantendo o chassis relativamente estável e os pneus colados ao solo. É, segundo a marca, graças às vantagens do equilíbrio de pressão e do ajuste em 4 vias, combinadas com a maior durabilidade do design monotubo, que os FLOAT X2 e DHX2 fazem a diferença para ciclistas de Enduro e Downhill. DHX2 Factory Series, 2-Pos. Adj. - 1015,00€ DHX2 Factory Series, HSC, LSC, HSR, LSR - 965,00€ Podes ver todas as informações sobre os novos amortecedores FLOAT X2 e DHX2 no site da Bicimax . ### Lidl-Trek vence com monoprato e grupo de Gravel – inovação ou revolução? As clássicas de primavera são conhecidas pelo seu caráter imprevisível. O empedrado irregular, as estradas estreitas e o ritmo infernal colocam ciclistas e equipamento à prova. Sabendo disto, as equipas do World Tour sabem que qualquer detalhe pode fazer a diferença entre vencer ou ser vítima das circunstâncias, pelo que estão constantemente a tentar melhorar. Foi tudo isto que levou a Lidl-Trek a fazer uma escolha ousada: abandonar o tradicional sistema de transmissão de dois pratos (2x) e adotar um setup monoprato (1x), mas com o grupo SRAM RED XPLR AXS (grupo desenvolvido para o Gravel). Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek Ideia nasceu num teste inesperado Entre as equipas patrocinadas pela Sram, a utilização do monoprato não é novidade mas com este setup sim. Glen Leven, diretor técnico da equipa, pedalava por estradas de gravel no Luxemburgo quando percebeu que as condições eram bastante semelhantes ás do inferno do Norte (Roubaix). O comportamento da transmissão foi tão convincente que a equipa decidiu aprofundar a ideia e testar a configuração com os seus atletas. Porquê trocar o 2x pelo 1x? A lógica por trás desta mudança, segundo a equipa, é simples: menos componentes, menos riscos de falha mecânica. A Paris-Roubaix e o Tour de Flandres já viram corridas decididas por problemas na transmissão. Sem desviador dianteiro, há menos pontos críticos de falha e menos necessidade de mudanças em momentos decisivos. Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek Para compensar a perda de um segundo prato, os ciclistas da Lidl-Trek utilizam pratos maiores (54 ou 56 dentes) e uma cassete de 13 velocidades 10-46, que lhes dá um alcance de mudanças muito semelhante ao de um sistema 2x. Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek A Trek Madone, utilizada pela equipa, é uma das poucas bicicletas do pelotão compatíveis com o "Universal Derailleur Hanger (UDH)", que permite montar este tipo de desviadores diretamente no quadro, sem o tradicional apoio de desviador ou "dropout, reduzindo o risco de mau funcionamento em caso de queda e embate no desviador. Além disso, este sistema permite à equipa misturar componentes de estrada e de BTT sem limitações. No terreno plano e em alta velocidade – onde as clássicas são decididas – não há qualquer desvantagem. O único senão pode surgir em algumas subidas mais explosivas, onde a escolha de mudanças não é tão "fina" como num sistema tradicional, há maior "gap" ou salto entre alguns carretos. Testes feitos em janeiro, venceram em março Segundo a Lidl-Trek, os primeiros testes com Mads Pedersen e Alex Kirsch, realizados em janeiro, foram claros: "nunca mais voltamos ao 2x nas clássicas", disseram os ciclistas. A estabilidade do desviador traseiro XPLR mesmo sob carga, a capacidade de trocar mudanças sempre em condições extremas e a confiança extra nesse tipo de terrenos convenceram a equipa. Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek O teste real aconteceu na estrada. No último domingo, Pedersen venceu a Gent-Wevelgem, depois de atacar a 60 km da meta. Jonathan Milan juntou-se a ele no pódio com um terceiro lugar e, na corrida feminina, Elisa Balsamo foi segunda. Créditos: TWILA FEDERICA MUZZI / Lidl-Trek Com os Monumentos à porta, a Lidl-Trek parece ter encontrado um novo caminho para enfrentar as clássicas, mas falta provar nos monumentos, onde a concorrência é diferente. Será um novo paradigma no ciclismo de estrada? Para já, não parece haver vantagem na utilização deste tipo de transmissão (1X) em etapas de montanha nas grandes voltas, onde as subidas são muito longas, tem que haver gestão no esforço e nos andamentos por parte dos ciclistas, é mais vantajoso ter proximidade entre o número de dentes dos vários carretos da cassete. Nas clássicas e etapas planas sim, estas equipas estão a criar uma tendência claramente. Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek Para o utilizador comum, é importante o próprio avaliar o seu estado de forma e ter a noção do tipo de ciclismo que costuma praticar, assim como o terreno por onde costuma pedalar, mas muita gente consegue claramente utilizar este tipo de transmissão, com pratos mais pequenos (por exemplo 50D). Em 2017 o Topcycling já escrevia sobre esta temática Embora o monoprato ainda seja raro no pelotão WorldTour, esta não é a primeira vez que a ideia surge no ciclismo profissional de estrada. Já em 2018, algumas equipas começaram a testar transmissões 1x, aliadas à crescente adoção dos travões de disco. Na altura, o conceito gerou alguma controvérsia e acabou por nunca ser amplamente adotado. (Neste artigo já escrevia sobre este tema: Discos e transmissão 1x no pelotão profissional de estrada em 2018). Agora, com novas tecnologias e uma abordagem mais estruturada, as equipas equipadas com transmissão SRAM, como a Lidl-Trek ou Visma, podem estar a abrir um caminho que outras equipas acabarão por seguir? ### Volta ao Alentejo - Noah Hobbs confirma vitória à geral Luca Giaimi (UAE Emirates Gen Z) conseguiu enganar o pelotão, e venceu no último dia da Volta ao Alentejo. Noah Hobbs, da EF Education - Aevolo, tornou-se no mais jovem vencedor da Alentejana. Última etapa da Volta ao Alentejo fez a ligação entre Estremoz e Évora (151,5 km). O dia previa-se para os sprinters, mas a fuga conseguiu enganar o pelotão. Ler mais | Volta ao Alentejo – Diamante do Tavira vence etapa rainha Créditos: Podium Events Etapa 5 da Volta ao Alentejo O último dia da Alentejana foi atacado desde o início. As movimentações para tentar formar a fuga foram constantes, com o pelotão a controlar sempre de perto. Nos homens que rolavam na frente, destacava-se Gotzon Martin (Euskaltel/Euskadi), que estava a 0:28 do camisola amarela, e foi líder virtual durante grande parte do dia. Por isso, a EF Education - Aevolo, de Noah Hobbs, controlou os fugitivos, com a ajuda da Aviludo/Louletano/Loulé Concelho, que trabalhou para German Nicolas Tivani. Na chegada a Évora, foram os fugitivos a ganhar o braço de ferro com o pelotão. Luca Giaimi, de 20 anos, foi o último sobrevivente da fuga, e ganhou a etapa 0:02 à frente Noah Hobbs, que venceu o sprint no grupo e carimbou a vitória na classificação geral. A fechar o pódio ficou Ruben Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua). Muito feliz com esta vitória depois uma fuga importante. Ganhei em Palmela no passado domingo. Portugal é o meu país da sorte. Luca Giaimi Ler mais | Volta ao Alentejo – EF Education domina chegada ao sprint Crédiitos: Podium Events Classificações finais Noah Hobbs, com duas vitórias de etapa, tornou-se, aos 20 anos, o mais jovem vencedor da Volta ao Alentejo. Para além da geral, levou para casa a camisola da juventude e dos pontos. Muito Feliz com a forma como tudo correu no Alentejo, coma equipa a prova e as vitórias. Fico muito feliz por suceder a Indurain e muitos outros. Noah Hobbs Pedro Pinto (Efapel Cycling), foi o único a contrariar o britânico da EF Education, ao vencer a classificação da montanha com 31 pontos. A Rádio Popular/ Paredes/ Boavista levou para casa a classificação por equipas. Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa 5 da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GIAIMI LucaUAE Team Emirates Gen Z3:11:222HOBBS NoahEF Education - Aevolo0:023LINAREZ Leangel RubénTavfer-Ovos Matinados-Mortágua"4STELLA DavideUAE Team Emirates Gen Z"5TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé"6VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy"7SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z"8MARTÍN GotzonEuskaltel - Euskadi"9MARTÍ PauIsrael Premier Tech Academy"10BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi" Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo18:40:512TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé0:123PEÑA Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:134MARTÍ PauIsrael Premier Tech Academy0:195BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi0:226SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z0:237MARTÍN GotzonEuskaltel - Euskadi0:248ANTUNES TiagoEfapel Cycling0:289GUERIN AlexisAnicolor / Tien 210:2910ROTA RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista0:31 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events ### Mala para bicicleta EVOC Road Bike Bag Pro | Review e alguns conselhos de viagem Na minha ultima viagem a Itália, quando foi ver a participar na Strade Bianche Granfondo, levei a bicicleta no avião e utilizei a mala de transporte de bicicleta Evoc Road Bike Bag Pro, que se revelou bastante prática e protegeu bem a bicicleta. Neste artigo mostro algumas das características desta mala de transporte de bicicleta (só para bicicletas de estrada) e partilho alguns alguns aspetos a ter em conta para quem pensa viajar de avião, levando a sua bicicleta. Tipo de bagagem diferente Quem já viajou de avião com a bicicleta sabe que este tipo de bagagem tem regras próprias. É considerada bagagem fora de formato, exige um registo prévio e, claro, um custo adicional, que pode variar de companhia para companhia. Por isso, antes de viajar, é melhor confirmar o valor e as condições. A importância de uma boa mala de transporte É de conhecimento geral que a bagagem nos aeroportos não é tratada de forma meiga, entre passadeiras, carros de transporte, etc., existem quedas, embates fortes e outro tipo de episódios que colocam à prova a bagagem. O que não é aconselhável é colocar à prova a nossa bicicleta, logo é importante que esta vá bem protegida e e chegue ao destino em perfeitas condições. Proteção e praticidade A escolha da mala de transporte faz toda a diferença. A EVOC Bike Bag Pro destaca-se pela construção robusta e inteligente, rígida na parte superior e adaptada ao formato do guiador, algo que faz bastante diferença na hora de coloca e retirar a bicicleta na mala. Além de proteger bem a bicicleta, esta mala também se revelou bastante prática nas deslocações, fosse pelas ruas ou no interior do aeroporto. As várias pegas estão bem pensadas (até na hora de subir e descer escadas) e as rodas também são boas, não são muito barulhentas em ruas de calçada ou mal pavimentadas. Outra grande vantagem é o facto de não termos que desmontar o guiador para colocar a bicicleta nesta mala (algo que tem que se fazer com outras malas). Desmontar um guiador pode não difícil para algumas pessoas, mas não ter que passar por esse processo sempre que se coloca e retira a bicicleta na mala torna o processo muito mais simples. Vídeo https://youtu.be/9tnIvuk3vOs?si=xxoUe76Tiw2RxZma Alguns conselhos na preparação da bicicleta para a viagem Reduzir a pressão dos pneus – Não é necessário esvaziá-los completamente, mas retirar cerca de 70% do ar evita problemas com a variação de pressão na altitude. Desmontar o desviador traseiro – Embora não seja obrigatório, eu retiro sempre o desviador traseiro para proteger tanto a peça como o dropout, reduzindo o risco de danos em caso de pancada naquela zona, que depois acabam por influenciar o correto funcionamento das mudanças. Guardar as rodas corretamente – Ao colocá-las no interior da mala, é opto por posicionar os discos de travão virados para dentro, protegendo-os de possíveis impactos que possam empená-los. Retirar ou desativar baterias - Opto por fazê-lo porque embora a bicicleta não esteja a ser utilizada, os botões podem acionados acidentalmente e durante a viajem as baterias podem sofrer desgaste. Compra e aluguer de malas A EVOC Road Bike Bag Pro revelou-se uma excelente opção na minha viagem a itália, é sem dúvida uma das melhores opções que vais encontrar no mercado, vale o preço que custa, mas se só pensas viajar uma vez é um investimento grande. ( Podes ver o preço, disponibilidade e características completas desta mala no site de Bicimax: www.bicimax.pt Para quem ainda não quer investir numa boa mala, existem lojas que alugam. Eu fui à loja Bike Village (www.bikevillage.pt), na zona de Lisboa, que tem esse serviço disponível e é uma excelente opção para quem faz a sua primeira viagem. ### Trek renova os sapatos de estrada Velocis A Trek apresentou os renovados sapatos de estrada Velocis, atualizando a forma e o ajuste destes sapatos de estrada de alta performance da marca. No ano passado, os Velocis foram atualizados tal como com os modelos RSL e Circuit da Trek, adotando a revolucionária tecnologia METNET. Agora, os Velocis elevam ainda mais a sua vantagem competitiva graças ao novo design da sua forma, aos discos de aperto BOA®, entre outras novidades. Ler mais | Review – Sapatos Trek Velocis: O que dizer após 1000 kms Forma Pro da Trek O novo ajuste dos sapatos de estrada Velocis deve-se à forma Pro da Trek, também presente nos modelos RSL de topo de gama da marca. A forma Pro da Trek proporciona aos ciclistas um ajuste ergonómico otimizado e de alto rendimento, que melhor se adapta à forma do pé da maioria dos ciclistas. Isto permite desfrutar de um maior conforto e transferência de potência em cada pedalada que, em conjunto com a tecnologia METNET e segundo a marca, vai elevar a performance destes sapatos para a um nível superior. Tecnologia METNET A tecnologia METNET, patenteada pela Trek, é um tecido revolucionário que se adapta ao pé do ciclista garantindo maior elasticidade e uma compressão optimizada. A flexibilidade e o suporte do tecido resultam nuns sapatos que se ajustam a uma maior variedade de formas de pé, proporcionando a sensação de um ajuste à medida desde o primeiro momento Para além da melhoria do ajuste, os novos sapatos de estrada Velocis recebem os novos discos de aperto BOA® L6 Zs que permitem fazer micro ajustes. Também incluem um reforço externo do calcanhar para melhorar a estabilidade e apoio durante os arranques mais explosivos e nas curvas mais apertadas. Os novos sapatos de estrada Velocis da Trek estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Volta ao Alentejo – Diamante do Tavira vence etapa rainha David Jesus Peña chegou do WorldTour para dar à AP Hotels & Resort/Tavira/Farense a vitória em Castelo de Vide, na etapa rainha da Volta ao Alentejo. A 4ª etapa da Volta ao Alentejo arrancou com 126 corredores e o britânico Noah Hobbs (EF Education/Aevolo) líder da geral. Pela frente a etapa rainha da Alentejana: ligação entre Monforte e Castelo de Vide, num total de 147,7 km, com um percurso torto com seis contagens de montanha. Tudo se decidiu no circuito final, com dupla subida à Serra de São Paulo. Apesar de vários ataques na primeira ascensão, as equipas com interesse na etapa permitiram que se chegasse à última subida com o pelotão dos favoritos compacto. Após dois triunfos britânicos e um italiano, desta vez impôs-se um colombiano. David Jesus Peña, 24 anos, conterrâneo de Egan Bernal de Zipaquirá, é o novo diamante da AP Hotels & Resort/Tavira/Farense e valeu a vitória em Castelo de Vide. A localidade é talismã para o Tavira, que em 2017 já aí tinha com Rinaldo Nocentini. TOP 10 da etapa 4 PosiçãoDorsalNomeEquipaTempoDiferença1º82Jesus PeñaAviludo - Louletano - Loulé3:30:02-2º5Pau MartiIsrael Premier Tech Academy3:30:02m.t.3º25Matthias SchwarzbacherUAE Team Emirates Gen-Z3:30:05+0:034º12Xabier BerasategiEuskaltel-Euskadi3:30:05m.t.5º131Nicolas TivaniAP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense3:30:05m.t.6º61Tiago AntunesEfapel Cycling3:30:05m.t.7º125Raul Rota RusRadio Popular - Paredes - Boavista3:30:05m.t.8º151Noah HobbsAnicolor/Tien 213:30:08+0:069º4Daniel LimaEfapel Cycling3:30:08m.t.10º122Tiago LealRadio Popular - Paredes - Boavista3:30:08m.t. TOP 10 Classificação Geral, após etapa 4 PosiçãoDorsalNomeEquipaTempoDiferença1º151Noah HobbsEF Education - Aevolo15:29:33-2º131Nicolas TivaniAviludo - Louletano - Loulé15:29:39+0:063º82Jesus PeñaAP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense15:29:40+0:074º5Pau MartiIsrael Premier Tech Academy15:29:46+0:135º12Xabier BerasategiEuskaltel-Euskadi15:29:49+0:166º25Matthias SchwarzbacherUAE Team Emirates Gen-Z15:29:50+0:177º34Alexis GuerinAnicolor/Tien 2115:29:57+0:248º125Raul Rota RusRadio Popular - Paredes - Boavista15:29:58+0:259º61Tiago AntunesEfapel Cycling15:29:58m.t.10º124César FonteRadio Popular - Paredes - Boavista15:29:59+0:26 Volta ao Alentejo – Noah Hobbs vezes dois Pódio da Alentejana com Noah Hobbs, Pedro Pinto e David Jesus Peña.Créditos: Podium Events Praça do Giraldo coroa o rei da Alentejana A Volta ao Alentejo parte para o último dia com a amarela por definir. Peña subiu a 3.º e está a sete segundos do líder Hobbs, que tem a seis segundos Nico Tivani (Aviludo/Louletano/Loulé Concelho). Com três metas volantes e bonificações na meta em Évora há 19 segundos em jogo. A Praça do Giraldo coroa o rei da Alentejana e vai consagrar como rei da montanha Pedro Pinto (Efapel). O corredor de Marco de Canavezes passou na frente em Cabeço do Mouro, São Mamede e Marvão fechando a classificação. Quem levará o chapéu tradicional e o chocalho alentejano? Domingo é dia de decisões. Volta ao Alentejo – UAE vence e juventude afirma-se ### Volta ao Alentejo - Noah Hobbs vezes dois Etapa mais longa da Alentejana ligou Carvalhal a Arraiolos, ao longo de 181,5 km. Noah Hobbs, da EF Education - Aevolo, voltou a triunfar. Um dia para os homens rápidos na Volta ao Alentejo, onde uma dificuldade muito perto do final podia servir para selecionar o pelotão. A equipa de formação da EF Education vence de novo, depois de ter ganho no primeiro dia da Alentejana. Ler mais | Volta ao Alentejo – UAE vence e juventude afirma-se Créditos: Podium Events Etapa 3 da Volta ao Alentejo A fuga do dia formou-se cedo na etapa, inicialmente com quatro ciclistas. Do quarteto, aguentaram-se na frente Patrick Casey (Israel Premier Tech Academy) e Sergio Geerlings (Caja Rural - Alea). Os fugitivos foram alcançados pelo pelotão, que seguia a alta velocidade rumo ao final em Arraiolos, onde Dmitry Strakhov venceu em 2018, e Cândido Barbosa em 1998. Nos quilómetros finais, alguns ciclistas tentaram enganar o pelotão, mas as equipas dos homens rápidos conseguiram controlar a corrida e garantir um final ao sprint. Noah Hobbs voltou a ser o mais forte. Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé) fez segundo, mas foi relegado para o fim do grupo. Sendo assim, completaram o pódio Xabier Berasategi (Euskaltel - Euskadi), e Theodor Obholzer (Óbidos Cycling Team). Ler mais | 42.ª Volta ao Alentejo arranca na quarta-feira Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa 3 da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo4:13:542BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi"3OBHOLZER TheodorÓbidos Cycling Team"4SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z"5MARTÍ PauIsrael Premier Tech Academy"6SILVA PedroAnicolor / Tien 21"7VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy"8COSTA FábioAnicolor / Tien 21"9VILLAR IkerCaja Rural - Alea"10MESA SantiagoEfapel Cycling" Top 10 da Classificação geral RnkRiderTeamTime1HOBBS NoahEF Education - Aevolo11:59:252TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé0:123STELLA DavideUAE Team Emirates Gen Z0:184BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi0:215COSTA FábioAnicolor / Tien 210:226VERSTRAETE JentheEF Education - Aevolo"7PEÑA Jesús DavidAPhotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:238SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z0:249OBHOLZER TheodorÓbidos Cycling Team″10GUERIN AlexisAnicolor / Tien 21″ Créditos da fotografia de destaque: Podium Events ### Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos A Specialized apresentou os quadros S-Works Tarmac SL8 edições 2025 WorldTour, dando a todos a oportunidade de pedalar com os quadros nas cores e grafismos das equipas de 2025 da Red Bull - BORA - hansgrohe, FDJ - Suez e Soudal - Quick-Step.  Ler mais | Specialized apresenta a nova gama de pneus 2025 S-Works Tarmac SL8: Quadro Red Bull - BORA – Hansgrohe - Sticker Slap Destacando-se no meio do pelotão desde a sua estreia no Tour de France 2024, o design “Sticker Slap” foi inspirado na cultura jovem. Com um visual dinâmico, apresenta decalques em branco-pérola, tom sobre tom sobre uma base pintada, complementados pelos icónicos logótipos S-Works e Red Bull. Este design reflete a identidade da equipa e o seu impacto na cultura do ciclismo. S-Works Tarmac SL8: Quadro FDJ - SUEZ - Convergence Denominada Convergence, esta edição especial é inspirada na filosofia da FDJ de que são mais fortes juntos. O design reflete essa ideia através da sobreposição de texturas e camadas, destacando-se pelo uso marcante do vermelho e azul característicos da equipa, em homenagem às suas raízes francesas. No topo do tubo superior, encontra-se o lema da equipa – Tomorrow is Decided Today - (O amanhã decide-se hoje) - um detalhe extra de motivação para cada pedalada. S-Works Tarmac SL8: Edição Soudal Quick-Step - Make the Break Com o nome Make the Break, esta versão apresenta uma base em pérola azul-escura combinada com pinceladas brancas que envolvem gradualmente a parte inferior do quadro, com logos vermelhos e brancos. O tubo superior exibe o distinto logo Wolfpack da equipa, oferecendo uma motivação extra no dia da prova. Specialized Science Clube: Provado em Competição A Specialized informa que através das simulações de corrida recorrendo a dados do mundo real, a equipa Ride Science sabe que a Tarmac SL8 é a bicicleta de competição mais rápida, 16,6 segundos mais rápida em 40 km, 128 segundos mais rápida na Milão-San Remo, 20 segundos mais rápida na lendária subida do Tourmalet. Podes saber tudo sobre os novos quadros S-Work Tarmac SL8 WorldTour no site da Specialized. ### Volta ao Alentejo - UAE vence e juventude afirma-se Segunda etapa da Volta ao Alentejo fez a ligação entre Castro Verde e Grândola. Davide Stella venceu o sprint do pelotão na chegada. Final em Grândola só conhecia um vencedor nas últimas duas edições da Alentejana, quando Rubén Linarez triunfou com as cores da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. "Camadas jovens" das equipas do WorldTour continuam a vencer na Volta ao Alentejo. Ler mais | Volta ao Alentejo – EF Education domina chegada ao sprint Créditos: Podium Events Etapa 2 da Volta ao Alentejo Saída de Castro Verde para a 2ª etapa da Volta ao Alentejo. Os ciclistas tinham pela frente 171,5 km de percurso ondulante, com algumas dificuldades que podiam dificultar a vida às equipas dos sprinters. Na estrada formou-se uma fuga que inicialmente tinha três ciclistas - Colby Lange (Project Echelon Racing); Victor de Paula (Feirense - Beeceler); José Bicho (APHotels&Resorts/Tavira/SCFarense), aos quais mais tarde se juntou Miquel Valls (GI Group Holding - Simoldes - UDO). O pelotão, encabeçado pela equipa de Noah Hobbs, a EF Education - Aevolo, controlou os fugitivos de perto. Foram alcançados a cerca de 15 km do fim. Nesta altura ultrapassava-se a última dificuldade do dia, insuficiente para criar espaços entre os ciclistas. Seguiu-se a chegada ao sprint, tal como na primeira etapa. Desta feita, foi Davide Stella a vencer, o italiano de 18 anos da UAE Emirates Gen Z, que corre em 2025 o seu primeiro ano no pelotão internacional. Hobbs, vencedor da primeira etapa, terminou em segundo. Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé) fechou o pódio. Créditos: Podium Events Juventude não dá tréguas Depois da vitória de Noah Hobbs na primeira etapa, foi a vez de Davide Stella vencer na Volta ao Alentejo, a segunda vitória da carreira aos 18 anos de idade. A edição de 2025 da Alentejana tem sido marcada pela afirmação dos ciclistas mais jovens. No top 10 da segunda etapa, contam-se seis atletas com menos de 21 anos - uma tendência que se tem verificado no pelotão internacional, e que se mantém em Portugal. Ler mais | 42.ª Volta ao Alentejo arranca na quarta-feira Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa 2 da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1STELLA DavideUAE Team Emirates Gen Z4:06:142HOBBS NoahEF Education - Aevolo"3TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé"4BONILLO IkerEuskaltel - Euskadi"5MESA SantiagoEfapel Cycling"6OBHOLZER TheodorÓbidos Cycling Team"7VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy"8LOZANO Juan PedroCaja Rural - Alea"9BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi"10MARTINS JoãoRádio Popular - Paredes - Boavista" Top 10 da Classificação geral da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo7:45:432TIVANI NicolasAviludo - Louletano - Loulé0:033STELLA DavideUAE Team Emirates Gen Z0:064COSTA FábioAnicolor / Tien 210:105VERSTRAETE JentheEF Education - Aevolo"6SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z0:127GUERIN AlexisAnicolor / Tien 21"8MARTI PauIsrael Premier Tech Academy0:149BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi0:1510VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy" Créditos fotografia de destaque: Podium Events ### FOX apresenta as novas suspensões 36 e 36 SL A FOX apresentou duas novas suspensões, 36 SL Factory Series e 36 Factory Series, com um objetivo bem definido, aumentar a rigidez em Trail. Estas novas suspensões 36 e 36 SL, poupam peso, de forma a conseguir dar aos usuários o desempenho de uma "grande suspensão", sem que esta seja sobredimensionada. Ler mais | Nova suspensão FOX 34 SL – ADN para o XC moderno e muito mais 36 SL Factory A 36 SL, com menos de 1.800g, é a 36 mais leve da história, proporcionando suavidade e uma resposta de condução excecional para uma verdadeira suspensão de Trail. Uma evolução do chassis da 36, otimizada para cursos de 120 a 140mm, a 36 SL dá aos ciclistas modernos de Trail a confiança para enfrentar grandes desafios sem peso extra. Arco superior ao resto Desenhado e otimizado pelos engenheiros da FOX, o novo arco e a coroa da 36 SL aumentam a rigidez torsional da suspensão em 20% em comparação com a anterior suspensão de Trail, a 34. Os recortes e os furos em locais estratégicos ajudam a minimizar o peso. O GRIP X oferece o desempenho excecional em descidas do GRIP X2, mas com menos peso, uma configuração mais simples e um modo firme de fácil acesso, proporcionando maior eficiência ao pedalar. Maior Bushing Overlap Quando a suspensão recebe uma carga frontal (como ao passar por um obstáculo no trilho), essa força de flexão é transferida do monocoque para as bainhas através de casquilhos revestidos de Teflon. O “Bushing Overlap” refere-se à distância entre os casquilhos superiores e inferiores em cada perna da suspensão.Numa suspensão, uma maior distância reduz a fricção entre os tubos superiores e a parte inferior ao longo do curso.A 36 SL tem mais 20 mm de distância entre os casquilhos em comparação com a 34, resultando numa suspensão com uma sensação mais suave. Veio do ar Uma força de flexão suficientemente grande, como ao atingir uma rocha ou raiz grande a alta velocidade, pode fazer com que o vástago de ar friccione no interior da bainha quando a suspensão se comprime ao longo do curso. O redesenhado e adaptável veio de ar FLOAT separa o tubo superior do vástago de ar, permitindo que o pistão se mova com a suspensão sob estas cargas de flexão, em vez de criar resistência. Canais de lubrificação internos Os canais de lubrificação ajudam a controlar o aumento de pressão, melhorando a sensibilidade dos pequenos impactos, além de recircular o óleo das bainhas para lubrificar os casquilhos e os retentores. Ao deslocar os canais de lubrificação da parte traseira da suspensão para o lado interior, estes deixam de estar alinhados com as cargas longitudinais, o que reduz ainda mais o atrito e a fadiga, além de aumentar a sensibilidade geral da suspensão. Purgadores de baixo perfil - Os novos purgadores são agora mais elegantes e fáceis de pressionar. Tampa superior da câmara do ar - Novo “topcap” de ar removível com chave de cassete, facilitando a instalação de espaçadores. Guardabarros - O guarda-lamas 36 melhorado agora fixa-se sobre a ponte, em vez de nos purgadores, proporcionando uma estética mais limpa e uma fixação mais robusta. Especificações técnicas Preço: 36 SL Factory Series - 1675€ 36 Factory Series Com um chassis atualizado e um aumento significativo na distância entre casquilhos proporcionam mais 20% de rigidez torsional em comparação com a 36 anterior, aproximando-se da capacidade de resposta de condução da 38. Um novo veio de ar FLOAT mais adaptável e os canais de bypass internos tornam a 36, segundo a FOX, consideravelmente mais suave ao longo do seu curso, especialmente sob cargas elevadas e em velocidades mais altas. O arco da 36 envolve as bainhas para aumentar a rigidez torsional da suspensão em 20%. Isto dá à 36 87% da rigidez torsional da 38 (um aumento em relação aos 75% anteriores), mantendo-se 275g mais leve do que a 38. Mais espaço entre casquilhos Quando a suspensão recebe uma carga frontal (como ao ultrapassar um obstáculo no trilho), essa força de flexão é transferida da bainha inferior para os tubos superiores através dos casquilhos. O “Bushing Overlap” refere-se à distância entre os casquilhos superiores e inferiores em cada perna da suspensão. Numa suspensão, mais distância entre casquilhos reduz a fricção entre os tubos superiores e as bainhas ao longo do curso. Ao adicionar mais 30 mm de distância de casquilhos em comparação com a 36 anterior, a fricção dochassis é reduzida significativamente, proporcionando uma sensação mais suave no geral e melhorando a rigidez na direção longitudinal, garantindo mais estabilidade a altas velocidades. Veio do ar Uma força de flexão suficientemente grande, como ao atingir uma rocha ou raiz grande a alta velocidade, pode fazer com que o vástago de ar friccione no interior da bainha quando a suspensão se comprime ao longo do curso. O redesenhado e adaptável veio de ar FLOAT separa o tubo superior do vástago de ar, permitindo que o pistão se mova com a suspensão sob estas cargas de flexão, em vez de criar resistência. Canais de lubrificação internos Os canais de lubrificação ajudam a controlar o aumento de pressão, melhorando a sensibilidade dos pequenos impactos, além de recircular o óleo das bainhas para lubrificar os casquilhos e os retentores. Ao deslocar os canais de lubrificação da parte traseira da suspensão para o lado interior, estes deixam de estar alinhados com as cargas longitudinais, o que reduz ainda mais o atrito e a fadiga, além de aumentar a sensibilidade geral da suspensão. Purgadores de baixo perfil - Os novos purgadores são agora mais elegantes e fáceis de pressionar. Câmara superior da câmara do ar - Novo “topcap” de ar removível com chave de cassete, facilitando a instalação de espaçadores. Guardabarros - O guarda-lamas 36 melhorado agora fixa-se sobre a ponte, em vez de nos purgadores, proporcionando uma estética mais limpa e uma fixação mais robusta. Especificações técnicas Preço: 36 Factory Series - 1720€ Podes ver todas as informações sobre as novas suspensões 36 e 36 SL no site da Bicimax . ### Volta ao Alentejo - EF Education domina chegada ao sprint Volta ao Alentejo arrancou para a estrada esta quarta feira. Primeira etapa ligou Beja a Moura e terminou com Noah Hobbs a levantar os braços. Um dia na Volta ao Alentejo que se esperava ao sprint, mas onde algumas dificuldades a meio da etapa - como relatado por Teixeira Correia na prévia, speaker da prova, na prévia do TopCycling - podiam complicar a tarefa aos ciclistas. A chegada a Moura voltou a ser utilizada na Alentejana depois de, em 2019, Enrique Sainz, ciclista espanhol, lá ter ganho também a primeira etapa em chegada ao sprint. Ler mais | 42.ª Volta ao Alentejo arranca na quarta-feira Foto: Podium Events Etapa 1 da Volta ao Alentejo Os ciclistas partiram de Beja rumo ao primeiro dia da Alentejana. A fuga demorou cerca de 50 km a formar-se, composta por Alexis Guerin (Anicolor/Tien21) e Jenthe Verstraete (EF Education - Aevolo). Os dois trabalharam na frente durante muito tempo, mas sem sucesso. Fugitivos apanhados pelo pelotão com 15 km para o fim. Os ciclistas seguiam em grupo compacto, em direção à primeira chegada ao sprint da prova. Na chegada, o destaque foi para as equipas internacionais. Noah Hobbs, jovem de 20 anos da EF Education - Aevolo, venceu a etapa. Em segundo Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé), e a fechar o pódio Matthias Schwarzbacher (UAE Team Emirates Gen Z). Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Créditos: Podium Events Noah Hobbs é nome para o futuro É mais um dos super talentos a sair da nova geração de ciclistas. Noah Hobbs, atleta inglês de apenas 20 anos, somou a quarta vitória de elites da sua curta carreira. O ciclista, que em 2023 chegou a liderar a Arctic Race of Norway, foi nesse ano também campeão de europa sub-23 na perseguição. Um nome a manter debaixo de olho para os próximos anos, tanto na estrada como na pista. Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa 1 da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo3:39:452TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé"3SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z"4MCGILL ScottProject Echelon Racing"5VILLAR IkerCaja Rural - Alea"6MARTÍN GotzonEuskaltel - Euskadi"7BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi"8COSTA FábioAnicolor / Tien 21"9ROTA RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista"10VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo3:39:352TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé0:013SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z0:064GUERIN AlexisAnicolor / Tien 21"5MARTI PauIsrael Premier Tech Academy0:086BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi0:097VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy"8JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi"9MCGILL ScottProject Echelon Racing0:1010VILLAR IkerCaja Rural - Alea" Créditos da fotografia de destaque: Podium Events ### Confirmado: Tadej Pogacar na Paris-Roubaix 2025 Tadej Pogacar alinhará pela primeira vez na Paris-Roubaix, confirmou a UAE Emirates após semanas de especulação. O TopCycling conta os detalhes da estreia do campeão mundial no Inferno do Norte e preparou um guia para saberem em que clássicas do Norte se vão encontrar os craques. A retirada do esloveno da E3 Saxo Classic e da Gent-Wevelgem já indicava alguma mudança de planos, não havendo no entanto, certezas. "Inicialmente, estava planeado que Tadej Pogačar participasse tanto na E3 Saxo Classic como na Gent-Wevelgem. No entanto, após conversas com a equipa, foi decidido que ele ajustaria o seu calendário para se focar no Tour de Flandres e na Paris-Roubaix, apontando um pico de forma para essas corridas." UAE Emirates em comunicado. Se a presença de Pogacar no Tour de Flandres já era esperada, a participação na Paris-Roubaix é, de certa forma, uma surpresa. Apesar do domínio nas Ardenas e nas grandes voltas, a perigosidade do Inferno do Norte e uma potencial lesão podia colocar em risco o objetivo Tour de France, o que não era do agrado da direção da equipa. No entanto, depois do terceiro lugar na Milão-Sanremo, Pogacar parece ainda mais determinado em somar Monumentos ao seu palmarés. Ler mais | UAE Emirates leva o Troféu Internacional da Arrábida Créditos: SprintCycling - UAE Emirates Vontade de Pogacar prevaleceu Os rumores intensificaram-se quando, durante o inverno, o esloveno publicou um vídeo a treinar nos sectores de pavé no norte de França. A equipa demonstrou alguma relutância em expor o líder aos riscos do "Inferno do Norte", como contou o diretor-geral Mauro Gianetti à Gazzetta dello Sport, mas a vontade de Pogacar prevaleceu. Ler mais | Milão-Sanremo: Van der Poel bate Ganna e Pogacar Calendário de Tadej Pogacar para a primavera Não obstante ter o Tour de France como objetivo, a primavera do esloveno tem agora um calendário mais ambicioso. A Paris-Roubaix será, sem dúvida, um dos mais imprevisíveis. 06/04 – Volta à Flandres13/04 – Paris-Roubaix20/04 – Amstel Gold Race23/04 – Flèche Wallonne27/04 – Liège-Bastogne-Liège A estreia de Pogacar na Paris-Roubaix será o principal condimento do "Inferno do Norte", deixando todo o mundo do ciclismo, desde o pelotão aos fãs, na expetativa de ver o que poderá fazer nesta corrida. Ler mais | Tom Boonen põe os olhos em António Morgado Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Onde se vão encontrar os craques? Após a passagem por Itália o pelotão regressa à Bélgica para ultimar a preparação rumo aos próximos Monumentos. A 6 de abril disputa-se a Volta à Flandres e a 13 a Paris-Roubaix, mas pelo meio há corridas importantes. Esta sexta-feira (28) corre-se a E3 Saxo Classic com partida e chegada a Harelbeke, no domingo (30) a Gent-Wevelgem e na quarta-feira seguinte (2) a Através da Flandres. Neste calendário não entram provas vocacionadas para sprinters como Brugge-De Panne ou Scheldeprijs. Dito isto, onde se vão encontrar os craques? Mathieu van der Poel marca presença na E3, Volta à Flandres e Paris-Roubaix, tendo títulos a defender tanto no Monumento belga como no francês. O bloco da Alpecin conta ainda com Jasper Philipsen, que faz Gent-Wevelgem, Através da Flandres e Paris-Roubaix. Wout Van Aert regressa de estágio em altitude para correr E3, Através da Flandres, Volta à Flandres e Paris-Roubaix. O belga apontou os Monumentos como objetivo do ano, além do Giro, tentando cumprir um calendário que no ano passado se viu afetado pela grave lesão sofrida na Através da Flandres. A Visma envia ainda Matteo Jorgenson para coliderar com Van Aert em todas as corridas menos Roubaix, que o campeão do Paris-Nice não faz. Mads Pedersen vai a todas, isto é, entre Harelbeke e Roubaix deve fazer o pleno, ainda que o calendário possa ser reajustado. O dinamarquês venceu a Gent-Wevelgem em 2024 batendo Van der Poel, mas caiu na Através da Flandres e não chegou bem aos Monumentos. Filippo Ganna faz E3, Gent e Roubaix, saltando a Volta à Flandres, isto após fazer uma Sanremo extraordinária onde se intrometeu no pódio ao lado de Van der Poel e de Pogacar. Portugueses: António Morgado confirmou ao TopCycling que se vai apresentar na E3, Volta à Flandres e Roubaix; já Rui Oliveira também nos adiantou que após fraturar duas costelas no Tirreno-Adriático tem a Volta à Flandres em dúvida, pelo que de momento o vamos ver com certeza na Gent-Wevelgem e na Através da Flandres. ### 42.ª Volta ao Alentejo arranca na quarta-feira Última semana de março traz a Volta ao Alentejo com 19 equipas na luta pela vitória até domingo, dia 30. Apresentamos o percurso! Desde 1982 na estrada, a Volta ao Alentejo é história viva do calendário nacional e foi ganha, em 2024, por Eduard Prades (Caja Rural - Seguros RGA). O campeão olímpico Iúri Leitão, também da equipa espanhola, venceu a última etapa da Volta ao Alentejo e ganhou a camisola dos pontos. Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista | Entrevista Créditos: FPC O percurso da Volta ao Alentejo 1.ª etapa - Beja é o palco de partida da Volta ao Alentejo de 2025, numa primeira etapa de 166,6 km que deve acabar ao sprint, em Moura. Pelo meio, três metas-volantes e duas contagens de montanha de quarta categoria. O TopCycling consultou a Bíblia do ciclismo nacional, em geral, e do alentejano, em particular, Teixeira Correia, uma vez mais speaker da prova. Alentejano de gema, Teixeira Correia avisa que a prova arranca em terreno duro, com uma jornada que se costuma partir logo na subida em Monsaraz. A partir daí seguem junto às margens do Alqueva, apanham a zona sinuosa da Amareleja e a haver sprint não deverá ser massivo. 2.ª etapa - O segundo dia traz partida em Castro Verde chegada a Grândola, num percurso de mais de 171 km que conta com três contagens de montanha - duas de quarta categoria e a última de terceira - e outras tantas metas-volantes. A tarde pode servir para marcar as primeiras diferenças na geral. Primeiro apanham uma zona de pequenas montanhas junto a Odemira e na parte final o percurso entre Santiago do Cacém e Grândola tem a Serra de São Francisco como principal dificuldade. Atenção à Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua que já venceu duas vezes nesta chegada com Leangel Linarez. 3.ª Etapa - Sexta-feira está reservada para a etapa mais longa da Alentejana: Carvalhal recebe a partida e, 180 km depois, o pelotão vai cortar a meta em Arraiolos, onde uma rampa com menos de 1 km pode selecionar o sprint. Pelo meio, há três metas-volantes e duas contagens de montanha de quarta categoria. 4.ª Etapa - A etapa rainha será no sábado: a corrida começa em Monforte e termina ao cabo de 147,7 km em Castelo de Vide. Os ciclistas terão de enfrentar seis contagens de montanha - a primeira de segunda categoria e as restantes de terceira - e três metas-volantes, num dia que pode muito bem ser o da decisão no que à geral diz respeito. Atenção à passagem em pavé em Portalegre antes da subida de Cabeça do Mouro, uma descoberta made in Alentejana utilizada na Volta a Portugal de 2001 e ganha por Andrei Zintchenko (LA/Pecol). Segue-se a subida à Serra de São Mamede, passagem pelo magnífico Marvão e um circuito em Castelo de Vide com dupla subida à igreja de Nossa Senhora da Penha. A cereja no topo do bolo é a subida de 2 km para a meta. Pode ser um dia ideal para Afonso Silva, Há esperança de que pela primeira vez um alentejano ganhe a alentejana. Afonso Silva, da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, 4.º em 2024 e que pode ser o primeiro alentejano a vencer a Volta à região. 5.ª Etapa - A quinta e última etapa da Volta ao Alentejo deve sorrir aos sprinters: de Estremoz a Évora serão 151,1 km, com três metas-volantes e uma contagem de montanha de quarta categoria na viagem. O vencedor terá a honra de vestir o chapéu tradicional alentejano, feito de pelo de coelho, indumentária típica dos cantadores do Cante Alentejano. Nada fica ao acaso na prova, que como troféu oferece ao campeão um chocalho feito em Alcácer do Sal que é património da Humanidade tal como o Cante Alentejano. Lista de partida com destaques internacionais A Caja Rural-Seguros RGA - vencedora das últimas três edições da Volta ao Alentejo - é uma de duas ProTeams que vai correr a Alentejana, com a Euskaltel-Euskadi. Numa lista de partida com destaques internacionais, contam-se ainda cinco Continentais, três delas projetos satélites de conjuntos do WorldTour: EF Education-Aevolo (EUA), Academia Israel-Premier Tech (ISR) e UAE Emirates-Gen Z (EAU), que venceu o Troféu Internacional da Arrábida. Sem esquecer as nove Continentais portuguesas e às três melhores equipas nacionais de clube. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Os diretores das equipas reuniram-se com a direção de corrida na terça-feira.Foto: Podium Events Também há ação no XCO Lisboa recebe nos dias 29 e 30 de março a XCO Super Cup: sábado está reservado para treinos, no domingo a ação começa às 11h00. O percurso, em Monsanto, terá quatro quilómetros e contará com vários obstáculos, tanto naturais como artificiais. Por fim, sábado realiza-se a UCI Gravel 114, prova internacional de gravel que passará por dois países: a partida é em Elvas, no Parque da Piedade e a chegada é do outro lado da fronteira, em Badajoz, no Guadiana Park, num percurso de 123 quilómetros. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Outros eventos oficiais 29 de março: II Taça do Algarve Cadetes e Juniores, Loulé 29 de março: Campeonato do Algarve Cadetes e Juniores, Loulé 29 de março: Encontro Regional de Escolas de Estrada - Circuito JG, Loulé 30 de março: 3.ª Taça Regional XCM - Rota da Lampreia, Penacova 30 de março: 2.º Encontro de Escolas de CE - Brisa Sem Açúcar, São Vicente 30 de março: DHI #2 São Miguel 2025, São Miguel30 de março: EE #2 Escolas Terceira 2025, Terceira 30 de março: 2.ª Taça da Madeira de CE - Brisa Sem Açúcar, São Vicente 30 de março: 12.º BTT XCO Paredes de Coura, Vascões, Paredes de Coura Créditos da fotografia de destaque: FPC ### Raquel Queirós em entrevista: "Vou correr na minha própria equipa de BTT" Aos 24 anos, Raquel Queirós, duas vezes atleta olímpica e vencedora da 1ª Volta a Portugal Feminina, vai começar a sua equipa para correr na Taça do Mundo de XCO. Em entrevista, Raquel Queirós, natural de Guilhabreu, Vila do Conde, fala sobre o percurso que a elevou a um dos maiores nomes do ciclismo feminino nacional. Atendeu a chamada do Topcycling com um sorriso na cara, e um “problema na mão” que condicionou a preparação no início da época - mas que não impediu o regresso à estrada na Vuelta a Extremadura. Nascida numa família de ciclistas, foi vítima da “paixão” pela bicicleta assim que experimentou, pela primeira vez, na escolha que tinha aberto na terra onde nasceu: “O meu irmão foi experimentar, e eu perguntei ao meu pai se podia experimentar também, e pronto foi paixão logo, nunca mais larguei. Mas o meu avô já tinha sido ciclista, depois foi diretor desportivo na Ambar, e pronto, na minha família costuma-se dizer que eu já tinha veia de ciclista”. Créditos: Rodrigo Vicente Triunfos em todas as disciplinas O palmarés de Raquel Queirós nos escalões jovens é impressionante, com destaque para a multidisciplinariedade. Mas quando foi hora de optar por um foco, houve poucas dúvidas: Ciclocrosse deixei por opção. Eu sentia, em conjunto com os meus pais e treinador, que acabava por perder muita performance para o cross. Também estava a ficar muitas vezes doente porque são corridas no inverno, tens de treinar outdoor… E mesmo o facto de ser sempre no inverno acabava por ficar sempre doente, entrava na época de XCO doente… Também não é uma paixão minha, o ciclocrosse, não é que não gostasse, mas não é como o XCO. E depois comecei a gostar muito de aproveitar a pré-época sem a competição, quando somos pequenos é diferente, mas agora gosto muito de estar em casa e não estar o ano todo em competição. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling A decisão de deixar a estrada veio depois, mas antes, dois marcos na carreira de qualquer ciclista nacional: a estreia nos Jogos Olímpicos de Tokyo, e a vitória na Volta a Portugal Feminina – a primeira edição da prova. Créditos: Rodrigo Vicente 2021 foi ano de afirmação para Raquel Queirós “O meu sonho sempre foi correr ao mais alto nível no XCO” - uma ambição esclarecida na cabeça de Raquel Queirós. Com 20 anos, representa Portugal nos Jogos Olímpicos pela primeira vez: uma experiência condicionada, entre outros motivos, pela pandemia: Eu soube mais ou menos que poderia haver a oportunidade de nós irmos no mundial do ano anterior aos Jogos, em 2019. Soube que poderia haver uma chance de estarmos presentes. Mas claro, nós apuramos o país… Para mim só foi real quando entrei no avião e viajei não sei quantas horas ate chegar a Tokyo. A experiência foi muito condicionada, não só pelo covid… é um sítio muito longe, não temos a família. Depois fiquei numa aldeia só de ciclismo, e não é a mesma coisa de estar numa aldeia olímpica, parecia que estava numa corrida normal. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Voltou dos Jogos e pouco depois estava a correr a 1ª edição da Volta a Portugal Feminina, algo que aconteceu “espontaneamente e muito já em cima da hora”. Corria pela Velo Performance/JS Campinense na estrada e estava escalada como suplente para a prova, até porque pensou “que nunca na vida ia querer fazer a Volta depois dos Jogos”. Fez, ganhou, e levou a amarela ao ciclista mais velho da família: Sinceramente, ia sem nenhuma expetativa. Na primeira etapa, era uma chegada ao sprint, e eu pensei que ia ficar no pelotão, até porque nos tínhamos uma sprinter. Mas aquilo passava uma subida na Arrábida e o pelotão partiu, e quando dei por mim estava na frente e fiz terceiro. E aí comecei a pensar… estou na discussão da corrida. No segundo dia partimos com outra mentalidade, tinha as meninas a ajudar-me e consegui ganhar a etapa. E foi a partir dai que o sonho começou. O meu avô estava bastante doente e eu queria muito ganhar a Volta para lhe entregar a camisola. No dia seguinte foi o contrarrelógio, não havia diferenças porque tinham sido chegadas ao sprint. Infelizmente a outra rapariga teve uma queda e eu ganhei o contrarrelógio. Vesti de amarelo e no último dia chegamos as duas juntas, e eu ganhei. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Créditos: Rodrigo Vicente Salto para os grandes palcos Em 2022 deixa a estrada para cumprir um “sonho”: Em 2021 depois da Volta, fui a uma corrida de BTT na taça do mundo nos EUA e assinei o meu contrato profissional com a MMR Factory Racing que na altura foi para mim um sonho tornado realidade, eu queria muito estar naquela equipa. Deixei de competir na estrada e dediquei-me única e exclusivamente ao BTT. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Rumou à BH Coloma duas épocas depois: O sonho de viver tudo aquilo, de estar numa das melhores equipas do mundo à beira das estrelas. Por exemplo o ano passado, poder conviver com o David Valero e com o Carlos Coloma, ir ver os circuitos com ele, correr com aquele equipamento da BH, foi um sonho poder vivenciar tudo isto. Foram anos muito bons na minha vida e só estou agradecida a eles por terem acreditado em mim e no meu talento. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Mas Raquel Queirós sentiu o reverso da medalha na elite do pelotão mundial. Sem receio de falar da pressão dos resultados, a ciclista conta que trabalha com um psicólogo desde Tokyo 2021, algo que “faz muita diferença”. De um momento para o outro aquilo torna-se o nosso emprego, o nosso trabalho, e estavam a pagar-me para obter resultados. Então… Até um certo ponto acabas por não desfrutar tanto assim… É uma pressão que pões em ti próprio, porque os resultados têm de aparecer, uma pessoa apostou em ti e está a apostar para tu renderes, e tu tens de render. Há esse ponto que se calhar não é tao positivo. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling No fim de 2024 deixou de se focar exclusivamente no XCO, mas antes disso, outro momento de destaque: Jogos Olímpicos de Paris 2024. Competiu na sua segunda edição da prova, que considerou “a verdadeira experiência dos Jogos”. Tudo começou na preparação, feita com “mais carinho, mais tempo, com mais dedicação”, e a sentir-se “mais preparada não só fisicamente, mas também emocionalmente”. Créditos: Rodrigo Vicente 2025 é ano de mudança para Raquel Queirós Ano de transição para Raquel Queirós que traz novidades das grandes. Vai voltar à estrada, pela mão da AtumGeneral/Tavira/SCFarense. Mas há mais: A ciclista portuguesa vai começar a sua própria equipa de BTT para correr na Taça do Mundo: Este ano quis fazer algo diferente. Quis ser patroa de mim mesma, e decidi criar uma equipa de BTT minha, que ainda não anunciei, mas acho que tinha ficado subentendido, mas pronto. Vou correr na minha própria equipa de BTT, e decidi que o melhor seria aliar-me a equipa de estrada, tive algumas opções, mas decidi-me pelo Tavira. Acho que é uma equipa onde estarei feliz, isso é o mais importante, encontrar a felicidade na competição, e acho que isso vai acontecer. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Um projeto em família, lançado com o namorado e o irmão, que vai contar com o apoio de “alguns patrocinadores, e da Specialized” - marca de que é embaixadora em Portugal. Os objetivos “passam por fazer o melhor possível na Taça do mundo, que vou fazer algumas. Ser campeã nacional de XCO e XCC, e mais uma ou outra corrida a nível nacional ou internacional”. Na estrada, poucas expetativas, até porque “tudo o que vier será positivo” em ano de reentrada no pelotão. Mudanças importantes para uma ciclista que quer “acima de tudo, ser feliz e estar feliz em cima da bicicleta”. Sem grandes alterações na preparação depois do salto para a estrada, faz uma autoanálise: “Acho que serei um ciclista de clássicas, talvez. Não sou rápida, também não sou trepadora… Acho que serei uma sprinter para grupos restritos”. Créditos: Rodrigo Vicente O futuro e o ciclismo feminino em Portugal Para terminar, algumas reflexões. Numa altura em que o ciclismo feminino está em ascensão, Raquel Queirós acredita no trabalho feito por equipas, ciclistas e Federação para imitar a tendência global em Portugal, apesar da “falta de dinheiro” e de patrocinadores continuar a ser um problema. Como referências no pelotão nacional, aponta Maria Martins, uma “amiga” que foi “inspiração” para a Raquel Queirós. https://www.youtube.com/watch?v=Qc8a9t1_UsQ&ab_channel=CanalAltoT%C3%A2mega Em relação ao futuro, vai à procura da felicidade. Há cinco anos, em entrevista, tinha afirmado que o objetivo para os próximos 10 anos era competir regularmente em Taças do Mundo. O Topcycling convidou, como nota final, a fazer uma reflexão sobre o percurso até ao momento: Entretanto já fiz isso tudo (risos) mas é bom sinal. Acho que viver do ciclismo já não é tao difícil, porque a Raquel do presente consegue viver do ciclismo, e isso é muito bom. Acho que a Raquel de há cinco anos atrás estaria orgulhosa do que fez até aqui. Agora não sei o que o futuro me reserva, e lá está… O que virá eu acho que será bom, e espero que me traga felicidade. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Pode ler mais entrevistas a ciclistas de elite aqui. Pode seguir a carreira de Raquel Queirós aqui. Créditos da fotografia de destaque: Rodrigo Vicente ### UAE Emirates leva o Troféu Internacional da Arrábida Luca Giami, da equipa satélite da UAE Emirates, venceu o Troféu Internacional da Arrábida, que ligou Sesimbra a Setúbal. Um novo nome, mas a tradicional dureza marcou o Troféu Internacional que se disputou na Serra da Arrábida e que terminou com vitória de Luca Giami (UAE Emirates Gen Z). A jornada de 173,8 km partiu de Sesimbra rumo a Setúbal, com um pelotão com as nove equipas Continentais portuguesas, três projetos nacionais sub-23 e cinco conjuntos estrangeiros. Primeira hora com muitos ataques, mas sem fuga. A toada ofensiva manteve-se e ao km 100 um grupo de 23 corredores passou a comandar: Credibom-LA Alumínios-Marcos Car (cinco corredores), Project Echelon (quatro) e UAE Emirates (quatro) foram as equipas mais representadas. Luca Giami é o primeiro italiano a vencer A vantagem foi diminuindo até ao prémio de montanha em Machadas (km 125) e pouco depois o grupo foi mesmo alcançado. Faltavam cerca de 40 km para a subida da Arrábida, a 13 km da meta, a mais seletiva da corrida. Keegan Swirbul (Efapel) liderou na Arrábida, arrastando para a frente Harrison Wood (Anicolor-Tien21), Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé), Kieran Haug (Project Echelon) e Luca Giami (UAE Emirates). Créditos foto: Paulo Maria UVP / FPC / Interslide No sprint a cinco venceu Giami, que relegou Tivani e Wood para os restantes lugares do pódio. Luca Giami é o primeiro italiano a vencer o Troféu Internacional da Arrábida, um talento com origem na pista – campeão da Europa júnior de perseguição individual e por equipas – que assinou por seis épocas. A UAE Emirates lidera com 19 vitórias na presente temporada, mas o projeto satélite não perdeu tempo e já soma cinco triunfos. Créditos fotografia de capa: Paulo Maria UVP / FPC / Interslide ### Cape Epic 2025 - Etapa 7: Último dia com emoção até ao fim A Cape Epic 2025 chegou ao fim com uma dupla improvável a ganhar num dia de emoções fortes, em que a organização foi obrigada a encurtar o percurso. Lukas Baum e Georg Egger (ORBEA Leatt Speed Company) venceram a tirada. Nino Schurter e Filippo Colombo (SCOTT-SRAM MTB Racing) consagraram-se vencedores desta edição. Na categoria feminina, a vitória foi para a dupla que dominou toda a competição: Annika Langvad e Sofia Gómez Villafañe (Toyota | Specialized). Ler mais | Cape Epic 2025 – Etapa 6: Equipa Wilier-Vittoria responde e aperta Scott-Sram Vencedores das categorias elite masculina e feminina - Nino Schurter, Filippo Colombo, Annika Langvad e Sofia GOMEZ - Créditos: Cape Epic Elite masculina quase teve surpresa As chuvas foram intensas na noite anterior à etapa, o que obrigou a organização a encurtar o percurso para 40 km. A corrida começou intensa, com um ritmo muito alto. Lukas Baum e Georg EGGER - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Alguns ataques logo no início partiram o pelotão, e a 19 km da meta, a dupla da Wilier-Vittoria (Luca Braidot e Simone Avondetto) lançou o ataque à liderança da geral - partia 0:32 atrás do primeiro lugar. A SCOTT-SRAM MTB Racing sentiu algumas dificuldades, mas conseguiu fechar o espaço - quando o fez, contra-atacou e ficou sozinha na frente. Só foram alcançados pela ORBEA Leatt Speed Company. As duas duplas trabalharam juntas para objetivos distintos: no fim, a vitória da etapa sorriu à ORBEA Leatt Speed Company, e a geral caiu para os homens da SCOTT-SRAM MTB Racing. Nino Schurter e Filippo Colombo - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Quanto aos portugueses, tanto a equipa de Tiago Ferreira como a equipa de José Dias, mantiveram os lugares na classificação geral, 13.º e 14º respetivamente. José Dias e Pablo Rodríguez - Créditos: Michael Chiaretta/Cape Epic Classificação da Etapa 7 – Elite Masculina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter / Filippo Viero Colombo23:12:392ºWilier-VittoriaLuca Braidot / Simone Avondetto+1:313ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert / Tristan Nortje+12:584ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro / Marc Stutzmann+23:135ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas Baum / Georg Egger+41:556ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni / Gioele De Cosmo+45:517ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno / Luis Francisco Pérez Martínez+52:078ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig Oliver / Ben Oliver+54:309ºToyota SpecializedJohan Van Zyl / Travis Stedman+55:2410ºHoneycomb 226ersMarc Pritzen / Wessel Botha+56:07 Classificação Geral Final – Elite Masculina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter / Filippo Viero Colombo23:12:392ºWilier-VittoriaLuca Braidot / Simone Avondetto+1:313ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert / Tristan Nortje+12:584ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro / Marc Stutzmann+23:135ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas Baum / Georg Egger+41:556ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni / Gioele De Cosmo+45:517ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno / Luis Francisco Pérez Martínez+52:078ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig Oliver / Ben Oliver+54:309ºToyota SpecializedJohan Van Zyl / Travis Stedman+55:2410ºHoneycomb 226ersMarc Pritzen / Wessel Botha+56:07 Cape Epic 2025 foi dominada pela Toyota | Specialized na categoria feminina Tal como nos homens, uma etapa que saiu para a estrada mais curta que o esperado, e em que várias equipas tinham hipótese de tentar um último assalto ao pódio. Foi o que tentaram fazer Monica Calderón e Tessa Kortekaas (Cannondale ISB Sport), com um ataque logo no início da etapa. A dupla lutou muito, venceu a etapa, mas não conseguiu ganhar o tempo necessário para chegar ao terceiro lugar. Annika Langvad e Sofia Gómez Villafañe (Toyota | Specialized) saíam com uma vantagem enorme na geral. Geriram o ritmo, foram sextas no último dia, e vencem a geral com 22 minutos de vantagem sobre as segundas classificadas. Créditos: Sam Clark/Cape Epic Classificação da Etapa 7 – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón Martinez / Tessa Kortekaas1:54:382ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-Pinele / Claudia Peretti+33s3ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda+3:234ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen+3:285ºMAAPHaley Smith / Ella Scanlan-Bloor+3:576ºToyota SpecializedAnnika LANGVAD / Sofia GOMEZ+5:177ºBUFF MEGAMORosa Van Doorn / Janina Wüst+7:158ºBULLS SwissIrina Lützelschwab / Alessia Nay+7:189ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg Stevková / Martina Krahulcová+7:5110ºSongo Kolosi FoundationIla STOW / Cherise WILLEIT+10:21 Classificação Geral Final – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºToyota SpecalizedAnnika Langvad / Sofia Gomez29:03:102ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda+21:323ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen+38:074ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón Martinez / Tessa Kortekaas+40:065ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-Pinele / Claudia Peretti+1:01:196ºBUFF MEGAMORosa Van Doorn / Janina Wüst+1:35:167ºMAAPHaley Smith / Ella Scanlan-Bloor+1:40:408ºBULLS SwissIrina Lützelschwab / Alessia Nay+1:59:359ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg Stevková / Martina Krahulcová+2:17:2510ºCannondale ISB Sport 2Costanza Fasolis / Stefanie Walter+2:41:10 Créditos da fotografia de destaque: Sam Clark/Cape Epic ### Milão-Sanremo: Van der Poel bate Ganna e Pogacar Tadej Pogacar dinamitou a corrida na Cipressa, mas a vitória sorriu a Mathieu van der Poel na Milão-Sanremo mais espetacular em duas décadas. Valeu a pena esperar 6:22:53 pelo desfecho da Milão-Sanremo, que coroou Mathieu van der Poel, elevou Filippo Ganna e humanizou Tadej Pogacar. O primeiro Monumento do ano foi tudo aquilo que se esperava: ritmo forte num início chuvoso, a Alpecin-Deceuninck a controlar a fuga e a UAE Emirates a mexer assim que se iniciou a parte dura na costa da Ligúria. A subida à Cipressa foi pela primeira vez feita abaixo dos nove minutos. Tim Wellens e Jonathan Narvaez lançaram Pogacar para outra dimensão. Desde os anos 90 que ninguém atacava na Cipressa com êxito, mas este ano o campeão mundial partiu a corrida e só Van der Poel e Ganna foram capazes de o seguir. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: LucaBettini/LaPresse Van Poel soma sete Monumentos No Poggio mais do mesmo: três ataques violentos de Pogacar e resposta à altura de Van der Poel. Ganna ficou cortado, mas chegou a Sanremo praticamente em cima do duo da frente. A clássica dos sprinters pedia um final a preceito e no sprint a três Pogacar descaiu no grupo além da conta e viu fugir os rivais. Ganhou o neerlandês da Alpecin-Deceuninck, favorito neste contexto de corrida. Van Poel soma sete Monumentos e empata com Pogacar, já a Alpecin-Deceuninck vence a Milão-Sanremo pelo terceiro ano consecutivo – igualando Molteni (1970/71/72), Bianchi (1942/43/46) e Alcyon (1910/11/12/13). O melhor dos “normais” foi Michael Matthews, que pela sétima vez fechou nos 10 primeiros. Ler mais | Percurso duro do Tour de France 2025 Foto: LaPresse ### Cape Epic 2025 – Etapa 6: Equipa Wilier-Vittoria responde e aperta Scott-Sram A penúltima etapa da Cape Epic 2025 trouxe um novo capítulo de drama e reviravoltas. Depois de vários dias de calor intenso, a chuva regressou, aumentando a dificuldade dos 87 km e 2.550 metros de desnível positivo. Categoria Elite Masculina: Wilier-Vittoria aperta o cerco à SCOTT-SRAM A grande surpresa do dia surgiu antes mesmo da partida, com o abandono do BUFF MEGAMO de Wout Alleman e Martin Stošek, quintos na geral. Esta desistência provocou desde logo alterações no top 10 da geral e é agora a equipa do português José Dias e Pablo Rodríguez a melhor Buff Megamo em prova. Nos primeiros quilómetros, os protagonistas da corrida formaram desde logo um grupo restrito com a SCOTT-SRAM de Schurtere Colombo, a Wilier-Vittoria de Braidot e Avondetto e a Imbuko ChemChamp de Joubert e Nortje. Numa fase inicial ainda rodaram na frente também a Outride Toyota Songo (Beers/Swenson), a MitoQ NZ Cycling Project (Craig e Ben Oliver) e a BH Coloma de Tiago Ferreira e David Valero. Tiago Ferreira e David Valero - Créditos: Sam Clark/Cape Epic A SCOTT-SRAM tentou manter o ritmo na frente, mas com alguma surpresa acabou por perder tempo precioso, tanto nas subidas como nas descidas, principalmente para a equipa Willier-Vittoria. Scott-Sram não conseguiu seguir o ritmo da equipa Willier-Vittoria - Créditos by Nick Muzik/Cape Epic Na meta, a vitória ficou para a Imbuko ChemChamp, seguida de perto pela Wilier-Vittoria, que celebrou como se tivesse vencido, pois recuperou o tempo perdido ontem para a SCOTT-SRAM na geral. Schurter e Colombo cruzaram a meta 1:34 depois, vendo a sua liderança cair para apenas 32 segundos antes da ultima etapa. Entre os portugueses, Tiago Ferreira em dupla com o espanhol David valero mantém a 13ª posição da geral, enquanto que a Buff Megamo 2 de José Dias e o espanhol Pablo Rodríguez surgem logo de seguida, na 14ª posição. Pablo Rodríguez e Josá Dias - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Classificação da Etapa 6 – Elite Masculina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert / Tristan Nortje3:49:372ºWilier-VittoriaLuca Braidot / Simone Avondetto+14s3ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter / Filippo Colombo+1:344ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro / Marc Stutzmann+3:355ºOutride Toyota SongoMatthew Beers / Keegan Swenson+4:556ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig Oliver / Ben Oliver+5:077ºToyota SpecializedJohan Van Zyl / Travis Stedman+6:158ºBULLS MavericksSimon Schneller / Axel Roudil-Cortinat+7:279ºCannondale ISB Sport MenPeeter Pruus / Riccardo Chiarini+7:4410ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni / Gioele De Cosmo+8:07 Classificação Geral – Após a Etapa 6 (Elite Masculina) PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter / Filippo Colombo21:38:382ºWilier-VittoriaLuca Braidot / Simone Avondetto+32s3ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert / Tristan Nortje+11:214ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro / Marc Stutzmann+22:105ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni / Gioele De Cosmo+36:336ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas Baum / Georg Egger+42:347ºHoneycomb 226ersMarc Pritzen / Wessel Botha+50:428ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno / Luis Francisco Pérez Martínez+51:139ºToyota SpecializedJohan Van Zyl / Travis Stedman+53:3310ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig Oliver / Ben Oliver+53:54 Categoria Elite Feminina: Cannondale ISB Sport vence etapa Hoje, para contrariar a tendência da história da corrida, onde a equipa da Toyota-Specialized de Langvad e Gómez tem dominado, a equipa Cannondale ISB Sport de Monica Calderón e Tessa Kortekaas tomou a iniciativa desde os primeiros quilómetros e nunca mais olhou para trás. Monica YULIANA e CALDERON MARTINEZ - Créditos: Michael Chiaretta/Cape Epic Tendo uma vantagem confortável, hoje Langvad e Gómez (Toyota-Specialized), optaram por uma abordagem mais conservadora, gerindo a vantagem e evitando riscos. Apesar de perderem hoje 6:40 para as vencedoras e segundas classificadas na geral, ainda mantém uma vantagem superior a 23 minutos. O Efficient Infiniti SCB SRAM (Looser/Skarda) completou o pódio da etapa. Aqui estão as tabelas corrigidas com os dados atualizados da etapa 6 na categoria feminina: Classificação da Etapa 6 – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón Martinez / Tessa Kortekaas4:47:572ºToyota SpecializedAnnika Langvad / Sofía Gómez Villafañe+ 6:403ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda+7:364ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen+11:265ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-Pinele / Claudia Peretti+15:236ºMAAPHaley Smith / Ella Bloor+16:167ºCannondale ISB Sport 2Costanza Fasolis / Stefanie Walter+19:068ºBUFF MEGAMORosa Van Doorn / Janina Wüst+22:329ºBULLS SwissIrina Lützelschwab / Alessia Nay+31:0410ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg Stevková / Martina Krahulcová+31:53 Classificação Geral – Após a Etapa 6 (Elite Feminina) PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºToyota SpecializedAnnika Langvad / Sofía Gómez Villafañe27:03:152ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda+23:263ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen+39:564ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón Martinez / Tessa Kortekaas+45:235ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-Pinele / Claudia Peretti+52:106ºMAAPHaley Smith / Ella Bloor+1:01:157ºCannondale ISB Sport 2Costanza Fasolis / Stefanie Walter+1:08:098ºBUFF MEGAMORosa Van Doorn / Janina Wüst+1:12:549ºBULLS SwissIrina Lützelschwab / Alessia Nay+1:26:4010ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg Stevková / Martina Krahulcová+1:27:55 Última etapa: tudo por decidir na Cape Epic 2025 A última etapa promete ser brutal, com 70 km e quase 3.000 metros de desnível, incluindo uma das subidas mais exigentes da prova nos quilómetros finais. Se na categoria Elite Feminina tudo parece estar decidido, o mesmo não acontece na categoria Elite Masculina, onde só 32 segundos separam as equipas que ocupam os dois primeiros lugares da geral. ### Trek intensifica as suas ações para um futuro mais responsável A Trek Bicycle continua a sua transformação com o objetivo de reduzir as suas emissões de carbono e na procura por uma indústria do ciclismo mais responsável, com a publicação do seu Relatório de Sustentabilidade 2024. Fiel ao seu compromisso de implementar ações concretas para um mundo melhor, a Trek dá mais um passo para reduzir a sua pegada de carbono e comprometer-se com práticas mais sustentáveis. Ler Mais | As novas cores Project One da Trek Ações concretas para um impacto mensurável Desde a publicação do seu primeiro relatório em 2021, a Trek Bicycle tem colocado em prática iniciativas ambiciosas para minimizar o impacto ambiental da sua atividade. Este ano, a empresa anunciou que os seus objetivos a curto prazo foram validados pela Science Based Targets Initiative (SBTi), o que garante um plano de ação alinhado com as recomendações científicas sobre a redução das emissões de gases com efeito de estufa. Alguns dos principais avanços do relatório de 2024 Transição para um alumínio mais limpo: a Trek compra agora o alumínio em fábricas alimentadas por energias renováveis, o que reduz até 70% as emissões associadas à produção de determinados quadros de bicicletas. Aumento da utilização de materiais reciclados: espuma EPS reciclada nos capacetes, bidões fabricados com 95% de origem vegetal e embalagens sem plástico. Otimização das baterias das bicicletas elétricas: a Trek está a prolongar a sua vida útil e a facilitar a sua reciclagem através de soluções práticas, em parceria com a Call2Recycle. Energia renovável: a Trek alimenta a sua sede mundial e a sua principal fábrica com energia 100% limpa, e tem como objetivo fazê-lo para todas as suas infraestruturas até 2030. Incentivar a mobilidade sustentável: através de programas como o PeopleForBikes e a Trek Foundation, a Trek está a investir para tornar as cidades mais cicláveis e acessíveis a todos. ### Cape Epic 2025 - Etapa 5: Schurter e Colombo destacam-se A etapa 5 da Cape Epic 2025, conhecida como a etapa rainha, cumpriu as expectativas com um percurso de quase 100 km e 3.000 metros de desnível positivo. A estas dificuldades, juntou-se o barro. Categoria Elite Masculina Depois de várias etapas com enorme equilíbrio, onde as equipas que lutam pela classificação geral terminaram ao sprint, hojhe a Scott-Sram de Nino Schurter e Filippo Colombo, demonstrou superioridade sobre a equipa Wilier-Vittoria de Luca Braidot e Simone Avondetto. Filippo Colombo e Nino Schurter - Creditos: Nick Muzik/Cape Epic Os suíços atacaram na descida final e garantiram a vitória de etapa com uma vantagem de 1 minuto e 10 segundos para os italianos. Na terceira posição terminou a equipa Imbuko ChemChamp, que embora tenha sido protagonista no decorrer da etapa, chegou a 3 minutos dos vencedores. Com este resultado, o SCOTT-SRAM MTB Racing consolidou a liderança na classificação geral. Quanto aos portugueses, José Dias (em dupla com o espanhol Pablo Rodríguez na equipa Buff Megamo 2) fez uma excelente etapa, terminando este dia duro na 13ª posição a 12:30 dos vencedores.Tiago Ferreira, em dulpa com o espanhol David Valero na equipa BH Coloma, terminaram na 21ª posição a 23:21 dos vencedores. Pablo Rodríguez e José Dias - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Na classificação geral, a equipa de Tiago Ferreira e David Valero segue na 12ª posição, enquanto a Buff Megamo 2 de José Dias e Pablo Rodríguez hoje subiu para a 14ª posição. David Valero e Tiago Ferreira - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Classificação da Etapa 5 - Elite Masculina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter (SUI)Filippo Colombo (SUI)4:13:27-2ºWilier-VittoriaLuca Braidot (ITA)Simone Avondetto (ITA)4:14:37+1:103ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert (RSA)Tristan Nortje (RSA)4:16:30+3:034ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni (ITA)Gioele De Cosmo (ITA)4:19:38+6:115ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro (ITA)Marc Stutzmann (SUI)4:20:06+6:396ºBULLS MavericksSimon Schneller (GER)Axel Roudil-Cortinat (FRA)4:20:18+6:517ºBUFF MEGAMO 1Wout Alleman (BEL)Martin Stošek (CZE)4:20:19+6:528ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas Baum (GER)Georg Egger (GER)4:23:05+9:389ºToyota SpecializedJohan Van Zyl (RSA)Travis Stedman (RSA)4:23:09+9:4210ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno (ESP)Luis Francisco Pérez (ESP)4:25:08+11:41 Classificação Geral após a Etapa 5 - Elite Masculina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter (SUI)Filippo Colombo (SUI)17:47:27-2ºWilier-VittoriaLuca Braidot (ITA)Simone Avondetto (ITA)17:49:19+1:523ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert (RSA)Tristan Nortje (RSA)18:00:22+12:554ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro (ITA)Marc Stutzmann (SUI)18:07:36+20:095ºBUFF MEGAMO 1Wout Alleman (BEL)Martin Stošek (CZE)18:09:43+22:166ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni (ITA)Gioele De Cosmo (ITA)18:17:27+30:007ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas Baum (GER)Georg Egger (GER)18:20:46+33:198ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno (ESP)Luis Francisco Pérez (ESP)18:31:54+44:279ºInsect Science CyclingArno du Toit (RSA)Keagan Bontekoning (RSA)18:35:34+48:0710ºToyota SpecializedJohan Van Zyl (RSA)Travis Stedman (RSA)18:36:19+48:52 Categoria Elite Feminina Embora não tenha sido com a superioridade de outros dias, Annika Langvad e Sofia Gomez voltaram a vencer a etapa, com uma vantagem de somente doze segundos para a equipa Cannondale ISB Sport de Monica Calderon Martinez e Tessa KorteKaas. Annika Langvad e Sofia Gomez - Créditos: Michael Chiaretta/Cape Epic No momento em que escrevo ainda não terminaram mais mulheres. Artigo em atualização... ### Novos S-Works Ares 2 - Primeiro contacto e Unboxing Os S-Works Ares 2 acabam de chegar e a Specialized diz que são os sapatos mais eficientes e confortáveis que já produziram. Depois de os ter na mão no "unboxing", posso dizer que mantêm o padrão de qualidade a que a marca já nos habituou, mas a grande questão é: O que mudou em relação à versão anterior? Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=xQR74P_UoFE Na minha opinião basta olhar para os novos S-Works Ares 2 para perceber são logo à partida muito mais bonitos que a versão anterior! Do ponto de vista estético confesso que não gostei da versão anterior, mas tendo em conta os ciclistas profissionais (não só das equipas patrocinadas pela marca, como também de outras equipas) que optavam por aquele modelo de sapatos da Specialized, era fácil chegar à conclusão de que os sapatos eram bons do ponto de vista da performance e conforto. Formato diferente, promete maior conforto Embora a marca informe que estes sapatos foram construídos com base na fórmula vencedora da versão anterior e com o contributo de ciclistas do World Tour, salta desde logo à vista que a Specialized reformulou o formato do Ares 2. Mas com que objetivo? Segundo a marca o objetivo foi criar um ajuste mais natural, que elimine pontos de pressão e maximize a estabilidade. Para isso recolheram milhares de digitalizações de pés de ciclistas. A caixa de dedos ficou mais ampla para permitir um posicionamento mais relaxado dos pés, reduzindo a compressão na parte dianteira (isto nota-se desde momento em que vemos o sapato). Isto deve melhorar o conforto em longas distâncias, algo que muitos ciclistas procuram quando escolhem um sapato topo de gama. Performance Assim como a geração anterior, os S-Works Ares 2 foram desenhados para ciclistas que não querem perder um único watt. A marca fala num aumento de 7 watts graças ao ajuste mais firme e ao suporte otimizado. Além disso, também informam que há uma redução de 44% na pressão na parte dianteira do pé, o que (a ser verdade) pode ser uma grande vantagem para quem passa horas no selim e sente desconforto com modelos mais rígidos. O sistema de fecho mantém-se baseado no conceito de fixação triangulada da versão anterior, que distribui a pressão de forma mais uniforme, evitando pontos de aperto excessivo. Algo que se nota também à primeira vista é que o suporte do calcanhar também foi revisto. Nota-se desde logo que o reforço vai muito mais além da zona habitual do calcanhar com o objetivo de evitar qualquer movimento dentro do sapato durante os sprints ou nas subidas. Em resumo Admitamos, se há algo que a Specialized sempre fez bem foi desenvolver sapatos que combinam conforto e performance, ainda não testei estes sapatos na estrada, mas basta olhar para os novos S-Works Ares 2 para perceber que parecem seguir essa linha. No papel, as melhorias e os argumentos fazem sentido, digamos que embora não seja uma novidade, há mais marcas a seguir o caminho de levar o sapato ao encontro do formato do pé (mais espalmado), em vez do inverso. No entanto, a verdadeira prova será colocá-los na estrada e ver se todas estas promessas se traduzem numa boa experiência, até lá, ficam as primeiras impressões: qualidade de construção no nível esperado e uma abordagem mais anatómica ao ajuste. Quanto à performance, se mantém conceito de fixação triangulada da versão anterior e têm a rigidez de sola habitual da marca, têm todas as condições para ser adorados pelo utilizador mais competitivo. Podes ver as cores, preço e disponibilidade destes sapatos aqui no site da Specialized ### Nova suspensão FOX 34 SL - ADN para o XC moderno e muito mais A FOX de lançar a nova suspensão com ADN XC preparada para "Downcountry", a NOVA Fox 34 SL substitui a tão conhecida suspensão com monocoque Step-Cast e vem mais preparada, com possibilidade de 130mm de curso. Além da nova suspensão, surge também o novo manípulo Twin Stick, que junta o bloqueio das suspensões e do espigão telescópico num só. Ler Mais | Fox Service on the Road – A carrinha oficina da Fox ao pormenor Suspensão FOX 34 SL A suspensão 34 SL, segundo a marca, traz uma capacidade para XC nunca antes vista para uma estrutura de 34mm, com até 130 mm de curso. Concebida para os percursos de XC mais técnicos da Taça do Mundo e para o exigente Downcountry, a FOX 34 SL oferece mais rigidez, mais suavidade e um aumento de peso absolutamente mínimo em relação à anterior 34 Step-Cast. A 34 SL utiliza um chassis de 34 completo (não Step-Cast) com uma câmara de ar de maior volume, que permite 130 mm de curso máximo. Arco e Coroa redesenhados Projetado e otimizado pelos engenheiros da FOX, o novo arco da FOX 34 SL envolve as pernas inferiores para aumentar a rigidez torsional da suspensão em 17% em relação à anterior 34 SC. Para além disso, os recortes em locais estratégicos no arco ajudam a minimizar o peso das pernas inferiores. Além do arco, a coroa em alumínio 7000 Series contribui para a rigidez torsional geral, com perfurações internas maiores para aligeirar a estrutura e um acabamento anodizado preto (mais leve do que tinta) para reduzir ainda mais o peso. Mais 20mm entre casquilhos e câmara do ar maior Os casquilhos de alumínio revestidos a Teflon fazem o ajuste entre as bainhas e o monocoque. Cada lado tem dois casquilhos, perfazendo um total de quatro. Quando a suspensão é submetida a cargas frontais (por exemplo, ao passar sobre um obstáculo), essa força de flexão é transmitida do monocoque para as bainhas através dos casquilhos. Ao imaginar o efeito de usar um tubo extensor sobre uma chave de bocas para desapertar uma porca muito apertada: quanto maior for a sobreposição, menor será a força de reação entre a chave e o extensor. A 34 SL aumenta a distância entre casquilhos em 20% face à 34 SC, proporcionando, segundo a FOX, uma suspensão mais suave no geral. Canais de lubrificação internos Os canais de lubrificação ajudam a controlar o aumento da pressão, melhorando a sensibilidade a pequenos impactos, além de recircularem o óleo do monocoque para lubrificar os casquilhos e os retentores. Com o GRIP SL, a Fox criou um cartucho específico para cursos pequenos que não só reduz o peso, mas também acompanha as exigências cada vez maiores das corridas da Taça do Mundo de XCO e XCM. Com apenas 1475g (29” | 130 mm | GRIP SL), a 34 SL é, segundo informa a marca, 40g mais leve do que o concorrente mais próximo. Especificações técnicas Manípulo Twin Stick Os percursos de XC atuais exigem uma combinação única de capacidade e eficiência. O novo manípulo Twin Stick reúne as funções do espigão telescópico mecânico e do bloqueio da suspensão num design elegante e discreto. Com base no comprovado manípulo Transfer, o Twin Stick utiliza um sistema mecânico de rampas e encaixes para um funcionamento suave e fiável, com baixa força de acionamento, permitindo umautilização fácil, mesmo no meio de uma corrida e sob fadiga. O Twin Stick é compatível com sistemas de bloqueio de suspensão de duas posições (Aberto, Firme) ou três posições (Aberto, Médio, Firme). Pode ser configurado para atuar apenas na forqueta, apenas no amortecedor ou em ambos simultaneamente. Podes ver todas as informações esta nova suspensão no site da Bicimax . ### Cape Epic 2025 – Etapa 4: Equilíbrio nos homens e arraso nas mulheres A quarta etapa de Cape Epic 2025 contou com percurso com início e fim em Paarl. 80 km e quase 2 mil metros de desnível positivo, com a maior dificuldade do dia na segunda parte do percurso. O calor fez-se notar de novo num pelotão que já anda esgotado. Luca Braidot e Simone Avondetto (Wilier-Vittoria) voltaram a vencer, de novo ao sprint. Nas mulheres, continua o domínio da dupla Annika Langvad e Sofía Gómez Villafañe (Toyota | Specialized). Ler mais | Cape Epic 2025 – Etapa 3: Sprint a decidir em dia de calor extremo Créditos: Sam Clark/Cape Epic Cape Epic 2025 – Categoria Elite feminina Dia de mais do mesmo na categoria feminina. O início foi mais calmo que o habitual, sem ataques das favoritas, com o pelotão a seguir junto durante mais tempo do que tem sido normal. Perto do meio da etapa, a dupla composta por Annika Langvad e Sofía Gómez Villafañe, que tem dominado por completo a corrida, aumentou o ritmo e deixou as adversárias para trás. Voltaram a vencer, desta feita com 0:50 de vantagem para as segundas na etapa, Vera Looser y Alexis Skarda (Efficient Infiniti SCB SRAM), e 1:29 para as terceiras, Bianca Haw y Hayley Preen (TitanRacing SE Honeycomb). Créditos: Sam Clark/Cape Epic Top 10 da etapa 3 da Cape Epic 2025 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane3:50:452ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda0:503ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen1:294ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón MartínezTessa Kortekaas6:425ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-PineleClaudia Peretti7:266ºMAAPHaley SmithElla Bloor10:507ºBUFF MEGAMORosa Van DoornJanina Wüst12:218ºBULLS SwissIrina Lützelschwab Alessia Nay16:299ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkováMartina Krahulcová17:3410ºSongo | Kolisi FoundationIla StowCherise Willeit21:42 Top 10 da classificação geral PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane16:45:002ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda14:493ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen27:304ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-PineleClaudia Peretti46:385ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón MartínezTessa Kortekaas51:516ºBUFF MEGAMORosa Van DoornJanina Wüst53:407ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay1:10:028ºMAAPHaley SmithElla Bloor1:13:299ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkováMartina Krahulcová1:33:1610ºSongo | Kolisi FoundationIla StowCherise Willeit1:54:28 Categoria Elite masculina A corrida masculina começou como a prova feminina - muito equilíbrio e dificuldade para fazer diferenças. As dificuldades iam deixando pequenos cortes no pelotão mas os ciclistas andavam juntos. Perto do fim da etapa, a dupla da SCOTT-SRAM MTB Racing, primeira à geral, tentaram uma movimentação para decidir a corrida, mas as três equipas mais fortes resistiram ao ataque. A quarta etapa da Cape Epic 2025 foi decidida num sprint nervoso e emocionante, onde Luca Braidot e Simone Avondetto foram os mais fortes. Nino Schurter y Filippo Colombo chegaram em segundo, e Wout Alleman y Martin Stošek (BUFF MEGAMO 1) fecharam o pódio. Créditos: Cape Epic / Sam Clark Top 10 da etapa 4 PosiçãoEquipaCiclistasTempo1WILIER-VITTORIALuca BRAIDOT, Simone AVONDETTO3:06:342SCOTT-SRAM MTB RacingNino SCHURTER, Filippo Viero COLOMBO+13BUFF MEGAMO 1Wout ALLEMAN, Martin STOŠEK+24Imbuko ChemChamp AMarco JOUBERT, Tristan NORTJE+45Torpado Kenda FSA 2Jakob DORIGONI, Gioele DE COSMO+486Klimatiza OrbeaSamuele PORRO, Marc STUTZMANN+537Honeycomb 226ersMarc PRITZEN, Wessel BOTHA+588Torpado x SingerFabian RABENSTEINER, Simon STIEBJAHN+3:239Klimatiza Orbea 2Miguel MUÑOZ MORENO, Luis Francisco PEREZ MARTÍNEZ+3:3410ORBEA Leatt Speed CompanyLukas BAUM, Georg EGGER+3:43 Top 10 da classificação geral PosiçãoEquipaCiclistasTempo1SCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter, Filippo Colombo13:34:002Wilier-VittoriaLuca Braidot, Simone Avondetto+42s3Imbuko ChemChamp AMarco Joubert, Tristan Nortje+9:524Klimatiza OrbeaSamuele Porro, Marc Stutzmann+13:305BUFF MEGAMO 1Wout Alleman, Martin Stošek+15:246Torpado x SingerFabian Rabensteiner, Simon Stiebjahn+16:207Honeycomb 226ersMarc Pritzen, Wessel Botha+19:338ORBEA Leatt Speed CompanyLukas Baum, Georg Egger+23:419Torpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni, Gioele De Cosmo+23:4910BH ColomaDavid Valero Serrano, Tiago Jorge Ferreira Oliveira+26:35 Créditos da fotografia de destaque: Sam Clark/Cape Epic ### Cape Epic 2025 – Etapa 3: Sprint a decidir em dia de calor extremo A Cape Epic 2025 fica mais difícil a cada dia que passa. O calor extremo que se fez sentir obrigou a organização da corrida a encurtar a terceira etapa da corrida sul africana - mesmo assim, foram 70 km com quase 2500 metros de desnível positivo. O clima, juntamente com o ritmo intenso que os ciclistas aplicaram durante o dia, criou várias diferenças entre os favoritos à geral. Luca Braidot e Simone Avondetto (Wilier-Vittoria) venceram a tirada num sprint contra Nino Schurter e Filippo Colombo (Scott-SRAM MTB Racing). Na corrida feminina, Annika Langvad & Sofía Gómez Villafañe (Toyota | Specialized) venceram com larga margem para a segunda dupla do dia. Ler mais | Cape Epic 2025 – Etapa 2: Tiago Ferreira e David Valero à beira do pódio no contrarrelógio Cape Epic - Categoria Elite feminina Na corrida feminina da Cape Epic Annika Landvad e Sofía Gómez Villafañe continuam a marcar o favoritismo. Depois de uma partida com algum equlíbrio, a primeira subida do dia começou a marcar as diferenças. O calor que se fez sentir e o ritmo da dupla da frente acabou por marcar grandes diferenças na classificação geral. A dupla vencedora do dia continua a distanciar-se na liderança. Apesar de ter contado com quedas aparatosas durante a etapa, Langvad e Villafañe venceram com mais de quatro minutos para as segundas classificadas e são cada vez mais as únicas candidatas a vencer a prova na África do Sul. Annika Langvad e Sofia Villifane - Créditos: Dom Barnardt/Cape Epic Top 10 da Etapa 3 da Cape Epic PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane4:14:532ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda4:373ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw Hayley Preen7:054ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-PineleClaudia Peretti14:115ºMAAPHaley SmithElla Bloor15:136ºBUFF MEGAMORosa Van DoornJanina Wüst19:327ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay25:168ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkováMartina Krahulcová27:199ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón MartínezTessa Kortekaas29:4210ºSongo | Kolisi FoundationIla StowCherise Willeit30:59 Classificação geral da Cape Epic PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane12:54:152ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda13:593ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen26:214ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti39:125ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust41:196ºTorpado Kenda FSA WMNMonica Yuliana Calderón MartínezTessa Kortekaas45:097ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay53:338ºMAAPHaley SmithElla Bloor1:02:399ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkováMartina Krahulcová1:15:4210ºSongo | Kolisi FoundationIla StowCherise Willeit 1:32:46 Categoria Elite masculina A corrida da elite masculina foi semelhante à feminina, mas com mais equilíbrio. Um pelotão compacto até à primeira subida do dia, a 20 km da meta, onde se marcaram as diferenças iniciais. O calor e o percurso difícil marcaram um dia muito complicado para os ciclistas. Após alguns ataques, nenhuma dupla se conseguiu isolar na frente. A etapa foi decidida num sprint incrível onde Luca Braidot e Simone Avondetto foram os mais fortes. O segundo duo do dia, Nino Schurter e Filippo Colombo mantém a liderança da geral por 0:43. Créditos: NickMuzik/Cape Epic Quanto aos portugueses, hoje destaque para José Dias (em dupla com o espanhol Pablo Rodríguez na equipa Buff Megamo 2), que terminou a etapa num esplêndido 8.º posto, subindo assim para a 16ª posição da geral. José Dias e Pablo Rodríguez - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Tiago Ferreira e David Valero terminaram o dia de hoje na 13ª posição e desceram para a 9ª posição da geral. Top 10 da etapa 3 da Cape Epic PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1Wilier-VittoriaLuca Braidot Simone Avondetto3:22:442Scott-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Colombo0:013Imbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje0:124Klimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann2:315Honeycomb 226ersMarc PritzenWessel Botha4:476BUFF MEGAMO 1Wout AllemanMartin Stošek5:177Torpado x Singer Fabian RabensteinerSimon Stiebjahn5:188BUFF MEGAMO 2José DiasPablo Rodríguez Guede8:159Toyota Specialized Johan Van ZylTravis Stedman8:2710Klimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno Luis Francisco Pérez Martínez8:57 Classificação geral da Cape Epic PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºSCOTT-SRAM MTB RacingLuca BraidotSimone Avondetto10:27:252ºWILIER-VITTORIANino SchurterFilippo Viero Colombo0:433ºImbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje9:494ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann12:385ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn12:586ºBUFF MEGAMO 1 Wout AllemanMartin Stošek15:237ºHoneycomb 226ersMarc Pritzen Wessel Botha18:368ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger19:599ºBH ColomaDavid ValeroTiago Ferreira20:2110ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DorigoniGioele De Cosmo23:02 Créditos fotografia destaque: Sam Clark/Cape Epic ### Cape Epic 2025 – Etapa 2: Tiago Ferreira e David Valero à beira do pódio no contrarrelógio Se a Cape Epic 2025 já é um teste implacável, a etapa 2 elevou ainda mais o nível de exigência, com um contrarrelógio de 66 km e 950 metros de desnível. Etapa com largada em Meerendal Wine Estate e chegada em Fairview, onde os ciclistas tiveram que gerir a potência e o esforço contra o cronómetro ao longo de quase 70 km. Categoria Elite Feminina No pelotão feminino, Annika Langvad e Sofia Gomez Villafane (Toyota Specialized) mostraram, uma vez mais, porque são as grandes favoritas à vitória final. Com uma performance impecável, venceram mais uma etapa e dilataram a vantagem na classificação geral para a dupla da Efficient Infiniti SCB SRAM. Annika Langvad e Sofia Gomez Villafane (Toyota Specialized) - Créditos: Sam Clark/Cape Epic Monica Calderon e Tessa Kortekaas conseguiram hoje o segundo melhor tempo e subiram ao terceiro posto da classificação geral da Cape Epic 2025. Vera Looser e Alexis Skarda (Efficient Infiniti SCB SRAM) garantiram o terceiro melhor tempo do dia, mantendo-se firmes na segunda posição da geral. Classificação da Etapa 2 – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane2:43:14–2ºCannondale ISB SportMonica Calderon MartinezTessa Kortekaas2:45:23+2:093ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda2:45:38+2:244ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen2:47:26+4:125ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti2:48:25+5:116ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay2:50:56+7:427ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust2:52:03+8:498ºe-FORT x ChemChampMargot MoschettiSamara Sheppard2:53:30+10:169ºMAAPHaley SmithElla Bloor2:58:18+15:0410ºCannondale ISB Sport 2Costanza FasolisStefanie Walter2:59:16+16:02 Classificação Geral – Elite Feminina (Após Etapa 2) PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane8:39:22–2ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda8:48:44+9:223ºCannondale ISB SportMonica Calderon MartinezTessa Kortekaas8:54:49+15:274ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen8:58:18+18:565ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust9:01:09+21:476ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti9:04:23+25:017ºe-FORT x ChemChampMargot MoschettiSamara Sheppard9:07:01+27:398ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay9:07:39+28:179ºCannondale ISB Sport 2Costanza FasolisStefanie Walter9:22:07+42:4510ºMAAPHaley SmithElla Bloor9:26:58+47:36 Categoria Elite Masculina Wout Alleman e Martin Stošek (BUFF MEGAMO) hoje voaram e foram os grandes vencedores, conseguindo o melhor tempo do dia. Wout Alleman e Martin Stošek (BUFF MEGAMO) - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Mas esta etapa reforça que a luta pela vitória final, será para já, entre duas equipas, a SCOTT-SRAM MTB Racing de Nino Schurter e Filippo Colombo e a Wilier-Victtoria de Filippo Colombo e Simone Avondetto. Nesse duelo pela posição cimeira da classificação geral, hoje os homensa da Scott-SRAM levaram a melhor e ganharam 33 seg. aos italianos da Wilier-Victtoria. Tiago Ferreira e David Valero foram um dos destaques do dia, ficando muito próximos do pódio da etapa, o que os levou a subir ao 7º lugar da geral da Cape Epic 2025. A dupla de José Dias finalizou hoje na 18ª posição e mantém a 17ª na geral. José Dias e Pablo Rodríguez - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Classificação da Etapa 2 – Elite Masculina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºBuff Megamo 1Wout AllemanMartin Stošek2:13:05–2ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Viero Colombo2:13:32+273ºWILIER-VITTORIALuca BraidotSimone Avondetto2:14:05+1:004ºBH ColomaDavid ValeroTiago Ferreira2:14:16+1:115ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger2:14:50+1:456ºOutride Toyota SongoMatthew BeersKeegan Swenson2:15:22+2:177ºImbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje2:16:21+3:168ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn2:16:22+3:179ºSinger KTM RacingAndreas SeewaldJakob Hartmann2:16:28+3:2310ºHoneycomb 226ersMarc PritzenWessel Botha2:17:09+4:04 Classificação Geral – Elite Masculina (Após Etapa 2) PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Viero Colombo7:04:40–2ºWILIER-VITTORIALuca BraidotSimone Avondetto7:05:24+443ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger7:09:12+4:324ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn7:12:21+7:415ºOutride Toyota SongoMatthew BeersKeegan Swenson7:13:57+9:176ºImbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje7:14:18+9:387ºBH ColomaDavid ValeroTiago Ferreira7:14:42+10:028ºBUFF MEGAMO 1Wout AllemanMartin Stošek7:14:47+10:079ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann7:14:48+10:0810ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DorigoniGioele De Cosmo7:17:40+13:00 O SCOTT-SRAM MTB Racing segue firme na liderança, mas a diferença é curta para os segundos classificados, com tempos muito próximos. Amanhã a corrida regressa às etapas em linha, a corrida está apenas a começar e muita coisa ainda irá acontecer. ### Cape Epic 2025 - Tiago Ferreira e David Valero sobem ao TOP 10 na Etapa 1 A Etapa 1 da Cape Epic 2025 trouxe o primeiro percurso em linha, 92 km. com 2750 mts. de desnível acumulado testaram a resistência e a estratégia das equipas. Nas categorias elite feminina e masculina, as classificações já sofreram alterações após o prólogo de ontem. Categoria Elite Feminina A dupla da Toyota Specialized, Annika Langvad e Sofia Gomez Villafane, manteve a liderança, vencendo novamente a etapa com uma vantagem superior a cinco minutos. Annika Langvad e Sofia Villifane - Créditos: Dom Barnardt/Cape Epic A equipa Efficient Infiniti SCB SRAM, composta por Vera Looser e Alexis Skarda, assegurou o segundo lugar, enquanto Rosa Van Doorn e Janina Wüst, da Buff Megamo, completaram o pódio. Classificação da Etapa 1 – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane4:43:352ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda4:49:17+5:423ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust4:51:37+8:024ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderon MartinezTessa Kortekaas4:53:41+10:065ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen4:55:02+11:276ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti4:58:00+14:257ºBulls SwissIrina LuetzelschwabAlessia Nay5:00:09+16:348ºe-FORT x ChemChampMargot MoschettiSamara Sheppard5:00:55+17:209ºCannondale ISB Sport 2Costanza FasolisStefanie Walter5:03:10+19:3510ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkovaMartina Krahulcova5:06:09+22:34 Classificação Geral após a Etapa 1 – Elite Feminina: PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºToyotaSpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane5:56:082ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda6:03:06+6:583ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust6:09:06+12:584ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderon MartinezTessa Kortekaas6:09:26+13:185ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen6:10:52+14:446ºe-FORT x ChemChampMargot MoschettiSamara Sheppard6:13:31+17:237ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti6:15:58+19:508ºBulls SwissIrina LuetzelschwabAlessia Nay6:16:43+20:359ºCannondale ISB Sport 2Costanza FasolisStefanie Walter6:22:51+26:4310ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkovaMartina Krahulcova6:25:41+29:33 Categoria Elite Masculina Nino Schurter e Filippo Colombo (Scott-SRAM MTB Racing) superaram os vencedores do prólogo, Luca Braidot e Simone Avondetto (Wilier-Vittoria), por 31 segundos na Etapa 1. A dupla da Scott-SRAM atacou nos ultimos 5 km. e abriu uma vantagem que lhes garantiu a vitória na primeira etapa em linha da Cape Epic 2025. Filippo Colombo e Nino Schurter - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic A equipa Orbea Leatt Speed Company, com Lukas Baum e Georg Egger, garantiu o terceiro lugar na etapa. Tiago Ferreira e David Valero fecharam hoje o dia na décima posição, a 6:40 dos vencedores, entrando assim no TOP 10 da classificação geral da Cape Epic 2025. David Valeroi e Tiago Ferreira - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic José Dias, a competir ao lado de Pablo Rodríguez na Buff Megamo 2, terminou o dia na 18.ª posição e ocupam agora a 17ª posição da geral. Classificação da Etapa 1 – Elite Masculina: PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºScott-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Colombo3:51:03–2ºWilier-VittoriaLuca BraidotSimone Avondetto3:51:34+31s3ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger3:53:07+2:044ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann3:53:43+2:405ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn3:53:53+2:506ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DORIGONIGioele COSMO03:56:05+5:027ºOutride | Toyota | SongoMatthew BEERSKeegan SWENSON03:56:17+5:148ºImbuko ChemChamp AMarco JOUBERTTristan NORTJE03:57:02+5:599ºBULLS MavericksSimon SCHNELLERAxel ROUDIL-CORTINAT03:57:19+6:1610ºBH ColomaDavid VALEROTiago FERREIRA03:57:43+6:40 Classificação Geral após a Etapa 1 – Elite Masculina: PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºScott-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Colombo4:51:08–2ºWilier-VittoriaLuca BraidotSimone Avondetto4:51:19+11s3ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger4:54:22+3:144ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn4:55:59+4:515ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann4:56:22+5:146ºImbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje4:57:57+6:497ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DorigoniGioele De Cosmo4:58:09+7:018ºOutrideToyotaSongoMatthew BeersKeegan Swenson9ºBH ColomaDavid Valero SerranoTiago Jorge Ferreira5:00:26+9:1810ºBULLS MavericksSimon SchnellerAxel Roudil-Cortinat5:00:41+9:33 ### A BH Lynx Race de Tiago Ferreira para a Cape Epic ao detalhe Tiago Ferreira está de volta à Cape Epic. O ex-campeão da Europa e do Mundo é um nome incontornável do XCM mundial e está de regresso à mais prestigiada prova de etapas de BTT do planeta. Ao seu lado, como companheiro de equipa, David Valero, o espanhol que se afirmou nos últimos anos como um dos grandes nomes do BTT mundial, atual vice-campeão da Europa e medalha de bronze no Mundial de XCM. David Valero e Tiago Ferreira no prólogo da Cape Epic 2025 - Créditos: Nick Muzik / Cape Epic Além da estatura e do talento, o que têm em comum? Ambos são apoiados pela BH, marca que os juntou para formar uma dupla fortíssima nesta edição da Cape Epic, pela equipa BH Coloma. Créditos: BH Neste artigo mostramos a BH Lynx Race, com pintura personalizada para a Cape Epic, mas também com os pormenores de equipamento que vão enfrentar as brutais exigências da corrida sul-africana, conhecida pelas etapas longas, descidas técnicas e terrenos que causam de desgaste absoluto da mecânica. A BH LYNX RACE de Tiago Ferreira A BH preparou duas versões personalizadas da Lynx Race para Tiago Ferreira e David Valero, adaptadas ao estilo e preferências de cada atleta, mostramos a máquina do português ao pormenor. Quadro BH Lynx Race Carbon Créditos: BH Créditos: BH Suspensão e amortecedor Suspensão: RockShox SID Ultimate Flight Attendant Créditos: BH Amortecedor: RockShox SIDLuxe Ultimate Flight Attendant Créditos: BH Grupo de transmissão e travões Transmissão: SRAM XX SL Eagle com potenciómetro Quarq Créditos: BH Prato: SRAM 40T Créditos: BH Travões: Prototipo SRAM Motive (ainda não lançados no mercado) Créditos: BH Créditos: BH Rodas e pneus Rodas: Zipp 1Zero HiTop Créditos: BH Pneus: Maxxis Aspen atrás, Maxxis Recon Race na frente. Créditos: BH Guiador e periféricos Guiador e avanço: Zipp (com segundo par de shifters junto ao avanço, para pedalar em posição mais aerodinâmica). Créditos: BH Espigão telescópico: RockShox Reverb Créditos: BH Pedais: Time Créditos: BH A pintura personalizada, estilo Zebra O toque personalizado da pintura, não engana, a máquina foi construída para enfrentar a dureza africana da Cape Epic, com a "tradicional" pintura estilo zebra que nos faz recordar o famoso equipamento que Tiago Ferreira utilizava quando fazia parte da equipa Protek. Créditos: BH Créditos: BH Agora, resta-nos acompanhar Tiago Ferreira e David Valero na Cape Epic 2025, a concorrência também é muito forte. ### Tirreno-Adriático - Juan Ayuso sucede a Contador Sétima etapa do Tirreno-Adriático ligou Porto Potenza Picena a San Benedetto del Tronto. Oportunidade para os sprinters no último dia, que Jonathan Milan (Lidl - Trek) não desperdiçou. Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) confirmou o triunfo na corrida italiana, e tornou-se o quinto espanhol a consegui-lo, depois de Herminio Diaz-Zabala (1991), Abraham Olano (2000), Oscar Freire (2005) e Alberto Contador (2014). Ler mais | Tirreno-Adriático – Pidcock impressiona em dia de Ayuso Créditos: LaPresse Etapa 7 do Tirreno-Adriático Etapa para os sprinters no último dia 60ª edição do Tirreno, com apenas uma dificuldade (subida de 8,4 km a 4,7%) a mais de 90 km do fim. A média da etapa foi de 46.885 km/h - a segunda etapa mais rápida de sempre da corrida italiana, apenas atrás da última tirada do ano passado. Uma fuga de cinco homens esteve na frente, com Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) como destaque. Nunca ameaçaram o pelotão: o neerlandês foi o último fugitivo apanhado a 90 km do fim. Um dos momentos do dia chegou a 43 km da meta: sprint intermédio onde Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) passou na frente. Bonificou 0:03, suficiente para ultrapassar o compatriota Antonio Tiberi (Bahrain Victorious) no segundo lugar da classificação geral. Créditos: LaPresse Sem surpresa, a etapa foi discutida ao sprint. E sem surpresa, foi Jonathan Milan a vencer pela segunda vez esta semana, e pelo segundo ano seguido em San Benedetto del Tronto - sexta vitória do ano e confirmação do triunfo na classificação dos pontos para o italiano. Sam Bennett esteve em bom plano: o homem rápido da Decathlon AG24 La Mondiale Team deu luta ao vencedor, e terminou em segundo. Olav Kooij (Visma | LAB) fechou o pódio. Créditos: LaPresse Consagração para Ayuso e semana positiva para os italianos Juan Ayuso tornou-se o quinto espanhol a vencer a geral do Tirreno-Adriático. O ciclista da UAE Emirates XRG tornou-se o sexto mais novo de sempre a vencer o tridente, numa vitória que começou a ser contruída no contrarrelógio, e que foi confirmada na montanha. O sétima etapa do Tirreno também confirmou algo que não acontecia desde 2010: dois italianos no pódio da prova. Antonio Tiberi perdeu um lugar na geral, mas carimbou o primeiro pódio em corridas WorldTour da sua carreira. Último destaque para os portugueses. Semana menos boa para as cores nacionais: com o abandono de Rui Oliveira no último dia, Portugal terminou a semana sem corredores em prova. Créditos: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=YQJhz_3qVno&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 7 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MILAN JonathanLidl - Trek3:08:072BENNETT SamDecathlon AG24 La Mondiale Team"3KOOIJ OlavTeam Visma | Lease a Bike"4STEWART JakeIsrael - Premier Tech"5PENHOËT PaulGroupama - FDJ"6LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta"7ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team"8TESFATSION NatnaelMovistar Team"9VAN UDEN CasperTeam Picnic PostNL"10VENTURINI ClémentArkéa - B&B Hotels" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1AYUSO JuanUAE Team Emirates – XRG28:41:242GANNA FilippoINEOS Grenadiers0:353TIBERI AntonioBahrain – Victorious0:364GEE DerekIsrael – Premier Tech0:425HINDLEY JaiRed Bull – BORA – hansgrohe0:536PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:567LANDA MikelSoudal Quick-Step1:058DE LA CRUZ DavidQ36.5 Pro Cycling Team1:329BILBAO PelloBahrain – Victorious“10CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step1:38 Fotografia de destaque: LaPresse ### Portugal fecha Taça das Nações de pista com sensações positivas Diogo Narciso, 4.º no omnium, foi o destaque da participação de Portugal na ronda turca da Taça das Nações de pista. Foram três dias de provas em Konya, na Turquia, durante os quais Portugal aproveitou para rodar a equipa e ver Diogo Narciso confirmar-se na pista perante um forte pelotão na Taça das Nações. O atleta da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car competiu no omnium e foi o destaque da comitiva portuguesa. Narciso foi 10.º no scratch, 11.º na tempo race, 10.º na eliminação, mas uma espetacular corrida por pontos promoveu-o ao 4.º posto final. “O Diogo fez um programa de omnium de muito boa qualidade, nas primeiras corridas fomos bastante regulares, sempre a fechar o top-10. (...) Na corrida por pontos o Diogo revelou que estava no lote dos mais fortes (…) É um atleta que faz muito bem a corrida por pontos. As condições na pista eram bastante adversas, com um ar extremamente difícil de respirar. É muito importante termos em conta o processo que fazemos ao longo do dia e o Diogo fez muito bem esse processo. Chegámos à última corrida sem ter tanto desgaste como outros adversários. Não nos surpreende.” Gabriel Mendes, selecionador nacional, em comunicado da FPC. Ler mais | Entrevista Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista Foto: FPC Ronda de domingo A ronda da Taça das Nações que decorreu em Konya (Turquia) fechou no domingo com Daniela Campos, no omnium. A algarvia foi 10.ª no scratch, 15.ª na tempo race e 6.ª na eliminação, iniciando a corrida por pontos com 64 pontos. No último teste Daniela Campos não pontuou e fechou 12.ª em 24 corredoras. Já a dupla Miguel Salgueiro e João Matias fez um bom madison, pontuando em cinco sprints e dando uma volta ao pelotão. A prova foi ganha pelos espanhóis Albert Torres/Sebastian Mora (94 pontos) e os portugueses terminaram no 7.º posto com 34 pontos. O madison é talismã para Portugal, que se estreou a vencer nesta disciplina na Taça das Nações em 2023 e continuou a história de sucesso nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Recordemos que o evento turco arrancou na sexta-feira com dupla presença portuguesa na pista, com João Matias 10.º classificado na eliminação. A prova pontua para o Mundial de Santiago do Chile, que se realiza entre 22 e 26 de outubro, sempre com os Jogos Olímpicos de Los Angeles como meta final. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 ### Jorgenson e Sheffield vencem na festa dos EUA no Paris-Nice Etapa para Magnus Sheffield e título para Matteo Jorgenson no dia dos EUA no Paris-Nice. João Almeida (6.º) faz melhor resultado na prova. A riviera francesa pintou-se de azul, vermelho e branco no fecho do Paris-Nice, com os estadunidenses Magnus Sheffield e Matteo Jorgenson como mestres de cerimónias. Foi uma espécie de quatro de julho antecipado. A banda tocou o "The Star-Spangled Banner" – hino dos EUA – e dois miúdos nascidos do outro lado do Atlântico foram os reis em Nice. Magnus Sheffield, de Rochester (Nova Iorque), chegou a Nice primeiro para se estrear a ganhar no WorldTour aos 22 anos. Como nos grandes concertos, abriu o palco para o cabeça de cartaz: Matteo Jorgenson, de Boise (Idaho), o primeiro nativo estadunidense a vencer edições consecutivas do Paris-Nice. Como Anquetil, Merckx ou Kelly, lendas do ciclismo, Jorgenson mostrou classe para sobreviver ao granizo, ao frio e até à falta de equipa. Na etapa final lutou sozinho, isolado dos outros Visma, e fechou na 2.ª posição vendo ao longe a festa de Sheffield, que tal como ele se formou na equipa júnior Hot Tubes. Ao lado de Jorgenson no pódio ficaram o alemão Florian Lipowitz (Red Bull-Bora) e o neerlandês Thymen Arensman (Ineos Grenadiers). Almeida bateu Vingegaard em La Loge des Gardes.Foto: A.S.O. Billy Ceusters O melhor João Almeida de sempre Após ter sido 2.º na Comunidade Valenciana e 2.º na Volta ao Algarve, sair do Paris-Nice com um 6.º posto final sabe a pouco, mas o melhor João Almeida de sempre nesta prova caiu de pé. Afetado pelo frio dos últimos dias, apareceu fragilizado e sofreu nas duras montanhas dos Alpes Marítimos. Só que o português é dos duros e foi ao limite das forças para segurar um lugar nos 10 melhores. Em 2022 foi 8.º e venceu a Juventude e em 2024 foi 11.º. Este ano vimos o corredor da UAE Emirates tornar-se o primeiro português a vencer no Paris-Nice e fazer a melhor geral em três presenças. João Almeida voltará a correr na Volta ao País Basco, em abril, como explicou em entrevista ao TopCycling. ### Cape Epic 2025 - Prólogo A Cape Epic 2025 arrancou hoje com um prólogo de 26 km, onde os especialistas de Cross-Country tinham oportunidade de mostrar as suas capacidades num percurso curto e técnico. Categoria elite feminina Annika Langvad fez um regresso triunfal ao profissionalismo, conquistando a vitória ao lado de Sofia Gomez Villafane (Toyota Specialized), mas com apenas três segundos de vantagem sobre a dupla Margot Moschetti / Samara Sheppard (e-FORT x ChemChamp). O terceiro lugar ficou para a dupla de Vera Looser e Alexis Skarda (Efficient Infiniti SCB SRAM), já a mais de um minuto. Sofia Gomez Villafane e Annika Langvad - Créditos: Barnardt/Cape Epic Classificação UCI Feminina – Prólogo PosiçãoEquipaAtletasTempoDiferença1ºToyota SpecializedAnnika Langvad / Sofia Gomez Villafane1:12:33-2ºe-FORT x ChemChampMargot Moschetti / Samara Sheppard1:12:36+3s3ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda1:13:49+1:164ºCannondale ISB SportMonica Calderon Martinez / Tessa Kortekaas1:15:45+3:125ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen1:15:50+3:176ºGhost Factory RacingNadine Rieder / Anne Terpstra1:16:10+3:377ºBMC MTB RacingLinda Indergand / Ronja Blöchlinger1:16:35+4:028ºBuff-MegamoJanina Wüst / Txell Figueras1:16:50+4:179ºKTM AlchemistChiara Teocchi / Greta Seiwald1:17:05+4:3210ºWilier-PirelliGiorgia Marchet / Giada Specia1:17:20+4:47 Categoria elite masculina Entre os homens, os italianos Luca Braidot e Simone Avondetto (Wilier-Vittoria) dominaram a etapa, mostrando que o percurso curto favoreceu os especialistas em XCO. A 20 segundos, na segunda posição, ficaram outros especialistas neste tipo de percurso, Nino Schurter e Filippo Colombo (Scott-SRAM MTB Racing), os únicos a terminarem a menos de um minuto dos vencedores. O top 3 fechou com Marc Pritzen e Wessel Botha (Honeycomb 226ers), a 1:04 da frente. Já os vencedores do ano passado, Matthew Beers e Keegan Swenson, perderam mais de 2:30. O melhor português foi Tiago Ferreira, em dupla com o espanhol David Valero na equipa BH Coloma, terminando na 11.ª posição, a 2:58 dos vencedores. José Dias, em dupla com Pablo Rodríguez na equipa Buff Megamo 2, terminou na 15.ª posição a 3:39 dos vencedores. Simone AVONDETTO e Luca BRAIDOT - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Classificação UCI Masculina – Prólogo Aqui está a atualização da tabela do prólogo da Cape Epic 2025 com os dados corretos: Resultados do Prólogo da Cape Epic 2025 – UCI Masculino PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºWilier-VittoriaLuca BraidotSimone Avondetto0:59:45-2ºScott-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Viero Colombo1:00:05+20s3ºHoneycomb 226ersMarc PritzenWessel Botha1:00:49+1:044ºImbuko ChemChamp Marco JoubertTristan Nortje1:00:55+1:105ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig OliverBen Oliver1:01:00+1:156ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger1:01:15+1:307ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DorigoniGioele De Cosmo1:02:04+2:198ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn1:02:06+2:219ºOutride Toyota SongoMatthew BeersKeegan Swenson1:02:18+2:3310ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann1:02:39+2:54 Vídeo do prólogo https://www.youtube.com/watch?v=6B9y-iwPwpk Amanhã começa a verdadeira corrida, onde os especialistas de maratona poderão colocar nos trilhos as suas capacidades. A Cape Epic 2025 está lançada, serão dias intensos e cheios de surpresas, onde a vitória só está garantida no ultimo dia ao cruzar a meta, um pouco à semelhança do que acontece na mítica corrida do desporto motorizado, Dakar. ### As novas cores Project One da Trek A Trek aumentou a sua coleção de pinturas Project One Trek Signature com três novas combinações de cores EnvironOxide™: Moondust, Desert Mauve e Mojave Red. Estas pinturas do Project One são produzidas a partir de pigmentos de tinta de baixo impacto ambiental, extraídos a partir do ferro de cursos de água poluídos. Ler mais | REVIEW – Sapatos Trek RSL Knit Oxide Recovery A equipa Project One da Trek criou estas cores em parceria com a Iron Oxide Recovery, Inc., uma empresa que remove e recupera o excesso de ferro de cursos de água contaminados para criar um amplo leque de produtos, incluindo pigmentos para tintas. Este processo não só ajuda a limpar os cursos de água da comunidade, como também reduz a necessidade de extrair os minerais de óxido de ferro em bruto, que tradicionalmente são utilizados para produzir pigmentos para tintas. Novas cores Moondust, Desert Mauve e Mojave Red Com estas três novas cores, existem agora quatro opções na coleção de pinturas EnvironOxide para selecionar no momento de personalizar uma bicicleta Project One. A Raw Lithos*, lançada em 2024 com a nova Checkmate SLR, é inspirada nos em terrenos desérticos e nos caminhos de terra. A nova Moondust evoca paisagens lunares esbranquiçadas, enquanto a Desert Mauve joga com os tons geológicos cinzentos e roxos e o Mojave Red abraça tons desérticos de cor vermelha, laranja e castanha. As novas cores estão agora disponíveis em todos os modelos de bicicletas de estrada premium da Trek através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a sua bicicleta de sonho nas rede de distribuidores autorizados Trek em todo o mundo. ### A outra foto icónica da Strade Bianche é de um português David Raquel é fã de ciclismo e fez uma foto que fica na história da Strade Bianche. Reportagem TopCycling em Siena. Por esta altura, um fã de ciclismo atento já conhece a história da fotografia de Tadej Pogacar celebrando a vitória na Strade Bianche. O autor é Alen Milavec, amigo e fotógrafo oficial do Canibal dos tempos modernos. Ao site espanhol Relevo, Milavec contou que pagou 50 euros para reservar uma varanda num restaurante na Piazza del Campo e que passou o dia a comer presunto italiano à espera do disparo certeiro. "A ideia ficou perfeitamente refletida no resultado final. Queria transmitir algo similar ao filme 'Gladiador', como se o Pogi estivesse a entrar no Coliseu romano". Alen Milavec ao site Relevo. Ler mais | Strade Bianche: Guia para viajar, ver e pedalar no sterrato da Toscana O post de Pogacar com a foto do amigo Milavec.Foto: Alen Milavec David Raquel sacou uma instantânea fabulosa A foto viralizou e foi partilhada por todo o lado, quase sempre sem os devidos créditos. É notável como se desumaniza o autor, se usurpa o trabalho de um profissional, sem a decência de o identificar ou à agência que representa. Nas redes proliferam contas de ciclismo que não produzem conteúdo, não tiram fotos nem fazem vídeos. Limitam-se a copiar o que outros criaram. Cabe ao consumidor ser exigente com o que vê e onde deixa o seu like. Quis o destino que o TopCycling descobrisse uma história parecida com a do fotógrado de Pogacar, só que o protagonista é português. Ler mais | Strade Bianche – Pogacar e Vollering impõe-se O fotógrafo Alen Milavec foi "apanhado" pela lente de David Raquel.Foto: David Raquel "A foto da Demi foi pensada e ensaida" David Raquel gosta tanto de pedalar como de fotografar, por isso foi ver a Strade Bianche e correr o Gran Fondo onde esteve o nosso Beltrão. É o amigo que todos queremos ter: organiza as viagens, escolhe o hotel, marca os percursos e ainda tira fotos brutais. Enquanto Alen Milavec esperava à varanda pela chegada dos homens, uns metros abaixo o português viu potencial para uma instantânea original e captou a vitória de Demi Vollering horas antes do esloveno. "Fiz um 'ensaio' ao enquadramento enquanto esperávamos que a corrida chegasse. A foto da Demi foi pensada e ensaida, mas quando pensei nessa foto não sabíamos se seria da Demi ou da Van der Breggen. Há aquele enquadramento tipico da chegada da Strade Bianche e eu quis experimentar o contrário. O Milavec pelos vistos pensou o mesmo, mas estava uns metros mais alto." David Raquel ao TopCycling. Post retirado do Instagram de Demi Vollering.Foto: David Raquel Wow amazing photo Demi Vollering é um fenómeno de popularidade no pelotão feminino. Só no Instagram tem 333 mil seguidores. O peso mediático vai além das corridas. A neerlandesa move milhões e é patrocinada por gigantes como Nike e Specialized, que graças a Vollering passaram a patrocinar também a FDJ-Suez. Conhecida pela proximidade no trato com os fãs, deu exemplo disso mesmo ao escrever a David Raquel. "Fiz um story e identifiquei-a, passado uns cinco minutos recebi uma mensagem privada dela a dizer: 'Wow amazing photo'. Agradeci e continuei a minha vida, sem imaginar que a história fosse desenvolver mais que isso. Entretanto a Demi partilhou esse story e no dia seguinte voltou a enviar-me uma mensagem a dizer que adorava a fotografia e se eu lha podia enviar que ela queria expor em casa." David Raquel ao TopCycling. Depois da expedição à Toscana segue-se o Gran Fondo Alpe d'Huez, no verão. Para 2026 já há um novo desafio agendado: Volta à Flandres rodeado de 15 mil cicloturistas. Arquiteto de formação, David Raquel é comercial de equipamentos industriais.Foto: David Raquel ### Tirreno-Adriático - Pidcock impressiona em dia de Ayuso Sexta etapa do Tirreno-Adriático ligou Cartoceto a Frontignano. 163 km de extensão num dia para os melhores trepadores decidirem a geral - foi o que fez Juan Aysuso (UAE Emirates XRG). A Q36.5 Pro Cycling também continua em grande. O Tirreno-Adriático continua a mostrar a forma de Tom Pidcock, que foi o melhor logo atrás do espanhol. Ler mais | Tom Pidcock e INEOS: Fim do percurso Créditos: LaPresse Etapa 6 do Tirreno-Adriático Dia que terminava com a ascensão a Frontignano - categoria especial de 7,6 km a 7,9% para os melhores escaladores e favoritos à geral ordenarem a classificação da corrida. Uma fuga de oito homens marcou a etapa, com nomes fortes, onde se destacavam dois que já venceram este ano: Andrea Vendrame (Decathlon AG2R La Mondiale Team) - terceira etapa do Tirreno; e Magnus Cort Nielsen (Uno-X Mobility) - hat trick de vitórias n'O Gran Camiño. Ayuso Pesquera Juan of Uae Team Emirates winner of the stage during the 60th Tirreno - Adriatico 2025, Stage 6 from Cartoceto to Frontignano (Ussita) - on March 15, 2025 in Cartoceto, Marche, Italy. (Photo by Massimo Paolone/LaPresse) Os fugitivos foram apanhados já na última subida do dia. As equipas dos favoritos intensificaram o ritmo para por Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) em dificuldades. A 4 km do fim, ataque de Juan Ayuso, que só levou consigo Tom Pidcock, Jai Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Mikel Landa (Soudal Quick-Step). O britânico resistiu na roda do espanhol por alguns metros, mas acabou por não aguentar. Ayuso seguiu para a vitória com um solo de 3 km. Pidcock terminou em segundo, e Hindley fechou o pódio. Ganna perdeu 0:50, e cede a camisola de líder ao espanhol da UAE Emirates XRG. Ayuso Pesquera Juan of Uae Team Emirates winner of the stage during the 60th Tirreno - Adriatico 2025, Stage 6 from Cartoceto to Frontignano (Ussita) - on March 15, 2025 in Cartoceto, Marche, Italy. (Photo by Massimo Paolone/LaPresse) Pidcock impressiona e Ayuso confirma O espanhol parece estar no seu ano de afirmação na elite do ciclismo mundial. Considerado um dos maiores talentos do desporto, faltavam as vitórias de forma consistente. Com apenas 22 anos, alcançou a terceira vitória da época, e está bem encaminhado para garantir a vitória na geral do Tirreno-Adriático. Já Tom Pidcock está a renascer na nova equipa. O britânico, que este ano se mudou para a Q36.5 Pro Cycling Team, tem-se demonstrado em grande nível nas provas de etapas: duas etapas e geral no AlUla Tour, uma etapa e terceiro lugar na Volta a Andalucia e segundo lugar na Strade Bianche. Na sexta etapa da corrida italiana, foi o que melhor respondeu a Juan Ayuso na alta montanha. Terminou em segundo, e comandou a perseguição no seu grupo. Parece estar a tornar-se num trepador cada vez mais capacitado. Ler mais | Pidcock e Hirschi revolucionam a categoria ProTeam Créditos: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=2BiwNEvW5Gg&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 6 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG4:14:022PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:133HINDLEY JaiRed Bull - BORA - hansgrohe"4LANDA MikelSoudal Quick-Step0:155TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:206GEE DerekIsrael - Premier Tech"7DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:368HEALY BenEF Education - EasyPost0:429JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility0:4510FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team0:50 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG25:33:172TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:373GANNA FilippoINEOS Grenadiers0:384GEE DerekIsrael - Premier Tech0:425HINDLEY JaiRed Bull - BORA - hansgrohe0:536PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:567LANDA MikelSoudal Quick-Step1:058DE LA CRUZ DavidQ36.5 Pro Cycling Team1:329BILBAO PelloBahrain - Victorious"10CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step1:38 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Paris-Nice: Jorgenson segura amarela no dia de Storer Campeão em título, Matteo Jorgenson, está a um dia de vencer o segundo Paris-Nice consecutivo. Michael Storer (Tudor) em Auron. O Paris-Nice deste ano tem sido um desafio de sobrevivência diário devido às temperaturas gélidas e este sábado não foi diferente para o pelotão liderado por Matteo Jorgenson. A neve acompanhou a chegada à estância invernal de Auron, onde pela primeira vez acabou uma etapa da prova francesa. Subida de 7,3 km com inclinação média de 7,2 % e que foi a única séria dificuldade montanhosa da jornada. O mau tempo obrigou a modificar o plano original – de 147,8 km passou a ter 109 km eliminando-se Côte de Belvédère e La Colmiane. Uma etapa com mais de 3000 m de acumulado passou a 2300 e isso fez com que o grupo de favoritos só se mexesse nos últimos metros. Ler mais | Paris-Nice: UAE a dormir e João Almeida diz adeus à geral Foto: Ronan Merot/Tudor João Almeida chega à etapa final no 5.º posto Era dia para tentar desde a fuga e um grupo de 15 homens lançou-se para a frente nas primeiras movimentações. Sobreviveu Michael Storer, que não só se estreou a ganhar pela Tudor, como também saltou a 4.º na classificação geral ficando a 2:25 de Matteo Jorgenson. O líder da corrida e campeão em título teve uma jornada pacífica, bem diferente da que o espera no domingo. Etapa clássica do Paris-Nice, curta e explosiva, subidas duras e final no Passeio dos Ingleses, em Nice. Como disse o ciclista da Visma no final da 7.ª etapa: “A corrida não termina até realmente terminar.” Jorgenson tirou a amarela a Brandon McNulty no último dia em 2024, portanto sabe que para levar o segundo Paris-Nice consecutivo é preciso saber sofrer até ao último risco de meta. João Almeida chega à etapa final no 5.º posto – a 2:40 de Jorgenson – e espera-se que a UAE Emirates seja das equipas mais irrequietas na etapa final. McNulty é 7.º a 3:05 da liderança, pelo que a equipa tem mais do que uma carta para jogar. Ler mais | Paris-Nice: João Almeida bota lume em dia gelado (vídeo) Foto: A.S.O. Billy Ceusters ### Strade Bianche: Guia para viajar, assistir e pedalar pelo Sterrato da Toscana Assim como fiz o ano passado na Paris-Roubaix, este ano fui assistir com um grupo de amigos à Strade Bianche. O que nos move não é só assistir à corrida profissional, é também participar no Granfondo, que nos permite passar nos mesmos locais que os nossos ídolos, sentir nas pernas "o filme" ao qual assistimos há tantos anos pela televisão. Vídeo 1 - Pedalar pela Toscana e ver os profissionais https://youtu.be/seJbagLZCyE?si=smnGNHpTormkbAzk A Experiência de assistir ao vivo à Strade Bianche Estar na Via Santa Caterina ou na Piazza del Campo é algo de surreal para quem, durante anos, assistiu pela televisão aos momentos do ciclismo ali passados. Além dos vídeos do topcycling que publiquei neste artigo, o David Raquel captou estes momentos com a sua câmera e eternizou também no formato de fotografia a nossa experiência. Créditos: David Raquel Enquanto aguardo por Tadej Pogacar e restantes guerreiros do Sterrato, olho para as barreiras que separam a multidão do local onde vão passar os ciclistas e penso: "Se não houvesse barreiras, como é que eles passavam aqui?". Mas depois também pensei que mesmo com as barreiras a separarem-nos, os melhores ciclistas do mundo passam tão perto que quase sentimos a deslocação do ar, entre os gritos de apoio dos fãs ainda ouvimos a respiração dos ciclistas. Fizemos parte daquilo que tantas vezes vimos pela televisão, fizemos parte do cenário e da atmosfera. Foto: David Raquel Com todo o respeito pelas restantes modalidades desportivas, não conheço nenhuma onde possamos partilhar, nem que seja por breves instantes, a modalidade com os nossos ídolos. Nenhuma onde possamos assistir à elite mundial daquele desporto a competir a menos de dois metros de distância, sem barreiras de vidro ou bilhetes VIP a separar-nos. Paulo e Zélia Matias são os nossos Porta Estandarte - Créditos: David Raquel Não há outro desporto assim, que permita esta experiência sem pagar bilhete, nisto o ciclismo é único. Siena Respira Ciclismo, mas não só Já estive em Roubaix e posso-vos falar da diferença entre uma cidade que acolhe um monumento e outra que acolhe uma prova candidata a monumento daqui por uns anos. Nascer do sol em Siena - Créditos: David Raquel Em Roubaix, a cidade parece alheia ao que ali se passa, fora da zona da prova, tudo segue o seu ritmo normal, sem grandes indícios de que o inferno do Norte está a acontecer. Além disso, a cidade em si (uma cidade industrial) não tem grande beleza ou locais para visitar. Siena é exatamente o oposto. A cidade veste-se para o evento, como se o próprio ciclismo fizesse parte do seu ADN, lojas com bandeiras da Strade Bianche, montras decoradas com t-shirts do evento, lojas que nada têm a ver com ciclismo colocam bicicletas nas montras, restaurantes que exibem orgulhosamente o amor pelo ciclismo. Comércio em Siena, no fim de semana que acolhe a Strade Bianche - Créditos: Topcycling Respira-se a prova em cada rua quando passeamos pela bela cidade de Siena, que pela sua arquitetura já nos enche a alma de romance. Siena - Créditos: Topcycling E depois há a Piazza del Campo. Magnífica, carregada de história, palco de tantas glórias – e não só no ciclismo. Piazza del Campo, Siena - Créditos: Topcycling A Toscana tem uma longa tradição equestre, e é aqui que se realiza o famoso Palio di Siena, uma corrida de cavalos que incendeia paixões. https://twitter.com/SeeItalyTravel/status/1762199145765327074 Nem sabia que existia este evento, reparei numa fotografia colocada num dos restaurantes da Piazza del Campo, perguntei ao funcionário quantos anos tinha a fotografia (pensando que seria do tempo dos romanos) e ele responde-me que é recente, que existe aquela corrida de cavalos todos os anos. Fotografia num restaurante na Piazza del Campo, ilustra o evento Palio di Siena. Embora a Strade Bianche tenha origem noutra prova que era a L'Eroica, a corrida de ciclismo com a denominação Strade Bianche só existe desde 2007. O Palio di Siena (corrida de cavalos) existe desde o século XIII. Créditos: David Raquel A "juventude" da Strade Bianche não impede que esta tenha o seu protagonismo, neste fim de semana também esta toma conta das ruas e da praça, o protagonismo é todo das bicicletas. Granfondo Strade Bianche: Prova, inscrição, viagem, bicicleta e equipamento No dia seguinte à corrida dos profissionais, chega a nossa vez. Sete mil inscritos, com inscrições esgotadas em uma hora, três meses antes. Conseguir inscrição foi algo parecido com conseguir um bilhete para um concerto dos U2 ou Coldplay! Partida do Granfondo Strade Bianche - Créditos: Massimo Paolone/LaPresse Para quem pense em ir, aconselho que estejam em frente ao computador no momento de abertura das inscrições, se não der, é fazer "refresh" até conseguirem. Rezar um bocadinho também pode ajudar. A inscrição custa cerca de 120€, inclui oferta de jersey e colete da prova, os italianos oferecem muito mais que os franceses do Paris-Roubaix Challenge, que não oferecem nada! Não é a oferta que me faz diferença, vou para viver uma experiência e pagaria na mesma, mas receber o brinde sabe sempre bem. Depois do desgaste acumulado durante os 138 quilómetros e 2000 metros de desnível acumulado (do Granfondo), entrar na via Sta. Caterina, ver o apoio das pessoas, sentir nas pernas aquela subida e conseguir fazê-la a pedalar, torna a chegada à Piazza del Campo numa memória e experiência difícil de explicar. Créditos: David Raquel É algo muito intenso e que só entende quem faz, mas que aconselho a quem gosta deste tipo de eventos. Apesar de serem milhares de inscritos, acabamos por poder usufruir bem da experiência e a prova está bem organizada na minha opinião (ver vídeo). Vídeo 2 - Granfondo Strade Bianche https://youtu.be/L6x6qXiqTEg?si=01jmuRR2A_o62scj Outros conselhos úteis que posso dar é marcar a estadia e os voos com antecedência, não só para garantir disponibilidade, mas também para evitar preços exorbitantes. Que bicicleta e pneus levar? Alugar bicicleta compensa? Se há prova onde vale a pena levar a nossa própria bicicleta, esta é uma delas. Quando se pedala em pisos específicos, como empedrado (no caso da Roubaix ou Flandres) ou terra batida neste caso, não se quer deixar a escolha dos pneus e da bicicleta a cargo de uma empresa de aluguer. Tendo isto em conta, para este tipo de provas eu prefiro levar a minha bicicleta. Uma má escolha de pneus ou bicicleta pode arruinar toda a experiência. Eu levei uma Specialized Roubaix SL8 com pneus S-works Mondo 32mm., uma bicicleta fiável e eficiente mas que para mim, não era a melhor opção. Specialized Roubaix SL8 Expert - Créditos: Topcycling O sistema Future Shock é excelente para a brutalidade da Paris-Roubaix por exemplo, mas aqui é um peso extra e faz com que a frente da bicicleta seja mole nas subidas mais íngremes, quando pedalamos de pé. Hoje em dia, com bicicletas que aceitam pneus 32mm ou 38mm, o próprio pneu já absorve grande parte das irregularidades (sem necessidade de outros mecanismos). Para esta prova, teria preferido uma bicicleta mais leve e com uma geometria um pouco mais agressiva, mas a Roubaix levou-me até à meta e isso nestas ocasiões é o mais importante. Luís Beltrão no início do sector Monte Sante Marie - Créditos: Topcycling Queres fotografias da prova? Paga Quando saímos de Portugal, apercebemo-nos do alto nível que alguns organizadores de Granfondos têm no nosso país. Este Granfondo estava bem organizado, mas existem eventos em Portugal com o mesmo nível de organização, alguns até superiores! A título de exemplo, partilho com vocês a questão das fotografias da prova. Em Portugal pagas uma inscrição (de valor muito inferior ao que paguei neste evento) e além do normal, que é o seguro, o dorsal, o percurso e uma refeição no final, podes ir às redes sociais e obter gratuitamente uma fotografia tua no evento. Aqui, eles fornecem-te um código, entras numa plataforma onde tens todas as tua fotos durante o evento e caso queiras, pagas 21€ por uma fotografia, ou 50€ pelo pack completo. Valorizemos o que é nosso, neste aspecto, Portugal é um paraíso. Deixo uma palavra de apreço aos organizadores nacionais e aos fotógrafos dos Granfondos em Portugal, bem hajam. Luís Beltrão Transportar a bicicleta no avião O transporte da bicicleta no avião custou-me 120€ ida e volta. Uma boa mala de transporte é crucial para que a nossa máquina não chegue danificada, pois o tratamento da bagagem nos aeroportos, não é feito com mãos de veludo. Usei uma mala EVOC Road Bike Pro, que considero uma excelente opção porque tem a parte superior rígida, protegendo bem os componentes, e permite transportar a bicicleta sem necessidade de desmontar o guiador, o que facilita bastante o processo de embalar e desembalar a bicicleta. Mala de transporte Evoc permite transporte da bicicleta, sem necessidade de desmontar mais do que as rodas. Créditos: David Raquel Além disso, esta mala de transporte é bastante prática de manusear tanto nos aeroportos, como pelas ruas com pisos irregulares, nas ligações com o alojamento. EVOC Road Bike Pro - Créditos: Topcycling Aluguer de mala de transporte Para quem não quer gastar uma fortuna numa mala destas (porque viaja pouco), há sempre a opção de aluguer – no meu caso, aluguei na Bike Village, uma loja Cervélo na zona de Lisboa que disponibiliza estas malas a um preço diário. Pedalar na Toscana Já pedalei em muitos sítios pelo mundo, mas pedalar na Toscana é uma experiência diferente. Cada curva que fazemos revela uma paisagem digna de um quadro renascentista, mesmo que não queiras, vais estar sempre de telemóvel na mão a fotografar. Paisagem na Toscana - Créditos: Topcycling Se queres fazer o Granfondo a competir (nem que seja contra ti, andar rápido e fazer o teu melhor sem ser a passear), faz um favor a ti próprio, reserva uns dias antes ou depois da prova para poder pedalar a passear (de preferência antes, porque assim podes fazer um pequeno reconhecimento aos sectores do Granfondo). L'Eroica é uma rota de bicicleta que deu origem a um evento de bicicletas não competitivo com o mesmo nome, que por sua vez deu origem à actual Strade Bianche.Créditos: Topcycling Pedalar ali e poder desfrutar tanto da paisagem como da atmosfera da zona, a gastronomia, é algo único, se só pedalares no dia do Granfondo não vais usufruir tão bem de tudo isto. A glória não é só para quem ganha corridas, é também para quem termina uma pedalada e depois se senta com uma cerveja e uma fatia de pizza a saborear o momento. Paisagem na Toscana - Créditos: Topcycling Orçamento Os preços podem variar, tendo em conta a antecedência com que se marcam as estadias e os voos, mas também se vais optar por transportes públicos ou aluguer de viaturas para te deslocares por lá, são tudo contas e planeamento que deves fazer. Créditos: Topcycling No nosso caso, tudo foi planeado com mais de seis meses de antecedência, alugámos viaturas, alugámos uma casa e dividimos a despesa por todos (fomos um grupo de nove pessoas). Por exemplo, na Paris-Roubaix andámos de transportes públicos, mas desta vez chegámos à conclusão de que seria melhor alugar viaturas. Entre viagens, inscrições, alojamento e refeições, o orçamento foram cerca de 900 euros, para quatro noites (cinco dias, de quinta a segunda-feira). Tanto a Strade Bianche, como o Granfondo Strade Bianche são muito mais do que uma corrida, são uma experiência turística, uma viajem na qual vais usufruir mais além da bicicleta e das corridas. É um evento que nos permite estar incrivelmente próximos dos nossos ídolos, e que nos dá a oportunidade de viver a experiência pedalando pelos mesmos caminhos de sterrato onde os profissionais escrevem a história. Créditos: Topcycling Se há um lugar onde o ciclismo se torna poesia é ali, foram momentos e memórias que vou guardar para sempre. Luís Beltrão - Créditos: David Raquel Espero com este artigo ajudar e motivar mais pessoas a fazerem o mesmo. ### Specialized apresenta a nova gama de pneus 2025 A Specialized apresentou a gama de pneus para 2025 com, segundo informa a marca, os pneus mais rápidos, leves e duráveis até agora. Com quase 50 anos de inovação, a Specialized refinou os aspetos do desempenho, desde os padrões de piso aos compostos, todos testados nos mais altos níveis de competição. Ler mais | Specialized apresenta novas Rodas, Pneus e Selim Pneus de Estrada RapidAir TLR – 33 segundos mais rápido em 40 km, o pneu de estrada sem câmara de ar mais leve do mundo (220 g), maior aderência e confiança em curva. S-Works Turbo TLR – Resistência ao rolamento 10% mais baixa, 20 g mais leve, aerodinâmica otimizada e construção resistente os furos. Mondo TLR – Pneu de endurance, resistente a furos, pronto para a competição, com versatilidade em piso molhado/seco e velocidade vencedora do Paris-Roubaix. Mondo Folding – Proteção tripla de ponta a ponta, aderência de elite em curva e desempenho versátil para treino e competição. Pneus de Gravel Pathfinder TLR – Rolamento 19% mais rápido, carcaça 30% mais resistente a cortes em comparação com a carcaça anterior S-Works e tração superior para qualquer aventura em gravel. Tracer TLR – Rasto largo para estabilidade, 65 g mais leve, estrutura reforçada para durabilidade em terrenos mistos. Terra TLR – Rasto leve e de alta tração para um controlo seguro em superfícies soltas e técnicas. Pneus de Cross-Country Air Trak – O pneu de XC mais rápido de sempre de competição, 60 g mais leve, carcaça Flex Lite para aderência, controlo e velocidade. Fast Trak – Rolamento 5% mais rápido, rasto Block-In-Block otimizado e estrutura ultraleve para o máximo rendimento em XC. Pneus de Trail e Enduro Estes pneus são desenvolvidos em conjunto com rodas Roval para o máximo desempenho, combinando velocidade, força e resistência aos furos. A Specialized aconselha combinar os pneus Eliminator e Butcher com rodas Roval Traverse SL ou Traverse HD, onde a tecnologia FlatStop e as carcaças leves e duráveis garantem um controlo incomparável e uma proteção contra furos. Butcher – Mais 12% de contacto com a banda de rodagem, composto GRIPTON T9 para máxima tração, amortecimento e durabilidade. Eliminator – Rasto desenhado para subida e travagem superiores, opções de carcaça Grid Trail e Grid Gravity para velocidade e aderência. Atualização da EmbalagemA embalagem vermelha destaca os pneus Specialized "Made in Racing", desenvolvidos em estreita colaboração com equipas do World Tour e da Taça do Mundo de MTB. As caixas dos Cannibal, Cotton e RapidAir apresentam um design vermelho para simbolizar que estes são os pneus utilizados pelos ciclistas profissionais. Podes saber tudo sobre a nova gama de pneus para 2025 no site da Specialized. ### Portugal na Taça das Nações de pista de olho em Los Angeles 2028 Ronda turca é a única da Taça das Nações de pista este ano e serve de preparação para o início da qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Após a gigante participação no Europeu de pista, Portugal regressa ao velódromo em pleno ciclo de preparação para Los Angeles 2028. Com o objetivo final a três anos e meio de distância, o selecionador nacional Gabriel Mendes aproveitou para convocar alguns atletas menos rodados para Taça das Nações que decorre em Konya, na Turquia, até domingo. “Esta prova é muito importante por ser a única Taça das Nações que temos este ano. O nosso objetivo é somar o máximo de pontos possível para o ranking das nações e para o ranking individual dos atletas, importantes para a qualificação para o Campeonato do Mundo. Queremos amealhar pontos para mantermos uma posição que nos permita atingir esse objetivo.” Gabriel Mendes em comunicado da FPC. Ler mais | Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista | Entrevista No passado Europeu os gémeos Oliveira subiram ao pódio no madison.Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Sigam a ação em direto no Max No primeiro dia a seleção nacional só competiu na eliminação. João Matias foi 10.º classificado em 24 atletas (vitória do belga Jules Hesters), já Beatriz Roxo entrou em falso sendo a primeira eliminada na qualificação e ficando fora da final. Nas disciplinas olímpicas Portugal vai à pista com a dupla Miguel Salgueiro/João Matias no madison, enquanto Diogo Narciso e Daniela Campos farão o omnium, numa necessária renovação de cara a Los Angeles 2028. Confiram os horários ao fundo da página e sigam a ação em direto no Max sábado a partir das 15:00 e domingo a partir das 13:00. Ler mais | Iúri Leitão varre a pista no Europeu e dá o ouro a Portugal Maria Martins foi 3.ª no Europeu, no scratch, atrás de Fidanza e Wiebes.Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Apuramento olímpico mudou De momento não são conhecidos os critérios de qualificação para os Jogos Olímpicos, mas no ciclo para Paris 2024 aprendemos que um Mundial pontua o dobro de um Europeu e que as Taças da Nações estão no meio desta tabela complexa. Uma das novidades é o facto de a UCI ter simplificado a leitura dos rankings. Por exemplo, passamos de ter um ranking para cada disciplina a ter um ranking de endurance para o qual pontuam todas as provas em pelotão. O próximo apontamento importante dos pistards será o Mundial de Santiago do Chile, que se realiza entre 22 e 26 de outubro. Ler mais | Maria Martins e Rui Oliveira medalhados no Europeu de pista Sábado 7h50 - Qualificação do Omnium Masculino, Diogo Narciso 15h00 - Omnium Masculino I (Scratch), Diogo Narciso 15h40 - Omnium Masculino II (Tempo Race), Diogo Narciso 16h45 - Omnium Masculino III (Eliminação), Diogo Narciso 17h35 - Omnium Masculino IV (Corrida por Pontos), Diogo Narciso Domingo 7h25 - Qualificação do Omnium Feminino, Daniela Campos 9h25 - Qualificação do Madison Masculino, Miguel Salgueiro e João Matias 12h45 - Omnium Feminino I (Scratch), Daniela Campos 14h05 - Final do Madison Masculino, João Matias e Miguel Salgueiro 15h35 - Omnium Feminino II (Tempo Race), Daniela Campos 17h50 - Omnium Feminino III (Eliminação), Daniela Campos 19h30 - Omnium Feminino IV (Corrida por Pontos), Daniela Campos ### Paris-Nice: UAE a dormir e João Almeida diz adeus à geral Visma e Ineos dinamitam a 6.ª etapa do Paris-Nice e João Almeida fica a 2:40 de Matteo Jorgenson. Temperaturas geladas e muita chuva marcaram a jornada. Há dias em que mais vale não sair de casa e o sexto do Paris-Nice saldou-se com uma derrota em toda a linha da UAE Emirates de João Almeida face à Visma de Matteo Jorgenson. A formação neerlandesa amanheceu com uma baixa: Jonas Vingegaard, lesionado, abandonou a prova, situação que colocou João Almeida no pódio. No entanto, em vez de se irem abaixo, os homens de amarelo propuseram uma estratégia ofensiva e foram recompensados. Ler mais | Paris-Nice: João Almeida bota lume em dia gelado (vídeo) Foto: A.S.O. Billy Ceusters Visma atacou em bloco e partiu o pelotão Olhando para o papel, poucos antecipavam tantos perigos: 209,8 km planos, com um par de contagens de terceira categoria 65 e 50 km do final, cenário típico de chegada ao sprint. Só um elemento anunciava o perigo: o vento, que soprou a favor nas primeiras duas horas de corrida, onde se fez média de 47,2 km/h. Tudo mudou na descida do Côte des Baux-de-Provence, a cerca de 60 km da meta, quando a Visma atacou em bloco e partiu o pelotão. A Ineos de Thymen Arensman reagiu a tempo, tal como Florian Lipowitz (Red Bull-Bora) e Mathias Skjelmose (Lidl-Trek), isto é, do top 10 da geral só estes quatro corredores se salvaram! Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 Foto: A.S.O. Billy Ceusters UAE Emirates foi apanhada a dormir A UAE Emirates foi apanhada a dormir, não só no corte provocado na descida, mas na consequente perseguição. Pavel Sivakov descolou e Nils Pollitt ficou num grupo ainda mais atrasado, o que deixou João Almeida entregue a Ivo Oliveira e a Brandon McNulty. Não foi suficiente face aos blocos rivais e o corte transformou-se em perda de 1:54 no final da etapa, mais as bonificações que os rivais encontraram no sprint intermédio. Praticamente 2:00... demasiado para quem quer ganhar o Paris-Nice. Jorgenson sai reforçado e Almeida desmoralizado. Nada está perdido, mas virar a geral a duas etapas do fim deixa remotas chances de êxito. A etapa foi decidida no pequeno grupo que melhor trabalhou e no sprint reduzido Mads Pedersen bateu Joshua Tarling. Terceira vitória do dinamarquês no historial do Paris-Nice. Sábado a neve obrigou a modificar a etapa rainha, que passa de 147,8 km a 109km e terá muito menos desnível positivo acumulado. Um cenário ainda mais favorável à Visma. Top 10 da etapa 6 do Paris-Nice PosiçãoCiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek4:24:372TARLING JoshuaINEOS Grenadiers"3WATSON SamuelINEOS Grenadiers"4ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike"5SOBRERO MatteoRed Bull - BORA - hansgrohe"6SHEFFIELD MagnusINEOS Greandiers"7SKJELMOSE MattiasLidl - Trek"8JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike"9SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step"10ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers" Top 10 da Classificação geral do Paris-Nice PosiçãoCiclistaEquipaTempo1JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike20:52:572LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:403SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:594ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers1:205ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG2:406FOSS TobiasINEOS Grenadiers2:477SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers2:548MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG3:059CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team3:2210TEJADA HaroldXDS Astana Team3:24 ### Tirreno-Adriático - Van der Poel volta a falhar vitória Quinta etapa do Tirreno-Adriático ligou Ascoli Piceno a Pergola. 205 km com muitas subidas e descidas ao longo do percurso para dificultar a vida aos ciclistas. Fredrik Dversnes (Uno-X Mobility) enganou o pelotão e triunfou isolado. Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) terminou a quarta etapa da corrida italiana em terceiro, e hoje foi segundo classificado. A vitória continua a escapar ao neerlandês. Ler mais | Tirreno-Adriático – Ben Healy prega partida ao pelotão Foto: LaPresse Etapa 5 do Tirreno-Adriático Um dia traiçoeiro para o pelotão, com um percurso muito acidentado que assentava a vários perfis de ciclista. Uma fuga de seis homens marcou o dia. Entre eles, destacou-se o norueguês Fredrik Dversnes. O grupo de fugitivos esteve na frente da corrida durante o início da etapa. Os ciclistas foram caindo da fuga, um a um, e a cerca de 8 km do fim, o norueguês seguia sozinho na frente. O pelotão, comandado pelas equipas dos favoritos, aproximava-se. Chegaram a tentar movimentações Tom Pidcock (Q36.5 Pro Cycling), Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) e Filippo Ganna (INEOS Grenadiers), mas sem sucesso. Foto: LaPresse No final, uma luta entre o pelotão e o homem da Uno-X Mobility, ganha por Fredrik Dversnes. O norueguês agarrou-se à vantagem que trazia, e chegou 0:07 à frente de um pelotão onde o melhor ciclista foi Mathieu Van der Poel. Roger Adrià (Red Bull - BORA - hansgrohe) fechou o pódio da etapa. Destaque negativo do dia vai para os abandonos de Afonso Eulálio (Bahrain - Victorious) e Rui Costa (EF Education - EasyPost). Foto: LaPresse Dversnes consegue a primeira e VdP volta a falhar O ciclista da Uno-X Mobility atingiu o melhor resultado da carreira na quinta etapa do Tirreno-Adriático - nunca tinha ganho uma corrida de categoria WorldTour. O campeão norueguês em 2023 também tinha sido segundo na geral do AlUla Tour e está a fazer um bom início de temporada. Já Mathieu Van der Poel voltou a falhar um objetivo. Depois de ter concluído a quarta etapa da corrida italiana em terceiro lugar, fecha hoje em segundo. Venceu uma vez este ano, na primeira corrida da época para o neerlandês, a Ename Samyn Classic - onde António Morgado foi 2º em 2024. Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=x_mXMahCyfM&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 5 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1DVERSNES FredrikUno-X Mobility5:04:562VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck0:073ADRIÀ RogerRed Bull - BORA - hansgrohe"4CICCONE GiulioLidl - Trek"5ARANBURU AlexCofidis"6PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling"7GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ"8JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility"9BILBAO PelloBahrain - Victorious"10VELASCO SimoneXDS Astana Team" Top 10 da Classificação geral do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers21:19:032AYUSO JuanUAE Team Emirates – XRG0:223TIBERI AntonioBahrain – Victorious0:294GEE DerekIsrael – Premier Tech0:345CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:366VAUQUELIN KévinArkéa – B&B Hotels0:417DE PLUS LaurensINEOS Grenadiers0:458GRÉGOIRE RomainGroupama – FDJ0:489DE LA CRUZ DavidQ36.5 Pro Cycling Team0:5410BILBAO PelloBahrain - Victorious“ Fotografia de destaque: LaPresse ### Race Face apresentou o novo avanço Turbine SL A Race Face apresentou um novo avanço, o Turbine SL, caracterizado pelo seu design reversível e um produto que oferece duas soluções em apenas um avanço. Com a grande variedade de terrenos presentes em corridas de XC ou Trail há uma procura crescente por componentes que ofereçam ajuste e versatilidade sem necessidade de substituição e por estas razões a Race Face criou este avanço. Offset Negativo (-6mm) A orientação padrão do Turbine SL oferece um desnível negativo de 6 mm em relação a uma avanço convencional de elevação zero. Isto proporciona aos ciclistas um melhor controlo nas subidas e maior eficiência na pedalada, dandoprioridade ao desempenho. Nesta posição, a parte superior do Turbine SL fica completamente plana, imitando a estética elegante dos cockpits de uma peça. Além disso, cria uma opção ideal para sistemas de navegação que utilizam um suporte montado sobre o avanço. Offset Positivo (+6mm) Ao inverter o Turbine SL assim como a placa frontal obtém-se um avanço com um desnível positivo de 6 mm e um aumento de 12 mm na altura do cockpit. Desta forma, reduz-se ligeiramente o alcance, sem alterar a posição dos espaçadores da caixa de direção ou precisar de um avanço diferente. Aumentar a altura do cockpit incentiva a fletir os cotovelos nas descidas, proporcionando uma posição mais confiante e capaz para descer com controlo. O desnível positivo do Turbine SL pode ainda oferecer algum alívio a quem sente algum desconforto nas costas em subidas longas, tornando a posição de pedalada mais ergonómica e confortável. O Turbine SL combina a versatilidade das bicicletas de menos curso modernas, oferecendo ajuste, afinação e um design atrativo para mais ciclistas. O avanço Turbine SL conta com a Garantia Vitalícia da Race Face, que inclui cobertura em caso de quedas.Todos os detalhes sobre as condições de cobertura podem ser encontrados na página de informações da Garantia Vitalícia da marca. Características Podes ver as características completas aqui, no site da BICICMAX. ### Paris-Nice: Lenny Martinez mostra-se ao mundo Lenny Martinez triunfou na quinta etapa do Paris-Nice. Primeira vitória WorldTour para um dos maiores talentos da nova geração de ciclistas franceses. Dia que voltou a ter muito frio e chuva no Paris-Nice. Lenny Martinez (Bahrain - Victorious) foi o mais forte na última subida, em dia menos para João Almeida (UAE Emirates XRG) e Jonas Vingegaard (Visma | LAB). Matteo Jorgenson (Visma | LAB), vencedor da competição na edição passada, é o novo líder da corrida, depois de terminar em terceiro. Ler mais | Paris-Nice: João Almeida bota lume em dia gelado (vídeo) 13/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 5 - Saint-Just-en-Chevalet > La Côte-Saint-André (196,5km) - JORGENSON Matteo (TEAM VISMA | LEASE A BIKE) Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Queda de Vingegaard em dia gelado O frio e a chuva voltaram a ser um dos maiores obstáculos na quinta etapa do Paris-Nice. Ligação entre Saint-Just-en-Chevalet e La Côte-Saint-André, com 203 km a percorrer, e muita montanha pelo caminho. Tobias Foss (INEOS Grenadiers) voltou a testar o pelotão com uma movimentação de longe, numa prova de que a equipa britânica veio mais ofensiva para 2025. Uma queda do bicampeão do Tour de France, Jonas Vingegaard, também marcou o dia. O dinamarquês nunca pareceu totalmente recuperado, e viria a perder tempo no final da etapa. Na última dificuldade (1,7 km a 10,8%), destacaram-se os escaladores. João Almeida perdeu o grupo da frente por instantes, mas veio em recuperação até ao fim. Conseguiu minimizar as perdas: 0:07 para Lenny Martinez, e 0:04 para Clément Champoussin (XDS Astana) e Jorgenson, que completaram o pódio. 13/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 5 - Saint-Just-en-Chevalet > La Côte-Saint-André (196,5km) - MARTINEZ Lenny (BAHRAIN VICTORIOUS) Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Favoritos perderam tempo Os segundos perdidos por João Almeida podem ser significantes até ao fim da prova, mas houve quem sofresse mais. Jonas Vingegaard, por exemplo, chegou a 0:26 do vencedor. Mattias Skjelmose (Lidl - Trek), outro dos derrotados, perdeu 0:28. Ben O'Connor (Jayco AlUla), Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale Team), por exemplo, também perderam mais de 0:30, e deixam muito complicada a missão de lutar pela classificação geral. Vão ter de esperar para recuperar algum do tempo perdido, uma vez que a sexta etapa do Paris-Nice se deve decidir num sprint entre os homens rápidos. 13/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 5 - Saint-Just-en-Chevalet > La Côte-Saint-André (196,5km) - VINGEGAARD Jonas (TEAM VISMA | LEASE A BIKE) Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=oyuh4EsZMho&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 5 do Paris-Nice PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MARTINEZ LennyBahrain - Victorious4:36:232CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team0:033JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike"4TEJADA HaroldXDS Astana Team"5LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:066ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG0:077MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0:118VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step0:169SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers"10PARET-PEINTRE AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team0:18 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike4:36:232VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:033LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe"4ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG"5MARTINEZ LennyBahrain - Victorious0:066SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:077MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0:118ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers0:169CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team"10TEJADA HaroldXDS Astana Team0:18 Fotografia de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Tirreno-Adriático - Ben Healy prega partida ao pelotão Quarta etapa do Tirreno-Adriático ligou Norcia a Trasacco. 190 km que começavam acidentados, mas eram planos a partir do meio da etapa. O vento veio ajudar à animação numa etapa que terminou com vitória de Olav Kooij (Visma | LAB). Ben Healy (EF Education - EasyPost) foi um dos destaques do dia. Com um ataque perto do fim, quase conseguiu enganar o pelotão. Ler mais | Tirreno-Adriático – Ganna mantém a liderança na montanha Foto: LaPresse Etapa 4 do Tirreno-Adriático Um dia onde se previa uma chegada ao sprint, mas onde o percurso acidentado no início da etapa, e o vento que se fez sentir, podiam ajudar a um vencedor surpreendente. Uma fuga inicial de cinco ciclistas marcou um dia com muitos acontecimentos. Entre os fugitivos, iam William Blume Levy (Uno-X Mobility) e Mirco Maestri (Polti VisitMalta). Os dois permaneceram na frente até muito perto do fim. Com cerca de 5 km para o fim, Ben Healy atacou, juntou-se aos dois fugitivos, e quase surpreendeu o pelotão, que só apanhou o trio dentro do último quilómetro. No sprint, Olav Kooij foi o mais forte. Depois da desistência de Jonathan Milan, foi o neerlandês a levantar os braços. A fechar o pódio ficaram Rick Pluimers (Tudor Pro Cycling) e Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck). Foto: LaPresse Olav Kooij consegue o terceiro triunfo Depois de duas vitórias no Tour do Oman, no início da temporada, o jovem neerlandês conseguiu o seu terceiro triunfo da época, e o primeira da categoria WorldTour. Olav Kooij assume-se, cada vez mais, como um dos melhores sprinters do mundo, com apenas 23 anos e uma margem de progressão muito interessante. Na temporada passada, tinha conseguido oito vitórias - sete delas na categoria WorldTour, incluindo uma vitória no Giro D'Italia. Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Lm6bibABEoc&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 4 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1KOOIJ OlavTeam Visma | Lease a Bike4:48:052PLUIMERS RickTudor Pro Cycling Team"3VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck"4MAGNIER PaulSoudal Quick-Step"5MAESTRI MircoTeam Polti VisitMalta"6VENDRAME AndreaDecathlon AG24 La Mondiale Team"7GANNA FilippoINEOS Grenadiers"8PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team"9LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta"10FIORELLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè" Top 10 da Classificação geral do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers16:14:002AYUSO JuanUAE Team Emirates – XRG0:223TIBERI AntonioBahrain – Victorious0:294GEE DerekIsrael – Premier Tech0:345CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:366VAUQUELIN KévinArkéa – B&B Hotels0:417DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla0:448DE PLUS LaurensINEOS Grenadiers0:459HEALY BenEF Education – EasyPost0:4810GRÉGOIRE RomainGroupama – FDJ“ Fotografia de destaque: LaPresse ### Specialized apresenta novas Rodas, Pneus e Selim A Specialized apresentou as novas Rodas Roval Control World Cup, os Pneus Air Trak e Fast Trak e o novo Selim Phenom Pro Mirror. Estes produtos focam-se na vertente de Corss Country e Downhill e foram concebidos em conjunto com a equipa da Specialized Factory Racing que, segundo a Specialized, não partiu um único aro na temporada de 2024. Rodas Roval Control World Cup As novas rodas Roval Control World Cup são, segundo a Specialized, as rodas de ciclocrosse mais rápidas do mundo num pacote de 998 g repleto de inovações e de engenharia. Para atingir este peso, as válvulas foram redesenhadas e a nova fita de aro ultraleve reduzem o peso em 250 g em relação ao modelo anterior.  Inovação no aro: Após 1017 iterações de design, a Specialized criou um aro onde poupou 44 g e melhorou os padrões de durabilidade e qualidade de condução. Otimização da disposição: Em desenvolvimento conjunto com os seus ciclistas, resultou numa disposição de carbono que eliminou 18 camadas e reduziu 36 g. Raios de carbono: Raios de carbono concebidos com acessórios de titânio para serem 1,7 g mais leves e 63% mais fortes do que os raios de aço, poupando 101,6 g e, ao mesmo tempo, aumentando a resistência e a durabilidade para os difíceis percursos de XC. Disposição otimizada do carbono: O aro flete sob pressão para dissipar a energia do impacto através do aro. Proteção Contra Furos FlatStop: Ganchos de 4 mm minimizam os furos por aperto, aumentando a área de superfície na interface aro/pneu. Formato do aro assimétrico: Geometria otimizada para a máxima resistência e performance. Pneus Air Trak e Fast Trak A Specialized desenvolve as suas rodas e pneus em conjunto. Para obter o melhor desempenho das rodas Roval Control World Cup, recomendam a sua combinação com os pneus XC mais rápidos e leves, Air Trak e Fast Trak. Segundo a marca, a combinação das rodas e dos pneus, não passa os 1000 g mantendo os padrões de resistência, durabilidade e qualidade de condução. Selim Phenom Pro com Mirror A Specialized anunciou também o seu novo selim Phenom Pro com Mirror com formato longo e perfil plano. O Phenom Pro com Mirror foi desenvolvido com a metodologia exclusiva Body Geometry e a tecnologia de impressão 3D Mirror, que cria um selim infinitamente ajustável. 28% Menos Pressão nos Ísquios - Utilizando um formato côncavo e uma estrutura de carbono recuperado ultra confortável, a Specialized utiliza 20055 suportes e 8735 nós, o que permite mais "curso" dentro da própria impressão 3D. Esta impressão mais espessa do Mirror resulta numa redução de até 28% da pressão nos ísquios em comparação com um selim de espuma tradicional. Alívio dos Tecidos Moles - O novo S-Works Phenom com Mirror implementa um recorte ergonómico para proteger o fluxo sanguíneo em tecidos moles delicados, garantindo que o peso do ciclista é suportado pelos ramos púbicos numa posição de condução agressiva, e não pelos tecidos moles. Ergonomia - Com 27 cm de comprimento (em comparação com o formato Power de 24 cm de comprimento), o formato e a construção do Phenom Pro com Mirror permitem o máximo movimento para um posicionamento ideal para debitar potência. Durabilidade e Sustentabilidade - Ao utilizar fibra de carbono recuperada na carcaça, mantem-se a fibra de carbono residual fora dos aterros sanitários, mantendo a leveza e durabilidade. Podes saber tudo sobre os novos produtos Specialized Roval, Air Trak e Phenom Pro no site da Specialized. ### Paris-Nice: João Almeida bota lume em dia gelado (vídeo) João Almeida é o primeiro português a vencer no Paris-Nice, num dia frio, chuvoso e onde até uma granizada caiu sobre os ciclistas. Foi duro, muito duro, mas João Almeida fez história para o ciclismo português no Paris-Nice ao vencer uma etapa. Nunca tinha acontecido, mas a estreia foi pela porta grande já que logo atrás ficou Jonas Vingegaard! O dia conta-se em duas pinceladas: a primeira jornada com maior dureza ficou marcada por uma granizada tão forte que obrigou à neutralização da etapa já nos últimos 50 km. Entre bidões de chá quente e corredores que correram para os carros para vestirem roupa quente, foi uma confusão que levou à paragem da corrida durante 45 minutos. Ler mais | Paris-Nice: João Almeida e UAE perdem tempo para Visma Almeida foi o vencedor em La Loge des Gardes após 163,4 km de etapa.Foto: A.S.O. Billy Ceusters "Almeidada" não falhou Quando se retomou a ação, a cerca de 28 km da meta, nem todos reagiram bem. Homens fortes da geral como Ben O'Connor, Aleksandr Vlasov ou Neilson Powless perderam qualquer hipótese de lutar pela geral. O frio fez um tremendo dano no pelotão e na subida final só uma dúzia de ciclistas tiveram pernas para subir os 6,5 km de La Loge des Gardes. A subida de 1.ª categoria foi atacada por Jonas Vingegaard a 2,4 km do topo, só que a "Almeidada" não falhou. O talento das Caldas da Rainha dobrou todo um bicampeão do Tour de France e mesmo não gostando de frio, João Almeida voltou a mostrar que tem um motor que rende nestas condições. Foi num dia difícil que venceu no Monte Bondone e num dia épico que repetiu a proeza no Paris-Nice. "Foi um dia duro, muita coisa aconteceu na etapa. Tivemos neve na estrada. Nunca desistimos e acho que merecemos. Senti-me bem, para ser honesto não sou o melhor corredor com frio, sofri um pouco, mas nunca desisti. A subida não era suficientemente inclinada, foi duro selecionar o grupo. O Jonas atacou, foi um bom momento, eu não estava na melhor posição. Dei o meu melhor. Ontem não foi o nosso dia, tivemos alguns percalços, mas ontem foi ontem. Perdemos como equipa e ganhamos como equipa. João Almeida ao Eurosport. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1899860017043423538 João Almeida foi contundente Também perguntaram ao corredor de A dos Francos se pode ganhar o Paris-Nice. Mesmo estando ainda a 0:37 do novo líder Vingegaard, a resposta de João Almeida foi contundente. "Acho que sim, mas não depende só de mim. A forma é boa, eu sinto-me bem e estou pronto para mostrar quem é o João Almeida. Nem tudo correu conforme planeado, mas darei o meu melhor." João Almeida ao Eurosport. Entrevista | O TopCycling com João Almeida no estágio da UAE Emirates Vingegaard demorou algum tempo a assimilar a "Almeidada".Foto: A.S.O. Billy Ceusters UAE Emirates tem 16 triunfos Foi a 14.ª vitória como profissional de João Almeida, que é o oitavo corredor da UAE Emirates a vencer esta época. Recordemos que António Morgado também já venceu por duas vezes, na Figueira Champions Classic e na GP de Castellón. A UAE Emirates tem 16 triunfos esta época e continua a liderar o ranking de vitórias em 2025. Na perspetiva de João Almeida esta jornada forte na montanha é a continuação das boas sensações que tem tido desde o início da época. Deu espetáculo no Alto da Fóia e só foi batido por um grande Santiago Buitrago na Comunidade Valenciana. O ano de 2025 promete para um ciclista que vai regressar ao Tour de France para correr ao lado de Tadej Pogacar. -------------------------- Cortesia da foto de capa: A.S.O. Billy Ceusters ### Tirreno-Adriático - Ganna mantém a liderança na montanha Terceira etapa do Tirreno-Adriático correu-se entre Follonica e Colfiorito. 239 km de extensão e final depois de uma categoria especial de montanha (18,4 km a 3% de pendente média). Andrea Vendrame (Decathlon AG2R La Mondiale) foi o mais forte do dia. A etapa foi ganda num sprint com o pelotão reduzido. Filippo Ganna chegou no grupo da frente e manteve a liderança da corrida. Ler mais | Tirreno-Adriático – Milan arrasa concorrência Foto: LaPresse Etapa 3 do Tirreno-Adriático Dia de percurso muito acidentando, com cerca de 3200 metros de ganho vertical. A etapa podia cair para vários perfis de ciclista - final em descida depois de uma longa, mas ligeira ascensão ao Valico di Colfiorito. Dries De Bondt (Decathlon AG2R La Mondiale) e Andrea Pietrobon (Team Polti VisitMalta) foram os fugitivos do dia, apanhados já na última subida da etapa. Muitos ataques já nos últimos 10 km da etapa, com destaque para Ben Healy (EF Education - EasyPost), Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) ou Filippo Ganna (INEOS Grenadiers). Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) e Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling) foram controlando, e as movimentações nunca ameaçaram um pelotão que ainda seguia com muita gente. No final, o grupo da frente era composto por 50 ciclistas. O sprint foi ganho por Andrea Vendrame - uma das vitórias mais importantes da carreira, a seguir aos dois triunfos no Giro D'Italia. Pidcock e Romain Grégoire (Groupama - FDJ) completaram o pódio. Foto: LaPresse Ganna ainda é líder O italiano, que triunfou no contrarrelógio inicial, ainda não perdeu nenhum do tempo que conquistou aos favoritos nesse dia inicial. Chegou em 10º, à frente de Ayuso, e tem 0:22 de vantagem na liderança da prova. Os verdadeiros testes para o italiano devem acontecer na quinta e sexta etapa do Tirreno-Adriático, onde é provável que a montanha, e os rivais, lhe dificultem muito a vida na tentativa de roubar a camisola de líder. Foto: LaPresse A quarta etapa, que se corre na quinta feira, tem uma dificuldade de 12,4 km a 5,7% a mais de 100 km da meta, seguida de descida e terreno plano até ao fim. As equipas dos sprinters poderão tentar controlar a corrida para garantir uma chegada com todo o pelotão. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=_-zga_giX0o&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 3 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VENDRAME AndreaDecathlon AG2R La Mondiale6:28:252PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team"3GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ"4PLUIMERS RickTudor Pro Cycling Team"5ADRIÀ RogerRed Bull - BORA - hansgrohe"6VELASCO SimoneXDS Astana Team"7FIORELLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè"8ARANBURU AlexCofidis"9BATTISTELLA SamueleEF Education - EasyPost"10GANNA FilippoINEOS Grenadiers" Top 10 da Classificação geral do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers11:25:552AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:223TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:294GEE DerekIsrael - Premier Tech0:345CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:366VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:417DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla0:448DE PLUS LaurensINEOS Grenadiers0:459HEALY BenEF Education - EasyPost0:4810GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ" Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Paris-Nice: João Almeida e UAE perdem tempo para Visma Na terceira etapa do Paris-Nice, João Almeida e a UAE tiveram dia menos e perderam segundos preciosos, num contrarrelógio por equipas, onde a Visma | LAB foi mais forte. Um esforço coletivo de 28,4 km, num formato que se mantém da última edição, onde o tempo da equipa é contado quando o primeiro ciclista cruza a meta - celebrizado pelo sprint de Tadej Pogacar na edição de 2024. Jorgenson assume a liderança num dia de Paris-Nice negativo para João Almeida. Ler mais | Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” Foto: A.S.O. Billy Ceusters Etapa 3 do Paris-Nice Os ciclistas enfrentavam um contrarrelógio por equipas num circuito entre Circuit Nevers Magny-Cours e Nevers - percurso plano, quebrado com duas subidas curtas. No Paris-Nice, o esforço coletivo tem uma particularidade: apesar de ser feito em equipa os tempos são tirados individualmente à medida que cada corredor corta a meta. A Visma | LAB foi a vencedora do dia. Matteo Jorgenson e Jonas Vingegaard passaram em primeiro na meta - os dois assumiram a primeira e segunda posição da classificação geral. Em segundo lugar, também sem surpresa, a Jayco AlUla de Ben O'Connor. Mesmo depois de perder Luke Durbridge (fratura de clavícula), o conjunto australiano terminou no segundo posto (+0:15). Desde 2019, são as duas equipas com mais vitórias em contrarrelógios: seis para a Visma | LAB, cinco para a Jayco AlUla. Foto: A.S.O. Billy Ceusters Paris-Nice: João Almeida perde tempo Dia negativo para os portugueses no Paris-Nice. João Almeida e a UAE Emirates XRG - que também levou Ivo Oliveira à corrida francesa - registaram um dos piores tempos entre as equipas favoritas à geral. O português foi o primeiro da equipa a cruzar a meta, mas não evitou a perda de 0:42 para os vencedores da tirada. A Caja Rural de Iúri Leitão chegou a 2:24 em dia que não era objetivo para o campeão olímpico. Ler mais | Vingegaard bate Almeida e vence a Volta ao Algarve 2025 Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Etapa 4 do Paris-Nice: João Almeida tem oportunidade A UAE Emirates XRG tem uma oportunidade para recuperar algum do tempo perdido já na quarta etapa da corrida do sol. Dia de média montanha entre Vichy e La Loge des Gardes. 163,4 km com destaque para a primeira chegada em alto desta edição, situada no topo de uma subida com 6,7 km a 7,1 % de inclinação média. Há dois anos, em La Loge des Gardes, Vingegaard perdeu 43 segundos para Tadej Pogacar num dia decisivo a favor do esloveno, que viria a ganhar esse Paris-Nice à frente de David Gaudu e do homem da Visma. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=6qa1CgnHb0U&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoEquipaTempo1Team Visma | Lease a Bike0:30:262Team Jayco AlUla0:153Red Bull - BORA - hansgrohe0:254Lidl - Trek0:305INEOS Grenadiers0:336EF Education - EasyPost0:347Decathlon AG2R La Mondiale Team0:398UAE Team Emirates - XRG0:429Movistar Team0:4910Soudal Quick-Step0:51 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike8:13:522VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:063MATTHEWS MichaelTeam Jayco AlUla0:214O'CONNOR BenTeam Jayco AlUla"5VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe0:316LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe"7SCHMID MauroTeam Jayco AlUla"8ZWIEHOFF BenRed Bull - BORA - hansgrohe0:349SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:3610SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers0:38 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. Billy Ceusters ### Tirreno-Adriático - Milan arrasa concorrência A segunda etapa do Tirreno-Adriático ligou Camaiore a Follonica. 192 km de extensão num dia para final ao sprint, onde Jonathan Milan (Lidl - Trek) foi o mais forte. Quinta vitória da época para o italiano, que é cada vez mais um dos melhores homens rápidos do mundo. Tinha sido nono na mesma chegada na edição passada, quando venceu Jasper Philipsen. Ler mais | O genuíno e talentoso Jonathan Milan Milan Jonathan of Lidl-Trek during the 60th Tirreno - Adriatico 2025, Stage 2 from Camaiore to Follonica - on March 11, 2025 in Camaiore, Tuscany, Italy. (Photo by Massimo Paolone/LaPresse) Abandono de David Gaudu Etapa para os homens rápidos, numa chegada que se repete pelo terceiro ano consecutivo. Philipsen venceu em 2024 e Fabio Jakobsen em 2023. Dia marcado pela notícia negativa do abandono de David Gaudu (Groupama - FDJ), depois de queda a 40 km do fim da etapa. The start of the race during the 60th Tirreno - Adriatico 2025, Stage 2 from Camaiore to Follonica - on March 11, 2025 in Camaiore, Tuscany, Italy. (Photo by Massimo Paolone/LaPresse) Alta velocidade Uma fuga com três homens marcou o dia: Manuele Tarozzi (VF Group - Bardiani CSF - Faizanè), Alessandro Tonelli e Davide Bais (Team Polti VisitMalta) nunca ameaçaram o pelotão, controlado pelas equipas dos sprinters. A chegada a Follonica foi feita a alta velocidade, num dia em que a colocação na última curva, que dava acesso à reta da meta, era essencial para a luta pela vitória. Milan saiu em posição ideal e bateu Maikel Zijlaard (Tudor Pro Cycling) e Paul Penhoet (Groupama - FDJ), que completaram o pódio. Foto: Massimo Paolone/LaPresse Milan responde a Merlier Os dois recusam o estatuto de melhor sprinter do mundo, mas os números não mentem. São os ciclistas do WorldTour com mais vitórias este ano. Apenas Jasper Philipsen parece conseguir intrometer-se na luta entre os dois. Com a segunda vitória no Paris-Nice, Tim Merlier alcançou a sexta da época. Milan responde com o quinto triunfo do ano na primeiro oportunidade no Tirreno-Adriático. No fim do mês de março voltam os confrontos diretos: Brugge-De Panne e Gent-Wevelgem - clássicas belgas de aproximação à Volta à Flandres e à Paris-Roubaix. Ler mais | Entrevista Tim Merlier | sprinter mais vitorioso de 2024 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=kGvjQkuHATU&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 2 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MILAN JonathanLidl - Trek4:45:132ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team"3PENHOËT PaulGroupama - FDJ"4KOOIJ OlavTeam Visma | Lease a Bike"5CONSONNI SimoneLidl - Trek"6BENNETT SamDecathlon AG2R La Mondiale Team"7STEWART JakeIsrael - Premier Tech"8VAN DIJKE TimRed Bull - BORA - hansgrohe"9COQUARD BryanCofidis"10ZANONCELLO EnricoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers4:57:302MILAN JonathanLidl - Trek0:193AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:224PRICE-PEJTERSEN JohanAlpecin - Deceuninck0:285TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:296GEE DerekIsrael - Premier Tech0:347CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:368WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility0:379DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:3810ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team0:40 Créditos da fotografia de destaque: Fabio Ferrari/LaPresse ### Paris-Nice: Etapa 2 - Soudal Quick-Step perto das 1000 vitórias Tim Merlier bisou no Paris-Nice e deixou a estrutura da Soudal Quick-step a sete triunfos das 1000 vitórias. Segunda etapa do Paris-Nice, para alguns a maior corrida de uma semana do calendário internacional, voltou a ser decidida ao sprint, e de novo com vitória do belga Tim Merlier. Iúri Leitão (Caja Rural - Seguros RGA) esteve perto de fechar a segunda etapa no top 10 - o melhor português do dia terminou na 13ª posição. Ler mais | Entrevista Tim Merlier | sprinter mais vitorioso de 2024 10/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 2 - Montesson > Bellegarde (183,9km) - MERLIER Tim (SOUDAL QUICK-STEP) | Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Etapa 2 do Paris-Nice Tirada marcada por uma fuga solitária de Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility). O norueguês, que vestiu a camisola da montanha e dos pontos no último Tour de France, assustou o pelotão, que só o apanhou dentro dos últimos três quilómetros. No lançamento do sprint, foi Axel Zingle (Visma | LAB) o primeiro a arrancar. O francês parecia ir bem encaminhado, mas faltaram as pernas no fim, e foi ultrapassado já perto da meta. 10/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 2 - Montesson > Bellegarde (183,9km) - ABRAHAMSEN Jonas (UNO-X MOBILITY) | Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters O mais forte voltou a ser Tim Merlier (Soudal Quick-step), que bisou na prova francesa. O belga tinha recusado o estatuto de melhor sprinter do mundo no final da primeira etapa, mas vai marcando pontos na luta com Jonathan Milan (Lidl - Trek) e Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) por esse título. Emillien Jeannière (TotalEnergies) terminou a etapa em segundo. Hugo Page (Intermarché - Wanty) cruzou a linha em terceiro, mas foi relegado para o fim do grupo, e deixou Mads Pedersen (Lidl - Trek) com a posição mais baixa do pódio. 10/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 2 - Montesson > Bellegarde (183,9km) - MERLIER Tim (SOUDAL QUICK-STEP) | Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Soudal Quick-step aproxima-se do milénio Uma das mais míticas e históricas estruturas do ciclismo moderno está cada vez mais perto de atingir uma marca de destaque: as 1000 vitórias. Em atividade desde 2003, na altura com o nome Quick-Step – Davitamon, a equipa belga atingiu, na segunda etapa do Paris-Nice, a vitória 993 do seu palmarés. O primeiro triunfo da equipa chegou a 4 de fevereiro de 2003, na quinta etapa do Tour do Qatar, por Servais Knaven. Desde então assumiram-se como um dos melhores conjuntos do mundo, venceram 22 monumentos, 19 campeonatos do mundo e 124 vezes em Grandes Voltas. A Quick-Step - patrocinador que acompanha a equipa desde 2003 - contou com alguns dos mais míticos nomes do século XXI nas suas fileiras: Tom Boonen, Michael Rodgers, Mark Cavendish, Julian Alaphilippe ou Remco Evenepoel são apenas alguns dos exemplos. 2017/04/09 - Paris / Roubaix | Tom Boonen | Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=IEu2O_6nvEA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step4:11:292JEANNIÈRE EmilienTeam TotalEnergies"3PEDERSEN MadsLidl - Trek"4KRISTOFF AlexanderUno-X Mobility"5KIELICH TimoAlpecin - Deceuninck"6ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike"7DÉMARE ArnaudArkéa - B&B Hotels"8GOVEKAR MatevžBahrain - Victorious"9JAKOBSEN FabioTeam Picnic PostNL"10BOL CeesXDS Astana Team" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step7:43:122DÉMARE ArnaudArkéa - B&B Hotels0:143JEANNIÈRE EmilienTeam TotalEnergies"4JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike"5NARVÁEZ JhonatanUAE Team Emirates - XRG"6ABRAHAMSEN JonasUno-X Mobility"7PEDERSEN MadsLidl - Trek0:168VAN DIJKE MickRed Bull - BORA - hansgrohe"9DAINESE AlbertoTudor Pro Cycling Team"10SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers0:18 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Tirreno-Adriático - Ganna e Ayuso dominam contrarrelógio Saiu para a estrada a 60ª edição do Tirreno-Adriático, uma das mais importantes provas de uma semana, onde os últimos três vencedores foram Jonas Vingegaard, Primoz Roglic e Tadej Pogacar - e onde João Almeida venceu a camisola da juventude em 2023. Na primeira etapa cumpriu-se um contrarrelógio de 11,5 km, com início e fim em Lido di Camaiore. Pippo Ganna (INEOS Grenadiers) venceu - e vingou o episódio em Lagos. Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) foi o melhor dos favoritos à geral. Ler mais | Trofeo Laigueglia – Juan Ayuso mete a segunda Foto: LaPresse Etapa 1 do Tirreno-Adriático Contrarrelógio em percurso plano de 11,5 km para marcar as primeiras diferenças no Tirreno-Adriático, com vantagem para os especialistas no esforço individual. Sem surpresas, Filippo Ganna foi o vencedor da etapa - o italiano, a correr em casa, e último a partir, cumpriu o percurso em 0:12:17, com média incrível de 56,174 km/h. Antonio Tiberi (Bahrain - Victorious) foi outro dos destaques, terminando em quarto lugar. Foto: LaPresse O outro grande destaque foi para Juan Ayuso. O espanhol tem-se assumido como um dos melhores ciclistas de geral no contrarrelógio - tinha ganho esta mesma etapa na edição de 2024, e nos últimos dois anos só ficou fora do top 10 de um esforço individual por uma vez. Johan Price-Petersen (Alpecin - Deceuninck) fechou a tirada em terceiro lugar, a 0:28 do vencedor. O trio de portugueses teve um dia discreto, numa etapa pouco adequada às características: Rui Oliveira ((UAE Emirates XRG) fechou a 1:08, Rui Costa (EF Education - EasyPost) a 1:22 e Afonso Eulálio (Bahrain - Victorious) a 2:07 de Top Ganna. Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=x-f8IrQ1Oag&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da Etapa 1 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers0:12:172AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:233PRICE-PEJTERSEN JohanAlpecin - Deceuninck0:284TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:295MILAN JonathanLidl - Trek0:316GEE DerekIsrael - Premier Tech0:347CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:368WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility0:379DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:3810VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:41 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers0:12:172AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:233PRICE-PEJTERSEN JohanAlpecin - Deceuninck0:284TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:295MILAN JonathanLidl - Trek0:316GEE DerekIsrael - Premier Tech0:347CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:368WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility0:379DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:3810VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:41 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Clássica da Primavera - Emanuel Duarte brilha na Povoa do Varzim Emanuel Duarte venceu este domingo XXVIII Clássica da Primavera, a primeira prova pontuável da Taça de Portugal de estrada, na Póvoa de Varzim. Numa vitória disputada ao sprint com Joaquim Silva, o ciclista da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car superiorizou-se ao adversário da Efapel na reta da meta da Clássica da Primavera. A 18 segundos de Emanuel Duarte e fechando o pódio ficou Pedro Pinto, também da Efapel, que cortou a meta com Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) e Pedro Silva (Anicolor/Tien21), dupla que fechou o top 5. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Foto: FPC Efapel foi o bloco mais forte Percurso com 145 km, sete contagens de montanha e sete metas-volantes. Joaquim Silva foi rei da montanha, Rui Carvalho (GI Group Holding-Simoldes-UDO) venceu a classificação do sprint e Lucas Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) venceu a juventude. A Efapel foi o bloco mais forte e venceu por equipas. A Taça de Portugal de estrada prossegue no próximo domingo, dia 16 de março, com a III Clássica de Santo Thyrso. Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1DUARTE EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car3:35:362SILVA JoaquimEfapel"3PINTO PedroEfapel0:184CONTTE TomasAviludo - Louletano - Loulé"5SILVA PedroAnicolor / Tien 21"6CARVALHO RuiGI Group Holding - Simoldes - UDO0:227DIAS DanielRádio Popular - Paredes - Boavista1:088LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car"9LOPES LucasRádio Popular - Paredes - Boavista1:2810COSTA FabioAnicolor / Tien 212:12 Foto: FPC ### Hutchinson expande a gama Blackbird com novos pneus A Hutchinson, pioneira francesa em tecnologia de pneus para ciclismo, anunciou a expansão da sua gama Blackbird de pneus de estrada de alto rendimento, com dois novos modelos: Blackbird Race e Blackbird All Season. Os pneus Blackbird Race reduzem a resistência ao rolamento em 10% face ao modelo anterior e têm um peso de apenas 240g na versão de 28mm. Já o Blackbird All Season apresenta maior aderência para condução em condições de chuva e uma durabilidade, segundo a marca, de 6000km. Blackbird Race Os pneus Blackbird Race assinalam uma revolução na oferta de competição da Hutchinson, pegando no ADN do Blackbird, o pneu de estrada mais rápido da marca. Cada componente foi refinado para criar um pneu excecionalmente leve e ainda mais veloz, tornando-se um dos mais avançados tecnologicamente do mercado, segundo a marca. Este pneu foi desenvolvido em colaboração com a equipa do WorldTour Intermarché-Wanty e atletas de elite da Hutchinson. O Blackbird Race foi ajustado para obter um equilíbrio perfeito entre velocidade, aderência e resistência a furos. O pneu apresenta a nova carcaça Ultraswift, uma evolução da construção do Blackbird original, com a Hutchinson a conseguir reduzir em 22% o peso do tecido de borracha utilizado na carcaça e diminuir a espessura da secção central do pneu em 23%. Esta tecnologia Ultraswift resulta num pneu incrivelmente flexível e leve, oferecendo altos níveis de aderência, uma condução suave e uma sensação acrescida de velocidade. O Blackbird Race é compatível com Roda Hookless e está disponível nas versões de 28 e 30mm (com versões mais largas atualmente em desenvolvimento pela marca francesa). Os pneus Blackbird Race estão disponíveis a um preço de 79,99€. Blackbird All Season O Blackbird All Season completa a gama Blackbird ao oferecer um pneu de alto desempenho para todas as condições climatéricas, garantindo maior velocidade, segurança e tranquilidade. Para o conseguir, foram utilizadas uma série de novas tecnologias, uma banda de rodagem bicomposta para maximizar a eficiência e a proteção, com o Mach Tread 3.0 no centro e um novo composto Safetread nas laterais da banda de rodagem que mantém os níveis de aderência. A espessura do piso foi aumentada em 24%, para 2,1 mm, o que tem o efeito não só de ajudar a prolongar a vida útil do pneu para 6.000 km, mas também de proporcionar uma maior proteção contra os detritos da estrada. O Blackbird All Season vê o regresso da tecnologia Gridskin. Um inovador tecido de malha lateral anteriormente visto apenas em pneus Hutchinson de edição limitada. Com um peso competitivo de 340g para a versão de 28mm, o Blackbird All Season é uma opção válida para os ciclistas que enfrentam Granfondos de inverno. Está disponível em versão preta ou Tan Wall, nas variantes Tubeless e Tube Type, nos tamanhos 28, 30 e 32mm. Os preços começam em 49.99€ para Tube Type e 69.99€ para Tubeless. Podes ver todas as informações sobre os pneus Blackbird Race e All Season no distribuidor oficial em Portugal aqui. ### Paris-Nice etapa 1 – Merlier vence e Jorgenson mete medo Tim Merlier venceu a 1.ª etapa do Paris-Nice, na qual o campeão Matteo Jorgenson bonificou marcando distâncias. Iúri Leitão analisa o sprint para o TopCycling. O primeiro dia de um Paris-Nice nunca é fácil, mas Tim Merlier é experiente e repetiu a receita ganhadora de 2023 para abrir a “Corrida do Sol” com vitória. O belga da Soudal QuickStep, que o TopCycling entrevistou em janeiro, impôs-se com facilidade em Le Perray-en-Yvelines, ganhando com várias bicicletas sobre Arnaud Démare (Areka B&B Hotels) e Alberto Dainese (Tudor). Após duas etapas no AlUla Tour e outras duas no UAE Tour, a primeira camisola amarela do Paris-Nice vai para o corredor com mais triunfos na temporada – cinco – e para um atleta que atingiu as 55 na carreira. Iúri Leitão foi sprintar, mas não beneficiou da aproximação caótica à meta e acabou na 22.ª posição. O estreante no Paris-Nice explicou ao TopCycling como foi a chegada. "A verdade é que foi uma loucura o final. A 500 m da meta cheguei à roda do Thomas Silva e ele arrancou para me levar para a frente. A questão é que a 250/300 m ele passou num sítio em que eu não coube e não se apercebeu. É normal que nessa situação não se aperceba. A intenção de toda a equipa foi ajudar-me de início ao fim, o problema é que o final foi caótico." Iúri Leitão ao TopCycling. Ler mais | Ricardo Scheidecker em grande entrevista ao TopCycling A Caja Rural de Iúri Leitão (à esquerda) fez a estreia absoluta no Paris-Nice.Foto: A.S.O. Billy Ceusters Matteo Jorgenson saiu por cima Foi um dia simples, mas com os últimos 40 km a trazerem maior tensão ao pelotão. Um prémio de montanha de 3.ª categoria e um sprint bonificado a 9 km da meta agitaram os favoritos e Matteo Jorgenson saiu por cima. O vencedor da edição passada bonificou 0:04 segundos e a UAE Emirates – com João Almeida e Brandon McNulty, 10.º e 3.º no Paris-Nice de 2024 – só conseguiu limitar os ganhos de Jorgenson porque Jonathan Narváez passou primeiro no sprint. Mesmo trazendo Jonas Vingegaard como colega, Jorgenson mostrou ambição logo ao primeiro dia. A 2.ª etapa do Paris-Nice tem 183,9 km e levará os corredores a um final em circuito em Bellegarde, uma hora a sul de Paris. A reta da meta tem 6 km de extensão e há bonificações na penúltima passagem pela meta e à chegada previsível ao sprint. O campeão em título, Matteo Jorgenson, de olho no troféu.Foto: A.S.O. Billy Ceusters Top 10 da Etapa 1 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step3:32:032DÉMARE ArnaudArkéa - B&B Hotels"3DAINESE AlbertoTudor Pro Cycling Team"4MOLANO Juan SebastiánUAE Team Emirates - XRG"5ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike"6FEDOROV YevgeniyXDS Astana Team"7VAN DIJKE MickRed Bull - BORA - hansgrohe"8KIELICH TimoAlpecin - Deceuninck"9ALBANESE VincenzoEF Education - EasyPost"10WALSCHEID MaxTeam Jayco AlUla" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step3:31:532DÉMARE ArnaudArkéa - B&B Hotels0:043NARVÁEZ JhonatanUAE Team Emirates - XRG"4DAINESE AlbertoTudor Pro Cycling Team0:065JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike"6SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers0:087MOLANO Juan SebastiánUAE Team Emirates - XRG0:108ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike"9FEDOROV YevgeniyXDS Astana Team"10VAN DIJKE MickRed Bull - BORA - hansgrohe" ### Strade Bianche - Pogacar e Vollering impõe-se Tadej Pogacar e Demi Vollering venceram a Strade Bianche. Favoritos à partida, impuseram esse estatuto e festejaram na Piazza del Campo. Correu-se, este sábado, a Strade Bianche - a corrida das estradas brancas - que terminou com os ex-campeões Tadej Pogacar e Demi Vollering a conquistarem o "sexto" Monumento. As provas feminina e masculina não desiludiram, com muito espetáculo num percurso que foi endurecido para a edição de 2025 com mais sterrato e maior acumulado. Os favoritos provaram a superioridade: Demi Vollering (FDJ - SUEZ) e Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) carimbaram o triunfo na mítica prova italiana. Ler mais | Velo D’or 2024: Domínio de Pogacar Foto: LaPresse Edição mais rápida da história A edição mais rápida da história - percorrida em 40,705 km/h - terminou como a maior parte dos adeptos de ciclismo suspeitavam: vitória de Tadej Pogacar, que já tinha vencido em 2022 e em 2024. A 78 km do fim, no Monte Santa Marie, Thomas Pidcock (Q36.5) antecipou-se ao esloveno e atacou. Foi um duelo intenso, que incluiu queda e recuperação de Pogacar, mas não o impediu de atacar a 19 km da meta e ir embora a solo. Foto: LaPresse Um solo - que não teve 80 km, como na edição passada - carimbou mais uma vitória épica para Tadej Pogacar. É o hat trick do campeão do Tour de France na Strade Biache, que lhe dá o direito de ver um dos setores de sterrato da corrida ser batizado com o seu nome. Quarta vitória da época para o ciclista da UAE Emirates XRG, depois de duas etapas e geral na Volta aos Emirados. Iguala Fabian Cancellara como recordista de triunfos na Strade. Os recordes não ficam por aí: torna-se o primeiro ciclista a vencer duas edições consecutivas da corrida das estradas brancas, e o primeiro a fazê-lo com a camisola do arco-íris. Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=PDDRBnr14xA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG5:13:582PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team1:243WELLENS TimUAE Team Emirates - XRG2:124HEALY BenEF Education - EasyPost3:235BILBAO PelloBahrain - Victorious4:206CORT MagnusUno-X Mobility4:267VERMEERSCH GianniAlpecin - Deceuninck4:298VALGREN MichaelEF Education - EasyPost4:379VAN EETVELT LennertLotto4:4710ADRIÀ RogerRed Bull - BORA - hansgrohe5:06 Após 2023, Demi Vollering voltou a ganhar a Strade Bianche.Foto: LaPresse Demi Vollering saiu de Siena campeã Entre as mulheres, também a favorita Demi Vollering saiu de Siena campeã. A nova corredora da FDJ-Suez travou um duelo com Anna van der Breggen, antiga colega e diretora desportiva na etapa em que estiveram na SD Worx-Protime. As neerlandesas chegaram juntas a Siena e Demi Vollering só conseguiu despachar Van der Breggen na inclina Via Santa Caterina, a 500 m do final. O ataque vitorioso de Vollering na Via Santa Caterina.Foto: LaPresse Demi Vollering igualou Lotte Kopecky Foi a primeira vez na história que duas neerlandesas fizeram 1.ª e 2.ª, naquela que foi ainda a edição mais rápida da jovem clássica (35,623 km/h). Também foi um dia importante para a vencida: Van der Breggen fez o primeiro pódio no WorldTour desde 2021 (Volta a Burgos), após três anos a dirigir desde o carro a SD Works. Demi Vollering igualou Lotte Kopecky e Annemiek Van Vleuten no clube das atletas com dois triunfos, recorde na prova italiana. A parceria com a FDJ-Suez arrancou da melhor maneira. Ler mais | Demi Vollering na FDJ-SUEZ é bênção para o ciclismo feminino Foto: LaPresse Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=NZXl_Iz8l7I&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da corrida PoisçãoCiclistaEquipaTempo1VOLLERING DemiFDJ - SUEZ3:49:042VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime0:183FERRAND-PRÉVOT PaulineTeam Visma | Lease a Bike1:424LABOUS JulietteFDJ - SUEZ"5GARCÍA MaviLiv AlUla Jayco1:476KASTELIJN YaraFenix - Deceuninck1:487PIETERSE PuckFenix - Deceuninck1:498FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek1:549RÜEGG NoemiEF Education-Oatly1:5510SMULDERS SilkeLiv AlUla Jayco1:59 ### Vuelta a Extremadura - Jovem de 18 anos triunfa no último dia A quarta, e última etapa da Vuelta a Extremadura, ficou marcada pela vitória da jovem de 18 anos da Visma | LAB, Imogen Wolff, que conseguiu o primeiro triunfo na elite mundial. Ligação entre Malpartida de Plasencia a Hervás, com 69.4 km de extensão, com terreno muito acidentado. Raquel Queirós foi a melhor portuguesa, na posição 24, a 0:12 da vencedora. Ler mais | Vuelta a Extremadura – Raquel Queirós em bom plano Maeva Squiban (UAE ADQ) terminou a Vuelta a Extremadura com a vitória da camisola de montanha Etapa 4 da Vuelta a Extremadura Féminas Etapa curta e explosiva no último dia da corrida espanhola, com duas ascensões nos últimos quilómetros para marcar as diferenças entre as ciclistas. Chuva, vento e frio dificultaram a tarefa Uma etapa com final incerto, que se podia adaptar a vários perfis. O pelotão permaneceu compacto até à última subida, onde o ritmo se intensificou e o grupo se partiu. Na frente, um grupo com cerca de 15 ciclistas, que discutiu a vitória num sprint reduzido. Imogen Wolff foi a mais forte, e alcançou a primeira vitória como profissional, na corrida onde se estreou. Mie Ottestad (Uno-X Mobility) terminou em segundo e confirmou uma grande Volta a Extremadura. https://twitter.com/vuelta_ex/status/1898346454193750143 Ellen Van Dijk (Lidl - Trek) chegou em terceiro lugar na etapa, e segurou a liderança da classificação geral através das bonificações. Venceu a prova espanhola com apenas 0:02 para Mie Ottestad, numa luta que começou logo no primeiro dia de prova. Raquel Queirós (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) voltou a ser melhor portuguesa em prova, fechando a etapa em 24ª, a 0:12 da vencedora. Fechou a classificação geral na 31ª posição. Foto: Vuelta a Extremadura Visma | LAB com muito talento nas fileiras Imogen Wolff, de apenas 18 anos, venceu pela primeira vez como profissional. A ciclista da Grã-Bretanha assume-se como um dos grandes talentos do pelotão, com resultados de destaque em 2024 na categoria júnior: Foi quarta na Gent-Wevelgem e no Tour de Flanders de juniores; segunda nos campeonatos nacionais da Grã-Bretanha, sexta na corrida de estrada dos campeonatos do mundo, e terceira no contrarrelógio dos mundiais na categoria de júnior. Mas Imogen Wolff não é caso único. A segunda melhor Visma | LAB na última etapa, e sétima à geral da corrida, Viktória Chladonova, também é um talento incrível. Em 2024, terminou no pódio em todas as categorias dos campeonatos do mundo de ciclismo, no escalão de juniores. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1829453354394693829 Foi campeã do mundo de XCO, foi terceira nos Mundiais de ciclocrosse. Juntou a esses feitos o segundo lugar no contrarrelógio, e a terceira posição na corrida de estrada dos campeonatos do mundo. Um feito incrível e duas ciclistas que, aos 18 anos, já vão encontrando o seu espaço na elite do pelotão profissional. Terminaram em 1ª e 2ª na classificação da juventude da prova espanhola que agora termina. Vídeo da chegada à meta https://twitter.com/vuelta_ex/status/1898340901904138445 Classificação geral da Vuelta a Extremadura PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VAN DIJK EllenLidl – Trek6:23:572OTTESTAD Mie BjørndalUno-X Mobility0:023MARTURANO GretaUAE Team ADQ0:294AALERUD KatrineUno-X Mobility0:325WOLFF ImogenTeam Visma | Lease a Bike0:386SQUIBAN MaevaUAE Team ADQ0:477CHLADOŇOVÁ ViktóriaTeam Visma | Lease a Bike0:488HAUGSET Sigrid YtterhusTeam Coop - Repsol0:519IVANCHENKO AlenaUAE Team ADQ0:5910KAGEVI StinaTeam Coop - Repsol1:03 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Lino Escuris ### Vuelta a Extremadura - Raquel Queirós em bom plano Depois de Daniela Campos e Maria Leão abandonarem a Vuelta a Extremadura, foi Raquel Queirós a estar em bom plano na terceira etapa da prova espanhola. A tirada ligou Quintana de la Serena a Valdefuentes ao cabo de 114.8 km. Uma contagem de 2ª categoria a menos de 20 km da meta fez as diferenças em dia de glória para Mie Ottestad (Uno-X Mobility). Ler mais | Portuguesas em força na Vuelta a Extremadura Féminas Mie Ottestad | Créditos: ASO / Charly Lopez Etapa 2 da Vuelta a Extremadura Féminas Após um primeiro dia que contou com duas etapas, as ciclistas enfrentaram uma etapa acidentada, com final incerto. Um dia nervoso para o pelotão, que controlou todas as movimentações de perto. Algumas equipas quiserem mexer nas zonas expostas, uma vez que o vento era um fator, e os abanicos chegaram a criar cortes entre as ciclistas. Depois da última subida, feita a um ritmo intenso, a UAE ADQ e a Visma | LAB, lançaram ataques na descida que se estendeu até à meta. https://twitter.com/vuelta_ex/status/1898014470779159037 No sprint de grupo reduzido com as 21 ciclistas do grupo dianteiro, foi Mie Ottestad (Uno-X Mobility) a levar a melhor, depois do segundo lugar no contrarrelógio inicial. Ellen Van Dijk (Lidl - Trek), que ganhou essa primeira etapa, terminou na segunda posição. Imogen Wolff (Visma | LAB) fechou o pódio. Nas portuguesas, destacou-se Raquel Queirós. A ciclista da AtumGeneral/Tavira/SCFarense foi a quarta do segundo grupo a cruzar a meta, a 2:01 da vencedora. Fechou na posição 25, e subiu 18 lugares na classificação geral, que continua a ser liderada por Ellen Van Dijk. Nota, ainda, para o abandono de Patrícia Duarte (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) durante a etapa do dia. Vídeo da chegada à meta https://twitter.com/vuelta_ex/status/1898021757325353295 Classificação geral depois da etapa 2 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VAN DIJK EllenLidl – Trek4:44:302OTTESTAD Mie BjørndalUno-X Mobility0:063MARTURANO GretaUAE Team ADQ0:254AALERUD KatrineUno-X Mobility0:285SQUIBAN MaevaUAE Team ADQ0:436CHLADOŇOVÁ ViktóriaTeam Visma | Lease a Bike0:447HAUGSET Sigrid YtterhusTeam Coop - Repsol0:478WOLFF ImogenTeam Visma | Lease a Bike“9KAGEVI StinaTeam Coop - Repsol“10NORSGAARD EmmaLidl – Trek0:48 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Alex Berasategi ### Portuguesas em força na Vuelta a Extremadura Féminas Vuelta a Extremadura Féminas arrancou quinta-feira com vitórias de Ellen Van Dijk e Greta Marturano em jornada dupla marcada pelo abandono de Daniela Campos. Já está na estrada a Vuelta a Extremadura Féminas, prova espanhola 2.1 com forte representação portuguesa, que ao primeiro dia ficou marcada pelo abandono da campeã nacional Daniela Campos, Duas equipas nacionais e sete ciclistas portuguesas têm hipótese de se bater contra algumas das melhores do mundo. O primeiro dia teve dois desafios: um contrarrelógio de manhã e uma etapa em linha à tarde. Ler mais | Daniela Campos e Raquel Queirós mostram o caminho Ellen Van Dijk dominou o contrarrelógio de abertura.Foto: Vuelta a Extremadura Etapa 1 da Vuelta a Extremadura Féminas A primeira prova da corrida foi um contrarrelógio de 9 km, com início e fim em Mérida, em terreno plano. A vencedora não invoca surpresa a ninguém. Ellen Van Dijk (Lidl - Trek) confirmou a superioridade e venceu, chegando também à primeira liderança da prova. Cumpriu os 9 km em 11:20 (48,176 km/h de média), ficando Mie Ottestad e Katerina Aalerud (Uno-X Mobility) na segunda e terceira posições do pódio. A melhor portuguesa foi Beatriz Roxo (Cantabria Deporte - Rio Miera), que fechou na 38.ª. posição, a 1:21 da vencedora. Daniela Campos (Eneicat - CMTeam) e Ana Caramelo (Matos Mobility Flexaco IHS) foram 57.ª e 58.ª. Raquel Queirós (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) terminou no 65.º lugar, sete posições à frente de Raquel Dias (Team Farto - Kiroot). Beatriz Roxo Créditos: Río Miera Cantabria Deporte Dois abandonos entre as portuguesas No segundo desafio da jornada dupla houve etapa em linha de 90 km entre Mérida a Cáceres. Esperava-se chegada ao sprint, mas a fuga surpreendeu com Greta Marturano (UAE ADQ) e Sigrid Haugset (Coop - Repsol) capazes de enganar o pelotão e discutir a vitória entre si. Marturano foi mais forte, estreando-se a ganhar como profissional. O pelotão entrou a 0:25 do duo da frente com Caris Lloyd (Movistar) a ganhar o sprint. O dia ficou marcado pelos abandonos de Daniela Campos e Maria Leão. Raquel Queirós foi a melhor ciclista nacional ao entrar com o pelotão, tal como Beatriz Roxo e Ana Caramelo. Nota ainda para o fail da Eneicat CM, equipa de Daniela Campos, que preparou um maillot sem respeitar as diretrizes da FPC para as campeãs nacionais, como informou a conta @elsterrato. A algarvia teve que alinhar com um maillot alternativo como se pode ver clicando no post. https://twitter.com/elsterrato/status/1897682871705301044 Classificação geral da Vuelta a Extremadura Féminas depois da etapa 1b PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VAN DIJK EllenLidl - Trek2:10:592OTTESTAD Mie BjørndalUno-X Mobility0:103MARTURANO GretaUAE Team ADQ0:194AALERUD KatrineUno-X Mobility0:225WILSON-HAFFENDEN FelicityLidl - Trek0:306NORSGAARD EmmaLidl - Trek0:367BARKER ElinorUno-X Mobility0:388CHLADOŇOVÁ ViktóriaTeam Visma | Lease a Bike"9SHARP IzzyLidl - Trek"10HOLMGREN AvaLidl - Trek0:39 Créditos da fotografia de destaque: Vuelta a Extremadura ### Trofeo Laigueglia - Juan Ayuso mete a segunda Depois da abertura da época das clássicas na Bélgica, foi altura do ciclismo arrancar em Itália. Trofeo Laigueglia, corrida de destaque, foi ganho pelo espanhol Juan Aysuo (UAE Team Emirates - XRG). António Morgado (UAE Team Emirates - XRG) - que já venceu este ano - foi o único português à partida. Terminou a prova, ganha pelo seu colega de equipa, na posição 25. Ler mais | Tom Boonen põe os olhos em António Morgado Foto: Igor Martins Desenrolar do Trofeo Laigueglia Percurso de 197 km, com início e fim em Laigueglia, e um total de 3294 metros verticais. Um percurso muito acidentado, com sucessivas colinas nos quilómetros decisivos da prova. O dia ficou marcado por uma fuga que se estabilizou com oito corredores, onde se destacavam, por exemplo, Odd Christian Eiking (Unibet Tietema Rockets) ou Victor Guernalec (Arkéa - B&B Hotels). Perseguidos no pelotão principalmente pela UAE Team Emirates - XRG e pela INEOS Grenadiers, os fugitivos nunca tiveram muita margem. A 20 km do fim, os últimos homens da fuga tinham sido apanhados e a corrida intensificava, com muitas movimentações. Foto: UAE Emirates/Fizza Juan Ayuso atacou nesta altura, e só levou consigo Christian Scaroni (XDS Astana Team). Alguns ciclistas conseguiram juntar-se à frente, donde se destacam Michael Storer (Tudor Pro Cycling Team) e Neilson Powless (EF Education - EasyPost). Depois dos derradeiros quilómetros muito atacados, os quatro discutiram a corrida num sprint de grupo reduzido. Aysuo foi o mais forte, e venceu a segunda corrida consecutiva, depois de levantar os braços na Faun Drome Classic, em França. Christian Scaroni continua a grande temporada, terminando em segundo. Michael Storer bateu Powless para fechar o pódio. Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse Vídeo dos últimos quilómetros do Trofeo Laigueglia https://www.youtube.com/watch?v=hX5zNd3NZqg&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 do Trofeo Laigueglia PosiçãoCiclistaEquipaTempo1AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG4:46:362SCARONI ChristianXDS Astana Team"3STORER MichaelTudor Pro Cycling Team"4POWLESS NeilsonEF Education - EasyPost"5CARBONI GiovanniUnibet Tietema Rockets0:036SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers0:137BETTIOL AlbertoXDS Astana Team0:238BARRÉ LouisIntermarché - Wanty"9VERCHER MattéoTeam TotalEnergies"10GUALDI SimoneIntermarché - Wanty" Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Specialized apresenta a nova Vado SL 2 A Specialized apresentou a nova e-bike Vado SL 2 em alumínio ultraleve, uma bicicleta de alto desempenho concebida, segundo a marca, para dissecar qualquer estrada com mais velocidade, estilo, confiança e diversão.  A nova Vado SL 2 traz agora opções de carbono e alumínio de alto desempenho, um motor Specialized SL 1.2 superleve (o mesmo motor da LEVO SL 2) e bateria com aceleração. Motor elétrico Specialized SL 1.2 O motor elétrico silencioso Specialized SL 1.2 permite atingir uma velocidade máxima assistida de 25 km/h. Fornece 320 watts de potência e vem com uma bateria de 520 Wh que dura, segundo a Specialized, até 5 horas. Com um novo ecrã brilhante e controlo remoto tipo joystick, a interface da aplicação Specialized com a bicicleta é totalmente integrada. Tem também vários pontos de montagem para alforges, cadeiras de criança, compatibilidade com reboques e uma capacidade de carga de 27 kg no porta-bagagens traseiro e até 14 kg no porta-bagagens dianteiro Tubus. A monitorização da frequência cardíaca, potência e cadência está disponível na aplicação Specialized.  Future Shock 3.2 e parceria com a Apple O Future Shock 3.2 nos modelos de carbono e o Future Shock 3.1 nos modelos de liga proporcionam 20 mm de curso suave. O ângulo de tubo de direção é mais relaxado e os pneus são maiores (47C) do que nas gerações anteriores, proporcionando mais confiança para andar em superfícies irregulares e até mesmo gravel. A Specialized estabeleceu também uma parceria com a Apple para uma integração pioneira: a Vado SL 2 é diretamente compatível com o Apple Find My. Basta sincronizar o seu telefone com o computador de bordo e a sua bicicleta tornar-se-á um dispositivo localizável dentro da aplicação Find My. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das várias versões da nova Vado SL 2 da Specialized clicando aqui. ### Tom Boonen põe os olhos em António Morgado Que Tom Boonen coloque António Morgado entre os craques a seguir nas clássicas é grande! O que se diz do Bigode Voador na Bélgica? Sem filtros e minutos após fazer 2.º na semi clássica Le Samyn, António Morgado falou com o coração e em plena flash soltou de forma inocente: "Não, não gosto deste tipo de corridas.” Aos 21 anos é tímido e discreto, tem um talento descomunal. A postura humilde, a forma guerreira de correr e o bigode mais próprio de outra idade outorga-lhe uma certa aura de ciclista de culto. Na época de estreia nas clássicas do Norte ganhou o respeito dos aficionados tornando-se o mais jovem top cinco num Monumento desde 1962 na Volta a Flandres, onde foi 5.º. Parecia um flandrien mais, só que este é antural de Salir do Porto, Caldas da Rainha. O site do Sporza destacou a opinião de Boonen sobre Morgado. Rei das clássicas revê-se no talento português Com a Bélgica em pleno turbilhão informativo pós fim de semana de abertura – Soren Warenskjold venceu a Omloop Het Nieuwsblad e Jasper Philipsen a Kuurne-Bruxelas-Kuurne – sucedem-se os debates e as tertúlias que preparam o caminho até à Ronde. O programa de referência na Flandres é o Wielerclub Wattage, do canal Sporza, e foi surpreendente ouvir Tom Boonen falar de António Morgado. Vencedor de quatro Paris-Roubaix e três Voltas à Flandres, o rei das clássicas revê-se no talento português. "Eu também não gostava de andar no pavê, mas fazia-o bem. Pode ser que o Morgado ainda venha a gostar do pavê se o passar mais rápido do que os outros. Se consegues fazer isto aos 20 anos tens tudo para ter um grande futuro.” Tom Boonen no Wielerclub Wattage. O Wielerclub Wattage conta com outros ex-ciclistas como Jan Bakelants e Dirk De Wolf. A um mês da Volta à Flandres há um português não corre numa equipa belga, mas em pouco tempo criou uma identidade própria pela forma de correr. O Bigode Voador contou ao TopCycling que chorou de impotência no Koppenberg, em 2024, e mesmo assim acabou entre os cinco primeiros. Até onde pode chegar nesta campanha de clássicas? Tim Wellens fez o reconhecimento dos setores da Paris-Roubaix e partilhou com a imprensa da Bélgica uma história curiosa “O António Morgado foi o único que ficou na roda do Tadej Pogacar quando lá passaram após um treino de seis horas. Ele nem sabe o forte que é.” Tim Wellens Foto: A.S.O. Pauline Ballet Bakelants gostou de ver correr António Morgado Também Jan Bakelants analisou a Omloop Het Nieuwsblad do português, que foi dos mais atacantes nas subidas empredadas. Apesar de ter finalizado 42.º, Bakelants gostou de ver correr António Morgado. "O Morgado foi uma das revelações nas primeiras corridas da primavera. Durante a Omloop não houve muitas imagens do grupo perseguidor entre Berendries e o Kapelmuur. Mas quando esse grupo apareceu na imagem o Morgado ia sempre a arrastar o grupo na frente.” Jan Bakelants ao Wielerclub Wattage. O TopCycling confirmou o calendário do ciclista da UAE para a campanha de clássicas. Vamos poder ver António Morgado nas seguintes provas: Nokere Koerse GP Denain Brugge-De Panne E3 Harelbeke Volta à Flandres Paris-Roubaix ### UCI Granfondo World Series Coimbra Region - Portugueses dominam O Granfondo World Series Coimbra Region foi para a estrada, no passado fim de semana de 1 e 2 de março. Um dos maiores eventos de ciclismo de estrada em Portugal, foi dominado pelos portugueses em (quase) toda a linha. O evento é o único em solo nacional que faz parte do circuito oficial da UCI Gran Fondo World Series, e permite aos ciclistas amadores acumular pontos para o Campeonato do Mundo de Granfondos da UCI. Ler mais | UCI Granfondo World Series Coimbra Region está já aí Resultados do Granfondo World Series Coimbra Region O Granfondo World Series Coimbra Region foi composto por três eventos, ao longo de dois dias de competição. 1 de março - Contrarrelógio A primeira prova foi um contrarrelógio Individual, num percurso rápido e técnico de 20,2 km ao longo das margens do rio Mondego, com partida na Avenida de Conímbriga, em Coimbra. Pedro Pinheiro venceu a prova masculina, e Line Ostegaard a prova feminina. Nos dois pódios, contam-se cinco portugueses. Pódio masculino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Pedro Pinheiro (POR)Bussola Btt/Peixovar0:26:172Helder Loureiro (POR)Equipa De Ciclismo Grupo Parapedra/Maf/ Riomagic0:043João Viegas (POR)Zossvog0:37 Pódio feminino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Line Ostegaard (DEN)-0:31:182Patrícia Rosa (POR)Atum General/Tavira/SC Farense0:493Liliana Jesus (POR)Race Spirit0:55 2 de março - Mediofondo Uma prova de 106,7 km e 1.143 metros de desnível positivo, onde Michel Machado e Liliana Jesus terminaram em primeiro lugar. Pódio masculino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Michel Machado (POR)Brinox Cycling Team2:41:342Pedro Rodrigues (POR)Higirecolhas / Vulcal-Ccc"3Nilton Nilton (POR)Detailstrong-Remodelacões & Mármores Lda0:14 Pódio feminino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Liliana Jesus (POR)Race Spirit2:59:282Ana Neves (POR)Bike & Nutrition Shop1:243Line Ostegaard (DIN)-1:31 2 de março - Grandfondo O segundo dia de competição também contou com o Grandfondo. 148 km e 1.835 metros de desnível positivo onde Helder Malheiro e Marine Lenehan saíram vencedores. Pódio masculino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Helder Malheiro (POR)Equipa De Ciclismo Grupo Parapedra/Maf/ Riomagic3:45:042Martinho Saragoça (POR)Sintra Clube Ciclismo/Vvl/Planthiza"3Matteo Cigala (ITA)-0:16 Pódio feminino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Marine Lenehan (IRL)-3:58:162Leah Cuthbertson (RU)Onyx RT19:013Darina Balabai (RUS)PCA Team19:41 ### O Gran Camiño – Etapa 5: Cara conhecida vence no último dia Quinta etapa da prova espanhola O Gran Camiño ligou Betanzos a Santiago de Compostela. Praticamente 160 km de terreno ondulante, com contagens de montanha e setores de sterrato a armadilhar o percurso. Magnus Cort Nielsen voltou a vencer, e fez o hat trick de vitórias na corrida na Galícia. Derek Gee chegou no grupo do dinamarquês, e confirmou o triunfo da classificação geral. Ler mais | O Gran Camiño – Etapa 4: Surpresa no Alto do Cebreiro Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 A etapa Uma fuga de oito homens marcou o dia, com destaque a ir para a presença de Rafael Reis (Anicolor / Tien 21) no grupos dos fugitivos. A fuga foi perdendo alguns elementos e ganhando outros, numa etapa que foi muito atacada, e onde várias equipas tentaram mexer com a corrida. O último escapado a ser apanhado pelo pelotão foi Remy Rochas (Groupama FDJ), a 12 km do fim. A partir desse momento, sucederam-se os ataques na frente da corrida. A Israel - Premier Tech foi a primeira equipa a assumir o controlo do pelotão, mais tarde substituída pela Uno-X Mobility, que tinha sido bem sucedida na missão de manter Magnus Cort Nielsen no grupo da frente. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 Apesar das tentativas constantes, a equipa do dinamarquês conseguiu levar um pelotão compacto para a meta. No sprint final, voltou a não haver competição, e Magnus Cort Nielsen fez o hat trick de vitórias no O Gran Camiño. Carlos Canal (Movistar Team) foi segundo, e Giovanni Lonardi (Team Polti VisitMalta) fechou o pódio do dia. Derek Gee (Israel - Premier Tech) chegou integrado no grupo vencedor, e garantiu a vitória na classificação geral, a primeira da sua carreira. Davide Pignazoli (Team Polti VisitMalta) foi segundo e Magnus Cort Nielsen terceiro. Em relação às equipas portuguesas, na quinta etapa, o melhor classificado foi Xavier Cañellas (Anicolor / Tein 21), que fechou na sétima posição. Na geral, David Jesús Peña (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense) fechou na 11ª posição. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=rfuWx3bgjDo&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 5 Pos.CiclistaEquipaTempo1CORT MagnusUno-X Mobility03:43:522CANAL CarlosMovistar Team“3LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta"4MACIAS CesarPetrolike"5MAESTRI MircoTeam Polti VisitMalta"6CAÑELLAS XavierAnicolor / Tien 21“7PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta“8PEÑUELA Francisco JoelCaja Rural - Seguros RGA“9PRIETO José AntonioPetrolike“10PESENTI ThomasSoudal Quick-Step“ Top 10 da classificação geral de O Gran Camiño Pos.CiclistaEquipaTempo1GEE DerekIsrael-Premier Tech15:21:232Davide PIGNAZOLITeam Polti VisitMalta0:353CORT MagnusUno-X Mobility0:384COBO IvanEquipo Kern Pharma1:155FAGÚNDEZ Eric AntonioGroupama-FDJ1:346CHUMIL Sergio GeovaniMovistar Team1:537CEPEDA Jefferson AlveiroEuskaltel-Euskadi1:568SOENENS ViktorBurgos Burpellet BH1:599VANSEVENANT MauriCaja Rural-Seguros RGA2:0210KULSET JohannesUno-X Mobility2:22 Créditos da fotografia de destaque: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 ### Shimano prolonga parceria com a Alpecin-Deceuninck A Shimano prolongou a parceria com a Alpecin-Deceuninck, incluindo acordos individuais com Mathieu van der Poel e Puck Pieterse. Este acordo, que teve início em 2009, estende-se agora até 2032, dedicando-se ao avanço tecnológico e à excelência desportiva na estrada, gravel, ciclocrosse e cross-country (XCO). Foto: Shimano Marca mantém ligação a Van der Poel e Puck Pieterse O novo acordo entre a Shimano e a Alpecin-Deceuninck inclui agora o apoio pessoal aos principais ciclistas da equipa, Van der Poel e Puck Pieterse. O apoio a estes atletas vai já em oito anos para Van der Poel e quatro para Pieterse. Continuar esta parceria e poder utilizar a melhor configuração em todas as disciplinas será um catalisador para futuros desempenhos. Van der Poel Foto: Shimano Estou constantemente a alternar entre três disciplinas e poder confiar constantemente no equipamento da Shimano em cada disciplina é uma enorme vantagem. Puck Pieterse Foto: Shimano As equipas masculina e feminina vão usar os grupos DURA-ACE Di2 e XTR, que oferecem, segundo a Shimano o mais avançado desempenho de mudanças e travagem. Também usarão os sapatos S-PHYRE para o máximo desempenho mantendo a colaboração em nos desenvolvimentos tecnológicos. Foto: Shimano ### O Gran Camiño – Etapa 4: Surpresa no Alto do Cebreiro Quarta etapa da prova espanhola O Gran Camiño ligou A Pobra do Brollón a O Cebreiro. Um dia muito duro, com quatro contagens de montanha e final no alto da última subida. Sérgio Chumil (Burgos Burpellet BH), que venceu no Alto da Torre na última edição da Volta a Portugal, foi o primeiro a cruzar a meta. Derek Gee (Israel - Premier Tech) chegou colado ao guatemalteco, e manteve a camisola amarela. Ler mais | Volta a Portugal 2024 | Etapa 3 | Subida à Torre Sérgio Chumil triunfa na quarta etapa da corrida espanhol O Gran Camiño. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 A etapa Uma fuga inicial com apenas dois ciclistas tornou-se num grupo de 10 homens, onde também iam, entre outros, Lucas Lopes (Rádio Popular - Paredes - Boavista) e Pedro Silva (Anicolor / Tien 21). O grupo chegou a ameaçar o pelotão, mas os últimos fugitivos foram apanhados quando a corrida intensificou no grupo dos favoritos. Com 17 km para a meta, Marco Friggo (Israel - Premier Tech) terminou o seu trabalho, e Derek Gee meteu um ritmo asfixiante no grupo da frente. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 A 15 km do fim, só Sérgio Chumil tinha sido capaz de seguir com o canadiano. Os dois iam revezando, perseguidos por um grupo com Davide Pignazoli (Team Polti VisitMalta) e Jefferson Cepeda (Movistar Team). Atrás, um grupo maior, onde seguia Magnus Cort (Uno-X Mobility), já sem possibilidade de discutir a etapa. O duo da frente andou bem e não foi alcançado até ao final. No sprint pela vitória, foi Sérgio Chumil o mais forte - voltou a ganhar depois da vitória na Volta a Portugal. Derek Gee foi segundo e segurou a camisola amarela. A fechar o pódio, Davide Pignazoli. Destaque, também, para o melhor ciclista do dia nas equipas portuguesas: David Jesús Peña (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense) terminou a tirada na quinta posição, e subiu a 12º na geral. Ler mais | O Gran Camiño – Etapa 3: Contrarrelógio reordena classificação geral Pódio da corrida espanhola O Gran Camiño depois da quarta jornada. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 Top 10 da etapa Pos.CiclistaEquipaTempo1CHUMIL Sergio GeovaniBurgos Burpellet BH03:42:272GEE DerekIsrael - Premier Tech"3PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta0:184CEPEDA Jefferson AlveiroMovistar Team0:195PEÑA Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:416CORT MagnusUno-X Mobility"7FAGÚNDEZ Eric AntonioBurgos Burpellet BH"8CAICEDO Jonathan KleverPetrolike"9SOENENS ViktorSoudal Quick-Step"10VANSEVENANT MauriSoudal Quick-Step" Top 10 da Classificação geral O Gran Camiño Pos.CiclistaEquipaTempo1GEE DerekIsrael-Premier Tech11:37:322Davide PIGNAZOLITeam Polti VisitMalta0:373CORT MagnusUno-X Mobility0:494COBO IvanEquipo Kern Pharma1:145FAGÚNDEZ Eric AntonioGroupama-FDJ1:336CEPEDA Jefferson AlveiroEuskaltel-Euskadi1:487SOENENS ViktorBurgos Burpellet BH1:518CHUMIL Sergio GeovaniMovistar Team1:529VANSEVENANT MauriCaja Rural-Seguros RGA2:0110KULSET JohannesUno-X Mobility2:14 5º etapa de O Gran Camiño A quinta, e última etapa d'O Gran Camiño vai levar os ciclistas de Betanzos a Santiago de Compostela. 159.87 km de extensão, num dia de terreno ondulante e muito armadilhado, onde Derek Gee vai precisar de muita atenção para não ser surpreendido e confirmar a vitória na classificação geral. Créditos da fotografia de destaque: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 ### Andalucía Bike Race 2025 - A consagração dos campeões A Andalucía Bike Race by Garmin 2025 chegou ao fim após seis dias de puro BTT, com alguns dos melhores atletas do mundo nesta vertente de Cross-Country Maratona (XCM). Uma etapa diferente, apelidada de "Finisher Stage" pela organização, um contrarrelógio individual que trouxe emoção até ao último minuto. Categoria Elite Masculina Na categoria masculina, Fabian Rabensteiner e Casey South, da equipa Torpado Kenda FSA Factory, confirmaram o título após uma corrida consistente ao longo da semana. O terceiro lugar na etapa final foi suficiente para garantir a vitória na classificação geral. Créditos: Andalucía Bike Race O segundo lugar da geral foi para Andreas Seewald e Jakob Hartmann, da Singer KTM Racing, enquanto a dupla espanhola Miguel Muñoz e Luis Francisco Pérez, da Klimatiza Orbea Team, completou o pódio final. Créditos: Andalucía Bike Race Tiago Ferreira e David Valero estavam a escassos segundos do pódio mas não conseguiram fazer diferenças para Miguel Muñoz e Luis Francisco Pérez, acabando por terminar no quarto posto da geral da Andalucía Bike Race 2025. Créditos: Andalucía Bike Race José Dias e Martin Stosek terminaram na sexta posição da geral. Créditos: Andalucía Bike Race Pódio da classificação geral final - Elite Masculina Pos.DuplaEquipaTempo1Fabian Rabensteiner – Casey SouthTorpado Kenda FSA Factory12:37:222Jakob Hartmann – Andreas SeewaldSinger KTM Racing12:38:243Miguel Muñoz – Luis Francisco PérezKlimatiza Orbea Team12:39:02 Categoria Elite Feminina Na categoria feminina, Mónica Calderón e Tessa Kortekaas, da Cannondale ISB Sport Women, foram imbatíveis ao longo de todas as etapas e conquistaram a classificação geral após uma semana perfeita, conseguindo o pleno de vitórias. Créditos: Andalucía Bike Race O segundo lugar ficou para Meritxell Figueras e Claudia Peretti, da Cannondale Protour Olympia, que deram luta mas não conseguiram desafiar a superioridade das vencedoras. Antonia Daubermann e Daniela Höfler, da Concordia Burggen - 1Vision, fecharam o pódio da geral feminina. Créditos: Andalucía Bike Race Pódio da classificação geral final - Elite Feminina Pos.DuplaEquipaTempo1Tessa Kortekaas – Mónica CalderónCannondale ISB Sport Women15:46:432Meritxell Figueras – Claudia PerettiCannondale Protour Olympia15:52:253Antonia Daubermann – Daniela HöflerConcordia Burggen - 1Vision17:02:38 ### O Gran Camiño – Etapa 3: Contrarrelógio reordena classificação geral Terceira etapa da prova espanhola O Gran Camiño ligou Ourense a Pereiro de Aguiar. Um contrarrelógio com 15,6 km, com uma subida no início, de terreno plano até à meta depois disso. Derek Gee (Israel - Premier Tech) foi o mais rápido na luta contra o relógio, e também assumiu a primeira posição na classificação geral da corrida. Ler mais | O Gran Camiño – Etapa 2: Magnus Cort a dobrar A etapa O primeiro destaque da etapa vai para os dois especialistas portugueses de contrarrelógio, que terminaram a etapa no top 20: Nelson Oliveira (Movistar Team) foi 12º, e Rafael Reis (Anicolor / Tien 21) terminou em 17º. A luta pela vitória da etapa estava renhida, com a terceira tirada a marcar poucas diferenças entre os primeiros classificados, até chegar Derek Gee. O canadiano foi dos últimos a partir, em virtude da nona posição que ocupava à partida. Na chegada, marcou as maiores diferenças: cumpriu o esforço em 0:23:17, com uma média de 40,173 km/h (o único ciclista acima dos 40 km/h). Foto: Israel Premier Tech Derek Gee saltou imediatamente para a liderança. Terminou com 0:16 para o segundo na etapa, Davide Pignazoli (Team Polti VisitMalta), e com 0:20 para o terceiro, Maxime Decomble (Groupama FDJ). Créditos: sprintcyclingagency Magnus Cort (Uno-X Mobility), que tinha vencido as duas primeira etapas, foi o último a partir, com a difícil tarefa de defender a liderança da classificação geral. O dinamarquês esteve perto mas não conseguiu: chegou a 0:24 de Derek Gee, e desceu para segundo por apenas 0:05. Ler mais | Derek Gee no Giro como líder da Israel Premier Tech – Entrevista Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/YhIibCNsktE?si=eFZdgEQJFElf63eM Top 10 da etapa Pos.CiclistaEquipaPontosTempo1Derek GeeIsrael-Premier Tech1400:23:172Davide PiganzoliTeam Polti VisitMalta5+ 17s3Maxime DecombleGroupama-FDJ3+ 21s4Magnus CortUno-X Mobility-+ 25s5Ivan CoboEquipo Kern Pharma-+ 27s6Txomin JuaristiEuskaltel-Euskadi-+ 33s7Urko BerradeEquipo Kern Pharma-+ 35s8Fredrik DversnesUno-X Mobility-+ 38s9Hugo HouleIsrael-Premier Tech-+ 44s10Alex MolenaarCaja Rural-Seguros RGA-+ 45s Top 10 da classificação geral d'O Gran Camiño Pos.CiclistaEquipaTempo1Derek GeeIsrael-Premier Tech07:55:112Magnus CortUno-X Mobility+ 05s3Davide PiganzoliTeam Polti VisitMalta+ 17s4Ivan CoboEquipo Kern Pharma+ 27s5Maxime DecombleGroupama-FDJ+ 39s6Txomin JuaristiEuskaltel-Euskadi+ 40s7Eric FagundezBurgos Burpellet BH+ 46s8Nelson OliveiraMovistar Team+ 47s9Abel BalderstoneCaja Rural-Seguros RGA+ 51s10Fredrik DversnesUno-X Mobility+ 59s 4.ª Etapa A quarta etapa d'O Gran Camiño vai ligar A Pobra do Brollón a O Cebreiro. Conta com extensão de 137.1km e 2797 metros de elevação. Uma etapa dura, para os trepadores, onde os ciclistas enfrentam quatro contagens de montanha, incluindo uma de 1ª categoria (10,1 km a 6,3%), e o final depois de uma 3ª categoria (2,8 km a 6,5%). Créditos da fotografia de destaque: Israel Premier Tech ### Andalucía Bike Race 2025 - Resumo e classificações da Etapa 5 A Andalucía Bike Race by Garmin 2025 chegou a Córdoba para as duas últimas etapas da competição, e a Skoda Super Stage de hoje ofereceu espetáculo. Devido à previsão de condições meteorológicas adversas a etapa foi encurtada em 10 km, mas os ciclistas puderam desfrutar de uma jornada igualmente dura a técnica, pelo Cerro Muriano, Santa María de Trasierra e pelo canal de Guadalmellato, antes da chegada no Parque de la Asomadilla. Vitória para os atletas da casa na elite masculina Na categoria masculina, os espanhóis Miguel Muñoz e Luis Francisco Pérez, da Klimatiza Orbea Team, brilharam na sua terra natal e conquistaram a vitória numa etapa histórica para eles. A dupla demonstrou um grande domínio ao longo da etapa, conseguindo o primeiro triunfo da equipa numa corrida UCI. "Queríamos endurecer a corrida desde o início. Tentámos logo no começo, mas com um grupo grande atrás era complicado. No final da última subida, conseguimos fazer a diferença. Vencer em casa é algo muito especial", afirmaram após cruzar a meta. A apenas a alguns segundos, depois de alguns dias azarados, David Valero e Tiago Ferreira (BH Coloma Team) conseguiram fazer uma excelente etapa e estão a escassos segundos do Top-3 da geral, enquanto Fabian Rabensteiner e Casey South (Torpado Kenda FSA Factory Team) terminaram na terceira posição da etapa, mantendo a liderança. Classificação Etapa 5 – Elite Masculina Pos.CiclistasEquipaTempo1Miguel Muñoz – Luis F. PérezKlimatiza Orbea Team02:28:482David Valero – Tiago FerreiraBH Coloma Team02:29:293Casey South – F. RabensteinerTorpado Kenda FSA02:29:29 Classificação Geral – Elite Masculina Pos.CiclistasEquipaTempo1Fabian Rabensteiner – Casey SouthTorpado Kenda FSA11:20:012Jakob Hartmann – Andreas SeewaldSinger KTM Racing11:21:083Miguel Muñoz – Luis F. PérezKlimatiza Orbea Team11:22:394Tiago Ferreira – David ValeroBH Coloma Team11:23:41 Domínio avassalador de Calderón e Kortekaas na elite feminina Na categoria feminina, Mónica Calderón e Tessa Kortekaas (ISB Cannondale Team) mantiveram o seu registo 100% vitorioso em Córdoba, triunfando novamente na etapa rainha. "Foi uma etapa muito dura, com constantes subidas e descidas. Mantivemos um ritmo forte do início ao fim", comentaram na chegada. Na segunda posição terminaram Meritxell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale Protour Olympia Team), consolidando a sua vice-liderança na geral. Antonia Daubermann e Daniela Höfler completaram o pódio da Skoda Super Stage, chegando cerca de dez minutos depois das segundas classificadas. Classificação Etapa 5 – Elite Feminina Pos.CiclistasEquipaTempo1Tessa Kortekaas – Mónica CalderónISB Cannondale Team03:03:022Meritxell Figueras – Claudia PerettiCannondale Protour Olympia03:05:103Antonia Daubermann – Daniela Höfler-03:15:24 Classificação Geral – Elite Feminina Pos.CiclistasEquipaTempo1Tessa Kortekaas – Mónica CalderónISB Cannondale Team14:06:512Meritxell Figueras – Claudia PerettiCannondale Protour Olympia14:11:343Antonia Daubermann – Daniela Höfler-15:11:51 Última etapa promete emoção Após a etapa rainha, a Andalucía Bike Race by Garmin 2025 chega ao seu momento decisivo com um contrarrelógio final, onde serão coroados os campeões da 15ª edição desta corrida de BTT por etapas. ### Andalucía Bike Race 2025 - Etapa 4: Rabensteiner e South mais líderes Na quarta etapa da Andalucía Bike Race by Garmin 2025, os ciclistas enfrentaram novamente um percurso técnico, com 1.300 metros de desnível positivo, que atravessou a zona do Parque Periurbano de El Neveral e culminou numa exigente secção final em Jabalcuz, antes do regresso ao Olivo Arena. Domínio de Rabensteiner e South na categoria masculina Na competição masculina, a dupla Fabian Rabensteiner e Casey South (Torpado Kenda FSA Factory) voltou conquistar a vitória, com somente 39 segundos de vantagem sobre os adversários. Com este triunfo, os líderes da geral consolidam a sua posição na luta pela geral. “Estamos muito contentes com esta vitória e sentimos que estamos num bom momento. Amanhã teremos uma etapa longa e tudo pode acontecer, o mais importante será evitar erros”, afirmaram os vencedores no final da etapa. No pódio, juntaram-se a eles os espanhóis Miguel Muñoz e Luis Francisco Pérez (Klimatiza Orbea Team), que terminaram em segundo lugar, seguidos por Andreas Seewald e Jakob Hartmann (Singer KTM Racing), equipas que protagonizaram uma boa batalha no dia de hoje. Quanto aos melhores portugueses, a dupla de José dias e Martin Stosek terminaram hoje na quarta posição, seguidos pela dupla de Tiago Ferreira e David Valero. Calderon e Kortekaas imbatíveis na elite feminina Na competição feminina, Mónica Calderon e Tessa Kortekaas (ISB Cannondale) mantiveram o seu domínio e garantiram a sua terceira vitória consecutiva, consolidando novamente a liderança na geral. A dupla atacou desde os primeiros quilómetros, gerindo depois a vantagem até à meta. “Desde o arranque impusemos um ritmo forte. Em todas as etapas tentamos ser o mais rápidas possível para chegar à meta na frente”, comentaram as vencedoras após a vitória. A dupla de Meritxell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale Protour Olympia) foi segunda classificada, seguidas pelas espanholas Natalia Fischer e Maria Reyes (Extremadura-Ecopilas UCI MTB Team) que completaram o pódio, a poucos minutos das líderes. Rumo a Córdoba para a fase decisiva Depois de dois dias por Jaén, a Andalucía Bike Race by Garmin 2025 ruma agora para a zona de Córdoba, onde se disputarão as últimas etapas desta 15ª edição. ### O Gran Camiño - Etapa 2: Magnus Cort a dobrar Segunda etapa da corrida espanhola O Gran Camiño ligou Marín a A Estrada. 133 km de extensão, e três contagens de montanha num percurso armadilhado. A Israel - Premier Tech trabalhou muito, mas foi Magnus Cort Nielsen (Uno-X Mobility) a levantar os braços pela segunda vez em dois dias. Ler mais | O Gran Camiño – Etapa 1: Efapel perto da surpresa A Etapa Um dia difícil para o pelotão, inicialmente marcado por uma fuga de três homens, Ander Okamika (Burgos Burpellet BH), Alvaro Sagrado (Illes Balears Arabay) e Rémi Daumas (Groupama - FDJ). O pelotão, onde a Israel - Premier Tech assumiu grande parte da despesa na perseguição, apanhou os fugitivos com 20 km para o fim. À entrada da última contagem de montanha do dia, o ritmo intensificou. Derek Gee atacou no último quilómetro da subida, e levou consigo um pequeno grupo de ciclistas. A Uno-X Mobility, de Magnus Cort Nielsen, trabalhava na perseguição para trazer o dinamarquês de volta à frente da corrida. Foto: Israel Premier Tech A missão foi bem sucedida e o pelotão voltou a andar junto a 6 km do fim. Na chegada ao sprint, o trabalho da Uno-X Mobility deu frutos e Magnus Cort Nielsen venceu de forma confortável. Em segundo chegou Martin Marcellusi (VF Group - Bardiani CSF - Faizanè), e a fechar o pódio Carlos Canal (Movistar Team). Depois de Jonas Vingegaard vencer as duas últimas edições d'O Gran Camiño, continua o domínio dinamarquês, com Magnus Cort Nielsen a vencer as primeiras duas etapas da corrida espanhola. O Gran Camino 2025 - The Historical Route - 4th Edition - 2nd stage Marín - A Estrada 133,1km - 27/02/2025 - Magnus Cort (DNK - Uno-X Mobility) - photo Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 Ler mais | Derek Gee no Giro como líder da Israel Premier Tech – Entrevista Vídeo final da etapa https://youtu.be/zimS0_T8mDY?si=Y1AOpWKf7IKqjOsd Top 10 da etapa 2 d'O Gran Camiño Pos. Ciclista Equipa Tempo 1 CORT Magnus Uno-X Mobility 3:13:05 2 MARCELLUSI MartinVF Group - Bardiani CSF - Faizanè” 3 CANAL CarlosMovistar Team “ 4 PESENTI ThomasSoudal Quick-Step“ 5 COBO IvánEquipo Kern Pharma” 6 FAGÚNDEZ Eric AntonioBurgos Burpellet BH“ 7 ROCHAS RémyGroupama FDJ“ 8 PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta“ 9 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos Burpellet BH“ 10 GEE DerekIsrael - Premier Tech“  Top 10 da classificação geral d'O Gran Camiño Pos. Ciclista Equipa Tempo 1 CORT Magnus Uno-X Mobility 3:13:05 2 MARCELLUSI MartinVF Group - Bardiani CSF - Faizanè” 3 CANAL CarlosMovistar Team “ 4 PESENTI ThomasSoudal Quick-Step“ 5 FAGÚNDEZ Eric AntonioBurgos Burpellet BH” 6 COBO IvánEquipo Kern Pharma“ 7 ROCHAS RémyGroupama FDJ“ 8 FERNÁNDEZ SinuhéBurgos Burpellet BH“ 9 GEE DerekIsrael - Premier Tech“ 10 PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta“  3ª Etapa Ao terceiro dia d'O Gran Camiño, os ciclistas enfrentam um contrarrelógio de 15,6 km, entre Ourense e Pereiro de Aguiar. Os ciclistas têm pela frente uma subida inicial, de 4,9 km a 5,7% de pendente média, seguida de terreno plano até à meta. Créditos da fotografia de destaque: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency ### O Gran Camiño - Etapa 1: Efapel perto da surpresa  Arrancou esta quarta feira, dia 26 de fevereiro, a quarta edição d’O Gran Camiño. A primeira etapa correu-se entre a Maia e Matosinhos.  A Efapel Cycling, equipa do pelotão português, esteve perto da surpresa com Santiago Mesa, mas foi Magnus Cort Nielsen (Uno-X Mobility) a levantar os braços no sprint final. Ler mais | “O Gran Camiño” parte de Portugal em 2025 Foto: FPC Desenrolar da etapa Foi um dia com especial destaque para as equipas portuguesas desde o início da etapa. Artem Nych (Anicolor / Tien 21) e Mauricio Moreira (Efapel Cycling) fizeram parte da fuga de seis homens marcou a tirada – foram apanhados a 40 km do fim.  A partir desse momento, alguns ataques na procura de partir a corrida. Havia, no entanto, muitas equipas interessadas num final ao sprint, e o pelotão foi sempre controlando as iniciativas.  A chegada a Matosinhos fez-se a alta velocidade, e a etapa ia terminar ao sprint. Nessa chegada rápida, Santiago Mesa esteve perto de levantar os braços e deixar a vitória em Portugal, mas Magnus Cort Nielsen foi mais forte nos últimos metros, e conquistou a primeira etapa d’O Gran Camiño. Giovanni Lonardi (Team Polti VisitMalta) fechou o pódio. O melhor português do dia foi João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), que chegou na 11ª posição. Daniel Lima (Israel - Premier Tech) e Pedro Silva (Anicolor / Tien 21) fecharam em 17º e 18º, num dia em que nenhum dos candidatos perdeu tempo. Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Vídeo do ultimo quilómetro https://youtu.be/bX4UeucC-VI?si=HPj_zwa2b9dYorTn 2ª Etapa A segunda etapa da prova espanhola vai ligar Marín a Estrada. Terreno ondulante, numa etapa com extensão de 133 km, com três contagens de terceira categoria, e um final em subida. A etapa tem transmissão, em Portugal, nos canais Eurosport. Top 10 da etapa 1 d’O Gran Camiño Pos. Ciclista Equipa Tempo 1 CORT Magnus Uno-X Mobility 4:18:49 2 MESA Santiago Efapel Cycling " 3 LONARDI Giovanni Team Polti VisitMalta “ 4 CAVIA Daniel Burgos Burpellet BH “ 5 WARLOP Jordi Soudal Quick-Step " 6 PEÑUELA Francisco Joel Caja Rural - Seguros RGA “ 7 MACIAS Cesar Petrolike “ 8 CANAL Carlos Movistar Team “ 9 PRIETO José Juan Petrolike “ 10 MAGLI Filippo VF Group - Bardiani CSF - Faizanè “  Top 10 da Classificação geral d'O Gran Camiño Pos. Ciclista Equipa Tempo 1 CORT Magnus Uno-X Mobility 4:18:39 2 MESA Santiago Efapel Cycling 0:043 OKAMIKA AnderBurgos Burpellet BH0:054 LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta0:065 TURCONI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè0:076 CAVIA DanielBurgos Burpellet BH0:10 7 WARLOP JordiSoudal Quick-Step“ 8 PEÑUELA Francisco JoelCaja Rural - Seguros RGA“ 9 MACIAS CesarPetrolike “ 10 CANAL CarlosMovistar Team “  Créditos da fotografia de destaque: Petrolike ### Andalucía Bike Race - Etapa 3: mudança de líderes na corrida masculina A terceira etapa da Andalucía Bike Race by Garmin 2025 trouxe mudanças na classificação geral masculina, enquanto na corrida feminina as líderes consolidaram a vantagem. Com um percurso exigente de 64,79 km e 2.227 metros de desnível positivo, os ateltas enfrentaram trilhos técnicos e paisagens deslumbrantes na travessia de El Neveral e no Parque Natural da Sierra Mágina. Créditos: Andalucía Bike Race Nova liderança masculina Na categoria masculina, a vitória sorriu à dupla Fabian Rabensteiner e Casey South, que assumiram o controlo da Andalucía Bike Race by Garmin a meio da etapa e cruzaram a linha de meta com uma vantagem confortável. “Esta vitória é muito importante, pois é a primeira com a nova equipa. Foi uma etapa com muitas subidas e trilhos técnicos, mas sentimo-nos bem e conseguimos abrir um bom espaço para os adversários”, destacaram os vencedores. O pódio foi completado por Andreas Seewald e Jakob Hartmann (Singer KTM Racing) e por Samuele Porro e Marc Stutzmann (Klimatiza Orbea Team), que terminaram juntos. Créditos: Andalucía Bike Race Os anteriores líderes da classificação, Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo, perderam a camisola de líderes devido a uma queda, deixando Rabensteiner e South como os novos líderes da geral. Calderon e Kortekaas dominam e reforçam liderança feminina Na categoria feminina, Mónica Calderon e Tessa Kortekaas (ISB Cannondale) voltaram a dar espetáculo, vencendo a terceira etapa e consolidando a liderança na geral. Créditos: Andalucía Bike Race Txell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale Protour Olympia) terminaram na segunda posição e Melissa Maia e Pilar Fernandez completaram o pódio da etapa. “A etapa de hoje foi muito dura, tanto física como mentalmente, mas sentimos que conseguimos dar mais, depois de dois dias a conhecer a nossa dinâmica como equipa”, comentaram as vencedoras no final. Próxima etapa Na quarta etapa os atletas continuarão a percorrer a província de Jaén, num percurso igualmente técnico e exigente. Em corridas de BTT por etapas o cenário muda a qualquer momento (como aconteceu hoje com a equipa que liderava a classificação masculina), a luta pelo vitória final continua acesa e cada etapa é crucial. ### Andalucía Bike Race – Etapa 2: Dia duro em Granada  A Andalucía Bike Race partiu esta terça feira, dia 25 de fevereiro, para a segunda etapa da prova, num circuito em Granada.  Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo (TORPADO KENDA FSA FACTORY) voltaram a ser os mais fortes. Na prova feminina, foram Mónica Calderon e Tessa Kortekaas (CANNONDALE ISB) venceram a etapa. Ler mais | Andalucía Bike Race – Etapa 1: Portugueses arrancam bem Créditos: Andalucía Bike Race A etapa Um percurso intenso e espetacular esperava os ciclistas na segunda etapa da prova espanhola. 26,17 km de extensão e 741 de acumulado positivo, num dia que foi marcado pela explosividade e proeza técnica. Os ciclistas voltaram a andar em Granada, com a paisagem espetacular da Sierra Nevada para inspirar os atletas. Na corrida masculina, o nível altíssimo dos competidores foi mais uma vez visível, com as seis duplas mais fortes a discutir a etapa até ao fim do percurso. Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo voltaram a ser os mais fortes, tal como na primeira etapa. Fabian Rabensteiner e Casey South (TORPADO KENDA FSA FACTORY) terminaram no segundo lugar, e o português Tiago Ferreira, juntamente com David Valero (BH Coloma Team), fecharam o pódio do segundo dia. As duas primeiras equipas terminaram com 01:05:10. Tiago Ferreira chegou 0:02 depois. Créditos: Andalucía Bike Race Na corrida feminina, a história do primeiro dia repetiu-se, com nova vitória de Mónica Calderon e Tessa Kortekaas. Cumpriram o percurso em 01:23:23. A 0:04, chegou a dupla composta por Txell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale Protour Olympia), que se assume como um dos conjuntos mais fortes da competição. Katazina Sosna e Irina Lützelschwab (Torpado Kenda FSA Factory team) terminaram em terceiro, com o registo de 01:25:01. Créditos: Andalucía Bike Race 3ª Etapa Depois dos dois primeiros dias de competição, os ciclistas deixam Granada para trás e seguem viagem até Jaén. O terreno muda, mas as condições vão continuar a levar as equipas aos limites, numa prova que promete ser discutida até aos últimos metros. Créditos da fotografia de destaque: Organização da prova ### UCI cancela Mundial de Gravel 2025 em Nice e procura novo local A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou que o Mundial de Gravel 2025 não será realizado em Nice, França, como estava previsto para 18 de outubro deste ano. De acordo com o comunicado de imprensa da UCI, a decisão foi tomada em conjunto com a cidade anfitriã, devido a dificuldades técnicas e de calendário, impossibilitando a organização do evento na capital da Riviera Francesa. A UCI procura agora novo país organizador para a quarta edição do Mundial de Gravel, e garante que o novo local e data serão anunciados o mais rapidamente possível. Particularidades do Mundial de Gravel O Mundial de Gravel ainda é bastante recente e só teve três edições, tendo ocorrido em Veneto (Itália) nos anos de 2022 e 2023, em Lovaina (Bélgica) em 2024, e Nice (2025) que estava planeado para este ano. O processo de qualificação para o Mundial de Gravel ocorre através dos eventos UCI Gravel World Series, onde os 25% melhores classificados de cada faixa etária garantem um lugar no Campeonato do Mundo. O Campeonato do Mundo de Gravel tem a particularidade de permitir que ciclistas amadores e elites partilhem o mesmo percurso. Em 2024, por exemplo, foram entregues 23 títulos mundiais, dos quais 21 foram de campeões por faixa etária (dos 19 aos 80 anos), além dos títulos conquistados por Mathieu van der Poel e Marianne Vos nas provas de elite. Novo calendário pode incluir prova em Portugal - Impasse no calendário e na qualificação UCI anunciou já havia anunciado a intenção de levar o Mundial a três continentes diferentes entre 2025 e 2028, com o objectivo de ajudar a expandir a modalidade, estando definidos no calendário além de Nice (agora cancelado), Nannup, na Austrália em 2026, Alta Saboya em França (2027) e Alula na Arábia Saudita (2028). Este cancelamento pode gerar algum impasse, pois a participação de alguns atletas (principalmente amadores) nos eventos da UCI Gravel World Series é motivada pela qualificação para o mundial, que por enquanto não se sabe onde será. Por exemplo, se o Mundial 2025 ocorrer fora do continente europeu será algo que desencoraja a participação de muitos atletas amadores europeus, pois as deslocações e logística para fora da Europa encarecem a participação num Campeonato do Mundo. De lembrar ainda que, para o Campeonato do Mundo de 2025 já se realizaram duas provas qualificativas no final de 2024, e prevê-se que mais 20 eventos sejam disputados até outubro, passando alguns deles por Portugal. Créditos da foto de destaque: UCI ### Andalucía Bike Race – Etapa 1: Portugueses arrancam bem  Arrancou esta segunda feira, dia 24 de fevereiro, a Andalucía Bike Race, com a sua primeira etapa a ser corrida com início e fim na cidade de Granada.  Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo (TORPADO KENDA FSA FACTORY) foram a dupla vencedora da primeira tirada. David Valero e o português Tiago Ferreira (BH COLOMA TEAM) terminaram o dia na segunda posição. Ler mais | Andalucía Bike Race arranca para a 15ª edição Créditos: Andalucía Bike Race A etapa A primeira etapa da corrida espanhola partiu de Granada, na primeira vez em que o início e fim tiveram lugar na cidade. Uma etapa marcada pelas dificuldades nos quase 63 km de prova, onde os ciclistas ultrapassaram 1,816 metros de acumulado positivo.  A prova masculina não se definiu até aos últimos quilómetros, numa etapa que se destacou pela emoção. Três duplas discutiram a prova até ao fim: os italianos Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo destacaram-se perto do fim e venceram a tirada.  A luta pelo segundo lugar, logo atrás dos vencedores, decidiu-se ao sprint: David Valero e o português Tiago Ferreira conseguiram o segundo posto, à frente de Jakob Hartmann e Andreas Seewald (Singer KTM Racing). 2:52:37 foi o tempo atribuído às três duplas. Pódio da primeira etapa, com destaque para Tiago Ferreira. Créditos: Andalucía Bike Race Na categoria feminina, as vencedoras foram Mónica Calderón e Tessa Kortekaas (Cannondale ISB Women). Discutiram a etapa com a dupla Claudia Peretti e Meritxell Figueras (Cannondale Protour Olympia), até abrirem uma vantagem de um minuto para a vitória. Em terceiro chagaram Katazina Sosna e Irina Lützelschwab (Torpado Kenda FSA/Bulls). A dupla vencedora cruzou a linha com o registo de 3:33:24, mais de um minuto de vantagem para as segundas classificadas, que chegaram com 3:34:16. Créditos: Andalucía Bike Race 2ª Etapa Na próxima terça feira, dia 25 de fevereiro, corre-se a segunda etapa da prova espanhola. Sai de Complejo de la Bola de Oro em Granada. Os ciclistas vão enfrentar um percurso mas intenso, com pouco mais de 26 km de extensão, e 714 metros de acumulado positivo. Créditos da fotografia de destaque: Andalucía Bike Race ### Vingegaard bate Almeida e vence a Volta ao Algarve 2025 Dinamarquês vence contrarrelógio no Alto Malhão e tira a geral da Volta ao Algarve a João Almeida por catorze segundos. Anticlímax no Alto do Malhão, onde se esperava a festa de João Almeida na Volta ao Algarve, mas Jonas Vingegaard mostrou ser um predestinado. O dinamarquês da Visma Lease a Bike, bicampeão do Tour de France, fez um espetacular contrarrelógio e bateu o colega Wout Van Aert por 0:11 na dobradinha da formação neerlandesa. Foi a resposta de Vingegaard à vitória de Tadej Pogacar, também este domingo, no UAE Tour. O Tour de France pode estar cinco meses de distância, mas os favoritos dão sinais de quee, em França, a luta será a mesma das últimas cinco edições. UAE Emirates perdeu em toda a linha A UAE Emirates perdeu em toda a linha: iniciou o crono com três ciclistas no top 5 da geral e após os 19 km entre Salir e o Alto do Malhão só João Almeida segurou a posição. O camisola amarela Jan Christen perdeu a geral para Vingegaard, a juventude para Romain Grégoire e caiu de 1.º a 10.º Também António Morgado teve um dia mau. O Bigode Voador podia ter aproveitado o deslize de Christen para adjudicar a juventude pelo segundo ano consecutivo, mas quenbrou e de 4.º passou a 11.º João Almeida fechou a corrida na 2.ª posição, retificando na subida o mau contrarrelógio nos 17 km planos. O corredor da UAE Emirates voou no Malhão, fez a subida em 7:07 e recuperou 13 segundos para Vingegaard, mas o dano estava feito. Vitória dinamarquesa na Volta ao Algarve 22 anos depois de Claus Michael Møller ganhar pela Milaneza-MSS. Vingegaard subiu ao pódio acompanhado por Almeida e De Plus no fecho da 51.ª Volta ao Algarve. A classificação por pontos foi para Jordi Meeus, vencedor em Tavira. O francês Grégoire levou a juventude. Nico Tivani foi rei da montanha dando um grande triunfo à Aviludo-Louletano-Loulé. Como foi? Vê o vídeo resumo da etapa https://youtu.be/0JOUaOGw1dQ?si=up0DD4LNW9PECF7s Classificação da etapa Aqui está a Classificação da Etapa 5 da Volta ao Algarve 2025: Classificação da Etapa 5 - Volta ao Algarve 2025 Pos.CiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardVisma Lease a Bike28:252Wout van AertVisma Lease a Bike+0:113Antonio TiberiBahrain - Victorious+0:154Romain GrégoireGroupama - FDJ+0:305Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step+0:316João AlmeidaUAE Team Emirates,,7Neilson PowlessEF Education - EasyPost+0:378Laurens De PlusINEOS Grenadiers,,9Ilan Van WilderSoudal Quick-Step+0:3910Jakob SöderqvistLidl - Trek,, Confiram abaixo a classificação final da Algarvia PosiçãoNomeEquipaDiferença1Jonas VINGEGAARDVisma Lease a Bike13:19:302João ALMEIDAUAE Team Emirates - XRG0:153Laurens DE PLUSINEOS Grenadiers0:244Romain GRÉGOIREGroupama - FDJ0:365Maximilian SCHACHMANNSoudal Quick-Step0:406Neilson POWLESSEF Education - EasyPost0:437Ilan VAN WILDERSoudal Quick-Step0:488Primož ROGLIČRed Bull - BORA - hansgrohe0:539Tao GEOGHEGAN HARTLidl - Trek0:5410Jan CHRISTENUAE Emirates - XRG0:57 ### Andalucía Bike Race arranca para a 15ª edição  A Andalucía Bike Race sai para a estrada entre os dias 24 de fevereiro e 1 de março, para a 15.ª edição daquela que já é uma das corridas de BTT mais prestigiadas do calendário internacional. A prova por etapas é corrida em duplas. Promete seis dias espetaculares, com os melhores especialistas de XCM, num percurso renovado que inclui as províncias de Granada, Jaén e Córdoba. Créditos: Andalúcia Bike Race Percurso da Andalucía Bike Race Um novo percurso espera os ciclistas em Espanha. Vão sei seis etapas, divididas por três regiões do país vizinho. Ao todo, vão ser cerca de 305 km de competição, com um total incrível de 8,630 metros de acumulado positivo. Etapa 1: 24 de fevereiro – Granada – Granada Etapa 2: 25 de fevereiro – Granada – Granada Etapa 3: 26 de fevereiro – Jáen - Jáen Etapa 4: 27 de fevereiro – Jáen - Jáen Etapa 5: 28 de fevereiro – Córdoba - Córdoba Etapa 6: 1 de março – Córdoba - Córdoba Créditos: Andalúcia Bike Race Startlist da Andalucía Bike Race A Andalucía Bike Race parte para a estrada com uma startlist de luxo, digna que um campeonato do mundo.  Destacam-se dois portugueses: Tiago Ferreira vai correr com o espanhol David Valero em 2025, naquela que promete ser uma dupla temível. José Dias vai fazer par com Martin Stošek, campeão europeu de Gravel em 2023. De resto, há outras duplas de destaque, com antigos campeões do mundo de XCM à cabeça: Andreas Seewald e Jakob Harmann são uma das duplas favoritas. Outra equipa que combina experiência e juventude é Marc Stutchmann e Samuele Porro.  De resto, um dos destaques é a separação da dupla que venceu em 2024. Fabian Rabensteiner vai correr com Casey South, jovem promissor da modalidade.  A prova feminina também promete espetáculo: destacam-se o dua italo-germânico de Costanza Fasolis e Stephanie Walter. De Espanha, Txell Figueras e Claudia Peretti vão unir forças, numa dupla que junta muita juventude e talento. Natalia Fischer, uma das melhores espanholas de todos os tempos, também volta à competição à procura da vitória. Créditos: Andalúcia Bike Race Onde acompanhar A corrida pode ser acompanhada, como tem acontecido nos últimos anos, através dos canais oficiais digitais da Andalucía Bike Race e no topcycling através das crónicas diárias de todas as etapas. Créditos da fotografia de destaque: Andalucía Bike Race ### Volta ao Algarve 2025 - Milan Fretin pica o ponto em Faro Foi o belga da Cofidis, Milan Fretin, quem brilhou na quarta etapa da Volta ao Algarve 2025, ao vencer a tirada de 175 quilómetros entre Albufeira e Faro. O desenvolvimento da etapa A etapa foi marcada por uma fuga inicial composta por Warre Vangheluwe (Soudal-Quick Step), Johan Jacobs (Groupama-FDJ), Gorka Sorarrain (Caja Rural) e German Nicolas Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé). O grupo manteve uma vantagem significativa durante grande parte da jornada, mas o pelotão, liderado pelas equipas dos sprinters, controlou o ritmo e neutralizou os escapados a cerca de 20 quilómetros da meta. https://twitter.com/VoltAlgarve/status/1893322701269266878 Nos quilómetros finais, a Visma-Lease a Bike endureceu o ritmo na última subida categorizada do dia, tentando desgastar os sprinters mais puros e favorecer Van Aert. A abordagem funcionou até certo ponto, mas o belga da Visma acabou por ser prejudicado no sprint final devido à movimentação de Fretin, terminando na sétima posição. Milan Fretin confirma grande forma no início desta temporada Nos metros finais, Arnaud De Lie parecia bem posicionado para disputar a vitória, mas foi Milan Fretin que surpreendeu com uma aceleração impressionante. Fretin impôs-se a Jordi Meeus, Filippo Ganna e Arnaud De Lie, numa chegada ao sprint em Faro, que envolveu alguma polémica pela trajetória no sprint do belga da Cofidis, que acabou por atrapalhar Wout van Aert. https://twitter.com/eurosport/status/1893346032429174839 Não houve no entanto, qualquer penalização para Fretin, confirmando assim a sua segunda vitória esta temporada (já havia vencido na clássica de Almería). Classificação da Etapa 4 Pos.CiclistaEquipaTempo1Milan FretinCofidis4:03:312Jordi MeeusRed Bull-BORA-hansgrohe+003Filippo GannaINEOS Grenadiers+004Arnaud De LieLotto+005Biniam GirmayIntermarché-Wanty+006Madis MihkelsEF Education-EasyPost+007Wout van AertTeam Visma Lease a Bike8Nicolò BurattiBahrain Victorious+009Casper van UdenTeam Picnic PostNL+0010Jasper StuyvenLidl-Trek+00 Classificação Geral Pos.CiclistaEquipaTempo1Jan ChristenUAE Team Emirates12:50:452João AlmeidaUAE Team Emirates+0:043Laurens De PlusINEOS Grenadiers+0:074António MorgadoUAE Team Emirates+0:145Luca VergallitoAlpecin - Deceuninck+0:206Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+0:207Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+0:238Tao Geoghegan HartLidl - Trek+0:239Quinten HermansAlpecin - Deceuninck+0:2310Romain GrégoireGroupama - FDJ+0:26 Próxima etapa: Decisão contra o cronómetro A etapa decisiva será um contrarrelógio individual de 19.6 kms., no qual a subida final ao Alto do Malhão será o principal condimento. Jan Christen parte como líder, mas João Almeida e Laurens De Plus estão muito perto na classificação e podem levar a vitória na derradeira etapa. Está tudo em aberto e espera-se um grande espetáculo amanhã na Volta ao Algarve! Créditos da foto de destaque: Getty Sport ### Volta ao Algarve – Jordi Meeus impõe-se em Tavira Jordi Meeus estreia-se a ganhar na Volta ao Algarve na tradicional chegada a Tavira. Iúri Leitão (queda) e Rui Oliveira (apertado) não puderam sprintar. A chegada a Tavira é um must da Volta ao Algarve e Jordi Meeus provou ser um digno vencedor da 3.ª etapa que finalizou ao sprint na Avenida Zeca Afonso. O sprinter belga da Red Bull-Bora-hansgrohe foi superior à concorrência de peso que se apresentou na meta e despachou Alberto Dainese e Biniam Girmay. Wout Van Aert, vencedor em Tavira no ano passado, nem cheirou o triunfo. Positivo foi o top 10 de Santiago Mesa, da Efapel, vencedor da Prova de Abertura. Havia também altas expetativas para ver os portugueses, mas foi um dia negativo para Rui Oliveira e para Iúri Leitão. O gaiense da UAE Emirates veio sempre bem posicionado até que foi entalado por Dainese, perdendo a posição no grupo. O vianense da Caja Rural sofreu uma queda feia na aproximação à meta. Desfecho triste para dois atletas medalhados com ouro e prata no recente Europeu de pista. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Abandono de Romain Bardet Após o caos em Lagos e do domínio da UAE na Fóia, a corrida encontrou certa paz em Tavira. Ainda assim, há a lamentar o abandono de Romain Bardet por queda quando ocupava o 4.º posto da geral, o que faz António Morgado subir ao luhgar do francês. Faltam dois dias para terminar a Algarvia e no top 3 da geral tudo se mantém igual: Jan Christen lidera com 0:04 sobre João Almeida e 0:13 sobre Laurens De Plus. Sábado há ligação entre Albufeira e Faro, uma jornada ideal para emboscadas, já que a primeira hora de corrida será sempre a subir em direção ao Alto do Malhão. Nos últimos 50 km há três contagens de montanha, a último é a Bordeira a 17 km da meta. Fabio Jakobsen foi o último a ganhar em Faro, em 2022. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/sJx6V7VZOlg?si=hiclWAQOQhfPy4bi Top 10 da Etapa 3 da Volta ao Algarve Posição  Ciclista Equipa Tempo 1  MEEUS Jordi Red Bull - BORA - hansgrohe 4:18:34  2  DAINESE Alberto Tudor Pro Cycling Team  “ 3  GIRMAY Biniam Intermarché - Wanty “ 4  DE LIE Arnaud Lotto “  5  VAN UDEN Casper Team Picnic PostNL  “  6  FRETIN Milan Cofidis “ 7  MIHKELS Madis EF Education - EasyPost “  8  VAN AERT Wout  Team Visma | Lease a Bike “  9  MESA Santiago Efapel Cycling “ 10  WATSON Samuel INEOS Grenadiers “  Top 10 da Classificação geral de Volta ao Algarve Posição Ciclista Equipa Tempo 1  CHRISTEN Jan  UAE Team Emirates – XRG  8:47:08  2  ALMEIDA João  UAE Team Emirates – XRG  0:04 3  DE PLUS Laurens  INEOS Grenadiers  0:13 4  MORGADO António  UAE Team Emirates – XRG  0:20  5  VINGEGAARD Jonas  Team Visma | LAB “  6  VERGALLITO Luca  Alpecin – Deceuninck   “ 7  ROGLIČ Primož  Red Bull – BORA – hansgrohe  0:23 8  GEOGHEGAN HART Tao  Lidl – Trek  “  9  GRÉGOIRE Romain Groupama - FDJ  0:26 10  POWLESS Neilson  EF Education – EasyPost  “  ### Volta ao Algarve – João Almeida dá espetáculo na Fóia Dobradinha da UAE Emirates na serra de Monchique com Jan Christen e João Almeida a baterem os rivais na Volta ao Algarve. A Volta ao Algarve arrancou ao segundo dia e na chegada ao Alto da Foia impôs-se a força coletiva da UAE Emirates, que venceu com Jan Christen devidamente autorizado por João Almeida. Dizemos autorizado porque o corredor de A dos Francos podia ter forçado o sprint pelo triunfo, mas foi bom companheiro e não estragou o momento do suíço. Christen foi bravo, atacou quatro ou cinco vezes num restrito grupo onde estavam Laurens De Plus, Neilson Powless e Luca Vergalito. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Jan Christen é o primeiro camisola amarela da Algarvia.Foto: Paulo Maria/FPC De trás para a frente João Almeida veio de trás para a frente, fazendo toda a subida final na companhia de um mini pelotão de favoritos como Jonas Vingegaard, Primoz Roglic e Tao Geoghegan Hart. Com a presença do grupo de quatro homens na frente houve um bloqueio atrás. Só desfeito por Vingegaard a 2 km da meta. Aí se viu quem tinha pernas e João Almeida apresentou-se numa forma incrível para ganhar tempo aos rivais diretos na classificação geral. Ler mais | Volta ao Algarve – O que correu mal em Lagos? https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo O TopCycling esteve com João Almeida para uma entrevista exclusiva. UAE Emirates puxou dos galões Após um arranque em falso, em Lagos, foi bom ver a Volta ao Algarve recuperar o espetáculo que caracteriza a prova. A jornada de 177,6 km e 3650 m de acumulado começou em Lagoa e fez toda a diferença fazer a aproximação à Fóia pela vertente Norte. O ritmo no Alto da Pomba (3,8 km a 7,4 %) foi duríssimo e asfixiou o grupo dos favoritos. Entre os portugueses não WorldTour destaque para Tiago Antunes, da Efapel, que entrou 33.º a 2:12, dois lugares à frente de Emanuel Duarte, da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car. A UAE Emirates puxou dos galões e mesmo não tendo feito uma subida à Fóia com o bloco unido em torno de João Almeida, provou que trouxe ciclistas em grande forma. Além de Christen e Almeida, nota para António Morgado que fechou no top 5 à frente de Roglic e de Vingegaard. Ler mais | António Morgado I, rei da clássica da Figueira Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/01adC0XUYTw?si=iOVllnvTUE9wBe2G Top 10 da etapa 2 da Volta ao Algarve Posição CiclistaEquipaTempo1 CHRISTEN Jan UAE Team Emirates - XRG 4:28:44 2 ALMEIDA João UAE Team Emirates - XRG "3 DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers 0:07 4 BARDET Romain Team Picnic PostNL 0:08 5 MORGADO António UAE Team Emirates - XRG 0:10 6 VINGEGAARD Jonas Team Visma | LAB"7 VERGALLITO Luca Alpecin - Deceuninck 0:11 8 GEOGHEGAN HART Tao Lidl - Trek 0:13 9 ROGLIČ Primož Red Bull - BORA - hansgrohe  "10 POWLESS Neilson EF Education - EasyPost 0:16  Top 10 da Classificação geral da Volta ao Algarve PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CHRISTEN Jan UAE Team Emirates - XRG 4:28:44 2 ALMEIDA João UAE Team Emirates - XRG 0:043 DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers 0:134 BARDET Romain Team Picnic PostNL 0:18 5 MORGADO António UAE Team Emirates - XRG 0:20 6 VINGEGAARD Jonas Team Visma | LAB "7 VERGALLITO Luca Alpecin - Deceuninck " 8 GEOGHEGAN HART Tao Lidl - Trek 0:23 9 ROGLIČ Primož Red Bull - BORA - hansgrohe  "10 POWLESS Neilson EF Education - EasyPost 0:26  ### Volta ao Algarve – O que correu mal em Lagos? TopCycling analisou a chegada caótica a Lagos no arranque da Volta ao Algarve. Responsáveis, factos e consequências para a corrida. A chegada a Lagos, na abertura da 51.ª Volta ao Algarve, foi um descalabro. Só o futuro dirá como afetará a corrida, mas olhando para as provas concorrentes é provável que haja uma fatura a pagar. A Volta à Andaluzia, por exemplo, teve em 2024 uma edição marcada por problemas organizativos que obrigaram a cancelar quatro etapas. Este ano tem seis WorldTeams enquanto no Algarve estão 13. Há dias, na Étoile de Bésseges, 10 equipas abandonaram a prova a meio por problemas de segurança reincidentes. A Algarvia foi considerada pela UCI a melhor prova ProSeries nos dois últimos anos. No entanto, ver um pelotão circular pelo lado errado da Avenida dos Descobrimentos requer profunda reflexão por parte da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), organizadora da corrida. Escusado será dizer que, além do óbvio prejuízo desportivo para os ciclistas, podia ter ocorrido um acidente com consequências muito graves para atletas e público. Ler mais | Barracada em Lagos https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1892278598511239260 Caótica chegada a Lagos O TopCycling analisou o sucedido e contou com a ajuda de vários especialistas para contextualizar a caótica chegada a Lagos. Isabel Fernandes, ex-comissária da UCI e desde 2018 formadora do destacamento eventual permanente da GNR, enumera os fatores que levaram à situação que presenciamos: - “As rotundas finais não estavam fechadas com grades para obrigar os ciclistas a circular logo desde aquele ponto em contramão para poderem entrar diretos na meta também em contramão; - A seta colocada pela organização indicava em frente em lugar de indicar à esquerda; - A moto da televisão estava no ângulo de visão dos ciclistas quando entrou no desvio dos veículos;  - O responsável pelo desvio dos carros não reagiu a tempo de indicar aos ciclistas que deveriam seguir pela esquerda;  - A sinalização errada por parte do bandeira amarela – deixei este aspeto para o final porque me parece que culpar apenas uma pessoa quando existiram todas as falhas referidas anteriormente não é justo nem deveria ser feito.” Ler mais | Prova de ciclismo, pare por favor Créditos: João Fonseca Crise na estrada e crise na comunicação Organizar uma corrida de ciclismo é difícil, custoso e requer uma articulação perfeita de vários intervenientes. Dito isto, total empatia da minha parte em relação a quem está na estrada No comunicado da Volta ao Algarve, o diretor da prova, Sérgio Sousa, justificou a situação colocando a maior parte da responsabilidade no pelotão. “Toda a informação técnica era clara no sentido de que os corredores deveriam seguir pela esquerda na última rotunda (…) Foi uma decisão errada do pelotão mas é evidente que não teremos feito o suficiente para evitar este desfecho.” Paulo Martins, antigo sprinter e comentador do Eurosport, explica o que sente um corredor numa aproximação à meta rápida e técnica como a de Lagos. “No momento em que o primeiro ciclista vira para a direita vai tudo atrás dele e acaba por induzir tudo em erro. Metendo-me no lugar de um ciclista que estivesse nos 40/50 primeiros do grupo, mesmo sabendo que era para a direita, quase de certeza iria cair no mesmo erro porque podia ter havido alteração de percurso à última hora, além de que a 60 km/h não deves repentinamente mudar de trajetória, sujeito a causar uma queda grave no pelotão.” Paulo Martins ao TopCycling. Entrevista | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Créditos: Podium Events/Matias Novo Gestão da crise é crucial nestas situações Segundo Luís Beltrão, editor do Topcycling e comentador de ciclismo no Eurosport, erros acontecem, mas a gestão da crise é crucial nestas situações. " Quantas vezes já assistimos a enganos de ciclistas a meio das etapas? Nem uma nem duas, foram mais, estas coisas acontecem. Na minha opinião, pior do que o erro é a gestão de crise, com os media de todo o mundo no local, com todas as equipas, etc, imagino que não seja fácil de gerir mas tem que se assumir o erro de sinalização (que deveria ter sido mais explícita), assumir pela organização como um todo, não imputar culpa aos ciclistas ou a uma pessoa em particular. Pode o trabalho de vários anos e a boa reputação da Volta ao Algarve cair por terra em três segundos? Creio que não, mas o tempo o dirá. " Luís Beltrão, editor Topcycling. A GNR dispõe de um destacamento eventual permanente para as provas de ciclismo.Créditos: João Fonseca Falta à PSP formação específica Cândido Barbosa, presidente da FPC, reagiu meia hora após a etapa assumindo parte da culpa da organização. Falou em falhas da organização e individualizou os erros: o bandeira amarela não atuou a tempo e a PSP não fez o seu papel. Isabel Fernandes reconhece que falta à PSP formação específica para este tipo de eventos, mas que desta vez não foi a força policial que falhou. “Não se pode delegar uma parte tão importante como uma aproximação à meta e desvio dos veículos a alguém externo à caravana, a função do policiamento estático era o de ter o percurso limpo para a caravana, o que aconteceu.” Isabel Fernandes ao TopCycling. As críticas do presidente da FPC podem vir a ser pagas pelos organizadores na hora de contratarem o policiamento para futuras provas de ciclismo. Maiores exigências equivalem a maiores custos. https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1892257056628908381 Crise na estrada e crise na comunicação Afinal, de quem foi a culpa? Já agora, serve de algo falar disso em público? O pós-etapa vivido em Lagos foi evitável. Na minha opinião, houve crise na estrada e crise na comunicação. Apontar o dedo aos elementos mais vulneráveis na caravana não serve de muito. No pós-etapa notou-se a falta que faz um assessor de comunicação, que devia ter ajudado o diretor da Volta e o presidente da FPC a conter os danos. O TopCycling averiguou outro aspeto relevante. Se por um lado a equipa de motards e bandeirinhas é a mesma de sempre, por outro a equipa de sinalização e de segurança não é a mesma de edições passadas. A Volta ao Algarve precisa dos algarvios, de locais com conhecimento específico, sobretudo em aproximações técnicas como a de Lagos. No meio deste incidente desagradável quem pagou foi Filippo Ganna, impedido de somar uma vitória e bonificações, ele que perdeu a Volta ao Algarve em 2023 por dois segundos! Ainda bem que as equipas tomaram a situação com humor. Houve chuva de memes nas redes sociais num daqueles dias em que mais vale rir para não chorar. ### Volta ao Algarve – Etapa 1: Barracada em Lagos (vídeo)  Saiu para a estrada esta quarta feira, dia 19 de fevereiro, a Volta ao Algarve, numa tirada que ligou Portimão a Lagos. Na chegada, um dos sprints mais caricatos dos últimos tempos marcou a etapa. Mais de meio pelotão virou e acabou por fazer a reta da meta... do lado dos espetadores. Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) foi dos poucos que não se enganou, e cruzou a linha em primeiro lugar. Pouco depois, a organização anunciava o cancelamento da etapa. Ler mais | Volta ao Algarve com pelotão de luxo – Guia das etapa e equipas Foto: INEOS Grenadiers Desenrolar da etapa na Volta ao Algarve Um dia calmo no Algarve, para abrir as hostes. A fuga do dia foi lançada cedo, e os protagonistas foram portugueses: Francisco Campos e Carlos Miguel Salgueiro (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense), Noah Campos (GI Group Holding - Simoldes - UDO), Diogo Narciso (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé), Gonaçalo Oliveira (Anicolor / Tien 21) e Cesar de Paula (FEIRENSE - BEECELER) constituíram a primeira movimentação.  O pelotão com força WolrdTour que por estes dias corre no Algarve nunca deu muita margem à fuga, e foi controlando de longe. Carlos Miguel Salgueiro foi o último resistente a ser apanhado, a cerca de 25 km do fim da corrida. Photo © João Fonseca Photographer A Chegada  A partir do momento em que a fuga foi apanhada, as equipas começaram a preparar os comboios para a chegada rápida na cidade de Lagos.  Na aproximação à reta da meta, não houve ataques e a primeira etapa da Volta ao Algarve parecia ir decidir-se num sprint com todo o grupo.  Mas eis que, na entrada dos derradeiros metros da etapa, uma imagem caricata a que raramente assistimos: uma grande parte do pelotão ter-se-á enganado no caminho certo, acabando por entrar na linha da meta... do lado dos espetadores. https://twitter.com/Domestique___/status/1892255683673833622 Foram poucos os ciclistas que acertaram no lado onde, de facto, estava a meta. Sendo assim, o primeiro a passar a linha de meta (do lado certo) foi Filippo Ganna. O italiano foi, para todos os efeitos, o vencedor da etapa, mas apenas por alguns minutos: pouco depois de todo o incidente, a organização da Volta ao Algarve decidiu-se pelo cancelamento da primeira tirada da competição. Foto: Igor Martins Continuamos, então, à espera dos primeiros resultados oficiais da Volta ao Algarve, com a confirmação de que teremos de esperar até ao fim da segunda etapa pelo primeiro vencedor e líder da presente edição da Algarvia. Créditos da fotografia de destaque: Igor Martins ### UCI Granfondo World Series Coimbra Region está já aí Nos próximos dias 1 e 2 de março, a região de Coimbra será palco de um dos maiores eventos de ciclismo de estrada em Portugal: o UCI Granfondo World Series Coimbra Region by Škoda. Este é o único Granfondo em Portugal que faz parte do circuito oficial da UCI Gran Fondo World Series, dando oportunidade a ciclistas amadores de se testarem e competirem por um lugar no Campeonato do Mundo de Granfondos da UCI. Dois dias de ciclismo de alto nível O evento, organizado pela Cabreira Solutions em parceria com os municípios de Coimbra e Montemor-o-Velho, contará com dois dias de competição e experiências para todos os participantes: 1 de março: Contrarrelógio Individual, um percurso rápido e técnico de 20,2 km ao longo das margens do rio Mondego, com partida na Avenida de Conímbriga, em Coimbra. 2 de março: Granfondo – 148 km e 1.835 metros de desnível positivo. Mediofondo – 106,7 km e 1.143 metros de desnível positivo. Qualificação para o Campeonato do Mundo de Granfondos Uma das atrações neste evento é a possibilidade de qualificação para o Campeonato do Mundo de Granfondos da UCI. Este fator pode atrair os ciclistas melhor preparados do país, assim como ciclistas de outros países, aumentando a competitividade na prova. Evento preparado para toda a família Para além da competição no UCI Granfondo World Series Coimbra Region, o evento promete ser uma festa para toda a família. Estão programadas várias atividades paralelas, como: Caminhada: permitindo que os acompanhantes também desfrutem da região. Granfondinho: um evento dedicado aos mais pequenos para incentivá-los ao desporto. Experiências interativas: nos stands das marcas presentes. Foto: Cabreira Solutions Oportunidade para conciliar Ciclismo e Turismo A região de Coimbra e Montemor-o-Velho oferecem um cenário perfeito para um evento deste género. Os participantes terão a oportunidade de pedalar por maravilhosas paisagens, mas também para explorar o património histórico da região e desfrutar da gastronomia local numa viagem de família. Foto: Cabreira Solutions. Marca na tua agenda, será nos dias 1 e 2 de março de 2025! Inscrições AQUI. ### Volta ao Algarve com pelotão de luxo - Guia das etapa e equipas João Almeida, Jonas Vingegaard, Primoz Roglic ou Julian Allaphillipe. Podiam ser as estrelas no início de uma Grande Volta, mas são alguns dos que vão lutar por vitórias na Volta ao Algarve. A Algarvia sai para a estrada na próxima quarta feira, dia 19 de fevereiro, com um elenco de luxo para entreter as estradas do sul de Portugal. Créditos: FPC As figuras da Volta ao Algarve João Almeida lidera um contingente de estrelas que marca presença na Volta ao Algarve. Para além do português, a UAE Team Emirates traz ainda António Morgado e ainda Ivo e Rui Oliveira para a prova. Jonas Vingegaard – duas vezes campeão do Tour de France – e Wout Van Aert também serão cabeças de cartaz pela Visma | LAB. A Lidl Trek traz Tao Geoghegan Hart, campeão do Giro D’Italia em 2020. Primoz Roglic é outro dos nomes grandes – o esloveno já venceu por quatro vezes a Volta a Espanha. Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Continuam os grandes nomes: a INEOS traz Pippo Ganna e Tobias Foss – dois campeões do mundo de contrarrelógio - e ainda Geraint Thomas, vencedor do Tour de France em 2018. A Lotto traz o jovem sprinter Arnaud De Lie, e na EF Education – EasyPost, Rui Costa é, claro está, a grande figura. Há outros merecedores de destaque: Julian Alaphilippe, três vezes campeão do mundo, vai defender as cores da Tudor Pro Cycling Team no Algarve. Biniam Girmay também está presente, pela Intermarche – Wanty, sempre sem esquecer a presença de Afonso Eulálio pela Bahrain – Victorious, e de Iuri Leitão, pela Caja Rural. Nota ainda para as equipas do pelotão português: os nove conjuntos vão marcar presença na linha de partida, numa das provas mais importantes do ano. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Créditos: FPC O Percurso O Topcycling já tinha escrito que a Volta ao Algarve, na sua edição de 2025, contava com um percurso renovado. O que espera, então, os ciclistas? 1ª Etapa – 19 de fevereiro - Portimão > Lagos A primeira etapa arranca de Portimão no dia 19 e termina em Lagos na Avenida dos Descobrimentos ao fim de 190 km. Esta tirada deverá dar oportunidade aos sprinters de lutar pela primeira etapa e camisola amarela da edição 51 da corrida. 2ª Etapa – 20 de fevereiro – Lagoa > Foía A segunda etapa começa em Lagoa e traz-nos a primeira novidade com a subida final na Fóia fazer-se pela vertente norte da serra.  A ascensão para a meta tem 8,4 km de extensão, com a fase mais dura da subida a ser um quilómetro de pendente média a rondar os 10 % que aparece a 3,5 km do final.  3ª Etapa – 21 de fevereiro – Vila Real de Santo António > Tavira  Ao terceiro dia, a caravana parte de Vila Real de Santo António e percorre 183,5 km até Tavira. Esta será mais uma oportunidade para os sprinters.  4ª Etapa – 22 de fevereiro – Albufeira > Faro A quarta etapa joga-se em modo clássica onde o desfecho final é uma incógnita.  Vai ser uma tirada de 175,2 km, entre Albufeira e Faro com três contagens de montanha colocadas nos derradeiros 50 km.  5ª Etapa – 23 de fevereiro – Salir > Malhão A quinta e última etapa da 51.ª edição da Volta ao Algarve termina na tradicional chegada ao Alto do Malhão, que este ano acontece em sistema de contrarrelógio individual.  Os ciclistas partem de Salir e têm 19,6 km de esforço individual com os últimos 2600 metros a serem feitos com uma inclinação média de 9,2%.  Todas as Transmissões A Volta ao Algarve vai ser transmitida em Portugal, como é habitual, através dos canais Eurosport. Vai poder acompanhar a corrida todos os dias, no Eurosport 2, entre as 15h e as 17h. Créditos: FPC Startlist completa da Volta ao Algarve UAE TEAM EMIRATES 1 ALMEIDA Joao   2 CHRISTEN Jan   3 GROSSCHARTNER Felix   4 MORGADO António   5 OLIVEIRA Ivo   6 OLIVEIRA Rui   7 POLITT Nils  TEAM VISMA | LEASE A BIKE 11 VAN AERT Wout 12 VAN BELLE Loe 13 BENOOT Tiesj 14 KUSS Sepp 15 TULETT Ben 16 VINGEGAARD Jonas 17 KELDERMAN Wilco SOUDAL QUICK-STEP 21 CATTANEO Mattia 22 GELDERS Gil 23 LAMPAERT Yves 24 SCHACHMANN Maximilian 25 VAN GESTEL Dries 26 VAN WILDER Ilan 27 VANGHELUWE Warre LIDL – TREK 31 BERNARD Julien 32 GEOGHEGAN HART Tao 33 OOMEN Sam 34 STUYVEN Jasper 35 VACEK Mathias 36 VERONA Carlos 37 SODERQVIST Jakob RED BULL - BORA – HANSGROHE 41 DENZ Nico 42 ROGLIC Primoz 43 KOCH Jonas 44 TRATNIK Jan 45 LAZKANO LOPEZ Oier 46 MEEUS Jordi 47 WANDAHL Frederik INEOS GRENADIERS 51 DE PLUS Laurens 52 FOSS Tobias 53 GANNA Filippo 54 JUNGELS Bob 55 WATSON Samuel 56 THOMAS Geraint 57 ARENSMAN Thymen ALPECIN-DECEUNINCK 61 BAYER Tobias 62 GLIVAR Gal 63 HERMANS Quinten 64 HOLLMANN Juri 65 MEURISSE Xandro 66 VAN TRICHT Stan 67 VERGALLITO Luca LOTTO 71 BEULLENS Cedric 72 DE BUYST Jasper 73 DE LIE Arnaud 74 DRIZNERS Jarrad Eriks 75 GRIGNARD Sébastien 76 LIVYNS Arjen 77 VAN MOER Brent GROUPAMA – FDJ 81 ASKEY Lewis 82 CAVAGNA Rémi 83 GREGOIRE Romain 84 KÜNG Stefan 85 LE HUITOUZE Eddy 86 ROCHAS Rémy 87 ROLLAND Brieuc EF EDUCATION – EASYPOST 91 POWLESS Neilson 92 VALGREN Michael 93 SHAW James 94 HONORÉ Mikkel 95 COSTA Rui 96 MIHKELS Madis 97 ASGREEN Kasper INTERMARCHÉ - WANTY 101 BRAET Vito 102 GIRMAY Biniam 103 KAMP Alexander 104 REX Laurenz 105 ROTA Lorenzo 106 RUTSCH Jonas 107 VAN SINTMAART TEAM PICNIC POSTNL 111 BARDET Romain 112 VAN DEN BROEK Frank 113 COMBAUD Romain 114 DEGENKOLB John 115 EEKHOFF Nils 116 VAN UDEN Casper 117 WELTEN Bram BAHRAIN VICTORIOUS 121 TIBERI Antonio 122 BRUTTOMESSO Alberto 123 BURATTI Nicolo 124 CARUSO Damiano 125 EULÁLIO Afonso 126 PAASSCHENS Mathijs 127 VAN MECHELEN Vlad COFIDIS 131 IZAGUIRRE Ion 132 ALLEGAERT Piet 133 BUCHMANN Emanuel 134 FRETIN Milan 135 HERRADA Jesus 136 TEUNS Dylan 137 THOMAS Benjamin TUDOR PRO CYCLING TEAM 141 ALAPHILIPPE Julian 142 DAINESE Alberto 143 FROIDEVAUX Robin 144 HALLER Marco 145 KELEMEN Petr 146 STORK Florian 147 VOISARD Yannis CAJA RURAL-SEGUROS RGA 151 LEITÃO Iúri 152 BOU Joan 153 GONZÁLEZ Abner 154 JOHNSTON Calum 155 OTRUBA Jakub 156 SORARRAIN Gorka 157 STITES Tyler ANICOLOR/TIEN 21 161 NYCH Artem 162 REIS Rafael 163 SILVA Pedro 164 WOOD Harrison 165 GUERIN Alexis 166 HOLLYMAN Mason 167 FERNANDEZ Ruben TAVFER-OVOS MATINADOS-MORTÁGUA 171 MENESES Leangel 172 BARBIO António 173 SILVA Bruno 174 SANCHEZ Angel 175 MORAIS Francisco 176 MARTINGIL César 177 LINO Guilherme EFAPEL CYCLING 181 MOREIRA Mauricio 182 ANTUNES Tiago 183 CARVALHO André 184 GRIGOREV Aleksandr 185 FERREIRA António 186 MESA Santiago 187 SILVA Joaquim FEIRENSE – BEECELER  191 CARVALHO António   192 BORGES José   193 PEREIRA Francisco  194 GONÇALVES Diogo  195 PINHEIRO Ivo   196 ANDRADE Pedro   197 MUNTON Byron  AP HOTELS & RESORTS/ TAVIRA/ SC FARENSE 201 BARBOSA Diogo 202 SALGUEIRO Carlos 203 SILVA Afonso 204 CAMPOS Francisco 205 LASA Ailetz 206 PINTO Diogo 207 BICHO Jose GI GROUP HOLDING - SIMOLDES – UDO 211 BUSTAMANTE Adrian 212 GUAVITA Cesar 213 CARVALHO Rui 214 GONÇALVES Gaspar 215 VALLS Miquel 216 CAMPOS Noah 217 RIBEIRO André CREDIBOM / LA ALUMÍNIOS /MARCOS CAR 221 DUARTE Emanuel 222 LEAÇA Gonçalo 223 MONTEZ Alexandre 224 NARCISO Diogo 225 DOMINGUES Duarte 226 OLIVEIRA João 227 NUNES Hugo AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ 231 TIVANI Nicolas 232 CONTTE Tomas 233 DOMINGUEZ David 234 DEL PINO Jesus 235 OYARZUN Carlos 236 LEAL Cláudio 237 GALVEZ LOPEZ Jorge RADIO POPULAR - PAREDES – BOAVISTA 241 LOPES Lucas 242 LEAL Tiago 243 GONÇALVES Hélder 244 MARTINS João 245 FONTE César 246 ROTA RUS Raul 247 DURÃES Rafael *A negrito: ciclistas portugueses em prova. Fotografia de destaque: © João Fonseca Photographer ### Unior será distribuída pela Bicimax no mercado ibérico A Bicimax anunciou a distribuição da Unior no mercado ibérico, uma marca com mais de 100 anos de história, sinónimo de inovação, qualidade e precisão na produção de ferramentas. Com um portfólio diversificado, que abrange desde o setor automóvel ao ciclismo, a Unior tem sido a escolha de profissionais em vários setores. Ler mais: Classified anuncia nova Pedaleira, Prato e Cassete Unior no Ciclismo A Bicimax focar-se-á exclusivamente na distribuição das ferramentas dedicadas ao ciclismo, um segmento onde a Unior é amplamente reconhecida pela sua parceria com algumas das melhores equipas e marcas do mundo.A marca tem trabalhado com equipas como Unior Sinter, Soudal Quick-Step, INEOS Grendiers, e a mais recente adição, Continental Atherton Race Team. A gama de ferramentas Unior para bicicletas é vasta e abrangente, desenhada para cobrir todas as necessidades dos mecânicos e ciclistas mais exigentes. Categorias da Unior Mecânica Geral De chaves de fendas a ferramentas de precisão, a Unior disponibiliza todo o equipamento necessário para a manutenção diária, assegurando a fiabilidade e segurança da bicicleta. Ferramentas Específicas Ferramentas de alta precisão para ajustes e reparações em sistemas de transmissão, ferramentas para a manutenção de rodas, como alinhamento e ajuste de tensão, além de equipamentos específicos para quadros, suspensões e travões, garantindo a máxima performance e segurança da bicicleta. Suportes de Bicicleta Os suportes manuais são ajustáveis e robustos, perfeitos para oficinas e mecânicos que precisam de estabilidade e versatilidade durante as manutenções. Já os suportes elétricos proporcionam um ajuste automático de altura, facilitando o trabalho e proporcionando mais conforto e precisão ao mecânico. Ambos os tipos são compatíveis com bicicletas de estrada, montanha e elétricas, garantindo eficiência e segurança em qualquer reparação. Kits e Malas de Ferramenta A Unior também disponibiliza malas e kits de ferramentas compactos e organizados, perfeitos para transportar e manter sempre à mão durante competições ou manutenções no dia-a-dia. Estas soluções permitem que os mecânicos e ciclistas tenham tudo o que precisam de forma prática e acessível, seja em oficina ou em competições. Kits Multitool Para os ciclistas que procuram a máxima versatilidade durante as suas voltas, a Unior oferece kits multitool, ideais para resolver problemas rapidamente em qualquer situação. São ferramentas compactas e funcionais, perfeitas para levar durante os treinos ou passeios de bicicleta, garantindo que os ciclistas possam lidar com imprevistos no terreno. Equipamento de Oficina A Unior oferece ainda uma vasta gama de equipamentos essenciais para oficinas, como bancadas de trabalho, carros de ferramenta e até oficinas personalizadas à medida. Estas soluções são projetadas para otimizar o espaço e a eficiência nas oficinas de mecânica, permitindo que os profissionais tenham tudo à mão de forma organizada e funcional. A Unior é uma marca reconhecida pela qualidade e fiabilidade das suas ferramentas, sendo uma referência no mundo do ciclismo. Podes ver todas as informações no site da Bicimax. ### António Morgado I, rei de Portugal e da clássica da Figueira Na Figueira Champions Classic, António Morgado voou a solo para a vitória em Portugal. Rui Costa 5.º e Rúben Guerreiro 9.º! António Morgado mostrou na Figueira da Foz que está num momento doce da carreira e estreou-se a vencer na categoria ProSeries em Portugal. A Figueira Champions Classic vinha de ser ganha por Casper Pedersen em sprint reduzido (2023) e por Remco Evenepoel com um solo de 50 km (2024). Na 3.ª edição o desenlace foi diferente, provando o bem desenhada que está a prova. Alaphilippe, em estreia pela Tudor, foi o primeiro a mexer na subida final.Foto: Igor Martins António Morgado lançou um ataque brutal A 21 km do final, na última subida ao parque florestal, António Morgado lançou um ataque brutal e foi embora sozinho. O ciclista de 21 anos chegou a dispor de 40 segundos sobre os perseguidores, mas entrou na Avenida 25 de abril com cinco segundos apenas, fechando a prova em 4:35:47 (média de quase 42 km/h). https://www.youtube.com/watch?v=ySkITJOXCm4&t=83s Prestação dos portugueses no WorldTour foi espetacular O sprint pelo pódio foi para Paul Magnier (Soudal Quick-Step) à frente de Mathias Vacek (Lidl-Trek). A prestação dos portugueses no WorldTour foi espetacular: Rui Costa (EF Education-Easypost) foi 5.º, Rúben Guerreiro (Movistar) foi 9.º e João Almeida (UAE Emirates) 16.º. Tiago Antunes (Efapel) foi o melhor atleta das Continentais nacionais entrando na 34.ª posição. É a quinta vitória UCI de António Morgado, isto em apenas um ano e dois meses de profissionalismo ao serviço a UAE Emirates. Só este ano já venceu o GP de Castellón – Ruta de la Cerámica e fez pódios no Troféu Calvià e na clássica Comunidade Valenciana. “Tenho treinado bem, tenho-me sentido bem, não me tenho sentido doente este ano. Não me estava a sentir muito bem, nas duas primeiras voltas pensava que não ia poder discutir a vitória. A única chance era atacar na subida. Estou super contente de contar aqui, é como os belgas ganharem na Bélgica e os franceses em França.” António Morgado na flash interview. Vídeo | João Almeida vai ao Algarve para levar o caneco Foto: Igor Martins ### Ivo e Rui Oliveira fecham Europeu com chave de bronze Portugal fecha Europeu com seis medalhas, a última foi de bronze graças à dupla formada por Rui e Ivo Oliveira no madison. O Campeonato Europeu de ciclismo de pista, realizados no velódromo de Heusden-Zolder, na Bélgica terminaram bem para Ivo Oliveira e Rui Oliveira. A dupla apresentou-se com ambição no madison e após 200 faltas onde se rodou a mais de 58 km/h de média subiram ao pódio para reclamar a medalha de bronze. Portugal até acabou no 2.º lugar atrás dos Países Baixos, mas para lá da hora foi atribuída uma volta aos alemães que atirou os gémeos Oliveira para a 3.ª posição, ficando a campeã mundial com a medalha de prata. Yanne Dorenbos/Vincent Hoppezak (NED) 119 pontos Roger Kluge/Tim Torn Teutenberg (ALE) 105 pontos Ivo Oliveira/Rui Oliveira (POR) 96 pontos Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Portugal igualou a melhor prestação de sempre Os gémeos saem medalhados do Europeu no madison pela segunda vez na carreira, após em 2020 conquistarem a medalha de prata. Uma longa história que teve o primeiro capítulo no Mundial júnior de 2014 quando ganharam o bronze. Neste Europeu, Portugal igualou a melhor prestação de sempre em Campeonatos da Europa de elites com as mesmas seis medalhas de Plovdiv 2020. Os Países Baixos dominaram o medalheiro com 16 medalhas e oito títulos europeus. Portugal terminou no 5.º lugar à frente de potências como França e Dinamarca. Confiram as medalhas obtidas pelos atletas portugueses durante o Europeu de Heusden-Zolder. Bronze: Ivo Oliveira/Rui Oliveira (madison) Bronze: Maria Martins (scratch) Prata: Ivo Oliveira (perseguição individual) Prata: Rui Oliveira (eliminação) Ouro: Iúri Leitão (corrida por pontos) Ouro: Iúri Leitão (scratch) Ler mais | Iúri Leitão varre a pista no Europeu e dá o ouro a Portugal Ler mais | Maria Martins e Rui Oliveira medalhados no Europeu de pista Ler mais | Iúri Leitão e Ivo Oliveira dão ouro e prata a Portugal ### Análise | Rúben Guerreiro e um cartão amarelo histórico Isabel Fernandes, ex-comissária da UCI, analisa o cartão amarelo mostrado a Rúben Guerreiro e outras situações puníveis pela nova regra. Rúben Guerreiro foi o primeiro ciclista português a ser penalizado com um cartão amarelo, o que motivou a análise de Isabel Fernandes, ex-comissária da UCI e comentadora do Eurosport. A situação sucedeu durante o Tour de Omã, numa chegada ao sprint, por aplicação do artigo 5.1 “Desvio da trajetória escolhida obstruindo ou colocando em perigo outro corredor ou sprint irregular”, infração que é penalizada com 200 CHF, relegação ao último lugar do grupo e/ou cartão amarelo. A situação que implicou o ciclista da Movistar despertou um debate que ainda não tinha sido realizado sobre esta nova forma de penalização no ciclismo. Esta regulamentação foi testada durante a época 2024 e entrou em vigor a 1 de janeiro deste ano para as provas WorldTour e ProSeries, masculinas e femininas. Entrevista Rúben Guerreiro – Cowboy da Movistar volta a sorrir Foto: A.S.O. Oman Cycling Association Pauline Ballet Acidentes mortais preocupam Os cartões amarelos foram criados no âmbito da SafeR, a comissão de segurança da UCI, da qual fazem parte representantes dos ciclistas, das equipas, dos organizadores de provas e da UCI. O trabalho da SafeR reflete na supervisão e análise das condições de segurança das provas e apresentação de propostas para correção ou melhoramento dessas condições, incluindo propostas de alterações regulamentares. Os recentes acidentes mortais preocupam a comunidade do ciclismo. A segurança das provas de estrada tornou-se uma prioridade e a regulamentação tem vindo a aumentar o grau de exigência em tudo o que diz respeito aos recursos a disponibilizar pelos organizadores das provas e os materiais utilizados pelos ciclistas. Ler mais | Novas regras da UCI entram em rigor em 2025. O que muda?  Foto: A.S.O. Oman Cycling Association Pauline Ballet Punir e corrigir comportamentos Não só a falta de condições de segurança materiais potencia acidentes em provas de ciclismo. Segundo um estudo recente, a maioria acontece por comportamentos dos próprios ciclistas e os cartões amarelos surgem como forma de punir e corrigir comportamentos. Os cartões amarelos são aplicáveis a todos os elementos de uma equipa e também a outros membros da caravana, mas só podem ser aplicados a indivíduos, não a equipas ou entidades. No caso do ciclista que cometeu uma infração não ser identificado pelos comissários, terá de ser o respetivo diretor desportivo a fazê-lo, caso contrário, será este o sancionado. Desde janeiro de 2025, os cartões amarelos passaram a ser cumulativos e a gerar outras sanções como a suspensão por períodos que podem variar: 7 dias: no caso de dois cartões na mesma prova 14 dias: no caso de três cartões em 30 dias Um mês: no caso de seis cartões no período de um ano Os cartões são cumulativos, mas as sanções não, pelo que será aplicada a maior quando o licenciado esteja em mais de uma das situações previstas. Ler mais | Novas regras de segurança UCI – Sistema de cartões amarelos Foto: A.S.O. Oman Cycling Association Pauline Ballet Em que situações se aplica o cartão amarelo? Sempre que se altera uma regra há um período de adaptação à mesma, logo, em que situações se aplica o cartão amarelo? Podem ser aplicados (e digo podem porque o regulamento prevê e/ou e não a obrigação da sua aplicação, ficando ao critério dos comissários) nas seguintes infrações: Impulso seja entre ciclistas ou em veículos Meio fundo Agarrado Bidão colado Infrações durante sprints Obstrução a outro ciclista Desvio do percurso Uso de ciclovias Passar uma passagem de nível fechada Posição irregular na bicicleta Desrespeito aos comissários ou direção da organização Ameaças, injúrias, intimidação ou comportamento incorreto Descarte fora das zonas Barbara Guarischi foi a primeira ciclista na história do ciclismo a ver um cartão amarelo, ainda em 2024, quando celebrou a vitória de uma companheira de equipa retirando as mãos do guiador e falando no rádio enquanto outras ciclistas disputavam o sprint. O nome de Guarischi ficará também ligado à criação do artigo que proíbe todas estas ações durante antes de passar a linha de meta. Ler mais | “Prova de ciclismo, pare por favor” ### Iúri Leitão e Ivo Oliveira dão ouro e prata a Portugal Título no scratch para Iúri Leitão e vice-campeonato para Ivo Oliveira na perseguição no terceiro dia do Europeu de pista. Iúri Leitão e Ivo Oliveira voltaram a dar a Portugal uma jornada magnífica no Campeonato da Europa de ciclismo de pista. No scratch, o campeão europeu da corrida por pontos arrancou na primeira metade para selecionar o grupo e nas 10 voltas finais contra-atacou despachando os rivais. Só o neerlandês Vincent Hoppezak ousou seguir Leitão, mas nem arranhou. Num scratch que estreou distância – 10 km em vez dos 15 km que eram habituais – o vianense mostrou ser o rei da disciplina que conquistou pela quarta vez (2025, 2024, 2022 e 2020). Ganhou o campeão que salvou a carreira na pista. Completaram o pódio Hoppezak e o britânico Will Tidball. https://twitter.com/UEC_cycling/status/1890486622497518054 Ivo Oliveira foi mais rápido do que nunca Ivo Oliveira foi mais rápido do que nunca nos 4000 m da perseguição só que os 4:03.631 – recorde nacional – só deram para a medalha de prata. A disputa do título foi contra britânico Josh Charlton e o vice-campeão mundial fez melhor do que em Ballerup (Dinamarca), onde ganhou a qualificação e depois perdeu a final para Jonathan Milan. Charlton rodou mais lento do que na sessão da manhã, mas suficientemente rápido para se estrear como campeão da Europa em 4:02.882. A perseguição vive dias incríveis com quatro homens capazes de rodar abaixo dos 4:00, Charlton, os italianos Milan e Ganna, e o estadunidense Lambie – o primeiro a quebrar a mítica barreira, em 2021, na altitude de Aguascalientes (México), enquanto os três europeus fizeram-no ao nível do mar. Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Chapeau Daniela Campos No omnium perdeu-se uma grande oportunidade para ver Daniela Campos discutir as medalhas. A algarvia era 3.ª à partida para a eliminação, mas distraiu-se e foi eliminada ainda nem tinha aquecido as pernas. O último lugar na eliminação atirou-a para o 12.º posto na geral com 60 pontos, a 46 pontos da líder, a britânica Madelaine Leech. Foi brava Daniela Campos, que dobrou o pelotão e chegou a estar no top 10, mas o ritmo foi tão alto que os 20 pontos da volta foram-lhe retirados. As circunstâncias não favoreceram a corredora de Boliqueime, que ainda pontuou no penúltimo sprint para terminar 12.ª na estreia no omnium em elites. Chapeau Daniela Campos que caiu de pé... Por falar em quedas, Madelaine Leech caiu a duas voltas do fim e Lorena Wiebes "roubou-lhe" o título vencendo o sprint final. Azar da jovem britânica de 21 anos. ### Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista | Entrevista Iúri Leitão com o TopCycling em Valência para uma grande entrevista com histórias, amor pelo ciclismo de pista e sonhos por cumprir. Fomos ao encontro de Iúri Leitão num domingo ao final do dia, em Valência. Algures entre o final da Volta à Comunidade Valenciana e a partida para o Campeonato da Europa de pista, o campeão olímpico recebeu o TopCycling. Meia hora de conversa dá para muito, mas com frequência perguntam-me: "Quando é que o Iúri vai dar o salto para o WorldTour?" O ciclista da Caja Rural-Seguros RGA aborda o tema e também fala sobre as naturais dúvidas que um atleta sente nestas situações. A vitória no Challenge de Maiorca também mereceu uma análise técnica detalhada por parte do vianense. No tradicional Troféu Palma, que acaba sempre ao sprint, Iúri Leitão enganou os sprinters num grande momento desta época. Claro que uma oportunidade para conversar com tranquilidade com um campeão olímpico, mundial e europeu tinha que abordar o que se passa nos velódromos. O timing da publicação desta entrevista não podia ter sido mais feliz: Iúri Leitão acaba de ganhar a corrida por pontos no Campeonato da Europa de pista, vertente que tem um papel preponderante na carreira do atleta de 26 anos. https://youtu.be/tVXL5ElEVpU?si=csn29JYRNCalnp7a Na história do desporto nacional O ciclista de Viana de Castelo tem um palmarés incrível. Com um total de 11 medalhas em Europeus (desde sub-23) e duas em Mundiais, Iúri Leitão já está na história do desporto nacional. Em Paris 2024 tornou-se o primeiro atleta nacional a sagrar-se campeão olímpico fora das modalidades do atletismo. 2025 | Campeão da Europa da corrida por pontos 2024 | Campeão da Europa de scratch 2024 | Campeão Olímpico de madison e vice-campeão olímpico de omnium 2023 | Campeão do Mundo de omnium 2022 | Campeão da Europa de scratch 2020 | Campeão da Europa de scratch ### Iúri Leitão varre a pista no Europeu e dá o ouro a Portugal Vianense Iúri Leitão vence a corrida por pontos no segundo dia do Campeonato Europeu de ciclismo de pista. Dia histórico para Portugal no Europeu de pista com uma exibição avassaladora de Iúri Leitão no velódromo de Heusden-Zolder (Bélgica). Se o primeiro dia de prova já tinha sido fantástico com a prata de Rui Oliveira na eliminação e o bronze de Maria Martins no scratch, a segunda jornada As 160 voltas da corrida por pontos foram feitas quase a 55 km/h de média, um ritmo alucinante imposto pelo português desde o início. Iúri Leitão conseguiu dar cinco voltas ao pelotão, ganhou oito dos 16 sprints pontuáveis e terminou com 157 pontos! Nunca um campeão da Europa tinha somado tantos pontos nesta disciplina. É o quarto título europeu do ciclista de Viana do Castelo, que aos três do scratch junta agora a corrida por pontos. Iúri Leitão (POR) 157 pontos Yanne Dorenbos (NED) 114 pontos Jasper De Buyst (BEL) 106 pontos Tata tinha pernas para mais A conquista de Iúri Leitão é ainda mais incrível se tivermos em conta que na sessão da manhã teve que fazer a qualificação do quilómetro. A 12.ª posição é um resultado animador numa disciplina dominada por sprinters na qual o italiano Matteo Bianchi renovou o título. Maria Martins voltou à pista pelo segundo dia consecutivo. A eliminação foi nefasta para a ribatejana que foi atirada ao chão e viu a prova torcer-se quando ficou bloqueada na parte baixa da pista. Tata tinha pernas para mais, mas a eliminação é imprevisível e atirou a portuguesa para o 13.º lugar. Ganhou a irlandesa Lara Gillespie, talento da UAE. ### Maria Martins e Rui Oliveira medalhados no Europeu de pista Portugal arranca a todo gás no Europeu de pista com prata de Rui Oliveira na eliminação e bronze de Maria Martins no scratch. Dia um de Campeonato Europeu de pista e Portugal não tardou a posicionar-se no medalheiro com prata e bronze graças às exibições de Maria Martins e Rui Oliveira. No scratch, primeira das três disciplinas que Maria Martins vai fazer em Heusden-Zolder (Bélgica), a ribatejana correu como outsider e não falhou. A corredora da Canyon-Sram mostrou que veio bem rodada do Tour Down Under e encontrou a medalha de bronze atrás de duas atletas extraordinárias. Martina Fidaza (Visma Lease a Bike) bateu ao sprint Lorena Wiebes (SD Works) num duelo de campeãs mundiais: a italiana em 2021 e 2022, a neerlandesa em 2024. Segundo título europeu para a italiana numa prova em que as duas sprinters mais rápidas do pelotão cumpriram os prognósticos. Maria Martins sacou um bronze sabe a ouro depois de um ano em que esteve sem equipa. Martina Fidanza (ITA) Lorena Wiebes (NED) Maria Martins (POR) Foto: FPC Rui Oliveira foi batido por centímetros Uns minutos após o bronze de Maria Martins, subiu à pista do velódromo belga Rui Oliveira para correr a eliminação. O ciclista da UAE Emirates partia entre os favoritos e Rui Oliveira foi batido por centímetros no lançamento do sprint pelo alemão Tim Torn Teutenberg, repetindo-se o desfecho da final de 2023. A prova durou 11:40 e fez-me a uma média de 52,714km/h. De fora das medalhas ficaram o espanhol Mario Anguela (5.º Mundial), o bicampeão mundial desta disciplina, Elia Viviani, e o campeão mundo madison em 2023, o neerlandês Yori Havik. Tim Torn Teutenberg (GER) Rui Oliveira (POR) Jules Hesters (BEL) Clica aqui para saber os horários e as provas dos atletas portugueses ### Campeonato da Europa de Pista: quando corre Portugal? A seleção nacional de ciclismo de pista estará a competir no Campeonato da Europa de Pista 2025, que decorrerá em Heusden-Zolder, na Bélgica, entre os dias 12 e 16 de fevereiro. Portugal estará representado por cinco atletas, convocados pelo selecionador nacional Gabriel Mendes, para disputar um conjunto de provas de endurance e velocidade ao longo dos cinco dias de competição. Os atletas e as provas A equipa nacional contará com a presença de Daniela Campos, Maria Martins, Iúri Leitão, Ivo Oliveira e Rui Oliveira, ciclistas experientes (e medalhados olímpicos) que já representaram Portugal em várias competições internacionais. Daniela Campos: Omnium Maria Martins: Eliminação, Scratch e Corrida por Pontos Ivo Oliveira: Perseguição Individual, Omnium e Madison Rui Oliveira: Eliminação e Madison Iúri Leitão: Scratch, Corrida por Pontos e Quilómetro (estreia na disciplina) Um dos destaques desta edição será a participação de Iúri Leitão na prova do Quilómetro, uma disciplina de transição entre a velocidade e o endurance. Segundo Gabriel Mendes, esta aposta permitirá avaliar o desempenho do ciclista numa disciplina nova, onde a sua capacidade explosiva poderá ser uma mais-valia. Iúri Leitão. Créditos: Roberto Bettini/SprintCyclingAgency A relevância dos resultados O Campeonato da Europa assume grande importância, não apenas pela disputa de medalhas, mas também pela pontuação para o ranking internacional, essencial para a qualificação para o Campeonato do Mundo. O selecionador nacional realça a ambição da equipa, destacando a importância da competitividade e espírito de entrega. "O Campeonato da Europa tem uma ponderação importante em termos de pontos para o ranking e queremos amealhar o máximo para estarmos no Campeonato do Mundo. Se conseguirmos discutir lugares de pódio, ótimo. A equipa está com bom nível e estou confiante no trabalho que todos vão desenvolver." Gabriel Mendes, selecionador nacional. Daniela Campos e Maria Martins. Créditos: FPC Dias e horários das provas da seleção nacional A participação portuguesa distribuir-se-á pelos cinco dias de competição, com destaque para a entrada em cena de Maria Martins e Rui Oliveira no primeiro dia e a prova de Madison no último dia, onde Ivo e Rui Oliveira formarão dupla. Quarta-feira, 12 de fevereiro 18h28 – Final do Scratch Feminino – Maria Martins 18h45 – Final da Eliminação Masculina – Rui Oliveira Quinta-feira, 13 de fevereiro 17h44 – Final da Corrida por Pontos Masculina – Iúri Leitão 18h58 – Final da Eliminação Feminina – Maria Martins 19h15 – Final do Quilómetro Masculino – Iúri Leitão Sexta-feira, 14 de fevereiro 18h30 – Final do Scratch Masculino – Iúri Leitão 18h52 – Final da Perseguição Individual Masculina – Ivo Oliveira 19h28 – Omnium Feminino IV (Corrida por Pontos) – Daniela Campos Sábado, 15 de fevereiro 14h31 – Omnium Masculino I (Scratch) – Ivo Oliveira 17h37 – Omnium Masculino III (Eliminação) – Ivo Oliveira Domingo, 16 de fevereiro 14h45 – Madison Masculino – Ivo Oliveira e Rui Oliveira Transmissão em Portugal Os fãs de ciclismo poderão acompanhar o Campeonato da Europa de Pista 2025 através do Eurosport 2, com transmissões em direto nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro, e resumos em diferido no fim de semana. ### Teste | Capas de sapato Shimano Dual H2O: Protegem do frio e chuva? Para os bravos que pedalam todo o ano, proteger os pés do frio e da chuva no inverno é um desafio, muitas vezes inglório. Testei as capas de sapato Shimano Dual H2O e deixo a opinião após algumas saídas em condições variadas. Estas capas de sapato da Shimano evoluíram (tive outras no passado), aparentemente foram melhoradas ao nível da durabilidade (é necessário mais tempo para saber se o objetivo foi conseguido). Mas cumprem com os restantes objetivos de proteger os pés do frio e da chuva? Proteção contra o frio e chuva No que toca ao frio, as capas de sapato Shimano Dual H2O são excelentes. Têm um forro em tecido polar que ajuda a aquecer os pés, mantêm os pés quentes mesmo em temperaturas abaixo dos 10°C. Todas as capas deste género têm o problema de não deixar o pé respirar, ficando húmido pela transpiração, no entanto isso nota-se mais em dias de sol (aquecendo demasiado as capas), em dias frios e nublados é quando este acessório é especialmente eficaz. A proteção contra a água é eficaz, mas dentro das limitações normais de qualquer capa de sapato. O revestimento impermeável impede a passagem de água vinda de salpicos e da estrada molhada, mas como acontece com a maioria das capas deste género, em dias de chuva intensa os pés acabam sempre por ficar molhados, pois a água escorre pelas pernas e entra pelo topo da capa ou pela parte inferior dos sapatos, algo difícil de evitar em qualquer modelo e este não é diferente. Durabilidade e qualidade de acabamento melhorados Na minha opinião, um dos pontos fortes destas capas é o acabamento e construção reforçada. O material parece resistente e bem concebido. A proteção na zona frontal e inferior minimiza o desgaste causado ao caminhar fora da bicicleta, um problema comum em capas menos robustas. A marca afirma que o fecho "YKK AquaGuard" é uma mais valia, traduzindo isso por linguagem comum, creio que realmente dificulta a entrada de água pelo fecho. Em resumo Estas capas de sapato Shimano são eficazes para quem quer proteger os pés do frio e da chuva moderada. Funcionam bem em temperaturas baixas e estrada molhada, mas, como qualquer capa, não são infalíveis em dias de chuva forte. Apesar só ter feito algumas pedaladas com elas, pelos acabamentos parece-me que a durabilidade foi melhorada e o conforto térmico que proporcionam também é bom, pelo que podem ser uma opção a ter em conta para quem procura um acessório deste género. Informações acerca de pontos de venda, disponibilidade e preços, através do importador da marca em Portugal: www.scvouga.pt/pt/ciclismo ### Santiago Mesa dá a Prova de Abertura à Efapel Santiago Mesa, da Efapel, faz o bis na Prova de Abertura - Região de Aveiro no início da época de ciclismo em Portugal. Início da época de ciclismo em Portugal com a Prova de Abertura - Região de Aveiro, onde se impôs Santiago Mesa, da Efapel. O pódio ficou completo com Tomás Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) e Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua). Ligação entre Vagos e Torreira (Murtosa) de 158,8 km maioritariamente planos. Alinharam 119 corredores, de 14 equipas, num percurso sem grandes dificuldades montanhosas – exceção feita à subida de Talhadas a meio da jornada – e que favorecia chegada ao sprint. Foto: FPC No sprint final ganhou Mesa Até ao km 40 várias tentativas de fuga não tiveram êxito. Pedro Silva (Anicolor-Tien21) arrancou ao km 55 e fez a prova sozinho na frente, tendo sido neutralizado a cerca de 11 km da meta. No sprint final ganhou Mesa, que já tinha vencido em 2023 a Prova de Abertura Região de Aveiro pelo Feirense, na estreia a correr em Portugal. Desta feita o colombiano de 27 anos fez sorrir a formação orientada por José Azevedo. Para saber tudo acerca da Efapel cliquem aqui e aproveitem também para consultar o Guia da Época 2025 onde encontram as novidades do calendário e das nove equipas Continentais. Ler mais | Confiram o calendário nacional e as novidades nas equipas Foto: FPC ### Superprestige | Rescaldo Ronda 8 – Middelkerke  A oitava e última ronda do troféu Superprestige levou os ciclistas a Middelkerke, na Bélgica.  Nesta última corrida da competição, foram dois nomes que não ganharam tanto durante a época a levantar os braços: Joris Nieuwenhuis e Inge Van der Heijden. Ler mais | Mundiais de Ciclocrosse 2025 – Ma7hieu Van der Poel Ler mais | Mundiais de Ciclocrosse 2025 – Hat-trick de Van Empel Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Corrida masculina Numa corrida sem os maiores favoritos da temporada de ciclocrosse, como Mathieu Van der Poel ou Wout Van Aert, o campo para a discussão da vitória era mais aberto.  A corride demorou a definir-se, e à quarta volta seguia um grupo forte na frente, com Nieuwenhuis, Van der Haar, Vanthourenhout, Iserbyt, Aerts e Vandeputte.  © Flanders Classics Este grupo seguiu junto praticamente até à última volta, quando três dos seis se destacaram: Iserbyt, Vanthourenhout e Nieuwenhuis. Vandeputte conseguiu juntar-se ao grupo e os quatro seguiam na frente na última volta.  A derradeira passagem pelo circuito foi muito atacada, e no fim, foi Joris Nieuwenhuis o mais forte, a vencer a sua primeira corrida da época. Iserbyt chegou a 0:03, e Vandeputte a 0:09.  No que toca à classificação do trófeu Superprestige, não houve alterações no que ao pódio diz respeito, em relação à última ronda. Sendo assim, Niels Vandeputte é o grande vencedor da edição 24/25 do Superprestige. Lars Van der Haar e Michael Vanthourenhout completam o pódio. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1888256474159198364 Vídeo resumo da corrida masculina: https://www.youtube.com/watch?v=GJRcGN-c8LI&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da corrida: Posição  Ciclista  Tempo  1  NIEUWENHUIS Joris 0:57:06  2  ISERBYT Eli  0:03 3  VANDEPUTTE Niels 0:09 4  VANTHOURENHOUT Michael 0:14  5  VAN DER HAAR Lars 0:19  6  AERTS Toon 0:44  7  SWEECK Laurens 1:05  8  ADAMS Jens 1:12  9  MEEUSSEN Witse 1:26  10  DE BRUYCKERE Kay 1:47  Top 10 da classificação geral do Supeprestige: Posição  Ciclista  Pontos  1  VANDEPUTTE Niels  96 2  VAN DER HAAR Lars  86 3  VANTHOURENHOUT Michael  82 4  ISERBYT Eli 74  5  SWEECK Laurens 71  6  ORTS Felipe 65  7  WYSEURE Joran 60  8  NYS Thibaut  43  9  KUHN Kevin  42  10  AERTS Toon  40  Corrida feminina A corrida feminina ficou marcada pela queda da grande favorita à vitória logo na primeira volta. Lucinda Brand caiu e deixou a frente da corrida muito longe.  Aí, seguiam Inge Van der Heijden e Sara Casasola, que cedo se destacaram como as líderes da prova. Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Na última volta, a neerlandesa conseguiu criar espaço para a italiana, e pedalou para a vitória no cross belga. Casasola ainda foi a tempo de ser ultrapassada por Lucinda Brand, que fez uma prova tremenda, e, numa demonstração de força, remontou muitos lugares para terminar em segundo, à frente de Sara Casasola.  No que à classificação geral do Superprestige diz respeito, a vitória de Inge Van der Heijden não foi suficiente para alterar as contas finais. Lucinda Brand venceu, à frente de Ceylin Alvalarado. Van der Heijden fechou a prova em terceiro lugar. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1888226079451517398 Vídeo resumo da corrida feminina: https://www.youtube.com/watch?v=0OrYUPPzn4c&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da corrida: Posição  Ciclista  Tempo  1  VAN DER HEIJDEN Inge 0:44:28 2  BRAND Lucinda 0:13 3  CASASOLA Sara 0:33  4  CANT Sanne 1:18  5  CLAUZEL Hélène 1:34  6  NORBERT RIBEROLLE Marion 2:02  7  BROUWERS Julie 2:16  8  BENTVELD Leonie 3:07  9  VAN ALPHEN Aniek 3:30  10  CRABBÉ Kiona 3:46  Top 10 da Classificação geral do Superprestige: Posição  Ciclista  Pontos  1  BRAND Lucinda  114  2  ALVARADO Ceylin Del Carmen  99  3  VAN DER HEIJDEN Inge  80  4  VAN ALPHEN Aniek  62  5  CASASOLA Sara 62  6  BENTVELD Leonie 58  7  CANT Sanne  54  8  NORBERT RIBEROLLE Marion  44  9  VERDONSCHOT Laura  33  10  VAN EMPEL Fem  28  https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1888266908840996894 Créditos da fotografia de destaque: Mark Van Hecke/Getty Images ### Aviludo-Louletano-Loulé Concelho A Aviludo-Louletano-Loulé Concelho foi a equipa sensação da Volta a Portugal e para 2025 o desafio é manter-se ao mesmo nível. É difícil pedir mais há Aviludo-Louletano-Loulé Concelho quando se trata de analisar a época passada. Américo Silva acertou no recrutamento e trouxe da Argentina dois atletas ganhadores: Nicolas Tivani e Tomás Contte. Tivani trazia experiência da italiana Corratec e de outros projetos internacionais, mas foi aos 29 anos que encontrou a estabilidade exibicional. "Tínhamos a noção do seu valor porque o fomos buscar a uma ProTeam, mas no ano anterior não tinha tido os resultados que em anos anteriores demostrava poder vir a ter. Fizemos a aposta e a aposta foi ganha. Nem ele próprio sabia se se adaptava ao nosso ciclismo, a estar um ano inteiro fora do seu país, condições que podem condicionar o desempenho de um atleta (…) A época correu consoante o que esperávamos dele, sabíamos que tinha essa qualidade. A partir de maio, em que ganhou etapa no Abimota, a época dele foi sempre muito linear ao mais alto nível." Américo Silva ao TopCycling. Tivani e Contte fizeram a dobradinha em Lisboa.Créditos: Podium Events/Matias Novo Contte e Tivani fizeram miséria Se um pegou de estaca, o outro já estava no Algarve há três anos. Contte e Tivani fizeram miséria nas estradas portuguesas: começaram a ganhar na Abertura, mas na Volta elevaram a fasquia com triunfos em Lisboa e Fafe. A dobradinha em Marvila foi uma lição tática made in Loulé. "Ganhar cedo é sempre uma motivação suplementar. Uma equipa com dimensão da nossa é sempre um passo importante porque a equipa acaba por ganhar confiança de que é possível chegar a vitórias. É um sinal muito positivo logo de início." Américo Silva ao TopCycling. Américo Silva continua a comandar o projeto louletano. Argentinos chegam afinados Fica o aviso para o arranque da nova época: os argentinos chegam afinados já que Tivani ganhou a Volta a San Juan na qual Contte foi 6.º. O plantel mantém-se com a maioria das figuras da época passada, exceção feita a Gaspar Gonçalves que assinou pela GI Group Holding-Simoldes-UDO. "Fazer o que fizemos não é fácil (...) Em teoria fomos a equipa sensação do ano. Chegar aí não foi fácil, mas mais difícil vai ser manter-nos. Não fizemos muitas alterações este ano, contratamos alguns ciclistas jovens portugueses, um espanhol, mas não é por aí que vamos desequilibrar muito mais o barco. A ideia é tentar manter a capacidade coletiva da equipa. Chegamos lá, agora temos que provar que nos conseguimos manter ao mesmo nível." Américo Silva ao TopCycling. Renovações: Tomás Contte, Jesús Del Pino, José Dias, Daniel Viegas, David Domínguez, Carlos Oyarzun, Nicolas Tivani. Entradas: Jorge Galvez, Cláudio Leal, Sérgio Salgueiro. Saídas: Sérgio García, Gaspar Gonçalves (Gi Group Holding-Simoldes-UDO), Tomás Martins. Vitórias (6): 7.ª etapa GP JN, 2.ª etapa Volta a Portugal e 3ª etapa do GP Abimota (Nicolas Tivani), 8.ª etapa Volta a Portugal e Prova de Abertura (Tomás Contte), GP Douro Internacional (David Domínguez). ### Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Projeto da Beira Alta mantém o foco nas chegadas ao sprint, ADN da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua nos últimos anos. Gustavo Veloso continuará a liderar a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua pelo quarto ano consecutivo e conta com três reforços que vêm rejuvenescer o grupo. O trepador Francisco Alves chega da Gi Group Holding-Simoldes-UDO, enquanto os outros dois passam diretamente de juniores a profissionais: o rolador espanhol Lois de Jesus e o sprinter Guilherme Lino que ganhou a Taça de Portugal júnior. O brasileiro é o primeiro corredor a chegar à equipa da Beira Alta por via de uma nova parceria com a Landeiro KTM ACR Roriz Cycling Academy. O projeto de Barcelos tem como presidente João Matias, logo, é o casamento perfeito que junta um homem da casa com uma equipa que tem feito um notável trabalho na formação de jovens talentos. Veloso com Leonor e Xavier Silva, os pilares do Velo Clube do Centro.Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Foco nas chegadas ao sprint A essência das últimas temporadas mantém-se, pelo que a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua tem o foco nas chegadas ao sprint. João Matias e Leangel Linarez lideram um núcleo duro que permanece face a 2024. Na apresentação da equipa ficamos ainda a conhecer que este ano se apresenta como um dos mais ambiciosos do projeto, com um total de 78 dias de competição (41 em Portugal e 37 em Espanha). O campeão Pan-Americano Leangel Linarez.Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Plantel com 13 atletas, quatro sub-23, todos remando no sentido da Volta a Portugal. Será a última como profissional de António Barbio e a equipa retomar o caminho das vitórias que fugiram em 2024. Assim fica o plantel da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua para 2025. Renovações: César Martingil, João Matias, Leangel Linarez, Bruno Silva, António Barbio, Gonçalo Carvalho, Francisco Morais, Ángel Sánchez, Andrés Taboada, Rafael Barbas. Entradas: Francisco Alves, Lois de Jesus, Guilherme Lino. Saídas: Gonçalo Amado (Radio Popular-Paredes-Boavista), Nicolas Saenz. Vitórias (3): 2ª etapa Volta ao Alentejo, 1.ª e 4.ª etapas do GP JN (Leangel Linarez). ### Rádio Popular-Paredes-Boavista César Fonte aos comandos, João Martins no sprint e Lucas Lopes como reforço sonante são os pilares da Rádio Popular-Paredes-Boavista para 2025. São 40 anos a pedalar de xadrez ao peito para a Rádio Popular-Paredes-Boavista. Um feito incrível dado que o histórico Boavista atravessa uma crise institucional. Mesmo navegando em mares revoltos, o Boavista nunca perdeu a sua grande mais-valia e continua a ser um exemplo de clube eclético que venceu a Volta a Portugal em 1992 (Cássio Freitas) e em 1993 (Joaquim Gomes). Basta recordar a última chegada a Paredes, na Volta a Portugal, para perceber que o ciclismo está vivo no clube. Ganhar na cidade que é a essência do projeto, com uma multidão a seguir o sprint, foi por a cereja no topo do bolo e Francisco Peñuela foi o mestre de cerimónias. O venezuelano saiu para a Caja Rural, onde vai cobrir a baixa de Orluis Aular, que saiu para a Movistar. Um atestado de competência passado aos boavisteiros. João Martins com o maillot para 2025.Foto: Rodrigo Rodrigues João Martins como sprinter de referência Para 2025 a equipa mantém o núcleo duro com César Fonte como chefe de fila e João Martins como sprinter de referência – este ano com o reforço Gonçalo Amado para o ajudar no lançamento. Chegam jovens promissores como Rafael Durães – formado “em casa” na Paredes-Fortunna e campeão nacional de juniores – e Afonso Lopes (Porminho). Foto: Rodrigo Rodrigues Nome forte é Lucas Lopes Para reforçar o bloco de montanha, ao lado de Hélder Gonçalves, o nome forte é Lucas Lopes. O trepador poveiro foi 12.º na Volta a França do Futuro perante rivais que correm no WorldTour. Perante a falta de convites do estrangeiro, Lucas Lopes contou ao TopCycling que quer fazer um grande ano na Rádio Popular-Paredes-Boavista. “Terminei o ano com expectativas de dar o salto para o WorldTour, não sei se eram expectativas a mais, mas foram semanas de incerteza. Apareceu a Rádio Popular-Paredes-Boavista e estou contente com o salto que dei. Vou ter mais motivação para treinar e fazer as coisas direitinhas. A equipa foi muito aberta, disse para trabalhar no inverno e começar bem a época. Gostava muito de me estrear na Volta a Portugal, mas não é objetivo a curto prazo. Se tiver a possibilidade de a fazer ficarei muito feliz, isto se não coincidir com a Volta a França do Futuro.” Lucas Lopes ao TopCycling. Renovações: Daniel Dias, César Fonte, Hélder Gonçalves, Tiago Leal, João Martins, Raul Rota. Entradas: Alberto Álvarez, Gonçalo Amado, Rafael Durães, Afonso Lopes, Lucas Lopes. Saídas: Francisco Peñuela (Caja Rural – Seguros RGA), Hugo Nunes (Credibom – LA Alumínios – Marcos Car) e Tiago Nunes. Vitórias (4): 7.ª etapa Volta a Portugal e 1.ª etapa GP Douro Internacional (Francisco Peñuela), 3.ª etapa GP Douro Internacional (Tiago Leal), 4.ª etapa Volta a Portugal do Futuro (João Martins). ### Efapel Vitória na Torre marcou a Efapel de José Azevedo, que em 2025 quer ganhar a Volta a Portugal e conta com Maurício Moreira. Quarto ano da Efapel na estrada sob o comando de José Azevedo e esperam-se grandes coisas na estrada da formação laranja. O ponto alto da época passada foi a vitória de Ábner González na Senhora da Graça. Um triunfo tão impactante que o portorriquenho saltou para a segunda divisão mundial via Caja Rural de Iúri Leitão. O plantel de 11 atletas tem média de 27,3 anos de idade e essa experiência será chave logo nas primeiras corridas. Aleksandr Grigorev partiu o braço no estágio que decorreu na Lousã e só deve regressar em abril. A equipa não foi ao mercado, o que significa que se vai apoiar na base de 2024 e no reforço estrela: Maurício Moreira. Relembrar que o uruguaio venceu a Volta em 2022, a Volta ao Alentejo em 2021 e o Troféu Joaquim Agostinho em 2023.  “A Volta a Portugal é o grande objetivo deste ano e temos um grupo que nos dá confiança de estar na disputa pela vitória. O Maurício é um dos líderes. Queremos sempre reforçar a equipa e sem dúvida que o Maurício é um voltista, aliás, já ganhou uma Volta a Portugal e é possivelmente neste momento o ciclista do pelotão nacional com melhor palmarés.” José Azevedo ao TopCycling. González e Nych no Monte Farinha no dia que mudou a Volta.Créditos: Podium Events/Matias Novo Efapel vai ter bicicletas Canyon Em termos técnicos a Efapel vai ter bicicletas Canyon e utilizar o modelo Aeroad CFR na estrada e a Speedmax CFR no contrarrelógio. Aos comandos das máquinas vão estar algumas caras novas. André Carvalho sai da Sabgal-Anicolar e reforça a Efapel em vários contextos: média montanha, sprints em grupos reduzidos e toda a experiência acumulada nos sete anos em que correu no estrangeiro. A surpresa foi a incorporação de Oriol Vidal. De pilotar quads no Dakar ao ciclismo profissional, uma ponte feita, segundo O Jogo, por Grigorev que conheceu o espanhol no Mundial de gravel. José Azevedo fala em “desafio” e Oriol Vidal terá que acelerar para corresponder no plantel “mais forte e equilibrado desde que este projeto se iniciou. Mantivemos a base da equipa e com as entradas do Maurício e do André acredito que em 2025 iremos estar na luta pela vitória em todas as competições. Aliás, esse é o nosso ADN e postura, lutar sempre pela vitória”. Créditos: Podium Events/Matias Novo Trazer a chama laranja ao pelotão nacional Na Academia continuam a ser preparados os craques do futuro. Atenção a Gonçalo Costa, famalicense cujo talento já detetámos no Radar TopCycling – Cadetes de 2024. Campeão nacional de contrarrelógio em 2024, no defeso não parou de ganhar e já como júnior triunfou no Nacional de Ciclocrosse e em algumas provas de pista. Assim fica o plantel da Efapel que se prepara para trazer a chama laranja ao pelotão nacional. Renovações: Joaquim Silva, Santiago Mesa, Pedro Pinto, Tiago Antunes, António Ferreira, Aleksandr Grigorev, Pedro Castro Pinto, Keegan Swirbul. Entradas: Oriol Vidal, André Carvalho, Maurício Moreira. Saídas: Henrique Casimiro (retirou-se), Ábner Gonzales (Caja Rural), Viacheslav Ivanov (Pingtan). Vitórias (4): 2.ª etapa GP O Jogo e 2.ª etapa GP Abimota (Santiago Mesa), 9.ª etapa Volta a Portugal (Ábner Gonzales), 12 Voltas à Gafa (Pedro Pinto). ### Feirense-Beeceler Seis vitórias em 2024, nenhuma com o impacto dos sete dias em que o Feirense-Beeceler liderou a Volta a Portugal. Como será em 2025? Se há evento transcendental para o ciclismo nacional é a Volta a Portugal e a Feirense-Beeceler esteve no epicentro da narrativa. A equipa de Joaquim Andrade não ganhou etapas nem a corrida, mas fez o público sonhar com o triunfo de Afonso Eulálio. O figueirense saiu para a Bahrain e até já se estreou com top 15 na Austrália. Desde 2015 que um português não saía do pelotão nacional diretamente para o WorldTour. Também saíram Pedro Silva e Fábio Costa, ambos para a Sabgal-Anicolor. O primeiro ganhou etapa no GP JN, o segundo venceu a Clássica Santo Tirso, a Taça de Portugal e quase vencia a chegada a Bragança na Volta. Aposta na matéria-prima nacional Para a 15.ª temporada no escalão máximo há um novo patrocinador. A marca portuguesa Beeceler é a provedora de bicicletas e equipamentos. Continua a aposta na matéria-prima nacional graças ao trabalho do Sport Ciclismo São João de Ver. Do atual plantel, Fábio Oliveira, Diogo Gonçalves, Diogo Oliveira e Pedro Andrade deram as primeiras pedaladas nas escolas da vila situada no município de Santa Maria da Feira. Ler mais | Eulálio e Johansen reforçam marca Portugal no WorldTour Contratação mais empolgante é referência mundial no BTT Para colmatar saídas de peso chegam o sub-23 Víctor César de Paula (Valverde Team-Ricardo Fuentes) – brasileiro que venceu a Taça de Portugal em juniores pela ACR Roriz onde fez duas épocas – e Byron Munton – campeão sul-africano de contrarrelógio em sub-23 e em elites que passou as duas últimas épocas na húngara Epronex. A contratação mais empolgante é referência mundial no BTT nas vertentes de enduro e downhill. O Topcycling sentou-se com José Borges para perceber o porquê da transição para a estrada. Assim fica o plantel da Feirense-Beeceler para mais uma época De Castelo Ao Peito. Renovações: António Carvalho, Fábio Oliveira, Pedro Andrade, Diogo Oliveira, Francisco Pereira, Diogo Gonçalves, Ivo Pinheiro. Entradas: José Borges, Byron Munton, Víctor César de Paula. Saídas: Afonso Eulálio (Bahrain), Óscar Cabedo (retirado), Pedro Silva (ganhou etapa e geral por pontos no JN), Fábio Costa (1º Clássica Santo Tirso, 1º Taça de Portugal, 2º na chegada a Bragança na Volta). Vitórias (7): Nacional de Gravel (Diogo Gonçalves), Taça de Portugal (Fábio Costa), 5.ª etapa GP JN (Afonso Eulálio), 2.ª etapa GP JN (Pedro Silva), 3.ª etapa Troféu Joaquim Agostinho (Afonso Eulálio), 2.ª etapa GP Douro Internacional (Francisco Pereira), Clássica Santo Tirso (Fábio Costa). Diogo Gonçalves fechou 2024 com o título de campeão nacional de gravel.Foto: ABTF Betão-Feirense ### GI Group Holding-Simoldes-UDO  O título nacional de Noah Campos marcou o ano da GI Group Holding-Simoldes-UDO . O que esperar do projeto oliveirense? Em 2024 a GI Group Holding-Simoldes-UDO  venceu em quatro ocasiões, acumulando resultados interessantes durante toda a temporada.  A equipa sofre uma importante remodelação no plantel face a 2024, mantendo apenas cinco ciclistas. Será uma época para consolidar valores que já mostraram serviço. Noah Campos, por exemplo, venceu com categoria os Nacionais em Santa Maria da Feira, impondo-se na subida ao castelo. Rui Carvalho fechou a Volta a Portugal no top 20 e foi 5.º no GP JN, enquanto André Ribeiro, trepador natural de Penafiel, foi rei da montanha no GP O Jogo. De ambos espera-se solidez na montanha. Créditos: João Fonseca Toque sul-americano no plantel O ciclismo português tem sido porta de entrada de muitos talentos estrangeiro e na formação de Oliveira de Azeméis há um claro toque sul-americano no plantel. Ao trepador brasileiro Andrey André, o mais jovem competir na Volta a Portugal, juntam-se na presente temporada dois colombianos. Adrian Bustamante ganhou a Volta a Boyacá e regressa a uma estrutura que já representou três anos, tendo inclusive vencido na chegada a Fafe em 2023. O compatriota César Guavita também é forte na montanha e fica no plantel após convencer com um 3.º posto na Juventude da Grandíssima. Créditos: Podium Events/Matias Novo Dois penafidelenses que passam a profissionais No ano dos regressos, também Gaspar Gonçalves volta à casa onde se formou em sub-23. O atleta natural de Lamego traz na bagagem seis anos no ciclismo profissional. Há ainda dois penafidelenses que passam a profissionais: Pedro Cunha chega da Porminho e José Moreira da Polti-Kometa. “Espero que 2025 seja um grande ano para toda a equipa, conseguir vitórias e dignificar os patrocinadores e toda a gente que nos apoia, é o nosso objetivo. Individualmente espero contribuir para isso, quero afirmar-me, disputar corridas e também ajudar a equipa e os mais jovens a evoluir.” Gaspar Gonçalves Renovações: Rui Carvalho, Andrey Braguini, Noah Campos, Miquel Valls, André Ribeiro. Entradas: Adrián Bustamante (GW Erco Shimano), Pedro Cunha (Porminho Team sub23), Gaspar Gonçalves (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Cesar Guavita (Colombia Potencia de la Vida-Strongman) e José Miguel Moreira (Polti Kometa). Saídas: Francisco Alves (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Tiago Ferreira, Marcelo Gabriel, Luís Gomes (suspenso preventivamente devido a anomalias no passaporte biológico), Francisco Guerreiro, Miguel Lopes, Duarte Mixão, Carlos Petiz. Vitórias (4): Título nacional sub-23 de fundo (Noah Campos); 3.ª etapa Volta a Portugal ao Futuro (Noah Campos); 3.ª etapa GP JN (Luís Gomes); 4.ª GP Douro Internacional (Francisco Guerreiro).  ### Credibom-LA Alumínios-Marcos Car A Credibom-LA Alumínios-Marcos Car teve um 2024 em grande. Projeto de vocação formadora quer continuar a colher o que tem semeado. O que a Credibom-LA Alumínios-Marcos Car fez em 2024 não vai ser fácil de reproduzir. Gonçalo Leaça foi o melhor português da Volta Portugal, Diogo Narciso fez um espetacular Europeu de pista e Emanuel Duarte venceu o GP O Jogo. “As expetativas são pelo menos mantermos a dinâmica da excelente época de 2024 e continuar a crescer como projeto. Um projeto com duas bases – atletas portugueses e jovens – tem sempre algumas características que, de certa forma, a constituição do plantel tem de ser bem pensada e a aposta é na qualidade interna que temos no país.” Hernâni Broco ao TopCycling. Juventude é a marca da casa Em termos técnicos a LA continua com as Swift RaceVox. Numa equipa que forma ciclistas a juventude é a marca da casa. Um bom exemplo é Alexandre Montez, que na mesma época discutiu a Juventude na Volta a Portugal em elites e ainda fez pódio na Volta do Futuro. O antigo triatleta também correu o Mundial de Zurique, onde foi o único sub-23 convocado a correr em Portugal. A juntar a Montez, nota para João Oliveira que subiu ao pódio nos Nacionais de estrada. Créditos: Podium Events/Matias Novo Para equilibrar a balança chega Hugo Nunes Em termos de reforços, três atletas são sub-23 e dois deles têm mais anos neste escalão. Para equilibrar a balança chega Hugo Nunes, que aportará experiência e que Hernâni Broco acredita que vai recuperar a melhor versão de um todo o terreno que pode ser peça chave no bloco de chegadas ao sprint e na montanha. De referir que Hugo Nunes estreou-se no Nacional de ciclocrosse ficando às portas do top 10. Duarte Domingues é aposta de futuro, um atleta de grande potencial que a equipa quer potenciar no seu elemento natural, a montanha. Diogo Pinto é mais um corredor que a equipa segue desde a formação e que este ano vai ter oportunidade de mostrar o que vale nas chegadas ao sprint lançando Diogo Narciso. Daniel Jorge é um rolador que irá aportar neste terreno valências à equipa e que terá um importante ano de crescimento pela frente. Renovações: Gonçalo Leaça, Diogo Narciso, Emanuel Duarte, João Medeiros. Entradas: Daniel Jorge, Diogo Pinto, Duarte Domingues, Hugo Nunes, Alexandre Montez, João Oliveira. Saídas: Rodrigo Caixas (retirou-se), Luís Fernandes (retirou-se; suspenso preventivamente devido a anomalias no passaporte biológico), João Macedo, François Vie. Vitórias (4): 1.ª e 3.ª etapas + geral do GP O Jogo (Emanuel Duarte), Circuito de São Bernardo (Gonçalo Leaça). ### AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense Três corredores no top 20 da Volta a Portugal fazem sonhar aAP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense com melhorar em 2025. Conferimos as aspirações dos algarvios. Como diz o mote da equipa nas redes sociais, desde 1979 que a estrutura da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense tem feito história. Nem sempre as páginas são douradas, como as que contam as cinco vitórias na Volta a Portugal dos algarvios, mas em 2025 Vidal Fitas volta à carga com renovadas ambições. A nível técnico duas novidades: o Clube de Ciclismo de Tavira muda para bicicletas Kuota e os equipamentos são da Beeceler. Foto: Clube de Ciclismo de Tavira Altas expetativas para um grupo jovem Mantém-se grande parte do plantel de 2024 e isto quer dizer que há altas expetativas para um grupo jovem que vem sendo trabalhado há algum tempo. Délio Fernandez é o chefe de fila e aos 38 anos voltou a ser o melhor da equipa na Volta a Portugal, fechando no 9.º lugar. Seguiram-no Diogo Barbosa (15.º) e Afonso Silva (18.º). “Por termos mantido o bloco de jovens – Afonso Silva, Miguel Salgueiro, Diogo Barbosa, José Bicho e Diogo Pinto – e juntando o Délio e a sua experiência, é um grupo bastante coeso que apresenta uma série de mais-valias que podem superar 2024, onde este grupo de atletas já teve prestações de alto nível. Cremos que podem dar mais um passo e começar a tornar-se referências do nosso pelotão. A partir de 2025 pode-se começar a ter mais certeza daquilo que estes atletas podem fazer. São atletas de 24-25 anos, estão a entrar na fase de maturidade, mas ainda não favoritos nas corridas em que participam.” Vidal Fitas ao TopCycling. Créditos: Matias Novo/Podium Events Dois gregários e uma jovem promessa As caras novas têm características distintas, mas o espanhol Lasa foi um ciclista combativo no campo amador e pode tornar-se um bom homem de trabalho para a equipa, enquanto o italiano Cervini é mais experiente e desde a direção desportiva contam em que esteja ao serviço dos líderes quando for necessário. Dois gregários e uma jovem promessa, Guilherme Mestre, que vem de uma experiência no ciclismo neerlandês enquanto júnior de segundo ano. “O Guilherme Mestre é um dos juniores de 2024 mais promissores. É completo, defende-se bem na montanha, no contrarrelógio, é explosivo e tem alguma rapidez em grupos. É um projeto de futuro e se estas condições que mostrou nas camadas jovens evoluírem ao longo da carreira profissional pode tornar-se um caso sério.” Vidal Fitas ao TopCycling. Renovações: Diogo Barbosa, José Bicho, Francisco Campos, Délio Fernandez, Diogo Pinto, Miguel Salgueiro, Afonso Silva. Entradas: Peter Cevini, Ailetz Lasa, Guilherme Mestre. Saídas: Samuel Blanco, Euclides Chingui, Rúben Simão, Álvaro Trueba, Venceslau Fernandes (suspenso preventivamente devido a anomalias no passaporte biológico) Vitórias (5): Clássica da Primavera, Clássica Viana do Castelo e 2.ª etapa GP Anicolor (Francisco Campos), GP Mortágua – Pedro Silva (Afonso Silva), 8.ª etapa GP JN (Miguel Salgueiro). ### Anicolor/Tien21 Em equipa que ganha mexe-se e de que maneira porque a Anicolor/Tien21 aparece em 2025 com 12 caras novas e qualidade WorldTour. A Anicolor/Tien21 versão 2025 nada tem a ver com a versão anterior. Só continuam Rafael Reis, José Sousa e Artem Nych, que virou a Volta a Portugal a favor da estrutura de Águeda com um ataque mortífero a caminho do Alto da Torre. Entram 12 corredores, com destaque para Rubén Fernández (Cofidis) – ex-campeão da Volta a França do Futuro, o britânico Harrison Wood (Cofidis), Mason Hollyman (Israel-Premier Tech) – estreou-se na Volta a ganhar como pro (Santo Tirso, 2021) pela Academia da Israel. A média de idades desceu, a aposta em corredores conhecidos a nível internacional é clara, logo, os objetivos são ambiciosos. “O Ruben Fernández traz experiência à equipa e vai ter um papel importante juntamente com o Mason e com o Harrison.” Rúben Pereira ao TopCycling. Das lágrimas à glória – A vitória da Sabgal-Anicolor na Volta em fotografia Fernández passou nove épocas no WorldTour entre Movistar e Cofidis.Foto: Anicolor / Tien21 Reforçar a ambição nas provas por etapas Outra cara nova é Alexis Guérin. O francês é definido pela estrutura de Águeda como um ganhador que vem reforçar a ambição nas provas por etapas. Guérin correu no ano passado pela belga Philippe Wagner-Bazin e é um atacante por natureza com 10 vitórias UCI. “Pode ser uma grande surpresa e uma das figuras da época 2025. Vamos correr o máximo possível lá fora, dar projeção à equipa. Todos os dias recebemos convites para estar em corridas internacionais, nem sempre é possível porque algumas requerem investimento forte para estar presente. Ainda agora recebemos o convite para o Tour dos Alpes, corrida de grande prestígio e é uma possibilidade irmos.” Rúben Pereira ao TopCycling. Foto: Anicolor / Tien21 Talento made in Portugal Também há muito talento made in Portugal na Anicolor/Tien21. Pedro Silva é um dos homens rápidos do grupo, além de ser um ciclista versátil em diferentes tipos de terreno. Tiago Santos quer confirmar o que prometeu nas camadas jovens onde campeão nacional de contrarrelógio e ganhou a Volta a Portugal em cadetes, além de ter sido campeão nacional de fundo em juniores. Paulo Fernandes foi campeão nacional júnior em scratch e Gonçalo Oliveira vem do triatlo. “Costumo dizer que o Gonçalo vai ser o futuro Afonso Eulálio e acredito que em dois ou três anos vai dar um grande salto como ciclista.” Rúben Pereira ao TopCycling. Foto: Anicolor / Tien21 Anicolor/Tien21 no Eurosport Em termos de material mantêm-se as Factor na estrada e as Specialized Shiv para o contrarrelógio. A equipa investiu na parte aerodinâmica com testes na pista, trabalho de posicionamento e melhorias técnicas, por exemplo, a largura dos pneus, que serão 30 mm tubeless e no crono câmaras Latex. Também passam a usar uma máquina de encerar correntes, única no pelotão nacional. Vamos ver a Anicolor/Tien21 no Eurosport em Almería, Múrcia, Jaén e Gran Camiño. Outras provas internacionais incluem Tour de Bretagne, Volta às Ardenas e Astúrias. Renovações: Artem Nych, Rafael Reis, José Sousa. Entradas: Rubén Fernández, Xavier Cañellas, Harrison Wood, Mason Hollyman, Paulo Fernandes, Alexis Guérin, André Dutra, Fábio Costa, Pedro Silva, Victor Martinez, Gonçalo Oliveira, Tiago Santos. Saídas: Julius Johansen (UAE), Mathias Bregnhoj (Terengganu), Gabriel Batista (Technosylva), Jaime Castrillo, Duarte Domingues (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Guillermo García (Supermercados Froiz), Oscar Moscardó (Essax), Oliver Rees, Maurício Moreira e André Carvalho (Efapel), Frederico Figueiredo e Luís Mendonça (suspenso preventivamente devido a anomalias no passaporte biológico). Vitórias (15): GP JN (Frederico Figueiredo), Prólogo Volta a Portugal e Prólogo GP Torres Vedras (Rafael Reis), 6ª e 10ª etapas + Volta a Portugal, 1ª etapa + GP Abimota, 1ª etapa + GP Anicolor, 1ª etapa + GP Beiras e Serra da Estrela (Artem Nych), 4ª etapa GP O Jogo, Clássica Aldeias do Xisto (Maurício Moreira), Beaumont Trophy (Oliver Rees). ### João Almeida é líder na Volta à Comunidade Valenciana  João Almeida, ciclista português da UAE Team Emirates - XRG, assumiu a liderança da Volta à Comunidade Valenciana após a terceira etapa da prova.  Os dias teoricamente mais complicados já passaram, e João Almeida mostrou-se com boas pernas no início de uma temporada que promete. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Créditos: LaPresse A corrida A edição de 2025 da Volta à Comunidade Valenciana viu alinhar à partida uma das startlists mais fortes do arranque de temporada, com João Almeida, Pello Bilbau (Bahrain - Victorious), Carlos Rodríguez (INEOS Grenadiers), Jai Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe) ou Ben O’Connor (Jayco AlUla) a serem alguns dos destaques para a luta da classificação geral. A primeira etapa foi um contrarrelógio por equipas, onde a Lidl – Trek, de Mathias Vacek, venceu. O checo vestiu a primeira camisola amarela da competição. A UAE Team Emirates fechou em terceiro, a 0:50 dos vencedores, com o mesmo tempo que a Red Bull - BORA – hansgrohe, e 0:04 mais lento que a Jayco AlUla. Foto: Ryan Bodge (Trek) A segunda etapa viu uma ascenção ao Benimantell (5,5 km a 7%), seguida de subida ao Benifato (4,3 km a 9,5%), para acabar a etapa. Almeida terminou terceiro, a 0:13 de Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious), e a 0:04 de Bilbao, depois de uma demonstração de força do português durante a subida, passando muito tempo à frente do grupo. Ficou a 0:02 da amarela de Vacek. À terceira etapa, outro terceiro lugar para o português. A tirada ficou marcada pelo ataque de Iván Romeo (Team Movistar), que venceu com 0:10 de vantagem para o grupo de favoritos que João Almeida conseguiu sempre controlar. Vacek perdeu minutos na etapa, e o trepador da UAE assumiu a liderança da prova. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1887913753486004476 O que falta para João Almeida As etapas quatro e cinco são, em teoria, mais fáceis. O quarto dia conta com terreno ondulante, mas a última contagem de montanha acontece a mais de 100 km da meta. A quinta tirada é completamente plana, com final ao sprint. Na mente de João Almeida, no entanto, deverá estar a edição de 2023. Nesse ano, foi no último dia que Rui Costa operou uma revolução na classificação geral, com uma mexida cedo no dia que partiu a corrida e viu o português, que seguia em sétimo no penúltimo dia, conseguir a vitória final. Créditos: EF ProCycling Portugueses em prova Para além de João Almeida, correm a prova espanhola mais três portugueses. Nelson Oliveira (Team Movistar) e Ivo Oliveira (UAE Team Emirates - XRG) estão como homens de trabalho até ao momento. As últimas duas etapas, com previsão de finais rápidos, podem dar papel de maior destaque ao gémeo Oliveira. Iuri Leitão (Caja Rural), que já venceu este ano, também está em prova, e tentará lutar por boas chegadas nas duas últimas etapas. Foto: Joan Montserrat Créditos da fotografia de destaque: Sam Buchli ### NOVOS Óculos Shimano S-Phyre SL e Shimano Equinox A Shimano apresentou a próxima geração de óculos Shimano S-Phyre SL, juntamente com o novo modelo Shimano Equinox, que contam com a tecnologia Ridescape. Estes dois novos modelos combinam ótica avançada com engenharia de precisão, para ajudar os ciclistas a um melhor desempenho. Segundo a Shimano os designs elegantes e modernos dos novos óculos S-Phyre SL e Equinox oferecem o máximo em velocidade, estilo e funcionalidade, para um desempenho optimizado em qualquer tipo de ciclismo. Ler mais | Shimano anuncia adições ao ecossistema Cues Tecnologia para lentes Ridescape A tecnologia de lentes Ridescape proprietária da Shimano inclui três opções de lentes que são ajustadas para diferentes estilos de ciclismo e de terreno. Os pormenores que normalmente ficariam desbotados, baços ou planos, tornam-se mais claramente definidos, vibrantes e vívidos. Cada lente Ridescape é fabricada a partir de poliamida de base biológica, garantindo uma elevada nitidez e um desempenho de acordo com os ambientes. Esta tecnologia reduz a tensão ocular e permite que os ciclistas se foquem na estrada ou no trilho à sua frente em todos os momentos. S-Phyre SL - Design sem armação Os novos S-Phyre SL apresentam uma lente superleve, de uma peça única e com um design sem armação para ciclistas que procuram reduzir cada grama de peso possível. A armação invisível e o encaixe do nariz, garantem um aspeto elegante e aerodinâmico, enquanto ashastes curvas permitem um ajuste seguro em qualquer tipo de terreno. O design sem armação proporciona conforto e desempenho com um peso-pluma, otimizado para utilizadores com rostos mais pequenos ou para todos aqueles que procuram um ajuste maiselegante. Ridescape RD: Safira preta, Cristal fosco, Safira roxa e Safira rosa Ridescape OR: Safira preta Ridescape GR: Safira Verde Armação: Materiais de poliamida de base biológica Rilsan® clear G850 Rnew® Peso: 23,7 gramas Equinox: Fusão tecnológica de estilo e versatilidade A nova linha Equinox oferece uma armação leve com design em meio aro, a estrutura de têmpora exclusiva garante um ajuste seguro em qualquer tipo de terreno. O design único das hastes recortadas consegue integrar-se perfeitamente numa vasta gama de capacetes. Desenhado com uma lente cilíndrica de uma peça única, permite um amplo campo de visão e oferecemelhor proteção envolvente, protege os olhos do vento dos detritos e dos elementos. Ridescape RD: Preto mate, Branco mate Ridescape OR: Branco mate, azul-petróleo Ridescape GR: Cinzento transparente Armação: Materiais de poliamida de base biológica Rilsan® clear G850 Rnew® Lentes adicionais: Transparente Peso: 25,2 gramas Podes obter mais informações no site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt ### Egan Bernal volta a levantar os braços  Egan Bernal, ciclista colombiano que encantou o mundo com a vitória no Tour de France em 2019, voltou a vencer uma corrida, mais de três anos depois.  A última vitória de Egan Bernal tinha sido na Classificação Geral do Giro D’Italia em 2021, a última etapa tinha sido a etapa 16 dessa Grande Volta. Em 2022, um acidente trágico quase lhe tirou a vida, e afastou-o das estradas durante quase um ano. Egan Bernal / Tour de France 2019 - 28/07/2019 - Etape 21 - Rambouillet / Paris - Champs-Elysées (128 km). Créditos: A.S.O. / Alex Broadway Caminho até ao Giro O colombiano confirmou todo o seu potencial em 2018, primeiro ano de afirmação, com seis vitórias, quatro delas no WorldTour. No ano seguinte, com apenas 22 anos, Eganito ganhou o Paris-Nice, a Volta à Suíça, e o Tour de France – o ciclismo parecia ter o seu dominador para os próximos anos.  2020 foi um ano mais complicado. As vitórias apareceram, mas o colombiano foi obrigado a abandonar o Tour depois de andar no pódio durante muito tempo.  2021 foi a última vez que vimos Egan Bernal ao melhor nível - duas vitórias no Giro D’Italia, com vitória à geral na Grande Volta em que João Almeida terminou sexto – no ano em que a Deceuninck - Quick Step trouxe um Remco Evenepoel a voltar de lesão para liderar a equipa, e o belga acabou por se retirar da corrida. Tour de France 2019 - 27/07/2019 - Etape 20 - Albertville / Val Thorens (59,5 km) - Egan BERNAL (TEAM INEOS). Créditos: A.S.O. / Alex Boradway O acidente de Egan Bernal Em janeiro de 2022, enquanto treinava, na Colômbia, com alguns companheiros da INEOS Grenadiers, na sua bicicleta de contrarrelógio, Egan Bernal embateu diretamente contra a traseira de um autocarro.   O resultado do acidente foi assustador: traumatismo no tórax e na cervical, perfuração no pulmão, lesões vertebrais e fraturas no fémur e numa rótula. Para além disto, uma dúvida: voltaríamos a ver o colombiano a brilhar em cima de bicicleta?  Passaram mais de sete meses até o voltarmos a ver na estrada: o colombiano voltou no Tour da Dinamarca, em agosto de 2022 - não acabou a corrida, tal como as duas seguintes em que participou. 09/07/2023 - Tour de France 2023 - Etape 9 - Saint-Léonard-de-Noblat / Puy de Dôme (182,4 km) - BERNAL Egan (INEOS GRENADIERS). Créditos: A.S.O. / Charly Lopez O regresso de Eganito 2022 serviu para voltar à bicicleta, e em 2023 o colombiano voltou às Grandes Voltas, mas as pernas de antigamente pareciam não estar lá. 2024 viu desenvolvimentos significativos: terceiro na geral do Gran Camiño, sétimo na geral do Paris-Nice, terceiro na geral da Volta a Catalunha e quarto na geral da Volta à Suíça. Egan Bernal voltava à nata do ciclismo mundial, mas a vitória teimava em chegar. 2025 trouxe-lhe a tão desejada vitória, logo na primeira oportunidade. Quis o destino que a primeira vez que Eganito levantou os braços depois do acidente fosse na sua bicicleta de contrarrelógio - a disciplina que treinava quando um autocarro lhe colocou dúvidas sobre a própria vida.  A prova de contrarrelógio dos campeonatos nacionais da Colômbia viu Egan Bernal, um dos jovens mais promissores da história do desporto, ganhar outra vez, depois de uma recuperação que demorou, mas parece ter valido a pena. https://twitter.com/Eganbernal/status/1887640597059485915 Ler mais | Há vida na Colômbia além de Urán e Quintana? O resto da temporada de Egan Bernal Ainda não há calendário confirmado para Egan Bernal em 2025, mas sabe-se que começa a competição na europa na Volta a Andaluzia. O Giro é uma hipótese, prova que não corre desde 2021, quando ganhou.   O que se sabe é que o grande objetivo da época é a Volta a Espanha, e o ciclista não tem medo de ser ambicioso. No lançamento de um GranFondo em Bogotá, na Colômbia, em agosto de 2024, Egan Bernal disse o seguinte: Espero completar a trilogia de Grandes Voltas, e como tal, ganhar a Vuelta a España. Esse será o meu grande objetivo em 2025, queremos estar bem nessa corrida. A equipa apoia-me e todas as decisões vão ser tomadas a pensar nessa corrida. Egan Bernal Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Morgan Bove ### UCI anuncia mudanças na Taça do Mundo de BTT 2025  A UCI já publicou a lista de equipas que vão fazer parte da Taça do Mundo de BTT em 2025.  As equipas passam a estar divididas em duas categorias: UCI Mountain Bike Teams (2ª. Divisão), e UCI Mountain Bike World Series Teams (1ª. Divisão, anteriormente conhecida como UCI Elite Mountain Bike Teams). Ler mais | Taça do Mundo de XCM – UCI anuncia datas das provas O que muda na Taça do Mundo de BTT 2025? Um total de 101 equipas, de 22 países diferentes, estão registadas para a próxima época. A lista completa pode ser consultada aqui.  O processo de qualificação das equipas para as WHOOP UCI Mountain Bike World Series foi refefinida, como tinha sida anunciado a 17 de outubro de 2024 pela UCI. As mudanças fazem parte de “desenvolvimentos chave no Mountain Bike”, segundo a União Ciclista Internacional.  Segundo estas mudanças no regulamento, só equipas da 1ª. Divisão, divididas pelas categorias de Gravity (Downhill e Enduro), e Endurance (XCO e XCC), vão poder competir diretamente nas rondas das WHOOP UCI Mountain Bike World Series.  15 destas equipas, por categoria, já foram selecionadas com base no ranking de equipas anual da UCI. Outras cinco equipas vão ter possibilidade de adquirir um Wild Card que lhes permite ser considerada como UCI Mountain Bike World Series Team durante a época, e competir nas competições sancionadas pela UCI.  Os Wild Cards vão ser atribuídos segundo os seguintes critérios: Ranking UCI de equipas (época atual e época transata) Perfil dos ciclistas na equipa Composição da equipa (categorias representadas, presença de homens e mulheres) Perfil dos patrocinadores (atividades e abrangência internacional) Perfil mediático (especialmente nas redes sociais) Desempenhos desportivos dos membros da equipa Feitos na luta contra o doping As equipas vão poder candidatar-se até esta sexta feira, 7 de fevereiro. A decisão da UCI será anunciada numa data futura. Créditos da fotografia de destaque: UCI ### Ricardo Scheidecker em grande entrevista ao TopCycling Tudor de Ricardo Scheidecker recrutou Alaphilippe e Hirschi, dois craques que vão correr na segunda divisão. O TopCycling, em Espanha, com um dos arquitetos do projeto suíço. Muitos sabem quem ele é, mas poucos privam com Ricardo Scheidecker, responsável desportivo da Tudor. Está no ProTour desde que ajudou a nascer a Leopard-Trek e quinze anos depois mantém o perfil discreto que o caracteriza. É algo avesso a entrevistas, mas recebe-nos sempre com simpatia. Gosta de guardar o protagonismo para os ciclistas e este ano isso significa dar o centro do palco a duas estrelas recém-chegadas: Julian Alaphilippe e Marc Hirschi. O TopCycling esteve no Media Day que decorreu em Moraira, Espanha, e pode constatar o crescimento da estrutura. Ao ano três do projeto a Tudor é uma autêntica equipa WorldTour e juntou dezenas de jornalistas que quiseram comprovar a solidez do projeto. “A nossa forma de correr, a nossa presença é o nosso ADN (…) Somos apoiados por sponsors técnicos muito importantes (…) E a palavra no pelotão passa, este é um mundo pequeno e acho que despertamos muita curiosidade.” Ricardo Scheidecker ao TopCycling. Vídeo | Entrevistámos Fabian Cancellara! Ricardo Scheidecker à conversa com Stephen Farrand (CyclingNews) no media day da Tudor.Foto: TopCycling Sete portugueses no staff Na Tudor trabalham quase 130 profissionais. Além do diretor da parte desportiva, há seis portugueses no staff: três mecânicos, dois massagistas e um diretor desportivo. Ricardo Scheidecker é o braço direito Fabian Cancellara. Ao proprietário da equipa une-o uma amizade de muitos anos e a ambição por ganhar… mas não a qualquer preço. “À nossa frente temos uma época que é um grande desafio porque o passo dado em termos de expectativas é grande. Em termos de estrutura não porque não contratamos tantas pessoas estes anos como contratamos de 2023 para 2024 (…) Reforçamos a equipa com gente experiente dentro dos vários setores do departamento desportivo e não só. A equipa tornou-se uma estrutura – ao nível da quantidade e também ao nível da qualidade, sem estar com falsas modéstias, mas acreditando na nossa competência – que começa a estar preparada para os desafios mais importantes de uma época.” Ricardo Scheidecker ao TopCycling. Na entrevista que acompanha este artigo encontram mais, muito mais, porque o português é um dos cérebros mais interessantes do WorldTour. Falar com Ricardo Scheidecker é entender o ciclismo nas suas várias dimensões, por isso o TopCycling convida a que vejam o vídeo. Ler mais | Pidcock e Hirschi revolucionam a categoria ProTeam https://www.youtube.com/watch?si=J5sn_Xa38o60E4Si&v=K0dChPd395o&feature=youtu.be ### Taça do Mundo de XCM - UCI anuncia datas das provas A Union Cycliste Internationale (UCI) e o seu parceiro HERO Series S.r.l. anunciaram o lançamento da Taça do Mundo UCI de cross-country maratoina (XCM). Terá o nome de Taça do Mundo de Maratonas Cross-country HERO UCI e a primeira edição terá lugar este ano. Cinco provas de Elites e Masters Ao todo, fazem parte do programa da edição de 2025, cinco provas com atletas das categorias Elite (homens e mulheres) e Masters (homens e mulheres em vários escalões etários). As competições começam a 10 de maio na ilha de Elba, em Itália, e terminam em Girona, Espanha, pouco mais de quatro meses depois, após passagens por Andorra, Itália e Alemanha. Os eventos XCM oferecem aos melhores ciclistas profissionais e a milhares de amadores a oportunidade de competir no mesmo percurso em provas de cross-country de longa distância (entre 60 e 160 quilómetros, consoante a categoria), numa variedade de terrenos e ambientes naturais. Classificações diferentes, mas para todos Apenas os atletas das categorias Elite Masculina e Elite Feminina serão incluídos na classificação da Taça do Mundo UCI. No entanto, será elaborada uma classificação separada para os ciclistas das categorias Masters (Homens e Mulheres em diferentes escalões etários). As diferentes classificações, atualizadas no final de cada prova, serão publicadas AQUI. As inscrições abriram no dia 4 de fevereiro de 2025. Parceria UCI e HERO Series S.r.l. A partir de 2025 e até 2028, a Taça do Mundo de XCM HERO UCI será organizada em parceria com a HERO Series S.r.l. A HERO Series S.r.l. será responsável pela coordenação das provas da série, pelo contacto com as equipas profissionais, pelo cumprimento do caderno de encargos por parte dos organizadores, pela elaboração das classificações e ainda pela gestão dos direitos e promoção dos eventos. Calendário Completo das corridas 10 de maio: Capoliveri Legend Cup, Capoliveri - Isola d'Elba (Itália) 1 de junho: Naturland, Andorra 14 de junho: HERO Südtirol Dolomites, Selva Val Gardena (Itália) 13 de julho: Black Forest ULTRA Bike Marathon, Kirchzarten (Alemanha) 21 de setembro: La Tramun Sea Otter Europe, Girona (Espanha) ### Calendário dos portugueses no WorldTour Juntamos tudo o que se sabe acerca do calendário dos portugueses no WorldTour: objetivos e corridas de preparação para conferir aqui. Em 2025 são oito ciclistas portugueses no WorldTour, mais um do que na época passada, e o calendário de que cada um já se sabe em certa medida. O arranque da época foi a todo o gás e Portugal já conta com duas vitórias UCI: António Morgado e Iúri Leitão picaram o ponto na alta roda do pelotão mundial.  Fica a conhecer, neste artigo, quais vão ser os próximos passos dos portugueses no ataque aos objetivos da época. Ler mais | Que ciclistas saíram de Portugal para o WorldTour? A UAE Emirates durante o estágio em Calpe.Foto: UAE Emirates/Fizza João Almeida O ciclista de A dos Francos estreia-se na Volta à Comunidade Valenciana, depois aponta à vitória na Volta ao Algarve, regressa a Paris-Nice e País Basco, antes da estreia na Volta à Romandia. Na preparação para o Tour de France repete a presença na Volta à Suíça onde foi 2º e venceu duas etapas na época passada. Para o final do ano tem prevista a Vuelta a Espanha. "Já não faço o Algarve há algum tempo e quero voltar às nossas corridas em Portugal: Algarve e Figueira. Dar o meu melhor e tentar sacar uma vitória para os portugueses acho que seria bastante bom." João Almeida ao TopCycling. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Almeida na inesquecível vitória no Monte Bondone.Créditos: LaPresse António Morgado  O ciclista de 21 anos começou em Valência, com algumas corridas de um dia. Depois esteve no Challenge de Mallorca e, agora, segue para Portugal, onde vai competir na Figueira Champions Classic e na Volta ao Algarve. O Bigode Voador não tem nenhuma Grande Volta prevista para 2025. "Ainda não é este ano, acho que ainda não tou bem preparado para fazer uma grande volta. Tudo com calma. Em princípio irei fazer no próximo ano." António Morgado ao TopCycling Ler mais | Entrevista António Morgado: “O que fiz ali nunca mais vou fazer” Rafael Reis e António Morgado na clássica Camp de Morvedre, em janeiro.Foto: TopCycling Nélson Oliveira O fiel escudeiro da Movistar arranca a época na Volta à Comunidade Valenciana, depois estreia-se na Figueira Champions Classic antes de correr o Gran Camiño – prova galega que parte da área metropolitana do Porto. Seguem-se Strade Bianche, Tirreno-Adriático, País Basco e Romandia. Depois, o anadiense foca-se nos objetivos do líder, Enric Mas: Dauphiné e Tour de France devem ser os desafios que se seguem. Ao Topcycling falou sobre o percurso de Mas até ao Tour. "Provavelmente irá preparar o Tour de forma diferente. O stress que se vive no Tour é diferente do que se vive na Vuelta. O mediatismo é diferente, provavelmente pode-o afetar ou não, não sei dizer. Tem mantido o rendimento, tem margem de melhora e poderá evoluir em alguns aspetos porque no ciclismo melhorar um por cento já é muito. No Tour já se sabe, entre Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard vai haver fogo de artifício por todo o lado, quando estão os dois é para ver quem faz 3.º mais ou menos." Nelson Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Nélson Oliveira celebra 10 anos na Movistar Nélson Oliveira é o ciclista mais veterano da Movistar.Foto: Movistar | Abarca Sports Rui Oliveira O campeão olímpico começou a época no Tour Down Under com dois top 10. Regressou à Europa para se sagrar campeão nacional na pista, antes de correr a Volta ao Algarve. Depois virão as clássicas do Norte, onde vai estar ao serviço de Tadej Pogacar, o melhor ciclista do mundo em 2024. Deverá estar presente em Harelbeke na E3, Gent-Wevelgem e Volta à Flanders. Por ter subido na hierarquia do sprint na UAE Emirates, Rui Oliveira não vai às Grandes Voltas. "O meu principal objetivo é ganhar uma corrida na estrada. Em 2024 estive três ou quatro vezes pertinho, sei que sou capaz de ganhar uma corrida e é isso que falta para me assumir. É preciso oportunidades e este ano a equipa deu-me um calendário onde vou liderar as corridas ao sprint e vou tentar agarrar essa oportunidade." Rui Oliveira ao Topcycling. Ler mais | Rui Oliveira sobe na hierarquia da UAE Emirates – Entrevista Após o ouro na pista, Rui Oliveira aponta às vitórias na estrada.Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Ivo Oliveira Ivo Oliveira também já arrancou a época, no Médio Oriente, no AlUla Tour. Prepara-se para estar ao lado de João Almeida na Volta à Comunidade Valenciana, antes da participação nos Europeus de pista, a meio de fevereiro. Seguem-se Volta ao Algarve, Paris-Nice, Coppi Bartali, Giro dos Abruzzos, Romandia – onde o prólogo é objetivo - e Campeonatos Nacionais. O programa do gaiense pode sofrer alguns reajustes, mas não tem prevista qualquer Grande Volta. "O Campeonato da Europa entramos sempre para ganhar. A nossa nação é a dupla campeã olímpica no Madison, entramos para ganhar, não podemos pedir outra coisa. Nas restantes vertentes temos oportunidade, os Europeus são corridas mais abertas do que Mundiais ou Taças das Nações. Vai ser interessante, é no início do ano, há muita gente que está a começar a treinar, outros já estão em forma. Tudo pode acontecer." Ivo Oliveira ao Topcycling. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Pauline Ballet Afonso Eulálio O corredor que deu o salto do pelotão nacional para o WorldTour já começou a época, no Tour Down Under. A primeira experiência terminou com um top 15 na classificação geral, onde foi o melhor da Bahrain. Os próximos passos de Afonso Eulálio passam pela Volta ao Algarve, Strade Bianche, Tour dos Alpes e Giro, que marcará a estreia em provas de três semanas do herói da passada Volta a Portugal. "Gosto muito do Giro e da Vuelta. O Tour de France, claro que gosto, mas é uma corrida que me mete um bocado de medo. Talvez no futuro a queira fazer." Afonso Eulálio ao Topcycling. Ler mais | TopCycling com Afonso Eulálio no estágio da Bahrain Foto: Sprint Cycling Agency Rúben Guerreiro O Cowboy de Pegões Velhos chega à nova época com motivação renovada após um 2024 com muitos azares. A estreia está agendada para Figueira Champions Classic, depois fará Volta à Andaluzia, antes de participar no Gran Camiño, onde já subiu ao pódio final.  "Gosto do início de temporada e de climas quentes. De momento não delineamos o programa nem tenho Grandes Voltas no programa porque depende das indicações que der. Gostava de fazer uma corrida dura por etapas em fevereiro. Todos sabem que sou competitivo, talvez 2024 tenha sido um desafio e veremos quando essa motivação surge porque ainda estamos a começar. O ciclista vai ganhando confiança pouco a pouco para voltar a fazer coisas boas." Ruben Guerreiro ao Topcycling. Ler mais | Entrevista Rúben Guerreiro – Cowboy da Movistar volta a sorrir Foto: Movistar | Abarca Sports Rui Costa O decano entre os portugueses no WorldTour renovou pela EF Education-EasyPost e até já abriu a temporada em Maiorca. No entanto, ao TopCycling o campeão do mundo de estrada adiantou que o objetivo em 2025 não é entrar logo forte, apenas entrar bem, somar quilómetros de competição e ir progredindo. Os objetivos no horizonte de Rui Costa estão mais adiante e passam pelo Giro de Itália. A preparação será feita Figueira Champions Classic, Volta ao Algarve, Strade Bianche, Tirreno-Adriático e Volta à Catalunha. Créditos: EF ProCycling Iúri Leitão O duplo medalhado olímpico de Paris 2024 não faz parte do lote de portugueses no WorldTour, mas podia muito bem fazê-lo e por isso partilhamos aqui o calendário de Iúri Leitão. A prova disso foi a forma como arrancou a temporada vencendo o tradicional Troféu Palma, no Challenge de Maiorca. A corrida que termina quase sempre ao sprint e que foi ganha por Greipel, Kittel, Degenkolb ou De Lie teve este ano um final surpreendente graças ao ataque supersónico de Iúri Leitão. Após Maiorca, corre Comunidade Valenciana, vai aos Europeus de pista, faz a Clássica de Alméria e a Volta ao Algarve pela Caja Rural-Seguros RGA. Iúri Leitão tornou-se o primeiro português a ganhar o Troféu Palma.Foto: Joan Montserrat Maria Martins Estreou-se pela Canyon-SRAM no Tour Down Under e tem no programa GP Oetingen, Nokere Koerse, De Panne, Scheldeprijs e Paris-Roubaix, onde já fechou top 20. Falámos com a ribatejana ainda antes da Canyon vencer com Chloe Dygert a etapa final da prova australiana. “Apesar do Tour Down Under ser este ano um bocadinho mais exigente o objetivo como equipa passa por sair com bom ritmo de corrida, três semanas de bons treinos e bom ambiente fora da bike. O que mais ambicionamos é ter boas performances, mas sem grande pressão e sem ambicionar demasiados resultados para as primeiras corridas da época porque sabemos que a época é longa e queremos ganhar ritmo, meter quilómetros nas pernas. Principalmente para mim depois de estar tanto tempo fora da competição na estrada.” Maria Martins ao TopCycling. Ler mais | Entrevista com Maria Martins Foto: Tino Pohlmann ### O Sprint mais rápido de sempre? 87,8 km/h (Com vídeo) O Sprint mais rápido de sempre pode ter acontecido no passado dia 1 de fevereiro, na quinta etapa do AlUla Tour.  O italiano Matteo Moschetti (Q36.5 Pro Cycling Team) venceu a última etapa da corrida no médio oriente e terá atingido as velocidades mais altas de sempre registadas numa chegada rápida. 01/02/2025 - AlUla Tour 2025 - Etapa 5 - Alula camel cup track > Alula camel cup track (169,6 km). Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Charly Lopez O Momento Depois de quatro dias no deserto, os ciclistas chegaram à quinta, e última etapa no AlUla Tour à espera de um dia maioritariamente plano, com um sprint para rematar o esforço.  Com chegada no AlUla Camel Cup Track – de onde a etapa tinha partido – os ciclistas tiveram direito a uma reta da meta considerável, ligeiramente em descida, e com vento nas costas.  https://twitter.com/lucasaganronald/status/1885994751398236247 Estes ingredientes combinaram naquele que pode ser sido o sprint mais rápido de sempre. Segundo os dados disponíveis, os ciclistas cumpriram o último quilómetro da prova em 41 segundos, numa velocidade estonteante de 87,8 km/h.  Os ficheiros do Strava do vencedor da etapa ajudam a contextualizar: nos últimos dois minutos da prova, o italiano Matteo Moschetti teve uma velocidade média de 70,6 km/h. Moschetti, da Q36.5, depois de vencer na 5ª. etapa do AlUla Tour. Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Pauline Ballet AlUla Tour trouxe mais registos incríveis Para além do sprint ganho por Moschetti, houve outro momento que ficou na retina durante a prova na Arábia Saudita, com Tom Pidcock, vencedor da classificação geral, como protagonista.  Na segunda etapa do AlUla Tour, Pidcock alcançou a sua primeira vitória na nova equipa, a Q36.5 Pro Cycling Team. Na subida final de Bir Jayvdah Mountain Wirkah, que conta com 2,8 km com 9,8% de pendente média, o inglês deixou toda a gente para trás, tendo registado cerca de 7.69 ᵉW/kg durante 7:27’.  Números incríveis, que apesar de serem auxiliados pelo dia com poucas dificuldades e o facto da etapa ter sido encurtada para 130 km, demonstram a boa forma que Pidcock tem, neste momento, na nova equipa. Um dos destaques desta etapa – e de todo o AlUla Tour – foi Alan Hatherly, com quem o TopCycling falou recentemente. Ler mais | Pidcock e Hirschi revolucionam a categoria ProTeam Tom Pidcock vence pela primeira vez com a Q36.5. Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Charly Lopez Ivo Oliveira foi presença portuguesa no AlUla Tour O ciclista foi o único português na Arábia Saudita, numa das corridas grandes do arranque de temporada. Foi com a missão de ser lead out man para Molano, sprinter colombiano da UAE Team Emirates.  O português esteve em bom plano. O seu sprinter não ganhou nenhuma etapa, mas nas três chegadas ao sprint, terminou uma vez em segundo, e duas em terceiro. Tim Merlier (2x) e Matteo Moschetti venceram as chegadas rápidas.  A época de Ivo Oliveira - que falou recentemente com o TopCycling - continua, agora, na Volta à Comunidade Valenciana, onde vai acompanhar João Almeida no início de época do português. Ler mais | Entrevista Tim Merlier | sprinter mais vitorioso de 2024 Ivo Oliveira no AlUla Tour em 2025. Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Pauline Ballet Créditos da fotografia de destaque: AlUla Tour / A.S.O. / Pauline Ballet ### Títulos entregues nos Nacionais de ciclismo de pista "fantasma" Fim de semana de Nacionais de pista no Velódromo Nacional de Sangalhos marcados por falta de informação e poucos atletas. Se não fosse pelas redes sociais dos atletas nem saberíamos que durante dois dias decorreram os Nacionais de ciclismo de pista. Um comunicado aos média, já passada a hora de jantar de domingo, foi o tratamento que a FPC dispensou ao evento. Falemos então dos Nacionais de pista "fantasma", que aconteceram cinco meses após os pistards conquistarem duas medalhas olímpicas: a prata no omnium por Iúri Leitão e o ouro no madison pela dupla que o vianense fez com Rui Oliveira. Ler mais | Iúri Leitão finta os sprinters no Challenge de Maiorca Leitão e Oliveira bateram italianos e dinamarqueses em Paris.Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Baixa participação faz soar os alarmes! Dos campeões olímpicos só Rui Oliveira esteve no Velódromo Nacional de Sangalhos, recém-chegado da Austrália onde correu o Tour Down Under. O gaiense, que subiu na hierarquia do sprint da UAE Emirates, venceu corrida por pontos, eliminação e madison – onde fez dupla com João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), que ganhou o omnium. No domingo o scratch foi ganho por César Martingil. Do lado feminino, Daniela Campos (Eneicat) ganhou tudo o que havia em jogo: scratch, corrida por pontos, eliminação e omnium. A baixa participação faz soar os alarmes! Alinharam 11 elites masculinos e entre 5-7 femininas. Qualquer pelotão da categoria masters teve mais corredores. Portugal está a deixar de pedalar e dá-se ao luxo de perder atletas como Beatriz Pereira ou Vera Vilaça, atletas de seleção que correram Giro e Vuelta, mas penduraram a bicicleta antes dos 28 anos. O problema estende-se aos homens: Rodrigo Caixas, campeão da Europa sub-23, retirou-se aos 24 anos. Foto: FPC Dois atletas dominaram as corridas de juniores Mesmo com sensação agridoce, a nota positiva dos Nacionais é a persistência de jovens que não desistem do sonho de serem ciclistas. Em sub-19, dois atletas dominaram as corridas de juniores. Francisco Alves (ABTF Betão/Bairrada) sagrou-se campeão nacional em scratch e eliminação. O jovem de Cantanhede vinha de um hat-trick de vitórias na Taça de Portugal e só não fez o pleno nos Nacionais porque caiu na tentativa de dar a volta ao pelotão durante a corrida por pontos. Aproveitou Dinis Martins (Landeiro/KTM/Matias&Araújo) para levar o título nacional à frente de João Almeida (Silva&Vinha/Adrap/Sentir Penafiel) e de José Paiva (Paredes/Reconco). Dinis Martins é júnior de segundo ano e conterrâneo de João Almeida e de António Morgado; os três cresceram na Caldas EcoSprint-E.leclerc. Entre as raparigas só deu Emília Baía (Korpo Activo/Penacova), que venceu scratch, corrida por pontos e eliminação. ### Mundiais de Ciclocrosse 2025 – Ma7hieu Van der Poel Depois de duas jornadas de Mundiais de Ciclocrosse em Liévin que nos proporcionaram uma corrida feminina espetacular, os olhos estavam postos no último dia e na corrida de elites masculinos. À partida foram 50 os atletas em luta pelas três medalhas e pela camisola arco-íris, em representação de 15 nações e onde o histórico recorde de sete títulos mundiais de Erik De Vlaeminck podia ser igualado por Van der Poel. Wout Van Aert chegou de surpresa a uma equipa belga que tentava combater o poderio dos Países Baixos, mantendo a histórica rivalidade entre as duas nações bem acesa. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Van der Poel autoritário Mal se acenderam as luzes verdes, Van der Poel mostrou o seu domínio e em meia dúzia de curvas já estava destacado na frente apoiado pelos 35.000 entusiastas presentes em Liévin. Apesar de perseguido por quatro ciclistas belgas, a vantagem foi aumentando progressivamente, percebendo-se desde cedo que a maior luta estava pela prata e bronze. Com Van der Poel a fazer uma corrida a solo, o neerlandês Nieuwenhuis seguia na perseguição juntamente com seis belgas, Nys, Vanthourenhout, Sweeck, Verstrynge, van Aert e Aerts. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Van Aert iniciou perseguição Van Aert, de orgulho ferido depois de um mau arranque com queda e problemas no equipamento, iniciou a perseguição a Van der Poel a meio da prova. A vantagem foi-se mantendo na volta do minuto com Nieuwenhuis e Thibau Nys na luta pelo bronze. Van der Poel fez uma corrida imaculada vencendo o seu sétimo título mundial terminando uma temporada de ciclocrosse completamente dominada, nas corridas em que participou, pelo neerlandês. Wout Van Aert mostrou grande resiliência e lutou até ao fim levando a medalha de prata. O bronze ficou para o Campeão Europeu Thibau Nys. Foto; Ole Jensen/Getty Images) Recorde igualado por Van der Poel Com Van der Poel a alcançar em Liévin a sétima vitória em Mundiais de Ciclocrosse, o recorde de De Vlaeminck com 52 anos foi igualado. Com os Mundiais de 2026 a serem corridos em Hulst nos Países Baixos, é de esperar que Van der Poel tente já no próximo ano o oitavo título mundial. Vídeo resumo da corrida https://youtu.be/M-U6jjcXs4M?si=iCP7EAtD8KPNm0MO Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaNacionalidadeTempo1 VAN DER POEL MathieuPaíses Baixos1:02:442 VAN AERT WoutBélgica0:453 NYS ThibauBélgica1:064 NIEUWENHUIS JorisPaíses Baixos1:155 VERSTRYNGE EmielBélgica1:536 AERTS ToonBélgica1:567 VANTHOURENHOUT MichaelBélgica2:008 WYSEURE JoranBélgica2:039 VAN DER HAAR LarsPaíses Baixos2:0910 SWEECK LaurensBélgica2:28 Outros medalhados do último dia O domingo começou cedo em Liévin com a prova de juniores masculinos a ser ganha pelo grande favorito Mattia Agostinacchio, que juntou o Mundial ao título Europeu e chegou às 12 vitórias na temporada. O italiano ficou à frente de Soren Bruyère (prata) e do compatriota Filippo Grigolini (bronze). Na categoria de sub-23 femininos, foi a britânica Zoe Backstedt a mais forte alcançando a primeira vitória da temporada logo nos Mundiais de ciclocrosse. Com a prata ficou Marie Schreiber (Luxemburgo) e com o bronze Leonie Bentveld (Países Baixos). ### Iúri Leitão finta os sprinters no Challenge de Maiorca Vitória soberba de Iúri Leitão confirma o grande início de temporada do ciclismo português após António Morgado ter aberto a contagem. A época nem um mês leva e Portugal já cantou dois triunfos graças a Iúri Leitão e António Morgado. Se o jovem da UAE Emirates venceu o GP de Castellón, o sprinter da Caja Rural-Seguros RGA levantou os braços no último dia do Challenge de Maiorca. Nunca um português tinha ganho o Troféu Palma, tradicional encontro dos sprinters no início de cada temporada. Manuel Cardoso, duas vezes top 5, foi o que ficou mais perto do pódio. Numa prova fácil, onde o sprint era previsível, ninguém esperava um ataque nos 700 m finais, já em plena reta da meta instalada no Passeio de Palma. "O plano não era atacar tão cedo porque havia muitas equipas preparadas para o sprint. Queria estar na frente e os colegas levaram-me muito bem colocado, sobretudo nas duas últimas voltas ao circuito. Tinha pensado agarrar uma boa roda e ter espaço para lançar o sprint (...) No final vi-me em boa posição e senti-me com força para tentar arrancar de longe. Às vezes há que arriscar e por sorte saiu bem. É muito importante começar assim a temporada, com uma vitória numa corrida deste nível." Iúri Leitão ao Eurosport. Ler mais | António Morgado faz novo pódio em Maiorca https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1886043756442317179 Ataques cirúrgicos e super agressivos O ciclista de Viana do Castelo atacou bem a última curva e acabou por ficar sozinho na frente. Ao sentir que ninguém reagia, Leitão pensou mais rápido do que todos e arrancou sem olhar para trás. Parecia que estávamos a ver uma corrida de pista, onde tantas vezes Iúri Leitão lança ataques cirúrgicos e super agressivos, como o que o levou à prata no omnium em Paris 2024. Entrou triunfal na meta com todos os sprinters a irem a fundo para tentarem fechar o espaço. Sem êxito, a vitória estava entregue e bem entregue. Iúri Leitão foi oportunista, inteligente e teve pernas para aguentar o ataque vencedor. Estreia a vencer da Caja Rural-Seguros RGA esta época e regresso aos triunfos do português que desde a Volta à Croácia de 2023 não vencia uma chegada ao sprint. Ler mais | Leitão e Oliveira campeões olímpicos ### UCI Proíbe o uso repetido de Monóxido de Carbono no Ciclismo A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou a proibição da inalação repetida de monóxido de carbono (CO) no ciclismo, com o objetivo de proteger a saúde dos atletas. A medida, aprovada pelo Comité de Gestão da UCI, entrará em vigor a partir de 10 de fevereiro de 2025. Impacto na saúde e utilização sem controlo médico O monóxido de carbono tem sido utilizado na medicina desportiva para medir a massa total de hemoglobina (Hb) e o volume sanguíneo, ajudando a analisar os efeitos do treino de resistência e da exposição à altitude. No entanto, o uso frequente deste gás pode provocar problemas de saúde, como dores de cabeça, letargia, náuseas, tonturas e confusão. Em casos mais graves, pode causar arritmias cardíacas, convulsões, paralisia e perda de consciência. Créditos: LaPresse Regulamentação da UCI A nova regra da UCI proíbe a posse, fora de instalações médicas, de sistemas e equipamentos de reinalação de CO. A medida aplica-se a todos os detentores de licença, equipas e qualquer indivíduo que possua este tipo de equipamentos em nome dos ciclistas ou das suas equipas. Dea acordo com o comunicado da UCI, a inalação de CO continuará a ser permitida em instalações médicas e sob a supervisão de um profissional de saúde qualificado. Nestes casos, apenas será permitida uma medição da massa total de hemoglobina por inalação de CO, podendo uma segunda medição ser realizada apenas duas semanas depois da primeira. Para ciclistas pertencentes às UCI WorldTeams, UCI Women’s WorldTeams e UCI ProTeams, qualquer utilização de CO para determinação da massa total de Hb terá de ser registada no ficheiro médico de cada atleta, conforme estipulado nos artigos 13.3.020 a 13.3.026 do regulamento médico da UCI. Créditos: A.S.O. - Charly Lopez Pedida uma posição oficial à Agência Mundial Antidopagem (WADA) Embora esta proibição não esteja incluída no Código da Agência Mundial Antidopagem nem nos regulamentos antidopagem da UCI, a entidade informou ainda que já solicitou à Agência Mundial Antidopagem (WADA) uma posição oficial sobre o uso repetido de CO dentro e fora das competições. ### Pidcock e Hirschi revolucionam a categoria ProTeam Q36.5 e Tudor ganham com Pidcock e Hirschi, que guiaram as ProTeam ao triunfo em Maiorca, Comunidade Valenciana e Alula Tour. Tom Pidcock e Marc Hirschi assumiram o risco de sair do WorldTour e assinar por uma ProTeam em 2025, mas não podiam ter pedido um melhor início na Q36.5 e na Tudor, respetivamente. A Q36.5 não perdeu tempo em capitalizar a presença do britânico ex-Ineos. Venceram três etapas na Arábia Saudita: Tom Pidcock em dose dupla dominando as chegadas em alto e Matteo Moschetti por surpresa no sprint final do Alula Tour. Pidcock chegou para transformar a estrutura suíça: em janeiro já somam quatro vitórias face às cinco que conseguiram em toda a época de 2025. Foto: Charly Lopez Uno-X assaltou o pódio Do Alula Tour outro projeto da segunda divisão saiu reforçado. A Uno-X assaltou o pódio na última etapa forçando uma bordure que arrumou com as pretensões de Rainer Keplinger (Bahrain) e Alan Hatherly (Jayco), que iniciaram o dia no top 3. Para o pódio fizeram saltar Fredrik Dversnes e Johannes Kulset, um soco no queixo das WorldTeam já que Kulset também venceu a camisola branca da Juventude e a Uno-X a classificação por equipas. Entrevista | Alan Hatherly, o puncheur que a Jayco recrutou no mountain bike Foto: Charly Lopez Tudor em grande Nas provas espanholas a Tudor não quis ficar atrás da concorrência entre as ProTeam e abriu a época com duas vitórias em provas de um dia. Marc Hirschi venceu a Clássica Comunidade Valenciana 1969 e Florian Stork surpreendeu no Challenge de Maiorca ao levar o Troféu Serra Tramuntana. Se de Hirschi já se esperavam triunfos, o do alemão foi uma surpresa. A Tudor está em grande e só não venceu mais porque esbarrou na UAE Emirates. No Troféu Calvià viram Hirschi perder para Jan Christen e na Serra Tramuntana quase eram surpreendidos por um solo de António Morgado. Tem sido uma bonita luta entre Tudor e UAE neste arranque de ano nas semiclássicas espanholas. Ler mais | António Morgado já vence em 2025 Foto: Joan Llado ### Mundiais de Ciclocrosse 2025 - Hat-trick de Van Empel Fem van Empel dominou a prova de elites femininas em Liévin, que recebe os Mundiais de Ciclocrosse 2025. A prova foi o destaque do programa de sábado (1 de fevereiro) e foi um dos melhores eventos na história da disciplina onde as mulheres só competem desde 2000. À partida, foram 37 as ciclistas de 12 nacionalidades que lutaram pelas três medalhas em disputa, num percurso pesado mas não muito lamacento. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Três neerlandesas destacaram-se na frente Amandine Fouquenet, ciclista que corria em casa, aproveitou o apoio dos espetadores e chegou em primeiro à primeira curva, seguida por Puck Pieterse e Fem van Empel, integrantes de uma super equipa dos Países Baixos. Ainda na primeira volta, Van Empel respondeu às críticas de inconsistência e distanciou-se na frente com Pieterse. Atrás, a húngara Blanka Vas e a crossista da temporada Lucinda Brand formaram a dupla perseguidora. No decorrer da corrida, Brand juntou-se à dupla que seguia na liderança e as três neerlandesas destacaram-se na frente, lutando pela liderança a cada curva. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Terceiro título mundial consecutivo Nas últimas voltas, Pieterse perdeu a dianteira da prova deixando a luta pelo ouro para as compatriotas. A luta pelo ouro e pela tão querida camisola arco-íris ficou para a última parte da corrida, numa última volta emocionante de uma das corridas do ano. Fem van Empel levou a melhor sobre Brand vencendo o terceiro título mundial consecutivo de ciclocrosse, igualando o feito de Sanne Cant (2017-2019). No terceiro posto ficou Puck Pieterse num pódio completamente dominado pelos Países Baixos que ainda colocaram van der Heijden no quarto posto. https://twitter.com/UCI_CX/status/1885703222548971590 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaNacionalidadeTempo1VAN EMPEL FemPaíses Baixos54:292BRAND LucindaPaíses Baixos0:183PIETERSE PuckPaíses Baixos1:094VAN DER HEIJDEN IngePaíses Baixos1:315VAS Blanka Kata Hungria1:566CASASOLA SaraItália2:117ALVARADO Ceylin Del CarmenPaíses Baixos2:368CLAUZEL Hélène França2:519CANT SanneBélgica2:5310FOUQUENET AmandineFrança 2:58 Outros medalhados do fim de semana Nos outros resultados do fim de semana dos Mundiais de Ciclocrosse, foi a Grã Bretanha a vencer a corrida de estafetas por equipa, à frente de Itália e França, em segundo e terceiro lugares respetivamente. Nas categorias mais jovens Lise Revol confirmou o grande momento do ciclocrosse francês e venceu a corrida de juniores com apenas 16 anos. Barbora Bukovská (Chéquia) ficou com a prata e Rafaelle Carrier (Canadá) com o bronze. Na categoria de sub-23 masculinos, Tibor del Grosso (Países Baixos) confirmou o favoritismo e venceu o ouro com quase um minuto de vantagem para os belgas Kay De Bruyckere (prata) e Jente Michels (bronze). Domingo é dia dos elites masculinos lutarem pelas medalhas, com Van der Poel e Van Aert a serem os grandes destaques. Antes, correm juniores masculinos e sub-23 femininas. Van der Poel e Van Aert em Benidorm Créditos: Álvaro García Herrero ### OneCycling continua a crescer – SuperLiga do ciclismo mais real  Há novos desenvolvimentos em relação à OneCycling, o projeto que quer revolucionar o ciclismo mundial e reorganizar a estrutura do desporto.  O TopCycling já tinha contado a história por trás da organização. Empresa já foi registada O projeto parece avançar nos bastidores do ciclismo mundial. Surgiram, nas redes sociais, documentos que comprovam a criação da empresa OneCycling no Reino Unido.  https://twitter.com/ewanswilson/status/1883129404756468139 Segundo o que está disponível, Richard Plugge – homem forte da Visma | Lease  Bike - está registado como o diretor da empresa.  A Yellow B Cycling – empresa ligada à equipa neerlandesa de ciclismo - é, de momento, o único shareholder da OneCycling. Foto: Charly Lopez Novidades confirmam rumores As notícias relacionadas com o OneCycling confirmam os rumores que existiam até ao momento:  Que o projeto está mesmo a avançar, apesar do silêncio recente nos media internacionais  Que Richard Plugge, ‘chefe’ da Visma | Lease a Bike, é o principal impulsionador da nova estrutura.  Resta, agora, saber se há outras equipas, ou personalidades ligadas ao ciclismo, que também estão ligadas à criação do projeto, que já é empresa - vários rumores apontavam para outros chefes de equipas do pelotão internacional interessados no arranque da OneCycling.  Resta também saber se este é só um passo formal, meramente burocrático, ou se é um sinal de vida do projeto. Se sim, será interessante perceber para quando se preveem as primeiras alterações nos moldes do desporto. Patrick Lefevere seria outro dos interessados na OneCycling Foto: Wout Beel Permanecem as questões sobre a OneCycling Todas estas – e muitas mais – perguntas ficam ainda sem resposta. O projeto, de resto, tem crescido no imaginário dos adeptos de ciclismo com pouca clareza acerca do que vai ser, ou do que quer fazer.  O TopCycling cobriu a história do início do OneCycling, e do que se sabe até agora. O artigo pode ser consultado aqui: Ler mais | OneCycling – O projeto que quer revolucionar o ciclismo Fotografia de destaque: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli ### Shimano anuncia adições ao ecossistema Cues A Shimano anunciou a expansão da sua linha Shimano Cues com a integração de componentes paraestrada e gravel. Com o mesmo desempenho que os componentes de cidade apresentam, esta nova adição à linha garante o mesmo conforto e ergonomia a um preço competitivo. Shimano Cues As manetes/mudança travão Shimano Cues são suaves para as mãos e de fácil controlo, proporcionando confiança e ergonomia. O Cues foi concebido para se adaptar a uma vasta gama de tamanhos de mãos. Redução das necessidades de inventário das lojas e simplificação do processo de manutenção das bicicletas de gama média ao consolidar as suas gamas de componentes de 9, 10 e 11 velocidades com componentes compatíveis entre si, incluindo mudanças, cassetes e correntes comuns. As cassetes apresentam um espaçamento unificado nos carretos para as transmissões de 9, 10 e 11 velocidades. Linha de produtos mais compatíveis e versáteis da Shimano e os componentes podem ser misturados num universo mais alargado de utilizadores e estilos de ciclismo. Tecnologia de transmissão mais durável, o Linkglide prolonga a vida útil de um componente e proporciona uma melhor experiência. Sistema de transmissão Cues de 10 e 11 velocidades Os componentes Shimano Cues de 10 e 11 velocidades da série 6000 incluem travões de disco hidráulicos e mudanças suaves para uma melhor retenção da corrente. Com uma relação de transmissão baixa de menos de 1:1 e baseada na tecnologia Linkglide, segundo a marca três vezes mais durável e suave, permite um desempenho mais estável. Todos os pedaleiros Shimano Cues são compatíveis com as correntes Hyperglide de 11 velocidades. ST-U6030 – Manetes/Mudanças. e Travões Hidráulicos de 11/10 velocidades Manetes Duplo controlo ergonomicamente concebidas com caraterísticas avançadas, provenientes dos modelos de estrada de gamas mais altas; O novo design cria um acesso mais curto à manete, permitindo que os ciclistas com diferentes tamanhos e formas de mãos alcancem confortavelmente as manetes; Compatível com transmissões de 10 e 11 velocidades; Suavidade na mudanças , característica registada da Shimano Cues. FC-U6040-2 – Pedaleiros Cues Hollowtech II 2x10 9 velocidades Opções Rodas Pedaleiras : 46-32D, 50-34D; Linha de Corrente: 47mm; Comprimento Cranque: 170mm, 172.5mm, 175mm; Pedaleiro HOLLOWTECH II : compativel 2x10 / 9- velocidades. FC-U6040-1 – Pedaleiro Cues Hollowtech II 1x11/10/9 velocidades Opções Roda Pedaleiras: 40D, 42D linha corrente: 50mm; Comprimento cranque: 170mm, 172.5mm, 175mm; Dynamic Chain Engagement+ melhora a retenção da corrente com o seu formato especial dos dentes; Pedaleiro Cues Hollowtech II : 1 x 11 / 10 / 9 velocidades. FC-U6030-2 – Pedaleiros 2-Peças Cues 2x10/9 velocidades Opções Rodas Pedaleiras: 46-32D, 50-34D; Linha corrente : 47mm; Comprimento Cranques: 165mm, 170mm, 172.5mm, 175mm; Pedaleiros 2 peças : 2 x 10 / 9-speed. FC-U6030-1 – Pedaleiro Cues 2-Peças 1x11/10/9 velocidades Rodas Pedaleiras: 40D, 42D; Linha Corrente : 50mm; Comprimento cranque: 165mm, 170mm, 172.5mm, 175mm; Dynamic Chain Engagement+ Pedaleiros 2 peças : 1 x 11 / 10 / 9-vel. FD-U6030-F/B – Mudança Frente Cues 2x10 9 velocidades 1 mudança de estrada para todas as bicicletas de estrada com Shimano Cues; Construção do link garante uma montagem fácil e tensor de cabo integrado; Linha Corrente: +2.5mm para pneus mais largos; Disponível com Abraçadeira ou Fixação à Partilha. BR-U6030 – Pinças Hidráulicas Cues Flat Mount Desenhado para discos de travão de 160mm; Sem necessidade de adaptadores; Construção leve de 2-pistons. Sistema de transmissão CUES 9 e 10 Velocidades com travões mecânicos A série Shimano Cues 3000 para componentes de 9 e 10 velocidades oferece uma opção de travão de disco mecânico para maior fiabilidade e manutenção. Com uma relação de transmissão baixa de 1:1, permite enfrentar uma variedade de situações. ST-U3030 – Manetes Mudança/Travões Cues Mecânicos 9 e 10 velocidades Cues Manetes Duplo controlo ergonómicas. BL-U3030-L – Manete e Travões Simples Cues Travagem com Resposta linear New Super Shimano Linear Response (SLR); Design das manetes é proveniente dos modelos topos de gama , para garantir maior controlo quando utilizados os pedaleiros simples. Shimano ESSA para sistema de 8 velocidades de Estrada O Shimano ESSA está agora disponível para transmissões de 8 velocidades de estrada, o que expande a sua atual linha de 8 velocidades. Concebido para apoiar um estilo de vida de ciclismo ativo, o Shimano ESSA é sem um desenvolvimento para componentes mais económicos e fiáveis que vem simplificar um conjunto enorme de componentes frequentemente complexos nestas linhas. ST-U2030 – Manete Duplo Controlo Shimano ESSA 8 velocidades Alto desempenho de comutação; Design ergonómico. BL-U2030-L – Manete Simples Shimano ESSA Travagem com Resposta linear New Super Shimano Linear Response (SLR);. Design das manetes é proveniente dos modelos topos de gama , para garantir maior controlo quando utilizados os pedaleiros simples. CS-HG300 — Cassete HG 8 velocidades Gama alargada de cassetes de 8 velocidades garante uma performance optimizada para diferentesestilos de ciclismo; Gama: 11-45D (11-13-15-18-22-27-35-45D); Compatível com correntes Hyperglide 8, 7 e 6 velocidades. Produtos adicionais Cues A Shimano expandiu ainda a família Shimano Cues com duas adições à sua linha de componentes, uma mudança traseira e disco travão dedicados à montagem de bicicletas de roda 20 Especificamente concebidas para bicicletas com rodas pequenas, estes produtos melhoram afuncionalidade da Shimano Cues, com soluções específicas para quadros compactos. RD-U4010-SS – Mudança Trás Custa Cues para 10/9 velocidades Caixa de roldana curta Shimano Shadow; Até 30% mais de distância ao solo e mais folga para pneus mais largos; Cassetes: 11-36D (9-vel.), 11-39D (10-velocidades); E-Bike. SM-RT26-SS — Rotores de 6 furos Tamanho: 140mm; Ideal para quadros BTT criança 20 – 24”. Podes obter mais informações no site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt ### António Morgado faz novo pódio em Maiorca Jan Christen (UAE) venceu o Trofeu Calvià e António Morgado sprintou para o 3.º lugar. Tom Pidcock também venceu no Alula Tour. A temporada europeia está a arrancar e António Morgado continua a dar mostras de ter feito um excelente inverno. O ciclista de Salir do Porto abriu o Challenge de Maiorca com o segundo pódio da época e em três dias de competição venceu o GP de Castellón, foi 3.º na Clássica Comunidade Valenciana 1969 e voltou a ser 3.º no Trofeu Calvià. A UAE Emirates foi das equipas mais irrequietas durante a corrida e junto com Tudor, XDS Astana e Red Bull-Bora-hansgrohe colocaram a média nos 41,4 km/h num dia com mais de 3200 m de desnível positivo acumulado. A vitória sorriu ao suíço Jan Christen. O jovem de 20 anos fez uma mudança de ritmo no último quilómetro que nem Fredrik Wandahl nem Cristian Scaroni conseguiram igualar. O italiano da Astana fechou em 2.º e o português ainda veio de trás a tempo de roubar ao dinamarquês da Bull-Bora-hansgrohe o lugar no pódio. Rui Costa fez a estreia na época terminando 77.º a 8:53 do vencedor e nota para a Sabgal-Anicolor que colocou Ruben Fernandez na 30.ª posição. "A Tudor puxou o dia todo muito forte. Eu não tive as melhores pernas, mas resguardei-me para o final e consegui ganhar. Fiz um grande inverno em Gran Canária e ganhar já é incrível." Jan Christen ao Eurosport. 1. Jan Christen UAE Emirates XDS3:34:452. Cristian ScaroniXDS Astana0:063. António MorgadoUAE Emirates XDSm.t. Foto: schorschal Estreia vitoriosa de Tom Pidcock Depois do primeiro dia de provas, a ação continua em Maiorca já na quinta-feira com o Troféu Ses Salines cuja chegada assenta bem aos sprinters; ao longo da semana teremos ainda os duros Troféu Serra Tramuntana e Troféu Andratx-Pollença, finalizando o evento com novo dia para sprinters no Troféu Palma. Esta quarta-feira nota ainda para a estreia vitoriosa de Tom Pidcock com a Q36.5. Aconteceu na primeira etapa seletiva do Alula Tour, na Arábia Saudita, onde o inglês se impôs a Rainer Keplinger (Bahrain) e Alan Hatherly (Jayco Alula), sul-africano que o TopCycling entrevistou neste defeso. Ler mais | António Morgado em entrevista ao TopCycling! ### Entrevista | Alan Hatherly, o puncheur que a Jayco recrutou no mountain bike O TopCycling entrevistou o sul-africano. Alan Hatherly, reforço da Jayco AlUla que dominou o mountain bike em 2024. Alan Hatherly assinou pela Jayco AlUla, mas o craque do mountain bike é um nome desconhecido na estrada. Em 2024 dominou o XCO – cross country olímpico – vencendo Taça do Mundo, Campeonato do mundo e o bronze em Paris, resultados que lhe valeram a nomeação para o Velo D’or. O Topcycling conversou com o sul-africano no Media Day da Jayco AlUla para saber mais sobre um corredor que dá o salto para a estrada na estrutura australiana. Ler mais | Alan Hatherly contratado pela Jayco AlUla Uma nova vertente aos 28 anos A primeira questão parece óbvia: o que faz um campeão do mundo, figura central numa modalidade, começar uma nova vertente aos 28 anos? "Tenho tentado chegar a este nível nos últimos dois anos. Só quero crescer como atleta. Senti um plateau do mountain bike e tenho a certeza que ir para o WoldTour, numa equipa tão boa, vai ser uma grande oportunidade para sair da minha zona de conforto, desenvolver-me como atleta e aprender. O objetivo a longo prazo também são os Jogos de 2028 no mountain bike, por isso isto é um plano em que quero melhorar na estrada e na montanha." Alan Hatherly ao TopCycling. Falou também do que gosta mais na estrada: "A velocidade, as táticas, como te moves no pelotão. E o facto de que não te consegues esconder na estrada". https://www.youtube.com/watch?v=SQBqC5s5NtM&ab_channel=UCI "Os resultados vão chegar" Faz, então, a transição para a estrada – que confessou ter-lhe encurtado as férias. Sobre a adaptação à nova realidade e que sensações tem tido a treinar, Alan Hatherly diz não ter a certeza de quanto tempo vai precisar. "Só quero encontrar-me e estar confortável na equipa e no ciclismo WorldTour, e penso que quando estiver nesse ponto os resultados vão chegar. Acho que é uma questão de tempo, posso demorar duas ou três corridas, ou uma época inteira a chegar lá, mas vamos levar corrida a corrida. (...) Não é uma situação fácil, estamos a aumentar o volume, mas também temos uma boa receita do XCO e não queremos perder a velocidade de ponta, porque acredito que me pode ajudar a dar resultados. Vamos aumentar o volume e depois vamos usar os dias de corrida para mudar o meu motor de montanha para estrada. Acho que vou melhorar ao longo da época." Alan Hatherly ao TopCycling. Foto: GreenEDGE Cycling Puncheur ou escalador Em termos de calendário, tem, provisionalmente, o AlUla Tour e os campeonatos nacionais como primeiros desafios. Planeia ainda seis corridas de XCO, além dos campeonatos do mundo – para mostrar a camisola do arco-íris. No encontro com o TopCycling confessou ainda que, nos próximos dois anos, vai estar concentrado em ver que nível pode atingir na estrada. Quanto ao tipo de ciclista que pode ser, aqui ficam algumas dicas:  "É difícil saber, vamos ver corrida a corrida, mas a equipa diz-me que estou na categoria de puncheur ou escalador, por isso estamos a preparar as coisas mais nesse sentido. Subidas entre 10 a 15 minutos são as melhores para mim." Alan Hatherly ao TopCycling. A Jayco estreia look graças à parceria com a marca australiana MAAP.Foto: GreenEDGE Cycling As origens de Alan Hatherly É na na África do Sul que estão as origens de Alan Hatherly, que não esconde as dificuldades inerentes a esse facto. Ainda assim mostrou-se confiante para o futuro do desporto não só no país, mas no continente em geral, isto numa altura em que ciclistas africanos começam a ganhar nas maiores corridas do mundo. "É difícil competir a um nível internacional como africano. Há talento, mas não há volume. Penso que para nós é um processo mais lento até chegar ao nível europeu, e que é por isso que começamos a ver agora muitos africanos a brilhar. Mas faz parte do processo, os jovens já têm a nossa ajuda, e acho que vão estar uns passos à nossa frente. E depois os fatores exteriores: nós não temos as mesmas montanhas que a Europa, isso também faz uma grande diferença." Alan Hatherly ao TopCycling. Biniam Girmay foi o primeiro africano negro a vencer no Tour de France.Foto: Vincent Kalut / Photonews Créditos da fotografia de destaque: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency ### Novos capacetes de criança Specialized Mio 2 e Shuffle 2 LED A Specialized apresentou os novos capacetes Shuffle 2 LED e Mio 2, destinados a crianças, através de uma parceria exclusiva com o KTH Royal Institute of Technology (KTH) e a Mips. Estes novos capacetes são caracterizados pela espuma de baixa densidade que, por ser mais macia, ajuda a aumentar a gestão de energia dentro do capacete. Ler mais | Specialized apresenta as novas rodas Traverse SL II i9 & HD i9  Espuma de baixa densidade Como as cabeças das crianças são mais delicadas e ainda estão em crescimento, a utilização de espuma de baixa densidade é um elemento-chave na inovação dos capacetes Shuffle 2 LED e Mio 2. O Shuffle 2 LED e o Mio 2 apresentam tamanhos específicos para crianças com o sistema de ajuste à cabeça SX, que o mantem ajustado e confortável. O divisor tri-fix é, segundo a marca, fácil de usar e torna o ajuste simples para ser feito pelos mais novos. Personalizável pelas crianças No exterior, o Shuffle 2 LED e o Mio 2 vêm em cores vibrantes e traz um pacote de autocolantes incluído, permitindo que seja personalizável ao gosto do utilizador. Oferece um aspeto retro com um toque moderno, com desenhos e letras brilhantes com o objetivo de querer ser usado pelos mais novos. O Shuffle 2 LED vem ainda equipado com uma luz traseira LED integrada, para maior visibilidade.  Specialized Mio 2 Equipado com o sistema Mips; Sistema de ajuste Headset SX, com dimensões orientadas para os mais pequenos, desenvolvido para um ajuste fácil e preciso; Carcaça moldada aumenta a resistência e diminui o peso; Divisor da fita Tri-Fix para melhoria do conforto e facilidade de ajuste das fitas do capacete; Fita e autocolante traseiro refletores para melhorar a visibilidade em condições de fraca luminosidade. Tamanho único 46-51 cm para crianças, aproximadamente até aos 7 anos de idade. Specialized Shuffle 2 LED Sistema MIPS Essential Core; Luz traseira LED integrada para maior visibilidade, tanto em condições de forte ou fraca iluminação; Sistema de ajuste à cabeça SX, com dimensões orientadas para as crianças, concebido para um ajuste fácil e preciso; Sistema de arrefecimento 4th Dimension para otimizar a ventilação; Calota moldada para aumentar a resistência e diminuir o peso; Repartidor da fita tripartido para melhoria do conforto e facilidade de ajuste das fitas do capacete; Designs modernos e jovens complementam as decorações e as cores das bicicletas; Pala de encaixe incluída; Tamanho único para criança 49-55 cm, aproximadamente até aos 7 anos de idade Podes consultar todas as vertentes, disponibilidade, cores e preços dos Specialized Mio 2 e Shuffle LED Aqui. ### Entrevista Tim Merlier | sprinter mais vitorioso de 2024 Tim Merlier volta ao Tour e está num momento ótimo: acaba de renovar até 2028 e é um dos melhores sprinters do mundo. O TopCycling entrevistou o belga. Tim Merlier foi o sprinter mais vitorioso de 2024 acabando com 16 vitórias. Vê-lo correr e falar com ele são experiências. O ciclista confiante e poderoso da Soudal Quick-Step é no trato pessoal uma pessoa tímida e reservada. Vídeo da entrevista https://youtu.be/jSeAiY15Vn4 O TopCycling foi pelo segundo ano consecutivo à apresentação da equipa belga, em Calpe, na Comunidade Valenciana. Foi com vista para o mar que perguntámos a Tim Merlier pelos objetivos para 2025, onde se inclui a participação no Tour de France. Quem esteve no evento foi surpreendido pelo anúncio da renovação até final de 2028 do sprinter de Kortrijk, por isso foi por aí que arrancamos a conversa. Teria Merlier renovado se voltasse a ficar fora do Tour? “Se não fizesse o Tour este ano tenho a certeza de que também teria renovado. Não tinha que ter essa certeza antes de assinar. O Tour é a maior corrida do mundo também para um sprinter, é bom voltar, espero conseguir a segunda vitória no Tour.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Entrevista a Mikel Landa: “No Giro descobri o meu sítio” Merlier 3, Milan 3 foi o resultado final no Giro.Foto: Gian Mattia D'Alberto/Lapresse Rendimento no Giro calou os críticos No Tour só tem uma presença e um triunfo – em Pontivy, em 2021. Curiosamente na estreia abandonou à 9.ª etapa e acabou mentalmente tocado. Meses antes tinha abandonado o Giro na 11.ª etapa. Pela Alpecin-Fenix não concluiu as duas primeiras "grandes" que fez, o que deu origem a algumas críticas. O rendimento no Giro calou os críticos. “Antes diziam ‘o Merlier não é forte o suficiente, a terceira semana vai ser muito dura para ele’. Se ganhas duas etapas na última semana… foi um bom momento da época mostrar que os rumores não têm sentido.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Remco Evenepoel falou à imprensa – “Quero estar no Tour a 200%” A Soudal Quick-Step estagiou em Calpe.Foto: Wout Beel O melhor sprinter do mundo? Com 16 vitórias, só Tadej Pogacar – com 25 – venceu mais do que Tim Merlier na época passada. No ranking de triunfos os sprinters mais próximos foram Mads Pedersen (12) Jonathan Milan (11), ambos da Lidl-Trek. É, por isso, normal lançar a pergunta óbvia: considera-se Tim Merlier o melhor sprinter do mundo? “Não vou responder, podes responder tu por mim. Estou muito contente com a minha performance no Giro. Ganhei o primeiro sprint, depois caí no contrarrelógio e a segunda semana foi difícil porque não encontrei o meu melhor nível. Na terceira semana recuperei bem e fiz o 3-3.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Remco Evenepoel sofre acidente em treino Foto: Cédric Depraetere Situações de máxima pressão O Giro sempre na cabeça do belga e com razão. Foi a melhor grande Volta da carreira de Tim Merlier: três vitórias em Itália perante o potente Jonathan Milan. É deste tipo de cenários que o belga de 32 anos gosta: correr com as probabilidades em contra, na casa do rival, que ainda por cima é mais jovem e está em trajetória ascendente na carreira. Situações de máxima pressão. Como a que viveu no Campeonato da Europa, ao qual a Bélgica levou um bloco com dois sprinters: Merlier e Jasper Philipsen, antigos colegas na Alpecin, cada um com o respetivo lançador. Foi uma tática estranha, que motivou semanas de debate nos média belgas. A Bélgica organizou o Europeu e a estratégia do selecionador Sven Vanthourenhout foi escrutinada. Merlier bateu Olav Kooij e Madis Mihkels, tornando-se o primeiro belga campeão da Europa em elites masculinos. Philipsen foi 4.º e Milan – que pôs a Itália a trabalhar – finalizou 13.º. “Algo de que gosto, que me motiva, é quando as pessoas não acreditam em algo poder mostrar que no final resultou. Também foi um bom momento onde mostramos que era possível levar dois sprinters. Não podes deixar o Jasper em casa e depois da temporada que fiz também era difícil deixar-me em casa; o treinador tomou a decisão certa. A ideia antes da corrida estava clara, o treinador esteve bem, cada um sabia o trabalho que tinha que fazer e mostramos isso na corrida.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Entrevista a Tao Geoghegan Hart Tim Merlier e o lançador Bert Van Lerberghe.Foto: Wout Beel Êxito desportivo levou à renovação O momento que atravessa Tim Merlier é ótimo. O êxito desportivo levou à renovação por mais três temporadas, até ao final de 2028. A felicidade foi a dobrar já que o amigo e lançador Bert Van Lerberghe também renovou pelo mesmo período. “Conheço o Bert desde o secundário, desde os 12 anos. Tornamo-nos melhores amigos. Quando ele tinha 14 anos começou a andar de bicicleta, mas nos primeiros anos ele era muito mais forte do que eu (…) Ao princípio foi um pouco assustador quando assinei pela equipa porque éramos amigos fora do ciclismo, mas no ciclismo podia não funcionar e podia trazer problemas à amizade. Mostramos que não há problema por corrermos juntos e estou contente por continuarmos ainda tempo juntos nesta equipa. O Bert é um jogador de equipa, dás-lhe um trabalho na corrida e ele faz. Não pensa no próprio êxito, faz tudo o que um colega deve fazer e isso é o melhor que podes ter numa equipa.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Entrevista António Morgado: “O que fiz ali nunca mais vou fazer” Créditos: Lapresse "Sonho com a Gent-Wevelgem" O objetivo da dupla, além de vencer no Tour, é reencontrar o sucesso nas clássicas. No programa do sprinter estão Alula, UAE, Kuurne-Bruxelas-Kuurne e Paris-Nice. Depois época de clássicas na Bélgica. As grandes corridas de um dia têm sido o calcanhar de Aquiles de Merlier, que só venceu uma de nível WorldTour: a Brugge-De Panne em 2022. “Sonho com a Gent-Wevelgem, Kuurne-Bruxelas-Kuurne e outras, mas só um pode ganhar e há corredores muito fortes no pelotão. Mas continuo a acreditar.” Tim Merlier ao TopCycling. ### Ciclismo no Eurosport em fevereiro Com os portugueses em grande neste arranque de temporada, fevereiro traz-nos um mês com ciclismo quase todos os dias, alguns deles com mais de uma prova para acompanhar. O destaque vai para as provas nacionais com a Figueira Champions Classic e a Volta ao Algarve a acompanharem corridas do WorldTour como o UAE Tour. Foto: Sprint Cycling Figueira Champions Classic e Volta ao Algarve A Figueira Champions Classic tem ganho destaque no pelotão internacional e este ano corre-se no dia 16 de fevereiro. Com várias equipas do WorldTour a acompanhar o pelotão nacional, a clássica portuguesa tem ciclistas como João Almeida e António Morgado na startlist provisória. A Volta ao Algarve vai para a estrada de 19 a 23 de fevereiro e traz a Portugal ciclistas como Van Aert, Vingegaard e Tao Goeghegan Hart que se juntam aos portugueses Rui e Ivo Oliveira, João Almeida e António Morgado, numa startlist ainda com muito nomes a confirmar. Foto: Charly Lopez Volta à Arábia Saudita - 28 de janeiro a 1 fevereiro A Volta à Arábia Saudita fecha o mês de janeiro e estende-se até ao primeiro dia de fevereiro, com as etapas a serem transmitidas pro volta das 11h30. São cinco etapas explosivas que prometem ataques e imprevisão até ao final, com várias equipas do WorldTour presentes. Ivo Oliveira será o único representante português numa prova em que vão participar algumas das contratações mais sonantes da temporada como Alan Hatherly e Tom Pidcock. Foto: UAE Emirates/Fizza Volta aos Emirados Árabes Unidos - 17 a 23 de fevereiro A Volta aos Emirados Árabes Unidos é a única prova por etapas do WorldTour em fevereiro e onde o destaque vai para a estreia de Tadej Pogačar na temporada numa UAE Team Emirates - XRG que tenta vencer a prova caseira que foge desde 2022. A startlist provisória, ainda com muitos lugares vazios, inclui já nomes como Jonathan MIlan, Olav Kooij e Tim Merlier, num confronto de sprinters que vai começar a marcar a temporada. Tim Merlier e o lançador Bert Van Lerberghe. Foto: Wout Beel Gran Camiño começa em Portugal e fecha o mês O Gran Camiño fecha um mês cheio de ciclismo e tem a sua primeira etapa com início na Maia e final em Matosinhos. Nélson Oliveira junta-se a um pelotão muito forte e com várias equipas nacionais como a APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense, Efapel, Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, Rádio Popular - Paredes - Boavista e a Sabgal / Anicolor. Créditos: Kike Abelleira Calendário de provas transmitidas completo Volta à Arábia Saudita (28 de janeiro a 1 fevereiro) Troféu Palma (2 de fevereiro) Volta a Valência Feminina (4 de fevereiro) Volta à Comunidade Valenciana (5 a 9 de fevereiro) Volta aos Emirados Árabes Unidos Feminina (6 a 9 de fevereiro) Volta a Múrcia (15 de fevereiro) Figueira Champions Classic (16 de fevereiro) Clássica de Almeria (16 de fevereiro) Clássica de Jaén (17 de fevereiro) Volta ao Algarve (19 a 23 de fevereiro) Volta à Andaluzia (19 a 23 de fevereiro) Volta aos Emirados Árabes Unidos (17 a 23 de fevereiro) O Gran Camiño - Volta à Galiza (26 de fevereiro a 2 de março) ### Afonso Eulálio top 15 na estreia no WorldTour Afonso Eulálio andou com os melhores e Rui Oliveira também se mostrou no arranque do WorldTour no Tour Down Under. A primeira corrida do WorldTour, o Tour Down Under, que se realizou na Austrália, acabou com Afonso Eulálio entre os 15 melhores da classificação geral. O início na alta roda do ciclismo mundial foi positivo para o figueirense: um par de exibições fortes a terminar com os primeiros e um top 15 na classificação geral para fechar os primeiros seis dias de competição com a Bahrain.  Destaque também para Rui Oliveira, que conseguiu um 8.º lugar na primeira etapa e um 4.º na última. Arranque de época na Austrália. Seis etapas ligavam Prospect a Adelaide na primeira corrida WorldTour do ano, o habitual arranque de época na Austrália. Afonso Eulálio fazia a estreia, Rui Oliveira sonhava com vitórias e não faltaram nomes grandes como Jonathan Narvaez, Luke Plapp ou Stephen Williams – o vencedor da última edição. Foto: Sprint Cycling Agency 1ª Etapa: Prospect – Gumeracha Sprint para começar a época. Etapa ligeiramente ondulada, mas sem dificuldades de maior para os velocistas puros. Sam Welsford foi o primeiro a picar o ponto para a Red Bull - BORA - hansgrohe.  Rui Oliveira somou o primeiro top 10 da temporada. 2ª Etapa: Tanunda – Tanunda Uma subida de 2,6 km a 6,8 % a pouco mais de 20 km da meta podia deixar dúvidas sobre se alguém conseguiria surpreender os sprinters. Sam Welsford não teve problema em responder a essa questão e carimbar a segunda vitória. Foto: Sprint Cycling 3ª Etapa: Norwood – Uraidla Primeira hipótese para os homens da geral mostrarem as pernas. Subida de 2,7 km a 7,7%, coroada a 6 km da meta. Javier Romo, da Movistar, foi o mais forte e ficou com a camisola da liderança. Afonso Eulálio fechou em 15.º no grupo que vinha imediatamente atrás do vencedor. Foto: Getty Images/Team Cofidis 4ª Etapa: Glenelg - Victor Harbor  Duas curtas ascensões nos últimos 20 km da etapa deixavam de novo a dúvida de se os sprinter puros iriam chegar ao fim bem colocados. No final do dia, foram os sprinters mais versáteis a chegar na frente, com Bryan Coquard a levar a primeira vitória da época.  Foto: Sprint Cycling Agency 5ª Etapa: McLaren Vale - Willunga Hill  A etapa rainha do Tour Down Under. Dupla passagem por Willunga Hill nos últimos 25 km, com final na conclusão da segunda subida. Jhonatan Narvaez foi o mais forte e confirmou o relativo favoritismo que lhe era atribuído. Passou para a liderança da prova.  Afonso Eulálio terminou, de novo, bem colocado: 17.ª posição a 42 segundos do vencedor da tirada.  Foto: Dario Belingheri/Getty Images 6ª Etapa: Adelaide – Adelaide  90 km planos por Adelaide para terminar o Tour Down Under, e mais uma oportunidade para os sprinters puros. E quem mais poderia levar a etapa, se não Sam Welsford – a terceira vitória nos seis dias Down Under.  Rui Oliveira, de novo a bom nível: 4.º lugar a bater às portas do pódio. Terminou em 13.º na classificação dos pontos.  Classificação geral  Em relação à classificação geral, Jhonatan Narvaez conseguiu vingar a derrota do último ano e é o campeão do Tour Down Under. Javier Romo e Finn Fisher-Black acompanharam o equatoriano no pódio.  Rui Oliveira saiu da Austrália campeão da prova graças a Narvaez, enquanto Afonso Eulálio entra com o pé direito na Bahrain, como confirmou o diretor Neil Stephens. “Corredores como o Afonso Eulálio mostraram grande potencial. Ser 15.º na geral é recordar o que pode ser obtido com muito trabalho. Não nos é dado, mas com dedicação, tanto ele como a equipa podem alcançar grandes coisas. Estou empolgado por ver o que o futuro reserva.” Neil Stephens, diretor da Bahrain. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 12.ª Ronda – Hoogerheide  O último fim de semana de competição da Taça do Mundo de Ciclocrosse culminou em Hoogerheide, para a 12ª, e última ronda da competição.  Mathieu Van der Poel e Lucinda Brand pintaram a festa em tons de neerlandês, no dia em que as classificações finais da Taça do Mundo ficaram entregues a Michael Vanthourenhout e à neerlandesa que venceu em Hoogerheide.  Wout Van Aert no Campeonato do Mundo de Ciclocrosse Uma semana antes dos campeonatos do mundo, os dois vencedores da última ronda da Taça do Mundo assumem-se como favoritos aos Campeonatos do Mundo, que se correm no dia 2 de fevereiro. Apesar do favoritismo, Mathieu Van dr Poel terá um rival inesperado, visto que no o campeonato do mundo não constava no alinhamento inicial da temnporada de ciclocrosse de Wout Van Aert, mas a equipa do Belga anunciou hoje que Wout estará presente. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1883561065012932853 Corrida masculina Foi uma corrida com pouca história. Mathieu Van der Poel encontrou cedo a frente da corrida, e com apenas seis minutos corridos, lançou um ataque que o deixou isolado.  Atrás do neerlandês seguia Michael Vanthourenhout, também isolado no segundo posto. À terceira volta, MvDP já tinha cerca de um minuto de vantagem sobre o belga.  Foto: Flanders Classics Na luta pelo pódio, foi Lars Van der Haar quem se destacou do terceiro grupo perseguidor. Os três chegaram, assim, ordenados à linha de meta, sem nunca haver qualquer dúvida acerca da vitória de Van der Poel – a quinta vitória na Taça do Mundo esta época, noutras tantas participações.  O segundo lugar de Vanthourenhout foi suficiente para o belga confirmar a vitória na classificação geral da Taça do Mundo de Ciclocrosse. Vídeo resumo da corrida Masculina https://youtu.be/d7gGjU-8BDg?si=PF2Kt-9-a9umxK60 Top 10 da corrida Posição Ciclista Tempo 1 VAN DER POEL Mathieu 57:00 2 VANTHOURENHOUT Michael 1:42 3 VAN DER HAAR Lars 1:57 4 AERTS Toon 2:21 5 WYSEURE Joran 2:28 6 ISERBYT Eli 2:33 7 VERSTRYNGE Emiel 2:41 8 NIEUWENHUIS Joris 2:43 9 ADAMS Jens 2:51 10 KAMP Ryan 3:02  Top 10 da Classificação Geral da Taça do Mundo de Ciclocrosse Posição Ciclista Pontos 1 VANTHOURENHOUT Michael 281 2 AERTS Toon 241 3 WYSEURE Joran 205 4 VAN DER POEL Mathieu 200 5 ISERBYT Eli 197 6 VAN DER HAAR Lars 191 7 VERSTRYNGE Emiel 169 8 ORTS LLORET Felipe 167 9 RONHAAR Pim 161 10 NYS Thibau 152  Corrida feminina A corrida de consagração de Lucinda Brand como nova campeã da Taça do Mundo de ciclocrosse começou bem para a neerlandesa, que se juntou a Puck Pieterse na frente da prova logo nos primeiros minutos.  Uma queda de Pieterse deixou Brand isolada na frente. Atrás dela, um grupo perseguidor com Blanka Vas, Fem van Empel e Pieterse corria na tentativa de apanhar a líder.  Foto: Billy Lebelge A tarefa não era fácil, e dificultou-se ainda mais com novas quedas de Pieterse e Van Empel. Vas seguiu isolada no segundo lugar, mas nunca conseguiu fazer a ponte para a frente, e Lucinda Brand conquistou a terceira vitória na presente edição da Taça do Mundo de ciclocrosse.  Blanka Vas chegou isolada no segundo lugar, e Puck Pieterse ganhou a luta pelo terceiro lugar. Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/O7H0HB-xQks?si=yZaCG6KS3JZTJfDw Top 10 da corrida Posição Ciclista Tempo 1 BRAND Lucinda 47:47 2 VAS Blanka 0:28 3 PIETERSE Puck 0:38 4 VAN EMPEL Fem 0:53 5 ALVARADO Ceylin Del Carmen 1:31 6 BACKSTEDT Zoe 1:48 7 CASASOLA Sara 1:57 8 VAN DER HEIJDEN Inge 2:05 9 FOUQUENET Amandine 2:11 10 HOLMGREN Isabella 2:20  Top 10 da Classificação geral da Taça do Mundo de Ciclocrosse Posição Ciclista Pontos 1 BRAND Lucinda 350 2 VAN EMPEL Fem 276 3 VAS Blanka Kata 253 4 BACKSTEDT Zoe 244 5 VAN DER HEIJDEN Inge 213 6 SCHREIBER Marie 205 7 ALVARADO Ceylin Del Carmen 199 8 PIETERSE Puck 173 9 BAKKER Manon 156 10 BENTVELD Leonie 154  Créditos da fotografia de destaque: Flanders Classics ### António Morgado já vence em 2025!  Vitória ao sprint em grupo reduzido de António Morgado no GP de Castellón - Ruta de la Cerámica. Vejam o vídeo! António Morgado, ciclista português da UAE Emirates – XRG, venceu este sábado, 25 de janeiro, o GP de Castellón - Ruta de la Cerámica. A corrida espanhola ligou Castellón a Onda, na Comunidade Valenciana. A corrida ficou decidida num sprint reduzido onde o ciclista português demonstrou toda a sua força. Voltou a levantar os braços, isto após ter terminado a época passada com três vitórias UCI, incluindo o título nacional de contrarrelógio. Ler mais | Entrevista António Morgado: “O que fiz ali nunca mais vou fazer” UAE Emirates – XRG levou um bloco forte O 2.º GP Castellón - Ruta de la Cerámica teve 171 km em terreno acidentado. A última subida do percurso (5 km a 4,5 %) aparecia a cerca de 11 km do final.  A UAE Emirates – XRG levou um bloco forte com António Morgado à cabeça, mas a concorrência era dura. Na lista de partida estiveram nomes como Michael Matthews (vencedor em 2024), Matej Mohoric, Alex Aramburu e Anthony Turgis.  Destaque também para a presença da Sabgal / Anicolor na linha de partida da prova 1.1 espanhola, que também correu na véspera a Clássica Camp de Morvedre. https://twitter.com/GPCastellon/status/1883183348086116428 Última subida foi decisiva A última subida foi decisiva na corrida. Destacaram-se Morgado, o colega Alessandro Covi, Eric Fagúndez, Davide Formolo, além do duo da XDS Astana, Clément Champussin e Christian Scaroni.  Sem medo, o português fez todo o quilómetro final na cabeça do grupo e foi o primeiro a lançar o sprint, vencendo com categoria. A prova teve média de 43,063 km/h em praticamente quatro horas. É a segunda vitória para a UAE Emirates - XRG em menos de 24 horas, já que Jonathan Narvaéz venceu a etapa rainha do Tour Down Under e colocou-se líder da geral. 1. António MorgadoUAE Emirates - XRG3:59:142. Eric FagúndezBurgos Burpellet BHmt3. Clement Champoussin XDS Astanamt Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 11.ª Ronda – Maasmechelen Depois de dois meses de competição, a Taça do Mundo de ciclocrosse entrou na fase final, com Maasmechelen a ser palco do primeiro confronto da dupla sessão do fim de semana. A possibilidade de as classificações gerais ficarem entregues e o confronto entre Mathieu van der Poel e Van Aert foram aperitivo para um grande dia de ciclocrosse. Os/as crossistas encontraram um percurso muito técnico e difícil típico da modalidade, com lama, subidas duras e terreno escorregadio, onde minimizar os erros era chave para uma boa prova. Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Corrida feminina - Taça do Mundo de 2025 já tem vencedora A corrida feminina começou com Blanka Vas, Alvarado, Lucinda Brand e Fem van Empel na frente, com Brand a precisar de controlar a corrida de van Empel para vencer a classificação geral da Taça do Mundo. No decorrer das primeiras voltas van Empel cometeu alguns erros que lhe custaram algumas posições enquanto que Backstedt e Pieterse se juntaram à frente da corrida. Backstedt, Pieterse, Brand e Vas formaram um quarteto que se distanciou da demais competição disputando entre si a vitória. Créditos: SprintCyclingAgency Na última volta, Pieterse acabou pro cair nos saltos e Backstedt e Vas aproveitaram uma corrida cautelosa de Brand, que queria segurar já em Maasmechelen a vitória na classificação geral da Taça do Mundo, para disputarem entre si a vitória. Blanka Vas dobrou a última curva na frente e uma pequena distância foi o suficiente para vencer a 11.ª ronda da Taça do Mundo, a sua segunda vitória nesta competição depois de Overijse em 2021. Lucinda Brand voltou a ganhar pontos a Fem van Empel e segurou a vitória na geral quando ainda falta disputar a ronda de Hoogerheide, vencendo a Taça do Mundo de ciclocrosse pela terceira vez. Foto: Flanders Classics Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAS Blanka Kata48:582BACKSTEDT Zoe0:013BRAND Lucinda0:124PIETERSE Puck0:285ALVARADO Ceylin Del Carmen1:176VAN EMPEL Fem1:237BAKKER Manon1:388VAN DER HEIJDEN Inge1:459SCHREIBER Marie2:0310CASASOLA Sara2:04 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda3102VAN EMPEL Fem2543BACKSTEDT Zoe2244VAS Blanka Kata2235SCHREIBER Marie2056VAN DER HEIJDEN Inge1957ALVARADO Ceylin Del Carmen1788PIETERSE Puck1489BAKKER Manon14310BENTVELD Leonie142 Corrida masculina - Van der Poel superlativo antes dos Campeonatos do Mundo O único confronto entre Van der Poel e Van Aert na Taça do Mundo desta temporada aconteceu na penúltima ronda, onde Vanthourenhout e Toon Aerts lutaram pela classificação geral. Joris Nieuwenhuis, que fazia em Maasmechelen apenas a terceira corrida de uma temporada marcada por lesões, começou muito bem, colocando-se na dianteira da prova. Van der Poel, Vanthourenhout e Van Aert juntaram-se à frente perspetivando uma luta acesa pela vitória. Foto: Flanders Classics Van der Poel, ainda a recuperar de uma fratura nas costelas depois de uma queda em Loenhout, tinha outros planos e depois de uma segunda volta com quedas de Van Aert e Nieuwenhuis, escapou-se à concorrência ganhando rapidamente 20 segundos. Van der Poel foi aumentando a vantagem para um Van Aert que se distanciou da restante competição, estando as duas superestrelas sozinhas mas separadas por mais de um minuto entre si, na entrada para a última volta. Foto: Flanders Classics Van der Poel voltou a não ter rival à altura vencendo a Taça do Mundo de Maasmechelen, a sua sexta vitória da temporada noutras tantas participações, antes do grande objetivo nos Mundiais. Van Aert fez uma grande corrida e terminou no segundo posto, à frente de Nieuwenhuis, que voltou ao grande nível a que nos habituou na temporada passada. Na classificação geral, Vanthourenhout está a apenas dois pontos de conquistar a Taça do Mundo, ficando a decisão para a última ronda de Hoogerheide. Foto: Flanders Classics Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN DER POEL Mathieu57:512VAN AERT Wout1:143NIEUWENHUIS Joris1:534WYSEURE Joran2:055AERTS Toon2:166VANTHOURENHOUT Michael2:547VAN DER HAAR Lars3:128SWEECK Laurens3:249KUHN Kevin3:3610MEIN Thomas3:37 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael2512AERTS Toon2193WYSEURE Joran1844ISERBYT Eli1775VAN DER HAAR Lars1666VAN DER POEL Mathieu1607ORTS LLORET Felipe1558NYS Thibau1529VERSTRYNGE Emiel15010VANDEPUTTE Niels147 A Taça do Mundo de ciclocrosse vai para a última e decisiva ronda em Hoogerheide (26 de janeiro), que antecede os Campeonatos do Mundo de 2025 disputados em Liévin no próximo fim de semana (2 de fevereiro). ### Urko Berrade ganha na rentrée do ciclismo europeu Clássica Camp de Morvedre abriu a época na Europa e foi dominada por Urko Berrade (Kern Pharma), um dos heróis da Vuelta a Espanha. Abriu em Valência a época europeia de ciclismo de estrada e com a Kern Pharma em grande por um dos heróis da Vuelta a Espanha, Urko Berrade. A Clássica Camp de Morvedre foi uma clássica tradicional nos anos 80 – decorreu entre 1982 e 1989 – que esteve 35 anos fora do calendário. O organizador manteve o percurso de sempre: duas subidas ao Alto del Garbí (8,6 km a 5,6 % com rampas máximas de 22 %) nos últimos 50 km. Como disse Pedro Delgado na conta da prova no X, hoje em dia é normal termos estas subidas super inclinadas, mas há 30 anos subir o Garbí era motivo para ir aos zigue-zagues e de língua de fora. Foto: Sabgal-Anicolor Sabgal-Anicolor alinhou nesta clássica A prova regressou como categoria 1.2, logo, sem possibilidade de utilização de rádios. Partida e chegada em Estivella, província de Valência, por onde noutros tempos passou Bernard Hinault (11.º em 1984). Houve transmissão em direto no canal público espanhol e assim pudemos ver Berrade arrancar na última subida ao Garbí e fazer um solo de 20 km até à meta. Perseguiram Nicolas Breuillard (St. Michel) e o campeão da Guatemala e vencedor no Alto da Torre, Sergio Chumil (Burgos). O duo esteve a sete segundos do basco da Kern Pharma, mas Berrade resistiu. A Sabgal-Anicolor alinhou nesta clássica e também corre sábado e domingo na Comunidade Valenciana. Na Clássica Camp de Morvedre o melhor dos amarelos foi Ruben Fernandez; 11° lugar para o reforço proveniente da Cofidis. Preparem-se para ver a equipa campeã da Volta a Portugal a somar muitos dias de competição em solo espanhol até final de fevereiro. Chumil, 3.º na clássica espanhola, com Eulálio a caminho do Alto da Torre.Foto: Matias Novo/Podium Events Em Espanha está a ação Temos vivido um arranque de ano tremendo para a Espanha. Além de Berrade em Valência, também Javier Romo (Movistar) ganhou etapa no Tour Down Under e Mário Aparício (Burgos BH) fez o mesmo no Tour de Sharjah. Um início frenético de época que encontra paralelo no calendário, já que em Espanha está a ação: Sábado 25/1 GP Castellón – Ruta de la Cerámica (1.1) | Vencedor em 2024 Michael Matthews Sábado 25/1 Troféu Marratxi-Felanitx (1.1) | Vencedora em 2024 Noemi Ruegg Domingo 26/1 Clássica Comunidade Valenciana 1969 (1.1) | Vencedor em 2024 Dylan Groenewegen Segunda 27/1 Troféu Palma (1.1) | Vencedora em 2024 Magdaleine Valieres Terça 28/1 Trofeo Binissalem-Andratx (1.1) | Vencedora em 2024 Eleonora Gasparrini Quarta 29/1 Troféu Calvià (1.1) | Vencedor em 2024 Simon Carr Quinta 30/1 Troféu Ses Salines | Vencedor em 2024 Paul Magnier Sexta 31/1 Troféu Serra de Tramuntana | Vencedor em 2024 Lennert Van Eetvelt Sábado 1/2 Troféu Andratx - Pollença | Vencedor em 2024 Pelayo Sánchez Domingo 2/2 Troféu Palma | Vencedor em 2024 Gerben Thijssen Rui Costa venceu a Volta à Comunidade Valenciana em 2023.Foto: Luis Gomez/SCA/Cor Vos Grandes corridas por etapas em fevereiro Além desta série de provas de um dia, haverá grandes corridas por etapas em fevereiro: Quarta 5 a domingo 9 Volta à Comunidade Valenciana (2.Pro) | Vencedor em 2024 Brandon McNulty Domingo 9/2 Volta à Vuelta CV Féminas (1.Pro) | Vencedora em 2024 Marlen Reusser Quinta 13 a domingo 16 Semana Ciclista Valenciana (2.Pro) | Vencedora em 2024 Cédrine Kerbaol Quarta 19 a domingo 23 Volta à Andaluzia (2.Pro) | Sem vencedor em 2024 Entre as Voltas haverá muita ação: Múrcia (15), Clássica de Almería (16), Clássica Jaén Paraíso Interior (17). O mês fecha em grande com o arranque do Gran Caminho (2.1), em Matosinhos, no dia 26. Depois o calendários leva-nos as clássicas e o pelotão estará maioritariamente a competir na Bélgica, França e Itália. ### Remco Evenepoel falou à imprensa - "Quero estar no Tour a 200%" Ainda em casa a recuperar das lesões sofridas num grave acidente no início de dezembro, Remco Evenepoel falou à imprensa sobre o acidente, a recuperação e a época que se avizinha. O ciclista belga revelou que o acidente aconteceu apenas um dia antes de começar a fazer treino específico para a temporada de 2025, o que consequentemente lhe mudou os planos e a preparação para esta temporada. Remco Evenepoel e Rui Oliveira à partida da Figueira Champions Classic de 2024 - Créditos: Marco Miguel Treinos no exterior já em fevereiro Depois de uma temporada de ouro em 2024, Evenepoel vem há dois meses a recuperar de fraturas de costelas, omoplata, mão direita e contusão pulmonar que o mantêm afastado da estrada, mesmo em treino. Estas lesões têm-no obrigado a uma recuperação lenta que já o fez perder os três estágios de pré-época da Soudal-Quickstep, mas que Remco sente vá dar frutos mais tarde na temporada. Apesar de mais um acidente na já fantástica carreira, Remco vai poder brevemente guardar os rolos, retomando no início de fevereiro os treinos no exterior. A partir daqui, inicia-se o último processo de recuperação antes dos objetivos do belga para o primeiro período de 2025, que incluem as clássicas das Ardenas e o Tour de France. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Regresso à competição marcado para abril Remco Evenepoel tem as oito semanas previstas para a recuperação prestes a terminar, estando agora a treinar em rolos e a fazer trabalhos de ginásio. O regresso de Remco Evenepoel à competição está previsto para abril com a Flèche Brabançonne a receber o bicampeão mundial de contrarrelógio, clássica que vai servir de mote para os primeiros objetivos da temporada do belga, as clássicas das Ardenas. Evenepoel anunciou que é no trítico que se sente confortável em voltar já que são provas de apenas um dia, perto de si e onde conhece bem as estradas, estando assim o Giro fora dos planos para 2025. Segue-se depois a Romandia, treino em altitude, Dauphiné e os nacionais, antes do grande objetivo de 2025, a Volta à França, onde Evenepoel vai dividir a liderança da Soudal Quick-Step com Tim Merlier. Créditos: A.S.O. Maxime_Delobel "Quando tens o melhor sprinter do pelotão, tens de o levar ao Tour" Falando um pouco sobre a recuperação e o regresso à competição, foi abordado o tema Tour de France e Remco afirmou que sete meses eram suficientes para estar preparado. "Vou fazer uma época de clássicas curta e um copy-paste da última temporada para estar no Tour a 200%". Depois de ter conquistado um terceiro lugar em 2024 onde venceu também a camisola da juventude, Evenepoel diz que assinava já um mesmo resultado com uma ou duas vitórias, mas mostrando também a ambição de estar num nível mais próximo de Tadej Pogačar e Jonas Vingegaard. Ao contrário do que aconteceu na época passada, a Soudal-Quickstep vai-se apresentar no Tour com dois líderes, depois de um 2024 extraordinário de Tim Merlier, o segundo ciclista mais vitorioso da temporada com 16 triunfos, atrás dos 25 de Pogačar. Evenepoel revelou que o objetivo é ajudar Merlier nas etapas planas e ser ajudado quando o terreno inclina, perspetivando um Tour de sucesso para a mítica equipa belga. "Quando tens o melhor sprinter do pelotão é óbvio que o tens de levar ao Tour. Com a primeira etapa a ser ao sprint faz ainda mais sentido, já que a primeira camisola amarela é uma real possibilidade." Depois de quase ultrapassada mais uma grave lesão, Remco Evenepoel está prestes a iniciar a preparação para uma temporada de 2025, que espera ser de excelentes resultados e principalmente sem mais sustos. ### Alessandro De Marchi: "O que me empurra é a paixão por pedalar" | Entrevista Alessandro De Marchi não está preparado para pendurar a bicicleta. O italiano sentou-se com o TopCycling e deu uma masterclass de ciclismo. Alessandro De Marchi já venceu na Vuelta a Espanha, vestiu a camisola rosa e foi o super combativo no Tour de France de 2014. Tem 38 anos e 14 deles foram passados a correr profissionalmente. O Topcycling esteve no Media Day da Jayco AlUla e teve o privilégio de conversar sem pressas com um corredor que vai para a terceira época ao serviço da estrutura australiana. "Consegui manter um bom nível em 2024 e isto é algo que me ajuda a abordar outra época. Não é óbvio que aos 38 anos ainda queiras correr no WorldTour, mas no momento é isto que me motiva: a paixão. Vou abordar a época número 15 e claro que o que me empurra é a paixão por pedalar na sua essência, a pura sensação de pedalar. O objetivo é o mesmo: quero estar vivo nas corridas, andar na frente e na ação, não estar só a seguir rodas.“ Alessandro De Marchi ao TopCycling. Ler mais | Ciclistas que se retiram em 2024 – Qual deixa mais saudades? Foto: GreenEDGE Faz 39 anos durante o Giro de Itália Nada dura para sempre e o facto é que De Marchi faz 39 anos durante o Giro de Itália. É uma tradição celebrar o aniversário na prova onde esteve oito vezes e que não falha desde 2021. Incrivelmente nunca aí venceu qualquer etapa ou classificação. É possível que por essa altura já tenha decidido se continua ou pendura a bicicleta. "Já me pergunto sobre isso, vou pensado. Sei que com a minha idade não é fácil estar neste tipo de ciclismo. Gosto de dizer que estou a processar a ideia e que provavelmente durante a primavera vou tomar uma decisão sobre se continuo ou paro por aqui. No próximo capítulo há boas hipóteses de ficar ligado ao desporto." Alessandro De Marchi ao TopCycling. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve De Marchi com a camisola rosa no Giro de Itália de 2021.Foto: Dario Belingheri/Bettini Photo "A fuga é coragem, caráter e vontade de arriscar" Em 2024 voltou aos triunfos, quase três anos depois da última vitória. Foi na etapa mais longa do Tour dos Alpes, uma jornada de média montanha entre o Tirol do Sul e o Tirol. Sem surpresa, De Marchi impôs-se numa fuga que ele próprio iniciou e teve o cuidado de manter unida até arrancar sozinho na última subida do dia. Disse na flash interview que "a fuga é coragem, caráter e vontade de arriscar, algo que não se vê tanto nas novas gerações". Ler mais | O Topcycling com Ben O’Connor – “Quero manter o nível, mas ser mais consistente” https://www.youtube.com/watch?v=8MM0HG2idgE Ciclismo moderno é difícil, desafiante, mas tem menos alma O ciclismo tem vindo a mudar radicalmente. Do prato de arroz ao pequeno-almoço, almoço e jantar o pelotão passou a viajar com chefes de cozinha especializados no alto rendimento. A modalidade profissionalizou-se, aliás, há equipas que têm departamentos de performance com staff a tempo inteiro. Há parcerias com universidades, treinadores que publicam trabalhos científicos e corredores capazes de entender esta linguagem académica. Para Alessandro De Marchi o ciclismo moderno é difícil, desafiante, mas tem menos alma face ao passado. “Treino, nutrição são pontos-chave e a nutrição, claro. Estamos mais focados na performance e, provavelmente, a capacidade de ler corridas e de lutar pelos momentos na corrida importam menos. Cada jovem corredor está focado no treino, na nutrição e na recuperação. Falta-nos um pouco a vida da corrida, a paixão. É aí onde o ciclista, a pessoa, pode fazer a diferença. Antigamente, havia um maior equilíbrio entre estes conceitos, por isso é que tens jovens a passar a pros com menos foco nas qualidades necessárias, também como ser humano, para lutar. Por vezes, demasiadas ferramentas ao teu dispor não te ajudam a ter a noção de ti mesmo, da tua perceção e das tuas sensações." De Marchi ao TopCycling. Novas cores para a Jayco em 2025.Foto: GreenEDGE Cycling O triunfo foi do mais bravo Instinto e leitura de corrida. Virtudes que valem tanto como a capacidade de mover Watts. Um exemplo de que no ciclismo nem sempre ganha o mais forte foi a vitória de De Marchi no Giro dell'Emillia, em 2018. Nessa ocasião triunfou o mais bravo e o que melhor encaixou a chuva torrencial que caiu em Bolonha, junto ao Santuário de San Luca. O último italiano a levantar os braços arrancou a mais de 20 km do final. Desde então ganharam em Bolonha: Primoz Roglic (três vezes), Aleksandr Vlasov, Enric Mas e Tadej Pogacar. “Essa foi uma das importantes, foi a primeira corrida de um dia que ganhei. Totalmente diferente das vitórias anteriores. Foi numa corrida que adorava, em Itália, numa prova icónica. Não é fácil dizer que é a mais importante, ganhei sete corridas e não 100 onde cada uma é melhor que a outra, mas foi especial claro. De Marchi ao TopCycling. Que dure muitos anos, mas se este for o último podemos dizer que pelo menos pudemos desfrutar de um dos ciclistas mais entretidos da década. Ler mais | Nélson Oliveira celebra 10 anos na Movistar Foto de capa: A.S.O./Bruno Bade ### OneCycling – O projeto que quer revolucionar o ciclismo A ideia do projeto OneCycling caiu no universo ciclista como uma bomba, cheio de controvérsia, a fazer lembrar a (tentativa da) Superliga Europeia no futebol – uma operação elitista que iria premiar as equipas mais ricas do mundo.  Mas o que é o OneCycling? Quais são as ideias, os atores principais, e as consequências para o desporto? E será que pode mesmo seguir em frente? Ler mais | Época de estrada arranca na Austrália – O que há para ver em janeiro? Créditos: A.S.O. Gaëtan Flamme Precedentes A ideia de reformular uma modalidade desportiva, com o objetivo de aumentar as receitas e a retenção dos fãs não é nova – seja no desporto em geral, seja no ciclismo.  Em 2012, oito equipas juntaram forças para uma nova competição - Cycling World Series – que nunca arrancou.  Em 2014, nova tentativa. 11 equipas WorldTour apoiaram o projeto Velon, que queria “fazer o ciclismo melhor” e aumentar as oportunidades comerciais no desporto. A UCI não apoiou o projeto, que perdeu força.  Fora do ciclismo, o maior exemplo será a Superliga Europeia de futebol, uma competição fechada, com os melhores clubes da europa, que criou uma onda de oposição nos adeptos e nunca seguiu em frente. A Liga dos Campeões de Pista foi uma nova prova introduzida recentementeCréditos: JOHN MACDOUGALL/AFP via Getty Images) Início do projeto e envolvimento Saudita As primeiras noticias sobre o projeto surgem no fim de 2022, ainda sem uma descrição clara do que envolveria a mudança. Um documento com as linhas gerais foi partilhado entre as equipas WorldTour, onde se pretendia uma maior distribuição dos direitos televisivos, e uma nova empresa para promover as corridas. A segurança dos ciclistas também estava incluída nas reformas propostas.  O diretor desportivo da UCI, Peter Van den Abeel, disse na altura que o projeto iria levar a menos corridas, e sem sobreposições de calendário nas maiores provas do ano. Acrescentou também o seguinte: “As conversações foram lideradas pelo Richard Plugge e pelo Patrick Lefevere. Tivemos reuniões sobre direitos televisivos, melhorar o produto do ciclismo e reorganizar o calendário. Surgiu tudo do nada.”  O presidente da UCI, David Lappartient, disse o seguinte: Cada ano, teríamos um número de corridas, talvez 15 corridas de um dia, e quatro a seis corridas de etapas. Seria uma éspecia de Liga dos Campeões da UCI. A ideia é fortificar a atratividade do nosso desporto para que o possamos vender ainda melhor, transmiti-lo ainda melhor. David Lappartient Créditos: Tim de Waele/Getty Images No final de 2023, surgem as primeiras notícias sobre o envolvimento da Arábia saudita, nomeadamente em relação ao financiamento do OneCycling. Um report inicial contava o interesse do Fundo Público de Investimento saudita em criar uma competição, no formato Liga dos Campeões, para rivalizar com o calendário existente.  O projeto – em muito da responsabilidade de Richard Plugge e Zdenek Bakala, dono da Soudal-QuickStep, ganhava forma e financiamento. Jonathan Vaughters, diretor da EF Education-Easy Post, assumiu-se como um dos apoiantes. Explicou que a competição seria composta por uma série de corridas que já existem, num calendário altamente editado.  O norte-americano deixou uma ressalva: o apoio da família Amaury, que detém a A.S.O. - e da organização francesa que detém os direitos do Tour de France - seria essencial para o projeto avançar. Saudi Tour. Créditos: Tim de Waele/Getty Images OneCycling em risco Apesar do apoio da UCI, o grande obstáculo da OneCycling é também um dos atores mais influentes no panomara do ciclismo profissional: a A.S.O. Desde o início dos rumores que os franceses se afastaram de qualquer ligação ao projeto – como era, de resto, esperado, não querendo abdicar do monopólio financeiro sobre muitas das maiores corridas do mundo: Este não é o nosso projeto. É uma ideia que foi revelada mas eu posso dizer muito mais que isso. A ASO não está por trás do OneCycling. Sempre que o ciclismo se tentou transformar com objetivos monetários, falhou. A.S.O. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters No início de 2024, a não colaboração da ASO não era o único problema: o Het Laatste Nieuws noticiou que apenas oito equipas (do mínimo de 10 que eram precisas), e a Flanders Classics, apoiavam o projeto. Fontes contaram ainda ao Cyclingnews que as equipas tiveram de assinar um acordo de confidencialidade antes de ver os detalhes do projeto. Muitas acabaram por não apoiar devido a não estarem felizes com os termos do negócio, incluindo o risco de ter de pagar de volta algum valor caso o projeto falhasse no objetivo de gerar novas receitas.  Também surgiram, na altura, rumores de que muitas equipas estariam desconfiadas dos números apresentados, alegando que as contas não batiam certo em termos das receitas esperadas. Regresso em força Depois dos soluços iniciais, houve alguns meses de interregno nas notícias em relação ao Onecycling. O projeto voltou, em força, a meio de 2024. Uma fonte contou ao Cyclingnews que o financiamento tinha sido garantido – apesar de não ter revelado quem seria o financiador, já se sabia que na Arábia Saudita estavam os grandes interessados, com cerca de 250 milhões de euros preparados para investir.  A mesma fonte disse, na altura, que o Onecycling não pretendia tirar nada à ASO, mas sim “trabalhar com eles”. Eusebio Unzue, chefe da Movistar, foi outras das vozes de apoio às mudanças no ciclismo: Porque não permitimos substituições, pelo menos na primeira semana de uma Grande Volta? Nós perdemos o Enric no primeiro dia do Tour devido a uma queda. Porque não se permite substitui-lo, e continuar com oito ciclistas? Eu penso que todos os desportos evoluem, e nós continuamos a fazer o mesmo de sempre. Desde os anos 80 que as regras praticamente não mudaram, e acho que precisamos de as adaptar aos tempos modernos. Eusebio Unzue Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters No início de 2025, novos relatos dão força ao projeto que quer estar na estrada já em 2026. O Escape Collective contou que várias fontes envolvidas nas negociações partilharam que a operação poderia avançar numa questão de semanas.   Alguns diretores confirmaram-se “otimistas” em relação ao lançamento do projeto, com Patrick Levefere, ou Ralph Denk - general manager of Red Bull-Bora-Hansgrohe – a deixarem dito nas entrelinhas que o Onecycling poderia estar muito perto de se efetivar.   A acrescentar a estes sinais, uma entrevista de Danny Townsend, chefe executivo da SURJ – uma das maiores empresas de investimento sauditas – em que o australiano afirmou que novo investimento do país do médio oriente seria anunciado “nos próximos meses”: Temos trabalhado nalguns negócios que estamos perto de fechar. Estamos muito entusiasmados e prestes a anunciar, e penso que quando os anunciarmos, os mercados vão ver que serão mudanças transformacionais nos desportos em que vamos investir. Danny Townsend Créditos: A.S.O. Gaëtan Flamme Persistem as dúvidas sobre o Onecycling Falta, agora, saber o resto do desenvolvimento da saga Onecycling, e em que se pode transformar este projeto “revolucionário”. Por um lado, um plano que promete revolucionar o ciclismo. Apoiado por alguns dos seus maiores atores, através de um calendário modernizado, e com melhor distribuição dos direitos televisivos. Promessas de melhores protocolos de segurança para os ciclistas – com a possibilidade de combater um dos monopólios mais antigos do ciclismo internacional. Por outro, um projeto onde são as instituições mais ricas do mundo que parecem ter poder de decisão - com os atores mais pequenos sem espaço para tal - e que conta com investidores muitas vezes acusados de usar o desporto como maneira de limpar a imagem devido a questões políticas, colocando ainda em causa tradições estimadas pelos fãs de ciclismo por todo o mundo. Créditos da fotografia de destaque: Unipublic Cxcling / Toni Baixauli ### Viva la fiesta da Taça do Mundo de ciclocrosse! Quanto custa ir a Benidorm ver a Taça do Mundo de ciclocrosse? É ideal para crianças? O TopCycling na cidade que sonha com o Mundial 2029. Em Benidorm, não foi só Fem van Empel que fez o hat-trick nesta ronda da Taça do Mundo, já que pelo terceiro ano consecutivo eu estive na festa do ciclocrosse. Como sempre, levei a família. O ciclocrosse é um evento social e as provas são a “desculpa” para um dia bem passado ao ar livre entre fãs de ciclismo e gente que nunca viu uma prova. Para os aficionados o apelo é óbvio, mas nesta visita a Benidorm foi nos novos adeptos que me foquei. Tenho dois em casa: um de seis e outro de nove anos, nenhum com particular interesse em ciclismo. Desde que vão ao ciclocrosse a percepção que tinham mudou. Não há nada como ver desporto em direto: as inclinações são brutais, as caras dos corredores refletem o esforço, além de todo o folclore à volta do ciclocrosse. Ler mais | Resultados da ronda 10 da Taça do Mundo – Benidorm Fem van Empel ao fundo perante o olhar atento dos jovens fãs.Foto: TopCycling Centenas de miúdos correram no mesmo circuito dos pros Em Benidorm há quatro fan zones com música, stands com maillots e chapéus vintage, marcas topo de gama com bons desconto. Algumas equipas têm pontos de venda no paddock onde aproveitam para escoar stock de coleções anteriores. A música já se ouvia no sábado com o DJ da Red Bull a animar o pessoal! Na véspera centenas de miúdos correram no mesmo circuito dos pros, o que enche os hotéis. Baseado na experiência prévia, reservei meses antes um hotel de três estrelas em frente ao circuito. Com meia pensão ficou em 140 euros. Estacionar em Benidorm é duro porque 90 por cento dos sítios são exclusivos para residentes; por 18 euros deixamos o carro num parque de estacionamento durante 24 horas. Comer e beber no recinto não é barato: Cachorro 6 euros Batata frita 6 euros Hambúrguer 10 euros Refrigerante 3 euros Cerveja 6 euros Recomendação: levem um pic-nic porque o circuito está montado num parque agradável, há zonas relvadas, sombras, bebedouros e zonas infantis de jogo. O triunfo de Van Empel sobre Brand com o skyline de Benidorm.Foto: Aritz Arambarri/Sprint Cycling Agency Há mais miúdos a ver as corridas Domingo, dia sagrado na Taça do Mundo de ciclocrosse, cheguei cedo ao circuito de Benidorm para ver os juniores. A essa hora circulamos por onde queremos à vontade e é ideal para tirar fotos com os craques. O percurso cresceu de 3000 para 3200 m, o que tornou a prova mais dura e trouxe maior fluidez nas deslocações. As duas pontes ajudam; descobrimos zonas como a subida no bosque, que ronda os 20 por cento, e que nos dois anos prévios não tínhamos visto. Neste três anos notei mais miúdos a ver as corridas. Também o nível de conhecimento subiu pelo que fui ouvindo. Tudo isto é positivo, mas tem um preço. Os seguintes valores estão baseados em pesquisas que tenho feito e não foram confirmados pelo organizador: Custo: 300-400 mil euros Espetadores: 15-16 mil Bilheteira + catering cobrem 70-80 % do custo Investimento público cobre o resto Alcance: TVE transmitiu a prova masculina em Espanha e o Eurosport deu ambas provas em França e Países Baixos; tanto em Portugal como noutros mercados europeus foi possível seguir as corridas na plataforma de streaming Max Ler mais | TopCycling em Benidorm em 2023: missão cumprida Vídeo | TopCycling na estreia da Taça do Mundo em Benidorm em 2022 Rafaelle Carrier, líder da Taça do Mundo júnior. Há pouco público nas provas jovens.Foto: TopCycling Chapeau para Van Aert Quando terminou a corrida dos elites masculinos fui ao autocarro da Visma Lease a Bike porque estava com um grupo de pequenos fãs de Wout Van Aert – 4.º nesse dia. Chapeau para Van Aert que três quartos de hora depois saiu todo aprumado, óculos de sol postos e ficou 20 minutos a dar autógrafos. Mais simples foi fazer fotos com os sub-23 e com os juniores. Miúdos e miúdas que vão marcar os próximos anos do ciclocrosse. O campeão mundial sub-23 Tibor Del Grosso é uma simpatia.Foto: TopCycling Erik Dekker, Johan Museeuw e Miguel Indurain Outro dos aspetos giros é ver quem passa e ao longo do dia vi Erik Dekker, Johan Museeuw e Miguel Indurain. O neerlandês e o belga têm casa em Benidorm e já nos anos 80 treinavam na zona “que não tinha tantos edifícios altos como agora”, recordou o Leão da Flandres. Indurain mantém-se discreto e continua a falar sem filtro. “O ciclocrosse está na moda, eu não gosto muito, mas as pessoas vêm ver os seus ídolos. Aproveitam uma época em que há muitos ciclistas a treinar nesta zona, Benidorm vive do turismo, tem um maravilhoso tempo e vive-se o ambiente ciclista.” Miguel Indurain Só uma lenda para dizer num evento de ciclocrosse que não gosta de ciclocrosse! Miguel Indurain foi convidado de honra do evento.Foto: TopCycling Belgas e neerlandeses têm encontro anual com o sol A organização fala em 16 mil espetadores, mas fiquei com a sensação de que havia menos gente: pode dever-se à melhor organização do recinto ou a menos bilhetes vendidos. O evento está garantido para os próximos anos. Em Benidorm, belgas e neerlandeses têm encontro anual com o sol; a data é ideal porque encaixa no período pós segundo estágio das equipas de estrada. O tricampeão da Roubaix e residente em Benidorm, Johan Museeuw.Foto: TopCycling Em Benidorm sonham com o Mundial 2029 Os próximos Mundiais são em Lièvin, no Nordeste francês junto à Flandres, entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro. Seguem-se Hulst 2026, Ostend 2027, Hoogerheide 2028 e Namur 2030 – todos nas duas nações do ciclocrosse, Bélgica e Países Baixos. Em Benidorm sonham com o Mundial 2029, única data disponível no horizonte próximo. A Espanha organizou seis vezes o Mundial, sempre no País Basco ou em Navarra. É a Norte que está a tradição, mas o ciclismo moderno virou-se para o Mediterrâneo e na Comunidade Valenciana encontrou a logística ideal para ressuscitar o ciclocrosse espanhol. Felipe Orts conquistou um espaço entre belgas e neerlandeses.Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency “Vamos Felipe” Até um campeão encontraram! Felipe Orts é de La Villa Joiosa, a dois passos de Benidorm, cresceu junto à praia e com sol, em nada parecido com o frio, a chuva e a lama que forjam os campeões de ciclocrosse da Taça do Mundo. “Vamos Felipe” foi o que mais ouvi no circuito este domingo e Orts devolveu o carinho com um 6.º posto que é o melhor resultado em três presenças em Benidorm. Os meus filhos gritaram “Vamos Felipe”. Caramba, até eu gritei por Orts sonhando um dia gritar por um campeão português que nos faça sonhar. Vemo-nos para o ano Benidorm! ### Entrevista | Tao Geoghegan Hart abre época no Algarve Top 10 na Fóia e no Malhão no ano passado, Tao Geoghegan Hart regressa a Portugal para sentir o carinho dos fãs na Volta ao Algarve. Tao Geoghegan Hart encontrou-se com os média e anunciou que vai começar a época na Volta ao Algarve, consumando o regresso a Portugal seis meses após ter estado na partida da Vuelta. O britânico da Lidl-Trek, que já em 2023 arrancou na Algarvia sendo 12.º classificado, regressa a um país onde tem sido sempre bem recebido. “Vou começar em Portugal a época o que é super empolgante, tenho lá amigos e até relações familiares. Divertimo-nos imenso em Lisboa na época passada com os fãs e com o apoio em geral. Também foi uma boa corrida para regressar [de lesão] e é um ótimo sítio para começar a época. Temos outro estágio logo a seguir e depois vamos um passo de cada vez.” Tao Geoghegan Hart Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Foto: Unipublic/Cxcling Queda gravíssima no Giro de 2023 A última temporada foi de retoma por culpa de uma queda gravíssima no Giro de 2023. O londrino está escaldado e por isso quer ir passo a passo, sem definir um programa de corrida tirando a abertura no Algarve. Conservador, Tao Geoghegan Hart diz que “não faz sentido olhar mais para a frente (...) A aproximação mais lógica é focar-me em voltar ao meu melhor e sentir que virei a página da fratura na perna”. O tom cauteloso fez-me recordar a conversa com Rúben Guerreiro. Tao Geoghegan Hart partiu a clavícula no Giro de 2019 e quatro anos depois fraturou o fémur da perna esquerda na mesma corrida. Este episódio foi duplamente castigador porque o londrino era 3.º a cinco segundos do maglia rosa e colega na Ineos, Geraint Thomas. “No dia em que parti a perna tinha a certeza de que ia lutar pela geral nessa grande Volta, isso é super inspirador para mim e foi o motivo que me levou a começar neste desporto.” Tao Geoghegan Hart Ler mais | Vuelta 2025 – Início em Piemonte e primeiras etapas Foto: Lidl-Trek Desafio é voltar a sentir-se em forma É uma relação de amor-ódio com a corrida italiana. Da vitória em 2020 – arrebatando a liderança a Jai Hindley no contrarrelógio final – aos azares recentes. O desafio de Tao Geoghegan Hart é voltar a sentir-se em forma, coisa que nunca sentiu na época passada, apesar de ter ajudado Mathias Skjelmose a fechar top 5 na Vuelta. No Dauphiné ficou bastante doente. Em Burgos caiu e voltou à estaca zero com os consequentes efeitos negativos no final da temporada. “Em fevereiro parecia estar bem no Algarve, mas faltava-me a profundidade que precisava para realmente render e isso demonstrou-se durante alguns meses. Muita gente da equipa, mais experiente do que eu, não ficou surpreendida, mas como atleta queres mais. Foi bom estar diretamente na corrida no Algarve, mesmo que não me tivesse sentido pronto para competir. Foi uma surpresa agradável ter andado no top 10 alguns dias.” Tao Geoghegan Hart Foto: Lidl-Trek “É um Giro tradicional" Aos 29 anos, a forma como se comporta na conferência de imprensa revela um Tao Geoghegan Hart maduro e perspicaz nas análises. Questionado sobre o percurso do Giro, o ciclista da Lidl-Trek mostrou ter a lição estudada. “É um Giro tradicional, com uma grande semana final onde podemos esperar uma luta de galos. É algo do qual precisamos no ciclismo moderno e há lugar para isso no ciclismo. É aí que o Giro se destaca das outras duas grandes Voltas, fisicamente é um desafio completamente diferente. Começa equilibrado, sem etapas muito duras, o deixa a corrida mais aberta.” Tao Geoghegan Hart Foto: Lidl-Trek Regresso do Colle delle Finestre A Itália é uma segunda casa. Das nove vitórias que tem como profissional, oito foram obtidas na pátria de Garibaldi. O especialista no Giro analisou também o regresso do Colle delle Finestre à corrida. Tao Geoghegan Hart subiu este "monstro" duas vezes num estágio com a Sky quando ainda era sub-23. Também foi colega de Chris Froome, que aí venceu em 2018 rebentando o então líder Simon Yates. “Esse Giro ficou marcado pela performance do Simon Yates, acima de tudo. Esquecemo-nos com frequência do incrível que ele esteve. Enfrentei-o na Vuelta nessa época e ele ganhou. Eu estava na América a preparar-me para a Volta à Califórnia; a rotina era acordar cedo, fazer as papas de aveia, ver os últimos 30-40 km, tomar um café, o pequeno-almoço e ir treinar cheio de motivação. O Yates esteve imperial nessas etapas." Tao Geoghegan Hart Foto: Lidl-Trek "Quero ser um corredor que faz resultados" Também lhe perguntaram pelo presente e pelo futuro. Após tantos azares e sem ganhar há mais de um ano, que corredor sente que pode ser Tao Geoghegan Hart? “Quando era muito mais jovem um diretor disse-me que há três tipos de corredores: os ganham corridas, os que estão a aprender a ganhar corridas – que vemos cada vez menos porque muitos ganham muito jovens – e os que estão a ajudar outros a ganhar corridas. Estou numa fase da carreira onde quero ser um corredor que faz resultados, isso não significa sempre ganhar, também fazer uma boa geral (…) Os pontos de uma boa geral importam e as equipas colocam enfase no ranking que não colocavam há 10 anos. Nesta fase quero fazer resultados, seguramente haverá anos no final da carreira em que usarei a minha experiência para ajudar outros.” Tao Geoghegan Hart Aguardemos então pela melhor versão de um atleta que na Axeon correu dois anos com Rúben Guerreiro. Cruzamos os dedos para que 2025 traga a melhor versão destes dois talentos. ### Tiago Ferreira e David Valero juntos na Andalucía Bike Race 2025 A 15ª edição da Andalucía Bike Race by Garmin, que decorrerá de 24 de fevereiro a 1 de março de 2025, acaba de anunciar uma dupla inédita. Tiago Ferreira e David Valero vão correr em equipa nesta prova de BTT por etapas. Apesar de competirem por equipas distintas – Tiago Ferreira na Vouzela BH TF (projeto próprio) e David Valero na BH Coloma Team –, a parceria surge através do vínculo que ambos têm com a marca BH. Esta equipa promete ser um dos pontos altos da competição, deixando o público com grande expectativa, pois junta dois dos melhores atletas de BTT dos últimos anos, na vertente XCM e XCO. Créditos da foto: Andalucía Bike race Tiago Ferreira é o melhor atleta de BTT português de todos os tempos, com uma carreira recheada de títulos, dos quais se destacam o de Campeão do Mundo de XCM em 2016, dois títulos europeus em 2017 e 2019, assim como nove campeonatos nacionais, tendo também representado Portugal nos Jogos Olímpicos em 2016. David Valero é uma das grandes estrelas do BTT espanhol e um dos nomes de destaque habitual na Taça do Mundo de XCO. Entre os vários títulos, o destaque é a Medalha de bronze que conquistou nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, mas também tem uma vitória numa etapa da Taça do Mundo de XCO em Snowshoe (EUA, 2022), nove títulos de Campeão Espanhol em XCO, medalhas de prata em Campeonatos da Europa e Bronze em Campeonatos do Mundo de XCM. A Andalucía Bike Race 2025 já é conhecida por reunir a elite mundial do BTT no início da temporada, é uma corrida por etapas bastante competitiva, a dupla ibérica terá certamente adversários à altura e terá que provar nos trilhos o seu valor. Pergunta aos Fãs da modalidade Enquanto fãs da modalidade, deixamos uma dúvida (e desejo): Estará a marca BH a preparar uma dupla para a Cape Epic 2025? Deixa na caixa de comentários se gostarias de ver esta dupla na próxima edição da Cape Epic. ### Classified anuncia nova Pedaleira, Prato e Cassete A Classified anunciou três novas adições ao seu portfolio, novos cranks, um monoprato aero e as cassetes a terminar com um pinhão de 10 dentes. Estas adições têm o intuito de simplificar as instalações, aprimorar a compatibilidade e desbloquear um novo potencial de desempenho para aplicações de gravel, estrada e MTB. Pedaleira, Prato e Cassetes Classified Pedaleira Classified A Pedaleira Classified oferece um design premium, eliminando a necessidade de adquirir pedaleiras de outras marcas para completar uma configuração Classified Powershift. Prato Classified O Prato Classified oferece, segundo a marca, uma solução sem limites no tamanho, ao contrário da Shimano (max. 42T) e da SRAM (max. 50T). Cassete Classified As novas opções de cassete apresentam, segundo a Classified, o maior rácio de alcance no mercado (até 583%), ideal para aplicações em gravel, estrada e MTB. Características Integração Simplificada: Não é necessário utilizar pedaleiras ou pratos de terceiros já que os componentes são perfeitamente compatíveis com o Powershift. Design Premium: Visual de alta qualidade, alinhado com a marca, que combina estética com funcionalidade. Disponibilidade e Flexibilidade: Novas opções de prato (por exemplo, acima do limite de 42T da Shimano ou 50T da SRAM) que resolvem problemas comuns de disponibilidade e desempenho. Redução de Peso: Até 40 gramas mais leve que pratos aerodinâmicos concorrentes (ex.: SRAM 50T: 182g vs. 225g). Alcance Máximo de Transmissão: A configuração de cassete 10-40T oferece um rácio de alcance inigualável de 583%, perfeita para gravel e MTB. A configuração 10-36T proporciona um alcance de 525% com passos de transmissão precisos para desempenho em estrada. Soluções Cruciais para Gravel e MTB: O pinhão de 10T permite opções essenciais de transmissão para quadros limitados a pratos de 34T ou 44T. Pedaleira Classified 1x Aero Esta pedaleira, segundo informa a marca, foi projetada para oferecer um desempenho máximo para ciclistas de estrada e gravel. Desenvolvida com cranks de carbono leve e um design elegante de face fechada, esta pedaleira combina eficiência aerodinâmica com rigidez, tornando-a uma das mais leves e rápidas do mercado. O perfil aerodinâmico de ponta permite que os pratos reduzam significativamente o arrasto, enquanto que a sua construção premium em carbono aumenta a rigidez, proporcionando pedaladas mais rápidas com menor consumo de energia. Disponível em diversos tamanhos de pratos (46T, 48T, 50T, 52T e 54T), a pedaleira Classified 1x Aeroé adaptada para diferentes estilos de condução e variadas condições, oferecendo versatilidade sem comprometer a velocidade. Especificações Preços Prato Aero Classified Segundo diz a marca, os pratos Aero da Classified foram projetados para oferecer um desempenho excepcional e combinam aerodinâmica de ponta com rigidez superior. O perfil aerodinâmico minimiza o arrasto, enquanto a construção em carbono usinado com precisão aumenta a rigidez, permitindo pedalar mais rápido com menos esforço. Com foco na aerodinâmica e rigidez, são usinados em CNC com precisão e disponíveis em tamanhos maiores, de 46T a 54T, oferecendo desempenho e versatilidade. Especificações Preços Cassete As cassetes oferecem uma vasta gama de combinações de mudanças para se adaptarem a diferentes terrenos e estilos de condução. A combinação do cubo Powershift com a nova cassete de 12 velocidades 10-40 cria uma amplitude de transmissão total de 580%, que, segundo a marca, é a maior do mercado. Preços Podes ver as características completas, gamas e preços aqui no site da BICIMAX ### Entrevista António Morgado: "O que fiz ali nunca mais vou fazer" António Morgado refere-se à Volta à Flandres, da qual fez um relato extraordinário em exclusivo para o TopCycling. Perguntem a António Morgado por uma corrida e vão obter uma descrição ao melhor estilo de Mark Cavendish quando lhe pediam que analisasse um sprint numa flash interview. É um espetáculo a correr, mas a falar também. Com uma simplicade tremenda aborda coisas incrivelmente difíceis para o comun dos mortais. Na conversa com o TopCycling, durante o estágio de dezembro da UAE-Emirates, falámos de tudo. Cliquem no vídeo que vão dar o tempo por bem empregue. Aqui vamos focar-nos na prova que mais marcou o corredor de Salir do Porto: a Volta a Flandres, onde ao ser 5.º se tornou o mais jovem top cinco num Monumento desde 1962! "Fiz a corrida sozinho, se fosse uma câmara comigo o dia todo aí sim era impressionante porque o que fiz ali nunca mais vou fazer. Foi inacreditável, no meu ponto de vista. Vim sempre descolado nos últimos 55 km e fiz tudo sozinho." António Morgado ao TopCycling. Ler mais | António Morgado – 189 dias de puro ciclismo Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency O relato continua, mas para se entender o contexto é preciso puxar o filme da corrida atrás. "No dia anterior estive doente, não consegui treinar nem comer. A equipa estava a meter a questão de correr ou não e lembro-me que nos primeiros 100 km o objetivo era entrar na fuga, porque a equipa acreditava que se entrasse na fuga podia discutir um top 20 porque a fuga já é apanhada quando o grupo já vai reduzido. Tentei, não consegui. Depois estava com os mesmos sintomas no dia anterior, fui ao carro médico." António Morgado ao TopCycling. VÍDEO https://www.youtube.com/watch?v=ySkITJOXCm4 Até comecei a chorar Saltamos para a parte decisiva da Volta à Flandres. A corrida começa a ficar fechada no acesso ao Koppenberg, a 45 km do final. O que já era uma grande exibição ganhou a partir desde momento contornos épicos. "Quando começou a parte dura estava em último, mas comecei a pensar 'é hoje, é hoje, é hoje'. Depois do Koppenberg fiquei sozinho e a partir daí nunca me tinha sentido assim. Uma curiosidade que só os meus amigos é que sabem: eu não sabia em que lugar estava, éramos três desde o Koppenberg, que foi a subida que fizemos a pé. Não conseguia subir, estava sempre a escorregar, a bater com os joelhos, até comecei a chorar porque toda a gente estava a ir embora e eu estava ali parado. Depois consegui meter e pensei 'agora vou mostrar o que é'. Fui apanhando, apanhando, passava e eles não vinham comigo (...) Comecei a ouvir no rádio 'Tim estás a lutar pelo pódio' e eu pensei 'isto é bom para nós', mas depois vi o Tim 10 segundos à minha frente... 'então mas ele está a lutar pro pódio'. No Kwaremont, vou ser sincero, não ia ao máximo, ia bem, num passo bom." António Morgado ao TopCycling. Ler mais | António Morgado volta a vencer – Segunda vitória em uma semana Foto: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Grandes Voltas só em 2026 Após apenas um ano enquanto profissional, podia-se pensar que na segunda época na UAE Emirates a equipa ia dar uma prova de três semanas ao jovem de 20 anos. O TopCycling abriu a conversa logo com essa pergunta e António Morgado deixou-nos o primeiro de muitas declarações fortes: grandes Voltas só em 2026. "Ainda não é este ano, acho que ainda não tou bem preparado para fazer uma grande volta. Tudo com calma. Em princípio irei fazer no próximo ano. Começo em Valência com provas de um dia, depois faço Maiorca, Figueira e Algarve. Não conheço as corridas. Aqui [em Valência] é mais para rodar, em Maiorca já há corridas mais duras, com maior nível, vamos como é que corre." António Morgado ao TopCycling. Há muito mais! Como se sentiu na Volta a França do Futuro e nos Mundiais? Porque é tão exigente com ele mesmo? Que ciclista quer ser e que provas quer ganhar? Com António Morgado já nos divertimos desde júnior, mas o melhor ainda está por vir. Confiram a conversa na íntegra no nosso canal de YouTube. Vídeo | Conheçam melhor António Morgado O português com o maillot de 2025.Foto: UAE Emirates/Fizza ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 10.ª Ronda – Benidorm A Taça de Mundo de ciclocrosse está de regresso com Benidorm a receber a 10.ª ronda, numa altura em que a competição entra na reta final. As corridas masculina e feminina fizeram-se muito rápidas e em aberto até aos momentos finais, onde o sol acompanhou um excelente dia de ciclocrosse. Créditos: BenidormCX / Álvaro García Herrero Corrida feminina - Benidorm só conhece uma vencedora A corrida feminina iniciou-se como tantas outras, com Marie Schreiber a colocar-se na frente, sendo seguida de perto por uma Fem van Empel atenta. https://twitter.com/UCI_CX/status/1880968733948350764 Até à terceira volta, um grupo de cerca 15 ciclistas estava na frente até que, à quarta volta, um ataque de Lucinda Brand separou as corredoras. Com ela foram van Empel e Blanka Vas com Alvarado e Casasola a tentarem reentrar na discussão da corrida de Benidorm. Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Na entrada para a última volta as ciclistas reagruparam e havia 10 corredoras a poucos segundos antevendo uma reta final de corrida espetacular. A prova decidiu-se ao sprint entre as duas melhores ciclistas da temporada com van Empel a levar a melhor sobre Lucinda Brand, depois de ganhar posição na última passagem pelas barreiras. Com esta vitória, a campeã do mundo mantém-se como a única ciclista a vencer na Taça do Mundo de Benidorm, tendo ganho as três únicas edições da corrida. Na geral, Lucinda Brand dá um importante passo para a vitória final, tendo 51 pontos de vantagem quando faltam 80 para disputar. Foto: Sprint Cycling Agency | UEC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN EMPEL Fem47:542BRAND Lucinda''3SCHREIBER Marie0:024VOS Marianne0:045VAS Blanka Kata0:136BACKSTEDT Zoe0:177CASASOLA Sara0:188ALVARADO Ceylin Del Carmen0:229VAN DER HEIJDEN Inge0:2910CHLADONOVÁ Viktória0:34 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda2852VAN EMPEL Fem2343BACKSTEDT Zoe1944SCHREIBER Marie1885VAS Blanka Kata1836VAN DER HEIJDEN Inge1777ALVARADO Ceylin Del Carmen1578BENTVELD Leonie1389PIETERSE Puck12610BAKKER Manon124 Corrida masculina - Indecisão até à última volta Foi Niels Vandeputte quem arrancou melhor na corrida masculina, seguido pelo homem da casa Felipe Orts e Eli Iserbyt. A corrida manteve-se muito renhida e com um grupo muito numeroso de ciclistas a lutar pelas primeiras posições. Vanthourenhout, Thibau Nys e Iserbyt foram os mais inconformados na frente, mexendo na corrida inúmeras vezes e pondo um ritmo diabólico na segunda metade da prova. https://twitter.com/UCI_CX/status/1880992813560836226 Na penúltima volta, Van der Haar e Iserbyt atacaram e, sem resposta, a dupla adiantou-se à restante competição, tendo sido alcançados mais à frente. Na entrada para a última volta, a corrida estava completamente em aberto, com uma dezena de ciclistas em posição de disputa da Taça do Mundo de Benidorm. Com um ataque explosivo Thibau Nys fugiu a toda a concorrência e fez uma parte final de corrida perfeita. O campeão europeu e recente campeão belga nunca mais foi alcançado, levantando os braços na linha de meta. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1NYS Thibau56:312ISERBYT Eli0:033VAN DER HAAR Lars0:044VAN AERT Wout0:065VANTHOURENHOUT Michael0:106ORTS LLORET Felipe0:127VANDEPUTTE Niels0:158NIEUWENHUIS Joris0:189VERSTRYNGE Emiel0:2310DUBAU Joshua0:25 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael2312AERTS Toon1983ISERBYT Eli1694WYSEURE Joran1625NYS Thibau1526VANDEPUTTE Niels1477VAN DER HAAR Lars1478RONHAAR Pim1469ORTS LLORET Felipe14410VERSTRYNGE Emiel135 A Taça do Mundo deixa o bom tempo de Benidorm e segue para o inverno de Benelux com a derradeira dupla ronda de Maasmechelen (25 de janeiro) e Hoogerheide (26 de janeiro). ### Novas regras da UCI entram em rigor em 2025. O que muda?  Com o início da temporada de estrada no pelotão internacional, entram em prática as mudanças que a UCI vinha a planear nas regras do desporto.  Os destaques vão para a nova categoria das sub-23 femininas, o sistema dos cartões amarelos e algumas mudanças referentes às chegadas em sprints. Ler mais | Calendário 2025: provas nacionais de ciclismo de estrada Créditos: Tim de Waele/Getty Images Campeonatos do mundo A UCI vai fazer duas mudanças de impacto nos Campeonatos do Mundo de ciclismo de estrada a partir de 2025:  Vai ser criada uma nova categoria nas provas femininas, uma vez que os mundiais passam – finalmente – a contar com a corrida de sub-23 feminina. As jovens vinham, desde 2022, a fazer a competição com as Elites  A UCI passa a impedir jovens ciclistas que tenham contratos com equipas profissionais WorldTour ou Proteam, de competir na corrida de sub-23 dos campeonatos do mundo (a menos que tenham contrato de estagiário). Outra alteração é que homens e mulheres deixam de poder participar na corrida sub-23 se já tiverem feito a prova de Elites no passado.  Relembrar que, por exemplo, os últimos quatro títulos mundiais de contrarrelógio sub-23 foram ganhos por ciclistas que já tinham contratos com equipas WorldTour, pelo que estas mudanças podem trazer resultados interessantes ao evento. Iván Romeo nos mundiais de Zurique. O jovem espanhol tem contrato com a Movistar e venceu o último título mundial de contrarrelógio sub-23.Créditos: gettysport Outra mudança de destaque são as alterações das distâncias percorridas nas corridas femininas: nos mundiais – e também nos Jogos Olímpicos - a quilometragem máxima para as elites passa para os 180 km (anteriormente 160 km).  A distância máxima para os sub-23 masculinos passa a ser 150 km. Para as sub-23 femininas e juníores masculinos entre 110 e 140 km, e para as juníores femininas entre 70 e 100 km. No contrarrelógio as distâncias máximas passam para os 30-40 km, e nas sub-23 femininas 20-30 km.  A pista também sofre alterações, na busca de maior igualdade entre homens e mulheres: a perseguição passa a ter 4 km, como nos homens, e o contrarrelógio passa para 1 km. O Scracth passa para 10 km, tanto na vertente masculina como feminina. Créditos: JOHN MACDOUGALL/AFP via Getty Images) Cartões amarelos A UCI vai avançar com as alterações que já tinham sido propostas e testadas – os cartões amarelos no ciclismo. Vão passar a ser usados em corridas ProSeries, Mundiais, torneios continentais e Jogos Olímpicos.  A instituição que tutela o ciclismo internacional já tinha definido as diretrizes para a utilização destes cartões. Os ciclistas vão enfrentar consequências caso acumulem cartões amarelos na mesma corrida ou ao longo de várias corridas. Os cartões amarelos são atribuidos mediante incumprimento de regras durante as corridas. Ler mais | Novas regras de segurança UCI – Sistema de cartões amarelos Créditos: LaPresse Chegadas ao sprint A UCI tomou previsões para que seja possível a expansão da zona de sprint dos 3 km para os 5 km, e um protocolo mais rígido de avaliação das chegadas rápidas - este protocolo tem de ser acionado pelos organizadores das corridas antes da prova.  As novas orientações já foram testadas, desde 12 de junho de 2024. Segundo este protocolo, os ciclistas podem passar até três segundos depois do homem à sua frente para que seja atribuído o mesmo tempo, ao contrário da distância de um segundo que existia anteriormente.  No caso de vitória de um ciclista vindo da fuga, a nova regra não se aplica. A UCI disse, no entanto, o seguinte: O sprint deve continuar a ser respeitado e preservado, sem ser percecionado como uma exibição sem quaisquer consequências desportivas. UCI Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Review - Óculos de ciclismo Shimano Technium Testei durante algum tempo os óculos de ciclismo Shimano Technium, uma proposta interessante para quem procura um produto de qualidade a um preço competitivo. Pontos positivos Os Shimano Technium apresentam uma excelente qualidade de construção, se tiveres oportunidade de pegar nuns em alguma loja da tua zona vais notar que têm um acabamento robusto e de qualidade. De referir que o modelo testado existe para venda em Portugal, mas existe em Preto (com estas lentes Ridescape Road) e Bronze (com lentes Ridescape Gravel). As lentes "RIDESCAPE", incluídas neste modelo, são um dos destaques, uma vez que foram desenvolvidas para melhorar a experiência visual ao realçar contrastes e cores no ambiente. Estas lentes RIDESCAPE RD, por exemplo, são ajustadas para estrada, segundo a marca facilitam a identificação de buracos e outros perigos, reduzindo a tensão ocular e aumentando a confiança durante a pedalada. Na prática, o que se nota ao utilizar os óculos é que realmente realçam as cores, encaixam bem no rosto, são confortáveis e estáveis mesmo quando baixamos a cabeça, qualidades essenciais para quem passa várias horas a pedalar. No entanto, é importante ter a noção das características referidas pela marca, pois a longo prazo são tecnologias que preservam os nossos olhos. Dois pares de lentes Outro ponto positivo é a inclusão de um segundo par de lentes brancas, que amplia a versatilidade destes óculos e é algo que noutras marcas não se vê, por norma é sempre necessário adquirir as lentes brancas em separado. Estas lentes são ideais para pedalar à noite ou em dias de chuva, proporcionam uma visão muito mais limpa e natural neste tipo de condições. Opções de lentes, para cada tipo de experiência Além das RIDESCAPE RD que testei neste modelo, a Shimano disponibiliza outros tipos de lentes para diferentes modalidades: RIDESCAPE ES: Para condições muito brilhantes. RIDESCAPE GR: Ajustadas para gravel. RIDESCAPE HC: Ideal para luz intensa durante o dia. RIDESCAPE OR: Desenvolvidas para trilhos. Contactando a tua loja ou a SC Vouga podes saber mais pormenores. Ponto menos positivo Um aspeto menos positivo é o sistema de troca de lentes, que embora não seja complicado, requer alguma sensibilidade para evitar danos à armação ou às lentes. É necessário forçar a armação para a abrir e permitir que as lentes se soltem. Conclusão Os Shimano Technium combinam conforto e versatilidade, sendo uma excelente escolha para quem valoriza qualidade mas não tem possibilidade de gastar uma fortuna nuns óculos. Apesar de o sistema de troca de lentes poder ser aprimorado, o conjunto de funcionalidades e a tecnologia "RIDESCAPE" tornam este modelo uma aposta segura para quem procura melhorar a experiência de pedalar em diferentes condições e uns uns óculos de confiança. Com um preço de €99,95, estes óculos destacam-se pela versatilidade, pela qualidade e pelo design. Podes saber mais pormenores acerca de pontos de compra, preços e características destes óculos, no site da S.C. Vouga aqui: www.scvouga.pt ### Pirelli associa-se à Alpecin-Deceuninck A Pirelli assinou um acordo de parceria até 2029 com a equipa belga Alpecin-Deceuninck, com o Tour Down Under 2025, a marcar o início oficial das bicicletas Canyon com pneus Pirelli. Os produtos Pirelli serão também equipados nas bicicletas da equipa de desenvolvimento dos irmãos Roodhooft. Foto: Pirelli Pirelli TLR RS, TLR, Cinturato e Scorpion Para as corridas de estrada, as bicicletas serão equipadas com os tubeless ready P Zero Race TRL RS. Já nas clássicas mais duras de empedrado, os ciclistas vão usar os todo-o-terreno P Zero Race TLR. Nas corridas de gravel, os pneus a ser utilizados são os Cinturato destinados a off road. Para as provas de Cross Country Olímpico e Cross-Country Short Track, a Pirelli fornecerá a linha MTB Scorpion XC. Mathieu Van der Poel experimentou os pneus P Zero Race TLR RS da Pirelli durante o recente estágio da Alpecin-Deceuninck em Espanha: “Gostei muito dos pneus. Testei-os um pouco aqui em Espanha e têm uma excelente aderência, particularmente nestas estradas, que, especialmente de manhã, podem ser escorregadias. Sinto-me sempre em controlo da bicicleta, o que é ótimo”. Mathieu Van der Poel Podes saber mais pormenores acerca de pontos de compra, preços e características dos pneus Pirelli, no site da S.C. Vouga aqui: www.scvouga.pt Foto: Pirelli ### Maria Martins no Tour Down Under com a Canyon Maria Martins estreia-se pela Canyon-SRAM e regressa à estrada 476 dias depois da última corrida. O TopCycling falou com a ribatejana. Demorou um ano, três meses e 19 dias, mas Maria Martins regressa em pleno ao WorldTour e logo na equipa campeã do Tour de France, a Canyon-SRAM. Esta sexta-feira, a ribatejana vai alinhar no Tour Down Under, prova que assinala o início da temporada feminina e na qual Tata nunca correu. Na Austrália, Maria Martins vai ter como colegas a campeã olímpica da perseguição, Chloe Dygert, a sprinter Maike van der Duin – que foi colega de Tata na Le Col Wahoo. Também as australianas Tiffany Cromwell e Neve Bradbury, que foi 2.ª na passada edição atrás de Sarah Gigante. O Tour Down Under feminino tem três etapas e será mais duro e longo do que no ano passado. As etapas oscilam entre 100-115 km. Finalmente Portugal volta a ter uma representante no WorldTour feminino graças a Maria Martins, que está a cumprir um "sonho de miúda". Por curiosidade diga-se que a Canyon-Sram aparece na Austrália após estagiar no Algarve, em dezembro. Ler mais | Maria Martins abre o jogo antes de Paris 2024 Foto: Tino Pohlmann "Época é longa e queremos ganhar ritmo" Dentro da Canyon-SRAM o foco dos portugueses está com a única representante nacional no WorldTour feminino. Maria Martins está numa espécie de regresso às aulas, sendo que o ano passado foi sabático com foco nos Jogos Olímpicos de Paris. Após sair da Fenix-Deceuninck no final de 2023, Tata volta a sentir-se o que na realidade nunca deixou de ser, uma corredora com nível para o WorldTour. "Apesar do Tour Down Under ser este ano um bocadinho mais exigente o objetivo como equipa passa por sair daqui com bom ritmo de corrida, três semanas de bons treinos e bom ambiente fora da bike. O que mais ambicionamos é ter boas performances, mas sem grande pressão e sem ambicionar demasiados resultados para as primeiras corridas da época porque sabemos que a época é longa e queremos ganhar ritmo, meter quilómetros nas pernas. Principalmente para mim depois de estar tanto tempo fora da competição na estrada. Fico feliz por poder ter uma experiência na Austrália, é um país espetacular, além disso é verão aqui e é engraçado vivermos o verão durante o inverno." Maria Martins ao TopCycling. Quanto às sensações, a ribatejana admite que não são más, mas que há trabalho pela frente. A disciplinada Maria Martins sabe que o que lhe faltou em 2024 chegará naturalmente à medida que for somando corridas. É esperar pela evolução físca e ver a que nível pode chegar a portuguesa. Etapa 1 | 101,9 km | 17 janeiro | Brighton – Aldinga Etapa 2 | 115 km | 18 janeiro | Unley – Willunga Hill Etapa 3 | 105,9 km | 19 janeiro | Stirling – Stirling Ler mais | Tata Martins assina pela Canyon-SRAM ### Specialized apresenta as novas rodas Traverse SL II i9 & HD i9  A Specialized anuncia as novas rodas Roval Traverse i9. Desenvolvidas com o intuito de “ajudar todos os ciclistas de trail a realizar as suas voltas de sonho”. A marca aponta que “as Traverse SL II são superleves, com uma qualidade de condução suprema, enquanto as Traverse HD são as rodas de carbono mais fortes que já testámos”. Ler mais | Specialized apresenta a nova Chisel Comp Evo Melhor performance Ambas as rodas contam com um cubo Industry Nine 1/1 de engate elevado.  A marca explica que as “Traverse SL II proporcionam um controlo que abraça o terreno e absorve a força dos ressaltos através da sua conformidade vertical 21% maior”, possibilitada pelo formato do aro largo e raso e pela disposição específica dianteira/traseira.   “O novo aro apresenta também um aumento de 15% na resistência da roda dianteira e de 25% na roda traseira, em comparação com a sua antecessora. Além disso, o formato do aro é concebido para proporcionar uma rotação adaptável para uma melhor tração e controlo.”  Specialized Por outro lado: “Combinando o nosso formato de aro mais forte e a furação offset dos raios, as Traverse HD i9 foram criadas para satisfazer as exigências que anteriormente não eram satisfeitas por outras rodas de trail”, sugere a Specialized.  Specialiezed promete mais durabilidade A marca afirma ainda que o perfil otimizado do talão Flat Top das rodas Traverse reduz significativamente os furos por aperto, “exigindo uns impressionantes 85% mais de força em comparação com um talão redondo padrão”.  Além disso, as rodas Roval contam com garantia vitalícia da Roval quando registadas nos primeiros 90 dias da compra.  A Specialized destaca ainda a otimização das novas rodas:  “O cubo i9 1/1 otimiza o controlo com 90 pontos e 4 graus de engate, possibilitados por um mecanismo interno de seis linguetes e um acionamento de 45 dentes. O resultado é uma transferência imediata de potência dos pedais para a transmissão, impulsionando os ciclistas para a frente com o mínimo de atraso. Perfeito para avançar rapidamente por secções técnicas”.  Specialized Características das Traverse da Specialized Traverse SL II i9 USO PRETENDIDO: Trail  PESO (29): 1,780g (com válvulas e fita)—809g frente, 971g trás  NÚMERO DE RAIOS F/R: 28H Frente e Trás  CUBO: Industry Nine 1/1 6B  ENGATE DO CUBO: 45 Dentes / 4 Graus  TAMANHO DAS RODAS: 29  Garantia vitalícia para as rodas Roval quando registadas nos primeiros 90  dias da compra.  Limite de peso estrutural (Ciclista & Carga) - 125kg  Traverse SL HD i9 USO PRETENDIDO: Trail Agressivo, Enduro  PESO (29): 1830g (com válvulas e fita)—812g frente, 1018g trás  NÚMERO DE RAIOS F/T: 28H Frente e 32H Trás  CUBO: Industry Nine 1/1 6B XD  ENGATE DO CUBO: 45 Dentes / 4 Graus  TAMANHO DAS RODAS: 29 (F/T) 27.5 (T)  Garantia vitalícia para as rodas Roval quando registadas nos primeiros 90  dias da compra.  Limite de peso estrutural (Ciclista & Carga) - 125kg  Para quem quiser mais A marca sugere, para “os ciclistas que desejam as rodas de montanha mais premium” as rodas Traverse.  “Agora, temos o cubo Industry Nine de alto envolvimento e mais chamativo, para aqueles que querem aquele toque extra nos seus conjuntos de rodas”, completa a Specialized.  Pode aceder às novas rodas, ou outros produtos da Specialized, aqui.  ### Entrevista Rúben Guerreiro – Cowboy da Movistar volta a sorrir TopCycling em Espanha com a Movistar de um Rúben Guerreiro plenamente recuperado da lesão que estragou 2024 e que quer relançar a carreira. Como em cada pré-época, o TopCycling anda no terreno a sentir o pulso às melhores e equipas do mundo e não podíamos deixar de visitar a Movistar, especialmente Rúben Guerreiro. O Cowboy de Pegões Velhos acaba de viver o ano mais difícil da carreira: uma lesão cervical deixou-o meses sem competir vivendo o lado mais duro do desporto de alta competição. As boas notícias é que Rúben Guerreiro já vive e treina sem dores. Recuperou o sorriso e isso é dizer muito de um atleta naturalmente bem-disposto que nos últimos tempos andava mais cabisbaixo. “Sofri uma queda grave que revelou graves problemas cervicais, resultado de outras quedas. Caio pouco, mas quando caio é a sério. Surgiu na pior altura, na preparação para o Giro, onde tinha expetativas altas porque já lá fui feliz. Um pouco sem sabermos não tivemos a melhor atitude porque dei continuidade aos treinos mesmo com uma dorzinha. Isso agravou o problema e o descanso teve que ser maior. Estive parado dois meses, não consegui fazer preparação para o Tour e tornou mais difícil a da Vuelta.” Rúben Guerreiro ao TopCycling. Foto: Movistar | Abarca Sports A pré-época durante a época O período de convalescença teve várias fases. Primeiro decidiram não operar, depois veio o fortalecimento muscular das costas e finalmente o regresso à bicicleta já sem dores. O ciclista descreve esses meses como a pré-época durante a época. Em meados de dezembro, quando estivemos na Comunidade Valenciana, fomos diretos a Vall d’Ebo. Nesta subida de 8,5 km testam-se habitualmente as equipas WorldTour e até a estrada já está marcada de outros anos. Observámos três testes com duração de 1-5-12 minutos em máximo desempenho. O treino foi na zona onde as rampas atingem 9-10 por cento de inclinação. “O primeiro teste foi bom. Enquanto atleta sinto-me bem, os problemas nas costas estão resolvidos. Ganhei mais peso em termos de musculatura – dois quilos – e ainda o trabalho vai a meio. O mais importante era não ter problemas cervicais. Em outubro, novembro e dezembro fiz trabalho específico de ginásio que espero não me afete as características. São ótimas notícias porque durante o ano passado não via soluções, foram dois meses de dor e não foi fácil.” Rúben Guerreiro ao TopCycling. Rúben Guerreiro – Cowboy da Movistar A última etapa deste longo processo é o regresso à competição, que vai acontecer na Clássica da Figueira. Depois segue-se Andaluzia e, possivelmente, o Gran Camiño galego que parte do Porto. Após quatro épocas a arrancar em climas quentes – Austrália, Saudi, UAE – Rúben Guerreiro quer ir passo a passo recuperando a confiança que o tornou num dos puncheurs mais espetaculares do pelotão. “Gosto do início de temporada e de climas quentes. De momento não delineamos o programa nem tenho grandes voltas no programa porque depende das indicações que der. Gostava de fazer uma corrida dura por etapas em fevereiro. Todos sabem que sou competitivo, talvez 2024 tenha sido um desafio e veremos quando essa motivação surge porque ainda estamos a começar. O ciclista vai ganhando confiança pouco a pouco para voltar a fazer coisas boas. Rúben Guerreiro ao TopCycling. Na Figueira da Foz as condições ideais: não só estará rodeado de fãs que apreciam o estilo ofensivo do Cowboy, como o terreno vai ao encontro das características de um atleta que foi 9º na vitória de Remco Evenepoel. O belga, campeão mundial de contrarrelógio e bicampeão olímpico, é o grande ausente por lesão. “Com muita pena nossa porque é um campeão. É sempre mau quando vemos os azares dos colegas. O que ele fez na Clássica da Figueira tirou-nos qualquer hipótese de sonhar. Talvez só um ou dois corredores possam fazer isso. O percurso adapta-se a mim, mas também a corredores mais rápidos do que eu. A subida é bastante dura, mas está longe da meta, por isso dependendo do ritmo de corrida pode tornar-se mais dura. Rúben Guerreiro ao TopCycling. O TopCycling com Oliveira e Guerreiro no Hotel Golf La Galiana.Foto: TopCycling Ribatejano está mais calculista Em 2020 vimos a melhor versão de Rúben Guerreiro ao vencer etapa e classificação da montanha no Giro de Itália. Nesse arrancou no Tour de La Provence, em França, o que pode ser um bom presságio tendo em conta que o ribatejano volta a abrir a época na Europa. Por agora, cautela máxima. Ciclista impulsivo e atacante por natureza, a travessia no deserto mudou o corredor de 30 anos. O ribatejano está mais calculista. “Este período fez-me pensar. Ter de superar uma lesão abre-te novas experiências, neste caso mais calma e contenção. Comecei em 2017 no WorldTour e de ano para ano fazem-se mais números, watts, parece que não há limites. Estes azares fazem-me ter os pés bem assentes na terra, perdi um ano em termos de resultados e preparação. Quero ganhar outra vez nas maiores corridas do mundo, mas neste momento é difícil. É trabalhar ao máximo e lutar um dia poder lugar por ganhar numa grande Volta como fiz em 2020. Começo com três ou quatro pés atrás em relação aos outros ciclistas.” Rúben Guerreiro ao TopCycling. Rúben Guerreiro em pleno treino no estágio da Movistar https://twitter.com/topcycling_pt/status/1879521001354260577 Sintonia entre Guerreiro e Pablo Castrillo Pelo menos a motivação é grande e aquilo que pudemos constatar durante o treino é que na Movistar há bom ambiente entre colegas. Rúben Guerreiro tem treinado mais com a ala jovem do plantel, ele que sempre se deixou influenciar pelo ambiente das equipas. Há picardias saudáveis entre colegas, boa disposição e isto fá-lo crescer enquanto ciclista. O facto de haver uma fornada de talentos ainda por explodir ao mais alto nível também ajuda. Há sintonia entre Guerreiro e Pablo Castrillo, Iván Romeo, Javier Romo e Carlos Canal. “O grupo está renovado. O Castrillo é uma pérola, parece que os testes dele, cuidado. A equipa aprecia-o, mima-o e ele fez a melhor opção ao vir. Tem muito potencial para a geral de uma grande Volta. Temos outros miúdos como o Romeo, que aos 21 anos foi campeão do mundo de contrarrelógio, o Romo – que a malta aqui diz que somos parecidos e eu revejo-me nele – é aquele trepador que não é puro, é a força de 70 kg que levanta o rabo do selim e sprinta toda a subida. Em subidas curtas e longas vai dar que falar porque começou no ciclismo há pouco tempo. Também está o Canal que é jovem e promete, além do Pelayo Sanchez, que ganhou etapa no Giro. Sinto-me bem com este grupo, foi o meu grupo de trabalho neste estágio e não é que não queira estar com os mais velhos, mas eles picam-me, são enérgicos, caráter latino.” Rúben Guerreiro ao TopCycling. ### Novas pedaleiras Era e Turbine da Race Face A Race Face apresentou as novas pedaleiras ERA e Turbine, agora com 160 e 165 mm, criadas para acompanhar a tendência atual de cranks curtos e assim reduzir os impactos nos pedais. Estas novas pedaleiras ajudam a minimizar as dores dos joelhos, melhoram o ajuste da bicicleta e otimizam o rendimento nas descidas. Nova expansão da Race Face As novas pedaleiras Era e Turbine pertencem à nova expansão da Race Face, o primeiro lançamento de produto da marca MY26. As pedaleiras Era e Turbine estão agora disponíveis em 160mm, oferecendo os benefícios de um design compacto, seja com a rigidez e resistência a riscos Era em carbono, ou com a durabilidade Turbine em alumínio. Todas as pedaleiras estão cobertas pela Garantia Vitalícia da Race Face, incluindo danos por quedas. Era As Era são, segundo a Race Face, as pedaleiras em carbono mais fortes, rígidas e duráves já criadas pela marca. A marca informa também que são as mais leves da sua categoria e vão durar mais do que a tua bicicleta, mantendo-se sem riscos e com um ótimo aspeto, devido ao seu protetor na zona do calcanhar. Estão disponíveis nos tamanhos 160mm e 165mm. Turbine A Race Face informa no seu comunicado que as pedaleiras em alumínio são mais confiáveis dos trilhos. As Turbine oferecem uma pedalada rígida e responsiva, sem comprometer a durabilidade. Estão disponíveis nos tamanhos 160mm e 165mm. Preços Podes ver as características completas aqui, no site da BICICMAX. ### Giro D'Itália 2025 - Percurso e todas as etapas A edição de 2025 do Giro D'Itália vai começar no estrangeiro pela 15.ª vez na história, desta vez na Albânia que vai receber as três primeiras etapas. Roma, pela sétima vez, vai ser o local onde termina o Giro de 2025 ao fim de quase 3500 km percorridos e um total de 52 500 metros de acumulado positivo. Créditos: Gian Mattia D'Alberto/Lapresse Giro corre-se de 9 de maio a 1 de junho A 108.ª edição do Giro vai correr-se de 9 de maio a 1 de junho com as habituais 21 etapas de uma Grande Volta mas este ano com três dias de descanso. A prova vai ter dois contrarrelógios com um total de 43 km, seis etapas para sprinters, oito de média montanha e cinco etapas de alta montanha. Para além da já habitual dureza, o Giro de 2025 vai ter aproximadamente 38 km de "sterrato", incluindo 30 km da Strade Bianchi e oito do Colle delle Finestre que é também a Cima Coppi com 2178 metros de altitude. Créditos: Lapresse Grande Partenza: Albânia O Giro D'Itália 2025 parte da Albânia com uma primeira etapa que apresenta subidas acentuadas com pendentes acima dos 10%. Segue-se o contrarrelógio de 14 km nas ruas de Tirana que vai servir para se fazerem as primeiras diferenças. O Giro de 2025 despede-se da Albânia com uma etapa de média montanha que apresenta uma subida de segunda categoria - Qafa e Llogarasë - que leva os ciclistas a mais de mil metros de altura. Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Primeira Semana Depois de três etapas em solo albanês a caravana vai ter o primeiro dia de descanso antes da quarta etapa, primeira em solo italiano, a partir de Alberobello. São três etapas destinadas aos sprinters mas onde as surpresas podem acontecer. O pelotão vai subindo a península culminando na primeira chegada em alto nos Abruzos. É na primeira semana que se corre uma das mais esperadas etapas desta edição com início em Gubbo e final em Siena. Neste dia há cinco setores e 30 km de gravel para ultrapassar antes da mítica chegada à icónica Piazza del Campo. Etapa 4 Etapa 5 Etapa 6 Etapa 7 Etapa 8 Etapa 9 Segunda Semana A corrida resume depois do segundo dia de descanso na Toscânia, com o contrarrelógio de 29 km de Lucca. No dia seguinte o Giro vai até San Pellegrino in Alpe pela primeira vez em 25 anos, numa etapa dura com final em Castelnovo ne’ Monti. Seguem-se três etapas armadilhadas em Viadana, Vicenza e Nova Gorica antes da conclusão da segunda semana em Asagio, numa etapa com 3900 metros de acumulado mas sem final em alto. Etapa 10 Etapa 11 Etapa 12 Etapa 13 Etapa 14 Etapa 15 Terceira Semana Depois do último dia de descanso o pelotão enfrenta um dia com cinco subidas numa etapa com chegada em alto ao Monte Baldo. Os próximos dias têm no menu o Paso del Mortirolo e uma etapa de transição com chegada a Cesano Maderno. As duas etapas seguintes estão destinadas aos favoritos à geral, a primeira com 166 km mas com 4850 metros positivos de acumulado e a segunda com a Cima Coppi de 2025, o Colle delle Finestre com os 8 km finais feitos em gravel. A corrida conclui com um circuito na Cidade Eterna de Roma. Etapa 16 Etapa 17 Etapa 18 Etapa 19 Etapa 20 Etapa 21 Compacto das 21 etapas Números e Estatísticas 3.413 km nesta edição; 52.500 m de desnível (mais 10.000 do que na edição anterior); 15 partidas do estrangeiro para o Giro d'Italia; 7 Grandes Chegadas em Roma; 38 km de gravel nesta edição; 42,3 km de contrarrelógio individual; 5.ª vez do Colle delle Finestre (pela terceira vez como Cima Coppi do Giro). ### Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” Sete costelas, esterno, clavícula, dedo, pulmões perfurados e Jonas Vingegaard terminou 2024 vice-campeão do Tour. Como? O dinamarquês explica. Jonas Vingegaard não compete desde 18 de agosto, data em que venceu a Volta à Polónia. Não encostou logo a bicicleta; continuou a treinar antes de parar duas semanas para fazer o reset mental. Aproveitou para relaxar em família e desfrutar da paternidade. O dinamarquês, que já tinha uma menina, foi pai de um rapaz, formando um quarteto que é o pilar da vida do pacato bicampeão do Tour de France. Num vídeo que a Visma | Lease a Bike enviou aos média inscritos para o Media Day da estrutura neerlandesa, vimos um Vingegaard sorridente, tranquilo e ansioso por uma corrida em concreto. “O Tour de France é a corrida com maior significado para mim, a maior corrida do ano. Há qualquer coisa de especial no Tour de France. Tens que lá estar para sentir. Tentar discutir a vitória, estar à partida no Tour de France com a melhor preparação possível e melhor forma. Tentar ganhar pela terceira vez será o meu grande objetivo da época.” Jonas Vingegaard no Media Day da Visma. Ler mais | Entrámos na super estrutura da Visma | Lease a Bike durante a Vuelta Foto: Charly Lopez “Estive nos cuidados intensivos oito dias” Para lá chegar terá que retomar onde deixou a época anterior, marcada pela grave queda na Volta ao País Basco. O momento teve tanta transcendência que no TopCycling o selecionamos como um dos episódios marcantes de 2024. Para Jonas Vingegaard não foi só mais uma queda. “As lesões foram más: parti sete costelas, o esterno, a clavícula ficou em três ou quatro pedaços, um dedo, perfurei ambos os pulmões. Estive nos cuidados intensivos oito dias, só isso diz o grave que foi. Passei 12 dias no hospital. Voltar disso e tão rápido… estou muito contente, orgulhoso de como voltei e do bem que voltei. Honestamente foi bem pior do que as pessoas sabem. Ter conseguido chegar ao Tour de France foi uma vitória em si, algo do qual estou orgulhoso. A partir daí foi tudo bónus, por isso ser 2.º no Tour de France e ganhar uma etapa foi incrível e estou muito contente.” Jonas Vingegaard no Media Day da Visma. Ler mais | Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma | Lease a Bike Jonas Vingegaard (ao centro) e o estado-maior da Visma.Foto: Charly Lopez No País Basco parou a vida de Jonas Vingegaard Curiosamente a época até tinha começado bem. Exibições monstruosas na Galiza – onde já venceu dois Gran Camiño – e no Tirreno-Adriático, até que a queda no País Basco parou a vida de Jonas Vingegaard. “Foi um ano louco 2024. Começou super bem (…) Eu estava mais forte do que nunca. Depois, claro, tive a queda feia no País Basco, que foi um grande contratempo e demorei tempo a voltar. Aprendi muito com a queda e o período posterior (…) Eu pensava ‘domino bem a bike, estas coisas não me acontecem’… de repente aconteceu-me. Pode acontecer a qualquer um. Nunca teria conseguido voltar sem o apoio da família. De certa forma aprendi que com uma menos boa preparação consigo render bem, mas também que sem a queda e uma melhor preparação teria estado melhor no Tour de France. Não sei com que desfecho, mas sei que podia ter sido melhor do que em 2024.” Jonas Vingegaard no Media Day da Visma. Ler mais | “O Gran Camiño” parte de Portugal em 2025  Os líderes da Visma para 2025: Vingegaard no Tour e Yates no Giro.Foto: Charly Lopez "A Vuelta é uma das maiores corridas do mundo" O caminho até ao objetivo do ano faz-se com algumas novidades no programa do corredor de 28 anos. Vamos ter Jonas Vingegaard na Volta ao Algarve, no Paris-Nice, na Volta à Catalunha, naturalmente no Tour de France e depois na Vuelta a Espanha. O bloco do Tour contará com Wout Van Aert e Simon Yates – que saem do Giro diretos para altitude. “Vou a estas corridas para tentar ganhar; de todas estas o Paris-Nice ainda não ganhei, já lá estive há dois anos e não consegui ganhar, por isso estou ansioso por voltar e tentar ganhar. Na Catalunha também quero tentar ganhar, apesar de nunca ter participado. A Vuelta é uma das maiores corridas do mundo, que eu segui sempre pela televisão e que adoraria ganhar.” Jonas Vingegaard no Media Day da Visma. Ler mais | Roglic arranca no Algarve rumo a Giro e Tour Jorgenson venceu o Paris-Nice e a Através da Flandres em 2024.Foto: Charly Lopez Líder Vingegaard voltará a ter Matteo Jorgenson Ao lado, o líder Vingegaard voltará a ter Matteo Jorgenson, que fará o mesmo calendário da época de estreia na Visma. O estadunidense quer subir o já extraordinário nível de 2024, sendo mais consistente no Tour para ganhar peso estratégico na corrida. “A forma como vejo as coisas – o Jonas e o Grisha [Niermann] concordam – a forma como temos que abordar [o Tour] com o Pogacar agora é usar os dois. Espero chegar a um nível onde seja uma ameaça real para o Pogacar e a UAE para que possamos usar-me como carta tática. É uma forma útil de tentar ganhar a corrida. O Jonas é claramente mais forte do que eu em todos os sentidos, numa grande Volta, não há dúvidas aí. Se eu chegar a um nível em que ele tenha que me perseguir posso ser usado taticamente para ajudar o Jonas. Manter-me na disputa da geral é benéfico para a equipa. Gostava de ter menos dias maus, no ano passado tive três etapas em que não ia bem.” Matteo Jorgenson no Media Day da Visma. Ler mais | Percurso duro do Tour de France 2025 ### Wout Van Aert: “O que senti na Vuelta dá-me confiança” Volta à Flandres e Paris-Roubaix objetivos na primavera, mas Wout Van Aert também fará Giro e Tour à procura de vitórias. A época de 2024 foi de altos e baixos para Wout Van Aert. Duas quedas graves atiraram o corredor de Hereentaals para o departamento médico durante meses. E nem começou mal, impondo-se em Tavira, na Volta ao Algarve. Seguiu-se vitória na Kuurne-Bruxelas-Kuurne, num fim de semana de abertura de clássicas que a Visma dominou – um dia antes da Kuurne, Jan Tratnik venceu a Omloop Het Nieuwsblad. Depois veio o acidente na Através da Flandres – um dos momentos do ano para o TopCycling – e um mês e meio de paragem. No Tour a paragem notou-se e os três pódios souberam a pouco, mas permitiram somar quilómetros e chegar ao bronze no contrarrelógio olímpico. Aí já se viu Wout Van Aert pedalar a sério, mas foi na Vuelta que o espetáculo apareceu. Vitórias em Castelo Branco, Córdoba e Baionar lançaram-no para a vitória por pontos… até que a caminho de Lagos de Covadonga caiu e abandonou lesionado no joelho. Ler mais | Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” Foto: Charly Lopez Foco nas clássicas do Norte Olhando para trás, a sensação não é positiva, mas podia ter sido pior. No Media Day que a Visma | Lease a Bike organizou na Comunidade Valenciana, esta terça-feira, o belga confirmou já está com o foco nas clássicas do Norte. Entretanto tem recuperado ritmo competitivo no ciclocrosse e até venceu duas provas importantes: Taça do Mundo em Dendermonde e Superprestige em Gullegem. “Quero tentar ganhar a Volta à Flandres e a Paris-Roubaix (…) São os meus objetivos principais na primavera. A abordagem será mais ou menos a mesma que planeámos em 2024. Começamos com algumas corridas antes do fim de semana de abertura, depois estágio em altitude antes dos objetivos principais: Flandres e Roubaix.” Wout Van Aert no Media Day da Visma. Ler mais | Wout Van Aert na Volta ao Algarve 2025 Vingegaard e Van Aert vão reeditar a dupla que já rendeu dois Tour de France.Foto: Charly Lopez Dobradinha Giro-Tour Em termos de grandes Voltas haverá dobradinha Giro-Tour. Após falhar a edição passada por lesão, em 2025 Van Aert deve estrear-se na prova italiana. Olav Kooij – vencedor em Nápoles no ano passado no dia prévio a abandonar – também irá ao Giro, mas o belga quer sair de Itália com a tripla de etapas nas três “grandes” feita. “Farei Giro e Tour, espero ganhar etapas nas duas provas. Vamos com equipas fortes para ambas, ao Tour com o Jonas [Vingegaard] que está ansioso por estar no seu melhor nível outra vez e lutar pela vitória. Sempre foi um prazer fazer parte da mentalidade vencedora dele. Não há muito tempo após as clássicas para preparar o Giro, vai ser um grande bloco com um pequeno período de treino pelo meio. Entre o Giro e o Tour há outro estágio em altitude planeado.” Wout Van Aert no Media Day da Visma. Van Aert e Kooij, setas apontadas às etapas do Giro.Foto: Charly Lopez Van Aert pode ser importante para Simon Yates Em Itália, a Visma também quer discutir a geral, na qual Wout Van Aert pode ser importante para Simon Yates. Após uma vida ligada à estrutura GreenEDGE, o britânico escolheu a Visma para acertar contas com a prova onde venceu seis etapas e na qual fez 3.º em 2021. “Quero terminar a carreira e não ter lamentos. Por isso é que fiz a mudança agora em vez de daqui a alguns anos (…) O meu grande objetivo do ano será o Giro, uma corrida na qual tenho muita história, boa e má. Com a mudança de equipa, a atenção aos detalhes e as pequenas percentagens em que espero estar a melhorar talvez consiga o melhor resultado. Qual? Não sei dizer agora.” Simon Yates no Media Day da Visma. Simon Yates de amarelo após 11 anos na GreenEDGE.Foto: Charly Lopez Como Van Aert admite, será um ano atarefado, que arranca em Espanha, na clássica da gravilha Jaén Paraíso interior ao lado do campeão da Vuelta de 2023, Sepp Kuss. Tudo isto após um período onde Wout Van Aert teve tempo para refletir. Que lição retirou de 2024? “Foi na Vuelta ter regressado ao meu melhor nível mesmo depois de uma queda grave na primavera e do duro período posterior. Agora estou na mesma situação em que tenho que lutar novamente e o que senti na Vuelta dá-me confiança de que voltarei uma vez mais." Wout Van Aert no Media Day da Visma. ### Acidente fatal, retirou a vida ao jovem ciclista Diogo Bicho Este domingo, 12 de janeiro, um grave acidente abalou a comunidade do ciclismo em Portugal, envolvendo dois jovens ciclistas da Escola de Ciclismo Matos-Cheirinhos. De acordo com a informação da Escola de Ciclismo, o incidente ocorreu em Ponte da Lage, concelho de Arruda dos Vinhos, quando um veículo ligeiro se despistou, colhendo os dois atletas que treinavam na via. O acidente provocou um ferido grave e uma vítima mortal. Diogo Bicho, de apenas 17 anos, perdeu tragicamente a vida, enquanto Tomás Frade permanece em estado crítico no hospital, segundo a mesma informação. A comunidade do ciclismo está de luto pela perda precoce do Diogo Bicho, são muitas as mensagens de apoio nas redes sociais e solidariedade dirigidas aos seus familiares, amigos e equipa. O Topcycling envia as mais sentidas condolências aos pais, familiares e equipa do Diogo. Ao Tomás, votos de rápidas melhoras. ### Blackjack Wheels dá nome à Bairrada Cycling Team! A marca de rodas portuguesa Blackjack Wheels, anunciou que reforçará a sua parceria com a Bairrada Cycling Team, assumindo o papel de "naming sponsor" da equipa em 2025. A colaboração, que já era de longa data, eleva-se agora a um novo patamar, sublinhando o compromisso de ambas as partes em impulsionar o ciclismo jovem e competitivo em Portugal. A Blackjack Bairrada Cycling Team, uma equipa de formação, categoria júnior, tem desempenhado um papel crucial no ciclismo nacional. Ao longo dos anos, tornou-se um trampolim para jovens talentos que aspiram alcançar os escalões superiores do ciclismo, sendo reconhecida pela sua excelência na formação de atletas e pela aposta no desenvolvimento do ciclismo nacional. Tanto a Blackjack Wheels, como equipa partilharam o anúncio nas suas redes sociais, destacando o orgulho na parceria e a ambição de continuar a "pedalar rumo a novas conquistas". Desta forma, a Bairrada Cycling Team passa a ter um apoio de peso para a próxima temporada, consolidando-se como uma das principais estruturas de formação de atletas no panorama do ciclismo português. ### Fabian Cancellara no TopCycling: "Acordo com um sorriso" TopCycling com Fabian Cancellara, proprietário da Tudor. A relação com Ricardo Scheidecker, o WorldTour no horizonte e muito mais num mano a mano lendário. Não existiria Tudor sem Fabian Cancellara. Esta foi a conclusão a que o TopCycling chegou após visitar a ProTeam suíça em Moraira, na Comunidade Valenciana, para participar no Media Day de antevisão da nova época. Mais de uma dezena de jornalistas – incluindo o TopCycling como único meio de comunicação nacional – marcaram presença. É raro uma ProTeam ter tanta afluência de jornalistas, mas a Tudor joga na primeira divisão do ciclismo. O proprietário da equipa, Fabian Cancellara, e o CEO, Raphael Meyer , apresentaram os reforços Marc Hirschi (ex-UAE Emirates) e Julian Alaphilippe (ex-Soudal QuickStep). Também confirmaram a presença na Clássica da Figueira, na Volta ao Algarve e no Paris-Nice, mas lamentaram a dependência de convites para as demais provas. Vídeo da conversa entre Gonçalo Moreira e Fabian Cancellara https://www.youtube.com/watch?v=5Y8JJI0MCLM O Tour de France – onde o suíço vestiu a amarela 29 dias – é uma miragem, mas repetir o Giro de Itália não é improvável. Ler mais | Entrámos na Tudor – Como preparam os abastecimentos dos ciclistas Meyer (CEO) e Cancellara (proprietário) com Hirschi e Alaphilippe no Media Day.Foto: Tudor Pro Cycling 20 minutos a sós com o "Spartacus" Foi especial estar 20 minutos a sós com o "Spartacus". Fabian Cancellara é acessível e esforça-se por conectar com a audiência. Atendeu a imprensa da Valónia em francês, os suíços em vários idiomas e até arranhou o português no TopCycling. Aos 43 anos desdobra-se em compromissos já que, além de proprietário da equipa Tudor, também é embaixador da marca de relógios e organiza Gran Fondos na Suíça. "Chamo-me quase sempre a alma da equipa. Não trago a lenda Cancellara, o proprietário. Não gosto disso porque sou como sou: pés na terra, humilde, mas disposto a criar algo com as pessoas. Temos a nossa filosofia e forma de correr. Não sou diretor desportivo, treinador, nutricionista; tenho um papel especial, que é agradável. Claro que sou responsável por quase 130 pessoas como proprietário. ‘Ah ele também é a lenda do ciclismo.’ Não me sinto a lenda, sou como sou, gosto de fazer o que estou a fazer e quero dar às pessoas na equipa a oportunidade de criarem algo. Eu comecei, mas agora não sou eu, somos nós, juntos, e é disso que gosto mais. (…) No fim do dia estou super contente, super calmo e acordo de manhã com um grande sorriso. Estou feliz.” Fabian Cancellara ao TopCycling. Ler mais | Ricardo Scheidecker – “Somos uma estrutura WorldTour” O TopCycling representou Portugal no encontro da Tudor com os média.Foto: Tudor Pro Cycling Ricardo Scheidecker vai guiando a Tudor Como se explicam as chegadas de Hirschi e de Alaphilippe, que aceitaram correr na segunda divisão sem garantias de calendário? Nos bastidores, o sempre discreto Ricardo Scheidecker vai guiando a Tudor. O maestro dos contactos com corredores e das reuniões com os organizadores mais influentes. Cancellara e Scheidecker conheceram-se em 2011 e aí nasceu uma bela amizade. O braço direito de Cancellara tem implantado na Tudor o ADN ganhador da Quick-Step de Patrick Lefevere e o espírito de grupo da Saxo Bank de Bjarne Riis. "O Ricardo é uma pessoa muito importante. É o líder do nosso departamento desportivo. Trabalhei com ele na Leopard-Trek, partilhamos muitas coisas lá. Não diria que depois nos separamos, mas a nossa relação não acabou. Somos amigos. (…) Estou super orgulhoso de ter tão boa pessoa, tão profissional e com tanta experiência como o Ricardo. Traz imenso à equipa, valores que são necessários para a construir. É bom ter um amigo na equipa. Quando começamos só estavam o Ricardo e o médico, à volta eram só pessoas novas. Não fui eu que escolhi, fomos nós, todos juntos, a construir o que temos hoje: de 20 atletas para 27, agora em 2025 temos 30 atletas, uma enorme estrutura também graças ao Ricardo." Fabian Cancellara ao TopCycling. Portugal foi a rampa de lançamento Tetracampeão mundial de contrarrelógio, vencedor de três Paris-Roubaix e outras tantas Voltas à Flandres. Entre tantos momentos de excelência desportiva há um que ainda hoje marca a carreira de Fabian Cancellara. Sabiam que Portugal foi a rampa de lançamento de um ciclista que o diário Marca considera um dos 50 desportistas de referência do século 21? “O meu passado tem algo realmente profundo com Portugal porque fiz em 1997 o Festival Olímpico da Juventude Europeia, em Monsanto, era eu júnior do segundo ano. Depois fiz o Mundial e, claro, do Algarve tenho boas memórias do contrarrelógio que ganhei em Sagres [2016]. Em geral sempre rodeado por boas pessoas. Também quando era jovem ciclista tive alguns colegas ciclistas do norte de Portugal, que viviam na Suíça. Boas memórias do povo português em geral, por isso agradeço todo o apoio.” Fabian Cancellara ao TopCycling. Um dos melhores corredores de todos os tempos e tão pouco tempo. Ficou tanto por perguntar a Fabian Cancellara. Cliquem no vídeo para verem a conversa na íntegra. ### José Borges - Entrevista Topcycling José Borges é um ciclista português, referência mundial no BTT, nas vertentes da Enduro e Downhill. Depois de 11 títulos de campeão nacional, e quase 20 anos de carreira na montanha, faz a transição para a estrada. O Topcycling sentou-se com o novo homem do Feirense para 2025, para perceber o porquê da transição, e o que traz de uma carreira tão longa e tão rica ao mais alto nível. Ler mais | Rui Oliveira sobe na hierarquia da UAE Emirates – Entrevista Créditos: João Fânzeres Carreira de sucesso na montanha José Borges ligou a câmara do computador para falar com o Topcycling da varanda do quarto de hotel nas Canárias, onde está a estagiar com Ivo Oliveira. Um estágio que surgiu a convite do homem da UAE Team Emirates, e que serviu em muito para ir atrás do sol e “meter horas nas pernas”.  Mas antes de falar do próximo capítulo da carreira de José Borges, vale a pena ir até ao início. 2006, quando foi ver uma corrida de Downhill e se apaixonou pela modalidade.  Trocou as motas pela bicicleta de montanha e fez a primeira época completa em 2007 – sempre com o apoio do pai, que se mantém até hoje, tal como o resto da família.  Desde então, história: 11 títulos nacionais – que pensava serem já 12, mas o número foi retificado depois da contagem às camisolas que tem em casa – e uma vitória na mítica MegaAvalanche, em França. De resto, menciona “subir ao pódio em 2019 num Enduro World Series, e este ano nas e-bikes, também foram grandes momentos da minha carreira”. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 https://www.youtube.com/watch?v=VYG6dwQyGFw&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Experiência no estrangeiro Correu vários anos em Portugal, mas também nalgumas das maiores e melhores estruturas do mundo, como foi o caso da Canyon, de Fabien Barel, a quem deixa muitos elogios. Sobre a diferença entre correr cá dentro, ou lá fora, disse: É como falares de um Fiat Uno e falares de um Ferrari. Não há comparação. A estrutura em Portugal é dão-te uma bicicleta, ou emprestam, dão-te um capacete e equipamento, e depois safas-te - atenção, falo na minha experiência, dentro da minha modalidade. Estando numa equipa fábrica as condições são outras: há training camps, há suplementação, treinador, manager, há muita coisa que em Portugal não há capacidade. José Borges José Borges tem sido, então, a referência maior a nível nacional no ciclismo de montanha – uma variante muitas vezes ignorada mediaticamente, num desporto que por si também não tem a maior expressão mediática. Sobre a falta de reconhecimento pelo que conseguiu, o ciclista explicou que se foi “habituando”: Ao longo destes anos, principalmente quando entrei para a Canyon e os resultados apareceram a nível internacional, fui-me habituando. A Federação e outras entidades tiveram oportunidade de utilizar a minha imagem - tiveram em 2021 um atleta que terminou a taça do mundo, 17 etapas pelo mundo fora, e acaba em quinto lugar. Nunca houve uma notícia, uma mensagem a dar os parabéns, ate à data, nada. Habituei-me. O ano passado foi a minha melhor época, nas e-bikes. Fui líder na taça do mundo, que se calhar não vai acontecer nos próximos 100 anos, sem querer desvalorizar ninguém, mas não é fácil. E até à data não tive uma felicitação, uma notícia, o que fosse. Habituei-me, desprezei. Dei importância a quem me rodeia, família, amigos, equipa, e as pessoas que me acompanham e que gostam de mim. José Borges Ler mais | Enduro World Series (EWS) – Portugueses brilham na Madeira Créditos: João Fânzeres A Transição para a estrada Depois de uma das épocas de maior sucesso na carreira, abraça o projeto do Feirense para se estrear na estrada em 2025. Os convites já tinham vindo antes, mas nunca “surgiu a oportunidade”  Explicou-nos o porquê da transição nesta fase da carreira: Eu, em 2025, se quisesse continuar na modalidade a nível profissional, continuava – tive propostas. Confesso que algumas foram para um papel mais de embaixador, criador de conteúdo, e fazer algumas corridas. Mas como digo no vídeo, sinto-me capaz, e ao mais alto nível, para estar em competição. As marcas não pretendiam tanto isso, por isso decidi abraçar este projeto. Pensei muito sobre isto, e pensei “porque não?”. Arrisquei um ano, e pronto, é isto. Vou-me manter também numa equipa portuguesa de BTT, a correr algumas corridas de mundial, fazer algumas provas míticas, fazer algum conteúdo. José Borges Créditos: João Fânzeres Confessou que a opção da estrada foi “juntar o útil ao agradável” - o coincidir de um fim de ciclo, e um gosto pela estrada que já existia antes, fomentado pelos muitos treinos com profissionais que “deixaram a pulga atrás da orelha”.  O Feirense surge nesta altura, na figura do Doutor Joaquim Andrade, chefe da equipa: Foi uma coisa de momento, uma pergunta para o ar que deu resultado. Pelos vistos já em 2018 tinha feito uma corrida lá perto de casa que até ganhei. Acho que o Joaquim também me viu correr lá na nossa zona em outubro... depois o facto de ser de Santa Maria da Feira também ajudou (...) Em setembro comecei a pensar nessa possibilidade, mandei uma boca para o ar para o Joaquim Andrade e ele disse “porque não?” e que tinha todo o gosto de me ter na equipa. E eu comecei a pensar, e também disse “porque não?”, e arrisquei. José Borges A adaptação Agarrar a roda de Ivo Oliveira no estágio em Espanha não tem sido problema, e o português confessou que está a aprender muito sobre a “recuperação, alimentação e descanso” com os profissionais.  A balança à mesa foi uma dor de cabeça maior para José Borges – a nutrição foi uma das grandes alterações que teve de fazer: A primeira coisa foi trabalhar com o nutricionista, contratei um treinador mais específico, o Carlos Aguiar, que treinou o Afonso Eulálio. E é claro, a primeiro coisa foi perder peso. No Downhill, no início da temporada estava com 83kg, agora já estou com 76kg. Portanto foi perder peso, porque tenho muita massa muscular comparado com um ciclista de estrada. A explosão e intensidade sempre tive, sempre fui trabalhando. O que trabalhei muito foi fazer bastantes horas em cima da bicicleta, criar uma base. Fizemos isso no mês de novembro, dezembro, e agora com o aproximar das corridas já estamos a por mais intensidade, séries mais longas. José Borges Confessou que deixou “a balança em casa”, e que em Espanha tem sido diferente pela natureza dos treinos: “Entretanto os treinos começaram a ser mais intensos, mais carga, e aí se não comeres não vais ter energia. Agora já como maiores quantidades, as comidas são sempre as mesmas, mas como mais”.  Ainda sobre a permuta entre a montanha e a estrada, apontamos Alan Hatherly como exemplo de um caminho semelhante. José Borges respondeu com outro, o de Peter Sagan, e explicou as vantagens que se podem trazer do BTT: “O que eu sinto... As descidas, acho que vou mais à vontade do que a maior parte do pelotão, porque a minha vida foi sempre descer. A nível técnico, se for preciso subir uma lomba, ou passeio, por qualquer coisa que seja, sinto que aí também tenho vantagem. E depois a explosão, porque um atleta de XCO ou Downhill trabalha muito a explosividade.” José Borges Ler mais | Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma | Lease a Bike Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet 2025 para José Borges Arranca para nova aventura, na estrada, inserido da estrutura do Feirense. Sem calendário definido por agora, diz que gostava de correr algumas provas rolantes, “como a prova de abertura, a Volta ao Alentejo... Gostava muito de fazer a Volta ao Algarve e ter a experiência de correr com o WorldTour”.  As expetativas passam por... desfrutar, acima de tudo: Desfrutar da oportunidade, e das competições com os colegas com que treino diariamente, e de todo o ambiente que vejo na televisão. O resto vem por acréscimo, sinceramente não sei quais serão as minhas expetativas, o que serão bons resultados (...) Espero não descolar antes da partida simbólica, isso já era bom para mim. José Borges Considera-se um ciclista rápido, sem ser um puro sprinter: “Se for um grupo mais restrito, posso conseguir fazer algo interessante”. Não foi fácil escolher referências no pelotão internacional – por serem muitos e “tão bons” - mas destacou Ivo e Rui Oliveira, João Almeida e Tadej Pogacar. Ler mais | 51.ª Volta ao Algarve – Percurso renovado promete espetáculo Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Futuro - José Borges, o treinador? Numa entrevista no fim de 2024 disse talvez ser “o ciclista mais completo em Portugal”, pela diversidade de vertentes em que já correu. Fica a faltar-lhe a pista e pouco mais, que diz “ainda querer experimentar”.  O plano para a reforma pode passar outro lado: JB Racing coach, um projeto de José Borges ligado ao treino. Contou que vem acompanhando alguns jovens “que não evoluem porque não têm suporte por trás”. Confessou fazê-lo “não tanto pela parte monetária, mas mais pelo ajudar as pessoas”: É um projeto que quero lançar no futuro, gostava de ser técnico de uma equipa no mundial de XCO, até quem sabe ser technic coach de uma equipa de estrada, porque o descer é muito importante, e há muitos atletas que são muito bons a subir, e que depois perdem tudo a descer. E se calhar isso pode ser trabalhado. Estou a trabalhar com miúdos do ciclismo e consigo notar evolução neles. E é algo que quero continuar a fazer. José Borges https://www.youtube.com/watch?v=AZHBXM8LkUQ&ab_channel=AldeiasdaMesados4Abades Créditos da fotografia de destaque: João Fânzeres ### Entrevista a Mikel Landa: "No Giro descobri o meu sítio" Basco da Soudal Quick-Step sentou-se com o TopCycling para projetar o regresso ao Giro e analisar as possibilidades de Remco Evenepoel no Tour. Mikel Landa é um dos homens fortes da Soudal Quick-Step e prepara-se para regressar ao Giro em 2025, três anos após a última presença na corrida que mais ama. O basco vem de um excelente ano, até à Vuelta a Espanha. Na 18.ª etapa caiu de 5.º a 10.º e de lutar pelo pódio a afundar-se na geral por um erro de posicionamento e decisões táticas questionáveis da equipa. De cabeça quente falou em pendurar a bicicleta, mas falou com o coração e não com a razão. Há Mikel Landa para muito tempo e pudemos comprovar isso mesmo durante o Media Day da formação belga, em Calpe, onde o corredor de 35 anos nos recebeu com enorme simpatia. Ler mais | Vuelta de 2025 parte de Piemonte, Itália Giro é uma corrida especial O primeiro grande desafio de 2025 é o Giro de Itália. Foi o corredor natural de Murgia, província de Álava, que pediu à equipa para regressar três anos após a última presença. O Giro é uma corrida especial para Mikel Landa, que em 2015 foi 3.º na geral ao serviço da Astana. “Foi onde descobri o meu sítio no ciclismo porque aí descobri o que podia fazer. Ir ao Giro é sempre especial, os meus melhores resultados também foram lá, estou desejando voltar e veremos o que nos traz este Giro de 2025. A Itália é especial: as estradas, as montanhas, as pessoas – vivem o Giro de outra maneira e tenho boas recordações.” Mikel Landa ao TopCycling. https://youtu.be/k5DNoPXRPWg Gonçalo Moreira e Mikel Landa. O TopCycling no Media Day da Soudal Quick-Step. Corredor de culto Como todos aqueles a quem reconhecemos um potencial tremendo, mas que têm dificuldade em conseguir vitórias marcantes, Mikel Landa é um corredor de culto. Um dos melhores trepadores do mundo que nunca venceu no Tour e que se tem destacado pela consistência 22 “grandes” fechou todas nos cinco primeiros, mas pódio para Mikel Landa só no Giro (2015 e 2022). Também venceu três etapas na prova italiana, uma na Vuelta e três Voltas (Trentino e duas vezes Burgos). Curto para tanto talento. “Gostava de fazer uma boa geral, sendo realista creio que um top cinco seria um bom resultado. Sobretudo gostava de levantar os braços, já há muito tempo que não os levanto e em 2025 oxalá possa ganhar uma etapa. Ganhar uma etapa, no Giro por exemplo, dar-me-ia muita alegria.” Mikel Landa ao TopCycling. Mais azul e o mesmo estilo no maillot da Soudal Quick-Step para 2025.Foto: Wout Beel Pedido especial de Remco Evenepoel Em 2024 vimos um Landa diferente. Foi pedido especial de Remco Evenepoel para ter ao lado um escalador de classe mundial para a estreia no Tour de France. A Soudal Quick-Step acedeu e Mikel chegou à sexta equipa na carreira, após passar por Euskaltel-Euskadi, Astana, Sky, Movistar e Bahrain. Mesmo correndo o Giro com ambição, em julho o basco está mentalizado para o trabalho de gregário de luxo. O clique entre os dois foi imediato. "Estar no Tour com o Remco também é uma sorte. Poder ajudá-lo, poder aconselhá-lo, fazer parte do que possa conseguir motiva-me muito. Ao mesmo tempo queria, como no ano passado, procurar uma oportunidade para mim e o Giro encaixa bem. Encontrei um rapaz normal, próximo, com as suas inquietudes por me conhecer e saber o que gosto de fazer. Gosta de aprender idiomas. É muito próximo e isso ajuda na hora de que trabalhe para ele com prazer. Senti-me valorizado por ele e pela equipa o que me deu muitíssima confiança." Mikel Landa ao TopCycling. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters A quanto está Evenepoel dos rivais Na estreia no Tour o belga subiu ao pódio e terminou a 9:18 de Tadej Pogacar e a 3:01 de Jonas Vingegaard. Venceu o contrarrelógio da 7.ª etapa e vestiu a camisola amarela. Mikel Landa foi o braço direito perfeito terminando 5.º atrás de João Almeida. Quisemos saber a quanto está Evenepoel dos rivais em termos de rendimento. "Não está muito longe, creio que não era um desafio fácil ir ao Tour com a pressão que tinha por fazer algo, por enfrentar dois dominadores de quem nada se aproxima e creio que ele esteve perto do Vingegaard e o Vingegaard já ganhou dois Tour. A ver se este ano pode dar mais um passinho e veremos onde pode chegar." Mikel Landa ao TopCycling. Ethan Hayter à cabeça do grupo durante o estágio em Calpe.Foto: Wout Beel O nosso pequeno paraíso A conversa foi longa para os parâmetros do ciclista de 35 anos, o que é compreensível dado que nem todos gostam dos encontros com os média. Quando falámos com Mikel Landa este já vinha de quatro ou cinco entrevistas e, convenhamos, as perguntas não são muito variadas. Como arrancar um sorriso a um atleta reservado? Apelando às suas raizes, levando-o a revisitar as paisagens naturais de Álava e jogando a carta do clube do coração. "Na minha zona há muito verde, temos o Salto de Nervión que é um desfiladeiro espetacular, cascatas, montanhas, montes, sobretudo muitos bosques bonitos. A cidade de Vitória é bonita e acolhedora, com muito ambiente. Temos o Deportivo Alavés. Não faltam planos." Mikel Landa ao TopCycling. https://www.youtube.com/watch?v=EXbDCdnvu0I Vídeo: Turismo Basco. O verde do País Basco tem pouco a ver com a luz da Comunidade Valenciana, que reflete os tons dourados das praias e distintas tonalidades do mar Mediterrâneo. São já muitos anos a estagiar entre Altea e Calpe, onde o "o clima é ótimo, as temperaturas não baixam dos 10 graus, enquanto em casa estamos perto dos zero. Há muitas estradas muito bem asfaltadas, muita montanha, um trânsito respeitador e aqui encontramos o nosso pequeno paraíso". Por agora, tudo decorre dentro da normalidade e a motivação foi renovada por mais um ano. No horizonte está o fim da carreira como ciclista e a procura de uma vocação para o resto da vida. Mikel Landa pensa cada vez mais no assunto, mas não está certo de encaixar no ciclismo. Só se vê como embaixador de uma equipa ou de uma marca. ### Ana Santos assina pela Cannondale Factory Racing Ana Santos assinou contrato pela Cannondale Factory Racing, umas das mais emblemáticas equipas de ciclismo de montanha. A ciclista portuguesa dá assim o salto para uma das melhores equipas mundiais, colocando Portugal com mais um nome na elite do ciclismo. Versatilidade é imagem de marca Ana Santos teve um ano de 2024 em grande com excelentes resultados em várias modalidades sendo a sua versatilidade uma imagem de marca. A ciclista conseguiu um quinto lugar histórico na Taça do Mundo de XCO sub-23, títulos nacionais em cross country, gravel e ciclocrosse. https://twitter.com/RideCannondale/status/1877390512249778361 Ana Santos num plantel jovem e renovado A equipa norte americana anunciou o seu plantel para 2025, perdendo estrelas como Alan Hatherly que foi para a equipa de estrada da Jayco AlUla. Para além disso Simon Andreassen e Mona Mitterwallner, que deram à equipa um 2024 para recordar vão também sair da equipa. Desta forma Ana Santos junta-se Charlie Aldridge, que renovou com a Cannondale Factory Racing e às novas contratações da equipa que incluem nomes como Jolanda Neff, medalha de ouro olímpica e Luca Martin, campeão mundial de sub-23. Créditos da foto de destaque: Marco Barbosa ### Todos os novos equipamentos do pelotão WorldTour 2025 Uma das novidades de início do ano são sempre as novas caras e cores das equipas e, neste artigo, reunimos todos os novos equipamentos da temporada de 2025. Começa já a memorizar as novas cores de cada formação e conhece alguns aspetos técnicos acerca do equipamento escolhido. Ler mais | Transferências 2025 - Ciclismo de Estrada Alpecin-Deceuninck Desaparece o azul e impõe-se o cinza denim que a formação neerlandesa já tinha apresentado no passado Tour de France. A Kalas continua a ser a parceira técnica que desenha e produz os kits da Alpecin-Deceuninck. Foto: Alpecin Deceuninck Foto: Alpecin Deceuninck Arkéa-B&B Hotels A Arkéa-B&B Hotels de Kévin Vauquelin, vai continuar a pintar o pelotão de vermelho na temporada de 2025. A marca de bicicletas também continua a ser a italiana Bianchi e o modelo Oltre RC é a aposta para competir. A Rosti vestirá a Arkea em 2025. Créditos: Aubin Lipke Foto: Thierry Sourbier Bahrain-Victorious A Bahrain-Victorious do recém-chegado português Afonso Eulálio, mantém as cores claras e vivas em 2025 que as distinguiram no pelotão em 2024. A bicicleta continua a ser da marca alemã Merida. Afonso Eulálio em estreia no WorldTour. Créditos: Charly Lopez Créditos: Charly Lopez Cofidis A Cofidis mantem o vermelho característico da equipa mas em 2025 com tons mais diferentes. A Campagnolo Look é a marca da bicicleta usada pela equipa. Foto: LNC/B. Bade Foto: LNC/B. Bade Decathlon AG2R La Mondiale Novas cores e novo equipamente. Na Decathlon AG2R o compromisso marca-equipa implica que todos os têxtis sejam produzidos pelos patrocinadores, Decathlon e Van Rysel, a partir deste ano. Foto: P.Ballet/A.Broadway Foto: P.Ballet/A.Broadway EF Education-EasyPost  A EF Education-EasyPost mantém a identidade nas cores do equipamento, apresentando um padrão original, como é habitual. A Cannondale continuará a ser a marca de bicicletas parceira da equipa. Créditos: Jered Gruber & Ashley Gruber Créditos: Jered Gruber & Ashley Gruber Créditos: Jered Gruber & Ashley Gruber Groupama-FDJ  A Groupama-FDJ continua com o azul gaulês característico da equipa já há muitos anos. A bicicleta continua a ser da marca italiana Wilier Triestina. Foto: Equipe cycliste Groupama-FDJ Foto: Equipe cycliste Groupama-FDJ INEOS Grenadiers A INEOS Grenadiers mantém o seu vermelho/laranja fluorescente para dar nas vistas no pelotão de 2025. A Pinarello será novamente o seu fornecedor de bicicletas. Créditos: INEOS Grenadiers Créditos: INEOS Grenadiers Intermarché-Wanty A Intermarché-Wanty World Team de Biniam Girmay mudou equipamento passando do azul a um design maioritariamente branco. A marca de bicicletas continua a ser a Cube. Foto: Alessandro Volders / cyclingmedia agency Créditos: Intermarché-Wanty World Team Lidl-Trek A Lidl-Trek de Pedersen e Espargaró tem pequenas mudanças no equipamento, mantendo o azul, vermelho e amarelo dos últimos anos. A bicicleta usada pela equipa não podia ser outra que a da marca com sede em Wisconsin, a Trek. Créditos: Ryan Bodge (Trek) Créditos: Ryan Bodge (Trek) Movistar Team A Movistar de Nélson Oliveira e Rúben Guerreiro continua com as cores branca e azul na temporada de 2025, mas com um look mais clean onde o branco se destaca. Vai continuar também a usar bicicletas Canyon. Créditos: Movistar | Abarca Sports Créditos: Rafa Gomez/SprintCycling Red Bull-BORA-hansgrohe A Red Bull-BORA-hansgrohe tem uma imagem renovada para 2025 com um equipamento muito diferente do da última temporada. A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Créditos: Red Bull - BORA - hansgrohe | Max Fries Créditos: Red Bull - BORA - hansgrohe | Max Fries Soudal Quick-Step A Soudal Quick-Step de Landa e Remco Evenepoel vai continuar a pintar o pelotão de azul em 2025. As bicicletas são da marca Specialized. Créditos: Wout Beel & Cédric Depraetere Créditos: Wout Beel Team Jayco AlUla A Jayco AlUla de Ben O'Connor tem um dos equipamentos mais diferentes para a temporada de 2025, com o roxo a ser predominante e a facilitar a vida aos espetadores. O kit é produzido pela marca australiana Maap. A marca de bicicletas usada continua a ser a Giant. Créditos: GreenEDGE Créditos: GreenEDGE Team Picnic PostNL (antiga DSM) A Team Picnic PostNL te tem agora novo "naming sponsor" (PicNic) e o equipamento adotou tons mais escuros. A equipa deixa de utilizar bicicletas Scott e passa a utilizar a marca francesa Lapierre. Créditos: Francesco Rachello / Tornanti.cc Foto: Tornanti CC Team Visma | Lease a Bike O mesmo estilo, as mesmas cores e mesma marca de bicicletas. Na Visma o lema é continuidade para 2025. Foto: Charly Lopez Créditos: Bram Berkien UAE Team Emirates-XRG A UAE Team Emirates-XRG de João Almeida, António Morgado e os irmão Ivo e Rui Oliveira vai continuar a usar um equipamento maioritariamente branco. As bicicletas continuam também a ser da marca Colnago. Créditos: UAE Emirates/Fizza Créditos: UAE Emirates/Fizza Créditos: Colnago XDS Astana Team A XDS Astana Team vai entrar numa nova fase com o novo patrocínio, mas mantém o azul histórico que sempre a caracterizou. As bicicletas vão ser da XDS, que também dá nome à equipa e que pela primeira vez entra no WorldTour com quadros de carbono chineses. Créditos: XDS Astana Créditos: XDS Astana Créditos: XDS Astana No Topcycling, queremos saber como é o público português no que se refere ao ciclismo, responda ao nosso questionário, são só dois minutos e está ajudar o projeto. Responda ao questionário Topcycling 2025 clicando aqui ### Época de estrada arranca na Austrália – O que há para ver em janeiro?  Arrancou esta quarta feira, dia 8 de janeiro, a época de estrada, com o início habitual nos campeonatos nacionais australianos – primeiro com as provas de juniores, e depois com a entrada dos elites.  A Austrália é o destaque do início da época de estrada, e é lá que acontece a primeira corrida WorldTour do ano. Mas há mais para ver numa altura em que os ciclistas voltam ás bicicletas e preparam o que aí vem. Ler mais | Wout Van Aert – Calendário de estrada inclui presença na Volta ao Algarve 2025 Nacionais arrancam ciclismo na Austrália Entre dia 8 e dia 12 de janeiro, correm-se todas as vertentes dos campeonatos nacionais australianos, onde os grandes destaques são, entre outros, Jay Vine, Jai Hindley, Luke Plapp, Ruby Roseman-Gannon ou Brodie Chapman.  É na Austrália que o ciclismo fica – a descansar durante cinco dias - até à próxima prova, e logo a primeira de nível WorldTour da temporada: o Santos Tour Down Under feminino, que se corre entre 17 e 19 de janeiro. Créditos: Unipublic / Sprint Cycling Agency Poucos dias depois, entre 21 e 26 de janeiro, a prova masculina da mesma corrida, primeira corrida WorldTour do ano para os homens.  De resto, o continente australiano recebe a Schwalbe Women's One Day Classic, (1.Pro) feminina, a 26 de janeiro; a Surf Coast Classic masculina e feminina (categoria 1.1) a 29 e 30; e a Cadel Evans Great Ocean Road Race (1.WT), masculina e feminina, já no início de fevereiro. Ler mais | O Topcycling falou com Ben O’Connor – “Quero manter o nível, mas ser mais consistente” https://www.youtube.com/watch?v=9sUWdQumACg&ab_channel=TourDownUnder Da Austrália... para Espanha Depois do início no continente australiano, a grande parte das corridas de estrada no mês de janeiro têm lugar em Espanha, com destaque para o Challenge Mallorca, no final do mês. A exceção é o AlUla Tour, na Arábia Saudita. Rui Costa no Trofeo Calvia - do Challenge Mallorca - em 2023. Créditos: Luis Angel Gomez/ SCA / Cor Vos Três continentes para compor o ramalhete ciclista durante o primeiro mês de 2025, antes da entrada a todo o gás em fevereiro, onde várias corridas .Pro de renome vão trazer de volta as grandes estrelas do ciclismo à estrada. Em março, arrancaram as grandes corridas do WorldTour da temporada 2025.  Confere, em baixo, o calendário de competições para o mês de janeiro: 17/1 a 19/1 - Santos Tour Down Under (2.WT - Feminino) 19/1 - Women Cycling Pro Costa De Almería (1.1 - Feminino) 21/1 a 26/1 - Santos Tour Down Under (2.WT – Masculino) 25/1 - Gran Premio Castellón - Ruta de la Cerámica (1.1 -Casculino) 25/1 - Trofeo Ses Salines-Felanitx (1.1 - Feminino) 26/1 - Schwalbe Women's One Day Classic (1.Pro - Feminino) 26/1 - Clàssica Comunitat Valenciana 1969 - Gran Premi València (1.1 - Masculino) 26/1 - Trofeo Palma Femina (1.1 - Feminino) 27/1 - Trofeo Binissalem-Andratx (1.1 - Feminino)* 28/1 a 1/2 - AlUla Tour (2.1 - Masculino)* 29/1 - Trofeo Calvià (1.1 - Masculino)* 29/1 - Surf Coast Classic (1.1 - Feminino) 30/1 - Trofeo Felanitx-Ses Salines (1.1 - Masculino)* 30/1 - Surf Coast Classic (1.1 - Masculino) 31/1 - Trofeo Serra Tramuntana (1.1 - Masculino)* * - Transmissão na Eurosport Portugal Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Créditos da fotografia de destaque: Zac Williams - Jayco ### Rui Oliveira sobe na hierarquia da UAE Emirates - Entrevista Nova época e maiores responsabilidades ao sprint para Rui Oliveira na UAE Emirates. O TopCycling com o campeão olímpico! Num hotel de Benidorm, entre treinos e massagens, Rui Oliveira (UAE-Emirates) sentou-se com o TopCycling para meia hora de conversa. Recordámos o glorioso Madison dos Jogos Olímpicos – que venceu com Iúri Leitão – e abordamos a grande novidade para 2025: a subida na hierarquia da UAE-Emirates. Vídeo https://youtu.be/LiXbUi4nFTE No verão de 2024, Portugal saiu de Paris como uma autêntica potência olímpica no ciclismo de pista e Rui Oliveira foi um dos atores principais num guião ao estilo de Hollywood. Como sou um romântico veio-me logo à mente “Casablanca”, clássico do cinema no qual Humphrey Bogart e Ingrid Bergman recordam o amor vivido em Paris com a nostalgia de quem antevê um futuro incerto. Não se alimenta também o desporto do passado? Até Paris 2024 Portugal só tinha campeões olímpicos no atletismo, dado que Rui Oliveira e Iúri Leitão se encarregaram de modificar. Para os esquecidos, só os seguintes atletas conquistaram o ouro por Portugal em Jogos Olímpicos: Carlos Lopes, (Maratona) - Los Angeles 1984 Rosa Mota, (Maratona) - Seul 1988 Fernanda Ribeiro, (10000 metros) - Atlanta 1996 Nélson Évora, (Triplo salto) - Pequim 2008 Pedro Pablo Pichardo, (Triplo salto) - Tóquio 2020 Iuri Leitão e Rui Oliveira, (Madison) - Paris 2024 “Vai ser uma memória para toda a vida. Não sabemos se vai voltar a acontecer, mas aconteceu, é real e é um feito tao grande que nunca vai sair das nossas memórias nem das memórias de muita gente. É isso que torna tudo mais especial.” Rui Oliveira ao TopCycling. Portugal, Itália e Dinamarca venceram as medalhas no Madison.Créditos: Zac Williams/SWpix.com "O maior feito foi ter conhecido o Cristiano" Além do ouro olímpico, o estatuto de campeão trouxe alguns merecidos privilégios aos dois ciclistas. Iuri Leitão e Rui Oliveira foram convidados de honra no Portugal-Escócia. Ao intervalo foram ao relvado para o aplauso do Estádio da Luz, mas o mais marcante aconteceu nos bastidores. “O maior feito foi ter conhecido o Cristiano [Ronaldo], foi um momento único para mim e para o Iuri. Não era expectável que isso acontecesse naquele dia porque fomos convidados pelo Comité Olímpico, havia a possibilidade dele nos assinar uma camisola, mas disseram-nos que ia ser praticamente impossível estar com ele. Por vontade dele e por ter dado acesso à zona dos balneários conseguimos privar um bocadinho. Deu para ver que os jogadores e outras pessoas fora do ciclismo reconhecem que o feito foi enorme.” Rui Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 A dupla Oliveira-Leitão em ação no velódromo de Paris.Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Rui Oliveira ao serviço do fenómeno esloveno O calendário de Rui Oliveira em 2025 apresenta algumas novidades importantes. Preparem-se para vê-lo sprintar mais vezes e com maior responsabilidade em corridas de uma semana. A abertura será no Tour Down Under, regressa à Europa via Volta ao Algarve, à qual se segue o período de clássicas do Norte. Aí será um dos tenentes de Tadej Pogacar, que regressa ao pavê após ganhar a Ronde em 2022. É garantido que entre Harelbeke, Gent e Volta à Flandres teremos Rui Oliveira ao serviço do fenómeno esloveno. “O meu principal objetivo é ganhar uma corrida na estrada. Em 2024 estive três ou quatro vezes pertinho, sei que sou capaz de ganhar uma corrida e é isso que falta para me assumir. É preciso oportunidades e este ano a equipa deu-me um calendário onde vou liderar as corridas ao sprint e vou tentar agarrar essa oportunidade.” Rui Oliveira ao TopCycling. Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Bypass às “grandes” O bypass às “grandes” tem lógica, já que a equipa tem líderes que apontam à vitória nessas provas. Para um sprinter que se quer afirmar, as oportunidades são escassas nesse contexto orientado para a classificação geral. Rui Oliveira recorda o Giro de Itália da passada temporada, onde trabalhou para a vitória final de Tadej Pogacar. “Tínhamos o objetivo de ganhar com o Tadej, mas também ambições de ganhar com o Molano ao sprint. Pesa muito fazer os sprints e noutros dias trabalhar na frente, a sobrecarga é enorme. Este ano optamos por fazer mais corridas de uma semana e ter mais oportunidades nas chegadas rápidas. Algumas com o Molano onde vou estar 100 por cento para ele, mas quando não estiver com ele terei o meu lugar no sprint e é aí que me quero afirmar.” Rui Oliveira ao TopCycling. Se quiserem saber mais pormenores basta clicarem no vídeo e conferirem na íntegra a conversa com Rui Oliveira. ### O Topcycling falou com Ben O’Connor - "Quero manter o nível, mas ser mais consistente" Ben O'Connor chega à Jayco após liderar uma equipa francesa no Tour de France. Vice-campeão mundial quer afirmar o estilo australiano e o TopCycling foi ouvi-lo. O Topcycling esteve no Media Day da Jayco AlUla e aproveitou para conhecer as ambições de Ben O'Connor, referência da equipa para 2025. Os australianos venceram 25 corridas em 2024, quatro delas de nível WorldTour. Perderam Simon Yates, mas as caras novas prometem. Ler mais | Entrevistamos Derek Gee, líder da Israel no Giro O'Connor com o novo maillot da Jayco AlUla.Foto: GreenEDGE O momento de mudar de cenário Ben O’Connor passou quatro anos numa situação caricata: um australiano a liderar uma equipa francesa – algo atípico num ciclismo de índole conservadora e onde muitas vezes nem para a língua inglesa há espaço.   No fim de 2024, o ano mais bem-sucedido da carreira, mudou de equipa e voltou a casa. É reforço da Jayco AlUla por sentir que chegou o momento de mudar de cenário e de cultura. "Passei tempos incríveis em França. Ser um australiano numa equipa francesa é qualquer coisa de diferente e chegou a funcionar. Foi fantástico, mas estava pronto para uma mudança. Como se comunica, como és como pessoa... sempre quis estar numa equipa australiana, era quase criminoso não estar. Sou – espero eu – um dos melhores australianos do pelotão por isso quase sinto que isto é uma necessidade. (...) E depois a estrutura, os equipamentos, a nutrição, é tudo de topo... Mas o lado humano foi o mais importante para mim." Ben O'Connor ao TopCycling. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve O'Connor liderou 13 dias na Vuelta.Foto: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Margem para melhorar no contrarrelógio Sem medo da pressão nem das comparações com Simon Yates, até porque “não é pressão maior do que liderar uma equipa francesa no Tour de France”. O corredor de 29 anos completou na Vuelta a tripla de etapas ganhas nas "grandes". Na bagagem traz triunfos, mas sobretudo a tranquilidade de saber que foi capaz de liderar uma estrutura tradicional e forte como a Decathlon Ag2r. "Ser líder é uma maneira diferente de correr, tens muita responsabilidade, tanto pessoalmente como na equipa. E tens de estar bem na estrada. Precisas de confiança e que os colegas confiem em ti, eles precisam de saber que estão a trabalhar para alguma coisa. O processo de ganhar a confiança dos colegas é algo prolongado por toda a época e tens de fazer as coisas funcionar, em todo o lado. Isso é algo que trago comigo de França, aprendi bastante sobre essa gestão (...) Sobre ser o substituto do Simon… somos ciclistas diferentes, ele também já ganhou mais. Estou em progresso, a evoluir e ainda não atingi o meu ponto alto." Ben O'Connor ao TopCycling. Em 2024 foi 4.º no Giro, 2.º na Vuelta e 2.º no Mundial. Uma grande época que acredita poder superar, até porque tem margem para melhorar no contrarrelógio. "É algo que pode ser explorado com melhoramentos nos testes. Estou entusiasmado para ver como corre. Na Vuelta fiz alguns dos meus melhores números, se conseguir transportar isso para outras corridas estou numa boa posição. (...) Quero ter o mesmo nível, mas ser mais consistente. Quero ganhar no WorldTour, é outro objetivo. Depois ir ao Tour e não ter nada a correr mal como nos últimos anos. Sei que consigo andar bem lá, só tenho de não fazer erros. Já fui 4.º e acho que posso repetir, no mínimo. Depois, a Vuelta, não tenho a certeza, mas gosto da ideia de duas Grandes Voltas. Em relação à equipa, um pódio numa grande e cerca de 30 vitórias seriam ótimos números." Ben O'Connor ao TopCycling. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 Créditos da fotografia de destaque: GreenEDGE Cycling ### Wout Van Aert - Calendário de estrada inclui presença na Volta ao Algarve 2025 O jornal belga Het Laatste Nieuws, revelou o calendário de Wout van Aert na estrada para 2025 após findar a sua temporada de ciclocrosse. Van Aert vai repetir a presença na Volta ao Algarve, antes das clássicas do empedrado e da dobradinha Giro/Tour. UCI Elite Cyclo-Cross World Cup 2024 - Cyclocross - Benidorm - Menís Elite - 21/01/2024 - Wout Van Aert (BEL - Team Visma - Lease a Bike) - photo Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2024 Volta ao Algarve nos planos do belga Uma das corridas que van Aert vai fazer em preparação e antes de se iniciar nas grandes clássicas do empedrado é novamente a Volta ao Algarve que vai para a estrada de 19 a 23 de fevereiro. Depois da estreia na algarvia em 2024 onde venceu a terceira etapa e fez sétimo à geral, o ciclista belga vai marcar novamente presença num calendário com ênfase nas clássicas do empedrado e nas Grandes Voltas. Créditos: João Fonseca Photographer Dobradinha Giro/Tour depois dos Monumentos Van Aert tem previsto um calendário semelhante ao que tinha na temporada de 2024 quando foi forçado a alterar os planos depois de uma violenta queda na Através da Flandres. Tendo terminado a temporada de clássicas mais cedo e falhado o Giro, um dos seus grandes objetivos da passada temporada devido a esta queda, van Aert vai novamente apostar na dobradinha Giro/Tour depois de uma atarefada época de clássicas do empedrado. Foto: A.S.O. Pauline Ballet Estreia em 2025 na Clássica Jaén Tendo ainda previstas duas corridas de ciclocrosse esta temporada - Benidorm e Maasmechelen - van Aert deverá fazer um último estágio de pré-temporada antes da estreia na estrada a 17 de fevereiro na Clássica Jaén. Depois vai até à Volta ao Algarve antes de se iniciarem os primeiros objetivos da época, o Fim de Semana de Abertura e os Monumentos do empedrado. Há ainda a destacar a ausência da Milão-Sanremo e da Strade Bianchi, duas corridas já ganhas pelo belga e a presença na Amstel Gold Race, corrida que venceu em 2021. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Calendário completo de Van Aert: 19 janeiro: Taça do Mundo de ciclocrosse - Benidorm 25 de janeiro: Taça do Mundo de ciclocrosse - Maasmechelen 17 de fevereiro: Clássica Jaén 19-23 de fevereiro: Volta ao Algarve 1 de março: Omloop Het Nieuwsblad 2 de março: Kuurne-Brussel-Kuurne 28 de março: E3 Saxo Classic 30 de março: Gent-Wevelgem 2 de abril: Dwars door Vlaanderen 6 de abril: Tour of Flanders 13 de abril: Paris-Roubaix 20 de abril: Amstel Gold Race 9 de maio -1 de junho: Giro d'Italia 5 a 27 de julho: Volta à França ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 9.ª Ronda – Dendermonde A nona ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse levou os ciclistas até Dendermonde onde encontraram um autêntico festival de lama. O percurso, além de lamacento, tinha muitas partes onde era preciso sair da bicicleta num dia em que os crossistas tiveram de sofrer muito e lutar principalmente contra eles próprios. Foto: Flanders Classics Corrida Feminina - L de Lucinda e Lamaçal A corrida feminina rapidamente fez as primeiras diferenças com o percurso de Dendermonde a separar as ciclistas desde a primeira curva. Lucinda Brand, líder da Taça do Mundo, liderou a primeira volta, tendo Puck Pieterse e Zoe Backstedt como mais diretas perseguidoras. Puck Pieterse conseguiu juntar-se à frente da corrida na segunda volta mas por pouco tempo já que Brand estava num dia super e rapidamente a deixou para trás. Foto: Flanders Classics Em recuperação vinha Fem van Empel que veio de décima a terceira e pôs pressão no segundo posto de Pieterse. Lucinda Brand fez uma corrida praticamente sem erros e venceu a dura prova de Dendermonde. Pieterse resistiu à pressão de van Empel e beneficiou de dois furos da campeã do mundo terminando no segundo posto. Vídeo resumo corrida feminina https://youtu.be/nLEchn7JWc8?si=NgLfi9HFIV5p5idP Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1BRAND LucindaBaloise Glowi Lions55:082PIETERSE PuckFenix-Deceuninck0:303VAN EMPEL FemVisma-Lease a Bike0:414BAKKER ManonCrelan - Corendon1:265BACKSTEDT Zoe 1:496VAN DER HEIJDEN IngeCrelan - Corendon2:267BENTVELD LeoniePauwels Sauzen - Cibel Clementines2:368NORBERT RIBEROLLE MarionCrelan - Corendon3:099CANT SanneCrelan - Corendon3:1110BETSEMA DenisePauwels Sauzen - Cibel Clementines3:13 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda2552VAN EMPEL Fem1943BACKSTEDT Zoe1744SCHREIBER Marie1635VAS Blanka Kata1626VAN DER HEIJDEN Inge1607ALVARADO Ceylin Del Carmen1398BENTVELD Leonie1299PIETERSE Puck12610NORBERT RIBEROLLE Marion121 Corrida masculina - Van Aert Dendermonstro Na corrida masculina foram Pim Ronhaar e Toon Aerts que arrancaram melhor sob o olhar de Emiel Verstrynge. Wout van Aert rapidamnete se juntou ao trio da frente e com Verstrynge fugiram da demais concorrência. Van Aert isolou-se na frente ainda na segunda volta deixando para trás Verstrynge que fez a melhor corrida da temporada. Atrás Toon Aerts lutava pelo último lugar do pódio. Van Aert estava super e sem cometer grandes erros venceu pela segunda vez no fim de semana com 1'20 de vantagem para Verstrynge. Joran Wiseure ultrapassou Toon Aerts, que se aproximou da liderança da Taça do Mundo, e conquistou o último lugar no pódio. Vídeo resumo corrida masculina https://youtu.be/tHXKFuas0Fc?si=9B5mGyctWuT9TOUC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VAN AERT WoutVisma-Lease a Bike1:02:492VERSTRYNGE EmielCrelan - Corendon1:203WYSEURE JoranCrelan - Corendon1:414AERTS ToonDeschacht - Hens - FSP1:525VANTHOURENHOUT MichaelPauwels Sauzen - Cibel Clementines2:246RONHAAR PimBaloise Glowi Lions2:437KUHN KevinCharles Liégeois Roastery CX2:498NYS ThibauBaloise Glowi Lions3:149MASON CameronSeven Racing3:1510HENDRIKX MeesHeizomat Radteam p/b Herrmann3:35 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael2102AERTS Toon1863WYSEURE Joran1514RONHAAR Pim1425VANDEPUTTE Niels1256ISERBYT Eli1247VAN DER POEL Mathieu1208VERSTRYNGE Emiel1189VAN DER HAAR Lars11510NYS Thibau112 A Taça do Mundo segue até Espanha para a ronda de Benidorm (19 de janeiro) uma semana depois dos campeonatos. ### Superprestige | Rescaldo Ronda 7 – Gullegem  A sétima ronda do Superprestige levou os ciclistas a Gullegem, para um percurso recente que se disputa desde 2018. Na penúltima ronda do trofeu, foram dois nomes conhecidos a levantar os braços: Lucinda Brand e Wout van Aert. Foto: Flanders Classics Corrida masculina – O regresso A prova demorou a definir-se. Até à quarta volta, eram muitos os corredores que seguiam no grupo da frente ou perto dele. Apenas na quarta volta chegou a primeira movimentação com impacto: Wout van Aert pegou no ritmo, e só Vanthorenhout é que seguiu.   Eventualmente, Eli Iserbyt e Wyseure conseguiram fazer a junção aos dois da frente. Na sétima volta, novo ataque de Van Aert. Desta feita, foi Iserbyt o único a seguir o homem da Visma | LAB.   Créditos: UCI CX World Cup Os dois entraram isolados na última volta, mas dois incidentes de corrida – um mecânico, e outro técnico - deixaram Iserbyt para trás e Wout van Aert seguiu isolado para a vitória no seu regresso à competição.   Iserbyt terminou em segundo, e Vanthorenhout fechou o pódio, numa corrida que viu Vandeputte dar um salto na classificação geral do Superprestige. Vídeo resumo da corrida masculina https://www.youtube.com/watch?v=PJT6dc9iJYU&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike 1:01:25 2 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 0:10 3 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 0:31 4 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 0:40 5 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 1:03 6 KAMP Ryan  1:07 7 ORTS Felipe Ridley Racing Team “ 8 VERSTRYNGE Emiel Crelan - Corendon 1:08 9 MASON Cameron Seven Racing 1:14 10 VAN DER HAAR Lars Baloise Glowi Lions 1:34  Top 10 da Classificação geral do Superprestige Posição Ciclista Equipa Pontos 1 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 85 2 VAN DER HAAR Lars Baloise Glowi Lions 75 3 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 70 4 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 62 5 ORTS Felipe Ridley Racing Team 62 6 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 60 7 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 43 8 NYS Thibaut Baloise Glowi Lions 36 9 KUHN Kevin Charles Liégeois Roastery CX 32 10 AERTS Toon Deschacht - Hens - FSP 32  Corrida feminina - Recuperação incrível A prova começou num ritmo forte e rapidamente se definiu um trio na frente, com Ceylin Alvarado, Zoe Backsted e Bentveld. Seguiram juntas até à quarta volta, quando Alvarado atacou na zona de troca de bicicletas.  Backsted conseguiu responder, mas Bentveld perdeu o contacto. Atrás, Lucinda Brand vinha em recuperação e ainda durante a quarta volta conseguiu juntar-se às duas da frente.  Na parte inicial da última volta, Brand decidiu testar as águas. Alvarado respondeu, mas o ritmo era alto de mais e lentamente perdeu o contacto – foi a movimentação decisiva, e a experiente neerlandesa seguiu sozinha para uma vitória tremenda.  Foto: Flanders Classics Atrás, Backsted entrou em gestão e chegou ainda à roda de Ceylin Alvarado. As duas disputaram o segundo lugar no sprint incrível, vencido por Zoe Backsted pela margem miníma.  Lucinda Brand recuperou, assim, o primeiro lugar da classificação geral do Superprestige. A competição entra na ronda final com tudo para uma disputa emocionante: Alvarado é segunda, a um ponto de distância da compatriota. Vídeo resumo da corrida feminina https://www.youtube.com/watch?v=khtw-64tqIk&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 BRAND Lucinda Baloise Glowi Lions 0:44:22 2 BACKSTEDT Zoe CANYON//SRAM zondacrypto 0:06 3 ALVARADO Ceylin Del Carmen Fenix-Deceuninck “ 4 BENTVELD Leonie Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 0:39 5 NORBERT RIBEROLLE Marion Crelan - Corendon 1:30 6 VAN ALPHEN Aniek Seven Racing 1:47 7 CANT Sanne Crelan - Corendon 2:42 8 KASTELIJN Yara Fenix-Deceuninck 2:54 9 FRANCK Alicia De Ceuster - Bouwpunt 3:03 10 LANGENBARG Puck Fenix-Deceuninck Development Team 3:20  Top 10 da Classificação geral do Superprestige  Posição Ciclista Pontos 1 BRAND Lucinda 100 2 ALVARADO Ceylin Del Carmen 99 3 VAN DER HEIJDEN Inge 65 4 VAN ALPHEN Aniek 55 5 BENTVELD Leonie 50 6 CASASOLA Sara 49 7 CANT Sanne 42 8 NORBERT RIBEROLLE Marion 34 9 VERDONSCHOT Laura 33 10 VAN EMPEL Fem 28  ### Editorial - Topcycling é uma marca que bateu recordes em 2024 Nunca escrevi um artigo editorial no Topcycling, perdoem-me se o título é um pouco "convencido", mas quando trabalhamos para ter resultados e os conseguimos, que desfrutemos um pouco dessa glória. No mundo digital os números não são tudo, mas têm a sua quota de importância, sinceramente o que dá mais orgulho no Topcycling é ter o tráfego impressionante que temos, fazendo as coisas como fazemos. Conteúdo original, desenvolvido de raiz por nós, sem muitos recursos e o mais importante, sem necessidade de recorrer ao "clickbait" ou às notícias "sem sumo". Home page do website www.topcycling.pt Em 2024 o Topcycling cresceu em todas as plataformas e redes sociais (e são muitas: temos páginas de Facebook, Instagram, "X", Youtube, clube Strava e ainda uma Newsletter, além do website), levamos a língua portuguesa mais longe, pois somos consultados numa grande variedade de países em todo mundo, seja por emigrantes ou por pessoas que nos traduzem através do Google para consultar o nosso conteúdo. O Topcycling no Instagram. Manter a máquina em movimento 365 dias por ano, acreditem que não é fácil. As notícias não têm horário, não têm feriados, fins de semana ou férias, há notícias todos os dias, a qualquer hora e no mundo digital tudo acontece muito rápido. Entrevista TopCycling com António Morgado, no canal Youtube. Somos diferentes porque não nos limitamos a dar ou replicar notícias, fazemos "cozinha caseira", mais apurada, mais original e mais saborosa. Graças ao nosso empenho, paixão e muitas vezes sacrifício, temos um website onde quem gosta de ciclismo e bicicletas pode encontrar entrevistas com os melhores ciclistas do mundo, trabalhos com as melhores equipas do mundo, testes e reviews de bicicletas e equipamento, resumos rápidos das competições mais importantes nas vertentes de Estrada, Ciclocrosse, BTT e Gravel, além de encontrar calendários das competições profissionais e de eventos de ciclismo para amadores. Como em todos os projetos e empresas de sucesso, o segredo está nas pessoas que os desenvolvem, por isso, obrigado aos que tornam isto possível, ao Gonçalo Moreira (editor), ao André Pinho (redator), ao Bruno Antunes (redator), ao Marco Miguel (fotógrafo), ao Jorge Branco (fotógrafo e designer), ao Bruno Conceição (web design), ao José Carmo (mecânico de bicicletas), ao Edgar Santos (treinador de ciclismo) e ao homem da newsletter. André Pinho Bruno Antunes Gonçalo Moreira Hoje em dia é tudo muito efémero, faz-se um trabalho que demorou semanas a produzir e este só dura dois ou três dias. Isto não é bom nem mau, são os dias de hoje, onde se consome conteúdo muito rapidamente. É precisamente por isso que quero recordar alguns trabalhos fantásticos que conseguimos este ano: - Conversa com o António Morgado - Conversa com Afonso Eulálio - Conversa com Ivo Oliveira - Diários dos Sub-23 portugueses - Conversa com Jonathan Milan - Conversa com Ricardo Scheidecker - Dentro da Visma Lease a bike durante a Vuelta - Conversa com Gabriel Martins, nutricionista da Visma Lease a Bike - Teste da nova Trek Madone no dia do lançamento mundial - Teste da nova Specialized Epic 8 no dia do lançamento mundial - Teste às duas gravel da Cervélo: Cervélo Áspero e Cervélo Rouvida (eléctrica) - Mostrámos como ir ver e participar no Paris-Roubaix - Mostrámos como preparar e participar numa prova de ciclismo de ultra-distância São só alguns destaques, porque utilizando o ícone de pesquisa na homepage do Topcycling com assuntos que vos interessem, poderão ficar surpreendidos com o que vão encontrar. Costumo dizer meio a brincar, meio a sério: "Há muito mais no Topcycling do que possas imaginar." Vídeo resumo do ano 2024 Topcycling https://youtu.be/hRQdaSHRpXs?si=4zluOp1X5psqUvoc Melhorámos e continuaremos a melhorar, sempre com um foco muito forte em tentar trazer aquilo que o fã do ciclismo e das bicicletas gosta de ver, para solidificar ainda mais a marca Topcycling no mundo digital, uma marca portuguesa, feita por portugueses, que escreve em português e que é vista em todo o mundo. Termino com um grande obrigado a todos os que nos vêem e lêem, sem vocês desse lado nada disto faria sentido, valorizem o que é nosso, orgulhem-se do que é nosso. Obrigado por pedalarem connosco neste percurso incrível! Ajudem-nos a melhorar Todo o conteúdo no Topcycling é disponibilizado ao leitor/consumidor de forma gratuita, é esse o nosso principal desafio, manter o projeto vivo, a crescer e a melhorar sem necessidade de cobrar a quem lê. Por isso toda a vossa interação é importante para nós, as partilhas, os gostos, os comentários, é esse o único pagamento que vos pedimos, a vossa participação neste sentido. Como tal, deixamos um pequeno questionário que nos ajudará a conhecer melhor quem está desse lado, são somente dois minutos. Como é o ciclismo para vocês? Preenche o Questionário Topcycling 2025 clicando aqui Feliz 2025 a todos, Luís Beltrão ### Nélson Oliveira celebra 10 anos na Movistar Nélson Oliveira com o TopCycling na Comunidade Valenciana para o balanço de 2024 e projetar mais uma época na Movistar com o Tour de France no horizonte. Já perdi a conta às conversas com Nélson Oliveira desde que, em 2010, foi para Xacobeo Galicia, depois viriam RadioShack, Lampre-Merida e Movistar. São 10 anos na estrutura espanhola, que este em 2025 celebra a 46.ª campanha. Do atual plantel só Nairo Quintana, Jorge Arcas e António Pedrero têm tanto tempo de casa como o português. “Os anos vão passando e os números vão aumentando”, comenta um Nélson Oliveira que aparenta a mesma frescura de sempre. O anadiense é o mais veterano da Movistar, superando por meses o italiano Davide Cimolai. “Noto a passagem do tempo pelos companheiros; vão uns e vêm outros. Chegamos à mesa e desde que comecei só há dois ou três que estão aqui. O tempo vai passando e vamos notando. Aqui já me tratam como uma família, estão contentes comigo. Para já vejo-me a correr porque estou bem fisicamente, sinto-me com vontade de treinar, tenho a responsabilidade de treinar todos os dias. Provavelmente mais do que tinha quando era mais jovem. A idade é outra, a responsabilidade é outra, se calhar o medo de falhar também é outro. Tento dar tudo nos treinos para que esse medo não se torne uma realidade.” Nélson Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Dez anos de Movistar para Pedrero, Quintana, Oliveira e Arcas.Foto: Rafa Gomez/SprintCycling "Trabalho, alimentação e disciplina" A estrutura liderada por Eusebio Unzué já não é a todo-poderosa equipa que ganhava o Tour de France nos anos 80 e 90. Os orçamentos dispararam e a Movistar está bem abaixo de UAE Emirates, Red Bull Bora hansgrohe, Ineos Grenadiers e Visma Lease a Bike. Mesmo assim resiste e renovou o patrocínio com a Telefónica até ao final de 2029, no qual se cumprirão 19 temporadas de união com a empresa de telecomunicações. É a evolução natural de um desporto que vivia no relativo amadorismo em muitos aspetos e que se profissionalizou. Num WorldTour rejuvenescido Nélson Oliveira persiste. “O ciclismo evoluiu muito, a maneira de correr e de treinar também. Há sempre aspetos que temos que melhorar. Há uns anos não comíamos o que comemos agora, ou seja, havia uma filosofia diferente do que era a nutrição em corrida, nos treinos. A nível nutricional evoluímos, há mais energia no corpo e isso reflete-se nos números. Nos últimos quatro anos os meus números não foram piorando, tenho-me mantido, tem a ver com trabalho, alimentação e disciplina.” Nélson Oliveira ao TopCycling. Não leva uma vida de monge, mas é disciplinado. Desde que é pai tem as rotinas são estabelecidas em função das duas filhas. Nélson tem presente que os pais são os primeiros exemplos para os filhos, ele que aprendeu com Celestino, o patriarca dos Oliveira, o que é ser ciclista. “Em casa tento espairecer, não estamos sempre a falar de ciclismo e essa é uma das coisas que me tem ajudado a manter estes anos focado, a treinar. Não há muito tempo para além da família, o tempo que estou em casa é para aproveitar com as filhas. A não ser que tenha um treino longo, vou buscá-las à escola e já começam as atividades.” Nélson Oliveira ao TopCycling. Em dezembro, o TopCycling esteve na Comunidade Valenciana com a Movistar.Foto: TopCycling "Entre Pogacar e Vingegaard vai haver fogo de artificio" Em 2025 podemos dividir o calendário de Nélson Oliveira em duas partes. Estreia-se na clássica da Figueira, vai ao Gran Camiño – prova galega que parte da área metropolitana do Porto – antes de regressar a Strade Bianche, Tirreno-Adriático, País Basco e Romandia. A segunda parte é construída em torno dos objetivos de Enric Mas. O líder está em fim de contrato e fará Dauphiné e Tour de France, onde já foi 5.º (2020), mas quer subir ao pódio. Por agora, pódios em "grandes" para Enric Mas só na Vuelta, onde já leva três e o mais recente até foi em 2024. Também fechou forte o ano: 8.º no Mundial e 5.º na Lombardia. Só que o Tour é o Tour e a imagem que fica é a dos 20 minutos que perdeu em Pla D’Adet, nos Pirenéus, ou da fuga em que entrou em Plateau de Beille já sem hipóteses de discutir a geral. “Provavelmente irá preparar o Tour de forma diferente. O stress que se vive no Tour é diferente do que se vive na Vuelta. O mediatismo é diferente, provavelmente pode-o afetar ou não, não sei dizer. Tem mantido o rendimento, tem margem de melhora e poderá evoluir em alguns aspetos porque no ciclismo melhorar um por cento já é muito. No Tour já se sabe, entre Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard vai haver fogo de artifício por todo o lado, quando estão os dois é para ver quem faz 3.º mais ou menos.” Nélson Oliveira ao TopCycling. Todos treinam, todos sofrem e as estradas são as mesmas. Curiosamente, em dezembro, quando estive com Nélson Oliveira na Comunidade Valenciana, tanto Pogacar como Vingegaard estavam pela zona a treinar. É lógico querer saber onde é que o esloveno e o dinamarquês marcam a diferença para os rivais. “É o método de treino, a fisionomia, o ADN. São melhores do que os outros em muitas coisas, mas não em tudo. Pões o Vingegaard a fazer um contrarrelógio de um dia e não o faz tão bem como numa grande Volta. O Pogacar também não vai ganhar um contrarrelógio no Mundial… até ver. Ao lado do Ganna ou do Remco é favorito, mas não como no Tour.” Nélson Oliveira ao TopCycling. O TopCycling com Oliveira e Guerreiro no Hotel Golf La Galiana.Foto: TopCycling Ganhar uma corrida A fechar, dois dados: é o ciclista no ativo que há mais dias consecutivos compete (208 dias, o último abandono foi na Volta ao País Basco, em 2022) e tem umas incríveis 21 grandes Voltas iniciadas e concluídas. Pedimos a Nélson Oliveira para partilhar os segredos da receita da regularidade ao serviço da Movistar. “Não há receita. É não ter azares, saber o que estamos a fazer e seguir para a frente sem pensar em muita coisa. Não tenho tido azares ao ponto de abandonar.” Nélson Oliveira ao TopCycling. São 33 anos, mas o espírito é o de qualquer novato. Nélson Oliveira quer ganhar uma corrida, como naquele dia nublado de 2015, em Tarazona, província de Saragoça, quando ligou a "moto" e arrancou de uma fuga numerosa para levar a 13.ª etapa da Vuelta a Espanha. ### Topcycling escolhe os melhores momentos do ciclismo em 2024 O fim de ano é época de balanços e desde o TopCycling quisemos juntar num texto os melhores momentos do ciclismo em 2024. De Pogacar à dupla campeã olímpica no Madison, recorda os instantes em que ficar sentado no sofá se tornou missão impossível. Ler mais | Adeus aos ciclistas que se retiram em 2024 – Qual deixa mais saudades? A glória olímpica  A escolha de Gonçalo Moreira foi um dos momentos mais altos do ciclismo, e do desporto português, em 2024. A conquista do ouro olímpico por Iuri Leitão e Rui Oliveira no Madison coroou a aposta que se vinha a fazer no ciclismo de pista e que já tinha entregue vários títulos europeus e mundiais. Um feito que merece ser engradecido: nunca Portugal tinha obtido uma medalha de ouro olímpica fora do atletismo; e há mais – com a medalha de prata que Iuri Leitão conquistou no Omnium, tornou-se no primeiro atleta olímpico português a trazer para casa duas medalhas na mesma edição dos Jogos. De Paris para a História. Relembre em baixo o momento da conquista portuguesa em Paris, narrado por Gonçalo Moreira e Paulo Martins na Eurosport Portugal. https://twitter.com/eurosporttv_por/status/1822319203979768295?s=46 Ler mais | Portugal conquista ouro no Madison dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 O solo de 51 km Tadej Pogacar foi – de longe – o nome maior do ciclismo internacional em 2024. Foram tantos os momentos de domínio que se torna difícil destacar só um. Luís Beltrão tentou fazer isso mesmo e escolheu a vitória do esloveno no campeonato do mundo como um dos momentos do ano.  Quando faltam adjetivos para um ciclista, podemos sempre recorrer à única comparação que faz sentido: foi à Mercx que Pogacar venceu a camisola do arco-íris. Depois de uma época inteira a quebrar barreiras difíceis de imaginar, pôs a corrente no prato grande e lá foi ele: atacou a 100 km, partiu a corrida e fez um solo de 51 km em Zurique. Um dos melhores solos de sempre, num dos maiores palcos do ciclismo mundial e com direito a completar a Tripla Coroa vencendo Giro, Tour e Mundial no mesmo ano. Senhoras e senhores, Tadej Pogacar. https://youtu.be/USnu3GwGObg?si=7W_DVkmGsD2oDBD5 Ler mais | Campeonato do Mundo – Que recital de Pogacar O dia D no Tour de France Femmes A etapa oito do Tour de France feminino – a escolha de Bruno Antunes – teve contornos de conto épico. Foi o culminar de uma série de circunstâncias que elevaram um momento ao panteão do ciclismo: a campeã do ano anterior que foi “abandonada pela equipa”, uma craque em ano de afirmação e uma futura estrela que se intrometeu na luta pela camisola mais valiosa do mundo – e com o fim no Alpe D’Huez, uma das subidas mais icónicas do desporto.   Com Katarzyna Niewiadoma na liderança, cabia a Demi Vollering mexer para tentar recuperar a camisola amarela que tinha ganho no ano anterior. Conseguiu abrir o espaço, acompanhada da compratiota Pauliena Rooijakkers. O resto da etapa foi um braço de ferro brutal entre Vollering e Niewiadoma.  A etapa foi para a neerlandesa, mas Niewiadoma segurou a liderança da geral por quatro segundos, num dos finais de uma Grande Volta mais emocionantes do passado recente. Rooijakkers foi terceira, a 10 segundos da polaca. Ler mais | Tour de France feminino: Etapa 8 – Final épico Créditos: A.S.O. / Charly Lopez A melhor performance de sempre Nos momentos do ciclismo em 2024 tem que haver espaço para dose dupla de Tadej Pogacar. A escolha de André Pinho recai no dia em que o impossível foi banalizado e se estabeleceram novos tetos para aquilo que podemos esperar dos aliens do nosso desporto – etapa 15 do Tour de France, com fim em Plateau de Beille.  Uma etapa brutal, com quatro contagens de primeira categoria e fim no topo de uma contagem de categoria especial. O esloveno da UAE Team Emirates seguia na liderança e a fórmula da Visma | Lease a Bike para levar Jonas Vingegaard à amarela era simples: explorar aquela que se achava a fraqueza de Pogacar – etapas em dias quentes, endurecidas desde o início.  O plano saiu furado. Vingegaard conseguiu atacar, aplicando números incríveis de w/kg, raramente antes vistos. Na memória, vai ficar a imagem do dinamarquês em sofrimento enquanto o esloveno seguia na sua roda, tranquilo, sem as mãos no guiador enquanto se hidratava. Pouco tempo depois contra-atacou e seguiu sozinho para – discutivelmente – a melhor performance já alguma vez vista no que toca aos w/kg gastos. Carimbou o terceiro Tour de France nesse dia. Ler mais | Tour de France 2024 | Crónica da Etapa 15 | Dia de KO? Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Menções honrosas Quatro momentos seriam sempre escassos para tão rica época, vai daí quisemos deixar algumas menções honrosas no livro de honra do ciclismo em 2024. João Almeida 4.º no Tour de France – melhorou o 5.º lugar de José Azevedo (2004) e aproximou-se dos pódios de Joaquim Agostinho. João Almeida também se converteu no primeiro português a fechar as três Grandes Voltas no top 5. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Quedas que condicionaram o ano – Van Aert e Pedersen na Dwars door Vlaanderen, o que precipitou o domínio de Van der Poel nas clássicas do Norte; no País Basco azar para Evenepoel, Roglic e Vingegaard que deixou Pogacar mais à vontade no Tour. Não foi dos melhores momentos de 2024, mas foi dos mais importantes. Vitória 35 de Mark Cavendish no Tour de France – ultrapassou Eddy Mercx e tornou-se no ciclista mais vitorioso de sempre na Grande Volta francesa.  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Remco nos Jogos Olímpicos – a dupla vitória no contrarrelógio e na corrida de estrada foi celebrada com uma foto para a eternidade, Remco e a Specialized na linha de meta, com a Torre Eiffel como cenário.  Grace Brown sai pela porta grande – a australiana culminou uma carreira incrível com a vitória nos Jogos Olímpicos, depois de já ter vencido nos Mundiais. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images António Morgado 5.º na Volta à Flanders – a melhor classificação de sempre de um português no Monumento belga.  A corrida de XCO dos Jogos Olímpicos – disputa tremenda entre Vitor Koretzky, que corria em casa, e Tom Pidcock, campeão em título. Tudo se decidiu na última volta. Um dos melhores momentos do ciclismo em 2024. Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Superprestige | Rescaldo Ronda 6 – Diegem O Superprestige recebeu uma das suas rondas mais icónicas com o crosse noturno de Diegem onde os ciclistas cumpriram todas as expetativas e mostraram espetáculo. Nesta que foi a sexta de oito rondas, os/as crossistas encontraram o já habitual percurso muito técnico com saltos, areia e curvas apertadas. Foto: Flanders Classics Corrida feminina - Um ponto separa as líderes A corrida feminina começou com Ceylin Alvarado a mostrar ao que veio. A ciclista neerlandesa começou muito forte e liderou a primeira volta, sendo seguida por Lucinda Brand e van der Heijden. As três ciclistas seguiram juntas na frente afastando-se da demais concorrência quando, na volta três, Brand atacou e descarregou Heijden. A partir daqui começou uma intensa batalha entre Alvarado e Brand, que lutaram pela vitória em Diegem e pelo primeiro posto na classificação geral do Superprestige. Foto: Flanders Classics Lucinda Brand conseguiu sair por cima e vencer o Superprestige de Diegem. Alvarado terminou a prova no segundo posto e Heijden fechou o último lugar do pódio. Lucinda Brand recuperou um ponto a Alvarado que se mantém no primeiro lugar com mais um ponto apenas que Brand. Foto: Flanders Classics Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/4n2vxSj79js?si=GQWgaBl7uXCZaZKw Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda48:162ALVARADO Ceylin Del Carmen0:293VAN DER HEIJDEN Inge1:044BENTVELD Leonie2:115CANT Sanne2:376VAN ALPHEN Aniek2:547BORGHESI Letizia3:128KAY Anna3:309MACLEAN-HOWELL Ella4:0610TRUYEN Marthe4:16 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1ALVARADO Ceylin Del Carmen862BRAND Lucinda853VAN DER HEIJDEN Inge654CASASOLA Sara495VAN ALPHEN Aniek456BENTVELD Leonie387CANT Sanne338VERDONSCHOT Laura339VAN EMPEL Fem2810NORBERT RIBEROLLE Marion23 Corrida Masculina - Espetáculo em Diegem Com as ausências de Van der Poel e van Aert, Diegem ia coroar outro vencedor que não as superestrelas da estrada desde Sven Nys em 2013. A corrida masculina começou com um percalço logo na primeira curva que atrasou alguns ciclistas entre os quais Thibau Nys. Vanthourenhout, Tibor del Grosso, Laurens Sweeck e Felipe Orts formaram um quarteto na frente, perseguido por Nys numa grande recuperação. Foto: Flanders Classics A corrida manteve-se muito em aberto e os crossistas entraram na festa e mostraram espetáculo para o público num dia espetacular de ciclocrosse. Na entrada para a última volta havia ainda oito ciclistas separados por poucos segundos. Laurens Sweeck foi o mais forte e coroou uma corrida verdadeiramente espetacular. Niels Vandeputte acabou no segundo lugar e Thibau Nys, com um problema mecânico nos metros finais, terminou na terceira posição. Foto: Flanders Classics Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/fDUh_GiTIkk?si=nf_E-2gG1CmiBPBC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1SWEECK Laurens57:082VANDEPUTTE Niels0:023NYS Thibau0:074DEL GROSSO Tibor0:135ISERBYT Eli0:156VAN DER HAAR Lars0:187KAMP Ryan0:298ORTS LLORET Felipe0:379MICHELS Jente0:5410VERMEERSCH Gianni1:23 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANDEPUTTE Niels742VAN DER HAAR Lars693SWEECK Laurens604VANTHOURENHOUT Michael575ORTS LLORET Felipe536WYSEURE Joran477ISERBYT Eli468NYS Thibau439MICHELS Jente3210KUHN Kevin32 O Troféu Superprestige segue para Gullegem onde dia quatro de janeiro se corre a penúltima ronda. ### Adeus aos ciclistas que se retiram em 2024 - Qual deixa mais saudades? Com o fim de 2024, chegaram ao fim também carreiras de alguns dos mais célebres ciclistas que gracejavam o nosso desporto, que agora entram na reforma. O Topcycling assinala a despedida aos atletas das duas rodas que vamos deixar de ver na estrada em 2025.  Ler mais | A despedida de Mark Cavendish Rigoberto Urán O colombiano é o primeiro de alguns nomes de destaque que se reforma no fim de 2024. Uma das personagens mais caricatas do pelotão durante largos anos, despede-se da estrada com 14 vitórias - quatro delas em Grandes Voltas – e dois pódios no Giro D’Italia.  Em agosto, antes do início da Vuelta, o Topcycling teve oportunidade de falar com Rigo, em conferência de imprensa de antevisão da Grande Volta, e aproveitou para perguntar sobre a retirada que já se antevia: Há muitos sentimentos, em muito relacionados também com a equipa, que é como uma família. Um pouco de nostalgia e alegria. O ciclismo é cada vez mais perigoso, a velocidade é muito alta, há muito risco, muitas quedas - daí a alegria. Rigoberto Urán Créditos: Unipublic/Cxcling Grace Brown Falar do ciclismo feminino em 2024 é falar de Grace Brown. Vencer a Liége-Bastogne-Liége, e os contrarrelógios dos Campeonatos do Mundo e dos Jogos Olímpicos seriam pontos altos da carreira de qualquer ciclista: a australiana conseguiu todas estas conquistas (entre outras) em 2024 – ano em que se decidiu retirar.  Só chegou ao ciclismo em 2018, depois de fazer a transição do atletismo, mas veio mais que a tempo. Termina a carreira com 26 vitórias, e uma época que fez todos os adeptos da modalidade perguntar: “Porque se reforma agora?” A própria respondeu a essa pergunta: “Sei que podia ter muitos mais anos no ciclismo, mas tenho muitas saudades da minha vida na Austrália com o meu marido, a minha família e os meus amigos. É algo cada vez mais difícil de deixar para trás” Grace Brown Créditos: A.S.O./Charly Lopez Thomas de Gendt O belga é figura de culto no ciclismo. Mestre das fugas, capaz de animar qualquer etapa de transição num Grande Volta. Termina a carreira com 17 vitórias - 16 delas no WorldTour. Picou o ponto nas três Grandes Voltas e nas maiores corridas de uma semana. As vitórias no Mount Ventoux e no Stelvio ficaram guardadas nas memórias de muitos adeptos pelo mundo fora.  Disse, na altura da reforma, estar “orgulhoso” do que conseguiu: “Também estou muito feliz por ter conseguido decidir por mim quando parar. Muitos não têm essa oportunidade”. Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Audrey Cordon-Ragot Uma das melhores ciclistas francesas da sua geração termina a sua carreira após 16 anos ao mais alto nível. Especialista em corridas de um dia e no contrarrelógio, dá descanso à bicicleta depois de uma carreira onde amealhou 21 vitórias.  Dessas vitórias destacam-se os nove (!) títulos nacionais franceses. Cordon-Ragot venceu por duas vezes a corrida de estrada, mas dominou por completo a prova do contrarrelógio, com sete vitórias nos últimos 10 anos. Créditos: A.S.O/Thomas Maheux Edvald Boassen Hagen Um dos ciclistas mais vencedores da década de 2010. O norueguês, que foi um ciclista versátil com uma ótima ponta final, termina a carreira em 2024 com um total de 81 vitórias.  Destacam-se três etapas no Tour de France, cinco no Criterium du Dauphiné e uma Gent-Wevelgem. Na retirada, o Boassen Hagen afirmou estar “orgulhoso” do que conseguiu durante a carreira: “Há uma altura para tudo, e depois de 17 anos no pelotão profissional, estou contente com o que alcancei durante a minha carreira”. Créditos: A.S.O./Aurélien Vialatte Outros destaques que seguem para a reforma Para além dos cinco nomes já mencionados, aos quais se juntam Mark Cavendish e Peter Sagan, há mais alguns que merecem ser destacados pelo que conseguiram – ou pelo que apaixonaram – durante as suas carreiras:  Simon Geschke - Créditos: A.S.O./Charly Lopez Simon Geschke é um dos nomes obvios: 24 monumentos e 17 Grandes Voltas terminadas, e a carreira coroada com uma vitória no Tour, em 2022. As três vitórias não espelham tudo o que correu na carreira; outro nome que merece destaque é Michael Morkov, o dinamarquês - considerado o melhor lead-out man do pelotão durante largos anos – fez uma das parcerias mais bem-sucedidas da modalidade com Mark Cavendish. Michael Morkov - Créditos: GFR/Marcel Hilger Relembrar ainda dois nomes: Christine Majerus, ciclista há largos anos na SD-Worx – o CEO da equipa chamou-lhe o “ADN” do conjunto neerlandês - termina a carreira com 45 vitórias, e como um dos maiores exemplos de liderança no ciclismo profissional; e ainda Greg Minaar, um dos melhores ciclistas de Downhill da história do desporto. Ler mais | Peter Sagan Pendura a Bicicleta Vale a pena lembrar Todo o espaço parece pouco para relembrar quem deu tudo durante anos para nos fazer vibrar sentados no sofá. Seria, então, sempre obrigatório mencionar os restantes ciclistas que penduram a bicicleta, e entram na reforma em 2025: Robert Gesink: 13 vitórias, e uma lenda da estrutura Visma | Lease a Bike  Andrey Amador: Costa-riquenho retira-se com uma vitória no Giro em 2012  Luis Ángel Maté: quatro vitórias na carreira, duas delas na Volta a Portugal  Gorka Izagirre: nove triunfos, com destaque para etapa no Giro em 2017  Julien Simon: um dos destaques da sua geração em França, venceu 13 vezes.  Domenico Pozzovivo: 13 vitórias de carreira, incluindo etapa no Giro em 2012  Dario Cataldo: termina com vitórias no Giro e Vuelta e uma campeonato nacional  Fabio Felline: termina aos 34 anos com 14 vitórias, duas WorldTour  Lilian Calmejane: retira-se com 32 anos, depois de vencer no Tour e Vuelta  Robert Gesink - Créditos: Unipublic/Cxcling Luís Angel Maté na Volta a Portugal Créditos: Podium Events Dario Cataldo - Créditos: Sam Needham Julien Simon pendurou a bicicleta em Tours. Créditos: A.S.O. Gautier Demouveaux Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Thomas Maheux ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | Resumo da 8.ª Ronda – Besançon A "caravana" da Taça do Mundo de Ciclocrosse viajou até Besançon, França, para disputar a oitava ronda da competição, que se realizou hoje. Deixamos o resumo, vídeos e classificações das corridas de elite feminina e masculina. Corrida feminina Na oitava etapa da Taça do Mundo de Ciclocrosse, a campeã mundial Fem van Empel reafirmou o seu domínio ao conquistar nova vitória com uma exibição à sua imagem. Créditos foto: Flanders Classics A atleta da Jumbo-Visma destacou-se logo no início da corrida, assumindo a liderança e controlando o ritmo até ao final. Van Empel cruzou a meta com um tempo de 52:45, alcançando assim a sua segunda vitória consecutiva na competição. Lucinda Brand (Baloise Trek Lions) ficou na segunda posição, terminando a 37 segundos, enquanto Blanka Kata Vas (SD Worx) completou o pódio a 1:02 da vencedora. Destaque ainda para o regresso de Marianne Vos ao ciclocrosse, após quase dois anos de ausência, que culminou com um quinto lugar, após uma intensa luta com Zoe Backstedt, que terminou em quarto. Com esta vitória, Van Empel aproxima-se ligeiramente da líder da classificação geral, que continua a ser Lucinda Brand. Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/lUSluznn2ec?si=sodD9rPmGvDrDmW_ Classificação da Corrida - Besançon PosiçãoNomeEquipaTempo1Fem van EmpelJumbo-Visma52:452Lucinda BrandBaloise Trek Lions+37s3Blanka Kata VasSD Worx+1:024Zoe BackstedtCanyon//SRAM Racing+1:515Marianne VosJumbo-Visma+1:536Ceylin del Carmen AlvaradoFenix-Deceuninck+1:577Inge van der HeijdenCrelan-Corendon+2:098Marion Norbert RiberolleCrelan-Corendon+2:259Célia GeryUCI Cyclocross Team AsBike+2:2910Hélène ClauselUCI Cyclocross Team AsBike+2:40 Classificação Geral da Taça do Mundo de Ciclocrosse (Elite Feminina) PosiçãoNomePontos1Lucinda Brand2152Fem van Empel1693Blanka Kata Vas1474Ceylin del Carmen Alvarado1395Zoe Backstedt1326Marie Schreiber1247Inge van der Heijden1208Puck Pieterse969Marion Norbert Riberolle8410Leonie Bentveld82 Corrida masculina Mathieu van der Poel conquistou a sua quinta vitória consecutiva da temporada na oitava ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse, em Besançon, França. Créditos foto: Flanders Classics O campeão mundial dominou quase toda a prova, rodando isolado na liderança durante a maior parte da corrida e vencendo com uma vantagem confortável sobre os adversários. Toon Aerts terminou em segundo lugar, seguido por Niels Vandeputte em terceiro. Apesar de um início modesto, onde Toon Aerts liderou nas primeiras voltas, Van der Poel rapidamente assumiu o controlo da prova, imprimindo um ritmo avassalador que os seus adversários não conseguiram acompanhar. Aerts e Vandeputte mantiveram-se na luta pelos lugares de honra, mas a superioridade do neerlandês foi evidente até ao final. Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/_sIAA3OirkE?si=Qbt1MUwdw6_PBG_N Top 10 da corrida masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºMathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck1:04:572ºToon AertsDeschacht - Hens - Maes+20s3ºNiels VandeputteAlpecin-Deceuninck Development Team+36s4ºEli IserbytPauwels Sauzen - Bingoal+49s5ºJoran WyseureCrelan-Corendon+58s6ºThomas MeinHope Factory Racing+1:107ºMichael VanthourenhoutPauwels Sauzen - Bingoal+1:178ºKevin KuhnTormans CX Team+1:269ºMichael BorosElkov-Kasper+1:3510ºFelipe Orts LloretBurgos-BH+1:44 Top 10 classificação geral da Taça do Mundo (Elite Masculina) PosiçãoCiclistaPontos1ºMichael Vanthourenhout1892ºToon Aerts1643ºJoran Wyseure1264ºNiels Vandeputte1255ºEli Iserbyt1246ºPim Ronhaar1227ºMathieu van der Poel1208ºLars van der Haar1159ºFelipe Orts Lloret11010ºLaurens Sweeck100 A próxima ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse terá lugar no dia 5 de janeiro em Dendermonde, Bélgica. ### Van der Poel, lama e dureza trazem espetáculo ao ciclocrosse O ciclocrosse atinge o clímax no Natal e no Ano Novo, corridas icónicas e um Van der Poel que traz outra dimensão à modalidade. Mathieu van der Poel regressou ao ciclocrosse no melhor período do ano, o Kersteperiode, que concentra 11 corridas em duas semanas intensas entre o Natal e o Ano Novo. Em Portugal temos podido desfrutar deste espetáculo graças à intensa programação do Eurosport. É um privilégio poder comentar corridas, mas sobretudo perceber que a parte desportiva dos crosses é o pretexto para passar um dia em família ou com amigos na brincadeira. Belgas e neerlandeses vivem o ciclocrosse como ninguém, mas graças à Taça do Mundo temos podido absorver parte dessa cultura itinerante em Dublin, Benidorm, etc.. E ter estes craques em Portugal no inverno? Uma utopia já uma prova da Taça do Mundo tem custos – mínimos – de 300 mil euros. Chegou, viu e venceu! Van der Poel estreou-se no ciclocrosse com triunfo em Zonhoven.Foto: Flanders Classics Namur faz parte da história Uma das corridas icónicas de dezembro aconteceu em Namur, ainda antes do frenesim do Kersteperiode. Junto à cidadela da lindíssima cidade da Valónia, onde Rui Oliveira (UAE Emirates) foi este ano top 10 na chegada do GP da Valónia, disputou-se a quarta ronda da Taça do Mundo. Namur faz parte da história do ciclocrosse pela dureza do percurso e por normalmente oferecer condições metereológicas adversas. Saíram vencedores da terceira ronda Michael Vanthourenhout e Ceylin del Carmen Alvarado. Ler mais | Taça do Mundo de Ciclocrosse | 4.ª Ronda – Namur Foto: Flanders Classics Hulst recebe o Mundial em 2026 A primeira prova do período natalício foi em Hulst, nos Países Baixos. O nono Vestingcross aconteceu, como sempre, na fortaleza que dá nome ao crosse e que tem forma de cruz. Hulst recebe o Mundial em 2026 e está previsto um orçamento de 6,8 milhões euros, o triplo do último Mundial em Hoogerheide. Saíram vencedores da quarta ronda Niels Vandeputte e Marie Schreiber, dois estreantes que nunca tinham vencido em elites na Taça do Mundo. Desde 2018 só tivemos seis vencedoras não neerlandesas em elites femininas, pelo que a luxemburguesa da SD Works junta-se a uma seleta lista de mulheres. Ler mais | Taça do Mundo de Ciclocrosse | 5.ª Ronda – Hulst Foto: Flanders Classics Van der Poel rebentou os rivais em Zonhoven Em Zonhoven deveria ter ocorrido o primeiro duelo da época entre Mathieu van der Poel e Wout Van Aert, só que o belga ficou doente e falhou o encontro. Van der Poel rebentou os rivais em Zonhoven, que durou menos de dois minutos na roda do campeão mundial. A prova feminina foi mais equilibrada, mas Ceylin del Carmen Alvarado saiu por cima. Este evento fez 15 anos parte do Superprestige até mudar para a Taça do Mundo em 2021/2022. O elemento mais característico é a enorme vala onde se monta a pista e que nos permite ver os atletas subir e descar dunas super inclinadas. A atração de Zonhoven é De Kuil, duna que permite vertiginosas descidas numa área que em tempos foi uma exploração de areia, servindo de matéria-prima às indústrias do vidro e da cerâmica. Ler mais | Taça do Mundo de Ciclocrosse | 6.ª Ronda – Zonhoven Foto: Flanders Classics Gavere foi a corrida mais dura da época Tirando o Koppenbergcross, que faz parte do Troféu X2O, Gavere foi a corrida mais dura da época. Frio, terra que parecia areia movediça, subidas exigentes e descidas técnicas. Nestas circunstâncias difíceis sobressaiu o maillot do arco-íris, já que tanto Mathieu van der Poel como Fem van Empel souberam impor-se. Até 5 de janeiro a festa do período mais incrível da época de ciclocrosse tem muito para oferecer. O Eurosport transmitirá, em direto, vários duelos Van der Poel vs. Van Aert e mais eventos espetaculares: Taça do Mundo de Besançon (29 de dezembro) Superprestige noturno de Diegem (30 de dezembro) Troféu X20 GP Sven Nys (1 de janeiro) Troféu X20 Koksijde (3 de janeiro) Taça do Mundo de Dendermonde (5 de janeiro) Ler mais | Taça do Mundo de Ciclocrosse | 7.ª Ronda – Gavere Foto: Flanders Classics ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 7.ª Ronda – Gavere Dia de Boxing Day no ciclocrosse com o clássico percurso de Gavere a receber a sétima ronda da Taça do Mundo. O itinerário apresentava muitas subidas acumuladas que com as folhas e lama faziam de Gavere um dos dias mais difíceis da temporada para os/as crossistas. Kristof Ramon / Red Bull Content Pool Corrida feminina – O regresso da Campeã do Mundo A corrida feminina começou com o excelente sprint inicial de Marie Schreiber que foi seguida de perto por Puck Pieterse e Fem van Empel que regressou à competição. Schreiber não resistiu ao percurso bastante duro e rapidamente perdeu posições enquanto que van Empel e Pieterse se colocaram na dianteira da corrida. As duas atletas fizeram juntas uma das maiores voltas do ano que demorou mais de dez minutos a ser completada. Créditos: UCI CX World Cup Van Empel mostrou estar superior e distanciou-se de Pieterse aumentando a vantagem a cada volta. Atrás, Lucinda Brand recuperava e colocava pressão em Pieterse. A campeã do mundo venceu no regresso, pela segunda vez na Taça do Mundo na temporada. Lucinda Brand ultrapassou Puck Pieterse na última volta e aumentou ainda mais a sua vantagem no topo da classificação geral da Taça do Mundo. Créditos: SprintCyclingAgency Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN EMPEL Fem52:242BRAND Lucinda0:373PIETERSE Puck0:464VAS Blanka Kata1:365BACKSTEDT Zoe2:066VAN DER HEIJDEN Inge2:187NORBERT RIBEROLLE Marion2:308BAKKER Manon2:569SCHREIBER Marie3:2510BETSEMA Denise3:35 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda1852SCHREIBER Marie1413BACKSTEDT Zoe1314VAN EMPEL Fem1295VAS Blanka Kata1226VAN DER HEIJDEN Inge1217ALVARADO Ceylin Del Carmen1198PIETERSE Puck969BENTVELD Leonie9610NORBERT RIBEROLLE Marion85 Corrida masculina - Van der Poel dominador Thibau Nys começou forte e tomou as rédeas da corrida masculina numa primeira volta onde o quarteto Vanthourenhout, Van der Poel, Nys e Ronhaar se adiantou à competição. Van der Poel fez o primeiro ataque no início da terceira volta ganhando os primeiros metros a Vanthourenhout e Nys, os últimos resistentes ao poderio do campeão do mundo. Créditos: UCI CX World Cup Van der Poel voltou a fazer uma corrida imaculada e venceu pela terceira vez noutras tantas participações desta temporada. Vanthourenhout ficou no segundo posto depois de uma excelente corrida do agora ainda mais líder da Taça do Mundo. Thibau Nys terminou no terceiro posto numa corrida muito exigente que durou mais de uma hora. Créditos: UCI Cyclo-cross World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN DER POEL Mathieu1:05:292VANTHOURENHOUT Michael0:263NYS Thibau0:414VAN DER HAAR Lars0:555VERSTRYNGE Emiel1:326VANDEPUTTE Niels1:487DEL GROSSO Tibor1:508MASON Cameron1:529WYSEURE Joran2:0610AERTS Toon2:24 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael1702AERTS Toon1343VAN DER HAAR Lars1154WYSEURE Joran1055ISERBYT Eli1026RONHAAR Pim1017VANDEPUTTE Niels1008SWEECK Laurens989NYS Thibau9410ORTS LLORET Felipe87 A Taça do Mundo segue para França onde Besançon vai ser palco da oitava ronda já no dia 29 de dezembro. Marianne Vos está de regresso à competição depois da vitória nos Mundiais de Gravel em outubro. ### Entrevista | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 TopCycling com Ivo Oliveira em Benidorm para projetar o Europeu de ciclismo de pista e conhecer o calendário de estrada. Ano de oportunidades e de afirmação pessoal para Ivo Oliveira na UAE-Emirates, que vem de dominar o ranking mundial no ciclismo em 2024. O ciclista de 28 anos já iniciou a sétima temporada na equipa e recebeu o TopCycling em Benidorm para por a conversa em dia. Vídeo com entrevista completa https://youtu.be/2mrBfm34EMc Não podíamos ter Ivo Oliveira à frente e não iniciar a conversa recordando o Campeonato da Europa de estrada. Nesse dia de meados de setembro Portugal alinhou com os gémeos Oliveira e sem Iúri Leitão, doente, conseguindo colocar Ivo na fuga do dia. “Foi pena porque foi das poucas vezes que tive oportunidade de entrar numa fuga, por norma dão quatro, cinco, seis minutos para uma fuga e naquela tive um azar descomunal porque entrei numa fuga que não teve mais de um minuto. Ainda conseguimos fazer 100 km, mas não foi suficiente porque queríamos ter entrado na frente no circuito. Aquilo tornou-se uma loucura sem rádios. Foi uma tareia engraçada.” Ivo Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Europeu de ciclismo – Razia aos elites do pelotão nacional A Pissei volta a vestir a UAE Emirates.Foto: UAE Emirates/Fizza Na máxima força nos Europeus Antes da época de estrada vem por aí mais um Campeonato da Europa de pista, modalidade que deu a Portugal duas medalhas olímpicas em Paris 2024. Caso seja convocado, Ivo Oliveira quer estar na máxima força nos Europeus, que se realizam entre 12 e 16 de fevereiro, na província de Limburgo, na Bélgica. “O Campeonato da Europa entramos sempre para ganhar. A nossa nação é a dupla campeã olímpica no Madison, entramos para ganhar, não podemos pedir outra coisa. Nas restantes vertentes temos oportunidade, os Europeus são corridas mais abertas do que Mundiais ou Taças das Nações. Vai ser interessante, é no início do ano, há muita gente que está a começar a treinar, outros já estão em forma. Tudo pode acontecer.” Ivo Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Oitavo Europeu consecutivo com medalhas na pista para Portugal Ivo Oliveira com Pogacar durante um treino maratoniano.Foto: UAE Emirates/Fizza Cenário é favorável a Ivo Oliveira Campeão europeu de perseguição em 2020, 6.º no Mundial passado, o ciclista de Vila Nova de Gaia é um especialista nos velódromos e tem batido o recorde nacional cada vez que é chamado à seleção. A Limburgo não vão o vigente campeão mundial Jonathan Milan, o seis vezes campeão mundial Filippo Ganna nem o campeão europeu Dan Bigham. O cenário é favorável a Portugal. Nesta entrevista podem ficar ainda a saber quais as provas de estrada previstas para o corredor da UAE-Emirates, com que mentalidade aborda a temporada e em que têm incidido os treinos durante o estágio de Benidorm. É só clicarem no vídeo e conferirem a conversa com Ivo Oliveira. ### FENIX-Deceuninck - O desenvolvimento do ciclismo feminino com van Vleuten no projeto A FENIX-Deceuninck revelou num evento em Milão, planos ambiciosos para o ciclismo feminino dos próximos anos, centrados no crescimento sustentável, no desenvolvimento de talentos e na inovação. Annemiek van Vleuten vai juntar-se à equipa como mentora de desempenho e a equipa vai colaborar com as juniores e sub-23 da NXTG. Créditos: UCI CX World Cup Contrato renovado com a FENIX Boas notícias para uma das equipas do momento, com a Fenix-Deceuninck, que coleciona vitórias na estrada e na temporada de ciclocrosse, a reforçar a sua visão a longo prazo, com uma parceria alargada com o patrocinador principal FENIX e uma nova colaboração de vestuário com a Alé. A renovação com a FENIX era basilar para a continuação do projeto e a equipa firmou um novo contrato de longa duração até ao fim de 2027. A partir de 2025, a Alé entra também na equipa e vai ser o fornecedor oficial de equipamentos. Foto: ©Photonewsbe Van Vleuten junta-se como mentora de desempenho A FENIX-Deceuninck vai também passar a contar com Annemiek van Vleuten como mentora de desempenho. A bicampeã mundial vai ajudar as ciclistas no alcance de todo o seu potencial individual e performances coletivas. “Nos últimos anos da minha carreira ativa, sabia que queria trabalhar com ciclistas e atletas. Estou entusiasmada por contribuir para o crescimento desta talentosa equipa. Aprendi o valor da reflexão e da melhoria através de tentativas e erros e espero ajudar a acelerar este processo." Van Vleuten https://twitter.com/AvVleuten/status/1870161582698770470 Parceria com a NXTG Racing O projeto dos irmãos Roodhooft, vem há dois anos com a equipa feminina de desenvolvimento e dá agora um importante passo anunciando a parceria com a NXTG Racing. Esta colaboração tem como principais objetivos inspirar mais mulheres jovens a praticar ciclismo e a derrubar as barreiras psicológicas, físicas e monetárias de quem se inicia no desporto. O nosso projeto está inteiramente centrado na formação: proporcionar oportunidades a jovens talentos, orientá-los e prepará-los para a elite. Natascha Knaven-den Ouden - Fundadora da NXGT https://twitter.com/FenixDeceuninck/status/1870086115866067164 Além disso, a equipa da Fenix-Deceuninck vai continuar a apoiar o desenvolvimento do ciclismo feminino, fornecendo apoio financeiro à corrida Omloop van het Hageland. Esta iniciativa assegura o futuro da corrida nos próximos anos e abre caminho a eventos de Sub-17 e Sub-19 a par da corrida feminina. Créditos: SprintCyclingAgency ### Superprestige | Rescaldo Ronda 5 - Zilvermeercross Mol  A quinta ronda do Superprestige, em vésperas de Natal, teve lugar no dia 23 de dezembro, em Mol, na Bélgica.  Foram os neerlandeses, outra vez, a levantar os braços: Ceylin Alvarado confirmou a superioridade que vem demonstrando, e Mathieu Van der Poel voltou a não ter concorrência. Ler mais | Superprestige | Rescaldo ronda 4 – Aardbeiencross Merksplas Prova Masculina A corrida masculina começou com algum equilíbrio, e no fim da segunda volta ainda rodava um grupo com oito ciclistas na frente.  Na quarta volta, Van der Poel fez o primeiro teste e separou as águas: um ataque chegou para partir o grupo e apenas Laurens Sweeck conseguiu seguir na roda do campeão do mundo.  Sweeck lutou: foi distanciado na quinta volta e conseguiu voltar. Mas quando Van der Poel acelerou de novo, na sexta volta, foi de mais para o belga. Nova prova de superioridade, e mais um solo - desta vez com cerca de 20 minutos - para uma vitória clara em Mol.  Sweeck terminaria a corrida em segundo. Michael Vanthourenhout fechou o pódio. Créditos: UCI Cyclo-cross World Cup Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 VAN DER POEL Mathieu Alpecin - Deceuninck 0:59:41 2 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 1:03 3 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Bingoal 1:35 4 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 1:41 5 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 1:55 6 VAN DER HAAR Lars Baloise Trek Lions 2:08 7 KUHN Kevin Charles Liégeois Roastery CX 2:14 8 ORTS Felipe Ridley Racing Team 2:29 9 SOETE Daan Ridley Racing Team 3:18 10 LOOCKX Lander TDT - Unibet Cycling Team 3:24  Top 10 Superprestige Posição Ciclista Equipa Pontos 1 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 60 2 VAN DER HAAR Lars Baloise Trek Lions 59 3 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Bingoal 57 4 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 47 5 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 45 6 ORTS Felipe Ridley Racing Team 45 7 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Bingoal 35 8 KUHN Kevin Charles Liégeois Roastery CX 32 9 AERTS Toon Deschacht - Hens - FSP 32 10 NYS Thibau Baloise Trek Lions 30  Prova Feminina A corrida das elites femininas partiu mais cedo que a dos homens. Nas duas primeiras voltas, destacou-se na frente um trio com Ceylin Alvarado, Lucinda Brand e Inge Van der Heijden.  Van der Heijden perderia o contacto pouco depois, e, na quarta volta, um percalço de Brand (queda no setor de areia), deixou Alvarado isolada em primeiro lugar.  Nenhum grupo se juntaria até ao fim da corrida, e a classificação estava já ordenada: A neerlandesa Alvarado voltou a vencer, Brand foi segunda e Van der Heijden fechou o pódio. Créditos: SprintCyclingAgency Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 ALVARADO Ceylin del Carmen Fenix-Deceuninck 0:43:10 2 BRAND Lucinda Baloise Trek Lions 0:34 3 VAN DER HEIJDEN Inge Crelan - Corendon 0:59 4 CANT Sanne Crelan - Corendon 2:09 5 BROUWERS Julie Charles Liégeois Roastery CX 2:15 6 VAN ALPHEN Aniek Cyclocross Reds 2:24 7 MOLENGRAAF Lauren Charles Liégeois Roastery CX 2:43 8 GARIBOLDI Rebecca  2:51 9 KASTELIJN Yara Fenix-Deceuninck 3:03 10 MACLEAN-HOWELL Ella Heizomat Radteam p/b Herrmann 3:09  Top 10 Superprestige Posição Ciclista Equipa Pontos 1 ALVARADO Ceylin del Carmen Fenix-Deceuninck 72 2 BRAND Lucinda Baloise Trek Lions 70 3 VAN DER HEIJDEN Inge Crelan - Corendon 52 4 CASASOLA Sara Crelan - Corendon 49 5 VAN ALPHEN Aniek Cyclocross Reds 35 6 VERDONSCHOT Laura De Ceuster - Bouwpunt 33 7 VAN EMPEL Fem Team Visma | Lease a Bike 28 8 BENTVELD Leonie Pauwels Sauzen - Bingoal 26 9 NORBERT RIBEROLLE Marion Crelan - Corendon 23 10 CANT Sanne Crelan - Corendon 22  https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1871223705067733248 Créditos da fotografia de destaque: SprintCyclingAgency ### REVIEW - Sapatos Trek RSL Knit Há cerca de cinco meses, comecei a testar os sapatos de ciclismo Trek RSL Knit, desde então tenho-os utilizado em vários tipos de condições, durante mais de três mil quilómetros e em vários tipos de treinos. Neste artigo partilho as sensações e opinião após este tempo de experiência de utilização. Quando se trata de equipamento de ciclismo, não existe "uma só verdade", existe a melhor verdade para cada ciclista, tendo em conta o seu objetivo e capacidade de investimento. A característica que deve ser transversal em todos os sapatos é o conforto, sabendo-se no entanto, que existem materiais e técnicas de construção mais caras que proporcionam melhor conforto e melhor desempenho. Os Trek RSL Knit são um dos modelos topo de gama Trek, desenvolvidos para maximizar a performance e o conforto em longas pedaladas. Com um design em malha, estes sapatos destacam-se pela leveza e capacidade no ajuste ao pé, são direcionados para o ciclista que procura um modelo de alto rendimento para competir e treinar. Quem adquirir uns Trek RSL Knit, são compra somente um par de sapatos, compra design e compra "Status", porque além do conforto e performance que vão proporcionar, estes sapatos não passam desapercebidos, eles são também uma boa peça de design. Conforto e Ajuste Um dos pontos fortes dos Trek RSL Knit é o conforto, que vem da sua construção em malha (knit). Este material oferece um ajuste semelhante a uma "meia", moldando-se ao pé e eliminando os pontos de pressão que costumam ocorrer em sapatos mais rígidos. Ao longo dos cinco meses de utilização, a malha tem-se mostrado flexível o suficiente para dar conforto sem perder a estrutura, adaptando-se ao formato dos pés. Outro destaque é o sistema de fecho duplo BOA Li2, que permite ajuste preciso e rápido mesmo em movimento. Rigidez e Desempenho O modelo RSL Knit conta com uma sola em carbono OCLV que se destaca pela rigidez e eficiência de transferência de potência. Comparado com modelos mais tradicionais, senti que tanto a sola como a restante construção do sapato deixa o pé no seu formato mais natural e oferece uma excelente plataforma na hora de carregar "mais a sério" no pedal. Ventilação A construção em malha não só contribui para o conforto, mas também para uma excelente ventilação. Nos dias de calor os sapatos mantém os pés respiráveis e com um bom fluxo de ar, sendo menos quentes que outros modelos de sapatos com uma construção mais fechada, com outro tipo de materiais. No entanto, em condições mais frias ou húmidas, esta ventilação elevada pode tornar-se menos agradável, pois os pés arrefecem facilmente. Para quem planeia usar os RSL Knit durante todo o ano, recomendo o uso de cobre-sapatos nos dias mais frios. Uns sapatos frescos podem sempre ser compensados no inverno com umas capas, mas nuns sapatos quentes e pouco respiráveis, não é aconselhável cortar ou fazer-lhes buracos no verão. Durabilidade Após cinco meses de uso contínuo, os RSL Knit estão impecáveis, considerando que pedalo praticamente todos os dias. A malha, embora pareça frágil, mantém-se igual. É importante ter cuidado com o contacto frequente com superfícies abrasivas ou sujas, pois a malha pode atrair e acumular mais sujidade que outros materiais. A biqueira do sapato tem acabamento num material "tipo borracha" bastante útil e que protege o sapato nos toques com outras superfícies, nomeadamente com o pneu da frente em manobras de baixa velocidade. Menos positivo A construção em malha mostrou vantagens ao nível do conforto e ventilação, no entanto a limpeza não é tão simples como num sapato "normal", onde com um pano húmido ou toalhitas podemos fazer uma limpeza rápida. Para recuperar o aspeto novo e limpeza impecável, tenho que lavar os Trek RSL Knit como lavo uns ténis de corrida, com detergente e escova. Tendo em conta a sua construção secam rápido, mas não deixa de ser um processo diferente dos sapatos com uma construção mais opaca. Conclusão Os Trek RSL Knit são um modelo excelente para quem procura conforto, ajuste e eficiência na transferência de potência, são ideais para ciclistas focados no rendimento. A Trek conseguiu uns sapatos com um excelente equilíbrio entre leveza, conforto e performance, além de um design fantástico. Todos estes detalhes se pagam e quem quiser ter uns Trek RSL Knit tem que desembolsar 449,99 €, conforme podem aqui na página da marca em Portugal. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 6.ª Ronda – Zonhoven A Taça do Mundo de ciclocrosse segue a todo o vapor e chegou hoje à sexta ronda num fim de semana onde os focos estavam direcionados para a estreia de Van der Poel na temporada. Zonhoven foi palco de duas corridas espetaculares num percurso com bastante areia e descidas íngremes que tiraram dos/das crossistas todo o seu controlo e equilíbrio na bicicleta. Foto: Billy Lebelge Corrida feminina - Indecisão em corrida espetacular A corrida feminina começou como todas as outras, com a luxemburguesa Marie Schreiber a tomar a dianteira no sprint inicial. Ao contrário do que aconteceu na dominante prova de Hulst, Schreiber foi ultrapassada no decorrer da primeira volta por Zoe Backstedt, uma das figuras da corrida de hoje. A ciclista britânica fez mais de metade da corrida na frente chegando a ter uma vantagem de mais de 20 segundos para Lucinda Brand, Van der Heijden e Carmen Alvarado, as mais diretas perseguidoras. Foto: Billy Lebelge Na quarta volta, a chuva e o granizo apareceram com força, tal como Alvarado que, com Brand, se juntaram a Backstedt na frente. O trio seguiu junto e foi-se atacando, até que Alvarado, na última volta, conseguiu distanciar-se depois de um erro de Brand e vencer uma prova muito disputada e em aberto quase até ao seu final. Backstedt conseguiu manter o segundo lugar à frente de Lucinda Brand que continua extremamente regular e que segue confortável na dianteira da Taça do Mundo. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1ALVARADO Ceylin Del Carmen54:112BACKSTEDT Zoe0:053BRAND Lucinda0:154VAN DER HEIJDEN Inge0:415PIETERSE Puck0:506VAS Blanka Kata1:317SCHREIBER Marie2:108BENTVELD Leonie2:189CANT Sanne2:5110BAKKER Manon2:55 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda1552SCHREIBER Marie1243ALVARADO Ceylin Del Carmen1194BACKSTEDT Zoe1105VAN DER HEIJDEN Inge1016VAS Blanka Kata1007VAN EMPEL Fem898BENTVELD Leonie829WORST Annemarie7810PIETERSE Puck71 Corrida masculina - Van der Poel brinca na areia Foi Toon Aerts quem assumiu a liderança na corrida masculina, mas por pouco tempo pois Van der Poel, em estreia na temporada, chegou-se à frente em meia dúzia de curvas e em pouco mais de um minuto. O campeão do mundo mostrou estar noutro nível alcançando uma vantagem de 22 segundos no final da primeira volta da Taça do Mundo de Zonhoven. A vantagem foi aumentando e a meio da prova era já de quase um minuto para Thibau Nys e Laurens Sweeck, os mais próximos do líder. https://twitter.com/UCI_CX/status/1870835360739229882 Van der Poel foi mantendo o tempo das suas voltas aumentando gradualmente a vantagem quando Thibau Nys se destacou no segundo grupo. A estrela neerlandesa foi superlativa e venceu na estreia na temporada à frente de Nys, que ficou no segundo posto a 1'30 minutos. A luta pelo terceiro lugar foi a mais competitiva do dia e viu Joran Wyseure ser o mais forte chegando a 1'33 do campeão do mundo. Créditos: SprintCyclingAgency Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN DER POEL Mathieu1:00:392NYS Thibau1:303WYSEURE Joran1:334AERTS Toon1:415VAN DER HAAR Lars1:476SWEECK Laurens1:527VANDEPUTTE Niels1:588ISERBYT Eli2:229ADAMS Jens2:3010VANTHOURENHOUT Michael2:37 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael1402AERTS Toon1183ISERBYT Eli1024SWEECK Laurens985VAN DER HAAR Lars936WYSEURE Joran887RONHAAR Pim868ORTS LLORET Felipe849VANDEPUTTE Niels8010NYS Thibau69 A sétima ronda da Taça do Mundo (26 de dezembro) corre-se em Gavere, mas antes há ainda o Superprestige de Mol (23 de dezembro) que vai ter Van der Poel mas não van Aert, que por doença vai adiar a sua estreia na temporada. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 5.ª Ronda – Hulst A caravana do ciclocrosse viajou até aos Países Baixos onde Hulst, local dos mundiais de 2026, recebeu a 5.ª ronda num fim de semana de dupla sessão da Taça do Mundo, que abria a época festiva do Kerstperioide. Numa temporada onde as corridas têm sido na sua maioria muito rápidas e secas, a chuva finalmente apareceu, dificultando a vida aos/às crossistas que tiveram de ter muita concentração e sangue frio na difícil descida do moinho de Hulst. Foto: Billy Lebelge Corrida feminina – Rainha dos inícios levou vantagem até ao fim A corrida feminina que não teve Fem van Empel à partida por lesão, começou muito rápida e, sem surpresas, Marie Schreiber foi a mais forte no sprint inicial, colocando-se à frente de umas impressionantes 91 ciclistas que tiveram à partida. Schreiber manteve o grande início de corrida e ganhou vantagem a um trio perseguidor composto por Lucinda Brand, Puck Pieterse e Van der Heijden que tinham uma desvantagem de 11 segundos no final da primeira volta. Foto: Billy Lebelge A ciclista luxemburguesa fez uma corrida exemplar aumentando a vantagem para 17 e 28 segundos na segunda e terceira voltas para a dupla Brand e Pieterse que perseguiam. Marie Schreiber não teve concorrência e controlou a vantagem, acabando por dar a primeira vitória de sempre na Taça do Mundo ao Luxemburgo. Lucinda Brand manteve a regularidade que lhe dá a vantagem na classificação geral e terminou em segundo com Puck Pieterse a fechar o pódio final na Taça do Mundo de Hulst. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1SCHREIBER Marie53:452BRAND Lucinda0:203PIETERSE Puck0:284WORST Annemarie0:405VAN DER HEIJDEN Inge0:526BENTVELD Leonie1:047BACKSTEDT Zoe1:298ALVARADO Ceylin Del Carmen1:539VAS Blanka Kata2:1010BAKKER Manon2:25 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda1302SCHREIBER Marie1053VAN EMPEL Fem894BACKSTEDT Zoe805VAS Blanka Kata806ALVARADO Ceylin Del Carmen797VAN DER HEIJDEN Inge798WORST Annemarie789BENTVELD Leonie6410VERDONSCHOT Laura56 Corrida masculina - Mantem-se a imprevisibilidade na temporada Na corrida masculina foi Niels Vandeputte, que vai fazer 10 das 11 corridas deste período de Natal, a mostrar ao que veio, colocando-se na dianteira da corrida. O gigante belga repetiu a tática de Schreiber e adiantou-se ao restante pelotão liderando a primeira volta com vantagem sobre Van der Haar e Laurens Sweeck. A vantagem foi aumentando numa corrida imaculada de Vandeputte que ia aproveitando as quedas do grupo perseguidor. Créditos: UCI CX World Cup Felipe Orts Lloret fez uma excelente exibição na perseguição ao líder e levava 13 segundos de desvantagem para Vandeputte na entrada para a última volta. Vandeputte fez o mesmo que Schreiber e dominou do início ao fim vencendo a corrida de Hulst. Felipe Orts fez segundo e Pim Ronhar fechou um pódio surpreendente. Destaque ainda para Cameron Mason e David Menut que fizeram uma excelente remontada terminando no top 10 final. Top 10 da Corrida PosiçãoCiclistaTempo1VANDEPUTTE Niels57:552ORTS LLORET Felipe0:093RONHAAR Pim0:204ISERBYT Eli0:365MASON Cameron0:586VERSTRYNGE Emiel1:137VANTHOURENHOUT Michael1:308AERTS Toon1:369VAN DER HAAR Lars1:4110MENUT David1:49 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael1242AERTS Toon963RONHAAR Pim864ISERBYT Eli845ORTS LLORET Felipe846SWEECK Laurens787VAN DER HAAR Lars728WYSEURE Joran639VANDEPUTTE Niels6110KUHN Kevin55 A Taça do Mundo de ciclocrosse segue para a Bélgica com a sexta ronda de Zonhoven (22 de dezembro) a dar as boas vindas a Mathieu Van der Poel. ### Faleceu Rik Van Looy - Recordamos quem foi o Imperador de Harentals Foi confirmado o falecimento da lenda do ciclismo Rik Van Looy, no passado dia 18 de dezembro.  O TopCycling deixa a sua nota de condolências, e recorda um dos maiores ciclistas que o mundo teve oportunidade de testemunhar. https://twitter.com/Domestique___/status/1869312693129368009 O Início da Lenda Apesar de já contar com algumas vitórias nos anos anteriores, a explosão de van Looy deu-se em 1956, quando o belga venceu Scheldeprijs, Gent – Wevelgem e ficou em segundo lugar nos campeonatos do mundo.  Em 1957, os mundiais corriam-se pela segunda vez na Flanders, e o mundo assistiu à batalha dos Riks: Van Steenbergen (bicampeão mundial, 33 anos) vs Van Looy (estrela emergente)  Vinham de ser 1º e 2º no Mundial anterior. A meta estava no estádio do Zulte Waregem e apesar de Van Looy ter andado fugido foi alcançado e ao sprint ganhou Van Steenbergen. Rik I vencia Rik II, mas uma carreira brilhante estava mesmo a começar. Auge da carreira O imperador de Harentals dominou o pelotão internacional no início dos anos 60. Logo em 1959, uma amostra do que estava para vir, com vitórias na Volta à Flanders e na Il Lombardia – depois de já ter ganho o primeiro monumento em 58 (Milano-Sanremo).  Seguiu-se o domínio: venceu os mundiais de 1960 e 1961. Até 1962 tinha conseguido um feito apenas conseguido por três ciclistas na história: vencer os cinco monumentos. Terminou a carreira com oito conquistas (3x Paris-Roubaix; 2x Volta a Flanders; Liége-Bastogne-Liége; Milano-Sanremo).  Apesar de nunca ter conquistado uma grande volta, ele que era maioritariamente sprinter e Classicomano, venceu entre 1958 e 1969, 37 etapas dividas pelos três eventos de três semanas. https://twitter.com/LeTour/status/1869322190182592922 O perfil implacável São muitas as histórias que relatam a autoridade de Van Looy, e a maneira como o belga mantinha o controlo do pelotão.  Um relato que se destaca aparece no livro ‘Mercx: Half man, Half Bike’, de William Fotheringham, em que o autor detalha as batalhas de um jovem Eddy  - que se recusava a conformar com a partilha de vitórias entre um círculo pequeno de ciclistas – contra aquele que era tido como o sistema do imperador Looy.  Nem por isso o super campeão deixou de elogiar Van Looy na hora da partida: É um dos melhores ciclistas belgas de sempre. Foi um grande campeão e um grande adversário. A sua força de vontade, e a determinação pela vitória são coisas que vão ficar comigo para sempre Eddy Merxc à Gazet van Antwerpen Créditos: ASO / Pauline BALLET Outro episódio marcante foram os campeonatos do mundo de 1963. O colega Benoni Beheyt, gregário de Looy, venceu a corrida. Os dois tocaram-se na meta e Beheyt acabou por ser campeão acidental. Rik considerou ter sido enganado.  A marcação de Looy a Beheyt foi cerrada depois do incidente e o campeão de 63 acabou por ter uma carreira curta, muito por causa dessa vitória. Anos mais tarde, viu o neto Guillaume Van Keirsbulck chegar ao ciclismo profissional. https://www.youtube.com/watch?v=CDkxXQ77zk4 A equipa a condizer e o legado do campeão Em 1962, formou a Guarda Vermelha na Flandria, uma super equipa composta de alguns dos melhores ciclistas do mundo, próximos de Van Looy.  É nesta altura, dentro desta equipa, é à volta da figura do Imperador de Harentals que surge uma das táticas mais inovadoras da história do ciclismo: o lead-out train, hoje parte integral de qualquer etapa que termine ao sprint.   Também assim, para além das vitórias, Rik van Looy deixou a sua marca no ciclismo profissional, ao protagonizar, em 1962, o início de uma prática que se iria popularizar até ser a norma no ciclismo moderno.  Van Looy correu apenas uma época na Flandria, equipa que corria como Faema antes da entrada do patrocinador belga. No ano seguinte, mudou de equipas, mas a guarda vermelha seguiu quase toda com o Imperador para a aventura seguinte. Créditos: Unipublic Sprint Cycling Agency Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Derek Gee no Giro como líder da Israel Premier Tech - Entrevista O TopCycling falou com Derek Gee sobre o Giro, a transição para líder da Israel Premier Tech e de como subiu o Alpe d'Huez 433 vezes. Derek Gee surgiu de rompante no ciclismo e prepara-se para subir a parada como líder da Israel Premier Tech no Giro de Itália. Numa modalidade em que está quase tudo visto, poucas vezes um talento voa abaixo do radar sem ser detetado. Parte da beleza está em sermos apanhados de surpresa e foi isso que o canadiano fez em 2023. No Giro, andou sete vezes escapado e cheirou a vitória em quatro ocasiões. A Israel Premier Tech percebeu o potencial e em 2024 apostou em Gee: no Dauphiné tornou-se o primeiro canadiano a subir ao pódio final e no Tour de France fechou na 9.ª posição. “Venho da primeira abordagem a uma geral, nunca tinha estado numa situação como no Dauphiné. Quando estás com os três últimos é fácil cometer erros, mas numa prova como o Giro ou o Tour foi fácil não cometer esses erros. Tens Tadej, Remco, Jonas e agarras-te a eles. Quando a corrida é ditada pelos corredores de topo é mais fácil ser conservador.” Derek Gee ao TopCycling. Ler mais | Percurso duro do Tour de France 2025 Derek Gee com o maillot da nova temporada.Foto: Israel Premier Tech Super combativo do Giro 2023 Nascido na capital Ottawa, o corredor de 27 anos tem trabalhado sob a orientação do novo responsável pela direção desportiva, Sam Bewley. O rendimento no Tour de France acelerou a transição de super combativo do Giro 2023 para a liderança da equipa dois anos depois. “É empolgante regressar numa situação diferente de 2023, os objetivos são mais concretos. Já não vou poder entrar em fuga todos os dias, mas é bom poder ver o quadro geral das coisas e preparar tudo com meses de antecedência. A corrida tem um lugar especial no meu coração, foi a primeira vez que me senti competitivo na Europa. O nível de confiança é muito maior do que no passado, fomos limando arestas para melhorar como corredor e não esperava estes resultados. A mentalidade mudou por completo, sei do que sou capaz graças ao ano passado e ao ver o trabalho que já começou neste estágio sei o que funciona e o que não funciona para mim.” Derek Gee ao TopCycling. O maillot de 2025 da Israel. Foto: Israel Premier Tech. “A geral é um projeto” De animador a chefe de fila é uma evolução tremenda. Daí a poder aspirar à vitória é um passo que só o tempo dirá se Derek Gee será capaz de dar. Ryder Hesjedal é o único canadiano vencedor de uma grande Volta. Em 2012, o então corredor da Garmin resistiu a Joaquim Rodriguez na montanha e desmontou Purito no contrarrelógio final. Para já, Derek Gee sente-se a certa distância de poder repetir o feito de Hesjedal. “Falar em ganhar este ano é muito ambicioso para mim, mas nunca se sabe. É uma corrida de bicicletas e todos os que alinham têm uma hipótese. Certamente depende de quem corre. A geral é um projeto: requer tempo trabalhar para ela, descobrir pontos fracos e cometer erros. A parte boa é que não vou dizer que quero um top 5, vou sabendo que passamos todo o inverno a trabalhar no projeto geral. Penso que tenho uma grande equipa à minha volta e nunca se sabe.“ Derek Gee ao TopCycling. Em três épocas o nativo de Ottawa fez duas grandes Voltas e tem progredido em todos os aspetos. Admite que reagiu de forma diferente a ambas e que o cansaço acumulado em três semanas vai para além de tudo o que é normal. “No Giro cheguei ao final cansado porque não podia desligar o cérebro. Eram os primeiros resultados da minha carreira, mensagens a torto e a direito, dormia 4-5 horas por noite. O Tour este ano foi muito melhor, preparei-me para a terceira semana que é quando sentes o cansaço, mas é um tipo de cansaço difícil de replicar. No ano passado não descansei o suficiente após o Giro e isso refletiu-se no final da época ao não conseguir encontrar a mesma forma. É difícil por em palavras o que uma grande Volta faz ao corpo.” Derek Gee ao TopCycling. Foto: Israel Premier Tech Subir o Alpe d'Huez 433 vezes Nestes dias frios de dezembro, a Israel Premier Tech foi à procura do sol de Girona, na Catalunha, para o primeiro estágio com todo o plantel de 2025. A falta de corridas inspira a criatividade das equipas de comunicação. A Israel, por exemplo, informou que Derek Gee acumulou 486,099 metros a subir na passada temporada, o equivalente a subir o Alpe d'Huez 433 vezes “Por vezes nem é bom olhar para a média das nossas saídas, mas as montanhas são lindas. As duas últimas épocas foram uma enorme mudança porque vim do ciclismo de pista. Era um tipo grande, a equipa pensava que eu era corredor de clássicas do pavê e eu também. Foi só este verão que nos apercebemos que ser voltista era viável e queremos ver até que ponto. Com isso vem uma mudança no peso corporal, tipos de treino, diferentes aspetos aos quais não prestas atenção se és clasicómano onde só interessa a potência. Ainda tenho falhas como voltista, nada que se destaque, mas há margem de melhora.” Derek Gee ao TopCycling. Nos próximos anos o foco do canadiano está nas grandes Voltas. Derek Gee não perde o sono por ainda não ter conseguido resultados em provas de um dia e sente que pode corrigir a situação na Liège e na Lombardia. Há ainda a motivação de ter os Mundiais de 2026 em Montreal, no Canadá, num circuito duro parecido com o da clássica que em setembro foi ganha por Tadej Pogacar. “Gostava de ser competitivo nas clássicas, mas é uma questão que está no ar porque só tenho olhos para maio. Nos Mundiais acho que nunca terminei. As coisas têm que clicar, são sempre corridas duras e gosto de esforços longos, mas é difícil saber como vão ser corridos. Espero uma prova a todo o gás e caótica, aí tudo pode acontecer.” Jakob Fuglsang é outro dos líderes da Israel.Foto: Israel Premier Tech “Sempre quis correr a Volta à Califórnia” O ciclismo na América do Norte foi decapitado na última década. Califórnia, Colorado, Utah chegaram a ter Voltas do máximo nível e desapareceram. Os talentos de Estados Unidos e Canadá passaram a usar a pista ou a ter que emigrar cedo à procura de uma oportunidade. “Não ter essas corridas prejudica o desenvolvimento, não podermos ter as Continentais a correr contra as WorldTeams. Por outro lado, forçou jovens ciclistas a ir para a Europa mais cedo para se tornarem profissionais, forjarem o seu caminho, quando sempre uma desconexão de se estes jovens podiam competir na Europa onde as corridas são tão diferentes. Dói pensar que todas acabaram antes de me tornar profissional pelo que nunca as corri apesar de ter crescido com elas. Sempre quis correr a Volta à Califórnia.” Derek Gee ao TopCycling. Não parece haver nada que indique um regresso ao passado e as clássicas de Montreal e do Québec – de nível WorldTour – são caso único no calendário norte-americano. Também é verdade que em 2026 os Mundiais serão em Montreal (Canadá) e que em 2028 os Jogos Olímpicos se realizam em Los Angeles (Estados Unidos). Se estes eventos vão despertar as duas potências ninguém sabe. Derek Gee espera que sim. “Seria um sonho que regressassem e espero que tanto os Mundiais de Montreal como os Jogos Olímpicos de Los Angeles possam ser o empurrão que ajude a que essas corridas voltem.” ### Cabreira Solutions lança "Passaporte" de ciclismo para 2025 A Cabreira Solutions anunciou o lançamento de um "Passaporte" de ciclismo para 2025, com pontuação para Eventos de Estrada, BTT e Gravel. Com esta medida, o promotor de eventos tem como objetivo "revolucionar a forma como os ciclistas se envolvem nos eventos de todas as tipologias." Foto: Cabreira Solutions Passaporte Cabreira Solutions Em 2025, os participantes terão a oportunidade de acumular pontos através de um "Passaporte Cabreira Solutions", que será válido para os eventos de Estrada, BTT e Gravel da empresa. Cada evento contará com uma pontuação específica, oferecendo aos participantes uma maneira mais empolgante de se envolver nas várias modalidades. Este "passaporte" funcionará com um sistema de pontos, em que os participantes acumularão créditos conforme completem eventos de diferentes tipos. Foto: Cabreira Solutions Acesso a benefícios, inscrições ou jerseys O número de pontos será determinado com base no número de dias e prestígio de cada evento, permitindo aos ciclistas seguir a sua evolução ao longo do ano. Aqueles que atingirem uma quantidade de pontos predeterminada, terão acesso a benefícios exclusivos, como inscrições em eventos ou jerseys de oferta. Esta nova abordagem visa não só premiar a participação e regularidade, mas também motivar osatletas, incentivando-os a explorar novas modalidades. Foto: Cabreira Solutions Sistema de Pontos Prémios ### Kerstperiode traz o primeiro confronto entre Van der Poel e van Aert Chegando a temporada a meio de dezembro, é altura de celebrar o Kerstperiode do ciclocrosse, uma série de corridas das melhores competições, agrupadas nas semanas festivas do Natal e Ano Novo. Para além das muitas corridas, Van der Poel e van Aert iniciam nesta altura a sua temporada de ciclocrosse, aumentando ainda mais o interesse na modalidade. Foto: Billy Lebelge 11 corridas em 16 dias Apesar de ser um conceito e tradição belga, os adeptos de ciclocrosse de todo o mundo têm nestes dias motivos para celebrar, já que vão poder assistir a 11 corridas das mais importantes competições, em apenas 16 dias. Serão cinco rondas da Taça do Mundo, três do Superprestige, duas do Troféu X20 e uma do Exact Cross, numa altura decisiva, já que as competições começam a chegar ao fim. Foto: Sprint Cycling Agency | UEC Este período é também especial porque as corridas são muito próximas geograficamente, com nove a realizarem-se na Bélgica e uma nos Países Baixos. Isto permite que haja uma grande assiduidade das grandes estrelas e equipas, que não têm de fazer viagens longas entre eventos. Para além disso, é uma grande oportunidade para os fãs que se conseguem deslocar, pois em poucos dias têm a oportunidade de assistir ao vivo a um grande número de corridas. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Três confrontos entre Van der Poel e van Aert Com o anúncio de Pidcock não fazer nenhuma corrida de ciclocrosse para se focar na transição para a nova equipa, um dos interesses desta época vira-se para os duelos entre Van der Poel e van Aert. As duas superestrelas da estrada vão, neste período de 16 dias, defrontar-se três das quatro vezes desta temporada. O primeiro duelo acontece no Superprestige de Mol (23 de dezembro), seguido do Exact Cross de Loenhout (27 de dezembro), antes da ronda da Taça do Mundo em Dendermonde (5 de janeiro). Antes disso, destaque para a estreia de Van der Poel na temporada, que corre a ronda da Taça do Mundo de Zonhoven (22 de dezembro), antes de defrontar o rival que se estreia no dia seguinte em Mol. Créditos: UCI Cyclo-cross World Cup Período decisivo O Kerstperiode é um momento extremamente importante no calendário do ciclocrosse pois com tantas corridas e pontos por distribuir, é neste período que a época dá um grande passo para a sua classificação final.  A primeira corrida desta época festiva é já no próximo dia 21 de dezembro, com Hulst a abrir um fim de semana duplo de rondas da Taça do Mundo. Créditos: SprintCyclingAgency Lista completa de corridas no Kerstperiode 21 dezembro - Taça do Mundo - Hulst 22 dezembro - Taça do Mundo - Zonhoven 23 dezembro - Superprestige - Mol 26 dezembro - Taça do Mundo - Gavere 27 dezembro - Exact Cross - Loenhout 29 dezembro - Taça do Mundo - Besançon 30 dezembro - Superprestige - Diegem 01 janeiro - X2O Baal - GP Sven Nys 03 janeiro - X2O - Koksijde 04 janeiro - Superprestige - Gullegem 05 janeiro - Taça do Mundo - Dendermonde ### Team Picnic PostNL vai usar capacetes Lazer A Team Picnic PostNL, antiga dsm-firmenich PostNL e que milita no WorldTour, vai usar capacetes Lazer em 2025, numa parceria anunciada pela marca. A colaboração fará da Lazer o novo fornecedor oficial de capacetes para a próxima temporada de ciclismo de estrada. Foto: Francesco Rachello / Tornanti.cc Equipa masculina, feminina e de desenvolvimento A Lazer, que já tinha ligação com a Shimano, parceiro da Team Picnic PostNL, vai fazer parte da proteção dos ciclistas tanto em provas masculinas como femininas, assim como na equipa de desenvolvimento ao nível UCI Continental. Os ciclistas vão utilizar três versões, o Z1 KinetiCore, o Vento KinetiCore, mais aerodinâmico e o Volante KinetiCore, concebido especificamente para contrarrelógios. Foto: Francesco Rachello / Tornanti.cc Narelle Neumann, diretora científica da Team Picnic PostNL, reforça a importância desta colaboração: “O ciclismo profissional exige melhorias contínuas nos materiais para otimizar a aerodinâmica, o peso e o conforto, de modo a obter um desempenho ao mais alto nível, independentemente das condições. Esta nova parceria garante que continuaremos na vanguarda tecnológica do ciclismo.” ### Specialized apresenta a nova Chisel Comp Evo A Specialized apresentou a Chisel Comp Evo, a sua nova bicicleta de cross country de suspensão total em alumínio que, segundo a marca, a torna a mais rápida e leve do mercado. Renovada com a nova montagem EVO esta nova bicicleta está especificada para a derradeira experiência downcountry e inspira-se na geometria e cinemática da Epic 8 EVO. Aderência e Suspensão A Chisel Comp EVO adere ao piso com o pneu Purgatory, infundido no composto T9 e um pneu Ground Control atrás, com o composto T7 da Specialized. A suspensão FOX à frente e atrás absorve os maiores drops e trilhos acidentados. A Specialized aumentou também o curso de 120 para 130 mm, utilizando uma forqueta FOX 34 Performance Elite com amortecedor GRIP 2. Na traseira, está munida de um amortecedor Ride Dynamics Tuned FOX Float Performance. Guiador, Espigão e Travões melhorados A Chisel Comp EVO utiliza um guiador de maior diâmetro (35 mm) no cockpit, para maior rigidez e um espigão telescópico mais longo do que nos modelos Chisel padrão, permitindo uma folga adicional em terrenos mais técnicos. Os travões SRAM G2 RSC de 4 pistões proporcionam, segundo a Specialized, a confiança necessária devido ao aumento do poder de travagem. Quadro XC em alumínio A Chisel Comp Comp EVO apresenta o quadro XC em alumínio mais leve da sua classe, graças à D'Aluisio Smartweld. Cada tubo do quadro foi altamente manipulado e apresenta espessuras de parede e formatos continuamente variados, que proporcionam rigidez para eficiência e suavidade de condução para conforto e controlo. A Chisel Comp EVO apresenta também uma inovadora secção traseira flexível, que melhora a sensação de condução sem o peso e a manutenção dos pivôs tradicionais. O seu tubo do selim hidroformado de peça única, integra o pivô do tubo do selim, o pivô principal e a caixa do BB, reduzindo o material e o peso, em comparação com os designs tradicionais. Especificações Chisel Comp EVO Tubos hidroformados D’Aluisio Smartweld e junções de tubos projetadas, ajuste da geometria porflip chip, curso de 110 mm; FOX 34 Performance Elite 130mm com amortecedor Grip 2; Amortecedor traseiro FOX FLOAT Performance afinado por Ride Dynamics; Espigão telescópico TranzX (100mm-170mm); Desviador traseiro SRAM GX Eagle; Travões de 4 pistões SRAM G2 RS; Pneu Specialized Purgatory T9 (à frente); Pneu Specialized Ground Control T7 (atrás); Guiador e avanço de 35mm. Preço e disponibilidade Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das várias versões da nova Chisel Comp EVO da Specialized clicando aqui. ### Aleix Espargaró acelera do MotoGP para o WorldTour A Lidl-Trek anunciou a contratação de Aleix Espargaró, lenda do MotoGP que rodou durante 15 anos na elite mundial do desporto e que assinou pela estrutura do WorldTour. A equipa estadunidense já fez saber que Espargaró vai servir maioritariamente como embaixador da equipa e marcar presença nos eventos mais importantes do ano. Ler mais | João Almeida: doido por carros e fã de Miguel Oliveira Foto: Lidl-Trek A história de amor Começou em 2015. Aleix Espargaró era piloto na Suzuki, construtor do MotoGP, e de férias aproveitou para desanuviar e testar-se noutras vertentes. Num passeio de motocrosse, aterrou mal de um salto e partiu uma vértebra – teve de retirar todos os desportos de impacto da sua preparação física.  E eis que apareceu o ciclismo na vida do piloto espanhol. Introduziu-o nos treinos e a história de amor surgiu, como contou ao portal Gobik, em 2023: "Antes dessa mudança seguia o ciclismo como outros desportos. Nada a ver com agora. Lembro-me que, quando comecei, tinha uma certa relação com o Purito (Rodriguez), morávamos perto. Desde aí tornámo-nos bons amigos (…) ele foi dos melhores do mundo e teve uma grande influência no meu amor pelo ciclismo." Aleix Espargaró E a história quase teve um final feliz. Em 2020, quando as coisas não corriam bem no MotoGP, Aleix Espargaró esteve perto de rumar à Movistar – a confissão foi feita numa entrevista em 2022, quando fez questão de deixar claras as suas preferências. “Falei com o Patxi Villa, falei com o Eusebio (Unzué) e estive reunido com eles antes da Volta à Catalunha. Até fiz um training camp eles e estivemos muito perto. Acabou por não se dar e decidi adiar um pouco para ver como corria com a Aprilia. Mas não sabes da vontade que tenho de me estrear com os pros. Se me perguntares se quero ser campeão do MotoGP ou estrear-me no ciclismo digo-te que já corri muitos anos, tanto me faz ganhar. Mas gostava muito de cumprir o sonho de ser ciclista, correr no WorldTour.” Aleix Espargaró Foto: Lidl-Trek O herói Pantani e o amigo Mas Na mesma entrevista o antigo piloto confessou a admiração especial por uma das maiores lendas da história do ciclismo: Marco Pantani, o Pirata. "É uma pessoa que me marcou. Li, ouvi e vi muito sobre ele. Conheci a mãe dele e visitei o museu em Cesenatico. Dediquei-lhe um capacete como tributo à sua memória, com o logo dele em amarelo fluorescente: Il Pirata. Fiz dois, a mãe dele esteve nesse grande prémio e dei-lhe o capacete com que corri – hoje está no museu dele. O outro tenho-o em casa, com a Bianchi do último Tour de France que correu." Aleix Espargaró Aleix Espargaró confessou ainda a amizade que o une a outro ciclista profissional. Assim define Enric Mas: “Como ser humano é um 10 e como ciclista é um 11.” Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli O anúncio A Lidl-Trek anunciou, através dos canais oficiais, a contratação do ex-piloto espanhol, no passado dia 16 de dezembro. A equipa disse o seguinte sobre a contratação: "O vencedor de três corridas de MotoGP vai servir como embaixador da Lidl-Trek, juntando-se à equipa nalguns dos eventos mais prestigiosos do calendário (...) O Espargaró é um super fã de ciclismo e trabalhar com a Lidl-Trek oferece-lhe a oportunidade de explorar o seu potencial num ambiente novo. Em retorno, será um recurso valioso para a equipa ao partilhar as suas experiências como atleta de topo num desporto exigente com os ciclistas mais jovens." Lidl-Trek O piloto espanhol também deixou algumas palavras acerca da nova aventura: "Estou muito entusiasmado por me juntar à família da Lidl-Trek, casa de alguns dos melhores ciclistas do mundo. Quero aprender com eles e com o staff, desafiar os meus limites e partilhar esta aventura especial com os fãs. Depois de uma lesão nas costas tive de parar de correr e começar a andar de bicicleta para recuperar. Ao longo do tempo tornou-se mais que preparação – uma paixão. Por viver em Andorra, fiquei amigo de muitos ciclistas, o que me inspirou a treinar a um nível mais alto." Aleix Espargaró É previsto que Espargaró seja inscrito na equipa de desenvolvimento da Lidl-Trek, uma vez que a WorldTeam tem o plantel cheio. Deverá também correr outras vertentes do ciclismo, com destaque para gravel e XCO – poderá, inclusive, voltar a correr a Cape Epic.  Foto: Lidl-Trek Não é caso único... Mas é caso raro Aleix Espargaró não é o primeiro atleta a trocar outros desportos pelo ciclismo. Na ponta da língua estão Primoz Roglic ou Remco Evenepoel – o esloveno fazia saltos de esqui e o belga jogou futebol no Anderlecht e foi internacional. Também do esqui veio Jeannie Longo, enquanto Maria Canins, seis vezes campeã de Itália nos anos 80, começou no cross country. Outros exemplos são Michael Woods ou Rebecca Koerner, o canadiano era especialista no meio-fundo do atletismo e a dinamarquesa fazia saltos para a água. Transitar de desportos motorizados para o ciclismo é menos comum, mas há precedentes recentes. Valtteri Bottas, piloto da Fórmula 1, correu o mundial de gravel em 2024. Ler mais | Roglic arranca no Algarve rumo a Giro e Tour Foto: Joerg Mitter Foto: Israel Premier-Tech ### Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Lucas Lopes foi 12.º classificado na Volta a França do Futuro, mas nem isso lhe abriu as portas do ciclismo estrangeiro. Em 2025 será aposta da Rádio Popular-Paredes-Boavista. Lucas Lopes rubricou uma grande época no ciclismo espanhol e na Volta a França do Futuro subiu ao nível de jovens talentos do WorldTour, mas as equipas profissionais estrangeiras encolheram-se. Foi então que apareceu a Rádio Popular-Paredes-Boavista na vida do corredor natural de Póvoa de Varzim, que abdica de correr mais um ano em sub-23 para saltar para o pelotão profissional. Afinal, o que é preciso fazer hoje em dia para bater à porta das ProTeam e WorldTeam? Recapitulemos os resultados mais destacados do trepador de 21 anos em 2024. 1.º na Volta a Salamanca 1.º no Trofeo Concello do Porriño Rei da montanha e vencedor de etapa na Volta a Madrid 2.º na Volta à Galiza 6.º na Volta ao País Basco 7.º na Volta a Portugal do Futuro 12.º na Volta a França do Futuro 12.º na Volta à Extremadura “Terminei o ano com expectativas de dar o salto para o WorldTour, não sei se eram expectativas a mais, mas foram semanas de incerteza. Apareceu a Rádio Popular-Paredes-Boavista e estou contente com o salto que dei. Vou ter mais motivação para treinar e fazer as coisas direitinhas. A equipa foi muito aberta, disse para trabalhar no inverno e começar bem a época. Gostava muito de me estrear na Volta a Portugal, mas não é objetivo a curto prazo. Se tiver a possibilidade de a fazer ficarei muito feliz, isto se não coincidir com a Volta a França do Futuro.” Lucas Lopes em entrevista ao TopCycling. Foto: Vuelta a Madrid Foto: Trofeo Concello do Porriño De menos a mais na Volta a França do Futuro Ao serviço da formação galega Supermercados Froiz, o vizinho de Rui Costa fechou 2024 com seis triunfos (entre classificações gerais e vitórias parciais). A cereja no topo do bolo apareceu no verão, no principal objetivo da época. Lucas Lopes foi de menos a mais na Volta a França do Futuro e nos Alpes rebentou a concorrência direta para terminar num brilhante 12.º posto. É preciso recordar que Portugal partiu com António Morgado como líder e um bloco forte. Pela frente sete dias de prova e três finais em alto nos Alpes – La Rosiére e Les Karelis, em França, Colle delle Finestre, em Itália. “Estava previsto trabalharmos para o António e para o Gonçalo [Tavares], mas com o decorrer dos dias o selecionador teve que alterar o plano. O ambiente é bom no grupo, somos unidos e isso ajuda muito. Sabia que a minha mais-valia era a alta montanha, além disso recupero bem dia a dia como percebi após a Volta à França do Futuro em 2023.” Lucas Lopes em entrevista ao TopCycling. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1827355017516625963 A maior exibição de um sub-23 em alta montanha No último dia um “monstro”: Colle delle Finestre e 18,2 km de subida com média de 9,3 por cento de inclinação! A jornada ficou marcada pelo all in do espanhol Pablo Torres, autor da que é considerada a maior exibição de um sub-23 em alta montanha: 6,04 W/kg durante 60:45, o equivalente a 6,34 W/kg ao nível do mar. “Para um jovem de 18 anos são números espetaculares. Após sete dias de competição e numa subida com 18 km fazer esses números é incrível. Tem boas pernas, bom motor e pode ser um futuro campeão de grandes Voltas. Conhecia também o Jarno Widar e nunca pensei que o Joe Blackmore conseguisse ganhar. Tinha estas referências da Taça das Nações porque no calendário espanhol não coincidi com nenhum. O nível é diferente, é um pelotão do WorldTour, mas em Espanha não se anda muito menos.” Lucas Lopes chegou aos 2180 m de altitude com 8:00 de atraso, uma enormidade em ciclismo, mas realizou uma prestação média forte de 5 W/kg. “Iniciei a época com o mesmo peso da Volta a França do Futuro (60 kg). No trabalho com o Francis Cabello, que trabalha com o Cristian Rodriguez da Arkea, não me foquei na perda de peso porque tinha medo de perder potência. No Colle delle Finestre descolei logo aos 2 km quando ia nos 330-340 watts, não houve ataques, o ritmo era muito forte. Levantei pé para tentar manter 300 watts e sempre que via alguém à frente aumentava e quando fechava o espaço voltava aos 300.” Lucas Lopes em entrevista ao TopCycling. Apesar do ataque valente, Torres viu escapar a vitória final na Volta a França do Futuro para o primeiro britânico campeão da prova. Joe Blackmore, colega de Daniel Lima na Israel-Premier Tech, será em 2025 um de 12 corredores sub-20 no WorldTour juntando-se a: Paul Seixas, Oscar Chamberlain e Léo Bisiaux (Decathlon-Ag2r) Matthew Brennan e Jorgen Nordhagen (Visma | Lease a Bike) Peter Oxenberg, Theodor Storm e AJ August (Ineos Grenadiers) Albert Withen Philipsen (Lidl-Trek) Zak Erzen (Bahrain Victorious) Markel Beloki (EF Education-EasyPost) Vídeo | TopCycling com Afonso Eulálio no estágio da Bahrain Três semanas em Serra Nevada deram para subir o Pico Veleta, a 3398 metros de altitude. “Quero chegar ao WorldTour” Blackmore evoluiu de 12.º em 2023 para o triunfo na maior corrida sub-23. É a evolução natural de atletas sobredotados. Um dos aspetos interessantes é a forma como jovens corredores gerem o esforço em subidas de uma hora ou mais. Nestes desafios que levam o corpo ao extremo a mente entra em ação. “Sabia o que tinha sofrido ao longo da temporada para estar ali àquele nível e quando vais apanhando atletas que iam à frente, atletas de WorldTour, ir ao mesmo nível é motivador.” Para Lucas Lopes, que este ano assinou o Diário de um sub-23 no TopCycling, a primeira experiência na Volta a França do Futuro foi decisiva. Em 2023 teve um ano marcado por problemas físicos e não chegou na forma ideal, no entanto, foi em crescendo e acabou 45.º. O que mudou em 2024 foi a constância, a saúde de ferro e uma boa base obtida com o trabalho de pré-época. Estes pormenores aliados a muitos dias de competição e três semanas em Serra Nevada dormindo e treinando em altitude deram resultado. “O objetivo era fazer uma boa Volta à França do Futuro e acabei por andar bem o ano todo. Cheguei sem pressão, confiante no trabalho feito e o 12.º lugar foi um excelente resultado para mim e para Portugal. Sinto-me feliz e motivado para fazer ainda melhor no próximo ano e isso passa por fazer top 10. Há margem para melhorar: vou passar a ter mais dias de competição, correr corridas mais duras, com profissionais e posso tentar ajustar alguns treinos. Quero chegar ao WorldTour, é o sonho de qualquer ciclista competir no patamar mais alto.” Ler mais | Lucas Lopes vence na Volta a Madrid ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 4.ª Ronda – Namur Depois da terceira ronda ter sido cancelada devido ao vento forte que se fez sentir em Cabras, a Taça do Mundo continuou em Namur, num dos percursos mais míticos da modalidade. A quarta ronda trouxe-nos um autêntico dia de ciclocrosse, num percurso técnico, lamacento e escorregadio, onde foi essencial toda a técnica dos/das ciclistas. Michael Vanthourenhout e Ceylin del Carmen Alvarado foram os grandes vencedores do fim de semana. Foto: Billy Lebelge Corrida feminina - Alvarado imperial em dia azarado de van Empel O início da corrida foi bastante duro e feito em paralelos escorregadios o que dificultava a aplicação de toda a potência das ciclistas no sprint inicial. Marie Schreiber voltou a ser a mais forte no arranque e assumiu a dianteira da corrida na primeira volta, seguida de perto por Blanka Vas e Heijden. Fem van Empel teve um dia não em Namur com várias quedas e problemas técnicos que a afastaram bastante cedo da luta pela corrida. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Bas e Schreiber passaram a primeira volta na frente com a dupla da Fenix Deceuninck Alvarado e Puck Pieterse, em estreia na temporada, logo atrás. Alvarado manteve a pressão e passou para a frente da prova na quarta volta, quando Lucinda Brand se aproximava da frente mostrando todo o seu finesse nas partes mais técnicas do percurso. Apesar de na última volta quase ser alcançada por Brand, Alvarado aproveitou a vantagem conseguida no decorrer da prova e venceu pela segunda vez consecutiva em Namur. Lucinda Brand chegou no segundo posto a nove segundos com Pieterse, numa excelente estreia, a fechar o pódio. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1ALVARADO Ceylin Del Carmen48:172BRAND Lucinda0:093PIETERSE Puck0:344VAS Blanka Kata0:575SCHREIBER Marie1:136WORST Annemarie1:237VAN EMPEL Fem1:378VAN DER HEIJDEN Inge1:519BACKSTEDT Zoe1:5410BENTVELD Leonie2:12 Top 10 Classificação Geral da Taça do Mundo 1BRAND Lucinda1002VAN EMPEL Fem893SCHREIBER Marie654VAS Blanka Kata635ALVARADO Ceylin Del Carmen616BACKSTEDT Zoe617VAN DER HEIJDEN Inge588WORST Annemarie569BENTVELD Leonie4410VERDONSCHOT Laura42 Corrida masculina - Última volta de loucos decide corrida A corrida masculina começou a todo o gás com a luta pelas primeiras posições na cidadela de Namur. Toon Aerts fez um grande início mantendo-se na frente no fecho da primeira volta, com vários ciclistas a poucos segundos da dianteira. Aerts sofreu uma queda na segunda volta e Kevin Kuhn passou para a frente, numa corrida que seguia renhida e que ia favorecendo quem cometia menos erros. Créditos: B. Hazen / Cyclocross Magazine No decorrer da quinta volta começaram os habituais ataques de meio da corrida e Vanthourenhout, vencedor da ronda de Dublin, adiantou-se à competição, seguido de perto por Verstrynge e Aerts. O duo perseguidor conseguiu fazer a junção à frente. O trio entrou na última volta com a certeza de que iria discutir a vitória, naquela que seria uma volta de loucos. Logo no início, Vanthourenhout teve um problema mecânico, que o obrigou a mudar de bicicleta. Aerts e Verstrynge adiantaram-se, mas já perto do fim... queda de ambos os corredores. Vanthourenhout aproveitou o momento infeliz e ultrapassou o duo, para seguir direto para a vitória. Na luta pelo segundo lugar, Aerts levou a melhor. Verstrynge terminou no último lugar do pódio. https://twitter.com/UCI_CX/status/1868316122770292783 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VANTHOURENHOUT Michael1:03:232AERTS Toon0:113VERSTRYNGE Emiel0:304RONHAAR Pim0:455DEL GROSSO Tibor0:586SWEECK Laurens0:597KUHN Kevin1:058MICHELS Jente1:089WYSEURE Joran1:2010VAN DER HAAR Lars1:39 Top 10 Classificação Geral da Taça do Mundo 1VANTHOURENHOUT Michael1052AERTS Toon783SWEECK Laurens674ISERBYT Eli625RONHAAR Pim616WYSEURE Joran607VAN DER HAAR Lars558ORTS LLORET Felipe549KUHN Kevin5310VAN DE PUTTE Victor32 A Taça do Mundo entra na sua fase decisiva com a dupla ronda de Hulst (21 de dezembro) e Zonhoven (22 de dezembro), numa altura em que van Aert e Van der Poel começam a sua temporada. ### Roglic arranca no Algarve rumo a Giro e Tour A maior estrela da Red Bull-BORA-hansgrohe, Primoz Roglic, abre a época na Volta ao Algarve e aponta a Giro d'Italia e Tour de France. Primoz Roglic confirmou este sábado, em Palma de Maiorca, que em 2025 iniciará a época na Volta ao Algarve e daí partirá à conquista do Giro de Itália e do Tour de France. Os objetivos ambiciosos do esloveno foram partilhados com os jornalistas durante o Media Day da Red Bull-BORA-hansgrohe. Roglic tem uma íntima relação com o Giro já que foi aí que se estreou em provas de três semanas, em 2016. Regressou depois para fazer dois pódios, terminando como campeão em 2023. Na quarta presença levará apoios de luxo: o campeão de 2022, Jai Hindley, e o vice-campeão da passada edição, Dani Martínez. Roglic abre a temporada na Volta ao Algarve, em fevereiro, e vai à Volta à Catalunha, em março, não se prevendo mais corridas até ao Giro. O bloco para a corrida italiana vai dividir-se nas corridas de preparação. Hindley faz o Tirreno-Adriático e Martínez vai ao Paris-Nice. "Tivemos uma época bem-sucedida, mas claro, somos ambiciosos e queremos alcançar mais. Finalizamos o Giro na 2ª posição e vencemos a Vuelta, por isso vencer uma grande Volta é o lógico objetivo para 2025. É isso que nos motiva e com a nossa forte equipa está perfeitamente ao nosso alcance.” Ralph Denk, CEO da Red Bull-BORA-hansgrohe. A Red Bull - BORA - hansgrohe apresentou-se em Palma de Maiorca. Reforçar o bloco das clássicas Quanto ao Tour de France, Roglic e Martinez juntam-se a Aleks Vlasov com ambições de classificação geral. À Vuelta a Espanha a equipa vai com dupla liderança: Hindley e Vlasov tentarão defender a honra da equipa germânica que venceu a mais recente edição com Roglic. O quatro vezes campeão da Vuelta não tem nos planos tentar a inédita quinta vitória. A preparação da Red Bull-BORA-hansgrohe para a nova época também incidiu em reforçar o bloco das clássicas. Chegaram o especialista nas Ardenas, Maxim Van Gils, além dos protagonistas do fim de semana de abertura das clássicas em 2024: Oier Lazkano foi 2º na Kuurne-Bruxelas-Kuurne e Jan Tratnik venceu a Omloop Het Nieuwsblad. “A longo prazo, queremos estabelecer-nos com a marca mais atrativa do ciclismo. Além das grandes Voltas, há muitos pontos altos no calendário que podemos influenciar com o nosso estilo. Isto inclui as corridas de uma semana, onde os nossos talentosos voltistas podem assumir a responsabilidade e dar um passo em frente. Ou nas provas de um dia, para as quais especificamente fortalecemos a equipa com novos ciclistas e nas quais também nos estamos a focar.” Ralph Denk, CEO da Red Bull-BORA-hansgrohe. ### UCI anuncia que quer banir monóxido de carbono  A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou que vai propor ao seu comité de gestão que o uso de monóxido de carbono pelos ciclistas seja banido do desporto. Decisão final vai ser tomada pelo corpo executivo da Federação na sua próxima reunião, nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro em Arras, França. Ler mais | Doping, ciclismo e verdades inconvenientes Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Como tudo começou Durante esta edição do Tour de France, o site Escape Collective divulgou uma investigação que provava o uso de monóxido de carbono em múltiplas equipas que corriam a Grande Boucle para “otimizar o treino de altitude dos seus atletas”.  Os jornalistas partilharam que, pelo menos a UAE Team Emirates, a Visma | Lease a Bike, e a Israel-Premier Tech tinham acesso a um aparelho chamado carbon monoxide rebreather, usado para medir doses precisas de monóxido de carbono nos pulmões.  Tadej Pogacar confirmou, na altura, o uso desta nova tecnologia, em declarações após uma etapa do Tour: É um teste no campo de altitude para ver como respondes à altitude. Respiras para um balão por um minuto e depois vês a massa de hemoglobina, e repetes duas semanas depois. Não é como se estivéssemos a respirar tubos de escape dos carros. É um teste muito simples para ver como respondes ao treino em altitude. Tadej Pogacar Créditos: A.S.O. Billy Ceusters O que está em causa Segundo o Escape Collective, site que mediatizou esta questão, há dois usos para este tipo de tecnologia no desporto. O primeiro é chamado carbon monoxide rebreathing, uma ferramenta para medir valores chave do sangue e otimizar os benficios dos treinos de altitude – o que Tadej Pogacar terá mencionado.  O segundo uso é uma abordagem mais agressiva, chamada inalação de monóxido de carbono. Usa as mesmas ferramentas, mas neste caso o atleta inalaria o gás com a intenção única de melhorar a sua performance.  A técnica ainda não foi banida pela WADA - agência de doping internacional – no entanto a prática parece ir contra as regras da agência acerca da manipulação artificial do sangue. Apesar de não haver provas do segundo uso desta tecnologia no pelotão internacional, várias fontes expressaram receio de que o uso estivesse iminente, ou já mesmo a acontecer – segundo o Escape Collective. Créditos: A.S.O. Charly Lopez UCI quer terminar com a prática A prática pode agora estar perto do fim, uma vez que a UCI vai propor ao seu comité de gestão para que proíba esta tecnologia. O organismo partilhou as seguintes informações: O monóxido de carbono é um gás tóxico e sem cheiro, que é regularmente causa de acidentes caseiros. Inalado em baixas doses sob condições seguras, o gás pode ser usado como medicina, para medir a difusão pulmonar de oxigénio ou a massa total de hemoglobina. No entanto, quando repetido, em condições não-médicas, pode causar efeitos secundários como dores de cabeça, fadiga, náusea, vómitos, dores de peito, dificuldades em respirar e perda da consciência.  A UCI considera que estes efeitos secundários, e o desconhecimento total acerca dos efeitos a longo prazo da inalação repetida de monóxido de carbono, justificam a proibição do uso deste tipo de gás devido a razões médicas. O seu uso num ambiente médico, por profissionais qualificados, e dentro do contexto de medir a massa hemoglobina total pode, no entanto, ser autorizado. União Ciclista Internacional A decisão final vai ser tomada pelo corpo executivo da Federação na próxima reunião, nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, em França.  Créditos da fotografia de destaque: Justin Setterfield/Getty Images ### Van der Poel anuncia calendário de ciclocrosse para 2025 A Alpecin-Deceuninck anunciou em comunicado o calendário de ciclocrosse de Mathieu Van der Poel para a temporada 2024/2025. O ciclista neerlandês vai correr 11 provas entre as quatro principais competições, com foco nos Campeonatos do Mundo de Liévin. Para além disso vamos poder ver o embate entre Van der Poel e van Aert por quatro ocasiões. Créditos: SprintCyclingAgency Seis rondas da Taça do Mundo Van der Poel vai dividir o seu calendário pelas quatro competições mais importantes disputando seis rondas da Taça do Mundo. Corre também por uma vez no Superprestige e no Exact Cross e por duas no X2O, antes de correr os Campeonatos do Mundo de ciclocrosse no início de fevereiro. Objetivo é o sétimo Campeonato Mundial Van der Poel optou por um calendário de inverno mais extenso em detrimento de um mais compacto como o de van Aert, com o grande objetivo a ser alcançar o recorde de sete títulos de Erik De Vlaeminck: “O objetivo é o sétimo título mundial, claro. É a única coisa que ainda me falta alcançar no CX: o recorde único de Erik De Vlaeminck. O campeonato do mundo em Liévin é o verdadeiro objetivo , embora espere lutar pela vitória em todas as outras corridas em que participo." Van der Poel Créditos: SprintCyclingAgency Quatro embates com van Aert Nas 11 corridas em que vai participar, Van der Poel e van Aert vão encontrar-se em quatro. O primeiro confronto está marcado para dia 23 de dezembro no Superprestige de Mol, na estreia de van Aert na temporada de ciclocrosse. Segue-se o Azencross de Loenhout no dia 27 de dezembro antes do duplo embate na Taça do Mundo em Dendermonde (05 de janeiro) e Maasmechelen (25 de janeiro). Créditos: UCI Cyclo-cross World Cup Ausência de Benidorm para potenciar pico de forma nos Mundiais Ao contrário das últimas temporadas, Van der Poel não marca presença na Taça do Mundo em Benidorm já que vai estar afastado da competição por duas semanas em janeiro. O objetivo é apontar o pico de forma para os Mundiais, corrida que admite não ter tido as melhores sensações em 2024, apesar do domínio. “Adotamos uma abordagem diferente este inverno. No ano passado, comecei a época em grande forma, mas o Campeonato do Mundo não foi a minha melhor corrida da época em termos de sensações. Agora estamos a tentar atingir o pico nos Mundiais, concentrando-nos em preparações específicas em estágio. Para uma eficiência máxima, é melhor não interromper a preparação”. Van der Poel Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Dose dupla de Ciclocrosse no fim de semana Apesar dos calendários de ciclocrosse de van Aert e Van der Poel terem sido anunciados recentemente, a temporada de ciclocrosse segue a bom ritmo e tem dose dupla no próximo fim de semana (14/15 de dezembro). No sábado (14) disputa-se a quarta ronda do troféu X2O em Herentals e no domingo (15), Namur recebe a quarta ronda da Taça do Mundo, depois do cancelamento da corrida de Crabras devido ao mau tempo. ### 51.ª Volta ao Algarve - Percurso renovado promete espetáculo A 51.ª edição da Volta ao Algarve vai para a estrada entre 19 e 23 de fevereiro de 2025 e terá um percurso renovado. Com estas mudanças, a organização procura criar novos motivos de interesse desportivo para atrair mais adeptos à região e aumentar as audiências televisivas. Ler mais | 51.ª Volta ao Algarve - Guia com as equipas e as etapas Créditos: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Chegada ao Malhão pela primeira vez em contrarrelógio A Volta ao Algarve mantém a chegada ao alto do Malhão que pela primeira vez será feita em contrarrelógio. Foi ainda criada uma etapa totalmente nova com final em Faro e a chegada à Fóia será mais exigente do que nos últimos anos. As etapas 1.ª Etapa A primeira etapa arranca de Portimão no dia 19 e termina em Lagos na Avenida dos Descobrimentos ao fim de 190 km. Esta tirada deverá dar oportunidade aos sprinters de lutar pela primeira etapa e camisola amarela da edição 51 da corrida. 2.ª Etapa A segunda etapa começa em Lagoa e traz-nos a primeira novidade com a subida final na Fóia fazer-se pela vertente norte da serra. A ascensão para a meta tem 8,4 km de extensão, com a fase mais dura da subida a ser um quilómetro de pendente média a rondar os 10 % que aparece a 3,5 km do final. 3.ª Etapa Ao terceiro dia, a caravana parte de Vila Real de Santo António e percorre 183,5 km até Tavira. Esta será mais uma oportunidade para os sprinters. 4.ª Etapa A quarta etapa joga-se em modo clássica onde o desfecho final é uma incógnita. Vai ser uma tirada de 175,2 km, entre Albufeira e Faro com três contagens de montanha colocadas nos derradeiros 50 km. (Perfil a anunciar) 5.ª Etapa A quinta e última etapa da 51.ª edição da Volta ao Algarve termina na tradicional chegada ao Alto do Malhão, que este ano acontece em sistema de contrarrelógio individual. Os ciclistas partem de Salir e têm 19,6 km de esforço individual com os últimos 2600 metros a serem feitos com uma inclinação média de 9,2%. UAE Team Emirates e Tudor Pro Cycling confirmadas A organização da Volta ao Algarve anunciou nas últimas semanas nove equipas, às quais se juntam a UAE Team Emirates que se vai passar a designar UAE Emirates XRG a partir da próxima temporada. António Morgado, Ivo Oliveira, João Almeida e Rui Oliveira são os portugueses no plantel da equipa número um do ranking mundial. A equipa suíça Tudor Pro Cycling, que tem o português Ricardo Scheidecker como um dos principais diretores também marca presença e junta-se às equipas continentais portuguesas e a um pelotão de grande nível. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Equipas Confirmadas WorldTeams: Alpecin-Deceuninck (BEL), Bahrain Victorious (BAH), EF Education-EasyPost (EUA),Groupama-FDJ (FRA), INEOS Grenadiers (GBR), Intermarché-Wanty (BEL), Team dsm-firmenichPostNL (NED), UAE Team Emirates (UAE). ProTeams: Caja Rural-Seguros RGA (ESP), Lotto (BEL), Tudor Pro Cycling (SUI). Ciclismo para Todos O programa da Volta ao Algarve integra também um evento de ciclismo para todos, permitindo aos ciclistas amadores e entusiastas da bicicleta participarem na Volta ao Algarve. No dia 22, Faro irá receber o Algarve Granfondo, onde os participantes poderão optar entre doisdesafios, os 130 quilómetros do granfondo e os 90 quilómetros do mediofondo. São esperados mais de mil ciclistas amadores na prova de participação popular da Volta ao Algarve. ### Patrick Lefevere deixa liderança da Soudal Quick-Step após mais de duas décadas Patrick Lefevere, uma das figuras mais marcantes do ciclismo profissional, anunciou a sua saída do cargo de CEO da equipa Soudal Quick-Step. Aos 69 anos, Lefevere afirmou que este é "o momento certo para mudar", encerrando uma era que começou em 2003, quando fundou a equipa a partir da extinta Domo-Farm Frites. Sob a sua liderança, a Soudal Quick-Step tornou-se uma das equipas mais vitoriosas da história do ciclismo, com mais de 1.000 triunfos, incluindo 22 Monumentos, uma grande volta, 124 vitórias em etapas de grandes voltas e 19 títulos mundiais. Nomes como Tom Boonen, Julian Alaphilippe e Philippe Gilbert brilharam sob a sua liderança. https://twitter.com/soudalquickstep/status/1866562584385663409 Jurgen Foré, que assumiu o cargo de COO no início do ano, sucederá Lefevere como CEO. Lefevere mostrou confiança no futuro da equipa, destacando o trabalho de Foré com patrocinadores e parceiros. “Foi uma honra liderar esta equipa incrível e criar tantas memórias especiais. Agradeço à minha família, aos ciclistas, à equipa técnica, aos patrocinadores e ao proprietário Zdenek Bakala”, Disse Lefevere. O panorama do pelotão WorldTour tem vindo a sofrer alterações importantes, com a equipa Ineos também a registrar alterações importantes na sua estrutura. Nos últimos anos temos assistido ao fim de uma era e à transição para um novo cenário, com diferentes protagonistas, tanto a nível individual como das equipas. Créditos da fotografia de destaque: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel ### TopCycling com Afonso Eulálio no estágio da Bahrain Estivemos em Espanha com Afonso Eulálio, pioneiro português na Bahrain Victorious e estreante no WorldTour. Chega dezembro e cumpre-se a tradição do TopCycling registar a chegada dos portugueses ao WorldTour, neste caso Afonso Eulálio que vai correr na Bahrain. A equipa do Golfo Arábico é cliente habitual em Altea, situada junto a fantásticas praias situadas na Costa Branca, entre Alicante e Valência. O corredor da Figueira da Foz só pode vestir as novas cores a 1 de janeiro, mas recebeu-nos com um sorriso rasgado. Afonso Eulálio chegou à Bahrain através da agência da moda; a A&E Sports também representa Tadej Pogacar e tirou Maxim Van Gils da Lotto. No dia a dia é com Beñat Intxausti que trata, foi o antigo corredor da Movistar e da Sky que o recrutou.  O primeiro impacto é a frota da Bahrain: entre carros e camiões levaram 11 veículos para estágio e remeteram a “vizinha” VF Group Bardiani a um humilde cantinho. Mais adiante estão a FDJ-Suez de Demi Vollering e a Hagens Berman Jayco de Gonçalo Tavares. Em Altea o ambiente é relaxado e tirando algum vento forte as equipas desfrutam de um inverno ameno e seco. As condições são excelentes; até a Ineos Grenadiers, que adora Maiorca, escolheu a Comunidade Valenciana este ano. Discurso genuíno e sem tiques de vedetismo É neste contexto, que deslumbra qualquer fã, que encontramos Afonso Eulálio. Após ter feito o bike fit na Eslovénia – uma das bases de operações da Bahrain – o português ainda anda meio perdido no meio de tantas caras novas. Valem o colega de quarto Edoardo Zambanini e o veterano Pello Bilbao para por a conversa em dia e fazer as devidas apresentações. Até pode ser a primeira vez de um português na Bahrain, mas o outro patrocinador – Merida – conhece bem o nosso mercado. Com Rui Costa vestido à campeão do mundo a Merida fartou-se de vender bicicletas no nosso mercado em 2014. Vale a pena ouvir Afonso Eulálio porque é um atleta de 23 anos em estado puro. Discurso genuíno e sem tiques de vedetismo, mesmo que tenha sido o herói sem prémio da Volta a Portugal. Gonçalo Moreira e Afonso Eulálio - Entrevista https://youtu.be/luSaNNngwA4 Estreia oficial será no Tour Down Under Desde 2015 que um ciclista português não passava do pelotão nacional direto para o WorldTour.  A estreia oficial será no Tour Down Under, a 21 de janeiro. É pelo menos esse o plano. A corrida australiana ronda os 800 km divididos em seis etapas e costuma ser marcada pelo calor. A etapa mais icónica tem meta em Willunga Hill, os 3,6 km mais famosos do ciclismo aussie. Em Willunga Hill, Richie Porte ganhou seis vezes e no último ano foi a vez do neo-pro Oscar Onley (Dsm). ### João Almeida repete Tour com Pogacar em 2025  Media day da UAE Team Emirates começou a abrir a cortina sobre a organização do calendário dos ciclistas. João Almeida volta a correr o Tour de France com Tadej Pogacar em 2025. Ciclista português também deverá correr a Vuelta. O esloveno volta às clássicas da Primavera depois do Giro em 2024. Ler mais | UAE Emirates de João Almeida: 82 vitórias para a história Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Tadej Pogacar Depois de um 2024 para os livros de História, Tadej Pogacar vai voltar a correr duas Grandes Voltas e as clássicas da Primavera. A época vai começar no UAE Tour. Seguem-se Strade Bianche, Milan-San Remo, E3, Gent-Wevelgem e o Tour de Flanders, antes das clássicas da Ardenas - Amstel Gold Race, a Flèche Wallonne e a Liège-Bastogne-Liège. Sendo assim, não deverá correr o Giro, o que abre espaço para o Critério do Dauphiné antes da defesa do título do Tour de France. A participação na Vuelta, apesar de provável, ainda não está confirmada – ao contrário da presença nos Campeonatos do Mundo, onde vai tentar revalidar a Camisola do Arco-Íris. Queria voltar ao empedrado e vou voltar a fazê-lo no futuro. Estou a guardar o Paris-Roubaix para depois. Mas adoro correr as clássicas (…) Depois do Giro-Tour esta época, gostava de fazer o Tour-Vuelta, ou mesmo o Giro-Vuelta. mas o Tour é o Tour, e vai voltar a ser a minha prioridade para o ano, com os campeonatos do mundo (…) Gostava de correr as três Grandes Voltas um dia, mas há 30 ciclistas na equipa, não posso correr tudo. Tadej Pogacar Créditos: A.S.O. Billy Ceusters João Almeida e os super escudeiros Sobre João Almeida, Joxean Matxin revelou pouco, mas ficou-se a saber que o português vai repetir a participação no Tour de France, ao lado de Tadej Pogacar, tal como em 2024. A Vuelta também é provável no calendário do português, restando saber se será o líder da equipa, ou se terá a companhia de Pogacar. Créditos: LaPresse De resto, Matxin partilhou que Adam Yates vai marcar presença no Giro e no Tour, enquanto que Juan Ayuso fará apenas uma Grande Volta em 2024: o Giro d’Italia. Entre outro tópicos, soube-se ainda que o super talento da UAE, Pablo Torres, vai começar a época no Tour Down Under, e que não tem nenhum Grande Volta planeada em 2025. Ler mais | Valeu João Almeida! Top 5 nas três grandes voltas Créditos: Sam Buchli Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse O que está confirmado Confira, em baixo, uma lista com tudo o que ficou confirmado acerca do calendário de Almeida, Pogacar e os outros UAE para 2025. Tadej Pogacar: UAE Tour; Strade Bianche, Milan-San Remo, E3, Gent-Wevelgem; Tour de Flanders; Amstel Gold Race; Flèche Wallonne; Liège-Bastogne-Liège; Critério do Dauphiné*; Tour de France; Vuelta a España*; Campeonatos do Mundo.  João Almeida: Tour de France; Vuelta a España*.  Adam Yates: Giro d’Italia; Tour de France.  Juan Ayuso: Giro D’Italia. *Requer confirmação oficial Créditos da fotografia de destaque: UAE Team Emirates / Fizza ### A nova Colnago Y1Rs | Mostramos pormenores e preços Foi oficialmente revelada a nova Colnago Y1Rs. Numa altura em que algumas marcas retiram do seu catálogo as bicicletas Aero, a marca italiana lança um modelo focado na aerodinâmica, resultado de uma colaboração com o Politécnico de Milão e a Khalifa University. Características Principais da Colnago Y1Rs Guiador e Avanço CC.Y1 O CC.Y1 é um dos destaques da Y1Rs, apresentando um design inspirado na engenharia aeronáutica. O formato em “asa de gaivota” dos avanços, segundo a marca, minimiza a turbulência e melhora o fluxo de ar na zona frontal da bicicleta. Afirmam os responsáveis da marca que o sistema oferece: Ganho Aerodinâmico: Redução significativa do arrasto, otimizando o desempenho. Maior rigidez: O design mais rígido, garante eficiência máxima nos sprints. Integração: Totalmente integrado com o quadro e forqueta, de acordo com as normas UCI. Em resumo, o mesmo discurso de todas as outras marcas, no entanto, há uma coisa que não passa desapercebida: O design inovador e arrojado desta bicicleta. Espigão DEFY Uma inovação no design do espigão, com elementos interligados em forma de Y, que alinha o espigão com o tubo do selim, reduzindo o arrasto (drag). De acordo com a Colnago, este sistema garante maior absorção de impactos e torna os percursos longos menos desgastantes. Permite ainda um equilíbrio entre conforto e rigidez para esforços intensos. Aerodinâmica com grade de bidão integrada O quadro foi otimizado para melhorar o fluxo de ar. A curvatura do tubo inferior mantém este alinhado com a roda dianteira, reduzindo a interferência do fluxo de ar. As grades de bidão foram desenvolvidas para garantir a aerodinâmica, mesmo com bidões normais, um pouco à semelhança do que outras marcas têm feito. Rigidez e Peso A Colnago Y1Rs é uma máquina Aero, mas mantém equilíbrio entre rigidez e leveza. Segundo a Colnago, esta bicicleta é 3,5% mais rígida nos sprints do que a V4Rs. Apesar dos pormenores Aero, o quadro pesa 965 grs. e a configuração completa pesa 7,51 kg. na versão UAE Team Emirates. (De acordo com informação da marca). Modelos e cores Os preços variam entre os €6.710 para o kit de quadro, e os €16.500 para montagens completas. (Ver tabela abaixo). Cores UAE Team Emirates, UAE Team ADQ e Rainbow. UAE Team Emirates UAE Team ADQ Rainbow A nova Colnago Y1Rs promete performance. Para já, o seu design capta certamente a atenção do público e ciclistas. ### Parceira Specialized e FDJ-SUEZ - O efeito Vollering A Specialized, uma das líderes globais em inovação no ciclismo, anunciou uma parceria estratégica com a equipa profissional FDJ-SUEZ, a iniciar em 2025. Relembrar que a super campeã Demi Vollering vai-se juntar à FDJ-SUEZ na próxima temporada, pelo que esta operação se poderá prender também com esse facto. Ler mais | Demi Vollering na FDJ-SUEZ é bênção para o ciclismo feminino Créditos: A.S.O. / Charly Lopez A Colaboração Para a Specialized, a colaboração “reflete uma ambição partilhada, enraizada em valores comuns de desempenho e inovação”. A marca diz ainda que a FDJ-SUEZ se estabeleceu “no mais alto nível da competição internacional, como uma mistura única de dinamismo e competitividade”.  A Specilized afirma mesmo que a parceria é uma oportunidade de colaborar com uma equipa decididamente focada no futuro, e que a FDJ-SUEZ “beneficiará da tecnologia de ciclismo de primeira linha, bem como da experiência e apoio da Specialized no desenvolvimento de bicicletas e equipamentos de alto desempenho adaptados às exigências de competir ao mais alto nível.” Estamos extremamente orgulhosos de iniciar esta colaboração com a Specialized, um líder indiscutível no mundo do ciclismo. Esta parceria representa uma tremenda oportunidade para a nossa equipa alcançar novos patamares, combinando os nossos pontos fortes e experiência para alcançar os nossos ambiciosos objetivos. Este é uma relação construída com base na confiança, impulsionada pela inovação e dedicada a apoiar as ambições dos nossos atletas e do ciclismo como um todo. Stephen Delcourt, Director Geral da FDJ-SUEZ A FDJ-SUEZ impressionou-nos imediatamente com a sua abordagem internacional dinâmica às corridas, visão ousada para o futuro e rica história do ciclismo francês. Juntos, esperamos elevar o futuro do desporto feminino, impulsionar a inovação e partilhar a nossa paixão por pedalar o planeta para a frente. Scott Jackson, Líder da S-Racing A FDJ-SUEZ Fundada em 2006 por Gatien Merlot, a FDJ-SUEZ nasceu da visão de um pai de criar oportunidades para a sua filha, uma ciclista. Em 2017, por iniciativa do Diretor Geral Stephen Delcourt, a FDJ tornou-se patrocinadora principal, acompanhada pela SUEZ em junho de 2022 como copatrocinadora.  Primeira equipa francesa a integrar a WorldTeam Feminina da UCI, a FDJ-SUEZ conta com uma lista de 18 atletas de cinco nacionalidades diferentes. Depois de várias temporadas marcantes, a equipa ultrapassou as 75 vitórias em 2024.  A temporada de 2025, que celebra o 20º aniversário da equipa, dará início a um novo capítulo destacado pelo anúncio da colaboração com a Specialized e uma das iniciativas de recrutamento mais promissoras no ciclismo profissional. Entre as novas adições estão Demi Vollering, uma das melhores corredoras do mundo e vencedora do Tour de France Femmes avec Zwift de 2023, e Juliette Labous, campeã francesa de estrada em 2025. Juntamente com a trepadora Evita Muzic, as ciclistas vão liderar a equipa numa nova temporada. ### Velo D’or 2024: Domínio de Pogacar Foram entregues, no passado dia 6 de dezembro, os prémios Velo D’or 2024, numa cerimónia em Paris, França.  Tadej Pogacar fez o mesmo que vinha a fazer durante a época, e dominou com dois prémios. Lotte Kopecky foi a melhor ciclista feminina. Ler mais | Velo D’or: a história dos prémios do ciclismo Homem da noite Tadej Pogacar foi – sem margem para dúvidas - o grande destaque da época ciclista internacional em 2024, e, como tal, o destaque nos Velo D’or 2024.  O esloveno levou para casa o Velo D’or masculino, para melhor ciclista do ano, e também o troféu Eddy Merckx masculino, para os melhores ciclistas de clássicas do ano. Disse o seguinte sobre as vitórias:  “Ainda era novo na última vez que ganhei. Passaram três anos, e fui-me apercebendo da importância das coisas. Sinto-me honrado de que todo o tralhado tenha sido reconhecido. Vai ser quase impossível ter outro ano assim, mas vou fazer o meu melhor”.  Tadej Pogacar As duas Grandes Voltas, os dois Monumentos, o Campeonato do Mundo e as 24 vitórias WorldTour ficam, assim, celebradas com a entrega deste prémio. Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Kopecky não ficou atrás Não existisse Tadej Pogacar, e Lotte Kopecky seria o destaque máximo no ciclismo em 2024. Tal como o esloveno, a belga levou para casa o Velo D’or feminino, e o troféu Eddy Merckx feminino. Disse, na receção dos prémios:  “Queria muito adicionar isto à minha lista de honras. Estou mesmo muito feliz com os meus feitos este ano”. Lotte Kopecky Relembrar que a ciclista da SD-Worx Protime venceu por 16 vezes – 11 delas vitórias WorldTour. Destacam-se a Strade Bianche, o Paris-Roubaix, uma etapa no Giro, os Campeonatos Nacionais (estrada e contrarrelógio), os Europeus (contrarrelógio), e os Mundiais (Estrada). Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Os outros prémios Os restantes cinco prémios ficaram distribuídos por cinco ciclistas diferentes: Prémio Gino Mader (compromisso social): Luís Angel Maté Prémio melhor ciclista de disciplinas olímpicas: Harrie Lavreysen Prémio Bernard Hinault (melhor ciclista francês): Romain Bardet Prémio Daniel Morelon (melhor ciclista francês de disciplinas olímpicas): Pauline Ferrand-Prevot Prémio Paraciclismo: Alexandre Léauté Luís Angel Maté na Volta a PortugalCréditos: Podium Events Lista de Prémios do Velo D'or 2024 Confira, em baixo, a tabela completa das distinções entregues nos Velo D’or 2024: Categoria Vencedor 2º Lugar 3º Lugar Velo D’or Masculino Tadej Pogacar Remco Evenepoel Mathieu van der Poel Velo D’or Feminino Lotte Kopecky Demi Vollering Kasia Niewiadoma Troféu Eddy Merckx masculino Tadej Pogacar Mathieu van der Poel Jasper Philipsen Troféu Eddy Merckx feminino Lotte Kopecky   Troféu Gino Mader Luís Angel Maté   Troféu melhor ciclista olímpico Harrie Lavreysen   Troféu Bernard Hinault Romain Bardet Valentin Madouas Cedrine Kerbaol Troféu Daniel Morelon Pauline Ferrand-Prevot Joris Daudet Benjamin Thomas Troféu Paraciclismo Alexandre Léauté Mathieu Bosredon Marie Patouillet  Créditos da fotografia de destaque: Marco Alpozzi/Lapresse ### O renascer do ciclismo do Brasil Perderam Vinícius Rangel no WorldTour, mas há sinais positivos para o futuro do ciclismo do Brasil com Henrique Bravo e Guilherme Lino. O ciclismo do Brasil vive dias de renovação com as passagens a profissionais de Henrique Bravo e Guilherme Lino, a nova vaga de talentos que pretende suceder a Vinícius Rangel. Não sendo uma nação com enorme tradição, o Brasil já fez história no ciclismo. Mauro Ribeiro e Murilo Fischer escreveram grande parte da narrativa canarinha na máxima categoria.  Ribeiro foi o primeiro e, até hoje, o único atleta brasileiro a vencer no Tour de France, em 1991. Fischer foi o que mais venceu: o sprinter chegou a ganhar nove corridas em 2005, melhor ano da carreira. Nunca esquecendo Luciano Pagliarini, velocista que brilhou com vários triunfos no Tour de Langkawi e na clássica de Almería quando representou a Lampre. Foi também pioneiro para o Brasil ao ganhar uma prova UCI ProTour, em 2007, no Eneco Tour. Foto: Maximiliano Blanco/Getty Images Vinícius Rangel Nos últimos anos, o Brasil foi representado na alta roda do pelotão mundial masculino por Vinícius Rangel, que este ano terminou a ligação à Movistar. O atleta natural de Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro, encerrou a etapa explicando os motivos do regresso a casa em carta aos fãs. “Decidi voltar ao meu país, após cinco anos a correr na Europa. Alcancei muito mais do que podia ter imaginado. Desfrutei de correr em muitos dos maiores eventos do mundo. Partilhei o pelotão, e experiências, com alguns dos melhores deste desporto. E tornei-me amigo de tanta gente desta linda família. Tudo isso, carregando a bandeira do Brasil pelo mundo. Foi uma honra incrível.     O meu corpo e a minha mente pedem-me agora que desfrute do desporto de uma maneira diferente. Sinto que vou desfrutar, no Brasil, do tipo de liberdade que não alcancei na Europa. Sinto que tenho muito para dar ao desporto e quero fazê-lo no meu país. Quero agradecer a todas as equipas, companheiros e treinadores que me apoiaram durante estes anos." Vinícius Rangel, em carta aberta depois de deixar a Movistar Vinicius Rangel na clássica Eschborn-Frankfurt este ano.Foto: Christian Kaspar-Bartke/Getty Images Preparar o futuro Há indicadores positivos em relação ao desenvolvimento do ciclismo brasileiro. O Tour do Rio, por exemplo, voltou após nove anos de ausência como prova UCI e o vencedor foi Sergio Henao, que passou por Sky e UAE. A perda de Vinícius Rangel não apaga a chegada à Europa de atletas promissores. Andrey André já é profissional na Gi Group Holding - Simoldes - UDO, mas quem são as outras caras novas que vão representar o Brasil no pelotão europeu em 2025? Henrique Bravo > Soudal Quick-Step Devo Com apenas 18 anos, foi 2.º nos campeonatos nacionais de contrarrelógio e 3.º na estrada na categoria júnior. Começou no BTT seguindo as pedaladas do maior ciclista brasileiro da década, Henrique Avancini. É de Nova Lima, periferia da capital mineira, Belo Horizonte, e em 2024 destacou-se no calendário amador espanhol correndo pela Picusa Academy, projeto de formação baseado na Galiza. Foi o campeão da Volta Ribera del Duero que António Morgado (UAE) levou em 2022 à frente de AJ August (Ineos). "Estou muito entusiasmado por entrar nesta equipa, é um sonho. Na América do Sul temos uma boa cultura no ciclismo de montanha, mas não tanto na estrada. Conseguir ir para uma equipa na Europa é difícil para os brasileiros, quase não acreditam que seja possível. Agora espero provar que é possível a abrir portas a mais sul-americanos. Penso ser um ciclista para as subidas longas, mas vamos ver." Henrique Bravo em comunicado da Soudal Quick-Step Devo. Créditos: Soudal Quick-Step Guilherme Lino > Tavfer - Ovos Matinados- Mortágua Guilherme Lino tem 18 anos e acaba de assinar contrato profissional com a Tavfer - Ovos Matinados- Mortágua. É o primeiro fruto de uma nova parceria entre a Landeiro - KTM - Matias & Araújo - Frulact e a equipa Continental de Mortágua. Curiosamente, vai correr com João Matias que é presidente do clube de formação de Barcelos. Lino é conhecido como "Katraquinha" em homenagem ao pai Alessandro Katraca, ex-ciclista. Destacou-se na Volta a Portugal do Futuro (5.º na geral e vitória em etapa), mas foi correndo em casa que deu espetáculo vencendo o campeonatos brasileiro e o Pan-Americano. "Os meus principais objetivos são: alcançar o título de campeão nacional e campeão Pan-Americano no meu primeiro ano na categoria sub-23, além de ganhar uma competição na Europa. Estou determinado a trabalhar duro para alcançar essas conquistas. Fazer parte da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua é uma sensação incrível, estou muito feliz." Guilherme Lino Nota ainda para outra promessa brasileira: Dimas Mota foi 3.º na Volta a Portugal e ganhou a Taça de Portugal na categoria de cadetes. Em 2025 troca a Landeiro pela Picusa Academy. Ler mais | Radar TopCycling – Cadetes de 2024 Ciclismo feminino Enquanto os homens perderam referências no WorldTour, as mulheres ganharam uma nova estrela. Em 2025, a campeã nacional Ana Vitória Magalhães vai representar a Movistar. A carioca de 24 anos fez a época passada na italiana Bepink-Bongioanni e ficou perto de vencer uma etapa no Giro de Itália. Tota, como é conhecida, também correu em Espanha pela Bizkaia-Durango onde chegou a ser colega de Daniela Campos e de Beatriz Pereira. ### Van Aert anuncia calendário de ciclocrosse para 2025 Wout van Aert anunciou o seu calendário para a temporada de inverno de ciclocrosse. Em comunicado da sua equipa Visma-Lease a Bike com quem tem contrato vitalício, ficamos a conhecer as seis corridas onde vai participar o ciclista belga. Créditos: SprintCyclingAgency Calendário compacto e sem Campeonatos do Mundo Van Aert vai participar em menos corridas que na temporada de 2023/2024 - participou em nove - e não marca presença nos Campeonatos do Mundo de Liévin a 2 de fevereiro. A superestrela do ciclismo mundial optou por um calendário compacto, onde diz encarar este inverno com ambições modestas por amor à modalidade “Este inverno, optámos por um calendário compacto de seis corridas que se enquadram bem no meu plano de treino. Será uma época de ciclocrosse que abordarei por puro amor ao desporto, mas com ambições modestas." Wout van Aert Créditos: SprintCyclingAgency Três rondas da Taça do Mundo Wout van Aert inicia a sua temporada de ciclocrosse nas vésperas de Natal a 23 de dezembro na corrida do Superprestige em Mol. Segue-se depois a corrida do Exact Cross de Loenhout e Superprestige em Gullegem antes de se estrear na Taça do Mundo de 2024. Van Aert vai correr três rondas da Taça do Mundo em Dendermonde e Benidorm antes de terminar a sua temporada de ciclocrosse em Maasmechelen. 23/12 Mol - Superprestige 27/12 Loenhout - Exact Cross 4/1 Gullegem - Superprestige 5/1 Dendermonde - Taça do Mundo 19/1 Benidorm - Taça do Mundo 25/1 Maasmechelen - Taça do Mundo Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2024 Embates entre o Big Three por anunciar Depois de anunciado o calendário de van Aert, persiste a dúvida sobre a temporada de Van der Poel que deverá ser anunciada em breve. Para além dos eternos rivais mantém-se também a interrogação na abordagem da temporada de ciclocrosse de 2024/2025 do recém contratado Pidcock, sendo sempre interessante acompanhar os embates entre o Big Three da estrada no ciclocrosse. ### Pidcock assina pela Q36.5 até 2027 Thomas Pidcock assinou pela Q36.5 Pro Cycling Team, equipa que milita na divisão ProTeam, até 2027. A equipa suíça da segunda divisão do ciclismo mundial confirmou os rumores e confirmou a contratação do ciclista britânico, que acaba o seu percurso na INEOS Grenadiers. Rafa Gomez - SprintCyclingAgency©2024 Liberdade para continuar o seu percurso versátil Depois de quatro anos na equipa britânica e proveniente da Trinity, o bicampeão olímpico de XCO assume agora funções numa equipa que lhe dará total liberdade para continuar o seu versátil percurso pelas várias modalidades do ciclismo. Em comunicado, a Q36.5 Pro Cycling Team destacou esta versatilidade, paixão e ambição: "A Q36.5 Pro Cycling Team orgulha-se de dar as boas-vindas a Tom Pidcock, que inicia um novo e excitante capítulo na sua carreira. Conhecido pela sua versatilidade e pela sua vontade incessável, o britânico de 25 anos vai trazer a sua paixão, ambição e talento de classe mundial para a equipa." Q36.5 Pro Cycling Team A.S.O. Charly Lopez União dois dias depois do divórcio Dois dias depois do anúncio da INEOS Grenadiers, de terminar ligações com o ciclista britânico, Pidcock junta-se agora a uma equipa que sente, lhe dará motivação, pelo seu crescimento, parceiros e marcas associadas “Não é apenas uma mudança de camisola, é o início de algo especial. A oportunidade de trabalhar com uma equipa que está a crescer, com parceiros e marcas incríveis é algo que me motiva. Mal posso esperar para ver o que vamos conseguir juntos.”   Thomas Pidcock Tim de Waele/Getty Images) "2025 vai ser cintilante" A Q36.5 publicou umas horas antes do anúncio oficial de ambas as partes, uma imagem de um fósforo com a parte superior marcada por um verde fluorescente. Esta publicação suscitou dúvidas sobre se estava eminente o anúncio do seu novo equipamento até que mais tarde surge Pidcock a acender o fósforo dizendo: "2025 vai ser cintilante". Esta contratação põe fim a uma novela que durou a temporada inteira e põe ainda mais interesse na divisão ProTeam que, depois do anúncio de Alaphilippe e Hirschi na Tudor, tem agora o vencedor da Strade Bianchi (2023) e da Amstel Gold Race (2024). https://twitter.com/Q36_5ProCycling/status/1864974735609573600 https://twitter.com/tompidcock/status/1864988701710754040 ### Tom Pidcock e INEOS: Fim do percurso INEOS Grenadiers confirmou, esta quarta feira, o divórcio anunciado com Tom Pidcock. Uma revolução que vem aí e começa pela estrela da companhia. Ler mais | Transferências 2025 | Ciclismo de Estrada Sinais do Divórcio entre Tom Pidcock e INEOS Os sinais da ruptura entre Tom Pidcock e INEOS Grenadiers já se vinham a notar, devido a disputas com o calendário do corredor, ou o seu foco em várias disciplinas. Mas as tensões culminaram em 2024 – um ano abaixo das expetativas, para Pidcock e para a INEOS.  A equipa ganhou apenas 14 corridas em 2024, e o corredor britânico venceu apenas uma vez esta época - na Amstel Gold Race – depois de só ter vencido por duas vezes em 2023, na Volta ao Algarve e na Strade Bianche. Em setembro, pareceu culpar a INEOS pelos resultados: Sim, é verdade que há um número de problemas dentro da equipa com que tenho de lidar, e para ser honesto, não me ajudam a estar no meu melhor. Tom Pidcock Em outubro, o ‘Sporza’ publicou um artigo em que um “espião do pelotão” contava que Pidcock mantinha uma postura “solitária” dentro da INEOS, com “o seu próprio doutor e staff”. Nesse mesmo mês caiu a notícia “bomba” da desseleção de Pidcock Il Lombardia, último monumento do ano. Tom Pidcock (GBR - INEOS Grenadiers). Créditos: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2024 Il Lombardia marcou o fim Na véspera da clássica das folhas mortas, e quando tudo indicava que Pidcock alinhasse à partida, a equipa reverteu a sua seleção para a corrida, sem qualquer explicação. O britânico não se conteve: Mesmo quando as coisas estavam a melhorar depois de um fim de ano turbolento, dou desselecionado da Lombardia amanhã. Estou em grande forma e estava entusiasmado! Boa sorte aos rapazes, para mim o fim de época veio mais cedo. Obrigado a todos os que me apoiaram nos tempos difíceis. Tom Pidcock O diretor desportivo da INEOS comentou, na altura, a situação: “Obviamente não sou estúpido, parace estranho, mas a realidade é que a equipa tem o direito de o fazer. É toda a informação que tenho agora. Foi uma decisão da Direção acerca da equipa final.”  Até Geraint Thomas, um dos mais experientes do pelotão e da equipa, teve alguns comentários em relação à situação: “Não sei o que se passou, mas quando és o ciclista mais bem pago da equipa, é uma situação muito má. Ele não está contente, a equipa também não. Como chegou até aqui? Não sei (...) As pessoas à volta do Tom, não me parece que ajudem... Vi que o Zak disse que era uma decisão da direção, então não tem a ver com performance. Eu não sei nada sobre isso, nos somos só ciclistas, certo? O que é que sabemos da Direção?”  Geraint Thomas Pódio fo Giro Della'Emilia, onde Pidcock foi segundo. Não correria a Il Lombardia alguns dias depois Créditos: Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency©2024 O anúncio do fim e o que vem aí A INEOS anunciou, finalmente, o fim da ligação entre a equipa e Tom Pidcock. Numa publicação nos seus canais oficiais, a equipa agradeceu ao ciclista que estava na equipa desde 2021. O CEO deixou uma breve mensagem: Estamos muito orgulhosos de ter trabalhado com o Tom e tê-lo ajudado a alcançar alguns momentos extraordinários e memoráveis. Juntos, escrevemos um capítulo poderoso, e mostramos o quão entusiasmante e diversificado o ciclismo profissional pode ser. O Tom tem objetivos multidisciplinares e acreditamos que esta decisão permite às duas partes perseguir as suas ambições futuras com clareza, propósito e determinação. Agradecemos ao Tom pelos últimos três anos, e desejamos-lhe a maior sorte para o futuro.  John Allert Créditos: Tim de Waele/Getty Images E o que traz o futuro? Ao que tudo indica a Q36.5, equipa suíça de nível ProTeam. A hipótese ganha força devido às ligações entre a equipa e a Pinarello, marca de bicicletas utilizadas por Pidcock quando corre Ciclocrosse ou MTB. Teria também liberdade para apontar aos seus objetivos pessoais, visto que seria a figura grande na equipa.  Nada está confirmado, para além da saída da INEOS – a Red Bull ou a Visma também já se terão demonstrado interessadas. Na equipa britânica, uma pequena revolução toma lugar: sete ciclistas saíram, incluindo Pidcock, Hayer ou Narváez, e ainda o chefe de performance, Stephen Cummings que rumou à Jayco. Fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Ciclocrosse em dezembro no Eurosport | Kerstperiode em mês de decisões A temporada de ciclocrosse segue a bom ritmo, entrando agora no mês mais importante bem como o mais festivo. Depois da segunda ronda da Taça do Mundo em Dublin, dezembro traz-nos mais seis corridas desta competição, incluindo a dupla sessão Hulst-Zonhoven, feita em dias consecutivos. O troféu Superprestige marca também presença com duas corridas, enquanto que o X2O tem a sua ronda em Herentals. É também em dezembro que começam os festejos do Kerstperiode, onde durante o período de Natal e Ano Novo se celebra o ciclocrosse com 15 dias recheados de corridas. billy_lebelge Mês decisivo na Taça do Mundo Dezembro é um mês decisivo na Taça do Mundo, com sete das 12 rondas e muitos pontos para conquistar. Depois da vitória de Vanthourenhout e Lucinda Brand, os/as crossistas têm um período com muitas corridas e a regularidade de dezembro vai ser preponderante para a classificação final da Taça do Mundo. Cabras, Itália – 8 de dezembro - Eurosport 2 às 16:00h Namur, Bélgica – 15 de dezembro - MAX às 12:30h Hulst, Países Baixos – 21 de dezembro - Eurosport 2 às 12:30h Zonhoven, Bélgica – 22 de dezembro - Eurosport 2 às 12:30h Gavere, Bélgica – 26 de dezembro - Eurosport 1 às 12:30h Besançon, França – 29 de dezembro - Eurosport 2 às 12:30h Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Superpestige, X2O e ainda Exact Cross Em dezembro vão correr-se também duas rondas do troféu Superprestige e uma do troféu X2O. Para além destas três competições, a ronda do Exact Cross em Loenhout também vai ser transmitida no Eurosport 1, no dia 27 de dezembro às 12:30h. Herentals, Bélgica - 14 de dezembro - MAX às 12:30h (X2O) Mol, Bélgica - 23 de dezembro - Eurosport 2 às 12:35h (Superprestige) Diegem, Bélgica - 30 de dezembro – Eurosport 1 às 16:55h (Superprestige) ### Remco Evenepoel sofre acidente em treino Acidente com um veículo dos Correios manda Remco Evenepoel para o hospital com três fraturas. É o triste final de um ano de sonho. Terminou mal o ano quase perfeito de Remco Evenepoel, que esta terça-feira teve um acidente durante um treino em Oetingen, na província Brabante Flamengo. O jornal belga HLN foi o primeiro a reportar o infortúnio do campeão olímpico, que foi visto sentado, agarrado ao braço, à espera de ser transportado para o hospital. Em comunicado a Soudal-QuickStep confirmou fraturas de costelas, omoplata e mão do lado direito do corpo. Ler mais | A Specialized Tarmac S-Works SL8 de Remco Evenepoel https://twitter.com/lucasaganronald/status/1863902132702707874 Ano de sonho Remco Evenepoel vem de um ano de sonho, tendo apontado alto e conseguido alcançar quase todos os objetivos a que se propôs. Tal como o belga referiu em janeiro, em entrevista ao TopCycling, a ideia era entrar forte na temporada e apontar tanto à estreia no Tour de France como aos Jogos Olímpicos. Na Figueira Champions abriu 2024 com um solo magnífico, depois foi ao Algarve prolongar a dinâmica vitoriosa dominando o contrarrelógio e a geral individual. É verdade que perdeu o Paris-Nice para Matteo Jorgenson e no País Basco partiu a clavícula. Regressou dois meses depois no Dauphiné, vencendo o contrarrelógio e fechando 7.º. No Tour de France bateu-se bem e subiu ao pódio final atrás de Tadej Pogacar e de Jonas Vingegaard. Em Paris tornou-se o primeiro homem a vencer a prova de fundo e o contrarrelógio na mesma edição dos Jogos Olímpicos. Ainda teve forças para renovar o título mundial de contrarrelógio em Zurique antes de ir de férias. Ler mais | Remco Evenepoel vence Figueira Champions por KO https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1863896199310233843 ### Vuelta a Espanha 2025 - Início em Piemonte e primeiras etapas A Vuelta a Espanha de 2025 vai partir de Itália, no sopé dos Alpes, na região de Piemonte, numa edição comemorativa do 90.º aniversário da corrida. Depois do início em Portugal, em 2024, vai ser a região italiana a acolher as três primeiras etapas. A prova arranca a 23 de agosto e termina a 14 de setembro ao fim de 21 etapas. Foto: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Partida em Turim A Vuelta tem partida em Turim - Reggia di Venaria e seguirá para Novara, num percurso de 183 km que inclui uma subida ao desfiladeiro de Bienca-Tomalino, com classificação de terceira categoria. Esta etapa dará o mote para a última grande Volta do ano e terá muito provavelmente um sprinter com a primeira camisola vermelha da edição de 2025. Primeira chegada em alto ao segundo dia Em termos de dureza temos logo a primeira chegada em alto ao segundo dia. Início em Alba e final em Limone Piemonte após 157 km numa subida de segunda categoria. Arriverdeci a Itália à quarta etapa A terceira etapa em território italiano percorrerá 139 km entre San Maurizio Canavese e Ceres, incluindo uma subida ao Passo de Issiglio de segunda categoria. Com partida de Susa, região de Piemonte, e chegada já em Espanha, o pelotão diz arriverdeci a Itália à quarta etapa. Itália acrescenta mais história à Vuelta Com este início em Piemonte, que acolhe três etapas integralmente, Itália acrescenta mais história à Vuelta. Foram já 187 as vitórias em etapas conquistadas por ciclistas italianos na prova rainha do ciclismo espanhol, o que faz da Itália o terceiro país com mais vitórias depois da Espanha e da Bélgica. Quanto à classificação geral, seis ciclistas italianos conquistaram a vitória na geral: Fabio Aru (2015), Vincenzo Nibali (2010), Marco Giovannetti (1990), Giovanni Battaglin (1981), Felice Gimondi (1968) e Angelo Conterno (1956). Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Partida oficial do Mónaco em 2026 A edição de 2025 da Vuelta marca a sexta vez que a corrida não começa em Espanha e a primeira vez que parte de Itália, depois de Lisboa (1997), Assen (2009), Nîmes (2017), Utrecht (2022) e Lisboa-Oeiras-Cascais (2024). A esta internacionalização, junta-se a já anunciada partida oficial do Mónaco em 2026. ### Doping, ciclismo e verdades inconvenientes Artigo de opinião de Gonçalo Moreira onde se abordam verdades inconvenientes relacionadas com o doping no ciclismo e noutras modalidades. Vamos falar de doping, mas vamos falar de todo o doping e não só o que rodeia o ciclismo. Há semanas foram notificados pela ADoP Frederico Figueiredo (Sabgal-Anicolor), vencedor do GP Jornal de Notícias, e Luís Gomes (Gi Group Holding-Simoldes-UDO). Motivo? Anomalias no passaporte biológico. Notícia negativa para o ciclismo nacional, na sequência de escândalos de maior envergadura: W52-FCP (2023), Liberty Seguros (2009) e LA-MSS (2008). Com tantos casos é normal as pessoas associarem o ciclismo ao doping. Menos normal é a percepção de que o ciclismo é diferente de outros desportos, como se houvesse dopados de primeira e dopados de segunda. Decidi escrever este texto ao ler no diário As o que disse Jesé Rodriguez, ex de Sporting e Real Madrid, ao youtuber ‘Mowlihawk’ no programa ‘Batmowli’. “Havia muita gente que se metia muita merda para render. Isso antes não estava tão controlado como agora. Não estou a criticar nem a julgar ninguém, mas era assim. O que se passa é que se calhar publicamente não saiu.” Jesé Rodriguez https://twitter.com/marca/status/1863488773494845861 Epidemia de nandrolona no futebol italiano Veio-me à memória a epidemia de nandrolona no futebol italiano em 2001. Deram positivo Pep Guardiola, Fernando Couto, Edgar Davids, Jaap Stam, Frank De Boer… A nandrolona é um esteroide anabolizante ideal para ganhar massa muscular e assimilar grandes cargas de treino. Em 1998, o então técnico da Roma, Zdenek Zeman, não fez amigos quando afirmou que “o futebol deve sair das farmácias. No nosso ambiente há demasiados fármacos”. Couto e Guardiola levaram quatro meses. O técnico do Manchester City viu várias instâncias confirmarem a sentença até que seis anos depois um tribunal de Brescia o considerou inocente. No último ano, o caso mais mediático no futebol envolveu Paul Pogba (Juventus): positivo por testosterona sintética e suspensão de quatro anos. Apelou para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) que aceitou a teoria de suplemento contaminado e a sanção caiu para 18 meses. Sabem quem defendeu o francês? Mike Morgan, advogado que representou Chris Froome (salbutamol) e Alberto Contador (clembuterol). Contador perdeu o Tour de 2010 e o Giro de 2011 por sanção de dois anos.Foto: Iraia Calvo A intencionalidade transforma as sentenças Há anos que leio sobre doping e há um padrão que é evidente: atletas com recursos económicos e sólidas equipas legais obtiveram desenlaces mais favoráveis. Não é o mesmo levar nove meses por negligência do que ficar estigmatizado por uma sanção de quatro anos. A intencionalidade transforma as sentenças. A campeã de Roland Garros, Iga Swiatek, deu positivo por trimetazidina e levou um mês de suspensão. Declarou ter tomado um medicamento contaminado e o argumento foi aceite pela Agência para a Integridade do Ténis (ITIA). Trimetazidina melhora o fluxo sanguíneo no coração e ajuda a regular o ritmo cardíaco. Um doente cardíaco, por exemplo, pode completar um exercício de resistência a 150 bpm em vez de 180 bpm. Pedala mais tempo, com menor sensação de cansaço e gerando menos lactato. O número um mundial, Jannik Sinner, testou positivo para o esteroide anabolizante clostebol – popularizado pelo programa estatal de doping da antiga República Democrática da Alemanha. Sinner diz que o fisioterapeuta Giacomo Naldi o massajou sem luvas provocando a contaminação por um spray cicatrizante aplicado num dedo. A ITIA ilibou o atleta, mas a Agência Mundial Antidoping recorreu para o TAD e propõe suspender o tenista por um a dois anos. Em 2023, o também tenista Stefano Battaglino – que nunca passou do lugar 760 no ranking – foi suspenso por quatro anos por um positivo por clostebol. https://twitter.com/Served_Podcast/status/1860005109079638051 Roddick desvalorizou os positivos de Sinner num podcast. Há verdades tão inconvenientes que preferimos ignorá-las Estes dois casos aparecem depois de Simona Halep ter dado positivo no US Open de 2022 por roxadustat. O estimulante combate a anemia e o El País descreve-o como EPO em pastilha. Atua enganando o organismo ao informar que o oxigénio não está a chegar às células, o que desencadeia uma resposta natural do corpo que aumenta o fabrico de hemoglobina e de glóbulos vermelhos. A ITIA sancionou a romena com quatro anos, mas o TAD aceitou a teoria da contaminação e Halep foi suspensa por nove meses. Em 2015, Carlos Oyarzun (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) levou quatro anos por um positivo com o mesmo medicamento (à época ainda em fase de ensaio e designado FG-4592). No ténis preocupa a onda de positivos, mas também a saúde dos atletas. Juan Martín del Potro foi número 3 mundial e ao Relevo contou um relato triste do pós-carreira. “Devo ter mais de 100 injeções entre perna, anca e costas. Fui infiltrado, queimaram-me nervos, bloquearam-me tendões. É um sofrimento que tenho diariamente. Levanto-me e tomo entre seis e oito pastilhas, entre protetor gástrico, anti-inflamatório, analgésico, um para a inflamação, um para a ansiedade.” Juan Martín del Potro NBA não subscreve o Código Mundial Antidopagem O objetivo do artigo é incitar à reflexão e ao debate. É óbvio que há dois pesos e duas medidas na aplicação das sentenças e nada tem a ver com o desporto em si, mas com a capacidade de defesa do atleta. Há uma perceção enviesada acerca do doping? Claramente, mas defendo a teoria de que há verdades tão inconvenientes que preferimos ignorá-las... como este artigo que rapidamente cairá no esquecimento. Cito os desportos mais populares dos Estados Unidos para reforçar o argumento. Quem não adora a NBA? Eu adoro, mesmo sabendo que a NBA não subscreve o Código Mundial Antidopagem. Só durante os Jogos Olímpicos os jogadores da NBA seguem as regras da FIBA. A liga tem um código interno que permitiu a Tristan Thompson (Cleveland Cavaliers) ser suspenso por 25 jogos (a época regular tem 82 jogos) após dar positivo por Ibutamoren e Ligandrol – hormona de crescimento e potenciador muscular, respetivamente. Muito fica por escrever, desde logo as próprias dificuldades que a AMA atravessa. Dezoito agências nacionais antidopagem expressaram por carta dúvidas acerca de como a AMA resolveu os positivos de 23 nadadores chineses em vésperas dos Jogos de Paris 2024. Sem entrar em detalhes, porque o tema é complexo, adianto-vos que a nossa "amiga" trimetazidina é peça central do caso. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 2.ª Ronda – Dublin Na segunda ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse, os ciclistas viajaram até à Irlanda onde Dublin foi palco de mais uma prova. O tempo ajudou os ciclistas que encontraram um percurso bastante seco e onde a potência ia sobressair à técnica entre todas as curvas e contra-curvas. Créditos: SprintCyclingAgency Corrida feminina - Voltou o L de Lucinda Zoe Backstedt teve um grande início, sendo seguida por Marie Schreiber e Fem van Empel nos primeiros momentos da prova. Lucinda Brand sofreu um percalço numa das primeiras curvas mas rapidamente se juntou à dianteira e liderava no final da primeira volta. A ciclista neerlandesa fez uma grande corrida, distanciando-se de van Empel e metendo pressão na bicampeã do mundo com a vantagem a crescer volta após volta. Brand serrou os dentes e nunca deixou van Empel aproximar-se vencendo a corrida e relegando a vencedora da primeira ronda da Taça do Mundo para o segundo lugar a 24 segundos. A fechar o pódio ficou Zoe Backstedt que chegou a 1'03 da campeã dos Países Baixos. https://twitter.com/UCI_CX/status/1863224901852619167 Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda47:242VAN EMPEL Fem0:243BACKSTEDT Zoe1:034VAN DER HEIJDEN Inge1:135VAS Blanka Kata1:176WORST Annemarie1:347SCHREIBER Marie1:558NORBERT RIBEROLLE Marion2:119BENTVELD Leonie2:1310VAN ALPHEN Aniek2:14 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda702VAN EMPEL Fem703BACKSTEDT Zoe444SCHREIBER Marie445VAS Blanka Kata416VAN DER HEIJDEN Inge407WORST Annemarie368NORBERT RIBEROLLE Marion319VAN ALPHEN Aniek3110VERDONSCHOT Laura29 Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Corrida Masculina - Disputa até ao fim Na corrida masculina foi Toon Aerts o mais forte no sprint inicial tomando a dianteira da prova nos primeiros momentos da corrida. Vanthourenhout passou em primeiro no final de uma primeira volta caótica, que levou ao chão muitos ciclistas nos saltos, entre eles, o campeão europeu, Thibaut Nys. A corrida manteve-se muito renhida, sem nenhum ciclista se conseguir destacar e com Joran Wiseure, um dos grandes talentos do ciclocrosse, a mostrar as cores da Crelan-Corendon na frente da corrida à terceira volta. Na entrada para uma espetacular última parte, eram ainda sete os ciclistas na frente da corrida, com a vitória a ser disputada até ao final. Vanthourenhout superiorizou-se nos metros finais ganhando espaço e venceu a corrida de Dublin. Toon Aerts aproximou-se mais uma vez da vitória, ficando em segundo a apenas um segundo do vencedor. Felipe Orts fechou o pódio em mais uma excelente prova do espanhol. https://twitter.com/UCI_CX/status/1863238726899642744 Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1VANTHOURENHOUT Michael57:262AERTS Toon0:013ORTS LLORET Felipe''4ISERBYT Eli0:025WYSEURE Joran0:096RONHAAR Pim0:127VAN DER HAAR Lars0:168KUHN Kevin0:409SWEECK Laurens0:4910KUYPERS Gerben0:58 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael652ISERBYT Eli623AERTS Toon484SWEECK Laurens475WYSEURE Joran436ORTS LLORET Felipe427RONHAAR Pim398VAN DER HAAR Lars399KUHN Kevin3410KUYPERS Gerben31 A Taça do Mundo segue para Itália, onde dia 8 de dezembro se corre a terceira ronda em Cabras. ### UAE Emirates anuncia calendários a 10 de dezembro Numa fase em que o ciclocrosse e a pista preenchem a temporada, as equipas de estrada já preparam 2025 definindo objetivos, calendários e a UAE Emirates não é exceção. Em entrevista à Eurosport Espanha, Joxean Matxín anunciou que o programa dos líderes da UAE será anunciado brevemente no media day da equipa. O encontro com jornalistas de todo o mundo vai decorrer em Benidorm, onde boa parte das estruturas do WorldTour treinam com frequência. Unipublic/Cxcling Calendário anunciado a 10 de dezembro Joxean Matxín, diretor desportivo da UAE Emirates, revelou que o calendário dos ciclistas vai ser anunciado no dia 10 de dezembro. Em entrevista à Eurosport Espanha, as perguntas direcionaram-se evidentemente para a época de 2025 de Tadej Pogačar e para o futuro de Juan Ayuso, bem como para os objetivos da próxima época. É neste dia que se irão saber as principais provas que estrelas como Pogačar ou João Almeida terão como objetivos principais. "Já discutimos o calendário de 2025. Já tomamos as decisões e está tudo finalizado." Joxean Matxín. UAE Team Emirates / Fizza Matxín mantém a ambição Quando questionado sobre o que ficou por fazer em 2024 Matxín foi perentório. "Faltaram as corridas que não ganhamos que foram mais que as que vencemos." A temporada de 2024 viu não só a UAE vencer por 82 vezes e com 20 ciclistas diferentes, mas também uma época de Pogačar para a história: dobradinha Giro-Tour, Strade Bianche, Volta à Catalunha, Liège-Bastogne-Liège, Lombardia, Campeonatos do Mundo... Segundo Matxín "o mais difícil não é ser o melhor ciclista do mundo e a melhor equipa do mundo, mas manter esse estatuto". A.S.O. / Charly Lopez "Vencer as três grandes" Tendo renovado recentemente por mais quatro anos com a UAE, Matxín revelou os seus planos para o futuro próximo da equipa. "Tentar melhorar e aperfeiçoar ainda mais, sabendo que é difícil, aumentar o número de vitórias, e cumprir um sonho já conseguido pela Visma, vencer as três grandes voltas no mesmo ano." Com o interesse desta pré-época a incidir sobre o calendário das grandes estrelas do ciclismo, Matxín foi também questionado sobre este assunto. "Às vezes as grandes corridas sobrepõem-se no calendário e se queres correr o Giro como na última temporada, tens de saltar o Paris-Roubaix por causa da preparação que uma grande Volta implica. A ideia é aumentar o palmarés do Pogačar com foco nas corridas que ainda não venceu." O primeiro objetivo da época de Pogačar deverá ser a Milão-San Remo, mantendo-se a dúvida sobre a participação da estrela eslovena no Paris-Roubaix. Com os calendários da UAE Emirates anunciados brevemente vai ser interessante ver como a UAE vai distribuir as suas estrelas por cada grande Volta, bem como os principais objetivos de João Almeida em 2025. ### Aprovada dedução do IVA para compra de bicicletas Foi aprovada no parlamento, a dedução do IVA para compras de bicicletas com ou sem motor, uma medida que pode estimular a venda de bicicletas em 2025. A SIC Notícias avança que esta medida tem como objetivo afastar "de modo claro e expresso, qualquer dificuldade ou desigualdade no exercício do direito à dedução do IVA suportado na compra de bicicletas, por parte de empresas ou outros sujeitos passivos do IVA". Esta medida foi assim aprovada aquando das discussões no segundo dia de votações do Orçamento do Estado para 2025. Na prática isto quer dizer o quê? Contactámos Helder Califórnia, dono da loja Bike Planet, que explica como esta medida pode estimular as vendas e o incentivo às empresas adquirirem bicicletas para os seus colaboradores. Teria que aprofundar mais o estudo desta questão, mas em linhas gerais, tudo o que são bicicletas com ou sem motor (elétrico), serão deduziveis no IVA de empresas e particulares, através de uma percentagem que vem estipulada no código do IVA e que pode ser deduzida no IRS ou IRC. Qual será a percentagem e como será feito? Não se sabe ao certo.Para esclarecer o utilizador comum, as bicicletas não ficam mais baratas, estas já estão mais baratas desde 2023 quando o IVA baixou para 6%. Isto uma clarificação de que as empresas conseguirão deduzir os 6% na compra de bicicletas, o que indiretamente pode incentivar as mesmas a adquirir este tipo de artigos. Hélder Califórnia ao Topcycling. De relembrar que o IVA para compras de velocípedes já tinha sido reduzido de 23 para 6% no início de 2023 e dava ao consumidor a oportunidade de poupar 300€ caso fizesse uma compra de 2000€. Esta dedução do IVA vem no seguimento da aprovação por parte da UE da taxa reduzida nestes veículos, com a intenção de torná-los mais acessíveis e ajustar o IVA face aos objetivos e metas climáticas. Outro ponto interessante é que, segundo dados da associação Abimota, foram vendidas mais de 20 mil bicicletas elétricas em 2023, mais do dobro do que nos dois anos anteriores. Nas grandes superfícies comerciais, a procura por bicicletas chega a um aumento de quase 100% em alguns casos, sendo também Portugal, o maior exportador de velocípedes da União Europeia. ### O método Isidoro aplicado ao ciclismo Os pais são treinadores e as filhas pedalam rumo ao alto rendimento no ciclismo. O TopCycling foi conhecer o método Isidoro. Daniel Isidoro esteve ligado ao ciclismo até ao escalão sub-23 e um dia desencantou-se. Nem a metodologia nem a mentalidade da época o motivaram a fazer carreira. Chegou mesmo ao ponto de desligar da modalidade. Nem provas na televisão conseguia ver até que um dia o destino trocou-lhe as voltas. Daniela, a mais velha das três filhas, sofreu uma pneumonia e para evitar sequelas teve que fazer fisioterapia respiratória. Era vital praticar desporto e foi assim que o ciclismo reentrou na vida dos Isidoro. Daniela, Mariana e Raquel com os pais Daniel e Sónia. Viver para o ciclismo Foi o talento de Daniela que obrigou os pais a organizarem-se e assim nasceu o Clube D’Helvetia, com sede na Quinta do Anjo (Palmela). Em 2024, mesmo com um plantel curtinho, obtiveram 30 pódios em todas as categorias. De repente já não era só Daniela, também as irmãs Raquel e Mariana começaram a pedalar e os Isidoro passaram a viver para o ciclismo. “Nunca contabilizei quanto é que isto nos tem custado. Encaro como um investimento, como a transmissão de hábitos de vida saudáveis. Enquanto praticam desporto as miúdas têm menos probabilidade de ter comportamentos desviantes.” Daniel Isidoro ao TopCycling. Daniela Isidoro no empedrado de Assen, em 2017. Uma família que vive de prova em prova O pai também é treinador e está a terminar o grau três. A mãe, Sónia, tem o grau dois. São os pilares de uma família que vive de prova em prova. Nesta segunda etapa no ciclismo, Daniel aplica uma metodologia baseada em dados e ciência inspirada pelo trabalho de Pedro Vigário (selecionador nacional de BTT e ciclocrosse) e Ana Vigário (antiga selecionadora nacional feminina de estrada). O objetivo é dar às filhas experiências de vida enriquecedoras e ao mesmo tempo levá-las a competir em contextos que nada têm a ver com Portugal. Daniela e Raquel sabem o que é fazer a mini Paris-Roubaix, o Tour de Assen e competem regularmente na região do Benelux. Daniela e Raquel em Roubaix. As irmãs Isidoro em 2017. Curso intensivo para jovens atletas Os Países Baixos são a grande potência do ciclismo feminino, a Bélgica tem a superestrela Lotte Kopecky e o Luxemburgo é a pátria de Elsy Jacobs, primeira mulher campeã do mundo. Daniel Isidoro está no terreno, conhece as provas do ciclismo de formação e o sistema de trabalho das potências do Benelux. Porque é que estas corridas são um curso intensivo para jovens atletas? “No Tour de Assen, por exemplo, as etapas não são exigentes em termos de terreno, mas são em termos técnicos. As miúdas começam a conhecer todo o tipo de sensações e cenários do ciclismo: empedrado, estradas estreitas, vento lateral, rampas curtas para obrigar a trabalhar o correto escalonamento das velocidades, experiência de contrarrelógio com partida em rampa. São sete dias seguidos de competição. É o sítio onde tens que estar para se fazer um trabalho estruturado em termos de trabalhar a técnica e o esforço continuado. Existe para as categorias masculinas e femininas desde sub-7 até sub-19.  É um misto de clubes e seleções nacionais do mundo inteiro. Depois as miúdas que chegam ao WorldTour têm a adaptação facilitada. É importante medir VO2 max e lactato, mas não te ensina a andar de bicicleta.” Daniel Isidoro ao TopCycling. Mariana Isidoro já segue o exemplo das irmãs e compete em sub-11. Raridade no ciclismo nacional Vamos então às apresentações das irmãs Isidoro. Daniela tem 18 anos, estuda Direito, é sub-23 de primeiro ano e tem dotes de trepadora. Fechou a etapa de juniores com 20 vitórias em dois anos. Juntou-se à Baloise WB Ladies em 2023. Este ano destaque para as vitórias no segundo prémio João Almeida, na Taça do Algarve e foi 3.ª no Skoda Festival do Luxemburgo. Merci Baloise WB - Ladies Raquel é cadete de primeiro ano, roladora e defende-se na média montanha. Um estágio e dois pódios no Luxemburgo e na Bélgica valeram a entrada na Baloise WB Ladies. Este ano venceu várias provas e foi 3.ª no Nacional sub-15. Mariana competiu este ano em provas sub-11 e já venceu duas vezes o Encontro Nacional de Escolas de Ciclismo, prova de referência para aspirantes a ciclistas. A Baloise WB Ladies é uma equipa sediada na Valónia e está ligada à Pro Team masculina Bingoal WB. Já faz provas UCI, mas quer dar o passo para o profissionalismo. A diretora, Ludivine Henrion, é comentadora da RTBF (televisão nacional belga) e foi campeã nacional em 2007 e 2009. As irmãs Isidoro são uma raridade no ciclismo nacional ao estarem desde tão cedo integradas numa estrutura internacional direcionada para o alto rendimento. Para se colocar as coisas em contexto, em 2025 Portugal terá uma corredora no WorldTour (Maria Martins na Canyon-Sram) e outra no escalão Continental (Daniela Campos na Eneicat CM). O panorama de uma mulher ciclista em Portugal é desanimador. Enquanto o resto do mundo avança, por cá o investimento privado é reduzido, não há provas com transmissão televisiva, as atletas são amadoras e a taxa de abandono assusta. Basta passar os olhos pelos últimos Nacionais onde na prova de fundo se juntaram todas as categorias femininas para formar um pelotão com 35 elites, 16 juniores, 17 cadetes e 25 masters. Daniela Isidoro com a Baloise WB. Uma família que respira ciclismo A tudo isto há que acrescentar um pormenor: além de treinar as filhas, Daniel treina alguns dos juniores mais talentosos da Europa na Cannibal, equipa satélite da Bahrain, que conta ainda com a Friuli Victorious no escalão sub-23. Francis e Erika Van Mechelen fundaram a Cannibal, por onde passou a filha Gloria – colega de Daniela na Baloise – e o filho Vlad – assinou pela Bahrain após passar pela DSM. A ponte entre os Isidoro e os Van Mechelen foi o talento dos filhos, de resto conheceram-se numa prova. Uma família que respira ciclismo. Se as irmãs Isidoro chegarão ao ciclismo profissional só o futuro o dirá, mas são a prova de que com esforço, vocação e apoio da família não há impossíveis. ### Eulálio e Johansen reforçam marca Portugal no WorldTour De Portugal para o WorldTour, transferências de Afonso Eulálio e Julius Johansen reforçam credibilidade do ciclismo nacional. É uma situação que contrasta com a perceção internacional, mas na próxima temporada Afonso Eulálio e Julius Johansen vão correr no WorldTour e não em Portugal. Nas últimas 16 épocas registaram-se 32 saídas de ciclistas do pelotão nacional para as duas primeiras divisões. É preciso recuar a 2010, quando Tiago Machado e Manuel Cardoso também assinaram por equipas do ProTour, para encontrar um precedente. Em mais de uma década de conversas com jornalistas estrangeiros e staff de equipas profissionais quase sempre acabamos no tema doping quando menciono Portugal. Pode ser pontual ou sinal de que algo está a mudar, mas em 2025 quatro destaques da Volta a Portugal vão correr em ProTeams e WorldTeams: Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) andou uma semana de amarelo e vai correr na Bahrain Victorious. Julius Johansen (Sabgal-Anicolor) foi 2.º no prólogo em Águeda e 2.º no contrarrelógio de Viseu. Francisco Peñuela (Rádio Popular-Paredes-Boavista) venceu em Paredes e assinou pela Caja Rural. Ábner González (Efapel) venceu na Senhora da Graça e assinou pela Caja Rural. Ler mais | Afonso Eulálio fascinou Joaquim Andrade Matias Novo/Podium Events Capacidade de exportar talentos É legítimo perguntar como é que na sequência de mais um problema sério de doping há projetos que mantêm a capacidade de exportar talentos. Por isso quis ouvir Paulo Martins, comentador Eurosport. Sempre perspicaz, o meu colega de comentários é alguém que se mantém bem informado e não demorou em apontar uma característica comum nestas transferências. "Realço a juventude dos quatro, todos entre os 23 e os 25 anos. Antes de assinarem contrato os ciclistas e as equipas que os contratam reúnem várias informações acerca dos atletas para terem a certeza que não estão a contratar gato por lebre". Paulo Martins, comentador Eurosport. A Volta a Portugal teve em 2024 uma das edições mais imprevisíveis de anos recentes. É certo que não tem a repercussão de outros tempos, mas as equipas deram um espetáculo entretido. Obviamente não se pode deve branquear o domínio recente da W52-FCP. É aos tribunais que cabe decidir o destino dos 26 arguidos da operação Prova Limpa. Os grandes eventos têm a capacidade de se regenerar e no caso da Volta a Portugal fê-lo projetando talento e provando que continua a ser uma montra internacional. "O Johansen mostrou serviço no calendário português e sempre que a Sabgal-Anicolor correu no estrangeiro foi muito ofensivo e isso não passou ao lado da UAE. O Eulálio já era seguido por várias equipas de topo há dois anos e a excelente Volta a Portugal foi a cereja no topo do bolo para a Bahrain apostar nele. Quanto ao Peñuela (sprinter todo o terreno) e ao Abner (trepador puro) são apostas da equipa espanhola que mais aposta em contratar por cá, a Caja Rural, que assim colmata as saídas de Orluis Aular e Jefferson Cepeda para a Movistar." Paulo Martins, comentador Eurosport. Ler mais | Artem Nych campeão da Volta a Portugal Podium Events Transferências de Portugal para ProTeams e WorldTeams A muita história do ciclismo português torna fundamental puxar o filme atrás de vez em quando. Nomes como Ruben Plaza, Simon Gerrans, David Arroyo e Óscar Pereiro iniciaram em Portugal carreiras que marcadas por vitórias importantes, monumentos e grandes Voltas. Para a análise que se segue limitei-me a reunir dados da época 2010 em diante, concentrando a atenção nas transferências de Portugal para ProTeams e WorldTeams. Na tabela abaixo estão representados todos os movimentos de ciclistas do pelotão português para as duas primeiras divisões. A negrito os corredores que saltaram diretamente para o WorldTour. 2010Tiago Machado da Madeinox Boavista para a RadioShack2010Manuel Cardoso da Liberty Seguros para a Footon-Servetto2010José Mendes da LA-Paredes Rota dos Móveis para a CCC2011David Blanco da Palmeiras Resort para a Geox2011Bruno Pires da Barbot-Siper para a Leopard Trek2011Jesús del Nero do Louletano para a NetApp2012André Cardoso do Tavira para a Caja Rural2013Ricardo Mestre do Tavira para a Euskaltel Euskadi2013José Mendes da LA Alumínios-Antarte para a NetApp2013Domingos Gonçalves da Rádio Popular-Onda-Boavista para a La Pomme Marseille2015Mário Costa da OFM-Quinta da Lixa para a Lampre-Merida2015Alberto Gallego da Rádio Popular-Onda-Boavista para a Caja Rural2015Diego Rubio da Efapel para a Caja Rural2015Domingos Gonçalves da Efapel para a Caja Rural2016Daniel Silva da Rádio Popular-Boavista para a Soul Brasil2016Rafael Reis da da W52-FCP para a Caja Rural2018André Carvalho da Liberty Seguros-Carglass para a Hagens Berman Axeon2018Joaquim Silva da W52-FCP para a Caja Rural2019Domingos Gonçalves da Rádio Popular-Boavista para a Caja Rural2019Mario González da SCP-Tavira para a Euskadi Murias2019Juan Felipe Osorio da UD Oliveirense/InOutbuild para a Burgos-BH2019Pablo Guerrero da Rádio Popular-Boavista para a Burgos-BH2019Antonio Angulo da Efapel para a Euskaltel-Euskadi2021André Domingues da Efapel para a Burgos-BH2021Iúri Leitão da Tavfer-Mortágua para a Caja Rural2023James Whelan da Sabgal-Anicolor para a Q36.52025Ábner González da Efapel para a Caja Rural2025Francisco Peñuela da Rádio Popular-Paredes-Boavista para a Caja Rural2025Afonso Eulálio da ABTF Betão Feirense para a Bahrain Victorious2025Julius Johansen da Sabgal-Anicolor para a UAE Emirates A tabela abaixo é distinta. Nela podemos encontrar ciclistas que deram o salto para máxima categoria a partir de equipas estrangeiras. São casos distintos de Eulálio e Johansen, já que muitos nem sequer passaram a profissionais em Portugal, mas chegaram ao WorldTour. 2014Fábio Silvestre da Leopard Trek Continental para a Trek2014André Cardoso da Caja Rural para a Garmin-Sharp2017Nuno Bico da Klein Constantia para a Movistar2017Rúben Guerreiro da Hagens Berman Axeon para a Trek-Segafredo2019Ivo Oliveira da da Hagens Berman Axeon para a UAE Emirates2019Rui Oliveira da da Hagens Berman Axeon para a UAE Emirates2020João Almeida da Hagens Berman Axeon para a Deceuninck-QuickStep2021André Carvalho da Hagens Berman Axeon para a Cofidis2024António Morgado da Hagens Berman Axeon para a UAE Emirates ### Teste | Capacete Lazer Lupo KinetiCore O capacete Lazer Lupo KinetiCore é um capacete direcionado ao BTT / Trail, foi desenhado para ciclistas que procuram um capacete versátil e prático para passeios de BTT e outras aventuras off-road, digamos que, mais rápidas. Créditos: Topcycling Utilizei durante alguns dias pela Serra de Sintra o Lupo KinetiCore e falo-vos sobre o que podem esperar deste capacete da conceituada marca belga. Design e Proteção A principal inovação do Lupo KinetiCore é a tecnologia KinetiCore, desenvolvida pela Lazer, que incorpora uma estrutura de proteção contra impactos rotacionais diretamente no capacete, em vez de acrescentar camadas extras. Créditos: Topcycling A estrutura KinetiCore ajuda a proteger a cabeça contra impactos de várias direções sem aumentar significativamente o peso do capacete. Com este sitema, o Lupo KinetiCore oferece proteção adicional, semelhante a outras tecnologias anti-impacto do mercado mas de uma forma mais integrada e, supostamente, mais leve (não é um capacete "super-light", mas também não o senti pesado. Pesa 340grs.). Conforto e Ventilação As minhas voltas pela serra nunca passaram as três horas de duração total, durante esse tempo nunca senti necessidade de retirar o Lupo KinetiCore, mesmo na paragem para comer, apreciar a paisagem e descansar um pouco. Créditos: Topcycling Mesmo com a preocupação de construir um capacete de Trail que nos proteja e ofereça confiança nas descidas e zonas técnicas, mesmo com a tradicional pala dianteira dá proteção extra contra o sol, chuva e ramos mais salientes, a Lazer distribuiu bem as aberturas de ventilação, permitindo uma boa circulação de ar. Embora na serra de Sintra raramente façam dias demasiado quentes, nunca senti calor exagerado na cabeça, mesmo em subida, quando a velocidade é menor e praticamente não existe circulação de ar. Créditos: Topcycling O ajuste é feito com o sistema ScrollSys, que basicamente faz exatamente o mesmo que outros sistemas com outros nomes "Tech", permite o ajuste com uma mão. Opinião final O capacete Lazer Lupo KinetiCore parece ser uma boa opção para ciclistas de BTT que procuram um capacete na vertente de Trail/Enduro, combina segurança, conforto e um design leve, além das características habitualmente procuradas neste tipo de capacetes, como o facto de não ser demasiado quente, ter uma pala ajustável e uma estética limpa. Créditos: Topcycling O Lupo KinetiCore é uma proposta equilibrada e interessante para quem procura um capacete robusto e preparado para os desafios do BTT. Podes encontrá-lo nas lojas da especialidade que vedam Lazer. Para saber mais pormenores sobre a marca, disponibilidade, preços e cores podes contactar o importador da marca em Portugal através do seu site aqui: www.scvouga.pt/pt/ciclismo Resumo das Especificações Tecnologia de proteção: KinetiCore, integrada no capacete para reduzir impactos rotacionais. Sistema de ajuste: ScrollSys, permite ajuste com uma só mão. Peso: Aproximadamente 340g. Pala: Ajustável e desenhada para bloquear o sol, a chuva e proteger contra alguma vegetação Compatibilidade: Compatível com óculos de ciclismo. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 1.ª Ronda - Antuérpia Antuérpia recebeu a primeira ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse, neste que foi o início da mais importante competição da modalidade. Os ciclistas encontraram um percurso bastante técnico, ventoso e onde a caixa de areia se previa ser um dos grandes obstáculos do dia. Créditos: Mark Van Hecke/Getty Images Corrida feminina - Van Empel entra a ganhar A corrida feminina começou do modo clássico com Marie Schreiber e impor-se na frente no sprint inicial sob o olhar atento de Fem van Empel. Lucinda Brand e Carmen Alvarado tiveram um arranque pobre nunca tendo tido contacto com a frente da corrida. Na segunda volta, van Empel atacou Schreiber e seguiu sozinha na frente. A campeã do mundo foi aumentando a vantagem volta após volta, cruzando a meta com 31 segundos sobre a segunda classificada Lucinda Brand. Maria Schreiber fez também uma excelente corrida, fechando o pódio com 1'11 minutos de desvantagem para van Empel, a primeira líder da Taça do Mundo de ciclocrosse. https://twitter.com/UCI_CX/status/1860679581910331776 Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1VAN EMPEL Fem50:332BRAND Lucinda0:313SCHREIBER Marie1:114CASASOLA Sara1:275ALVARADO Ceylin Del Carmen1:416VAS Blanka Kata1:577BACKSTEDT Zoe2:108VAN DER HEIJDEN Inge2:179VERDONSCHOT Laura2:3110WORST Annemarie2:40 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VAN EMPEL Fem402BRAND Lucinda303SCHREIBER Marie254CASASOLA Sara225ALVARADO Ceylin Del Carmen216VAS Blanka Kata207BACKSTEDT Zoe198VAN DER HEIJDEN Inge189VERDONSCHOT Laura1710WORST Annemarie16 Corrida Masculina Na corrida masculina foi Thibau Nys quem arrancou mais forte, seguido de perto pelos seus mais diretos rivais. A corrida manteve-se muito renhida nas primeiros momentos, com vários ciclistas a tomarem a dianteira e a impor o ritmo, sem nunca ganhar muito espaço. Eli Iserbyt conseguiu adiantar-se a meio da corrida ganhando 10 segundos a Sweeck e Vanthourenhout, vantagem que foi aumentando graças à grande técnica do ciclista belga que voava no percurso. Iserbyt conseguiu manter a vantagem e fez uma corrida imaculada vencendo a prova e sendo o primeiro líder da Taça do Mundo de ciclocrosse. No segundo lugar ficou Laurens Sweeck a 17 segundos do vencedor com Vanthourenhout a fechar o pódio a 28 segundos de Iserbyt. Segue-se a segunda ronda que se disputa no dia 1 de dezembro em Dublin. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1ISERBYT Eli58:562SWEECK Laurens0:173VANTHOURENHOUT Michael0:284WYSEURE Joran0:345VANDEPUTTE Niels0:446VAN DER HAAR Lars0:547RONHAAR Pim1:118AERTS Toon1:159ORTS LLORET Felipe1:2210KUHN Kevin1:29 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1ISERBYT Eli402SWEECK Laurens303VANTHOURENHOUT Michael254WYSEURE Joran225VANDEPUTTE Niels216VAN DER HAAR Lars207RONHAAR Pim198AERTS Toon189ORTS LLORET Felipe1710KUHN Kevin16 ### Thibau Nys e os novos craques do ciclocrosse No radar TopCycling apresentamos cinco nomes do presente, mas sobretudo do futuro do ciclocrosse com Thibau Nys à cabeça. Será Thibau Nys tão marcante como o pai Sven? Que outros nomes vão marcar o ciclocrosse já a partir desta temporada? A última década do ciclocrosse tem dois nomes próprios: Mathieu van der Poel e Wout Van Aert. Ao mesmo nível, esporadicamente, só podemos colocar Tom Pidcock, o único capaz de vencer um título mundial desde que em 2015 começou a alternância entre o neerlandês e o belga. Porque é que o domínio tem sido tão acentuado? Porque ninguém os consegue acompanhar na temporada de crosse? Estes dois talentos geracionais souberam aproveitar um contexto favorável. É pelo menos a teoria de Sven Nys, o todo-poderoso do ciclocrosse no virar do milénio. "Quando parei em 2016, esse fosso tornou-se muito grande. Especialmente porque muitos atletas que deviam estar no topo já não estavam pelas circunstâncias. Niels Albert teve que parar por problemas cardíacos, Zdenek Stybar escolheu a estrada, Lars Boom também. Essa era a geração que deveria ter tornado as coisas difíceis a Wout van Aert e Mathieu van der Poel, mas simplesmente não estavam lá. Houve duelos fantásticos entres os dois, mas atrás deles um enorme vazio. Esse vazio foi agora preenchido.” Sven Nys ao Wielerflits. Ler mais | Há mais um Nys no ciclismo e a coisa promete! Sprint Cycling Agency | UEC Craques chamados a dominar Dentro dos talentos sub-25 anos temos vários corredores já com vitórias marcantes em 2024/2025. Aqui vamos centrar atenções em cinco nomes: Thibau Nys, Niels Vandeputte, Jente Michels, Joran Wyseure e Emiel Verstrynge. Olhemos para o que têm feito estes craques chamados a dominar a modalidade. Thibau Nys (Baloise Trek Lions) A primeira vitória do fenómeno da Trek no Superprestige foi em Overijse. Thibau está agora a 63 triunfos do pai Sven, considerado Mister Superprestige pelos 13 Troféus ganhos. O filho do Canibal de Baal também ganhou o Europeu de Pontevedra e em Lokeren para o Troféu X2O. No entanto, nem tudo foi perfeito já que terminou a primeira fase forte da época com uma queda em Hamme quando discutia o pódio. Para trás ficou um ano magnífico na estrada ao serviço da Lidl-Trek: Volta à Hungria, mais oito vitórias, metade em provas WorldTour. Ler mais | Ciclocrosse em alta mesmo sem Van der Poel e Van Aert Niels Vandeputte (Alpecin-Deceuninck) Tem 24 anos e foi o mais regular no primeiro mês da época. Niels Vandeputte foi o metrónomo do pelotão já que em 12 provas o pior que fez foi um 6.º lugar. Faltava a vitória que finalmente chegou no Flandriencross de Hamme. Na ausência de Van der Poel tem sido o belga a liderar a Alpecin, ele que sempre foi um corredor sólido ao serviço do líder. No apoio a Vandeputte está agora Jente Michels, o campeão europeu sub-23. É um dos elites mais jovens do pelotão – 21 anos – e concluiu todas as provas no top 10, incluindo um pódio em Lokeren. Jente Michels, Emiel Verstrynge e Aaron Dockx no pódio da Taça do Mundo em Benidorm.Rafa Gomez/Sprint Cycling Agency Joran Wyseure (Crelan-Corendon) O campeão do mundo sub-23 de 2022 foi a grande surpresa ao vencer em Ruddervoorde na ronda de abertura do Superprestige. Foi também a primeira vitória como pro de Wyseure, que tem tido altos e baixos. O Europeu não lhe correu bem, mas o jovem de 23 anos vai crescendo à sombra de Laurens Sweeck, líder da Crelan-Corendon que após uma época em branco já venceu este ano no Exact Cross de Essen, no Jaarmarktcross de Niel e no crosse dos morangos em Merkplas. Emiel Verstrynge venceu em Benidorm em janeiro de 2024.Rafa Gomez/Sprint Cycling Agency Emiel Verstrynge (Crelan-Corendon) Colega de Wyseure e Sweeck na Crelan-Corendon, Emiel Vestrynge tem a particularidade de na época de estrada correr pela equipa de desenvolvimento da Alpecin – ambos os projetos são dos irmãos Roodhooft. Podemos mesmo dizer que a Alpecin concentra boa parte dos talentos do futuro: tem o vice-campeão mundial sub-23 Verstrynge e o campeão Tibor Del Grosso. Ambos fizeram grandes épocas na estrada e foram promovidos ao WorldTour para 2025. Del Grosso foi 8.º no Mundial de Zurique, 7.º no Europeu de Limburgo e fechou o ano com três vitórias UCI. Verstrynge disputou etapas na Volta a França do Futuro, subiu com os melhores no Vale de Aosta e no GP Orlen das Nações, foi 4.º na Liège e 9.º em Roubaix. Na época de crosse Verstrynge tem dois top 10 (Beringen e Niel), mas convém não esquecer o potencial do belga: em 2022 bateu Nys no Europeu sub-23 em Namur e no último Nacional belga superou Michels. Outros corredores podem vir a marcar o ciclocrosse, mas sendo de uma geração posterior precisam de tempo. Vale pela menção porque têm menos de 20 anos e nem são belgas nem neerlandeses: o italiano Stefano Viezzi (Alpecin) e os franceses Léo Bisiaux e Aubin Sparfel (Decathlon Ag2r). ### Liga dos Campeões de Pista 2024 | A primeira etapa e mais informações A quarta temporada da Liga dos Campeões de pista começa dia 23 de novembro, no Velódromo olímpico de Saint-Quentin-en-Yvelines, em Paris. As cinco jornadas da competição podem ser acompanhadas no Eurosport e na MAX. Transmissão Especial A cobertura no Eurosport 1 da Liga dos Campeões de pista arranca sábado a partir das 17:00h e, para além dos diretos antes e após as corridas, os fãs vão poder contar ainda com entrevistas exclusivas aos ciclistas que competem.   Quem acompanhar a transmissão em streaming na MAX pode seguir todos os momentos desde Paris a partir das 16:00h. O antigo ciclista Adam Blythe e a dupla campeã olímpica Joanna Rowsell lideram a equipa de especialistas do Eurosport. Cada uma das sedes da prova utilizará um sistema Cablecam, quatro câmaras que mostram as perspetivas de quatro ciclistas, 12 camaras de pista e uma motocicleta derny para a especialidade de Keirin, o que permite acesso único a ângulos e momentos que normalmente estão indisponíveis. Créditos: JOHN MACDOUGALL/AFP via Getty Images Destaques desta edição Grandes figuras mundiais do ciclismo de pista como Harrie Lavreysen (Países Baixos), Ellesse Andrews (Nova Zelândia), Emma Finucane (Grã-Bretanha) ou Katie Archibald (Grã-Bretanha) marcam presença nesta 4.ª edição da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista da UCI.  Um total de 26 países vão estar representados na competição: no sprint, estão presentes seis campeões olímpicos, cinco campeões mundiais e seis campeões continentais; na resistência estão inscritos cinco campeões mundiais, três medalhados olímpicos e três campeões continentais. O ciclismo de pista foi um dos desportos mais vistos nos nossos canais durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Estamos muito satisfeitos por dar novamente as boas-vindas aos campeões olímpicos e campeões mundiais que se preparam para competir ao mais alto nível na Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista da UCI. Depois de um verão incrível, dos investimentos e das inovações contínuas no desporto, prevemos um compromisso ainda maior por parte dos fãs enquanto nos esforçamos para elevar o ciclismo de pista a novas alturas. Scott Young, Vice-presidente Sénior de Conteúdos e de Produção da Warner Bros. Discovery Sports Europe Créditos: BORIS HORVAT/AFP/Getty Images Liga dos Campeões de Pista 2023 Segundo a Warner Bros. Discovery Sports Europe, “um plantel de competidores de categoria mundial, um grande espetáculo em direto apoiado por uma tecnologia inovadora, uma estratégia de transmissão global e a experiência imersiva dos fãs garantiram que a edição de 2023 da ‘Champions’ da UCI foi a mais bem-sucedida de sempre”.  Em 2023, Ellesse Andrews (Nova Zelândia), Katie Archibald (Grã-Bretanha), Dylan Bibic (Canadá) e Harrie Lavreysen (Países Baixos) proclamaram-se campeões absolutos.  Tal como em 2023, Portugal volta a não ter qualquer representante na competição. Créditos: UCI Track O calendário da Liga dos Campeões de pista:  Jornada 1: Saint-Quentin-en-Yvelines, França em 23 de novembro  Jornada 2: Appealoorn, Países Baixos - 29 de novembro  Jornada 3: Appealoorn, Países Baixos - 30 de novembro  Jornada 4: Londres, Reino Unido - 6 de dezembro  Jornada 5: Londres, Reino Unido - 7 de dezembro Os fãs podem obter mais informações sobre a competição e comprar bilhetes em https://www.ucitrackchempionesleague.com/ Créditos da fotografia de destaque: Getty Images ### Ciclocrosse em alta mesmo sem Van der Poel e Van Aert Novas referências e corridas igualadas geram boas audiências no ciclocrosse e Van der Poel e Van Aert ainda nem chegaram! Nos últimos anos tem havido uma certa dependência do ciclocrosse face a Mathieu van der Poel e Wout Van Aert, campeões em sete dos últimos oito Mundiais. Quando não estão presentes em competição é inegável que há maior equilíbrio, mas até agora poucos atletas tinham dado um passo em frente para se assumirem como referências. A época 2024/2025 marca um ponto de viragem! O primeiro mês de provas foi animador, tivemos tremendos espetáculos, vitórias repartidas. Ninguém esperava é que as audiências subissem nas provas masculinas. A terceira ronda do Troféu X2O, disputada em Hamme, fez média de 479 mil espetadores no canal belga VRT1 e um pico de 593 mil. Os números superam 2024 (411 mil) quando o evento se correu em fevereiro, em vésperas do Mundial. O mesmo cenário em Lokeren, no Koppenbergcross e em Niel. O que mudou? Em um mês tivemos seis vencedores em eventos de topo e crosses disputados até à última volta. Superprestige Ruddervoorde – Joran Wyseure Superprestige Overijse –Thibau Nys Superprestige Niel – Laurens Sweeck Superprestige Merkplas – Laurens Sweeck Troféu X2O Koppenbergcross – Lars van der Haar Troféu X2O Lokeren – Thibau Nys Troféu X2O Hamme – Niels Vandeputte Ler mais | Europeu de Ciclocrosse – Van Empel e Nys levantam os braços Van Aert e Van der Poel em ação. Ciclocrosse está de novo a crescer Se incluirmos a série Exact Cross e crosses independentes o número de vencedores sobe para oito: Eli Iserbyt ganhou em Heerderstrand e Felipe Orts em Rucphen. E ainda nem começou a Taça do Mundo, cujo calendário abre em Antuérpia. Este equilíbrio ajuda a explicar o aumento do interesse por parte do público. Christophe Impens, organizador de várias destas provas, explicou ao Wielerflits o que tem acontecido. “É um fenómeno estranho. As audiências televisivas são significativamente melhores do que nos últimos dois anos. E aí tivemos Wout van Aert e Mathieu van der Poel como vencedores. É um ponto de viragem muito importante para o futuro do ciclocrosse. Temos uma série de corredores masculinos e femininos que tornam as vidas difíceis uns aos outros com grandes batalhas todas as semanas. As pessoas gostam de ver isso, todos os crosses são empolgantes até ao final.” Christophe Impens, organizador da empresa Golazo ao Wielerflits. Depois do crescimento verificado graças aos duelos entre Sven Nys, Niels Albert, Zdenek Stybar e Lars Boom o ciclocrosse está de novo a crescer. Com isto não queremos dizer que Van der Poel e Van Aert não são necessários. Ambos são superestrelas, mas a realidade é que dominam os crosses onde se apresentam e deixam pouca margem aos rivais. Por agora nenhum comunicou que crosses farão: dezembro deve marcar o regresso de Van Aert, já de Van der Poel não se sabe nada. Entre as estrelas que ainda não se estrearam na época Puck Pieterse foi a última a anunciar o programa de corridas. ### Puck Pieterse apresenta o seu calendário de ciclocrosse Puck Pieterse apresentou o seu calendário de ciclocrosse para esta temporada depois de terminada a sua excelente campanha na estrada com destaque para a vitória na quarta etapa do Tour. A versátil ciclista neerlandesa tem prevista a sua participação em 13 provas espalhadas por várias competições. Pieterse vai iniciar a época na quarta ronda da Taça do Mundo em Namur no dia 15 de dezembro e tem a sua última corrida nos Campeonatos do Mundo de Liévin no primeiro dia de fevereiro. Créditos: SprintCyclingAgency A Taça do Mundo é a competição mais escolhida por Puck Pieterse que vai participar em oito das 12 rondas. Para além disso, depois de iniciar a temporada em Namur, a ciclista da Fenix-Deceuninck falha apenas a corrida de Besançon nesta competição. Pieterse vai competir também na sexta ronda do Superprestige em Diegem e em duas corridas do Troféu X2O (Baal e Koksijde). Apesar de não ter o objetivo de lutar por nenhum das classificações gerais, Puck Pieterse vai correr os campeonatos nacionais de ciclocrosse dos Países Baixos antes de terminar a sua temporada nos Campeonatos do Mundo de Liévin, dois dos grandes objetivos da época para a ciclista. https://twitter.com/FenixDeceuninck/status/1859262746858299446 ### Specialized apresenta a S-Works Tarmac SL8 de Carlos Sainz A Specialized, que colabora há mais de um ano com Carlos Sainz, apresenta a edição especial da S-Works Tarmac SL8, desenvolvida em conjunto com o piloto de Fórmula 1. Ler mais | Specialized – 50 anos com novos produtos Colaboração entre a Specialized e Carlos Sainz A Specialized equipa, há um ano, Carlos Sainz com bicicletas e todos os acessórios - capacetes, calçado e vestuário - uma vez que o piloto complementa o seu treino com o ciclismo, e é um conhecido fã da modalidade.  Nos últimos meses foi possível ver Carlos Sainz a pedalar várias vezes na S-Works Tarmac SL8 no Mónaco, Madrid, ou em circuitos de Fórmula 1 pelo mundo fora. Por isso, a Specialized decidiu oferecer-lhe “a oportunidade exclusiva de personalizar uma bicicleta que concentrasse o carácter da sua marca pessoal”.  Para isso juntaram o piloto de Fórmula 1 com Tyler Angelo Marchesano, CMF Designer e Concept Paint Developer da Specialized, responsável por “alguns dos designs mais icónicos” da marca. O resultado, nas palavras da Specialized, é “uma autêntica obra de arte graças ao trabalho de pintura de Color Monkey, que conseguiu refletir na perfeição as cores e cada detalhe desenhado com mestria por Tyler”. Características da bicicleta O quadro é um S-Works Tarmac SL8 “Ready To Paint”, um quadro que é vendido com acabamento em carbono puro pronto a ser pintado e que pesa 685g. A bicicleta foi criada e personalizada a pensar em Carlos Sainz: o piloto fez um bike fitting na loja Specialized Madrid - Bikes 101, no seu estúdio Body Geometry Fit. “Com as suas medidas, todos os componentes foram criteriosamente escolhidos para atingir a excelência na montagem. As nossas rodas Roval Rapide CLX II Team, de 1350 gramas de puro desempenho; o cockpit do Roval Rapide, nas medidas 110x400; e o selim S-Works Power com tecnologia Mirror de 155 mm, são os componentes mais avançados do mercado, perfeitos para uma bicicleta desenhada com o objetivo de aliar a máxima velocidade e conforto. Além disso, em colaboração com a SRAM, montámos o novo grupo RED AXS.”  Specialized Veja aqui o vídeo de apresentação da bicicleta https://www.youtube.com/watch?v=_7VR3DILc-o Confira aqui as S-Works Tarmac SL8 da Specialized. ### Cândido Barbosa eleito presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo Cândido Barbosa venceu as eleições para a presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), garantindo 54 votos, o equivalente a 72,9% do total. A Lista C, encabeçada pelo antigo ciclista e duas vezes vice-campeão da Volta a Portugal (2005 e 2007), superou as outras candidaturas lideradas por Sandro Araújo (Lista A, 13 votos) e Pedro Martins (Lista B, sete votos). Com esta vitória, Cândido Barbosa sucede a Delmino Pereira, que ocupou o cargo durante três mandatos consecutivos, nos últimos 12 anos. Barbosa, que representou Portugal nos Jogos Olímpicos de Atlanta1996 e Atenas2004, assumirá agora o desafio de liderar os destinos do ciclismo nacional durante os próximos quatro anos. Além da eleição de Cândido Barbosa, os restantes órgãos sociais da FPC também foram definidos. Francisco Fernandes será o presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), enquanto Alexandre Almeida assume o Conselho Fiscal, Sandra Almeida o Conselho de Justiça, Rui Bernardo o Conselho de Arbitragem, e Luciano Calheiros Gomes o Conselho de Disciplina. José Soares e Nelson Martins foram confirmados como vice-presidentes na nova estrutura diretiva. Os órgãos sociais eleitos serão empossados na próxima segunda-feira, às 12h, na sede da FPC, em Lisboa. Créditos da fotografia de destaque: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Superprestige | Rescaldo ronda 4 – Aardbeiencross Merksplas  A quarta ronda do Superprestige, uma das mais icónicas provas de CX do calendário internacional, teve lugar no dia 16 de novembro em Aardbeiencross Merksplas, na Bélgica.  O cross dos morangos, como é apelidada a corrida em Aardbeiencross, viu subir aos lugares mais altos do pódio os mesmos dois ciclistas que tinham vencido a semana passada, em Niel: Ceylin del Carmen Alvarado e Laurens Sweeck.  Ler mais | Superprestige | Rescaldo ronda 3 – Niel Prova Masculina A corrida masculina demorou a definir-se. Apesar do arranque forte de alguns favoritos, as primeiras voltas viram os grupos da frente a separar-se e unir-se várias vezes. À entrada da última volta, um grupo com cinco ciclistas que podiam lutar pela vitória: Laurens Sweeck, Toon Aerts, Lars Van der Haar, Michael Vanthourenhout e Thibau Nys. Sweeck e Aerts destacaram-se e disputaram a vitória ao sprint, onde Sweeck foi mais forte – Aerts fechou em segundo. Os restantes três ciclistas sprintaram pelo terceiro lugar e foi Van der Haar a conseguir fechar no pódio. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1857808103774777560 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 1:01:04 2 AERTS Toon Deschacht - Hens - FSP “ 3 VAN DER HAAR Lars Baloise Trek Lions 0:04 4 NYS Thibau Baloise Trek Lions “ 5 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Bingoal “ 6 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 0:06 7 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Bingoal 0:09 8 ORTS Felipe Ridley Racing Team 0:14 9 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 0:22 10 MICHELS Jente Alpecin-Deceuninck Development Team 0:29  Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=AP3n9fJLhXU&ab_channel=EurosportCycling Prova feminina A prova feminina teve menos suspense em comparação com a masculina, com a corrida a ficar praticamente decidida à quarta volta.  Ceylin del Carmen Alvarado seguia na frente, e no grupo perseguidor Sara Casasola tocou em Lucinda Brand numa zona técnica do percurso. Abriu-se um pequeno espaço que as perseguidoras nunca conseguiram fechar.  Alvarado venceu, então, a quinta corrida do ano – no Superprestige, é a terceira vitória em quatro rondas. Brand, Marie Schreiber e Casasola lutaram pelo pódio: Brand terminou em segundo lugar, e Schreiber em terceiro. Aos pés das ciclistas podem ver-se caixas de morangos - não fosse este o Cross dos morangos. Créditos: transmissão Eurosport Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 ALVARADO Ceylin del Carmen Fenix-Deceuninck 0:45:39 2 BRAND Lucinda Baloise Trek Lions 0:03 3 SCHREIBER Marie Team SD Worx - Protime 0:08 4 CASASOLA Sara Crelan - Corendon 0:13 5 VAN DER HEIJDEN Inge Crelan - Corendon 0:28 6 WORST Annemarie Cyclocross Reds 0:47 7 BACKSTEDT Zoe Canyon//SRAM Racing 0:55 8 BAKKER Manon Crelan - Corendon 0:59 9 BENTVELD Leonie Pauwels Sauzen - Bingoal 1:03 10 VERDONSCHOT Laura De Ceuster - Bouwpunt 1:10  Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=3sm0LIeqSzs&ab_channel=EurosportCycling https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1857822433496924584 Créditos da fotografia de destaque: SprintCyclingAgency ### Os prémios caricatos no ciclismo O ciclismo é um desporto de símbolos e tradições, e muitas vezes os prémios que os vencedores das corridas recebem são o reflexo disso mesmo: a pedra de Roubaix, o tridente do Tirreno, ou a boina de San Sebastian, por exemplo, são símbolos reconhecidos da grandiosidade dos feitos dos atletas.  Mas como sabemos, há um número que parece infinito de corridas em cada ano. E em relação aos prémios, há uns mais ortodoxos que outros. Numa altura em que a offseason está já ao virar da esquina, o Topcycling deixa uma lista dos prémios mais caricatos que foram dados aos vencedores de corridas nos últimos anos. https://twitter.com/TirrenAdriatico/status/1766853326023373182 Alguns destaques Não é só nas corridas de categorias mais baixas em que vemos o vencedor a segurar algo pouco habitual no pódio. No fim da Volta a Emília, que este ano contou com uma startlist de muita qualidade, os adeptos tiveram oportunidade de ver Tadej Pogacar – vencedor da corrida – a levantar uma mortadela gigante que ganhou como prémio, que se explica pelo facto da zona de Reggio-Emilia ser famosa pelas suas mortadelas.  Os prémios relacionados com animais são, na verdade, um tema comum. Um dos prémios mais interessantes da época acontece na Tro-Bro Léon: o melhor bretão da corrida leva para casa, como prémio, um leitão vivo – um prémio que pretende homenagear uma região muito ligada à agricultura.  Se seguirmos para o norte da europa, os animais continuam a ser tema: na Arctic Race of Norway, corrida de quatro dias na noruega, uma tradição que esteve interrompida voltou a acontecer em 2024: o vencedor da camisola da montanha levou para casa como prémio 500 kg de salmão - felizmente, o vencedor recebeu um cheque para reclamar o prémio. Créditos: ARN/Aurélien Vialatte Créditos: A.S.O./Tony Esnault O Tour de France e portugueses à mistura No Tour de France, maior corrida do mundo, também há alguns exemplos de prémios pouco ortodoxos. Um bom exemplo foi Ralf Sorensen, que recebeu uma vaca como prémio após uma etapa no Tour. Outros grandes nomes como Sean Kelly ou Mario Cipollini também chegaram a ser presentados com vacas durante as suas carreiras.  O português José Azevedo também foi parte da cultura dos prémios vivos: recebeu, no Tour de France em 2004, uma égua da raça "postier breton" com 16 meses e 260 kg - como na altura noticiou o Record. Cerveja e outros exemplos A cerveja também é um lugar relativamente comum no que toca a prémios no ciclismo. Em muitas corridas na Bélgica, é a bebida que substitui a comum garrafa de champanhe oferecida aos vencedores. Em termos de situações caricatas, dois casos destacam-se: Em 2017, no Giro D'Italia, o café Stelvio Bike Experience ofereceu 100 cervejas ao ciclista mais pesado a ultrapassar o Stelvio - o vencedor deste prémio foi dinamarquês Lars Bak; em 2015, no Tour de Flanders, foi oferecido ao vencedor do sprint intermédio o seu próprio peso em cerveja. O feliz contemplado foi o irlandês Matt Brammeier. https://twitter.com/wielerman/status/867118145043140608 E se algumas corridas deixaram os prémios em géneros no passado, outras mantêm as tradições. No Tour de Kyushu, corrida nipónica com três etapas que decorreu em outubro, o vencedor - Emilien Jeannière - levou para casa uma Dourada gigante. https://twitter.com/inrng/status/1845750699692319055 Para terminar, mencionamos ainda a Volta à California - corrida por etapas que entrou em hiato em 2019 e nunca mais voltou à estrada. A corrida que passava pela costa oeste dos E.U.A. foi patrocinada pela Lexus: a marca de carros ofereceu, durante algumas edições, um lease de dois anos do modelo NX 200t sport aos vencedores da classificação geral. Deixamos ainda um repto aos leitores: com certeza terão escapado alguns prémios merecedores de serem mencionados neste artigo. Se for o caso, avisem quais os prémios que não apontamos, sejam eles comestíveis ou não. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Pauline Ballet ### “O Gran Camiño” parte de Portugal em 2025  Prova espanhola, que Jonas Vingegaard venceu em 2023 e 2024, vai partir de Portugal no próximo ano. Segundo o TopCycling apurou, a partida da "O Gran Camiño" será na cidade do Porto, rumando depois o pelotão ao Minho onde a corrida atravessará a fronteira de regresso à Galiza. A corrida vai para a estrada entre 26 de fevereiro e 2 de março de 2025. Ler mais | Ciclista de verão e ciclista de inverno Créditos: Kike Abelleira Percurso em 2025 A prova galega vai adicionar, em 2025, mais uma etapa às quatro que têm sido habituais. Vai passar por cada uma das províncias da Galícia, e transformar-se numa corrida internacional em virtude da partida da primeira etapa de Portugal.  Os organizadores da prova destacam esta passagem para o outro lado do Minho como maneira de “apontar a relação de afinidade que existe e disfrutar de um país que, tradicionalmente, tem acolhido muitos ciclistas galegos”. Créditos: Kike Abelleira Prova em crescimento A organização da prova também destaca o seu crescimento nos últimos anos. Em 2024, ‘O Gran Camiño’ levou a prova a 170 países através da transmissão televisiva – teve um aumento de membros da imprensa na corrida, bem como mais interações nas redes sociais.  Em 2025, o envolvimento da Junta da Galícia garantiu a realização da prova. O governo autónomo apostou no impulso da corrida para aproveitar as potencialidades do ciclismo para aquela área do país. Créditos: Xunta da Galícia Vencedor é cara conhecida “O Gran Camiño” acontece desde 2022 e tem tido vencedores ilustres. Na sua primeira edição, foi Alejandro Valverde a vencer a prova, à frente de Michael Woods.  Em 2023 - com Rúben Guerreiro no pódio - e 2024, a corrida galega tem sido prova de eleição para o duas vezes campeão do Tour de France, Jonas Vingegaard. O dinamarquês começou as duas últimas épocas na Galícia: venceu a classificação geral nos dois anos, com seis vitórias de etapas em oito etapas disputadas nas últimas duas edições.  A presença do dinamarquês ainda não está confirmada em 2025, mas caso participe, Portugal vai poder voltar a ver um dos melhores ciclistas do mundo a dar pedaladas em território nacional. Créditos: Sprint Cycling Agency Créditos da foto de destaque: Kike Abelleira ### Nova Specialized Turbo Tero: E-bike para tudo  A Specialized lançou a nova Turbo Tero 5.0 Equipped. Segundo a marca, esta é a maneira de responder à pergunta “Como é que eu poderia chegar lá de bicicleta?”.   A Specialized destaca o porta-bagagens traseiro, guarda-lamas, luzes e componentes atualizados como forma de elevar a potência, confiança e versatilidade do ciclista. Ler mais | Specialized apresenta a nova Turbo Levo SL 2 Potência A nova Tero 5.0 Equipped vem equipada com o motor Gull Power 2.2 e bateria de 710Wh, integrada na estrutura de alumínio da bicicleta: “O sistema de potência total deteta o que estás a colocar nos pedais e amplifica suavemente o teu débito de potência para uma sensação de pedalada sobrenatural, que te levará onde quer que vás, sem suor.”  A aplicação Specialized e o ecrã Mastermind permitem adaptar o nível de potência às necessidades do ciclista, de forma simples e personalizável. Confiança A posição do corpo e o comportamento estão otimizados para oferecer “tudo o que o ciclista precisa: conforto, confiança e controlo”. Os travões de disco hidráulicos permitem um maior controlo da velocidade e os pneus maiores oferecem mais tração para curvar e parar em qualquer terreno.  A Tero 5.0 Equipped também vem com dispositivo antirroubo. O motor é desativado através de um botão, e só pode ser ligado com um pin pessoal personalizado. Também é possível acionar um alarme através da aplicação Specialized, que emite um alerta sonoro caso a bicicleta se mova sem a permissão do dono. E possível ainda bloquear a bateria ou removê-la de bicicleta, para proteção adicional. Versatilidade A Specialized destaca o “ADN de Bicicleta de Montanha”: rodas agressivas mas de rolanmento suave de 29”, com pneus Ground Control de 2.3”, que “oferecem uma ampla tração em todas as situações”; travões de disco SRAM, que “proporcionam uma força de travagem substancial”; 110 mm de curso da suspensão dianteira que “suavizam o piso”; espigão telescópico, que “está disponível para quando precisares”.  Outro destaque é a autonomia da bicicleta - viaja até 120 km (ou cinco horas e meia) com uma única carga no modo ECO. Autonomia para maiores aventuras A Specialized diz que o ciclista vai “precisar de um mapa maior”: “Como verdadeiro amigo, independentemente da pergunta, a Tero 5.0 EQ responde que sim. Se quisesses andar de bicicleta do Alasca até ao extremo da Argentina, usarias a tua Tero 5.0 EQ. É o overlander das bicicletas – parece ótima a passear pela cidade, mas está disposta e capaz de atravessar o Sahara com tempo para parar para almoçar. Pedala no lado selvagem com a Tero 5.0 EQ.”  Specialized Confere aqui a nova Tero 5.0 Equipped da Specialized ### Superprestige | Rescaldo ronda 3 – Niel  A terceira ronda do Superprestige, uma das mais icónicas provas de CX do calendário internacional, teve lugar no dia 11 de novembro em Niel, na Bélgica.  As corridas masculinas e femininas decorreram de forma semelhante e coroaram Ceylin del Carmen Alvarado e Laurens Sweeck como vencedores de uma ronda onde os ciclistas tiveram de enfrentar a chuva, para além do difícil percurso. Ler mais | Superprestige | Rescaldo rondas 1 e 2 – Ruddervoorde e Overijse Prova Masculina A corrida masculina da terceira ronda do troféu Superprestige ficou marcada pelo domínio do belga Laurens Sweeck. Conseguiu distanciar-se dos rivais ainda durante a primeira volta e fez o restante da prova sempre na frente.  Na penúltima volta ainda quebrou um pouco, mas ninguém conseguiu ameaçar a sua vitória. Atrás, Felipe Orts, Eli Iserbyt e Niels Vandeputte lutavam pelo pódio.  Nessa guerra entre os três, Iserbyt foi o derrotado, ficando fora do pódio. Orts levou a melhor sobre Vandeputte e conseguiu o segundo lugar, com o belga a fechar o pódio. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1855999343922143393 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 0:57:56 2 ORTS Felipe Ridley Racing Team 0:08 3 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 0:16 4 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Bingoal 0:27 5 VAN DER HAAR Lars Baloise Trek Lions 0:48 6 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Bingoal 1:02 7 AERTS Toon Deschacht - Hens - FSP 1:19 8 KUYPERS Gerben Charles Liégeois Roastery CX 1:40 9 VANDEBOSCH Toon Crelan - Corendon 1:51 10 VERSTRYNGE Emiel Crelan - Corendon 1:59  Prova feminina A prova feminina do Superprestige em Niel decorreu de forma muito semelhante à corrida masculina. Ceylin del Carmen Alvarado destacou-se na frente bem no início da corrida e pareceu sempre inalcançável.  Atrás da neerlandesa, lutavam pelo pódio Lucinda Brand, Marion Norbert Riberrolle e Sara Casasola. A italiana Casasola acabou por ser a ciclista que ficou fora do pódio.  Na luta entre Brand e Norbert Riberrolle, foi a neerlandesa a levar a melhor. Brand conseguiu o segundo lugar, com Norbert Riberrolle a fechar o pódio. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1855970289575710974 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 ALVARADO Ceylin del Carmen Fenix-Deceuninck 0:42:38 2 BRAND Lucinda Baloise Trek Lions 0:21 3 NORBERT RIBEROLLE Marion Crelan - Corendon 0:24 4 CASASOLA Sara Crelan - Corendon 0:26 5 WORST Annemarie Cyclocross Reds 1:13 6 VERDONSCHOT Laura De Ceuster - Bouwpunt 1:29 7 VAN DER HEIJDEN Inge Crelan - Corendon 1:37 8 BENTVELD Leonie Pauwels Sauzen - Bingoal 1:38 9 VAN ALPHEN Aniek Cyclocross Reds 1:47 10 BETSEMA Denise Pauwels Sauzen - Bingoal 2:09  Créditos da fotografia de destaque: Mark Van Hecke/Getty Images ### A despedida de Mark Cavendish No final da sua carreira como profissional de ciclismo, Mark Cavendish venceu o Critério de Singapura, uma corrida especial realizada pelo organizador do Tour de France, num cenário dominado pela despedida de um dos maiores sprinters da história do ciclismo. Mark Cavendish despede-se do ciclismo profissional após 20 anos de carreira, num dia de festa onde conseguiu uma vitória num sprint à sua imagem, levando a melhor sobre Jasper Philipsen e Arnaud de Lie. https://twitter.com/eurosport/status/1855544584928928243 Ao cruzar a meta pela última vez, o míssil da Ilha de Man (como ficou conhecido) formou um 35 com as duas mãos, o seu número de vitórias em etapas do Tour de France, conquista que fica para a história do ciclismo e da sua carreira. https://twitter.com/eurosport/status/1855551044068983148 De todas as palavras de Mark Cavendish neste dia, destacamos estas: “Andar de bicicleta é uma forma de liberdade, é uma forma de conhecer pessoas, de estar onde queremos estar. É um desporto com muito potencial, um meio de transporte e uma atividade de lazer...” Mark Cavendish Este triunfo no Critério de Singapura foi uma despedida simbólica, num evento que reuniu alguns dos melhores ciclistas do mundo. Entre os ciclistas que partilharam o percurso com Cavendish estavam figuras de renome, como Jasper Philipsen, Biniam Girmay, Arnaud de Lie, Primoz Roglic ou lendas do Tour de France como Chris Froome e Vicenzo Nibali, o que tornou o momento ainda mais especial para o público e para o próprio atleta. Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Danial Hakim ### A Colnago V4Rs de António Morgado Em 2024, António Morgado conseguiu um impressionante quinto lugar na sua estreia no Tour de Flandres, uma das clássicas mais icónicas do ciclismo mundial. Com apenas 19 anos, em ano de estreia no escalão World Tour, somou também uma vitória memorável no Giro de la Romagna. Embora tenha confessado em entrevista ao Topcycling que não dá muita importância á tecnologia das bicicletas, disse também que a bicicleta que te teve esta temporada era sem dúvida a melhor bicicleta em que alguma vez pedalou. Créditos: Marco Miguel - Topcycling O Topcycling teve a bicicleta nas mãos e mostra aos fãs de ciclismo, alguns pormenores da Colnago V4Rs de António Morgado, a máquina que acompanhou "bigode voador" nas suas primeiras conquistas como ciclista profissional em 2024. Créditos: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Algumas características técnicas A bicicleta de António Morgado está equipada com o grupo Shimano Dura-Ace Di2. Quando fotografámos a bicicleta, no início da temporada, a configuração incluía um pedaleiro Dura-Ace com pratos Carbon Ti 54/40d (em algumas provas foram utilizados também pratos Shimano Dura-Ace) e cassete de 12 velocidades 11-30d., um setup versátil tanto para terreno plano como para subidas. Esta configuração variou de acordo com as provas ou etapas. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Assim como Pogacar, João Almeida e companhia, a V4Rs de Morgado conta com as belíssimas rodas Enve SES 4.5 e pneus Continental Grandprix 5000 de 28mm, uma escolha que oferece um mix de aerodinâmica, leveza, rigidez e aderência em pisos variados. Créditos: Marco Miguel - Topcycling António Morgado utilizou o guiador Enve SES AR, modelo aerodinâmico feito numa única peça. Richard Mille é uma marca de relógios patrocinadora da equipa, nada tem a ver com componentes de ciclismo. Créditos: Marco Miguel - Topcycling A equipa de António Morgado tem o patrocínio da Wahoo e na sua Colnago está instalado o dispositivo de treino e GPS Wahoo Elemnt Bolt. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Guiador e selim, são dois importantes pontos de contacto entre ciclista e bicicleta, o conforto é crucial tendo em conta as longas horas que os ciclistas passam em cima da bicicleta, seja em treinos ou competição. Créditos: Marco Miguel - Topcycling O selim escolhido foi o Scratch M5 PAS, um selim que segundo a marca foi desenhado para evitar picos de pressão, com o valor de 220,00€. A tecnologia das Bitcoins aplicada nas bicicletas Nesta imagem pode ver-se o selo com logotipo da Colnago e um género de “impressão digital”, este é o selo da tecnologia Blockchain. Créditos: Marco Miguel - Topcycling O que é a tecnologia Blockchain?  Blockchain, também referida como Distributed Ledger Technology (DLT), torna a história de qualquer ativo digital inalterável e transparente através de um uso de descentralização e hash criptográfico. Esta tecnologia tornou-se famosa por ser aplicada nas conhecidas “Bitcoins” (moeda digital). Especificações da Colnago V4Rs de António Morgado: Quadro: Colnago V4Rs Grupo: Shimano Dura-Ace Di2 de 12 velocidades Pedaleiro: Shimano Dura-Ace , pratos carbon-Ti TP 54/40 dentes Cassete: Shimano Dura-Ace 11-30 dentes Rodas: Enve SES 4.5 Pneus: Continental Grandprix 5000 de 28mm Guiador: Enve SES AR One-Piece Selim: Prologo Scratch M5 PAS Podes ainda ver a conversa de Gonçalo Moreira e Luís Beltrão com António Morgado, no nosso canal Youtube https://youtu.be/LT_mmNe5E6E?si=lFn86T-2kchFgVsg ### Portugal no World Tour: 2024 em revista  Foram sete os ciclistas a representar Portugal no World Tour em 2024, maior escalão do pelotão internacional. Para a história ficam sete vitórias para as cores nacionais durante o ano. Almeida e Morgado são destaques João Almeida e António Morgado são dois dos líderes da geração portuguesa de ciclistas no World Tour. Os dois ciclistas da UAE Emirates partilham, entre si, seis das sete vitórias nacionais em 2024. João Almeida Teve uma época de afirmação dentro da estrutura dos Emirados. Venceu por três vezes, todas elas de nível World Tour (contrarrelógio por equipas no Paris-Nice e duas etapas na Volta à Suíça). Foi segundo na classificação geral do Tour da Suíça - perdeu apenas para o seu companheiro Adam Yates.  O grande momento da época foi o quarto lugar no Tour de França, melhor classificação portuguesa de sempre na maior corrida do mundo. A Vuelta a Espanha fica marcada ‘por o que poderia ter sido’ - o português foi obrigado a abandonar por doença quando parecia estar em grande forma. Ler mais | Valeu João Almeida! Top 5 nas três grandes voltas Créditos: Sam Buchli António Morgado ‘O bigode voador’ correu o seu primeiro ano no escalão World Tour. Conseguiu três vitórias na época (contrarrelógio nos campeonatos nacionais, etapa na Vuelta Asturias Julio Alvarez Mendo e Giro della Romagna).  Venceu ainda a camisola da juventude na Volta ao Algarve, e terminou em 5º na Volta a Flanders, melhor classificação portuguesa de sempre na corrida. Ler mais | António Morgado – 189 dias de puro ciclismo Créditos: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Portugal em Crescendo Apesar dos restantes ciclistas portugueses não terem ganho tanto, ajudaram a marcar um ano de consolidação de Portugal no pelotão internacional com vários resultados positivos. Nelson Oliveira: O português, um dos mais experientes de todo o pelotão, voltou a ser essencial para a Movistar. Correu e terminou seis corridas World Tour por etapas, incluindo Tour de France e Vuelta a Espanha. Terminou em sétimo no contrarrelógio olímpico. Rui Oliveira: outro português na UAE Emirates, somou uma série de resultados positivos. Foi por quatro vezes segundo em etapas, e terceiro por uma vez. Nos seus últimos 15 dias de corrida, fechou top 10 por sete vezes. Venceu a medalha de ouro olímpica no Madison, um dos momentos altos da época para o ciclismo português. Rúben Guerreiro: uma época difícil para o cowboy. Não correu entre março e julho devido a lesão. Mesmo assim fez top 10 por três vezes em etapas e por duas vezes em corridas de um dia. Rui Costa: apesar da vitória no campeonato nacional de estrada, também não foi uma época fácil para o campeão do mundo de 2013. Não correu entre fevereiro e junho devido a queda no Algarve, e voltou a cair na Vuelta. Mesmo assim conseguiu um top 10 em etapas, e dois top 10 em clássicas. Ivo Oliveira: uma época sólida para o irmão Oliveira, apesar de não ter conseguido picar o ponto. Fez seis vezes top 10 em etapas, e três vezes top 10 em clássicas. Créditos: FPC Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Créditos: EF ProCycling Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Créditos: Tim de Waele/Getty Images Leitão é um nome inevitável Iuri Leitão não corre no World Tour – foi o único português a correr no escalão ProTeam em 2024 – mas merece todo o destaque que lhe possamos dar.  Na estrada venceu por três vezes: etapas na Volta ao Alentejo, no Grande Prêmio Internacional Beiras e Serra da Estrela e no International Tour of Hellas.   Mas foi na pista que elevou o nome de Portugal aos mais altos patamares do ciclismo: Iuri Leitão juntou ao seu título de campeão europeu no Scracth o título olímpico no Madison, e a prata olímpica no Omnium. Ler mais | Portugal conquista ouro no Madison dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 Créditos: Alex Whitehead/SWpix.com O que está para vir Não é esperado que Portugal perca ciclistas no World Tour em 2025. Todos os sete, com a exceção de Rui Costa, têm contrato assegurado para a próxima época - e o lógico é que o mesmo suceda com Rui Costa eventualmente.  Pelo contrário, Portugal deverá crescer no Wolrd Tour em 2025. Com a chegada de Afonso Eulálio - ciclista português que brilhou na Volta a Portugal – as cores nacionais devem passar a ser representadas por oito ciclistas World Tour no próximo ano. Portugal terminou o ano na 18ª posição no ranking da UCI (soma dos oito ciclistas com mais pontos UCI por país). Pode ambicionar voltar a subir algumas posição em 2025, num ranking em que tinha sido a décima segunda melhor nação em 2023. Ler mais | Afonso Eulálio na Bahrain por dois anos Créditos: Matias Novo/Podium Events Créditos da foto de destaque: Unipublic/Naike Ereñozaga ### Alan Hatherly contratado pela equipa Jayco AlUla O ciclista sul-africano Alan Hatherly, atual Campeão do Mundo de Cross Country (XCO) e vencedor da Taça do Mundo de Cross Country em 2024, assinou contrato por dois anos com a Team Jayco AlUla. Aos 28 anos, Hatherly, que já conquistou uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos e se destaca por ser o primeiro africano a conseguir tal feito no ciclismo de montanha, prepara-se para um grande desafio na sua carreira: a transição para o ciclismo de estrada. À semelhança de outras equipas, Jayco AlUla com presença relevante em várias disciplinas Com esta contratação a equipa garante presença de destaque noutras disciplinas além da estrada, como acontece por exemplo, com a Ineos-Grenadiers ou Alpecin-Deceuninck. Com um histórico de relevo no BTT, onde obteve importantes vitórias, sendo as de maior destaque o título mundial em XCO e medalha de bronze olímpica, Hatherly vai agora combinar competições de montanha com provas de estrada. Paris 2024 Olympic Games - Men's Cross Country XCO - Elancourt Hill - 29/07/2024 - Alan Hatherly (South Africa) - photo Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 A mudança para uma equipa do WorldTour representa um novo desafio, e Hatherly acredita que esta é a oportunidade perfeita para sair da sua zona de conforto e continuar a evoluir como atleta. “Estou incrivelmente entusiasmado com esta nova fase na minha carreira e muito grato pela oportunidade de competir com a GreenEDGE Cycling nas próximas duas temporadas. Sei que será uma curva de aprendizagem acentuada, mas tenho a certeza que será muito enriquecedora”, comentou o ciclista. Alan Hatherly Um talento promissor para a estrada Hatherly já demonstrou talento na estrada ao vencer o Tour du Cap e ao garantir o segundo lugar no campeonato sul-africano de contrarrelógio. A Team Jayco AlUla acredita que, com o apoio certo, o sul-africano poderá alcançar bons resultados também nesta vertente, enquanto continua a competir no BTT. A equipa espera que, ao lado de ciclistas experientes e com o suporte técnico e estrutural da GreenEDGE, Alan Hatherly possa explorar e expandir o seu potencial em ambas as modalidades. Esta nova fase promete ser uma interessante novidade no pelotão internacional do WorldTour. Resultados de mairo destaque de Alan Hatherly BTT 1.º lugar Campeonato do Mundo XCO (2024) Vencedor da Taça do Mundo de XCO (2024) Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos XCO (2024) Estrada 1.º lugar na classificação geral do Tour du Cap (2024) 2.º lugar no Campeonato Sul-Africano de Contrarrelógio (2023 e 2024) Marca de bicicletas Giant terá o prestigiado arco-íris Alan Hatherly sagrou-se campeão do mundo como atleta da cannondale Factory racing, aos comandos de uma Cannondale Scalpel e no próximo ano a marca iria luzir a bicicleta com as cores do Campeão do Mundo durante toda a temporada, algo que já não vai acontecer, em vez disso será a marca Giant (patrocinadora de bicicletas da Jayco AlUla) a ter uma bicicleta personalizada com cores do Campeão do Mundo ao longo da temporada de 2025. Ter um Campeão do Mundo é algo sempre muito desejado pelas marcas, seja pelo prestígio, como também pelo marketing que efetuam em redor das cores do arco-íris. ### Europeu de Ciclocrosse - Van Empel e Nys levantam os braços O Europeu de Ciclocrosse teve lugar no fim de semana de 2 e 3 de Novembro em Pontevedra, Espanha. Fem Van Empel e Thibau Nys foram os vencedores das provas de elites. A neerlandesa e o belga confirmaram as grandes épocas que estão a fazer. Dos nove portugueses que participaram nos Europeus de Ciclocrosse, Bruno Silva, que participou na prova de elites masculinos, obteve o melhor resultado: foi 23º. Ler mais | Ciclocrosse em Novembro – Campeonatos da Europa e principais provas Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Corrida dos elites masculinos A prova dos elites masculinos do Europeu de ciclocrosse foi muito atacada desde o início mas os espaços tardaram a abrir. À passagem da quinta volta, eram cinco os ciclistas que estavam na frente, separados por poucos segundos. Nessa altura, três corredores destacaram-se na frente: Thibau Nys, Felipe Orts Lloret e Eli Iserbyt. Na oitava volta, Nys e Orts Lloret deixaram Iserbyt para trás e discutiram os dois a vitória. No fim, Nys foi o mais forte. Orts Lloret fez uma grande prova e conseguiu a prata em casa. Iserbyt fechou o pódio. Bruno Silva, único representante português em prova, terminou a corrida na posição 23. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1NYS ThibauBélgica0:57:462ORTS FelipeEspanhol0:033ISERBYT EliBélgica0:094VANDEPUTTE NielsBélgica0:155VAN DER HAAR LarsPaíses Baixos0:246MENUT DavidFrança0:327KUYPERS GerbenBélgica0:348BOROŠ MichaelChéquia"9SWEECK LaurensBélgica0:5010VANTHOURENHOUT MichaelBélgica1:01 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Y6NQo1hG0eY&ab_channel=EurosportCycling Corrida das elites femininas A prova das elites femininas do Europeu de ciclocrosse, começou, tal como a prova dos elites masculinos, bastante equilibrada, com várias atletas no grupo da frente. À quinta volta começaram a abrir-se os espaços, e três atletas destacaram-se na frente: Fem Van Empel, Lucinda Brand e Ceylin del Carmen Alvarado. Apesar de ter passado a penúltima volta no primeiro lugar, Lucinda Brand perdeu o contacto na última volta. Van Empel e Alvarado discutiram a vitória e Van Empel foi a mais forte. Alvarado foi segunda e Brand fechou um pódio 100% neerlandês. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1VAN EMPEL FemPaíses Baixos0:50:412ALVARADO Ceylin del CarmenPaíses Baixos"3BRAND LucindaPaíses Baixos0:074CASASOLA SaraItália0:105FOUQUENET AmandineFrança0:176FRANCK AliciaBélgica"7VERDONSCHOT LauraBélgica0:188CLAUZEL HélèneFrança0:269VAN ALPHEN AniekPaíses Baixos0:2710GONZALEZ LuciaEspanha0:50 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=wu80THPY730&ab_channel=EurosportCycling Os Portugueses Portugal teve, ao longo do fim de semana, nove atletas distribuídos por três provas distintas: Bruno Silva - Elites masculinos - 23º lugar Rafael Sousa - sub23 masculinos - 25º lugar Gaspar Tomás - sub23 masculinos - 28º lugar Gonçalo Costa - juniores masculinos - 32º lugar Diogo Pinguinha - juniores masculinos - 33º lugar Joao Vigário - juniores masculinos - 38º lugar Hugo Ramalho - juniores masculinos - 40º lugar Angélico Lucas - juniores masculinos - 43º lugar Xavier Gaspar - juniores masculinos - DNF Créditos da foto de destaque: Sprint Cycling Agency | UEC ### Tour de France Femmes 2025 – Alta montanha vai decidir  Ausência de contrarrelógio e quatro etapas com subidas longas marcam a próxima edição do Tour de France Femmes 2025, que deverá ser decidido na montanha O percurso do Tour de France Femmes 2025 foi apresentado dia 29 de outubro em Paris. A prova de nove etapas vai sair de Vannes dia 26 de julho, e termina em Chatêl a 3 de agosto.  Há, desde já, duas garantias: com 1165 km de extensão, e 17240 metros de ganho vertical, vai ser a edição mais longa e com maior ganho vertical do Tour de France Femmes.  A corrida vai ver um aumentar da dureza ao longo da prova. O início conta com etapas a ser disputadas por sprinters e puncheurs, com a alta montanha a ficar reservada para as últimas etapas. Ler mais | Percurso duro do Tour de France 2025 Créditos: A.S.O. Início para as sprinters O Tour de France Femmes 2025 inicia com uma etapa “feita” para as puncheurs: três passagens no Cote de Cadoudal (1,7km a 6,2%), incluindo o final da etapa, vão decidir a vencedora. Foi neste percurso que Anna van der Breggen venceu os Europeus em 2016, à frente de Kasia Niewiadoma e Elisa Longo Borghini.  As etapas dois, três e quatro deverão ser decididas ao sprint. A segunda etapa pede algum punch no final – Peter Sagan venceu nesse final em 2018 – com as restantes etapas a serem indicadas para sprinters puras. Etapa 1 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Etapa 2 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Aumenta a dureza A etapa cinco traz um aumento na dificuldade que vai durar até ao fim do Tour. Etapa de média montanha com subida a La Maupuy (2,8km a 5,4%) a 11km da meta.  Na sexta etapa começa a alta montanha. As ciclistas têm três subidas duras durante a etapa que prometem começar a marcas diferenças entre as favoritas: Col du Béal (10,2km a 5,6%), Col du Chansert (6,3km a 5,5%), Col du Valciviéres (4,5km a 5,3%) a 13km da meta. Etapa 5 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Etapa 6 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Final em grande As últimas três etapas são o culminar de uma corrida que vai sempre em crescendo no nível de dificuldade. A etapa sete é marcada pela subida a Col du Granier (8,9km a 5,4%) e descida de quase 18km até à meta. Etapa 7 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. No dia seguinte, a etapa rainha da edição de 2025. Etapa de alta montanha com o único final em alto da prova: subida a Col de la Madeleine (18,6km a 8,1%), fim aos 2000m de altitude, ponto mais alto do Tour em 2025. Etapa 8 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Perfil do Col de la Madeleine - Créditos: A.S.O. A nona etapa é a derradeira oportunidade de fazer diferenças. Etapa acidentada, com três contagens de montanha: Col du Araches-la-Frasse (6,2km a 7,1%), Col du Joix-Plane (11,6km a 8,5%), Col du Corbier (5,9km a 8,5%), seguidos de 30 km de descida e falso plano.   Um final que permite às equipas que lutem pela geral uma última tentativa – como assistimos na edição de 2024, em que Demi Vollering quase roubou a vitória na geral a Kasia Niewiadoma. Etapa 9 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. A campeã já se pronunciou Kasia Niewiadoma, campeã da edição de 2024, já reagiu à apresentação do percurso. Diz-se “entusiasmada”, e tem um objetivo claro: “Voltar a vencer a camisola amarela, e tornar-me numa mulher que ganhou o Tour duas vezes consecutivas”. “Pensei que íamos ter etapas mais longas e mais duras todos os dias, mas em vez disso há uma mistura. Um pouco na brincadeira, estou triste de não haver um contrarrelógio por equipas, estava à espera disso. Mas o Col de Madeleine vai-nos fazer sofrer o suficiente, por isso as etapas iniciais podem balançar as coisas. Gosto do percurso, no geral (...) A classificação geral pode mudar a qualquer momento, mas as últimas três etapas vão decidir tudo para a Geral” Kasia Niewiadoma Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Maxime Delobel ### Specialized apresenta a nova Turbo Levo SL 2 A Specialized acaba de apresentar a sua nova bicicleta de montanha elétrica, a Turbo Levo SL 2. Esta nova bicicleta é caracterizada pela revolucionária tecnologia de amortecedores GENIE, incluída num amortecedor traseiro Fox Float X. Qualidade e capacidade de condução A Levo SL oferece qualidade e capacidade de condução, graças à combinação de amplificação suprema e características de suspensão concebidas, adaptando-se a singletracks e saltos acelerados. Segundo a Specialized, a combinação de manuseamento, capacidade e amplificação “2X Tu” oferece ao ciclista a capacidade de percorrer todos os tipos de trilhos. Tecnologia de amortecedores GENIE A tecnologia da Specialized GENIE é uma tecnologia de mola pneumática de duas fases, que, segundo a marca, proporciona aos ciclistas máxima aderência e tração de uma mola helicoidal, melhor prevenção do esgotamento do curso do que uma mola pneumática standard e a capacidade de ajustar o suporte de curso médio e final de forma independente A GENIE combina a taxa de mola linear, que melhora o controlo de uma mola helicoidal através da “zona de impacto” com a taxa de mola progressiva de uma mola pneumática no final do curso para evitar ficar sem curso. Características da tecnologia GENIE 16.3% melhor Gestão das Forças de Impacto que a anterior “Bicicleta do Ano” Stumpjumper EVO; 57% Mais tração que a mola de ar padrão FLOAT X; 39% menos esgotamento do curso que a mola de ar padrão FLOAT X. Motorizada pelo mesmo motor 1.2 SL, a Levo SL oferece mais 43% de binário fiável e 33% mais de potência utilizável do que antes, mantendo a sua característica ultraleve. Todo este sistema é controlado pela MasterMind TCU, responsável por ajustar os níveis de potência, aceitar atualizações remotas e uma série de outras utilizações, como o Turbo System Lock da Specialized. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das várias versões das novas e-bikes da Specialized clicando aqui. ### A Trek lança a nova e-bike urbana FX+ 7  A Trek apresenta hoje a nova FX+ 7, que descreve como “uma bicicleta urbana premium, leve o suficiente para ser mais fácil subir à mão um lanço de escadas, potente o suficiente para superar qualquer subida e equipada para transportar tudo o que é necessário na cidade”. Segundo a marca, esta “é a bicicleta urbana do futuro, perfeita para os ciclistas urbanos que querem percorrer agilmente as ruas do centro da cidade e leva-a para edifícios de vários andares”. Ler mais | Trek Rail+ – A nova bicicleta de montanha elétrica da marca americana Leve e poderoso A FX+ 7 pesa 18 kg totalmente equipada, graças ao “potente e leve” motor TQ HPR50 com 50 Nm de binário. Autonomia para todo o dia Uma bateria interna de 360Wh oferece autonomia suficiente para a maioria das deslocações urbanas. Quem quiser fazer ainda mais quilómetros pode juntar um Range Extender de 160Wh. Totalmente equipada A FX+ 7 está pronta para pedalar, equipada de série com luzes dianteiras e traseiras integradas, guarda-lamas traseiro e dianteiro e uma porta-bagagens traseiro que permite instalar alforges MIK. Conta ainda com um guiador e avanço integrados para “um look mais elegante”. Suporte de carregamento Quad Lock O avanço inclui um suporte de carregamento Quad Lock que permite colocar e carregar facilmente um telemóvel enquanto pedalam “para tornar mais fácil a navegação dos ciclistas na cidade”. Compatível com a aplicação Trek Central Para personalizar os níveis de assistência do motor, indicações de navegação, a autonomia estimada e “muito mais”. “Maior durabilidade, mais tempo de utilização” Segundo a Trek, “o Shimano CUES com tecnologia Linkglide permite mudar de velocidades de forma mais suave e garantir uma maior longevidade da transmissão para fazer mais quilómetros nas voltas urbanas”. A nova FX+ 7 está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Ciclocrosse em Novembro - Campeonatos da Europa e principais provas Novembro traz-nos um mês recheado de ciclocrosse com os Campeonatos da Europa, a continuação do Troféu Superprestige e o início da Taça do Mundo e do Troféu X2O. No TopCycling fazemos-te o resumo do que se vai passar este mês, com a cobertura dos Campeonatos da Europa e das mais importantes provas desta modalidade. No final deste artigo encontras a lista de todas as competições com transmissão televisiva em Portugal bem como o respetivo horário, para não perderes nenhuma corrida. Créditos: SprintCyclingAgency Portugal com 9 atletas nos Campeonatos da Europa Os Campeonatos da Europa de ciclocrosse correm-se na vizinha Espanha, em Pontevedra já no próximo domingo dia 3 de novembro. Portugal vai estar representado por 9 atletas nestes campeonatos: São eles Diogo Pinguinha, Gonçalo Costa, Hugo Ramalho, João Vigário, Lucas Angélico e Xavier Gaspar em juniores, Rafael Sousa e Tomás Gaspar nos sub-23 e Bruno Silva na prova de elites. Créditos: Jensen/Getty Images) 185 atletas e sete títulos em disputa Ao todo, irão ser 185 os atletas em competição, a representar 19 países diferentes e com sete títulos em disputa. No sábado correm-se as Estafetas Mistas e no domingo as seis restantes provas: Elite Masculina, Júnior Masculina, Sub 23 Masculina, Sub 23 Feminina, Elite Feminina e Júnior Feminina. Vanthourenhout e Fem van Empel, Campeões da Europa em 2023 em Pontchâteau, estarão em prova a defender os seus títulos. Créditos: UCI CX World Cup Troféu X20 traz-nos o Koppenberg e muita ação O troféu X2O arranca no primeiro dia do mês e para aproveitar o feriado nada melhor que assistir ao Koppenbergcross, em Oudenaarde, onde os ciclistas encontram no percurso o famoso Koppenberg, a mítica colina da Volta a Flandres. Em novembro correm-se também a segunda e terceira rondas do Troféu X2O em Lokeren (10 de novembro) no Rappencross e em Hamme (17 novembro) no Flandriencross. Créditos: UCI CX World Cup 3.ª e 4.ª Rondas do Troféu Superprestige O Troféu Superprestige avança a todo gás também em novembro, com mais duas rondas depois de Ruddervoorde e Overijse. Dia 11 de novembro corre-se a 3.ª ronda em Niel, na Bélgica e dia 16 de novembro é a vez de Merksplas receber mais uma jornada da Superprestige com o Aardbeiencross. Créditos: TopCycling Taça do Mundo arranca em Antuérpia A Taça do Mundo, a mais importante competição da temporada de ciclocrosse arranca no final do mês (24 de novembro) na Antuérpia. Eli Iserbyt e Carmen Alvarado começam a defesa dos seus títulos na Bélgica, numa altura onde os calendários de ciclocrosse de algumas das estrelas da estrada como Pidcock, van Aert e Van der Poel já começam a ser divulgados. Créditos: UCI CX World Cup Lista de provas e horários em novembro 01 de novembro - Koppenbergcross (X2O) - Eurosport 1 às 12:40h e 13:55h; 03 de novembro - Campeonatos da Europa - Eurosport 2 a partir das 9:50h; 10 de novembro - Rappencross (X2O) - Eurosport 2 às 12:40 e 13:55h; 11 de novembro - Niel (Superprestige) - Eurosport 1 às 12:35h e 14:05h; 16 de novrmbto - Merksplas (Superprestige) - Eurosport 2 às 14:05h. 17 de novembro - Flandriencross (X2O) - Eurosport 2 às 15:55h e 15:15h; 24 de novembro - Antuérpia (Taça do Mundo) - Eurosport 1 às 12:30h e 14h. ### Demi Vollering na FDJ-SUEZ é bênção para o ciclismo feminino A equipa francesa FDJ-SUEZ anunciou a contratação para os próximos dois anos de Demi Vollering que se muda da SD Worx-Protime. Esta contratação reforça as mudanças que se esperam na competividade do World Tour feminino, com as várias mexidas neste defeso a desafiarem o domínio da SD Worx-Protime dos últimos anos. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Contrato assinado na Primavera De acordo com Stephen Delcourt, diretor da equipa francesa, Vollering assinou contrato no final da Primavera passada mas o anúncio apenas foi feito agora por respeito à antiga equipa e para permitir que esta se concentrasse nos seus objetivos da época. Apesar dos rumores de que o contrato de Demi Vollering poderia ascender a um milhão de euros, não foram ainda anunciados os valores deste negócio. Créditos: A.S.O. Thomas_Maheux Co-liderança com Muzic e Labous Para além de ter contratado para as suas fileiras a vencedora do Tour Feminino em 2022 e segunda classificada em 2023 e 2024, a FDJ-SUEZ contratou também Juliette Labous à Team dsm-firmenich PostNL. Demi Vollering e Labous juntam-se a Évita Muzic, na equipa desde 2018, que consegue assim um trio muito forte para lutar pelos objetivos das próximas épocas. A chegada de Vollering à FDJ-SUEZ faz perpsetivar uma temporada de 2025 muito em aberto depois do domínio da SD Worx-Protime dos últimos anos ter já sido combatido nesta temporada. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Mexidas potenciam temporada de 2025 Para além da FDJ-SUEZ, outras equipas mostraram jogo de cintura e reforçaram os seu plantéis com ciclistas de enorme qualidade. A Canyon SRAM contratou Uttrup Ludwig e Chiara Consonni que se juntam a Maria Martins e Niewiadoma, vencedora do Tour 2024. A UAE Team ADQ contratou Longo Borghini à Lidl-Trek que contratou Riejanne Markus, Emma Norsgaard e Fisher-Black. Créditos: FPC A Team Visma | Lease a Bike contratou a superestrela Pauline Ferrand-Prévot e, apesar de perder Vollering, a SD Worx-Protime assinou contrato com a bicampeã mundial van der Breggen para os próximos dois anos. A distribuição das forças por várias equipas promove e faz crescer o ciclismo feminino que beneficia de uma competição mais equilibrada e consequente incerteza nos resultados das corridas. ### Superprestige | Rescaldo rondas 1 e 2 – Ruddervoorde e Overijse  O Superprestige, uma das mais icónicas provas de CX, arrancou dia 20 de outubro, em Ruddervoorde. Dia 27 de outubro correu-se a segunda ronda, em Overijse.  Na primeira ronda, foram a neerlandesa Ceylin del Carmen Alvarado e o belga Joran Wyseure a vencer as respetivas provas.  Em Overijse - onde a prova mais antiga de CX encontrou a “mãe de todos os crosses” - Lucinda Brand e Thibau Nys subiram aos lugares mais altos do pódio. Ler mais | Ciclocrosse – Calendário 2024/2025 Provas Masculinas Ronda 1 – Ruddervoorde A prova da primeira ronda do Superprestige, em Ruddervoorde na Flanders, foi uma corrida muito mexida. Alguns ciclistas destacaram-se no início e a corrida viu uma sucessão de ataques e junções de grupos.  Tal aconteceu até à entrada da penúltima volta. Joran Wyseure, que esteve sempre nos grupos da frente, atacou e nunca mais foi alcançado. Venceu assim a primeira ronda da prova mais antiga do ciclocross.  Niels Vandeputte foi segundo na corrida, e Michael Vanthourenhout fechou o pódio. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1WYSEURE JoranCrelan - Corendon0:57:192VANDEPUTTE NielsAlpecin-Deceuninck Development Team0:023VANTHOURENHOUT MichaePauwels Sauzen - Bingoal0:104VAN DER HAAR LarsBaloise Trek Lions0:125KUYPERS GerbenCharles Liégeois Roastery CX0:236MICHELS JenteAlpecin-Deceuninck Development Team0:367ORTS LLORET FelipeRidley Racing Team0:448KUHN KevinCharles Liégeois Roastery CX0:519HAVERDINGS DavidBaloise Trek Lions0:5710AERTS ToonDeschacht - Hens - FSP1:02 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=eydIhJDR4kU&ab_channel=EurosportCycling Ronda 2 – Overijse Em Overijse, prova histórica apelidada de “A mãe de todos os crosses”, a corrida masculina foi muito atacada desde o início. No fim da terceira volta, o grupo da frente era composto por seis ciclistas.  A três voltas do fim, a movimentação que decidiu a corrida. Eli Iserbyt e Thibau Nys conseguiram isolar-se na liderança e lutaram pela vitória. Nys foi o mais forte e conquistou a segunda ronda do troféu Superprestige.  Em segundo lugar ficou Iserbyt, e a fechar o pódio Lars Van Der Haar. Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1NYS ThibauBaloise Trek Lions0:57:292ISERBYT EliPauwels Sauzen - Bingoal0:023VAN DER HAAR LarsBaloise Trek Lions0:054VANDEPUTTE NielsAlpecin-Deceuninck Development Team0:185WYSEURE JoranCrelan - Corendon0:306VANTHOURENHOUT MichaelPauwels Sauzen - Bingoal0:327MICHELS JenteAlpecin-Deceuninck Development Team0:348LOOCKX LanderTDT - Unibet Cycling Team0:409HAVERDINGS DavidBaloise Trek Lions0:4110ORTS FelipeRidley Racing Team0:52 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=_sEln7TLy8M&ab_channel=EurosportCycling Provas Femininas Ronda 1 – Ruddervoorde A primeira ronda do Superprestige viu uma corrida emocionante na prova feminina. Muito atacada desde o início, com várias mudanças na liderança e indefinição até ao fim.  Na última volta, estavam na frente Lucinda Brand, Fem Van Empel e Ceylin del Carmen Alvarado. As três já tinham sido obrigadas a recuperações durante a corrida, e acabaram por discutir a vitória ao sprint.  Alvarado foi a mais forte e levou a vitória na primeira corrida do Superprestige. Van Empel terminou em segundo, e Brand no terceiro lugar. Créditos: SprintCyclingAgency Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ALVARADO Ceylin del CarmenFenix-Deceuninck0:42:572VAN EMPEL FemTeam Visma | Lease a Bike0:033BRAND LucindaBaloise Trek Lions"4CASASOLA SaraCrelan - Corendon0:165VERDONSCHOT LauraDe Ceuster - Bouwpunt0:456VAN DER HEIJDEN IngeCrelan - Corendon0:577BENTVELD LeoniePauwels Sauzen - Bingoal1:248VAN ALPHEN AniekCyclocross Reds1:349FRANCK AliciaDe Ceuster - Bouwpunt1:4710NORBERT RIBEROLLE MarionCrelan - Corendon2:10 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Cb5pbFlDWGY&ab_channel=EurosportCycling Ronda 2 – Overijse A prova feminina em Overijse ficou marcada por uma movimentação de longe.  A quatro voltas do fim da prova, Lucinda Brand atacou o primeiro grupo, impondo um ritmo forte numa altura em que algumas rivais estavam para trás.  Fem Van Empel e Sara Casasola perseguiram a neerlandesa, que se tinha isolado na frente. Apesar de um escorregão de Brand já perto do fim, as perseguidoras nunca conseguiram fechar o espaço.  Brand venceu assim a segunda ronda do Superprestige. Van Empel foi segunda e Casasola terceira. Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1BRAND LucindaBaloise Trek Lions0:47:202VAN EMPEL FemTeam Visma | Lease a Bike0:103CASASOLA SaraCrelan - Corendon0:354ALVARADO Ceylin del CarmenFenix-Deceuninck1:265VAS Kata BlankaTeam SD Worx - Protime1:466CLAUZEL HélèneVan Rysel CX Racing Team2:117VAN DER HEIJDEN IngeCrelan - Corendon2:268MOORS FleurBaloise Trek Lions2:309FOUQUENET AmandineArkéa - B&B Hotels Women"10VERDONSCHOT LauraDe Ceuster - Bouwpunt2:35 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=zcGywgp1jJ8&ab_channel=EurosportCycling Créditos da foto de destaque: UCI CX World Cup ### UAE Team Emirates agarra Pogacar até 2030  A UAE Team Emirates revelou que a equipa e Tadej Pogacar renovaram o seu contrato, desta vez até 2030. O ciclista esloveno vai continuar na equipa dos Emirados pelo menos até ao final da década. Desde que se juntou à UAE Emirates, Pogacar já alcançou 88 vitórias, incluindo quatro Grandes Voltas e sete monumentos. Ler mais | Wout van Aert assina contrato vitalício Segundo contrato mais longo do pelotão Com a extensão do contrato na UAE Team Emirates até 2030, Pogacar torna-se o segundo ciclista com o contrato mais longo no pelotão internacional, apenas atrás de Wout Van Aert, que assinou um contrato vitálicio com a Visma | Lease a Bike em setembro de 2024.  Curiosamente, o terceiro ciclista nesta lista também atua na UAE Emirates: Isaac Del Toro tem contrato com a equipa até 2029.  Tadej Pogacar vê assim a sua época de 2024 recompensada. O ciclista esloveno venceu o Giro D’Italia, o Tour de France, a Liége-Bastogne-Liége, Il Lombardia e Campeonatos do mundo numa época que ficou para a história. Foram no total 25 vitórias em 2024.  Ler mais | UAE Emirates de João Almeida: 82 vitórias para a história Créditos: A.S.O. / Charly Lopez As declarações Tadej Pogacar reagiu ao novo contrato em declarações aos canais oficiais da equipa: “Estou extremamente orgulhoso por estender o meu tempo na UAE Team Emirates. Esta equipa tem sido a minha casa nos últimos cinco anos e não me consigo imaginar noutro sítio. Os melhores momentos da minha carreira aconteceram com a UAE Team Emirates, e isso é uma prova de como todo o staff, direção, colegas de equipa e parceiros me ajudam a competir ao mais alto nível. Estou muito entusiasmado para o futuro. Esta equipa dá-me a melhor hípotese de lutar por vitórias, aquilo que eu ambiciono fazer” Tadej Pogacar, ciclista da UAE Team Emirates Também Mauro Gianetti - CEO da UAE Team Emirates - deixou algumas palavras em relação à renovação de Tadej Pogacar “É um sentimento incrível poder anunciar esta extensão do Tadej Pogacar, o líder da nossa equipa e melhor ciclista do mundo. O Tadej juntou-se à equipa como um rapaz ambicioso de 20 anos, e temos visto-o crescer até um vencedor do Giro D’Italia, do Tour de France e campeão do mundo esta época. O talento dele está aí para toda a gente ver, mas ele também é um dos ciclistas mais dedicados e que mais trabalha no pelotão. O Tadej merece todo o seu sucesso e estou muito feliz de que continue connosco durante muitos anos.” Mauro Gianetti, CEO da UAE Team Emirates https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1849456966747234512 Créditos da foto de destaque: Marco Alpozzi/Lapresse ### Planeamento e Estratégia de Bikepacking para Ultra-Distância Quando nos preparamos para uma aventura de vários dias ou uma corrida de ciclismo de ultra-distância no formato de bikepacking, há uma série de fatores a considerar antes de decidir o tipo de bolsas e o material que vamos transportar. Além de ter completado o evento de ultra-distância The Goats, já fiz várias vezes bikepacking e partilho alguma da experiência adquirida quer no evento, quer noutras aventuras. No fundo, não existe um "setup ideal", existe a aventura à qual cada um se propõe e a partir daí tentar adaptar da melhor forma as bolsas e material que melhor se adequam a essa aventura. A Importância da Meteorologia O primeiro ponto essencial é analisar as condições meteorológicas. Se nos aventuramos no inverno, com previsões de chuva e frio, temos de garantir que levamos roupa extra, impermeável e térmica, o que naturalmente ocupará mais espaço nas bolsas. The Goats 2024 - Créditos: Marco Miguel Em contraste, durante o verão, as bolsas ficam mais leves e temos maior flexibilidade no que transportamos, mas é vital planear espaços suficientes na bicicleta para transportar água, especialmente em zonas quentes, secas e inóspitas. Créditos: Nuno Pereira Definir a Estratégia de Descanso Outro ponto-chave é a estratégia de descanso. Se planeamos parar e dormir em alojamentos ao longo do percurso, não precisamos de levar equipamentos como tenda, bivy, colchão ou saco-cama, o que poupa bastante peso e espaço. No entanto, se preferimos uma abordagem mais autossuficiente, onde pernoitamos ao ar livre, estes itens tornam-se obrigatórios. A escolha entre conforto e leveza é uma equação, por vezes difícil de decidir. António Dias no The Goats 2023 - Créditos: Nuno Pereira Alimentação e Autossuficiência Além do descanso, a nutrição e o acesso a comida também influenciam as decisões de bikepacking. Se a ideia é pedalar dia e noite, temos de garantir que transportamos comida e bebidas energéticas suficientes, já que durante a noite é impossível contar com lojas abertas. Por outro lado, se preferirmos pedalar apenas de dia, podemos organizar paragens estratégicas em estabelecimentos comerciais para nos abastecermos. Créditos: Topcycling O Equipamento para o The Goats No vídeo que se segue, apresento o setup de bolsas e equipamento que levei para enfrentar o The Goats, uma prova de ultra-distância com 730 quilómetros, sendo 70% fora de estrada. Foi uma experiência desafiante, mas na qual considero que fiz a escolha quase certa do equipamento, consegui otimizar a distribuição do peso e garantir que levava tudo o que era necessário, sem sobrecarregar demasiado a bicicleta. Quando refiro "escola quase certa", quero dizer que planeava pernoitar na rua, mas tendo em conta a grande tempestade que houve todos os dias, tive que pernoitar em alojamentos, pelo que o colchão e o bivy que transportei, acabaram por não ser utilizados. Créditos: Topcycling Apesar de tudo, o conjunto bicicleta / carga, estaria a pesar entre os 16 e os 18 quilos. Objetivo Este artigo e vídeo servem de guia para quem se quer iniciar neste tipo de aventuras e procura uma abordagem completa e eficiente em aventuras de bikepacking. Não tem como objetivo querer passar que esta é a formula certa, mas sim dar ideias para que cada um adapte a si mesmo e à sua aventura. Assiste ao vídeo e confere todos os detalhes sobre o meu setup de bikepacking para o The Goats! https://www.youtube.com/watch?v=UL_hG5i9Vf0 ### Ciclocrosse - Calendário 2024/2025 Com a época de estrada perto do seu final, é tempo de virar as atenções para o calendário de ciclocrosse, que nesta altura do ano começa a ter as suas principais competições, que se estendem até ao início de 2025. Apesar de haver corridas por todo o mundo e durante praticamente todo o ano, é de outubro a fevereiro que se disputam as três principais competições, a Taça do Mundo, o Superprestige e o troféu X2O. 2023 UEC Cyclo-cross European Championships - Pont-Chateau - Women U23 - 05/11/2023 - - photo Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency©2023 Taça do Mundo Apesar de ter menos duas corridas que na temporada de 2023/2024, a Taça do Mundo de ciclocrosse é a competição mais importante e onde estão os melhores ciclistas. Esta prova disputada por pontos é a única das três principais que não se disputa somente em solo belga e leva também os ciclistas até à Irlanda, Itália, Países Baixos, Espanha e França. Calendário 2024/2025 1 - Antuérpia - Bélgica - 24 de novembro 2 - Dublin - Irlanda - 1 de dezembro 3 - Cabras - Itália - 8 de dezembro 4 - Namur - Bélgica - 15 de dezembro 5 - Hulst - Países Baixos - 21 de dezembro 6 - Zonhoven - Bélgica - 22 de dezembro 7 - Gavere - Bélgica - 26 de dezembro 8 - Besançon - França - 29 de dezembro 9 - Dendermonde - Bélgica - 5 de janeiro 10 - Benidorm - Espanha - 19 de janeiro 11 - Maasmechelen - Bélgica - 25 de janeiro 12 - Hoogerheide - Países Baixos - 26 de janeiro Créditos: UCI CX World Cup Superprestige O Superprestige mantem as oito rondas da temporada transata, todas elas disputadas na Bélgica. É a primeira competição a começar e a sua classificação também é feita por pontos atribuidos consoante a posição de cada ciclista. Calendário 2024/2025 1 - Ruddervoorde - 20 outubro 2 - Overijse - 27 outubro 3 - Niel - 11 novembro 4- Merksplas - 16 novembro 5 - Mol - 23 dezembro 6 - Diegem - 30 dezembro 7 - Gullegem - 4 de janeiro 9 - Middelkerke - 8 de fevereiro Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Troféu X2O O Troféu X2O é também composto por oito rondas mas a sua classificação é determinada consoante os tempos de chegada dos ciclistas em cada prova, como acontece na estrada, nas provas por etapas. Calendário 2024/2025 1 - Oudenaarde - 1 de novembro 2 - Lokeren - 11 de novembro 3 - Hamme - 17 de novembro 4 - Herentals - 14 de dezembro 5 - Baal - 1 de janeiro 6 - Koksijde - 3 de janeiro 7 - Lille - 9 de fevereiro 8 - Brussels - 16 de fevereiro Créditos: UCI CX World Cup Apesar da primeira prova das três principais competições se disputar apenas no dia 20 de outubro, haverá já corridas este fim de semana (12 de outubro). O início do menos mediático mas sempre espetacular Exact Cross, já nos vai permitir matar saudades desta sensacional modalidade e ver em ação algumas das estrelas do ciclocrosse. ### UAE Emirates de João Almeida: 82 vitórias para a história UAE Emirates de João Almeida e Tadej Pogacar fez um ano incrível e sem precedentes nos últimos 15 anos. Agora que a época de 2024 terminou, para a história do desporto ficam os factos: 82 vitórias da UAE Emirates para as quais contribuíram João Almeida, António Morgado e os gémeos Oliveira. Ler mais | João Almeida ou Iúri Leitão: quem é o ciclista do ano? A fasquia das 80 vitórias Se o número por si já invoca respeito, o feito da UAE Emirates torna-se maior quando contextualizado: nos últimos 30 anos apenas mais duas equipas superaram a fasquia das 80 vitórias.  1997 | A Mapei-GB, na altura comandada por Patrick Levefere, fechou com 80 triunfos 2009 | A Columbia-HTC de Bob Stapleton, projeto de matriz estadunidense, colocou o redorde absoluto nos 85 triunfos, isto após já ter fechado o ano anterior com 82, graças a nomes como Mark Cavendish, André Greipel, Tony Martin ou Bradley Wiggins. Nos últimos cinco anos o melhor registo foi da Jumbo-Visma, em 2023, com 70 vitórias no ano em que conquistou as três grandes voltas. Mark Cavendish com a camisola verde no Tour de France 2008A.S.O. / Bruno Bade Mais triunfos de nível WorldTour Embora a UAE Emirates não seja a equipa com o maior número de vitórias numa época, tornou-se a estrutura com mais triunfos de nível WorldTour numa só época: 41 vitórias vs. 40 da Columbia-HTC em 2009.  Dessas 41 vitórias, 17 foram em grandes voltas (sete no Giro, sete no Tour e três na Vuelta) e duas em monumentos (Liège-Bastogne-Liège e Giro da Lombardia). Ler mais | Entrevista com Gabriel Martins, guru de nutrição da Visma Jay Vine foi rei da montanha na Vuelta.Unipublic / Sprint Cycling Agency A ilusão Pogacar Tadej Pogacar teve uma das melhores épocas de sempre em 2024 e é o candidato número um ao prémio Vélo d'Or. No entanto, mesmo sem as 25 vitórias do esloveno, o projeto do Médio Oriente lideraria o ranking de vitórias, superando em 14 a segunda equipa da lista, a Lidl-Trek – que fez a melhor época da história da estrutura com 42 vitórias. O mesmo acontece com o ranking UCI por equipas: sem Pogacar a UAE Emirates teria mais de 3000 pontos de vantagem sobre a Visma | Lease a Bike. Ler mais | Pogacar Tour – Marcas históricas e registos supersónicos LaPresse Vitórias distribuídas e portugueses à mistura A fórmula de sucesso foi reunir o melhor ciclista do mundo e muitos ganhadores em série. Ao todo, 20 ciclistas diferentes venceram pela equipa dos Emirados Arábes Unidos, inclusive António Morgado (duas vitórias) e João Almeida (três vitórias) – no caso de Almeida todas no WorldTour.  A UAE Emirates voltou, também, a vencer o ranking UCI de equipas. Em 2023 com 1294,9 pontos de vantagem sobre a segunda melhor equipa, este ano com 16446,6 pontos de margem. Ler mais | António Morgado – 189 dias de puro ciclismo Sam Buchli Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Portugal "cheira" o pódio no fecho dos Mundiais de pista Chegou ao fim a participação de Portugal nos Mundiais de pista. Apesar da ausência de medalhas, como a seleção nos tem habituado, mas com vários resultados de destaque.  A seleção composta por Ivo e Rui Oliveira, Diogo Narciso, Maria Martins e Daniela Campos conseguiu vários top 10 e dois top 5 em Ballerup, na Dinamarca. Ler mais | Portugal nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista Destaques de Portugal Diogo Narciso foi um dos destaques de Portugal nos Mundiais de pista. Na estreia o gondomarense foi 10.º no Scratch e 7.º na corrida por pontos.   Conseguiu ainda o 4.º lugar na eliminação, numa prova envolta em controvérsia – o português foi eliminado devido a uma manobra ilegal de Jan Willem van Schip que impediu Narciso de discutir as medalhas e acabou desclassificado.  Outro destaque foi a participação dos gémeos Oliveira: Rui Oliveira foi 6.º no Omnium – lutou pelas medalhas até ao fim da última corrida. Em dupla com Ivo Oliveira, conseguiram outro 4.º lugar no Madison a seis pontos da medalha de bronze. Ler mais | Portugal sobe o nível no Mundial de pista Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Resultados que provam consistência Para além dos resultados de Diogo Narciso e de Rui e Ivo Oliveira, Maria Martins e Daniela Campos tiveram boas prestações que marcaram a consistência demonstrada pela seleção nacional.  Maria Martins foi 16.ª no Scratch, 11.ª no Omnium e 6.ª na corrida de eliminação. Daniela Campos alcançou o 12.º lugar na corrida por pontos. Ler mais | Maria Martins cumpre “sonho de miúda” no ciclismo Créditos: FPC O "rei" do sprint foi Harrie Lavreysen Países Baixos, Reino Unido e Dinamarca (anfitriã dos Mundiais) lideraram com quatro títulos cada, consumando o domínio no medalheiro desta 121.ª edição. Os Países Baixos foram o país com mais medalhas de prata (cinco) e tiveram o atleta com mais medalhas de ouro. O "rei" do sprint foi Harrie Lavreysen, que já é o ciclista com mais títulos mundiais da história. O Reino Unido foi a seleção com mais medalhas (treze), enquanto mais sete seleções alcançaram pelo menos um título mundial, com destaque para o Japão (três). https://twitter.com/UCI_Track/status/1847999264363827427 Créditos da foto de destaque: Ed Sykes/SWpix.com ### Velo D’or: a história dos prémios do ciclismo A Velo magazine anunciou, recentemente, os nomeados para o Velo D’or de 2024. O Topcycling aproveita para contar a história do prémio que serve como “Bola de Ouro” do ciclismo internacional. Ler mais | Vingegaard e Vollering vencem o Vélo d’Or A história do prémio A menção à Bola de Ouro não é inocente: o prémio é organizado pela Velo magazine, que faz parte do L’Equipe, publicação francesa que também detém a France Football, que por sua vez atribui o mais mediático Ballon D’or.  É a Velo Magazine que decide os finalistas nomeados para cada prémio. A votação é depois feita por um painel internacional de jornalistas, e a soma desses votos entrega o prémio ao feliz contemplado.  O prémio é entregue desde 1992, na altura com duas subcategorias: ciclista masculino do ano e ciclista francês do ano. Em 2023, o prémio do ciclista francês do ano foi dividido em dois: o prémio “Bernard Hinault", para o ciclismo de estrada, e o prémio “Daniel Morelon" para outras modalidades.  Apenas em 2022 foi introduzida uma categoria para a ciclista feminina do ano. Em 2023 e 2024, foram apresentados dois novos prémios: o prémio “Eddy Merckx” para os melhores ciclistas de clássicas; e um prémio para os melhores ciclistas das disciplinas olímpicas. Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet Os vencedores Os prémios “Eddy Merckx” foram entregues pela primeira vez o ano passado, a Mathieu Van der Poel e a Lotte Kopecky. O Velo D’or feminino também teve apenas duas recepientes: Annemieke van Vleuten e Demi Vollering dão o dominio do prémio aos Países Baixos.  No Velo D’or masculina há mais estatística para análise: a Espanha é o país mais representado, com sete vitórias. Conta também com o recordista: Alberto Contador venceu por quatro vezes o prémio. Antes dele, Lance Armstrong tinha vencido por cinco vezes, prémios que lhe foram posteriormente retirados.  Nos últimos 5 anos, a lista com com os nomes mais ilustres do ciclismo mundial: Julian Alaphillipe (2019), Primoz Roglic (2020), Tadej Pogacar (2021), Remco Evenepoel (2022) e Jonas Vingegaard (2023). Créditos: A.S.O. Billy Ceusters O peso do Tour de France A maior corrida do mundo tem, como seria de esperar, um peso importante na atribuição do prémio. Por 17 vezes das 31 que o prémio foi atribuído, o vencedor do Velo D’or tinha vencido o Tour de France nesse mesmo ano.  Muitos nomes ilustres aparecem nesta lista: desde os primeiros anos com Miguel Indurain, passando por Jan Ullrich, Mario Cipollini e Alberto Contador, até tempos mais recentes com Chris Froome, Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard. Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Velo D’or 2024 e a ausência de Iúri Leitão Já saíram as listas de nomeados para as várias categorias dos prémios, que serão entregues no dia 6 de dezembro, numa gala para o efeito em Paris – apenas a segunda vez que o prémio é entregue numa gala: no início, e durante alguns anos, o prémio era divulgado na última edição do ano da Velo Magazine.  Se o prémio masculino parece desde já entregue, depois da época tremenda de Tadej Pogacar, o prémio feminino promete muito debate: Lotte Kopecky, Marianne Vos, Demi Vollering, Lorena Wiebes, Katarzyna Niewiadoma ou Grace Brown têm razões para sonhar com a distinção.  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux A lista de nomeados do prémio Eddy Merckx é mais curta (cinco, em vez de dez): Mathieu Van der Poel, Tadej Pogacar, Mads Pedersen, Jasper Philipsen e Marc Hirschi nos homens; Lotte Kopecky, Elisa Balsamo, Lorena Wiebes, Elisa Longo Borghini e Marianne Vos nas mulheres.  Em relação ao novo prémio para modalidades olímpicas, o destaque é a ausência de Iuri Leitão, medalha de ouro e prata nos Jogos Olímpicos de Paris. A lista conta com os seguintes nomes: Tom Pidcock (BTT), Harrie Lavreysen (pista), Ellesse Andrews (pista), Joris Daudet (BMX) e Alan Haterly (BTT). Créditos: Alex Whitehead/SWpix.com Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy-Ceusters ### Maria Martins cumpre "sonho de miúda” no ciclismo Contrato de dois anos com a CANYON//SRAM promove o regresso de Maria Martins ao ciclismo de nível WorldTour. O ciclismo fez em 2024 um teste à resiliência de Maria Martins. Quando falou com o TopCycling antes dos Jogos Olímpicos o discurso era de certa preocupação por estar sem equipa. Dois meses depois tudo mudou! Tata foi confirmada como reforço da CANYON//SRAM, equipa que venceu o último Tour de France com Kasia Niewiadoma. "Isto vem na melhor altura. Poder fazer parte deste projeto, com a idade que tenho, penso que a partir de agora é quando posso alcançar os melhores resultados. Tenho levado as coisas de forma progressiva e estou aqui para completar o processo. Não é fácil ter estas oportunidades sabendo o quão difícil está o ciclismo. 'Quantos cães estão para o mesmo osso?' Tenho as pessoas certas do meu lado, uma equipa e uma família que me apoiam. Tive uma grande ajuda da agência Corso, do João Correia, e quero retribuir esse apoio." Maria Martins ao TopCycling. FPC Uma das melhores equipas do mundo Na CANYON//SRAM a ribatejana terá uma segunda chance. A primeira experiência ao mais alto nível foi na Fenix-Deceuninck, em 2023, mas durou um nao. À época o TopCycling foi a Espanha seguir o primeiro estágio de Maria Martins que aos 24 anos se tornou a pioneira portuguesa no WorldTour. A nova equipa é liderada por super estrelas como Kasia Niewiadoma, Chloe Dygert e Zoe Backstedt. Também apostam no talento formado – Antonia Nierdermeier e Ricarda Bauernfeind apareceram na equipa sub-23, a CANYON//SRAM Generation. "Vou ter um grupo de trabalho muito bom, condições muito boas e tenho tudo para poder alcançar a minha melhor versão como atleta e como pessoa. É uma questão de tempo até ganhar confiança nas minhas qualidades. É um motivo de orgulho que me deixa a pensar se realmente merecia isto… Sempre trabalhei e vou trabalhar até realizar o que ambiciono. Isto é um voto de confiança que me dão e vou agarrar com tudo o que tenho nesta oportunidade para ser a pessoa e a ciclista que sempre desejei ser porque é um sonho de miúda. Fazer de uma das melhores equipas do mundo dá muita confiança e é motivo de orgulho. Para fechar o ano com nota positiva Maria Martins ataca o Mundial de pista com a seleção nacional. Após abrir a participação com um 16.º lugar no scratch, no segundo dia subiu o nível e foi 6.ª na eliminação. ### The Goats - Fizemos uma prova de ciclismo de ultra distância em Portugal Neste vídeo, mostro a minha participação no "The Goats", uma prova de ultra distância em bicicleta, 730 quilómetros com um desnível acumulado de 17.000 D+, em modo BikePacking, sem qualquer suporte, realizada na zona da Serra da Estrela, Portugal. Ao longo do vídeo, mostro as dificuldades que enfrentei, o exigente percurso e como consegui superar este enorme desafio. Desde os momentos mais difíceis até à satisfação de chegar à meta, partilho cada detalhe da prova e como foi desafiante concluir esta incrível aventura. Por um lado fiz uso da experiência de alguns anos que tenho de bicicletas, por outro, em alguns aspetos foi uma aprendizagem, pois é uma dinâmica de prova completamente diferente. No final, com o exemplo do The Goats como "pano de fundo", quis dedicar esta aventura a todos os que lutam pelo que querem no seu dia a dia, seja ou não de bicicleta. Espero que gostem. https://youtu.be/BG0mH4WDzPU?si=Rt9Fz2dcsxtwoy8P ### Portugal sobe o nível no Mundial de pista Top 10 de Maria Martins (eliminação) e de Diogo Narciso (scratch) num segundo dia forte de Portugal no Mundial de pista. Após uma entrada morna no Mundial de pista, Portugal já pedala forte na Dinamarca com dois top 10 obtidos no segundo dia de prova. Na Super Arena de Ballerup, subúrbio industrial de Copenhaga, Maria Martins foi 6.ª numa eliminação ganha por Ally Wollaston. A neozelandesa bateu a bicampeã mundial desta disciplina, Lotte Kopecky. Diogo Narciso correu desinibido o scratch – 15 km/60 voltas – e foi 10.° na estreia em Mundiais de elites. Dono de três pratas em Europeus de sub-23, o gondomarense só não foi capaz de seguir o ataque final do japonês Kazushige Kuboki, que chegou ao ouro aos 35 anos após ter sido 2.° nos campeonatos anteriores. https://twitter.com/UCI_Track/status/1847027751494049914 Na Dinamarca respira-se pista Numa sessão com cinco finais nota para o título de Kento Yamasaki no keirin, apenas o segundo nesta disciplina venerada no Japão. Desde o Mundial de Viena, em 1987, que não havia um japonês campeão no keirin! Na Dinamarca respira-se pista e o ponto alto da jornada foi o título dos locais na perseguição masculina por equipas. Liderados por Niklas Larsen, os escandinavos bateram a Grã-Bretanha de Ethan Hayter. A perseguição feminina foi mais desequilibrada: a Grã-Bretanha defendeu o título e na final até dobrou a Alemanha, nação campeã olímpica em Tóquio 2020! Ler mais | Portugal conquista ouro no Madison dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 ### Specialized apresenta as novas Vado SL 2 Carbon A Specialized acabou de anunciar as novas Vado SL 2 Carbon, as suas novas e-bikes. Segunda a marca, estas novas bicicletas são um veículo ultra-premium, concebido para circular em qualquer estrada com mais velocidade, estilo, confiança e diversão. As novas e-bikes estão disponíveis em três versões: SL 2 Carbon LTD, SL 2 6.0 EQ Carbon e a SL 2 6.0 Carbon. Turbo Vado SL 2 Carbon Estas novas e-bikes são, segundo a Specialized, bicicletas premium e de performance concebidas para o exercício físico e para tornar as deslocações diárias do utilizador elétricas. Têm um quadro em carbono, inspirado nas melhores bicicletas de competição do mundo, Future Shock para uma volta ultrasuave, posição ergonómica para um comportamento intuitivo e motor elétrico superleve. Turbo Vado SL 2 Carbon LTD Utilização - Deslocações diárias rápidas, exercício físico e exploração; Forward 50 LTD - Limitada a 250 bicicletas numeradas, apenas em lojas selecionadas; Sistema de bicicleta elétrica - Specialized SL 1.2 / 320 W / Até 5 horas de autonomia; Peso - Bicicleta elétrica ultraleve em carbono: 14,9 kg; Suspensão - Future Shock 3.2; Personalização e segurança - Métricas de Fitness, Find My da Apple, Cadeado Turbo System, Luzes. Turbo Vado SL 2 6.0 EQ Carbon Utilização - Deslocações diárias rápidas, exercício físico e exploração; Sistema de bicicleta elétrica - Specialized SL 1.2 / 320 W / Até 5 horas de autonomia; Peso - Bicicleta elétrica ultraleve em carbono: 17,9 kg; Suspensão - Future Shock 3.2; Equipamento - Suportes de bagagem MIK e guarda-lamas DryTech de série E; Personalização e segurança - Métricas de Fitness, Find My da Apple, Cadeado Turbo System, Luzes. Turbo Vado SL 2 6.0 Carbon Utilização - Deslocações diárias rápidas, exercício físico e exploração; Sistema de bicicleta elétrica - Specialized SL 1.2 / 320 W / Até 5 horas de autonomia; Quadro - Quadro e forqueta FACT Carbon ultraleves; Suspensão - Future Shock 3.2; Peso da bicicleta - Apenas 15,9 kg; Personalização e segurança - Métricas de Fitness, Find My da Apple, Cadeado Turbo System, Luzes. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das várias versões das novas e-bikes da Specialized clicando aqui. ### João Almeida projeta Tour de France 2025 João Almeida recebeu o TopCycling em Benidorm para uma conversa acerca do Tour de France e das expetativas para 2025. O ano de 2025 será em tudo semelhante ao anterior para João Almeida, cujo programa tem o foco no Tour de France – onde foi 4.º classificado – e na Vuelta a Espanha – que abandonou por Covid-19. O TopCycling esteve com o atleta da UAE Emirates em Benidorm e colocou todos os temas importantes em cima da mesa. João Almeida respondeu a tudo, como podem conferir na entrevista que partilhamos em vídeo. Como viveu as três semanas do Tour? Que balanço faz do 4.º lugar e da vitória na classificação por equipas? E como foi correr ao lado do campeão Pogacar? Como ficou a relação com Juan Ayuso? Podia ter ganho a Volta à Suíça? Vídeo | João Almeida com Gonçalo Moreira https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo Eis o calendário de João Almeida em 2025: Volta à Comunidade Valenciana Volta ao Algarve Paris-Nice País Basco Volta à Romandia Volta à Suíça Tour de France Vuelta a Espanha Ler mais | UAE Team Emirates agarra Pogacar até 2030  UAE Emirates no reconhecimento da Volta à Comunidade Valencia.Foto: UAE Emirates/Fizza No Topcycling, queremos saber como é o público português no que se refere ao ciclismo, responda ao nosso questionário, são só dois minutos e está ajudar o projeto. Responda ao questionário Topcycling 2025 clicando aqui ### Portugal nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista Disputa-se de 16 a 20 de outubro a 121.ª edição dos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista que este ano decorrem na Ballerup Super Arena, em Ballerup, Dinamarca. Rui Oliveira, Ivo Oliveira, Diogo Narciso, Maria Martins e Daniela Campos são o quinteto de ciclistas que vai representar as cores nacionais e lutar pelas medalhas. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Medalhas em 22 especialidades Os melhores pistars vão disputar medalhas em 22 especialidades, 11 masculinas e 11 femininas. São elas o Sprint Individual, Sprint por Equipas, Contrarrelógio, Keirin, Perseguição Individual, Perseguição por Equipas, Corrida por Pontos, Madison, Scratch, Omnium e Eliminação. Portugal vai procurar melhorar o resultado obtido na última edição em Glasgow, na Escócia, quando conquistou uma medalha, o ouro com Iúri Leitão no Omnium. Depois de uns Jogos Olímpicos, em Paris, onde o ciclismo de pista nacional esteve em alta, com o ouro de Iúri Leitão e de Rui Oliveira, em Madison, e a prata de Leitão, em Omnium, a expetativa é alta.  Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Iuri Leitão ausente por lesão Iuri leitão não vai marcar presença nestes Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista por não ter recuperado a tempo de uma virose que já o tinha afastado dos Campeonatos Europeus de Estrada. Apesar do contratempo, Rui Oliveira, Ivo Oliveira, Diogo Narciso, Maria Martins e Daniela Campos são já presenças assíduas em competições internacionais e já com várias medalhas conquistadas. Os Campeonatos do Mundo de Pista vão ter transmissão nos canais do Eurosport e na plataforma MAX ao longo dos cinco dias de competição. ### Volta a Lombardia - Poker de Pogacar Tadej Pogacar venceu, pela quarta vez consecutiva, a Volta a Lombardia, com um solo de 48 km. Esta é também a quinta vitória de destaque para o esloveno esta época, depois das vitórias no Giro D'Italia, Tour de France, Liège-Bastogne-Liège e Campeonatos do mundo. Ler mais | Pogacar Tour – Marcas históricas e registos supersónicos A corrida O percurso da Volta a Lombardia ligou Bergamo a Como. Contou com 255 km de extensão, e um total de mais de 4700m de elevação. Depois de praticamente uma hora de corrida até a fuga se formar, um grupo de 23 ciclistas conseguiu escapar ao pelotão. Os fugitivos chegaram a ter mais de 4:00 de vantagem, num pelotão onde foi a UAE Team Emirates a controlar quase sempre. https://twitter.com/Il_Lombardia/status/1845085269571060210 A cerca de 48 km do final, e já depois da fuga estar alcançada, o momento mais anunciado da corrida: ataque de Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), que ninguém conseguiu seguir. A partir desse momento, a vantagem de Pogacar foi sempre crescendo. Atrás, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) também se conseguiu isolar do grupo de perseguidores. A ordem estava definida: Tadej Pogacar venceu o último monumento da época. Evenepoel foi segundo, e Giulio Ciccone (Lidl - Trek) fechou o pódio com um ataque nos últimos quilómetros da prova. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters A época de Pogacar Tadej Pogacar adicionou hoje mais uma vitória importante a uma época que foi irrepreensível. Foi a 25ª vitória da época, onde se destacam duas Grandes Voltas (Giro e Tour), o Campeonato do mundo, e dois monumentos: a Liège-Bastogne-Liège, e agora a clássica das folhas mortas. Venceu ainda a Strade Bianche, a Volta à Catalunha, o Grand Prix Cycliste de Montréal e o Giro dell'Emilia. Destacar ainda que iguala, com esta vitória, o recorde de Fausto Coppi de quatro vitórias consecutivas na Volta a Lombardia. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE Team Emirates6:04:582EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step3:163CICCONE GiulioLidl - Trek4:314IZAGIRRE IonCofidis4:345MAS EnricMovistar Team"6SIVAKOV PavelUAE Team Emirates"7VAN EETVELT LennertLotto Dstny"8POWLESS NeilsonEF Education - EasyPost4:589GAUDU DavidGroupama - FDJ"10MEURISSE XandroAlpecin - Deceuninck" Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Cavendish e Nadal: lendas made in France  Ciclismo e ténis perderam referência no mesmo dia com as retiradas de Mark Cavendish e de Rafael Nadal. Mark Cavendish e Rafael Nadal são lendas no respetivo desporto por direito próprio e viram a França tornar-se o palco mais importante das carreiras. Ler mais | Tour de France 2024: Etapa 5 – Mark Cavendish entra para a história! Caminhos distintos para a glória O que têm em comum um ciclista britânico, nascido em Douglas, e um tenista espanhol, nascido em Manacor? À primeira vista pouco, para além de terem anunciado a retirada do desporto no mesmo dia. Um olhar mais aprofundado revela algumas similaridades: nasceram com pouco mais de um ano de diferença, apareceram muito cedo nos respetivos desportos e ambos são naturais de um arquipélago. Além disso, os primeiros sintomas de êxito surgiram no mesmo ano: 2005. Foi nesse ano que Mark Cavendish se estreou no pelotão de elites vencendo a primeira corrida em maio. No mesmo mês Rafael Nadal, com apenas 19 anos, venceu em Roland Garros, o torneio francês do Grand Slam. Mark Cavendish com a camisola verde no Tour de France 2008A.S.O. / Bruno Bade Lendas construídas em França Se o britânico teve de esperar até 2008 para obter a primeira vitória no Tour de France, por essa altura já Rafael Nadal ia no quarto título em Roland Garros. O que se seguiu, como se diz, é história. Nos 16 anos posteriores Mark Cavendish e Rafael Nadal converteram-se em lendas com a França como denominador comum. O sprinter da Ilha de Man converteu-se em recordista de etapas conquistadas no Tour de France com 35 triunfos, superando os 34 de Eddy Merckx. Já o tenista de Maiorca venceu 22 títulos do Grand Slam, 14 deles em solo francês. Quis o destino que duas lendas, com carreiras marcadas pelas vitórias e tremenda longevidade – com vitórias em três décadas – dissessem adeus ao desporto de competição no mesmo dia. Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Nadal e o ciclismo Apesar de não se ter pronunciado muitas vezes sobre o desporto, Rafael Nadal é um fã da bicicleta. A Mondraker construiu, inclusive, uma bicicleta personalizada para o espanhol. A Academia Rafael Nadal situada em Manacor, por exemplo, já foi o local escolhido para estágios no caso da Movistar. Ao espanhol também foram dirigidas algumas críticas em 2022, quando ciclistas franceses como Pinot e Martin visaram o tenista pelas injeções no pé durante essa edição de Roland Garros.  Cavendish também não foi alheio à polémica. No auge do britânico estava longe de ser consensual no pelotão, sobretudo quando perdia e tecia críticas aos colegas em público. Cav e Rafa foram atletas olímpicos em 2008, 2012 e 2016, tendo ambos ganho medalhas no Rio de Janeiro. O ciclista também apoiou Nadal quando quis permanecer na aldeia olímpica em Paris 2024. https://twitter.com/RafaelNadal/status/410050752586211328 Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Calendário 2025: Taça do mundo de XCO A União Ciclista Internacional (UCI), em parceria com a Warner Bros. Discorvery, disponibilizaram o calendário da Taça do mundo de XCO para 2025. Esta Taça do mundo vai juntar todas as principais categorias do ciclismo de montanha: Cross-country olímpico (XCO); Cross-country short track (XCC); Downhill (DH); e Enduro (EDR). A Taça do mundo vai visitar 10 países durante as suas 15 rondas. Vai decorrer durante 16 fins de semana, entre abril e outubro de 2025. O Calendário O calendário da Taça do mundo começa com duas rondas no Brasil, antes de 11 rondas na Europa, onde vão visitar Itália, Polónia, Chéquia, França, Áustria, Andorra e Suíça. Nas duas últimas rondas, os ciclistas seguem para a América do Norte, com corridas nos E.U.A. e Canadá. Os campeonatos do mundo de XCO estão programados para setembro, inseridos entre a ronda em Haute-Savoie (France), e Lenzerheide’s Bike Kingdom (Suíça). Vão decorrer em Valais (Suíça). Créditos: UCI WHOOP Mountain Bike World Series Chris Ball, vice-presidente dos eventos de ciclismo da Warner Bros. Discovery Sports Europe, deixou algumas palavras em relação à apresentação do calendário: A edição de 2025 está a preparar-se para ser a melhor época de sempre. Estamos a expandir-nos uma vez mais e damos as boas-vindas a La Thuile à família da Taça do Mundo UCI, enquanto Lake Placid acrescenta o Downhill ao seu calendário e eleva para 10 o número de etapas da Taça do Mundo de Downhill UCI. O calendário também conta com o regresso de locais que se estrearam com sucesso em 2024, bem como de ícones do desporto como Val di Fassa, Nové Město na Moravě e Mont-Sainte-Anne. Uma combinação perfeita de inovação e tradição. Chris Ball, vice-presidente dos eventos de ciclismo da Warner Bros. Discovery Sports Europe 2024 foi o ano de Alan Hatherly A Taça do mundo de XCO terminou no início de outubro com a consagração de Alan Hatherly como vencedor da Taça do mundo. Juntou este título ao de campeão do mundo e ao bronze olímpico. Victor Koretzky também foi destaque, ao vencer a Taça do mundo de XCC, e ser segundo na Taça do mundo de XCO, nos mundiais e nos Jogos Olímpicos. Na categoria feminina, o grande destaque foi Alessandra Keller, que venceu a Taça do mundo de XCO e XCC. O título mundial ficou entregue a Puck Pieterse e o título olímpico a Pauline Ferrand Prevot. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1843206933429542952 Créditos da foto de destaque: Bartek Wolinski / Red Bull ### Stade Brestois de Valentin Madouas sensação na Champions Vice-campeão olímpico Valentin Madouas é adepto do Stade Brestois se estreia na Champions League. Da Bretanha sempre saíram excelentes ciclistas, já do futebol pouco se sabe. O vice-campeão olímpico Valentin Madouas tem ajudado a por o Stade Brestois no mapa, mas nada que se compare ao mediatismo da estreia na Champions League. O clube nunca jogou provas europeias, não conquistou títulos importantes e trabalha com um orçamento de 48 milhões de euro. No entanto, após duas jornadas, o Stade Brestois tem tantas vitórias como o Borussia Dortmund, finalista da edição passada. Valentin Madouas é embaixador dos Piratas e após os Jogos Olímpicos foi recebido pelo clube, assistiu ao treino e mostrou a medalha de prata. O plantel assistiu à prova olímpica enquanto estagiava em Roccaraso, nos Apeninos Centrais. Foi aí que Rúben Guerreiro deu o tiro mais certeiro da carreira durante o Giro de 2020. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Região de Bernard Hinualt tem 31 profissionais A Bretanha é terra de ciclismo e do cinco vezes campeão do Tour de France, Bernard Hinualt. No pelotão atual tem 31 profissionais, por exemplo Axel Laurance (campeão mundial sub-23 em Glasgow), David Gaudu ou Warren Barguil. E Brest não é a única cidade de ciclismo na Champions League. Girona, que Lance Armstrong popularizou e continua a receber profissionais de todo o mundo, também se estreia na prova. A realidade financeira de ciclismo e futebol é que não tem nada a ver. As vitórias sobre Sturm Graz e Red Bull Salzburgo renderam 4,2 milhões de euros, cerca de 10% do orçamento do Stade Brestois (48 milhões). A Clássica da Bretanha, de nível WorldTour, pagou 16 mil euros a Marc Hirschi. https://twitter.com/MadouasValentin/status/1836825570065207326 Thibaut Pinot é ferrenho do PSG No pelotão há alguns fanáticos da bola. Olivier Le Gac também é fã dos Piratas e o retirado Thibaut Pinot é ferrenho do PSG, dois Groupama-FDJ. Remco Evenepoel começou no meio-campo, foi adaptado a lateral esquerdo e através do Anderlecht chegou a ser internacional pela Bélgica. Foi capitão num 3-3 contra Portugal, num amigável onde estiveram bons jogadores como Louis Openda (Red Bull Leipzig) e André Almeida (Valência CF). Seguramente há mais, muitos mais. Aceitam-se sugestões para fazer crescer a lista dos mais ferrenhos do pelotão. ### Paris-Tours e uma viagem ao ciclismo do século 19 A 118.ª edição  da Paris-Tour fez lembrar o ciclismo de outros tempos. Propomos uma retrospetiva fotográfica da clássica francesa. A Paris-Tours foi um dia de ciclismo à antiga, honrando a tradição do evento nascido em 1896. Caras indecifráveis e corpos cobertos de lama. A chuva deu o toque épico à vitória de Christophe Laporte, da Visma | Lease a Bike, a primeira do ano do bronze olímpico em Paris. Ler mais | Mathieu Van der Poel voou para o título mundial de gravel A.S.O. Gautier Demouveaux A.S.O. Gaëtan Flamme Ciclismo num regresso ao passado? O lado desportivo foi uma mera nota de rodapé. Este domingo assistimos à definitiva transição da clássica que foi dos sprinters e pertence agora aos classicómanos. Após 111 edições a Paris-Tours deixou de apelar à velocidade pura no ciclismo. Em 2018 reinventou-se incorporando subidas e setores de gravilha perdidos entre vinhedos. Que mania é esta de querer levar o ciclismo num regresso ao passado? A.S.O. Gautier Demouveaux A tendência de procurar o vintage Porquê sujeitar os ciclistas a passar em sterrato, gravilha e empedrado? A introdução destes elementos em competição é controversa. Os puristas defendem um ciclismo em asfalto, mas quando as bicicletas saíram dos velódromos para se fazerem à estrada as vias de comunicação eram muito diferentes das atuais. Recordemos que os pioneiros foram os Romanos, depois vieram as estradas de McAdam. O asfalto derivado do petróleo é uma modernice. Sem esquecer as duas Guerras Mundiais que mutilaram a rede de comunicação europeia. Ler mais | Calendário 2025: provas nacionais de ciclismo de estrada  A.S.O. Gaëtan Flamme A.S.O. Gaëtan Flamme Tendência de procurar o vintage As estradas são o reflexo de avanços tecnológicos e num mundo governado pela tecnologia é curiosa a tendência de procurar o vintage. No entanto, a fórmula atraiu novos públicos e renovou a paixão dos fiéis com este regresso às origens. O êxito da Strade Bianche é a prova disso mesmo. Ler mais | Gravel – Diogo Gonçalves campeão de Portugal Julien Simon pendurou a bicicleta em Tours.A.S.O. Gautier Demouveaux Virtuosos multidisciplinares ditam as modas No dia da Paris-Tours correu-se o Mundial de gravel, a disciplina da moda que também leva o pelotão por caminhos de cabras típicos do século 19. Venceram Mathieu Van der Poel e Marianne Vos, ambos já com títulos na estrada e no ciclocrosse. Os virtuosos multidisciplinares ditam as modas, estimulam o público e espicaçam o resto do pelotão. Até os conservadores voltistas voltaram a ganhar no pavê! Não víamos um campeão do Tour de France apontar aos cinco Monumentos desde os anos 70 com o inevitável Eddy Merckx. Não é incrível viver com Pogacar o que não pudemos viver com Merckx? ### Taça do mundo de XCO – Ronda 8: Mont-Sainte-Anne A oitava, e última, corrida da Taça do mundo XCO decorreu entre os dias 4 e 6 de outubro em Mont-Sainte-Anne.  Loana Lecomte e Alan Hatherly venceram as corridas de elites de XCO, num fim de semana marcado pela consagração de Alessandra Keller e Hatherly como os vencedores da Taça do mundo de XCO em 2024. Ler mais | Taça do Mundo de XCO – Ronda 7: Lake Placid Créditos: Bartek Wolinski / Red Bull Prova masculina da Taça do mundo de XCO A prova masculina definiu-se desde cedo, com Alan Hatherly (CANNONDALE FACTORY RACING) a isolar-se na frente logo na primeira volta. Mathis Azzaro (DECATHLON FORD RACING TEAM) e Victor Koretzky (SPECIALIZED FACTORY RACING) foram os maiores destaques na perseguição durante toda a corrida. Na quinta volta, Azzaro pareceu capaz de se aproximar e discutir a corrida com Hatherly, mas o sul-africano conseguiu voltar a criar espaço para o francês na sétima volta. Já ninguém apanhou Hatherly, que seguiu para a segunda vitória da época na Taça do mundo de XCO. Em segundo ficou Azzaro, e em terceiro Koretzky, que tinha vencido a corrida XCC. Esta corrida marcou também a consagração de Hatherly como o vencedor da Taça do mundo de XCO de 2024, juntando este título ao de campeão do mundo. Em segundo ficou Victor Koretzky, e em terceiro Filippo Colombo (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM). https://twitter.com/UCI_MTB/status/1830219567492116833 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 HATHERLY Alan CANNONDALE FACTORY RACING 1:26:56 2 AZARRO Mathis DECATHLON FORD RACING TEAM 0:30 3 KORETZKY Victor SPECIALIZED FACTORY RACING 0:48 4 ALDRIDGE Charlie CANNONDALE FACTORY RACING 0:50 5 AVONDETTO Simone WILIER-VITTORIA FACTORY TEAM XCO 1:01 6 SARROU Jordan TEAM BMC 1:14 7 COLOMBO Filippo SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM 1:31 8 SCHURTER Nino SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM 2:23 9 ANDREASSEN Simon CANNONDALE FACTORY RACING 2:24 10 GUERRINI Marcel BIXS PERFORMANCE RACE TEAM 2:51  Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Lm-t-Xrapnw&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Prova feminina A prova feminina ficou marcada por uma luta até ao fim entre Loana Lecomte (CANYON CLLCTV XCO) e Laura Stigger (SPECIALIZED FACTORY RACING).  Lecomte esteve na frente da corrida desde a primeira volta. Na perseguição seguiam Stigger, Candace Lill e Sina Frei (SPECIALIZED FACTORY RACING).  Do grupo perseguidor, apenas Stigger conseguiu seguir o ritmo de Lecomte e acompanhar a francesa na frente. As duas chegaram isoladas na frente à última volta do percurso de Mont-Sainte-Anne.  Foi apenas nesta última volta que Lecomte conseguiu criar espaço para Stigger. A francesa conquistou a segunda vitória da época na Taça do mundo de XCO com uma vantagem de 0:09 para Stigger. Em terceiro ficou Frei, que já tinha vencido a prova XCC.  A prova serviu também como consagração para Alessandra Keller (THÖMUS MAXON), que venceu a Taça do mundo de XCO. Em segundo ficou Laura Stigger, e em terceiro Candace Lill. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1842361579335004655 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 LECOMTE Loana CANYON CLLCTV XCO 1:19:01 2 STIGGER Laura SPECIALIZED FACTORY RACING 0:09 3 FREI Sina SPECIALIZED FACTORY RACING 1:19 4 LILL Candace  2:00 5 KELLER Alessandra THÖMUS MAXON 2:04 6 RICHARDS Evie TREK FACTORY RACING - PIRELLI 2:21 7 RISSVEDS Jenny TEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL 2:37 8 HÄBERLIN Steffi TEAM BMC 2:47 9 WIEDMANN Tamara  2:47 10 BLUNK Savilia DECATHLON FORD RACING TEAM 3:02  Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=AL1_eSgqrIc&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries ### Mathieu Van der Poel voou para o título mundial de gravel Neerlandês Van der Poel é campeão mundial de gravel após bater o belga Florian Vermeersch. Campeonato do Mundo disputou-se em Leuven, na Bélgica. Depois da vitória de Marianne Vos na prova feminina, Mathieu Van der Poel acentuou o domínio dos Países Baixos ao ganhar o Mundial de gravel. Em elites masculinos, a luta pela camisola arco-íris despertou enorme interesse no pelotão de estrada, o que resultou numa startlist de luxo. A prova de 140 km foi-se partindo até que restarem apenas 20 elementos para os 70 km finais. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Ataque de Mathieu Van der Poel A 60 km para o fim ataque de Mathieu Van der Poel, reduzindo o grupo de 20 para sete corredores. Jasper Stuyven, Gianni Vermeersch, Quinten Hermans e Florian Vermeersch, (Bélgica), Matej Mohoric (Eslovénia) e Swift (Grã Bretanha) foram os únicos ciclistas que resistiram ao ataque de Van der Poel. Este grupo rapidamente ganhou vantagem aos perseguidores que a 50 km para o final levavam já um minuto de atraso. Créditos: A.S.O. A.S.O. Charly_Lopez Bélgica encarnou o espírito da Wolfpack Com quatro elementos no grupo de sete, a Bélgica encarnou o espírito da Wolfpack. Mesmo sem um bom dia dos representantes no pelotão da Soudal-QuickStep, como o campeão europeu Tim Merlier, os belgas foram atacando em vagas graças à superioridade numérica. Van der Poel controlou os ataques e fechou todos os espaços. A 40 km Florian Vermeersch, reforço da UAE Emirates em 2025, agitou as águas e Van der Poel seguiu-o. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Rivalidade entre a Bélgica e os Países Baixos A dupla de ciclistas aumentou gradualmente a vantagem e a 15 km da meta tinha já 1:30 para os perseguidores. Aos que não seguiram a movimentação restou disputar a medalha de bronze. A rivalidade entre a Bélgica e os Países Baixos não podia ter sido mais espetacular. Os belgas correndo em casa, em Leuven, com um público que deu espetáculo na berma da estrada. Os neerlandeses em inferioridade numérica, mas com um super Van der Poel. A 13 km para o final bastou uma pequena colina para definir o campeão do mundo de gravel. Van der Poel descarregou Vermeersch e "matou" a corrida; na luta pelo pódio foi Hermans a levar a melhor. Sétimo título mundial para o fenómeno dos Países Baixos! Campeão Mundial de Ciclocrosse: 2015, 2019, 2020, 2021, 2023 e 2024 Campeão Mundial de Estrada: 2023 Campeão Mundial de Gravel: 2024 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaNaçãoTempo/Média1.VAN DER POEL Mathieu4:41:2338.9712.VERMEERSCH Florian4:42:2638.8263.HERMANS Quinten4:45:1038.4534.STUYVEN Jasper4:45:1038.4525.VERMEERSCH Gianni4:45:1138.4526.SWIFT Connor4:45:1138.4517.MOHORIC Matej4:45:1138.4518.MERLIER Tim4:45:3838.3929.KIELICH Timo4:45:3838.39110.AERTS Toon4:45:3838.391 ### Marianne Vos campeã mundial de gravel Em Leuven, Marianne Vos estragou a festa aos belgas batendo Lotte Kopecky no Mundial de gravel. Neerlandesa tem 14 títulos mundiais. A terceira edição do campeonato do mundo de gravel foi ganha por Marianne Vos num sprint a duas contra Lotte Kopecky. A bicampeã mundial de estrada voltou a perder contra a neerlandesa que já lhe tinha ganho no sprint pela medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris. Aos 37 anos, Marianne Vos junta o gravel à lista de 13 títulos mundiais que já tinha no palmarés. Estrada, pista, BTT, ciclocrosse e gravel; por algo a neerlandesa da Visma | Lease a Bike é considerada a melhor ciclista de todos os tempos. "Um título mundial é sempre especial, mas hoje não pensei mesmo nos outros 13 em nenhum momento. Estava apenas focada na corrida. Ela [Kopecky] é muito rápida por isso não foi perfeito, mas quando estás com uma corredora tão forte – que vem de se sagrar campeã do mundo na estrada e está em boa forma – então é perfeito.” Marianne Vos na flash interview. Ler mais | Entrámos na super estrutura da Visma – Lease a Bike durante a Vuelta a Espanha Vos tem 255 vitórias na estrada!Créditos: Unipublic Sprint Cycling Agency Mais de 250 vitórias na estrada Marianne Vos soma mais de 250 vitórias na estrada e já superou as 100 no ciclocrosse. Faz parte de um lote de corredoras de referência na história do ciclismo feminino. Confere os títulos mundiais conquistados por Marianne Vos: Campeã mundial de ciclocrosse em 2006, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2022 Campeã mundial de estrada em 2006, 2012 e 2013 Campeã mundial de pista em 2008 (corrida por pontos), 2011 (scratch) Campeã mundial de gravel em 2024 Ler mais | Sanne Cant atinge as 125 vitórias! ### Vala, a nova e-bike da Santa Cruz A Santa Cruz lançou a nova Vala, uma e-bike Full Power construída pela marca de bicicletas de montanha. Esta nova bicicleta caracteriza-se pela manobrabilidade suprema, excelente suspensão e longevidade que combinam com o novo motor Bosch. Motor com extensor de autonomia A nova Vala vem munida de um motor com extensor de autonomia de 1,5 kg já disponível e vendido em pós-venda. A bateria de 600 Wh é fixa, reduz o peso do sistema e o tamanho do tubo inferior e foi desenvolvida sem mecanismos complicados e com menos peças. Com sistema Full Power e 85 Nm de binário máximo este motor fornece uma entrega de potência muito reativa e pesa 2,8 kg. Bateria Otimizada A nova Santa Cruz Vala tem a bateria otimizada 1 kg mais leve do que o tamanho seguinte (800 Wh). Esta redução de peso permite uma estrutura mais pequena e mais leve, pelo que o efeito global é superior a 1 kg de poupança de peso da bateria. A bicicleta tem também um extensor de autonomia PowerMore de 250 Wh. Motor Bosch Performance Line CX O novo motor Bosch Performance Line CX recebeu uma atualização, sendo agora mais silencioso, mais leve e mais compacto. Tem quatro modos de potência (Eco | Tour | eMTB | Turbo) personalizáveis na aplicação e personalização dos modos de condução com a app da Bosch Flow. Manobralidade e Rigidez A Vala foi construída com foco na manobralidade com Flip Chip de ajuste de geometria, altura do BB de 4 mm hi/lo e ângulo de direção de 0,3 graus. Tem também ponte da escora do selim e link de uma peça para maior rigidez. A Santa Cruz deu prioridade à resistência em vez de poupar nos rolamentos e na estrutura, poupando peso através de um design otimizado apesar de todos os kits continuarem a ser inferiores a 23 kg. Outros detalhes Os pivôs principais funcionam com um eixo de pinça de pré-carregamento e uma cunha expansiva. Os eixos não podem recuar e são codificados para uma remoção, segundo a marca, sem preocupações. A Vala tem todos os parafusos de chave allen de 5 mm para uma fácil e rápida verificação. Todas as roscas na escora, nos pivôs e no suporte do amortecedor são substituíveis. Quatro rolamentos de grandes dimensões nos pivôs da escora e um eixo mantém tudo preso, não permitindo que peças pequenas caiam. Montagens e preços ### Calendário 2025: provas nacionais de ciclismo de estrada  Já é conhecido o calendário das provas nacionais de ciclismo de estrada para 2025.  Destaque para as duas provas ProSeries (categoria .Pro) – Figueira Champions Classic e Volta ao Algarve – em fevereiro. No início de agosto a Volta a Portugal em Bicicleta arranca na Maia e finalizará em Lisboa. São ao todo 10 provas do calendário UCI – entre a categoria .2 e .Pro – que vão decorrer em território nacional entre fevereiro e agosto. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Fevereiro e as corridas ProSeries Em fevereiro, ainda no início da época de ciclismo de estrada, Portugal recebe as duas provas de maior categoria.  A Figueira Champions Classic e a Volta ao Algarve são provas preparatórias para corridas do WorldTour como Paris-Nice e Tirreno-Adriático. Casper Pedersen e Remco Evenepoel, ambos da Soudal-QuickStep, foram os vencedores das primeiras edições do evento figueirense que volta à estrada a 16 de fevereiro. Evenepoel fez a dobradinha Figueira-Algarve em 2024. A corrida mais a Sul do país já vai na 51.ª edição e estará na estrada entre 19 e 23 de fevereiro. Ler mais | Evenepoel tricampeão no Algarve https://www.youtube.com/watch?v=LT_mmNe5E6E&t=794s António Morgado recebeu o TopCycling na Figueira da Foz. Oportunidades para o pelotão nacional Entre março e agosto, o pelotão nacional vai correr cinco provas do calendário UCI de categoria .2: Clássica da Arrábida, Volta ao Alentejo, GP Internacional Torres Vedras (2.2). Corre-se também, no pelotão feminino, a Volta a Portugal (2.2).  Saem para a estrada ainda duas provas de categoria .1: o GP Internacional Beiras e Serra da Estrela, que sobe de 2.2 para 2.1. A Volta a Portugal (2.1), o destaque da época de ciclismo de estrada por cá, sai para a 86.ª edição entre 30 de julho e 10 de agosto de 2025.  Nota ainda para os Campeonatos Nacionais: as provas das elites correm-se em julho, e as provas dos juniores correm-se em agosto. Ler mais | Das lágrimas à glória – A vitória da Sabgal-Anicolor na Volta a Portugal em fotografia Podium Events Calendário completo Confira, em baixo, o calendário completo das provas UCI que vão decorrer em Portugal em 2025, com data e categoria de cada prova: 16/2/2025 - Figueira Champions Classic (1.Pro) 19/2 a 23/2/2025 - Volta ao Algarve em Bicicleta (2.Pro) 23/3/2025 - Clássica da Arrábida - Cyclin'Portugal (1.2) 26/3 a 30/3/2025 - Volta ao Alentejo (2.2) 23/5 a 25/5/2025 - GP Internacional Beiras e Serra da Estrela (2.1) 20/6 a 22/6/2025 - Campeonatos Nacionais de estrada de Elites (CN) 2/7 a 6/7/2025 - Volta a Portugal Feminina (2.2) 10/7 a 13/7/2025 - GP Internacional Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho (2.2) 30/7 a 10/8/2025 - Volta a Portugal em Bicicleta (2.1) 16/8 a 17/8/2025 - Campeonatos Nacionais de estrada de juniores (CN) Pode ficar a saber mais sobre cada prova aqui. Créditos da foto de destaque: Podium Events ### Mundiais de Gravel 2024 Corre-se nos próximos dias 5 e 6 de outubro a terceira edição dos mundiais de gravel em Leuven na Bélgica, depois da vitória de Mohorič e Niewiadoma na edição passada. Apesar de ainda muito recentes, estes mundiais têm tido cada vez mais mediatismo e prova disso é a constante evolução da qualidade dos participantes e do mediatismo à sua volta. Dois portugueses em prova Franscisco Moreira e Filipe Oliveira vão ser os dois portugueses em prova nos elites masculinos. Tiago Ferreira, apesar de ter planeado e programado a sua presença, não vai participar devido a lesão. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Mulheres no sábado, homens no domingo A corrida de elites femininas, com 133 km vai correr-se no sábado, enquanto que a prova de elites masculinos de 182 km, vai decorrer no domingo. Apesar de não ter participação portuguesa, não faltam ciclistas de destaque na prova feminina que vai ter participação de atletas como Lotte Kopecky, Lorena Wiebes, Puck Pieterse, Lucinda Brand, Marianne Vos, entre muitas outras estrelas de estrada e ciclocrosse. A startlist masculina não fica atrás e vai ter nomes como Van der Poel, Matej Mohorič, Tim Merlier, Eli Iserbyt, Jasper Stuyven ou Isaac del Toro. Créditos: A.S.O. Charly Lopez 25 eventos serviram de qualificação Foram 25 os eventos que serviram de qualificação para os mundiais de gravel, mais nove que no ano passado, o que ajuda a explicar a subida de qualidade e inscritos. Nestes eventos, feitos através da Trek UCI Gravel World Series, os melhores 25% em cada categoria passaram à fase final. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Transmissão e horários Ambas as corridas feminina e masculina vão ser transmitidas na MAX com o add on de desporto. A prova de elites femininas vai ter transmissão no sábado (5) às 13h00 enquanto que a masculina tem início no dia seguinte às 13h10. ### Gravel - Diogo Gonçalves campeão de Portugal Portugal surfa a onda do gravel e Diogo Gonçalves é o primeiro campeão nacional. Entrevistamos o corredor da ABTF Betão-Feirense. Diogo Gonçalves entrou na história com o primeiro título nacional de gravel atribuído em Portugal. Dos 22 elites à partida em Ansião, o atleta da ABTF Betão-Feirense fez os 140 km da prova em 4:43:33 (média de 29.624 km/h). Foi a primeira vez que em Portugal se disputou um campeonato nacional nesta disciplina e para um corredor que está a concluir a primeira época como elite foi a cereja no topo do bolo. 1.º Diogo Gonçalves (ABTF Betão Feirense) 4.43:33 2.º Carlos Cruz (SAERTEX Portugal/Edaetech) a 3:39 3.º João Cruz (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) a 4:45 Sofrer quando o pelotão está de férias A data do campeonato de Portugal de gravel não é ideal. O que leva um corredor a sofrer quando o pelotão está de férias? Em entrevista ao TopCycling, Diogo Gonçalves explica porque foi a Ansião. "Comecei a época tarde devido a um acidente grave durante um treino em dezembro de 2023 e quis prolongar o ano. Estas bicicletas sempre me causaram certa curiosidade pela possibilidade de poder andar tanto na estrada como fora dela. Tinha visto no calendário que ia haver a prova e quis participar. Nada como juntar o útil ao agradável: tentar a sorte e ser o primeiro campeão nacional desta vertente do ciclismo." Diogo Gonçalves ao TopCycling. Ler mais | Afonso Eulálio fascinou Joaquim Andrade Afonso Eulálio de amarelo na Volta a Portugal marca o ano da ABTF Betão-Feirense.Créditos: Matias Novo/Podium Events Nacional contraria a tendência global do gravel Com apenas 22 atletas à partida não houve grandes blocos a controlar e a corrida foi um mano a mano. O Nacional contraria a tendência global do gravel. No Mundial de Leuven vão correr 292 elites masculinos e estrelas como Matej Mohoric e Mathieu Van der Poel. Diogo Gonçalves vem do BTT e duas semanas antes da prova ganhou a Taça Regional XCO - Mosteiro de Fráguas. Em Ansão prolongou a sequência vitoriosa. "Um pouco antes da zona de abastecimento 4 acelerei no final duma subida e vi que abri um pequeno espaço. A partir daí fiz algumas acelerações a subir, a rolar e a descer para ver como reagia o grupo. À falta de 20 km ataquei e continuei até ao fim. Ao longo da prova foi importante ter assistência e água fresca nas zonas de abastecimento, e fazer as descidas com precaução." Destaque para o top 5 de Diogo Narciso e Luís Fernandes (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car). Também correram Gonçalo Carvalho e César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), além de Bruno Silva (Rádio Popular/Paredes/Boavista) e de Francisco Campos (AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense). Ler mais | Afonso Eulálio na Bahrain por dois anos ### Trek Rail+ - A nova bicicleta de montanha elétrica da marca americana A Trek acabou de anunciar a sua nova bicicleta elétrica de montanha, a Rail +, desenhada a partir da plataforma Rail de curso longo e alta potência da marca. Esta nova bicicleta oferece maior curso com novo motor Performance Line CX da Bosch, com 85 Nm de binário e 160 mm de curso dianteiro e traseiro. Motor Performance Line CX da Bosch A Rail+ inclui o mais recente motor Performance Line CX da Bosch, com os mesmos 85 Nm de binário dos modelos Rail anteriores, mas com uma assistência mais suave e silenciosa. Para uma condução intuitiva e minimalista, a Trek também equipou a Rail+ com o mini controlo remoto e a consola da Bosch que permite mudar rapidamente o modo de assistência e ver o nível de assistência e autonomia da bateria sem ocupar espaço no cockpit. Nova bateria Powertube Para além do motor atualizado, a Rail+ também inclui a nova bateria Powertube da Bosch, com a tecnologia de bateria integrada amovível (RIB 2.0) atualizada da Trek.  Esta tecnologia RIB 2.0 permite que os ciclistas coloquem ou retirem a bateria de forma segura graças a um mecanismo retenção que impede que esta caia. A nova bateria tem uma capacidade de 800Wh e é compatível com uma bateria auxiliar PowerMore. Geometria A Rail+ recebeu algumas atualizações na sua geometria, com um ângulo mais relaxado de 64,5° no tubo de direção e novas caraterísticas de geometria ajustáveis.  Os ciclistas podem ajustar a altura do eixo pedaleiro e o ângulo do tubo de direção em meio grau graças ao Mino Link, e regular o rácio de alavancagem girando o chip. A Rail+ também é compatível com os copos reguláveis da caixa de direção (vendidos separadamente) que permitem regular em um grau a geometria. Concebida com rodas mullet Para manter um equilíbrio nas subidas, a Rail+ está equipada com uma roda dianteira de 29˝ e uma roda traseira de 27,5˝. Os ciclistas podem assim, segundo a Trek, ter as vantagens da baixa resistência ao rolamento e os benefícios de suavizar os trilhos mais acidentados de uma roda 29˝ e a agilidade extra de uma roda traseira mais pequena. A nova Rail+ está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Granfondo Serra De Ossa Com as inscrições já esgotadas, o Granfondo Serra De Ossa vai para a estrada no próximo dia 06 de outubro de 2024, com um novo recorde de 1500 inscritos. O evento conta com o apoio do Turismo do Alentejo - ERT e dos 5 municípios de passagem: Vila Viçosa, Redondo, Borba, Estremoz e Alandroal. Evento de destaque no Alentejo Com um total de 1500 ciclistas inscritos, vindos de várias regiões do país e do estrangeiro, o Granfondo Serra de Ossa consolida-se como um evento de destaque no Alentejo, promovendo o desporto e o turismo local. Os participantes poderão assim descobrir património cultural de Vila Viçosa que inclui o Paço Ducal, museus e vinhedos da região. Três percuros selecionados Os participantes terão à disposição três percursos cuidadosamente selecionados, que destacam a beleza natural da Serra de Ossa e das paisagens alentejanas. Os três percuros são o Granfondo (146 km), Mediofondo (111 km) e o Minifondo (63 km). ### A Trek apresenta a nova Powerfly+  A Trek Powerfly+ renova-se com uma nova geometria e o recente motor da Bosch. A Trek apresenta a nova Powerfly+, nas versões de suspensão total e hardtail. Segundo a Trek, “esta bicicleta elétrica de montanha tem agora maior capacidade para os trilhos com uma geometria totalmente nova e uma assistência mais silenciosa e suave”. Equipada com o novo motor Performance Line CX da Bosch, a nova Powerfly+ conta com um motor que oferece 85 Nm de binário “e que torna qualquer subida mais fácil de ultrapassar.” Ler mais | Trek apresenta a nova bicicleta de montanha Procaliber Carbon Suspensão com maior curso para maior capacidade A Trek avança que “os modelos Powerfly+ ganham maior capacidade e estilo com uma geometria totalmente nova, oferecendo maior controlo aos ciclistas tanto em trilhos acidentados como em singletracks”. O curso de suspensão foi atualizado para 120 mm na suspensão traseira e 130 mm na suspensão dianteira, enquanto a nova geometria da suspensão traseira “permite ter a confiança de um centro de gravidade mais baixo”.   O modelo hardtail da Powerfly+ mantem os 120 mm de curso da suspensão dianteira da sua antecessora, mas com uma geometria atualizada. Em ambos os modelos, o quadro inclui pontos de fixação para porta-bagagens, guarda-lamas e descanso, “tornando mais fácil os ciclistas adaptarem a sua Powerfly+ tanto para trilhos mais exigentes ou viagens de aventura.”  O mais recente motor da Bosch “O novo motor Performance Line CX da Bosch dá à Powerfly+ os mesmos 85Nm de binário que os modelos anteriores da Powerfly, mas com uma assistência mais suave e silenciosa. Os ciclistas têm assim todas as vantagens de uma bicicleta elétrica de montanha de alta potência com um som mais natural do que nunca.”  Trek Bateria maior e mais segura A Powerfly+ tem também a nova bateria Powertube da Bosch, com opções de 600Wh e 800Wh “para garantir maior autonomia tanto nas voltas de fim-de-semana como nas aventuras épicas de bicicleta.”:  “A nova bateria fixa-se perfeitamente na Powerfly+ com a tecnologia actualizada de Bateria Integrada Amovível (RIB 2.0) da Trek. A nova tecnologia RIB 2.0 permite que os ciclistas coloquem ou retirem a bateria de forma segura graças a um mecanismo retenção que impede que a bateria caia.”  Trek Para os ciclistas que procurem ainda mais autonomia para as suas voltas de bicicleta, é possível adicionar a bateria auxiliar PowerMore da Bosch e retirar ainda mais da nova Powerfly+.  Rodas de rolamento suave A Powerfly+ vem equipada com rodas de 29˝ para “suavizar os trilhos irregulares e os buracos”, e contam com espaço suficiente para instalar pneus que ofereçam maior tração. Os modelos de tamanho mais pequeno estão equipados com rodas de 27,5˝ para “uma melhor distância dos pés ao chão e uma condução mais ágil.” Disponibilidade A nova Powerfly+ de suspensão total e hardtail está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 7: Lake Placid A sétima ronda da taça do mundo de XCO decorreu entre os dias 27 e 29 de setembro em Lake Placid, nos Estados Unidos da América. Victor Koretzky foi o vencedor da prova masculina de XCO, juntando esta vitória ao primeiro lugar na prova XCC. Alan Hatherly, o campeão do mundo e bronze olímpico, terminou em segundo lugar e carimbou a vitória na classificação geral da taça do mundo de XCO. Na prova feminina, a vencedora foi a austríaca Laura Stigger. A prova ficou marcada por uma grande luta entre quatro corredoras na última volta. Prova masculina Na prova masculina os espaços tardaram a abrir. O grupo permaneceu numeroso até cinco atletas se destacarem, entre eles Mathias Fluckiger (THÖMUS MAXON) e Victor Koretzky (SPECIALIZED FACTORY RACING). Ao fim da quinta volta, a frente tinha apenas 0:10 de vantagem para o grupo perseguidor. Nesta altura, Alan Hatherly (CANNONDALE FACTORY RACING) e Nino Schurter (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM) já tinham parado por problemas mecânicos. Alguns ciclistas conseguiram recuperar, e no início da última volta o primeiro grupo contava com nove unidades. Mas Filippo Colombo (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM), Marcel Guerrini (BIXS PERFORMANCE RACE TEAM), Koretzky, Fluckiger e Hatherly conseguiram isolar-se na frente. No sprint final entre os cinco, Koretzky foi o mais forte e venceu a corrida. Hatherly foi segundo depois de uma grande recuperação. Colombo fechou o pódio. Créditos: Bartek Wolinski / Red Bull Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1KORETZKY VictorSPECIALIZED FACTORY RACING1:22:172HATHERLY AlanCANNONDALE FACTORY RACING0:013COLOMBO FilippoSCOTT-SRAM MTB RACING TEAM0:014GUERRINI MarcelBIXS PERFORMANCE RACE TEAM0:015FLÜCKIGER MathiasTHÖMUS MAXON0:036BLEVINS ChristopherSPECIALIZED FACTORY RACING0:047BRAIDOT LucaSANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM0:068LIST DavidLEXWARE MOUNTAINBIKE TEAM0:139ANDREASSEN SimonCANNONDALE FACTORY RACING0:1710FORSTER LarsTHÖMUS MAXON0:51 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=BgKuyV_rg6E&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Prova feminina A prova feminina da sétima ronda da Taça do mundo de XCO, que foi muito atacada desde início, viu Candace Lill e Loana Lecomte (CANYON CLLCTV XCO) destacarem-se na frente, perseguidas por um grupo com Rebecca Henderson (PRIMAFLOR MONDRAKER RACING TEAM), Sina Frei e Laura Stigger (SPECIALIZED FACTORY RACING). Na sexta volta, Lecomte conseguiu descolar Lill e parecia ir para a vitória, isolada na frente. Mas na sétima e última volta a corrida mudou: Primeiro Lill conseguiu alcançar Lecomte. Depois Stigger e Frei alcançaram o duo da frente. Depois da luta entre as quatro, foram Stigger e Frei a discutir a prova ao sprint. Laura Stigger foi mais forte e venceu a sétima ronda da Taça do mundo XCO. Sina Frei terminou em segundo, depois de vencer a prova XCC. Lecomte fechou o pódio. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1840433479495934453 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1STIGGER LauraSPECIALIZED FACTORY RACING1:18:362FREI SinaSPECIALIZED FACTORY RACING"3LECOMTE LoanaCANYON CLLCTV XCO0:044LILL Candace"5HENDERSON RebeccaPRIMAFLOR MONDRAKER RACING TEAM0:266BLUNK SaviliaDECATHLON FORD RACING TEAM0:517RISSVEDS JennyTEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL1:218KOLLER NicoleGHOST FACTORY RACING1:539KELLER AlessandraTHÖMUS MAXON2:0110HÄBERLIN SteffiTEAM BMC2:24 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=F71djyyLpbU&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Créditos da foto de destaque: Bartek Wolinski / Red Bull ### Campeonato do Mundo - Que recital de Pogacar As corridas de estrada das elites masculinas e femininas marcaram o fim do Campeonato do mundo de ciclismo de 2024. Na prova masculina, o destaque foi Tadej Pogacar. O esloveno venceu o campeonato do mundo pela primeira vez na carreira. Dos portugueses em prova, o melhor foi Rui Costa (posição 42). Nelson Oliveira fechou na posição 55. Ivo Oliveira, Rui Oliveira, João Almeida e Afonso Eulálio não terminaram a corrida - dos 190 ciclistas que alinharam à partida, apenas 81 concluíram a prova. Na corrida feminina, foi a belga Lotte Kopecky a sagrar-se campeã do mundo. As duas atletas portuguesas em prova, Ana Caramelo e Daniela Campos, não terminaram a corrida. Ler mais | Campeonatos do Mundo | Rescaldo do Contrarrelógio Créditos: gettysport / Movistar Team Corrida dos elites masculinos A corrida dos elites masculinos do campeonato do mundo de ciclismo contou com 273,9 km entre Winterthur e Zürich. O foco da corrida esteve em Tadej Pogacar. O esloveno lançou o primeiro ataque a cerca de 100 km do fim e separou-se do pelotão nessa altura. A 50 km do fim, quando ia só com Pavel Sivakov, atacou de novo e seguiu sozinho até ao fim. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1840409061797372064 Pogacar juntou assim a camisola arco-íris às vitórias no Giro D'Italia, Tour de France e Liege-Bastogne-Liége, para coroar uma época histórica. Tornou-se também o primeiro esloveno a sagrar-se campeão do mundo de elites masculinas, e apenas o terceiro ciclista da história a vencer o Giro, o Tour e o campeonato do mundo na mesma época. A medalha de prata ficou para Ben O'Connor, e a medalha de bronze para Mathieu Van der Poel. Ler mais | Colnago V4Rs Tadej – A bicicleta de Tadej Pogačar para o Campeonato do Mundo https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1840427013657555139 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaSeleçãoTempo1POGAČAR TadejEslovénia6:27:302O'CONNOR BenAustrália0:343VAN DER POEL MathieuPaíses Baixos0:584SKUJIŅŠ TomsLetónia"5EVENEPOEL RemcoBélgica"6HIRSCHI MarcSuíça"7HEALY BenIrlanda1:008MAS EnricEspanha1:019SIMMONS QuinnE.U.A.2:1810BARDET RomainFrança" Corrida das elites femininas A corrida das elites femininas do campeonato do mundo de ciclismo contou com 154,1 km entre Uster e Zürich. Na conclusão da prova houve bicampeã: Lotte Kopecky levantou os braços pelo segundo ano consecutivo e vai continuar a envergar a camisola do arco-íris. A prova ficou decidida num sprint de um grupo reduzido, onde a belga bateu Chloe Dygert (medalha de prata), Elisa Longo Borghini (medalha de bronze), Liane Lippert, Demi Vollering e Ruby Roseman-Gannon. O grupo tinha ficado definido a 10 km do fim, quando alguns ataques descolaram corredoras que estavam na frente, e deixaram as sete ciclistas que discutiram a prova isoladas. Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaSeleçãoTempo1KOPECKY LotteBélgica4:05:262DYGERT ChloéE.U.A."3LONGO BORGHINI ElisaItália"4LIPPERT LianeAlemanha"5VOLLERING DemiPaíses Baixos"6ROSEMAN-GANNON RubyAustrália"7GHEKIERE JustineBélgica1:068VOS MariannePaíses Baixos"9MARKUS RiejannePaíses Baixos"10VAS BlankaHungria3:00 Créditos da foto de destaque: gettysport / Movistar Team ### Trek Madone SL7 Gen 8 | A escolha inteligente | Teste Quando a Trek Madone Gen 8 foi lançada, estive em Espanha para a testar em primeira mão e por essa ocasião tive a oportunidade de testar a topo de gama SLR 9, pelo que, neste teste da Trek Madone SL7 Gen 8 vos posso falar com conhecimento de causa acerca das diferenças entre uma e outra. Fotografia no teste com a topo de gama, a Madone SLR 9. Uma bicicleta topo de gama, equipada com tudo o que há de melhor no mercado, proporciona uma experiência de pedalada única, sem dúvida! Mas para usufruir de uma experiência altamente agradável numa bicicleta, é necessário pagar 12.000€? O teste à Madone SL7 Gen 8 tem como objetivo principal responder a esta pergunta. Depois de cerca de 1000 quilómetros pedalados nesta bicicleta, posso dizer com segurança que esta SL7 Gen 8 é uma das propostas mais interessantes do mercado atual. Não, não é uma SLR9 — mas na maioria dos momentos, também não precisa de o ser. Trek Madone SL7 Gen.8 - Créditos: Topcycling Vídeo https://youtu.be/pMpDTJCoHXA Sensações de topo, por metade do preço Há duas coisas que qualquer ciclista deve procurar numa bicicleta: sensações e desempenho. A Madone SL7 Gen 8 entrega em ambos com uma nota bastante aceitável. Créditos da foto: David Raquel Apesar de ser construída com carbono OCLV 500 Series (ao contrário do mais leve OCLV 900 da SLR), a geometria e o design são os mesmos da topo de gama, pelo que é uma bicicleta que se comporta de forma muito semelhante, na maioria dos momentos. Cockpit diferente, mas as mesmas sensações Um dos pontos mais positivos desta nova geração da Madone é o cockpit, com menos 3 cm. na zona dos pousa-mãos do que o habitual, contribui para aquela sensação de encaixe na bicicleta que te convida a carregar nos pedais e somar quilómetros. Guiador de Estrada Bontrager RSL Aero - Créditos: Topcycling Embora este cockpit de duas peças (avanço e guiador separados) seja diferente do totalmente integrado da gama SLR, mantém o mesmo conceito do topo de gama, com as mesmas medidas e ergonomia, proporcionando as mesmas sensações. Guiador de Estrada Bontrager RSL Aero - Créditos: Topcycling Não é um guiador tão apelativo visualmente como o totalmente integrado, mas se adquirirmos a peça de encaixe do GPS para a tampa do avanço, temos uma solução bastante bem conseguida do ponto de vista estético. Shimano Ultegra Di2: performance sem compromisso A transmissão Shimano Ultegra Di2 de 12 velocidades é, tecnicamente, quase igual ao grupo topo de gama Dura-Ace (grupo topo de gama da Shimano que equipa a versão SLR9). As diferenças resumem-se à estética e ao peso — falamos de algumas gramas — que sinceramente, para 90% dos ciclistas, não vai fazer a diferença entre uma boa ou má experiência num dia inteiro a pedalar. A transmissão e travões Ultegra entrega as mesmas funcionalidades do topo de gama Dura-Ace - Créditos: Topcycling A precisão e rapidez nas trocas de mudanças, a resposta dos travões, a ergonomia dos manípulos, a funcionalidade de poder sincronizar os botões no topo dos poisa mãos com o GPS, para poder trocar de páginas, tudo é como no grupo Dura-Ace. Travões de disco Shimano Ultegra - Créditos: Topcycling É um grupo fiável, rápido e com uma sensação tão próxima do melhor grupo Dura-Ace, que de olhos vendados a maioria dos utilizadores não notaria a diferença. Bidões e grades Aero Outro acessório que não vem de série na Madone SL7 são as grades de bião e bidões Aero. Estes bidões e grades foram desenvolvidos especificamente para a Madone Gen.8, em túnel de vento, para funcionar em sintonia com o design do quadro de forma a que o conjunto seja mais aerodinâmico. Se te vais sentir mais rápido com eles? Não, mas esteticamente ficam fenomenais na bicicleta! A questão é que entre grades e dois bidões ainda tens que desembolsar 150,00€. Bidões e grades Aero - Créditos: Topcycling Rodas à altura do conjunto As rodas Bontrager Aeolus Pro 51 seguem a mesma linha de raciocínio: têm o perfil e a rigidez das RSL51 da SLR, mas com cubos diferentes e um peso ligeiramente superior. Ainda assim, o comportamento em estrada é muito bom! Rolam soltas, mantém a velocidade, respondem bem quando se imprime força e transmitem segurança quando estamos em alta velocidade. As rodas Bontrager Aeolus Pro 51 - Créditos: Topcycling Também os pneus Bontrager R3 de 28mm. estão à altura, transmitem segurança curvar, permitem pressões que garantem conforto e são suficientes para encarar alguns sectores com o piso em pior estado. Para os que desejam um pouco mais, a Madone suporta 32mm. IsoFlow: conforto e design Assim como na sua irmã topo de gama, esta Trek Madone SL7 tem um design diferenciado e um conforto que nem parece de uma bicicleta "racing", graças a esta solução do sistema IsoFlow que a Trek conseguiu nesta nova geração. O design do sistema IsoFlow - Créditos: Topcycling Não é uma bicicleta de endurance, mas absorve muito bem as irregularidades da estrada e permite rolar durante horas sem sentir aquele desgaste acumulado. O design do sistema IsoFlow - Créditos: Topcycling Este design permite isolar o ciclista das irregularidades, é como se o espigão de selim ficasse "suspenso no ar", como podes ver na fotografia em baixo. Créditos da foto: David Raquel Onde se nota a diferença para a SLR9? Claro que há momentos em que a Madone SL7 revela que não é a versão mais leve do catálogo da Trek. Nas subidas mais inclinadas, ou quando se exige uma resposta mais explosiva e imediata, sente-se aquele peso extra em relação à SLR9. A Madone SL7 é uma bicicleta que transmite umas sensações muito boas, mas a SLR9 tem aqueles pontos "premium" que lhe conferem mais agilidade e leveza em todos os momentos. Créditos da foto: David Raquel Também não temos o cockpit totalmente integrado, e isso tira algum impacto visual e aerodinâmico ao conjunto, mas nada disto que refiro (peso extra e a estética) é algo que arruíne a experiência. A pergunta que se impõe é: vale a pena pagar o dobro pelo modelo topo de gama? Na minha opinião, para a maioria dos ciclistas, a resposta será não. Créditos da foto: David Raquel No entanto, o valor é relativo para pessoas diferentes. Para aquele que tem a possibilidade financeira de ter uma bicicleta topo de gama, igual à utilizada pela equipa World-Tour da Lidl-Trek, claro que terá uma peça extraordinária, uma F1 do mundo das bicicletas! Da mesma forma que para aqueles que treinam seriamente para obter os melhores resultados e classificações nos Granfondos, faz sentido que terem o equipamento que não lhes vai prejudicar em nada o seu desempenho. Créditos da foto: David Raquel A Madone certa para quase todos Esta bicicleta é ideal para quem: Quer entrar nas primeiras competições com uma máquina que não comprometa a dedicação no treino; Procura uma bicicleta fiável para andar rápido nos treinos e voltas de fim de semana; Valoriza a estética e o design, mas não precisa (ou não quer pagar) pelo “show-off” topo de gama; Valoriza uma experiência de alto nível sem estourar o orçamento. A Madone SL7 Gen 8 entrega sensações muito próximas do nível premium, por um preço que, face àquilo que oferece, faz todo o sentido. Se estás à procura de uma bicicleta com uma performance acima da média e que te satisfaça em pleno nas tuas voltas — mas não queres ou não podes gastar 12 mil euros — esta é provavelmente uma das escolhas mais inteligentes do mercado. A bicicleta testada: Trek Madone SL7 Gen.8 Os sapatos utilizados no teste: Trek Velocis O equipamento utilizado no teste: Rapha no site da Trek Podes saber mais pormenores acerca dos valores, disponibilidade e pontos de venda desta bicicleta através do site da marca em Portugal: www.trekbikes.com/pt ### Portugal no Campeonato Europeu de mecânicos Shimano A Shimano anunciou o Campeonato Europeu de mecânicos Shimano Service Center (SSC) e Portugal vai estar representado por três elementos. Este evento tem como objetivo sensibilizar para a necessidade crescente de mecânicos de bicicleta de classe mundial e dar a conhecer os melhores no setor. Mauro, José e Paulo vão representar Portugal Portugal vai ter três representantes que foram selecionados graças aos três primeiros lugares conquistados na primeira edição do Campeonato Nacional de Mecânicos Shimano Service Center. Mauro Moreira (Westbike Torres Vedras), José Carmo (BikePlanet Almada) e Paulo Neves (RIDE My Bike Águeda) ocuparam os primeiros três lugares no campeonato que se realizou em Águeda em outubro do ano passado. 5 a 7 de outubro em Mechelen O Campeonato Europeu de Mecânicos de bicicleta SSC de 2024, vai ter lugar de 5 a 7 de outubro de 2024 em Mechelen na Bélgica. Este evento único tem como objetivo destacar as competências dos mecânicos e promover o seu papel vital na indústria do ciclismo. Com um número cada vez maior de bicicletas no mercado, a crescente procura de mecânicos bem formados e qualificados nunca foi tão grande como agora. É neste sentido que a Shimano organiza este campeonato, focando-se na qualidade do serviço de reparação de bicicletas e colocando em destaque a experiência dos mecânicos europeus nesta competição. Um evento global Mecânicos SSC de 14 países irão reunir-se em Mechelen, para competir numa série de provas técnicas cronometradas, concebidas para testar capacidades e conhecimentos. Os concorrentes são avaliados por uma equipa de especialistas qualificados com anos de experiência em serviço técnico de bicicletas e controlo de qualidade de produto. Orla Chennaoui, apresentadora no ciclismo de estrada da Eurosport, será a anfitriã da competição, destacando as ideias dos mecânicos sobre a competição através de entrevistas e conteúdos partilhados nos canais da Shimano. Após o evento, a Shimano fornecerá os resultados, incluindo destaques notáveis, imagens e conteúdo de vídeo no seu website. Lista de países participantes Áustria Bélgica Brasil (convidado internacional) República Checa França Alemanha Hungria Itália Países Baixos Portugal Eslováquia Espanha Suiça Reino Unido ### Colnago V4Rs Tadej - A bicicleta de Tadej Pogačar para o Campeonato do Mundo A Colnago revelou a bicicleta que Tadej Pogačar vai utilizar no Campeonato do Mundo de Ciclismo de Estrada, a edição especial Colnago V4Rs Tadej. Pogačar já confessou que ser Campeão do Mundo é um dos seus objectivos de carreira, este ano já conquistou o Giro de Itália, o Tour de France, além da Strade Bianche, Liége-Bastogne-Liége, entre outras corridas. Este ano vai procurar também a vitória no Campeonato do Mundo. Créditos: LucaBettini/LaPresse O ciclista esloveno tem sido o principal impulsionador de vendas da marca italiana nos anos mais recentes, sendo mesmo o responsável por catapultar a marca para recordes de vendas. Desta a forma, a Colnago criou esta edição especial inspirada nas vitórias que Pogačar conquistou na sua carreira e apresenta uma pintura exclusiva que remete ao estilo Pop-Art, homenageando esses triunfos. Colnago V4Rs Tadej - O simbolismo das cores A Colnago V4Rs Tadej mantém o modelo base que Pogačar utiliza nas competições com a UAE Team Emirates, mas com uma pintura vibrante que celebra as suas conquistas. As cores da bicicleta simbolizam vitórias icónicas: Amarelo: Representa as vitórias no Tour de France (2020, 2021, 2024). Rosa: Em homenagem ao Giro d’Italia 2024, no qual vestiu a camisola rosa em 20 das 21 etapas. Verde: Celebra as conquistas em Il Lombardia (2021, 2022, 2023) e Liège-Bastogne-Liège (2021, 2024). Azul celeste: Simboliza a vitória no Paris-Nice em 2023. Azul escuro: Relativo ao Tirreno-Adriatico (2021, 2022) e à camisola de montanha no Giro de 2024. Branco: Refere-se à camisola de melhor jovem no Tour de France, vencida por Pogačar de 2020 a 2023. Pontos vermelhos: Em alusão à camisola de montanha no Tour de 2020 e 2021.Bronze: Refere-se às medalhas olímpica de 2021 e mundial de 2023. Outras personalizações incluem eixos e parafusos anodizados em dourado com o logotipo TP (Tadej Pogačar), que também está presente em várias partes do quadro. Ler mais - A Colnago V4Rs de João Almeida Colnago V4Rs Tadej - Principais características técnicas Além do visual personalizado, a bicicleta possui componentes de alta performance como: Quadro: Colnago V4Rs em carbono OCLV. Grupo: Shimano Dura-Ace Di2 R9200 (12 velocidades). Pratos: Carbon-Ti edição especial Colnago TP 52-36t. Cassete: 12 velocidades, 11-30t. Rodas: ENVE SES 4.5, edição especial Colnago V4Rs Tadej. Discos de travão: Carbon-Ti X-Rotor SteelCarbon 3 - 160mm (frente) / 140mm (traseira). Pneus: Pirelli P ZERO Race TLR X 28mm. Selim: Prologo Nago R4 Nack 147 Tadej Pogačar 24, com detalhes em amarelo e nomes das principais vitórias. Guiador: Colnago CC.01. Eixos passantes: Carbon-Ti anodizados a ouro com o logotipo “Colnago - TP - Carbon-Ti”. Grades de bidões: Suporte personalizado para os bidões com parafusos também em Carbon-Ti dourados. Patilha de desviador traseiro: Framesandgear V4Rs Blue. ### Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma | Lease a Bike O Topcycling fez uma etapa da Vuelta a Espanha com a Visma | Lease a Bike (LAB) e conversou com Gabriel Martins, um dos responsáveis pela nutrição de uma das melhores equipas de ciclismo do mundo. Os corredores comem com a balança na mesa? Qual o protocolo de consumo de hidratos de carbono? As cetonas melhoram o rendimento? Questões esclarecidas por Gabriel Martins nesta entrevista. Ler mais | TopCycling foi dar bidões à Visma | LAB na Vuelta Cian Uijtdebroeks na apresentação da Visma | LAB.Créditos: Bram Berkien "Era um sonho trabalhar ali" Gabriel Martins estudou nutrição na Universidade do Algarve e estagiou no Futebol Clube do Porto, onde conheceu Vítor Hugo Teixeira – “talvez o melhor nutricionista desportivo do mundo”. Tirou o mestrado em nutrição desportiva em Madrid, antes de seguir para Doutoramento na área do doping. Criou um podcast de nutrição desportiva e numa conversa com o nutricionista da Israel Start-up Nation surgiu o convite para a primeira experiência no ciclismo.   Ficou três anos no projeto, até que o telefone tocou. Gabriel Martins subiu de patamar no ciclismo ao tornar-se um dos responsáveis pela nutrição na Visma | LAB. “Estava prestes a assinar por outra equipa e mesmo à última hora o meu colega, agora meu chefe na Visma, enviou-me mensagem. Quando veio o convite não houve hesitações, era a opção acertada. Era um sonho trabalhar ali, por tudo o que representa.” Gabriel Martins ao TopCycling. Créditos: Bram Berkien O dia-a-dia de um nutricionista no World Tour A descrição tem de ser dividida entre um dia normal em casa e um dia em corrida ou em estágio. Quando não está no terreno, o trabalho passa pela planificação do que está para vir. “Definir a duração e potência de cada corredor na etapa, e os corredores, para depois definir as necessidades energéticas e toda a suplementação que temos de organizar. Tudo isso é feito em trabalho com o treinador (...) Definimos através de um documento com toda a informação e estratégia nutricional da corrida, que depois é enviado ao resto da equipa. Uma parte para os chefs, outra para os massagistas e auxiliares. Precisam de saber o que empacotar, o que levar para a corrida e ter uma simplificação da estratégia toda que preparamos, para saber em cada dia o que têm de fazer e preparar quando estiverem na corrida.”  Este trabalho significa uma articulação prévia com o treinador da equipa e está ligado às estratégias da equipa para cada etapa. Há uma forte componente de planificação, mas não deixa de ser um trabalho de constante adaptação.  “Temos uma parte mais matemática, que nos permite ter dados preditivos de potências médias, mas depois também a parte de mostrar esses dados ao treinador, para ele analisar e depois dar-nos informação: Se concorda ou não com as nossas estimativas tendo em conta, por exemplo, se está previsto um ciclista estar em fuga ou mais protegido no pelotão numa certa etapa", explica Gabriel Martins. Créditos: Bram Berkien Créditos: Bram Berkien Toda a gente é um par de mãos Em corrida, a natureza do trabalho é diferente. Cada profissional deixa de ser só mecânico, nutricionista, etc. Para Gabriel Martins toda a gente é um par de mãos que ajuda na corrida. Chegando ao pé dos corredores ou com eles ao hotel cada um volta à sua profissão. "Tenho que esperar que os dados da corrida estejam disponíveis, falar com os cozinheiros para ajustar o jantar – porque uma coisa é o que planificamos outra é a energia que eles gastaram realmente – falar com os cozinheiros sobre como vamos fazer esse ajuste e perceber se têm tudo preparado (...) Estar com os atletas no jantar, que também é um equilíbrio delicado – estar, sem parecer que somos polícias da alimentação - não queremos passar essa imagem, queremos dar a ideia de que somos um facilitador.”  Créditos: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency A relação com os ciclistas A nutrição pode ser um tema sensível e na Visma | LAB há um esforço para que o momento da refeição seja o mais relaxado possível. Há apps que indicam as quantidades e uma balança na mesa. Como se portam os corredores? “Não lhes damos a comida pesada e embalada porque queremos que se sintam confortáveis com o momento da refeição. Os atletas têm um mini buffet, onde está uma balança. A desvantagem de não darmos já tudo pesado é eles poderem comer menos ou mais do que tínhamos indicado, mas estamos dispostos a sacrificar isso. Eles são os primeiros a reportar se comeram menos ou mais e tentamos adaptar o plano. Nesta adaptação tentamos ter vários parâmetros em consideração, incluindo a vertente humana, porque não podemos ser 100 por cento rigorosos.” Quais as maiores dificuldades em termos de nutrição para os ciclistas? A resposta difere de atleta para atleta, mas um problema relativamente comum são os dias de descanso. Em competição o estômago trabalha em esforço para digerir a quantidade de alimento, situação contrária à de um dia de descanso e isto representa desafios a nível fisiológico e alimentar. A evolução do ciclismo profissional Para além da WorldTeam, Gabriel Martins também trabalha com a equipa sub-23. Para o português esta é “talvez a parte mais gratificante do trabalho” dada a vertente mais pedagógica. “Queremos ensinar e dar as ferramentas para que quando chegam ao WorldTour tenham conhecimento na área da nutrição. Gostamos de pensar que corredores que estão nos sub-23 e ascendem ao WorldTour têm sempre mais conhecimento do que corredores que contratamos a outras equipas.”  Esta reflexão levou-nos a uma conversa sobre a evolução do ciclismo. Em primeiro lugar, porque os ciclistas estão a ganhar corridas cada vez mais jovens? “Antes só duas ou três equipas é que tinham acesso a nutricionistas, psicólogos, etc. Está tudo tão desenvolvido que os ciclistas, agora, quer seja a nível nutricional, preparação física, recuperação, psicológico, têm um conjunto de ferramentas talvez cinco ou sete anos mais cedo do que há 10 anos.” Melhoria geral do rendimento Avanços que se refletem numa melhoria geral do rendimento. Gabriel Martins aponta três fatores que justificam o fenómeno: Hidratos de carbono: “Tinha-se a ideia de que quanto menos se consumisse, melhor, até por uma questão de conforto intestinal (...) A evolução vem, sobretudo, nos últimos 10 anos. A Sky começou a liderar essa revolução na nutrição com o James Morton. Sabemos agora as quantidades mínimas e as quantidades a que podemos desafiar o intestino a conseguir digerir e garantir aumentos de rendimento consideráveis." Recuperação: “A parte com mais impacto. Sabíamos a importância que tinha, mas o enfoque era influenciado pela onda do ginásio e culturismo, excessivamente focado na proteína. Tem havido um desvio dessa linha de pensamento para aquilo que é o mais cientificamente aceitável, que é o enfoque nos hidratos de carbono." Quantificação: "O ciclismo é um desporto centrado em dados e tem uma grande vantagem que são os potenciómetros, que permitem esse cálculo da energia impressa no pedal e que se traduz num gasto energético específico. É vantajoso a nível de monitorização de energia e equilíbrio do gasto energético dos ciclistas, que não é feito por estimativa, mas por um aparelho que nos dá indicações muito precisas.” Créditos: TopCycling As cetonas melhoram o rendimento? Tocámos em vários assuntos, desde a suplementação que foi desenvolvida em conjunto com a equipa e testada pelos atletas em vários cenários diferentes. Também abordamos com Gabriel Martins o protocolo de consumo de hidratos de carbono em competição, em que um mínimo de 90 g por hora (ou 120 g em situações críticas) é a regra. “Não penso que haja margem para menos (...) Considerar que pela potência ser inferior devemos passar a 60g/h... para já estamos a comprometer a recuperação (...) e termos que fazer um trabalho de recuperação de hidratos que é desnecessário se o conseguirmos fazer em cima da bicicleta. É importante manter essa quantidade que consideramos mínima.”  Tema controverso é o uso de cetonas, que parecem estar cada vez mais em voga no pelotão. As cetonas melhoram o rendimento? A perspetiva dentro da equipa é clara. “É considerado um suplemento como a creatina, nitratos, etc, (...) tem algum potencial para ajudar na recuperação depois de provas muito duras, essa é a parte mais estudada. Existem 'claims' de que pode aumentar o rendimento físico e cognitivo, mas a evidência é muito mais escassa. A parte da recuperação é a única em que há evidência mais sólida.” Créditos: Bram Berkien Penetrar na fibra da Visma | LAB A conversa com Gabriel Martins é longa, mas ajuda-nos a penetrar na fibra da Visma | LAB. Quisemos fechar dando a palavra ao nutricionista sobre o que sente ao trabalhar numa das maiores estruturas de ciclismo profissional. “O nível de conhecimento e profissionalismo de toda a gente é extraordinário (...) Tudo dentro de um equilíbrio muito bom, onde podemos rir e ser sérios nos momentos certos. Um ambiente muito bom de desenvolvimento pessoal, uma vontade de fazer melhor sem nos comparar com os demais. É parte do que faz a equipa única, não nos comparamos com ninguém, só com nós próprios. E um sentimento de pequenez muito grande, de que posso aprender tanto, mas um sentimento que dá vontade de fazer mais e melhor. É uma estrutura que nos trata tão bem que nos dá vontade de fazer sempre mais para ajudar a equipa. É um gosto e um orgulho enorme trabalhar com a Visma | LAB.” ### FOX anuncia nova tecnologia de suspensão Live Valve Neo A FOX acaba de anunciar a nova tecnologia de suspensão Live Valve Neo, que segundo a marca é o mais rápido e avançado sistema de suspensão sem fios criado para o BTT. A FOX informa também que esta nova tecnologia oferece um avanço significativo com o seu protocolo Neo inovador, permitindo uma velocidade de ligação sem fios sem precedentes. Equilíbrio e conforto O novo sistema FOX proporciona instantaneamente o equilíbrio perfeito entre apoio e conforto do ciclista, adaptando-se a cada momento no trilho graças ao seu tempo de reação. Quer seja a subir ou a descer, os ciclistas beneficiam de uma plataforma de suspensão com mais apoio, o que permite uma maior eficiência na bicicleta. Quando a tração e o curso são exigidos ao amortecedor, a suspensão adapta-se instantaneamente, proporcionando uma vantagem imediata que ajuda os ciclistas de todos os níveis de aptidão a pilotar mais rápido e com mais suavidade. Arquitetura e design sem fios Com uma arquitetura totalmente nova, um design completamente sem fios e uma instalação sem complicações, a FOX eliminou a complexidade em favor de um desempenho e de uma personalização que diz serem inigualáveis. A nova Live Valve Neo foi construída sobre as plataformas de amortecedores FLOAT X e DHX e foi experimentada e testada nos últimos três anos por atletas profissionais em provas da Taça do Mundo de Enduro e Downhill. Focado na velocidade O Live Valve Neo é focado na velocidade. O sistema lê as entradas do terreno até 400 vezes por segundo, detectando, transmitindo e ajustando o seu choque em apenas 1/70 de segundo. Esta reação instantânea a solavancos ou alterações capta todos os momentos possíveis de eficiência no trilho e aproveita todas as oportunidades de velocidade, mantendo a tração, o controlo e o conforto. O utilizador define a compressão e o ressalto uma vez e o sistema ajusta-se imediatamente entre apoio ou suavidade, consoante o terreno. Atua mesmo em velocidades de corrida Mesmo em velocidades de corrida, o sistema atua suficientemente rápido para que um solavanco encontrado pela forqueta possa acionar o amortecedor antes que a roda traseira encontre o mesmo solavanco. Isto cria uma experiência de condução que a FOX define como perfeita, em que a suspensão é apoiante quando precisas dela para subir, acelerar ou ultrapassar obstáculos e suave precisamente no momento em que o trilho assim o exige. Benefícios da Live Valve Neo A subir, a suspensão da Live Valve Neo mantém-se firme para uma eficiência máxima e a descer ajusta-se instantaneamente para tração e conforto, ficando novamente mais firme se de repente o utilizador encontrar uma secção suave do trilho. A capacidade desta nova tecnologia para ler instantaneamente o terreno e adaptar o amortecedor conforme necessário, garante um desempenho superior em vários cenários de condução: Curvas: à medida que o amortecedor se ajusta para absorver os solavancos a meio das curvas, o sistema firma-se quando é necessário apoio para a saída, permitindo-lhe manter a velocidade e o controlo; Saltos: apoio na descolagem, seguido de uma transição para o curso total da suspensão para aterragens suaves; Secções técnicas: Adaptação instantânea entre o apoio e a tração para poder passar por terrenos rochosos e cheios de raízes sem sacrificar o impulso. Três elementos-chave Três elementos-chave contribuem para a velocidade da Live Valve Neo, permitindo o controlo da suspensão sem fios: Os sensores transmitem apenas os dados essenciais quando necessário, evitando atrasos desnecessários na comunicação; O protocolo Neo transmite a informação ao Controlador em apenas um milissegundo; O solenoide de bloqueio magnético controla o circuito de compressão com uma grande velocidade e eficiência, criando uma mudança impercetivelmente rápida entre os modos de suspensão. Suporte e personalização com a APP A FOX Bike App suporta todos os aspectos da Live Valve Neo, oferecendo funcionalidades como tutoriais de configuração, actualizações de firmware e Live Valve Neo Tunes. A interface intuitiva da aplicação também monitoriza os níveis da bateria, assegura as ligações dos componentes e acompanha os intervalos de manutenção para um desempenho consistente. Atualização pós-venda para a maioria das bicicletas O Live Valve Neo está disponível como uma atualização pós-venda para a maioria das bicicletas de trail e all-mountain. Para a instalar, o utilizador tem de fixar o amortecedor, montar os sensores e sincronizar com a FOX Bike App. O sistema é compatível com uma vasta gama de bicicletas, tornando-o acessível a uma grande variedade de ciclistas. Preços e disponibilidade: Kit Live Valve Neo - 599€ PVP Sensores de impacto traseiro e de forquilha, bateria, carregador e cabo do carregador. Live Valve Neo Float X - 1410€ PVP Live Valve Neo DHX - 1340€ PVP Podes ver as características completas, aqui no site da FOX. ### Paul Seixas – Campeão mundial com raízes portuguesas Primeiro título mundial da França no contrarrelógio júnior chegou por Paul Seixas, em Zurique. Qual a relação do campeão da NewGen Decathlon Ag2r com Portugal? Portugal não se apresentou no contrarrelógio do Mundial de Zurique na categoria de juniores, mas foi com orgulho que pude comentar a vitória de Paul Seixas. A sorte do ciclista da NewGen Decathlon Ag2 – satélite da equipa do WorldTour – foi ter nascido em França. Se fosse português a probabilidade de nem competir era de 50-50%, aliás, tem sido recorrente Portugal deixar vagas por preencher em provas internacionais. No Mundial é o segundo ano consecutivo sem representante no crono. A estratégia da FPC para o ciclismo jovem é apostar forte perante a probabilidade de retorno imediato. Nos últimos 10 Mundiais, os juniores ficaram sem correr o contrarrelógio em 2015, 2017, 2019, 2023 e 2024. O melhor resultado neste período foi o 19.º de Gonçalo Tavares em Wollongong 2022, edição na qual António Morgado foi 20.º – faria ainda 2º na prova de fundo. José Miguel Moreira (Polti Kometa) e Daniel Moreira (Willebrord Wil Vooruit) – vencedor da Amstel Gold Race para juniores – só correm a prova de fundo. Foram privados de fazer um contrarrelógio único, na melhor corrida do ano e num percurso ideal para rolar a alta velocidade em segurança. Uma das maiores alegrias que se pode dar a um júnior é fazê-lo sentir-se parte do espetáculo. Correr com estradas totalmente fechadas ao trânsito é um privilégio, ter o carro atrás do corredor durante a prova também. Ler mais | Remco Evenepoel e Grace Brown dominam o crono em Zurique Créditos: Gus Sev Photographe/@gussevphoto Herdou o apelido Seixas do avô paterno Voltemos à prova que decorreu em Zurique e que teve 24,9 km de extensão num percurso totalmente plano e sem vento. Foi um exercício de pura potência, para os grandes motores que nem sempre se escondem debaixo de imponentes chassis. Os corpulentos belgas Jasper Schoofs e Matisse Van Kerckhove bem tentaram, mas o fininho Paul Seixas puxou dos galões e levou o maillot do arco-íris por seis e sete segundos de diferença. Tem 17 anos, 1,83 m/53 kg, nasceu em Lyon e herdou o apelido Seixas do avô paterno. Não fala português, mas carrega com orgulho esse legado que lhe chega através do pai Emanuel, antigo vice-campeão francês de karaté. Descobri estes pormenores ao ouvir uma entrevista de 2022 na Rádio Raízes, emissora online lusófona situada em Lyon. O ciclista acabava de ganhar o título nacional de ciclocrosse de cadetes e foi com o pai apresentar-se ao mundo. Visitou Portugal quando tinha cinco anos, tem como referência no nosso ciclismo Rui Costa pelo título de Florença 2013 e quer aprender a falar português. Dois anos depois desta conversa o simpático Paul Seixas coleciona triunfos em 2024: 1.º Mundial de contrarrelógio 1.º Liège-Bastogne-Liège 1.º Giro Lunigiana 1.º Tour du Pays de Vaud 1.º Nacional de contrarrelógio 1.º Clássica dos Alpes Créditos: Gus Sev Photographe/@gussevphoto Talento do futuro concentra-se na NewGen Decathlon Ag2r Em 2025 cumprem-se 40 anos desde a vitória de Bernard Hinault no Tour de France e o sonho de Paul Seixas é vestir a amarela. Muito do talento francês concentra-se na NewGen Decathlon Ag2r: destacam-se Aubin Sparfel (júnior de primeiro ano que foi campeão europeu de ciclocrosse em 2023) e Léo Bisiaux (sub-23 de primeiro ano que foi 4º na Volta a França do Futuro e campeão mundial de ciclocrosse em 2023). Seixas e Bisiaux sobem ao WorldTour em 2025 junto com mais três colegas: Oscar Chamberlain, australiano que foi campeão mundial de contrarrelógio em 2023, Noa Isidore, atual campeão de França sub-23, e Rasmus Sojberg Pedersen, campeão da Dinamarca sub-23. ### Campeonatos do Mundo | Rescaldo do Contrarrelógio O primeiro dia dos Campeonatos do mundo de ciclismo deu lugar às provas de elites de contrarrelógio, nas categorias masculina e feminina. Na prova masculina, foi Remco Evenepoel a sagrar-se campeão do mundo. João Almeida terminou na posição 24, Nelson Oliveira na posição 15. Na prova feminina, o ouro ficou para a australiana Grace Brown. Prova masculina Créditos: Dario Belingheri/Getty Images A prova masculina de contrarrelógio dos campeonatos do mundo correu-se num percurso de 46,1 km com início e fim em Zurique. Com todos os especialistas a alinhar à partida (à exceção de Wout van Aert, lesionado), as decisões ficaram para a parte final da prova. O grande duelo do dia foi entre Remco Evenepoel e Filippo Ganna: os dois foram os últimos a partir e marcaram a luta pela vitória nesta edição dos campeonatos do mundo. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1837877753280172349 Evenepoel foi o mais forte e venceu, pelo segundo ano consecutivo, o título de campeão mundial de contrarrelógio. Junta também este título ao de campeão olímpico da categoria. Registou 53:01. Em segundo fechou Filippo Ganna, a 0:06 de Evenepoel. Edoardo Affini, campeão da Europa, fechou o pódio a 0:54. Os portugueses Entre os portugueses, Nelson Oliveira conseguiu o melhor resultado, terminando 15.º classificado, enquanto João Almeida terminou na 24.ª posição. O anadiense fez o Mundial número 13 da carreira e empatou com Tony Martin como ciclista que mais presenças somou em Campeonatos do Mundo. “Fiz um contrarrelógio regular. Tentei gerir bem durante todo o percurso, mas os adversários foram mais rápidos. Provavelmente, não recuperei a cem por cento da Vuelta. Mas o que determinou o resultado em favor dos corredores mais possantes foi o percurso. A subida não fez tantas diferenças como esperava, mas acho que fiz um bom contrarrelógio, apesar do resultado”, Nelson Oliveira à FPC. Créditos: UVP-FPC Top 10 PosiçãoCiclistaSeleçãoTempoMédia1 EVENEPOEL RemcoBélgica53.01,9852.1562 GANNA FilippoItália0.06,4352.0513 AFFINI EdoardoItália0.54,4451.2794 TARLING JoshuaGrã Bretanha1.17,6350.9145 VINE JayAustrália1.24,1850.8126 ASGREEN KasperDinamarca1.30,1150.7207 FOSS TobiasNoruega1.44,5050.4988 KÜNG StefanSuiça1.48,3450.4399 CAMPENAERTS VictorBélgica1.55,1650.33510 MCNULTY BrandonEUA1.58,0350.291 Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Prova feminina A prova feminina de contrarrelógio correu-se num circuito de 29,9 km entre Gossau e Zurique. Tal como na prova masculina, praticamente todas as especialistas do contrarrelógio alinharam à partida. Ellen Van Dijk e Antonia Niedermaier foram duas das especialistas que se chegaram a sentar no hot seat, mas a decisão do título ficou para o fim da sessão. Uma luta renhida entre a neerlandesa Demi Vollering e a australiana Grace Brown decidiu a vitória: a campeã olímpica fez o melhor tempo - 39:16 contra os 39:32 da vice-campeã do Tour de France. O pódio ficou fechado com Chloe Dygert. Brown juntou o Mundial ao título olímpico, algo que nunca tinha sido feito no ciclismo feminino. A australiana retira-se no final desta época. Top 10 PosiçãoCiclistaSeleçãoTempoMédia1 BROWN GraceAustrália39.16,0445.6872 VOLLERING DemiPaíses Baixos0.16,7945.3643 DYGERT ChloéEUA0.56,4244.6184 NIEDERMAIER AntoniaAlemanha1.05,1044.4585 KOPECKY LotteBélgica1.39,4443.8376 SCHWEINBERGER ChristinaÁustria1.44,1443.7537 HENDERSON AnnaGrã Bretanha1.44,3943.7488 VAN DIJK EllenPaíses Baixos1.47,3843.6959 LABOUS JulietteFrança1.51,6843.61910 NEBEN AmberEUA2.20,3343.119 https://twitter.com/UCI_cycling/status/1837850468837359630 Sub-23 Juntamente com as elites, também se correu a prova de sub-23. Nesta categoria, foi Antonia Niedermaier revalidou o título. A alemã fechou também com o quarto melhor registo entre as elites: 40:21. Em segundo lugar ficou a suíça Jasmin Liechti (20.ª entre as elites) e em terceiro a belga Julie de Wilde (23.ª entre as elites). https://twitter.com/UCI_cycling/status/1837845612391284767 Créditos da foto de destaque: A.S.O. \ Pauline Ballet ### UCI e Santini lançam um concurso de design para a camisola arco-íris A UCI e a Santini Cycling anunciaram o lançamento de um concurso de design intitulado “Desenhar a camisola arco-íris do futuro do Campeão do Mundo UCI”. Este concurso, que está aberto a todos tem início a 20 de setembro e termina no domingo, 29 de setembro, às 23h59 CET. Créditos: A.S.O. Billy_Ceusters Propostas no Campeonato do Mundo de Estrada e Paraciclismo Os candidatos podem apresentar as suas propostas durante o Campeonato do Mundo de Estrada e Paraciclismo UCI de 2024 (que se realiza em Zurique, Suíça, de 21 a 29 de setembro). Os locais para apresentação da visão sobre a evolução da icónica camisola podem ser feitos tanto através das redes sociais como nos stands da Santini, instalados em vários locais no evento. Para participar, os criadores podem aceder ao modelo oficial online e apresentar as suas propostas dentro do prazo especificado. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Obrigatório manter as cinco cores tradicionais A UCI informa que os participantes são encorajados a dar largas à sua criatividade, respeitando a tradição das riscas arco-íris que caracterizam a camisola. O único requisito do desenho é a obrigatoriedade de manter as cinco cores tradicionais atuais - azul, vermelho, preto, amarelo e verde - na sua sequência tradicional. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Elisa Balsamo no júri O melhor desenho será escolhido por um júri composto pela Diretora-Geral da UCI, Amina Lanaya, pelo Diretor de Marca e Design da UCI, Fabio Zeppetella, pela CEO da Santini Cycling, Monica Santini, pela Diretora de Marketing da Santini, Paola Santini, e pela ciclista profissional Elisa Balsamo. O vencedor será notificado por correio eletrónico na quinta-feira, 10 de outubro, e a camisola vencedora, com o desenho vencedor, será produzida como peça única pela Santini. Créditos: A.S.O. Fabien_Boukla Para além disso será enviada ao vencedor juntamente com alguns produtos exclusivos da linha Santini x UCI a camisola com o design vencedor. Pode submeter a sua candidatura acedendo ao link oficial AQUI. ### Santa Cruz lança novo modelo da Hightower A Santa Cruz lançou a nova Hightower, “o modelo mais icónico” da marca.  A nova Hightower traz consigo mudanças significativas: nova configuração do sistema VPP; mudanças na geometria; aumento do curso das suspensões - tudo para “aumentar a capacidade nos trilhos”. Confere em baixo o vídeo de apresentação da nova Hightower: https://www.youtube.com/watch?v=CxEg-o8orn4&ab_channel=SantaCruzBicycles Ler mais | Teste | Santa Cruz Blur | Uma puro sangue de BTT A Santa Cruz procurou criar uma bicicleta o mais versátil possível: Um quadro específico para rodas de 29” e uma cinemática diferente jogam a favor, quando o que procuramos é a máxima versatilidade, ao priorizar a eficiência e a velocidade. A Hightower é uma bicicleta para uma ampla diversidade de ciclistas, que alcança a sua quarta versão para continuar a ser uma referência da categoria. Santa Cruz Ler mais | NOVA Santa Cruz Bronson – Versatilidade em vários terrenos Para quem é a Hightower? A Santa Cruz esteve “à procura da bicicleta lendária para tudo”. Isto significa que, segundo a marca, a versatilidade da bicicleta permite que seja utilizada por uma grande diversidade de ciclistas: Provavelmente irão competir na corrida anual de enduro da zona, farão uma viagem de vários dias, talvez experimentem um bike park, ou simplesmente vão sair para desfrutar com os amigos ao fim de semana. A bicicleta que valoriza a versatilidade: Bons travões, pneus, rodas e transmissão. Excelente suspensão (...) simplesmente procuram passar um bom bocado. Valorizam a boa capacidade de subir, estabilidade nas descidas, uma excelente geometria que inspira confiança, fiabilidade e boa reputação. Santa Cruz O que há de novo? A Santa Cruz avança que o modelo “foi sempre um dos maiores êxitos dos engenheiros da marca e a última versão aumenta a capacidade de Hightower.” Os novos componentes são: Carbono C e CC. Mais atitude: Direção aberta até 64 graus; Suspensão melhorada. Glovebox. Compatível com mola. VPP™ ainda melhor: Reconfiguração do layout para melhorar os pontos de rotação e suspensão; Anti-squat mais baixo resulta num tato mais suave e eficiente. Mais curso: Até 160mm/150mm.  Rodas de 29 polegadas. S a XXL: Cinco tamanhos de quadro específicos para 29”. https://www.youtube.com/watch?v=l-kP9Lw1IMo&ab_channel=SantaCruzBicycles Todos os quadros Santa Cruz e Juliana, rolamentos de suspensão e aros Reserve têm garantia vitalícia. Disponibilidade e preços Fique a conhecer em baixo os vários preços para a nova Hightower: Clique aqui para ficar a conhecer mais no site oficial da Santa Cruz. ### Querido Luxemburgo, por João Almeida e Rui Costa O campeão João Almeida, Rui Costa com o Benfica e o estreante Rúben Guerreiro. Memórias portuguesas da Volta ao Luxemburgo. João Almeida tinha 23 anos quando foi campeão e Rui Costa era neo-pro. À partida para mais uma edição da Volta ao Luxemburgo, o TopCycling propõe uma viagem ao passado. A primeira vez de Rui Costa no Grão-Ducado foi em 2008, ainda o poveiro corria pelo Benfica. Nesse ano José Azevedo foi 6.º pelas “águias” e o sprinter Javier Benítez alcançou um top 5 em Mondorf – cidade adotiva de Acácio da Silva. “Foi no meu primeiro ano de profissional e ficou sobretudo com boas recordações das experiências que vivemos. Lembro-me da multidão às partidas e às chegadas. Era o autocarro do Benfica e era um mar de portugueses a vibrar com uma grande equipa portuguesa. Até fomos visitar algumas Casas do Benfica e mais do que a corrida foi isso que me ficou na memória.” Rui Costa ao TopCycling. Essa edição foi também de boa memória para a Duja-Tavira que a colocou o búlgaro Daniel Petrov no 8.º lugar final. Ler mais | Rui Costa: “Vou ao Luxemburgo a 90 por cento” "Conheci o Acácio da Silva e o Andy Schleck" João Almeida estreou-se na prova em 2021, o último ano em que correu pela Quick-Step. Tinha 23 anos e dominou graças a um contrarrelógio demolidor em Dudelange. Parece coisa do destino, mas no clube de Dudelange deu as primeiras pedaladas Acácio da Silva, seguindo os irmãos Francisco e José. Depois viria a camisola amarela do Tour, a rosa do Giro, o prestígio internacional. “Foi há três anos, mas parece que foi há uma eternidade. Foi um dos meus momentos altos e sinceramente lembro-me de tudo o que aconteceu. Conheci o Acácio da Silva e o Andy Schleck. Recordo-me desses dias com grande felicidade, recordo-me do apoio que senti num país com tantos portugueses e até vejo essas fotografias de vez em quando. As sensações eram bastante más, a corrida foi todos os dias à chuva e só me senti bem no contrarrelógio. Sentia-me todos os dias mal e depois ganhava a etapa. Foram sensações mistas, mas as pernas estavam lá e reforça-me que mesmo tendo más sensações vale a pena lutar até ao fim e dar o meu melhor. Às vezes até me surpreendo comigo próprio.” João Almeida ao TopCycling. O Luxemburgo viria a cruzar-se com João Almeida no Giro de 2023. No pódio do Monte Bondone – onde o luxemburguês Charly Gaul foi o primeiro a ganhar em 1956 – o português conheceu Fabienne Gaul, filha do "Anjo das Montanhas". Ler mais | Giro – A vitória de João Almeida no Monte Bondone foto a foto Créditos: LaPresse O estreante Rúben Guerreiro Em 2024 há mais um português que vai conhecer a corrida luxemburguesa. O estreante Rúben Guerreiro teve que esperar até aos 30 anos para se juntar à lista de ilustres. O momento é importante: problemas nas costas estragaram o ano ao Cowboy de Pegões Velhos. Felizmente o corpo respondeu nas clássicas do Canadá: 15.º no GP do Québec e 33.º no GP de Montreal, onde uma hesitação na colocação impediu um melhor resultado. "Foi pena porque vinha com pernas para top 10, mas o mais importante é estar na frente. Depois de uma época complicada em que tive que parar dois meses – em abril e em maio nem toquei na bicicleta e em julho e em agosto, até à Volta à Alemanha, não encontrava o ritmo. Tentarei estar atento [no Luxemburgo], com muita ambição para fazer um bom final de temporada. Ainda tenho algumas clássicas em Itália e a Volta a Guangxi que é uma corrida WorldTour. Gostava de terminar bem este ano tão difícil, o mais difícil de todos." Rúben Guerreiro ao TopCycling. ### Rui Costa só vai ao Mundial se passar teste no Luxemburgo Rui Costa testa-se na Volta ao Luxemburgo após fraturar a costela na Vuelta. A análise do campeão mundial ao circuito de Zurique. Começa no dia 21, sábado, o Mundial de ciclismo de estrada e Rui Costa está convocado. No entanto, a presença ainda não está assegurada, como o ciclista confirmou ao TopCycling. O contacto com o selecionador nacional, José Poeira, tem sido permanente. A boa notícia é que o atleta passou de não estar nos planos para correr a Volta ao Luxemburgo, a viajar com a EF Education-EasyPost até ao Grão-Ducado. A situação é simples: só se os cinco dias de Volta ao Luxemburgo forem positivos é que Rui Costa alinhará na prova de fundo do Mundial. "Tenho vindo a falar com o José Poeira. Há uma semana nem tinha garantia de vir ao Luxemburgo. Decidimos depois se vou estar no Mundial porque não sou um atleta que saia para a corrida só para alinhar. Só vou se puder ajudar a seleção e fazer um bom resultado. É um Mundial duro, fui reconhecer o percurso e sei o quanto é difícil. Ainda mais este ano que estará o Tadej na forma em que está e tendo a seleção que tem vai querer endurecer a prova. Tens que ter uma condição boa, vamos ver como estou após os cinco dias no Luxemburgo e depois decidimos." Rui Costa ao TopCycling. Créditos: Unipublic Cxcling Beatriz Martinez Circuito final promete dificuldades Zurique, a maior cidade da Suíça, organiza os Mundiais pela quarta vez, depois da organização da evento em 1923, 1929 e 1946.  Os elites masculinos percorrem 274 km e 4470 m de desnível positivo acumulado. O circuito final apresenta três subidas – com extensão variável entre 1-2 km – e cada volta ronda os 400 m de desnível. Rui Costa reconheceu o percurso antes da Volta à Suíça e desvenda os pormenores. "Fui ver o percurso com o Richard Carapaz e com o Alberto Bettiol . Só não vi os primeiros 70 km. É estranho porque a seguir à meta há uma subida muito dura, que se torna mais difícil à medida que avançam os metros. A descida é rápida e tem curvas traiçoeiras. Há uma ponte que cruza um rio e aí apanhamos logo uma subida curta e dura. Quem for do top 20 para trás já vai ter que ir quase a sprintar subida acima. Continuas a descer até ao Lago Zurique e essa parte dá para recuperar, mas há sempre zonas de falso plano e isso transmite a sensação de que não há zonas de descanso no circuito. Estás sempre a carregar nos crenques, parece que nunca alivias. É curva à direita, sobes, curva à esquerda... não há uma descida em reta, feita em estrada larga, que permite recuperar." Rui Costa ao TopCycling. https://www.youtube.com/watch?v=zpluqMuNhtU "Cada ano que passa o João está mais motivado" Da zona florestal de Schmalzgruebstrasse ao terreno ondulante junto ao lago. Rui Costa pedalou nas ruas de Zurique e já sabe que o segredo está nas sete voltas ao circuito. Cada volta tem 26,8 km e a primeira dificuldade na volta é a Zürichbergstrasse, colina com 800 m de extensão e 8,6 % de pendente média (15,9 % de pendente máxima). Seguem-se 1,5 km planos, depois um falso plano que leva a Witikonerstrasse (1 km de extensão a 8 %). Fazem 10 km com falsos planos e algumas rampas. A notar ainda a Schmalzgruebstrasse (300 m a 8 %) à entrada dos 10 km finais. Tadej Pogacar, recente vencedor do GP de Montreal, é o favorito da imprensa estrangeira. Portugal não tem Pogi, mas confia no regresso de João Almeida após Covid-19 e Rui Costa tece rasgados elogios ao antigo colega na UAE Emirates. "Num patamar à parte estão Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard. Os outros são muito equivalentes: Primoz Roglic, Remco Evenepoel e João Almeida. Cada ano que passa o João está mais motivado, vai acreditando que é possível e a Vuelta foi uma grande oportunidade para o João. Em condições normais o podia fazer frente ao Roglic, foi pena, mas nem sempre as coisas correm como queremos. Eu também pensava que ia fazer uma grande Vuelta…" ### Cervélo apresentou a nova bicicleta de estrada Soloist A Cervélo apresentou a nova versão da sua bicicleta de estrada Cervélo Soloist que no início dos anos 2000 foi a arma de eleição dos principais ciclistas das equipas CSC e Cervélo Test Team no World Tour. A nova Soloist apresenta uma nova cor edição limitada designada de Tropic Sunset e está disponível num pack que é composto pelo quadro Soloist e Rodas Reserve 42|49 TA. Cervélo Soloist A Cervélo Soloist foi, segundo a marca, desenhada não só para profissionais mas também para ciclistas amadores já que combina o seu peso leve com desempenho aerodinâmico. A Soloist é um pouco mais leve do que a S5, mas significativamente mais aerodinâmica do que a R5. Especificações do Quadro Especificações das Rodas Preço e disponibilidade A nova Soloist tem um P.V.P. de 4.290€ e podes saber mais detalhes e disponibilidade, consultando o site da marca em Portugal aqui. ### Wout van Aert assina contrato vitalício  A Team Visma | Lease a Bike anunciou que assinou um contrato vitalício com Wout van Aert. Van Aert deverá assim correr pela equipa neerlandesa até ao fim da carreira. O anúncio foi feito através do site oficial, e das redes sociais oficiais da equipa. Ler mais | Rui Costa: “Vou ao Luxemburgo a 90 por cento” https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1836337243926953996 Van Aert e a Team Visma | Lease a Bike O anúncio da Team Visma | Lease a Bike veio terminar definitivamente os rumores de uma possível transferência para outra equipa.  O ciclista belga deixou algumas palavras acerca do novo contrato aos canais oficiais da Team Visma | Lease a Bike: Não tive de pensar muito quando a ideia surgiu. Em primeiro lugar, porque nesta equipa trabalhamos com as melhores pessoas e com o melhor equipamento (...) Devo muito do meu sucesso a isso. Mas para além disso, sinto-me em casa aqui, o que é muito importante para mim. Esta equipa é única, combinamos bem nos últimos 5 anos e quero que se mantenha assim. Por isso decidi ficar cá para sempre.  Wout van Aert aos canais oficiais da Team Visma | Lease a Bike Richard Plugge, chefe da equipa neerlandesa, também comentou a renovação de van Aert: O Wout é um ciclista fantástico, com um grande palmares. É um todo-terreno (...) mas para além disso, tornou-se importante para a cultura da equipa. É um líder e um jogador de equipa. Faz os colegas melhores, apenas com o seu conhecimento e carisma. Estamos muito contentes com ele, e contentes por ser mútuo. Richard Plugge aos canais oficiais da Team Visma | Lease a Bike Wout van Aert ganhou, sempre com a Team Visma | Lease a Bike, nove etapas e a camisola verde no Tour de France, uma Milano-Sanremo ou uma Strade Bianche, entre muitas outras vitórias.  Em 2024, venceu três etapas na Vuelta a Espanha, uma etapa na Volta ao Algarve, e a Kuurne-Brussel-Kuurne. Créditos: Bram Berkien Contratos longos Nos últimos anos, tem-se assistido cada vez mais a contratos de longa duração, nomeadamente com os jovens talentos. Confira, em baixo, a lista dos contratos mais longos das equipas World Tour: Contrato vitalício: Wout van Aert – Team Visma | Lease a Bike  Contrato até 2029: Isaac der Toro – UAE Team Emirates Contrato até 2028: Jasper Philipsen - Alpecin – Deceuninck  Mathieu Van der Poel - Alpecin – Deceuninck  Biniam Girmay - Intermarché - Wanty   Jonas Vingegaard – Team Visma | Lease a Bike  Juan Ayuso – UAE Team Emirates  Jan Christen – UAE Team Emirates  Derek Gee – Israel – Premier Tech  Stephen Williams - Israel - Premier Tech   Kasper Borremans - Bahrain - Victorious  Albert Withen Philipsen – Lidl – Trek  Wil Holmes - Team Jayco AlUla  Jonas Abrahamsen - Uno-X Mobility  Créditos da foto de destaque: Unipublic Sprint Cycling Agency ### Rui Costa: “Vou ao Luxemburgo a 90 por cento” Após cair na Vuelta, Rui Costa regressa no Luxemburgo. Entrevista ao TopCycling com detalhes da recuperação e novidades acerca do calendário até final do ano. Desde o Luxemburgo e quase a cumprir 38 anos – celebra a 5 de outubro – Rui Costa atende o TopCycling para contar os pormenores do ano mais difícil da carreira. Quedas graves e recuperações dolorosas. Testes à resiliência mental e o objetivo de fechar 2024 com bons resultados. Um instante muda a vida de um ciclista. Na Volta ao Algarve foi a tirar algo do bolso do maillot e na Vuelta a Espanha saltando por cima de um colega. Omoplata e clavícula na primeira queda, costela e rotura muscular na segunda. O TopCycling quis saber como está Rui Costa, que regressa à competição na Volta ao Luxemburgo (18 a 22 deste mês). “A recuperação foi difícil nos primeiros 15 dias. Estive três semanas sem me conseguir por de pé nos crenques. Na semana passada comecei-me a sentir melhor, fiz trabalho específico importante e ainda não tenho a condição de topo porque me custa respirar fundo. Vou a 90 por cento, mas não queria baixar os braços nesta altura da temporada. Sabia que podia fazer as clássicas italianas de outubro e foi esse o meu foco: terminar a temporada onde tem que terminar. Não queria terminar na Vuelta.” Rui Costa ao TopCycling. Ler mais | António Morgado – 189 dias de puro ciclismo Manter o foco para treinar Operações e recuperações. Este é o lado que não se vê da carreira dos desportistas de alta competição. É preciso encontrar pontos positivos, objetivos que permitam manter o foco para treinar, sobretudo nos treinos acima das cinco ou seis horas. “Quando regressei à estrada o desconforto era grande. A partir da segunda semana fui notando melhoras, depois houve dias de estagnação que geram dúvidas. Três dias mais tarde fiz umas acelerações para ver até onde podia ir e na primeira levei o corpo quase ao extremo ao ponto de ter tido que parar, pôr-me de pé e respirar. A partir do momento em que as sensações foram melhores já deu para fazer trabalho de fundo e séries. Isto tudo em 15 dias.” Créditos: Unipublic Cxcling Beatriz Martinez Ler mais | Ciclistas portugueses ganham espaço no WorldTour "Era mais fácil atirar a toalha ao chão" Nada do que fez para trás se perdeu, isto é, o trabalho de base no Tour, nos Jogos Olímpicos e na Vuelta. A paragem forçada deu pelo menos para assimilar o que estava feito. Quando o corpo está treinado as recuperações são mais rápidas e o que define um grande atleta é a capacidade de encurtar os tempos. Rui Costa é um grande atleta, fez do corpo um templo e tem suficiente experiência para manter o rumo certo mesmo quando o mar se agita. “Não estou super, mas o Luxemburgo serve para ver como estou. Nestes processos não há um médico sempre presente, tens que ser tu a medir as dores e as sensações. Era mais fácil atirar a toalha ao chão, voltar nas corridas italianas e esfregar as mãos por terminar a temporada. Quem me conhece sabe que não sou assim, quero sempre mais. Após a queda no Algarve fiquei com o braço imobilizado e perdi 80 por cento da capacidade muscular; recuperei-a rapidamente e a equipa viu esse empenho.” Recuperar o tempo perdido A reta final da época servirá para tentar recuperar o tempo perdido. Se o corpo corresponder o campeão mundial de Florença vai a Zurique com a seleção nacional. Segue-se o último monumento do calendário, a Volta à Lombardia (12 de outubro), à qual chegará via Giro dell'Emilia, Coppa Bernocchi e Tre Valli Varesine. Itália nunca falhou a Rui Costa, uma paixão que começou em sub-23 ganhando o Giro delle Regioni em 2007 e sendo 5º no Mundial de Varese, em 2008. Em elites a relação ficou séria: título mundial em Florença, em 2013, e pódio na Lombardia na seguinte temporada. ### Specialized apresenta as novas Stumpjumper 15 Alloy A Specialized apresentou as suas novas bicicletas de montanha Stumpjumper 15 Alloy, naquela que é a 15ª versão da Stumpjumper de suspensão total. Com uma Capacidade Inovadora, Máximo Controlo e Personalização Incomparável, a Stumpjumper 15 Alloy segue os modelos de carbono Stumpjumper 15 recentemente lançados. Stumpjumper 15 Alloy A nova Stumpjumper 15 Alloy oferece os mesmos avanços em termos de sensação de pedalada, cinemática e desempenho nos trilhos, construída em torno do resistente alumínio M5 Premium da Specialized. A marca americana informa que concebeu cada componente individual do seu quadro de alumínio M5 Premium – dianteiro, traseiro e a ligação entre eles – como uma unidade que atinge os objetivos de rigidez estabelecidos. Tecnologia GENIE A Stumpjumper 15 Alloy vem também munida da tecnologia GENIE, a nova tecnologia de mola pneumática da Specialized. Segundo a maraca, esta tecnologia permite obter a máxima aderência e tração de uma sensação de mola helicoidal, melhor prevenção de esgotar o curso do que uma mola pneumática padrão e a capacidade de ajustar o curso médio e final de forma independente. Personalização A Stumpjumper 15 Alloy é, segundo a Specialized, a bicicleta de trail mais personalizável de sempre com ajustes perfeitamente integrados. Seis configurações de geometria distintas permitem melhorar o seu desempenho para qualquer estilo e qualquer terreno e o ângulo de direção é ajustável em três configurações entre 63 e 65 graus, através de um copo excêntrico superior da caixa de direção.  Permite também ajustar a altura do eixo pedaleiro para cima ou para baixo em 7 mm, trocando os chips de ligação Horst, baixo para uma condução mais estável ou alto para obter folga. O utilizador pode também escolher o tamanho da sua roda com os elos de amortecedor de substituição. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços da nova Specialized Stumpjumper 15 Alloy, clicando aqui. ### Das lágrimas à glória - A vitória da Sabgal-Anicolor na Volta a Portugal em fotografia A Volta a Portugal 2024 foi seguramente uma das melhores das ultimas décadas, com um final inesperado, competitividade dia após dia e algum drama pelo meio. No caminho até à vitória, a jornada da equipa Sabgal - Anicolor na Volta a Portugal foi marcada por momentos de grande emoção e superação. Apesar de um início difícil, com a desistência do principal candidato Maurício Moreira, a Sabgal - Anicolor reinventou-se e ajustou a estratégia. O ciclista russo Artem Nych, competindo sem bandeira, destacou-se, transformando as que pairavam sobre o desempenho de uma das equipas favoritas, em força interior e confiança que os levou à vitória. O fotógrafo Igor Martins capturou os bastidores desta epopeia, revelando o trabalho duro, a união e os momentos íntimos que levaram à conquista da camisola amarela. Uma história contada mais por imagens, que por palavras. Após a dura etapa, com o termómetro a marcar sempre acima de 35 graus, Rafael Reis, que chega em 2º, conforta Frederico Figueiredo e Artem Nych pelo esforço durante a etapa. Minutos antes da chegada dos seus colegas, Maurício Moreira desfruta do seu pequeno-almoço. O calor intenso e as subidas íngremes são um teste aos limites dos ciclistas, como foi exemplo Maurício Moreira. Maurício Moreira cabisbaixo e exausto após a chegada a Miranda do Corvo, num dia de muito esforço, dificultado ainda mais pelo vento constante.  Maurício Moreira recebe tratamento muscular de Paulo Silva, massagista, enquanto conversa sobre a etapa com Luís Mendonça e Rúben Pereira.  Carlos Pinto, mecânico da Sabgal - Anicolor, prepara as peças suplentes dentro do camião, num trabalho diário, após cada etapa.  O trepador lisboeta, Frederico Figueiredo, tenta liderar a corrida, de forma a resguardar Artem Nych para os últimos quilómetros de etapa.  Celebração efusiva de Frederico Figueiredo com Artem Nych, equipa ganhava um novo fôlego e esperança para a corrida. Iluminado pelos últimos raios de sol, Fernando Vilela, mecânico, afina de forma personalizada a bicicleta de um corredor da sua equipa. Quase todos os dias, o staff de uma equipa de ciclismo trabalha de "sol a sol". Aproveitando o tempo para usar o sistema de compressão nas pernas, Frederico Figueiredo e André de Carvalho relaxam e percorrem as notícias do dia, provavelmente em Topcycling.pt  Emoldurados por um trator passam Artem Nych, Julius Johansen e Frederico Figueiredo, junto com o restante pelotão. Momento repetido em todos os dias de prova, de relaxamento e recuperação para os corredores, mas de intensidade e suor para os massagistas, neste caso Ruben Couto. Enquanto lhe é aparado o cabelo, Artem Nych aproveita para descontrair e desligar.  Momento antes do início da etapa, momento de concentração de Luis Mendonça, durante o aquecimento.  Em dia de calor abrasador, que caracterizou toda a corrida, Rafael Reis refresca-se com água gelada, recebida do carro de apoio.  André de Carvalho e Frederico Figueiredo preparam-se para o treino matinal, no dia de descanso da prova.  No carro de apoio segue José Augusto, atrás de Artem Nych e restantes ciclistas que seguem no circuito de treino. Arroz, esparguete, ovos mexidos, pão, cereais, entre outros alimentos, fazem parte do pequeno-almoço reforçado dos corredores para enfrentar as etapas duras da prova.  Proximidade e êxtase do público caracterizam a subida ao Santuário de Nossa Senhora da Graça, no Monte Farinha. Momento apoteótico na passagem pelo mar de gente que se juntou no centro de Mondim de Basto.  A emoção e lágrimas apoderam-se de Rafael Reis, quando é abraçado por Artem Nych, após uma reviravolta na prova, numa jornada épica, onde o russo conquista a camisola amarela, em Mondim de Bastos. Membro do staff confirma a temperatura da água do banho de gelo onde Artem Nych faz a recuperação muscular.  Discurso motivador de Rúben Pereira, director desportivo da equipa, enquanto Artem Nych faz o aquecimento para o contra-relógio decisivo da Volta a Portugal. Artem Nych compenetrado, durante o aquecimento para o início de etapa. Artem Nych no contra-relógio, envergando a camisola amarela na última etapa da corrida, onde viria a obter o melhor tempo, garantindo a vitória de mais uma etapa e da Volta a Portugal em bicicleta.  Artem Nych desfruta da bebida de celebração, enquanto os outros corredores se molham com champanhe, comemorando as suas conquistas individuais.  Com o troféu da Volta a Portugal na mão, Artem Nych festeja com a restante equipa, enquanto se dirigem para junto dos fãs. Com a bandeira portuguesa, foi assim que Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, homenageou e acolheu Artem Nych. Com um mergulho na piscina, no Grande Hotel do Luso, terminou a noite de celebração de Artem Nych e restante equipa.  Créditos das imagens: Igor Martins, fotojornalista residente no Porto, colabora com publicações conceituadas. ### Europeu de Ciclismo | Corrida de estrada – Elites masculinos O último dia do Europeu de ciclismo contou com a corrida de estrada dos elites masculinos. A corrida teve lugar num percurso de 222,9 km entre Heusden-Zolder e Hasselt. O percurso pouco acidentado dava a ideia de um provável final ao sprint. Tal acabou por acontecer, com a vitória a sorrir ao belga Tim Merlier. Ivo Oliveira andou escapado no início da corrida. O melhor português foi Rui Oliveira: terminou na posição 36, inserido no pelotão principal. Iuri Leitão não chegou a partir para a corrida por motivos de doença. Ler mais | Europeu de Ciclismo | Corrida de estrada – Elites femininas Créditos: UEC Resumo da corrida masculina O percurso do Europeu de ciclismo era pouco acidentado, o que abria as portas a um provável sprint final. Foram várias as tentativas de destabilizar o pelotão, com ataques de grandes nomes como Van der Poel ou Pedersen. Tanto Ivo como Rui Oliveira também tentaram atacar a corrida. As equipas mais fortes foram controlando sempre as tentativas, sem deixar os fugitivos ganhar muito tempo. A aproximação à meta foi feita em pelotão compacto e a vitória ia ser decidida ao sprint. No sprint, o belga Tim Merlier foi o mais forte. Terminou à frente do neerlandês Olav Kooij e do estónio Madis Mihkels. https://twitter.com/Limburg2024/status/1835339687180865619 Rui Oliveira entrou bem colocado para o sprint final, mas um problema mecânico no lançamento do sprint não permitiu que o português discutisse a vitória - terminou na posição 36. Ivo Oliveira terminou a prova com algum atraso em relação ao pelotão principal. Ler mais | José Azevedo e o Europeu: “Também percebemos de ciclismo” Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Juniores Para além da corrida dos elites masculinos, o último dia do Europeu de ciclismo deu também lugar à corrida de estrada feminina no escalão de juniores. Prova feminina A corrida feminina, que aconteceu num percurso de 72,9 km, terminou num sprint, após o pelotão chegar compacto à reta da meta. No sprint pela vitória, a neerlandesa Puck Landenbarg foi a mais forte e sagrou-se campeã da europa. Terminou à frente da alemã Messane Brautigam e da checa Stepánka Dubcová. Os Países Baixos fizeram assim o pleno de vitórias na categoria feminina neste Europeu de ciclismo, com ouro na corrida de estrada de elites, sub-23 e juniores. Raquel Dias terminou na posição 34, a 0:29 da vencedora. Maria Marques fechou na posição 57. Daniela Simão não chegou a concluir a corrida. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Créditos da foto de destaque: UEC ### Europeu de Ciclismo | Corrida de estrada - Elites femininas O penúltimo dia do Europeu de ciclismo deu lugar à corrida de estrada das elites femininas. A prova correu-se num percurso de 162 km entre Heusden-Zolder e Hasselt. O fim esperava-se ao sprint. Lorena Wiebes foi a grande vencedora deste Europeu de ciclismo no pelotão feminino, sagrando-se campeã da europa pela segunda vez na carreira. Destaque também para o top 15 de Daniela Campos na corrida de estrada do escalão sub-23. Ler mais | Europeu de Ciclismo | Rescaldo do Contrarrelógio Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Resumo da corrida feminina A prova de estrada do pelotão feminino foi muito controlada desde início, com a fuga a ter grande dificuldade para sair do pelotão. As tentativas foram tímidas num pelotão que foi sendo controlado pelas seleções mais fortes - nomeadamente a Itália e os Países Baixos. Na aproximação aos últimos quilómetros, parecia claro que a vitória seria discutida ao sprint. Os Países Baixos controlaram o pelotão, mas no lançamento do sprint foi a Itália a colocar melhor o seu lead-out. Apesar de Lorena Wiebes seguir já sem compatriotas nesta altura, foi a primeira a lançar o sprint e nenhuma outra ciclista conseguiu sair da sua roda. Bateu Elisa Balsamo (Itália), que chegou em segundo, e Daria Pikulik (Polónia), que fechou o pódio. Lorena Wiebes volta a vencer o Europeu de ciclismo, depois de o ter feito em 2022, e ter sido segunda em 2023. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Sub-23 Para além da prova de fundo das elites femininas, correram-se também as corridas de estrada dos escalões sub-23 (masculino e feminino), e juniores (masculino). Prova masculina A corrida masculina foi decidida num sprint a dois entre o neerlandês Huub Artz e o alemão Niklas Behrens. O ciclista dos países baixos foi o mais forte e conquistou o campeonato da europa. A fechar o pódio ficou o francês Léandre Lozouet. Portugal esteve representado por três atletas na prova, e dois chegaram inseridos no pelotão principal: o melhor classificado foi Gonçalo Tavares, que terminou na posição 37. Noah Campos fechou na posição 47 e João Silva não concluiu a corrida. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Créditos: FPC Prova feminina A corrida feminina foi decidida num sprint, com o pelotão a chegar compacto aos últimos quilómetros. A vencedora foi a neerlandesa Sofie van Rooijen. Em segundo lugar, outra atleta dos Países Baixos: Scarlett Souren. A fechar o pódio ficou a italiana Eleonora Camilla Gasparrini. Daniela Campos, única portuguesa em prova, conseguiu alcançar um valioso top 15, registo que também tinha conseguido em 2023. Termina a participação no Europeu de ciclismo com o lugar 17 no contrarrelógio, e o lugar 15 na corrida de estrada. Ler mais | História de Portugal no Europeu de ciclismo Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Juniores Prova masculina A prova dos juniores masculinos decidiu-se num sprint a três. O norueguês Felix Orn-Kristoff foi o mais forte e sagrou-se campeão da europa. Em segundo lugar ficou Hector Álvarez, e em terceiro o francês Paul Seixas. Em relação à seleção portuguesa, Daniel Moreira foi a melhor prestação, fechando na posição 58. Gonçalo Rodrigues terminou no lugar 69, e Guilherme Mestre no lugar 91. José Moreira e João António terminaram, respetivamente, nas posições 104 e 105. Adrian Pacho não terminou a prova. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Créditos: FPC Créditos da foto de destaque: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 ### A edição especial da Tarmac SL8 de Roglič Como habitualmente, Specialized festejou a histórica vitória de Primož Roglič na Vuelta a Espanha com uma edição única da Tarmac SL8. Esta edição, única no mundo, foi pintada e montada nas vésperas da vitória de Roglič, e simboliza a excelência alcançada na prova de três semanas vencida pelo esloveno pela quarta vez. Créditos: Chris Auld Créditos: Chris Auld Especificações da S-Works Tarmac SL8 de Primoz Roglic Quadro - S-Works Tarmac SL8 FACT 12r Carbon, Rider First Engineered™, Win Tunnel Engineered, Clean Routing, Threaded BB, 12x142mm thru-axle, flat-mount disc; Garfo– S-Works FACT 12r Carbon, 12x100mm thru-axle, flat-mount disc; Epigão de selim - S-Works Tarmac SL8 Carbon seat post, FACT Carbon; Cockpit - Roval Rapide Cockpit, Integrated Bar/Stem Rodas – Dianteira: Rapide CLX II Team, Hooked, 700c, Disc Brake, Tubeless, 51mm-Depth, 21mm Internal Width, DT Swiss Aerolite II spokes, Ceramic Bearings; Traseira: Rapide CLX II Team, Hooked, 700c, Disc Brake, Tubeless, 60mm-Depth, 21mm Internal Width, DT Swiss Aerolite II spokes, Ceramic Bearings Pneus - Specialized Turbo Cotton Selim - Specialized S-Works Phenom Transmissão - SRAM RED AXS, hydraulic disc Créditos: Chris Auld Podes ver a disponibilidade e preço da edição Red Bull Bora Hansgrohe, no site da marca AQUI. ### Campeonato Nacional de Gravel - Ansião Gravel Race Challenge Realiza-se, no próximo dia 29 de setembro, a primeira edição do Campeonato Nacional de Gravel - Ansião Gravel Race Challenge.  A prova irá decorrer em Ansião. Será organizada pelos Ansibikers, associação de ciclismo de Ansião. Ler Mais | Gravel Challenge Albufeira 2024 | Participantes duplicam ano após ano Características da Prova A prova será aberta a todos os atletas federados e com licença desportiva de competição, bem como a atletas não federados.  Vai ter lugar nas estradas rurais do concelho de Ansião, com o início e o fim do percurso a ter lugar na vila de Ansião. Contará com duas distâncias distintas: 90 km e 140 km.  O evento contará com uma classificação separada por categoria (distância), e faixa etária: Na prova do percurso de 140 km, correm os atletas masculinos entre os 19 e os 49 anos. Na prova do percurso de 90 km, correm os atletas masculinos entre os 50 e os +70 anos, e as atletas femininas entre os 19 e os +70 anos. O Ansião Gravel Race Challenge será disputado em conformidade com os regulamentos da UCI e UVP-FPC. Cartaz oficial do Campeonato Nacional de Gravel Programa O programa da primeira edição do Campeonato Nacional de Gravel abre no dia 28 de setembro, mas as corridas vão ter todas lugar no dia 29 de setembro: Sábado, dia 28 de SETEMBRO  14:00 – Abertura do secretariado  18:00 – Encerramento do secretariado e confirmação das inscrições  Domingo, dia 29 de SETEMBRO  07:00 – Abertura do secretariado  08:15 – Encerramento do secretariado e confirmação das inscrições  08:30 – Abertura do Controlo Zero  09:00 – Partida  12:30 – Chegada prevista do 1º atleta do percurso 90Km  14:30 – Chegada prevista - 1º do percurso 140Km  13:30 – Cerimónia Protocolar Campeonato Nacional GRAVEL tem lugar no  máximo 30 minutos depois da chegada do 3º classificado de cada  categoria.  18:00 – Encerramento do Campeonato Nacional GRAVEL Caso pretenda participar na prova, todas as inscrições deverão ser efetuadas no site da FPC até ao dia 25 de setembro, através do seguinte link: https://www.fpciclismo.pt/inscricoes-prova-nacional Através do link também pode obter mais informações sobre o evento.  ### Entrámos na super estrutura da Visma - Lease a Bike durante a Vuelta a Espanha O Topcycling passou um dia com a Visma - Lease a Bike durante a Vuelta a Espanha 2024.   Bruno Antunes, redator do Topcycling, juntou-se à equipa durante a etapa 19 da Vuelta e conta como foi como foi estar dentro de uma das melhores e mais avançadas estruturas de ciclismo profissional do mundo. O plano de atividades Cheguei a Bilbao no dia antes da etapa e fui recebido pela equipa de hospitalidade da Visma | Lease a Bike. O plano de atividades incluía estadia de duas noites em Bilbao e acompanhamento da etapa 19. A equipa tem quatro elementos – dois ex-ciclistas (Eddy Bouwmans e Theo Eltink) e dois membros mais recentes da equipa (Vicky e Lars) – responsáveis pela receção aos convidados.  No coração da corrida O nome da experiência proporcionada pela Visma | Lease a Bike é “At the heart of the race” (“No coração da corrida”). O nome é indicado tendo em conta o que vivemos durante a etapa. No dia da etapa levaram-nos em duas carrinhas para um contacto mais próximo com os ciclistas. Segui numa das carrinhas com os restantes convidados, enquanto na outra ia o novo número dois da Visma | Lease a Bike, Jacco Verhaeren.  O dia começou cedo. Instalados em Bilbao, fizemos a viagem para o hotel da Visma | Lease a Bike, perto de Logroño, de onde partiu a etapa 19 da Vuelta.  Tivemos acesso à área restrita: dois camiões altamente equipados - um com a cozinha onde trabalham dois chefs responsáveis por confecionar toda a comida que os ciclistas comem durante três semanas; outro para os mecânicos, onde está todo o material relacionado com as bicicletas dos atletas. Trabalho é das 7:00 às 23:00 A juntar a isto, um camião da Jumbo (rede de supermercados neerlandesa), que apesar de já não fazer parte do nome da equipa continua a ser um dos patrocinadores. Nesse camião está toda a comida que os ciclistas consomem durante a Vuelta – a equipa recebe um camião destes a cada dia de descanso diretamente dos Países Baixos. Um pequeno destaque para a fantástica logística da Team Visma | Lease a Bike. Nenhum alimento é comprado em Espanha (no caso da Vuelta) - tudo chega dos Países Baixos. Uma reflexão interessante sobre tudo o que está por trás de bons desempenhos ao mais alto nível competitivo e a prova de que nas estruturas desportivas vencedoras nada é deixado ao acaso. Bruno Antunes - Topcycling Karin Lambrechtse, uma das chefs da equipa, explicou-me que o trabalho é das 7:00 às 23:00, mas quem corre por gosto não cansa. Falámos do contacto com os atletas e sobre tempos não muito distantes em que usavam as cozinhas dos hotéis. Até nos quartos dos hotéis se cozinhou. Impensável hoje em dia. Portugueses pelo mundo Entre um staff variado e profissional encontrei Gabriel Martins, que trabalha na Team Visma - Lease a Bike na área da nutrição. É um de muitos portugueses pelo mundo do ciclismo. Além da área da nutrição, o Gabriel também é responsável pela relação "um para um" com os ciclistas da equipa. Explicou-me que o objetivo é que os ciclistas sintam que a nutrição é menos uma coisa com que têm de se preocupar, tentando ao mesmo tempo que os ciclistas se sintam em controlo da sua própria alimentação. A Cervélo S5 Com algum tempo, tivemos oportunidade de circular ao pé dos autocarros da equipa, conversar com o staff, ver os ciclistas a passar a poucos centímetros dos fãs. Cervélo S5 de Attila Valer Pudemos ainda ver de perto as bicicletas da equipa, como a Cervélo S5 personalizada do campeão húngaro Attila Valer (dorsal 6) ou a S5 do "gigante" italiano Edoardo Affini (dorsal 2). Cervélo S5 de Edoardo Affini De acordo com o tipo de etapa e estilo do ciclista, a equipa utiliza as Cervélo S5, modelo "aero" para etapas mais planas ou pouco onduladas, e as Cervélo R5 modelo mais leve para os escaladores e etapas de montanha. A Cervélo R5 de Cervélo S5 de Attila Valer Depois da apresentação das equipas, a carrinha da Team Visma levou-nos à localização do quilómetro zero, onde passamos antes dos ciclistas. Bruno Antunes (Topcycling), com o Staff da Visma Lease a Bike. Pudemos depois ver os ciclistas passar no quilómetro sete e no quilómetro oito. Voltámos a parar no quilómetro 43, antes de seguirmos para o início da primeira contagem de montanha do dia.  Nesta altura, um dos pontos altos do dia: sabíamos já que Eddy tinha de se posicionar para distribuir biddons aos corredores. O que não sabíamos era que nos ia pedir ajuda: Equipado com o amarelo da Visma | Lease a Bike, e posicionado a cerca de 100 metros do início da subida, com a mão esticada e alguns nervos no corpo, lá dei um bidão a um ciclista. Bruno Antunes - Topcycling Após este momento (que é para contar aos netos, diga-se), seguimos para o início da última subida do dia, o Alto de Moncalvillo, onde Roglic iria triunfar alguns minutos depois. Depois dos heróis das bicicletas passarem por nós, juntamo-nos à comitiva da Visma | Lease a Bike, perto do autocarro da equipa, onde vimos o final da etapa.   Com a conclusão da etapa, chegou o fim da experiência e o retorno a Bilbao. Mais do que no coração da corrida, senti-me no coração do ciclismo.  Bruno Antunes - Topcycling Aproveitar o ciclismo Tudo relacionado com a experiência foi, honestamente, ótimo. A Visma | Lease a Bike preparou e tratou de tudo para que apenas pudesse aproveitar o ciclismo. O hotel, o restaurante, o staff – fatores que adicionaram muito ao dia que vivemos.  Uma palavra de apreço para a equipa que nos acompanhou. Dois ex-ciclistas, acompanhados de dois elementos da equipa, comprometidos em que os seus convidados tivessem a melhor experiência possível, honestos e abertos a qualquer pergunta ou conversa, foram um fator de destaque nos dois dias que passamos com a equipa.  ### António Morgado - 189 dias de puro ciclismo Primeiro abandono da carreira de António Morgado aconteceu no Giro da Toscana, prova tradicional do ciclismo italiano. António Morgado cumpriu esta quarta-feira o 50° dia de competição da época de ciclismo. Para trás ficaram outras três temporadas sempre a somar provas e vitórias. Foram 189 dias a competir, desde juniores até profissionais. Quatro anos onde o corredor de Salir do Porto nunca colocou o pé no chão e disse “já chega”. Pela primeira vez abandonou uma corrida. Aconteceu no Giro da Toscana, em Itália. Terminaram 72 ciclistas e abandonaram 87. António Morgado só é notícia porque resistiu tanto tempo ao famoso “DNF” (do inglês did not finish, isto é, não terminou). António Morgado recebeu o TopCycling em fevereiro, na Figueira da Foz.Créditos: TopCycling Sequência brutal para um rapaz de 20 anos Não terminou o corredor da UAE Emirates, mas acabou a sequência brutal para um rapaz de 20 anos que já fez tanto no ciclismo. Vitórias UCI, medalhas em Campeonatos do Mundo e exibições épicas. Também dias menos bons como no Giro sub-23 ou na Volta a França do Futuro. Altos e baixos próprios de uma carreira desportiva, mas com uma certeza: foram 189 dias de puro ciclismo, como aquele golpe de génio na Volta à Flandres. Um fenómeno à escala global, como escrevemos na primavera. Confiram os dados estatísticos da carreira de António Morgado. 2021: 35 dias no primeiro de júnior/17 vitórias 2022: 60 dias no segundo ano de júnior/27 vitórias 2023: 44 dias de competição no primeiro ano de sub-23/3 vitórias 2024: 50 dias de competição no primeiro ano de profissional/3 vitórias Vídeo | António Morgado em entrevista ao TopCycling ### Europeu de Ciclismo | Rescaldo do Contrarrelógio O primeiro dia do Europeu de Ciclismo de Limburgo deu lugar ás provas de contrarrelógio. Todas as provas foram corridas num percurso de 31,3 km entre Heusden-Zolder e Hasselt (com exceção da prova das juniores femininas, que teve 13,3 km). Dos representantes portugueses, Ivo Oliveira foi o melhor classificado - terminou na posição 15 na prova de elites masculinos. Daniela Campos terminou a sua participação na posição 17, na prova sub-23. Na prova dos juniores masculinos, Gonçalo Rodrigues fechou na posição 50, e José Miguel Moreira na posição 54. Raquel Dias terminou na posição 34 na prova das juniores femininas. Ler mais | José Azevedo e o Europeu: “Também percebemos de ciclismo” Créditos: FPC Elites Prova masculina O italiano Edoardo Affini é o novo campeão europeu de ciclismo no contrarrelógio, com 35:15 à chegada. O suíço Stefan Kung fechou a prova na segunda posição, a 0:09. Mattia Cattaneo, outro italiano, ficou com o bronze, chegando a 0:19 do seu compatriota. Ivo Oliveira representou as cores nacionais e terminou na posição 15 - melhorou a posição 18 que tinha conseguido no Europeu de ciclismo de 2023. Créditos: Ivan Benedetto/Sprint Cycling Agency Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Prova feminina A belga Lotte Kopecky alcançou o ouro no Europeu de ciclismo, com o registo de 39:00. Em segundo lugar, a neerlandesa Ellen Van Dijk, a 0:43 da vencedora. O bronze ficou entregue à austríaca Christina Schweinberger, a 1:02 do melhor registo. A seleção portuguesa não teve nenhuma representante na prova de elites femininas de contrarrelógio. Ler mais | Europeu de ciclismo – Razia aos elites do pelotão nacional Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Sub-23 Prova masculina Na prova masculina da categoria sub-23 do Europeu de ciclismo, o grande vencedor foi o belga Alec Segaert. Registou 35:06 à chegada. Em segundo lugar ficou o sueco Jakob Soderqvist, e em terceiro o neerlandês Wessel Mouris. Terminaram a 0:30 e 0:34 do vencedor, respetivamente. A seleção nacional não teve qualquer representante na prova. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Prova feminina Na prova feminina da categoria sub-23 do Europeu de ciclismo, o ouro ficou entregue à finlandesa Anniina Ahtosalo, que terminou com a marca de 40:54. Em segundo lugar ficou a alemã Antonia Niedermaier, e em terceiro Marie Schreiber, do luxemburgo. Chegaram a 0:29 e 0:31 da nova campeã da europa. Portugal esteve representado por Daniela Campos, que terminou na posição 17. Créditos: FPC Juniores Prova masculina Nos escalão júnior, o ouro do Europeu de ciclismo ficou para Michel Mouris. O neerlandês terminou a prova com o registo de 37:08. O belga Jasper Schoofs terminou em segundo lugar e o alemão Paul Fietzke em terceiro, a 0:07 e 0:23 do vencedor. Os representantes das cores nacionais, Gonçalo Rodrigues e José Miguel Moreira terminaram, respetivamente, no 50º e 54º lugares. Raquel Dias esteve em ação em Limburgo.Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Prova feminina Na prova das juniores do Europeu de ciclismo, o ouro ficou para a espanhola Paula Ostiz - registou 17:52 à chegada. A neerlandesa Fee Knaven ficou com a prata no Europeu, e a eslovaca Viktória Chladonová com o bronze, a 0:01 e 0:10 da vencedora, respetivamente. Raquel Dias, representante portuguesa, terminou a prova na posição 34. A algarvia representa a Tavira/Extremosul/SCFarense e este ano destacou-se sendo a melhor portuguesa na Volta a Portugal Feminina de sub-19 fechando na 5ª posição. Ler mais | História de Portugal no Europeu de ciclismo Créditos da foto de destaque: FPC ### José Azevedo e o Europeu: “Também percebemos de ciclismo” José Azevedo, diretor da Efapel, triste por ver a seleção esquecer os atletas do pelotão nacional para o Europeu de ciclismo. Continuam as reações à convocatória de Portugal para o Europeu de ciclismo e José Azevedo une-se a diretores como Rúben Pereira e Joaquim Andrade na tristeza face à ausência de atletas do pelotão nacional de elites. O antigo tricampeão nacional de contrarrelógio correu seis temporadas no ProTour, nove no pelotão português e representou a seleção em quatro Campeonatos do Mundo entre 1996 e 2002. Hoje é responsável pelo projeto Efapel, que inclui equipa profissional e Academia, onde se formam ciclistas do presente e do futuro, rapazes e raparigas. Nem alguém com a experiência de José Azevedo é capaz de explicar aos atletas que há um Europeu a decorrer no qual a Federação Portuguesa de Ciclismo abdicou de metade das vagas disponíveis. “Como responsável por uma equipa fico triste. Não discuto critérios, nem opções, mas fico triste quando vejo que Portugal tem seis vagas e não as preenche quando existem corredores com qualidade para estar nesta corrida. Custa-me ver que os corredores das equipas portuguesas não fazem parte das escolhas, basta vestir o maillot de uma equipa estrangeira e são convocados.” José Azevedo ao TopCycling. Ler mais | Europeu de ciclismo – Datas e horários das transmissões Joaquim Silva foi 7º no GP JN que finalizou a 1 de setembro. Preconceito face às equipas nacionais? O TopCycling analisou os 23 convocados nos últimos seis Europeus: só cinco dos selecionados por José Poeira corriam em equipas portuguesas, o que representa 21 por cento das convocatórias. Preconceito face às equipas nacionais? “Quero acreditar que não… No ciclismo atual é complicado ter ritmo só treinando, mas fizemos o GP Jornal de Notícias com oito dias bem disputados, médias elevadas e corredores portugueses na disputa da corrida. Muitos dos protagonistas do JN enquadram-se nas características do percurso do Europeu. Pedro Silva, Tiago Antunes, Tiago Leal, Joaquim Silva; é preciso corredores com capacidade e força para trabalhar para os sprinters. Se levas o Iúri e os Oliveira que podem sprintar tens que os proteger. Para estes corredores é descrédito que passam e para as equipas é triste porque trabalhamos de forma profissional e não somos recompensados por esse trabalho.” Ler mais | Europeu de ciclismo – Razia aos elites do pelotão nacional Tripla da Efapel nos Nacionais de crono com Simão Silva e Daniela Simão (juniores), e Gonçalo Costa (cadetes).Créditos: FPC "Sabemos preparar os atletas para um objetivo específico" Não é fácil entender o que leva Portugal a ser a única nação entre as 16 primeiras do ranking a abdicar da quota de atletas . Isto é o mesmo que dizer que a seleção nacional vai correr em Limburgo, na Bélgica, fragilizada face às rivais diretas. E para os céticos quanto à maneira de trabalhar do pelotão português, José Azevedo tem uma mensagem. “Se estás convocado para um Campeonato da Europa e te informam que contam contigo, aumentas a carga e depois das etapas do JN ainda fazes duas horas atrás do carro até ao hotel. O próprio atleta trabalha com outra motivação. Aqui também percebemos de ciclismo, também sabemos preparar os atletas para um objetivo específico.” ### Europeu de ciclismo - Datas e horários das transmissões Inicia-se mais uma edição do Europeu de ciclismo de estrada, desta vez organizado na província belga de Limburgo, região da Flandres. Portugal convocou 16 representantes. Depois de uns Jogos Olímpicos de sonho, os atletas nacionais vão até à Bélgica em busca de mais medalhas nas provas de estrada e de contrarrelógio. Ler mais | Europeu de ciclismo – Razia aos elites do pelotão nacional Créditos: FPC Destaque para os campeões olímpicos A seleção nacional vai apresentar-se com um total de 16 atletas com destaque para os campeões olímpicos de pista em Madison Iúri Leitão e Rui Oliveira. Completa o trio de elites masculinos Ivo Oliveira. O selecionador José Poeira convocou ainda os sub-23 Gonçalo Tavares, João Silva e Noah Campos. Em juniores masculinos o bloco de seis está na máxima força com Adrian Pancho, Daniel Moreira, Guilherme Mestre, Gonçalo Rodrigues, João António e José Miguel Moreira. Ler mais | José Azevedo e o Europeu: “Aqui também percebemos de ciclismo” Oliveira e Leitão em ação no velódromo de St. Quentin-en-Yvelines, nos Jogos Olímpicos.Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Seleção feminina com sub-23 e juniores Na categoria feminina Portugal vai estar representado por quatro corredoras, com destaque para a olímpica Daniela Campos, que corre na categoria sub-23. As juniores Daniela Simão, Maria Constança Marques e Raquel Dias são as ciclistas convocadas pelo selecionador José Luís Algarra, que optou por não ter representantes na prova de elites. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Horários e transmissões Os Campeonatos da Europa de ciclismo de estrada acontecem de 11 a 15 de setembro. As provas de elites têm transmissão no Eurosport e na Max, as restantes categorias podem ser seguidas no site oficial do evento. 11 de Setembro – 13:50 – Contrarrelógio feminino  11 de Setembro – 15:30 – Contrarrelógio masculino  12 de Setembro – 13:10 – Contrarrelógio de equipas mistas  14 de Setembro – 12:20 – Fundo feminino  15 de Setembro – 11:20 – Fundo masculino  ### Europeu de ciclismo - Razia aos elites do pelotão nacional Rúben Pereira (Sabgal-Anicolor) e Joaquim Andrade (ABTF Betão-Feirense) não entendem esquecimento dos elites nacionais do Europeu de ciclismo. Em ano de Jogos Olímpicos, com o Mundial entre 22 e 29 de setembro e os corredores do WorldTour requisitados pelas equipas o normal seria abrir a porta do Europeu de ciclismo ao pelotão nacional. Portugal convocou três de seis elites masculinos possíveis e a seleção feminina abdicou de representante. Preencher a vaga feminina é um desafio, já que estamos na retaguarda europeia, mas nos homens a seleção foi a única entre as 16 primeiras do ranking a abdicar das quotas disponíveis. Porquê? Não estão os atletas do pelotão nacional de elites capacitados para correr em Limburgo, na Bélgica? A desilusão entre os ciclistas é tremenda e os diretores não compreendem o esquecimento. O TopCycling ouviu Rúben Pereira, diretor vencedor da Volta a Portugal com a Sabgal-Anicolor. “Temos muita matéria-prima em Portugal para estar no Europeu. O GP Jornal de Notícias acabou há uma semana e foi bem disputado. Corredores como o Tiago Antunes, Rafael Reis, Pedro Silva tinham tudo para estar no Europeu. Os Europeus favorecem a seleção nacional com o Iúri Leitão e os gémeos Oliveira, se levassem um bloco mais bem composto ficaria uma seleção muito competitiva. Com três ficam limitadas as opções de trabalho; Espanha leva quase só corredores de segunda linha ao Europeu.” Rúben Pereira ao TopCycling. Ler mais | História de Portugal no Europeu de ciclismo Rafael Reis foi medalhado no Europeu de juniores.Créditos: Matias Novo Fotografias/Podium Events Um erro gigante O argumento da falta de calendário das equipas após a Volta a Portugal cai este ano por terra. A 11 de agosto cinco equipas portuguesas correram o Circuito de Getxo, seguiram-se oito dias de GP Jornal de Notícias (de 25 de agosto a 1 de setembro) e a Sabgal-Anicolor ainda fez a Volta à Grã-Bretanha de 3 a 8 de setembro. Se Rúben Pereira tem 32 anos, Joaquim Andrade tem 55 e além de diretor já foi ciclista. O responsável pela ABTF Betão-Feirense considera um erro gigante Portugal não preencher todas as vagas para o Europeu. “Nos meus tempos de corredor era comum não participarmos em Campeonatos do Mundo, por opção da própria Federação. Normalmente só corríamos quando a prova era por perto para minimizar custos. Pensei que esses tempos estavam ultrapassados. Voltamos a não aproveitar mais uma oportunidade de ajudar os nossos jovens corredores a crescer e de premiar as equipas pelo esforço que fazem ao longo de cada ano e puderem ver um seu corredor nos grandes eventos.” Joaquim Andrade ao TopCycling. Ler mais | José Azevedo e o Europeu: “Também percebemos de ciclismo” Créditos: Podium Events “Temos corredores que se adequam às características desta prova” Joaquim Andrade correu o Mundial júnior em 1986 (Marrocos), o Mundial de elites em 1997 (Espanha), em 1998 (Países Baixos) e em 2000 (França). Todos em países próximos do ponto de vista geográfico. É legitimo perguntar se vale a pena apostar num Europeu cujo percurso recorda o das clássicas da primavera na Bélgicas, com pavê, estradas estreitas e subidas curtas. “Concordo que o percurso é muito específico, mas é mais uma oportunidade que se perde. Nos elites e no pelotão nacional temos corredores que se adequam às características desta prova e que poderiam colmatar as ausências que são compreensíveis de alguns dos corredores portugueses do World Tour. Na minha equipa dou o exemplo do Pedro Silva, na melhor forma de sempre da sua curta carreira, e do Fábio Costa. Relembro também André Carvalho, Luís Gomes, Francisco Campos e Rafael Reis, este pelo menos a preencher a segunda vaga do contrarrelógio.” Joaquim Andrade ao TopCycling. Recorde-se que Portugal também não cobre as seis vagas disponíveis em sub-23 masculinos, sub-23 femininas e juniores femininas. Um erro grave na opinião do diretor da ABTF Betão-Feirense que entende que preencher a totalidade das vagas é perder a oportunidade de incentivar jovens ciclistas. ### Teste | Santa Cruz Blur | Uma puro sangue de BTT A Santa Cruz Bicycles foi fundada em 1994, em Santa Cruz na Califórnia, ao longo da sua história esteve exclusivamente ligada ao BTT, mais concretamente ao "Gravity" (Downhill, Free ride e Enduro), passando a ter modelos de cross-country (XC) como esta Santa Cruz Blur há alguns uns anos atrás e mais recentemente, também de Gravel. A Santa Cruz Blur é uma bicicleta de cross-country (XC) na qual se nota o ADN da marca (bom desempenho em descida), além da qualidade de construção, este modelo orientado para o XC combina leveza, rigidez e eficiência no funcionamento do conjunto. Vídeo do teste https://youtu.be/qZgqZlx7h-U?si=1RYNX53Uz9kbK3zN Contrariando a teoria Quando comparamos a tabela de geometria da Santa Cruz Blur TR com outros modelos de XC mais recentes, olhando para alguns números como por exemplo a abertura do ângulo do tubo de direção, diríamos que esta bicicleta será mais limitada que alguns desses modelos nos trilhos, mas quando descemos nela isso não se confirma, esta bicicleta oferece-nos tanta ou mais confiança do que outras mais recentes, com geometria mais relaxada e "moderna". Hoje em dia é quase comum ver uma abertura no tubo de direção, de 66,5º em bicicletas de XC (algo que há uns anos só encontrávamos em bicicletas de Trail/ All Mountain), a Blur tem "só" 67,1º. O ângulo de tubo de direção moderadamente relaxado (quando comparado com outras) não faz notar qualquer desvantagem no terreno, pois a bicicleta convida-nos a largar o travão em trilhos técnicos. O teste Comecei por testar esta bicicleta em Maratona XC (XCM), no Race Nature Serra da Estrela, um evento composto por um prólogo e três etapas em linha, por uma das zonas mais montanhosas do país, mas foi nos trilhos de Sintra mais me surpreendeu. É nos trilhos e descidas mais exigentes que as qualidades da Blur se destacam, a robustez e rigidez do conjunto quadro, suspensão, amortecedor e rodas oferecem uma confiança fora do comum, mesmo sem ter uma geometria tão atrevida como alguns modelos mais recentes de XC. A Santa Cruz Blur foi otimizada para desempenho em cross-country, em provas técnicas e rápidas. A bicicleta é ágil na curvas e possui uma excelente transferência de potência, graças ao quadro rígido e eficiente. Design e Construção A Blur apresenta uma construção simples mas bastante eficiente, como escrevi anteriormente, surpreende muito quando estamos nos trilhos. Não decepciona quem procura nesta marca algo distinto e com qualidade. O modelo testado, apetrechado com equipamento topo de gama, permite acelerações rápidas, é eficiente nas subidas (na posição intermédia do amortecedor) e a descer vai surpreender muita gente que tenha o tal "kit de unhas". A suspensão traseira assenta num VPP (Virtual Pivot Point) que proporciona um bom equilíbrio entre rigidez e conforto, garantindo a tração e controle exigidos por quem procura desempenho no XC, mesmo nos terrenos mais desafiantes. Suspensão e amortecedor Equipada com uma suspensão Fox 32 Step-Cast de 100 mm na dianteira e um amortecedor traseiro Fox Float Performance DPS, a Blur oferece o desempenho suave e consistente característicos da marca FOX. Componentes e Especificações Esta Santa Cruz Blur vem equipada com componentes de alta qualidade, como um grupo SRAM Eagle X0 AXS de 12 velocidades, as rodas de carbono Reserve XC28 com válvulas Reserve Fillmore, os travões SRAM Level, assim como suspensão e amortecedor FOX topo de gama (descritos acima), formam um conjunto ao qual não se pode apontar quase nenhum ponto menos bom. Versão TR vs. versão XC Apesar de ser uma bicicleta de XC, a Blur tem duas versões, a 4TR (bicicleta do teste) e a 4XC. A versão testada (4TR) é uma abordagem mais descontraída do XC, para aqueles que não pretendem competir ou andar rápido em percursos de XC, que pressupõem subida e descida. Digamos que a sigla "TR" será "Trail", uma bicicleta feita para passar bem o dia na montanha, com a qual se sobe bem (sem o peso extra de uma Trail), e que também proporciona diversão a descer. Se for num regosto "sem pressas" entre subidas e descidas é fantástica, no entanto, se for num registo mais competitivo, com transições rápidas entre subidas e descidas, falta-lhe o bloqueio remoto de suspensão e amortecedor. Algo que a versão 4XC tem. A Blur 4XC é a pura máquina de competição para XC, a versão utilizada pelos atletas profissionais de fábrica da Santa Cruz na Taça do Mundo de XCO. A Blur 4XC é a bicicleta ideal para quem quer fazer XCO, XCM e para quem quer andar rápido, treinar pela montanha, sem grandes paragens para apreciar a paisagem. Vem equipada com um setup de suspensão e amortecedor diferentes, com o bloqueio destes no guiador que permite mudar rapidamente as suas posições de aberto, intermédio e fechado, de acordo com o terreno. Conclusão A Santa Cruz Blur é uma bicicleta de XC construída para quem procura performance e versatilidade. Combina leveza, rigidez e uma geometria eficiente, o desempenho do conjunto quadro / suspensão / amortecedor / rodas tornam a Blur numa das bicicletas com melhor desempenho que testei, surpreende muito pela positiva. Para o que quer "rapar" tempo em maratonas e corridas de XC é aconselhável a versão 4XC, para o quer uma bicicleta para sair de casa a pedalar, fazer uns quilómetros até à montanha mais próxima e passar uns bons momentos pelos trilhos, é aconselhável a 4TR. Pontos de venda Santa Cruz em Portugal Podes ver as lojas que vendem Santa Cruz em Portugal AQUI. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 21 | King Kung na consagração de Roglic A última etapa da Vuelta a Espanha 2024 correu-se num circuito de 24,6 km em Madrid - um contrarrelógio individual para marcar as últimas diferenças da Vuelta. O vencedor da etapa foi Stefan Kung (Groupama - FDJ), com o registo de 26:28. Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) confirmou a vitória na Vuelta a Espanha. Nelson Oliveira, único português ainda em prova, entrou com o quarto melhor tempo, mas acabou por terminar a etapa na posição 19. Ler mais | História de Portugal no Europeu de ciclismo Primeiros tempos de referência Edoardo Affini (Team Visma | Lease a Bike) e Victor Campanaerts (Lotto Dstny) marcaram as duas primeiras marcas de referência para os favoritos à vitória. Mauro Schmid (Team Jayco AlUla) melhorou o tempo de Campanaerts e esteve no hot seat algum tempo, mas foi batido à chegada por Filippo Baroncini (UAE Team Emirates). O italiano esteve no primeiro lugar provisório até Stefan Kung (Groupama - FDJ) assinar um registo incrível e assaltar o primeiro lugar. https://twitter.com/lavuelta/status/1832822056741654940 O suíço não voltou a sair do lugar mais alto da classificação, e acabou por vencer a etapa 21 da Vuelta a Espanha. Foi a primeira vitória da Kung em Grandes Voltas. Luta pela classificação geral À partida para o contrarrelógio, havia ainda algumas dúvidas em relação a algumas posições no top 10 da classificação geral. Apesar de alguns ciclistas terem os seus lugares em risco neste contrarrelógio, no fim da etapa houve apenas uma alteração no top 10: Mattias Skjelmose (Lidl - Trek) ultrapassou David Gaudu (Groupama - FDJ) e conseguiu subir ao top 5 da classificação geral da Vuelta a Espanha. Créditos: Unipublic/Sprint Cycling Agency Classificações finais da Vuelta a Espanha Terminado o contrarrelógio que marcou a última etapa da Vuelta, ficaram definidas todas as classificações da corrida: Classificação geral: Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) Classificação dos pontos: Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck) Classificação da montanha: Jay Vine (UAE Team Emirates) Classificação da juventude: Mattias Skjelmose (Lidl - Trek) Classificação das equipas: UAE Team Emirates Classificação da combatividade: Marc Soler (UAE Team Emirates) Créditos: Unipublic/Sprint Cycling Agency Para além das classificações, destaque também para três ciclistas que concluíram a sua última grande volta: Robert Gesink (Team Visma | Lease a Bike) e Thomas de Gendt (Lotto Dstny) juntaram-se a Rigoberto Úran (EF Education - EasyPost) - que já tinha abandonado a corrida - e correram a sua última etapa em grandes voltas. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=v0xSGx2D4vM&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1 KUNG StefanGroupama - FDJ 26:28 2 ROGLIČ PrimožRed Bull – BORA – hansgrohe  0:30 3 CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step  0:41 4 BARONCINI FilippoUAE Team Emirates0:435 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla 0:46 6 VACEK Mathias Lidl - Trek 0:527 CAMPENAERTS VictorLotto Dstny0:54 8 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek 1:01 9 SWEENY Harry EF Education - EasyPost1:02 10 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team1:03 Top 10 da classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 81:49:18 2  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 2:363  MAS Enric Movistar Team 3:13 4  CARAPAZ Richard EF Education – EasyPost 4:02 5  SKJELMOSE Mattias Lidl – Trek 5:49 6  GAUDU David Groupama - FDJ6:32 7  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 7:05 8  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 8:48 9  SIVAKOV Pavel UAE Team Emirates 10:04 10  RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers 11:19  Créditos da foto de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### História de Portugal no Europeu de ciclismo Pavê e percurso de clássicas não esmorecem a ambição de Portugal no Europeu de ciclismo. Retrospetiva das participações nacionais no evento. Portugal aborda o Europeu de ciclismo, criado em 1995 para a categoria de sub-23 e aberto a juniores em 2005. A categoria de elites só participa desde 2016. Portugal organizou a edição de 1999, em Lisboa, e conquistou quatro medalhas ao longo de 29 anos de campeonatos. 2010: Nélson Oliveira 2.º na prova de fundo e 3.º no contrarrelógio sub-23 2010: Rafael Reis 3.º no contrarrelógio júnior 1996: Cândido Barbosa 1.º na prova de fundo sub-23 Desde que correm elites os melhores resultados aconteceram logo na primeira oportunidade. Em 2016, Rui Costa foi 6.º na prova de fundo e Nélson Oliveira 4.º no contrarrelógio. As últimas sete edições saldaram-se com um top 10 em 14 corridas: Nélson Oliveira foi 6.º no contrarrelógio em Glasgow 2023. Nélson Oliveira em ação.Créditos: FPC Portugal vai para discutir as provas Na Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) a política para a categoria de elites é de ir aos grandes eventos com ambição. Portugal vai para discutir as provas. É uma postura respeitável marcada pela direção liderada por Delmino Pereira. O TopCycling questionou a FPC acerca da presença no Europeu e a assessoria de imprensa da instituição respondeu com uma nota. “O objetivo das seleções nacionais de Portugal nas categorias principais em grandes competições está, há muito, definido: não se participa para participar nem para ganhar experiência, participa-se com equipas e corredores que, em condições normais, têm capacidade para obter resultados de relevo. O mesmo já não acontece nas camadas jovens. Aí, pretende-se dar oportunidade de aquisição de experiência a um número mais alargado de ciclistas, de entre aqueles que, pelo seu patamar de desenvolvimento desportivo pessoal, estejam num nível que lhes permita ter uma experiência positiva neste nível competitivo." Assessoria de imprensa da Federação Portuguesa de Ciclismo. Nenhum elite do pelotão nacional foi convocado para o Europeu.Créditos: Podium Events É realista Portugal aspirar a medalhas em elites? Há muita ambição, mas é realista neste ciclismo moderno Portugal aspirar a medalhas no Europeu, em elites, quando nos oito anteriores não conseguiu? Tendo em 2024 apenas sete atletas no WorldTour e um em ProTeams? Estando fora do top 15 do ranking? Uma coisa é certa: o pelotão nacional nem é tido nem achado. O GP Jornal de Notícias correu-se no início de setembro e a Sabgal-Anicolor disputou a Volta à Grã-Bretanha, logo, ritmo competitivo os atletas das Continentais têm. Portugal dispôs de 31 vagas para Limburgo e selecionou 16 atletas. Não se faz representar em elites femininas nem no contrarrelógio dos sub-23. Nas provas cronometradas só ocupa cinco vagas de 14 disponíveis. Porquê ocupar só metade dos lugares disponíveis? Porquê abdicar de ter seis corredores em elites masculinos? Porquê deixar de fora os campeões nacionais juniores masculinos Rafael Durães e Simão Silva? O TopCycling dirigiu esta e outras questões aos selecionadores nacionais. A nota da FPC não esclarece nada. "As escolhas dos selecionadores nacionais, dos portugueses como das outras nações participantes na competição, têm em conta vários condicionalismos: o tipo de percurso das provas, as opções técnicas de cada selecionador, a disponibilidade dos corredores (por lesão, doença, sobrecarga de provas, etc.), o acordo das equipas dos ciclistas, o orçamento disponível. Assessoria de imprensa da Federação Portuguesa de Ciclismo. Bloco desapoiado limita a ambição Não deve ser barato levar representantes em todas as categorias. Não deve ser fácil elaborar uma convocatória onde os interesses das federações por vezes esbarram nos das equipas. Por outro lado, um bloco desapoiado limita a ambição que a própria FPC declara ter, situação que não ajuda à missão de Iúri Leitão (Caja Rural), Ivo Oliveira e Rui Oliveira (UAE Emirates). Atletas como Pedro Silva, Fábio Costa, André Carvalho, Luís Gomes, Francisco Campos, Tiago Antunes, Rafael Reis, Pedro Silva tiveram épocas que os deveriam aproximar da seleção. Portugal fecha as portas aos elites da cena doméstica no Europeu, num ano em que um corredor saltará do pelotão Continental nacional para o WorldTour, Afonso Eulálio. Ler mais | João Almeida ou Iúri Leitão: quem é o ciclista do ano? Daniela Campos, à direita, fez pódio na Volta a Portugal e tem duas vitórias UCI.Créditos: FPC Europeu para roladores e classicómanos Este ano o Europeu corre-se em Limburgo, província mais oriental da Flandres, na Bélgica. O percurso da prova masculina de elites tem 222,9 km com 1273 m de desnível; favorece roladores e classicómanos. O melhor classicómano português em 2024 foi António Morgado, 5.º na Volta à Flandres e 2.º no Le Samyn, ausente no Europeu. A corrida masculina tem oito curtas e inclinadas subidas e oito setores de pavê. A seleção masculina leva três atletas – Iúri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA), Ivo Oliveira e Rui Oliveira (UAE Emirates), promovendo o reencontro dos campeões olímpicos do Madison – e a feminina não leva nenhuma. Confiram os resultados dos melhores portugueses por edição dos campeonatos: 2023: Nélson Oliveira 18.º na prova de fundo e 6.º no contrarrelógio 2022: Rui Oliveira 16.º na prova de fundo; sem representante no contrarrelógio 2021: João Almeida 14º na prova de fundo e 10.º no contrarrelógio 2020: Rui Oliveira 14º na prova de fundo e Rui Costa 11.º no contrarrelógio 2019: Rui Oliveira 16.º na prova de fundo; sem representante no contrarrelógio 2018: José Gonçalves 43.º na prova de fundo e Tiago Machado 18.º no contrarrelógio 2017: Tiago Machado 35.º na prova de fundo e 11.º no contrarrelógio 2016: Rui Costa 6.º na prova de fundo e Nélson Oliveira 4.º no contrarrelógio ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 20 | Dunbar surpreende, Roglic confirma  A etapa 20 da Vuelta a Espanha ligou Villarcayo a Picón Blanco (172 km). A etapa rainha da Vuelta teve sete contagens de montanha, incluindo três de primeira categoria.  Eddie Dunbar (Team Jayco AlUla) venceu a etapa com um ataque nos últimos quilómetros. Primoz Roglic praticamente confirmou a vitória na classificação geral.  Nelson Oliveira (Movistar Team) esteve mais uma vez na proteção ao seu líder, Enric Mas (Movistar Team). O português prepara-se para terminar amanhã a 21ª Grande Volta da carreira. Ler Mais | Simone Roganti – O rapaz que foi profissional um dia Fuga do dia A fuga do dia formou-se cedo na etapa. Contou com 10 ciclistas, onde se destacavam Marc Soler e Jay Vine (UAE Team Emirates) - primeiro e segundo na classificação da montanha – e Pablo Castrillo (Equipo Kern Pharma), vencedor de duas etapas nesta Vuelta a Espanha. https://twitter.com/lavuelta/status/1832387330004439234 Os fugitivos chegaram a ter cerca de 6:00 de vantagem para o pelotão. Foram alcançados a 30 km do fim, quando os favoritos para a classificação geral começaram a mexer na corrida.  Destaque para Jay Vine, que ultrapassou Soler na classificação da montanha, e precisará apenas de concluir o contrarrelógio da etapa 21 para vencer a camisola da montanha. Créditos: Unipublic/Sprint Cycling Agency Última subida da Vuelta a Espanha A etapa esperava-se muito mexida, mas as movimentações importantes ficaram guardadas para a última subida - ascensão a Picon Blanco (8 km a 9% de pendente).  À entrada da última subida, Pavel Sivakov (UAE Team Emirates) tinha alguma vantagem para um grupo com cerca de 11 ciclistas.  Apesar de algumas tentativas de ataques, o grupo seguiu junto até aos 5 km para o fim, quando Eddie Dunbar surpreendeu o grupo e se destacou na frente.  O irlandês seguiu sozinho na frente enquanto Roglic controlava no grupo dos favoritos. Dunbar não voltaria a ser apanhado e venceu a segunda etapa nesta Vuelta a Espanha.   Créditos: Unipublic/Sprint Cycling Agency Enric Mas chegou em segundo, a 0:07 do vencedor. Roglic foi terceiro, a 0:10, e confirmou virtualmente a vitória na Vuelta a Espanha 2024. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=SQbVJ3QV82U Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1  DUNBAR Eddie Team Jayco AlUla 4:38:37 2  MAS Enric Movistar Team 0:07 3  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 0:10 4  CARAPAZ Richard EF Education – EasyPost 0:12 5 BERRADE Urko Equipo Kern Pharma 0:14 6  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team ,, 7 GAUDU David Groupama – FDJ 0:21 8  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 0:23 9  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 0:37 10  SKJELMOSE Mattias Lidl – Trek ,,  Top 10 da classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 81:22:19 2  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 2:02 3  MAS Enric Movistar Team 2:11 4  CARAPAZ Richard EF Education – EasyPost 3:00 5  GAUDU David Groupama – FDJ 4:48 6  SKJELMOSE Mattias Lidl – Trek 5:18 7  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 6:26 8  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 6:57 9  SIVAKOV Pavel UAE Team Emirates 8:50 10  RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers 10:31  Perfil da etapa 21 A Vuelta a Espanha termina amanhã, com um contrarrelógio em Madrid. Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Unipublic/Cxcling/Toni Baixauli ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 19 | Roglič sobe a primeiro A entrada da Vuelta na reta final trazia-nos a primeira de duas etapas de alta montanha antes do contrarrelógio final. A jornada ligou Logroño ao Alto de Moncalvillo e os ciclistas tinham, nos 168,5 km para percorrer, uma contagem de terceira categoria antes da ascensão final, Esta subida levava os corredores à primeira categoria do Alto de Moncalvillo (8,6 km a 8,9 %) onde a antepenúltima tirada da Vuelta terminava em alto e poderia ditar a mudança de líder. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli 5 ciclistas tentaram a sorte 5 ciclistas tentaram a sorte de longe e integraram a fuga do dia. Isaac del Toro (UAE Team Emirates), Edward Planckaert (Alpecin - Deceuninck), Fran Miholjević (Bahrain - Victorious), Vito Braet e Simone Petilli (Intermarché - Wanty) formaram o quinteto escapado. O pelotão, comandado pela Red Bull-Bora-hansgrohe de Primož Roglič, nunca deu grande liberdade à fuga e teve sempre a distância controlada nos 3/4 minutos. Apesar de nunca terem tido grandes probabilidades de triunfar, os ciclistas foram-se entendendo e foram alcançados já no início da subida final. Créditos: TopCycling Subida ao Alto de Moncalvillo A subida ao ao Alto de Moncalvillo ia decidir a etapa e pela sua dureza prometia fazer diferenças entre os favoritos, com a maior dúvida a ser a continuação da liderança de Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team). A Red Bull - BORA - hansgrohe, impôs um ritmo muito forte logo de início reduzindo o pelotão a poucas unidades antes de ficar sozinha na frente com três elementos. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni_Baixauli Roglič ficou sozinho na frente da corrida a 5 km do fim quando já tinha uma vantagem de 30 segundos sobre os mais diretos adversários. O ciclista esloveno acabou mesmo por vencer a etapa à frente de David Gaudu (Groupama - FDJ) e Mattias Skjelmose (Lidl - Trek) que ficaram em segundo e terceiro lugar respetivamente. Créditos: Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Com esta vitória Roglič subiu a primeiro na classificação geral numa dia em que Ben O'Connor desceu a segundo depois de 13 dias na liderança da Vuelta. Vídeo resumo https://youtu.be/4e-441QctlQ?si=8A-fja64Lef1mpmQ Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:54:552 GAUDU DavidGroupama - FDJ0:463 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek,,4 MAS EnricMovistar Team0:505 LANDA MikelSoudal Quick-Step0:576 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers,,7 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla1:018 KUSS SeppTeam Visma | Lease a Bike,,9 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:0310 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe1:23 Top 10 Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe76:43:362 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team1:543 MAS EnricMovistar Team2:204 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost2:545 GAUDU DavidGroupama - FDJ4:336 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:477 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers4:558 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:559 LANDA MikelSoudal Quick-Step6:4010 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates7:39 Perfil 20.ª Etapa Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Simone Roganti - O rapaz que foi profissional um dia Morreu o ciclista Simone Roganti. Tinha 21 anos e acabava de assinar contrato profissional com a Tour de Tietema-Unibet. Simone Roganti tinha 21 anos e morreu subitamente na passada sexta-feira, 30 de agosto, em Itália. Foi-se deitar, sentiu-se mal, queixou-se aos pais e colapsou. A agência noticiosa ANSA informou que um problema cardíaco congénito é a provável causa da morte. Dias antes de falecer, Simone Roganti viajou para Amesterdão. À espera tinha o staff da Tour de Tietema Unibet, equipa do influencer Bas Tietema. O miúdo que representava a modesta Mg.K Vis-Colors for Peace foi aos Países Baixos cumprir o sonho de se tornar ciclista profissional. Através das redes sociais da equipa neerlandesa segui a história. Vim-me abaixo ao ver o vídeo deste rapaz a agradecer à família a ajuda no caminho percorrido até ao primeiro contrato. Era um atleta que eu não conhecia Era um atleta que eu não conhecia. Vim a saber que era natural de Spoltore, paisano de Danilo Di Luca. Bom escalador, correu o Giro sub-23, mas foi no Vale de Aosta que brilhou fechando top 10. A família, os amigos e a direção da Tour de Tietema Unibet despediram-se de Simone Roganti, esta quinta-feira, na cidade natal do jovem. A província de Pescara, no centro-este do país, está de luto. O ciclismo está de luto. https://twitter.com/tourdetietema/status/1830878571352449301 Não quero normalizar a morte Esta história fez-me recordar outros miúdos: o campeão da Roubaix sub-23, Tijl De Decker, o norueguês André Drege, que caiu na Volta à Áustria, as estrelas emergentes Bjorg Lambrecht e Gino Mader, os caídos em ação Michael Goolaerts e Antoine Demoitié. Já para não falar de Michele Scarponi. Narrei as últimas corridas do Scarpa e do Lambrecht, dei a notícia da morte de ambos em direto. É demasiado sofrimento para guardar cá dentro. Não quero normalizar a morte e por isso escrevo e enquanto escrevo choro. Perdoem-me o egoísmo, mas se não escrever rebento! De certeza que vos acontece o mesmo, sentirem a perda de pessoas que nem conhecem pessoalmente. De certeza que há nomes por mencionar, mas este texto é sobre emoções. Se me esqueço de alguém não é por mal. Que descansem em paz. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 18 | Histórica Kern Pharma Depois da última oportunidade para os sprinters disputarem uma etapa na Vuelta, a dureza voltou e veio para ficar com três etapas de montanha antes do contrarrelógio final de domingo. Os ciclistas tinham hoje para ultrapassar duas subidas categorizdas, uma de segunda e uma de primeira, nos 180 km que ligaram Vitoria-Gasteiz ao Parque Natural de Izki. Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Mais de 50 ciclistas ao ataque Foram mais de 50 os ciclistas ao ataque em várias fases da corrida. Primeiro num grupo de 43 elementos aos quais se juntaram 8 uns quilómetros à frente. Tirando a Intermarché - Wanty, todas as equipas tinham representantes e algumas com mais de um elemento, o que fazia desta etapa uma autêntica jornada de ataques. Com mais de um terço do pelotão na frente, os ciclistas foram-se atacando, jogando a etapa de longe e deixando vários grupos espalhados pela estrada, com a vantagem para o pelotão superior a dez minutos. Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Ataques também no pelotão Na última subida do dia, a EF Education - EasyPost impôs um ritmo forte e surgiram ataques também no pelotão, primeiro por Carapaz e depois por Enric Mas (Movistar). Estes ataques reduziram o pelotão a 10 elementos até que o líder, Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team) e o quinto à geral Mikel Landa (Soudal Quick-Step) perderam o contacto com o grupo dos favoritos. Apesar da redução de elementos no pelotão, havia ainda mais de 40 km para percorrer no final da última subida e muitos elementos reentraram, entre eles o camisola vermelha. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni_Baixauli Grupo destacou-se na frente Depois de vários ataques e contra-ataques na última subida, um grupo destacou-se na frente da corrida com 13 ciclistas adiantados. Este grupo rapidamente ganhou 2 minutos aos perseguidores ganhando também a oportunidade de discutir a etapa entre si. Foi daqui que saiu o vencedor do dia Urko Berrade (Equipo Kern Pharma) que com um ataque nos quilómetros finais se distanciou dos colegas de fuga. Berrade deu a terceira vitória à Kern Pharma que continua a sua histórica campanha na Vuelta. https://twitter.com/lavuelta/status/1831714746065715662 Em segundo lugar ficou Mauro Schmid (Team Jayco AlUla) e em terceiro ficou mais um Kern Pharma Pau Miquel. Na geral, Mikel Landa nunca conseguiu reentrar e perdeu 3'20 minutos para os favoritos descendo ao 10.º lugar na geral da Vuelta. Créditos: Unipublic/Cxcling Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=9cRQWtPsBwE Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BERRADE Urko Equipo Kern Pharma4:00:522 SCHMID Mauro Team Jayco AlUla0:043 MIQUEL Pau Equipo Kern Pharma,,4 POOLE Max Team dsm-firmenich PostNL,,5 VLASOV Aleksandr Red Bull - BORA - hansgrohe,,6 LAZKANO Oier Movistar Team,,7 IZAGIRRE Ion Cofidis,,8 VACEK Mathias Lidl - Trek,,9 CASTRILLO Pablo Equipo Kern Pharma,,10 KRUIJSWIJK Steven Team Visma | Lease a Bike0:11 Top 10 Classificação Geral PosiçaoCiclistaEquipasTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team72:48:462 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:053 MAS EnricMovistar Team1:254 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:465 GAUDU DavidGroupama - FDJ3:486 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers3:537 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:008 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe4:279 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates5:1910 LANDA MikelSoudal Quick-Step5:38 Perfil 19.ª Etapa Créditos: A.S.O. ### Ciclistas portugueses ganham espaço no WorldTour Análise aos ciclistas portugueses que chegaram ao WorldTour através de equipas Continentais nos últimos 15 anos. Pela quarta temporada consecutiva sete ciclistas portugueses correm em equipas do WorldTour. São boas notícias tendo em conta que só em dois dos últimos 15 anos esse número foi superior: em 2015 e em 2017 houve oito corredores na máxima categoria. Portugal nunca foi uma nação capaz de ter uma forte presença numérica em equipas estrangeiras. Isto contrasta com os mais de 20 membros de staff nas estruturas de topo mundial. Sérgio Paulinho chegou a ser o único corredor ao mais alto nível. No extremo oposto a exceção de 2002 – 11 atletas no ProTour/WorldTour num ano em que a Maia Milaneza tinha esse estatuto e só José Azevedo tinha espaço lá fora. Atualmente podemos dividir as equipas profissionais nas seguintes categorias: WorldTeams – primeira divisão ProTeams – segunda divisão Continentais – terceira divisão Afonso Eulálio na subida para a Covilhã (Torre).Créditos: Matias Novo/Podium Events Afonso Eulálio é o senhor que se segue Nos últimos 15 anos Portugal tem vindo a ganhar peso no máximo escalão. Dos 11 atletas que chegaram ao WorldTour, três fizeram-no via Hagens Berman Axeon. Aqui haveria que recordar Ivo e Rui Oliveira, mas a Axeon foi brevemente ProTeam, pelo que não entram nas contas. Todos os portugueses que entraram e saíram da Axeon eram agenciados, à época, por João Correia (Corso). Afonso Eulálio é o senhor que se segue numa operação mediada pelos irmãos Alex e Johnny Carera. A A&J All Sports arrancou com Damiano Cunego e não parou de crescer; atualmente representa Tadej Pogacar e Jasper Philipsen. A transferência deverá ser oficial em breve e marca mais um negócio em que o atleta passa de uma Continental para o WorldTour. André Carvalho assinou pela Sabgal Anicolor após três anos na Cofidis.Créditos: Louro Produções - Luís Ferreira De Continental a WorldTour Confiram a lista das transferências dos últimos 15 anos de ciclistas portugueses que passaram de Continental a WorldTour. A maioria desde equipas estrangeiras. O trabalho é da minha autoria, mas com a preciosa ajuda de alguns seguidores nas redes sociais a quem agradeço. Caso perguntem por Rui Costa ou Nélson Oliveira, ambos chegaram ao WorldTour provenientes de formações de segunda divisão. Tal como José Mendes, André Cardoso, entre outros. 2010Tiago Machado da Madeinox Boavista para a RadioShack2010Manuel Cardoso da Liberty Seguros para a Footon-Servetto2011Bruno Pires da Barbot-Siper para a Leopard Trek2013Ricardo Mestre do Tavira para a Euskaltel Euskadi2014Fábio Silvestre da Leopard Trek Continental para a Trek2015Mário Costa da OFM - Quinta da Lixa para a Lampre-Merida2017Rúben Guerreiro da Hagens Berman Axeon para a Trek-Segafredo2017Nuno Bico da Klein Constantia para a Movistar2021André Carvalho da Hagens Berman Axeon para a Cofidis2023António Morgado da Hagens Berman Axeon para a UAE Emirates2025Afonso Eulálio da ABTF Betão Feirense para a Bahrain Victorious ### Afonso Eulálio fascinou Joaquim Andrade O que pode levar Afonso Eulálio para o WorldTour? Como foi descoberto? A análise de Joaquim Andrade, diretor da ABTF Betão Feirense. Em fevereiro entrevistamos Afonso Eulálio e a escolha não foi casual. Em 2023 andou bem e como fomos à Figueira Champions/Casino da Figueira quisemos conhecer o talento da terra. O atleta natural de Ferreira a Nova, freguesia da Figueira da Foz, não terminou a corrida. Um problema na pré-temporada fez com que só carburasse na segunda metade do ano. Depois de 17 top 10, duas vitórias e seis dias de amarelo na Volta a Portugal chegou a transferência para o WorldTour. Uma progressão meteórica para quem só tem seis anos de ciclismo de estrada. "A primeira corrida que vi do Afonso Eulálio foi em setembro de 2019, ainda era júnior. Estava no São João de Ver, equipa parceira da ABTF Betão Feirense, e como era um circuito pude presenciar. O que mais me fascinou é que ele não era o mais forte, havia miúdos muito acima, e ele passou sempre em sofrimento. Na parte final vejo-o ao fundo da reta, isolado com uns metros. Aproveitou que se estavam a marcar, arrancou de trás e passou direto. Este gajo tem fibra de ciclista." Joaquim Andrade, diretor da ABTF Betão Feirense, ao TopCycling. Créditos: Matias Novo/Podium Events "É um excelente trepador " Depois de uma vida no BTT, só no segundo ano de juniores experimentou a vertente de estrada. Joaquim Andrade recorda que em 2020 já passou logo o figueirense à equipa profissional com base em Santa Maria da Feira. "Penso que foi importante para ele sentir aquele apoio porque tenho a certeza que na altura ele imaginava vir a ser uma pequena parte daquilo que é hoje. É um excelente trepador que faz muito bem as montanhas longas e tem um espírito de adaptação que está sempre disponível para o que a equipa pede. Seja atacar em benefício próprio, seja ajudar os colegas. Para mim essa é a característica que o marca e tem ajudado à progressão que tem tido ano após ano." Créditos: Charly López Afonso Eulálio vai assinar pela Bahrain O TopCycling sabe que Afonso Eulálio vai assinar pela Bahrain, tornando-se o primeiro português a representar a estrutura árabe. Criada em 2017, a Bahrain já venceu etapas nas três grandes Voltas, mas nunca uma geral individual. Nos Monumentos têm duas Milão Sanremo e uma Paris-Roubaix. Com 10 triunfos na presente temporada, a pior em termos de triunfos dos últimos quatro anos, a equipa procura rejuvesnecer o plantel para 2025. Lenny Martinez (Groupama FDJ) é o reforço estrela, além de três jovens provenientes da equipa satélite: Zak Erzen, Max van der Meulen e Daniel Skerl. Para liderar a Bahrain está o melhor jovem do Giro de Itália, Antonio Tiberi, o colombiano top 10 no Tour de France, Santiago Buitrago, e o campeão mundial de gravel, Matej Mohoric. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 17 | Groves empata com Van Aert Depois de uma etapa atribulada, a Vuelta proporcionava aos ciclistas uma jornada mais tranquila no que ao percurso dizia respeito, num dia onde a chuva apareceu. O pelotão teve 141,5 km para ultrapassar que ligaram Arnuero a Santander e no percurso havia duas montanhas de segunda categoria. Apesar de ambas as subidas terem pendentes duras, o último topo estava ainda a 70 km da meta e previa-se uma chegada ao sprint em pelotão compacto. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Quarteto formou a fuga do dia Um grupo de quatro ciclistas adiantou-se desde cedo ao pelotão estabelecendo o quarteto que formou a fuga do dia. Jonas Gregaard (Lotto Dstny), Thibault Guernalec (Arkéa - B&B Hotels), Thomas Champion (Cofidis) e Xabier Isasa (Euskaltel - Euskadi) foram os escapados. Sendo esta uma das últimas oportunidades para os homens rápidos, o pelotão controlou sempre a distância para a frente da corrida, nunca deixando a diferença subir acima dos cinco minutos. Créditos: Unipublic Sprint Cycling Agency Chegada da Vuelta a Santander Enquanto o pelotão, comandado pela Alpecin-Deceuninck, preparava a chegada a Santander a fuga ia perdendo tempo, tendo sido alcançada a apenas 2 km do final. Não havendo nenhum ciclista que tenha ficado para trás nas dificuldades do dia, a etapa ia ser disputada ao sprint, apesar de alguns ataques tardios. Depois do abandono de Van Aert , Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) confirmou o seu favoritismo batendo ao sprint Pavel Bittner (Team dsm-firmenich PostNL) e Vito Braet (Intermarché - Wanty) que ficaram no segundo e terceiro lugar respetivamente. Esta foi a terceira vitória de Groves nesta Vuelta, igualando com o já fora da corrida Wout Van Aert. https://twitter.com/lavuelta/status/1831360229772304832 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=sFliUFLMeQo Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GROVES KadenAlpecin - Deceuninck3:32:142 BITTNER PavelTeam dsm-firmenich PostNL,,3 BRAET VitoIntermarché - Wanty,,4 MIQUEL PauEquipo Kern Pharma,,5 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,6 CAMPENAERTS VictorLotto Dstny,,7 PLANCKAERT EdwardAlpecin - Deceuninck,,8 LE BERRE MathisArkéa - B&B Hotels,,9 LIVYNS ArjenLotto Dstny,,10 BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team68:41:142 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:053 MAS EnricMovistar Team1:254 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:465 LANDA MikelSoudal Quick-Step2:186 GAUDU DavidGroupama - FDJ3:487 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers3:538 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:009 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe4:2710SIVAKOV PavelUAE Team Emirates5:19 Perfil 18.ª Etapa Créditos: A.S.O. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 16 | Liderança por um fio Depois do último dia de descanso, a Vuelta entrou na sua fase decisiva e logo com mais uma etapa de alta montanha. Os ciclistas saíram de Luanco em direção aos Lagos de Covadonga onde a etapa terminava em alto ao fim de 181,5 km. No percurso havia para ultrapassar duas montanhas de primeira categoria e, por fim, uma de categoria extra nos Lagos de Covadonga (12,3 km a 7%). Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Wout Van Aert abandona após queda Wout van Aert (Team Visma-Lease a Bike) esteve envolvido numa queda na descida da penúltima subida do dia e abandonou a corrida. O ciclista belga era líder da classificação da montanha e dos pontos, tendo já vencido três etapas nesta Vuelta, terminando assim uma das melhores exibições desta temporada em Grandes Voltas. Este foi mais um ponto nesta época de mau fado da Visma-Lease a Bike que continua um ano carregado de quedas, azares e lesões. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli 17 ciclistas em fuga Foram 17 os ciclistas em fuga na jornada e, estando todos a mais de uma hora do líder, tiveram liberdade para discutir a etapa chegando a uma vantagem superior a 10 minutos. O mais próximo na geral era Matthew Riccitello (Israel - Premier Tech) a 1h00m36 e teve a companhia de, entre outros, Wout van Aert (Team Visma | Lease a Bike) e Jay Vine (UAE Team Emirates). Os dois ciclistas, empatados na classificação da Montanha ao início da jornada, lutaram pelos muitos pontos que havia a distribuir nesta etapa da Vuelta. Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Movistar pegou na corrida Na penúltima subida do dia Collada Llomena (7.5 km à 9.3%) a Movistar pegou na corrida impondo um ritmo forte para o seu líder Enric Mas. Já perto do topo, vários ciclistas atacaram Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team), primeiro Enric Mas (Movistar Team) e depois Mikel Landa (Soudal Quick-Step). Apesar destas movimentações, todos os ciclistas do top 15 dobraram o topo juntos, tendo os ataques não surtido efeito prático a não ser reduzir a diferença para a frente, que a 50 km do final estava nos seis minutos. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Subida aos Lagos de Covadonga A decisão da etapa estava guardada para a subida aos Lagos de Covadonga onde, no seu início, a fuga agora com oito elementos, levava ainda seis minutos de vantagem. Na frente vários ciclistas atacaram, tentando reduzir o grupo fugitivo e aumentar as hipóteses de vitória enquanto que no pelotão era a Soudal Quick-Step que impunha o ritmo. A 7 km do fim Landa atacou sendo perseguido por Mas e Roglič o que fez descolar O'Connor ainda cedo na subida. Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Por fim Soler Marc Soler (UAE Team Emirates) tem tentado quase todos os dias, tendo por fim conseguido a tão desejada vitória. O ciclista espanhol atacou os colegas de fuga que nunca conseguiram fechar a vantagem para Soler. Em segundo lugar ficou Filippo Zana (Team Jayco AlUla) e em terceiro ficou Max Poole (Team dsm-firmenich PostNL). Na geral, O'Connor resistiu mais um dia na liderança da Vuelta já que, apesar de ter descolado, segurou o seu primeiro lugar por apenas cinco segundos. Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=LLiAhs23320 Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 SOLER Marc UAE Team Emirates4:44:462 ZANA Filippo Team Jayco AlUla0:183 POOLE Max Team dsm-firmenich PostNL0:234 VINE Jay UAE Team Emirates0:575 IZAGIRRE Ion Cofidis1:026 DEL TORO Isaac UAE Team Emirates1:297 FRIGO Marco Israel - Premier Tech1:358 RICCITELLO Matthew Israel - Premier Tech1:479 MAS EnricMovistar Team3:5410 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team65:09:002 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:053 MAS EnricMovistar Team1:254 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:465 LANDA MikelSoudal Quick-Step2:186 GAUDU DavidGroupama - FDJ3:487 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers3:538 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:009 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe4:2710 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates5:19 Perfil 17.ª Etapa Créditos: A.S.O: ### Campeonatos do Mundo de XCO | Rescaldo  Decorreram, entre 28 de agosto e 1 de setembro, os mundiais de MTB, em Pal Arinsal, Andorra. Alan Hatherly e Puck Pieterse foram os grandes vencedores desta edição dos mundiais – venceram as provas de XCO de elites.  Roberto Ferreira e Ricardo Marinheiro representaram Portugal na prova masculina, e terminaram na posição 53 e 66, respetivamente. Raquel Queirós foi a representante nacional na prova feminina e terminou na posição 41. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1828462484552065356 Prova Masculina  Na prova masculina, como é costume, a prova foi muito atacada desde o início, com Alan Hatherly a destacar-se na frente num grupo de cinco corredores onde também estava Victor Koretzky.  O sul-africano e o francês seguiram juntos quase toda a corrida. Na penúltima volta tinham 0:07 de vantagem sobre o campeão olímpico, Tom Pidcock.  Nesta altura, Koretzky atacou, mas foi contra-atacado por Hatherly, que se isolou na frente. Não seria mais alcançado e venceu assim o campeonato do mundo. Koretzky foi segundo e Pidcock foi terceiro.  Hatherly juntou este título ao bronze no XCC, onde a vitória foi para Koretzky.  https://twitter.com/UCI_MTB/status/1830250590850740545 Na prova XCO de sub-23, foi Luca Martin a levar o ouro para casa, 0:21 à frente de Dario Lillo.  Na corrida XCO de juniores Albert Philipsen venceu com quase 2:00 de vantagem para o segundo lugar.  Top 10 da corrida XCO de elites  Posição Ciclista País Tempo 1 HATHERLY Alan África do Sul 1:09:51 2 KORETZKY Victor França + 0:22 3 PIDCOCK Thomas Reino Unido + 0:39 4 ALDRIDGE Charlie Reino Unido + 0:54 5 AZZARO Mathis França + 1:21 6 BRAIDOT Luca Itália + 1:49 7 SCHWARZBAUER Luca Alemanha + 1:55 8 FLUCKIGER Mathias Suíça + 1:58 9 SARROU Jordan França + 2:07 10 LIST David Alemanha + 2:12  Prova feminina  Tal como na prova masculina, a prova feminina foi bastante aberta desde o início. Um grupo com seis ciclistas destacou-se logo no início - entre elas estavam Puck Pieterse e Candace Lill.  As duas destacaram-se na frente e na terceira volta tinham 0:30 de avanço para as rivais. No entanto, um ataque da holandesa nesta altura da corrida deixou-a isolada na frente.  Pieterse fez o resto da corrida isolada na frente e venceu o título mundial de elites de XCO. Tinha já sido quarta na prova de XCC, onde a vencedora foi Evie Richards. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1830256011841778033 Na prova XCO de sub-23, a vencedora foi Isabella Holmgren, com 1:17 de vantagem para a segunda classificada.  Na prova XCO de juniores, foi Viktoria Chladonova a vencer com 0:36 de vantagem sobre o segundo lugar. Top 10 da corrida XCO de elites  Posição Ciclista País Tempo 1 PIETERSE Puck Países Baixos 1:09:41 2 TERPSTRA Anne Países Baixos + 0:59 3 BERTA Martina Itália + 1:19 4 LILL Candice África do Sul + 1:23 5 LECOMTE Loana França + 1:43 6 RICHARDS Evie Reino Unido + 1:51 7 STIGGER Laura Austria + 2:23 8 BLUNK Savilia E.U.A. + 2:32 9 COURTNEY Kate E.U.A. + 2:57 10 HENDERSON Rebecca Austrália + 3:02  Créditos da foto de destaque: Boris Beyer - Canyon ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 15 | Temos Vuelta O fecho da segunda semana levou os ciclistas a uma das etapas rainhas desta Vuelta, com duas contagens de primeira categoria (dupla passagem pelo Alto de la Calladiella), uma de terceira e uma de Categoria Extra. Os ciclistas saíram de Infiesto em direção a Valgrande-Pajares Cuitu Negru, local onde a etapa acabava em alto, na contagem de Categoria Extra (18,9km a 7,1%) ao fim de 143 km. Num dia tão duro de ciclismo, era certo que se iam fazer novas diferenças numa geral individual tão renhida, antes do último dia de descanso e da semana decisiva. Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Ritmo elevado logo de início A etapa começou com um ritmo elevado logo de início, com ciclistas a tentarem integrar a fuga e outros a impor um ritmo muito alto no pelotão. No final da primeira subida, o grupo dos favoritos tinha apenas 30 ciclistas e a fuga ainda não se tinha materializado. O ritmo entretanto acalmou e muitos ciclistas entraram e a Soudal Quick-Step tomou as rédeas do corrida. Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Fuga tardou a formar-se A fuga do dia tardou a formar-se mas depois da passagem pela primeira subida de primeira categoria vários ciclistas ganharam vantagem ao pelotão. Pavel Sivakov (UAE Team Emirates) estava a apenas 6'31 minutos do primeiro posto e, por ameaçar a geral da Vuelta, deu à fuga pouca liberdade, que mesmo assim manteve-se com vantagem superior a 3 minutos. Esta vantagem foi-se mantendo até ao início da última subida muito por culpa do grande trabalho de Jay Vine (UAE Team Emirates) que ia rodando na frente. https://twitter.com/lavuelta/status/1830254894466691323 Subida ao Cuitu Negru A subida ao Cuitu Negru ia decidir a etapa e podia acabar com as ambições de muitos ciclista para a geral da Vuelta. Para além da sua extensão, os últimos quilómetros tinham pendentes de mais de 14% de média e só a subida tinha 1339 metros de acumulado positivo, um autentico colosso. A Soudal Quick-Step manteve-se na frente perseguindo a fuga que, ao ritmo de Sivakov ia perdendo elementos até já só restar Aleksandr Vlasov (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Pablo Castrillo (Equipo Kern Pharma). Unipublic Cxcling/NaikeErenozaga Landa foi o primeiro a mexer Mikel Landa (Soudal Quick-Step) foi o primeiro a mexer e atacou a 5 km do final quando os elementos de trabalho acabaram. O ciclista espanhol foi seguido por todos os favoritos. Nas pendentes mais duras e ao ritmo de Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe), todos os favoritos descolaram e Roglič seguiu com o seu companheiro. Na frente, o espetacular Castrillo atacou e ganhou vantagem aos dois elementos da fuga nas duras pendentes do Cuitu Negru. Créditos: Joerg Mitter Decisão da etapa A decisão da etapa ficou para o último quilómetro onde Vlasov alcançou Castrillo na frente. Na corrida pela geral Enric Mas (Movistar) alcançou Roglič e Ben O'Connor perdia tempo para os mais diretos adversários. Pablo Castrillo conseguiu aguentar-se na frente e descarregou Vlasov vencendo a segunda etapa depois de mais uma espetacular exibição. Desde que um rapaz chamado Óscar Freire se estreou na Vuelta em 2000 que nenhum ciclista espanhol vencia 2 etapas na estreia numa grande Volta. Vlasov ficou na segunda posição e Sivakov ficou com o terceiro posto na etapa. Roglič e Mas chegaram juntos e ganharam ambos segundos importantes ao líder da Vuelta Ben O'Connor. https://twitter.com/lavuelta/status/1830267141825892611 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=kNsfYUtb7Dg Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CASTRILLO Pablo Equipo Kern Pharma3:45:512 VLASOV Aleksandr Red Bull - BORA - hansgrohe0:123 SIVAKOV Pavel UAE Team Emirates0:314 MAS EnricMovistar Team1:045 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe,,6 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek1:097 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:138 KUSS SeppTeam Visma | Lease a Bike1:229 LANDA MikelSoudal Quick-Step1:2710 GAUDU DavidGroupama - FDJ1:37 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team60:19:222 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:433 MAS EnricMovistar Team2:234 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost2:445 LANDA MikelSoudal Quick-Step3:056 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe4:337 GAUDU DavidGroupama - FDJ4:398 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers4:409 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:5110 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates5:1211 YATES AdamUAE Team Emirates5:3412 KUSS SeppTeam Visma | Lease a Bike7:08 Perfil 16.ª Etapa Créditos: A.S.O ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 14 | Segunda para Groves A etapa 14 da Vuelta a Espanha 2024 ligou Villafranco del Bierzo a Villablino (200.5 km de extensão). A fuga não triunfou ao fim de cinco etapas consecutivas.   O pelotão controlou de perto as tentativas dos fugitivos. A etapa terminou com um sprint (já com o pelotão algo reduzido) em que o mais forte foi Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck).  Nelson Oliveira (Team Movistar), o português ainda presente na prova, esteve na proteção líder da sua equipa, Enric Mas.  A fuga do dia  https://twitter.com/lavuelta/status/1829876498205179913 A fuga do dia demorou um pouco a formar-se. Seis ciclistas conseguiram algum espaço para o pelotão mas, ao contrário do que aconteceu nas últimas cinco etapas, o pelotão controlou de perto.  Com a Team Visma | Lease a Bike a ser das mais interessadas na perseguição, na tentativa de levar Wout van Aert ao sprint final, Jhonatan Narváez (INEOS Grenadiers) - último resistente da fuga – foi apanhado pelo pelotão a 20 km do fim.  Créditos: Unipublic Cxcling / Toni Baixauli Aproximação à meta  Na aproximação à meta, o pelotão seguia compacto, ainda que incompleto, depois dos ciclistas coroarem o Puerto de Leitariegos (22,8 km a 4,5%).  Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) teve um susto a 15 km do fim, quando precisou de trocar de bicicleta. Conseguiu juntar-se ao pelotão alguns quilómetros depois. Os últimos quilómetros foram de preparação para o sprint, visto que a maior parte dos sprinters ainda se encontrava no pelotão. Chegado o sprint, Kaden Groves foi o mais forte. Venceu a segunda etapa nesta Vuelta a Espanha 2024. Em segundo ficou Wout van Aert (Team Visma | Lease a Bike) e em terceiro Corbin Strong (Israel - Premier Tech). https://twitter.com/lavuelta/status/1829897327651217768 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=JfmYCkbz280 Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1  GROVES Kaden Alpecin – Deceuninck 4:21:34 2  VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike ,, 3  STRONG Corbin Israel – Premier Tech ,, 4 VACEK Mathias Lidl - Trek ,, 5  MIQUEL Pau Equipo Kern Pharma ,, 6  BARONCINI Filippo UAE Team Emirates ,, 7 GUGLIELMI Simon Arkéa - B&B Hotels ,, 8  LIVYNS Arjen Lotto Dstny ,, 9  BERASATEGI Xabier Euskaltel - Euskadi ,, 10 CANAL Carlos Movistar Team ,,  Top 10 da classificação geral Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1   O’CONNOR Ben  Decathlon AG2R La Mondiale Team  56:31:49  2   ROGLIČ Primož  Red Bull – BORA – hansgrohe  1:21  3   MAS Enric  Movistar Team  3:01  4   CARAPAZ Richard  EF Education – EasyPost  3:13  5   LANDA Mikel  Soudal Quick-Step  3:20  6   RODRÍGUEZ Carlos  INEOS Grenadiers  4:12  7   LIPOWITZ Florian  Red Bull – BORA – hansgrohe  4:29  8   GALL Felix  Decathlon AG2R La Mondiale Team  4:42  9  GAUDU David  Groupama – FDJ  4:44  10   YATES Adam  UAE Team Emirates  5:17  Perfil da etapa 15 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Unipublic Cxcling / Naike Erenozaga ### Radar TopCycling - Cadetes de 2024 Retrospetiva da época de cadetes. Confiram atletas e equipas destacados na categoria sub-17 anos no ciclismo em 2024. A época de cadetes encaminha-se para o final após a conclusão da Volta a Portugal e o Radar TopCycling reuniu os talentos de 2024. À falta de que se corra o Troféu Alves Barbosa (13, 14 e 15 de setembro), olhamos para a temporada dos atletas com menos de 17 anos. Desde logo um dado: à partida para a Volta a Portugal, em Almeirim, estiveram 190 jovens de 29 equipas (12 delas provenientes de Espanha). Boa notícia para o ciclismo. A Alenquer/GDM/Anipura fez a festa na Volta a Portugal.Créditos: FPC Leonardo Garcia (Alenquer/GDM/Anipura) Campeão da 16.ª Volta a Portugal de cadetes, rei dos trepadores e vencedor por pontos. Leonardo Garcia resolveu a prova “em casa”, na abordagem à meta volante de Alenquer, onde atacaram 10 corredores e a corrida se partiu. A Alenquer/GDM/Anipura teve o atleta certo no momento certo. Leonardo Garcia ganhou na Serra de Montejunto e saltou da 9.ª à 1.ª posição; tirou a amarela a Gonçalo Costa e bateu o ciclista da Academia Efapel com quem já se tinha batido no Troféu Rui Costa. “A etapa foi muito dura. Muitos ataques, toda a gente a tentar sair e um ritmo muito alto para uma etapa com tanto acumulado. Conseguimos vingar a fuga a 25 quilómetros do fim com alguma sorte, ganhámos tempo e depois o grupo partiu-se à entrada para Montejunto. Aí foi só chegar cá acima e ganhar. Estou todo dorido, mas muito feliz. Nem tenho palavras. Ganhar a Volta a Portugal de Cadetes é fantástico, um sonho tornado realidade” Leonardo Garcia ao site da FPC. Gonçalo Costa no Troféu Rui Costa. Créditos: Marcelo Lopes Photo Gonçalo Costa (Academia Efapel de Ciclismo) É famalicense e tem sido orientado na Academia Efapel pelo conterrâneo Tiago Machado. Destacou-se como contrarrelogista esta época - além do título nacional venceu no Troféu Rui Costa e na Volta a Portugal. Corredor completo: venceu ao sprint a Prova de Abertura de Cadetes - Volta ao Concelho de Cantanhede e na Volta a Portugal não terminou de amarelo por 0:11 segundos. Bem acompanhado ao longo da época por um bom bloco, como prova a dobradinha que a Efapel fez no GP João Almeida com David Luta e Gonçalo Costa. Créditos: FPC Dimas Mota (Landeiro/KTM/Matias & Araújo) A equipa de Roriz, Barcelos, tem no brasileiro Dimas Mota um corredor interessante. Foi 3.º na Volta e ganhou a Taça de Portugal. Dimas Mota venceu o GP Grândola e protagonizou uma grande disputa com Guilherme Ribeiro (Paredes/Fortunna) nas quatro corridas da Taça. Junto com Afonso Falcão foi o destaque na formação barcelense. Nota para a dobradinha que fizeram no GP San Isidro - Troféu Blanco Villar, disputado em Espanha. O ciclismo brasileiro tem-se reinventado e na Roriz Cycling Academy estão dois talentos a seguir. É curioso que dois atletas que correm longe de casa – Dimas Mota (cadetes) e Guilherme Lino (juniores) – tenham sido os campeões da Taça de Portugal. Afonso Falcão bateu Rodrigo Jesus (Cantanhede Cycling/Vesam/RRMP) e Gonçalo Costa (Academia Efapel) nos Nacionais.Créditos: FPC Afonso Falcão (Landeiro/KTM/Matias & Araújo) É o primeiro de dois cadetes de primeiro ano no radar. Afonso Falcão venceu o título nacional de fundo numa decisão a cinco onde se impôs a Rodrigo Jesus (Cantanhede Cycling/Vesam/RRMP) e Gonçalo Costa (Academia Efapel de Ciclismo). O ciclista de Braga tinha sido 5.º no contrarrelógio e saiu de Vila Franca de Xira com a camisola mais cobiçada do pelotão. Na Volta a Portugal mostrou boas pernas e foi o melhor cadete de primeiro ano fechando na 5.ª posição. Créditos: FPC Francisco Cardoso (CC Barcelos/AFF/Flynx/H.M. Motor/Segmento D´Época) Mais um cadete de primeiro ano na lista, em parte pela grande vitória na IV Volta a Guijuelo, em Salamanca, pela seleção nacional. Portugal abriu a corrida de três dias começou com vitória de Portugal no contrarrelógio por equipas. Deixamos que seja Francisco Cardoso a contar o desenlace da prova. "Partimos para a última etapa com 1.º e 2.º, eu e o Guilherme Santos. Tivemos tudo perdido devido a uma fuga que nos pôs a corrida em causa, mas onseguimos virar as coisas devido a um enorme trabalho do Francisco Massa, do Simão Pedrosa e do Guilherme Ribeiro, nem consigo adjetivar o trabalho deles, foi brutal.” Francisco Cardoso ao TopCycling. O presunto de Guijuelo entregue a Francisco Cardoso gerou a cobiça no pódio da prova espanhola.Créditos: FPC Francisco Cardoso recebeu o nome do avô, presidente durante 40 anos do Centro Ciclista de Barcelos e que o levou nas primeiras voltas com três aninhos. A vitória em Espanha foi-lhe dedicada já que faleceu no ano passado. As quedas estragaram o final da época, mas nem o azar o impediu de fechar top 20 na Volta a Portugal, na qual foi 2.º na Juventude. Noutro apontamento importante do ano, o tradicional Circuito de Santa Marta de Portuzelo, no Alto Minho, também foi 2.º atrás de Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta) que chegou isolado. ### Vingegaard, Pogacar e Van der Poel com calendários definidos  Foram divulgados os calendários de Jonas Vingegaard, Tadej Pogacar e Mathieu Van der Poel para os próximos meses. Vingegaard não vai correr mais em 2024. Pogacar segue para o Canadá antes da participação nos Mundiais de Zurique. Van der Poel vai fazer os Europeus antes de defender o título de campeão do mundo.  Ler mais | Pogacar Tour – Marcas históricas e registos supersónicos  Jonas Vingegaard  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez A Team Visma | Lease a Bike, equipa do campeão do Tour de France em 2022 e 2023, confirmou que Jonas Vingegaard não vai correr mais este ano.  O dinamarquês fecha a época com nove vitórias, incluindo vitórias na classificação geral no Tirreno-Adriatico, O Gran Camiño e o Tour da Polónia, para além do segundo lugar no Tour de France.  A equipa abordou brevemente os motivos do calendário de Vingegaard em comunicado à Velo:  “O Jonas não corre mais este ano. A sua mulher vai dar à luz o segundo filho deles brevemente, e, como atleta, ele precisa de recuperar depois deste verão e primavera tão intensos”  Representante da Team Visma | Lease a Bike Tadej Pogacar  Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Já se sabem também as próximas corridas que o campeão do Tour de France 2024 vai correr no retorno à competição.  O organizador do GP Québec e do GP Montréal confirmou a presença do esloveno nas clássicas canadianas nos próximos dias 13 e 15 de setembro.  As duas corridas devem servir, então, como preparação para os Mundiais na Suíça, que Tadej Pogacar já assumiu serem um objetivo em 2024.  O tricampeão do Tour de France fica assim com calendário definido até ao fim de setembro. Pogacar já leva 21 vitórias este ano, entre elas a classificação geral do Giro D’Itália e do Tour de France, ou a Liège-Bastogne-Liège.  Mathieu Van der Poel  Créditos: A.S.O. / Gautier Demouveaux Van der Poel também já tem calendário definido. A Alpecin – Deceuninck confirmou a participação do neerlandês nos Europeus e nos Mundiais de ciclismo.  Depois da participação no Renewi Tour, Van der Poel vai correr nos Europeus de estrada. Depois correrá o Tour do Luxemburgo, antes dos Mundiais de estrada no dia 29 de setembro.  https://twitter.com/AlpecinDCK/status/1828039070775140816 Já leva três vitórias este ano, incluindo dois monumentos: Tour de Flanders e Paris-Roubaix.  Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 13 | O dia de Woods A etapa 13 da Vuelta a Espanha 2024 ligou Lugo a Puerto de Ancares (176 km de extensão). A etapa terminou com uma contagem de montanha de primeira categoria.  A vitória foi discutida pela fuga do dia, onde Michael Woods (Israel - Premier Tech) foi o mais forte. A ação da classificação geral ficou guardada para a última subida do dia.  Nelson Oliveira (Movistar Team) esteve presente no trabalho para o líder da sua equipa, Enric Mas, que ganhou tempo ao líder da corrida. Ler mais | Afonso Eulálio na Bahrain por dois anos Fuga do dia  https://twitter.com/lavuelta/status/1829513043010552113 A fuga do dia formou-se cedo. Um grupo com cerca de 23 ciclistas isolou-se na frente, com alguns nomes de destaque como Wout Van Aert (Team Visma | Lease a Bike), Marc Soler (UAE Team Emirates) ou Michael Woods. O pelotão deixou a fuga ganhar bastante tempo, e a 25 km do fim, um grupo com oito ciclistas estava destacado na frente da corrida com mais de 17:00 de vantagem.  Luta pela etapa  https://twitter.com/lavuelta/status/1829534301329002922 À entrada da última subida do dia, o grupo dos fugitivos estava reduzido a cinco elementos: Van Aert, Michael Woods, Mauro Schmid (Team Jayco AlUla), Sam Oomen (Lidl – Trek) e Marc Soler. O grupo tinha mais de 16:00 de vantagem sobre o pelotão. A 5 km do fim, Schmid e Woods isolaram-se na frente. Pouco depois, Woods conseguiu distanciar o suíço e seguiu sozinho na frente. Nenhum dos perseguidores conseguiu alcançar Woods, que venceu assim a etapa 13 da Vuelta a Espanha 2024.  Em segundo chegou Schmid, em terceiro Soler.  https://twitter.com/lavuelta/status/1829541430546870432 Luta pela classificação geral  No pelotão, foi a Movistar Team a impor ritmo na aproximação à última subida do dia. A Red Bull - BORA - hansgrohe substituiu a equipa espanhola na frente no início da subida. Rapidamente um grupo com Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Enric Mas destacou-se na frente. O camisola vermelha, Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team), foi distanciado bastante cedo na subida. A 2 km do fim, Roglic distancia-se de Mas. O esloveno seguiu isolado até ao fim e ganhou tempo a todos os outros rivais pela classificação geral, incluindo quase 2:00 a Ben O'Connor. Créditos: Unipublic Cxcling / Toni Baixauli Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=U9W7oQuXYuQ Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1  WOODS Michael Israel - Premier Tech 4:19:51 2 SCHMID Mauro  Team Jayco AlUla 0:45 3  SOLER Marc  UAE Team Emirates 1:11 4 OOMEN Sam Lidl - Trek 1:25 5  VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike 2:56 6  LEEMREIZE Gijs  Team dsm-firmenich PostNL 3:33 7 PARRA José Félix Equipo Kern Pharma 5:19 8  BIZKARRA Mikel Euskaltel - Euskadi 5:38 9  VERGALLITO Luca Alpecin - Deceuninck 5:59 10 LE BERRE Mathis Arkéa - B&B Hotels 6:15  Top 10 da classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 52:10:15 2  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 1:21 3  MAS Enric Movistar Team 3:01 4  CARAPAZ Richard EF Education – EasyPost 3:13 5  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 3:20 6  RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers 4:12 7  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 4:29 8  GALL Felix Decathlon AG2R La Mondiale Team 4:42 9 GAUDU David Groupama - FDJ 4:44 10  YATES Adam UAE Team Emirates 5:17  Perfil da etapa 14 da Vuelta a Espanha 2024 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Unipublic/Sprint Cycling Agency ### Trek apresenta a nova bicicleta de montanha Procaliber Carbon A Trek apresentou a sua nova bicicleta de montanha Procaliber Carbon que informa como sendo uma bicicleta extremamente leve, confortável e capaz. A Procaliber Carbon tem como melhores características a nova tecnologia IsoBow exclusiva da Trek, uma suspensão dianteira de 120 mm, rodas de 29˝ e uma geometria atualizada. Nova tecnologia IsoBow A nova Procaliber Carbon substitui o IsoSpeed, utilizado nas versões anteriores, pela nova tecnologia IsoBow que ajuda a suavizar os trilhos. O IsoBow funciona prolongando as escoras superiores para além do espigão de selim, permitindo que flexionem e dissipem as vibrações das raízes, pedras e trilhos mais técnicos. Isto aumenta o conforto e permite poupar energia para subidas e ataques explosivos, ao mesmo tempo que reduz material para uma condução não só mais confortável, mas também mais leve. Nova Suspensão Com os percursos de XC são cada vez mais exigentes, é necessário que as hardtails se adaptem para acompanhar este ritmo. A Trek informa que atualizou a nova Procaliber com as melhorias necessárias para acompanhar esta exigencia. A Procaliber Carbon tem uma nova suspensão dianteira de 120 mm com curso mais longo, que ajuda a absorver as raízes e as rochas. Novo quadro e tubos de direção Para além disso apresenta um tubo de direção de 67° mais relaxado e um alcance mais longo que aumentam a estabilidade para as descidas mais rápidas. O novo quadro está equipado com um conjunto de rodas 29˝ para manter a resistência ao rolamento baixa o que ajuda os ciclistas a obter o máximo de cada pedalada.   A nova Procaliber Carbon está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Afonso Eulálio na Bahrain por dois anos Afonso Eulálio, o jovem talento do ciclismo português, prepara-se para dar um grande passo na sua carreira. Segundo fontes do TopCycling o ciclista de 22 anos, atualmente a correr pela ABTF-Betão Feirense, vai transferir-se para a Bahrain, equipa do escalão WorldTour, a partir de 2025. Bahrain-Victorious abre a porta ao figueirense Depois de um excelente ano com a ABTF Betão Feirense o contrato é válido por dois anos. Depois do Jornal de Notícias avançar com a chegada do corredor ao WorldTour, o TopCycling confirmou que o destino é a estrutura do golfo Pérsico onde nunca correu qualquer português. Afonso Eulálio vestiu a camisola amarela na Volta a Portugal durante seis dias até quebrar na Senhora da Graça. Créditos: João Fonseca Photographer Não tendo ganho, despediu-se da liderança atacando no Monte Farinha. O russo Artem Nych foi o campeão da Volta à Portugal. Vitórias no Alto de Montejunto (Troféu Joaquim Agostinho) e Alto da Penha (GP Jornal de Notícias) certificam o potencial do trepador da ABTF Betão Feirense. Várias equipas abordaram o ciclista de 22 anos, mas Bahrain e Cofidis foram as estruturas que maior interesse demonstraram. Créditos da foto de capa: João Fonseca Photographer ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 12 | Ganhou o Ciclismo A Vuelta segue a bom ritmo e vai já na sua segunda metade, ainda com tudo em aberto. A 12.ª etapa voltava a testar os ciclistas da geral com mais uma chegada em alto. Eram 137 km para percorrer de Ourense Termal até à Estação de Montanha de Manzaneda mas, apesar de curta, o percurso antevia-se muito difícil em constante sobe e desce até à chegada à última subida. A decisão da etapa estava guardada para a ascensão à Estação de Montanha de Manzaneda (15,9 km a 4,7%), categorizada como primeira categoria. Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Fuga teve liberdade novamente A etapa foi muito atacada desde início e a fuga teve liberdade novamente quando a Decathlon AG2R La Mondiale Team ficou contente com os ciclistas que a integravam. Foram 10 os escapados que formaram a fuga do dia com Harold Tejada (Astana Qazaqstan Team) a ser o mais próximo do top 10 da Vuelta mas ainda assim a 12 minutos. Com os ciclistas escapados tão longe da geral e a entenderem-se na frente, a distância para o pelotão foi aumentando chegando a estar superior a 10 minutos. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Luta pela etapa Esta distância tão grande para o pelotão era sinónimo de duas lutas diferentes. A luta pela etapa e a luta pela geral da Vuelta. Mal se iniciou a subida, vários ciclistas atacaram tentando eliminar concorrentes e reduzir o grupo. Carlos Verona (Lidl - Trek) foi o primeiro a ter sucesso e ganhar vantagem, tendo sido alcançado mais à frente. Pablo Castrillo (Equipo Kern Pharma) foi o seguinte, seguido de perto por Mauro Schmid (Team Jayco AlUla). Apesar da perseguição, Castrillo resistiu e venceu a etapa, aproveitando o pouco entendimento dos perseguidores e venceu pela primeira vez como profissional. Em segundo lugar ficou Max Poole (Team dsm-firmenich PostNL) e em terceiro ficou Marc Soler (UAE Team Emirates). https://twitter.com/lavuelta/status/1829189102324903937 Luta pela geral O pelotão entrou na subida final com um atraso de mais de oito minutos para a fuga e, não lutando pela etapa, havia nova oportunidade de luta pela geral. A Decathlon AG2R La Mondiale Team entrou na frente do pelotão e impôs o ritmo ao longo da subida. Apesar de um ritmo alto que foi eliminando os ciclistas, ninguém fez movimentações de relevo e os favoritos chegaram juntos passados 6'30 minutos. Unipublic_Cxcling_Toni_Baixauli Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=Icf2Ay8GLEU Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CASTRILLO Pablo Equipo Kern Pharma3:36:122 POOLE Max Team dsm-firmenich PostNL0:083 SOLER Marc UAE Team Emirates0:164 SCHMID Mauro Team Jayco AlUla0:235 NARVÁEZ Jhonatan INEOS Grenadiers0:346 VANSEVENANT Mauri Soudal Quick-Step0:407 TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team0:498 VERONA Carlos Lidl - Trek1:039 MEINTJES Louis Intermarché - Wanty1:1410 RODRÍGUEZ Óscar INEOS Grenadiers1:52 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team47:37:352 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:163 MAS EnricMovistar Team3:584 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost4:105 LANDA MikelSoudal Quick-Step4:406 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers5:237 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:298 YATES AdamUAE Team Emirates5:309 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,10 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech5:46 Perfil 13.ª Etapa ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 11 | O'Connor volta a ceder tempo Depois de um reciltal de Van Aert, a Vuelta tinha mais uma etapa acidentada num circuito feito ao redor do Campus Tecnológico Cortizo Padron. Os ciclistas tinham 166 km para percorrer num percurso com quatro contagens de montanha, duas de terceira e duas de segunda categoria. Fuga numerosa ameaçou top 10 Com uma edição da Vuelta tão em aberto, as etapas têm sido sempre muito disputadas. A jornada de hoje não foi exceção e uma fuga numerosa ameaçou vários ciclistas do top 10. Foram 39 os corredores que se adiantaram ao pelotão, com equipas interessadas na etapa e outras a tentar jogar taticamente para ganhar lugares na geral. Xandro Meurisse (Alpecin - Deceuninck) destacava-se dos demais e corria sozinho na frente, com os restantes 38 ciclistas na perseguição. O melhor classificado presente na fuga, George Bennett (Israel - Premier Tech), estava a 9'50 e ameaçava alguns lugares do top 10 já que a fuga chegou a ter mais de seis minutos. Meurisse alcançado Meurisse foi alcançado pelos perseguidores a 30 km para o fim e a frente da corrida ficou com 33 fugitivos. Com tantos ciclistas na frente, os ataques eram inevitáveis e foi Xabier Isasa (Euskaltel - Euskadi) o primeiro a mexer, continuando a sua combatividade na Vuelta. Apesar do ataque, o grupo fugitivo chegou compacto à última subida do dia que se previa decisiva para se chegar ao vencedor da etapa, quando o pelotão tinha cinco minutos de atraso. Ataques na última subida Mal se iniciou a subida, os ataques sucederam-se e partiram o grupo da frente que ficou espalhado pela estrada. Carlos Verona (Lidl - Trek), Max Poole (Team dsm-firmenich PostNL) e Urko Berrade (Equipo Kern Pharma) destacaram-se dos demais fugitivos e iniciaram a descida na frente. No pelotão, a Red Bull-Bora-hansgrohe impunha um ritmo muito forte preparando o ataque de Primož Roglič, que fez descolar muitos ciclistas, entre eles Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team). O líder da corrida tinha 30 segundos de desvantagem para os perseguidores da geral no final da subida. Créditos: Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Decisão da etapa Na aproximação à meta, vários ciclistas reentraram no grupo da frente e tinham oportunidade de decidir a etapa. Apesar disso Eddie Dunbar (Team Jayco AlUla) atacou nos metros finais, ganhou algum espaço e venceu a 11.ª etapa da Vuelta. Quinten Hermans (Alpecin - Deceuninck) terminou no segundo lugar e relegou Max Poole (Team dsm-firmenich PostNL) para o terceiro posto. No grupo dos favoritos, o derrotado do dia foi o líder da corrida Ben O'Connor, que perdeu 37 segundos para Roglič e outros ciclistas da geral. https://twitter.com/lavuelta/status/1828821487450550714 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=rPychw3O94Y Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 DUNBAR Eddie Team Jayco AlUla3:44:522 HERMANS Quinten Alpecin - Deceuninck0:023 POOLE Max Team dsm-firmenich PostNL,,4 NARVÁEZ Jhonatan INEOS Grenadiers0:045 BERRADE Urko Equipo Kern Pharma,,6 ZANA Filippo Team Jayco AlUla,,7 IZAGIRRE Ion Cofidis,,8 VERONA Carlos Lidl - Trek,,9 GAROFOLI Gianmarco Astana Qazaqstan Team,,10 MCNULTY Brandon UAE Team Emirates,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team43:54:542 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:163 MAS EnricMovistar Team3:584 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost4:105 LANDA MikelSoudal Quick-Step4:406 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers5:237 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:298 YATES AdamUAE Team Emirates5:309 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,10 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech5:46 Perfil 12.ª Etapa ### Transferências 2025 | Ciclismo de Estrada Com o mês de agosto quase a terminar, foram já muitas as transferências confirmadas no ciclismo de estrada, numa altura em que as equipas se procuram reforçar para 2025, último ano do período de três anos onde se decide quem mantém as suas licenças World Tour, ou quem sobe e desce de divisão.  O mercado de transferências, que abriu a 1 de agosto, já viu algumas estrelas do pelotão internacional mudar de casa, casos como Julian Alaphilippe, Ethan Hayter ou Simon Yates.  Ler Mais | Bettiol poderá transferir-se para a Astana a meio da época  Créditos: Eltoromediadotcom Transferências confirmadas Julian Alaphilippe (Soudal Quick-Step) - Tudor Pro Cycling Team Terminou a longa, e por vezes conturbada, parceria do francês com a equipa belga de Patrick Lefevere. O francês abandona a equipa depois de seis vitórias etapas no Tour de France, dois campeonatos do mundo e uma Milano-Sanremo, entre muitas outras vitórias. Alaphilippe vai abraçar o projeto da Tudor Pro Cycling Team, equipa suíça que pretende dar o passo em frente no pelotão internacional com esta contratação. A.S.O. Charly Lopez Marc Hirschi (UAE Team Emirates) - Tudor Pro Cycling Team Outro dos nomes mais sonantes a mudar de equipa neste período de transferência sai em direção à Tudor Pro Cycling Team. Marc Hirschi, que só em agosto venceu duas clássicas do World Tour, reforça uma equipa à procura de crescer em qualidade e vitórias.  O suíço termina uma ligação de quatro anos com a equipa de João Almeida e Tadej Pogacar.  https://twitter.com/TudorProCycling/status/1822920942412005866 Ethan Hayter (INEOS Grenadiers) - Soudal Quick-Step Se a Soudal Quick-Step perdeu Alaphilippe, vai receber um ciclista de renome com perfil semelhante.   Ethan Hayter, que esteve na estrutura da INEOS Grenadiers desde que se tornou profissional, sai em direção à equipa belga depois de um ano menos conseguido, onde “apenas” venceu os campeonatos nacionais da Grâ-Bretanha. Alexey Lutsenko (Astana Qazaqstan Team) - Israel - Premier Tech O cazaque deixa a equipa do Cazaquistão, onde estava desde que a estrutura da Astana se tornou equipa do escalão World Tour.  Lutsenko, que ganhou etapas na Vuelta e no Tour, sai em direção à Israel - Premier Tech para ser uma possível opção como líder nas grandes corridas.  Simon Yates (Jayco AlUla) - Visma Lease a Bike A transferência de Simon Yates é talvez a mais sonante deste período de transferências. Apesar de não ser tão importante como a chegada de Primož Roglič à Bora Hansgrohe no ano passado, a Visma Lease a Bike junta aqui uma peça fundamental para o ataque ao novo domínio das Grandes Voltas em 2025. Com a chegada de Simon Yates, vencedor da Vuelta em 2018 e com mais de 30 vitórias profissionais, a equipa neerlandesa tem no britânico um excelente apoio na montanha para Jonas Vingegaard. Depois de assinar contrato por dois anos, a Visma Lease a Bike tem, pelo menos nas duas próximas temporadas Yates, Uijtdebroeks, Jorgenson e Kuss para fazer frente à super equipa da UAE Team Emirates que este ano esteve à partida do Tour. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1819297862875759018 Jonathan Narváez (Ineos Grenadiers) - UAE Team Emirates Outro ciclista de renome que se transfere no final da época é Jonathan Narváez. O ciclista equatoriano junta-se à Emirates de Tadej Pogačar e João Almeida e fará parte da equipa pelo menos até ao fim de 2026. Com a contratação do também classicómano Florian Vermeersch (Lotto Dstny), Narváez poderá fazer parte, quem sabe, do projeto Paris-Roubaix de Pogačar. Para além disso, quando está em forma Narváez é capaz de grandes resultados, tal como aconteceu este ano na primeira etapa do Giro, que venceu e o fez ser o primeiro camisola rosa. Apesar da provável mas ainda não confirmada saída da equipa de Marc Hirschi, Narváez pode ser também o substituto ideal encontrado pela UAE Team Emirates. Créditos: Lapresse Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale) - (Jayco AlUla) A Jayco AlUla perdeu Simon Yates mas contratou Ben O'Connor, o seu novo líder e um ciclista que poderá encaixar como uma luva na equipa do seu país natal. Tendo já feito top 5 no Tour de France e Giro d'Itália, Ben O'Connor terá como grande objetivo nos dois anos que assinou pela equipa australiana, fazer pódio numa grande volta. Para além de lugares cimeiros em classificações gerais, O'Connor é sempre forte possibilidade de vitórias para a equipa em dias de montanha. https://twitter.com/GreenEDGEteam/status/1818906197438746657 Lenny Martinez (Groupama-FDJ) - Bahrain Victorious A transferência de Lenny Martínez para a Bahrain veio confirmar os rumores que já havia há alguns meses. O ciclista francês tem um potencial enorme é uma excelente aquisição para a Bahrain e uma enorme perda para a Groupama. Já com 6 vitórias em 2024, todas elas em clássicas de um dia e com apenas 21 anos, Martínez pode continuar a crescer dentro da nova equipa que esperará vitórias e bons resultados que justifiquem os dois milhões (rumor) por temporada durante três anos. Lenny Martínez, apesar da excelente aptidão para escalar, sofre da mesma maleita de tantos trepadores franceses, o contrarrelógio. O corredor francês deverá também treinar esta especialidade para dar à nova equipa bons resultados em provas por etapas. Créditos: Kike Abelleira Ler Mais | Equipa Sabgal-Anicolor rescinde com Mauricio Moreira  Outras transferências Laurence Pithie (Groupama – FDJ) - Red Bull - BORA – hansgrohe – o jovem neozelandês vai sair da estrutura francesa para reforçar o bloco de clássicas da equipa de Primoz Roglic. Venceu a sua primeira corrida World Tour este ano na Cadel Evans Great Ocean Road Race.  Victor Campenaerts (Lotto Dstny) - Team Visma | Lease a Bike – O experiente belga sai para reforçar o bloco da Team Visma | Lease a Bike. Em 2024, ganhou por uma vez, na etapa 18 do Tour de France. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1828041181499887898 Lennard Kamna (Red Bull - BORA – hansgrohe) - Lidl – Trek - O “caça-etapas” alemão sai da equipa alemã após uma ligação de cinco anos. Vai para a Lidl – Trek com vitórias nas três grandes voltas, mas sem competir desde março e em recuperação de um acidente que teve durante um treino.  Alex Aranburu (Movistar Team) - Cofidis – Aranburu abandona a equipa espanhola depois de três anos onde conseguiu apenas quatro vitórias.  Dylan Teuns (Israel-Premier Tech) - Cofidis. Apesar da sua inconsistência, Dylan Teuns já venceu a Flèche Wallone em 2022 e com 14 vitórias profissionais chega à Cofidis com o objetivo de arrecadar pontos UCI que ajudem na manutenção da equipa no World Tour. Guillaume Martin (Cofidis) - Groupama-FDJ - O ciclista francês chega à Groupama depois de 5 anos na Cofidis. Sempre muito combativo e muito bom na montanha, Guillaume Martin pode ter na elteração de projeto a mudança que precisa para relançar a carreira. Bob Jungels (Red Bull-Bora-Hansgrohe) - Ineos Grenadiers - Já vencedor de um monumento e com vitórias em grandes voltas, Bob Jungels chega a uma Ineos que continua a perder elementos da equipa técnica. Desta vez foi Dan Bigham que saiu por não concordar com as políticas de performance da equipa. https://twitter.com/ciclistacofidis/status/1820810630711931255 Albert Withen Philipsen (Tscherning Cycling Academy) - Lidl-Trek - Apesar de ainda não ser um nome muito conhecido, não vai tardar até Albert Philipsen se dar a conhecer ao pelotão internacional já a partir de 2025. O versátil prodígio dinamarquês de apenas 17 anos tem ganho todas as corridas por onde passa e é uma das contratações mais interessantes para as próximas épocas. Giulio Pellizzari (VF Group-Bardiani CSF-Faizanè) - Red Bull-Bora-Hansgrohe - Depois de uma grande temporada onde se mostrou em grande nível no Giro d'Itália, a Red Bull-Bora-Hansgrohe tem em Pellizzari um dos melhores ciclistas sub-21 da atualidade para os próximos três anos. Créditos: Fabio Ferrari/Lapresse Pelotão Feminino Anna van der Breggen - SD Worx-Protime Anna van der Breggen é um dos regressos do ano e mais uma aquisição de peso para a SD Worx-Protime depois de deixar de correr pela equipa em 2021. A ciclista de 34 anos já foi bicampeã mundial e medalha de ouro olímpica e para além disso tem no seu enorme currículo mais de 60 vitórias, contando com umas impressionantes 7 vitórias seguidas (2015-2021) na Flèche Wallone Feminina. Van der Breggen pode ser a substituta ideal de Lotte Kopecky, que ainda tem o seu futuro indefinido. https://twitter.com/teamsdworx/status/1803823922514665952 Pauline Ferrand-Prévot (Ineos Grenadires) - Visma Lease a Bike Depois de 5 épocas off-road e da medalha de ouro no XCO feminino em Paris, Pauline Ferrand-Prévot vira agora todas as suas atenções para a estrada onde já foi campeã do mundo em 2014. A ciclista francesa assinou um contrato por três anos com a Visma Lease a Bike, tendo como grande objetivo vencer a Volta a França Feminina. Prévot é uma excelente adição ao pelotão feminino internacional, depois de um ano onde a SD Worx-Protime já teve uma maior concorrência. Esta chegada da ciclista de 32 anos vem aumentar ainda mais a competividade dentro do pelotão feminino. https://twitter.com/visma_lab_women/status/1821110670315680027 Juliette Labous (DSM-Firmenich PostNL) - FDJ-SUEZ Uma das ciclistas mais conceituadas do pelotão feminino e vencedora da Volta a Burgos Feminina deixa a DSM-Firmenich PostNL para se juntar a um projeto também ele francês. Com apenas 25 anos, Labous tem ainda muita margem de progressão para continuar a melhorar a sua versatilidade, uma das suas mais importantes características. A ciclista francesa tem neste novo projeto a oportunidade de continuar a fazer top 3 nas corridas mais importantes do calendário feminino. Créditos: Eltoromediadotcom Outras transferências Riejanne Markus (Team Visma | Lease a Bike) - Lidl – Trek – A especialista do contrarrelógio abandona a equipa holandesa depois de quatro épocas em que ganhou por sete vezes. Reforça a Lidl – Trek, que fez várias contratações importantes.  Anna Henderson (Team Visma | Lease a Bike) - Lidl – Trek – a britânica faz exatamente o mesmo percurso que Markus. Henderson venceu por uma vez este ano e foi medalha de prata no contrarrelógio olímpico.  https://twitter.com/LidlTrek/status/1826893820111229438 Emma Norsgaard (Movistar Team) - Lidl – Trek – A norueguesa foi o terceiro grande nome a fazer a mudança para a Lidl – Trek neste período de transferências. Venceu por doze vezes nos quatros ano de Movistar Team, incluindo uma vitória no Tour de France feminino.  ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 10 | Aert-Trick Depois de ultrapassado o primeiro dia de descanso, a Vuelta tinha mais uma etapa de montanha que ia voltar a testar os ciclistas depois de nove etapas muito duras. Os ciclistas saíram de Ponteareas em direção a Baiona e tinham 160 km para percorrer. Pelo meio havia quatro contagens de montanha para ultrapassar com a mais dura a estar guardada para o fim da etapa, uma subida de primeira categoria situada a 20 km da meta. Unipublic Cxcling/Naike Erenozaga Fuga com cinco elementos Com ainda muita Vuelta para percorrer, a etapa de hoje dava possibilidade a uma fuga de ter sucesso. Cinco elementos adiantaram-se ao pelotão e formaram a fuga desta etapa 10. Foram eles Wout van Aert (Team Visma-Lease a Bike), Marc Soler (UAE Team Emirates), William Lecerf (Soudal Quick-Step), Juri Hollmann (Alpecin - Deceuninck) e Quentin Pacher (Groupama - FDJ). Sem nenhum ciclista que ameaçasse a geral, a fuga teve liberdade e correu praticamente toda a etapa com mais de cinco minutos de vantagem para o pelotão. Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Ataque no início da última subida Wout van Aert atacou no sprint intermédio situado antes início da última subida do dia Alto de Mougás (9,9km a 6,1%) e ganhou alguma vantagem. Quentin Pacher seguiu-o e os dois ciclistas distanciaram-se dos seus colegas de fuga e iam ganhando vantagem enquanto os perseguidores se entreolhavam. No final da subida, a dupla atacante tinha 30 segundos de vantagem para o trio atrasado e iniciou a descida em direção à meta na frente. https://twitter.com/lavuelta/status/1828444299777675291 Pacher Vs van Aert Pacher e van Aert aumentaram a vantagem na descida para mais de um minuto e a decisão da etapa ia ficar para estes dois ciclistas. No sprint a dois que decidiu a jornada, foi Wout van Aert que venceu batendo com facilidade Pacher que ficou no segundo lugar. Van Aert fez uma grande etapa e venceu pela terceira vez nesta Vuelta, aumentando também a vantagem na camisola dos pontos. Marc Soler foi o melhor dos perseguidores e ficou no terceiro lugar da etapa chegando já a mais de dois minutos do vencedor. O pelotão chegou passados 5'31 com todos os favoritos integrados. Vídeo resumo https://youtu.be/GP_gtuvPaIw?si=_bW1XDs5rsciWqVs Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike3:50:472 PACHER Quentin Groupama - FDJ0:033 SOLER Marc UAE Team Emirates2:014 LECERF William Junior Soudal Quick-Step,,5 HOLLMANN Juri Alpecin - Deceuninck,,6 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi5:137 NARVÁEZ JhonatanINEOS Grenadiers5:318 KÜNG StefanGroupama - FDJ,,9 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech,,10 TEJADA HaroldAstana Qazaqstan Team, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team40:05:542 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:533 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost4:324 MAS EnricMovistar Team4:355 LANDA MikelSoudal Quick-Step5:176 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:297 YATES AdamUAE Team Emirates5:308 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,9 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers6:0010 GAUDU DavidGroupama - FDJ6:32 Perfil 11.ª Etapa ### Novo Espigão FOX Transfer Neo A FOX anunciou o seu novo Espigão Transfer Neo, a nova versão do modelo de 2025 com maior durabilidade, maior curso e sem fios. Segundo a marca, este novo espigão tem também uma posição da bateria mais baixa, mais espaçolivre para os pneus, atuação mais rápida e uma sensação natural do manipulo. Espigão Transfer Neo A FOX afirma que eliminou todas as funções não essenciais deste sistema em prol da velocidade o que resultou praticamente de nenhuma latência entre o acionamento do manipulo e o movimento do espigão para a posição exata que se quer. Posição Estratégica da Bateria Para eliminar os problemas de espaço dos pneus encontrados pelos espigões wireless em certos quadros, a bateria e o controlador do Transfer Neo estão colocados na parte inferior exposta do espigão logo acima da braçadeira do quadro, em vez de imediatamente abaixo do selim. A posição da bateria pode ainda ser instalada para a frente, sendo necessária a desmontagem do espigão num Fox Service Center. A posição da bateria foi pensada para que, num “bottom out” da roda, o Transfer Neo permita a utilização de todo o curso da suspensão. Ao contrário do novo Transfer Neo, para alcançar os 6 mm de distância entre o pneu e a bateria recomendados pela ISO, outros espigões telescópicos sem cabos devem ser montados até 18 mm acima da inserção total. Esta posição, combinada com uma altura de pilha mais alta, significa que a altura do selim fica 40 mm mais alta do que o Transfer Neo quando totalmente comprimido. A FOX informa também que o Transfer Neo permite ter uma bicicleta mais manobrável nas descidas, com a segurança acrescida do selim não interferir nas zonas mais inclinadas. Para além disso permite a produção de uma opção de 200 mm de curso em todos os diâmetros, dando aos ciclistas mais altos, a opção de um espigão de longo curso com uma posição que inspira confiança nas descidas. Manípulo Ergonómico O zona de contacto do polegar do manipulo do Transfer Neo é revestida com borracha e imita a textura e a distância do guiador de um manipulo Transfer normal, mas com um ponto de ativação mais curto. O alcance mais curto significa que a alavanca pode ser rodada mais para baixo do guiador, evitando o contacto do manípulo com o nó do polegar do ciclista, ao mesmo tempo que oferece uma utilização mais ergonómica. A sensação tátil do manípulo assegura que o ciclista sente quando aciona o espigão telescópico. O design elegante da manete Transfer Neo permite ficar apenas 36 mm abaixo do guiador, significando menos hipóteses de contacto entre a manete e o tubo superior da bicicleta. Outras características: Bateria CR2032; Substituição sem ferramentas; Fácil acesso; Duração prevista da pilha: 1 ano; Opções de fixação standard de 22,2 mm, Matchmaker E I-SPEC EV; Zona de contacto moldada em borracha; Redução de 6x do alcance do manípulo em comparação com o do Transfer normal; Botão de emparelhamento e indicador LED; Classificação de impermealibidade IPX7; 62g (com anel de fixação de 22,2 mm). Aplicação Otimizada O Transfer Neo tem suporte total através da aplicação FOX Bike, permitindo aceder rapidamente a uma visão geral dos componentes, descarregar atualizações de firmware e ativar funcionalidades úteis como o Bike Park Mode, o Transport Mode e monitorizar o acompanhamento dos intervalos de manutenção. O modo Bike Park desativa temporariamente o Transfer Neo, evitando a extensão acidental do espigão do selim ao descer trilhos. O modo Transporte foi concebido para conservar a energia da bateria do Transfer Neo tal como o nome indica, durante o transporte. Todos os detalhes Disponibilidade e preços Podes ver as características completas, disponibilidade e preços, aqui no site da Bicimax. ### João Almeida ou Iúri Leitão: quem é o ciclista do ano? Ciclista Beatriz Pereira assina um artigo que convida ao debate acerca de um dos temas do ano: quem é o ciclista de 2024, João Almeida ou Iúri Leitão? Quando pensamos em escrever algo que convida ao debate o timing é tudo. Há tempos postei no X uma questão: Se João Almeida adicionar o triunfo da Vuelta a Espanha ao 4.º lugar do Tour de France e tendo em conta as medalhas conquistadas por Iúri Leitão nos Jogos Olímpicos, qual deles seria considerado o melhor ciclista ou até o atleta português de 2024? O Covid trocou-nos as voltas e João Almeida foi forçado a abandonar a Vuelta. A questão perdeu sentido, mas o debate é relevante. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga João Almeida conseguiu o primeiro lugar dos mortais Com certeza a maioria dos leitores são espectadores assíduos das grandes corridas do calendário WorldTour e puderam assistir ao Tour de 2024 onde o João Almeida conseguiu o primeiro lugar dos mortais, o 4.º, na geral individual. Alguns sabem a dificuldade da preparação para uma grande volta, várias semanas longe de casa a viver num sítio onde o ar é rarefeito. Sabem também a complicação inerente a fazer um top 5  numa grande volta, ainda para mais a rainha do calendário internacional. Após os Jogos Olímpicos (JO) e depois do sucesso do ciclismo de pista é fácil sentirmo-nos inspirados a sonhar. O Tour é o Tour. Como medir o impacto de João Almeida se ter tornado o primeiro português a fechar top 5 nas três grandes? Nem Joaquim Agostinho o fez. Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Iúri Leitão deu a Portugal metade das medalhas em Paris 2024 No ciclismo de pista a equipa Portugal não se qualificou com nenhum atleta masculino para nenhuma disciplina nos JO de Tóquio 2020. Na altura, apenas a Tata Martins foi capaz de qualificar-se para o Omnium. Neste ciclo olímpico, mais curto do que o habitual, foi possível a qualificação de mais duas modalidades: Omnium e Madison masculinos. Apesar do Iúri Leitão correr também na estrada, representado as cores da Caja Rural, sabemos que o foco nos últimos três anos foi a qualificação para os JO. Conseguiríamos imaginar uma estreia olímpica de atletas masculinos na pista seria tão boa? Iúri Leitão deu a Portugal metade das medalhas em Paris 2024! Créditos: Zac Williams/SWpix.com Agradável surpresa A prata graças a um honroso segundo lugar no Omnium e a medalha de ouro com a ajuda de Rui Oliveira. Depois do selecionador de pista, Gabriel Mendes, ter colocado como objetivo os oito primeiros nas três corridas e apesar de sabermos que o Iúri é um corredor talentoso, penso que todos tivemos uma agradável surpresa. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters João Almeida ou Iúri Leitão? Por fim, sabiam que nunca um campeão do Tour de France ganhou a prova de fundo dos JO? E campeões do mundo só três – Ercole Baldini, Hennie Kuiper e Paolo Bettini – chegaram à glória olímpica na corrida de estrada. Algo nos ensina a história sobre o difícil que é vencer eventos com diferentes perfis. Tour ou JO? João Almeida ou Iúri Leitão? O que vai desequilibrar a balança na hora da decisão do atleta do ano em 2024? Este exercício é bastante discutível, alguns dirão polémico, por isso alegro-me por ter sido eu a lançar o debate que alguém terá de encerrar. Beatriz Pereira é ciclista da Rio Miera Cantábria Deporte. Conhece-a melhor nesta entrevista! ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 9 | Adeus de Almeida em dia de ataques na Geral  A nona etapa da Vuelta a Espanha 2024 ligou Motril a Granada (178.5 km de extensão), numa etapa com três contagens de primeira categoria.  O dia começou com uma notícia triste para os adeptos portugueses – abandono de João Almeida após contrair Covid-19.  A etapa foi atacada desde início com favoritos à geral a entrar na fuga do dia. As movimentações tiveram sucesso e Adam Yates venceu a etapa através da fuga.  Fuga do dia  A fuga do dia formou-se cedo, com nomes fortes a compor uma fuga de 26 ciclistas. Entre eles estavam Nelson Oliveira (Movistar Team), Wout van Aert (Team Visma | Lease a Bike), Adam Yates (UAE Team Emirates) ou David Gaudu (Groupama – FDJ).  https://twitter.com/lavuelta/status/1827670704998801460 A 100 km do fim, a fuga tinha cerca de 6:00 de vantagem sobre o pelotão.  As movimentações na fuga começaram no início dos terrenos montanhosos. A 58 km do fim, ataque de Yates – o britânico isolou-se na frente da corrida.  Última subida  Na última subida, Yates estava isolado na frente. Richard Carapaz (EF Education – EasyPost) e Gaudu seguiam na perseguição.  No pelotão, que já ia muito curto, Enric Mas (Movistar Team) atacou e conseguiu abrir algum espaço.  A situação manteve-se até ao fim da subida e na descida até à meta. Adam Yates venceu a etapa e voltou a colocar-se em posição para discutir a classificação geral.  https://twitter.com/lavuelta/status/1827734216957628453 Richard Carapaz, que arracou do pelotão, foi segundo na etapa. Ben O’Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team) foi terceiro.  Os Portugueses  Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Branco Os portugueses ficaram reduzidos ao português. Nelson Oliveira (Movistar Team), que está na sua vigésima primeira Grande Volta, é o único português em prova. O rolador da Team Movistar esteve na fuga do dia, e depois trabalhou para o seu líder, Enric Mas, que está na luta pela classificação geral da Vuelta a Espanha 2024. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=qCZCVg6bHOU Top 10 da etapa  Posição Ciclista Equipa Tempo 1  YATES Adam UAE Team Emirates 4:42:28 2  CARAPAZ Richard EF Education - EasyPost 1:39 3  O'CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 3:45 4 LANDA Mikel Soudal Quick-Step “ 5  LIPOWITZ Florian Red Bull - BORA - hansgrohe “ 6 SIVAKOV Pavel UAE Team Emirates “ 7  RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers “ 8  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe “ 9  GAUDU David Groupama - FDJ “ 10  MAS Enric Movistar Team “  Top 10 da classificação geral  Posição Ciclista Equipa Tempo 1  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 36:09:36 2  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 3:53 3 CARAPAZ Richard EF Education - EasyPost 4:32 4  MAS Enric Movistar Team 4:35 5  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 5:17 6  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 5:29 7 YATES Adam UAE Team Emirates 5:30 8  GALL Felix Decathlon AG2R La Mondiale Team “ 9 RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers 6:00 10  GAUDU David Groupama - FDJ 6:32  Perfil da etapa 10 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Unipublic Cxcling / Naike_Erenozaga ### Daniel Moreira vencedor da Amstel Gold Race Amstel Gold Race caiu para Daniel Moreira após fuga vitoriosa. Minhoto corre na Willebrord Wil Vooruit com mais dois portugueses. O júnior de segundo ano, Daniel Moreira, da Willebrord Wil Vooruit ganhou a Amstel Gold Race realizada a 18 de agosto. A prova é conhecida como Résidence Valkenburg Klim Classic, mas para atletas e diretores é a Amstel júnior! É também um de nove eventos que compõe a AGU Topcompetitie, série que premeia o melhor júnior dos Países Baixos. Este ano teve 110 km com múltiplas passagens no Cauberg. Foi logo na primeira que tudo ficou decidido: aos 10 km formou-se uma fuga de sete corredores que chegou à meta. Collin Westbroek (WPGA Junioren) – um dos melhores corredores do ano – e Vigo Veenis (WV De IJSSELSTREEK) fecharam o pódio. Daniel Moreira, natural de Viana do Castelo, passa a fazer parte de uma curta lista de campeões onde encontramos Remco Evenepoel (2017). Projeto júnior é parceiro da Axeon Daniel Moreira corre pela equipa neerlandesa fundada em 1946 em St. Willebrord, provincia da Brabante do Norte na fronteira com a Flandres. Também lá estão Guilherme Mestre (27º na Amstel) e Dinis Martins (3º nos Nacionais). Desde janeiro que o projeto júnior é parceiro da Axeon de Axel Merckx, transformando-se em Willebrord Wil Vooruit Hagens Berman – Jayco. Em 15 épocas 48 ciclistas saíram da Axeon para o WorldTour, incluindo os gémeos Ivo e Rui Oliveira, João Almeida e Rúben Guerreiro. Pela Willebrord passaram Olav Kooij, Dylan Groenewegen, Ben Tulett e Finn Fisher Black. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 8 | Covid quebra João Almeida Entrada da Vuelta num fim de semana com duas etapas que prometem fazer novas diferenças na geral, em mais uma etapa de média montanha que ligou Úbeda a Cazorla. O percurso tinha 159 km com duas subidas categorizadas, uma de segunda categoria e outra de terceira, coincidente com o final de etapa. A última subida, Sierra de Cazorla (4.8 km à 7.2%) tinha pendentes de 10% no final e era preciso boa colocação e boas pernas para não perder tempo. Unipublic Sprint Cycling Agency João Almeida debilitado Com a aproximação da última subida e o aumento do ritmo de corrida por parte da Red Bull Bora Hansgrohe, notou-se debilidade de João Almeida, que num primeiro momento seguiu nas ultimas posições do grupo dos favoritos, mas nas zonas mais duras da subida final acabou por quebrar e ceder muito tempo no final da etapa. Créditos: Unipublic - Cxcling Naike Erenozaga No momento em que escrevemos, de acordo com informação dos comentadores do canal Eurosport, João Almeida terá contraído Covid-19, o que explica a debilidade do português. João Almeida cai para 26.ª posição da geral e está agora a mais de nove minutos do líder. Nélson Oliveira continua indispensável à Movistar na Vuelta e ao seu líder, hoje fez mais uma grande etapa de trabalho no apoio a Enric Mas. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Branco Fuga tardou a formar-se Foram várias os ataques e muitos os ciclistas que tentaram escapar-se desde início, o que aumentou muito o ritmo da corrida e a fuga tardou a formar-se. Depois de percorridos 70 km, oito ciclistas conseguiram sair do pelotão e, não havendo perigo para a geral, tiveram liberdade e formaram a fuga do dia. O melhor colocado na geral era Harold Tejada (Astana Qazaqstan Team) que estava a 6´57, numa fuga que rapidamente ganhou mais de quatro minutos ao pelotão. Unipublic Sprint Cycling Agency Subida à Sierra de Cazorla No início da subida à Sierra de Cazorla a fuga levava pouco mais de um minuto de vantagem e as chances de sucesso eram muito reduzidas. A Red Bull-Bora-hansgrohe entrou com tudo na subida e o grupo dos favoritos ficou muito reduzido enquanto João Almeida sofria na retaguarda. Primož Roglič (Red Bull - BORA - hansgrohe) fez vários ataques durante a subida, descarregando rivais e alcançando elementos da fuga. Só Enric Mas conseguiu seguir com o esloveno. Créditos: Unipublic - Cxcling Toni Baixauli A decisão da etapa ficou para esta dupla e foi Roglič o mais forte, batendo Mas no sprint final. Mikel Landa (Soudal Quick-Step) ficou no terceiro lugar da etapa e o líder Ben O'Connor, perdeu quarenta e seis segundos (mais dez nas bonificações) para Primoz Roglic. Créditos: Unipublic - Sprint Cycling Agency Vídeo dos últimos quilómetros https://youtu.be/MGXkNPT0WnI?si=xPpuyecTbg07ZjSj Top 10 Etapa PosiçãoNomeEquipaTempo1Primoz RoglicRed Bull-BORA-hansgrohe03:38:342Enric MasMovistar Team+ 003Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 144Antonio TiberiBahrain Victorious+ 175Mattias SkjelmoseLidl-Trek+ 216Carlos RodriguezINEOS Grenadiers+ 217Harold TejadaAstana Qazaqstan Team+ 248Edward DunbarTeam Jayco-AlUla+ 269Lennert Van EetveltLotto Dstny+ 2910Jack HaigBahrain Victorious Top 10 Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Ben O'ConnorDecathlon AG2R La Mondiale Team31:23:272Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+3:493Enric MasMovistar Team+4:314Antonio TiberiBahrain - Victorious+5:005Mikel LandaSoudal Quick-Step+5:136Lennert Van EetveltLotto Dstny+5:157Cristián RodríguezArkéa - B&B Hotels+5:198Mattias SkjelmoseLidl - Trek+5:249Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+5:2510Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+5:26 Perfil 9.ª Etapa Créditos: A.S.O. ### Volta a França do futuro: Etapa 7 – Susto para o líder  A sétima e última etapa da Volta a França do futuro ligou Bobbio Pelice a Colle delle Finestre (127,2 km de extensão). A última subida do dia contou com 18 km a 9,3% de elevação.  Pablo Torres (Espanha) venceu a etapa e chegou muito perto da liderança da corrida.  Lucas Lopes foi o melhor português, a 7:59 do vencedor. Ascendeu à posição 12 da classificação geral.  Ler mais | Diário de um sub-23 – Lucas Lopes Fuga do dia  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1827293272567357452 A fuga do dia criou-se logo no início da etapa. Contou com quatro ciclistas: Niklas Behrens (Alemanha), Pietro Mattio (Itália), Julian Kot e Marek Kapela (Polónia).  A fuga chegou a quase 3:00 de vantagem. Foi alcançada a cerca de 14 km do final, quando começaram as movimentações no grupo dos favoritos.  Movimentações decisivas  As movimentações decisivas começaram a 13 km do fim, quando Pablo Torres atacou e deixou Joseph Blackmore (Reino Unido) em dificuldades.  Atrás de Pablo Torres, criou-se um grupo perseguidor com Blackmore e Tijmen Graat (Países Baios). Nesta luta decidiu-se a classificação geral.  A movimentação de Pablo Torres teve sucesso e o espanhol foi o vencedor da etapa. Blackmore foi segundo, a 3:43 – o suficiente para se agarrar à liderança da corrida por apenas 0:12.  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1827355017516625963 Tijmen Graat foi terceiro na etapa e fechou também com o terceiro lugar da classificação geral.  Os portugueses  Lucas Lopes foi o melhor português. Chegou na posição 18 a 7:59 do vencedor.  O melhor português na classificação geral foi também Lucas Lopes, ao fechar na posição 12 a 14:56 do vencedor. Daniel Lima foi o segundo melhor português, na posição 26.  Créditos: UVP-FPC Os vencedores  Joseph Blackmore foi o grande vencedor desta edição da Volta a França do futuro. O britânico venceu com 0:12 de vantagem sobre Pablo Torres, e 0:50 de Tijmen Graat.  Blackmore levou também a camisola dos pontos. Tijmen Graat venceu a camisola da montanha, e Pablo Torres a camisola da juventude.  Joseph Blackmore foi o grande vencedor desta edição da Volta a França do futuro. O britânico venceu com 0:12 de vantagem sobre Pablo Torres, e 0:50 de Tijmen Graat.  Top 10 da etapa  Posição     Ciclista     Seleção     Tempo     1     TORRES Pablo Esapanha 3:20:30     2     BLACKMORE Joseph  Reino Unido   3:43 3     GRAAT Tijmen  Países Baixos    4:09 4     BISIAUX Léo  França   5:41 5     ROLLAND Brieuc França 5:42  6     PESCADOR Diego Colômbia “ 7     DALBY Simon  Dinamarca  5:50 8     GUARDEÑO Jaume Espanha 6:00  9     REX Tim Bélgica  6:05  10     ZERAI Nahom UCI WCC Men's Team 6:11  Top 10 da classificação geral  Posição     Ciclista     Seleção     Tempo     1     BLACKMORE Joseph  Reino Unido   20:37:36     2     TORRES Pablo Espanha    0:12 3     GRAAT Tijmen  Países Baixos    0:50     4     BISIAUX Léo  França   2:43   5     KAJAMINI Florian Samuel Itália  3:40   6     DALBY Simon Dinamarca  4:29   7     PESCADOR Diego Colômbia   8:56    8     ROLLAND Brieuc  França  9:29     9     WENZEL Mats  Luxemburgo  10:04  10     SCALCO Matteo Itália   11:49  Créditos da foto de destaque: FPC ### Volta a França do futuro: Etapa 6 - Revolução no top 10 A sexta etapa da Volta a França do futuro ligou Les Karellis a Condoue (119.3 km de extensão).  A etapa ficou marcada por uma fuga com vários candidatos à geral que vingou, e fez Joseph Blackmore (Reino Unido) ascender à liderança.  Lucas Lopes foi o melhor português, a 5:09 do vencedor. É agora o melhor luso na classificação geral, na posição 13. Fuga do dia  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826948770690449832 A etapa ficou marcada por uma separação no pelotão que se criou a 86 km do fim. Muitos favoritos ficaram no grupo da frente, mas o líder da corrida, Pablo Torres (Espanha) ficou no segundo grupo.  A 55 km do fim, oito ciclistas compunham o grupo da frente, entre eles Blackmore, Tijmen Graat (Países Baixos) e Samuel Kajamini (Itália). O grupo tinha 1:00 de vantagem para Torres e 2:00 para Jarno Widar (Bélgica).  A vantagem da fuga continuou a aumentar até ao fim da etapa, enquanto Torres fazia a perseguição à frente.  A chegada  À chegada, a frente da corrida tinha um grupo de oito ciclistas que discutiram a etapa entre si.  Simon Dalby (Dinamarca) tentou atacar no último quilómetro, sem sucesso. Chegado o sprint, Louis Sutton (Reino Unido) foi o primeiro a lançar, mas Kajamani foi o mais forte e venceu a etapa.  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1827003970973253730 Em segundo lugar ficou Emiel Verstrynge, e em terceiro Sutton. Blackmore chegou no primeiro grupo e ascendeu à liderança da corrida.  Os portugueses  O melhor português foi Lucas Lopes, a 5:09 do vencedor.  Na classificação geral, o melhor português é Lucas Lopes, na posição 13, a 10:40 do líder. Daniel Lima está na posição 16, a 12:02 da liderança. Top 10 da etapa  Posição    Ciclista    Seleção    Tempo    1    KAJAMINI Florian Samuel Itália    2:53:43    2    VERSTRYNGE Emiel Bélgica   "3    SUTTON Louis Reino Unido "  4    BISIAUX Léo França  "5    VAN BEKKUM Darren Países Baixos " 6    BLACKMORE Joseph Reino Unido  "7    GRAAT Tijmen Países Baixos   "8    DALBY Simon Dinamarca 0:04 9    MATTIO Pietro Itália 4:57 10    WENZEL Mats Luxemburgo 4:58  Top 10 da classificação geral  Posição    Ciclista    Seleção    Tempo    1    BLACKMORE Joseph Reino Unido  17:13:23    2    GRAAT Tijmen Países Baixos   0:24   3    BISIAUX Léo França  0:45    4    KAJAMINI Florian Samuel Itália    1:10  5    DALBY Simon Dinamarca 2:22  6    TORRES Pablo Espanha 3:55  7    WIDAR Jarno Bélgica    6:49   8    PESCADOR Diego Colômbia 6:57    9    WENZEL Mats Luxemburgo 6:58 10    ROLLAND Brieuc França 7:30  Perfil da etapa 7 A sétima e última etapa da Volta a França do futuro termina com uma subida de 18 km a 9% de inclinação, que promete muita ação na classificação geral. Créditos da foto de destaque: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 7 | Visma dá-te Asas Depois de um dia surpreendente e que pode ter marcado a história desta Vuelta, o pelotão tinha mais uma etapa de média montanha com um percurso bastante acidentado. Créditos: Unipublic - Sprint Cycling Agency Os ciclistas saíram de Archidona em direção a Cordoba e tinham 180,5 km para percorrer. A grande dificuldade do dia, uma subida de segunda categoria, estava situada a 30 km do final e era aqui, no Alto del 14% (7,4km a 5,6%), que estavam postos os olhos para a decisão da etapa. Unipublic Cxcling-Toni/Baixauli Isasa foi o combativo do dia A Euskaltel-Euskadi não tem perdido oportunidades para mostrar as suas cores nesta Vuelta. Xabier Isasa foi o combativo do dia e repetiu a fuga da terceira etapa mas desta vez sem companhia. O ciclista de 22 anos fez quase toda a etapa a solo, chegando a ter uma vantagem de mais de oito minutos para o pelotão controlado pela Visma-Lease a Bike e a Alpecin Deceuninck. Isasa acabou por ser alcançado a 40 km para o fim, quando o pelotão acelerou e preparava a ascensão ao Alto del 14%. Unipublic Cxcling/Naike Erenozaga Ataque de Primož Roglič Foram a Visma-Lease a Bike e a Red Bull-Bora-hansgrohe a impôr o ritmo no pelotão na subida, tentando eliminar ciclistas que estivessem em dia menos. Na parte mais dura, a Red Bull-Bora-hansgrohe aumentou o ritmo para o ataque de Primož Roglič, que aconteceu mas sem resultados práticos. Kaden Groves (Alpecin Deceuninck), um dos favoritos no dia de hoje, sofreu uma queda quando a subida terminou, ficado arredado da luta pela etapa. Antes do início da descida, Marc Soler (UAE Team Emirates) atacou e ganhou alguma vantagem para o grupo dos favoritos, que já ia muito reduzido. https://twitter.com/lavuelta/status/1827004993376768397 Grupo reduzido decide a etapa Soler foi alcançado já muito perto do final e a etapa ia ser decidida pelo grupo dos ciclistas que resistiram à subida, composto praticamente por ciclistas da geral mas com Van Aert (Visma-Lease a Bike) entre eles. As circunstâncias da etapa estavam propícias à vitória de Van Aert, muito por culpa do grande trabalho de Sepp Kuss, o que veio a confirmar-se uns quilómetros à frente. O ciclista belga não deu hipóteses à pouca concorrência no sprint e venceu a segunda etapa desta edição da Vuelta, aumentando também a vantagem na camisola dos pontos Em segundo lugar ficou Mathias Vacek (Lidl - Trek) e o terceiro lugar ficou para Pau Miquel (Equipo Kern Pharma) Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=5xUZy3s_aHo Top 10 Etapa PosiçãoCislistaEquipaTempo1 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike180804:15:392 VACEK MathiasLidl - Trek13050,,3 MIQUEL PauEquipo Kern Pharma9535,,4 KÜNG StefanGroupama - FDJ8025,,5 HERMANS QuintenAlpecin - Deceuninck6018,,6 PACHER QuentinGroupama - FDJ4515,,7 ROTA LorenzoIntermarché - Wanty4012,,8 TEJADA HaroldAstana Qazaqstan Team3510,,9 POOLE MaxTeam dsm-firmenich PostNL308,,10 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech256, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team27:44:072 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe4:453 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates4:594 MAS EnricMovistar Team5:235 RODRÍGUEZ CristiánArkéa - B&B Hotels5:266 TIBERI AntonioBahrain - Victorious5:297 VAN EETVELT LennertLotto Dstny5:328 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:379 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team5:3810 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek5:49 Perfil 8.ª Etapa Créditos: A.S.O. Créditos foto de destaque: Unipublic_Sprint_Cycling_Agency ### Volta a França do futuro: Etapa 5 - Mudança na liderança A quinta etapa da Volta a França do futuro ligou La Rosière a Les Karellis (142,6 km de extensão). A ação da classificação geral aconteceu na última subida do dia. O vencedor da etapa foi Pablo Torres, novo líder da corrida. O melhor português foi Lucas Lopes, a 2:09 do vencedor. Daniel Lima é o melhor português na classificação geral. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826583011510681776 Fuga do dia A fuga do dia formou-se cedo. A 120 km do fim, 12 ciclistas destacaram-se na frente da corrida. A 80 km do fim, a frente da corrida partiu-se em dois grupos. Ficaram na frente 6 ciclistas. Este grupo chegou à última subida do dia com 2:30 de vantagem sobre o pelotão. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826593785188663457 Última subida A última subida do dia foi uma contagem de montanha de primeira categoria (12,3 km a 7,8%). Logo no início da subida, Tobias Svarre (Dinamarca) atacou e destacou-se do grupo. A 9 km do fim, ficou isolado na frente com 0:30 para um grupo perseguidor com quatro ciclistas. Últimos quilómetros A ação no grupo dos favoritos ficou guardada para o fim. Ataques de Jarno Widar (Bélgica) e Pablo Torres (Espanha) partiram o pelotão, que ia já muito curto. Pablo Torres conseguiu destacar-se na frente. O espanhol seguiu sozinho e ultrapassou Svarre, o último fugitivo. Ganhou a etapa e ascendeu à liderança da classificação geral. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826643779962511466 Os portugueses No dia que viu João Martins abandonar a Volta a França do futuro, Lucas Lopes foi o melhor português, a 2:09 do vencedor. Daniel Lima chegou a 3:14 de Torres. Foi o segundo melhor português do dia, e é o melhor português na classificação geral: posição 16 a 5:44 do líder. Créditos: FPC Top 10 da etapa Posição   Ciclista   Seleção   Tempo   1   TORRES Pablo Espanha4:02:06   2   VAN BEKKUM Darren Países Baixos  0:36  3   WIDAR JarnoBélgica  0:45   4   GRAAT TijmenPaíses Baixos  0:56 5   LEONARD MichaelCanadá 1:04 6   SVARRE TobiasDinamarca1:15 7   KAJAMINI Florian SamuelItália   1:20  8   BLACKMORE JosephReino Unido 1:26   9   BISIAUX LéoFrança “   10   GUALDI SimoneItália1:35  Top 10 da classificação geral Posição   Ciclista   Seleção   Tempo   1   TORRES Pablo   Espanha14:18:37   2   WIDAR Jarno Bélgica  0:31  3   BLACKMORE JosephReino Unido   1:03   4   GRAAT TijmenPaíses Baixos 1:27 5   LEONARD MichaelCanadá1:48 6   BISIAUX LéoFrança" 7   KAJAMINI Florian Samuel Itália   2:13 8   PESCADOR Diego  Colômbia2:51 9   WENZEL Mats Luxemburgo 3:03  10   DALBY Simon  Dinamarca 3:21 Perfil da etapa 6 Créditos da foto de destaque: FPC ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 6 | Novo líder na Vuelta O terreno acidentado regressou à Vuelta na sexta etapa onde um percurso de média montanha aguardava os ciclistas, depois de uma peculiar saída de etapa dentro de um supermercado. O calor não dava tréguas e havia 185 km para percorrer, que ligaram Jerez de la Frontera a Yunquera onde a etapa terminava em alto numa subida de terceira categoria. Antes desta chegada ao Alto de las Abejas (8,9km a 3,9%) os ciclistas passaram uma contagem de primeira categoria e duas de terceira que prometiam animar a etapa. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli João Almeida desce a terceiro Apesar de ter acabado a etapa junto com os favoritos desta Vuelta, João Almeida (UAE Team Emirates) desceu hoje à terceira posição. O ciclista português foi ultrapassado por Ben O'Connor que esteve na fuga e ganhou bastante tempo, acabando por ultrapassar o líder da Emirates. Depois do abandono de Rui Costa, Nélson Oliveira (Movistar) trabalhou para reduzir a distância para a frente, tentando proteger a posição do seu líder Enric Mas na Vuelta. Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Luta pela fuga Desde o início da etapa que vários ciclistas atacaram do pelotão com o objetivo de entrar na fuga, chegando a haver um grupo com mais de 30 ciclistas escapados. Esta fuga nunca teve grande liberdade pois tinha ciclistas muito bem colocados na geral e acabou por ser anulada. Na subida de primeira categoria, um grupo de 13 ciclistas conseguiu a separação do pelotão e tendo liberdade acabaram por formar a fuga do dia. Florian Lipowitz (Red Bull-BORA-hansgrohe) a 1'50, Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team) a 1'56 e Cristián Rodríguez (Arkéa-B&B Hotels) a 1'58, eram os ciclistas mais próximos da geral. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Fuga de la Fuga A fuga de 13 ciclistas foi-se entendendo e conseguiu uma vantagem superior a cinco minutos, o que, com um terreno muito sinuoso, era muito difícil de anular. A 30 km do final, Ben O'Connor e Gijs Leemreize (Team dsm-firmenich PostNL) atacaram da fuga e rapidamente conseguiram uma vantagem superior a um minuto para os perseguidores. Na penúltima subida do dia ao Puerto Martínez, O'Connor descarregou Leemreize e seguiu sozinho nos últimos 28 km da jornada. https://twitter.com/lavuelta/status/1826635152694673614 Decisão da etapa A decisão da etapa estava guardada para a última subida, que O'Connor começou com uma vantagem de 1'30 para Leemreize e 6'30 para o pelotão. O ciclista australiano estava num dia super e não deu hipóteses de aproximação a ninguém acabando por vencer a etapa isolado. No segundo posto da etapa ficou Marco Frigo (Israel - Premier Tech) com Florian Lipowitz a acabar na terceira posição. Ben O'Connor é agora o novo líder da Vuelta com uma vantagem surpreendente de 4'51 para o agora segundo classificado Primož Roglič (Red Bull-BORA-hansgrohe). https://twitter.com/lavuelta/status/1826642970327875980 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=34OCx8FOc9I Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team4:28:122 FRIGO Marco Red Bull - BORA - hansgrohe4:333 LIPOWITZ Florian Red Bull - BORA - hansgrohe5:124 BERTHET Clément Decathlon AG2R La Mondiale Team,,5 RODRÍGUEZ Cristián Arkéa - B&B Hotels,,6 LEEMREIZE Gijs Team dsm-firmenich PostNL,,7 VANSEVENANT Mauri Soudal Quick-Step5:358 BERRADE Urko Equipo Kern Pharma6:029 DEL TORO IsaacUAE Team Emirates6:3110 GAUDU DavidGroupama - FDJ,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team23:28:282 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe4:513 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates4:594 LIPOWITZ FlorianMovistar Team5:185 MAS EnricMovistar Team5:236 RODRÍGUEZ CristiánArkéa - B&B Hotels5:267 TIBERI AntonioBahrain - Victorious5:298 VAN EETVELT LennertLotto Dstny5:329 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team5:3810 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek5:49 Perfil 7.ª Etapa ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 5 | Rui Costa abandona a Vuelta Depois de uma jornada de alta montanha que organizou a geral e viu João Almeida subir a segundo, a Vuelta a Espanha teve hoje um dia mais tranquilo. O percurso não tinha nenhuma montanha categorizada e tirando os contrarrelógios, esta era a etapa com menos desnível da Vuelta. Apesar disso, havia 177 km para percorrer na ligação Fuente del Maestre a Sevilla e os ciclistas ultrapassam nestes dias, as temperaturas mais altas registadas no WorldTour esta época. Créditos: Unipublic-Cxcling/NaikeErenozaga Rui Costa abandona a corrida A armada portuguesa estava a ter um dia tranquilo até à chegada a Sevilha quando a 10 km da meta Rui Costa (EF Education First-Easy Post) caiu. O ciclista português não se conseguiu desviar da queda de um colega de equipa e acabou também ele por ir ao chão, acabando mesmo por abandonar a corrida. João Almeida (UAE Team Emirates) e Nélson Oliveira (Movistar) chegaram integrados no pelotão com o mesmo tempo do vencedor. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1826286871975960594 Dupla espanhola em fuga A Euskaltel-Euskadi com Txomin Juaristi e a Equipo Kern Pharma com Ibon Ruiz, voltaram a estar representadas na fuga, mostrando novamente ser as equipas mais combativas deste início de Vuelta. Os dois ciclistas estiveram fugidos durantes toda a etapa tendo conseguido uma vantagem máxima de quase seis minutos. No pelotão e com interesses na jornada, a Visma-Lease a Bike e a Alpecin-Deceunink trabalhavam e controlavam a etapa. Ainda a 40 km para o final, o ritmo aumentou no pelotão e os dois ciclistas fugitivos foram alcançados. Créditos: Unipublic-Cxcling/Toni Baixauli Chegada a Sevilha Depois de alcançada a fuga, o pelotão começou a preparar a chegada a Sevilha que se fez em sprint compacto. Numa chegada extremamente rápida foi Pavel Bittner (Team dsm-firmenich PostNL) o mais forte, relegando Van Aert (Visma-Lease a Bike) para o segundo lugar num sprint muito renhido e onde se teve de recorrer ao photo finish. No terceiro posto ficou Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck). https://twitter.com/lavuelta/status/1826291413228589377 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=3TKhycFDaek Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BITTNER PavelTeam dsm-firmenich PostNL4:25:282 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,3 GROVES KadenAlpecin - Deceuninck,,4 COQUARD BryanCofidis,,5 KÜNG StefanGroupama - FDJ,,6 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,7 NARVÁEZ JhonatanINEOS Grenadiers,,8 MARIT ArneIntermarché - Wanty,,9 GAROFOLI GianmarcoAstana Qazaqstan Team,,10 SOTO Antonio JesúsEquipo Kern Pharma, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe18:58:362 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:083 MAS EnricMovistar Team0:324 TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:385 VAN EETVELT LennertLotto Dstny0:416 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team0:477 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:508 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:589 LANDA MikelSoudal Quick-Step,,10 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe1:00 Perfil 6.ª Etapa ### Volta a França do futuro: Etapa 4 – Dia para os favoritos  A quarta etapa da Volta a França do futuro ligou Peisey-Vallandry a La Rosière (70,7 km de extensão). A etapa contou com três difíceis contagens de montanha.  O inglês Joseph Blackmore foi o vencedor da etapa. Lucas Lopes foi o melhor português: fechou a etapa em nono, a 1:00 do vencedor. Ler mais | Volta a França do Futuro – Etapas, transmissão e mais informações A etapa  A etapa era composta por três contagens de montanha consecutivas: o Côte des Chapelles (8,7 km a 6,3%); Les Arcs 1800 (12,6 km a 7,4%); La Rosière (17,4 km a 5,8%).  Não houve fuga a formar-se na etapa, apesar de múltiplas tentativas de ciclistas no pelotão. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826233984164192486 A subida final  À entrada da subida final, o pelotão ia já bastante curto.  O primeiro ataque foi de Jarno Widar (Bélgica), a 9,2 km da meta. Levou na sua roda Léo Bisiaux (França).  Pouco depois, Pablo Torres (Espanha), Joseph Blackmore (Reino Unido) e Tijmen Graat (Países Baixos) juntaram-se ao belga na frente da corrida.  A 6 km do fim, Widar voltou a isolar-se na frente. Desta vez, apenas Blackmore e Torres responderam ao ataque, e os três corredores chegaram juntos ao último quilómetro.  Na chegada, Blackmore foi o mais forte: levou a etapa, e é o novo líder da corrida. Widar foi segundo e Torres terceiro.  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826270803413131708 Os portugueses  Lucas Lopes foi o melhor português, nono na etapa a 1:00 do vencedor. Daniel Lima terminou na posição 18, a 2:17 do vencedor, e é agora o melhor português da geral: ocupa a posição 18 a 2:53 do líder da prova.  Créditos: FPC Top 10 da etapa  Posição   Ciclista   Seleção   Tempo   1   BLACKMORE Joseph  Reino Unido  2:13:54   2   WIDAR Jarno Bélgica  0:03   3   TORRES Pablo Espanha   0:05   4   GRAAT Tijmen Países Baixos  0:31 5   BISIAUX Léo França 0:32 6   PESCADOR Diego Colômbia 0:52 7   KAJAMINI Florian Samuel Itália   1:00  8   WENZEL Mats   Luxemburgo “   9   LOPES Lucas  Portugal  “   10   DALBY Simon  Dinamarca 1:05  Top 10 da classificação geral  Posição   Ciclista   Seleção   Tempo   1   BLACKMORE Joseph  Reino Unido  10:16:08   2   WIDAR Jarno Bélgica  0:09   3   TORRES Pablo Espanha   0:23   4   BISIAUX Léo França 0:45 5   GRAAT Tijmen Países Baixos 0:54 6   LEONARD Michael Canadá 1:07 7   KAJAMINI Florian Samuel Itália   1:16 8   WENZEL Mats   Luxemburgo 1:17 9   PESCADOR Diego Colômbia 1:30  10   DALBY Simon  Dinamarca 1:35  Perfil da etapa 5  Créditos da foto de destaque: Jan Brychta ### NOVA Santa Cruz Bronson - Versatilidade em vários terrenos A Santa Cruz apresentou a nova Bronson, uma bicicleta projetada para riders que buscam versatilidade em diversos tipos de terreno. Com um quadro em carbono disponível nas versões C e CC, a Bronson oferece uma combinação de rodas mullet (29" à frente e 27.5" atrás) e um curso de suspensão de 150 mm na traseira e 160 mm na frente, garantindo uma performance equilibrada tanto em descidas técnicas quanto em terrenos mais planos. O destaque vai para a quarta geração do sistema de suspensão VPP. A Santa Cruz diz que este foi otimizado para oferecer uma pedalada mais suave e eficiente, além de um melhor equilíbrio na geometria da bicicleta. A Bronson também incorpora melhorias no cableado interno, que agora está mais organizado e discreto, contribuindo para um design mais limpo e prático. Nova Geometria Segundo informação da marca, a nova geometria da Santa Cruz Bronson foi ajustada para proporcionar um controle mais intuitivo e dinâmico, especialmente em descidas, enquanto o sistema de anti-squat reduzido oferece maior conforto e sensibilidade durante a pedalada, absorvendo melhor as irregularidades do terreno. Além disso, a bicicleta conta com a "Glovebox", uma caixa de armazenamento interna segura, ideal para transportar pequenos itens durante as voltas. A Bronson está disponível em tamanhos que vão do S ao XXL, com uma geometria proporcional que, de acordo com a marca, garante o equilíbrio adequado para riders de todas as alturas. A Santa Cruz Bronson pretende continuar a ser uma escolha robusta e confiável para quem procura uma bicicleta all-mountain capaz de enfrentar qualquer desafio, seja no bike park, nas montanhas ou nos trilhos próximos de casa. Vídeo promocional da marca https://www.youtube.com/watch?v=YiJzOfn49d8&t= Garantias A Santa Cruz continua a oferecer uma garantia vitalícia para o quadro, rolamentos de suspensão e aros Reserve. Disponibilidade e preços Podes ver da disponibilidade para entrega, e saber quais os pontos de venda Cervélo em Portugal, aqui em Bicimax.com. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 4 | João Almeida sobe a segundo Depois de três etapas em solo português a Vuelta a Espanha deslocou-se ao país vizinho com a primeira chegada em alto desta edição da corrida. A tirada de hoje tinha 170 km que ligavam Plasencia ao Pico Villuercas e havia para ultrapassar quatro contagens de montanha, uma de terceira, uma de segunda e duas de primeira categoria. Para além da dureza de perfil e do calor, a última subida (14,6 km a 6,1%) coincidia com o final da etapa, onde a geral se ia começar a compor e se previa mudança de líder. João Almeida sobe a 2.º na Geral João Almeida (UAE Team Emirates) fez uma excelente última subida, impondo o seu ritmo e alcançando ciclistas estrada acima e disputou a etapa com o grupo da frente. Ficou em terceiro lugar na jornada e subiu ao segundo lugar na classificação geral, mostrando ser o líder da UAE Team Emirates. O ciclista português está agora a apenas oito segundos do novo líder da Vuelta Primož Roglič (Red Bull- BORA-hansgrohe). Créditos: Unipublic/Cxcling Fuga composta por cinco ciclistas A fuga do dia de hoje foi composta por cinco ciclistas: Sylvain Moniquet (Lotto-Dstny), Bruno Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale), Filippo Zana (Jayco-Alula), Pablo Castrillo (Kern Pharma) and Mikel Bizkarra (Euskaltel-Euskadi). Os ciclistas em fuga mais próximos da geral da Vuelta eram Bruno Armirail a 31 segundos e Pablo Castrillo que tinha 42 segundos de atraso para Van Aert. Apesar disso, o pelotão nunca deu grandes esperanças à fuga e a Red Bull-BORA-hansgrohe controlou a corrida mostrando que tinha interesses na etapa. Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Ascensão ao Pico Villuercas A ascensão ao Pico Villuercas fez-se com a Red Bull-BORA-hansgrohe ainda no comando e com uma desvantagem de mais de um minuto para fuga, onde nesta altura já só restavam os dois elementos mais próximos da classificação geral. O líder Wout Van Aert (Team-Visma Lease a Bike), descolou no início da subida e a camisola vermelha da Vuelta ia assim, como esperado, mudar de detentor. A UAE Team Emirates passou para a frente da corrida e impôs um ritmo fortíssimo, alcançando a dupla fugitiva a 5 km para o fim, onde a estrada inclinava a sério. Unipublic Cxcling/NaikeErenozaga Decisão da Etapa Nas pendentes mais duras da subida o pelotão foi-se despedaçando com vários ciclistas a perderem o contacto com a frente da corrida. Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale Team) atacou do grupo da frente e ganhou alguma vantagem com Roglič (Red Bull-BORA-hansgrohe) a perseguir para tentar finalizar o trabalho da sua equipa. Felix Gall foi alcançado e o grupo da frente seguiu com Enric Mas (Movistar), Roglič e Van Eetvelt (Lotto-Dstny) aos quais se juntou João Almeida. A etapa disputou-se num sprint reduzido tendo sido Roglič o mais forte. Em segundo lugar ficou Van Eetvelt e João Almeida ficou na terceira posição. https://twitter.com/lavuelta/status/1825924719771566504 Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe4:26:492 VAN EETVELT LennertLotto Dstny,,3 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates,,4 MAS EnricMovistar Team,,5 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,6 RICCITELLO MatthewIsrael - Premier Tech,,7 LANDA MikelSoudal Quick-Step,,8 TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:189 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech0:2810 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe14:33:082 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:083 MAS EnricMovistar Team0:324 TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:385 VAN EETVELT LennertLotto Dstny0:416 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team0:477 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:508 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:589 LANDA MikelSoudal Quick-Step,,10 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe1:00 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=2iZCAMSHv3I Perfil 5.ª Etapa Créditos: A.S.O. ### Volta a França do futuro: Etapa 3 - Morgado em dia menos A terceira etapa da Volta a França do futuro ligou Mouchard a Plateau d'Hauteville (170.2 km de extensão).  A etapa contou com uma subida de 10,3 km a 4,5% de elevação a 12 km do fim, que prometia marcar a luta pela vitória.  Ler mais | Volta a França do Futuro – Seleção nacional quer fazer história  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825853400380047800 Fuga do dia  A fuga do dia tardou em formar-se. A 85 km do fim sete ciclistas conseguiram criar a separação do pelotão.  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825869335652376936 A fuga do dia foi, então, formada por: Colby Simmons (EUA), Joshua Golliker (Reino Unido) Pietro Mattio (Itália), Julian Borresch (Alemanha), Daniel Vysocan (Chéquia), Clément Izquierdo e Baptiste Troja (França).  O pelotão controlou a fuga de perto, e os fugitivos tinham 0:45 de vantagem a 15 km do fim. Nesta altura, alguns ataques deixaram a fuga com apenas três ciclistas.  O último fugitivo do dia foi alcançado pelo pelotão a 9 km do fim.  Ataques no pelotão  Quando a fuga foi alcançada, começaram os ataques no pelotão. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825866779903545479 Houve várias tentativas de movimentações, mas o ataque que vingou foi desferido por Ole Theiler (Alemanha) e Ludovico Crescioli (Itália).  Os dois criaram algum espaço para o pelotão. Tinham cerca de 0:10 de vantagem com 3,3 km para o fim.  A chegada  A chegada ficou marcada pela tensão entre os dois ciclistas na ofensiva e o pelotão que vinha na perseguição.  O alemão e o italiano chegaram à reta da meta na frente, com o pelotão imediamente atrás. Mas o espaço que criaram foi suficiente e discutiram a vitória da etapa num sprint a dois.  No sprint, Crescioli foi mais forte e levou a vitória da etapa. Em segundo lugar chegou Theiler. Matthew Brennan (Reino Unido) venceu o sprint no pelotão e terminou em terceiro na etapa, a 0:06 da frente.  Os portugueses  Daniel Lima, Gonçalo Tavares e Alexandre Montez chegaram todos no pelotão que terminou a etapa a 0:06 do vencedor.  António Morgado teve um dia menos bom. Chegou a 7:59 a frente da corrida. O melhor português na classificação geral é agora Gonçalo Tavares, a 1:31 do líder da corrida. O selecionador nacional deixou algumas palavras em relação à prestação de António Morgado: A etapa de hoje era mesmo à medida do António Morgado, não só pelo perfil na fase final mas também pela intensidade com que foi corrida. Infelizmente, na última subida, o António descolou. Sentiu-se indisposto e não conseguia seguir no ritmo do pelotão, que ainda era numeroso naquela altura José Poeira, selecionador nacional Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Top 10 da etapa  Posição  Ciclista  Seleção  Tempo  1  CRESCIOLI Ludovico Itália  3:50:31  2  THEILER Ole Alemanha “  3  BRENNAN Matthew  Reino Unido  0:06  4  WENZEL Mats Luxemburgo  “  5  KAJAMINI Florian Samuel Itália “  6  BLACKMORE Joseph Reino Unido “  7  NØRTOFT Morten Aalling Dinamarca  “  8  LOZOUET Léandre  França “  9  VERSTRYNGE Emiel  Bélgica  “  10  WEISS Fabian Suíça  “  Top 10 da classificação geral  Posição  Ciclista  Seleção  Tempo  1  PEDERSEN Henrik  Dinamarca  8:01:19  2  GLIVAR Gal  Eslovénia  0:29  3  LEONARD Michael  Canadá  0:58 4  REX Tim  Bélgica  1:01  5  BLACKMORE Joseph Reino Unido  1:05 6  WEISS Fabian  Suíça  1:07  7  BRENNAN Matthew  Reino Unido  1:08  8  BEHRENS Niklas  Alemanha  1:09  9  THEILER Ole Alemanha 1:10  10  WIDAR Jarno  Bélgica  1:11  Perfil da etapa 4  Créditos da foto de destaque: FPC ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 3 | Corrida despede-se de Portugal Último dia da Vuelta a Espanha em Portugal antes da caravana se deslocar para Plasencia, onde se inicia a etapa de amanhã, a primeira de alta montanha. A etapa de hoje saiu da Lousã em direção a Castelo Branco e havia 191 km para percorrer com um percurso semelhante ao da etapa 2, com duas contagens de montanha, uma de segunda e outra de quarta categoria. Apesar das duas subidas e um percurso acidentado, previa-se, na chegada a Castelo Branco, uma chegada disputada ao sprint. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Duas duplas na fuga do dia A fuga do dia de hoje foi composta por dois ciclistas da Euskaltel - Euskadi, Luis Ángel Maté e Xabier Isasa e dois da Equipo Kern Pharma, Ibon Ruiz e Unai Iribar. Maté e Ruiz repetiram a sua presença na fuga, depois de a terem integrado na primeira etapa em linha desta Vuelta. O quarteto de ciclistas espanhóis foi rolando na frente tendo tido uma vantagem máxima para o pelotão, comandado pela Visma-Lease a Bike e Alpecin-Deceunink, na ordem dos cinco minutos. https://twitter.com/lavuelta/status/1825508677605818397 Isasa foi o mais inconformado Xabier Isasa foi o mais inconformado do dia e atacou os companheiros de fuga aumentando a sua vantagem. O ciclista espanhol rodou uns quilómetros sozinhos mas acabou por ser alcançado a 20 km para o final. Nesta altura, as equipas iam posicionando os seus ciclistas para a já esperada chegada ao sprint. https://twitter.com/lavuelta/status/1825551644253471144 Van Aert vence de vermelho Na chegada quer se fez rápida em direção a Castelo Branco, foi Van Aert (Visma - Lease a Bike), o líder da corrida, o mais forte e venceu a terceira etapa, depois de um terceiro e um segundo lugar nas etapas anteriores. Van Aert reforçou também a sua liderança na Vuelta. Em segundo lugar ficou Kaden Groves (Alpecin-Deceunink) e foi Jon Aberasturi (Euskaltel - Euskadi) que ocupou o terceiro lugar. Os três ciclistas portugueses presentes na prova tiveram um dia tranquilo e chegaram integrados no pelotão com o mesmo tempo do vencedor. https://twitter.com/lavuelta/status/1825560390232911896 Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike4:40:422 GROVES KadenAlpecin - Deceuninck,,3 ABERASTURI JonEuskaltel - Euskadi,,4 MARIT ArneIntermarché - Wanty,,5 BITTNER PavelTeam dsm-firmenich PostNL,,6 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,7 LIVYNS ArjenLotto Dstny,,8 COQUARD BryanCofidis,,9 SOTO Antonio JesúsEquipo Kern Pharma,,10 CANAL CarlosMovistar Team, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike10:05:592 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:133 VACEK MathiasLidl - Trek0:154 KÜNG StefanGroupama - FDJ0:195 AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0:216 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0:297 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:308 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:319 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:3210 OLIVEIRA NelsonMovistar Team0:33 Perfil 4.ª Etapa Créditos: ASO ### Volta a França do Futuro – Etapa 2: Fuga ou sprint?  A segunda etapa da Volta a França do futuro ligou Sarrebourg a Ronchamp-Champagney, ao longo de 184,5 km.  António Morgado era o melhor português depois do top 10 no contrarrelógio da primeira etapa.  A etapa era pouco acidentada, mas podia ser uma hipótese para a fuga vingar. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825474009758069152 Fuga do dia  A fuga do dia formou-se cedo na etapa, composta por cinco ciclistas: Tim Rex (Bélgica), Gal Glivar (Eslovénia), Henrik Pedersen (Dinamarca), Troja Baptiste e Yoan Morin (França).  A fuga cooperou bem e a 50 km do fim tinha cerca de 5:00 de vantagem sobre o pelotão. A cerca de 40 km do fim da etapa, os dois ciclistas franceses presentes na fuga não conseguiram seguir o ritmo dos restantes fugitivos, e a fuga ficou reduzida a três ciclistas. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825495103118450870 Aproximação à meta  Na aproximação à meta, as equipas do pelotão tentaram um último esforço para colocar os seus sprinters na disputa da etapa.  Mas parecia já tarde de mais. A 15 km do fim, a vantagem do trio da frente era de 3:00. Tudo indicava que os três discutissem a vitória da etapa entre si.  A chegada  À chegada do último quilómetro, confirmou-se a sensação que já vinha de há muitos quilómetros: a fuga ia decidir a vitória.  Os três ciclistas que estavam na frente chegaram isolados à reta da meta e decidiram a corrida num sprint reduzido.  Henrik Pedersen foi o mais forte – venceu a etapa e tornou-se o novo camisola amarela da competição.  Em segundo lugar chegou Gal Glivar, e em terceiro Tim Rex. O pelotão chegou a 1:09 do vencedor.  Os portugueses  Nos últimos quilómetros da etapa, alguns ataques no pelotão partiram o grupo. Os portugueses acabaram por chegar alguns segundos depois do pelotão, em função da colocação nesses ataques.  Antonio Morgado, líder da equipa portuguesa, chegou a 1:44 da frente, juntamente com outros favoritos como Jarno Widar (Bélgica).  Créditos: FPC Top 10 da etapa  Posição Ciclista Seleção Tempo 1 PEDERSEN Henrik Dinamarca 4:02:32 2 GLIVAR Gal Eslovénia “ 3 REX Tim Bélgica 0:02 4 BRENNAN Matthew Reino Unido 1:09 5 BEHRENS Niklas Alemanha “ 6 LA GRENADE Jérémie Canadá “ 7 KOCKELMANN Mathieu Luxemburgo “ 8 DONALDSON Robert Reino Unido “ 9 LOULERGUE Victor Auvergne - Rhône-Alpes “ 10 BARHOUMI Ilian Alexandre Suíça “  Top 10 da classificação geral  Posição Ciclista Seleção Tempo 1 PEDERSEN Henrik Dinamarca 4:10:42 2 GLIVAR Gal Eslovénia 0:29 3 REX Tim Bélgica 0:41 4 BLACKMORE Joseph Reino Unido 1:05 5 SÖDERQVIST Jakob Suécia “ 6 WEISS Fabian Suíça 1:07 7 BRENNAN Matthew Reino Unido 1:08 8 BEHRENS Niklas Alemanha 1:09 9 ARTZ Huub Países Baixos 1:13 10 THIERRY PierreFrança 1:14  Perfil da etapa 3 da Volta a França do Futuro Créditos da foto de destaque: FPC ### Tour de France feminino: Etapa 8 - Final épico  A oitava e última etapa do Tour de France feminino teve início em Le Grand-Bornand, e fim no Alpe d'Huez, uma das mais míticas subidas do ciclismo.  A etapa, que contou com 149,9 km, prometia ação entre as favoritas à geral.  A fuga do dia  A fuga do dia formou-se cedo. Com cerca de 15 km completas, um grupo com cerca de 20 ciclistas destacou-se na frente do pelotão.  Entre as fugitivas estava Justine Ghekiere (AG Insurance - Soudal Team). A belga, que já envergava a camisola da montanha, amealhou hoje pontos suficientes para confirmar a vitória desta classificação.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux A corrida foi muito atacada e a cerca de 60 km do fim, o pelotão vinha já bastante curto. A fuga estava, nesta altura, perto de ser alcançada.  Movimentações decisivas  As movimentações decisivas surgiram muito longe da meta. Demi Vollering (Team SD Worx – Protime) atacou a 54 km do fim. Apenas Pauliena Rooijakkers (Fenix-Deceuninck) seguiu a holandesa, e as duas isolaram-se na frente.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux 10 km depois do ataque, tinham uma vantagem de 1:20 para o grupo perseguidor, onde Katarzyna Niewiadoma (Canyon//SRAM Racing) impunha ritmo na tentativa de não perder a camisola amarela. Alpe d’Huez  O Alpe d’Huez compunha os últimos 14 km da etapa. A cerca de 12 km do fim, Vollering e Rooijakkers tinham 0:39 de vantagem sobre o grupo perseguidor onde estavam Niewiadoma, Évita Muzic (FDJ-SUEZ) e Gaia Realini (Lidl-Trek).  Niewiadoma puxou no seu grupo, com o objetivo de manter a amarela. Na frente, Vollering e Rooijakkers ainda tinham as duas esperanças para a vitória final.  Os grupos seguiram separados até ao fim. Na meta, Vollering foi mais forte e ganhou a etapa, Rooijakkers chegou em segundo. As ciclistas ficavam à espera de saber o tempo perdido por Niewiadoma.  A polaca chegou logo a seguir a Évita Muzic, a 1:01 do duo da frente. Agarrou assim, de forma espetacular, a camisola amarela por 0:04.  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Contas finais  Nas contas finais do Tour de France feminino, foi mesmo Katarzyna Niewiadoma a levar a camisola amarela para casa. Demi Vollering terminou o Tour em segundo lugar, a 0:04 da vencedora. Rooijakkers fechou o pódio a 0:10.  A camisola dos pontos foi conquistada por Marianne Vos. Ghekiere venceu a camisola da montanha, Puck Pieterse a camisola da juventude. Por fim, a Lidl-Trek venceu a classificação das equipas.  Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=CGhze2iCZvo Top 10 da etapa  Posição     Ciclista     Equipa     Tempo     1     Demi Vollering  Team SD Worx - Protime    4:34:14     2     Pauliena Rooijakkers    Fenix-Deceuninck    0:04   3     Évita Muzic   FDJ - SUEZ   1:01 4     Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing “    5     Gaia Realini    Lidl – Trek   1:31  6     Cédrine Kerbaol    CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  3:15  7     Valentina Cavallar Arkéa - B&B Hotels Women   3:34 8     Sarah Gigante     AG Insurance - Soudal Team   5:10     9     Niamh Fisher-Black    Team SD Worx - Protime   5:15   10     Lucinda Brand  Lidl – Trek   7:06  Top 10 da Classificação geral  Posição     Ciclista     Equipa     Tempo     1     Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing    24:36:07     2     Demi Vollering    Team SD Worx - Protime   0:04   3     Pauliena Rooijakkers    Fenix-Deceuninck    0:10 4     Évita Muzic FDJ - SUEZ     1:21    5     Gaia Realini    Lidl – Trek   2:19  6     Cédrine Kerbaol    CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  2:51  7     Sarah Gigante     AG Insurance - Soudal Team   7:09 8     Lucinda Brand  Lidl – Trek   8:06     9     Juliette Labous Team dsm-firmenich PostNL 8:07   10     Thalita De Jong Lotto Dstny Ladies  8:12  Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Thomas Maheux ### Volta a França do Futuro - Etapa 1 - António Morgado top 10 António Morgado arrancou forte a 60.ª edição da Volta a França do Futuro. O líder da seleção nacional foi 10.º no contrarrelógio que abriu a prova sub-23 disputada por seleções. O contrarrelógio de 7 km correu-se nos arredores de Sarrebourg e teve as seleções a começar a disputa pelo sucessor de Isaac del Toro, vencedor da edição do ano passado. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Relógios suíços em ação Os ciclistas com o melhor tempo foram-se sucedendo até os ciclistas suíços mostrarem ao que vieram, primeiro por Ilian Barhoumi e depois por Fabian Weiss, que com médias superiores a 50 km/h, colocaram os rivais em xeque. Weiss manteve-se algum tempo na liderança mas foi batido por Joseph Blackmore (Grã Bretanha), um dos favoritos à vitória final da Volta a França do Futuro, que fez menos dois segundos que o Suíço. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825189574186058102 Michael Leonard dá a vitória ao Canadá Michael Leonard, um dos últimos ciclistas a ir para a estrada, bateu o tempo de Blackmore por seis segundos e deu a vitória na primeira etapa ao Canadá. O ciclista de 20 que tem contrato com a Ineos Grenadiers é desta forma o primeiro líder da prova. António Morgado teve um grande dia e ficou na décima posição a 13 segundos do vencedor. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaSeleçãoTempoMédia1 LEONARD MichaelCanada7.59,2253.3372 BLACKMORE JosephGreat Britain0.06,8352.5873 SÖDERQVIST JakobSweden0.07,1152.5574 WEISS FabianSwitzerland0.09,0852.3455 BRENNAN MatthewGreat Britain0.10,4852.1956 STIEGER AdrianAustria0.10,5152.1927 PEDERSEN HenrikDenmark0.10,9352.1478 BEHRENS NiklasGermany0.11,2752.1119 WIDAR JarnoBelgium0.13,2051.90710 MORGADO AntónioPortugal0.13,3451.892 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaSeleçãoTempo1 LEONARD MichaelCanada0:07:592 BLACKMORE JosephGreat Britain0:073 SÖDERQVIST JakobSweden,,4 WEISS FabianSwitzerland0:095 BRENNAN MatthewGreat Britain0:106 STIEGER AdrianAustria,,7 PEDERSEN HenrikDenmark0:118 BEHRENS NiklasGermany,,9 WIDAR JarnoBelgium0:1310 MORGADO AntónioPortugal,, Perfil 2.ª Etapa ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 2 | Mudança de líder Segundo dia de competição na Vuelta a Espanha e a primeira etapa em linha depois do contrarrelógio da primeira etapa. Os ciclistas partiram de Cascais com destino a Ourém e tinham 194 km para percorrer com um percurso acidentado e duas contagens de quarta categoria. A última subida, Alto da Batalha, estava situada a apenas 20 km do fim e antevia-se preponderante para a decisão da etapa. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Dupla espanhola em fuga Foi uma dupla de ciclistas espanhóis que formou a primeira fuga desta edição da Vuelta a Espanha. Ibon Ruiz (Equipo Kern Pharma) e Luis Ángel Maté (Euskaltel - Euskadi), rei da montanha e vencedor da quarta etapa da Volta a Portugal, foram os ciclistas a formar a fuga do dia que chegou a ter uma vantagem próxima dos cinco minutos. Créditos: Podium Events O pelotão perseguia atrás de forma tranquila e a etapa fazia-se a uma média muito baixa. A 50 km do fim os fugitivos foram alcançados e a corrida seguiu em direção à meta. Pelotão compacto disputa a etapa Apesar da subida de quarta categoria estar perto da meta, não houve ataques e, graças ao ritmo elevado no pelotão, a corrida decidiu-se ao sprint em pelotão compacto. Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck) foi o mais forte nesta primeira chegada ao sprint e venceu a segunda etapa da Vuelta a Espanha. Em segundo lugar ficou Van Aert (Visma-Lease a Bike) e Corbin Strong (Israel - Premier Tech) ficou no terceiro posto. Com este resultado, Van Aert bonificou e é o novo líder da Vuelta, ultrapassando o vencedor da etapa de ontem, Brandon McNulty. https://twitter.com/lavuelta/status/1825208414890344712 Almeida e Oliveira sobem na geral João Almeida (UAE Team Emirates) e Nélson Oliveira (Movistar) chegaram bem colocados no pelotão e subiram ambos dois lugares na geral, estando agora os dois ciclistas portugueses no top 10. Rui Costa (EF Education First-Easy Post) chegou num grupo mais atrasado a 1'45 do vencedor da etapa. Créditos: Unipublic/Cxcling Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GROVES KadenAlpecin - Deceuninck5:12:552 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,3 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,4 MIQUEL PauEquipo Kern Pharma,,5 VAN EETVELT LennertLotto Dstny,,6 BITTNER PavelTeam dsm-firmenich PostNL,,7 ABERASTURI JonEuskaltel - Euskadi,,8 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe,,9 RIVERA Brandon SmithINEOS Grenadiers,,10 BARONCINI FilippoUAE Team Emirates,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike5:25:272 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:033 VACEK MathiasLidl - Trek0:054 KÜNG StefanGroupama - FDJ0:095 AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0:116 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:207 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:218 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:229 OLIVEIRA NelsonMovistar Team0:2310 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:24 Perfil 3.ª Etapa Créditos: ASO ### Vuelta a Espanha 2024: Etapa 1 - Almeida forte, McNulty ganha João Almeida entrou forte na Vuelta a Espanha ganhando tempo à maioria dos rivais no contrarrelógio de 12 km entre Lisboa a Oeiras. Dia ideal para a UAE Emirates que ganhou a etapa com Brandon McNulty. Apesar da distância curta mas explosiva, os favoritos à vitória final podiam já hoje marcar uma posição na classificação geral. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Affini a fundo Edoardo Affini (Visma | Lease a Bike), um dos favoritos a um grande resultado no dia de hoje, fez um contrarrelógio a fundo e deu-nos uma perspetiva dos tempos que os ciclistas tinham de fazer se quisessem vencer a etapa. O italiano fez um tempo de 12:43 que o colocou no primeiro lugar durante muito tempo. Joshua Tarling (Ineos Grenadiers), campeão europeu na especialidade, era um dos favoritos a destronar Affini e passou mais rápido no intermédio. À chegada perdeu 28 centésimos para Affini. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga McNulty voou em Oeiras Quando parecia que Affini ia a caminho da vitória na etapa, Mathias Vacek (Lidl-Trek) fez cair o melhor tempo. O ciclista checo passou o ocupar o lugar na cadeira quente com um tempo de 12:37. Brandon Mcnulty foi dos últimos ciclistas a ir para a estrada e acabou mesmo por bater Vacek por 0:02. McNulty voou em Oeiras e deu à UAE Emirates a vitória número 65 da época. Wout Van Aert foi o último a chegar, mas com 12:38 só conseguiu fechar o pódio da etapa. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Dois portugueses nas primeiras posições João Almeida fez um bom tempo cumprindo os 12 km em 12:54 o que lhe deu o 10.º lugar. O português só cedeu 0:02 para Primoz Roglic, mas ganhou à maioria dos rivais diretos. David Gaudu, Ben O’Connor, Sepp Kuss, Lennert Van Eetvelt e Mikel Landa perderam todos mais de meio minuto para João Almeida. "É a primeira vez. Deve ser isto que o Tadej sente o tempo todo. É uma loucura o apoio e fez a diferença. Estou contente com o contrarrelógio, geri bem o esforço. Estava muito vento, mas é o que é." João Almeida ao Eurosport. Nélson Oliveira mostrou a regularidade habitual e fechou no 11.º posto com mais um segundo do que o compatriota. Rui Costa teve um dia mais tranquilo e ficou na posição 75 a 0:56 segundos de McNulty. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates12.35,2857.1972 VACEK MathiasLidl - Trek0.02,1757.0333 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike0.02,8056.9864 KÜNG StefanGroupama - FDJ0.06,5756.7045 AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0.07,9256.6046 TARLING JoshuaINEOS Grenadiers0.08,2056.5837 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0.16,5155.9748 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0.16,9355.9439 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0.18,4455.83410 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0.19,6655.746 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:12:352 VACEK MathiasLidl - Trek0:023 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike0:034 KÜNG StefanGroupama - FDJ0:065 AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0:086 TARLING JoshuaINEOS Grenadiers,,7 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0:168 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:179 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:1810 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:19 Perfil 2.ª Etapa Créditos: ASO ### Tour de France feminino: Etapa 7 – Vitória para a fuga A sétima etapa do Tour de France feminino ligou Champagnole a Le Grand-Bornand, ao longo de 166,4 km.  A etapa terminava com duas contagens de montanha de segunda categoria consecutivas. A fuga do dia  A fuga do dia formou-se a cerca de 90 km do fim, com seis ciclistas: Justine Ghekiere e Julie Van de Velde (AG Insurance - Soudal Team), Marianne Vos (Team Visma | Lease a Bike), Sara Martín (Movistar Team), Sarah Roy (Cofidis Women Team) e Ruth Edwards (Human Powered Health).  O pelotão controlou a fuga à distância. A 30 km do fim, as fugitivas tinham 4:40 de vantagem na frente da corrida.  A etapa seguiu calma até à penúltima contagem de montanha, quando surgiram movimentações na fuga.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux As últimas subidas  Chegada à penúltima subida do dia, a fuga desintegrou-se. Primeiro Sarah Roy e Ruth Edwards perderam o contacto. Depois, a 13 km do fim, Justine Ghekiere atacou e isolou-se na frente. Vos e Martín faziam a perseguição.  A belga coroou o topo da penúltima subida do dia com 2:30 de vantagem para o pelotão, que seguia com cerca de 25 ciclistas.  Durante os 7 km que compunham a última subida do dia, a situação manteve-se na frente da corrida. Ghekiere fez uma grande subida, sempre sozinha na frente.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Ação no pelotão  A ação no pelotão começou apenas na última subida do dia. Demi Vollering (Team SD Worx – Protime) e Évita Music (FDJ – SUEZ) tentaram ataques, com alguma dificuldade para criar separação.  Vollering voltou a tentar a 3,5 km do fim, mas de novo sem sucesso. As favoritas não conseguiram criar separação entre si até ao último quilómetro da etapa.  A chegada  A chegada à meta foi feita de forma solitária por Justine Ghekiere. A belga, líder da camisola da montanha, venceu a sétima etapa do Tour de France feminino. Maeva Squiban (Arkéa - B&B Hotels Women) foi segunda na etapa.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824800507044450362 No pelotão, Katarzyna Niewiadoma (Canyon//SRAM Racing) e Vollering ganharam algum espaço ao pelotão dentro do último quilómetro e chegaram juntas à meta.   Demi Vollering ganhou o sprint à polaca e terminou a etapa em terceiro lugar. Top 10 da etapa  Posição    Ciclista    Equipa    Tempo    1    Justine Ghekiere AG Insurance - Soudal Team  4:26:58    2    Maeva Squiban   Team Visma | Lease a Bike   1:15  3    Demi Vollering Movistar Team   1:23 4    Katarzyna Niewiadoma EF-Oatly-Cannondale    “   5    Évita Muzic  Lidl – Trek   1:27  6    Thalita De Jong    Lotto Dstny Ladies  1:28 7    Puck Pieterse   Fenix-Deceuninck   “    8    Juliette Labous    Team dsm-firmenich PostNL   “    9    Pauliena Rooijakkers   Fenix-Deceuninck   “    10    Gaia Realini   Lidl - Trek  “  Top 10 da Classificação geral  Posição    Ciclista    Equipa    Tempo    1    Katarzyna Niewiadoma   Canyon//SRAM Racing   20:00:52    2    Puck Pieterse   Fenix-Deceuninck   0:27 3    Cédrine Kerbaol   CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team   0:37   4    Juliette Labous    Team dsm-firmenich PostNL   1:01    5    Thalita De Jong   Lotto Dstny Ladies   1:09    6    Shirin Van Anrooij    Lidl – Trek    1:12    7    Pauliena Rooijakkers   Fenix-Deceuninck   1:13   8    Demi Vollering   Team SD Worx – Protime   1:15   9    Évita Muzic  Movistar Team  1:25 10    Justine Ghekiere AG Insurance - Soudal Team  1:27  Perfil da etapa 8  No oitavo, e último dia do Tour de France feminino, as ciclistas correm a etapa Rainha da prova, com final no mítico Alpe d'Huez.  Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Vuelta a Espanha 2024 - Guia completo - Etapas, ciclistas, horários Vai para a estrada este sábado (17/08) a 79.ª edição da Vuelta a Espanha, a última das três grandes voltas do ano. Eeste ano é especial para os portugueses já que a prova parte pela segunda vez de Portugal, depois de em 1997 servir de promoção para a Expo 98. O ciclismo português vive dias felizes e com três partidas e chegadas em Portugal o momento é de festa. Os convidados de honra confirmados são Rui Costa, Nélson Oliveira e João Almeida, a quem não faltará apoio dos adeptos nacionais. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency Dicas úteis Aqui vão uma série de dicas úteis acerca das três etapas em Portugal: Sábado, dia 17 de agosto, partida do contrarrelógio na Praça do Império (caravana 14:53, primeiro corredor 16:23, último corredor 19:18). Chegada em Oeiras, na Torre, onde estará instalada a meta. Domingo, dia 18 de agosto, a partida é na Baía de Cascais e os corredores assinam o ponto na praça 5 de outubro junto à estátua de D. Pedro I. A caravana parte às 9:50, a partida oficial será pelas 11:50. Segunda-feira, 19 de agosto, a festa do ciclismo chega à Lousã. A partida é no Parque Municipal de Exposições (caravana às 10:05, partida oficial às 11:50). A meta está instalada em Castelo Branco na Avenida Ramalho Eanes. Percurso da Vuelta O percurso da Vuelta tem 3304 km para percorrer ao longo dos 21 dias de prova. Tem apenas uma etapa plana a juntar às cinco etapas acidentadas, cinco de média montanha, oito de alta montanha e dois contrarrelógios individuais. Para além de toda esta dureza, conta com umas impressionantes nove chegadas em alto. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Os portugueses em competição A prestação de João Almeida no Tour de France e a coliderança na prova espanhola deixa-nos a sonhar. Continuará o ciclismo português a fazer história depois das medalhas dos Jogos Olímpicos? Esta edição da Vuelta tem significado especial também para Rui Costa, que irá tentar vencer algumas etapas. O campeão nacional venceu uma etapa na última edição da corrida espanhola, aconteceu na etapa 15. Créditos: EF Pro Cycling Nélson Oliveira vem de um diploma olímpico Nélson Oliveira vem de um diploma olímpico no contrarrelógio em Paris 2024, o ciclista português é um dos ciclistas mais importantes do bloco que a equipa Movistar coloca em redor de Enric Mas e de Nairo Quintana. O contrarrelógio e as etapas nas quais tenha liberdade da equipa são oportunidades para brilhar. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Dias e perfis das 21 etapas (17/08) 1.ª Etapa - Lisboa › Oeiras (12km) - Contrarrelógio Individual Créditos: ASO Etapa inaugural desta Vuelta com um contrarrelógio individual que vai decidir o primeiro camisola vermelha desta edição. (18/08) 2.ª Etapa - Cascais › Ourém (194km) Créditos: ASO Segunda etapa em solo português, numa jornada com um final acidentado e com a possibilidade de um ataque tardio decidir a etapa. (19/08) 3.ª Etapa - Lousã › Castelo Branco (191.5km) Créditos: ASO Último dia da caravana da Vuelta em Portugal, com mais uma tirada de quase 200 km e mais duas contagens de montanha que vão dificultar a vida aos homens rápidos. Vuelta segue para Espanha ao quarto dia Depois da passagem em Portugal onde se prevêm dias rápidos e explosivos, a Vuelta segue para Espanha ao quarto dia onde a dureza espera os ciclistas. Na edição deste ano há possibilidade de se fazerem diferenças quase todos os dias e as etapas planas raramente aparecem. São 61500 metros de acumulado positivo (o Tour teve 53500 e o Giro 46600), o que tirando os contrarrelógios dá uma média de mais de 3000 metros por dia. (20/08) 4.ª Etapa - Plasencia › Pico Villuercas (170,5 km) Créditos: ASO Primeira etapa de alta montanha que vai organizar a geral. Subida de primeira categoria (14,6 km a 6,2 %) para finalizar a etapa e onde os primeiros favoritos podem dizer adeus à geral. (21/08) - 5.ª Etapa - Fuente del Maestre › Sevilla (177 km) Créditos: ASO Etapa com um dos perfis mais planos desta edição da Vuelta com uma verdadeira possibilidade de chegada ao sprint e onde a luta pela Camisola Verde dos pontos se vai começar a decidir. (22/08) - 6.ª Etapa - Jerez de la Frontera › Yunquera (185,5 km) Créditos: ASO Continua a dureza na Vuelta em mais um dia onde se podem fazer diferenças na geral. Etapa acidentada que também pode ir para uma fuga e com mudança de líder. (23/08) - 7.ª Etapa - Archidona › Cordoba (180,5 km) Créditos: ASO Etapa calma e plana mas com uma subida de segunda categoria a 25 km do final que vai servir para eliminar sprinters e levar os concorrentes à camisola verde que subam melhor, a mais uma disputa de etapa. (24/08) - 8.ª Etapa - Úbeda › Cazorla (159 km) Créditos: ASO Etapa de média montanha e com mais uma chegada em alto para os puncheurs lutarem pela vitória. A colocação no início da última subida será importante para um bom resultado já que tem percentagens de 20 % e o ritmo vai ser muito elevado. (25/08) - 9.ª Etapa - Motril › Granada (178,5 km) Créditos: ASO Etapa que antecede o dia de descanso e para a luta para a geral com três contagens de primeira categoria em sucessão e aglomeradas em apenas 70 km. Depois há descida para a meta onde vai ser preciso correr riscos para manter ou aumentar a vantagem ganha a subir. (27/08) - 10.ª Etapa - Ponteareas › Baiona (160 km) Créditos: ASO Etapa depois do primeiro dia de descanso que muitas vezes põe homens da geral a sofrer. Perfil acidentado e com quatro contagens de montanha, sendo a última a mais difícil com 10 km e um início muito duro onde a pendente chega aos 15 %. (28/08) - 11.ª Etapa - Campus Tecnológico Cortizo Padron › Campus Tecnológico Cortizo Padron (166,5 km) Créditos: ASO Nova etapa de altos e baixos e com quatro contagens de montanha. Vai ser preciso trabalho no pelotão para controlar uma eventual fuga. Depois do topo da última subida restam apenas 8 km, feitos na sua maioria a descer e é lá que se vai decidir a etapa. (29/08) - 12.ª Etapa - Ourense Termal › Estacion De Montana De Manzaneda (137,5 km) Créditos: ASO Perfil com apenas uma contagem de montanha mas verdadeiramente rompe pernas até à chegada da subida de primeira categoria. A partir daqui são 15,4 km a 4,7 % e onde a parte mais difícil surge no final da subida. (30/08) - 13.ª Etapa - Lugo › Puerto de Ancares (176 km) Créditos: ASO Nova chegada em alto e desta vez com uma subida final capaz de fazer grandes diferenças na geral. São 7,5 km a mais de 9 % de inclinação mas com várias partes ao longo da subida, onde a pendente ultrapassa os 15 %. (31/08) - 14.ª Etapa - Villafranco del Bierzo › Villablino (200,5 km) Créditos: ASO Etapa de média montanha quando parece que os ciclistas não têm descanso. Última subida de primeira categoria com uma pendente não muito elevada (4,5 %) mas com mais de 20 km. Etapa com perfil para uma fuga vingar se houver liberdade dada pelas equipas. (01/09) - 15.ª Etapa - Infiesto › Valgrande-Pajares Cuitu Negru (143km) Créditos: ASO Chegada da Vuelta a setembro onde as temperaturas começam a dar tréguas mas a dureza do perfil continua. Quatro contagens de montanha estando o melhor guardado para o fim. Subida de categoria especial (18,9 km a 7,4 %) e com pendentes que ultrapassam os 24% na parte final, que vão fazer os ciclistas sonhar com o descanso do dia seguinte. (03/09) - 16.ª Etapa - Luanco › Lagos de Covadonga (181.5km) Créditos: ASO Dia seguinte ao último descanso quando a geral já tem ganho forma e estão encontrados os favoritos a vencer a Vuelta a Espanha. Nova etapa de alta montanha e nova chegada em alto aos Lagos de Covadonga (12,5 km a 6,9 %) que vai fazer novas diferenças na geral. (04/09) - 17.ª Etapa - Arnuero › Santander (141.5km) Créditos: ASO Etapa de média montanha com duas subidas de segunda categoria que dependendo do ritmo imposto pelo pelotão pode servir para eliminar homens rápidos da luta pela etapa. Jornada importante também na luta pela camisola dos pontos com as subidas tão longe da meta, o que permite a reentrada de ciclistas descolados. (05/09) - 18.ª Etapa - Vitoria-Gasteiz › Maestu-Parque Natural de Izki (179.5km) Créditos: ASO Etapa de transição para as duas jornadas de alta montanha decisivas, mas nem por isso um dia fácil. Duas montanhas para ultrapassar, uma delas de primeira categoria. Dia que pode ir para uma fuga para as equipas que ainda não venceram ou para os ciclistas da geral. (06/09) - 19.ª Etapa - Logroño › Alto de Moncalvillo (173.5km) Créditos: ASO Com a Vuelta a chegar ao fim esta pode ser uma das últimas oportunidades para as equipas levarem uma vitória e prevê-se grande luta para entrar na fuga. A subida ao Alto de Moncalvillo faz-se em 8,6 km com 8,9 % de inclinação. (07/09) - 20.ª Etapa - Villarcayo › Picón Blanco (172km) Créditos: ASO Última etapa em linha antes do contrarrelógio final, naquela que é a etapa rainha desta edição. Sete contagens de montanha, três delas de primeira categoria. A última, Picón Blanco, é a mais dura e tem 8 km a mais de 9 % de inclinação. (08/09) - 21.ª Etapa - Madrid › Madrid (24.6km) - Contrarrelógio individual Créditos: ASO A Vuelta chega a Madrid onde se vai correr um contrarrelógio de quase 25 km. O percurso não tem grandes elevações, mas pela distância podem haver diferenças que mudem o top 10. Os favoritos João Almeida  (UAE Team Emirates) - Vem de um Tour onde fez quarto estando no apoio a Tadej Pogačar. O português é um dos favoritos e traz consigo uma equipa muito forte nas montanhas. Vai dividir a liderança com Adam Yates, com quem se entendeu muito bem na Volta à Suiça, e vai tentar agarrar esta oportunidade de colocar uma grande volta no seu palmarés. Créditos: Tour de Suisse - Sam Buchli Primož Roglič (Red Bull-Bora-Hansgrohe) - Roglič já leva três Vueltas no palmarés e depois de um Tour menos bem conseguido, onde abandonou na 12.ª etapa, esta é mais uma oportunidade para o ciclista esloveno usar a prova espanhola como redenção. Já venceu o Dauphiné esta temporada e é um dos grandes favoritos desta Vuelta a Espanha. Créditos: Joerg Mitter Sepp Kuss (Visma-Lease a Bike) - A Vuelta a Espanha adapta-se muito bem a Kuss que, não só é a prova em que mais vezes esteve à partida - 6 vezes - como também é o vencedor em título. Vem com a missão de a defender e terá muitas oportunidades de na estrada ganhar o tempo perdido nos contrarrelógios para os outros favoritos. Vem da vitória da Volta a Burgos onde mostrou estar em grande forma para atacar mais uma Vuelta. Créditos: Sprint Cycling Agency Adam Yates (UAE Team Emirates) - Apesar de dividir a liderança com João Almeida, Adam Yates tem no percurso da Vuelta uma prova que lhe assenta muito bem com terrenos acidentados e etapas de alta montanha. O ciclista britânico fez sexto no Tour de France deste ano e apesar nunca ter vencido uma Grande Volta é um forte candidato a estrear-se este ano. Créditos: Tour de Suisse Carlos Rodríguez (Ineos Grenadiers) - Carlos Rodríguez foi o líder da Ineos Grenadiers no passado Tour e o sétimo lugar conquistado soube-lhe a pouco. Com apenas 23 anos vem de uma época extremamente regular com um segundo lugar no País Basco, seguido de uma vitória na Volta à Romandia. Traz consigo ciclistas que o vão apoiar nas etapas mais duras e é dos grandes favoritos a fazer top 3. Richar Carapaz (EF Education-EasyPost), Ben O'Connor (Decathlon-AG2R), Mikel Landa (Soudal-QuickStep), Enric Mas (Movistar) e Mattias Skjelmose (Lidl-Trek) são outros nomes favoritos à vitória ou a um lugar no topo da classificação geral. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Startlist Alpecin-Deceuninck PLANCKAERT Edward VERGALLITO Luca BALLERSTEDT Maurice GROVES Kaden HERMANS Quinten HOLLMANN Juri MEURISSE Xandro RIESEBEEK Oscar Arkéa-B&B Hotels GESBERT Élie GUERNALEC Thibault GUGLIELMI Simon HUYS Laurens LE BERRE Mathis OWSIAN Łukasz RODRÍGUEZ Cristián RIES Michel Astana Qazaqstan FORTUNATO Lorenzo BRUSSENSKIY Gleb GAROFOLI Gianmarco SCHELLING Ide TEJADA Harold UMBA Santiago VINOKUROV Nicolas LÓPEZ Harold Martín Bahrain Victorious TIBERI Antonio CARUSO Damiano GRADEK Kamil HAIG Jack KEPPLINGER Rainer MIHOLJEVIĆ Fran SÜTTERLIN Jasha TRÆEN Torstein Cofidis MARTIN Guillaume HERRADA Jesús LASTRA Jonathan FERNÁNDEZ Rubén COQUARD Bryan ELISSONDE Kenny IZAGIRRE Ion CHAMPION Thomas Decathlon AG2R La Mondiale PARET-PEINTRE Valentin ARMIRAIL Bruno BOUCHARD Geoffrey GALL Felix LAFAY Victor BERTHET Clément DE PESTEL Sander O'CONNOR Ben DSM-firmenich PostNL POOLE Max BITTNER Pavel HAMILTON Chris LEEMREIZE Gijs LEIJNSE Enzo NABERMAN Tim TUSVELD Martijn VAN DEN BERG Julius EF Education-EasyPost CARAPAZ Richard URÁN Rigoberto CEPEDA Jefferson Alexander COSTA Rui DOULL Owain RAFFERTY Darren SHAW James SWEENY Harry Equipo Kern Pharma CASTRILLO Pablo MIQUEL Pau BERRADE Urko GUTIÉRREZ Jorge IRIBAR Unai PARRA José Félix RUIZ Ibon SOTO Antonio Jesús Euskaltel-Euskadi ABERASTURI Jon BERASATEGI Xabier BIZKARRA Mikel BOU Joan JUARISTI Txomin MARTÍN Gotzon MATÉ Luis Ángel ISASA Xabier Groupama-FDJ GAUDU David BYSTRØM Sven Erik GENIETS Kevin GERMANI Lorenzo KÜNG Stefan PACHER Quentin ROCHAS Rémy THOMPSON Reuben Ineos Grenadiers ARENSMAN Thymen HEIDUK Kim NARVÁEZ Jhonatan RIVERA Brandon Smith RODRÍGUEZ Óscar DE PLUS Laurens TARLING Joshua RODRÍGUEZ Carlos Intermarché-Wanty MARIT Arne GOOSSENS Kobe MEINTJES Louis PAQUOT Tom PETILLI Simone ROTA Lorenzo TAARAMÄE Rein BRAET Vito Israel-Premier Tech RICCITELLO Matthew TEUNS Dylan BENNETT George FRIGO Marco WOODS Michael RAISBERG Nadav SHEEHAN Riley STRONG Corbin Jayco AlUla SCHMID Mauro DE MARCHI Alessandro ENGELHARDT Felix ZANA Filippo BERHE Welay Hagos DUNBAR Eddie SCOTSON Callum HARPER Chris Lidl-Trek CICCONE Giulio GEOGHEGAN HART Tao KONRAD Patrick OOMEN Sam SKJELMOSE Mattias VACEK Mathias VERGAERDE Otto VERONA Carlos Lotto Dstny DE GENDT Thomas VAN EETVELT Lennert KRON Andreas LIVYNS Arjen SEPÚLVEDA Eduardo GREGAARD Jonas CAMPENAERTS Victor MONIQUET Sylvain Movistar MAS Enric QUINTANA Nairo SÁNCHEZ Pelayo RUBIO Einer LAZKANO Oier CANAL Carlos ARCAS Jorge OLIVEIRA Nelson Red Bull-Bora-Hansgrohe ADRIÀ Roger ALEOTTI Giovanni DENZ Nico GAMPER Patrick LIPOWITZ Florian MARTÍNEZ Daniel Felipe ROGLIČ Primož VLASOV Aleksandr Soudal Quick-Step LANDA Mikel LECERF William Junior PEDERSEN Casper ASGREEN Kasper CATTANEO Mattia VANSEVENANT Mauri VERVAEKE Louis KNOX James UAE Team Emirates SOLER Marc ALMEIDA João YATES Adam DEL TORO Isaac SIVAKOV Pavel BARONCINI Filippo VINE Jay MCNULTY Brandon Visma-Lease a Bike KUSS Sepp VAN AERT Wout GESINK Robert KRUIJSWIJK Steven AFFINI Edoardo VALTER Attila VAN BAARLE Dylan UIJTDEBROEKS Cian Transmissão As três semanas de competição vão ser transmitidas no Eurosport e na aplicação MAX. Ao todo são 74 horas de ação da Vuelta, em direto, nos ecrãs e na plataforma de streaming, apoiados no conhecimento especializado do antigos ciclistas do World Tour. A equipa de comentadores nacionais é composta pelo quarteto Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo. ### Vuelta em Portugal - O que dizem os rivais de João Almeida? Favoritos à geral atenderam os média em Lisboa durante dois dias. O TopCycling foi ouvir a concorrência de João Almeida na Vuelta. Do campeão em título Sepp Kuss, ao tricampeão da Vuelta Primoz Roglic, passando pela esperança espanhola Mikel Landa. Haverá nova vitória estrangeira? Será Roglic capaz de se refazer após a queda no Tour? Poderá Landa acabar com 10 anos sem triunfos espanhóis? Será Carlos Rodriguez capaz de subir o nível? Ler mais | Tudo sobre a Vuelta no Guia TopCycling Créditos: Unipublic/Cxcling Sepp Kuss (Visma | Lease a Bike)  "Foi muito bom ter ganho em Burgos. Não competia há muito tempo e foi uma boa confirmação. Rapidamente ultrapassei a desilusão de não ter ido ao Tour, mas sem dúvida que foi uma deceção. Felizmente fui capaz de me focar na Vuelta. A vitória em Burgos deu-me confiança, sei que a Vuelta será uma história completamente diferente, com percurso e rivais diferentes. Créditos: Unipublic/Cxcling Primoz Roglic (Red Bull - Bora - hansgrohe) “Ainda sinto dores da queda, principalmente nas costas. Preciso de mais algum tempo para deixar de as sentir. Vai melhorando semana a semana e se não me sentisse bem, não estava aqui. (...) Vamos ver como corre. Estou contente por estar aqui, começar esta corrida, e agora é ser realista comigo e com a equipa para ver como estamos. A partir daí, vamos tomar decisões sobre como correr esta Vuelta, à procura do melhor resultado possível. Com certeza, o melhor seria ganhar, mas independentemente disso, só quero dar o melhor de mim”  Carlos Rodriguez (Ineos Grenadiers) "Não sei como chego, é a primeira vez que faço duas grandes seguidas. Recuperei com calma após o Tour, sinto-me bem, mas até começar a corrida não saberei realmente. O objetivo é dar a melhor versão de mim mesmo. Estive doente [na terceira semana do Tour] e isso deixou-me com uma espinha na garganta. Há que lutar pela vitória, mesmo que não estejam os três que fizeram pódio no Tour, mas há que ser ambicioso." Ler mais | Rui Costa avisa: "Vamos com tudo" Créditos: Unipublic/Cxcling Créditos: Unipublic/Cxcling Thymen Arensman (Ineos Grenadiers) "É a minha quinta Vuelta consecutiva, o que é bastante aos 24 anos. Esta corrida teve um grande papel no meu desenvolvimento; foi a minha primeira grande em 2020, depois em 2022 foi a primeira vez que disputei a geral, fechei top 5 e ganhei a etapa rainha. Tenho boas memórias desse ano, mas também más memórias da edição passada pela queda. Só quero terminar sem cair e esquecer a última Vuelta. Eu e o Carlos viemos pela geral, mas há muitas oportunidades para os outros colegas tentarem etapas." Créditos: Unipublic/Cxcling Mikel Landa (T-Rex Quick-Step) "Este ano já tenho uma grande nas pernas e não sei como vai responder o corpo. Tenho um pouco esse medo, mas se estiver como no Tour poderia ser, poderia lutar pelo maillot vermelho. Noto a pressão de ser o líder, de sentir essa vontade que têm as pessoas de que faça algo importante, de que me corra bem, de ter essa forma do Tour." Créditos: Unipublic/Cxcling Créditos: Unipublic/Cxcling Antonio Tiberi (Bahrain Victorious) “O pódio realista? Não sei se é realista porque há muitos corredores fortes na Vuelta, mas também sei que no Giro não estive longe do pódio. Sem os problemas em Oropa estava quase no pódio. Cada corrida é diferente, longa e o objetivo é tentar o pódio. Talvez seja mais realista dizer top 5 ou top 10.” ### Tour de France feminino: Etapa 6 - A França sorri A sexta etapa do Tour de France feminino ligou Remiremont a Morteau ao longo de 159,2 km (vídeo resumo da etapa no final do artigo).  Na primeira etapa com início e fim em França, as ciclistas entraram no terreno montanhoso deste Tour de France feminino. A fuga do dia  A fuga do dia demorou alguns quilómetros a formar-se, com sucessivos ataques a serem anulados pelo pelotão.  A cerca de 115 km do fim, a fuga formou-se com de 14 ciclistas. 30 km depois, outras quatro corredoras juntaram-se à frente da corrida.  Entre estas quatro ciclistas estava Marianne Vos (Team Visma | Lease a Bike), que venceu o sprint intermédio em Sancey, e subiu à liderança da camisola dos pontos. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824420625932271885 As duas últimas fugitivas do dia, Niamh Fisher-Black (Team SD Worx – Protime) e Grace Brown (FDJ - SUEZ) foram apanhadas pelo pelotão a 16 km do fim.  Movimentações decisivas  O pelotão ia muito reduzido nesta altura, com cerca de 25 ciclistas. As movimentações decisivas para a etapa foram feitas nesta fase da corrida.  Puck Pieterse e Paulinena Rooijakkers (Fenix-Deceuninck) tentaram atacar o pelotão, mas a movimentação que sucedeu foi a de Cédrine Kerbaol (CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team).  A francesa conseguiu criar distância para o pelotão já dentro dos 15 km finais. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824442013309153432 A chegada  A distância para o pelotão subiu até aos últimos 5 km, quando as equipas aumentaram o ritmo para tentar trazer a francesa de volta.  Mas era tarde de mais. Com 2 km para o fim Kerbaol tinha 0:35 de vantagem – chegou à meta isolada, e venceu a sua primeira etapa no Tour de France feminino. É também a primeira vitória francesa nesta nova versão do Tour de France feminino. Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Em segundo lugar, num pelotão que chegou a 0:21 da vencedora, chegou Marianne Vos. Liane Lippert (Movistar Team) fechou o pódio da etapa.  Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=t1liQXaBf3c Top 10 da etapa  Posição   Ciclista   Equipa   Tempo   1   Cédrine Kerbaol  CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  4:04:411   2   Marianne Vos  Team Visma | Lease a Bike  0:21 3   Liane Lippert  Movistar Team  “   4   Karlijn Swinkels EF-Oatly-Cannondale   “  5   Lucinda Brand  Lidl – Trek  “   6   Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing  “  7   Puck Pieterse  Fenix-Deceuninck  “   8   Thalita De Jong   Lotto Dstny Ladies “   9   Évita Muzic  FDJ – SUEZ   “   10   Juliette Labous   Team dsm-firmenich PostNL  “  Top 10 da classificação geral Posição   Ciclista   Equipa   Tempo   1   Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing  15:32:31   2   Cédrine Kerbaol  CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  0:16 3   Kristen Faulkner   EF-Oatly-Cannondale   0:19  4   Puck Pieterse  Fenix-Deceuninck  0:22   5   Juliette Labous   Team dsm-firmenich PostNL  0:56   6   Thalita De Jong  Lotto Dstny Ladies  1:04   7   Shirin Van Anrooij   Lidl – Trek   1:07   8   Pauliena Rooijakkers  Fenix-Deceuninck  1:08  9   Liane Lipper Movistar Team 1:16 10   Demi Vollering  Team SD Worx – Protime  1:19  Perfil da etapa 7 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Trek lança duas NOVAS Bicicletas de Gravel - Checkmate e Checkpoint A Trek apresentou duas novas bicicletas de gravel, cada uma destinada a um tipo de utilização específico: Trek Checkmate para competição e Trek Checkpoint para aventura. A nova Trek Checkmate SLR A Trek Checkmate SLR foi apresentada pela marca como a bicicleta de gravel mais leve e rápida já fabricada pela Trek. Desenvolvida com carbono OCLV 800 Series e tecnologia aero Full System Foil, a Trek afirma que graças à nova geometria Gravel Race, a Checkmate SLR oferece uma posição de condução mais agressiva e eficiente, ideal para ciclistas competitivos. Preparada para competir Esta bicicleta apresenta ainda o guiador leve e integrado da Madone Gen 8, com uma distância 3 cm mais estreita entre a zona superior do guiador e os drops, para que os ciclistas possam escolher entre uma posição mais aerodinâmica ou com maior controlo e ter um conforto mais ergonómico quando tem as mãos na zona superior das manetes. A Trek Checkmate vem equipada com pneus de 38 mm, mas pode ser equipada com pneus até 45 mm para maior proteção de roda e maior segurança ao rolar a velocidades mais altas, tanto em provas como nos treinos mais exigentes. De acordo com a Trek, os componentes de topo e uma nova tecnologia no formato dos tubos mais leves, ajudam a reduzir praticamente um quilo (montagem completa) face ao anterior modelo Checkpoint SLR. A nova Checkpoint SL Gen 3 A Checkpoint SL Gen 3 foi redesenhada para maior conforto e praticidade, com tubos de quadro em carbono OCLV 500 Series. Tal como a anterior geração da Checkpoint, este modelo proporciona mais espaço de arrumação interna e pontos de fixação para bolsas adicionais, sendo ideal para aventuras de longa distância e uso em diferentes terrenos. Mais preparada para a aventura A Trek colocou nova geometria neste modelo, com o foco no Gravel de Endurance, a Checkpoint SL Gen 3 tem um alcance mais alto e mais curto, tornando-a mais confortável e preparada para voltas de gravel que durem muitas horas. Inclui ainda um guiador GR Elite (nos modelos SL 5 e 6) ou um guiador GR Pro em carbono (na SL 7), que partilham a mesma forma, com uma distância mais estreita de 6 cm entre a zona superior do guiador e os drops, para um melhor controlo e confiança independentemente do terreno. A Checkpoint SL Gen 3 vem com pneus de 42 mm, mas permite pneus de gravel até 50 mm, mais robustos, para ultrapassar os obstáculos nos terrenos mais exigentes. Compatível com espigão telescópico e forqueta de suspensão Outra novidade é o facto da nova Checkpoint SL Gen 3 ser compatível com espigão telescópico e forqueta com suspensão com até 40 mm de curso*, para os ciclistas que desejem ter ainda mais capacidade, conforto e confiança. *Disponível em todos os tamanhos exceto no XS Ambas as bicicletas partilham a tecnologia IsoSpeed da Trek, que ajuda a absorver as irregularidades do terreno, como o objectivo de proporcionar maior conforto durante a pedalada. As novas Checkmate SLR e Checkpoint SL estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. Preços e disponibilidade Podes ver os preços de ambas a novas bicicletas de gravel da Trek, no site da marca aqui. ### João Almeida e a Vuelta: "Estamos em boa forma e confiantes" João Almeida falou aos jornalistas em conferência de imprensa antes da partida da Vuelta. O Topcycling conta-lhe tudo o que disse o português.  Ao lado de João Almeida esteve Adam Yates, colega na UAE Team Emirates e co-líder da equipa para a Vuelta.  Ler mais | Tudo sobre a Vuelta no Guia TopCycling Expetativas  João Almeida parte para a Vuelta a España com expetativas altas. O português partilhou a opinião de que é um “dos principais corredores para a geral”, elaborando um pouco: “Não sei se sou o número um, há muitos, mas sou um deles. O objetivo é o pódio, queremos discutir e ganhar a corrida, ou eu ou o Adam. Se fizermos pódio o objetivo esta concluído, mas apontamos sempre à vitória”.  O ciclista da UAE Team Emirates deixa, no entanto, ressalvas em relação à luta pela vitória, nomeadamente em relação à sua preparação: “é a primeira vez que faço o Tour e a Vuelta, o que não é ótimo, não é a melhor preparação. Mas estamos em boa forma e estamos confiantes, vamos fazer tudo o que podermos para ganhar. E temos uma grande equipa para nos apoiar”. Créditos: Unipublic/Cxcling Co-liderança da equipa  Um dos temas mais falados foi a co-liderança que tem com Adam Yates neste Grande Volta. O português abordou o tema sem complexos, começando por avançar que este cenário “não parece um problema de todo”.  “Há respeito, boa comunicação, e isso é o mais importante para uma boa relação, ainda mais se somos os dois os líderes. Queremos o melhor para a equipa, esse é o objetivo. Se for ele ou eu a consegui-lo, para mim é o mesmo”.  João Almeida Créditos: Sam Buchli Percurso  Em relação ao percurso, João Almeida pensa que será “super duro”.  “A volta pode decidir-se em qualquer dia. Pode haver vento, não sei, mas ás vezes etapas com vento decidem mais do que uma montanha. Vamos ter muita montanha, muitos metros de desnível. Vai estar muito calor, dois contrarrelógios no início e fim. Acho que vai ser o conjunto de tudo a decidir”.  João Almeida Apesar de tudo, o português admite que “gostava de ganhar uma etapa de montanha mítica”, mas que “qualquer vitória de etapa seria excelente”. Ler mais | As declarações dos rivais de João Almeida Partida em Portugal e Ouro olímpico  João Almeida deixou algumas palavras bonitas ao público português, antes de comentar brevemente a primeira etapa da Vuelta.  “É uma grande motivação. Talvez seja a única vez na carreira que posso começar uma Grande Volta em Portugal, passar pela minha terra-natal (...) acho que a Vuelta começar cá é a principal razão para fazer a Vuelta este ano. Será muito bom para o ciclismo português, é uma grande montra”.  João Almeida “Não é fácil vestir de vermelho logo no primeiro dia, os contrarrelogistas puros têm mais vantagem pelo percurso que é, mas vamos dar o nosso melhor para chegar na melhor posição possível, porque a primeira etapa vai já definir um pouco a classificação geral”.  João Almeida O ouro olímpico português mereceu ainda algumas palavras: “foi muito bom para o ciclismo português, uma grande oportunidade para trazer mais investimento e boas pessoas para o desporto. Estou super feliz por eles, são rapazes fabulosos e merecem muito isto. Espero alcançar algo tão bom como eles, vou fazer por isso”. O que disse Adam Yates O colega de equipa de João Almeida, e co-líder nesta Vuelta, Adam Yates, também falou com os jornalistas.  O britânico abordou a relação com João Almeida. Partilhou que este ano "correram muitos dias juntos. Na Suíça correu muito bem, no Tour também, com objetivos diferentes”. Yates falou um pouco sobre como os dois corredores se complementam:  “Penso que temos estilos diferentes que se complementam muito bem. Eu gosto de atacar mais cedo por vezes, o João gosta de manter o seu ritmo e dar tudo no fim das subidas. Mas não vamos ser nós a decidir como se fazem as subidas, também depende muito dos nossos rivais... Mas mostramos este ano que fazemos sempre o melhor que podemos e com certeza que esta será outra boa corrida”.  Adam Yates Créditos: Sam Buchli Créditos da foto de destaque: Unipublic/Cxcling ### Rui Costa pronto para a Vuelta: "Vamos com tudo" Em conferência de imprensa da equipa EF Education - EasyPost, Rui Costa prestou declarações antes do início da Vuelta a España 2024. O português esteve acompanhado pelos colegas de equipa Richard Carapaz e Rigoberto Uran, admitindo que as as expetativas são “muito positivas”. “Depois do tour a motivação é muito alta e a equipa vem muito motivada. É um grupo muito sólido. Eu creio que as coisas nos podem sair bem, temos o Richard Carapaz que é um grande corredor, já sabe o que é ganhar uma grande volta. Vamos com tudo.”  Rui Costa Em relação a Richard Carapaz, para o português não há dúvidas de que será o líder da equipa à procura de um bom lugar na classificação geral.  “O papel principal na Vuelta passa por apoiar o Richard. Nós acreditamos nele, demostrou estar bem no Tour, demonstrou muita solidez nas grandes voltas. Já sabemos o que é o Richard Carapaz, muito forte em provas de um dia e em provas de 3 semanas, e nós acreditamos no pódio com o Richard no fim da Vuelta. O nosso objetivo é apoiar e ajudar para atingir esse objetivo principal.”  Rui Costa Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Vitória de etapa  Em relação a uma possível vitória de etapa, Rui Costa foi perentório na ideia de que o foco principal é o objetivo ao líder: “A luta por uma etapa vai depender muito da corrida, o foco para já é o Richard e tentar levá-lo o mais alto possível no pódio final.”  O antigo campeão do mundo também abordou a sua vitória de etapa na Vuelta 2023. “O ano passado pedi à equipa para fazer a Vuelta porque me sentia bem depois do Tour e as coisas correram bem. Uma vitória muito importante para mim. A vida é feita de objetivos, ganhei no Tour, depois na Vuelta, o Giro ficou perto, mas quem sabe se no futuro o consigamos.”  Rui Costa Créditos: UNIPUBLIC / Sprint Cycling Agency João Almeida e o ouro olímpico  Rui Costa deixou também algumas palavras em relação a João Almeida. Acredita que o antigo colega pode “conseguir um feito nesta Vuelta” visto que, em comparação com o Tour, “vai ter mais liberdade e é um dos líderes. Acredito que possa fazer um grande lugar”.  Ainda houve tempo para algumas palavras acerca de Iúri Leitão e Rui Oliveira, campeões olímpicos em Paris 2024. “Um feito histórico, algo muito grande que o Rui e o Iúri conseguiram. Uma mais valia para todos nós, para os que querem ser ciclistas e um empurrão para o ciclismo nacional. Espero que as entidades maiores, como a federação, continuem a fazer um grande trabalho, continuar a trabalhar no sentido de melhorar o ciclismo e as condições, e acreditar que é possível continuar com grandes feitos. Talvez ninguém contasse, mas eles sabiam bem para o que iam e estavam confiantes que podiam fazer um grande resultado, e o resultado aí está, uma grande alegria para quem os segue, e para todos os portugueses, que ficaram muito orgulhoso.” Rui Costa Créditos: Sprint Cycling Ler mais | Há vida na Colômbia além de Urán e Quintana? Conversa de Carapaz e Urán com os média Também presentes estiveram os líderes da EF. Ambição e nostalgia pontuaram a conversa de Carapaz e Urán com os média. Carapaz confirmou vir à Vuelta lutar pela classificação geral: “Venho sempre com ambições altas, quero tentar ganhar a Vuelta.” Rigoberto Urán, que se vai retirar no fim da época, deixou uma reflexão sobre a participação na última grande volta da carreira:  “Há muitos sentimentos, em muito relacionados também com a equipa, que é como uma família. Um pouco de nostalgia e alegria. O ciclismo é cada vez mais perigoso, a velocidade é muito alta, há muito risco, muitas quedas, e daí a alegria.”  Rigoberto Urán Créditos da foto de destaque: EF ProCycling ### Tour de France feminino: Etapa 5 – Troca de líder  A quinta etapa do Tour de France feminino ligou Bastogne a Amnéville, ao longo de 152,5 km (vídeo da etapa no final do artigo).  As ciclistas partiram da Bélgica em direção a França. A quinta etapa era a última oportunidade para as sprinters triunfarem neste Tour de France feminino. A fuga do dia  A fuga do dia demorou a formar-se, com várias ciclistas e tentarem escapar e a serem reabsorvidas pelo pelotão.  A cerca de 80 km para o fim, Loes Adegeest (FDJ – SUEZ) atacou o pelotão e conseguiu isolar-se. Foi seguida por Julie Van de Velde (AG Insurance - Soudal) e Fem Van Empel (Visma | Lease a Bike).  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824057723933114368 Últimos quilómetros  Também nesta altura, Charlote Kool (dsm-firmenich PostNL), vencedora de duas etapas neste Tour de France, perdeu contacto com o pelotão.  A 30 km do fim da etapa o trio da frente tinha 2:20 de vantagem, mas Van Empel ameaçava subir na geral e o pelotão reagiu.  O momento do dia deu-se a 6,3 km da chegada: queda no pelotão com Demi Vollering envolvida. A camisola amarela cedeu mais de 1:40 para as mais diretas rivais e viu Kasia Niewiadoma (Canyon//SRAM Racing) saltar à liderança. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824081094875975821 Triunfo da campeã nacional da Hungria À chegada à reta da meta, o grupo da frente contava com quatro ciclistas: além de Niewiadoma estavam Kata Blanka Vas (SD Worx – Protime), Kristen Faulkner (EF-Oatly-Cannondale), Liane Lippert (Movistar).  Lippert foi a primeira a lançar o sprint. Blanka Vas contra-atacou e venceu com autoridade. Bom triunfo da campeã nacional da Hungria. A ciclista húngara deu a vitória à SDWorx, num dia em que a equipa viu a sua líder perder 1:47 para a frente da corrida, e a camisola amarela por consequência.  Niewiadoma foi segunda na etapa e subiu ao primeiro lugar da geral. Liane Lippert fechou o pódio da etapa. Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Resumo em vídeo da etapa 5 do Tour de France feminino https://www.youtube.com/watch?v=c2lBCDqd_no Top 10 da etapa  Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1  Blanka Vas Team SD Worx - Protime 3:46:51  2  Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing  “  3  Liane Lippert Movistar Team “  4  Kristen Faulkner EF-Oatly-Cannondale  “ 5  Emma Norsgaard Movistar Team 0:08  6  Lucinda Brand Lidl - Trek 0:11 7  Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “  8  Lorena Wiebes Team SD Worx - Protime 0:28  9  Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike “  10  Évita Muzic FDJ - SUEZ  “  Top 10 da classificação geral  Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1  Katarzyna Niewiadoma Canyon//SRAM Racing 11:27:29  2  Kristen Faulkner  EF-Oatly-Cannondale  0:19  3  Puck Pieterse Fenix-Deceuninck 0:22  4  Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team 0:47  5  Juliette Labous  Team dsm-firmenich PostNL 0:56  6  Thalita De Jong Lotto Dstny Ladies 1:04  7  Shirin Van Anrooij  Lidl - Trek  1:07  8  Pauliena Rooijakkers Fenix-Deceuninck 1:08 9  Demi Vollering Team SD Worx - Protime 1:19 10  Liane Lippert Movistar Team 1:20  Perfil da etapa 6  A sexta etapa marca o início dos terrenos montanhosos no Tour de France Feminino.   Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Equipa Sabgal-Anicolor rescinde com Mauricio Moreira O Clube Desportivo Fullracing (detentor da equipa Sabgal-Anicolor) anunciou em comunicado que rescindiu contrato com Mauricio Moreira, tendo o corredor, que tinha contrato até ao final de 2025, deixado de fazer parte da Sabgal-Anicolor com efeito imediato. De relembrar que a falta de entendimento surgiu após o abandono do ciclista na Volta a Portugal onde foi apontado como líder. No comunicado, o Clube Desportivo Fullracing adiantou que a decisão foi tomada por mútuo acordo entre ambas as partes, acrescentando que esta decisão foi feita: "com o objetivo de evitar qualquer recurso a tribunais ou litígios, quer com o atleta, quer com a nova equipa com quem Mauricio Moreira decidiu assumir um segundo compromisso para a época de 2025." Clube Desportivo Fullracing Créditos: João Fonseca Photographer A antiga equipa adiantou ainda que a rescisão tem efeitos imediatos e foi motivada pela quebra de confiança entre o Clube Desportivo Fullracing e Mauricio Moreira, resultante do facto de o atleta ter assumido um compromisso com outra equipa, apesar de estar ciente de que tinha um vínculo contratual, tanto verbal como escrito, com o nosso clube até 2025. Este compromisso foi reconhecido publicamente pelo próprio atleta em declarações à Comunicação Social no dia 21 de novembro de 2023. Clube Desportivo Fullracing ### Tour de France feminino – Etapa 4: Vitória da estreante  A quarta etapa da Tour de France feminino ligou Valkenburg a Liège, ao longo de 122,7km.  As ciclistas percorreram terrenos míticos do ciclismo: no início da etapa passaram pelas estradas da Amstel Gold Race, e no fim da etapa pelas estradas da Liege-Bastogne-Liege. Fuga do dia  A fuga do dia demorou a formar-se e foi bastante tímida.  A 88km do fim, um ataque de Sara Martín (Movistar Team) formou a fuga do dia. A ciclista espanhola não ganhou muito tempo ao pelotão, que controlou de perto.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823702687520842013 40km depois do ataque, seria alcançada pelo pelotão. As ciclistas estavam assim todas juntas a 45km do fim da etapa.  Movimentações decisivas  Os quilómetros seguintes trouxeram as movimentações decisivas da etapa.  Enquanto as ciclistas mais fortes nas chegadas rápidas iam perdendo o contacto com o pelotão, as candidatas à classificação geral mexiam na corrida.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823717435511582823 A 14km do fim, já na última subida do dia, Katarzyna Niewiadoma (Canyon//SRAM Racing) atacou da frente do pelotão. Apenas Demi Vollering (Team SD Worx – Protime), Puck Pieterse e Pauliena Rooijakkers (Fenix-Deceuninck) seguiram a polaca. Rooijakkers perdeu o contacto com o grupo 3km depois.  Niewiadoma, Vollering e Pieterse seguiram isoladas na frente da corrida, com um grupo de cerca de 15 corredoras na perseguição.  A chegada  O trio da frente não seria mais alcançado, e decidiu a vitória da etapa num sprint reduzido.  Niewiadoma tentou atacar no último quilometro, sem sucesso. A polaca foi contra-atacada por Pieterse, que lançou o seu sprint primeiro. Vollering tentou discutir a etapa com a estreante da Fenix-Deceuninck, mas perdeu em cima da linha da meta.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823721713223524643 Puck Pieterse venceu, assim, a quarta etapa do Tour de france feminino na sua estreia na corrida. Demi Vollering foi segunda e Niewiadoma terceira.  Demi Vollering manteve a camisola amarela, e aumenta a sua vantagem para quase todas as candidatas à classificação geral.  Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Top 10 da etapa  Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Puck Pieterse Fenix-Deceuninck 3:12:28 2 Demi Vollering Team SD Worx - Protime “ 3 Katarzyna Niewiadoma Canyon//SRAM Racing “ 4 Kimberley Pienaar AG Insurance - Soudal Team 0:29 5 Noemi Ruegg EF-Oatly-Cannondale “ 6 Thalita De Jong Lotto Dstny Ladies “ 7 Évita Muzic FDJ - SUEZ “ 8 Shirin Van Anrooij Lidl - Trek “ 9 Niamh Fisher-Black Team SD Worx - Protime “ 10 Mareille Meijering Movistar Team “  Top 10 da classificação geral  Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Demi Vollering Team SD Worx - Protime 7:40:10 2 Puck Pieterse Fenix-Deceuninck 0:22 3 Katarzyna Niewiadoma Canyon//SRAM Racing 0:34 4 Kristen Faulkner EF-Oatly-Cannondale 0:47 5 Juliette Labous Team dsm-firmenich PostNL 0:56 6 Pauliena Rooijakkers Fenix-Deceuninck 1:03 7 Kimberley Pienaar AG Insurance - Soudal Team “ 8 Thalita De Jong Lotto Dstny Ladies 1:04 9 Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 10 Shirin Van Anrooij Lidl - Trek 1:07  Perfil da etapa 5 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Tour de France feminino – Etapa 3: A primeira para a campeã  A terceira etapa do Tour de France feminino foi, também, a segunda etapa do dia para o pelotão (vídeo resumo da etapa no final do artigo).  As ciclistas tinham à sua espera um contrarrelógio em Roterdão, com 6,3km de extensão.  A campeã olímpica Grace Brown (FDJ - SUEZ), e a especialista norte-americana Chloe Dygert (Canyon//SRAM Racing) eram as grandes favoritas à vitória de etapa. Primeiros tempos  Os primeiros tempos de referência foram marcados por ciclistas que não eram favoritas. Depois de algumas trocas no hot seat logo no início, Elena Pirrone (Roland) foi a primeira ciclista a passar algum tempo no primeiro lugar.  Eventualmente foi ultrapassada por Loes Adegeest (FDJ - SUEZ). A ciclista holandesa passou bastante tempo no hot seat.  As favoritas  As favoritas foram para a estrada numa fase mais avançada do contrarrelógio. Adegeest foi-se mantendo no primeiro lugar até Chloe Dygert conseguir melhorar o tempo da neerlandesa.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823376490718740563 Grace Brown, por exemplo, teve um problema mecânico e não conseguiu discutir a vitória. Outras ciclistas como Kristen Faulkner (EF-Oatly-Cannondale), Anna Henderson (Team Visma | Lease a Bike) ou Ellen Van Dijk (Lidl - Trek) chegaram todas atrás de Adegeest.  Das favoritas, faltava apenas chegar Demi Vollering (Team SD Worx - Protime). A ciclista dos Países Baixos passou com o mesmo tempo que Dygert no primeiro ponto intermédio, mas conseguiu melhorar em 0:05 o tempo na chegada.  Não seria mais ultrapassada. A campeã da edição de 2023 chegou, na etapa 3, à primeira vitória de etapa do Tour de France feminino. Alcançou também a camisola amarela.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Em segunda na etapa ficou Chloe Dygert, em terceiro Loes Adegeest. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=r3AvzZY3-XY Top 10 da etapa  Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1  Demi Vollering Team SD Worx – Protime 0:7:25  2  Chloe Dygert Canyon//SRAM Racing 0:05 3  Loes Adegeest FDJ - SUEZ “  4  Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “  5  Kristen Faulkner EF-Oatly-Cannondale 0:06 6  Ellen Van Dijk Lidl - Trek “  7  Lorena Wiebes  Team SD Worx – Protime 0:09 8  Mischa Bredewold Team SD Worx – Protime  “  9  Emma Norsgaard Movistar Team 0:10 10  Anna Henderson Team Visma | Lease a Bike 0:11  Top 10 da Classificação Geral  Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1  Demi Vollering Team SD Worx – Protime 4:27:54  2  Lorena Wiebes  Team SD Worx – Protime 0:03 3  Chloe Dygert Canyon//SRAM Racing 0:054  Loes Adegeest FDJ - SUEZ “  5  Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL "6  Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “  7  Kristen Faulkner EF-Oatly-Cannondale 0:06 8  Ellen Van Dijk Lidl - Trek “  9  Mischa Bredewold Team SD Worx – Protime  0:0910  Emma Norsgaard Movistar Team 0:10  Perfil da Etapa 4  Na etapa 4 o Tour de France feminino despede-se dos Países Baixos em direção à Bélgica.  Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Volta a França do Futuro - Etapas, transmissão e mais informações Vai disputar-se ente 18 e 24 de agosto a 60.ª edição do Tour de L'Avenir, a Volta a França do Futuro, prova por seleções mais importante do calendário internacional de sub-23. São sete etapas e 820 km, com um contrarrelógio inicial a abrir e duas etapas de média montanha logo a seguir. Para o final quatro etapas de alta montanha num percurso extremamente duro. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Equipa experiente e ambiciosa A seleção nacional vai apresentar-se com uma equipa experiente e ambiciosa com os seis corredores escolhidos por José Poeira: Alexandre Montez (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) António Morgado (UAE Team Emirates) Daniel Lima (Israel Cycling Academy) Gonçalo Tavares (Hagens Berman Jayco) João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista) Lucas Lopes (Supermercados Froiz) Será a segunda participação para a maior parte da equipa, o que eleva a ambição. Daniel Lima e João Martins estreiam-se na Volta a França do Futuro. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Percurso A alta montanha vai dominar o percurso da competição, que, desta vez, não tem contrarrelógio por equipas, ao contrário da edição transata ganha por Isaac del Toro, colega de António Morgado na UAE Emirates. A prova começa no próximo domingo, com um prólogo de 7,1 km em Sarrebourg. Seguem-se duas etapas longas e maioritariamente planas, mas com um perfil ondulado na fase final, que poderá desencorajar os sprinters e abrir oportunidade para puncheurs. (18/08) - Prólogo inicial - Sarrebourg › Sarrebourg (7,1 km) (19/08) - 1.ª Etapa - Sarrebourg › Ronchamp-Champagney (184,5 km) (20/08) - 2.ª Etapa - Mouchard › Plateau d'Hauteville (170,2 km) A geral começa a jogar-se na terceira etapa em linha, primeira das quatro jornadas de alta montanha. Será uma ligação com 70,7 km e três prémios de montanha de primeira categoria, o último em La Rosière, coincidente com a meta. (21/08) - 3.ª Etapa - Peisey-Vallandry › La Rosière (70,7 km) A quarta etapa, com 142,7 km volta a ter chegada de primeira categoria, em Les Karellis, mas é antecedida pela subida do Col de l’Iseran, a 2750 m de altitude. (22/08) - 4.ª Etapa - La Rosière › Les Karellis (142,6 km) As duas últimas etapas terminam em Itália. A penúltima não tem chegada em alto, embora, ainda antes de atravessar a fronteira entre França e Itália os corredores tenham de subir o Col do Mont-Cenis, nos Alpes franceses. (23/08) - 5.ª Etapa - Les Karellis › Condoue (119,3 km) O final da competição acontece no Colle delle Finestre, subida de 16,2 km com inclinação média de 9 % e final a 2296 m de altitude. (24/08) - 6. Etapa - Bobbio Pelice › Colle delle Finestre (125,9 km) Grande objetivo do ano de António Morgado A Volta a França do futuro é sempre uma ótima oportunidade de conhecer novos corredores que irão brilhar no pelotão internacional nos próximos anos. Este ano, o pelotão é extremamente talentoso e há vários nomes a destacar: António Morgado (Portugal) - É um dos maiores talentos do pelotão sub-23 e já venceu por três vezes este ano. Também esteve excelente nas clássicas do Norte onde fez o melhor resultado de sempre de um português na Volta à Flandres. A Volta à França é o grande objetivo do ano de António Morgado, que também aspira ao Mundial sub-23 depois da prata de Glasgow. Leva um bloco promissor: Daniel Lima foi chave no apuramento para esta prova ao fechar top 10 na Corrida da Paz. Alexandre Montez vem da Volta a Portugal onde foi 2.º na Juventude, além de subido ao pódio e vencido a montanha na Volta a Portugal do Futuro Lucas Lopes venceu etapa na Volta a Madrid onde foi rei da montanha. Noah Campos ganhou uns duros Nacionais em Santa Maria da Feira. Gonçalo Tavares é o campeão nacional de contrarrelógio e foi o corredor que mais tempo correu ao lado de António Morgado desde que eram juniores. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Widar parece um mini Pogačar Jarno Widar (Bélgica) - Há poucas palavras para descrever o prodígio belga da Lotto. Jarno Widar parece um mini Pogačar. Widar, de 18 anos, já venceu por sete vezes esta época entre etapas e classificações gerais, com destaque para o Giro NextGen, onde é o primeiro belga da história a vencer. Mathys Rondel (França) - O ciclista da Tudor, 4.º no Giro NextGen, sobe que se farta e prova disso é a confiança da equipa que lhe ofereceu contrato até 2027. Venceu o GP das Nações e vai ao Avenir mostrar em casa o porquê de ser uma das maiores esperanças do ciclismo francês. https://twitter.com/LeCyclismebelge/status/1814665847022952712 Ineos e UAE têm talentos no radar AJ August (EUA) - A senda de estadunidenses com potencial continua este ano AJ August (Ineos Grenadiers), depois de Matthew Riccitello (Israel Premier Tech) ter perdido a corrida no último dia em 2023. Andrew "AJ" August tem 18 anos, mas fez toda a época como um elite mais, correndo UAE Tour e Paris-Roubaix. Fica a lamentar a ausência de contrarrelógio, já que como júnior foi campeão nacional. Na era dos talentos precoces, Ineos e UAE têm talentos no radar na monta dos sub-23. Pablo Torres (Espanha) - Um dos fortes candidatos à vitória deste ano é Pablito Torres que milita na equipa de desenvolvimento da UAE Emirates, a Gen Z. Vem de uma vitória na última etapa do Giro Valle d'Aosta onde fez quinto na geral no fim de julho e mostra que está em grande forma para a Volta a França do Futuro. Pavel Novak (Chéquia) - Apesar de ser um dos outsiders da edição deste ano e não ter uma equipa tão forte como as outras seleções, Novak é um nome a ter em conta. Venceu o Troféu Piva no início de abril pela Colpack e quando o terreno é acidentado poucos sub-23 conseguem rodar ao seu ritmo. Sem o futuro decidido, tem a oportunidade de se mostrar. Joseph Blackmore (Grã-Bretanha) - Com 21 anos, Blackmore vai ser um dos ciclistas mais experientes à partida da Volta a França do Futuro. Deu nas vistas logo no início do ano vencendo Tour do Ruanda, Tour de Taiwan, Circuito das Ardenas e Liège sub-23. Corre na Israel Premier Tech. Países Baixos - Como qualquer um dos atletas é líder em potência, vamos só recordar os melhores resultados dos atletas. Darrem Van Bekkum ganhou a Ronde de l'Isard assistido pelo Menno Huising, Tijmen Graat foi o melhor neerlandês no Giro NextGen e o Wouter Toussaint foi o melhor neerlandês na Corrida da Paz. https://twitter.com/cycloben2/status/1777221407388180696 Equipas e dorsais México (MEX) 1 Carlos Alfonso GARCIA TREJO 2 Michael ZARATE ANIMA 3 David RUVALCABA REYES 4 Jorge PEYROT BALVANERA Jorge 5 Sebastian RUIZ TERAN 6 Erick Manuel GONZALEZ ARVIZO Itália (ITA) 11 Pietro MATTIO 12 Ludovico CRESCIOLO 13 Alessandro PINARELLO 14 Simone GUALDI 15 Edoardo ZAMPERINI 16 Florian Samuel ZAJAMINI Estados Unidos da América (USA) 21 Andrew AUGUST 22 Ian LOPEZ 23 Gavin HLADY 24 Artem SCHMIDT 25 Colby SIMMONS 26 Kellen CALDWELL Bélgica (BEL) 31 Jarno WIDAR 32 Emiel VERSTRYNGE 33 Robin ORINS 34 Gauthier SERVRANCKX 35 Aaron DOCKX 36 Tim REX França (FRA) 41 Léo BISIAUX 42 Clément IZQUIERDO 43 Léandre LOZOUET 44 Brieuc ROLLAND 45 Mathys RONDEL 46 Pierre THIERRY Suiça (SUI) 51 Fabian WEISS 52 Robin DONZÉ 53 Nils AEBERSOLD 54 Ilian BARHOUMI 55 Roman HOLZER 56 Luca JENNI Colômbia (COL) 61 Diego Fernando PESCADOR CASTRO 62 Jaider MUÑOZ RESTREPO 63 William COLORADO OSORIO 64 Jeferson Armando RUIZ ACUÑA 65 Juan Guillermo MARTINEZ HUERTAS 66 Camilo Andres GOMEZ GOMEZ Dinamarca (DEN) 71 Simon DALBY 72 Henrik Breiner PERDERSEN 73 Emil Shrandorff IWERSEN 74 Morten Aaling NORTOFT 75 Peter Oxenberg HANSEN 76 Tobias SVARRE Grã Bretanha (GBR) 81 Joseph BLACKMORE 82 Robert DONALDSON 83 Ollie STOCKWELL 84 Louis SUTTON 85 Joshua GOLLIKER 86 Matthew BRENNAN Países Baixos (NED) 91 Darren VAN BEKKUM 92 Menno HUISING 93 Tijmen GRAAT 94 Max VAN DER MEULEN 95 Huub ARTZ 96 Wouter TOUSSAINT Espanha (ESP) 101 Enekoitz AZPARREN IRURZUN 102 Markel BELOKI FERNANDEZ 103 Jaume GUARDENO ROMA 104 Iker MINTEGI CLAVER 105 Pau MARTI SORIANO 106 Pablo TORRES ARIAS Luxemburgo (LUX) 111 Mats WENZEL 112 Arno WALLENBORN 113 Mathieu KOCKELMANN 114 Alexandre KESS 115 Noé URY 116 Mil MORANG Áustria (AUT) 121 Marco SCHRETTL 122 Philipp Hofbauer 123 Benjamin ECKERSTORFER 124 Sebastien PUTZ 125 David PAUMANN 126 Paul BUSCHEK Israel (ISR) 131 Faingezicht EMRY 132 Bental AVIV 133 Tahar GUY 134 Peretz Herdevall MATAR YTZHAK 135 Uri YONATAN 136 Gabay IDO Polónia (POL) 141 Kamil SZYMACHA 142 Mateusz GAJDULEWICZ 143 Maciej BANASZAK 144 Julian KOT 145 Marek KAPELA 146 Igor SEK Canadá (CAN) 151 Félix BOUCHARD 152 Jérémie La GRENADE 153 Jonas WALTON 154 Léonard Péloquin 155 Michael LEONARD 156 Quentin COWAN Alemanha (GER) 161 Niklas BEHRENS 162 Julian BORRESH 163 Luca DREẞLER 164 Moritz KRETSCHY 165 Louis LEIDERT 166 Ole THEILER PORTUGAL (POR) 171 Daniel LIMA 172 António MORGADO 173 Alexandre MONTEZ 174 Lopes LUCAS 175 Gonçalo TAVARES 176 Noah CAMPOS UCI Centro Mundial de Ciclismo (CMC) 181 Aman AWET 182 Zerahi NOHAM 183 Mulugeta YAFIET 184 Ferkous AYOUB 185 Masengesho VAINQUEUR 186 Arefanye AKILILU Chéquia (CZE) 191 Tomas PRIDAL 192 Daniel MRAZ 193 Pavel NOVAK 194 Daniel VYSOCAN 195 Martin BARTA 196 Tomas OBDRZALEK Austrália (AUS) 201 Fergus BROWNING 202 Matthew GREENWOOD 203 Alastair MACKELLAR 204 Zachary MARRIAGE 205 Declan TREZISE 206 Luke TUCKWELL Equipa mista Auvergne-Rhône-Alpes (ARA) 211 Baptiste TROJA 212 Rémi ARSAC 213 Joris CHAUSSINAND 214 Victor JEAN 215 Victor LOULERGUE 216 Mael SORANZO Eslovénia (SLO) 221 Gal GLIVAR 222 Anze RAVBAR 223 Jaka MAROLT 224 Aljaz TURK 225 Zak ERZEN 226 Luka ZIHERL Ecuador (ECU) 231 Kevin Elian NAVAS PAREDES 232 Robert Jacob WHITE ESPADERO 233 Luis Javier MONTEROS ROMERO 234 Jose Andres SARMIENTO ALVAREZ 235 Franklin Joel REVELO PAUCAR 236 Yostin Elian POZO MITIS Suécia (SWE) 241 Jakob SODERQVIST 242 Edvin LOVIDIUS 243 Hugo LENNARTSSON 244 Ville MERLOV 245 Jonathan AHLSSON 246 Carl KAGEVI Transmissão Para comemorar as suas 60 edições, a organização vai transmitir os últimos 60km de todas as etapas da prova. Em Portugal, a Volta a França do Futuro de 2024 vai ser transmitida na plataforma MAX com o add on de desporto, mas sem comentários em português. Data e início das transmissões: Prólogo (18/08) 15h45 Etapa 1 (19/08): 12h45 Etapa 2 (20/08): 14h00 Etapa 3 (21/08): 13h05 Etapa 4 (22/08): 14h45 Etapa 5 (23/08): 14h10 Etapa 6 (24/08): 13h40 ### Tour de France feminino - Etapa 2: Continua a festa neerlandesa A segunda etapa do Tour de France feminino ligou Dordrecht a Roterdão. Com apenas 67,9km de extensão, foi a etapa em linha mais curta do Tour feminino (vídeo resumo da etapa no final do artigo). A etapa foi, tal como a etapa 1, totalmente plana. A fuga do dia A fuga do dia foi bastante tímida. Talvez pela curta extensão da etapa houve poucas tentativas de formar uma fuga que pudesse vingar. A cerca de 40km do fim, Audrey de Keersmaeker (Lotto Dnsty Ladies) atacou o pelotão. A ciclista belga isolou-se na frente da corrida e ainda conseguiu ganhar cerca de 0:30 ao pelotão. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823291135449509988 Foi reabsorvida pelo pelotão a 10km do fim da etapa. Começou, nesta altura, a preparar-se a chegada, que se adivinhava ao sprint. A chegada A chegada foi rápida e técnica até à reta da meta, com bastantes curvas a alongar o pelotão, onde as equipas procuravam colocar as suas sprinters da melhor maneira possível. Chegado o sprint, foi Lorena Wiebes (Team SD Worx - Protime) a primeira a lançar. A holandesa, que não conseguiu discutir a etapa 1, parecia ir para a vitória. Mas nos últimos metros Charlotte Kool (Team dsm-firmenich PostNL) conseguiu sair da roda de Wiebes. Mesmo em cima da linha Kool ultrapassou a ciclista da Team SD Worx - Protime, e venceu a etapa. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823293049335697530 A ciclista holandesa da Team dsm-firmenich PostNL triunfou na segunda etapa consecutiva, e mantém a liderança do Tour de France feminino. Lorena Wiebes foi segunda na etapa, Marianne Vos (Team Visma | Lease a Bike) foi terceira. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=r3AvzZY3-XY Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL 1:32:49 2 Lorena WiebesTeam SD Worx – Protime “ 3 Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike“ 4 Lotta Henttala EF-Oatly-Cannondale “ 5 Elisa BalsamoLidl - Trek“ 6 Rachele BarbieriTeam dsm-firmenich PostNL “ 7 Mylenè de Zoete CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 8 Maggie Coles-LysterRoland “ 9 Martina AlziniCofidis Women Team“ 10 Puck PieterseFenix - Deceuninck“  Top 10 da classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL 4:20:09 2 Anniina Ahtosalo Uno-X Mobility 0:143 Lorena WiebesTeam SD Worx – Protime “ 4 Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike0:165 Elisa BalsamoLidl - Trek“ 6 Lotta HenttalaEF-Oatly-Cannondale 0:207 Mylenè de Zoete CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 8 Emilia Fahlin Arkéa – B&B Hotels Women“ 9 Kathrin SchweinbergerCERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 10 Kimberley Pienaar AG Insurance – Soudal Team “  Perfil da etapa 3 A terceira etapa é um contrarrelógio individual em Roterdão. Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Vuelta em Portugal - Apresentação das etapas Durante a apresentação da Vuelta a Espanha, a 30 de julho, em Castelo Branco, ficámos a conhecer os pormenores das três etapas que decorrem em Portugal. A edição 79 da Vuelta a Espanha parte de Lisboa, na segunda vez que a corrida parte de Portugal depois de em 1997 servir de promoção para a Expo 98. O primeiro encontro com a "afición" portuguesa está agendado para quinta-feira, das 19:00 às 20:10, durante a apresentação das equipas em frente à Torre de Belém. Etapas em Portugal As etapas em Portugal vão ter perfis variados. Partilhamos com os aficionados o máximo detalhe no que às partidas e chegada diz respeito para que possam planear o dia. Sábado, 17 de agosto, o evento arranca em Lisboa, em plena Praça do Império, junto ao Mosteiro dos Jerónimos. A caravana publicitária parte às 14:53, o primeiro corredor às 16:23 e o último às 19:18. Pela frente um contrarrelógio de 12 km ao longo da Marginal com meta instalada em Oeiras, na Torre. Créditos: Unipublic Domingo, 18 de agosto, a partida é na Baía de Cascais e os corredores assinam o ponto na praça 5 de outubro junto à estátua de D. Pedro I. A caravana parte às 9:50, a partida oficial é às 11:50. O destino final é Ourém, numa distância de 194 km, o que faz desta a segunda etapa mais longa da Vuelta. Há contagens de montanha de quarta categoria no Alto da Lagoa Azul e no Alto da Batalha. A meta situa-se na Rua Dr. Armando Henriques Reis Vieira, adjacente ao Centro de Saúde. A Vuelta é o maior evento desportivo alguma vez realizado no concelho de Ourém, segundo a autarquia anfitriã.        Créditos: Unipublic Segunda-feira, 19 de agosto, a festa do ciclismo chega à Lousã. A partida é no Parque Municipal de Exposições (caravana às 10:05, partida oficial às 11:50). A meta está instalada em Castelo Branco na Avenida Ramalho Eanes após o pelotão percorrer 191,5 km num dia de média montanha. Esta etapa conta com uma contagem de montanha de segunda categoria (Alto de Teixeira) e uma de quarta (Alto de Alpedrinha). Créditos: Unipublic Figuras da Vuelta Entre as figuras da Vuelta está João Almeida, que chega após alcançar o quarto top 5 da carreira em grandes voltas no Tour de France 2024. A UAE Emirates nunca venceu a prova, mas vestiu a camisola vermelha em duas ocasiões: em 2007 com Daniele Bennati e em 2008 com Alessandro Ballan, em ambos casos durante um dia. Tadej Pogacar foi o melhor jovem em 2019. Créditos: Sam Buchli Movistar alinha na 43ª Vuelta Confirmado está Nelson Oliveira. Será a décima Vuelta para o português e a vigésima primeira presença em corridas de três semanas. A Movistar alinha na 43ª Vuelta consecutiva, depois de o fazer como Reynolds, Banesto, Illes Balears e Caisse d’Epargne. A estrutura espanhola venceu a prova com Pedro Delgado (1989), Abraham Olano (1998), Alejandro Valverde (2009) e Nairo Quintana (2016). Créditos: Unipublic Nomes fortes do ciclismo mundial Outros nomes fortes do ciclismo mundial têm agendada a presença na última "grande" do ano: Adam Yates (UAE Emirates), Sepp Kuss e Wout Van Aert (Visma | Lease a Bike), Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Richard Carapaz (EF Education - EasyPost). A 79.ª edição da Vuelta termina no dia 8 de setembro, em Madrid, depois de 21 etapas e mais de 3300 km percorridos. O pelotão parte de Lisboa composto por 176 ciclistas de 22 equipas. ### Tour de France feminino – Etapa 1: Países Baixos de amarelo A primeira etapa da quarta edição do Tour de France feminino partiu de Roterdão, nos Países Baixos.  Esperava-se uma chegada ao sprint em Haia, no fim dos 123 km que compunham a etapa do dia (vídeo resumo da etapa no fim do artigo).  Início nervoso  A corrida teve um início nervoso ainda antes da partida oficial.  Durante a parte neutralizada da etapa, algumas quedas e problemas mecânicos atrasaram o início da corrida. Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Fuga do dia  A fuga do dia demorou a formar-se, e foi praticamente inexistente.  Após a partida oficial, não houve tentativas de criar a fuga durante alguns quilómetros. Cristina Tonetti (Laboral Kutxa - Fundación Euskadi) atacou a 79km do fim e isolou-se na frente da corrida.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1822970564618731559 A ciclista italiana foi apanhada pelo pelotão 20km depois do ataque. Conseguiu ainda passar em primeiro na única contagem de montanha do dia, conquistando assim a camisola dos pontos da montanha.  Pelotão completo Alcançada Tonetti, o pelotão seguiu completo nos quilómetros que restavam até à meta. A primeira etapa do Tour de France feminino seria, como esperado, decidida numa chegada ao sprint. Destacar apenas a passagem pelo sprint intermédio em Groeneweg, ganho por Marianne Vos (Team Visma | Lease a Bike). A Chegada A chegada a Haia foi feita a alta velocidade, com as equipas interessadas em colocar bem as suas sprinters. Já nos metros finais, Charlotte Kool (Team dsm-firmenich PostNL) foi a primeira a lançar o seu sprint, depois de um tremendo lançamento de Barbara Guarischi (Team dsm-firmenich PostNL). Ninguém conseguiu alcançar a holandesa, que venceu a primeira etapa do Tour de France feminino 2024. Chegou à primeira camisola amarela desta edição. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1822992719205020070 Em segundo lugar chegou Anniina Ahtosalo (Uno-X Mobility). A fechar o pódio da etapa Elisa Balsamo (Lidl - Trek). Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=sBYn5uJbm24 Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL 2:47:40 2 Anniina Ahtosalo Uno-X Mobility “ 3 Elisa Balsamo Lidl - Trek “ 4 Lotta Henttala EF-Oatly-Cannondale “ 5 Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike “ 6 Daria Pikulik Human Powered Health “ 7 Mylenè de Zoete CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 8 Kimberley Pienaar AG Insurance - Soudal Team “ 9 Emilia Fahlin Arkéa - B&B Hotels Women “ 10 Blanka Vas Team SD Worx - Protime “  Top 10 da Classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL 2:47:30 2 Anniina Ahtosalo Uno-X Mobility 0:04 3 Elisa Balsamo Lidl - Trek 0:06 4 Lotta Henttala EF-Oatly-Cannondale 0:10 5 Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike “ 6 Daria Pikulik Human Powered Health “ 7 Mylenè de Zoete CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 8 Kimberley Pienaar AG Insurance - Soudal Team “ 9 Emilia Fahlin Arkéa - B&B Hotels Women “ 10 Blanka Vas Team SD Worx - Protime “  Perfil da Etapa 2 A segunda etapa do Tour de France feminino é a mais curta desta edição. Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux ### Tour de France feminino - Equipas e etapas  O Tour de France feminino - organizado pela ASO, a mesma entidade que rege o Tour de France – sai para a estrada a 12 de agosto.  O Tour de France feminino conta com 22 equipas à partida e um total de 154 corredoras. O Percurso  A terceira edição da prova francesa vai contar com um total de 949,7 km, divididos por oito etapas.   As três primeiras etapas têm início e fim nos Países Baixos. Na quarta etapa as ciclistas correm na Bélgica uma espécie de Liège-Bastogne-Liège. A quinta etapa parte da Bélgica e termina em território francês. A partir daí as ciclistas correm em França até chegarem ao Alpe D’Huez, onde termina o Tour. As Etapas  12/8: Etapa 1 – Roterdão > Haia (123km)  O Tour vai começar com uma etapa plana, com provável chegada ao sprint.  Créditos: A.S.O. 13/8: Etapa 2 – Dordrecht > Roterdão (69,7km)  Também a segunda etapa, muito curta, se espera com final ao sprint.  Créditos: A.S.O 13/8: Etapa 3 - Roterdão > Roterdão (6,3km) - Contrarrelógio Individual  Um contrarrelógio individual em Roterdão, corrido no mesmo dia que a etapa 2. Termina a passagem do Tour nos Países Baixos.  Créditos: A.S.O 14/8: Etapa 4 – Valkenburg > Liége (122,7km)  A passagem do Tour pela Bélgica, numa etapa acidentada com oito contagens de montanha.  Créditos: A.S.O 15/8: Etapa 5 – Bastogne > Amnéville (152,5km)  A quinta etapa parte da Bélgica, e termina em território francês. As ciclistas chegam finalmente a França em mais uma etapa acidentada.  Créditos: A.S.O 16/8: Etapa 6 – Remiremont > Morteau (159,2km)  A sexta etapa do Tour vê as ciclistas subirem pela primeira vez acima dos 1000 metros de altitude.  Créditos: A.S.O 17/8: Etapa 7 – Champagnole > Le Grand-Bornand (166,4km)  A penúltima etapa do Tour pode trazer luta pela classificação geral. Conta com cinco contagens de montanha – a última subida tem 7 km de extensão e 5,1 % de pendente média.  Créditos: A.S.O 18/8: Etapa 8 - Le Grand-Bornand > Alpe D’Huez (149,9km)  Na última etapa do Tour, as ciclistas ultrapassam uma das subidas mais míticas do ciclismo, o Alpe D’Huez. Esta etapa promete ser decisiva para a classificação final.  Créditos: A.S.O Destaques  O grande destaque desta edição do Tour de France Feminino é a presença da holandesa Demi Vollering, campeã em título da prova. A ciclista da Team SD Worx – Protime é a grande favorita para repetir o triunfo da época passada.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Juliette Labous, Katarzyna Niewiadoma ou Cecilie Uttrup Ludwig são outros dos nomes de destaque. As ciclistas vão tentar desafiar a hegemonia de Vollering e da Team SD Worx – Protime.  Startlist Em baixo, a Startlist das ciclistas que vão correr o Tour de France feminino.  AG Insurance - Soudal Team  BENITO Mireia  GIGANTE Sarah  LOUW Anya  PLUIMERS Ilse  GHEKIERE Justine  (LE COURT) PIENAAR Kimberley  VAN DE VELDE Julie  Arkéa - B&B Hotels Women  CAVALLAR Valentina  CLAES Lotte  COLJÉ Maaike  DRUMMOND Michaela  FAHLIN Emilia  FOUQUENET Amandine  SQUIBAN Maëva  Canyon//SRAM Racing  NIEWIADOMA Katarzyna  BRADBURY Neve  CHABBEY Elise  PALADIN Soraya  TOWERS Alice  SKALNIAK-SÓJKA Agnieszka  DYGERT Chloe  CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  DE ZOETE Mylène  ARZUFFI Alice Maria  LACH Marta  SCHWEINBERGER Kathrin  ALONSO Sandra  KERBAOL Cédrine  BERTON Nina  Cofidis Women Team  BERTEAU Victoire  KERN Špela  NOSKOVÁ Nikola  ALZINI Martina  ROY Sarah  TALBOT Josie  LUDWIG Hannah  EF-Oatly-Cannondale   JACKSON Alison  HENTTALA Lotta  VALLIERES Magdeleine  RÜEGG Noemi  CADZOW Kim  FAULKNER Kristen  EMOND Clara  FDJ - SUEZ  DEMAY Coralie  ADEGEEST Loes  KRAAK Amber  CURINIER Léa  BROWN Grace  LUDWIG Cecilie Uttrup  MUZIC Évita  Fenix-Deceuninck  PIETERSE Puck  KASTELIJN Yara  DE WILDE Julie  TRUYEN Marthe  ROOIJAKKERS Pauliena  SCHREMPF Carina  SCHWEINBERGER Christina  Human Powered Health  CORDON-RAGOT Audrey  EDWARDS Ruth  KASPER Romy  MALCOTTI Barbara  PIKULIK Daria  RAAIJMAKERS Marit  WILLIAMS Lily  Laboral Kutxa - Fundación Euskadi  BLANCO Iurani  TONETTI Cristina  OSTOLAZA Usoa  SANTESTEBAN Ane  SOTO Catalina Anais  TOMASI Laura  SILVESTRI Debora  Lidl - Trek  REALINI Gaia  BRAND Lucinda  BALSAMO Elisa  SPRATT Amanda  VAN DIJK Ellen  DEIGNAN Elizabeth  VAN ANROOIJ Shirin  Liv AlUla Jayco  GARCÍA Mavi  ANDERSSON Caroline  KOREVAAR Jeanne  PATE Amber  ROSEMAN-GANNON Ruby  TON Quinty  SMULDERS Silke  Lotto Dstny Ladies  DE JONG Thalita  AINTILA Wilma  ARENS Maureen  BASTIAENSSEN Fauve  DE KEERSMAEKER Audrey  DOCX Mieke  VAN WERSCH Anna  Movistar Team  LIPPERT Liane  MEIJERING Mareille  MACKAIJ Floortje  NORSGAARD Emma  GUTIÉRREZ Sheyla  MARTÍN Sara  BARIL Olivia  Roland  DRONOVA-BALABOLINA Tamara  CHRISTOFOROU Antri  COLES-LYSTER Maggie  GRINCZER Natalie  PIRRONE Elena  SWINKELS Sylvie  VETTORELLO Giorgia  St Michel - Mavic - Auber93 WE  AVOINE Alison  BUNEL Marion  FAHY Camille  GUILMAN Victorie  LE MOUEL Célia  MIERMONT Dilyxine  ROUSSEL Elyne  Tashkent City Women Professional Cycling Team  KUSKOVA Yanina  ELMURODOVA Mohinabonu  KAKHOROVA Madina  KOZIEVA Nafosat  KUSKOVA Anna  MISYURINA Margarita  RIZAEVA Asal  Team dsm-firmenich PostNL  LABOUS Juliette  KOOL Charlotte  BARALE Francesca  BARBIERI Rachele  GEORGI Pfeiffer  KOCH Franziska  STORRIE Becky  Team SD Worx - Protime  WIEBES Lorena  VOLLERING Demi  MAJERUS Christine  GUARISCHI Barbara  FISHER-BLACK Niamh  VAS Blanka  BREDEWOLD Mischa  Team Visma | Lease a Bike  MARKUS Riejanne  VAN EMPEL Fem  DE VRIES Femke  HENDERSON Anna  RIEDMANN Linda  VON BERSWORDT Sophie  VOS Marianne  UAE Team ADQ  MAGNALDI Erica  PERSICO Silvia  KUMIEGA Karolina  HOLDEN Elizabeth  HARVEY Mikayla  BERTIZZOLO Sofia  SWINKELS Karlijn  Uno-X Mobility  KOSTER Anouska  AALERUD Katrine  AHTOSALO Anniina  BOILARD Simone  CONFALONIERI Maria Giulia  BERG EDSETH Marte  OTTESTAD Mie Bjørndal  Todas as Etapas do Tour de France Femmes avec Swift vão ser transmitidas na Eurosport 1.  Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Thomas Maheux ### Portugal conquista ouro no Madison dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 A dupla portuguesa composta por Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistou o ouro na prova de Madison nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Um momento histórico para o ciclismo português, que conquista o primeiro ouro em Olimpíadas. A prova A prova foi bastante nervosa, com muitas quedas no velódromo francês. Após marcar 8 pontos na fase inicial, a dupla portuguesa remeteu-se ao meio do pelotão durante algum tempo. A 70 voltas do fim (das 200 que compõem o Madison), a dupla portuguesa lutava pelo top 10, quando inicia uma recuperação fantástica. Com muitos pontos marcados nos sprints no último quarto da corrida, e também uma volta completa ao pelotão, os portugueses dispararam para a discussão das medalhas. Este final fortíssimo ditou a vitória para Portugal. Destacar também a queda da dupla italiana, que chegou a liderar a prova. Feitas as contas, Portugal terminou o Madison olímpico em primeiro lugar, com 55 pontos. A Itália foi segunda, com 47 pontos, a Dinamarca terceira, com 41 pontos. Declarações dos campeões olímpicos Transmissão Eurosport Os campeões olímpicos prestaram declarações ao Eurosport depois da corrida. O plano era começar a rolar após 100 voltas, mas vimos oportunidade no início de somar oito pontos em sprint. Depois tivemos que ir respirar fundo porque íamos mortos. Nas últimas 50 voltas todos viram o que fizemos. Nunca ganhei uma corrida na minha vida. Ser campeão olímpico… nem sei o que dizer. Rui Oliveira Treinamos para as últimas 25 voltas, sabíamos que iam ser rapidíssimas Porque toda a gente ia estar cansada. Tínhamos a certeza que os podíamos quebrar. Iúri Leitão Momento histórico Um momento histórico, definido por algumas marcar históricas alcançadas pelos ciclistas portugueses. Esta é a quarta medalha da Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, a primeira de ouro nestas olimpíadas. É também o primeiro ouro olímpico para Portugal não conquistado no atletismo. Créditos: Roberto Bettini/SprintCyclingAgency Destacar ainda que Iúri Leitão se torna o primeiro português a vencer duas medalhas na mesma edição dos Jogos. Portugal fecha no dia 11 de agosto a sua participação no ciclismo nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, com a presença de Maria Martins no Omnium. Leva de Paris, até agora, duas medalhas, uma de prata e uma de ouro, e ainda um diploma olímpico, com o sétimo lugar de Nelson Oliveira na prova de contrarrelógio de ciclismo de estrada. Créditos da foto de destaque: Sprint Cycling ### Clássica de San Sebastian - Rescaldo da corrida A clássica de San Sebastian, corrida de um dia de nível World Tour, correu-se num percurso de 236km com início e fim em San Sebastian.  Os ciclistas, entre eles Ruben Guerreiro, tinham à espera um percurso bastante acidentado, com sete contagens de montanha. Créditos: Marco Miguel Fuga do dia A fuga do dia formou-se relativamente cedo, composta por dez ciclistas. Entre eles estavam, por exemplo, Simon Carr (EF Education - EasyPost), Warren Barguil (Team dsm-firmenich PostNL) ou Jesús Herrada (Cofidis).  A cerca de 67km do fim, ataques dentro da fuga. Simon Carr foi o ciclista que mais se destacou, numa altura em que Red Bull - BORA - hansgrohe e a Team Visma | Lease a Bike assumiam a perseguição no pelotão.  https://twitter.com/dklasikoa/status/1822260838561984794 O britânico foi apanhado pelo pelotão a 43km do fim da corrida. Ataques Depois do último elemento da fuga ter sido apanhado, já quando o pelotão passava em Erlaitz – a única contagem de montanha de primeira categoria do percurso – surgiram os ataques.  Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Primeiro Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) atacou e levou Julian Alaphilippe (Soudal Quick-Step) na sua roda. Pavel Sivakov (UAE Team Emirates) lançou um contra-ataque e conseguiu distanciar todos os outros ciclistas. O Erlaitz selecionou bastante o grupo. Depois da passagem na contagem de montanha, Sivakov seguia isolado na frente com cerca de 0:20 de vantagem sobre um grupo perseguidor com 19 ciclistas.  Esta situação de corrida manteve-se até à subida a Pilotegi, a última contagem de montanha do dia.  Últimos Quilómetros  Os últimos quilómetros da clássica de San Sebastian são marcados pela última contagem de montanha do dia, já dentro dos 10km finais.  Sivakov foi apanhado pelo grupo perseguidor a 9km do fim, quando Alaphilippe atacou com Marc Hirschi (UAE Team Emirates) na sua roda. O ataque foi neutralizado alguns metros depois.  https://twitter.com/dklasikoa/status/1822281327565046022 Na parte mais dura da subida, Alaphilippe e Hirschi voltaram a destacar-se, e passaram o topo da contagem de montanha isolados na frente da corrida. Sprint Final A dupla da frente não voltaria a ser apanhada até à reta da meta, e os dois ciclistas discutiram a vitória num sprint. O mais forte foi Marc Hirschi, levando assim a vitória em San Sebastian. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1822287517770510793 Alaphilippe foi segundo na clássica basca. Em terceiro terminou Lennert Van Eetvelt (Lotto Dstny).  Ruben Guerreiro não conseguiu estar nas movimentações decisivas, e terminou a prova longe dos primeiros classificados.  Top 10 da corrida Posição Ciclista País Tempo 1 Marc Hirschi UAE Team Emirates 5:46:12 2 Julian Alaphilippe Soudal Quick-Step “ 3 Lennert Van Eetvelt Lotto Dstny 0:07 4 Kevin Vermaerke Team dsm-firmenich PostNL 0:17 5 Jhonatan Narvaez INEOS Grenadiers 0:25 6 Neilson Powless EF Education - EasyPost “ 7 Patrick Konrad Lidl - Trek “ 8 Michael Woods Israel - Premier Tech “ 9 Jan Christen UAE Team Emirates 0:36 10 Brandon McNulty UAE Team Emirates 0:37  Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Guia da clássica de San Sebastian A edição 44 da clássica de San Sebastian - Donostia San Sebastian Klasikoa – vai para a estrada no dia 10 de agosto. A corrida, de nível World Tour, tem início e fim em San Sebastian, num percurso com 236km. Na Startlist consta um português: Ruben Guerreiro (Movistar Team) vai correr a clássica basca, acabado de sair da Volta a Burgos. Créditos: Marco Miguel O português foi recentemente quinto classificado na clássica Prueba Villafranca - Ordiziako Klasika. Perfil da corrida O perfil da corrida é bastante acidentado. No total, tem sete contagens de montanha: duas de terceira categoria, quatro de segunda categoria e uma de primeira categoria. Os ciclistas vão passar por algumas subidas conhecidas, como por exemplo o Jaizkibel, que recentemente fez parte do Tour de France. A última subida da corrida, já dentro dos últimos 10km, tem 10,1% de pendente média ao longo de 2,1km de extensão. A pendente máxima desta subida é de 19% - um momento que pode ser crucial para a decisão da corrida. A prova termina com cerca de 3km planos antes da reta da meta. O perfil da corrida pode ser consultado no website oficial da prova. Destaques  Sem os nomes que normalmente dominam as corridas de um dia – Tadej Pogacar, Remco Evenepoel, Mathieu Van Der Poel e Wout Van Aert não estarão presentes – espera-se uma corrida bastante aberta, com vários candidatos à vitória.  Para além de Ruben Guerreiro, há outros nomes de destaque: Jonas Vingegaard, que volta à competição depois do Tour de France, Mikel Landa, Marc Hirschi, Romain Bardet ou Daniel Martínez são alguns dos favoritos.  https://twitter.com/dklasikoa/status/1821998141735866404 Startlist e dorsais Soudal Quick-Step 1 ALAPHILIPPE Julian  2 ASGREEN Kasper  3 CATTANEO Mattia  4 GELDERS Gil 5 LANDA Mikel  6 LECERF William Junior 7 VANSEVENANT Mauri UAE Team Emirates 11 ARRIETA Igor 12 COVI Alessandro  13 DEL TORO Isaac  14 CHRISTEN Jan 15 HIRSCHI Marc  16 SIVAKOV Pavel  17 MCNULTY Brandon  EF Education - EasyPost  21 BELOKI Markel  22 CARR Simon  23 DE BOD Stefan  24 POWLESS Neilson  25 QUINN Sean  26 CARTHY Hugh  27 SWEENY Harry  Bahrain - Victorious  31 ARASHIRO Yukiya  32 BUITRAGO Santiago  33 CARUSO Damiano  34 HAIG Jack  35 PICKERING Finlay 36 SÜTTERLIN Jasha  37 TRÆEN Torstein  Movistar Team 41 ARANBURU Alex  42 GUERREIRO Ruben  43 PEDRERO Antonio  44 RUBIO Einer  45 SAMITIER Sergio  46 ROMEO Iván  47 SOSA Iván Ramiro  Decathlon AG2R La Mondiale Team   51 BAUDIN Alex   52 O'CONNOR Ben   53 BERTHET Clément   54 PETERS Nans   55 PRODHOMME Nicolas   56 LABROSSE Jordan   57 WARBASSE Larry  Team Visma | Lease a Bike 61 KUSS Sepp   62 VAN BAARLE Dylan   63 GLOAG Thomas   64 VINGEGAARD Jonas   65 KELDERMAN Wilco   66 VADER Milan   67 VERMOTE Julien Team dsm-firmenich PostNL   71 BARDET Romain   72 BARGUIL Warren   73 COMBAUD Romain   74 HAMILTON Chris   75 LEEMREIZE Gijs   76 TUSVELD Martijn   77 VERMAERKE Kevin  Lidl - Trek  81 CICCONE Giulio   82 BERNARD Julien   83 MOSCA Jacopo   84 GHEBREIGZABHIER Amanuel   85 LÓPEZ Juan Pedro   86 KONRAD Patrick   87 OOMEN Sam  Equipo Kern Pharma  91 CASTRILLO Pablo   92 AGIRRE Jon   93 BERRADE Urko   94 MIQUEL Pau   95 IRIBAR Unai   96 GARCÍA PIERNA Carlos   97 LÓPEZ Jordi  Astana Qazaqstan Team   101 BRUSSENSKIY Gleb   102 CHARMIG Anthon   103 GAROFOLI Gianmarco  104 MARUKHIN Daniil   105 UMBA Santiago   106 VELASCO Simone   107 SCHELLING Ide   Intermarché - Wanty  111 CALMEJANE Lilian   112 COLLEONI Kevin   113 DE POOTER Dries 114 FAURE PROST Alexy   115 PAQUOT Tom   116 PETILLI Simone   117 ROTA Lorenzo   Lotto Dstny  121 ADAMIETZ Johannes   122 CURRIE Logan   123 KRON Andreas   124 MONIQUET Sylvain   125 VAN EETVELT Lennert   126 VAN GILS Maxim   127 VANDENABEELE Henri   Israel - Premier Tech  131 BENNETT George   132 FRIGO Marco   133 HOLLYMAN Mason   134 RICCITELLO Matthew   135 SAGIV Guy   136 SHEEHAN Riley   137 WOODS Michael   Team Jayco AlUla   141 YATES Simon   142 CRADDOCK Lawson   143 JUUL-JENSEN Christopher   144 HARPER Chris   145 BERHE Welay Hagos   146 ZANA Filippo   147 DE PRETTO Davide   Cofidis   151 IZAGIRRE Ion   152 ELISSONDE Kenny   153 GESCHKE Simon   154 HERRADA Jesús   155 IZAGIRRE Gorka   156 LASTRA Jonathan   157 TOUMIRE Hugo   Red Bull - BORA - hansgrohe  161 MARTÍNEZ Daniel Felipe   162 ADRIÀ Roger   163 ALEOTTI Giovanni   164 LIPOWITZ Florian   165 HIGUITA Sergio   166 HAJEK Alexander   167 ZWIEHOFF Ben   Caja Rural - Seguros RGA  171 BARCELÓ Fernando   172 BALDERSTONE Abel   173 CEPEDA Jefferson Alveiro   174 LÓPEZ Joseba   175 NICOLAU Joel   176 PRADES Eduard 177 SILVA Guillermo Thomas  Groupama - FDJ 181 MARTINEZ Lenny   182 GERMANI Lorenzo  183 LE GAC Olivier   184 PALENI Enzo   185 ROCHAS Rémy   186 THOMPSON Reuben   187 LE HUITOUZE Eddy  Euskaltel - Euskadi   191 ALUSTIZA Nicolás   192 ETXEBERRIA Asier   193 BOU Joan   194 BIZKARRA Mikel   195 BERASATEGI Xabier   196 ISASA Xabier   197 DE LA PARTE Víctor   Alpecin - Deceuninck  201 BAYER Tobias   202 CONCI Nicola   203 GOGL Michael   204 JANSSENS Jimmy   205 LAURANCE Axel   206 VAN TRICHT Stan   207 VERMEERSCH Gianni   Arkéa - B&B Hotels  211 BARRÉ Louis   212 CHAMPOUSSIN Clément   213 RIES Michel   214 GUERNALEC Thibault   215 GUGLIELMI Simon   216 HUYS Laurens   217 OWSIAN Łukasz   INEOS Grenadiers   221 CASTROVIEJO Jonathan   222 FRAILE Omar   223 LEONARD Michael 224 NARVÁEZ Jhonatan   225 PUCCIO Salvatore   226 RODRÍGUEZ Óscar   227 SWIFT Connor   Uno-X Mobility  231 EIKING Odd Christian   232 DVERSNES Fredrik   233 HOLTER Ådne   234 JOHANNESSEN Anders Halland   235 JOHANNESSEN Tobias Halland   236 KULSET Johannes   237 SKAARSETH Anders   TotalEnergies  241 CRAS Steff   242 LATOUR Pierre   243 FERRON Valentin   244 GRELLIER Fabien   245 JEGAT Jordan   246 JOUSSEAUME Alan   247 VUILLERMOZ Alexis Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Bettiol poderá transferir-se para a Astana a meio da época Segundo informa La Gazzetta dello Sport, o ciclista italiano Alberto Bettiol vai transferir-se já esta época para a Astana depois da sua participação na prova de estrada e contrarrelógio nos Jogos Olímpicos. Apesar de as transferências a meio da época não serem muito comuns, a UCI permite que se concretizem de 1 a 15 de agosto. Astana já investe O ciclista que corre atualmente pela EF Education - EasyPost, onde também milita Rui Costa, vai ser corredor da equipa cazaque no imediato, sem esperar pelo primeiro dia do próximo ano. A Astana aproveita assim para dar uso imediato aos milhões do seu novo investidor e não vai esperar para janeiro para começar já a marcar pontos UCI que salvem a sua descida de divisão. Com o seu contrato a terminar no fim deste ano Bettiol abraça assim um novo projeto onde se prevêm chegar muitas mudanças graças a este milionário investimento. Esta é a primeira transferência da Astana depois da chegada do investidor XDS Carbon-Tech, uma das maiores produtoras de bicicletas do mundo, que tem agora nas suas fileiras o único italiano no ativo vencedor de um Monumento, depois da vitória na Volta a Flandres em 2019. Créditos Fotografia: A.S.O./Charly Lopez ### Iúri Leitão conquista medalha de Prata no Omnium nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 Iúri Leitão, atual campeão do mundo de omnium, fez história ao conquistar a medalha de prata no ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O ciclista vianense de 26 anos disputou o ouro até à última prova, mas acabou por ser superado pelo francês Benjamin Thomas, somando 153 pontos contra os 164 do adversário. Histórico Este feito marca a primeira medalha de sempre de Portugal no ciclismo de pista em Jogos Olímpicos, e a segunda na história do ciclismo nacional em Olimpíadas, após a prata de Sérgio Paulinho em Atenas 2004. Leitão começou a competição com um desempenho sólido, destacando-se especialmente na corrida por pontos, onde conseguiu assegurar a medalha de prata. Após um início mais cauteloso, em que foi sétimo no scratch, Iúri subiu ao pódio após uma prova tática e inteligente. Créditos: UCI Track Resumo da Prova: Scratch: 7º lugar Corrida Tempo: 3º lugar Eliminação: 7º lugar Corrida por Pontos: Desempenho crucial para a medalha de prata Iúri Leitão mostrou, mais uma vez, o seu talento e capacidade de competir ao mais alto nível, contribuindo para o destaque do ciclismo português no cenário global. ### Trek lança os novos capacetes de montanha WaveCel A Trek anunciou o lançamento de três novos capacetes para bicicletas de montanha com tecnologia de segurança WaveCel melhorada. Estes três novos capacetes, Quantum WaveCel, Rally WaveCel e Blaze WaveCel são, segundo a marca, adequados tanto para profissionais como para amadores. Tecnologia WaveCel Os novos capacetes incluem a nova geração da tecnologia WaveCel, mais leve e ventilada, com uma estrutura celular otimizada, que ajuda a reduzir o peso em 15 gramas. Esta tecnologia também faz com que cada célula seja 10% maior, o que permite um maior fluxo de ar.  A tecnologia WaveCel é uma estrutura celular flexível que reveste o interior do capacete e foi concebida para ser mais eficaz do que os capacetes de espuma tradicionais, na proteção da cabeça contra lesões causadas por acidentes de bicicleta. Quantum WaveCel O novo capacete de montanha Quantum WaveCel é, segundo a Trek versátil e polivalente, destinando-se tanto para deslocações de bicicleta na cidade ou para voltas nos trilhos. Tem uma cobertura mais ampla e a tecnologia WaveCel melhorada, que proporcionam uma excelente proteção com o sistema de ajuste Headmaster III. Para além disso, tem também pala regulável em três posições e zona integrada para arrumação dos óculos de sol. Rally WaveCel A Trek informa que o novo capacete de montanha Rally WaveCel foi concebido para lidar com terrenos mais técnicos, oferecendo uma cobertura mais ampla do que a geração anterior e uma tecnologia WaveCel melhorada. Este novo capacete, tem como características mais importantes o sistema de ajuste BOA®, a fivela FidLock, os suportes para os acessórios Blendr, a pala regulável com três posições e a zona integrada para arrumação dos óculos de sol. Blaze WaveCel O novo capacete de montanha Blaze WaveCel destina-se aos ciclistas de montanha de nível intermédio e avançado, e para os ciclistas de enduro que procuram a máxima proteção e ainda mais cobertura. Inclui proteções para as orelhas amovíveis, tecnologia WaveCel melhorada, sistema de ajuste BOA®, a pala magnética regulável com três posições otimizada para os óculos de proteção e suportes para acessórios Blendr. A nova coleção de capacetes de montanha está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Cervélo apresenta a nova bicicleta Caledonia-5 A Cervélo acaba de apresentar a sua nova bicicleta de estrada Caledonia-5, uma bicicleta que, segundo a marca, foi construída para os diferentes tipos de volta e percurso escolhidos pelo utilizador, lidando com longas distâncias e altas velocidades. Esta nova bicicleta tem o ajuste e manuseamento orientados para o conforto, continuando fiel àsensação da bicicleta de corrida Cervélo. A Cervélo anunciou também, que para a nova Caledonia-5, como já havia feito na Áspero, concentrou-se em melhorias que fossem significativas para permitir ao utilizador levar a bicicleta ao limite. A maior alteração visível é a adição da arrumação no quadro, vista pela primeira vez na P-Series e que permite arrumação para as ferramentas essenciais. A Caledonia-5 é aprovada pela UCI e tem uma garantia vitalícia. Aorodinamismo e Armazenamento A nova Caledonia-5 vem munida de caixa integrada com cabos integrados e as formas dos tubos aerodinâmicos. Para além disso, tem também uma caixa de arrumação no quadro que foi concebida para uma câmara, uma pequena multi-ferramenta e uma garrafa de CO2. A tampa é facilmente removível, mesmo com luvas, bastando ao utilizador rodar o fecho e puxar. Merolhamentos A Caledonia-5, segundo informa a Cervélo, foi concebida para voltas longas e passeios de grupo, independentemente das condições do asfalto. A Cervélo também aperfeiçoou a tampa de rolamento dividida, concebida para permitir mudanças de ajuste, sem ter que tirar e colocar os cabos. Reserve 42|49 e Equipamento Hammerhead Desenvolvidas e testadas com a tecnologia Turbulent Aero, as 42|49 foram concebidas para tudo o quefazem, com capacidade e sensibilidade aerodinâmica. Utilizadas em eventos tão variados como o Paris-Roubaix e o Giro D’Italia, as rodas 42|49 têm uma garantia vitalícia apoiada por uma substituição em caso de acidente. O modelo Red AXS vem com o novo Hammerhead Karoo. Este computador de bordo permite escolher o tipo de percurso escolhido pelo utilizador como estrada, gravel, etc. Geometria Montagens e Preços Para saber mais detalhes e disponibilidade, consulta o site da marca em Portugal AQUI . ### Jogos Olímpicos - Rescaldo da corrida de estrada feminina A prova feminina de ciclismo de estrada dos Jogos Olímpicos teve lugar num circuito de 157,6km com início e fim em Paris (vídeo resumo no fim do artigo). Daniela Campos foi a representante portuguesa nesta edição dos Jogos Olímpicos. A fuga do dia A fuga do dia formou-se muito cedo na corrida, composta por seis ciclistas: Hanna Tserakh, Nora Jencusová, Thi Thât Nguyen, Rotem Gafinovitz, Fariba Hashimi, Yulduz Hashimi. As fugitivas chegaram a ter mais de 6:00 de vantagem para o pelotão. A cerca de 90km do fim, a seleção dos Países Baixos “pegou” na corrida e impôs ritmo no pelotão. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1820095680360177916 A última ciclista da fuga foi apanhada com cerca de 50km para o fim, numa altura em que o pelotão se juntou de novo. Sucessão de ataques Depois do pelotão estar completo, começou uma sucessão de ataques que "partiu" o pelotão. A 48km do fim, ataque de Kristen Faulkner, pouco depois de uma queda de Chloe Dygert. Estes dois fatores separaram o pelotão. No grupo de frente ficaram 13 ciclistas, entre elas Marianne Vos, Elisa Longo Borghini, Lotte Kopecky ou Liane Lippert, para além de Faulkner. Créditos: Lidl Trek/Ross Bell No pelotão ficaram ciclistas como Demi Vollering, Lorena Wiebes ou Katarzyna Niewiadoma. As três tentaram fazer a ponte para o grupo da frente, sem sucesso. Últimos quilómetros Os últimos quilómetros foram marcados por muitos ataques no grupo que comandava a corrida A 22km do fim, Marianne Vos e Blanka Vas conseguiram algum espaço na frente, depois de seguirem um ataque de Elizabeth Deignan – a inglesa acabaria por perder o contacto depois de atacar. As duas tinham, a 15km do fim, 0:40 de vantagem para um grupo perseguidor, encabeçado por Kopecky. Créditos: La Presse Nos quilómetros seguintes, o grupo perseguidor, agora com cinco ciclistas, tirou algum tempo ao duo da frente. A Chegada Na chegada a Paris, existia incerteza em relação à vencedora da corrida. Vas e Vos tinham 0:30 de vantagem a 10km do fim. Nesta altura, um ataque de Faulkner no grupo perseguidor, seguido por Kopecky. A norte-americana e a belga conseguiram mesmo fazer a ponte à frente da corrida a 3km do fim. Faulkner voltou a atacar assim que encostou ao grupo da frente. Ninguém reagiu e a americana ganhou segundos precisos na frente. Perante a passividade das três ciclistas, Faulkner ganhou tempo suficiente para chegar isolada à reta da meta. A ciclista norte-americana venceu assim a medalha de ouro olímpica na sua primeira participação. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1820135480048206175 No sprint a três pelas restantes medalhas, Marianne Vos foi a mais forte e levou a medalha de prata. Lotte Kopecky ficou com a medalha de bronze. A Portuguesa Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Daniela Campos fez a maior parte da sua corrida no pelotão, mas não conseguiu estar presente nas movimentações decisivas. Terminou a prova na posição 41. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=ZOkggYoSzMA&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1Kristen FaulknerEstados Unidos da América3:59:232Marianne VosPaíses Baixos+0:583Lotte KopeckyBélgica“4Blanka VasHungria“5Pfeiffer GeorgiReino Unido+1:216Mavi GarcíaEspanha+1:237Noemi RueggSuíça+2:048Katarzyna NiewiadomaPolónia+2:449Elisa Longo BorghiniItália+3:0510Marta LachPolónia+3:27 ### Volta a Portugal | Etapa 10 | O dia das decisões Dia de decisões na Volta a Portugal com o já habitual contrarrelógio no último dia de competição. Eram 27 km a ser feitos nas estradas de Viseu e que iam determinar a classificação geral final. Depois de um dia de reviravoltas e que alterou todos os lugares do top 10, hoje era mais um dia com espaço para fazer novas diferenças e que ia coroar o vencedor da 85.ª edição da Grandíssima. Créditos: Podium Events Johansen dita o tempo Com a ordem de saída inversa à classificação geral, havia oportunidade para vários ciclistas fortes no contrarrelógio e mais atrasados se mostrarem logo de início. Foi o caso de Julius Johansen Sabgal / Anicolor, um dos favoritos ao dia de hoje e que já tinha feito segundo no prólogo inicial. O ciclista dinamarquês fez um tempo de 34'39 que servia já de referência para o que ia acontecer no dia de hoje. Créditos: Matias Novo Fotografias/Podium Events Saída para a estrada do top 10 Apesar de ter sido dos primeiros 20 a sair, Julius Johansen ainda estava como melhor tempo quando os ciclistas do top 10 começaram a ir para estrada. Artem Nych da Sabgal / Anicolor e líder à partida, fez um excelente contrarrelógio e acabou mesmo por vencer a etapa, relegando Julius Johansen, seu colega de equipa para o segundo lugar. Colin Stüssi da Team Vorarlberg teve também um grande dia e fez o terceiro melhor tempo da etapa. Créditos: Podium Events Primeira Volta a Portugal para Nych Depois da grande reviravolta na subida à Sr.ª da Graça, Artem Nych confirmou no contrarrelógio a sua vitória na Volta a Portugal, pela primeira vez para o ciclista de 29 anos. Em segundo lugar ficou o vencedor da edição passada Colin Stüssi que ultrapassou no contrarrelógio do último dia, o terceiro classificado na classificação geral Abner González da Efapel Cycling. O melhor português foi Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) que ficou no quarto posto a 3'07 do vencedor. Créditos: Podium Events Outras classificações Nas outras classificações foi Nicolás Tivani da Aviludo - Louletano - Loulé Concelho que venceu a camisola dos pontos. Luis Ángel Maté (Euskaltel - Euskadi) venceu a classificação da montanha e Jaume Guardeño da Caja Rural - Seguros RGA, foi o melhor jovem desta edição da Volta a Portugal. A classificação por equipas foi para a espanhola Euskaltel - Euskadi. Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 NYCH ArtemSabgal / Anicolor0:34:362 JOHANSEN JuliusSabgal / Anicolor0:043 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:314 REIS RafaelSabgal / Anicolor0:395 GRIGOREV AleksandrEfapel Cycling0:446 STITES TylerProject Echelon Racing0:457 MOLENAAR AlexIlles Balears Arabay Cycling0:508 ANTUNES TiagoEfapel Cycling0:569 OYARZÚN Carlos IvánAviludo - Louletano - Loulé Concelho1:0210 GONCALVES GasparAviludo - Louletano - Loulé Concelho1:05 Top Classificação Geral Final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 NYCH ArtemSabgal / Anicolor38:03:452 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg1:243 GONZÁLEZ AbnerEfapel Cycling2:394 LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car3:075 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi4:116 CAMARGO Diego AndrésPetrolike4:367 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho4:548 BOU JoanEuskaltel - Euskadi5:029 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense5:4410 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense5:58 ### Volta a Portugal | Etapa 9 | Reviravolta na classificação Última etapa em linha da Volta a Portugal antes do contrarrelógio decisivo do último dia, com uma jornada de alta montanha que levou os ciclistas desde a Maia até Mondim de Basto. Os ciclistas tinham 170 km para percorrer e quatro contagens de montanha para ultrapassar, três delas de primeira categoria. A etapa acabava na já mítica subida da Sr.ª da Graça que se previa decisiva para quem viesse a vencer a Volta a Portugal. Créditos: Podium Events 30 ciclistas em fuga Foram muitos os ciclistas que tentaram a sorte de longe e entraram na fuga do dia que contou com 30 ciclistas. Entre eles, Jesus del Pino da Aviludo - Louletano - Loulé Concelho que estava na décima posição. Para além do ciclista espanhol, a fuga tinha também muitos elementos que lutavam pela classificação geral, com 7 ciclistas do top 20 adiantados ao pelotão. Os ciclistas fugitivos entraram na segunda parte da corrida, onde estavam todas as contagens de montanha com cinco minutos de avanço para o pelotão. Créditos: Podium Events Camisola Amarela ao ataque Na penúltima subida do dia ao Barreiro, o camisola amarela Afonso Eulálio da ABTF Betão - Feirense contra atacou Colin Stüssi (Team Vorarlberg) e distanciou-se do segundo classificado. Apesar deste ataque ainda havia mais de três minutos para fechar para a frente da corrida e estando muito isolado, o ciclista português não tinha a vida facilitada. Esta subida de primeira categoria foi também selecionando os grupos da frente e perseguidor com ciclistas do top 10 a perderem o contacto com o grupo dos favoritos. Subida ao Monte Farinha No início da subida ao Monte Farinha, o grupo de Stüssi alcançou o do camisola amarela quando o grupo da frente levava 3'45 minutos de vantagem e ameaçava a liderança de Afonso Eulálio. Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) e Artem Nych (Sabgal/Anicolor) eram quem mais beneficiava com esta situação da corrida e impunham o ritmo na frente com a amarela em mente. Afonso Eulálio atacou a 5 km do fim, tentando diminuir a vantagem para a frente da corrida e defender a liderança. O português foi contra atacado por Stüssi que tentava agora ele chegar à frente da corrida e distanciar-se do camisola amarela. Créditos: Podium Events Decisão da etapa Abner González (Efapel Cycling) foi o mais forte no dia de hoje e venceu a etapa no alto do Monte Farinha depois de um ataque nos metros finais. O segundo lugar ficou para Artem Nych que subiu também ao primeiro lugar da classificação geral e vai vestir de amarelo no contrarrelógio decisivo da última etapa com David Delgado (Burgos - BH) a ficar com o terceiro posto. Afonso Eulálio caiu para a sexta posição e Gonçalo Leaça é agora o melhor português na segunda posição da classificação geral da Volta a Portugal. Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GONZÁLEZ AbnerEfapel Cycling4:25:102 NYCH ArtemSabgal / Anicolor0:073 DELGADO DavidBurgos - BH0:224 GUARDEÑO JaumeCaja Rural - Seguros RGA0:305 LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:516 FRANCO AlejandroBurgos - BH1:527 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho2:028 VOLLMER AndrewIlles Balears Arabay Cycling2:119 CADENA Edgar DavidPetrolike2:2210 BARBOSA DiogoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense2:31 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 NYCH ArtemSabgal / Anicolor37:29:092 GONZÁLEZ AbnerEfapel Cycling0:493 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:534 LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:575 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho1:296 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense1:507 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi2:438 BOU JoanEuskaltel - Euskadi2:579 CAMARGO Diego AndrésPetrolike3:0710 GUARDEÑO JaumeCaja Rural - Seguros RGA3:32 Perfil etapa 10 (contrarrelógio) Créditos: Podium Events ### Jogos Olímpicos - Rescaldo da corrida de estrada masculina A corrida de estrada masculina dos Jogos Olímpicos teve lugar num percurso de 272,1km com início e fim em Paris (vídeo resumo no final do artigo). Rui Costa e Nelson Oliveira foram os representantes de Portugal na prova de estrada. Os primeiros quilómetros Os primeiros quilómetros da corrida viram uma fuga de cinco homens formar-se: Christopher Rougier-Lagane, Achraf Ed Doghmy, Charles Kagimu, Thanakhan Chaiyasombat e Eric Manizabayo. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1819717549979746393 Os ciclistas da fuga foram apanhados a cerca de 120km para o fim. Os ataques Os ataques surgiram no pelotão depois dos fugitivos do dia serem apanhados. Ben Healy e Alexey Lutsenko foram os primeiros a tentar. A 60km do fim, este duo tinha 0:15 de vantagem para um grupo perseguidor com sete corredores, e quase 1:00 para o pelotão. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1819732002364416460 Atrás, eram maioritariamente as seleções da Bélgica, Países Baixos e Dinamarca que faziam a perseguição. A 38km do fim, ataque de Remco Evenepoel, que consegue fazer a ponte para o grupo de perseguidores. A impor ritmo, Evenepoel eliminou alguns ciclistas do grupo e conseguiu alcançar Ben Healy na frente. A 30km do fim, a situação de corrida era a seguinte: grupo na frente com Evenepoel, Valentin Madouas, Stefan Kung, Marco Haller, Michael Woods e Ben Healy a 0:36 do pelotão. Vitória Antecipada Passados 2km, o ritmo de Evenepoel foi de mais para Haller, Kung, Woods e Healy. No pelotão, sucediam os ataques, mas os ganhos para a frente eram mínimos. Créditos: A.S.O./Billy-Ceusters A 20km do fim, Evenepoel e Madouas lideravam com mais de 1:00 de vantagem. O grupo perseguidor vinha com Laporte, Jorgenson, Healy, Kung e Haller com cerca de 0:20 sobre o pelotão. Com 15km para o fim, Evenepoel descarregou Madouas e seguiu isolado na frente. O belga parecia, nesta altura, inalcançável. Madouas ficou sozinho a lutar contra um grupo perseguidor que agora tinha Laporte, Jorgenson e Healy. A Chegada Os últimos quilómetros pareciam uma formalidade para Evenepoel, não fosse um susto a 4km do fim – problema mecânico com direito a troca de bicicleta. O belga resistiu e foi mesmo o primeiro a chegar a Paris. Tornou-se o primeiro homem na história a juntar as medalhas de ouro no contrarrelógio e na corrida de estrada, na mesma edição dos Jogos Olímpicos. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1819760640296124875 Madouas também não foi alcançado. O francês chegou à medalha de prata em casa. No grupo perseguidor, Laporte foi o mais forte e venceu a medalha de bronze. Os Portugueses Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Os portugueses, Nelson Oliveira e Rui Costa, tentaram, durante a corrida, algumas movimentações. Infelizmente sem sucesso, chegaram nas posições 33 e 46, respetivamente. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=msJID0ymvMQ&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1Remco EvenepoelBélgica6:19:342Valentin MadouasFrança1:113Christophe LaporteFrança1:164Attila ValterHungria“5Toms SkujinsLetónia“6Marco HallerÁustria“7Stefan KungSuíça“8Jan TratnikEslovénia“9Matteo JorgensonEstados Unidos da América“10Ben HealyIrlanda1:20 ### As novas P.1 e P.2 Trail da Specialized A Specialized anunciou o lançamento das suas duas novas bicicletas P.1 e P.2 com quadro em alumínio A1 Premium ultraleve mas robusto. As bicicletas da série P.Trail da Specialized, são equipadas com mudanças, enquanto que as atuais bicicletas P.Series não têm mudanças. P.1 Trail Quadro em alumínio A1 Premium totalmente reforçado, com roteamento interno e dropouts deslizantes; Compatível com espigão telescópico; Transmissão 1x9 microSHIFT Advent com embraiagem; Pneus Specialized Ground Control 20”x2.35”; Forqueta cónica Manitou JUNIT Comp com 80mm de curso; Travões hidráulicos TEKTRO Jr. de reach curto, com discos de 160mm; Guiador de diâmetro mais pequeno, para mãos mais pequenas; P.2 Trail Quadro em alumínio A1 Premium totalmente reforçado, com roteamento interno e dropouts deslizantes; Espigão telescópico de 80mm; Transmissão 1x9 microSHIFT Advent com embraiagem; Pneus Specialized Ground Control 24”x2.35”; Forqueta Manitou JUNIT Comp com 100mm de curso e caixa de direção cónica; Travões SRAM Level com discos de 160mm; Cranques forjados de 140mm. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das novas Specialized P.1 e P.2, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt. ### Volta a Portugal – As vozes da rádio Das nacionais às regionais, a rádio está viva na Volta a Portugal que conta com uma ampla cobertura nas ondas hertzianas. Comento ciclismo há 15 anos no Eurosport, mas sempre tive o "bichinho" da rádio e nesta Volta a Portugal tenho tido o prazer de trabalhar no camião das rádios. Em certa medida o formato em que trabalho é radiofónico, já que só empresto a voz às imagens. Na minha primeira Volta a Portugal tenho observado como trabalham os colegas que há anos cobrem a corrida. Aqui os sábios são eles. As histórias que contam, como as fazem chegar aos ouvintes e dão voz a um desporto minoritário. Cresci a ouvir as tardes desportivas, por isso é bom por uma cara nas vozes da rádio. Mais histórias da Volta | Sabgal é parceira estratégica do ciclismo Pedro Ribeiro coordena o Diário da Volta na Antena 1.Créditos: TopCycling Todos os sentidos se focam na emissão No camião das rádios o ambiente é descontraído até que se entra em direto, aí todos os sentidos se focam na emissão. A meta é um local ruidoso, o movimento é frenético pelo que é incrível a capacidade de concentração quando estão "no ar". São jornadas intensas, quase sem tempo para comer. É ao jantar que nos vingamos e aí os veteranos sabem sempre onde encontrar a melhor mesa. Aliás, os craques são mesmo os colegas que mais Voltas acumulam. É por "culpa" das constantes "bocas" entre eles que este maçarico que vos escreve trabalha com um sorriso na cara. "Uma massada de peixe, três imperiais e um cafézinho. Aquele corpinho Danone que ele tem também não é de passar fome." Mais histórias da Volta | Welcome to Marvila Teixeira Correia (à esquerda) com o diretor da Volta a Portugal, Joaquim Gomes.Créditos: Podium Events Mais de 40 Voltas a Portugal para Teixeira Correia O mais veterano dos jornalistas na 85ª Volta a Portugal é Teixeira Correia, voz da Horizonte Algarve, rádio de Tavira. Também é o speaker oficial da prova e nunca acaba o dia sem um cante alentejano. São quase 40 Voltas a Portugal para Teixeira Correia, jornalista natural de Mértola, que desde os tempos da Rádio Voz da Planície é uma das caras conhecidas da caravana. Há muita experiência entre os profissionais que cobrem a prova, mas nota-se um decréscimo no número de rádios locais face ao passado. Costumavam ser pelo menos o dobro das atuais. Mais histórias da Volta | O Zé Padeiro As vozes da rádio durante a 85ª Volta a Portugal.Créditos: TopCycling Grupo apaixonado de radialistas O serviço público é assegurado pela Antena 1 com as vozes maduras de Pedro Ribeiro e Horácio Antunes. TSF e Renascença, respetivamente com Bruno Sousa Ribeiro e Pedro Castro Alves, fazem parte da nova vaga de jornalistas que cobrem o evento. A realidade é que ninguém é eterno, basta recordar o decano dos profissionais da comunicação social no ciclismo naciona, Fernando Emílio. O eterno jornalista de A Bola faleceu, em maio, deixando um vazio de tal forma grande que A Bola nem sequer tem um enviado na Volta a Portugal. Admiro particularmente o trabalho das rádios regionais. Para dar voz aos conterrâneos estão presentes várias emissoras com alcance regional: Jorge Nunes | Rádio Gilão Tavira Francisco Manta | Rádio Horizonte Tavira Artur de Sá | Rádio Clube da Feira Mário Barbosa | Rádio Jornal/Paredes Ângelo Monteiro | Rádio Metropolitana Porto A maior fatia da audiência segue a corrida na RTP, que assegura a emissão com comentários de Gonçalo Ventura e Marco Chagas. Para quem ouve a Volta a Portugal saibam uma coisa: estão entregues a um grupo apaixonado de radialistas que acrescentam valor ao ciclismo. ### Volta a Portugal | Etapa 8 | Dobradinha em Fafe A oitava etapa da Volta a Portugal ligou Viana do Castelo a Fafe (182,4km). Previa-se uma última oportunidade para a fuga triunfar. O desgaste acumulado e as duas etapas em falta, onde se deve decidir a Volta a Portugal, eram fatores importantes para uma possível vitória da fuga. Créditos: Podium Events A fuga do dia A fuga do dia formou-se logo no início da etapa, com 27 ciclistas a escapar ao pelotão. A fuga contou com alguns nomes de destaque, como Raúl Rota (Rádio Popular - Paredes – Boavista), Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Tiago Antunes (Efapel Cycling), João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Tomas Contte (Aviludo - Louletano - Loulé Concelho) ou Rafael Reis (Sabgal / Anicolor). O pelotão deu alguma liberdade à fuga, que chegou a ter mais de 12:00 de vantagem. https://twitter.com/BurgosBH/status/1819398421192605957 Na passagem por Póvoa de Lanhoso – a última meta volante do dia, a cerca de 30km do fim – a fuga levava 10:50 de vantagem sobre o pelotão. Aproximação a Fafe Na aproximação a Fafe já se percebia que seriam os fugitivos a lutar pela vitória da etapa. A primeira movimentação importante veio a cerca de 8km do fim, com ataque de João Matias, seguido por Diogo Narciso (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) e Samuel Boardman (Project Echelon Racing). O trio foi apanhado no início da última contagem de montanha do dia, em Golães, a 5km da meta. Créditos: Podium Events Após sucessivos ataques, nenhum ciclista se conseguiu destacar na última subida do dia. Um grupo com cerca de 20 corredores chegou junto a Fafe. Sprint final Preparava-se um sprint final num grupo reduzido para o fim da etapa, depois de nenhum ciclista ter conseguido separar-se dos companheiros de fuga. Na reta da meta o empedrado esperava os ciclistas para o sprint final. Stephen Basset (Project Echelon Racing) foi o primeiro a arrancar. Tomas Contte não descolou do norte-americano, e depois saltou para a frente, para não ser mais ultrapassado. O argentino conseguiu, assim, a segunda vitória nesta edição da Volta a Portugal para a Aviludo - Louletano - Loulé Concelho. Andoni Abetxuko (Euskaltel - Euskadi) foi segundo e Rafael Reis terceiro. Créditos: Podium Events No pelotão, apesar de alguns ataques na subida final, os favoritos à classificação geral chegaram com o mesmo tempo. Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CONTTE TomasAviludo - Louletano - Loulé Concelho4:24:052 LÓPEZ DE ABETXUKO AndoniEuskaltel - Euskadi“3 REIS RafaelSabgal / Anicolor“4 BASSETT StephenProject Echelon Racing"5 GOMES LuísGI Group Holding - Simoldes - UDO“6 GUERREIRO FranciscoGI Group Holding - Simoldes - UDO“7 ELOSEGUI IñigoEquipo Kern Pharma“8 AZNAR HugoEquipo Kern Pharma“9 ANTUNES TiagoEfapel Cycling"10 ROTA RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EULÁLIO AfonsoABTF Betão – Feirense33:01:102 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:213 BIZKARRA MikelEuskaltel – Euskadi0:554 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:245 CARVALHO AntonioABTF Betão – Feirense1:296 BOU JoanEuskaltel – Euskadi1:387 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:528 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos – BH2:059 OKAMIKA AnderBurgos – BH2:0610 DEL PINO JesusAviludo – Louletano – Loulé Concelho2:16 Perfil da Etapa 9 Na nona etapa os corredores vão enfrentar quatro contagens de montanha, incluindo a subida da Nossa Senhora da Graça no fim da etapa. Créditos: Podium Events ### Volta a Portugal - SABGAL é parceira estratégica do ciclismo A Volta a Portugal é mais do que ciclismo e a SABGAL percebeu a oportunidade. Fazem-se negócios, ampliam-se contactos e entra-se no radar. Dedico muito tempo a pensar sobre o que motiva uma empresa a apostar no ciclismo e a SABGAL captou a minha atenção durante a Volta a Portugal. Como bom emigrante que sou cada regresso é uma festa. E não há festa sem uma boa mesa. Em trabalho há menos tempo para a indulgência, por isso vim sem expetativa de ter experiências gastronómicas transcendentais. Até que descobri o stand da SABGAL. Mais histórias da Volta | Welcome to Marvila Em cada chegada da Volta têm um staff rotativo de 28 pessoas.Créditos: SABGAL Conquistado pelo estômago Antes que pensem que fui pago para escrever deixem-me esclarecer que não. Uma bifana conta como salário? Tenrinha, apurada e à moda do meu Porto. Fui conquistado pelo estômago e pela simpatia de quem atende. A SABGAL não só patrocina a equipa a SABGAL-Anicolor, também é parceira estratégica da Volta a Portugal. A fan zone é lugar de fazer contactos e as empresas aproveitam para se dar a conhecer a autarcas, operadores turísticos e empresários de vários pontos do país. Mais histórias da Volta | O Zé Padeiro Apaixonados pelo desporto e pela boa mesa Chamou-me a atenção ver que a empresa está na Volta com Ernesto Vidal, administrador, e o filho João, que já ocupa um lugar de destaque na hierarquia da SABGAL. Representação ao mais alto nível. Vibraram com as vitórias de Rafael Reis em Águeda e com a de Artem Nych em Boticas. É o lado familiar de uma estrutura que conta com outros apaixonados pelo desporto e pela boa mesa como Miguel Laranjeira, diretor geral. Irradiam paixão e orgulho no produto que oferecem. Tudo é preparado em Óvoa, no concelho de Santa Comba Dão, onde mais de 100 pessoas produzem para stock. A comida é ultracongelada em menos de duas horas. Consulta aqui o Guia TopCycling da 85ª Volta a Portugal. O Chef Chakall, Head Chef da SABGAL, e Ernesto Vidal (ao centro), administrador da empresa.Créditos: SABGAL Um par de minutos no micro-ondas e voilá O slogan da marca é “Sabores de Portugal” e foi isso que senti. Massada de peixe, rojões, bacalhau com natas, lombo de porco recheado com alheira e grelos, pato à laranja e sopa de peixe que parecem acabados de sair do fogão. Em cada chegada da Volta têm um staff rotativo de 28 pessoas. É um restaurante itinerante que só em Lisboa serviu mais de 500 refeições. Têm origem na indústria aeronáutica da qual importaram o conceito “sem espinhas, sem ossos” que aplicam ao take-away e à hotelaria. O incrível é que um par de minutos no micro-ondas e voilá: um prato tradicional português que parece acabado de cozinhar. Em agosto arrancam com a venda online e a carta tem 181 pratos. O diretor geral da SABGAL, Miguel Laranjeira (à direita), é mestre na arte de bem receber. Créditos: SABGAL ### Specialized apresenta a nova bicicleta MY25 Crux A Specialized apresentou a nova versão da sua bicicleta de gravel Crux, que segundo a marca, é ainda mais leve que a sua antecessora. Esta nova bicicleta mantém o espaço para pneu e a performance da geometria de gravel, mas foi agora atualizada com UDH (o dropout universal) e o novo SRAM RED XPLR que a torna mais leve 102 gramas. Características A Specialized informa que o novo quadro da Crux pesa 725 gramas e o espaço para a roda é 47c/650b x 2.1, para além de ser muito responsiva nos pedais e confortável no selim. Vem equipada com UDH e montada com o novo grupo SRAM RED XPLR. Apresenta também uma cassete 10-46 de 13 velocidades, medidor de potência, manetes com ergonomia atualizada e pinças de travão, que reduzem o esforço requerido para parar em até 80%. A nova Specialized MY25 Crux vem munida de rodas Roval Terra CLX II, guiador Terra, espigão de selim Alpinist, selim S-Works Power com Mirror e pneus Pathfinder Pro. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços da nova Specialized MY25 Crux, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt. ### Jogos Olímpicos – Guia da corrida de estrada As corridas de ciclismo de estrada dos Jogos Olímpicos têm lugar nos dias 3 e 4 de agosto. Rui Costa, Nelson Oliveira e Daniela Campos são os ciclistas que vão representar Portugal no evento olímpico. Aa seleções nacionais têm entre um e quatro ciclistas, e a corrida é feita sem aparelhos de rádio. Esperam-se, assim, corridas abertas e muito atacadas desde o início, com possíveis surpresas em relação ás medalhas. Corrida Masculina A corrida masculina sai para a estrada no dia 3 de agosto, pelas 10h. Os corredores têm à sua espera um circuito de 273km, que começa e termina em Paris. O percurso tem um total de 2800 metros verticais. Os Portugueses Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Os portugueses em prova serão Rui Costa (terceira participação) e Nelson Oliveira (quarta participação). Dois ciclistas experientes e habituados às maiores competições. Portugal poderá ter boas perspetivas para um resultado positivo em Paris. Os Favoritos Mathieu Van Der Poel: O holandês é o campeão do mundo em título, e este ano já venceu clássicas importantes: E3 Saxo Classic, Tour de Flanders e Paris-Roubaix. Remco Evenepoel e Wout Van Aert: Juntos nesta lista por correrem na mesma seleção, os dois são grandes favoritos à vitória. Evenepoel vem do terceiro lugar no Tour de França e do ouro olímpico no contrarrelógio. Van Aert foi bronze no contrarrelógio, e ganhou a Kuurne-Brussel-Kuurne este ano. Mads Pedersen: um dos ciclistas que melhor compete contra Van der Poel e Van Aert. Campeão do mundo em 2019, venceu a Gent-Wevelgem este ano. Créditos: Bram Berkien Startlist A Startlist da prova masculina tem inúmeros nomes candidatos a medalhas: Biniam Girmay, Marc Hirschi, Juan Ayuso, Brandon McNullty, Mattias Skjelmose, Matej Mohoric, Thomas Pidcock, Rui Costa ou Julian Alaphilippe são alguns dos nomes fortes que vão estar em prova. Em relação às ausências, destacar Tadej Pogacar, Primoz Roglic, Jonas Vingegaard e Richard Carapaz. PaísCiclistaBélgicaEVENEPOEL RemcoVAN AERT WoutSTUYVEN JasperBENOOT TiesjEslovéniaTRATNIK JanMEZGEC LukaMOHORIČ MatejNOVAK DomenFrançaVAUQUELIN KévinMADOUAS ValentinLAPORTE ChristopheALAPHILIPPE JulianDinamarcaBJERG MikkelSKJELMOSE MattiasPEDERSEN MadsMØRKØV MichaelReino UnidoTARLING JoshuaWRIGHT FredWILLIAMS StephenPIDCOCK ThomasEspanhaARANBURU AlexAYUSO JuanLAZKANO OierPaíses BaixosHOOLE DaanVAN BAARLE DylanVAN DER POEL MathieuItáliaBETTIOL AlbertoMOZZATO LucaVIVIANI EliaAustráliaCLARKE SimonO'CONNOR BenMATTHEWS MichaelEstados Unidos da AméricaMCNULTY BrandonJORGENSON MatteoSHEFFIELD MagnusSuíçaKÜNG StefanHIRSCHI MarcPortugalCOSTA RuiOLIVEIRA NelsonColômbiaBUITRAGO SantiagoMARTÍNEZ Daniel FelipeNoruegaWÆRENSKJOLD SørenFOSS TobiasAlemanhaPOLITT NilsSCHACHMANN MaximilianÁustriaHALLER MarcoGROßSCHARTNER FelixIrlandaHEALY BenMULLEN RyanCanadáWOODS MichaelGEE DerekCazaquistãoLUTSENKO AlexeyFEDOROV YevgeniyNova ZelândiaPITHIE LaurenceSTRONG CorbinEritreiaGIRMAY BiniamAtletas NeutrosSYRITSA GlebEquadorNARVÁEZ JhonatanPolóniaANIOŁKOWSKI StanisławHungriaVALTER AttilaLetóniaSKUJIŅŠ TomsMarrocosED DOGHMY AchrafChéquiaVACEK MathiasMongóliaSAINBAYAR JambaljamtsJapãoARASHIRO YukiyaArgéliaHAMZA YacineEslováquiaKUBIŠ LukášUzbequistãoBOCHAROV DmitriyLuxemburgoKIRSCH AlexVenezuelaAULAR OrluisIsraelEINHORN ItamarEstóniaMIHKELS MadisTurquiaABAY BurakPanamáARCHIBOLD FranklinTailândiaCHAIYASOMBAT ThanakhanArgentinaSEPÚLVEDA EduardoUcrâniaBUDYAK AnatoliyChinaLYU XianjingUgandaKAGIMU CharlesIrãoLABIB SHOTORBAN AliHong KongLAU Wan Yau VincentRuandaMANIZABAYO EricCoreia do SulKIM EuroBrasilRANGEL ViniciusUruguaiFAGÚNDEZ Eric AntonioSuéciaSÖDERQVIST JakobÁfrica do SulGIBBONS RyanSérviaILIĆ OgnjenGréciaBOUGLAS Georgios Corrida Feminina A corrida feminina sai para a estrada no dia 4 de agosto, pelas 13h. As ciclistas vão enfrentar um percurso de 158km, com início e fim em Paris. O percurso conta com 1700 metros verticais. A Portuguesa Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Daniela Campos será a portuguesa a representar as cores nacionais na corrida de estrada do Jogos Olímpicos. Será a primeira participação para a bicampeã nacional, que já tem duas vitórias este ano. As Favoritas Lotte Kopecky: quarta nas últimas olimpíadas, a belga já venceu por 11 vezes esta época – triunfou na Paris-Roubaix e na Strade Bianche, por exemplo. Demi Vollering e Lorena Wiebes: juntas nesta lista por representarem a mesma seleção, dão aos Países Baixos fortes esperanças de medalha. Vollering venceu por 12 vezes esta época (ainda não venceu em corridas de um dia); Wiebes tem 18 vitórias na época – uma das melhores opções para um possível sprint. Elisa Longo Borghini – terceira nos últimos Jogos Olímpicos e vencedora da Volta a Itália. Está a fazer uma época forte, já com sete vitórias. Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Startlist A Startlist da prova feminina é forte, e há alguns nomes de destaque: Juliette Labous, Katarzyna Niewiadoma, Elisa Balsamo, Marianne Vos, Grace Brown, Cecilie Uttrup Ludwig, Liane Lippert ou Arlenis Sierra são alguns dos nomes fortes que vão alinhar na corrida de estrada dos Jogos Olímpicos. PaísCiclistaReino UnidoMORRIS AnnaHENDERSON AnnaGEORGI PfeifferDEIGNAN ElizabethBARKER ElinorBélgicaVANPACHTENBEKE MargotVAN DE VELDE JulieGHEKIERE JustineKOPECKY LottePaíses BaixosWIEBES LorenaVAN DIJK EllenVOLLERING DemiVOS MarianneItáliaPERSICO SilviaBALSAMO ElisaCECCHINI ElenaLONGO BORGHINI ElisaSuíçaZANETTI LindaRÜEGG NoemiCHABBEY ElisePolóniaLACH MartaNIEWIADOMA KatarzynaSKALNIAK-SÓJKA AgnieszkaFrançaLABOUS JulietteBERTEAU VictoireCORDON-RAGOT AudreyAustráliaBROWN GraceROSEMAN-GANNON RubyHANSON LaurettaAlemanhaLIPPERT LianeNIEDERMAIER AntoniaKOCH FranziskaDinamarcaKOERNER RebeccaLUDWIG Cecilie UttrupNORSGAARD EmmaAtletas NeutrosIVANCHENKO AlenaTSERAKH HannaDRONOVA-BALABOLINA TamaraCanadáBARIL OliviaJACKSON AlisonEstados Unidos da AméricaFAULKNER KristenDYGERT ChloeÁustriaSCHWEINBERGER ChristinaKIESENHOFER AnnaNova ZelândiaCADZOW KimFISHER-BLACK NiamhEspanhaGARCÍA MaviBENITO MireiaÁfrica do SulMOOLMAN AshleighKEEP TiffanyUzebequistãoKUSKOVA YaninaZABELINSKAYA OlgaNoruegaBERG EDSETH MarteGÅSKJENN IngvildEslovéniaBUJAK EugeniaPINTAR UrškaRuandaINGABIRE DianeUMWAMIKAZI DjazillaMauríciaHALBWACHS Aurelie(LE COURT) PIENAAR KimberleyAfeagnistãoHASHIMI YulduzHASHIMI FaribaChinaTANG XinFinlândiaAHTOSALO AnniinaUcrâniaBIRIUKOVA YuliiaTailândiaSOMRAT PhetdarinLuxemburgoMAJERUS ChristineColômbiaPATIÑO PaulaChéquiaKOPECKÝ JuliaHong KongLEE Sze WingCubaSIERRA ArlenisCoreia do SulSONG MinjiIrlandaARMITAGE MeganSérviaERIĆ JelenaEslováquiaJENČUŠOVÁ NoraBrasilMAGALHÃES Ana VitóriaChileSOTO Catalina AnaisArgéliaHOUILI NesrineNamíbiaLOOSER VeraChipreCHRISTOFOROU AntriPortugalCAMPOS DanielaHungriaVAS BlankaLetóniaCARBONARI AnastasiaNigériaUKPESERAYE Ese LovinaBurquina-FasoBAMOGO AwaMalásiaMOHAMAD ZUBIR Nur AisyahVietnameNGUYỄN Thị ThậtMéxicoPRIETO Marcela ElizabethCosta-RicaMENA MilagroEmirados Árabes UnidosAL SAYEGH SafiaLituâniaLELEIVYTĖ RasaIsraelGAFINOVITZ RotemSuéciaANDERSSON CarolineEquipa Olímpica RefugiadosGEBRU Eyeru TesfoamJapãoYONAMINE Eri ### Volta a Portugal | Etapa 7 | Uma clássica dentro da Volta Volta a Portugal na reta final e as oportunidades de vencer etapas começam a esgotar-se. Hoje havia mais uma oportunidade para as equipas picarem o ponto na jornada que ligou Felgueiras a Paredes. No percurso havia 160 quilómetros para percorrer e os sprinters não iam ter vida fácil com quatro contagens de montanha, uma delas de segunda categoria a 30 km da meta, que podia fazer descolar muitos dos homens rápidos e faziam desta jornada uma autêntica clássica dentro da Volta a Portugal. Créditos: Podium Events Tentativas de fuga desde o quilómetro zero Desde o início da etapa que vários ciclistas tentaram integrar a fuga do dia mas passados quase 100 km só havia a destacar o prémio de montanha ganho por Luis Angel Mate da Euskaltel- Euskadi, em São Sebastião de Penha Longa, na contagem de terceira categoria. O pelotão continuava a rolar muito rápido e as tentativas de fuga, que nunca tiveram grande liberdade, foram sendo anuladas. A 50 km do fim um grupo numeroso de ciclistas adiantou-se ao pelotão e iniciou a fase final da etapa, e a mais dura, na frente da corrida sem nunca ganharem mais de um minuto para o pelotão. Créditos: Podium Events Vandoma fragmenta o pelotão No início da subida de segunda categoria o ritmo no pelotão aumentou e vários ciclistas em fuga foram alcançados numa altura em que a subida a Vandoma fragmentou o pelotão. Na primeira passagem pela meta, já não havia ciclistas em fuga e Jon Agirre da Kern Pharma, terceiro da geral tentava voltar ao pelotão depois de um problema mecânico. O ciclista espanhol nunca conseguiu reentrar e perdeu mesmo o lugar no top 10. Créditos: Podium Events Aproximação a Paredes A partir daqui faltavam 20 km na aproximação a Paredes e muitos ciclistas tentaram o ataque, entre eles Afonso Eulálio (ABTF Betão – Feirense) que tentava aproveitar a ausência de companheiros de equipa de Colin Stüssi (Team Vorarlberg) no pelotão. Foi um pelotão de mais ou menos 40 ciclistas que chegou a Paredes para disputar a etapa num sprint de pelotão reduzido. Francisco Peñuela (Rádio Popular - Paredes - Boavista) foi o mais forte no dia de hoje e fez um grande sprint alcançando ciclistas que tentaram surpreender já nos metros finais. O ciclista venezuelano já tinha ganho a primeira etapa do GP Douro Internacional e deu a vitória nesta etapa da Volta a Portugal à equipa da casa na chegada a Paredes. O segundo lugar ficou para Tiago Antunes (Efapel Cycling) e Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé Concelho) ficou no terceiro posto. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEÑUELA Francisco JoelRádio Popular - Paredes - Boavista3:39:092 ANTUNES TiagoEfapel Cycling,,3 TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé Concelho,,4 SALGUEIRO Carlos MiguelAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,5 BOU JoanEuskaltel - Euskadi,,6 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH,,7 GOMES LuísGI Group Holding - Simoldes - UDO,,8 GONZÁLEZ AbnerEfapel Cycling,,9 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg,,10 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense28:26:402 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:213 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi0:554 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:245 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:296 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:387 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:528 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH2:059 OKAMIKA AnderBurgos - BH2:0610 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho2:16 Perfil Etapa 8 Créditos: Podium Events ### Volta a Portugal | Etapa 6 | Camisola Amarela aumenta vantagem Sétimo dia de competição e sexta etapa em linha na Volta a Portugal, num dia onde se jogava a geral. Os ciclistas partiram de Bragança em direção a Boticas e tinham 170 km para percorrer. O perfil da etapa fazia prever diferenças na geral já que os ciclistas tiveram de ultrapassar quatro contagens de terceira categoria e uma de primeira situada a apenas 17 km da meta. À dureza do percurso juntou-se o calor e um ritmo muito elevado ao longo de toda a etapa, neste que foi um dia extremamente desgastante para todos. Fuga tardou a formar-se O perfil da etapa seis era um constante sobe e desce e foram várias as tentativas de fuga que pela dureza do percurso e ritmo do pelotão se tardou a formar. Só depois de mais de 100 km percorridos é que se formou um grupo de ciclistas que rapidamente ganharam um minuto ao pelotão. Foram deste modo 10 os ciclistas que formaram a fuga do dia. Os fugitivos conseguiram uma vantagem superior a dois minutos mas, na primeira passagem pela meta de Boticas, esta já estava reduzida a 1'30. Nesta altura os ciclistas preparavam-se para subir a Torneiros, contagem de primeira categoria que ia ser determinante para a etapa e para a geral da Volta a Portugal. https://twitter.com/BurgosBH/status/1818669572804743381 Ascensão a Torneiros Mal a estrada inclinou a fuga começou a partir-se e aumentava a tensão no pelotão que também ia perdendo elementos. Colin Stüssi (Team Vorarlberg) e Andrés Camargo (Petrolike) atacaram do pelotão mas tiveram resposta do camisola amarela Afonso Eulálio (ABTF Betão - Feirense) nas duras rampas da subida a Torneiros. Na frente o fugitivo Artem Nych (Sabgal / Anicolor) ia resistindo à perseguição dos dois primeiros da geral que nesta altura subiam sozinhos e cortou a contagem de montanha com 50 segundos de vantagem. https://twitter.com/juanfdelacruz/status/1818673888936480989 Descida rápida até Boticas Stüssi e Afonso Eulálio alcançaram quatro ciclistas fugitivos que tinham perdido contacto e os seis iniciaram a perseguição a Nych que ia sozinho na frente da corrida na rápida mas pedalável descida até Boticas. Artem Nych conseguiu resistir à perseguição e venceu uma etapa na Volta a Portugal pela primeira vez na sua carreira dando a segunda vitória à Sabgal / Anicolor nesta edição. O ciclista de 29 anos já tinha ganho isolado e com ataque de longe tanto no GP Abimota como no GP Beiras e Serra da Estrela, repetindo hoje essa façanha. O grupo do camisola amarela foi alcançado perto da meta mas Afonso Eulálio ainda fez segundo na etapa e bonificou. No terceiro posto ficou Tyler Stites (Project Echelon Racing). Créditos: João Fonseca Photographer Top 10 Etapa Top 10 Classificação Geral Perfil Etapa 7 Créditos: Podium Events ### A nova bicicleta Trek Supercaliber A Trek apresentou a sua nova bicicleta de montanha Supercaliber, que junta a velocidade da tecnologia de suspensão traseira IsoStrut da Trek, com a nova tecnologia RockShox Flight Attendant. Esta tecnologia permite regular automaticamente a suspensão entre as posições Open, Pedal e Lock, aumentando, segundo a marca, a eficiência em frações de segundo. Conectividade Com a tecnologia Flight Attendant e segundo a marca americana, a Supercaliber evolui para a bicicleta de montanha mais rápida de sempre da Trek, depois da eficiência das bicicletas de cross country com suspensão total e novo amortecedor IsoStrut com maior curso das gerações anteriores. Para além da velocidade automática do Flight Attendant, esta nova bicicleta de montanha tem também conectividade total do sistema, com a tecnologia sem fios AXS.  Ao combinar o Flight Attendant com o SRAM AXS, a RockShox é capaz de recolher dados do ciclista e do trilho em tempo real. A Adaptive Ride Dynamics compila os dados de percursos anteriores para calcular as Effort Zones personalizadas, permitindo a total personalização da suspensão para a forma e estilo de pedalar de cada ciclista. Tecnologia Flight Attendant Ao eliminar a fadiga mental necessária para o ajuste das suspensões enquanto pedala, o Flight Attendant aumenta a eficiência do ciclista e da bicicleta numa média de 1,8%. Em competição, isto traduz-se numa vantagem de 96 segundos em 90 minutos. A Supercaliber Flight Attendant está disponível exclusivamente na versão SLR, em Carbono OCLV Mountain da Trek, para uma construção ultraleve. Podes conferir preços e disponibilidade no site da marca aqui. ### Volta a Portugal | Etapa 5 | Chegada armadilhada a Bragança Depois do dia de descanso o pelotão voltou à estrada para a quinta etapa da Volta a Portugal. A jornada de hoje ligou Penedono a Bragança e tinha 177 km para percorrer. Com mais de 3000 metros de acumulado e com o calor de Trás-os-Montes para ultrapassar, a etapa de hoje era mais difícil do que o perfil fazia parecer e uma chegada ao sprint não era garantida Créditos: Podium Events Fuga ameaçou a geral Foram 11 os ciclistas que formaram a fuga do dia que chegou a ameaçar a geral da Volta a Portugal, devido à presença de José Félix Parra da Kern Pharma. O ciclista espanhol estava a 2'57 do primeiro lugar na geral e com a fuga a chegar aos quase 5 minutos de vantagem, obrigou ao trabalho no pelotão. Na subida à Serra de Bornes a diferença começou a descer rapidamente com a Caja Rural-RGA, interessada numa chegada ao sprint, a colocar o ritmo. https://twitter.com/CajaRural_RGA/status/1818290198976909608 Disputa ao sprint em Bragança O pelotão foi trabalhando para reduzir a diferença para a frente da corrida mas, na primeira passagem pela meta, a 15 km do fim, havia ainda um minuto para fechar. Com ritmo alto atrás e um percurso em constante sobe e desce, muitos ciclistas foram perdendo o contacto e outros tentaram sair dum pelotão já muito reduzido. Esta situação desorganizou a corrida e a etapa acabou mesmo por ir para a fuga tal como aconteceu em 2022. Hugo Scala (Project Echelon Racing) acabou por ser o mais forte na dura jornada do dia de hoje e bateu o português Fábio Costa (ABTF Betão - Feirense) num sprint a dois. Na terceira posição ficou Julius Johansen da Sabgal / Anicolor que descolou nos metros finais. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 SCALA JR HugoProject Echelon Racing4:10:272 COSTA FábioABTF Betão - Feirense,,3 JOHANSEN JuliusSabgal / Anicolor0:104 AZNAR HugoEquipo Kern Pharma0:145 CAÑELLAS XavierEuskaltel - Euskadi,,6 GRIGOREV AleksandrEfapel Cycling,,7 FUENTES ÁngelBurgos - BH0:158 PARRA José FélixEquipo Kern Pharma0:169 TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé Concelho0:3810 PEÑUELA Francisco JoelRádio Popular - Paredes - Boavista,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense20:48:252 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:163 AGIRRE JonEquipo Kern Pharma0:264 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi0:505 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:186 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:237 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:338 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:469 FERNANDES LuísCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:4810 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH1:59 Perfil Etapa 6 ### Trail Born: O programa de Sustentabilidade da Shimano A SHIMANO compromete-se com $10 Milhões para projetos de desenvolvimento e sustentabilidade de trilhos, através do novo programa Trail Born. Para informações mais detalhadas, pode visitar o seguinte link: mtb.shimano.com. A SHIMANO anuncia o seu novo Fundo Trail Born, que tem como objetivo ajudar a desenvolver e manter trilhos de BTT e o acesso aos mesmos em todo o mundo: “uma oferta sem precedentes de apoio à indústria”. A SHIMANO doará 10 milhões de dólares, durante os próximos 10 anos, para apoiar projetos estruturados de organizações ligadas ao desenvolvimento e defesa de trilhos. Em estreita colaboração com parceiros de confiança, a SHIMANO pretende assegurar a obtenção de ganhos relevantes e sustentáveis - tanto numa escala local como global - e “está entusiasmada por apoiar o trabalho árduo da comunidade ligada ao desenvolvimento de trilhos”. Plano de ação TRAIL BORN O Fundo Trail Born vai focar-se, numa primeira fase, em áreas selecionadas da América do Norte, Europa e Oceânia e continuará a expandir-se por estas regiões até 2025. Até 2026, o Trail Born pretende efetuar mudanças globais e significativas no mundo do BTT, com a inclusão da Ásia, África e América Central e do Sul. Em todos os casos, o apoio será destinado a trilhos desenvolvidos na legalidade e sustentáveis. Os fundos são atribuídos após análise minuciosa dos projetos propostos. A SHIMANO vai ajudar a promover estes projetos, com a partilha de histórias das pessoas e lugares por detrás destes esforços críticos. Vai ainda ajudar na identificação e aquisição de financiamento adicional de outras fontes, como doações privadas e programas de subsídios. Expandir o legado de BTT da SHIMANO Segundo a marca, com o lançamento global em 1983 do SHIMANO DEORE XT M700 - o primeiro grupo de componentes específicos para BTT - a SHIMANO ajudou a dar vida ao emergente ciclismo de montanha. “Estivemos presentes desde o início, tendo consciência que esta disciplina era diferente de tudo o que o mundo do ciclismo tinha visto antes. Para a SHIMANO, significava fornecer os componentes necessários para ajudar a evoluir e melhorar esta recente e excitante forma de aventura em duas rodas.” SHIMANO A SHIMANO adiciona que, nas décadas que se seguiram, o seu compromisso com o desenvolvimento de produtos e as tecnologias de precisão de componentes específicos para esta disciplina “vieram definir o padrão de desempenho, durabilidade, conforto e controlo.” A SHIMANO concluiu que, ao contrário do ciclismo de estrada, onde o terreno necessário já exista por defeito, “o ciclismo de montanha requer uma colaboração coletiva para desenvolver e manter trilhos únicos para pedalar.” Segundo a marca japonesa, "as raízes do ciclismo de montanha são os trilhos e, sem um sistema robusto de raízes, a árvore cairá.” A SHIMANO assume-se, então, como ajuda no reforço do desporto, ao apoiar inúmeros esforços de defesa e criação de trilhos. “E agora, com o Fundo Trail Born, estamos a dar um passo mais à frente. Porque, tal como tu, nós também somos ciclistas.” SHIMANO Fico a conhecer mais sobre a SHIMANO e os seus artigos aqui! ### As novas bicicletas P5 e P-Series da Cervélo A Cervélo acaba de anunciar as suas novas bicicletas P5 e P-Series. Estas novas máquinas mostram melhorias em várias áreas de desenvolvimento e são a nova aposta da marca para os contrarrelógios. Cervélo P5 Segundo a Cervélo, a nova P5 foi desenvolvida nos 30 anos de experiência em aerodinâmica e quadros impressos em 3D e também com o feedback de triatletas de elite e vencedores da Volta à França. Destes testes, segundo informa a Cervélo, surgiu uma máquina de corrida mais rápida, mais ajustável e mais confortável que nunca. A nova P5 é cerca de 5 watts mais rápida que o modelo anterior, estando grande parte dessa melhoria localizada nas rodas, já que devido aos limites de Design da UCI, existe uma limitação das otimizações possíveis. A nova bicicleta P5 tem mais espaço na forqueta e nas escoras para dar lugar a uma nova geração de rodas mais largas e mais rápidas, exemplificadas pelas Reserve 77/88. Em conjunto com um pneu de 29 mm, estas rodas, para além de aerodinamicamente mais rápidas, têm também menos resistência ao rolar graças ao pneu de maior volume. Extremidade dianteira de peça única A nova extremidade dianteira de peça única, introduzida pela primeira vez no S5, é mais simples demontar e ajustar. O stack é agora ajustável até 40 mm, enquanto a altura da barra de base desce 10 mm para minimizar a área frontal.O novo riser aumenta a capacidade de ajuste da inclinação, de 0 a 30 graus, em incrementos de 5 graus. Novos apoios de braços Os novos apoios de braços e almofadas da P5 são mais largos, mais altos e mais espessos que os anteriores. É mais confortável, mas também inspira mais confiança, já que uma maior área de superfície permiteum melhor controlo, o que resulta de mais tempo na posição mais aerodinâmica possível. Design do espigão do selim e Quadro O novo design do espigão do selim fastback reduz a rigidez vertical em cerca de 22%, mantendo a rigidez lateral necessária para a transferência de potência. O novo quadro P5 é cerca de 1 watt mais rápido em termos aerodinâmicos que o modelo anterior e tem espaço para pneus de 34 mm. Esta folga significa mais espaço para o novo conjunto de rodas 77/88 da Reserve e para o pneu de 29 mm da Vittoria, o que economiza cerca de 4 watts em relação ao par anterior Reserve/Vitoria, com umaeconomia total do sistema de cerca de 5 watts. Montagens e Preços Cervélo P-Series A nova P-Series é muito semelhante à P5, a bicicleta de TT de referência da Cervélo. Apesar das parecenças, a P-Series acrescenta algumas características que, segundo a marca, a tornam perfeita para um triatlo de qualquer distância. A P-Series utiliza uma forqueta com tubo de direção em forma de “D” e um avanço redondo, que possibilita a utilização da barra de base e das extensões conforme a preferência de cada um. A P-Series apresenta também uma maior distância entre rodas e pneus, redução da resistência aerodinâmica e melhor encaminhamento dos cabos, o que faz com que seja a bicicleta de eleição para aqueles que procuram aproveitar ao máximo o tempo entre a T1 e a T2. Quadro O novo quadro da P-Series é 5,9 gramas mais rápido do que o quadro anterior, mas o espaço adicional para os pneus abre espaço para as rodas Reserve 52/63 e os pneus Vittoria de 29 mm. Estas mudanças combinam para uma poupança de 30 gramas ou 3,5w em relação à combinação Reserve 50/65 com Vittoria 28. Uma novidade este ano na P-Series é a arrumação na estrutura, que foi concebida para câmara de ar, uma pequena multi-ferramenta e algumas garrafas de CO2. A tampa é de fácil abertura, com ou semuma garrafa no lugar, basta rodar o fecho e puxar. Stack e Smartpack 400 A P-Series é feita para a adaptação ao atleta. O stack máximo aumentou para 53 mm, e foram incluídos espaçadores para elevar a barra de base a essa altura. Para além do novo armazenamento no quadro, todas as P-Series continuam a incluir a Smartpak 400, a bolsa do tubo superior, que torna o abastecimento de combustível na bicicleta mais simples sem sacrificar a aerodinâmica. Montagens e Preços Para saber mais detalhes e disponibilidade, consulta o site da marca em Portugal AQUI . ### Jogos Olímpicos – Rescaldo do XCO Masculino A prova masculina de XCO dos Jogos Olímpicos decorreu em Élancourt. O percurso – oito voltas de 4,4km – foi exigente para os corredores, com 110 metros de elevação por volta, e algumas partes muito técnicas. A prova foi muito atacada e teve duelos brilhantes – como podem conferir no vídeo abaixo. https://www.youtube.com/watch?v=pAspb90jDZ4&ab_channel=EurosportCycling Koretzky vs Pidcock O início da corrida foi muito mexido, mas o fim da segunda volta viu 13 ciclistas passar na meta a menos de 0:10 do líder, Mathias Flueckiger. Na terceira volta Pidcock e Koretzky destacaram-se na frente. O grupo partiu-se, e no fim da volta o duo tinha já 0:12 de vantagem sobre os perseguidores. Durante a quarta volta, azar para Pidcock: um furo obrigou à mudança do pneu. O britânico passou do primeiro grupo para a sexta posição, a 0:34 da frente. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817905654394130511 A Recuperação Pidcock iniciou a recuperação, numa altura em que Koretzky liderava, com Hatherly a 0:10. Thomas Pidcock conseguiu encostar na roda de Hatherly durante a sexta volta. Os dois fizeram a perseguição à frente da corrida – alcançaram Koretzky durante a sétima volta. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817915267395285019 Depois da junção, os ataques. Pidcock foi o primeiro a tentar, depois Koretzky. Hatherly lutava para se agarrar à roda dos rivais. Última volta A última volta foi tremenda, com ataques e contra-ataques constantes por parte do britânico e do francês. Já perto do final, os dois chegaram a tocar rodas depois de um ataque de Pidcock – o britânico foi o que mais vantagem tirou da situação, ao criar algum espaço na frente. Este espaço seria suficiente para o britânico vencer o XCO nos Jogos Olímpicos. Uma tremenda recuperação, e um grande duelo, para revalidar o ouro olímpico que já tinha ganho em Tokyo 2020. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817917997484474654 Koretzky chegou em segundo e alcançou a prata olímpica em casa. Hatherly chegou em terceiro para o bronze. Top 10 da Corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1Thomas PidcockReino Unido1:26:222Victor KoretzkyFrança+ 0:093Alan HatherlyÁfrica do Sul+ 0:114Luca BraidotItália+ 0:345Mathias FlueckigerSuíça+ 1:206Samuel GazeNova Zelândia+ 1:417Riley AmosEstados Unidos da América+ 1:468Charlie AldridgeReino Unido+ 2:109Nino SchurterSuíça+ 2:2210David Valero SerranoEspanha+ 2:27 ### Volta a Portugal | Etapa 4 | Chegada à Guarda A quarta etapa da Volta a Portugal ligou Sabugal a Guarda (164,5km). Os ciclistas tiveram pela frente quatro contagens de montanha de terceira categoria e uma de segunda categoria. Créditos: Podium Events Luta na fuga pela etapa A fuga saiu com cerca de 30km percorridos. Composta por 21 ciclistas, entre eles Rafael Reis (Sabgal / Anicolor), Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios) ou Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé Concelho). O grupo seguiu junto durante grande parte da etapa. A cerca de 15km do fim, a frente da corrida contava com oito ciclistas com 2:00 para o pelotão. Um grupo perseguidor com cinco corredores do top 20 colocou-se entre a fuga e o pelotão. Isso obrigou a Credibom / LA Alumínios a trabalhar no pelotão para tentar salvar o 8º lugar de Luís Fernandes, missão que não foi bem sucedida. Previa-se uma luta na fuga pela etapa e uma luta no pelotão pela classificação geral. Destaque para Maurício Moreira, vencedor da Volta a Portugal em 2022, que teve de abandonar a corrida após indisposição durante a subida à contagem de segunda categoria. Créditos: Podium Events Últimos quilómetros A 6km do fim Gonçalo Leaça atacou na fuga e seguiu sozinho até aos 2km para o fim, quando foi alcançado por Aleksandr Grigorev (Efapel Cycling) e por Tivani. O argentino contra-atacou a 1,5km do fim e ninguém conseguiu responder. Tivani parecia ir para a vitória, mas foi ultrapassado por Luis Ángel Maté (Euskaltel - Euskadi). O andaluz soube gerir a dureza do "muro" da Guarda e venceu a quarta etapa da Volta a Portugal- repetiu a vitória face ao ano passado. Créditos: Podium Events Afonso Eulálio foi o mais forte Rafael Reis foi segundo e Iñigo Elosegui (Equipo Kern Pharma) foi terceiro. Tivani chegou em quarto, ao ser ultrapassado já nos últimos metros da etapa. No pelotão, os candidatos à geral esperaram pelo fim da etapa para as suas movimentações. Afonso Eulálio foi o mais forte, ganhando 0:03 a Colin Stussi (Vorarlberg) com um ataque já dentro do último quilómetro. O figueirense da ABTF Betão – Feirensebreforçou a liderança da classificação geral. Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Luís Ángel MatéEuskaltel - Euskadi4:13:262 Rafael ReisSabgal / Anicolor0:023 Iñigo EloseguiEquipo Kern Pharma0:074 Nicolas TivaniAviludo - Louletano - Loulé Concelho0:165 Keegan SwirbulEfapel Cycling0:176 Edgar CadenaPetrolike0:237 Gonçalo LeaçaCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:258Aleksandr GrigorevEfapel Cycling0:359 Andrew VollmerIlles Balears Arabay Cycling0:4810 Afonso SilvaAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:54 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Afonso EulálioABTF Betão – Feirense16:37:212 Colin StussiTeam Vorarlberg0:163 Jon AgirreEquipo Kern Pharma0:264 Mikel BizkarraEuskaltel – Euskadi0:505Diego Andrés CamargoPetrolike1:186 Antonio CarvalhoABTF Betão – Feirense1:237 Joan BouEuskaltel – Euskadi1:338 Delio FernandezAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:469 Luis FernandesCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:4810 Sergio ChumilBurgos – BH1:59 ### Jogos Olímpicos – Rescaldo do XCO feminino A prova feminina de XCO dos Jogos Olímpicos decorreu em Élancourt. O percurso – sete voltas de 4,4km – foi difícil, com 110 metros de elevação por volta como podem conferir no vídeo abaixo. A portuguesa Raquel Queirós, a competir nos segundos Jogos Olímpicos, terminou a prova na posição 29. Participação regular para a pioneira olímpica nacional no XCO, que fechou a duas voltas da vencedora. https://www.youtube.com/watch?v=k461dXcpfeg&ab_channel=EurosportCycling Ataque de Ferrand Prevot deixou-a isolada A corrida foi muito atacada desde o início. Na frente ficou logo um grupo com quatro corredoras: Pauline Ferrand Prevot, Loana Lecomte, Puck Pieterse e Laura Stigger. Durante a segunda volta, Stigger ficou para trás. Um ataque de Ferrand Prevot deixou-a isolada na frente da corrida e no final da segunda volta a vantagem já era de 0:29. Durante a quarta volta Lecomte foi absorvida no grupo perseguidor, depois de Puck Pieterse a deixar para trás. A francesa cabou por ter uma queda bastante dura e foi obrigada a abandonar a corrida. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817546084538818835 Pieterse furou e viu as medalhas fugirem No fim da quarta volta, Prevot comandava, Pieterse seguia em segundo, Stigger, Rissveds, Keller e Batten vinham na perseguição. A quinta volta foi decisiva: Pieterse furou e viu as medalhas fugirem. No início da sexta volta, Rissveds e Batten deixaram as restantes ciclistas para trás e isolaram-se em segunda e terceira, já a mais de 2:00 de Prevot. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817566181491974568 Pieterse ainda conseguiu chegar ao quarto lugar. Rissveds e Batten correram juntas até ao fim, com a estadunidense a vencer o sprint pela prata, com a sueca a ficar com o bronze. Prevot nunca foi ameaçada durante a corrida e deu o ouro à França fechando com 2:57 para a segunda. É o coroar de uma carreira brilhante – em 2014 a francesa deteve simultaneamente o título mundial de estrada, ciclocrosse e XCO – que em 2023 vai prosseguir exclusivamente na estrada. Top 10 PosiçãoCiclistaPaísTempo1Pauline Ferrand PrevotFrança1:29:122Haley BattenEstados Unidos da América+ 2:373Jenny RissvedsSuécia+ 3:074Puck PietersePaíses Baixos+ 3:385Evie RichardsReino Unido+ 4:146Laura StiggerÁustria+ 4:307Alessandra KellerSuíça+ 5:228Samara MaxwellNova Zelândia+ 5:399Anne TerpstraPaíses Baixos+ 5:4110Blanka VasHungria+ 6:01 Vídeo Resumo da Prova ### Volta a Portugal - Welcome to Marvila A centésima chegada a Lisboa, no bairro de Marvila, foi um reencontro com a essência da Volta a Portugal, a grande festa do povo. Visita da Volta a Portugal a Lisboa depois da partida em Águeda e da passagem em Miranda do Corvo - onde descobrimos o Zé Padeiro. A capital faz parte da história da corrida desde a 1ª edição, em 1927. Sabiam que nesse ano a etapa ligou Cacilhas a Lisboa? E que nesse verão a Volta rivalizou pela atenção dos jornais com a VII Travessia de Lisboa a nado? Ambos eventos ainda hoje existem. À época a prova de natação era organizada pelo Spor Algés e Dafundo, tinha 12 km e ligava Xabregas a Algés. Créditos: Podium Events. Como se explica o êxito popular da Volta a Portugal? Só um destes eventos tem hoje dimensão nacional. Como se explica o êxito popular da Volta a Portugal? Seguramente de muitas maneiras, mas remeto-me a algo que escreveu em A Bola o enviado à edição de 1966, Vítor Santos. Na capa podia ler-se: “Eis a Volta - A grande festa do povo.” Este ano o pitoresco bairro de Marvila foi palco da 2ª etapa. Foi a centésima chegada a Lisboa. A freguesia é assim descrita na página oficial da Volta. "Marvila é sinónimo de estilos de vida alternativos, inovação e uma atitude decididamente hipster. Marvila é para Lisboa o que Brooklyn é para Nova Iorque, ou Shoreditch é para Londres." Créditos: Podium Events Em Marvila senti-me na Lisboa antiga Mais do que em Londres, em Marvila senti-me na Lisboa antiga e admito que sinto falta dessa cidade. Pela manhã fui correr e aí sim pensei que tinha acordado noutro sítio. Saí do hotel VIP Arts Executive, passei pela cafetaria The club, perto da Lisbon Clinic of Funcional Jaw Orthopedics. Opções para almoçar não faltam: Nanfang Hotpot, Raw Steak House Friendship Gathering Korean Barbecue. Mesmo ao lado vi um Wall Street Institute e pensei: “Agora tudo faz sentido, quem não fala inglês não se safa na capital.” Créditos: Podium Events “Eterno enamorado dessa lendária 'coisa' da Volta” A Volta a Portugal é importante porque nos recorda o sentimento do que é ser português. Do litoral ao interior, de Norte a Sul. Sotaques e sabores. Mesmo encrustada na maior cidade do país, Marvila mantém edifício de traça antiga e um saudável portuguesismo nos cafés e mercearias. Há quem não entenda o porquê de um evento itinerante, de uma modalidade minoritária, de raízes modestas, que condiciona o trânsito em pleno verão. Há dias encontrei a capa de A Bola de um dia de verão de 1966. Dizia o seguinte: "Aí está o pelintra ciclismo português, eterno 'enteado' do Desporto nacional, que anda, todos os anos, de chapéu na mão, a pedir para as alminhas, a mobilizar a atenção do pagode, eterno enamorado dessa lendária 'coisa' da Volta, festa popular de todos os Verões lusitanos que só o são realmente, se de Norte a Sul, aquele rolante espectáculo multicor 'acordar' as quebradas das serras, as amplidões das planuras, o meigo conchego dos vales.” Vítor Santos, enviado especial de A Bola. Num Portugal em crise existencial, que melhor evento do que a Volta a Portugal para nos relembrar do que somos feitos? ### Rescaldo dos Jogos Olímpicos – Contrarrelógio individual A prova de contrarrelógio individual dos Jogos Olímpicos teve lugar num percurso de 32,4km em Paris. Os ciclistas tinham à sua espera condições climatéricas adversas, com a chuva a ser presença constante durante a prova. Nélson Oliveira fez uma prova tremenda em condições muito difíceis. Conseguiu o 7º melhor registo da prova, igualando a prestação do Rio de Janeiro, em 2016. Rui Costa terminou com o 25º melhor registo. https://www.youtube.com/watch?v=Xcb-qt1KERY&ab_channel=EurosportCycling Corrida masculina Os maiores favoritos à vitória partiram nos últimos lugares, pelo que no início da prova houve algumas trocas no hot seat. O primeiro grande tempo veio por parte de Wout Van Aert. O belga fez o melhor registo até à sua chegada, quando Joshua Tarling, Filippo Ganna e Remco Evenepoel já estavam na estrada. Tarling teve um problema mecânico que o obrigou a trocar de bicicleta a meio da prova e devido ao incidente ficou fora das medalhas por 0:02. Ganna salvou uma queda e remontou a diferença que cedia para Van Aert no segundo intermédio. O italiano bateu o tempo do belga e colou-se líder provisoriamente. Faltava chegar o favorito e o campeão mundial mostrou que é um fenómeno. Evenepoel fez o melhor tempo em todos os parciais e conquistou o primeiro ouro para a Bélgica no contrarrelógio olímpico. Top 10 PosiçãoCiclistaPaísTempo1Remco EvenepoelBélgica36:12’2Filippo GannaItália+0:153Wout Van AertBélgica+0:254Joshua TarlingReino Unido+0:275Brandon McNultyEstados Unidos da América+1:046Stefan BisseggerSuíça+1:267Nelson OliveiraPortugal+1:318Stefan KungSuíça+1:359Maximilian SchachmannAlemanha+1:3810Mikkel BjergDinamarca+1:43 https://www.youtube.com/watch?v=kf3I99hSP6M&ab_channel=EurosportCycling Corrida feminina Também no contrarrelógio feminino as favoritas à vitória partiram nos últimos lugares. Este facto fez com que a australiana Kim Cadzow passasse algum tempo no hot seat. A tricampeã mundial Ellen Van Dijk ressentiu-se da fratura no tornozelo sofrida há dois meses e não conseguiu lutar sequer pelo top 10. Cadzow foi caindo na classificação. Primeiro a francesa Juliette Labous, depois a britânica Anna Henderson passaram para a primeira posição à condição. Entretanto nomes fortes como Demi Vollering e Lotte Kopecky não conseguiram melhorar o tempo de Henderson. A luta pelo ouro esteve entre Grace Brown e Chloe Dygert, só que a campeã mundial caiu e entregou o título olímpico a Brown. Aliás, Dygert perdeu inclusive a prata para Henderson devido à queda. Na última época como profissional, a australiana consegue a maior vitória da carreira! Top 10 PosiçãoCiclistaPaísTempo1Grace BrownAustrália39:38’2Anna HendersonReino Unido+1:313Chloe DygertEstados Unidos da América+1:324Juliette LabousFrança+1:415Demi VolleringPaíses Baixos+1:516Lotte KopeckyBélgica+1:567Kim CadzowAustrália+2:088Elisa Longo BorghiniItália+2:119Audrey Cordon-RagotFrança+2:1310Christina ScweinbergerÁustria+2:14 Vídeo Resumo da Prova ### Volta a Portugal 2024 | Etapa 3| Subida à Torre Regresso da alta montanha à Volta a Portugal com a mítica subida à Torre. Os corredores saíram do Crato em direção à Covilhã e tinham 162 km para percorrer com 3266 m de desnível positivo acumulado. Depois de um dia com um perfil mais plano, hoje voltou o terreno dos ciclistas da geral e havia para ultrapassar quatro contagens de montanha, três de terceira e uma de categoria especial no final da etapa. Créditos: Podium Events Fuga lutou pela montanha Foram 21 os ciclistas que fizeram parte da fuga do dia e que foram lutando pelos pontos da montanha e pelas metas volantes. Tiago Antunes da Efapel Cycling passou em primeiro nas duas primeiras contagens, tendo sido relegado para segundo na última montanha de terceira categoria onde César Fonte, da Rádio Popular – Paredes- Boavista, somou a pontuação máxima. Atrás no pelotão, a Efapel Cycling substituía a equipa do líder, Team Vorarlberg, na frente do pelotão e impunha o ritmo à entrada da ascensão à Torre. Créditos: Podium Events Ataques começaram cedo No início da subida a fuga levava dois minutos de vantagem, mas os ataques começaram cedo e essa vantagem foi desvanecendo, à medida que as duras pendentes apareceram. Logo nos primeiros km, o pelotão ficou extremamente reduzido e os ciclistas da fuga foram sendo apanhados. A 15 km para o fim, Afonso Eulálio (ABTF Betão - Feirense) atacou, ganhou alguma vantagem para o grupo do camisola amarela e alcançou a frente da corrida, sendo seguido por Sérgio Chumil (Burgos BH). Créditos: Inês Calvo Afonso Eulálio fez uma grande subida A 3 km do final da subida Colin Stüssi, que parecia em quebra, aumentou o ritmo e começou a perseguição. O camisola amarela nunca chegou à frente e Sérgio Chumil, que fez a subida toda na roda, ganhou vantagem nos metros finais e venceu a etapa. Afonso Eulálio fez uma grande subida e ficou em segundo lugar na etapa. O figueirense é o novo camisola amarela da Volta a Portugal. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH4:10:102 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense0:033 AGIRRE JonEquipo Kern Pharma0:204 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi0:255 GUARDEÑO JaumeCaja Rural - Seguros RGA0:596 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:217 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,8 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg1:359 BARBOSA DiogoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,10 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:43 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense12:22:482 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:113 AGIRRE JonEquipo Kern Pharma0:134 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi0:375 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:056 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:137 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:368 FERNANDES LuísCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:379 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:4610 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH1:54 Perfil Etapa 4 ### Slash+: A Nova Bicicleta de Enduro da Trek A Trek apresenta a sua nova bicicleta de enduro: a Slash+. Com a assistência suave e silenciosa do motor HPR50 da TQ, a Slash+ oferece 170/170 mm de suspensão com o pivot principal elevado, rodas MX, geometria regulável e uma assistência leve “para que seja mais fácil fazer umas descidas extra”. Motor e bateria A Slash+ apresenta o mesmo motor da Fuel EXe da Trek, o HPR50 da TQ. “Este motor silencioso e compacto proporciona uma sensação, som e aparência similares de uma bicicleta tradicional, garantindo uma assistência suave de 50 nm para ajudar a ultrapassar as subidas”. Trek O motor é alimentado por uma nova e maior bateria de 580Wh que se fixa firmemente no interior do tubo superior, mas que pode ser facilmente removida com uma chave sextavada para ser guardada ou transportada. Os ciclistas que queiram passar mais tempo nos trilhos, podem colocar um Range Extender opcional para obterem 160 Wh extra de potência. Pivot principal elevado, maior velocidade Tal como a Slash analógica, a Slash+ oferece 170 mm de suspensão com pivot principal elevado “que proporciona uma maior tração e velocidade”. Nas descidas, a trajetória do eixo traseiro do pivot principal elevado permite que a roda traseira se ajuste ao terreno, para manter a velocidade e tração. Nas subidas, o pivot principal elevado em conjunto com o HPR50 “oferece um mundo totalmente novo para quando é necessário ultrapassar as subidas mais exigentes”. Ajustada para qualquer trilho Segundo a Trek, “a Slash+ pode ser adaptada a qualquer tipo de trilho e estilo de condução”. O rácio de alavancagem pode ser alterado, virando o chip e a geometria ajustada sem afetar a altura do eixo pedaleiro através dos copos de afinação angular da caixa de direção (vendidos em separado). A Slash+ tem também espaço para colocar pneus maiores e mais robustos, amortecedor helicoidal e espigão telescópico mais comprido. Concebida para mullet Para enfrentar os trilhos mais desafiantes, a Slash+ está equipada com uma roda dianteira de 29˝ e uma roda traseira de 27,5˝. Procura assim oferecer os benefícios de uma roda dianteira maior em terrenos mais irregulares e espaço de manobra adicional com a roda traseira mais pequena. Pensada ao detalhe A Slash+ vem com um guia de corrente integrado, que a mantém no sítio mesmo quando os trilhos se tornam difíceis: “As proteções robustas protegem o tubo inferior das pedras e mantêm a corrente mais silenciosa através de uma proteção de escora meticulosamente desenvolvida para a Slash”. A camada extra de proteção Carbon Armor debaixo da pintura acrescenta ainda durabilidade extra. A nova Slash+ está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. Fica a conhecer aqui outros produtos da Trek! ### Volta a Portugal 2024 | Etapa 2| Etapa disputada ao sprint Segunda etapa em linha na Volta a Portugal e a primeira oportunidade para os sprinters marcarem o ponto e lutarem pela vitória. Foram 165 quilómetros que ligaram Santarém a Marvila, num percurso praticamente plano com uma contagem de quarta categoria e três metas volantes para conquistar. Créditos: Pódium Events Fuga em solitário para Zach Gregg A fuga do dia contou na sua maioria com apenas um elemento, Zach Gregg da Project Echelon Racing. O ciclista norte americano de 31 anos teve a companhia de César Fonte (Rádio Popular – Paredes- Boavista) que, depois de ter passado em primeiro na contagem de quarta categoria, esperou pelo pelotão. Zach Gregg seguiu sozinho até faltarem 50 quilómetros, numa altura em que foi alcançado e o pelotão seguiu compacto. Créditos: Podium Events Disputa ao Sprint A situação de corrida não se alterou até aos quilómetros finais, onde as equipas começaram a preparar o primeiro sprint da Volta a Portugal, que se fazia em ligeira subida. Foi German Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé Concelho o mais forte e venceu esta segunda etapa em linha com alguma facilidade. O argentino de 28 anos venceu pela segunda vez esta época depois de ter conquistado a terceira etapa do GP Abimota. Em segundo lugar ficou o seu colega de equipa Tomas Contte e Scott Mcgill (Project Echelon Racing) ficou no terceiro posto, num grande dia para a equipa de Américo Silva. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1TIVANI GermanAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO03:49:002CONTTE TomasAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHOa 00:00:03MCGILL ScottPROJECT ECHELON RACINGa 00:00:04MACIAS CesarPETROLIKEa 00:00:05LINAREZ LeangelTAVFER-OVOS MATINADOS-MORTÁGUAa 00:00:06ROTA RaulRADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTAa 00:00:17DARDER SergiILLES BALEARS ARABAY CYCLINGa 00:00:18LOPEZ AndoniEUSKALTEL-EUSKADIa 00:00:19PELEGRI OscarBURGOS-BHa 00:00:110CAIXAS RodrigoCREDIBOM/ LA ALUMÍNIOS/ MARCOS CARa 00:00:2 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg8:11:172 FERNANDES LuísABTF Betão - Feirense0:323 FERNANDES LuísCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:594 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:055 MOREIRA MauricioSabgal / Anicolor1:106 OKAMIKA AnderBurgos - BH1:177 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho,,8 AGIRRE JonEquipo Kern Pharma1:189 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:2410 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense1:25 Perfil Etapa 3 Créditos: Pódium Events ### Specialized - 50 anos com novos produtos A Specialized está a celebrar 50 anos de existência e lançou quatro artigos S-Works limitados para celebrar esta data: Duas novas bicicletas e dois novos capacetes que têm como objetivo, segundo diz a marca, inspirar um compromisso de inovação futura para os próximos 50 anos. Estes novos artigos Specialized 50 anos, todos limitados, consistem na nova bicicleta de estrada S-Works Tarmac SL8 Forward 50 LTD, a bicicleta de montanha S-Works Epic World Cup Forward 50 LTD, e os capacetes S-Works Prevail 3 e Evade 3 Forward 50 Collection. S-Works Tarmac SL8 Forward 50 LTD -  250 Bicicletas Numeradas Individualmente Aerodinamismo A Specialized informa que a sua nova bicicleta á ainda mais aerodinâmica já que foi otimizada para tirar máxima vantagem do novo nariz cónico da Tarmac – o Speed Sniffer. Ao deslocar o tubo de direção para trás, o tubo que determina a largura da testa, a zona dianteira da testa pode ser muito mais afiada, oferecendo uma forma com menor arrasto. Fazendo uso das novas regras da UCI, a Tarmac SL8 tem o espigão de selim mais estreito e aero, assegurando que o ar que se desloca mais rapidamente e com maior turbulência ao redor das pernas pode fluir de forma mais limpa. Peso e agilidade Na sua configuração aero, segundo diz a marca americana, a nova Specialized foi construída com o peso mínimo da UCI, com um quadro que pesa 685 gramas. A bicicleta é também mais rígida nos pedais e mais precisa no guiador e com a tecnologia Rider-First Engineering, cada ciclista, independentemente do seu tamanho, recebe o mesmo comportamento e qualidade de condução. Características Rodas Rapide CLX II Team; Selim S-Works Power com Mirror; Espigão de selim S-Works Tarmac SL8; Pintura customizada para coincidir com o quadro; Pneus Turbo; Cockpit Rapide; Grupo Shimano Dura-Ace de 12 velocidades; Rolamentos Ceramic Speed. S-Works Epic World Cup Forward 50 LTD: 250 Bicicletas Numeradas Individualmente Quadro e transmissão Esta nova bicicleta, vem munida do novo quadro Epic World Cup com a tecnologia de suspensão desenvolvida pela Ride Dynamics e 75 mm de curso otimizado da roda traseira. A transmissão SRAM XX SL com eixo pedaleiro Ceramic Speed DUB, baseia-se em testes de ciclistas profissionais aumentando o seu desempenho e robustez. Forqueta e rodas A forqueta RockShox SID SL com amortecedor de 3 Posições Race Day 2apresenta a afinação “Magic Middle” da Epic 8, que oferece suporte durante a pedalada e 110mm de curso que amortece os ressaltos. A rodas roads Control SL Team pesam 1190 gramas e têm raios em carbono, tendo sido desenvolvidas pela Specialized ao longo de três anos. Características Amortecedor traseiro Specialized/RockShox SIDLuxe WCID; Forqueta RockShox SID SL Ultimate 3P; Rodas Roval Control SL Team; Cockpit integrado Roval Control SL; Espigão de selim Roval Control SL; Selim S-Works Power com Mirror; Eixo pedaleiro CeramicSpeed DUB. S-Works Evade 3 Forward 50LTD Aberturas frontais aumentadas ajudam a aumentar a ventilação; Difusor traseiro para benefícios aerodinâmicos e de ventilação; Tecnologia MIPS Air Node mais focada em ventilação do MIPS; Divisor Tri-Fix ajustável aumenta o conforto através de um ajuste personalizado; Carcaça envolvente de precisão em policarbonato, para maior durabilidade e acabamento premium; Espuma EPS de dupla densidade otimizada. S-Works Prevail 3 Forward 50LTD A inovação AirCage aumenta o fluxo de ar; Carcaça envolvente de precisão em policarbonato, para maior durabilidade e acabamento premium; Tecnologia MIPS Air Node é a solução mais focada em ventilação do MIPS; Divisor Tri-Fix ajustável aumenta o conforto através de um ajuste personalizado; Ajuste da base occipital otimiza o conforto e a compatibilidade com óculos. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços destes novos artigos limitados Specialized 50, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt. ### Guia dos Jogos Olímpicos – CRI  As provas masculinas e femininas de Contrarrelógio Individual dos Jogos Olímpicos de Paris decorrem já no próximo dia 27 de junho. Ambas as provas têm lugar no mesmo circuito de 32,4km em Paris. Perfil da Prova Fonte: Site Oficial da Prova O perfil da prova, nas duas categorias, é praticamente plano em toda a sua extensão, o que deve favorecer os contrarrelogistas puros.  Corrida Masculina  Favoritos  Remco Evenepoel: O belga já venceu três contrarrelógios individuais este ano e é o atual campeão do mundo da categoria. Obrigatório contar com Evenepoel apesar de vir do Tour de France.  Joshua Tarling: O britânco é o atual campeão europeu da categoria, e foi terceiro nos mundiais. Com apenas 20 anos de idade, assumiu-se no último ano como um dos melhores especialistas no esforço individual.  Filippo Ganna: O italiano tem sido um dos melhores contrarrelogistas do pelotão nos últimos anos. Já venceu por duas vezes os mundiais de contrarrelógio, e ganhou recentemente os campeonatos nacionais de Itália.  Créditos: Dario Belingheri / Getty Images Startlist A representar Portugal estarão Nelson Oliveira e Rui Costa. Nelson Oliveira é um especialista do esforço individual, com um sexto lugar nos mundiais do ano passado – boas indicações para Portugal sonhar com um resultado positivo.  De resto, há outros nomes que não podem ser ignorados: Stefan Kung e Stefan Bissegger, Tobias Foss, Luke Plapp ou Brandon McNulty são outros ciclistas fortes no esforço individual presentes em Paris.  Créditos: A.S.O / Billy Ceusters Destacar ainda as ausências do campeão em título, Primoz Roglic, e do vencedor do Tour de France, Tadej Pogacar.  País Ciclista Bélgica Remco Evenepoel Wout Van Aert Dinamarca Mattias Skjelmose Mikkel Bjerg Eslovénia Jan Tratnik Reino Unido Joshua Traling Ethan Hayter Fred Wright França Kévin Vauquelin Países Baixos Dan Hoole Itália Filippo Ganna Alberto Bettiol Austrália Luke Plapp Estados Unidos da América Brandon McNulty Magnus Sheffield Suiça Stefan Kung Stefan Bissegger Portugal Nelson Oliveira Rui Costa Colombia Daniel Martínez Noruega Soren Waerenskjold Tobias Foss Alemanha Nils Pollitt Maximilian Schachmann Austria Felix Grosschartner Irlanda Ryan Mullen Canada Derek Gee Cazaquistão Yevgeniy Fedorov Nova Zelândia Laurence Pithie Corbin Strong Eritreia Biniam Girmay Neutro Gleb Syritsa Marrocos Achraf Ed Doghmy Mongólia Jambaljamts Sainbayar Hungria Attila Valter Polónia Michal Kwiatkowski Equipa Olímpica Refugiados Amir Arsalan Ansar Chéquia Mathias Vacek  Corrida Feminina Favoritas Créditos: Dario Belingheri / Getty Images Ellen van Dijk: A campeoníssima voltou à competição este ano e não pode ser descartada para a vitória. Já foi três vezes campeã do mundo da categoria.  Grace Brown: Uma das maiores especialistas do pelotão no esforço individual, foi segunda nas duas últimas edições do campeonato do mundo e já venceu dois contrarrelógios este ano.  Chloe Dygert: Campeã do mundo em 2023 e 2019. É uma das favoritas à vitória apesar de só ter corrido três dias em 2024.  Startlist Para além das ciclistas já mencionadas, há outros nomes a ter em atenção: Demi Vollering, Lotte Kopecky, Elisa Longo Borghini, Anna Henderson, Juliette Labous, Audrey Cordon-Ragot e Emma Norsgaard são alguns exemplos.  As grandes ausentes são Marlene Reusser, especialista Suíça, e a campeã em título, Annemieke Van Vleuten, que já se retirou da competição. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1420229275727323138 País Ciclista Países Baixos Ellen Van Dijk Demi Vollering Bélgica Julie Van de Velde Lotte Kopecky Itália Elisa Longo Borghini Reino Unido Anna Morris Anna Henderson Georgi Pfeiffer Suiça  Austrália Grace Brown Polónia Marta Lach Agnieszka Skalniak-Sójka França Juliette Labous Audrey Cordon-Ragot Dinamarca Cecilie Uttrup Ludwig Emma Norsgaard Estados Unidos da América Taylor Knibb Chloe Dygert Canadá Olivia Baril Austria Anna Kiesenhofer Christina Schweinberger Alemanha Liane Lippert Mieke Krogger Antonia Niedermaier Espanha Mireia Benito África do Sul  Uzebequistão Olga Zabelinskaya Noruega  China Xin Tang Nova Zelândia Niamh Fisher-Black Kim Cadzow Eslovénia Urska Pintar Eugenia Bujak Neutro Tamara Dronova-Balabolina Hanna Tserakh Finlândia Anniina Ahtosalo Ucrânia Yuliia Biriukova Tailândia Phetdarin Somrat  Chéquia Julia Kopecký Cuba  Ruanda Diane Ingabire Sérvia Irina Stevanovic Afeganistão Yulduz Hashimi Eslováquia Nora Jenscusova  Quando e Onde ver? As duas provas serão transmitidas na Eurosport 1 (ou nas plataformas Max), no dia 27/7. A prova feminina terá transmissão a partir das 13:15h, e a prova masculina a partir das 15:30h (hora de Portugal).  ### Volta a Portugal 2024 | Etapa 1| Primeira chegada em alto Primeira etapa em linha na edição de 2024 da Volta a Portugal e logo com um final no alto do Observatório de Vila Nova em Miranda do Corvo. Até lá, os ciclistas partiram de Anadia e tinham quase 160 quilómetros para percorrer com quase 3000 metros de acumulado positivo. No percurso, esperava-os uma contagem de segunda categoria (Senhor da Serra) e a contagem de primeira que coincidiu com o final da etapa e levava os ciclistas aos 1000 metros de altura. Créditos: Podium Events Três ciclistas em fuga Foram três os ciclistas que se adiantaram ao pelotão de 119 corredores que hoje iniciaram a etapa: Samuel Boardman (Project Echelon Racing), Unai Esparza (Illes Balears Arabay Cycling) e Raúl Rota (Rádio Popular – Paredes- Boavista). Os três ciclistas chegaram a ter uma vantagem de quase cinco minutos para o pelotão e foram lutando pelas três Metas Volantes espalhadas pelo percurso, todas ganhas por Samuel Boardman. No início do prémio de segunda categoria a vantagem estava praticamente anulada e dois dos fugitivos acabaram alcançados. Apesar disso, Raúl Rota resistiu e passou em primeiro na contagem de montanha do Senhor da Serra e manteve-se em fuga mas agora em solitário. Créditos: Podium Events Luta pela Etapa e Camisola Amarela No início da subida, a aventura de Rota terminou e o ciclista espanhol foi alcançado depois de uma excelente etapa. A partir daqui eram oito quilómetros a subir e onde desde logo começaram os ataques. O pelotão, ia controlado pela Sabgal - Anicolor com Frederico Figueiredo, vencedor nesta chegada em 2022, a impôr um ritmo muito forte. https://twitter.com/faustocoppi60/status/1816510507957801075 A 4 km para o fim Colin Stüssi (Team Vorarlberg), vencedor da Volta a Portugal de 2023, respondeu ao ataque de Caicedo (Petrolike) e conseguiu uma vantagem importante para o pelotão. O ciclista Suíço resistiu à perseguição levada a cabo por vários ciclistas candidatos à geral e venceu a primeira etapa em linha, ficando também com a camisola amarela da Volta a Portugal. António Carvalho (ABTF Betão - Feirense), melhor português no dia de hoje, ficou no segundo posto com Luís Fernandes (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) a ficar no terceiro lugar. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1STÜSSI ColinTEAM VORARLBERG04:15:202CARVALHO AntónioABTF BETÃO - FEIRENSEa 00:00:283FERNANDES LuísCREDIBOM/ LA ALUMÍNIOS/ MARCOS CARa 00:00:414AGIRRE JonEQUIPO KERN PHARMAa 00:00:455DEL PINO JesusAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHOa 00:00:456CAMARGO DiegoPETROLIKEa 00:00:517OKAMIKA AnderBURGOS-BHa 00:01:18MOREIRA MauricioSABGAL/ANICOLORa 00:01:79BOU JoanEUSKALTEL-EUSKADIa 00:01:910EULÁLIO AfonsoABTF BETÃO - FEIRENSEa 00:01:10 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Colin StüssiTEAM VORARLBERG4:22:202António CarvalhoABTF BETÃO-FEIRENSEa 0:00:323Luís FernandesCREDIBOM-LA ALUMÍNIOS-MARCOS CARa 0:00:584Diego CamargoPETROLIKEa 0:01:025Mauricio MoreiraSABGAL-ANICOLORa 0:01:076Ander OkamikaBURGOS-BHa 0:01:147Jesus Del PinoAVILUDO-LOULETANO-LOULÉ CONCELHO-8Jon AgirreEQUIPO KERN PHARMAa 0:01:159Joan Bou CompanyEUSKALTEL-EUSKADIa 0:01:2110Afonso EulálioABTF BETÃO-FEIRENSEa 0:01:22 Perfil Etapa 2 Créditos: Podium Events ### Histórias da Volta a Portugal – O Zé Padeiro Primeiro teste montanhoso na Volta a Portugal. Descobrimos duas lendas de Miranda do Corvo: a subida ao observatório e o Zé Padeiro. Miranda do Corvo tem pouca história na Volta a Portugal, mas ficará tanto pela dureza da subida ao Observatório de Vila Nova como pela boa mesa do Zé Padeiro. O município situa-se num vale à sombra das encostas da Serra da Lousã. Pernoitamos na localidade depois de ver Rafael Reis ganhar o prólogo em Águeda. Foi um dia de calor de levar a t-shirt colada ao corpo. Seguiu-se um transfer de uma hora. Consulta aqui o Guia TopCycling da 85ª Volta a Portugal. Leitão à moda do Zé Padeiro Imaginem o alívio ao saber que à espera tínhamos um leitão à moda do Zé Padeiro! A casa de comidas foi fundada em 1981 e há 43 anos que serve excelentemente. Sou o pesadelo de quem atende. Quis logo saber a história na origem do nome. Saborear a Volta é duro, mas alguém tem que o fazer.Créditos: TopCycling Distribuía o pão a pé ou de bicicleta Se fosse vivo José Augusto já seria centenário. Era descendente de padeiros e distribuía o pão a pé ou de bicicleta por Miranda do Corvo. Era um de três filhos do padeiro e foi o único que não seguiu o ofício. Isso não impediu que ficasse na história como Zé Padeiro. A atual proprietária é Patrícia, a filha. Simpaticamente ofereceu-me uma cadeira para a mochila que estava no chão. São os pequenos gestos que cativam. O leitão também ajuda. Divinal. Conselho de amigo: regar com vinho frisante da casa e provar a ginjinha à sobremesa. O pelotão da Volta a Portugal não vai poder desfrutar de nada disto. Terão que subir os 10 km até ao observatório pela segunda vez na história da prova. A estreia foi em 2022 quando Frederico Figueiredo "batizou" as inclinadas rampas com um triunfo isolado. É uma montanha que tortura os atletas, sobretudo nos últimos 4 km. Diz quem sabe que aqui se vão fazer mais diferenças do que na Senhora da Graça. Depois do sofrimento, com muitas zonas acima de 10 por cento, talvez os corredores possam desfrutar da vista sobre Miranda do Corvo. ### IRONMAN Cascais - Onde a Aventura e a Superação se encontram Cascais volta a receber uma das competições desportivas mais exigentes. No dia 19 de outubro, cerca de 4500 participantes irão competir nas provas IRONMAN Portugal-Cascais e no IRONMAN 70.3 Portugal-Cascais Desde os arrepios ao ouvir o hino nacional antes do início da prova, ao apoio inabalável do público, à consciencialização de que se está a competir na mesma pista que Ayrton Senna, à emoção indescritível de ver a família ao cruzar a meta e ouvir as palavras imortais "YOU ARE AN IRONMAN". Não há nenhum sítio onde eu prefira correr, nem nenhum sítio onde eu prefira estar." - Philip Gonçalves, Inglaterra Participantes de destaque confirmados O entusiasmo em torno do IRONMAN Portugal-Cascais 2024 está a aumentar com a confirmação da participação de figuras conhecidas. Pedro Fernandes, Sérgio e Nélson Rosado anunciaram que estarão presentes na prova icónica e desafiante, o IRONMAN 70.3 Portugal- Cascais. Sérgio Rosado, membro da dupla Anjos, já completou o Ironman Portugal-Cascais 2023 e irá enfrentar novamente o desafio. Pedro Fernandes irá estrear-se nos treinos de triatlo e Nélson Rosado estreia-se a participar na prova em estafeta, em vez de bicicleta. As provas terão o seu início ás 08h30 na Praia da Ribeira, não sem antes se ouvir o Hino Nacional de Portugal pelas 07h20. Percurso IRONMAN Portugal - Cascais 2024 Natação: Percurso de natação em "Rolling Start" com saída da Praia da Ribeira e término em frente à Fortaleza no Clube Naval, numa única volta de 3,8km ao longo da protegida Baía de Cascais. Os atletas chegam ao parque de transição, localizado no Hipódromo Manuel Possolo, percorrendo os 600 metros de um corredor vermelho alcatifado. Ciclismo: O percurso de ciclismo de 180 km (2 voltas) apresenta vistas deslumbrantes da Riviera Portuguesa, da Praia do Guincho e o maravilhoso parque natural de Sintra – Cascais. Com uma passagem pela estrada do Guincho na 1ª volta, e pela Areia na 2ª, os atletas chegarão à Malveira e Serra de Sintra pela Lagoa Azul, em direção ao Circuito do Estoril onde desfrutarão de uma característica única em todo o IRONMAN: uma volta no circuito de Fórmula 1 do Estoril. Elevação: 1465m Corrida:As 3 voltas que perfazem 42.2km do percurso de corrida têm início em Cascais, seguem pela estrada do Guincho ao longo da costa até ao Cabo Raso e regressam até ao coração de Cascais. Um percurso desafiante, especialmente em dias de vento, que contrasta entre o ambiente solitário e costeiro da estrada do Guincho e o público em êxtase na malha urbana de cascais. Elevação: 325 m Percurso IRONMAN 70.3 Portugal - Cascais Natação: Percurso de natação em "Rolling Start" com saída da Praia da Ribeira e término em frente à Fortaleza no Clube Naval, numa única volta de 1,9km ao longo da Baía de Cascais. Os atletas chegam ao parque de transição, localizado na plataforma da Cidadela. Ciclismo: O percurso de ciclismo de 90 km (1 volta) passa pela Praia do Guincho e adentra o parque natural de Sintra – Cascais. Com um percurso suave e ribeirinho, os atletas farão o retorno em Lisboa, passando por alguns dos ícones da capital portuguesa, como a Torre de Belém, os Jerónimos e ainda por baixo da Ponte 25 de Abril. Os atletas desfrutarão ainda de uma característica única em todo o IRONMAN: uma volta no circuito de Fórmula 1 do Estoril. Elevação: 708m Corrida: As 2 voltas que perfazem 21,1km do percurso de corrida têm início em Cascais, seguem pela estrada do Guincho ao longo da costa até ao Cabo Raso e regressam até ao coração de Cascais. Um percurso que contrasta entre o ambiente solitário e costeiro da estrada do Guincho e o público em êxtase na malha urbana de cascais, que irá certamente receber os atletas com a sua animação habitual. Elevação: 180m Apuramento para o Campeonato do Mundo IRONMAN 2025 A edição de 2023 contou com 92 nacionalidades representadas, cerca de 4500 participantes, 102 atletas profissionais, 1407 estreantes, 803 mulheres e 809 portugueses inscritos, no conjunto das duas provas. As provas disponibilizam vagas de apuramento para o Campeonato do Mundo de IRONMAN e para o Campeonato do Mundo de IRONMAN 70.3. O Ironman Portugal-Cascais 2024 promete ser um evento emocionante que combina desafio desportivo, beleza natural e cultura local. Inscrições: Podes ver todos os pormenores sobre as inscrições, datas e preços nos sites dos eventos: IRONMAN Cascais IRONMAN 70.3 Cascais ### Volta a Portugal 2024 | Prólogo | Sabgal-Anicolor entra com tudo Prólogo de abertura na Volta a Portugal que serviu para aquecer os motores e atribuir a primeira camisola amarela da edição de 2024. No primeiro dia, os ciclistas tiveram um prólogo de apenas 5,6 quilómetros que se fazia em Águeda, Capital da bicicleta, num esforço que pela curta distância, ia ser muito renhido e tinha de ser feito a fundo. Créditos: Podium Events Julius Johansen dita o tempo Oleksander Grigoriev (Efapel Cycling) foi dos primeiros ciclistas favoritos ao dia de hoje a fazer um tempo de referência. O ciclista de 32 anos foi o primeiro a conseguir baixar o tempo para baixo dos sete minutos (00:06:57). Grigoriev manteve-se na cadeira quente, onde fica o ciclista com melhor tempo, até Julius Johansen (Sabgal / Anicolor), outros dos favoritos ao dia de hoje, cortar a meta. O vencedor do GP Anicolor, onde também venceu o contrarrelógio inicial, fez o prólogo em menos nove segundos e ficou com o melhor tempo. Créditos: Matias Novo Fotografias/Podium Events Um segundo fez toda a diferença Depois de algum tempo com o melhor tempo, começavam a chegar os últimos ciclistas. Rafael Reis, colega de equipa de Johansen fez um tempo canhão e acabou mesmo por bater o tempo do dinamarquês por apenas 0,86 segundos, distância curtíssima mas que permite ao português envergar a camisola amarela na dura etapa de amanhã. Rafael Reis alcançou assim a sua nona etapa na Grandíssima, tendo a Sabgal / Anicolor alcançado os dois primeiros lugares, com Rafael Reis e Julius Johansen. No terceiro posto ficou Tyler Stites (Project Echelon Racing). Créditos: Podium Events Top 10 etapa e Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1REIS RafaelSABGAL/ANICOLOR00:06:482JOHANSEN JuliusSABGAL/ANICOLOR00:06:483STITES TylerPROJECT ECHELON RACING00:06:544FOUCHE JamesEUSKALTEL-EUSKADI00:06:565GRIGOREV AleksandrEFAPEL CYCLING00:06:576MOREIRA MauricioSABGAL/ANICOLOR00:07:007SALGUEIRO CarlosAP HOTELS & RESORTS /TAVIRA/ SC FARENSE00:07:028ANTUNES TiagoEFAPEL CYCLING00:07:039OYARZUN CarlosAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO00:07:0310ETXEBERRIA AsierEUSKALTEL-EUSKADI00:07:04 Perfil Etapa 1 Créditos: Podium Events ### Tour de France 2024 – Distribuição do Prize Money No início do Tour de France, o Topcycling lançou um artigo onde explicava como seria feita a distribuição dos prémios monetários atribuídos pela organização da corrida. Terminado o Tour, é altura de fazer as contas. Distribuição por Equipas A imagem seguinte é uma lista, disponibilizada pela organização do Tour de France, com os valores que cada equipa recebeu de Prize Money durante a corrida: Créditos: A.S.O. O primeiro destaque é o domínio da UAE Team Emirates. Tadej Pogacar, sozinho, amealhou cerca de 566,000€ (500,000€ da camisola amarela e 66,000€ das seis vitórias de etapa). As classificações de Adam Yates e João Almeida perfazem o restante. A Visma | Lease a Bike aparece em segundo na tabela, depois de ter liderado o ano passado. Grande parte dos dividendos chegaram através da Classificação de Jonas Vingegaard, a vitória de etapa do dinamarquês e os quatro segundos lugares em etapas. Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters A fechar o pódio, tal como na classificação geral do Tour de France, a Soudal Quick-Step, alavancada pela performace de Remco Evenepoel (terceiro na geral, camisola branca e uma vitória de etapa). Destaques Positivos Depois dos três primeiros, um dos maiores destaques positivos deste Tour: A Intermarché-Wanty, que no ano passado tinha sido a quarta equipa que menos ganhou. A Camisola Verde e três vitórias de Biniam Girmay foram fulcrais. Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Outro destaque foi a Uno-X Mobility, que apesar de não ter ganho uma etapa, se mostrou sempre muito ativa, principalmente nas duas primeiras semanas através de Jonas Abrahamsen, que liderou a classificação da montanha. Destacar também a TotalEnergies: melhor equipa francesa, muito em virtude da vitória de etapa de Anthony Turgis. A EF Education – EasyPost (através, maioritariamente, de Carapaz), e a Alpecin – Deceuninck (através, maioritariamente, de Philipsen) foram outras das equipas que levaram largas receitas do Tour de France. Destaques Negativos Apesar de estar no Top-10 das receitas, a INEOS Grenadiers é um dos destaques negativos desta lista. Com um dos maiores orçamentos do pelotão, a receita ficou muito longe dos valores das equipas com que deveriam rivalizar. Créditos: A.S.O./Charly Lopez O mesmo se pode dizer da Lidl – Trek e da Red Bull-Bora-Hansgrohe. Apesar das duas equipas terem perdido os seus líderes durante a corrida (Mads Pedersen e Primoz Roglic abandonaram), não conseguiram sequer uma vitória de etapa, apesar dos orçamentos avultados em relação a outras equipas. Esta performance negativa também se refletiu numa má posição em relação à distribuição do Prize Money da prova. ### Cervélo Rouvida | A Review da Cervélo para Estrada e Gravel A Cervélo entrou no mundo das e-Bikes a nova Cervélo Rouvida, o primeiro modelo elétrico da marca. Fui até Espanha, na zona de Albarracín, Montañas Vacias, para testar esta nova máquina. Vídeo do teste https://youtu.be/P-AiOCIthgA Design Inovador e Versatilidade Uma das inovações da Rouvida está no seu dropout removível, que permite uma rápida transição entre geometria de estrada e de gravel. Este sistema vai além de um simples 'flip-chip', ajustando todo o quadro para diferentes encaixes e manobrabilidade. Desta forma os ciclistas podem desfrutar das características de uma bicicleta de estrada e de uma gravel numa única máquina. Geometria Adaptável A Rouvida está disponível em versões dedicadas para estrada e gravel, mantendo o mesmo quadro mas com geometrias ajustáveis. A versão de gravel apresenta um ângulo do tubo de direção 0,7° mais relaxado, um trail de 62mm (em comparação com 57,9mm para estrada) e espaço para pneus de até 43,5mm (34mm para estrada). Estas mudanças proporcionam uma condução mais estável e controlada em terrenos off-road. Tecnologia de Ponta No coração da Rouvida está o motor Fazua Ride 60, conhecido pela sua integração perfeita com a pedalada do ciclista, no entanto, notei-o um pouco brusco no modo "Turbo" (máxima assistência), quando em terrenos de pedra solta em subida. Num terreno de terra mais compacta, aí sim, este motoro proporciona uma experiência que se assemelha a uma bicicleta analógica, mas com uma potência adicional significativa. A Cervélo fez ajustes específicos no motor para manter a sua estética e aerodinâmica icônicas. O motor, combinado com a bateria vertical, melhora a aerodinâmica, comprovada em túnel de vento. Configurações e Especificações A Cervélo Rouvida está disponível em quatro configurações: duas focadas na estrada e duas no gravel. As opções de gravel vêm com componentes específicos, como o conjunto SRAM Force AXS XPLR e o espigão de selim dropper SRAM AXS Reverb (ver vídeo do teste). Já as versões de estrada destacam-se por ser mais leves, no entanto, não tivemos oportunidade de testar neste evento, que se destinava a bicicletas de Gravel. Na Europa a Rouvida é uma eBike com uma velocidade assistida máxima de 25km/h e capacidade de bateria de 430wh. A título de curiosidade, nos EUA, este tipo de bicicletas têm uma velocidade assistida máxima de 45km/h, o que as torna ainda mais divertidas. Conclusão A Cervélo Rouvida combina a versatilidade de um design adaptável com a tecnologia de ponta do motor Fazua Ride 60, é uma E-bike que facilmente se torna numa bicicleta convencional quando estamos a rolar numa estrada em terreno plano, pois neste tipo de bicicletas (em diferença com as eléctricas de BTT) atinge-se facilmente os 25 km/h e a partir daí ela deixa de ter a assistência do motor. Acima dos 25 km/h, quando em terreno plano, dá uma sensação natural de pedalada, só se notando o peso extra quando nos levantamos do selim para "gingar" a bicicleta. A Cervélo fez um bom trabalho, seja para estrada ou gravel, a Rouvida oferece uma boa experiência de ciclismo, não só amplia os horizontes daqueles que não têm a preparação física para ir mais além, como também é divertida para os que têm essa preparação e procuram uma experiência diferente. Disponibilidade e preços Para saber pontos de venda, preços e disponibilidade, vê aqui no site bicimax.com ### Pogacar Tour - Marcas históricas e registos supersónicos O que mudou Tadej Pogacar para reconquistar o Tour de France? Análise ao tri do esloveno. Como resumir num texto o que Tadej Pogacar fez em três semanas de Tour de France? Como contar em meia dúzia de parágrafos uma história que dá um livro? Missão impossível, por isso selecionámos os melhores momentos do esloveno. Após dois anos a perder para Jonas Vingegaard, Pogacar conseguiu o terceiro Tour da carreira. É o mais jovem tricampeão da história aos 25 anos e 10 meses. Fê-lo com um braço direito especial: João Almeida. O primeiro português a fechar as três "grandes" no top 5 esteve brilhante e marcou pontos na hierarquia da UAE-Emirates. Os vencedores das classificações do Tour de France.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Giro, Tour e 12 etapas Domínio foi a palavra de ordem. A caminho do triunfo Tadej Pogacar bateu recordes em subidas como Galibier, Pla d'Adet, Plateau de Beille e Isola 2000. A dobradinha Giro de Itália e Tour de France foi feita pela primeira vez há 75 anos por Fausto Coppi. Desde Marco Pantani, em 1998, que não era feita com êxito. O esloveno subiu a parada. Juntou Giro, Tour e 12 etapas - seis em cada corrida – superando ou igualando os registos de corredores de referência. Eddy Merckx ganhou o Tour mais 11 etapas em 1970 (oito no Tour e três no Giro). Pogacar conseguiu 12! Bernard Hinault ganhou o Tour mais sete etapas em 1979. Pogacar é o primeiro ciclista desde o bretão a vencer quatro etapas de camisola amarela vestida! Laurent Fignon ganhou o Tour mais cinco etapas em 1984. Pogacar conseguiu mais uma. Com 17 etapas no Tour, Pogacar é o mais jovem a atingir esta marca. Nem Mark Cavendish — recordista de etapas com 35 – o fez. Entre Giro e Tour Pogacar vestiu o maillot de líder em 39 de 42 dias (20 de rosa, 19 de amarelo)  Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Tadej e Jonas já são história do Tour O livro das grandes rivalidades no Tour já tem um capítulo para Pogacar e Vingegaard. Esloveno e dinamarquês são pioneiros em monopolizar os dois primeiros lugares da geral em quatro edições consecutivas. Logicamente nunca dois atletas tinham dividido os títulos no período de cinco anos. É certo que não houve emoção até ao fim, mas Tadej e Jonas já são história do Tour. De resto, marcaram tanto a diferença para os demais que a última etapa, em Nice, saldou-se com esporádicas retificações na classificação geral. Giulio Ciccone perdeu o 10° posto para Santiago Buitrago e no top 50 ninguém melhorou mais do que um lugar. Atletas e staff da UAE-Emirates festejam com Pogacar.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Troca de treinador foi chave Após o desfalecimento no Col du Granon (2022) e da queda na Liège que marcou o Tour de 2023, Pogacar foi consistente nesta edição. Há fatores que explicam a solidez demonstrada. A troca de treinador coincide com o regresso da melhor versão do esloveno. Desde outubro que Íñigo San Millán saiu da UAE-Emirates para coordenar o departamento de rendimento do Athletic de Bilbao. Do treino do esloveno passou a encarregar-se Javier Sola. Tem 37 anos, é sevilhano e só está na equipa desde 2023. Sola estreou-se logo no ano da dobradinha, o maior desafio físico e mental para qualquer voltista. “É excepcional, mas o que mais me chama a atenção é rápido que se põe em forma. Os números, watts, VO2max, limiares, lactato são espetaculares, mas vês que tem quatro semanas de treino e, caramba, pensas que este melhora mais rápido do que os outros. Também assimila melhor a nutrição. Os grandes craques assimilam tudo melhor do que os demais. A genética tem muito peso.” Javier Sola em entrevista ao El País. ### Volta a Portugal 2024 - Etapas, participantes e equipas A Volta a Portugal 2024 vai para a estrada entre 24 de julho e 4 de agosto, com um prólogo de 5,5 quilómetros em Águeda e termina em Viseu com um contrarrelógio individual de 26.6 quilómetros, pelo meio haverá nove etapas em linha. Estão presentes à partida 17 equipas, sendo 9 portuguesas, 5 espanholas, 1 austríaca, 1 mexicana e 1 americana, com um total de 119 corredores em sua representação. Quarta-feira, dia 24 de julho terá início em Águeda a 85.ª Volta a Portugal. Após vários anos com equipas portuguesas a vencer a competição, Colin Stussi (Team Vorarlberg) inverteu a tradição ao vencer a Volta em 2023. Créditos: Podium Events Poderá o vencedor da Volta a Portugal 2024, Colin Stussi, igualar o feito do último ciclista a vencer a prova em dois anos consecutivos, no caso Gustavo Veloso que triunfou em 2014 e 2015 ou se haverá um novo vencedor, após os 26,6 quilómetros de esforço em solitário da tirada final na Cidade de Viseu? O percurso De Águeda, Capital da Bicicleta, a Viseu, Cidade Europeia do Desporto 2024, renovando o dia de descanso na Guarda, os ciclistas vão ter pela frente, nesta 85ª Volta a Portugal Continente, um total de 1540,1 quilómetros, com 32 Prémios de Montanha e 27 Metas Volantes. A edição de 2024 fica marcada pelo regresso de Águeda, como início da prova, 37 anos depois da edição ganha por Manuel Cunha (Sicasal/Torreense) em 1987. As etapas 24/07 – Prólogo: Águeda – 5,6km Arranque da Volta a Portugal 2024 com um prólogo em Águeda, Capital da Bicicleta e de onde sairá o primeiro camisola amarela desta edição. Créditos: Podium Events 25/07 – 1ª Etapa: Anadia (Sangalhos) – Miranda do Corvo (Observatório Vila Nova) – 158,2km Primeira etapa em linha da Volta e primeira chega em alto ao Observatório do Vila Nova, onde ciclistas menos bem preparados podem logo ao primeiro dia dizer adeus à geral. Créditos: Podium Events 26/07 – 2ª Etapa: Santarém – Lisboa (Marvila) – 164,5km Primeiro dia para os homens rápidos numa chegada que associa a 85ª Volta a Portugal às comemorações do Cinquentenário do 25 de Abril evocando a memória do Capitão Salgueiro Maia que liderou a coluna militar que saiu de Santarém para Lisboa em 1974. Créditos: Podium Events 27/07 – 3ª Etapa: Crato – Covilhã (Torre) – 161,2km Segunda chegada em alto, desta vez a mítica subida à Torre. No final deste dia já vamos começar a perceber quem são os ciclistas e as equipas que vão ser protagonistas desta dura edição da prova. Créditos: Podium Events 28/07 – 4ª Etapa: Sabugal – Guarda – 164,5km Mais um final em alto no empedrado da Guarda e, embora menos duro que nas etapas anteriores, são já três finais em subida em quatro etapas em linha. Este dia fará novas diferenças na geral e antecede o dia de descanso. Créditos: Podium Events 30/07 – 5ª Etapa: Penedono – Bragança – 176,8km Início da segunda metade da prova com a já tradicional chegada a Bragança e segunda oportunidade para os sprínters do pelotão mostrarem que valeu o esforço passar tanta dureza no início da Volta. Créditos: Podium Events 31/07 – 6ª Etapa: Bragança – Boticas – 169,1km Etapa típica rompe pernas com cinco contagens de montanha e onde a subida de primeira categoria a Torneiros, situada a 17 quilómetros da meta, vai ser fundamental para o sucesso de uma fuga ou chegada em grupo reduzido. Créditos: Podium Events 1/08 – 7ª Etapa: Felgueiras – Paredes – 160,4km Início de agosto e onde as temperaturas começam a sufocar o pelotão. Nova oportunidade para os sprínters mais resistentes devido às três contagens de montanha nos últimos 40 quilómetros. Créditos: Podium Events 2/08 – 8ª Etapa: Viana do Castelo – Fafe – 182,4km Etapa mais longa da 85.ª edição da Volta a Portugal que com a subida de quarta categoria a Golães a apenas cinco quilómetros da meta vai dar oportunidades a surpresas e dificultar a vida aos homens rápidos do pelotão. Créditos: Podium Events 3/08 – 9ª Etapa: Maia – Mondim de Basto, Sr.ª da Graça – 170,8km Última etapa antes do derradeiro contrarrelógio individual, com uma das tiradas mais duras da edição 85 da Volta. No menu, uma contagem de quarta categoria e três contagens de primeira, num dia que culmina com a ascensão pela 45.ª vez na história da prova à Sr.ª da Graça Créditos: Podium Events 4/08 – 10ª Etapa (Contrarrelógio individual): Viseu – Viseu – 26,7km Última etapa com um contrarrelógio individual em Viseu, a Cidade Europeia do Desporto 2024. Nos quase 27 quilómetros de esforço, os ciclistas terão aqui a sua última oportunidade para fazer diferenças antes de ser anunciado o vencedor da edição 85 da Volta a Portugal Continente. Créditos: Podium Events Start-List das equipas A lista de partida das equipas participantes na Volta a Portugal em Bicicleta 2024, com diretores, dorsais e nomes dos ciclistas. (VBG) TEAM VORARLBERG (AUT) Director: SALMEN Werner - 10035156824 DorsalNome1STÜSSI Colin2MEILER Lukas3BENZ Pirmin4RÜEGG Lukas5STEHLI Felix6PETER Jannis7KONYCHEV Alexander (CJR) CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP) Director: MARTINEZ HERNANDEZ Rubén - 10005827357 DorsalNome11ARRIOLA-BENGOA Julen12BABOR Daniel13BALDERSTONE Abel14BARTA Tomás15IBAÑEZ Javier16GUARDEÑO Jaume17SCHLEGEL Michal (EKP) EQUIPO KERN PHARMA (ESP) Director: ARMENDARIZ IPARRAGIRRE Jon - 10042426669 DorsalNome21PARRA Jose22ELOSEGUI Inigo23AGIRRE Jon24AZNAR VIJUESCA Unai25AZNAR VIJUESCA Hugo26CARRASCOSA Pablo27FERNANDEZ Miguel (BBH) BURGOS-BH (ESP) Director: PEREZ Ruben – 10003358810 DorsalNome31OKAMIKA Ander32CHUMIL Sergio33DELGADO David34VACEK Karel35FRANCO Alejandro36FUENTES Angel37PELEGRI Oscar (EUS) EUSKALTEL-EUSKADI (ESP) Director: OLABERRIA Pello – 10061484947 DorsalNome41LOPEZ Andoni42CANELLAS Xavier43ETXEBERRIA Asier44BOU Joan45BIZKARRA Mikel46MATE Luis Angel47FOUCHE James (IBA) ILLES BALEARS ARABAY CYCLING (ESP) Director: NAVARRO Daniel - 10002514506 DorsalNome51MOLENAAR Alex52AMEZQUETA Julen53DARDER Sergi54ESPARZA Unai55GARCIA Jose56VOLLMER Andrew57RIERA Joan Albert (SAT) SABGAL/ANICOLOR (POR) Director: PEREIRA Rúben – 10079914139 DorsalNome61MOREIRA Mauricio62FIGUEIREDO Frederico63CARVALHO André64JOHANSEN Julius65MENDONÇA Luís66REIS Rafael67NYCH Artem (PEC) PROJECT ECHELON RACING (USA) Director: GORDON Fraser - 10001080017 DorsalNome71SCALA JR. Hugo72ARNOPOL Richard73BASSETT Stephen74BOARDMAN Samuel75STITES Tyler76MCGILL Scott77GREGG Zach (EFL) EFAPEL CYCLING (POR) Director: AZEVEDO José – 10053900456 DorsalNome81CASIMIRO Henrique82ANTUNES Tiago83GRIGOREV Aleksandr84GONZÁLEZ Abner85PINTO Pedro86SILVA Joaquim87SWIRBUL Keegam (CDF) ABTF BETÃO - FEIRENSE (POR) Director: ANDRADE Joaquim – 10052383721 DorsalNome91CARVALHO António92EULÁLIO Afonso93CABEDO Oscar94OLIVEIRA Fábio95SILVA Pedro96COSTA Fábio97GONÇALVES Diogo (TAV) TAVFER-OVOS MATINADOS-MORTÁGUA (POR) Director: VELOSO Gustavo César - 10002526428 DorsalNome101MATIAS João102SILVA Bruno103CARVALHO Gonçalo104MORAIS Francisco105MARTINGIL César106LINAREZ Leangel107SANCHEZ Angel (GSU) GI GROUP HOLDING - SIMOLDES - UDO (POR) Director: CORREIA Manuel - 10048906471 DorsalNome111CARVALHO Rui112GUERREIRO Francisco113GOMES Luís114RIBEIRO André115CAMPOS Noah116VALLS Miquel117ANDRÉ Andrey (LAA) CREDIBOM/ LA ALUMÍNIOS/ MARCOS CAR (POR) Director: BROCO Hernani - 10001546728 DorsalNome121FERNANDES Luís122LEAÇA Gonçalo123MONTEZ Alexandre124CAIXAS Rodrigo125MEDEIROS João126NARCISO Diogo127DUARTE Emanuel (ATF) AP HOTELS & RESORTS /TAVIRA/ SC FARENSE (POR) Director: FITAS Vidal - 10051931760 DorsalNome131FERNANDEZ Delio132TRUEBA Alvaro133SALGUEIRO Carlos134BARBOSA Diogo135CAMPOS Francisco136SIMÃO Rúben137SILVA Afonso (ALL) AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR) Director: SILVA Américo - 10051516377 DorsalNome141DEL PINO Jesus142TIVANI German143DOMINGUEZ David144GONÇALVES Gaspar145CONTTE Tomas146VIEGAS Daniel147OYARZUN Carlos (PTL) PETROLIKE (MEX) Director: PLAZA David – 10001082441 DorsalNome151CAICEDO Jonathan152CAMARGO Diego153CADENA Edgar154CALLEJAS Edison155MACIAS Cesar156MENDOZA Omar157RICO Cristian (RPB) RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR) Director: SANTOS José - 10051671274 DorsalNome161FONTE César162NUNES Hugo163LEAL Tiago164PENUELA Francisco165ROTA Raul166MARTINS João167GONÇALVES Hélder As camisolas correspondentes às várias classificações Vão ser quatro as camisolas em disputa, a Amarela do líder da Classificação Geral Individual, a Laranja Galp que distingue o ciclista que acumula maior pontuação nas Metas Volantes e Chegadas para a Classificação dos Pontos, a Azul para a classificação da montanha e a Branca para a Classificação da Juventude. Créditos: Podium Events Transmissão Para acompanhar a partir de quarta-feira, todos os dias na RTP1. Em www.topcycling.pt Todos os dias faremos pequenos resumos, com as classificações, após as etapas, fica atento ao nosso site. Fontes: Organização da Volta a Portugal. Fotografia: Volta a Portugal Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Peter Sagan Pendura a Bicicleta O dia 21 de julho de 2024 marcou a última corrida da carreira de Peter Sagan. O ídolo eslovaco já se tinha retirado do ciclismo de estrada no final de junho. O Anúncio Foi a atual equipa de Sagan que fez o anúncio acerca da sua última corrida. A equipa eslovaca, Team Pierre Baguette deu a notícia através da rede social X: https://twitter.com/pierrebagteam/status/1814891640089133180 A Retirada Peter Sagan já tinha feito a sua última corrida do escalão World Tour, o ano passado, pela TotalEnergies. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Teve duas intervenções cirúrgicas ao coração, em fevereiro e março, depois de um episódio taquicardíaco anormal numa prova de Mountain Bike em Espanha. No entanto, continuou a correr na tentativa de obter a qualificação para os jogos olímpicos no XCO – soube em maio que a Eslováquia não conseguiu qualificar nenhum atleta para as Olimpíadas. Correu, então, a sua última corrida de estrada na Volta à Eslováquia em junho e fez agora a sua última corrida em cima de uma bicicleta, nos campeonatos nacionais da Eslováquia de Mountain Bike. A Carreira Peter Sagan pôs o ponto final a uma carreira brilhante com um segundo lugar na corrida de XCO dos campeonatos nacionais eslovacos. https://twitter.com/pierrebagteam/status/1815060236224414032 Sagan destacou-se pela sua capacidade ao sprint e nas corridas de um dia. O eslovaco terminou a carreira com muitas vitórias de destaque: três vezes campeão do mundo; sete vezes camisola verde no Tour de France (e 12 etapas); vencedor da Volta à Flandres; vencedor do Paris-Roubaix. Foram ao todo 121 vitórias ao mais alto nível a coroar um ciclista que apaixonou milhares de fãs pela sua personalidade e maneira de correr. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet ### Tour de France 2024 | Etapa 21 |A consagração de Pogačar Última etapa da edição de 2024 do Tour de France. Pela primeira vez o Tour não acabou em Paris devido à realização dos Jogos Olímpicos e os ciclistas tinham um contrarrelógio individual de 34 quilómetros do Mónaco até Nice. Para muitos hoje foi dia de consagração e os ciclistas sem pretensões à vitória não arriscaram, mas com uma vitória de etapa para atribuir, muitos corredores deram tudo por tudo. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Última etapa de Cavendish no Tour Com a ordem de saída a ser inversa à classificação geral, muitos sprinters foram os primeiros a sair. Entre eles Mark Cavendish que hoje fez a sua última etapa no Tour de France. O ciclista britânico terminou a edição de 2024 na última posição, mas pouco importava pois foi uma das histórias desta corrida ao bater o record de vitórias de Eddy Merckx. História à parte, dos primeiros ciclistas a irem para a estrada, Leny Martínez fez um excelente contrarrelógio que o colocou na cadeira quente durante bastante tempo. https://twitter.com/eurosport/status/1815019432562803124 Pogačar continua a fazer história Lenny Martínez manteve-se com o tempo mais rápido durante algum tempo, até ser destronado por Harold Tejada. O colombiano manteve-se na frente até à saída dos ciclistas do top 10, num dia com poucas mudanças na cadeira quente. O top 10 confirmou o favoritismo à etapa e os ciclistas sucederam-se com o melhor tempo, primeiro por Derek Gee, depois por Matteo Jorgenson, Remco Evenepoel, Jonas Vingegaard e por fim, pelo vencedor da etapa Tadej Pogačar. O ciclista esloveno repetiu o feito do Giro d'Itália e venceu a classificação geral e seis etapas, continuando uma época que certamente vai ficar na história. Foram muitos os recordes batidos por Tadej Pogačar mas o mais impressionante é a dupla Giro-Tour, algo que ninguém conseguia desde Pantani em 1998. https://twitter.com/LeTour/status/1815076962563441109 Os portugueses Rui Costa e Nélson Oliveira fizeram um contrarrelógio sem grandes riscos, concluindo um Tour onde estiverem no apoio aos seus líderes. João Almeida acabou o contrarrelógio na quinta posição e confirmou o seu quarto posto na geral. Créditos: Sam-Buchli Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates0:45:242 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:033 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:144 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:085 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates2:186 GEE DerekIsrael - Premier Tech2:317 LANDA MikelSoudal Quick-Step2:418 TEJADA HaroldAstana Qazaqstan Team2:509 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious2:5310 YATES AdamUAE Team Emirates2:56 Classificação Geral final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates83:38:562 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike6:173 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step9:184 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates19:035 LANDA MikelSoudal Quick-Step20:066 YATES AdamUAE Team Emirates24:077 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers25:048 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike26:349 GEE DerekIsrael - Premier Tech27:2110 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious29:03 ### Valeu João Almeida! Top 5 nas três grandes voltas João Almeida é o primeiro ciclista português a fechar as três grandes Voltas no top 5.  Nice aguarda pela consagração de Tadej Pogacar e na sombra do campeão do Tour de France esteve, esta e estará João Almeida. "O Tour é o Tour", diz o pelotão. Por isso ainda hoje recordamos os pódios daqueles que nunca vimos dar uma pedalada. As vitórias de Joaquim Agostinho, o espírito pioneiro de Alves Barbosa, a camisola amarela de Acácio da Silva, as três etapas de Rui Costa. Créditos: Tour de Suisse - Sam-Buchli Se houvesse um panteão nacional do desporto João Almeida já lá estava, mas o Tour de France permitiu-lhe consolidar uma carreira que ainda vai a meio.  Aos 25 anos – faz 26 em agosto – melhorou o 5º lugar de José Azevedo (2004). Nem Agostinho fez melhor na estreia, em 1969, já que foi 8º na geral (embora com duas etapas ganhas). Valeu a pena esperar Foi preciso esperar 20 anos para voltar a ver um português entre os melhores do Tour de France. Valeu João Almeida! Valeu a pena esperar e valeu pela forma como o 4º lugar foi conquistado. Só falta defendê-lo no contrarrelógio na riviera francesa. Há quem opine que os fins justificam os meios. Eu opino que o trajeto é tão importante como o resultado. Ser o primeiro dos “normais”, atrás de três campeões de grandes Voltas e trabalhando para o melhor corredor que o mundo viu em muitas décadas… Chapeau! Um grande reserva de 1997 Permitam-me recuar a janeiro de 2018 e à primeira entrevista que fiz ao João Almeida. Era sub-23 de segundo ano e vinha de uma época com vitórias prometedoras em Turquia, Ucrânia e Itália. Senti algo de especial num atleta que acabava de chegar à Axeon. Discurso fluido, humildade e a cabeça no sítio. “Se fosse um vinho poderíamos classificá-lo como uma colheita capaz de produzir um grande reserva, que há 19 anos espera o melhor momento para ser aberto.” Escrevi o que pensava porque senti que o futuro prometia.  Não percebo nada de vinhos, Axel Merckx sim. Foi ele o sommeiller que decantou o talento do rapaz de A dos Francos. É um privilégio abrir uma garrafa grande reserva. O ritual pede um momento de instrospeção onde fechamos os olhos e recordamos todo o processo. Sabiam que nem João Almeida se via corredor de três semanas? Era nas clássicas e no contrarrelógio que se sentia confortável aos 20 anos. “Vejo-me com capacidade para subir, mas sei que tenho que trabalhar este ponto. Tento-me aplicar na subida porque o demais vem por acréscimo. Dizem que tenho um toque ganhador, mas o que gosto é do contrarrelógio porque sou eu e a bicicleta e normalmente ganha o mais forte.” O talento estava lá e seis épocas depois deverá confirmar o que nenhum português jamais conseguiu: fechar no top 5 Giro (3º e 4º), Tour (4º à espera da etapa final) e Vuelta (5º). Créditos: Sprint Cycling Agency - UAE Team Emirates Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel serão os dominadores das “grandes” num futuro próximo. É difícil pedir mais a João Almeida, mas sonhar é grátis e há motivos para pensar que este é um atleta em pleno auge. Sem grande risco afirmo que o melhor ainda está por chegar. Quem sabe já na Vuelta que parte de Lisboa e onde se espera um banho de massas para a Pantera de A dos Francos. ### Tour de France 2024 | Etapa 20 | Mão cheia de vitórias A vigésima etapa do Tour de France ligou Nice ao Col de la Couillole ao longo de 133 quilómetros. Os ciclistas tinham quatro contagens de montanha, uma de segunda e três de primeira categoria para percorrer. Com o contrarrelógio da última jornada, esta era a última oportunidade para muitas equipas e ciclistas tentarem a tão desejada vitória de etapa e previa-se uma corrida muito partida com grande luta na fuga. https://twitter.com/IntermarcheW/status/1814629144564535716 Jornada começou a todo o gás Mal se deu o tiro de partida, a etapa começou a disputar-se com vários ciclistas a tentarem integrar a fuga do dia e com o grupo dos favoritos num ritmo alto. Daqui resultou uma primeira subida repleta de grupos e ciclistas completamente espalhados pela estrada. Depois de feita a subida inicial a corrida começou a ganhar forma. Wilco Kelderman, Enric Mas e Bruno Armirail destacaram-se na frente com a UAE Team Emirates a controlar atrás. https://twitter.com/LeTour/status/1814643492892610649 Quatro ciclistas juntaram-se à frente da corrida No decorrer da segunda ascensão do dia, mais quatro ciclistas conseguiram fazer a ponte para a frente da corrida. Jan Tratnik, Marc Soler, Romain Bardet e Richard Carapaz foram os ciclistas se juntaram ao trio da frente. Uns quilómetros depois, foi a vez de Halland Johannessen, Jasper Stuyven e Kevin Geniets chegarem à cabeça da corrida, que ficou assim com 10 elementos. Atrás, o grupo dos favoritos à geral começou a compor-se com um ritmo mais controlado da UAE Team Emirates, que fez com que muitos ciclistas conseguissem reentrar. https://twitter.com/LeTour/status/1814679162474406306 La Couillole decide etapa A situação de corrida manteve-se semelhante até à subida final. Os ciclistas em fuga levavam uma vantagem de três minutos para o pelotão, agora comandado pela Soudal Quick-Step. Carapaz e Mas foram os mais fortes dos fugitivos mas acabaram por ser alcançados por Pogačar e Vingegaard que contra-atacou Remco Evenepoel. O duelo de Vingegaard e Pogačar repetiu-se e os dois discutiram a etapa. O esloveno foi mais forte num sprint sem resposta de Vingegaard e venceu a sua quinta etapa no Tour de France. https://twitter.com/LeTour/status/1814694424284110985 Os portugueses Nelson Oliveira e Rui Costa, que estreou a sua nova bicicleta, fizeram uma etapa despercebida. João Almeida esteve no apoio a Tadej Pogačar e acabou a etapa na sexta posição a 1'28 do seu colega de equipa. O português praticamente garantiu o quarto posto, ganhando tempo a Landa antes do contrarrelógio da última etapa. Vídeo dos últimos quilómetros https://youtu.be/PzXk_ofXFyk?si=4bAJHrjK6PqgRpBo Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates4:04:222 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:073 CARAPAZ Richard EF Education - EasyPost0:234 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0:535 MAS Enric Movistar Team1:076 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates1:287 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:338 LANDA MikelSoudal Quick-Step1:419 YATES AdamUAE Team Emirates1:4310 BARDET Romain Team dsm-firmenich PostNL1:52 Top 10 da Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates82:53:322 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike5:143 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step8:044 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates16:455 LANDA MikelSoudal Quick-Step17:256 YATES AdamUAE Team Emirates21:117 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers21:128 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike24:269 GEE DerekIsrael - Premier Tech24:5010 CICCONE GiulioLidl - Trek25:48 Perfil Etapa 21 - Contrarrelógio Fonte: Site oficial da prova ### A Nova Cannondale SuperSix EVO do Campeão Nacional Rui Costa O ciclista português Rui Costa, recentemente coroado campeão nacional, estreia hoje no Tour de France uma nova bicicleta Cannondale personalizada com as cores de Portugal. A marca, conhecida pelas suas personalizações arrojadas, criou uma pintura especial para celebrar a conquista do ciclista da equipa EF Education-EasyPost. Rui Costa com as cores nacionais no seu décimo terceiro Tour de France.Créditos: EF ProCycling A nova Cannondale SuperSix Evo de Rui Costa ostenta uma pintura personalizada que destaca as cores da bandeira nacional portuguesa, refletindo o orgulho e a conquista do título. Este design é único no pelotão e neste artigo mostramos todos os detalhes da bicicleta de Rui Costa. A Cannondale SuperSix Evo de Rui Costa A Cannondale SuperSix Evo, modelo lançado em março de 2023, faz parte da linha Lab71, que a linha topo de gana de materiais e tecnologias da marca. Utiliza a fibra de carbono Ultralight Series 0, que é mais rígida e mais leve do que as usadas em outros modelos. O dorsal 114 de Rui Costa, tem também o número "3" indicando o número de etapas que o ciclista português já venceu no Tour de France. Créditos: EF ProCycling A equipa EF Education-EasyPost opta por utilizar a versão Hi-Mod deste quadro, conhecida pela sua combinação de leveza e rigidez. Especificações técnicas Principais Transmissão: A bicicleta está equipada com um pedaleiro FSA K-Force, pratos de 54/40d, e uma cassete Shimano Dura-Ace 11-34d, que é a combinação utilizada na maioria das etapas. No entanto, durante o Tour de France já foram utilizadas outras combinações. Pratos FSA 54/40. Créditos: EF ProCycling Cassete 12V. 11/34 Créditos: EF ProCycling A medida utilizada por Rui Costa nos cranks do pedaleiro FSA é de 172,5mm. Medidor de Potência: O power2max, montado na aranha do pedaleiro FSA K-Force Team, permite a medição precisa da potência de cada perna. Cockpit: O guiador o Cannondale SystemBar R-One, feito em colaboração com a Momo design, garante uma total integração da cabelagem tendo em conta a aerodinâmica da bicicleta. O guiador de Rui Costa tem 380mm. de largura. Créditos: EF ProCycling Pedais: Rui Costa utiliza pedais Wahoo Zero Aero (de referir que a Wahoo comprou a Speedplay e estes pedais passaram a ser Wahoo). Os pedais Wahoo. Créditos: EF ProCycling Rodas e Pneus: As rodas Vision Metron 45 SL, com pneus tubeless Vittoria Corsa Pro de 28mm, oferecem a performance necessária para o Tour de France. Créditos: EF ProCycling As rodas têm uma largura externa de 33mm, optimizando o uso de pneus de maior volume. Selim: O selim Prologo Nago R4 137 é o modelo da Prologo utilizado por Rui Costa. Tem um recorte central para alívio de pressão. Ciclo computador ou GPS: A Wahoo é a marca patrocinadora da equipa, Rui Costa utiliza o modelo Element Bolt, montado na frente do cockpit integrado, de forma a controlar os dados do seu desempenho em tempo real. Créditos: EF ProCycling Os porta-bidões: Elite Leggero Carbon e bidões Elite Fly Tex personalizados, adicionam um toque final ao design da bicicleta. Créditos: EF ProCycling Peso e Preço A bicicleta pesa aproximadamente 7,4 kg (informação do mecânico da equipa, o também português Hélder Gomes). Um peso bem acima do limite mínimo da UCI, que são 6,8 kg. Créditos: EF ProCycling O preço anunciado pela marca (da versão normal da equipa EF Education Easy Post), é de cerca de 14.000,00 €. ### Specialized apresenta a nova bicicleta Status 2 A Specialized apresentou a sua nova bicicleta, a Status 2, uma bicicleta que segundo informa a marca, tem na versatilidade o seu maior atributo. A Status 2 é baseada na engenharia das bicicletas Stumpjumper e Epic e permite ao utilizador usá-la em vários tipos de terrenos devido à sua suspensão e travões que, segundo a Specialized, foram desenvolvidos a pensar na durabilidade. Condução A Status 2 apresenta uma geometria de trail agressivo atualizada mas escoras curtas. Segundo informa a Specialized, tem bastante compostura e um acentuado ângulo de tubo de selim, que mantém o ciclista numa posição centrada.  A Speciazlied informa também que a sua nova bicicleta está disponível nos novos modelos com as opções de 170mm e 170mm DH. Capacidade Cada montagem da Status 2 apresenta um chassis M5 em alumínio e rodas em liga. Para além disso tem uma suspensão e travões fortes e várias opções de transmissão. A Status 2 vem também com rodas mistas, como a antecessora Status, com roda da frente de 29’’ e a roda traseira de 27.5”. Esta nova bicicleta é afinada pela Specialized Ride Dynamics e as características do amortecedor foram desenhadas de modo a complementar a nova STATUS 2. Personalização Cada modelo da Status 2 apresenta flip chips localizados na ligação do pivot Horst, perto do eixo traseiro, o que permite ao ciclista uma afinação detalhada da geometria do quadro, de acordo com o seu tipo de condução ou terreno. A bicicleta vem de série na posição alta, mas pode ser mudada para a mais baixa e relaxada com o eixo pedaleiro 8 mm mais baixo e o ângulo de direção meio grau mais relaxado. Status 2 170 Tamanhos S1, S2, S3, S4, S5; Quadro em alumínio M5, roda mista; Forqueta pneumática FOX 38 FLOAT; Rhythm 170mm; Amortecedor de mola FOX DHX Performance; Transmissão Shimano Deore; Travões TRP Trail EVO; Butcher GRID TRAIL 29x2.3” à frente; Butcher GRID GRAVITY 27.5x2.3” atrás. Status 2 170 DH Tamanhos S2, S3, S4, S5 (no S0); Quadro em alumínio M5, roda mista; Forqueta RockShox BoXXer Select 180mm; Amortecedor de mola RockShox Super Deluxe Select; Transmissão de 7 velocidades SRAM GX DH; Travões SRAM Maven Bronze; Butcher GRID GRAVITY 29x2.3” à frente; Butcher GRID GRAVITY 27.5x2.3” atrás. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços da nova Specialized Status 2, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt . ### Tour de France 2024 | Etapa 19 | Pogačar sentencia o Tour O antepenúltimo dia do Tour de France ligava Embrun a Isola 2000 numa jornada com duas categorias extra e uma de primeira categoria ao longo de 145 quilómetros. Nesta jornada duríssima os ciclistas passavam pelo ponto mais alto deste Tour (Cime de la Bonette) e quem ainda tivesse planos para jogar tinha de começar já hoje. https://twitter.com/LeTour/status/1814272569039532266 Visma-Lease a Bike lança ciclistas para a fuga Hoje o dia era para puros trepadores e foram eles que formaram a fuga do dia. Jorgenson e Kelderman (Visma-Lease a Bike), Simon Yates (Team Jayco AlUla), Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe), Carapaz (EF Education - EasyPost) e Cristián Rodriguez (Arkéa - B&B Hotels) foram os ciclistas que se adiantaram ao pelotão. A fuga foi-se entendendo, com ciclistas a pensar na tática da equipa e outros com pretensões reais à etapa 19 do Tour de France. Apesar disso a UAE Team Emirates ia controlando a distância que nunca subiu a mais de cinco minutos, em mais um grande dia de trabalho para Nils Politt. https://twitter.com/LeTour/status/1814276882138820915 No topo da penúltima subida do dia, Cime de la Bonette, a situação de corrida mantia-se idêntica, com a fuga a levar ainda quase quatro minutos de vantagem e com as decisões a ficarem para Isola 2000. Nesta altura, Carapaz sumou 40 pontos e subiu à liderança da classificação da montanha, quando o grupo dos favoritos tinha apenas 18 ciclistas. https://twitter.com/EFprocycling/status/1814308252005405154 Isola 2000 Foi na última subida do dia, que levava os ciclistas a mais uma contagem acima dos 2000 metros de altitude, que se decidiu a etapa. O grupo dos fugitivos ganhou algum tempo na descida e iniciou a ascensão final a 4'30 minutos dos favoritos. Ainda no início da subida, Jorgenson atacou a seguiu sozinho na frente da corrida. O ataque de Pogačar surgiu ainda nos oito quilómetros finais, tentando o esloveno alcançar a frente da corrida. O Camisola Amarela alcançou a passou para a frente, vencendo a etapa e dando mais uma mostra de força e completa superioridade na temporada e no Tour de France. O segundo lugar ficou para Jorgenson e o terceiro para Simon Yates. https://twitter.com/LeTour/status/1814307792368402838 Portugueses no apoio aos líderes Numa etapa que começava muito dura, Nélson Oliveira descolou cedo e Rui Costa ajudou Richard Carapaz a integrar a fuga. João Almeida esteve no apoio a Pogačar até ao ataque do esloveno e terminou a etapa no 7.º posto a dois minutos de Tadej Pogačar. Vídeo resumo da etapa 19 https://youtu.be/zN_jwgI-73g?si=DmK0QaLpUsRP2bG7 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates4:04:032 JORGENSON Matteo Team Visma | Lease a Bike0:213 YATES Simon Team Jayco AlUla0:404 CARAPAZ Richard EF Education - EasyPost1:115 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:426 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike,,7 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates2:008 LANDA MikelSoudal Quick-Step,,9 KELDERMAN Wilco Team Visma | Lease a Bike2:5210 GEE DerekIsrael - Premier Tech3:27 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates78:49:202 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike5:033 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step7:014 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates15:075 LANDA MikelSoudal Quick-Step15:346 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers17:367 YATES AdamUAE Team Emirates19:188 GEE DerekIsrael - Premier Tech21:529 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike22:4310 CICCONE GiulioLidl - Trek22:46 Perfil etapa 20 Fonte: Site oficial da prova ### Cervélo Áspero 2024 | Teste Fui até Espanha, na zona das "Montañas Vacias" em Albarracín, para testar a segunda geração da Cervélo Áspero. Quando o modelo anterior de uma bicicleta é muito bem conseguido torna-se difícil melhorá-lo, é o caso da Áspero, cuja primeira geração teve imenso sucesso. Os responsáveis da marca não complicaram e mexeram só onde podiam melhorar. Vídeo do teste https://youtu.be/I5O7m45IIkA Destaques Direção Semi-integrada: Esta opção simplifica a manutenção e operação de desmontar guiador para quem viaja frequentemente, no entanto permite total integração de cabos com o avanço da Cervélo. Bloco Pedreiro de Rosca e Assimétrico: Contribui para a redução de peso do quadro e é compatível com maior variedade de potenciómetros. Suporte Máximo de Prato: Até 46 dentes. Bolsa Top Tube Incluída: Vem incluída com a bicicleta uma bolsa Top Tube da Cervélo Mais Sloping: Embora a geometria se mantenha, esta versão tem mais sloping. Menor inserção do espigão de selim permite maior flexão e conforto. Forqueta Melhorada: Menos rígida para aumentar o conforto e a estabilidade nas descidas. Flip Chip na Forqueta: Permite ajustar e adaptar a sensação de pilotagem sem alterar o ângulo de direção. Capacidade de Pneus: Agora suporta pneus 700x45 mm, comparado aos 40 mm. da versão anterior. (Com rodas 650b permite pneus de 48mm). Novo quadro, mais versatilidade A nova Cervélo Áspero mantém a estética, praticamente a mesma geometria e aerodinâmica da geração anterior, com tubos de formato "U" na parte inferior e cablagem interna, que lhe confere uma aparência mais limpa. Na geometria muda somente a medida das escoras inferiores, que são 5mm. mais compridas que na versão anterior e a redução da altura do tubo superior (explico abaixo qual o objectivo). Apesar de ser muito parecido com a versão anterior, o novo quadro tem melhorias que tornam a bicicleta ainda mais completa. A Áspero agora tem um dropout de desviador (UDH) Universal, o que facilita a sua substituição e permite o uso de outros desviadores SRAM no futuro. Também possui uma proteção robusta no tubo inferior, para proteger impactos de pedras, bem como uma faixa de borracha na escora inferior, para proteger dos impactos da corrente. O quadro tem compatibilidade com espigões telescópicos, opção para montagem de uma bolsa no tubo superior sem a utilização de fitas (a bicicleta é vendida inclusive com uma bolsa Cervélo Top Tube) e tem espaço para três suportes de bidon. Sistema TrailMixer O flip chip TrailMixer no eixo da forqueta permite ajustar o recuo da forqueta em 5 mm., alterando a experiência de pedalada, mais nervosa e reactiva, ou mais relaxada e estável, independentemente do tamanho dos pneus. A alteração da posição do flip chip TrailMixer não altera a geometria da bicicleta. Pedalei sempre na mesma posição, não testei o flip chip TrailMixer, pareceu-me uma bicicleta bastante estável e segura em descida. Nova forqueta para aumentar o conforto A Cervélo ouviu e recolheu as opiniões sobre a versão anterior, que relatavam uma bicicleta demasiado rígida na frente. Desta forma, a marca ajustou a rigidez da frente da bicicleta, tornando-a menos rígida para melhorar o conforto e a condução. Maior Capacidade de Pneus O tubo horizontal foi rebaixado na zona traseira, diminuindo a zona de inserção do espigão de selim, aumentando a flexibilidade e o conforto. Uma das mudanças mais notáveis é o aumento da capacidade dos pneus. A Áspero agora pode acomodar pneus de até 700c x 45 mm. tendo ainda assim 6 mm. entre pneu e quadro (para lama, por exemplo), ou pneus 650b x 48 mm., independentemente de estar equipada com uma transmissão 1x ou 2x. A versão que tive oportunidade de testar estava equipada com uns pneus 700cX45mm. Kenda Alluvium, que me surpreenderam bastante pela positiva, pela capacidade roladora mas principalmente pela aderência em curva. (A bicicleta traz pneus WTB de fábrica, e não estes Kenda Alluvium). Experiência a pedalar Nubca testei a versão anterior, pelo que só posso passar as sensações que tive com a versão atual. As minhas expectativas eram altas, pois já tinha ouvido falar bem da primeira geração da Áspero, e a bicicleta não defraudou. Embora a Cervélo Áspero seja uma bicicleta de gravel orientada para a performance, ela é bastante estável, confortável e divertida. Testei a versão mais cara (XPLR 1X Reserve), que demonstrou ter um equilíbrio fantástico de rigidez e conforto. A bicicleta é rápida e reactiva, mas diria que grande parte destas sensações se devem às fantásticas rodas Reserve 40mm., o equipamento que mais me surpreendeu no conjunto, estas rodas deixam qualquer um sem palavras, somente com um sorriso nos lábios. A Cervélo Áspero é rápida e eficiente tanto em estradas de terra batida como em asfalto, durante o dia em que pedalei com a bicicleta não consegui encontrar um ponto menos positivo para vos poder falar, os senhores da Cervélo conseguiram construir uma bicicleta equilibrada, que ser vem quem gosta de competir e andar rápido, mas também quem quer fazer o seu bikepacking calmamente apreciando a paisagem. Conclusão A segunda geração da Cervélo Áspero é mais propriamente um pequeno aperfeiçoamento da versão anterior do que uma bicicleta completamente nova, o que na minha opinião é positivo, se a marca tinha uma boa máquina, para quê alterar tudo só para dizer que tem um produto novo e revolucionário? Apesar da Cervélo afirmar que esta é uma bicicleta orientada para o rendimento, aplicando pormenores e preocupações aerodinâmicas no quadro, existem pormenores práticos que tronam a bicicleta muito versátil e completa. O espaço de 6mm. entre pneu e quadro (com pneus 45mm. montados), para dar alguma margem barro, a capacidade de suportar três bidons, os parafusos de fixação da bolsa top tube ou até mesmo a proteção do quadro na zona do bloco pedaleiro, fazem desta bicicleta uma opção muito válida para quem deseja uma Gravel de Aventura. De todas as gravel que testei, esta é certamente uma das mais completas, na minha opinião falta só um espaço de armazenamento no quadro, mas compreende-se que não o tenha pois iria acrescentar peso e sendo uma bicicleta com foco no desempenho não faria sentido. Estejas à procura de uma bicicleta de gravel de alto desempenho, ou de aventura, a Áspero é um modelo a ter em conta. Ainda assim, aqueles que gostam de andar rápido vão explorar e sentir melhor as capacidades da bicicleta. Disponibilidade Podes ver da disponibilidade para entrega, e saber quais os pontos de venda Cervélo em Portugal, aqui em Bicimax.com Geometria Size (cm)485154565861Stack (mm)505530555580605630Reach (mm)370379388397406415Seat Tube Angle (degrees)74.57473.5737373Effective TT Length (mm)512532553575591608Head Tube Angle (degrees)7171.572727272Fork Offset (RWD/FWD, mm)52/5749/5446/5146/5146/5146/51Head Tube Length (mm)83107133159188214Bottom Bracket Drop (mm)78.578.5767673.573.5Front Center (mm)577/582587/592597/602614/619631/637648/654Chain Stay Length (mm)425425425425425425Standover (mm)681704733757784808Wheelbase (mm)990/995999/10041010/10151028/10331046/10511063/1068 ### Tour de France 2024: Etapa 18 - Brilham os Homens das Clássicas A Etapa 18 do Tour de France ligou Gap a Barcelonnette (179.5km de extensão). Esperava-se que a fuga lutasse pela etapa antes das duas últimas etapas de alta montanha (vídeo resumo da Etapa no final do artigo). A fuga do dia Ao contrário da Etapa 17, a fuga do dia formou-se nos primeiros quilómetros. A corrida contou com uma fuga com cerca de 36 ciclistas, com alguns nomes fortes como Richard Carapaz (EF Education – EasyPost), Wout Van Aert (Team Visma | Lease a Bike) ou Geraint Thomas (INEOS Grenadiers). Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A etapa contou com cinco contagens de terceira categoria, onde os elementos da fuga foram atacando e selecionando a frente da corrida. As Movimentações decisivas A 39km do fim, Michal Kwiatkowski (INEOS Grenadiers) atacou e criou uma separação. Atrás do polaco, criou-se um grupo perseguidor com Mattéo Vercher (TotalEnergies), Victor Campenaerts (Lotto Dstny) e Toms Skujins (Lidl – Trek). Os dois primeiros juntaram-se à frente da corrida, mas Skjuins acabou por ceder. https://twitter.com/LeTour/status/1813947018403881169 A etapa ficou, então, com três ciclistas destacados. Atrás deles, um grupo perseguidor com Bart lemmen (Team Visma | Lease a Bike), Skujins, Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe), Krists Neilands (Israel - Premier Tech) e Oier Lazkano (Movistar Team). Apesar dos esforços dos perseguidores, a colaboração funcionou e a frente da corrida não seria mais apanhada. Antes da chegada à meta, Vercher ainda atacou no último quilómetro, mas a etapa seria decidida num sprint a três. Campenaerts foi o mais forte – a primeira vitória de etapa do belga no Tour de France. Vercher foi segundo e Kwiatkowski terceiro. https://twitter.com/LeTour/status/1813967988111868414 Dia no Pelotão No pelotão, ao contrário do que aconteceu na etapa 17, não houve qualquer ataque até ao fim. Todos os ciclistas que lutam pela classificação geral chegaram no mesmo grupo, a 13:40’ do vencedor. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Os Portugueses Rui Costa (EF Education – EasyPost) tentou fazer parte da fuga do dia, hoje sem sucesso. Terminou no pelotão, com João Almeida (UAE Team Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar Team), num dia tranquilo para os portugueses. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=JKZ9PbNO65c&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Victor CampenaertsLotto Dstny4:10:202Mattéo VercherTotalEnergies“3Michal KwiatkowskiINEOS Grenadiers“4Toms SkujinsLidl - Trek0:225Oier LazkanoMovistar Team“6Bart LemmenTeam Visma | Lease a Bike“7Krists NeilandsIsrael - Premier Tech“8Jai HindleyRed Bull - BORA - hansgrohe“9Wout Van AertTeam Visma | Lease a Bike0:3710Michael MatthewsTeam Jayco AlUla“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates61:56:242Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike3:113Remco EvenepoelSoudal Quick-Step5:094João AlmeidaUAE Team Emirates12:575Mikel LandaSoudal Quick-Step13:246Carlos RodríguezINEOS Grenadiers13:307Adam YatesUAE Team Emirates15:418Giulio CicconeLidl - Trek17:519Derek GeeIsrael - Premier Tech18:1510Santiago BuitragoBahrain - Victorious18:35 Perfil da Etapa 19 Fonte: Site Oficial do Tour de France ### É Oficial: Astana Qazaqstan Team recebe novo Investidor A Astana Qazaqstan Team confirmou que vai receber um novo investidor para 2025: a empresa chinesa XDS Carbon-Tech, que detém uma das maiores produtoras de bicicletas do mundo. As mudanças A XDS Carbon-Tech vai entrar na Astana Qazaqstan Team como um dos principais patrocinadores da equipa em 2025. Alexander Vinokourov, o chefe da equipa, deve manter o seu lugar na estrutura, mas esperam-se algumas mudanças. Créditos: A.S.O./Aurélien Vialatte O investimento, que se espera avultado, será usado para contratar novos ciclistas que permitam à equipa marcar pontos UCI suficientes para se manterem no nível World Tour depois do triénio que inicia em 2026. A equipa deverá passar a ser registada como uma equipa chinesa, e usará bicicletas da marca XDS (as bicicletas X-Lab). https://twitter.com/AstanaQazTeam/status/1812774003804692837 As declarações de Vinokourov O chefe da equipa Cazaque (por enquanto), falou um pouco aos canais oficiais da equipa sobre a mudança: “Temos procurado diligentemente por um investidor capaz de levar a equipa para o próximo nível de desenvolvimento. Estamos contentes com a partilha de objetivos e visão de futuro (...) Percebemos que a equipa e o projeto vão encarar mudanças significativas, mas estamos prontos. Estou muito feliz por fazer parte deste projeto e olho para o futuro com grande entusiasmo”. Alexander Vinokourov Possíveis contratações De momento, o nome mais falado para reforçar a equipa de Vinokourov é Kaden Groves. Com o período Cavendish a terminar, e com o ciclista australiano “tapado” por Jasper Philipsen na Alpecin – Deceuninck, surge então a alternativa para o novo sprinter da equipa. Créditos: A.S.O./Alex Broadway Mas já em maio deste ano Vinokourov tinha apontado alguns possíveis nomes para assumir a liderança da equipa. Entre eles, o nome de João Almeida. O próprio Vinokourov afirmou: “Porque não Simon Yates ou João Almeida? Não sei se estarão no mercado, mas poderiam ser uma solução. Vamos ver”. A opção João Almeida parece pouco provável, devido ao contrato do português que dura até 2026, mas o mais recente investidor no mundo do ciclismo promete agitar o mercado para 2025. ### Tour de France 2024 | Etapa 17 | Todos querem vencer A 17.ª etapa do Tour de France ligava Saint-Paul-Trois-Châteaux a Superdévoluy numa distância de 178 km. Tinha no perfil uma fase inicial de falso plano com cerca de 140 km antes da chegada das primeiras montanhas. A partir daqui os ciclistas tinham à sua espera três contagens de montanha em pouco mais de 30 km, uma de segunda, uma de primeira e uma de terceira categoria que culminava com o final da etapa. A.S.O. - Charly_Lopez Etapa frenética desde início Depois de um dia muito sossegado, a etapa 17 foi tudo menos calma e nos quilómetros iniciais já havia tentativas de bordures com grupos partidos ao longo da estrada. As tentativas de fuga foram-se sucedendo mas a jornada ia rápida e com tanta gente a querer ir para a frente, os ciclistas acabavam por se anular sucessivamente. https://twitter.com/LeTour/status/1813531651244503380 Quarteto distancia-se do pelotão Tiesj Benoot, Bob Jungels, Romain Grégoire e Cort Nielsen conseguiram adiantar-se e formaram uma das poucas fugas que se conseguiu manter organizada na frente da corrida. Com partes da jornada em que a média se fazia a uma velocidade superior a 50 km/h e com o cansaço já acumulado, o pelotão ia-se partindo formando grupos e grupetos pelas estradas francesas. Nesta altura o quarteto de ciclistas mantia-se na frente, mas, com o ritmo que se fazia no pelotão, nunca teve grandes esperanças de vencer a etapa. https://twitter.com/LeTour/status/1813545247978262716 Grupo gigante disputa etapa Ainda antes da primeira subida, um grupo de quase 50 ciclistas saiu do pelotão e, não tendo ninguém que ameaçasse a geral, rapidamente ganhou cinco minutos ao grupo dos favoritos. Num grupo tão numeroso e sem interesse atrás para perseguir, percebeu-se que era daqui que ia sair o vencedor da etapa, que nesta altura já estava na sua fase mais complicada. Muitos ciclistas tentaram fazer a ponte para a frente da corrida enquanto que outros iam sofrendo e perdendo o contacto quando o grupo dos favoritos já vinha a quase oito minutos. https://twitter.com/LeTour/status/1813564700912968141 Carapaz na frente e Pogačar ao ataque Simon Yates e Richard Carapaz foram dois dos ciclistas mais fortes no grupo fugitivo e os dois juntaram-se na frente, na subida de segunda categoria. Nesta altura Carapaz distanciou-se do britânico e passou na frente antes da descida que levava à última subida do dia. No grupo dos favoritos Pogačar atacou e, apesar da pronta resposta de Vingegaard e Evenepoel conseguiu distanciar-se aos adversários. Richard Carapaz acabou por chegar sozinho na frente e venceu uma etapa já há muito tempo procurada pelo equatoriano e pela EF Educations First. Carapaz completou assim o tríptico de vitórias nas três Grandes Voltas. Simon Yates ficou no segundo lugar e Enric Mas na terceira posição. https://twitter.com/LeTour/status/1813587456719221221 Remco ganha tempo à concorrência. Depois de alcançarem Pogačar, os três primeiros à geral seguiram juntos antes de novo ataque de Remo Evenepoel. O ciclista belga distanciou-se e ganhou 10 segundos a Pogačar e 12 a Vingegaard, em mais um dia espetacular de ciclismo neste Tour de France. João Almeida esteve no apoio a Pogačar e manteve a quarta posição na geral do Tour. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost4:06:132 YATES SimonTeam Jayco AlUla0:373 MAS EnricMovistar Team0:574 DE PLUS LaurensINEOS Grenadiers1:445 ONLEY OscarTeam dsm-firmenich PostNL,,6 MARTIN GuillaumeCofidis2:367 CORT Magnus Uno-X Mobility2:388 POELS WoutBahrain - Victorious2:399 JEGAT JordanTotalEnergies,,10 ARANBURU AlexMovistar Team, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates70:21:272 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike3:113 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step5:094 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates12:575 LANDA MikelSoudal Quick-Step13:246 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers13:307 YATES AdamUAE Team Emirates15:418 CICCONE GiulioLidl - Trek17:519 GEE DerekIsrael - Premier Tech18:1510 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious18:35 Vídeo-resumo https://www.youtube.com/watch?v=vAE3Km0voVI&ab_channel=EurosportCycling Perfil da Etapa 18 Fonte: Site oficial da prova ### João Almeida: “Serei co-líder na Vuelta” João Almeida, numa entrevista ao jornal Marca, abordou vários assuntos, entre eles o Tour de France, Juan Ayuso e a Vuelta a España. A etapa 15 do Tour de France João Almeida começou por dizer que a etapa 15 foi um dia muito duro, mas que tentou ajudar Pogacar em tudo o que fosse possível. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Sobre o ataque de Vingegaard, o português afirmou que acreditava que “estivesse demasiado confiante porque já tinha ganho uma etapa”. Adicionou que acredita que Vingegaard “poderia ter atacado ou não, mas que Pogacar ganharia sim ou sim, porque estava muito forte”. A Forma de Correr O português foi questionado sobre a sua forma de correr, com destaque para a sua calma e capacidade de manter o ritmo. João Almeida foi perentório na resposta: “Ou a tens ou não a tens, é um pouco como a maneira de ser. Sempre fui assim e é uma das coisas que me define. É uma questão psicológica, e eu considero-me psicologicamente forte, duro, e creio que é uma das minhas vantagens”. João Almeida Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency 2023 O Pódio no Tour O português da UAE Team Emirates abordou a realidade de correr com Pogacar. Afirmou que é “bastante especial, porque é um dos ciclistas mais importantes da historia”. Trabalhar para o esloveno não é um problema para Almeida, que afirma ter “ótimas sensações” quando faz esse trabalho. Juan Ayuso Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse Sobre Ayuso, e os desentendimentos durante o Tour de France, afirmou ser “algo normal”. O português disse ao jornal espanhol que “havia um plano, que teve de ser alterado. Mas são coisas que podem acontecer durante uma corrida. No fim do dia, ficou tudo bem”. A Vuelta a España Sobre as pretensões na Vuelta a España, João Almeida deixou boas noticias para os fãs portugueses: “Eu e o Yates vamos ser co-líderes da equipa na Vuelta. Há que recuperar bem do Tour, mas acredito que vou chegar bem e vou tentar lutar pela classificação geral” João Almeida em declarações ao Marca https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1802012666157744381 ### Tour de France 2024 | Etapa 16 | Luta pela Verde ao rubro A etapa 16 do Tour de France era a última oportunidade para os puros sprinters lutarem por uma etapa, num dia com quase 190 km, mas apenas com uma contagem de quarta categoria. Com o Tour a chegar à sua fase decisiva, o percurso vai endurecer, fazendo desta etapa uma das mais decisivas para a Classificação Geral dos Pontos. A.S.O. - Billy Ceusters Gachignard adianta-se ao pelotão Apesar de ser nas terceiras semanas das Grandes Voltas que as fugas têm mais mais probabilidade de vencer devido às equipas estarem cansadas e incompletas, quase ninguém se quis aventurar. Depois da passagem do pelotão pelo sprint intermédio, Thomas Gachignard (TotalEnergies) adiantou-se, mostrando as cores da sua equipa durante alguns quilómetros. As equipas dos favoritos ao dia de hoje nunca deram grande liberdade ao ciclista francês, mantendo a distância controlada para não haver surpresas. Gachignard foi alcançado quando ainda faltavam 25 km para o fim, numa altura em que a tensão no pelotão começava a aumentar à media que se posicionavam os comboios. https://twitter.com/LeTour/status/1813213903528051039 Etapa disputada ao sprint Biniam Girmay, líder da Classificação por Pontos caiu numa rotunda nos quilómetros finais e não disputou a etapa. A Alpecin-Deceuninck conseguiu manter três ciclistas até aos metros finais e Jasper Philipsen rematou o trabalho da equipa com a vitória, num excelente lançamento de Van der Poel. Alexander Kristoff ficou na segunda posição e Phil Bauhaus terminou a etapa no terceiro lugar. Com estes 50 pontos, Philipsen aproximou-se muito da liderança de Girmay para a Camisola Verde o que vai animar ainda mais as próximas etapas. Para além disso, o belga igualou Girmay e Pogačar com três vitórias neste Tour de France. https://twitter.com/LeTour/status/1813238811733737483 Vídeo últimos quilómetros https://youtu.be/8d_e9IUAm98?si=3bX5WccjRvTtm4eI Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PHILIPSEN JasperAlpecin - Deceuninck4:11:272 BAUHAUS PhilBahrain - Victorious,,3 KRISTOFF AlexanderUno-X Mobility,,4 BENNETT SamDecathlon AG2R La Mondiale Team,,5 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,6 ACKERMANN PascalIsrael - Premier Tech,,7 COQUARD BryanUno-X Mobility,,8 WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility,,9 GIBBONS RyanLidl - Trek,,10 VAN POPPEL DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates67:35:562 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike3:343 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step5:444 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates11:195 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers11:456 LANDA MikelSoudal Quick-Step11:467 YATES AdamUAE Team Emirates14:038 GEE DerekIsrael - Premier Tech16:129 CICCONE GiulioLidl - Trek16:1310 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious16:57 Perfil da etapa 17 Fonte: Site oficial da prova ### Campeonatos Nacionais de XCO 2024 - Rescaldo Decorreram, no passado fim de semana de 13 e 14 de julho, os campeonatos nacionais de XCO. A prova da disciplina olímpica teve lugar no Centro Desportivo Nacional do Jamor (vídeo resumo das corridas no fim do artigo). Corrida Elites Masculinos Na corrida masculina, o grande vencedor foi Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos). Chegou com o tempo de 1:34:31, depois do segundo lugar que registou nos Campeonatos Nacionais de 2023. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo O vencedor do ano passado, Roberto Ferreira (Guilhabreu), ficou em segundo na prova, a 2:42’ do vencedor. A fechar o pódio ficou João Rocha (Clube BTT Matosinhos), a 4:40’ do primeiro lugar. O fim de semana foi muito positivo para Ricardo Marinheiro, que também ganhou a prova de XCC. TOP 10 da Corrida Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Ricardo MarinheiroClube BTT Matosinhos1:34:312Roberto FerreiraGuilhabreu MTB Team+ 2:423João RochaClube BTT Matosinhos+ 4:404Luís Pereira + 5:415Filipe FranciscoCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira+ 6:026Bruno NunesStrix Bike Team+ 7:167José Ribeiro + 7:438Rui FerreiraAXPO / FirstBike Team / Vila do Conde+ 10:289Bruno SanchoSAGIPER / NSCP Mortágua+ 11:1910Miguel AlvesSAGIPER / NSCP Mortágua+ 12:45 Corrida Elites Femininas Na corrida feminina, Raquel Queirós (BH Coloma Team) voltou a ser coroada campeã nacional de XCO. A atleta portuguesa, já com participações nos jogos Olímpicos, subiu ao lugar mais alto do pódio pela sexta vez na carreira. Terminou com o tempo de 1:39:10. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Em segundo lugar chegou Ana Santos (Guilhabreu MTB Team), a 2:34’ da frente da corrida. Em terceiro lugar ficou Leandra Gomes (SAERTEX Portugal/Edaetech), a 16:46’ da primeira classificada. Também nas elites femininas se repetiu o primeiro lugar na corrida XCC e XCO. Raquel Queirós foi, assim, a grande vencedora do fim de semana. TOP 6 da Corrida Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Raquel QueirósBH COLOMA TEAM1:39:102Ana SantosGuilhabreu MTB Team+ 2:343Leandra GomesSAERTEX Portugal / Edaetech+ 16:464Tânia LimaSAERTEX Portugal / Edaetech+ 2 voltas5Andreia FreitasBTT Seia+ 3 voltas6Adriana GomesRodactiva/Golden Club Cabanas+ 4 voltasDNSRaquel RibeiroJR87racing Team- ADCAlfarazes-Guarda Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Jonas Vingegaard: Não vou correr para ser segundo Tadej Pogacar é o Rei dos Pirinéus nesta edição do Tour de France, nestas etapas demonstrou consistência e superioridade sobre toda a concorrência, especialmente sobre o maior rival Jonas Vingegaard. No entanto, tanto Jonas Vingegaard mantém-se determinado a conquistar a camisola amarela no Tour de France, apesar da sua posição atual de segundo lugar. Mesmo após uma nova perda de tempo, Vingegaard admite em entrevista no dia de descanso, que continua a acreditar plenamente nas suas capacidades e na possibilidade de virar a classificação a seu favor. “Nunca quebro mentalmente,” afirma o ciclista dinamarquês. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Tanto Vingegaard como a equipa Visma - Lease a Bike pensam como campeões (e essa atitude viu-se refletida nas estrada durante a etapa 15, quando atacaram e assumiram a corrida), eles já venceram o Tour e não vão correr para fazer segundo ou terceiro. Este é o "Mind Set". Determinação inabalável Vingegaard diz que mostrou bom desempenho no Plateau de Beille, mas reconhece a superioridade temporária de Tadej Pogacar, “Se alguém é melhor, temos que aceitar isso. Ele [Pogacar] está melhor neste momento, mas eu também espero poder fazer melhor na terceira semana.” Créditos: A.S.O./Charly Lopez Atitude de Campeão Com a diferença na classificação geral agora a aumentar para três minutos e nove segundos, Vingegaard não se resigna ao resultado atual. “Eu não aceito este resultado. Já ganhei esta competição duas vezes, não vim aqui para ficar em segundo lugar e farei tudo o que puder vencer novamente.” Enquanto alguns poderiam optar por defender a posição atual, Vingegaard mantém o foco no topo da classificação geral, a palavra dentro da equipa Visma - Lease a Bike é o ataque e não a defesa, admitindo que Remco Evenepoel também está forte. “O Remco [Evenepoel] também está a andar muito bem. Vimos isso ontem e antes de ontem. Mas, para ser sincero, não olho para trás, olho para frente. Prefiro tentar atacar o Tadej.” Créditos: A.S.O./Charly Lopez As grandes voltas têm três semanas Ciente das imprevisibilidades das últimas semanas do Tour, Vingegaard acredita que ainda há espaço para mudanças significativas. “O Tadej parece muito forte neste momento. Mas também sabemos que no passado ele teve um dia mau na terceira semana. Muita coisa ainda pode acontecer. Eu nunca quebrei mentalmente, vou continuar a lutar com tudo que tenho. Ainda não perdi a fé,” conclui Vingegaard. Créditos: A.S.O./Charly Lopez É verdade que Tadej Pogacar parece mais consistente que em 2023, assim como Jonas Vingeaard parece uns pontos abaixo do que esteve em anos anteriores (virtude da queda grave que teve no País Basco em Abril), mas a terceira semana e a dureza das ultimas etapas podem causar surpresas que nem um, nem outro esperam. Não obstante os três minutos serem uma vantagem sólida, qual a vossa opinião, o Tour de France 2024 está resolvido a favor de Tadej Pogacar, ou Jonas Vingegaard ainda consegue virar a corrida a seu favor. Debatam, respeitosamente. ### Elisa Longo Borghini vence o Giro Italiana conquistou a corrida na 12ª presença. É o primeiro Giro de Itália para Elisa Longo Borghini e a primeira “grande” para a Lidl-Trek feminina. Tentou, tentou e voltou a tentar... e à 12ª presença Elisa Longo Borghini finalmente venceu o Giro de Itália! A vitória só foi confirmada nos metros finais de uma última etapa tensa. O motivo? A separação de apenas um segundo entre a líder da geral e a 2ª classificada, Lotte Kopecky (SD Works). Longo Borghini sabia com três ciclistas em fuga tinha resolvida a questão das bonificações. Remeteu-se à roda da rival e ainda sprintou para distanciar Kopecky na meta em L'Aquila. Sonho cumprido para a melhor italiana desta geração, que ao TopCycling reconheceu em janeiro que o Giro era o principal objetivo do ano. Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Vitória das Ilhas Maurícias A Lidl-Trek foi inteligente, soube controlar a situação e contou com três valentes corredoras que atacaram já dentro dos 40 km finais de uma jornada dura nos Abruzos. Franziska Koch, Ruth Edwards e Kimberley (Le Court) Pienaar deram corpo à ambição da fuga em discutir a etapa e tiveram pernas. Ganhou Pienaar (Soudal Quick-Step)! Vitória das Ilhas Maurícias pela primeira vez no Giro e mais um triunfo para África, neste caso para um remoto arquipélago situado no oceano Índico. Créditos: Lapresse Longo Borghini liderou do início ao fim Pela quinta vez uma italiana ganha o Giro, o que não acontecia há 16 anos. Fabiana Luperini, conhecida como a "Pantanina", tinha sido a última a consegui-lo em 2008. Longo Borghini liderou do início ao fim, tal como Annemiek Van Vleuten em 2023 e Nicole Brandli em 2005. Já Lotte Kopecky fica com a consolação de se tornar a primeira belga no pódio do Giro. ### Tour de France 2024 | Crónica da Etapa 15 | Dia de KO? A etapa 15 do Tour de France ligou Loudenvielle a Plateau de Beille (197,7km de extensão). Esperava-se um dia muito difícil para os ciclistas. A etapa, que passou nos Pirenéus, contou com quatro contagens de primeira categoria e uma de categoria especial - última subida com 15,7km a 7,8% (vídeo resumo da etapa no fim do artigo). Fuga do dia A fuga do dia formou-se cedo e contou, inicialmente, com cerca de 20 ciclistas. https://twitter.com/LeTour/status/1812442475916619841 Sucessivas movimentações foram selecionando a fuga. Chagaram cinco ciclistas à última subida, com cerca de 2:40’ sobre o pelotão: Laurens De Plus (INEOS Grenadiers); Jai Hindley (Red Bull - BORA – hansgrohe); Richard Carapaz (EF Education – EasyPost); Enric Mas (Movistar Team); e Tobias Halland Johannessen (Uno-X Mobility). No pelotão, a Team Visma | Lease a Bike esteve no comando das operações durante toda a etapa. Última subida do dia Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Praticamente no início da última subida do dia, Matteo Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike) impôs um ritmo alto, selecionando muito o pelotão - João Almeida (UAE Team Emirates) descolou do pelotão nesta altura. A 10,5km do fim da etapa, o ataque de Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike). Apenas Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) conseguiu seguir a roda do dinamarquês, e os dois rapidamente alcançaram Carapaz, o último resistente da fuga. A corrida ficou, então, entregue ao duelo do costume. Pogacar seguiu na roda de Vingegaard até aos 5km para o fim. Atacou nessa altura, sem reação do dinamarquês. O esloveno seguiu sozinho na frente da corrida. https://twitter.com/LeTour/status/1812504906684584206 A partir daqui, Pogacar aumentou a sua vantagem a cada quilómetro percorrido. Chegou isolado à meta, somando a terceira vitória de etapa no Tour de France. Vingegaard chegou em segundo a 1:08'. Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) fechou o pódio da etapa a 2:51' do vencedor. https://twitter.com/LeTour/status/1812514398529061034 Os Portugueses João Almeida fez uma etapa tremenda. Descolou no inicio da última subida e meteu o seu ritmo. Chegou em quinto na etapa, ganhando tempo a Carlos Rodríguez (INEOS Grenadiers) na luta pelo quarto lugar da classificação geral. Rui Costa (EF Education - EasyPost) trabalhou no início da etapa para ajudar Carapaz a chegar à fuga. Tanto Rui Costa como Nelson Oliveira (Movistar Team) chegaram a alguns minutos do vencedor, depois de um dia muito difícil nas montanhas. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=rxVqW9cN12w&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates5:13:552Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:083Remco EvenepoelSoudal Quick-Step2:514Mikel LandaSoudal Quick-Step3:545João AlmeidaUAE Team Emirates4:436Adam YatesUAE Team Emirates4:567Santiago BuitragoBahrain - Victorious5:088Carlos RodríguezINEOS Grenadiers“9Richard CarapazEF Education - EasyPost5:4110Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team5:57 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates61:56:242Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike3:093Remco EvenepoelSoudal Quick-Step5:194João AlmeidaUAE Team Emirates10:545Mikel LandaSoudal Quick-Step11:216Carlos RodríguezINEOS Grenadiers11:277Adam YatesUAE Team Emirates13:388Giulio CicconeLidl - Trek15:489Derek GeeIsrael - Premier Tech16:1210Santiago BuitragoBahrain - Victorious16:32 Segunda-feira será dia de descanso para os ciclistas. O Tour de France volta na terça-feira com a Etapa 16: Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Tour de France 2024 | Etapa 14 | Rivalidades que ficam na história Primeiro dia de Pirinéus no Tour de France, numa etapa que serviu para ver quem tem capacidade para lutar pelo Tour e pelo Top 10. Os ciclistas saíram de Pau em direção a Pla d'Adet numa etapa com 150 quilómetros e mais de 4000 metros de acumulado positivo. Pelo meio subida ao Tourmalet de categoria especial, Hourquette d’Ancizan de segunda e finalmente a ascensão ao Pla d'Adet, subida de categoria extra e onde a etapa acabava em alto. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Luta pela fuga a alta velocidade As equipas sem atletas para a geral começam a ver as oportunidades de vencer uma etapa a esgotarem-se. Deste modo tentam a sua sorte de longe, enviando ciclistas para as fugas que nestes dias são sempre muito numerosas. Estas constantes tentativas de fuga e contrafuga fizeram com que os primeiros 60 km da etapa se fizessem a uma média de 50 km/h. Daqui saiu a fuga do dia com quase 20 ciclistas dos quais fizeram parte ciclistas como Rui Costa, Gaudu, Ben Healy, Louis Mentjes, Cort Nielsen e Kévin Vauquelin. Atrás, a UAE Team Emirates do líder Tadej Pogačar e João Almeida, trabalhava na frente de pelotão, que ia perdendo elementos à medida que a etapa ia avançando. https://twitter.com/LeTour/status/1812104084167545220 UAE joga taticamente À medida que a etapa ia avançado, quer o pelotão sempre comandado pela UAE Team Emirates, quer a frente da corrida iam perdendo elementos. No sopé da última ascensão do dia, a fuga já só tinha apenas dois ciclistas, Gaudu e Ben Healy. A dupla iniciou a subida com um pouco mais de um minuto de vantagem. Adam Yates, colega de Pogačar atacou numa jogada tática da UAE Team Emirates. O britânico alcançou Healy na frente da corrida numa altura em que Pogačar atacou e fez a ponte para a frente. https://twitter.com/LeTour/status/1812145143346000357 Vingegaard na perseguição a Pogačar A partir daqui, repetiu-se o duelo entre Pogačar e Vingegaard, com o dinamarquês a perseguir o esloveno subida acima. Ao contrário do que se passou na etapa 11, Pogačar conseguiu distanciar-se de Vingegaard e venceu a etapa com quase 40 segundos de vantagem. Vingegaard ficou no segundo posto e subiu também ao segundo lugar da geral, com Remco a ficar no terceiro lugar da etapa e a descer à terceira posição. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Rui na fuga e João ao serviço Rui Costa esteve presente na fuga do dia mas descolou cedo. João Almeida entrou ao trabalho até ao ataque de Adam Yates e chegou a 1'31 do seu colega de equipa mantendo o quarto lugar a seis minutos de Pogačar. Vídeo últimos quilómetros https://youtu.be/HD1L9P9lMUQ?si=vW2qsMRijBSwgOYe Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates4:01:512 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:393 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:104 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers1:195 CICCONE GiulioLidl - Trek1:236 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious,,7 YATES AdamUAE Team Emirates,,8 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team1:269 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:2910 GEE DerekIsrael - Premier Tech,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates56:42:392 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:573 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step2:224 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates6:015 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers6:096 LANDA MikelSoudal Quick-Step7:177 YATES AdamUAE Team Emirates8:328 CICCONE GiulioLidl - Trek9:099 GEE DerekIsrael - Premier Tech9:3310 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike10:35 Perfil etapa 15 Fonte: Site oficial da prova ### A nova Top Fuel da Trek | Mais leve e mais versátil A Trek lançou a nova Top Fuel, uma bicicleta de trail que apresenta um novo quadro mais leve e um Mino Link de quatro posições para se adaptar ainda melhor a cada ciclista. Segundo a Trek, “a Top Fuel continua a oferecer uma condução confiante, rápida e divertida”. Conta com um curso de 130 mm na suspensão dianteira e 120 mm na traseira. Rodas 29’’ e um novo quadro mais leve para ser ainda mais fácil ultrapassar as subidas. Mais leve Com um quadro redesenhado, a nova Top Fuel é 220 gr mais leve do que a sua antecessora. “Torna-se na escolha perfeita para os ciclistas que procuram uma bicicleta de trail leve ou uma bicicleta de XC com maior capacidade para enfrentar trilhos mais exigentes.” Trek Mais versátil A Trek avança que a nova Top Fuel se adapta facilmente às preferências do ciclista, bem como ao tipo de terreno”. O novo Mino Link de quatro posições oferece duas regulações diferentes numa única peça elegante. Permite assim ajustes na geometria e no rácio de alavancagem a partir do mesmo chip. Desta forma, os ciclistas que procuram trilhos mais técnicos com rochas e raízes podem ajustar a geometria para um eixo pedaleiro mais alto e com maior espaço para os pedais. Os ciclistas mais agressivos podem escolher um rácio de alavancagem mais progressivo - "perfeito para quem prefere utilizar um amortecedor de mola helicoidal", segundo a Trek. Mais personalizável “Seja para ter uma bicicleta leve e com argumentos para enfrentar qualquer tipo de trilho ou para oferecer maior capacidade em percursos de XC mais técnicos, a Top Fuel pode ser ajustada às preferências de qualquer ciclista”. Trek A passagem interna guiada dos cabos, o eixo pedaleiro com rosca e uma compatibilidade alargada com componentes, tornam a personalização mais simples. A nova Top Fuel é compatível com forquetas de 120 mm a 140 mm de curso e com amortecedores traseiros até 130 mm de curso. Os ciclistas podem ainda utilizar amortecedores de mola com reservatório. O aumento do espaço do espigão telescópico permite maior personalização da bicicleta. É até compatível com uma configuração de rodas MX, quando se utiliza uma forqueta 140 mm. Atributos do quadro   A nova Top Fuel tem ainda um compartimento interno de armazenamento melhorado - uma nova bolsa BITS da Bontrager - tornando mais fácil arrumar uma câmara-de-ar, uma bomba e um multiferramentas. Tal como a geração anterior, continua com o design de suspensão Active Braking Pivot da Trek. Permite assim manter a suspensão a trabalhar mesmo numa travagem em terrenos difíceis. Conta ainda com proteções de dupla densidade no tubo inferior e escora inferior, mantendo o quadro protegido e a condução silenciosa. A nova Top Fuel Gen 4 está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, os preços e disponibilidade da nova Top Fuel, no site da Trek. ### Tour de France 2024 | Etapa 13 | Bordures animaram dia de abandonos Antes de um fim-de-semana que se prevê decisivo para o Top 10, o pelotão do Tour de France partia para uma etapa que, apesar de praticamente plana, tinha um final armadilhado, com algumas subidas e previsão de ventos laterais. Os ciclistas partiram de Agen em direção a Pau e tinham, no dia de hoje 165 km para percorrer, antes de se deslocarem para os Pirinéus onde a luta pela geral vai aquecer. A.S.O. - Billy_Ceusters Roglič e Ayuso abandonaram Tour de France O dia começou com a notícia do abandono de Primož Roglič depois da queda na etapa de ontem. O ciclista esloveno caiu pela sétima vez desde 2020 numa prova em França e abandonou o Tour pela terceira vez seguida. Juan Ayuso, apesar de ter começado a etapa, desde cedo mostrou debilidades e acabou também ele por abandonar, ficando o Top 10 da geral sem dois ciclistas. Créditos: Joerg Mitter Fuga numerosa e ritmo estonteante Desde cedo, 21 ciclistas adiantaram-se ao pelotão. Entre eles, verdadeiros caça etapas como Van der Poel, Mohoric, Cort Nielsen, Rui Costa e Jonas Abrahamsen tentavam a sorte de longe. Para além disso, Adam Yates, sétimo à geral também seguia escapado, o que resultou numa luta entre os fugitivos e várias equipas da geral, e tornou o ritmo da etapa elevadíssimo. https://twitter.com/LeTour/status/1811737008206659653 Fuga de la fuga A distância entre os grupos manteve-se num minuto até que quatro ciclistas atacaram no grupo dos fugitivos. Kwiatkowski, Cort Nielsen, Romain Grégoire e Julien Bernard foram os ciclistas que formaram o quarteto fugitivo. Atras, o pelotão continuava a rodar num ritmo elevadíssimo tentando aproveitar os ventos laterais para criar cortes no pelotão e apanhar ciclistas mal colocados desprevenidos. Este ritmo acabou por alcançar os fugitivos enquanto vários ciclistas iam perdendo o contacto no pelotão, numa altura em que a etapa se aproximava dos 50 km finais e da sua fase mais dura. https://twitter.com/LeTour/status/1811751880445374701 Decisão ao sprint em grupo reduzido Com a etapa 13 a ser a terceira mais rápida do Tour de France desde 2005 (48,8 km/h), o pelotão foi perdendo elementos e chegou muito reduzido para decidir a jornada. Ainda com alguns sprinters no grupo da frente, foi Jasper Philipsen o mais forte, batendo Van Aert e Ackermann. O ciclista belga venceu desta forma a sua segunda etapa nesta edição do Tour de France. https://twitter.com/LeTour/status/1811783347095343184 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PHILIPSEN JasperAlpecin - Deceuninck3:23:092 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,3 ACKERMANN PascalIsrael - Premier Tech,,4 GIRMAY BiniamIntermarché - Wanty,,5 ARNDT NikiasBahrain - Victorious,,6 STUYVEN JasperLidl - Trek,,7 RUSSO ClémentGroupama - FDJ,,8 COQUARD BryanCofidis,,9 POGAČAR TadejUAE Team Emirates,,10 WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates52:40:582 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:063 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:144 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates4:205 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers4:406 LANDA MikelSoudal Quick-Step5:387 YATES AdamUAE Team Emirates6:598 CICCONE GiulioLidl - Trek7:369 GEE DerekIsrael - Premier Tech7:5410 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team9:18 Perfil da etapa 14 Fonte: Site oficial da prova ### Lucas Lopes vence na Volta a Madrid Poveiro da Supermercados Froiz ganhou a 3ª etapa. Vê o vídeo da espetacular vitória de Lucas Lopes e conhece-o melhor. Lucas Lopes está em grande na Volta a Madrid sub-23 e na 3ª etapa levantou os braços em Buitrago del Lozoya, em plena serra de Guadarrama. O poveiro esteve num trio que ganhou vantagem a meio da jornada e no mano a mano para decidir a vitória bateu Pablo Bonilla. O corredor uruguaio da Equipa Cortizo subiu à liderança da geral individual. https://twitter.com/vueltamadridS23/status/1811750892263088278 TopCycling entrevistou Lucas Lopes O vice-campeão nacional de sub-23, que em Santa Maria da Feira perdeu o título para Noah Campos, foi o combativo do dia e é o novo líder da classificação da montanha. Para o atleta da equipa galega é uma boa fase após conquistar em junho o Troféu Concelho do Porriño. O TopCycling entrevistou Lucas Lopes no ano passado. Conheçam melhor o ciclista que já esta temporada assinou uma página do Diário de um sub-23 durante a Volta à Extremadura. Lucas Lopes, Noah Campos e João Nuno Oliveira no pódio do Campeonato Nacional.Créditos: João Fonseca Photographer ### Pogacar vs. Vingegaard nos Pirenéus e Almeida sonha com pódio Fim-de-semana de Pirenéus traz novos rounds do combate Pogacar vs. Vingegaard. Almeida sonha com o pódio. Após os Alpes, o Tour de France chega aos Pirenéus para dois rounds entre Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard com João Almeida no top 5, sem abdicar do pódio. Em 13 dias de Tour de France Biniam Girmay tornou-se rei do sprint, Mark Cavendish passou a ter mais etapas do que Eddy Merckx e os franceses já levam três vitórias. A geral está ao rubro. Pogacar golpeou primeiro no Galibier e no contrarrelógio de Gevrey-Chambertin, enquanto Vingegaard respondeu na etapa rompe-pernas no Maciço Central. O fim-de-semana traz duas jornadas incríveis. Sábado passam o Tourmalet a caminho de Saint-Lary-Soulan e domingo há 5000 m de acumulado na etapa rainha que finaliza em Plateau de Beille. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Um T2 alugado na mente do esloveno Quando a corrida parecia controlada pela UAE, apareceu Vingegaard. Só ganhou um segundo na 11ª etapa, mas o dinamarquês mostrou que tem um T2 alugado na mente do esloveno. Pogacar ao ataque… a olhar para trás? Inédito! Nunca o líder da UAE pedalou tão desconfiado. É certo que marcou a 11ª etapa e pôs Pavel Sivakov a puxar no Col de Néronne, a 44km da meta. Sivakov foi o MVP e Adam Yates respondeu presente; juntos prepararam o caminho para o ataque em Puy Mary a 32 km. Primeiro problema: Juan Ayuso ia em sofrimento – de resto perdeu 4:39 – e João Almeida também não ia fácil já que nem conseguiu trabalhar; porque atacou Pogacar sabendo do dia mau do bloco? Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Faltou gasolina a Pogacar O esloveno fez Puy Mary em 14 minutos e ganhou 0:05 a Vingegaard; desceu e chegou com 0:30 ao Col de Pertus. Quando parecia tudo perdido Vingegaard fez 12 minutos full gas e encostou em Pogacar para evitar perseguir na descida técnica como aconteceu no Galibier. Segundo problema: faltou gasolina a Pogacar no Col de Pertus tal como no Granon quando perdeu o Tour de 2022. Sobre o ocorrido há dois anos, Jeroen Stewart, atual diretor de rendimento da UAE, afirmou que Pogacar falhou no abastecimento e que um bidão de hidratos teria salvo o dia. Terceiro problema: Pogacar reconheceu que não estudou bem a chegada e pela primeira vez perdeu um sprint contra Vingegaard. Chegou tão vazio que num sprint de 0:20 foi batido! Foi só uma etapa e um segundo de perda, mas Pogacar apostou forte e Vingegaard é que saiu por cima. A vitória do dinamarquês é moral porque quem está de amarelo é o esloveno. Terá a etapa do Maciço Central sido um ponto de viragem? Calma, o Tour só agora entrará na alta montanha como João Almeida antecipou na entrevista ao TopCycling. “O Tour começa na 14ª etapa, até lá não há etapas que possam fazer grandes diferenças. Temos um início duro, mas depois são etapas acessíveis. No final da segunda semana começa a dureza a sério. Dá para o Vingegaard acabar forte.” João Almeida ao TopCycling Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Pólvora seca na montanha Remco Evenepoel comparou a UAE ao Real Madrid. Recordemos a era dos galácticos. Sabem quantas Champions ganharam Figo, Zidane, Ronaldo e Beckham neste período? Uma, em contraste com as seis que os merengues levam na última década. No desporto nem sempre ganha a equipa que acumula mais talento. A própria UAE o mostrou no Giro com oito gregários. No Tour ainda não vimos ninguém a esvaziar-se pelo líder e Almeida até teve que dar um murro na mesa. Porque não foram Yates, Ayuso e Almeida usados para atacar a concorrência? Porque não eliminaram qualquer rival quando impuseram ritmo no Galibier? O que falhou em Puy Mary para o líder atacar de longe sem se apoiar no bloco? Porque se repetem os erros com a alimentação? A.S.O. Billy Ceusters Pogacar desmontou o bluff da Visma Nos Pirenéus a estratégia tem que ser afinada. Algo de positivo saiu dos primeiros 12 dias do Tour: Pogacar desmontou o bluff da Visma e sabe que Vingegaard veio para tentar ganhar. Perder um segundo não é grave, mas mostra que a melhor equipa não está a ser eficaz. Os galácticos de Giannetti e Matxin são fortíssimos, mas nenhum correu com Pogacar nas vitórias de 2020 e 2021, além de que Almeida e Ayuso são estreantes no Tour. Não é por acaso que todos os corredores dizem que “o Tour é o Tour”. Como reagirá Pogacar? Acusará o esloveno o desgaste do Giro? Irá Vingegaard em crescendo ou faltará fundo ao dinamarquês pela falta de dias de preparação? ### Novos sapatos de estrada Trek Circuit Depois de apresentar os novos sapatos de montanha, a Trek acaba de apresentar os seus novos sapatos de estrada, os Trek Circuit. Tal como os outros modelos da recente coleção de estrada da Trek, os Circuit incluem a tecnologia METNET, que permite, segundo a marca, que o sapato se adapte ao pé do ciclista para que o conforto se mantenha durante muitos quilómetros. Trek Circuit Segundo comunica a marca americana, os novos Trek Circuit são a escolha ideal para os ciclistas que procuram conforto e performance para as suas voltas diárias a um preço mais acessível. Estes sapatos estão disponíveis em duas cores, branco e preto e incluem zonas de descompressão METNET, uma sola rígida, um sistema de ajuste BOA e compatibilidade versátil com encaixes de 2 e 3 parafusos. Para um maior desempenho, os ciclistas podem explorar os modelos de gama superior da coleção de sapatos de estrada da Trek: os novos Velocis, RSL Road e RSL Knit. Características O Trek Comp Last oferece um ajuste para desempenho com um pouco mais de espaço; As zonas de descompressão esticam-se e acompanham o formato do pé para aliviar o desconforto que normalmente se sente nessa parte do corpo; A placa em compósito de nylon é rígida o suficiente para se poder caminhar; O sistema BOA L6 oferece um ajuste preciso para uma sensação mais dinâmica e responsiva; A fita de velcro permite afinações rápidas e seguras para um melhor ajuste; A gáspea perfurada confere ótima ventilação e fluxo de ar para manter os pés confortáveis; Compatível com sistemas de cleats de 2 ou de 3 parafusos; Feito com materiais recicláveis. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, os preços e disponibilidade destes novos sapatos, no site da Trek. ### Os novos sapatos de montanha da Trek com tecnologia METNET A Trek apresenta três novos sapatos de montanha, focados na performance e ajuste para os ciclistas de BTT e gravel. Os novos RSL MTB, Cambion e Foray têm como base a tecnologia METNET, que, segundo a marca, “proporciona mais conforto através da maior flexibilidade do sapato com o pé". Os três modelos utilizam a tecnologia METNET na parte superior, e conta com uma zona de fixação com dois parafusos tipo SPD “para uma melhor transferência de potência e maior facilidade para caminhar.” A Tecnologia METNET A nova tecnologia da Trek fez a sua estreia no início deste ano com a nova coleção de sapatos de estrada, e agora está também disponível para os ciclistas de montanha. A tecnologia METNET torna possível que o sapato se adapte ao pé. “Alivia os pontos de pressão e desconforto mais comuns dos ciclistas, sem que isso diminua o desempenho dos sapatos”. Trek RSL MTB A Trek avança que foram "feitos para os ciclistas de BTT e de gravel encontrarem a velocidade pura". Os RSL MTB apresentam uma sola em carbono OCLV extremamente rígida para “transferir cada watt de potência para os pedais”. A parte superior respirável em METNET é flexível para se adaptar ao pé, proporcionando um ajuste compressivo para maior performance no pedalar. Os RSL MTB contam ainda com o sistema BOA® topo de gama para micro-ajustes e um acabamento premium que expele a lama, sujidade e detritos. Cambion Os novos Cambion são “a escolha ideal entre desempenho e aventura. Oferecem o conforto METNET e a performance de uma sola rígida em composto de carbono", garantindo flexibilidade para quando é necessário caminhar. Com dois discos de aperto BOA® que permitem micro-ajustes, apresentam um reforço externo da zona do calcanhar para estabilizar o pé e aumentar a eficiência da pedalada. Estão ainda preparados para muitos quilómetros com o reforço das zonas de maior abrasão e mais propensas a encontrar detritos. Foray Segundo a Trek, estão “preparados para qualquer aventura nos trilhos, e são a opção equilibrada entre conforto, desempenho e preço”, oferecendo a mesma tecnologia METNET dos outros modelos mas com um preço mais acessível. A sola em composto de nylon oferece uma boa transferência de potência e a flexibilidade necessária para quando é necessário caminhar fora da bicicleta. Incluem a tecnologia METNET na parte superior, permitindo maior adaptabilidade ao pé do ciclista, mas com um ajuste ligeiramente mais espaçoso através de um disco de aperto e uma fita de velcro. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, os preços e disponibilidade destes novos sapatos, aqui no site da Trek. Os novos sapatos de montanha RSL MTB, Cambion e Foray estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Tour de France: Resumo da Etapa 12 - Uma, duas, três! A décima segunda etapa do Tour de France ligou Aurillac a Villeneuve-sur-Lot (203,6km de extensão). O fim da etapa previa-se ao sprint (veja o vídeo resumo no fim do artigo). Fuga do dia A fuga do dia demorou a estabilizar, mas saiu composta por 4 ciclistas: Valentin Madouas e Quentin Pacher (Groupama – FDJ), Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility) e Anthony Turgis (TotalEnergies). Créditos: A.S.O./Billy Ceusters O pelotão, com destaque para as equipas dos sprinters, controlou a fuga de perto. Os fugitivos nunca tiveram mais do que 4 minutos de vantagem. A chegada ao sprint A fuga foi apanhada pelo pelotão a 40km do fim. O pelotão seguiu compacto até ao fim, esperando apenas pelo sprint. No entanto, uma queda a alguns quilómetros do fim deixou Primoz Roglic (Red Bull - BORA – hansgrohe) no chão, e desorganizou os comboios dos sprinters. Aranud Démare (Arkéa - B&B Hotels) e Wout Van Aert (Team Visma | Lease a Bike) foram dois dos primeiros a lançar o sprint, mas o mais forte voltou a ser Biniam Girmay (Intermarché – Wanty). O Eritreu venceu a sua terceira etapa no Tour, Van Aert foi segundo e Démare chegou em terceiro. https://twitter.com/LeTour/status/1811420198500548783 Roglic chegou a 2:27’ do pelotão devido à queda e perdeu lugares na classificação geral. Apontar ainda que, depois do fim da etapa, Démare e Cavendish foram relegados para o fim do grupo. Foi, então, Pascal Ackermann (Israel - Premier Tech) a fechar o pódio da etapa. https://twitter.com/LeTour/status/1811428247638560939 Os Portugueses Destaque para João Almeida (UAE Team Emirates), que subiu a quarto na classificação geral em virtude da queda de Roglic. Nelson Oliveira (Movistar Team) teve um dia tranquilo inserido no pelotão. Rui Costa (EF Education – EasyPost) pareceu estar implicado no acidente que mandou Roglic ao chão e chegou alguns minutos depois do pelotão. Vídeo Resumo da Etapa: https://www.youtube.com/watch?v=gRVI-Xsk7KU&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Biniam GirmayIntermarché - Wanty4:17:152Wout Van AertTeam Visma | Lease a Bike“3Pascal AckermannIsrael - Premier Tech“4Jasper PhilipsenAlpecin - Deceuninck“5Arnaud De LieLotto Dstny“6Alexander KristoffUno-X Mobility“7Phil BauhausBahrain - Victorious“8Bryan CoquardCofidis“9Dylan GroenewegenTeam Jayco AlUla“10Ryan GibbonsLidl - Trek“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates40:02:482Remco EvenepoelSoudal Quick-Step1:063Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:144João AlmeidaUAE Team Emirates4:205Carlos RodríguezINEOS Grenadiers4:406Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe4:427Mikel LandaSoudal Quick-Step5:388Adam YatesUAE Team Emirates6:599Juan AyusoUAE Team Emirates7:0910Giulio CicconeLidl - Trek7:36 Perfil da Etapa 13 Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Os prémios do Tour de France | Como são distribuídos? O Tour de France é uma das competições desportivas mais famosas e mediáticas do mundo, onde durante praticamente um mês, marcas, patrocínios e colaboradores vêm os seus nomes exibidos para milhões de pessoas, durante horas e horas. Toda esta exposição permite ao Tour ter em cache mais de dois milhões de euros (€2,301,200) para distribuir pelas equipas, que têm na prova francesa a oportunidade de buscar glória e acertar as suas contas.. Desde a vitória na Classificação Geral à Combatividade, as equipas têm 21 etapas para angariar estes prémios que por sua vez, por tradição, são distribuídos por todos os ciclistas e staff. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Classificação Geral A Classificação Geral é para onde vai a maior parte do bolo dos dois milhões que são distribuídos. São ao todo 1.127.800€ que há para dividir por 160 ciclistas, já que os primeiros 160 atletas da Classificação Geral têm direito a prémio. Com 176 corredores que estão à partida e com os habituais abandonos, é muito provável que haja sempre prémio para todos. Posição na GeralPrémio (€)1.º500,0002.º200,0003.º100,0004.º70,0005.º50,0006.º23,0007.º11,5008.º7,6009.º4,50010.º3,80011.º3,00012.º2,70013.º2,50014.º2,10015.º2,00016.º1,50017.º1,30018.º1,20019.º1,10020.º a 160.º1,000 Créditos: A.S.O. Charly Lopez Vitórias de Etapa A vitória numa etapa do Tour pode lançar uma equipa ou um ciclista para a ribalta e dar uma grande alegria aos patrocínios que vêm o seu investimento recompensado. Para além disso, a organização do Tour tem 28.650€ para distribuir pelos primeiros 20 atletas a cortar a meta. Apesar das várias dificuldades que têm as 21 etapas, o prémio não difere de dia para dia. Posição na EtapaPrémio (€)1.º11,0002.º5,5003.º2,8004.º1,5005.º8306.º7807.º7308.º6709.º65010.º60011.º54012.º47013.º44014.º34015.º30016.º30017.º300183001930020300 Créditos: A.S.O. Charly Lopez Classificações Secundárias Os vencedores da Classificação dos Pontos, da Montanha, Melhor Jovem e Melhor Equipa também são bem recompensados no Tour de France, com os prémios a perfazerem um total de 300.000€ a distribuir pelos vencedores. PosiçãoCamisola dos Pontos (€)Melhor Trepador (€)Melhor Jovem (€)Melhor Equipa (€)125,00025,00020,00050,000215,00015,00015,00030,000310,00010,00010,00020,00044,0004,0005,00012,00053,5003,5008,00063,0003,00072,5002,50082,0002,000 Prémio da Combatividade Para ciclistas atacantes e combativos há ainda 62.000€ para distribuir. Em cada etapa, o ciclista mais combativo arrecada 2000€. No fim do Tour, o ciclista mais combativo de toda a edição vence o prémio de Supercombativo e ainda 20.000€. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Outros prémios Tirando as classificações mais importantes, e com tantos euros já distribuídos pelos melhores ciclistas do Tour de France, há ainda mais de 800.00€ para serem entregues às equipas. Líder diário das classificações: Camisola Amarela (500€) Restantes Classificações (300€) Sprints Intermédios: 1.º Classificado - 1500€ 2.º Classificado - 1000€ 3.º Classificado - 500€ Prémios de Montanha: Categoria Extra: 1.º - 800€ 2.º - 450€ 3.º - 300€ Primeira Categoria: 1.º - 650€ 2.º - 400€ 3.º - 150€ Segunda Categoria: 1.º - 500€ 2.º - 250€ Aos Prémios de Montanha de terceira e quarta categoria, são atribuídos aos ciclistas 300€ e 200€ respetivamente, ao primeiro ciclista dobrar a contagem. Para além dos prémios normais de montanha existem ainda dois prémios criados em honra dos dois primeiros diretores da prova, aos quais os ciclistas são presenteados com 5000€ em cada um: Souvenir Henri Desgrange - ponto mais alto da prova (Cime de la Bonette) Souvenir Jacques Goddet - Col do Tourmalet Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Que equipas e corredores já arrecadaram mais e menos dinheiro? Estando o Tour de France já a meio, vamos agora analisar como se têm comportado as equipas e os ciclistas até à 11.ª etapa da edição de 2024. Equipas PosiçãoEquipaPrémios (€)1Intermarché - Wanty56,7802UAE Team Emirates53,2203Alpecin - Deceuninck31,5504Soudal Quick-Step27,9205Team dsm-firmenich PostNL25,7406Uno-X Mobility25,4607Movistar Team25,1008TotalEnergies22,4509Team Visma | Lease a Bike22,35010Astana Qazaqstan Team15,72011Arkéa - B&B Hotels15,54012Lidl - Trek15,50013Team Jayco AlUla14,59014Lotto Dstny12,93015Israel - Premier Tech12,53016Groupama - FDJ11,55017INEOS Grenadiers10,58018Cofidis9,42019EF Education - EasyPost8,24020Red Bull - BORA - hansgrohe7,89021Bahrain - Victorious6,65022Decathlon AG2R La Mondiale Team4,740 Ciclistas PosiçãoCiclistaPrémios (€)1GIRMAY Biniam41,4002POGAČAR Tadej38,0303EVENEPOEL Remco25,3404PHILIPSEN Jasper25,0005ABRAHAMSEN Jonas20,7506TURGIS Anthony16,1407VINGEGAARD Jonas15,4708GROENEWEGEN Dylan12,9509VAUQUELIN Kévin12,58010CAVENDISH Mark11,60011BARDET Romain11,50012GAVIRIA Fernando9,67013VAN DEN BROEK Frank8,90014DE LIE Arnaud8,73015PEDERSEN Mads8,53016PIDCOCK Thomas6,74017ACKERMANN Pascal6,33018ROGLIČ Primož5,95019ALMEIDA João5,12020VAN AERT Wout5,080 ### Tour de France 2024 – Etapa 11: Vingegaard responde na estrada A décima primeira etapa do Tour de France ligou Évaux-les-Bains a Le Lioran (211km’s de extensão). Uma etapa difícil, com 4 contagens de montanha nos últimos 50km’s (veja o vídeo resumo da etapa no fim do artigo). Desenrolar da Etapa Esperava-se uma fuga com muitos homens na Etapa 11 do Tour, devido à extensão e ao perfil difícil da etapa. No entanto, o pelotão controlou de perto a formação da fuga, que demorou muito a compor-se. A fuga acabou por sair com 10 ciclistas, mas o controlo da UAE Team Emirates nunca deixou a fuga com mais de 2 minutos. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A 32km’s do fim, Ben Healy (EF Education – EasyPost), o último resistente da fuga, foi apanhado pelo pelotão, numa altura em que este já seguia reduzido. Luta pela Etapa A 31km’s do fim, no Puy Mary, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) atacou e ninguém conseguiu seguir a roda. Atrás vinham Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike), depois Primoz Roglic (Red Bull - BORA – hansgrohe), e depois Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). https://twitter.com/LeTour/status/1811033632896618816 Pogacar ganhou tempo no restante da subida e na descida, mas Vingegaard não quebrou e seguiu na perseguição. O dinamarquês conseguiu chegar à roda de Pogacar na subida seguinte. Os dois seguiram juntos a partir daí, perseguidos por Evenepoel e Roglic. Pogacar ganhou o sprint bonificado, mas nunca se conseguiu voltar a distanciar. Chegaram juntos à linha da meta, onde Vingegaard lançou primeiro o sprint. Pogacar não conseguiu passar para a frente e Vingegaard foi o vencedor: a sua primeira vitória neste Tour de France. Pogacar foi segundo na etapa. https://twitter.com/LeTour/status/1811053085701054824 No grupo imediatamente atrás, Roglic caiu na última descida, e Evenepoel chegou isolado no terceiro lugar. Foi dado o mesmo tempo do belga a Roglic. Os Portugueses Destaque para João Almeida (UAE Team Emirates): o português trabalhou para o seu líder, e conseguiu ainda terminar em sexto na etapa, subindo a quinto na geral. Rui Costa (EF Education – EasyPost) e Nelson Oliveira (Movistar Team) estiveram presentes na ajuda aos seus líderes, e chegaram a alguns minutos da frente da corrida. Vídeo resumo da Etapa 11: https://www.youtube.com/watch?v=kKtR8LeiiQ8&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike4:58:002Tadej PogacarUAE Team Emirates“3Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:254Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe“5Giulio CicconeLidl - Trek1:476João AlmeidaUAE Team Emirates1:497Adam YatesUAE Team Emirates“8Mikel LandaSoudal Quick-Step“9Carlos RodríguezINEOS Grenadiers1:5510Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team2:38 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates40:02:482Remco EvenepoelSoudal Quick-Step1:063Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:144Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe2:155João AlmeidaUAE Team Emirates4:206Carlos RodríguezINEOS Grenadiers4:407Mikel LandaSoudal Quick-Step5:388Adam YatesUAE Team Emirates6:599Juan AyusoUAE Team Emirates7:0910Giulio CicconeLidl - Trek7:36 Perfil da Etapa 12: Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Tour de France 2024 – Etapa 10: A Bélgica Sorri A décima etapa do Tour de France ligou Orléans a Saint-Amand-Montrond (187,3 km’s de extensão). A etapa era plana e esperava-se uma chega ao sprint (vídeo resumo da etapa no final do artigo). Desenrolar da Etapa O dia começou com a notícia do abandono de Aleksandr Vlasov (Red Bull - BORA - hansgrohe), depois de uma queda na nona etapa. Já depois da largada, o pelotão controlou as tentativas de fuga desde o início. A cerca de 5km’s do sprint intermédio, Maxim Van Gils e Brent Van Moer (Lotto Dstny), juntamente com Kobe Goossens (Intermarché - Wanty) escaparam ao pelotão. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Os fugitivos nunca chegaram aos 2 minutos de vantagem e seriam apanhados pelo pelotão cerca de 10km’s depois do ataque. Chegada ao Sprint Não houve mais movimentações e o pelotão seguiu compacto até ao fim – a chegada ao sprint tornou-se, então, inevitável. A Alpecin – Deceuninck destacou-se na preparação do sprint, e era a equipa com mais elementos no seu comboio nos últimos quilómetros. Fernando Gaviria (Movistar Team) e Biniam Girmay (Intermarché - Wanty) eram outros sprinters que vinham bem colocados. Créditos: @gettysport / Movistar Team Desta vez não houve desfeita: Mathieu Van der Poel (Alpecin – Deceuninck) fez de novo um grande trabalho no lead-out e Jasper Philipsen (Alpecin – Deceuninck) não perdoou. O camisola verde do ano passado conseguiu, à décima etapa, a primeira vitória nesta edição do Tour de France. Créditos: Movistar Team Atrás do belga chegaram Biniam Girmay, em segundo, e Pascal Ackermann (Israel - Premier Tech) em terceiro. https://twitter.com/LeTour/status/1810707174420570528 Os Portugueses Os portugueses tiveram um dia tranquilo inseridos no pelotão. João Almeida (UAE Team Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar Team) chegaram com o tempo do vencedor. Rui Costa (EF Education - EasyPost) chegou um pouco depois, após ter trabalhado no comboio da sua equipa. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=nyU0B0vK0Oo&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Jaspen PhilipsenAlpecin - Deceuninck4:20:062Biniam GirmayIntermarché - Wanty“3Pascal AckermannIsrael - Premier Tech“4Wout Van AertTeam Visma | Lease a Bike“5Fernando GaviriaMovistar Team“6Sam BennetDecathlon AG2R La Mondiale Team“7John DegenkolbTeam dsm-firmenich PostNL“8Phil BauhausBahrain - Victorious“9Dylan GroenewegenTeam Jayco AlUla“10Axel ZingleCofidis“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates40:02:482Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:333Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:154Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe1:365Juan AyusoUAE Team Emirates2:166João AlmeidaUAE Team Emirates2:177Carlos RodríguezINEOS Grenadiers2:318Mikel LandaSoudal Quick-Step3:359Derek GeeIsrael - Premier Tech4:0210Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike4:03 ### João Almeida eleito melhor gregário da primeira semana do Tour João Almeida foi eleito o melhor gregário da primeira semana do Tour de France através de uma votação do público levada a cabo pela conta oficial do Tour de France na rede social X. A Votação A conta oficial do Tour de France na rede social X desafiou os seus seguidores a eleger o melhor gregário da primeira semana. A votação contou com os nomes de João Almeida (UAE Team Emirates), Frank Van den Broek (Team dsm-firmenich PostNL), Michael Morkov (Astana Qazaqstan Team) e Christophe Laporte (Team Visma | Lease a Bike). O português terminou em primeiro na votação, ao recolher mais de metade dos votos (55,6%). Van den Broek terminou em segundo (26,4%), seguido de Laporte (10,1%) e Morkov (7,9%). https://twitter.com/LeTour/status/1810339644774490350 Esta distinção do público chega como recompensa e reconhecimento de todo o esforço feito por João Almeida na missão de ajuda ao seu líder, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates). O esloveno segue em primeiro na classificação Geral após as primeiras 9 etapas. Pode ler mais artigos sobre o ciclista português aqui, e continuar a acompanhar o Tour de France através do Topcycling.pt. ### Granfondo do Ézaro Fin do Camiño | Fomos à Galiza participar O Granfondo Ézaro Fin do Camiño é um evento de ciclismo organizado pelo mesmo organizador da corrida profissional O Gran Camiño, que se realiza em Fevereiro, na qual este ano o vencedor foi Jonas Vingegaard. Localizado na Galiza, Espanha, esta prova é uma das mais emblemáticas do calendário de Granfondos, atrai ciclistas de todo o mundo para enfrentar as exigentes subidas e aproveitar a beleza natural da Costa da Morte, Cabo Finisterra e Miradouro do Ézaro. A Experiência no Evento Este ano, participei no Granfondo do Ézaro, na distância de 107 km. e mais de 2000 metros de desnível acumulado. A prova começou com uma partida neutralizada de 40 quilómetros, uma distância um pouco longa em andamento neutralizado, mas que proporcionou um bom aquecimento e uma óptima oportunidade para conviver com outros ciclistas enquanto pedalávamos calmamente junto ao mar. Um dos ciclistas com quem tive a oportunidade de pedalar e conversar foi Alejandro Valverde, o conhecido ciclista espanhol, agora ex-profissional. Após a partida neutralizada o pelotão saiu das estradas junto ao mar em direção às montanhas da zona. Foi aí que a exigência apareceu, um percurso constantemente ondulado, com subidas exigentes mas também paisagens maravilhosas. Vídeo do evento https://youtu.be/Xg6VsdL4nus?si=xYNci_oj-j6ttkOy Mirador de Ézaro: O Grande Desafio O principal desafio da prova está no final, após mais de 100 quilómetros e quase 2000 metros de desnível acumulado, os participantes ainda têm que ter energia para a subida ao Mirador de Ézaro. São mais de 1500 metros de extensão com uma pendente média de 15% e zonas de inclinação de até 30%. A Specialized Roubaix demonstrou ser uma excelente escolha para fase. (Explico de seguida). Bicicleta Utilizada: Specialized Roubaix Levei uma bicicleta Specialized Roubaix SL8 Expert para o evento. Embora seja uma bicicleta menos competitiva que a Specialized Tarmac ou outras bicicletas mais "racing", a Roubaix revelou-se uma excelente escolha devido aos andamentos que tem montados de série, particularmente vantajosa para a última subida. A Specialized Roubaix provou que nem sempre é necessário termos uma bicicleta de características mais agressivas para se desfrutar de um evento. A versão que utilizei não bloqueia completamente o sistema Future Shock, o que resultou numa sensação de frente "mole" em algumas subidas. No entanto, a posição de pedalada e a desmultiplicação com pratos 46/33 e cassete 10/36 permitiram superar as dificuldades das subidas, desfrutando da paisagem e poupando algum sofrimento extra, que teria com outro tipo de desmultiplicação. A Zona e o Lazer Além da competição, o evento é uma excelente oportunidade para explorar a região da Galiza. Encontrei muitos portugueses no evento, para as pessoas do Norte de Portugal ir ao Granfondo do Ézaro é mais perto do que ir a um Granfondo no centro ou sul de Portugal. As paisagens costeiras são fenomenais, as estradas e as montanhas também, e se a isto juntarmos o idioma galego (muito parecido com o português) bem como a gastronomia local que também é boa, então sentimo-nos praticamente em casa. Para quem vive noutras zonas de Portugal, torna-se um pouco longe (desde a zona de Lisboa fiz cerca de 600 quilómetros), mas é uma zona e um evento que vale a pena conhecer. Simplesmente a partida neutra de 40 quilómetros é demasiado longa, na minha opinião. Funciona bem e acrescenta segurança, mas talvez 10 ou 15 quilómetros sejam suficientes. ### Taça do Mundo de XCO – Ronda 6: Les Gets A sexta ronda da Taça do Mundo de XCO decorreu este fim de semana em Les Gets, Haute-Savoie, e marcou o último teste para os ciclistas antes da prova olímpica da modalidade. Corrida Masculina Nos Elites masculinos, foi Luca Braidot (Santa Cruz Rockshox Pro Team) o primeiro a atacar e a destacar-se na frente da corrida. Alan Hatherly (Cannondale Factory Racing) e Mathias Fluckiger (Thomus Maxon) comandaram a perseguição – juntar-se-iam ao italiano na frente durante a segunda volta. Na terceira volta, ataque de Fluckiger que apenas Hatherly conseguiu responder. O duo ficava na frente da corrida até à volta seguinte, quando Hatherly atacou e seguiu sozinho. Entretanto, Samuel Gaze (Alpecin – Deceuninck) e Simon Andreassen (Cannondale Factory Racing) alcançaram Braidot e os três faziam a perseguição à frente da corrida, animando a luta pelo terceiro lugar. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1810066825188966697 As posições na frente não se voltaram a alterar. Hatherly chegou em primiero, depois de também ter vencido a corrida de XCC. Fluckiger chegou em segundo, e, na luta pelo terceiro lugar Andreassen foi o mais forte, fechando o pódio. Top 10 Competição Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Alan HatherlyCannondale Factory Racing1:23:142Mathias FlückigerThömus Maxon+ 1:313Simon AndreassenCannondale Factory Racing+ 2:024Luca BraidotSanta Cruz Rockshox Pro Team+ 2:055Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team XCO+ 2:196Samuel GazeAlpecin - Deceuninck+ 2:387Luca SchwarzbauerCANYON CLLCTV XCO+ 2:488Jofre Cullell EstapeBH Coloma Team+ 2:509Antoine PhilippMassi+ 2:5210Nadir ColledaniSanta Cruz Rockshox Pro Team+ 2:55 Vídeo Resumo da Prova Masculina https://www.youtube.com/watch?v=U4U2VJHal2E&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Corrida Feminina Nas elites femininas, Puck Pieterse (Alpecin - Deceuninck) arrancou ao ataque, e destacou-se na frente da corrida logo na primeira volta. Atrás da holandesa, formou-se um grupo perseguidor com Candace Lill, Alessandra Keller (Thömus Maxon) e Rebecca Henderson (Primaflor Mondraker Racing Team). Nas voltas seguintes, alguns ataques partiram o grupo perseguidor. Primeiro, Lill destacou-se no segundo lugar, e depois foi Keller a arrancar para o terceiro posto. Apesar do esforço de um grupo perseguidor que seguia atrás das três primeiras, as posições do pódio não se alterariam até ao final da corrida. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1810037247678312796 Puck Pieterse venceu assim a sexta etapa da Taça do Mundo de XCO, chegando à primeira vitória, e terceiro pódio da época em XCO. Candace Lill foi segunda e Alessandra Keller terceira. A Portuguesa Raquel Queirós terminou a prova na posição 49, a 10:50’ da líder. Top 10 Competição Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Puck PieterseAlpecin - Deceuninck1:29:122Candace Lill + 2:373Alessandra KellerThömus Maxon+ 3:074Jenny RissvedsTeam 31 IBIS Cycles Continental+ 3:385Anne TerpstraGhost Factory Racing+ 4:146Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli+ 4:307Savilia BlunkDecathlon Ford Racing Team+ 5:228Laura StiggerSpecialized Factory Racing+ 5:399Carolina BohéGhost Factory Racing+ 5:4110Mona MitterwallnerCannondale Factory Racing+ 6:01 Vídeo Resumo da Prova Feminina https://www.youtube.com/watch?v=FSgRfBMbs0k&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries ### Volta a Portugal Feminina Cofidis - Rescaldo Terminou, no passado domingo, a Volta a Portugal Feminina Cofidis. A prova contou com 5 etapas e um total de 442,7km’s, entre Vila Nova de Gaia e Lisboa. Fonte: Cartaz Oficial da Prova Vencedoras de Etapas Etapa 1: A primeira etapa da Volta a Portugal, entre Vila Nova de Gaia e Águeda, terminou com um sprint onde Michaela Drummond (Arkéa - B&B Hotels Women) foi a vencedora. Etapa 2: A segunda etapa, entre a Mealhada e Sever do Vouga terminou com uma subida de 4,1km’s a 5,6% de inclinação. Mara Roldan (Cynisca Cycling) chegou isolada à meta. Etapa 3: A etapa 3 ligou Anadia a Pombal – uma etapa maioritariamente plana. Michaela Drummond foi de novo a vencedora num sprint com cerca de 9 ciclistas. Etapa 4: A quarta etapa ligou Torres Vedras a Póvoa de Santa Iria. Uma etapa com terreno ondulado e final em subida viu India Grangier (Team Coop – Repsol) vencer e assumir a liderança da prova. Etapa 5: A última etapa da Volta a Portugal feminina foi um contrarrelógio de 12km’s em Lisboa. Stina Kavegi (Team Coop – Repsol) foi a vencedora e Daniela Campos (Eneicat – CMTeam) foi segunda. Vencedoras das Camisolas Fonte: Guia Técnico da Prova Camisola Amarela: India Grangier venceu a classificação geral da Volta a Portugal feminina com uma vantagem de 3’ para Titia Ryo (Arkéa - B&B Hotels Women), e 10’ para Daniela Campos, levando uma vitória de etapa no processo. Camisola dos Pontos: Michaela Drummond venceu a classificação dos pontos, depois de ter vencido duas etapas ao sprint. Camisola da Montanha: India Grangier levou também a classificação da montanha, com 1 ponto de vantagem sobre Marie-Morgane Le Deunff (Arkéa - B&B Hotels Women). Camisola da Juventude: Titia Ryo venceu a camisola da geral, ao terminar 7’ à frente de Daniela Campos. A francesa juntou esta conquista ao segundo lugar da geral. Classificação de Equipas: A Team Coop – Repsol venceu a classificação por equipas, deixando a Arkéa - B&B Hotels Women a 49’. As Portuguesas O destaque foi para Daniela Campos: terceira na classificação geral e por pontos, e segunda na classificação da juventude – resultados prometedores para a ciclista de 22 anos. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo A segunda melhor portuguesa foi Ana Caramelo (Matos Mobility), com um décimo terceiro lugar na geral, e depois Ana Líbano (Academia Efapel de Ciclismo) no vigésimo segundo posto. Vera Vilaça (DAS - Hutchinson - Brother – UK) terminou no posto 35 e Beatriz Pereira (Cantabria Deporte - Rio Miera) no posto 52. Terminaram ainda a prova Beatriz Roxo (Cantabria Deporte - Rio Miera), Raquel Dias (Cantabria Deporte - Rio Miera), Marisa Costa e Isabel Caetano (Cantanhede Cycling/Vesam), Celina Carpinteiro e Rita Tanganho (CDASJ/Cyclin'Team/Município de Albufeira), Ilda Pereira (Korpo Activo), Diana Pedrosa (Matos Mobility), Beatriz Faria e Daniela Simao (Academia Efapel de Ciclismo). Pode assistir aos Resumos das Etapas da Volta a Portugal Feminina Cofidis no Canal de Youtube da Federeação Portuguesa de Ciclismo. ### Tour de France 2024 | Etapa 9 | ProTeam vence no Tour Dia de sterrato no Tour de France antes do primeiro dia de descanso desta edição. Numa etapa com 200 quilómetros, pequenas colinas e 14 setores de terra, a corrida foi muito rápida e atacada num domingo espetacular de ciclismo. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Classicómanos em fuga A nona etapa do Tour da France, dava oportunidade aos ciclistas das clássicas de vencer e a fuga do dia foi prova disso com vários classicómanos em fuga. Pidcock, Stuyven, Healy, Van Gils, Gee, Zingle, Aranburu, Romo, Lutsenko e Turgis adiantaram-se ao pelotão e formaram a fuga do dia. Atrás, o pelotão rodava a uma média de mais de 45 quilómetros por hora e ia selecionando o grupo dos favoritos à medida que os quilómetros e os setores iam passando. https://twitter.com/LeTour/status/1809928628878160162 Favoritos ao ataque A 78 quilómetros da meta, Remco Evenepoel atacou sendo seguido por Tadej Pogačar e Jonas Vingegaard. Apesar de se distanciarem, ambos reentraram no grupo dos favoritos uns quilómetros depois. https://twitter.com/LeTour/status/1809953363909394494 A fuga ia sobrevivendo e seguia com uma vantagem de um minuto sobre um pelotão já muito reduzido comandado pela UAE Team Emirates e pela Visma-Lease a Bike. A situação de corrida manteve-se até aos 40 quilómetros finais quando os setores de sterrato começavam a ser mais regulares. Foi nesta altura que vários ciclistas atacaram do grupo dos favoritos com Van der Poel, Girmay e Rui Costa entre os ciclistas que tentavam chegar à frente da corrida. https://twitter.com/LeTour/status/1809967199093760383 A 20 quilómetros para o fim, Tadej Pogačar atacou de novo mas foi seguido pelos elementos da Visma-Lease a Bike, tendo os restantes favoritos se juntado mais à frente. Enquanto isso, os ataques no grupo dos fugitivos iam-se sucedendo. Quilómetros finais muito atacados Os últimos quilómetros foram muito atacados no grupo dos fugitivos. Foi num destes ataques que Jasper Stuyven conseguiu sair e correu os quilómetros finais sozinho mas foi alcançado no último quilómetro. Foram seis os sobreviventes da fuga que lutaram pela etapa ao sprint. Deste sexteto, Anthony Turgis foi o mais forte e deu uma importante vitória à TotalEnergies. Pidcock fez segundo e Derek Gee fez terceiro. Rui Costa fez uma etapa sempre bem colocado e chegou no segundo grupo de escapados na posição 13. João Almeida chegou no grupo dos favoritos tendo Nélson Oliveira desligado-se cedo da corrida. https://twitter.com/LeTour/status/1809979323576639883 Vídeo resumo https://youtu.be/oATe-1TYihY?si=tSZczhphL01zoUAI Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaTempo1 TURGIS Anthony 4:19:432 PIDCOCK Thomas ,,3 GEE Derek ,,4 ARANBURU Alex ,,5 HEALY Ben ,,6 LUTSENKO Alexey ,,7 ROMO Javier 0:128 STUYVEN Jasper 0:189 GIRMAY Biniam1:1710 MATTHEWS Michael, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej35:42:422 EVENEPOEL Remco0:333 VINGEGAARD Jonas1:154 ROGLIČ Primož1:365 AYUSO Juan2:166 ALMEIDA João2:177 RODRÍGUEZ Carlos2:318 LANDA Mikel3:359 GEE Derek4:0210 JORGENSON Matteo4:03 Etapa 10 Na décima etapa, volta a oportunidade para os sprinters lutarem pela etapa, depois do dia de descanso de segunda-feira. Fonte: Site oficial da prova ### Tour de France 2024 | Etapa 8 | Girmay está "intratável" Biniam Girmay (Intermarché-Wanty) voltou a destacar-se na oitava etapa do Tour de France 2024 ao vencer um emocionante sprint em Colombey-les-Deux-Églises, consolidando assim a sua posição na liderança da classificação por pontos com a camisola verde. Numa chegada exigente e em ligeira subida, Girmay superou Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), que terminou em segundo, seguido de Arnaud de Lie (Lotto-Dstny) no terceiro lugar. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Pedersen Fora da Corrida A etapa começou com a notícia da desistência de Mads Pedersen, devido a uma queda na quinta etapa. A Lidl-Trek perde assim a sua referência nas chegadas ao sprint. Classificação Geral Sem Alterações Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) manteve a liderança na classificação geral. A classificação geral permaneceu inalterada, com Pogacar a liderar com 33 segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e 1'15" à frente de Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike). Domínio de Abrahamsen nas Montanhas Num dia que se adequava bem à EF Education-EasyPost, apesar das tentativas a equipa acabou por não conseguir colocar Ben Healy ou Alberto Bettiol na fuga, a EF Education-EasyPost desistiu dos ataques e recuou Bissegger e Powless. Jordan Jegat (TotalEnergies) tentou alcançar Abrahamsen sem sucesso, deixando o norueguês liderar sozinho nas subidas da Côte de Villy-en-Auxois (Cat 4, km 32.5) e da Côte de Verrey-sous-Salmaise (Cat 3, km 38.8). No sprint intermédio em Lamargelle (IS, km 59), Abrahamsen tinha uma liderança de 5'40” sobre um pelotão relaxado. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A fuga épica de Abrahamsen terminou a 14.4 km da meta, com o pelotão a reagrupar-se e a preparar-se para a chegada em Colombey-les-Deux-Églises. No final frenético, Girmay voltou a mostrar uma capacidade impressionante de poder no sprint, garantindo a vitória da etapa e consolidando a sua liderança na classificação por pontos. Os portugueses Quanto aos portugueses, João Almeida e Nelson Oliveira terminaram a etapa integrados no pelotão, enquanto que Rui Costa chegou num grupo mais atrasado, a mais de um minuto do vencedor. Vídeo Resumo https://youtu.be/0gr39gJks3Q?si=8tZ1L4VQpT-WUl36 TOP 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GIRMAY BiniamIntermarché-Wanty04:04:502PHILIPSEN JasperAlpecin-Deceuninck+ 003DE LIE ArnaudLotto Dstny+ 004ACKERMANN PascalIsrael-Premier Tech+ 005VAN DEN BERG MarijnEF Education-EasyPost+ 006GIBBONS RyanLidl-Trek+ 007TURGIS AnthonyTotalEnergies+ 008WRIGHT FredBahrain Victorious+ 009ARANBURU AlexMovistar Team+ 0010EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 00 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates31:21:132EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 333VINGEGAARD JonasTeam Visma Lease a Bike+ 01:154ROGLIC PrimozRed Bull-BORA-hansgrohe+ 01:365AYUSO JuanUAE Team Emirates+ 02:166ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 02:177RODRIGUEZ CarlosINEOS Grenadiers+ 02:318LANDA MikelSoudal Quick-Step+ 03:359JORGENSON MatteoTeam Visma Lease a Bike+ 04:0310VLASOV AleksandrRed Bull-BORA-hansgrohe+ 04:36 Sterrato marca etapa 9 Tal como haviamos adiantado aqui no Topcycling, a 9ª etapa traz ao Tour o ciclismo romântico das estradas de terra: 14 setores de sterrato divididos por 32km entre vinhedos. Há setores de até 4km de extensão e seis deles metidos nos 32km finais. ### Tour de France: Etapa 7 - Mudanças no Top 10 Dia de contrarrelógio individual no Tour de France, numa jornada em que havia diferenças para ser feitas na geral e onde especialistas nesta modalidade se podiam intrometer entre os favoritos ao top 10. 25 quilómetros ligaram Nuits-Saint-Georges a Gevrey-Chambertin no primeiro de três dias, onde a forma do top 10 final se vai começar a compor. https://twitter.com/LeTour/status/1809184216019566618 Suíços Stefans entraram a abrir Sendo a saída por ordem inversa à classificação geral, os primeiros contrarrelogistas que não lutam pela geral começaram o seu esforço antes de se fazerem as contas dos favoritos. Os suíços Stefan Bisseger e Stefan Küng entraram a todo o gás, tendo Küng destronado o seu compatriota por 14 segundos. Seguiu-se o francês Kévin Vauquelin com o melhor tempo. O ciclista vencedor da etapa número dois deste Tour, subiu à cadeira quente mas por pouco tempo, já que Victor Campenaerts, por pouco mais de meio segundo, lhe tirou o lugar. Até sair o Top 10, mais ninguém destronou Campenaerts. https://twitter.com/lotto_dstny/status/1809224664280916016 Big 4 lutaram pela etapa Começando o Top 10 a ir para a estrada, a tensão começou a aumentar, com as dúvidas de como se iam sair os favoritos. Primož Roglič, quinto à geral, foi o primeiro a bater o tempo de Campenaerts, batendo o belga por 18 segundos quando o Top 3 ia acabando o seu esforço. Jonas Vingegaard, que ocupava a terceira posição fez um excelente contrarrelógio, ficando a 3 segundos do esloveno. Nesta altura faltavam apenas acabar a etapa os dois favoritos no dia de hoje, Remco Evenepoel e Tadej Pogačar. https://twitter.com/LeTour/status/1809240680104952014 Foi o Campeão do Mundo a levar a melhor sobre Pogačar, vencendo a etapa com um tempo de 28'52 minutos, menos 12 segundos que o camisola amarela. Evenepoel venceu a sua primeira etapa do Tour de France, tendo agora completa a trilogia de vitórias nas três Grandes Voltas. Portugal com dois ciclistas no Top 20 Os ciclistas portugueses tiveram um grande dia com dois ciclistas no top 20 da etapa. João Almeida fez oitavo a 57'19 segundos do vencedor e subiu dois lugares na geral, estando agora na sexta posição. Nélson Oliveira acabou em 16.º a 1'24 minutos de Evenepoel. Rui Costa esteve mais discreto e acabou na posição 67 com mais 3'20 minutos que o vencedor da jornada de hoje. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 EVENEPOEL Remco28:522 POGAČAR Tadej+ 123 ROGLIČ Primož+ 344 VINGEGAARD Jonas+ 375 CAMPENAERTS Victor+ 526 VAUQUELIN Kévin+ 527 JORGENSON Matteo+ 548 ALMEIDA João+ 579 HEALY Ben+ 5910 KÜNG Stefan+ 1:00 Top 10 geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej27:16:232 EVENEPOEL Remco0:333 VINGEGAARD Jonas1:154 ROGLIČ Primož1:365 AYUSO Juan2:166 ALMEIDA João2:177 RODRÍGUEZ Carlos2:318 LANDA Mikel3:359 JORGENSON Matteo4:0310 VLASOV Aleksandr4:36 Perfil da etapa 8 ### Trek lança os novos pneus Aeolus RSL A Trek acaba de anunciar o lançamento os seus novos pneus de estrada topo de gama: os Bontrager Aeolus RSL que, segundo a marca, são os mais rápidos de sempre da Trek. O Aeolus RSL foi concebido para poupar watts tanto na resistência ao rolamento como na aerodinâmica, graças à sua carcaça em algodão que oferece flexibilidade e a proteção contra furos com uma fita de proteção extra na sub-camada. Poupança de +3,7 watts O novo Race Dual-Compound posiciona a borracha mais firme no centro da banda da rodagem e a borracha mais suave nas extremidades para maior aderência em curva. Esta combinação, segundo informa a Trek, resulta numa poupança de +3.7 watts em resistência ao rolamento comparado com o R3 TLR*.  *R3 TLR 28c vs. Aeolus RSL 28c a 35 km/h e 68 kg de carga num único pneu, utilizando a passadeira desenhada internamente pela Trek. Pneus com vento a favor Para além da redução da resistência ao rolamento, o novo design dos pneus Aeolus RSL proporciona ganhos aerodinâmicos, poupando desta maneira watts e energia aos ciclistas. Construção em algodão Os novos Aeolus RSL, possuem uma carcaça em algodão de 320 tpi com fibras mais flexíveis o que, pelo que informa a marca americana, oferece maior conforto e velocidade, adaptando-se melhor às superfícies da estrada. Daqui resulta uma experiência de condução mais suave, mais rápida e com melhor aderência. Proteção anti-furos Estes novos pneus da Trek são compostos por uma proteção anti-furos extra na sub-camada, diretamente por baixo do piso de rodagem, para maior proteção dos detritos da estrada. A configuração tubeless ready permite tapar os furos antes que o pneu esvazie por completo. Tamanhos disponíveis O novo Bontrager Aeolus RSL está disponível nos tamanhos 26, 28, 30 e 32 mm e está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Tour de France 2024: Etapa 6 - Groenewegen levanta os braços! A sexta etapa do Tour de France ligou Mâcon a Dijon (163.5km’s de extensão). A etapa era plana e previa-se uma chegada ao sprint (vídeo resumo da etapa no fim do artigo). Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Decorrer da Etapa A fuga foi praticamente inexistente num dia em que o pelotão esteve sempre em controlo. A cerca de 80km’s do fim, o vento ameaçou animar a etapa, com a Team Visma | Lease a Bike a forçar cortes no pelotão. Toda a equipa da Team UAE Emirates ficou num segundo grupo, com a exceção de Tadej Pogacar (Team UAE Emirates). https://twitter.com/LeTour/status/1808860295818891436 A Chegada Os grupos acabariam por se juntar a 70km’s do fim, e o pelotão seguiu completo até ao fim da etapa. A chegada ao sprint era, nesta altura, inevitável. No sprint, Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) foi o primeiro a arrancar. O belga seguiu na frente por grande parte do sprint, até ser ultrapassado, quase em cima da linha, por Dylan Groenewegen (Team Jayco AlUla). https://twitter.com/LeTour/status/1808891186515476850 O holandês chegou assim à vitória, a sexta da sua carreira no Tour de France. Philipsen chegou em segundo (mas foi relegado para o fim do grupo por ter desviado a trajetória do sprint), e Biniam Girmay (Intermarché - Wanty) em terceiro. Nas contas finais, Girmay terminou a etapa em segundo e Fernando Gaviria (Movistar Team) fechou o pódio da etapa. Os Portugueses Mais uma chegada ao sprint, e mais uma etapa tranquila para os portugueses no pelotão. O único momento de stress, principalmente para João Almeida (Team UAE Emirates), veio com os “abanicos” – o português ficou no segundo grupo, com o seu líder isolado no primeiro pelotão. O grupo acabou por se juntar e os portugueses chegaram sem problemas de maior ao fim da Etapa. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa 6: https://www.youtube.com/watch?v=iQAuv1z7TMI&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa 6 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Dylan GroenewegenAstana Qazaqstan Team3:31:552Biniam GirmayIntermarché - Wanty“3Fernando GaviriaMovistar Team“4Phil BauhausBahrain - Victorious“5Arnaud De LieLotto Dstny“6Wout Van AertTeam Visma | Lease a Bike“7Arnaud DémareArkéa - B&B Hotels“8Alexander KristoffUno-X Mobility“9Pascal AckermannIsrael - Premier Tech“10Piet AllegaertCofidis“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates19:06:382Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:453Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:504Juan AyusoUAE Team Emirates1:105Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe1:146Carlos RodríguezINEOS Grenadiers1:167Mikel LandaSoudal Quick-Step1:328João AlmeidaUAE Team Emirates“9Giulio CicconeLidl - Trek3:2010Egan BernalINEOS Grenadiers3:21 Amanhã, o contrarrelógio de 25,3km's promete trazer alterações na Classificação Geral. Perfil da Etapa 7: Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Volta a Portugal Feminina Cofidis - Michaela Drummond vence primeira etapa Numa jornada que ligou Canelas a Águeda ao longo de 96,4 quilómetros, a neozelandesa Michaela Drummond (Arkéa-B&B Hotels) venceu a primeira etapa da Volta a Portugal Feminina Cofidis e é deste modo a primeira Camisola Amarela. A primeira etapa apresentava um perfil plano, propício a um ritmo elevado no pelotão. A maior dificuldade do dia acabou por ser o calor, que com o ritmo elevado imposto pela Arkéa-B&B Hotels, acabou por fazer algumas ciclistas perderem o contacto com o pelotão. Arkéa-B&B Hotels controlou a jornada Para além do controlo do pelotão, a equipa francesa venceu todas as metas intermédias atravésde Marie Le Deunff. As gaulesas tiveram ainda capacidade para comandar a aproximação à meta, emligeira subida, colocando as suas corredoras em condições de triunfar na etapa. Michaela Drummond correspondeu ao esforço das companheiras e venceu ao sprint no primeiro dia da Volta a Portugal Feminina Cofidis, à frente da colega de equipa Maurene Tregouet. O terceiro lugar ficou por conta de India Grangier (Team Coop-Repsol). Melhores portuguesas na Volta a Portugal Feminina Cofidis Daniela Campos (Eneicat-CMTeam), sétima classificada, foi a melhor portuguesa, seguida de perto porMariana Líbano (Academia Efapel de Ciclismo) 13.ª, lugares que repetem na geral, ambas a 12segundos da líder da corrida. A segunda etapa vai ligar Mealhada a Sever do Vouga, numa extensão de 120 quilómetros, com a meta a coincidir com uma contagem de montanha de segunda categoria. ### Novo Selim e Guiador PRO Bike Gear A Shimano lançou um novo selim – o PRO Stealth Superlight Saddle – e um novo guiador – o PRO Vibe Aero Carbon Handlebar. PRO Stealth Superlight Saddle Uma peça única, com uma base e carris de carbono feitos à mão. O selim foi concebido para incentivar uma posição avançada, permitindo que os ciclistas mantenham uma posição aerodinâmica mais confortável. Segundo a Shimano, “o PRO Stealth Superlight não é apenas o selim de ciclismo mais leve da PRO - é também excecionalmente confortável” "A gama de selins PRO Stealth apresenta os selins mais populares da PRO. Os ciclistas adoram os selins pelo seu conforto, bem como pela forma como o incentivam a adotar uma posição mais agressiva e aerodinâmica na bicicleta. O PRO Stealth Superlight marca o auge desta gama” Shimano A equipa de desenvolvimento da PRO conseguiu cortar no peso ao atualizar a disposição da base de carbono feita à mão. Em colaboração com a marca irmã da PRO, a bikefitting, a equipa reduziu 15 gramas a um selim que já era “excecionalmente leve”. Créditos: Shimano O selim PRO Stealth Superlight utiliza o design comprovado do Stealth, com um grande recorte anatómico e um nariz largo. Estes elementos combinam-se para permitir uma posição excecionalmente aerodinâmica na bicicleta. O conforto é ainda reforçado pela utilização de um acolchoamento em EVA “super leve, mas denso”. A durabilidade é assegurada pela robusta cobertura em PU, que também impede que o acolchoamento do selim PRO Stealth Superlight absorva água. Especificações Técnicas Selim "Hors Categorie" da PRO O selim mais leve da PRO Concebido para manter uma posição aerodinâmica agressiva Estética arrojada para combinar com as modernas bicicletas de estrada Grande recorte de ajuste anatómico para reduzir a pressão Base de carbono feita à mão, super leve e compatível Cobertura em PU suave e durável para minimizar a fricção com os bibes de ciclismo Compatível com os acessórios de selim PRO Base: Carbono Carris: Carbono Estofamento: EVA super leve Larguras: 142mm e 152mm Peso: a partir de 130g PRO Vibe Aero Carbon Handlebar O novo guiador PRO Vibe Aero Carbon e o avanço PRO Vibe Aero combinam a aerodinâmica com a otimização para proporcionar um cockpit personalizável que satisfaz todas as necessidades do ciclista de estrada de competição. Créditos: Shimano Os novos guiadores têm topos aerodinamicamente optimizados, e possuem um revestimento antiderrapante, bem como uma inclinação de 10 graus para a frente para permitir que os ciclistas se aconcheguem ainda mais e reduzam a sua área frontal. Este perfil estreito do ciclista é também reforçado pela largura estreita do guiador e pela inclinação para dentro da área de fixação STI. A personalização que também é um destaque. Disponível em três larguras, de 37 a 41 centímetros, a verdadeira vantagem do guiador é a sua compatibilidade com as hastes padrão de 31,8 milímetros de diâmetro de fixação. Concebido para ser utilizado com o novo avanço PRO Vibe Aero, disponível em seis comprimentos, cada avanço tem uma opção de ângulo negativo de 17 graus. "Estamos muito entusiasmados com o lançamento do guiador PRO Vibe Aero Carbon e do avanço PRO Vibe Aero. A partir dos nossos testes internos e do feedback dos PRO Community Riders, estamos confiantes de que produzimos um cockpit que irá economizar watts e permitir que você fique em uma posição aerodinâmica confortável na bicicleta.” Niek Verbakel, diretor de marketing da PRO Créditos: Shimano A funcionalidade do guiador PRO Vibe Aero Carbon foi ainda concebida para uma variedade de estilos de passagem de cabos. O guiador também possui pontos de colocação dedicados para Shimano Satellite Shifters para permitir uma mudança de velocidades perfeita a partir da parte superior. Especificações Técnicas Construção em Carbono T700 e T800 UD Topos aerodinâmicos Revestimento antiderrapante nos topos Compatível com o Shimano Di2 Opções completas de encaminhamento de cabos internos Pontos de colocação para Shimano Satellite Shifters Forward sweep: 10 graus Flare: 10 graus Drops: 126mm (PRHA0615), 128mm (PRHA0616) and 129mm (PRHA0617) Alcance: 77mm (PRHA0615), 79mm (PRHA0616) and 81mm (PRHA0617) Larguras: 37, 39 e 41cm Peso: a partir de 240 gramas Compatível com a extensão PRO Compact Carbon Clip-On. Fica a saber mais sobre outros artigos da Shimano aqui! ### Tour de France 2024: Etapa 5 - Mark Cavendish entra para a História! A quinta etapa do Tour de France ligou Saint-Jean-de-Maurienne a Saint Vulbas (177,4km’s de extensão). O dia previa-se calmo, com chegada ao sprint (vídeo resumo da etapa no final do artigo). A fuga do dia A fuga do dia demorou a formar-se, e foi constituída por apenas dois ciclistas: Clément Russo (Groupama – FDJ), e Mattéo Vercher (TotalEnergies). Os dois ciclistas chegaram a ter cerca 5 minutos de vantagem, mas foram apanhados pelo pelotão quando faltavam 35km’s para o final. Créditos: A.S.O./Charly Lopez A Chegada ao Sprint Antes dos últimos 10km’s, houve a destacar quedas para Alexander Kristoff (Uno-X Mobility) e Christophe Laporte (Team Visma | Lease a Bike), sem consequências de maior. No pelotão os comboios dos sprinters chegavam-se à frente da corrida, na preparação para o sprint, que era, nesta altura, inevitável. No lançamento do sprint, Mark Cavendish (Astana Qazaqstan Team) foi dos primeiros a arrancar, e nenhum outro ciclista conseguiu sair da roda do britânico. Vitória, e História, para Cavendish. Em segundo chegou Jasper Philipsen (Alpecin - Deceunick), e em terceiro Kristoff. https://twitter.com/LeTour/status/1808532801748127749 Chegou assim, finalmente, a vitória 35 para Mark Cavendish, que passa a ser o vencedor do maior número de etapas no Tour de France, ultrapassando Eddy Merckx. https://twitter.com/LeTour/status/1808533488179483104 Os Portugueses Os portugueses tiveram um dia calmo no pelotão e chegaram sem nenhum problema à linha de meta. Vídeo Resumo da Etapa: https://www.youtube.com/watch?v=9Wi1pSLNV8c&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa 5 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Mark CavendishAstana Qazaqstan Team4:08:462Jasper PhilipsenAlpecin - Deceuninck“3Alexander KristoffUno-X Mobility“4Arnaud De LieLotto Dstny“5Fabio JakobsenSoudal Quick-Step“6Pascal AckermannIsrael - Premier Tech“7Arnaud DémareArkéa - B&B Hotels“8Gerben ThijssenIntermarché - Wanty“9Biniam GirmayIntermarché - Wanty“10Marijn Van Den BergEF Education - EasyPost“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates19:06:382Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:453Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:504Juan AyusoUAE Team Emirates1:105Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe1:146Carlos RodríguezINEOS Grenadiers1:167Mikel LandaSoudal Quick-Step1:328João AlmeidaUAE Team Emirates“9Giulio CicconeLidl - Trek3:2010Egan BernalINEOS Grenadiers3:21 Perfil da Etapa 6: Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Pirelli lança os novos Pirelli P Zero Race TLR RS A Pirelli anunciou o lançamento dos novos pneus P Zero Race TLR RS, que segundo a marca, são os primeiros pneus de bicicleta do mundo, com borracha natural certificada pelo FSC®. Esta certificação confirma que a floresta está a ser gerida de forma a preservar a diversidade biológica e a beneficiar a vida das populações e dos trabalhadores locais, assegurando simultaneamente a sua viabilidade económica. Pneu tubeless-ready Este novo pneu da gama Pirelli Cycling está a ser utilizado pela Lidl-Trek, equipa profissional de ciclismo e é fabricado na fábrica da Pirelli em Milão-Bollate. Para além disso está disponível para todos para compra. O P Zero Race TLR RS é um pneu tubeless-ready e é o mais recente dos pneus para bicicletas de estrada da Pirelli. Segundo informa a marca italiana, este pneu foi desenvolvido para competições e seu foco é uma excelente aderência em qualquer condição climática. Menos peso e resistência ao rolamento A Pirelli também informa que este pneu demonstra um excelente comportamento em estrada ao travar, acelerar e virar e uma resistência ao rolamento muito baixa. A espessura e as camadas de tecido da estrutura foram modificadas para reduzir o peso (-8%) e, segundo diz a Pirelli, contribuir, juntamente com o composto, para reduzir significativamente a resistência ao rolamento (-16%). O primeiro pneu do mundo que com borracha natural certificada pelo FSC® data de 2021, o Pirelli P Zero para o BMW X5 Plug-in Hybrid. Em 2023, a empresa apresentou a gama de pneus com borracha natural certificada pelo FSC® para os monolugares da Fórmula 1.A Pirelli, anuncia agora, o P Zero Race TLR RS inaugurando a primeira gama de pneus de bicicleta com certificação FSC®. Para veres as várias gamas, preços e disponibilidade visita aqui o site do importador em Portugal: www.scvouga.pt. ### Tour de France – João Almeida dá um murro na mesa Forma incrível e gesto ao colega Juan Ayuso não passaram despercebidos. João Almeida foi o MVP do bloco de Tadej Pogacar no Col du Galibier. A alta montanha chegou ao Tour de France logo ao quarto dia e a intra-história foi a fricção entre João Almeida e Juan Ayuso. Tanta dureza tão cedo é inédita na prova. A partida em Itália e entrada em França pelos Alpes justificam a incursão nas montanhas. A expetativa para ver o comportamento do bloco da UAE-Emirates era grande. Não é todos os dias que vemos tantos líderes convertidos em gregários. Curiosamente não foi o general Tadej Pogacar a por os soldados em formação no Col du Galibier. Tim Wellens iniciou o trabalho de demolição da UAE-Emirates.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Muito João Almeida e pouco Juan Ayuso Quando chegou a altura de partir o grupo viu-se muito João Almeida e pouco Juan Ayuso. O português assumiu a cabeça do grupo dos favoritos e Juan Ayuso ficou na parte de trás aparentemente em dificuldades. Quando Pogacar já só tinha a dupla ibérica – Adam Yates rebentou antes de entrar ao serviço – viveu-se um momento interessante. João Almeida levantou o braço como que dizendo "Juan anda puxar". Juan Ayuso demorou a chegar à cabeça do grupo, mas cumpriu a missão. https://twitter.com/eurosport_es/status/1808252049374556215?s=48&t=_r3TwT7_NO8gYSa7KfIuPg Foi uma colaboração arrancada a ferros. Ayuso parecia ir no limite, que não podia dar mais uma pedalada, quando afinal estava longe de entrar na reserva. Juan Ayuso chamado ao trabalho no Col du Galibier.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters João Almeida esteve oito minutos a puxar Os habituais olhares atentos das redes sociais traduziram em tempo a distruibuição do trabalho do bloco da UAE-Emirates no Col du Galibier. No TopCycling também fizemos essa análise. João Almeida esteve não oito, mas quase nove minutos a puxar no primeiro teste montanhoso do Tour de France! Juan Ayuso fez apenas quatro ao vento. O espanhol soube gerir para forçar na descida e sprintar para bonificar quatro segundos na meta. João Almeida coroou com os favoritos, mas cedeu 14 segundos na descida. Subiu a 8º na geral individual, enquanto Ayuso é 3º. Pogacar teve que se posicionar O gesto de João Almeida teve repercussão lá fora. Em Espanha, o Diário As cita Ayuso que diz ter evitado “um sobre-esforço” para não se “queimar” e não poder ser mais útil posteriormente. A comentar a etapa para o canal neerlandês NOS, Tom Dumoulin explicou que "Ayuso esteve sempre atrás e pareceu em dificuldades. De vez em quando até esteve no elástico. Almeida teve que o chamar à frente para ajudar. Ele ajudou, mas depois faz 3º na etapa. Então pergunto-me 'Ayuso, deste tudo pelo teu líder?' Claramente ele nao ficou vazio. Isso irritou o Almeida, com razão". Também Pogacar teve que se posicionar quando questionado pela imprensa que cobre o evento. “Quando vais a full gas, até para dizer a alguém que o amas tens que gritar. Há muita gente à volta e são normais os gestos para nos entendermos, mas não creio que o João esteja incomodado por nada. Estou contente pela maneira como corremos.” Tadej Pogacar Tadej Pogacar ao ataque no Col du Galibier.Créditos: A.S.O. Charly Lopez Ayuso tem fibra de campeão O Tour de France ainda agora começou, mas já deu para perceber que Juan Ayuso tem fibra de campeão e não se vai contentar com ser gregário. João Almeida joga melhor em equipa, mas deveria aproveitar a forma suprema que trouxe da Volta à Suíça e aspirar a mais que o top 5 do Tour de France? Esse foi o objetivo definido pelo próprio em entrevista ao TopCycling. Joxean Matxin e Mauro Gianetti assistem de camarote e sabem ter em mãos um bom “problema”. Evitar fraturar o grupo ao estilo Jumbo-Visma na Vuelta a Espanha do ano passado é a tarefa dos diretores. E Tadej Pogacar, terá uma palavra a dizer na forma como se vão gerir os egos? O “Caníbal” do ciclismo moderno terá que fazer uma gestão cuidadosa dos egos dentro do balneário. ### Specialized lança a Nova Stumpjumper 15 A Specialized acaba de lançar a mais recente versão do seu icónico modelo Stumpjumper, modelo com fãs do ciclismo de montanha, desde a sua primeira versão em 1981. A nova Stumpjumper 15 chega com inovações e personalização para os ciclistas de Trail. Tecnologia GENIE: Suspensão Inovadora A maior novidade desta versão é a tecnologia de amortecimento GENIE. Desenvolvida pela equipa da Specialized, esta suspensão de ar oferece os benefícios combinados de um amortecedor de mola e um de ar. De acordo com a marca traduz-se numa condução mais suave e controlada, com maior resistência ao esgotamento do curso e uma plataforma ajustável que se adapta às preferências de cada ciclista. Desempenho Sem Compromissos A Stumpjumper 15 foi concebida para enfrentar os terrenos mais desafiantes, oferecendo uma performance de downhill enquanto mantém a eficiência e diversão em trilhos técnicos. Segundo Allan Cooke, um dos ciclistas que testou o modelo, esta bicicleta oferece o melhor de dois mundos, combinando a robustez de uma bicicleta de longo curso com a agilidade de uma de curto curso. Personalização Avançada Mais uma vez a Stumpjumper oferece opções de personalização. Com seis ajustes de geometria, a possibilidade de escolher entre rodas mistas ou de 29", e uma curva de amortecimento ajustável, cada ciclista pode configurar a bicicleta conforme as suas necessidades específicas e os tipos de terreno que pretende enfrentar. Os ajustes de geometria permitem alterar o ângulo da direção entre 63 e 65,5 graus, e a altura do eixo pedaleiro pode ser ajustada para uma sensação mais estável ou para maior espaço livre. Experiência de Condução Matt Hunter, um dos ciclistas que testou a nova Specialized Stumpjumper 15, destaca a capacidade da bicicleta de expandir os limites do que é possível em trilhos difíceis, convidando os ciclistas a desafiarem-se em zonas onde anteriormente seriam mais cautelosos. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços da nova Specialized Stumpjumper 15, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Tour de France - Etapa 4: Pogacar abre as hostes! A etapa 4 do Tour de France ligou Pinerolo a Valloire (139,6km’s). Terminou com uma descida de 17km’s, depois da ascensão ao Col du Galibier - 22,9km’s a 5,1% de pendente média (veja o vídeo resumo da Etapa no fim do artigo). Fuga do dia A fuga do dia tardou a formar-se. Estabilizou com 17 ciclistas na frente, mas o pelotão controlou sempre de perto. Os destaques foram para a luta de Stephen Williams (Israel - PremierTech) e Valentin Madouas (Groupama - FDJ) pelos pontos da montanha. Créditos: A.S.O./Billy Ceuste8rs Os últimos ciclistas da fuga a ser apnhados foram Christopher Juul-Jensen (Team Jayco AlUla), Oier Lazkano (Team Movistar), David Gaudu (Groupama - FDJ) e Tobias Johannessen (Uno-X Mobility), já na subida ao Galibier. Quilómetros Finais No pelotão, já muito reduzido, a UAE Team Emirates impunha um ritmo alto. Nos últimos quilómetros da derradeira subida, o grupo tinha menos de 10 ciclistas. Já dentro do quilómetro final da subida, depois de João Almeida (UAE Team Emirates) impor ritmo na frente, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) atacou. Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike) ainda esboçou uma reação, mas não conseguiu agarrar a roda do esloveno. https://twitter.com/LeTour/status/1808149741248627150 Pogacar alcançou o topo do Galibier com 10’ para Vingegaard, e a margem aumentou durante a descida. O vencedor do Giro D'Italia não seria mais alcançado, e conquistou a primeira vitória no Tour de France deste ano – voltou também à liderança da corrida. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Atrás, a 35’, chega o grupo perseguidor, onde Remco Evenepoel (Soudal Quick-step) foi segundo e Juan Ayuso (UAE Team Emirates) terceiro. Os Portugueses Tremenda etapa de João Almeida (UAE Team Emirates), que trabalhou muito para a equipa e chegou a 53’ do companheiro de equipa. Rui Costa (EF Education - EasyPost) também trabalhou muito para segurar a amarela de Richard Carapaz, apesar do equatoriano ter perdido o contacto com a frente durante o Gablibier. Nelson Oliveira (Team Movistar) teve hoje uma etapa discreta no apoio ao seu líder. Vídeo Resumo da Etapa 4 https://youtu.be/vpDYIQ91ulY?si=22x154KUfCbdl5cJ Classificação da Etapa 4 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates3:46:382Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:353Juan AyusoUAE Team Emirates“4Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe“5Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:376Carlos RodríguezINEOS Grenadiers“7Mikel LandaSoudal Quick-Step0:538João AlmeidaUAE Team Emirates“9Giulio CicconeLidl - Trek2:4110Santiago BuitragoBahrain - Victorious“ Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates19:06:382Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:453Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:504Juan AyusoUAE Team Emirates1:105Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe1:146Carlos RodríguezINEOS Grenadiers1:167Mikel LandaSoudal Quick-Step1:328João AlmeidaUAE Team Emirates“9Giulio CicconeLidl - Trek3:2010Egan BernalINEOS Grenadiers3:21 Perfil da Etapa 5 Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Novos sapatos SHIMANO com tecnologia S-PHYRE A Shimano renovou a sua linha de sapatos de estrada e introduziu uma nova opção de inverno compatível com SPD. Segundo a marca, a nova linha de sapatos de estrada “oferece tremendo conforto e capacidade, trazendo a tecnologia S-PHYRE para um novo nível de preços”. A marca acrescenta ainda que “esta linha conta com os ajustes certos e uma construção melhorada para maior conforto e controlo nas corridas do dia-a-dia”. Trazem, também, um número maior de modelos e tamanhos específicos para mulheres. SHIMANO RC703 e RC703W Repleto de funcionalidades focadas na competição, os RC703 e RC703W utilizam a mesma tecnologia S-PHYRE que encontramos nos sapatos dos ciclistas profissionais. Têm um design que procura oferecer conforto e uma transferência de poder eficiente, e, segundo a marca, “empregam uma sola de baixa altura e um padrão de laço cruzado elegante e discreto que fixa elegantemente o antepé, reduz o peso e aumenta a estabilidade da pedalada”. Os RC703W contam ainda com um design específico para mulheres. Os RC703 e RC703W contam com um sistema de ajuste BOA com dois mostradores L6Z para um ajuste preciso; parte superior em couro sintético respirável; envolvente superior; e sola intermédia de baixa altura. O preço está fixado nos 229,95€. Especificações Técnicas dos RC703 Peso: 244 gramas (tamanho 42) Cores: Preto, Branco, Verde Sálvia Tamanhos: 38 – 47 (meios tamanhos disponíveis), 48, 49, 50 Tamanhos de largura: 38 – 47 (meios tamanhos disponíveis), 48, 49, 50 Especificações Técnicas dos RC703W Peso: 224 gramas (tamanho 40) Cores: Preto, Branco Tamanhos: 36 – 44 SHIMANO RC302 e RC302W Com uma série de características focadas na performance, os RC302 e RC302W proporcionam um “sapato de estrada de valor acrescentado para as corridas diária”. "Foram concebidos para conforto e velocidade, utilizam uma entressola integrada sem costuras e uma sola de nylon reforçada com fibra de vidro para proporcionar uma plataforma de pedalagem rígida e estável. O RC302W também possui uma forma específica para mulher." Shimano Contam com um Sistema de ajuste BOA com mostrador L6E; Topo em couro sintético respirável; Parte superior envolvente; e Sola intermédia de baixa altura. O preço está fixado nos 114,95€. Especificações Técnicas dos RC302 Peso: 252 gramas (tamanho 42) Cores: Preto, Branco, Azul Marinho Tamanhos: 36 – 52 Tamanhos de largura: 36 – 52 Especificações Técnicas dos RC302W Peso: 237 gramas (tamanho 40) Cores: Preto, Branco, Azul Marinho Tamanhos: 36 – 44 SHIMANO RC102 e RC102W Os RC102 e RC102W, repletos de funcionalidades, partilham o ADN com os ténis de estrada S-PHYRE - topo de gama da Shimano. "Contam com um novo sistema de fecho de 3 tiras para fixar o pé com um visual elegante. A parte superior em couro sintético perfurado, a estrutura da entressola sem costuras e a altura reduzida da pilha proporcionam maior conforto, arrefecimento e desempenho. O RC102W apresenta uma forma específica para mulher." Shimano Têm uma estrutura da sola intermédia sem costuras; sistema de fecho com três tiras; Topo em pele sintética respirável; Calcanhar largo para andar. O preço está fixado nos 94,95€. Especificações Técnicas dos RC102 Peso: 268 gramas (tamanho 42) Cores: Preto, Branco, Azul Marinho Tamanhos: 36 – 50 Especificações Técnicas dos RC102W Peso: 246 gramas (tamanho 40) Cores: Preto, Branco, Azul Marinho Tamanhos: 36 – 44 SHIMANO MW502 Segundo a Shimano, os MW502 foram “concebidas para ciclistas sem folgas - mantêm os pés quentes e secos mesmo quando o tempo está frio e húmido”. A marca acrescenta que, para além da membrana DRYSHIELD da Shimano, os MW502 “têm um forro de lã aconchegante, aba de renda de fecho seguro e gola de neopreno no tornozelo, tornando-se na melhor defesa contra condições frias”. Especificações Técnicas dos MW502 Compatível com SPD Membrana DRYSHIELD com forro polar Fecho Speed Lace Sola exterior de borracha com padrão de corrida de cross-country para maior tração Preço: 159.95€ Peso: 391 gramas (tamanho 42) Tamanhos: 38 - 48 Tamanhos de largura: 38 - 48 Podes ver todas as características, disponibilidade e preços, no site da Shimano Portugal: www.shimano.com/pt ### Tour de France - Etapa 3 - Eritreia e Equador em festa Depois de dois dias muito duros para o pelotão, os ciclistas tiveram uma jornada mais calma na terceira etapa do Tour de France. No último de três dias em terras italianas, a etapa partiu de Piacenza e terminou em Torino ao fim de 230 quilómetros, a maior jornada da edição de 2024 deste Tour. Sem grandes dificuldades no percurso, esta era a primeira oportunidade para os sprinters lutarem pela primeira vitória na Grand Boucle. https://twitter.com/LeTour/status/1807704516634030241 Grelier animou a jornada Antes da partida para França, o pelotão quis homenagear uma das maiores provas italiana, a Milão-Sanremo, onde a ação só acontece nos momentos finais e depois de mais de 200 quilómetros e várias horas de corrida. Numa jornada muito parecida, longa e sem grandes acontecimentos ao longo de mais de cinco horas, foi Fabien Grellier da TotalEnergies que tentou animar o dia. O ciclista francês distanciou-se do pelotão já depois de percorridos mais de 160 quilómetros. Sozinho e sem grande liberdade por parte do pelotão, nunca teve mais de um minuto de vantagem e foi alcançado ainda a 25 quilómetros para o fim. Sem mais acontecimentos de registo, o pelotão começou a formar os comboios e a preparar-se para o sprint final. https://twitter.com/LeTour/status/1807774046915907856 Primeiro sprint deste ano No primeiro sprint da edição de 2024 do Tour de France, uma queda arredou muitos favoritos da oportunidade de lutar pela etapa. No meio do caos a Intermarché-Wanty conseguiu manter três ciclistas no seu comboio e Biniam Girmay finalizou o trabalho da melhor forma, dando à equipa belga a primeira vitória de etapa no Tour pela primeira vez na sua história. Os favoritos chegaram todos com o mesmo tempo do vencedor mas é Richard Carapaz o novo líder da prova, pelas posições alcançadas nas etapas, sendo o primeiro equatoriano a vestir a amarela. https://twitter.com/LeTour/status/1807793125282259063 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 GIRMAY Biniam5:26:482 GAVIRIA Fernando,,3 DE LIE Arnaud,,4 PEDERSEN Mads,,5 GROENEWEGEN Dylan,,6 BAUHAUS Phil,,7 JAKOBSEN Fabio,,8 BALLERINI Davide,,9 BENNETT Sam,,10 COQUARD Bryan,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 CARAPAZ Richard15:21:412 POGAČAR Tadej,,3 EVENEPOEL Remco,,4 VINGEGAARD Jonas,,5 BARDET Romain0:066 BILBAO Pello0:217 MARTIN Guillaume,,8 BERNAL Egan,,9 HINDLEY Jai,,10 VLASOV Aleksandr,, Perfil da etapa 4 Fonte: Site Oficial da Prova ### Tour de France 2024 - Etapa 2 - Pogacar testa Vingegaard A segunda etapa do Tour de France ligou Cesenatico a Bologna (199,2km’s de extensão). A etapa terminava com duas passagens no Côte de San Luca - 1,9km a 10,4% (veja o vídeo resumo da Etapa no final do artigo). Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A Fuga do dia A fuga estabilizou cedo com 11 ciclistas: Quentin Pacher (Groupama – FDJ), Axel Laurance (Alpecin – Deceuninck), Hugo Houle (Israel - Premier Tech), Nelson Oliveira (Team Movistar), Kévin Vauquelin e Cristián Rodríguez (Arkéa - B&B Hotels), Mike Teunissen (Intermarché – Wanty), Bram Welten (Team dsm-firmenich PostNL), Harold Tejada (Astana Qazaqstan Team), Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility) e Jordan Jegat (TotalEnergies). O pelotão deixou a vantagem da fuga subir a cima dos 9 minutos, e previa-se uma luta pela vitória entre os fugitivos. https://twitter.com/LeTour/status/1807409076902539283 Desenrolar da Etapa A fuga do dia foi sendo selecionada nas contagens de montanha. No vale entre as duas últimas subidas, uma movimentação de Nelson Oliveira partiu a fuga. Vauquelin e Abrahamsen seguiram o português. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Os três entraram na última subida com cerca de 3:30’ para o pelotão. Um ataque de Vauquelin durante a subida deixou o francês sozinho na frente. Nenhum perseguidor voltou a ver a frente da corrida. Vauquelin chegou isolado à meta e venceu a segunda etapa do Tour de France. Em segundo chegou Abrahamsen, em terceiro Pacher. https://twitter.com/LeTour/status/1807436946303791455 No pelotão, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) atacou na última subida do dia e apenas Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike) seguiu. Os dois foram juntos até ao fim, sendo ainda alcançados por Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e Richard Carapaz (EF Education – EasyPost) em cima da meta. O grupo dos favoritos e o camisola amarela perderam 21’ para o quarteto e Pogacar ascende ao primeiro lugar da Classificação Geral. https://twitter.com/LeTour/status/1807431451110957080 Os Portugueses Etapa muito positiva de Nelson Oliveira – passou todo o dia na fuga e terminou a etapa em sexto. João Almeida (UAE Team Emirates) e Rui Costa (EF Education – EasyPost) tiveram etapas discretas depois de um bom dia na Etapa 1. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa 2: https://www.youtube.com/watch?v=cWD6-kvvE7Q&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa 2 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels4:43:422Jonas AbrahamsenUno-X Mobility0:363Quentin PacherGroupama - FDJ0:494Cristián RodríguezArkéa - B&B Hotels“5Harold TejadaAstana Qazaqstan Team“6Nelson OliveiraTeam Movistar0:507Axel LauranceAlpecin - Deceuninck1:128Mike TeunissenIntermarché - Wanty1:339Hugo HouleIsrael - Premier Tech1:3610Richard CarapazEF Education - EasyPost2:21 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates9:53:302Remco EvenepoelSoudal Quick-Step“3Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike“4Richard CarapazEF Education - EasyPost“5Romain BardetTeam dsm-firmenich PostNL0:066Maxim Van GilsLotto Dstny0:217Egan BernalINEOS Grenadiers“8Pello BilbaoBahrain - Victorious“9Thomas PidcockINEOS Grenadiers“10Giulio CicconeLidl - Trek“ Perfil da Etapa 3 Fonte: Site Oficial da Prova ### Tour de France 2024 - Ciclismo Romântico na Etapa 1 Arrancou a 111.ª edição do Tour de France com uma etapa que já serviu para testar as pernas dos 176 ciclistas que estiveram no Grand Départ em Itália, devido ao calor e à sua dureza. A primeira etapa ligou Firenze a Rimini numa extensão de 206 quilómetros. Pelo meio, os ciclistas tiveram de ultrapassar sete contagens de montanha, antes de disputarem a jornada que se previa ser numa luta em sprint reduzido. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Primeira fuga do Tour O Tour tem sempre uma startlist de luxo e este ano não é exceção. Sendo assim, as fugas do dia estão sempre repletas de qualidade e não apenas compostas por corredores que procuram mostrar as cores da equipa. A primeira fuga do Tour foi composta por Gibbons, Abrahamsen, Van den Broek, Izaguirre, Madouas e Mohoric. Este sexteto chegou a ter um máximo de seis minutos de avanço e foi lutando entre si pelos prémios de montanha ao longo da etapa. Atrás do pelotão seguiam os grupetos, constituídos maioritariamente por sprinters que sofreram muito para chegar dentro de tempo limite, principalmente Mark Cavendish que descolou muito cedo. https://twitter.com/LeTour/status/1807029499386532045 Enquanto que a fuga ia perdendo tempo e os ciclistas iam sendo alcançados, outros ciclistas saíam do pelotão como Romain Bardet e Ben Healy. Bardet alcançou a fuga e seguiu com o seu colega de equipa, Van den Broek na frente da corrida, ficando Healy em terra de ninguém. A dupla da dsm-firmenich PostNL entrou num duelo com a Visma-Lease a Bike que trabalhava no pelotão para os alcançar. O masterclass tático da equipa neerlandesa acabou por dar resultados e Bardet e Van den Broek chegaram juntos à meta, finalizando em beleza uma excelente jornada de ciclismo. Os homens da geral chegaram integrados no pelotão principal a cinco segundos da dupla da dsm-firmenich PostNL. No seu último Tour de France, tal como já havia anunciado, Romain Bardet brilhou ao vencer a primeira etapa e, pela primeira vez na sua carreira, vestiu a tão cobiçada camisola amarela. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1807087449060802958 Depois de tantos anos, este feito vai ficar na memória do ciclista francês para sempre, como um dos momentos altos da sua carreira, senão o mais alto, pelo menos até agora. Isto é ciclismo romântico. Vídeo resumo do final da etapa https://youtu.be/9oCjrcb92n4?si=M8t-Vv_WxfX3X3MQ Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaTempo1 BARDET Romain5:07:222 VAN DEN BROEK Frank ,,3 VAN AERT Wout0:054 POGAČAR Tadej,,5 VAN GILS Maxim,,6 ARANBURU Alex,,7 PEDERSEN Mads,,8 EVENEPOEL Remco,,9 BILBAO Pello,,10 BETTIOL Alberto, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 BARDET Romain5:07:122 VAN DEN BROEK Frank0:043 VAN AERT Wout0:114 POGAČAR Tadej0:155 VAN GILS Maxim,,6 ARANBURU Alex,,7 PEDERSEN Mads,,8 EVENEPOEL Remco,,9 BILBAO Pello,,10 BETTIOL Alberto,, Etapa 2 Fonte: Site oficial da prova ### Tour de France 2024 - Guia com as etapas, equipas e transmissão Sabes que o "Big 6" corre junto pela primeira vez? Que Tadej Pogacar aspira à dobradinha e conta com João Almeida? Para ler no Guia do Tour de France 2024. Corre-se de 29 de junho a 21 de julho e vai na 111.ª edição. O Guia do Tour de France conta-te tudo sobre um dos eventos desportivos mais mediáticos do planeta. Ao longo de três semanas os ciclistas vão percorrer 3492 km desde Florença até Nice ao longo de 21 etapas. A caravana do Tour de France no Col du Tourmalet.Créditos: A.S.O. Aurelien Vialatte Primeira Grand Départ em Itália Pela primeira vez na história, o Tour de France arranca em Itália, concretamente em Florença, cidade que coroou Rui Costa como campeão do mundo em 2013. Para além disso, o final não será em Paris com o habitual sprint nos Campos Elísios, mas sim em Nice, na riviera francesa. Confiram neste artigo todos os pormenores sobre o percurso do Tour de France. Com dupla passagem pelos Alpes, a passagem no Maciço Central e a visita aos Pirenéus as grandes montanhas estão asseguradas. O Souvenir Henri Desgrange será entregue ao primeiro corredor a cruzar o Galibier, ponto mais alto deste Tour. Créditos: A.S.O. Charly_Lopez Primeiro final fora de Paris Se a primeira semana é dura, a segunda reserva algumas armadilhas. Já em França, o pelotão encontra 32 km de gravilha à 9.ª etapa em torno de Troyes. O grande bloco de montanha só aparece à 14.ª etapa, na qual sobem Tourmalet, Horquette d'Ancizan e Pla d'Adet. A 15.ª finaliza em Plateau de Beille e a 19.ª etapa passa a Cime de la Bonette aos 2802 m de altitude. A 20.ª jornada apresenta ascensões clássicas do Paris-Nice, com chegada ao Col de la Couillole. Para fechar, disputa-se um contrarrelógio entre Mónaco e Nice que irá coroar o campeão do Tour France. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet "Big 6" corre junto pela primeira vez A edição 111 do Tour apresenta uma lista de participantes poucas vezes vista, aliás, o "Big 6" corre junto pela primeira vez. Quem faz parte do "Big 6"? Voltistas como Jonas Vingegaard, Tadej Pogacar, Primoz Roglic, Remco Evenepoel e virtuosos multifacetados como Mathieu van der Poel e Wout Van Aert. Na luta pela amarela Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar estão na linha da frente. Ambos aspiram à terceira vitória no Tour de France. Créditos: A.S.O. - Pauline Ballet O dinamarquês da Visma Lease a Bike vem de lesão e não corre desde abril. Já o esloveno da UAE-Emirates ambiciona a dobradinha Giro-Tour que João Almeida explicou ao TopCycling ser um objetivo realista. Primoz Roglic estreia as cores da Red Bull-Bora-hansgrohe e chega como campeão do Dauphiné. Remco Evenepoel estreia-se no Tour após ganhar o contrarrelógio no Dauphiné, mas mostrou ter trabalho pela frente na alta montanha. Roglic com o novo azul Red Bull.Créditos: Joerg Mitter Portugal com três ciclistas João Almeida, Rui Costa e Nélson Oliveira serão os representantes portugueses no Tour. O campeão nacional Rui Costa (EF Education-Easypost) tenta caçar etapas, enquanto Nélson Oliveira estará no apoio a Enric Mas na Movistar João Almeida estreia-se no Tour de France e logo ao lado do favorito Tadej Pogacar. A Pantera de A dos Francos sonha ainda com o top 5. Mais experientes, Costa e Oliveira iniciam a 12.ª e 8ª. presença na corrida francesa, respetivamente. Créditos: Luis Angel Gomez - SprintCyclingAgency Transmissão Todas as etapas desde o quilómetro zero no Eurosport A transmissão do Tour de France é assegurada pelo Eurosport e pelo serviço de streaming Max. Todas as etapas desde o quilómetro zero. A equipa de comentadores é composta por Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici, José Azevedo e Gonçalo Moreira. O TopCycling tem os habituais resumos diários de toda a ação. Etapas Etapa 1 – 29 de junho – Florença – Rimini – 206 kmEtapa 2 – 30 de junho – Cesenatico – Bologna – 198,7 kmEtapa 3 – 1º de julho – Piacenza – Turim – 230,5 kmEtapa 4 – 2 de julho – Pinerolo – Valloire – 139,6 kmEtapa 5 – 3 de julho – Saint-Jean-de-Maurienne – Saint-Vulbas Plaine de l’Ain – 177,4 kmEtapa 6 – 4 de julho – Mâcon – Dijon – 163,5 kmEtapa 7 – 5 de julho – Nuits-Saint-Georges – Gevrey-Chambertin – 25,3 km (Contrarrelógio Individual)Etapa 8 – 6 de julho -Semur-en-Auxois – Colombey-les-Deux-Églises – 183,4 kmEtapa 9 – 7 de julho – Troyes – Troyes – 199 km 8 de julho – Dia de descansoEtapa 10 – 9 de julho – Orléans – Saint-Amand-Montrond – 187,3 km Créditos: A.S.O. Etapa 11 – 10 de julho – Évaux-les-Bains – Le Lioran – 211 km Créditos: A.S.O. Etapa 12 – 11 de julho – Aurillac – Villeneuve-sur-Lot – 203,6 km Créditos: A.S.O. Etapa 13 – 12 de julho – Agen – Pau – 165,3 km Créditos: A.S.O. Etapa 14 – 13 de julho – Pau – Saint-Lary-Soulan Pla d’Adet – 151,9 km Créditos: A.S.O. Etapa 15 – 14 de julho – Loudenvielle – Plateau de Beille – 197,7 km Créditos: A.S.O. 15 de julho – Dia de descanso Etapa 16 – 16 de julho – Gruissan – Nîmes – 188,6 km Créditos: A.S.O. Etapa 17 – 17 de julho – Saint-Paul-Trois-Châteaux – Superdévoluy – 177,8 km Créditos: A.S.O. Etapa 18 – 18 de julho – Gap – Barcelonnette – 179,6 km Créditos: A.S.O. Etapa 19 – 19 de julho – Embrun – Isola 2000 – 144,6 km Créditos: A.S.O. Etapa 20 – 20 de julho – Nice – Col de la Couillole – 132,8 km Créditos: A.S.O. Etapa 21 – 21 de julho – Mónaco – Nice – 33,7 km (Contrarrelógio individual) Créditos: A.S.O. Mapa do Tour de France 2024 Startlist e Dorsais VISMA-LEASE A BIKE 1. Jonas Vingegaard 2. Tiesj Benoot3. Matteo Jorgenson4. Wilco Kelderman5. Christophe Laporte6. Bart Lemmen7. Jan Tratnik8. Wout van Aert UAE TEAM EMIRATES 11. Tadej Pogačar 12. João Almeida13. Juan Ayuso14. Nils Politt15. Pavel Sivakov16. Marc Soler17. Tim Wellens18. Adam Yates JAYCO ALULA  21. Simon Yates22. Luke Durbridge 23. Dylan Groenewegen24. Chris Harper 25. Christopher Juul-Jensen 26. Michael Matthews27. Luka Mezgec28. Elmar Reinders INEOS GRENADIERS 31. Carlos Rodríguez32. Egan Bernal33. Jonathan Castroviejo34. Laurens De Plus35. Michał Kwiatkowski36. Tom Pidcock37. Geraint Thomas38. Ben Turner LIDL-TREK 41. Giulio Ciccone42. Julien Bernard43. Tim Declerq44. Ryan Gibbons45. Mads Pedersen46. Toms Skujiņš47. Jasper Stuyven48. Carlos Verona DECATHLON AG2R LA MONDIALE  51. Felix Gall52. Bruno Armirail53. Sam Bennett54. Dorian Godon55. Paul Lapeira56. Oliver Naesen57. Nans Peters58. Nicolas Prodhomme BAHRAIN-VICTORIOUS 61. Pello Bilbao62. Nikias Arndt63. Phil Bauhaus 64. Santiago Buitrago65. Jack Haig 66. Matej Mohorič67. Wout Poels68. Fred Wright SOUDAL–QUICK-STEP 71. Remco Evenepoel72. Jan Hirt 73. Yves Lampaert74. Mikel Landa75. Gianni Moscon76. Casper Pedersen77. Ilan Van Wilder78. Louis Vervaeke  RED RULL-BORA-HANSGROHE  81. Primož Roglič82. Nico Denz83. Marco Haller84. Jai Hindley85. Bob Jungels86. Matteo Sobrero87. Danny van Poppel88. Aleksandr Vlasov  GROUPAMA-FDJ 91. David Gaudu92. Kevin Geniets93. Romain Grégoire94. Stefan Küng95. Valentin Madouas96. Lenny Martinez97. Quentin Pacher98. Clément Russo ALPECIN-DECEUNINCK 101. Mathieu van der Poel 102. Silvan Dillier 103. Robbe Ghys104. Søren Kragh Andersen 105. Axel Laurance 106. Jasper Philipsen 107. Jonas Rickaert108. Gianni Vermeersch  EF EDUCATION-EASYPOST 111. Richard Carapaz112. Alberto Bettiol 113. Stefan Bissegger114. Rui Costa115. Ben Healy 116. Neilson Powless117. Sean Quinn118. Marijn van den Berg  LOTTO DSTNY 121. Arnaud De Lie122. Cedric Beullens123. Victor Campenaerts 124. Jarrad Drizners125. Sébastian Grignard126. Maxim Van Gils127. Harm Vanhoucke128. Brent Van Moer ISRAEL-PREMIER TECH 131. Stephen Williams132. Pascal Ackermann133. Guillaume Boivin134. Jakob Fuglsang135. Derek Gee136. Hugo Houle137. Krists Neilands138. Jake Stewart COFIDIS 141. Guillaume Martin142. Piet Allegaert143. Bryan Coquard144. Simon Geschke145. Jesús Herrada146. Ion Izagirre147. Alexis Renard148. Axel Zingle  MOVISTAR  151. Enric Mas152. Alex Aranburu153. Davide Formolo154. Fernando Gaviria155. Oier Lazkano156. Gregor Mühlberger157. Nelson Oliveira158. Javier Romo ARKÉA-B&B HOTELS 161. Kévin Vauquelin 162. Amaury Capiot163. Clément Champoussin164. Arnaud Démare165. Raúl García Pierna 166. Daniel Mclay167. Luca Mozzato168. Cristián Rodríguez INTERMARCHÉ-WANTY  171. Louis Meintjes172. Biniam Girmay173. Kobe Goossens174. Hugo Page175. Laurenz Rex176. Mike Teunissen177. Gerben Thijssen178. Georg Zimmermann TEAM DSM-FERMENICH POSTNL 181. Romain Bardet182. Warren Barguil183. John Degenkolb184. Nils Eekhoff185. Fabio Jakobsen186. Oscar Onley 187. Frank Van Den Broek188. Bram Welten ASTANA QAZAQSTAN 191. Mark Cavendish192. Davide Ballerini193. Cees Bol194. Yevgeniy Federov195. Michele Gazzoli196. Alexey Lutsenko197. Michael Mørkøv198. Harold Tejada UNO-X MOBILITY 201. Magnus Cort202. Jonas Abrahamsen203. Christian Odd Eiking204. Tobias Halland Johannessen205. Alexander Kristoff 206. Johannes Kulset 207. Rasmus Tiller208. Søren Wærenskjold TOTALENERGIES 211. Steff Cras212. Mathieu Burgaudeau213. Sandy Dujardin214. Thomas Gachignard215. Fabian Grellier216. Jordan Jegat217. Anthony Turgis218. Mattéo Vercher ### A Specialized Tarmac SL8 - Edição limitada Red Bull - BORA Hansgrohe A equipa de ciclismo BORA - Hansgrohe passou recentemente a denominar-se Red Bull - BORA - Hansgrohe, refletindo uma nova parceria que traz mudanças significativas, incluindo a nova decoração no equipamento e na bicicleta Specialized Tarmac SL8. Créditos: Joerg Mitter - Red Bull A Specialized apresentou a nova S-Works Tarmac SL8 LTD: Edição Red Bull - BORA - Hansgrohe, a bicicleta que será utilizada pela equipa no Tour de France de 2024. A S-Works Tarmac SL8 A S-Works Tarmac é um modelo incontornável do mundo do ciclismo, tendo em agosto de 2023 sido apresentada a atual Tarmac SL8. O modelo é conhecido por combinar aerodinâmica, leveza e uma qualidade de condução de excelência, conforme constatámos neste Teste que fizemos à bicicleta. Créditos: Joerg Mitter - Red Bull A integração da Red Bull na equipa BORA - Hansgrohe marca uma nova era para a equipa, que agora competirá sob a nova denominação Red Bull - BORA - Hansgrohe. A edição limitada S-Works Tarmac SL8 Red Bull - Bora Hansgrohe Para celebrar esta fusão, a Specialized lançou a S-Works Tarmac SL8 LTD, Edição Red Bull - BORA - Hansgrohe. Esta edição limitada é uma réplica exata da bicicleta que os ciclistas da equipa irão usar no próximo Tour de France. “O design foi inspirado pela cultura jovem e pela estética do skateboarding dos anos 90. A aglomeração de logotipos em pranchas e outros objetos na forma de autocolantes mostrava autenticidade e conexão com algo contra cultural. O visual ‘Sticker Slap’ cria uma dinâmica visual que representa quem a equipa é e como se reconhece como parte de uma cultura ciclística maior. É um novo visual, um novo dia para o pelotão, e a Specialized está a trazer algo único num mundo que muitas vezes pode parecer igual.” Tom Briggs, Líder de Design Gráfico Detalhes Premium A S-Works Tarmac SL8 Red Bull - BORA - Hansgrohe vem equipada com as novas rodas de carbono Roval Rapide CLX II Team de Roval, com apenas 1.360 gramas de peso, e o grupo sem fios personalizado SRAM RED AXS, recentemente renovado. Além disso inclui o Cockpit Roval Rapide, o selim S-Works Power Mirror e pneus Turbo Cotton. Cada bicicleta inclui o novo Hammerhead Karoo, montado num suporte personalizado K-Edge para o Cockpit da Specialized. Disponibilidade e preço Esta bicicleta estará disponível de forma exclusiva no site da Specialized, à venda na modalidade Click & Collect mediante Pré-Reserva. ### Nova Trek Madone - O patamar ficou elevado - Teste O Topcycling esteve em Espanha, juntamente com os mais prestigiados meios internacionais, para testar a nova bicicleta Trek Madone Gen 8. Neste artigo podemos passar-vos uma opinião mais detalhada acerca da mesma, através do Luís Beltrão. A apresentação e o teste No evento de apresentação e teste desta nova bicicleta da Trek, tive a oportunidade de conversar com os responsáveis pelo desenvolvimento da oitava geração da Madone, bem como testar durante dois dias, duas versões distintas da bicicleta: a Trek Madone SLR 7, equipada com Shimano Ultegra Di2, e a versão topo de gama Trek Madone SLR 9, equipada com o novo SRAM Red AXS, idêntica à utilizada pela equipa profissional do World Tour, Lidl-Trek. A Review em vídeo https://youtu.be/VokLOc0FKso?si=bbCjil4AnIQMkZe_ Adeus Emonda - Alterações no catálogo da Trek Convém começar por esclarecer o leitor acerca desta importante alteração. Com o lançamento desta nova Madone, a Trek faz uma reestruturação significativa no seu portfólio de produtos. A Trek Émonda e a anterior geração da Madone deixam de existir, sendo substituídas pela nova Trek Madone Gen 8. Seguindo a tendência A indústria do ciclismo está em constante evolução, a tendência atual é a criação de bicicletas "All Round", que são eficientes e rápidas tanto em terreno montanhoso como em terreno plano. A Trek decidiu dar este passo agora porque, segundo os responsáveis de produto, na geração anterior da Madone desenvolveram a bicicleta mais aerodinâmica e rápida de sempre da marca. Depois perceberam que, se conseguissem reduzir o peso dessa bicicleta para o nível da Émonda, não precisariam de ter duas bicicletas distintas. Assim, criaram uma única bicicleta que combina o melhor dos dois mundos: a aerodinâmica da anterior Madone e o baixo peso da Émonda. A Trek passa a ter uma bicicleta "All Round", com um peso anunciado de 6,8 kgs. (com pedais e grades bidom) e capacidade para suportar pneus de 33mm., o que também lhe confere robustez fora do asfalto. Tecnologia e Design (o que há de novo) A Madone Gen 8 incorpora a tecnologia melhorada do IsoFlow, que é agora (segundo os responsáveis da marca) 80% mais confortável verticalmente, absorvendo as vibrações da estrada e permitindo longas horas de pedalada com conforto, não obstante ser uma bicicleta Racing. Confesso que um dos pontos que mais me surpreendeu no teste que fiz à anterior geração da Madone foi o conforto. Ao longo dos dois dias de teste pude constatar que essa característica mantém-se neste novo modelo. O tubo diagonal, as novas grades de bidon e os bidons RSL AERO Os responsáveis da Trek explicaram-me que embora tenha um formato bastante simples, o tubo diagonal foi desenvolvido para ser o mais aerodinâmico possível. Este é um dos pilares da construção desta nova bicicleta, que juntamente com as novas grades de bidon e bidons aerodinâmicos, contribui para a eficiência aerodinâmica global da nova Madone. Apesar do formato, as novas grades de bidon suportam bidons normais (redondos), é escolha do utilizador comum ou dos profissionais utilizar os bidons com formato Aero ou não. (Ver vídeo para mais detalhes). Conforme refiro no vídeo, com o cansaço acumulado e no meio do stress de uma competição eu não utilizaria estes bidons (porque só entram numa posição), mas a verdade é que os ciclistas profissionais da Lidl-Trek os utilizaram no Critérium du Dauphiné. Nos testes em túnel de vento existem vantagens na utilização do "pack completo", acredito que os profissionais os utilizem em algumas etapas/competições, noutras não. Novo guiador O guiador integrado segue os mesmo princípios do já existente "SLR Gen 7 Barstem", mas é mais leve. Este guiador, mais estreito na parte superior (menos três cm.), é um dos grandes responsáveis pelos ganhos aerodinâmicos globais da bicicleta. Os senhores da Trek desenvolveram a aerodinâmica da bicicleta tendo em conta o ciclista, ou seja, desenvolveram a aerodinâmica do conjunto "ciclista/bicicleta" e não só da bicicleta, pois os ciclista é o elemento que mais resistência provoca na deslocação do ar. Com o design deste guiador o ciclista tem uma postura naturalmente mais aerodinâmica, com mãos e braços mais fechados. Nova tabela de tamanhos Outra novidade é o facto de a Trek disponibilizar uma tabela de tamanhos diferente do habitual, na qual acaba por haver menos dois tamanhos, simplificando a escolha. Caso venhas a adquirir uma destas novas bicicletas informa-te na loja acerca desta alteração e qual o tamanho adequado a ti. Nova técnica de construção da forqueta A forqueta/coluna de direção é uma só peça, esta foi uma das inovações que também permitiu poupar algumas gramas em relação às versões anteriores da Emonda e Madone, que tinham uma construção de duas peças na forqueta. Novo Carbono Segundo os responsáveis de produto da Trek, neste modelo também foram utilizadas novas formas de moldagem do carbono que lhes permitiu utilizar menos material, aumentando ainda assim a rigidez. Chamam-lhe o Carbono OCLV 900. Primeiras Impressões a pedalar Ao pedalar na oitava geração da Trek Madone sente-se imediatamente a leveza e a agilidade (ver vídeo). A geometria mantém-se fiel à anterior geração da Madone, proporcionando uma posição elevada e agressiva. A nova Trek Madone é 320 gramas mais leve que a versão anterior, o que se traduz numa experiência de pedalada naturalmente mais ágil e responsiva. Se bem se recordam, no teste da anterior geração da Trek Madone eu apontei o peso como um ponto menos bom em percursos ondulados e em subidas, pois bem, a Trek resolveu esse problema nesta nova versão da Madone. Agora sim, em subida a bicicleta responde rapidamente, proporcionando uma sensação de leveza que é difícil de alcançar em bicicletas aerodinâmicas de tubos maiores e espalmados, normalmente também mais pesadas (como a anterior geração da Madone). A bicicleta é leve, é rápida, é reactiva, maneável, confortável, enfim, eu diria que esta bicicleta coloca a Trek de novo em campo. Perguntas TopCycling Na conversa de vinte minutos que tive com os responsáveis pelo desenvolvimento da nova Trek Madone, procurei fazer algumas perguntas que, provavelmente, alguns de vocês fariam. Deixo-vos algumas das perguntas e respostas desta conversa. Luís Beltrão (LB): É a primeira vez que a Trek tem uma bicicleta de corrida (a sua principal bicicleta de competição de estrada) com um design fora do comum, não é o design e geometria clássica como o da Emonda por exemplo. O que é que têm para dizer aos utilizadores amantes desse tipo de design? Jordan Roessingh (Trek): Quando trabalhas na Trek, estás constantemente a tentar melhorar os produtos. O público alvo deste tipo de bicicleta deseja uma bicicleta rápida e leve, nós acreditamos que esta é a bicicleta mais rápida e leve que alguma vez construímos, e assim vamos ao encontro do que o público deseja neste tipo de bicicleta. LB: De acordo com os vossos testes no túnel de vento, esta bicicleta é mais rápida 77 segundos por hora do que a Trek Emonda. Como se explica e fundamenta isso ao utilizador comum, que não está no túnel de vento? Trek: Basta ele colocar-se a pedalar na nova Trek Madone ao lado do seu amigo que não tem esta bicicleta, e vai notar que sem querer começa a ganhar terreno (Risos). Agora mais a sério, grande parte desse resultado e dos ganhos aerodinâmicos da bicicleta, tem a ver com o formato do guiador e a postura que o ciclista adopta naturalmente. É um avanço significativo em relação à Trek Emonda. LB: Ter uma só bicicleta de corrida na gama de estrada (tendo em conta que a Domane não é uma pura bicicleta de corrida), com um design característico e diferente é algo arriscado, porque para o cliente que vai à loja a primeira impressão estética é a que conta. A Trek tomou esta decisão tendo em conta a aceitação do público em relação à anterior Madone? Trek: Foi uma decisão muito importante para a marca, portanto tivemos tudo em conta, desde a performance, que teria que ser melhor do que as anteriores Madone e Emonda, ao conforto, estética, sensação e prazer na pedalada, tudo. O design do IsoFlow é diferente e pode ser até controverso para algumas pessoas, mas não o fazemos só para ser diferente, fazemo-lo porque tem vantagens e também porque temos uma equipa de designers de produto que trabalha arduamente para fazer bicicletas que tenham bom aspecto. No final de contas, procuramos inovar em todos os aspectos e a Trek Madone não é só mais uma bicicleta como tantas outras no mercado. Conclusão A nova Trek Madone Gen 8 é, sem dúvida, uma revolução na marca e uma bicicleta que chega para mexer com o mercado. Combina a leveza da Émonda, as características Aero e design distinto da anterior Madone, o que lhe dá além do óptimo desempenho, uma identidade própria, tornando-a numa bicicleta única. Este não é o tipo de bicicleta da qual se goste "mais ou menos", é uma bicicleta da qual se gosta ou não se gosta, mas quem gosta, fica decididamente com uma bicicleta distinta de tudo o que existe no mercado. Pedalar é uma experiência para o utilizador e a Trek conseguiu criar uma bicicleta que não só atende às necessidades dos ciclistas profissionais, como também oferece uma experiência de pedalada fantástica aos entusiastas do ciclismo. Eu gostei. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa da nova Trek Madone, a disponibilidade e preços aqui no site da marca: www.trekbikes.com/pt/ Geometria ### Top 5 das montanhas do Tour de France Galibier, Tourmalet ou Plateu de Beille estão no top 5 das montanhas do Tour de France este ano. Só os nomes provocam dores nas pernas! Há muitas novidades no próximo Tour de France, mas basta nomear Galibier, Tourmalet ou Plateu de Beille para saber que a essência da prova foi preservada. Pela primeira vez o Tour de France parte de Florença (Itália) e não termina em Paris (França). Apesar das novidades, há coisas que não mudam como a dureza o percurso. O pelotão vai ultrapassar os Alpes – em duas ocasiões – e os Pirenéus. Montanhas do Tour de France implacáveis que vão colocar os ciclistas com as pernas a arder, sobretudo os sprinters que tentarão evitar chegar para lá do fecho do controlo. O pelotão no Col du Galibier, ponto mais alto deste Tour.Créditos: A.S.O. Charly_Lopez Col du Galibier O mítico Col du Galibier surge numa fase precoce do Tour de France à 4ª etapa. Quem não quiser dizer adeus à geral terá que entrar forte na prova. Numa etapa de 140 km, entre Pinerolo e Valloire, o pelotão aquece com duas subidas de 2ª categoria até à primeira categoria extra da 111ª edição. O Col du Galibier tem 23 km a 5% de inclinação. As rampas finais são as mais duras e levam aos 2642 m de altitude – o primeiro a passar ganha o Souvenir Henri Desgrange colocado no ponto mais alto da corrida. Seguem-se 20 km de descida extremamente rápida até Valloire. O primeiro teste aos favoritos ao Tour de France acontece no Col du Galibier... e talvez alguns sonhos fiquem desfeitos logo ao quarto dia. A caravana do Tour de France no Col du Tourmalet.Créditos: A.S.O. Aurelien Vialatte Col du Tourmalet Uma das montanhas do Tour de France mais emblemática, o Col du Tourmalet surge à 14ª etapa e marca um ponto de viragem na corrida. É a transição para os dias decisivos em termos de vitória final. O Tourmalet surge a meio de uma etapa de 150 km com duas contagens de categoria extra e uma de segunda. É a primeira subida do dia e os seus 19 km a 7,5% vão servir para dar o mote a uma das etapas rainhas deste Tour. O Col do Tourmalet já foi ultrapassado por 84 vezes na Volta à França, mas recebeu apenas três finais de etapa. Em 1974 venceu Jean-Pierre Danguillaume, em 2010 Andy Schleck e em 2019 Tibaut Pinot. Joaquim Rodríguez foi o último vencedor, no Tour de France, em Plateau de Beille.Créditos: ASO B. Bade Plateu de Beille A subida a Plateu de Beille acontece no dia da Bastilha. O feriado nacional celebra-se a 14 de julho e marca o regresso do Tour de France a Plateau de Beille. Desde 2015 que a prova não tem uma chegada a esta estância dos Pirenéus. Joaquim Rodríguez, em 2015, é o mais recente vencedor em Plateu de Beille. A etapa 15 inicia-se em Loudenvielle e termina em alto. São quase 200 km em que pelotão ultrapassa quatro contagens de 1ªcategoria e finaliza com a categoria especial de 15,7 km a 7,8%. Supera os 4800 m de desnível positivo acumulado e será um dia importante nas contas da corrida. "I'm gone, I'm dead".Pogacar quebrou no Col de la Loze e Vingegaard sentenciou o Tour de 2023.Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Isola 2000 Tal como antecipa o nome, a estância de Isola 2000 está situada a 2024 m de altitude. Raras vezes foi protagonista no Tour de France, havendo apenas dois registos prévios de chegadas. Em 1993 Tony Rominger venceu nesta montanha dos Alpes e mostrou querer furar a hegemonia de Miguel Indurain, que ia a caminho do terceiro de cinco Tour de France consecutivos. O precedente original data de 1992, quando a grande Leontien Van Moorsel aí se impôs no Tour da CEE, versão feminina do Tour de France. A etapa 19 liga Embrun a Isola 2000 e tem mais de 4400 metros de acumulado. O dia tem uma particularidade: Col de Vars e Cime de la Bonette também são de categoria extra e superam a barreira dos 2000 m. O final é terrível: Isola 2000 tem 16 km a 7% de média. Todos os candidatos à geral estagiaram em altitude nas semanas prévias ao Tour France nesta região. Mapa do Tour de France 2024 La Turbie A última etapa do Tour de France costuma ser de consagração, mas este ano não haverá champanhe. Desde 1989 que o título não se entregava após um contrarrelógio individual de 33,7 km! Basta recuar à remontada de Pogacar sobre Roglic em 2020 para saber que nada como um bom crono para decidir a geral. A subida a La Turbie está presente e à partida é uma 2ª categoria sem nada muito destacável. Tem 8 km a 5% que feitos no final das três semanas vão parecer uma categoria extra. No topo de La Turbie está o "Troféu de Augusto", que simboliza a primeira etapa da Via Augusta, que tinha cerca de 1500 km ao longo do mar Mediterrâneo até Cádiz. Data do ano 6 A.C. e foi erguido em honra do Imperador Augusto. Depois de La Turbie os ciclistas fazem os últimos 20 dos quase 3500 km desta edição. O vencedor desta edição Tour de France será coroado em Nice. ### Os melhores sprinters do Tour de France Quem são os sprinters de referência no próximo Tour de France? De Philipsen a Cavendish analisamos como chegam os homens rápidos. Rosa, amarelo e vermelho são cores marcantes no mundo do ciclismo, mas é o verde que dá esperança aos sprinters de ficarem na história do Tour de France e do ciclismo. Para um sprinter subir ao pódio final da 111.ª edição do Tour de France, tem que vencer a classificação da regularidade. O maillot verde permite aos caça etapas serem protagonistas na festa final da maior corrida por etapas do calendário. Neste artigo analisamos o contexto do top 5 dos sprinters no Tour de France. Mark Cavendish (Astana) Aos 39 anos, Mark Cavendish (Astana) tem nas pernas a oportunidade de conquistar um dos feitos do ano. Repescado por Patrick Lefevere em 2021, quando estava há cinco anos sem vencer no Tour de France, teve um regresso daqueles que só acontecem nos filmes. Venceu por quatro vezes nessa edição e ganhou a classificação da regularidade. Com este póquer chegou às 34 etapas igualando o recorde de Eddy Merckx que durava desde 1975. Caso vença a 35.ª etapa ultrapassa o "Caníbal" o que permitiria ao "Míssil da Ilha de Man" consolidar um lugar na história do ciclismo. Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) Em 2023 Jasper Philipsen passou de Jasper the Disaster para Jasper the Master. Foi o melhor sprinter do Tour de France e o ciclista mais ganhador da época com 19 triunfos. Este ano chega com quatro triunfos, incluíndo a Milão-Sanremo. No entanto, acaba de ser derrotado nos Nacionais da Bélgica por Arnaud De Lie e na Volta a Bélgica por Tim Merlier, grande ausente no Tour de France. Voltará a ter em Mathieu Van der Poel um escudeiro de luxo, mas perdeu o lançador Jonas Rickaert por queda nos Nacionais. A boa relação Philipsen-Van der Poel foi chave para renovar com a Alpecin-Deceuninck até 2028. Mads Pedersen (Lidl-Trek) Depois da excelente prestação de Jonathan Milan no Giro d'Itália é a vez de Mads Pedersen se apresentar ao serviço da equipa americana. O campeão mundial de 2019, em Yorkshire, chega ao Tour de France com oito vitórias numa Lidl-Trek que já leva 30. Nas clássicas destacou-se ao ganhar a Gent-Wevelgem e no regresso após a pausa chegou à primavera a todo o gás vencendo no Criterium du Dauphiné e vestindo a amarela. A camisola verde será objetivo secundário do dinamarquês, que cresce nas etapas duras em que outros sprinters sofrem para evitar o fora de controlo. Créditos: Ross Bell Photo Arnaud De Lie (Lotto Dstny) O "Touro" Arnaud de Lie estreia-se no Tour de France. É a chegada aos grandes palcos de um corredor que cresceu sob os holofotes da exigente imprensa belga. De Lie terá o apoio da Lotto Dstny para estar bem colocado nas etapas ao sprint. O comboio do jovem formado na "casa" é composto por Jarrad Drizners e Cedric Beulens. O recém coroado campeão belga - o mais jovem desde Roger De Vlaeminck em 1969 - vai correr o Tour de France com a mítica "tricolor" e motivação não vai faltar. Que o título tenha sido conquistado perante Tim Merlier e Jasper Philipsen mostra que o "Touro" De Lie está pronto para as grandes praças. Créditos: TopCycling Outros sprinters a ter em conta Arnaud Démare (Arkéa-B&B Hotels) - Desentendeu-se com a Groupama-FDJ ao ficar dois anos fora do Tour de France, ao qual regressa com a Arkéa. A temporada tem sido uma desilusão: zero pódios em 47 dias de competição. Biniam Girmay (Intermarché-Wanty) - Saiu do Giro d'Itália com duas quedas e parecia recair na dinâmica negativa do último ano e meio. Quis o destino que essa momento marcasse um ponto de viragem e Bini deu a volta por cima vencendo o Circuito Franco Belga. Também cheirou o triunfo na clássica de Bruxelas e na Volta a Colónia, um ótimo sinal para o eritreu de 24 anos que quer dar à Intermarché-Wanty a primeira vitória no Tour de France. Michael Matthews e Dylan Groenewegen (Jayco AlUla) - A dupla da Jayco AlUla já deu à equipa quatro vitórias e muitos pódios em 2024. Chega ao Tour motivada pela conquista do título nacional por parte de Groenewegen, que somou três triunfos entre maio e junho. São atletas que se complementam: Matthews vai à luta nos dias onde Groenewegen estará no grupeto e pode ser a ajuda perfeita no lançamento de do sprinter mais puro da equipa. Quem se lembra daquela magnífica vitória do australiano em Mende, em 2022, após sofrer na subida Laurent Jalabert? Créditos: Arkéa - B&B Hotels ### Campeonatos Nacionais de Ciclismo - Como foi fora de Portugal Grande parte dos Campeonatos Nacionais de Ciclismo decorreram no fim de semana de 21 a 23 de junho. O TopCycling deixa, em baixo, um pequeno resumo das corridas mais importantes dos últimos dias. Elites Masculinos Campeonato Nacional de Espanha – Em terra de nuestros hermanos, foi Alex Aranburu (Team Movistar) a sagrar-se campeão. Um ataque a cerca de 22 km definiu a corrida e o basco chegou sozinho à linha da meta. Oier Lazkano (Team Movistar) foi segundo e Jesús Herrada (Cofidis) terceiro. Campeonato Nacional de Itália – A prova italiana também foi decidida numa chegada a solo. Alberto Bettiol (EF Education – Easypost) atacou com a 9 km do fim e venceu isolado. Em segundo chegou Lorenzo Rota (Intermarché – Wanty) e em terceiro Edoardo Zambanini (Bahrain – Victorious). https://twitter.com/EFprocycling/status/1804897312994431199 Campeonato Nacional dos Países Baixos – Nos Países Baixos, a prova decidiu-se numa chegada ao sprint. Dylan Groenewegen (Team Jayco AlUla) foi o mais rápido, vencendo a prova. Em segundo Olav Kooij (Team Visma | Lease a Bike) e em terceiro Ramon Sinkeldam (Apecin Deceuninck). Campeonato Nacional da Bélgica – Na Bélgica, mais uma chegada ao sprint (numa corrida com alguns dos melhores sprinters do mundo presentes). Arnaud De Lie (Lotto Dstny) sagrou-se campeão, Jasper Philipsen (Apecin Deceuninck) foi segundo e Jordi Meeus (Bora – hansgrohe) terceiro. https://twitter.com/lotto_dstny/status/1804912268674486283 Campeonato Nacional de França – A corrida francesa foi muito mexida, e terminou com um grupo de três ciclistas isolados na frente. Entre os três, Paul Lapeira (Decathlon AG2R La Mondiale Team) foi o mais forte e sagrou-se campeão. Julien Bernard (Lidl – Trek) foi segundo e Thomas Gachignard (TotalEnergies) terceiro. Campeonato Nacional da Grã-Bretanha – No Reino Unido, foi Ethan Hayter (INEOS Grenadiers), com uma movimentação já dentro do último quilómetro de corrida, que se sagrou campeão nacional. Atrás dele chegaram Lewis Askey (Groupama – FDJ) e Max Walker (Astana Qazaqstan Development Team). https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1804922733999845723 Pode consultar, em baixo, um quadro com mais alguns dos resultados mais relevantes Campeonatos Nacionais do fim de semana: PaísCampeão2º Lugar3º LugarColômbiaAlejandro OsorioSergio HiguitaEgan BernalDinamarcaRasmus Søjberg PedersenKasper AsgreenFrederik WandahlAustráliaLuke PlappChris HarperKelland O’BrienAlemanhaMarco BrennerFlorian LipowitzKim HeidukEslovéniaDomen NovakGal GlivarMatej MohoricE.U.A.Sean QuinnBrandon McNultyNeilson PowlessSuíçaMauro SchmidSimon PellaudStefan BissiggerCanadáMichael WoodsPier-André CôtéCarson MilesEquadorJhonatan NarváezRichard CarapazJefferson CepedaNova ZelândiaAaron GateCorbin StrongLaurence Pithie Elites Femininas Campeonato Nacional de Espanha – A corrida foi decidida por um grupo de quatro ciclistas, onde se destacou Usoa Ostolaza (Laboral Kutxa - Fundación Euskadi), que terminou em primeiro. Em segundo chegou Iurani Blanco (Laboral Kutxa - Fundación Euskadi), e em terceiro Mavi Garcia (Liv AlUla Jayco), que tinha ganho as últimas quatro edições. https://twitter.com/MartijaAr/status/1804592974543876207 Campeonato Nacional de Itália – Em Itália, foi Elisa Longo Borghini (Lidl – Trek) a triunfar, depois de um solo de 25 km. Atrás da campeã chegaram Chiara Consonni (GS Fiamme Azzurre) e Camila Gasparrini (UAE Team ADQ). Campeonato Nacional dos Países Baixos – Nos Países Baixos, Chantal Van Der Broek-Blaak (Team SD Worx – Protime) sagrou-se campeã nacional pela terceira vez com um ataque a 6 km. Mischa Bredewold (Team SD Worx – Protime) foi segunda e Nina Kessler (EF Education-Cannondale) terceira. https://twitter.com/teamsdworx/status/1804976544575815800 Campeonato Nacional da Bélgica – Na Bélgica, a campeoníssima Lotte Kopecky (Team SD Worx – Protime) sagrou-se pela quarta vez campeã nacional com um ataque a 30 km do fim. Atrás chegaram Sanne Cant (Fenix – Deceuninck) e Justine Ghekiere (AG Insurance - Soudal Team). Campeonato Nacional de França – Em terras gaulesas, foi Juliette Labous (Team dsm-firmenich PostNL) a vencer, num sprint à deux com Gladys Verhulst-Wild (FDJ – SUEZ). Em terceiro chegou Jade Wiel (FDJ – SUEZ). https://twitter.com/eurosport/status/1804498597720809573 Campeonato Nacional da Grã-Bretanha – Em terras de Nossa Majestade, Pfeiffer Georgi (Team dsm-firmenich PostNL) triunfou com um ataque dentro do último quilómetro. Em segundo terminou Anna Henderson (Team Visma | Lease a Bike) e em terceiro Elizabeth Deignan (Lidl – Trek). Pode consultar, em baixo, um quadro com mais alguns dos resultados dos Campeonatos Nacionais mais relevantes do fim de semana: PaísCampeã2º Lugar3º LugarColômbiaPaula PatiñoDiana PeñuelaJessenia MenesesDinamarcaRebecca KoernerAmalie DideriksenEmma NorsgaardAustráliaRuby Roseman-GannonLauretta HansonAlexandra ManlyAlemanhaFranziska KochLiane LippertAntonia NiedermaierEslovéniaUrška ŽigartUrška PintarŠpela KernE.U.A.Kristen FaulknerRuth EdwardsCoryn Labecki ### Novos Motores Shimano EP5 e Shimano E5100 A Shimano adicionou duas novidades à sua linha de motores E-BIKE SYSTEM FAMILY: os Shimano EP5 e o Shimano E5100. Segundo a marca “ambos os motores fornecem uma mistura de fiabilidade na performance, valor e tecnologia inovadora”. EP5 A Shimano define o EP5 como uma unidade poderosa, porém silenciosa; com um design inovador e um torque máximo de 60Nm. A autonomia do motor aguenta agora mais de 270km’s em zonas maioritariamente planas; conta com mudança automáticas, na procura de aumentar o número de pessoas que podem usar, e aproveitar, as suas bicicletas; foca-se em criar um equilíbrio entre a performance e a eficiência. Especificações Técnicas Motor compacto e poderoso Torque máximo de 60Nm Compatível com vários tipos de travão. Três modos de assistência personalizados: ECO, TRAIL e BOOST. Possibilidade de personalizar o nível de assistência com a app E-TUBE PROJECTCyclist. Mantém a assistência até aos 25km/h. (fora da Europa 45 km/h). Mudanças automáticas disponíveis tanto para desviadores traseiros e sistemas detransmissão com mudanças internas (IHG). Peso: 3kg E5100 Em relação ao E5100, a Shimano afirma que se destaca por ser “acessível, leve e compacto, feito para passeios suaves.” Com um torque máximo de 50Nm, a marca define o E5100 como um motor que “junta os mundos do ciclismo e do e-biking, ao oferecer um sistema de apoio responsivo, que permite aos ciclistas um sentimento de performance natural e fiável a cada pedalada”. Especificações Técnicas Motor leve, silencioso e compacto. Torque máximo de 50Nm. Corpo leve de alumínio. Compatível com vários tipos de travão. Possibilidade de personalizar o nível de assistência com a app E-TUBE PROJECTCyclist. Mantém a assistência até aos 32km/h. Mudanças automáticas disponíveis tanto para sistemas de transmissão commudanças internas (IHG). Peso: 2,4kg. Para mais pormenores consulta o site da marca aqui: lifestylebike.shimano.com/pt/ ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 5 - Crans-Montana A quinta ronda da Taça do Mundo de XCO decorreu durante o fim de semana, entre 21 a 23 de junho, em Crans-Montana, na Suíça. Corrida Masculina Como na prova feminina, também na corrida masculina se assistiram a ataques desde cedo. Logo na primeira volta, Thomas Pidcock (INEOS Grenadiers) e Julian Schelb (Stop&Go Marderabwehr MTB Team) distanciaram-se do grupo. Na segunda volta, um ataque de Pidcock deixa o britânico sozinho na frente da corrida. Atrás, Schelb, Mathias Fluckiger (Thömus Maxon) e Nino Schurter (Scott-Sram MTB Racing Team) formavam o grupo que fazia a perseguição. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1804863393242751119 A distância para a frente da corrida ia aumentando. Atrás, Fluckiger conseguiu destacar-se dos companheiros de perseguição. Luca Braidot (Santa Cruz Rockshox Pro Team) apanharia Schurter e Schleb, e o último acabaria por perder o contacto. Nem uma queda na quarta volta assustou o ciclista da INEOS Grenadiers. Pidcock seguiu sozinho até ao fim e triunfou em Crans-Montana. Fluckiger chegou isolado na segunda posição e Braidot venceu o sprint a Schurter pelo terceiro lugar. Termina assim um fim de semana especial para Thomas Pidcock, que também tinha vencido a corrida XCC. Foi a segunda vitória da época para o britânico na taça do mundo de cross-country olímpico. TOP 10 Competição Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Thomas PidcockINEOS Grenadiers1:26:282Mathias FlückigerThömus Maxon+ 1:103Luca BraidotSanta Cruz Rockshox Pro Team+ 2:054Nino SchurterScott-Sram MTB Racing Team+ 2:085Julian SchlebStop&Go Marderabwehr MTB Team+ 2:236Nadir ColledaniSanta Cruz Rockshox Pro Team+ 2:527Luca SchwarzbauerCANYON CLLCTV XCO+ 2:558Lars ForsterThömus Maxon+ 3:079Jordan SarrouTeam BMC+ 3:2210Filippo ColomboScott-Sram MTB Racing Team" Resumo vídeo da corrida https://youtu.be/KP2ciESJCAw?si=0VOnoz4bKejebkwk Corrida Feminina A corrida feminina foi muito mexida desde o início. Logo na primeira volta, Loana Lecomte (Canyon CLLCTV CXO) atacou e conseguiu distanciar-se do pelotão. Puck Pieterse (Alpecin – Deceuninck) e Alessandra Keller (Thömus Maxon) seguiram na perseguição. Na segunda volta, as duas perseguidoras conseguem, por momentos, fazer a ponte para a frente da corrida. Mas Lecomte atacou de novo, e de novo ficou sozinha na frente. Na tentativa de seguir Lecomte, Pieterse teve um problema mecânico que a atrasou na corrida. Keller seguia então na perseguição à francesa. A margem não mais parou de aumentar e tudo se manteria assim até ao fim. Lecomte chegou isolada para vencer a quinta ronda da taça do mundo de cross-country olímpico. Keller chegou em segunda e Pieterse terminou em terceira. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1804954847843581976 A francesa, que tinha sido quarta na prova XCC, terminou o fim de semana da melhor maneira, com a primeira vitória da época na Taça do mundo de XCO. TOP 10 Competição Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Loana LecomteCanyon CLLCTV CXO1:17:222Alessandra KellerThömus Maxon+ 0:463Puck PieterseAlpecin - Deceuninck+ 1:334Laura StiggerSpecialized Factory Racing+ 2:185Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli+ 3:576Nicole KollerGhost Factory Racing+ 4:487Carolina BohéGhost Factory Racing+ 4:568Linda IndergandLiv Factory Racing+ 5:299Sina FreiSpecialized Factory Racing+ 5:5810Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team+ 6:09 Resumo vídeo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=1RYFUEkumZ4 ### Campeonatos Nacionais de Ciclismo – Resumo das provas de Fundo e Contrarrelógio Os campeonatos nacionais de ciclismo decorreram em Santa Maria da Feira, entre os dias 21 e 23 de junho. Houve lugar para as provas de estrada e de contrarrelógio, nas categorias masculinas e femininas, em todos os escalões. Prova de fundo dos Elites Masculinos A corrida decorreu num percurso de 164,1km’s em Santa Maria da Feira, e foi muito mexida logo desde início, com uma movimentação de Ivo Oliveira com cerca de 17km’s percorridos. A Ivo Oliveira juntaram-se 7 ciclistas: Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Rui Costa (EF Education EasyPost), Joaquim Silva e Tiago Antunes (Efapel Cycling), Afonso Silva e Diogo Barbosa (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) e Luís Gomes (Gi Group Holding-Simoldes-UDO). Apesar do esforço no pelotão, este grupo nunca foi alcançado e viria a disputar a corrida. Ivo Oliveira foi dos que mais atacou, selecionando a frente da corrida. Depois do esforço, foi o próprio Ivo que não conseguiu seguir na frente, deixando 4 ciclistas a disputar a vitória: Rui Oliveira; Rui Costa; Luís Gomes e Afonso Silva. Na última subida, Luís Gomes e Afonso Silva não conseguiram seguir os homens do World Tour, que sprintaram pela vitória. Rui Costa foi o mais rápido dos "Rui’s", sagrando-se pela terceira vez campeão nacional de elites. Rui Oliveira foi segundo e Luís Gomes terceiro. https://twitter.com/EFprocycling/status/1804887380937081137 TOP 10 da Corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Rui CostaEF Education - Easypost3:49:012Rui OliveiraUAE Team Emirates0:023Luís GomesGI Group Holding-Simoldes-UDO0:114Afonso SilvaAP Hotels & Resorts/ Tavira/ SC Farense0:295Ivo OliveiraUAE Team Emirates3:006João MatiasTavfer - Ovos Matinados - Mortágua3:177Diogo BarbosaAP Hotels & Resorts/ Tavira/ SC Farense3:208Joaquim SilvaEfapel Cycling3:269Afonso EulálioABTF Betão / Feirense4:1110César FonteRadio Popular /Paredes/ Boavista4:17 Sub-23 Na corrida masculina do escalão sub-23, Noah Campos (GI Group Holding-Simoldes-UDO) sagrou-se campeão nacional. Atrás, chegou Lucas Lopes (Supermercados Froiz) em segundo e João Oliveira (Credibom-LA Aluminios-Marcos Car) em terceiro lugar. https://www.youtube.com/watch?v=tOTBsbbMuxg Prova de fundo das Elites Femininas À semelhança da prova masculina, a corrida feminina decorreu num percurso em Santa Maria da Feira, com extensão de 99km’s. Também como na prova masculina, a corrida foi muito mexida logo na primeira volta ao circuito. Depois de uma movimentação de Marisa Costa (Cantanhede Cycling/VESAM), um grupo de 7 ciclistas formou-se na frente da corrida: Ana Caramelo (Matos Mobility), Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team), Daniela Campos (Eneicat – CMTeam), Mariana Líbano, Raquel Dias (Tavira/Extremosul/SCFarense) e Vera Vilaça (DAS - Hutchinson - Brother - UK). Na quarta volta, o grupo ficou reduzido a 4 ciclistas: Ana Caramelo, Daniela Campos, Mariana Líbano e Vera Vilaça. A frente da corrida não seria mais alcançada e as 4 lutariam pelo título nacional. No final, Daniela Campos foi a mais forte à chegada, tornando-se campeã nacional. Ana Caramelo foi segunda, e Mariana Líbano terceira. TOP 10 da Corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Daniela CamposEneicat – CMTeam2:53:352Ana CarameloMatos Mobility0:053Mariana LíbanoAcademia Efapel de Ciclismo0:104Vera VilaçaDAS - Hutchinson - Brother - UK0:325Beatrix RoxoCantábria Deporte-Río Miera3:406Marisa CostaCantanhede Cycling / VESAM3:547Beatriz PereiraCantábria Deporte-Río Miera3:588Celina CarpinteiroCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira4:179Ana SantosProteu Cycling Team-Casa do Povo Retorta7:4810Marlene GonçalvesAcademia Ciclismo do Alto Minho8:04 Na corrida do escalão júnior, Raquel Dias (Tavira/Extremosul/SCFarense) foi a primeira classificada, Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team) chegou em segundo, e Rita Tanganho (CDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira) fechou o pódio. Campeonato Nacional de Contrarrelógio Os títulos nacionais das provas de contrarrelógio ficaram também entregues durante este fim de semana. Prova Masculina A prova de elites masculina teve lugar em Santa Maria da Feira, num percurso de 32,4km’s. O destaque ia para os três ciclistas do World Tour presentes: António Morgado (UAE Team Emirates), Ivo Oliveira (UAE Team Emirates) e Rui Costa (EF Education – Easypost). As expetativas não foram defraudadas e os três ciclistas foram os únicos capazes de discutir a vitória. O mais rápido no esforço individual foi António Morgado, que completou o percurso em 39:32’, sendo coroado campeão nacional de contrarrelógio. Atrás chegou Ivo Oliveira, a 17’, e depois Rui Costa a 27’. Os três foram os únicos a terminar em menos de 40:00’. O melhor dos ciclistas que não correm no World Tour foi Rafael Reis (Sabgal / Anicolor), que terminou a 1:25’ do melhor tempo. Na prova sub-23, o vencedor foi Gonçalo Tavares (Hagens Berman Jayco), seguido de Noah Campos (GI Group Holding-Simoldes-UDO) e Pedro Castro Pinto (Efapel Cycling). https://youtu.be/y41Fu6SQN_0?si=9qclyydclGbxK9XZ Prova Feminina A prova de elites feminina decorreu também em Santa Maria da Feira, num percurso com 21,6km’s de extensão. Os destaques foram semelhantes aos da corrida em linha, com as primeiras 4 classificadas a serem as mesmas nas duas provas. Daniela Campos (Eneicat – CMTeam) foi a grande vencedora, com o tempo de 30:50’. Ana Caramelo (Matos Mobility) perdeu 44’ para o melhor tempo e terminou em segundo, e Vera Vilaça (DAS - Hutchinson - Brother - UK) fechou o pódio, ao chegar a 1:13’ da líder. Classificações completas AQUI. ### Novas regras de segurança UCI - Sistema de cartões amarelos O organismo que regula o ciclismo de competição internacional – UCI – lançou novas regras para o ciclismo de estrada que procuram aumentar a segurança no pelotão. Estas medidas têm resultado de uma reunião que aconteceu entre 10 e 12 de junho em Aigle, Suíça, e estão previstas dentro do programa SafeR, uma nova estrutura dedicada à segurança no ciclismo. Dentro das novas medidas, destacam-se quatro: Introdução de um sistema de cartões amarelos Restrição nos aparelhos auditivos (rádios) Modificação da regra dos “3 quilómetros” Simplificação do método de calculo de intervalos de tempo em etapas com finais aosprint. Créditos: João Fonseca Passamos a uma explicação breve de cada uma das alterações: Sistema de Cartões Amarelos Este sistema será aplicado a partir do dia 1 de agosto de 2024. Os cartões não serão mostrados fisicamente, mas constarão no manifesto da corrida publicado no fim das etapas. https://twitter.com/JohannesKulset/status/1801881143811162379 Johannes Kulset foi desclassificado na Volta à Eslovénia por posição irregular na bicicleta, poderia o sistema de aviso ter funcionado nesta situação? A iniciativa pretende dissuadir qualquer ator dentro da corrida de comportamentos que ponham a segurança do evento em causa. O período entre 1 de agosto e 31 de dezembro de 2024 será usado como período de teste, com as sanções a entrar em vigor a partir de 1 de janeiro de 2025. As sanções serão as seguintes: Quem receber 2 cartões amarelos na mesma corrida será suspenso por 7 dias; Quem receber 3 cartões amarelos dentro de um período de 30 dias, serásuspenso por 14 dias; Quem receber 6 cartões amarelos dentro de um período de um ano, serásuspenso por 30 dias. Restrição nos aparelhos auditivos (Rádio) A UCI decidiu testar os efeitos da restrição do uso de rádio – os testes serão feitos em corridas específicas durante este ano. Esta decisão veio da conclusão de que estes aparelhos podem ser uma fonte de distração para os ciclistas, ou criar situações perigosas, por exemplo quando vários diretores de equipa pedem aos corredores para que se posicionem na frente do pelotão. Créditos: A.S.O. - Thomas Maheux Modificação da regra dos “3 quilómetros” A UCI decidiu permitir aos organizadores que façam um pedido para alargar a regra dos 3 quilómetros – esta regra permite que corredores que perdem tempo por incidentes dentro dos últimos 3 quilómetros em etapas que terminam ao sprint, terminem com o mesmo tempo que o vencedor da etapa. Caso se justifique, passa a ser possível um organizador pedir para alargar esta regra para uma distância máxima de 5 quilómetros. Simplificação do método de calculo de intervalos de tempo Com as regras atuais, o mesmo tempo é atribuído a corredores que cheguem no mesmo grupo, desde que a distancia entre dois corredores não seja superior a 1 segundo. Na mesma linha que a última medida, os organizadores podem agora pedir para que este intervalo de tempo seja aumentado até um máximo de 3 segundos (ainda que apenas para ciclistas que cheguem inseridos no pelotão principal). Tour de France 2022 - Créditos: A.S.O. - Charly Lopez Todas as alterações estarão sujeitas a um período de testes que decorrerá até ao fim da presente temporada. Em paralelo com estas medidas, foi ainda criada uma posição dentro da equipa de gestão da UCI – o SafeR Safety Analyst, cujo papel será uma constante revisão das medidas de segurança impostas pelos organizadores das corridas, particularmente em relação aos troços mais perigosos das provas. Fonte: UCI ### A Specialized Crux de Mikel Landa O ciclista espanhol Mikel Landa (Soudal-Quick Step) irá competir no próximo domingo no Campeonato Nacional de Espanha, que se realizará em El Escorial, Madrid. Antes da competição, Mikel Landa recebeu na sede da Specialized Espanha a sua nova Crux, uma das bicicletas de Gravel mais leves do mercado, com um quadro de apenas 725 gramas, uma geometria orientada para alto rendimento e capacidade para pneus até 47 mm. Primeiras Impressões de Mikel Landa Landa mostrou-se muito entusiasmado com a sua nova bicicleta: "A bicicleta foi uma descoberta, é muito, muito divertida. Ainda não tinha experimentado muito o Gravel, e menos ainda com uma bicicleta desta qualidade. É uma bicicleta super leve, muito parecida com a Tarmac SL8 que usamos em competição, mas ao mesmo tempo muito capaz de absorver todos os tipos de terrenos." Treino em Navacerrada Mikel Landa passou alguns dias em Navacerrada e o seu primeiro objetivo com a Specialized Crux foi a subida mítica à Bola del Mundo, na Serra de Guadarrama, uma etapa dura da Vuelta em várias ocasiões, com rampas que superam os 20%. "A bicicleta, graças ao amplo desenvolvimento, fez que parecesse um passeio. Também na descida, que é horrível com a bicicleta de estrada. Tenho muita vontade de ter mais tempo livre para descobrir novas rotas que até agora não fui com a bicicleta de estrada." Equipamento da nova Specialized Crux de Mikel Landa: QUADRO: Specialized Crux FACT 10r Carbon, Rider First Engineered™ FORQUETA: FACT Carbon RODAS: Roval Terra CL PNEUS: Specialized Pathfinder Pro 700x42 GUIADOR: Roval Terra Carbon, 40 cm, flare 12º ESPIGÃO DE SELIM: Roval Terra Carbon AVANÇO: Roval Alpinist, 110 mm SELIM: Body Geometry Power GRUPO: Shimano GRX RX820, 1X12 de 40 dentes e cassete 10-45 Componentes Chave Para otimizar o desempenho e a segurança no Gravel, a bicicleta de Landa inclui dois componentes chave da Specialized: o guiador de carbono Roval Terra, com um flare de 12º e um drop de apenas 103 mm para melhorar a transição do agarre das manetes para a parte inferior do guiador; e o espigão de selim de carbono Roval Terra, com uma flexão de até 20 mm que permite absorver as irregularidades nos terrenos mais complicados. Mikel Landa, conhecido pelas suas proezas nas corridas de estrada, está agora pronto para enfrentar os desafios de Gravel, explorando uma nova vertente do ciclismo. ### Specialized apresenta a Crux DSW A Specialized acaba de apresentar a Crux DSW, a sua nova bicicleta de gravel em alumínio. Esta nova bicicleta foi desenvolvida tendo por base a Crux de carbono, tendo sido também usada a tecnologia patenteada D’Aluisio Smartweld da Specialized para que fosse possível o seu desenvolvimento em alumínio. Esta nova bicicleta, segundo diz a marca americana, é a mais capaz, ágil, equilibrada e responsiva bicicleta de gravel em alumínio alguma vez feita. Para além disso, é também a mais leve. Peso e espaço de roda O quadro em alumínio da Crux DSW é o mais leve de gravel do mundo, pesando, na sua versão de 56cm e na cor mais leve, 1399 gramas. Com o garfo em carbono Specialized Fact12r Crux e montada a pensar na performance, o peso total de uma Crux DSW é, segundo diz a marca, 9,37 kg. A Crux DSW tem o mesmo espaço de roda que a sua versão em carbono - 47mm e até 2.1” em roda de 650b. A Specialized usou a tecnologia D’Aluisio Smartweld, pioneira numa forma totalmente diferente de soldar bicicletas, para afinar as propriedades do alumínio, para que a experiência de condução, performance da geometria gravel e ajuste influenciado pela competição, fosse a mesma que a versão em carbono. Agilidade e Estabilidade A Crux DSW oferece, segundo informa a marca, um alcance mais longo e uma melhor distribuição de peso, para um comportamento rápido, enquanto um stack mais baixo cria uma posição que prioriza a performance. Para além disso tem um desnível de 72mm do eixo pedaleiro, alcançando desta forma um equilíbrio entre agilidade e estabilidade. Especificações Disponibilidade e preço Podes ver a disponibilidade e preço da nova Crux DSW no site da Specialized. ### Tiago Ferreira Bate Novo Recorde Mundial de BTT em Portugal Tiago Ferreira Cumpre 581.23 km em 24 Horas. No dia 20 de junho, o ciclista português de BTT, Tiago Ferreira, estabeleceu um novo recorde mundial ao completar a maior distância percorrida em bicicleta de montanha num período de 24 horas em Portugal. O atleta, patrocinado pela Red Bull, partiu de Oliveira de Azeméis e pedalou sem parar até Sagres, percorrendo um total de 581.23 km. Uma Conquista Inédita Quatro anos após o seu primeiro recorde mundial, Tiago Ferreira surpreende novamente o panorama desportivo internacional com este feito extraordinário. O percurso, monitorizado pela "Official World Record Association", será certificado como um novo recorde mundial. A jornada começou às 7 horas da manhã de 19 de junho em Oliveira de Azeméis, terminando 24 horas depois junto à Fortaleza de São Vicente, em Sagres. Créditos: Hugo Silva / Red Bull Desafios e Determinação Durante o percurso, o Tiago enfrentou uma tempestade com chuva forte que durou cerca de uma hora e meia. A gestão da alimentação e hidratação foi crucial, exigindo uma disciplina rigorosa. Apesar do cansaço visível, Tiago Ferreira expressou a sua alegria ao concluir o desafio: "Este é sem dúvida mais um sonho que consegui concretizar! O desafio acabou por se revelar muito mais duro do que o previsto, sobretudo devido à tempestade que enfrentei a meio do percurso - com chuva, frio e muita lama - algo que não esperava encontrar nesta altura do ano.” Desafio a outros atletas Tiago Ferreira lançou um desafio a outros ciclistas para superarem a sua marca: “Estou certo que a partir de hoje outros me irão seguir e procurar superar a minha marca. É importante destacar que usei uma bicicleta de série perfeitamente acessível.” O atleta português salientou ainda que não fez nenhum programa de treino específico para este recorde, tendo inclusive competido no domingo anterior. Um Atleta Exemplar Aos 35 anos, Tiago Ferreira é um dos ciclistas mais bem-sucedidos de Portugal, com um impressionante palmarés que inclui nove títulos de Campeão Nacional, dois títulos de Campeão Europeu e um de Campeão do Mundo. Além disso, Tiago participou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 e conquistou várias vitórias na noutras competições de XCM por todo o mundo. Créditos: Hugo Silva / Red Bull Palmarés de Tiago Ferreira: Palmarés: Campeão Nacional de Cross Country Marathon: 2013, 2015-2020, 2022, 2024 1º lugar Brasil Ride Bahia: 2023 1º lugar Red Bull Gravel X Brasil: 2022 Campeão da Europa de BTT XCM: 2017, 2019 1º lugar La Leyenda del Dorado: 2018 Vice-Campeão do Mundo de BTT XCM: 2017 1º lugar Volta a Catalunha BTT: 2013-2015, 2017 1º lugar Taça do Mundo UCI XCM: várias vitórias em Mêda, Laissac, e Açores (2015-2017) Participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: 2016 Campeão do Mundo de BTT XCM: 2016 Tiago Ferreira continua a inspirar e desafiar atletas em todo o mundo com as suas conquistas e dedicação ao ciclismo. ### Todos os olhos no campeonato nacional de ciclismo! A 22 e 23 de junho o campeonato nacional de ciclismo de estrada decorre em Santa Maria da Feira. Confere o programa de corridas. Cidade anfitriã do campeonato nacional em 2010 e em 2014, Santa Maria da Feira volta ao epicentro do ciclismo distribuindo títulos em distintas categorias. No pelotão masculino de elites vão reunir-se os melhores atletas das equipas Continentais portuguesas, mas o público poderá também desfrutar de craques do WorldTour como António Morgado e Rui Costa (campeão nacional de fundo em 2015 e 2020). Rui Oliveira regressa após contribuir para a vitória de Tadej Pogacar no Giro. Quanto ao vencedor do título de fundo em Mogadouro, Ivo Oliveira confirmou ao TopCycling que apesar de ter partido a mão em finais de maio vai alinhar no contrarrelógio. Créditos: A.S.O./Alex Broadway Ausências de peso de dois campeões O vencedor da prova de contrarrelógio no ano passado, João Almeida, tem o Tour de France à porta e está em Isola 2000 a treinar em altitude após a Volta à Suíça. Também ausente Nélson Oliveira, corredor da Movistar, que por quatro ocasiões levou o título de contrarrelógio para casa. Ausências de peso de dois campeões. Créditos: EF Education - EasyPost Programa de corridas Confere o alinhamento das provas do ciclismo de estrada que vão decorrer entre o Europarque e o Castelo de Santa Maria da Feira. A curta e inclinada subida ao castelo, onde está colocada a meta nas provas de fundo, pode ajudar a definir os campeões. Consulta o programa de corridas: Sexta-feira, 10:00, contrarrelógio individual das sub-23 e elites femininas (21,6 km) Sexta-feira, 12:15, contrarrelógio individual dos sub-23 masculinos (21,6 km) Sexta-feira, 16:30, contrarrelógio individual dos elites masculinos (32,4km) Sábado, 9:30, provas de fundo das categorias femininas Sábado, 15:30, prova de fundo dos sub-23 masculinos Domingo, 11:30, corrida de fundo dos elites masculinos ### Specialized apresenta a nova Chisel A Specialized apresentou a Chisel, a sua nova bicicleta de montanha com Suspensão Total em Alumínio e, segundo a marca, 18,4% mais leve que a concorrente mais próxima. A marca informa que a nova Chisel tem 110mm de curso ajustado pela Specialized Ride Dynamics e uma redução do movimento indesejado pela pedalada, tornando-a extremamente eficiente. Tecnologia D’Aluisio Smartweld A nova Chisel tem a cinemática e geometria avançadas da Epic 8, combinadas com tecnologia de ponta D’Aluisio Smartweld. Esta tecnologia consiste numa nova maneira de soldar o alumínio e graças a ela, segundo a Shimano, a Chisel exibe o quadro de XC em alumínio mais leve da sua classe. Cada tubo do quadro foi altamente manipulado, com espessura continuamente variável e formas que fornecem rigidez onde esta é mais precisa o que, segundo informa a Specialized, permite um maior controlo e conforto. Afinação pela Ride Dynamics Com 110mm de suspensão afinada pela Ride Dynamics, a performance da Chisel advém diretamente da Epic 8, a bicicleta da Specialized utilizada nas provas da Taças do Mundo, permitindo ao utilizador, o seu uso em diferentes terrenos. O tubo do selim íngreme posiciona o ciclista numa posição ideal para pedalar e o movimento “anti-squat” otimizado, reduz o movimento de sobe e desce induzido pela pedalada. A Specialized retirou na Chisel, material e peso extra, com um tubo do selim hidroformado numa peça que integra o pivô do tubo do selim, o pivô principal e a eixo pedaleiro. Numa bicicleta mais tradicional, o tubo do selim é tipicamente apenas um “tubo” com pivôs e eixo pedaleiro soldados. Especificações Cockpit: Guiador elevado de 29mmForqueta: RockShox de 120mmAmortecedor: 110mm de curso traseiro (190x40)Espigão: Espigão telescópico em todos os modelosTravões: SRAM Level TPneu Dianteiro: Ground Control 2.35Pneu Traseiro: Fast Trak 2.35 A nova Chisel é, segundo a marca americana, um excelente modelo de entrada para ciclistas de todas as idades, que procuram uma bicicleta de suspensão total mais capaz, ou para um ciclista que busca o melhor valor para uma bicicleta com tecnologia de ponta. Disponibilidade e preços Podes ver a disponibilidade e preço da nova Chisel aqui, no site da Specialized. ### Review - Sapatos Trek Velocis: O que dizer após 1000 km's. Em 15 de fevereiro deste ano, a Trek apresentou ao mercado três novos modelos de sapatos de ciclismo. Entre eles, os sapatos Trek Velocis, uma opção de gama média. Após mais de um mês de utilização e mais de 1000 quilómetros pedalados com estes sapatos, é hora de partilhar a minha opinião sobre a experiência com os Trek Velocis. Créditos: Topcycling Começo pela questão estética, algo que não vale de muito pois cada um tem os seus gostos e o meu pode não coincidir com o do leitor. No entanto, a minha opinião é que atualmente estes são uns dos sapatos mais bonitos e elegantes do mercado. Desempenho e Rigidez Os Trek Velocis foram concebidos para ciclistas que procuram um bom desempenho sem comprometer o orçamento, é assim que a marca os posiciona e o seu preço de €249,99 também. Estes sapatos surpreenderam-me, não no conforto, porque já esperava que fossem confortáveis, mas pelo desempenho e rigidez, porque embora sejam mais económicos que os modelos Trek Kint e Trek RSL Road, os Velocis não ficam muito atrás destes nesse aspecto. Créditos: Topcycling Durante os quilómetros que fiz, notei que os sapatos demonstram uma capacidade notável para transmitir a potência ao pedal, pelo que, me deixaram a pensar se valerá realmente a pena despender de mais dinheiro pelos modelos topo de gama. (Vou testar os Trek Knit após este teste, depois faço um comparativo). Conforto Excepcional Como referi acima, o conforto não me surpreendeu mas este é um dos pontos fortes dos Trek Velocis. Não me surpreende porque, por norma, em sapatos de gama média as marcas não colocam a questão do desempenho e rigidez como principal objetivo e consequentemente conseguem fabricar sapatos confortáveis. O que acontece muitas vezes nesta gama de sapatos, é os sapatos serem confortáveis e deixarem a desejar na questão do desempenho (o que neste caso não se verifica). Créditos: Topcycling Após várias horas de pedalada, os sapatos mantêm-se confortáveis, o ajuste dos apertos BOA Li2 é firme, não causa dormência nos pés e não há pontos de pressão incómodos. A ligueta "esponjosa" absorve parte da pressão dos fios dos apertos, com isso o pé ganha conforto. Este conforto é crucial para longas distâncias e principalmente para o ciclista que tem contacto pela primeira vez com sapatos de encaixe no ciclismo de estrada. Não vos consigo dizer se esta característica se deve à nova tecnologia MetNet, porque não são os únicos sapatos confortáveis que calcei na vida, mas que são confortáveis são. De realçar ainda, que os fechos BOA Li2 rodam nos dois sentidos para apertar e desapertar o sapato, algo que não se vê em todos os sapatos de gama média, em alguns modelos temos que soltar o botão para desapertar por completo e voltar a apertar, quando queremos ajustar o sapato. (Rodar em ambos os sentidos permite melhor ajuste do sapato, mesmo em andamento). Relação Qualidade/Preço O que vejo nestes sapatos, de acordo com o que experimentei até hoje, é que a relação qualidade/preço dos Trek Velocis é difícil de superar. Para ciclistas que procuram sapatos que ofereçam desempenho e conforto sem exigir um investimento elevado, os Velocis são uma escolha acertada. Menos positivo Os Trek Velocis apresentam dois pontos menos positivos que vale a pena mencionar: tendem a ser ligeiramente quentes para dias de maior calor no verão. No entanto, esta característica torna-se uma vantagem em dias de inverno ou de meia estação; deveriam ter maior proteção de borracha na biqueira, como ciclista não profissional paro muitas vezes e acabo por tocar com a zona interior da biqueira no pneu da frente, o que causou facilmente desgaste no acabemento branco dessa zona do sapato. Em resumo Os Trek Velocis destacam-se como uma excelente opção para ciclistas que procuram sapatos de estrada de gama média. Combinam rigidez, conforto e uma boa relação qualidade/preço. Se estás à procura de sapatos que ofereçam conforto e bom desempenho, sem comprometer o teu orçamento, os Trek Velocis devem ser tidos em conta na tua pesquisa de mercado. Onde comprar Para mais informações técnicas, de preços e lojas onde os podes encontrar estes sapatos, vê aqui no site da marca: https://trek.bike/Sapatos Vídeo do unboxing e primeiro contacto https://youtu.be/_Q_HxTiYCSA?si=bKmVBZGBvrbswo4f ### Johansen vence 8.º Grande Prémio ANICOLOR Julius Johansen (Sabgal / Anicolor) foi o vencedor do 8.º Grande Prémio ANICOLOR, uma vitóriaconsagrada em Águeda, Capital da Bicicleta e onde também se inicia a próxima Volta a Portugal. O ciclista dinamarquês viu a conquista confirmada após vestir a Camisola Amarela na 1.ª Etapa, tendo-a mantido até ao final e dando a vitória à equipa do concelho da qual faz parte a sede desta estrutura. Créditos: GP Anicolor Primeira etapa decidiu a Classificação Final Foi logo na primeira etapa que se decidiu a Classificação Geral do 8.º Prémio Anicilor, numa edição que contou com três etapas e um contrarrelógio a abrir. Primeira etapa Na primeira, num contrarrelógio individual de 16 quilómetros, a equipa da casa conquistou as primeiras três posições, com Julius Johansen a fazer o melhor tempo. Os seus colegas de equipa Maurício Moreira e Rafael Reis ocuparam os restantes lugares do pódio, dando um excelente início de prova à Sabgal / Anicolor. Segunda etapa Na segunda etapa, disputada num sprint em Oliveira do Bairro, foi Francisco Campo da APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense o mais forte no final dos 180 quilómetros que compunham a jornada. O segundo posto ficou para João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e o terceiro para Santiago Mesa da Efapel Cycling. Julius Johansen manteve-se líder. Créditos: GP Anicolor Terceira etapa A terceira e última etapa, dia de todas as decisões, correu-se de Ílhavo a Águeda ao longo de cerca de 150 quilómetros. Num dia onde a fuga conseguiu disputar a vitória, foi o espanhol Ramon Fernandez do Club Ciclista Padronés - Cortizo que se superiorizou e venceu num sprint a dois Afonso Eulálio da ABTF Betão - Feirense. O pelotão chegou a apenas 10 segundos, vantagem suficiente para dar a vitória do 8.º Grande Prémio ANICOLOR a Julius Johansen. Maurício Moreira e Rafael Reis ocuparam os restantes lugares do pódio, numa Sabgal / Anicolor que ainda colocou Artem Nych em quinto lugar. Créditos: GP Anicolor Vencedores das restantes classificações Camisola Azul DUBRAL – MONTANHA: Ramón Fernández (Equipo Cortizo) Camisola Vermelha PERVEDANT – METAS VOLANTES: Francesc Bennassar (Equipo Cortizo) Camisola Bolinhas CUNCORTAVE – PONTOS QUENTES: João Macedo (Credibom / LA Alumínios /Marcos Car) Camisola Branca ESTORES LIMITE – JUVENTUDE: Martín Rey (Equipo Cortizo) Camisola Laranja SAN ANTÓNIO – MELHOR CICLISTA EQUIPAS DE CLUBE: Martín Rey (Equipo Cortizo) Créditos: GP Anicolor ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 4 - Val di Sole A quarta ronda da Taça do Mundo de XCO (Cross-Country OIlímpico) decorreu durante o fim de semana de 14 a 16 de junho, em Val di Sole, nos Alpes Italianos. O percurso da prova de XCO tinha sofrido algumas alterações em relação ao ano passado, com os organizadores a privilegiarem o espetáculo para os espectadores. Corrida Feminina A corrida feminina foi muito atacada desde o início. Logo na primeira volta, destacou- se um grupo de corredoras com Pauline Ferrand Prevot, Puck Pieterse e Loana Lecomte. Na segunda volta, Lecomte foi a primeira a descolar da frente. Pouco depois, um ataque de Prevot também deixou Pieterse para trás. A francesa seguiu sozinha na frente da corrida a partir da segunda volta. Atrás, Pieterse também seguia sozinha na perseguição. Na luta pelo terceiro lugar, um grupo com Lecomte e Lill. A frente da corrida não sofreu muitas alterações até final. Prevot ganhou a corrida com 50’ de vantagem para Pieterse. Lill conseguiu separar-se de Lecomte e chegou isolada no terceiro lugar. A francesa carimbou um ótimo fim de semana depois de ter sido segunda na corrida XCC (Cross-Country Short Tarck). Repete a vitória do ano passado em Val di Sole e vence a segunda ronda da Taça do Mundo de XCO de 2024. Vídeo resumo https://youtu.be/B0t8x5ldlrQ?si=tD9v2CDBZF5qPayq TOP 10 - Elite Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Pauline Ferrand PrevotINEOS Grenadiers1:21:042Puck PieterseAlpecin - Deceuninck+ 0:503Candice Lill+ 1:134Loana LecomteCanyon CLLCTV CXO+ 1:395Savilla BlunkDecathlon Ford Racing Team+ 1:506Laura StiggerSpecialized Factory Racing+ 2:247Mona MitterwallnerCannondale Factory Racing+ 3:158Haley BattenSpecialized Factory Racing+ 3:319Jenny RissvedsTeam 31 Ibis Cycles Continental+ 3:3210Alessandra KellerThömus Maxon+ 4:03 Corrida Masculina A corrida masculina também foi muito mexida desde início. Um grupo com Schurter, Hatherly, Sarrou e Kossmann destacou-se na frente. Na terceira volta, um ataque de Schurter que só Hatherly conseguiu acompanhar. No fim da quarta volta, enquanto Hatherly passava na zona de abastecimento, Schurter atacou e conseguiu a separação. Seguiu sozinho na frente. Hatherly nunca perdeu o suíço de vista, enquanto era perseguido por um grupo onde se destacavam Azzaro, Braidot e Colombo. Schurter nunca seria alcançado, e levou a vitória da corrida. Hatherly chegou sozinho a 7’ do líder. Atrás, Azzaro ganhou o sprint por terceiro entre o grupo perseguidor. O suíço, que tinha sido quarto na corrida XCC, atingiu assim a primeira vitória da época na Taça do Mundo deste ano. Vídeo resumo https://youtu.be/RzPAL6FCjC0?si=9LmY4264Xb6Pn4TE TOP 10 - Elite Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Nino SchurterScott-Sram MTB Racing Team1:18:252Alan HatherlyCannondale Factory Racing+ 0:073Mathis AzzaroDecathlon Ford Racing Team+ 0:464Luca BraidotSanta Cruz Rockshox Pro Team"5Filippo ColomboScott-Sram MTB Racing Team"6Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team XCO+ 0:567Marcel GuerriniBixs Performance Race Team+ 0:588Lars ForsterThömus Maxon+ 1:009Jordan SarrouTeam BMC+ 1:0310Jens SchuermansGiant Factory Off-Road Team - XC+ 1:15 ### Volta à Suíça, etapa 8 - Dobradinha de João Almeida A Volta à Suíça terminou com um contrarrelógio de montanha com 15,7km’s de extensão, entre Aigle e Villars-sur-Ollon. (Vídeo resumo no final do artigo). O dia começou com algumas trocas no “hot seat”, mas o primeiro tempo de referência para os favoritos foi marcado por Lenny Martinez (Groupama – FDJ), com 34:19. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli As Decisões Quando o último ciclista arrancou, Martinez detinha o melhor tempo. O francês daria lugar a Pidcock (INEOS Grenadiers), que foi depois ultrapassado por Riccitello (Israel - Premier Tech) e Skjelmose (Lidl – Trek). João Almeida (UAE Team Emirates) foi o penúltimo a sair. Foi décimo no primeiro ponto intermédio e segundo no segundo ponto intermédio. Atrás, Adam Yates (UAE Team Emirates) registava tempos semelhantes. Almeida tinha guardado forças para o fim e terminou com o melhor tempo à chegada. O esforço de Adam Yates não seria suficiente para ultrapassar o português, que ganhou assim a segunda etapa na prova, com o registo de 33:23’. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1802354609589035348 Yates chegou a 8’ de Almeida, o que lhe permitia ser segundo na etapa e carimbar a vitória na classificação geral. Os Portugueses João Almeida terminou a aproximação ao Tour da melhor maneira: grande forma, duas vitórias de etapa e segundo na geral atrás do companheiro de equipa (veja aqui a entrevista do TopCycling a João Almeida). Nelson Oliveira (Team Movistar) e Rui Costa (EF Education – EasyPost) tiveram esforços mais discretos chegando na posição 34 e 61, respetivamente. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Contas Finais Feitas as contas da Volta à Suíça, Adam Yates sai como vencedor da classificação geral – Almeida e Skjelmose completam o pódio. Yates levou também a classificação dos pontos e da montanha; Skjelmose a classificação da juventude. A UAE Team Emirates conquistou a classificação por equipas. Vídeo resumo da Etapa 8 https://youtu.be/ulQNEYKAciU?si=k6HOnMOe9g5yWfVK Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates33:232Adam YatesUAE Team Emirates+ 0:083Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 0:204Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+ 0:375Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 0:506Lenny MartinezGroupama - FDJ+ 0:557Pelayo SanchezMovistar Team+ 1:218David De La CruzQ36.5 Pro Cycling Team+ 1:259Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:3010Wilco KeldermanTeam Visma+ 1:40 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates20:18:492João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:223Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 3:024Egan BernalINEOS Grenadiers+ 3:125Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 3:316Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 4:367Enric MasMovistar Team+ 5:018Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 5:409Wilco KeldermanTeam Visma+ 6:3110Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 6:35 ### Volta à Suíça, etapa 7 - UAE Emirates assusta para o Tour A sétima etapa da Volta à Suíça chegou a Villars-sur-Ollon depois de 118,2km’s. A última subida do dia contou com 7,9km’s a 7,7% de pendente média. (Vídeo resumo da etapa no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli A fuga do dia estabilizou com 8 corredores: Rubio (Movistar Team), Van Gils (Lotto Dstny), Paret-Peintre (Decathlon AG2R La Mondiale Team), Moniquet (Lotto Dstny), Christen (UAE Team Emirates), Staune-Mittet (Team Visma | Lease a Bike), e Pickering (Bahrain – Victorious). A fuga nunca teve muita margem e no início da última subida, Staune-Mittet seguia sozinho na frente com 50’ de vantagem sobre o pelotão. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Decisão da etapa A INEOS Grenadiers impôs um ritmo forte desde o início da subida. A 4km’s do fim, Gall (Decathlon AG2R La Mondiale Team) atacou, apanhando o último fugitivo do dia. 1km. depois, ataque de João Almeida (UAE Team Emirates). Yates (UAE Team Emirates) e Riccitello (Israel - Premier Tech) foram os únicos a seguir na roda do português. O trio apanhou Gall pouco depois. Já dentro dos dois km’s finais, foi a vez de Yates atacar. Desta vez, apenas João Almeida seguiu na roda. O duo partia para a vitória da etapa. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1802012666157744381 Já não houve ataques até ao fim e os dois cruzaram a linha lado a lado, numa demonstração de força da UAE Team Emirates. Yates acabou por ser o primeiro a cruzar a linha da meta; João Almeida fez segundo na etapa e Riccitello chegou em terceiro. Os Portugueses João Almeida volta a confirmar a grande forma antes do Tour. O português e Yates voltaram a demonstrar a superioridade perante todo o pelotão. Nelson Oliveira (Movistar Team) teve mais um dia de trabalho na luta pelo top 10 do seu líder, Mas (Movistar Team). Rui Costa (EF Education – EasyPost) correu hoje o dia 1111 de estrada da sua carreira. Descolou do pelotão na subida final. Vídeo resumo da Etapa 7 https://www.youtube.com/watch?v=ENsPjaX5wGk Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates3:05:412João AlmeidaUAE Team Emirates"3Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+ 0:144Wilco KeldermanTeam Visma Lease a Bike+ 0:165Mattias SkjelmoseLidl - Trek"6Egan BernalINEOS Grenadiers"7Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL"8Thomas PidcockINEOS Grenadiers"9Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 0:3210Enric MasMovistar Team+ 0:35 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates16:39:462João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:313Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:514Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 2:505Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 3:026Enric MasMovistar Team+ 3:237Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 3:548Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 4:039Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 4:4110Wilco KeldermanTeam Visma Lease a Bike+ 4:59 Amanhã os ciclistas terminam a Volta à Suíça com um contrarrelógio de 15,7km’s. Perfil Etapa 8 (CRI) Créditos: Tour de Suisse ### Volta à Suíça, etapa 6 – O dia de João Almeida A sexta etapa da Volta à Suíça devia ter iniciado em Locarno, mas o cancelamento da contagem de montanha deixou a etapa apenas com 42,5km’s de extensão, entre Ulrichen e Blatten. (Vídeo resumo da etapa no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Uma fuga de três homens formou-se no início do dia: Bissegger (EF Education – EasyPost), Van den Broek (Team dsm-firmenich PostNL) e Foldager (Team Jayco AlUla). O pelotão nunca deu muito espaço à fuga, que chegou à última subida do dia com 1:10’. Decisão da Etapa A UAE Team Emirates impôs um ritmo forte na subida e, a 3,5km’s do fim, Adam Yates (UAE Team Emirates) atacou, apanhando o último fugitivo do dia no processo. O pelotão partiu e um grupo perseguidor composto por João Almeida (UAE Team Emirates), Egan Bernal (INEOS Grenadiers) e Skjelmose (Lidl – Trek) seguiu atrás do britânico. A 1km do fim, João Almeida arrancou sozinho. Conseguiu fazer a ponte para Yates e os dois seguiram sozinhos para a meta. Nos últimos metros o português foi mais forte e venceu a etapa. Yates foi segundo e Skjelmose terceiro. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Almeida continua a mostrar grande forma antes do Tour de France (veja aqui a entrevista do TopCycling a João Almeida). https://twitter.com/tds/status/1801630740402041125 Os Portugueses João Almeida é de novo o destaque do dia na Volta à Suíça. Numa etapa “sprint”, o português chegou à primeira vitória da época e à sétima vitória World Tour da carreira. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Nelson Oliveira (Team Movistar) teve um dia tranquilo no apoio ao líder Mas (Team Movistar). Rui Costa (EF Education – EasyPost) foi o melhor colocado da sua equipa na etapa de hoje. Video resumo https://youtu.be/R4QfqwzDqWs?si=8Dffg0HLx5VsfX7y Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates0:55:132Adam YatesUAE Team Emirates+ 0:043Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 0:094Egan BernalINEOS Grenadiers+ 0:155Lenny MartinezGroupama - FDJ+ 0:356Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 0:407Enric MasMovistar Team+ 0:478Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech"9Pelayo SánchezMovistar Team+ 0:5410Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates16:39:462João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:273Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:284Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 2:245Enric MasMovistar Team+ 2:386Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 2:427Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 3:288Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 3:379Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 4:0110Pelayo SánchezMovistar Team+ 4:28 Amanhã, a última etapa de montanha desta Edição da Volta à Suíça. Perfil da etapa sete Créditos: Tour de Suisse ### Volta à Suíça - Etapa 5 - Espetáculo de João Almeida A quinta etapa da Volta à Suíça ligou Ambrì a Carì (148.6km’s de extensão). A etapa terminou com uma subida de 10,2km, com pendente média de 8%. (Vídeo resumo da etapa no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli A fuga do dia tardou a formar-se. Finalmente, estabilizou com 5 ciclistas: Rubio (Movistar Team), Williams (Israel – Premier Tech), Staune-Mittet (Team Visma | Lease a Bike), Lutsenko (Astana Qazaqstan Team), e Peters (Decathlon AG2R La Mondiale Team). O pelotão manteve sempre a fuga controlada, e chegou à última subida do dia com os fugitivos praticamente alcançados. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Decisão da etapa A UAE Team Emirates comandou o pelotão e selecionou o grupo. A 6km’s do fim, João Almeida (UAE Team Emirates) saltou para a frente do pelotão e impôs ritmo para Adam Yates (UAE Team Emirates). Quando Yates atacou, a 1,5km’s do fim, o grupo tinha apenas 5 unidades. Bernal (INEOS Grenadiers) e Enric Mas (Movistar Team) tentaram seguir o britânico, sem sucesso. Yates seguiu sozinho para a vitória de etapa. Atrás, João Almeida ultrapassou todos menos o colega de equipa e terminou em segundo. Bernal fez terceiro. A UAE Team Emirates carimba um ótimo dia na Volta à Suíça, com Yates mais líder e João Almeida mais segundo – as sensações parecem boas na aproximação ao Tour de France. https://twitter.com/RoadCode/status/1801308510480990224 Os Portugueses O destaque do dia foi João Almeida, demonstrou grande nível ao selecionar o grupo e ainda chegar em segundo na etapa. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Nelson Oliveira (Movistar Team) teve mais um dia de trabalho para o líder, Mas, que subiu a quarto na geral. Rui Costa (EF Education – EasyPost) perdeu algum tempo na etapa num dia em que a sua equipa ficou sem o líder Carapaz. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=q4iQ5II15rM Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates3:54:372João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:053Egan BernalINEOS Grenadiers+ 0:164Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 0:185Enric MasMovistar Team+ 0:226Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 0:547Thomas PidcockINEOS Grenadiers"8Sergio HiguitaBORA - hansgrohe+ 1:039Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 1:1310Cian UijtdebroeksTeam VismaLease a Bike Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates15:44:352João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:353Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:114Enric MasMovistar Team+ 1:495Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 1:536Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 2:177Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 2:218Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 2:469Cian UijtdebroeksTeam VismaLease a Bike10Sergio HiguitaBORA - hansgrohe+ 3:01 A etapa de amanhã terá apenas 42,5km’s, depois de ser cancelada a passagem na contagem de montanha especial, em Nufenen Pass. Contará com mais um final em subida. Perfil da etapa 6 Créditos: Tour de Suisse ### Volta a Portugal 2024 - Já se conhecem as etapas Foi apresentada a Volta a Portugal Continente de 2024, a prova rainha do ciclismo nacional e que este ano celebra a 85.ª edição. Numa cerimónia realizada no Teatro Viriato em Viseu, ficamos a conhecer, as localidades, o percurso e o que esperar de uma edição que promete dureza logo no seu arranque. A Grandíssima vai correr-se ao longo de 12 dias, de 24 de julho a 4 de agosto, com um dia de descanso na Guarda no dia 29 de julho entre as etapas quatro e cinco. Arranca em Águeda e termina em Viseu. Um prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio individual no último dia é o que espera os ciclistas que vão ter de percorrer um total de 1540 quilómetros, com 32 Prémios de Montanha e 27 Metas Volantes. Créditos: Podium Events As etapas 24/07 - Prólogo: Águeda - 5,6km Arranque da 85.ª edição da Volta a Portugal com um prólogo em Águeda, Capital da Bicicleta e de onde sairá o primeiro camisola amarela desta edição. Créditos: Podium Events 25/07 - 1ª Etapa: Anadia (Sangalhos) – Miranda do Corvo (Observatório Vila Nova) - 158,2km Primeira etapa em linha da Volta e primeira chega em alto ao Observatório do Vila Nova, onde ciclistas menos bem preparados podem logo ao primeiro dia dizer adeus à geral. Créditos: Podium Events 26/07 - 2ª Etapa: Santarém – Lisboa (Marvila) - 164,5km Primeiro dia para os homens rápidos numa chegada que associa a 85ª Volta a Portugal às comemorações do Cinquentenário do 25 de Abril evocando a memória do Capitão Salgueiro Maia que liderou a coluna militar que saiu de Santarém para Lisboa em 1974. Créditos: Podium Events 27/07 - 3ª Etapa: Crato – Covilhã (Torre) - 161,2km Segunda chegada em alto, desta vez a mítica subida à Torre. No final deste dia já vamos começar a perceber quem são os ciclistas e as equipas que vão ser protagonistas desta dura edição da prova. Créditos: Podium Events 28/07 - 4ª Etapa: Sabugal – Guarda - 164,5km Mais um final em alto no empedrado da Guarda e, embora menos duro que nas etapas anteriores, são já três finais em subida em quatro etapas em linha. Este dia fará novas diferenças na geral e antecede o dia de descanso. Créditos: Podium Events 30/07 - 5ª Etapa: Penedono – Bragança - 176,8km Início da segunda metade da prova com a já tradicional chegada a Bragança e segunda oportunidade para os sprínters do pelotão mostrarem que valeu o esforço passar tanta dureza no início da Volta. Créditos: Podium Events 31/07 - 6ª Etapa: Bragança – Boticas - 169,1km Etapa típica rompe pernas com cinco contagens de montanha e onde a subida de primeira categoria a Torneiros, situada a 17 quilómetros da meta, vai ser fundamental para o sucesso de uma fuga ou chegada em grupo reduzido. Créditos: Podium Events 1/08 - 7ª Etapa: Felgueiras – Paredes - 160,4km Início de agosto e onde as temperaturas começam a sufocar o pelotão. Nova oportunidade para os sprínters mais resistentes devido às três contagens de montanha nos últimos 40 quilómetros. Créditos: Podium Events 2/08 - 8ª Etapa: Viana do Castelo – Fafe - 182,4km Etapa mais longa da 85.ª edição da Volta a Portugal que com a subida de quarta categoria a Golães a apenas cinco quilómetros da meta vai dar oportunidades a surpresas e dificultar a vida aos homens rápidos do pelotão. Créditos: Podium Events 3/08 - 9ª Etapa: Maia – Mondim de Basto, Sr.ª da Graça - 170,8km Última etapa antes do derradeiro contrarrelógio individual, com uma das tiradas mais duras da edição 85 da Volta. No menu, uma contagem de quarta categoria e três contagens de primeira, num dia que culmina com a ascensão pela 45.ª vez na história da prova à Sr.ª da Graça Créditos: Podium Events 4/08 - 10ª Etapa (Contrarrelógio individual): Viseu – Viseu - 26,7km Última etapa com um contrarrelógio individual em Viseu, a Cidade Europeia do Desporto 2024. Nos quase 27 quilómetros de esforço, os ciclistas terão aqui a sua última oportunidade para fazer diferenças antes de ser anunciado o vencedor da edição 85 da Volta a Portugal Continente. Créditos: Podium Events As equipas Vão ser cerca de 133 ciclistas distribuídos por 17 equipas que vão percorrer as estradas nacionais e lutar pela camisola amarela. Às nove equipas Continentais portuguesas juntam-se mais oito, quatro Continentais e quatro ProTeams: TEAM VORARLBERG (AUT); CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP); EQUIPO KERN PHARMA (ESP); BURGOS-BH (ESP); EUSKALTEL-EUSKADI (ESP); PARKHOTEL VALKENBURG (NED); SABGAL/ANICOLOR (POR); PROJECT ECHELON RACING (USA); EFAPEL CYCLING (POR); ABTF BETÃO – FEIRENSE (POR); TAVFER-OVOS MATINADOS-MORTÁGUA (POR); GI GROUP HOLDING - SIMOLDES – UDO (POR); CREDIBOM/LA ALUMÍNIOS/ MARCOS CAR (POR); AP HOTELS & RESORTS /TAVIRA/ SC FARENSE (POR); AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR); PETROLIKE (MEX); RADIO POPULAR - PAREDES – BOAVISTA (POR). Camisolas em disputa Vão ser quatro as camisolas em disputa, a Amarela do líder da Classificação Geral Individual, a Laranja Galp que distingue o ciclista que acumula maior pontuação nas Metas Volantes e Chegadas para a Classificação dos Pontos, a Azul para a classificação da montanha e a Branca para a Classificação da Juventude. Créditos: Podium Events ### Granfondo Portimão 2024 - O ultimo desafio do ano No dia 3 de novembro de 2024, Portimão será o cenário escolhido para um evento que promete ser uma celebração do desporto, a 1.ª edição do Granfondo Portimão. Uma combinação entre a resistência do ciclismo e as paisagens deslumbrantes do Algarve num espetáculo visual sem igual. Os percursos que vão desde a costa azul cristalina até aos serenos montes do interior, prometem oferecer uma experiência inesquecível aos seus participantes. Percursos A organização Cabreira Solutions apresenta três desafios, onde os atletas poderão optar pelas seguintes distâncias, com as respectivas designações, quilometragens e altimetria: Inscrições e mais informações As inscrições para o Granfondo Portimão já estão a decorrer e, apesar de abertas há apenas um mês, já conta com cerca de 950 participantes inscritos. Para inscritos até 30 de junho, está a decorrer a oferta de um jersey oficial do evento. Poderás inscrever-te na página do evento AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Suíça - Resumo da Etapa 4 A quarta etapa da Volta à Suíça ligou Rüschlikon a Gotthard Pass (171km’s de extensão). A etapa terminou com duas contagens de montanha consecutivas (vídeo resumo no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Fuga do dia A fuga do dia formou-se após algumas tentativas. Contou com 8 ciclistas: Calmejane (Intermarché - Wanty), Træen (Bahrain - Victorious), Coquard (Cofidis), Kuypers (Intermarché - Wanty), Matthews (Team Jayco AlUla), Thalmann (Tudor Pro Cycling Team), Sommer (Swiss Cycling), e Dillier (Alpecin - Deceuninck). Várias movimentações foram selecionando a fuga e, a 10km’s do fim, Træen atacou e seguiu sozinho. Chegou à última subida do dia com cerca de 3:50’ sobre o pelotão. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Decisão da etapa Chegado à última subida do dia, o pelotão seguia reduzido. A 4km’s do fim, Yates (UAE Team Emirates) atacou e seguiu sozinho. O pelotão partiu completamente enquanto Yates perseguia Træen pela vitória da etapa. João Almeida (UAE Team Emirates) seguiu o ataque de Mattias Skjelmose (Lidl – Trek) e os dois estavam sozinhos atrás de Yates. No fim, Traen aguentou e alcançou uma vitória emotiva para a Bahrain – Victorious, um ano depois da tragédia de Gino Mäder. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Adam Yates chegou em segundo, a 23’, e ascende ao primeiro lugar da geral. Skjelmose foi terceiro na etapa, com João Almeida na sua roda. O português sobe a segundo na geral numa etapa muito positiva para a UAE Team Emirates. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Os portugueses Rui Costa (EF Education - EasyPost) descolou cedo num dia menos positivo para a equipa – abrem-se as portas para o português tentar disputar uma etapa através da fuga; Nelson Oliveira (Movistar Team) teve mais um dia de trabalho para Enric Mas (Movistar Team), que voltou a subir posições na geral. João Almeida demonstrou grande forma, reagindo a todas as movimentações no grupo dos favoritos. Vídeo resumo da etapa 4 https://www.youtube.com/watch?v=GIaI9IwKnSY&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Torstein TræenBahrain - Victorious4:10:212Adam YatesUAE Team Emirates+ 0:233Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 0:484João AlmeidaUAE Team Emirates"5Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:006Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 1:277Enric MasMovistar Team"8Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team"9Cian UijtdebroeksTeam VismaLease a Bike10Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates11:50:082João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:263Mattias SkjelmoseLidl - Trek"4Egan BernalINEOS Grenadiers+ 0:495Wilco KeldermanTeam VismaLease a Bike6Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 1:177Enric MasMovistar Team"8Cian UijtdebroeksTeam VismaLease a Bike9Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+ 1:2510Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 1:42 Perfil da etapa 5 Amanhã, espera-se mais luta pela classificação geral, com mais um final em alto. Créditos: Tour de Suisse ### António Morgado na Volta à Eslovénia António Morgado volta à competição na Volta à Eslovénia que se corre de 12 a 16 de junho. O ciclista português regressa depois de uma aterafada época de clássicas de onde se seguiram as Astúrias e a Corrida da Paz. Já com duas vitórias em 2024 (Giro della Romagna e segunda etapa da Volta às Astúrias), Morgado tem na Volta à Eslovénia a oportunidade de correr mais uma prova por etapas antes de um dos seus grandes objetivos da temporada, a Volta à França do Futuro que arranca no próximo dia 18 de agosto. Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency UAE com experiência e juventude António Morgado de 20 anos, vai estar numa UAE Team Emirates de seis elementos que conta tanto com corredores experientes como Alessandro Covi (25) Domen Novak (28) e Stake Laengen (35) como ciclistas que vêm diretos da Gen Z, equipa de desenvolvimento da UAE Team Emirates: Anze Ravbar (19) e Jonathan Guatibonza (20). https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1800626821198959012 Sete equipas WorldTour Vão estar à partida da Volta à Eslovénia sete equipas do WorldTour (Jayco Alula, Bahrain Victorious, Bora Hansgrohe, EF Education-EasyPost, Ineos Grenadiers, Groupama-FDJ e a Team Emirates de António Morgado. Para além das sete WorldTour estão à partida 11 ProTeams e cinco equipas Continentais. Ciclistas como Pello Bilbao, Matej Mohoric, Jhonatan Narváez, Dylan Groenewegen, Tobias Halland Johannessen, Michael Storer e Filippo Zana são algumas das estrelas que estarão em prova a competir pelas etapas e pela classificação geral. As etapas A Volta à Eslovénia vai para a sua 30.ª edição e traz um perfil duro e onde a chegada em alto a Krvavec no final da quarta e etapa rainha, vai irá ser fundamental para um bom resultado na classificação geral Etapa 1 - Fonte: site oficial da prova Etapa 2 - Fonte: site oficial da prova Etapa 3 - Fonte: site oficial da prova Etapa 4 - Fonte: site oficial da prova Etapa 5 - Fonte: site oficial da prova Transmissão A corrida terá transmissão no Eurosport 1, entre as 12:00 e as 14:00, excepto nos dias 15 e 16 de junho, dias em que será transmitida no Eurosport 2 no mesmo horário. Comentários de Gonçalo Moreira e Luís Beltrão. Tiago Machado vencedor na Eslovénia Tiago Machado já venceu esta prova no ano de 2014 quando começava a aparecer um ciclista chamado Primož Roglič. Nessa edição o corredor esloveno com 24 e no seu segundo ano como profissional fez 25.º a mais de oito minutos do português. Roglič acabou por vencer no ano seguinte, repetindo a vitória em 2018. A última edição foi ganha por Filippo Zana, tendo as duas anteriores sido vencidas por Tadej Pogačar. A prova vai ser transmitida no Eurosport com a primeira etapa a ter início ao 12h30m. ### Volta à Suíça - Resumo da Etapa 3 A terceira etapa da Volta à Suíça partiu de Steinmaur em direção a Rüschlikon (161.7km’s de extensão). As dificuldades finais deixavam em aberto a luta pela vitória. (Vídeo resumo da etapa no final do artigo). Destaque para a homenagem do suíço a Gino Mäder, por parte da equipa Bahrain - Victorious. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Fuga do dia A fuga formou-se no início da etapa, composta por 5 ciclistas: Lienhard (Groupama – FDJ), Jacobs (Movistar Team), González (Team Corratec - Vini Fantini), Janssen (Swiss Cycling), Jenni (Swiss Cycling). Chegou a ter 4 minutos de vantagem para o pelotão. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Jacobs, último resistente da fuga, foi apanhado a 18km’s do fim. Decisão da etapa O pelotão chegou completo às últimas dificuldades do dia (2 contagens de montanha de terceira categoria). Algumas movimentações iam sufocando os sprinters. Marc Hirschi (UAE Team Emirates) lançou um ataque a 3km’s e só foi absorvido no último quilómetro. A etapa terminou num sprint em subida. Thibau Nys (Lidl – Trek) foi o mais forte e levou a vitória da etapa. O belga de 21 anos carimbou a sexta vitória da época e segunda no circuito World Tour (veja aqui a entrevista do TopCycling a Thibau Nys). Williams (Israel - Premier Tech) fez segundo e Bettiol (EF Education – EasyPost), que terminou em terceiro, chegou ao primeiro lugar da classificação geral. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Os portugueses O pelotão terminou com alguns cortes que viram João Almeida (UAE Team Emirates) perder 7’ para o vencedor da etapa, descendo a quinto da geral; Rui Costa (EF Education – EasyPost) chegou a 43’, no dia em o companheiro de equipa chega à liderança da classificação geral; Nelson Oliveira (Movistar Team) viu o seu líder, Enric Mas (Movistar Team), subir muitas posições na geral. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ngWQKeQciaE&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Thibau NysLidl - Trek3:27:312Stephen WilliamsIsrael - Premier Tech"3Alberto BettiolEF Education - EasyPost"4Roger AdriàBORA - hansgrohe"5Paul LapeiraDecathlon AG2R La Mondiale Team"6Wilco KeldermanTeam VismaLease a Bike7Adam YatesUAE Team Emirates"8Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 0:039Ben TulletTeam VismaLease a Bike10Richard CarapazEF Education - EasyPost" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Alberto BettiolEF Education - EasyPost7:39:202Ethan HayterINEOS Grenadiers+ 0:063Wilco KeldermanTeam VismaLease a Bike4Stephen WilliamsIsrael - Premier Tech"5João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:096Finn Fisher-BlackUAE Team Emirates"7Mattias SkjelmoseLidl - Trek"8Adam YatesUAE Team Emirates+ 0:109Jan ChristenUAE Team Emirates+ 0:1110Roger AdriàBORA - hansgrohe+ 0:13 Perfil da etapa 4 Amanhã os ciclistas enfrentam a primeira etapa de montanha da Volta à Suíça, com o final a chegar acima dos 2000mts. de altitude. Créditos: Tour de Suisse ### Volta à Suíça - Resumo da Etapa 2 A segunda etapa da Volta à Suíça ligou Vaduz a Regensdorf e contou com uma extensão de 177,3km’s. Previa-se uma chegada ao sprint no final da etapa (vídeo resumo no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli A fuga do dia formou-se logo no início da etapa, composta por 5 ciclistas: Jenni (Swiss Cycling), Kuypers (Intermarché – Wanty), Stehli (Swiss Cycling), González (Team Corratec - Vini Fantini) e Debons (Team Corratec - Vini Fantini). Os fugitivos chegaram a ter 5 minutos de vantagem sobre o pelotão. A Alpecin Deceuninck destacou-se na perseguição à frente da corrida. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Últimos Quilómetros A 10 km’s do fim, os últimos elementos da fuga (Kuypers e Debons) são apanhados pelo pelotão. Seguiram-se algumas movimentações, com destaque para o ataque de Bettiol (EF Education – EasyPost) a 5km’s do fim. O italiano seria apanhado a 1,2km’s do fim. O pelotão chegou completo ao último quilómetro. No sprint pela etapa, Coquard (Cofidis) foi o primeiro a arrancar e ninguém apanhou o francês, que levou a vitória. Matthews (Team Jayco AlUla) foi segundo e De Lie terceiro (Lotto Dstny). Os portugueses chegaram todos com o mesmo tempo do vencedor: Rui Costa (EF Education – EasyPost) foi quinto; João Almeida (UAE Team Emirates) chegou na posição 45; Nelson Oliveira (Movistar) na posição 64. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Yves Lampaert (Soudal Quick-Step) mantém a liderança da corrida depois da etapa de hoje; João Almeida ascende uma posição e está agora no terceiro lugar da classificação geral da Volta à Suíça. Video Resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=nAeE5aAOWEE&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Bryan CoquardCofidis4:06:392Michael MatthewsTeam Jayco AlUla"3Arnaud De LieLotto Dstny"4Brandon Smith RiveraINEOS Grenadiers"5Rui CostaEF Education - EasyPost"6Axel LauranceAlpecin - Deceuninck"7Thomas PidcockINEOS Grenadiers"8Roger AdriàBORA - hansgrohe"9Francesco BusattoIntermarché - Wanty"10Stephen WilliamsIsrael - Premier Tech" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Yves LampaertSoudal Quick-Step4:11:442Ethan HayterINEOS Grenadiers+0:043João AlmeidaUAE Team Emirates+0:074Finn Fisher-BlackUAE Team Emirates"5Michael MatthewsTeam Jayco AlUla"6Samuel WatsonGroupama - FDJ+0:097Alberto BettiolEF Education - EasyPost"8Stefan KüngGroupama - FDJ+0:119Mauro SchmidTeam Jayco AlUla"10Søren Kragh AndersenAlpecin - Deceuninck" Perfil Etapa 3 Créditos: Tour de Suisse ### João Almeida – "Gostava que ganhasse o Tadej Pogacar e de fechar top cinco" Estreia no Tour de France ao lado de Tadej Pogacar motiva João Almeida. Preparação ultimada na Volta à Suíça onde quer discutir a geral. Pela primeira vez desde que é profissional João Almeida viu o Giro de Itália do sofá. Uma sensação estranha para quem em 2023 subiu ao pódio. O objetivo deste ano é o Tour de France. Para preparar a estreia trocou o frio de abril pelo calor de maio e passou um mês e um dia em altitude entre Andorra e Serra Nevada. Foi à distância que viu Tadej Pogacar massacrar os rivais e a UAE-Emirates controlar as três semanas de prova. “Já era expectável. Deu para ver a diferença, não houve concorrência para o Tadej nem um dia em que tivesse tido dificuldades ou chegasse atrás dos outros.” João Almeida ao TopCycling. Créditos: Fabio Ferrari/Lapresse Tadej Pogacar esteve em modo gestão O Giro é uma corrida com menos stress do que o Tour e o percurso deste ano não foi o mais exigente. Particularmente a segunda semana permitiu respirar um pouco. João Almeida tem a perspetiva de quem pedala. Conhece a prova como a palma da mão e não tem dúvidas de que Tadej Pogacar esteve em modo gestão. “Se fosse preciso ir a mais, a sensação ao ver de fora é de que podia ir a mais. Ele é o mais forte, os outros vão acumulando fadiga; o facto de estar tão forte leva a equipa a meter um passo forte, mas não vai no red line. É quase como se fosse a treinar, eu diria. Não me interpretem mal, claro que ele ataca e doem-lhe as pernas, vai a fundo, mas uma coisa é ir a fundo e outra é ir em quebra. Os outros é que vão em quebra e isso é que passa fatura às pernas. Ele ataca e vai no passo dele, vão a doer-lhe a pernas, mas no passo dele vai confortável. Se calhar no Tour, como já vimos no passado contra o Vingegaard, vai no passo que dá para ir.” Créditos: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Juntar o Tour de France ao Giro de Itália Tadej Pogacar tem a missão de juntar o Tour de France ao Giro de Itália e completar uma dobradinha que há 26 anos ninguém faz. Ciclistas ganhadores como João Almeida, Juan Ayuso e até o 3º classificado do passado Tour, Adam Yates, serão gregários de luxo. “Vai começar o Tour numa forma muito boa, com frescura, apesar de ter feito o Giro. A dobradinha está bem possível. Gostava que ganhasse o Tadej e gostava de fechar top cinco. Ficava feliz. Sei que vou para tentar ajudá-lo a ganhar. Todos temos as nossas oportunidades, mas o objetivo é claro. Mentalmente vou feliz, com o objetivo cumprido de ir ao Tour. É uma honra correr ao lado dele e fazer parte de algo histórico.” Créditos: LaPresse "O Tour começa na 14ª etapa" No Dauphiné a concorrência mostrou as cartas. Primoz Roglic ganhou duas etapas e a geral; Remco Evenepoel ganhou o contrarrelógio. Ambos estão recuperados da queda sofrida na Volta ao País Basco. A dúvida reside no estado de forma do bicampeão Jonas Vingegaard. “Roglic pouco foi afetado pela queda, não partiu nada. Talvez uma pequena paragem, mas antes do Tour tinha sempre que parar. O Remco já fica um bocadinho mais limitado e o Vingegaard não vai ser o mesmo dos últimos anos. O Tour começa na 14ª etapa, até lá não há etapas que possam fazer grandes diferenças. Temos um início duro, mas depois são etapas acessíveis. No final da segunda semana começa a dureza a sério. Dá para o Vingegaard acabar forte.” Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Como gerir tanto talento e egos? Seis etapas, vitória no Giro com a maior margem entre 1º e 2º desde 1965 e a edição mais rápida de sempre. A estreia de Tadej Pogacar em Itália deixou números fortes. O Caníbal de Komenda está numa missão. Ao lado terá um português que só quer desfrutar da estreia no Tour e de correr com um corredor especial. O bloco do Tour é de luxo, mas como gerir tanto talento e egos? Terão os corredores da UAE-Emirates a noção do teórico poder de fogo dos oito convocados? “Temos essa noção, vamos lá ver como vai correr. Há espaço para todos. Reconheço que o Tadej é um atleta mais forte, por isso gosto de correr com ele e ajudá-lo. Também tenho as minhas ambições e gosto de ir a algumas corridas para disputar como tenho tentado fazer. Nem sempre dá, mas o importante é o foco no trabalho, treinar duro e assim que tiver a forma física os resultados aparecem sempre.” Créditos: LaPresse Subir o nível após um ano discreto João Almeida preparou a Volta à Suíça com afinco. É o prelúdio do Tour e há que subir o nível após um ano discreto – 11º no Paris-Nice e 9º na Volta à Catalunha. Como sonhar é grátis porque não pensar em igualar a estreia de Joaquim Agostinho que no Tour de 1969 foi 8º e ganhou etapas em Mulhouse e Revel? O primeiro passo para chegar forte é passar o teste da Volta à Suíça. “O importante é pensar positivo e focar no trabalho que é isso que vai trazer a boa forma e os resultados. Encaro a Volta à Suíça com confiança na minha forma física e tenho tudo para voltar ao meu nível e discutir a corrida. Vi o último contrarrelógio, sei que a última etapa de montanha tem a mesma subida do contrarrelógio portanto farei logo o reconhecimento. Está ao nível de um Dauphiné, a corrida vai ser dura e vai fazer doer as pernas.” https://www.youtube.com/watch?v=-FKSlelYTc0 O Cycling News seguiu Rui Costa na Volta à Suíça de 2014.Recorda a terceira vitória do campeão mundial. Apoio incrível dos emigrantes A comunidade portuguesa na Suíça está chamada a fazer por João Almeida o que já fez por Rui Costa. Com um apoio incrível dos emigrantes radicados no país alpino o poveiro – que regressa de lesão – venceu três vezes a geral. “Faz a diferença. Lembro-me do Giro passar na Suíça e dá logo outra motivação. Mesmo em juniores fiz o Tour du Pays de Vaud com a seleção e correu bem. Não sei se é do chocolate, mas tem corrido bem. É gratificante ver as pessoas a apoiar e quando são momentos de muito sofrimento dá motivação extra. Há ali uma troca de energia.” Como será o resto da época? Até sair a convocatória para os Jogos Olímpicos nada está definido. João Almeida gostava de fazer a Vuelta a Espanha, mas se for a Paris 2024 seguramente não poderá estar à partida em Lisboa. A alternativa seria apontar à Lombardia e aos Mundiais. ### Taça de Portugal XCO - Fundão Este domingo, no Fundão, decorreu a quarta prova da Taça de Portugal de XCO (cross-country olímpico), onde Raquel Queirós (BH Coloma Team) e Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB Team) se destacaram ao vencer as provas das categorias elite. Corrida Elite Feminina Na prova feminina, Raquel Queirós mostrou-se a mais forte, completando o percurso em 1h26m58s. Ana Santos (Guilhabreu MTB Team) terminou em segundo lugar, a 1m24s da vencedora, e Joana Monteiro ficou na terceira posição, a 3m33s. Com este resultado, Ana Santos mantém-se na liderança do ranking da Taça de Portugal de XCO. TOP 10 Elite Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Raquel QueirósBH Coloma Team1:26:582Ana SantosGuilhabreu MTB Team1:28:233Joana Monteiro#Individual#1:30:314Lara LoisRG Bikes Scott Team1:32:555Maaris MeierSAGIPER / NSCP Mortágua1:36:356Leandra GomesSAERTEX Portugal / Edaetech1:37:577Beatriz Sousa24horas Altimetria1:43:238Mariana ViaisAEBTT Rio1:46:469Catarina LopesAXPO / FirstBike Team / Vila do Condea 1 volta10Sara CasimiroKorpo Activo / Penacovaa 1 volta Corrida Elite Masculina Na categoria masculina, Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB Team) venceu com o tempo de 1h27m21s, seguido por Diogo Neves (Guilhabreu MTB Team) e João Cruz (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde). No ranking geral da Taça de Portugal de XCO, Roberto Ferreira assume a liderança juntamente com Mário Costa, ambos com 120 pontos. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 Elite Masculino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Roberto FerreiraGuilhabreu MTB Team1:27:212Diogo NevesGuilhabreu MTB Team1:28:233João CruzAXPO / FirstBike Team / Vila do Conde1:28:334Mário Costa#Individual#1:30:345Rafael SousaGuilhabreu MTB Team1:30:546Ricardo MarinheiroClube BTT Matosinhos1:32:457Filipe FranciscoCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira1:33:208Guilherme BarrosGuilhabreu MTB Team1:33:549Luís Pereira#Individual#1:35:4210Bruno SanchoSAGIPER / NSCP Mortágua1:36:58 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=e8k0khKJ_I0 Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Volta à Suíça - Etapa 1 - CRI A edição 87 da Volta à Suíça arrancou hoje, com um contrarrelógio plano de 4,77km’s em Vaduz.Esperava aos ciclistas um esforço curto, mas intenso, para marcar as primeiras diferenças entre os homens da geral. João Almeida em destaque O dia começou com destaque luso: João Almeida (UAE Team Emirates) foi o sétimo ciclista a arrancar, e marcou o melhor tempo até então com 05:12. O tempo do português aguentou até Yves Lampaert (Soudal Quick-Step) terminar o seu esforço. O belga fez 05:05, numa média de 56,195km/h, e ficou com o melhor tempo do dia. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Até ao final do dia, João Almeida foi ainda ultrapassado por Bissinger (EF Education – EasyPost) e Hayter (INEOS Grenadiers) – no entanto, ninguém fez melhor que Lampaert, que começava o Tour de Suisse com uma vitória. O pódio do dia teve Lampaert em primeiro, Bissinger em segundo e Hayter em terceiro. João Almeida foi quarto na etapa e fez o melhor tempo entre os candidatos à classificação geral. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Nelson Oliveira (Team Movistar) terminou a etapa em décimo nono, com o registo de 05:19; Rui Costa (EF Education – EasyPost) foi sexagésimo quarto, terminando com 05:26. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=GT1pY-w5gzA Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Yves LampaertSoudal Quick-Step05:05,582Stefan BisseggerEF Education - EasyPost+ 0:03,183Ethan HayterINEOS Grenadiers+ 0:03,894João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:06,425Finn Fisher-BlackUAE Team Emirates+ 0:076Samuel WatsonGroupama - FDJ+ 0:08,647Alberto BettiolEF Education - EasyPost+ 0:09,028Stefan KüngGroupama - FDJ+ 0:10,499Mauro SchmidTeam Jayco AlUla"10Søren Kragh AndersenAlpecin - Deceuninck+ 0:10,65 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Yves LampaertSoudal Quick-Step05:052Stefan BisseggerEF Education - EasyPost+ 0:033Ethan HayterINEOS Grenadiers+ 0:044João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:075Finn Fisher-BlackUAE Team Emirates"6Samuel WatsonGroupama - FDJ+ 0:097Alberto BettiolEF Education - EasyPost"8Stefan KüngGroupama - FDJ+ 0:119Mauro SchmidTeam Jayco AlUla"10Søren Kragh AndersenAlpecin - Deceuninck" Acompanha os resumos diários da Volta à Suíça, neste formato, no TopCycling.pt. ### Criterium du Dauphiné – Etapa 8 - Primoz Roglic sofre mas vence A oitava e última etapa do Criterium du Dauphiné ligou Thônes a Plateau des Glières e contou com 160.6 km’s de extensão. A última subida dia contou com 9,4 km’s com pendente média de 7,1%. Fuga do dia A fuga contou com 11 corredores: Lemmen (Team Visma | Lease a Bike), Soler (UAE Team Emirates), Wellens (UAE Team Emirates), Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale Team), Gaudu (Groupama – FDJ), Fraile (INEOS Grenadiers), Martin (Cofidis), Sepulveda (Lotto Dstny), Quinn (EF Education – EasyPost), Prodhomme (Decathlon AG2R La Mondiale Team) e Fortunato (Astana Qazaqstan Team). Creditos: A.S.O./Billy Ceusters O destaque foi para Lorenzo Fortunato que amealhou pontos suficientes para roubar a camisola da montanha a Roglič (BORA – hansgrohe). Última subida O pelotão chegou à última subida com a fuga praticamente alcançada. O destaque ia para a INEOS, que trabalhava para Rodríguez (INEOS Grenadiers). A 5km’s do final, Rodríguez atacou com Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike). Gee (Israel - Premier Tech), Buitrago (Bahrain-Victorious) e De Plus (INEOS Grenadiers) acompanharam o duo.Roglič ficou para trás com Ciccone (Lidl – Trek) na sua roda - pairava no ar a sensação de possível surpresa. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Na frente, Buitrago e De Plus cedem primeiro, e depois Gee. Rodríguez e Jorgenson iriam discutir a etapa ao sprint, enquanto Roglič lutava para segurar a amarela. O sprint cai para Rodríguez. Jorgenson segundo e Derek Gee terceiro. Roglič chegou a 39’: deu para o susto, mas o esloveno segurou a amarela. 09/06/2024 - Critérium du Dauphiné 2024 - Etape 8 - Thônes / Plateau des Glières (160,6 km) - ROGLIC Primoz (BORA - HANSGROHE), CICCONE Giulio (LIDL-TREK) Contas finais No fim dos oito dias de corrida, Roglič termina a corrida em primeiro lugar, com oito segundos para Jorgenson e 36 segundos para Derek Gee.O esloveno leva também a camisola dos pontos, mas perde a montanha para Fortunato. Jorgenson vence a classificação da juventude, e a BORA – hansgrohe a classificação por equipas. Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Carlos RodríguezINEOS Grenadiers4:18:022Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike"3Derek GeeIsrael - Premier Tech+ 0:154Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 0:355Santiago BuitragoBahrain - Victorious"6Primož RogličBORA - hansgrohe+ 0:487Giulio CicconeLidl - Trek"8Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 0:589Aleksandr VlasovBORA - hansgrohe"10Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 1:10 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA - hansgrohe25:35:402Matteo JorgensonTeam VismaLease a Bike3Derek GeeIsrael - Premier Tech+ 0:364Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 1:005Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 2:046Aleksandr VlasovBORA - hansgrohe+ 2:067Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 2:258Giulio CicconeLidl - Trek+ 2:549Oier LazkanoMovistar Team"10Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 4:13 Vídeo resumo https://youtu.be/dK5icrqmHSY?si=gISjesPNemeFFbTn ### Criterium du Dauphiné - Etapa 7 - Super Bora-Hansgrohe A sétima etapa do Criterium du Dauphiné ligou Albertville a Samoëns 1600, e contou com 155,3km’s de extensão. A etapa rainha da prova francesa terminou com uma subida de 9,9km’s a 9%. A luta pela fuga foi feroz, e a frente da corrida chegou a contar com cerca de 15 ciclistas, movimentações sucessivas foram selecionando a fuga. No início da última montanha do dia, Marc Soler (Team UAE-Emirates) seguia sozinho com 2 minutos para Bouwman (Team Visma | Lease a Bike), Prod’homme (Decathlon AG2R La Mondiale Team), Formolo (Movistar Team), Barguil (Team dsm- firmenich PostNL), Rafferty (EF Education – EasyPost) e Fortunato (Astana Qazaqstan Team). O pelotão, a 4:30’ do espanhol, era comandado pela BORA – hansgrohe. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Marc Soler foi um dos destaques do dia. Subida a Samoëns - KO de Evenepoel O ritmo da BORA - hansgrohe ia deixando marcas: Kuss (Team Visma | Lease a Bike), Haig (Bahrain – Victorious), e Evenepoel (Soudal Quick-Step) foram alguns dos ciclistas que descolaram cedo na subida. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Com 11 unidades, o grupo dos favoritos, comandado por Vlasov (BORA – hansgrohe), apanhou Soler a 2km’s do fim. O grupo seguiu até ao último km sem ataques, e a etapa terminaria com um sprint reduzido. Em "território Roglič" (BORA – hansgrohe), o esloveno não desiludiu: Venceu o sprint no topo de Samoëns 1600 e é cada vez mais líder do Dauphiné. Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike) fez segundo e Ciccone (Lidl – Trek) terceiro. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Primož Roglič termina a etapa também na liderança da camisola dos pontos e da montanha, evidenciando o seu domínio. Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA - hansgrohe4:29:162Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike"3Giulio CicconeLidl - Trek+ 0:024Oier LazkanoMovistar Team"5Derek GeeIsrael - Premier Tech"6Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 0:087Santiago BuitragoBahrain - Victorious+ 0:148Laurens De PlusINEOS Grenadiers"9Aleksandr VlasovBORA - hansgrohe"10Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 0:33 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA - hansgrohe21:16:502Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike+ 1:023Derek GeeIsrael - Premier Tech+ 1:134Aleksandr VlasovBORA - hansgrohe+ 1:565Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 1:586Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 2:157Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 2:178Oier LazkanoMovistar Team+ 2:209Giulio CicconeLidl - Trek+ 2:5410Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 3:51 Vídeo final da etapa https://youtu.be/_FLeUph6hN0?si=8BSxVX8er7tDGDio Amanhã, a última etapa do Criterium du Dauphiné conta com mais uma chegada em alto. Perfil Etapa 8 ### Volta à Suíça 2024 - João Almeida e Rui Costa regressam à competição Corre-se de 9 a 16 de junho a 87.ª edição da Volta à Suíça em bicicleta, num ano onde os ciclistas vão percorrer mais de 950 quilómetros ao longo das oito etapas que culminam numa cronoescalada decisiva em Villars-sur-Ollon. Com um percurso sempre duro e uma startlist de luxo, a volta à Suíça é uma das corridas mais esperadas do ano já que que é a última prova do WorldTour antes do início da tão aguardada Volta à França que arranca no dia 29 de junho. https://twitter.com/tds/status/1780874955304931336 Etapas Favoritos João Almeida está de regresso à estrada depois de correr a Liège-Bastogne-Liège já há quase três meses. Em ano de estreia na Volta à França esta vai ser também a sua primeira vez na corrida suíça. Depois de ter estado no apoio a Pogačar na Catalunha e a McNulty no Paris-Nice, o ciclista português vai ter a oportunidade de liderar e apresentar toda a consistência que demonstrou a longo de toda a carreira. Créditos: Volta à Catalunha Mattias Skjelmose foi o vencedor da edição passada e volta para defender o seu título. Depois de ter feito quarto no Paris-Nice com direito a vitória de etapa e terceiro no País Basco, o ciclista de 23 anos vem com uma Lidl-Trek forte para o apioar nos dias mais duros. O vencedor de 2021, Richard Carapaz está de regresso à Volta à Suíça e depois de ter ficado fora dos convocados para os Jogos Olímpicos em detrimento de Narváez, o ciclista equatoriano vai querer mostrar forças na estrada. Carapaz terá uma forma apurada já que esta é também a última prova de preparação antes do seu grande objetivo da época, o Tour. Créditos: EF Education Easy Post Uijtdebroeks vai liderar uma Visma-Lease a Bike que tem sido atormentada por quedas durante todo o ano. Apesar de ter desistido do Giro à 11.ª etapa, o vencedor da Volta à França do Futuro em 2022 liderava a classificação da juventude e era quinto na geral. Depois de resolvida a febre que o fez abandonar a corrida italiana, o ciclista belga estará pronto para lutar pelo seu primeiro top 3 numa geral do WorldTour. Egan Bernal é outro dos vencedores passados desta corrida quando em 2019 conquistou a Volta à Suiça num ano onde também venceu Volta à França. Mostrando estar mais perto dos valores que demonstrava antes do seu terrível acidente, Bernal tem feito uma época de grande nível com pódios no Gran Camiño e Volta à Catalunha. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Outros ciclistas como Lutsenko, Higuita, Valentin Paret-Peintre, Lenny Martínez, Enric Mas e Adam Yates estão também à partida da Volta à Suíça e vão estar na luta pelos lugares cimeiros da Classificação Geral. Damiano Caruso maraca presença depois de ter corrido o Giro e vai ser líder da Bahrain-Victorious, numa edição que será certamente emotiva para a equipa que perdeu o falecido Gino Mader na edição de 2023. Três lusos em terras suíças Para além do acima mencionado João Almeida, que é um dos destaques desta 87.ª edição da Volta à Suíça, Portugal tem à partida mais 2 portugueses. Rui Costa regressou em grande com um top 10 na clássica Kantons Aargau depois de uma grave lesão na clavícula volta aos grandes palcos e a uma corrida que já venceu por três vezes. Nélson Oliveira por sua vez, vai correr pela sexta vez a volta à Suiça e é um dos insubstituíveis da Movistar no apoio a Enric Mas. Créditos: Movistar Team Transmissão da prova exclusivamente na MAX A transmissão da Volta à Suíça não será feita no Eurosport em canal aberto. Podes acompanhar a prova exclusivamente na aplicação MAX, sendo necessária a subscrição do “add-on” de Desporto. O Topcycling faz-te também, como sempre, o resumo diário da prova com os vídeos e classificações. ### Haste PRO DISCOVER Aero - Normas de segurança mais avançadas no Gravel Os componentes PRO permitem ao utilizador fazer upgrade a vários componentes da bicicleta, estas mudanças permitem tornar a bicicleta mais leve e mais confortável, ao mesmo tempo que a tornam também personalizada e ao gosto de cada um. As equipas de design, investigação e desenvolvimento de produtos da PRO foram, segundo a marca, pioneiros na resposta à procura de componentes de gravel, com a gama PRO Discover. Agora, desenvolveram um estudo relativo às normas de segurança especificas para gravel. As novas normas de gravel da PRO Todos os produtos são testados para que se cumpram as normas da indústria, no entanto, não existe uma norma industrial geral que os componentes de gravel tenham de cumprir. Como resultado, a maior parte dos componentes para gravel estão a ser testados seguindo o padrão de ciclismo de estrada. Mas, segundo a PRO, estes testes são insuficientes, já que sempre que a experiência em gravel aumenta, com ela aumentam também os riscos. À medida que os ciclistas vão ganhando experiência, percorrem percursos mais técnicos e a velocidades mais elevadas, desta forma o equipamento tem de suportar os rigores de uma condução mais agressiva em gravel. Por esta razão, segundo a PRO, o equipamento deve ser testado exaustivamente para garantir a segurança do ciclista. Ensaio de Fadiga de Componentes PRO Discover Os ensaios de fadiga são realizados na maioria dos produtos produzidos pela indústria do ciclismo, para determinar a redução da rigidez e da resistência dos materiais sob cargas repetidas. Para ser aprovado num ensaio de fadiga, um produto tem de atingir ou exceder um número mínimo de ciclos de carga - descrito como carga de ciclos repetidos - com uma determinada força, medida em newtons. Fase 1 - a carga é aplicada em direções opostas durante 100.000 ciclos. Este teste imita a carga repetida esquerda/direita que os ciclistas exercem sobre o guiador durante um sprint ou em subida fora do selim. Para este ensaio de fadiga, os guiadores de estrada são sujeitos a pelo menos 280 Newtons de força, num movimento alternado para cima/para baixo durante 100.000 ciclos. Para se visualizar melhor este teste , imagina que a parte esquerda do guiador está a ser pressionada para baixo enquanto a parte direita para cima e vice-versa. Cada uma destas cargas constitui um dos 100.000 ciclos necessários. Fase 2 - a carga é aplicada na mesma direção durante 100.000 ciclos. Isto imita a carga uniformemente distribuída, entre as mãos esquerda e direita do ciclista, durante a condução de uma bicicleta de montanha em terreno acidentado. Durante este teste, o guiador é sujeito a 450 Newtons de força, nas extremidades direita e esquerda do guiador, durante 100.000 ciclos. Explicação da Norma Gravel da PRO A Norma Gravel da PRO adopta os valores mais elevados de Estrada (Road) (fase 1 - 280N) e montanha (MTB) (fase 2 - 450N) (apresentados no quadro abaixo, listados a azul). O atual Guia de Qualidade PRO descreve que, para um componente PRO ser disponibilizado aos ciclistas, tem de ser testado a 110% de carga para materiais em liga a 125% de carga para materiais em carbono. Para a fase 1, os componentes de liga PRO são testados até 308 Newton e os componentes de carbono PRO até 350 Newton. Na fase 2, os componentes PRO têm de ser aprovados na força MTB mais elevada de 495 Newton para a liga e 562,5 Newtons para o carbono. Os resultados das fases 1 e 2 do teste ao guiador fictício podem ser verificados destacados a verde abaixo. Haste PRO DISCOVER Aero em carbono A nova haste PRO DISCOVER Aero Carbon é, segundo a PRO, o primeiro produto PRO DISCOVER a ser testado de acordo com as normas acima indicadas. Como os cockpits são um sistema completo, a PRO também testou o avanço PRO DISCOVER 10 em combinação com o guiador PRO DISCOVER Aero Carbon. Este teste de combinação (destacado acima a amarelo) foi executado de acordo com as normas de estrada (fase 1) e de MTB (fase 2). A haste de guiador DISCOVER Aero Carbon da PRO vem responder a esta necessidade de velocidade e eficiência, dando simultaneamente prioridade ao conforto, controlo, integração e adaptação à bicicleta. A adaptação fica ainda mais reforçada com a adição do avanço PRO DISCOVER 10 à gama de avanços DISCOVER da PRO dedicados ao gravel. A PRO indica que estes produtos, para além do ponto de vista estético e das funcionalidades aerodinâmicas, são também uma grande melhoria do ponto de vista vital da segurança do ciclista. Especificações técnicas Haste de guiador PRO DISCOVER Aero Carbono Construção em carbono UD T700 com fibras de compósito Dyneema® Abertura: 12 graus curvatura posterior: 4 graus Alcance: 72mm Diâmetro de fixação: 31,8 mm Larguras: 40, 42 e 44cm Pesos: a partir de PRHA0584 - 265g / PRHA0585 - 280g / PRHA0586 - 285g Compatível com a extensão aero PRO Compact Carbon Clip-On Avanço PRO DISCOVER 10 Construção em liga AL 7075 forja digital 3D e maquinação CNC Design rebatível Ângulo: ±10 graus Diâmetro do eixo: 1 1/8 Comprimento: 60, 70, 80, 90, 100, 110 e 120 mm Diâmetro de fixação: 31,8 mm Peso: a partir de 142g Compatível com o suporte para computador PRO Disponibilidade e preços Para mais informações sobre a gama completa de componentes PRO DISCOVER para a categoria gravel, podes consultar o site da Pro Bikegear, ou da SC. Vouga. ### Criterium du Dauphiné - Etapa 6 - Roglic afina Bora Hansgrohe A sexta etapa do Criterium du Dauphiné ligava Hauterives a Le Collet d'Allevard e contou com 174,1km’s de extensão. A última subida, com 11,2km’s, e 8,5% de pendente média foi onde se decidiu a etapa. (Vídeo resumo no final). A etapa começou com alguns abandonos depois da queda de ontem, entre eles o de Juan Ayuso (Team UAE-Emirates). A fuga do dia formou-se logo no início da etapa, com 6 corredores: Magnus Cort (Uno-X Mobility); Romain Grégoire (Groupama-FDJ); Thibault Guernalec (Arkéa - B&B Hotels); Arjen Livyns (Lotto Dstny); Mason Hollyman (Israel - Premier Tech); e Alessandro Fancellu (Q36.5 Pro Cycling Team). Creditos: A.S.O./Billy Ceusters A fuga perderia Hollyman por queda, e alguns segundos quando se enganou no caminho. Chegaram 5 corredores ao início da última subida com 2 minutos sobre o pelotão. Decisão da etapa Nos primeiros metros da subida, Grégoire fez a seleção na fuga e seguiu sozinho – seria apanhado pelo pelotão a cerca de 4km’s do fim. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters No pelotão, que já contava com poucos ciclistas, o primeiro ataque veio a 5km’s do fim, por De Plus (INEOS Grenadiers) e Vlasov (BORA – hansgrohe), que se isolaram momentaneamente. Roglic (BORA – hansgrohe), Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike), Ciccone (Lidl- Trek), Gee (Israel - Premier Tech) e Rodríguez (INEOS Grenadiers) foram os únicos a fazer a ponte para os dois da frente. Vlasov impôs ritmo no grupo e apenas Roglic e Ciccone conseguiram seguir. No fim, o esloveno venceu o sprint contra Ciccone - ganhou a etapa e roubou a liderança da corrida a Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Dia perfeito para a BORA - hansgrohe, que ganha a etapa e leva a camisola amarela para a etapa 7. Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA-hansgrohe04:19:592Giulio CicconeLidl-Trek+ 0:033Aleksandr VlasovBORA-hansgrohe+ 0:114Derek GeeIsrael-Premier Tech+ 0:135Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike206Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 0:227Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 0:228Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 0:429Jack HaigBahrain Victorious+ 0:5010Jai HindleyBORA-hansgrohe+ 0:53 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA-hansgrohe16:47:442Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 0:193Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike+ 0:584Derek GeeIsrael-Premier Tech+ 01:015Aleksandr VlasovBORA-hansgrohe+ 01:326Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 01:407Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 01:538Oier LazkanoMovistar Team+ 02:089Callum ScotsonTeam Jayco-AlUla+ 02:1510Jack HaigBahrain Victorious+ 02:31 Vídeo resumo https://youtu.be/ikn8E0qV7DY?si=4zKdkCUHj0yZPCPf ### Specialized lança novas rodas Roval Rapide CLX II Team A Specialized anunciou o lançamento das novas rodas de estrada Roval Rapide CLX II Team, umas rodas desenvolvidas com o objetivo de proporcionar desempenho de alta performance aos ciclistas. Segundo a marca, estas rodas foram desenhadas para serem mais leves e aerodinâmicas, com uma construção que promete durabilidade e um comportamento otimizado. Características Principais Leveza: As Roval Rapide CLX II Team pesam apenas 1360g (sem válvulas e fita). Esta redução de peso foi conseguida graças a uma nova disposição de carbono nos aros e ao cubo Roval LF de flange baixa, além da otimização dos logótipos e pintura. Aerodinâmica: Segundo a marca, estas rodas são 0.5 watts mais aerodinâmicas do que os modelos anteriores, Rapide CLX II. Esta melhoria traduz-se numa vantagem de cerca de um segundo a cada 40 quilómetros. Durabilidade: As Rapide CLX II Team foram construídas para resistir a impactos intensos, apresentando um talão com gancho que garante maior segurança e confiabilidade, especialmente em estradas adversas. De acordo com a Specialized, estas rodas duplicam os padrões de impacto da indústria para rodas tubeless. Versatilidade: Com a capacidade de manter a performance aerodinâmica com diferentes tamanhos de pneus (de 26mm a 30mm), estas rodas adaptam-se a várias condições de estrada e preferências de ciclistas, oferecendo consistência e desempenho superior. Exclusividade Desenvolvidas inicialmente para ciclistas do World Tour, as Roval Rapide CLX II Team estão disponíveis numa edição limitada de apenas 1500 unidades. Além do desempenho técnico, as novas rodas apresentam um design distinto com cubos e válvulas prateados e um logótipo "Team" cromado, conferindo uma estética distinta. Disponibilidade e preço Podes ver a disponibilidade e preço destas novas rodas no site da Specialized. ### Criterium du Dauphiné - Caos total na Etapa 5 A quinta etapa do Criterium du Dauphiné ligava Amplepuis a Saint-Priest e contava com 167km’s de extensão. A chegada previa-se ao sprint apesar das 4 contagens de montanha. (Vídeo resumo no final). Desenrolar da Etapa A fuga formou-se logo nos primeiros quilómetros, composta por Tobias Bayer (Alpecin - Deceuninck), Adne Holter (Uno-X Mobility) e Mathis Le Perre (Arkéa – B&B Hotels). As equipas dos sprinters, com destaque para a Lidl-Trek e a Decathlon AG2R La Mondiale, controlaram a fuga, Le Perre (Arkéa – B&B Hotels) esteve em destaque, arrecadando pontos para a camisola da montanha. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters A cerca de 40km’s do fim, Adne Holter (Uno-X Mobility) descolou da frente e nesta altura da corrida houve alguma expectativa para saber se chegaria a fuga ou o pelotão na frente, mas a chuva chegou e as quedas começaram. Queda Massiva e Neutralização da Etapa A cerca de 37km’s do fim, houve uma primeira queda. Tejada e Powless foram alguns dos homens afetados, ainda que sem grandes consequências. A estrada estava perigosa, molhada numas zonas, seca noutras, e a corrida seguia algo nervosa. A 21km’s. do fim, uma queda massiva no pelotão deixou figuras como Evenepoel, Roglič e Ayuso no chão. A queda terá afetado, no total, mais de 30 corredores. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1798737121756446784 Van Baarle e Kruijswijk abandonaram a corrida de imediato. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1798768449503809666 A etapa foi neutralizada, atribuindo-se apenas os pontos da montanha conquistados durante o dia. Os corredores seguiram até ao final, mas não houve classificação na etapa, nem foram tirados tempos. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Os ciclistas partem, assim, para a etapa de amanhã com a Classificação Geral sem alterações. Remco Evenepoel continua a liderar a classificação geral do Criterium du Dauphiné. Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1Remco Evenepoel12:27:222Primož Roglič+ 0:333Matteo Jorgenson+ 1:044Derek Gee+ 1:115Oier Lazkano+ 1:216Bruno Armirail+ 1:257Neilson Powless+ 1:258Juan Ayuso+ 1:279Tao Geoghegan Hart+ 1:3910Carlos Rodríguez+ 1:41 Vídeo resumo https://youtu.be/E-Czry3j2Bw?si=b1Bhf7O_pIXTpHdf Perfil da etapa 6 Creditos: A.S.O. ### Evento de Testes de Gravel Cervélo na Bike Village A loja Bike Village, na Bobadela, zona de Lisboa, está a organizar um evento de testes Cervélo de gravel no próximo sábado, dia 8 de Junho, onde os entusiastas do ciclismo poderão testar as mais recentes bicicletas de gravel da Cervélo: a elétrica Cervélo Rouvida e a Cervélo Áspero. Detalhes do Evento Data: Sábado, 8 de Junho Local: Bike Village, Bobadela, Lisboa Horário: 10:00 às 16:00 Reservas: Via Instagram da loja ou através do telefone +351 967 532 038 Custo: Gratuito (inscrição prévia obrigatória) Oportunidade Única Este evento oferece a oportunidade perfeita para que ciclistas de todos os níveis experimentarem duas bicicletas topo de gama. Serão disponibilizadas várias bicicletas para teste, permitindo aos participantes uma experiência completa e comparativa entre os dois modelos. Oportunidade também para experimentar o Gravel, para os que ainda não tiveram essa experiência. Percursos Disponíveis Os participantes terão à disposição dois percursos diferentes para os testes Cervélo de gravel: Percurso 1: Uma experiência rápida e direta, adequada para quem tem menos tempo e menos experiência. Percurso 2: Com proximadamente 17 km's., este percurso permitirá aos ciclistas uma experiência um pouco mais profunda e abrangente. Inscrição Para participar, basta realizar a inscrição prévia através do Instagram da loja Bike Village ou pelo telefone +351 967 532 038. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas, por isso, recomenda-se que os interessados reservem o seu lugar o quanto antes. ### Granfondo Terras de Basto: Um Evento Imperdível A Festa do Ciclismo em Cabeceiras de Basto está marcada para o dia 16 de junho de 2024. Cabeceiras de Basto será o palco da 2ª edição do Granfondo Terras de Basto, um evento que promete muita adrenalina e celebração do desporto, uma excelente oportunidade para ciclistas de todos os níveis testarem os seus limites e desfrutarem da beleza das Terras de Basto. Percursos A organização apresenta três desafios, onde os atletas poderão optar pelas seguintes distâncias, com as respectivas designações, quilometragens e altimetria: As paisagens Os percursos do Granfondo Terras de Basto irão explorar as paisagens naturais da região, proporcionando aos ciclistas a oportunidade de desfrutarem de um dia intenso de desporto e turismo. Os participantes irão os pontos mais emblemáticos de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena. Créditos: Cabreira Solutions Programação Diversificada para Toda a Família Além do Granfondo, a programação inclui atividades para toda a família, como o Granfondinho para os mais jovens, uma caminhada, e uma exposição de produtos de ciclismo. Esta diversidade garante que todos os membros da família possam participar e desfrutar do evento. Inscrições e mais informações Poderás inscrever-te na página do evento aqui: GRANFONDO TORRES DE BASTO Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Diário de um sub-23 – João Oliveira na Volta a Portugal do Futuro Sobrinho de João Cabreira, campeão da Volta a Portugal do Futuro em 2004, João Oliveira preparou a prova sub-23 arduamente e foi os olhos do TopCycling na prova. Chamo me João Oliveira e tenho 19 anos. Sou de Aguçadoura, Póvoa de Varzim, e venho de família de ciclistas. O meu tio é o João Cabreira, ex-ciclista profissional, e também estou ligado à família do Rui e do Mário Costa. A ideia é seguir também esta vida. Sei que é difícil, mas vou lutar para conseguir subir para o escalão profissional. Comecei com quatro anos na Póvoa Cycling Academy. Na altura chamava-se escola Manuel Zeferino. Primeiro no BTT e em cadetes passei para a estrada. Agora estou no segundo ano de sub-23, ambos na Porminho Team. Créditos: João Oliveira Grande significado familiar O primeiro ano foi difícil porque em Portugal as corridas são um choque grande. De juniores passamos a correr com elites. Foi difícil mostrar-me, mas consegui fazer uma boa Volta a Portugal do Futuro chegando dois dias nos 20 primeiros. Este segundo ano está a correr melhor. Comecei a época em grande com um 3º lugar na Taça de Portugal de ciclocrosse, em Oliveira de Azeméis. Nas corridas de estrada já estou a conseguir integrar-me melhor no pelotão. Este Diário foi feito durante a Volta a Portugal do Futuro. Para muitos sub-23, onde me incluo, é a melhor corrida do ano e onde gosto de estar sempre no meu melhor. Tem um grande significado familiar visto que o meu tio – João Cabreira – a ganhou em 2004 e eu gostava de fazer o mesmo. É nas corridas com sub-23 que nos podemos mostrar e a Volta é das poucas que há em Portugal. Créditos: João Oliveira Trabalho duro de séries e horas A Volta a Portugal do Futuro não correu como esperava. Fiz uma boa preparação, foi tudo planeado com dois meses de antecipação. Passei alguns dias com o Lucas Lopes – o meu colega de treino habitual – perto de Celorico de Basto. Estava a chover pelo que fizemos rolos alguns dias e comecei logo aí a fazer tenda de altitude. Depois do treino, à tarde, ia para a tenda passar a noite. Tentei passar o máximo de tempo possível e fiz isso durante 18 dias. Parei uns dias antes da Clássica de Viana, que foi a corrida que me senti melhor esta época. Fiz 8º na Volta às Terras de Santa Maria/Troféu Fernando Mendes, mas cometi uns erros de alimentação e paguei isso no GP O Jogo onde não me senti bem. A segunda parte da preparação foi uma semana intensa de treinos. Trabalho duro de séries e horas. Nas duas semanas antes da prova foi recuperar para estar na melhor forma. Talvez o erro tenha sido fazer a tenda muito cedo. Resta analisar com o meu preparador e preparar os próximos objetivos, mas fiquei um pouco triste. Diogo Pereira e João Leal Pedro Crispim Afonso Lopes Lavar e afinar a bicicleta Vamos falar em concreto da Volta a Portugal do Futuro. Para mim começou na sede da Porminho Team, na Trofa. É um local pequeno e aconchegante com quarto, cozinha e oficina. Dormimos lá e saímos às 8:00 horas para a primeira etapa. Foi uma jornada muito parada, só andou rápido de meio para a frente. Depois voltamos para a sede para massagem de recuperação e comer. Nada de novo em relação a outras provas. Um pormenor acerca de mim. Gosto sempre de lavar e afinar a bicicleta. Sou eu que mexo na bicicleta antes das provas porque é importante saber o funcionamento da parte mecânica. Créditos: Podium Events Chegou tudo partido ao São Macário No primeiro dia senti-me bem, foi pena a fuga ter ganho 10 minutos porque quando as equipas tentaram perseguir já era tarde e chegaram com um minuto. Na chegada a Águeda ia bem posicionado, mas fiquei sem o travão de trás e nas rotundas tive algum medo. Fiz 13º na geral e 6º na juventude. O segundo dia foi muito rápido – 50 km/h de média na primeira hora. Tentei arrancar com a fuga e não consegui. Chegou tudo partido ao São Macário e já não me estava a sentir bem. No terceiro dia fui a sofrer desde o km 0 porque havia uma subida de 10 km e o ritmo foi alto. Perdi um bocado de espaço, fui atrás do prejuízo e consegui encostar. A etapa foi sempre certinha até à última subida a 10 km da meta, descolei e acabei no top 40. Para o dia final queria apostar na etapa porque mesmo sendo leve sprinto bem. Apareceu uma subida muito dura ao km 5 que partiu tudo, fiquei com 20-30 corredores e chegamos a estar a um minuto do grupo da frente… mas não conseguimos encostar. Créditos: Podium Events Vêm aí os Campeonatos Nacionais A ideia da equipa era tentar ser a melhor equipa de clube nacional. Também queríamos fazer uma boa geral e o Afonso Lopes veio de lesão e fez um grande resultado (16º na geral e 5º na juventude). Conseguimos fazer um pouco do que o diretor estava à espera. O sr. Alberto queria mais e nós também, mas creio que ficou orgulhoso porque fizemos um bom trabalho de equipa e agora há que melhorar nas próximas provas. Já parei uns dias sem bicicleta após a Volta a Portugal do Futuro, agora vou voltar ao trabalho para preparar o Douro Internacional e o GP Anicolor. Depois vêm aí os Campeonatos Nacionais, o outro objetivo do ano. ### Critérium du Dauphiné 2024 - Etapa 4 (CRI) A quarta etapa do Critérium du Dauphiné prometia as primeiras diferenças significativas entre os homens da geral. O contrarrelógio entre Saint-Germain-Laval e Neulise contou com 34,4 km’s de extensão e mais de 400 metros de acumulado. Joshua Tarling, o fenómeno britânico, foi o quarto ciclista a partir e o primeiro a chegar, com o tempo que serviu de referência para o resto da tirada: 42:06 com uma média de 49km/h. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Remco Evenepoel foi o primeiro dos ciclistas com ambições à vitória na geral a partir, o belga bateu o tempo de Tarling e arrebatou a liderança da etapa, com um tempo de 41:49 e uma média de 49,4 km/h. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Os outros favoritos à geral seguiram-se mas nenhum conseguiu ameaçar a vantagem do Remco Evenepoel, que se sagrou assim o vencedor da etapa 4 do Critérium du Dauphiné, e novo camisolaamarela da prova. Entre os favoritos, aquele que melhor se defendeu foi Primož Roglič, que ainda assim, perdeu 39 segundos. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters De resto, perderam todos mais de um minuto para o campeão do mundo: Jorgenson foi quarto a 1:07; Juan Ayuso nono a 1:27; Rodríguez décimo primeiro a 1:41. Derek Gee despediu-se da camisola amarela terminando a 1:24 do vencedor. Amanhã prevê-se uma chegada ao sprint, antes de três etapas de alta montanha que prometem espetáculo na luta pela vitória da corrida. TOP 10 Etapa PosiçãoCiclistaTempo1Remco Evenepoel41:492Primož Roglič+ 0:173Joshua Tarling+ 0:394Matteo Jorgenson+ 1:075Oier Lazkano+ 1:216Derek Gee+ 1:247Neilson Powless"8Bruno Armirail+ 1:269Juan Ayuso+ 1:2710Tao Geoghegan Hart+ 1:38 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1Remco Evenepoel12:27:222Primož Roglič+ 0:333Matteo Jorgenson+ 1:044Derek Gee+ 1:115Oier Lazkano+ 1:216Bruno Armirail+ 1:257Neilson Powless"8Juan Ayuso+ 1:279Tao Geoghegan Hart+ 1:3910Carlos Rodríguez+ 1:41 Vídeo resumo https://youtu.be/CZcW0ZWF-a8?si=CL5Mwdw0qjzSILpr Perfil da etapa 5 Creditos: A.S.O. ### Critérium du Dauphiné 2024 - Etapa 3 A terceira etapa do Critérium du Dauphiné, com 181,7 km. de extensão e cinco contagens de montanha, partiu de Celles-Sor-Durolle e terminou, como na etapa dois, com um sprint em alto. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Desenrolar da Etapa A única notícia no início da jornada de hoje era o abandono de Tiberi (Bahrain- Victorious), camisola branca no Giro, após duas etapas. Houve, desde o tiro de partida, tentativas de fuga, que só se viriam a materializar depois da primeira contagem de montanha. Três corredores conseguiram separar-se do pelotão: Nicolas Prodhomme (Decathlon AG2R); Remy Rochas (Groupama FDJ); e Harry Sweeny (EF Education). Os três foram dividindo entre si os pontos para a camisola da montanha, enquanto a UNO-X controlava à distância, na ambição de repetir a vitória de ontem com Magnus Cort. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Apontar ainda a queda de Roglic, a 135 km. do fim, que aparentemente, não teve consequências para o esloveno. A decisão da etapa A fuga foi anulada a dois km's. do final, altura em que as equipas lutavam pela colocação dos seus líderes num pelotão compacto e ainda com muita gente. O primeiro ataque para a vitória surge a 1km. do fim, por parte de Krists Neilands (Israel - Premier Tech), sem sucesso, e quando o letão é apanhado, surge o contra-ataque de Derek Gee e Romaine Gregoire. 04/06/2024 - Critérium du Dauphiné 2024 - Etape 3 - Celles-sur-Durolle / Les Estables (181,7 km) - GEE Derek (ISRAEL - PREMIER TECH) Os dois disputaram a vitória da etapa, com o canadiano da Israel Premier-Tech a vencer a etapa. Com a vitória Derek Gee fica também na liderança da classificação geral do Critérium du Dauphiné, num grande dia para a Israel Premier-Tech. Em terceiro cruzou a meta Lukas Nerurkar, comandando o pelotão, a três segundos dos dois primeiros. Top 10 da Etapa 3 PosiçãoCiclistaTempo1Derek Gee4:22:182Romaine Grégoire"3Lucas Nerurkar+ 0:034Giulio Ciccone"5Harold Tejada"6Santiago Buitrago"7Aleksandr Vlasov"8Clément Champoussin"9Matteo Jorgenson"10Primož Roglič" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1Derek Gee11:45:202Magnus Cort+ 0:033Romain Grégoire+ 0:044Primož Roglič+ 0:075Matteo Jorgenson+ 0:096Lucas Nerurkar"7Bruno Armirail+ 0:118Clément Champoussin+ 0:139Giulio Ciccone"10Carlos Rodríguez" Vídeo resumo https://youtu.be/iVXCnUNBk04?si=01tU1bVi6_fi_6cf Perfil Etapa 4 - CRI ### Fox Service on the Road - A carrinha oficina da Fox ao pormenor A manutenção adequada dos componentes da bicicleta é essencial para maximizar o desempenho e a durabilidade do equipamento. Na sequência da visita ao FOX Service Center, mostramos a carrinha oficina da FOX, que permite garantir o "FOX Service on the road". Esta carrinha tem como objetivo oferecer um serviço de qualidade nos locais de competição e eventos, acessível a qualquer utilizador. Uma oficina móvel que leva suporte técnico em qualquer local. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=j8jGyrlDgGQ Uma Oficina Móvel Bem Equipada A carrinha oficina da FOX está totalmente equipada com ferramentas e peças de reposição, permitindo que os técnicos da FOX realizem uma ampla gama de serviços de manutenção e reparação. Desde ajustes de suspensão a reparos mais complexos, a oficina móvel permite aos técnicos efetuar todo o tipo de serviço nos componentes FOX sem a necessidade de se deslocarem a uma oficina fixa. Proximidade com o utilizador A presença do "Fox Service on the Road" em eventos também fortalece a ligação entre a marca FOX e a comunidade do BTT. Nos eventos os técnicos têm como objetivo sensibilizar o utilizador para a importância da manutenção deste tipo de equipamentos, podendo também efetuar no momento essa manutenção ou ajuste correto do equipamento. Para saber mais sobre este serviço e onde poderás encontrá-lo, visita o site oficial da FOX Factory. ### Critérium du Dauphiné 2024 - Etapa 2 Dia de média montanha na segunda etapa do Critérium du Dauphiné de 2024, com duas contagens de segunda e duas de terceira e 2500 metros de acumulado ao longo de 142 quilómetros. Depois de um primeiro dia disputado ao sprint, os ciclistas tiveram uma chegada em alto não categorizada ao Col de la Loge, onde as equipas dos favoritos podiam começar a jogar as suas primeiras cartadas. https://twitter.com/dauphine/status/1797588983104589926 Quinteto formou a fuga do dia Cinco ciclistas adiantaram-se ao pelotão tentando surpreender de longe. Foram Bruno Armirail, Mathis le Berre, Jonas Gregaard, Xandro Meurisse e Filippo Conca o quinteto que formou a fuga do dia de hoje. Apesar de conseguirem uma diferença superior a cinco minutos, o pelotão já reduzido acabou por alcançar Armirail, o último resistente dos fugitivos, nos 200 metros finais.´ Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Magnus Cort Nielsen vence no nevoeiro Tendo Armirail sido alcançado já nos metros finais, a decisão da etapa ficou para o pelotão que já vinha muito reduzido. Foi daqui que surgiu o ataque de Magnus Cort Nielsen que, sendo dos homens mais rápidos que não tinha descolado, venceu com alguma facilidade no meio do nevoeiro do Col de la Loge. Primož Roglič ficou no segundo lugar e Matteo Jorgenson no terceiro, bonificando seis e quatro segundos respetivamente. https://twitter.com/dauphine/status/1797644218221097336 Com esta vitória, Cort Nielsen subiu também ao topo da classificação geral do Critérium du Dauphiné. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 CORT Magnus3:21:422 ROGLIČ Primož,,3 JORGENSON Matteo,,4 CICCONE Giulio,,5 LAZKANO Oier,,6 TEUNS Dylan,,7 NERURKAR Lukas,,8 CHAMPOUSSIN Clément,,9 GRÉGOIRE Romain,,10 MARTIN Guillaume, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 CORT Magnus7:23:022 ROGLIČ Primož0:043 JORGENSON Matteo0:064 ARMIRAIL Bruno0:085 CHAMPOUSSIN Clément0:106 GEE Derek,,7 LAZKANO Oier,,8 NEILANDS Krists,,9 AYUSO Juan,,10 HAIG Jack,, Terceira etapa ### Specialized Epic 8 | Teste A Specialized lançou há uns meses a oitava geração da sua lendária bicicleta de montanha, a Specialized Epic 8. Pela altura do lançamento tive a oportunidade de ter um primeiro contacto com a bicicleta, durante um dia. Uns meses depois, tive a bicicleta mais tempo para testar mais a sério e passo-vos todos os detalhes. Créditos: TopCycling Neste artigo mostro as novidades e faço a análise mais detalhada do modelo, dando-vos um feedback mais sólido das suas características. Será tudo maravilhoso, ou descobri algo menos positivo? Créditos: TopCycling Começo como já o havia feito no primeiro contacto, recuando um pouco no tempo e abordando as principais diferenças nesta nova Specialized Epic 8, relativamente às suas antecessoras. Um pouco de história Criada em 1990, a primeira Specialized Epic (que por esta altura tinha a denominação de Stumpjumper Epic) surgiu com o propósito de ser uma bicicleta de montanha competitiva, para atender às demandas dos circuitos de XCO da altura. 1990 Stumpjumper Epic Rapidamente se tornou num "best-seller" da Specialized, ao longo dos anos esta bicicleta icónica passou por várias fases de evolução, adaptando-se às necessidades dos ciclistas de montanha, aos circuitos e ao que o mercado exigia. Em 2002 surgiu a primeira Epic com sistema Brain, um sistema de suspensão inovador que se baseava numa válvula de inércia que permitia distinguir as forças da pedalada e os impactos externos, ajustando automaticamente a rigidez da suspensão de acordo com a situação. Specialized Epic 2002 O sistema de suspensão Brain evoluiu ao longo dos anos, chegando mesmo a estar presente noutros modelos da marca, como a Stumpjumper (uma bicicleta de All Mountain), tornando-se numa "imagem de marca" da Specialized. Adeus Brain - Decisão positiva? Porquê? Uma das mudanças mais notáveis é a ausência do sistema Brain, uma característica distintiva das versões anteriores da Epic. Após mais de 20 anos com o Brain, período no qual tanto a bicicleta como o próprio sistema evoluíram, a Specialized abdica em definitivo do sistema que chegou a ser "a bandeira" da marca nos modelos de BTT. Créditos: TopCycling Com a evolução dos circuitos de Cross-Country (XC) e do próprio BTT, as bicicletas de XC evoluíram para ter mais curso de suspensão e o Brain deixou de fazer tanto sentido como fazia em suspensões de 90 ou 100mm. A ausência do sistema Brain permite que, juntamente com as técnicas e carbono utilizados para o desenvolvimento do quadro, esta versão seja 76 gramas mais leve que a versão anterior, isto apesar de lhe terem adicionado o sistema SWAT e batentes de direção. Proteção inferior de quadro, na linha do modelo Stumpjumper. Confesso que gostava do sistema Brain, que agora apenas se mantém na suspensão da Epic World Cup (a saber por quanto tempo), da mesma forma que gostava de testar o novo sistema Flight Attendant (que é uma espécie de Brain dos tempos modernos), porque esta solução do bloqueio rotativo não é fantástica. (Desenvolvo quando falo do bloqueio, mais em baixo). A versão testada tem guia de corrente e potenciómetro de série. Além do sistema SWAT e batentes de direção, o quadro da Epic ganha uma proteção inferior bem "avantajada" e guia de corrente para evitar chatices nos trilhos. Bloqueio remoto Embora tenha mais novidades, no que respeita a sensações de pedalada a Specialized Epic 8 é muito parecida com a antiga Epic EVO, mas melhor, porque vem equipada com um sistema de bloqueio remoto manual de amortecedor e suspensão, localizado no guiador. Bloqueio remoto manual de amortecedor e suspensão Esta mudança deixa o controlo do comportamento do amortecedor e suspensão entregues ao ciclista. Quando testei a bicicleta no primeiro dia, este controlo remoto (tipo grip shift) pareceu-me intuitivo e fácil de accionar, no entanto, andei um pouco "à luta" com ele para me habituar e para o acionar em certas posições nos trilhos. Créditos: TopCycling Pensei que depois de estarmos habituados ao sistema (com mais horas de utilização), este fosse acionado de uma forma natural e intuitiva, mas não, mesmo após vários dias de utilização ainda mudava de posição sem querer em alguns trilhos e continuava a pensar se estava em modo bloquedo, intermédio ou aberto. Créditos: TopCycling Ou seja, entre ter Brain e este sistema (controlo remoto tipo grip shift), prefiro o Brain, mas se tiver um bloqueio remoto de patilha "tradicional", prefiro um sistema desse género e poupar o peso do Brain no conjunto, que na sua globalidade é fantástico. Epic 120mm. Outra novidade importante é o aumento do curso do amortecedor e suspensão para 120mm, semelhante ao modelo anterior Epic EVO. É uma alteração que vai ao encontro das necessidades actuais e da industria no geral, os 120mm. estão implementados nas bicicletas de XC de suspensão total. Créditos: TopCycling Os 120mm. proporcionam maior capacidade para zonas e trilhos mais complicados, além de uma condução mais suave em terrenos acidentados. Além disso, o ângulo de direção de 66,4 graus confere maior estabilidade e controlo nas descidas mais íngremes. Créditos: TopCycling Sistema SWAT é bem vindo Um dos destaques desta Specialized Epic 8 é o sistema SWAT, um espaço de armazenamento integrado no quadro que permite ao ciclista transportar ferramentas, comida ou roupa extra sem a necessidade de utilizar bolsas ou mochilas adicionais. Sistema SWAT A Specialized foi pioneira neste sistema e na minha opinião só peca por tardio neste modelo, faz todo o sentido numa máquina de XC Maratona, onde os ciclistas passam longas horas em cima da bicicleta e necessitam transportar vários itens de material consigo. Sistema SWAT Esta característica acrescenta praticidade e versatilidade à bicicleta, tornando-a ideal para longas jornadas ou aventuras de um dia inteiro. Na minha opinião é uma característica que faz diferença na hora da escolha, entre esta ou outra bicicleta de uma marca concorrente, isto é mesmo muito prático. Transmissão SRAM XX Eagle AXS Tinha tido a oportunidade de testar esta transmissão duas vezes, em duas bicicletas diferentes, mas em ambas somente por um dia. Esta foi a primeira vez que testei este equipamento da SRAM durante mais dias. Quando estamos mais à vontade com a bicicleta e queremos andar mais rápido, em descidas, subidas, trilhos, zonas seguidas de sobe e desce, com constantes trocas de mudanças, notamos que este equipamento é muito mais lento nas passagens de mudança que o seu "irmão" XX1 Eagle AXS. Nem vou comparar com uma marca concorrente, para não pensarem que estou a "criticar" a SRAM, comparando com o outro equipamento SRAM AXS, este é mais lento nas passagens de mudança e mais caro! Créditos: TopCycling É um equipamento que revolucionou o mercado por não necessitar ter dropout, sendo mais resistente em caso de pancadas ou quedas no lado do desviador, mas tem esta desvantagem, por enquanto. Amortecedor e suspensão específicos O amortecedor e suspensão foram desenvolvidos especificamente para este modelo em colaboração com a RockShox, não vos posso dizer que notei algo de especial, o que notei é que têm uma boa leitura do terreno e um comportamento que nos dá confiança mesmo no primeiro contacto com a bicicleta. Créditos: TopCycling Sem integração A nova Epic não tem integração de cabos, uma tendência atual em quase todos os modelos de bicicletas, seja Estrada, BTT ou Gravel. Créditos: TopCycling A vantagem Por um lado, a ausência de cabos internos facilita a manutenção da bicicleta, um aspecto crucial especialmente em bicicletas de montanha que enfrentam condições adversas com lama e poeiras, além de serem expostas a mais lavagens. Com cabos externos, ciclista ou mecânico têm um acesso mais fácil para limpeza, lubrificação, ajustes e substituição de componentes. Créditos: TopCycling A desvantagem A desvantagem desta abordagem é estética, já se sabe que os olhos são os que comem primeiro e alguns utilizadores, na hora de comprar, não têm em conta os aspectos práticos, mas sim os estéticos. As bicicletas com integração de cabos tendem a ter um design mais limpo e elegante, sem cabos visíveis, o que pode ser considerado mais atrativo para alguns ciclistas em termos de aparência. Créditos: TopCycling Vídeo do primeiro contacto https://youtu.be/mAUBMJmVFf8 Versão S-Works é de uma liga superior Na versão topo de gama da Specialized Epic 8, as diferenças vão além do simples tipo de carbono utilizado. É a única da gama com alguma integração de cabos e a suspensão inteligente RockShox Flight Attendant. O sistema de suspensão Flight Attendant é considerado por muitos como o mais avançado do momento. O Flight Attendant é único, no sentido em que é capaz de se ajustar automaticamente, levando em consideração o tipo de ciclista e as condições do terreno em tempo real. Ao analisar constantemente os dados do percurso, o sistema é capaz de antecipar e ajustar a configuração da suspensão para cada momento da pedalada, proporcionando a melhor experiência ao ciclista, independentemente das exigências do trilho. Veredicto final Em suma, a oitava geração da Specialized Epic representa uma revolução marcante na história deste icónico modelo da Specialized. Tem um design simples, características práticas e um desempenho que não vai defraudar tanto os entusiastas como os atletas de XC que pretendem competir, esta é uma bicicleta "pura e dura" de BTT, uma bicicleta de desempenho e ao mesmo tempo prática em todos os momentos. Créditos: TopCycling No modelo testado trocaria o bloqueio remoto da suspensão e amortecedor tipo grip shift, por um bloqueio de tradicional de patilha com as três posições, e também prefiro a versão XX1 Eagle AXS, à versão XX mais moderna. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, cores, disponibilidade e preços da Specialized Epic 8 AQUI. Equipamento do Rider: Sapatos Specialized Recon 3.0 Jersey coleção Prime Calções coleção Prime Capacete Prevail 3 SWORKS Óculos Rudy Project Kelyon Fotografia: Marco Miguel Rider: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium du Dauphiné 2024 - Etapa 1 A primeira etapa do Critérium du Dauphiné correu-se em circuito em Saint-Pourçain-sur-Sioule, com os ciclistas a passarem por duas vezes na meta antes da discussão da etapa. O primeiro dia, apesar de feito em terreno ondulante e com três contagens de montanha, dava aos homens rápidos a possibilidade de vitória e liderança na corrida. Dois meses após a queda no País Basco reapareceram Evenepoel e Roglic.Créditos: A.S.O Billy Ceusters Fuga do dia Foram Mathis Le Berre (Arkéa - B&B Hotels) e Mark Donovan (Q36.5 Pro Cycling Team) os ciclistas que se adiantaram ao pelotão e compuseram a fuga do dia. Os dois corredores tiveram sempre a distância controlada por um pelotão que não queria perder uma das poucas possibilidades de sprintar nesta 76.ª edição da corrida. Créditos: A.S.O Billy Ceusters Pedersen dá a 24.ª vitória à Lidl-Trek Alcançada a fuga a sensivelmente 10 quilómetros para o final, o pelotão preparava a terceira e decisiva passagem pela meta. Mads Pedersen rematou o trabalho que a Lidl-Trek fez durante o dia e conquistou a vitória número oito da temporada, sendo agora o terceiro ciclista mais vitorioso do ano atrás de Merlier (10) e Pogačar (14). Sam Bennett e Hugo Page ocuparam os restantes lugares do pódio e ficaram em segundo e terceiro lugar respetivamente. Pedersen é assim o primeiro camisola amarela do Critérium du Dauphiné 2024. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 PEDERSEN Mads4:01:302 BENNETT Sam,,3 PAGE Hugo,,4 VENTURINI Clément,,5 DOULL Owain,,6 GAZZOLI Michele,,7 GARCÍA CORTINA Iván,,8 WRIGHT Fred,,9 RUSSO Clément,,10 CORT Magnus,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 PEDERSEN Mads4:01:202 BENNETT Sam0:043 PAGE Hugo0:064 LE BERRE Mathis0:075 DONOVAN Mark0:086 PEDERSEN Casper0:097 VENTURINI Clément0:108 DOULL Owain,,9 GAZZOLI Michele,,10 GARCÍA CORTINA Iván,, Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=ZUqND7lEvls&ab_channel=EurosportCycling Segunda etapa ### António Morgado pode sonhar com a Volta a França Daniel Lima fechou no top 10 a Corrida da Paz e colocou Portugal na Volta a França do Futuro. Prova sub-23 é objetivo de António Morgado. A geração liderada por António Morgado recorreu ao coletivo para sair airosa de uma prova azarada. O corredor da UAE-Emirates perdeu a Corrida da Paz por um furo na 2ª etapa. Por ter sido fora da zona de proteção, o azar custou 33 segundos a António Morgado e afastou-o da luta pelo pódio. O bloco português durante a Corrida da Paz.Créditos: FPC Uma equipa capaz de ajudar o líder Nem tudo foram azares nestes quatro dias de competição. Da icónica prova sub-23 saiu uma equipa capaz de ajudar o líder a ganhar a Volta a França do Futuro. Em fevereiro, na Figueira da Foz, o TopCycling entrevistou António Morgado. Tinha acabado de chegar ao WorldTour, mas o Bigode Voador deixou duas garantias para 2024. “Este ano um dos meus objetivos é ganhar a Volta a França do Futuro e ficar com esse objetivo feito. Tentar outra vez o Mundial, o último ano em que vou tentar o Mundial em sub-23.” António Morgado ao TopCycling. Morgado ficou atrás do francês Rolland e do belga Dockx na etapa rainha em Dlouhé stráne.Créditos: Reichova Barbora/Course de la Paix Apuramento direto para a Volta a França do Futuro A Corrida da Paz foi dominada pela França: Brieuc Rolland foi 1º e Léo Bisiaux 3º, pelo meio ficou o belga Aaron Dockx. Portugal perdeu Lucas Lopes por doença e Daniel Lima ainda caiu a 400 m da conclusão da corrida. O atleta de Loulé e da Academia da Israel, foi o melhor português e fechou no 10º posto. António Morgado acabou na 14ª posição. Ambos pontuaram para Portugal ficar no 10º lugar do ranking da Taça das Nações e garantiram o apuramento para a Volta a França do Futuro. Pela seleção nacional também concluíram a prova Gonçalo Tavares (24º), Alexandre Montez (62º) e João Martins (92º). “A etapa de hoje não teve a dureza que desejávamos para fazer diferenças. O Daniel Lima e o António Morgado ainda atacaram na última subida, mas o pelotão estava muito numeroso, com muita gente capaz de responder e de controlar a corrida. Cumprimos o objetivo fundamental que era somar os pontos necessários para garantir a presença na Volta à França do Futuro. Além disso, estivemos na discussão desta prova. O 10º lugar do Daniel Lima é muito bom a este nível e o António Morgado, se não fossem os 30 segundos perdidos com o furo da segunda etapa, teria terminado no pódio. O 2º lugar na geral coletiva demonstra uma grande consistência de toda a equipa”. José Poeira à Federação Portuguesa de Ciclismo. ### Artem Nych campeão do 44.º GP Abimota Artem Nych ganhou na Serra do Caramulo, Santiago Mesa em Vouzela e Nicolás Tivani fechou a festa em Águeda. A 44.ª edição do GP Abimota foi dominada por ciclistas estrangeiros de três equipas nacionais. O primeiro de três dias de competição partiu de Proença-a-Nova e o pelotão fez 163 km até ao Caramulo. Artem Nych (Sabgal-Anicolor) arrancou de longe e chegou à meta com 32 segundos sobre o colega Mauricio Moreira. A menos de dois meses da Volta a Portugal Artem Nych mostrou boas pernas. A prova rainha do ciclismo nacional decorre entre 24 de julho a 4 de agosto. Créditos: João Fonseca Photographer Segunda etapa Sábado, em Vouzela, tirada de 138 km com final previsível ao sprint na segunda etapa. O venezuelano Santigo Mesa (Efapel Cycling) triunfou diante do argentino Tomás Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) e do venezuelano Francisco Peñuela (Rádio Popular-Paredes-Boavista). Créditos: João Fonseca Photographer Terceira etapa Domingo o fecho do GP Abimota decorreu com uma jornada de 148 km entre Vagueira a Águeda. Com a geral decidida pela Sabgal-Anicolor logo ao primeiro dia, o pelotão voltou a controlar para garantir novo sprint. O argentino Nicolás Tivani bateu o venezuelano Francisco Peñuela (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e o português Diogo Gonçalves (ABTF Betão-Feirense) Artem Nych sucedeu a Rafael Reis como campeão do GP Abimota. O pódio foi o mesmo da etapa inagural com Mauricio Moreira e Afonso Silva (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) ao lado do ciclista russo. Créditos: João Fonseca Photographer Últimos cinco vencedores: 2018 - Oscar Pelegri Ferrandis (Rádio Popular/Boavista) 2019 - Gotzon Martin (Euskadi) 2021 - Tomas Contte (Louletano/Loulé Concelho) 2022 - Luis Mendonça (Glassdrive/Q8/Anicolor) 2023 - Rafael Reis (Sabgal-Anicolor) ### Unbound Gravel - Lachlan Morton foi o mais forte Um Triunfo Memorável no Mundo do Gravel Lachlan Morton, conhecido ciclista de ultra-distâncias da equipa EF Education-EasyPost, conquistou a vitória na prestigiada prova Unbound Gravel. O evento, realizado em Emporia, Kansas, é a competição de Gravel mais mediática do mundo, tendo sido realizado pela primeira vez em 2006. Embora a prova tenha outras distâncias, esta atrai os melhores ciclistas da modalidade para competir nas exigentes 200 milhas (aproximadamente 320 km). A Prova e as Condições Este ano o Unbound Gravel teve um percurso ligeiramente diferente (já testado anteriormente) e apesar do terreno pesado nos dias anteriores, teve condições quase perfeitas com céu nublado, vento leve e temperatura amena. O percurso teve este ano cerca de 3.609 metros de desnível acumulado. O Desenrolar da Corrida Como habitualmente, a prova masculina começou às 5:50 da manhã, com Tobias Mørch Kongstad a atacar nos primeiros 8 km, formando uma fuga inicial com Jonas Orset. Ao atingir a marca dos 51 km, a dupla foi alcançada por Innokenty Zavyalov e Chase Wark, formando um grupo de quatro que se manteve na liderança até ao primeiro ponto de controlo em Alma. Foi a partir deste ponto que Lachlan Morton começou a mostrar a sua intenção de vencer, assumindo a perseguição dos líderes com determinação, os outros seguiam a sua roda. Após cerca de 112 km, a fuga foi absorvida pelo pelotão principal, onde Chad Haga assumiu a liderança. Após alguns quilómetros Morton e Haga, atacaram e ficaram isolados na frente da corrida. A Decisão da corrida Lachlan Morton e Chad Haga trabalharam juntos para manter a liderança. A corrida viria a ser decidida na reta final, ao sprint, no qual Lachlan Morton acabou por levar a melhor sobre Chad Haga, vencendo com um tempo de nove horas, onze minutos e quarenta e sete segundos, apenas um segundo à frente de Haga. Créditos - Life Time Tobias Kongstad completou o pódio, terminando em terceiro lugar, a mais de três minutos do vencedor. Top 10 Final POSCICLISTATEMPO01MORTON Lachlan09:11:4702HAGA Chad+ 0103KONGSTAD Tobias+ 03:3604HAVIK Piotr+ 03:3705DE MARCHI Mattia+ 03:4106SVENDSEN Simon Nordahl+ 04:4107VAN AVERMAET Greg+ 04:4708MCELVEEN Payson+ 04:4809SCHÖNBERGER Sebastian+ 04:4810JOHNSON Dylan+ 04:49 Com esta vitória Lachlan Morton assume-se uma vez mais como um dos principais ciclistas de ultra-distância no mundo do gravel. ### BikeMarket.pt – Um portal made in Portugal Artigo patrocinado Portugal é um país de ciclismo e de bicicletas. Segundo o Eurostat, em 2019 o país assumiu a liderança na produção de bicicletas na União Europeia e a tendência mantém-se. A Europa está determinada a minimizar o impacto climático e exige soluções de mobilidade menos poluentes. Mais do que um desporto, o ciclismo tem-se tornado um estilo de vida. Nuno Matos, 44 anos, identificou um vazio no mercado e criou o BikeMarket.pt – portal de classificados e marketplace onde particulares e empresas podem anunciar todo o tipo de produtos relacionados com o ciclismo. “O BikeMarket.pt foi lançado em 2015. Enquanto ciclista amador senti que não existia no mercado um portal de classificados 100 por cento focado no ciclismo. O BikeMarket.pt está organizado por categoria, tipo de produto e respetivas especificidades. Isto ajuda o utilizador a anunciar ou a encontrar facilmente a bicicleta ou outro produto.” Nuno Matos ao TopCycling. Todo o tipo de produtos relacionados com o ciclismo O portal é intuitivo e os anúncios de produtos novos ou usados são gratuitos. A plataforma junta particulares e lojas físicas. Os profissionais registados no portal ficam listados no diretório do BikeMarket.pt sem custos. Na montra digital encontramos todo o tipo de produtos relacionados com o ciclismo: bicicletas, componentes, acessórios, vestuário, calçado, artigos de nutrição, eventos e serviços. Como usar o BikeMarket.pt? A pergunta mais comum para os novos utilizadores prende-se com a mecânica dos anúncios. Nuno Matos, aficionado de ciclismo licenciado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho, criou um sistema fácil de utilizar. “Basta registar uma conta e começar a anunciar. Os utilizadores procuram os produtos, contactam os anunciantes e combinam o negócio. O BikeMarket.pt não participa na negociação nem cobra qualquer taxa, apenas facilita o acesso ao produto através de um serviço de anúncios especializados. Suponhamos que alguém quer comprar uma bicicleta de estrada, da marca X, em carbono, tamanho M, com preço inferior a 999 €. É só pesquisar e filtrar ao pormenor no BikeMarket.pt, o mesmo não se passa em portais generalistas.” O facto de ser grátis tem vantagens para quem compra e para quem vende. Em algumas plataformas internacionais são cobradas taxas a compradores e/ou vendedores encarecendo a transação. Captar a atenção do cliente Outra pergunta frequente passa pelas vantagens de comprar na internet. É melhor comprar online ou na loja física? Nuno Matos encara esta questão como um desafio. O objetivo é captar a atenção do cliente. “Ambos os modelos têm espaço. O BikeMarket.pt é uma mais-valia tanto para as lojas tradicionais como para as lojas online. O anúncio pode levar o cliente à loja para mostrar o produto e fazer o negócio. Também encaminhar o público-alvo para as respetivas lojas online.” Vivemos numa era de comunicação fluida na qual estar online passou de ser um luxo a ser uma necessidade. Porquê pagar mais por um produto? Porquê resumir a procura à proximidade geográfica? Porquê restringir as compras ao horário comercial? “Se o cliente quer uma bicicleta usada, por exemplo, não vai visitar todas as lojas para conferir o stock. Pesquisa online, depois desloca-se à loja para testar e este processo leva à compra. O importante é anunciar e dar a conhecer os produtos aos visitantes do BikeMarket.pt.” Oferta premium para profissionais Até 2050 a Europa pretende tornar-se neutra em termos de impacto climático. O setor da bicicleta é estratégico e está em crescimento. É fundamental encontrar o melhor produto ao melhor preço. Ao mesmo tempo o mercado é competitivo. Com esta ideia em mente o fundador do BikeMarket.pt criou uma oferta premium para profissionais. “Para lojas que pretendam destaques ou que tenham muitos itens criámos o serviço de importação de produtos de forma automática. Em pouco tempo é possível carregar no portal milhares de produtos. Também dispomos de um serviço de marketplace ideal para lojas online; neste caso o BikeMarket.pt redireciona o utilizador – através de um link direto – para o produto alojado no site da loja e a compra é feita no site da empresa.” Nuno Matos lançou o BikeMarket.pt em 2015. Mais-valia para lojas físicas Um desafio transversal a todos os profissionais do mercado das bicicletas e acessórios é a gestão de stock. A cada ano surgem novas tecnologias, equipamentos e coleções de bicicletas e roupa de ciclismo. No BikeMarket.pt os profissionais podem anunciar as coleções anteriores e fazê-las chegar a novos consumidores, além dos que já visitam as suas lojas ou sites. Curioso neste portal é o que os utilizadores com gostos específicos têm um espaço dedicado. Além dos anúncios de venda, o BikeMarket.pt tem anúncios do tipo "compro". Basta publicar um anúncio descrevendo o produto procurado e aguardar por um contacto. E quantas vezes vamos às compras com algo em mente e acabamos com outro produto no carrinho? É mais frequente do que pensam. Empreendedor por vocação Empreendedor por vocação, Nuno Matos juntou várias áreas de negócio. Da pesagem à automação industrial, do ciclismo aos automóveis, passando pelos jogos de vídeo. Em 2013 nasceu o portal WeighingReview.com, em 2014 o AutomationInside.com, em 2020 o AutoAds.pt e em 2022 o GameMarket.pt. Fica o convite para uma visita e o desejo de bons negócios! ### O Giro de Pogacar em fotos e números Retrospetiva fotográfica da 107ª edição do Giro e os números fortes da prova. Quem foram os atores secundários no show de Tadej Pogacar? Já muito foi dito sobre a vitória de Tadej Pogacar no Giro de Itália, mas é importante guardar alguns registos para memória futura. Em termos de dados estatísticos foi uma edição rica, sobretudo graças ao domínio do esloveno da UAE Emirates. A nível fotográfico foi o espetáculo do costume na bela Itália. Há que agradecer o trabalho da agência LaPresse, cujas imagens são cedidas pela RCS. Propomos uma retrospetiva fotográfica da 107ª edição do Giro. O pelotão junto à Fontana di Trevi, em Roma, na última etapa.Créditos: LaPresse O Giro mais rápido da história Mantendo a tendência das principais provas do WorldTour em 2024 também em Itália se andou rápido. Foi o Giro mais rápido da história com média de 41,870 km/h para 21 etapas. Esta passa a ser a quarta grande Volta mais rápida de sempre – recorde é da Vuelta de 2003 (42,55 km/h). A nota dominante foi a superioridade de Tadej Pogacar que bateu Daniel Martinez por 9:56, a maior vantagem registada no novo milénio. Marco Alpozzi/LaPresse Marco Alpozzi/LaPresse O efeito Pogacar Mesmo contabilizando todas as edições do pós-II Guerra Mundial é difícil encontrar precedentes. Só houve diferenças maiores entre campeão e vice-campeão em 1954 (24:16 entre Clerici e Koblet), em 1949 (23:47 entre Coppi e Bartali), e em 1965 (11:26 entre Adorni e Zilioli). O efeito Pogacar sentiu-se na adesão do público. Milhares de tifosi seguiram o pelotão, apesar do favoritismo e posterior domínio do ciclista da UAE Emirates. Créditos: Marco Alpozzi/LaPresse Tadej Pogacar igualou Eddy Merckx Ao lado do esloveno esteve Rui Oliveira, que se tornou o sexto português "campeão" em grandes Voltas. É possível que domínio seja palavra recorrente, mas é inevitável. Com seis etapas ganhas, Tadej Pogacar igualou Eddy Merckx no Giro de 1973. Neste milénio só o sprinter Alessandro Petacchi (nove vitórias em 2004) fez melhor do que Pogacar e dos corredores em atividade só Mark Cavendish tem mais triunfos em Giro, Tour e Vuelta (54 vs. 20). LaPresse LaPresse LaPresse O Caníbal tem sentimentos A nível emocional houve dois momentos fortes no Giro. O primeiro teve como protagonistas Giulio Pellizzari e Tadej Pogacar. O mais jovem corredor em prova foi 2º no Monte Pana e só o maglia rosa impediu que entrasse no top 10 dos mais jovens a ganhar no Giro com Coppi, Bartali e Saronni. Pellizzari e Pogacar acabaram abraçados e com o líder a oferecer os óculos e a rosa ao italiano da Bardiani. Afinal, o Caníbal tem sentimentos. O outro momento de fair play viveu-se na segunda semana, na chegada a Fano. Julian Alaphilippe, o mais combativo do Giro, convidou Mirco Maestri para uma fuga de 125 km com remotas chances de êxito. Uma amizade improvável nasceu entre o bicampeão mundial e um corredor que nunca antes tinha feito top 10 em "grandes". Alaphilippe e Maestri foram os heróis da etapa 12.Créditos: Marco Alpozzi/LaPresse Empate técnico entre Milan e Merlier Entre os velocistas houve sete oportunidades de vitória e três ganhadores. Jonathan Milan levou a maglia ciclamino pelo segundo ano consecutivo. Tim Merlier respondeu chegando às 11 vitórias convertendo-se no melhor sprinter da primeira metade da época. Podemos considerar que houve empate técnico entre Milan e Merlier, sem sabermos o que Olav Kooij –vencedor de etapa na estreia – poderia ter feito se não tivesse abandonado. Créditos: Massimo Paolone/LaPresse Dois murais da autoria do artista romano Lucamaleonte Quem pensou que o Giro acabou após a 21ª etapa... pensou mal. Os compromissos do campeão com o organizador prolongaram-se por vários dias em ações com patrocinadores. Na cidade de Roma foram também pintados dois murais da autoria do artista romano Lucamaleonte em honra vitória de Tadej Pogacar. Pogacar posa junto ao mural de Lucamaleonte.Créditos: LaPresse ### Seis destaques da Volta a Portugal do Futuro Luca Bagnara (Polti) sagrou-se campeão e Alexandre Montez (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) foi o melhor português. Destacamos seis craques da Volta a Portugal do Futuro. Terminada a 31.ª edição da Volta a Portugal do Futuro é hora de analisar os ciclistas que se destacaram na prova criada em 1990 pelo jornal O Jogo e organizada pela Podium Events. Este evento de categoria sub-23 é sempre um barómetro para o futuro do ciclismo, quer em Portugal quer além fronteiras. Luca Bagnara venceu em São Pedro do Sul na subida de São Macário.Créditos: Podium Events Luca Bagnara (Polti Kometa) Um dos grandes nomes da edição deste ano foi Luca Bagnara, que corre pela equipa de sub-23 de Alberto Contador. O italiano foi descoberto por Ivan Basso na Emilia Romagna e diz ser um ciclista completo que gosta de subir e de provas por etapas. No segundo dia da Volta a Portugal do Futuro teve o palco ideal para mostrar todas as qualidades. Aos 20 anos venceu a classificação geral por 1:42, vantagem confortável e à qual juntou a etapa rainha. O italiano classificou a subida ao São Macário como "a mais difícil que já fiz". Luca Bagnara leva assim de Portugal as primeiras vitórias, um indicador que a Polti Kometa vem trabalhando bem na formação. Será Bagnara o novo Davide Piganzoli? Owen Lightfoot ganhou em Águeda ao chileno Cristobal Mena.Créditos: Podium Events Owen Lighfoot (Vigo/Rias Baixas) Owen Lightfoot é outro dos nomes a destacar nesta edição da Volta a Portugal do Futuro. O ciclista de 20 anos venceu a 1.ª etapa depois de bater ao sprint os três colegas de fuga, vestindo a camisola amarela por um dia. O britânico mostrou dar-se bem com os ares de Portugal, já que em 2023 já tinha ganho uma etapa na Volta a Portugal do Futuro (Castelo Branco) e a classificação por pontos. Natural de Leicester, Lightfoot já aparenta grande sentido de oportunidade e não perdeu a chance de picar o ponto pelo segundo ano consecutivo em Portugal. Noah Campos foi o mais rápido em Pombal.Créditos: Podium Events Noah Campos (Kelly Simoldes UDO) O ciclista natural de Loulé inscreveu o nome na história da edição 31 da Volta a Portugal do Futuro ao vencer a 3.ª etapa com meta em Pombal. Foi a primeira vitória do atleta nesta categoria e ajudou o louletano a fechar no 4.º posto entre os mais jovens. Neste particular foi o melhor português entre os corredores nascidos em 2004/2005. Noah Campos, de 19 anos, foi um dos destaques da prova tendo sido preponderante no 5.º lugar da Kelly Simoldes UDO na classificação por equipas. A estrutura de Oliveira de Azeméis foi a melhor entre as portuguesas. O homem forte da Volta a Portugal, Joaquim Gomes, na partida da 2.ª etapa.Créditos: Podium Events Alexandre Montez (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) As equipas espanholas meteram nove corredores no top 10 final. A exceção à regra foi Alexandre Montez que concluiu em 3.º na geral individual e ainda fez pódio na 2.ª etapa. O ciclista natural de Aldeia de Além, freguesia de Alcanede, foi este ano 2º na Clássica da Arrábida e 17º no GP das Nações, onde esteve pela seleção nacional mesmo antes da Volta. Montez, da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car, melhorou o 6.º lugar da passada da Volta a Portugal do Futuro e foi rei dos trepadores somando mais dois pontos do que o chileno Cristobal Bustos. Atenção a este talento na próxima Corrida da Paz (entre 30 de maio a 2 de junho) onde fecha o apuramento para a Volta a França do Futuro. Portugal está no top 15 do ranking das nações sub-23 e em lugar de apuramento automático. Montez já fez a corrida na época passa e deve ir no apoio a António Morgado. João Martins fugiu para a glória nas Caldas da Rainha.Créditos: Podium Events João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista) O mágico xadrez esteve em alta graças a João Martins. O gaiense, de 20 anos, venceu a última etapa nas Caldas da Rainha, tendo sido o mais forte dos quatro fugitivos. À etapa juntou a classificação por pontos na qual bateu Noah Campos. João Martins levou ainda um 4.º lugar da 1.ª etapa. O sprinter da Rádio Popular-Paredes-Boavista faz parte dos trabalhos da seleção nacional de estrada e de pista. Em 2023, na estreia em Europeus de sub-23, João Martins saiu do velódromo com o 5.º lugar na eliminação dominada por Tim Torn Teutenberg e Gianluca Pollefliet. O alemão corre pela Lidl-Trek e o belga pela Decathlon Ag2r. Já em juniores o português tinha sido 4.º no omnium também no Campeonato da Europa. Diogo Pinto foi 2.º em Pombal e 12.º na geral. O melhor da Óbidos.Créditos: Inês Calvo Gorka Corres (Caja Rural-Alea) Basco, natural San Vicente de Arana, Gorka Corres conseguiu um dos melhores resultados da carreira na estrada, vencendo a classificação da juventude e terminando 5.º na geral. Com apenas 18 anos, Gorka Corres é da geração dos multifacetados já que combina estrada com ciclocrosse. No crosse foi campeão nacional júnior em 2023 e 3.º este ano, agora na categoria de sub-23. Na Volta a Portugal do Futuro, Corres foi bastante regular, tendo sido 5.º na ascensão ao São Macário a 3:20 do vencedor da etapa e da geral Luca Bagnara. O pelotão da Volta a Portugal do Futuro em Leiria.Créditos: Podium Events ### Bruno Pires já ganha com a Tudor Equipa sub-23 da Tudor ganhou etapa no Tour de la Mirabelle, em França. Bruno Pires dirigiu os diamantes do projeto suíço. Quem sabe nunca esquece e Bruno Pires sabe muito de ciclismo. Recrutado pela Tudor na primavera, tem emprestado conhecimento tanto ao plantel principal como à equipa de desenvolvimento. Depois de fazer Giro dos Abruzos e Tour dos Alpes com os elites, Bruno Pires levou os sub-23 ao Tour de la Mirabelle. A prova francesa é UCI e tem categoria 2.2. “Tenho feito algumas corridas com a equipa de desenvolvimento porque o calendário é muito apertado e precisam de ajuda nesse calendário. Foi muito positivo o Tour de la Mirabelle porque foi a primeira vitória da equipa. Ter sido quando eu estava a liderar deixou-me satisfeito e deu-me confiança pelo trabalho que fizemos esta semana”. Bruno Pires ao TopCycling. Juan David Sierra venceu a última etapa do Tour de la Mirabelle.Créditos: Bruno Pires Dois talentos que nasceram na pista Nancy é o epicentro da prova de quatro dias. Sobe e desce constante junto às Vosges, sempre acima de 1700 m de altitude, num evento que deve o nome a um tipo de ameixa, a “Mirabelle de Nancy”. O britânico naturalizado francês Oscar Nilsson-Julien (AVC Aix-en-Provence) ganhou a geral. A última etapa sorriu a Juan David Sierra (Tudor). Dois talentos que nasceram na pista. Juan David Sierra é de Milão e tem raízes colombianas por parte do pai. Em juniores foi campeão mundial da perseguição por equipas e no Europeu de Anadia pôs o recorde do mundo em 3:53.980 a caminho do ouro. “Trabalhar com jovens é mais difícil porque têm menos experiência, mas também é gratificante quando os vemos a ganhar. Encheu-me de orgulho e fez todo o sentido o trabalho dos últimos dias. O Juan David é um sprinter que passa subidas curtas, está em evolução e a nível da estrada está a ganhar rodagem. Tem 19 anos, é um talento nato e estou expectante para ver como evolui nas próximas provas.” Corredores e staff celebraram a primeira vitória da Tudor sub-23 em 2024.Créditos: Bruno Pires Formação em hipnoterapia e coaching Em paralelo com as funções na Tudor, Bruno Pires abriu as portas da Ether Clinic, em Ponte de Lima. O projeto é a materialização de anos de formação em hipnoterapia e coaching. Pioneiro nesta área no ciclismo português, o alentejano procura trazer novidades a uma modalidade conservadora como o ciclismo.  “No Tour de la Mirabelle utilizei técnicas de relaxamento profundo, mindfulness e hipnose. Segundo os atletas ajudou a ficarem mais focados e eliminou algum medo e tensão antes das partidas. O feedback deles foi positivo e surpreendente porque são jovens e poderiam não entender este tipo de trabalho. É complicado aceitar inputs ligados à parte mental e espiritual, mas não nos podemos esquecer que somos tudo isso. Quando se alia a boa suplementação, boas bicicletas, ótima preparação física – que não é feita por mim – dá resultado. As coisas correram bem, é a minha primeira vitória internacional. “ ### Evenepoel e Roglic no Dauphiné Cinco finais em alto, contrarrelógio de 34 km e os regressos de Remco Evenepoel e Primoz Roglic criam expetativa para a 76ª edição do Criterium du Dauphiné. Protagonistas da Vuelta a Espanha em 2022, Primoz Roglic e Remco Evenepoel preparam-se para voltar a medir forças antes do Tour de France. Após caírem no País Basco, os líderes de Bora-hansgrohe e Soudal Quick-Step voltam a competir no Critérium du Dauphiné, entre 2-9 de junho. No caso de Roglic é o regresso à prova que venceu em 2022. Roglic ao ataque na etapa 6 do Paris-Nice em La colle-sur-Loup. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Sepp Kuss é o dorsal 1 Evento clássico de preparação para o Tour, o Dauphiné contará com o campeão da Vuelta que vai liderar a Visma Lease a Bike). Sepp Kuss é o dorsal 1 desta edição. A armada espanhola apresenta-se com Juan Ayuso (UAE-Emirates) e Carlos Rodriguez (Ineos Grenadiers), respetivamente campeões no País Basco e na Romandia este ano. Entre os candidatos contam-se ainda o britânico Tao Geoghegan Hart (Lidl-Trek), os trepadores Santiago Buitrago (Bahrain) e Felix Gall (Decathlon Ag2r), além dos franceses David Gaudu (Groupama-FDJ) e Guillaume Martin (Cofidis). Kuss não contará com Van Aert nem com Vingegaard no Dauphiné.Créditos: Bram Berkien Cinco finais em alto O percurso da corrida francesa promete dureza logo nas primeiras etapas. Destaque para os 25 km finais no acesso ao Col de la Loge logo ao segundo dia, em pleno Maciço Central. Oportunidade de marcar diferenças na geral e o primeiro de cinco finais em alto. Depois há jornadas rompe-pernas como ao terceiro dia em Les Estables, onde o acesso à meta se faz por rampas a rondar 5% de inclinação ao longo de 3,8 km. O tradicional contrarrelógio de quarta-feira – com 34,4 km em Neulise – não é plano. O terreno é ondulado e o percurso supera os 400 m de acumulado. Pódio do Dauphiné 2023 em La Bastille: vitória de Vingegaard sobre Yates e O'Connor.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Plateau des Glières fecha o Dauphiné Sexta-feira sobem Col du Granier e terminam em Collet d'Alevard após 11 km de subida a 8,1% de média. Sábado há subidas icónicas da prova – Col des Saisies, Col des Aravis e Col de la Colombière – num dia com 4268 m de acumulado onde via Côte d'Arâches fecham a etapa na estância de Samoëns 1600. Domingo mais uma jornada alpina com três contagens de montanha de primeira categoria. Plateau des Glières fecha o Dauphiné numa zona onde o Tour nunca foi meta, mas onde Julian Alaphilippe venceu a etapa final da Volta a França do Futuro de 2013. As etapas da 76ª edição: 2 junho etapa 1: Saint-Pourçain-sur-Sioule > Saint-Pourçain-sur-Sioule, 174,8 km 3 junho, etapa 2: Gannat > Col de la Loge, 142 km 4 junho, etapa 3: Celles-sur-Durolle > Les Estables, 181,2 km 5 junho, etapa 4: Saint-Germain-Laval > Neulise, 34,4 km (contrarrelógio individual) 6 junho, etapa 5: Amplepuis > Saint-Priest, 200,2 km 7 junho, etapa 6: Hauterives > Le Collet d’Allevard, 173,2 km 8 junho, etapa 7: Albertville > Samoëns 1600, 145,5 km 9 junho, etapa 8: Thônes > Plateau des Glières, 152,5 km ### Rui Oliveira fez a festa com Tadej Pogacar no Giro Ciclista de 27 anos integrou o bloco vencedor da geral individual e tornou-se o sexto português a "vencer" uma grande Volta. Rui Oliveira partiu para o Giro de Itália com várias missões. Por um lado não foi possível dar a vitória ao sprinter Sebastián Molano, superado por Jonathan Milan e Tim Merlier. Por outro o atleta natural de Vila Nova de Gaia esteve sempre disponível para se colocar ao serviço do líder Tadej Pogacar. Na quinta presença numa "grande" Volta, Rui Oliveira brilhou sobretudo na 15ª etapa quando a concorrência testou a capacidade da equipa do maglia rosa. Pogacar tem agora três títulos em seis "grandes" disputadas.Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Portugueses campeões de Giro, Tour e Vuelta O bloco chegou ao final do Giro, em Roma, intacto. Pogacar festejou a geral individual, a montanha e as seis etapas ganhas. Rui Oliveira sai de Itália com a primeira "vitória" numa "grande" Volta no palmarés. É o sexto corredor português a contribuir para uma conquista desta envergadura. Confiram abaixo a lista dos corredores portugueses campeões de Giro, Tour e Vuelta: Joaquim Agostinho | Tour 1973 com Luís Ocaña José Martins | Vuelta 1976 com José Pesarrodona Sérgio Paulinho | Tour 2007 e 2009 com Alberto Contador; Giro 2015 com Alberto Contador; Vuelta 2008, 2012 e 2014 com Alberto Contador; Vuelta 2006 com Alexander Vinoukorov Bruno Pires | Vuelta 2012 com Alberto Contador Rui Costa | Tour 2021 com Tadej Pogacar Rui Oliveira | Giro 2024 com Tadej Pogacar ### Giro d'Itália 2024 - Pogacar entra na história Com a classificação geral decidida, o pelotão deslocou-se até Roma, onde uma etapa de 125 quilómetros finalizava o Giro d'Itália de 2024. Num dia sem grandes dificuldades no que ao percurso dizia respeito os ciclistas correram num circuito que passou 8 vezes pela meta antes da chegada que se previa ao sprint. https://twitter.com/giroditalia/status/1794731483221078522 4 ciclistas na última fuga deste Giro Foram 4 os corredores que se adiantaram ao pelotão e formaram a fuga do dia de hoje: Ewan Costiou, Alex Baudin, Mikel Frolich e Martin Marcellusi. O pelotão, liderado pelas equipas com pretensões à etapa, nunca deu grandes margens aos fugitivos, já que ninguém queria perder a oportunidade de vencer a última etapa em Roma. https://twitter.com/giroditalia/status/1794753668061016088 Merlier empata a 3 com Milan O quarteto de fugitivos acabou alcançado a sensivelmente 10 quilómetros da meta, quando se começaram a formar os primeiros comboios. Foi nesta altura que Jonathan Milan, já vencedor de 3 etapas neste Giro e vencedor da classificação por pontos, teve um problema mecânico e teve de fazer um grande esforço para reentrar. https://twitter.com/giroditalia/status/1794772719810027524 Foi Tim Merlier que aproveitou esta situação para vencer a sua terceira etapa e empatar o número de vitórias com Milan que ainda recuperou para fazer um extraordinário segundo lugar. Em terceiro ficou Kaden Groves. Tadej Pogacar escreve história no seu primeiro Giro d'Itália Este foi o primeiro Giro d'Itália de Tadej Pogacar, no primeiro dia de competição os dados estatísticos do esloveno nesta corrida eram, zero. Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Pogacar termina o Giro d'Itália com seis etapas conquistadas, a classificação geral, a classificação da montanha e uma das diferenças de tempo mais dilatadas para o segundo classificado na história da corrida, 9 minutos e 56 segundos para Dani Martinez. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 MERLIER Tim2:51:502 MILAN Jonathan,,3 GROVES Kaden,,4 GAVIRIA Fernando,,5 VAN DIJKE Tim,,6 ANIOŁKOWSKI Stanisław,,7 DAINESE Alberto,,8 LONARDI Giovanni,,9 EWAN Caleb,,10 GRONDIN Donavan,, Classificação Geral Final PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej79:14:032 MARTÍNEZ Daniel Felipe9:563 THOMAS Geraint10:244 O'CONNOR Ben12:075 TIBERI Antonio12:496 ARENSMAN Thymen14:317 RUBIO Einer15:528 HIRT Jan18:059 BARDET Romain20:3210 STORER Michael21:11 ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 3 - Nove Mesto A terceira ronda da Taça do Mundo de XCO decorreu em Nove Mesto, na República Checa, num circuito mítico, conhecido pela sua complexidade técnica, principalmente no famoso "Rock Garden". A chuva dos dias anteriores adicionou uma dificuldade extra, tornando os treinos ainda mais difíceis. Corrida Elite Feminina Pauline Ferrand-Prevot vinha de um Campeonato da Europa de XCO menos bem conseguido, no qual Puck Pieterse venceu com superioridade, no entanto, hoje a campeã do mundo de XCO dissipou qualquer incerteza sobre o seu estado de em Nove Mesto, dominando e vencendo a corrida com autoridade. Pauline Ferrand-Prevot liderou a corrida e venceu com mais de um minuto de vantagem, tendo imposto um ritmo impressionante na primeira volta, consolidando depois o seu domínio nas voltas seguintes. A Campeã da Europa Puck Pieterse tentou acompanhar a Campeã do Mundo nas primeiras voltas, mantendo uma pequena distância, mas Pauline manteve um ritmo forte e constante, levando inclusive a que Pieterse perdesse posições a meio da corrida, pelo esforço extra inicial. Haley Batten, optou por uma estratégia mais inteligente, evitou o ritmo inicial de Pauline Ferrand Prevot e conseguiu uma recuperação final notável, terminando na segunda posição. Alessandra Keller, que havia vencido o Short Track, teve um fim de semana tremendo, terminando hoje em terceiro. Pieterse acabou por terminar na quarta posição, resistindo ao ataque de Laura Stigger, que terminou em quinto. Destaque para a ausência de Jenny Rissveds, que não pôde competir devido a uma queda no Short Track. A portuguesa Raquel Queirós terminou no 62.º posto desta corrida, sendo de destacar o fantástico desempenho de Ana Santos na corrida Sub-23, que terminou num fantástico 5.º lugar. TOP 10 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Pauline Ferrand-PrevotIneos Grenadiers01:20:452Haley BattenSpecialized Factory Racing+ 01:003Alessandra KellerThomus Maxon+ 01:354Puck PieterseAlpecin-Deceuninck+ 01:555Laura StiggerSpecialized Factory Racing+ 02:106Candice LillFaces Rola+ 02:357Mona MitterwallnerCannondale Factory Racing+ 02:508Martina BertaSanta Cruz FSA+ 03:059Greta SeiwaldSanta Cruz FSA+ 03:2010Nina BenzJB Brunex Superior Factory+ 03:35 Corrida Elite Masculina Na competição masculina, a expectativa era de uma corrida mais equilibrada, com muitos candidatos ao triunfo, apesar do regresso a esta competição de Tom Pidcock, vencedor no ano anterior. A partida foi marcada por uma queda na reta de meta, que não afetou os favoritos, mas mostrou a tensão da primeira prova europeia da Taça do Mundo de XCO, com alguns nomes que não haviam alinhado nas duas provas realizadas no Brasil. Pidcock manteve-se em segundo plano no inicio da corrida, enquanto a liderança da prova mudava constantemente. O britânico assumiu a liderança a meio da corrida, com o eterno Nino Schurter a seguir na sua roda. Koretzky tentou acompanhar, mas não conseguiu. Simon Andreassen, um dos coclistas em destaque neste início de temporada, teve de abandonar devido a um problema mecânico. A sorte não está do lado do dinamarquês, que no Campeonato da Europa teve um furo quando liderava a corrida com algma vantagem. Tom Pidcock atacou Schurter e conseguiu abrir uma distância, Schurter manteve-se relativamente próximo dos tempos de Pidcock, mas não conseguiu reduzir a diferença. Outro suíço, Marcel Guerrini teve um excelente desempenho na parte final da corrida, terminando em terceiro. Koretzky manteve a liderança da classificação geral da Taça do Mundo. O português Roberto Ferreira terminou no 71º posto. TOP 10 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tom PidcockIneos Grenadiers01:28:302Nino SchurterScott-SRAM MTB Racing Team+ 00:453Marcel GuerriniJB Brunex Superior Factory+ 01:204Charlie AldridgeCannondale Factory Racing+ 01:355Mathis AzzaroCanyon CLLCTV+ 01:356Mathias FluckigerThomus Maxon+ 02:007Luca SchwarzbauerCanyon CLLCTV+ 02:158Gunnar HolmgrenNorco Factory Team+ 02:259Alan HatherlyCannondale Factory Racing+ 02:4010Lars ForsterScott-SRAM MTB Racing Team+ 02:55 A próxima ronda da Taça do Mundo realiza-se em Val di Sole, Itália, entre 14 e 16 de junho. ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 20 - Exibição Rosa de Pogacar Na penúltima etapa do Giro d'Itália 2024, Tadej Pogacar já havia "avisado" que gostaria de vencer, pela proximidade da zona com o seu país, e assim foi, uma exibição de luxo para "fechar" este Giro histórico para o esloveno. (Vídeo resumo no final). Partindo de Alpago, na região de Veneto e não muito longe da fronteira com a Eslovénia, Pogacar contou com o apoio dos seus compatriotas ao longo da etapa, que tinha o perfil ideal para o esloveno retribuir o apoio e conquistar a sua sexta vitória nesta edição do Giro. Ponto chave da etapa Na segunda subida do Monte Grappa, Sanchez teve de ceder a Pellizzari, enquanto a equipa UAE Team Emirates aumentava o ritmo, preparando o terreno para o seu líder. O fenómeno Tadej começou o "show" com um ataque a 34 quilómetros, que completou com sucesso. Vídeo https://youtu.be/7LsWCzgYjcQ?si=BFbr0JY6wIX4j34w Foi a história de toda uma grande volta, resumida num dia, o domínio avassalador de Tadej Pogacar no Giro d'Itália 2024. A etapa dos "os humanos" O francês Valentin Paret-Peintre (Decathlon-AG2R) ficou em segundo lugar após um sprint contra o colombiano Daniel Martinez (BORA-hansgrohe), que terminou em terceiro. Geraint Thomas (INEOS Grenadiers) cortou a meta na sétima posição. Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse TOP 10 Etapa Pos.CiclistaEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates04:58:232PARET-PEINTRE ValentinDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 02:073MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 02:074TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 02:075RUBIO EinerMovistar Team+ 02:076PELLIZZARI GiulioVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 02:077THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 02:078O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 02:079STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+ 02:3110MAJKA RafalUAE Team Emirates+ 03:08 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoNomeEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates71:24:032MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 07:423THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 08:044O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 09:475TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 10:296ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 11:107BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 12:428RUBIO EinerMovistar Team+ 13:339ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 13:5210HIRT JanSoudal Quick-Step+ 14:44 Vídeo resumo https://youtu.be/-H9s4MEUQuM?si=knngQ5WJdQkxxlid Perfil etapa 21 ### Novas Rodas Roval Control SL Team - Exclusividade e leveza A Specialized lançou recentemente as novas rodas Roval Control SL Team, que se destacam pelo seu peso ultraleve e alto desempenho, direcionadas aos ciclistas de cross-country (XC). Estas rodas são apresentadas como as mais leves na sua categoria. As mais leves da categoria Com um peso de apenas 1190 gramas, as Roval Control SL Team são descritas pela Specialized como o conjunto de rodas de XC de produção mais leve disponível no mercado. Segundo a marca, a equipa Roval atingiu esta marca após um processo de três anos de investigação de materiais e testes exaustivos, tanto em laboratório quanto no terreno. Têm raios em fibra de carbono que são 29% mais leves do que os raios de aço equivalentes, mantendo uma força e durabilidade superiores, afirma a Specialized. Além da leveza, os responsáveis da marca também destacam a rigidez, crucial para o desempenho e essencial para vencer na Taça do Mundo. Os aros e raios em carbono foram construídos para maximizar a rigidez lateral, proporcionando uma condução previsível e permitindo que os ciclistas escolham a sua linha com confiança. A durabilidade das Roval Control SL Team também é uma característica notável. Segundo a Specialized, estas rodas têm 33% mais força para falhar comparadas com a concorrência mais próxima. O formato do aro no topo, achatado, foi desenvolvido para quase eliminar o risco de furos por "mordida", necessitando de 40% mais força para furar em relação às rodas concorrentes. Isto permite aos ciclistas usarem sem receio as pressões de ar da sua preferencia. Exclusividade A Specialized anunciou ainda que estas rodas estarão disponíveis apenas em quantidades limitadas, com apenas 300 conjuntos a serem lançados. Podes ver as características completas e o preço destas novas rodas, aqui no site da marca: www.specialized.com/pt/ ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 19 Andrea Vendrame foi o destaque do dia no Giro d'Itália 2024, vencendo a 19.ª etapa entre Mortegliano e Sappada. O ciclista de 29 anos, venceu a etapa após uma fuga de quase 100 km, dos quais percorreu os últimos 28 km isolado. Esta é a segunda vitória de Vendrame no Giro, tendo sido a primeira em 2021. A 19ª etapa, com 157 km e um desnível acumulado de 2.850 metros. A fuga do dia iniciou-se logo nos primeiros quilómetros, com um grupo de 20 ciclistas, incluindo nomes como Alaphilippe, Velasco, De Marchi, Narvaez, Steinhauser, Vendrame, Plapp, Pelayo Sanchez e Hermans. A Fuga e a Vitória À medida que a etapa foi avançando, o grupo da fuga foi perdendo elementos, especialmente durante as subidas do Passo Duron e da Sella Valcalda. No topo da Valcalda, a 35 km da meta, Steinhauser passou na frente, com o pelotão principal a 12'59" de distância. Vendrame conseguiu isolar-se do grupo principal, mantendo uma vantagem significativa. A 20 km. da meta tinha 49 segundos de avanço sobre Alaphilippe, Steinhauser, Pelayo Sanchez e Plapp. Nos últimos quilómetros, a liderança de Vendrame solidificou-se, Steinhauser tentou perseguir, mas Vendrame manteve-se solido na frente, acabando por conseguir cortar a linha de meta isolado. O Grupo dos favoritos A 6 km da meta, uma distração provocou uma queda a Geraint Thomas, que se virou para verificar a composição do grupo e acabou por tocar na roda traseira de Antonio Tiberi. O galês, que ocupa a terceira posição na geral, teve de trocar de bicicleta, enquanto o camisola rosa, Tadej Pogacar esperou pelo adversário em demonstração de fair play. Créditos: Fabio Ferrari/Lapresse O grupo dos favoritos acabou por chegar à meta com todos, a 15'56" de Vendrame. TOP 10 Etapa PosiçãoNomeEquipaTempo1VENDRAME AndreaDecathlon AG2R La Mondiale Team03:51:052SANCHEZ PelayoMovistar Team+ 543STEINHAUSER GeorgEF Education-EasyPost+ 01:074NARVAEZ JhonnatanINEOS Grenadiers+ 02:275PLAPP LucasTeam Jayco-AlUla+ 02:276VELASCO SimoneAstana Qazaqstan Team+ 02:307TRATNIK JanTeam Visma+ 02:308VALGREN MichaelEF Education-EasyPost+ 02:309ALAPHILIPPE JulianSoudal Quick-Step+ 02:3210HERMANS QuintenAlpecin-Deceuninck+ 03:52 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoNomeEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates71:24:032MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 07:423THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 08:044O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 09:475TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 10:296ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 11:107BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 12:428RUBIO EinerMovistar Team+ 13:339ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 13:5210HIRT JanSoudal Quick-Step+ 14:44 Vídeo resumo https://youtu.be/wpMI51gJJ_I?si=y86P2S4JTiuFFJUH Perfil Etapa 20 ### Maria Martins abre o jogo antes de Paris 2024 Porque saiu da Fenix-Deceuninck? Como foi a experiência no WorldTour? Qual o objetivo nos Jogos Olímpicos? O que fará após Paris 2024? Maria Martins em entrevista ao TopCycling. Grande entrevista de Maria Martins antes de Paris 2024. Quanto pesa uma nação? Para os atletas a carga é grande. Às ambições pessoais juntam-se as expetativas do público. Maria Martins qualificou Portugal para Paris 2024 no ciclismo de pista (omnium) repetindo Tóquio 2020. Dois ciclos olímpicos com zero margem para percalços. Também ajudou ao apuramento na estrada com 257 pontos UCI. Quatro colegas totalizaram mais 180 e Portugal estará na prova de fundo, o que não acontece desde Ana Barros (Atlanta 1996). O selecionador José Luís Algarra pré-convocou para Paris 2024 Beatriz Pereira e Beatriz Roxo (Cantábria Deporte/Rio Miera), Daniela Campos (Eneicat-CMTeam) e Vera Vilaça (DAS-Hutchinson-Brother UK). Tata Martins ficou fora das escolhas. “Quando foi feito o anúncio… Nem consigo explicar numa palavra. Triste, desiludida, revoltada, surpreendida. É uma falta de consideração pelo que fiz. Quem segue o ciclismo feminino sabe que contribuí em grande medida para meter Portugal ali. Custa-me nem ver o meu nome nas reservas. Faz parte do desporto e os atletas têm que saber lidar.” Maria Martins ao TopCycling. Tata Martins no Giro 2023.Créditos: Maria Martins. Pioneira portuguesa no WorldTour Os últimos meses não foram fáceis. Tata passou de ser a pioneira portuguesa no WorldTour a ficar sem equipa. De correr o Giro de Itália a ver as provas pela televisão. A saída da Fenix-Deceuninck ditou uma espécie de timeout na carreira. Quando pesou prós e contras, a atleta deu prioridade aos Jogos Olímpicos. “Se a Fenix-Deceuninck tivesse renovado teria continuado. Para os objetivos este ano – os Jogos Olímpicos – consigo ter uma liberdade brutal de preparação. É uma diferença incrível a nível de viagens. É tudo fadiga extra que vamos adicionando na nossa bagagem. Quando estamos frescos é uma maravilha, mas a meio do ano as coisas começam a pesar.” Créditos: facepeeters “Gostei muito de estar na Fenix-Deceuninck” A saída da equipa de Mathieu van der Poel foi surpreendente. O projeto neerlandês aposta forte na estrada, no ciclocrosse e no BTT. Numa estrutura multidisciplinar, a dificuldade de conciliar pista e estrada foi o motivo principal para Maria Martins perder o lugar no WorldTour. “Gostei muito de estar na Fenix-Deceuninck, de fazer o Giro, a minha primeira grande Volta. Tive momentos bons e uma fase em que andei desligada e que marcou a época. É um sabor agridoce. Conciliar pista e estrada foi difícil, se não tivesse tanta responsabilidade na pista as coisas teriam sido de outra forma. Acredito no meu potencial e tenho a noção do difícil que é chegar ao WorldTour, mas ambiciono que a carreira não fique por aqui.” O sonho olímpico cumpre-se na pista, mas parte do trabalho é feito nas estradas do Ribatejo.Créditos: Maria Martins Seis épocas em equipas estrangeiras Foram seis épocas em equipas estrangeiras – Sopela espanhola, Le Col britânica e Fenix-Deceuninck neerlandesa. As diferenças entre uma estrutura feminina de topo mundial e uma Continental? Tata explica. “O facto de estar associada a uma estrutura masculina dá uma base incrível. Notamos na logística - equipamentos, viagens, organização. É tudo muito suave, as viagens eram fáceis, aí percebemos que é WorldTour. Também ao nível do staff – médicos, nutricionistas – e de serviços dos quais podíamos usufruir e que fazem a diferença.” Créditos: Maria Martins Objetivo é melhorar o 7º posto de Tóquio 2020 Segue-se Paris 2024 e o omnium. Quatro disciplinas num dia de competição: scratch, tempo race, eliminação e corrida por pontos. O velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines é de boa memória para a ribatejana, que no Mundial de 2022 aí venceu um bronze no omnium. Nos Jogos Olímpicos o objetivo é melhorar o 7º posto de Tóquio 2020, mas como? “É uma das coisas em que mais tenho pensado. A nível de preparação física fazemos sempre o melhor. Sinto que em Tóquio o aspeto mental e como abordei a corrida foram as chaves do sucesso para obter o diploma olímpico. Tenho trabalhado com a minha psicóloga para chegar mental e emocionalmente preparada. É preciso saber gerir naquele dia 11 de agosto os nervos, a ansiedade e é importante trabalhar isso.” Mundial 2022: Ivo Oliveira e Tata bronze Europeu 2023: Tata ouro e Rui Oliveira prata Depois dos Jogos Olímpicos o chip vai mudar Habituada a estar em alta desde que pisou um velódromo pela primeira vez, Maria Martins sentiu o reverso da medalha nos últimos nove meses. Mundial de Glasgow, 2023: 10ª no omnium e 19ª no scratch. Europeu de Grenchen, 2024: top 5 no scratch e na eliminação, 8ª no omnium. Aos 24 anos soma 11 medalhas internacionais entre sub-23 e elites. Em Tóquio foi a única sub-23 nas sete primeiras. Ver passar as medalhas abriu um novo capítulo na carreira de Maria Martins. “A quebra que tive em 2023 foi pelo excesso de calendário, provas, viagens. No Mundial de 2023 tive uma má experiência, cheguei condicionada e para os Jogos não quero arriscar. Estar em casa tantas semanas, nada normal numa época de ciclismo, tem sido muito bom neste aspeto. A nível financeiro é uma quebra muito grande e a nível de ritmo competitivo tenho sentido que me falta alguma rodagem. Em treino é difícil simular o ritmo que se obtém nas corridas, mas foi uma decisão consciente e foi a certa.” Depois dos Jogos Olímpicos o chip vai mudar. Tata é agenciada por João Correia, agente da maioria dos portugueses no WorldTour. A ideia é voltar a integrar uma estrutura de topo que permita viver do ciclismo. “Não quero tomar o comprimido para a dor de cabeça que vou ter amanhã e não vou rastejar para voltar a uma equipa onde quase que pago para correr. Prefiro sair bem do que ir sempre em quebra. No desporto as carreiras são curtas e vou fazer de tudo para não terminar aqui, mas estou preparada para tudo. Agora estou focada na minha corrida nos Jogos e só depois é que vou pensar neste assunto.” ### NOVO Shimano GRX DI2 - 12 velocidades A Shimano acaba de expandir a sua gama de produtos para gravel com o novo Shimano GRX DI2 de 2x12 velocidades. O novo conjunto de componentes electrónicos Di2 inclui Manípulos de Controlo Duplo que foram, segundo a marca, aperfeiçoados para maior conforto e controlo, com um desviador traseiro equipado com tecnologia SHIMANO SHADOW RD+ para uma melhor gestão da corrente e um desviador dianteiro otimizado para mudanças mais precisas. Plataforma Di2 - Sistema Di2 redesenhado, com mudanças rápidas e precisas e um design de cockpit sem fios que melhora o desempenho e fiabilidade; Transmissão avançada para gravel - Mudanças de 12 velocidades otimizadas e tecnologia HYPERGLIDE+ para uma mudança de velocidades, segundo a marca sem problemas, independentemente da situação; Interface e ergonomia - O GRX Di2 sempre se destacou pala sua ergonomia, surge agora com o design de manetes diferente e com grande possibilidade de personalização. Opções de mudanças GRX de 2 x 12 velocidades Este novo conjunto de componentes para gravel da Shimano traz uma opção de mudanças electrónicas para o grupo GRX 2 x 12, lançado no ano passado. Este conjunto combina vários componentes como as novas alavancas de mudanças GRX RX825 Di2, o desviador dianteiro e o desviador traseiro com a pedaleira, a cassete e os travões RX820. Desta forma, segundo anunciou a marca japonesa, os ciclistas vão poder desfrutar do desempenho e da fiabilidade das mudanças Di2 da Shimano com mudanças de 2 x 12 velocidades para gravel. Tal como acontece com os componentes mecânicos da RX820, os ciclistas podem adaptar as suas mudanças com as pratos de 48/31 dentes ou optar por utilizar o crank RX610 e com pratos de 46/30 dentes. Da mesma forma, os ciclistas podem escolher entre uma cassete de 11-36 ou 11-34 dentes para uma ampla gama de mudanças, o que permite rodar a uma cadência confortável. Opções de mudanças compatíveis com GRX RX825 Di2: Crank RX820 de 48/31 dentes; Crank RX610 de 46/30 dentes; Cassete HG710 de 11/36 dentes; Cassetes R9200, R8100, R7100 de 11/34 dentes. Qualquer uma destas combinações de mudanças combina com as mais recentes rodas de carbono para gravel da Shimano, as WH-RX880. Com uma largura interna de 25 milímetros e um cubo livre DIRECT ENGAGEMENT atualizado, as rodas RX880 proporcionam uma ligação vital entre o ciclista e a estrada. Mudanças eletrónicas Shimano Di2 para Gravel Tal como os DURA-ACE, ULTEGRA e SHIMANO 105 Di2 de 12 velocidades, o novo sistema GRX Di2 é ligado por cabos, apresentando uma bateria central, que fornece energia aos desviadores dianteiro e traseiro. Os fios de menor diâmetro ligam-se diretamente da bateria a cada desviador, eliminando a necessidade de junções. A bateria interna central, também simplifica o carregamento e mantém-se segura nos trilhos ou estradas mais acidentadas. Cockpit sem fios Shimano Di2 A GRX Di2 de 12 velocidades da Shimano apresenta um cockpit sem fios, específico para gravel, pousa mãos de textura rugosa e manetes de travão antiderrapantes. Tal como acontece com as manetes GRX RX815 Di2 DUAL CONTROL LEVERS originais, têm a localização do terceiro botão Di2 no interior das capas, a posição das mãos foi melhorada. Quer seja utilizado como mudança de velocidades ou para navegar entre os ecrãs do dispositivo de treino ou navegação, este terceiro botão continua a oferecer uma capacidade extra ao grupo electrónico da Shimano. Manípulos duplo controlo Os novos manípulos de duplo controlo, segundo informa a Shimano , também utilizam uma secção transversal de forma otimizada para uma integração perfeita com guiadores mais largos. Com uma forma mais redonda, a transferência do guiador para as capas é mais suave e cria uma área de superfície maior para ajudar a eliminar os pontos de pressão. Características do sistema de travão de disco ST-RX825 Conectividade Di2 sem fios; Velocidades 2 x 12 manípulo de controlo duplo; Ergonomia da manete de travão e do suporte específica para gravel; Otimização da drop bar; Revestimento antiderrapante na superfície da manete do travão; Três botões Di2 por manete para personalização da aplicação E-TUBE PROJECT Cyclist; Baterias tipo moeda, substituíveis (2 x CR1632) com vida útil prevista de 3,5 a 4 anos; Peso: 415 gramas / par. Manípulo de mudanças Di2 - acessórios O novo sistema Di2, também permite manípulos de mudança acessórios, outra vantagem das mudanças electrónicas. Ligar uma das mudanças satélite da Shimano, seja nos topos, nos drops ou no guiador, permite aos ciclistas manter o seu esforço sem terem de mexer as mãos. Tal como o terceiro botão nos GRX Di2 DUAL CONTROL LEVERS, estes manípulos satélite podem ser atribuídos a várias funções, incluindo a mudança de qualquer desviador, para controlar luzes e dispositivos de treino compatíveis, ou como um botão de lap durante os treinos. Desviador traseiro SHIMANO SHADOW RD+ O desviador traseiro RX825 inclui a tecnologia SHADOW RD+ da Shimano. Com o seu manípulo on/off, a SHADOW RD+ facilita a remoção da roda traseira quando está desligada. Quando ligada, a unidade de tração está sob tensão adicional, o que proporciona uma condução mais silenciosa e mudanças de velocidade mais precisas. Assim como nos sistemas Di2 de 12 velocidades de estrada da Shimano, o desviador traseiro é também o centro de comunicação da transmissão, comunicando sem fios com as manetes de mudanças, os computadores de bordo compatíveis e a app E-TUBE PROJECT Cyclist através de um smartphone. Também aloja a porta de carregamento do sistema e o botão multifunções que permite aos ciclistas verificar facilmente o nível da bateria, emparelhar via Bluetooth e entrar no modo de ajuste para ambos os desviadores. Características desviador traseiro RD-RX825 Estabilização da corrente SHIMANO SHADOW RD+; Conectividade e carregamento D-FLY integrado; 12 velocidades; Compatível com cassetes 11-34 e 11-36 dentes; Peso: 310 gramas. Linha de corrente mais larga para maior folga O sistema RX825 emprega uma linha de corrente mais larga, +2,5 mm, para melhorar a folga dos pneus. Isto é especialmente útil para se ter a opção de mudar para pneus mais largos consoante, o terreno, ou em condições de muita lama. Características desviador dianteiro FD-RX825 Linha da corrente +2,5mm vs. FD de estrada convencional; Mais espaço livre para pneus; Mudanças 2 x 12; Peso: 142 gramas. Personalização do E-TUBE PROJECT e FRONT SHIFT NEXT Ao utilizar a aplicação E-TUBE PROJECT Cyclist da Shimano, os ciclistas podem escolher entre diferentes intervalos de mudança de velocidades para multi-mudanças, personalizar a atribuição dos botões de mudança (que botões desempenham que funções), programar diferentes modos de mudança automática, como mudanças sincronizadas e semi-sincronizadas, e afinar as mudanças. O lançamento da RX825 coincide com a estreia da nova funcionalidade FRONT SHIFT NEXT da Shimano. Com esta atualização de firmware, o utilizador pode, com a aplicação E-TUBE PROJECT Cyclist da Shimano, programar qualquer botão Di2 de 12 velocidades para mudar o desviador dianteiro para a cremalheira que não estiver a utilizar no momento e depois alternar para a frente e para trás utilizando o mesmo botão. Este novo firmware é compatível não só com a GRX RX825, mas também com a família de grupos Di2 de 12 velocidades de estrada da Shimano. O resultado, segundo informa a Shimano, é uma mudança de velocidades mais simples e intuitiva para os ciclistas menos experientes e uma tomada de decisão mais rápida para os ciclistas mais experientes em competição. ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 18 - Soudal Quick-Step ainda está viva A 18ª etapa do Giro d'Italia 2024 terminou, como esperado, com um sprint entre os homens rápidos do pelotão. A etapa, com 178 km's entre Fiera di Primiero (Trento) e Pádua, era maioritariamente plana, mas nem por isso foi simples para os ciclistas. (Vídeo resumo mo final). Início Nervoso e Fuga A etapa começou de forma agitada, novamente com chuva. Vários ataques e contra-ataques marcaram os primeiros quilómetros até que um grupo de quatro corredores se destacou na subida para o único GPM do dia, em Lamon, a apenas 14 km's. da partida. Maestri (Polti), que passou primeiro no GPM, juntamente com Honoré (EF), Fiorelli (Bardiani) e Pietrobon (Polti), conseguiram rapidamente ganhar alguns minutos de vantagem sobre o pelotão, mantendo a liderança estável entre 1'30" e 2' até Feltre e depois em direção a Valdobbiadene. Créditos: RCS Redução da Vantagem e Final Na segunda metade da etapa o pelotão acelerou, antecipando o Intergiro agendado para Villorba, reduzindo a desvantagem para metade, cerca de um minuto. Fiorelli foi o primeiro a passar no Intergiro, enquanto o grupo se reorganizava para alcançar os líderes, que estavam nesta altura com apenas 37 segundos de vantagem a 62 km's. da meta. Ainda assim, a fuga manteve-se até aos últimos quilómetros, resistindo até aos 9 km's. finais. Durante este período, o pelotão foi liderado pelos homens da Lidl-Trek, que tentavam posicionar Milan nas primeiras posições. No sprint final, Milan estava bem posicionado, Alaphilippe ainda tentou a sua sorte a um quilómetro da meta. Num esforço tremendo, Milan foi ultrapassado na linha de meta por Tim Merlier, que venceu por "meia roda" a sua segunda etapa neste Giro d'Italia. Em terceiro lugar ficou Groves e em quarto Dainese. Créditos: RCS TOP 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step03:45:442MILAN JonathanLidl-Trek+ 003GROVES KadenAlpecin-Deceuninck+ 004DAINESE AlbertoTudor Pro Cycling Team+ 005ANIOLKOWSKI StanislawCofidis+ 006GAVIRIA FernandoMovistar Team+ 007MIHKELS MadisIntermarché-Wanty+ 008EWAN CalebTeam Jayco-AlUla+ 009BALLERINI DavideAstana Qazaqstan Team+ 0010MOLANO SebastianUAE Team Emirates+ 00 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates67:17:022MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 07:423THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 08:044O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 09:475TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 10:296ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 11:107BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 12:428RUBIO EinerMovistar Team+ 13:339ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 13:5210HIRT JanSoudal Quick-Step+ 14:44 Vídeo resumo https://youtu.be/8oLarI5_txs?si=OGlYZ5VM8wBbK6Ly Perfil Etapa 19 ### Volta a Portugal do Futuro 2024 - Etapas e equipas em prova Tem esta quinta-feira, dia 23, a 31.ª edição da Volta a Portugal do Futuro 2024 - 4.º Prémio CMTV em Leiria. A prova de categoria sub-23 termina nas Caldas da Rainha no próximo domingo tendo quatro etapas para disputar. Em competição irão estar 119 ciclistas de 17 equipas, 12 portuguesas, 4 espanholas e 1 italiana. Entre os participantes destaque para Lucas Lopes (Supermercados Froiz) que assinou uma página do Diário de um sub-23. 1.ª etapa 23 de maio Leiria - Águeda (140 km) A primeira etapa da Volta a Portugal do Futuro 2024 - 4.º Prémio CMTV tem como maior dificuldades a ascensão à Serra da Boa Viagem e a Meta Volante situada em Oliveira do Bairro quando restam apenas 17 quilómetros para o final. Apesar destas dificuldades no percurso, o final prevê-se que seja feito ao sprint num pelotão compacto. 2.ª etapa 24 de maio Murtosa (Torreira) - São Pedro do Sul (São Macário) (120 km) A segunda etapa parte à beira mar na praia da Torreira e apesar de ser a tirada mais curta desta edição da Volta a Portugal do Futuro - 4.º Prémio CMTV é a que apresenta um perfil mais complicado. As contagens de 3.ª categoria em Arcozelo das Maias e de 4.ª em S. Félix antecedem a difícil escalada ao São Macário, uma subida de 1.ª categoria com 9 quilómetros e 8,8% de pendente com um final que ultrapassa os 17%. Esta penosa subida promete fazer grandes diferenças e ser extremamente importante para a classificação geral final. 3.ª etapa 25 de maio Góis - Pombal (143 km) Uma autêntica jornada rompe pernas com cinco contagens de montanha, duas de 4.ª categoria e três de 3.ª a começar logo pela subida à Serra da Lousã. A última subida está situada a apenas 16 quilómetros do final e será daqui que sairão os ciclistas que vão discutir a etapa num grupo que se prevê reduzido. 4.ª etapa 26 de maio Figueiró dos Vinhos - Caldas da Rainha (150 km) A maior jornada desta edição da Volta a Portugal do Futuro - 4.º Prémio CMTV chega no último dia. São 150 quilómetros com uma fase inicial onde os ciclistas vão ultrapassar três contagens de montanha no primeiro terço da corrida. Com duas passagens pela meta na Avenida Dobrynine, é nas Caldas da Rainha que se vai coroar o vencedor da Volta a Portugal do Futuro. João Silva, campeão em título, regressa à prova agora com a Óbidos após em 2023 ter ganho com a Kelly/Simoldes/UDO. O campeão da Taça de Portugal de Esperanças vem de correr a dura Ronde de l'Isard, em França. Confere os campeões das últimas cinco edições: 26.ª edição 2018 Venceslau Fernandes (Liberty Seguros – Carglass) 27.ª edição 2019 Emanuel Duarte (LA Alumínios – LA Sport) 28.ª edição 2021 André Domingues (Efapel) 29.ª edição 2022 Gabriel Rojas (Essax) 30.ª edição 2023 João Silva (Kelly/Simoldes/UDO) Equipas em prova EquipaNacionalidadeABTF Betão FeirensePORCaja Rural Seguros RGAESPCredibom LA Aluminios Marcos CarPOREfapel CyclingPORKelly Simoldes UdoPORMaglia Tecnosylva Bembirbre Cycling TeamESPMaia Earth ConsultersPORÓbidos Cycling TeamPORPolti KometaITAPorminho TeamPORPortos-WindmobPORRádio Popular Paredes BoavistaPORRias BaixasESPSabgal AnicolorPORStª. Mª. da Feira Segmento d' Época Reol BolfPORSupermercados FroizESPTavfer Ovos Matinados MortáguaPOR Camisolas em disputa ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 17 A 17.ª etapa do Giro d'Itália teve um perfil duríssimo com mais de 4000 metros de acumulado positivo e 5 contagens de montanha nas Dolomitas, sendo duas delas de 1.ª categoria e uma de categoria extra. Esta última, a nova Cima Coppi desta edição depois da alteração do percurso da etapa 16. https://twitter.com/giroditalia/status/1793245368940900810 Vários grupos em fuga A primeira fuga do dia começou logo nos metros iniciais com a Cima Coppi, situada a apenas 10 quilómetros do início, a ser um incentivo adicional devido aos pontos extra que dava para a classificação do melhor trepador. Quintana, Alaphilippe, Valter, Pellizzari, Steinhauser, Conci, Caruso e Ballerini foram os ousados que formaram a fuga do dia. A dsm-firmenich PostNL de Romain Bardet impunha o ritmo no pelotão, mostrando que o ciclista francês tinha pretensões a atacar no dia de hoje. Este ritmo alcançou os fugitivos ainda a 60 quilómetros do fim. https://twitter.com/giroditalia/status/1793249162760241248 Steinhauser resiste e vence Steinhauser e Ghebreigzabhier atacaram do pelotão antes da dupla ascensão ao Passo Brocon. Steinhauser, que já tinha marcado presença na fuga inicial, distanciou-se e chegou ao início da última subida com mais de dois minutos de vantagem para o pelotão, vantagem que aumentou para três durante a subida. O ciclista alemão conseguiu resistir e vencer pela primeira vez como profissional e logo no Giro, dando a 13.ª vitória em 2024 à equipa da EF Education - EasyPost. No grupo dos favoritos, Pogačar atacou e ganhou mais algum tempo, aumentando a sua vantagem para o segundo classificado Daniel Martínez. https://twitter.com/giroditalia/status/1793299979265540438 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 STEINHAUSER Georg 4:28:522 POGAČAR Tadej1:243 TIBERI Antonio1:414 THOMAS Geraint,,5 MARTÍNEZ Daniel Felipe,,6 RUBIO Einer,,7 BARDET Romain,,8 ARENSMAN Thymen1:559 HIRT Jan,,10 MAJKA Rafał,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej63:31:182 MARTÍNEZ Daniel Felipe7:423 THOMAS Geraint8:044 O'CONNOR Ben9:475 TIBERI Antonio10:296 ARENSMAN Thymen11:107 BARDET Romain12:428 RUBIO Einer13:339 ZANA Filippo13:5210 HIRT Jan14:44 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=mhdgNMMymU4&ab_channel=EurosportCycling Etapa 18 ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 16 O dia 16 do Giro d'Itália começou atribulado, com indecisões sobre se ia para a estrada ou não devido ao mau tempo que se fazia sentir. Num dia com chuva e neve à partida, a organização optou por começar a etapa em Laas, tirando assim do percurso a ascensão e consequente perigosa descida à Cima Coppi deste ano, o Umbrailpass. A etapa, que já tinha sido modificada com a não subida ao Stelvio, ficou com apenas 118 quilómetros, com o seu final em Santa Cristina Valgardena. https://twitter.com/giroditalia/status/1792890145001099671 Alaphilippe novamente ao ataque A fuga do dia foi composta por 4 ciclistas, Alaphilippe, Maestri, Ballerini e Piccolo, que se adiantaram ao pelotão e tentaram a sua sorte de longe, num dia onde a chuva não deu tréguas aos ciclistas. Atrás, a Movistar trabalhava no pelotão, tentando controlar a diferença para os fugitivos. Alaphilippe foi o último resistente, com contra-ataque de três ciclistas do pelotão já nos quilómetros finais, Christian Scaroni, Ewan Costiou e Giulio Pellizzari. https://twitter.com/giroditalia/status/1792905885339074997 Pogačar já gastou os dedos de uma mão Enquanto que os três fugitivos saídos do pelotão lutavam pela vitória, a UAE Team Emirates, com Majka à cabeça, impunha um ritmo elevado até que só restou Pogačar. A ritmo, o ciclista esloveno apanhou os ciclistas que vinham à sua frente, chegando mais uma vez sozinho à meta e conquistando a sua 5.ª vitória neste Giro e a 75.ª vitória como profissional. Nota para a exibição de Pellizzari, que com apenas 20 anos foi apenas batido por Pogačar e mostrou estar pronto para outros voos. Na geral, Geraint Thomas teve um dia menos bom e caiu uma posição, ocupando agora o último lugar do pódio. https://twitter.com/giroditalia/status/1792941081874616512 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej2:49:372 PELLIZZARI Giulio0:163 MARTÍNEZ Daniel Felipe,,4 SCARONI Christian0:315 TIBERI Antonio0:336 ARENSMAN Thymen0:387 CARUSO Damiano0:398 STORER Michael0:429 COSTIOU Ewen,,10 PARET-PEINTRE Valentin0:45 Top 10 Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej59:01:092 MARTÍNEZ Daniel Felipe7:183 THOMAS Geraint7:404 O'CONNOR Ben8:425 TIBERI Antonio10:096 ARENSMAN Thymen10:337 BARDET Romain12:188 ZANA Filippo12:439 RUBIO Einer13:0910 HIRT Jan14:07 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Rel4HbHblRc&ab_channel=EurosportCycling Etapa 17 ### FOX Service Center | Mostramos centro de manutenção FOX O Luís Beltrão deslocou-se ao FOX Service Center Iberia, da Bicimax , para mostrar como é feita a manutenção dos produtos FOX. Desde as suspensões aos amortecedores, passando também pelos espigões telescópicos, este centro autorizado oferece um serviço especializado para garantir que as suspensões estejam sempre a funcionar da melhor forma e tenham maior longevidade. Neste vídeo são explicados alguns pormenores importantes sobre a manutenção deste tipo de equipamento, nomeadamente para aumentar a sua longevidade e desempenho. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=QidIckbKIi8 Podes solicitar todo o tipo de serviços a partir de tua casa, desde manutenções a garantias, orçamentos, etc. Fica a saber de tudo através do site: bicimax.com/pt/service-center-fox ### Dia perfeito de Pogacar e da UAE no Giro de Itália Foi a melhor exibição da UAE numa grande Volta? Poderão repetir no Tour de France com uma equipa ainda mais talentosa? À entrada para a terceira semana Pogacar tem 6:41 sobre Geraint Thomas e 6:56 sobre Daniel Martinez. Só um incidente de corrida poderá impedir a UAE-Emirates de festejar o título em Roma. Como é que a situação está tão favorável à equipa dos Emirados e ao corredor esloveno? É o que vamos analisar neste texto. A UAE-Emirates melhorou em vários aspetos. No contrarrelógio a evolução tem a ver com a Colnago TT1, modelo que começaram a usar em 2023. No primeiro ano do novo modelo da "cabra" ganharam sete cronos e na presente época já levam cinco – incluindo na 7ª etapa deste Giro de Itália. Depois de anos atrás da concorrência a UAE-Emirates passou a ter uma máquina competitiva. A dinâmica de vitória passou da competição à vertente comercial com a Colnago a bater recordes. Em Livigno, Pogacar somou a quarta vitória no Giro.Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Ninguém ganha sozinho Outra melhoria tem sido a estratégia de corrida. A UAE-Emirates tem o melhor ciclista do Giro, mas ninguém ganha sozinho e Pogi sabe-o bem porque no Tour de France levou dois KO de Jonas Vingegaard. Estará o bloco à altura de Pogacar? Todos fizemos esta pergunta à partida e duas semanas depois podemos dizer que sim. A 15ª etapa teve 5724 m de desnível positivo acumulado em 222 km. Foi uma jornada terrível de seis horas de esforço e a etapa mais longa desta edição. O início foi a ferro e fogo: grupo dianteiro com 12 unidades, grupo perseguidor com mais de 40, Ineos, Decathlon e Bora representadas. A resposta da UAE-Emirates foi serena. Rui Oliveira, Juan Molano e Mikkel Bjerg trabalharam na subida ao Colle San Zeno e mantiveram o bloco unido até ao Mortirolo. A frente da corrida foi quase sempre mantida a 4:30. Bloco da UAE-Emirates no controlo da etapa 15.Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse UAE-Emirates correu como uma equipa solidária Meia etapa já estava feita, faltava a metade mais dura. A gestão de Vegard Stake Laengen exemplifica a boa tomada de decisões da UAE-Emirates. O norueguês sofreu no Mortirolo e Domen Novak assumiu. Só que Laengen não se desligou; desde o carro chegou a ordem de levantar o pé e Laengen reentrou a 40 km do final. Isto permitiu a Novak respirar fundo antes do Passo di Foscagno. A UAE-Emirates correu como uma equipa solidária, com um claro líder e sabendo qual o papel de cada um. Quando Novak quebrou foi a vez de Felix Grossschartner trabalhar e o austríaco só abriu a 16,8 km entregando a batuta a Rafal Majka. Créditos: Luca Bettini/Pool/LaPresse Passagem de testemunho Foi uma gestão perfeita até que Tadej Pogacar atacou a 13,9 km da meta, ainda no Passo di Foscagno. Havia pressa do esloveno em retribuir aos colegas o esforço. O líder do Giro neutralizou todos os fugitivos e a última barreira foi Nairo Quintana, campeão em 2014. Foi a passagem de testemunho perfeita: etapa rainha, em altitude e Quintana com 3:00 sobre Pogacar na última montanha. No terreno do colombiano o ciclismo moderno impôs-se de tal forma que o maglia rosa recuperou os 3:00 para Nairo e ainda meteu outros 3:00 aos rivais diretos. Vale a pena refletir sobre esta etapa magnífica da UAE-Emirates e fazer algumas perguntas. Foi a melhor exibição da estrutura numa grande Volta? Serão capazes de a reproduzir no Tour com uma equipa ainda mais talentosa? ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 15 Antes do último dia de descanso, a caravana do Giro d'Itália deslocou-se até Manerba del Garda, onde se iniciou a etapa 15. Os ciclistas tiveram uma longa etapa de 222 quilómetros com três subidas de primeira categoria inseridas na segunda metade da etapa, que teve o seu final em Livigno. (Vídeo resumo no final). A dureza e a longa duração da etapa prometia fazer grandes diferenças e organizar o top 10, antes de uma muito dura última semana. https://twitter.com/giroditalia/status/1792149482336907454 Grande grupo em fuga A fuga do dia foi composta por quase 50 elementos que animaram muito a primeira parte da corrida. Depois de muitos ataques e contra-ataques foi Nairo Quintana e Georg Steinhauser os mais fortes do dia, conseguindo distanciar-se dos demais elementos. A UAE Team Emirates ia controlando o já reduzido pelotão e nunca deixou a diferença subir muito acima dos 4 minutos. Créditos: Gettysport Pogačar em sonhos cor-de-rosa Quando faltavam 15 quilómetros para o final, Tadej Pogačar atacou, tentando finalizar o dia de trabalho que a sua equipa teve durante todo o dia. O ciclista esloveno foi apanhando ciclistas um a um subida acima até só faltar um, Nairo Quintana. Já nos últimos dois quilómetros Pogačar alcançou e passou Quintana cortando a linha de meta em primeiro e vencendo a sua quarta etapa neste Giro d'Itália, estando já a mais de 6 minutos de vantagem do segundo classificado Geraint Thomas. Quintana mostrou estar de volta ficando em segundo lugar nesta dura etapa, à frente de Steinhauser que ficou com o terceiro posto. https://twitter.com/giroditalia/status/1792212554527146149 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej6:11:432 QUINTANA Nairo 0:293 STEINHAUSER Georg 2:324 BARDET Romain2:475 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:506 THOMAS Geraint,,7 RUBIO Einer2:588 O'CONNOR Ben,,9 ARENSMAN Thymen3:0510 HIRT Jan3:20 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej56:11:422 THOMAS Geraint6:413 MARTÍNEZ Daniel Felipe6:564 O'CONNOR Ben7:435 TIBERI Antonio9:266 ARENSMAN Thymen9:457 BARDET Romain10:498 ZANA Filippo11:119 RUBIO Einer12:1310 HIRT Jan13:11 Vídeo Resumo https://youtu.be/r3tuEDqVl4w?si=ObFGQaPNpP4kMx7n Perfil etapa 16 ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 14 - CRI O Lago di Garda, o maior de toda a Itália, aguardava ansiosamente os ciclistas do Giro d'Italia. Todos tinham em mente os mesmos favoritos: Ganna, Bjerg, Arensman, Thomas, Foss, Plapp e, é claro, Tadej Pogacar. (Vídeo resumo no final). O italiano e ídolo local, Filippo Ganna, ficou em segundo no primeiro contrarrelógio deste Giro, onde o esloveno voou para conquistar a vitória, num percurso diferente. Hoje foram 31,2 km, sem subidas difíceis e o da Ineos tinha tudo a seu favor para regressar às vitórias no Giro d'Itália. Vestido com as cores que o distiguem como o melhor contrarrelogista italiano, Ganna voltou a mostrar a sua superioridade neste tipo de esforço, com um tempo incrível de 35'02'' (53,4 km/h de média), que lhe garantiu a primeira vitória no Giro d'Itália 2024. https://youtu.be/edOM2rj6lqc?si=p7Mnk88O5cmtZV7r Ainda assim, Filippo Ganna teve que aguardar com alguma expectativa pela chegada de Pogacar, pois o esloveno voou a 52,7 km/h para garantir o segundo melhor tempo do dia e aumentar sua liderança neste Giro d'Italia antes da corrida entrar nos Alpes. O contrarrelógio individual prometia ser decisivo na a luta pela geral e equipa que dominou foi a Ineos. Ganna levou a etapa, mas outros três ciclistas da equipa britânica aparecem no TOP 10. Destaque para o quarto lugar de Geraint Thomas, a 1:14 do seu companheiro, que o coloca em segundo lugar depois de ganhar 31 segundos a Dani Martínez. Também se destaca Thymen Arensman, que dá um grande salto na geral, passa a ser sexto após terminar em terceiro na etapa. O'Connor e Tiberi mantêm-se em quarto e quinto lugar, mostrando um bom desempenho no ultimo contrarrelógio do Giro. Amanhã chegam os Alpes, a etapa 15 é duríssima, são 222 quilómetros e 5400 metros de desnível acumulado, com chegada em Livigno. TOP 10 Etapa POSNOMEEQUIPATEMPO1GANNA FilippoINEOS Grenadiers00:35:022POGACAR TadejUAE Team Emirates+ 293ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 01:074THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 01:145PLAPP LucasTeam Jayco-AlUla+ 01:186TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 01:197O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale+ 01:258FOSS TobiasINEOS Grenadiers+ 01:269BJERG MikkelUAE Team Emirates+ 01:2810AFFINI EdoardoTeam Visma25 TOP 10 Classificação Geral POSNOMEEQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates50:00:092THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 03:413MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 03:564O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale+ 04:355TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 05:176ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 06:307ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 07:268BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 07:529FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 08:4010BAUDIN AlexDecathlon AG2R La Mondiale+ 08:56 Vídeo resumo https://youtu.be/tYUBABRDpUg?si=vJTeW-Z9nM5uvAXB Perfil da Etapa 15 ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 13 Antes de dois dias que se prevêm extremamente importantes para a classificação geral, o pelotão do Giro d'Itália tinha uma etapa de transição que dava aos sprinters mais uma oportunidade de lutar pela vitória. (Vídeo resumo no final). Com 180 quilómetros para percorrer desde Riccione até Cento, os ciclistas tiveram pela frente uma das etapas mais planas de uma Grande Volta dos últimos 20 anos, com apenas 202 metros de acumulado positivo. Apesar de não haver dificuldades no percurso, o vento fazia-se sentir e podia ter um papel importante na etapa. https://twitter.com/giroditalia/status/1791429208197017861 Trio de italianos em fuga A fuga do dia foi composta por três ciclistas italianos, Andrea Pietrobon da Polti Kometa e Manuele Tarozzi e Alessandro Tonelli da VF Group - Bardiani CSF - Faizanè. O pelotão nunca deu grandes espaços para surpresas e manteve os fugitivos por perto não querendo perder a oportunidade para dar aos sprinters a possibilidade de vitória neste Giro. https://twitter.com/giroditalia/status/1791435196530610376 Os fugitivos foram apanhados a 50 quilómetros da meta onde o vento começou a fazer estragos com a INEOS e a UAE Emirates a puxar no pelotão, apanhando entre outros, Jonathan Milan. Os ciclistas acabaram por reentrar e no meio de algumas quedas e novos ataques a etapa decidiu-se ao sprint. https://twitter.com/giroditalia/status/1791472596816379963 Hat-trick para Jonathan Milan Em mais uma mostra de força, foi Jonathan Milan o mais forte, batendo ao sprint Stanisław Aniołkowski, que ficou em segundo lugar e Phil Bauhaus, terceiro classificado do dia de hoje. O ciclista da Lidl-Trek chegou assim à sua terceira vitória nesta edição do Giro, dando também um importante passo rumo à vitória da camisola Ciclamino. https://twitter.com/giroditalia/status/1791490909877543291 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 MILAN Jonathan4:02:032 ANIOŁKOWSKI Stanisław,,3 BAUHAUS Phil,,4 VAN DIJKE Tim,,5 HOFSTETTER Hugo,,6 GAVIRIA Fernando,,7 MOLANO Juan Sebastián,,8 PITHIE Laurence,,9 LONARDI Giovanni,,10 DAINESE Alberto,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej49:24:382 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:403 THOMAS Geraint2:564 O'CONNOR Ben3:395 TIBERI Antonio4:276 BARDET Romain4:577 FORTUNATO Lorenzo5:198 ZANA Filippo5:239 RUBIO Einer5:2810 ARENSMAN Thymen5:52 Vídeo Resumo https://youtu.be/k1KM3uPihNU?si=h4-smVc0XJ8gqfge Etapa 14 - Contrarrelógio ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 12 - Lição de resiliência de Julian Alaphilippe A décima segunda etapa do Giro d'Italia 2024 apresentou um percurso algo atípico, numa etapa que se previa exigente para o pelotão. Os primeiros cinquenta quilómetros desta etapa - que partiu de Martinsicuro - foram completamente planos, mas depois o percurso tornou-se interessante devido à sucessão de subidas curtas. Após o primeiro sprint intermédio, seguiram-se quatro subidas quarta categoria: Osimo (1,3 km a 5,5%), Monsano (1,8 km a 6%), Ostra (1 km a 9,2%) e La Croce (1,5 km a 6,7%). No total, foram 2.100 metros de desnível acumulado, incluindo a subida difícil, Monte Giove (1,2 km a 9,1%) a dez quilómetros da meta, que acabou por ser um dos pontos chave da etapa. O batalhador Julian Alaphilippe Após estar presente nas fugas de grande parte das etapas decorridas até agora no Giro 2024, sem conseguir no entanto concluir com o sucesso da vitória, hoje Julian Alaphilippe voltou a tentar novamente, de de que maneira, colocou-se na fuga e a pouco mais de cem quilômetros da chegada, o bicampeão mundial acelerou, para ir à procura da vitória, levando somente Micro Maestri. Foi desde aqui até à linha de meta. https://twitter.com/giroditalia/status/1791071829160866140 Micro Maestri e Julian Alaphilippe tiveram uma boa colaboração até à subida final, momento em que o francês, a dez quilómetros da meta, decidiu arriscar novamente e partir a solo em busca da tão desejada vitória na etapa, quando um grupo perseguidor estava a quarenta e cinco segundos dos da frente. Após vários dias e tentar no Giro 2024, e quase um ano depois (havia ganho no Critérium du Dauphiné 2023), Julian Alaphilippe regressa às vitórias. Grupo dos favoritos à classificação geral Na etapa de hoje, os favoritos à vitória no Giro não tiveram grandes movimentações. Jan Hirt, que iniciou o dia na décima primeira posição da classificação geral, aproveitou para integrar a fuga inicial, mostrando astúcia tática. https://twitter.com/giroditalia/status/1791083543918997641 Por um momentos parecia poder vir a subir na classificação, mas acabou por perder terreno quando um grupo de nove ciclistas partiu para perseguir Alaphilippe e Maestri. O grupo de Hirt acabou por ser alcançado pelo pelotão. Na subida final, não houve grandes movimentações entre os favoritos. TOP 10 Etapa POSNOMEEQUIPATEMPO1ALAPHILIPPE JulianSoudal Quick-Step04:07:442NARVAEZ JhonnatanINEOS Grenadiers+ 313HERMANS QuintenAlpecin-Deceuninck+ 324VALGREN MichaelEF Education-EasyPost+ 435SCARONI CristianAstana Qazaqstan Team+ 436TRENTIN MatteoTudor Pro Cycling Team+ 01:307CLARKE SimonIsrael-Premier Tech+ 01:308LEEMREIZE GijsTeam dsm-firmenich PostNL+ 01:309MAESTRI MircoTeam Polti Kometa+ 01:3010THOMAS BenjaminCofidis+ 01:30 TOP 10 Classificação Geral POSNOMEEQUIPATEMPO01POGACAR TadejUAE Team Emirates45:22:3502MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 02:4003THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 02:5604O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale+ 03:3905TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 04:2706BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 04:5707FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 05:1908ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 05:2309RUBIO EinerMovistar Team+ 05:2810ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 05:52 Vídeo resumo https://youtu.be/BBhRbrDtJyA?si=nj4X2JvQWTbVAH14 Perfil da Etapa de amanhã ### Specialized lança Novas S-Works com o novo SRAM Red AXS A Specialized apresentou os modelos limitados da S-Works Tarmac SL8, Roubaix SL8 e Aethos com o novo grupo eletrónico SRAM RED AXS. As bicicletas, apresentam uma nova cor exclusiva E limitada da gama S-Works, um azul fosco premium de grão fino chamado Glacial Metallic. As novas bicicletas da Specialized vêm equipadas com o novo SRAM RED AXS, selins S-Works Power com Mirror, detalhes prateados nos cubos e o novo computador Hammerhead Karoo com suporte K-Edge personalizado. S-Works Tarmac SL8 LTD A S-Works Tarmac SL8 LTD rola sobre rodas Roval Rapide CLX II e apresenta logotipos brancos e o novo cockpit integrado Roval Rapide. Apenas serão fabricadas 300 destas bicicletas exclusivas. S-Works Aethos LTD A S-Works Aethos LTD vem equipada com rodas Roval Alpinist CLX II com os mesmos logótipos prateados. Estarão apenas 100 unidades disponíveis em todo o mundo e cada bicicleta será numerada individualmente. A marca americana informa que estas novas bicicletas apresentam uma excelente ergonomia e potência de travagem, desviador dianteiro otimizado, novo design, tecnologia totalmente sem fios e enormes opções de mudanças. S-Works Tarmac SL8 LTD SRAM RED AXS: 6,78kg (56cm com computador e suporte) S-Works Aethos LTD SRAM RED AXS: 6,26kg (56cm com computador e suporte) Novas cores e montagens com SRAM RED AXS Além destas duas edições numeradas exclusivas S-Works LTD, o novo grupo SRAM RED AXS vai estar, segundo informa a Specialized, disponível na gama S-Works Tarmac SL8, S-Works Roubaix SL8 e S-Works Aethos com novas combinações de cores. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, disponibilidade e preços aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 11 A etapa 11 do Giro d'Italia, assim como se esperava, foi dominada pelos velocistas num percurso plano com mais de 200 quilómetros ao longo do Mar Adriático. (Vídeo resumo no final). A última curva antes da linha de chegada estava a 3,5 quilómetros, permitindo um sprint precedido de alta velocidade e luta pela colocação. Jonathan Milan assume-se cada vez mais como o homem mais rápido do Giro neste tipo de chegadas, conquistou a sua segunda vitória no Giro 2024, e é cada vez mais líder da classificação por pontos. https://twitter.com/giroditalia/status/1790757869232832562 Tim Merlier, além de não vencer, foi desclassificado devido a um desvio na sua linha. Favoritos pela classificação geral Enquanto os velocistas lutaram pela vitória, hoje foi dia dos favoritos à vitória geral do Giro de manterem discretos. Geraint Thomas tentou ganhar alguns segundos no último sprint intermédio, mas acabou perdendo dois segundos para Pogacar, enquanto Mullen ajudou Martinez. Pogacar permanece de camisola rosa, sem grandes novidades, embora um dos seus companheiros de equipa, Felix Großschartner, tenha sofrido uma queda. https://twitter.com/giroditalia/status/1790753675272495590 Com o Giro a chegar a meio da competição, hoje houve muitos ciclistas a ser afetados por debelidades físicas e doença. Desde ontem houve seis baixas no pelotão, aparentemente, devido a um vírus no pelotão. Alguns nomes como Kooij, Vernon, Kanter e Mayrhofer, já se viram forçados a abandonar a corrida. Destaque ainda para a queda de Fabio Jakobsen, já no final da etapa, algo que vem piorar ainda mais um Giro D'Itália que não está a ser positivo para o neerlandês. https://twitter.com/giroditalia/status/1790791653113909664 TOP 10 etapa PosNomeEquipaTempo1MILAN JonathanLidl-Trek04:23:182GROVES KadenAlpecin-Deceuninck+ 003LONARDI GiovanniTeam Polti Kometa+ 004PITHIE LaurenceGroupama-FDJ+ 005MOLANO SebastianUAE Team Emirates+ 006VAN POPPEL DannyBORA-hansgrohe+ 007GAVIRIA FernandoMovistar Team+ 008BAUHAUS PhilBahrain Victorious+ 009ANIOLKOWSKI StanislawCofidis+ 0010ZANONCELLO EnricoVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 00 TOP Classificação Geral PosNomeEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates41:09:262MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 02:403THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 02:564O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 03:395TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 04:276BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 04:577FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 05:198ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 05:239RUBIO EinerMovistar Team+ 05:2810ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 05:52 Vídeo resumo https://youtu.be/pHkqlOdZq3U?si=wawEVexUJrES8wnr Perfil da Etapa 12, quinta-feira dia 16 de maio ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 10 A décima etapa do Giro de 2024 ligou Pompei a Bocca della Selva numa distância de 142 quilómetros. Depois do dia de descanso, os ciclistas tiveram pela frente uma jornada de montanha com uma contagem de segunda categoria e uma de primeira, esta última condizente com um final de etapa em alto. 27 ciclistas em fuga Num dia em que a fuga demorou a pegar, quando faltavam 65 quilómetros para o final, 27 ciclistas tiveram "ordem" da UAE Team Emirates e distanciaram-se do pelotão. Com nomes importantes como Romain Bardet, Jan Tratnik, Andrea Bagioli, Filippo Zana, Juan Pedro Lopez e Aurélien e Valentin Paret-Peintre, este grupo foi ganhando tempo ao pelotão, e, não ameaçando a liderança de Tadej Pogačar, teve liberdade para discutir a etapa. https://twitter.com/giroditalia/status/1790374834288906715 Decisão da etapa Tratnik atacou e foi sozinho na última subida, com Bardet, Bagioli, Paret-Peintre e Frigo na perseguição. Quando faltavam 3 quilómetros para o final, Valentin Paret-Peintre atacou Bardet e fez a ponte para a frente da corrida. O ciclista francês alcançou Tratnik e passou direto rumo à sua primeira vitória numa Grande Volta, repetindo o feito de Olav Kooij neste Giro, que não esteve à partida por doença. https://twitter.com/giroditalia/status/1790396672490508789 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 PARET-PEINTRE Valentin 3:43:502 BARDET Romain 0:293 TRATNIK Jan 1:014 BAGIOLI Andrea 1:185 PARET-PEINTRE Aurélien1:256 GESCHKE Simon ,,7 ZANA Filippo,,8 POZZOVIVO Domenico ,,9 CONCI Nicola 1:4110 CHAVES Esteban 1:56 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej36:46:082 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:403 THOMAS Geraint2:584 O'CONNOR Ben3:395 UIJTDEBROEKS Cian4:156 TIBERI Antonio4:277 BARDET Romain4:578 FORTUNATO Lorenzo5:199 ZANA Filippo5:2310 RUBIO Einer5:28 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=r5SwKPooNJo&ab_channel=EurosportCycling Etapa de amanhã ### Giro – Tadej Pogacar não é Rocky Marciano De Bocca della Selva a Livigno, sem esquecer o crono. Vai Tadej Pogacar mostrar que é o Caníbal na segunda semana do Giro? O Giro de Itália entra na segunda semana com uma certeza: a RCS apostou tudo em trazer o esloveno e ganhou porque tem sido um espetáculo vê-lo dominar. O percurso é menos duro que o habitual e o cheque à ordem de Tadej Pogacar – do qual todos falam e ninguém conhece o valor – valeu cada cêntimo! Pogi soma três etapas e são já 17 as que venceu em grandes Voltas. Foram vitórias simbólicas: nas duas etapas montanhosas e no contrarrelógio. É líder em todos os sentidos da palavra. Na corrida comanda com mão de ferro. Na UAE-Emirates faz os colegas acreditarem que caminha sobre a água e transformou um grupo de soldados numa unidade de elite. E o resto do Giro de Itália? Ao sprint tudo equilibrado com triunfos de Tim Merlier, Jonathan Milan e Olav Kooij. Os especuladores pescaram vitórias por Jhonatan Narvaéz, Benjamin Thomas e Pelayo Sánchez. Créditos: Massimo Paolone/Lapresse Tadej Pogacar não é Rocky Marciano A segunda semana abre nos Abruzzos com o exigente final em Bocca della Selva. A região está cheia de memórias recentes para o ciclismo português. Roccaraso fica a 90km em direção a Norte e foi lá que Rúben Guerreiro venceu em 2020. Ao km 99 passam em Guardia Sanframondi onde Nélson Oliveira esteve na fuga que vingou em 2021 (ganhou Victor Lafay nesse dia). A 10ª etapa é a oportunidade para o KO na geral. Um KO à Rocky Marciano, boxeador com origens em San Bartolomeo in Galdo. Daí é natural Pasqualina, matriarca dos Marciano, que da província de Benevento emigrou para a América como outros dois milhões de italianos entre 1900 e 1914. É o habitual reencontro do Giro com a história de um país dividido. Do Mezzogiorno à Sicília a realidade rural contrasta com o frenético ritmo das regiões industrializadas a norte de Roma. Tadej Pogacar não é Rocky Marciano. O americano terminou a carreira invicto, enquanto o esloveno tem que demonstrar que recuperou após ir à lona nos últimos dois Tour de France. Créditos: Lapresse A edição mais dura da história A 11ª etapa tem outra história curiosa. À passagem por Fossacesia recordaremos o sprinter Sandro Fantini, maglia rosa durante 10 dias em 1956. É considerada a edição mais dura da história – lembrem-se da subida ao Monte Bondone no meio de uma nevada épica. Espera-se um sprint no passeio marítimo de Francavilla a Mare, onde o pelotão entrará pela via Gino Bartali! História no Monte Bondone: recorda a vitória de João Almeida foto a foto Créditos: Massimo Paolone/Lapresse O Caníbal do ciclismo moderno Há muitas oportunidades para os poucos sprinters ainda em prova. À 14ª etapa surge um contrarrelógio à medida da grande estrela italiana do momento: 31,2km planos para Filippo Ganna arrasar a concorrência. A semana termina nos Alpes. Aos 1850 m está a estância de Livigno, meca do BTT e segunda residência de muitos pros do pelotão de estrada que aí se prepararam em altitude. Livigno era o local fetiche de Annemiek van Vleuten antes das grandes corridas. A zona é conhecida como Piccolo Tibet e o novo Bike Park Mottolino é o paraíso de cicloturistas e "pros". São curiosas as voltas da vida. A estreia do Giro em Livigno foi em 1972 numa edição dominada por Eddy Merckx; 52 anos depois Tadej Pogacar tem nos Alpes a possibilidade de demonstrar que é o Caníbal do ciclismo moderno.   ### Olav Kooij abandona o Giro depois do dia de descanso. Visma com menos três O jovem ciclista Olav Kooij (Visma-Lease a Bike) não partirá para a décima etapa do Giro d'Italia. Após o dia de descanso, o vencedor da etapa 9 (em Nápoles) passou mal o dia de descanso, com febre, e não poderá continuar na competição. Olav Kooij, de 22 anos, conquistou a sua primeira vitória de etapa em grandes voltas um dia antes do dia de descanso. Com essa vitória, o ciclista parecia estar a afastar a onde de azar que tem afetado a Visma Lease a Bike, sendo que também foi a primeira vitória da equipa neste Giro de Itália. Antes disso, Kooij estava na terceira posição na classificação por pontos, embora com uma diferença considerável para Jonathan Milan, mas com duas semanas de corrida pela frente muito poderia acontecer. Kooij é o décimo sexto ciclista a abandonar o Giro d'Italia e o terceiro a desistir da equipa Visma | Lease a Bike, que já havia perdido Robert Gesink e Christophe Laporte. ### Campeonatos da Europa de XCO O Campeonato da Europa de XCO 2024, realizado em Cheile Gradistei, na Roménia, foi marcado por condições climáticas adversas que desafiaram os atletas todas as corridas realizadas durante o fim de semana. Neste artigo deixamos o resumo das categorias de elite da vertente olímpica do Cross-Country (XCO). Corrida Elite Feminina Na corrida Elite feminina, Puck Pieterse garantiu a vitória em uma prova exaustiva devido à chuva incessante, que transformou o circuito em um verdadeiro atoleiro. A holandesa superou as adversidades e conquistou o título europeu, enquanto a favorita Pauline Ferrand Prevot foi forçada a abandonar. Mona Mitterwallner e Nina Benz completaram o pódio, levando a prata e o bronze, respetivamente. Puck Pieterse A portuguesa Raquel Queirós terminou no 23.º posto. Raquel Queirós TOP 10 Elite Feminina POS.NOMETEMPO01PIETERSE Puck01:28:0902MITTERWALLNER Mona+ 01:1103BENZ Nina+ 02:1404KOLLER Nicole+ 03:2805SEIWALD Greta+ 04:3406TERPSTRA Anne+ 05:2107SCHRIEVERS Lia+ 05:4608LOIV Janika+ 05:5409GORYCKA Paula+ 06:3310PEDERSEN Sofie Heby+ 06:38 Corrida Elite Masculina Já na corrida Elite masculina, Simone Avondetto sagrou-se campeão europeu após uma corrida intensa marcada pelo barro e pela chuva. O italiano impôs um ritmo inalcançável para os seus adversários e cruzou a linha de chegada em primeiro lugar. Andreassen, que liderava a corrida até sofrer um furo, ficou em segundo lugar, enquanto Schelb conquistou o bronze ao superar Griot nos metros finais. O Português Roberto Ferreira terminou no 28.º posto. Roberto Ferreira TOP 10 Elite Masculina POS.NOMETEMPO01AVONDETTO Simone01:14:5702ANDREASSEN Simon+ 5003SCHELB Julian+ 01:0704GRIOT Thomas+ 01:1405BRANDL Maximilian+ 01:4606LIST David+ 01:5307AZZARO Mathis+ 02:0508COLOMBO Filippo+ 02:1109ALDRIDGE Charlie+ 02:1310KAISER Leon Reinhard+ 02:22 Todas as provas demonstraram a resiliência e dureza dos atletas para enfrentar as condições climáticas adversas, e proporcionaram momentos de competição incríveis no Campeonato Europeu de XCO. ### Campeonato Nacional de Maratona BTT (XCM) Decorreu este domingo o Campeonato Nacional de XCM em Ansião, onde Tiago Ferreira e Melissa Maia se sagraram campeões nacionais de Maratona BTT (XCM) nas categorias de elite masculina e feminina, respetivamente. Elite Masculina Na categoria masculina, o título foi disputado até ao último segundo, com Tiago Ferreira a superar José Dias, campeão em 2023. Guilherme Mota, chegou cerca de três minutos depois e fechou o pódio. TOP 10 Elite Masculina Pos.Dor.NomeEquipaTempo12Tiago Ferreira#Individual#04:42:26.97221José Dias#Individual#04:42:27.42338Guilherme MotaGuilhabreu MTB Team04:45:27.15743Filipe FranciscoCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira04:47:37.72459Carlos CruzSAERTEX Portugal / Edaetech04:48:13.43466Andrew HenriquesCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira04:57:00.18477Francisco Moreira#Individual#05:00:16.511811Bruno SanchoSAGIPER / NSCP Mortágua05:01:39.275912Diogo GraçaBTT Braguinhas/ Padim da Graça05:02:09.5811039Ivan SáBombos S. Sebastião/LusoPrint/Casa Lourenço05:02:45.117 Elite Feminina Na categoria feminina, Melissa Maia revalidou o título conquistado em 2023, terminando a prova com um tempo de 3h39m45s. Celina Carpinteiro, do CDASJ/Cyclin Team/Município Albufeira, ficou em segundo lugar, enquanto Andreia Freitas, do BTT Seia, completou o pódio. TOP 10 Elite Feminina Pos.Dor.NomeEquipaTempo1601Melissa MaiaGuilhabreu MTB Team03:39:45.2252602Celina CarpinteiroCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira03:52:43.3623605Andreia FreitasBTT Seia04:14:19.6804604Jessica CostaGuilhabreu MTB Team04:19:38.9965606Tânia LimaSAERTEX Portugal / Edaetech04:21:21.8226608Marlene GonçalvesAcademia Ciclismo do Alto Minho04:40:47.0257609Carla DiasProteu Cycling Team-Casa do Povo Retorta05:03:13.447OTL603Leandra GomesSAERTEX Portugal / Edaetech05:30:44.901 Classificações completas AQUI. ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 9 A nona etapa do Giro antecedia o primeiro dia de descanso e ligou Avezzano a Nápoles, numa distância de 214 quilómetros. Depois de três dias desgastantes, o pelotão teve um dia mais tranquilo, num dia em que se previa uma chegada num sprint massivo. (Vídeo resumo no final). Dois Polti Kometa em fuga A Team Polti Kometa lançou dois ciclistas para a fuga e não havendo outras equipas interessadas, foram Mirco Maestri e Andrea Pietrobon os dois corredores que formaram a fuga do dia. Num pelotão maioritariamente controlado pela Alpecin-Deceuninck de Kaden Groves, a distância teve sempre controlada já que havia muito interesse de uma chegada ao sprint, nesta que foi uma das últimas oportunidades deste Giro, para as equipas dos ciclistas mais rápidos. https://twitter.com/giroditalia/status/1789650006967779482 Disputa ao Sprint A 25 quilómetros para o final, Julian Alaphilippe atacou do pelotão alcançando a fuga. O ciclista francês tentou por muitas vezes distanciar-se de um pelotão empenhado a levar a discussão da corrida para um sprint. https://twitter.com/giroditalia/status/1789668799743934761 Outros ciclistas tentaram a sua sorte nos quilómetros finais mas a chegada acabou por ser feita ao sprint. Apesar de um grande comboio da Lidl-Trek e de um Tadej Pogačar a lançar Molano foi Olav Kooij o melhor no dia de hoje. O ciclista de 22 anos da Team Visma-Lease a Bike venceu assim pela 32.ª vez como profissional, conseguindo a sua primeira etapa numa Grande Volta. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 KOOIJ Olav4:44:222 MILAN Jonathan,,3 MOLANO Juan Sebastián,,4 DAINESE Alberto,,5 VAN POPPEL Danny,,6 MIHKELS Madis,,7 GROVES Kaden,,8 VENDRAME Andrea,,9 BALLERINI Davide,,10 KANTER Max,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej32:59:042 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:403 THOMAS Geraint2:584 O’CONNOR Ben3:395 UIJTDEBROEKS Cian4:026 TIBERI Antonio4:237 FORTUNATO Lorenzo5:158 RUBIO Einer5:289 ARENSMAN Thymen5:3010 HIRT Jan5:53 Vídeo resumo https://youtu.be/dds28Ij0rBY?si=WlNJaySJfmRmevox Etapa de terça-feira ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 8 Depois de dois dias intensos para os ciclistas, a oitava etapa do Giro de 2024 não dava tréguas e trazia-nos uma jornada de alta montanha com uma subida de terceira, uma de segunda e uma de primeira categoria. Os ciclistas tiveram de percorrer 152 quilómetros de Spoleto a Prati di Tivo onde a etapa terminava com uma chegada em alto. Grupo grande em fuga no Giro Mal foi dado o tiro de partida, vários ciclistas adiantaram-se ao pelotão, sendo Romain Bardet, Michael Storer, Georg Steinhauser e Jhonatan Narváez os ciclistas mais próximos em termos de geral, num grupo de 14 ciclistas. O pelotão, controlado pela equipa do líder Pogačar nunca deu grande liberdade à fuga, mantendo os fugitivos na volta dos dois minutos, tendo a diferença começado a diminuir à medida que a caravana se aproximava da subida final. https://twitter.com/giroditalia/status/1789259183809843565 Ascenção do Giro a Prati di Tivo No início da subida final, a fuga já trazia pouco mais de 30 segundos de vantagem e parecia condenada ao trabalho da UAE Team Emirates, tendo sido o último ciclista resistente, Valentin Paret-Peintre alcançado a 4 quilómetros para o fim. A subida acabou por ser feita a ritmo e não havendo ataques de relevo, era altura de discutir a etapa ao sprint. Foi Tadej Pogačar, ao estilo do seu compatriota Primož Roglič o mais forte, aguardando até aos metros finais, lançando o sprint e vencendo a sua terceira etapa neste Giro. https://twitter.com/giroditalia/status/1789310264908603620 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej4:02:162 MARTÍNEZ Daniel Felipe"3 O'CONNOR Ben"4 TIBERI Antonio+ 025 THOMAS Geraint"6 RUBIO Einer"7 UIJTDEBROEKS Cian"8 ARENSMAN Thymen+119 STORER Michael +1310 BAUDIN Alex+21 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej28:14:422 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:403 THOMAS Geraint2:584 O'CONNOR Ben3:395 UIJTDEBROEKS Cian4:026 TIBERI Antonio4:237 FORTUNATO Lorenzo5:158 RUBIO Einer5:289 ARENSMAN Thymen5:3010 HIRT Jan5:53 Vídeo Resumo https://youtu.be/7wXs1sE48B0?si=H4bvucS4yRgSqf3D Etapa de amanhã ### Trek Domane + SLR | A elétrica menos elétrica | Teste A Trek Domane + SLR 9 combina de forma inovadora a experiência de uma bicicleta convencional com uma assistência discreta e potente. Equipada com o novo motor TQ-HPR50, a pedalada é suave, eficiente e silenciosa, mantendo um visual elegante. Neste teste explorei a bicicleta para perceber as suas principais vantagens. Vídeo do teste https://youtu.be/85B9aPcf2js?si=Vbdqx0o8xqVI1iXE Design e Características da Domane+ SLR 9 A Domane+ SLR 9 apresenta um design na linha "da sua irmã" não elétrica, a Trek Domane, elegante e funcional, com um quadro construído em torno do motor TQ-HPR50 e uma bateria integrada de 360 Wh, os quais não é possível ocultar totalmente, mas que ainda assim estão muito bem incorporados no conjunto. Assim como a Domane não eléctrica, também a Plus tem o sistema IsoSpeed da Trek, que isola o espigão e ciclista das vibrações do quadro, oferecendo conforto extra. Ao conforto proporcionado pelo IsoSpeed, podemos adicionar a capacidade para suportar pneus até 40 mm., que além do conforto adicionam versatilidade, tornando a Domane + numa bicicleta adequada para uma grande variedade de terrenos e utilizações, desde a estrada ao gravel, ou mesmo touring. Motor TQ-HPR50: O Coração da Domane + O sistema de motor é o ponto central de qualquer e-bike, influenciando diretamente a sensação de condução, distribuição de peso e propulsão. Ao optar pelo motor TQ-HPR50, a Trek garantiu uma experiência de condução consistente e natural. Confesso que não tenho muita experiência com bicicletas elétricas de estrada/gravel (esta Trek Domane + é um modelo de estrada mas que se adapta muito bem ao gravel), e creio que gostei da experiência em grande parte, graças a este motor, porque embora sintamos a assistência, simplesmente não o ouvimos funcionar e não nos dá aquela assistência "tipo moto". O motor TQ-HPR50 proporciona um máximo de 50 Nm de torque e uma potência nominal máxima de 300 watts, distribuída em três níveis de assistência: ECO, MID e HIGH, com uma bateria de 360 Wh. Autonomia A Trek Domane + SLR 9 oferece uma autonomia suficiente para fazer um bom percurso (80 a 90 kms., dependendo da forma como se utilizam os modos de assistência, altimetria, peso do ciclista, etc.), mas podendo ser estendida com o acessório opcional de mais 160 Wh. O display integrado no tubo superior fornece informações úteis, como o estado da bateria, estimativa de autonomia, modo de assistência selecionado, além de fornecer leituras em tempo real da potência do motor e do ciclista. Esta ultima página do display foi a que mais tive curiosidade de ver e analisar. Cheguei à conclusão de que na maioria do tempo o motor coloca a mesma energia do ciclista, duplicando os watts finais colocados, por exemplo, se estamos a colocar 250 watts e o motor coloca mais 250 watts, a potência real é de 500 watts. Desempenho na Estrada Pedalar na Domane + SLR 9 pode dar ao ciclista dois tipos de experiência, depois de cada um adaptar o setup do motor TQ na aplicação da marca a seu gosto, a bicicleta pode proporcionar uma experiência como se tratasse de uma bicicleta convencional, ou então com maior assistência do motor, uma experiência de acordo com a eléctrica que é. De qualquer forma, mesmo tirando o máximo partido da assistência do motor TQ a Domane + proporciona uma experiência de pedalada suave e ágil, que lembra uma bicicleta de estrada convencional. A geometria endurance proporciona uma posição de condução confortável e estável, adequada para longas distâncias, exatamente como na Domane convencional. A assistência do motor é sempre suave e dá aquela ajuda extra nas partes "chatas", como em subidas íngremes ou quando temos o vento contra. Equipamento premium Equipada com tudo o que há de melhor, desde o Shimano Dura-Ace Di2, às rodas em carbono Bontrager Aeolus RSL 37, outra coisa não seria de esperar senão uma experiência maravilhosa para quem gosta de bicicletas. O Shimano Dura-Ace Di2 é preciso, garante uma passagem de mudanças suave e sem esforço, além de oferecer uma personalização que permite ao ciclista ajustar as configurações das mudanças de acordo com as suas preferências. Os botões para controlar os modos de assistência estão muito bem integrados nos pousa mãos Shimano Dura-Ace, quase nem se dá por eles e manejam-se facilmente. Na minha opinião deveriam estar mais fixos, pois mexem ligeiramente e quando os acionamos têm um ar frágil, como se tivesse sido algo que nós próprios "inventámos" na nossa garagem, não transmitem aquela sensação sólida de algo que foi feito na fábrica da Trek. Em resumo A Trek Domane + SLR 9 é uma óptima opção para aquelas pessoas que não têm tempo para treinar e adquirir a forma durante a semana, mas que querem desfrutar da bicicleta sem limites nos dias em que podem pedalar. Para os que conseguem ter regularidade de treino e boa forma física, esta bicicleta é um "brinquedo" que complementa muito bem a experiência da bicicleta regular, naqueles dias em que se quer fazer descanso ativo, naqueles dias de vento forte, ou mesmo para fazer deslocações diárias sem ter que despender de tanta energia. Disponibilidade e preço Podes ver a disponibilidade, o preço, as características e a gama completa da Trek Domane + aqui no site da marca: www.trekbikes.com/pt Equipamento do Rider: Sapatos Trek Velocis Jersey Trek Circuit LTD Calções Trek Circuit Capacete Bontrager Circuit WaveCel Óculos Rudy Project Kelyon Fotografia: Marco Miguel Rider: Luís Beltrão ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 7 A etapa 7 do Giro d'Itália de 2024 trazia-nos o primeiro contrarrelógio desta edição. Com 40 quilómetros que ligaram Foligno a Perugia, este esforço individual prometia fazer diferenças entre os favoritos e alterar os lugares do top 10. (Vídeo resumo no final). Vários ciclistas na cadeira quente Ao longo do dia, foram vários os ciclistas que ocuparam a dianteira deste contrarrelógio. Edoardo Affini, Daan Hoole, Lorenzo Milesi e Mikkel Bjerg foram alguns dos corredores que estiveram com o melhor tempo até à chegada de Filippo Ganna. O campeão italiano e ex-bicampeão do mundo de contrarrelógio pulverizou toda a concorrência que tinha até então concluído o seu esforço, dobrando uma dezena de ciclistas na estrada e tirando 1m39 a Bjerg que tinha o melhor tempo. https://twitter.com/giroditalia/status/1788925109513650589 Com a conclusão do CR de Ganna persistia a dúvida se algum dos restantes ciclistas tinha capacidade para bater o tempo do ciclista italiano, quando começava a ir para a estrada o Top 10. Pogačar vs Ganna Apesar de alguns favoritos terem ainda a oportunidade de bater o tempo canhão de Ganna, ciclistas como Geraint Thomas, Thymen Arensman e Magnus Sheffield não conseguiram superar o italiano. Até que chegou Tadej Pogačar, que apesar de vir a perder tempo nos pontos intermédios, bateu Filippo Ganna por 17 segundos, um tempo impressionante do ciclista esloveno, que não só venceu a segunda etapa como também ganhou tempo a toda a concorrência neste Giro. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1788952441381064769 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej47.0882 GANNA Filippo46.8313 SHEFFIELD Magnus46.3564 ARENSMAN Thymen46.1955 SCHACHMANN Maximilian46.1226 TIBERI Antonio45.8907 PLAPP Luke45.5478 MARTÍNEZ Daniel Felipe45.4909 BJERG Mikkel45.39110 THOMAS Geraint45.335 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej24:12:362 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:363 THOMAS Geraint2:464 O'CONNOR Ben3:335 PLAPP Luke3:426 LUTSENKO Alexey3:497 UIJTDEBROEKS Cian3:508 TIBERI Antonio4:119 ZANA Filippo4:4110 FORTUNATO Lorenzo4:44 Vídeo resumo https://youtu.be/5MG8WMjQCXc?si=u7-vdMd4bts1tDSL Perfil da 8.ª Etapa ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 6 Na etapa 6 do Giro d'Itália 2024, o destaque foi a presença de setores de terra batida, também conhecidos como sterrato (da Strade Bianche), totalizando mais de 10 quilómetros ao longo do percurso. Foi uma etapa bastante desgastante devido aos setores de terra e ao ritmo elevado imposto pelos ciclistas. (Vídeo resumo no final). A Fuga Os primeiros 70 quilómetros foram marcados por constantes tentativas de fuga, mas apenas no início de uma subida de 4ª categoria é que a fuga conseguiu se estabelecer. Groves, Vendrame, Sanchez, Alaphilippe, Plapp, Trentin e Fiorelli foram os protagonistas nos últimos 90 quilómetros. A UAE Team Emirates controlou de perto a fuga, principalmente devido à proximidade de Luke Plapp (Jayco - Alula) na geral. Na segunda parte da etapa, Plapp acelerou, acompanhado apenas por Pelayo Sanchez e Julian Alaphilippe, que acabriam por discutir entre si a etapa. Nesta segunda fase, foi a equipa Ineos quem assumiu as "despesas" da perseguição. A diferença entre os fugitivos e o pelotão oscilou entre 1'30" e 2'30". https://twitter.com/giroditalia/status/1788579890381353447 Decisão da Etapa Nos últimos 15 quilómetros, houve um momento de tensão quando Sanchez quase caiu juntamente com Alaphilippe numa rotunda, altura em que Luke Plapp tentou escapar sozinho, mas os três acabariam por se juntar novamente. https://twitter.com/giroditalia/status/1788581368940675502 A ultima dificuldade foi uma subida a 4 quilómetros do final, onde Sanchez e Alaphilippe pareciam ter vantagem, mas Luke Plapp mostrou resistência. No pelotão, Romain Bardet tentou a sua sorte, mas não se conseguiu distanciar. No quilómetro final, Luke Plapp liderava o trio da frente, mas a cerca de 150 metros, Julian Alaphilippe lançou o ataque, seguido por Pelayo Sanchez, que se mostrou mais forte e ultrapassou o francês para conquistar a sua segunda vitória da temporada. (Vídeo resumo no final). Tadej Pogacar não quis largar a Camisola Rosa, continua na liderança antes do longo contra-relógio de amanhã. TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1SANCHEZ PelayoMovistar Team04:01:082ALAPHILIPPE JulianSoudal Quick-Step+ 003PLAPP LucasTeam Jayco-AlUla+ 014PICCOLO AndreaEF Education-EasyPost+ 245NARVAEZ JhonnatanINEOS Grenadiers+ 296MEZGEC LukaTeam Jayco-AlUla+ 297HERMANS QuintenAlpecin-Deceuninck+ 298SCHULTZ NickIsrael-Premier Tech+ 299MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 2910LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team+ TOP 10 Classificação Geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates23:20:522THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 463MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 474UIJTDEBROEKS CianTeam Visma+555RUBIO EinerMovistar Team+ 566FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 01:077LOPEZ Juan PedroLidl-Trek+ 01:118HIRT JanSoudal Quick-Step+ 01:139LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team+ 01:2610CHAVES EstebanEF Education-EasyPost+ 01:26 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=qFBzkdaq6rE Perfil da Etapa de amanhã (CRI) ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 5 Em mais uma etapa que se previa destinada aos sprinters, a quinta ronda do Giro d'Italia de 2024 ligou Génova a Lucca. Os ciclistas tinham 178 quilómetros para percorrer numa chegada rápida e mais técnica e onde a perseguição à fuga e os comboios se anteviam cruciais. Duas fugas marcaram o dia 1.ª fuga 4 ciclistas adiantaram-se ao pelotão nos quilómetros iniciais. Simon Geshke, Lewis Askey, Mattia Bais e Manuele Tarozzi formaram o quarteto que compôs a primeira fuga do dia de hoje. Estes ciclistas acabaram por ser apanhados muito cedo, ainda a 100 quilómetros para o final. https://twitter.com/giroditalia/status/1788172099263004901 2.ª fuga Depois de alcançada a primeira fuga, o pelotão rodou uns quilómetros tranquilamente até haver novo quarteto ao ataque com Benjamin Thomas, Michael Valgren, Enzo Paleni e Andrea Pietrobon.Os quatro ciclistas aproveitaram o descuido da perseguição e o vento pelas costas e discutiram entre si a vitória nesta etapa com Benjamin Thomas a dar a primeira vitória da época à Cofidis e logo no Giro d'Itália. https://twitter.com/giroditalia/status/1788228634030837922 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 THOMAS Benjamin3:59:592 VALGREN Michael,,3 PIETROBON Andrea,,4 PALENI Enzo0:035 MILAN Jonathan0:116 EWAN Caleb,,7 BAUHAUS Phil,,8 MERLIER Tim,,9 KOOIJ Olav,,10 MIHKELS Madis,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej19:19:152 THOMAS Geraint0:463 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:474 UIJTDEBROEKS Cian0:555 RUBIO Einer0:566 FORTUNATO Lorenzo1:077 LÓPEZ Juan Pedro1:118 HIRT Jan1:139 LUTSENKO Alexey1:2610 CHAVES Esteban,, Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Bf15EqR7wrU Perfil da Etapa de amanhã, Etapa 6 ### Eleições na Federação Portuguesa de Ciclismo – Guia essencial Quando são as eleições na Federação Portuguesa de Ciclismo? Quem se candidata? Como decorre o processo eleitoral? Respondemos às dúvidas de filiados e interessados. A UVP-FPC (União Velocipédica Portuguesa/Federação Portuguesa de Ciclismo) completa no final deste ano 125 anos de existência e nessa altura elegerá novo presidente e equipa diretiva. O atual presidente, Delmino Pereira, completou três mandatos e não poderá voltar a candidatar-se. Embora nos últimos mandatos se tenha apresentado uma lista única, neste momento são conhecidas três candidaturas. Cândido Barbosa – ex-ciclista e atualmente organizador de provas Pedro Martins – atual presidente da Associação de ciclismo da Beira Alta Sandro Araújo – vice-presidente da UVP-FPC para o ciclismo para todos e vice-presidente do comité Paralímpico de Portugal Créditos: FPC Respondemos às questões pertinentes Ciclismo e filiados têm um novo cenário no horizonte próximo: escolher entre três candidaturas, algo inédito. A participação dos filiados na vida ativa da AG (Assembleia Geral) da UVP-FPC tem sido reduzida: dos 76 membros da AG a média de participação não ultrapassa os 20. É na AG que se tomam as decisões que marcam o rumo do ciclismo nacional e nela estão representados os vários intervenientes. Os clubes têm a maior fatia dos delegados (50) e as associações de Porto, Beira Litoral e Algarve – as que mais clubes têm – são as mais representadas. Para ajudar os filiados e demais interessados a conhecerem o processo eleitoral, respondemos às questões pertinentes. Marta Carvalho venceu a ronda de Albufeira da Taça de Portugal Feminina.Créditos: FPC Como decorre o processo eleitoral? O processo eleitoral tem duas fases. Na primeira os filiados elegem os seus representantes na AG, denominados “Delegados”. Na segunda, para eleger os Órgãos Sociais da FPC, são os delegados que votam. Quando se realizam as eleições? A eleição dos delegados decorrerá no dia 29 de junho, em mesas distribuídas pelo país. A eleição dos Órgãos Sociais ainda não tem data definida, mas decorrerá antes do final do ano. Neste dia não há provas para que os filiados possam votar. Quem se pode candidatar a delegado? Filiados com licença, por exemplo, dirigentes de clubes, ciclistas, treinadores, comissários e organizadores de provas que não tenham nenhuma das incompatibilidades referidas no Regulamento Eleitoral. Como pode um filiado candidatar-se a delegado? Através do preenchimento de um formulário disponível no site da FPC e envio para comissaoeleitoral@fpciclismo.pt até ao dia 14 de maio. Quem vota para eleger os delegados? Todos os filiados com licença para as categorias que elegem delegados, por voto secreto. Quais as funções de um delegado? Participar nas AG da FPC – duas sessões ordinárias anuais e eventuais extraordinárias, de forma presencial ou online. Na sessão para a eleição dos Órgãos Sociais a participação é obrigatoriamente presencial uma vez que o voto é secreto. Quais as incompatibilidades para exercer a função de delegado? O delegado tem que ser maior de idade e filiado na FPC. Não pode dever qualquer quantia à FPC nem pertencer aos Órgãos Sociais. Também não pode intervir, direta ou indiretamente, em contratos celebrados com a FPC, para além dos que respeitam ao exercício das respetivas funções. Qual a duração do mandato do próximo presidente da UVP-FPC? Tal como em todas as federações nacionais, o presidente da UVP-FPC tem o mandato indexado à duração do ciclo olímpico, isto é, quatro anos (2024-2028). ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 4 Os medalhas de ouro olímpicas na pista Jonathan Milan, Filippo Ganna e também Simone Consonni, partilharam o pódio olímpico representando Itália na perseguição por equipas em Tóquio 2020, e hoje foram eles que agitaram a etapa nos últimos quilómetros da etapa 4 do Giro de Itália entre Acqui Terme e Andora. A fuga foi pouco numerosa e esteve sempre controlada, as equipas dos sprinters tinham aqui a segunda oportunidade e não facilitaram. Alguns quilómetros depois da subida a Capo Mele, com o pelotão a rodar em alta velocidade, Filippo Ganna tentou um ataque surpresa antes das equipas lançarem os seus homens rápidos, a 4 km do final. Ganna conseguiu manter uma pequena vantagem até o topo do Capo Mele, mas foi apanhado a 300 metros da linha de meta. https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1787859745912553476 O combóio da equipe Lidl-Trek abriu caminho para o sprint final, com tudo bem feito. Consonni, acostumado a trabalhar com Milan, colocou-se na frente e deixou Milan na posição perfeita a cerca de 300 metros da chegada. O poderoso sprinter italiano mostrou a sua forma e não deu qualquer hipótese à concorrência. https://twitter.com/LidlTrek/status/1787863039728914790 Milan comemou a sua vitória na beira do Mar da Ligúria, exatamente um ano após a sua primeira vitória no Giro, em San Salvo. E o líder da Maglia Rosa, Tadej Pogačar? Hoje, pela primeira vez nesta edição do Giro, o esloveno preferiu ficar em segundo plano e deixar que outros brilhassem. Durante o desenrolar da etapa, a notícia do dia foi ainda o abandono de Biniam Girmay, que, devido a duas quedas em poucos quilómetros, teve que abandonar o Giro. https://twitter.com/IntermarcheW/status/1787843536144003105 TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1MILAN JonathanLidl-Trek04:16:032GROVES KadenAlpecin-Deceuninck+ 003BAUHAUS PhilBahrain Victorious+ 004KOOIJ OlavTeam Visma805MERLIER TimSoudal Quick-Step+ 006BALLERINI DavideAstana Qazaqstan Team+ 007GAVIRIA FernandoMovistar Team+ 008ZANONCELLO EnricoVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 009MIHKELS MadisIntermarché-Wanty+ 0010LONARDI GiovanniTeam Polti Kometa+ 00 TOP 10 Classificação Geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates15:19:052THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 463MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 474UIJTDEBROEKS CianTeam VismaLease a Bike5RUBIO EinerMovistar Team+ 566FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 01:077LOPEZ Juan PedroLidl-Trek+ 01:118HIRT JanSoudal Quick-Step+ 01:139LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team+ 01:2610CHAVES EstebanEF Education-EasyPost+ 01:26 Perfil da Etapa de amanhã, Etapa 5 ### Giro d'Itália - Etapa 3 A terceira etapa do Giro d'Itália de 2024 ligou Novara a Fossano numa distância de 166 quilómetros. Depois de dois dias de corrida com mais dificuldades no percurso, chegava a vez dos sprínteres se mostrarem pela primeira vez neste Giro. Desenrolar da etapa A etapa de hoje do Giro d'Itália parecia não ter grande história até ao momento da sua decisão, já que não houve fuga inicial e com uma média nas primeiras horas muito baixa. Um grupo grande de ciclistas conseguiu uma vantagem depois do sprint intermédio, o que animou o dia mas sem resultados práticos. Apesar de um ataque tardio de Tadej Pogačar seguido por Geraint Thomas, o pelotão acabou por chegar compacto aos quilómetros finais onde se decidiu a etapa ao sprint. https://twitter.com/giroditalia/status/1787488308961903040 Decisão ao sprint Depois de Pogačar e Thomas alcançados nos metros finais a etapa decidiu-se num sprint renhido onde Tim Merlier da Soudal-Quickstep foi o mais forte e deu a 14.ª vitória à equipa belga. Jonathan Milan da Lidl-Trek ficou em segundo lugar e Biniam Girmay da Intermarché - Wanty ficou no terceiro posto. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1787504055251534149 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 MERLIER Tim3:54:352 MILAN Jonathan,,3 GIRMAY Biniam,,4 BIERMANS Jenthe,,5 ANDRESEN Tobias Lund,,6 KOOIJ Olav,,7 VERNON Ethan3:108 ANIOŁKOWSKI Stanisław0:009 GAVIRIA Fernando,,10 DAINESE Alberto, Top 10 geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej11:03:022 THOMAS Geraint0:463 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:474 RUBIO Einer0:565 UIJTDEBROEKS Cian,,6 FORTUNATO Lorenzo1:077 LÓPEZ Juan Pedro1:118 HIRT Jan1:139 LUTSENKO Alexey1:2610 CHAVES Esteban, Etapa de amanhã Fonte: Site oficial da prova A etapa de amanhã será novamente disputada ao sprint e tem transmissão no Eurosport 1 a partir das 11h da manhã. ### Demi Vollering vence La Vuelta Feminina Demi Vollering, conquistou pela primeira vez La Vuelta Feminina. A ciclista holandesa, da equipa SD Worx, demonstrou a sua superioridade ao vencer também a ultima etapa em Valdesquí. Vollering, que ficou em segundo lugar em 2023, chegou como favorita este ano e não decepcionou. Apesar de não ter vitórias nesta temporada até ao início da Vuelta Feminina, brilhou ao vencer no Fuerte de Rapitán e em Valdesquí. https://www.youtube.com/watch?v=ltU4qW392sI Na etapa final na Serra de Guadarrama, Vollering resistiu sem problemas, apesar dos clássicos desafios de Morcuera e Cotos. Após ataques e fugas iniciais, Vollering mostrou a sua força ao atacar a 6,5 km do final, garantindo não apenas a vitória na etapa, mas também a liderança geral. A holandesa mostrou-se dominante ao longo da corrida, deixando a segunda classificada, Riejanne Markus da equipa Visma, a uma distância de 1 minuto e 14 segundos. Elisa Longo Borghini (Lidl-Trek), completou o pódio, terminando a 2 minutos da vencedora. Com este triunfo, a ciclista dos Países Baixos reforça a sua posição como uma das principais corredoras do pelotão internacional e da história da modalidade. A portuguesa Daniela Campos terminou 74.ª posição da geral , sendo a melhor das corredoras da Eneicat-CM. Um passo mais para a algarvia que em 2023 teve que abandonar por queda a Vuelta. TOP 10 final POSNOMEEQUIPATEMPO01VOLLERING DemiTeam SD Worx-Protime23:30:5502MARKUS RiejanneTeam VismaLease a Bike03LONGO BORGHINI ElisaLidl-Trek+02:0004LABOUS JulietteTeam DSM-Firmenich PostNL+02:5805MUZIC EvitaFDJ-SUEZ+03:1506BAUERNFEIND RicardaCANYON//SRAM Racing+04:3307FISHER-BLACK NiamhTeam SD Worx-Protime+05:1408KASTELIJN YaraFenix-Deceuninck+05:2709ROOIJAKKERS PaulienaFenix-Deceuninck+05:4210CADZOW KimEF Education-Cannondale+06:19 ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 2 160 quilómetros ligaram San Francesco al Campo a Santuario di Oropa na segunda etapa da edição de 2024 do Giro d'Itália. Com a primeira chegada em alto, a dúvida persistia se a fuga ia vencer ou se o pelotão ia controlar a distância, para os favoritos discutirem a etapa. Quinteto de italianos na fuga do dia Foram cinco italianos que formaram a fuga do dia, Fiorelli e Marcellusi da VF Group-Bardiani CSF-Faizane, Piccolo da EF Education-EasyPost, D. Bais da Polti-Kometa e Scaroni da Astana Qazaqstan. O quinteto de ciclistas esteve sempre a uma distância controlada pelo pelotão, que dividia a perseguição entre a INEOS Grenadiers e a UAE Team Emirates. O ultimo resistente da fuga foi Andrea Piccolo (EF-Education First). https://twitter.com/giroditalia/status/1787122421503344758 Discussão da etapa A decisão era aguardada para a subida final, onde todos esperavam um ataque de Tadej Pogacar, e assim aconteceu. Pogacar lançou o seu ataque a cerca de 4 quilómetros do final da etapa. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1787135763940880533 Entre os favoritos ao pódio, Geraint Thomas e Dani Martinez responderam bem, perdendo apenas 45 segundos para Pogacar. No entanto, Ben O'Connor acabou por ser o maior derrotado do dia entre os favoritos, ficando agora a 1 minuto e 24 segundos do líder. TOP 10 Etapa 2 POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGAČAR TadejUAE Team Emirates3:54:20, 10"2MARTÍNEZ Daniel FelipeBORA - hansgrohe+0:273THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+0:274FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team5LIPOWITZ FlorianBORA - hansgrohe6STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+0:307UIJTDEBROEKS CianTeam Visma128RUBIO EinerMovistar Team9LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek+0:3510HIRT JanSoudal Quick-Step+0:37 Top 10 Classificação Geral após Etapa 2 POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGAČAR TadejUAE Team Emirates7:08:29, 14"2THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+0:453MARTÍNEZ Daniel FelipeBORA - hansgrohe+0:454UIJTDEBROEKS CianTeam VismaLease a Bike5RUBIO EinerMovistar Team6FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+1:057LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek+1:098HIRT JanSoudal Quick-Step+1:119CHAVES EstebanEF Education - EasyPost+1:2410LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 1 A primeira etapa do Giro d'Itália de 2024 ligou Venaria Reale a Torino, numa distância de 140 quilómetros. Diferente do que é habitual a abrir Grandes Voltas, esta etapa trouxe consigo algumas dificuldades com 3 contagens de montanha de quarta, terceira e segunda categoria. Fuga do dia Na frente da corrida, destacaram-se seis corredores, que integraram a primeira fuga desta edição do Giro d'Itália. Foram eles Amanuel Ghebreigzabhier (Lidl-Trek), Lilian Calmejane (Intermarché - Wanty), Louis Barré (Arkéa B&B Hotels), Nicolas Debeaumarché (Cofidis), Filippo Fiorelli (VF Group - Bardiani CSF - Faizanè) e Andrea Pietrobon (Polti Kometa). O pelotão, comandado pela UAE Team Emirates nunca deixou a distância subir muito acima dos 3 minutos, e foi apanhando os fugitivos enquanto se aproximavam da última subida do dia. O último fugitivo, Lilian Calmejane foi apanhado por um grupo de contra-atacantes a 10 quilómetros do fim. https://twitter.com/giroditalia/status/1786755613172609530 Trio discute a etapa A última subida, não categorizada, selecionou ainda mais o pelotão e só Jhonatan Narváez e Max Schachmann conseguiram seguir Tadej Pogačar. No sprint final, foi o campeão equatoriano da INEOS Grenadiers o mais forte no sprint, relegando Schachmann para segundo e Pogačar para terceiro. https://twitter.com/giroditalia/status/1786780686491304283 Narváez é assim o primeiro líder do Giro d'Itália de 2024. Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 NARVÁEZ Jhonatan3:14:232 SCHACHMANN Maximilian,,3 POGAČAR Tadej,,4 BAUDIN Alex0:065 CONCI Nicola0:106 HERMANS Quinten,,7 VANSEVENANT Mauri,,8 TIBERI Antonio,,9 VALTER Attila,,10 THOMAS Geraint,, Etapa de amanhã Fonte: Site oficial da prova A etapa de amanhã é a primeira chegada em alto e terá transmissão no Eurosport 1 a partir das 11h30 da manhã. ### Parabéns Pogacar, agora falta ganhar! Tadej Pogacar é o campeão anunciado, mas terá o bloco mais forte? Gonçalo Moreira analisa quais são as ameaças à UAE-Emirates no Giro de Itália. "Três semanas de um domínio claro da UAE-Emirates e Tadej Pogacar de maglia rosa do primeiro ao último dia." Podia ser a abertura da peça de análise ao Giro de Itália de 2024, mas é escrita com 23 dias de antecedência. Reflete a sensação de qualquer espectador que tenha visto os primeiros meses da temporada. A superioridade de Pogacar tem sido tão grande que todos o veem campeão do Giro de Itália sem ter dado uma pedalada. O desafio para o esloveno e para a UAE-Emirates é mesmo esse: ganhar na estrada depois de ter sido proclamado vencedor sem ter dado uma pedalada. Rui Oliveira em ação na Figueira Champions Classic.Créditos: Marco Miguel Bloco com Rui Oliveira A UAE-Emirates rodeou Pogacar de um grupo sólido, que não é o mais forte da corrida. Mikkel Bjerg, Felix Grosschartner e Domen Novak são os soldados. Rafal Majka é o coronel. Todos ao serviço do major Pogacar. Teoricamente não são os melhores gregários da prova – a Ineos com Filippo Ganna, Tobias Foss e Thymen Arensman parece-me mais forte no apoio a Geraint Thomas. Vale mais a teoria ou a prática? Os Ineos falharam no Tour dos Alpes com este bloco e Arensman perdeu opções de geral na Romandia na primeiro etapa de montanha. Voltemos à UAE-Emirates. O bloco tem Rui Oliveira no apoio a Sebastián Molano e uma etapa ganha já será um êxito para a dupla. Basta reproduzirem o fizeram na passada Vuelta e tudo correrá bem. Para Rui Oliveira será a quinta presença numa grande Volta. Créditos: LucaBettini/LaPresse De onde vem o perigo para Pogacar? É a pergunta que se impõe à partida para o Giro de Itália: de onde vem o perigo para Pogacar? O bloco que mais gostei de ver correr foi o da Decathlon-Ag2r. No Tour dos Alpes deram um show com Ben O’Connor bem ladeado pelos irmãos Paret Peintre. Valentin vai ser o braço direito do australiano. Com a pontinha de sorte – que lhe tem faltado – O’Connor é o principal rival de Pogacar. Martinez bateu Evenepoel este ano no Alto da Fóia.Créditos: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Que comece o espetáculo! A BORA-Hansgrohe chega forte e Dani Martinez terá vontade de provar que a Ineos cometeu um erro ao deixá-lo sair. Traz a revelação da Romandia, Florian Lipowitz, e Max Schachmann que no País Basco andou muito. A Visma tem o promissor Cian Uijtdebroeks que vai beneficiar dos dois contrarrelógios. O belga aspira ao top 10, mas sem os lesionados Wout Van Aert e Wilco Kelderman não lhe podem pedir mais. Fecho com a Bahrain do experiente Damiano Caruso que acolheu o irreverente Antonio Tiberi. Não entendo porque prescindiram de Wout Poels, com ele eram candidatos ao título. Que comece o espetáculo! ### Bora-Hansgrohe passa a Red Bull-Bora-Hansgrohe Foi anunciada a oficialização do acordo entre a Bora-Hansgrohe e a Red Bull, pelo chefe da equipa alemã Ralph Denk. A equipa de ciclismo registada na Alemanha e o gigante austríaco de bebidas energéticas Red Bull, associaram-se oficialmente em janeiro e está agora confirmado o acordo, com a equipa de ciclismo a receber uma nova denominação já a partir do início da Volta à França deste ano. Red Bull-Bora-Hansgrohe Créditos: Sprint Cycling Agency Para além do novo nome, a equipa vai ter também uma nova imagem e um novo equipamento que está ainda por anunciar.  A notícia de quinta-feira chega cerca de quatro meses depois de a Red Bull ter feito a sua proposta inicial para investir na equipa. Este movimento foi seguido por um período de revisão pelas autoridades austríacas e uma série de procedimentos legais, tendo tido luz verde. https://twitter.com/BORAhansgrohe/status/1786075856550412737 Com a chegada da Red Bull à Bora-Hansgrohe, a equipa terá agora um aumento significativo no orçamento para fortalecer as suas fileiras com contratações e renovações de contratos.  Se a filosofia dos investimentos desportivos da Red Bull continuar a mesma, como aconteceu por exemplo no futebol com o Red Bull Salzburgo ou o RB Leipzig, a equipa não deverá contratar grandes nomes do ciclismo, já que têm optado pela aposta em jovens talentos.  Esta filosofia parece confirmada já que está prevista também a criação de uma equipa sub-23, juntando-se à já existente equipa de formação, a Red Bull Junior Brothers. Com esta entrada da Red Bull diretamente no ciclismo, prevê-se a criação de mais uma super-equipa com orçamentos para competir com a INEOS Grenadiers, Visma-Lease a Bike e a UAE Team Emirates. Créditos: Sprint Cycling Agency ### Giro d'Itália 2024 - Guia com as etapas, equipas e antevisão Arranca no próximo sábado (4 de abril), a primeira Grande Volta da temporada de 2024 do pelotão masculino. A edição 107 do Giro d'Itália vai correr-se ao longo de 3400 quilómetros e 44650 metros de acumulado. Como sempre, está garantido o espetáculo na busca de um dos troféus mais bonitos de todo o desporto. Créditos: LaPresse Emoção de 4 a 26 de maio Num próximo mês de maio repleto de ciclismo, o Giro d'Itália traz-nos 21 etapas onde 176 dos melhores ciclistas do mundo vão estar à partida em Venaria Reale, local da Grande Partenza. A começar em Turim, o percurso deste ano percorre o oeste e o centro de Itália até Pompeia, subindo depois pela costa leste até às Dolomitas, A corrida parte depois em direção a Bassano del Grappa, antes de regressar a Roma para o último dia. Créditos: LaPresse Lista de etapas do Giro d'Itália de 2024: Sábado, 4 de maio: etapa 1 – Venaria Reale – Turim, 140km Domingo, 5 de maio: etapa 2 – San Francescoi al Campo – Santuario di Oropa (Biella), 161km Segunda-feira, 6 de maio: etapa 3 – Novara - Fossano, 166km Terça-feira, 7 de maio: etapa 4 – Acqui Terme – Andorra, 190km Quarta-feira, 8 de maio: etapa 5 – Génova - Lucca, 178km Quinta-feira, 9 de maio: etapa 6 – Torre del Lago Puccini (Viareggio) – Rapolano Terme, 180km Sexta-feira, 10 de maio: etapa 7 – Foligno – Perugia, contrarrelógio individual, 40,6km Sábado, 11 de maio: etapa 8 – Spoleto – Prati di Tivo, 152km Domingo, 12 de maio: etapa 9 – Avezzano – Nápoles, 214km Segunda-feira, 13 de maio: dia de descanso Terça-feira, 14 de maio: etapa 10 – Pompeia – Cusano Mutri (Bocca della Selva), 142km Quarta-feira, 15 de maio: etapa 11 – Foiano di Val Fortore – Francavilla al Mare, 207km Quinta-feira, 16 de maio: etapa 12 – Martinsicuro – Fano, 193km Sexta-feira, 17 de maio: etapa 13 – Riccione – Centro, 179km Sábado, 18 de maio: etapa 14 – Castiglione delle Stiviere – Desenzano del Garda, contrarrelógio individual, 31,2km Domingo, 19 de maio: etapa 15 – Manerba del Garda – Livigno (Mottolino), 222km Segunda-feira, 20 de maio: dia de descanso Terça-feira, 21 de maio: etapa 16 - Livigno – Santa Cristina Valgardena/ St. Christina in Gröden (Monte Pana), 202km Quarta-feira, 22 de maio: etapa 17 – Selva di Val Gardena/ Wolkenstein in Gröden – Passo del Brocon, 159km Quinta-feira, 23 de maio: etapa 18 – Fiera di Primiero – Padova, 178km Sexta-feira, 24 de maio: etapa 19 – Montegliano – Sappada, 157km Sábado, 25 de maio: etapa 20 – Alpago – Bassano del Grappa, 184km Domingo, 26 de maio: etapa 21 – Roma – Roma, 125km Créditos: Site oficial da prova Transmissão Todas as etapas serão transmitidas nos canais Eurosport. Favoritos O maior favorito e que se destaca de todos os restantes é Tadej Pogačar. O duas vezes vencedor da Volta a França é o esmagador favorito para La Corsa Rosa, já que a maioria dos ciclistas que normalmente o desafiam nas Grandes Voltas ou em provas de um dia, não estão à partida. Para além disso, o percurso de 2024 do Giro adapta-se como uma luva a Pogačar, com várias chegadas em alto, uma etapa ao estilo da Strade Bianche (etapa 6) e dois contrarrelógios. Depois de ter terminado em segundo lugar no Giro do ano passado, Geraint Thomas tem de ser considerado um dos principais concorrentes de Pogačar. O ciclista da INEOS Grenadiers foi muito competitivo no Giro do ano passado, perdendo apenas para Roglič no dramático contrarrelógio final no Monte Lussari. Créditos: Ineos Grenadiers Apesar de ainda não se ter mostrado muito na presente temporada, o ciclista de 37 anos tem um historial de surpreender as pessoas e de saber exatamente quando atingir o seu pico de forma. Depois do segundo lugar na Liège-Bastogne-Liège deste ano, Romain Bardet apresenta-se na prova italiana em excelente condição física, depois de ter dito que estava na melhor forma da sua vida, o ciclista da DSM-Firmenich PostNL é também um excelente trepador e um dos ciclistas mais experientes do pelotão. Ben O´Connor é também ele um dos favoritos aos lugares cimeiros do Giro de 2024. Numa nova Decathlon AG2R La Mondiale, a temporada de O'Connor tem sido também de mudança e com excelentes resultados no UAE Tour, Tirreno Adriático e Tour dos Alpes. O ciclista australiano é um dos nomes a ter em conta. Depois da polémica transferência da Bora Hansgrohe para a Visma Lease a Bike, Cian Uijtdebroeks tem no Giro d'Italia a primeira grande oportunidade de mostrar todo o seu potencial. O jovem ciclista belga esteve no apoio a Jonas Vingegaard na vitória no Gran Camiño e foi sétimo no Tirreno-Adriático há algumas semanas, antes do problema de estômago que o afastou da Volta à Catalunha. Créditos: Kike Abelleira Dani Martínez é o grande trunfo da Bora Hansgrohe para a primeira Grande Volta da temporada. Com Roglič e Hindley focados no Tour, o ciclista colombiano, tem aqui uma das maiores oportunidades da carreira para fazer um grande resultado. Dani Martínez vai liderar a Bora Hansgrohe Outros ciclistas a seguir para a luta pelo TOP10 são Luke Plapp, Eddie Dunbar, Antonio Tiberi, Wout Poels, Damiano Caruso, Hugh Carthy e Nairo Quintana são ciclistas que sobem bem, e com uma startlist que faz um top 10 tão em aberto, estes corredores têm no Giro deste ano uma excelente oportunidade para se mostrarem. Portugueses na corrida Na corrida de 2024 deste Giro d'Itália, Portugal vai ter apenas um ciclista em prova. Rui Oliveira vai estar no apoio a Pogačar e Molano pela UAE Team Emirates mas quem sabe, com as circunstâncias certas, poderá ter oportunidade de lutar por alguma etapa. Lista provisória das equipas: INEOS Grenadiers (WT): Geraint Thomas Thymen Arensman Tobias Foss Filippo Ganna Jhonatan Narváez Magnus Sheffield Ben Swift Connor Swift Alpecin - Deceuninck (WT): Kaden Groves Tobias Bayer Nicola Conci Quinten Hermans Jimmy Janssens Timo Kielich Edward Planckaert Fabio Van Den Bossche Arkéa - B&B Hotels (WT): Jenthe Biermans Louis Barré Ewen Costiou David Dekker Donavan Grondin Michel Ries Alan Riou Alessandro Verre Astana Qazaqstan Team (WT): Simone Velasco Davide Ballerini Alexey Lutsenko Lorenzo Fortunato Max Kanter Henok Mulubrhan Vadim Pronskiy Christian Scaroni BORA - hansgrohe (WT): Daniel Felipe Martínez Giovanni Aleotti Jonas Koch Florian Lipowitz Ryan Mullen Maximilian Schachmann Danny Van Poppel Patrick Gamper Cofidis (WT): Stefano Oldani Stanisław Aniołkowski Nicolas Debeaumarché Thomas Champion Rubén Fernández Simon Geschke Benjamin Thomas Harrison Wood Decathlon AG2R La Mondiale Team (WT): Ben O'Connor Alex Baudin Aurélien Paret-Peintre Valentin Paret-Peintre Damien Touzé Bastien Tronchon Andrea Vendrame Larry Warbasse EF Education - EasyPost (WT): Andrea Piccolo Jefferson Alexander Cepeda Stefan De Bod Michael Valgren Simon Carr Esteban Chaves Mikkel Frølich Honoré Georg Steinhauser Groupama - FDJ (WT): Laurence Pithie Lewis Askey Cyril Barthe Clément Davy Lorenzo Germani Olivier Le Gac Fabian Lienhard Enzo Paleni Intermarché - Wanty (WT): Biniam Girmay Lilian Calmejane Kevin Colleoni Madis Mihkels Dries De Pooter Adrien Petit Dion Smith Roel Van Sintmaartensdijk Israel - Premier Tech (PR): Michael Woods Simon Clarke Marco Frigo Hugo Hofstetter Riley Pickrell Nadav Raisberg Nick Schultz Ethan Vernon Lidl - Trek (WT): Jonathan Milan Andrea Bagioli Simone Consonni Amanuel Ghebreigzabhi Daan Hoole Juan Pedro López Jasper Stuyven Edward Theuns Movistar Team (WT): Nairo Quintana Albert Torres Will Barta Davide Cimolai Fernando Gaviria Lorenzo Milesi Einer Rubio Pelayo Sánchez Soudal Quick-Step (WT): Julian Alaphilippe Josef Černý Jan Hirt Luke Lamperti Tim Merlier Pieter Serry Bert Van Lerberghe Mauri Vansevenant Team DSM-Firmenich PostNL (WT): Romain Bardet Tobias Lund Andresen Chris Hamilton Fabio Jakobsen Bram Welten Gijs Leemreize Julius Van Den Berg Kevin Vermaerke Team Jayco AlUla (WT): Alessandro De Marchi Eddie Dunbar Caleb Ewan Michael Hepburn Luka Mezgec Luke Plapp Max Walscheid Filippo Zana Team Polti Kometa (PR): Matteo Fabbro Davide Bais Mattia Bais Giovanni Lonardi Mirco Maestri Andrea Pietrobon Davide Piganzoli Francisco Muñoz Team Visma | Lease a Bike (WT): Christophe Laporte Edoardo Affini Tim Van Dijke Robert Gesink Olav Kooij Jan Tratnik Cian Uijtdebroeks Attila Valter Tudor Pro Cycling Team (PR): Matteo Trentin Alberto Dainese Robin Froidevaux Alexander Kamp Alexander Krieger Marius Mayrhofer Michael Storer Florian Stork UAE Team Emirates (WT): Tadej Pogačar Rui Oliveira Mikkel Bjerg Felix Großschartner Vegard Stake Laengen Rafał Majka Juan Sebastián Molano Domen Novak VF Group - Bardiani CSF - Faizanè (PR): Domenico Pozzovivo Luca Covili Filippo Fiorelli Martin Marcellusi Manuele Tarozzi Giulio Pellizzari Alessandro Tonelli Enrico Zanoncello Bahrain - Victorious (WT): Antonio Tiberi Rainer Keplinger Phil Bauhaus Damiano Caruso Andrea Pasqualon Edoardo Zambanini Jasha Sütterlin Torstein Træen ### Óbidos e os talentos a seguir na Ronde de l’Isard Portugueses testam-se nos Pireneus contra os melhores sub-23 do mundo em subidas lendárias do Tour de France. A 46ª Ronde de l’Isard marca o regresso da prova disputada na Occitânia, no sul de França junto à fronteira com a Espanha. É um barómetro do talento sub-23 que ao longo de cinco dias servirá de teste à evolução da Óbidos Cycling Team. O projeto, coordenado por Micael Isidoro, está no segundo ano e reúne jovens talentos. A prioridade é desenvolver atletas sub-23 e levá-los aos maiores palcos. Diogo Pinto, Mark Kryuchkov, João Silva (vencedor Taça de Portugal de Esperanças), Pau Rodríguez Vidal e Sérgio Saleiro representam a equipa do Oeste na prova francesa. "A mentalidade que vamos trazer para a corrida será de aproveitar e procurar oportunidades dentro das características dos nossos corredores. Penso que vamos entrar num bom momento de forma, esperemos estar bem." Micael Isidoro ao TopCycling. Etapa rainha da Ronde de l'Isard é um festival nos Pireneus.Merckx, Ocaña, Contador e Froome venceram em Bagnères-de-Luchon. Subidas de nível Tour de France A Ronde de l’Isard é um cenário de luxo onde a Visma Lease a Bike tem dominado. Os neerlandeses venceram em 2022 com Johannes Staune-Mittet e em 2021 com Gijs Leemreize. Este ano há etapas duríssimas: a 2ª inclui subidas a Hourquette d’Ancizan, Val Louron e Peyresourde com meta em Bagnères-de-Luchon; na 3ª passam Portet-d’Aspet; a 4ª finaliza em Plateau de Beille. Um menu de luxo nos Pireneus em subidas de nível Tour de France. Recordemos alguns casos de sucesso recentes: Lenny Martinez (Groupama-FDJ) ganhou duas etapas e foi rei dos trepadores em 2022. Ben Healy mostrou com a Trinity Racing que solos é com ele ao chegar isolado a Saint-Girons em 2020. A sensação da Flèche Wallone, Stevie Williams, ganhou em 2018 batendo Aurélien Paret-Peintre, vencedor de etapa no Tour dos Alpes e no Giro do ano passado. João Silva venceu a Taça Nacional de Esperanças.Créditos: FPC Óbidos Cycling Team subiu o nível Desde a Volta ao Alentejo que a Óbidos Cycling Team subiu o nível. Foram três dias em fuga e Diogo Pinto e Mark Kryuchkov quase fechavam em grande tendo sido apanhados com a meta à vista em Évora. Na clássica Aldeias do Xisto Diogo Pinto foi 2º na juventude. Após a prova a equipa fez trabalho específico para a Taça Nacional de Esperanças vencendo a competição com João Silva. “Conseguimos fazer pequeno bloco de altitude, mais para adaptação às subidas longas com alguns ciclistas. Os que competiram mais tiveram os microciclos semanais ajustados para que poderem inserir qualidade no treino e competirem a um nível elevado, fazendo com que as recuperações fossem cuidadas e ajustadas caso necessário.” Pablo Carrascosa é o líder da Finisher, satélite da Kern Pharma, na Ronde de l'Isard.Créditos: Finisher Talentos a seguir na Ronde de l’Isard É sempre aleatório falar de jovens talentos. Na corrida francesa faltam os franceses: tirando a Total Energie, as demais estruturas profissionais da casa não participam. Também falta o sub-23 mais em forma da época: o britânico Joe Blackmore (Israel) ganhou a Liège e provas por etapas onde correu contra elites (Ruanda, Taiwan e Circuito das Ardenas – nesta última bateu Mathias Bregnhoj da Sabgal-Anicolor). O favoritismo recai sobre a Visma Lease a Bike de Tijmen Graat e Jorgen Nordhagen. São casos sérios de talento, mas o norueguês tem reúne algumas curiosidades que vale a pena partilhar. Como bom norueguês começou no biatlo e no esqui de fundo. Formou-se no clube de Lillehammer como Staune-Mittet e Tobias Foss; em juniores ganhou a Corrida da Paz e a Eroica – eventos da Taça das Nações – e este ano fez pódio na Liège, 9º no Palio del Recioto e 14º no Giro del Belvedere. Jarno Widar é o promissor líder da Lotto-Dstny na Ronde de l'isard.Créditos: Facepeeters México tem duas equipas A Lotto-Dstny fez a dobradinha na edição de 2020 com Xandres Vervloesem e Henri Vandenabeele – que quatro anos depois estagnaram. Este ano trazem dois sub-23 de primeiro ano: Milan Donie veio academia da Ag2r e Jarno Widar do CC Chevigny que é satélite da equipa. Widar passou a sub-23 com 14 vitórias em 2023 e dos dois parece ter melhores condições. Juntos fazem um tandem ao estilo Evenepoel/Van Wilder. De Espanha uma nota para Pablo Carrascosa, vencedor de etapa na Volta à Extremadura. Será ele a liderar a Finisher, satélite da Kern Pharma, que em internamente lidera a Taça de Espanha com Haimar Etxeberria Vai ser giro observar os miúdos da Trinity e da CTF Victorious (na satélite da Bahrain olho em Max van der Meulen). O México tem duas equipas – Petrolike e A.R. Monex – e Jose Ramon Muniz terá que mostrar porque foi o melhor jovem da Volta à Colômbia no meio dos WorldTour. ### NOVA Cervélo Áspero - Mais preparada e versátil A Cervélo não criou a primeira bicicleta de Gravel, no entanto, a marcar afirma ter criado a mais rápida. Em 2019 nasceu a primeira Áspero feita para gravel ao estilo da Cervélo, sendo fiel ao aspeto e rapidez de uma bicicleta de estrada, adaptada à utilização em vários terrenos. O que tem de novo O novo modelo mantém as características originais com a integração de um Trail Mixer na forqueta para o ajuste da geometria de condução de cada um, compatibilidade com espigões telescópicos, opção para montagem de uma bolsa no tubo superior sem a utilização de fitas, espaço para 3 suportes de bidon e protetor incorporado do tubo inferior do quadro. A Evolução O objetivo da Cervélo foi claro: Continuar a apoiar os ciclistas de todo o mundo com uma bicicleta de Gravel rápida concebida para o efeito.Para conseguir chegar ao resultado, tomaram como base o modelo existente da Áspero melhorando apenas os pontos essenciais de forma a torná-la mais moderna, continuando a ser suficientemente resistente para os terrenos irregulares e desafiantes dos atuais caminhos de gravel. Os detalhes importam, os técnicos ainda mais BB’S T47-A O quadro Áspero anterior utilizava o movimento pedaleiro BB Right, sofrendo agora a atualização para os BB’s T47-A que trazem várias vantagens tanto a nível de funcionalidade, como de fiabilidade e performance. BB’s com rosca assimétrica; Mais facilidade de manutenção e reparação; Os BB’s sobredimensionados têm mais superfície, o que aumentaa rigidez estrutural; A marca acredita que transforma os watts em Km/h; Aumenta a estabilidade através do reforço em casos de cargaelevada, como ao curvar; Sem incompatibilidades com potenciómetros do lado do prato. Dropouts com “Trail Mixer” O deslocamento do eixo de aproximadamente 5mm, sem alterar o ângulo do tubo de direção ou a altura dos BB’s, permite que na posição avançada a condução seja mais reativa enquanto na posição recuada a condução seja mais estável. Além da alteração da sensibilidade da condução, este trail mixer tem como função a compensação do Trail com a utilização de rodas 700c ou 650b. Mais folga de pneu As novas escoras oferecem uma generosa folga de 7,4mm. em pneus 700 x 42 mm, não interferindo com o rodar do pneu ao acumular lama. Esta alteração permite ainda a utilização de pneus com 48 mm com rodas 650b. Geometria Gama e preços Para saber mais detalhes e disponibilidade, consulta o site da marca em Portugal AQUI . ### Trek lança seis novos pneus para montanha e gravel A Trek e a marca Bontrager apresentaram uma nova coleção de pneus de montanha e gravel, composta por quatro opções para ciclistas de cross-country e trail e duas opções para gravel. Seis novos pneus Os seis novos pneus foram redesenhados e têm novos compostos patenteados, proteção contra furos e padrões de piso. Cada pneu tem o nome de um destino de ciclismo icónico para o qual foram concebidos: Girona, Betasso, Vallnord, Sainte-Anne, Montrose e Gunnison. Para demonstrar a sua performance, a Trek testou os novos pneus comparando-os com as opções existentes da Bontrager e de outras marcas com produtos na indústria. Construções redesenhadas Sob a superfície de cada pneu encontram-se diferentes construções que foram redesenhadas para proporcionar mais durabilidade: XR, XT, GR e GX. Para o trilho, o XR oferece uma construção de cross-country para velocidade e com proteção contra furos na parede lateral, enquanto o XT oferece uma construção para trilhos mais exigentes com proteção anti-furos de talão a talão e ápex. Os ciclistas que procuram novos pneus para gravel podem escolher entre a construção robusta GX, com proteção contra furos por baixo da banda central de rodagem, e a construção GR para andar mais rápido nas estradas e trilhos de gravel. Ambas têm proteção anti-furos de talão a talão, e, segundo a marca, proporcionam uma melhoria de 350% na proteção contra furos no piso (Betasso RSL GX vs GR2). Novos compostos Na nova coleção existem três novos compostos para montanha e um novo para gravel. Para montanha existem três novas opções: um composto duplo de cross-country, com um piso central mais firme e para rolar rápido e com tacos laterais mais macios; um composto duplo de trail com um piso central de dureza média e tacos laterais macios; e um composto triplo de trail com um piso central de dureza média, tacos laterais macios e uma base que oferece mais suporte. Para gravel a Trek apresenta um novo composto duplo com um piso central mais firme e rápido, com tacos laterais de dureza média. Estes novos compostos, segundo diz a marca, proporcionam até 10% mais velocidade e até 39% mais tração do que a coleção anterior dos pneus que substituem. Novos nomes Os novos pneus para cross-country inclui o Vallnord, um pneu leve concebido para as condições de terreno duro destes trilhos em Andorra, e o Sainte-Anne, um pneu versátil para maior tração e velocidade em condições mistas de rocha, raízes e piso molhado, condições típicas da prova da Taça do Mundo no Quebec. Para os ciclistas de trail, o Montrose é um pneu que combina velocidade, tração e durabilidade, sendo, segundo informa a Trek, ideal para terrenos geralmente duros como os encontrados nos arredores do Black Canyon no Colorado. O Gunnison oferece durabilidade e velocidade próprias para as montanhas do Colorado. O Girona e o Betasso são as duas novas opções de pneus para gravel. O Girona, nomeado em homenagem à cidade catalã, proporciona velocidade total com o pneu de gravel mais rápido e leve da Trek. Para as condições mais difíceis, como as do deserto acidentado do Colorado, o Betasso proporciona maior tração em caminhos e estradas mais exigentes e singletracks moderados. Segundo informa a Trek, os novos pneus foram colocados à prova, com testes comparativos entre os anteriores pneus Bontrager e os principais concorrentes da sua respectiva classe. Os resultados mostraram que os novos pneus têm um melhor desempenho em quase todos os cenários de teste. Os novos pneus Bontrager estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Taça de Portugal de XCO - Lousada No passado fim de semana, decorreu a terceira prova pontuável da Taça de Portugal de XCO (cross-country olímpico) em Lousada, onde Roberto Ferreira e Ana Santos, ambos da Guilhabreu MTB Team, conquistaram os primeiros lugares nas categorias de elite. Categoria Elite Masculina Roberto Ferreira dominou a competição masculina ao completar as nove voltas do percurso em 1h28m37s, deixando Mário Costa, segundo classificado, a uma diferença de apenas 1m2s. Diogo Neves, também da equipa Guilhabreu MTB Team, alcançou o terceiro lugar e foi o melhor sub-23, terminando a prova 1m50s atrás do vencedor. TOP 10 Pos.NomeTempo1FERREIRA Roberto1:28:372COSTA Mário1:29:403NEVES Diogo1:30:264DEBORD Romain1:30:505SINQUIN Emile1:31:276LOPEZ ALVAREZ Saul1:31:447ROSSEL Jules1:31:558BILBAO PEREZ Igor1:33:009CORMIER Jules1:33:0910BARROS Guilherme1:33:31 Categoria Elite Feminina Na categoria feminina, Ana Santos brilhou ao percorrer as sete voltas em 1h24m24s, garantindo assim a vitória. Joana Monteiro conquistou o segundo lugar, ficando a 1m31s da vencedora, enquanto Lara Lois (RG Bikes Scott Team) completou o pódio, terminando a prova dois minutos depois da líder. Créditos: federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 Pos.Nometempo1SANTOS Ana1:24:232MONTEIRO Joana1:25:543LOIS GARCIA Lara1:26:244MÕTTUS Mari-Liis1:30:025GOMES Leandra1:36:426SOUSA Beatriz1:38:587SIMÃO Laura-1 volta8LOPES Catarina-2 voltas9VIAIS Mariana-3 voltas10CASIMIRO Sara-4 voltas A próxima etapa da Taça de Portugal de XCO está marcada para o Fundão, no dia 9 de junho. ### Race Nature Serra da Estrela - Mostramos como foi Fui participar no Race Nature Serra da Estrela, uma prova de BTT por etapas que desafia os ciclistas a explorar a majestosa Serra da Estrela. Esta prova incentiva a prática do BTT na ótica do lazer e de viver a natureza, mas existe uma classificação e quem quer andar rápido e competir, pode faze-lo. O evento combina assim a adrenalina do ciclismo de montanha com a beleza natural da região, proporcionando aos participantes uma experiência inesquecível. Nesta zona do país os percursos são desafiadores, há trilhos técnicos e paisagens deslumbrantes, o Race Nature oferece uma verdadeira aventura aos amantes do BTT, onde a superação pessoal e a camaradagem estão sempre presentes. A prova foi composta por um prólogo de 15 km's. nos arredores de Seia, na qual os atletas efectuavam o percurso em estilo contrarrelógio, seguindo-se depois três etapas na vertente de Cross-Country Maratona (XCM). Créditos: Eduardo Campos - Cabreira Solutions Não obstante a organização se ter visto obrigada a neutralizar a Etapa 2 ao quilómetro 20 pelas más condições meteorológicas ( chuva e neve ), quem se deslocou a Seia para o Race Nature Serra da Estrela saiu de lá com "a barriga cheia" de BTT e com um sorriso nos lábios. Havia possibilidade de participar a Solo ou em Dupla (equipa de dois elementos), participei em Dupla com o Renato Flórido, um grande nome do BTT Nacional. Créditos: Eduardo Campos - Cabreira Solutions No vídeo seguinte mostro a experiência vivida no Prólogo, Etapas 1 e 2, nos próximos dias será publicado no canal Youtube TopCycling PT e nas redes sociais TopCycling.pt o vídeo com a experiência vivida na etapa 3, fica a atento. Vídeos Prólogo e Etapa 1 https://youtu.be/yEbiiCvepIk?si=VnL9A0FSevDZ6ewE Etapa 2 https://youtu.be/ZhyaQewyPHs?si=-Z_8CEMXrguYPN6f ### António Morgado volta a vencer - Segunda vitória em uma semana António Morgado conquistou a segunda etapa da Volta às Astúrias neste sábado, superando um pelotão de cinquenta corredores ao sprint, após percorrer 200 quilómetros sob chuva intensa em Ribadesella. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1784276470396821948 Com esta vitória, o jovem português de 20 anos, UAE Team Emirates, alcançou o segundo triunfo em menos de uma semana, após vencer a Volta a Romagna no último domingo. Morgado impôs-se por escassos centímetros ao espanhol Albert Torres (Movistar) e ao companheiro de equipa mexicano Isaac Del Toro, que manteve a liderança da classificação geral. Para saber mais sobre António Morgado, confere a nossa entrevista exclusiva com o ciclista realizada este ano. https://youtu.be/LT_mmNe5E6E?si=LcIW_THLbQedk2we O compatriota de Morgado, Afonso Eulálio, de 22 anos (ABTF-Feirense), manteve-se em destaque ao integrar o grupo principal, terminando com o mesmo tempo do vencedor. Eulálio desceu para a quinta posição na classificação geral, a 1.18 minutos do líder Isaac Del Toro. Por sua vez, Morgado ocupa o 21.º lugar, a 3.55 minutos do líder, depois de perder tempo na primeira etapa. Créditos: Inês Calvo Vê AQUI a nossa entrevista com Afonso Eulálio. Destaque ainda para o dinamarquês Mathias Bregnhoj, da equipa Sabgal-Anicolor, que está no 20.º lugar, a 3.27 minutos do líder da prova. ### La Vuelta Feminina 2024 - Os pormenores da corrida e as transmissões A 10ª edição de La Vuelta feminina by Carrefour.es e este ano irá acontecer de 28 de Abril a 5 de Maio, prometendo ser ainda mais duro e emocionante, com um total de 8 etapas e 867.5 quilómetros, esta edição apresenta o percurso mais longo da história da corrida espanhola. O pelotão inicia a prova em Valência com um contrarrelógio por equipas e só termina a 5 de Maio em Valdesquí, na Comunidade de Madrid. Pelo meio vai enfrenta algumas tiradas de média e de alta montanha que atravessam oito províncias espanholas. Pontos chave do percurso Destacam-se pela sua dureza a 6.ª etapa, no dia 3 de Maio, com final em alto em Laguna Negra – Vinuesa e a 8.ª, no dia 5 de Maio, com final em alto na estância de Valdesquí. https://twitter.com/Gol/status/1784135645528736204 As Participantes de 2024 Entre as equipas participantes em La Vuelta Feminina by Carrefour encontram-se 12 equipas do World Tour. A grande ausente é a tricampeã em título, a neerlandesa Annemiek van Vleuten, que se retirou no inverno devido a uma lesão. Demi Vollering, Katarzyna Niewiadoma, Elisa Longo Borghini, Juliette, Labous Charlotte Kool, Grace Brown, Ashleigh Moolman, Gaia Realini, Olivia Baril, Évita Muzic ou Liane Lippert são as principais estrelas desta edição e favoritas à conquista da camisola “roja”. Créditos: A.S.O Billy Ceusters Quem será coroada “Rainha” na 10.a edição de La Vuelta feminina? A resposta pode ser vista diariamente nas transmissões do Eurosport entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Data, horário e transmissão em directo na Eurosport: 28 de abril - Etapa 1 - E2 às 15:00 29 de abril - Etapa 2 - E2 às 14:30 30 de abril - Etapa 3 - E2 às 14:30 1 de maio - Etapa 4 - E2 às 14:30 2 de maio - Etapa 5 - E2 às 14:30 3 de maio - Etapa 6 - E2 às 14:30 4 de maio - Etapa 7 - E1 às 16:45 (em diferido) 5 de maio - Etapa 8 - E1 às 16:45 (em diferido) ### A SHIMANO e a LIVE SLOW RIDE FAST apresentam o REBOUND 2024 A Shimano em parceria com Live Slow Ride Fast (LSRF), convida a comunidade global de Gravel a unir-se no próximo dia1 de Junho para o REBOUND 2024. O REBOUND é o maior evento de Gravel a nível mundial e coincide com o UNBOUND realizado simultaneamente, nos Estados Unidos. Em 2023 este evento inspirou mais de 300 mil ciclistas em todo o mundo a pedalar coletivamente uns impressionantes 7 707 377 km. O objetivo do evento para 2024 é mais que duplicar a distância do ano anterior e chegar aos 16 100 000 km, dando a todos os ciclistas a possibilidade de definirem a sua própria aventura a partir da porta de sua casa. O conceito é simples, trace a sua própria rota e pedale uma das distâncias (24, 40, 80, 160 ou 320km). Veja AQUI a nossa aventura no Rebound 2023. Inscreva-se e participe no REBOUND seguindo os pontos abaixo: Crie a sua credencial virtual: https://rebound.cc/pt/?goto=form Junte-se ao STRAVA REBOUND challenge: https://strava.app.link/rebound-by-shimano-lsrf Data: sábado, 1 de Junho de 2024 Hora de saída 06:00 manhã, em ponto Escolha a distância a percorrer (24, 40, 80, 160 ou 320 km) Celebração nas redes sociais no final evento é obrigatória. Hastags #REBOUND2024 e #UnitedInGravel. Sem custos e sem imposição de tempo, apenas diversão. STRAVA Route Builder - trace, planeie e registe o seu trajeto Se não está familiarizado com um trilho perto de si ou pretende aperfeiçoar uma ideia de percursoque já tinha em mente, uma boa ideia será usar o Strava Route Builder. A ferramenta utiliza dados anónimos do Strava para recomendar percursos populares baseados nas suas preferências. Vai ajudá-lo a ligar pontos, melhorar o planeamento e inspirá-lo com sugestões. Pode descobrir e planear uma rota personalizada com mapas 3D e mostra os pontos de interesse da comunidade.Comece hoje a planear e a traçar o teu próprio percurso no STRAVA route Builder:https://www.strava.com/routes/new Junte-se ao REBOUND hoje!Junte o seu teu grupo e avise a comunidade Gravel para agendar o 01 de Junho. Queremos ver as vossasaventuras e a celebração da chegada nas vossas redes sociais. Espalhe a palavra e partilhe as suasaventuras utilizando os hastags #REBOUND2024 e #UnitedInGravel. ### Granfondo Torres Vedras by Rubis Gás - Sucesso a todos os níveis A quarta edição do Granfondo Torres Vedras, organizado pela Cabreira Solutions em parceria com a Câmara Municipal de Torres Vedras e a Rubis Gás, foi um sucesso com inscrições esgotadas a três meses do evento. O fim-de-semana foi animado com atividades para toda a família, incluindo o Granfondinho para crianças e uma caminhada temática guiada. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions O "prato forte" foi no domingo, 1500 participantes partiram com boas condições meteorológicas para descobrir as estradas da região, passando por locais como Turcifal, Arruda dos Vinhos e Santo Isidoro. A subida da Serra do Socorro foi um dos grandes desafios, segundo o relato de alguns participantes, este ano o percurso foi mais duro que na edição anterior. Créditos: Eduardo Campos - Cabreira Solutions No aspecto desportivo, destacaram-se os vencedores Tiago Miranda e Ana Frias no minifondo, João Anunciação e Mariana Viais no mediofondo, e João Jacinto e Priscila Gonçalves no granfondo. Festa do ciclismo proporciona experiência diferente O evento também ofereceu a oportunidade de experimentar um voo cativo em balão de ar quente, proporcionado pela Rubis Gás, que também promoveu a solidariedade social com a iniciativa "Pedalar por uma causa". Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Edição 2025 garantida A autarquia de Torres Vedras elogiou a qualidade organizativa, anunciando também que a próxima edição do Granfondo está garantida e acontecerá a 27 de abril de 2025. Podes ver este e outros eventos de ciclismo na nossa plataforma de Eventos e Inscrições, na qual qualquer organizador pode colocar o seu evento gratuitamente. ### Efeito Tadej Pogacar - Colnago foi comprada e fatura mais do nunca O sucesso de Tadej Pogacar tem provocado um impacto na marca Colnago como nunca antes visto na história da marca italiana. A Colnago já não pertence ao seu fundador Ernesto Colnago, foi adquirida pela Chimera Investments LLC ( grupo do Abu Dhabi) em 2020, algo que se relaciona com o facto do ciclista estar nas fileiras da equipa UAE Team Emirates. Com duas vitórias consecutivas no Tour de France, seis vitórias em monumentos e inúmeras outras conquistas, Tadej Pogacar tornou-se já num dos melhores ciclistas da história do ciclismo, tendo alcançado esse sucesso em bicicletas Colnago, especialmente no modelo V4RS. Créditos: Fabio Ferrari/Lapresse Recitas triplicaram A relação entre o sucesso do ciclista esloveno e o crescimento da marca italiana é inegável. Desde que a Chimera Investments LLC adquiriu a maioria das ações em 2020, as receitas da Colnago mais do que triplicaram. A visibilidade que Pogacar trouxe para a marca, competindo nas cores da Team UAE Emirates e UAE Team ADQ, foi um fator crucial nesse crescimento. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Durante a recente assembleia de acionistas, a Colnago apresentou os números anuais de 2023, que foram extremamente positivos. O volume de negócios ultrapassou os 55 milhões de euros, com um lucro de 14 milhões de euros. Numa altura em que muitas empresas do setor enfrentam algumas dificuldades devido a problemas de inventário, a Colnago parece prosperar, em grande parte graças à parceria com a UAE Team Emirates e Tadej Pogacar. O próprio Nicola Rosin, CEO da Colnago desde 2021, destacou a importância dessa parceria. "O sucesso de Tadej Pogacar nas competições tem sido fundamental para impulsionar as vendas da Colnago e consolidar nossa posição no mercado. Além disso, a compra da marca pela Chimera Investments LLC foi motivada em grande parte pelo potencial que vimos em estar associados a um ciclista de alto calibre como Pogacar." Com Tadej Pogacar como principal embaixador da marca, a Colnago continua a ganhar destaque não apenas nos pódios das maiores corridas do mundo, mas também nas estradas de todo o planeta. ### Taça do Mundo de XCO | Ronda 2 | Araxá, Brasil Araxá, no Brasil, recebeu hoje a segunda etapa da Taça do Mundo de XCO, oferecendo corridas intensas e espetaculares, tanto na categoria feminina como na categoria masculina. (Vídeos resumo no final). Corrida Masculina A corrida masculina desta Taça do Mundo de XCO foi marcada por uma emocionante batalha entre Simon Andreassen e Victor Koretzky. Koretzky demonstrou mais uma vez ser um dos atletas mais consistentes do momento, ao recuperar de um problema mecânico (saltou a corrente) quando liderava a corrida na última volta, para ainda terminar segundo, enquanto que o vencedor da primeira corrida da temporada, Christopher Blevins, teve algumas dificuldades ao cair no início da corrida. Quando Koretzky voltou à frente da corrida, Simon Andreassen e Filippo Colombo pareciam os mais fortes do grupo e tudo seria decidido ao sprint. Koretzky conseguiu colocar-se atrás de Andreassen, que acabou por ter o sprint mais poderoso e vencer a corrida. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1782139571754410101 TOP 10 POSNOMETEMPO01ANDREASSEN Simon01:20:0002KORETZKY Victor+ 0103HATHERLY Alan+ 0104COLOMBO Filippo+ 0105SARROU Jordan+ 1006SCHURTER Nino+ 2307VIDAURRE Martin+ 2308GAZE Samuel+ 3509DASCALU Vlad+ 3910AVONDETTO Simone+ 46 Vídeo resumo https://youtu.be/CBjK_Z64-xk?si=unBYYSnLuku2Z9bA Corrida Feminina A prova feminina foi marcada por um início caótico, com Jenn Jackson e Linda Indergand a assumir temporariamente a liderança. No entanto, Haley Batten e Jenny Rissveds foram as protagonistas, juntamente com Savilia Blunk. Haley Batten mostrou conseguiu a dobradinha vencendo tanto o Short Track (XCC) como no XCO este fim de semana, enquanto Jenny Rissveds ficou em segundo lugar. Savilia Blunk completou o pódio em terceiro, seguida por Alessandra Keller e Anne Terpstra, que fecharam o top-5 do dia. A portuguesa Raquel Queirós terminou no 45.º posto da corrida Elite feminina, enquanto que Ana Santos fez um excelente 11.º lugar na corrida sub-23 feminina. TOP 10 POS.NOMETEMPO01BATTEN Haley01:23:0402RISSVEDS Jenny+ 1703BLUNK Savilia+ 4004KELLER Alessandra+ 01:0505TERPSTRA Anne+ 01:4606NEFF Jolanda+ 02:1007KOLLER Nicole+ 02:1308RICHARDS Evie+ 02:3309COURTNEY Kate+ 02:4410INDERGAND Linda+ 02:50 Vídeo resumo https://youtu.be/heXpFE2Km1A?si=E8sjSOObIfaDFbZA ### Morgado vence Giro della Romagna António Morgado, ciclista da UAE Team Emirates, venceu este domingo (21 de abril) o Giro della Romagna, uma prova de categoria 1.1, corrida em Itália. O ciclista português chegou num grupo de 5 ciclistas, conseguindo superiorizar-se no sprint pela vitória. Giro della Romagna Apesar de ser uma das mais antigas corridas de ciclismo de Itália, o Giro della Romagna não se realizava desde 2011. A edição 86 partiu de Lugo, local histórico da prova, e tinha a meta em Castrocaro Terme e Terra del Sole, ao fim de quase 200 quilómetros. Os primeiros 129 quilómetros eram planos mas depois disso a corrida entrava na sua fase dura e decisiva com os 13 km do circuito de Castrocaro. Este circuito, passado por 5 vezes, tinha como maior dificuldade a subida de Bagnolo (quase 4 km a 6%) com a última passagem a ser feita a 10 km da meta. Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Primeira vitória como profissional Foi numa das passagens deste circuito que António Morgado, a 30 quilómetros para o final, se juntou a outros ciclistas já adiantados. Este grupo de 6 elementos começou a última ascensão a Bagnolo, com 1 minuto de vantagem para o pelotão, vantagem essa que deixava a disputa pela vitória para os corredores da frente. O grupo perdeu um elemento na última subida e chegou ao quilómetro final com 5 homens. O ciclista português de 20 anos mostrou novamente ter uma excelente ponta final, depois do segundo lugar no Le Samyn, e conquistou assim a sua primeira vitória como profissional. No segundo lugar ficou Joan Bou da Euskaltel-Euskadi com Mattia Bais da Polti Kometa a ficar no terceiro posto. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1782046976801997094 Morgado deu assim a 24ª. vitória da temporada para a UAE Team Emirates, sendo o português o 11.º ciclista diferente da equipa dos Emirados a vencer. Para além disso, António Morgado foi também o ciclista mais novo de sempre a vencer esta histórica clássica italiana. Aqui podes ver a nossa entrevista com António Morgado, no início desta temporada https://youtu.be/LT_mmNe5E6E?si=8jYWNz3zHVDf7Itc ### Liège-Bastogne-Liège 2024 Num domingo marcado pelo frio que se faz sentir por terras belgas, os pelotões masculino e feminino lutaram pela vitória na Liège-Bastogne-Liège, uma das corridas com mais história e prestígio do calendário internacional. Corrida masculina A Liège-Bastogne-Liège masculina, cumpriu com o guião já feito antes da prova, já que Tadej Pogačar atacou onde se esperava, sem resposta de nenhum ciclista. Num dia de frio mas em que a chuva deu tréguas, o pelotão tinha 254 quilómetros para percorrer de Liège para Bastogne e de volta para Liège. A fuga do dia foi composta por 9 ciclistas que conseguiram uma vantagem de mais de 4 minutos antes do ritmo no pelotão aumentar. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782018378145644802 A 100 quilómetros da meta, uma queda cortou grande parte do pelotão, com ciclistas como Van der Poel, Pidcock e João Almeida e ficarem cortados. Apesar de terem estado a 1:30m do pelotão principal, este grupo conseguiu juntar-se à frente da corrida. A Alpecin-Deceuninck e a UAE controlaram o ritmo do pelotão até à chegada ao Côte de la Redoute, onde surgiu o ataque de Pogačar a 34 quilómetros da meta. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782043059099701532 O ciclista esloveno conseguiu rapidamente uma vantagem que lhe permitiu chegar a Liège com uma margem de 1:39m para o segundo classificado, Romain Bardet. Na terceira posição ficou Van der Poel que venceu o sprint no grupo atrasado. Este foi o sexto Monumento conquistado por Pogačar e a segunda vez que o ciclista de 25 anos venceu a Liège-Bastogne-Liège. João Almeida, o único ciclista português em prova, chegou na posição 29 a 3:52m do seu colega de equipa. Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej6:13:482 BARDET Romain1:393 VAN DER POEL Mathieu2:024 VAN GILS Maxim,,5 PARET-PEINTRE Aurélien,,6 VANSEVENANT Mauri,,7 MADOUAS Valentin,,8 LUTSENKO Alexey,,9 BILBAO Pello,,10 PIDCOCK Thomas, Resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=evrZFWcdFKU&ab_channel=EurosportCycling Corrida feminina A corrida feminina apesar de ter menos quilometragem que a masculina tinha uma parte final com todas as durezas, num dos dias mais difíceis para o pelotão feminino e numa corrida com espetáculo e incerteza até ao fim. Sarah Gigante da AG Insurance - Soudal Team, adiantou-se ao pelotão e teve a companhia mais à frente de outras oito ciclistas. Na chegada ao Côte de la Redoute, a 35 quilómetros para o final, o ritmo aumentou na fuga e no pelotão, selecionando assim os grupos. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782066052953706875 A distância para a fuga foi desvanecendo à medida que a fuga ia perdendo elementos. Nesta altura Elise Chabbey, Grace Brown e Kim Cadzow resistiram na frente, conseguindo uma vantagem de 3 minutos para o grupo dos favoritos que ia perdendo capacidade de perseguição. Na última subida do dia, a Côte de la Roche-aux-Faucons, a Lidl-Trek impôs um ritmo fortíssimo que reduziu a vantagem para a frente da corrida e preparou o ataque de Longo Borghini. A ciclista italiana foi seguida por Demi Vollering e Niewiadoma. As três ciclistas assumiram a perseguição ao trio de fugitivas. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782076980344520823 As ciclistas da frente foram alcançadas quando faltavam 9 quilómetros para chegar a Liège, deixando um sexteto para disputar a corrida. No sprint final foi Grace Brown a levar a melhor sobre as restantes ciclistas. O segundo lugar ficou para Longo Borghini e Demi Vollering ficou no terceiro posto. Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1 BROWN Grace4:29:002 LONGO BORGHINI Elisa,,3 VOLLERING Demi,,4 CHABBEY Elise,,5 NIEWIADOMA Katarzyna,,6 CADZOW Kim ,,7 VOS Marianne0:528 LABOUS Juliette,,9 BAUERNFEIND Ricarda,,10 FISHER-BLACK Niamh,, https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782081988242858256 ### Tiago Ferreira no pódio da La Indomable Tiago Ferreira, que corre pela Vouzela BH terminou este sábado (20 de abril) a terceira prova da UCI Gravel World Series num excelente terceiro lugar, partilhando o pódio com a lenda espanhola Alejandro Valverde. O ex-ciclista de estrada espanhol, agora com 43 anos, continua a correr pela equipa de gravel da Movistar, a Movistar Gravel Squad, mostrando estar ainda em grande forma. La Indomable A terceira etapa do UCI Gravel World Series, levou-nos até Berja, na província de Almeria. Numa prova com 96 km de distância e 2.400 m de altitude. Alejandro Valverde, vencedor entre muitas outras coisas de 4 Liège-Bastogne-Liège, levou a melhor sobre os seus adversários, depois de uma lesão na clavícula que sofreu em janeiro passado, o ter afastado 3 meses da competição. Tiago Ferreira, esteve na frente da corrida até ao ataque de Valverde a 30 quilómetros para o fim, que lhe deu uma vitória a solo, a segunda consecutiva na La Indomable. O ciclista português chegou na terceira posição, numa corrida que contou com 800 ciclistas. O segundo posto ficou para Hugo Drechou da Groove Gravel. Nas suas redes sociais, Tiago Ferreira mostrou-se muito satisfeito com o resultado: "Sabia que ia ser uma corrida dura pelo desnível e tipo de terreno, mas tornou-se mais dura, dado o nível de participação, o ritmo inicial da corrida e o terreno bem mais duro e técnico do que aquilo que me tinham comentado. No entanto é mais um pódio super gratificante para mim e para os que me acompanham" https://twitter.com/DiarioDAlmeria/status/1781671848964411886 ### IRONMAN Cascais - Fica a conhecer o desafio Num mundo onde o triatlo se tornou sinónimo de resiliência e determinação, Cascais destaca-se como um dos destinos mais emblemáticos para esta modalidade desportiva, desde que em 2017 se realiza o IRONMAN Cascais. Muitos ciclistas embarcam na aventura e desafio do IRONMAN para se colocar à prova, num desafio onde o ciclismo é uma das componentes. A origem do IRONMAN Fundada em 1978 no Havaí, o IRONMAN Triathlon foi o resultado da combinação dos maiores desafios em natação, ciclismo e corrida. A ideia desta competição surgiu quando alguns atletas locais debatiam sobre quem seria o mais resistente: os nadadores, ciclistas ou corredores. Decidiram então criar uma competição que testasse as capacidades dos atletas em todas essas disciplinas. O comandante da Marinha dos Estados Unidos, John Collins, e a sua esposa, Judy Collins, foram fundamentais na concepção e organização do primeiro Ironman. A primeira edição teve lugar em 18 de fevereiro de 1978, com um total de 15 participantes com 226 km de competição, ou seja, 3.8 km de natação, 180 km de ciclismo e corrida de 42.2 km. A partir desse momento, o IRONMAN ganhou fama e atraiu a atenção de atletas de todo o mundo. Com o passar dos anos, o evento cresceu em popularidade e tornou-se um símbolo de resistência e superação pessoal. Video da história do IronMan https://youtu.be/f--8ifeMLRM Presente nos cinco continentes Atualmente, a prova está presente nos cinco continentes. Os atletas competem não apenas pela vitória na prova, mas também pela oportunidade de enfrentar um dos maiores desafios atléticos do mundo. O lema do Ironman, "Anything is Possible" (Tudo é Possível), reflete a filosofia de superação e determinação que define esta competição. O IRONMAN Portugal-Cascais 2024 No dia 19 de Outubro irá realizar-se o IRONMAN Portugal-Cascais 2024, com as provas IRONMAN full distance e IRONMAN 70.3, um evento desportivo desafiante numa combinação única de beleza natural e exigência atlética.  Percurso A jornada começa na Baía de Cascais, onde os atletas terão a oportunidade de nadar nas águas cristalinas do Atlântico. Em seguida, enfrentarão um circuito de ciclismo desafiante, que inclui passagens pelo icónico Circuito F1 do Estoril e Serra de Sintra, proporcionando vistas espetaculares. Finalmente, a corrida leva os atletas por terrenos ondulados, colocando à prova a sua resistência e determinação antes de cruzarem a linha de chegada. “Um percurso acessível, com paisagens de mar azul deslumbrantes, que nos embalam ao som de uma valsa no verde do Parque Natural da Serra, locais históricos onde visualizamos outros tempos tão extraordinariamente inspiradores. Antes, durante e depois da prova - cada braçada, pedalada e passo de corrida – pensado para que os atletas sejam transportados num momento inesquecível, que espero disfrutem intensamente, como nós ao criá-los.” Jorge Pereira, embaixador IRONMAN Portugal Inscrições: Podes ver todos os pormenores sobre as inscrições, datas e preços nos sites dos eventos: IRONMAN 70.3 Cascais IRONMAN Cascais ### Liège-Bastogne-Liège 2024 - Guia das corridas feminina e masculina Corre-se no próximo domingo (21), o quarto Monumento de 2024, a Liège-Bastogne-Liège. Com corridas masculina e feminina a disputar no mesmo dia, a Velha Senhora promete sempre espetáculo e muitas durezas para ultrapassar, quer na estrada, quer com tempo que se tem feito sentir na Bélgica.  Corrida feminina  A Liège-Bastogne-Liège feminina vai para a edição número 8 e, apesar de a distância a percorrer ser quase metade da da corrida masculina, esta é uma das provas de um dia mais duras e espetaculares do ano. Para além das dificuldades do percurso, o tempo frio e ventoso, dificulta ainda mais a vida às ciclistas. Na recente história desta corrida e em sete edições, três ciclistas já conseguiram fazer a dobradinha. Anna van der Breggen venceu as duas primeiras, van Vleuten ganhou em 2019 e 2022 e Vollering que venceu em 2021 e na edição do ano passado. A ciclista neerlandesa tem este ano a oportunidade de vencer este monumento pela terceira vez.  Créditos: A.S.O/ThomasMaheux Percurso  A corrida feminina começa mais uma vez em Bastogne e segue para norte até Liège, tendo no percurso de 153 quilómetros, nove das famosas subidas das Ardenas, mais uma do que na corrida do ano passado. Com uma primeira parte da corrida mais acessível, é na segunda metade que se concentra toda a ação, com oito subidas nos últimos 80 km.  São elas a Côte de Wanne, a Côte de Stockeu, a Côte de la Haute-Levée, o Col du Rosier, a Côte de Desnié, a Côte de La Redoute, a Côte des Forges e, finalmente, a Côte de la Roche-aux-Faucons. Depois de uma curta descida até Liège, a etapa termina em plano até à meta. Percurso feminino  Fonte: Site oficial da prova Favoritas  Demi Vollering dominou a época de clássicas em 2023, vencendo também as três provas das Ardenas. Apesar de ainda não ter encontrado a forma do ano passado, a ciclista da Team SD Worx - Protime é uma das favoritas e pode ter na possibilidade de alcançar a primeira vitória do ano, a motivação ideal. Lotte Kopecky, sua colega de equipa é também uma das favoritas à corrida. Já com 4 vitórias em 2024, a campeã do mundo é sempre letal em provas de um dia e estará na discussão da corrida. A dupla da Lidl-Trek, Elisa Longo Borghini e Shirin van Anrooij já mostraram que são duas ciclistas que trabalham muito bem juntas, como se viu na vitória da última Volta à Flandres. Borghini está num grande momento de forma e é um dos grandes nomes desta prova. Créditos: La Presse Kasia Niewiadoma, conseguiu na passada quarta feira acabar com um interregno de 5 anos sem vencer na estrada, com a vitória na Flèche Wallone. A Campeã do Mundo de gravel mostrou que está em grande forma e consegue suportar duras subidas mesmo com condições climatéricas adversas. Além das ciclistas acima mencionadas, não podemos ignorar a presença de outras corredoras que já mostraram estar em forma esta época, como a britânica Pfeiffer Georgi e a italiana Marta Cavalli. Ambas têm mostrado grande promessa em corridas de um dia e vão querer bater-se com as grandes equipas do pelotão feminino. Juliette Labous, Veronica Ewers, Évita Muzic, Cecilie Uttrup Ludwig são também nomes a ter em conta e deverão estar nos lugares cimeiros a competir pela vitória. Créditos: Lidl Trek/Ross Bell Corrida masculina Enquanto que a corrida feminina tem uma história muito recente, com a primeira edição a ir para a estrada em 2017, na edição masculina a história é outra, já que a primeira edição da Liège-Bastogne-Liège se correu em 1892. Isto faz da La Doyenne o Monumento mais antigo e uma das provas com mais edições disputadas do calendário internacional, com 109 edições.  O confronto entre Van der Poel e Pogačar é um dos mais esperados do ano e aumenta ainda mais o interesse nesta prova que tem em Eddy Merckx o recordista de vitórias com 5. Percurso Os ciclistas do pelotão masculino vão ter 260 quilómetros para percorrer com uma primeira parte mais acessível. Depois da chegada a Bastogne o percurso começa a complicar-se com a chegada das subidas quando os ciclistas voltam a Liège. As subidas, curtas mas duras, continuam à medida que o pelotão se aproxima da meta e vão-se sucedendo. Os ciclistas enfrentam o Côte de Desnié, uma subida de 1,6 quilómetros com uma inclinação de 9,4% a 34 quilómetros da meta. Depois, terão de enfrentar o Côte de la Redoute, onde Evenepoel, ausente por lesão, fez os seus ataques para a vitória nas duas últimas edições.  Segue-se o Côte des Forges (1,3 km a 7,8%) antes dos ciclistas enfrentarem a última subida do dia, o Côte de la Roche-aux-Faucons, uma subida brutal de 1,3 km com 11% de pendente. Fonte: Site oficial da prova Favoritos Foi na Liège-Bastogne-Liège do ano passado que Tadej Pogačar se lesionou e viu a sua preparação para o Tour estragada. A duas semanas do Giro, a forma do ciclista esloveno estará já quase no ponto e quererá terminar a sua campanha de clássicas em grande com uma segunda vitória na La Doyenne. Apesar de terem estado um pouco abaixo do esperado na Amstel Gold Race, Mathieu van der Poel e a Alpecin-Deceuninck vão querer estar dentro da corrida para dar a Van der Poel um Monumento que nunca venceu. Apesar de o percurso não se adaptar propriamente às características do Campeão do Mundo, será interessante ver como o seu poderio se vai comportar nas duras subidas da Liège-Bastogne-Liège.  Apesar de vencer poucas vezes, Thomas Pidcock parece escolher as suas vitórias a dedo e só ganha em grandes provas. Vindo de uma grande vitória na Amstel Gold Race, o ciclista da INEOS Grenadiers vai querer aproveitar a grande forma para vencer o seu primeiro Monumento. Ciclistas como Richard Carapaz, Mattia Skjelmose, Ben Healy ou Stevie Williams, terão também eles uma palavra a dizer e escrever o seu nome na 110ª. edição da Liège-Bastogne-Liège. Portugal vai estar representado na La Doyenne por João Almeida, vencedor desta prova em 2018 na categoria de sub-23. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza A Liège-Bastogne-Liège vai para a estrada no domingo, 21 de abril e será transmitida em direto, no Eurosport 1, a partir das 11:30h. A prova feminina é transmitida a seguir, a partir das 15:55h. ### Specialized lança a nova Creo 2 E5 Comp Alloy A Specialized anunciou o lançamento da sua mais recente bicicleta, a Specialized Creo 2 E5 Comp Alloy. Este novo modelo, destinado a ciclistas de gravel e estrada, promete potência, autonomia generosa e versatilidade num pacote robusto e mais acessível. A Creo 2 mais acessível A Creo 2 E5 Comp Alloy da Specialized destaca-se como uma das opções mais acessíveis da sua gama, graças à sua construção em alumínio. Com esta bicicleta, a Specialized torna a tecnologia e o desempenho da linha Creo 2 mais acessíveis a um público mais vasto de ciclistas, sem sacrificar o design e tecnologia. Design e Construção A Creo 2 E5 Comp Alloy foi meticulosamente projetada e construída para oferecer o máximo desempenho em diferentes tipos de terreno. Fabricada na liga E5 premium, esta bicicleta combina resistência, leveza e compatibilidade elétrica. Com espaço para pneus de até 700 x 47c, a Creo 2 E5 Comp Alloy proporciona uma condução suave e confiante em diversos tipos de superfície. Sistema Turbo SL 1.2 Equipada com o novo sistema TURBO SL 1.2, a Creo 2 E5 Comp Alloy proporciona uma autonomia de até 5 horas. A Specialized diz que este motor tem 33% mais potência e 43% mais binário em comparação com o seu antecessor, que proporciona uma sensação natural de pedalada, tornando a subida de colinas mais fácil e eficiente. Conforto e Controlo A Creo 2 E5 Comp Alloy apresenta o Future Shock 3.0, com 20mm de curso suave no guiador, reduzindo os impactos. Esta tecnologia ajuda a manter as mãos e o guiador firmes, proporcionando uma condução suave e controlada, mesmo em terrenos irregulares. Com uma geometria progressiva, esta bicicleta oferece uma posição de endurance ergonómica, permitindo aos ciclistas desfrutar de longas pedaladas com confiança e conforto. Conectividade e Personalização A Creo 2 E5 Comp Alloy vem equipada com a mais avançada tecnologia da marca, com o objetivo de proporcionar uma experiência de ciclismo intuitiva e personalizável. A MasterMind TCU e a nova aplicação Specialized, permitem que os ciclistas possam afinar os níveis de suporte em tempo real, personalizar os seus ecrãs, gravar as suas voltas e muito mais. Além disso, a integração completa com a aplicação Specialized permite uma afinação avançada e atualizações remotas para garantir que a bicicleta esteja sempre no seu melhor desempenho. Disponibilidade e preço Podes ver as caracterísiticas completas, disponibilidade e preço desta nova bicicleta, aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Nova luz diurna Trek Radar CarBack - Avisa aproximação dos veículos A Trek lançou hoje no mercado a nova luz traseira com tecnologia radar, a Trek radar Carback, para que pedalar na estrada seja mais seguro para todos. As luzes diurnas da Trek têm uma qualidade comprovada por muitos utilizadores, mas faltava no seu catálogo uma luz com estas características. Surge assim a Trek radar CarBack, que inclui uma luz diurna visível a 2 km de distância e um radar para detetar veículos que se aproximam por trás do ciclista. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Sincronização e compatibilidade A CarBack é compatível com a maioria dos ciclocomputadores com GPS e smartwatches, para que os ciclistas possam utilizar os dispositivos que já têm. Para além disso, utilizando a app Trek Accessory emparelhada com a CarBack, os ciclistas podem usufruir de outras funções, como a opção de ver a localização exata dos veículos que se aproximam em tempo real. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Ajuda os ciclistas a detetar a presença de veículos Tal como noutros equipamentos deste género, a tecnologia radar alerta sempre que um veículo se aproxima por trás a uma distância inferior a 240 m. Ajuda os condutores a ver a presença de ciclistas Já testámos várias luzes diurnas da Trek, assim como já tivemos oportunidade de testar a nova Trek CarBack e comprovamos que é uma luz de alta luminosidade durante o dia. Créditos: Marco Miguel - Topcycling A marca afirma que pode ser vista a uma distância de 2 km, não testámos isso, mas sem dúvida que é uma luz que funciona de uma forma que chama a atenção do condutor, mesmo que este não este com os olhos na estrada. Não se limita a funcionar para ser vista, funciona para chamar a atenção, pelo tipo de flash e pela forte luminosidade que emite, mesmo durante o dia. Compatível com smartphones, smartwatches e dispositivos GPS Pode ser emparelhado com a maioria dos principais ciclocomputadores com GPS, smartwatches com GPS e smartphones. Alertas sonoros e visuais Os ciclistas que emparelham a CarBack ao seu smartphone com a app Trek Accessory, podem escolher entre alertas sonoros e visuais, ver a localização exata e em tempo real dos veículos que se aproximam. Design compacto e resistente à água O design compacto da CarBack permite que seja utilizado em bicicletas de tamanho mais pequeno e equipadas com bolsas de selim. A sua entrada para carregamento é resistente à água, para que possa ser utilizada em quaisquer condições. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Créditos: Marco Miguel - Topcycling Disponibilidade e preço Podes ver as características completas, disponibilidade e preço desta nova luz, aqui no site da TREK A nova luz radar CarBack está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. ### NOVO Fox Transfer - Nova geração do Espigão de Selim Telescópico mais robusta e ajustável A Fox acaba de lançar a nova geração do seu popular espigão de selim telescópico, o Fox Transfer. Com base em mais de uma década de experiência em espigões de selim telescópicos, a marca promete uma versão mais suave, robusta, ajustável e funcional do que nunca. Maior Durabilidade e Facilidade de Manutenção O Fox Transfer 2025 foi completamente redesenhado para oferecer maior durabilidade, facilidade de manutenção e ajustabilidade. Agora, com curso ajustável em incrementos de 5 mm e disponível até 240 mm., o novo modelo oferece uma vantagem significativa sobre a concorrência. Redução Significativa na Perda de Ar Segundo a marca, uma das melhorias mais notáveis é a redução de 62% na perda de ar em comparação com o modelo anterior, graças a um sistema vedante totalmente novo. Esta inovação não só reduz a manutenção necessária, como também prolonga a vida útil do espigão, proporcionando uma experiência mais confiável ao utilizador. Aumento no Ciclo de Vida e Facilidade de Atuação Além da redução na perda de ar, a Fox afirma que houve um aumento impressionante de 6 vezes no ciclo de vida do espigão. Incrementaram o vedante do óleo e adicionaram uma borracha de limpeza, resultando em menos manutenção e uma vida útil mais longa. As buchas Ekonol com suporte metálico garantem tolerâncias rigorosas e menor atrito, permitindo uma atuação mais fácil para os ciclistas. Serviço Completo de 300 Horas de Intervalo Outra vantagem do novo Fox Transfer é o serviço completo de 300 horas de intervalo, que os ciclistas podem realizar sem a necessidade de ferramentas especiais. Isso garante uma manutenção fácil e conveniente. Ajuste e Personalização da Pressão do Ar Uma das grandes novidades para 2025 é o ajuste do curso em incrementos de 5 mm sem ferramentas, oferecendo aos utilizadores uma forma rápida e fácil de ajustar o curso do selim. Com uma válvula Schrader para recarga e ajuste de ar, os ciclistas podem personalizar a pressão interna de acordo com as suas preferências de velocidade de retorno. Design Elegante e Desempenho Superior O Fox Transfer tem como objectivo oferecer excelente desempenho e continua com aparência elegante. Com todas estas melhorias, a nova geração do Fox Transfer parece solidificar a sua posição como uma referência em espigões de selim telescópicos. Disponibilidade e preços Podes ver as características completas, disponibilidade e preços, aqui no site da Bicimax. ### A última oportunidade de Gianni Moscon Podem Soudal Quick-Step e Gianni Moscon ser o match perfeito? Italiano que quase pendurou a bicicleta abre o coração ao TopCycling. Cresceu em Livo, localidade situada entre os vales de Nom e Sole. No Norte de Itália há um paraíso com sete mil hectares de campos onde a maçã é a estrela. Quando forem ao supermercado procurem por Royal Gala, Red Delicious, Golden Delicious, Stark Delicious, Fuji, Granny Smith e pelas tradicionais Renetta e Canada. A possibilidade de trincarem uma maçã de Trentino-Alto Ádige é grande. Com sorte até apanham uma colhida por Gianni Moscon. “Cresci no campo. Vi o meu pai trabalhar. Vivo nas montanhas e numa região que viveu uma crise. As pessoas não desistiram, somos gente trabalhadora e procuramos o lado bom de uma má situação. É a minha abordagem à vida. Faço sempre um paralelismo entre agricultura e ciclismo: se não trabalhas o campo há sempre algo que nasce, mas se te dedicares e fores paciente vais colher bons frutos. Se fores preguiçoso a fruta aparece, mas não será boa. O ciclismo é igual: tens o plano de treinos e podes-te comprometer a 100 por cento ou tomá-lo como algo rotineiro. Os resultados serão diferentes.” Gianni Moscon ao TopCycling. Créditos: Wout Beel Nasceu e cresceu no campo A crise a que se refere o italiano data de meados do século 19. Até então fruta e verdura só para consumo das famílias, o vinho era o principal cultivo. Uma praga arruinou as vinhas e os vales perderam população. Os resistentes mudariam a história da região apostando na maçã. “O meu bisavô era ferreiro, só depois nos dedicamos às frutas e às verduras. O meu avô começou com peras e maçãs. Antigamente cada um tinha o seu pedaço de terra para sobreviver. Desde os anos 90 que o meu pai se dedica só a esse setor.” O TopCycling esteve na apresentação da Soudal Quick-Step, em Calpe.Créditos: Wout Beel Match perfeito entre ciclista e equipa Gianni Moscon nasceu e cresceu no campo. Se não fosse ciclista era agricultor. A impressão que deixa no encontro com o TopCycling, em Calpe, é cinco estrelas. Simpático e humilde. Bateu no fundo e tenta reerguer-se. Para trás parecem ter ficado a irreverência e os maus gestos no pelotão. Passou por Sky e Astana, aliás, quando chegou à equipa britânica era um dos melhores sub-23 do mundo. Em 2015 ganhou os Troféus Citta di San Vendemiano, Almar e Palio del Recioto; no Mundial de Richmond perdeu o bronze para Anthony Turgis. Em 2024 chegou à Soudal Quick-Step. A formação da Flandres está enraizada no campo e tem corredores – como Yves Lampaert – que são agricultores e colecionadores de tratores. Foi um match perfeito entre ciclista e equipa… em teoria. “Nunca tinha podido conversar com colegas de equipa sobre tratores. Antes de ser ciclista todos os meus colegas de escola eram agricultores, era a nossa vida. Temos isso em comum com as pessoas da Flandres, por isso espero que esta boa experiência possa resultar em vitórias. Porque não ficar mais tempo na equipa?” Gianni Moscon viveu uma fase complicada na Astana.Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet Pensou em retirar-se no final de 2023 Este ano Gianni Moscon pouco se deixou ver nas clássicas do Norte. Em Roubaix – a prova que venera – nem terminou. O melhor momento foi no Scheldeprijs onde posicionou Tim Merlier para a vitória. O Scheldeprijs é Pro Series. Em corridas de pavé do WorldTour os belgas não ganham desde a Volta à Flandres de Kasper Asgreen (2021)! É justo dizer que Gianni Moscon chegou no pior momento da Soudal Quick-Step nas clássicas do Norte. Nada que assuste um corredor que pensou em retirar-se no final de 2023. “Após a Lombardia saíram-me 25 kg de cima. Estava contente por ter acabado a época e o contrato com a Astana. O mercado está cheio de bons ciclistas e é difícil encontrar equipa, pensei que se não fosse possível encontrar uma boa equipa preferia parar.” Em 2023, no Tour de France, não fechou qualquer etapa nos 30 primeiros.Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Ganha o salário mínimo Um vencedor da Lombardia em sub-23 e gregário de luxo de Egan Bernal quando venceu o Giro em vias de se retirar… aos 29 anos. Patrick Lefevere deu-lhe uma oportunidade, mas foi oportunista. Gianni Moscon ganha o salário mínimo do WorldTour. Com 11 vitórias profissionais, incluindo duas corridas (Arctic Race e Guangxi) e dois títulos nacionais de contrarrelógio, é óbvio que tem mais para dar. “Essa parte de mim está cá. Em 2021 tive a última grande época, os anos da Astana não me servem de referência e 2021 não foi assim há tanto tempo. Posso ser o mesmo corredor, até mais forte, nesta equipa. Além das clássicas da primavera há mais corridas, posso aportar experiência nas grandes Voltas, o importante é estar em boa forma.” Gianni Moscon dominou a Arctic Race da Noruega, em 2016, vencendo em Korgfjellet.Créditos: ASO / G. Demouveaux "Não estava habituado a ir no grupeto" Para trás ficaram duas épocas marcadas por abandonos e problemas físicos. O facto de nunca ter recuperado a 100 por cento arrastou o ciclista para uma espiral negativo. “Quando sofres o ciclismo é duro, quando estás na frente a lutar com os primeiros é fácil. Os estágios e o estar longe de casa nunca foram um sacrifício, mas nos últimos dois anos fiz muitos sacrifícios. Todos os dias a descolar, ver passar os carros, para um corredor como eu… não estava habituado a ir no grupeto. É duro. Veremos o que a época reserva a Gianni Moscon. Se o ciclismo falhar sobram ideias para negócios ligados ao setor agrícola. Em setembro e outubro nem vale a pena procurar por ele: é a época da apanha da maçã e não faltam festas na região de Trentino-Alto Ádige. ### Os novos sapatos de BTT Ride Concepts Livewire A Ride Concepts lançou uma nova Linha de sapatos de bicicleta de montanha, com destaque para o modelo Livewire, que teve uma renovação completa. Com uma construção totalmente nova e uma sola colada costurada para maior durabilidade, segundo a marca, os sapatos oferecem agora uma sensação e controlo aprimorados nos pedais, graças à borracha HighGrip. Os Livewire apresentam uma parte superior assimétrica construída em lona sintética resistente, complementada por microfibra no lado medial. A marca afirma que essa combinação não só protege os pés das intempéries, como permite a circulação de ar, garantindo resistência à abrasão mesmo após várias voltas de bicicleta. Seja para um ciclista experiente ou um iniciante no mundo do BTT, estes sapatos para pedais flat prometem oferecer controlo e conforto. Tamanhos de criança A Ride Concepts introduziu tamanho infantil pela primeira vez, tornando-se uma das poucas marcas no mercado a oferecer calçado de BTT dedicado para a próxima geração de ciclistas. A nova linha de sapatos de BTT da Ride Concepts promete proporcionar conforto, durabilidade e desempenho, atendendo às necessidades de ciclistas de todas as idades e níveis de experiência. Disponibilidade e preços Podes ver as características completas, disponibilidade e preços aqui no site da Bicimax. ### Taça do Mundo de XCO | Ronda 1 | Mairiporã, Brasil A primeira prova da Taça do Mundo de Cross-Country Olímpico (XCO) da temporada de 2024 começou com grande expectativa na cidade brasileira de Mairiporã. Corrida Masculina Na corrida masculina, Chris Blevins destacou-se ao vencer uma corrida emocionante. Desde o início, os ciclistas enfrentaram duras subidas e condições complicadas devido à humidade da região. Quedas e reviravoltas marcaram a corrida, com vários ciclistas a assumir a liderança em diferentes momentos. No entanto, foi Christopher Blevins (que grande parte da corrida não esteve no grupo que liderou a corrida) quem conseguiu lançar um ataque decisivo no final, cruzando a linha de meta em primeiro lugar nesta taça do mundo de xco. O pódio masculino foi completado por Koretzky em segundo e Colombo em terceiro, os que mais ativos estiveram na liderança da corrida. https://twitter.com/eurosport/status/1779587641605804258 TOP 10 POSNOMETEMPO01BLEVINS Christopher01:30:0002KORETZKY Victor+0203COLOMBO Filippo+0304SARROU Jordan+0505VIDAURRE Martin+0506AVONDETTO Simone+2007GAZE Samuel+2008HATHERLY Alan+2109GRIOT Thomas+2310DASCALU Vlad+29 Corrida feminina Na corrida feminina, foi Jenny Rissveds quem brilhou ao conquistar a vitória. A corrida foi marcada por ataques e contra-ataques, com um grupo de ciclistas a lutar de forma intensa pela liderança. Rissveds demonstrou mais uma vez que é uma das melhores na modalidade quando está em forma, lançou o ataque decisivo no final da prova, Haley Batten sofreu uma queda nesta fase, deixando caminho livre para a vitória de sem capacidade de Rissveds. Savilia Blunk e Haley Batten completaram o pódio feminino em segundo e terceiro lugares, respectivamente. https://twitter.com/eurosport/status/1779550192724791721 A portuguesa Raquel Queirós terminou no 39.º posto. TOP 10 POS.NOMETEMPO01RISSVEDS Jenny01:17:1802BLUNK Savilia+2703BATTEN Haley+4504TEOCCHI Chiara+5805NEFF Jolanda+01:0906KELLER Alessandra+01:2407TAUBER Anne+01:4108URBAN Kelsey+01:5709RICHARDS Evie+02:0110COURTNEY Kate+02:02 ### João Almeida nas clássicas das Ardenas | Dias e horários das transmissões no Eurosport Depois das clássicas do Norte, inicia-se hoje (14 de abril) uma nova fase da temporada com o Amstel Gold Race, a primeira das três corridas que fazem parte da semana das Ardenas. Na quarta-feira corre-se a Flèche Wallonne e no domingo, o quarto Monumento da temporada, a Liège-Bastogne-Liège. João Almeida com a UAE Team Emirates é o único português inscrito na primeira das três provas mas deverá ter a companhia da Ruben Guerreiro nas duas corridas seguintes, que vai correr pela Movistar. Amstel Gold Race A 58.ª edição da Amstel Gold Race, a primeira das três corridas do Trítico das Ardenas, liga Maastricht a Berg en Terblijt em 253.6 quilómetros e conta com um pelotão recheado de estrelas como Marc Hirschi, Mathieu van der Poel, Matej Mohoric, Pello Bilbao, Stefan Kung e Thomas Pidcock. Durante a prova neerlandesa haverá muitos muros para superar, alguns deles bem conhecidos dos amantes de ciclismo como o Cauberg ou o Plettenberg. A Amstel Gold Race pode ser vista no Eurosport 1, em direto, a partir das 13:45h. A prova feminina tem igualmente transmissão televisiva a partir das 12:00h. https://twitter.com/ammattipyoraily/status/1779216380346216625 La Flèche Wallone Na quarta-feira, dia 17 de abril, João Almeida volta a entrar em ação nas Ardenas mas agora na Bélgica, na 88.ª edição de La Flèche Wallone. A prova parte de Cherleroi e termina 198.6 quilómetros depois em Huy. Antes da meta, os ciclistas terão de cumprir várias voltas a um circuito nos arredores da cidade, terminando com a duríssima subida ao Mur de Huy. Também conhecida como o Caminho das Capelas, trata-se uma rampa de 1300m com uma inclinação média de 9.3%, chegando a ter 26% na sua zona de máxima dificuldade. Além das habituais estrelas internacionais, João Almeida deverá ter a companhia na prova do compatriota Ruben Guerreiro da Movistar, uma vez que consta na lista de pré-inscritos.  A emissão de La Flèche Wallone arranca no Eurosport 1 a partir das 13:00h. A transmissão da prova feminina começa quando o pelotão masculino cortar a meta, por volta das 16h. Créditos: Matthias Hangst/Getty Images Liège-Bastogne-Liège Para domingo, 21 de abril, está reservada uma das mais importantes provas do ano: a Liège-Bastogne-Liège! É um dos cinco “Monumentos” do ciclismo, junto com a Milano-Sanremo, a Volta à Flandres, a Paris-Roubaix e a Volta à Lombardia e a última corrida do Trítico das Ardenas. A Liège-Bastogne-Liège, também conhecida por “La Doyenne” (A Velha Senhora), cumpre a sua 110.ª edição sendo uma das provas mais antigas da história da modalidade. É considerada uma das provas de um dia mais difíceis do mundo devido à sua distância e percurso exigente e por vezes marcado por condições atmosféricas adversas. O pelotão sai do centro de Liège, rumo a Bastogne, próximo da fronteira com o Luxemburgo, para regressar novamente a Liège. Pelo caminho, os ciclistas enfrentam uma dúzia de curtas, mas duras subidas, entre as quais se destacam os emblemáticos Côte de la Haut Levée, Côte de Saint-Roch ou o Côte de la Roche aux Faucons, uma rampa com uma extensão de 1,3 quilómetros e uma inclinação de 10.5%. A edição de 2024 da Liège-Bastogne-Liège apresenta um cartaz de luxo com estrelas como Tadej Pogacar, Marc Hirschi ou Mathieu van der Poel, já vencedor de dois monumentos na temporada de 2024. João Almeida e Ruben Guerreiro são os dois únicos portugueses na lista de inscritos. Almeida já venceu uma edição da Liège-Bastogne-Liège na categoria de sub-23 no ano de 2018. A Liège-Bastogne-Liège vai para a estrada no domingo, 21 de abril e será transmitida em direto, no Eurosport 1, a partir das 11:30h. A prova feminina é transmitida a seguir, a partir das 15:55h. Créditos: Luc Claessen / Getty Images ### Paris - Roubaix Challenge | Como ir viver o inferno do norte Desde que sigo o ciclismo de uma forma mais intensa que o Paris-Roubaix é a corrida que mais me apaixona, ir assistir era algo que queria fazer e desde que a organização criou a prova amadora (Paris Roubaix Challenge foi criada em 2011), que ir pedalar naquele percurso para sentir o que o pelotão profissional sente (numa escala diferente claro) passou a ser um sonho a realizar nesta vida. Créditos: Sportgraf Tal como outros sonhos, existe o foco, mas existe também o resto da vida a acontecer, pelo que fui adiando e adiando ano após ano, sempre com as razões racionais de qualquer outra pessoa, até que um amigo das bicicletas simplesmente decidiu ir em 2023 e isso fez-me o "click", não iria adiar mais. Daí até ele me confessar que queria regressar foi um instante, ainda em 2023 colocámos em andamento o plano da ida ao Paris-Roubaix 2024 (mais ele do que eu, porque o David Raquel é um craque a planear viagens de bicicleta). Eu e o David Raquel já fizemos umas quantas aventuras de bicicleta juntos, a primeira foi após o confinamento na pandemia COVID-19. Quando autorizaram a população a circular, a primeira coisa que fizemos foi uma aventura de dois dias em modo bikepacking, que podes ver neste vídeo. Neste artigo descrevo a experiência e conto os pormenores, com o objectivo de inspirar e ajudar os que quiserem ir um dia. Pormenores de planeamento  Convém inscreverem-se no Paris-Roubaix Challenge com bastante antecedência, pois as inscrições esgotam todos os anos, além disso, quando se inscrevem não há volta atrás, ou perdem o dinheiro da inscrição ou colocam-se em ação para ir (treinar, marcar férias para a data, preparar bicicleta, marcar estadia, voos, etc.), é melhor fazer tudo com antecedência na minha opinião. No nosso caso a inscrição no evento foi feita em outubro de 2023, tudo o resto foi organizado e pago até janeiro de 2024. Viajámos de avião até Bruxelas. Créditos: Topcycling. O formato da viagem vai depender do budget de cada um, nós fomos de avião até Bruxelas e a partir daí deslocamos-nós de transportes públicos (comboio e autocarro, mas dá para fazer só de comboio), não alugámos carro, nem pagámos transfers (excepto o transfer da organização desde a chegada para a partida na manhã da prova e Uber no dia da corrida profissional para o local onde fomos assistir), pelo que posso considerar que viajámos em versão "low cost". Deslocámo-nos desde Bruxelas para Lille e depois de Lille para Roubaix comboio. Créditos: Topcycling. Se houver capacidade financeira para alugar viatura após viagem de avião, facilita todas estas deslocações. O Paris-Roubaix Challenge  O Paris-Roubaix Challenge é evento cicloturista aberto a qualquer pessoa que faça a inscrição, o organizador é o mesmo da prova profissional e disponibiliza 3 distâncias para os ciclistas entusiastas , 70km., 140km. e 170 km., sendo que a única que tem todos os sectores do pelotão profissional é a distância dos 170km. São seis mil inscritos, distribuídos pelas várias distâncias. A inscrição encontra-se facilmente no site da prova e todas as indicações estão lá descritas, são cerca de seis mil inscrições por ano, distribuídas pelas várias distâncias. Para os nunca participaram num evento fora de Portugal preparem-se para pagar mais e pagar por tudo. (Por exemplo, se querem uma fotografia, esta é paga no momento da inscrição ou comprada após o evento, não há oferta de fotografias). Créditos: Sportgraf Formato Não há classificações, não é uma competição, cada um completa o desafio como quer, seja em modo passeio, seja a competir com amigos ou consigo próprio. Também não há restrições no que respeita à bicicleta a utilizar, eu vi lá bicicletas de todo o género, desde passeio, a BTT, eléctricas, tudo! Só tem que ser uma bicicleta. Como encarei o Roubaix Challenge A forma como eu quis viver o evento foi fazer tudo seguido, dar o meu máximo, encarnar e sonhar que era um profissional e chegar ao velódromo de Roubaix esgotado tal como os meus ídolos, que durante tantos anos vi pela TV. O vídeo da experiência vivida https://youtu.be/yie0-BnrWYs?si=Xp0UY6jHzCqF05IR Preparei-me para ir desfrutar a experiência assim, treinei com a consciência de que iria necessitar desse treino para pedalar no pavet o mais rápido que conseguisse, na minha opinião (que é só uma opinião como todas as outras), o Paris-Roubaix não é uma prova na qual se vá passear, embora tenha visto muita gente a fazê-lo e respeito (qualquer um que complete aquele percurso é de se lhe tirar o chapéu, porque não é fácil para ninguém). Apesar de amador e sem qualquer tipo de "gabalorice", devo dizer que nós passámos bem rápido (num nível amador) por aqueles sectores, na minha cabeça (e provavelmente de outros) eu era um Tom Boonen, sofria os impactos das pedras no guiador, nas pernas, em todo o corpo, mas senti também que ia a voar por aqueles sectores (mas baixinho, a menos 15/20 km/h que os profissionais). Créditos: Sportgraf Apesar dos meus 44 anos, parecia uma criança a sonhar, encarnei um personagem e sentia-me esse personagem, na minha cabeça fui Tom Boonen ou Cancellara por umas horas. Depois de passar o receio de furar, depois de fazer alguns sectores e tomar tacto à coisa o objectivo passou a ser completar os 170kms. com uma média de velocidade superior a 30km/h., conseguimos! A logística da organização para os 170kms. A distância de 170kms. do Paris-Roubaix Challenge é a única que inclui no seu percurso, os mesmo sectores que o pelotão profissional, sendo também a única das três que obriga a uma logística diferente no dia da prova, pois a organização recolhe os ciclistas e bicicletas em Roubaix (chegada), e leva-os para a partida em Busigny. Alvorada 3:15AM, deslocação de Bike para os transfer. Pelas 4:00AM estávamos a colocar bicicletas em camiões. Mais ou menos 1000 bicicletas distribuídas por camiões que têm letras, nós temos um cartão com a letra do camião e autocarro onde vamos seguir. Na partida vamos recolher a bicicleta ao respectivo camião. Autocarro de transfer para o local de partida da distância dos 170kms. (É um opcional pago no momento da inscrição). A caravana dos camiões do Paris-Roubaix Challenge é uma caravana que transporta um valor considerável de bicicletas, já pensaram? Daria um filme do género Oceans Eleven, um grupo planear roubar aqueles caimões cheios de bicicletas. Vamos fazer uma média de 4000€ por bicicleta, 4000€ X 1000 bicicletas, são 4 milhões de Euros. A esperteza Tuga Esperámos e deixamos quase todos passar à nossa frente, com a intenção de deixar as nossas Bikes em último e assim sermos os primeiros a retirar as bicicletas do camião na chegada. Conclusão, tirámos mal a medida à fila, quando íamos entregar as bicicletas o nosso camião  estava cheio, as bicicletas foram no início da fila de outro camião e fomos os últimos a receber as bicicletas na mesma. (Tentar não custa, a estratégia estava lá, é um processo que se vai aperfeiçoando à medida que vamos fazendo vários Paris-Roubaix). Camiões de transporte das bicicletas do tranfer. Os ciclistas vão de autocarro, mas bicicletas neste camiões. É permitido levar um saco com o que o ciclista quiser lá colocar (um peça de roupa por exemplo), que a organização traz de regresso para a chegada. Como a nossa alvorada foi às 3:15, não íamos antecipar mais 20/30 mins para tomar pequeno-almoço, além de que chegávamos á partida com fome, como tugas que somos, preparámos a bela sandes com “Baguete” fiambre e queijo para comer no autocarro do transfer. Achámos que seria o pensamento de toda a gente, só que não. Resultado, três tugas a fazer um pic-nic no autocarro, enquanto belgas, holandeses, ingleses e franceses dormiam (ou faziam que dormiam, porque devem ter sentido o cheirinho das sandes e das bolachas com Nutella do André Rocha). Para enquadrar os procedimentos, convém acrescentar que o David Raquel já tinha feito a prova o ano passado e sabia como era o processo do transfer para os 170km. do Paris-Roubaix Challenge. O treino Não tenho treinador, nem fiz nada de especial, limitei-me a fazer o que gosto (que é andar de bicicleta) com mais regularidade e tentei ter uma alimentação ainda mais saudável. Tendo em conta a experiência como ciclista amador que sou, sabia que tinha que fazer o esforço de pedalar uma média de 10 horas semanais, durante pelo menos uns 4 meses para estar minimamente preparado para este desafio, consegui fazer isso desde outubro de 2023. Uma das provas de preparação para o Paris-Roubaix. Gravel Challenge Albufeira, em janeiro. Créditos da foto: Eduardo Campos Também sabia que pelo meio desta preparação era conveniente participar em alguns eventos, para "esticar o motor" e para estar habituado às dinâmicas de pedalar em grupo neste tipo de eventos. Isto pode não parecer importante, mas mesmo para quem só vai passear é importante porque assiste-se muitas vezes a ciclistas que não sabem pedalar rodeados por mais ciclistas e isto pode causar quedas. Este ano planeei outro grande desafio além do Paris-Roubaix, pelo que optei desde o início do ano em utilizar sempre a mesma marca de nutrição. Não sou treinador nem nutricionista mas pelo que me vou informando é vantajoso habituar o estômago aos géis, barras e bebidas que ingerimos em prova. Neste caso foram 5 horas e 41 minutos, nas quais só utilizei géis e bebida Named Sport (ingeri uns 7 ou 8 géis, mais a bebida Race Fuel e Hydrafit da mesma marca). A Bicicleta Como refiro no início, qualquer bicicleta é aceite para se fazer o Paris-Roubaix Challenge, no meu caso que quis fazê-lo como os ciclistas profissionais, com uma bicicleta de estrada. A bicicleta que levei foi uma Specialized Roubaix SL8 Comp, equipada com Shimano 105 Di2, rodas DT Swiss de alumínio, e pneus Specialized SW Mondo 32mm. É uma bicicleta de estrada inspirada nesta prova e construída para proporcionar ao ciclista o melhor conforto em longas jornadas de pedal, é uma bicicleta que facilita a tarefa no Paris-Roubaix. Deixo-vos o vídeo do teste que fiz a este modelo, depois das imagens do evento falo em pormenor sobre este modelo. https://youtu.be/1fJoRsHFJFs?si=-3Q9UedDk8BnbOJN Só tive o cuidado de fazer foi uma revisão na loja Bike Planet, reforçando a quantidade de líquido tubeless nos pneus, não houve qualquer alteração na na bicicleta para enfrentar o Inferno do Norte, lembrando que esta bicicleta tem um pequeno amortecedor de 20mm. por debaixo do avanço, que é bem vindo neste percurso. Na minha opinião, qualquer bicicleta de estrada que suporte pneus de 30/32 ou 34mm., que seja fiável e vá bem preparada (com revisão feita) oferece condições para se fazer esta prova aproveitando o que ela tem para oferecer. Outro tipo de bicicletas de estrada também o farão (no tempo de Merckx já o faziam com bicicletas muito mais limitadas que as de hoje em dia), mas quanto menos volumoso o pneu, mais pressão terá que se utilizar e menos conforto se terá, logo, mais sofrimento, dificuldade e dureza. O BRUTAL e histórico pavet do inferno do Norte O exilibris do Paris-Roubaix é o empedrado, estradas em paralelepípedos que originalmente foram construídas durante o século XIX na região norte da França, que na altura eram consideradas uma inovação técnica, oferecendo uma superfície mais resistente e durável em comparação com as estradas de terra ou cascalho. Créditos: Topcycling São históricos não só pela corrida mas também porque a sua construção teve como principal objetivo proporcionar vias de transporte duráveis e resistentes para a comunidade local, bem como para facilitar o escoamento de produtos agrícolas e industriais. Durante anos e anos assisti na TV com paixão ao Paris-Roubaix, durante anos e anos pesquisei por informação, escrevi sobre o Paris-Roubaix, vi fotografias do Paris-Roubaix com a brutalidade das imagens das quedas, das mãos e do sofrimento dos ciclistas, da forma como as bicicletas sofrem, da forma como equipas, ciclistas e marcas de bicicletas pensam na melhor forma de se passar naqueles sectores de empedrado da melhor forma possível, mas só quando pedalei os primeiros metros no sector Camphin en Pévèle (quatro estrelas) e no Carrefour de l'Arbre me apercebi realmente de como é duro e “áspero” aquele empedrado. Só vos posso dizer que na TV, nas fotos, tudo o que vemos não dá a real ideia da brutalidade que é passar aqueles sectores, esta opinião é unânime entre todos os amadores que se propõem ir completar aquele desafio. Créditos: David Raquel Quando terminei o primeiro sector no dia em que fomos fazer o reconhecimento, notei o desgaste e força que tinha que colocar nos pedais para progredir, pensei: Como é possível os profissionais passarem aqui à velocidade que vemos a TV? Créditos: David Raquel No fundo é o mesmo espanto de quem já assistiu a etapas de montanha onde passam os World Tour, é impressionante a velocidade deles. Assistir ao verdadeiro Inferno do Norte, a corrida dos World Tour No sábado pedalámos pelo mesmo percurso dos profissionais (menos quilometragem total, mas todos os mesmos sectores de empedrado), no domingo pela manhã fizemos uma pedalada de passeio pela zona e fomos assistir à passagem dos World Tour no Carrefour de l'Arbre. Créditos: Topcycling Ir ao ciclismo é uma festa, é o verdadeiro desporto do povo, não se paga bilhete para ver os ídolos em ação, não há bancadas mais caras e menos caras, quem chega primeiro escolhe o lugar. Créditos: David Raquel Não há restrições de entrada de bebidas ou comidas, cada um leva o seu "farnel" ou prepara-se para o confecionar no local. Não há claques nem rivais, li todos convivem com o "vizinho do lado", conhecem-se pessoas novas, partilham-se experiências, fala-se de ciclismo. Créditos: David Raquel Tudo isto é transversal ao ciclismo em geral, seja o pelotão World Tour ou um pelotão de uma divisão inferior, mas ali assistimos a momentos históricos do ciclismo mundial, assistir à segunda vitória de Mathieu van der Poel e à primeira participação na Paris-Roubaix de António Morgado. Créditos: Jorge Oliveira A história por detrás da fotografia de destaque deste artigo é o espelho de como ir ao ciclismo é uma experiência positiva e enriquecedora. António Morgado na sua primeira Paris-Roubaix. Créditos: Topcycling A fotografia foi tirada por um senhor belga chamado Bernard, que entre todas as fotos que fez da passagem dos ciclistas se apercebeu de que o ciclista da UAE deveria ser português (ele nem sabia que era António Morgado. Não sabia mas vai saber certamente), e perante isto, chamou-me, mostrou-me a fotografia e perguntou-me se queria que me enviasse e assim foi, cedeu-me a fotografia. Creio que esta atitude do senhor Bernard explica bem o ambiente que se vive entre os adeptos de ciclismo que estão a assistir à modalidade nas estradas. Orçamento Sem entrar em pormenores, preparem entre 800€ a 1000€ para uma aventura destas. Se forem dois dias antes do Roubaix Challenge e regressarem no dia depois do Roubaix profissional, para fazer as coisas com calma, serão cinco dias e quatro noites de alojamento, mais inscrição, voo com transporte da bicicleta incluido (que é mais caro), alimentação, pagamento de transportes públicos para deslocações. (Se alugarem viatura para deslocações o orçamento é bem mais alto). Se a paixão é pedalar, vale a pena O que me move é a paixão pelas bicicletas e ciclismo, espero com este tipo de conteúdo inspirar e motivar mais pessoas a desfrutarem da bicicleta e do ciclismo na estrada (e não falo só de pedalar, falo de assistir ao ciclismo), porque na verdade, seja com uma bicicleta melhor ou pior, seja numa prova de ciclismo nacional ou internacional, basta haver vontade e paixão para desfrutar desta modalidade. É certo que para embarcar nestas aventuras não basta haver vontade, também é necessário algum dinheiro, mas há muito ciclismo em Portugal para se assistir e participar, estas coisas "fora de portas" fazemos quando há possibilidade. Créditos: Topcycling Sejamos realistas, pode transformar-se numa modalidade cara sim (como outras), mas seja para praticar ou para viver o ciclismo não é essencial imenso dinheiro, cada um adapta às suas possibilidades. Boas pedaladas a todos. ### Alice Segre no Desertus Bikus  Alice Segre enfrenta o Desertus Bikus com o apoio da Specialized, uma prova ininterrupta que parte de Anglet, no Golfo da Biscaia, e chega a Setúbal, depois de viajar de norte a sul e de leste a oeste de Espanha. Desertus Bikus Inicia este sábado o Desertus Bikus, uma prova de gravel em autossuficiência entre Anglet (nos Pirenéus) e Setúbal, de 1400 km e 14 000 metros de desnível, e que tem grande parte do seu percurso desenhado em Espanha. À saída estará Alice Segre, uma ciclista italiana, residente em Lisboa, que normalmente pedala com uma Diverge e que para a prova utilizando uma Diverge Expert Carbon. Disputado de 13 a 20 de abril, o Desertus Bikus é descrita como sendo um “Rallye Raid em bicicleta que atravessa Espanha, do Golfo da Biscaia à Costa do Sol, em orientação, autossuficiência e sem assistência. Este evento é um tributo às primeiras aventuras do Rally-Raid Paris/Dakar dos anos 80.” Para além da distância e do acumulado, o Desertus Bikus irá passar pelas áreas desertas de Espanha, tais como o Deserto das Bardenas. Quem é Alice Segre? Alice Segre é analista de negócios, apaixonada por cinema e música–toca saxofone. Para além disso é uma verdadeira amante de viagens de bicicleta. Italiana radicada em Portugal, inicia no sábado, (13 de abril), o desafio Desertus Bikus. Cada participante deverá planear o seu percurso, passando por sete postos de controlo obrigatórios, e organizar alojamento e alimentação. Um verdadeiro desafio, no qual Alice tem um objetivo, explorar os seus limites. Em entrevista à Specialized, Alice falou um pouco sobre o ciclismo na sua vida e sobre o Desertus Bikus. Sempre foste ciclista? Que desportos praticaste antes? Comecei a andar de bicicleta a sério (ou seja, não apenas como meio de transporte) há cerca de cinco anos, quando comecei a preparar-me para o Triatlo Olímpico de Berlim. No entanto, enquanto crescia pratiquei muitos desportos: atletismo, natação, ténis, basquetebol e muitos mais. Como integras o ciclismo no teu quotidiano? Os meus dias geralmente são bastante ocupados, mas descobri que as manhãs são o melhor horário para treinar. Costumo acordar cedo (por volta das 5h30 ou 6h) e sair para pedalar. Aos fins de semana posso fazer voltas mais longas e às vezes combino o ciclismo com outras atividades.  O que te inspirou a perseguir este objetivo? Tens experiência em competições de longa distância? Não acompanho de perto o cenário das corridas, apenas alguns atletas específicos nas redes sociais. O meu objetivo surgiu do desejo de me desafiar e explorar os meus limites, tanto mentais quanto físicos. Estudaste a rota? Qual é a área que tens mais curiosidade em visitar? Passei muito tempo a planear e gostaria de ainda mais. Estou especialmente interessada nas vistas do posto de controle número 3, próximo ao reservatório de Buendía. Quantas mulheres estarão na partida? Seremos 45, num total de 320 participantes. Estou ansiosa por as conhecer todas. A corrida percorre cerca de 1400 quilómetros, três países e uma grande variedade de terrenos. Há quanto tempo te preparas e como é o teu treino? A corrida vai ser muito difícil. Treino há cerca de seis meses. No início, concentrei-me em construir uma base, acumular quilómetros e manter um treino consistente. De janeiro até ao final de março, intensifiquei o treino com intervalos estruturados e treinos de VO2 máximo para aumentar a resistência. Agora, na última semana antes da corrida, estou a reduzir o ritmo, com o objetivo de descansar o máximo possível. Para um desafio como este, é essencial ter equipamento fiável. Que bicicleta vais usar e como a preparaste para esta aventura? Quanta carga planeias transportar e em quantas malas? Irei usar uma Specialized Diverge Expert Carbon. Tendo usado um modelo Diverge em todas as minhas viagens longas, tenho total confiança. O principal desafio foi decidir a configuração do meu saco, mas optei por uma combinação que inclui uma pequena bolsa nos extensores, uma bolsa de alimentação, uma bolsa de quadro e um alforje de 16L concebido para facilitar o acesso durante aprova. Acho que carregarei cerca de dez quilos, embora não tenha a certeza do peso exato. Para além da bicicleta Specialized Diverge Expert Carbon, que referiu na entrevista, Alice Segre vai também usar o Capacete Search e os sapatos Recon, tudo artigos da Specialized com reviews e análises que podes ler no Topcycling.   ### Loma, o Novo Capacete Specialized A Specialized apresentou o Loma, o seu novo capacete Loma desenhado para ciclistas que gostam de pedalar em todos os tipos de superfícies. O novo capacete Loma, segundo informa a Specialized, partilha a inovação e performance topo de gama dos capacetes premium S-Works, com uma estética elegante, caracterizando-se por ser um equipamento all-road. Capacete Loma O novo capacete Specialized, segundo a mesma, foi desenvolvido para oferecer conforto e confiança, ao mesmo tempo que oferece ao ciclista um estilo intemporal. O capacete Loma vem equipado com muitas das mesmas características de conforto e ventilação dos modelos premium S-Works Evade 3 e S-Works Prevail 3, além do sistema Mips Essential Core, para gestão adicional de impactos.  Conforto e Ajuste Sistema de Ajuste FS3: Inspirado nos modelos S-Works Evade 3 e Prevail 3, o sistema de ajuste FS3, é, segundo diz a Specialized, facilmente ajustável, graças aos seus divisores de fita Tri-Fix ajustáveis. Base Occipital: O ajuste da base occipital foi retirado dos capacetes premium S-Works Evade 3 e Prevail 3 e permite ao utilizador personalizar o ajuste para um conforto adicional. O novo Loma permite também ajustar o ângulo do capacete para garantir que o capacete e os óculos permaneçam perfeitamente sincronizados. Ventilação 4D Brow Cooling: Retirado também dos capacetes S-Works Evade 3 e S-Works Prevail 3, o capacete Loma apresenta uma solução de ventilação 4D Brow, que deixa um espaço entre o capacete e a testa, direcionando o fluxo de ar para os canais de ar internos. Canais Internos: As entradas de ar internas posicionadas de forma eficiente por todo o capacete aumentam o fluxo de ar, mantendo-o fresco mesmo quando as temperaturas sobem. Mips Essential Core Mips: O capacete Loma apresenta o sistema Mips Essential Core, uma camada de baixa fricção, que permite um movimento deslizante de 10 a 15mm em todas as direções. A Specialized informa que os estudos feitos indicam que este sistema reduz algumas das forças rotacionais transmitidas ao cérebro durante impactos em ângulo. Disponibilidade e preços Podes ver as informações relativas ao novo capacete Loma, como cores, preços e características completas aqui. ### 50 anos do primeiro produto FOX - Celebração traz edições especiais A FOX celebra este ano o 50.º aniversário do primeiro produto desenvolvido pelo seu fundador, Bob Fox, em 1974. Para celebrar esta data, a marca americana traz-nos algumas novidades que, como a Fox diz, têm como principal objetivo elevar o potencial do Mountain Bike. Gold Limited Edition A FOX apresentou uma edição limitada na gama Factory, de forma a celebrar o 50.º aniversário de produtos de suspensão. Com uma cor única que caracteriza a marca, o novo produto dá a oportunidade ao utilizador de ter uma suspensão diferente de qualquer outra.Para além da cor limitada à coleção 2025, também o número de unidades produzidas será muito reduzido, tornando este artigo mais difícil de obter. Grip X2, Grip X e Grip SL Com base nos 50 anos de evolução que acompanharam o desenvolvimento da condução e corridas de montanha, a FOX lança agora 3 novos cartuchos, cada um concebido de raiz. O Grip X2 direcionado para o desempenho em descidas, o Grip X para uma melhor tração em qualquer terreno, e o Grip SL, o cartucho mais leve de XC, que segundo diz a FOX, permite uma sensação de condução excelente. Grip X2 Para criar o derradeiro cartucho, focado nas descidas, a FOX procurou o nível de afinação visto nassuspensões de motocrosse e supercrosse. Enquanto que o Grip 2 tinha um Base Valve com 20 mm de diâmetro e sete anilhas, o novo Grip X2 aumentou a capacidade de ajuste ao alterar o BaseValve para 24 mm com 23 anilhas. Desta forma, segundo informa a marca, o cartucho de suspensão é o mais ajustável e mais suave da FOX para descidas. Os corredores ganham a vantagem de ter mais curso disponível enquanto o pneu está agarrado ao terreno, podendo definir curvas com maior tração, reduzindo a fadiga nas competições. Base Valve com 24 mm de diâmetro - Reduz a pressão ao mesmo tempo que aumenta a sensibilidade, e permite mais espaço para a circulação hidráulica; 23 Anilhas - Afinação de última geração e uma resposta mais rápida aos choques; Equilíbrio de pressão - Mantém uma pressão positiva baixa, permitindo um tempo de resposta do cartucho de 5 a 10 ms aos comandos do utilizador; Disponível para - 34* - 36 - 38 - 40 (*APENAS OEM). Grip X O novo cartucho Grip X, à semelhança do Grip X2, permite o ajuste de compressão de alta e baixa velocidade, com a particularidade de que, quando chega a altura de subir, basta rodar o regulador de compressão de alta velocidade até sentir o último clique. O regulador do Grip X fecha simultaneamente a compressão de alta e baixa velocidade, permitindo uma plataforma firme e uma transferência de potência mais eficiente para os pedais.Para descer basta colocar novamente o regulador de alta velocidade na posição desejada e descer com toda a tração e previsibilidade adicionais. Modo firme - Ativado no último clique da compressão de alta velocidade. Facilmente acessível nas zonas de pedal; Leveza - Menos 120 g que o Grip X2, mantendo a mesma tração e previsibilidade; Ajuste de 3 vias - Rebound e compressão de alta e baixa velocidade, para uma configuração mais fácil e funcionalidade nos trilhos; Disponível para - 34 - 36 - 38 - 40. Grip SL O Grip SL traz-nos um cartucho específico de pouco curso com um peso reduzido.O desempenho do bloqueio no Grip SL é, segundo a Fox, muito firme, permitindo colocar toda a potência nos pedais durante um sprint, mantendo uma oscilação suave quando se apanha um ressalto com o bloqueio ativado, resultando na redução da fadiga e conservação da energia do ciclista.A utilização do regulador de compressão no modo intermédio ou aberto, permite que se sinta um início de curso suave com uma alta eficiência ao pedalar.O Grip SL oferece aos ciclistas o cartucho mais leve de XC com uma sensação de condução que, segundo a marca americana, é inigualável. 3 Posições - Compressão ajustável em tempo real para condições de terreno variáveis. Opção Remote disponível; Bloqueio firme - Com uma pequena oscilação ao apanhar ressaltos para reduzir a fadiga. Leveza - Menos 60 g que o Fit4 na versão de 100 mm; Estrutura otimizada - Específico para suspensões FOX leves, mantém a penalização do peso tão baixa quanto possível; Disponível para - 32 TC - 32 SC - 34SC. Suspensão de XC leve, destinada a maratonas Com menos de 1300 g, a 32 Step-Cast é, segundo informa a FOX, a suspensão de BTT mais leve, feita especificamente para maratonas de XC.Cada parte desta forqueta, desde o chassis ao eixo, foi otimizada com vista à redução do seu peso, que com um arco invertido e uma coroa optimizada, ganha também 40% de rigidez em relação à sua antecessora.Juntamente com o novo cartucho GRIP SL, a 32 Step-Cast é, segundo a FOX, a suspensão de XC de maratona mais rápida, mais reativa e com melhor sensação no terreno e está disponível apenas em 100 mm de curso. Amortecimento para a redução de fadiga O GRIP SL foi concebido especificamente para as suspensões de 32 mm, proporcionando uma sensação de condução destinada para a modalidade de endurance, mantendo o peso total o mais baixo possível. O amortecimento suave na fase inicial do curso, otimizado para pedalar com eficiência, permite ganhar mais velocidade nas secções mais difíceis do trilho. O bloqueio firme é acessível através de regulador de compressão de 3 posições ou de um manípulo montado no guiador. Este modo permite que, quando durante um sprint é exercida demasiada força sobre os pedais, o cartucho tenha uma leve oscilação, de forma a obter um suave amortecimento e reduzir a fadiga do ciclista. Rigidez e Coroa Redesenhada O arco Matrix traseiro foi concebido de forma a aumentar a rigidez da torção em 40%, em relação à anterior 32 SC, minimizando o peso. Como a nova 32 SC está disponível apenas com 100 mm de curso, o arco traseiro tem o espaço necessário para quadros XC.A 32 SC conta ainda com uma nova coroa de alumínio da série 7000, utilizando uma geometria que a mantém forte ao mesmo tempo que foram reduzidas 9 gramas. A coroa tem offset zero com ângulo nos dropouts para atingir o rake de 44 mm, reduzindo a quantidade necessária de alumínio. Características CARTUCHO GRIP SL (VS FIT 4) -65g EIXO KABOLT SL -12g BAINHAS -9g TUBO DE DIREÇÃO ULTRA-LEVE - 11g RIGIDEZ DA COROA OTIMIZADA -9g GUIA DE CABO ULTRA-LEVE -1g TAMANHO DE RODA - 29 CURSO - 100 RAKE - 44 EIXO - KABOLT SL 110 32 STEP-CAST - Apenas na versão Factory ACABAMENTO BAINHAS - KASHIMA TAMANHO DO DISCO - 160 DIRECT POST MOUNT, ATÉ 180 CÂMARA DE AR - FLOAT EVOL TUBO DIREÇÃO - 1.5 TAPER PESO COME - 3.06 LB / 1287 G (32 SC, 29” GRIP SL) (Comprimento do tubo de direção - 165 mm) Podes consultar todas as informações sobre os novos Produtos FOX no site da Bicimax Portugal. ### Um português e um belga entram num bar De uma conversa casual nasceu entre dois aficionados nasceu esta história. Luís Beltrão foi a Roubaix unir Rik Van Linden e Joaquim Agostinho. Imaginem cumprir o sonho de correr a Paris-Roubaix. Foi o que fez o meu colega Luís Beltrão, que pedalou os 170 km da Roubaix Challenge. Para além do desafio físico a viagem vale pela experiência. É uma viagem à França profunda e a oportunidade de conhecer ciclistas amadores de todo o mundo. Quis o destino que o Luís Beltrão se alojasse no mesmo hotel que Gert Van Linden, sobrinho de um craque: Rik Van Linden. O mural que dá as boas-vindas aos participantes na Roubaix Challenge.Créditos:TopCycling Rik Van Linden partilhou pelotão com Eddy Merckx Sprinter robusto e classicómano de referência nos anos 70. Van Linden fechou a carreira em 1982 com 110 vitórias! Supomos que as contas feitas pelo belga incluem kermesses e critérios, já que nas bases de dados não aparecem tantas. Foi um período notável do ciclismo. Rik Van Linden partilhou pelotão com Eddy Merckx e Roger De Vlaeminck. https://www.youtube.com/watch?v=QA1ZSb6oqEQ Van Linden ganhou nove etapas no Giro, quatro no Tour e duas na Vuelta. Anos 50 e 70 viveu-se o auge do automóvel A nível da sociedade o cenário era menos favorável à bicicleta. Entre meados dos anos 50 e 70 viveu-se o auge do automóvel. O carro representava o modernismo, qualquer sítio era bom para estacionar e quanto mais próximo dos centros histórico melhor. Há males que vêm por bem e a crise do petróleo no Médio Oriente, em 1973, obrigou a parar e a refletir. Cidades como Amesterdão e Copenhaga marcaram o caminho na reconquista de espaços públicos para peões e ciclistas. Créditos: TopCycling Ganhou a Paris-Tours como estagiário Voltemos a Van Linden, de nome próprio Rik. Chamar-se Rik e ser ciclista na Bélgica não é para qualquer um. Rik Van Steenbergen (Rik I) e Rik Van Looy (Rik II) deixaram a fasquia elevada. Van Linden não foi um fora de série, mas foi um corredor valioso. Em 1972 ganhou a Paris-Tours como estagiário, venceu etapas nas três grandes Voltas e venceu a classificação por pontos no Tour de France. O irmão Alex também foi pro e competiram parte da carreira nas mesmas equipas. Ainda se lembram de como começou a história? Foi graças a um casual encontro num hotel de Roubaix que iniciamos esta viagem aos anos 70. Rik Van Linden foi colega de Joaquim Agostinho O que não sabíamos é que íamos encontrar outra coincidência. Em 1972 Rik Van Linden foi colega de Joaquim Agostinho na Van Cauter-Magniflex-De Gribaldy. Joaquim Agostinho faleceu a 10 de maio de 1984 Eram outros tempos. Lá fora o fenómeno de Brejenjas corria pela formação belga, em Portugal representava o Sporting. Foi de verde e branco que fez o tri na Volta. O mais notável é que o fez após cair na Volta a Espanha, a caminho de Tarragona. Foi a primeira de várias lesões sérias a nível do crânio. Em Roubaix recordámos Rik Van Linden. Este domingo recordem também Joaquim Agostinho que faria 81 anos. ### Paris-Roubaix 2024 - MVDP A edição 121 do Paris-Roubaix correu-se a alta velocidade e deu-nos mais uma exibição de luxo, num ano onde as glórias a solo se vão acumulando, prometendo deixar a temporada de 2024 na história do ciclismo. Fuga até aos Pavês A fuga do dia foi composta por 9 ciclistas que nunca conseguiram uma vantagem de mais de 2 minutos, numa corrida sempre controlada pela Alpecin-Deceuninck. Antes da entrada no primeiro setor de pavê, situado ao quilómetro 96, o ritmo no pelotão foi aumentando e começou a lutar-se pelo posicionamento, o que levou a uma redução drástica da já pequena vantagem da fuga. A Alpecin Deceuninck de Van der Poel e Philipsen continuou na frente do pelotão, controlando a corrida como fizeram na Volta à Flandres, levando os seus líderes bem colocados, enquanto que os rivais iam perdendo o contacto, caindo ou tendo problemas técnicos que foram reduzindo os elementos do grupo dos favoritos. https://twitter.com/faustocoppi60/status/1776932590919860572 Bis de Van der Poel, Hat-Trick da Alpecin-Deceuninck Num dia onde a Alpecin-Deceuninck não teve falhas, chegava a vez dos seus líderes acabarem o excelente trabalho que a equipa belga fez durante todo o dia. Foi a 60 quilómetros da meta que Mathieu Van der Poel, no setor de 3 estrelas de Orchies, atacou, distanciando-se dos 25 elementos que faziam parte do grupo que estava na frente da corrida. No final deste setor de 1,7 quilómetros, Van der Poel já levava 10 segundos, vantagem que foi aumentando ao longo da corrida, quando os seus perseguidores já se entreolhavam e preparavam a luta pelos restantes lugares no pódio. https://twitter.com/parisroubaix/status/1776969526229303432 O Campeão do Mundo chegou ao velódromo de Roubaix com uma vantagem de cerca de 3 minutos, a quinta maior da história pós Segunda-Guerra, repetindo a dobradinha em Monumentos já conseguida em 2023. No sprint pelos restantes lugares, Jasper Philipsen bateu Mads Pedersen e repetiu o segundo lugar do ano passado, mostrando a força da Alpecin-Deceuninck que venceu os três primeiros monumentos da temporada, feito inédito na história do ciclismo. António Morgado, único português em prova, furou no início da corrida, perdendo o contacto com o grupo dos favoritos, numa altura em que a corrida ia acelerada. O ciclista da UAE Emirates chegou a 15 minutos do vencedor, na posição 87. https://twitter.com/parisroubaix/status/1776986841868067290 Top 10 final PosiçãoCiclistaTempo1 VAN DER POEL Mathieu5:25:582 PHILIPSEN Jasper3:003 PEDERSEN Mads,,4 POLITT Nils,,5 KÜNG Stefan3:156 VERMEERSCH Gianni3:477 PITHIE Laurence3:488 MEEUS Jordi4:479 WÆRENSKJOLD Søren,,10 MIHKELS Madis,, ### Paris-Roubaix 2024 - Guia das corridas Feminina e Masculina Corre-se no próximo fim de semana o Inferno do Norte, a Rainha das Clássicas, o Paris-Roubaix, naquele que é, para muitos amantes deste desporto, o melhor dia de ciclismo do ano.Neste fim de semana cheio de emoção, a corrida feminina corre-se no sábado (6) e a masculina no dia seguinte, domingo dia 7. Corrida Feminina A corrida feminina arranca para a sua 4.ª edição, mas apesar de tão recente, é já uma das corridas mais esperadas do ano ao que ao pelotão feminino diz respeito, tendo nos proporcionado nas edições anteriores, corridas repletas de espetáculo e com vencedoras surpreendentes.Para além disso o Paris-Roubaix feminino tem a particularidade de não se realizar no dia da corrida masculina, tendo um dia dedicado especialmente para as mulheres e outro para os homens. Percurso As ciclistas do pelotão feminino vão ter 148 quilómetros para percorrer, nesta que será a edição com maior distância da recente história desta corrida. Destes 148 quilómetros, 30 serão feitos através dos 17 setores de pavê que integram a corrida deste ano. Tal como acontece na corrida masculina, os setores são classificados de 1 a 5 estrelas, sendo a dificuldade maior, quanto maior for o número de estrelas. Um dos dois setores de 5 estrelas da corrida feminina é o famoso Mons-en-Pévèle, que as ciclistas têm de ultrapassar quando ainda faltarem 50 quilómetros para o final da corrida. É neste setor que pode surgir a movimentação vencedora, apesar de ainda faltarem 11 setores para ultrapassar. Os setores seguintes, apesar de serem classificados com um menor número de estrelas, podem ser determinantes para o resultado final, pois a corrida já vem partida e o cansaço acumulado já se faz sentir. Foi por exemplo num destes setores de menor dificuldade (Templeuve), que Longo Borghini começou a construir a vantagem que lhe deu a vitória em 2022. É já nos 20 quilómetros finais que surge o icónico Carrefour de l’Arbre, o segundo dos setores de 5 estrelas e uma das últimas oportunidades para se dar a estucada final, rumo ao velódromo de Roubaix. Fonte: Site oficial da prova Lista de setores: SetorQuilómetroNomeDistânciaClassificação1766Hornaing / Wandignies3,7****1673,5Warlaing / Brillon2,4***1576,9Tilloy / Sars-et-Rosières2,4****1483,3Beuvry / Orchies1,4***1388,3Orchies1,7***1294,4Auchy / Bersée2,7****1199,9Mons-en-Pévèle3*****10105,9Mérignies / Avelin0,7**9109,3Pont-Thibault / Ennevelin1,4***8b114,7Templeuve – L’Epinette0,2*8a115,2Templeuve – Moulin-de-Vertain0,5**7121,6Cysoing / Bourghelles1,3***6124,1Bourghelles / Wannehain1,1***5128,6Camphin-en-Pévèle1,8****4131;3Carrefour de l’Arbre2,1*****3133,6Gruson1,1**2140,3Willems / Hem1,4**1147,1Roubaix0,3* Favoritas Lotte Kopecky da SD Worx- Protime, não tem tido uma temporada fácil e, apesar da vitória na Strade Bianchi, mostrou estar ainda uns furos abaixo daquilo que já nos habituou na Através da Flandres e Volta à Flandres. Apesar de uma menor recente forma, é uma superestrela e aparece sempre nos momentos importantes e tem de ser considerada favorita na corrida do próximo fim de semana. Lorena Wiebes, companheira de equipa de Kopecky, vem mostrando uma forma superior tendo já vencido este ano corridas de enorme importância como a Gent-Wevelgem e a Scheldeprijs. Apesar de 45.º ser a sua melhor classificação no Inferno do Norte, Wiebes, conseguindo manter-se na frente da corrida, tem sempre no seu poderoso sprint a arma certa para vencer no velódromo de Roubaix. Créditos: La Presse Marianne Vos da Visma-Lease a Bike já ganhou quase tudo que havia para ganhar, e o Paris-Roubaix é uma corrida que a ciclista neerlandesa não tem no palmarés. Está em grande forma em 2024, tendo vencido a Omloop e Através da Flandres. A ausência de subidas no percurso é sempre uma mais valia para a tri-campeã mundial. Outras ciclistas como Lucinda Brand, Pfeiffer Georgi, Alison Jackson, Elisa Chabbey, Elisa Balsamo e Femke Markus, são nomes a ter em conta e que, se conseguirem estar longe de azares, quedas e furos, têm condições para vencer a corrida. Corrida Masculina O Paris-Roubaix masculino, tem muitos mais anos de história e vai para a edição 121. É o terceiro dos 5 Monumentos e desde a sua primeira edição, em 1896, que os ciclistas lutam pela Rainha das Clássicas. Devido à sua dureza e brutalidade, é já uma vitória para muitos ciclistas terminarem esta corrida que tem em Vlaeminck e Boonen os recordistas de vitórias, ambos com 4. O campeão em título é Mathieu Van der Poel e é no Campeão do Mundo que todos os olhos estarão postos. 03/10/2021 - Paris-Roubaix - Mathieu Van der Poel (Alpecin-Fenix), Sonny COLBRELLI (Bahrain Victorious) Percurso A corrida masculina, para além de todas as dificuldades que os pavês proporcionam, tem ainda uns monstruosos 260 quilómetros de distância. Os ciclistas vão percorrer 29 setores que perfazem um total de 56 quilómetros em pavê, sendo que o primeiro, Troisvilles à Inchy, surge já com quase 100 quilómetros percorridos. Apesar dos 29 setores, há sempre três que se sobrepõe aos demais e têm a classificação de 5 estrelas: Trouée d'Arenberg, Mons-en-Pévèle e o Carrefour de l'Arbre. O Trouée d'Arenberg surge quando ainda faltam 100 quilómetros para a meta, mas apesar disso, os seus famosos paralelos tratam sempre de eliminar ciclistas da luta por um dos troféus mais peculiares do desporto. Este ano, a organização optou por colocar antes da entrada neste setor, uma espécie de chicane para que a velocidade de entrada seja mais reduzida e tentar desta forma garantir aos ciclistas uma maior segurança. https://twitter.com/stefanorizzato/status/1775573185171177660 O setor de Mons-en-Pévèle é o segundo setor de 5 estrelas e é aqui que normalmente sai o grupo de ciclistas que disputa a vitória nos 50 quilómetros seguintes. O Camphin-en-Pévèle de 4 estrelas e o Carrefour de l'Arbre de 5, estão separados por apenas um quilómetro e compõem entre os dois, 4 quilómetros de pavés, o que com os 230 quilómetros já percorridos, são a oportunidade ideal para quem tiver com capacidade, fazer o ataque final e separar-se dos demais corredores. Depois disto são 20 quilómetros até Roubaix, ainda com 3 setores mas de menor dificuldade. Chegando ao velódromo, os ciclistas fazem a já tradicional volta e meia antes de cortarem a meta, num dos melhores finais de ciclismo da época. Fonte: Pro Cycling Stats Lista de Setores SetorQuilómetrosNomeDistância (km)Classificação2996Troisvilles to Inchy2.2***28102.5Viesly to Quiévy1.8***27105.1Quiévy to Saint-Python3.7****26111.3Viesly to Briastre3***25122.6Vertain to Saint-Martin-sur-Écaillon2.3***24129.3Capelle to Ruesnes1.7***23138.3Artres to Quérénaing1.3**22140.1Quérénaing to Maing2.5***21143.2Maing to Monchaux-sur-Écaillon1.6***20156.2Haveluy to Wallers2.5****19164.4Trouée d’Arenberg2.3*****18170.4Wallers to Hélesmes1.6***17177.2Hornaing to Wandignies3.7****16184.7Warlaing to Brillon2.4***15188.2Tilloy to Sars-et-Rosières2.4****14194.5Beuvry-la-Forêt to Orchies1.4***13199.5Orchies1.7***12205.6Auchy-lez-Orchies to Bersée2.7****11211.1Mons-en-Pévèle3*****10217.1Mérignies to Avelin0.7**9220.5Pont-Thibaut to Ennevelin1.4***8b225.9Templeuve (L’Épinette)0.2*8a226.4Templeuve (Moulin-de-Vertain)0.5**7232.8Cysoing to Bourghelles1.3***6235.3Bourghelles to Wannehain1.1***5239.8Camphin-en-Pévèle1.8****4242.5Carrefour de l’Arbre2.1*****3244.8Gruson1.1**2251.5Willems to Hem1.4**1258.3Roubaix (Espace Charles Crupelandt)0.3* Favoritos Mathieu Van der Poel é o favorito número um. Depois da vitória na edição de 2023 do Paris-Roubaix, o campeão do mundo chega a voar depois da vitória na Volta à Flandres. Jasper Philipsen, seu companheiro de equipa, tem esta corrida marcada no seu calendário, e juntos formam uma dupla de milhões. Com uma equipa bastante capaz que controlou a corrida na Flandres, os dois ciclistas podem dar o terceiro monumento da temporada à Alpecin Deceuninck. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Mads Pedersen tem feito uma época de enorme qualidade, com vitórias e exibições de luxo. O ciclista da Lidl-Trek já bateu Van der Poel este ano e esteve ao ataque na Volta à Flandres, depois das lesões sofridas na queda da Através da Flandres. A UAE Team Emirates colocou três ciclistas no top 5 da Volta à Flandres, num dia de uma das maiores exibições da história do ciclismo de um ciclista português, António Morgado. Nils Politt e Tim Wellens serão os líderes de uma equipa que pode jogar com os números para tentar bater corredores mais fortes. Créditos: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Por falar em força dos números, a Visma Lease a Bike tem também uma grande equipa, apesar das várias lesões que tiraram a sua estrela, Van Aert, para fora das clássicas. Com o trio Matteo Jorgenson, Christophe Laporte e Dylan van Baarle, a equipa neerlandesa tem muito por onde jogar taticamente e vai tentar colocar um destes ciclistas em condições de disputar a vitória. Stefan Kung, Yves Lampaert, Alberto Bettiol, Biniam Girmay, Oier Lazkano e Joshua Tarling já mostraram ter pernas esta época com exibições de luxo e terão também eles uma palavra a dizer no Inferno do Norte. A corrida feminina vai ter transmissão no próximo sábado na Eurosport a partir das 14 horas. Já a corrida masculina, vai ser transmitida na íntegra com a transmissão a ter início pelas 9h30 da manhã de domingo. ### Diário de uma sub-23 – Daniela Campos Daniela Campos tem 22 anos e acabou com uma seca que durava há 31! A vitória UCI na Guatemala, a aventura em El Salvador e o encanto da Colômbia neste Diário. Foram duas semanas com muitos eventos. Tudo começou em Anadia, na Prova Internacional de Pista. Fiz dois dias de competição com a seleção e numa segunda-feira voei para El Salvador. Comecei a competir logo no dia seguinte com a Eneicat. Fiz dois Grandes Prémios, a Volta a El Salvador e no último dia ainda fiz um contrarrelógio de 25 km. É um país bastante diferente do nosso, uma realidade bastante diferente da Europa. Há que reconhecer o esforço que o governo e a organização fizeram para a realização da prova. Há três ou quatro anos era um país muito perigoso, com muita criminalidade. Com o novo presidente houve essa mudança e o país está mais seguro. Há muitas coisas que precisam de ser mudadas, mas acredito que com o tempo vá acontecer. Após dois anos na Bizkaia Durango, Daniela Campos assinou pela Continental espanhola Eneicat.Créditos: Challenge Ciclista Mallorca Femenina Desligar a ficha quando acabava a corrida Em relação às corridas, ficámos alojadas numa residência universitária dentro de um recinto universitário. Havia uma empresa de catering que tratava dos almoços e dos jantares. Eram comidas muito condimentadas, o que me fez ficar mal da barriga a meio da Volta. Para as provas íamos em autocarros. Cada equipa tinha uma pick-up para staff e bicicletas. As atletas iam de autocarro, com escolta policial, porque para atravessar a cidade era um pesadelo por causa do trânsito. Transferes de duas horas, às vezes, para ir e para voltar. Na corrida era chegar, vestir a correr porque os polícias estavam à espera para começar à hora. Não havia tempo para aquecer ou arrefecer nos rolos. Tínhamos que desligar a ficha quando acabava a corrida. Havia equipas WorldTour, Continentais e todas com o mesmo objetivo que era ganhar. Fez-se a corrida da mesma maneira que na Europa, só mudou a parte da organização, do aquecer, do arrefecer, da preparação para o dia seguinte. A Eneicat estagiou em altitude em Rio Negro, perto de Medellín, na Colômbia.Créditos: Daniela Campos Estava morta Não tínhamos muito tempo de descanso, acordávamos bastante cedo, mas foi uma experiência muito boa. Os dois primeiros foram difíceis por causa do jet lag… estava morta. Entre os Grande Prémios e a Volta a El Salvador houve um dia de descanso pelo que deu para começar a Volta com um 7º lugar no prólogo. No dia seguinte passei a líder da juventude, mas houve uma etapa que como equipa não corremos tão bem e perdemos essa classificação. Subimos na geral, que era o objetivo, foi para isso que fomos para lá já que havia muitos pontos UCI em disputa. Finalizámos bem com a Andrea Alzate em 6ª na geral. No último dia de corrida, após o contrarrelógio, viajamos para a Guatemala. Volta à Guatemala foi muito dura Fomos de autocarro e na fronteira cruzamos a pé. À nossa espera do outro lado estava a organização da outra corrida. Todo esse processo demora bastante e chegámos bastante tarde ao hotel. No início da Volta à Guatemala já tinha 10/11 dias de corrida seguidos, estava exausta. Foi muito dura pelo cansaço com as viagens, as corridas, pelas corridas antes dessa e acabei esse bloco com grande rodagem. Na Guatemala foi tudo semelhante a El Salvador. A única diferença é que é um país que está um pouco mais à frente, tem um bocado mais de tudo digamos. Na corrida não me senti nada bem e na primeira etapa tentei recuperar o máximo possível para tentar lançar a nossa sprinter – Valentina Basilico – que acabou por ganhar. Logo aí deu-nos vantagem na geral e nos outros dias foi controlar. Ganhámos a geral, a montanha, a juventude e finalizamos com uma vitória na última etapa. Dei tudo o que tinha para dar Foi super porque fizemos um trabalho espetacular em equipa. Tínhamos a liderança e tínhamos que controlar a corrida toda já que só quatro segundos de diferença. Sabíamos que nos iam atacar, mas conseguimos controlar. Sentiu-se também o desgaste das outras atletas e tentamos jogar com isso. Eu tinha que trabalhar para a equipa, fizemos um bom trabalho de controlo na frente e a responder a ataques. No final, como a sprinter tinha a camisola amarela, eu tinha que a lançar. Atacou uma atleta a 300/400 metros e eu fui buscá-la, mas as sensações foram boas e continuei. Dei tudo o que tinha para dar, acabei por vencer a etapa e foi bastante bom. Finalizamos super! Agora estou na Colômbia a descansar e a começar a treinar os objetivos do mês de maio que vai ser preenchido. Vim para Rionegro, Medellin. A equipa tem base na Colômbia, um patrocinador grande que é de cá. Uma vez que estávamos a correr na Europa Central decidiram que fazíamos cá o estágio em altitude. Temos alojamento e todas as condições. É um país maravilhoso, com vias para os ciclistas, estou encantada com a Colômbia e poderei voltar certamente. Daniela Campos estará na Vuelta que em 2023 foi ganha por Annemiek van Vleuten.Créditos: Unipublic/Charly López Chegar na melhor forma possível à Vuelta Vou ficar três semanas, depois regresso a Espanha para fazer a Volta a Espanha. O objetivo é chegar na melhor forma possível à Vuelta. Tenho feito quase sempre dois treinos por dia. De manhã faço três horas e à tarde uma hora suave para descontrair da carga da manhã. Para onde quer que vá vou sempre para cima. Estou a fazer trabalho de subida e chego aos 2600 metros, depois fico nos 2500 metros para continuar a trabalhar. O clima é muito húmido porque estamos nas montanhas. Da parte da manhã costuma estar o céu fechado, mas tem estado bom tempo porque há uma vaga de calor. Uma curiosidade é que aqui cortam a água em determinados horários. Temos certas horas para tomar banho e fazer as nossas coisas. Estamos numa zona mais fora da cidade. Os vizinhos do lado têm cabras que nos acordam todos os dias. Estamos sossegadas e tranquilas, é um sítio fantástico para se estar. ### Shimano ESSA - Nova transmissão a preço acessível da Shimano A Shimano acaba de lançar a Shimano ESSA, o seu novo sistema de componentes, compatível com os sistemas dos guiadores de oito velocidades Acera, Altus e Tourney TX. Segundo a marca, este novo lançamento tem em vista simplificar a linha de produtos para ciclistas que procurem componentes robustos, mas mais acessíveis. Além disso é o substituto definitivo para os antigos sistemas de duplo prato e triplo prato. Shimano ESSA Os novos componentes ESSA destinam-se a uma vasta gama de bicicletas, incluindo BTT, bicicletas de fitness e bicicletas de cidade. O perfil de dentes estreitos/largos proporciona uma retenção fiável da corrente nos trilhos, que segundo a marca tem uma gama de velocidades 400% mais alargada, com o Engajamento Dinâmico de Corrente. A Shimano ESSA, é também compatível com os sistemas HYPERGLIDE de 8 velocidades da Shimano.  RD-U2000 Desempenho estável da unidade de tração nos trilhos. Geometria optimizada e tensão da mola que reduzem a queda da corrente; Design de baixo perfil optimizado para terrenos acidentados; Capacidade total: 34 dentes; Roda dentada baixa máx: 45 dentes; SHIMANO SHADOW RD. FC-U2000-1 A forma especial da ponta da engrenagem, melhora o engate e a retenção da corrente o que, segundo a Shimano, permite uma condução mais suave em terrenos acidentados. Opção de cremalheira: 32, 40 dentes; Engajamento Dinâmico de Corrente + (32 dentes). CS-HG400-8 Cassete de 8 velocidades de grande alcance que, segundo a marca, permite um desempenho de mudanças fiável para vários estilos de andamento. Alcance das mudanças: 11-45 dentes (11-13-15-18-22-27-35-45 dentes); HYOERGLIDE. Manetes de curto alcance Com a Shimano ESSA, a marca japonesa expande a linha CUES de 2023 de 11/10/9 velocidades, incluindo agora um design ergonómico e atualizado, destinado para ciclistas com mãos mais pequenas. Com manetes de velocidades push/push distintas e dois botões acessíveis ao polegar junto ao punho, as mudanças de velocidades tornam-se, segundo diz a marca, mais intuitivas e confortáveis, aproximando 20% do guiador, à alavanca do travão. Renovação dos cepos O desempenho de vedação das séries TC600, TC/QC500 inclui rolamentos selados, que têm como objetivo suportar níveis de binário extremos nas conduções mais agressivas em trilhos. A série QC400 inclui apenas rolamentos com vedante de contacto, enquanto que a série QC300 mantém os tradicionais rolamentos de copo e cone. A Shimano informa também que os cepos, FH600 e FH500 com MICROSPLINE, que se destinam a utilização em bicicletas elétricas, são compatíveis com os cubos SHIMANO LINKGLIDE de 11 velocidades. Para além disso podem também ser atualizados de LINKGLIDE para HYPERGLIDE+ de 12 velocidades, facilitando assim a manutenção dos mesmos. Podes ver as características completas, saber pormenores de preços e disponibilidade, aqui no site do importador em Portugal: www.scvouga.pt ### Sapatos Specialized Recon | Fica a conhecer os três novos modelos: 1.0, 2.0 e 3.0 A Specialized acaba de lançar os novos sapatos Specialized Recon 1.0, 2.0 e 3.0, destinados aos ciclistas que pedalam fora de estrada. Com base na filosofia Body Geometry da marca, estes sapatos prometem oferecer óptimo conforto, eficiência e durabilidade. Tecnologia Stride: Equilíbrio entre Rigidez e Flexibilidade Já aplicada na anterior geração de alguns dos Specialized Recon, um dos destaques é a tecnologia Stride, que combina uma rigidez equilibrada para uma transferência de potência eficaz com flexibilidade na sola e no antepé. Esta inovação permite uma experiência mais confortável ao caminhar fora da bicicleta, uma vez que o sapato flexiona quando necessário, mantendo-se rígido e eficiente durante a pedalada. Esta versatilidade é especialmente útil quando os ciclistas se encontram fora dos trilhos e precisam de enfrentar terrenos acidentados, ou para os que enfrentam longas jornadas de bicicleta e preferem o conforto, em vez do alto desempenho. Body Geometry Os sapatos Recon são desenvolvidos com base na tecnologia na já conhecida tecnologia Body Geometry, que visa melhorar o conforto, a performance e reduzir o risco de lesões. Com características patenteadas como a Cunha Varo, Arco Longitudinal e Botão do Metatarso, estes sapatos têm como objectivo proporcionar uma experiência de pedalada mais eficiente e livre de dor. Versatilidade para todos os níveis de ciclistas A linha Recon oferece opções para todos os tipos de ciclistas. Os Recon 3.0 são para aqueles que buscam o máximo desempenho, com características semelhantes aos sapatos S-Works, mas com um design e preço mais acessível. Specialized Recon 3.0 Os Recon 2.0 são direcionados aos ciclistas que enfrentam estradas de terra e trilhos desafiadores, com o objectivo de oferecer conforto e eficiência num conjunto durável. Specialized Recon 2.0 Por fim, os Recon 1.0 são para ciclistas iniciantes ou para aqueles que valorizam a confiança e funcionalidade em subidas íngremes ou sessões de treino pós-trabalho. Specialized Recon 1.0 Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, as cores, os preços e características completas destes novos sapatos, aqui no site da marca: www.specialized.com/pt/pt ### Specialized Search | Review detalhada deste novo capacete Tenho utilizado o novo capacete Specialized Search durante mais de um mês nas minhas pedaladas, e posso passar-vos uma opinião bem fundamentada sobre este capacete, na data de lançamento do mesmo. Um capacete para tudo A Specialized anuncia-o como um capacete direcionado à aventura e é verdade, este novo capacete apresenta uma série de características interessantes que podem fazer a diferença em longos dias na bicicleta. No entanto, considero que pelo seu design, funcionalidade, conforto e até mesmo o preço, este é um capacete versátil e a ter em conta por um grande espectro de ciclistas, seja por aquele que utiliza bicicleta de btt, gravel, estrada ou mesmo aquele que utiliza a bicicleta como meio de transporte. Design e Conforto O Specialized Search tem um design moderno e limpo, combinando elementos de inovação e desempenho derivados do topo de gama S-Works, com um foco na funcionalidade para ciclismo de aventura. Tem umas entradas de ar generosas na parte frontal, não escondendo a inspiração no S-Works Evade, que oferecem uma boa ventilação para garantir que a cabeça permaneça fresca, ainda que só tenha tido a oportunidade de o testar em dias frescos de inverno e início de primavera, pelo que mesmo com um capacete menos ventilado a cabeça estaria fresca na mesma. Para se testar bem esta capacidade num capacete são necessários dias mais quentes e fazer alguma altimetria, para ver como é a experiência em subida, quando estamos em esforço e a rodar em baixa velocidade (sem grande deslocação de ar). Não testei nessas condições, mas pelo design parece ter uma ventilação satisfatória. O sistema de ajuste FS3 e o ajuste da base Occipital, provenientes dos capacetes S-Works Evade 3 e S-Works Prevail 3, permitem um ajuste natural e confortável. Embora o peso de 290g. (em tamanho M) não seja fantástico, é aceitável para um capacete neste patamar de preço e não se nota desconfortável. Funcionalidade Uma das características mais distintivas do capacete Search é o sistema de armazenamento de óculos, que apresenta umas abas de borracha ocultas. Este sistema mantém os óculos seguros e livres de ruídos, mesmo quando baixamos a cabeça durante a pedalada. Além disso, o espaço entre o capacete e a cabeça é mantido livre, eliminando algum desconforto por vezes causado pelo armazenamento dos óculos. Notei que em alguns modelos de óculos que possam ter curvatura nas hastes, ou que tenham as hastes ligeiramente mais grossas, esta funcionalidade tem algumas limitações, pois custa ligeiramente a encaixar e desencaixar os óculos, aconselho que testem com os vossos óculos antes de fazer a compra. Segurança Embora muitos ciclistas valorizem o aspecto e design do capacete, quando se olham no espelho e verificam se fica "nice" ou não, a segurança é a principal característica a ter em conta na compra de um capacete e o Specialized Search oferece características que inspiram confiança. Não obstante ser um capacete com um preço que considero de gama média, este capacete tem a tecnologia Mips Evolve Core Solution, que permite um movimento deslizante em todas as direções, reduzindo as forças rotacionais transmitidas ao cérebro quando existem impactos angulares. Em resumo O capacete Specialized Search é uma escolha muito válida para ciclistas que procuram um capacete versátil e funcional, seja para aventuras na sua bicicleta de gravel, btt, estrada, ou mesmo para utilizarem nas suas deslocações, pois combina bem tanto com roupa de ciclismo como com roupa mais casual. Pelo preço de 150,00€, tem um design moderno e combina inovação (com sistema Mips Evolve Core Solution), desempenho (pois parece ter uma boa ventilação), funcionalidade (pelo sistema de armazenamento de óculos e conforto. Disponibilidade e cores Podes ver todas as cores e as características completas do novo Specialized Search aqui no site da marca: www.specialized.com/pt/pt ### NOVA Trek Verve+ 1 LT - Facilidade nas deslocações diárias A Trek ampliou a sua gama de bicicleta elétricas orientadas para o conforto com a nova Trek Verve+ 1 LT. Esta bicicleta elétrica urbana, destina-se aos ciclistas que procuram uma potência extra para encurtar o tempo nas suas deslocações diárias, sem que tenham de possuir uma bicicleta com um peso exagerado. Motor compacto e potente A nova bicicleta elétrica da Trek, vem munida de um motor Hyena que, segundo informa a marca é extremamente leve e durável. Está localizado no cubo da roda traseira o que ajuda a reduzir o peso total da bicicleta em cerca de 4,5 kg. Esta bicicleta elétrica, segundo a Trek tem uma assistência de até 25 km/h, 40 Nm de binário e 56 km de autonomia. Características e equipamento A Trek Verve+ 1 LT pesa cerca de 18 kg e vem com equipamento característico da Verve+, como o selim suave e os punhos ergonómicos. Os controlos no guiador, permitem também que os ciclistas alterem as mudanças ou os modos de assistência. Esta nova bicicleta da Trek está equipada de série com porta-bagagens, guarda-lamas e luzes e está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### António Morgado, o novo fenómeno mundial O 5º lugar na Volta à Flandres é histórico para Portugal e tem transcendência internacional. Olhamos para a história e estatística do ciclismo. António Morgado tornou-se o mais jovem a fazer top cinco num Monumento desde Joseph Wouters, em 1962. O belga Wouters foi 4º na Liège-Bastogne-Liège, mas o mais precoce da história é Valeriano Zanazzi, que com 19 anos foi 8º lugar na Milão-Sanremo de 1945. Lendas como Eddy Merckx e Giuseppe Saronni superadas por um português! O belga por 212 dias e o italiano por 114. “Aprendi que posso lutar por grandes corridas também. Antes desta prova não acreditava que este ano era possível, agora estou motivado para lutar. [Sobre as clássicas do pavê] Estou a começar a gostar, é um novo desafio.” António Morgado https://www.youtube.com/watch?v=LT_mmNe5E6E Dominar Oude Kwaremont e Paterberg São 20 anos e 63 dias de vida. Em pouco tempo o Bigode Voador passou de raramente correr no pavê a dominar Oude Kwaremont e Paterberg. Uma das exceções no empedrado foi o Europeu do ano passado. No Vamberg, situado no Limburgo neerlandês, António Morgado colocou Portugal nas 15 melhores nações em sub-23. Este ano subiu o nível e correu a campanha de clássicas do Norte. Oito corridas prévias à Volta à Flandres onde o 2º lugar no Le Samyn foi o ponto alto. Créditos: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency "Senti que podia lutar pelo top 10" Quando outros quebraram, o ciclista de Salir do Porto começou a desfrutar da corrida. É a essência dos Monumentos: evitar os percalços antes das duas horas finais de prova e ligar o turbo quando outros mal conseguem dar uma pedalada. “No princípio doía-me a cabeça, tentei acabar a corrida porque era o objetivo. Esta era a minha corrida preferida para estar bem. Eu e o meu treinador trabalhamos para isso. A meio da prova comecei-me a sentir super bem, mesmo super, super bem e nessa parte senti que podia lutar pelo top 10. Sofri muito porque o meu posicionamento ainda não é bom.” Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency "Corremos para ganhar" Pela primeira vez na carreira o português superou a barreira dos 250 km em competição. Fê-lo num dos Monumentos tecnicamente mais difíceis e num dia chuvoso. Foi o reflexo de uma grande corrida da UAE-Emirates. O bloco esteve sólido com Nils Politt 3º, Mikkel Bjerg 4º e Tim Wellens 12º. “O plano era ganhar porque somos a melhor equipa e corremos para ganhar. Tínhamos o Nils como líder e no final tentei ajudá-lo a chegar ao pódio.” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Flandres 2024: Mathieu van der Poel de outro planeta A Volta à Flandres de 2024 marcou mais uma vez a temporada de ciclismo, o segundo monumento da temporada ofereceu espetáculo e emoção com Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck) a conquistar a sua terceira e histórica vitória nesta prestigiada corrida. (Vídeo resumo no final). Como escrevi na antevisão da corrida, este ano o percurso teve 270,8 quilómetros, uma distância de monumento, com a dificuldade dos implacáveis "muros" belgas em pavet, ao que se juntou umas condições climatéricas adversas, tornando a Flandres 2024 numa edição épica para todos os ciclistas. Já se sabe que a estratégia e a colocação são elementos chave nesta corrida, tendo em conta o favoritismo de Mathieu van der Poel, as equipas tinham que fazer algo de diferente e foi o que aconteceu, a corrida começou a ser mexida desde muito cedo. https://twitter.com/RondeVlaanderen/status/1774410618293887083 A cerca de 100 quilómetros do final, Mads Pedersen abriu um espaço para o pelotão, tentando fazer algo de diferente para desmontar a Alpecin-Deceuninck e o super favorito Mathieu van der Poel. Ainda com as mazelas da queda sofrida na Dwars para Vlaanderen Pedersen foi um verdadeiro "Viking", apesar de ser alcançado foi um dos inconformados do dia. O momento chave no Oude Kwaremont A segunda passagem pelo icónico Oude Kwaremont marcou a seleção final, onde a equipa da Movistar demonstrou audácia surpreendendo com Ivan Cortina e Lazkano, que tentaram desafiar o domínio de Van der Poel. No entanto a chuva intensa e o pavet escorregadio acabaram por transformar a bravura num resultado menos bom, com Cortina a ter problemas mecânicos, deitando por terra o seu esforço nesta Volta à Flandres. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1774429751630868509 Perante as dificuldades de Cortina e muitos outros no Oude Kwaremont, Van der Poel não desperdiçou a oportunidade e lançou um ataque impressionante a mais de 40 quilómetros da meta, deixando os outros ciclistas a perseguirem-no na distância. A sua vitória a solo foi inquestionável, deixando os adversários a mais de um minuto. Numa prova onde tudo pode acontecer, Luca Mozzato (Arkéa - B&B Hotels) e Michael Matthews (Team Jayco AlUla) surpreenderam ao terminarem no segundo e terceiro lugar do pódio, mas Matthews acabaria por ser desclassificado por sprint irregular no final. Com esta vitória, Mathieu van der Poel começa a consolidar-se como uma lenda do ciclismo, é a terceira vitória na Volta à Flandres, o holandês terminou os 16 Monumentos que disputou, com quinze top 10, nove pódios e cinco vitórias. É um Extraterrestre. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1774457598453907587 António Morgado faz história com 20 anos de idade Para nós portugueses o grande destaque vai para o jovem António Morgado, que aos 20 anos alcançou um incrível 5.º lugar, fazendo história como o melhor resultado de sempre de um ciclista português na Volta à Flandres. Créditos: Sprint Cycling Agency / UAE Team Emirates É de realçar que António Morgado participou pela primeira vez num monumento do ciclismo. Os Monumentos são provas com distâncias longas e onde os melhores ciclistas do mundo procuram um bom resultado, pela carga histórica e prestígio das mesmas. Apesar de não estar adaptado a este tipo de distância e corridas, Morgado faz um resultado soberbo, demonstrando que pode vir a ser um ciclista de referência futuramente neste tipo de corridas. Vê a entrevista do Topcycling com António Morgado https://youtu.be/LT_mmNe5E6E?si=jR_NUPXjZOfHwRWD TOP 10 Pos.NomeEquipaTempo1Mathieu VAN DER POELAlpecin - Deceuninck6:05:172Luca MOZZATOArkéa - B&B Hotels+1:023Nils POLITTUAE Team Emirates--4Mikkel BJERGUAE Team Emirates--5António MORGADOUAE Team Emirates--6Magnus SHEFFIELDINEOS Grenadiers--7Oliver NAESENDecathlon AG2R La Mondiale Team--8Dylan TEUNSIsrael - Premier Tech--9Alberto BETTIOLEF Education - EasyPost--10Toms SKUJIŅŠLidl - Trek-- Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=VFz1J6JLyZ4 ### “Prova de ciclismo, pare por favor” Como se garante a segurança numa prova de ciclismo? Isabel Fernandes foi ao Algarve e ao Alentejo com a GNR para nos contar tudo. O título do artigo é a típica frase de abordagem por parte da GNR aos condutores durante uma prova de ciclismo e antes da chegada dos corredores ao local. Um Destacamento de Trânsito Eventual (DTE), como é denominado este grupo de militares da GNR, é composto por motos e ligeiros. Tem um número de efetivos variável que depende das características da prova e do número de participantes. Desde sempre a GNR acompanha as provas de ciclismo através de um DTE. Até 2017 esse destacamento era formado por militares da região onde se desenrolava cada prova. Era mais uma tarefa relacionada com o trânsito, existindo “apenas” um manual de procedimentos de segurança para provas de ciclismo criado pela Federação Portuguesa de Ciclismo, a Associação Nacional de Árbitros de Ciclismo e o Comando Geral da GNR. Créditos: João Fonseca Dois comandantes e cerca de 40 batedores em 2024 A partir de 2018 a GNR passou a ter um DTE para as provas de ciclismo, com um comandante e batedores escolhidos de todo o país e que fazem as principais provas de ciclismo. O número de provas realizadas pelo “DTEv Ciclismo” também tem vindo a aumentar. Este ano há dois comandantes e cerca de 40 batedores, entre efetivos e reservas. Garantem todas as provas internacionais em Portugal, com excepção do Troféu Joaquim Agostinho e da Clássica da Arrábida, e incluindo as visitas da Volta a Espanha ao território nacional. Nas duas provas internacionais por etapas já realizadas este ano, Algarve e Alentejo, tivemos a oportunidade de ver no terreno todos os elementos do grupo de 2024. Créditos: Podium Events Militares com experiência no ciclismo Como é que esta alteração melhorou a segurança das provas de ciclismo? São escolhidos militares com experiência no ciclismo, formação específica a nível da GNR para conduzir em provas de ciclismo. Têm ainda a componente de formação específica da Federação Portuguesa de Ciclismo, com o objetivo de compreenderem a dinâmica da modalidade e o papel dos membros da caravana. A segurança de uma prova sempre foi o elemento principal da prova e seria impossível garanti-la sem a presença dos elementos das forças de segurança. A caravana é uma equipa única e que tem de trabalhar em harmonia, apesar de cada um ter uma função. Ninguém consegue o sucesso de uma prova de ciclismo trabalhando isoladamente. É bom ouvir um batedor da GNR dizer: “Capitão, há muito vento lateral em xxxx, há possibilidade de abanicos.” Finalmente conseguimos criar uma só caravana, uma equipa onde todos falam a mesma língua! Créditos: João Fonseca Reconhecimento total do percurso Como trabalha este grupo de militares para garantir a melhor segurança possível durante uma prova de ciclismo? Além da preparação já referida no início do ano, o Comandante do DTEv GNR da prova faz o reconhecimento total do percurso com antecedência. Depois solicita à GNR ou PSP de cada localidade os meios necessários para a passagem segura da caravana. Este trabalho é realizado pelo diretor da prova em colaboração com o responsável pela segurança. Já na prova esta equipa faz briefings e debriefings sobre as etapas e planeia a tática do dia seguinte. Isabel Fernandes seguiu o DTE da GNR na Algarvia e na Alentejana. Aproveite, saia do carro e desfrute da prova O DTEv divide-se em duas equipas operacionais. Uma é composta por um ou dois ligeiros e motos que circulam cerca de 15 minutos avançados em relação ao pelotão. Estes militares têm a função de parar os veículos em sentido contrário e fazê-los estacionar fora da estrada; também fazem avançar os veículos no mesmo sentido da corrida. É o trabalho de limpeza do percurso para que quando os ciclistas passem não haja obstáculos (p. ex. veículos) que coloquem a segurança em causa. Estas viaturas estão identificadas por um autocolante vermelho com a inscrição “PROVA DE CICLISMO” e a abordagem é, como ouvi por várias vezes: “Prova de ciclismo, por favor desligue o carro e mantenha-se aqui até à passagem do carro da GNR com autocolante verde e a inscrição "FIM DE PROVA". Aproveite, saia do carro e desfrute da prova. Obrigado pela colaboração!” A segunda equipa garante que os veículos se mantiveram parados e a via desimpedida como indicado pela primeira equipa. É composta pela viatura do comandante e o número de motos necessárias para acompanhar os grupos de corredores. Atrás do carro vassoura, que fecha a caravana, circula a viatura da GNR com o autocolante verde e a inscrição “FIM DE PROVA”. Este indica aos condutores que podem retomar a marcha e que o ciclismo agradece a colaboração. O capitão Vieira em ação durante a Volta ao Algarve.Créditos: João Fonseca Volta à Espanha será um novo desafio Como são geridas as duas equipas e uma caravana de muitos quilómetros? O comandante gere todas as operações e reajusta a tática de acordo com as situações de corrida. Via rádio comunicam o comandante e todos os veículos das forças policiais; também o diretor da organização, o responsável da segurança, o presidente do colégio de comissários, os serviços médicos e as motos de segurança civis que sinalizam os locais perigosos do percurso. Este ano a Volta à Espanha será um novo desafio para o DTEv Ciclismo da GNR. É também a oportunidade para alargar o savoir faire das nossas forças policiais. Da nossa parte podemos passar a mensagem a todos os contactos sobre o significado dos dísticos vermelho “PROVA DE CICLISMO” e do verde “FIM DE PROVA”. A segurança de todos é responsabilidade de cada um de nós. O TopCycling agradece à Isabel Fernandes e aos membros do DTE da GNR a disponibilidade. Isabel Fernandes com o capitão Fonseca da GNR durante a Volta ao Alentejo. ### Tour de Flandres 2024 - O percurso, as equipas e os favoritos Criado em 1913, o Tour de Flandres ( Ronde van Vlaanderen ), cumpre este ano a 108.ª edição. Famosa pelos seus "muros’" - subidas acentuadas em empedrado - o Tour de Flandres cria muitas dificuldades aos ciclistas pelo tipo de percurso e longa distância. O percurso A partida terá lugar em Antuérpia, com os ciclistas a rumar à região da Flandres, passando por diversas cidades como Sint-Niklaas, Dendermonde, Aalst e Oudenaarde. A Volta à Flandres apresenta habitualmente duas partes distintas ao longo de um percurso que este ano terá 270,8 quilómetros. Os primeiros 135 quilómetros serão relativamente planos, mas a corrida se intensifica-se e torna-se mais dura com a chegada das 17 subidas, sendo que a primeira passagem pelo Oude Kwaremont surge aos 136 quilómetros (a 134 do final), a partir daí começa a seleção no pelotão e a dor de pernas dos ciclistas. Entre os vários "muros" estão os icónicos Kapelleberg, Berg Ten Houte e o histórico Koppenberg, mas o ponto crucial é muitas vezes a ultima passagem pela sequência do Oude Kwaremont seguido do icónico Paterberg, a última grande dificuldade antes da linha de chegada em Oudenaarde. As equipas Um total de 25 equipas e 175 ciclistas compõem o pelotão deste ano, com a presença das principais equipas UCI World Tour, além de equipas UCI ProTeams e convidadas como Bingoal WB, Uno-X e Team Flanders - Baloise. (Lista de pré inscritos no final). Créditos: Gruber Images Os favoritos Sem as presenças de Tadej Pogacar, que optou por não participar, e de Wout Van Aert, que se lesionou após uma queda na Dwars para Vlaanderen, todos os olhos estarão voltados para o atual campeão do mundo, Mathieu Van der Poel. Créditos - A.S.O./Gautier Demouveaux Van der Poel é considerado o super favorito para conquistar seu terceiro título no Tour de Flandres. No entanto, ele reconhece que não será uma tarefa fácil, mesmo com as ausências de seus principais rivais. "Nunca escondi que prefiro estar na partida com todos os principais ciclistas. Encaro cada desafio de mente aberta. É impossível prever antecipadamente a ausência do Wout, mas a ausência do Jasper também nos afecta. Pode ser que sinta ainda mais pressão nos meus ombros, o que não facilitará as coisas. Por outro lado, a Visma-Lease a Bike e a Lidl-Trek continuam a ser duas equipas muito fortes, mesmo sem a presença de Van Aert e Stuyven. Há Jorgensen, Benoot, Pedersen, Milan, a lista de ciclistas com qualidade é extensa." Mathieu van der Poel As palavras de Mathieu van der Poel poderão servir para aliviar a pressão, Jasper Philipsen nem esteve na edição de 2023, no entanto, a verdade é que a Visma Lease a Bike e Lidl Trek continuam a ter blocos fortes apesar das ausências de Wout van Aert e Jasper Stuyven. Créditos: Ross Bell Photo A dúvida é saber em que condições se apresenta Mads Pedersen, porque também esteve envolvido na queda da Dwars para Vlaanderen que afastou van Aert e Stuyven e embora esteja na lista de pré-inscritos, também sofreu abrasões, pelo que não está a 100% para o Tour de Flandres certamente. Quanto à Visma, será que Matteo Jorgensen tem estofo para Mathieu van der Poel? Muitos pensarão o mesmo que eu, mas num monumento tudo pode acontecer. Os portugueses António Morgado é o único português que consta a na lista de inscritos das equipas, tal como adiantou ao Topcycling em entrevista, está a fazer todas as clássicas do pavet. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Transmissão É verdade que a ausência de Tadej Pogacar e Wout Van Aert tiram um pouco de emoção à corrida, mas o Tour de Flandres 2024 promete ser uma batalha épica e oferecer espetáculo como habitualmente. Os fãs de ciclismo, estaremos colados no ecrã para acompanhar cada momento no Eurosport 1, transmissão a partir da 8:45 com os comentários de Gonçalo Moreira, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo. No final da prova masculina, o canal emite a 21.ª edição da Volta a Flandres feminina no Eurosport 1, a partir das 15:45h. A belga Lotte Kopecky vai tentar conquistar a prova pela terceira vez consecutiva, mas terá como principais adversárias com Shirin van Anrooij, Elisa Balsamo, Elisa Longo Borghini ou Elizabeth Deignan. Lista de pré-inscritos Claro, aqui está a lista completa das equipas participantes no Tour de Flandres 2024, com os nomes dos ciclistas: Alpecin - Deceuninck: Mathieu VAN DER POEL Axel LAURANCE Oscar RIESEBEEK Xandro MEURISSE Søren KRAGH ANDERSEN Silvan DILLIER Gianni VERMEERSCH Intermarché-Wanty: Biniam GIRMAY Dries DE POOTER Hugo PAGE Adrien PETIT Laurenz REX Mike TEUNISSEN Georg ZIMMERMANN Soudal-Quick-Step: Julian ALAPHILIPPE Kasper ASGREEN Yves LAMPAERT Gianni MOSCON Tim MERLIER Casper PEDERSEN Bert VAN LERBERGHE Team Visma | Lease a Bike: Matteo JORGENSON Edoardo AFFINI Tiesj BENOOT Mick VAN DIJKE Tim VAN DIJKE Per Strand HAGENES Dylan VAN BAARLE Team Arkéa-B&B Hotels: Florian SÉNÉCHAL David DEKKER Donavan GRONDIN Vincenzo ALBANESE Daniel MCLAY Luca MOZZATO Miles SCOTSON Astana Qazaqstan Team: Cees BOL Rüdiger SELIG Yevgeniy FEDOROV Michael MØRKØV Yevgeniy GIDICH Dmitriy GRUZDEV Gleb SYRITSA Bahrain Victorious: Matej MOHORIČ Matevž GOVEKAR Kamil GRADEK Fran MIHOLJEVIĆ Andrea PASQUALON Fred WRIGHT Dušan RAJOVIĆ BORA-Hansgrohe: Jordi MEEUS Marco HALLER Emil HERZOG Luis-Joe LÜHRS Nico DENZ Ryan MULLEN Filip MACIEJUK Cofidis: Piet ALLEGAERT Aimé DE GENDT Nicolas DEBEAUMARCHE Alexis GOUGEARD Ludovic ROBEET Alexis RENARD Stanisław ANIOŁKOWSKI Decathlon AG2R La Mondiale Team: Edvald BOASSON HAGEN Oliver NAESEN Dries DE BONDT Sander DE PESTEL Pierre GAUTHERAT Damien TOUZÉ Bastien TRONCHON EF Education-EasyPost: Alberto BETTIOL Stefan BISSEGGER Owain DOULL Harry SWEENY Jonas RUTSCH Marijn VAN DEN BERG Michael VALGREN Groupama-FDJ: Stefan KÜNG Lewis ASKEY Sven Erik BYSTRØM Olivier LE GAC Valentin MADOUAS Fabian LIENHARD Laurence PITHIE INEOS Grenadiers: Laurens DE PLUS Elia VIVIANI Magnus SHEFFIELD Connor SWIFT Ben SWIFT Joshua TARLING Ben TURNER Lidl-Trek: Mads PEDERSEN Tim DECLERCQ Daan HOOLE Jonathan MILAN Toms SKUJIŅŠ Otto VERGAERDE Edward THEUNS Movistar Team: Oier LAZKANO Carlos CANAL Rémi CAVAGNA Iván GARCÍA CORTINA Johan JACOBS Lorenzo MILESI Albert TORRES Team DSM-Firmenich PostNL: John DEGENKOLB Frank VAN DEN BROEK Pavel BITTNER Patrick EDDY Nils EEKHOFF Tim NABERMAN Niklas MÄRKL Team Jayco AlUla: Michael MATTHEWS Luke DURBRIDGE Amund Grøndahl JANSEN Luka MEZGEC Kelland O’BRIEN Elmar REINDERS Max WALSCHEID UAE Team Emirates: Tim WELLENS Vegard Stake LAENGEN Mikkel BJERG Alessandro COVI Marc HIRSCHI António MORGADO Nils POLITT Israel-Premier Tech: Dylan TEUNS Guillaume BOIVIN Hugo HOULE Krists NEILANDS Riley SHEENAN Corbin STRONG Tom VAN ASBROECK Lotto Dstny: Victor CAMPENAERTS Cedric BEULLENS Jenno BERCKMOES Lionel TAMINIAUX Liam SLOCK Sébastien GRIGNARD Brent VAN MOER Uno-X Mobility: Alexander KRISTOFF Jonas ABRAHAMSEN Markus HOELGAARD William BLUME LEVY Erik Nordsæter RESELL Rasmus TILLER Søren WÆRENSKJOLD Bingoal WB: Luca DE MEESTER Floris DE TIER Johan MEENS Luca VAN BOVEN Loïc VLIEGEN Aaron VAN DER BEKEN Jelle VERMOOTE Q36.5 Pro Cycling Team: Jannik STEIMLE Fabio CHRISTEN Tom DEVRIENDT Tobias LUDVIGSSON Kamil MAŁECKI Cyrus MONK Szymon SAJNOK Team Flanders - Baloise: Lars CRAPS Jules HESTERS Dylan VANDENSTORME Yentl VANDEVELDE Siebe DEWEIRDT Victor VERCOUILLIE Ward VANHOOF Tudor Pro Cycling Team: Matteo TRENTIN Sebastian KOLZE CHANGIZI Jacob ERIKSSON Rick PLUIMERS Alexander KRIEGER Marius MAYRHOFER Petr KELEMEN ### Wout Van Aert operado - Múltiplas lesões e incerteza na data de regresso Depois da queda de ontem de Wout Van Aert, que lhe provocou fraturas na clavícula, no esterno e nas costelas, a época de clássicas terminou, estando o Giro de Itália, um dos seus grandes objetivos da temporada, também em risco. Créditos: Bram Berkien Comunicado da equipa Depois do caos que foi a Através da Flandres, última prova antes do grande monumento de domingo, começaram a chegar as notícias sobre a gravidade das lesões que sofreram os corredores envolvidos na violenta queda. A Visma Lease a Bike, equipa da superstrela belga, confirmou as más notícias depois da operação a que Van Aert foi sujeito. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1773361422958727205 Para além de Van Aert, foram muitos os ciclistas que foram ao chão, entre eles Mads Pedersen, Alex Kirsch, Jasper Stuyven, Biniam Girmay e Michel Gazzoli. Os belgas Stuyven e Van Aert, foram dos ciclistas mais afetados pela queda e ambos abandonaram a corrida. Girmay e Pedersen saíram sem fraturas e lesões de maior gravidade e poderão ainda alinhar na Volta à Flandres. Lista de lesões com mais gravidade: Van Aert - Fratrura da clavícula, fratura de 7 costelas e fratura do esterno; Jasper Stuyven - Fratura da clavícula e cortes profundos; Alex Kirsch - Fratura do metatarso da mão direita; Michel Gazzoli - Fratura de 3 costelas. Estando confirmadas a gravidade das lesões, o ciclista de 29 anos vê-se desta forma afastado da Volta à Flandres, Paris Roubaix e muito provavelmente do Giro de Itália, que se corre daqui a pouco mais de 5 semanas. Os choros de Van Aert pouco depois da queda, juntamente com as imagens de ciclistas e bicicletas espalhadas pela estrada, faziam antever o pior e vão por certo marcar esta época de clássicas. ### Specialized apresenta o novo selim S-Works Phenom com Mirror A Specialized apresentou o novo selim S-Works Phenom com Mirror. Conhecido pelo seu corpo longo e perfil plano, o Phenom é usado por ciclistas como Kasper Asgreen, vencedor da Volta à Flandres ou Loic Bruni Campeão do Mundo de Downhill. O S-Works Phenom com Mirror foi desenvolvido com a metodologia Body Geometry, combinada com a tecnologia de impressão 3D Mirror que cria um selim de ajuste infinito. Características A marca afirma que é 28% de menos pessão nos ísquios, utilizando uma forma côncava e uma carapaça de carbono ultraflexível, a Specialized criou uma impressão Mirror mais espessa, que utiliza 20,055 suportes e 8,735 nós, o que permite mais "movimento" dentro da própria impressão 3D. Este movimento extra oferece uma redução de 28% na pressão dos ísquios em comparação com um selim de espuma tradicional, medido pelo mapeamento de pressão de alta resolução da marca americana. Alívio de Tecidos Moles O novo S-Works Phenom com Mirror beneficia de uma pesquisa de duas décadas da Body Geometry que teve como alvo de estudo o alívio da pressão nos tecidos moles nos selins. Ao implementar um recorte ergonómico e de suporte para proteger o fluxo sanguíneo nos delicados tecidos moles, este novo selim garante que o peso do ciclista seja suportado pelos ramos púbicos numa posição de condução agressiva, e não nos tecidos moles. Formato e Materiais Formato Inspirado na Performance - Com 27cm de comprimento (comparado com os 24cm do formato Power) este selim da Specialized, é o mais plano da traseira ao nariz. Esta forma e construção do S-Works Phenom com Mirror tem como objectivo permitir movimento máximo para uma posição ótima de potência. O formato do Phenom também tem como objectivo que os ciclistas ajustem facilmente a sua posição no selim para esforços de ritmo e apoia o movimento dos ciclistas em cima e fora do selim em subidas. Materiais de Qualidade - Além da inovadora tecnologia Mirror, o S-Works Phenom com Mirror utiliza uma carcaça completa em carbono flexível e ajustada com carris de 7x9mm em carbono. Com um peso total de 223 gramas, a marca garante desempenho, conforto e durabilidade. Vários selins para várias posições O formato do Phenom completa desta forma outros artigos da família Mirror. Entre o selim Power, destinado a ciclistas que procuram uma sensação de fixação, e o Romin EVO, que suporta ciclistas de estilo tradicional com a sua traseira inclinada, a Specialized construiu o o Phenom para ciclistas que ajustam a sua posição conforme necessário para uma produção de potência ideal. S-Works Phenom com Mirror Design patenteado Body Geometry testado em laboratório para assegurar o fluxo sanguíneo às artérias sensíveis; O mais longo e achatado selim Mirror até à data, medido 27cm do nariz à cauda; A tecnologia Mirror utiliza impressão 3D a partir de um polímero líquido, para criar uma estrutura favo de mel, que oferece um suporte dos ísquios superior e mais conforto; Carcaça em fibra de carbono afinada na sua flexão para conferir apoio e conforto; Compatível com SWAT™, com fixações situadas na base do selim para ter plena integração com soluções de armazenamento; NOTA: Os carris de carbono sobredimensionados de 7x9mm, não são compatíveis com espigões de selim equipados com grampos de acesso lateral para carris redondos de 7mm; Tam. 143mm/Peso 223g; Tam. 155mm/Peso 227g. Disponibilidade e preços Podes ver a disponibilidade e preços deste novo selim, aqui no site da marca: www.specialized.com/pt/pt ### O genuíno e talentoso Jonathan Milan O TopCycling foi conhecer Jonathan Milan. A sensação é de que a Lidl-Trek tem uma estrela em mãos. Antes do Giro tem-se testado no pavê. O reforço estrela da Lidl-Trek para 2024 foi um acerto. Em três meses Jonathan Milan venceu no Tirreno-Adriático e afirmou-se como peça importante nas clássicas do Norte. Quando entrevisto um sprinter italiano espero uma personalidade que encha a sala, com grandes gestos e declarações. Jonathan Milan não é nada disso. Não foi o que disse, mas o que transmitiu. Valeu a pena ir a Calpe cobrir o Media Day da Lidl-Trek onde também falei com o campeão da Gent-Wevelgem, Mads Pedersen, e com Mattias Skjelmose. Foi em dezembro, mas aguardei pela adaptação à equipa para escrever sobre o italiano. É um rapaz tímido que impressiona com 1,94 de altura (há quem diga 1,96) e 84 kg de músculo. Milan não responde em piloto automático Notei-o pouco à vontade com as muitas entrevistas que fez nesse dia. Também com as sessões de fotos dos patrocinadores. A entrada da Lidl permitiu à Trek chegar aos 30 milhões de euros por temporada. O novo patamar obriga a maior exigência, sobretudo dos líderes. Milan não responde em piloto automático nem diz muito. Ouve com atenção e regista. Mostrou-se surpreendido quando invocamos a final do Europeu de pista de 2020 que perdeu com Ivo Oliveira e a disputa pelo bronze onde ganhou ao português no Mundial passado. Aos 23 anos coleciona memórias dignas de um veterano. Já disse que é campeão olímpico na Itália de Filippo Ganna? Em Paris quer renovar o ouro na perseguição por equipas. Créditos: Gianmattia D'Alberto/LaPresse Lead-out tem cheirinho a carro novo Não há dúvida de que, na estrada, o maior momento que viveu foi a conquista da maglia ciclamino no Giro de Itália do ano passado. Ainda estava ao serviço da Bahrain Victorious, à qual chegou via CT Friuli. Da satélite da formação do Médio Oriente saíram outros talentos como os irmãos Mattia e Davide Bais, Matteo Fabbro e Giovanni Aleotti. No Giro já deixou uma marca importante, mas longe do que fez o ídolo Marco Pantani. “Tenho que admitir que foi uma surpresa fazer o Giro que fiz, mas depois de ganhar a etapa comecei a visualizar a vitória na classificação por pontos. Foi uma grande evolução passar de vencer na Volta à Croácia, em 2022, a vencer no Giro e o objetivo é voltar para tentar repetir.” Jonathan Milan ao TopCycling. O lead-out tem cheirinho a carro novo: Tim DeClercq, Ryan Gibbons e o colega de seleção Simone Consonni – carruagens do TGV que a Lidl-Trek preparou. Com Consonni joga de olhos fechados como se viu no Tirreno-Adriático. A vitória em San Benedetto del Tronto foi uma masterclass do lançador e logo na etapa mais rápida da história (47,179 km/h de média) da Corrida dos Dois Mares. https://www.youtube.com/watch?v=XVndUC6oO2c Um Ferrari com duas rodas Pelo segundo ano consecutivo o azarado Giulio Ciccone vai perder o Giro, pelo que Jonathan Milan e Andrea Bagioli serão as referências da casa na Lidl-Trek. Na estrutura de 160 pessoas, dirigida por Luca Guercilena, 25 membros são italianos. Só no plantel masculino há sete, tantos quantos na Astana. É um Ferrari com duas rodas que tem mantido o fino toque transalpino. Jonathan Milan sucede a sprinters Giacomo Nizzolo e Daniele Bennati, que também representaram a equipa com sede no Wisconsin. É natural de Tolmezzo, localidade situada na ponta nordeste de Itália, perto da fronteira com a Eslovénia e a Áustria. Jonathan Milan não tem um discurso enlatado. É genuíno. Perguntei-lhe se gostaria de chegar às quatro maglia ciclamino de Giuseppe Saronni e Francesco Moser. “É uma boa pergunta. Nunca tinha parado para pensar nas coisas dessa maneira. Só ser mencionado na mesma frase do que eles… Sou mais de alcançar um objetivo e depois estabelecer outro, não necessariamente sempre o mesmo.” Fascinado pela Paris-Roubaix É um italiano que rompe os moldes, já que é fascinado pela Paris-Roubaix e quer seguir o caminho de Fabian Cancellara. O primeiro grande teste nas clássicas foi na Milão-Sanremo. “Não sei como será a minha capacidade de sprintar após 260 km”, disse-me na entrevista. Agora, Jonathan Milan já sabe que para sprintar na Via Roma deve sobreviver à Cipressa. O ritmo da UAE fez o italiano descolar; terminou 69º a 1:58 de Jasper Philipsen. Chegam os Monumentos do pavê, onde o corredor de Friuli se quer testar. Na Gent-Wevelgem esteve soberbo seguindo ao ritmo de Mathieu Van der Poel e Mads Pedersen. Foi a ponta da lança da Lidl-Trek e obrigou Van der Poel a perseguir. Pedersen beneficiou desse trabalho batendo o exausto campeão mundial em Wevelgem. Quando o talento é muito é fácil criar expetativas. Poucos saberão que até 2021 Jonathan Milan correu 10 clássicas do Norte e o 36º na Roubaix junior foi o melhor resultado. De certo modo 2023 foi o ano da revelação neste terreno: foi competitivo na Omloop Het Nieuwsblad e 12º na Kuurne-Bruxelas-Kuurne. Veremos o que trazem a Volta à Flandres e a Paris-Roubaix. Uma coisa é certa: ajuda estar inserido no bloco que melhor tem corrido nesta campanha de clássicas. ### Aveiro Spring Classic 2024 - Evento para toda a família A Aveiro Spring Classic é um evento de ciclismo que se destaca no calendário nacional de Granfondos pela sua singularidade e emoção. Com um percurso típico de clássicas, marcado pelos desafiantes setores de sterrato, esta prova oferece uma experiência única para os entusiastas da bicicleta e do ciclismo que procuram um desafio, assim como uma oportunidade para explorar as belas paisagens da região de Aveiro. Vídeo do evento https://youtu.be/uwg0-_r7CBw?si=GMh50cHpriv7p-t- Evento para toda a família A Aveiro Spring Classic não é apenas sobre ciclismo. É um evento para toda a família, onde quem acompanha o ciclista que vai fazer o percurso pode desfrutar de uma atmosfera animada e vibrante. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Tanto o evento, como a cidade de Aveiro oferecem uma série de atrações e atividades para os visitantes, desde os famosos passeios de barco nos canais até à gastronomia local, passando pelas actividades dedicadas aos mais novos disponibilizadas pela organização e passeios pela zona, Aveiro é garantia de um fim de semana bem passado em família. Créditos: José Coutinho - Cabreira Solutions Emoção e adrenalina do percurso A Aveiro Spring Classic é um evento para todos, tanto os que pretendem apreciar a paisagem como os que procuram algo mais intenso. Para mim, a beleza do percurso está na emoção da competição e na adrenalina da corrida, que se faz numa média entre os 38 e os 40km/h nos grupos da frente. Créditos: Eduardo Campos - Cabreira Solutions Os setores de sterrato proporcionam um desafio extra, testando a capacidade técnica e física dos ciclistas enquanto os percorrem. A cidade de Aveiro Aveiro, conhecida como a "Veneza de Portugal", é o cenário perfeito para um evento de ciclismo. Com os seus canais pitorescos, arquitetura única e ambiente acolhedor, a cidade cativa os visitantes e proporciona uma experiência memorável. Antes e depois da Aveiro Spring Classic, os participantes têm a oportunidade de explorar a cidade e a zona, desfrutando do lazer, paisagem e da gastronomia. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Atletas e organização de parabéns Desde o primeiro ao último atleta que cruzou a meta, todos estão de parabéns por se colocarem à prova num evento como este, mas tenho que deixar uma palavra de apreço e respeito pelas pessoas da organização, que "nos bastidores" da corrida tanto trabalham para que tudo esteja nas melhores condições possíveis para os que vão desfrutar de um dia na sua bicicleta. Créditos: Cabreira Solutions Aqueles sectores em terra batida, gravilha, ou "sterrato" como são conhecidos na gíria ciclista, não estão em óptimas condições todo o ano, a organização não poupa esforços e trabalho para que as bicicletas de estrada passem da forma mais segura possível durante o evento. ### Volta à Catalunha – Última etapa A Volta à Catalunha partia para a última etapa da sua 103.ª edição. Os 145 quilómetros da etapa número 7 correram-se em Barcelona, terminando no circuito de Montjuïc, por onde os ciclistas tiveram de passar por seis vezes. A etapa curta e explosiva, dava oportunidade aos ciclistas de tentarem melhorar o seu lugar na geral, num top 10 ainda com posições em aberto. 5 ciclistas em fuga em Barcelona Foram 5 os ciclistas que no dia de hoje escreveram o seu nome na fuga do dia. Jimmy Janssens da Alpecin-Deceuninck, Harrison Wood da Cofidis, Idar Andersen da Uno-X, Georg Steinhauser da EF Education-Easypost e Ander Okamika da Burgos-BH. O quinteto de corredores alcançou uma margem de quase dois minutos para o pelotão, que teve sempre a etapa sob controlo com a UAE Emirates e a Israel-Premier Tech ao leme e com ambições à vitória da etapa. Chegando ao circuito de Montjuïc, os ataques sucederam-se reduzindo a distância da fuga que foi perdendo elementos, até que, a 15 quilómetros do fim, Steinhauser, o último dos fugitivos foi apanhado. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1771861450320986501 Depois do Hat-Trick veio o Poker Depois da última passagem pelo topo de Montjuïc, a corrida vinha partida, e foi já perto da meta que João Almeida se distanciou no grupo dos favoritos, tentando a vitória. Apesar da valentia, o esforço foi em vão, tendo sido alcançado muito perto do último quilómetro. O ciclista português fechou a etapa no grupo dos favoritos em 20.º, terminado a Volta à Catalunha no nono lugar da geral. Com o grupo dos favoritos junto e tão perto do final era altura de preparar o sprint. Num grupo reduzido Pogačar foi o mais forte, deixando para os franceses Dorian Godon e Guillaume Martin o segundo e terceiro lugares respetivamente da etapa. Tadej Pogačar venceu assim pela quarta vez, numa prova de 7 etapas, tendo também alcançado um segundo lugar no primeiro dia de prova. Ao poker em etapas juntou a classificação geral, a classificação por pontos, e a classificação da montanha, um domínio completo do ciclista esloveno. Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej3:15:232 GODON Dorian,,3 MARTIN Guillaume,,4 WILLIAMS Stephen,,5 KONRAD Patrick,,6 HIGUITA Sergio,,7 GONZÁLEZ David,,8 TIBERI Antonio,,9 VLASOV Aleksandr,,10 POELS Wout,, Top 10 Classificação Geral final PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej28:21:292 LANDA Mikel3:413 BERNAL Egan5:034 VLASOV Aleksandr5:565 MAS Enric6:016 HARPER Chris,,7 MARTINEZ Lenny6:028 TIBERI Antonio6:339 ALMEIDA João,,10 FORTUNATO Lorenzo7:27 Vídeo dos últimos 5 quilómetros e do ataque de João Almeida https://www.youtube.com/watch?v=X4KoCC7nhmc&ab_channel=EurosportCycling ### Cape Epic 2024 – Resumo, vídeos e classificações da última etapa Chegou ao fim a 20.ª edição da Absa Cape Epic, num ano em que etapa a etapa, a incerteza de quem iria vencer, a tornou uma das mais imprevisíveis e espetaculares de sempre. No último dia, os ciclistas tiveram de percorrer 67 quilómetros com 2000 metros de acumulado, com a maioria do percurso a ser percorrida nos famosos Trilhos Florestais de Stellenbosch. Categoria Masculina Com o tempo ganho na etapa 6, Matthew Beers e Howard Grotts da Toyota-Specialized-NinetyOne vinham com quase dez minutos de vantagem sobre o segundo classificado, a World Bicycle Relief de Nino Schurter e Sebastian Fini. A dureza da etapa, tinha potencial para fazer diferenças, principalmente na luta pelo segundo e terceiro lugares, onde havia menos diferenças a fechar. Mas hoje, os protagonistas da etapa, acabaram por ser outros. Urs Huber e Simon Schneller da Bulls Mavericks, vinham da 16.ª posição na geral, tendo tido no dia de hoje, capacidade para lutar pela etapa. A dupla manteve-se sempre na frente da corrida, atacou e não cometeu mais erros, vencendo assim a última etapa da Absa Cape Epic de 2024. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771809076025888844 Em segundo lugar ficaram os italianos Fabian Rabensteiner e Samuele Porro da Wilier Vittoria Factory, relegando para terceiro, os vencedores da prova Matthew Beers e Howard Grotts. Na luta pelo pódio, Hans Becking e Wout Alleman forçaram o ritmo para tentar anular a diferença de pouco mais de um minuto para Nino Schurter e Sebastian Fini, chegando mesmo a estar no segundo lugar virtual. A equipa da Buff Megamo de Fini e Schurter apertou o ritmo na parte final da etapa, conseguindo manter o segundo lugar na geral. A dupla da Buff Megamo 2 do português José Dias e Enrique Morcillo, chegou na 10.ª posição, mantendo o 7.ª lugar na geral, a pouco mais de uma hora dos vencedores. Beers e Grotts tinham de confirmar a vitória na na última etapa e mostraram o que é preciso para ganhar uma prova como esta, regularidade e uma segunda parte da corrida muito forte. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771827455692505170 Classificação Geral Final Top 10 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BeersHoward Grotts25:22:172World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI25:33:24+11:073Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN25:33:53+11:364Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN25:40:04+17:475Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO25:49:30+27:136Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN26:09:53+47:367Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA26:22:19+1:00:028Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC26:34:23+1:12:069PYGA Euro SteelPhilip BUYSPieter DU TOIT26:48:07+1:25:5010Wilier TorpadoDaniel GEISMAYRJakob DORIGONI26:55:12+1:32:55 Categoria Feminina Depois de vencerem o prólogo e as seis etapas seguintes, a dupla Anne Terpstra e Nicole Koller da Ghost Factory Racing, tinham a oportunidade de fazer o pleno, vencer nos oito dias de corrida e levar para casa a classificação geral da Cape Epic deste ano. A dupla que dominou durante toda a semana, era o alvo a abater, pois mesmo com sete vitórias consecutivas e praticamente 4 minutos de vantagem, tinha de estar atenta à dupla da Cannondale Factory Racing, Mona Mitterwallner e Candice Lill, que sem nada a perder iam de certo arriscar e atacar a vitória. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771831117038936495 Terpstra e Koller acabaram por não dar hipótese nem oportunidade de uma surpresa e conseguiram uma vantagem importante no último dia de prova, deixando as mais diretas adversárias na classificação geral a 4:45 minutos. O terceiro lugar da etapa ficou para a equipa da Efficient Infiniti SCB SRAM, com as ciclistas Vera Looser e Alexis Skarda a fazer uma última etapa de grande nível. Na geral, Mitterwallner e Lill juntaram o segundo lugar na etapa ao segundo lugar no pódio da classificação geral, à frente de Sofia Villafane e Samara Sheppard da Toyota-Specialized-NinetyOne que ficaram na terceira posição. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771835124801298767 Classificação Geral Final Top 10 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TerpstraNicole Koller30:56:222Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL31:04:58+8:363Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD31:32:10+35:484e-FORT | PrivateClientHoldingsLéna GÉRAULTHayley PREEN32:40:59+1:44:375Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA32:43:43+1:47:216Scott Calabandida | BullsNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB33:26:23+2:30:0178capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA34:02:40+3:06:188e-FORT | MenteCorpoMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS34:25:10+3:28:489PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN36:25:23+5:29:0110#SheUntamedSarah HILLHayley SMITH36:44:24+5:48:02 Classificações completas AQUI. ### Diário de um sub-23 – Lucas Lopes Lucas Lopes cheirou a vitória na Volta à Extremadura. Atleta da Supermercados Froiz conta como se preparou para o melhor resultado do ano. Chamo-me Lucas Lopes, comecei no ciclismo de estrada na Póvoa Cycling Academy, onde o Sérgio Carvalho e a Joana Barbosa me ajudaram muito. Em 2022 fui para Caja Rural Alea – filial da Caja Rural Seguros RGA. Permitiu-me perceber a exigência das corridas lá fora e ganhar estaleca dado que corri bastantes vezes e em perfis diversificados. Em 2023 passei a profissional na Eletro Hiper Europa. Foi um ano de azares... no final da época parti a clavícula. A mudança, este ano, para a Supermercados Froiz foi inesperada visto que a equipa anterior acabou. Para preparar as corridas ultimamente todas as semanas têm sido quase iguais, tanto a nível de treinos como de alimentação. Também preciso de descansar bem durante a semana. Após cada corrida tenho a viagem de regresso a casa e um ou dois dias antes da corrida tenho a viagem de ida. Acaba por ser um pouco complicado uma vez que são poucos os dias que posso estar completamente em repouso, mas tento organizar os dias. Fica a conhecer o Rúben Rodrigues (Laboral Kutxa) em mais uma página do Diário de um sub-23! Volta à Extremadura De 15 a 17 de março corri a Volta à Extremadura. A nível de treinos fiz uma semana maia tranquila que o normal. Segunda rolei um pouco as pernas com paragem obrigatória na pastelaria para comer um (ou dois) bolos. É uma boa recompensa após uma corrida, uma vez que não podemos fazer isso todos os dias! Na terça o merecido descanso total, onde fico por casa a ver uma série ou a jogar PlayStation. Sempre deitado para que o corpo possa recuperar o máximo possível! Quarta foi dia de reativar o corpo, com umas séries curtas e intensas em subida, num treino com de três horas. À tarde massagem desportiva que é muito importante na recuperação e que ajuda a estar bem nos dias da corrida. Após a massagem é preparar a mala e descansar. Quinta acordei cedo para ir treinar. Saí na cabra para fazer hora e meia para soltar as pernas. Treinos na cabra também são importantes para treinar a posição. A seguir ao treino viajei para Espanha. Viagem com a Polti Kometa Na viagem aproveito para descansar, tento dormir, estar off do telemóvel. Se não conseguir dormir olho simplesmente para a estrada. Tento ao máximo não estar muito no telemóvel porque desgasta. Quando cheguei ao hotel fui descansar porque já tinha treinado. Pernas ao alto a ver uma série até à hora do jantar. Depois do jantar mais descanso para o dia da corrida. Uma curiosidade é ter feito a viagem com a Polti Kometa. Tivemos que dividir atletas por outras equipas para fazer esta viagem porque os diretores tinham ido no carro da equipa. Assim também pudemos conviver com os “rivais”. No dia da corrida acordei às 9:00. Dormi 10 horas! Ao pequeno almoço já meti boas quantidades de hidratos de carbono (creme de arroz, leite de arroz e um prato de arroz) e alguma proteína (ovos mexidos) para encher os músculos para a etapa de 160 km. Busca da vitória Na etapa rainha da Volta à Extremadura fiz 2º. Parti confiante, sabia que podia fazer algo uma vez que subidas longas me assentam que nem uma luva. Havia uma de 9 km à falta de 30 km para o final, depois descíamos e voltávamos a subir 16 km até meta. Ia muito bem de sensações, a 5,5 km para o fim decidi por o meu ritmo e ir em busca da vitória. Sabia que já não estava para a geral e que podia ter mais liberdade. Vieram dois atletas comigo e fomos até ao sprint juntos. Faltou pouquinho para ganhar a etapa ao colombiano Juan Pablo Sossa (Vigo - Rías Baixas). Tenho noção que podia ter sido o mais forte. A dinâmica entre os três foi muito graças ao meu trabalho e no final da etapa reconheço que me faltou um pouco de frieza para dar o remate final. Apesar disso, sinto-me feliz pela prestação e consciente daquilo que preciso de melhorar. A Volta à Extremadura foi ganha pelo murciano José Luis Faura (Cortizo) e eu fechei 12º na geral para a Supermercados Froiz. A equipa ficou contente e agora tenho objetivos ambiciosos para as próxima corridas que serão na Taça de Espanha. ### Volta à Catalunha – Etapa 6 A penúltima etapa da Volta à Catalunha presenteava-nos com um dos perfis mais duros de uma etapa na temporada de 2024, fora das Grandes Voltas. Os ciclistas percorreram 155 quilómetros e ultrapassaram 5 contagens de montanha, duas delas de primeira categoria e uma de categoria especial.  Créditos: Volta à Catalunha Mollema e Carthy tentaram a sua sorte Com um perfil tão duro e com o favoritismo da UAE Emirates e Pogačar, as equipas resguardaram as suas forças para as partes mais avançadas da etapa. Bauke Mollema e Hugh Carthy foram os únicos ciclistas que se aventuraram numa fuga no início da etapa, sendo alcançados ainda antes dos 70 quilómetros finais, quando a verdadeira dureza da sexta etapa da Volta à Catalunha começou.  A Visma-Lease a Bike e a UAE Team Emirates alternaram entre si a cabeça do pelotão, enquanto na retaguarda muita gente ia sofrendo e descolando do grupo dos favoritos. Apesar de vários ciclistas descolarem na subida de categoria especial, voltou a haver junção dos favoritos e dos elementos do top 10, que voltaram a descolar quando o terreno voltou a inclinar. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1771532826145407452 Pogačar faz o Hat-Trick na Volta à Catalunha Enquanto que no grupo dos favoritos os ciclistas iam reentrando, a corrida ia-se aproximando do topo da penúltima subida do dia, com a classificação de primeira categoria. Foi nesta altura que surgiu o ataque de Tadej Pogačar a 30 quilómetros da meta, ataque este que tal como aconteceu durante a semana, ninguém conseguiu seguir. O ciclista esloveno correu sozinho o resto da etapa, vencendo com 57 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Egan Bernal que voltou às grandes exibições. O terceiro lugar ficou para Mikel Landa que fez a última subida com Bernal e fez o mesmo tempo do ciclista colombiano. João Almeida chegou na 7.ª posição a 2:18 minutos do vencedor e é agora nono classificado com o mesmo tempo do oitavo, Antonio Tiberi, tendo subido nesta etapa um lugar na geral. Apesar de o primeiro lugar estar praticamente entregue, a luta pelo pódio e pelo top 10 continua muito em aberto e vai ser decidida na sempre espetacular etapa de Montjuïc, em Barcelona. Créditos: Volta à Catalunha Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej4:11:532 BERNAL Egan0:573 LANDA Mikel,,4 MAS Enric2:145 HARPER Chris2:166 TIBERI Antonio,,7 ALMEIDA João2:188 MARTINEZ Lenny,,9 FORTUNATO Lorenzo2:3410 VLASOV Aleksandr2:38 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej25:06:162 LANDA Mikel3:313 BERNAL Egan4:534 VLASOV Aleksandr5:465 MAS Enric5:516 HARPER Chris,,7 MARTINEZ Lenny5:528 TIBERI Antonio6:239 ALMEIDA João,,10 FORTUNATO Lorenzo7:17 Vídeo com resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=GGov3K5vMAY&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 7 ### Cape Epic 2024 – Resumo, vídeos e classificações da Etapa 6 A Absa Cape Epic de 2024, está-se a tornar verdadeiramente uma das mais competitivas de sempre, com as categorias masculinas e femininas em aberto durante todas as etapas. A etapa 6 tinha 87 quilómetros com 2400 metros de acumulado para percorrer, num dia em que a chuva apareceu. Categoria Masculina Com a chegada do fim de semana, A Absa Cape Epic de 2024 entrava na parte decisiva com as duas últimas etapas a prometerem grande espetáculo. Com os quilómetros a irem passando, Matthew Beers e Howard Grotts mostraram que tinham trazido para as etapas decisivas, a forma que apresentaram durante a semana. A equipa da World Bicycle Relief, segunda na geral, nunca se conseguiu encontrar na etapa, com quedas de Nino Schurter e problemas mecânicos para Sebastian Fini. Na última parte da etapa, voltaram a aparecer os problemas mecânicos, desta vez para as equipas da Canyon SIDI, que furou e da Buff Megamo. Estes contratempos distanciaram-nos dos melhores e de uma possibilidade de discutirem a etapa. Desta forma, as equipas da Wilier Vittoria e da Toyota-Specialized-NinetyOne, ficaram com a etapa 6 para discutir entre si. Com uma oportunidade de ouro a dupla Beers e Grotts aumentou o ritmo na última subida do dia, vencendo pelo segundo dia consecutivo. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771459029203562868 A dupla da Buff Megamo 2 do português José Dias e Enrique Morcillo, chegou na 11.ª posição e subiu mais um lugar na classificação geral, estando agora na 7.ª posição. Com esta vitória, e com tanto tempo perdido por parte da dupla da World Bicycle Relief, Matt Beers e Howard Grotts deram um passo gigante rumo à vitória na classificação geral, numa altura em que apenas falta uma etapa para correr. TOP 10 classificação geral, após etapa 6 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BeersHoward Grotts22:27:012World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI22:36:23+9:223Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN22:37:34+10:334Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN22:40:58+13:575Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO22:55:06+28:056Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN23:09:24+42:237Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA23:21:20+54:198Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC23:27:22+1:00:219PYGA Euro SteelPhilip BUYSPieter DU TOIT23:41:36+1:14:3510Wilier TorpadoDaniel GEISMAYRJakob DORIGONI23:55:54+1:28:53 Categoria Feminina Na categoria feminina, o domínio da dupla da Ghost Factory Racing continuou, com Anne Terpstra e Nicole Koller a vencerem o prólogo e seis etapas, em outros tantos dias de prova, mantendo-se assim em primeiro na classificação geral e levando a camisola de líder para a última etapa, onde tudo pode acontecer. A Cannondale Factory Racing, de Mona Mitterwallner e Candice Lill não dá o braço a torcer e apesar dos constantes segundos lugares, posição repetida no dia de hoje, consegue sempre não perder muito tempo, tendo deixado sempre em aberto, a luta pela classificação geral para o dia seguinte. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771470766074208733 A Toyota-Specialized-NinetyOne, composta por Sofia Gomez Villafane e Samara Sheppard, manteve a consistência e conquistou novamente o terceiro lugar no pódio, posição que deverá ocupar no final do dia de amanhã já que a equipa da e-FORT | PrivateClientHoldings, quarta classificada na geral, se encontra a mais de uma hora de distância. Na luta pela vitória final, a distância entre primeiras e segundas é de menos de quatro minutos, e numa corrida como a Cape Epic onde tudo poder mudar rapidamente, as ciclistas vão deixar as decisões para a última etapa. TOP 10 classificação geral, após etapa 6 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Ghost Factory RacingAnne TerpstraNicole Koller27:24:152Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL27:28:06+3:513Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD27:46:10+21:554e-FORT | PrivateClientHoldingsLéna GÉRAULTHayley PREEN28:52:18+1:28:035Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA29:03:34+1:39:196Scott Calabandida | BullsNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB29:36:10+2:11:5578capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA30:08:24+2:44:098e-FORT | MenteCorpoMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS30:28:45+3:04:309PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN32:16:19+4:52:0410#SheUntamedSarah HILLHayley SMITH32:39:30+5:15:15 Classificações completas AQUI. ### E3 Saxo Classic - Mathieu van der Poel "O destruidor" A E3 Saxo Classic era aguardada com a expectativa de ver o primeiro embate da temporada entre Matjeiu van der Poel e Wout van aert na Estrada. (Vídeo resumo no final). Com uma distância de 207 quilómetros e 17 subidas desafiadoras, esta corrida também serve de barómetro e "aquecimento" para a Volta à Flandres, que acontece na próxima semana. O grande destaque foi o incontornável Mathieu Van der Poel, que demonstrou mais uma vez sua superioridade nas clássicas belgas. O campeão mundial protagonizou vários ataques (o primeiro a 70 quilómetros do final), mexendo constantemente na corrida, mas foi no Paterberg, a 40 quilómetros da meta, que deixou os seus adversários para trás e partiu para uma vitória a solo. Com esta performance impressionante na E3 Saxo Classic o "Flying Dutchman" confirma o seu favoritismo para a Volta à Flandres. https://twitter.com/eurosport/status/1771199192737669389 No entanto, houve incidentes que poderão ter influenciado o desfecho da corrida, pois Wout Van Aert sofreu uma queda no momento decisivo da corrida (quando van der Poel atacou). Apesar da sua tentativa de recuperação, Van Aert acabou por terminar no terceiro posto, chegou a estar a uns escassos 15 segundos da liderança mas foi incapaz de alcançar Van der Poel. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1771185880704634936 Destaque ainda para o português Ivo Oliveira (UAE Team Emirates), que integrou a primeira fuga da prova, mostrando o seu potencial como ciclista de clássicas. Créditos: UAE Team Emirates - Sprint Cycling Agency No final, Mathieu Van der Poel (Alpecin-Deceuninck) conquistou a vitória com uma performance impressionante (e ainda ofereceu a cerveja de troféu a um fã), seguido por Jasper Stuyven e Wout Van Aert que completaram o pódio. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1771207880215044525 TOP 10 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Mathieu VAN DER POELAlpecin-Deceuninck04:39:282Jasper STUYVENLidl-Trek+01:313Wout VAN AERTTeam Visma2604Tim WELLENSUAE Team Emirates+01:485Matteo JORGENSONTeam Visma1806Jhonnatan NARVAEZINEOS Grenadiers+01:527Nils POLITTUAE Team Emirates+02:488Toms SKUJINSLidl-Trek+02:489Vincenzo ALBANESEARKEA-B&B HOTELS+02:4810Alex KIRSCHLidl-Trek+02:48 Vídeo resumo https://youtu.be/-Cp_EnQKma8?si=A-D4FLcT0wQJ2Mw6 ### Volta à Catalunha - Etapa 5 167 quilómetros ligaram Altafulla a Viladecans na etapa número 5 da Volta à Catalunha. Os ciclistas tinham duas montanhas de segunda categoria para ultrapassar, com a última dificuldade a estar situada a 30 quilómetros do final, onde se previa ser o ponto chave para a discussão da etapa. Fuga do dia com 5 ciclistas Créditos: Volta à Catalunha Enzo Paleni, Georg Steinhauser, Óscar Rodriguez, Jacopo Mosca e Christopher Juul-Jensen foram os ciclistas que se adiantaram aos demais, integrando a fuga e tentando vencer de longe.  O pelotão tinha outras ideias para o destino da etapa e a Israel Premier Tech impôs um ritmo forte na última dificuldade do dia. Óscar Rodriguez e Georg Steinhauser foram os últimos fugitivos resistentes mas acabaram por ser alcançados mesmo no início da descida que levava à meta.  Este ritmo alto da Israel Premier Tech não só alcançou os ciclistas da fuga como causou moça no pelotão, fazendo descolar muitos dos sprinters com pretensões ao dia de hoje.  Créditos: Volta à Catalunha Sprinters reentram para discutir a etapa A descida do Alt de la Creu d'Aragall fez-se a um ritmo alucinante, com ataques e contra-ataques de vários ciclistas, num pelotão que já não trazia mais de 50 elementos. Um grupo muito numeroso acabou por conseguir reentrar no pelotão a apenas 6 quilómetros da meta, recolocando com possibilidade de disputar a etapa muitos dos sprinters que descolaram na subida de segunda categoria, entre eles, o vencedor da etapa de ontem, Marijn Van den Berg. A EF Education-Easy Post pôs-se ao trabalho, enquanto se sucediam os ataques. O pelotão acabou por chegar junto e disputar a etapa ao sprint. Axel Laurance, campeão do mundo de sub-23 no ano passado frente a António Morgado, foi o mais forte e venceu pela segunda vez este ano. Marijn Van den Berg ficou no segundo lugar e Bryan Coquard ficou com o terceiro lugar do pódio. João Almeida, o único português em prova, chegou integrado no pelotão, mantendo a décima posição na geral. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1771212066939920481 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 LAURANCE Axel3:36:052 VAN DEN BERG Marijn,,3 COQUARD Bryan,,4 AULAR Orluis,,5 WILLIAMS Stephen,,6 KONRAD Patrick,,7 GODON Dorian,,8 MIQUEL Pau,,9 BARCELÓ Fernando,,10 VAN DEN BROEK Frank,, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej20:54:362 LANDA Mikel2:273 VLASOV Aleksandr2:554 MARTINEZ Lenny3:215 HARPER Chris3:226 MAS Enric3:247 KUSS Sepp3:318 POELS Wout,,9 BERNAL Egan3:5010 ALMEIDA João3:52 Vídeo com os 4 quilómetros finais https://www.youtube.com/watch?v=IO7jt19IYX4&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 6 ### Cape Epic 2024 - Resumo, vídeos e classificações da Etapa 5 A quinta etapa da Absa Cape Epic 2024 apresentava um percurso menos duro relativamente a outros dias, mas nem por isso deixaram de haver diferenças de tempo na luta pela vitória de ambas as categorias, Masculina e Feminina. Categoria masculina Entramos na fase decisiva da Cape Epic 2024 e a quinta etapa revelou isso mesmo, entre as equipas que estão na luta pela vitória. Com uma margem tão estreita de apenas dois minutos, a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne, composta por Matthew BEERS e Howard GROTTS, adotou uma postura agressiva na parte final da etapa. Conseguiram, assim, conquistar uma vantagem de 57 segundos em relação à equipa World Bicycle Relief, de Nino SCHURTER e Sebastian FINI, que se mantêm em segundo lugar na classificação geral, agora a 2 minutos e 57 segundos dos líderes. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771082094837403908 Destaca-se também o desempenho consistente da equipa Canyon-Sidi, que tem demonstrado um excelente rendimento ao longo dos últimos dias. Com mais uma excelente prestação no dia de hoje, ocupam agora o quarto lugar na classificação geral, estando apenas a 3 minutos do pódio. Emoção garantida no fim de semana Com os dois últimos dias pela frente, é expectável que a equipa Canyon-Sidi intensifique os seus esforços na tentativa de alcançar um lugar no pódio, colocando pressão sobre a equipa Buff-Megamo, atualmente terceira classificada, da mesma forma que a equipa de Nino SCHURTER e Sebastian FINI vão tentar tudo para colocar sobre pressão a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne, na luta pela vitóra da competição. O português José Dias continua a fazer uma prova consistente com o seu companheiro de equipa Enrique Morcillo, hoje terminaram bem o dia e subiram duas posições na geral, são agora os oitavos classificados. Pódio Etapa 5 - Créditos: Cape Epic TOP 10 classificação geral, após etapa 5 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BEERSHoward GROTTS18:40:13-2World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI18:43:10+2:573Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN18:48:56+8:434Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN18:52:01+11:485ORBEA Leatt Speed CompanyGeorg EGGERLukas BAUM19:00:13+20:006Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO19:07:37+27:247Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN19:13:48+33:358Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA19:24:18+44:059Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC19:25:38+45:2510PYGA Euro SteelPhilip BUYSPieter DU TOIT19:31:03+50:50 Categoria Feminina Na quinta etapa da corrida feminina da Cape Epic 2024, a supremacia da equipa Ghost Factory Racing continua inabalável, com Anne Terpstra e Nicole Koller a conquistarem a sua sexta vitória consecutiva em seis dias de competição. Este desempenho excecional coloca-as não só no topo da etapa de hoje, mas também na liderança da classificação geral. Apesar da vitória da Ghost Factory Racing, a equipa Cannondale Factory Racing, representada por Mona Mitterwallner e Candice Lill, mantém-se na luta pela vitória geral. Apesar de terem cedido alguns segundos para as líderes, encontram-se a apenas 2 minutos e 51 segundos de distância, numa competição onde cada segundo conta. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771058890043457789 Por outro lado, a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne, composta por Sofia Gomez Villafane e Samara Sheppard, parece ter assegurado o terceiro lugar no pódio. Com uma diferença de 8 minutos para as segundas classificadas e mais de uma hora de vantagem para as quartas da geral, estão numa posição confortável para consolidar o seu lugar no pódio da Cape Epic 2024. TOP 10 classificação geral, após etapa 5 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TERPSTRANicole KOLLER22:53:36-2Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL22:56:27+2:513Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD23:05:15+11:394e-FORT68. OverallLéna GÉRAULTHayley PREEN24:07:055Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA24:14:32+1:20:566Scott Calabandida82. OverallNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB24:42:2378capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA25:11:45+2:18:098e-FORT103. OverallMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS25:34:279Fortress WomenIla STOWLaura STARK26:23:46+3:30:1010PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN26:52:05+3:58:29 Classificações completas AQUI. ### Volta à Catalunha - Etapa 4 A quarta etapa da Volta à Catalunha ligou Sort a Lleida, numa distância de 170 quilómetros. A alta montanha e o frio deram tréguas e os ciclistas tiveram apenas o Port d'Ager, de segunda categoria para ultrapassar, com a temperatura a rondar os 22 graus durante todo o percurso. Créditos: A.S.O./Billy-Ceusters De Gendt marcou presença na fuga A fuga do dia contou com três ciclistas, Thomas de Gendt, Urko Berrade e Idar Andersen.  Tendo em vista que esta era a única oportunidade para uma vitória dos ciclistas mais rápidos, o pelotão não deu chances para uma possível surpresa, não deixando a distância subir muito acima dos 3 minutos.  Os três fugitivos acabaram por ser apanhados quando ainda faltavam 30 quilómetros para percorrer.  Mal a fuga foi alcançada, Luís Angel Maté atacou do pelotão, aproveitando para mostrar as cores da Euskaltel Euskadi. O corredor espanhol, vencedor de uma etapa da Volta a Portugal do ano passado, rolou 25 quilómetros sozinho, até ser apanhado a 5 quilómetros do fim, altura em que os comboios se posicionaram para o sprint. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1770790430306619497 Van den Berg o mais forte Foi o ciclista da EF Education-EasyPost Marjin Van der Berg, o mais forte no sprint, batendo Arne Marit e Emils Liepens, que ocuparam os restantes lugares do pódio. O ciclista neerlandês de 24 anos, não deixou escapar a oportunidade e carimbou a sua quarta vitória como profissional.  João Almeida teve um dia tranquilo e chegou integrado no pelotão, mantendo o décimo posto na geral individual.  https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1770835739531419840 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 VAN DEN BERG Marijn3:40:192 MARIT Arne,,3 LIEPIŅŠ Emīls,,4 COQUARD Bryan,,5 LAURANCE Axel,,6 BARTHE Cyril,,7 HAYTER Ethan,,8 GODON Dorian,,9 AULAR Orluis,,10 MOSCA Jacopo,, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej17:18:312 LANDA Mikel2:273 VLASOV Aleksandr2:554 MARTINEZ Lenny3:215 HARPER Chris3:226 MAS Enric3:277 POELS Wout3:318 KUSS Sepp3:329 BERNAL Egan3:5010 ALMEIDA João3:52 Sprint da etapa de hoje https://www.youtube.com/watch?v=yEm9_w4Mg8c&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 5 ### Teste | iGPSPORT SR30 Smart Radar | Luz inteligente A segurança na estrada é sempre uma preocupação para os ciclistas que têm bicicletas de estrada, as luzes diurnas apareceram como um incremento da segurança e estão em crescimento. Atenta a este mercado a iGPSPORT lançou no mercado a SR30 Smart Radar Taillight, uma luz com radar integrado que tive a oportunidade de testar. Esteticamente muito parecida com as alternativas das marcas concorrentes, desde logo vemos que não se trata de uma simples luz traseira de bicicleta, mas sim uma luz com a funcionalidade radar. Esta funcionalidade permite que apareçam avisos de aproximação de automóvel no dispositivo GPS utilizado, assim como variar os modos de luz emitidos pela própria luz. Visibilidade aceitável A iGPSPORT SR30 oferece uma visibilidade aceitável, com uma distância anunciada de 1,6 quilómetros, quando observada a partir da traseira da bicicleta (durante o dia) a cerca de 200 metros de distância, esta garante que o ciclista se torne facilmente visível para os veículos que se aproximam, mas não chama a atenção do condutor. Na minha opinião as luzes diurnas não devem apenas ser visíveis, devem ter um "flash" suficientemente forte para chamar a atenção de condutores eventualmente distraídos. No entanto, a luz é visível e contribui significativamente para a segurança do ciclista na estrada. Radar de Precisão O radar incorporado é o que distingue a SR30 de uma luz normal. Esta caracetrística dá-lhe a capacidade de detetar veículos a uma distância de 150 metros, a SR30 emite avisos sonoros e visuais no dispositivo GPS, úteis para nos apercebermos dos veículos que se aproximam, além de avisar se estes se aproximam a alta velocidade ou velocidade considerada normal. Neste imagem: o aviso na lateral direita do ecrã, informa a posição da viatura que se aproxima e a velocidade (linha amarela, velocidade normal, caso se aproximasse em alta velocidade a linha seria vermelha). Em zonas urbanas com mais movimento, aconselho desligarem os avisos sonoros do GPS sincronizado com a luz, pois este parece uma "maquineta" de jogos dos anos 80 a apitar. imaginem um "Bip" por cada carro que passa por vocês numa zona de grande movimento. Em estradas fora de zonas urbanas os avisos sonoros são úteis. Integração Inteligente A compatibilidade com diversos dispositivos, incluindo dispositivos GPS de bicicleta, relógios e a aplicação iGPSPORT, destaca a integração inteligente da iGPSPORT SR30. A integração com o dispositivo GPS é bastante vantajosa, na medida em que através do teu GPS podes controlar os modos de luz, além de ligar e desligar a mesma sem necessidade de carregar no botão da própria luz. Por falar em modos de luz, a SR30 tem várias combinações de iluminação, desde o constante aos modos de flash intermitentes, a SR30 oferece opções para diversas situações. Características príncipais: Duração bateria : 25 Horas Tempo de carregamento : 3h Interface : TIPO-C Peso: 68.8g Tipos de selim: espigões tipo D/redondos//aero Conclusão: A iGPSPORT SR30 Smart Radar Taillight é mais do que uma luz traseira para bicicleta; é uma ferramenta essencial para os ciclistas comprometidos com a segurança. Com visibilidade impressionante, versatilidade de iluminação, integração inteligente e um radar de alta precisão, a SR30 destaca-se como uma escolha acertada para quem pedala nas estradas. Pedale com confiança, pedale com a iGPSPORT SR30. Disponibilidade e preços: Podes encontrar a iGPSPORT SR30 à venda em lojas com material iGPSORT. Para saber mais pormenores sobre as características, disponibilidade e preços desta luz, contacta o importador em Portugal, S.C. Vouga. ### E3 Saxo Classic- O reencontro de Van Aert e Van der Poel A época das Clássicas Belgas continua a todo o vapor e entra agora na sua fase mais importante com o início da Vlaamse Wielerweek. A Semana de Ciclismo Flamenga é um conjunto de 5 provas (Brugge-De Panne, E3 Saxo Classic, Gent Wevelgem, Através da Flandres, e Volta à Flandres). Estas corridas estão carregadas de história celebrando os combatentes tombados e as tragédias provocadas pelas duas Grandes Guerras que assolaram os campos da Flandres. Esta sequência de clássicas belgas do WorldTour culmina como todos os anos, com a Volta à Flandres no primeiro domingo de abril. Depois da vitória de Jasper Philipsen na clássica Brugge-De Panne é hora de virarmos as atenções para a clássica seguinte, a E3 Saxo Classic. E3 Saxo Classic As semanas de ciclismo por terras flamengas proporcionam-nos sempre dias de ciclismo espetaculares, com corridas partidas, imprevisíveis e ciclistas valentes. Para além das dificuldades no percurso, o vento e a chuva dificultam ainda mais a vida aos ciclistas, que cerram os dentes e pedalam pela honra de conquistar uma clássica belga. É na E3 Saxo Classic que se vão defrontar pela primeira vez na estrada esta época Van der Poel e Van Aert, um confronto sempre aguardado com expectativa. Percurso A E3 Saxo Classic tem menos importância que a Volta à Flandres mas é certamente um barómetro para o Monumento que se disputa na semana seguinte. É uma corrida com muitos resultados e desenrolar possíveis, mas é por norma discutida num sprint reduzido. Na 66.ª edição da prova, os corredores vão fazer 207 quilómetros, ultrapassando muitas das subidas e setores de pavé, muitos dos quais presentes na Volta à Flandres. Serão um total de 17 topos e 9 setores de pavé, alguns deles também em subida. O Paterberg e o Oude Kwaremont são setores fundamentais e onde normalmente se fazem as diferenças essenciais para vencer e vão ser percorridos em direção inversa à que os ciclistas fazem na Volta à Flandres. É a repetição constante de subidas e pavé que fazem da E3 Saxo Classic uma das melhores semi-clássicas do calendário. Favoritos Apesar dos dois pódios, Van der Poel nunca venceu esta corrida e mostrou estar já em grande forma na Milão-Sanremo. Quererá juntar a E3 às duas vitórias em Flandres. Wout Van Aert tem feito trabalho específico para Flandres e Roubaix e treino em altitude. Agora que chegam as corridas importantes estará também ele pronto para vencer. Leva consigo uma equipa de luxo para o ajudar a alcançar a terceira E3 Saxo Classic consecutiva. A Alpecin-Deceuninck de Van der Poel tem em Jasper Philipsen outra a carta para jogar. Esta dupla já deu imensas vitórias à equipa de Christoph Roodhooft e depois da vitória em Sanremo e na Brugge-De Panne, forma não lhe faltará. Já a Visma Lease a Bike tem Van Aert como líder mas traz uma equipa fortíssima com Tiesj Benoot, Tratnik que venceu a Omloop e Jorgenson que vem da vitória na geral do Paris-Nice. Arnaud de Lie tem tido uma época de altos e baixos, mas depois da mostra de força na Bredene Koksijde é um corredor a quem tem de se estar muito atento. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1768683756045336750 Mads Pedersen já venceu seis vezes este ano e esteve muito perto de vencer no Paris-Nice. A sua prestação em Sanremo, onde acabou no grupo dos melhores, dá garantias da sua excelente forma física. Girmay, Asgreen, Kung, Mohoric e Wellens são também eles ciclistas muito fortes e habituados a estas andanças.  Ivo Oliveira, com a UAE será o representante português na E3 Saxo Bank. O mítico Tom Boonen é quem tem o recorde de mais vitórias. O ex-ciclista belga venceu a E3 Saxo Classic por 5 vezes. A última foi em 2012, que lhe permitiu bater o recorde de Rik Van Looy que venceu quatro vezes entre 1964 e 1969. 2016 - Tom Boonen ### Cape Epic 2024 - O resumo com os vídeos e classificações da Etapa 4 A Etapa 4 da Absa Cape Epic 2024 foi caracterizada por subidas íngremes, descidas técnicas e trechos de singletrack intermináveis. Entre a adrenalina da Roller Coaster até às rochas do Vale Doolhof, esta etapa era considerada a etapa rainha da competição. (Vídeo resumo no final). Categoria Masculina Na quarta etapa da Cape Epic 2024, assistimos a uma intensa batalha entre as equipas líderes, com destaque para a investida da World Bicycle Relief, com Nino Schurter e Sebastian Fini, assim como a audácia da Canyon-Sidi de Andreas Seewald e Marc Stutzmann. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770719083190685719 No entanto, o dia foi marcado pelo revés da equipa Buff-Megamo, constituída por Wout Alleman e Hans Becking. Após três dias de desempenho consistente, tiveram um dia menos bom fisicamente, além de terem problemas mecânicos que os fizeram perder tempo precioso, que acabou por resultar na perda da liderança da competição. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770707057060024739 Num momento em que a Buff-Megamo já se encontrava em dificuldades, a Canyon-Sidi não conseguiu responder ao ataque de Nino Schurter numa das subidas, cedendo terreno para as equipas World Bicycle Relief e Toyota-Specialized-NinetyOne, que acabaram por disputar a vitória de etapa. Schurter e Fini alcançaram assim a sua segunda vitória, deixando a sua marca em mais uma das jornadas da competição. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770733057345048982 Mudança de líderes Com o dia menos bom da Buff-Megamo, a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne, composta por Matthew Beers e Howard Grotts, ascendeu à liderança da classificação geral, demonstrando que o segredo para conquistar a geral é a consistência, pois apesar de ainda não terem vencido qualquer etapa assumem a liderança da geral. A vitória final da Cape Epic 2024 está imprevisível, pois só dois minutos separam as equipas World Bicycle Relief e Toyota-Specialized-NinetyOne. Esta corrida só termina no ultimo dia, na linha de meta, em cada etapa o cenário pode mudar drasticamente, como aconteceu hoje com a equipa Buff-Megamo, pelo que a emoção se mantém até ao final. Pódio Etapa 4 O português José Dias, equipa Buff-Megamo 2, terminou o dia no 11.º posto, pelo que acabou por perder uma posição na geral, seguindo agora em 10.º José Dias e Enrique Morcillo - Buff-Megamo 2 TOP 10 classificação geral, após etapa 4 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BEERSHoward GROTTS15:54:04-2World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI15:56:04+2:003Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN15:59:07+5:034ORBEA Leatt Speed CompanyGeorg EGGERLukas BAUM16:03:37+9:335Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN16:05:40+11:366Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO16:18:07+24:037Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN16:23:58+29:548Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC16:29:31+35:279Scott Calabandida9. OverallSergio MANTECON GUTIERREZPawel BERNAS16:29:5310Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA16:30:36+36:32 Categoria feminina Na categoria feminina houve equilíbrio entre as três principais equipas que dominam a classificação geral. No desfecho da etapa, a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne esforçou-se ao máximo pela vitória, mas acabou por não conseguir alcançá-la. Pelo quinto dia consecutivo, a equipa Ghost Factory Racing mostrou novamente um desempenho soberbo ao vencer a etapa, consolidando assim a sua liderança na competição. Com um registo impecável de cinco vitórias em cinco dias de competição, detêm uma vantagem de 2 minutos e 30 segundos sobre a equipa Cannondale Factory Racing. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770731573488255456 Apesar desta vantagem, é importante notar que numa prova exigente como a Cape Epic, a liderança atual não garante ainda a vitória final, uma vez que faltam ainda três dias de competição. No dia de hoje, a equipa Cannondale Factory Racing conseguiu terminar junto das líderes, não cedendo tempo e mantendo assim a pressão na disputa pela vitória geral da competição. Pódio Etapa 4 Entramos para a reta final de prova sendo ainda imprevisível o desfecho, cada dia será crucial na luta pelo título feminino na Cape Epic 2024. TOP 10 classificação geral, após etapa 4 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TERPSTRANicole KOLLER19:31:44-2Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL19:34:15+2:313Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD19:39:40+7:564e-FORT68. OverallLéna GÉRAULTHayley PREEN20:34:495Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA20:37:06+1:05:226Scott Calabandida79. OverallNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB21:03:4878capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA21:28:10+1:56:268e-FORT99. OverallMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS21:46:129Fortress WomenIla STOWLaura STARK22:10:43+2:38:5910PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN22:56:22+3:24:38 Vídeo resumo da etapa 4 https://youtu.be/-L578URNh-I?si=dDWtdDcL-Hz3etmY Classificações completas AQUI. ### Volta à Catalunha - Novo show de Pogacar na etapa 3 A terceira etapa da Volta à Catalunha levou os ciclistas até Port Ainé, ao longo de 177 quilómetros e com mais de 4000 metros de acumulado. Depois da chuva de ontem, o tempo deu tréguas aos ciclistas que ultrapassaram uma contagem de primeira categoria e duas de categoria extra.  Trepadores tentaram a sua sorte Num dia com um perfil digno de uma etapa de alta montanha de uma grande volta, vários ciclistas de qualidade como Mollema, Vansevenant, Haig, Carthy, Sosa entre outros, adiantaram-se ao pelotão formando a fuga do dia. Com a UAE Emirates e a Visma Lease a Bike ao trabalho, todos os ciclistas da fuga foram apanhados ainda antes dos 60 quilómetros finais. De seguida, o pelotão rodou junto até ao início da última subida do dia.  https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1770428485598667009 Ascenção a Port Ainé Foi a Soudal Quick-Step quem impôs o ritmo na subida, trabalhando para o seu lider Mikel Landa. O ciclista espanhol atacou a 7,5 quilómetros da meta, mas foi prontamente seguido por Pogačar, que contra-atacou Landa e tal como ontem, fez os últimos 7 quilómetros sozinho, até levantar os braços no topo de Port Ainé. Mikel Landa chegou passados 48 segundos e Tiberi, ciclista da Bahrain-Victorious, fechou o pódio da etapa a 1:03 do vencedor. João Almeida chegou em 17.º a 1:46 minutos e está agora na 10.ª posição, a 3:52 minutos do líder e seu colega de equipa Tadej Pogačar.  https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1770539711221637296 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej4:34:252 LANDA Mikel0:483 TIBERI Antonio1:034 POELS Wout,,5 KUSS Sepp,,6 VLASOV Aleksandr1:107 RODRÍGUEZ Cristián,,8 HARPER Chris,,9 MARTINEZ Lenny,,10 MAS Enric,, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej13:38:122 LANDA Mikel2:273 VLASOV Aleksandr2:554 MARTINEZ Lenny3:215 HARPER Chris3:226 MAS Enric3:277 KUSS Sepp3:348 POELS Wout,,9 BERNAL Egan3:5010 ALMEIDA João3:52 Resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=GaDBOiMk6Jk&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 4 ### Paris 2024: aí vão eles! Pistards portugueses saem da Taça das Nações de Hong Kong a um passo dos Jogos Olímpicos. Maria Martins repetirá Tóquio e seleção masculina fará história. O dia 20 de março é o dia internacional da felicidade e nada me deixa mais feliz do que ver Portugal com uma ampla representação no ciclismo em Paris 2024. No ciclismo de estrada Portugal terá dois homens e uma mulher nas provas olímpicas. A seleção masculina não falha o apuramento desde Atlanta 1996, os Jogos que marcaram a última presença do país na corrida feminina. A pista entrou no radar olímpico nacional quando Maria Martins se tornou a primeira atleta a apurar a nação para Tóquio 2020. Quatro anos mais tarde os pistards masculinos preparam-se para se juntar à festa. Nada disto seria possível sem o velódromo de Anadia, a infraestrutura que serviu de trampolim para a atual geração de atletas. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Apuramento está no bolso! Curiosamente o apuramento foi selado em Hong Kong, na ronda 2 da Taça das Nações. Foi também em Hong Kong que, em 2019, Portugal perdeu o apuramento para Tóquio. Nesse Madison, que Iúri Leitão fez com Ivo Oliveira, o vianense caiu e Portugal terminou no penúltimo lugar com três pontos. Cinco anos depois Leitão fez dupla com João Matias e juntos somaram 33 pontos, fechando no 4º lugar. A isto há que acrescentar o 6º posto de Iúri Leitão no omnium, onde venceu a eliminação. A um evento do fecho da qualificação olímpica Portugal subiu dois lugares e é o 3º país no ranking do Madison, além de ter mantido 3º lugar no omnium. O apuramento está no bolso! Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Ciclo olímpico muito trabalhado. O caso de Maria Martins não é de um apuramento tão à vontade, mas de um ciclo olímpico muito trabalhado. Hong Kong foi mais um passo rumo aos Jogos Olímpicos. Tata foi 9ª no omnium e somou 440 pontos. Além disso, bateu atletas de nações que são rivais diretas como Hong Kong, Chéquia e Espanha. Cedeu alguns pontos para Lituânia e China, mas isso não se refletiu no ranking olímpico onde Portugal até subiu do 11º ao 10º lugar. Com o final da Taça das Nações agendado para 12-14 de abril, em Milton (Canadá), chegará também a confirmação da presença de Maria Martins nos Jogos Olímpicos. "A Maria fez um programa de omnium em crescendo, com uma prova de eliminação muito boa. Na corrida por pontos procurámos fazer a nossa prova em função daquilo que é o processo da qualificação e das adversárias diretas dessa situação. Conseguimos melhorar em relação à Taça das Nações da Austrália e dar mais um passo importante no sentido da qualificação olímpica." Gabriel Mendes ### Cape Epic 2024 – Resumo com vídeos e classificações da Etapa 3 Após duas etapas emocionantes, com equipas a necessitarem recuperar tempo, a etapa 3 da Absa Cape Epic 2024 prometia espetáculo. O percurso foi uma combinação de algum asfalto com o terreno acidentado da Waterval Nature Reserve, que reservava duas subidas principais onde se faria a seleção dos grupos. Categoria masculina Na etapa 3 da Cape Epic 2024, a equipa Canyon-Sidi de Andreas Seewald e Marc Stutzmann realizou uma impressionante etapa ao atacar e conquistar a vitória. Completamente determinados em recuperar algum tempo e alcançar uma vitória de etapa, Andreas Seewald e Marc Stutzmann conseguem deixar a sua marca na Cape Epic 2024, para já com esta vitória. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770369289482113133 O azar continuou a perseguir a equipa World Bicycle Relief de Nino Schurter e Sebastian Fini, que enfrentou problemas mecânicos pelo segundo dia consecutivo. Este contratempo custou-lhes mais tempo precioso e resultou na descida de uma posição na classificação geral. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770355798738157837 Enquanto isso, as equipas Buff-Megamo, Orbea-Speed Company e Toyota-Specialized (que ocupam as três primeiras posições na classificação geral), optaram por uma estratégia cautelosa. Percebendo que a equipa Canyon-Sidi não representava uma ameaça imediata na classificação geral, permitiram que esta fosse à frente e concentraram-se em manter-se juntas, marcando-se mutuamente ao longo da corrida. O português José Dias, com o seu colega de equipa Enrique Morcillo (Buff Megamo 2), terminaram o dia no oitavo posto, o que lhes valeu subir uma posição na classificação geral, são agora os nonos classificados. TOP 10 Classificação geral, após etapa 3 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN12:29:38-2Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BEERSHoward GROTTS12:31:25+1:473World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI12:33:25+3:474ORBEA Leatt Speed CompanyGeorg EGGERLukas BAUM12:36:59+7:215Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO12:41:22+11:446Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN12:41:51+12:137Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN12:50:54+21:168Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC12:52:45+23:079Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA12:53:52+24:1410Scott Calabandida | MazowszeSergio MANTECON GUTIERREZPawel BERNAS12:55:09+25:31 Categoria feminina Na categoria feminina, a Ghost Factory Racing de Anne Terpstra e Nicole Coller, reafirmou sua superioridade ao conquistar a vitória pelo terceiro dia consecutivo. Com este triunfo reforçou a sua liderança na classificação geral. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770381564817330341 A equipa Cannondale, embora seja a equipa que está a dar mais luta às líderes, hoje viu a Ghost Factory Racing aumentar a sua vantagem na classificação geral, sendo já mais de dois minutos o que separam primeiras e segundas classificadas. Por sua vez, a Toyota Specialized, terminou o dia no terceiro lugar e assim se mantém na classificação geral, apesar de estar já a mais de sete minutos da liderança. Estas três equipas são as principais candidatas ao pódio final, já que têm uma diferença significativa em relação às restantes, são mais de vinte minutos que separam as terceiras classificadas das restantes. TOP 10 Classificação geral, após etapa 3 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TERPSTRANicole KOLLER15:22:54-2Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL15:25:23+2:293Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD15:30:48+7:544Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA15:52:48+29:545e-FORTFRARSAHayley PREEN16:06:116Scott CalabandidaESPSUIIrina LUETZELSCHWAB16:37:5078capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA16:47:50+1:24:568e-FORTFRAITACostanza FASOLIS16:59:559Fortress WomenIla STOWLaura STARK17:19:55+1:57:0110PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN17:52:09+2:29:15 Classificações completas AQUI. Resumo vídeo https://youtu.be/Ko-3HNFJV8U?si=7HSauJrcARsYCL7V ### Volta à Catalunha - Etapas 1 e 2 A Volta à Catalunha de 2024 arrancou na passada segunda feira (18) e numa edição com 7 etapas, estende-se até ao próximo domingo, dia do já habitual circuito de Montjuïc. Com a primeira edição a ir para a estrada em 1911, esta é uma corrida com grande história, que este ano chega à edição 103. Volta à Catalunha 2023. Créditos - Sprint Cycling Agency Etapa 1 A primeira etapa da Volta à Catalunha correu-se ao redor de Sant Feliu de Guíxols. Numa etapa de 178 quilómetros, a corrida foi controlada pelas equipas da UAE Emirates e a Visma Lease a Bike. Na última subida do dia situada a 20 quilómetros do final, o ritmo aumentou com a dupla da Emirates, Tadej Pogačar e e Marc Soler a iniciarem a descida nos primeiros lugares. Numa rápida descida até perto da meta, o grupo dos principais ciclistas chegou junto, onde surgiu um ataque de Nick Schultz da Israel Premier Tech nos 500 metros finais, feito em ligeira subida. O australiano conseguiu surpreender a Emirates e Pogačar que não o conseguiu apanhar quando lançou o seu sprint, deixando a vitória na primeira etapa e a camisola de líder para Schultz, que arrecadou a sua primeira vitória no WorldTour. https://twitter.com/Domestique___/status/1769753833834430643 Etapa 2 Num dia de chuva, a segunda etapa teve um perfil bem mais duro, com um final em alto, no topo de Valter 2000 ao fim de 187 quilómetros. A fuga do dia constituída por seis elementos, alcançou uma vantagem de 5:30 minutos antes do pelotão, comandado pela UAE Emirates, impor um ritmo mais sério. A fuga acabou por ser alcançada com as equipas dos favoritos a chegaram juntas ao início da subida final.  O pelotão, acabou por apanhar os fugitivos, com as equipas dos favoritos a chegaram juntas ao início da subida final. Pogačar, o grande favorito à etapa de hoje, atacou a 7 quilómetros do fim deixando para os restantes a lutar pelo segundo e terceiro lugar. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1770167805071044860 O ciclista esloveno chegou com 1:23 minutos sobre Mikel Landa e Vlasov que ficaram com os restantes lugares do pódio.João Almeida, o único português em prova, esteve ao trabalho e fez uma subida de trás para a frente, terminando no quarto posto a 1:38 minutos do vencedor da etapa e seu colega de equipa Tadej Pogačar. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej4:52:372 LANDA Mikel1:233 VLASOV Aleksandr1:244 ALMEIDA João1:385 MARTINEZ Lenny1:436 HARPER Chris1:447 BERNAL Egan1:478 MAS Enric1:499 POELS Wout2:0310 DÍAZ José Manuel,, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej9:03:572 LANDA Mikel1:353 VLASOV Aleksandr1:384 ALMEIDA João1:565 MARTINEZ Lenny2:016 HARPER Chris2:027 BERNAL Egan,,8 MAS Enric2:079 KUSS Sepp2:2110 DÍAZ José Manuel,, Resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=wldbR93qq2I&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 3 Fonte: Página oficial da prova ### Cape Epic 2024 - Etapa 2 A equipa Buff Megamo, com Hans Becking e Wout Alleman assumiram a liderança da Cape Epic 2024 após uma segunda etapa cheia de emoção. O segundo dia da Absa Cape Epic 2024, com partida e chegada em Saronsberg, teve um percurso de 97 km. e mais de 2.200 metros de desnível positivo. A prova já começou a mostrar a sua dureza. Categoria masculina A etapa começou com uma subida inicial exigente e técnica, que rapidamente selecionou os ciclistas. Embora Matt Beers liderasse o pelotão inicialmente, um contratempo afetou a equipa de Sebastian Fini e Nino Schurter (líderes naquele momento), com um furo antes da subida, algo que acabaria por influenciar o desfecho final da etapa 2. Wout Alleman e Hans Becking, da Buff Megamo, aproveitaram a situação de corrida e lançaram um ataque durante a subida, formando um grupo de fuga ao lado das equipas Toyota-Specialized-NinetyOne e Orbea Leatt Speed ​​Company Racing. Essa movimentação estratégica pressionou Schurter e Fini, que tiveram que gastar energia extra para tentar reduzir a diferença. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770004397201760260 Apesar da rápida recuperação da equipa da World Bicycle Relief, a Buff Megamo e a Orbea Leatt Speed ​​Company Racing mantiveram o ritmo, mantendo a pressão sobre os líderes. Alleman e Becking, conseguiram manter o controlo e travaram uma batalha emocionante com Schurter e Fini pela liderança. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770005466971578500 No final, a equipa Buff Megamo cruzou a linha de meta em primeiro, "garantindo a sua posição de"assaltando" a liderança da classificação geral com uma vantagem de 32 segundos. Primeira reviravolta na Absa Cape Epic 2024, que como se sabe é uma corrida na qual o cenário pode mudar a cada dia que passa, prometendo mais ação e drama nas próximas etapas. O português José Dias, da equipa Buff Megamo, segue na 10.ª posição da geral, com o colega de equipa Enrique Morcillo. TOP 10 Classificação geral, após etapa 2 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN8:48:20-2World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI8:48:52+323Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BEERSHoward GROTTS8:50:12+1:524ORBEA Leatt Speed CompanyGeorg EGGERLukas BAUM8:55:45+7:255Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO8:56:50+8:306Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN9:01:27+13:077Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN9:03:19+14:598Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC9:04:56+16:369Scott Calabandida9. OverallSergio MANTECON GUTIERREZPawel BERNAS9:07:3210Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA9:09:16+20:56 Categoria feminina Na categoria feminina da corrida, mais uma vez, as equipas favoritas terminaram na frente, sem problema mecânicos e sem grande diferença de tempo. A Ghost Factory Racing, com Anne Terpstra e Nicole Koller, e a Cannondale Factory Racing, com Mona Mitterwallner e Candice Lill, cruzaram juntas a linha de chegada, com apenas 7 segundos de diferença entre elas. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770028664320561405 No dia de hoje, as líderes mantiveram um ritmo competitivo, mantendo contato próximo com as suas perseguidoras, Sofía Gómez e Samara Sheppard, que terminaram a etapa a menos de meio minuto das líderes. Com este resultado, a luta pela classificação geral continua animada, com Terpstra e Koller a liderar com uma vantagem de 1 minuto e 13 segundos sobre Mitterwallner e Lill, mantendo a expectativa alta para as próximas etapas. TOP 10 Classificação geral, após etapa 2 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TERPSTRANicole KOLLER10:51:27-2Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL10:52:40+1:133Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD10:58:04+6:374Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA11:08:48+17:215e-FORT | PrivateClientHoldingsLéna GÉRAULTHayley PREEN11:18:22+26:556Scott Calabandida | BullsNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB11:37:57+46:307e-FORT | MenteCorpoMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS11:49:25+57:5888capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA11:53:36+1:02:099Fortress WomenIla STOWLaura STARK12:18:25+1:26:5810#SheUntamedSarah HILLHayley SMITH12:36:10+1:44:43 Vídeo resumo https://youtu.be/UQg6vfO5iIg?si=nQjww5cqsWG0U_Ir Classificações completas AQUI. ### Cape Epic 2024 - Etapa 1 Depois do prólogo que deu o tiro de partida da Absa Cape Epic de 2024, os ciclistas tiveram pela frente a etapa 1, que consistiu em 88km para percorrer, com um desnível positivo de 2450 metros. Nino Schurter e Sebastian Fini partiam como líderes masculinos, enquanto que no feminino, a dupla Anne Terpstra e Nicole Koller tentavam defender a vitória no prólogo de ontem. Corrida masculina Num dia em que Schurter e Fini defendiam a camisola amarela conquistada no prólogo inicial, a corrida revelou-se um teste à capacidade física dos ciclistas. O grupo da frente foi perdendo elementos e apenas as equipas World Bicycle Relief, Buff Megamo, Wilier Vittoria, Toyota-Specialized-NinetyOne e a Orbea Leatt Speed Company Racing tiveram capacidade para seguir na frente. Os líderes da corrida tentaram uma movimentação mas foram seguidos, primeiramente por Wout Alleman, ao qual se juntou o seu colega de equipa, Hans Becking. https://twitter.com/CapeEpic/status/1769648394308358568 Um problema na corrente de Sebastian Fini, permitiu a Alleman e Becking a vitória na primeira etapa da Cape Epic com a dupla da World Bicycle Relief a cortar a meta em segundo, mas a manter a liderança da prova. O terceiro posto ficou para Matthew Beers e Howard Grotts da Toyota-Specialized-NinetyOne. Classificação Geral - Top 10 PosiçãoDuplaTempo1Nino SCHURTER Sebastian FINI4:41:282Matthew BEERSHoward GROTTS4:42:383Hans BECKINGWout ALLEMAN4:42:584Fabian RABENSTEINERSamuele PORRO4:43:535Georg EGGERLukas BAUM4:48:166Marc PRITZENTristan NORTJE4:49:307Andreas SEEWALDMarc STUTZMANN4:50:238Simon STIEBJAHNJakob HARTMANN4:50:259Marco JOUBERTWessel BOTHA4:51:0410Martin STOŠEKPetr VAKOC4:52:02 Corrida feminina Na corrida feminina da Absa Cape Epic, Anne Terpstra e Nicole Koller continuaram a mostrar a grande forma com que venceram o prólogo de ontem e venceram a etapa 1. https://twitter.com/CapeEpic/status/1769655418437959745 A dupla da Ghost Factory Racing, venceu por apenas um segundo de diferença sobre as ciclistas Mona Mitterwallner e Candice Lill da Cannondale Factory Racing, que repetiram o segundo lugar do dia de ontem. Em terceiro lugar mas a mais de 5 minutos ficaram Sofia Gomez Villafane e Samara Sheppard que juntam o terceiro lugar da primeira etapa ao terceiro lugar na geral. Classificação Geral - Top 10 PosiçãoDuplaTempoDiferença1.Anne TerpstraNicole Koller5:40:272.Mona MITTERWALLNERCandice LILL5:41:33+1:063.Sofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD5:46:39+6:124.Vera LOOSERAlexis SKARDA5:50:42+10:155.Léna GÉRAULTHayley PREEN5:57:29+17:026.Natalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB6:08:47+28:207.Margot MOSCHETTICostanza FASOLIS6:13:15+32:488.Janka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA6:16:24+35:579.Ila STOWLaura STARK6:26:43+46:1610.Sarah HILLHayley SMITH6:34:59+54:32 Classificações completas AQUI. Resumo vídeo da Etapa 1 https://youtu.be/LD9GozBdoZs?si=GCyg8ialiEJFZgvJ ### Daniela Campos e Raquel Queirós mostram o caminho Há 31 anos que uma portuguesa não vencia uma corrida UCI. Da Volta à Guatemala ao XCO de Torrenueva, a crónica do dia inédito do ciclismo nacional. Ver uma ciclista portuguesa a ganhar uma corrida no estrangeiro é raro. Que duas o façam no mesmo dia deve ser inédito. Aconteceu este domingo, em disciplinas distintas. As protagonistas são talentos multidisciplinares: Daniela Campos faz estrada e pista, já Raquel Queirós concilia mountain bike e estrada. Primeira vitória UCI de uma ciclista portuguesa? Começamos por Daniela Campos que venceu ao sprint a etapa final da Volta à Guatemala. A corredora da Eneicate viu ainda a colega Valentina Basilico vencer a Volta. A prova de categoria 2.2 leva-nos a perguntar: é esta a primeira vitória UCI na história do ciclismo feminino português? O TopCycling consultou várias fontes e antigas ciclistas. Concluímos que só há precedentes com Ana Barros, na década de 1990. A Federação Portuguesa de Ciclismo atribui à vianense 39 vitórias entre 1989 e 1996 sem detalhar os eventos. Aqui entra a preciosa ajuda da Isabel Fernandes, comentadora Eurosport. Graças a jornais da época e classificações do GP Tensai de 1992 descobrimos que Ana Barros venceu a 5ª e última etapa perante a neerlandesa Elsbeth Vink. Foi na chegada a Lisboa após 74 km de percurso percorridos a 40,4 km/h de média. Também ganhou o prólogo na edição de 1993, conforme a própria Ana Barros nos confirmou. Tinha tanto talento que batia atletas que faziam o triplo dos quilómetros por época! Elsbeth Vink, por exemplo, correu na Rabobank e na Farm Frites, venceu a Volta à Holanda e uma etapa na Volta à França de 1993. Importa contextualizar que o GP Tensai era um evento UCI. O regulamento da prova até está escrito no francês oficial da UCI e sabemos disso porque a Isabel Fernandes o tem no arquivo. Da atual geração nem Maria Martins nem Daniela Reis venceram provas UCI. Também nada a registar na era de Isabel Caetano, Esther Alves ou Irina Garcia – dominadoras dos Nacionais entre 2002 e 2012. Raquel Queirós impôs-se em Torrenueva Boas notícias também vindas de Espanha: Raquel Queirós impôs-se em Torrenueva, localidade costeira situada perto de Granada. A vilacondense ganhou o cross-country olímpico (XCO) numa prova de classe 2 pontuável para o ranking UCI, no qual ocupa a 48ª posição. A mountain biker representou Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio e corre este ano na BH Coloma Team. Raquel Queirós foi 7ª em Chelva e 15ª em Banyoles, eventos da máxima categoria (classe HC) disputados em Espanha. Na estrada fez história ao vencer a 1ª Volta a Portugal em Bicicleta Feminina, em 2021. ### Absa Cape Epic 2024 - Dia 1 - Prólogo Início com o domínio das equipas de fábrica do XCO Começou a Absa Cape Epic 2024, a competição de BTT por etapas mais mediática do planeta deu a sua pedalada inicial com o tradicional prólogo, com um percurso de 26 km. e 700 metros de desnível positivo (D+) de elevação, pelo terreno árido e bem conhecido de Lourensford Wine State. Categoria masculina Na competição masculina, as equipas oficiais do Cross Country Olímpico (XCO) dominaram desde o início. Nino Schurter e Sebastian Fini (World Bicycle Relief), colocaram-se líderes ao conquistar a vitória no prólogo. A dupla venceu com uma vantagem de 51 segundos sobre os segundos classificados, Matt Beers e Howard Grotts (Toyota-Specialized-NinetyOne). Destaque para a equipa Buff Megamo, com Hans Becking e Wout Alleman, que conquistou a terceira posição. https://twitter.com/CapeEpic/status/1769332567394729991 TOP 10 World Bicycle Relief (Nino SCHURTER e Sebastian FINI) - 1:02:38 Toyota-Specialized-NinetyOne (Matthew BEERS e Howard GROTTS) - 1:03:29 (+51) Buff Megamo (Hans BECKING e Wout ALLEMAN) - 1:04:10 (+1:32) Imbuko (Marco JOUBERT e Wessel BOTHA) - 1:04:15 (+1:37) Fábrica Wilier Vittoria (Fabian RABENSTEINER e Samuele PORRO) - 1:04:23 (+1:45) ORBEA Leatt Speed ​​​​Company (Georg EGGER e Lukas BAUM) - 1:05:26 (+2:48) Canyon SIDI (Andreas SEEWALD e Marc STUTZMANN) - 1:05:32 (+2:54) Honeycomb Pro Cycling ( Marc PRITZEN e Tristan NORTJE) - 1:05:39 (+3:01) Buff Megamo (José DIAS e Enrique MORCILLO VERGARA) - 1:05:39 (+3:01) PYGA Euro Steel (Philip BUYS e Pieter DU TOIT) - 1:05:48 (+3:10) Categoria Feminina No pelotão feminino, a equipa Ghost Factory Racing, composta por Anne Terpstra e Nicole Koller, garantiu a vitória no prólogo com um tempo inferior a uma hora e um quarto, as duas mostraram total adaptação ao terreno explosivo, conquistando uma vantagem de 1 minuto e 5 segundos sobre as segundas classificadas, Mona Mitterwallner e Candice Lilla (Cannondale Factory Racing). A equipa da Toyota-Specialized-NinetyOne, com Sofia Gomez Villafane e Samara Sheppard, completou o pódio feminino. TOP 10 GHOST Factory Racing (Anne TERPSTRA e Nicole KOLLER) - 1:14:45 Cannondale Factory Racing (Mona MITTERWALLNER – Candice LILL) - +1:05 Toyota-Specialized-NinetyOne (Sofia GOMEZ VILLAFANE e Samara SHEPPARD) - +1:11 Eficiente Infiniti SCB SRAM (Vera LOOSER e Alexis SKARDA) - +3:10 e-FORT | PrivateClientHoldings (Léna GÉRAULT e Hayley PREEN) - +5:19 e-FORT | MenteCorpo (Margot MOSCHETTI e Costanza FASOLIS) - +7:20 Cannondale ISB Feminino (Monica YULIANA CALDERON MARTINEZ e Meritxell FIGUERAS) - +7:52 8capital (Janka KESEG STEVKOVA e Martina KRAHULCOVA) - +8:43 Mulheres da Fortaleza (Ila STOW e Laura STARK) - +9:12 Scott Calabandida | Touros (Natalia FISCHER EGUSQUIZA e Irina LUETZELSCHWAB) - +10:34 Classificações completas AQUI. A Absa Cape Epic 2024 acabou de iniciar e promete ser uma competição emocionante, com os melhores atletas do mundo, ao longo dos próximos dias pode ver o resumo de todas etapas aqui no Topcycling.pt ### Milão-Sanremo 2024 - Foi emoção até à linha de meta A Milão-Sanremo 2024, primeiro monumento da temporada, proporcionou mais uma emocionante edição num percurso longo e desgastante de quase 300 quilómetros como é habitual, passando pelos locais emblemáticos como Capi, Cipressa e Poggio. Créditos: LaPresse A subida da Cipressa, como habitualmente, foi determinante na seleção do pelotão, deixando para trás nomes de peso como Jonathan Milan, Alexander Kristoff e Christophe Laporte. No entanto, ficaram homens rápidos no grupo da frente e foi na ascensão do Poggio que o verdadeiro espetáculo aconteceu, mas não como nos últimos anos. Créditos: LaPresse Tadej Pogačar, depois de ter colocado a equipa a trabalho nas subidas da Cipressa e Poggio, foi o primeiro a tentar fazer diferenças com um ataque a pouco mais de um quilómetro do alto do Poggio, com Mathieu Van der Poel a responder de imediato. https://twitter.com/Milano_Sanremo/status/1769023029500080232 Tadej Pogacar e Mathieu van der Poel chegaram a ter alguma vantagem mas Tom Pidcock fechou o espaço na descida e o pelotão seguiu compacto para o final, com ciclistas como Alberto Bettiol, Filippo Ganna, Mads Pedersen, Jasper Stuyven, Julian Alaphilippe, Michael Matthews e Matej Mohorič a manterem-se na luta pela vitória. Num momento surpreendente, Matteo Sobrero tentou surpreender o pelotão, mas foi alcançado por Pidcock, que se destacou nos metros finais. No sprint final, Michael Matthews surgiu com uma velocidade e força impressionantes, mas foi Jasper Philipsen quem se destacou e acabou por ser mais rápido nos últimos metros, conquistando a vitória numa emocionante chegada à Via Roma, por menos de uma roda de diferença para Matthews. A Milão-Sanremo 2024 foi uma edição particularmente espetacular, com vários ataques e respostas dos favoritos, acabando no entanto por regressar a um desfecho com vitória de um sprinter, com Jasper Philipsen a inscrever o seu nome na história da competição pela porta grande, tendo Michael Matthews e Tadej Pogacar completado o pódio na segunda e terceira posição respectivamente. Créditos: LaPresse É uma sensação incrível vencer a Milão-Sanremo. Deixa-me muito orgulhoso e feliz, especialmente depois do lançamento que recebi de Mathieu van der Poel. Foi uma corrida rápida durante todo o dia, mas senti-me muito bem o tempo todo. Acreditei em mim mesmo, mas tudo tinha que correr com perfeição. Não estava acostumado a sprintar depois de 300 kms. e pude sentir a diferença. Não esperava que Michael Matthews estivesse tão bem, mas estou feliz por ter conseguido vencê-lo. Jasper Philipsen Jasper Philipsen, que tinha confessado ao Topcyling em entrevista que um dos seus objectivos de carreira era vencer um monumento, outro um mundial, o monumento já está. Eu tenho muitos objetivos como tentar ser campeão do mundo, europeu, nacional… um dia. Um Monumento e um Mundial são objetivos de carreira, mas uma camisola verde no Tour de France também. Se conseguir pelo menos um dos itens na lista já seria bom”. Jasper Philipsen ao Topcycling em janeiro de 2023. Venceu um monumento, e teve no pódio o seu amigo de longa data Tadej Pogacar. Na imagem em baixo, ambos na Volta ao Algarve em 2019. Créditos: TopCycling Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=fToNSPIid68 TOP 10 POSCICLISTA - EQUIPATEMPO01PHILIPSEN Jasper - Alpecin-Deceuninck06:14:4402MATTHEWS Michael T- eam Jayco-AlUla+ 0003POGACAR Tadej - UAE Team Emirates+ 0004PEDERSEN Mads - Lidl-Trek+ 0005BETTIOL Alberto - EF Education-EasyPost+ 0006MOHORIC Matej - Bahrain Victorious+ 0007VAN GILS Maxim - Lotto Dstny+ 0008STUYVEN Jasper - Lidl-Trek+ 0009ALAPHILIPPE Julian - Soudal Quick-Step+ 0010VAN DER POEL Mathieu - Alpecin-Deceuninck+ 00 ### Evoc Torso Protector - Segurança para desafiar os limites A EVOC acaba de lançar um novo produto na sua linha de proteções para Enduro e DH. A EVOC Torso Protector é uma proteção para o tronco desenvolvida com tecnologia avançada e materiais de alta qualidade, que tem como objectivo oferecer uma combinação única de conforto, ajuste e segurança. Este equipamento específico para as costas e o peito pode ser utilizado por cima do jersey. Graças à tecnologia LITESHIELD FLEX, recentemente desenvolvida pela EVOC, proporciona uma proteção sólida com uma impressionante absorção de impacto de 95% (dados da marca), ao mesmo tempo que se molda ao corpo, garantindo uma liberdade de movimento incrível. Para utilizar em conjunto a EVOC Torso Protector tem a PIN PACK WP 1,5, uma pequena bolsa impermeável, lavável e sem PVC, feita para armazenar objectos de valor, ferramentas ou snacks. Esta bolsa pode ser convenientemente fixada na parte de trás do protetor através de pins com ímanes, garantindo assim acesso rápido e fácil aos itens essenciais durante a pedalada. Disponibilidade e preço Podes ver o preço e a disponibilidade do produto no site da Bicicmax, ou nas lojas distribuidoras da marca EVOC em Portugal. ### Milão-Sanremo - O primeiro monumento do ano Deixando para fevereiro do próximo ano a discussão sobre se a Strade Bianchi merece ou não ser o sexto monumento do ciclismo, é hora de ir até Itália, onde no próximo sábado, dia 16, se corre a Milão-Sanremo, o primeiro monumento da temporada. La Classicíssima vai para a sua 115.ª edição, e como sempre vai-nos fazendo esperar, minuto a minuto, quilómetro a quilómetro, à espera do local onde este ano se vai discutir a prova. Esta é uma corrida da qual se aprende a gostar à medida que o coração vai batendo mais forte, à medida que os corredores se aproximam da Cipressa. E não nos importamos de esperar os 288 quilómetros que este ano compõem o percurso, porque sabemos que no final vai valer sempre a pena. Percurso A Milão-Sanremo, pela primeira vez no ano passado, não começou em Milão, situação que se vai repetir este ano. O novo local da partida, Pavia, fica um pouco mais a sul, a 36 quilómetros da cidade da moda. Passo del Turchino Os ciclistas fazem depois 140 quilómetros praticamente planos até ao Passo del Turchino. Esta subida tem 3 quilómetros com 5.1% de inclinação média, que chega aos 11% na parte final. É o ponto mais alto da Milão-Sanremo mas por estar tão longe da meta nunca tem grande impacto no resultado final, a não ser o cansaço que provoca e que se vai acumulando. Depois de passado o Passo del Turchino, os ciclistas descem até Voltri onde têm mais 80 quilómetros sem grande desnível, mas onde os quilómetros se vão acumulando nas pernas. Créditos - LaPresse Os Três Capos Ziguezagueando ao longo da costa, os ciclistas vão-se aproximando dos 60 quilómetros decisivos. É nesta altura que cada vez mais televisões se sintonizam na corrida, e que surgem os três Capos: Capo Mele (1.5km a 4.9%), Capo Cervo (1.8km a 2.8%) e Capo Berta (2km a 6%). Cipressa Passados os Capos, o coração vai batendo mais forte e surgem os derradeiros 25 quilómetros. Aqui estão concentradas as últimas dificuldades do já longo dia, e onde o primeiro monumento do ano se vai decidir. La Cipressa (5,6km a 4,1%), é a primeira batalha da Milão-Sanremo onde se luta pela sempre fundamental posição. A fase mais exigente da subida tem um gradiente de 9% e o ritmo sobe a pique, fazendo sofrer e eliminando sprinters e ciclistas mal colocados. A partir daqui nunca mais se para. Créditos - SprintCyclingAgency Poggio Depois da descida sempre difícil e nervosa da Cipressa, rapidamente se chega ao sopé do Poggio di Sanremo. É aqui, que em 5 minutos se decide uma corrida de 7 horas. Esta chegada ao Poggio traz à memória a música dos saudosos Dire Straits, Money for Nothing. Há um crescendo palpável do solo inicial da bateria, até que explode na guitarra. A partir daí é aproveitar o que está para vir. Com 3,7km de distância e 3,7% de gradiente, é preciso, depois de quase 300 quilómetros, ter capacidade para a subida e destreza para a descida, que nos proporciona sempre momentos espetaculares de tensão a alta velocidade. É aqui que se fazem lendas e onde se decidiram as últimas sete Milão-Sanremo. Fonte: Página oficial da prova Os favoritos Este é o Monumento mais fácil de correr, mas o mais difícil de ganhar. É também uma das corridas mais difíceis de prever já que é uma prova que fica em aberto até muito perto do final e onde os blocos estão carregados de qualidade. A ausência de Van Aert, faz de Mathieu Van der Poel e Tadej Pogačar ainda mais favoritos a vencer o primeiro monumento do ano. Van der Poel tem a Milão-Sanremo como o primeiro grande objetivo da temporada, mas para isso terá de quebrar um enguiço que dura desde 1983, quando Giuseppe Saronni venceu pela última vez com a camisola arco-íris. A versatilidade de Pogačar faz dele favorito em todas as provas que participa e também não se importava de ganhar o seu quarto Monumento diferente, para começar a pensar na sua preparação para Roubaix 2025. A INEOS tem Ganna que fez segundo na edição de 2023 e Pidcock, que pode usar as suas capacidades de descida para fazer a diferença. E capacidade para descer é sinónimo de Mohorič, que pode repetir a façanha de 2022, quando fez uma das maiores descidas da história do ciclismo moderno. https://twitter.com/amantes_cycling/status/1633221584121913344 Outros nomes como Mads Pedersen, Christophe Laporte, Olav Kooij e Philipsen também são ciclistas importantes e a ter em conta, que dependendo de como se vai desenrolar a corrida, podem também levantar os braços na Via Roma. Transmissão A Milão-Sanremo vai para a estrada no próximo sábado dia 16, e vai ser transmitida desde o quilómetro zero no Eurosport 2, com a emissão a ter início às 08:50h. ### Trek anuncia parceria com o vestuário Rapha A Trek anunciou uma espantosa parceria com a Rapha, líder mundial em vestuário de ciclismo, passando a oferecer o icónico vestuário técnico da marca nos distribuidores Trek de todo o mundo. O vestuário de ciclismo da Rapha é conhecido pela sua qualidade premium e estilo distinto. Fundada em 2004, a Rapha rapidamente se destacou no mercado devido à sua abordagem inovadora e foco na performance, combinados com um design elegante e minimalista. Além do desempenho, o vestuário da Rapha também se destaca pelo seu estilo distintivo. As peças são conhecidas pelo seu design sofisticado e cores sóbrias, com detalhes subtis e elegantes, tendo sido esta a combinação que tronou a marca conhecida no mercado do ciclismo. Graças a esta nova parceira, qualquer cliente pode agora visitar os distribuidores Trek para ver, sentir e experimentar uma seleção com algum do vestuário mais vendido da Rapha, e encontrar o "look" pretendido para combinar o conforto e rendimento nas suas voltas. Além disso, o vestuário Rapha também está abrangido pelo compromisso de satisfação de 30 dias da Trek numa ampla rede de distribuidores a nível mundial. Disponibilidade e preços Podes ver a coleção, cores e preços AQUI. Este novo vestuário da Rapha está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. ### Specialized Epic 8 - Primeiro contacto A Specialized acaba de lançar a tão aguardada oitava geração da sua lendária bicicleta de montanha, a Specialized Epic 8. A oitava geração apresenta uma série de atualizações e mudanças significativas. Já tive a oportunidade de pedalar com a bicicleta (durante um dia), neste artigo mostro as novidades e faço a análise do modelo após este primeiro contacto. Vídeo https://youtu.be/mAUBMJmVFf8 Um pouco de história Criada em 1990, a primeira Specialized Epic (que por esta altura tinha a denominação de Stumpjumper Epic) surgiu com o propósito de ser uma bicicleta de montanha competitiva, para atender às demandas dos circuitos de XCO da altura. 1990 Stumpjumper Epic Rapidamente se tornou num "best-seller" da Specialized, ao longo dos anos esta bicicleta icónica passou por várias fases de evolução, adaptando-se às necessidades dos ciclistas de montanha, aos circuitos e ao que o mercado exigia. Em 2002 surgiu a primeira Epic com sistema Brain, um sistema de suspensão inovador que se baseava numa válvula de inércia que permitia distinguir as forças da pedalada e os impactos externos, ajustando automaticamente a rigidez da suspensão de acordo com a situação. Specialized Epic 2002 O sistema de suspensão Brain evoluiu ao longo dos anos, chegando mesmo a estar presente noutros modelos da marca, como a Stumpjumper (uma bicicleta de All Mountain), tornando-se numa "imagem de marca" da Specialized. Adeus sistema Brain Uma das mudanças mais notáveis é a ausência do sistema Brain, uma característica distintiva das versões anteriores da Epic. Após mais de 20 anos com o Brain, período no qual tanto a bicicleta como o próprio sistema evoluíram, a Specialized abdica em definitivo do sistema que chegou a ser "a bandeira" da marca nos modelos de BTT. Como refiro no vídeo, com a evolução dos circuitos de Cross-Country (XC) e do próprio BTT, as bicicletas de XC evoluíram para ter mais curso de suspensão e o Brain deixou de fazer tanto sentido como fazia em suspensões de 90 ou 100mm. A ausência do sistema Brain permite que, juntamente com as técnicas e carbono utilizados para o desenvolvimento do quadro, esta versão seja 76 gramas mais leve que a versão anterior, isto apesar de lhe terem adicionado o sistema SWAT e batentes de direção. Além do sistema SWAT e batentes de direção, o quadro da Epic ganha uma proteção inferior bem "avantajada" e guia de corrente para evitar chatices nos trilhos. Proteção inferior de quadro, na linha do modelo Stumpjumper. A versão testada tem guia de corrente e potenciómetro de série. Bloqueio remoto e 120mm. Embora tenha mais novidades, no que respeita a sensações de pedalada a Specialized Epic 8 é muito parecida com a antiga Epic EVO, mas melhor, porque vem equipada com um sistema de bloqueio remoto manual de amortecedor e suspensão, localizado no guiador. Bloqueio remoto manual de amortecedor e suspensão Esta mudança deixa o controlo do comportamento do amortecedor e suspensão entregues ao ciclista. Na versão testada o controlo remoto (tipo grip shift) é muito intuitivo e fácil de accionar, depois de estarmos habituados ajustamos facilmente a suspensão de acordo com as condições do terreno. Outra novidade importante é o aumento do curso do amortecedor e suspensão para 120mm, semelhante ao modelo anterior Epic EVO. É uma alteração que vai ao encontro das necessidades actuais e da industria no geral, os 120mm. estão implementados nas bicicletas de XC de suspensão total. Os 120mm. proporcionam maior capacidade para zonas e trilhos mais complicados, além de uma condução mais suave em terrenos acidentados. Além disso, o ângulo de direção de 66,4 graus confere maior estabilidade e controlo nas descidas mais íngremes. Sistema SWAT é bem vindo Um dos destaques desta Specialized Epic 8 é o sistema SWAT, um espaço de armazenamento integrado no quadro que permite ao ciclista transportar ferramentas, comida ou roupa extra sem a necessidade de utilizar bolsas ou mochilas adicionais. Sistema SWAT A Specialized foi pioneira neste sistema e na minha opinião só peca por tardio neste modelo, faz todo o sentido numa máquina de XC Maratona, onde os ciclistas passam longas horas em cima da bicicleta e necessitam transportar vários itens de material consigo. Sistema SWAT Esta característica acrescenta praticidade e versatilidade à bicicleta, tornando-a ideal para longas jornadas ou aventuras de um dia inteiro. Amortecedor e suspensão específicos O amortecedor e suspensão foram desenvolvidos especificamente para este modelo em colaboração com a RockShox, não vos posso dizer que notei algo de especial, o que notei é que têm uma boa leitura do terreno e um comportamento que nos dá confiança mesmo no primeiro contacto com a bicicleta. Sem integração A nova Epic não tem integração de cabos, uma tendência atual em quase todos os modelos de bicicletas, seja Estrada, BTT ou Gravel. A vantagem Por um lado, a ausência de cabos internos facilita a manutenção da bicicleta, um aspecto crucial especialmente em bicicletas de montanha que enfrentam condições adversas com lama e poeiras, além de serem expostas a mais lavagens. Com cabos externos, ciclista ou mecânico têm um acesso mais fácil para limpeza, lubrificação, ajustes e substituição de componentes. A desvantagem A desvantagem desta abordagem é estética, já se sabe que os olhos são os que comem primeiro e alguns utilizadores, na hora de comprar, não têm em conta os aspectos práticos, mas sim os estéticos. As bicicletas com integração de cabos tendem a ter um design mais limpo e elegante, sem cabos visíveis, o que pode ser considerado mais atrativo para alguns ciclistas em termos de aparência. Versão S-Works é de uma liga superior Na versão topo de gama da Specialized Epic 8, as diferenças vão além do simples tipo de carbono utilizado. É a única da gama com alguma integração de cabos e a suspensão inteligente RockShox Flight Attendant. O sistema de suspensão Flight Attendant é considerado por muitos como o mais avançado do momento. O Flight Attendant é único, no sentido em que é capaz de se ajustar automaticamente, levando em consideração o tipo de ciclista e as condições do terreno em tempo real. Ao analisar constantemente os dados do percurso, o sistema é capaz de antecipar e ajustar a configuração da suspensão para cada momento da pedalada, proporcionando a melhor experiência ao ciclista, independentemente das exigências do trilho. Veredicto final Em suma, a oitava geração da Specialized Epic representa uma revolução marcante na história deste icónico modelo da Specialized. Tem um design simples, características práticas e um desempenho que não vai defraudar tanto os entusiastas como os atletas de XC que pretendem competir, esta é uma bicicleta "pura e dura" de BTT, uma bicicleta de desempenho e ao mesmo tempo prática em todos os momentos. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, cores, disponibilidade e preços da Specialized Epic 8 AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pistards portugueses vão estar em Paris 2024. Podem escrever! História à vista para o ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Análise aos potenciais convocados, às disciplinas e às implicações na prova de estrada. A confirmação matemática só chegará após a ronda da Taça das Nações de Milton (Canadá), entre 12 e 14 de abril. Até lá os pistards portugueses cumprem o calendário de qualificação para os Jogos Olímpicos competindo em Hong Kong este fim de semana. Iúri Leitão fará o omnium, além do Madison com João Matias. Maria Martins fará o omnium. Portugal vai à Ásia correr de olhos postos nas disciplinas olímpicas, como confirma o selecionador nacional. “Estamos na fase final do processo de qualificação para Paris 2024. Essa é a prioridade e o objetivo é pontuarmos o máximo possível para os rankings Olímpicos de omnium e Madison, assim como dar continuidade ao processo de trabalho específico e de desenvolvimento do rendimento dos atletas.” Gabriel Mendes Ivo Oliveira (perseguição) e Maria Martins (omnium) saíram medalhados dos Mundiais de 2022.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Três pistards nacionais vão competir em Paris 2024 Maria Martins foi a única portuguesa apurada para Tóquio 2020, onde conquistou o diploma olímpico graças ao 7º lugar no omnium. Em Paris 2024 o cenário será mais animador. A seleção masculina tem o apuramento quase certo no Madison e através desta disciplina também vai assegurar um representante no omnium. Isto significa que três pistards nacionais vão competir em Paris 2024: dois homens e uma mulher. Quem serão os escolhidos? Iúri Leitão é o campeão mundial do omnium.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Tata tem lugar cativo na convocatória Há sete vagas para os países mais bem colocados no ranking do omnium. As nações que vão disputar a perseguição e o Madison têm direito a representação no omnium. Descartados os países que estão em zona de apuramento nessas disciplinas, Portugal está no 2º lugar entre sete países e tem margem de 797 pontos sobre a Espanha, a última das nações por agora classificadas. À falta de duas provas da Taça das Nações, Portugal teria que não somar pontos e ver as rivais operar uma recuperação épica. Tal como no ciclo olímpico anterior, foi Maria Martins que carregou o país às costas. Tata tem méritos e lugar cativo na convocatória do selecionador Gabriel Mendes. Ivo e Iúri abraçados após vencerem o madison em Milton (Canadá).Créditos: UCI Três nomes para duas vagas na seleção masculina O apuramento masculino está mais favorável. Portugal parte para Hong Kong como 5ª nação no ranking do Madison e 3ª no do omnium. Só não certificamos o apuramento porque a Taça das Nações não terminou. A vitória no Madison em Milton – obtida pela dupla Iúri Leitão e Ivo Oliveira em abril de 2023 – deu 800 pontos a Portugal. O 10º posto conseguido por Ivo e Rui Oliveira no Mundial de Glasgow rendeu 675 pontos. O coeficiente dos eventos faz um 10º lugar num Mundial – aparentemente um mau resultado – somar quase como um triunfo na Taça das Nações. Iúri Leitão é o campeão mundial do omnium e os gémeos Oliveira foram os pioneiros na pista. São os três atletas com mais hipóteses de ir aos Jogos Olímpicos. Rui Costa foi campeão mundial de estrada em Florença 2013. Dobrar ou não dobrar, eis a questão Portugal só pode convocar dois atletas para a pista e dois para a estrada. Há uma exceção: nos Jogos Olímpicos é possível um atleta fazer ambas como se fosse uma espécie de joker. Imaginem que Rui Oliveira dobra: teria a 27 de julho o contrarrelógio, a 3 de agosto a prova em linha e a 8 de agosto o omnium. Para o Madison ficariam reservados Iúri Leitão e Ivo Oliveira. Isto no plano teórico. Os selecionadores podem optar por combinar os atletas de forma diferente ou nem os combinar. António Morgado ao lado do selecionador José Poeira no Mundial de Glasgow 2023.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Circuito explosivo no centro de Paris A prova em linha terá 273 km e 2800 m de acumulado. A corrida termina com um circuito explosivo no centro de Paris onde o Côte de la butte Montmartre (1 km a 6,5%) é a principal dificuldade. Nélson Oliveira é presença provável pelo contrarrelógio; quem poderá ocupar a segunda vaga? Rui Oliveira: clasicómano que se adapta bem a circuitos com subidas curtas e estava em super forma (em Tavira só foi batido por Wout Van Aert) até partir o braço na Omloop Het Nieuwsblad. Numa prova que pode ser decidida ao sprint por um grupo reduzido pode ser mais-valia. António Morgado: duas pratas em Mundiais e um instinto apurado quando há medalhas em jogo. Como nos contou nesta entrevista, vai experimentar Flandres e Roubaix, pelo que saberá o que são provas com mais de 260-270 km. A idade permite-lhe aspirar a ciclos olímpicos futuros, quem sabe já Los Angeles 2028. O contrarrelógio é outro argumento a favor. Rui Costa: um killer nos grandes palcos, que sabe posicionar-se, gerir o esforço e aparecer nos momentos-chave da prova. Tem a favor as experiências olímpicas anteriores (10º no Rio 2016 e 13º em Londres 2012). A fratura da clavícula e da omoplata em fevereiro veio em mau momento. João Almeida: 13º em Tóquio e no contrarrelógio é sempre competitivo. O percurso da prova em linha não o favorece e o Tour de France é a prioridade da época do atleta da UAE-Emirates. Como acabará, mental e fisicamente, após três semanas na prova mais importante do ano? Foi o próprio Almeida que sugeriu que não se importava de ceder o lugar na seleção. Portugal tem opções, mas acredito que os escolhidos sairão desta lista. Na pista João Matias, Diogo Narciso, Rodrigo Caixas contribuíram para o ciclo olímpico; na estrada Rúben Guerreiro é um nome forte que sai prejudicado por ter que fazer também o contrarrelógio. Dobrar ou não dobrar, eis a questão para os selecionadores nacionais. ### Visma volta a fazer história no ciclismo Nunca uma equipa tinha vencido Tirreno-Adriático e Paris-Nice na mesma temporada. Até que chegou a Visma | Lease a Bike e o fez. A estrutura neerlandesa já tinha feito história em 2023 ao vencer as três grandes Voltas e fazer o pleno no pódio da Vuelta. Ao ganhar o Paris-Nice com Matteo Jorgenson e o Tirreno-Adriático com Jonas Vingegaard a Visma | Lease a Bike acrescentou mais um capítulo à história do ciclismo. O dinamarquês também venceu as duas etapas de montanha e juntou a "Corrida dos Dois Mares" à Volta ao País Basco e ao Dauphiné. Além de bicampeão do Tour de France, Vingegaard aspira a vencer as sete maiores provas de uma semana. Sabem quem está a uma de as ganhar todas? Primoz Roglic, caso vença a Volta à Suíça, onde não tem previsto ir este ano. Créditos: Gianmattia D'Alberto/LaPresse Visma chegou às 16 vitórias Ao vencer em Nice, o estadunidense Matteo Jorgenson fez algo raro: nos últimos 40 anos só Sean Kelly (1998) e Frank Vandenbroucke (1998) venceram a "Corrida do Sol" após alinharem no fim de semana de abertura. Jorgenson foi protagonista na Omloop Het Nieuwsblad e voltará ao pavê para correr GP E3 Harelbeke, Volta à Flandres e Paris-Roubaix. É uma mais-valia a polivalência do corredor de Boise (Idaho), que deverá substituir Roglic como parceiro de Vingegaard no Tour de France. Nas estradas francesas deu ótimas indicações sendo o único capaz de responder aos ataques de Remco Evenepoel. Créditos: A.S.O./Billy-Ceusters Menção honrosa para a Lidl-Trek No Passeio dos Ingleses, em plena Riviera francesa, a Visma chegou às 16 vitórias. Foi um período de um mês de competições onde ultrapassou a UAE-Emirates (15). Nem todas as equipas rendem a este nível, mas se podemos destacar outra tem que ser a Lidl-Trek. A formação do Wisconsin encontrou a melhor versão de Jonathan Milan no Tirreno-Adriático e de Mattias Skjelmose no Paris-Nice. Créditos: Gianmattia D'Alberto/LaPresse Milan bateu Jasper Philipsen em dois sprints – os outros dois foram para o belga da Alpecin-Fenix e para alemão Phil Bauhaus da Bahrain. O italiano compensou as duas derrotas de Mads Pedersen contra Kooij no Paris-Nice. Em termos de voltistas foi ao contrário. Em Itália pólvora seca para Tao Geoghegan Hart e em França tiros certeiros de Skjelmose que venceu em La Colle-sur-Loup e fechou em 4º o Paris-Nice. Com um Pedersen instrumental a rebentar com o pelotão nas etapas decisivas. Foi um início de março em grande para a Lidl-Trek, na sequência de um fevereiro onde já tinham ganho Tour de la Provence e Étoile de Bessèges. ### Taça de Portugal - Clássica de Santo Thyrso A segunda edição da Clássica de Santo Thyrso foi também a segunda prova pontuável para a Taça de Portugal. A prova, com 137 quilómetros foi disputada num dia de muito frio e vento, que com alguma chuva à mistura pôs à prova a valentia dos ciclistas. Dos 129 corredores que alinharam à partida, houve 47 desistências o que mostra as dificuldades que a caravana teve de ultrapassar. Créditos - Federação Portuguesa de Ciclismo Desenrolar da corrida A fuga do dia, foi composta por três ciclistas, Ivo Pinheiro, Carlos Guiñez e Adam Kus. Os ciclistas arrancaram passados 20 quilómetros da partida e chegaram a ter 2:20 minutos de vantagem para o pelotão. A equipa da Sabgal-Anicolor tomou as rédeas do pelotão e impôs ritmo para alcançar os fugitivos. O trio de escapados acabou por ser alcançado a 40 quilómetros do fim da Clássica de Santo Thyrso, quando ainda faltavam as duas últimas voltas ao circuito tirsense. O pelotão chegou compacto aos quilómetros finais e ao momento de decisão da corrida. Num final em subida e com o piso empedrado, Fábio Costa foi o mais forte. Com um poderoso sprint, o ciclista da ABTF Betão-Feirense chegou com dois segundos de vantagem sobre os segundos e terceiros classificados, Francisco Campos e César Martingil respetivamente. João Martins da Rádio Popular-Paredes-Boavista, chegou na 11.ª posição e foi o melhor sub-23. Créditos - Federação Portuguesa de Ciclismo Classificação Top 10 PosiçãoNomeTempo1Fábio Costa03:29:572Francisco Campos+ 2s3César Martingilm.t.4André Carvalho+5s5Pedro Pintom.t.6Samuel Prolm.t.7Luís Gomesm.t.8Santiago Mesam.t.9Tiago Antunesm.t.10José Sousam.t. Créditos - Federação Portuguesa de Ciclismo Classificação Taça de Portugal Com o segundo lugar na prova de hoje, Francisco Campos mantém-se no comando da Taça de Portugal de elites, com 140 pontos, mais cinco do que Fábio Costa e mais 35 do que Luís Gomes. Na categoria de sub-23, é Duarte Domingues quem continua na frente da geral com 140 pontos. Seguem-se João Martins e Alexandre Montez , ambos com 125. A clássica da Arrábida é a próxima prova do pelotão nacional e disputa-se no dia 17 de março. A Taça de Portugal prossegue no dia 7 de abril, com a Clássica Aldeias do Xisto. ### Clássica de Santo Thyrso - Antevisão Disputa-se este fim de semana (09/03), a segunda edição da clássica de Santo Thyrso. Esta será também a segunda prova pontuável para a Taça de Portugal Jogos Santa Casa. A caravana do pelotão nacional desloca-se este sábado até Santo Tirso, para disputar a segunda prova da Taça de Portugal, a II Clássica de Santo Thyrso. Depois da vitória de Francisco Campos (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) que venceu a Clássica da Primavera, na Póvoa de Varzim, esta será a segunda oportunidade para o pelotão tentar pontuar na Taça de Portugal de ciclismo. Na categoria de sub-23, foi Duarte Domingues (Sabgal-Anicolor) o melhor classificado, que ficou na 15.ª posição da classificação absoluta.  Créditos: Inês Calvo Percurso Depois da edição de 2023 ganha por Thomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) , a clássica de Santo Thyrso volta agora com um percurso de 137 quilómetros. O pelotão composto por 135 atletas de 19 equipas vai partir de São Martinho do Campo, com destino ao edifício da Câmara Municipal. Pelo meio os ciclistas vão ultrapassar 4 contagens de 3.ª categoria e 5 Metas Volantes. Créditos: João Fonseca Photographer Equipas presentes No pelotão vão estar presentes todas as equipas profissionais portuguesas: ABTF Betão-Feirense, Atum General-Tavira-SC Farense, Kelly-Simoldes-UDO, Efapel Cycling, Sabgal-Anicolor, Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, Aviludo-Louletano, Rádio Popular-Paredes-Boavista e Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. A Clássica de Santo Thyrso, vai também contar com a presença das equipas de formação Óbidos Cycling Team, Fortunna-Maia, JVperfis Windmob, Santa Maria da Feira-Segmento de Época-Reol, Centro Ciclismo de Loulé e a Team Porminho Sub-23. Para além das 15 equipas nacionais, estarão presentes três equipas espanholas (High Level – Gsport, Club Ciclista Padronés Cortizo e a Supermercados Froiz) e uma equipa polaca, a Lubelskie Perła Polski. Créditos: João Fonseca Photographer ### Pirenéus em estreia na Vuelta Feminina a Espanha Demi Vollering confirmada e Eneicat de Daniela Campos também. Vuelta Feminina decorre entre 28 de abril e 5 de maio. Contrarrelógio por equipas a abrir, apenas uma etapa plana, duas onduladas, uma de média montanha e três de alta montanha. Está servido o menu da Vuelta Feminina a Espanha, que parte do Mediterrâneo com destino à serra madrilena. A Comunidade Valenciana acolherá a partida oficial de um evento que volta a crescer. Ao apresentar oito dias de duração a Vuelta Feminina coloca-se a par do Tour de France Feminino. As primeiras três etapas são à volta de Valência e a dureza virá em crescendo. Contrarrelógio de abertura, 2ª etapa para sprinters em Moncófar e 3ª etapa com perfil de média montanha em Teruel. Van Vleuten bateu Vollering e Realini na Vuelta Feminina 2023.Créditos: Unipublic/Charly López Pela primeira vez as mulheres vão subir os Pirenéus! Segue-se outro final para sprinters em Saragoça na 4ª etapa e uma jornada montanhosa histórica no dia seguinte. Pela primeira vez as mulheres vão subir os Pirenéus! A 5ª etapa começa em Huesca, sobem o Alto del Monasterio de San Juan de la Peña (2ª categoria) e finalizam no Forte de Rapitán, em Jaca. No dia seguinte novo final em alto, na Lagoa Negra de Vinuesa, em Soria, onde Daniel Martin venceu em 2020 e Jesús Herrada em 2023. Ao sétimo dia a Vuelta Feminina apela à explosividade com as rampas de Sigüenza. O fim de festa será na Comunidade de Madrid, mas nada de etapa simbólica no centro da capital. Na Serra de Guadarrama sobem à Morcuera – onde Fabio Aru ganhou a Vuelta de 2015 a Tom Dumoulin – e a meta está na estância de Valdesquí, duas contagens de 1ª categoria. Créditos: Unipublic Demi Vollering na Vuelta Feminina Um curto vídeo enviado à organização permitiu confirmar a presença de Demi Vollering na Vuelta Feminina. A neerlandesa da SD Works perdeu a edição passada para Annemiek van Vleuten (Movistar). A campeã do Tour de France liderará um pelotão estarão 13 World Teams, as ausentes são a Cerarizit-WNT e a Uno-X Mobility. Completam o pelotão oito Continentais, entre elas a Eneicat de Daniela Campos. A portuguesa fraturou a clavícula na edição passada e foi uma de quatro atletas nacionais na Vuelta. Este ano a perspetiva é menos animadora já que várias formações espanholas fecharam portas. A atleta algarvia é a única portuguesa que aspira a correr a Vuelta Feminina. Etapa 8: Madrid - ValdesquíCréditos: Unipublic ### Lefty Service Center - mostramos como é a manutenção autorizada pela Cannondale No novo vídeo do nosso canal YouTube, apresentamos uma forma prática e conveniente de manter a tua suspensão Lefty da Cannondale em perfeitas condições. O Luís Beltrão mostra como através do site bicicmax.com é fácil e acessível enviar a tua suspensão para manutenção no Lefty Service Center, um centro autorizado especializado na manutenção de suspensões Lefty, e acompanha todo o processo desde o envio até a suspensão ficar pronta. Vídeo https://youtu.be/fxf-qVwzNZE?si=WaXnCUZBLG7rYPvJ O que vimos neste centro de manutenção autorizado é que o utilizador pode ter a tranquilidade de saber que a sua suspensão está em boas mãos. Mostramos também como uma manutenção adequada garante o melhor desempenho e durabilidade dos equipamentos. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI GranFondo World Series - Região de Coimbra A quarta edição do UCI Granfondo World Series de Coimbra by Gesfrota alcançou um número recorde de participantes, onde vários portugueses competiram com vista ao Mundial de contrarrelógio e Granfondos que se vai disputar na Dinamarca.  Qualificação para os mundiais de Aalborg No total foram mais de 300, os contrarrelogistas que sob condições atmosféricas difíceis, procuraram o apuramento para o mundial da especialidade, que decorrerá no próximo mês de agosto em Aalborg. Num dia em que vários portugueses conseguiram o apuramento direto e percentual para o mundial, a geral masculina foi novamente para o corredor espanhol Francisco Salido (C.D. Novalis).  No feminino, a melhor corredora no crono foi a dinamarquesa Line Ostergaard (Supergruppeta Polimark Bike Team). No domingo, dia 3 de março, já com um clima mais ameno, a corrida em linha contou com atletas de vinte e nove nacionalidades e teve partida e chegada em Montemor-o-Velho, com passagem por Coimbra, Vila Nova de Poiares, Góis, Miranda do Corvo, Penela e Soure. Mediofondo e Granfondo O mediofondo teve no menu 106 quilómetros com 956 metros de acumulado de subida).  Pelo segundo ano consecutivo, e geral masculina foi para Pedro Mendes (Higirecolhas/ Vulcal CCC). A prova feminina foi ganha por Sofia Gomes (Vesam/Cantanhede) depois do segundo lugar conquistado em 2023. Na distância mais longa, o granfondo de Coimbra, com 148 kms e 1548 metros de desnível positivo, superiorizou-se ao sprint o belga Jens Moermen (Fellowship of the World Champion).  A geral feminina foi conquistada por Susana Lourenço (Vertentability Women Cycling Team). Nos escalões, destaque para as grandes conquistas portuguesas com a larga maioria dos lugares de pódio a serem preenchidos por corredores portugueses, quer na prova em linha, quer no contrarrelógio do dia anterior. ### CHRGtime - A estação de carregamento para acessórios de ciclismo da Trek A Trek revelou hoje a sua mais recente inovação: a CHRGtime, uma estação de carregamento concebida para simplificar o processo de carregamento de dispositivos eletrónicos relacionados com o ciclismo. Simplificar a vida do ciclista A CHRGtime visa resolver um problema comum entre os ciclistas: a desorganização e a confusão associadas ao carregamento de vários dispositivos eletrónicos, como GPS e luzes, de forma simultânea. Com esta estação de carregamento, os utilizadores podem agora reunir todos os seus dispositivos num só local, eliminando a necessidade de procurar cabos e adaptadores espalhados. Equipada com quatro compartimentos de carregamento, a CHRGtime oferece uma solução organizada para guardar e carregar dispositivos eletrónicos. Além disso, os seis cabos USB-C e Micro USB incluídos permitem uma maior personalização e arrumação dos acessórios. Estado de carregamento fácil de verificar Uma das características destacadas da CHRGtime é o seu indicador de carga em LED, que fornece um feedback claro sobre o estado de carregamento dos dispositivos. Com esta funcionalidade, os utilizadores podem facilmente identificar quando cada um dos seus dispositivos estão totalmente carregados e prontos a serem utilizados. Em casa ou em viagem A estação de carregamento CHRGtime foi feita para ser versátil, podendo ser utilizada tanto em casa como em viagem. A tampa plana em borracha suave oferece espaço para carregar vários dispositivos simultaneamente, enquanto a porta de carregamento externa permite o carregamento de dispositivos maiores, como telemóveis ou tablets. Com um design elegante e funcional, a CHRGtime é uma ideia bem-vinda ao arsenal de qualquer ciclista, mantendo os dispositivos eletrónicos organizados e prontos para a próxima aventura. Disponibilidade e preço: Podes ver o a disponibilidade e preço deste produto no site da Trek AQUI. A CHRGtime já está disponível rede de distribuidores autorizados Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized apresenta a nova Turbo Porto - Bicicleta de carga A Specialized acaba de apresentar a Turbo Porto, a nova bicicleta elétrica de cauda longa que vem redefinir a categoria. A Specialized afirma que a Turbo Porto tem três características fortes que a destacam e a vão fazer sobressair sobre as demais: a Amplificação , o Desempenho e a Família em Primeiro. Amplificação Com 90 Nm de binário e uma bateria de 710 Wh, a Turbo Porto é a bicicleta com mais potência desta classe. Esta nova bicicleta consegue uma velocidade máxima assistida de 25 km/h e mantém-na pelo tempo que for necessário pelo utilizador.  A bateria de 710 Wh da Turbo Porto providencia até 5 horas de tempo de condução e é facilmente removível para carregar em casa. Para além disso, a bateria fixa-se de forma segura com fecho ao quadro, para uma maior facilidade de paragem. Desempenho Segundo a Specialized, os engenheiros da marca testaram vários protótipos até encontrarem a combinação perfeita de baixo centro de gravidade, para melhorar a estabilidade e permitir um comportamento ágil. A baixa altura entrepernas facilita o arranque, a paragem, a entrada e saída da bicicleta, mesmo quando esta está carregada. A Turbo Porto oferece também uma condução estável, independentemente da carga, que vai até aos 200 kg. A Turbo Porto foi desenhada para se ajustar a todas as envergaduras, fornecendo a mesma estabilidade e conforto a ciclistas dos 155cm aos 195cm. A Família em Primeiro A Turbo Porto vem carregada de equipamento, incluindo um suporte de carga dianteiro e um traseiro de cauda longa, preparado para assentos de criança, bancos de passageiros, malas e outros acessórios. Está construída a pensar na família e desenhada para uma condução estável e ágil. O utilizador, com o ecrã Turbo e a aplicação Specialized, pode afinar a potência que precisa através de uma interface simples e premium. O Microtune permite customizar o nível de potência em incrementos de 10 por cento, para um total controlo da potência. A Turbo Porto vem também equipada com o Smart Control. Este sistema permite ao utilizador escolher o destino e a bicicleta faz a gestão do nível da bateria, para que não se perca a potência necessária. Acessórios A Turbo Porto vem equipada com suporte dianteiro e elásticos, luzes dianteira e traseira, um espelho, um avanço ajustável, guarda-lamas, um cadeado de roda, bolsa de quadro, suportes para malas, espigão de selim ajustável, pega de selim e um suporte traseiro. Pacotes de acessórios Kit FamiliaPlataformas de Pé, Grades de Segurança, uma cadeira de criança e um Banco do Passageiro da Turbo Porto. Mala Lateral de 44 litros no lado oposto ao da transmissão. Kit CargaBase de Carga da Turbo Porto, construída em alumínio, o suporte dianteiro e traseiro. O suporte dianteiro carrega até 20 kg e vem de série com fixações MIK, combinado com até 60kg de capacidade de carga da Base de Carga. Kit Crianças PequenasPlataformas de Pé, Grades de Segurança e duas cadeiras de criança. Kit Crianças GrandesGrades de Segurança, dois Bancos do Passageiro, Plataformas de Pé. Kit Criança Pequena e CargaGrades de Segurança, cadeira de criança e duas malas Coolcave nos suportes dianteiro e traseiro. Kit Criança Grande e CargaGrades de Segurança, Peseiras, um Banco do Passageiro e duas malas Coolcave. ### João Almeida inicia o caminho rumo ao Tour de France Após o pódio no Giro de Itália, João Almeida abre a época no Paris-Nice com a mente colocada na estreia no Tour de France. Semana importante na época de João Almeida. A estreia em 2024 acontece no Paris-Nice onde em 2022 venceu a classificação da juventude e foi 8º na geral. O arranque era para ter sido diferente. Por doença não alinhou nem na Figueira Champion Classic nem na Volta ao Algarve. O corredor natural de A dos Francos está sem correr desde que fechou a Vuelta a Espanha na 9ª posição. Em França sabe que há um corredor que chega em grande forma. “O Remco [Evenepoel] chega como o número um para ganhar a corrida. Ele e o Primoz [Roglic]. É bom ver onde estou comparado com eles. O importante é fazer um bom contrarrelógio, depois temos dois finais em alto onde não podemos perder tempo. Talvez o vento jogue um papel na corrida, nunca sabemos, temos que ir dia a dia. O Primoz está também a fazer a primeira corrida, o Remco já fez Algarve e Figueira e ganhou ambas. Isso diz muito.” João Almeida Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Paris-Nice recupera o contrarrelógio por equipas O Paris-Nice recupera o contrarrelógio por equipas com um senão: os tempos na meta serão tirados individualmente e não à passagem do terceiro corredor como é tradicional. É um formato híbrido já usado na edição passada durante a vitória da Jumbo-Visma. Nesse dia houve quem chegasse com o bloco junto ou quem optasse por lançar o líder para a geral na parte final como se fosse uma chegada ao sprint. Em Auxerre haverá que percorrer 26,9 km em terreno ondulante. Há dois topos a meio do trajeto – que supera os 400 m de acumulado – que agradam a João Almeida. “Apontamos a um bom resultado, julgo que estamos todos a sentir-nos bem. Fizemos um bom reconhecimento e estamos contentes. O percurso é muito bom. Desde que façamos o nosso máximo ficaremos satisfeitos.” Créditos: A.S.O./Alex Broadway Estreia de João Almeida no Tour de France Pelo contrário, o percurso da 82ª edição do Paris-Nice não é bem ao estilo do líder da UAE-Emirates. Após o contrarrelógio por equipas haverá duas etapas-chave. A 4ª finaliza no Monte Brouilly (3 km a 7,6%) e a 7ª na estância de Auron (7,4 km a 6,9%) com prévia passagem por La Colmiane (7,5 km a 6,9%). Domingo a Corrida do Sol termina em Nice, no Passeio dos Ingleses, uma espécie de prelúdio da estreia de João Almeida no Tour de France. Nice acolherá o final do evento que pela primeira vez terminará fora de Paris devido aos Jogos Olímpicos. “O percurso [do Paris-Nice]… não é a nossa corrida. Não há grandes montanhas, grandes finais, claro que será bastante duro. O contrarrelógio por equipas vai fazer a principal diferença e a corrida recomeçará a partir desse ponto.” ### É disto que o meu povo gosta, Tadej! Pogacar na Strade Bianche, Ayuso no Tirreno-Adriático e o capacete da Visma. O ciclismo narrado ao estilo de Jorge Perestrelo. Vivem-se dias de euforia na UAE Emirates. Tadej Pogacar venceu a Strade Bianche atacando a 81 km da meta e fez o maior solo na era ProTour/WorldTour numa prova de um dia! Desporto é emoção e um grito na altura certa provoca um arrepio na espinha. Vem-me à memória o jornalista Jorge Perestrelo, que de provocar emoções sabia tudo. Imaginem por um momento que vivemos num universo paralelo. A icónica voz da TSF narra o ataque de Pogacar no Monte Sante Marie: “Que os Deuses do ciclismo estejam contigo. É disto que o meu povo gosta, Tadej!” Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse A rapaqueca é a bike Como reagiria a voz da TSF ao ver Juan Ayuso bater dois campeões olímpicos como Filippo Gana e Jonatan Milan… num contrarrelógio… em Itália? Com o bónus de meter 22 segundos a Jonas Vingegaard, que no Tour fez a maior exibição num crono que ha memória! No ciclismo não há bola, mas imaginemos que a rapaqueca é a bike. “É golo, é golo, é golo, é golo, é golo! Gooooolo da UAE... Juan Ayuuuuuso ripa na rapaqueca!” E o que se ia rir com o novo capacete da Visma? "Meu Deus, eu não acredito... Com esse capacete nem que o jacaré tussa!" Créditos: La Presse Trazer para o desporto o lado metafísico da vida A nova geração não cresceu com estes relatos. Perestrelo morreu em 2005. Eu tive a sorte de o ouvir invocar o sagrado, relacionar amor e bola, no fundo trazer para o desporto o lado metafísico da vida. Num momento inusitado, quando um craque não rendia, o mestre estava lá para pontuar com humor a situação. “O que é que isso, ó Alaphilippe? O que é que é isso, ó Jakobsen?” Nem o francês da Soudal acaba uma corrida de pé – caiu na Omloop e na Strade – nem o neerlandês patrão da dsm ganha um sprint. E o que aconteceu no Gran Camiño? Três vitórias em três etapas? “Ó Jonas leva a bola pra casa meu…” Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse A época já nos deu tanto e ainda nem vai a meio Quando a situação era escandalosa Jorge Perestrelo sacava a carta da manga. Vamos à Clássica Var, Lenny Martinez “rouba a carteira” Tobias Halland Johannessen: “Ó Tobias, eu com a minha barriguinha chegava e faturava! Ó minha nossa Senhora.” Não faço ideia se Jorge Perestrelo sequer via ciclismo nem quero usurpar a genialidade dele. Apenas brincar ao ciclismo e recordá-lo porque era brilhante. A época já nos deu tanto e ainda nem vai a meio. Deixem-se emocionar. Como diria o génio da rádio: "É a festa do ciclismo." https://www.youtube.com/watch?v=IIOW_yCQXyM Ouçam aqui os melhores momentos de Jorge Perestrelo. ### Ride Concepts - Os novos sapatos de BTT distribuídos pela Bicimax A Bicimax anuncia uma nova adição ao seu portefólio para o ano de 2024, dando as boas-vindas à Ride Concepts, a mais recente marca do grupo Fox Factory. Após a aquisição de outras marcas conhecidas como Marzocchi, Race Face e Easton, o grupo expande agora o seu alcance para incluir uma linha de sapatilhas de ciclismo de montanha. Ride Concepts Como distribuidora oficial da Fox, a Bicimax agora representa exclusivamente a Ride Concepts para toda a Península Ibérica, a partir de 4 de março. A Ride Concepts destaca-se pelo seu compromisso com o conforto, função e estilo, desafiando os limites da montanha ao criar sapatilhas avançadas para ciclismo. Lançada no outono de 2018, a Ride Concepts foi pioneira ao oferecer uma gama completa de produtos tecnicamente orientados para homens, mulheres e jovens, com o objetivo de proporcionar o calçado mais confortável e fiável para mountain bike. A marca concentra-se na tecnologia, procurando criar um calçado com ajuste preciso, contato incomparável com o pedal e proteção extrema, permitindo que os ciclistas se concentrem na trilha à sua frente. Além disso, o padrão hexagonal exclusivo com saliências profundas oferece excelente aderência em qualquer condição, garantindo a máxima tração. Com uma construção específica para homens, mulheres e crianças, a Ride Concepts garante qualidade e atenção igualmente distribuídas em toda a sua gama, proporcionando uma experiência única de ajuste e desempenho para todos os ciclistas. Com tamanhos específicos, a palmilha e o volume interior permitem ao ciclista encontrar um ajuste ideal. A zona do calcanhar e dos dedos foi desenhada a pensar no conforto e na performance. Estes sapatos apresentam também, flexibilidades diferentes para maximizar a tração, o conforto e a sensibilidade do pedal, onde a sola varia consoante a modalidade e estilo de cada um. Materiais D3O® O D3O é utilizado para incorporar materiais de absorção de impacto nas palmilhas e na proteção do tornozelo. Este material macio, leve e flexível é ideal para o calçado, reduzindo a trepidação dos trilhos e os impactos através das palmilhas Zone Technology, adicionando proteção na zona em contacto com os cranks. BOA® O Sistema Boa encontra-se presente em grande parte da coleção, dando opção de escolha entre o aperto tradicional de atacadores e o automático. Este é um sistema micro ajustável e preciso, com “atacadores” fortes, flexíveis e de baixa fricção. CORDURA® A Ride Concepts introduziu materiais Cordura na parte superior dos modelos Tallac e Flume. Este tecido de alta performance e durabilidade é leve e respirável, e permite percorrer qualquer trilho. Outras características da Ride Concepts são os materiais usados que são reciclados. Para além disso, as suas palmilhas são leves e fabricadas com em espuma EVA de dupla densidade. As duas camadas dispersam os impactos e proporcionam mais apoio e amortecimento. Utilização de espuma EVA leve mas resistente é também utilizada entre a sola exterior e a palmilha para proporcionar apoio e estabilidade adicionais ao pedalar. Construção Costuras seladas em áreas cruciais e de elevada tensão para aumentar a durabilidade, melhorar a resistência à abrasão e melhorar a estética; Suporte de atacadores presente em todos os modelos com aperto clássico que os mantém firmes e no sítio; Proteção de dedos e calcanhar personalizada e anti-abrasão na zona dos dedos e do calcanhar; Línguas reforçadas de micro-malha fixadas na base e nos lados da parte superior da sapatilha, que evita a entrada de sujidade e água. Modelos Livewire 24 Sola: Flat e Clip Aperto: Atacadores e BOA Cores: Preto e Carvão Accomplice Sola: Flat e Clip Aperto: Atacadores e BOA Cores: Preto e Branco Escuro Tallac: Sola: Flat e Clip Aperto: Atacadores e BOA Cores: Preto/Terra, Preto/Vermelho e /Preto/Carvão POdes ver as características completas, gamas, cores e preços aqui no site da BICICMAX ### Diário de um sub-23 – Rúben Rodrigues Rúben Rodrigues corre na Laboral Kutxa, filial da Euskaltel Euskadi. É o primeiro de vários atletas que nos vão aproximar da realidade que vivem os sub-23. Chamo-me Rúben Mota Rodrigues e corro na Laboral Kutxa, equipa de formação basca com um projeto muito ambicioso. Os sub-23 passamos por experiências caricatas e passá-las aos leitores é uma coisa que tenho muita vontade de fazer. Vamos a isso. O objetivo é contar-vos a abordagem a uma corrida, neste caso o 58º Circuito do Guadiana. Realiza-se em Don Benito e conta para a Taça de Espanha, por isso é preciso chegar num bom nível. A preparação foi feita no inverno, na semana anterior só faço ajustes e descanso bem o corpo para chegar fresco à corrida. A semana começou com treinos de base, algumas séries, na sexta-feira levantei o pé e deixei o corpo recuperar, foi hora e meia suave para recuperar ao máximo. Gosto de fazer massagem desportiva depois de alguns dias de carga, algo que em Espanha não faço tanto. Como estava em Portugal recuperei a rotina da massagem com o meu massagista de confiança e sente-se muito a diferença depois de carregar e libertar as contraturas que resultam da carga sucessiva. É algo a que o ciclista tem que dar muito valor: saber recuperar, gerir entre carga e descanso, faz parte do dia-a-dia e da abordagem às corridas. Créditos: Markel Bazanbide Hidratos desde o pequeno-almoço até ao jantar Viajei para Salamanca, ponto intermédio face à equipa que vinha do País Basco. De lá fui com eles. No dia anterior à corrida é importante a alimentação. Domingo previa-se uma prova exigente – 165 km a alto ritmo. Temos que ingerir bastantes hidratos desde o pequeno-almoço até ao jantar. Comecei com o nutricionista da equipa, que gere o meu plano, e nos dias anteriores à corrida dá-me mais liberdade para comer. A nutrição é importante na aproximação à corrida, sem combustível e energia o corpo não rende o que deveria. A intenção da equipa é disputar a classificação geral da Taça de Espanha. A Don Benito levámos uma equipa forte, apesar do percurso não se adaptar às nossas características: costuma-se chegar em sprint massivo e não é um percurso muito seletivo porque só tem uma subida de 1-2 km feita cinco vezes. Créditos: Markel Bazanbide Fazer o máximo até à meta Levámos dois elites todo-o-terreno e o objetivo era meter alguém no top 10. O meu papel era tentar estar na fuga para jogarmos em superioridade numérica. Gostamos sempre de deixar tudo e passam-nos a ideia de que é para fazer o máximo até à meta, não nos contentarmos com pouco. A Taça de Espanha é disputada por sub-23 e elites. Este ano são 11 corridas que pontuam para a geral, com início em fevereiro e final em maio. É preciso ser constante e versátil. Os vencedores da Taça de Espanha conseguem sprintar em grupos reduzidos, passar montanhas quando o percurso é exigente e são atletas preparados para passar a profissionais. O exemplo mais recente é o Thomas Silva (Caja Rural). O objetivo da época é o Torneio Euskaldun, disputado no País Basco em terrenos onde nos adaptamos melhor e pelo que vi no estágio temos um grupo coeso para fazer bons resultados. Boa disposição no reconhecimento do percurso do 58º Circuito do Guadiana, em Don Benito. Deu para rir e aproveitar a incrível paisagem Ficámos no hotel com o resto das equipas, saímos para rodar hora e meia, fazer umas ativações. As viagens para a Taça de Espanha são longas e eu adormeço sempre. Acordei numa área de serviço ao lado da maior central nuclear de Espanha. Almoçámos e na mesa ao lado estavam uns portugueses que não sabiam que eu era português. Em conversa uma senhora perguntou-nos se achávamos bem que votasse no André Ventura. Fiquei a ouvi-los e não me pronunciei porque a política não é o meu forte, mas achei engraçado. Entre que saí para rodar 40 km no dia antes da prova e que terminei a competição foi uma correria. Já em casa, no País Basco, é que dá para pensar no fim-de-semana. Logo no treino percebemos que a diferença se ia fazer no plano, a subida era de quatro minutos e com o vento forte percebemos onde tínhamos que estar. Foi bom dar essa volta. Como íamos tranquilos deu para rir e aproveitar a incrível paisagem de Don Benito. Tem descampados verdes que recomendo para quem gosta de dar uma volta de bicicleta. Passamos por uma mesquita toda banhada em ouro e não resistimos a tirar uma foto. Créditos: Markel Bazanbide Por causa do vento mudámos o plano Após o treino tivemos reunião. Analisamos o percurso, o vento, o clima. Temos uma aplicação que nos mostra a direção do vento e onde ia soprar mais forte para estarmos preparados. Essas reuniões fazem a diferença porque trazemos sempre um plano, mas no dia anterior parar e falar sobre a corrida é importante para ajustar. O meu papel era sair às fugas e ajudar nos quilómetros finais. Por causa do vento mudámos o plano e optámos por levar a equipa toda bem posicionada nesses momentos-chave. Foi importante falar porque no final as coisas saíram-nos muito melhor com essa abordagem. Ao jantar foi uma risota, é um momento de descontração. Nos hotéis há sempre momentos caricatos com as pessoas que nos servem e que estão preparadas para pessoas normais, não para ciclistas famintos. Primeiro dão-nos um pratinho com massa e arroz, depois trazem a proteína. Nós tentamos repetir e dizem-nos sempre um "não" de forma seca. Ficámos num hotel de quatro estrelas, costumamos ficar em hotéis porreiros na Taça de Espanha. Entramos sete num elevador onde cambiam cinco e ficamos presos, mas saímos ilesos. São coisas que só nos acontecem quando estamos juntos. Créditos: Markel Bazanbide Percurso tinha retas infindáveis No dia da corrida acordámos cedo, saímos de bicicleta para a apresentação e a corrida foi como esperávamos. Não era uma chegada para sprinters como noutros anos, a cada passagem na meta o grupo principal selecionava-se cada vez mais. O percurso tinha retas infindáveis, apenas quatro ou cinco viragens em 40km. Sabíamos que em algumas viragens tínhamos que estar na frente e foi o que tentámos fazer. Sabíamos que éramos das equipas com melhores cartas para jogar, a par da Cortizo – filial da Burgos-BH – e da Caja Rural. Metemos um corredor na fuga logo na primeira volta, o que ajudou a jogar atrás porque não precisámos de perseguir e poupou-nos bastante esforço. Créditos: Markel Bazanbide Abanicos Eu não tenho o perfil mais correto para estas corridas e na brincadeira com o Lucas Lopes, que correu pela Supermercados Froiz, dissemos que não havia nada a fazer. Somos pesos-pluma e em plano, com abanicos, custa-nos muito e foi sobretudo aprender. Numa reta com vento lateral até ficamos cortados e ajudámo-nos a reentrar numa altura em que o grupo tinha só 25-30 elementos. Apesar de parecer um perfil plano para sprinters foi um percurso duro e seletivo, aprendi muito e em próximas corridas já vou estar mais preparado e a equipa também. Ganhou o Vojtech Kminek (Cortizo) e nós metemos o Iñaki Diaz no top 10. Eu fechei no lugar 91 entre os 93 que terminaram; 88 corredores não acabaram. Gostei muito do fim-de-semana, de vos contar o que se passou. Se voltar a ter esta oportunidade seria um gosto voltar a contar-vos tudo de novo. ### Taça de Portugal de XCO - Melgaço Hoje, Melgaço foi palco da primeira corrida da Taça de Portugal de XCO, onde o romeno Vlad Dascalu, representando a Team Trek-Pirelli, e a italiana Chiara Teocchi, da Orbea Factory Team, venceram as corridas masculina e feminina, sem surpresa. No circuito que sediará o Campeonato da Europa de Elite no próximo ano, o público desfrutou de um bonito confronto na categoria elite masculina, Dascalu, atual campeão europeu, confirmou o seu favoritismo, mas teve oposição de Mário Costa até um determinado momento da corrida. Créditos: federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 POS.NOMEEQUIPATEMPO1DASCALU VladTREK FACTORY RACING - PIRELLI1:20:162COSTA Mário1:21:473BARROSO GOMEZ AlbertoBH COLOMA TEAM1:21:514ANDRE GALLIS AlixTEAM SUNN PERFORMANCE CYCLING1:22:155FERREIRA Roberto1:24:506NEVES Diogo1:25:587BRUNELLO Mickael1:26:178AUVIN Clément1:27:089SOUSA Rafael1:27:2110BARROS Guilherme1:28:10 Na corrida feminina, Chiara Teocchi também confirmou o seu favoritismo e venceu com uma vantagem de 2 minutos e 47 segundos sobre a portuguesa Raquel Queirós (BH Coloma Team), enquanto Ana Santos (Guilhabreu MTB Team) terminou no terceiro lugar da geral, sendo a melhor sub-23 nesta primeira ronda da Taça de Portugal de XCO em Melgaço. Créditos: federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 POS.NOMEEQUIPATEMPO1TEOCCHI ChiaraORBEA FACTORY TEAM1:21:192QUEIRÓS RaquelBH COLOMA TEAM1:24:073SANTOS Ana1:26:434MONTEIRO Joana1:28:235LOIS GARCIA Lara1:30:426SOUSA Beatriz1:39:167BRETTE Emilie1:39:228SIMÃO Laura-19LOPES Catarina-110VIAIS Mariana-2 Resumo em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=E8Fs97aC1E8 Classificações completas AQUI. A próxima etapa da Taça de Portugal de XCO está marcada para 7 de abril, em Abrantes. ### Capacete Lazer Z1 KinetiCore - Review Já tive a oportunidade de utilizar o Capacete Lazer Z1 KinetiCore e posso afirmar com confiança que este capacete vem continuar o legado da versão anterior, muito provavelmente vai ser um "Best Seller" da marca. Quando estamos habituados a outros modelos de capacetes e mudamos, é sempre necessário algum tempo de habituação, quer pelo aspecto quer pela sensação na cabeça, mas desde o momento em que o coloquei pela primeira vez, a leveza foi o primeiro ponto que notei, ficou claro que este capacete foi feito para ciclistas experientes e que têm o máximo de atenção aos detalhes. Créditos: Topcycling Em termos de design, o Z1 KinetiCore mantém a filosofia da geração anterior mas apresenta linhas elegantes e actuais, com várias opções de cores. Calhou-me um vermelho metálico bem bonito, apesar de preferir em branco, são gostos. Leveza é o que mais impressiona O peso de apenas 220 gramas no tamanho M é verdadeiramente notável. Durante as minhas pedaladas com o Z1 KinetiCore, a sensação de leveza foi desde logo perceptível como já referi no início do artigo. Isto proporciona sem dúvida uma experiência de pedalada mais confortável. Créditos: Topcycling A ventilação do capacete é boa, embora tenha utilizado no inverno é no verão que realmente conseguimos ter a ideia se um capacete é fresco e ventilado, principalmente em zonas de subida quando pedalamos com calor e em baixa velocidade. Apesar disso, notei que as aberturas de ventilação proporcionam um fluxo de ar constante (fresquinho e natural nesta altura do ano). A tão falada ventilação é especialmente importante durante longos dias a pedalar, onde o conforto é fundamental. Sistema de ajuste diferente Uma das características mais distintas do Z1 KinetiCore é o seu ajuste inovador. Em comparação com outros capacetes que utilizei, o sistema de ajuste do Z1 KinetiCore (na parte superior do mesmo) oferece uma sensação diferente e deixa zona occipital (onde habitualmente se encontra o ajuste da maioria dos capacetes), mais livre. Créditos: Topcycling O sistema funciona bem e proporciona um ajuste firme e confortável, garantindo que o capacete permaneça seguro na cabeça, mesmo durante os movimentos mais intensos. Créditos: Topcycling Possibilidade de albergar acessórios O Lazer Z1 KinetiCore possui alguns recursos adicionais, na linha de outros modelos da marca belga, que o torna ainda mais versátil. Tem a capacidade de integrar uma luz LED (não incluída) na parte traseira do capacete. Esta funcionalidade é especialmente útil para os ciclistas que pedalam em condições de pouca luz ou durante a noite, garantindo uma maior visibilidade e segurança. Créditos: Topcycling Créditos: Lazer Helmets Além disso tem também a possibilidade de instalar o Aeroshell da Lazer, um acessório que encaixa por cima do capacete e protege a nossa cabeça da chuva, frio ou lama. O Aeroshell pode também ser utilizado para fechar as aberturas frontais e laterais para uma vantagem aerodinâmica, relegando assim para segundo plano a ventilação.  Créditos: Lazer Helmets KinetiCore, o "MIPS" da Lazer Uma das características do Z1 KinetiCore é o seu sistema de proteção KinetiCore, que é uma espécie de versão "MIPS" da Lazer. Este sistema também foi desenvolvido para proteger contra impactos tanto diretos quanto rotacionais, oferecendo uma camada adicional de segurança para os ciclistas. Créditos: Topcycling Os blocos de espuma EPS únicos, conhecidos como Zonas Críticas Controladas, são especialmente desenvolvidos para se amassar com o impacto e absorver a energia, reduzindo assim o risco de lesões cerebrais em caso de queda. Em resumo No geral o Capacete Lazer Z1 KinetiCore ficou dentro das minhas expectativas, que eram altas, tendo em conta que a versão antecessora marcou de certa forma a industria, tanto por ser um "best seller" da marca perante o público, como por ser utilizado por ciclistas de topo em ocasiões importantes no ciclismo. Creio que pela leveza, conforto, simplicidade e elegância das linhas esta versão vai ser bem aceite por parte do público, eu gostei bastante. Se procuras um capacete leve, confortável e versátil, tanto para Estrada como para BTT ou Gravel, este Z1 é uma escolha a ter em conta. Já se sabe que nisto das bicicletas, a estética tem uma elevada fasquia na percentagem da decisão final, sobre isso, fica ao critério de cada um pois como se costuma dizer, gostos não se discutem. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Etapa 6 A 12ª edição da Andalucía Bike Race chegou ao fim com uma emocionante última etapa, que marcou o encerramento desta prestigiada corrida. Nesta edição, a competição contou com 340 quilómetros de e um acumulado de 10.000 metros de desnível, testando ao máximo a resistência e tenacidade dos participantes. A etapa final, pela primeira vez na história da prova, foi um contra-relógio, com partida e chegada no Parque Asomadilla, em Córdoba. Ao longo de 27,93 quilómetros e um desnível de 821 metros, os ciclistas enfrentaram um percurso técnico e competitivo, que definiu os vencedores finais da corrida. Corrida Masculina: Na categoria masculina, Fabian Rabensteiner e Samuele Porro, da equipa Wilier-Vittoria, mostraram uma sólida performance ao longo de todas as seis etapas e garantiram a vitória geral. A dupla italiana soube gerir a vantagem sobre os seus adversários e cruzou a linha de chegada cientes de que eram os novos campeões da Andalucía Bike Race. Esta foi a terceira vitória de Rabensteiner na Andaluzia, solidificando o seu lugar como líder no ranking UCI XCM. Corrida Feminina: Na categoria feminina, Janina Wüst e Rosa Van Doorn (Buff Megamo), selaram uma atuação impecável e conquistaram o título de campeãs. A dupla dominou toda a competição, mantendo-se na liderança desde a segunda etapa. A vitória na etapa final foi apenas a cereja no topo do bolo para Wüst e Van Doorn, que mostraram um desempenho consistente ao longo de toda a corrida. Com a conclusão desta edição da Andalucía Bike Race, ficam as memórias de seis dias de competição intensa, camaradagem e superação. Os participantes enfrentaram trilhos desafiantes, condições climáticas adversas e momentos de pura emoção, criando mais uma página emocionante na história desta prestigiada prova de ciclismo de montanha. Classificações Etapa 6 - CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Andrew L'Esperance - Sean Fincham EQUIPE MAXXIS FACTORY RACING 01:12:02 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 01:12:03 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 01:12:57 Classificação Geral Final - CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Fabian Rabensteiner - Samuele Porro WILIER-VITTORIA 12:20:29 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 12:22:30 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 12:23:20 Etapa 6 - CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 01:31:42 Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 01:33:44 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 01:34:12 Classificação Geral Final - CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 15:44:40 Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 15:51:47 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 16:17:18 Classificação geral portugueses UCI Masculinos José Dias e Enrique Morcillo Vergara – 7.º Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares – 35.º Rui Matias e Avelino Santos – 43.º Podes consultar as classificações completas AQUI. ### Strade Bianche 2024 - Foi impressionante Num dos dias mais únicos e especiais do calendário, a Strade Bianche de 2024 deu-nos mais um dia espetacular de ciclismo, com exibições para os livros de história. Esta corrida que perde quando comparada com os Monumentos pela falta de história, ganha sempre quando teima em dar-nos exibições históricas e monumentais. Créditos: La Presse Corrida feminina - Arco-íris depois da chuva O aumentar de dificuldade na edição feminina de 2024 com adição de mais setores de sterrato, viu um maior número de ciclistas a conseguir chegar mais perto da meta com condições de disputar a corrida.  Num dia de ataques, o pelotão foi pondo ritmo e fechando espaços, perdendo consequentemente elementos nas estradas brancas da Toscana. A 10 quilómetros do fim ainda havia um grupo de 4 ciclistas com ambições reais de vencer em Siena. Foi nesta altura que surgiu o ataque de Kopecky à qual se juntou Longo Borghini. As duas ciclistas conseguiram uma vantagem para a perseguição e seguiram juntas rumo à Via Santa Caterina. Nas inclinadas rampas que levam à Piazza del Campo, Kopecky foi mais forte, deixando Borghini para trás, vencendo a Strade Bianche pela segunda vez e dando a quarta edição seguida à SD Worx. No terceiro lugar ficou a vencedora do ano passado, Demi Vollering. Créditos: La Presse Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1 KOPECKY Lotte 3:55:432 LONGO BORGHINI Elisa0:043 VOLLERING Demi0:264 NIEWIADOMA Katarzyna,,5 VAN ANROOIJ Shirin0:406 FAULKNER Kristen0:417 MARKUS Riejanne 1:018 CHABBEY Elise1:549 VOS Marianne,,10 MUZIC Évita,, Corrida masculina - Não é Monumento mas foi monumental A corrida masculina viu o favorito Tadej Pogačar fazer o que anteviu nas entrevistas antes da prova. "Vou atacar no Monte Sante Marie". Este setor de 5 estrelas situado a 80 quilómetros da meta viu o esloveno atacar, sem capacidade e reação de mais ninguém. A corrida masculina de 2024, foi talvez a mais desinteressante das 14 edições, e para isso foi preciso o corredor mais interessante do pelotão dar-nos uma exibição para ser contada aos netos. Pogačar fez 80 quilómetros sozinho e levantou os braços (e a bicicleta), com uma vantagem de 2:46 minutos sobre Toms Skujiņš, e 2:50 para Maxim Van Gils que completou o pódio. Às vezes, começamos a estar tão habituados a estas exibições a solo e cada vez mais longe da meta, que nos esquecemos do quão históricas e monumentais são. Miguel Ângelo se fosse vivo, estaria neste momento a esculpir Pogačar para colocar em Florença, ao lado de David. Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej 5:19:452 SKUJIŅŠ Toms 2:463 VAN GILS Maxim 2:504 PIDCOCK Thomas 3:505 MOHORIČ Matej4:256 COSNEFROY Benoît4:397 FORMOLO Davide4:418 MARTINEZ Lenny4:489 ZANA Filippo4:4910 LAPORTE Christophe5:17 Vídeo do ultimo quilómetro https://www.youtube.com/watch?v=GUGZ9MhD16g ### Andalucía Bike Race – Etapa 5 Córdoba foi palco da etapa rainha, a Skoda Super Stage, que contou com 89 quilómetros e 1.828 metros de desnível, a etapa mais longa da Andalucía Bike Race de 2024. A etapa, com um início espetacular na ponte romana de Córdoba, era vista pelos ciclistas como a última grande oportunidade para reduzir a diferença na classificação geral, antes do explosivo contrarrelógio da última etapa. Corrida masculina Como era de esperar, o ritmo da corrida foi frenético. Wout Alleman e Hans Becking, da Buff Megamo, assumiram a liderança do grupo dos favoritos e impuseram um ritmo seletivo. A estratégia surgiu efeito, uma vez que Andreas Seewald e Marc Stutzmann, segundos na classificação geral, caíram nos primeiros quilómetros do percurso e nunca mais se conseguiram juntar ao grupo da frente. Com Alleman e Becking seguiram Fabian Rabensteiner e Samuele Porro (Wilier-Vittoria), e os vencedores da 4.ª etapa, Diego Rosa e Casey South (Torpado Kenda Factory). Na última curva antes da meta da Skoda Super Stage, deu-se o frente a frente entre Alleman e Becking contra Rabensteiner e Porro. Os ciclistas da Buff Megamo levaram a melhor sobre os ciclistas da Wilier-Vittoria, conquistando a sua terceira vitória nesta edição da Andalucía Bike Race. Diego Rosa e Casey South cruzaram a linha de chegada em terceiro lugar. Na geral, Andreas Seewald e Marc Stutzmann, da Canyon Sidi MTB Team, conseguiram manter o segundo lugar por apenas 3 segundos. Corrida feminina Na categoria feminina, formou-se um grupo na dianteira da corrida composto por Wüst e Van Doorn, Figueras e Peretti, Calderón e Kortekaas, Luetzelschwab e Fischer e Njemčević e Andersson. Foram as ciclistas da Allebike Team, Njemčević e Andersson, as primeiras a conseguir sair do grupo das favoritas. Na reta final da etapa, Janina Wüst e Rosa Van Doorn, da Buff Megamo, entraram em modo canibal e não deram qualquer hipótese às suas rivais. A suíça e a holandesa venceram pelo quarto dia consecutivo e, só uma grande surpresa amanhã, lhes tirará o lugar mais alto do pódio em Córdova. Na segunda posição ficaram Txell Figueras e Claudia Peretti da Cannondale ISB. Irina Luetzelschwab e Cristina Fischer, consolidaram uma brilhante reta final de prova, e alcançaram a terceira posição. Classificações Etapa 5 – CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 03:16:27 Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 03:16:28  Diego Rosa - Casey South TORPADO KENDA FACTORY 03:17:25 Classificação Geral – CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 11:06:42 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 11:10:23 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 11:10:26 Etapa 5 – CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 04:06:46 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 04:06:56 Irina Luetzelschwab TEAM BULLS - Cristina Fischer SCOTT CALA BANDIDA 04:10:39 Classificação Geral – CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 14:10:56 Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 14:20:05 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 14:43:05 Classificação geral portugueses UCI Masculinos José Dias e Enrique Morcillo Vergara – 8.º Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero – 14.º Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares – 36.º Rui Matias e Avelino Santos – 45.º Podes consultar as classificações completas AQUI. No sábado (02/03), disputa-se a última etapa num contrarrelógio de 28 quilómetros que vai decidir os novos vencedores da Andalucía Bike Race by GARMIN. Esta última etapa poderá ser acompanhada em direto, no canal oficial de Youtube da prova em baixo partilhado, a partir das 9h30 da manhã. https://www.youtube.com/watch?v=m4fzdBAk6Gk&ab_channel=Andaluc%C3%ADaBikeRacebyGarmin ### Ciclismo no Eurosport - Strade Bianche e muito mais em março O mês de março chega carregado de emoção com o regresso do ciclismo no Eurosport. Com um total de 26 provas do World Tour, o canal volta a oferecer aos espectadores a emoção do ciclismo nas estradas da Europa. Este fim de semana - Strade Bianche Este fim de semana reserva duas corridas imperdíveis que marcam a preparação das equipas para os monumentos e para as grandes voltas do calendário. Strade Bianche com mais de 200 quilómetros, candidata ao sexto monumento? No sábado, é dia de mais uma edição da Strade Bianche, uma das clássicas mais deslumbrantes e desafiantes da temporada. Este ano os ciclistas enfrentam um percurso de 215 quilómetros, com 15 setores de 'sterrato', numa corrida única que culmina na icónica Piazza del Campo, em Siena, Itália. Nelson Oliveira é o representante português neste evento que conta com a presença de estrelas internacionais como Tadej Pogacar, Marc Hirschi e Matej Mohoric. A Strade Bianche feminina também estará em destaque, com transmissão em direto no Eurosport 2 a partir das 11:00h. 82.ª edição da Paris-Nice: Roglic, Evenepoel e João Almeida No domingo, é a vez da 82.ª edição da Paris-Nice, conhecida como a "Corrida para o Sol", que liga Paris a Nice ao longo de oito dias de competição. A luta pela camisola amarela promete ser intensa, com a presença de favoritos como Remco Evenepoel e Primoz Roglic. Os portugueses João Almeida e Ruben Guerreiro estarão em ação, e a emocionante jornada poderá ser acompanhada em direto no Eurosport 2, a partir das 14:10h. Próxima semana A semana seguinte traz mais emoção com a Tirreno-Adriático, uma prova de estrada por etapas em Itália que antecede o Giro d'Italia. E não para por aí: o mês de março reserva ainda grandes clássicas como a Milão-San Remo, a Volta à Flandres e a Volta à Catalunha, esta última com uma forte presença de ciclistas portugueses. Se és fã de ciclismo prepara-te, pois "a festa vai começar!" De seguida deixamos as datas e programação do Eurosport, canal conhecido como "A Casa do Ciclismo": 2 de março – Siena, Itália - Strade Bianche masculina e feminina  3 a 10 de março – França, Paris – Nice  4 a 10 de março – Itália, Tirreno – Adriático  9 de março – Países Baixos, Volta a Drenthe feminina 13 de março – Bélgica, Volta a Taiwan  13 de março – Itália, Milão – Turim  14 de março – França, Grand Prix de Denain – Porte du Hainaut  15 de março – Bélgica, Clássica Bredene Koksijde  16 de março – Itália, Milão – San Remo  17 de março – Itália, Troféu Alfredo Binda masculino e feminino  17 de março – França, Cholet Agllo Tour  18 a 24 de março – Espanha, Volta à Catalunha  20 de março – Bélgica, Brugge – De Panne masculina  22 de março – Bélgica, Brugge – De Panne feminina  24 de março – Bélgica. Gent – Wevelgem masculina e feminina  27 de março – Bélgica, Através da Flandres  29 de março – França, Route Adélie de Vitré  30 de março – Espanha, Grande Prémio Miguel Indurain  31 de março – Bélgica, Volta à Flandres masculina e feminina  Nota: Segundo informação do canal, a transmissão das provas pode sofrer alterações de horários ou cancelamentos. ### Andalucía Bike Race – Etapa 4 A quarta etapa da Andalucía Bike Race teve a sua partida em Villafranca de Córdoba e um percurso de 58 quilómetros e 1.482 metros de desnível. Apesar de não ter muitas subidas longas, o seu percurso-rompe pernas pôs à prova a tenacidade dos ciclistas. Corrida masculina Na categoria masculina, os favoritos rodaram num grupo compacto durante toda a etapa, com os olhos postos na Skoda Super Stage de amanhã. Sem grandes movimentações ou jogadas estratégicas para a classificação geral, Diego Rosa e Casey South da Torpado Kenda Factory, que terminaram em segundo na terceira etapa, aproveitaram os quilómetros finais para lançar o ataque final. O campeão italiano de XCM e o ciclista suíço aproveitaram a demarcação e chegaram sozinhos a Villafranca de Córdoba levantando os braços na linha de chegada. Rosa e South vêm subindo de forma e embora estejam longe da liderança na geral, podem ser os grandes protagonistas desta fase final daAndalucía Bike Race. O grupo dos favoritos cruzou a linha de chegada a sensivelmente um minuto dos vencedores com Andreas Seewald e Marc Seewald, da Canyon Sidi MTB Team em segundo e Fabian Rabensteiner e Samuele Porro da Wilier-Vittoria em terceiro. Corrida feminina Na categoria feminina, a situação foi semelhante, com Janina Wüst e Rosa Van Doorn, da Buff Megamo, líderes da classificação geral, a conseguirem controlar as jogadas das duplas rivais. Txell Figueras e Claudia Peretti, da Cannondale ISB tomaram a frente do grupo até que um furo da italiana acabou com as hipóteses da dupla na etapa. Irina Luetzelschwab (Team Bulls) e a campeã espanhola de XCM, Natalia Fischer (Scott Cala Bandida) mostraram também estar num excelente nível na etapa de hoje. Apesar de tudo, a vitória foi, sem surpresas, para Wüst e Van Doorn, que com o triunfo de hoje, aumentaram o número de vitórias para três. Em segundo lugar, a 1:03m. Luetzelschwab e Fischer alcançaram o seu primeiro pódio nesta edição da Andalucía Bike Race. Figueras e Peretti, depois de uma recuperação notável após o furo, cruzaram a linha de chegada a 2:54m. das vencedoras. Classificações Etapa 4 – CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Diego Rosa - Casey South TORPADO KENDA FACTORY 02:11:2 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 02:12:26 Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 02:12:26 Classificação Geral – CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 07:50:14 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 07:51:27 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 07:53:59 Etapa 4 – CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 02:45:00 Irina Luetzelschwab TEAM BULLS - Cristina Fischer SCOTT CALA BANDIDA 02:46:03 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 02:47:54 Classificação Geral – CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 10:04:10 Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 10:13:08 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 10:29:06 Classificação geral portugueses UCI Masculinos José Dias e Enrique Morcillo Vergara – 6.º Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero – 13.º Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares – 37.º Rui Matias e Avelino Santos – 47.º Podes consultar as classificações completas AQUI. ### Andalucía Bike Race - Etapa 3 A terceira etapa da Andalucía Bike Race proporcionou mais um dia emocionante de BTT. Com uma distância de 40 quilómetros e 1.395 metros de desnível, a etapa foi curta mas intensa, partindo de Jaén pela última vez nesta edição da corrida. Corrida masculina Na categoria masculina, a dupla de Wout Alleman e Sam Becking destacaram-se desde o início, assumindo a liderança e não dando margem aos adversários. Os líderes da classificação geral, Andreas Seewald e Marc Stutzmann, da Canyon Sidi MTB Team, viram a sua vantagem diminuir gradualmente devido ao ritmo implacável dos ciclistas Buff Megamo. Na subida ao Mella, a apenas dez quilómetros da chegada, apenas Diego Rosa e Casey South, da Torpado Kenda Factory, conseguiram manter-se próximos de Alleman e Becking. No final, foi Wout Alleman e Hans Becking, da equipa Buff Megamo, que cruzaram a linha de chegada em primeiro lugar, mostrando a sua determinação em atacar a liderança da Andalucía Bike Race. Corrida feminina Na categoria feminina, Janina Wüst e Rosa Van Doorn, também da equipa Buff Megamo, dominaram mais uma vez a etapa, conquistando a vitória pela segunda vez consecutiva. Com uma estratégia sólida e uma performance consistente, mantêm-se firmes na liderança da classificação geral. Destaca-se ainda o desempenho de Mónica Calderón e Tessa Kortekaas, da Cannondale ISB, que conquistaram o segundo lugar na etapa e subiram ao pódio, demonstrando uma notável consistência ao longo da competição. Classificações Etapa 3 - CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 01:48:03 Diego Rosa - Casey South TORPADO KENDA FACTORY 01:48:19 Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 01:48:31 Classificação Geral - CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 05:37:47 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 05:39:01 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 05:41:28  Etapa 3 - CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 02:21:32   Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 02:23:00 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 02:24:17 Classificação Geral - CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 07:19:09 Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 07:25:13 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 07:36:41 Classificação geral portugueses UCI Masculinos José Dias e Enrique Morcillo Vergara - 6.º Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero - 13.º Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares - 38.º Rui Matias e Avelino Santos - 48.º Podes consultar as classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Etapa 2 Na segunda etapa da Andalucía Bike Race disputada em Jaén, foram Fabian Rabensteiner e Samuele Porro que venceram na corrida masculina. Seewald e Stutzmann são os novos líderes.Na corrida feminina, Janina Wüst e Rosa Van Doorn, venceram com autoridade e lideram agora confortavelmente. Corrida masculina A etapa teve no menu 65 quilómetros e 2.227 metros de desnível, com temperaturas que teimam em não dar tréguas. No Miradouro de Siete Pilillas, a primeira subida do dia, os ciclistas da Canyon Sidi MTB Team Andreas Seewald e Marc Stutzmann tomaram a iniciativa da corrida, imprimindo um ritmo elevado, que fragmentou o grupo da frente. Fabian Rabensteiner, número 1 do ranking XCM da UCI, e o seu companheiro de equipa na Wilier-Vittoria, Samuele Porro, não se deixaram ficar e seguiram com Seewald e Stutzmann. Alguns segundos atrás, os líderes da classificação geral, Wout Alleman e Hans Becking, da Buff Megamo, foram no seu ritmo juntamente com a dupla Daniel Geismayr (Wilier-Vittoria) e Jakob Dorigoni (Torpado Kenda Factory). A igualdade entre as duas primeiras equipas manteve-se até ao arco de chegada da Olivo Arena, em Jaén, onde Rabensteiner e Porro venceram Seewald e Stutzmann por menos de um segundo. Em terceiro lugar, a 1:21m. ficaram Geismayr e Dorigoni. O segundo lugar dos ciclistas da Canyon Sidi MTB Team faz deles os novos líderes, por troca com Alleman e Becking. Corrida feminina Na corrida feminina, na segunda etapa da Andalucía Bike Race, as ciclistas da Allebike, Lejla Njemčević e Terese Andersson, ganharam uma pequena vantagem sobre as corredoras Janina Wüst e Rosa Van Doorn da Buff Megamo. A meio da etapa, Wüst e Van Doorn alcançaram Njemčević e Andersson, e chegaram ao fim com uma vantagem de 3:54m. sobre as ciclistas da Allebike. Esta vantagem deu a Wüst e Van Doorn a liderança da classificação geral. O terceiro lugar no pódio foi para Txell Figueras e Claudia Peretti (Cannondales ISB), que cederam o primeiro lugar conquistado ontem. Classificações Masculinas 2.ªEtapa Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 02:59:10 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 02:59:10 Jakob Dorigoni TORPADO KENDA FACTORY - Daniel Geismayr WILIER-VITTORIA03:00:32 Classificação geral Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 03:49:08 Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 03:49:15 Jakob Dorigoni TORPADO KENDA FACTORY - Daniel Geismayr WILIER-VITTORIA03:50:37 Classificações femininas 2.ª Etapa Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 03:51:44 Lejla Njemčević - Terese Andersson ALLEBIKE TEAM 03:55:39 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 03:57:04 Classificação geral Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 04:57:37 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 05:00:56 Lejla Njemčević - Terese Andersson ALLEBIKE TEAM 05:01:14 Portugueses em prova – Duplas Masculinas Classificação geral após 2.ª etapa José Dias e Enrique Morcillo Vergara – 6.ª posição; Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero - 12.ª posição; Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares - 26.ª posição; Avelino Santos e Rui Matias - 46.ª posição. ### Que espetáculo António Morgado! Corredor da UAE Emirates foi 2º no GP Le Samyn, semiclássica belga ganha ao milímetro por Laurenz Rex (Intermarché-Wanty). Tinha tudo para ser mais uma corrida, mas temos que nos habituar que com António Morgado tudo pode acontecer. Prova de 202 km na Valónia, região francófona da Bélgica, longe da zona de conforto do ciclista de Salir do Porto. O GP Le Samyn vai na 56ª edição e é uma tradicional paragem na época de clássicas do Norte. Rodeado por miúdos da equipa sub-23 da UAE Emirates, o português continuou a aprendizagem neste tipo de provas sem pressão ou exigência de ganhar. Talvez o correr de forma relaxada tenha permitido ver um dos finais mais espetaculares do que levamos de temporada. A 1 km da meta António Morgado era carta fora do baralho, até que fez uma recuperação sobre-humana e chegou a tempo de lançar o sprint. https://twitter.com/LRoisDuPeloton/status/1762528602699051128 O português vinha a dar tudo Laurenz Rex, top 10 na Paris-Roubaix passada e que no sábado foi 6º na Omloop Het Nieuwsblaad, levantou os braços para celebrar... até se aperceber que o português vinha a dar tudo. Por um momento o belga da Intermarché-Wanty pensou que tinha perdido, mas o photo finish deu-lhe a primeira vitória como profissional (imaginamos já que na transmissão não foi mostrada a margem entre 1º e 2º). Momento curioso foi a entrevista rápida ao Bigode Voador. "Gostas deste tipo de provas?", perguntou o repórter da televisão belga; com a simplicidade e o à vontade dos jovens prodígios o corredor da UAE Emirates sorriu e disse que não. Results powered by FirstCycling.com ### Ciclista de verão e ciclista de inverno O Gran Camiño foi duro, mas deixou imagens fantásticas, que nos fazem refletir sobre o clima extremo e os efeitos que tem no ciclismo. Há uns 10 anos estava eu numa apresentação da Katusha e perguntei ao Tiago Machado se tinha feito um bom inverno, se tinha podido treinar bem dado que tinha chovido imenso no Minho. Levei logo uma Machadada. “Eu não sou ciclista de verão.” Vem esta memória a propósito do mau tempo que castigou os ciclistas durante O Gran Camiño. A 3ª edição foi afetada pelo rigor do inverno, tal como tinha acontecido na 2ª edição. Rafael Reis em pleno temporal no Monte Aloia.Créditos: Kike Abelleira Vingegaard parecia galego desde pequenino Fevereiro e na Galiza não é de esperar outra coisa. Em quatro dias apanharam ventos fortes que levaram à neutralização do contrarrelógio, temperaturas máximas de 3-4 graus Celsius na 2ª e 3ª etapas. Finalizaram com um temporal que não só encurtou a etapa rainha como impediu a transmissão televisiva. Para o organizador foi um desastre. Um ano de preparação e duas etapas severamente afetadas. A equipa do Ezequiel Mosquera não merecia tanto azar. Os fotógrafos presentes – Kike Abelleira e Sprint Cycling Agency – ajudam a fazer o relato visual de uma das provas mais duras do ano. Um épico à moda do Norte! Jonas Vingegaard parecia galego desde pequenino... Créditos: Sprint Cycling Agency Como se tem alterado o clima A abundância de água no Norte contrasta com a seca que a Espanha arrasta desde há três anos, especialmente no Sul e na Catalunha. Os últimos invernos estão entre os mais secos desde que há 60 anos se começaram a reunir estes dados. O curioso é que através do ciclismo podemos comprovar como se tem alterado o clima e refletir sobre que efeitos isso terá a médio prazo na modalidade. No passado Giro a 13ª etapa evitou o Grand St. Bernard e perdeu a Cima Coppi da corrida. Em 2019 o Tour de France foi abruptamente decidido por uma torrente de terra no Col d’Iseran. Chuva, vento e frio marcou o Gran Camiño 2024.Créditos: Kike Abelleira Vida de ciclista nunca foi fácil Nem as grandes Voltas escapam ao tempo extremo que obriga atletas, equipas e organizadores a invocar o protocolo que vela pela segurança da caravana com cada vez maior frequência. E quando não é o frio ou a chuva aparece o calor excessivo. O protocolo – criado em 2015 e atualizado para 2024 – prevê alterações da hora de partida e neutralização de partes do percurso. Os organizadores ficam responsáveis por fornecer bebidas e gelo picado, aumentar o número de motas com abastecimento líquido e escolher zonas com sombra para as partidas. A vida de ciclista nunca foi fácil, aliás, no ADN dos praticantes e dos espetadores está a atração pelo extremo. Que o digam ao TopCycling que teve no Luís Beltrão um herói no chuvoso Gran Fondo da Figueira da Foz (o vídeo é recomendável). O Gran Camiño veio-nos recordar a fragilidade do ciclismo e do planeta. Cian Uijtdebroeks no final da prova, no Monte Aloia (Tui).Créditos: Kike Abelleira ### Andalucía Bike Race - Etapa 1 Na primeira etapa da Andalucía Bike Race, que se disputou em Bedmar, foram Wout Alleman e Hans Becking que venceram nos masculinos, num sprint muito disputado. Txell Figueras e Claudia Peretti, foram as primeiras a cruzar a linha de chegada na categoria feminina. Por decisão da organização, a etapa foi encurtada e teve uma distância de 21,24 km e um desnível positivo de 786 metros. A chuva intermitente e as baixas temperaturas aumentaram a dificuldade do percurso, obrigando os ciclistas e precauções extra, nos trilhos lamacentos da Sierra Mágina. Corrida Masculina A corrida masculina, devido a ter sido encurtada foi muito rápida. Na frente da corrida e até ao sprint final, Wout Alleman e Hans Becking (BUFF-Megamo Team), Andreas Seewald e Marc Stutzmann (Canyon Sidi MTB Team), Daniel Geismayr (Wilier-Vittoria) e Jakob Dorigoni (Torpado Kenda), Fabian Rabensteiner e Samuele Porro (Wilier Vittoria), destacaram-se dos demais. Num sprint na rampa que antecedeu a chegada, a dupla da Buff Megamo conquistou a vitória, à frente dos alemães da Canyon Sidi e lideram agora a geral por apenas dois segundos. Corrida feminina Na corrida feminina, Txell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale ISB) escreveram o seu nome na lista de vencedores da prova de hoje, alcançando uma vantagem de 1:20m. sobre sobre as segundas classificadas, Monica Calderon e Tessa Kortekaas (Cannondale ISB). O terceiro lugar do pódio foi para Lejla Njemčević e Terese Andersson (Allebike Team). Classificação ETAPA E CLASSIFICAÇÃO GERAL - Masculino Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 00:49:55  Andreas Seewald - Mark Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 00:49:57 Daniel Geismayr - Jakob Dorigoni WILIER-VITTORIA / TORPADO KENDA 00:50:00 ETAPA E CLASSIFICAÇÃO GERAL - Feminino Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB  01:03:52 Mónica Calderon y Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB  01:05:12 Lejla Njemčević y Terese Andersson ALLEBIKE TEAM 01:05:34 Portugueses em prova - Duplas Masculinas José Dias e Enrique Morcillo Vergara - 7.ª posição; Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero - 20.ª posição; Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares - 29.ª posição; Avelino Santos e Rui Matias - 45.ª posição. ### A Factor Ostro Vam de André Carvalho - Sabgal Anicolor Este ano, a Sabgal Anicolor, uma das principais equipas de ciclismo em Portugal, tomou uma série de decisões importantes visando fortalecer a sua formação e elevar o seu desempenho. Além de garantir a contratação de novos e talentosos ciclistas, como o português André Carvalho, a equipa também optou por uma mudança na escolha da marca das suas bicicletas. Para a temporada 2024 irá utilizar bicicletas Factor, uma marca dedicada à produção de bicicletas de alto desempenho em carbono. Neste artigo mostramos todos os pormenores da Factor Ostro VAM de André Carvalho, que tivemos nas mãos para vos mostrar em pormenor. Créditos: Marco Miguel - Topcycling A Factor Ostro VAM é uma máquina aerodinâmica capaz de atingir o limite de peso estabelecido pela UCI, mas segundo a marca, tendo como objectivo proporcionar o conforto necessário para enfrentar desafios como uma Paris-Roubaix, ou seja, é uma "All Around", serve para tudo. Créditos: Marco Miguel - Topcycling A Factor Ostro VAM da equipa Sabgal-Anicolor está equipada com material exclusivo como o guiador integrado Black Inc, as rodas Princeton Peak 4550 Evolution e componentes Ceramicspeed, que em conjunto com a transmissão e travagem Shimano Dura-Ace garantem um desempenho de nível World Tour. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Além da equipa World Tour Ineos Grenadiers, só o a Sabgal Anicolor utiliza rodas Princeton, o que prova o empenho e comprometimento da equipa portuguesa em proporcionar aos seus ciclistas os melhores componentes do mercado. Créditos: Marco Miguel - Topcycling No caso concreto da Factor de André Carvalho, esta está equipada com as Princeton Peak 4550 Evolution, um conjunto de rodas que garantem aerodinâmica para as etapas em terreno plano, mas também leveza e rigidez para acelerações nas subidas. Este par de rodas pode custar ao público mais de €4,000.00 Em combinação com estas rodas de alta performance, a equipa Sabgal-Anicolor optou por utilizar nesta temporada pneus tubeless Victoria Corsa Pro 30mm. em todas as corridas. Uma opção curiosa, tendo em conta que a maioria das equipas atualmente utilizam 28mm. (algumas também 30mm.), mas que segundo os responsáveis da equipa tem vantagens comprovadas. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Além do guiador Black Inc, os rolamentos da caixa de direção são os SLT da Ceramicspeed. Estes rolamentos são uma combinação exclusiva de um polímero plástico sólido encapsulado em óleo e materiais de aço inoxidável que resultam num rolamento "autolubrificante", resistentes à corrosão. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Os rolamentos Ceramicspeed SLT construídos à mão e têm garantia vitalícia, algo útil para uma época longa, repleta de treinos e muitas corridas. A título de curiosidade, o guiador pode custar cerca de €650,00 e só estes rolamentos, mais €250,00. Na Factor Ostro Vam de André carvalho também se pode observar o movimento pedaleiro de rolamentos cerâmicos Ceramicspeed, que conferem uma diminuição significativa do atrito e garantem o máximo aproveitamento da força aplicada pelo ciclista nos pedais. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Equipada com o mais recente grupo Shimano Dura-Ace Di2, equipamento topo de gama da marca Shimano. Esta bicicleta oferece mudanças suaves, rápidas e fiáveis. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Os travões de disco também ficam a cargo da marca Shimano, com tecnologia Servowave. Créditos: Marco Miguel - Topcycling O selim utilizado por André Carvalho é o PRO Stealth performance, um selim de estrada curto de performance, concebido para ajudar os ciclistas a manter uma posição agressiva, inclinada para a frente.  Créditos: Marco Miguel - Topcycling No geral, a Factor Ostro VAM da equipa Sabgal Anicolor é uma bicicleta equipada com tudo o que há de melhor no mercado, e nada fica a dever a uma bicicleta de uma equipa World Tour com muito mais orçamento que a equipa portuguesa. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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TOP 10 POS.NOMEEQUIPATEMPO1KORETZKY VictorSPECIALIZED FACTORY RACING1:25:592SARROU JordanTEAM BMC1:26:363CAROD TitouanTEAM BMC1:26:484DASCALU VladTREK FACTORY RACING - PIRELLI1:26:515SCHWARZBAUER LucaCANYON CLLCTV XCO1:27:076SCHUERMANS JensGIANT FACTORY OFF-ROAD TEAM - XC1:27:267VALERO SERRANO DavidBH COLOMA TEAM1:27:418LIST DavidLEXWARE MOUNTAINBIKE TEAM1:27:509DE FROIDMONT PierreORBEA FACTORY TEAM1:28:0610ZANOTTI JuriTEAM BMC1:28:10 João Cruz foi o melhor português, tendo terminado em 18.º na prova de sub-23. Corrida Feminina Pauline Ferrand Prevot conquistou a vitória na corrida feminina da Shimano Supercup Massi em Banyoles, impondo um ritmo impressionante que a colocou à frente do pelotão desde o início até o final. Jolanda Neff, por sua vez, garantiu o segundo lugar após uma corrida sólida, enquanto Savilia Blunk completou o pódio na terceira posição. Raquel Queirós conquistou um notável 15.º lugar na Shimano Supercup Massi em Banyoles, demonstrando boa forma no início de temporada numa competição internacional. TOP 10 POS.NOMEEQUIPATEMPO1FERRAND PREVOT PaulineINEOS GRENADIERS1:23:182NEFF JolandaTREK FACTORY RACING - PIRELLI1:24:213BLUNK SaviliaDECATHLON FORD RACING TEAM1:24:434RICHARDS EvieTREK FACTORY RACING - PIRELLI1:25:145TEOCCHI ChiaraORBEA FACTORY TEAM1:25:466FREI SinaSPECIALIZED FACTORY RACING1:26:507TAUBER AnneORBEA FACTORY TEAM1:26:558SCHRIEVERS Lia1:26:559GERAULT LenaSCOTT CREUSE OXYGENE GUERET1:28:3410LÕIV JanikaKMC RIDLEY MTB RACING TEAM1:28:45 Portuguesas em destaque nas Sub-23 Em representação da Seleção Nacional de cross country olímpico (XCO) nas categorias de sub-23 e juniores femininas, Ana Santos e Beatriz Guerra estiveram em destaque, com um nono e um quarto lugares nas respetivas categorias. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 4 Jonas Vingegaard ganhou três etapas, geral, pontos e montanha. Visma foi a melhor equipa. Mau tempo e más decisões arruinaram o Gran Camiño. O mau tempo arruinou a festa de encerramento do Gran Camiño. Vento e chuva em doses generosas obrigaram a subir apenas uma vez o Monte Aloia e impediram a transmissão televisiva. Foram menos 29 km e uma subida à icónica montanha galega situada na Serra do Galinheiro, província de Pontevedra. O motivo pelo qual podemos seguir as provas em direto é haver um avião capaz de receber o sinal das motas e dos helicópteros que voam a baixa altitude. Esse sinal é transmitido para o avião que o envia para os camiões que estão na meta, daí para nossas casas. Domingo o avião do Gran Camiño nem pode descolar. Na meta cenário dantesco, o que me leva a perguntar porque é que disputou a etapa se dias antes o contrarrelógio foi neutralizado (com um clima muito menos agressivo)? Créditos: Kike Abelleira Domínio total da melhor equipa do mundo Nem o contrarrelógio devia ter sido neutralizado nem a etapa final devia ter sido corrida. Foi um cúmulo de azares e más decisões que prejudicam a imagem da jovem corrida. Aqui entre nós diga-se que as WorldTeams não ajudaram, já que partiu delas a neutralização no primeiro dia já que o organizador queria um crono competitivo. Jonas Vingegaard (Visma) ganhou no Monte Aloia – após ter ganho em Chantada e em Castelo de Ribadavia. É campeão do Gran Camiño pelo segundo ano consecutivo com 1:55 sobre Lenny Martinez (Groupama-FDJ) e 2:11 sobre Egan Bernal. Além da amarela, o dinamarquês venceu por pontos e a montanha. A Visma ganhou por equipas. Domínio total da melhor equipa do mundo. Rúben Guerreiro acabou na 8ª posição sem conseguir repetir o pódio da edição anterior. O Cowboy chegou a ser 6º, mas foi ultrapassado por Quentin Pacher e Hugh Carthy nas duas últimas etapas. ### O "problema" de Van Aert é ser Van Aert Cada vez estou mais convencido de que não se passa nada de errado com Wout Van Aert. Só tem um Monumento? Não ganhou o Mundial? E depois? Admito que passei o inverno a pensar que ele estava na equipa errada. A Visma não tem ligação ao ciclocrosse, há muitos galos para as clássicas e Van Aert não corre com liberdade nas grandes Voltas. Provavelmente estava sob influência das palavras de Johan Museeuw, que foi muito crítico com o corredor de Herentaals. “Van Der Poel é o favorito porque ganhou Sanremo, Roubaix e Mundial. Van Aert ganhou Sanremo, mas parou e é hora de que se concentre nas clássicas. Falta-lhe instinto assassino para ganhar, não se oferece uma Gent-Wevelgem. Van Aert está feliz de trabalhar para outros, Van Der Poel não trabalha para outros, por vezes lança Philipsen, mas é só isso. Não trabalha durante três semanas.” Johan Museeuw Créditos: SprintCyclingAgency Na Alpecin-Deceuninck não há dois líderes Foi duro o Leão da Flandres, mas não disse mentiras. Van der Poel distanciou-se do eterno rival em 2023 incrível após ganhar Mundial de ciclocrosse, Milão-Sanremo, Paris-Roubaix e Mundial de estrada. Até deu para esconder o horrível Tour de France que fez. Na Alpecin-Deceuninck não há dois líderes. Até Philipsen sabe que Van der Poel é a obra-prima que os irmãos Roodhoft protegem como o Louvre protege a Mona Lisa. A Omloop Het Nieuwsblad deu-nos Wout Van Aert em estado puro. Perante a oportunidade de discutir a vitória, analisou e deixou que fosse Jan Tratnik a ganhar. Acabou 3º e a Visma ainda meteu Laporte em 5º. Se o final fosse num teatro a plateia tinha-se levantado para aplaudir! “Com tipos como o Arnaud De Lie não estava 100 por cento seguro de poder ganhar o sprint. O ataque do Jan Tratnik foi a melhor tática. É uma vitória muito bonita. Estou muito contente por como ganhamos. Podia ter sido eu a ganhar, mas avisamos antes que tinhamos corredores diferentes para ganhar e mostramos isso mesmo.” Wout Van Aert Esta frase é ou não é o sonho de qualquer diretor desportivo? Imagino o Richard Plugge com uma lágrima no canto do olho enquanto assiste ao domínio coletivo da Visma que já na época passada colecionou triunfos no pavê. Wout Van Aert ganhou a E3 Saxo Classic Tiesj Benoot ganhou a Kuurne-Bruxelas-Kuurne Dylan van Baarle ganhou a Omloop Het Nieuwsblad Depois falharam na hora H, mas compensaram nas grandes Voltas levando as três! Créditos: Bram Berkien Maestro da estrutura que reescreve a história De certa forma a Omloop Het Nieuwsblad foi a continuação de uma tendência que já vimos na Gent-Wevelgem. Lembram-se de quando o generoso Wout fez a seleção, despachou a concorrência e rebocou o colega Christophe Laporte até à meta apenas para lhe dar a vitória? Este ciclista é brilhante, mas falta-lhe uma característica inerente às lendas: o narcisismo. Ou pensam que se chega ao topo do que quer que seja sem danos colaterais? Total empatia da minha parte. Não nasci para impor a minha presença e pelo que vejo ele também não… pelo menos não ao nível de Van der Poel, Boonen ou Museeuw. Se a questão é o legado, que melhor elogio pode receber um homem que dá tudo pela equipa do que ser recordado como maestro da estrutura que reescreve a história? Podia ser pior. Imaginem que tinha acontecido a Wout Van Aert o que aconteceu a Frederik Frison, que nem correu a Omloop Het Nieuwsblad depois de ser mordido por um cão nos toma… nas partes íntimas. Levem-nos tudo, menos as joias da coroa. ### O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 3 A versão mais espetacular de Jonas Vingegaard anda à solta na Galiza. Segunda vitória em dois dias e geral no bolso. Ao terceiro dia de competição, mas apenas o segundo onde se disputa a geral depois da neutralização da etapa inaugural, a Visma pode respirar fundo. Jonas Vingegaard, bicampeão do Tour de France, começou a época fortíssimo tal como tinha terminado a anterior. Na Galiza já leva duas vitórias e ainda nem sequer se disputou a etapa rainha que terá final em alto. O pelotão está repleto de talento, mas a imagem que fica é de peregrinos a caminho do Monte Aloia, onde termina a prova no domingo. Se uns se sentem aliviados ao ver a catedral de Santiago de Compostela, os outros respirarão fundo no Monte Aloia depois de Vingegaard os ter posto a correr para segundo. Créditos: Sprint Cycling Agency Jonas Vingegaard deu um recital de ciclismo de ataque O terceiro dia de prova visitou a província de Ourense. Pudemos seguir o curso do rio Minho, ver as termas e sonhar com os saltos que se davam entre os dois lados da fronteira, entre Chaves e Verin. A partida foi em Xinzo de Limia, a meia hora de carro de Montalegre, terra do grande Acácio da Silva. Foram 173 km que tinham tudo para que a jornada se decidisse num sprint em grupo reduzido ou numa fuga. Os fugitivos bem tentaram, Joaquim Silva (Efapel) andou na frente, mas o dinamarquês da Visma tinha outros planos. Como se quisesse provar que também pode ser um herói do povo como Tadej Pogacar, o mais reservado Jonas Vingegaard deu um recital de ciclismo de ataque e meteu mais meio minuto aos rivais diretos. Ficam alguns dados sobre a carreira de Jonas Vingegaard: das 29 vitórias que tem, 14 foram obtidas a solo; parece ainda querer dar sequência ao que fez em 2023, já que sempre que liderou uma corrida acabou por vencer a geral (aconteceu no Tour de France, no Dauphiné, na Volta ao País Basco e no Gran Camiño). ### Apresentação do Granfondo World Series Coimbra Region - Evento único em Portugal Realizou-se esta semana, na recém-criada Torre do Centro de Alto Rendimento de Montemor-o- Velho, a apresentação oficial do evento internacional Granfondo World Series Coimbra Region by Gesfrota. Este evento que se realizará nos dias 02 e 03 de março em Coimbra e Montemor-o-Velho, marca destaque no panorama desportivo por ser um evento único na Península Ibérica, reunindo cerca de 1700 praticantes de ciclismo distribuídos entre as vertentes de contrarrelógio e granfondo. Créditos: Cabreira Solutions Apuramento para Campeonato do Mundo da Serie UCI Granfondo World Series Reconhecido como o evento mais internacional já alguma vez realizado no país, e o único que permite apuramento para o Campeonato do Mundo da Serie UCI Granfondo World Series, é realizado pela Cabreira Solutions em parceria com os municípios de Coimbra e Montemor-o-Velho. Este ano com a presença de participantes no total de 29 nacionalidades diferentes, o UCI Granfondo World Series Coimbra Region by Gesfrota não só promete elevar o nível desportivo da região e nacional, mas também promover um estilo de vida ativo e saudável. Podes ver as características deste Granfondo na nossa plataforma de eventos e inscrições. ### Omloop het Nieuwsblad - Visma muda de nome mas não o ADN A Omloop het Nieuwsblad, considerada a primeira clássica da primavera no calendário World Tour, marca o início da temporada de corridas de um dia na Europa. A Visma-Lease a Bike celebrou a sua quinta vitória da temporada e a terceira consecutiva na Omloop het Nieuwsblad, com uma prestação brilhante de Jan Tratnik, que concretizou na linha de meta o domínio absoluto da formação holandesa. Emocionante como uma clássica deve de ser, o desfecho começou a desenhar-se a cerca de 130 km da meta, quando um grupo inicial de 23 ciclistas se destacou do pelotão principal. Foi neste momento que a poderosa equipa liderada por Richard Plugge começou a executar o seu plano com cinco elementos na frente, a Visma-Lease a Bike detinha uma vantagem numérica e qualitativa, apesar da perseguição de outras equipas como a Lidl-Trek e a Ineos-Grenadiers, que também estavam bem representadas na fuga. Antes da emblemática subida do Kapelmuur, Jorgenson surgiu e até sonhou com a vitória. Com tanto talento que tinham à disposição a equipa foi lançando um por um à medida que a corrida se desenrolava. https://twitter.com/OmloopHNB/status/1761397024287555929 Com Wout Van Aert, Christophe Laporte e Matteo Jorgenson, entre outros, nos grupos da frente, acabou por ser Jan Tratnik, que apesar de não se encontrar inicialmente na frente da corrida, a conseguir a vitória. A UAE Team Emirates foi a equipa que "bateu o pé" à poderosa Visma-Lease a Bike, respondendo com um ataque poderoso que resultou na captura de Jorgenson, virando por momentos um desfecho que seria inevitável. Nos últimos 10 quilómetros a Visma continuou a tentar com vários ciclistas, mas foi Nils Politt (UAE Team Emirates) quem conseguiu sair do grupo levando com ele Tratnik, que passou de estar escondido para se mostrar na altura chave da corrida, seguindo a roda do adversário. Nenhuma equipa conseguiu organizar-se para tentar travar o avanço de Tratnik e Politt, o homem da Visma-Lease a Bike soube esperar o momento certo e lançou o sprint na altura adequada para cruzar a minha de meta em primeiro lugar, conquistando assim a primeira vitória da temporada e, segundo ele, a melhor da sua carreira (não obstante uma vitória de etapa no Giro de Itália). https://twitter.com/eurosport/status/1761406677834706949 António Morgado foi o melhor português, trabalhou arduamente para a equipa e finalizou no 25.º posto. TOP 10 POS.CICLISTA | EQUIPATEMPO01TRATNIK Jan Team Visma | Lease a Bike04:31:2702POLITT Nils UAE Team Emirates+ 0303VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike+ 0804NAESEN Oliver Decathlon AG2R La Mondiale+ 0805LAPORTE Christophe Team Visma | Lease a Bike+ 0806REX Laurenz Intermarché-Wanty+ 0807STUYVEN Jasper Lidl-Trek+ 0808PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 0809TRENTIN Matteo Tudor Pro Cycling Team+ 0810DE LIE Arnaud Lotto Dstny+ 08 ### A Specialized Tarmac S-Works SL8 de Remco Evenepoel Neste vídeo mostramos os pormenores da S-Works Tarmac SL8 de Remco Evenepoel. Ciclista e bicicleta estiveram recentemente em Portugal e venceram a Figueira Champions Classic e Volta ao Algarve. Todo o quadro da bicicleta foi aligeirado em relação à versão anterior (Tarmac SL7), o novo guiador é de uma só peça, em vez de duas, o trabalho aerodinâmico recaiu praticamente todo na parte frontal da bicicleta, tornando-a mais leve, maneável e mais escaladora. Também se podem observar pormenores como o espigão de selim com "zero offset", ou outros pormenores de personalização da pintura alusivos ao campeão belga. Luís Beltrão explica tudo no vídeo. Vídeo https://youtu.be/36C1SfHhzmA?si=Q_LnL0KF3_qO6wrG Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 2 Na média montanha Jonas Vingegaard marcou diferenças para os rivais diretos e lidera O Gran Camiño. Rúben Guerreiro é 6º na geral. Jonas Vingegaard tardou um dia a mostrar que 2024 tem tudo para ser parecido com 2023. Na média montanha marcou diferenças para os rivais diretos e lidera O Gran Camiño. É o protótipo dos campeões modernos: logo na primeira corrida da época aparece com uma condição física suprema, mesmo após quatro horas à chuva e com temperaturas gélidas. A primeira de duas jornadas sinuosas apresentou 151 km e um acumulado a rondar 3000 m de desnível positivo. As estradas da província de Lugo estiveram molhadas, difíceis, nada que impedisse o bicampeão do Tour de France de mostrar que é o favorito a renovar o título no Gran Camiño. Créditos: Sprint Cycling Agency Até a chuva parou para apreciarmos a paisagem Em plena Ribeira Sacra, zona que tem a maior concentração de mosteiros românicos da Europa, começamos por ter uma fuga de 12 elementos. Frederico Figueiredo (Sabgal-Anicolor) e Tiago Antunes (Efapel) fizeram parte do grupo e marcaram pontos para a classificação da montanha. O dia foi tão duro e tão frio que os portugueses pagaram a falta de ritmo competitivo. O melhor acabou por ser Frederico Figueiredo que chegou a 6:24 e único entre as Continentais nacionais a fechar nos 40 primeiros. A decisão ficou para a dupla passagem no Alto de San Pedro de Líncora, passado a 29 e 2,9 km da meta. Subida linda, com 5 km a 6 % de média, rodeada de socalcos e de um verde tão natural que até a chuva parou para apreciarmos a paisagem. Créditos: Sprint Cycling Agency Vingegaard ligou o turbo Alcançados os últimos fugitivos, a Visma acelerou na última passagem e Vingegaard ligou o turbo. Egan Bernal e Jefferson Cepeda ainda o seguiram uns minutos, mas à segunda o dinamarquês foi embora e só parou na meta. Após a deceção do contrarrelógio inaugural, cujos tempos de nada serviram para a geral individual, a camisola amarela encontrou um dono à altura. Está claro quem é o melhor, mas no ciclismo nem sempre vence o melhor. Aguardemos pelas próximas duas etapas, Jonas Vingegaard tem meio minuto para gerir. Na escalada ao Monte Aloia, no próximo domingo, pode por a cereja no topo do bolo . ### O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 1 Josh Tarling varreu a concorrência no contrarrelógio de abertura da corrida galega. Tempos não contaram para a classificação geral. Início em falso da 3ª edição do Gran Camiño, prova organizada pelo antigo ciclista Ezequiel Mosquera. O vento forte levou à neutralização dos tempos, fator que tirou o sal e a pimenta à etapa de abertura. Muitos corredores optaram por não ir a fundo, como o campeão em título Jonas Vingegaard. A situação atípica impede tecer quaisquer opiniões quanto ao estado de forma do vencedor do Tour de France. A jornada foi ganha pelo campeão europeu e britânico de contrarrelógio. Josh Tarling (Ineos Grenadiers) colocou Darren Raferty (EF Education) a 42 segundos e Pablo Castrillo (Kern Pharma) a 48 segundos. Créditos: Sprint Cycling Agency Correr para o show off Para os atletas que se empenharam foi correr para o show off e para os patrocinadores. Houve vento forte de manhã, mas as previsões de tempo seco e menos vento para a tarde cumpriram-se. A etapa não só não contará como vitória oficial, como nem terá pontos UCI atribuídos. Uma situação difícil de entender perante o razoável clima à hora da corrida. O melhor português foi Rúben Guerreiro (Movistar) na 20ª posição. Já Rafael Reis (Sabgal-Anicolor) acabou 26º e foi o mais rápido dos representantes das quatro equipas nacionais em prova. Para saber mais acerca das equipas portuguesas consultem o Guia TopCycling. Créditos: Kike Abelleira ### Omloop Het Nieuwsblad marca o arranque das clássicas - Antevisão Está aí à porta o Fim de Semana de Abertura das clássicas, um dos fins de semanas do ano mais aguardados pelos fãs de corridas de um dia. Como é habitual corre-se no sábado (24) a Omloop Het Nieuwsblad e no domingo (25) a Kuurne-Brussels-Kuurne. Omloop Het Nieuwsblad A Omloop Het Nieuwsblad é uma corrida de um dia realizada na Bélgica e é a primeira corrida do WorldTour a ser realizada na Europa. A primeira edição para os homens correu-se em 1945 e tornou-se a abertura da época das clássicas da Flandres. A corrida feminina é bem mais recente e teve a primeira edição em 2006. Com início em Ghent e fim em Ninove, o percurso percorre as colinas das Ardenas flamengas e inclui as icónicas ruas empedradas da Bélgica. Enquanto as corridas que tivemos na Austrália e no Médio Oriente se fizeram com temperaturas agradáveis, os corredores enfrentam agora condições de vento e chuva, terríveis para quem as corre, mas ótimas para quem vê no sofá.  História Esta corrida com enorme história tem três ciclistas belgas como recordistas de vitórias: Ernest Sterckx (1952, 1953 e 1956), Joseph Bruyère (1974, 1975 e 1980) e Peter Van Petegem (1997, 1998 2002). Ian Stannard é único não belga a ganhar a corrida por mais que uma vez. Venceu em 2014 e em 2015 na mítica corrida contra três ciclistas da Etixx-Quickstep - Tom Boonen, Niki Terpstra e Stijn Vandenbergh. https://twitter.com/opaisdociclismo/status/1598467552900173829 Mais recentemente a Team Visma Lease a Bike venceu as últimas duas edições com Van Aert em 2022 e Van Baarle no ano passado. Uma curiosidade: nunca o vencedor da Het Nieuwsblad venceu a Volta à Flandres no mesmo ano. Já da Kuurne saíram quatro campeões da Ronde: 2000 Andrei Tchmil (Lotto) 1989 Edwig Van Hooydonck (Superconfex) 1983 Jan Raas (TI-Raleigh) 1963 Noel Foré (Flandria-Faema) Van Aert vs. De Lie - Primeiro assalto Na Bélgica debate-se sobre o confronto entre os belgas Wout Van Aert e Arnaud de Lie. De recordar que Van Aert já venceu a Omloop e De Lie fez uma excelente corrida em 2023 onde acabou no segundo lugar.  Créditos: Facepeeters Na categoria feminina há varias ciclistas com duas vitórias. A última a conseguir este feito foi Van Vleuten em 2020 e 2022. A ela juntam-se Suzanne de Goede (2006 e 2009), Emma Johansson (2010 e 2011) e Anna van der Breggen (2015 e 2021). A vencedora do ano passado foi Lotte Kopecky, que se tornou a primeira belga a ganhar a prova.  Créditos: Dario Belingheri/Getty Images A corrida masculina tem um percurso muito parecido ao do ano passado, 202 km com 12 subidas e nove setores de pavê.  A prova feminina vai ter oito subidas e cinco setores de pavê perfazendo um total de 127 km. Kuurne-Bruxelas-Kuurne  No dia seguinte à Omloop corre-se a Kuurne-Brussels-Kuurne. O perfil é mais plano e acessível em termos de subidas e pavê, o que a torna numa corrida que os sprinters aspiram a discutir.  História A primeira edição masculina remonta a 1946 e não há corrida feminina. Em alternativa as mulheres correm no mesmo domingo a Omloop van het Hageland. O ciclista com mais vitórias é o lendário Tom Boonen com três. No ano passado foi Tiesj Benoot que venceu a prova, dando a vitória à Bélgica ao fim de sete anos.  A Kuurne-Bruxelas-Kuurne deste ano tem uma distância de 196km num percurso que, apesar de mais acessível que a OHN, também é composto por íngremes subidas e setores de pavê. Oliveira e Morgado presentes A Visma Lease a Bike vai-se apresentar com uma equipa muito forte e com quatro ou cinco ciclistas capazes de vencer. Outros nomes a ter em conta são Julian Alaphilippe, Matej Mohoric, Tom Pidcock, Arnaud de Lie, Jasper Philipsen, Jasper Stuyven, Biniam Girmay, Stefan Kung e Oier Lazkano. Gruber Images No lado feminino, a SD Worx tem que ser considerada favorita depois de ter dominado este calendário na época passada. A campeã mundial Lotte Kopecky liderará a SD Works. Outras ciclistas a ter em conta são Emma Norsgaard, Christina Schweinberger, Lizzie Deignan, Elise Chabbey, Anna Henderson, Marianne Vos, Elisa Longo Borghini ou Sofia Bertizzolo.  Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Portugal estará representado pelo Rui Oliveira, já com experiência e sempre forte nestas clássicas. Também as correrá António Morgado que irá testar as pernas em provas deste gabarito. Com a chuva e vento que quase sempre aparecem nos dias da corrida, é sempre difícil de prever e controlar estas provas, o que aumenta a imprevisibilidade e o interesse nelas. Começa assim a época de corridas de um dia, com o Fim de Semana de Abertura. A título de curiosidade, nunca nenhum ciclista ganhou estas duas provas no mesmo fim de semana.  Esta época de clássicas do pavê culmina no Paris-Roubaix que este ano se corre no dia 7 de abril.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### BTT - XCO Banyoles volta a reunir os melhores do mundo Depois de Chelva, a pré-temporada do Cross-Country olímpico (XCO) continua a destacar-se em Espanha, com a chegada de uma prova que há muito é uma referência no calendário internacional, a Shimano Super Cup Massi Banyoles 2024 realiza-se dia 25 de fevereiro e reunirá os melhores atletas de XCO do mundo. Com uma tradição de 23 anos, a prova de Banyoles é considerada a "catedral" do mountain bike nesta fase da temporada, atraindo os melhores ciclistas da modalidade. Esta competição também assume um papel crucial na distribuição de pontos para a obtenção dos últimos lugares olímpicos, aumentando ainda mais a expectativa em torno do pelotão presente. Na lista de participantes femininas destacam-se nomes sonantes como Pauline Ferrand-Prevot, campeã do mundo, Jolanda Neff, medalha de ouro olímpica, Evie Richards, ex-campeã do mundo, Sina Frei e as portuguesas Ana Santos e Raquel Queirós. Entre a lista de participantes masculinos estão o tri-campeão do mundo de ciclismo de estrada Peter Sagan, Luca Schwarzbauer, Victor Koretzky, Vlad Dascalu, David Valero, Thomas Griot ou Sam Gaze, entre tantos outros grandes atletas, prometendo ser uma competição renhida e emocionante. Créditos: Javier Martínez de la Puente/Zubiko Photography Portugal com oito jovens pela seleção nacional A Seleção Nacional de cross country olímpico (XCO) compete com oito corredores sub-23 e juniores na etapa de Banyoles. O selecionador nacional, Pedro Vigário, chamou cinco corredores sub-23 e três juniores para este compromisso.  Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Os Sub-23 são Diogo Neves, Guilherme Barros e Rafael Sousa (Guilhabreu MTB), João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e Ana Santos (Guilhabreu MTB), enquanto que os juniores são Duarte Galvão (Triumtermica/Águias de Alpiarça), João Fonseca (Clube BTT Matosinhos) e Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jonas Vingegaard versão 2024 - Inicia temporada esta semana Jonas Vingegaard vai começar a sua época no Gran Camiño já esta quinta-feira (22/02). A prova espanhola estende-se até domingo (25/02) e é composta por quatro dias de corrida. O dinamarquês da Visma Lease a Bike, vai tentar defender o título alcançado no ano passado e terá o apoio, entre outros, do recém-chegado Cian Uijtdebroeks. Com a época de sucesso que teve em 2023, Vingegaard, que dominou o Tour e foi distinguido com o prémio Vélo D'Or, também começou a sua época no Gran Camiño. Vingegaard - "O objetivo para este ano é claro" Créditos: Bram Berkien Na corrida do ano passado, o ciclista dinamarquês ganhou três etapas e a classificação geral: "Gostei muito da corrida em Espanha no ano passado, onde ganhei três etapas e a classificação geral quando comecei a época. É sempre bom regressar como atual vencedor. O objetivo para este ano é claro, vamos tentar defender o meu título." Disse o ciclista ao site oficial da equipa. Robert Wagner diretor desportivo da equipa, explicou a escolha desta prova, para Vingegaard iniciar a sua temporada: "Depois da corrida em Espanha, corre o Tirreno - Adriático e a Volta ao País Basco. O Gran Camiño é então a preparação ideal para fazer os quilómetros necessários após um período de treino em altitude. Para além disso, começa com um contrarrelógio, que também estará presente em Nice, no final da Volta a França". Uijtdebroeks estreia-se pela nova equipa Créditos: Bram Berkien Ao lado de Vingegaard estarão os recém-chegados Cian Uijtdebroeks e Ben Tulett, aos quais se juntam Johannes Staune-Mittet e o experiente Wilco Kelderman. Menno Huising (19 anos) e Tijmen Graat (21 anos), ciclistas da equipa de desenvolvimento, também estarão presentes na prova e vão-se estrear de amarelo e preto: "É uma escolha muito consciente permitir que os jovens ciclistas se habituem ao nível deste tipo de corridas. Isso enquadra-se perfeitamente na filosofia da equipa", afirmou Wagner. Novo nome, mesma atitude vencedora Jonas Vingegaard, adotou recentemente o apelido da sua mulher depois do casamento, e chama-se agora Jonas Vingegaard Hansen - anteriormente era Jonas Vingegaard Rasmussen. O novo nome até já foi atualizado no site oficial da UCI. Muda o nome mas a vontade de ganhar é a mesma e Vingegaard está prestes a fazer os primeiros quilómetros de corrida do ano: "Os últimos meses foram dedicados aos campos de treino. Correu tudo muito bem. Em Tenerife, demos os últimos retoques antes do início da época. Depois de uma excelente estadia em Espanha, estou ansioso por começar a correr aqui." Guerreiro e quatro equipas portuguesas em Espanha Ruben Guerreiro que fez um excelente terceiro lugar no ano passado, vai estar novamente à partida no Gran Camiño pela Movistar, equipa de Nairo Quintana, que teve de adiar o seu regresso à competição na Europa devido à Covid-19. Créditos: Movistar Team Quatro equipas continentais portuguesas vão também competir no Gran Camiño. São elas a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense, Efapel Cycling e a Sabgal / Anicolor.  Créditos: TopCycling Outros nomes importantes que estão na startlist provisória e que terão uma palavra a dizer nesta prova que se corre na Galiza são Egan Bernal, David Gaudu, Lenny Martínez, Joshua Tarling, Carlos Rodríguez ou Richard Carapaz.  O percurso deste ano inicia-se com um contrarrelógio de 14,8 km em Torre de Hércules. A corrida segue depois para três etapas nas encostas íngremes, culminando em Pontevedra com uma dupla subida do Monte Aloia no Parque Natural de Tui. Horários das transmissões no Eurosport: QUINTA-FEIRA, 22 DE FEVEREIRO: ETAPA 1 – 14:30H – 16:30H  SEXTA-FEIRA, 23 DE FEVEREIRO: ETAPA 2 – 14:30H – 16:30H  SÁBADO, 24 DE FEVEREIRO: ETAPA 3 – 14:30H – 16:30H  DOMINGO, 25 DE FEVEREIRO: ETAPA 4 – 12:30H – 14:30H  ### Cinco talentos made in Portugal O que têm em comum Oier Lazkano, James Whelan, Phil Bauhaus, Simon Gerrans e Romans Vainsteins? Todos fizeram escala em Portugal rumo ao WorldTour. Há tempos estive com Tom Steels a recordar histórias dos anos 90. Portugal sempre foi terreno de caça para corredores de topo mundial e o diretor da Quick-Step não foi exceção. Após comentar a vitória de Oier Lazkano na clássica de Jaén pensei: "Porque não recordar outros craques estrangeiros que lançaram as carreiras em Portugal?" Alejandro Valverde, por exemplo, ganhou duas etapas no Troféu Joaquim Agostinho sendo neo-pro. Tadej Pogacar estreou-se a ganhar no Alto da Fóia, enquanto Sérgio Higuita ganhou no Malhão. Outro trampolim tem sido a Volta ao Alentejo. Juan Sebastian Molano venceu duas etapas ao sprint, enquanto Jasper Stuyven e Enric Mas levaram a geral. Aqui vão mais cinco talentos made in Portugal. Oier Lazkano com Bastien Tronchon (Decathlon Ag2r) e Jan Tratnik (Visma Lease a Bike).Créditos: Álvaro García Herrero Oier Lazkano Etapa 3 da Volta a Portugal de 20202: um jovem basco da Caja Rural resiste na fuga e ganha o braço de ferro ao pelotão em Viseu. Surpresa porque Oier Lazkano não tinha qualquer vitória em profissionais. Em Viseu fez-se ciclista, mas algo mais quando na Boucles de la Mayenne fez uma 1ª etapa agressiva tirando a amarela a Ivo Oliveira que liderava desde o prólogo. Depois geriu até à vitória final. Em 2024 começou forte: entrou na fuga da Clássica de Jaén a 95 km da meta, descarregou os colegas e fez a solo os 15 km finais. Entrou triunfal na meta com o maillot de campeão espanhol e conquistou a azeitona de ouro. No entanto, pela exibição que fez merecia uma estátua no centro de Úbeda. https://twitter.com/JiimmyWhelan/status/1656193306336870406 James Whelan Etapa 9 da Volta a Portugal de 2023: subida à Senhora da Graça via Mondim de Basto, 8,4 km de pura agonia no penúltimo dia de competição. As diferenças na geral eram curtas. A Glassdrive-Q8-Anicolor queria levar Artem Nych à liderança, mas o russo cedeu. Entrou em ação o plano B da equipa de Rúben Pereira: James Whelan ataca na fuga e dá à Austrália o primeiro triunfo na Volta à Portugal desde 2016 (Will Clarke em Macedo de Cavaleiros). O australiano é um talento a correr abaixo do seu nível. Ex-vencedor da Volta à Flandres sub-23, três épocas na EF Education First no WorldTour e participação no Giro de Itália. Lesões e azares levaram Jimmy à Bridgelane, mas os problemas físicos continuaram e assim chegou a Portugal em 2023. Aos 27 anos, mostrou na Senhora da Graça ter pernas para mais e reconquistou um lugar no pelotão profissional com a suíça Q36.5. Phil Bauhaus deu nas vistas na Volta a Portugal de 2014.Créditos: Charly López Phil Bauhaus Ao longo da história da Volta a Portugal foram vários os sprinters de categoria internacional que venceram etapas. Em anos recentes o nível das equipas acompanhou a categoria do evento. A passagem de 2.HC (em 2009) para 2.1 afastou as super estruturas, mas abriu portas a projetos interessantes como o da Stolting. Na edição de 2014 a formação germânica surpreendeu apresentando um sprinter que dominou a Volta. Phil Bauhaus tinha ganho uma etapa na Volta à Bulgária e era um sub-23 promissor. Em juniores tinha sido top 15 no Europeu e no Mundial e encontrou na Stolting uma geração de ouro que em 2014 andou muito. Nils Pollit foi campeão alemão de contrarrelógio em elites e Max Walscheid fez o mesmo em sub-23. Bauhaus começou por vencer na Maia e fechou em grande em Castelo Branco. No ano seguinte passou a profissional na Bora – onde coincidiu com José Mendes – e depois pela Sunweb. O êxito inequívoco só chegou ao serviço da Bahrain, pela qual somou 14 das 20 vitórias que tem no palmarés. Créditos: ASO/B. McBeard Simon Gerrans Na vida de Simon Gerrans a passagem por Portugal não ocupará mais do que meia dúzia de páginas. Não correu a Volta a Portugal, não ganhou por cá, mas por ter uma história curiosa é a exceção nesta lista. O australiano deu as primeiras pedaladas aos 17 depois de crescer no motocrosse. Uma lesão levou-o a procurar uma bicicleta e o vizinho Phil Anderson, o primeiro não-europeu a vestir a amarela do Tour de France, foi o bom samaritano. Aos 19 veio para a Europa estagiar primeiro na norueguesa Ringerike e depois na Carvalhelhos-Boavista. Pelo Boavista só fez a Volta à França do Futuro – nesse ano corrida por equipas comerciais, seleções e aberta a atletas sub-26 anos. Alinhou com Gustavo César Veloso, Gustavo Dominguez, Danail Petrov (ex-Tavira), José Rodrigues e o também aussie Ben Day. Foi uma passagem efémera, que não deixou marca no ciclismo português a não ser pela carreira que veio a fazer. Gerrans foi o primeiro australiano a vencer etapas nas três grandes Voltas. Também ganhou a Milão-Sanremo e a Liège-Bastogne-Liège. Após um curso de reconversão de carreiras na Goldman Sachs, coordena a Service Course – empresa que vende bicicletas, roupa, viagens, entre outras áreas de negócio ligadas ao ciclismo. https://www.youtube.com/watch?v=0-_QW6bHgXw Romans Vainsteins O único letão campeão mundial de estrada foi dos sprinters mais espetaculares que vieram ao nosso país. Foram dois anos de paixão por Portugal que o atleta da Vini Caldirola que começaram com a vitória no GP Jornal de Notícias (1998) e culminaram na conquista da etapa de Matosinhos na Volta a Portugal (1999). Essa edição da Volta terminou na cidade que converteu antigas fábricas de conservas em empreendimentos luxuosos. Vainsteins foi lançado por Andrej Hauptman, o melhor ciclista esloveno da história até aparecerem Pogacar e Roglic. Em 1997 fizeram faísca os sprints com Fabrizio Guidi (Scrigno-Gaerne), Cândido Barbosa (Maia-CIN) e Jan Svorada (Mapei). No ano seguinte voltou o checo Svorada (etapas em Sevilha e Beja) e o duelo foi com Jeremy Hunt (Banesto – etapas na Póvoa de Varzim e em Lisboa). Na era dos italianos foram vários os que se estrearam a ganhar em Portugal na primeira metade dos anos 90: Stefano Zanini (Portalegre, 1992) e Giuseppe Guerini (Abrantes, 1994) são bons exemplos. ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 5 A quinta e última etapa da Volta ao Algarve de 2024, ligou Faro ao Alto do Malhão, numa distância de 165 km. Num percurso duro e que prometia espetáculo, a etapa não desapontou, com ataques de favoritos e uma subida final muito disputada. Van Aert e Ben Healy ao ataque https://twitter.com/EFprocycling/status/1759244500508041416 A fuga do dia demorou a formar-se mas a 90 km. do fim, 20 ciclistas conseguiram distanciar-se e ganhar uma vantagem de 3 minutos sobre o pelotão. Van Aert e Ben Healy atacaram do pelotão quando faltavam 40 km. alcançando Hagenes que desceu da fuga e os ajudou a chegarem aos fugitivos.  A primeira subida ao Malhão fez-se a um ritmo altíssimo, quer na fuga quer no pelotão. Healy e Van Aert chegaram sozinhos na primeira passagem pelo Malhão. Leemreize seguiu com eles e os três iniciaram a última ascensão à subida final com uma vantagem de 15 segundos para o grupo dos favoritos. Mal começaram as primeiras rampas a Bora-Hansgrohe impôs ritmo e rapidamente alcançou os três fugitivos.  Martínez faz a dobradinha e Remco vence classificação final Créditos: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency A subida fez-se a um ritmo muito elevado e com muitos ataques. Scaroni e Kuss tentaram a sua sorte mas foi Evenepoel, quem já mais perto do final da subida, lançou o derradeiro ataque. Foi prontamente seguido por Martínez e Pidcock mas tal como aconteceu na Fóia, Daniel Martinez levou a melhor sobre Remco e venceu a etapa. Remco foi segundo e Pidcock ficou com o terceiro lugar.  Com este segundo lugar Remco Evenepoel vence pela terceira vez a Volta ao Algarve, igualando Belmiro Silva no recorde de vitórias. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Morgado top 10 e vencedor da Classificação da Juventude António Morgado partiu para a última etapa desta volta ao Algarve a 5 segundos da liderança da Classificação da Juventude. Um problema mecânico fez Magnus Sheffield, que vestia de branco no início da etapa, descolar do pelotão. O ciclista americano nunca conseguiu reentrar.  Morgado conseguiu manter-se no grupo dos favoritos até 2 km. do final. Apesar de ter descolado nunca perdeu os favoritos de vista, tendo feito uma enorme subida , vencendo a Classificação Geral da Juventude e alcançando um top 10 na classificação final. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1759258931065471108 Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 MARTÍNEZ Daniel Felipe3:55:352 EVENEPOEL Remco,,3 PIDCOCK Thomas0:034 SCARONI Christian0:075 TRATNIK Jan,,6 KUSS Sepp,,7 GEOGHEGAN HART Tao0:168 HEALY Ben,,9 ARENSMAN Thymen,,10 MORGADO António0:24 Classificação geral final: PosiçãoCiclistaTempo1 EVENEPOEL Remco18:45:532 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:433 TRATNIK Jan1:214 HEALY Ben1:425 ARENSMAN Thymen1:456 PIDCOCK Thomas1:497 VAN AERT Wout1:578 KUSS Sepp1:599 KÜNG Stefan2:0610 MORGADO António2:09 ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 4 Na quarta etapa da Volta ao Algarve correu-se um contrarrelógio em Albufeira. Um percurso ondulado e de 22 km. dava oportunidade aos especialistas de se destacarem e ganhar tempo e posições na classificação geral. Isaac del Toro melhor que Ganna https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1758883493868626045 Durante o desenrolar da etapa, vários corredores ocuparam a cadeira destinada ao melhor tempo. Edward Theuns, Julien Vermote e Aethur Kluckers foram quem aqueceu a cadeira antes dos favoritos e melhor classificados começarem a ir à estrada. Isaac del Toro foi o primeiro a baixar dos 28 min. e assumiu a liderança do contrarrelógio. O ciclista mexicano da UAE Team Emirates fez um tempo de 27:46 min. e confirmou a excelente forma física que trouxe da Austrália. Começavam a sair os verdadeiros especialistas e favoritos à vitória da quarta etapa. Filippo Ganna da INEOS Grenadiers, detentor do recorde da hora e um dos favoritos à vitória de hoje, não foi além de um sexto lugar. Foi o seu colega de equipa Magnus Sheffield que ficou com o melhor tempo, ao retirar 21 segundos à prestação de Isaac del Toro. Evenepoel novo Camisola Amarela Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Remco Evenepoel era um dos grandes favoritos à vitória de hoje e mostrou o porquê de vestir as cores do arco-íris. O ciclista belga começou por fazer o melhor tempo nos dois pontos intermédios e confirmou a sua vitória na etapa, ao fazer os 22km. em 27:09 min. relegando Sheffield para a segunda posição. Stefan Kung precisou de mais 29 segundos que Evenepoel e ficou com o terceiro lugar da etapa. Daniel Martínez ficou-se pelo 8.º lugar, perdendo 52 segundos, e entregou a camisola amarela a Evenepoel que tem agora 47 segundos de vantagem para o ciclista colombiano. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Morgado melhor português António Morgado foi o melhor português e acabou o contrarrelógio de Albufeira na 15.ª posição a 1:13 min. do vencedor. O ciclista português foi ultrapassado por Magnus Sheffield na classificação da juventude, estando a apenas 5 segundos do corredor americano. Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 EVENEPOEL Remco0:27:092 SHEFFIELD Magnus0:163 KÜNG Stefan0:294 DEL TORO Isaac0:375 CATTANEO Mattia0:466 GANNA Filippo0:477 HEALY Ben0:488 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:519 HERREGODTS Rune0:5810 TRATNIK Jan,, Classificação Geral: PosiçãoCiclistaTempo1 EVENEPOEL Remco14:50:242 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:473 TRATNIK Jan1:124 VAN AERT Wout1:185 KÜNG Stefan,,6 HEALY Ben1:207 ARENSMAN Thymen1:238 SHEFFIELD Magnus1:349 MORGADO António1:3910 PIDCOCK Thomas1:44 Próxima etapa: ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 3 A terceira etapa da Volta ao Algarve, ligou Vila Real de Santo António a Tavira, numa distância de 192km. Na última etapa destinada aos sprinters, Wout Van Aert foi o mais rápido alcançando a primeira vitória da época na estrada. Rui Oliveira esteve em excelente plano alcançando o segundo lugar.  Desenrolar da etapa Créditos: João Fonseca Photographer Esta foi uma típica etapa de sprint, com uma fuga composta por sete elementos a formar-se cedo. Os sete ciclistas fugitivos conseguiram uma distância de cinco minutos antes das equipas dos sprinters começarem a meter ritmo e a encurtar a distância.  A 80 km. da meta, Rui Costa viu-se envolvido numa queda que levou ao chão vários corredores. O ciclista português foi transportado para o hospital com o braço direito ligado, e viu-se assim obrigado a desistir da Volta ao Algarve. A EF Education-Easy Post, equipa do português, confirmou depois, que Rui Costa fraturou a clavícula e a omoplata. Van Aert vence em Tavira Créditos: João Fonseca Photographer Depois de alcançada a fuga a 12 km. do fim, os comboios começaram a formar-se e a elevar o ritmo em direção a Tavira. Uma nova queda já a poucas centenas de metros da meta partiu a frente do pelotão, reduzindo o número de ciclistas que ficaram em posição para discutir a etapa. Van Aert foi o mais forte no sprint vencendo pela primeira vez esta temporada na estrada. Rui Oliveira fez segundo e esteve muito perto de se estrear a vencer como profissional. Marius Mayrhofer fechou o pódio com o terceiro lugar. https://twitter.com/VoltAlgarve/status/1758550011720208783 Martínez segue líder para o contrarrelógio Daniel Martínez manteve a camisola amarela e segue de amarelo para o contrarrelógio. O português António Morgado também manteve a camisola branca, e segue assim líder da juventude. Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 VAN AERT Wout4:50:572 OLIVEIRA Rui,,3 MAYRHOFER Marius,,4 THIJSSEN Gerben,,5 BISSEGGER Stefan,,6 TILLER Rasmus,,7 STUYVEN Jasper,,8 CORT Magnus,,9 FEDOROV Yevgeniy,,10 MESA Santiago,, Classificação geral: PosiçãoCiclistaTempo1 MARTÍNEZ Daniel Felipe14:23:112 EVENEPOEL Remco0:043 KUSS Sepp0:124 TRATNIK Jan0:165 TRATNIK Jan0:186 PIDCOCK Thomas,,7 GEOGHEGAN HART Tao,,8 VAN AERT Wout0:229 ARENSMAN Thymen0:2310 LANDA Mikel,, Próxima etapa: ### António Morgado em entrevista ao TopCycling Luís Beltrão e Gonçalo Moreira em conversa com António Morgado antes da Figueira Champions Classic 2024. Falamos sobre a chegada ao World Tour, a equipa UAE Team Emirates, mas também sobre ciclismo, treino, bicicletas, hobbies, música e ... luta. Toda a entrevista no vídeo seguinte. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=LT_mmNe5E6E&t= ### Afonso Eulálio na montra mundial Afonso Eulálio fez duas épocas de grande nível pela ABTF-Feirense e pela seleção nacional. O que quer em 2024 e para onde aponta no futuro? Afonso Eulálio, corredor da ABTF-Feirense, é natural de Ferreira a Nova, freguesia da Figueira da Foz. A cidade foi epicentro do ciclismo mundial com a disputa da 2ª edição da Figueira Champions/Casino da Figueira. O filho da terra não fez a preparação que gostaria, mas deu a cara e foi à luta integrando a fuga do dia. Aos 22 anos, poucas coisas motivam mais Afonso Eulálio do que medir-se perante os grandes do pelotão WorldTour. O sonho é dar o salto para poder correr mais provas desta categoria. “É muito bom para o ciclismo português ter uma corrida deste nível e que traga as melhores equipas e ciclistas do mundo. Sendo ela nas estradas em que cresci e treinei é incrível! Queria fechar top 10, mas com o percalço que tive no mês de dezembro não posso meter um lugar desses na mesa. Um dos pontos chaves nesta corrida será a colocação devido ao circuito final com 2 subidas duras e descidas algo rápido e técnicas que alongam muito o pelotão.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Créditos: João Fonseca Photographer Emigrar está na agenda O percalço foi… atirar um sofá pela janela e um jeito mal dado a fazer uma mudança. Sim, os ciclistas da era dos ganhos marginais também se magoam em gestos banais. Para o figueirense o caminho até à elite não foi clássico. Só no segundo ano de juniores experimentou a vertente de estrada depois de uma vida no BTT. Progrediu rapidamente e emigrar está na agenda, mas sem pressa. Afonso Eulálio já está na montra internacional graças ao rendimento ao serviço de Portugal.  “O ano do salto foi 2022 porque fui campeão nacional. Em 2023 foi a continuação de todo o trabalho que vinha a realizar. Foi incrível poder representar a seleção, comecei a ganhar confiança e tive ótimos resultados no resto da época.” As provas da Taça das Nações sub-23 são duras, o ritmo é forte e os que ainda não estão em equipas profissionais dão tudo para se posicionarem perante os olheiros. Portugal foi ao Orlen Grand Prix (António Morgado foi 6º) e à Corrida da Paz (Afonso Eulálio foi 7º, a melhor prestação de sempre de um português). “Na Polónia fomos com o Morgado e nunca pensei em correr para fazer o meu lugar nem acreditava muito no meu potencial. Comecei a acreditar na última etapa onde ataquei na fase inicial com o Morgado e endureci uma das últimas subidas para passar um grupo mais restrito. Fiz 5º e o Morgado venceu e foi muito importante para mim. Na República Checa ia cheio de confiança, tive uma avaria no prólogo e deram-me o tempo do último, mas na etapa mais dura senti-me super bem e nas últimas dificuldades estive na luta pela vitória da quase até ao risco.” Créditos: João Fonseca Photographer Uma escolha difícil Faltou fechar a etapa sub-23 com a cereja no topo do bolo:  a Volta a França do Futuro. A coincidência de datas com a Volta a Portugal obrigou a uma escolha difícil, mas a lealdade à equipa de Joaquim Andrade falou mais alto. A segunda participação de Afonso Eulálio saldou-se com um 2º posto na Juventude e um 19º na geral individual. No plano coletivo, o trabalho do figueirense ajudou António Carvalho a fechar no pódio. “Foram circunstâncias diferentes. Em 2022 trabalhava no início da etapa e abria para descansar para o dia seguinte. No ano passado a ideia era ser o braço direito do António Carvalho. Na etapa da Torre vesti a camisola da juventude e gostaria de a ter trazido para casa, mas lembro-me de ter ficado mais chateado por ter falhado em duas ou três etapas e não ter conseguido estar ao lado do António Carvalho.” Já está em andamento a nova época e contrariamente ao que esperava o ciclista da ABTF-Feirense foi 2º no GP de Abertura (lembrem-se do sofá que voou pela janela que condiciou o arranque). Para março deveremos ter Afonso Eulálio a atacar a Clássica da Arrábida e a Volta ao Alentejo. Seguem-se Nacionais, Troféu Joaquim Agostinho e Volta a Portugal. Em aberto está a possibilidade de Clássica de Ordizia e juntar também o Circuito de Getxo onde se estreou como profissional em 2020. ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 2 A 2.ª etapa da Volta ao Algarve ligou Lagoa ao Alto da Fóia numa distância de 171 km. A vitória disputou-se num sprint mano a mano entre Daniel Martínez e Remco Evenepoel. O colombiano foi mais rápido e venceu a etapa, subindo também ao primeiro lugar da geral.  Uno-X tenta surpreender de longe A fuga inicial foi composta por oito ciclistas que conseguiram uma vantagem de cinco minutos para o pelotão. A 70 km. do fim, Jonas Abrahamsen e Andreas Leknessund (Uno-X Mobility) atacaram e tentaram a ponte para o grupo dos fugitivos, tendo conseguido o objetivo passados sensivelmente 10 km. Depois de vários fugitivos não terem capacidade para seguir o ritmo imposto por Abrahamsen, a fuga foi perdendo elementos até que a 15 km. do fim Leknessund atacou e foi sozinho, sendo alcançado mais tarde devido ao ritmo elevado imposto pela Soudal Quick-Step. Decisão da etapa A subida ao alto da Fóia foi feita com a Soudal Quick-Step de Remco Evenepoel no comando, primeiro com Knox e depois com Landa, deixando a frente da corrida cada vez com menos elementos. Nos metros finais Evenepoel foi o primeiro a lançar o sprint. Daniel Martinez foi pronto a responder batendo Remco no sprint a dois.  Créditos: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Morgado líder da Juventude  António Morgado foi o melhor português e só descolou do grupo dos favoritos no último quilómetro. Chegou na 11.ª posição a 20 segundos do vencedor e é o novo líder da classificação da juventude, com dois segundos de vantagem sobre o seu colega de equipa Jan Christen e 52 segundos sobre Magnus Sheffield da INEOS Grenadiers. https://twitter.com/VoltAlgarve/status/1758213820772720751 Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 MARTÍNEZ Daniel Felipe4:40:202 EVENEPOEL Remco,,3 KUSS Sepp0:064 HIGUITA Sergio,,5 TRATNIK Jan0:086 PIDCOCK Thomas,,7 GEOGHEGAN HART Tao,,8 ARENSMAN Thymen0:139 LANDA Mikel,,10 SCARONI Christian0:18 Classificação geral: PosiçãoCiclistaTempo1 MARTÍNEZ Daniel Felipe9:32:142 EVENEPOEL Remco0:043 KUSS Sepp0:124 HIGUITA Sergio0:165 TRATNIK Jan0:186 GEOGHEGAN HART Tao,,7 PIDCOCK Thomas,,8 ARENSMAN Thymen0:239 LANDA Mikel,,10 SCARONI Christian0:28 Etapa de amanhã: ### A Trek lança três novos sapatos de estrada: Trek RSL Knit | Trek RSL Road | Trek Velocis Hoje a Trek amplia a sua coleção de sapatos de ciclismo de estrada de performance com três sapatos novos da marca: os Trek RSL Knit, RSL Road e Velocis. Estes novos sapatos foram desenhados utilizando as informações e o feedback dos ciclistas profissionais da Lidl-Trek e incluem a nova tecnologia exclusiva METNET, que oferece mais conforto aos ciclistas sem comprometer o seu desempenho. Mostro-te em pormenor cada um deles, vê o vídeo de unboxing e o primeiro contacto. Vídeo https://youtu.be/_Q_HxTiYCSA Ajuste revolucionário que se adapta ao pé A tecnologia METNET é uma inovação revolucionária para o conforto do ciclista que está presente nos três novos sapatos de ciclismo da Trek. Com o seu design responsivo que permite ao sapato esticar e comprimir em volta do antepé, a tecnologia METNET alivia o desconforto que normalmente afeta os ciclistas como dormência e perda de sensibilidade, o que leva a um melhor desempenho do início ao fim. Trek RSL Knit - Vantagem material Os Trek RSL Knit são uns sapatos de ciclismo vanguardistas concebidos para os ciclistas exigentes que querem um corte justo mas confortável, com um ajuste personalizado para desempenho ao mais alto nível. Os RSL Knit oferecem o melhor conforto e são mais eficientes em termos de transferência de potência na estrada devido à sua parte superior em tecido concebida para o desempenho, às novas zonas de descompressão e bandas de suporte METNET, aos dois discos de aperto BOA Li2 e à sola 100% em Carbono OCLV. Trek RSL Road - Um clássico melhorado Os Trek RSL Road partilham o mesmo pedigree de desempenho dos RSL Knit com uma oferta similar de tecnologia de vanguarda. Destinam-se a ciclistas dedicados que procuram o ajuste e a sensação de uns sapatos de ciclismo de estrada tradicionais com aspeto contemporâneo e desempenho intransigente de nível profissional. Os RSL Road dispõem de uma gáspea sintética clássica, de zonas de descompressão METNET, de discos de aperto BOA Li2 e de sola 100% em Carbono OCLV. Trek Velocis - Uma nova referência Os Trek Velocis há muito que são os sapatos de ciclismo de eleição de muitos ciclistas quevalorizam o conforto, transferência de potência e desempenho. Esta nova geração destes sapatos de ciclismo assenta na mesma tradição de excelência e incorpora as zonas de descompressão METNET, uma sola em composto de Carbono OCLV e discos de aperto BOA Li2, para além da confiança da marca Trek. Novas palmilhas A Trek lança também as novas palmilhas de ciclismo BioDynamic, uma versão melhorada das palmilhas Bontrager InForm com melhor suporte para o calcanhar e ajuste do pé. Estas palmilhas foram concebidas em colaboração com a Superfeet e são feitas com 70% de material reciclado. Cores, preços e disponibilidade A nova coleção de sapatos de ciclismo de estrada e as novas palmilhas da Trek estão disponíveis na rede de distribuidores autorizados Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 1 Correu-se a primeira etapa da 50ª edição da Volta ao Algarve. Na primeira de cinco etapas da edição onde se celebram as bodas de ouro da prova, foi Gerben Thijssen (Intermarché-Wanty) que levou a vitória depois de um sprint dominante em Lagos. Fuga de sete ciclistas O dia ficou marcado por uma fuga de sete ciclistas, maioritariamente de equipas portuguesas, que aproveitaram para mostrar as suas cores. Chegaram a ter um avanço de 3:30 antes da vantagem começar a ser encurtada pelo pelotão. A maior dificuldade do dia acabou por ser o vento que se fez sentir durante grande parte da etapa. A parte final também teve alguns percalços e quedas que alongaram o pelotão. Houve alguns cortes já perto do final, mas sem tempo perdido por parte de nenhum dos favoritos à classificação geral. Créditos: João Fonseca Photographer Chegada ao sprint A chegada ao sprint acabou por dar a segunda vitória da época a Gerben Thijssen. O ciclista belga que já havia vencido o Troféu Palma, em Maiorca, venceu facilmente.  Marijn Van den Berg e Jordi Meuus levaram o segundo e terceiro lugar, respetivamente.  Rui Oliveira em sexto e Luís Mendonça em nono foram os representantes portugueses no top 10. https://twitter.com/VoltAlgarve/status/1757830666215977280 Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 THIJSSEN Gerben4:52:042 VAN DEN BERG Marijn,,3 MEEUS Jordi,,4 BOVEN Lars,,5 DÉMARE Arnaud,,6 OLIVEIRA Rui,,7 STUYVEN Jasper,,8 HEIDUK Kim,,9 MENDONÇA Luís,,10 VAN UDEN Casper,, Classificação Geral: PosiçãoCiclistaTempo1 THIJSSEN Gerben4:51:542 VAN DEN BERG Marijn0:043 BAYER Tobias,,4 MEEUS Jordi0:065 CONTTE Tomas0:086 BOVEN Lars0:107 DÉMARE Arnaud,,8 OLIVEIRA Rui,,9 STUYVEN Jasper,,10HEIDUK Kim,, Etapa de amanhã: ### O Topcycling na Figueira Champions Classic - Casino Figueira O TopCycling foi à Figueira da Foz sentir o ciclismo. Aos que não puderam lá estar contamos aquilo que as câmaras não filmaram na Figueira Champions Classic. Tendo em conta que já muitas vezes mostrámos os bastidores das equipas, desta vez quisemos mostrar os fãs do ciclismo, as pessoas que vão ver ciclismo, mostrar e incentivar outros a fazerem-no porque ali, não obstante as preferências de equipas de cada um, todos estão por paixão à modalidade. Luís Beltrão e Gonçalo Moreira mostram como é ir ver ciclismo na Figueira da Foz, numa corrida de escalão UCI 1.Pro., neste vídeo mostramos o dia 1, a Figueira Champions Classic - Casino Figueira. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=2f6cZNSdoK0&t= No Vídeo do segundo dia mostramos a participação no Granfondo Figueira Champions Day, que se realizou no dia após a corrida dos profissionais. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=orobYv2qR-o Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança dois novos sapatos de estrada - os Torch 2.0 e 3.0 A Specialized acaba de lançar dois novos modelos de sapatos de ciclismo de estrada, os Torch 2.0 e 3.0. De acordo com a marca estes sapatos foram meticulosamente desenvolvidos para atender às necessidades dos ciclistas que buscam uma combinação perfeita entre estilo clássico e desempenho superior. Specialized Torch 3.0 Seja para se preparar para uma grande competição, treinar em bicicletas indoor ou iniciar-se no mundo do ciclismo de estrada, a Specialized diz que o objectivo dos Torch 2.0 e 3.0 é oferecer o que os ciclistas precisam. Fabricados com materiais premium Equipados com recursos de alto desempenho e fabricados com materiais premium, os Torch 2.0 e 3.0 foram desenvolvidos com base na já conhecida metodologia Body Geometry da Specialized. Esta abordagem visa não apenas melhorar o desempenho, mas também garantir o conforto do ciclista e minimizar o risco de lesões. Specialized Torch 2.0 A Specialized informa que estes novos sapatos foram moldados pela inovação e tecnologia dos já apreciados topo de gama S-Works Torch, garantindo assim um padrão de excelência aos novos modelos. Specialized Torch 3.0 Com um design refinado e aparentemente um construção de alta qualidade (como é costume na marca), os Torch 2.0 e 3.0 prometem oferecer aos ciclistas confiança diária na sua performance. Desde o ajuste preciso até a transferência eficiente de energia, estes sapatos pretendem ser a escolha para aqueles que buscam maximizar seu desempenho nas estradas. Tradição no desenvolvimento de sapatos Com os novos Torch 2.0 e 3.0, a Specialized reafirma o seu compromisso em fornecer produtos que elevam a experiência de cada ciclista, permitindo-lhes pedalar melhor, ir mais longe e desfrutar de um conforto excepcional em cada pedalada. Specialized Torch 2.0 Disponibilidade e preços Podes ver todas as cores, disponibilidade e preços no site da marca aqui: https://www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança o novo capacete Propero 4 A Specialized apresentou o novo capacete Propero 4. Esta nova versão do capacete icónico da marca foi desenvolvida reunindo as vantagens aerodinâmicas do S-Works Evade 3, com a ventilação do S-Works Prevail 3. Este é um capacete que segundo a Specialized foi construído tendo em mente a leveza e a ventilação, permitindo ao ciclista alcançar grandes velocidades derivado da sua aerodinâmica. Propero 4 A Specialized afirma que o Propero 4 é um capacete de competição de alto rendimento e tem como objetivo garantir um desempenho de nível profissional acessível a todos os ciclistas, quer sejam amadores ou profissionais. Aerodinâmica O novo Propero 4 é baseado nos S-Works Evade 3 e S-Works Prevail 3 usados por Lotte Kopecky, Demi Vollering, Remco Evenepoel e Primoz Roglic. A Specialized aplicou conhecimentos relativos aos S-Works Prevail 3 e utilizou dados CFD (Computational Fluid Dynamics) para desenhar as aberturas de ventilação traseiras que promovem maior fluxo de ar e aumentam a capacidade de arrefecimento. Este capacete pesa apenas 290 gramas e foi testado nos túneis de vento da Specialized. Foi também analisado numa série de ângulos e inclinações diferentes, simulando as várias posições que os ciclistas têm durante provas e passeios. Segundo informações da marca, o Propero 4 revelou ser quatro watts mais rápido que o S-Works Prevail 3, tornando-o 15 segundos mais rápido em 40km, numa velocidade média de 45km/h. Ventilação A ventilação do Propero 4 é baseada na construção do S-Works Prevail 3, incorporando o seu layout de ventilação traseira. A Specialized desenvolveu também o que chamam de Micro Channeling, para aumentar o fluxo de ar. Estes pequenos microcanais de 2 mm do Micro Chanelling, criam turbulência no fluxo de ar em todo o capacete, para ajudar a criar um fluxo de ar contínuo, garantindo que todo o ar dentro do capacete puxe ar frio, extraindo o quente. Tamanhos e peso: S - 270g. M - 290g. L - 320g. Propero 4 - Informações PVP: 190€; Sistema Mips C-Solution; Classificação 5 estrelas pelo laboratório Virginia Tech; Sistema ajustável de fitas Tri-Fix para maior conforto; Armazenamento dos óculos; Micro Channeling e grandes aberturas traseiras para maior ventilação; Invólucro envolvente de precisão em policarbonato, para maior durabilidade e acabamento premium. Podes ver todas as cores, disponibilidade e preços no site da marca aqui: https://www.specialized.com/pt/pt ### Longa vida à Figueira Champions Classic - Casino Figueira O TopCycling foi à Figueira da Foz sentir o ciclismo. Aos que não puderam lá estar contamos aquilo que as câmaras não filmaram na Figueira Champions Classic. Há poucos desportos tão heterogéneos quanto o ciclismo. Na mesma rua encontramos equipas milionárias e modestas, aficionados de todos os estratos sociais. Créditos: Marco Miguel Durante um fim-de-semana respirou-se ciclismo na Figueira da Foz graças à Figueira Champions Classic/Casino da Figueira. As cores do pelotão são a imagem de marca, os ciclistas profissionais são as estrelas e o destaque natural deste desporto, mas o Topcycling foi à Figueira da Foz com um objetivo: mostrar os fãs do ciclismo, as pessoas que vão ver ciclismo, mostrar e incentivar outros a fazerem-no porque ali, não obstante as preferências de equipas de cada um, todos estão por paixão à modalidade. Luís Beltrão Na Avenida 25 de abril vivemos a emoção da partida e a euforia da chegada. Créditos: Marco Miguel Rulotes de churros ao lado de hotéis de cinco estrelas. Minis e febras grelhadas nas subidas da serra da Boa Viagem. Há algo mais português do que saborear um pão com chouriço à beira-mar? Créditos: Marco Miguel Créditos: Marco Miguel É na fusão que está o segredo. Juntar o popular e o sofisticado, ver desporto premium sem pagar bilhete. Faltam as multidões de outros tempos, mas sobra paixão e é graças a ela que o ciclismo perdurará. Créditos: Marco Miguel Apesar meteorologia não ter sido convidativa a resposta dos fãs foi forte. Vieram à Figueira da Foz de várias partes do país e junto com as estrelas do pelotão tornaram-se influencers da cidade, do concelho e da região Oeste. Créditos: Marco Miguel Figueira da Foz posiciona-se lá fora e cá dentro Imaginem um belga, que quase não vê o sol desde setembro, que acorda frio e vai dormir gelado. Como terá vibrado no sofá quando Remco Evenepoel atacou? Créditos: Marco Miguel A chuva foi abafada pelo arco-íris, pelo menos para os profissionais já que quem fez o Granfondo no domingo merecia uma estátua. O tempo é caprichoso, mas o inverno passa-se melhor junto ao Atlântico. Créditos: Topcycling.pt Créditos: Marco Miguel Os belgas foram relembrados disso mesmo enquanto seguiam o seu campeão na Figueira Champions Classic. Virão muitos conhecer a Figueira? O retorno de uma transmissão para 280 países vai além das taxas de ocupação dos hotéis e com este evento a Figueira da Foz posiciona-se lá fora e cá dentro. Créditos: Marco Miguel Antigas glórias vestiram-se a rigor Convidados que brindaram com Sean Kelly – embaixador da prova – com espumante da Bairrada. A armada “tuga” a empurrar Ruben Guerreiro e António Morgado nas pendentes mais inclinadas. Créditos: Marco Miguel Créditos: Marco Miguel As antigas glórias vestiram-se a rigor e levaram-nos numa viagem pelo tempo? Venceslau Fernandes, Alexandre Ruas, Carlos Carneiro. Uns foram malandrecos e só apareceram para a foto, como o Paulo Martins, que trouxe o florescente maillot da Gresco-Tavira. Créditos: Topcycling.pt Longa vida à Figueira Champions. Para o ano está garantida e só podemos desejar que tenha vindo para ficar. Vídeos dos dois dias na Figueira da Foz Vídeo da Figueira Champions Classic https://youtu.be/2f6cZNSdoK0?si=eFj4twHI2EyI4zjF Vídeo da Figueira Champions Day (Granfondo da Figueira da Foz) https://youtu.be/orobYv2qR-o?si=lXaMXxRLBGXFG_nr ### Remco Evenepoel vence Figueira Champions por KO Campeão mundial de contrarrelógio venceu isolado na Figueira da Foz. Rúben Guerreiro top 10. Não é mago nem ilusionista. Também não tem o talento multifacetado do showman Fernando Pereira que se prepara para animar as noites do Casino da Figueira com o espetáculo "The Lord of the Voices". Remco Evenepoel não sorri muito e cumpre com profissionalismo os apontamentos com os média. Sem conquistar a plateia como Tadej Pogacar nem o carisma de Mathieu van der Poel. Só que o belga é especial. Em bebé só pode ter caído no caldeirão mágico de Panoramix porque tem forças sobre-humanas só vistas em contadas ocasiões ao longo da história do ciclismo. No ano em que se vai estrear no Tour de France, Remco Evenepoel decidiu arrancar em Portugal e juntou a Figueira Champions/Casino da Figueira a um palmarés que conta com 51 vitórias. Rui Oliveira "apadrinhou" a estreia de Mikel Landa na Quick-Step.Créditos: Marco Miguel Soudal Quick-Step revalidou o título Horas antes do início da corrida arriscavam-se prognósticos na zona de meta, situada na Avenida 25 de abril, no centro da Figueira da Foz. O percurso de 222,1 km foi reduzido para 192,4 km devido ao mau tempo que obrigou a dar menos uma volta ao circuito final. Remco Evenepoel não desapontou os que apostaram nele e atacou a duas voltas do final chegando a solo. Deu quase 2:00 aos perseguidores que ficaram a discutir o pódio e que nunca deram a sensação de contrariar o "contrarrelógio" de 55 km do belga. Rúben Guerreiro bem-disposto à partida para a Figueira Champions.Créditos: Marco Miguel Homens da casa voltaram a ser protagonistas. António Morgado e Rúben Guerreiro procuraram o protagonismo. Atacaram na penúltima subida e foram sempre marcados de perto, mas o público vibrou como raras vezes pode fazer com a atitude do "Bigode Voador" e do "Cowboy". Rúben Guerreiro foi 9.º e António Morgado 15.º. Após o 4.º de Rui Costa em 2023 os homens da casa voltaram a ser protagonistas. Vito Braet (Intermarché-Wanty) venceu o sprint pelo 2.º lugar na frente do campeão de Itália Cristian Scaroni (Astana). A Soudal Quick-Step revalidou o título que Casper Pedersen tinha ganho em 2023. ### Campeões do Mundo de XCO presentes na Shimano Super Cup Massi Tom Pidcock e Pauline Ferrand-Prévot vão estar presentes na primeira etapa da Shimano Super Cup Massi em La Nucia, Espanha. Esta é a terceira edição desta corrida e vai contar com o melhor alinhamento da sua história, tanto na categoria masculina como na feminina. Shimano Super Cup Massi Disputa-se este fim de semana a primeira prova da Shimano Super Cup Massi. Os melhores especialistas da modalidade vão estar presentes, entre eles os ciclistas da INEOS Grenadiers, Tom Pidcock e Pauline Ferrand-Prévot. Esta corrida, terá a categoria UCI C1 e atribuirá pontos para os Jogos Olímpicos de Paris, atraindo assim as principais estrelas para o XCO logo no início da temporada. A corrida feminina acontece no sábado dia 10 e a masculina no domingo dia 11. Tom Pidcock é o grande favorito a vencer a corrida masculina. O ciclista britânico atual Campeão do Mundo de XCO vai estrear a camisola arco-íris este ano. Sam Gaze é outro nome a ter em conta. O neozelandês é campeão Mundial de XCC e foi o vencedor da última edição. Maxime Marotte, e o Campeão Europeu de XCC David Campos também vão estar na linha de partida. Na corrida feminina, apesar da presença da americana Savilia Blunk, a grande favorita é a também Campeã do Mundo Ferrand-Prevót. Outras ciclistas como a portuguesa Raquel Queiros e a americana Sofía Waite também estarão em competição. Novo circuito em La Nucia Este ano vai-se também estrear um novo circuito em La Nucia, num local muito próximo de onde se correu a edição anterior. É um circuito muito variado e técnico com 5,18 km. de distância e 128 metros de desnível e foi desenhado pelo medalhista olímpico Carlos Coloma. Horários: Corrida Feminina: Sábado dia 10 - 15h Corrida Masculina: Domingo dia 11 - 11h30 As corridas podem ser acompanhadas no canal do Youtube e na página oficial da Twitch neste link. ### A felicidade de Elisa Longo Borghini TopCycling com a campeã de Itália que arranca 2024 de olhos postos no Giro. Lidl-Trek ainda procura vencer uma "grande". Podemos ter um ano terrível no plano profissional e fantástico a nível pessoal? Podemos e Elisa Longo Borghini é a prova disso. O ano de 2023 não lhe podia ter corrido pior no Giro de Itália – caiu quando atacava a liderança – e no Tour de France – abandonou por doença. É injusto dizer que foi uma época má: por cada baixo teve um alto. Às quedas (Giro e Paris-Roubaix) e ao Covid (Strade Bianche) respondeu sendo 3ª na Flandres, 2ª na Liège, vencendo etapa no Giro e dominando os Nacionais. O ciclismo é apenas uma vertente da vida e a líder da Lidl-Trek finalizou o ano em alta casando com o coelga Jacopo Mosca. Juntos iniciam a época motivados e têm nos planos criar uma escola de ciclismo. Longo Borghini atendeu o TopCycling em Calpe durante o Media Day da Lidl-Trek.Créditos: TopCycling Giro parecia sorrir a Elisa na passada edição Elisa Longo Borghini tem sido a grande ciclista italiana desta geração graças a vitórias como Paris-Roubaix, Volta à Flandres, Troféu Alfredo Binda e Strade Bianche. Também conquistou medalhas de bronze em dois Jogos Olímpicos e em dois Mundiais. É um grande currículo onde faltam vitórias, sobretudo no Giro, que correu 11 vezes. Fez dois pódios e em abos perdeu para Anna van der Breggen, provando que o timing é importante. A corredor de Piemonte apresentou-se na Società Ciclista “Severino Canavesi”, situada em Gorla Maggiore mesmo ao lado de Ornavasso de onde é natural. O clube onde deu as primeiras pedaladas honra um campeão de Itália de 1945 e duas vezes pódio no Giro; se Elisa vive o apogeu das neerlandesas, Severino apanhou Gino Bartali e Fausto Coppi. Créditos: Lidl Trek/Ross Bell Não atirou a toalha no Giro O Giro parecia sorrir-lhe na passada edição. À 5ª etapa corria em casa e ao estilo Longo Borghini atacou Annemiek van Vleuten na descida de Sant’Ignazio. Apenas 49 segundos na geral entre as duas fizeram tremer a maglia rosa, mas foi a italiana que acabou fora da estrada. Ao conversar com a líder da Lidl-Trek fico convencido de que não atirou a toalha no Giro. Embora admita que tem sempre um dia mau sabe que o bloco de 2024 é mais forte. Internamente a fasquia subiu. O novo patrocinador trouxe melhores condições técnicas, maior exigência e as corredoras interiorizaram a mensagem de que há que subir o nível. “Não sou a única líder nas provas por etapas. Temos a Lizzie [Deignan] que está de regresso à melhor forma, além da Gaia [Realini] e da Shirin [van Anrroij] que são jovens talentosas.” Elisa Longo Borghini ao TopCycling. Longo Borghini e a neo-pro Realini fizeram a dobradinha no UAE Tour em 2023.Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Ganhar uma etapa no Tour e uma grande Volta. Primeiro haverá o ataque às clássicas do pavê – Deignan e Longo Borghini fazem equipa com Elisa Balsamo e a regressada Ellen van Dijk – e a partir de maio concentração na Vuelta, no Giro e no Tour onde recebem a companhia de Realini. A trepadora sensação de 2023 tem talento para discutir as maiores corridas do calendário, prova disso foi o facto de na primeira época como profissional Realini ter feito pódio na Vuelta, no Giro e na Volta a França do Futuro que foi ganho por outra Lidl-Trek, Shirin van Anrooij. A neerlandesa também se estreou a ganhar no WorldTour ao vencer o Troféu Binda mostrando que na estrutura há talento para fazer algo que a Lidl-Trek não fez em cinco temporadas no pelotão: ganhar uma etapa no Tour e uma grande Volta. Longo Borhini e Paternoster com o troféu do Giro.Créditos: LaPresse O primeiro Giro feminino organizado pela RCS Parte de Brescia, a 7 de julho, e finaliza em L'Aquila, no dia 14, o primeiro Giro feminino organizado pela RCS. O percurso tem 12 mil metros de acumulado divididos em contrarrelógio individual, duas etapas planas, três de média montanha e duas de alta montanha com finais em alto. "É importante para o ciclismo feminino, uma grande primeira vez e um passo adiante para o nosso movimento. A minha ambição é ganhar o troféu. É o sonho para todas nós. Gosto muito do Giro, é uma corrida onde nunca podes baixar a tensão porque mesmo as etapas planas são desafiantes. O contrarrelógio de Brescia é perfeito para o tipo de atleta que sou, mesmo que tudo se vá decidir na segunda parte, que está repleta de subidas exigentes”. Com Van Vleuten retirada a italiana terá que medir forças com Juliette Labous. Em entrevista ao TopCycling a francesa contou querer melhorar o 2º lugar de 2023. O ponto mais alto, Cima Alfonsina Strada, está no Blockhaus e tem o nome da primeira mulher a competir no Giro, em 1924. A corrida abre com um contrarrelógio com 14,6 km planos em Brescia; na 2ª etapa partem do Lago Garda e acabam em Volta Mantovana (102 km) num circuito de favorável às sprinters. Ao terceiro dia começam por atravessar o vale do rio Pó antes de finalizarem com 12 km de subida até à meta em Toano num total de 111 km. A aproximação à meta traz o primeiro prémio de montanha do Giro: La Collina tem pendente média de 6 %. Giro 2024 | 7ª etapa Giro 2024 | 8ª etapa Decisões no Tríptico dos Abruzos Com 133 km a 4ª etapa apresenta uma dinâmica parecida com a anterior. Partem de Imola e finalizam em Urbino, passando pelos Apeninos da Romagna e San Marino. As decisões no Tríptico dos Abruzos estão agendadas para o último fim de semana. Antes disso deve haver sprint na 5ª etapa que tem 111 km ondulantes até Foligno. A 6ª etapa é uma sucessão de subidas e descidas entre vales ao longo de 155 km, num total de 10 colinas e com meta em Chieti com inclinações superiores a 10 %. A etapa rainha é a 7ª e tem 3600 m acumulado com duas subidas ao Passo Lanciano – a última até ao Blockhaus. O Giro acaba em L’Aquila; para lá chegar é preciso subir a Castel del Monte que se situa na base do Gran Sasso e abordar a meta via subida de Acquasanta. ### Pelotão nacional 2024 – ABTF Betão-Feirense Depois do pódio com António Carvalho, Joaquim Andrade aponta à vitória na Volta a Portugal. Conferimos as ambições da ABTF Betão-Feirense. O Clube Desportivo Feirense regressou ao ciclismo em 2018 pela mão de Joaquim Andrade, que se mantém à frente da direção desportiva. Para a nova época mantém o apoio da ABTF Betão e o bloco que concluiu 2023 com quatro vitórias. Santiago Mesa 1º Prova de Abertura Santiago Mesa uma etapa GP Anicolor António Carvalho duas etapas GP Jornal de Notícias O pódio de António Carvalho na Volta a Portugal foi o ponto alto do ano. O melhor português da prova terminou em 3º a 1:07 do campeão Colin Stussi (Voralberg). “O António Carvalho esteve muito forte. Não entrou no melhor devido à queda – seguida de cirurgia – que sofreu um mês antes. Limitou as perdas nos primeiros dias e no último terço da corrida estava ao melhor nível terminando no pódio. No GP Jornal de Notícias, em setembro, venceu duas etapas e andou de amarelo, mas não fomos capazes de controlar a corrida e a geral fugiu-nos. Ainda em setembro vimos mais uma exibição do Afonso Eulálio em Mortágua perdendo sobre o risco de meta.” Joaquim Andrade ao TopCycling. Afonso Eulálio iniciou 2024 fazendo pódio na Prova de Abertura, em Sever do Vouga.Créditos: Inês Calvo "O Afonso Eulálio esteve a grande nível" Um dos nomes fortes da época da ABTF Betão-Feirense foi o sub-23 de último ano Afonso Eulálio. Com o maillot da equipa o corredor da Figueira da Foz destacou-se sendo 5º na Clássica de Ordizia e 6º no Troféu Joaquim Agostinho – com uma monumental etapa final no Alto do Montejunto. Ao serviço da seleção nacional de sub-23 terminou a Corrida da Paz na 7ª posição certificando a classificação de Portugal para a Volta a França do Futuro.  “Os jovens tiveram uma evolução constante. O Afonso Eulálio esteve a grande nível principalmente nas provas internacionais, quer ao serviço da equipa quer da seleção nacional. Destaco as exibições na 5ª etapa do Orlen Nations Grand Prix, na Corrida da Paz, na 3ª etapa do Troféu Joaquim Agostinho, na Clássica de Ordizia e na chegada à Serra do Larouco durante a Volta a Portugal. Foram hinos ao ciclismo e ao trabalho de equipa.” Créditos: Inês Calvo Plantel com idade média de 24,5 anos Este ano a ABTF Betão-Feirense tem um plantel com idade média de 24,5 anos. Para ajudar na formação dos corredores promissores e liderar a equipa com António Carvalho chega Óscar Cabedo. Aos 29 anos, o espanhol passou cinco épocas na Burgos-BH e na última época correu pela Vorarlberg. Pela equipa austríaca foi 13º na Volta a Portugal e braço direito de Colin Stussi. “Pela primeira vez conseguimos manter a maioria da equipa e reforçamo-nos com ciclistas que dão garantias de melhorar o bloco. Contamos com a progressão dos jovens; o António Carvalho encarrega-se de corrigir os erros próprios da juventude. O Óscar Cabedo, com o talento de trepador e qualidades de voltista, será um homem forte nos dias montanhosos e duros. Também terá o papel de passar a mensagem aos mais jovens. A partir de março estou confiante que iremos crescer e correr com o foco nas vitórias. A Volta a Portugal é uma das provas que acredito que podemos vencer. Espero contar de novo com o apoio dos nossos adeptos porque tem sido uma das nossas armas, não há equipa em Portugal que tenha o apoio do público que nós temos tido, principalmente na Volta a Portugal. Créditos: Inês Calvo As outras caras novas são: Fábio Costa: um dos melhores corredores de equipa do pelotão; apontará às clássicas. Venceu etapa no GP Jornal de Notícias e foi 2º na Clássica de Santo Thyrso. Pedro Silva: talento puro, rápido e forte na média montanha; venceu etapa e a classificação da Juventude no GP Jornal de Notícias, foi ainda o melhor jovem no Troféu Ribeiro da Silva e rei da montanha na Volta ao Alentejo. Diogo Gonçalves: neo-pro promovido do Sport Ciclismo de São João de Ver. Recupera após partir três vértebras em dezembro e só deve voltar em março. Joaquim Andrade considera-o um diamante por lapidar; correu a Volta a França do Futuro e o Mundial de Glasgow. Renovam António Carvalho, Afonso Eulálio, Pedro Andrade, Ivo Pinheiro, Fábio Oliveira, Diogo Oliveira, Tiano Da Silva e Francisco Pereira. ### Apresentação das Equipas “Figueira Champions / Casino Figueira” Está cada vez mais próxima a segunda edição da “Figueira Champions / Casino Figueira”. A clássica que um ano depois da estreia subiu ao escalão UCI ProSeries, terá no dia anterior um evento para todos, com foco na Apresentação das Equipas. Créditos: João Fonseca Photographer Esta apresentação irá decorrer na Avenida 25 de Abril, junto à Torre do Relógio, zona que assinala a partida e chegada da prova. Carlos Pereira, diretor geral da Clássica de Ciclismo “Figueira Champions / Casino Figueira”, comentou este evento: “Será um momento ímpar para toda a população da Figueira da Foz e não só”, destacando a “oportunidade de todos presenciarem ao vivo e com muita animação a apresentação das melhores equipas do mundo”. Stefano Bertolotti será o speaker oficial O evento que tem lugar no dia 9 de fevereiro, sexta-feira, tem início com a entrada em palco da primeira equipa, às 16H30 e vai prolongar-se até às 18H30. Será conduzido pelo speaker oficial do Giro d’ Italia, Stefano Bertolotti. No dia 10, vai para a estrada a Clássica, que tem já a confirmação de Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e dos portugueses Rui Costa (EF Education-EasyPost), Rúben Guerreiro (Movistar Team) e João Almeida (UAE Team Emirates). Dia 11, domingo de Carnaval, é o dia do Granfondo “Casino Figueira Champions Day”. Esta prova é destinada a amadores. Nós no Topcycling, também nos juntamos à festa neste dia. A “Figueira Champions / Casino Figueira” terá transmissão televisiva em direto, assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). EQUIPAS PARTICIPANTES: 10 WorldTour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América) Alpecin-Deceuninck (Bélgica) Team dsm-firmenich PostNL (Países Baixos) Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA Arkéa-B&B Hotels (França) – ESTREIA Intermarché-Wanty (Bélgica) Movistar Team (Espanha) – ESTREIA EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) Soudal Quick-Step (Bélgica) UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos) – ESTREIA 4 ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA Euskaltel-Euskadi (Espanha) Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) 9 Continentais Portuguesas: ABTF Betão-Feirense AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense Aviludo-Louletano-Loulé Concelho Credibom-LA Aluminios-Marcos Car Efapel Cycling Kelly-Simoldes-UDO Rádio Popular-Paredes-Boavista Sabgal-Anicolor Cycling Team Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua ### Bicimax anuncia distribuição de produtos Technomousse A Bicimax, empresa portuguesa que comercializa artigos desportivos, anunciou que vai passar a distribuir produtos da marca Technomousse, nomeadamente a sua mousse. A Technomousse introduziu um tipo de mousse no mercado Off-Road, que para além de ser de alto desempenho, tem uma longevidade duradoura. Esta mousse é resistente ao desgaste e à deterioração devido aos agentes externos, desde condições meteorológicas até às altas temperaturas. Segundo a marca, esta nova geração de mousse não se desfaz, não corta e não tem prazo de validade, o que permite uma experiência de condução ilimitada. Sobre a mousse Todos os sistemas de proteção technomousse são feitos usando um tipo especial de espuma de célula fechada de última geração. A marca afirma que este material tem uma composição de baixa densidade, que permite ser três vezes mais leve do que outros compostos similares, o que, permite manter todas as suas propriedades físico-mecânicas inalteradas. Ao longo dos anos, a empresa testou diferentes formulações deste material, de modo encontrar o composto mais adequado a qualquer vertente do BTT. Cada a especialidade é assim associada a um composto específico com um grau preciso de suavidade, garantindo pressões ideais, alto desempenho e uma proteção completa. Estão disponíveis três gamas: Blue Vertigo, Green Constrictor e Red Posion Evo. Mousse Blue Vertigo A Blue Vertigo é um produto concebido principalmente para a prática de XC e maratona, mas também é adequado em “trail bike”. Apresenta uma superfície côncava em espiral que reduz drasticamente o seu peso, mantendo o seu desempenho inalterado durante a utilização.A Blue Vertigo oferece uma proteção máxima do aro em caso de impacto violento e uma grande facilidade de movimentos. Características: Resistente aos cortes; Não se desfaz; Sem prazo de validade; Não absorve líquido; Extremamente leve; Toque suave; Fácil de ajustar; Fabricado em Itália; Tamanhos: M031 - 29” Como funciona: Fabricado em material plástico superleve, não aumenta o peso total da bicicleta e não interfere com a cinemática da roda. A Blue Vertigo oferece uma rolagem eficaz e suave,melhorando o contato do pneu no solo durante a condução mesmo com baixas pressões. A sua superfície côncava em espiral, garante a entrada/saída do líquido tubeless de forma uniforme e regular, assegurando que este não obstrui a válvula. Mousse Green Constrictor Este sistema anti-furo, foi concebido especificamente para bicicletas e e-bikes para uma proteção do aro, durabilidade e desempenho, mesmo nas condições mais extremas. Oferece três modos de utilização: com câmara de ar, sem câmara de ar e com líquidos selantes. Características: Resistente aos cortes Não se desfaz Sem prazo de validade Não absorve líquido Toque suave Fabricado em Itália Tamanhos: M018 - 27,5” M020 - 27,5” Plus M022 - 29” M023 - 29” Plus Como funciona: 3 sistemas de utilização: Pode ser utilizado com câmaras de ar standard e ultra-leves e também com pneus de carcaça mais leve; Possibilidade de utilização sem câmara de ar; É compatível com todos os tipos de líquidos selantes. Mousse Red Poison Evo Esta é a mousse mais técnica e confere um maior desempenho ao pneu. Graças à sua concepção de tamanho reduzido, o Red Poison Evo garante ainda mais performance eprotecção durante as descidas mais extremas. Características: Resistente aos cortes Não se desfaz Sem prazo de validade Não absorve líquido Toque suave Fabricado em Itália Tamanhos: M027 - 27,5” M028 - GRAVEL 700C M029 - 29” Como funciona: O tamanho reduzido do REDPOISON EVO traduz-se numa melhoria dodesempenho e da proteção, como demonstrado pelo feedback dos atletasprofissionais que foram os primeiros a experimentá-lo: Run-flat melhorado em 30%; Movimento melhorado em 25%; Precisão em curva melhorada em 30% com uma sensação de condução maislinear semelhante a uma utilização sem mousse, especialmente na frente; Pressões muito baixas utilizadas (até 0,7 BAR); Proteção total do aro; Tempo de montagem reduzido em 20%. ### Superliga, milhões da Arábia e um ciclismo sem rumo Ricardo Scheidecker ajuda a refletir sobre o momento do ciclismo. Há uma bolha no mercado? É viável a Superliga? Há milhões da Arábia Saudita? Ricardo Scheidecker fala sem papas na língua. É caso único por conhecer por dentro a dinâmica do ciclismo internacional. O responsável por marcar as diretrizes desportivas na Tudor é uma voz autorizada para analisar o estado da modalidade. Pensar o ciclismo é urgente. Há um lote restrito de equipas milionárias que especulam no mercado e uma crise que afeta a classe média do pelotão. “O ciclismo vive acima das suas possibilidades, a classe média cada vez existe menos. Há equipas que controlam o mercado e podem-se permitir pagar dessa forma. Dou o exemplo da Quick-Step: ganhamos o ranking três vezes e fomos segundos duas vezes nos seis anos em que lá estive. Com um orçamento que não chegava aos 20 milhões de euros quando outras equipas acima dos 30 não nos batiam. O Patrick fez um excelente trabalho. Ricardo Scheidecker ao TopCycling. Créditos: Anouk Flesch “Não estamos no mercado da loucura” Como é que a bolha do mercado afeta a economia das equipas? O português pega no caso concreto da Tudor, uma ProTeam que tem estrutura de WorldTeam. Menos recursos obriga a ter arte e engenho para atrair corredores. Da trajetória e ambição do projeto à credibilidade do staff. “Se há equipas com recursos infinitos, que também vivem do humor de proprietários, não podemos ir contra isso. Para atrair corredores acreditamos que é o serviço que conta, temos que pagar o que é justo, mas não estamos no mercado da loucura nem vamos estar. Estive na Tinkoff e vivi essa realidade: quando o Oleg [Tinkov] disse que queria Peter Sagan nem houve discussão. Estamos numa bolha que faz com que haja contratações que estão fora do que é a realidade do ciclismo. Há três ou quatro equipas muito ricas e as outras têm que justificar aos seus patrocinadores o que andam a fazer.” Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Criação da Superliga Há dinheiro a circular e há muito que se fala na criação da Superliga. As equipas queixam-se de que a distribuição das receitas é desigual. UCI, ASO, RCS e Flanders Classics são os maiores organizadores de eventos e parte fundamental no debate. Aceitarão os organizadores um novo jogador à mesa? É o que pretende o consórcio ONE Cycling, promotor da Superliga. Richard Plugge (Visma) e a Ineos lideram este lobby. “Podem falar de ligas, milionários que vêm e compram… Só acredito quando chegarem à frente da senhora Marie Odile Amaury e lhe disserem ‘estão aqui estes diversos milhares de milhões e queremos comprar o seu evento’. Fazer alguma coisa sem as corridas da ASO é uma piada e podem dizer que se unem, mas é tudo prosa, as pessoas não têm noção da modalidade, do valor dos eventos.” Créditos: Charly Lopez/Saudi Tour Dinheiro saudita pode mudar o ciclismo De onde vem o financiamento da ONE Cycling? Em teoria, da Arábia Saudita, através da SRJ Sports Investments, que faz parte do fundo público de investimento (PIF) do reino do petróleo. O PIF meteu no bolso Rafael Nadal, Cristiano Ronaldo e Jon Rahm. Na Fórmula 1 entraram via Aston Martin e no Dakar são parceiros da ASO. No futebol estão na Premier League e na La Liga. Este fundo materializa a "Visão 2030", projeto do herdeiro ao trono da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman. É este PIF que a Reuters diz ter 250 milhões de euros para investir no ciclismo. “Temos organizadores, equipas e UCI, a entidade reguladora. Os organizadores querem as melhores equipas. A equipa de segunda divisão quer estar nos melhores eventos pela visibilidade que justifica o investimento perante os patrocinadores. É uma contradição: se sou organizador e quero os melhores para que quero ter equipas de segunda divisão? Estive no 'board' da AIGCP, trabalhei na UCI e ninguém me diz como se pode encontrar estabilidade de maneira transversal. Falei com o Richard Plugge, conheço essa gente toda e estive em dezenas de discussões. As equipas de segunda divisão têm zero garantias e as de primeira divisão têm todas as garantias.” No golfe os sauditas ganharam o braço de ferro ao PGA Tour criando um circuito milionário – LIV Golf – e recrutando jogadores de topo. A disputa acabou com a fusão dos circuitos e sem restrições para os atletas escolherem os eventos em que participam. Pode a Superliga ser o LIV do ciclismo e neste caso a ASO seria o PGA Tour? O futuro dirá, por agora a exposição do ciclismo ao investimento do Médio Oriente já é considerável. Três WorldTeams têm patrocinadores da região, o Saudi Tour e o UAE Tour são provas de grande envergadura, há parcerias da ASO e da RCS com organizadores locais e os Mundiais de 2028 (estrada) e pista (2029) serão em Abu Dhabi. ### Shimano lança três novos óculos com tecnologia de lentes RIDESCAPE Desenhos leves de armação completa e meia armação, que aumentam a proteção enquanto amplificam as cores e a claridade. A Shimano acrescentou três novos modelos de óculos à sua gama de desempenho para todos os tipos de ciclistas e condições. Com a tecnologia de lentes RIDESCAPE que realça as cores e destaca as superfícies em diferentes tipos de terreno, os novos Technium, Technium L e Twinspark foram concebidos para proporcionar conforto e estilo. Tecnologia de lentes RIDESCAPE A tecnologia de lentes RIDESCAPE destes óculos Shimano, inclui seis opções de lentes que são ajustadas para diferentes condições de condução e tipos de terreno. Consoante a claridade de cada ambiente, os RIDESCAPE transmitem a quantidade certa de luz para aumentar a visibilidade. Os pormenores que normalmente estariam desbotados, baços ou planos tornam-se mais definidos e vibrantes. Óculos TECHNIUM Os novos óculos Technium apresentam um design leve, protetor e de armação completa. As aberturas de ventilação que reduzem o nevoeiro, integradas na parte superior e inferior da lente, ajudam-no a ver claramente, mesmo em dias em que o tempo muda inesperadamente. A almofada nasal reversível, permite um ajuste personalizável, enquanto as hastes curvas se integram melhor nos capacetes, permitindo que os óculos fiquem estáveis independentemente do quão acidentada for a viagem. Os óculos Technium estão disponíveis com três opções diferentes de lentes RIDESCAPE: RD para estrada, OR para ciclismo de montanha ou GR para gravilha. Cada um dos óculos, vem com uma lente transparente de reserva, para condições de condução com pouca luz. As armações Technium apresentam uma construção que inclui materiais Arkema Rilsan® clear G850 Rnew® 45% de base biológica, que ajudam a reduzir as emissões de carbono durante o processo de fabrico. Cores: Preto mate, Branco mate, Verde-azulado, Teaberry, Cinzento mate, Preto azeitona e Ouro bronze; Armação: Arkema Rilsan transparente G850 Rnovo 45% de materiais de base biológica; Peso: 27,4g; Lentes: RIDESCAPE RD, OR, e GR; Lente de reserva: Transparente; PVP: €99.95 EUR. Óculos TECHNIUM L Uma opção de óculos ainda mais leve, os Technium L têm um design de meia armação com um peso de apenas 26 gramas. Estes óculos mantêm um design de lente largo e de uma só peça, com grande proteção e conforto. São ideais para passeios de estrada, grandes voltas de bicicleta de montanha ou gravel. Estão disponíveis com as mesmas três opções RIDESCAPE que os TECNHIUM (RD, OR ou GR) mais a lente transparente suplente. Os Technium L também oferecem uma opção de lente Photochromic Gray. Esta lente adicional altera automaticamente a percentagem de transmissão de luz visível quando exposta a diferentes níveis de luz UV. Se o ambiente estiver escuro, a lente fica quase transparente; quando está claro, a lente fica com uma tonalidade mais escura. Cores: Preto mate, Branco mate, Carmesim, Azul-marinho Fumado, Preto azeitona e Ouro bronze; Armação: Arkema Rilsan transparente G850 Rnovo 45% de materiais de base biológica; Peso: 26g; Lentes: RIDESCAPE RD, OR e GR, e Photochromic Gray; Lente de reserva: Transparentes; PVP: €99.95 EUR. Óculos TWINSPARK Os Twinspark são uma opção económica e versátil. Têm um design de armação leve de meio aro combinado com uma lente RIDESCAPE HC. As lentes diurnas filtram o brilho intenso do asfalto e realçam os detalhes da superfície. Os RIDESCAPE HC de peça única, proporcionam cores mais ricas e maior resolução para uma visão mais clara da estrada e consequentemente uma maior proteção. Tal como os óculos Technium e Technium L, os Twinspark são resistente a riscos, repelem a água e incluem a nova lente de poliamida leve e sem BPA da Shimano, que melhora a nitidez. Cores: Preto, Branco, Vermelho escuro, Azul-marinho fumado; Peso: 25,3g; Lentes: RIDESCAPE HC; PVP: 54.95 EUR. Para mais informações podes contactar o importador em Portugal através do site da SC.Vouga Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tomás Contte vence Prova de Abertura – Região de Aveiro Sprinter argentino bateu Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) e Tiago Leal (Rádio Popular-Paredes-Boavista) em Sever do Vouga. Começa forte a época para a Aviludo-Louletano-Loulé Concelho, que venceu a primeira prova do calendário nacional. Foram 166,6 km entre Oliveira do Bairro e Sever do Vouga, com 144 corredores à partida. Demorou a pegar a fuga de 19 unidades que só se deu passada a primeira hora de prova. Todas as equipas meteram um representante no grupo dianteiro o que entregou a decisão aos fugitivos. Ainda tentou a sorte a solo Miquel Valls (CC Loulé/Matdiver/Anastácio Mendes & Mendes), mas foi neutralizado a 20 km da meta. Lê mais sobre as novidades das equipas portuguesas para a nova temporada! Créditos: João Fonseca Photographer Chegada exigente em subida Decisão ao sprint em Sever do Vouga, com uma chegada exigente em subida, onde o sprinter Tomás Contte carimbou a primeira vitória do ano para a equipa algarvia. O argentino fechou o dia em 3h50m39s (média de 43,338 km/h) à frente de Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) e Tiago Leal (Rádio Popular-Paredes-Boavista). “Esta vitória vem mesmo a calhar para mim e para a equipa, que, neste ano, está muito renovada e mais jovem. Estou muito feliz e agradecido a toda a equipa, na qual temos um excelente ambiente. Não sou trepador. Felizmente a subida final não era muito inclinada nem muito longa, mas os melhores trepadores do grupo impuseram um ritmo forte. Tive muito boas sensações, resisti ao ritmo dos adversários e pude impor a minha ponta final." Tomás Contte Créditos: João Fonseca Photographer ### Guia das equipas portuguesas – Época 2024 São nove, têm tradição e a Volta a Portugal é o principal objetivo. As novidades do ciclismo português no arranque da época. Com nove equipas Continentais, Portugal é o quarto país do mundo com maior representação no terceiro escalão do ciclismo, apenas superado por China, Itália e Japão. A temporada doméstica arranca a 4 de fevereiro na Prova de Abertura-Região de Aveiro e na semana seguinte o nível sobe com a 2ª edição da Figueira Champions/Casino Figueira. O ponto alto da temporada será, como sempre, a Volta a Portugal em Bicicleta. A 85ª edição da Grandíssima disputa-se entre 24 de julho e 4 de agosto, coincidindo com a realização dos Jogos Olímpicos de Paris. O TopCycling ouviu os diretores das equipas e preparou um breve guia com as principais novidades. Créditos: João Fonseca Photographer ABTF Betão-Feirense Depois do pódio com António Carvalho, Joaquim Andrade aponta à vitória na Volta a Portugal. Conferimos as ambições da ABTF Betão-Feirense. Clica para leres mais acerca desta equipa. APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense Clube de Ciclismo de Tavira faz 46 anos e Vidal Fitas acredita ter um bloco que pode vir a tornar-se referência no ciclismo português. Clica para leres mais acerca desta equipa. Aviludo-Louletano-Loulé Concelho Segundo ano de Américo Silva ao leme. Expetativas a médio/longo prazo e a reformulação da equipa em análise. Clica para leres mais acerca desta equipa. Credibom/LA Alumínios/Marcos Car Foco na formação e nos talentos multidisciplinares. Hernâni Broco explica o que esperar da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car em 2024. Clica para leres mais acerca desta equipa. Efapel Terceiro ano de Efapel na estrada. Reforços, calendário e as considerações de José Azevedo no arranque da época. Clica para leres mais acerca desta equipa. Kelly-Simoldes-União Desportiva Oliveirense Brevemente disponível. Rádio Popular-Paredes-Boavista Apesar da juventude, a estrutura da Rádio Popular-Paredes-Boavista assume estar mais ambiciosa em 2024. Clica para leres mais acerca desta equipa. Sabgal/Anicolor Equipa de Águeda aposta na internacionalização e recrutou talentos no WorldTour. O que esperar da Sabgal/Anicolor? Clica para leres mais acerca desta equipa. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Velo Clube do Centro celebra 25 anos e o legado de Pedro Silva. Equipa promete emoções fortes com João Matias e Leangel Linarez. Clica para leres mais acerca desta equipa. ### Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse - Tabor Correram-se este fim de semana, os Campeonatos de Mundo de ciclocrosse em Tabor, na Chéquia.  Apesar de ser uma das corridas mais esperadas do calendário, as provas feminina e masculina resolveram-se cedo com os dois grandes favoritos, Fem van Empel e Mathieu van der Poel, a não darem hipótese aos adversários. Corrida Masculina - Sexto título mundial para Van der Poel A corrida masculina ficou praticamente decidida na primeira volta. Van der Poel sprintou em primeiro na primeira curva e nunca mais saiu da primeira posição.  Niels Vandeputte e Joris Nieuwenhuis foram os únicos que o conseguiram seguir durante alguns metros, mas o ritmo de Van der Poel rapidamente os deixou para trás. Nieuwenhuis tomou conta do segundo posto cedo na corrida, e levou a medalha de prata. O terceiro lugar foi para Michael Vanthourenhout que desta forma levou a medalha de bronze. Classificação final POSNomeTempo1VAN DER POEL Mathieu58:142NIEUWENHUIS Joris0:373VANTHOURENHOUT Michael1:064RONHAAR Pim1:365ISERBYT Eli2:086ADAMS Jens2:217BOROS Michael2:298MEEUSSEN Witse2:359NYS Thibau2:4410ORTS LLORET Felipe2:48 Corrida feminina - Van Empel mostrou ao que veio Fem van Empel era favorita e confirmou esse estatuto em Tabor. Logo na primeira volta meteu as rivais a 16 segundos de distância e foi ampliando a vantagem gerindo a prova confortavelmente. Lucinda Brand foi segunda após bater Puck Pieterse, que quebrou na terceira das quatro voltas. Segundo título de Fem van Empel em elites, aos 22 anos, e 18ª vitória em 20 provas disputadas esta temporada. Classificação final POSNomeTempo1VAN EMPEL Fem46:192BRAND Lucinda1:203PIETERSE Puck1:544ALVARADO Ceylin Del Carmen2:375VERDONSCHOT Laura2:526CASASOLA Sara2:597WORST Annemarie3:408HONSINGER Clara3:459VAN DER HEIJDEN Inge3:4910ROCHETTE Maghalie3:52 ### Pelotão nacional 2024 – Efapel Terceiro ano de Efapel na estrada. Reforços, calendário e as considerações de José Azevedo no arranque da época. É o terceiro ano do projeto coordenado por José Azevedo, que uma vez mais conta com o apoio da Efapel. A empresa sediada em Serpins, na Lousã, apoiou a criação da equipa profissional e da Academia. Atualmente contam com cadetes e juniores masculinos, equipa feminina e paraciclismo. Formar atletas e alimentar a equipa profissional é uma realidade, mas a componente social da Academia é importante pelo que todos os membros priorizam os estudos. Talvez um dia cumpram o sonho de serem ciclistas profissionais e tenham a oportunidade de vestir o maillot da Efapel em corridas de topo como a Figueira Champions/Casino Figueira. “É uma prova bastante dura, mais do que no ano passado quando o Joaquim Silva esteve sempre no grupo dos primeiros até à última subida. Este ano é mais longa, com mais uma volta o circuito torna-se mais duro e o nível dos participantes é bastante elevado. Somos conscientes de que uma prova com 220 km para quem está a começar o ano isso vai-se notar, mas queremos manter o prestígio que vamos angariando e vamos à Figueira tentar ser visíveis.” José Azevedo ao TopCycling. Santiago MesaCréditos: João Fonseca Photographer Abner GonzálezCréditos: João Fonseca Photographer Efapel acabou 2023 com duas vitórias Seis dos 11 atletas do plantel mantêm-se face à passada temporada. A Efapel acabou 2023 com seis pódios e duas vitórias: Joaquim Silva 1º no GP Mortágua - Pedro Silva Rafael Silva 1º na 3ª etapa do Grande Prémio O Jogo Dos reforços destacam-se o trepador Abner González e o sprinter Santiago Mesa. O tricampeão nacional de Porto Rico vem de três épocas na Movistar e deixou ótimas sensaçoes quando foi 6º e venceu a Juventude na Volta a Portugal de 2021. O colombiano chega da ABTF Betão-Feirense onde deixou triunfos na Prova de Abertura e na 1ª etapa do GP Anicolor. “O Santi Mesa é uma mais-valia porque nos faltava um puro sprinter. Na montanha estamos mais fortes, mantemos os líderes e o bloco de 2023, que foi reforçado pelo Abner, que é um excelente ciclista, com muita experiência apesar da juventude. O Keegan [Swirbul] chegou a meio do ano passado e teve problemas de saúde, não conseguiu mostrar o seu potencial, mas se tudo correr bem será um corredor importante. A juntar ao Tiago Antunes que também teve um ano complicado com problemas de saúde.” Créditos: João Fonseca Photographer Mais um Azevedo no pelotão A Efapel vai manter a presença internacional, começando já no Gran Camiño, de 22 a 25 de fevereiro. O calendário foi alterado devido aos Jogos Olímpicos e provas clássicas como a Volta às Astúrias e Ordizia coincidem com corridas do calendário nacional. A Efapel deve fazer alguns eventos internacionais na parte final do ano, mas ainda aguarda por confirmações. José Azevedo encara 2024 com especial carinho já que o filho João integra a equipa de cadetes. Sem pressão, mas com a ilusão de que possa haver mais um Azevedo no pelotão. “Quero que ele desfrute da bicicleta porque é o desporto que escolheu e eu ensino-lhe o que é o ciclismo. Vontade tem, mas há muitos passos a dar. Tem o meu apoio, não tem pressão e compete-lhe escolher se é o ciclismo que quer como futuro e se tem as aptidões necessárias para isso.” ### Pelotão nacional 2024 – Sabgal/Anicolor Equipa de Águeda aposta na internacionalização e recrutou talentos no WorldTour. O que esperar da Sabgal/Anicolor? O novo ano trouxe um novo patrocinador ao Clube Desportivo Fullracing. Há um forte investimento que permite dar um salto de qualidade em 2024. A primeira corrida foi a Clássica CV 1969, na Comunidade Valenciana, demonstrando que a estrutura visa ter cada vez maior peso a nível internacional. Estão confirmados vários convites: Tour de Antalya (8-11 fevereiro) Clássica de Jaén (12 fevereiro) O Gran Camiño (22-25 fevereiro) Olympia's Tour (20-24 março) GP Miguel Indurain (30 março) Circuito das Ardenas (4-7 abril) Volta às Astúrias (26-28 abril) Clásica Terres de l´Ebre (15 julho) Volta a Castilla y León (23 julho) Clássica Ordizia (25 julho) Circuito de Getxo (11 agosto) Volta à Dinamarca (14-18 agosto) Volta ao Luxemburgo (18-22 setembro) Tour de Vendée (8 outubro) Créditos: Louro Produções - Luís Ferreira Em alguns casos haverá sobreposição de corridas – Volta às Astúrias e GP O Jogo, por exemplo – o que obrigará a desdobrar o plantel de 15 corredores. Este é o fator que separa a Sabgal/Anicolor da concorrência. Por rondarem os 10-12 ciclistas e terem uma logística condicionada pelos baixos orçamentos, as demais equipas nacionais não têm capacidade para correr eventos em simultâneo. “Esta é uma equipa muito bem estruturada, em que todos sabem o seu papel. O espírito é sempre correr para ganhar. Nesta nova época vamos ter 120 dias de corrida e vamos dividir a equipa seis vezes ao longo do ano, o que vai implicar uma logística muito grande. Queremos dar a conhecer esta equipa portuguesa ao nível internacional.” Rúben Pereira em comunicado. Rúben Pereira guiará a equipa pela sétima temporada. Créditos: Louro Produções - Luís Ferreira Bom ano com 21 vitórias O projeto nacional com maior capacidade para competir fora de Portugal levará no maillot o nome de Águeda. No vale de Águeda bate forte o coração da indústria da bicicleta e a tradição remonta a 1922 com a pioneira Fábrica Nacional de Bicicletas. Das 14,7 milhões de bicicletas produzidas na União Europeia em 2022, Portugal liderou com 2,7 milhões de unidades e o setor ultrapassou os 800 milhões de euros em exportações. Entre os empreendedores da região está a Sabgal/Anicolor que cresce em 2024. Mantêm-se Frederico Figueiredo, Rafael Reis, Luís Mendonça, Duarte Domingues, Maurício Moreira e Artem Nych que ajudara a um bom ano com 21 vitórias. Maurício Moreira 1º Clássica da Primavera Frederico Figueiredo 1º Clássica Aldeias do Xisto Maurício Moreira 1º GP O Jogo + 2 etapas Luís Mendonça 1º GP Anicolor + 1 etapa Artem Nych 1º GP Beiras e Serra da Estrela Rafael Reis 1º GP Abimota + prólogo Luís Mendonça 1º GP Douro Internacional + 2 etapas Rafael Reis 1º Troféu Joaquim Agostinho + prólogo Maurício Moreira etapa Troféu Joaquim Agostinho Rafael Reis etapa Volta a Portugal James Whelan etapa Volta a Portugal Rafael Reis 1º GP Jornal de Notícias Pedro Silva etapa GP Jornal de Notícias Fábio Costa etapa GP Jornal de Notícias Créditos: Louro Produções - Luís Ferreira André Carvalho regressa a Portugal Há nove caras novas e muito talento oriundo do WorldTour. André Carvalho regressa a Portugal após três anos na Cofidis e ao classicómano de Vila Nova de Famalicão junta-se Antwan Tolhoek, trepador com sete épocas e quatro grandes Voltas pela Jumbo-Visma. O neerlandês foi 2º na Volta à Andaluzia (2021), 4º no Tour de Guangxi (2019), venceu etapa na Volta à Suíça e pode estrear-se a ganhar uma classificação geral. "Foi um regresso um pouco mais cedo do que eu ambicionava, mas a mudança tem sido acima das expetativas. A equipa está com um projeto ambicioso e, esperamos todos, tem tudo para ambicionar ser um projeto de segunda divisão mundial. Um bom ano seria ganhar uma corrida porque na Cofidis fui perdendo essa ambição, estive ao serviço de outros e não me importava porque quando ganha um gangamos todos. O que mais ambiciono é ganhar por mim e pela equipa." André Carvalho ao TopCycling. Outro nome sinónimo de vitórias é Mathias Bregnhøj. O dinamarquês ganhou quatro vezes em 2023 correndo pela extinta Leopard e deverá ter a oportunidade de regressar a dois eventos onde venceu a geral: Circuito das Ardenas e Olympia's Tour. O sprinter José Sousa, o completo Gabriel Baptista, o trepador Tiago Caetanita, o contrarrelogista/sprinter Oliver Rees e os espanhóis Guillermo García e Oscar Moscardó completam o plantel. ### Pelotão nacional 2024 – Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Velo Clube do Centro celebra 25 anos e o legado de Pedro Silva. Equipa promete emoções fortes com João Matias e Leangel Linarez. O espírito de Pedro Silva continua mais vivo do que nunca no Velo Clube do Centro. O trabalho do antigo ciclista e fundador do clube é agora continuado pela família: o filho Xavier Silva e a esposa Leonor Silva são os pilares do projeto que está na base da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. Há um terceiro pilar chamado Gustavo César Veloso, bicampeão da Volta a Portugal que enquanto diretor desportivo se tem revelado mais pragmático nos dois anos aos comandos. A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua sabe o que quer na estrada. O ADN da equipa é discutir chegadas ao sprint e caçar vitórias, o que faz sentido se recordarmos que Pedro Silva foi um dos melhores sprinters dos anos 80 e 90. Xavier Silva e Leonor Silva celebraram os 25 anos do Velo Clube do Centro.Créditos: João Fonseca Photographer Foi ao sprint que venceram três etapas na última Volta a Portugal e o bónus foi ver Leangel Linarez de amarelo em Vila Franca de Xira. Um bom ano que se salda com seis vitórias e o consolidar da visão que Gustavo César Veloso tem da realidade competitiva portuguesa. Leangel Linarez 2 etapas Volta ao Alentejo João Matias etapa GP O Jogo Leangel Linarez 2 etapas Volta a Portugal João Matias etapa Volta a Portugal Leangel Linarez foi o herói da equipa na Volta a Portugal.Créditos: João Fonseca Photographer Na Galiza jogam em casa Em fevereiro a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua fará todas as corridas nacionais e ainda cruza a fronteira para alinhar no Gran Camiño. Na Galiza jogam em casa por ser a terra de Gustavo César Veloso. O responsável pelas decisões desportivas da formação beirã volta a contar com Xavier Silva no papel de diretor adjunto. "Em 2024 espero continuar com o trabalho feito nos últimos anos e que se continue a falar da equipa. Somos a imagem dos nossos patrocinadores e parceiros, em cada corrida tem que se saber que estamos lá a dar o nosso melhor. Com trabalho, sacrifício, companheirismo, solidariedade e humildade, os mesmo valores partilhados pelos nossos patrocinadores e parceiros, valores que o Pedro Silva deixou marcados nesta equipa." Gustavo César Veloso em comunicado. João Matias venceu na Volta a Portugal pelo segundo ano consecutivo.Créditos: João Fonseca Photographer João Matias e Leangel Linarez são os líderes O plantel é praticamente o mesmo de 2023. Entre os 12 corredores contam-se dois reforços: o sub-23 Andrés Taboada, que já estagiou com a equipa no GP Jornal de Notícias, e o experiente sprinter César Martingil. A estrutura sediada em Mortágua mantém as figuras dos últimos anos. João Matias e Leangel Linarez são os líderes e têm a responsabilidade de sprintar, mas a aposta na formação sempre foi a prioridade de Pedro Silva e irá continuar. "Temos o objetivo de formar atletas na parte desportiva e humana, para isso a mistura de atletas experientes com os mais jovens também será importante, vamos-lhes dando responsabilidade e oportunidades para continuar com a sua formação." Gustavo César Veloso em comunicado. Créditos: João Fonseca Photographer ### Pelotão nacional 2024 - Aviludo - Louletano - Loulé Concelho Segundo ano de Américo Silva ao leme. Expetativas a médio/longo prazo e a reformulação da equipa em análise. Este é o segundo ano de Américo Silva como diretor desportivo da equipa da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho. A equipa conta com 10 ciclistas para pedalar "pela promoção do concelho de Loulé, do Algarve e do país". Tendo pegado na equipa em 2023, Américo Silva encara este como um projeto de futuro, com objetivos bem traçados a longo prazo. "A época de 2024 enquadra-se numa perspectiva a longo prazo, como uma época isolada. Os objetivos da equipa da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho é em cada ano ir crescendo um pouco mais, criando uma estrutura e uma equipa que, quiçá num futuro a médio prazo, possa voltar a discutir uma Volta a Portugal." Américo Silva ao TopCycling. Top 10 na Volta a Portugal de 2023 A equipa sofreu uma forte restruturação face a 2023 com sete saídas e seis entradas. A Aviludo-Louletano-Loulé Concelho acabou 2023 com três top 5 em etapas e um top 10 na classificação final da Volta a Portugal. Também alcançou um top 3 na primeira etapa do GP Internacional Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho: Jesus del Pino - 10º lugar na Volta a Portugal e 4º na quinta etapa César Martingil - 4º lugar no prólogo e na segunda etapa da Volta a Portugal Tomas Contte - 3º lugar na primeira etapa do GP Internacional Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho Num ano em que apenas quatro corredores se mantêm na equipa face a 2023, Américo Silva fala-nos sobre como se lida com estas saídas e se separa o lado profissional do lado humano. "Vai-se aprendendo ao longo dos anos. Com a experiência que o ciclismo nos vais dando e com a experiência de lidar com as pessoas. A partir daí temos de saber separar. Este ano houve uma mudança muito grande e falei sobre isso à equipa. Nunca tive uma postura de fazer grandes alterações, mas tendo em conta que entrei no ano passado com esta visão de futuro, avaliei a equipa e o que queríamos, e a partir daí comecei a fazer as primeiras alterações rumo aos objetivos traçados no ano passado." Importância da equipa como um todo Sempre que há uma janela de transferências há que integrar quem chega e criar um bom ambiente de grupo. A ideia é que todos cresçam individualmente e a equipa cresça como um todo. Para além de seis corredores, também novos elementos chegaram à equipa técnica: "Não é fácil entrar numa equipa em que há uma restruturação de 60 por cento e no primeiro estágio conseguir-se coesão entre todos. Logicamente que há um trabalho por parte de toda a equipa técnica e felizmente também aí consegui umas mais-valias para esta temporada. Todos juntos conseguimos fazer um excelente trabalho de integração que fez com que a equipa esteja unida com o mesmo objetivo. O importante não é ninguém individualmente, mas a equipa como um todo. Isso conseguiu-se e irá certamente dar os seus frutos a curto prazo." ### Pelotão nacional 2024 – APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense Clube de Ciclismo de Tavira faz 46 anos e Vidal Fitas acredita ter um bloco que pode vir a tornar-se referência no ciclismo português. A 40ª época de Vidal Fitas no ciclismo coincide com a celebração dos 46 anos do Clube de Ciclismo de Tavira. Em quase cinco décadas cabem muitos momentos marcantes. A Volta a Portugal de Vítor Gamito, que parecia que nunca ia chegar, o idílio de David Blanco na Grandíssima, a parceria que permitiu o regresso do Sporting Clube de Portugal ao ciclismo. A dada altura a paixão converte-se em amor de longa data. A natural evolução que o próprio diretor desportivo foi vivendo ao longo da carreira. “Primeiro a expetativa era ser profissional, depois ganhar etapas na Volta a Portugal, como diretor passou a ser ganhar a Volta a Portugal uma e outra vez. No meu tempo o objetivo de correr lá fora e estar nas grandes corridas era menor do que hoje, a Volta era a grande ambição.” Vidal Fitas ao TopCycling. Créditos: APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense Tavira respira ciclismo Com a passagem do tempo Vidal Fitas habitou-se a que haja uma certa expetativa sobre a equipa que lidera. Tavira respira ciclismo, sente a modalidade de maneira particular e tem orgulho da equipa mesmo que o último pódio na Volta a Portugal tenha sido em 2021, com Alejandro Marque. Aos 54 anos, entende que ganhar faz parte das regras do jogo, mas nunca se fechou ao lado aventureiro e experimental do ciclismo. “Fomos pioneiros em muita coisa, só que se conhece pouco essa vertente. Tivemos o espírito de ir a sítios novos, de permitir aos atletas viverem emoções novas, porque desde que passei a diretor sempre me preocupei com os que não correm a Volta a Portugal.” A aventura e o desafio Para 2024 a palavra na APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense é continuidade. Nove corredores vêm da época passada, incluindo os três que deram vitórias à formação do sotavento algarvio. O experiente Délio Fernández, top 15 na Volta a Portugal, e os jovens Diogo Barbosa e Miguel Salgueiro pontuaram os melhores momentos de 2023. Délio Fernández etapa na Volta a Portugal Diogo Barbosa etapa no GP Jornal de Notícias Miguel Salgueiro etapa no GP Jornal de Notícias Segundo o diretor do Tavira o ciclismo perdeu um certo encanto mesmo que a via científica, necessária para a modalidade, tenha trazido aspetos positivos. A aventura e o desafio, por exemplo, são hoje difíceis de encontrar. Vidal Fitas quis explorar as estradas desertas do planalto de San Luís. Foi à China constatar que quase não há estradas de montanha. Para quê serpentear um obstáculo que pode ser atravessado por um túnel? Argentinos e chineses: bons velocistas e trepadores pouco hábeis. “Nos meus dois últimos anos de profissional fomos correr a Volta à Bulgária e repetimos até 2011 quando já era diretor. Havendo muita gente jovem era importante fazer uma corrida com 10 dias, dar aos ciclistas um plano de treino quando os colegas já estavam de férias e ver se o podiam cumprir. Era um teste para ver se tinham a disciplina de treinar para um objetivo e condições para serem profissionais.” Magnus Cort venceu em Tavira, em 2023, na 38ª vez que a Volta ao Algarve chegou à cidade do sotavento. Perspetivas animadoras para este ano Pensar mais além e ser criativo. Num ambiente competitivo como o ciclismo Vidal Fitas tenta encontrar os talentos da próxima geração. Francisco Campos, Diogo Pinto, Afonso Silva são reforços de um grupo que se conhece bem. Em 2023 a evolução dos talentos jovens foi positiva, pelo que a maior maturidade dos ciclistas torna as perspetivas animadoras para este ano. "O Euclides [Chingui] tem qualquer coisa que nos despertou querer apostar nele e ver aonde pode chegar. O Délio é a figura da equipa e na Volta vai lutar por coisas. Aos jovens corredores queremos ensinar a treinar, a serem atletas de alta competição, a interpretar um plano de treinos. Temos um bloco que nos próximos anos nos pode tornar uma das melhores equipas do país se conseguirmos evoluir juntos. Queremos ser competitivos e gostamos de descobrir as potencialidades dos corredores." São 46 anos no ciclismo que dão para muitas histórias. Numa prova de vitalidade o Tavira aliou-se ao SC Farense que pretende recuperar o ecletismo de outros tempos. Para este ano há outra novidade: a estrutura incorporou o talento da formação feminina Extremosul e mostra que está pronta para mais ### Pelotão nacional 2024 – Credibom-LA Alumínios-Marcos Car Foco na formação e nos talentos multidisciplinares. Hernâni Broco explica o que esperar da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car em 2024. É uma equipa portuguesa, totalmente composta por ciclistas portugueses e bem enraizada no pelotão nacional. Falar em LA Alumínios é falar em história já que se trata de um dos mais antigos patrocínios ligados ao ciclismo. Na versão liderada por Hernâni Broco o projeto tem marcado a diferença por se focar na formação de atletas nacionais. A juventude tem carregado a estrutura, mas este ano contam com atletas experientes que ajudarão a dividir a responsabilidade: Luís Fernandes e Emanuel Duarte. O portimonense regressa à casa que o lançou em 2019, quando venceu a Volta a Portugal do Futuro e a Juventude na Volta sénior. Entre os destaques de 2023 estiveram Gonçalo Leaça, 14º na Volta a Portugal, e João Medeiros, vencedor em Lamego durante o GP Douro Internacional, a única vitória do ano. Tal como o açoreano há muitos miúdos nascidos em 2000 e 2001 que fazem pensar que esta pode vir a ser uma temporada forte e ninguém acredita mais nisso do que Hernâni Broco. "Tenho a ambição de fazer crescer mais o projeto, continuar o salto de qualidade que tivemos no ano anterior, foi com este objetivo que renovamos com todos os ciclistas que pretendíamos e fomos buscar dois atletas chaves com enorme qualidade. Desta forma ambicionamos alcançar vitórias ao longo do ano. Para a Volta a Portugal esperamos estar nos lugares da frente e uma vitória em etapa, são aspirações legítimas para o bloco de qualidade que apresentamos nesta época". Hernâni Broco ao TopCycling. Rodrigo Caixas Talentos multidisciplinares O crescimento do projeto também tem passado pelos talentos multidisciplinares, seguindo a tendência do ciclismo moderno marcada por estrelas como Lotte Kopecky, Thomas Pidcock ou Mathieu van der Poel. A Credibom-LA Alumínios-Marcos Car tem atletas de seleção nacional em várias vertentes, sendo a pista um óbvio caso de êxito. Diogo Narciso e Rodrigo Caixas são regularmente chamados a competir e têm beneficiado dessa rodagem também na estrada. "Ter o Caixas e o Narciso na pista permite aos atletas adquirirem mais ritmo competitivo, manterem-se mais focados na pré-época. A vertente de pista traz benefícios em termos de performance para a vertente de estrada, assim como trabalhamos com o Montez na vertente de ciclocrosse." Alexandre Montez Alexandre Montez é outro talento empolgante Diogo Narciso tem três medalhas de prata em Campeonatos da Europa sub-23 e trabalha para materializar o sonho olímpico da equipa masculina. Graças à dupla que fez com o campeão europeu Iúri Leitão na ronda australiana da Taça das Nações (4ª posição no madison) Paris 2024 está mais perto. Quanto a Rodrigo Caixas fez um bom 2023 na estrada: foi rei da montanha no GP Douro Internacional e 8º no GP Jornal de Notícias. Alexandre Montez é outro talento empolgante que fechou a Volta a Portugal do Futuro no 6º lugar. O antigo triatleta também foi o melhor jovem no GP O Jogo, GP Anicolor e GP Douro Internacional. O ex-campeão nacional sub-23 de ciclocrosse é natural da Aldeia de Além (Santarém). Foi precisamente além-fronteiras que recebeu a recompensa pelo esforço quando concluiu a Volta a França do Futuro, ganha por Isaac Del Toro. ### Pelotão nacional 2024 – Rádio Popular-Paredes-Boavista Apesar da juventude, a estrutura da Rádio Popular - Paredes - Boavista assume continuar ambiciosa em 2024. Com nove equipas Continentais, Portugal é o terceiro país do mundo com maior representação no terceiro escalão do ciclismo, apenas superado por China, Itália e Japão. A temporada doméstica arranca a 4 de fevereiro na Prova de Abertura - Região de Aveiro e na semana seguinte o nível sobe com a 2ª edição da Figueira Champions/Casino Figueira. O ponto alto da temporada será, como sempre, a Volta a Portugal em Bicicleta. A 85ª edição da Grandíssima disputa-se entre 24 de julho e 4 de agosto, coincidindo com a realização dos Jogos Olímpicos de Paris. O TopCycling ouviu os diretores das equipas e preparou um breve guia com as principais novidades. Créditos: Município de Paredes É a equipa de ciclismo mais antiga do pelotão português em atividade contínua. Fundado em 1914, o clube Desportivo de Paredes tem uma longa tradição no ciclismo. A Rádio Popular - Paredes - Boavista revelou uma formação ambiciosa, com base maioritariamente em ciclistas jovens, o objetivo continua a ser destacar-se nas competições nacionais e se possível, também em algumas nas provas internacionais ao longo da temporada de 2024. Créditos: Município de Paredes Com uma estrutura renovada e uma ambição clara, a equipa está empenhada em alcançar resultados de destaque nas competições mais relevantes do ciclismo português, como a Volta a Portugal. O anúncio foi feito recentemente durante a apresentação oficial da equipa, onde foram partilhadas as metas e objetivos para a nova temporada. Este ano vestem a camisola da Rádio Popular - Paredes - Boavista  os  corredores: André Soares (25 anos, de Estremoz, rolador) Tiago Nunes (20 anos, de Paredes, trepador) João Martins (20 anos, de Vila Nova de Gaia, sprinter) Daniel Dias (23 anos, de Vila Nova de Gaia, rolador) Raul Rota (25 anos, de Barcelona, contrarrelogista) Tiago Leal (25 anos, de Paredes, trepador) Francisco Penuela (23 anos, da Venezuela, completo) Hélder Gonçalves (24 anos, de Barcelos, trepador) Hugo Nunes (28 anos, de Paços de Ferreira, contrarrelogista) César Fonte (37 anos, de Viana do Castelo, trepador e capitão da equipa). César Fonte, "O Imperador" capitão de equipa Imperador é a acunha carinhosamente dada pelos amigos de César Fonte, o experiente ciclista natural de Viana do Castelo arranca para a segunda temporada ao serviço da Rádio Popular - Paredes - Boavista, depois de uma boa temporada em 2023. Os 37 anos de idade são um mero número no cartão de cidadão, na temporada passada o Imperador venceu etapa no GP Jornal de notícias, venceu a classificação da montanha na Volta a Portugal e venceu o Troféu Ribeiro da Silva, provando que continua a ser um ativo importante para qualquer formação. Este ano, além do desempenho na estrada, César Fonte tem o importante papel de liderar a juventude da equipa, aportando a sua experiência de 14 anos nas melhores equipas do pelotão nacional. Professor José Santos continua a comandar um projeto histórico Apesar de ter a noção do valor das outras equipas e de ter apostado mais na juventude, a equipa Rádio Popular - Paredes - Boavista está determinada em continuar a ser uma das equipas de referência no ciclismo em Portugal. Desde há muitos anos que queria enveredar por equipas com ciclistas de futuro. Embora ainda não tenham condições para discutir uma Volta a Portugal, estes ciclistas são aquilo que considero o futuro. Há vários mas o Hélder Gonçalves na montanha, o João Martins é um ciclista muito rápido, ou o Francisco Penuela são ciclistas que apesar da idade têm grande qualidade e oferecem garantias. José Santos ao Topcycling. Com os olhos nas competições nacionais (e algumas participações internacionais), a equipa de grande tradição no pelotão português aborda a temporada com a ambição de sempre, apesar da juventude. Só no final do ano podemos dizer se a opção que fiz em prol da juventude foi boa, mas acredito que temos uma equipa competitiva para a 2024. Isto não é uma equipa de formação, cada vez mais os ciclistas se afirmam mais cedo e temos vindo a fazer esta transição para ter uma equipa mais jovem. O diretor desportivo José Santos ao Topcycling. Dotado de grande perseverança e capacidade para gerir orçamentos curtos, José Santos continua a manter na estrada o projeto mais antigo do pelotão português, este ano apostando na juventude mas dando as condições necessárias aos seus profissionais para lutarem por vitórias. ### José Dias carimba a segunda na Lenda de Tartessos A terceira etapa da Lenda de Tartessos by Alé proporcionou uma emocionante batalha de sprints, tanto na categoria masculina como na feminina. José Dias voltou a vencer a etapa. A desenrolar-se num cenário único pelas trilhos da ria de Odiel, na capital Huelva, o percurso foi uam vez mais de puro BTT, entre Aljaraque, Cartaya e Punta Umbría Os ciclistas enfrentaram uma etapa muito rápida, onde a velocidade frequentemente ultrapassava os 40 km/h. Na categoria masculina, os da frente foram liderados pelo ritmo imponente de Tiago Ferreira, que queria recuperar tempo depois do azar de ontem, o português ex-campeão do mundo manteve-se na liderança durante grande parte da etapa. Créditos: Lenda de Tartessos A etapa acabaria por se disputar uma vez mais ao sprint, culminando com José Dias a cruzar a linha de meta em primeiro lugar, seguido por Miguel Muñoz e Aleksei Medvedev, que manteve a camisola laranja de líder. Créditos: Buff Megamo José Dias tem impressionado não só pela sua consistência, mas também pela estratégia inteligente que tem aplicado nas etapas. O português está a uns escassos 11 segundos de entrar no pódio da classificação geral a um dia do final da competição. Outro destaque para os atletas portugueses foi a notável performance de Filipe Francisco, que conquistou o quarto lugar na etapa, acrescentando à representação portuguesa um desempenho de relevo. Na corrida feminina, Rosa van Doorn brilhou num sprint espetacular, assegurando a vitória, seguida de perto por Tessa Kortekaas e a líder Mónica Calderón. Créditos: Lenda de Tartessos O último dia da Lenda de Tartessos promete emoções fortes, com o pinhal e o enduro de Cartaya a desempenharem um papel crucial na decisão das novas Lendas de Tartessos. Classificações completas AQUI. ### Mathieu Van der Poel - Mentalidade vencedora Este fim de semana correm-se os Campeonatos do Mundo de ciclocrosse, o grande objetivo de Van der Poel neste inverno. Apesar de ter conquistado 12 vitórias nas 13 corridas que disputou, o campeão do mundo só vê glória nelas, se conseguir arrecadar a camisola arco-íris por mais um ano. É esta mentalidade de não se acomodar e querer mais, que faz dele um dos ciclistas mais seguidos do pelotão. ADN de perseverança e determinação Mais que uma estrela do ciclismo, Van der Poel é já uma estrela do desporto global. Os dois títulos mundiais em simultâneo em duas disciplinas diferentes são prova da sua versatilidade. Outra característica do detentor da camisola arco-íris, na vertente estrada e ciclocrosse que apaixona e entusiasma o público cada vez que corre, é a sua tenacidade e valentia. O ciclista neerlandês gosta de correr ao ataque e mexer as corridas de longe. Caso alguém tenha capacidade para seguir com ele, consegue ainda ter tanque para um ou dois ataques que deixam os adversários colados à estrada, como fez na via de Santa Caterina em 2021. https://twitter.com/Texbomb/status/1368247432404951041 Campeonatos do Mundo de Tabor Antevendo os Campeonatos do Mundo de Tabor, Van der Poel comentou o fim de semana que se avizinha. Quando perguntado sobre o percurso, Van der Poel classificou-o como rápido e onde vai ser a condição dos ciclistas que vai permitir fazer diferenças: "Estou preparado para tudo e gostava que fosse um percurso duro e com mais lama. Já provei que me dou bem em todo o tipo de terrenos e estou preparado para todos os cenários. Gosto de fazer as corridas à minha maneira, mas mesmo que à terceira volta não esteja sozinho, não vou entrar em pânico." Muito por culpa da lesão nas costas que o atormentou durante vários meses, Van der Poel chegou a ponderar abandonar o ciclismo, mas agora que recuperou a cem por cento, o seu gosto por correr voltou, e com isso voltaram as exibições monstruosas: "Estou a adorar correr novamente. O inverno correu melhor que o que esperava e esperemos que acabe da melhor forma em Tabor. A preparação foi boa e se tudo correr como esperado, é no domingo que vou mostrar a minha melhor versão" https://twitter.com/UCI_CX/status/1752748792036667528 Rescaldo da época de ciclocrosse Depois deste domingo, o neerlandês vai trocar a camisola arco-íris de ciclocrosse, pela de estrada, e já fez também uma pequena anotação sobre o que se segue: "Não sei bem o que o ciclocrosse me trará em termos de preparação para a estrada. Interessa-me ser campeão do Mundo novamente, mas as outras corridas já não são bem objetivos. Estou contente que a época de ciclocrosse esteja a terminar. Depois de domingo, é tempo de descansar e preparar-me para a Primavera." Também desde há algum tempo que há dúvidas sobre a continuidade de Van der Poel no ciclocrosse, pelo menos a repetição de uma época com tantas corridas. Embora não tenha sido completa, o corredor de 29 anos fez 13 corridas até ao memento, tendo vencido e dominado 12 delas: "É o gosto pelo ciclocrosse que me faz continuar a competir nesta disciplina. Mas como disse antes, um Inverno sem competição de vez em quando também nos faz bem ao corpo e à mente." Países Baixos em força em Tabor Sobre a corrida de domingo, o ciclista da Alpecin-Deceuninck comentou a força dos neerlandeses e quais são os seus maiores adversários na última corrida de ciclocrosse que vai fazer esta temporada, mas a mais importante: "No ciclocrosse, uma equipa forte faz menos diferença que na estrada. Somos nós próprios e as nossas pernas que têm de fazer a diferença. Acho que os oponentes mais fortes vão ser o Michael Vanthourenhout e o Thibau Nys." Nas sete vezes que Van der Poel correu no circuito de Tabor venceu sempre. Uma dessas vitória valeu-lhe o seu primeiro título mundial, com 20 anos em 2015. Tabor 2024 poderá dar a Van der Poel a sexta vitória em títulos mundiais de ciclocrosse. ficando apenas a um de Erik De Vlaeminck mas também poderá significar um fim de ciclo perfeito. ### José Dias vence segunda etapa da Lenda de Tartessos Os portugueses estão a dominar os primeiros dias da Lenda de Tartessos, ontem Tiago Ferreira e hoje José Dias, são so vencedores das duas primeiras etapas da corrida espanhola. O campeão português subiu ao pódio, à frente do russo Alexei Medvedev, que vestiu a camisola de líder depois de um furo ter feito Tiago Ferreira perder quase 20 minutos. Em terceiro ficou o companheiro de Dias, Pablo Rodríguez. Com 77 quilómetros e quase 2.000 metros de desnível acumulado, a segunda etapa da corrida Lenda de Tartessos By Alé, que decorreu em El Granado, trouxe alterações significativas às classificações, sendo marcada pelo esforço dos atletas e pelos furos. Na categoria Elite Masculina assistiu-se a um ritmo intenso desde o início, onde o nevoeiro acrescentou um toque espetacular à competição. Contudo, o terreno acidentado não poupou avarias, com Tiago Ferreira a ser a primeira vítima, perdendo quase 20 minutos da liderança, o que o levou a descer para o 12.º lugar da classificação geral. José Dias, aproveitando a experiência que já tem nestas corridas, acelerou nos quilómetros finais, garantindo a vitória. O português está no quarto posto da classificação geral. Na categoria feminina, a disputa foi intensa, destacando-se a corredora da BUFF, Rosa Van Doorn, que atacou nos quilómetros finais para garantir uma vitória impressionante, seguida de perto por Kortekaas e Calderón. A competição continua com expectativas elevadas para a etapa seguinte, nos trilhos e cenário único da Muelle del Tinto, prometendo mais um dia de emoções fortes. Classificações completas AQUI. ### Tiago Ferreira vence na estreia pela nova equipa O ciclista português Tiago Ferreira conquistou uma vitória importante na primeira etapa de A Lenda dos Tartessos Alé 2024, realizada em Valverde del Camino, Huelva. Com uma prestação magistral ao longo do percurso de 54 quilómetros com 1.500 metros de desnível acumulado, Tiago Ferreira destacou-se numa corrida repleta de emoções. O nervosismo inicial da competição levou a várias quedas, mas Tiago Ferreira não esteve envolvido. O russo Alexei Medvedev e o ciclista da BUFF Megamo, Pablo Rodríguez, ocuparam o segundo e terceiro lugares, respetivamente, numa corrida marcada por um percurso de puro BTT. Na categoria feminina, a colombiana Mónica Calderón da Cannondale dominou a etapa, conquistando a vitória após um desempenho impressionante. Calderón impôs um ritmo elevado desde o início, deixando as suas adversárias para trás. A sua companheira de equipa, Tessa Kortekaas, alcançou a segunda posição, quase dois minutos depois, enquanto Meritxell Figueras, da BUFF Megamo, conquistou um terceiro lugar meritório após superar alguns contratempos, como uma queda e problemas técnicos. A vitória de Tiago Ferreira na etapa masculina marca um momento significativo para o atleta português, que enfrentou uma concorrência forte numa prova exigente, e entra assim da melhor forma na temporada em que corre no seu próprio projeto. Classificações competas AQUI. A expectativa aumenta para a segunda etapa de A Lenda dos Tartessos Alé, em El Granado, que promete ser a etapa rainha, com mais de 80 quilómetros e quase 2.000 metros de desnível. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Gravel Challenge Albufeira 2024 | Participantes duplicam ano após ano Para desfrutar de um fim de semana repleto de aventura e desafio sobre duas rodas, fiz questão de ir pelo terceiro ano consecutivo ao Gravel Challenge em Albufeira. Com a bicicleta de gravel afinada pelo José Carmo da BikePlanet e a vontade de pedalar no auge, parti mais um ano para ir desfrutar dos encantos da região do Algarve, num percurso distribuído ao longo de dois dias, cada etapa apresentando paisagens e desafios diferentes. Há várias razões que me levam a inscrever neste evento de Gravel em Albufeira pelo 3 ano consecutivo. Inscrever-me num objetivo em Janeiro, obriga-me a mexer em Dezembro. É maravilhoso assistir à evolução da modalidade, no primeiro ano éramos 12 na partida, no segundo 40, este ano fomos 85. Os percursos, a organização Cabreira Solutions e o ambiente que se vive ali num fim de semana levam qualquer um a regressar. Toda a gente super disponível e sempre com um sorriso para todos os participantes. O sol radiante acolheu-nos na primeira etapa, as estradas de gravilha sinuosas e trilhos desafiantes revelaram-se um autêntico playground para os entusiastas das bicicletas de gravel, proporcionando uma experiência única de contacto com a natureza e o espírito acolhedor da região. Vídeo Etapa 1 https://youtu.be/kC96LaM70-E?si=200foxbgIC3wNgC5 O Gravel Challenge Albufeira mostrou-se mais do que um simples evento desportivo; para uns significa ir competir e colocar-se à prova, para outros desfrutar da paisagem e cultura da região, mas acima de tudo continua a haver grande ambiente camaradagem entre os participantes. A segunda etapa levou-nos ainda mais uma vez pelas falésias, com trilhos maravilhosos e público a apoiar os participantes que passavam. Vídeo Etapa 2 https://youtu.be/Ym81HWUdYzA?si=bZpBWZPkhzpX-p_P Região e Organização de parabéns Os organizadores do evento não pouparam esforços para proporcionar uma experiência inesquecível, destacando-se não apenas pela excelência do percurso, mas também pela atmosfera vibrante que envolveu todos os participantes. Ao partilhar momentos e histórias com ciclistas igualmente amantes desta vertente das bicicletas, criamos memórias e novas amizades que perdurarão para lá da linha de chegada, os eventos são isto. O Algarve revelou-se um destino perfeito para os amantes do gravel, e o Gravel Challenge Albufeira foi o palco ideal para um fim de semana a pedal, perfeito. Até à próxima! Por: Luís Beltrão ### Teste | GPS IGPSPORT IGS 630s | Características de topo a preço médio A marca chinesa iGPSPORT parece sériamente comprometida em melhorar os seus equipamentos e oferecer um produto cada vez melhor e mais aperfeiçoado ao utilizador. A prova disso é a atualização do seu equipamento topo de gama iGPSPORT IGS 630, com o novo iGPSPORT IGS 630s. Testei o equipamento durante 3 meses (tal como havia feito com o seu antecessor), o equipamento é igual ao modelo 630 no que respeita a aspeto e qualidade de acabamento, mudou o software e foram melhorados alguns aspetos, com destaque para a, ainda maior, autonomia e melhorias na navegação. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=T4gLCz7tuKk&t= Autonomia impressionante Uma das melhorias mais notáveis no iGS 630s é a sua incrível autonomia. Agora, com uma impressionante capacidade de 45 horas (o iGS630 também é muito bom, tem 35 horas). Podemos enfrentar trajetos mais longos sem nos preocuparmos com a bateria. Esta melhoria substancial na autonomia proporciona maior liberdade e menor preocupação, pois mesmo integrando o equipamento com outros acessórios (como luzes, potenciómetro, telemóvel, etc.) garante sempre uma autonomia muito boa seja quando queremos explorar novas e longas rotas, seja quando o utilizamos no dia a dia, sem ter necessidade de colocar a carregar muitas vezes. Créditos: Topcycling.pt Funcionalidade "Climb Pro" A adição da funcionalidade "Climb Pro" destaca o compromisso da iGPSPORT em fornecer ferramentas avançadas para os ciclistas. Esta funcionalidade informa sobre as subidas no percurso, permitindo uma preparação adequada para os desafios que se aproximam. Créditos: Topcycling.pt Confesso que eu pessoalmente não utilizo muito, principalmente se estiver num percurso com navegação, prefiro ter sempre acesso ao mapa, mas é útil nos primeiros metros da subida para sabermos o que temos pela frente. De qualquer forma é uma vantagem valiosa para os ciclistas que buscam melhorar o seu desempenho em terrenos variados, embora só funcione quando carregamos um percurso e estamos a seguir esse percurso. Os equipamentos da concorrentes de referência têm esta funcionalidade disponível, mesmo sem ter o percurso carregado, mas são equipamentos que custam sensivelmente o dobro do preço deste. Navegação: precisão e rapidez melhoradas, mas... A busca precisão atingiu um novo patamar no iGS 630S, a marca introduziu "GNS Dual-frequency GPS" e "GNSS full-constellation positioning" neste dispositivo, que resumidamente permitem que este esteja melhor tanto no que respeita à posição de navegação, como à melhor cobertura global. Créditos: Topcycling.pt Isto melhora o desempenho em diferentes condições meteorológicas, em áreas urbanas mais densas ou zonas mais remotas, com obstáculos naturais de maior dimensão. Notei que o iGS 630s teve melhorias na navegação, especialmente por corrigir automaticamente o percurso quando o ciclista se desvia do trajeto planeado. No entanto, é importante destacar que esta funcionalidade (correção da rota) não funciona tão bem quando comparado com marcas concorrentes de referência, ainda há espaço para melhorar neste campo. Créditos: Topcycling.pt Se o dispositivo detecta que na mesma direção (por exemplo Norte) existem caminhos alternativos mais longos, ele só nos manda voltar ao ponto onde saímos do trajeto planeado, não dá o caminho alternativo (direção norte), que permita retomar o principal. É importante salientar que esta funcionalidade faz mais diferença se estamos a correr contra o relógio, em algum evento competitivo, se utilizamos a navegação em simples modo viagem não vamos ficar perdidos certamente, o dispositivo oferece uma experiência de navegação boa. Integração e conectividade O iGS 630s não se destaca apenas pela sua autonomia e precisão, mas também pela integração com outros dispositivos como as luzes, medidores de potência e sistemas Shimano Di2. A Conectividade com Telemóvel A passagem das atividades gravadas para as aplicações IGS e Strava no telemóvel é bastante rápida e simples (melhor comparativamente com os concorrentes mais caros). Créditos: Topcycling.pt Uma das lacunas identificadas durante os testes está na passagem das notificações do telemóvel para o aparelho (chamadas e mensagens), notei a ausência da exibição de notificações no ecrã do iGS 630s. Esta falta de sincronização pode ser uma desvantagem para os utilizadores que valorizam a visualização rápida de mensagens ou alertas durante as suas voltas. Integração com Shimano Di2 No que diz respeito à integração com o sistema Shimano Di2, notei uma limitação na integração com os botões superiores das manetes. Durante o teste, notei a falta da funcionalidade nesses botões, que permitem por navegar entre as várias páginas sem ter que retirar as mãos do guiador. Créditos: Topcycling.pt Mesmo fazendo a sincronização por mais do que uma vez, quando tentei ativar essa opção (que aparace disponível no menu), nunca consegui que ficasse a funcionar. A integração é feita sem problemas com outras funcionalidades do Di2. Conclusão O iGPSPORT iGS 630s está melhorado em relação ao seu antecessor, com autonomia ainda maior, melhor precisão e rapidez na navegação, além de manter as características e funcionalidades de treino que já eram boas no IGS 630. Créditos: Topcycling.pt É um dispositivo com qualidade e que oferece tudo o que um ciclista pretende para monitorizar os seus treinos e evolução. Para os que procuram um dispositivo de treino com os vários tipos de leitura e sincronização (medidor de potência, banda cardíaca, Di2, etc.) é uma excelente opção. No campo da navegação, embora apresente uma melhoria notável sinto que ainda não se equipara a outros dispositivos concorrentes. Para ciclistas que priorizam uma conectividade impecável, uma navegação intuitiva, fácil e rápida, pode ser benéfico explorar outras opções no mercado antes de tomar uma decisão final. Creio que a iGPSPORT tem capacidade para elevar ainda mais a experiência do iGS 630s através de futuras atualizações. Preço e disponibilidade Este equipamento tem um PVP recomendado de €249,00 e podes descobrir as lojas que o comercializam através do importador da marca em Portugal, SCVOUGA. ### Tudor na Figueira da Foz com Alves Barbosa em mente Ricardo Scheidecker quer discutir a Figueira Champions/Casino Figueira e honrar o amigo e mentor Alves Barbosa, primeiro português a correr o Tour de France. A 10 de fevereiro o pelotão encontra-se para a 2ª edição da Figueira Champions/Casino Figueira, evento UCI ProSeries ganho por Casper Pedersen (Soudal Quick-Step) no ano passado. É junto ao Atlântico que vão iniciar a época alguns dos corredores que estão chamados ao centro do palco no grande teatro que é a temporada de 2024. Remco Evenepoel escolheu a Figueira da Foz para afinar a máquina antes do ataque ao Paris-Nice, como disse em entrevista ao TopCycling. A UAE-Emirates vem com a armada lusa quase completa: João Almeida estreia-se, Rui Oliveira vem de 9º na Clássica Comunidade Valenciana e António Morgado correu o Tour Down Under. Quem não falha pelo segundo ano consecutivo é Rui Costa, que cheirou a vitória em 2023 ao fechar na 4ª posição. Por confirmar está Rúben Guerreiro após ter sido 14º no Tour Down Under. Créditos: Anouk Flesch "Partiremos com um plano para tentar ganhar" Os portugueses no WorldTour terão representação na parte técnica de Ricardo Scheidecker, diretor da Tudor. A estrutura helvética abriu 2024 no Challenge de Maiorca com dois pódios e três top 10. Marius Mayrhofer e Yannis Voisard mostraram boas pernas no evento espanhol. Será uma estreia especial para a Tudor, que está no segundo ano como ProTeam e se apresenta na Figueira com uma estrutura de WorldTour. “O que eu vi da corrida no ano passado é que é dura e os percursos são muito bonitos. A expetativa que temos é de fazer uma excelente corrida. Sabemos que com corredores do nível do Remco as possibilidades de vitória diminuem, mas claro que partiremos com um plano para tentar ganhar.” Ricardo Scheidecker ao TopCyling. Créditos: João Fonseca Photographer Alves Barbosa, um ilustre figueirense Será uma rara oportunidade para Ricardo Scheidecker trabalhar numa terra que lhe é familiar. À cabeça do diretor da Tudor vem o nome de Alves Barbosa, um ilustre figueirense. Lenda do ciclismo nacional, Alves Barbosa faleceu em 2018, aos 86 anos. Deixou um legado muito maior do que as três Voltas a Portugal (1951, 1956 e 1958) que conquistou. Fez história ao ser 10º no Tour de France de 1956, onde correu pelo Luxemburgo e se tornou o primeiro ciclista português a alinhar na corrida francesa. “Estive muitas vezes na Figueira, por diversas razões, mas o que me liga a essa linda cidade é a sincera amizade que tinha com um dos meus mentores, o enorme Alves Barbosa. Se penso na Figueira, penso nele, porque nasceu lá.” ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Hoogerheide Correu-se esta tarde a 14ª ronda Taça do Mundo de 2024 em Hoogerheide. Esta foi a última ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse e consagrou Eli Iserbyt e Ceylin Alvarado como os vencedores deste ano. Num percurso muito rápido e disputado, a vitória da corrida feminina foi para Fem van Empel e a masculina Van der Poel. Corrida Masculina - Van der Poel vence e revela género do bebé do seu primo No masculino, as contas para a classificação final da Taça do Mundo estavam praticamente fechadas. Era preciso que Joris Nieuwenhuis terminasse em primeiro e Iserbyt não pontuasse, para que o recente campeão belga de ciclocrosse não ganhasse a Taça do Mundo.  A corrida masculina começou muito rápida e com um grupo muito grande a disputar a luta por posição até meio da terceira volta. Depois disso, um quinteto de ciclistas composto por Ronhaar, Iserbyt, Nieuwenhuis, Van der Poel e Nys destacou-se na frente da corrida. No decorrer da sexta volta, Van der Poel testou as pernas dos adversários e atacou, tendo sido seguido apenas por Thibau Nys. O quinteto acabou por se juntar novamente na sétima volta. Van der Poel voltou a atacar na oitava volta e desta vez ninguém o conseguiu seguir, cortando desta forma a meta em primeiro. Nieuwenhuis e Ronhaar preencheram os outros lugares, num pódio completamente neerlandês. Ao cortar a meta, o campeão do mundo fez um gesto curioso. Van der Poel explicou depois que o gesto foi para para revelar o género do bebé do seu primo. Van der Poel teria de fazer 👌se fosse menina e👍se fosse rapaz. https://twitter.com/UCI_CX/status/1751629529842401683 Top 10 POSNOMETEMPO1VAN DER POEL Mathieu1:02:572NIEUWENHUIS Joris0:053RONHAAR Pim0:094NYS Thibau''5ISERBYT Eli''6WYSEURE Joran0:217VAN DER HAAR Lars0:288VENTURINI Clément0:389ORTS LLORET Felipe0:4510RÜEGG Timon0:56 Classificação final da Taça do Mundo POSNOMEPONTOS1ISERBYT Eli3382NIEUWENHUIS Joris3133RONHAAR Pim2954VAN DER HAAR Lars2935VANDEPUTTE Niels2396VAN DER POEL Mathieu2217SWEECK Laurens2208VANDEBOSCH Toon2139KAMP Ryan20910NYS Thibau196 Corrida feminina - Stairway to Heaven dá 17ª vitória a van Empel Créditos: SprintCyclingAgency A corrida feminina foi de consagração para Alvarado que independentemente do resultado de hoje já tinha os pontos necessários para a conquista da Taça do Mundo. Schreiber confirmou mais uma vez o seu excelente arranque e apesar de sair da segunda fila chegou à primeira curva em primeiro.  No decorrer da primeira volta, van Empel rapidamente passou para a frente com Lucinda Brand logo atrás. Schreiber, Pieterse e Backstedt formaram um pequeno grupo na perseguição às lideres da corrida. Na quarta volta, van Empel passou para a frente com Lucinda Brand a juntar-se a ela. As duas corredoras iniciaram a quinta volta juntas com Vas e Schreiber na perseguição. Na penúltima volta, Vas alcançou-as e o trio foi junto para a última volta.  A corrida acabou por se decidir nas escadas que levavam à meta. Van Empel acelerou na Stairway to Heaven, como é conhecida esta escadaria, e ultrapassou as duas colegas ganhando assim posição para a ultima curva antes do sprint. Kata Vas ficou na segunda posição e Lucinda Vas ocupou o último lugar do pódio. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1751613552694026501 Top 10 POSNOMETEMPO1VAN EMPEL Fem46:482VAS Blanka Kata0:013BRAND Lucinda0:104BACKSTEDT Zoe0:245SCHREIBER Marie0:376VERDONSCHOT Laura1:027CANT Sanne1:128PIETERSE Puck1:149ZEMANOVÁ Kristyna1:1810HOLMGREN Isabella1:22 Classificação final da Taça do Mundo POSCiclistaPontos1ALVARADO Ceylin Del Carmen3482PIETERSE Puck3083BRAND Lucinda2844VAN EMPEL Fem2525BENTVELD Leonie2226VAN DER HEIJDEN Inge2217BAKKER Manon2198BACKSTEDT Zoe2149SCHREIBER Marie20210WORST Annemarie170 Os corredores vão agora até Tabor, onde no próximo fim de semana se vão disputar os campeonatos do Mundo de ciclocrosse de 2024. ### Tom Steels encantado com a Figueira Champions Classic Sprinters icónicos dos anos 90, Portugal no coração e o desejo de ganhar na Figueira da Foz. O TopCycling toma um café com Tom Steels, diretor da Soudal Quick-Step. Tom Steels foi um dos grandes de uma geração de sprinters que marcaram que os viu correr. Nomes como Erik Zabel, Mario Cipollini, Jan Kirsipuu, Stuart O’Grady ou Robbie McEwen ainda hoje nos trazem grandes memórias. De uma ou de outra forma todos continuam ligados ao ciclismo. Steels passou a dirigir a Soudal Quick-Step, reunindo-se com a equipa onde correu entre 1996 e 2002, na altura a Mapei Quick-Step. O belga é fã de Portugal, por isso abrimos a conversa a falar sobre as ondas gigantes da Nazaré. Rapidamente saltamos para a primeira visita nos anos 90. Por cá as coisas sempre lhe sorriram ao ponto de na Volta ao Algarve de 2005 ter ganho uma etapa e vestido a amarela. “Tenho ideia que foi num sprint em ligeira subida, em Portimão. Eu estava na equipa com o Vansevenant, era o primeiro lead-out do ano e ganhar logo foi ótimo. De alguns países posso ter más memórias de lá ter corrido, mas de Portugal só boas sensações.” Tom Steels em exclusivo ao TopCycling. https://twitter.com/soudalquickstep/status/1697907119360532795 "Portugal não é um país fácil para correr" Tom Steels refere-se a Wim Vansevenant, pai de Mauri Vansevenant que agora faz carreira na Quick-Step. Sentimo-nos mais velhos, mas também privilegiados por termos podido desfrutar de uma era onde os melhores do mundo vinham a Portugal, por isso recuamos até 1999 e ao GP Portugal Telecom. O antigo sprinter visitou Portugal com a Mapei. “Nunca tinha estado em Portugal, lembro-me de ouvir o português e pensar ‘que língua é esta’?” Até à última edição, em 2007, a prova realizava-se no distrito de Santarém e reunia uma série de aspetos clássicos das estradas portuguesas. “O nível competitivo era muito bom. Recordo-me de passar numa espécie de pavê. Portugal não é um país fácil para correr porque é sempre sobe e desce, mas é uma boa preparação para a temporada porque mesmo no pelotão tens que fazer um certo esforço de qualidade.” A edição de 1999 ficou marcada por uma queda. Paulo Martins, o meu colega de comentários no Eurosport, corria na Gresco-Tavira e lesionou-se com gravidade na chegada à Lourinhã. Nesse dia ganhou o tricampeão olímpico Viatcheslav Ekimov (Amica Chips), um de muitos nomes conhecidos presentes num pelotão que tinha Banesto, ONCE, Euskaltel-Euskadi e Telekom. https://www.youtube.com/watch?v=AXUUqzRC7Bk A 3ª etapa do GP Portugal Telecom finalizou com uma queda grave na Lourinhã. Steels foi o maestro do triunfo de Casper Pedersen O auge da carreira de Tom Steels foi a segunda metade dos anos 90. Etapas no Tour de France, vitórias nas grandes clássicas belgas (Gent-Wevelgem e Omloop Het Volk, a atual Omloop Het Nieuwsblad) e títulos nacionais. O homem que já viveu tudo no ciclismo gosta de experimentar novas sensações, por isso adorou a 1ª edição da Figueira Champions Classic. Steels foi o maestro do triunfo de Casper Pedersen. “Gostei do evento, estava bem organizado para as equipas e o ambiente foi bom. Quando fomos fazer o reconhecimento acabamos por nos misturar com o Gran Fondo e as pessoas começaram a seguir-nos. É sempre bom quando tens um corredor novo na equipa que entra a ganhar. Fizemos a volta grande que era agradável e depois a volta pequena não era fácil, o Casper até descolou e foi o único a reentrar. Demos-lhe a confiança de ir sprintar porque sabíamos que podia ganhar.” "O Moscon pode ser o nosso joker" O dinamarquês vai regressar à Figueira da Foz na companhia de Remco Evenepoel e a ideia é defender o título. Daí Pedersen fará a campanha de clássicas com os líderes Kasper Asgreen, Julian Alaphilippe e Yves Lampaert. Outro homem que pode vir a ser importante na Quick-Step é o reforço Gianni Moscon. O diretor Tom Steels reconhece que Mathieu van der Poel e Wout Van Aert são favoritos, mas confia no ADN ganhador da Wolfpack. “No ano passado tivemos uma campanha de clássicas difícil, muitos corredores ficaram doentes. O Moscon pode ser o nosso joker. Sempre usamos o coletivo, sobretudo desde que deixamos de ter o Tom Boonen como líder e mesmo aí jogávamos outras cartas e ganhávamos com vários corredores. O Julian está de volta aos eixos, o Kasper também após um período de 18 meses difícil, o Yves está motivado, o Pedersen tem qualidades. Temos cartas para jogar e bater-lhes o pé.” Despedimo-nos com uma pergunta: está a Bélgica a viver uma crise de classicómanos ou há talento local, além de Van Aert, para ganhar uma Volta à Flandres? Neste tema o coração belga de Tom Steels não vê cores nem maillots. “O Arnaud de Lie é um dos belgas que está próximo de se afirmar como classicómano: é rápido, tem um caráter forte, pode subir e é rápido. Se não falar como diretor da Soudal, mas como belga, o De Lie tem o perfil ideal para ganhar muitas clássicas.” ### Evento da Specialized na Montepio Meia Maratona de Cascais A Specialized tem preparado um evento para os entusiastas de bicicletas na Montepio Meia Maratona de Cascais.  No fim de semana de 2 e 3 de fevereiro os participantes da meia maratona vão poder testar a bicicleta elétrica Specialized Tero X no sábado e usufruir de um Bike Park no domingo. Oportunidade para testar a Specialized Tero X Este evento começa no dia 2 de fevereiro e neste sábado os participantes da meia maratona vão poder circular pela vila de Cascais enquanto testam a bicicleta elétrica de última geração Specialized Tero X. Bike Park para a sua bicicleta No dia seguinte, domingo, a Specialized vai ter um Bike Park na Montepio Meia Maratona de Cascais 2024. Deste modo, os participantes que queiram ir de bicicleta para o evento podem guardar a sua bicicleta e os seus pertences num espaço dedicado enquanto realizam a corrida. Sobre o Test Ride da bicicleta elétrica Tero X: Local: Montepio Meia Maratona de Cascais – Baía de Cascais (junto ao Hotel Baía)Passeio de Dom Luís I, 2750-320 CascaisMapa - https://maps.app.goo.gl/kBjdKHvWJG5ykapU6Horário dos Testes: Grupo 1: 9:00h Grupo 2: 10:30h Grupo 3: 12:30h Grupo 4: 15:00h Pode registar-se no evento e obter toda a informação para o teste da Turbo Tero X aqui. Bike Park durante a HMS Meia Maratona de Cascais: Local: Montepio Meia Maratona de Cascais – Baía de Cascais (junto ao Hotel Baía)Passeio de Dom Luís I, 2750-320 CascaisMapa - https://maps.app.goo.gl/kBjdKHvWJG5ykapU6 Horário: Das 8:00 às 13:00Aberto a todos os participantes da Montepio Meia Maratona de Cascais 2024. ### Ricardo Scheidecker – “Somos uma estrutura WorldTour” Tudor estreia-se no Giro e nas clássicas belgas. Falamos com Ricardo Scheidecker acerca da ambição da equipa suíça, de como se cria um ADN ganhador e da atenção ao mercado português. Um ano no pelotão profissional bastou à Tudor para conquistar um lugar no Giro de Itália. A formação suíça, lançada em 2022 por Fabian Cancellara com a base da antiga Swiss Racing Academy, convenceu a RCS a deixar de fora a Corratec-Vini Fantini italiana para agarrar uma vaga. Não é fácil para um organizador abdicar de uma equipa local, mas no caso da Tudor era previsível pelo prestígio do Spartacus, pela solidez do investimento e pelo facto de que a marca de relógios suíça é patrocinadora da RCS. O TopCycling visitou o estágio da Tudor em L'Alfàs del Pi (Alicante), no início de janeiro, e esteve quase uma hora à conversa com Ricardo Scheidecker, braço direito do proprietário Fabian Cancellara. Antes de ver confirmada a participação no Giro já se sentia por parte da estrutura a confiança de que a estreia numa grande Volta estava iminente, vincando que um convite não é o mesmo que um bilhete e que não se pode comprar. “As pessoas da RCS percebem que não queremos ir porque a Tudor patrocina a RCS. Podíamos ter tentado ir ao Giro no ano passado e quando reunimos – como sempre fiz com todos os grandes organizadores – dissemos que não porque não estávamos preparados. Este ano, depois de reforçar a equipa, estamos preparados para a nossa primeira grande Volta e pela primeira vez participar nas clássicas da Bélgica. Sempre com uma ideia realista do que podemos fazer, mas a equipa que vai ao Giro tem qualidade, não fomos pedir esmola para participar.” Ricardo Scheidecker ao TopCycling. Queres entrar no carro da Tudor e ver a loucura dos abastecimentos? Clica no link e vê o vídeo! Todos os setores foram reforçados A parte mais fácil está feita, o duro vem em maio quando a Tudor tiver que confirmar na estrada o porquê de passar a estar no radar das provas importantes. Para consolidar a ambição do projeto todos os setores foram reforçados, do staff ao plantel, que passa de 20 a 28 corredores. Todos os atletas recrutados partilham o facto de chegarem do WorldTour. Matteo Trentin, Alberto Dainese e Michael Storer são nomes sonantes que trazem no currículo vitórias em grandes Voltas. Também preenchem requisitos humanos que Ricardo Scheidecker sente que se alinham com os da Tudor. “Os corredores trazem um legado. O Alberto ganhou etapas no Giro e na Vuelta e no dia em que for ao Tour tenho a certeza que também vai ganhar. O Matteo é o capitão, tem experiência e capacidade de liderança, foi o primeiro nome que pus em cima da mesa porque já o queria na Quick-Step, mas o Patrick ignorou sempre esse pedido. Aqui nem pensei meio segundo. Queríamos trazer qualidade física e humana para melhorar a equipa, há ‘campeões’ que não têm hipótese de vir porque não se alinham com a nossa forma de estar.” Scheidecker analisa a Superliga, os milhões da Arábia e fala de um ciclismo sem rumo Créditos: Anouk Flesch “Estava à espera de ganhar zero. Ganhar 11 foi excecional” Pela segunda vez na carreira o português teve que ajudar uma equipa quase do zero, tal como nos tempos da Leopard. A Tudor já tinha estrutura Continental, mas a dimensão da mudança tornou 2023 num ano de transição. Ricardo Scheidecker, por exemplo, nunca tinha trabalhado numa ProTeam e lidado com detalhes como as limitações de calendário da categoria. Foi com surpresa que finalizaram a época com 11 vitórias, sequência iniciada pelo sprinter Arvid de Kleijn na corrida mais antiga do mundo, a Milão-Turim. “Estava à espera de ganhar zero. Ganhar 11 foi excecional! Avisei toda a gente: preparem-se porque podemos não ganhar. Cheguei aqui e conhecia o [Simon] Pellaud, o [Alexander] Kamp e o [Sebastian] Reichenbach, depois percebi que o Arvid [De Kleijn] foi o sprinter que bateu o Cavendish na Volta à Turquia em 2021. Sou ambicioso, mas realista, por isso centramo-nos no processo de fazer tudo bem, dar boas condições aos corredores… as vitórias são uma consequência. Houve uma assimilação do ADN que queremos criar que é continuar o legado do nosso proprietário, o Fabian Cancellara: é normal que queiramos ser uma equipa vencedora, mas ninguém aponta pistolas à cabeça de ninguém, temos é que fazer as coisas bem para tentar ganhar.” Arvid de Kleijn venceu a clássica Milão-Turim, a primeira vitória da Tudor em 2023.Créditos: Tudor Pro Cycling "Somos uma estrutura WorldTour" A Tudor ganhou mais do que Q36.5 e a Total Energie, mas no ranking UCI foi 25ª. No comando da segunda divisão estiveram Lotto-Dstny (9ª), Israel Premier Tech (16ª) e Uno-X (21ª), assegurando os convites para as melhores corridas. O fator ranking e os pontos não tiram o sono ao diretor da Tudor, que vê esses aspetos como consequência do trabalho. Consolidar processos, recrutar atletas que os apliquem e fazer uma boa gestão humana são as prioridades. “Eu quero ganhar corridas. É preciso sprintar para o 5º? É. Um top 10 na Amstel Gold Race foi importante? Foi, mas não sei quantos pontos deu, tenho colegas que veem isso. Queremos estar entre as duas melhores ProTeam porque nos faz aceder ao calendário de topo. Temos 28 corredores, seis diretores e quatro treinadores só para a ProTeam, depois há a estrutura sub-23; somos uma estrutura WorldTour. Vamos fazer 230 dias de corrida – foram 160 em 2023 – e é evidente que há equipas da nossa categoria que têm mais corredores e fizeram mais corridas, logo, tiveram mais oportunidades de somar pontos. E a performance? Assumem a corrida quanto têm sprinter? Fazem o trabalho que devem fazer?” Matteo TrentinCréditos: Tudor Pro Cycling Alberto DaineseCréditos: Tudor Pro Cycling ADN ganhador Born to dare é a frase que se pode ler no autocarro da Tudor e é a ousadia que guia o dia a dia da formação helvética. Se o objetivo é estar entre as duas melhores ProTeam é preciso disputar e ganhar corridas. Como ganhar a equipas que superam a Tudor em orçamento? Criando um ADN ganhador. A filosofia e o recrutamento apontam o caminho que a Tudor vai seguir: priorizar os sprinters e caçar vitórias. “Contratar um corredor de geral custa milhões e todos os ovos num cesto não me parece inteligente. A Bora é um bom exemplo de uma equipa que se estruturou, teve sempre sprinters e a partir do momento em que se solidificou decidiu mudar os objetivos para provas por etapas e já ganharam um Giro de Itália. Se chega um talento que nos permite disputar uma grande Volta não vamos perder a oportunidade, mas não me interessa fazer top 10 e acabar o ano com três vitórias. Sempre estive em equipas que ganharam e ficas viciado na vitória.” Hannes Wilksch é um dos jovens promissores da Tudor.Créditos: Tudor Pro Cycling Há potencial humano em Portugal? Também há perfis completos nas fileiras da equipa e que empolgam a direção desportiva. O mais destacado em 2023 foi o alemão Hannes Wilksch, que fez pódio nas versões sub-23 do Giro e do GP Plouay. Outros nomes a ter em conta são o suíço Yannis Voisard que foi 3º na Hungria e 7º na Sicília, o francês Mathys Rondel que fechou a Volta a França do Futuro no top 10 e foi 2º na Alsácia e o alemão Marco Brenner, que chega da DSM onde não conseguiu mostrar o brilhante júnior que foi. O que não há na equipa suíça são ciclistas portugueses. Despedimo-nos de Ricardo Scheidecker perguntando se há potencial humano em Portugal? “Há. A nossa equipa sub-23 tem contacto com uma ou outra equipa de juniores em Portugal e estamos atentos. Os talentos portugueses querem ir de juniores para o WorldTour, o que eu compreendo, talvez com algum compasso intermédio. Não cometemos loucuras e não vamos pagar ordenados a miúdos para aquilo que eles pensam que vão ganhar, não é boa política. Nisso concordo com o Patrick Lefevere que sempre teve sucesso e pode ter perdido talentos, mas pagar ordenados absurdos a corredores que têm grandes dados e watts por quilo, VO2max… têm que demonstrar o valor na estrada porque em cima da bicicleta está um ser humano que tem que usar a inteligência para saber correr e agarrar oportunidades. É coincidência não termos portugueses, mas é também verdade que os talentos em Portugal têm que ser agarrados quando são miúdos senão é difícil, é bastante difícil.” ### Tiago Ferreira apresenta novo projeto desportivo O ciclista português Tiago Ferreira, um ícone do ciclismo nacional e mundial, revelou um novo capítulo na sua carreira ao lançar o seu próprio projeto desportivo. Aos 37 anos, o ciclista reconhecido pelas suas conquistas nas maratonas de BTT, decide expandir o seu âmbito desportivo, apostando também no Gravel. O ano de 2024 revela uma série de mudanças significativas na trajetória desportiva de Tiago Ferreira, destacando-se a criação do seu próprio projeto desportivo, concebido e alinhado com a sua visão e objetivos pessoais. A colaboração com uma variedade de patrocinadores, diretamente envolvidos no projeto, possibilitou a concretização desta iniciativa, que passou da ideia à realidade, destacando-se especialmente aqueles que emprestam o seu nome à equipa “VOUZELA | BH” TF Racing Team. Tiago Ferreira continua focado na competição e na vertente XCM (Cross-Country Maratona) onde sempre se destacou e se sagrou Campeão do Mundo em 2016. Para esta temporada, foi definido um calendário com objetivos competitivos claros - como o Campeonato do Mundo de XCM, o Campeonato da Europa de XCM e a aposta na vertente de Gravel. Junta-se um projeto especial a realizar com a Red Bull, marca que tem sido nos últimos anos um apoio de extrema importância para o atleta. Sendo um projeto que envolve apenas o atleta, a equipa conta com o envolvimento de um conjunto de profissionais que darão todo o apoio, tal como todas as empresas e instituições envolvidas na concretização do projeto “VOUZELA | BH” TF Racing Team. Tiago Ferreira não esconde o entusiasmo em relação ao futuro: "Este novo projeto é quase como um recomeço na minha carreira. É algo que sempre ambicionei, tendo a motivação extra de poder trabalhar com parceiros e patrocinadores que sempre quis ter. Não será apenas um projeto focado nos resultados e na performance, mas também na imagem e em novos projetos, como é o caso da Red Bull, onde iremos ter um desafio ainda durante o ano de 2024. O objetivo da criação deste projeto é poder ter a minha própria estrutura onde possa planificar o meu calendário com corridas que gosto e poder experimentar outras vertentes, como é o caso do Gravel, que está super na moda e em expansão nos próximos anos". Um percurso impressionante Tiago Ferreira ostenta um palmarés impressionante que atesta a sua notável carreira desportiva. Ao longo dos anos, conquistou vários títulos e distinções de relevo, sendo o ponto alto em 2016, quando se sagrou Campeão do Mundo de XCM, título máximo no panorama internacional do ciclismo. Nesse ano marcante, o atleta português também representou o país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na modalidade de XCO. Tiago Ferreira foi campeão do Mundo em 2016. Os sucessos de Tiago Ferreira continuaram em 2017 e além, solidificando o seu estatuto no cenário competitivo global. Nesse ano, tornou-se Campeão da Europa de XCM, um título que revalidou em 2019, evidenciando a sua consistência nas competições continentais. Além disso, o atleta português conquistou o título de Vice-Campeão do Mundo de XCM em 2017 e novamente em 2020, reforçando a sua posição como uma referência no ciclismo internacional. O Everesting de 2020 Em 2020, com a competição em pausa em virtude da situação pandémica, Tiago Ferreira estabeleceu para si mesmo outros objetivos de proporções monstruosas: propôs-se a acumular o máximo de desnível positivo ao longo de 24 horas. Num percurso de 1.5km com 214 metros de desnível positivo em São Pedro do Sul, o Tiago somou 83 subidas e 17.753 metros de desnível positivo acumulado, mais do que um Duplo Everesting. Um feito colossal recompensado com algo ao alcance de muito poucos: um recorde mundial, certificado pela "Official World Record Association". Ao longo da sua carreira, Tiago Ferreira demonstrou ser um verdadeiro dominador nas competições nacionais, acumulando oito títulos de Campeão Nacional de XCM e deixando uma marca indelével no ciclismo português. O seu percurso repleto de êxitos é testemunho do talento, dedicação e perseverança que moldaram a trajetória deste notável atleta. Em suma, o atleta português estabeleceu um legado duradouro no desporto, levando o nome de Portugal além fronteiras. 2024 reserva uma nova e desafiante reviravolta na carreira deste atleta excecional, com a criação do seu próprio projeto desportivo, sob o nome "VOUZELA | BH" TF Racing Team, a expectativa é grande por parte de todos os fãs da modalidade e de Tiago Ferreira. ### Iúri Leitão na Volta ao Algarve Após o êxito na pista Iúri Leitão estará na Algarvia com a Caja Rural-Seguros RGA. Confere o calendário do campeão mundial e europeu! O plano é simples, executá-lo com sucesso bem pelo contrário. O ano de 2024 será longo e o melhor sprinter português da atualidade quer ir com calma e colocando objetivos a curto prazo. No entanto, como finalizador que é, há uma meta no horizonte: representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, algo que nenhum homem conseguiu fazer no ciclismo de pista. Até lá Iúri Leitão vai conciliando a atividade no velódromo pela seleção nacional com a época de estrada onde pelo terceiro ano representará a Caja Rural-Seguros RGA. “Os objetivos são claros e passam por estar presente da melhor forma nos Jogos Olímpicos, mas sem nunca esquecer o calendário de estrada que, além de ser importante para mim e para a equipa, ajudam a dar um ponto de forma para a pista. Além de que, caso corram bem, ajudam muito na motivação.” Iúri Leitão ao TopCycling. Créditos: Sprint Cycling Agency Na pista para selar o apuramento olímpico A Caja Rural-Seguros RGA foi apresentada em Pamplona a seguir ao Europeu de Apelddorn, o que permitiu ao ciclista de Viana do Castelo mostrar o maillot conquistado graças ao título no scratch. Iúri Leitão abre a época de estrada na Volta ao Algarve (14-18 de fevereiro) e vai manter em paralelo o foco na pista de modo a selar o apuramento olímpico. “Vou fazer a Taça das Nações na Austrália [2 de fevereiro] e em Hong Kong [15 de março], além de correr em março uma prova C1 em Portugal [GP Internacional Pista Artur Lopes]. Na apresentação toda a gente estava a par do que se tinha passado no Europeu e estavam bastante contentes. Todos me deram os parabéns e ficam motivados por sentirem que a equipa está em forma.” Para já 2024 não podia ter começado melhor, não só pela exibição no Europeu, mas também pela maneira convincente como dominou todas as provas dos Campeonatos Nacionais. Créditos: Sprint Cycling Agency Sem vencer na Vuelta a Espanha desde 2012 A estrutura baseada na comunidade de Navarra venceu em 16 ocasiões em 2023 e realizou a melhor época das últimas oito. Leitão (cinco vitórias além dos títulos de campeão do mundo de omnium) e o venezuelano Orluis Aular (sete vitórias ) líderaram os homens de verde. O ponto alto da época de estrada do corredor de 25 anos foi a vitória na Volta à Croácia num sprint em que bateu Alexander Kristoff e Elia Viviani. Quanto à Caja Rural-Seguros RGA, apesar de nove top 10 continua sem vencer na Vuelta a Espanha desde 2012, quando António Piedra conquistou os Lagos de Covadonga. O pentacampeão do Tour, Miguel Indurain, assistiu à apresentação da Caja Rural.Créditos: Sprint Cycling Agency A um triunfo de ser centenária A 15ª época da formação espanhola no pelotão conta apenas para da história de uma estrutura que existe há 36 anos. O respeito pelo trabalho realizado notou-se na plateia do auditório onde decorreu a apresentação: marcaram presença o campeão olímpico Samuel Sánchez, o navarro Miguel Induráin e o trepador Mikel Nieve, que se retirou a época passada ao serviço da equipa. Para 2024 um aliciante: com 99 vitórias, a Caja Rural-Seguros RGA está a um triunfo de ser centenária! A filosofia é manter a aposta na formação e exportar talentos para o WorldTour – com Jon Barrenetxea na Movistar são 27 os corredores que vestiram de verde que subiram à máxima categoria. ### Roupa e equipamento - Algumas dicas para o inverno Neste vídeo, falo sobre alguns truques e equipamento para os dias de frio ou chuva no inverno. Para o ciclista mais experiente nada do que se refere no vídeo é novidade, mas há sempre quem tenha iniciado a sua aventura no mundo da bicicleta há menos tempo, para quem estas dicas podem ser úteis. Falo dos básicos, depois cada um adapta à sua maneira. O principal conselho é que mais vale ter menos roupa, mas a adequada, do que muita roupa menos adequada que acaba por causar calor durante a prática do exercício físico, mesmo no inverno. Vídeo https://youtu.be/7rr-Oig_ebs?si=js8qCfLEl6Lp_ojH Visita, explora e subscreve o canal youtube Topcycling pt, desde testes, reviews, entrevistas ou viagens de bicicleta, há muita variedade de conteúdo sobre ciclismo e bicicletas. ### Dave Brailsford sai da INEOS Grenadiers | A restruturação Dave Brailsford, fundador da mítica Team Sky e que levou a Grã-Bretanha ao topo do ciclismo de estrada, vai deixar a INEOS Grenadiers, onde ainda era chefe da equipa. Brailsford estava na formação britânica desde 2010, com o objetivo de levar para a estrada os êxitos dos britânicos na pista. Foi com ele na frente deste projeto que se iniciou uma nova era no ciclismo em que a ciência aplicada ao desporto ganhou um enorme destaque.  Pioneiro nos "Ganhos Marginais" Foi Brailsford quem trouxe as mais recentes metodologias de treino, nutrição cuidada, descanso do ciclista, entre outros, e foi com esta nova abordagem ao ciclismo que surgiu o termo "ganhos marginais". A equipa mudou o gel das massagens e o sítio onde estacionava o autocarro para que os ciclistas caminhassem o menos possível depois das provas. Os colchões e as almofadas também eram os mesmo para que os corredores estivessem habituados a eles e dormissem melhor. Todos estes pequenos detalhes somados, davam lugar a uma enorme vantagem para com o resto das equipas. O projeto da Sky era fazer com que a equipa vencesse o Tour em cinco anos. Brailsford conseguiu em três. Com a entrada da INEOS na equipa, o papel de Brailsford começou a mudar e passou a ser mais ligado à parte da gestão. Há alguns meses, soube-se da entrada da INEOS na estrutura acionista do Manchester United e Dave Brailsford começou a ser apontado como um dos nomes para ocupar um lugar importante na estrutura do clube inglês.  Mudança de hierarquias na equipa britânica Créditos: Ineos Grenadiers Os últimos meses foram de muitas mudanças na equipa quer em termos de ciclistas, quer na estrutura técnica. De lembrar que ciclistas como Adam Yates, Richard Carapaz e Tao Geoghegan Hart saíram para outras formações, enquanto que uma das principais peças do projeto, Rod Ellingworth se demitiu.  A estrutura da INEOS Grenadiers tem assim uma nova hierarquia após estas saídas. O CEO passa a ser John Allert que coordena o dia-a-dia da equipa após dois anos a gerir a parte empresarial. Reporta a Dave Brailsford e Jean-Claude Blanc que integram o grupo Ineos Sport.  Scott Drawer, que já tinha estado na antiga Sky, voltou de novo aos quadros da equipa. O agora novo diretor de performance dirigiu a investigação e inovação na equipa da Grã-Bretanha durante cinco ciclos olímpicos. Steve Cummings, antigo Diretor Desportivo durante dois anos, liderando a equipa no Tour, foi promovido a Diretor de Competição. Por sua vez Imanol Erviti é o novo Diretor Desportivo da equipa, depois de vários anos a correr na Movistar. ### Juventude ao poder no pelotão feminino em 2024 Da Austrália a Maiorca, quatro das cinco vencedoras de provas UCI no arranque da época têm 23 anos ou menos. Conferimos ainda a estreia de Daniela Campos pela Eneicat. Ao sprint no Tour Down Under, a subir o icónico Monte de Willunga ou nas ilhas Baleares entre a serra de Tramuntana e o mar Mediterrâneo. A época feminina de 2024 arrancou forte e com uma tendência: as miúdas vieram para bater o pé às veteranas! Começou no hemisfério Sul e alastrou-se ao hemisfério Norte. O “vírus” da juventude fez com que em seis dias de competições UCI só uma ciclista acima de 23 anos levantasse os braços: Cecilie Uttrup Ludwig (FDJ-Suez) venceu a 2ª etapa do Tour Down Under e é aos 28 anos a ciclista mais veterana a ganhar este ano! Nestas contas não entram provas que não estejam incluídas no calendário UCI como por exemplo a vitória de Sofia Bertizollo (UAE ADQ) na clássica de Geelong. A neozelandesa Wollaston ganhou a 1ª etapa do Tour Down Under.Créditos: Brent Peeters Ataque cirúrgico de Sarah Gigante em Willunga Hill A época abriu na Austrália com o Tour Down Under, que se decidiu com um ataque cirúrgico de Sarah Gigante em Willunga Hill. Aos 22 anos a atleta da AG Insurance-Soudal tornou-se a mais jovem campeã da corrida. A equipa belga já tinha entrado a ganhar com Ally Wollaston, neozalendesa de 22 anos, que sprintou mais rápido do que as rivais na abertura da prova, em Campbelltown. Magdaleine Vallieres Mill venceu o Troféu Palma.Créditos: Challenge Ciclista Mallorca Estreia do Challenge de Maiorca Na Europa a época só abriu no dia 20, com a estreia do Challenge de Maiorca, composto por três troféus em outros tantos dias. Para manter a tendência a vencedora do sprint em Colònia Sant Jordi foi Noemi Ruegg (EF Education-Canondale). Se a suíça surpreendeu as sprinters, no dia seguinte a colega Magdaleine Vallieres Mill enganou as trepadoras e deu novo triunfo à EF, desta feita no Troféu Palma. Adivinham quantos anos tem? Ah pois é, são 22! No último dia em Maiorca o Troféu Binissalem-Andratx caiu para Eleonora Gasparrini (UAE ADQ), que aos 21 anos se prepara para ser um dos nomes fortes da época pela velocidade com que termina corridas duras. Daniela Campos, a atleta mais alta ao centro, na estreia pela Eneicat.Créditos: Challenge Ciclista Mallorca Femenina Daniela Campos já equipa à Eneicat Das corridas maiorquinas nota ainda para uma estreia: Daniela Campos já equipa à Eneicat! A ciclista de Boliqueime ficou no top 20 no primeiro troféu e concluiu os dois mais duros em bom plano. Foi a única presença portuguesa no Challenge de Maiorca depois da razia no pelotão espanhol durante o defeso. Veremos se a tendência se mantém no resto da temporada de ciclismo feminino, mas é de esperar uma resposta à altura das veteranas já nos próximos eventos: Cadel Evans Great Ocean Race, Clássica de Almería, Volta à Comunidade Valenciana e UAE Tour. ### Aos meus rapazes só tenho a dizer: missão cumprida Um dia de trabalho convertido em memória familiar graças a um fotógrafo belga e um post no Instagram. Aconteceu em Benidorm na festa do ciclocrosse. O evento da Taça do Mundo de ciclocrosse realizado em Benidorm desperta em mim emoções que pareciam ter desaparecido. Em criança habituei-me a ir à estrada ver a Volta a Portugal, a ir ao estádio, ao pavilhão. Quinze anos de profissão tornaram-me cético pelo distanciamento que devo manter face àqueles que analiso. Os atletas são profissionais e eu narro feitos desportivos incríveis, sem endeusar personalidades já que herói é o que salva pessoas à deriva no Mediterrâneo ou o bombeiro que entram num edifício em chamas. Surpreende-me voltar a sentir coisas que senti em criança. Essa predisposição tem um efeito magnético, isto é, as histórias fluem até mim, talvez porque trabalho com a família ao lado e vivo cada momento com a ilusão de mostrar aos meus filhos algo empolgante. Créditos: TopCycling "Foto, foto, foto" No ano passado o destino juntou-me com o avô do Thomas Pidcock. Não fiz nada para o encontrar, simplesmente apareceu na minha vida e pude contar a história de um senhor terno e devotado aos netos. Este domingo voltei ao Parque Foietes, em Benidorm, e foi ainda mais intenso porque os miúdos estão mais crescidos, já chamam pelos ciclistas, apreciam a velocidade e vibram com os ídolos. Após o evento faço sempre revista de imprensa e confiro o que foi dito nas redes sociais. Foi assim que encontrei uma foto – aqui partilhada no topo da página – onde identifiquei logo os meus rapazes e os amigos, um grupo com idades entre os cinco e os nove anos. A foto é da autoria do belga Billy Ceusters, que me contou que foram os miúdos que lhe disseram "foto, foto, foto" e lá lhes fez a vontade. Não sabia de nada até ver uma publicação no Instagram da Maghalie Rochette, 15ª classificada na prova. Créditos: TopCycling Missão cumprida Foi um choque. "Porque é que a melhor ciclista de crosse do Canadá tem uma foto dos meus filhos?" A Maghalie Rochette agradeceu aos fãs o ambiente vivido nesta ronda da Taça do Mundo e escolheu aquele "boneco". Uau... alegria suprema porque fomos com a missão de gritar por cada ciclista que passasse por nós. Como foi o caso da Emily Shields, que logo na primeira volta viu a corrente saltar e encostou mesmo à nossa frente. Custou à americana voltar a por a corrente, mas nem entrou pânico nem teve um gesto de frustração. Animada pelos "ultras do monte" arrancou e terminou fora do controlo, mas a 60ª classificada da Taça do Mundo fez uma corrida brutal. No Instagram, Emily Shields conta que em Benidorm “os fãs são super simpáticos e apoiaram muito (…) A dada altura até houve pessoas a cantar EMILY numa subida”. Éramos nós Emily… A parte de cantar não sei, mas gritar os miúdos fartaram-se de gritar! Duas corredoras de 30 anos, com inúmeras experiências vividas no circuito, saíram de Benidorm de coração cheio. Permitam-nos ser presunçosos e pensar que foram os nossos gritos que elas ouviram. Fiz algumas fotos que fui partilhando convosco ao longo do artigo, nenhuma com a arte da que tirou o Billy Ceusters e que inspirou este relato. Aos meus rapazes só tenho a dizer: missão cumprida, para o ano voltamos com mais amigos, mais cartazes e ainda mais ganas de puxar por todos! ### Peter Sagan na Cape Epic 2024? O tricampeão do mundo de estrada, Peter Sagan, retirou-se do ciclismo profissional de estrada em 2023. Em 2024 Sagan dá início a um capítulo totalmente novo, voltando às suas raízes no mountain bike, com os olhos nos Jogos Olímpicos de Paris. O lendário ciclista eslovaco iniciou a sua preparação na África do Sul, por lá tem estado a treinar, com o não menos lendário, Nino Schurter, que tal como outros atletas de BTT que participam na Cape Epic aproveitam esta fase do ano para treinar naquele país. A presença de Peter Sagan na África do Sul e os vídeos partilhados nas redes sociais, levantaram desde logo a rumores de que o eslovaco poderá estar a preparar uma eventual participação na Cape Epic, a corrida de BTT por etapas mais mediática do mundo. O vídeo de Peter Sagan e Nino Schurter na África do sul. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Nino Schurter (@nschurter) Apesar de retirado do ciclismo profissional de estrada, Peter Sagan continua a ter parceria com a Specialized, marca que Sagan representa desde 2015. O ciclista irá competir integrado na equipa de fábrica de BTT, Specialized Factory Racing, que lhe dará suporte nas corridas internacionais, A Cape Epic realiza-se entre os dias 17 al 24 de Março, e é uma competição em duplas (equipas de dois ciclistas, que têm que começar e terminar as etapas e corrida juntos), razão pela qual Sagan teria que correr com um parceiro de equipa, apesar de ainda não haver confirmação do seu calendário. Vindo do World Tour, corridas por etapas não são um problema para Peter Sagan, no entanto o tipo de esforço e as características da corrida são muito diferentes, pelo que uma participação na Cape Epic representaria um enorme desafio para o ciclista, algo que seria também bastante mediático. Depois de iniciar a temporada totalmente dedicado ao BTT, a sua participação nas primeiras competições é aguardada com alguma expectativa. Peter Sagan deverá alinhar maioritariamente em corridas de XCO, a vertente olímpica do BTT. ### Iúri Leitão e Maria Martins dominam Nacionais Cinco títulos para Leitão e quatro para Martins no Velódromo Nacional, em Sangalhos. Rodagem dos Europeus fez a diferença nos Nacionais. Está concluída mais uma edição do Campeonato Nacional de Portugal de ciclismo de pista, que decorreu entre os dias 20 e 21 de janeiro, no Velódromo Nacional, em Sangalhos. Os pistards deslocaram-se ao munícipio de Anadia uma semana após a realização do Europeu de Apeldoorn (Países Baixos), no qual Iúri Leitão venceu o scratch e a seleção nacional teve uma ótima prestação nas disciplinas olímpicas que aproximam os atletas dos Jogos de Paris 2024. Iúri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) foi o menino de ouro entre os elites masculinos. O vianense saiu do velódromo com cinco títulos nacionais: 1º no omnium à frente de Ivo Oliveira (UAE Emirates) e João Matias (Tavfer/Ovos Matinados) 1º na eliminação à frente de Ivo Oliveira (UAE Emirates) e Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) 1º no scratch à frente de Diogo Narciso e João Matias (Tavfer/Ovos Matinados/Mortágua) 1º na corrida por pontos à frente de Ivo Oliveira e Daniel Dias (Rádio Popular/Paredes/Boavista) 1º no madison (com Diogo Narciso) à frente das duplas Miguel Salgueiro/Rodrigo Caixas (Tavira/LA) e João Matias/Ivo Oliveira (Tavfer/UAE) Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Domínio claro de Maria Martins Já entre as elites femininas também houve um domínio claro de Maria Martins. A ribateja, ainda sem equipa para a época de estrada, fechou os Nacionais com quatro títulos nacionais e teve um frente a frente empolgante com Beatriz Roxo. A corredora que alinha na estrada pela Cantábria Deporte/Rio Miera foi 2ª em todas as provas ganhas por Maria Martins, enquanto a fechar o pódio esteve sempre Patrícia Duarte (Tavira/Extremo Sul/SC Farense). Tata terminou os Nacionais com vitórias nos seguintes eventos: 1ª no omnium 1ª no scratch 1ª na corrida por pontos 1ª na eliminação, sempre à frente de Beatriz Roxo (Cantabria Deporte/Rio Miera) e ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Benidorm Sob o sol radiante de Benidorm, a 13.ª etapa da Taça do Mundo de Ciclocrosse proporcionou um espetáculo eletrizante tanto na corrida feminina como na masculina. Corrida feminina A competição começou com Fem Van Empel a liderar, seguida de perto por Puck Pieterse e Zoe Backstedt; ao trio juntou-se Ceylin del Carmen Alvarado na frente da corrida. Com uma impressionante aceleração na terceira volta, Pieterse deixou Alvarado sob pressão, resultando numa disputa emocionante entre as líderes. Na última volta, Alvarado ainda reentrou na frente da corrida e na subida mais dura do circuito jogou ao ataque, mas foi contra-atacada por Pieterse que tentou ao mesmo tempo ganhar vantagem a Van Empel. A campeã do mundo soube sofrer e na zona técnica de acesso à meta ultrapassou a rival posicionando-se melhor para um sprint que veio a ganhar. Repetiu-se o desfecho da primeira edição da prova feminina em Benidorm, com Van Empel a vencer no limite. Quanto a Alvarado, o pódio na corrida permitiu-lhe selar já a vitória na geral da Taça do Mundo. Créditos: SprintCyclingAgency Créditos: SprintCyclingAgency Créditos: SprintCyclingAgency TOP 10 POSNOMETEMPO01VAN EMPEL Fem 52:5302PIETERSE Puck + 0103ALVARADO Ceylin del Carmen + 1604BRAND Lucinda + 2705VAS Blanka + 3306CASASOLA Sara + 4407VERDONSCHOT Laura + 01:2808SCHREIBER Marie + 01:4609WORST Annemarie + 01:5510BACKSTEDT Zoe + 02:23 Corrida masculina - Finalmente Wout van Aert Também a corrida masculina da Taça do Mundo de Ciclocrosse teve emoção do início ao fim. O cenário estava preparado para mais um duelo épico entre os maiores nomes do ciclocrosse. Não obstante o domínio avassalador de Mathieu van der Poel esta temporada, em Benidorm o neerandês voador sofreu problemas mecânicos na primeira volta, caiu para fora dos 30 primeiros e andou a quase a meio minuto dos líderes. Créditos: SprintCyclingAgency Créditos: SprintCyclingAgency Créditos: SprintCyclingAgency A recuperação de Van der Poel Liderado por Laurens Sweeck e Joris Nieuwenhuis, o pelotão viu Wout Van Aert assumir a frente da corrida, tentando colocar um ritmo alto para dificultar a recuperação de Van der Poel. Apesar do contratempo inicial, o campeão mundial recuperou posições de forma impressionante, reentrando na discussão da corrida a meio da prova. No vídeo abaixo podem conferir a recuperação de Van der Poel. https://twitter.com/cyclocross24/status/1749096717033644291 Decisão nas mãos de Van Aert e Michael Vanthourenhout A batalha entre Van Aert e Van der Poel foi intensa. Apesar das adversidades o corredor da Alpecin esteve soberbo, como tem estado ao longo da temporada, mas mostrou que não é infalível quando após passar na caixa de areia embateu num poste e caiu. O momento tirou Van der Poel da luta pela vitória e entregou a decisão nas mãos de Van Aert e Michael Vanthourenhout, o único capaz de se manter à roda do belga da Visma. https://twitter.com/visconti_es/status/1749148767469588840 Na última volta Van Aert não quis arriscar numa decisão no sprint e atacou Vanthourenhout, ficando com uma margem confortável na liderança. Tão confortável que uma distração a saltar as barreiras o atirou ao chão... sem hipotecar a vitória, mesmo que tenha feito a parte final sem selim como podem conferir no vídeo abaixo. Foi o primeiro triunfo de Van Aert num crosse contra Van der Poel esta temporada. Eli Iserbyt foi 4º e ampliou a vantagem na Taça do Mundo sobre Joris Nieuwenhuis (13º). https://twitter.com/teledeporte/status/1749088071373516803 TOP 10 POSNOMETEMPO01VAN AERT Wout 01:01:0602VANTHOURENHOUT Michael + 0303NYS Thibau + 0704ISERBYT Eli + 0705VAN DER POEL Mathieu + 1206VANDEBOSCH Toon + 1307VAN DER HAAR Lars + 1508ORTS LLORET Felipe + 2109PIDCOCK Tom + 2710VENTURINI Clément + 31 A próxima será a última ronda da Taça do Mundo, realiza-se em Hoogerheide no dia 28 de janeiro. Será a decisiva, onde os ciclistas de elite lutarão pela glória final. ### Oscar Onley vence em Willunga Hill, no Tour Down Under O ciclista da equipa dsm-firmenich PostNL, Oscar Onley, destacou-se ao conquistar os 129,3 km da Etapa 5 do Santos Tour Down Under. A corrida, que culminou com a dura subida a Willunga Hill, proporcionou os primeiros momentos emocionantes do ano em etapa de montanha. O jovem talento de 21 anos deixou para trás Stephen Williams, da Premier Tech de Israel, e Jhonatan Narváez, da Ineos Grenadiers, após uma subida rápida, onde Julian Alaphilippe (Soudal Quick-Step) abriu as hostilidades. “Vim aqui com expectativas bastante altas. Senti que teria uma boa oportunidade se tivesse a estratégia certa. Era mais uma questão de ter certeza de que corria com inteligência”, afirmou Onley, destacando o papel crucial da equipa. https://twitter.com/tourdownunder/status/1748555438763974687 A etapa teve um impacto direto na classificação geral, uma vez que o líder anterior, Isaac Del Toro (UAE Team Emirates) terminou a etapa em oitavo lugar e desceu para o quarto posto da geral. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1748557674458067092 O novo líder é Stephen Williams (Israel - Premier Tech), que com o seu segundo lugar na etapa conquistou a camisola de Líder da competição. https://twitter.com/IsraelPremTech/status/1748555439338614896 Williams expressou a sua alegria por conquistar a liderança geral com o segundo lugar, salientando a importância do trabalho em equipa. “Estou muito satisfeito por estar com esta camisola e posso assim retribuir aos rapazes, que fizeram um trabalho tão bom hoje.” A etapa 5 continuou a demonstrar o potencial de jovens talentos e o papel estratégico das equipas na busca pela vitória no Santos Tour Down Under. Os portugueses No que respeita aos portugueses, Rúben Guerreiro terminou o dia a 32 segundos do vencedor, manteve o 18.º posto da geral, a 42 segundos do líder. António Morgado, com um papel diferente na equipa nesta fase da corrida, terminou o dia a 2:11 do líder. Vídeo com os últimos metros da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Af6Zc0Nkxfs ### Figueira Champions / Casino Figueira: segunda edição promete emoções fortes A segunda edição da "Figueira Champions / Casino Figueira" foi oficialmente lançada durante uma conferência de imprensa no Casino Figueira. A "Sala Figueira" do Casino Figueira foi o local onde marcaram presença os representantes da comunicação social, patrocinadores, parceiros, equipas, staff e entusiastas desta prova única em Portugal. Créditos: Figueira Champions / Casino Figueira Após a sua estreia em 2023, a corrida subiu para o prestigiado escalão UCI ProSeries, consolidando-se como um evento de destaque no mundo do ciclismo. A competição está marcada para o dia 10 de fevereiro, prometendo reunir um pelotão de mais de 160 corredores, distribuídos por 23 equipas, um aumento de cinco em relação ao ano anterior, incluindo 10 World Tour, 4 ProTeams e nove equipas portuguesas. Carlos Pereira, o cérebro desta clássica portuguesa UCI ProSeries Carlos Pereira, diretor geral da prova, destacou a qualidade do evento, anunciando a participação do 3.º melhor corredor do ranking UCI, Remco Evenepoel, além dos melhores ciclistas portugueses da atualidade. Pereira sublinhou que a corrida é considerada uma das melhores do mundo, não apenas pela beleza do percurso, mas também pela organização exemplar. Créditos: Figueira Champions / Casino Figueira Percurso acima dos 200 quilómetros Entre as novidades deste ano, destaca-se o aumento do número de voltas ao circuito, passando de três para quatro, totalizando 221 km. Pontos de interesse estratégicos, como o Prémio de Montanha Ostraveiro e um Sprint Especial, prometem intensificar a competição. Créditos: Figueira Champions / Casino Figueira Organização impressionante A envolverá cerca de 800 pessoas, incluindo 600 voluntários e 200 elementos na organização. Carlos Pereira agradeceu o envolvimento do Município e das suas 14 freguesias, destacando como há pouco tempo era impensável ter uma prova deste calibre em Portugal. Casino Figueira até 2025 Fernando Maia, diretor de Marketing do Casino Figueira, expressou a honra do Casino em participar e patrocinar um evento de tal envergadura. Destacou que o desafio será prestar um serviço de excelência e aproveitar o sucesso do evento para atrair turistas de vários continentes. Este ano a competição contará com 40 patrocinadores, o Casino Figueira, patrocinador principal que deu nome à clássica, comprometeu-se até 2025. A importância das autoridades locais José Duarte Pereira, presidente da Assembleia Municipal, agradeceu a todos os envolvidos a audácia de realizar esta prova e destacou o papel das Juntas de Freguesia e coletividades locais, bem como o comportamento exemplar da população. Manuel Domingues, vereador do Desporto, agradeceu aos mentores da prova e destacou que o que foi visto no ano anterior foi de excelência, salientando a importância de contar com parceiros como o Casino Figueira para realizar eventos distintivos. TopCycling.pt é um dos parceiros de comunicação A prova será transmitida pelos canais Eurosport e Sport TV, ampliando a visibilidade da "Figueira Champions / Casino Figueira", o Topcycling.pt será também um dos parceiros de comunicação. Além de marcarmos presença no dia da corrida dos profissionais, onde faremos vários tipo de conteúdo, estaremos também presentes no dia do Granfondo Figueira Champions Day, com o objectivo de levar o ambiente e a atmosfera fantástica do ciclismo até vocês. Lista de equipas participantes 10 WorldTour (mais 4 do que em 2023): Lidl-Trek (Estados Unidos da América) Alpecin-Deceuninck (Bélgica) Team dsm-firmenich PostNL (Países Baixos) Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA Arkéa-B&B Hotels (França) – ESTREIA Intermarché-Wanty (Bélgica) Movistar Team (Espanha) – ESTREIA EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) Soudal Quick-Step (Bélgica) UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos) – ESTREIA 4 ProTeams (mais uma do que em 2023): Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA Euskaltel-Euskadi (Espanha) Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) 9 Continentais Portuguesas: ABTF Betão-Feirense AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense Aviludo-Louletano-Loulé Concelho Credibom-LA Aluminios-Marcos Car Efapel Cycling Kelly-Simoldes-UDO Rádio Popular-Paredes-Boavista Sabgal-Anicolor Cycling Team Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Portugal e Figueira da Foz no mapa mundo do ciclismo Além de ser um espetáculo desportivo de alto nível, este evento promete impulsionar o ciclismo em Portugal, colocando a Figueira da Foz no mapa internacional. As equipas participantes, com a presença de notáveis do ciclismo mundial, garantem uma competição emocionante, solidificando o estatuto desta clássica no calendário ciclístico. ### E se Hinault tiver uma sucessora? Conheçam Juliette Labous França não ganha o Tour de France desde 1985 e os Jogos Olímpicos desde 1996. Juliette Labous, líder da dsm e da seleção quer mudar isso. Juliette Labous é a atleta que há mais tempo está ligada à estrutura feminina da dsm-firmenich-PostNL e em 2023 carregou a equipa junto com a sprinter Charlotte Kool. Foi uma época de transição: a dsm vinha de perder a melhor sprinter do mundo, Lorena Wiebes, e a promissora Lianne Lippert. Apostando nas qualidades da francesa para as provas por etapas e na velocidade da neerlandesa terminaram o ano com 19 vitórias, pódio no Giro e na 7ª posição do ranking. A época não lhe permitiu levantar os braços, mas elevou-a ao reduzido grupo das melhores do mundo. “Em 2022 venci em Burgos, mas não estava lá toda a gente. Também no Giro, mas tinha sofrido com o calor no primeiro dia e meti-me em fuga nessa etapa. Fiquei contente com as vitórias, mas o 2º lugar no Giro de 2023 e ter feito top 5 no Tour e na Vuelta mostra que estou mais forte. Estou mais estável, confiante e evoluí fisicamente.” Juliette Labous Labous, à direita, comandando a dsm no estágio em Calpe.Créditos: Eltoromediadotcom Tour de France termina no Alpe d’Huez Juliette Labous nasceu junto às montanhas Jura, no departamento de Doubs, que partilha fronteira com a Suíça. Fala rápido, quase a sprintar, embora seja a subir que melhor se expressa como ciclista. Para uma francesa não há prova mais importante do que o Tour de France Femmes. A corredora da dsm já foi 4ª e 5ª; será ela a acabar com o trauma nacional que dura desde que Bernard Hinault venceu o Tour de 1985? “Espero que tenhamos um vencedor no pelotão masculino e uma vencedora no pelotão feminino. Não importa. Temos boas possibilidades, eu não sou a única francesa que pode andar bem no Tour. Seria bom. Assinava já um pódio no Tour.” Este ano o Tour de France termina no Alpe d’Huez – via col du Glandon. Na véspera há final em Le Grand Bornand – dois dias e dois finais em alto nos Alpes. Labous admite que a única deceção de 2023 foi não ter chegado ao pódio no Tour. Ficou a 49 segundos de Kasia Niewiadoma, uma diferença feita logo na 1ª etapa onde a francesa voltou a sofrer com o calor. “A Demi Vollering estava mais forte em todos os aspetos. No Giro fui mais forte do que a [Gaia] Realini e no Tour senti-me muito igual à Kasia, mas no Tourmalet ela foi mais inteligente porque eu não segui os movimentos no col d’Aspin e não pude fazer a minha subida. Por agora a mais forte é a Demi, espero estar mais próxima do nível dela e lutar por mais vitórias este ano.” Créditos: Eltoromediadotcom Juliette Labous é ambiciosa Se houve uma surpresa no Tour foi Lotte Kopecky. A belga da SD Works, classicómana por natureza, deixou toda a gente de boca aberta quando resistiu no Tourmalet e fechou 2ª atrás da colega Vollering. Para Labous foi um desfecho inesperado. “Pensávamos que a Kopecky ia perder a amarela na última etapa na alta montanha. Foi uma etapa curta, de três horas, a subida não foi feita full gas, foi um ritmo constante que favorece corredoras como ela, mas andar tão bem ninguém esperava. O Tour deste ano está um nível acima em termos de etapas montanhosas, as duas últimas são muito duras para ela, no papel, mas depois do que fez já não sei. Temos que a ter em consideração.” Todos os atletas se têm preparado para um ano longo devido aos Jogos Olímpicos. O Tour feminino só partirá de Roterdão (Países Baixos) no dia seguinte à conclusão dos Jogos, a 12 de agosto. Grandes objetivos requerem uma planificação perfeita e Juliette Labous é ambiciosa. O pico de forma está apontado para a sequência Tour/Jogos, mas a francesa quer discutir o Giro e não abdica de correr a Vuelta. Créditos: Eltoromediadotcom Fazer história como Connie Carpenter-Phinney A única francesa medalhada em Jogos Olímpicos no ciclismo de estrada é Jeannie Longo. Em Atlanta 1996 ganhou a prova de fundo e foi 2ª no contrarrelógio; em Sydney 2000 foi 3ª no contrarrelógio. Na curta história olímpica das mulheres ciclistas só Connie Carpenter-Phinney se sagrou campeã em casa, em Los Angeles 1984, na estreia do ciclismo de estrada feminino em Jogos Olímpicos. Juliette Labous quer fazer história como Connie Carpenter-Phinney. “Ter os Jogos Olímpicos em França é grande. Há pressão, mas é uma boa sensação. Fiz o percurso do contrarrelógio, o da prova de estrada só a parte nos arredores de Paris, estradas que conheço de estagiar com a seleção em Saint Quentin-en-Yvelines. Não é um terreno fácil, a estrada é ondulada e com equipas com um máximo de quatro elementos pode ser difícil controlar. O circuito final é explosivo, tem pavê e é técnico. Pode ser um final aberto. Por vezes não me têm em consideração para estes dias, mas fiz top 10 na Flandres e nos Europeus, penso que posso ler bem a corrida e quando estou em forma tenho um bom punch.” A temporada de 2024 é mais um teste à maturidade do ciclismo feminino. A chegada do Tour de France, há dois anos, ajudou as mulheres a lidarem com uma imprensa exigente e que deu visibilidade a corredoras outrora desconhecidas do público. Chegou o momento de ver que atletas aprenderam a lidar com a pressão, as expetativas e um calendário intenso, já que muito do êxito da época depende da força mental para encarar tão importantes desafios. ### Hattrick de Sam Welsford Há um novo matador entre os sprinters do WorldTour! Com três vitórias em quatro dias, Sam Welsford é o melhor sprinter do Tour Down Under. Em dia de aniversário – fez 28 anos – o australiano mostrou que sabe ganhar mesmo quando o leadout não corre bem. Welsford perdeu a roda de Danny van Poppel e mesmo assim ganhou com uma bicicleta sobre Biniam Girmay na chegada a Port Elliot, após uma jornada de 136 km. "Estou sem palavras. Foi uma aproximação rápida e não sei exatamente como é que tudo aconteceu, mas senti-me bem à saída da curva. Não estava na roda do Danny e usei os corredores posicionados entre nós como leadout. Esta vitória é simplesmente incrível, é o início perfeito do ano." Sam Welsford Créditos: BORA - hansgrohe / Sprintcycling Créditos: BORA - hansgrohe / Sprintcycling Dupla subida a Willunga Hill Na próxima madrugada a corrida entra numa nova fase com a chegada da primeira de duas etapas decisivas para a classificação geral. Rúben Guerreiro e António Morgado estão a 11 segundos do líder, Isaac Del Toro. O "Cowboy" tem andado sempre bem posicionado no top 40 das etapas, já o "Bigode Voador" conta com um handicap importante já que poderá ter que ajudar Del Toro a defender a liderança na geral. Há dupla subida a Willunga Hill – 3km e rampas máximas de 15,6% – que foi passado pela última vez em 2020 com Matthew Holmes a bater o rei de Willunga, Richie Porte, que aí venceu em seis edições consecutivas. Domingo também escalam o Monte Lofty em dose dupla; aí ganhou Simon Yates no ano passado. Jay Vine, ausente nesta edição, é o campeão em título. https://www.youtube.com/watch?v=G87GrGZnmEk ### Van Aert e Evenepoel podem rumar à Bora-Hansgrohe em 2025 Depois da entrada da Red Bull no pelotão internacional, chegam agora algumas notícias que colocam os belgas Wout Van Aert e Remco Evenepoel na Bora-Hansgrohe já em 2025. Espera-se que a chegada da Red Bull como acionista maioritária da equipa Bora-Hansgrohe tenha um grande impacto no mercado de transferências para 2025. Os milhões trazidos poderão permitir um aumento dos salários dos ciclistas e até contratações de corredores com contrato para lá da próxima época. Dois dos ciclistas falados para se transferirem são Evenepoel (Soudal Quick-Step) e Van Aert (Visma-Lease a Bike). As duas estrelas belgas estão em situações semelhantes em termos contratuais já que ambos têm contrato com as suas equipas até 2026. Bora-Hansgrohe com orçamento melhorado? A Bora-Hansgrohe, segundo o Het Nieuwsblad, tem um orçamento de 25 milhões anuais, mas com a chegada da Red Bull é de prever que este orçamento aumente para que a equipa se aproxime de projetos como a UAE Team Emirates, Ineos Grenadiers e a Visma-Lease a Bike, que têm orçamentos estimados de mais de 50 milhões. Estes dois nomes fazem sentido não só pelo poderio financeiro e do futuro do projeto, mas também porque Van Aert e Evenepoel já têm ligações contratuais com a Red Bull e Specialized respetivamente. Wout Van Aert tem um já longo acordo pessoal e um patrocínio de capacete com a Red Bull (desde 2018), enquanto que Evenepoel, depois da saída de Peter Sagan do pelotão World Tour, terá um acordo com a Specialized, marca das bicicletas da Bora-Hansgrohe. Possibilidade de "super-equipa" Apesar de ser só uma possibilidade, esta vinda da Red Bull poderia assim juntar Roglič, Van Aert e Evenepoel na equipa alemã. Para além disso, um orçamento maior permitiria manter corredores na equipa em final de contrato, como Vlasov, Hindley, Higuita, Buchmann ou Kämna, tornando o plantel da Bora muito completo para atacar os grandes objetivos da temporada. ### Sam Welsford surfa a onda no Tour Down Under Sprinter da Bora-hansgrohe já leva duas vitórias no Tour Down Under. Rúben Guerreiro e António Morgado a 11 segundos do 1º lugar. Mais um dia para os sprinters desfrutarem do Tour Down Under, desta vez sem surpresas ao contrário do que sucedeu no dia anterior quando Isaac Del Toro enganou as equipas dos velocistas. Jornada de 145,3 km entre Tea Tree Gully e Campbelltown, com fuga durante quase toda a jornada e um pelotão que a neutralizou a 10 km da meta. Havia um encontro marcado com o sprint e foi Sam Welsford que fez o bis após já ter sido o mais rápido na etapa de abertura. Elia Viviani (Ineos Grenadiers) e Daniel Mclay (Arkea-B&B Hotels) completaram o pódio. Créditos: BORA - hansgrohe / Sprintcycling Sábado sobem duas vezes Willunga Hill Na próxima madrugada há mais uma oportunidade para sprintar em Port Elliot, antes dos homens da geral entrarem em ação no fim de semana. Sábado sobem duas vezes Willunga Hill – 3km e rampas máximas de 15,6% – que foi passado pela última vez em 2020 com Matthew Holmes a bater o rei de Willunga, Richie Porte, que aí venceu em seis edições consecutivas. Domingo também escalam o Monte Lofty em dose dupla; aí ganhou Simon Yates no ano passado. Jay Vine, ausente nesta edição, é o campeão em título. https://www.youtube.com/watch?v=Ed9Ji9bWHVA ### “El Torito” assusta no Tour Down Under Tem 20 anos e venceu a Volta a França do Futuro, mas Isaac Del Toro só precisou de dois dias para ganhar aos "pros". O que sabemos sobre ciclismo no México? O pelotão é fértil em talentos e em apelidos. Se a Bélgica tem o “Touro” De Lie, no inesperado México nasceu Isaac Del Toro, nova sensação da UAE Emirates. "El Torito" revirou os olhos a muitos diretores desportivos em sub-23, mas na estreia em elites mostrou instinto matador epara ganhar a 2ª etapa do Tour Down Under, disputada entre Norwood e Lobethal, nos arredores de Adelaide. Foi um dia com relativa dureza – 141 km e 3000 m de acumulado – que teve o clímax em Fox Creek, colina com 1600 m e 8,8 % de pendente média situada a 8 km da meta. Aí houve vários ataques que o pelotão foi anulando até à movimentação oportunista de Isaac Del Toro, que substitui Sam Welsford como líder da geral individual. Rúben Guerreiro foi 7º e António Morgado 18º o que permitiu a ambos subirem para o top 20 da classificação. “É demasiado para mim. Sonhei em ganhar uma etapa e já estou aqui há um tempo (em Adelaide) e tento sempre fazer o melhor, mas a sensação é incrível. Para ser honesto o último quilómetro pareciam cinco, tentei finalizar e desfrutar. A corrida já foi um sucesso, o que vier a seguir é bónus.” Isaac del Toro https://www.youtube.com/watch?v=SHbHtoetngs&t=3s “El Duende de Monterrey” tem sucessor Ainda é cedo, mas não aparecia um talento mexicano tão prometedor desde Raúl Alcalá, aliás, o triunfo de Isaac Del Toro na Austrália é o primeiro de um mexicano na elite do ciclismo em 22 anos. O último foi de Julio Alberto Pérez, que ganhou duas etapas e a classificação da montanha no Giro de 2002. Nenhum ciclista mexeu com o México como Raúl Alcalá, ícone desportivo nacional capaz de converter a Volta ao México num evento com 15 etapas com referências da época como Gianni Bugno, Laurent Fignon e Lance Armstrong. No Tour venceu duas vezes ao serviço da 7 Eleven, além de ter feito três top 10 na geral e ganho a Juventude. “El Duende de Monterrey” tem sucessor. Além da Volta ao México, a Volta ao estado de Chihuahua, situado na fronteira com os Estados Unidos, também teve certa relevância. Com um percurso marcado pela altitude média de 2000 m e etapas na serra de Taraomara, a corrida de uma semana viu Rui Costa ser 3º na última edição, em 2009. Também as equipas portuguesas puderam correr o evento, por exemplo, Madeinox-Boavista, em 2009, Fercase - Rota dos Móveis e SL Benfica, em 2008. ### A Specialized apresenta a sua "Armada" para 2024 com sessão fotográfica conjunta Inspirados no glamour de Hollywood e na lendária fotógrafa Annie Leibovitz, a equipa criativa da Specialized “reuniu” as suas maiores estrelas para uma única fotografia, criando assim uma poderosa ação de comunicação. Da esquerda para a direita: Jai Hindley, Lotte Kopecky, Primož Roglič, Demi Vollering, Remco Evenepoel, Julian Alaphilippe, Lorena Wiebes, Kasper Asgreen. A sessão fotográfica decorreu num sítio icónico da marca, o "Win Tunnel" da Specialized no Centro de Inovação em Morgan Hill, Califórnia, local onde os atletas de topo fazem testes de desenvolvimento e performance de produto. Primoz Roglic - Créditos: Specialized A magia técnica da edição É claro que, com ciclistas abrangendo três equipas, diferentes locais de base e agendas preenchidas, reuni-los deverá ter exigido uma verdadeira magia técnica. O que vês nesta imagem são quatro sessões de fotos separadas, em dois continentes diferentes, durante dois meses. Na verdade apenas quatro destes ciclistas foram fotografados no Win Tunnel. Conseguir uma imagem coesa e autêntica, nestas circunstâncias, foi um desafio criativo e técnico único para a equipa da Specialized. “Esta sessão foi muito divertida porque nos permitiu retirar os ciclistas das suas rotinas normais e vesti-los como se os estivéssemos a enviar para o Met Ball. Para tirar a foto, tivemos de ficar de olho em cada detalhe, garantindo que as roupas, o estilo e a aparência estavam impecáveis.” Ciclistas vão aos E.U.A. para testes aerodinâmicos Cada ciclista foi fotografado individualmente, com iluminação, ângulos de câmara e posicionamento cuidadosamente orquestrados. Primeiro, Jai Hindley e Primož Roglič foram fotografados no Win Tunnel enquanto estavam em Morgan Hill para testes aerodinâmicos no início de novembro. Duas semanas depois, Remco Evenepoel e Kasper Asgreen foram fotografados em Morgan Hill, durante as sessões de testes. Remco Evenepoel e Kasper Asgreen - Créditos: Specialized Para conseguir as senhoras da SD Worx, em dezembro o Specialized Creative Director, Pete Panciera, e o Fotógrafo de Estúdio, Yossiel Rodriguez, voaram até ao sul da Espanha para capturá-las no seu training camp em Xabia, depois foram para Calpe para a filmagem final para fotografar Julian Alaphilippe. Demi Vollering - Créditos: Specialized Meses depois, a campanha está terminada e serve tanto para "mimar" as estrelas que fazem parte das equipas patrocinadas pela Specialized, como para a marca mostrar o poderio dessas equipas, como se de uma só equipa se tratasse. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pauline Ferrand-Prevot regressa após desconexão A campeã do mundo Pauline Ferrand-Prevot não teve um final de época de sonho em 2023 e pouco depois desapareceu das redes sociais, tendo mesmo a sua conta de Instagram, desaparecido por completo. Há duas semanas, regressou para explicar as razões da sua ausência e agora vemo-la pela primeira vez com o novo equipamento dos INEOS Grenadiers para 2024. A atual campeã do mundo de XCO costumava participar em algumas corridas de ciclocrosse, mas decidiu ter um início de temporada mais calmo, depois de um período de paragem para recuperar da COVID. COVID obrigou a terminar época mais cedo Depois de vencer o Campeonato do Mundo de XCO de 2023 no passado mês de agosto em Glasgow, Ferrand-Prevot começou a sofrer de problemas físicos que limitaram a sua forma para o final da época transata. Estes problemas físicos vieram a confirmar-se ser COVID e obrigaram-na a terminar a época mais cedo. A partir daí, a sua atividade nas redes baixou e a sua conta no Instagram desapareceu. Algo estranho para uma ciclista como ela, que costumava partilhar as suas sessões de treino e o seu dia a dia. No último dia do ano, reativou as suas publicações no Instagram e explicou que tinha demorado dois meses a recuperar física e mentalmente das sequelas da COVID. Pauline Ferrand-Prevot mostrou agora o novo equipamento GOBIK que a INEOS Grenadiers vai usar esta época. Jogos Olímpicos antes do ciclismo de estrada Apesar de não estar confirmado ainda o seu calendário, espera-se que o grande objetivo para a ciclista de 31 anos serão os Jogos Olímpicos de Paris. Este poderá ser o último ano da ciclista totalmente dedicado ao XCO, pois a ciclista já afirmou que gostava de voltar ao ciclismo de estrada. De relembrar que circulam alguns rumores de que a INEOS Grenadiers terá planos para formar uma equipa de ciclismo feminino. ### Sam Welsford entra a todo o gás no Tour Down Under Sprinter australiano estreou-se pela Bora-hansgrohe batendo Phil Bauhaus (Bahrain) e Biniam Girmay (Intermarché-Wanty). Rúben Guerreiro e António Morgado no top 40. Confiram o vídeo do sprint! Está aberta a época de 2024 no WorldTour e tudo começou com um sprint nas colinas que rodeiam a cidade de Adelaide. O Tour Down Under colocou 144 km pela frente dos corredores no primeiro dia de competição e Sam Welsford não perdeu tempo a mostrar que a Bora-hansgrohe tem um dos sprinters mais rápidos do pelotão. Bem lançado por Danny van Poppel, o australiano despachou a muita concorrência de peso e não só venceu a etapa como envergou a camisola de líder do Tour Down Under. "Foi de loucos! Não tenho palavras. Foi complicada a descida e houve algumas quedas, mas os rapazes mantiveram a calma e fizeram um trabalho incrível. É um sonho tornado realidade - é a primeira prova da época e a minha primeira vitória com a equipa. Temos provavelmente a equipa mais forte no papel com o nosso lead out e tivemos a recompensa."  Sam Welsford Créditos: BORA - hansgrohe / Sprintcycling Rúben Guerreiro e António Morgado chegaram no grupo da frente O primeiro sprint de 2024 deixou algumas notas: a Bora tem um tandem espetacular em Van Poppel e Welsford, o lançamento do sprint foi perfeito; Caleb Ewan escolheu a roda de Welsford e leu bem a chegada até ficar sem gás; Phil Bauhaus optou por seguir Ewan e deu-se mal; Biniam Girmay entrou mal colocado na fase decisiva e fez uma remontada tremenda para fechar no pódio da etapa. O dia decorreu sem incidências para os portugueses no pelotão. Rúben Guerreiro e António Morgado chegaram no grupo da frente com o mesmo tempo de Welsfor, respetivamente no 30º e 40º lugar. Podem conferir o resumo da etapa no vídeo abaixo. https://www.youtube.com/watch?v=W2Dj7jLS_Bg&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.ciclo21.com%2F&source_ve_path=MjM4NTE&feature=emb_title ### Fabio Jakobsen é o novo patrão da dsm Sprinter neerlandês quer etapas no Giro, no Tour e relançar uma estrutura que ganhou muito com Marcel Kittel e John Degenkolb. O TopCycling em Espanha com Fabio Jakobsen. Fabio Jakobsen não se sente famoso, nem mesmo depois de ter sido um dos protagonistas da primeira série que a Netflix dedicou ao Tour de France e na qual contou a história de superação do neerlandês. As marcas do acidente na Polónia ainda são visíveis, mas o sorriso é permanente. É um entrevistado fácil, desenvolve as respostas, pensa à velocidade a que sprinta. Acaba de trocar a Soudal Quick-Step pela dsm-firmenich PostNL. Um neerlandês para liderar uma equipa dos Países Baixos. “Não pude ficar na Wolfpack porque o Remco Evenepoel vai fazer o Tour e não há lugar para um sprinter. Sempre quis uma equipa onde possa sprintar por vitórias no Tour, talvez no Giro. Falei com algumas, mas esta era a melhor opção em termos de rendimento, equipamento, por ter um comboio para o sprint e um grupo dedicado de sprinters.” Fabio Jakobsen ao TopCycling no Media Day da dsm. Para afinar a engrenagem Fabio Jakobsen arranca com Omã, UAE Tour, Paris-Nice, Bredene Koksijde e De Panne. Depois vai à Turquia preparar o Giro, enquanto o aquecimento para o Tour é feito na Volta à Bélgica. De parte fica a Volta ao Algarve, onde o sprinter da dsm ganhou quatro etapas desde 2019, três delas em Lagos. “Adoraria ir ao Algarve, mas nas corridas do Médio Oriente há muitas oportunidades para sprintar. O Algarve é uma boa preparação para o fim-de-semana de abertura, mas para por o comboio do sprint em funcionamento é melhor ir a Omã. Além disso, não faço Omloop nem Kuurne porque vou ao UAE e por esse motivo ficamos fora do Algarve.” Créditos: Eltoromediadotcom Relançar a grande dsm dos sprinters É curioso as voltas que dá a carreira de um atleta. Na transição de júnior para sub-23 Fabio Jakobsen esteve para assinar pela equipa de desenvolvimento da Sunweb (atual dsm), mas acabou na SEG Racing. Após seis anos na Quick-Step chega a um projeto que teve anos fortes, embora a reputação recente da dsm seja a de equipa pouco flexível. A rotação de talento é grande e muitos atletas não chegam a cumprir os contratos. “Há muitas histórias à volta desta equipa. Na primeira ou na segunda reunião com o Iwan Spekenbrink e o Rudi Kamna falamos à vontade e ouvindo a perspetiva deles as coisas fazem sentido. Gosto de olhar ao êxito que a equipa teve: vitória no Giro com Tom Dumoulin, grandes comboios do sprint com Marcel Kittel e John Degenkolb. Está no ADN deles e querem fazer isso comigo. Trabalhamos juntos desde o início, por exemplo, discutimos corredores que podiam entrar na equipa, eu disse o que sabia acerca deles e fui ouvido, não foi do tipo eu quero aquele e aquele, mas a comunicação foi aberta.” "Max Richeze ou Michael Morkov não eram grandes lançadores aos 23-24 anos" Roy Curvers é o treinador do bloco dos sprinters. Está na equipa há 16 anos, foi lançador na era mais vitoriosa da estrutura – três épocas acima das 30 vitórias entre 2011 e 2014 graças a Marcel Kittel e John Degenkolb. No estágio de janeiro, na Comunidade Valenciana, a dsm juntou no mesmo grupo de treino Emils Liepins e Patrick Eddy – que correm o Tour Down Under –, o talentoso sprinter Casper van Uden, os experientes Timo Roosen e Bram Welten, além dos jovens Niklas Markl e Tobias Lund. Para as grandes Voltas o bloco é reforçado com Nils Eekhoff e John Degenkolb que fazem parte do bloco de clássicas. “Se ganharmos uma etapa no Giro e outra no Tour podemos falar num bom ano. O objetivo principal é por o comboio do sprint a funcionar porque tudo começa aí. Está na altura de usar a experiência que reuni e construir um comboio bem-sucedido. Isso não acontece do dia para a noite, gente como Max Richeze ou Michael Morkov não eram grandes lançadores aos 23-24 anos. À medida que as corridas forem evoluindo o nosso grupo de sprint também irá crescendo, quero apontar à execução perfeita e com ela virão as vitórias.” Créditos: Eltoromediadotcom Principal rival é Jasper Philipsen A vantagem da dsm face à Quick-Step é permitir um foco total nos sprints sem ter que fazer a preparação específica para as clássicas. O contrato de Fabio Jakobsen é válido por três anos e o neerlandês confirma que pensa a longo prazo. No imediato o principal rival é Jasper Philipsen, corredor com mais vitórias em 2023. “Foi o melhor sprinter do ano, mas este é um novo ano. Bati-o em 2023, vou tentar batê-lo mais vezes este ano. O que é que ele tem a mais do que eu? Tem o Mathieu van der Poel… [risos] É esse bocadinho a mais. Corro contra o Jasper há muito tempo, agora é ele que tem que ficar no topo e os demais temos que o tentar ultrapassar.” Para bater o belga da Alpecin os homens da dsm contam com a Foil RC desenvolvida pela Scott. "Está no top cinco, talvez top 3, das bicicletas mais rápidas do pelotão. A Scott fez um esforço em desenvolver a Foil. É similar à Venge que tive, o modelo descontinuado da Specialized. A sensação é semelhante: atinges a velocidade e manténs a velocidade bem, é uma bicicleta aerodinâmica. Está lá em cima com Cervelo, Canyon e Giant que são as marcas com as bicicletas mais rápidas para sprintar." Poderá Fabio Jakobsen fundar uma nova dinastia na dsm? Tem a atitude e o conhecimento certos, a chave está no relacionamento corredor-equipa que privou a estrutura de segurar ciclistas ganhadores como Marc Hirschi, Tiesj Benoot ou Michael Matthews. ### Remco Evenepoel abre época na “Figueira Champions / Casino Figueira” O belga Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), um dos nomes maiores do ciclismo mundial, vai começar a época em Portugal na “Figueira Champions / Casino Figueira” no dia 10 de fevereiro, prova onde vai também fazer a sua estreia. O número três no ranking mundial e campeão belga de fundo, Remco Evenepoel, vai ser uma das figuras de destaque na clássica que ascendeu à classe 1. Pro do circuito UCI ProSeries. Pelotão com 23 formações e muitos portugueses Créditos: UAE Team Emirates / Fizza O pelotão vai ultrapassar os 150 corredores onde estarão 10 equipas Word Tour, quatro ProTeams e as nove portuguesas convidadas, num total de 23 conjuntos. O basco Mikel Landa (Soudal Quick-Step), colega de Remco, é um dos corredores sonantes que deverá alinhar na Figueira da Foz. É também para os portugueses que se dirigem as atenções, com as confirmações de João Almeida, Rui Oliveira e António Morgado, trio da UAE Team Emirates. Rui Costa, a estrear-se com as cores da EF Education-EasyPost, é outra confirmação e ao que tudo indica, há uma forte possibilidade de estar também presente Rúben Guerreiro. Oportunidade de ver ao vivo todos os participantes A Apresentação das Equipas vai ser no dia 9, sexta-feira, das 16.30 às 18.30 horas na Avenida 25 de Abril, junto ao local da partida, na Torre do Relógio. Este momento vai contar com a apresentação do speaker do Giro D’Italia, Stefano Bertolotti. Carlos Pereira, diretor geral da prova comentou esta apresentação: “Esta será a primeira grande oportunidade para o público ver as estrelas do pelotão mundial. Vamos ter animação e será um momento onde esperamos ter a forte adesão do público, para aplaudir e assistir à subida ao palco de cada uma das 23 equipas presentes e suas estrelas”. 14 Formações World Tour e ProTeams na“Figueira Champions / Casino Figueira”. World Tour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América),Alpecin-Deceuninck (Bélgica),Team dsm-firmenich PostNL (Países Baixos),Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão),Arkéa-B&B Hotels (França),Intermarché-Wanty (Bélgica),Movistar Team (Espanha),EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América),Soudal Quick-Step (Bélgica)UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos). ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça),Equipo Kern Pharma (Espanha),Euskaltel-Euskadi (Espanha),Caja Rural-Seguros RGA (Espanha). Granfondo “Casino Figueira Champions Day” A “Figueira Champions / Casino Figueira” terá transmissão assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). O Granfondo “Casino Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores, fecha este fim-de-semana no dia 11, domingo de Carnaval. As inscrições estão abertas até dia 21 de janeiro e podem fazer-se aqui. Entre os mais de mil inscritos vão estar Sean Kelly com o dorsal 1 e Marco Chagas, dois ex-corredores profissionais que vão pedalar ao lado de todos os apaixonados pela modalidade. ### Campeonato Nacional de Ciclocrosse Roberto Ferreira e Ana Santos, atletas em destaque do Guilhabreu MTB, conquistaram de forma brilhante os títulos nacionais nas categorias de elite do Campeonato Nacional de Ciclocrosse Credibom, realizado em Abrantes este domingo. Corrida Masculina A disputa pelo título masculino de elite foi palco de uma emocionante batalha entre Roberto Ferreira e Mário Costa. Actual campeão desde 2023, Roberto Ferreira demonstrou a sua força e habilidade ao repetir o feito, cortando a linha de chegada com uma margem de 6 segundos à frente do seu adversário. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo O terceiro lugar ficou nas mãos de João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), vencedor da Taça de Portugal, que cruzou a meta com uma diferença de 1m37s do líder. TOP 10 POS.NOMETEMPO01FERREIRA Roberto 58:5002COSTA Mario + 0603CRUZ João + 01:3704SANTOS Vitor + 03:1005AMADO Goncalo + 03:4706SILVA Bruno + 03:5607NUNES Bruno + 05:2708CARVALHO Goncalo + 05:3609NUNES Hugo + 05:4110FERREIRA Rui + 06:29 Corrida Feminina A competição feminina teve um desfecho previsível, confirmando o favoritismo de Ana Santos. Com uma performance impecável, a jovem Ana Santos, que já havia conquistado a Taça de Portugal nesta temporada, assegurou seu sexto título consecutivo na categoria de elite do Campeonato Nacional de Ciclocrosse. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo A vitória foi marcada por uma impressionante vantagem de 2m30s sobre Joana Monteiro, com Leandra Gomes (Saertex Portugal/Edaetech) a completar o pódio, a 7m02s. da líder. TOP 10 POS.NOMETEMPO01SANTOS Ana Mafalda 42:3102MONTEIRO Joana + 02:3003GOMES Leandra + 07:0204FREITAS Andreia +05GOMES Adriana + O domínio de Santos no ciclocrosse nacional é inegável, solidificando a sua posição como uma das maiores referências da modalidade, não obstante a sua juventude. ### Oitavo Europeu consecutivo com medalhas na pista para Portugal Diogo Narciso fechou a participação nacional no Europeu de pista, em Apeldoorn, com um 6º posto na corrida por pontos. O último dia de Campeonato da Europa serviu para demonstrar que Harrie Lavreysen é o melhor pistard do planeta ao vencer o sprint individual pela sexta vez nas últimas sete edições. Em Apeldoorn também ganhou o keirin e já tinha vencido o sprint por equipas. Lavreysen tem 27 medalhas entre Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos. É o pistard que há mais anos domina uma disciplina e se não trouxer de Paris 2024 pelo menos dois ouros olímpicos será uma surpresa. https://twitter.com/UEC_cycling/status/1746593031451500780 Nas provas de fundo nota para a corrida por pontos (160 voltas – 40 km) onde participou Diogo Narciso. O gondomarense da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car finalizou a nove pontos da medalha de bronze, conquistada pelo francês Oscar Nilsson-Julien, enquanto a prata ficou com o espanhol Sebastián Mora e o ouro como dinamarquês Niklas Larsen. “Fizemos um resultado muito bom. A corrida foi muito disputada e difícil. Conseguimos pontuar várias vezes e dar volta. Tendo em conta o grau de competitividade é um resultado importante. É evidente que há aspetos a melhorar e que há arestas a limar para o futuro, o que se faz com trabalho. Mas estou muito satisfeito com o desempenho.” Gabriel Mendes, selecionador nacional Entregues os 22 títulos no Europeu de Apeldoorn, a Grã-Bretanha manteve a tendência do passado Mundial e dominou o medalheiro com seis ouros, seis pratas e dois bronzes. Seguiram-se Alemanha e Países Baixos, enquanto Portugal fechou no top 10 graças ao título conquistado por Iúri Leitão no scratch. É o oitavo Europeu consecutivo onde Portugal conquista pelo menos uma medalha. A última vez que a seleção ficou em branco foi em 2016. ### Top 5 para Maria Martins e Rui Oliveira No penúltimo dia do Europeu de pista Portugal discutiu os primeiros lugares tanto na eliminação como no omnium. Lotte Kopecky deu espetáculo em Apeldoorn! Começa a chegar ao fim mais um Campeonato da Europa de pista e na penúltima jornada o destaque esteve na disciplina olímpica do omnium. Rui Oliveira iniciou a sequência de quatro provas sendo 9º no scratch e 12º na corrida tempo, mas foi de menos a mais escalando posições nas duas últimas disciplinas. Na eliminação, onde foi vice-campeão europeu em 2023, o gaiense só foi derrotado pelo belga Fabio Van den Bossche o que lhe permitiu subir dois lugares na geral e arrancar a corrida por pontos na 8ª posição. Faltavam 100 voltas à pista do Omnisport e Rui Oliveira mostrou excelente condição física ganhando uma uma volta ao pelotão e pontuando em três sprints. O pódio e as medalhas escaparam por pouco, mas a remontada permitiu fechar o omnium no 5º lugar a oito pontos do bronze. A prova foi ganha pelo britânico Ethan Hayter, com 121 pontos, os mesmos do dinamarquês Niklas Larsen. O terceiro, com 118, foi o belga Fabio van den Bossche. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Ao ritmo de Lotte Kopecky O quarto dia promoveu a estreia na prova de Daniela Campos, que correu uma conservadora corrida por pontos onde não conseguiu pontuar fechando 14ª. A prova foi feita ao ritmo de Lotte Kopecky, campeã mundial de estrada, que fez algo extraordinário: primeiro dominou a corrida por pontos e 20 minutos mais tarde deu espetáculo na eliminação! A belga junta o título europeu às disciplinas onde já era campeã do mundo na pista. Na eliminação também esteve Maria Martins, que acabou no 5º lugar. Na montra do Europeu, Tata voltou a mostrar que tem pernas para seguir as melhores e que é inexplicável estar nesta altura sem equipa. “Não começámos da melhor forma o omnium, mas fomos corrigindo alguns aspetos e fizemos uma excelente segunda metade do programa. O quinto lugar é muito bom a este nível. A Maria está a melhorar a condição e esteve muito bem na eliminação. A Daniela participou numa corrida por pontos muito discutida a cada sprint, esteve sempre no pelotão da frente, mas não conseguiu atingir um objetivo que tínhamos definido, que era pontuar. Há que continuar a trabalhar e a evoluir.” Gabriel Mendes, selecionador nacional Portugal fecha a participação no Europeu este domingo com Diogo Narciso na corrida por pontos. O atleta de Gondomar foi o primeiro a competir em Apeldoorn, nos País Baixos, abrindo a competição com um 9º lugar na eliminação. ### O calendário dos favoritos ao Tour 2024 Vingegaard, Pogačar, Evenepoel e Roglič são os 4 principais favoritos à vitória do Tour 2024. Os ciclistas já tornaram público o seu calendário de corridas para a época que se avizinha e o TopCycling faz-te uma análise de onde se vão encontrar estes corredores até ao dia 29 de junho, dia do Grand Départ. A época de estrada já está aí com o Tour Down Under feminino que terminou esta madrugada e o masculino a ir para a estrada na madrugada da próxima terça-feira, dia 16. Estando feitas as apresentações de quase todas as equipas, já foi anunciado o calendário das grandes favoritos às Grandes Voltas: Jonas Vingegaard, Tadej Pogačar, Remco Evenepoel e Primož Roglič. Jonas Vingegaard - Equipa que ganha não se mexe Vingegaard foi o Jumbo mais rentável no ranking UCI 2023 com 6304 pontos. Créditos: Bram Berkien O calendário de Vingegaard tem poucas aventuras e foca-se principalmente em corridas que o levem ao Tour com uma melhor preparação e condição física. A sua época tem poucas mudanças relativamente à temporada transata, iniciando-se em fevereiro no Gran Camiño, corrida que venceu no ano passado à frente de Herrada e Ruben Guerreiro. O ciclista dinamarquês segue depois para Itália trocando o Paris Nice, que correu no ano passado, pelo Tirreno Adriático. Antes do Tour corre ainda a Volta ao País Basco e o Critério do Dauphiné. Vingegaard irá estar frente a frente com outros destes 4 ciclistas no País Basco e no Dauphiné com Remco e Roglič. O primeiro embate com Pogačar vai ter de esperar até ao Tour. Pogačar - Clássicas, Monumentos e Grandes Voltas Créditos: Fizza - UAE Team Emirates. O calendário de Tadej Pogačar é mais eclético como já nos habituou. O ciclista esloveno vai correr grandes voltas, clássicas, monumentos e provas por etapas tendo grande diversidade no seu programa até ao Tour. O corredor da UAE Team Emirates inicia a sua temporada em Itália na Strade Bianche e vai tentar alcançar o quarto na sua "checklist" de monumentos na Milão - San Remo. Segue-se depois a Volta à Catalunha e a Liége - Bastogne - Liége, antes de iniciar a sua temporada em grandes voltas com a dupla Giro e Tour. Pelo caminho, Pogačar irá apenas defrontar Remco Evenepoel no monumento da La Doyenne, antes do confronto no Tour. Quererá Tadej Pogacar tentar as três grandes numa só temporada, como nos contou aqui Alberto Contador? Tudo pode depender dos resultados em cada uma. Evenepoel - Portugal para abrir a temporada Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel O programa de Remco, tal como o de Vingegaard também se vai focar na preparação para o grande objetivo da temporada, o Tour de França. Evenepoel inicia sua época em Portugal, na Figueira Champions Classic e na Volta o Algarve. Depois faz duas provas por etapas - o Paris Nice e a volta ao País Basco - e o tríptico das Ardenas - Amstel Gold Race, Fleche Wallonne e Liége-Bastogne-Liége. Segue-se depois o Critério do Dauphiné e o Tour. Durante os próximos meses, o calendário de Evenepoel choca com o de Roglič no Paris Nice, País Basco e Dauphiné e com o de Vingegaard no País Basco e Dauphiné. O ciclista da Soudal - Quick-Step defronta ainda Pogačar na Liége-Bastogne-Liége. Roglič - Todas as fichas no Tour O calendário de Roglič também se foca muito na Volta a França, com o corredor recentemente chegado à Bora-Hansgrohe a correr três provas por etapas antes da partida do Tour, em Florença. Até lá o ciclista esloveno vai encontrar Evenepoel no Paris Nice e medir forças com Vingegaard e Remco na Volta ao País Basco e Dauphiné. Não havendo contratempos, quedas ou lesões, o calendário destes quatro favoritos ao Tour 2024, não vai fugir muito do que foi anunciado pelas equipas ao longo das apresentações das últimas semanas. Onde se encontram até ao Tour de France Entre os vários "casamentos" de calendário, há que destacar três provas. A Volta ao País Vasco e o Dauphiné, corridas onde só Pogačar não está presente, e o embate entre Evenepoel e Tadej na Liége-Bastogne-Liége, confronto muito esperado depois da queda de Pogačar no início da prova do ano passado. https://twitter.com/Domestique___/status/1744754788426825739 ### Iúri Leitão tricampeão europeu! Vianense venceu o scratch no Europeu de Apeldoorn, nos Países Baixos. Maria Martins 8ª no omnium ao terceiro dia dos Campeonatos. Pelo oitavo Campeonato da Europa consecutivo Portugal conquista uma medalha na pista e muito se deve a esta geração que ano após ano eleva a fasquia da seleção nacional. Após no dia anterior a medalha ter sido de "chocolate, graças ao 4º lugar no madison, Iúri Leitão voltou à pista sem pressão para fazer desfrutar quem o viu correr. Exibição de classe perante um bom pelotão que se apresentou no scratch, mas que sucumbiu perante a potência do campeão do mundo do omnium. Ao longo das 60 voltas à pista a capacidade de gestão do esforço por parte de Leitão foi magnífica e quando o pelotão já se preparava para o sprint final chegou o ataque demolidor a nove voltas da conclusão do evento. “É muito importante começar um ano tão importante como este com o pé direito. Depois do bom desempenho no madison, ontem, venceu o scratch é muito encorajador para tudo o que temos pela frente neste ano e é a recompensa por todo o trabalho que temos vindo a realizar.” Iúri Leitão É o terceiro título europeu no scratch para Iúri Leitão após 2022 e 2020. Pelo meio também Rui Oliveira, que corre o omnium no sábado, também ganhou o ouro na disciplina. Créditos: Roberto Bettini/SprintCyclingAgency Em pista esteve também Maria Martins O dia em Apeldoorn foi vivido intensamente pela seleção nacional já que em pista esteve também Maria Martins na disciplina olímpica do omnium. A ribatejana começou tremida com a 14ª posição no scratch, mas subiu o nível sendo 6ª na tempo race e na eliminação. À partida para a decisiva corrida por pontos Tata Martins era 10ª na geral, mas graças a uma tática de corrida agressiva conseguiu subir dois lugares e fechar nas oito primeiras. O resultado permite aumentar a diferença face às concorrentes diretas na batalha pela vaga olímpica – Portugal fez melhor do que Lituânia, Espanha e Chéquia. A norueguesa Anita Stenberg venceu o título do omnium. “A Maria fez um concurso regular e com muito bom nível, cumprindo os objetivos que tínhamos traçado. Está de parabéns. No contexto da qualificação olímpica, demos aqui um bom contributo o apuramento, aumentando a diferença para as nações que estão fora dos lugares de qualificação.” Gabriel Mendes, selecionador nacional ### Evenepoel no Tour – “Até durmo melhor” Soudal Quick-Step sonha com a vitória de Remco Evenepoel no Tour. O TopCycling falou com o belga, com o diretor Tom Steels e com Mikel Landa. Remco Evenepoel viveu de tudo em quatro participações em grandes Voltas. No Giro abandonou duas vezes – a primeira porque não devia ter ido e a segunda por Covid quando liderava – e na Vuelta saiu campeão na estreia e no ano passado venceu três etapas e a montanha. Segue-se o Tour de France onde o belga vai defrontar os vencedores das últimas quatro edições: Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar. Quando atendeu os média na apresentação da Soudal Quick-Step, em Calpe, o líder da formação da Flandres foi questionado sobre se estava ansioso e se acredita num pódio final. “Até durmo melhor sabendo que vou ao Tour. É empolgante, finalmente está a chegar. Sinto isso nos treinos, estou motivado e orientado para os detalhes. É um novo tipo de energia que não sentia há muito tempo. É possível terminar no pódio, tudo tem que correr bem, o objetivo é sair pelo menos com uma vitória em etapa e depois vemos a geral dia a dia. Só espero chegar na forma perfeita.” Remco Evenepoel Só começa a 29 de junho, mas todo o trabalho desenvolvido nos estágios é orientado para o Tour. O belga também foi em segredo reconhecer a 7ª etapa (contrarrelógio individual), a 8ª que termina em Colombey-Les-Deux-Eglises e a 9ª com final em Troyes e onde a gravilha vai ser protagonista. Até lá fará corridas de preparação, arrancando em Portugal. Seguem-se provas semi montanhosas como Paris-Nice e País Basco – onde pode dar largas à criatividade e correr como gosta – e objetivos mais sérios como o Dauphiné – no qual a alta montanha inspira prudência. Evenepoel gosta de discutir todas corridas e não escondeu a ambição que o caracteriza, embora por outro lado tenha relativizado a importância de bater os rivais antes do Tour. “Nos últimos anos o Jonas só apareceu em muito bom nível no Dauphiné e no Tour e no ano passado o Pogi até lhe ganhou no Paris-Nice, mas foi o Jonas que ganhou o Tour. Se decides ir progressivamente até atingir a melhor forma é uma decisão individual ou da equipa; eu gosto de ir estabelecendo objetivos como Ardenas e Paris-Nice, que são corridas que quero ganhar na carreira. Quero ir por mim, para me descobrir, manter a confiança, dar moral à equipa e que vejam que está tudo em ordem, depois o grande teste será no Tour que é uma grande interrogação sobre como posso render.” Remco Evenepoel Evenepoel esteve uma hora a atender os média em Calpe.Créditos: Gonçalo Moreira "Não esperamos nada e esperamos tudo" Como bater a UAE Emirates e a Visma Lease a Bike? Foi o que perguntamos a um dos diretores mais experientes da Soudal Quick-Step. Tom Steels ganhou nove etapas no Tour e em cada participação procura transmitir aos corredores que nenhuma prova é comparável à Volta a França. “Os colegas correm mais agressivamente do que em qualquer outra prova, o nível é pelo menos 10 por cento mais alto, cada dia é uma batalha. É difícil saber como um corredor vai reagir no primeiro Tour, por isso o Paris-Nice e o Dauphiné são bons passos à frente.” O diretor desportivo não sabe com quem poderá contar, mas quase certos estão Louis Vervaeke, homem de confiança de Evenepoel, e Ilan Van Wilder, desde juniores ao lado de Remco. Faltava um super classe na alta montanha até que chegou Mikel Landa. “O nosso ADN é aproveitar quando há oportunidades. Vamos como outsiders, mas temos uma equipa sólida e experiente com a chegada do Mikel Landa, que tem um caráter oposto ao do Remco e é um corredor incrível com quem ele pode aprender. Como diz o Landa, no Tour segues e se conseguires seguir três semanas acabas numa boa posição. Vamos com a mente aberta: não esperamos nada e esperamos tudo.” Tom Steels Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel O Landismo está vivo Aos 34 anos Mikel Landa acumula 20 presenças em grandes Voltas. Já fez 3º no Giro e ficou às portas do pódio no Tour, além de ter ajudado Chris Froome, Fabio Aru e Egan Bernal a ganhar. O basco queria correr ao lado de Evenepoel, que considera um corredor com caráter, impulsivo e ao qual pode aportar calma, experiência e pernas após fechar 5º a passada Vuelta. “Espero estar com ele até ao último momento nas subidas. Se ficar isolado estar ao lado dele. Já vi muitos campeões que ganharam grandes Voltas e posso ajudá-lo a entender qual o momento em que se ganhar ou perder uma corrida. No desporto é mais fácil perder do que ganhar, é importante salvar os dias em que não estás bem e espero ajudar quando ele não estiver super. É bonito ajudar, saber que um colega ganhou graças a ti motiva-me.” Mikel Landa O Landismo está vivo. No Tour com Evenepoel e na Vuelta com maior margem para discutir uma etapa e tentar um pódio já que o próprio Landa considera a vitória pouco realista. Uma grande Volta une uma nação Quem o diz é Tom Steels, que também foi estrela em algumas edições do Tour, por isso não se deixa impressionar pelas 50 vitórias que Evenepoel tem aos 23 anos. No entanto, Steels confessa nunca ter visto “um ciclista que tenha crescido tão rápido, não a nível físico, mas a forma como controla a bicicleta, o pensamento tático, o trabalho em equipa”. Depois há o aspeto emocional que um evento de dimensão global provoca em quem compete e nos aficionados. “Quando o Remco ganhou a Vuelta eu tive que apanhar um avião e no aeroporto fui sendo parado por viajantes e pessoal de segurança para me darem os parabéns... e nem sequer estive na Vuelta. Uma grande Volta une uma nação. São três semanas, as pessoas seguem como se fosse uma série, debatem, vivem os acontecimentos.” Tom Steels E atenção: além do Tour – que decorre entre 29 de junho e 21 de julho – o jovem belga aponta às duas provas de estrada dos Jogos Olímpicos – o contrarrelógio é a 27 de julho e a prova de fundo a 3 de agosto. Três objetivos que provocam tremenda repercussão nos fãs de ciclismo em geral e nos belgas em particular. Emoções fortes para gerir num curto espaço de tempo. “Tour de France e Jogos Olímpicos são dois dos eventos mais famosos do mundo. Vai ser especial e é lógico focar tudo nesse mês porque são dois dos eventos mais importantes a decorrer no mesmo mês e no mesmo país. Vai ser um mês onde vou ter que render ao nível mais alto que já rendi. O bom é que são duas corridas que se adaptam a mim, tanto o contrarrelógio como a prova de fundo são muito bonitas. Espero sair do Tour com boas sensações porque aspiro a dois pódios nos Jogos Olímpicos. O cruel no ciclismo é que ser 2º ou 3º não contam realmente, o que não é bem a mentalidade olímpica.” Remco Evenepoel Apontar alto e trabalhar para isso. O ano de 2024 pode tornar Remco Evenepoel num dos melhores corredores de todos os tempos. ### Oliveira e Leitão mostram pernas para Paris 2024 Portugal ficou a três pontos do bronze no madison do Europeu de pista. Maria Martins foi 5ª no scratch e corre o omnium na sexta-feira de olho nos Jogos Olímpicos. Portugal teve um bom segundo dia de Campeonato da Europa de pista, em Apeldoorn, Países Baixos. O foco da jornada estava em consolidar a candidatura olímpica através do madison e foi exatamente isso que fizeram Iúri Leitão e Rui Oliveira. A dupla nacional mexeu duas vezes na corrida de 200 voltas conseguindo uma dobragem e vencendo o sprint final. Portugal somou 47 pontos e ficou a três da medalha de bronze que só fugiu no último suspiro graças à resposta da dupla dinamarquesa, Michael Morkov e Theodor Storm. O ouro ficou com a Alemanha de Roger Kluge e Theo Reinhardt, com 64 pontos, pelo terceiro Europeu consecutivo. A prata foi ganha pela França representada por Thomas Boudat e Donavan Grondin. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Maria Martins aqueceu para o omnium A jornada fechou com o scratch que Maria Martins tinha ganho em 2023, em Grenchen, Suíça. Nas 40 voltas à pista a ribatejana soube posicionar-se após uma prova sem grandes movimentações e que teve sprint em massa a decidir as medalhas. A francesa Clara Copponi bateu a belga Lani Wittevrongel e a italiana Martina Fidanza, enquanto Tata fechou o top 5 atrás da polaca Daria Pikulik. Maria Martins aqueceu para a disciplina olímpica do omnium onde vai competir na sexta-feira. Foi neste evento que a portuguesa conquistou o diploma olímpico em Tóquio e para estar em Paris 2024 é importante fazer melhor que as rivais diretas no apuramento: Noruega, Espanha, Lituânia e Chéquia. O Europeu de pista tem transmissão no Eurosport 2 a partir das 17:30. ### Evenepoel na Volta ao Algarve de olho no Paris-Nice Campeão belga quer terceiro título na "Algarvia"e saber como está à partida para um ano onde Tour de France e Jogos Olímpicos são os objetivos. Remco Evenepoel está calmo, amadureceu e deixou atrás um 2023 que teve momentos complicados de gerir. O abandono no Giro foi duro, o dia mau na Vuelta também. A isto acrescente-se que a Soudal Quick-Step quase deixou de existir quando esteve na iminência de ser adquirida pela Visma, que queria a todo o custo ficar com o campeão da Bélgica. Mostrando que os campeões também se deixam afetar pelo que os rodeia, Remco foi-se abaixo e precisou de uma longa pausa invernal para recuperar a confiança. “É importante ter mudado a mentalidade e reencontrado a confiança dos anos anteriores. Após o Covid no Giro foi uma loucura para encontrar o ritmo porque passei por altos e baixos. Agora, os treinos fluem, não fico stressado se não puder treinar um dia. Isso deve-me ajudar em corrida porque se poupam energias para os momentos caóticos em competição.” Remco Evenepoel Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel Abrir a época em Portugal O TopCycling foi à apresentação da Soudal Quick-Step em Calpe. Foi uma oportunidade de ter uns minutos com o corredor mais popular da Bélgica, que levou à Comunidade Valenciana dezenas de jornalistas. A região é agora a casa de Evenepoel, que gosta do clima e das estradas à volta de Calpe e Altea, uma espécie de Riviera espanhola que oferece mais de 300 dias de sol por ano. Remco procura fugir ao frio e à pressão dos belgas, por isso casou durante o inverno, mudou para Espanha e até já arranha o castelhano. No entanto, vai abrir a época em Portugal correndo Figueira Champions/Casino Figueira e Volta ao Algarve. “A Volta ao Algarve é a prova perfeita para preparar o Paris-Nice: é dura, tem contrarrelógio e sempre gostei de a correr no início da temporada.” Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel Longo ano com objetivos importantes Vai ser um longo ano com objetivos importantes na carreira do bicampeão da “Algarvia”. Dois acima de tudo: a estreia no Tour de France e as duas corridas olímpicas. No Algarve terá duas etapas a rondar os 200 km, finais clássicos na Fóia e no Malhão, além de contrarrelógio em Albufeira (22,2 km). As jornadas tão longas em fevereiro não agradam a Tom Steels, ex-vencedor de etapa em Portimão. O diretor desportivo de 52 anos é fã do nosso país e vai acompanhar Evenepoel. Steels prefere destacar o lado positivo da corrida, coincidindo com o corredor em que é a melhor preparação para o Paris-Nice. “Vamos pelo percurso. É sempre bom saber onde estás no início da época comparando com as outras equipas e corredores. Há um contrarrelógio e como campeão do mundo ele quer ganhar e também fazer testes porque há sempre pequenas alterações na bicicleta de um ano para o outro. Vamos com uma equipa muito forte, além disso no ciclismo não há muitas oportunidades de treinar e ver como os corredores reagem a certas situações de corrida. Queremos resultados, mas também para unir a equipa.” Tom Steels Depois do Paris-Nice segue-se País Basco, clássicas das Ardenas, Dauphiné e Tour de France. Sobre a estreia na corrida francesa e o que espera do período decisivo da época fiquem atentos porque o TopCycling publica em breve um especial "Evenepoel no Tour de France". ### Empresa Bicimax torna-se distribuidora exclusiva da KMC na Península Ibérica A Bicimax anunciou que, a partir do dia 8 de janeiro de 2024, assume a posição de distribuidora exclusiva e representante da prestigiada marca de correntes para bicicletas, KMC, para toda a Península Ibérica. As correntes KMC são reconhecidas pelo seu excelente desempenho, durabilidade excecional e pela capacidade de se adaptarem a uma vasta gama de estilos de ciclismo. São já 46 anos de experiência de desenvolvimento Fundada em 1977, a KMC estabeleceu-se como líder global na fabricação de correntes para bicicletas, construindo uma reputação sólida baseada em décadas de inovação e compromisso com a qualidade. A empresa tem desempenhado um papel vital no avanço da tecnologia de transmissões de bicicletas, influenciando positivamente a experiência dos ciclistas em todo o mundo. Produzir correntes é mais complexo do que se imagina, é necessária a utilização de tecnologias de ponta , mas o objetivo da KMC é muito simples: Produzir correntes para cada sistema, cada bicicleta e cada tipo de utilização. As várias gamas de correntes DLC Series As correntes da série DLC com revestimento de nitreto de titânio-carbono têm uma superfície extremamente dura e, por conseguinte, uma fricção reduzida. Disponível para 10, 11 e 12 velocidades, em versão SL para 10 e 11 velocidades e correntes de 12 velocidades compatíveis para E-bikes. X Series A série X da KMC foi concebida tendo em conta as características específicas dos sistemas Shimano, SRAM e Campagnolo e responde às necessidades mais exigentes. Tem um funcionamento de trocade velocidades perfeito e uma transmissão suave e silenciosa devido ao acabamento Double X Bridge das placas. Disponível para transmissões de 8 a 12 velocidades. X-Series SL Com as características excecionais da série X reunidas na variante SL com otimização de peso. As placas internas e externas com ranhuras e pinos ocos, são a forma de reduzir ao máximo o peso da corrente, sem comprometer a suavidade e a durabilidade. Disponível com diferentes cores para transmissões de 9 a 11 velocidades. X-Series EL A qualidade da Série X - aliada a componentes leves. Placas internas e externas com ranhuras, sem comprometer a suavidade e a durabilidade. Disponível em diferentes cores para transmissões de 10 e 11 velocidades. Z-Series Correntes de entrada a média gama, disponível em diferentes cores e para diversos sistemas de transmissão e velocidades. Únicas para e-Bikes A KMC foi a primeira marca do mercado a desenvolver e fabricar correntes com tecnologias específicas para bicicletas elétricas de motor central. A sua análise da transmissão de potência em e-bikes, com um motor central, mostrou que as frequentes operações de mudança de velocidade sob carga requerem reservas de segurança significativamente mais elevadas que não podem ser realizadas com correntes clássicas. E-Series - Correntes com processos de fabricação distintos, destinadas a bicicletas eléctricas. O componente crítico da corrente é o pin de ligação, que está exposto às forças mais extremas durante as mudanças de velocidade, e é no formato do pin e na produção que a KMC se distingue. Tecnologias KMC Acabamentos como o "Diamond Like Coating" (DLC) e o "Double X Bridge Shape" fazem com que estas inovações não aumentem apenas a durabilidade, mas também que proporcionem uma mudança de velocidades precisa e uma resistência superior ao desgaste. Diamond Like Coating A tecnologia DLC consiste num acabamento bastante duro, o que, por consequência, reduz a fricção da corrente. Este acabamento resulta num funcionamento suave, num comportamento otimizado das mudanças e, devido à extrema dureza dos pinos, numa vida útil acima da média de toda a transmissão. EcoProTeq O EPT consiste num acabamento contra a corrosão da corrente. Esta tecnologia é aplicada separadamente em cada peça que constitui a corrente, antes desta passar à linha de montagem, deixando a superfície lisa. Double X-Bridge Concebida e fabricada de forma elaborada, a tecnologia Double X-Bridge, permite uma propulsão suave e mudanças de velocidade perfeitas em todas as situações de condução, graças a placas chanfradas com precisão. Soluções para oficinas de bicicletas - Rentável, + Prático, + Ecológico. A KMC oferece uma opção de correntes em rolo para oficinas, o que aporta uma série de vantagens para os mecânicos, quer a nível económico como de praticidade. De acordo com a marca, os rolos de corrente levam a uma poupança de até 38%, pois para além de mais económicos, permitem que a corrente seja cortada com a medida correta, sem existir desperdícios, tornando-as ainda mais sustentáveis. E para aprimorar o seu funcionamento, a marca Taiwanesa conta também com soluções de cassetes e pratos, tanto para bicicletas convencionais como para bicicletas elétricas. Podes ver todos os produtos, preços e características completas da KMC, no site do importador em Portugal aqui: www.bicimax.com/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Chega finalmente o reinventado Lazer Z1, agora com tecnologia KinetiCore Acaba de ser lançado o novo capacete Lazer Z1, um capacete ideal para quem procura leveza, sem poupar na proteção. Tal como os seus antecessores, o novo Lazer Z1 foi projetado para ser leve e tem uma excelente ventilação, cumprindo as normas essenciais de segurança, com o extra de ter proteção contra impactos rotacionais. Tendo como ponto de partida o icónico Z1, usado por atletas famosos como Andre Greipel nos Champs Elysees, a Lazer manteve tudo o que funcionava corretamente e melhorou ao integrar a tecnologia de proteção KinetiCore, patenteada pela marca. Resultado: um capacete com classificação de 5 estrelas pela Virginia Tech  e proteção integrada contra impactos rotacionais, pesando apenas 220g. Novas tecnologias aplicadas no modelo icónico da Lazer A marca afirma que as aberturas para ventilação estrategicamente posicionadas, as zonas com uma inclinação moderada e o sistema de encaixe flutuante permitem uma excelente ventilação, e aerodinâmica. O Lazer Aeroshell é compatível com este capacete, pode ser colocado para fechar as aberturas de ventilação oferecendo vantagens aerodinâmicas extra, ou proporcionar proteção contra as intempéries quando necessário. Ajuste Advanced RollSys Agora também inclui o sistema atualizado Lazer Advanced RollSys, um manípulo giratório na parte superior do capacete que controla o sistema de ajuste em toda a circunferência da cabeça para um ajuste confortável e seguro, sem pontos de pressão. Como o Lazer Advanced RollSys fica em cima do capacete, há espaço suficiente para os cabelos mais longos. Outras características do Z1 KinetiCore são as fivelas leves costuradas feitas de material antibacteriano e reciclado, feitas para garantir um maior conforto. A Lazer informa que a remoção do divisor das fivelas em plástico e o uso de material reciclado são pequenos passos em direção ao futuro mais sustentável que a marca belga deseja trabalhar. Óculos sempre seguros O Lazer Z1 KinetiCore permite manter os teus óculos seguros com as suas aberturas de encaixe para óculos. Para aumentar facilmente a tua visibilidade basta juntar o LED Universal da Lazer na parte traseira do capacete. O novo design agressivo e a variedade de cores refinadas do Z1 KinetiCore vão chamar à atenção enquanto ultrapassam seus limites. Disponibilidade e preço O novo Lazer Z1 estará disponível nas lojas em finais do mês de janeiro nos tamanhos S/M/L com um PVPr de 249,99€. Pode ver as características completas do capacete, assim como as várias cores, no site do importador em Portugal SC.Vouga, ou no site da marca Lazer. Vídeo promocional da marca https://www.youtube.com/watch?v=A-U6uFiuZWg Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### É oficial - Greg Minnaar junta-se à Norco Os rumores que circulavam há algumas semanas foram agora oficialmente confirmados, Greg Minnaar está oficialmente na Norco Bikes. Para além disso a lenda sul-africana vai liderar o desenvolvimento de uma nova equipa e de uma bicicleta de downhill. Greg Minnaar esteve 16 anos na Santa Cruz Bicycles, equipa onde era esperado terminar a carreira. No final do último ano, surgiram algumas notícias de que o atleta estaria prestes a deixar a equipa. Estas notícias estão agora confirmadas e Minnaar vai mesmo juntar-se à Norco Factory. De acordo com a Norco, Greg Minnaar, para além de correr, vai ajudar na procura novos talentos e trabalhar diretamente com a equipa de engenharia no desenvolvimento de bicicletas de downhill. Minnaar já comentou esta mudança dizendo-se surpreendido pela forma de trabalhar da nova equipa: "Até há pouco tempo, não fazia ideia de que a Norco tinha uma equipa de engenharia tão boa. Vou ter a sorte de dirigir este programa, de fazer parte de uma cultura de desempenho e de aproveitar os meus anos de experiência,. Este é o início de um novo capítulo para mim e para a Norco e estamos apenas a começar." Minnaar já iniciou o trabalho para a próxima época estando a testar o protótipo da bicicleta Norco DH em colaboração com a equipa de engenharia: "Estou aqui para construir a equipa mais rápida, com a bicicleta mais rápida", disse Minnaar. Podes ver aqui o vídeo do anúncio da chegada de Greg Minnaar à equipa da Norco Factory Racing. https://www.youtube.com/watch?v=27qfv6r3KlI&t=7s&ab_channel=NorcoBicycles Com quatro vitórias no Campeonato do Mundo e 23 vitórias na Taça do Mundo, o sul-africano de 42 é um dos pilotos mais condecorados do desporto e é visto como uma verdadeira lenda. ### “Figueira Champions / Casino Figueira” fecha equipas com 23 estruturas convidadas São 23 as equipas convidadas pela organização da “Figueira Champions / Casino Figueira” que no dia 10 de fevereiro vão disputar a clássica que este ano ascendeu à classe 1. Pro do circuito UCI ProSeries. São mais cinco que em 2023 e estão confirmadas 10 equipas World Tour, quatro ProTeams e convidadas as nove equipas portuguesas. Carlos Pereira, diretor geral da prova, sublinhou numa declaração, o carácter internacional da corrida, sendo impossível prever se a organização terá capacidade para convidar todas as estruturas portuguesas nos próximos anos para participar na “Figueira Champions / Casino Figueira”: “Trata-se de um esforço para a organização ter as nove equipas portuguesas presentes, visto que em termos financeiros não sabemos se nos próximos anos será possível, face à grande procura das estruturas Word Tour. Caso assim continue, as equipas portuguesas serão convidadas através do ranking das cinco melhores, sendo este o critério que vai ser usado para fazer a seleção”. Coincidindo com o fim-de-semana de Carnaval, a organização tem preparadas várias atividades juntamente com instituições do munícipio da Figueira da Foz, unindo assim a alegria do Carnaval com a festa do ciclismo. 14 Formações World Tour e ProTeams na“Figueira Champions / Casino Figueira”. World Tour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América),Alpecin-Deceuninck (Bélgica),Team dsm-firmenich PostNL (Países Baixos),Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão),Arkéa-B&B Hotels (França),Intermarché-Wanty (Bélgica),Movistar Team (Espanha),EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América),Soudal Quick-Step (Bélgica)UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos). ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça),Equipo Kern Pharma (Espanha),Euskaltel-Euskadi (Espanha),Caja Rural-Seguros RGA (Espanha). Queres correr como um profissional? Inscreve-te No dia 11 de fevereiro, domingo de Carnaval e no dia seguinte à clássica, realiza-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Podes inscrever-te neste link. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Zonhoven Na última ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse em solo belga, foram os neerlandeses que se destacaram ao fazer primeiro e segundo na corrida masculina e feminina em Zonhoven. Corrida masculina - 10 em 10 para Mathieu Van der Poel Mathieu Van der Poel alcançou hoje a vitória número dez da sua temporada de ciclocrosse. O campeão mundial dominou a areia de Zonhoven e conquistou a quarta vitória seguida a contar para a Taça do Mundo. https://twitter.com/UCI_CX/status/1743999457337774261 Joris Nieuwenhuis começou por assumir a liderança, mas Van der Poel juntou-se rapidamente ao grupo da frente. Na segunda volta, Van der Poel conseguiu estabelecer uma vantagem de 9 segundos que aumentou para 12 no fim da quarta volta. A vantagem foi aumentando progressivamente e à sétima volta, a vantagem de Van der Poel aumentou para 41 segundos, consolidando assim o domínio que tem vindo a demonstrar. Os restantes lugares do pódio ficaram para Nieuwenhuis e Sweeck em segundo e terceiro lugar respetivamente. Resumo em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ft0iEwRdmAg&ab_channel=Eurosport Top 10 POSNOMETEMPO1VAN DER POEL Mathieu59:352NIEUWENHUIS Joris0:203SWEECK Laurens0:224RONHAAR Pim0:295VANDEBOSCH Toon0:596ISERBYT Eli1:117VERSTRYNGE Emiel1:178VAN DER HAAR Lars1:399WYSEURE Joran1:5510KAMP Ryan1:58 Corrida feminina - Pieterse vence em Zonhoven https://twitter.com/UCI_CX/status/1743991732998447423 Na corrida feminina Puck Pieterse demonstrou uma enorme resiliência pois furou no início da prova. A corredora neerlandesa não baixou os braços e recuperou rapidamente do contratempo. Lucinda Brand, que liderava o pelotão, sofreu uma queda na terceira volta, e foi obrigada a desistir da prova. Pieterse assumiu o comando da corrida e conseguiu ganhar uma vantagem de 7 segundos sobre Inge van der Heijden, que aumentou para 20 segundos na última volta. O pódio ficou ocupado por Pieterse no primeiro lugar, Van der Heijden no segundo e Bäckstedt no terceiro. Resumo em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=60VvWSy5rrM&ab_channel=Eurosport Top 10 POSNOMETEMPO1PIETERSE Puck51:392VAN DER HEIJDEN Inge0:243BACKSTEDT Zoe0:414WORST Annemarie1:195ZEMANOVÁ Kristyna1:246VERDONSCHOT Laura1:297BENTVELD Leonie2:158VAS Blanka Kata2:379CANT Sanne2:4910MOLENGRAAF Lauren2:58 A Taça do Mundo avança agora para as duas rondas finais, em Benidorm a 21 de janeiro e Hoogerheide na semana seguinte. ### Beatriz Pereira muda de ares na Rio Miera Terceira época em Espanha para Beatriz Pereira promove reencontro com a antiga rival Beatriz Roxo. Uma conversa sobre maturidade e o que está por fazer no ciclismo feminino. Desde abril do ano passado que Beatriz Pereira sabia que o futuro não passava pela Bizkaia Durango. Foram meses a estudar a evolução do pelotão espanhol e tentar encontrar uma estrutura no escalão Continental. A exigente legislação introduzida pelo governo de Espanha em 2024 veio profissionalizar as equipas, mas complicou a procura de um lugar já que o pelotão Continental passou de oito a três equipas. A corredora de Vila Nova de Famalicão assinou pela Rio Miera Cantábria Deporte, após concluir com êxito a difícil adaptação ao escalão de elites que incluiu terminar o passado Giro de Itália. “Foram dois anos difíceis como era de esperar por ser sub-23. A preparação está a correr bem. Mudei de treinador, de equipa e precisava de mudar de ares. Mudar o método se queremos mudar os resultados. Estou muito contente e espero conseguir demonstrar isso nas corridas que muitas vezes é o mais difícil.” Beatriz Pereira Mulheres do Norte Na formação da Cantábria haverá três portuguesas: Beatriz Pereira chega à equipa onde já estava Beatriz Roxo, enquanto Marta Carvalho foi recrutada para as sub-23. As três foram campeãs nacionais de fundo em juniores e para as duas mais velhas a rivalidade sempre marcou a relação quando uma corria pela Bairrada e a outra pela Academia de Paredes. As Beatriz são mulheres do Norte: Pereira é famalicense e Roxo gaiense. O sonho de viver do ciclismo levou-as a passar a sub-23 no competitivo calendário espanhol e nada como passar dois anos fora da zona de conforto para diluir velhas rivalidades. “Já nos conhecemos há muito tempo. Em parte ela [Beatriz Roxo] foi responsável pelo sucesso que tenho hoje porque fez-me treinar mais e puxar por mim. Essa rivalidade era fruto da imaturidade. Quando as corridas em Portugal são o teu mundo é normal que fiques chateada quando perdes, mas tudo isso deixou de existir quando chegamos a Espanha. Todas as portuguesas estávamos super unidas porque é a maneira de termos alguém familiar, que fala português e que percebe os nossos costumes. Hoje em dia é isso que a Beatriz representa para mim.” “A base do ciclismo feminino tem que subir um nível” O calendário é provisório, mas Beatriz Pereira deve iniciar a época a 4 de fevereiro, na Volta à Comunidade Valenciana. A prova é de categoria 1.1 o que significa que não há restrições para a participação de equipas amadoras como a Rio Miera Os obstáculos estão mais acima: a nova legislação impede que estes projetos participem na Vuelta ou na Volta ao País Basco. “Tenho sentimentos contraditórios. Tem que se começar por algum lado e foi dado espaço suficiente às equipas para o fazerem por vontade própria. Mentiria se dissesse que não sinto que isto é injusto porque só Espanha e França estão a aplicar a legislação, não a nível da UCI. Pode haver equipas UCI a ocupar vagas em provas espanholas que eram preenchidas por equipas locais. Sinto que é uma medida necessária, incontornável porque a base do ciclismo feminino tem que subir um nível.” Aos 20 anos, Beatriz Pereira pensa o que diz sem receio de dizer o que pensa. Só assim foi capaz de ultrapassar momentos onde chegou a questionar se queria ser ciclista. Acerca da nova realidade em Espanha, que levou ao desaparecimento de várias equipas, a atleta considera que os projetos devem ser ambiciosos. “Se só trabalharmos o WorldTour, o topo, falta um escalão intermédio. É uma maneira de elevar o nível das provas porque se as atletas forem pagas podem fazer do ciclismo uma profissão a tempo inteiro e consequentemente o nível subirá. Se a base melhorar o pelotão ficará mais uniforme, porque sinto que no ciclismo feminino há 15 atletas que disputam todas as corridas e o resto do pelotão está um bocadinho desfalcado.” Créditos: Río Miera Cantabria Deporte Giro com a média de idades mais baixa desde 1996 A realidade é que o ciclismo feminino se divide em 15 equipas no WorldTour e uma segunda divisão Continental onde a maioria das estruturas trabalha de forma amadora. Pegamos no Giro do ano passado como exemplo. Nove Continentais correram a mais antiga corrida por etapas do calendário – a Bizkaia Durango foi uma delas. No mesmo pelotão tivemos Annemiek van Vleuten – que preparou a prova estagiando nos Alpes italianos – e Beatriz Pereira – convocada a uma semana do evento. “O Giro foi inesperado, provavelmente não estava tão bem preparada quanto gostaria, mas estou grata à Bizkaia porque a atleta que saiu do Giro foi diferente para melhor, apesar do sofrimento de tantos dias a perseguir o grupeto. Foi das melhores coisas que a Bizkaia me pode dar durante estes dois anos.” Em 2024 tivemos o Giro com a média de idades mais baixa desde 1996, um reflexo da transição geracional que acontece no pelotão feminino. As grandes Voltas podem estar fora do radar de Beatriz Pereira, mas o trabalho continua. O sonho de chegar ao topo é alentado pelo que não se vê: a fibra moral de uma miúda que, aos 19 anos e sem preparação específica, foi capaz de concluir um Giro onde se andou ao ritmo das profissionais. ### Red Bull quer entrar a sério no ciclismo através de parceria com a Bora-Hansgrohe A Red Bull planeia expandir o seu envolvimento no ciclismo de estrada e pretende uma parceria com a estrutura da equipa Bora - Hansgrohe. Ao tornar-se parceira da empresa de Ralph Denk, a Red Bull pretende ampliar o portfólio de patrocínios de longo prazo existentes da equipa. As informações sobre os planos da Red Bull dadas em comunicado de imprensa pela própria Bora-Hansgrohe: "A Red Bull pretende expandir seu envolvimento no ciclismo de estrada e pretende fazer uma parceria com a Bora-Hansgrohe", comunicou a equipa. De acordo a Autoridade Federal austríaca, responsável por supervisionar fusões e aquisições, a marca de bebidas energéticas Red Bull GmbH pretende efetuar uma "aquisição indireta de uma participação de controlo de 51% na RD pro cycling GmbH & Co KG e na RD Beteiligungs GmbH". As duas empresas detêm e administram a equipa Bora-Hansgrohe e pertencem ou são controladas pelo diretor da equipa Ralph Denk. O investimento da Red Bull no World Tour poderá significar uma alteração de estratégia para a marca de bebidas energéticas, bem como a denominação da própria equipa no futuro, mas não existem mais pormenores por enquanto. Wout van Aert é apenas um dos atletas patrocinados individualmente pela Red Bull. Recordemos que no seu portfólio de patrocínios a Red Bull tem uma equipa de Fórmula 1 e diversas equipas de futebol, no entanto a marca concentra normalmente os seus patrocínios em centenas de atletas individuais (por exemplo no World Tour, Tom Pidcock (Ineos Grenadiers), Blanka Vas (SD Worx), ou Wout van Aert (Visma-Lease a Bike)) e na produção do seu próprio conteúdo através das suas plataformas de streaming, red Bull TV e outras. Red Bull District Ride - Um dos muitos eventos patrocinados pela marca. De realçar também que a marca desenvolveu o programa "Red Bull Junior Brothers" com a equipa Bora-Hansgrohe, mas o envolvimento no ciclismo de estrada desta forma tem uma dimensão diferente e pode significar uma mudança significativa no futuro e nas ambições da equipa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Plapp e Brown campeões no arranque da época Domínio da Jayco – AlUla no contrarrelógio masculino e tricampeonato consecutivo para Grace Brown (Groupama-FDJ). Acontece do outro lado do mundo, mas importa assinalar já que se trata da primeira corrida oficial de 2024. O Campeonato Nacional da Austrália já mexe e os títulos de contrarrelógio foram entregues em Ballarat, situada a menos de 100 km de Melbourne, no sul do país. Na corrida masculina a Jayco – AlUla fez a tripla liderada pelo reforço Luke Plapp, que aos 23 anos soma o segundo título em elites de contrarrelógio. No pódio ficaram Chris Harper e Michael Hepburn, mas o 4º posto foi ocupado por outro membro da equipa “aussie”, Kelland O’Brien. Plapp trocou este ano a Ineos pela Jayco e além do contrarrelógio tem mais dois títulos nacionais na corrida de fundo de elites. Luke Plapp com as novas cores da Jayco Alula durante o contrarrelógio.Créditos: Con Chronis Grace Brown pelo terceiro ano consecutivo Na prova feminina mandou Grace Brown pelo terceiro ano consecutivo. A campeã do Tour Down Under passa a ter quatro títulos no crono já que em 2019 também venceu a prova. No pódio a atleta da FDJ – SUEZ teve a companhia de Brodie Chapman (Lidl-Trek) e Georgie Howe (Liv Jayco AlUla). No domingo disputam-se as corridas de fundo e a ação é retomada no dia 12 com o arranque do Tour Down Under feminino. Os homens correm primeiro a clássica Down Under, no dia 13, e iniciam a prova por etapas a 16 – Rúben Guerreiro e António Morgado abrem a época na Austrália. https://twitter.com/AusCycling/status/1742787722002256203 ### Vento de frente no ciclismo espanhol castiga portuguesas Profissionalização avança em 2024 e só Daniela Campos e Vera Vilaça têm equipa Continental. Maria Martins sai do WorldTour. O ciclismo feminino vive um período sensível. O crescimento do WorldTour está em velocidade cruzeiro, mas fora do máximo escalão o "frio" é tal que equipas e corredoras estão a bater o dente. Espanha e França estão a tentar modificar o cenário e em 2024 avançaram com legislação específica que obriga as equipas profissionais a serem mesmo profissionais. Até agora, a realidade do ciclismo do país vizinho era mais amadora do que profissional, mesmo que no início da temporada de 2023 tivessem a Movistar no WorldTour e oito Continentais. A sub-23 de primeiro ano Marta Carvalho troca a Extremossul pela Rio Miera em 2024.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Impacto sente-se nas provas WorldTour Se 2024 era um teste à solidez do ciclismo espanhol, o resultado foi a implosão do pelotão. A Movistar continua forte, mas na divisão abaixo só se mantêm Eneicat - CMTeam - Seguros Deportivos e Laboral Kutxa. Porquê? Porque a maioria não cumpriu os requisitos impostos pela Real Federação Espanhola de Ciclismo: corredoras com contratos de trabalho, diretores com máxima titulação da UCI e estrutura permanente. Em muitos casos isto significava duplicar o orçamento face a 2023 pelo que Farto BTC, Massi Tactic e Rio Miera Cantábria Deporte passaram de Continentais a amadoras, enquanto a histórica Bizkaia Durango e a Sopela desapareceram. Em maio já a Zaaf tinha fechado portas por incumprimentos salariais. Não é claro em que escalão se inscreveu a Soltec, que contratou a campeã da Volta a Portugal, Valeria Valgonen. Para estas equipas o impacto sente-se nas provas WorldTour, ficando excluídas da Vuelta, por exemplo. No entanto, continuam a poder correr eventos ProSeries e não terão grandes restrições nas categorias abaixo. Maria Martins aponta a Paris 2024 à espera de encontrar equipa.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Daniela Campos e Vera Vilaça sobrevivem à razia Ao longo dos anos algumas portuguesas têm passado por Espanha já que por cá o ciclismo feminino ainda está mais atrasado. Isso leva as ciclistas a correrem a troco de ajudas de custo, material e um calendário mais competitivo. Em 2023 houve seis atletas em equipas continentais espanholas e quatro até correram a Vuelta. O TopCycling contactou todas as atletas e averiguou que Vera Vilaça vai manter-se numa Continental UCI europeia e só aguarda que o anúnico seja público, já Daniela Campos sañta para a Eneicat - CMTeam - Seguros Deportivos mantendo-se em Espanha. Beatriz Roxo e Beatriz Pereira encontram-se na Rio Miera, onde também vai correr Marta Carvalho, que integra a equipa sub-23. Da Soltec saem Mariana Líbano – para a Efapel de Tiago Machado – e Sofia Gomes – para o Cantanhede Cycling. Fora do âmbito espanhol, mas entre as emigrantes do ciclismo português, está Maria Martins que saiu da Fenix-Deceuninck e procura equipa. O objetivo da ribatejana é ir aos Jogos Olímpicos de Paris – após ter sido 7ª no omnium em Tóquio – por isso iniciou a época ao serviço da seleção nacional de pista na preparação para o Europeu de Apeldoorn (10-14 de janeiro). ### Todos os novos equipamentos do pelotão World Tour 2024 Acabámos de entrar em novo ano e todos os ciclistas podem finalmente utilizar as cores desta temporada, mostramos-te os novos equipamentos de ciclismo World Tour 2024. Pouco a pouco as equipas foram apresentando os seus novos equipamentos de ciclismo, neste artigo reuno todos os novos equipemantos do World Tour 2024, de forma a saberes como vão ser as cores do pelotão World Tour este ano. Alpecin-Deceuninck Cycling Team A equipa da super estrela Mathieu van der Poel entra em 2024 com poucas alterações na imagem e patrocínios. A marca de bicicletas continua a ser Canyon. Arkea - B&B Hotels A equipa francesa conta este ano com o sprinter francês Arnaud Démare, que já luziu a "sua nova pele". A marca de bicicletas será a italiana Bianchi. Astana Qazaqstan Team A equipa do Cazaquistão mantém o padrão e a sua cor tradicional nos equipamentos. Créditos: SprintCycling Marca de bicicleta continua Willier Trestina Team Bahrain Victorious A equipa Bahrain altera bastante as cores e padrão principal dos equipamentos, sendo agora a cor predominante o branco em vez do laranja. Créditos: Charly López Créditos: Charly López A Merida continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. BORA – hansgrohe A equipa alemã mantém o design do ano passado, embora com com o tom fluorescente a dar maior destaque ao equipamento. Créditos - Team Bora-Hansgrohe A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa, havendo alteração na marca de transmissão e travões que passa a ser SRAM em vez de Shimano. Team Cofidis As cores dominantes continuam o vermelho e branco. Créditos - Team Cofidis A marca francesa Look continua a ser a fornecedora das bicicletas. Decathlon - AG2R La Mondiale Team A histórica estrutura francesa da AG2R, introduz a Decathlon como patrocinador principal da equipa. A poderosa empresa de equipamento desportivo é também a fornecedora das bicicletas da equipa. Créditos: P. Ballet / A. Broadway A marca de bicicleta será Van Rysel. EF Education-EasyPost A nova equipa de Rui Costa ainda apresentou oficialmente o equipamento para 2024, na mesma linha e com o rosa como cor predominante, continua a ser um dos equipamentos mais bonitos do pelotão. Créditos: Jered Gruber & Ashley Gruber | Gruber Images - EF Education EasyPost. A marca de bicicletas continua a Cannondale. Groupama-FDJ Tendo mudado por completo as cores na temporada passada, este ano a equipa francesa o visual dos seus equipamentos para a nova época. Créditos: Groupama - FDJ A marca de bicicletas deixará de ser La Pierre e passa a ser Willier Triestina. Team INEOS A equipa britânica apresenta novo design para 2024, no qual a cor laranja ganha maior destaque. Créditos: Ineos Grenadiers A marca de bicicletas continua Pinarello. Intermarché-Wanty Embora não tenha mudado muito, curiosamente o equipamento da Intermarché Circus Wanty Gobert passou a ser um dos mais bonitos de 2023. Créditos: Intermache-Wanty A marca de bicicletas continua a ser a Cube. Lidl-Trek A denominação Lidl-TREK surgiu ainda durante durante a temporada de 2023, o padrão de cores mantém-se. Créditos: Ross Bell Photo Curiosamente Mads Pedersen parece estar a utilizar um modelo de sapatos ainda não apresentado oficialmente. A marca de bicicletas continua a ser TREK. Movistar Team O equipamento da Movistar mantém o tradicional azul, alterando muoto pouco o design dos equipamentos. Créditos: Cxcling A marca de bicicletas continua a ser a Canyon. Soudal Quick-Step A Soudal Quick-Step mantém o padrão de design, sendo agora o azul um pouco mais predominante. Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Team dsm-firmenich PostNL A equipa ainda não anunciou o novo equipamento 2024. Deixamos o kit de 2023. Créditos: Team dsm-firmenich PostNL Team Jayco Alula A equipa Jayco Alula mudou bastante as cores predominantes do equipamento, passando a ser tricolor em vez de somente azul e branco. A marca de bicicletas continuará a ser ser a Giant. Team Visma - Lease a bike A Visma - Lease a bike é a nova denominação da estrutura que na passada temporada era a Jumbo Visma. As cor predominante continua a ser o amarelo, mudando ligeiramente o design, deixa de ter a faixa negra na diagonal. A marca de bicicletas mantém-se a Cervélo. UAE-Team Emirates A equipa da UAE-TeamEmirates mantém os padrões da última temporada, mas as mangas do jersey passam a ser inteiramente pretos em vez de ter tons de vermelho. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Alterações em muitos patrocínios: A marca de roupa deixa de ser Gobik e passa a ser Pissei; a marca de rodas deixa de ser Campagnolo e passa a ser Enve; transmissão e travões deixam de ser Campagnolo e passam a ser Shimano. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza A marca de bicicletas continua Colnago. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Guerreiro e Morgado abrem época na Austrália Tour Down Under é a primeira prova WorldTour de 2024. Rúben Guerreiro presente pela quarta vez, António Morgado estreia-se com a UAE Emirates. Pouco a pouco 2024 vai avançando e muitos corredores preparam-se para fugir ao inverno europeu e mudar-se para o verão australiano. Dia 12 de janeiro arranca o Tour Down Under para as mulheres, enquanto os homens fazem as honras a 16. Antes da prova rainha da Oceânia o pelotão masculino aquece no dia 13 na clássica Down Under. O contingente português – que este ano conta com sete corredores no WorldTour – estará representado por Rúben Guerreiro (Movistar) e António Morgado (UAE Emirates). O “Cowboy de Pegões” já tinha adiantado em entrevista ao TopCycling a presença na prova australiana, na qual em três ocasiões discutiu a classificação da Juventude, obtendo dois top 10 na geral individual (8º em 2019 e 9º em 2018). No caso do “Bigode Voador” é a estreia absoluta pela nova equipa e em eventos da máxima categoria. O vice-campeão mundial de sub-23 é um de seis reforços da UAE Emirates para a nova temporada. Créditos: Movistar Team Willunga Hill regressa O Tour Down Under apresenta-se mais duro do que em edições prévias já que pela primeira vez junta na mesma edição dois dos pontos mais duros da corrida: Willunga Hill e Monte Lofty. As dificuldades coincidem com a 5ª e 6ª etapas e serão passadas duas vezes cada. É no fim-de-semana que se encontrará o sucessor de Jay Vine, que no ano passado levou a geral por menos de meio minuto sobre Simon Yates (que ganhou no Monte Lofty) e Pello Bilbao. A icónica chegada a Willunga Hill – 3km e rampas máximas de 15,6% – regressa após ter sido feita pela última vez em 2020. Na altura Matthew Holmes surpreendeu o rei de Willunga, Richie Porte, que aí venceu em seis edições consecutivas. Vine não estará para defender o título, mas Yates irá com a Jayco Alula. Outros nomes fortes marcam presença como Julian Alaphillipe (Soudal Quick-Step) e Jack Haig (Bahrain Victorious), assim como jovens talentos que em 2023 marcaram o calendário sub-23 como o campeão da Volta a França do Futuro, Isaac del Tour (UAE Emirates), e o vencedor do Giro, Johannes Staune-Mittet (Visma Lease a Bike). https://www.youtube.com/watch?v=P23jwbrL_lg ### Rohan Dennis a contas com a justiça australiana O ex-ciclista australiano Rohan Dennis foi acusado de causar a morte de sua esposa, a atleta olímpica Melissa Dennis, após um acidente de viação em Adelaide. O acidente ocorreu próximo à casa da família no dia 30 de dezembro e Melissa faleceu no hospital no dia seguinte devido aos ferimentos. Melissa Hoskins, de 32 anos, foi atleta olímpica e campeã do mundo na pista, casando com Rohan Dennis em 2018. Da união nasceram dois filhos. A polícia australiana está a investigar o ocorrido e Rohan Dennis foi acusado por condução perigosa, sem ter os devidos cuidados e por colocar a vida em risco. Foi libertado sob fiança e deverá estar presente no tribunal em março. Rohan Dennis retirou-se do ciclismo profissional no final de 2023 após representar equipas como Jumbo-Visma, Ineos, Bahrain e BMC, tendo sido campeão do mundo de contrarrelógio em 2018 e 2019. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UAE Team Emirates confirmada na Figueira Champions / Casino Figueira A UAE Team Emirates, primeira do ranking mundial por equipas em 2023, está confirmada na “Figueira Champions / Casino Figueira” dia 10 de fevereiro de 2024. Será a décima e última formação do escalão World Tour a marcar presença na segunda edição da prova que ascendeu à classe 1. Pro do circuito UCI ProSeries, fechando o leque de equipas para 2024. João Almeida abre a temporada na Figueira Champions Classic De acordo com a organização, João Almeida estrá presente e vau abrir a época em “casa”, ao ser líder da UAE Emirates na Figueira da Foz. A equipa dos Emirados Árabes Unidos, orientada por Joxean Matxin, vai estrear-se no próximo ano na clássica que percorre as 14 freguesias do Município da Figueira da Foz. É a mais portuguesa das equipas WorldTour, com quatro corredores lusos a figurar no plantel de 2024: João Almeida, os gémeos Ivo Oliveira e Rui Oliveira e António Morgado, a mais recente contratação. Créditos: Sprint Cycling Agency - UAE Team Emirates No total serão 10 World Tour, quatro ProTeams e as equipas portuguesas. Comparativamente a 2023, vão ser mais quatro as equipas da primeira divisão mundial que vão integrar o pelotão da “Figueira Champions / Casino Figueira”. Queres correr como um profissional? Inscreve-te Dia 11 de fevereiro de 2024, dia seguinte à clássica, vai realizar-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Neste momento já se inscreveram mil participantes, sendo o limite de 1500, estando ainda a decorrer as inscrições AQUI. EQUIPAS CONFIRMADAS: 10 WorldTour (mais 4 do que em 2023): - Lidl-Trek (Estados Unidos da América) - Alpecin-Deceuninck (Bélgica) - Team dsm-firmenich (Países Baixos) - Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA - Arkéa Samsic (França) – ESTREIA - Intermarché-Circus-Wanty (Bélgica) - Movistar Team (Espanha) – ESTREIA - EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) - Soudal Quick-Step (Bélgica) - UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos) – ESTREIA 4 ProTeams (mais uma do que em 2023): - Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA - Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA - Euskaltel-Euskadi (Espanha) - Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Hulst Correu-se esta tarde em Hulst nos Países Baixos, a décima primeira ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse, num percurso rápido mas com algumas subidas e partes lamacentas que desafiaram as estrelas da modalidade. Corrida masculina - 7 em 7 para Van der Poel A corrida masculina ficou marcada por algumas quedas e conseguintes problemas mecânicos que prejudicaram Thomas Pidcock logo na primeira curva, e Van Aert na segunda volta. Iserbyt sprintou para primeiro e liderou a corrida na primeira volta, com muitos corredores agrupados atrás de si. O líder da Taça do Mundo acabou por ter uma enorme quebra acabando mesmo por abandonar a corrida. Laurens Sweeck assumiu as rédeas da prova com o prodígio Tibor del Grosso e Van der Poel logo atrás. O campeão do mundo não tardou em passar para a frente e iniciou mais uma das suas corridas a solo. https://twitter.com/UCI_CX/status/1741104847141695693 A perseguição ficou a cargo de Lars Van der Haar, Joris Nieuwenhuis e Pim Ronhaar. Os três corredores da Baloise Trek Lions mantiveram-se no segundo grupo até ao final da corrida, lutando entre si pelos restantes dois lugares no pódio, que acabou com Van der Haar em terceiro e Nieuwenhuis no segundo posto a 12 segundos de Van der Poel que manteve a sua hegemonia vitoriosa. Um pódio completamente neerlandês, feito que já não acontecia na Taça do Mundo masculina desde 1996 onde Adrie Van der Poel, pai de Mathieu, fez segundo lugar. Top 10 POSNOMETEMPO1VAN DER POEL Mathieu59:522NIEUWENHUIS Joris0:123VAN DER HAAR Lars0:204RONHAAR Pim0:305VAN AERT Wout0:436SWEECK Laurens0:537VANDEPUTTE Niels0:588KAMP Ryan1:049VANTHOURENHOUT Michael1:1510DEL GROSSO Tibor1:25 Corrida feminina - Pieterse mantém a grande forma Depois das luzes verdes, Maria Schreiber voltou a chegar na frente à primeira curva, mas Puck Pieterse não demorou a passar para a liderança da corrida e rapidamente ganhou dez segundos às restantes corredoras. Fem van Empel e Lucinda Brand iniciaram a perseguição à qual se juntou Alvarado. Créditos: UCI CX World Cup Pieterse acabou a primeira volta com 15 segundos de vantagem e foi aumentando a distância para as perseguidoras. Na terceira volta van Empel fez uma curva mais por dentro depois de uma descida e chocou com Lucinda Brand perdendo alguns segundos para o grupo perseguidor. https://twitter.com/PickxSports/status/1741085763922457022 Brand e Alvarado conseguiram baixar a diferença para a líder Pieterse e na última volta, num setor mais lamacento, Alvarado distanciou-se de Lucinda Brand e Alcançou Puck Pieterse. Carmen Alvarado acabou por pagar o esforço da perseguição e Puck Pieterse conseguiu distanciar-se no final da última volta levando a vitória. O último lugar do pódio em Hulst ficou reservado para Lucinda Brand. Top 10 1PIETERSE Puck51:052ALVARADO Ceylin Del Carmen0:063BRAND Lucinda0:124VAN EMPEL Fem0:165CASASOLA Sara1:586BENTVELD Leonie''7VAS Blanka Kata2:098SCHREIBER Marie2:239WORST Annemarie2:2610ZEMANOVÁ Kristyna2:35 https://twitter.com/UCI_CX/status/1741096214785818711 Resumo vídeo https://www.youtube.com/watch?v=N1fK_KMm9E0 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sanne Cant atinge as 125 vitórias! Lenda do ciclocrosse consolida estatuto entre as melhores da história. Sábado, em Hulst, juntam-se as craques para fechar 2023. No Exact Cross, em Loenhout, último evento de ciclocrosse esta época na Bélgica, chegou a muito aguardada vitória de Sanne Cant, a 125ª de uma carreira ímpar. A 14 vezes campeã nacional não vencia um crosse desde os Nacionais disputados em janeiro deste ano. Para encontrar o último triunfo em provas C1 – nível do Exact Cross, Superprestige e Troféu X2O – é preciso recuar a fevereiro de 2019 e ao Superprestige de Hoogstraten! Foi longa a espera de Sanne Cant, que entre 2014 e 2019 fez quatro épocas consecutivas acima das 19 vitórias, colocando a fasquia nas 23 em 2014/2015. “Há muito que não ganhava uma corrida excetuando os Nacionais da Bélgica por isso sabe muito bem. Fui uma das que fiz três dias consecutivos. Ontem acabamos tarde. Vencer é difícil com esta nova geração. Estou contente por ter corrido bem hoje.” Sanne Cant ao Eurosport. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1740727598496313852 Sanne Cant é uma das melhores de todos os tempos Na ausência da campeã mundial, Fem van Empel, da líder da Taça do Mundo e do Superprestige, Ceylin del Carmen Alvarado, a belga Sanne Cant despachou a checa Kristýna Zemanová (Brilon Racing Team MB) e a colega de equipa na Crelan-Corendon, Manon Bakker, que venceu em Val di Sole. O Exact Cross só volta a 20 de janeiro em Zonnebeke, mas este sábado há Taça do Mundo em Hulst (em direto no Eurosport às 12:30). Com 125 vitórias na carreira, três títulos mundiais, três Taças do Mundo e quatro Troféus Superprestige Sanne Cant é uma das melhores de todos os tempos. A corredora de Antuérpia divide o destaque com Marianne Vos, recordista de triunfos na Taça do Mundo, sete vezes campeã mundial e que tem 108 provas no palmares. A neerlandesa sempre conciliou ciclocrosse e estrada, enquanto a belga priorizou o ciclocrosse, só que Vos abdicou de correr este inverno para recuperar da intervenção à artéria ilíaca. Na lista das históricas nota ainda para a americana Katie Compton, que se retirou com 137 vitórias, embora uma boa fatia delas tenha sido em eventos C2. ### Três talentos que vão explodir no ciclismo em 2024 Será 2024 o ano do Touro De Lie? Terá a Noruega um classicómano de topo mundial em Wærenskjold? Poderá Martinez salvar a França no Tour? Na temporada passada vários atletas atingiram patamares altos em termos de rendimento. Neilson Powless, Mathias Skjelmose, Fred Wright, Ethan Vernon, Matteo Jorgenson são exemplos de corredores que se apresentaram nas suas melhores versões. Como será em 2024? Quem são os talentos que vão explodir no ciclismo? Optei por selecionar um sprinter, um classicómano e um voltista. https://www.youtube.com/watch?v=Ui_a67lBaz4 O triunfo insólito de Arnaud De Lie na Famenne Ardenne. Lê ainda: Três nomes que se retiram do ciclismo em 2023 De Lie é tão forte que ganhou só com uma perna Com perto de 1,80 de altura e pesando 77 quilos... o Touro de Lescheret! Imaginem um ringue de boxe e um lutador com cara fechada e punhos de aço. Arnaud De Lie apareceu de rompante no ciclismo de elite, como uma espécie de touro enraivecido que a Lotto-Dstny preparou na equipa de sub-23. Em dois anos como profissional somou 24 vitórias e em 2023 subiu o nível ganhando pela primeira vez no WorldTour, no GP Québec. Foi um ano excelente do sprinter que totalizou 55 dias de competição, 13 vitórias e 38 top 10. No Québec – prova com 201 km e um circuito rompe pernas com 3000 metros de desnível positivo acumulado – o Tour impôs-se a Corbin Strong e Michael Matthews, bicampeão no evento québécois. De Lie é tão forte que ganhou só com uma perna a Famenne Ardenne! A potência trabalhou-a ajudando o pai exploração agrícola em Libramont, onde cresceu e onde criam vacas. Se há uma exibição que fica de 2023 foi a do Europeu. Num percurso duro com várias ascensões ao inclinado Vamberg, De Lie rebentou com o grupo dos favoritos na última volta e serviu a vitória ao colega Wout Van Aert... que falhou e perdeu para Christophe Laporte. Nesse dia viu-se que De Lie é muito mais do que sprinter e pode aspirar a grandes coisas, incluindo a ganhar a Volta à Flandres! https://www.youtube.com/watch?v=oZ-aGsqbhnM Norueguês Wærenskjold brilha no Saudi Tour ganho por Rúben Guerreiro. Lê também: Três momentos subestimados no ciclismo em 2023 Soren Waerenskjold está em fase de consolidação Tem 23 anos e desde os 18 que corre entre profissionais. Soren Waerenskjold está em fase de consolidação depois de fechar 2023 com seis vitórias. Começou a ganhar em fevereiro, no Saudi Tour, despachando Jonathan Milan e Ces Bol num final em subida e rampas de 13 por cento. Terminou a levantar os braços em agosto, como campeão do Tour Poitou-Charentes. Pelo meio deu o triunfo a Alexander Kristoff em Lagos lançando o veterano sprinter na Algarvia. Waerenskjold é natural de Mandal, no sul da Noruega. Tem um físico impressionante (mede 1,95 e ronda os 90 quilos) que lhe permite adaptar-se a vários terrenos. É dos melhores roladores do pelotão, tem um bom sprint e defende-se nas subidas curtas e explosivas. Nos invernos aproveita para regressar ao ciclocrosse, onde foi campeão nacional em juniores e em elites. Waerenskjold é um todo o terreno que reúne as características para se mostrar nas clássicas do pavê. Em 2018 foi 2º na Gent-Wevelgem júnior ganha num sprint a dois por Samuele Manfredi. O italiano era campeão europeu de perseguição, foi 2º em Roubaix e já estava na FDJ. Um choque frontal com um carro acabou-lhe com a carreira. Dois júniores destinados ao êxito tiveram destinos diferentes. Manfredi nunca mais pegou numa bicicleta enquanto Waerenskjold teve uma passagem espetacular em sub-23 (título mundial de contrarrelógio e três etapas no Tour de l’Avenir) e é um dos líderes da Uno-X. https://www.youtube.com/watch?v=wkR4Fege7YY Lenny Martinez, um talento forjado no Mont Ventoux. Lê ainda: Três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023 Lenny Martinez tem ADN de campeão É muito difícil chegar ao WorldTour e causar o impacto que causou Lenny Martinez. O neo-pro da Groupama-FDJ tornou-se o mais jovem líder da história da Vuelta a Espanha aos 20 anos e 51 dias superando o recorde de Miguel Indurain. Martinez teve um trajeto prometedor na equipa de desenvolvimento da Groupama-FDJ e tem genes de ciclista – o avô Mariano ganhou a medalha de bronze no Mundial de 1974 atrás de Eddy Merckx e de Raymond Poulidor, enquanto o pai Miguel foi campeão olímpico de mountain bike em 2000, em Sidney. Lenny Martinez tem ADN de campeão. A terceira geração da família de ciclistas não demorou a mostrar serviço e na Mercan'Tour Classic, em maio, obteve o primeiro top 10 como profissional (foi 4º). Antes, na Volta à Catalunha, já tinha sido 12º. Em abril foi batido por Victor Lafay na clássica Grand Besançon Doubs. Em evidente boa forma, Lenny Martinez estreou-se a ganhar em junho após dupla subida ao Mont Ventoux. Sucedeu a Rúben Guerreiro como campeão! Depois veio a glória na Vuelta a Espanha. Chegada ao Observatório de Javalambre, vitória de Sepp Kuss. O 2º na meta foi Lenny Martinez – novo líder da corrida. Comandou dois dias até que Kuss agarrou na vermelha definitivamente. Terá a França encontrado o sucessor de Bernard Hinault? A Groupama-FDJ vai ter missão difícil para proteger o talentoso trepador da ânsia dos franceses em encontrar um campeão e 2024 não será o ano ideal já que teremos dois contrarrelógios individuais. Mesmo assim, o calendário é suficientemente vasto para permitir a Lenny Martinez consolidar-se como voltista. ### A história de Felipe Nystrom, o costarriquenho atropelado por Mathieu van der Poel Um dos momentos marcantes da Taça do Mundo em Gavere no Boxing Day 2023, foi quando Mathieu van der Poel passou (dobrou) o costarriquenho Felipe Nystrom.  https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1739658114863931474 A história de Felipe Nystrom O atleta de 40 anos da Costa Rica é um verdadeiro herói de culto na modalidade, conhecido pela sua história de vida e pela forma como o ciclismo o tem ajudado a superar as dificuldades. https://twitter.com/Xof_Impens/status/1472639268224999434 Felipe Nystrom é filho de mãe americana, que foi voluntária numa tribo indígena na Costa Rica, ele nunca conheceu o pai, que era membro dessa tribo mas não quis ficar com eles. Desde cedo, Nystrom enfrentou dificuldades na sua vida: abusos durante a infância, problemas com vícios e até mesmo tentativas de suicídio. No entanto, ele encontrou um novo rumo na sua vida ao descobrir o ciclismo. Com dedicação pela modalidade, conquistou o título de campeão de estrada da Costa Rica em 2019 e mais recentemente, começou a competir em ciclocrosse. Felipe Nystrom é um fã que concretizou o sonho de poder competir junto dos melhores. Na passada terça-feira, durante a corrida de ciclocrosse em Gavere, entusiasmado com a atmosfera belga, Nystrom decidiu tirar uma selfie com um de seus muitos fãs. Infelizmente, ao voltar a subir para a sua bicicleta novamente, não percebeu se aproximava em grande velocidade "O Foguetão van der Poel". Para evitar uma queda quando dobrava Nystrom, Mathieu van der Poel teve que empurrar o costarriquenho e o episódio tornou-se viral muito rapidamente. Profundamente abalado, Nystrom tomou uma decisão drástica e anunciou que irá parar de competir após a corrida em Hulst. Em entrevista ao Sporza, expressou a sua tristeza pelo incidente, assumindo totalmente a responsabilidade: "Foi 1000% minha culpa o que aconteceu. Mathieu teve que me empurrar – deveria ter sido ainda com mais força. Eu estava no meio do caminho e sinto-me muito mal por isso. Preocupa-me que Mathieu seja mal interpretado". Felipe Nystrom recebeu tanto críticas como apoio dos fãs após o incidente, e demonstrou enorme tristeza pelo impacto negativo que trouxe a Mathieu van der Poel: "Algumas pessoas dizem que sou estúpido, outras dizem que Van der Poel não precisava empurrar. É mau que ele tenha tido impacto negativo por causa da situação em que eu o coloquei, gostava de lhe pedir desculpa." Sobre a sua decisão de encerrar a carreira desportiva no ciclocrosse, o costarriquenho sente que é um erro grande de mais para continuar: "Eu não mereço estar aqui. Sonhei e consegui, mas meu erro de terça-feira é demasiado grande para prosseguir... " Mathieu van der Poel reagiu Depois da história de Felipe Nystrom chegar aos media, Mathieu van der Poel reagiu, dizendo que já conhecia a história do atleta costarriquenho. Também em declarações ao Sporza, o holandês voador encorajou Nystrom a não desistir do seu sonho. “Conheço a história de Felipe Nystrom e tenho simpatia por ele, mas ontem pregou-me um belo susto, pensei que ele tinha parado para me deixar passar, mas de repente ele quis voltar a pedalar no momento em que passava. Fiz força para me manter direito e não bater com a bicicleta”, explicou Mathieu van der Poel. Esperemos que Nystrom continue, pois é um exemplo de como o ciclismo é um desporto de proximidade, no qual profissionais e amadores podem partilhar um circuito, uma estrada, uma volta, mas acima de tudo como pode mudar a vida das pessoas. ### Três atletas com algo a provar no ciclismo em 2024 Um super atleta que falhou em 2023, um sprinter em horas baixas e dois bad boys. Van Aert, Ewan, Moscon e Tiberi têm algo a provar em 2024. Ao longo de uma carreira há altos e baixos. A forma como os atletas encaram o êxito e a decepção marca a sua trajetória na alta competição. Por terem um enorme talento e muito para oferecer ao ciclismo destacamos três atletas com algo a provar em 2024. Todos têm distintas motivações e contextos que os fizeram chegar a este momento de certo impasse no pelotão. Saibam porque a época que agora se inicia será importante para Wout Van Aert, Caleb Ewan, Gianni Moscon e Antonio Tiberi. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Lê também: Três vitórias icónicas no ciclismo em 2023 Desafio gigante para Van Aert Aos 29 anos, Wout Van Aert prepara-se para fazer uma modificação importante no calendário. Pela primeira vez que apresenta-se no Giro, embora sem ambição de batalhar pela classificação geral. A Bélgica não tem tradição recente na prova: na última década só Laurens de Plus fechou top 10 no Giro e na passada edição. Van Aert é multifacetado e basta olhar para 2023 para o comprovar: nove vitórias na época de ciclocrosse, triunfos na E3 Saxo Classic e no Nacional de contrarrelógio como pontos altos da temporada de estrada! Ótimo para outro qualquer, mas não será pouco para tanto talento? Faltam as vitórias que definem uma carreira como obteve Mathieu van der Poel, que tem mais Monumentos, mais vitórias UCI e mais títulos mundiais no ciclocrosse e na estrada. O facto de o neerlandês já ter Sanremo, Roubaix e Mundial marca a diferença. É uma boa notícia que Van Aert não abdique da faceta de classicómano, mesmo abrindo um novo capítulo na carreira. Faz-me recordar outro herói de Herentals, Rik Van Looy, o primeiro a vencer os cinco Monumentos. O "Imperador" venceu etapas nas três "grandes", dois títulos mundiais e marcou os anos 60. Poderá o conterrâneo Van Aert fazer algo parecido? Lê também: Três momentos subestimados no ciclismo em 2023 O apagão de Caleb Ewan Quando entrevistei Caleb Ewan em janeiro de 2023 tudo parecia bem. O australiano estava a treinar bem, tinha sido pai e estava em casa depois de nos anos da pandemia ter tido que permanecer na Europa. O certo é que a época não podia ter corrido pior ao Pocket Rocket ao ponto de ter saído da Lotto Dstny quando ainda tinha um ano de contrato. Em 2024 Ewan vai correr na Jayco-Alula, regressando à estrutura que o lançou na alta roda do ciclismo em 2015 e ao serviço da qual obteve 30 das 69 vitórias que ostenta no curriculum. Foram cinco anos agridoces na Lotto, aonde chegou para substituir André Greipel. As três primeiras épocas foram boas: quatro etapas no Giro de Itália, cinco no Tour de France e 23 triunfos. O problema veio nas duas últimas onde só venceu em oito ocasiões. Ewan perdeu fulgor e a Lotto também, tanto que foi despromovida à segunda divisão. Talvez o mais feio tenha sido a forma como saiu, acusado de falta de profissionalismo pelo diretor-geral, Stéphane Heulot, quando abandonou o Tour de France na 13ª etapa. Ewan contemplou retirar-se, mas felizmente decidiu continuar na Jayco. Oxalá o regresso à zona de conforto recupere um dos grandes sprinters desta geração. https://www.youtube.com/watch?v=4njWrPI7HtE Gianni Moscon parecia ir a caminho da vitória na Paris-Roubaix até que tudo lhe correu mal. Lê ainda: Três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023 Moscon e Tiberi têm tudo para ser felizes Dois italianos têm muito a mostrar em 2024 por diferentes motivos: Gianni Moscon e Antonio Tiberi. É mais complexo o caso de Moscon, que vem de dois anos fracos na Astana. Nada a ver com os anos da Ineos, onde venceu 11 vezes e só não ganhou a Paris-Roubaix de 2021 porque furou e caiu quando ia a caminho da glória. Moscon tem 29 anos e é um classicómano numa equipa que adora as clássicas, mas que perdeu referências e foi superada por Jumbo-Visma e UAE-Emirates neste terreno. A Quick-Step recruta Il Trattore e parece um casamento perfeito. Moscon é de Trento, tem uma quinta onde produz maçãs e é fascinado por tratores. Encaixa no perfil de flandrien por estilo e cultura. Vencendo na Flandres ou em Roubaix pode-se retirar em paz. https://www.youtube.com/watch?v=HU1WF9j9Jy0 Antonio Tiberi foi campeão mundial júnior de contrarrelógio de forma épica. Tiberi já mostrou que sabe dar a volta por cima Para Antonio Tiberi a prioridade é relançar a carreira. Trata-se de um miúdo cheio de potencial, que foi campeão mundial de contrarrelógio em 2019 dando a volta a um azar mecânico que parecia sentenciá-lo à derrota. Em sub-23 também fez uma excelente progressão. No emblemático Troféu Cidade de San Vendemiano fez um solo de 55 km... a mesma corrida onde venceu Gianni Moscon em 2015. Tiberi já mostrou que sabe lidar com as pedras no caminho e bem vai precisar depois de ter matado um gato com uma espingarda de chumbo. É uma daquelas coisas estúpidas que estraga uma vida, mas o jovem de Frosinone recebeu uma segunda oportunidade na Bahrain Victorious. É uma estrutura com muitos italianos, corredores veteranos e diretores que apostam nele ao ponto de ter assinado em junho e ainda ter feito 39 dias de competição. O 18º posto na Vuelta e o facto de ter fechado forte a terceira semana mostram que temos ciclista. ### Taça do Mundo de ciclocrosse - Gavere Realizou-se esta tarde a décima ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse em Gavere na Bélgica onde Van der Poel somou a quarta vitória consecutiva e Puck Pieterse acabou com a hegemonia de Van Empel. Corrida masculina - Van der Poel continua sem rival Depois da Taça do Mundo de Antuérpia, Mathieu van der Poel também venceu a corrida em Gavere. O campeão do mundo voltou a atacar no início da corrida sem que ninguém o conseguisse seguir. Wout van Aert e Tom Pidcock ocuparam os dois lugares restantes do pódio. Lars Van der Haar arrancou melhor e abriu as hostilidades até meio da primeira volta. A partir daí, Van der Poel tomou as rédeas da corrida e no fim da primeira volta levava oito segundos para Van Aert com Joris Nieuwenhuis, Lars van der Haar e Michael Vanthourenhout num grupo perseguidor mais atrasado. A vantagem de Van der Poel foi aumentando e apesar dos esforços de Van Aert na perseguição, a vantagem aumentou para 30 segundos no fim da segunda volta. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1739658114863931474 Enquanto que Van der Poel corria tranquilo na liderança, Pidcock fez uma corrida mais atarefada já que saiu da quarta fila e teve um problema com a corrente na segunda volta. O corredor britânico não baixou os braços e fez uma corrida de trás para a frente acabando no último lugar do pódio. https://twitter.com/UCI_CX/status/1739733435336323073 Top 10 POSNOMETEMPO1VAN DER POEL Mathieu1:07:062VAN AERT Wout0:363PIDCOCK Tom0:584NIEUWENHUIS Joris1:075VAN DER HAAR Lars1:366ISERBYT Eli2:277VANTHOURENHOUT Michael2:318RONHAAR Pim2:379VERSTRYNGE Emiel3:0510MASON Cameron3:22 Corrida feminina - Puck Pieterse vence na Taça do Mundo pela primeira vez na temporada Puck Pieterse foi a mais forte na lama de Gavere. A campeã dos Países Baixos atacou logo na primeira volta e conseguiu travar Fem van Empel e Ceylin Alvarado. Marie Schreiber, como já nos habituou arrancou melhor em Gavere. A luxemburguesa arrancou para a liderança do pelotão com Puck Pieterse e Fem van Empel no seu encalço. Pieterse rapidamente assumiu o comando e passou as suas rivais conseguindo uma pequena diferença. https://twitter.com/tomasvds/status/1739710529843744771 A meio da primeira volta, Pieterse cometeu alguns erros, permitindo que Ceylin del Carmen Alvarado a alcançasse. Na perseguição, Van Empel e Brand juntaram forças tendo perdido 15 segundos na primeira volta. Pieterse ganhou algum espaço na segunda volta devido a alguns erros de Alvarado e seguiu sozinha na frente enquanto que Van Empel descarregou Brand e iniciou a perseguição ao segundo lugar. Com mais um erro de Alvarado a campeã do mundo não hesitou a colocou-se no segundo lugar. Pieterse ganhou com uma vantagem de 28 segundos sobre Van Empel acabando assim com uma série de 11 vitórias seguidas da ciclista da Jumbo Visma. https://twitter.com/UCI_CX/status/1739724457684455722 Top 10 POSNOMETEMPO1PIETERSE Puck55:092VAN EMPEL Fem0:283ALVARADO Ceylin Del Carmen0:474BRAND Lucinda1:385VAS Blanka Kata2:186BACKSTEDT Zoe3:077CASASOLA Sara3:238VAN DER HEIJDEN Inge3:359BETSEMA Denise3:4410BAKKER Manon3:49 ### Soudal Quick-Step de volta à “Figueira Champions / Casino Figueira” A Soudal Quick-Step é a nona equipa do escalão World Tour confirmada para participar na segunda edição da “Figueira Champions / Casino Figueira” que vai para a estrada no dia 10 de fevereiro do próximo ano.  Após conquistar a edição de estreia deste ano, por intermédio de Casper Pedersen, a formação belga regressa à Figueira da Foz para correr a clássica que faz agora parte da classe 1. Pro do circuito mundial ProSeries. A equipa do World Tour terceira no ranking mundial, estará de novo no Município da Figueira da Foz depois de este ano ter vencido a Classificação Geral com o dinamarquês Casper Pedersen a ser o mais forte na discussão ao sprint. O seu colega de equipa Rémi Cavagna conquistou a Camisola Verde (Sprints Especiais), numa corrida onde o coletivo, como é lema da equipa, se destacou. A “Figueira Champions / Casino Figueira” terá transmissão televisiva em direto, assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). Esta é mais uma formação de relevo, que se junta a um já pelotão recheado de qualidade. CONFIRMAÇÕES até ao momento: WorldTour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América) Alpecin-Deceuninck (Bélgica) Team dsm-firmenich (Países Baixos) Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA Arkéa Samsic (França) – ESTREIA Intermarché-Circus-Wanty (Bélgica) Movistar Team (Espanha) – ESTREIA EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) Soudal Quick-Step (Bélgica) ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA Euskaltel-Euskadi (Espanha) Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) Queres correr como um profissional? Inscreve-te Dia 11 de fevereiro de 2024, dia seguinte à clássica, vai realizar-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Neste momento já se inscreveram mil participantes, sendo o limite de 1500, estando ainda a decorrer as inscrições AQUI. ### Fem van Empel travada por Puck Pieterse Campeã mundial e europeia levava 11 vitórias em 11 provas, mas a sequência parou em Gavere. Onde encaixamos Fem van Empel nos últimos 20 anos de ciclocrosse? É tão forte que com apenas 21 anos já nos obriga a puxar dos livros de história e estatística do ciclocrosse. Fem van Empel está a fazer algo que nenhuma mulher conseguiu nos últimos 20 anos: ganhar todas as corridas em que participa! Após mais um triunfo na Taça do Mundo durante o Kerstperiode – venceu o Exact Cross de Mol e os eventos da Taça do Mundo em Antuérpia e Gavere – a corredora da Visma Lease a Bike mantém-se imbatível mesmo optando por um calendário cirúrgico sem a pressão da classificação geral da Taça do Mundo. O objetivo de Van Empel é o Campeonato do Mundo, em Tabor, em fevereiro. Em novembro já renovou o título europeu em Pontchateau. Depois virá a época de estrada na qual se tentará afirmar o nas Ardenas e em provas por etapas após um primeiro ano prometedor. A transição da Pauwels Sauzen-Bingoal para a Visma Lease a Bike – e do ciclocrosse para a estrada – permitiu a Van Empel correr o Giro de Itália (11ª na geral e 2ª na Juventude) e mostrar na Volta a França do Futuro que é capaz de vencer nas montanhas Jura, juntar a classificação por pontos e ainda ser 6ª na edição de estreia da corrida sub-23. https://twitter.com/UCI_CX/status/1739219649701507543 Aspirar a atingir a barreira das 20 vitórias Com janeiro e fevereiro pela frente há margem para que Fem van Empel possa aspirar a atingir a barreira das 20 vitórias esta temporada. Após ter fechado 2021/2022 com 16 triunfos (sete na Taça do Mundo, cinco no Troféu X2O, Campeonato do Mundo e da Europa) e já tendo 11 na presente época é normal compará-la com os melhores anos anos de Lucinda Brand e de Sanne Cant. Brand dominou entre 2020 e 2022 em duas épocas onde obteve 12 e 20 triunfos, respetivamente. Cant esteve no auge entre 2014 e 2018 conseguindo quatro temporadas nas quais nunca baixou das 19 vitórias – a melhor foi 2014/2015 com 23 provas ganhas. Créditos: UCI CX World Cup Marianne Vos serve como referência Nas bases de dados do ciclocrosse não encontramos nada parecido com estes números recuando até 1999. Nem no virar do milénio com a rivalidade entre Daphny van den Brand e Hanka Kupfernagel, nem posteriormente com a chegada de Marianne Vos, Katie Compton e Katherina Nash. Neste período as vitórias foram-se repartindo entre as três, embora Vos tenha dominado em 2011/2012 com 17 vitórias e Compton igualado esse registo na época seguinte (embora os Mundiais tenham caído para Vos em ambas temporadas). Marianne Vos serve como referência para Fem van Empel. A jovem sensação ainda está longe dos oito títulos mundiais e das 108 vitórias da Campeoníssima no ciclocrosse, mas tem uma boa professora já que são colegas de equipa. Tudo se parece alinhar para que Fem van Empel tenha um futuro brilhante. O talento nascido em Sint Michielsgestel, na Brabante do Norte, perto da fronteira com a Bélgica, tomou uma excelente decisão ao trocar o futebol pelo ciclismo. ### Sorteio de Natal Topcycling.pt - Ganha uns óculos como os de Tadej Pogacar ALERTA!!! Sorteio NATALÍCIO!!! Temos uma pequena prenda, vamos sortear uns óculos Scicon Aeroscope que só foram utilizados no nosso teste. É o modelo de óculos utilizado por Tadej Pogacar e João Almeida, entre outros profissionais do World Tour e têm um valor de €220.00 no site da marca. Vê o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=sDJNmwMov3s&t= Regras do sorteio Para entrares no concurso só tens que fazer o seguinte: 1 - Ser subscritor do nosso canal Youtube topcyclingpt . 2 - Fazer "like" 👍🏼 neste vídeo e ativar o sino das notificações do canal. 3 - Deixar um comentário neste vídeo, no nosso canal Youtube, dizendo o que pensas do site sobre bicicletas e ciclismo www.topcycling.pt Dia 03/01/2024 será escolhido um comentário aleatório neste vídeo no canal Youtube (tem que ser de um subscritor do canal Youtube) através de uma aplicação, e divulgaremos o vencedor no nosso site nas nossas redes sociais. (Responderemos ao comentário sorteado para acertar o envio). Cada utilizador pode deixar mais do que um comentário. Concurso não válido para fora de Portugal. Para vencedores das ilhas ( arquipélago dos Açores e Madeira) terá um custo de €15,00 (Portes de envio). Aqui podes ver o teste dos óculos https://www.youtube.com/watch?v=k5DvtYNkbgg&t= O TopCycling.pt deseja um Feliz Natal a todos, obrigado por acompanharem o projeto. Boa sorte e FELIZ NATAAAAAAL!!! Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Antuérpia A nona ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse teve lugar em Antuérpia, uma prova muito aguardada por marcar o primeiro grande embate da temporada entre os “Big 3”, Mathieu van der Poel, Wout van Aert e Tom Pidcock na corrida masculina. Corrida feminina Após uma corrida dura, e com o vento a fazer-se sentir no circuito de Antuérpia, Fem van Empel venceu novamente nesta competição. A corredora da (Team Jumbo-Visma), cruzou a linha de meta em primeiro, após ganhar vantagem no fim da quarta volta. Lucinda Brand foi 2ª e Puck Pieterse foi 3ª. Fem van Empel e Lucinda Brand destacaram-se desde a partida, as duas corredoras holandesas fizeram uma corrida à parte, e após uma volta, já tinham uma curta vantagem sobre Puck Pieterse e Ceylin del Carmen Alvarado. A luta para a vitória ia sendo feita por Fem van Empel e por Lucinda Brand, mas no final da quarta volta, a campeã do Mundo abriu uma vantagem que nunca mais fechada, acabando por vencer. https://twitter.com/PickxSports/status/1738555600521371933 TOP 10 POSNOMETEMPO01VAN EMPEL Fem 52:0002BRAND Lucinda + 1803PIETERSE Puck + 5504ALVARADO Ceylin del Carmen + 01:2605VERDONSCHOT Laura + 01:3606VAN ANROOIJ Shirin + 01:4707VAN DER HEIJDEN Inge + 02:0608SCHREIBER Marie + 02:1709BENTVELD Leonie + 02:3510BACKSTEDT Zoe + 02:42 Corrida Masculina Após um início atribulado para Mathieu van der Poel, o corredor holandês mesmo assim cruzou a linha de meta em primeiro. Wout van Aert foi 2° e Eli Iserbyt foi 3°. O alarme fez-se soar para Thomas Pidcock e para Mathieu Van der Poel, após uma queda no início da corrida. Estes corredores viram-se logo obrigados a fazer uma recuperação para a frente da corrida. A história da corrida resume-se principalmente nas últimas quatro voltas, nas quais Mathieu van der Poel se conseguiu colocar na frente da corrida, impondo um ritmo fortíssimo abrindo uma vantagem nunca mais fechada . https://twitter.com/PickxSports/status/1738580272428273804 TOP 10 POSNOMETEMPO01VAN DER POEL Mathieu 01:00:2002VAN AERT Wout + 2903ISERBYT Eli + 3704SWEECK Laurens + 4305NIEUWENHUIS Joris + 4606VAN DER HAAR Lars + 01:0007VANDEPUTTE Niels + 01:0708PIDCOCK Tom + 01:1409NYS Thibau + 01:2210VANDEBOSCH Toon + 01:26 ### Há mais um Nys no ciclismo e a coisa promete! Thibau Nys contou ao TopCycling sobre o dia em que quase bateu Mathieu van der Poel e quais os objetivos na estrada com a Lidl-Trek. Não é uma pessoa paciente, mas podemos achacar essa impetuosidade aos 21 anos, ao talento – foi campeão mundial em juniores e em sub-23 no ciclocrosse – ou por ser filho de uma lenda. Thibau Nys é filho de Sven Nys e na Bélgica o pai é o “O Canibal de Baal”, rei do ciclismo da lama e dos circuitos florestais. É um gosto adquirido. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Claro que para fidelizar os fãs ajuda o Eurosport ter começado a transmitir grande parte dos eventos da Taça do Mundo e do Superprestige. A geração posterior aos dois “monstros” do crosse tem uns grandes sapatos para calçar, mas havendo um Nys a expetativa é enorme. A fazer a primeira época completa com os elites, Thibau venceu em Beringen (Exact Cross), em Waterloo (Taça de Mundo) e o Koppenbergcross (Troféu X2O). Seguiu-se um mês sem qualquer top 5. Foi a altura certa de fazer uma pausa antes de voltar à carga no Kerstperiode, que arrancou a 22 de dezembro – no Exact Cross de Mol – e termina a 1 de janeiro – no GP Sven Nys em Baal. São oito provas em 11 dias onde só se compete e recupera, não há tempo para treinar. “Nas primeiras cinco ou seis semanas da época de ciclocrosse atinges um nível que te permite ganhar corridas e quando baixas o nível não ficas contente. Claro que por isso é que estou a estagiar, para recuperar esse nível, mas queres ganhar e que as vitórias cheguem o mais depressa possível.” Vamos vê-lo na Taça do Mundo – Antuérpia, Gavere e Diegem – e em Baal, no circuito desenhado pelo pai. Em janeiro e fevereiro há dois grandes objetivos: Nacionais e Mundial de Tabor. “Quero fechar a época de ciclocrosse com nota alta tal como comecei. Descansar bem e ser melhor na estrada do que fui na época passada. Ser mais consistente, constante e aproveitar as oportunidades. Houve algumas em 2023 que podia ter aproveitado e não quero deixar passar as oportunidades.” Nys recebeu o TopCycling durante o Media Day da Lidl-Trek, em Calpe, na Comunidade Valenciana. Preparar o Giro de Itália A época de estrada só arranca para o fenómeno belga na Volta à Romandia, rumo ao Giro de Itália onde o belga se estreia em grandes Voltas e onde vai medir forças contra Wout Van Aert ou Jonathan Milan. Nessa altura trocará as cores da Baloise Trek Lions pelas da Lidl-Trek, a mesma estrutura que lhe permite conciliar ciclocrosse e estrada. “Paro duas semanas para descansar. Há muito que não tenho duas semanas de descanso. Depois o plano é voltar a treinar para recomeçar na Romandia, é o equilíbrio perfeito entre as épocas de ciclocrosse e estrada. Estou grato pela oportunidade que a equipa me deu nas duas vertentes, deixam-me definir o programa de corridas e ir crescendo. É a equipa onde pertenço. Vou tentar subir o nível em 2024.” O impaciente Thibau Nys revela-se um corredor prudente. Tem muito a ver com a boa ponta final que o caracteriza, como na estreia a vencer como profissional na Volta à Noruega, onde foi lançado por Jasper Stuyven e acelerou de tal forma que deixou os rivais cortados. Por agora descarta ir à Flandres ou a Roubaix, embora esse encontro seja uma questão de tempo. “Como corredor sou bastante paciente, talvez porque tenho um bom sprint e posso confiar no meu sprint. Não preciso de chegar sozinho ou num grupo reduzido, mas gosto de uma corrida dura. Quero-me conhecer melhor em provas como Volta à Romandia, preparar o Giro de Itália. Vai-me ajudar quando em um ou dois anos fizer as grandes clássicas do pavê. É demasiado cedo.” https://www.youtube.com/watch?v=tkvi1uMRm5s Em Stavanger, na Noruega, Nys conquistou o primeiro triunfo como pro. “Eles são excecionais, é do outro mundo o que têm feito." Além das comparações com o pai, Thibau Nys vive numa era marcada por virtuosos que começaram no ciclocrosse e fizeram uma transição espetacular para a estrada. É inevitável perguntar-lhe por Van der Poel e Van Aert que optaram por começar mais tarde a carreira na estrada. “Eles são excecionais, é do outro mundo o que têm feito. É o mesmo caminho que quero seguir porque tenho muitos objetivos a atingir no ciclocrosse, mas também quero ganhar corridas importantes na estrada. Vou tentar manter o equilíbrio como eles fazem. No ciclocrosse eles já eram bons na minha idade, na estrada nem tanto, mas depois tornaram-se incrivelmente fortes. Por agora é o caminho mais equilibrado.” As vitórias ajudam a conhecer um corredor, mas é das derrotas que se tiram as grandes lições. Das corridas onde pudemos observar o jovem da Lidl-Trek em 2023 houve uma que ficou na retina: a Volta à Bélgica. Van der Poel esteve em modo teste na véspera do Tour de France e na etapa rainha arrancou a 36 km do final. Foi um dia duro em circuito na localidade de Durbuy que tem um muro famoso. Thibau Nys fez 2º, à vontade, superando o vencedor da Figueira Champions Classic, Casper Pedersen. https://www.youtube.com/watch?v=t6uMp--9ilA A chegada ao muro de Durbuy é já uma tradição na Volta à Bélgica. Sem nunca se render a Van der Poel Na etapa final sprint ganho por Fabio Jakobsen em Bruxelas perante Jasper Philipsen e novamente com Nys no pódio. Duas "derrotas" que deixam a certeza de que o miúdo tem um motor tremendo, sobretudo pelo que mostrou na etapa típica das Ardenas. “Ele [Van der Poel] foi o mais forte nesse dia e durante a Volta à Bélgica, mas tive a sensação de que lhe podia ter ganho. Hoje ainda sinto que lhe podia ter ganho, talvez com diferentes opções táticas. Também senti que ele não estava no nível dos Mundiais. É o tipo de percurso de que gosto, com subidas como gosto e quando estou no meu melhor talvez possa ganhar a corredores como o Mathieu.” Sem nunca se render a Van der Poel, com facilidade para despachar os puncheurs e com um sentido de posicionamento incrível para ser tão jovem. Thibau Nys tem tudo para ser a pedra no sapato dos virtuosos. ### Van der Poel bate Van Aert em Mol Mathieu van der Poel dobrou 51 ciclistas e foi superior a Wout Van Aert. Espetáculo do ciclocrosse continua no sábado e tem transmissão no Eurosport. Parece mentira que a temporada de ciclocrosse já leve dois meses... Para muitos espetadores (belgas incluídos) só agora começa a sério e percebe-se porquê. Mathieu van der Poel e Wout Van Aert estão numa classe à parte e logo na primeira volta do Zilvermeer Cross ficaram sozinhos para decidir a corrida que abre o Kerstperiode. Tudo sobre a loucura dos crosses de fim de ano aqui. Os eternos rivais defrontaram-se pela primeira vez esta época em Mol, província de Antuérpia, numa prova que integra a série Exact Cross e que acontece na véspera do evento da Taça do Mundo na capital dos diamantes. https://twitter.com/AtlantaRouleur/status/1738201527829885328 A ultrapassagem de Van der Poel a Van Aert na areia do Zilvermeer Cross! Bastou um piscar de olhos e kaput! Nem sequer foi um erro... bastou um piscar de olhos e kaput! Na terceira volta Van Aert desequilibrou-se, numa fase em que respondia a um ataque de Van der Poel num dos três setores de areia, e a partir daí nunca mais fechou o espaço. O neerlandês terminou com 1:16 de margem. Na batalha pelo top 5 impuseram-se os colegas do vencedor. O bloco da Alpecin-Deceuninck meteu Niels Vandeputte em 3º, Quinten Hermans em 4º e Gianni Vermeersch em 6º; só Toon Vandebosch (Crelan-Corendon) os acompanhou terminando em 5º. Van der Poel andou tanto que dobrou 51 ciclistas dos 61 que partiram! Brand mostra que temos temporada! Em Mol a ação abriu com a corrida feminina. Nas seis voltas ao percurso a Baloise Trek Lions teve sempre uma corredora na dianteira. Acabou por ser Lucinda Brand a mais forte, somando a terceira vitória da época. O pódio foi dividido com a colega Shrin van Anrooij, vencedora do Zilvermeer Cross no ano passado, e com a belga Laura Verdonschot. Com esta vitória, a terceira da época, Lucinda Brand mostra que temos temporada e já o poderá confirmar este sábado, em Antuérpia, quando haverá reencontro com Fem van Empel, Ceylin del Carmen Alvarado. A partir das 12:30 a corrida feminina é transmitida em direto no Eurosport 1 logo seguida pela prova masculina. ### Nairo Quintana no Giro e Nélson Oliveira avisa: “Vai voltar forte” Enric Mas repete liderança no Tour e estará com Nairo Quintana na Vuelta. Analisamos o regresso do colombiano à Movistar. Aos 33 anos, Nairo Quintana prepara-se para recuperar o tempo perdido. Em 2023 esteve à margem do ciclismo profissional e limitou-se a rodar em grupo nos Gran Fondo que organizou em Santander (Colômbia) e San Luis Potosí (México). Foi uma longa travessia no deserto desde que acusou tramadol durante o Tour de France de 2022. O analgésico só entra na lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidopagem em janeiro de 2024, mas a UCI antecipou-se e declarou o tramadol inimigo número um do ciclismo. Nairo Quintana perdeu o 6º lugar no Tour e foi o primeiro atleta sancionado por esta infração, mas o castigo a sério chegou quando ficou sem lugar no pelotão. Como está Nairo Quintana? A última vez que colocou um dorsal nas costas foi em fevereiro de 2023, nos Nacionais. Em vez de assinar por uma equipa local – como fez Miguel Angel López – Nairo Quintana optou por esperar que a porta do WorldTour se reabrisse. Foi a Movistar que lhe deu a segunda oportunidade e foi na Movistar onde viveu os melhores momentos da carreira: vitória no Giro em 2014, conquista da Vuelta em 2016 e três pódios no Tour. O TopCycling quis saber como está Nairo Quintana? Nélson Oliveira pedalou ao lado do corredor de Boyacá no recente estágio da equipa em Calpe. “Estou convencido que o Nairo Quintana vai voltar forte, embora seja um corredor diferente daquele que era quando saiu da Movistar. Entretanto passou três anos noutra equipa, esteve um ano parado, mas também acumulou experiências. Nos treinos nota-se que está bem e estou curioso para ver como será em corrida.” Nélson Oliveira Ninguém pode garantir que Quintana vai ser capaz de voltar ao mesmo nível do último ano na Arkéa-Samsic. Em 2022 recuperou certo brilho no Tour ao fechar 6º e foi 2º na Vuelta ganha por Remco Evenepoel. Iván Velasco é diretor de rendimento da Movistar e admite que na aposta no colombiano há uma variável de risco. “Honestamente não sabemos como vai regressar. Esteve a treinar com intensidade, mas passou uma temporada sem competir e não sabemos se isso terá efeitos. Ele está muito motivado, preparou-se bem, mas não saberemos até começar a competir.” Iván Velasco Créditos: Cxcling Enric Mas mantém-se como“capo” A equipa fica mais forte na alta montanha e ganha um líder para dividir a responsabilidade (ou quem sabe rivalizar) com Enric Mas. Não convém esquecer que Nairo Quintana foi 2º na Vuelta ganha por Remco Evenepoel. Durante a apresentação da equipa, que decorreu em Madrid no edifício Telefónica, o diretor-geral Eusebio Unzué confirmou as hirarquias nas grandes Voltas. O maiorquino será líder no Tour, o colombiano vai com Einer Rubio ao Giro, enquanto para a Vuelta juntam-se Mas e Quintana. Enric Mas mantém-se como “capo”, mesmo que em 2023 tenha falhado o pódio na Vuelta e abandonado o Tour por queda logo na etapa de abertura. “Temos a confiança de que tem uma grande volta nas pernas, já o demonstrou quando fez pódio na Vuelta. Em 2022 passou por uma série de episódios que lhe debilitaram a confiança – quedas, incidentes de corrida – e demonstrou que mentalmente é muito forte. Teve um Tour para esquecer e na Vuelta andou com os melhores.” Iván Velasco Há que aguardar para conferir como rendem Quintana e Mas, embora seja certo que ambos fazem parte da lista de ciclistas com algo a provar em 2024. ### Oliveira e Guerreiro são o Yin e o Yang da Movistar Portugueses da Movistar preparam 2024. Nélson Oliveira mantém-se ao lado de Enric Mas e Rúben Guerreiro quer recuperar a confiança do início da época passada. Nélson Oliveira tem 34 anos e uma ligação de longa data à Movistar. Rúben Guerreiro tem 29 e inicia a segunda temporada na estrutura espanhola. Há uma admiração mútua, mas em termos de personalidade representam o Yin e o Yang, a dualidade, forças complementares segundo a filosofia chinesa. Oliveira é a calma e a ponderação, atua como voz da consciência do explosivo e carismático Guerreiro. A última época começou forte para o ribatejano Rúben Guerreiro, que entrou na nova equipa vencendo o Saudi Tour. O resto do ano ficou marcado por solidez nas provas de uma semana e lesões no Tour e na Vuelta. “Em 2024 quero recuperar a confiança porque a última fratura da clavícula – na 4ª etapa da Vuelta – foi mais séria do que parecia e tive mesmo que parar. Só voltei a treinar com a bicicleta em dezembro, portanto começo a temporada sem marcar objetivos a médio prazo. Vamos reavaliando de acordo com as sensações.” Rúben Guerreiro Nélson Oliveira não vai correr Figueira Champions Classic O "Cowboy" arrancará no Tour Down Under, onde em três ocasiões discutiu a Juventude, duas delas fechando top 10 na geral individual. Mais tradicional será o início de temporada do anadiense. Com muita pena Nélson Oliveira não vai correr a Figueira Champions Classic porque deve estagiar em altitude antes de se apresentar na Volta à Andaluzia. Não obstante, a Movistar confirmou a estreia na corrida figueirense. “Devo ir para Serra Nevada, mas até ao final do ano ainda vou tentar ir dar uma voltinha pelo percurso na Figueira. Há uma parte que conheço menos bem, onde se fez a estrada nova na pedreira que havia junto ao mar. Lembro-me que antigamente para chegar a Quiaios era preciso subir a serra porque por ali não se passava.” Nélson Oliveira Em meados de fevereiro o bloco da Movistar estará em três frentes – Volta à Andaluzia, UAE Tour e Volta à Colômbia. O facto de ser a única equipa espanhola do WorldTour obriga a privilegiar a corrida andaluza pelo que a Volta ao Algarve está descartada. Estrangeiro com mais épocas ao serviço da Movistar O TopCycling encontra-se com os portugueses da Movistar enquanto decorre o segundo estágio da época, na Comunidade Valenciana. No mesmo hotel vemos passar a Groupama-FDJ e a Total Energie, mas na outra ponta de Calpe já vimos no mesmo dia a Lidl-Trek e a DSM. Pelo menos 14 equipas do WorldTour estiveram nesta faixa costeira do Mediterrâneo em dezembro. A conversa é a três, à noite, após um dia de testes de força para Nélson Oliveira e treino de quase seis horas para Rúben Guerreiro. Pergunto ao atleta de Pegões Velhos pela renovação do amigo Nélson até 2025, que o converterá no estrangeiro com mais épocas ao serviço da Movistar. “Só o facto de ele cumprir 10 anos na mesma equipa diz tudo. É essencial na equipa. Já o admirava antes de sermos colegas, mas agora ainda o admiro mais”. Créditos: Cxcling Cartas aos Reis Magos enviadas Rúben Guerreiro gostaria de ter a calma e a visão em corrida de Nélson Oliveira. Já o anadiense adoraria ter a explosividade e definição do ribatejano. “Já te disse que tens que estar contente. Conseguiste a vitória no Saudi Tour, depois tiveste um vírus e voltaste forte no Gran Camiño. Mais do que ninguém o Rúben queria que as coisas tivessem sido diferentes nas grandes Voltas, mas ganhar logo no primeiro ano numa equipa é muito difícil e tens que olhar para as coisas boas que fizeste.” A conversa flui. Falamos de 2024, objetivos e ambições. Rúben Guerreiro revela o quanto tem amadurecido. “Sou um corredor que procura sempre oportunidades e que tem objetivos concretos. No entanto, se numa corrida tiver que trabalhar para o Enric Mas ou para o Nairo Quintana vou deixar tudo na estrada." “Já o fizeste este ano. Quando tiveste que trabalhar, trabalhaste”, intervém Nélson Oliveira. O encontro foi já com muito espirito natalício à mistura, portanto vamos às prendas. “Desejo que o Nelson ganhe uma medalha num grande campeonato porque já merece.” “Desejo que o Rúben volte a ganhar uma corrida e tenha maior estabilidade.” Com as cartas ao Pai Natal e aos Reis Magos enviadas, despedimo-nos. Ambos sobem para o quarto do hotel, há chamadas a fazer para a família. O o Yin e o Yang da Movistar devem procurar juntos o equilíbrio, já que só assim poderão alcançar a harmonia. https://www.youtube.com/watch?v=jTOluYVuHA0 ### Ciência e ciclismo segundo Iván Velasco Como potenciar Rúben Guerreiro? Que trabalho faz Nélson Oliveira no contrarrelógio? Conversamos com o diretor de rendimento da Movistar. É uma obviedade que o ciclismo se profissionalizou a todos os níveis na última década. A referência atual é a Visma Lease a Bike, que otimizou os treinos em altitude e implantou uma metodologia de trabalho que permitiu vencer as três grandes Voltas na mesma época. Com metade do orçamento dos rivais diretos, a Movistar passou pela crise dos 40 anos, que coincidiu com o ocaso de Alejandro Valverde: o último grande ano do “Bala” foi 2018 (13 vitórias), embora em 2019 ainda tenha levantado os braços cinco vezes. Desde então a equipa de Navarra não passa a fasquia das 20 vitórias. Em 2024 o grupo liderado por Eusebio Unzué continuará um trabalho de desenvolvimento científico que visa dotar a estrutura de melhores condições. Uma necessidade à partida para a 45ª época no pelotão. Fuga de jovens prodígios Das 18 equipas do WorldTour, cinco monopolizaram as conquistas nas 35 corridas da primeira divisão em 2023. Visma Lease a Bike, UAE-Emirates, Soudal Quick-Step ficaram acima das 50 vitórias, já Ineos Grenadiers e Alpecin-Deceuninck superaram as 30. Só seis corredores furaram este domínio no WorldTour: Marius Mayrhofer – DSM | Cadel Evans Great Ocean Race Mattias Skjelmose – Lidl-Trek | Volta à Suíça Matej Mohoric – Bahrain Victorious | Volta à Polónia Mads Pedersen – Lidl-Trek | Clássica de Hamburgo Valentin Madouas – Groupama FDJ | Clássica da Bretanha Arnaud de Lie – Lotto Dstny | GP do Québec Os resultados estão indexados a grandes orçamentos, que por sua vez condicionam a política de recrutamento. As equipas com maior capacidade financeira têm prioridade na seleção dos melhores juniores e sub-23. No recente mercado de transferências a Movistar viu talentos espanhóis serem desviados. Markel Beloki, filho de Joseba Beloki e campeão nacional júnior de contrarrelógio, assinou pela EF Education First; Igor Arrieta, filho do ex-Banesto/Movistar José Luis Arrieta, passou da Kern Pharma para a UAE; Álvaro García, campeão nacional júnior de fundo formado na Valverde Team, foi assegurado pela Israel Premier Tech. Valverde integra a estrutura técnica da Movistar e esteve no estágio realizado em Calpe, em dezembro. O engenheiro industrial que marca o caminho Como é que se dá a volta a um cenário complicado? Melhorando o rendimento da equipa. Essa é a prioridade do corpo técnico liderado por Iván Velasco e Xabier Muriel, que lideram o departamento que comanda o dia-a-dia da Movistar. Velasco foi ciclista durante nove épocas e é engenheiro industrial. É o homem dos números e especialista em aerodinamismo, biomecânica e materiais. Ao lado tem Xabier Muriel, que sem ter sido ciclista chegou à direção da Euskadi-Murias e da Caja Rural sabendo que além de analisar dados é preciso refletir sobre o trabalho mental dos atletas. Perguntamos a Iván Velasco sobre como potenciar um talento como Rúben Guerreiro, que ao longo da temporada é capaz de alternar momentos de glória e de máxima frustração. “O Rúben é um corredor com muito talento que quando as coisas correm bem é capaz de ir além dos limites, mas quando correm pior vê-se afetado. Por isso está a treinar com o Xabier Muriel que dentro do departamento de rendimento é a pessoa que se encarrega desse trabalho específico.” Iván Velasco Para a nova época todos os setores foram reforçados com staff especializado. A estrutura da Movistar ronda os 140 trabalhadores, menos 20 do que a Lidl-Trek. A nutrição é chave e Velasco confirma que nos estágios da Movistar come-se com a balança em cima da mesa ao estilo Visma. Este parâmetro está ligado ao aumento da velocidade no pelotão por isso chegaram à equipa mais dois nutricionistas. Nélson Oliveira em ação no Criterium du Dauphiné de 2023.Créditos: A.S.O / Billy Ceusters Nélson Oliveira nunca saiu da elite do contrarrelógio Ao diretor de performance da Movistar perguntamos também pelo caso específico de Nélson Oliveira, que em 2023 foi 6º no Mundial e garantiu que Portugal terá dois representantes no crono olímpico em Paris 2024. Iván Velasco dedica horas a executar um trabalho invisível junto com o maior contrarrelogista português desta geração. “Os ganhos no contrarrelógio devem-se a um processo contínuo que se tem vindo a desenvolver há anos e que visa otimizar o rendimento dos corredores através de testes na pista, desenvolvimento de produtos junto com os ciclistas e as marcas, correção da posição na bicicleta.” Iván Velasco Olhando só para os resultados pode pensar-se que o anadiense passou um período menos eficaz em 2021 e 2022, quando na realidade Nélson Oliveira nunca saiu da elite do contrarrelógio No Mundial de Imola foi 11º e em Leuven 13º; em ambos os casos ficou a um segundo do top 10. Tomando os Mundiais disputados na última década como referência, em 11 presenças fechou sempre no top 15 e seis vezes ficou no top 10. “O Iván ajuda-nos em tudo, mas no caso do contrarrelógio testamos muitas vezes no velódromo. São horas a corrigir a posição, a procurar um maior aerodinamismo e conforto. Por vezes os representantes das marcas estão presentes, por exemplo com a ABUS conseguimos ganhos importantes desde os Jogos Olímpicos de Tóquio com o novo capacete. Também tenho uns novos extensores e tudo isso ajuda.” Nélson Oliveira O TopCycling foi a Calpe fazer a antevisão da nova época com Nélson Oliveira e Rúben Guerreiro. O CdA é a obsessão dos especialistas Cada era tem a sua revolução tecnológica. Nos anos 90 foi o aparecimento dos pulsómetros e anos mais tarde foram os potenciómetros. Hoje em dia o gold standard para fisiologistas e preparadores de contrarrelógio é o CdA (coeficiente aerodinâmico multiplicado pela área frontal projetada). O CdA é a obsessão dos especialistas dado que quanto menor o coeficiente, maior a velocidade, dado que a área frontal é menor. Isto permite perfurar o ar de forma mais eficiente. É essencial ter uma posição aerodinâmica já que num contrarrelógio plano, rodando a 45-55 km/h, o corpo do ciclista representa 75-85 por cento da resistência que o ar oferece a ultrapassá-lo. Para 2024 o bloco de especialistas no crono foi reforçado com as chegadas do bicampeão francês de crono, Rémi Cavagna, do pistard campeão da Europa e vice-campeão do mundo, Manlio Moro, e do campeão mundial sub-23, Lorenzo Milesi. Juntam-se a Nélson Oliveira, uma espécie de extensão de Iván Velasco nas sessões na pista. Tudo para que a Movistar seja competitiva no esforço contra o cronómetro. “O Iván tem testes que comprovam o que diz e nós confiamos nele. Estudamos a escolha das rodas, dos pneus, do fato de contrarrelógio. Quando vamos ao velódromo fazemos testes de oito voltas a uma potência e posição determinadas para lhe dar feedback sobre se podemos respirar, se vamos confortáveis. Estudamos os dados gerados nos testes, estes são introduzidos num software junto com dados do atleta e daí resulta o CdA. Com menos CdA conseguimos perfurar o ar melhor.” Veremos se 2024 é o ano em que a Movistar volta a superar a barreira das 30 vitórias, o que não acontece desde 2017. ### Kerstperiode - O ciclocrosse no período de Natal O Kerstperiode do ciclocrosse traz-nos duas semanas recheadas de corridas míticas. É neste período natalício que os duelos com todas as estrelas acontecem. Este ano a primeira corrida do Kerstperiode é já no dia 22/12, e estende-se até ao primeiro dia do ano. Para se ter bem uma ideia, durante estes 11 dias vão-se realizar 8 corridas das grandes competições, incluindo 3 da Taça do Mundo. Este período é especial porque as corridas são todas muito próximas geograficamente, com sete a realizarem-se na Bélgica e uma nos Países Baixos. Isto permite que haja uma grande assiduidade das grandes estrelas que não têm de fazer viagens longas entre eventos. Para além disso é uma grande oportunidade para os fãs que se consigam deslocar, pois em poucos dias têm a oportunidade de assistir ao vivo a um grande número de corridas. Vários confrontos entre os "Big Three" O Kerstperiode traz boas notícias também em relação aos confrontos entre Van der Poel, Van Aert e Pidcock. Nestas 8 corridas, em 3 estarão todos eles presentes, e em 6 provas estarão pelo menos dois em competição.  Destaque para o típico "Boxing Day", logo depois do Natal, no dia 26 de dezembro o Boxing Day está marcado para Gavere, com a corrida da Taça do Mundo onde estrão presentes Pidcock, Van der Poel e Van Aert. Numa semana pode decidir-se uma temporada O Kerstperiode é um momento extremamente importante no calendário do ciclocrosse pois com tantas corridas e pontos por distribuir, é nestes 10 dias que a época dá um grande passo para a sua classificação final.  Este período é visto pelas equipas e pelos ciclistas quase como uma corrida por etapas, pois enquanto que no resto do ano as corridas por norma acontecem só ao fim de semana e com 5/6 dias de intervalo, no Kerstperiode há corridas quase todos os dias. Isto implica que as equipas e todo o staff tenham de andar sempre de malas na mão e exige uma gestão do esforço e forma física diferente de outras alturas da temporada, devido à quantidade de corridas em tão poucos dias. Muita corrida, lama e material danificado Outro problema enfrentado pelas equipas mais pequenas é a dificuldade em conseguir equipamento de substituição para as bicicletas, porque para além de terem menos tempo entre corridas, neste período de Natal muitos dos fornecedores estão parados para férias. O Kerstperiode é mesmo um festival de corridas míticas, estrelas, lama e peças partidas. A primeira corrida deste período é já na próxima sexta-feira no Exact Cross de Mol, que abre estes 10 dias com o primeiro duelo desta época de ciclocrosse entre os eternos rivais Van der Poel e Van Aert. ### Conhece as etapas da Volta a Espanha em Portugal O percurso da e as etapas da volta a Espanha em Portugal foram desvendados esta terça-feira. A 79.ª edição da grande volta espanhola terá início no dia 17 de agosto em Lisboa e terminará no dia 8 de Setembro em Madrid. Durante suas 21 etapas, terá 10 partidas e 6 chegadas inéditas, visitará 9 comunidades autónomas e dois países: Portugal e Espanha. Os ciclistas enfrentarão 9 chegadas em alto, das quais 3 são novas na La Vuelta: Yunquera, Cazorla - próximo à Ermita de la Virgen de la Cabeza- e a subida sem precedentes do Puerto de Ancares; 2 contrarrelógios individuais; 5 etapas de meia montanha; 8 etapas de montanha e 6 etapas planas ou onduladas. Créditos: A.S.O. - Tommaso Pelagalli/SprintCyclingAgency©2023 As etapas portuguesas A Vuelta 2024 começará em Portugal, com um contrarrelógio individual entre Lisboa e Oeiras. Na segunda etapa o pelotão partirá de Cascais rumo a norte, seguirá para a cidade de Ourém. A terceira etapa decorrerá entre as cidades da Lousã e Castelo Branco. Etapa 1 - Contrarrelógio individual: Lisboa - Oeiras (12 km.) Etapa 2 - Cascais - Ourém (174 km.) Etapa 3 - Lousã - Castelo Branco (191 km.) Após o início da festa em Portugal, o pelotão ruma então para Espanha pela Extremadura. A comunidade da Extremadura acolherá uma etapa completa de montanha em Cáceres, entre Plasencia e Pico Villuercas. Rui Costa brilhou em 2023 O português Rui Costa, vencedor de etapas nas três grandes voltas (Giro, Tour e Vuelta), venceu o ano passado a etapa entre Pamplona e Lecumberri, poderemos em 2024 ter um português a vencer uma etapa de uma grande volta em solo nacional? Créditos: A.S.O. - Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2023 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### EF Education-EasyPost e Caja Rural regressam à “Figueira Champions / Casino Figueira” A EF Education-EasyPost e a Caja Rural-Seguros RGA vão regressar à “Figueira Champions / Casino Figueira”, para a segunda edição da clássica 1. Pro ProSeries que se disputa no dia 10 de fevereiro de 2024. A corrida vai passar pelas estradas das 14 freguesias do Município da Figueira da Foz num total de 221 km. A equipa norte-americana que milita no escalão máximo do ciclismo, esteve presente na edição de estreia e vai regressar em 2024. Classificada em 11.º lugar no ranking mundial na última época, esta vai ser a nova equipa do português Rui Costa, que ainda não se sabe se vai estar presente na prova. De Espanha regressa também a Caja Rural-Seguros RGA, do escalão das ProTeams, 28.ª no ranking mundial por equipas e que concluiu a Geral coletiva da edição de estreia da “Figueira Champions / Casino Figueira” na 7.ª posição. Esta formação também tem um português, Iúri Leitão. O campeão mundial de Glasgow em omnium também ainda não confirmou a sua presença no dia 10 de fevereiro de 2024. A “Figueira Champions / Casino Figueira” terá transmissão televisiva em direto, assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). Com mais duas equipas de renome internacional garantidas na Figueira da Foz, são já 12 os conjuntos de elite mundial presentes nesta corrida de um dia, com oito formações World Tour e quatro ProTeams. CONFIRMAÇÕES até ao momento: WorldTour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América) Alpecin-Deceuninck (Bélgica) Team dsm-firmenich (Países Baixos) Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA Arkéa Samsic (França) – ESTREIA Intermarché-Circus-Wanty (Bélgica) Movistar Team (Espanha) – ESTREIA EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA Euskaltel-Euskadi (Espanha) Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) Queres correr como um profissional? Inscreve-te Dia 11 de fevereiro de 2024, dia seguinte à clássica, vai realizar-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Neste momento já se inscreveram mil participantes, sendo o limite de 1500, estando ainda a decorrer as inscrições AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pogačar confirmado no Giro em 2024  A RCS Sport, organizadora do Giro de Itália, confirmou que Tadej Pogačar, duas vezes vencedor da Volta a França, fará a sua estreia na Grande Volta no próximo mês de maio.  O anúncio foi feito neste domingo, num vídeo publicado pela página da rede social X da prova italiana, com o título “Break the Internet”, confirmando assim a presença do astro esloveno na prova que parte de Turim no dia 4 de maio. https://twitter.com/giroditalia/status/1736415967847067770 Estava previsto conhecer o calendário de Pogačar nesta segunda-feira aquando do evento da UAE Team Emirates destinado à imprensa, mas no domingo os organizadores do Giro decidiram antecipar-se e publicar um pequeno vídeo com o ciclista esloveno, onde este aparece a dizer "Andiamo" ou "Vamos lá". Esta notícia vem confirmar os rumores que já circulavam e criam a expetativa de ver Pogačar tentar a dobradinha Giro e Tour na mesma época, feito raro no ciclismo e que foi alcançado a última vez por Marco Pantani em 1998.   Esta será mais uma prova do ciclista de 25 anos em Itália na próxima temporada com a Strade Bianche, o Tirreno-Adriatico e Milan-San Remo a preencherem o calendário de março. Apesar de ainda não haver confirmação, a temporada de Pogačar poderá passar também por Portugal, sendo a Figueira Champions Classic (10 de fevereiro) e a Volta ao Algarve (14-18 de fevereiro) provas prováveis para o astro esloveno dar as primeiras pedaladas do ano. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Namur Namur é um clássico do ciclocrosse mundial, o percurso e o ambiente da Cidadela e do Castelo de Namur oferece o que há de melhor nesta modalidade, subidas, lama, pavê, tudo o que dá espetáculo aos fãs do ciclocrosse. Corrida feminina Com mais uma ausência de Fem Van Empel, todos os olhos estavam atentos às atletas do momento, Ceylin del Carmen Alvarado, Lucinda Brand e Puck Pieterse eram as principais candidatas. A líder da Taça do Mundo, Alvarado, confirmou o momento de forma e a solidez que tem tido nas ultimas corridas, conseguiu abrir uma diferença de 17 segundos sobre Pieterse, que manteve até ao final para arrecadar mais uma vitória na Taça do Mundo. Acabou por ser interessante a luta entre Puck Pieterse e Lucinda Brand pelo segundo lugar do pódio, tendo a crossista mais nova dos países baixos acabado por terminar no segundo e Brand no terceiro. TOP 10 POSNOMETEMPO01ALVARADO Ceylin del Carmen 51:5702PIETERSE Puck + 1703BRAND Lucinda + 1904CASASOLA Sara + 02:1505VAN DER HEIJDEN Inge + 02:2906SCHREIBER Marie + 02:3807WORST Annemarie + 02:4608BENTVELD Leonie + 03:0109VERDONSCHOT Laura + 03:2510CLAUZEL Hélène + 03:26 Corrida masculina - Pidcock chega e vence A corrida masculina trouxe não só o espetáculo de sempre, mas também a muito esperada estreia de Tom Pidcock. Com grande expectativa, todos os olhares estavam virados para a forma como o ciclista britânico se apresentaria na primeira corrida de ciclocrosse desta temporada. Nieuwenhuis, Lars van der Haar e Cameron Mason lideraram parte da corrida, e Pidcock acabaria por se juntar ao trio da frente, grupo que se manteve por algum tempo e ao qual se juntaria também o líder da classificação geral, Eli Iserbyt. Numa corrida emocionante e bastante disputada entre Pim Ronhaar, Joris Nieuwenhuis, Pidcock e Iserbyt, foi o britânico que à sétima volta assumiu a liderança para não mais a largar, conseguindo uma vantagem que lhe garantiu a vitória, apesar de ainda ter tido um furo. Pim Ronhaar e Joris Nieuwenhuis terminaram no segundo e terceiro posto respectivamente. TOP 10 POSNOMETEMPO01PIDCOCK Tom 59:4502RONHAAR Pim + 1503NIEUWENHUIS Joris + 3304ISERBYT Eli + 5205VANTHOURENHOUT Michael + 01:0206VAN DER HAAR Lars + 01:0807VANDEPUTTE Niels + 01:3008VANDEBOSCH Toon + 01:3809MEEUSSEN Witse + 01:4410KAMP Ryan + 01:58 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - Compreender as várias competições A época natalícia está aí e traz com ela as luzes, as músicas e claro, as principais corridas de ciclocrosse. É também nesta altura que há um aumento de interesse nestas corridas, muito por culpa da participação de estrelas da estrada que participam nesta modalidade.  A época de ciclocrosse já vai adiantada, mas se não costumas acompanhar todas as provas e queres estar atualizado sobre o que se tem passado, o Topcycling faz-te um pequeno resumo das competições mais importantes, do que se passou até agora e do que ainda falta correr, para que caso tenhas interesse nas corridas em que Van der Poel, Van Aert e Pidcock participam, estejas atualizado e dentro da dinâmica da modalidade.   Quais são as corridas mais importantes? A época de ciclocrosse, um pouco como a de estrada, tem muitas corridas por todo o mundo, mas algumas são mais importantes, mais mediáticas e onde estão os melhores corredores. É nos meses de novembro, dezembro e janeiro que tem a sua época alta, é quando se disputam as três competições mais importantes e com os melhores atletas. São elas o X2O, o Superprestige e a Taça do Mundo da UCI. Quase no fim da época disputam- se os Campeonatos do Mundo que este ano acontecem em Tabor, Chéquia a 4 de fevereiro. Van der Poel e Fem van Empel são os atuais detentores da camisola arco-íris. Troféu X2O O X2O é uma competição composta por 8 corridas e a sua classificação é determinada consoante os tempos de chegada dos ciclistas, como acontece na estrada, nas provas por etapas. Teve a sua primeira corrida no início de novembro e estende-se até meados de fevereiro. No ano passado, esta competição foi ganha por Fem van Empel no feminino e Eli Iserbyt no lado masculino. Das oito corridas deste ano já se correram duas. É assim que está a classificação:  Classificação Elite Masculina:  1 - LARS VAN DER HAAR Lars - 1:57:532 - ISERBYT Eli + 0:183 - MASON Cameron + 0:454 - VAN KESSEL Corné + 4:015 - VANDEBOSCH Toon + 4:146 - NYS Thibau + 4:517 - ADAMS Jens + 6:098 - VANTHOURENHOUT Michael + 6:229 - VANDEPUTTE Niels + 6:4410 - FERDINANDE Anton + 6:53 Classificação Elite Feminina: 1 - VAN EMPEL Fem + 1:31:272 - BETSEMA Denise + 4:153 - BRAND Lucinda + 5:514 - WORST Annemarie + 6:225 - PIETERSE Puck + 6:256 - KAY Anna + 7:007 - VAN DE STEENE Kim + 8:218 - CANT Sanne + 8:239 - CRABBÉ Kion + 8:3910 - VAS Blanka Kata + 8:51 É nesta competição que Thomas Pidcock e Van der Poel, que antecipou o seu regresso uma semana, vão dar as primeiras pedaladas da sua temporada de ciclocrosse, estreando se no Troféu Badkamers de X2O em Herentals já no próximo sábado. SUPERPRESTIGE  A Superprestige é uma competição também composta por oito corridas mas a sua classificação é feita através de pontos dados aos corredores consoante a sua classificação em cada corrida. O primeiro classificado leva 15 pontos, o segundo 14, o terceiro 13 e por aí em diante. No fim das oito provas o corredor com mais pontos leva o troféu para casa. Na época passada foi Carmen Alvarado e Laars Van der Haar, nas mulheres e homens respetivamente, que venceram a prova.  Este ano, e ao fim de cinco corridas a classificação geral é a seguinte:  Classificação Geral Masculina: 1 - ISERBYT Eli - 722 - VANDEPUTTE Niels - 493 - NIEUWENHUIS Joris - 484 - MASON Cameron - 405 - SWEECK Laurens - 396 - KUYPERS Gerben - 387 - VANTHOURENHOUT Michael - 388 - KUHN Kevin - 379 - ORTS LLORET Felipe - 3410 - MEEUSSEN Witse – 28 Classificação Geral Feminina: 1 - WORST Annemarie - 642 - ALVARADO Ceylin Del Carmen - 593 - VAN ALPHEN Aniek - 584 - VAN DER HEIJDEN Inge - 485 - BETSEMA Denise - 466 - NORBERT RIBEROLLE Marion - 447 - CANT Sanne - 378 - VAN EMPEL Fem - 309 - FRANCK Alicia - 2710 - BAKKER Manon - 21 Taça do Mundo UCI Por último temos a Taça do Mundo (não confundir com Campeonatos do Mundo). Esta prova organizada pela UCI é composta por 14 corridas em vários países. A sua classificação é por pontos e semelhante à da Superprestige, com a diferença de que o primeiro, segundo e terceiro classificados acumulam 40, 30 e 25 pontos respetivamente e a partir da quarta posição os pontos atribuídos começam nos 22 e vão até ao 1, consoante a posição. No último ano Van Empel juntou a Taça do Mundo ao Troféu X2O e Laurens Sweeck ganhou pelos homens.   No presente ano, já se correram 7 provas e a classificação geral está assim:   Classificação Geral Masculina: 1 - ISERBYT Eli - 2082 - RONHAAR Pim - 1533 - VAN DER HAAR Lars - 1514 - NIEUWENHUIS Joris - 1425 - SWEECK Laurens - 1346 - VANDEPUTTE Niels - 1337 - KAMP Ryan - 1278 - VANDEBOSCH Toon - 1129 - NYS Thibau - 10510 - KUHN Kevin - 105 Classificação Geral Feminina: 1 - ALVARADO Ceylin Del Carmen - 1952 - BRAND Lucinda - 1353 - BAKKER Manon - 1334 - VAN DER HEIJDEN Inge - 1115 - BENTVELD Leonie - 1096 - BACKSTEDT Zoe - 1027 - ROCHETTE Maghalie - 988 - SCHREIBER Marie - 939 - ZEMANOVÁ Kristyna - 8910 - PIETERSE Puck- 85 É na Taça do Mundo em Antuérpia no dia 23 de dezembro, que vamos ter Van der Poel, Van Aert e Pidcock pela primeira vez na mesma corrida. Exact Cross Outra prova que é importante referir é a Exact Cross. Esta competição terá 7 corridas este ano tendo sido a primeira ganha por Thibau Nys. Apesar de menos importante, a Exact Cross deste ano vai ter uma grande visibilidade, já que foi nela que Van Aert se estreou a grande nível no passado fim de semana vencendo confortavelmente. É também nesta competição que Van Aert e Van der Poel se vão defrontar pela primeira vez esta época no ciclocrosse. Este primeiro confronto está marcado para dia 22 de dezembro em Mol. Em todas estas competições, a regularidade é muito importante. Exemplo disso foi a vitória de Van Der Haar no Superprestige do passada temporada, troféu no qual não ganhou nenhuma corrida mas como teve um desempenho regular, acumulou mais pontos e venceu a competição. Podes consultar as datas dos confrontos de Van der Poel, Van Aert e Pidcock aqui. ### UCI vai tomar medidas contra a posição das manetes O ângulo das manetes dos travões dos corredores será monitorizado de perto a partir da próxima época, anunciou a UCI, pois (mais uma vez) considera que a posição adotada pelos corredores nestas circunstâncias é perigosa.  Nos últimos anos, muitos ciclistas adotaram esta mudança no guiador pois assim a área frontal do corpo exposta ao vento diminui, criando uma posição mais aerodinâmica. No entanto, de acordo com a UCI, quando levada ao extremo a mudança pode dificultar o acesso às mudanças e aos travões devido à posição adotada pelas mãos nesta configuração. Alguns ciclistas já tinham apelidado esta transfiguração no guiador de "estúpida" e "perigosa".  Já a partir da próxima época vão ser impostas restrições "aos ângulos utilizados” revelou a UCI num comunicado de imprensa após o seminário anual do WorldTour, que teve lugar esta semana em Lausanne.  Numa declaração partilhada nesta quinta-feira, a UCI escreveu: "O posicionamento das manetes com uma inclinação extrema, limita a capacidade de travagem dos ciclistas e constitui uma modificação do produto para além da sua utilização prevista." Este ajuste das manetes surgiu depois da UCI ter proibido algumas posições aerodinâmicas adotadas pelos ciclistas como o famoso “supertuck” muito utilizado por Froome e os antebraços apoiados no guiador que ajudaram às vitórias De Gendt em muitas das suas famosas fugas. Este posicionamento será monitorizado pela UCI em 2024, e em 2025 entrarão em vigor novos regulamentos, que exigem o cumprimento das diretrizes de instalação das manetes por parte dos fabricantes. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mattias Skjelmose planeia atacar o Tour de France em 2025 Dinamarquês da Lidl-Trek coloca Liège e Vuelta a Espanha como objetivos para o próximo ano. Aos 23 anos está em fase de afirmação no pelotão WorldTour. Terceira época na Lidl-Trek para Mattias Skjelmose, que em 2021 chegou proveniente da Leopard – projeto que fechou portas este ano. Antes passou pelo clube IBT - Ridley Carl Ras – Sydkysten onde teve altos e baixos. Subiu ao pódio em Roubaix e foi um dos melhores juniores da geração de Remco Evenepoel. O reverso da medalha foi a suspensão de oito meses por tomar um suplemento contaminado e a perda do amigo Andreas Byskov, atropelado enquanto andava de bicicleta. O sorriso que hoje lhe resulta fácil esteve desaparecido, mas se algo sempre funcionou para o jovem criado nos arredores de Copenhaga foi a bicicleta. Aos poucos o talento impôs-se à tristeza e Mattias Skjelmose tornou-se um um voltista... que se quer assumir em 2024. “Gostava de fazer pódio num Monumento – que só pode ser Liège ou Lombardia – e fazer uma grande Vuelta a Espanha. É isto que mais importa, especialmente estar bem na Vuelta porque será importante para o meu futuro. Sinto a responsabilidade de liderar a equipa, mas não é algo que me tenham imposto. A ambição e a pressão que sinto implicam que tenho que me destacar como líder e fazer as pessoas confiarem em mim como líder.” Matthias Skjelmose ao TopCycling. Objetivo sempre foi o Tour de France de 2025 O corredor que o TopCycling encontra em Calpe, durante o Media Day da Lidl-Trek, fala com maturidade. Discurso estruturado e cerebral, um contraste total com a impulsividade da adolescência. A época passada foi de consolidação. Mattias Skjelmose entrou a ganhar em Bessèges e fechou a ganhar em Maryland. Pelo meio estreou-se a vencer uma geral no WorldTour, a Volta à Suíça. Desde que chegou à Lidl-Trek tudo parece planeado, pelo que depois da consolidação vem a afirmação. É a próxima fase de uma estratégia que terá como auge o Tour de France de 2025. “Desde que sou profissional sempre foi o objetivo e enquanto equipa acreditamos que para estar preparado para disputar a geral do Tour em 2025 é melhor fazer a Vuelta esta época. A Vuelta é mais calma do que o Giro e o Tour. Há pressão, mas não tanta. É no final da época, muitos corredores já chegam cansados e não digo que seja mais fácil, mas não têm a mesma motivação para se focarem na disputa da geral. É bom ter uma experiência bem-sucedida numa grande Volta antes de ir ao Tour. Ajudei o Giulio Ciccone no Tour na época passada, mas ainda preciso de uma história de sucesso numa grande Volta.” https://www.youtube.com/watch?v=G6aU0rAiFPU Em 2023 Skjelmose venceu a dura chegada a Villars-sur-Ollon na Volta à Suíça. "Uma das maiores exibições do ciclismo" Mattias Skjelmose valoriza o facto de ser um dos líderes da Lidl-Trek, uma estrutura com quase 160 pessoas que cresceu muito desde a entrada da rede de supermercados. É o segundo dinamarquês da hierarquia, sendo Mads Pedersen o primeiro. “Temos gente nova na equipa que veio só com o objetivo de melhorar o nosso rendimento. Isso colocou pressão nos corredores. Temos que render. Com o plantel que temos os salários não são baixos. Temos a ambição de estar com as melhores equipas e penso que o podemos fazer. Vai ser uma temporada com muito sucesso.” É uma forma típica de ver as coisas para quem cresceu num bairro de classe trabalhadora onde nada era fácil. Só que os anos de contar o dinheiro ficaram para trás, tanto para o campeão da Dinamarca como para a Lidl-Trek. Agora são frequentes as idas ao túnel de vento, está previsto um novo fato de contrarrelógio e mais equipamento que permitirá otimizar a performance. Bem precisa a Lidl-Trek de investir já que Ineos Grenadiers e Visma Lease a Bike elevaram a fasquia. Sobretudo os neerlandeses, que viram Jonas Vingegaard dar 3:21 a Mattias Skjelmose no contrarrelógio do Tour. “Não ia a 110 por cento, mas ia a 100. Podia ter sido 30 segundos mais rápido se fosse a fundo, mas o Jonas esteve noutro nível. Também se preparou melhor. Nós teremos ganhos face ao último Tour, mas não vou ganhar 3:21 só em equipamento. O que o Jonas fez no Tour é uma das maiores exibições do ciclismo. A forma como a Visma tem trabalhado e o estado mental e físico do Jonas tornou possível essa exibição. Claro que para mim é assustador porque também fiz um grande trabalho de preparação para o Tour. Só mostra que tenho muito a melhorar e não tenho medo, mas fiquei impressionado.” Skjelmose durante a apresentação da Lidl como novo patrocinador.Créditos: Sam Needham Vingegaard vs. Skjelmose no Tour de 2025? Parte da maior folga financeira passa por aproximar a Lidl-Trek da concorrência em termos de treino. O staff cresceu e está mais especializado; há mais nutricionistas, cozinheiros, treinadores. Pessoas específicas para posições específicas. Está previsto que a equipa passe mais tempo a estagiar em altitude e o próprio Skjelmose mudou-se para Andorra para facilitar a logística. Claro que altitude e inverno são incompatíveis com o treino, por isso a solução está no clima tropical do arquipélago das Canárias. “Não sei como é que a Visma está a treinar, mas todos sabemos que estão a usar a altitude num nível completamente novo e diferente das outras equipas. Também não é segredo de que esse é o caminho. A Visma vai para o Teide, reserva todo o hotel e mais ninguém pode lá ir, como a Ineos fazia. Já temos soluções para ir para altitude porque não há muitos sítios na Europa aonde possamos fazer altitude em fevereiro, por isso há uma batalha para conseguir lá ir. Ganhamos uma dessas batalhas e estaremos no Teide em fevereiro.” Teremos Vingegaard vs. Skjelmose no Tour de 2025? Por agora é uma miragem, primeiro Mattias precisa de escrever a história de sucesso que planeou e até lá continuar a reproduzir o modelo do compatriota. Na estreia no Tour correu em apoio a Ciccone – rei da montanha – e fechou nos 30 primeiros. Jonas e Mattias não são amigos de ir jantar fora. Têm uma relação cordial e nunca correram juntos. “Não creio que muita gente seja próxima dele. Quando o vemos nas corridas é um tipo amigável, tento falar com ele e creio que para ele também é bom ter alguém com quem falar. É muito terra a terra, diferente de como os média o veem porque é aberto e divertido.” Com Mattias Skjelmose ficamos com a sensação de que é um livro que apenas começamos a ler. Os primeiros capítulos agarraram os leitores, mas há que continuar a virar páginas para chegar ao final da história. ### Mads Pedersen – “Se espero pelos últimos 120 metros é impossível ganhar” Foi 6º no ranking UCI na melhor época da carreira. Mads Pedersen recebe o TopCycling no estágio da Lidl-Trek em Espanha. Faz 28 anos em finais de dezembro, mas a prenda chegou no verão em forma de vitória no Tour de France. Na era dos virtuosos há quem diga que Mads Pedersen é o melhor dos normais, considerando Mathieu van der Poel, Wout Van Aert e Tadej Pogacar de outro planeta. Os rótulos não afligem o dinamarquês, que recebeu o TopCycling em Calpe, meca do ciclismo situada na Comunidade Valenciana. “Acredito que posso ganhar corridas, não tenho que estar na mesma caixa que este ou aquele corredor. Desde que saia para treinar com o objetivo de ganhar não me importa como os média se referem a mim.” Mads Pedersen ao TopCycling. "O Trator" Tim DeClerq vem reforçar o bloco das clássicas.Créditos: Sam Needham Melhor época da carreira Fala com a confiança de quem acaba de ter a melhor época da carreira. Foram sete vitórias, entre as quais uma etapa no Tour de France, outra no Giro de Itália e uma clássica WorldTour (em Hamburgo). “O ano de 2023 correu acima das expetativas. Claro que gostava de trocar alguns segundos lugares por vitórias, mas se repetir o que fiz ficarei contente. Quando lhe pergunto se vem à Volta ao Algarve sorri e diz que em receita vencedora não se toca. Pela terceira época consecutiva arrancará na Étoile de Bessèges. Recordo-lhe que a última passagem por Portugal foi em 2019, o ano em que ganhou o Mundial de Yorkshire. Mads Pedersen sorri. “Algarve não fez a diferença para ganhar o título. Não quero ser duro com a Volta [risos], mas nesse ano não entrei bem nem ganhei qualquer etapa no Algarve e o título foi meio ano depois.” O plantel da Lidl-Trek para 2024.Créditos: Sam Needham Fanático do Inferno do Norte Arrumado o assunto Volta ao Algarve – sem o conseguir convencer a regressar – a conversa muda para o tópico preferido do dinamarquês da Lidl-Trek: as clássicas do Norte. Quando fez 2º na Volta à Flandres de 2018 antecipava-se uma grande vitória para Mads Pedersen no pavé. Confirmou na Gent-Wevelgem dois anos depois, mas o jackpot – Ronde ou Roubaix – nunca chegou! E não é por falta de devoção porque Mads Pedersen é um fanático do Inferno do Norte. “A filosofia é ter sempre mais do que uma carta. Fiz 2º na Flandres como gregário. Não vamos com um líder, mas como equipa. Não interessa se ganho eu, o Jasper Stuyven, o Edward Theuns ou outro qualquer.” Pedesen liderou os colegas numa brincadeira na véspera da partida do Tour, em Bilbau.Créditos: Dan King Lidl-Trek contratou Tim “O Trator” DeClerq Em 2023 ficou perto da vitória: foi 3º atrás de Pogacar e Van der Poel. O segredo foi antecipar, mexer na corrida a 115 km do final e não esperar pelas movimentações dos favoritos. “Tendência desde a chegada do Pogacar é a corrida abrir mais e mais cedo. Eu disse à equipa que ia mexer e que não queria esperar. Queria ser eu a fazer a seleção e estar na frente, tornar a corrida o mais dura possível. Não foi um ataque aos favoritos, queríamos ir reduzindo o grupo.” Faltou uma roda amiga na altura certa. Stuyven foi 26º enquanto a UAE meteu três corredores no top 15. Para fortalecer o bloco a Lidl-Trek contratou Tim “O Trator” DeClerq. “Pensamos ter a receita certa para as clássicas da primavera, simplesmente outros corredores foram mais fortes. Talvez tenha que treinar mais, mudar pequenos detalhes, perder meio quilo… Para isso temos este estágio.” Créditos: Ross Bell Photo Mads Pedersen sonha com o ouro olímpico Os Jogos Olímpicos de Paris marcam o calendário desportivo em 2024. A corrida de estrada começa e acaba em Trocadéro a 3 de agosto. São 273 km através do vale de Chevreuse, passando pelo Palácio de Versalhes. O percurso é pontuado por várias colinas que não devem eliminar os velocistas. No regresso a Paris dão duas voltas a um circuito que tem como maior dificuldade a subida empedrada que liga Montmartre à basílica do Sacré Coeur (1km a 6,5%). Daí são 9,5 km a descer até à meta. “Tenho a confiança de após o Tour esticar mais duas semanas até aos Jogos. No papel e no Veloviewer já analisei o percurso, acredito que beneficia corredores como eu e por isso é um grande objetivo.” Paris 2024 será a primeira edição dos Jogos Olímpicos com paridade de género no ciclismo. Um pelotão de apenas 90 atletas vai alterar a dinâmica das provas de fundo. “Não estamos habituados a correr com equipas de quatro e todas as seleções terão quatro ou menos. É preciso abordar a corrida de outra maneira. Como? Ainda não sei.” https://www.youtube.com/watch?v=C5z8BRdf1SM Êxito no Tour de France Mads Pedersen sonha com o ouro olímpico, mas não descura o trabalho, as rotinas. Reconhecer os pontos fortes e frágeis levou-o ao êxito no Tour de France “Sei que sou bom sprinter em sprints longos com ligeira subida. Também sei que se for lá para fora com o Jasper Philipsen ele bate-me 10 vezes em 10 sprints, mas em competição é diferente. Ele pode bater-me nove vezes, mas sei que há uma vez em que lhe posso ganhar. Quando estamos a sprintar tento que seja ao meu jeito e para mim é de longe. Se espero pelos últimos 120 metros é impossível ganhar.” Como nota de rodapé descartou os Mundial de Zurique por considerar o percurso demasiado duro. O líder da Dinamarca deve ser o colega Mathias Skjelmose, com quem o TopCycling também conversou. ### Há duas novas equipas no WorldTour feminino AG Insurance-Soudal Quick-Step e WNT-Ceratizit sobem de categoria. Laboral Kutxa fica fora do WorldTour feminino. Abre-se um novo ciclo de licenças para o UCI WorldTour feminino e para o período 2024-2025 a instituição que rege o ciclismo promoveu ao principal escalão a AG Insurance-Soudal Quick-Step e a WNT-Ceratizit. O projeto belga começou em 2018 coordenado pelos antigos profissionais Natascha den Ouden e Servais Knaven, que casaram e montaram uma equipa de juniores. Ao casal juntou-se Patrick Lefevere, patrão da Quick-Step masculina, o que permitiu a entrada da AG Insurance e o crescimento de uma estrutura composta por equipa de elites, sub-23 e júniores. A WNT-Ceratizit prepara-se para celebrar 10 anos de existência em 2024 e logo em grande estilo com a chegada ao WorldTour. Se a AG Insurance foi 11ª no ranking UCI, a estrutura germânica ficou uma posição acima e terminou a época como melhor Continental. Sem espaço no WorldTour ficou a Laboral Kutxa. A equipa feminina da Fundação Euskadi foi superada pela concorrência no critério desportivo (23ª no ranking UCI). Em 2026 renovam-se as licenças que passam a ser válidas por três, como acontece com as equipas masculinas. https://twitter.com/ceratizit_wnt/status/1734593252852989975 “O Terror de Tashkent City” Também ficaram definidos os convites para a próxima temporada em termos de grandes provas. Com a subida à primeira divisão de AG Insurance e WNT, as seguintes melhores Continentais – Cofidis e Tashkent City – foram premiadas com convites para correr os eventos WorldTour. É chamativo o caso da equipa do Uzbequistão que em 2023 se focou em somar pontos no circuito UCI Ásia já que não tem estrutura que lhe permita fazer a época completa na Europa. A maior ligação da capital do Uzbequistão ao ciclismo data dos anos 90 por via do sprinter Dzhamolidin Abduzhaparov. “O Terror de Tashkent City” está a viver a St. Michel Auber 93. A equipa francesa tem um projeto sólido e é presença assídua nas maiores provas da época, mas vê-se ultrapassada pela equipa da Ásia Central que foi criada com o objetivo – cumprido – de apurar o país para os Jogos Olímpicos. A cara mais conhecida da Tashkent City é a russa naturalizada usbeque, Olga Zabelinskaya, que tem três medalhas olímpicas no currículo. ### Movistar Team estreia-se na “Figueira Champions / Casino Figueira” A espanhola Movistar Team já confirmou a sua primeira presença na “Figueira Champions / Casino Figueira”, que vai para a estrada no dia 10 de fevereiro de 2024. Aquela que é uma das formações históricas do World Tour vai assim fazer a sua estreia na clássica portuguesa de classe 1. Pro, do circuito internacional ProSeries. A Movistar é uma formação histórica, com mais de 40 anos e um palmarés relevante de vitórias no calendário World Tour. Iniciou em 1980 como Reynolds e a partir daí houve vários patrocinadores que foram dando naming à equipa, como Banesto, Illes Baleares, Caisse D’Epargne, até chegar ao nome atual, em 2011. Entre os seus maiores vencedores estão Alejandro Valverde, Miguel Indurain, Perico Delgado e Nairo Quintana que este ano volta a integrar os quadros da equipa. Nelson Oliveira e Rúben Guerreiro na Figueira? Na formação espanhola, 12.ª no ranking mundial na última época, correm dois portugueses, Nelson Oliveira e Rúben Guerreiro que poderão ser dois dos convocados para estar à partida no dia 10 de fevereiro, embora ainda não haja confirmação. Recorde-se que a “Figueira Champions / Casino Figueira” vai ter transmissão televisiva em direto, assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). Nesta fase são já sete as equipas do escalão máximo do ciclismo garantidas na Figueira da Foz, às quais se juntam três ProTeams, num total de 10 conjuntos de grande nível da elite mundial do ciclismo. CONFIRMAÇÕES até ao momento: WorldTour: - Lidl-Trek (Estados Unidos da América)  - Alpecin-Deceuninck (Bélgica)  - Team dsm-firmenich (Países Baixos)  - Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA  - Arkéa Samsic (França) – ESTREIA  - Intermarché-Circus-Wanty (Bélgica)  - Movistar Team (Espanha) – ESTREIA  ProTeams: - Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA - Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA - Euskaltel-Euskadi (Espanha) Queres correr como um profissional? Inscreve-te Dia 11 de fevereiro de 2024, dia seguinte à clássica, vai realizar-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Neste momento já se inscreveram mil participantes, sendo o limite de 1500, estando ainda a decorrer as inscrições AQUI. ### Uijtdebroeks na Visma, a correr na Bora e a treinar com a Israel? O título torna esta situação ainda mais confusa mas explica um pouco do que se tem passado com Cian Uijtdebroeks nos últimos dias. No passado sábado, a equipa da Jumbo-Visma anunciou a contratação de Uijtdebroeks, mas a Bora Hansgrohe negou esta transferência passados poucos minutos. A equipa de Van Aert, Vingegaard e companhia comunicou a contratação do prodígio belga através de um post nas redes sociais, afirmando que Cian Uijtdebroeks iria integrar as suas fileiras já a partir de janeiro.  Apesar de ser uma transferência surpreendente, o que se passou passado uns minutos surpreendeu ainda mais quando a equipa da Bora, também através de um tweet negou esta transferência, dizendo que o corredor belga tem contrato até ao fim de 2024 e vai correr na sua equipa no próximo ano. A A&J All Sports, empresa que gere Uijtdebroeks veio em defesa da Jumbo dizendo que o contrato do corredor belga terminou no primeiro dia de dezembro e que a UCI já estava ao corrente da situação. A relação entre Uijtdebroeks e a Bora Hansgrohe ja não era a melhor e o ciclista de 20 anos já tinha mostrado o seu descontentamento com a equipa e Vlasov na última Vuelta a Espanha, prova na qual terminou em oitavo. Uijtdebroeks treinou com Froome e a Israel Premier Tech Passado um dia, no domingo, Uijtdebroeks apareceu numa publicação de Chris Froome no Instagram. Nesta fotografia o jovem belga surge ainda com o capacete da Bora mas com um maillot negro, a treinar com elementos da Israel Premier Tech em Girona.  Richard Plugge criticado Para além de toda esta incerteza sobre o futuro de Uijtdebroeks, esta situação colocou Richard Plugge debaixo de fogo. Isto porque para além de ser o CEO da Jumbo-Visma, Plugge também acumula funções como presidente da AIGCP (Associação Internacional dos Ciclistas Profissionais). Esta dupla função tem sido criticada por alguns diretores gerais, devido a conflitos de interesse que poderiam surgir, e as críticas acentuaram-se depois destas notícias. Cédric Vasseur, diretor da Cofidis, usou a rede social X para tecer duras críticas a Plugge: " Tem de respeitar as regras e demitir-se imediatamente. Saia." Escreveu Vasseur A Bora Hansgrohe pede um milhão de euros para deixar Cian Uijtdebroeks sair antes do término do seu contrato. Já durante o dia de hoje Uijtdebroeks foi filmado a treinar com a equipa da Jumbo-Visma em Espanha com um equipamento neutro sem patrocinadores. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Milhões para Ohtani e tostões para Vingegaard Estrela do beisebol vai ganhar mais 13 vezes do que o campeão do Tour de France. Nem Ronaldo nem Messi chegam à primeira base. Três semanas de tensão, 82 horas a subir e descer montanhas debaixo de sol, chuva e neve… para ganhar €500,000? Foi este o prémio de Jonas Vingegaard por vencer o último Tour de France, que distribuiu €2,500,000 em prémios. Para o comum dos mortais meio milhão é muito dinheiro, mas para o melhor ciclista do ano – vencedor do Vélo d’Or – e para a maior corrida do calendário é irrisório. Sobretudo quando comparamos com outros desportos. O campeão do Tour de France nem embolsou o prémio, que seguindo a tradição do ciclismo foi distribuído pelos colegas e staff da Jumbo-Visma. Vingegaard tem contrato até 2027 e é aí que tem a mais-valia: o salário do dinamarquês deve rondar €5,000,000 tendo em conta que Tadej Pogacar ganha mais um milhão e é o ciclista mais bem pago do mundo. Babe Ruth é o Eddy Merckx do beisebol Suponhamos que Vingegaard ganha mesmo €5,000,000/ano: nem chega aos calcanhares de Shohei Ohtani, jogador de beisebol que acaba de assinar contrato de 10 anos pelos Los Angeles Dodgers por €650,000,000! Por época são 65 milhões para a estrela da Major League Baseball (MLB), que passa a ser o desportista mais bem pago do mundo. O japonês é tão especial que só pode voltar a lançar em 2025 devido a uma lesão no cotovelo, o que significa que no próximo ano só poderá jogar como batedor. Shohei Ohtani é uma rara combinação de lançador e batedor, o jogador perfeito ao estilo do lendário Babe Ruth. Mesmo sem saber patavina do desporto do taco e da bola sei reconhecer que Babe Ruth é o Eddy Merckx do beisebol. Não admira que Ohtani, o novo Ruth, ganhe 13 vezes mais do que Vingegaard. Também supera o orçamento da Ineos Grenadiers. Tudo isto para um jogador que tem números fabulosos, mas títulos importantes na MLB nada. https://twitter.com/MLBONFOX/status/1733598553363374362 Nem Ronaldo nem Messi chegam à primeira base O “Unicórnio”, como é conhecido Ohtani, ganha mais do que qualquer outra estrela mundial. Na NFL o quarterback bicampeão com os Kansas City Chiefs, Patrick Mahomes, assinou por 10 anos/€417,000,00. Então e no futebol? Nem Ronaldo nem Messi chegam à primeira base. Para levar o capitão da seleção nacional para a Liga Saudita bastaram €204,000,000 (pagos em dois anos e meio) e trata-se de um atleta com 35 troféus conquistados. Menos ganha o campeão do mundo Leo Messi – entre €46-50,000,000/ano no Inter Miami da MLS – que também não rivaliza com Ohtani. https://twitter.com/AlNassrFC_EN/status/1610242321739571200 A única semelhança entre ciclismo e beisebol é que ambas são modalidades olímpicas. Tudo o resto é diferente: o valor de mercado, as audiências, o impacto gerado pelas estrelas, o marketing e o dinheiro envolvido. Resumindo, há que ver mais beisebol porque algo de especial se está a passar na MLB. Pelos salários das estrelas dos principais desportos estadunidenses concluo que o sonho americano está mais vivo do que nunca. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Val di Sole As estrelas do ciclocrosse rumaram a Itália para disputar a sétima ronda da Taça do Mundo em Val di Sole, o circuito com o entorno mais diferente da temporada, um clássico de inverno onde a neve neve é a característica principal, proporcionando imagens fantásticas e corridas com uma dinâmica diferente do habitual. Corrida Masculina - Joris Nieuwenhuis voou na neve Apesar do entorno fantástico proporcionado por Val di Sole, a corrida masculina não teve emoção nem muita história, num circuito que favorece os crossistas mais robustos fisicamente (por terem mais tração e aderência), Joris Nieuwenhuis (Baloise Trek Lions) liderou do início ao fim e conquistou a sua primeira vitória na Taça do Mundo, fazendo praticamente toda a corrida isolado na frente. Joris Nieuwenhuis mostrou logo na partida as suas intenções, disparou como um foguete para a frente da corrida e apenas Niels Vandeputte (Alpecin - Deceuninck) conseguiu acompanhar o início rápido do holandês.  Eli Iserbyt (Pauwels Sauzen - Bingoal), mantém a liderança na classificação geral da competição mas não foi além do quinto lugar em Val di Sole. Apesar de ter rodado algum tempo em terceiro, acabou por ceder primeiro para Joran Wyseure (Crelan - Corendon) e depois acabaria por ceder também o quarto posto para o colega de equipa Michael Vanthourenhout. Top 10 POSNomeTempo01NIEUWENHUIS Joris 01:00:1902VANDEPUTTE Niels + 01:0103WYSEURE Joran + 01:3304VANTHOURENHOUT Michael + 02:0505ISERBYT Eli + 02:0806SWEECK Laurens + 02:0907KUHN Kevin + 02:4408RÜEGG Timon + 02:5309KAMP Ryan + 02:5610VANDEBOSCH Toon + 03:00 Corrida feminina - Manon Bakker estreia-se a vencer Aos 24 anos Manon Bakker estreia-se a vencer na Taça do Mundo, conseguindo impor-se à líder da Taça do Mundo, Ceylin del Carmen Alvarado (Alpecin - Deceuninck), e Puck Pieterse (Fenis - Deceuninck), compatriotas holandesas. Após a ausência na semana passada Ceylin del Carmen Alvarado foi a Val di Sole defender a liderança na classificação geral, dominou grande arte da corrida mas acabou por não ser tão consistente como Manon Bakker, que mostrou melhor adaptação ao circuito, cometendo menos erros que Alvarado. https://twitter.com/GcnRacing/status/1733875456582033796 À entrada para a ultima volta Manon Bakker alcançou Alvarado e passou naturalmente para a frente da corrida, ganhando ainda alguma vantagem apesar de ser a ultima volta, acabando por cortar a linha de meta isolada e com tempo para festejar calmamente. Puck Pieterse terminou em terceiro a 1 minuto e 35 segundos da vencedora. Após sete rondas, apesar do segundo lugar na corrida de hoje Alvarado continua na liderança da classificação geral da Taça do Mundo. Top 10 POSNomeTempo01BAKKER Manon 46:1402ALVARADO Ceylin del Carmen + 2303PIETERSE Puck + 01:3504ZEMANOVA Kristyna + 01:4705MCGILL Sidney + 02:1406CORVI Valentina + 02:3407BARONI Francesca + 02:4608ROCHETTE Maghalie + 03:4309CASASOLA Sara + 04:0610HLADIKOVA Katerina + 04:59 Quatro etapas depois, a Taça do Mundo regressa à Bélgica no próximo dia 17 de dezembro, onde se disputará uma das corridas míticas da temporada no circuito de Namur. ### Três vitórias icónicas no ciclismo em 2023 Vingegaard no contrarrelógio do Tour de France, Pogacar na Volta à Flandres e Almeida no Monte Bondone são três momento que marcam a época de ciclismo de 2023. Icónico vem do grego (eikónikos) e designa o que representa, que reproduz, que foi copiado. Se algo representa o ciclismo moderno é a forma como alguns corredores têm tornado possíveis prestações que pareciam impossíveis. Diferenças inacreditáveis no contrarrelógio, voltistas que ganham clássicas, nada parece estar fora do alcance dos fenómenos que dominam a modalidade. João Almeida não mostrou ainda ter a capacidade de Jonas Vingegaard ou Tadej Pogacar, mas a vitória no Monte Bondone é histórica para Portugal. Por nos terem deixado de boca aberta destacamos estas três vitórias icónicas no ciclismo em 2023. https://www.youtube.com/watch?v=D_J8_gJZai0 Lê ainda: Três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023 Como é que Vingegaard vaporizou Pogacar? O único contrarrelógio individual do Tour de France decorreu na 16ª etapa, que uniu Passy e Combloux. O timing não foi escolhido ao acaso já que se tratou da jornada após o segundo dia de descanso nos Alpes. Num percurso de 22,4 km com quase 650 m de acumulado e subida ao Côte de Domancy tudo por decidir: Jonas Vingegaard partiu com 10 segundos sobre Tadej Pogacar na classificação geral! Como é que Vingegaard vaporizou Pogacar? Em entrevista ao site Escape Collective, Mathieu Heijboer, diretor de performance da Jumbo-Visma, explicou que Vingegaard tem uma posição aerodinâmica perfeita, treina duas a três vezes por semana com a cabra e produziu 380 watts de média no contrarrelógio (tinham projetado 360 watts). "Comecei a ter dúvidas e pensei que o Garmin estivesse estragado. Tinha grandes pernas.” Jonas Vingegaard ao Eurosport. O artigo tenta encontrar explicação para algo difícil de explicar: como é que Vingegaard ganhou 1:38 a Pogacar, isto é, 4,4 segundos ao quilómetro? Os céticos dirão que é impossível e os crentes que se deve à metodologia aplicada pela Jumbo. Uma coisa é certa: a Jumbo ganha à UAE na preparação. Para este crono pediram à Cervelo um quadro sem pintura poupando cerca de 100 gramas face ao modelo P5 convencional, além de que todos os componentes foram otimizados no túnel de vento. Ao nível do staff têm especialistas de diversas áreas – o investigador Bert Blocken, por exemplo, coordenou estudos de aerodinamismo aplicado ao ciclismo. Na UAE não há a mesma profundidade em termos de staff já que David Herrero é ao mesmo tempo responsável pela aerodinâmica, análise e performance. Um dia de inspiração de Vingegaard aliado à preparação meticulosa da Jumbo permitiram a estreia do dinamarquês a ganhar um contrarrelógio no WorldTour! O Tour de France de 2024 vai acabar com um contrarrelógio duro em Nice. O precedente foi estabelecido por Jonas Vingegaard, cabe a Tadej Pogacar responder. https://www.youtube.com/watch?v=QrrlLDybH6Y Lê ainda: Três nomes que se retiram do ciclismo em 2023 Pogacar foi à Flandres tirar a pedra no sapato Aos 24 anos e após nove vitórias em fevereiro e em março, Tadej Pogacar foi à Flandres tirar a pedra no sapato. Em janeiro já o esloveno tinha dito ao TopCycling que a Flandres era pura diversão e um objetivo de carreira, sobretudo após ser 4º em 2022 num sprint tosco. Porque é que a vitória de Pogacar no segundo Monumento do ano é icónica? Ao dominar o pavê da Flandres o esloveno converteu-se no terceiro corredor a juntar Volta à Flandres e Tour de France, algo que só Louison Bobet e Eddy Merckx tinham feito. O triunfo foi cozinhado nas três passagens por Oude Kwaremont, onde Pogacar acelerou sem piedade. Na última, soltou Mathieu van der Poel. Antes, no Kruisberg, os dois tinham deixado Wout Van Aert para trás. Depois da Flandres viriam duas vitórias nas Ardenas, o 2º lugar no Tour de France, a terceira Lombardia consecutiva e o número um do ranking UCI. Cinco Monumentos ganhos aos 25 anos! Muitos consideram que 2023 é o ano em que Pogacar perdeu o Tour, para mim foi a época que transformou o esloveno numa lenda na Flandres. https://www.youtube.com/watch?v=FleKmICU6SI Lê ainda: Três atletas com algo a provar em 2024 João Almeida no Monte Bondone Não é todos os dias que um português ganha no Giro de Itália. Ao longo da história só em sete ocasiões um corredor nacional se impôs e o pioneiro foi Acácio da Silva. Só à conta do antigo craque da Carrera e da Kas foram cinco etapas entre 1985 e 1989. A nova geração tem continuado o trabalho de Acácio: em 2020 Ruben Guerreiro deu um tiro certeiro em Roccaraso, nos Abruzos, e em 2023 João Almeida conquistou o Monte Bondone, nas Dolomitas. Ocorreu na 16ª etapa do Giro de Itália e ficará para sempre no imaginário dos aficionados. Após 12 dias de chuva houve sol à partida nas margens do Lago Garda. Pela frente 203 km com 5200 m de acumulado e quase seis horas de etapa. Batalha em perspetiva entre João Almeida, Primoz Roglic e Geraint Thomas, só que o esloveno entrou em crise e só não perdeu o Giro porque Sepp Kuss salvou o dia. Dia incrível de João Almeida que venceu na mesma subida que consagrou Charly Gaul em 1956. A receber o português esteve Fabienne Gaul, filha do Anjo das Montanhas. Estreia do caldense a vencer em grandes Voltas e a mais potente das 13 vitórias UCI obtidas pelos ciclistas portugueses no estrangeiro em 2023. ### Rúben Rodrigues tem segunda oportunidade no ciclismo basco Rúben Rodrigues regressa em pleno após ano duro. Minhoto da Laboral Kutxa aponta à seleção nacional e ao reencontro com António Morgado e companhia. Em 2024 a Fundação Euskadi cumpre 30 anos. A instituição que transformou o ciclismo no País Basco e deu origem à Euskaltel-Euskadi tem-se vindo a abrir ao longo dos anos. Portugal integra a lista de países que cederam atletas à formação “laranja” – Ricardo Mestre, algarvio que cumpre castigo de três anos, correu pela equipa em 2013. Num futuro não muito longínquo poderá haver mais um português na Euskaltel-Euskadi. Rúben Rodrigues está na segunda época na Laboral Kutxa e é um de muitos jovens – locais, do resto da Espanha e estrangeiros – em formação nas principais escolas de País Basco e Navarra: Fundação Euskadi, Finisher (satélite da Kern Pharma) e Caja Rural. “Descobri que o ciclismo espanhol era superior ao que eu pensava. São corridas sub-23 a sério, onde o ritmo nunca para, onde tive que estar sempre na frente a fechar espaços e neutralizar ataques para proteger os líderes. Todos podem ter a sua oportunidade de lutar pela vitória porque são corridas abertas e desde que estejam as principais equipas representadas tanto pode dar para a fuga como para o pelotão. Numa boa época sou capaz de lutar por corridas e é o que quero fazer em 2024.” O calendário sub-23 é intenso no norte de Espanha. O Torneio Euskaldun, a prova de maior prestígio no País Basco, é composto por 17 provas. Xabier Berasategi ganhou pela Laboral Kutxa em 2021 e 2022 passando a profissional na Euskaltel-Euskadi. Em 2020 o campeão foi Jon Barrenetxea, reforço da Movistar para as duas próximas temporadas. A orografia da região oferece o terreno ideal para Rúben Rodrigues, um trepador que gosta de esforços longos e constantes. “Estou num projeto que me vai levar longe, sinto que trabalham muito bem e estão focados num projeto bom para jovens que querem chegar a profissionais. Não é o centro do ciclismo europeu, mas é um nível muito alto, quem se der bem aí está bem preparado para dar o passo para profissional. O sonho de criança é fazer disto vida seja no WorldTour ou não.” A Laboral Kutxa tem equipa sub-23 masculina e elite feminina. Transição de júnior para sub-23 foi dura Por estes dias Rúben Rodrigues treina em Guardizela, Guimarães. Por sorte no Minho não faltam companheiros de treino com nível e de vez em quando dá umas voltas com Tiago Machado e André Carvalho – que após cinco anos no estrangeiro volta a Portugal para representar a Sabgal-Anicolor. A transição de júnior para sub-23 foi dura. Em 2022 sentiu dificuldades em conciliar estudos e ciclismo, não entrou na temporada como queria e só endireitou o ano quando a Laboral Kutxa lhe atribuiu um treinador. Ultrapassadas as dores de crescimento pela mudança de categoria e uma apendicite mesmo antes dos Nacionais, Rúben Rodrigues sente-se preparado para fazer um bom 2024. “Estou num nível físico e mental muito melhor, encaro a época de maneira mais consistente e focada. Decidi começar a trabalhar com um nutricionista. Para chegar a um nível alto de rendimento é preciso analisar os detalhes. É tudo mais regrado, com os alimentos certos para determinado esforço. Sinto que progredi bastante.” Da terra de Mikel Landa e Pello Bilbao saíram 40 profissionais que em 2023 correram em WorldTeams e ProTeams. É verdade que não estão no auge; faltam os Abraham Olano, os Joseba Beloki. Também é certo que em 2005 eram 70 os bascos nas divisões de topo, mas o conhecimento está lá e o trabalho na formação tem qualidade. “É uma segunda oportunidade. Apliquei-me muito e vou estar focado com o dever de justificar esse voto de confiança que me deram. Do ano que estive na Laboral Kutxa criei uma boa relação com o diretor e o pouco que viu de mim gostou. Espero retribuir.” Às voltas pelo Minho com Tiago Machado e André Carvalho. Dois anos incríveis na super Bairrada Para trás ficaram dois anos incríveis na super Bairrada que tudo ganhou entre 2021 e 2022 em juniores. O clube tem Nélson Oliveira como presidente e Henrique Queiroz como mentor dos miúdos. Rúben Rodrigues foi campeão nacional júnior no primeiro ano; na época seguinte venceu uma etapa na Volta do Futuro – em Celorico da Beira – numa edição em que a Bairrada ocupou os quatro primeiros lugares da classificação final. “Recordo esses momentos quando estou numa fase menos boa. Na altura saímos para competir como se fosse um dia com amigos. Tê-los ao meu lado fazia-me sofrer muito mais e puxar além dos limites.” Ao lado estiveram António Morgado e Gonçalo Tavares – que passaram a sub-23 na Hagens Berman Axeon – e Daniel Lima – recrutado pela Academia da Israel Premier Tech. Os laços de amizade mantêm-se e admiração entre colegas é grande. “Quando vêm ao Norte faço questão de treinar com eles. Dá-me gosto seguir os sub-23 e quando estiveram bem já mostraram do que são capazes. O Morgado no Europeu e no Mundial, o Gonçalo fez uma época consistente e ainda se vai ver mais este ano, o Lima fez com a Israel algumas corridas com os profissionais e isso diz tudo.” Rúben Rodrigues em treino com o amigo Gonçalo Tavares. "Ele consegue ser tudo aquilo a que se propuser" Com 45 vitórias em duas épocas António Morgado destacou-se nesta fornada da Bairrada assumindo-se líder da seleção nacional portuguesa com resultados notáveis: vice-campeão mundial júnior em Wollongong 2022 e vice-campeão mundial sub-23 em Glasgow 2023. “Tendo em conta as capacidades do António Morgado espera-se sempre o melhor. Todos queríamos que ganhasse, mas um segundo lugar para um sub-23 de primeiro ano foi gratificante e logo numa época que não foi como ele desejava. Claro que o Morgado tinha aquela raiva de fazer segundo, é um vencedor." Quando perguntamos a Rúben Rodrigues sobre o reforço da UAE-Emirates a resposta é prudente: "Ele consegue ser tudo aquilo a que se propuser. Só ele melhor do que ninguém saberá o que a carreira lhe vai oferecer. Com 19 ou 20 anos é muito cedo para se perspetivar a carreira dele.” Um reeencontro com os amigos só pode acontecer na seleção nacional. Pela frente há Europeu, Mundial e Taça das Nações para correr. O Tour de l'Avenir, por exemplo, é a prova com a que qualquer sub-23 sonha. Rúben Rodrigues promete arregaçar as mangas para conquistar um lugar na maior montra do ciclismo jovem. ### Bicicletas ENVE aterram no World Tour em 2024 A marca ENVE anunciou a sua entrada no pelotão internacional sendo agora a fornecedora de bicicletas, rodas e outros componentes da equipa TotalEnergies. A marca americana que produzia somente componentes, lançou a sua primeira bicicleta, a Custom Road em 2021. Em julho de 2022 anunciou a Melee, a sua segunda bicicleta de estrada e é esta com que a TotalEnergies irá correr no próximo ano.  Esta parceria da ENVE com a equipa francesa é a estreia das suas bicicletas no pelotão profissional, utilizando Shimano para transmissão e travões. O diretor da Team TotalEnergies, Jean-René Bernaudeau, já estava familiarizado com as rodas da marca americana e iniciou as conversações com os engenheiros da marca em outubro: "Os nossos técnicos e corredores ficaram impressionados com a resposta do material da ENVE. Os testes realizados pelos nossos ciclistas foram mais do que positivos e todos reconheceram a altíssima qualidade tecnológica das bicicletas", afirmou Bernaudeau. Mike Stimola, diretor geral da ENVE também comentou esta nova parceria: "Ganhámos reputação como líderes em tecnologia de rodas e componentes, e acrescentar agora as bicicletas ENVE ao pelotão profissional com a TotalEnergies é um passo importante para nós como marca de desempenho." Apesar de ser a estreia das bicicletas ENVE no pelotão profissional, a empresa de Utah já trabalhava com algumas equipas como a UAE Team Emirates e a Polti-Kometa. A Emirates vai continuar a usar as rodas SES e os guiadores SES Aero One-Piece, enquanto que o projeto de Contador e Basso vai permanecer com componentes e rodas ENVE em 2024.  A Team Total Energies muda assim da Spedialized, marca que utilizou pelo contrato que tinha com Peter Sagan, pela ENVE Melee. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Três momentos subestimados no ciclismo em 2023 Um ciclista de culto relegado para segundo plano, vitórias épicas pouco faladas e equipas que fecham deixando o pelotão mais pobre. Imaginem ser Matej Mohoric na era de Primoz Roglic e de Tadej Pogacar. É como ser Steve Kerr durante o período de ouro dos Chicago Bulls de Michael Jordan. Atores secundários com tanto nível que só são abafados por super estrelas. Como no desporto raramente há prémios para os atores secundários, quis chamar a este texto alguns corredores que tiveram um excelente 2023, mas ao coincidirem com corredores que estão a marcar a história do ciclismo não receberam a devida atenção. Também considero preocupante a perda de três ProTeams: Bolton Equities, Human Powered Health e Leopard fazem parte dos três momentos subestimados no ciclismo em 2023. https://www.youtube.com/watch?v=jViupTDKEtc Por milímetros... Mohoric vence no Tour de France! Lê também: Três vitórias icónicas no ciclismo em 2023 O terceiro esloveno da hierarquia Tour de France. Véspera da última etapa montanhosa antes da chegada a Paris. A 19ª etapa era propícia para uma fuga. Um dia antes o dinamarquês Kasper Asgreen tinha-se aventurado com êxito numa escapada bem-sucedida até Bourg-en-Bresse. Asgreen salvou o Tour da Quick-Step e pensou que podia subir a parada. A ele juntaram-se Matej Mohoric e Ben O’Connor. Uma fuga à Tour de France com três vencedores de etapas na prova francesa e a quinta média mais rápida da história. Tudo ficou decidido na meta com um sprint milimétrico em Poligny. Foram 400 m no fio da navalha: Ben O'Connor ainda tentou surpreender de longe, nos últimos 200 m Asgreen fechou o espaço e lançou o sprint com Mohoric a ganhar no photo finish. Foram 27 segundos de puro controlo de Mohoric sobre Asgreen. O terceiro esloveno da hierarquia somou seis vitórias em 2023 – só em 2018 ganhou mais logo no ano de estreia na Bahrain – e vai acrescentando valor a uma carreira que inclui vitórias nas três grandes Voltas, um Monumento, títulos mundiais de gravel e de estrada (em juniores e em sub-23). https://www.youtube.com/watch?v=nVkX0qUmDFE&t=23s Na linha de Thomas De Gendt ou Remi Cavagna, Ben Healy é um dos breakaway artist do pelotão. Lê ainda: Três atletas com algo a provar em 2024 Ben Healy fez o maior solo do ano numa grande Volta Foi um dos corredores mais combativos do Giro de Itália, brilhou nas Ardenas, mas não figurou nos melhores do ano para a Vélo Magazine. Ben Healy, irlandês da EF Education, é a prova de que os animadores de etapas são pouco reconhecidos no ciclismo atual. A 8ª etapa do Giro teve 12 sonhadores em fuga, mas um ataque a 50km da meta deu o triunfo à EF. Ben Healy fez o maior solo do ano numa grande Volta e deu quase dois minutos ao colega de escapada, Derek Gee. Foi a estreia a vencer numa “grande” do rapaz de 22 anos criado na parte Ocidental das Midlands, mas que desde 2016 passou a representar a Irlanda. Nunca um irlandês tinha liderado a classificação dos trepadores. Ben Healy é breakaway artist – um artista da fuga – pelo que na manhã da etapa optou pelo fato de contrarrelógio em vez do tradicional maillot e calção. Motivo? A alta probabilidade de um triunfo para a fuga. Noutra dimensão, mas com a mesma apetência para missões improváveis, tivemos Alexis Guerin, protagonista do maior solo vitorioso da temporada fora de uma grande Volta. Ao serviço da Bingoal WB o francês saiu airoso de um ataque a 95km do final da 4ª etapa da Semana Internacional Coppi e Bartali. Em 61 dias de competição Alexis Guerin só registou um abandono; fechou a época forte sendo 8º na Volta à Turquia. Em 2024 vai correr no projeto Continental belga Philippe Wagner/Bazin. Nem a boa imagem deixada pela Bingoal WB impediu o caçador Alexis Guerin de correr na terceira divisão. https://www.youtube.com/watch?v=txqqyJwwFJI Equipa masculina da Human Powered Health fecha portas. Americanos ficam só com a equipa feminina no pelotão. Lê ainda: Três nomes que se retiram do ciclismo em 2023 Bolton, Human Powered e Leopard fecham portas Em 2024 haverá 17 ProTeams, menos uma estrutura do que em 2023 e menos oito face a 2019. Não subestimemos estas perdas: equipas ganhadoras, formadoras de talento e com bons calendários não encontraram viabilidade financeira e isto é preocupante. A Bolton Equities – primeira equipa profissional neozelandesa – durou um ano como ProTeam. A Human Powered Health fez 17 temporadas, as últimas seis na segunda divisão. A Novo Nordisk passa a ser a única ProTeam dos Estados Unidos, o que vai ao encontro do desinteresse americano pelo ciclismo de estrada desde que rebentou o escândalo Lance Armstrong. A Human Powered Health (antiga Optum e Rally) segue o caminho de outras equipas estadunidenses – Holowesko e Unitedhealthcare, por exemplo – que também não tiveram pedalada para o segundo escalão. Deste programa saíram craques como Sepp Kuss e Matteo Jorgenson. A Bolton Equities foi a melhor Continental em 2022 e revelou o sprinter George Jackson (cinco vitórias), um pistard de sucesso como os colegas Aaron Gate ou Mark Stewart. Se Gate segue Jackson para a Burgos-BH, Stewart vai para a Corratec. O caso da luxemburguesa Leopard é diferente. Nasceu das cinzas da Leopard Trek, tentou passar a ProTeam e não encontrou apoios. Ainda se fundiu com a Riwal, mas do mercado dinamarquês não choveram milhões – nem ter o bicampeão do Tour de France motivou as marcas. A Leopard foi a 4ª equipa do circuito UCI Europa e top 20 do continente. Ouviremos falar do sprinter Tim Torn Teutenberg, que assinou pela Lidl-Trek e foi campeão europeu da eliminação batendo Rui Oliveira. Pela Leopard passaram, por exemplo, Andreas Kron (Lotto Dstny) e Arvid de Kleijn (Tudor). Bolton, Human Powered e Leopard fecham portas. Um dos momentos negativos de 2023. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Flamanville Disputou-se hoje em Flamanville, França, a sexta ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse. Um percurso exigente para os ciclistas, com secções técnicas e descidas rápidas, resultando em corridas disputadas e de tirar o fôlego até ao final. Corrida Feminina Após uma corrida muito dura e lamacenta, Lucinda Brand venceu novamente, confirmando a subida de forma para o exigente mês de dezembro. A corredora da Baloise Trek Lions cruzou a linha de meta em primeiro após ganhar vantagem na segunda volta, enquanto Marie Schreiber foi 2ª e Leonie Bentveld foi 3ª. De realçar que a corrida teve a ausência da líder da classificação geral da competição, Ceylin del Carmen Alvarado viu-se afastada da corrida por motivos de doença, assim como da Campeã do Mundo Fem van Empel (Jumbo - Visma) e Puck Pieterse (Alpecin-Deceuninck). TOP 10 POS.NomeTempo01BRAND Lucinda 50:0502SCHREIBER Marie + 2003BENTVELD Leonie + 3004BETSEMA Denise + 4505VAN ANROOIJ Shirin + 5506WORST Annemarie + 5807BAKKER Manon + 5908VAN DER HEIJDEN Inge + 01:1709CLAUZEL Hélène + 01:2110FOUQUENET Amandine + 01:29 Corrida Masculina Após uma corrida dura, o líder da Taça do Mundo de Ciclocrosse Eli Iserbyt venceu a solo a 6ª ronda da competição. O corredor da Bingoal cruzou a linha de meta com uma vantagaem de 13 segundos sobre Lars Van der Haar, que terminou no segundo posto. Eli Iserbyt continua regular e carimba mais uma vitória, consolidando a liderança da competição. Apesar de terminar no terceiro lugar do pódio, Pim Ronhaar voltou a ser protagonista, o corredor da Baloise Trek lutou pela vitória com Iserbyt durante quase toda a corrida, os dois travaram uma batalha intensa mas Ronhaar acabaria por ceder a um ataque do adversário no final da sexta volta. Pim Ronhaar voltou a ser protagonista. Com o desgaste acumulado, Pim Ronhaar acabou por perder o segundo lugar da corrida para Lars van der Haar, mas consegue manter com este resultado, o segundo lugar da classificaçao geral da competição por uma diferença de dois pontos. TOP 10 POS.NomeTempo01ISERBYT Eli 01:00:0902VAN DER HAAR Lars + 1303RONHAAR Pim + 4704NIEUWENHUIS Joris + 5405VANDEPUTTE Niels + 01:2306KUHN Kevin + 01:3607VERSTRYNGE Emiel + 01:4708KAMP Ryan + 02:0409ADAMS Jens + 02:1610WYSEURE Joran + 02:31 Na próxima ronda da Taça do Mundo o pelotão desloca-se para Itália, onde se disputará a corrida em Val di Sole no dia 10 de dezembro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023 A história de superação de Milan Vader, o dia da justiça para Coquard e Soupe, além da inacreditável vitória de Sheehan na Paris-Tours estão entre as surpresas da época. Num pelotão com mais de 500 ciclistas nem todos têm o carisma de Tadej Pogar ou Remco Evenepoel, a irreverência de Mathieu van der Poel ou o instinto matador de Jasper Philipsen. A maioria dos corredores passa anos sem vencer e há quem durante toda a carreira nunca levante os braços numa corrida da máxima categoria. Ser o número um é tarefa árdua, por isso destacamos estes três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023. https://www.youtube.com/watch?v=cHniLcE4AqA Conheçam o novo trepador sensação da Jumbo-Visma. Lê ainda: Três atletas com algo a provar em 2024 A história de superação de Milan Vader Na temporada de 2023 a Jumbo-Visma venceu oito das 15 provas por etapas do WorldTour. No entanto, nenhuma deve ter sido tão festejada pelos corredores e pelo staff como a que Milan Vader obteve no Tour de Guangxi, na República Popular da China, prova que regressou após um hiato de quatro anos. Milan Vader foi recrutado para 2022 após brilhar no mountain bike. Durante anos trabalhou com Tim Heemskerk, treinador da Jumbo-Visma, pelo que a equipa sabia o potencial do corredor. Quando o neerlandês de 25 anos fechou top 10 no XCO nos Jogos Olímpicos de Tóquio a equipa ofereceu-lhe três anos de contrato. Na primeira época tudo correu mal. Uma grave queda na Volta ao País Basco colocou o ciclista em coma induzido durante duas semanas. Vader ainda voltou na Cro Race, setembro, mas só fez 15 dias de competição. Em 2023 a história foi outra: 36 dias de competição e apenas um abandono. Só não foram mais porque entre maio e junho voltou ao mountain bike. O melhor ficou guardado para o fim da época. Primeiro foi rei da montanha e 3º na Volta à Eslováquia, depois venceu a etapa rainha e a geral individual do Tour de Guangxi – os primeiros triunfos como profissional. A história de superação de Milan Vader é extraordinária. De quase perder a vida a ajudar a Jumbo-Visma a atingir as 70 vitórias na temporada. Um triunfo emotivo para a estrutura neerlandesa. https://www.youtube.com/watch?v=kixZ4M_UllY A primeira vitória de Coquard no WorldTour em 10 anos de profissional. Lê também: Três vitórias icónicas no ciclismo em 2023 Coquard e Soupe ganharam para os trintões A França sempre teve bons sprinters. O maior de todos foi o histórico André Darrigade, prodígio natural de Dax, perto de Bordéus, que entre 1953 e 1964 conquistou 22 etapas e duas camisolas verdes no Tour de France. Outros nomes foram aparecendo, mas nenhum dos sprinters gauleses em atividade tem o estatuto de histórico – talvez Arnaud Démare seja discutível por ter ganho a Milão-Sanremo, estar à porta das 100 vitórias e ter etapas tanto no Giro de Itália como no Tour de France. Para uma nação pouca habituada a ganhar ao sprint 2023 não foi um mau ano. Tanto Bryan Coquard como Geoffrey Soupe estrearam-se a ganhar no WorldTour. Depois de 47 vitórias em provas de outras categorias e de 49 top 10 em corridas do máximo escalão, Coquard acabou com a malapata no Tour Down Under. Ao mesmo tempo saiu de uma lista liderada por Wilco Keldermann que é o recordista de top 10 no WorldTour entre os atletas que nunca venceram no máximo escalão. O galo da Cofidis cantou no Tour Down Under e no Pays de la Loire Tour, mas no Tour de France Le Coq ficou-se por seis top 10 e o 3º lugar na classificação por pontos. https://www.youtube.com/watch?v=TGm0rnvtreM Oh la la! O lançador Soupe teve um dia de glória na Vuelta a Espanha. Lê também: Três momentos subestimados no ciclismo em 2023 Um souvenir para toda a vida Mais improvável foi a vitória de Soupe que deu à Total Energie, já que só foi à Vuelta a Espanha por lesão de Alexis Vuillermoz. O eterno lançador já tinha dado etapas a Nacer Bouhanni na prova espanhola, mas nunca foi o personagem principal. Aos 35 anos e sem vitórias na Europa, o barbudo mais famoso do pelotão leva um souvenir para toda a vida da localidade alicantina de Oliva, onde adjudicou a 7ª etapa. Coquard e Soupe ganharam para os trintões e para a França, mesmo sem terem a elegância de um Darrigade. https://www.youtube.com/watch?v=rB13jXlX-qc Lê ainda: Três nomes que se retiram do ciclismo em 2023 A surpresa Ryley Sheehan na Paris-Tours É ambicioso classificar a vitória de Ryley Sheehan na Paris-Tours como o momento mais surpreendente da temporada de ciclismo... mas é mesmo isso que me vem à cabeça quando recordo o momento. A Paris-Tours já não é o que era. Em tempos os grandes nomes do pelotão apontavam à clássica dos sprinters que hoje em dia já nem é para puros velocistas nem faz parte dos planos da maioria dos líderes ao disputar-se em meados de outubro. Mesmo tendo em conta a nova realidade e que o percurso foi muito endurecido nos últimos anos com caminhos de terra entre vinhedos, ganhar a Paris-Tours é um feito extraordinário. A prova data de 1896 e foi ganha por Rik Van Looy, Franceso Moser, Freddy Maertens, Jan Raas, Sean Kelly, entre outros. De repente um jovem de Boulder, no Colorado, apresentou-se como estagiário da Israel Premier Tech e tornou-se o primeiro americano campeão em 117 edições! Naturalmente a Israel assinou com Ryley Sheehan por três anos. Aos 23 anos quase nada sabemos dele, apenas que vem do forte circuito de critérios dos Estados Unidos, onde representou a equipa Denver Disruptors. Também bateu Miguel Angel López na Joe Martin Stage Race numa fase em que ninguém batia o Superman. Dito isto, estaremos perante um one hit wonder ou uma estrela emergente do ciclismo estadunidense? O futuro dirá. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclistas da Ineos Grenadiers aceitaram assinar pela Jumbo, baixando o salário O ciclista Ian Boswell, confessou que vários corredores que conhece escolherem a Jumbo – Visma em detrimento da equipa da INEOS Grenadiers, baixando inclusivamente o salário. A equipa britânica tem vindo a perder um pouco da reputação que ganhou no pelotão internacional nos anos dos grandes sucessos de Wiggins, Froome, Thomas, entre outros. Para além disso tem sido afetada com a saída precoce de alguns elementos.  Ian Boswell e Chirs Froome em 2016 O ciclista Ian Boswell, que esteve na equipa em muitas dessas glórias (entre 2013 e 2017), disse ao The Cycling Podcast que lamenta que a Ineos tenha perdido a sua filosofia original, pois era uma equipa britânica com uma identidade muito forte, sabiam muito bem quem eram e o que queriam. Ian Boswell, que atualmente está mais ligado à vertente de gravel disse ainda: "Agarraram-se à ideia de que são uma equipa para as grandes voltas e que querem ganhar o Tour, mas se olharmos para o plantel atual, será que têm alguém capaz de o fazer? Não me parece."  Boswell salientou também que foi esta crise de identidade que levou a que muitos ciclistas da Ineos tenham recusado importantes ofertas de renovação e decidido ir para a Jumbo-Visma: "É um pouco preocupante. Sou amigo de alguns corredores que nos últimos anos, decidiram não renovar com a Ineos e ir para o Jumbo por menos dinheiro, pelo que ouviram internamente, pelo que acontece na Ineos, por causa da cultura da equipa, da dinâmica.”  Sem reservas, o Norte Americano que se retirou em 2019 explica que há ciclistas que querem correr por menos dinheiro numa equipa onde podem ter mais sucesso, uma equipa que está numa tendência ascendente em vez de uma que dá passos para trás ano após ano. Ian Boswell no Unbound Gravel 2021 De relembrar também que no início de novembro, o diretor da Ineos Grenadiers e uma das principais peças do projeto, Rod Ellingworth se demitiu. Esta demissão, que Geraint Thomas chamou de “surpreendente e desvastadora”  acentua ainda mais esta perda de peças fundamentais e talento da equipa, depois das saídas de Adam Yates, Richard Carapaz e Tao Geoghegan Hart. Apesar de ser uma das equipas com maior orçamento do World Tour, a Ineos está com uma crise de identidade, será que em 2024 esta tendência pode mudar? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pidcock anuncia calendário de ciclocrosse - quatro corridas com os "big 3" A INEOS Grenadiers confirmou hoje o calendário de ciclocrosse de Tom Pidcock para esta época. O ciclista britânico vai participar em 10 corridas, incluindo 6 da Taça do Mundo e tal como noticiado pelo Topcycling, não irá a Tabor aos Campeonatos do Mundo. A temporada de ciclocrosse de Pidcock vai começar na Bélgica em Herentals no dia 16 de dezembro e estende-se até dia 21 de janeiro em Benidorm. Calendário completo BadkamersTrofee Herentals X2O - (16/12)  Namur WC - (17/12) Antuérpia WC - (23/12) Gavere WC - (26/12) Diegem - Superprestige (28/12) Hulst WC - (30/12) BadkamersTrofee Koksijde X2O - (4/1) Gullegem C2 - (6/1) Zonhoven WC - (7/1) Benidorm WC - (21/1) De relembrar que Van Aert e Van der Poel também já anunciaram o seu calendário de ciclocrosse para esta época, que podes consultar aqui. Corridas com os "três ases" Com os três calendários agora confirmados são estas as corridas em que pelo menos dois deles se vão encontrar: Mol 22/12 - Van Aert / Van der Poel Antuérpia 23/12 - Van Aert / Van der Poel / Pidcock Gavere 26/12 - Van Aert / Van der Poel / Pidcock Diegem 28/12 - Van der Poel / Pidcock Hulst 30/12 - Van Aert / Van der Poel / Pidcock Baal 01/01 - Van Aert / Van der Poel Koksijde 04/01- Van Aert / Van der Poel / Pidcock Zonhoven 07/01 - Van der Poel / Pidcock Benidorm 21/01 - Van der Poel / Pidcock Os três corredores vão competir na mesma corrida em pelo menos 4 ocasiões, podendo chegar a 6, já que a presença de Van Aert em Zonhoven e Benidorm está ainda em aberto. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Três nomes que se retiram no ciclismo em 2023 Peter Sagan, Dries Devenyns e Nacer Bouhanni penduram a bicicleta em 2023 com histórias para contar. De que forma marcaram o ciclismo? São tantos os corredores que marcaram os últimos 15 anos do ciclismo que se retiram no final de 2023 que não há um critério objetivo para escolher três nomes. Podíamos salientar o histórico título olímpico de Greg Van Avermaet no Rio de Janeiro, os múltiplos azares de Sep Vanmarcke nas clássicas do Norte, os 19 anos de lealdade de Imanol Erviti à Movistar ou a devoção dos fãs ao looser mais querido do pelotão como é Thibaut Pinot. Numa escolha totalmente subjetiva optei por olhar para outros três nomes. Peter Sagan é o carisma em pessoa, tudo o contrário do que representa Nacer Bouhanni. Um é o dia e o outro a noite. Entre ambos aparece o lusco-fusco, representado por Dries Devenyns, o gregário discreto que acompanhou a transição da Quick-Step. https://www.youtube.com/watch?v=JfYDd5QrshE O génio que devolveu o sorriso ao ciclismo Peter Sagan marcou uma era no ciclismo. Quantos podem dizer o mesmo? O eslovaco ganhou 121 vezes e deixou triunfos emblemáticos: três títulos mundiais de fundo consecutivos, vitórias na Flandres e em Roubaix, além de 12 etapas no Tour de France onde é recordista de camisolas verdes (sete). Do eslovaco vamos recordar a atitude perante a modalidade. Peter Sagan sacou cavalinhos, inovou nas celebrações e correu sem medo. Deixou amigos por onde passou. Quando escassearam as vitórias transformou-se em homem de negócios. Imagem da Specialized, organizador de Gran Fondos na Europa, América do Norte e América do Sul. A popularidade nos Estados Unidos ajudou a reativar um mercado-chave deprimido pelo escândalo Lance Armstrong – Peter Sagan é o recordista de etapas na Volta à Califórnia. Com o líder retira-se o super gregário Daniel Oss, que esteve cinco anos ao lado do eslovaco após trabalhar para o rival Greg Van Avermaet, na BMC. Já tinham dito adeus Maciej Bodnar e Juraj Sagan, membros da corte do tricampeão mundial. O último objetivo de Peter Sagan é correr a prova de XCO nos Jogos Olímpicos de Paris. É o regresso às origens, no mountain bike, onde foi campeão mundial júnior em 2008. O génio que devolveu o sorriso ao ciclismo vai correr pela Specialized Factory Racing em 2024. https://www.youtube.com/watch?v=LSoJsZ-UqL0 Kasper Asgreen deu à Quick-Step a última vitória na Volta à Flandres, em 2021. ADN da Quick-Step sofreu uma mutação Quando em 2017 se retirou Tom Boonen – líder histórico da Quick-Step com 120 vitórias – a estrutura com sede na Flandres dominou o calendário do pavê, ganhou nas Ardenas e levou 17 etapas nas três grandes Voltas. Na base do êxito uma direção desportiva competente com Tom Steels, Wilfried Peters e Brian Holm, mas também um bloco sólido de homens da casa como Iljo Keisse, Tim Declerq e Yves Lampaert. Os líderes eram de classe mundial: Philippe Gilbert, Niki Terpstra, Marcel Kittel, Matteo Trentin e Julian Alaphilippe. Atualmente a Quick-Step já não tem os melhores classicómanos do pavê nem o espírito de entreajuda que deu origem à Wolfpack. Há um novo lobo a liderar o grupo, mas Remco Evenepoel gosta de caçar na floresta das Ardenas. Nas duas últimas épocas a Quick-Step não dominou as grandes corridas da Flandres. Não é a Kuurne de Fabio Jakobsen (2022) ou a Nokere Koerse de Tim Merlier (2023) que saciam Patrick Lefevere. A melhor equipa da história das clássicas anda há dois anos a apanhar bonés. Não deixaram de ganhar, mas desde que Evenepoel é líder supremo o ADN da Quick-Step sofreu uma mutação. Em 2023 retira-se Dries Devenyns, veterano de 17 épocas no pelotão e capitão da Quick-Step. Também saem Tim Declerq, Florian Senechal, Davide Ballerini e Michael Morkov. Fecha-se um ciclo para que outro se inicie no bloco de clássicas. À Wolfpack chega Gianni Moscon, o único reforço com alma flandrien. Também há miúdos com genes ganhadores vindos do pelotão sub-23: Gil Gelders conquistou a Gent-Wevelgem e William Junior Lecerf a Volta à Lombardia. Haverá um lobo com dentes afiados na Flandres ou em Roubaix? https://www.youtube.com/watch?v=13iP6hqIN_U O enfant terrible do pelotão Nacer Bouhanni ficará para a história como um dos mal-amados do ciclismo. Passou a profissional em 2011, aos 20 anos, somando 71 vitórias ao longo da carreira. Mais recordado pelas polémicas do que pela velocidade, em 2014 saiu da FDJ quando Marc Madiot apostou em Arnaud Démare. Nunca foi a falta de triunfos a impedir que Nacer Bouhanni chegasse mais longe. Na melhor fase da carreira – entre 2013 e 2016 – fechou sempre acima das 10 vitórias por ano. Venceu no Giro de Itália, na Vuelta a Espanha e foi campeão nacional. Da FDJ passou à Cofidis, que lhe abriu as portas do Tour de France em 2016. Íman de problemas, Bouhanni partiu a mão na véspera dos Nacionais após andar ao soco com um hóspede barulhento no hotel onde estava alojado. Conclusão: falhou o Tour de France! Admirador de Muhammad Ali, retira-se aos 33 anos após quatro temporadas na Arkéa Samsic onde deixou escassas cinco vitórias e fez duas épocas em branco. Os últimos anos foram marcados por quedas – a da Volta à Turquia de 2022, quando colidiu com um espetador que atravessou a estrada, foi a mais grave. Diz adeus o enfant terrible do pelotão. ### Pneus para bicicletas - Dicas de manutenção no inverno e os modelos Pirelli mais adequados A Pirelli forneceu-nos algumas dicas e conselhos sobre como manter os pneus para bicicleta no inverno em condições, independentemente das temperaturas mais baixas, bem como quais os pneus a utilizar. No inverno, os pneus de bicicleta são verdadeiramente postos à prova já que com a chegada do mesmo existe um conjunto de fatores que contribuem para que as estradas fiquem sujas e escorregadias, aumentando consideravelmente o risco de furos e menor aderência. A marca de pneus italiana fornece algumas medidas a tomar pelos ciclistas antes, durante e após a atividade de ciclismo que podem ajudar a preservar o estado ideal do único ponto de contacto entre a bicicleta e a superfície da estrada. Qual o pneu mais adequado? - Deve escolher-se um pneu para o inverno e dar prioridade à proteção, em vez de fatores como a leveza e a suavidade. O pneu deve ter um desenho com mais relevo para permitir uma maior aderência à estrada quando a superfície está molhada ou escorregadia; - A largura do pneu é também um fator essencial para a aderência à estrada melhorar consideravelmente: quanto mais larga for a superfície de contacto com o solo, maior será a estabilidade. Para quem vai para fora da estrada numa bicicleta de gravel ou de montanha, é necessário um pneu com mais taco que permita uma maior tração nos troços de terreno irregular; - É importante também escolher um pneu com uma maior e mais espessa proteção contra furos. As pedras, os pequenos vidros partidos, os detritos metálicos e os espinhos podem provocar furos num pneu que não esteja adequadamente reforçado. - A água também, sob a forma de chuva forte ou humidade e orvalho de inverno, pode atuar como lubrificante e ajudar a causar furos devido a cortes e à penetração de quaisquer detritos afiados do pneu. Manutenção dos pneus de bicicleta durante os meses de inverno Outro aspeto que deve ser levado em conta é a manutenção. Quer se trate de uma bicicleta de estrada, de uma bicicleta de gravel ou de uma bicicleta de montanha, o inverno exige que os ciclistas tenham mais cuidado com os seus pneus, antes, durante e depois de cada passeio de bicicleta. Devido às temperaturas mais baixas, a pressão diminui mais rapidamente do que no verão, pelo que deve ser constantemente controlada. Para além disso, quando está muito frio, a pressão do ar na atmosfera também diminui e é ainda mais importante verificar a pressão interna do pneu. Armazenar o pneu por longos períodos Segundo a marca milanesa, após o passeio de bicicleta deve-se verificar o estado do pneu dando especial atenção aos cortes, pequenas fissuras ou pequenos objetos externos que tenham ficado presos, já que a remoção da sujidade da superfície do pneu ajuda-o a durar mais tempo,  No inverno, o mau tempo pode obrigar alguns ciclistas a guardar as suas bicicletas durante muito tempo, pelo que, para melhor conservar os seus pneus a Pirelli deixa alguns conselhos:  - Devem-se ter os pneus com metade da pressão normal; - Manter a bicicleta num local fresco, seco e protegido das intempéries; - Evitar a exposição direta à luz solar, pois os raios UV também podem enfraquecer o pneu; - Manter os pneus fora do chão e rodá-los ocasionalmente; - Evitar que produtos químicos ou solventes entrem em contacto com o pneu e, no caso de pneus de substituição, cuidar deles com cuidado, de preferência desdobrados e fora da embalagem original. Adjacente a estas informações, a Pirelli dá conta da sua gama de pneus que se adequam ao inverno. Opções para Estrada e Gravel Quando se trata de bicicletas de estrada, a marca italiana aconselha o pneu de alto desempenho P ZERO Race 4S, que segundo eles se adapta a todas as estações graças ao composto SmartEVO. Este composto foi criado através da combinação da experiência das principais competições de desporto motorizado e da parceria com as equipas de ciclismo World Tour da Pirelli. Este pneu permite um equilíbrio entre duas características opostas: aderência e suavidade. Também existe o Cinturato Velo, o pneu aconselhado para ciclismo de estrada e de gravilha ligeira que também se adapta a todas as estações. Segundo a marca, este pneu, graças ao composto SmartNET Silica e à estrutura Armour Tech, pode proporcionar proteção, segurança e facilidade de condução em muitas condições diferentes de estrada e de tempo. O Cinturato Gravel S é o pneu aconselhado pela Pirelli para gravel, terrenos macios e lamacentos. Este pneu otimiza a experiência de condução tanto em condições climatéricas desfavoráveis como em percursos mais técnicos. Opções para Montanha A lama e o frio podem também ser obstáculos para aqueles que praticam o ciclismo de montanha no inverno. Para estes casos a Pirelli recomenda os pneus SCORPION S que segundo a marca foram desenvolvidos com base na experiência no mundo do motocrosse que assim se adequam a andar na lama, relva e terrenos irregulares.  Opções para cidade Por fim, para quem anda de bicicleta na cidade, numa e-bike ou numa city bike são aconselhados no comunicado, os pneus Angel DT Urban, inspirados na Angel Scooter. Estes pneus têm proteção HyperBelt até 5 mm e oferecem segurança e excelente aderência à estrada em muitas superfícies urbanas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Dublin Após quatro rondas concluídas, o pelotão da Taça do Mundo de Ciclocrosse rumou para em Dublin, na Irlanda, onde as condições estiveram perfeitas para a prática da modalidade na quinta ronda da competição. Corrida feminina - Lucinda Brand abriu a dobradinha da Baloise trek Após uma corrida muito dura, Lucinda Brand venceu a solo a 5ª ronda da Taça do Mundo. A corredora da Baloise Trek Lions está de regresso à sua forma habitual e cruzou a linha de meta em primeiro, após ganhar vantagem logo na primeira volta. Com esta vitória a neerlandesa ex-campeã do mundo sobe à terceira posição da classificação geral. Ceylin del Carmen Alvarado foi 2ª e Zoe Backstedt foi 3ª. A neerlandesa abriu uma vantagem na segunda volta para assegurar o segundo lugar. Aos 19 anos de idade e a cumprir a segunda época como sub-23, a britânica Zoe Backstedt faz o seusegundo pódio na Taça do Mundo. A atleta da Canyon Sram Racing é uma das jovens em destaque da temporada. TOP 10 POSRIDER TEAMTIME01BRAND Lucinda 54:5902ALVARADO Ceylin del Carmen + 3803BACKSTEDT Zoe + 4504SCHREIBER Marie + 5705VAN DER HEIJDEN Inge + 01:1006VAN ALPHEN Aniek + 01:1607ROCHETTE Maghalie + 01:1908ZEMANOVA Kristyna + 01:2309CASASOLA Sara + 01:2610BENTVELD Leonie + 01:39 Corrida masculina - Pim Ronhaar carimba a segunda da temporada Num circuito cheio de lama e com o clima a típico Irlandês, Pim Ronhaar venceu novamente na Taça do Mundo (tinha vencido em Dendermonde), após ganhar no sprint final a Laurens Sweeck. Uma corrida bastante disputada, na qual Laurens Sweeck (vencedor da Taça do Mundo "2022/23) voltou ao seu melhor nível, após um início de temporada difícil. Eli Iserbyt voltou a estar com os da frente mas acabou por terminar no terceiro posto, após quebrar de rendimento na última volta. No entanto o belga mantém a liderança da classificação geral desta competição. Uma vez que Lars van der haar esteve ausente, com este triunfo Pim Ronhaar sobe à segunda posição da classificação geral. https://twitter.com/GcnRacing/status/1728810082878783950 O destaque também para o quarto lugar de Joran Wyseure, que obteve a sua melhor classificação como elite na Taça do Mundo. TOP 10 POSRIDER TEAMTIME01RONHAAR Pim 57:1702SWEECK Laurens + 0203ISERBYT Eli + 2004WYSEURE Joran + 2805ADAMS Jens + 3706NYS Thibau + 5907KAMP Ryan + 5908KUHN Kevin + 01:1909VANDEPUTTE Niels + 01:2510VANTHOURENHOUT Michael + 01:29 A próxima ronda da taça do Mundo de Ciclocrosse irá realizar-se em Flamanville, França, no próximo dia 3 de dezembro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fim de semana de descontos na Specialized Com a popularidade da Black Friday e da Cyber Monday a crescer cada vez mais na Europa, a Specialized acredita que fazer parte deste importante fim de semana de vendas resultará em mais pessoas a usar os seus produtos. As promoções no fim de semana Black Friday incluem equipamento e bicicletas. Em Specialized.com, as promoções da Black Friday estarão disponíveis de 24 a 27 de novembro, com descontos que poderão chegar aos 60%. A Specialized terá também algumas promoções diárias de equipamentos que podes ver aqui o site da marca: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek Madone SL 7 | Teste Topcycling Com umas linhas que rompem com o habitual, a ultima geração da Trek Madone SL7 é uma peça de design, uma bicicleta da qual se gosta, ou não se gosta. Além do design arrojado, a premissa da geração 7 da Madone continuou a ser "Aero e Confortável", algo difícil de combinar numa bicicleta, mas que os engenheiros da Trek conseguiram neste modelo. Testei o modelo SL7, que não vem com o pack de equipamento topo de gama mas ainda assim é uma bicicleta com características premium, por um valor consideravelmente mais baixo que a Madone SLR topo de gama. Vídeo da review https://www.youtube.com/watch?v=fCHW4ZvTplE&t= Compacta e confortável Nas primeiras pedaladas que dei nesta Trek Madone apercebi-me desde logo que é uma bicicleta bastante compacta e na qual encaixamos bem, está feita para baixarmos a silhueta, colocar força nos pedais e "papar quilómetros". Apesar de ser um tamanho 56 (o meu tamanho) e de me sentir bastante bem na medida, deu-me a sensação de estar a pedalar num tamanho 54 pelo facto da bicicleta ser compacta e fácil de manusear. A primeira coisa que fiz após os primeiros quilómetros pedalados foi medir o guiador, porque me apercebi de que seria menos largo do que o normal, isso é um dos factores que dá a sensação de estarmos bem acoplados na bicicleta. O guiador mede menos 3 cm. que o habitual na zona dos pousa mãos e mesmo deixando estes na posição normal (sem os rodar para o interior do guiador, como vemos atualmente muitos ciclistas do World Tour utilizar), o guiador transmite essa sensação. O inovador sistema IsoFlow Outras bicicletas Aero que tive oportunidade de testar (e inclusive ser proprietário) sempre tiveram dois pontos contra; o peso e o facto de serem um pouco "rijas", ou seja o conforto não é o seu ponto forte, mas no caso da Madone SL7 isso não é bem assim, a bicicleta é espantosamente confortável. A Trek Madone SL7 é espantosamente confortável Talvez seja pelo novo design do sistema IsoFlow, que compreende um buraco enorme na zona onde normalmente tem o tubo do espigão de selim continuo. A conhecida tecnologia IsoFlow da Trek foi reformulada especificamente para este modelo. O tubo do espigão semi-integrado fica "isolado" pelo buraco do IsoFlow, tanto as escoras como o tubo do espigão contornam a zona do IsoFlow direcionando as vibrações para o tubo superior do quadro. A conhecida tecnologia IsoFlow da Trek foi reformulada especificamente para este modelo, por forma a poupar gramas, é inédita e o objectivo dos engenheiros foi que o espigão flexione quando há impactos para uma condução mais suave, além de melhorar a aerodinâmica e reduzir o peso. Li a teoria quando a bicicleta foi apresentada, experimentei e confirmo, a bicicleta é confortável. A Trek conseguiu poupar peso, esta geração da Madone é 300 gramas mais leve que a anterior, no entanto (e apesar de não ser excessivamente pesada), continua a ser uma bicicleta mais pesada que as bicicletas escaladoras, nomeadamente a sua irmã Emonda. Conceito Aero As bicicletas com o conceito aerodinâmico começaram a surgir mais ou menos em 2009, 2010 quando as marcas começaram utilizar os túneis de vento (como já se fazia na indústria automóvel, por exemplo) para desenvolver bicicletas. O resultado foram bicicletas com tubos maiores e mais espalmados, bicicletas que ficam a meio caminho entre uma bicicleta de contrarrelógio e uma bicicleta tradicional, muito atrativas visualmente e com a capacidade de manter velocidades mais altas em terreno plano. No entanto, é inevitável que sejam mais pesadas (se é utilizada maior quantidade de carbono na construção do quadro este será mais pesado) e com o passar dos anos algumas mascar têm abandonado o conceito. São bicicletas especificas para um fim, manterem a velocidade quando já estamos a pedalar. Na hora de decidir é importante ter a noção de que esta não é uma bicicleta escaladora, nunca vai oferecer uma experiência como a Emonda, mas se gostas de rolar, ou se eventualmente fazes triatlo ou duatlo e só podes ter uma bicicleta para treinar e competir, esta é certamente uma das melhores opções do mercado atual. O design Embora não seja totalmente novidade (este tipo de design no espigão de selim), a Trek conseguiu neste ponto construir uma bicicleta com personalidade bem vincada, não passa desapercebida, a prova disso é que quando paras numa esplanada para tomar café, ou quando estás a fazer fotos à bicicleta e as pessoas reparam nela. Aconteceu-me inclusive estar a fazer as fotografias para colocar neste artigo e uma turista perguntar se também podia fazer uma fotografia à minha bicicleta. A bicicleta não era minha, mas se fosse, eu ficaria envaidecido.  Este é o tipo de bicicleta que dá prazer a pedalar, mas também quando paramos numa esplanada e ficamos a apreciá-la enquanto tomamos café, ou no caso daqueles que a guardam em casa, a aproveitam como peça decorativa além de bicicleta para pedalar. Madone SL7, a escolha equilibrada Não são necessárias muitas linhas para descrever as diferenças entre a versão SL e a versão SLR, é o tipo de carbono utilizado no quadro, o guiador e nível de equipamento (transmissão e travões). O quadro da versão SL Comecemos por analisar a diferença do quadro. O quadro SLR pesa cerca de 100 gramas menos que o quadro SL, mas o design é o mesmo. O guiador da versão SL Esta versão SL tem um guiador de duas peças, com avanço de alumínio e aste de guiador em carbono, que apesar de ter design Aero, não tem os ganhos aerodinâmicos nem o aspecto integrado do guiador topo de gama "SLR Gen 7 Barstem". O guiador é confortável, compacto e permite manejar de forma natural e simples Trek Madone, mas na hora de instalar o dispositivo GPS vais notar uma pequena limitação, pelo facto de não permitir instalação do suporte de GPS com sistema de abraçadeira no guiador (não tem espaço para instalação), algo que podes solucionar com o acessório da Trek adequado ao avanço desta bicicleta. Para conseguires o suporte de GPS adequado ao avanço da Trek Madone SL7, basta visitares a área Blendr no site da Trek, escolher o adaptador adequado e o respectivo suporte, desta forma a bicicleta ficará com um aspecto mais integrado e mais "clean". Caso não queiras investir neste suporte, podes sempre fazê-lo da forma "old School" e colocas no avanço, mas além de não ser tão fácil de visualizar, não tem aquela "pinta". Mesmo que queiras colocar a Madone SL7 com o mesmo look da topo de gama SLR, investindo os 750,00€ no guiador topo de gama "SLR Gen 7 Barstem", acabas por pagar menos 1.850,00€ por uma bicicleta praticamente igual, por isso digo que a SL7 é a escolha equilibrada. Guiador SLR Gen 7 Barstem Transmissão e travões da versão SL Por ultimo, falemos do nível de equipamento de transmissão e travões. A diferença entre a SL7 e a SLR é de um só patamar neste aspecto (Shimano Ultegra 12v. Di2 para Shimano Dura-Ace 12v. Di2), ou seja, falamos apenas de uma diferença de peso porque todas as restantes características e funcionalidades ambos os equipamentos têm, a experiência de utilização é praticamente idêntica pelo que mais uma vez digo que a SL7 é a escolha equilibrada. Claro que, para quem o dinheiro não é problema a versão SLR tem tudo o que há de melhor no mercado e proporciona certamente uma experiência mais premium, além de pesar um pouco menos, o que a torna mais competitiva. A versão SLR é igual à utilizada pela equipa Lidl-Trek no Tour de France. Versão Shimano VS. versão SRAM Quem acompanha o meu trabalho no canal Youtube e vai lendo também aqui no site Topcycling os testes que faço às bicicletas, sabe que tenho uma preferência por Shimano na estrada, explico porquê. No funcionamento e pedalada, tanto SRAM como Shimano são muito bons, é uma questão de preferência de cada um, mas na minha opinião estes pousa mãos da Shimano são, como se costuma dizer, um mimo! Os pousa mão da Shimano têm uma ergonomia muito melhor que os Sram. Além de ser mais confortável para as mãos, a Shimano tem o extra dos botões no topo dos pousa mãos, que permitem aceder a funcionalidades no dispositivo de GPS utilizado, algo que a Sram não tem por enquanto. Rodas As rodas Bontrager Aeolus Pro 51 são muito parecidas no aspecto às rodas que equipam a topo de gama SLR, têm os mesmos aros e perfil 51, mas o que diferencia as rodas são os cubos, DT Swiss 350 nesta SL7, enquanto que nas rodas Aeolus RSL que equipam a Madone SLR veem montados 240 EXP, tornando as rodas da versão topo de gama naturalmente mais leves. As rodas são provavelmente o periférico com mais impacto no desempenho de uma bicicleta de estrada, e apesar de não estar equipada com as rodas topo de gama (com as diferenças descritas acima) estas rodas são fantásticas tanto a rolar como quando colocamos carga e vergamos a bicicleta para sprintar ou subir. As rodas Aeolus PRO51 oferecem um desempenho topo de gama. O veredicto final A geração 7 da Trek Madone é uma peça de design, uma bicicleta muito compacta, talhada para ser rápida em terrenos planos e ondulados de subidas curtas, assim como para sprintar. A versão testada (Madone SL7), apesar de não ter os componentes "super light" da sua irmã SLR, é uma bicicleta que oferece uma experiência premium, com Shimano Ultegra Di2, rodas em carbono, guiador em carbono e design arrojado. Disponibilidade e preços Podes ver a bicicleta testada, as características técnicas completas, gama, cores e disponibilidade no site da Trek Portugal aqui: www.trekbikes.com/pt/ Texto: Luís Beltrão Fotografia: Marco Miguel Vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão ### Evenepoel inicia pré-temporada com pensamento no Tour de France Remco Evenepoel já iniciou a pré-temporada, e logo com um dia dedicado ao Tour de France, prova em que se irá estrear em 2024. O ciclista belga de 23 anos, principal estrela da Soudal - Quick Step, já definiu, em conjunto com a sua equipa, que 2024 será o ano para o ataque aquela que é considerada a principal prova do calendário do World Tour e que move milhões e multidões em seu redor. Créditos imagem: Photo: Luca Bettini/SCA/Cor Vos © 2023 © Photo News Esta semana marca o arranque da pré-temporada de Evenepoel, com o primeiro dia a decorrer em Calpe, província espanhola de Alicante, e logo com um treino dedicado ao Tour. Foi o próprio ciclista que o referiu numa publicação na sua conta da aplicação Strava, com seguinte título: “Aqui vamos nós! A caminho da Grande Boucle”, afirmação à qual adicionou ainda referências a Itália, país que irá acolher o arranque da edição 2024 da prova e França. O traçado deste primeiro treino em Calpe, teve um total de 100,7 quilómetros e a duração de três horas e 16 minutos, contemplou as subidas a Benitatxell e Montgó a caminho de Xábia e Denia antes de regressar pelo Pego, com as subidas a Sagra, Orba e a Zona de Benissa, antes de regressar a Calpe. Evenepoel a demonstrar uma vez mais o rigor e determinação que o caraterizam, numa clara mensagem à concorrência, demonstrado que a temporada 2024 já mexe. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI pensa alterar calendário - Roubaix e Flandres em outubro? David Lappartient, presidente da UCI, está aberto a uma grande reorganização do calendário UCI do WorldTour a partir de 2026, concordando assim com as propostas do projeto de reforma do ciclismo mundial One Cycling. Este projeto tem como objetivo reduzir e relocalizar algumas das provas do calendário UCI. Entre outras alterações, a UCI está a considerar a possibilidade de organizar a Paris Roubaix e a Volta à Flandres em outubro. Em declarações à DirectVelo, o presidente da UCI disse que a COVID 19 obrigou a reorganizar o calendário e as audiências foram fantásticas. Estas alterações afetariam apenas as corridas por etapas de uma semana, as clássicas e os monumentos. As grandes voltas manteriam as suas datas normais no calendário. "Temos de organizar o calendário do WorldTour de forma a reduzir a poluição e não nos deslocarmos de uma parte do planeta para outra todos os meses", afirmou Lappartient. A principal razão seria evitar viagens contínuas e reduzir a pegada de carbono, tendo a UCI como objetivo reduzir as emissões para 50% até 2030. "Em vez de irmos cinco ou seis vezes por ano a um país, é melhor juntar as corridas todas num determinado período de tempo. As semanas de Clássicas são fantásticas. Os ciclistas estão três semanas na Flandres e não se deslocam. É bom para todos", concluiu o presidente da UCI. Caso esta proposta avance, estas mudanças no calendário só seriam aplicadas em 2026 e fariam com que estes dois monumentos se realizassem em outubro tal como sucedeu em 2021 devido à pandemia. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Presidente da UCI em "ruptura" com estrelas do ciclocrosse Ano após ano o calendário de ciclocrosse tem ficado mais preenchido, os crossistas desde há muito tempo estão habituados a dividir-se entre muitas competições e classificações diferentes, sendo as principais o troféu Superprestige, o troféu X2O (antigo troféu DVV) e Taça do Mundo. Acontece que nos últimos anos as rondas da Taça do Mundo quase duplicaram e incluem corridas fora do continente europeu no início da temporada (com viagens e logística acrescida), sobrecarregando o calendário dos corredores, mais do que nunca estes têm que optar por escolher quais os seus objetivos ( classificações ) e deixar outros para segundo plano. David Lappartient, presidente da UCI, já veio a público abordar o assunto, tendo as suas palavras suscitado alguma controvérsia entre o público e principalmente entre os corredores. O presidente da UCI sugeriu que se um corredor escolher não participar numa prova da Taça do Mundo, deveria ser excluído da mesma, depois de Thibau Nys não ter estado à partida da corrida em Dendermonde: "A Taça do Mundo não é uma competição que se possa escolher participar quando bem se entender" disse Lappartient à DirectVelo a semana passada. O jovem belga Nys, vencedor da primeira ronda da Taça do Mundo em Waterloo, respondeu a estas declarações: “Não estou nada preocupado” disse Nys antes da Taça do Mundo de Troyes onde esteve à partida e terminou no sétimo posto. “Se for necessário, não participarei na Taça do Mundo porque não é prioridade”, explicou Nys à VTM News. “Planeamos corrida a corrida e estarei em Dublin na próxima semana. Não se trata de deslocações ou do tipo de organização, só acho que deveria poder programar o meu próprio calendário. Todos temos esse direito.” concluiu o corredor da Baloise Trek Lions. De lembrar que na passada temporada, também Lars Van der Haar demonstrou o seu desagrado com o aumento de competições da Taça do Mundo da UCI, frisando que é impossível competir em todos os principais troféus da temporada, é legítimo que todos os organizadores queiram ter as principais estrelas da modalidade presentes nos seus troféus. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de ciclocrosse - Troyes Após três rondas concluídas, o pelotão da Taça do Mundo de ciclocrosse rumou a Troyes, em França, para cumprir a quarta ronda desta competição. Corrida feminina A vencedora em Dendermonde, Ceylin del Carmen Alvarado venceu também em Troyes, mas teve uma tarefa difícil frente a Puck Pieterse, que regressou após uma longa paragem de 1 mês. Num circuito técnico e explosivo, à imagem de Puck Pieterse, a atleta neerlandesa beneficiou das zonas técnicas do percurso para ganhar destaque na frente da corrida durante as primeiras 3 voltas. Alvarado que seguia na perseguição, teve que superar os seus limites para fechar vários espaços, acabando por fazer prevalecer a melhor condição física nesta fase da temporada, quando na quarta volta atacou e abriu um fosso que não mais foi fechado por Pieterse até ao final. Numa recuperação incrível de Lucinda Brand, após uma má partida, a atleta da Baloise Trek Lions acabou por lutar pelo terceiro posto com Sara Casasola, uma luta intensa na qual a experiência de Lucinda Brand falou mais alto, fechando assim o pódio com três corredoras dos Países Baixos. TOP 10 POS.NOMETEMPO01ALVARADO Ceylin del Carmen 49:5502PIETERSE Puck + 2103BRAND Lucinda + 4404CASASOLA Sara + 4905VAN DER HEIJDEN Inge + 01:0506SCHREIBER Marie + 01:0907WORST Annemarie + 01:1308BACKSTEDT Zoe + 01:2409CLAUZEL Hélène + 01:3310BENTVELD Leonie + 01:33 Demonstração de força de Eli Iserbyt na corrida masculina Após uma corrida rápida, Eli Iserbyt acabou a seca de vitórias e venceu a solo a 4.ª ronda da Taça do Mundo. O corredor da Bingoal cruzou a linha da meta em primeiro após atacar Lars van der Haar na quinta volta. Lars van der Haar foi 2º e Joris Nieuwenhuis fez 3º e fechou o pódio. Depois de Lars van der Haar ter forçado o andamento nas primeiras quatro voltas, Eli Iserbyt apanhou o campeão nacional dos Países Baixos na quinta volta, abrindo logo de seguida uma vantagem que conseguiu manter até cruzar a linha de meta. A luta pelo pódio foi feita por Joris Nieuwenhuis e por Gerben Kuypers, tendo o terceiro lugar ficado para Nieuwenhuis, após uma animada batalha com Kuypers. Apesar do destaque ir para Eli Iserbyt, que já não vencia na Taça do Mundo desde 2022, o 5.º lugar de Ryan Kamp também foi destaque, ao conseguir o seu melhor resultado na Taça do Mundo. TOP 10 POS.NOMETEMPO01ISERBYT Eli 56:3502VAN DER HAAR Lars + 1003NIEUWENHUIS Joris + 01:2904KUYPERS Gerben + 01:4105KAMP Ryan + 01:5206SWEECK Laurens + 02:0507NYS Thibau + 02:0808VANDEBOSCH Toon + 02:1209VANDEPUTTE Niels + 02:2210RÜEGG Timon + 02:24 A próxima ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse será em Dublin, no dia 26 de novembro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Pidcock não participará no campeonato do mundo de ciclocrosse Kurt Bogaerts, treinador de Tom Pidcock, revelou ao jornal belga Het Laatste Nieuws que o calendário de ciclocrosse do corredor britânico será compacto e inserido durante o período de Natal. “Atualmente não existe um programa de inverno definitivo, mas será muito focado no período de final de ano”, afirma Bogaerts ao jornal Reveladas estas informações, é de prever que o calendário do corredor britânico de 24 anos irá estar concentrado de meados de dezembro ao início do próximo ano, um pouco à semelhança do ano passado. Bogaerts explica ainda o porquê desta decisão:  “O período de final de ano é composto por muitas corridas. Se o Pidcock fizer o calendário completo ou a maior parte das corridas irá prejudicar a preparação para a próxima época na estrada, um pouco semelhante ao que aconteceu na temporada passada. O Campeonato do mundo? Não, acho que não”, conclui Bogaerts.  Wout Van Aert e Pidcock "out", Van der Poel "in" Ao optar por não correr o Campeonato do mundo de Ciclocrosse que este ano tem lugar em Tábor na República Checa, Tom Pidcock segue o exemplo de Wout van Aert . O líder belga da Jumbo-Visma também partilha de um programa de ciclocross semelhante e focado em dezembro e janeiro, estando previsto assim falhar campeonato mundial. Esta decisão vem também ao encontro da de Pidcock, com os principais objetivos a estarem na estrada - clássicas e Giro de Itália.  Mathieu van der Poel por outro lado já confirmou que irá tentar o arco-iris na corrida que se realiza no fim de semana de 3 e 4 de fevereiro.  A época de ciclocrosse continua já esta fim-de-semana. Sábado (18/11) a corrida de categoria Superprestige em Merkplas na Bélgica e no domingo (19/11) a corrida da Taça do Mundo em Troyes na França. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - As corridas em que Van Aert e Van der Poel se vão encontrar Está para breve o duelo que faz as delícias dos amantes do ciclocrosse, falamos obviamente do embate entre Mathieu Van der Poel e Wout van Aert, as duas principais estrelas da modalidade. Van der Poel, atual campeão mundial de ciclocrosse e estrada, já tinha apresentado o seu calendário competitivo para 2023/24, há alguns dias, enquanto Van Aert demorou um pouco mais a definir, ou pelo menos a apresentar, o seu ciclo competitivo. Calendário de Van Aert O que salta desde logo à vista, é o facto do calendário de Van Aert ser mais curto do que o de Van der Poel. Tal situação poderá dever-se à já anunciada presença no Giro de Itália da estrela da Jumbo-Visma o que terá impacto no número de corridas de ciclocrosse, daí a não confirmação da presença no Campeonato Mundial de Ciclocrosse, em Tabor, República Checa, no dia 4 de fevereiro do próximo ano. Aos 29 anos de idade, Van Aert foca-se mais na estrada de forma a não comprometer os seus objetivos, num papel cada vez mais preponderante na estratégia da poderosa Jumbo-Visma dentro das principais provas dos World Tour. Calendário de Van der Poel Quanto a Van der Poel, a estrela da Alpecin-Deceuninck apresenta um calendário mais extenso, onde consta, obviamente, a defesa do título mundial, em Tabor, República Checa, onde caso se confirme a ausência de Van Aert, se adivinha uma tarefa bem mais fácil que o esperado, embora existam outros ciclistas a ter em conta. Van der Poel vs. Van Aert Tendo em conta o calendário anunciado por cada um, deixamos aqui as datas em que Van der Poel e Van Aert se vão encontrar: 22 DEZ: Zilvermeercross 23 DEZ: Taça do Mundo em Antuérpia 26 DEZ: Taça do Mundo em Gavere 30 DEZ: Taça do Mundo em Hulst 01JAN.2024: Troféu X20 GP Sven Nys 04JAN.2024: Troféu X20 Vlaamse Duinencross Koksijde 07JAN.2024: Taça do Mundo em Zonhoven 21JAN.2024: Taça do Mundo em Benidorm Após estes embates no ciclocrosse, ficará provavelmente novo encontro marcado para o tour de Flandres no dia 31 de Março de 2024. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Roupa de ciclismo exclusiva da Shimano para os amantes de estrada A Shimano Beaufort é uma linha de vestuário de ciclismo exclusiva para os amantes de estrada. Prepara-te para a entrada de época festiva com a Beaufort, uma linha de vestuário de ciclismo da Shimano especialmente concebida para ciclistas de estrada que pretendem valor acrescentado. De acordo com a Shimano, esta linha de roupa melhora a experiência do ciclismo durante tua saída com os artigos que foram meticulosamente concebidos e que trazem uma mistura perfeita entre estilo, funcionalidade e inovação. Design super-leve A Shimano diz que os produtos BEAUFORT foram concebidos para melhorar o desempenho do ciclista, com um foco principal no "design" leve. A coleção apresenta materiais de ponta que proporcionam uma respirabilidade e conforto ideais, permitindo ao ciclista de estrada ultrapassar os seus limites sem comprometer o estilo. Onde se diferenciam? Tecidos avançados: Cada artigo BEAUFORT é fabricado com materiais topo de gama que garantem durabilidade e flexibilidade, proporcionando aos ciclistas a liberdade de se moverem sem esforço na estrada. "Design" aerodinâmico: A silhueta aerodinâmica do vestuário de ciclismo BEAUFORT minimiza a resistência ao vento, permitindo que os ciclistas atinjam a velocidade máxima com o mínimo esforço. Tecnologia de absorção de humidade: Mantenha-se seco e confortável durante saídas mais duras com a tecnologia de absorção de humidade da BEAUFORT, que afasta eficazmente o suor do corpo, mantendo-o fresco e concentrado. Oferta exclusiva: A Shimano acaba de anunciar uma oferta exclusiva para os entusiastas do ciclismo. Durante as próximas semanas, os amantes do ciclismo podem beneficiar de uma campanha especial Black Friday de 20% de desconto, na compra de qualquer artigo BEAUFORT, na tua loja de ciclismo local. Podes ficar a saber mais pormenores através do site do importador em Portugal: www.scvouga.pt ### Matej Mohoric coloca vitória no gravel acima das suas vitórias na estrada Matej Mohoric revelou recentemente em entrevista à Rouleur quais as corridas de gravel terão lugar no seu calendário do próximo ano. O ciclista esloveno foi campeão do mundo desta modalidade em 2023 e afirma que a sua opinião acerca da mesma mudou. Mohoric acrescenta até que a coloca num patamar acima das vitórias na Volta à França e até da Milão-Sanremo, monumento que venceu em 2022 depois de uma grande descida onde mostrou todo o seu domínio da bicicleta, característica que decerto o ajudou na vitória do mundial de gravel: “Se me tivessem perguntado antes da corrida o que significaria para mim vencê-la, nunca a iria colocar num patamar de importância como as vitórias na Volta à França ou na Milão-Sanremo. Mas hoje a opinião é diferente e vejo a vitória no campeonato do mundo como mais importante, porque acho que é uma corrida que irá ter cada vez mais atenção e será cada vez mais difícil ganhar.” Esta não foi a primeira vez que Mohoric ganhou o arco-íris. Em 2012 foi campeão mundial de juniores e em 2013 repetiu o feito, desta vez em sub-23. Devido à mudança de escalão de junior para sub-23 e, depois, de sub-23 para elite, nunca teve oportunidade de vestir o tão desejado arco-íris, situação que o corredor esloveno espera não repetir: “À terceira vez não me enganam” disse o corredor com tom de ironia à Rouleur. Matej Mohoric acrescenta: “Vamos elaborar o calendário e ver o que podemos fazer. Obviamente que o foco irá ser a estrada e é na estrada que estarão os principais objetivos, mas se conseguirmos acrescentar corridas de gravel ao calendário, sem atrapalhar a preparação da estrada, com certeza que o iremos fazer.” A Trek UCI Gravel World Series 2024 é composta por eventos em todo o mundo, que servem como qualificação para o Campeonato do Mundo de Gravel de 2024, corrida que vai decorrer nos dias 5 e 6 de outubro do próximo ano em Halle-Leuven, na Bélgica. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Figueira Champions Classic - Mais duas equipas confirmadas Há mais duas confirmações de peso na segunda edição da “Figueira Champions / Casino Figueira”, a Astana Qazaqstan Team, do escalão máximo, e a Tudor Pro Cycling Team, equipa UCI ProTeam. São duas estreias na clássica de classe 1. Pro que na sua segunda edição vai cruzar as 14 freguesias do Município da Figueira da Foz, a 10 de fevereiro de 2024, num claro sinal de crescimento da prova, ao atrair equipas que não vieram este ano. A Astana Qazaqstan Team ocupa atualmente o 20.º lugar no ranking mundial das equipas. Sendo mais uma formação World Tour, passando a estarem quatro, para já, confirmadas na Figueira Champions Classic. Créditos: La Vuelta Antes da Astana, já haviam confirmado presença as equipas Lidl-Trek (quinta do ranking mundial por equipas), a Alpecin-Deceuninck (oitava) e a neerlandesa Team dsm-firmenich (18.ª), que repetem a presença da primeira edição. Por outro lado, a primeira confirmação das UCI Pro Teams chega da suíça, a Tudor Pro Cycling Team, 25.ª do ranking mundial por equipas. Este será o segundo conjunto confirmado a estrear-se no pelotão internacional que vai rolar pelas belas paisagens da Figueira da Foz. Créditos: Tudor Pro Cycling team Confere neste vídeo como foi uma etapa a dar abastecimentos com a equipa Tudor Pro Cycling Team https://youtu.be/PKRp-XfaJKU?si=fmNuoGlM67qJHgwM Créditos: TopCycling.pt - tudo sobre bicicletas e ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse – Dendermonde Alvarado domina prova feminina e põe termo a dois anos sem ganhar na Taça do Mundo, onde Ronhaar se estreou a ganhar em elites. Num circuito técnico, cheio de lama e com o clima a complicar a vida ao pelotão feminino, Ceylin Del Carmen Alvarado aproveitou a ausência de Fem Van Empel e dominou a corrida desde a primeira volta. Em Dendermonde, na Flandres Oriental, não esteve Van Empel, que leva sete vitórias em sete corridas! Sem a presença da campeã europeia, Alvarado beneficiou de uma corrida que começou rápida com várias ciclistas a destacarem-se. A vice-campeã europeia fez a diferença numa zona técnica e abriu um fosso que nunca mais foi fechado. https://twitter.com/eurosport/status/1723701293229752773 A perseguição foi feita por Lucinda Brand, que voltou à competição após fraturar a clavícula no Simac Ladies Tour. A neerlandesa garantiu o 2º lugar à frente da britânica Zoe Backstedt. Desde janeiro de 2021, em Overijse, que Ceylin Del Carmen Alvarado não vencia uma corrida da Taça do Mundo! TOP 10 POSNOMETEMPO01ALVARADO Ceylin del Carmen 55:4502BRAND Lucinda + 3703BACKSTEDT Zoe + 01:3504NORBERT RIBEROLLE Marion + 02:0105BAKKER Manon + 02:1106ZEMANOVA Kristyna + 02:2207VAN ALPHEN Aniek + 02:2708VERDONSCHOT Laura + 02:4309CANT Sanne + 02:4710FRANCK Alicia + 02:57 Pim Ronhaar estreia-se a ganhar na Taça do Mundo Após uma corrida bem disputada, Pim Ronhaar venceu a solo a 3ª ronda da Taça do Mundo. O corredor da Baloise Trek Lions cruzou a linha de meta em primeiro após ganhar vantagem na quinta volta. Lars van der Haar foi 2º e Laurens Sweeck fez 3º. O neerlandês abriu vantagem sobre o campeão em título da Taça do Mundo na última volta e graças ao resultado Van der Haar manteve a liderança da Taça do Mundo após já ter ganho a ronda prévia em Maasmechelen. https://twitter.com/UCI_CX/status/1723720290314625232 Aos 22 anos e a cumprir a primeira época completa em elites, Pim Ronhaar estreia-se a ganhar na Taça do Mundo dias após ter sido 4º no Campeonato da Europa. O atleta da Baloise Trek Lions começa a cumprir o que prometeu quando foi campeão europeu júnior (2018) e mundial em sub-23 (2021). Por falar em neerlandeses, já falta menos para a estreia do campeão mundial Mathieu van der Poel. Confere aqui o calendário do craque da Alpecin-Deceuninck. TOP 10 POSNOMETEMPO01RONHAAR Pim 56:0402VAN DER HAAR Lars + 1603SWEECK Laurens + 2704ISERBYT Eli + 3305KUYPERS Gerben + 4006KUHN Kevin + 4207ADAMS Jens + 4508WYSEURE Joran + 4809VANDEBOSCH Toon + 5410KAMP Ryan + 56 ### Foi apresentada a Nova Specialized Kenevo SL 2 A Specialized apresentou esta semana a nova Turbo Kenevo SL 2. A marca informa que o novo sistema SL 1.2 é mais eficiente, oferece 43% mais binário e 33% mais potência do que o seu antecessor. Autonomia O motor SL 1.2 oferece melhores resultados que o anterior, os engenheiros da marca tiveram com o objectivo oferecer mais autonomia para os watts-hora necessários, desenvolvendo entre outros sistemas, a funcionalidade de conservação de energia MicroTune, que significam que a bateria integrada de 320 Wh oferece uma autonomia máxima de até 5 horas (no Modo Eco). Para os que querem ir ainda mais longe, basta conectar o Range Extender de 160 Wh (incluído na bicicleta e quadro S-Works, vendido separadamente para outros modelos) na sua grade de bidão para voltas de até 7,5 horas. Ride dynamics - Componentes desenvolvidos em conjunto Com 170 mm de curso, a Specialized Kenevo SL 2 devora tudo o que puser à frente, desde linhas locais até voltas turbulentas em Bike Parks. Os responsáveis da marca acreditam que uma suspensão que funciona perfeitamente só é realizada quando cada componente do todo é desenvolvido em conjunto através de uma abordagem integrada. O desempenho total da suspensão envolve rigidez do chassis, cinemática, taxas de alavancagem, curvas de mola, desempenho de amortecimento e ajuste, todos desenhados e trabalhando juntos para alcançar uma qualidade de condução singular e elevada nos trilhos. A esta abordagem integrada ao desenvolvimento da suspensão, a Specialized dá o nome de Ride Dynamics, uma equipa única de engenheiros, técnicos e fabricantes que trabalham juntos no terreno e no centro de inovação para garantir que cada componente seja otimizado e funcione em harmonia com os outros. Geometria de controlo A Kenevo SL 2 adiciona ajuste de seis direções à aclamada geometria da Specialized Enduro (versão não elétrica). Independentemente de onde ou como pedala, a Kenevo SL 2 pode ser ajustada para se comportar exatamente como quer graças à sua geometria ajustável. Seis configurações distintas permitem que se ajuste as características de condução para se adaptar com o seu estilo e terreno. O ângulo do tubo da direção pode ser definido em 62,5, 63,5 ou 64,5 graus. A altura do eixo pedaleiro pode ser ajustada para cima ou para baixo em 6 mm. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, cores e preços no site da marca aqui: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Há vida na Colômbia além de Urán e Quintana? Após 15 pódios em grandes Voltas a Colômbia vive uma seca de duas épocas Há relevo para Urán e Quintana? Analisamos a luz ao fundo do túnel. O ciclismo colombiano vive uma crise profunda amplificada pela sanção de Miguel Ángel Lopez e o afastamento de Nairo Quintana. Dois símbolos da Colômbia afastados por infringirem as regras. Um outro ícone, Rigoberto Urán, pôs o dedo na ferida. “Foram muitos ciclistas para a Europa, mas não aguentam mais de um ou dois anos. Eu tive a oportunidade de levar vários, mas não são capazes de se adaptarem ao ritmo de corrida e voltam. Isso preocupa-me porque neste momento não temos ninguém para nos substituir.” Rigoberto Urán à TeleMEDELLÍN Sports Em 2024 haverá 15 colombianos no WorldTour, os mesmos que este ano. É um número razoável de atletas comparando com os oito de 2013 ou os três de 2009, mas a perspetiva muda se recordarmos que entre 2020 e 2022 nunca baixaram dos 20 corredores em WorldTeams. Urán chegou à Europa em 2006 e iniciará a 18ª época ao mais alto nível! Foi o corredor de Medellín que devolveu a Colômbia ao pódio de uma grande Volta após 23 anos de seca, como podem abaixo na lista que reúne todos os pódios de colombianos em Giro, Tour e Vuelta na última década. 2013: Rigoberto Urán 2º Giro | Nairo Quintana 2º Tour 2014: Nairo Quintana 1º Giro |Rigoberto Urán 2º Giro 2015: Nairo Quintana 2º Tour 2016: Esteban Chaves 2º Giro + 2º Vuelta a Espanha | Nairo Quintana 3º Tour + 1º Vuelta 2017: Nairo Quintana 2º Giro | Rigoberto Urán 2º Tour 2018: Miguel Ángel López 3º Giro + 3º Vuelta 2019: Egan Bernal 1º Tour 2021: Egan Bernal 1º Giro Luz ao fundo do túnel A vantagem das potências é que mesmo em crise geram talento. Na Colômbia a bicicleta faz parte do estilo de vida, só que muitos optam pela via rápida… caindo no esquecimento mais tarde ou mais cedo. Em 2024, dois jovens que têm vindo pelo caminho mais longo vão ter a possibilidade de mostrar o que valem. Santiago Umba e Germán Darío Gómez são a luz ao fundo do túnel para um país que ama as grandes Voltas, mas que vê Egan Bernal longe do que era antes do acidente e Sérgio Higuita sem se confirmar em três semanas. Talvez Santiago Buitrago, top 10 na passada Vuelta, possa ter uma palavra a dizer. De resto escasseiam os colombianos com perfil para marcarem as grandes corridas. https://twitter.com/AstanaQazTeam/status/1722640724905132224 Santiago Umba reforça a Astana Santiago Umba procede da GW Shimano Sidermec de Gianni Savio e segue o caminho trilhado por Egan Bernal e Iván Ramiro Sosa. No entanto, foi Nairo Quintana que lhe permitiu dar o salto. Santiago e Nairo conhecem-se de Arcabuco, a localidade onde Quintana estudava e para a qual fazia 18 montanhosos quilómetros em bicicleta entre os 12 e os 17 anos. Umba iniciará 2024 com 21 anos e vem de ganhar etapas na Volta à Alsácia e na Volta à Sabóia (na Planche des Belles Files) esta temporada. Com a seleção foi 10° no Giro sub-23, onde o TopCycling o incluiu nos craques do Giro. O progresso até podia ter sido mais rápido, mas no Tour de l’Avenir de 2022 o trepador do departamento de Boyacá partiu o braço e no início deste ano teve um problema no joelho. Santiago Umba reforça a Astana onde vai encontrar o paisano Harold Tejada. https://twitter.com/EoloKometaTeam/status/1721212156727730569 Polti Kometa aposta em Germán Darío Gómez Também da GW Sidermec salta o rapaz que se apresentou ao mundo no Mundial de Yorkshire. Em 2019, Germán Darío Gómez era júnior e um problema mecânico atirou-o para o 60° lugar. A Colômbia partilhava carro de apoio com Chile e Uruguai e o incidente foi num timing azarado. As lágrimas do rapaz de Betulia, departamento de Santander, viralizaram. Continuou a trabalhar e já como sub-23 venceu os dois títulos nacionais e bisou na Volta à Colômbia do Futuro. A nível internacional o destaque foi o 4º posto no Giro sub-23 (7º no Passo dello Stelvio). O resultado em Itália selou o destino: a Polti Kometa aposta em Germán Darío Gómez nos dois próximos anos. De Santander vieram alguns nomes grandes do ciclismo cafetero: Alfonso Flórez Ortiz, primeiro colombiano a ganhar o Avenir (1980), e Víctor Hugo Peña, o pioneiro da América do Sul a vestir a camisola amarela no Tour de France (2003). https://www.youtube.com/watch?v=Z0Fo1QXMexM ### Juan Ayuso e Pogacar já falam do Tour 2024 - Um ou mais líderes? Juan Ayuso abordou o tema Volta à França do próximo ano, afirmando que a sua equipa deveria atacar o Tour com vários líderes. Já Tadej Pogacar é da opinião de que a equipa devia apostar num só. O jovem ciclista espanhol Juan Ayuso, de regresso do Dubai onde esteve concentrado com a equipa referiu que a ideia é estrear-se no Tour do próximo ano com Pogacar como líder, deixando no entanto a opinião de que, como se viu na Vuelta deste ano, será preferível levar outros corredores com ambições à geral. Créditos: Sprint Cycling Agency - UAE Team Emirates Pogacar pensa diferente Numa entrevista recente ao GCN, Tadej Pogacar, vencedor das edições de 2020 e 2021 vê as coisas por outro prisma. O corredor esloveno concorda que a tática da Jumbo Visma em correr com três frentes resultou, mas que o melhor é ter sempre um líder principal. “Creio que o Ayuso está a crescer como ciclista e também como pessoa. É um corredor de grande nível mas são os diretores que vão decidir como abordar as corridas, porque todos temos objetivos mas nunca é fácil concretizá-los.” Créditos: A.S.O. O bicampeão do Tour diz ainda: “Se fosse eu a fazer o meu programa, provavelmente não iria ganhar muitas corridas porque gosto de fazer tudo. Adoro o Tour mas também gosto do Giro, da Vuelta e das corridas de um dia. Cabe à equipa organizar o calendário da melhor maneira para que possa chegar às provas na melhor forma possível.” A cidade de Florença acolhe o arranque da 111.ª edição da Volta à França que vai para a estrada no dia 29 de junho. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista - Transmissões A cidade de Londres recebe as duas últimas jornadas da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista, esta sexta-feira, 10 de novembro, e sábado, 11 de novembro. Está prestes a terminar a terceira edição desta emocionante competição organizada pela União Ciclista Internacional (UCI) e pela Warner Bro. Discovery Sports Events na qual participam 72 dos melhores ciclistas de pista do mundo. Com as contas finais a apertar quem sairá vencedor destes dois dias intensos de competição no Lee Valley Velopark, na capital inglesa. Quem vencerá as diferentes categorias da ‘Champions’ de ciclismo de pista em jogo? Segue toda a ação em direto no Eurosport e descobre os novos reis e rainhas dos velódromos. Transmissão Horários: SEXTA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO ÀS 20:00H  SÁBADO, 11 DE NOVEMBRO ÀS 18:30H  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Polti regressa ao ciclismo dando nome à equipa Polti - Kometa Como já era sabido, mas ainda não havia sido comunicado de forma oficial pela equipa, a Polti será o novo patrocinador principal da equipa de Alberto Contador e Ivan Basso, a Eolo - Kometa passará a denominar-se Polti - Kometa em 2024. Porque é isto notícia? Porque a marca Polti, uma empresa líder em equipamentos a vapor para engomar, limpeza doméstica e profissional, foi um patrocinador histórico no passado do ciclismo. Entre 1983 e 2000, a Polti esteve presente no ciclismo alcançando sucessos marcantes, nomeadamente o Giro d'Italia em 1999 vencido por Ivan Gotti. Ivan Gotti, Giro 1999 O acordo será de três temporadas, e o objectivo é claro para os responsáveis da equipa, criar oportunidades para ciclistas emergentes, levar a equipa ao próximo nível de excelência e fazê-la emergir como uma referência no mundo do ciclismo.  A Polti possui um rico legado ciclístico e a nossa parceria com esta marca valoriza o nosso projeto, trazendo prestígio, credibilidade e um maior senso de propósito para a nossa equipa à medida que continuamos o nosso crescimento”, enfatiza Fran Contador, diretor geral da equipa.  Para 2024 existe o rumor do reforço de Matteo Fabbro, ciclista italiano de 28 anos atualmente na Bora-Hansgrohe, continuam os irmãos Davide (venceu etapa no Giro 2023) e Mattia Bais, o talento emergente Davide Piganzoli, 3.º no último Tour de l'Avenir. De realçar a saída de Lorenzo Fortunato, o ciclista que deu a primeira vitória à equipa numa grande volta (Giro de Itália 2021), que sai para integrar a equipa World Tour da Astana. não só reforça os nossos objetivos, mas também melhora a dinâmica da equipa desde a sua transição para a categoria ProTeam. ### As novas bicicletas híbridas Trek Verve A Trek apresentou a renovada família de bicicletas híbridas para lazer Verve, com um quadro totalmente novo e passagem interna de cabos, assim como um design mais moderno, sem sacrificar o conforto pelo qual a Verve é conhecida.  Os novos modelos Verve 2 e 3 incluem a nova transmissão Shimano Cues - atualizada e mais resistente - e uma confortável geometria vertical, pensada para aqueles que pretendem passear pelas ruas e ciclovias. A família Verve apresenta agora três modelos que estão disponíveis em duas versões de quadro: o quadro step-over, com o tubo superior num design mais clássico, e o quadro low-step, sem o tubo superior que torna mais fácil a entrada e saída na bicicleta (para quem utiliza a bicicleta no dia-a-dia com roupa casual). Verve 1 A Verve 1 é o modelo de entrada da família Verve e surpreendentemente também a mais leve da gama. Está desenhada com um quadro totalmente novo e uma forqueta rígida, o mais recente desviador Acera 2x8, pneus de 40 mm e travões de disco mecânicos. Tal como em todos os modelos Verve, vem totalmente equipada com guarda-lamas, luzes e porta-bagagens traseiro MIK.    Verve 2 A Verve 2 foi desenhada para elevar o nível de conforto com um quadro novo, suspensão dianteira e espigão telescópico (que facilita a entrada e saída da bicicleta), para além de um avanço ajustável que permite aos ciclistas ajustarem a sua posição na bicicleta de acordo com as suas preferências. Também inclui uma transmissão Shimano Cues U4000 1x9 durável e eficiente e travões de disco hidráulicos, guarda-lamas, luzes e porta-bagagens traseiro MIK. Verve 3 O modelo topo de gama da Verve tem um quadro com passagem interna dos cabos e a nova transmissão Shimano Cues U4000 1x9. A Verve 3 inclui, também, um espigão telescópico e um avanço ajustável para garantir o máximo conforto, além de uma luz ForkLight integrada na suspensão dianteira para maior conveniência. Tal como os outros modelos Verve, a Verve 3 vem também equipada com guarda-lamas e porta-bagagens traseiro MIK Body2. Os modelos Verve 2 e 3 já estão disponíveis na rede de distribuidores autorizados Trek. A Verve 1 estará disponível na primavera de 2024. Podes ver as gamas, cores e preços no site da marca aqui: https://trek.bike/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato da Europa de Ciclocrosse - Resumo Decorreram em Pont-Château, França, o Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2023, num fim de semana onde as condições climáticas brutalmente difíceis provocaram algumas alterações de programa, mas não impediram que as corridas se realizassem. Corrida Elite Feminina Na categoria Elite Feminina, a vitória foi para a inevitável Fem van Empel. A atleta dos Países Baixos, atual campeã do mundo e da Europa liderou a corrida do início ao fim. No segundo posto terminou Ceylin del Carmen Alvarado (também dos Países Baixos) a 1'35" da vencedores, e no terceiro lugar a ialiana Sara Casasola a 1'56" da vencedora. TOP 10 Results powered by FirstCycling.com Corrida Elite Masculina Após o sucesso do ano passado, a correr em casa (na Bélgica), Michael Vanthourenhout conquistou hoje o segundo título europeu em Elite. O ciclista belga assumiu a liderança da corrida na terceira volta e conseguiu resistir na fase final aos rivais que deram melhor réplica, o britânico Cameron Manson e o holandês Lars van der Haar, que terminaram em segundo e terceiro respectivamente. TOP 10 Results powered by FirstCycling.com Participação portuguesa Participação inédita de Portugal no Campeonato da Europa de Ciclocrosse, com Ana Santos e Rafael Sousa a representarem as cores nacionais em França, nas respetivas provas feminina e masculina de sub-23. Créditos: Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency©2023 Ana Santos conseguiu um 22.º lugar, enquanto Rafael Sousa terminou na 37.ª posição na prova masculina. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Alberto Contador: " O meu ídolo seria Tadej Pogacar" Alberto Contador está em Portugal para promover a marca de bicicletas que fundou, a Aurum, cujo importador no nosso país é a empresa First Bike. A convite da First Bike fui até Cascais para pedalar numa Aurum com Alberto Contador, juntamente com outros entusiastas do ciclismo e fãs do Pistolero. Com um temporal pelo meio (vento e chuva fortes nessa manhã), o dia não estava convidativo para uma volta de bicicleta pelo que não compareceu muita gente, algo que acabou por ser positivo pois pudemos desfrutar da companhia do histórico ciclista espanhol de uma forma mais tranquila. Créditos: Duarte Veloso - First Bike No vídeo podes ver a breve volta de bicicleta que fiz com Alberto Contador e restantes ciclistas que se deslocaram até à loja First Bike Cascais, assim como a posterior conversa que mantive com o Pistolero, perante a plateia de fãs do ciclista e da marca Aurum. Confere abaixo o vídeo com a conversa completa com Alberto Contador. https://youtu.be/q1q_gSohtyA Os campeões são feitos de uma cepa diferente Ter Alberto Contador por perto é uma oportunidade única para falar acerca de temas atuais do ciclismo e dos negócios do setor da bicicleta. É também ter acesso a um ex-atleta que sabe o que é liderar, responder sob pressão e ganhar as maiores corridas. Ficamos logo com uma certeza: os campeões são feitos de uma cepa diferente e não é só na capacidade atlética, mas também na forma de estar e de pensar. Seis anos após ter terminado a carreira de ciclista, o madrileno continua a ser focado e profissional em tudo o que faz. Contador já não tem grandes Voltas para conquistar, mas confessa que além de ter uma equipa de ciclismo (Eolo-Kometa) e de ser comentador no Eurosport, necessitava um grande desafio e a Aurum veio preencher esse espaço. Fundou a marca com o amigo Ivan Basso o que trouxe à conversa o mercado das bicicletas, a importância da globalidade das marcas, a comunicação e a qualidade dos produtos. Créditos: Duarte Veloso - First Bike João Almeida e Juan Ayuso Alberto Contador acredita que João Almeida pode ganhar uma grande Volta, se tiver um pouco mais de evolução, algo que vê possível tendo em conta a idade do português. No entanto, quando refere as grandes voltas possíveis de vencer, não refere o Tour de France. "Acredito que é possível um dia João Almeida poder vencer um Giro de Itália ou uma Vuelta a Espanha." Alberto Contador ao TopCycling Falando de juventude, seria impossível passar ao lado dos jovens espanhóis e do futuro do ciclismo espanhol no panorama das grandes voltas, nesse aspeto Alberto Contador diz que em Espanha estão felizes com a nova geração de ciclistas. "Em Espanha estamos muito felizes porque tanto Carlos Rodriguez, como Juan Ayuso ou Enric Mas têm sido protagonistas nas corridas onde entram ... ao contrário de outros países com tradição no ciclismo, como França ou Itália, que neste momento não têm nenhum ciclista com condições de vencer, nem fazer pódio numa grande volta." Alberto Contador ao TopCycling Créditos: Duarte Veloso - First Bike Quando questionado acerca do facto de Juan Ayuso estar numa equipa com vários líderes, poder ser um obstáculo para o sucesso do jovem espanhol no Tour de France, Contador faz análise idêntica para Juan Ayuso e João Almeida, que assinaram contrato com uma equipa que tem um líder indiscutível, Tadej Pogacar. Na leitura de Alberto Contador, por muito que um ciclista queira vencer, quando assina contrato com uma equipa poderosa como a UAE Team Emirates deve saber que estando na mesma corrida que Pogacar terá que trabalhar para o esloveno (salvo uma situação imprevisível). Contador sempre foi conhecido pela sua irreverência, pela sua vontade de vencer e por não ter medo de atacar, recordarei para sempre os ataques que fazia a Rasmussen na etapa 15 do Tour de France de 2007, corrida que viria a vencer com 24 anos de idade. https://www.youtube.com/watch?v=3WOhvPcgo50 A Jumbo-Visma e a ambição dos ciclistas Em conversa com o TopCycling também quisemos ouvir Alberto Contador sobre o que se passou dentro da Jumbo-Visma na Vuelta a Espanha. Afinal foi justo que Primoz Roglic e Jonas Vingegaard dessem um passo atrás favorecendo Sepp Kuss? "Com Kuss na frente, tanto Roglic como Vingagaard não tinham outra escolha senão parar, por muito que Roglic tenha estado dois meses a preparar-se e a passar fome para conseguir a quarta vitória na Vuelta (que era um recorde) ou que Vingegaard tenha sentido que podia vencer a Vuelta depois do Tour (algo difícil na mesma temporada). Não tinham outra opção senão fazer o que acabaram por fazer, que foi apoiar Sepp Kuss." Alberto Contador ao TopCycling Créditos: Duarte Veloso - First Bike "Tadej Pogacar seria o meu ídolo" Vivemos uma era de ouro no ciclismo. A cada ano surgem novos ciclistas que dão espetáculo na estrada, tanto nas clássicas como nas grandes voltas. É uma era de fenómenos que enriquecem e ajudam à globalização da modalidade. E se Alberto Contador tivesse hoje em dia 12 anos quem teria como ídolo? "Tadej Pogacar seria o meu ídolo porque é um ciclista que pode vencer qualquer corrida no planeta! Pode vencer uma Flandres, uma Sanremo, uma Lombardia. Acredito que se se propusesse a isso podia vencer até uma Paris-Roubaix, mas também pode vencer um Giro, um Tour ou uma Vuelta. É único e por isso seria o meu ídolo." Alberto Contador ao TopCycling Abordámos ainda temas como a possibilidade de um ciclista conseguir conquistar a vitória das três grandes voltas numa só temporada (algo que Alberto Contador tentou fazer em 2015), vê o vídeo para ouvir o que diz o Pistolero acerca deste tema, quem seriam os ciclistas da atualidade capazes de o fazer, e como? O Pistolero continuará a trabalhar partindo em digressão com a Aurum a fim de lhe conferir mais personalidade e criar laços com os fãs de ciclismo. Da minha parte foi um gosto, obrigado Alberto Contador e First Bike. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O calendário de Ciclocrosse de Mathieu Van der Poel Mathieu Van der Poel acaba de confirmar a sua presença no Campeonato Mundial de Ciclocrosse, em Tabor, República Checa. O ciclista neerlandês de 28 anos apresentou o seu calendário para 2023/24, lista onde consta a defesa do título que lhe pertence, mais concretamente a 4 de fevereiro, em Tabor. O ciclo competitivo iniciar-se-á ainda este ano, a 22 de dezembro em Mol, seguindo-se seis semanas de competição, com o ciclo a fechar-se no tão esperado Campeonato do Mundo. Van der Poel, irá assim disputar um total de 13 provas de ciclocrosse, garantindo a satisfação de muitos dos amantes e seguidores da modalidade, que vão poder ver o prodígio neerlandês novamente em ação. Aos 28 anos, Van der Poel é o atual campeão mundial de ciclocrosse e estrada, galardões que atestam a grande forma que a estrela da Alpecin-Deceuninck apresentou no decorrer da última temporada. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout van Aert poderá ser líder da Jumbo no Giro de Itália 2024 De acordo com a Gazzeta dello Sport, Wout van Aert fará a sua estreia no Giro d'Italia no próximo ano. Equipa e ciclista apontam ao Giro, podendo Wout ter mesmo papel de líder para a classificação geral. A decisão poderá estar relacionada com o percurso do Giro de Itália no próximo ano, que tem menos montanha que em outros anos e 68 quilómetros de contrarrelógio no total, o que poderia favorecer Wout e uma eventual tentativa de objectivos para a classificação geral. No Tour de France Wour Van Aert já mostrou ter capacidade na alta montanha, ainda que como gregário de Jonas Vingegaard. No Tour de France de 2021 Wout surpreendeu ao vencer a etapa com uma dupla subida ao Mont Ventoux. Em reação à notícia a equipa reagiu, informando que “Ainda não foram tomadas decisões sobre programas ou objetivos individuais”. Como já analisámos anteriormente, com a saída de Roglic da equipa e tendo em conta que o Tour de France é o principal objectivo (onde têm que colocar uma alternativa a Vingegaard, no caso de algum azar acontecer ao dinamarquês), outros ciclistas podem ter ambições para a geral do Giro de Itália, nomeadamente Steven Kruijswijk ou Wilco Kelderman (isto assumindo que Sepp Kuss irá ao Tour). Wout Van Aert já esteve na partida do Tour de France por cinco vezes, mas nunca disputou outra grande volta, pelo que poderá em 2024 ter o Giro de Itália no seu calendário, no entanto, partir com ambições à classificação geral poderia marcar uma alteração importante à preparação e forma de correr de Wout Van Aert nas grandes voltas. Na tua opinião, poderá Wout Van Aert ser um ciclista de classificação geral nas grandes voltas, ou deverá continuar a lutar por clássicas, etapas e classificação por pontos nas grandes voltas? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fenómeno Van der Poel arrasa em Madrid Mathieu Van der Poel fala o idioma do ciclismo e é isso que o torna especial. Sem dizer uma palavra de espanhol e perante uma audiência pouco à vontade em inglês, saiu de Madrid aclamado pela multidão. Com os fãs é um profissional, mantendo uma certa distância. Não faltaram centenas de selfies, autógrafos e sorrisos, mas só com os miúdos é que vimos um Van der Poel à vontade. Créditos: Iraia Calvo / Madrid Criterium Foi ele o convidado estrela da 2ª edição do Madrid Criterium que parou a Gran Via da capital espanhola. Em plena pausa antes de iniciar a época de ciclocrosse, o corredor da Alpecin-Deceuninck teve tempo para atender os aficionados. “Estou surpreendido pela quantidade de fãs. Já na sessão de autógrafos com o Alberto [Contador] foi uma loucura. Não chega um dia, talvez tenha que voltar.” Mathieu Van der Poel ao Eurosport Espanha Competição de autógrafos contra Alberto Contador Num restaurante da Gran Via cerca de 2000 privilegiados puderam passar um bocadinho com Van der Poel. Houve competição de autógrafos contra Alberto Contador e o Pistolero perdeu ao sprint. Créditos: Iraia Calvo / Madrid Criterium Contador recebeu depois Van der Poel nos estúdios do Eurosport Espanha. O agora comentador mostrou-se curioso acerca da capacidade de adaptação da estrela neerlandesa, que tanto ganha no ciclocrosse como na clássica mais longa da temporada de estrada (a Milão-Sanremo). “O ciclocrosse é algo que faço desde miúdo. São provas de uma hora ou hora e meia e tem parecenças com as clássicas. A única diferença é que tens que fazer cinco horas antes, mas consigo chegar fresco ao final de provas longas. É um processo que começou há uns anos, mas agora estou no meu melhor nível na estrada.” 10 a 15 corridas na temporada de ciclocrosse  O programa do neerlandês para o inverno está definido. Mathieu Van der Poel competirá entre dezembro e fevereiro no ciclocrosse fechando a época no Mundial de Tabor (República Checa). “Alternar disciplinas é algo que me dá prazer. Não quero fazer só uma coisa todo o ano. No ciclocrosse já não tenho objetivos, cumpri-os todos. Na estrada tenho sonhos e tive a sorte de cumprir três deles esta época. Já penso em 2024 e em correr as clássicas com este maillot.” Por agora prepara-se para 10 a 15 corridas na temporada de ciclocrosse. Van der Poel deixa saudades em Madrid, mas durante a visita de médico revelou ao Eurosport Espanha que correr a Vuelta é algo está a ser considerado. Ao ser ano olímpico o calendário foi reajustado para 2024. Van der Poel quer fazer o cross-country em mountain bike (29 de julho) e talvez a prova de fundo na estrada (3 de agosto), isto é, duas semanas antes da partida da Vuelta (17 de agosto). Créditos: Iraia Calvo / Madrid Criterium Vitórias de Van der Poel e Luís León Sánchez No capítulo desportivo o Madrid Criterium fechou com vitórias de Van der Poel e Luís León Sánchez. O neerlandês na prova em linha e o espanhol na corrida de eliminação. Créditos: Iraia Calvo / Madrid Criterium “Luisle”, com é conhecido o murciano em Espanha, aproveitou para se despedir dos aficionados agora que termina a carreira. O pelotão de 40 ciclistas reuniu nomes fortes do WorldTour como o campeão de Espanha, Oier Lazkano (Movistar), Juan Ayuso (UAE Emirates), Juanpe López (Lidl-Trek) e Omar Fraile (INEOS). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tiago Ferreira venceu a Brasil Ride Bahia 2023 O português Tiago Ferreira (DMT Racing Team By Marconi) conquistou este fim de semana a Brasil Ride Bahia, uma das competições de XCM por etapas mais importantes no calendário da modalidade. Tiago Ferreira (Campeão de Mundo de XCM em 2016), venceu a classificação geral com apenas 38 segundos de vantagem sobre o atual Campeão do Mundo da modalidade, o brasileiro Henrique Avancini, tendo sido uma corrida disputada ao segundo dia após dia, durante as 7 etapas. Esta é a terceira vitória de Tiago Ferreira na Brasil Ride, o português venceu em 2012 com Luis Leão Pinto, quando a corrida era feita em duplas, e em 2019, também em duplas, com holandês Hans Becking. Nesta edição cada atleta Elite competiu individualmente, tendo o pódio final sido completado pelo brasileiro Henrique Avancini (Caloi Henrique Avancini Racing) e o alemão Simon Stiebjahn (Singer Racing Team), que terminaram segundo e terceiro respetivamente. "Estou extremamente feliz por ter conseguido vencer a classificação geral, e 2.º lugar na última etapa! Como todos sabem esta é uma corrida que me diz muito, onde eu adoro estar e voltar todos os anos. Ganhar aqui é muito muito especial para mim!" Tiago Ferreira Despedida da equipa DMT Racing Nas redes sociais, além das palavras de felicidade pela vitória na Brasil Ride Bahia, Tiago Ferreira deixou ainda umas palavras de apreço à equipa que representou durante 10 anos, da qual se despede no final deste ano. Hoje estou realmente muito feliz com o que consegui!!! Por outro lado, é igualmente especial esta vitória porque é o encerrar de um ciclo de 10 anos ligado à DMT Racing Team By Marconi, a quem muito tenho a agradecer, e tenho a certeza que este foi o melhor final já mais pensado por ambos! Confessou Tiago Ferreira Podes ver as classificações completas da Brasil Ride Bahia AQUI. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Maasmechelen Após a ronda de abertura em Waterloo, nos EUA, o pelotão da Taça do Mundo de ciclocrosse foi a Maasmechelen, na Bélgica, assinalar o arranque da competição na Europa naquela que foi a segunda etapa desta competição. Fem Van Empel destacou-se Fem Van Empel destacou-se novamente com uma vitória a solo em Maasmechelen, aumentando a liderança isolada na Taça do Mundo. A corrida começou de forma muito rápida e nervosa, havendo uma queda de três corredoras na primeira curva com Annemarie Worst e Manon Baker envolvidas. Menos motivos de preocupações para Van Empel. Fem Van Empel Ainda na primeira volta, a atual campeã do mundo ganhou alguns segundos de vantagem diante das outras corredoras, facilitando ainda mais a sua vitória. Apesar do destaque de Van Empel, a luta pelo pódio foi animada entre Ceylin del Carmen Alvarado e Aniek Van Alphen, fechando o pódio com três corredoras dos Países Baixos. TOP 10 POS.NOMETEMPO01VAN EMPEL Fem 51:4602ALVARADO Ceylin del Carmen + 01:2803VAN ALPHEN Aniek + 01:4204VAN DER HEIJDEN Inge + 02:0005SCHREIBER Marie + 02:0306BENTVELD Leonie + 02:0407CASASOLA Sara + 02:0808FRANCK Alicia + 02:4109WORST Annemarie + 02:5310ZEMANOVA Kristyna + 02:53 Lars Van der Haar levou a melhor Na corrida masculina Lars Van der Haar levou a melhor, passando a liderar a classificação geral da Taça do Mundo. A corrida foi disputada praticamente até ao fim. O campeão nacional dos Países Baixos entrou para a última volta com uma vantagem de 17 segundos sobre Eli Iserbyt e Tibaut Nys, que eram perseguidos ferozmente por vários corredores. Lars Van der Haar Quando Iserbyt e Nys seguiam na luta pelo segundo posto, o belga campeão mundial sub-23 acabou por ter uma queda que o fez perder o comboio da vitória, tal como já se tinha verificado no Superprestige de Overijse. A Nys juntaram-se Lauren Sweeck, Niels Vandeputte, Felipe Orts Lloret e Joris Nieuwenhuis no grupo que viria a disputar o terceiro lugar. Van der Haar dominou, Iserbyt segurou o segundo lugar e Sweeck levou a melhor na batalha pelo pódio. TOP 10 POS.NOMETEMPO01VAN DER HAAR Lars 01:02:4302ISERBYT Eli + 2103SWEECK Laurens + 2704VANDEPUTTE Niels + 3005ORTS LLORET Felipe + 3206NIEUWENHUIS Joris + 3607NYS Thibau + 4308MASON Cameron + 4609KAMP Ryan + 5210KUHN Kevin + 57 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Eusebio Unzué , com quem sempre teve um ótimo relacionamento, mesmo quando deixou a equipa, continuou a ter contacto com Quintana em todos os momentos.  Agora, após cumprir castigo, consultaram a UCI sobre a sua situação e a resposta foi positiva: tempo cumprido e sem investigações à vista, os patrocinadores da equipa também deram luz verde e a contratação foi efectivada. As palavras de Nairo Quintana neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=NzitsWSAyTs Agora com 33 anos, Nairo Quintana terá um contrato economicamente discreto, mas de grande valor emocional para ambas as partes.  "Ele não corre há muito tempo, mas tem treinado. Temos que ver como ele está aos poucos. A ideia é que ele possa ajudar Enric Mas, mas o tempo dirá como ele está. Não está descartado que ele seja o líder em algumas corridas",  explica Sebas Unzué jornal MARCA. Será uma nova esperança e oportunidade para o homem que mudou a história do seu desporto na Colômbia. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek apresenta a nova Procaliber Alumínio Com o lançamento da nova Trek Procaliber de alumínio, a Trek dá aos entusiastas das bicicletas de montanha rígidas uma excelente proposta, completando ainda mais as opções de escolha no catálogo da marca. Esta bicicleta rígida para cross-country substitui a X-Caliber da Trek, juntando-se à família de bicicletas de competição em conjunto com a Procaliber de carbono. De acordo com a Trek, a nova Procaliber de alumínio oferece uma incrível capacidade para enfrentar os singletracks graças à sua geometria moderna de cross-country e aos pormenores de topo de gama característicos das bicicletas de competição, tornando-a numa bicicleta de alumínio para XC preparada para pedalar a grande velocidade desde a linha de partida. Geometria de competição e 120mm. de curso A nova Procaliber de alumínio da Trek traz novidades, como os eixos passantes mais robustos para uma aceleração mais rápida, e uma geometria progressiva que permite enfrentar mais facilmente as descidas mais difíceis e íngremes, comuns nos percursos de competição de cross-country. Apresenta uma forqueta com um curso mais longo de 120 mm, que é capaz de todo o tipo de pedras e raízes, e passagem interna dos cabos para um design mais elegante e moderno. Disponibilidade e preços A nova Trek Procaliber de alumínio já está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Podes ver a gama completa, as cores e os preços desta nova bicicleta da Trek AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized e Team SD Worx renovam parceria até 2028 A Specialized e a Equipa SD Worx anunciaram a extensão da sua parceria até 2028, dando assim continuidade a uma notável colaboração de quase uma década. Esta renovação reafirma o compromisso partilhado de apoiar o crescimento do ciclismo feminino, numa aposta clara naquela que é a melhor equipa feminina de ciclismo da atualidade. Recorde-se que, em 2023 apenas a Equipa SD Worx acumulou 65 vitórias, com Demi Vollering, Lotte Kopecky e Marlen Reusser a ocupar os três primeiros lugares da classificação World Tour Feminina. O resumo da temporada 2023 em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=3K_Sou6Oeho De acordo com Danny Stam, Diretor da Team SD Worx, - “Como equipa, temos vindo a trabalhar com a Specialized desde 2014 com grande satisfação. Estamos orgulhosos de anunciar que a longa parceria entre a Specialized e a Team SD Worx será extendida até 2028. Podemos orgulhar-nos do que alcançámos juntos como parceiros nos últimos anos, em profissionalizar o ciclismo feminino.” Aproximando-se de uma década de colaboração, a Equipa SD Worx e a Specialized permaneceram comprometidas com o progresso do ciclismo de estrada feminino, elevando o desporto e alcançando o topo do mesmo, destacando-se os mais recentes sucessos de Demi Vollering no Tour de France Femmes e o triunfo de Lotte Kopecky no Campeonato do Mundo, assim como as vitórias consecutivas na Flandres. “O ano passado foi um ano para nunca mais esquecer. Juntas com a Specialized foi um sonho tornado realidade, e sem o apoio continuo e confiança não seria o mesmo. O próximo ano será muito especial, iremos tornar realidade ainda mais sonhos na Tarmac SL8”, Demi Vollering Demi Vollering Já a Campeã do Mundo, Lotte Kopecky acrescentou, "A colaboração entre a Specialized e a Equipa SD Worx desempenhou um papel na minha decisão de escolher esta equipa em 2022. Quando pedalei pela primeira vez com uma S-Works, experimentei uma sensação de “Wow”. É imprescindível ter confiança total no equipamento e é uma honra ter tamanho suporte por trás da nossa Equipa SD Worx." Lotte Kopecky Ao estender o contrato, a Specialized Bicycles afirma o prazer de continuar esta jornada com as extraordinárias ciclistas e a liderança que a SD Worx trouxe para o ciclismo feminino. Juntos, declaram que irão continuar a lutar pela grandeza, enquanto inspiram a próxima geração de mulheres ciclistas. No TopCycling, Luís Beltrão testou a Specialized Tarmac SL8, bicicleta utilizada pela equipa SD Worx, sobre a qual podes saber todos os pormenores no teste. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Já se conhecem as Etapas Tour de France de 2024 - Protagonismo aos Alpes A 111ª edição terá 3492km e atravessa Itália, San Marino, Mónaco e França. Há quatro finais em alto, muita altitude e um duro contrarrelógio de 33,7km a fechar o Tour de France. O percurso apresentado pela ASO tem tudo para resultar num Tour de France magnífico. É um loop que começa em Florença, a 29 de junho, e termina em Nice, a 21 de julho. São assim as etapas Tour de France de 2024. A destacar a presença de quatro etapas com finais em alta montanha, um total de 25km acima de 2000m de altitude e dois contrarrelógios individuais (25,3km à 6ª etapa e 33,7km no último dia). Como Paris recebe os Jogos Olímpicos o Tour de France não passa pela capital e mantém-se pelo centro-sul da França permitindo cruzar os Alpes na primeira e na terceira semanas. Em 2024 o Tour de France termina em Nice, no Passeio dos Ingleses.Créditos: Philippe Viglietti Pantani e Coppi omnipresentes A 1ª etapa é na cidade que converteu Rui Costa em campeão do mundo; 3600m de acumulado – um recorde em etapas de abertura do Tour – entre Florença e San Marino via Apeninos. No segundo dia recordamos Marco Pantani com a partida de Cesenatico, cidade-natal do Pirata. O destino é Bologna e há dupla ascensão ao santuário de San Luca nos últimos 40 km ao estilo do Giro dell’Emilia. A 3ª etapa é de transição entre as regiões de Emilia Romanha e Piemonte – com 229km é a mais longa do Tour. Passa por Tortona, onde repousa em paz Fausto Coppi, mas o dia é dos sprinters em Turim. Para recordar o Campeoníssimo temos o quarto dia. Partida de Pinerolo e passagem por Sestriere, cidades marcadas pelo génio de Coppi em 1948 e 1952. Sobem Montgenèvre, Lautaret e Galibier até aos 2642m de altitude; a meta está em Valoire. Nunca o Tour subiu tão alto… tão cedo na corrida! Com Pantani e Coppi omnipresentes só podia dar um Tour duríssimo. Duas visitas aos Alpes em 2024 A entrada em França é pela Saboia durante a primeira de duas visitas aos Alpes em 2024. Daí entram na grande planície de Ain onde os sprinters têm duas oportunidades consecutivas: chegada a Saint-Vulbas (5ª etapa) e a Dijon (6ª etapa). O primeiro contrarrelógio surge à 7ª etapa em Nuits-Saint-Georges: percurso plano a abrir, subida de 1500m a 6% a meio e final simples para 25,3km entre os vinhedos da Borgonha. Na 8ª etapa partem da cidade medieval de Semur-en-Auxois – que recebeu o Tour em 2007 – e apanham terreno torto até metade, depois rolam pelo Alto Marne para um possível sprint em Colombey-les-Deux-Églises. A cidade era o retiro do General De Gaulle que aí descansa para a eternidade. Troyes é terra de champanhe e na 9ª etapa preparem as taças para um brinde ao ciclismo romântico das estradas de terra: 14 setores de sterrato divididos por 32km entre vinhedos. Há setores de até 4km de extensão e seis deles metidos nos 32km finais. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet No dia da Bastilha há festa nos Pirenéus O primeiro dia de descanso é em Órleans. A 10ª etapa parte junto à catedral de Sainte Croix, construída em estilo gótico, e no final atenção ao vento na aproximação a Saint-Amand-Montrond – em 2013 o pelotão chegou partido e Mark Cavendish bateu Peter Sagan. A 11ª etapa começa no departamento de Creuse – partem da cidade termal de Evaux-les-Bains – e tem 12 subidas em estradas estreitas para um total de 4350m de acumulado até à estância de esqui de Le Lioran. Greg Van Avermaet vestiu a amarela semanas antes do título olímpico corria o ano de 2016. Na zona das montanhas Cantal temos a partida da 12ª etapa – em Aurillac – capital dos guarda-chuvas. No dia seguinte homenagem a Hugo Koblet, o suíço que pedalava de relógio no pulso e pente no bolso. Koblet ganhou em Agen e é de lá que partem rumo aos Pinéus Atlânticos; jornada para os sprinters em Pau – em 2018 Arnaud Démare bateu Christophe Laporte em Pau na primeira dobradinha francesa num sprint em 40 anos! O pelotão no Cormet de Roselend durante a edição deste ano.Créditos: A.S.O. Charly Lopez Na 14ª etapa regressa a alta montanha. Sobem o Tourmalet, Hourquette d’Ancizan e a meta está em Pla d’Adet, no município Saint-Lary Soulan. Jornada de 3900m de acumulado no terreno onde Raymond Poulidor venceu pela última vez uma etapa no Tour, em 1974. A 14 de julho regressa a dureza: sobem Peyresourde, Col de Menté e Portet d’Aspet pela vertente mais dura (9km a 9% e mais 4km acima de 10%). No dia da Bastilha há festa nos Pirenéus com a meta da 15ª etapa em Plateau de Beille (16km a 8%). Dia com 4850m de acumulado no regresso a uma montanha que não se escala desde 2011 quando Thomas Voeckler ia de amarelo e o triunfo foi para Jelle Vanendert. Regresso aos Alpes na terceira semana Segundo dia de descanso passado em Gruissan; a 16ª etapa atravessa os departamentos de Aude e de Gard onde é preciso ter cuidado com o Mistral a caminho de Nîmes! É o sentido inverso à 2ª etapa da Vuelta de 2017. A 17ª etapa parte departamento de Drôme – quinta visita nos últimos 12 anos – e marca o regresso aos Alpes na terceira semana! Dia com 2900m de acumulado: Col Bayard (6,8km km a 7%), Col du Noyer (7,5km a 8%) e meta mais suave em Superdévoluy.. Na 18ª etapa partem de Gap e o final deve ser animado. Terreno torto, sobe e desce até Barcelonnette, onde Bernard Thévenet se estreou de camisola amarela. Em 2023 Ciccone foi rei dos trepadores e Philipsen venceu a regularidade.Créditos: A.S.O. Jonathan Biche Tour de France fecha com contrarrelógio A 48 horas do final há um monstro no Tour: três subidas acima dos 2000m de altitude durante a 19ª etapa! Abrem com os 19km do Col de Vars, somam mais 23km na Cime de Bonnette (a estrada mais elevada de França aos 2802m), fazem Col de la Lombarde e terminam em Isola 2000 – 4600m de acumulado em 145km. A 20ª etapa é ao estilo Paris-Nice e oferece mais 4400m de acumulado em 133km. Começam com o Col de Brausl – um clássico dos primórdios do Tour que há 60 anos estava esquecido –, vão ao Col de Turini, sobem La Colmiane e a meta está no Col de la Couillole. O Tour de France fecha com contrarrelógio no Mónaco que inclui subida para o Col d’Eze e respetiva descida até Nice, ao Passeio dos Ingleses. Final apoteótico no 90° aniversário da introdução do contrarrelógio na corrida. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1717151563041362389 ### Vingegaard e Vollering vencem o Vélo d'Or Campeões do Tour de France vencem o Vélo d'Or de 2023 que premeia os melhores do ano. Conferimos o ano de ouro de Jonas Vingegaard e Demi Vollering. Subjetivos e potencialmente injustos, assim são os prémios individuais. No entanto, alguém os tem que atribuir e no ciclismo é a Vélo Magazine – parte do grupo ASO que edita o L’Équipe e organiza o Tour de France – que desde 1992 premeia o ciclista do ano. O Tour de France pesou nas votações de 2023. Jonas Vingegaard somou 142 pontos e bateu o campeão mundial Mathieu van der Poel (133) e Tadej Pogacar (126). Mais folgada foi a vitória de Demi Vollering (171 pontos) sobre a campeã mundial Lotte Kopecky (139). As corredoras da SD Works bateram Annemiek van Vleuten (99 pontos). Sucedem a Remco Evenepoel e Annemiek van Vleuten, vencedores na época passada. Estes foram os finalistas do Vélo d'Or masculino: Mathieu van der Poel: campeão mundial de fundo de estrada, 1º na Paris-Roubaix e na Milão-Sanremo Remco Evenepoel: campeão mundial de contrarrelógio, 1º na Liège, clássica de San Sebastián e UAE Tour Jonas Vingegaard: vencedor do Tour de France, Criterium du Dauphiné, Volta ao País Basco e 2º na Vuelta a Espanha Tadej Pogacar: 17 vitórias na temporada incluindo Volta à Flandres, Volta à Lombardia, Amstel Gold Race, Flèche Wallone e Paris-Nice. Foi 2º no Tour de France Primoz Roglic: vencedor de Giro de Itália, Volta à Catalunha e Tirreno-Adriático. Foi 3º na Vuelta a Espanha Jasper Philipsen: 1º na Brugge-De Panne e corredor com mais vitórias na temporada – dos 19 triunfos quatro foram no Tour de France Wout Van Aert: 1º no GP E3 Harelbeke e na Volta à Grã-Bretanha; vice-campeão europeu e mundial de estrada e pódio na Paris-Roubaix, Milão-Sanremo e Gent-Wevelgem Mads Pedersen: sete vitórias na temporada, incluindo Giro de Itália, Tour de France, Paris-Nice, clássica de Hamburgo e Volta à Dinamarca Tom Pidcock: vencedor da Strade Bianche, 2º na Liège e 3º na Amstel Gold Race Adam Yates vencedor do GP de Montréal e da Volta à Romandia, 2º no Criterium du Dauphiné e 3º no Tour de France Injustiças no top 10 feminino Como especialista de ciclismo feminino julgo que há alternativas a Elisa Longo Borghini, Juliette Labous e Katarzyna Niewiadoma. A italiana falhou os principais objetivos, a francesa não venceu (apesar da época ter sido notável) e a polaca não ganha na estrada desde 2019 (o título mundial de gravel não conta no Vélo d'Or). Em alternativa sugiro três nomes: Shirin van Anrooij ganhou na estreia da Volta a França do Futuro e dominou o Troféu Alfredo Binda – uma das mais antigas clássicas do calendário feminino –, Chloe Dygert é a história de superação do ano tendo ganho o mundial de contrarrelógio três anos após quase perder uma perna, enquanto Charlotte Kool foi a sprinter mais vitoriosa do ano. Eis as finalistas do Vélo d'Or feminino: Demi Vollering: 17 vitórias incluindo Tour de France e tripla das Ardenas; vice-campeã mundial de fundo na estrada Lotte Kopecky: 14 vitórias incluindo campeã mundial de fundo na estrada, 1ª no Tour de Flandres, Omloop Het Nieuwsblad, Volta à Bélgica e 2ª no Tour de France Lorena Wiebes: 12 vitórias incluindo no Giro Donne, no Tour de France e nas clássicas Scheldeprijs e Ronde van Drenthe Marlen Reusser: campeã europeia de contrarrelógio, 1ª na Volta à Suíça, País Basco e Gent-Wevelgem Annemiek van Vleuten: 1ª no Giro Donne, Vuelta Feminina e Volta à Escandinávia Elisa Longo Borghini: 1ª no UAE Tour, 2ª na Liège Gaia Realini: 3ª na Vuelta Feminina, Giro Donne e Tour de l’Avenir Katarzyna Niewiadoma: 3ª no Tour de France Alison Jackson: 1ª na Paris-Roubaix Juliette Labous: 2ª no Giro Donne e 5ª no Tour de France Vélo d'Or sabe a pouco É sempre subjetivo premiar os melhores do ano, mas confiamos em que jornalistas das mais respeitáveis publicações mundiais o fazem após longa reflexão. Há um aspeto importante: os prémios cingem-se ao ciclismo de estrada. Este aspeto é restritivo já que o ciclismo é cada vez mais multidisciplinar. Deveriam pesar os resultados de ciclocrosse, mountain bike e pista porque há atletas que transcendem a estrada. Com critérios mais alargados podiam estar na corrida ao prémio a campeã mundial de ciclocrosse, Fem van Empel, a vencedora da Taça do Mundo de XCO, Puck Pieterse, e a campeã mundial de XCO, Pauline Ferrand-Prévot. Do lado masculino ficam sem reconhecimento Nino Schurter, vencedor da Taça do Mundo de XCO, e o melhor pistard da atualidade, Harrie Lavreysen, que em 2023 venceu dois títulos mundiais e três europeus. O Vélo d'Or sabe a pouco... ### Geraint Thomas renova contrato com a Ineos aos 37 anos de idade Geraint Thomas continuará a competir pela Ineos Grenadiers nos próximos dois anos. O ciclista de 37 anos prolongou o seu contrato com a formação britânica até ao final de 2025. Thomas juntou-se à Team Sky, primeira denominação da atual estrutura INEOS Grenadiers, em 2010. No ano passado, no seu décimo quarto ano na equipa, disputou o Giro d'Italia e a Vuelta a España. Em Itália, o britânico esteve muito tempo na liderança e acabou por terminar em segundo, atrás de Primoz Roglic e na frente de João Almeida. Foi a terceira vez que subiu ao pódio de uma grande volta. “Embora nunca se deva dizer ‘nunca’, tenho em mente que este é o meu último contrato”, disse Geraint Thomas Com a habitual descontração e sentido de humor, o ciclista comunicou assim a renovação nas redes sociais. https://twitter.com/GeraintThomas86/status/1716409451152908598 "O espetáculo continua. Isso mesmo, terão que me aturar por mais dois anos. A Ineos Grenadiers sempre foi a minha segunda casa e ainda adoro competir com a bicicleta, nunca pensei em fazer outra coisa. Agora é hora de decidir quais corridas farei na próxima temporada.” Em 2018 venceu o Tour de France, cinco anos depois mostrou que ainda consegue ser competitivo, além de ter um papel de capitão muito importante dentro da equipa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sepp Kuss não descarta "co-liderança" no Tour de France Sepp Kuss foi homenageado em Durango, Colorado, pela vitória na Vuelta 2023. Em palavras à imprensa presente no evento de homenagem o ciclista abordou temas como a vitória na Vuelta, a saída de Primoz Roglic da Jumbo-Visma e ainda o seu papel no futuro na equipa. Habitual "gregário" que ajuda os líderes da equipa a conseguir lutar pelas vitórias na classificação geral, Sepp Kuss acabou por ser ele mesmo a vencer a ultima edição da Vuelta a Espanha, "obrigando" os líderes (Jonas Vingegaard e Primoz Roglic) a trabalhar para ele. Kuss admite que durante a Vuelta ficou claro que havia muitos "galos" para um poleiro (classificação geral) e confessa que foi o melhor para todos, Roglic ter saído para a Bora-Hansgrohe. “Acho que é melhor para todos que o Primoz esteja noutra equipa. Agora ele pode ir para uma equipa onde recebe o apoio que merece e onde todos o apoiam.”  No entanto, Sepp Kuss realça o valor de Primoz Roglic enquanto pessoa e profissional. “O Primoz trouxe a nossa equipa para onde ela está hoje, incentivou todos na equipa a darem o melhor de si e mostrou-nos que fazer bem não era suficiente. Aprendi muito com ele." O papel de Kuss no futuro Falando sobre o desenrolar da ultima edição da Vuelta a Espanha, Sepp Kuss disse que as coisas aconteceram naturalmente, a sua mentalidade era a de apoiar os companheiros de equipa, mas para vencer é necessário outra mentalidade. "Fiquei orgulhoso da forma como lidei com a situação, mas também percebi que muitos dos vencedores têm uma mentalidade diferente da minha e tenho que encontrar esse equilíbrio sem perder quem sou como pessoa.” De qualquer forma Sepp Kuss agora provou que consegue ser consistente em três semanas, venceu uma grande volta (depois de ter feito outras duas antes, no mesmo ano) e tem características para lutar por uma classificação geral, pelo que a questão que muitos colocam agora é como será papel de Kuss no futuro, poderá haver uma co-liderança com Jonas Vingegaard no próximo Tour de France? “Vamos ver qual é o percurso do Tour. Talvez seja algo que eu possa fazer, mas acho que a Vuelta é mais adequada para mim, mas, por que não?” Com a saída de Primoz Roglic e Sepp Kuss como vencedor de uma grande volta será curioso ver como vai a Jumbo-Visma gerir as lideranças para as três grandes voltas em 2024. Para o Tour de France será Jonas Vingegaard a liderar, mas sabe-se que atualmente as equipas necessitam um plano B, pelo que será natural ter Sepp Kuss ao lado de Vingegaard. No Giro de Itália isto deixa, eventualmente, espaço para ciclistas que já tiveram maior protagonismo no passado da equipa possam liderar, como Steven Kruijswijk que apesar dos 36 anos de idade costuma ser regular em grandes voltas, tendo um pódio no Tour de 2019 e um 4.º posto no Giro em 2016, ano no qual esteve perto da vitória ( à etapa 18 do Giro 2016 o holandês tinha uma vantagem de 3 minutos sobre o segundo classificado, mas uma queda nessa etapa acabou com as aspirações de Kruijswijk). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Scicon Aeroscope - Testei os óculos de Pogacar e Almeida A Scicon Sports lançou este ano um novo modelo de óculos de sol para performance desportiva, os Scicon Aeroscope, modelo utilizado pelos ciclistas da UAE Team Emirates como João Almeida, Tadej Pogacar, Rui e Ivo Oliveira, entre outros. Neste mostro o modelo Aeroscope ao pormenor, testo e explico as principais características dos óculos de João Almeida e Tadej Pogacar. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=k5DvtYNkbgg&t= Podes ver o preço destes óculos, as várias cores e restantes características no Site da Scicon Sports AQUI. ### Fecho do Circuito Nacional NGPS na Serra da Estrela A rainha das montanhas portuguesas, a Serra da Estrela e a Cidade de Seia, no próximo dia 28de outubro, receberão a última rota do Circuito Nacional NGPS, com partidas e chegadas nasala de visitas senense, o largo Dr. António Borges Pires. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Depois de concretizadas em beleza as cinco etapas anteriores: a Rota de Santa Cruz (Arcos de Valdevez), Rota do Arroz Carolino (Montemor-o-Velho), Rota dos Diabos (Vinhais), Rota do Quintalejo (Braga), Rota de Basto (Celorico de Basto), que permitiu levar esta tipologia de circuito um pouco por todo o território nacional, o último sábado de outubro finalizará o circuito de 2023 com a Rota do Pastor (Seia - Serra da Estrela). Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Cerca de três centenas de participantes desfrutarão das paisagens e “ingredientes” naturaisautóctones, numa salutar mescla de lazer e fruição do melhor ar puro, para amantes dasbicicletas todo-o-terreno, que utilizam este meio de transporte para fazerem cicloturismo,para conviverem à mesa e conhecerem os mais belos recantos do país. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Esta tipologia de eventos permite aos atletas desfrutarem, sem stresse competitivo, do tempo de permanência nas localidades e visitarem os museus e centros interpretativos locais. Percursos e distâncias Relativamente a percursos e distâncias, os participantes poderão escolher mediante a disponibilidade física e de tempo, uma de duas hipóteses: uma mais curta, com cerca de 45 Kms e 1200 mts de acumulado ou, com maior dificuldade, um percurso de aproximadamente 65 kms, com 1700 mts de desnível positivo. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Deste modo e a pedido dos protagonistas e aficionados das “voltas” guiadas por GPS, a Cabreira Solutions trouxe o circuito à Serra da Estrela, com o apoio do Município de Seia, para fechar o circuito de 2023 da melhor maneira. ### As 13 vitórias além-fronteiras do ciclismo português em 2023 Rui Costa e João Almeida comandaram Portugal bem secundados por Rúben Guerreiro e Iúri Leitão. Foi um 2023 forte do ciclismo português no estrangeiro. Em 2023 os profissionais portugueses que correm no estrangeiro deram um salto qualitativo. No total houve 22 vitórias portuguesas na temporada de ciclismo, sendo que 13 foram obtidas em provas de elites realizadas fora de Portugal. Nestas contas não entra a vitória de António Morgado na 5ª etapa do Orlen Nations Grand Prix por ser um evento da Taça das Nações sub-23. Comparemos com anos recentes: quatro triunfos em 2022, três em em 2021,dois em 2020, um em 2019 e seis em 2018. Este ano foram 13 vitórias além-fronteiras do ciclismo português. Recordemos a ordem cronológica das mesmas: Troféu Calvià – Rui Costa Saudi Tour + 4ª etapa – Rúben Guerreiro Volta à Comunidade Valenciana + 5ª etapa – Rui Costa Volta a Rodes – António Morgado Volta à Grécia + 3ª etapa – Iúri Leitão Giro de Itália 16ª etapa – João Almeida Boucles de la Mayenne prólogo – Ivo Oliveira Vuelta a Espanha 15ª etapa – Rui Costa CRO Race 2ª etapa – Iúri Leitão Japan Cup – Rui Costa Rui Costa venceu na Vuelta 10 anos após ganhar no Tour. Uma década entre vitórias em grandes Voltas.Créditos: Sprint Cycling Agency Volta joga na terceira divisão mundial As 13 vitórias de 2023 foram obtidas em provas de categoria 2.1 ou superior, aliás, a única corrida 2.2 na lista é a Volta a Rodes. Em eventos desta categoria a UCI não permite a participação de WorldTeams nem ProTeams (neste caso só do país organizador). Isto ajuda a perceber o contexto competitivo em que os atletas se inserem. Tomemos como exemplos a Volta a Portugal (2.1) e a Volta ao Algarve (2.Pro). A tradição e a história são inquestionáveis, mas a Volta joga na terceira divisão mundial enquanto a Algarvia está na segunda. Em 2024 Portugal terá um segundo evento na segunda divisão já que a Figueira Champions Classic (1.Pro) sobe um escalão. Com isso os convites às WorldTeams passam de 50 a 70 por cento do pelotão, não há limite de ProTeams nem de Continentais domésticas. Iúri Leitão bateu Elia Viviani na CRO Race.Créditos: Sprint Cycling Agency Nova geração deve apurar o instinto matador Esmiuçando os números da temporada podemos ver que além dos 13 triunfos no estrangeiro os atletas nacionais ficaram por 12 vezes no 2º lugar e por 11 vezes no 3º. João Almeida perdeu Volta à Polónia e Tirreno-Adriático por um e 18 segundos, respetivamente; Rúben Guerreiro foi batido em dose dupla no Gran Camiño por Jonas Vingegaard; Iúri Leitão fez quatro pódios ao sprint e voltou a posicionar Portugal no mapa do sprint. A nova geração deve apurar o instinto matador. João Almeida, por exemplo, com 11 pódios está num grupo de luxo ao lado de Wout Van Aert (16 pódios), Olav Kooij e Remco Evenepoel (14), Mads Pedersen e Filippo Ganna (12). Claro que um desses pódios foi o do Giro de Itália... 44 anos após Joaquim Agostinho no Tour de France! Juntando a vitória no Monte Bondone, a regularidade em corridas de uma semana e o top 10 na Vuelta a Espanha temos o melhor ano de João Almeida desde que é profissional. Portugal fecha 2023 como 12ª nação no ranking UCI, o melhor resultado dos últimos oito anos (17ª em 2022, 14ª em 2021, 13ª em 2020, 23ª em 2019 e 19ª em 2018). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jumbo põe a fasquia do WorldTour nas 70 vitórias Jumbo estabelece marcas históricas no ciclismo em 2023 e UAE ganha o WorldTour. Qual foi a melhor equipa da época? Antes de mudar de nome para Visma-Lease a Bike, a atual estrutura da Jumbo-Visma fechou 2023 com mais uma série de triunfos no Tour de Guangxi. Graças à vitória de Milan Vader na etapa rainha e na geral individual, além de duas etapas ao sprint conquistadas por Olav Kooij na prova chinesa, a Jumbo-Visma chegou às 70 vitórias! É o melhor número desde o ano de ouro da QuickStep em 2018 (72 vitórias). A Jumbo-Visma igualou outra marca que a formação belga alcançou nesse ano: 38 triunfos em corridas WorldTour! Deve ser especial acabar a época vencendo com Milan Vader, um corredor que renasceu após uma grave queda na Volta ao País Basco que o manteve duas semanas em coma induzido em 2022. Recordemos que o neerlandês fez a transição do mountain bike para a estrada após fechar top 10 nos Jogos Olímpicos de Tóquio no XCO. Vingegaard foi o Jumbo mais rentável no ranking UCI 2023 com 6304 pontos.Créditos: Bram Berkien UAE venceu o ranking WorldTour À tripla inédita nas grandes Voltas somemos a Gent-Wevelgem e a Através da Flandres de Christophe Laporte, o triunfo de Wout Van Aert em Harelbeke ou o de Dylan van Baarle na Omloop Het Nieuwsblad. É a primeira vez que a Jumbo-Visma – nas suas diferentes identidades – passa das 50 vitórias em 40 épocas anteriores! Perante estes dados como é que a UAE venceu o ranking UCI? O segredo esteve no fundo do armário, isto é, dos 20 atletas que pontuam, os 10 menos pontuados da UAE somaram 611 pontos em média enquanto na Jumbo a média foi de 309 pontos (6116 vs. 3017 pontos no total). A época da UAE foi coletivamente forte, mas perder o Tour de France pelo segundo ano consecutivo torna tudo agridoce. As 57 vitórias são recorde da estrutura e é certo que a UAE venceu o ranking WorldTour… mas a sensação é de que a melhor equipa do mundo ficou na 2ª posição. Results powered by FirstCycling.com Quick-Step em “crise” ainda rende acima da média Falou-se de fusão com a Jumbo-Visma e do desaparecimento da equipa, mas o projeto Quick-Step tem bases sólidas e ADN ganhador. Em 10 das últimas 12 épocas a formação belga passou a barreira das 50 vitórias. Este ano a Quick-Step voltou às 58 vitórias e foi a terceira melhor equipa neste ranking particular; isto mesmo sem ganhar uma clássica do pavé no WorldTour desde a Volta à Flandres de Kasper Asgreen, em 2021. Alicerçada em Remco Evenepoel – 12 vitórias – que teve como pontos altos a Liège e o título mundial de contrarrelógio, a Quick-Step construiu uma época sólida com triunfos nas três grandes Voltas, 23 vitórias no WorldTour e 12 provas de um dia. É caso para dizer que uma Quick-Step em “crise” ainda rende acima da média. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jasper Philipsen - Roubaix pode ser objectivo do ciclista mais vitorioso do ano Com a temporada a terminar, Jasper Philipsen é o ciclista mais vitorioso deste ano com 19 vitórias conseguidas, superando Tadej Pogacar  (17 vitórias), Jonas Vingegaard  (15 vitórias), Primoz Roglic  (15 vitórias) e Remco Evenepoel  (13 vitórias). Não obstante serem vitórias com menos impacto que as dos ciclistas antes mencionados, Philipsen é o ciclista que mais vitórias arrecadou no pelotão World Tour este ano, objectivo para o qual a equipa trabalhou, confessa o ciclista belga que conseguiu 4 vitórias e a classificação dos pontos no Tour de France este ano. "Depois do Tour procurámos um objetivo. O mais óbvio era almejar o máximo de vitórias possível. Foi um bom objectivo pois manteve-me motivado durante mais tempo." Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Para o conseguir, Philipsen não pôde "levantar o pé" após o Tour de France e teve que trabalhar duro em setembro e outubro. Paris-Roubaix pode objectivo O sprinter belga de 25 anos levantou os braços por 19 vezes na linha de meta este ano e o astuto diretor da Alpecin-Deceuninck, Christoph Roodhooft, não esquece o desempenho que Philipsen teve na Paris Roubaix, onde apesar de ter ido trabalhar para o líder Mathieu van der Poel, terminou no segundo posto, batendo Wout van Aert que terminou terceiro. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Em declarações à imprensa belga, Jasper Philipsen acredita que ainda tem margem de progressão nas clássicas, sendo provável que a Paris Roubaix seja um objetivo em 2024. "Estou no meu melhor em termos de sprint, mas acho que posso evoluir outras características. O diretor Christoph Roodhooft diz que o Paris-Roubaix está nos planos da próxima temporada, este ano fiz uma boa corrida lá e sempre gostei daquela corrida. Espero poder vencer o Paris-Roubaix um dia." Não deixa de ser uma abordagem interessante, tendo em conta que esse também será provavelmente um objectivo de Mathieu van der Poel, ou poderá o fenómeno holandês alterar o calendário e objectivos em 2024 tendo em conta que é ano Olímpico? A progressão de Philipsen é notória nos últimos anos, em 2020 teve apenas três vitórias na UAE Team Emirates, em 2021 foi contratado pela Alpecin-Deceuninck e teve 9 vitórias, as mesmas que em 2022, este foi de longe o melhor ano da sua carreira, sendo considerado o melhor sprinter da atualidade. Media Day da Alpecin-Deceuninck em janeiro de 2023 Emergem nomes como Arnaud de Lie (Lotto Dstny), com 21 anos de idade, que conseguiu este ano 10 vitórias ou Olav Kooij (Jumbo-Visma), com 22 anos de idade, que conseguiu 13 vitórias, mas nem um nem outro colocaram os watts de potência à prova nas grande voltas. Caleb Ewan (1 vitória este ano) e Fabio Jakobsen (7 vitórias este ano) mudam de equipa em 2024, o primeiro ruma à Jayco AlUla, o segundo à DSM - firmenich, enquanto Dylan Groenewegen (6 vitórias este ano) se mantém na Jayco AlUla. Será interessante ver a batalha dps sprinters em 2024 e se pode Jasper Philipsen manter o resgisto notável de 19 vitórias numa temporada. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jumbo deixa o ciclismo, equipa terá nova denominação em 2024 A bem sucedida equipa holandesa encontrou finalmente um patrocinador para colmatar a saída da Jumbo do projecto, segundo a imprensa dos Países Baixos será a plataforma de aluguer de bicicletas Lease a Bike, passando a equipa a denominar-se Visma-Lease a Bike. Com a saída da rede de supermercados Jumbo como principal patrocinador da equipa holandesa, várias hipóteses foram equacionadas nos últimos tempos, inclusive uma fusão com a equipa Soudal Quick-Step, que acabou por não acontecer. Os responsáveis da Visma (empresa norueguesa que fornece software comercial) assumiram que o patrocínio iniciado em 2019 é com uma perspectiva de longo prazo, pelo que não veriam problema em assumir-se como patrocinador principal daquela que é neste momento considerada a melhor equipa de ciclismo do mundo. A Lease a Bike é um projeto de sucesso na Alemanha, Bélgica e Países Baixos, propriedade da empresa Pon, uma poderosa multinacional do ramo da importação automóvel e das bicicletas, entre outras máquinas do sector industrial. O patrocínio já existia mas em dimensão inferior, na jersey da Jumbo-Visma já se podia ver o nome 'Lease a Bike' este ano. A Pon acredita que o aluguer comercial de bicicletas será um mercado de enorme crescimento nos próximos anos, pelo que torna a 'Lease a Bike' no segundo patrocinador da equipa do atual vencedor do Tour de France. Na jersey da Jumbo-Visma já se podia ver o nome 'Lease a Bike' com menor expressão Jonas Vingegaard, Wout van Aert, Sepp Kuss e companhia vão assim correr pela Visma-Lease a Bike em 2024, equipa que terá um orçamento a rondar os 25/30 milhões de euros. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Waterloo A Baloise Trek Lions entrou na Taça do Mundo a vencer, Thibau Nys (filho de Sven Nys, lenda do ciclocrosse e dono da Baloise Trek Lions) conquistou este domingo a sua primeira vitória como elite na Taça do Mundo de Ciclocrosse em Waterloo.   Thibau Nys já havia mostrado na semana passada a forma com que chega a esta temporada, quando venceu o Exact Cross Beringen (primeira corrida da temporada) na Bélgica, relegando ao segundo lugar Eli Iserbyt (Pauwels Sauzen-Bingoal). Em Waterloo, Nys abriu a vantagem na quinta das sete voltas e cruzou a linha de meta isolado, 16 segundos antes do mesmo Eli Iserbyt, negando-lhe a quarta vitória consecutiva em Waterloo. Pim Ronhaar, também da Baloise Trek Lions, terminou em terceiro, carimbando assim um pódio quase perfeito para a marca Trek, que recebe esta corrida da Taça do Mundo junto à sua sede em Waterloo, nos EUA. TOP 10 POSCICLISTATEMPO01NYS Thibau 56:5902ISERBYT Eli + 1603RONHAAR Pim + 4104NIEUWENHUIS Joris + 5705VAN DER HAAR Lars + 01:0906VANTHOURENHOUT Michael + 01:3607KAMP Ryan + 01:4508VANDEPUTTE Niels + 02:0309MEEUSSEN Witse + 02:0810VANDEBOSCH Toon + 02:23 Vídeo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=1EJ4zTIG7uE Corrida feminina A Campeã do Mundo, Campeã da Europa e Vencedora da Taça do Mundo em 2022/23, Fem van Empel (Jumbo-Visma) repetiu a sua vitória da passada temporada em Waterloo, mostrando que apesar da fraca prestação na Taça do Mundo de XCO, no Ciclocrosse manda ela. No final Fem van Empel declarou inclusive que não apertou muito o ritmo. "Não sei o que aconteceu na corrida porque não acelerei, só rodei no meu próprio ritmo. Isso foi o suficiente para abrir uma vantagem. Estou muito feliz por vencer esta corrida", disse Van Empel.  A campeã do mundo de ciclocrosse apresentou-se na sua melhor forma para a temporada de ciclocrosse, dominou a corrida de cinco voltas do início ao fim, cruzando a meta com menos 36 segundos que a compatriota Puck Pieterse (Fenix-Deceuninck). Adivinha-se assim uma batalha como a da passada temporada entre Puck Pieterse e Fem van Empel. A ex-campeã do mundo Ceylin del Carmen Alvarado (Alpecin-Deceuninck), também dos Países Baixos, terminou no terceiro posto, a 1:51 das duas da frente, completando um pódio totalmente holandês. TOP 10 POSCICLISTATEMPO01VAN EMPEL Fem 48:3102PIETERSE Puck + 3603ALVARADO Ceylin del Carmen + 01:5104ROCHETTE Maghalie + 02:0405BACKSTEDT Zoe + 02:2206BAKKER Manon + 02:2307HONSINGER Clara + 02:5908HOLMGREN Isabella + 03:1509BENTVELD Leonie + 03:4910MANI Caroline + 04:13 Vídeo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=vBusFkR7Kb8 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa vence no Japão antes de rumar à EF Education-EasyPost Entrou a vencer e saiu a vencer! Foi assim a passagem de Rui Costa pela Intermarché Circus Wanty. Em janeiro levantou os braços com vitória no Trofeo Calvia e em outubro fechou a temporada com vitória na Taça do Japão. Rui Costa, que cumpriu há dias 37 anos, derrotou Felix Engelhardt e Guillaume Martin após arrancar aos 300m para a meta numa corrida reduzida de 15 para três voltas (de 15km cada) pelo mau tempo. Em cada volta o pelotão passou a subida de Kogashiyama (2km a 6%) e Rui Costa não teve problemas em despachar Engelhardt, campeão europeu sub-23 em Anadia no ano passado. “Comecei o ano a vencer, na minha primeira corrida no Mallorca Challenge em janeiro e agora venci a minha última corrida no Japão. Foi um dia muito difícil devido ao frio e à chuva persistente, e também tive adversários difíceis de bater." Rui Costa EF Education EasyPost na frente para contratação de Rui Costa Rui Costa poderá rumar à equipa americana EF Education-EasyPost, o que não seria de estranhar tendo em conta as boas relações entre equipa e o empresário João Correia, agente de Rui Costa. Segundo alguns meios internacionais, o português poderá já ter contrato assinado com esta equipa. Movistar e Astana também estiveram na corrida, a primeira porque já teve o português nas suas fileiras e já o tentou contratar antes, a segunda porque precisa de pontos e Rui Costa é o ciclista que este ano mais pontos deu à Intermarche Circus Wanty. ### Pode Chris Froome voltar a ser competitivo? Ainda tem dois anos de contrato A temporada de estrada está a terminar, uma das ultimas competições é a Taça do Japão, onde se encontram ciclistas como Chris Froome, que voltou a ter uma temporada abaixo das expectativas que Sylvan Adams (dono da equipa Israel Premier Tech) colocou quando fez um contrato milionário de vários anos com o britânico. Sylvan Adams “Não contratámos Froome para fazer de relações públicas. Ele deveria ter sido o nosso líder no Tour, mas não conseguiu por motivos de desempenho.  ...não posso dizer que oferece uma boa relação custo-benefício. Na minha opinião, o seu desempenho inferior já não tem nada a ver com as suas lesões.” Disse Adams este verão. Por sua vez, Chris Froome continua a creditar que pode ser competitivo e confessou à imprensa que o seu foco continua a ser voltar ao Tour de France. “Apesar de não ter vencido muito ultimamente, ainda gosto muito de andar de bicicleta. O foco para a próxima temporada está no Tour de France. Para conseguir isso, tenho que me preparar muito bem.” Froome diz ter trabalhado muito para participar do Tour de France deste ano, mas que Infelizmente não deu certo, o que o levou a fazer algumas alterações, nomeadamente mudar a posição na bicicleta. Apesar da temporada não ter corrido como esperava, o britânico confessa estar melhor agora e sente-se entusiasmado para iniciar a nova temporada. Na Volta a Hainan (China) comecei com dificuldade devido a doença, mas acabei bem, senti-me cinco anos mais jovem. Queria participar em fugas, senti-me com energia e isso deu-me nova motivação para a próxima temporada.  Relembremos que Chris Froome tem contrato com Israel Premier Tech por mais dois anos, ou seja até aos seus 40 anos de idade, com um salário milionário de 5 milhões de euros por ano. Venceu por quatro ocasiões o Tour de France, a Vuelta duas vezes e o Giro uma vez, mas no Dauphiné em 2019 sofreu uma grave e desde então nunca mais foi o mesmo. Froome continua no entanto a ser uma figura muito mediática no mundo do ciclismo e onde quer que vá, fãs e repórteres querem tirar fotografias, assim como várias marcas querem associar a sua imagem ao ciclista britânico, como por exemplo a marca de bicicletas Factor que pintou uma edição especial Chris Froome. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Tudo o que precisas saber A Taça do Mundo de Ciclocrosse inicia este fim de semana com a ronda de Waterloo, nos Estados Unidos. Também no próximo domingo, realiza-se a primeira prova da Taça de Portugal desta modalidade. Juntamente com o troféu Superprestige e X20, a Taça do Mundo é a competição mais importante do ciclocrosse mundial, desde 1993 tinha normalmente entre 6 a 8 corridas mas a popularidade da modalidade aumentou e nos últimos anos quase que duplicou o número de corridas no circuito da Taça do Mundo. Por um lado, ao aumentar o número de corridas mais países organizadores têm oportunidade de entrar na taça do mundo, por outro lado, haver mais rondas da taça do mundo obriga equipas e atletas a terem que organizar e escolher bem quais os objetivos da temporada porque os Troféus Superprestige e X20 também têm prestígio, bons prémios monetários e realizam-se na Bélgica, o que facilita a logística das equipas e é menos cansativo para os atletas. Perante este cenário, a temporada 23/24 da Taça do Mundo de Ciclocrosse terá 14 em vez das 16 etapas da passada temporada, equipas e atletas demonstraram o desagrado e a UCI viu-se obrigada a adaptar. Além de serem 14 corridas, em vez das 16, há outras novidades a assinalar. Troyes, uma corrida que fazia parte da Taça de França será nesta temporada uma ronda da Taça do Mundo, além de haver o regresso ao calendário de três corridas que haviam saído por uns anos, Dendermonde (regressa após ausência por preocupações com o COVID-19), a famosa corrida de Namur (regressa após ter organizado os Campeonatos da Europa) e Hoogerheide (regressa após organização dos Campeonatos do Mundo). As duas corridas que foram novidade na passada temporada permanecem no calendário, após o sucesso do ano passado, a etapa espanhola em Benidorm, que teve mais de 15.000 adeptos no circuito (na qual o TopCycling esteve presente com Luís Beltrão e Gonçalo Moreira), e a etapa irlandesa de Dublin, que teve 10.000 adeptos no circuito o ano passado. Desta forma, existem quatro corridas que saem do calendário em relação à passada temporada, Beekde Bergen, a etapa americana em Fayetteville, Besancon e Tabor, sendo que esta ultima localização saiu porque irá organizar os Campeonatos do Mundo desta temporada 2023/24. Os Estados Unidos perdem Fayetteville, aparentemente pelo organizador ter ficado desapontado com o número de atletas na passada temporada, lembrando que as rondas realizadas nos Estados Unidos obrigam a uma longa viagem de atletas equipas, que acarreta também um grande investimento e nem todas as equipas têm capacidade financeira a e interesse nessa deslocação a solo americano. O Calendário da Taça do Mundo temporada 2023/24 ficou assim organizado: DATALOCALPAÍS15 OUT. 2023WATERLOOEUA29 OUT. 2023MAASMECHELENBEL12 NOV. 2023DENDERMONDEBEL19 NOV. 2023TROYESFRA26 NOV. 2023DUBLINIRL03 DEZ. 2023FLAMANVILLEFRA10 DEZ. 2023VAL DI SOLEITA17 DEZ. 2023NAMURBEL23 DEZ. 2023ANTWERPBEL26 DEZ. 2023GAVEREBEL30 DEZ. 2023HULSTHOL07 JAN. 2024 ZONHOVENBEL21 JAN. 2024BENIDORMESP28 JAN. 2024HOOGERHEIDEHOL As equipas Na presente temporada serão 29 as equipas UCI que irão competir tanto na Taça do Mundo, como nos restantes troféus. A Bélgica continua a ser o país com mais equipas, são 10 equipas belgas nesta temporada, seguida de França com 5 equipas, Itália e Estados Unidos com 3 equipas. Espantosamente, os Países Baixos, uma das seleções mais fortes e um dos países com mais atletas na Taça do Mundo, só tem uma equipa UCI. Espera-se nesta temporada nova luta titânica entre as equipas Pauwels Sauzen-Bingoal, Baloise-Trek Lions e Alpecin-Deceuninck, equipas que têm dominado nos últimos anos. Campeonatos do Mundo e da Europa Os Campeonatos da Europa serão realizados em Pontchâteau, França, nos dias 4 e 5 de Novembro, enquanto que os Campeonatos do Mundo serão em Tabor, República Checa, nos dias 3 e 4 de Fevereiro de 2024. Ultimos vencedores Taça do Mundo Laurens Sweeck Fem Van Empel Campeonato da Europa Michael Vanthourenhout Fem Van Empel Campeonato do Mundo Mathieu Van der Poel Fem Van Empel Em Portugal A época nacional de ciclocrosse começa também no próximo domingo, em Melgaço, com o arranque da Taça de Portugal. Depois de Melgaço, a Taça de Portugal de Ciclocrosse Credibom desloca-se para Oliveira de Azeméis (28 de outubro), Vouzela (29 de outubro), Paços de Ferreira (18 de novembro), Vila Real (19 de novembro) e Ansião (10 de dezembro). A época irá terminar no dia 14 de janeiro, data do Campeonato Nacional, a disputar em Abrantes. Nos canais Eurosport terás oportunidade de assistir a algumas das corridas da Taça do Mundo, bem como algumas corridas dos troféus mais importantes. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Queda impressionante de Gee Atherton na Red Bull Rampage Em dia de treinos da Red Bull Rampage (evento de Free Ride), Gee Atherton teve uma queda impressionante e teve que ser evacuado de helicóptero. Uma queda que ocorreu na primeira tentativa de saltar um dos maiores saltos do percurso deste ano. Gee Atherton foi evacuado de helicóptero após a queda e acaba de dar detalhes acerca do seu estado de saúde. https://twitter.com/Cycling_Vid/status/1712082190127817061 " Os ferimentos não são muito graves, algumas fracturas de vértebras e algumas e no crânio irão afastar-me por algumas semanas. Apesar de tudo, o que dói mais é faltar ao evento desta sexta-feira, principalmente depois de tanto esforço da equipa." O Red Bull Rampage é uma competição de bicicleta freeride somente para convidados, que se realiza desde 2001 nos Estados Unidos, e é conhecida mundialmente pelas descidas e saltos brutais que os pilotos realizam. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Granfondo Serra D'Ossa - Teste à Specialized Roubaix SL8 O Topcycling deslocou-se até Estremoz para testar a nova Specialized Roubaix SL8, no Granfondo Serra D'Ossa. O programa que a marca preparou para os jornalistas começou no dia antes do Granfondo, onde os jornalistas tiveram oportunidade de fazer uma volta de adaptação à bicicleta para acertar medidas, pressões de pneus e posição na bicicleta. No sábado fiz ainda uma pequena incursão fora de asfalto para ver o potencial deste modelo, que é precisamente direcionado a quem procura uma bicicleta de estrada versátil, que permita pedalar por todos os tipos de terreno. No domingo participei no Granfondo, um percurso de 150 quilómetros pelas maravilhosas paisagens alentejanas, entre Estremoz, Borba, Castelo de Vide e Redondo, com passagem pela Serra D'Ossa. No vídeo podes apreciar a ação de corrida (que nestes eventos abertos a qualquer pessoa são a experiência mais próxima de uma corrida de profissionais), as paisagens da zona e ainda ver o teste à Specialized Roubaix SL8, mostro todas as características e potencial desta bicicleta na estrada de asfalto e fora dela. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=1fJoRsHFJFs&t= Fotografia: Eduardo Campos Texto, vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Babadag - A subida monstruosa da Volta à Turquia Triunfo de Alexey Lutsenko (Astana) na etapa rainha da Volta à Turquia que apresentou ao mundo o "monstro" de Babadag! Fica a ideia para quem se dedica a criar t-shirts temáticas: “Eu vi Lutsenko ganhar em Babadag”. Mandem fazer que eu compro! Via Eurosport assistimos ao nascimento de uma subida de culto, onde Alexey plantou a bandeira do Cazaquistão aos 1929m de altitude. A Volta à Turquia surge em fim de época apesar de ter sido projetada para abril. O terramoto que provocou quase 60 mil mortos na Turquia e na Síria justifica o adiamento do evento. Há dias em que sentimos que vimos algo único e a 3ª etapa da Volta à Turquia foi um desses dias. Babadag traduz-se como o “Monte Pai” e é uma subida com 18,4km de extensão, inclinação média de 10,3% e desnível positivo acumulado 1629m. Há quem diga que é a subida mais dura jamais utilizada numa corrida UCI... dado que é difícil de confirmar. O que podemos dizer é que esqueçam Ventoux, Zoncolan, Angliru ou Mortirolo. Por acumulado Babadag mete-os no bolso. Dos picos míticos do ciclismo europeu só Stelvio ou Colle delle Finestre são mais duros. A Bora trabalhou e a Astana ganhou Nas rampas de Babadag vimos o miúdo Florian Lipowitz (Bora) ser um super gregário do ex-mountain biker Ben Zwiehof, que só perdeu para Lutsenko nos 500m finais. Vitória do cazaque e da Astana, que meteu ainda Harold Tejada no 3º posto (Lipowitz foi 4º). A Bora trabalhou e a Astana ganhou. O primeiro não Bora ou Astana foi o suíço Matteo Badilatti (Q36.5). No “Monte Pai” o teste da verdade deu a paternidade a Lutsenko que já leva 39 vitórias na carreira, nenhuma tão dura como esta como explicou na entrevista após a etapa. https://twitter.com/GcnRacing/status/1711741205967466880 A Turquia tinha um “monstro” escondido Nada está ganho já que ainda há uma chegada em subida (6ª etapa) e apenas 18 segundos a separar Lutsenko e Zwiehof. Esta parte das montanhas Taurus – cordilheira que liga o planalto de Anatólia às regiões costeiras do Oeste turco – passa a fazer parte do léxico de qualquer aficionado que se preze. A Turquia tinha um “monstro” escondido e que foi apresentado ao mundo nesta 58ª edição. ### Movistar renova Nélson Oliveira Nélson Oliveira renova por dois anos até final de 2025 e vai cumprir uma década ao serviço da Movistar no WorldTour. Alejandro Valverde fez 17 épocas, Imanol Erviti 19. A Movistar tem vindo a perder referências e caso José Joaquin Rojas (17 temporadas na estrutura) também se retire os ciclistas mais antigos na equipa espanhola passam a ser Nélson Oliveira e Jorge Arcas. O português será também o mais veterano ao iniciar 2024 com 34 anos, mas vem de uma época impressionante onde fechou 6º no Mundial e no Europeu de contrarrelógio, além de ter concluído Tour e Vuelta. Era imprescindível renovar com um dos pilares da Movistar, que na carreira iniciou e concluiu 19 grandes Voltas. O bloco que tinha contrato em vigor inclui Rúben Guerreiro, Enric Mas, Iván Romeo, os três até 2025. Já o campeão espanhol, Oier Lazkano, Vinícius Rangel, Alex Aranburu, Sergio Samitier e Iván Sosa têm vínculo até 2024. As renovações que chegaram em massa esta terça-feira. Além de Nélson Oliveira continuam: Iván García Cortina: 2026 Mathias Norsgaard: 2026 Einer Rubio: 2026 Gonzalo Serrano: 2026 Jorge Arcas: 2025 Will Barta: 2025 Gregor Mühlberger: 2025 Antonio Pedrero: 2025 Fernando Gaviria: 2024 Johan Jacobs: 2024 Albert Torres: 2024 Rúben Guerreiro ganhou em Harrat Uwayrid para selar o triunfo no Saudi Tour, em fevereiro.Créditos: Alex Broadway/Getty Images Primeira parte da época foi produtiva A Movistar deve fechar o ano abaixo das 20 vitórias, fasquia que não supera desde 2019. A primeira parte da época foi produtiva – 11 triunfos incluindo o de Rúben Guerreiro no Saudi Tour – mas não teve continuidade. A 10 de outubro a equipa tem 16 vitórias e não cumpriu as expetativas nas grandes Voltas: Enric Mas foi 6º na Vuelta e abandonou no Tour, Einer Rubio foi 11º no Giro e ganhou a etapa de Crans-Montana – a única vitória em grandes Voltas e apenas uma de duas no WorldTour (a outra foi de Fernando Gaviria na Romandia). Prestes a iniciar a temporada número 45 no pelotão há desafios importantes no horizonte da Movistar. ### Mundial de Gravel 2023 - resumo das provas Masculina e Feminina O esloveno Matej Mohoric venceu a segunda edição do Campeonato do Mundo de Gravel. Aos 28 anos de idade, depois de ter vencido etapas de grandes voltas e monumentos do ciclismo, Mohoric sagrou-se Campeão do Mundo Campeão do Mundo após uma corrida disputada, com Florian Vermeersch e Connor Swift, que terminaram segundo e terceiro respetivamente.  O principal favorito, Wout van Aert, esteve na frente da corrida e na disputa da mesma, até ter tido um azar mecânico que o fez perder cerca de 100 posições, terminando ainda assim no oitavo posto, após uma longa e forte recuperação. O anterior Campeão do Mundo, Gianni Vermeersch, entre outros, não esteve na principal fuga e viu-se arredado da disputa da corrida desde cedo. Alejandro Valverde, já retirado da estrada mas que agora se dedica ao gravel, esteve na fuga da qual saíram os que acabariam por discutir a corrida, acabando por terminar num esplendido 4.º posto. TOP 10 POS.CICLISTATEMPO01MOHORIC Matej 04:53:5602VERMEERSCH Florian + 4303SWIFT Connor + 03:4004VALVERDE Alejandro + 06:4805SWENSON Keegan + 06:4806HERMANS Quinten + 07:2407VELASCO Simone + 07:5208VAN AERT Wout + 08:2409DE MARCHI Alessandro + 09:0810SCHÖNBERGER Sebastian + 09:43 Corrida Feminina A ciclista polaca Katarzyna Niewiadoma conquistou o Campeonato do Mundo de gravel, regressando da melhor forma às vitórias que lhe fugiam desde 2019. Katarzyna Niewiadoma é uma daquelas ciclistas que muitas vezes está na frente quando a linha de meta já está à vista, mas que raramente levanta os braços para comemorar. No sábado a ciclista polaca resolveu contrariar a tendência, lançando-se num ataque a solo que acabou por terminar com o melhor resultado, a camisola do arco-íris. As ciclistas que acompanhara a polaca no pódio valorizam ainda mais a sua vitória, Silvia Persico (Itália) e a atual vencedora do tour de France Demi Vollering (Holanda) terminaram no segundo e terceiro posto. TOP 10 POS.CICLISTATEMPO01NIEWIADOMA Katarzyna 04:49:4402PERSICO Silvia + 3303VOLLERING Demi + 3304KASTELIJN Yara + 01:2905WIEBES Lorena + 01:3306STEPHENS Lauren + 04:0207BOILARD Simone + 05:1908FISHER-BLACK Niamh + 05:2309REALINI Gaia + 06:0310CROMWELL Tiffany + 06:47 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Lombardia - O ultimo monumento da temporada Realiza-se hoje a Volta à Lombardia, o derradeiro ‘Monumento’ da temporada e uma das mais emocionantes e prestigiadas clássicas do calendário que promete deixar os fãs de ciclismo colados aos ecrãs do Eurosport. Depois da Milão – San Remo, Volta à Flandres, Paris – Roubaix e Liège-Bastogne-Liège chega a vez da Volta à Lombardia, que este ano cumpre a sua 117.ª edição. É considerada por muitos como uma clássica para trepadores, uma vez que favorece as caraterísticas deste tipo de ciclistas, apesar do final tipicamente plano ideal para os sprinters. A subida a Madonna del Ghisallo, Roncola, Berbenno, Passo della Crocetta, Zambla Alta e Passo di Gandia são algumas das mais famosas da corrida. As estrelas presentes Tadej Pogacar, Remco Envenpoel, Primoz Roglic, Richard Carapaz, Thibault Pinot, Bauke Mollema, Jay Hindley ou Simon Yates são algumas das estrelas que participam nesta edição de Il Lombardia. Tadej Pogacar venceu a ultima edição da Volta à Lombardia. Rui Costa é o único português na start lista das equipas e parte para a Lombardia após um bom resultado no Gran Piemonte. É a 12.ª vez que Rui Costa alinha na Lombardia. Horários e onde ver A partir das 9:15h, no Eurosport 2, arranca uma transmissão especial de sete horas em direto com toda a ação desta corrida plena de história e emoção. O percurso liga o Lago Como a Bergamo na extensão de 238 quilómetros com muitos desafios pelo meio. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Primoz Roglic apresentado na Bora-Hangroe É oficial, Primoz Roglic irá correr pela BORA-hansgrohe nas próximas temporadas. Num momento especialmente organizado para a imprensa, o chefe da equipa alemã, Ralph Denk, anunciou a transferência milionária do esloveno. Roglic sai da Jumbo-Visma após oito anos de sucesso, apesar de ainda ter mais tempo de contrato. Foi assim que a equipa anunciou Roglic https://twitter.com/BORAhansgrohe/status/1710220928943055025 “ Como ciclista e Team Manager, é necessária paciência. Nem sempre é o primeiro ataque que leva ao sucesso. Há oito anos, Primož quase se juntou a nós como neoprofissional. Agora ele chega até nós como um profissional com uma longa lista de vitórias que poucos conseguiram.” "Para nós, o fator decisivo não foi o que foi conquistado, mas o que temos pela frente. Juntos queremos deixar a nossa marca nas grandes corridas. Primož aprecia a força do nosso plantel e conhece o grande potencial dos seus futuros companheiros. Estou Estou convencido de que a sua personalidade inspirará toda a equipa, porque ele é um líder com vontade de vencer e ao mesmo tempo um ciclista de equipa. Acima de tudo, ele ama o que faz e para mim, isso é A chave para o sucesso." Disse Ralph Denk , Team Manager da BORA - hansgrohe "Estou ansioso por este passo, embora uma mudança de equipa seja como um novo território para mim. As boas recordações de quando nos conhecemos há anos atrás facilitaram as negociações. Mas o factor decisivo foi que a equipa está realmente motivada a trabalhar comigo e que temos as mesmas ideias." Disse Roglic De acordo com a imprensa, a operação de aquisição de Roglic teve um preço elevado, a Jumbo-Visma terá pedido cerca de 3 milhões de euros para rescindir o contrato que estava em vigor com Roglic. Além disso, o próprio ciclista pediu um salário mínimo de 5,5 milhões de euros para os próximos dois anos. (Esta informação não foi adiantada na conferência de imprensa). Outras exigências, são a liderança para o Tour de France. Em 2024 e 2025 o esloveno quer concentrar-se principalmente no Tour, a única grande volta que ainda não venceu. Em actualização... ### Rui Costa TOP 10 no Gran Piemonte, em dia de aniversário O Gran Piemonte deste ano começou em Borgofranco d'Ivrea, cerca de 60 quilómetros a norte de Torino. Esta edição teve "apenas" 152 quilómetros, mas teve um final difícil. Os últimos 65 quilómetros tinham 4 subidas: o Colleretto Castelnuovo (7,1 km a 3,4%), Faialllo (5,1 km a 5,4%), Alpette (4,9 km a 9%) e Prascorsano (4,4 km a 3,4%). Rui Costa, astuto como sempre, esteve na fuga juntamente com mais 12 ciclistas, fuga que acabaria por ser neutralizada na ultima subida. Pouco antes do topo do Prascorsano, Hirschi acelerou e Bagioli seguiu-o, assumindo logo depois a frente da corrida. Depois Aranburu e Martin juntaram-se a eles e pouco a pouco este quarteto conseguiu aumentar a vantagem. No grupo perseguidor, Rui seguiu Ganna nos últimos 300 metros mas iam demasiado longe dos 4 da frente, tendo o português terminado na sexta posição, no dia em que cumpriu 37 anos de idade. O português está a terminar uma temporada notável com esta idade. Andrea Bagioli acabou por vencer o Gran Piemonte. O italiano da Soudal Quick-Step foi o mais rápido do grupo. Marc Hirschi ficou em segundo, Alex Aranburu em terceiro e Guillaume Martin em quarto. TOP 10 POSCiclista EquipaTIME01BAGIOLI Andrea Soudal Quick-Step03:20:2502HIRSCHI Marc UAE Team Emirates+ 0003ARANBURU Alex Movistar Team+ 0004GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 1105COSTA Rui Intermarché-Circus-Wanty+ 1106ZIMMERMANN Georg Intermarché-Circus-Wanty+ 1107MARCELLUSI Martin Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 1608TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 1609TIBERI Antonio Bahrain Victorious+ 1610SCHULTZ Nick Israel-Premier Tech+ 16 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Astana Qazaqstan confirma: Mark Cavendish continuará por mais um ano Mark Cavendish não tem fim, "ainda não acabou", foi com esta frase, que a Astana Qazaqstan anunciou hoje que Mark Cavendish continuará como ciclista profissional por mais um ano.  O britânico de 38 anos queria despedir-se depois deste ano, mas depois da sua queda no Tour de France, os planos mudaram. Foi assim que a equipa anunciou nas redes sociais a continuidade de Mark Cavendish https://twitter.com/AstanaQazTeam/status/1709485605678145768 Cavendish tinha anunciado (pela segunda vez) que se iria retirar, no final de maio durante o Giro d'Italia, poucos dias depois, venceu a ultima etapa do Giro 2023, mostrando que ainda pode vencer. O objectivo seria depois vencer uma etapa no Tour, esteve perto mas após um segundo lugar numa das etapas, o britânico teve uma queda forte na oitava etapa e partiu a clavícula. O sonho de alcançar a 35ª vitória em etapas do Tour e de se tornar o recordista em número de vitórias em etapas parecia desmoronar ali, mas esse sonho é o que move Cavendish e ao que parece teremos o míssil de Man no Tour de France mais uma vez em 2024, com esse objectivo na mira. A primeira coisa que Alexandr Vinokurov me disse no Tour de France depois da minha queda foi “por que não fazer mais um ano?”. Bem, minha primeira reação foi “não, não…”. Eu não estava pronto para mudar minha decisão … Aí, conversei com minha família, meus filhos e recebi a resposta: “deverias continuar, só mais um ano…” Então, agora acredito que estou pronto para mais um ano como ciclista profissional e estou feliz por poder fazê-lo com a Astana Qazaqstan Team. Adoro esta equipa e mesmo depois do próximo ano gostaria de fazer algo mais por este projeto. disse Mark Cavendish. Alguma imprensa internacional avança que o experiente Mørkøv poderá estar a caminho da Astana Qazaqstan, no sentido de ajudar Cavendish. Seria a formação de uma dupla que teve sucesso no Tour de 2021. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo no Eurosport esta semana O Eurosport, canal conhecido como "A Casa do Ciclismo" emite ao longo desta semana várias corridas emocionantes que prometem fazer as delícias dos fãs da modalidade. Terça-feira, dia 3 de outubro A dose de ciclismo é a triplicar com a transmissão das corridas Binche-Chimay-Binche masculina e feminina e ainda o Sparkassen Münsterland Giro.  A primeira é uma famosa clássica de ciclismo de estrada realizada anualmente na região belga da Valónia, conhecida também por Memorial Frank Vanderbroucke, desde 2010, em homenagem ao ciclista falecido um ano antes com apenas 34 anos de idade e, na altura, o último vencedor da prova. Ivo Oliveira faz parte das escolhas confirmadas da UAE Team Emirares para a 36.ª edição da Binche-Chimay-Binche (Eurosport 2 às 12:00h), enquanto André Carvalho está na lista de pré-inscritos da Cofidis. Logo a seguir à conclusão da prova masculina o Eurosport transmite a prova feminina (Eurosport 2 às 13:25h) que vai apenas na sua 3.ª edição. Cortada a meta Binche-Chimay-Binche feminina, o Eurosport dá o salto da Bélgica para a Alemanha para seguir o direto do Sparkassen Münsterland Giro (Eurosport 2 às 15:30h), clássica de um dia discutida entre Osnabrück e Münster, na Renânia do Norte-Vestefália. Nas 17 edições passadas, o triunfo sorriu a históricos ciclistas da casa como André Greipel, Marcel Kittel ou John Degenkolb. Em 2022, Olav Kooij foi o primeiro a cortar a meta e este ano o neerlandês está de volta para tentar a novo triunfo. Quarta-feira, dia 4 de outubro A 102.ª edição da Tre Valli Veresine, competição que se realiza anualmente na região da Lombardia, junta dois grandes ciclistas eslovenos: Tadej Pogacar e Primoz Roglic. Quem vencerá a esta clássica italiana que atravessa os Vales Valcuvia, Valganna e Valtravaglia? O resumo com toda a ação pode ser visto quarta-feira, dia 4 de outubro, no Eurosport 2 às 14:00h. Quinta-feira, dia 5 de outubro Não há descanso para os ciclistas nesta quinta-feira, dia 5 de outubro, em feriado nacional, com o pelotão o Giro del Piemonte, também conhecido por Gran Piemonte, uma semi-clássica italiana de grande tradição realizada na zona montanhosa dos Apeninos, em Itália. A 1.ª edição data de 1906, mas só em 2005 é que a prova ganhou a categoria de 1.HC no calendário europeu da UCI.  Acontece dias antes da Volta a Lombardia, último ‘Monumento’ da temporada velocipédica. Iván García foi o mais recente vencedor do Gran Piemonte (2022) numa lista onde constam os nomes de estrelas como Rigoberto Úran, Philippe Gilbert, Daniele Benatti, Eddy Merckx, Alfredo Binda, Costante Girardengo ou Giovanni Gerbi. O Gran Piemonte 2023 tem transmissão, em direto, no Eurosport 2 às 13:50h. No sábado, dia 7 de outubro Quem ama o ciclismo não vai poder perder a Volta a Lombardia, (Eurosport 2 às 9:10), uma das mais importantes clássicas da temporada e o quinto e último ‘Monumento’ do calendário depois da Milão – San Remo, Volta à Flandres, Paris – Roubaix e Liège-Bastogne-Liège. Este ano cumpre-se 117.ª edição desta corrida italiana que liga o Lago Como a Bergamo na extensão de 238 quilómetros. É considerada por muitos como uma clássica para trepadores, uma vez que favorece as características deste tipo de ciclistas, apesar do final tipicamente plano ideal para os sprinters. A subida a Madonna del Ghisallo, Roncola, Berbenno, Passo della Crocetta, Zambla Alta e Passo di Gandia são algumas das mais famosas da corrida. Tadej Pogacar, Remco Envenpoel, Primoz Roglic, Marc Hirschi, Thibault Pinot, Giulio Ciccone, Bem Healy ou Henric Mas são algumas das estrelas que participam nesta edição de Il Lombardia. Domingo, dia 8 de outubro Finalmente no domingo, dia 8 de outubro, acompanhe o arranque da 58.ª edição da Volta à Turquia (Eurosport 1 às 10:45h). Durante oito dias siga toda a ação ‘non-stop’ do pelotão nesta corrida que parte de Antalya rumo a Istambul. Pouco depois é a vez da Paris – Tours (Eurosport 2 às 14:10h), uma emocionante prova de ciclismo de estrada de apenas um dia disputada entre estas duas cidades de França, num percurso com uma extensão de cerca de 213,9 quilómetros. A primeira edição da Paris – Tours realizou-se em 1896, o que a converte numa das clássicas mais antigas do mundo. Ao longo de 116 edições foram muitos os ciclistas a inscreverem o seu nome na história da competição.  Em 2021 e 2022, a vitória foi garantida pelo ciclista da casa Arnaud Démare que regressa uma vez mais para tentar a ‘tripla’. ### Jasper Stuyven e Lorena Wiebes Campeões da Europa de Gravel Uma semana antes do Campeonato do Mundo em Veneto, Itália, decorrerem o Campeonato da Europa de Gravel e o Campeonato Belga de Gravel em Oud-Heverlee no domingo. Um título europeu é sempre um título, ainda que seja de uma modalidade recente no ciclismo, e como tal havia muitas estrelas do pelotão presentes e com ambições ao título, além dos campeões do mundo Gianni Vermeersch e Pauline Ferrand-Prévot, muitos ciclistas de topo de outras vertentes do ciclismo estiveram na linha de partida. Corrida masculina Jasper Stuyven (Lidl-Trek) conquistou o primeiro título do Campeonato Europeu de gravel, bem como o Campeonato Nacional Belga numa corrida combinada que ocorreu na zona de onde é natural, perto de Leuven. Tim Merlier (Soudal-Quickstep) e Paul Voss terminaram no segundo e terceiro posto respectivamente. Stuyven nasceu nesta região e estava familiarizado com o percurso, mas o mais importante é que o ciclista da Lidl-Trek também teve pernas para obter vantagem sobre os ciclistas de gravel mais experientes. https://twitter.com/UEC_cycling/status/1708532091019722951 TOP 10 POS.Ciclista (Equipa)Tempo1Jasper Stuyven (Lidl Trek)4:16:272Tim Merlier (Soudal - Quick Step)0:01:213Paulo Voss0:01:214Gianni Vermeersch0:01:215Florian Vermeersch (Lotto Dstny)0:01:226Petr Vakoc (Canyon Isadore)0:01:237Bert van Lerberghe (Soudal - Quick Step)0:04:208Frederik Raßmann (Dauner Akkon)0:04:219Lander Loockx0:04:2210Kevin Panhuyzen0:04:26 Corrida feminina Tiffany Cromwell (Canyon-SRAM) conquistou a vitória na corrida feminina no UEC Gravel Championships, mas foi Lorena Wiebes (SD Worx) quem conquistou o título de Campeã Europeia, superando Fem van Empel (Jumbo-Visma) no sprint atrás. Wiebes revelou que teve um furo lento e não pôde acompanhar Cromwell quando atacou, no entanto, apesar de poder correr Tiffany Cromwell não estava elegível para o Campeonato da Europa (porque é australiana), pelo que Wiebes arrecadou o título, Van Empel a medalha de prata e Elena Cecchini o bronze. As mulheres enfrentaram 131 quilómetros em duas voltas, um circuito longo acidentado e uma volta curta de encerramento com 44 km's. de gravilha e 6 km's. de pavê na volta mais longa. https://twitter.com/UEC_cycling/status/1708532448697422059 TOP 10 POS.Ciclista (Equipa)Tempo1Tiffany Cromwell (CANYON//SRAM RACING)3:49:572Lorena Wiebes (TEAM SD WORX)0:00:173Fem Van Empel0:00:174Elena Cecchini0:00:205Barabara Guarischi0:05:136Pauliena Rooijakkers (CANYON/SRAM)0:09:117Tessa Neefjes (LIV)0:09:528Giada Borghesi0:09:529Marthe Truyen0:09:5310Bárbara Borowiecka0:13:04 Na próxima semana realizam-se os Campeonatos do Mundo da modalidade, em em Veneto, Itália. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Roglic bate Pogacar em San Luca Primoz Roglic diz adeus à Jumbo-Visma vencendo no Giro dell'Emilia. Tadej Pogacar e Simon Yates completaram o pódio. Primoz Roglic foi o nome do dia e não apenas por ter conseguido vencer a 106ª edição do Giro dell'Emilia. À partida para a corrida italiana confirmou que está de saída da Jumbo-Visma e com isso marcou a atualidade do ciclismo mundial. Oito anos depois de ter sido contratado à Adria Mobil o esloveno de 33 anos separa-se da equipa que o consolidou como um dos melhores da história. Na Jumbo-Visma deixa (por agora) 74 vitórias, quatro grandes Voltas e um Monumento. Pelo meio conquistou também um ouro olímpico no contrarrelógio (em Tóquio 2020). Bora-hansgrohe, Ineos Grenadiers e Israel Premier Tech querem assegurar Primoz Roglic. O GCN reportou que em causa está um contrato de três anos, seis milhões de euros por temporada e a liderança no Tour de France. A nova equipa é anunciada após a Volta à Lombardia (sábado 7/10). https://twitter.com/TJV_supporters/status/1708125830382064050 Pogacar trabalhou e Roglic ganhou O Giro dell'Emilia não teve muita história. A UAE-Emirates – on fire na campanha pré-Lombardia após vencer Coppa Agostoni, Troféu Matteoti e Coppa Sabatini – controlou a corrida para Pogacar. O ciclista mais ganhador da temporada – com 16 triunfos – contou com o endurecimento de Adam Yates que deixou na frente um grupo de nove ciclistas a uma volta do final. Na última das cinco ascensões ao santuário de San Luca foi a vez de Pogacar atacar, mas sem soltar Richard Carapaz nem Roglic. Nos últimos 500m foi a história do costume: Roglic fez a aceleração que é marca da casa e rebentou com a concorrência. Pogacar foi 2º (já em 2022 tinha perdido para Enric Mas) e Simon Yates fez uma recuperação incrível para fechar em 3º. Não houve portugueses em prova ganha por Acácio da Silva em 1985 e onde João Almeida foi 2º em 2020 e em 2021. Com a terceira vitória no Giro dell'Emilia, Roglic iguala os italianos Fausto Coppi, Gianni Mota e Davide Cassani. Results powered by FirstCycling.com ### Gravel da Cabeça Gorda - Condições para ser a referência (com vídeo) O Topcycling deslocou-se a Cabeça Gorda, localidade no conselho e distrito de Beja onde se realiza a Ultra Maratona BTT juntamente com o evento de gravel no mesmo dia. A organização é do Clube Recreativo e Desportivo Cabeça Gorda, popularmente conhecido como Ferrobico, gente que recebe os participantes nestes eventos como poucos, nada falta desde o momento da inscrição até ao momento do "adeus e até para o ano", desde abastecimentos com quantidade e qualidade, ao apoio mecânico, percursos e simpatia. Juntando todos os factores, este evento tem tudo para crescer e se tornar numa referência de eventos de gravel no nosso país. No vídeo pode apreciar-se a região de Beja e Mértola no Pulo do Lobo, bem como a experiência do Luís Beltrão a participar nesta festa do ciclismo que esta organização coloca nas paisagens alentejanas pelo segundo ano consecutivo. Vídeo https://youtu.be/QCARYaM33xE?si=5RfwC8-6tEnDdpqL Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A nova Specialized Creo 2 A Specialized apresentou a nova Creo 2, a segunda geração da sua bicicleta de gravel elétrica chega logo após a apresentação da nova Roubaix SL8, o modelo de estrada, o que têm em comum? O conforto e o facto de permitirem ao ciclista chegar mais além. A Specialized Creo 2 tem mais potência, mais autonomia, é mais leve, mais espaçamento de pneus e o Future Shock 3.0, uma bicicleta mais capaz em todos os aspetos. A premissa partilhada pela marca é, não ter que escolher. Estrada ou gravel? 5 quilómetros ou 5 horas? Subir ou Descer? Acústica ou Elétrica? Sofrer ou Sorrir? Eletrólitos ou Cerveja? Sempre Expresso. Sozinho ou em Grupo? Ataque ou ir na roda? Mais potência ou menos peso? A Creo 2 não é sobre ter de escolher. É sobre ter tudo. Novo Motor Specialized SL 1.2 O SL 1.2 é o sistema de bicicleta elétrica que equipa as novas máquinas da Specialized, oferece uma sensação com 33% mais potência (320 Watts) do que o seu antecessor, enquanto 43% mais binário (50 Nm) torna o trabalho rápido nas subidas mais íngremes. Segundo a marca, o sistema SL 1.2 é também um sistema de bicicleta elétrica mais silencioso. Future Shock 3.0 A Creo 2 apresenta o Future Shock 3.0. com 20 mm de curso suave que reduz os impactos em mais de 53%. A Specialized afirma que o Future Shock ajuda a manter as mãos e o guiador firmes para uma condução mais suave, com mais controlo para manter a velocidade, segurança e, ao mesmo tempo, ajuda a reduzir a fadiga durante longos dias no selim. Construir um quadro que acomode um motor e uma bateria significa um quadro mais rígido e robusto. O Future Shock 3.0 – em combinação com pneus de alto volume – ajuda a Specialized Creo 2 a ser suave e compatível com a rigidez adicional do quadro. Pneus Grandes, sem prejuízo De acordo com a Specialized, quando a potência da Creo 2 se cruza com os pneus leves e ultra-eficientes para grandes volumes é uma condução suave e rápida em qualquer estrada. Seja com os Tracers 47c, ou até mesmo uns pneus de 2,2” para maior capacidade em gravilha, a Creo 2 consegue ter um desempenho extraordinário na estrada e ripar na terra. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, as cores, os preços e disponibilidade da nova Specialized Creo 2 no site da marca aqui: www.specialized.com/pt ### Almeida, Ayuso e Pogacar no Tour em 2024? UAE-Emirates não vence uma "grande" há dois anos. Apostará no tridente Almeida, Ayuso e Pogacar no Tour de 2024? A Jumbo-Visma demonstrou na Vuelta que o êxito não chega apenas dando aos pedais. A gestão dos recursos humanos – sobretudo quando são muitos e bons – é tão essencial como o rendimento desportivo. Na Vuelta transformaram um “problema” num êxito popular com a vitória de Sepp Kuss. A intervenção da direção desportiva após a “cimeira do Angliru” é a definição de uma gestão eficaz: Giro para Primoz Roglic, Tour para Jonas Vingegaard e Vuelta para Sepp Kuss; além de etapas para cada um. Todos (mais ou menos) contentes. Créditos: Rafa Gomez/Sprint Cycling Agency Na alta competição não há vitórias morais A UAE-Emirates tem pela frente um ano decisivo em termos de projeto. Há dois anos que não ganha o Tour, mas também não conseguiu compensar no Giro ou na Vuelta. João Almeida e Juan Ayuso subiram ao pódio, mas na alta competição não há vitórias morais. Quem investe exige retorno e nos Emirados Árabes Unidos retorno é igual a vitórias. Fechar 2023 como a melhor equipa do ranking UCI (cenário ao alcance da UAE) tem mérito, mas não tapa a realidade de que a Jumbo-Visma foi superior nos momentos-chave da época. Almeida e Ayuso eram jovens cujo potencial precisava ser confirmado. Entende-se terem montado a equipa em torno de Tadej Pogacar. Entretanto esse potencial foi confirmado. Chegou a hora de definir quem disputa a corrida A, B ou C e em que contexto, isto é, com um bloco mais ou menos vocacionado para a geral. Créditos: LaPresse João Almeida vai fazer o Tour em 2024 Após quatro Giros e de dobrar com a Vuelta nas duas últimas épocas, João Almeida vai fazer o Tour em 2024. Nem questiono o desgaste físico – evidente já que fez sempre melhor no Giro do que na Vuelta – mas a saturação mental de ter sempre o mesmo calendário e a ambição de disputar o Tour dão lógica à mudança. Aos 25 anos João Almeida é um caso raro: quase todos os voltista importantes desta geração já correram o Tour menos ele! Uma progressão paciente que contrasta com a adrenalina que gosta de sentir longe do ciclismo. Antes de subir ao pódio no Giro entrevistamos João Almeida. Estava confiante, maduro e decidido. Tem um plano e é um líder experiente num contexto de máxima pressão. "Não sou nenhum veterano, mas tenho bastante experiência e já fiz quatro [agora cinco] grandes Voltas. Todas correram bem à exceção do Covid. Sou um João Almeida com muito mais experiência, com as coisas muito mais planificadas, que sabe o que quer, que comunica o que quer, o que é necessário fazer. Aprendi com os erros e situações do passado. Também estou mais forte. João Almeida "O gregário da Jumbo ganhou a corrida" Na UAE estão todos tapados por Pogacar. É a realidade de ter como colega um fenómeno. Só que Ayuso também quer ter voz – compreensível porque só um craque faz 4º na Vuelta após sete meses parado por lesão. O valenciano disse ao portal Relevo que aspira a mais. "Tenho que falar com a equipa, mas em princípio sim que gostaria de estar lá [no Tour] no ano que vem”. Também descartou fazer duas “grandes” na mesma época por só ter 21 anos. Sobre qual o papel no Tour, Ayuso demonstrou andar atento. “Já vimos como correu ao [Adam] Yates, que supostamente foi como gregário, mas ganhou uma etapa, liderou e terminou no pódio em Paris. Realmente não teve que trabalhar para o Tadej, só com estar lá forçava o resto das equipas a fazerem coisas diferentes. Já vimos isso aqui na Vuelta, onde o gregário da Jumbo ganhou a corrida.” Juan Ayuso Ayuso coloca à UAE um (bom) desafio. Será a gestão dos egos e das ambições a ditar o sucesso da próxima campanha. A bola está do lado de Gianetti, Matxin... e Pogacar. Temos que aguardar para ver se irá ao Giro em 2024 – como há muito deseja – ou volta a privilegiar o Tour para tentar derrotar Vingegaard. ### Iuri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) triunfa na Volta à Croácia Iuri Leitão venceu hoje a segunda etapa da Volta à Croácia. O ciclista português da Caja Rural-Seguros RGA conseguiu bater ao sprint ciclistas como Elia Viviani (Ineos Grenadiers) e Alexander Kristoff (Uno-X). Iuri Leitão confirma assim o grande momento de forma que atravessa, selando mais um triunfo naquela que é a sua melhor temporada de sempre. Vídeo dos últimos metros https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1707055996361666986 O português já havia vencido este ano uma etapa, mais a classificação geral e a classificação dos pontos no International Tour of Hellas, na Grécia, assim como duas etapas no GP Beiras e Serra da Estrela. Também este ano, Iuri Leitão já fez história no ciclismo português de pista, ao sagrar-se campeão do mundo na disciplina olímpica de omnium. Com a vitória de hoje o português subiu ao segundo lugar da geral, estando agora a seis segundos de Viviani. ### A Shimano anuncia inspeção e substituição de pedaleiros de estrada HOLLOWTECH II A Shimano anunciou, a nível mundial, um programa voluntário de inspeção e substituição de certos pedaleiros de estrada HOLLOWTECH II de 11 velocidades. A marca informa que há mais de 100 anos que está empenhada em produzir componentes da mais alta qualidade, mais duradouros e fiáveis na indústria do ciclismo. Com esta dedicação à segurança e à qualidade em mente, a Shimano emitiu um Aviso de Inspeção eSubstituição Voluntária para pedaleiros de estrada HOLLOWTECH II de 11 velocidades, produzidos entre 1 de junho de 2012 e 30 de junho de 2019, inclusive, devido a um possível problema de separação da liga. Os modelos que podem estar afetados Isto diz respeito especificamente aos pedaleiros de estrada Shimano ULTEGRA FC-6800, DURA-ACE FC-9000, ULTEGRA FC-R8000, DURA-ACE FC-R9100 e FC-R9100-P 11-Speed Bonded HOLLOWTECH II na Europa. De forma a remediar a situação, a Shimano irá mandar inspecionar os pedaleiros aplicáveis, anteriores a julho de 2019, pelos retalhistas autorizados da Shimano, e irá substituir os pedaleiros que não passarem o processo de inspeção. Não haverá necessidade de substituição dos pedaleiros que passarem no processo de inspeção. É importante que o utilizador saiba que, ainda assim, nem todos os pedaleiros de estrada HOLLOWTECH II de 11 velocidades precisam de ser inspecionados, apenas os pedaleiros produzidos entre 01 de junho de 2012 e 30 de junho de 2019, inclusive. A Shimano espera que apenas uma percentagem muito pequena destes pedaleiros dê origem à substituição dos mesmos. Como saber identificar? Os consumidores devem seguir o processo de identificação e inspeção do seu pedaleiro como apresentado abaixo ou visitar bike.shimano.com para obter informações mais detalhadas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sofrer e acabar no Vamberg – o Europeu das portuguesas O TopCycling faz o balanço da participação de Portugal nas provas femininas do Europeu de estrada. Sub-23 Daniela Campos foi a mais regular. Balanço positivo para Portugal em Drenthe, no Campeonato da Europa realizado nesta província dos Países Baixos. De juniores a elites, as cinco atletas convocadas concluíram as respetivas provas. Para a mais experiente da convocatória, a ribatejana Maria Martins, a época foi longa. Em 2023 o foco foi colocado no apuramento olímpico na pista para Paris 2024 – com o Europeu em fevereiro e o Mundial em agosto – e na adaptação ao WorldTour com a Fenix-Deceuninck. Mentalmente a corredora chegou a Drenthe cansada e o percurso que incluiu seis subidas ao Vamberg não ajudou. Tata Martins é mulher de colocação e sprint, mas com menos dureza. Aguentou até à quarta passagem no Vamberg, mas não baixou os braços e acabou no 71º posto. “Sabia que tinha de sofrer muito numa subida como esta, mas entreguei tudo o que tinha. A primeira subida fez-se em ritmo forte, mas as duas seguintes foram mais moderadas. Na quarta passagem surgiram os ataques”. Maria Martins A prova de elites foi ganha pela neerlandesa Mischa Bredewold com um ataque na volta final que trocou os planos às favoritas. A colega Lorena Wiebes defendia o título, mas foi apenas 2ª batendo a campeã mundial Lotte Kopecky. Tata Martins foi 71ª em Drenthe. Em 2019, foi 4ª em sub-23 também nos Países Baixos, mas em Alkmaar (2019) num percurso menos duro. Daniela Campos foi a melhor em Drenthe Depois de três lesões sucessivas na clavícula Daniela Campos pode finalmente sorrir! A algarvia saiu do Campeonato da Europa com o 14º lugar na prova de fundo e o 16º no contrarrelógio. A atitude de Daniela Campos é o reflexo do espírito do bloco liderado pelo selecionador José Luis Algarra. “Estou bastante feliz com o resultado. Tendo em conta a época difícil que tive e os poucos dias de competição neste ano, acho que é muito bom. É um reflexo de todo o trabalho que tenho feito, apesar dos percalços, e mostra que tenho valor para estar no grupo da frente e, futuramente, discutir estas corridas.”  Daniela Campos Daniela Campos no final da prova com Delmino Pereira, presidente da FPC. O posicionamento foi a chave dos Europeus de Drenthe. Estradas estreitas, subidas técnicas e mudanças de ritmo que favoreceram umas e prejudicaram outras. Beatriz Pereira também alinhou na prova de sub-23 e chegou na 73ª posição. Depois de se estrear no Giro, a colega de Daniela Campos na Bizkaia-Durango cumpriu mais um passo no desenvolvimento como atleta. “A parte inicial da corrida foi uma loucura, só cheirava a borracha. Houve muitas quedas e eu não estava propriamente bem colocada, cheguei a ficar fechada em algumas. Fui sempre ligeiramente mal colocada, subida a subida fui pagando a fatura. Descolei na terceira volta e depois esforcei-me para terminar a corrida. O primeiro objetivo – acabar – foi alcançado, agora é pensar em melhorar para o futuro.” Beatriz Pereira A neerlandesa Ilse Pluimers sagrou-se campeã batendo ao sprint a britânica Anna Shackley, enquanto a suíça Linda Zanetti fechou o pódio. Marta Carvalho mostra caráter Em juniores Portugal fez-se representar por duas atletas na prova de fundo, Marta Carvalho e Raquel Dias. A corredora melhor posicionada foi Marta Carvalho (34ª), a melhor júnior da Volta a Portugal Feminina Cofidis. “As sensações não foram as melhores. As pernas estavam um bocado cansadas, mas consegui acompanhar sempre o grupo da frente e estou muito feliz com este resultado. A principal dificuldade era a subida, onde as adversárias impõem um ritmo bom, mas nas descidas elas sabem que também podem fazer diferença e também arriscavam tudo. Este desempenho é motivador e para o ano vamos continuar a trabalhar para evoluir e obter bons resultados.” Marta Carvalho As duas juniores convocadas representam a Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade. Raquel Dias só descolou à entrada para a volta final e acabou no 77º lugar. A belga Fleur Moors e a italiana Federica Venturelli destacaram-se e ficaram com ouro e prata; a francesa Léne Tabu levou o bronze. ### Terramoto no WorldTour – Jumbo pode absorver a Quick Step Jumbo-Visma de Richard Plugge pode absorver a Quick Step de Patrick Lefevere e criar uma super equipa de Países Baixos e Bélgica. O habitualmente bem informado portal neerlandês Wielerflits avança a notícia, deixando cair por terra o cenário projetado há meses de uma eventual fusão entre Ineos Grenadiers e Soudal Quick Step. No novo tabuleiro do WorldTour deixaria de existir a maior equipa da história das clássicas, mas passaríamos a ter um gigante do Benelux. O novo paradigma do ciclismo é a Jumbo-Visma, que este ano fez algo inédito vencendo Giro, Tour e Vuelta. Para rematar o ano ainda fizeram a tripla na prova de fundo do Europeu de Drenthe. Licença WorldTour à venda e atletas livres Quando duas equipas se juntam há sempre uma que sai por cima. A Jumbo-Visma marca os termos da operação já que Richard Plugge seria CEO e Merijn Zeeman coordenador da área desportiva. Aos 68 anos, Patrick Lefevere passaria à reforma com uma posição simbólica na estrutura. A Jumbo-Visma manteria a licença de WorldTeam e a Quick Step colocaria a sua à venda. Lefevere tem uma participação e o milionário Zdenek Bakala é o sócio maioritário. Num WorldTour hermético e onde até final de 2025 não há revisão de licenças, a da Quick Step vale alguns milhões de euros porque é uma via rápida para a máxima categoria. Licença WorldTour à venda e atletas livres. Neste momento a Jumbo-Visma tem 27 corredores com contrato para 2024 e a Quick Step tem 23. As regras da UCI preveem que a equipa que vende a licença WorldTour deixa de existir, logo, o atleta pode aceitar um novo contrato na nova estrutura ou passar a agente livre. Créditos: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Roglic e Evenepoel são os ativos mais cotados Ao nível dos patrocinadores reporta o Wielerflits que Soudal e Visma ficariam ligadas ao projeto. A Quick Step cessaria um patrocínio ativo há 25 anos e a Jumbo já se sabe que vai acabar com todos os apoios ligados ao desporto. Na ótica da configuração do plantel há um excesso de corredores e após a Vuelta nada será igual na Jumbo-Visma. Por exemplo, Primoz Roglic, que era o líder na Vuelta e acabou em 3º, já terá sido sondado por Bahrain Victorious, Jayco-AlUla, Lidl-Trek e Movistar. Remco Evenepoel é outro peixe graúdo. O pai Patrick Evenepoel disse desconhecer esta operação e ficou surpreendido pela notícia. Quem não gostaria de contar com o campeão mundial de contrarrelógio? Roglic e Evenepoel são os ativos mais cotados, mas há muitas consequências potencialmente negativas na operação. O que vai acontecer às equipas femininas da Jumbo-Visma e da AG Insurance-Soudal Quick-Step? Ambas fazem parte do WorldTour… Aguardemos pelos próximos capítulos. ### Franceses Koretzky e Lecomte dominam o evento de teste olímpico do XCO para París 2024 Loana Lecomte e Victor Koretzky foram os vencedores da prova de teste (no mesmo circuito) para os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Tratou-se de um evento de teste para que os ciclistas façam um reconhecimento do percurso e possam ajustar ao máximo o seu treino com vista ao objectivo de ser Campeão Olímpico da modalidade em 2024. Prova Feminina A vitória foi para Loana Lecomte, que conseguiu chegar isolada à linha de meta. A francesa voltou a provar que neste momento é a mais forte da atualidade. A suíça Alessandra Keller também mostrou o bom níveo apresentado nas Taças do Mundo, mas um furo acabaria por a afastar da discussão da corrida com Lecomte. Desta forma, depois de Lecomte, completaram o pódio Laura Stigger no segundo posto e Pauline Ferrand-Prevot no terceiro. TOP 10 Results powered by FirstCycling.com Prova Masculina A prova masculina foi bastante disputada e terminou com um grupo de 7 ciclistas a discutirem a corrida. Nino Schurter, Jordan Sarrou, Anton Cooper, Victor Koretzky, Adrien Boichis, Charlie Aldridge e Luca Braidot formaram o grupo que se destacou dos demais. Na última volta Boichis, Aldridge e Braidot mudaram o ritmo na frente da corrida e a vitória foi disputada ao sprint. Koretzky foi o mais rápido e cimentou mais uma importante vitória depois de vencer o XCC e o XCO de Les Gets, desta feita batendo o neozelandês Anton Cooper, que terminou segundo, e Nino Schurter que foi o terceiro. Em relação às super estrelas das várias vertentes do ciclismo, terminaram com um resultado modesto, Mathieu van der Poel foi 28.º e Tom Pidcock terminou no 36.º posto. TOP 10 Results powered by FirstCycling.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Christophe Laporte consegue primeiro título Europeu de fundo para a França Francês Christophe Laporte bateu o belga Wout van Aert, com o neerlandês Olav Kooij a terminar no terceiro posto, num dia em que a Jumbo Visma voltou a dominar, pois apesar de hoje correrem em equipas opostas (seleções), os três ciclistas pertencem à equipa neerlandesa. Na tirada de 199,8 quilómetros entre Assen e o col du Vam, o francês atacou a 12 quilómetros do final e conseguiu manter uma vantagem suficiente para entrar na subida final isolado, no entanto assistiu-se a um final empolgante e dramático, pois Laporte seria apanhado mesmo em cima da linha de meta, conseguindo ainda assim a vitória, com 4h. e 15m. de corrida. Vídeo da chegada https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1705958741013586277 Christophe Laporte junta assim o título europeu aos triunfos conseguidos esta temporada na Gent-Wevelgem - ‘oferecido’ precisamente por Wout Van Aert - e na Através da Flandres. Wout van Aert, por sua vez, voltou a não conseguir o título para a Bélgica, tal como tem acontecido nos anos anteriores na prova de fundo. Quanto aos portugueses, Nelson Oliveira acabou foi o melhor português, na 18.ª posição, a 48 segundos do vencedor, Ivo Oliveira, que furou, foi 34.º, André Carvalho terminou no 57.º posto e João Matias na 85.ª posição. Iúri Leitão não terminou a prova. TOP 10 final POSCICLISTA - EQUIPATEMPO01LAPORTE Christophe - França04:15:5002VAN AERT Wout - Bélgica+ 0003KOOIJ Olav - Países Baixos+ 0004DE LIE Arnaud  - Bélgica+ 0105TEUNISSEN Mike - Países Baixos+ 0906TILLER Rasmus - Noruega+ 0907PEDERSEN Mads - Dinamarca+ 1308DEGENKOLB John - Alemanha+ 1509KRON Andreas - Dinamarca+ 3910SÉNÉCHAL Florian - França+ 41 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Top 15 para António Morgado no Europeu Dinamarquês Henrik Pedersen venceu a prova de fundo do Europeu. Portugal meteu António Morgado no 14º posto. A prova de fundo dos sub-23 masculinos teve 136,5km e os primeiros 65km serviram para levar os corredores até ao circuito final. Aí deram cinco voltas (14,3km cada) com meta no Vamberg, colina com 1500m e 4,2% de média. Fabricado sobre um antigo aterro que se tornou subida de culto nos Países Baixos, o Vamberg é traiçoeiro por incluir uma curta descida e subsequente subida de 10% num setor de 400m de pavé.  O campeão e o vice-campeão saíram da fuga! Henrik Pedersen surpreendeu o espanhol Ivan Romeo na subida final e levou o título europeu, já na luta pelo bronze foi o francês Paul Magnier que prevaleceu. Triunfo do atleta da Coloquick – equipa que formou Jonas Vinvegaard – que não fez qualquer resultado relevante em provas internacionais na presente temporada. A Dinamarca não vencia desde que Casper Pedersen (vencedor da Figueira Champions Classic) em 2017. Nessa edição Casper Pedersen bateu Benoit Cosnefroy (campeão mundial nesse ano) e Marc Hirshi (campeão europeu e mundial sub-23 em 2018). https://twitter.com/UEC_cycling/status/1705184746748145841 Caótico Vamberg tirou Portugal das medalhas Desde que Carlos Salgueiro foi 9º no Europeu de Plouay, em 2019, que a seleção nacional tem estado ausente do top 10 na prova de fundo. António Morgado sabia que o percurso não o favorecia, mas que era mais duro do que o esperado, como contou o vice-campeão mundial sub-23 após o reconhecimento. Morgado e Gonçalo Tavares estiveram sempre no grupo principal, mas o caótico Vamberg tirou Portugal das medalhas. “Estava com pernas para ganhar uma medalha, vinha muito bem colocado, mas, a quatro quilómetros da meta, um corredor ucraniano caiu mesmo à minha frente. Desviei-me e, com essa manobra, perdi muitas posições e fiquei quase em último do pelotão.” António Morgado Diogo Narciso, João Martins, Gonçalo Tavares e António Morgado representaram Portugal em Drenthe. Portugal alinhou ainda com João Martins, que caiu no acesso ao circuito, mas concluiu a prova no 98º lugar. Diogo Narciso ficou “cortado” devido a uma queda no pelotão e fechou 94º. Na prova de fundo dos sub-23 Portugal mantém-se com duas medalhas: a prata de Nélson Oliveira em 2010 e o ouro de Cândido Barbosa em 1996. Results powered by FirstCycling.com ### Europeu – Tarling à Evenepoel é campeão aos 19 anos Europeu de ciclismo arrancou com o contrarrelógio. Nélson Oliveira foi o melhor português e Joshua Tarling fez história. Não é comum ver um atleta saltar de júnior a profissional, mas tem acontecido com maior frequência nos últimos anos. Joshua Tarling (Ineos) saltou o escalão de sub-23 e mostrou em Drenthe (Países Baixos) que é um sobredotado. O britânico tornou-se o mais jovem ciclista a vencer o título europeu de contrarrelógio em elites masculinos superando Remco Evenepoel em 2019. O belga nasceu em janeiro enquanto Tarling é de fevereiro, mas ambos saíram do Europeu com o ouro aos 19 anos. A prova dos elites masculinos (29,8km planos e marcados por vento contra e cruzado) viu o campeão em título Stefan Bisegger dar a prata à suíça e Wout Van Aert dar o bronze à Bélgica. Stefan Kung ia a caminho do 2º lugar quando caiu no final do percurso fraturando alguns dedos e ossos da cara. https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1704528251144568987 Missão cumprida de Nélson Oliveira Entre os portugueses destaque para mais uma missão cumprida de Nélson Oliveira. O corredor da Movistar foi 6º (como no Mundial) graças a uma prova onde fechou o top 10 no primeiro ponto de cronometragem, passou em 8º no segundo e concluiu a prova nos seis melhores. Ivo Oliveira, engripado, também alinhou no crono e fechou na 18ª posição. “Depois da Vuelta não sabia como as pernas iriam reagir. Felizmente, senti-me bem. O percurso totalmente plano favorecia os corredores com mais peso, mas acho que fiz um bom contrarrelógio." Nélson Oliveira Daniela Campos em ação no dia 1 do Europeu de Drenthe (Países Baixos). Reusser sorriu A Suíça manteve o domínio nas elites femininas com Marlen Reusser a sagrar-se tricampeã europeia (fica a um título da recordista Ellen van Dijck, ausente por baixa de maternidade). Reusser sorriu após terminar os Mundiais a chorar, esgotada mentalmente por uma excecional época na qual já soma oito triunfos. A suíça bateu Anna Henderson (Grã-Bretanha) e Christina Schweinberger (Áustria) que ficaram separadas por um segundo; no Mundial foi Schweinberger a tirar o bronze a Henderson por dois segundos! Não houve portuguesas no evento de elites, mas Daniela Campos correu com as sub-23 obtendo a 16ª posição a 24 segundos do top 10 e a menos de um minuto do pódio. A britânica Zoe Backstedt, campeã mundial júnior no ano passado, bateu a alemã Antonia Niedermaier, campeã mundial sub-23 na disciplina, por quase um minuto e a finlandesa Anniina Ahtosalo por mais de minuto e meio. “Tive as melhores sensações possíveis para um contrarrelógio, exercício que já não fazia há mais de um ano. Independentemente do resultado, o desempenho foi super. Só tenho de estar feliz com as minhas sensações, que são importantes para a prova de fundo.” Daniela Campos Top 20 de António Morgado Tal como as sub-23 femininas, o pelotão masculino também fez um contrarrelógio de 20,6km. O vice-campeão mundial Alec Segaert dominou para a Bélgica e bateu um duo dinamarquês composto pelo campeão nacional, Carl-Fredrik Bévort, e pelo campeão mundial júnior de 2021, Gustav Wang. . O top 20 de António Morgado foi a nota positiva num dia difícil para Gonçalo Tavares (29º) que teve parar duas vezes para vomitar. Portugal alinhou com dois sub-23 de primeiro ano, com o vice-campeão mundial de fundo a fechar 20º “Desenvolvi a potência que contava e sabia que a diferença para o primeiro deveria ser inferior a dois minutos, o que aconteceu”, explicou o corredor português. António Morgado As corridas de juniores coroaram dois dos melhores atletas da época. Nos rapazes foi Albert Withen Philipsen a ganhar para a Dinamarca, após já ter ganho o título mundial de fundo em Glasgow. Nas raparigas foi Federica Venturelli a dar o ouro à Itália. ### Está quase aí a Taça do Mundo de ciclocrosse! Taça do Mundo de Ciclocrosse arranca a 15 de outubro, em Waterloo. Troyes é novidade, Benidorm ajusta o percurso. O final da época de estrada e a aproximação do outono já nos fazem pensar na lama do ciclocrosse. A época acaba de arrancar um pouco por todo o mundo, mas como evento contínuo de referência a Taça do Mundo, que se inicia a 15 de outubro, merece a nossa atenção. Waterloo, nos Estados Unidos, marca a abertura da Taça do Mundo com um cross que se disputa no Wisconsin junto à sede da Trek. Este ano não há segunda prova estadunidense em Fayetteville, ao invés é a França que ganha peso com a entrada de Troyes. Cinco das 14 rondas pontuam para a Taça do Mundo de sub-23 masculinos e juniores (ambos os géneros): Troyes, Dublin, Namur, Antuérpia e Hoogerheide. https://www.youtube.com/watch?v=KTKQvvYsr2s&t=7s Em 2022 o TopCycling foi a Benidorm vibrar com o ciclocrosse! Benidorm ouviu o público e os atletas Pela segunda época consecutiva teremos cross em Benidorm. O organizador esgotou a lotação e acertou nos convites já que Mathieu van der Poel (elites), Fem van Empel (elites) e Thibau Nys (sub-23) venceram a prova espanhola e foram também campeões mundiais em Hoogerheide. Benidorm ouviu o público e os atletas e foram feitas alterações para 2024. A corda do circuito passa de 3,1km a 3km e aumenta a extensão da reta meta – talvez porque as corridas de elites foram decididas ao sprint. As fan zone passam de uma a três para evitar filas para os fãs e para seguir a prova haverá agora seis ecrãs gigantes. As distâncias no recinto foram encurtadas graças à instalação de pontes e atalhos para evitar longas deslocações. “Trabalhamos bastante tempo neste novo percurso. Para os ciclistas a principal alteração é que a reta da meta será um pouco mais extensa. Procurámos ouvir o público porque os aficionados são quem melhor sabe como deve ser a festa do ciclocrosse.” Pascual Momparler, organizador Créditos: BenidormCX / Álvaro García Herrero Créditos: BenidormCX / Álvaro García Herrero Mundiais são na República Checa Além da Taça do Mundo já estão agendados outros dois eventos importantes da temporada de inverno. O Campeonato da Europa visita a França entre 3-5 de novembro, em concreto a cidade de Pont-Château, cidade da região Oeste que desde 1978 organiza provas de ciclocrosse. Os Mundiais são na República Checa, na “meca” do ciclocrosse local, em Tabor. O arco-íris está em jogo entre 2-4 de fevereiro do próximo ano. Confere o calendário oficial das provas da Taça do Mundo. Domingo 15 outubro, Waterloo (EUA) Domingo 29 outubro, Maasmechelen (Bélgica) Domingo 12 novembro, Dendermonde (Bélgica) Domingo 19 novembro, Troyes (França) Domingo 26 novembro, Dublin (Irlanda) Domingo 3 dezembro, Flamanville (França) Domingo 10 dezembro, Val di Sole (Itália) Domingo 17 dezembro, Namur (Bélgica) Sábado 23 dezembro, Antuérpia (Bélgica) Terça-feira 26 dezembro, Gavere (Bélgica) Sábado 30 dezembro, Hulst (Países Baixos) Domingo 7 janeiro, Zonhoven (Bélgica) Domingo 21 janeiro, Benidorm (Espanha) Domingo 28 janeiro, Hoogerheide (Países Baixos) ### Specialized Tarmac SL8 | Teste TopCycling Inicio dizendo-vos que algumas das minhas crenças do passado (onde defendia que algumas premissas das marcas eram só marketing) caem por terra. A nova Specialized Tarmac SL8 é uma das culpadas. Geração após geração vamos assistindo ao discurso das marcas: " X % mais leve "; " X % mais rígida "; " X % mais aero ". Quem já está nisto das bicicletas há alguns anos, sinceramente, já não presta muita atenção a estas frases, mas talvez devesse. Vídeo do teste https://youtu.be/28SRwvMsNsg?si=Ld4T-9lFg-c-Xp1e É possível melhorar o que é bom? Sim! O facto é que a Specialized conseguiu tornar algo que já era muito bom - a Tarmac SL7 - em algo ainda melhor, a Tarmac SL8. Para isso utilizou o conhecimento adquirido durante décadas, na evolução da Tarmac e de outras das suas bicicletas de estrada. Era algo que eu próprio não acreditava, até experimentar. Quando vi as primeiras fotografias da bicicleta on-line pensei: OK é uma Tarmac mais magra, mais leve, mas na generalidade não mudará muito. Estava enganado. Décadas de desenvolvimento O discurso da marca é que esta bicicleta é metade Tarmac, metade Aethos, eu diria que isto é uma "Aethos Racing" porque a bicicleta tem mais da Aethos do que da Tarmac SL7, aliás de SL7 tem só a geometria (ângulos do quadro), porque a Specialized até foi "beber" uma parte da aerodinâmica ao seu modelo mais aerodinâmico, a Venge! (Bicicleta já não produzida atualmente). Reparem na semelhança da forqueta. O discurso da marca é que esta bicicleta é metade Tarmac, metade Aethos, eu diria que isto é uma "Aethos Racing" porque a bicicleta tem mais da Aethos do que da Tarmac SL7. S-Works Venge 2019 (Bicicleta já não produzida atualmente). S-Works Tarmac SL8 testada - Pormenor aerodinâmico da forqueta e testa do quadro. Com excepção da testa do quadro e forqueta, toda a bicicleta tem muito da Aethos, tubos minimalistas e redondos, as escoras surpreendentemente finas. Specialized Aethos - escoras extremamente finas, tubos redondos. S-Works Tarmac SL8 testada - Pormenor das escoras de tamanho reduzido. A Specialized utilizou o conhecimento adquirido durante anos no desenvolvimento dos modelos Tarmac, Venge e por ultimo do modelo Aethos. O resultado é uma bicicleta completamente nova, não só na construção mas também nas sensações que transmite quando se pedala nela. A Specialized Tarmac SL8 é mais suave na condução (muito parecida nesse aspecto com a Aethos), é mais ligeira e melhor escaladora do que a Tarmac SL7 (isso nota-se na estrada, não só nos textos de marketing), e o que mais me espantou (porque a SL7 já era muito boa neste aspecto) é que a Tarmac SL8 é ainda mais maneável e estável em descida do que a SL7. As sensações e comparações estão muito presentes em mim, porque a minha bicicleta atual é uma Tarmac SL7, estou habituado a ela, pelo que consigo ter bem presentes as sensações e as diferenças entre ambas. À medida que vamos fazendo quilómetros com a Tarmac SL8 há uma sensação "Mind Blowing", de espanto, porque estamos a pedalar e a pensar: como é possível terem conseguido melhorar? A evolução do mercado e da Tarmac O mercado das bicicletas em geral (não só falando da Specialized), evoluiu da seguinte forma nos últimos anos. Havia bicicletas de corrida escaladoras, geometria e peso para serem boas nas montanhas das grandes voltas, depois apareceu o conceito Aero, que trouxe bicicletas com tubos mais largos e mais aerodinâmicos, bicicletas muito vistosas do ponto de vista estético, no entanto as Aero sempre foram mais pesadas (mais carbono utilizado na construção do quadro, mais peso). S-Works tarmac SL6 Depois algumas marcas optaram por querer simplificar a coisa, ou seja, construir bicicletas que não fossem demasiado específicas e aerodinâmicas, nem completamente escaladoras, sem pormenores aerodinâmicos na sua construção. Surgiram então as "All-around", bicicletas que se posicionam entre as escaladoras puras e as aerodinâmicas, boas na montanha e boas no terreno plano. Pois bem, a Specialized Tarmac SL6 era uma escaladora e a Specialized Venge uma Aero, em 2020 a Specialized juntou o melhor destas duas bicicletas e nasceu a Specialized Tarmac SL7, uma All-around que fazia bem tudo, desde o sprint nos Campos Elísios à subida do Alpe d'Huez. S-Works tarmac SL7 - Testei em 2020. Regresso às origens Eu diria que a nova Specialized Tarmac SL8 voltou a ser uma bicicleta mais escaladora, mais virada para a montanha, sem deixar de ser boa no terreno plano, mas definitivamente mais escaladora, regressando assim (apesar da evolução) às origens do modelo Tarmac. S-Works Tarmac SL8 A testa “Speed Sniffer” e a "magresa" dos tubos redondos De física, de ciência e de engenharia eu não percebo nada, não sei se a forma como os engenheiros da marca construíram a testa do quadro (que apelidam de “Speed Sniffer”) e a forqueta fazem diferença no túnel de vento, mas sei que na estrada a Specialized Tarmac SL8 é uma bicicleta mais estável e maneável em descida (mesmo em dias de muito vento) e que continua a ser muito boa no terreno plano. Se isto se deve ao design da testa do quadro e forqueta? É provável que sim. Uma das coisas que vão notar quando virem uma Tarmac SL8 ao vivo, é que as escoras são incrivelmente finas (na linha das da Aethos), assim como o bloco pedaleiro (BB). O facto de irem buscar muito daquilo que tinham feito na Specialized Aethos, traduziu-se num quadro com menos 115 gramas de peso em relação à geração anterior Tarmac SL7. Menos 115 gramas de peso é muito peso poupado (no espaço de uma só geração), isso permite à Specialized ter um dos quadros mais leves do World Tour. O mais espantoso é que apesar do bloco pedaleiro (BB) ser incrivelmente minimalista, mantém a rigidez, não se nota torção quando colocamos carga. Lembrar que esta bicicleta tem que satisfazer as exigências dos World Tour. O novo cockpit Roval Rapide Este guiador foi lançado no mercado antes da própria Tarmac SL8 e é compatível com com outras bicicletas, como por exemplo e Specialized Aethos ou a Tarmac SL7. De acordo com a Specialized, após testes feitos em túnel de vento, este guiador é mais aerodinâmico e mais rápido que a combinação de duas peças do guiador Rapide e o avanço Tarmac SL7. Sinceramente, a mim parece-me muito mais bonito sem dúvida, se é mais rápido e mais aerodinâmico que a haste de guiador em conjunto com o avanço (duas peças) não sei. A Specialized também garante que é 50 gramas mais leve que o conjunto de duas peças, eu acredito que sim, mas não pesei. Ajuste A desvantagem dos cockpits de uma peça sempre foi o ajuste, de forma que a Specialized oferece 15 combinações diferentes de avanço e guiador, todos com -6 graus, para atender à posição ideal do utilizador. O raio do topo até aos drops foi esculpido para permitir espaço para os pulsos, seja durante um sprint final em pé ou em posição aerodinâmica. Confirmo que em nenhuma das posições adoptadas em cima da bicicleta os pulsos bateram na parte superior do guiador. Desenvolvida no World Tour Como se sabe a Specialized é patrocinadora de várias equipas do pelotão World Tour, algumas delas são envolvidas no desenvolvimento das bicicletas, como por exemplo a Soudal-Quick Step. Agora poderá fazer sentido o facto de termos visto Kasper Asgreen ter utilizado uma Specialized Aethos numa etapa do Tour de France em 2021, seria o início do desenvolvimento da nova SL8? A marca não confirma isso mas partilho esta curiosidade com vocês, lembrando que a geometria da Aethos é praticamente a mesma da Tarmac. Kasper Asgreen no Tour de France 2021 com a S-Works Aethos - Créditos: Getty Sport Tenha sido com a colaboração de Kasper Asgreen ou de outros profissionais do World Tour, há uma coisa que não entendo, como pode uma bicicleta com tubos redondos convencionais ser mais Aero que uma bicicleta com tubos mais espalmados (de formato aerofólio) como tinha a Venge? A afirmação é da própria Specialized, a marca garante que esta bicicleta é mais aerodinâmica que a antiga e descontinuada Venge (modelo focado na aerodinâmica). Não vale a pena tentar perceber, volto às sensações que tive a pedalar na SL8, é uma bicicleta com uma estabilidade, condução e maneabilidade superiores à SL7, pelo que sou obrigado a acreditar que sim. Geometria igual Comparando os números das tabelas de geometria de ambos os modelos (SL7 e SL8), verificamos que a geometria se manteve praticamente igual, com pequenas diferenças em alguns pontos, nomeadamente na testa do quadro e forqueta. Medidas em milímetros, de um quadro tamanho 56 em ambos os modelos. Transmissão e travões Cada vez são mais os utilizadores que têm contacto com as 12 velocidades, começa a não ser novidade, no entanto partilho algumas sensações para os que ainda não experimentaram. Tal como já tive oportunidade de escrever noutros testes de bicicletas, as 12 velocidades na estrada é algo bom de se ter, mas não é essencial. Permite ter opções mais alargadas de transmissão (existe mais um carreto), e permite andar no prato grande durante mais tempo, em 48-33 afrontam-se bastantes subidas sem ter que recorrer ao prato 35, e em 48-10 a bicicleta rola a velocidades iguais a um “tradicional” 52-11 (falando de grupos de 11 velocidades). Não é essencial porque na verdade o que sinto é que com um grupo de 11 velocidades simplesmente recorremos ao prato pequeno mais vezes, talvez pessoas com menos preparação física beneficiem do carreto de 33 dentes desta cassete. Em relação ao SRAM Red que equipa esta S-Works Tarmac SL8, nada a apontar, funciona bem, a bateria dura imenso e avisa através da luz no desviador quando está baixa. Talvez o funcionamento dos triggers tenha um toque ligeiramente mais esponjoso que o Shimano Di2 mas funcionam na perfeição. A maior diferença em relação ao modelo que vem equipado com Shimano Dura Ace é nos pousa mãos, aí sim, na minha opinião a Shimano é muito melhor. Os pousa mão da Shimano têm uma ergonomia muito melhor que estes Sram Red. Além de ser mais confortável para as mãos, a Shimano tem o extra dos botões no topo dos pousa mãos, que permitem aceder a funcionalidades no dispositivo de treino utilizado, algo que a Sram não tem, por enquanto. De realçar ainda que este modelo vem equipado com potenciómetro SRAM Quarq AXS de série, algo positivo porque recebemos a bicicleta, colocamos o dispositivo de treino e saímos para pedalar, pagamos mas temos uma bicicleta completa. Rodas Tanto as rodas como a transmissão e travões são as mesmas do anterior modelo SL7, pelo que já tive a oportunidade de vos escrever sobre isto no teste que fiz à Specialized Tarmac SL7, e não acrescento muito mais. As rodas Roval Rapide CLX são um dos pontos mais positivos desta bicicleta, têm de uma rigidez e suavidade fantásticas, e apesar de se notar uma ligeira instabilidade em dias de muito vento (menor do que com outras rodas que já experimentei), a verdade é que são bastante estáveis, tendo em conta que estamos a falar de uns aros com um perfil de 51mm (frente) e 60mm (atrás). Embora estejam a altura do conjunto, quem adquirir a bicicleta e gostar mais de escalar montanhas com ela, do que rolar em terreno plano/misto, é bom ponderar umas rodas de menor perfil. O veredicto final No que respeita ao desempenho, às sensações, à performance, esta bicicleta está mais evoluída do que a anterior Tarmac SL7, é mais leve, mais maneável, mais reactiva mas ao mesmo tempo com uma condução mais natural e fácil. Não deixando a anterior geração obsoleta, esta bicicleta está melhor que a anterior nestes aspectos. Não obstante o óptimo desempenho, e a personalidade que lhe confere a testa do quadro, esta é uma bicicleta que na minha opinião não é tão apelativa esteticamente como a Tarmac SL7, como sabemos a estética não é tudo mas sabe bem quando estamos a beber café e a admirar a nossa bicicleta numa esplanada, ou quando queremos fazer aquela fotografia na volta do fim-de-semana. Disponibilidade e preços Podes ver a bicicleta testada, as características técnicas completas, gama, cores e disponibilidade no site da Specialized aqui: www.specialized.com/pt O teste que fiz à Tarmac SL7 AQUI. O teste que fiz à Specialized Aethos AQUI. Texto: Luís Beltrão Fotografia: José carmo Edição fotografia: Jorge Branco Vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A mulher no ciclismo – e se tivéssemos uma prova 100 por cento feminina? Isabel Fernandes, comentadora Eurosport e ex-comissária da UCI, reflete acerca do papel da mulher no ciclismo após a conclusão da 3ª Volta a Portugal Feminina Cofidis. A resposta à pergunta colocada no título é afirmativa. Faço esta afirmação com base na experiência vivida durante a 3ª edição da Volta a Portugal Feminina, onde estive no apoio às equipas, coordenação dos hotéis e apaga fogos em geral. Em 1987, quando exerci a primeira função no ciclismo (tradutora de equipas estrangeiras) não existiam mulheres na caravana. Mais grave ainda: o regulamento previa que as mulheres não podiam circular na caravana da prova. Muita coisa mudou no ciclismo desde então e hoje já vemos mulheres a exercerem quase todas as funções dentro de uma prova de ciclismo. A 3ª Volta a Portugal Feminina foi a prova disso. Temos mulheres formadas para ocupar todas as funções? Imaginemos uma prova em que todos os elementos fossem mulheres… seria possível em Portugal? Temos mulheres formadas para ocupar todas as funções? Cristina Azevedo é a Diretora do Ciclismo Feminino da Federação Portuguesa de Ciclismo e a única mulher que faz parte da Direção. Ana Rita Vigário é diretora da organização das provas da empresa JN, situação rara de acontecer. O Colégio de Comissários da Volta a Portugal Feminina foi composto apenas por mulheres no que diz respeito às funções de direção desportiva da prova: Rita Teixeira foi a presidente, Mafalda Romão e Joana Ferreira foram as comissárias 2 e 3 e Sofia Bartolomeu e Mariana Campos foram as comissárias moto. Foi a primeira vez que algo semelhante aconteceu em provas nacionais. Cristina Azevedo (Diretora do Ciclismo Feminino da FPC) Joana Ferreira (comissária 3) Isabel Fernandes em ação Colégio de Comissários Ainda estamos longe da realidade internacional A nível de serviços médicos já começa a ser muito frequente termos mulheres a desempenhar qualquer uma das funções, seja médica, enfermeira ou bombeira. O destacamento eventual da GNR também se fez representar por duas mulheres, a Capitã Fernandes e a batedora Loureiro, não me recordo de ter visto mulheres anteriormente nas provas portuguesas em moto. Talvez tenha sido uma estreia também. Quanto ao staff das equipas também começamos a ver algumas mulheres nas funções de diretora desportiva e massagista, mas o número ainda é muito reduzido. Ainda estamos longe da realidade internacional. A campeã Valeria Valgonen com Ana Cunha (inspetora antidopagem).Créditos: João Fonseca e UVP-FPC Nunca tinha estado numa corrida com tantas mulheres Secretariado, apoio às equipas e moto ardósia são algumas funções onde vamos vendo de forma frequente a presença de mulheres. Termino com a curiosidade de o núcleo desta organização ser constituído por três mulheres e três homens. Em Portugal, nunca tinha estado numa corrida com tantas mulheres a desempenharem as várias funções numa prova de ciclismo. Este é um caso único na nossa realidade, mas que demonstra que é possível termos mulheres em todas as funções do ciclismo desde que tenham a competência necessária para exercer essas funções. Estamos longe de repetir este cenário na maioria das provas, mas fica o exemplo de que não se trata de ficção e uma esperança para quem tem esse sonho. O caminho faz-se caminhando… Por: Isabel Fernandes Andreia Alves (moto ardósia). Luisa Sampaio (PGM). Maria Silva, Ana Paula Almeida e Diana Serôdio (secretariado). Dra. Joana Ramalho O TopCycling agradece à Isabel Fernandes pelo testemunho e ao João Fonseca à UVP-FPC pela cedência das fotografias. ### Volta a Espanha - Dia de consagração para Kuss Hoje foi de consagração para Sepp Kuss (Jumbo-Visma) na 21.ª e última etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha. Sepp Kuss e a Jumbo-Visma fizeram história no ciclismo, ao vencerem as três grandes Voltas do calendário internacional na mesma temporada. Um registo digno de destaque e sabe-se lá quando é que tal feito será igualado. O ano 2023 ficará certamente na história não só da ‘poderosa’ Jumbo-Visma, como na história do ciclismo. Além do triplete nas grandes Voltas, a Jumbo-Visma ocupou a totalidade do pódio final da Vuelta, onde além do vencedor Kuss, ficaram Jonas Vingegaard e Primoz Roglic, nos respetivos segundo e terceiro lugares e respetivos vencedores do Tour e Giro 2023. Kaden Groves venceu a última etapa Quanto às contas do dia, Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), foi o vencedor da derradeira etapa da prova, sendo o mais rápido a completar os 101,5 quilómetros entre o Hipódromo da Zarzuela e Madrid, com o registo de 02:24:13 horas. O ciclista australiano de 24 anos integrou a bem-sucedida fuga do dia, superiorizando-se no sprint final a Filippo Ganna (INEOS) e a Nico Denz (BORA-hansgrohe), respetivos segundo e terceiro classificados. Com esta vitória Groves somou assim o terceiro triunfo em etapas, o que se traduz num balanco muito positivo para o ciclista e respetiva equipa. Rui Costa em destaque na fuga do dia Créditos: Sprint Cycling Agency O ciclista português Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), também esteve presente na fuga, terminando a etapa na 6.ª posição, concluindo a prova num bom momento de forma, demonstrado, uma vez mais, aos 36 anos, toda a qualidade que tem, numa participação marcada pela conquista da 15.ª etapa. João Almeida garante mais um top 10 Terminada a prova, João Almeida (UAE Emirates) acumula mais um top 10 numa grande Volta, depois de concluir a participação no 9.º posto da geral. Aos 25 anos João Almeida confirmou o porquê de ser um dos nomes de destaque dentro do pelotão internacional, registando excelentes prestações ao longo das três semanas de prova, num percurso marcado pelo síndrome gripal que o afetou na véspera da subida ao Tourmalet, e o ‘obrigou’ a perder tempo para o líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=3QtyYy8Gx6s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO1GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck02:24:132GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 003DENZ Nico BORA-hansgrohe+ 004PAGE Hugo Intermarché-Circus-Wanty+ 005GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 006COSTA Rui Intermarché-Circus-Wanty+ 007VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 008EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 009VAN GESTEL Dries TotalEnergies+ 0010KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 00 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma76:48:2102VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1703ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0804AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 03:1805LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 03:3706MAS Enric Movistar Team+ 04:1407VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 07:5308UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 08:0009ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 10:0810BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 11:38 Até para o ano Vuelta! Cai assim o pano sobre a Vuelta 2023. Na memória ficam 21 dias de grandes momentos de ciclismo, numa edição inevitavelmente marcada pelo domínio da Jumbo-Visma e pelo culminar do conto de fadas de Sepp Kuss. A vitória de Kuss confirma que vale a pena sonhar, num episódio que perdurará para sempre na história da Vuelta e do ciclismo mundial. Para finalizar, importar ressalvar a grande notícia do dia, com a confirmação oficial de que a próxima edição da Vuelta terá início em Portugal, mais concretamente, com saída de Lisboa, em três etapas divididas entre Lisboa e Castelo Branco. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Valeria Valgonen campeã da Volta a Portugal Feminina Cofidis. Valeria Valgonen junta etapa e classificação geral da Volta a Portugal Feminina Cofidis. Russa venceu em Gondomar. Vejam o vídeo. O último dia de prova teve 84,4km e três prémios de montanha na ligação entre Murtosa e Gondomar. A juntar ao difícil terreno apareceu a chuva inclemente durante toda a jornada. Ao km 38,9 no prémio de montanha de São João de Ver só 30 corredoras ficaram na frente. A campeã nacional Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro), 5ª na geral, caiu e foi forçada a abandonar. A 13,8 km da meta, na penúltima montanha, destacou-se um trio liderado pela 2ª classificada, Miryam Nuñez (melhor trepadora da competição). Mesmo com a equatoriana na frente, a Massi Tactic fez a perseguição para defender a amarela de Valeria Valgonen. Já em Gondomar a russa fez a ponte para a frente com mais duas atletas e venceu o sprint na empinada Avenida Multiusos selando o triunfo na Volta a Portugal Feminina Cofidis. “Estou muito feliz, mas sinto-me morta. Tinha muito más sensações antes da etapa, mas as minhas colegas trabalharam tanto para mim durante a corrida que queria dar-lhes esta vitória. Estou muito feliz por tê-lo conseguido e espero que este triunfo seja importante para a minha carreira.” Valeria Valgonen Créditos: João Fonseca Ana Caramelo foi a melhor portuguesa Após o abandono de Cristiana Valente abriu-se a batalha entre as corredoras nacionais para ver quem terminava mais acima na geral. Ana Caramelo foi a melhor portuguesa fechando a Volta a Portugal Feminina Cofidis na 6ª posição (a 1:12 de Valgonen) numa boa semana da Matos Mobility/Optiria que ainda venceu duas etapas. Nota ainda para duas jovens com futuro risonho pela frente: Beatriz Roxo foi 10ª ao serviço da Cantábria Deporte-Rio Miera) a 1:28 da campeã, enquanto a júnior Marta Carvalho (Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade) terminou 14ª da geral ganhou a classificação da juventude. “Esta camisola é muito, muito importante para mim, porque mostra que estou no bom caminho e o trabalho está a dar resultados. Senti-me bem ao longo destes dias, melhor até do que estava à espera antes da Volta”. Marta Carvalho https://www.youtube.com/watch?v=k9irF642O7M Valgonen entra no radar de talentos a seguir A 3ª edição a Volta a Portugal Feminina Cofidis viaja para a Rússia por Valeria Valgonen, talento de 20 anos que em juniores chegou a fazer parte do top 15 mundial. Há dois anos foi 11ª no Mundial de Leuven e é da mesma geração do que Zoe Backstedt, Eglantine Rayer ou Alena Ivanchenko, atletas já integradas em estruturas do WorldTour. A atleta da Massi Tactic sucede à sueca Nathalie Eklund, que logo após triunfar em Portugal saltou para o máximo escalão com a Israel Premier Tech). Em 2021 a vitória foi de Raquel Queirós, ciclista olímpica em Tóquio 2020 no mountain bike, disciplina à qual se tem dedicado a fundo nos últimos anos. Três campeãs e três atletas com potencial, Valgonen entra no radar de talentos a seguir. ### Vuelta liga Lisboa a Madrid em 2024 Anúncio foi feito antes da etapa final da Vuelta a Espanha, em Madrid. Edição 79 terá três etapas em Portugal, de Lisboa a Castelo Branco. A primeira etapa terá partida em Lisboa e chegada a Oeiras, a 17 de agosto, com muito possivelmente um contrarrelógio individual. No segundo dia o pelotão começa em Cascais e a meta estará colocada em Ourém. Já o último dia em solo português parte da Lousã e finalizará em Castelo Branco. Prova organizada pela Unipublic regressa à capital portuguesa depois de em 1997 Lisboa ter acolhido a grande partida da Vuelta. Nesse ano a corrida ligou as duas capitais da Península Ibérica e Alex Zulle foi coroado campeão em Madrid. Créditos: Cxcling O cenário repete-se em 2024 já que a partida de Lisboa é a 17 de agosto e a chegada a Madrid a 8 de setembro. Resta saber quem levará a camisola vermelha. Em 2024 teremos a quinta partida da Vuelta do estrangeiro após Utrecht em 2022, Nimes em 2017, Assen em 2009 e a já mencionada grande partida de Lisboa em 1997 em clima pré-Expo 1998. ### Volta a Espanha - Uma clássica com mais de 4000m de acumulado na etapa 20 Apesar de não ser uma etapa de alta montanha, o pelotão da Volta a Espanha 2023 tinha no menu de hoje mais de 4000m de desnível acumulado na Serra de Guadarrama, com 10 subidas categorizadas, numa tirada de 207,8km. Após tentar na etapa com final no Angliru, parece que Wout Poels (Bahrain Victorious) voltou a marcar uma etapa para tentar a vitória, a etapa 20. O neerlandês fez tudo com "régua e esquadro": entrou na fuga, atacou na última dificuldade do dia, foi o que mais trabalhou para descartar Remco Evenepoel (favorito à vitória na etapa) e soube como batê-lo nos últimos metros. Créditos: Sprint Cycling Agency Já vencedor no Angliru (em 2011, após desqualificação de Juan José Cobo), Poels conquista a segunda vitória de etapa na Volta a Espanha, dois meses depois de ter levantado os braços também no Tour de France, conseguindo assim rematar uma excelente temporada. Os candidatos ao TOP 10 tentaram mexer na corrida na última subida da Volta a Espanha 2023, o Alto de San Lorenzo de El Escorial, mas Sep Kuss, Primoz Roglic e Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) controlaram os seus rivais para praticamente selar a vitória de Kuss na véspera da etapa final em Madrid.  Créditos: Sprint Cycling Agency Sepp Kuss será o primeiro vencedor dos EUA numa grande Volta desde que Chris Horner conquistou a Vuelta em 2013, também com surpresa de muitos nesse ano. Créditos: Sprint Cycling Agency A Jumbo-Visma faz algo inédito na história e consegue vencer as três grandes voltas da temporada, Giro de Itália, Tour de France e Vuelta a Espanha, com um pódio completo por ciclistas da mesma equipa. Rui Costa voltou a tentar Rui Costa voltou a tentar e esteve na fuga da qual sairia o vencedor da etapa. O português manteve a ambição de conseguir nova vitória de etapa, mas não resistiu às mudanças de ritmo de Wout Poels e de Remco Evenepoel na última e mais íngreme subida do dia, o Alto de San Lorenzo de El Escorial (4,6km a 6,6%). Créditos: Cycling media agency Ainda assim conseguiu terminar no sexto posto da etapa e termina uma Volta a Espanha muito positiva, que trouxe de volta "O Killer Rui Costa", após vencer a etapa 15. Vídeo resumo https://youtu.be/S8n3yRpNVq0?si=D0HyjS0LPsmeuWkl TOP 10 etapa POSCORREDOREQUIPATEMPO1POELS WoutBahrain Victorious04:59:292EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 003SANCHEZ MAYO PelayoBurgos-BH+ 004VAN EETVELT LennertLotto Dstny+ 005SOLER MarcUAE Team Emirates+ 046COSTA RuiIntermarché-Circus-Wanty+ 267TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 268KÄMNA LennardBORA-hansgrohe+ 269BARDET RomainTeam dsm-firmenich+ 2610RUBIO EinerMovistar Team+ 26 TOP 10 classificação geral POSCORREDOREQUIPATEMPO1KUSS SeppJumbo-Visma74:23:422VINGEGAARD JonasJumbo-Visma+ 173ROGLIC PrimozJumbo-Visma+ 01:084AYUSO JuanUAE Team Emirates+ 03:445LANDA MikelBahrain Victorious+ 04:036MAS EnricMovistar Team+ 04:147VLASOV AleksandrBORA-hansgrohe+ 08:198UIJTDEBROEKS CianBORA-hansgrohe+ 08:269ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 10:0810BUITRAGO SantiagoBahrain Victorious+ 12:04 ### Dobradinha da Massi Tactic na Volta a Portugal Feminina Miryam Nuñez domina etapa e Valeria Valgonen mantém a camisola amarela da Volta a Portugal Feminina Cofidis. O quarto dia da Volta a Portugal Feminina Cofidis finalizou com 1000 metros em subida na cidade de Águeda onde Miryam Nuñez (Massi Tactic) ganhou um sprint a contra a colega Valeria Valgonen, Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro) e Natalia Vásquez (Matos Mobility/Optiria). Fortes aguaceiros e a etapa mais longa da corrida (111,3 km) viram uma vintena de corredores chegar juntas até que as quatro primeiras se destacaram na aproximação à meta. Miryam Nuñez juntou a 4ª etapa ao prólogo que já tinha ganho em Monsanto e a Massi Tactic reforça o comando da geral pela russa Valeria Valgonen que tem oito segundos sobre a colega equatoriana. A 34 segundos está o duo da Cantábria Deporte-Rio Miera, Marina Garau e Susana Pérez. “Foi uma etapa bastante complexa, devido à chuva. A aproximação à meta foi o quilómetro mais longo da minha vida, parecia que ia terminar, mas continuava a subir. A ideia é que a camisola amarela fique na equipa e vamos trabalhar para levar a vitória, agora que estamos as duas bem colocadas na geral.” Miryam Nuñez Créditos: João Fonseca Melhor portuguesa é a campeã nacional Cristiana Valente Por agora as várias classificações estão quase todas na posse da Massi Tactic: Valeria Valgonen tem a camisola amarela da geral individual e a vermelha dos pontos, Miryam Nuñez é a dona da azul da montanha. A júnior ribatejana Marta Carvalho tem a camisola branca da juventude. A atleta da Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade comanda a classificação desde o prólogo. A melhor portuguesa é a campeã nacional Cristiana Valente. A atleta de 38 anos subiu ao pódio da etapa em Águeda e na geral é 5ª classificada. “Esta Volta a Portugal não tem o percurso que me é mais favorável, mas sou muito competitiva e dou sempre o melhor. Confesso que me vi a ganhar a etapa quando estava naquele grupo, mas não foi possível. Falta uma etapa e vou lutar para melhorar a minha classificação.” Cristiana Valente Domingo a 3ª Volta a Portugal Feminina Cofidis termina em Gondomar. A etapa tem 84,4 km e a subida de Gens, coroada a 13,8 km da meta, promete ser o aperitivo antes da tradicional chegada dura à Avenida Multiusos. ### Kuss o tipo “cool” que ganhou a Vuelta Histórica Jumbo-Visma ganha Giro, Tour e Vuelta no mesmo ano. Cimeira no Angliru uniu Roglic e Vingegaard no apoio ao improvável campeão Kuss. A Vuelta a Espanha termina este domingo em Madrid, cidade de belas esplanadas e frescas cañas. Imaginem Kuss, Roglic e Vingegaard na Plaza Mayor, cañita na mão, a fazer o rescaldo de três semanas de loucos em que a Jumbo-Visma foi virada do avesso. Numa fuga até ao Observatório de Javalambre um gregário passou a líder e deixou os campeões em segundo plano. Quem acreditou ao sexto dia de prova que Kuss podia ganhar? Eu não. A história mostra-nos que só há um precedente: Em 1957 Gastone Nencini foi 9º na Vuelta, 1º no Giro e 6º no Tour Em 2023 Sepp Kuss foi 14º no Giro, 12º no Tour e 1º na Vuelta A diferença entre Kuss e Nencini? O italiano coincidiu com o fim da era Coppi e correu com Magni, Gaul, Anquetil e Bobet. Corria de peito aberto e era tão elegante a descer que Ernesto Colnago desenhou um quadro customizado com geometria especial para oferecer estabilidade nas descidas e maior rigidez na pedalada. Estrela é estrela e Nencini teve esse estatuto nas décadas de 50 e 60. Créditos: Sprint Cycling Agency Direção da Jumbo-Visma puxou dos galões Há vários estilos de gestão que levam ao êxito. No caso da Jumbo-Visma a palavra de ordem foi liberdade: cada um fez a sua corrida. A não intervenção dos diretores permitiu a Vingegaard dominar no Tourmalet e a Roglic ganhar no Anglirú. A estratégia de ciclismo total fugiu ao controlo da equipa quando Kuss foi atacado pelos colegas no Angliru. O fiel gregário – esteve em 31 das 73 vitórias de Roglic e foi o MVP no triunfo de Vingegaard no Tour – foi atacado pelos líderes. Não foi bonito. A Jumbo perdeu a Capuchinho Vermelho da Vuelta, passou a ter dois lobos maus e essa imagem é prejudicial para o negócio! Créditos: Sprint Cycling Agency “Kuss, Kuss, Kuss” Roglic e Vingegaard mostraram o lado ultracompetitivo dos campeões e recordaram que mesmo sendo um desporto de equipa o ciclismo tem uma componente individual. Kuss nunca foi o número um, Roglic é o novo caníbal e Vingegaard é letal (que o diga Pogacar). Como resolver o problema? A direção da Jumbo-Visma puxou dos galões e transformou uma rotura na harmonia do grupo num triunfo épico de um Kuss que foi "adotado" pelos espanhóis. “Kuss, Kuss, Kuss” – os aficionados rendidos ao Durango Kid, o esquiador de fundo do Colorado convertido em ciclista de culto na Vuelta. Um atleta que desafiou a lógica da fisiologia do ciclista de elite e levará os gurus do treino a repensar o planeamento das épocas daqui em diante. A Jumbo-Visma reescreve a história do ciclismo: É a primeira equipa a ganhar Giro, Tour e Vuelta na mesma época Desde a Kas na Vuelta de 1966 que a mesma equipa não dominava o pódio numa grande Volta 1º, 2º e 3º no Tourmalet é inédito A última tripla da mesma equipa num dia de alta montanha em grandes Voltas datava de 1980 quando a Miko-Mercier venceu em Bagnères-de-Luchon a 13ª etapa Vai demorar algum tempo para assimilar tanta estatística. ### Volta a Espanha - Dainese vence 19.ª etapa e Kuss está perto do sonho Alberto Dainese (DSM-firmenich) foi o destaque do dia ao vencer a 19.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha. O ciclista italiano de 25 anos foi o mais rápido a completar os 177,5 quilómetros da ligação entre La Bañeza e Íscar, com a marca de 03:42.09 horas, superiorizando-se no sprint final a Filippo Ganna (INEOS), e a Marijn van den Berg (EF Education-EasyPost), respetivos segundo e terceiro classificados. Importa mencionar a queda em que Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) se viu envolvido momentos antes do sprint pela vitória na etapa, situação que o impediu de lutar por mais um triunfo na corrente edição da prova. A queda abrangeu ainda Max Poole e Tobias Bayer, homens da DSM-Firmenich, que apesar do infortúnio, no final festejaram efusivamente a vitória do seu colega de equipa Alberto Dainese. André Carvalho e Rui Oliveira chegaram no grupo da frente Nota ainda para os bons resultados obtidos por Rui Oliveira (UAE Emirates) e André Carvalho (Cofidis) na etapa de hoje. Rui Oliveira cruzou a linha da meta na 11.ª posição, e André Carvalho surge logo a seguir, no 12.º posto, ambos com o mesmo tempo de Alberto Dainese, depois de desempenharem com distinção o seu papel dentro das respetivas equipas. Amanhã é dia do derradeiro teste para Kuss A etapa de hoje não trouxe alterações ao topo da geral, com o dia de amanhã a impor o derradeiro teste à liderança de Sepp Kuss (Jumbo-Visma). A vitória da Jumbo-Visma na prova é praticamente certa, e após a etapa de ontem também parece que a mesma está reservada para Sepp Kuss, que tem como adversários diretos, os companheiros de equipa Jonas Vingegaard e Primoz Roglic, que prometem amanhã trabalhar em consonância de forma a atingir grande objetivo final. Sepp Kuss já está com a mão na taça, mas para isso, terá que se apresentar bem na longa e difícil 20.ª e penúltima etapa da Vuelta, que contempla um total de 207,8 quilómetros na ligação entre Manzanares El Real e Guadarrama, num traçado que engloba várias contagens de montanha. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Lui_6BB2LJk Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01DAINESE Alberto Team dsm-firmenich03:42:0902GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 0003VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0004CIMOLAI Davide Cofidis+ 0005GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 0006BALLERSTEDT Maurice Alpecin-Deceuninck+ 0007ASKEY Lewis Groupama-FDJ+ 0008HOFSTETTER Hugo Team Arkéa-Samsic+ 0009BARCELÓ Fernando Caja Rural-Seguros RGA+ 0010KOCH Jonas BORA-hansgrohe+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma69:13:3602VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1703ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0804AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 04:0005LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1906MAS Enric Movistar Team+ 04:3007UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 07:3708VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 08:3509ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 10:2010BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 12:20 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal Feminina Cofidis fala espanhol Uruguaia Agustina Reyes ganha ao sprint nas Caldas da Rainha na Volta a Portugal Feminina Cofidis. Após um triunfo equatoriano e outro espanhol, ao terceiro dia da Volta a Portugal Feminina Cofidis foi a vez do Uruguai dizer presente por Agustina Reyes. A conterrânea de Mauricio Moreira, vencedor da Volta a Portugal de 2022, deu o segundo triunfo à Matos Mobility/Optiria com um sprint poderoso nas Caldas da Rainha. As chegadas rápidas têm sido rentabilizadas ao máximo pelo projeto sediado em Albergaria a Velha que já tinha ganho com Eva Anguela em Vila Franca de Xira. Desta vez foi Agustina Reyes a bater a camisola amarela Valeria Valgonen (Massi Tactic) e a polaca Alicja Ulatowska (Soltec Costa Cálida). “Foi um sprint muito duro. Sabia que devia entrar na reta da meta na frente porque os paralelos são complicados. Uma colega de equipa colocou-me bem e pude entrar nas primeiras posições para disputar a vitória, numa etapa muito dura, porque se acelerou muito na subida. Felizmente estive à altura." Agustina Reyes Agustina Reyes tem 24 anos e retomou o ciclismo em final de 2021 após paragem prolongada. Começou a época na Sopela, equipa basca que acolheu Maria Martins no início da carreira, e veio à Volta ganhar pela Matos Mobility/Optiria. Créditos: João Fonseca Líder Valgonen reforçou a amarela Na batalha pela geral a líder posicionou-se bem e teve forças para sprintar junto ao Museu do Ciclismo. Valgonen reforçou a amarela graças à conquista de mais seis segundos de bonificação por ter sido 2ª na etapa. O desfecho podia ter sido outro já que a russa caiu. Houve ataques no segundo prémio de montanha, no Casal da Marinha, a 29,1 km da meta, onde um grupo de 12 ganhou 40 segundos ao pelotão até ser neutralizado pelas equipas das sprinters. A melhor portuguesa ficou a centímetros do pódio. Ana Caramelo, campeã nacional de contrarrelógio e colega de equipa da vencedora, entrou na 4ª posição. Beatriz Roxo (Cantábria Deporte-Rio Miera) continua a ser a melhor atleta nacional na geral. A atleta de Vila Nova de Gaia é 4ª a 20 segundos de Valgonen. A Volta a Portugal Feminina Cofidis mantém-se na zona centro com no sábado visitando a região da Europa que mais bicicletas produz. A etapa mais longa do evento tem 111,3 km e liga Aveiro a Águeda num terreno que promete movimentações: o prémio de montanha em Vale de Avim, a cerca de 40 km da meta, pode provocar cortes no pelotão. ### Primeiro sprint para Eva Anguela na Volta a Portugal Feminina Cofidis Atleta da Matos Mobility/Optiria foi a mais rápida em Vila Franca de Xira. Valeria Valgonen nova líder da Volta a Portugal Feminina. Mais um dia de muito calor na primeira jornada em linha da Volta a Portugal Feminina Cofidis, que ligou a Portela, no concelho de Loures, a Vila Franca de Xira. Decisão ao sprint favorável a Eva Anguela (Matos Mobility/Optiria), equipa de Albergaria a Velha. Foi um duelo entre espanholas com Susana Pérez (Cantábria Deporte-Rio Miera) batida sobre a meta. Eva Anguela foi campeã espanhola júnior em 2020, mas tem tido um ano difícil. Iniciou a época na Zaaf, estrutura que abriu 2023 em grande graças a atletas de nível WorldTour, como a francesa Cordon Ragot, mas que não pagou salários nem cumpriu as expetativas criadas perdendo a licença UCI Continental em abril. “Estou muito feliz. Sabia que era uma etapa em que, se sofresse, poderia passar bem os topos e chegar com força para discutir a etapa. Foi possível, graças à equipa, que me ajudou para poder estar bem colocada. O meu objetivo será tentar ganhar todas as etapas que terminem ao sprint.” Eva Anguela Massi Tactic de Vera Vilaça domina a geral O pódio da etapa foi fechado pela russa Valeria Valgonen (Massi Tactic) que bonificou quatro segundos e saltou à liderança da geral individual trocando com a colega Miryam Nuñez, vencedora do prólogo de abertura. Miryam Nuñez está a dois segundos da líder enquanto a britânica Freya Rawlins a quatro segundos. A Massi Tactic de Vera Vilaça domina a geral da Volta a Portugal Feminina Cofidis. “Senti-me bem ao longo de toda a etapa e tive a ajuda das minhas colegas. Estou muito feliz por ter a camisola amarela e espero poder mantê-la até final, mas o importante é o resultado da equipa e iremos lutar por ganhar todas as etapas restantes.” Valeria Valgonen Créditos: João Fonseca Photographer Sexta-feira é dia da etapa dos museus Quanto às portuguesas nada se alterou e as mesmas três que se posicionaram no top 10 após o prólogo mantêm as posições: Beatriz Roxo (Cantábria Deporte-Rio Miera) é 4ª a 14 segundos, Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro) é 7ª a 20 segundos e Vera Vilaça (Massi Tactic) é 10ª a 24 segundos. “É sempre bom ser a melhor portuguesa, se bem que estamos aqui a trabalhar em coletivo e não a pensar num resultado individual, além de que cada corredora portuguesa tem um papel diferente dentro da respetiva equipa. Na nossa equipa temos um plano, mas dia a dia, em função das sensações e da situação de corrida, tomamos decisões. Isso determinará qual a minha função em cada momento”. Beatriz Roxo O terceiro dia de prova da Volta a Portugal Feminina Cofidis viaja até à zona centro. Sexta-feira é dia da etapa dos museus. A jornada de 100,4 km parte do Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho, em Torres Vedras, às 12h30, e termina no Museu do Ciclismo, nas Caldas da Rainha. ### Volta a Espanha - Evenepoel vence 18.ª etapa em dia de fumo branco na Jumbo-Visma Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) foi o grande vencedor da 18.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num dia em a Jumbo-Visma parece, finalmente, ter ´decidido´ que Sepp Kuss é o grande candidato à vitória final da prova. Quanto à etapa de hoje, o destaque vai para Evenepoel, que depois de integrar a fuga do dia, isolou-se do grupo a alguns quilómetros da meta, cumprindo os 178,9 quilómetros da ligação entre Pola de Allande e o alto de La Cruz de Linares, com o registo de 04:47.37 horas, superiorizando-se ao segundo classificado, Damiano Caruso (Bahrain Victorious) em 04.44 minutos, e ao ocupante do último lugar do pódio, Andreas Kron (Lotto Dstny), em 05.10 minutos. Com este resultado, o ciclista belga de 23 anos soma assim a terceira conquista em etapas da presença edição da Vuelta, e é ainda o principal candidato a vencer a classificação a montanha, da qual é neste momento líder. Apesar de já estar completamente fora de hipóteses a revalidação do título, Evenepoel está ainda assim a deixar a sua marca na prova. Fumo branco na decisão da Jumbo-Visma No topo da geral, o destaque vai para Sepp Kuss e a Jumbo-Visma, em que, finalmente, parece ter sido visto fumo branco na decisão em relação ao candidato à camisola. Depois de muitas reticências e muitos comentários do mundo do ciclismo em relação à forma como a Jumbo-Visma trabalhou nos últimos dias, com ações que mais pareceram ataques à camisola vermelha de Kuss por parte de Vinegegaard e Roglic, hoje a história foi outra. Hoje vimos o poderoso trio da formação neerlandesa, Vingegaard/Roglic/Kuss, a trabalhar em consonância para a camisola vermelha de Kuss. Vingegaard marcou o ritmo a Kuss, numa notória estratégia de clara comunicação entre ambos, na qual Roglic colaborou na perfeição Visto isto Kuss até alargou a vantagem na liderança da geral para 17 segundos de vantagem sobre Vingegaard e manteve os 1.08 minutos sobre Roglic, seus companheiros de equipa e respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida seguro no 9.º posto da geral João Almeida (UAE Emirates) andou sempre dentro do grupo dos favoritos, mas perdeu algum tempo no final da etapa, no entanto, sem qualquer relevância para a manutenção do 9.º posto da geral. Depois da grande prestação de ontem, o ciclista português de 25 anos esteve hoje um pouco abaixo, mas controlando sempre as diferenças para os seus perseguidores diretos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=bYnhWg3jVyQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:47:3702CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 04:4403KRON Andreas Lotto Dstny+ 05:1004POOLE Max Team dsm-firmenich+ 05:1205OURSELIN Paul TotalEnergies+ 05:1706BERNARD Julien Lidl-Trek+ 06:1107BERNAL Egan INEOS Grenadiers+ 07:0108AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 09:2909MAS Enric Movistar Team+ 09:2910KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 09:29 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma65:31:2702VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1703ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0804AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 04:0005LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1906MAS Enric Movistar Team+ 04:3007UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 07:3708VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 08:3509ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 10:2010BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 12:20 Vuelta 2023 aproxima-se do final Esta sexta-feira sai para a estrada a 19.ª etapa, numa Vuelta 2023 que está cada vez mais próxima do final. A antepenúltima etapa da prova reserva ao pelotão um dia bem mais calmo que os anteriores, nos 177,5 quilómetros da ligação entre La Bañeza e Íscar, num traçado maioritariamente plano, convidativo para os homens do sprint brilharem. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Triunfo equatoriano abre Volta a Portugal Feminina Cofidis Miryam Nuñez vestiu a primeira camisola amarela da Volta a Portugal Feminina Cofidis. Melhor portuguesa foi Beatriz Roxo. Vitória para o ciclismo do Equador no prólogo da Volta a Portugal Feminina Cofidis. Em dia de muito calor na zona de Monsanto, a campeã nacional de contrarrelógio, Miryam Nuñez, parou o cronómetro em 8’04’’10 (média de 39.421 km/h nos 5,3 km do percurso) e bateu a britânica Freya Rawlins (Soltec Costa Cálida) por 12 centésimos de segundo. “O contrarrelógio foi muito duro, todo o percurso exigente. Não apenas pelas subidas, mas também algumas curvas, nas quais o mínimo erro poderia deitar tudo a perder. Vinha tentando ganhar uma corrida há muito, em Itália e em França, mas a vitória chegou em Portugal. Já que tenho a camisola amarela, tentarei levá-la até ao fim.” Miryam Nuñez A formação que dominou o dia foi a catalã Massi-Tactic que meteu uma segunda corredora no pódio através de Valeria Valgonen. Na mesma estrutura, Vera Vilaça, 3ª classificada no ano passado e vice-campeã nacional de contrarrelógio, obteve o 9º lugar a 20 segundos da vencedora. Cristiana Valente no top 10 Entre as corredoras da casa a melhor foi Beatriz Roxo (Cantábria Deporte-Rio Miera) que terminou 4ª a 10 segundos de Miryam Nuñez. É curioso que tanto Beatriz Roxo como Vera Vilaça correm em equipas espanholas e tiveram este ano a possibilidade de correr a Vuelta a Espanha. Das equipas nacionais a única com presença no top 10 foi a Glassdrive/Chanceplus/Allegro com a campeã nacional de fundo Cristiana Valente a ser 7ª a 20 segundos da vencedora. Já a campeã nacional de contrarrelógio Ana Caramelo (Matos Mobility-Optiria) foi 11ª a 23 segundos. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Sprint à vista em Vila Franca de Xira Nota ainda para Marta Carvalho que foi a melhor júnior no primeiro dia. A corredora da Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade) fechou o prólogo no 29º lugar. Há duas baixas a registar na abertura: Sofia Gomes (Cantanhede Cycling/VESAM) não partiu por doença e Marta Figueiredo (Matos Cheirinhos-Alenquer) não acabou o prólogo. Quinta-feira a 1ª etapa da Volta a Portugal Feminina Cofidis coloca ao pelotão um desafio de 85 km com sprint à vista em Vila Franca de Xira . A partida é junto às Piscinas Municipais da Portela, concelho de Loures, às 12h30. O final está previsto para perto das 15h00 com a meta situada na Rua Alves Redol, em Vila Franca de Xira. ### Volta a Espanha - Etapa 17 - Sepp Kuss procurou a prenda em dia de aniversário Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o primeiro a chegar a meta no alto do Angliru, num dia em que Sepp Kuss completou 29 anos de vida, e procurou a prenda em dia de aniversário. Roglic completou os 124,5 quilómetros da ligação entre Ribadesella e o alto do Angliru, com o registo de 03:15.56 horas, superiorizando-se aos seus colegas de equipa, Jonas Vingeaard, segundo classificado, com o mesmo tempo, e a Sepp Kuss, terceiro classificado, com 19 segundos de atraso. Kuss mantém ainda a camisola vermelha, mas agora com apenas oito segundos de vantagem em relação a Vingegaard, enquanto Roglic fecha o pódio, com 01.08 minutos de desvantagem. Estratégia da Jumbo-Visma por decifrar Créditos imagem: Tommaso Pelagalli/SprintCyclingAgency©2023 A estratégia da (Jumbo-Visma) não está fácil de decifrar, perante este poderoso trio, Kuss/ Vingegaard/ Roglic. A maioria dos adeptos do ciclismo, acham que Kuss merece um prémio por tudo aquilo que tem dado à equipa, algo que até parecia certo, mas que nos últimos dias já não é assim tão percetível. Ontem atacou Vingegaard, hoje atacou Roglic e enquanto isso acontece, a liderança de Kuss vai enfraquecendo. É certo que este poderio da Jumbo-Visma é uma história para mais tarde recordar, mas o público suspira por perceber qual será o objetivo final. Uma coisa parece praticamente certa, o pódio da Vuelta 2023 será constituído por três elementos da formação neerlandesa, falta apenas perceber a ordem. João Almeida esteve bem e foi o melhor elemento da UAE Emirates João Almeida teve hoje uma grande prestação, terminando a etapa na 6.ª posição, a 58 segundos do vencedor da etapa, contando-se como o melhor elemento da sua equipa. O ciclista português ajudou Juan Ayuso, que ainda conseguiu manter o 4.º posto da geral, mas agora com menor margem para Mikel Landa (Bahrain-Victorious), a apenas 16 segundos. No final do dia de hoje, João Almeida subiu ao 9:º posto da geral, a 9.26 minutos de Kuss. Almeida confirmou uma vez mais ser um competidor nato, com um considerável espírito de sacrifício, e não fosse aquilo dia menos bom no Tourmalet e o desfecho final desta Vuelta poderia ser bem melhor.   Nota ainda para o desempenho de Remco Evenepoel Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) também foi protagonista desta 17.ª etapa, ao atacar cedo e liderar até cerca de 5.5 quilómetros do final, fase em que foi alcançado pelo grupo do camisola vermelha. O ciclista belga terminou a etapa na 26.ª num dia em que acentuou a liderança na classificação da montanha. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=IN4dd9Xni9k Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma03:15:5602VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0003KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 1904LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 1905POELS Wout Bahrain Victorious+ 4406ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 5807UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:2008BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 01:2009AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 01:4210MAS Enric Movistar Team+ 01:43 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma60:34:2102VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0803ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0804AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 04:0005LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1606MAS Enric Movistar Team+ 04:3007UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 06:4308VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 07:3809ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 09:2610BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 11:2 Mais uma chegada em alto reservada para amanhã Esta quinta-feira continua a alta montanha, na ligação entre Pola de Allande e La Cruz de Linares, numa tirada a contar para a 18.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num traçado com um total de 178,9 quilómetros, que contempla várias contagens de montanha, coincidindo a última delas com a chegada à meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek apresenta a nova Domane AL A Trek lança a nova Domane AL de quarta geração, uma bicicleta de estrada em alumínio que oferece conforto duradouro, desempenho e maior versatilidade em vários terrenos com um quadro em alumínio de alta qualidade e um novo design mais leve que supera largamente o seu nível de preço. A nova Trek Domane AL apresenta uma melhoria no conforto e versatilidade: espaço para pneus maiores que oferecem eficácia em todo o lado desde alcatrão a gravel, estética moderna e uma integração tipicamente encontrada em modelos de bicicleta de gama superior. Tudo num conjunto ainda mais leve. Indicada para qualquer estrada O novo espaço para pneus de 40 mm. permite aos ciclistas aventurarem-se confortavelmente do alcatrão suave às estradas acidentadas e na maioria dos trilhos de gravel. A simplicidade do alumínio com a leveza do carbono A nova Domane AL é cerca de 225 gramas mais leve que o anterior modelo Domane AL Disc graças a um redesenhado novo quadro em Alumínio Alpha 100 Series e uma nova forqueta totalmente em carbono. Pontos de fixação para os essenciais Pontos de fixação para uma bolsa no tubo superior, porta-bagagens e guarda-lamas tornam a Domane AL na bicicleta altamente versátil, desde deslocações urbanas a voltas em grupo ao fim de semana. Guiador moderno, integração premium O cockpit da Domane AL agora conta com um guiador de estrada moderno para melhor ergonomia e controlo, um alcance mais curto e 4 mm de flare entre os capuchos e os drops. Além disso, a nova passagem de cabos oculta oferece integração premium tipicamente encontrada em modelos de gama superior. Ponteira do Desviador Universal (UDH) Pela primeira vez, a Trek Domane AL vem equipada com um novo eixo passante compatível com Ponteira do Desviador Universal (UDH – Universal Derailleur Hanger). Esta é a mesma ponteira UDH que equipa as bicicletas de montanha Trek para que os ciclistas possam desfrutar de compatibilidade entre categorias nas suas bicicletas favoritas. Geometria confortável A descontraída geometria de endurance da Domane mantém o ciclista numa posição mais vertical para maior conforto durante todo o dia. Gamas e preços A Domane AL está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Vê a gama completa, as cores e os preços no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Etapa 16 - Jumbo-Visma ataca Jumbo-Visma Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) foi o grande vencedor da 16.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num dia marcado pelo ‘ataque’ da Jumbo-Visma à Jumbo-Visma. Hoje os quatro quilómetros finais dos 120,5 quilómetros entre a praia de Liencres e Bejes, ficaram marcados por aquilo que quase parecia uma disputa acesa entre os homens da Jumbo-Visma que ocupam o pódio da geral, mas que contou com outros intervenientes pelo meio. Créditos imagem: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2023 Vingeaard arrancou a quatro quilómetros do final para a vitória na etapa, completando a curta tirada de hoje, com o registo de 02:38.23 horas, sendo 43 segundos mais rápido Finn Fisher-Black (UAE Emirates), e 49 segundos que Wout Poels (Bahrain-Victorious), respetivos segundo e terceiro classificados. As acelarações no final da etapa provocaram mexidas no top 3 da geral, mais concretamente entre os homens da Jumbo-Visma. Jonas Vingegaard foi quem lucrou no final da etapa, ultrapassando Primoz Roglic na vice-liderança, e encurtando distâncias para o camisola vermelha Sepp Kuss. Kuss mantém a liderança, mas agora, com apenas 29 segundos de vantagem para Vingegaard, enquanto que Roglic baixou assim a terceiro, com 1.33 minutos de atraso, distância que só não foi maior, devido à forma como respondeu ao ataque de Vinegegaard. Enfim, resumindo a etapa de hoje, a Jumbo-Visma animou as coisas não só internamente, como na generalidade da Vuelta. A raça de João Almeida Quanto à UAE, a formação dos Emirados Árabes Unidos não conseguiu responder, nem mesmo contrariar este poderio da Jumbo-Visma. Apesar de Fisher-Black ter terminado a etapa na 2.ª posição, o colega de equipa, Juan Ayuso, continua a ocupar o 4.º posto da geral a 2.37 do líder. Apesar de não estar a 100% da sua condição física, João Almeida foi quem acompanhou Ayuso e Soler na parte final da etapa, sendo ele a colocar o ritmo. Mantém-se a fechar o top 10 da geral a 8.43 minutos de Kuss. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Pcovc3OUr2E Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma02:38:2302FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 4303POELS Wout Bahrain Victorious+ 4904STORER Michael Groupama-FDJ+ 5505AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 01:0106MAS Enric Movistar Team+ 01:0107VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:0108ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0109LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:0510KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 01:05 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma57:18:1002VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 2903ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3304AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:3305MAS Enric Movistar Team+ 03:0206SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:2807LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1208VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 04:5809UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 05:3810ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 08:43 Subida ao Angliru na ementa de amanhã Esta quarta-feira, irá para a estrada a 17.ª etapa da Vuelta 2023, com o pelotão a ter a subida ao Angliru como ementa principal. Depois da curta etapa de hoje, amanhã será dia do pelotão enfrentar uma etapa iguamente curta ao nível da quilometragem, com apenas122,6 quilómetros, mas com o nível de dificuldade a aumentar em relação à etapa de hoje, pela chegada em alto, ao Angliru, isto com mais umas contagens de montanha pelo meio. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Specialized Roubaix SL8 A Specialized acaba de apresentar a nova Roubaix SL8 aos ciclistas! A nova Specialized Roubaix SL8, vem com o novo Future Shock 3.0 na frente e a tecnologia AfterShock na traseira. Segundo a marca, é mais leve e mais suave, oferecendo maior velocidade, controlo e segurança. Mais Suave que a Concorrente mais Próxima A Specialized garante que a nova Roubaix SL8 estabelece um novo padrão de rendimento e conforto. Após extensos testes nas principais concorrentes, a equipa Ride Science da Spacialized diz ter descoberto que a Roubaix SL8 é surpreendentemente 53% mais suave do que a concorrente mais próxima. O objectivo da marca é fazer os ciclistas "flutuar" com confiança e conforto acima do caos do empedrado e irregularidades do terreno - suave, sob controlo, com menos fadiga - mantendo a bicicleta ágil e rígida lateralmente para transferência de potência e condução precisa. As diferenças para a geração anterior na imagem abaixo. O Novo Future Shock 3.0 O Future Shock 3.0 é mais personalizado, ajustável e durável. Agora, independentemente da posição na bicicleta, cada ciclista tem 20 mm de curso suave e sem atrito entre o avanço e o tubo dianteiro. Tecnologia AfterShock O design de grampo rebaixado expõe mais o espigão de selim para aumentar a flexão, em conjunto com o espigão Pavé, que controla essa flexão para uma conformidade vertical ideal. Estes dois elementos juntos juntos, criam a tecnologia AfterShock. Geometria Endurance Pioneira A marca afirma ter sido pioneira na geometria endurance há décadas e os dados de milhares de ajustes Retül melhoraram a Roubaix desde então. Tom Boonen venceu a Paris-Roubaix por 3 ocasiões com uma Specialized Roubaix. A partir da primeira Roubaix em carbono, a marca foi trazendo mais inovações para suavizar a condução– desde as inserções Zertz para amortecer vibrações de alta frequência até maior espaçamento para pneus de maior volume. A Specialized Roubaix SL8 permite montar pneus 38mm. O Future Shock e o design de grampo rebaixado da Roubaix 2016 mudaram o jogo ao usar uma estratégia de “Suspender o Ciclista” para fornecer uma condução mais suave. De acordo com a Specialized, a geometria e tecnologias da Roubaix SL8 aliviam a pressão nas mãos, braços e ombros para oferecer capacidade e confiança em qualquer estrada. Mais versátil e mais capaz A Specialized Roubaix SL8 permitirá aos ciclistas do World Tour competir na Paris-Roubaix com todas estas tecnologias, mas também permitirá ao ciclista entusiasta adaptá-la às suas necessidades. É possível adicionar suportes para um terceiro bidão, bolsa de tubo superior e guarda-lamas, além da capacidade para pneus de até 38c, uma bicicleta de estrada com a qual se pode partir à aventura ou fazer confortavelmente a deslocação do dia a dia. Gamas e preços A nova Specialized Roubaix SL8 já se encontra à venda, tanto no site da marca como nas lojas. Podes ver a gama completa, as cores, disponibilidade e preços aqui no site da marca: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Trek Slash - Com pivot principal elevado A Trek apresentou a nova Slash, uma bicicleta de enduro com pivot principal elevado que a marca promete ser para fazer a fundo as descidas mais complicadas e voltar a subir até ao topo, descida após descida. Com um novo design de quadro similar à maior e mais robusta Session, a Trek afirma que a nova geração da Slash apresenta uma plataforma mais eficiente para pedalar, concebida para enfrentar as descidas mais técnicas e ultrapassar com firmeza as pedras e raízes nas subidas. Mais curso e pivot principal elevado Esta nova geração da Trek Slash apresenta um curso da suspensão maior do que a sua antecessora, com uma suspensão dianteira e traseira de 170 mm, vem equipada com roda 29” na dianteira e 27.5” na traseira, podendo também, apresentar uma configuração de uma verdadeira 29” para aqueles que procuram maior velocidade em detrimento da agilidade nas descidas íngremes.  Mas o grande destaque da nova Slash é a sua suspensão de pivot principal elevado, permitindo que o eixo traseiro se desloque para trás à medida que a suspensão comprime. Isto significa que a roda traseira se move com a força do impacto, e não contra ele, facilitando a passagem por cima de terrenos técnicos com ainda mais velocidade.  Vantagens, também a subir A suspensão de pivot principal elevado já provou o seu valor nos trilhos, mas o segredo da versatilidade do pivot principal elevado da Slash é a sua curva anti-squat que melhora a eficiência da bicicleta a subir. Diversas variáveis influenciam o anti-squat, sendo uma das mais importante a posição do pivot principal. O tamanho e posicionamento da roldana de tensão superior da Slash podem ser utilizados para afinar a curvatura anti-squat. De acordo com a marca, graças ao tamanho e posicionamento das roldanas de tensão superior e inferior, a curva anti-squat da Slash é mais eficiente e muito suave, oferecendo uma condução mais parecida com uma bicicleta de curso curto nas subidas acentuadas e técnicas.  Puro Enduro A nova Trek Slash também beneficia de uma geometria de enduro mais longa e relaxada, com um ângulo do tudo de direção de 63.5° que aumenta a estabilidade em descida. O ângulo do tudo de direção mais aberto em conjunto com um ângulo do tudo de espigão de selim de 77° ajuda a dar aos ciclistas mais potência de pedalada nas subidas. O alcance longo proporciona mais espaço para manobrar. Na traseira, a escoras de tamanho específico oferecem uma condução equilibrada aos ciclistas de montanha, independentemente da sua altura ou tamanho de quadro.  Afinações personalizadas Para quem gosta de personalizar a bicicleta ao seu gosto, a Slash oferece várias opções de afinação, tal como o rácio de alavancagem ajustável, o copo de ângulo ajustável da caixa de direção opcional (vendido em separado) e compatibilidade com configuração MX e de 29”. A Slash também permite colocar espigões telescópicos extra-longos para dar aos ciclistas maior espaço quando enfrentam terrenos mais íngremes e complicados.  Proteções no quadro Como a Slash foi desenvolvida para os trilhos mais exigentes, vem equipada com proteções para impedir os impactos no quadro. Uma proteção de escora bem concebida que não só protege a bicicleta, como também a torna mais silenciosa. Os modelos de carbono também incluem a proteção Carbon Armor que garante uma camada extra de proteção do tubo inferior. Tal como as gerações anteriores, todos os novos modelos Slash incluem espaço de arrumação interna no quadro para transportar objetos essenciais.  A nova Slash já está disponível com quadro em carbono ou alumínio e através na rede de distribuidores autorizados Trek. Gamas e preços Vê a gama completa, as cores e os preços no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - João Almeida ainda acredita no pódio da UAE João Almeida ainda acredita ser possível a sua equipa colocar um elemento no pódio final da 78.ª edição da Volta a Espanha. Questionado acerca da possibilidade do seu colega de equipa Juan Ayuso, atual 4.º classificado da Vuelta, ainda conseguir chegar ao pódio final da prova, perante o poderio demonstrado pela Jumbo-Visma ao longo das duas semanas de prova já disputadas, o ciclista português de 25 anos acredita ser possível. Para João Almeida, atual 10.º classificado da prova, a solução terá que passar por tentar aproveitar um dia mau, ou menos bom, da formação neerlandesa, algo que atá agora ainda não aconteceu. A terceira semana de prova promete ser diferente, uma vez que a UAE Emirates está ‘obrigada’ a arriscar caso deseje algo mais do que aquilo que a classificação geral atual reflete, por outro lado, temos que ter em conta os ataques mais que garantidos por parte de  Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), que estando longe da luta pela geral, irá, garantidamente, atacar forte no início das etapas, situação que poderá assim baralhar a estratégia de quem luta pela vitória final. Otimismo na equipa, mas reticente a nível pessoal João Almeida revelou ainda não estar completamente restabelecido do síndrome gripal que o tem vindo a afetar desde a 13.º etapa da prova, apostando por isso numa análise diária em relação aquilo que poderá vir a fazer até final da Vuelta. Estou melhor, mas não me sinto especialmente bem para a terceira semana.” Conhecido pelas por efetuar grandes prestações nas últimas semanas das grandes voltas, desta vez, João Almeida mostra-se mais cauteloso, uma vez que ainda não se sente a 100%. Crédito imagem: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency�2023 É mesmo percetível algum desalento do ciclista português ao proferir estas declarações, uma vez que se vinha a sentir bem, e tinha fortes possibilidades de lutar pelo pódio final. Amanhã, entramos na última semana de prova desta 78.ª Volta a Espanha, edição até agora dominada pela Jumbo-Visma, formação que parece destinada a vencer, no entanto, importa ressalvar que até final ainda há etapas de grande dureza, por isso, aguardamos com expetativa aquilo que irá acontecer nos próximos dias. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta marca o regresso do "killer" Rui Costa O abraço de Miguel Indurain, o momento que decidiu a etapa e o regresso do caça-etapas. Rui Costa em entrevista ao TopCycling após vencer na Vuelta a Espanha. Lekunberri já faz parte da história do ciclismo português. O município navarro – comunidade onde nasceu o maior ciclista espanhol de todos os tempos, Miguel Indurain – foi palco do regresso de Rui Costa às vitórias em grandes Voltas. O corredor da Intermaché-Circus-Wanty não vencia numa prova de três semanas desde o mágico ano de 2013 onde além das duas etapas no Tour de France se sagrou campeão do mundo em Florença. Pelo meio Rui Costa não deixou de tentar e ficou perto de levantar os braços em várias ocasiões: 3º em Formigal na Vuelta 2020 4º em Gijón na Vuelta 2017 2º em Piancavallo no Giro 2017 2º em Canazei no Giro 2017 2º em Bagno di Romagna no Giro 2017 2º em Andorra no Tour 2016 Como escreveu o sábio Carlos Arribas no El País, o “triunfo do português, de 36 anos, converte a vitória num argumento contra a velhofobia do pelotão”. Rui Costa partilha esta visão. “A idade é um número, mas para muitas equipas não é assim que funciona. A juventude entrou com muita força e explosão, os mais veteranos têm pago um pouco essa fatura. De momento não tenho nada para o futuro, esta vitória vai ajudar de certeza. Gostava de continuar nesta equipa que acreditou em mim.” Rui Costa em declarações ao TopCycling. João Almeida dinamitou o início de etapa A 15ª etapa arrancou em Pamplona, capital da comunidade foral de Navarra. A UAE-Emirates animou as hostes e com ataques de Marc Soler e João Almeida dinamitou o início da etapa reduzindo o pelotão a 20 homens a 90km da meta. Com Jonas Vingegaard junto aos UAE a loucura era tanta que o próprio grupo dianteiro levantou o pé e permitiu a reentrada dos atrasados após cumprirem a primeira hora a 47km/h. Para se ter uma ideia, a média de watts gastos por Rui Costa até pegar a fuga foi 330-350. Créditos: Sprint Cycling Agency Evenepoel aceitou o convite para bailar o bailinho da Madeira Rui Costa deixou-se ver pela primeira vez a 84,8km do final. Faltavam 6km para a primeira subida categorizada e Remco Evenepoel aceitou o convite para bailar o bailinho da Madeira. A fuga demorou quase 70km a sair e chegou a ter 20 ciclistas, muitos deles de nível premium. O vencedor da 9ª etapa no alto da Cruz de Caravaca, Lennard Kamna (Bora-hansgrohe), o vencedor da 2ª etapa em Barcelona, Andreas Kron (Lotto-Dstny), o conquistador dos Três Picos de Lavaredo no Giro, Santiago Buitrago (Bahrain), além do francês Kenny Ellisonde (Lidl-Trek), que junto com Evenepoel, Kron e Kamna formavam um lote de corredores já com vitórias na Vuelta. A dupla ascensão de Zuarrarrate (6,3km a 5,1%) partiu a fuga. Rui Costa mexeu-se e só Buitrago e Kamna responderam à altura. Evenepoel pagou a fatura do esforço do dia anterior e não teve pernas. “Sabia que a última subida ia ser atacada e o Buitrago tinha dado indicações na primeira passagem de que ia forte. Não queria ser eu a tomar a iniciativa, deixei-me ir até o Nico Denz atacar porque era ali que tinha ganhar tempo antes do Kamna atacar. Não foi premeditado, foi intuitivo. Nesta etapa o momento-chave foi ter ganho aquela vantagem antes de entrar na subida porque sabia que iam tentar de tudo para me descarregar e não me levarem para o risco de meta.” Por esta altura, na emissão do Eurosport Espanha, surgiu a expressão “killer”, proferida pelo narrador Javier Ares: “Rui Costa leva cara de killer. Não o tiram de cima nem com água quente.” Antes disso já Juan Antonio Flecha e Alberto Contador tinham avisado que Rui Costa era má companhia para Buitrago e que quando cheira a vitória entra noutra dimensão. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1700897250069647397 O regresso do caça-etapas Palavras proféticas dos dois ex-ciclistas. A 8,5km da meta e após coroarem Zuarrarrate só restava um trio de fugitivos. Até ao sprint final ainda caiu Kamna, mas o alemão regressou a tempo de tentar evitar o inevitável. “O Kamna teve a situação triste de sair de estrada, talvez a coisa mudasse para ele no final, mas tendo passado uma vez a descida sabia que a curva era fechada e à velocidade que ele entrou era impossível não sair. O Buitrago não colaborou e nessas situações jogo muito frio e para ganhar, não há meio-termo. Quando as pernas respondem o foco é ganhar. Cada vez que ando em fuga sou um corredor a ter em conta o que torna cada vez mais difícil ganhar, por isso a vitória sabe bem face ao nível dos atletas no grupo.” Rui Costa registou em Lekunberri a 31ª vitória da carreira, a quarta da época e todas obtidas em Espanha. Só em 2013 teve melhores números e esse já sabemos que foi um ano histórico. Créditos: A.S.O. Charly Lopez O abraço especial de Miguel Indurain Sorrisos, lágrimas e gritos. As reações da Intermaché-Circus-Wanty foram as típicas de quem vence numa das provas mais importantes da temporada. No entanto, há algo que Rui Costa não esquecerá deste dia em Navarra. “Fico com um momento em que estive com o don Miguel Indurain, que me disse que com a idade que tenho estou um miúdo. Essas palavras dizem muito para mim. É o senhor Miguel Indurain e sentir a emoção da parte dele significa muito.” Vitória "abençoada" por Miguel Indurain, um tipo discreto e que diz que o segredo da longevidade e boa forma é tomar uma cervejinha de vez em quando. O mesmo disse Alejandro Valverde quando se retirou. Qual é o segredo de Rui Costa que em outubro faz 37 anos? “Talvez na linha deles [risos]. Às vezes chegamos tão saturados de açúcares que apetece algo salgado, um sabor diferente. Após a etapa de sábado foi à Valverde, uma cerveja 0,0 porque chegamos desidratados, mas o álcool só prejudica na recuperação e temos que ser profissionais.” Agora é descansar porque o transfer para a Cantábria foi longo e terça-feira a Vuelta a Espanha entra na última semana. Rui Costa ganhou quando não contava, após chegar vazio do fim-de-semana nos Pirenéis. Uma vez mais mostrou que quando veste o maillot vai com tudo e transforma-se. À campeão! ### Volta a Espanha - Super Rui Costa na 15.ª etapa Rui Costa  (Intermarché-Circus-Wanty) foi o grande vencedor da 15.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha. O experiente ciclista português de 36 anos percorreu os 158,5 quilómetros da ligação entre Pamplona e Lekunberri, com o registo de 03:30.56 horas, superiorizando-se no sprint final a Lennard Kämna (BORA hansgrohe), e Santiago Buitrago (Bahrain-Victorious), respetivos segundo e terceiro classificados. Tal como adiantou em entrevista ao Topcycling antes da Volta a Espanha, Rui Costa planeava “Guardar energias para a parte final da segunda semana“, e assim foi. (Ver entrevista aqui). Orgulho nacional aos 36 anos Aos 36 anos, hoje vimos um Super Rui Costa que volta assim a escrever o seu nome na história do ciclismo internacional, com este importante triunfo que enche os portugueses de orgulho. Mais de uma década depois, Rui Costa voltou aos triunfos nas grandes voltas, depois  de ter conquistada uma etapa no Tour em 2011, e duas no Tour 2013. Rui Costa já tinha tentado a sua sorte em várias etapas, mas sem sucesso, no entanto, hoje, estava destinado que a vitória seria dele. Vitória do esforço e dedicação.” É com esta afirmação que Rui justifica a vitória na etapa de hoje. O ciclista da Póvoa do Varzim considerou, após o final da etapa, sem quaisquer rodeios, que esta era uma vitória do esforço e dedicação. Além disso, destacou ainda a grande importância desta conquista a nível individual e coletivo. É uma vitória muito importante para mim e para toda a equipa.” Isto porque, inicialmente nem estava prevista a sua participação na Vuelta e agora, decorridas 15 etapas, Rui Costa conseguiu uma importante vitória para si e para a Intermarché-Circus-Wanty, equipa na qual ingressou nesta temporada e lhe deu um novo alento, facto facilmente comprovado pela grande temporada que o ciclista luso está a realizar, com várias conquistas, onde se destacam a vitória na Volta à Comunidade Valenciana e a conquista do Troféu Calvià. Após o final da etapa, Rui Costa não conseguiu esconder a alegria e orgulho por mais esta conquista numa já longa carreira. https://twitter.com/lavuelta/status/1700898598236410075?s=20 Com várias etapas ainda por disputar, quem sabe se Rui Costa não irá ainda tentar repetir o feito de hoje, mas isso, só saberemos no decorrer da próxima semana. Para hoje, e visto que amanhã é dia de descanso, só nos resta dizer "Parabéns Rui Costa". Sepp Kuss não larga a camisola vermelha A 15.º etapa não provocou alterações no topo da geral, com o pelotão a chegar com 2.52 minutos de atraso para Rui Costa, e com a Jumbo-Visma a manter o domínio completo, ocupando os três primeiros lugares, com Sepp Kuss na liderança, logo seguido de Primoz Roglic a 1.37 minutos, e Jonas Vingegaard a 1.44 minutos. Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) tentou repetir a proeza da etapa anterior, atacando logo desde início, mas hoje as reações por parte da Jumbo-Visma e da UAE Emirates foram diferentes, , inviabilizando assim que o belga voltasse a ter sucesso. João Almeida restabelecido e seguro no top 10 da geral Quanto a João Almeida, o ciclista português da UAE Emirates parece cada vez mais restabelecido do síndrome gripal que o afetou na 13.º etapa, chegando hoje integrado no pelotão, mantendo o 10.º posto da geral a 8.39 minutos do Kuss. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=H78XIw2FW_E Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01COSTA Rui Intermarché-Circus-Wanty03:30:5602KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 0003BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 0004EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0205KRON Andreas Lotto Dstny+ 0206RUBIO Einer Movistar Team+ 0207RODRIGUEZ Cristian Team Arkéa-Samsic+ 0208HAMILTON Chris Team dsm-firmenich+ 0209DENZ Nico BORA-hansgrohe+ 3610JANSSENS Jimmy Alpecin-Deceuninck+ 01:07 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma54:38:4202ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3703VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:4404AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:3705MAS Enric Movistar Team+ 03:0606SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:1007LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1208VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 05:0209UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 05:3010ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 08:39 Amanhã é dia de descanso Segunda-feira será dia de descanso, por sinal, o último desta 78.ª edição da Volta a Espanha. Depois de uma semana dura, de muita montanha, os elementos do pelotão irão certamente aproveitar a folga de amanhã, para descansar e recarregar baterias, para uma última semana de prova que se espera muito competitiva. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Etapa 14 trouxe um Evenepoel renascido e carregado de emoção A 14.º etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha trouxe um Evenepoel renascido e carregado de emoção. Depois do ‘tanque vazio de ontem’, tal como o próprio ciclista belga confidenciou, num dia em que chegou a mais de 26 minutos do vencedor, situação que o deixou fora da luta pela vitória final na prova, hoje, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) esteve irrepreensível, vencendo categoricamente a etapa, com uma prestação só ao alcance dos predestinados. O ciclista belga arrancou para uma longa e bem-sucedida fuga, onde contou apenas com a companhia de Romain Bardet (dsm-firmenich), que cedeu a poucos quilómetros da meta. Nas contas do dia Evenepoel foi o mais rápido a completar os 156,2 quilómetros na ligação entre Sauveterre-de-Béar a Larra, com o registo de 04:13.38 horas, com 01.12 minutos de vantagem sobre segundo classificado Romain Bardet. https://twitter.com/soudalquickstep/status/1700543724781031743?s=20 Após cruzar a linha da meta Remco Evenepoel não conseguiu conter a emoção, ficando percetível a ténue barreira entre a desilusão e a alegria de um dos melhores ciclistas da atualidade. João Almeida também deu resposta positiva João Almeida (UAE Emirates) que ontem, depois de uma noite mal dormida, devido a fortes dores de garganta e com sintomas de gripe, efetuou uma etapa de enorme esforço, de forma minimizar as perdas para o topo da geral, hoje, também deu uma resposta positiva. O ciclista português de 25 anos, chegou integrado no grupo da geral, depois de na fase inicial da tirada parecer com dificuldades, eis que, com o desenrolar da etapa conseguiu entrar no ritmo e não mais largar o grupo, sendo 16.º classificado, mantendo assim o 10.º posto da geral a 08.39 minutos do líder Sepp Kuss (Jumbo-Visma). Depois de ontem ter visto o seu esforço elogiado por várias figuras do ciclismo internacional, como foi o caso do ex-ciclista Alberto Contador e de Tadej Pogacar, seu colega de equipa, hoje, João Almeida apresentou já claras melhorias, deixando assim no ar a possibilidade de ainda poder vir a ser muito útil para a sua equipa, em especial na ajuda a Juan Ayuso, 4.º classificado da geral a 2.37 minutos de Kuss. Jumbo-Visma mantém liderança segura A Jumbo-Visma mantém o domínio completo da geral, ocupando os três primeiros lugares, com Sepp Kuss na liderança, logo seguido de Primoz Roglic e Jonas Vingegaard. A formação neerlandesa tem tudo para fazer história no ciclismo internacional, ao estar muito perto de conseguir o pleno nas três grandes voltas do calendário do World Tour. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Za6fZFKHElE Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:13:3802BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 01:1203VAN EETVELT Lennert Lotto Dstny+ 06:3304CASTROVIEJO Jonathan INEOS Grenadiers+ 06:3505STORER Michael Groupama-FDJ+ 07:2406DE LA CRUZ David Astana Qazaqstan Team+ 08:2107VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 08:2208KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 08:2209POELS Wout Bahrain Victorious+ 08:2210AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 08:2 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma51:04:5402ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3703VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:4404AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:3705MAS Enric Movistar Team+ 03:0606SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:1007LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1208VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 05:0209UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 05:3010ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 08:39 Dificuldade diminui para amanhã Depois de duas etapas de grande dureza, para amanhã a diifuldade irá diminuir, a anteceder o dia de descanso. A 15.ª etapa da 78.ª edição da Vuelta apresenta um percurso com um total de 156,5 quilómetros na ligação entre Pamplona – Lekunberri, num traçado que apesar menos montanhoso que o dos dias anteriores, apresenta ainda algumas contagens de montanha. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Super Jumbo-Visma na duríssima 13.ª etapa O grande destaque da 13.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha vai para a Jumbo-Visma, formação que conseguiu ocupar o pódio do dia, com a vitória de Jonas Vingegaard, enquanto Sepp Kuss e Primoz Roglic foram os respetivos, segundo e terceiro classificados do dia. Jonas Vingegaard arrancou a poucos quilómetros da meta partindo o grupo da frente, sendo os seus companheiros de equipa, os ciclistas que melhor resposta lhe deram. https://twitter.com/lavuelta/status/1700175382526275976?s=20 Vingegaard completou os 134,7 quilómetros da ligação entre Formigal ao Tourmalet, com o registo de 03:51:10 horas, 30 segundos mais rápido que Sepp Kuss e 33 segundos que Primoz Roglic, que ocuparam as restantes posições do pódio. Evenepoel e João Almeida quebraram Outra das notas do dia vai para as quebras de Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) e João Almeida (UAE Emirates), embora importe mencionar que no caso do ciclista belga tratou-se mesmo de incapacidade física perante a duríssima etapa, enquanto que o ciclista português parece ter passado mal a noite, com fortes dores de garganta e com sintomas de gripe. Foi, inclusivamente, lançada a informação que João Almeida teria mesmo sido testado à Covid-19 antes do início da etapa, mas o resultado do teste terá sido negativo. João Almeida descolou cedo do grupo da frente, mas andou vários quilómetros na perseguição, mas sem sucesso na mesma. No entanto, perante as adversidades, João Almeida cruzou a linha da meta na 15.ª posição a 6.47 minutos de Vingegaard, resultado que lhe permitiu manter-se no top 10 da geral, precisamente na 10.ª posição a 8.39 minutos do líder Sepp Kuss, situação que o coloca assim fora da luta pela vitória na prova, mas ainda perto de um bom resultado final. Quanto a Evenepol, vencedor da última edição da prova, as perdas foram bem maiores, ao ser o 60.º classificado do dia, a mais de 26 minutos de Vingegaard, prestação que o coloca completamente fora do top 10 da geral. Com oito etapas por disputar, algumas delas de grande dureza, a Jumbo-Visma tem tudo para vencer a prova, e com grandes probabilidades de ocupar o top 3 final somente com as suas cores. Neste momento Sepp Kuss continua a vestir de vermelho, agora com 1.37 minutos para Primoz Roglic e 1.44 para Jonas Vingegaard. Juan Ayuso (UAE Emirates), esteve em bom plano depois da queda sofrida no dia de ontem da e é agora 4.º classificado, a 2.37 minutos do líder, podendo assim intrometer-se na luta pelo pódio. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=L4JmO0q9_xw Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma03:51:1002KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 3003ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 3304AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 3805UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 3806MAS Enric Movistar Team+ 4007LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:1508VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 02:1209CRAS Steff TotalEnergies+ 02:3210SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:08 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma46:42:5402ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3703VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:4404AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:3705MAS Enric Movistar Team+ 03:0606SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:1007LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1208VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 05:0209UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 05:3010ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 08:39 Dureza continua no sábado Amanhã continua a alta montanha, com a 14.ª etapa a reservar ao pelotão um total de 156,2 quilómetros na ligação entre Sauveterre-de-Béar a Larra, mum traçado que contempla mais uma chega em alto. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVAS rodas Bontrager Aeolus Pro - construção em carbono termoplástico A Bontrager apresentou duas novidades à sua bem-sucedida família de rodas de carbono Aeolus, oferecendo aos ciclistas que preferem utilizar pneus de maior volume em estrada e gravel duas novas opções que melhor se adequam ao seu estilo de pedalar. Novas Bontrager Aeolus Pro. As rodas Aeolus Pro 37V substituem as rodas Aeolus Pro 3V e são ideais para ciclistas que querem umas rodas de carbono versáteis tanto para pedalar em estrada como explorar caminhos e trilhos ligeiros de gravel. As rodas Aeolus Pro 49V reforçam a aerodinâmica e são para ciclistas que procuram ainda mais eficiência com pneus de maior volume. Pormenores da construção OCLV NEXT A nova construção de carbono termoplástico faz com que estas rodas sejam mais resistentes ao mesmo tempo que absorvem mais vibrações, contribuindo para uma bicicleta mais suave e rápida, independentemente do perfil do aro. Devido ao OCLV NEXT, os aros de maior perfil são mais indulgentes do que o carbono tradicional. Tanto a Aeolus Pro 37V como a Aeolus Pro 49V são construídas com o novo carbono OCLV NEXT, um carbono ecológico produzido por maquinação a laser e com termoplásticos moldados. As novas rodas são mais facilmente recicláveis e eliminam a necessidade do acabamento do carbono, pintura adicional e autocolantes.  Mais largas, mais rápidas A largura interna do aro de 25 mm com otimização aerodinâmica foi concebida para tornar as rodas mais rápidas com pneus de estrada de maior volume de 700x28. Maior conforto sem aumento do peso A Trek afirma que as após serem utilizadas e testadas no mais duro empedrado da Paris-Roubaix, as novas rodas Aeolus Pro 37V oferecem mais 15% de deflexão radial e reduzem as vibrações em 5%, sendo 100 gr mais leves que as anteriores Aeolus Pro 3V. Cubos Rapid Drive 108 refinados Os cubos estriados Rapid Drive 108 oferecem 108 pontos de engate fiável para acelerações mais rápidas e maior precisão e controlo. Acabamento mais limpo Nestas novas Bontrager Aeolus Pro, os aros OCLV NEXT são fabricados com maquinação-laser e termoplásticos moldados oferecem um produto final sem pintura adicional, autocolantes ou acabamento. Este novo processo ajuda a reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis e do carbono, normalmente existentes no fabrico dos aros tradicionais de carbono. Fabricadas nos EUA Montadas em Waterloo, com aros fabricados nos Estados Unidos e componentes topo de gama de todo o mundo como os raios DT-Swiss Aerolite e os terminais DT Swiss Pro Lock.  As rodas Aeolus Pro 37V e 49V estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. Podes ver todas as características técnicas, gama completa e preços clicando no site da Trek aqui: www.trekbikes.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Rui Oliveira dá vitória a Molano na 12.ª etapa Rui Oliveira (UAE Emirates) brilhou na 12.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, ao lançar Juan Sebastián Molano, seu companheiro de equipa, para a vitória. O ciclista português de 27 anos efetuou um trabalho notável e fundamental para o triunfo de Molano, que foi o mais rápido do dia, ao completar os 150,6 quilómetros entre Ólvega e Saragoça, com registo de 3:23.35 horas, superiorizando-se, bem perto da linha da meta, a Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), e a Boy van Poppel (Intermarché-Circus-Wanty), respetivos segundo e terceiro classificados. Créditos imagem: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2023 Logo a seguir aos homens do pódio, ficou Rui Oliveira, o que demonstra bem até onde o ciclista português conseguiu levar Molano. No final da etapa, Juan Sebastián Molano e Rui Oliveira estavam visivelmente satisfeitos e felizes com a prestação na etapa, num dia em que foram os grandes destaques da poderosa UAE Emirates. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1699828854213288136?s=20 Topo da geral sem alterações Há semelhança da etapa anterior, o dia de hoje não trouxe alterações no topo da geral, com Sepp Kuss (Jumbo-Visma) a continuar a vestir de vermelho, com 26 segundos de vantagem sobre o vice-líder Marc Soler (UAE Emirates), e 1.09 minutos sobre Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), terceiro classificado. Nota ainda para o quarto classificado da geral, Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que conseguiu bonificar 4 segundos num sprint intermédio, reduzindo assim para 1.32 minutos a distância para Evenepoel. Quanto a João Almeida, o ciclista português da UAE Emirates mantém 6.ª posição da geral, a 2.16 minutos de Kuss. 13.ª etapa traz dureza e promete espetáculo Amanhã, sexta-feira, o pelotão enfrente a 13.ª etapa, considerada por muitos, como a etapa rainha desta 18.ª edição da Vuelta. Os 134,7 quilómetros da ligação entre Formigal ao Tourmalet, a conhecida subida em França, apresentam um traçado com mais de quatro mil metros de desnível positivo acumulado, o que se irá traduzir num grande desafio para os ciclistas em prova. Depois de duas etapas que contaram com um pelotão mais compacto, amanhã será dia dos principais candidatos à geral colocarem as cartas na mesa, e darem o seu melhor, numa etapa que poderá vir a revelar-se fundamental para o desfecho final da prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=W1FijSBREvQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MOLANO Sebastian UAE Team Emirates03:23:3502GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0003VAN POPPEL Boy Intermarché-Circus-Wanty+ 0004OLIVEIRA Rui UAE Team Emirates+ 0005THEUNS Edward Lidl-Trek+ 0006VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0007DAINESE Alberto Team dsm-firmenich+ 0008AULAR Orluis Caja Rural-Seguros RGA+ 0009PAGE Hugo Intermarché-Circus-Wanty+ 0010MENTEN Milan Lotto Dstny+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma42:51:2002SOLER Marc UAE Team Emirates+ 2603EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:0904ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3205MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 02:0206ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1607VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:2208AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:2509MAS Enric Movistar Team+ 02:5010VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 03:14 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Fuga triunfa na 11.ª etapa Jesus Herrada (Cofidis) venceu hoje a 11.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, depois de integrar a bem-sucedida fuga do dia. O ciclista espanhol de 33 anos resistiu bem ao ritmo elevado imposto na fuga, mantendo-se firme até final, fase em que efetuou uma boa leitura dos principais adversários, atacando no momento certo, e vencendo assim a etapa que ligava Lerma a La Laguna Negra, em Vinuesa, com o registo de 03:29.17 horas, com três segundos de vantagem sobre Romain Grégoire (Groupama-FDJ) e oito sobre Andreas Kron (Lotto Dstny), respetivos segundo e terceiro classificados. Pelotão ao ritmo da Soudal-Quickstep, impossibilitou mudanças no topo da geral Desde cedo se percebeu que a decisão iria estar na fuga, atendendo à postura que os homens do pelotão assumiram, dando margem aos homens da frente.   Pode-se mesmo considerar que o pelotão hoje estava já com o pensamento nas próximas etapas, que se adivinham de grande dureza, com especial incidência na de sexta-feira, considerada por muitos como uma possível etapa chave na presente edição, adotando por isso um ritmo estável sem ataques entre as formações favoritas à vitória final. No pelotão que chegou à fase final da etapa com mais de cinco minutos de atraso, quem mais deu nas vistas, foi a Soudal-Quickstep, que contou ainda com uma 'ajudinha' da Jumbo-Visma, formando um alinhamento na frente do pelotão, quase que uma ‘barreira’, pautando assim o ritmo e impossibilitando quem tivesse em mente um possível ataque ou fuga. Visto isto, Sepp Kuss (Jumbo-Visma) continua a vestir de vermelho, liderando uma geral em que o top 10 não sofreu quaisquer mexidas no dia de hoje, continuando assim Marc Soler (UAE Emirates) na vice-liderança, com 26 segundos de atraso, e logo a seguir, no terceiro posto, mantem-se Remco Evenapoel (Soudal-Quickstep) a 1.09 minutos de distância. João Almeida viu Juan Ayuso cair no início da etapa João Almeida (UAE Emirates) teve um dia calmo, em que o principal incidente a mencionar na sua equipa, foi mesmo uma queda de Juan Ayuso na fase inicial da etapa, que deixou algumas marcas visíveis no ciclista espanhol. Apesar do incidente ambos mantém os respetivos 6.º e 8.º posto da geral, naquela que se está a traduzir, até ao momento, como uma boa estratégia da formação dos Emirados Árabes Unidos, que tem ainda Marc Soler na vice-liderança, acumulando assim três ciclistas num top 10 da geral recheado de estrelas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=_wXkrNVgnOE Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01HERRADA Jesus Cofidis03:29:1702GRÉGOIRE Romain Groupama-FDJ+ 0303KRON Andreas Lotto Dstny+ 0804CAICEDO Jonathan EF Education-EasyPost+ 1205THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 1906SANCHEZ MAYO Pelayo Burgos-BH+ 2407MOLARD Rudy Groupama-FDJ+ 2408PRODHOMME Nicolas AG2R Citroën Team+ 2709GODON Dorian AG2R Citroën Team+ 5810GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 01:16 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma39:27:4502SOLER Marc UAE Team Emirates+ 2603EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:0904ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3605MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 02:0206ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1607VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:2208AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:2509MAS Enric Movistar Team+ 02:5010VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 03:14 Quinta-feira plana, a anteceder a montanha Esta quinta-feira sai para a estrada a 12.ª etapa da 78.ª edição da Vuelta, com o pelotão a ter pela frente um total de 150,6 quilómetros, na ligação entre Òlvega e Saragoça, num traçado sem grandes oscilações, a anteceder uma sexta-feira que se espera de grande dureza e de possível importância para o desfecho final da prova. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Relatório de sustentabilidade da Trek Bicycle revela compromisso nobre da marca A Trek Bicycle apresentou o seu Relatório de Sustentabilidade 2023, que detalha o progresso e aprendizagens da empresa em relação às principais iniciativas de sustentabilidade, incluindo um maior foco na redução da emissão de gases com efeito de estufa. Neste novo relatório, foram utilizadas as mesmas medidas de referência do Relatório de Sustentabilidade de 2021 da Trek – o primeiro e único relatório do género de um fabricante na indústria do ciclismo – para avaliar a sua evolução. Pela segunda vez em parceria com a WAP Sustainability Consulting, a Trek estudou um leque mais abrangente de emissões, realizou avaliações de ciclos de vida e analisou os impactos de fim de vida e da fase de utilização para ter uma imagem mais precisa das emissões totais e definir um ponto de partida claro para os objetivos de redução. Este relatório detalha metas ambiciosas de redução a curto prazo e que estão em linha com as definidas pela Science Based Target Initiatives (SBTi): redução das emissões indiretas, que acontecem na cadeia de valor da Trek (categoria 3), em 30% até 2032; redução das emissões diretas de fontes próprias ou controladas (categoria 1) e as emissões indiretas resultantes da geração de energia comprada (categoria 2) em 68% até 2032; e utilizar toda a eletricidade através de fontes renováveis até 2030. Para isso, a Trek não irá comprar compensação carbónica, que pode prejudicar o trabalho crucial de conhecer e melhorar as práticas empresariais e, também, não permite que as empresas controlem a forma como esse investimento é utilizado e se tem um benefício tangível. "Desde o nosso primeiro relatório em 2021, fizemos progressos significativos no sentido de nos tornarmos uma empresa mais sustentável, mas também descobrimos áreas onde ainda é possível melhorar. Esta análise e autorreflexão apenas solidificaram ainda mais o nosso compromisso com a sustentabilidade", afirmou Eric Bjorling, diretor de marca da Trek Bicycle. "Este segundo relatório mostra de forma transparente as nossas conclusões sobre as emissões, juntamente com os passos que estamos preparados para dar com o objetivo de reduzir a nossa pegada de carbono." Como fabricante, parte significativa do impacto ambiental da Trek vem das matérias-primas utilizadas para criar produtos, incluídas na categoria 3 das emissões e que representam mais de 95% das emissões totais da Trek. A auditoria das emissões e a avaliação dos ciclos de vida (LCAs) ajudaram a equipa da Trek a compreender os custos atuais das emissões de carbono e a determinar como reduzir as emissões nos produtos, na sua composição material e no seu processo de fabrico. No âmbito da redução das emissões das categorias 1 e 2, a Trek está a concentrar-se nos desafios de como operar um negócio de retalho sustentável e a investir em áreas como a construção ecológica e melhorias de infraestruturas, bem como, em mudar a sua frota de transportes para elétricos. A utilização de energia renovável é um fator fundamental no compromisso de sustentabilidade, e para isso a Trek já está a trabalhar nesse sentido com a sua sede e as suas fábricas americanas a já serem alimentadas por energia renovável. Para atingir o objetivo de 2030, a Trek vai validar que a energia que compra é de fontes renováveis com a utilização de créditos de energia renovável (RECs) em cada uma das suas instalações e encontrar formas para fazer o mesmo nas instalações que não são sua propriedade. O relatório apresenta igualmente os progressos realizados em relação aos objetivos definidos no Relatório de Sustentabilidade de 2021: Redução dos resíduos das embalagens: ao retirar o plástico de utilização única e a espuma das embalagens, a Trek conseguiu evitar mais de 240000 kg por ano de resíduos plásticos desde 2020. Reciclagem de baterias de bicicletas elétricas: a Trek fez uma parceria com a Call2Recycle em 2022 para garantir que os utilizadores de bicicletas elétricas têm uma solução fácil e responsável quando a bateria da sua bicicleta chegar ao fim da sua vida útil. Até à data, os distribuidores Trek ajudaram a garantir a reciclagem adequada de mais de 3000 kg de baterias de bicicletas elétricas. Produtos feitos com material reciclado: a Trek alterou a utilização de têxteis para criar vestuário feito de material reciclado, como garrafas de água de plástico. Este esforço ajudou a evitar que quase 25000 kg de resíduos fossem parar a um aterro e deu um destino melhor a milhões de garrafas de plástico. A análise aprofundada da Trek para compreender melhor o seu impacto ambiental realça o forte compromisso da marca para com o planeta e os esforços que está a fazer para tornar o mundo um lugar melhor para todos, agora e no futuro. O Relatório de Sustentabilidade 2023 da Trek pode ser consultado AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - João Almeida entre os melhores no contrarrelógio João Almeida (UAE Emirates) apresentou-se no contrarrelógio da 10.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha sem medo dos tubarões da especialidade, conseguindo o 4.º melhor tempo num dia que teve italiano Filippo Ganna (INEOS) como grande vencedor. O ciclista português de 25 anos foi um dos grandes destaques do contrarrelógio ao terminar na 4.ª posição, a 50 segundos de Ganna, que foi o mais rápido do dia, depois de completar os 25,8 quilómetros em Valladolid, com a marca de 27.39 minutos. O especialista italiano de 27 anos confirmou as suas credenciais, vencendo o contrarrelógio, deixando para trás as grandes estrelas da geral, sendo 16 segundos mais rápido que o segundo classificado Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), e 36 segundos do ocupante do lugar mais baixo do pódio, Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Nelson Oliveira deu nas vistas Nelson Oliveira (Movistar) também esteve em grande destaque no contrarrelógio. Aos 34 anos, o ciclista português obteve um honroso e meritório 9.º melhor tempo do dia a 1.12 minutos de Ganna, figurando assim num top 10 recheado de estrelas.   João Almeida sobe na geral que continua a ter Sepp Kuss como líder Sepp Kuss (Jumbo-Visma) continua a ser o líder da geral, depois de hoje ter sido 13.º classificado, demonstrando estar a gostar da camisola vermelha que já veste há alguns dias, num dia em que João Almeida ascendeu ao 6.º posto da geral. Vamos por partes, começando pela boa dor de cabeça da Jumbo-Visma, que tem Kuss como líder da geral, Roglic em 4.º, e Vingegaard em 7.º lugar, isto no início da segunda semana de prova, com muito ainda por percorrer em solo espanhol. Agora vamos ao caso da UAE Emirates, com especial destaque para João Almeida, que hoje voltou a dizer presente entre os candidatos à vitória final, sendo o melhor da sua equipa, à frente de Juan Ayuso e Marc Soler, sendo agora 6.º classificado da geral, a 2.16 minutos de Kuss. João Almeida esteve em grande nas duas últimas etapas e como se diz na gíria, ‘parece estar bom boas pernas’ para o que aí vem. Vamos ver, mas neste momento a estrada está a ditar que João Almeida é o mais forte de candidato da poderosa UAE Emirates à classificação geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ACPFRI1ylP0 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01GANNA Filippo INEOS Grenadiers27:3902EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1603ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 3604ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 5005VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 5206CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step+ 01:0907AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 01:1108SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:1209OLIVEIRA Nelson Movistar Team+ 01:1210VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:18 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma35:52:3802SOLER Marc UAE Team Emirates+ 2603EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:0904ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3605MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 02:0206ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1607VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:2208AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:2509MAS Enric Movistar Team+ 02:5010VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 03:14 Vuelta 2023 já vai para a 11.ª etapa Esta quarta-feira, disputa-se a 11.ª etapa desta 78.ª edição da Vuelta 2023, num traçado relativamente plano, com o total de 163,2 quilómetros na ligação entre Lerma e La Laguna Negra (Vinuesa), que tem como destaque uma contagem de montanha de primeira categoria a coincidir com a meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Apresentação da 3.ª edição da Volta a Portugal Feminina Cofidis Decorreu hoje no Parque Recreativo do Alvito em Monsanto, Lisboa, a apresentação da terceira edição da Volta a Portugal Feminina Cofidis. A Volta a Portugal Feminina Cofidis irá decorrer entre 13 e 17 de setembro, com partida em Lisboa e final em Gondomar. A edição de 2023 será a primeira com cinco dias e terá um pelotão com cerca de 100 ciclistas e 15 equipas. Além de patrocinadores e representantes de outras entidades envolvidas, estiveram também presentes algumas atletas representantes das equipa que irão participar Volta a Portugal Feminina, nomeadamente a Massi Tactic representada por Vera Vilaça, ou Glassdrive / Chanceplus / Allegro representada pela jovem Maria Santos, entre outras equipas e atletas. As etapas Prólogo - dia 13 de setembro A corrida começa com um prólogo de 5,3 km's realizado em Lisboa, que servirá para organizar a classificação geral e tática das equipas com vista aos dias seguintes. Etapa 1 - dia 14 de setembro A primeira etapa será entre Loures e Vila Franca de Xira, num total de 85 quilómetros, somente com um prémio de montanha em S. Domingos de Camões, e uma meta volante em Póvoa da galega. Etapa 2 - dia 15 de setembro A segunda tirada vai ligar Torres Vedras, Museu Joaquim Agostinho, ao Museu do Ciclismo em Caldas da Rainha, num percurso de 100,4 quilómetros, com uma meta volante em Bombarral e com dois prémios de montanha (em Casal Pardo e Casal da Marinha). Etapa 3 - dia 16 de setembro A terceira etapa será a mais longa, com um total de 111,3 quilómetros, entre Aveiro e Águeda. Nesta etapa haverá um prémio de montanha em Vale de Avim e duas metas volantes, em Cantanhede e Sangalhos. Etapa 4 - dia 17 de setembro A quarta e ultima etapa será de 84,4 quilómetros, entre Murtosa e Gondomar. Esta etapa terá uma meta volante em Rio Meão e três prémios de montanha, S.João de Ver, Gens e no final em Gondomar, local onde ficará definida a vencedora da terceira Volta a Portugal Feminina Cofidis. As Camisolas: Durante a corrida estarão em disputa quatro camisolas que simbolizam as lideres da cada classificação. Camisola Amarela Jogos Santa Casa - Classificação Geral Camisola Azul IPDJ (instituto português do desporto e juventude) - Montanha Camisola Vermelha Cofidis - Pontos Camisola Branca Medis - Juventude As equipas Massi Tactic Women's Team Soltec Team Costa Cálida Rio Miera Cantabria Deportes Universidad Politécnica Valéncia Farto BTC UC Melgaço e Ponte da Barca/Maiatos Cantanhede Cycling/VESAM Korpo Activo/Penacova 5Quinas / Município de Albufeira/CDASJ Matos Cheirinhos/Alenquer Extremo Sul/HotelAlisios/CA Terras do Arade Glassdrive/ChancePlus/Allegro Proteu Cycling/Casa do Povo de Retorta Academia Efapel de Ciclismo Matos Mobility/ Optiria Women Team Os intervenientes Numa breve conversa com Vera Vilaça, terceira classificada na anterior edição da Volta a Portugal Feminina, agora na equipa que venceu a prova em 2022, a atleta portuguesa diz que gostaria de vencer em casa mas o mais importante é a equipa sair vencedora, seja através dela ou de outra colega de equipa. A equipa deste ano é bastante diferente da equipa do ano passado, até porque a líder do ano passado este ano corre pela Israel – Premier Tech Roland e a ciclista que terminou em segundo o ano passado também está noutra equipa, o que mostra a qualidade que tinham. Vera Vilaça Vera Vilaça garante que ainda assim será uma equipa forte aquela que se vai apresentar na Volta a Portugal Feminina Cofidis, destacando Miryam Nuñez, ciclista equatoriana de 29 anos, que está em muito boa forma e tem obtido bons resultados. Sobre a liderança da equipa, diz que os resultados do prólogo poderão determinar a estratégia dos dias seguintes. Contactámos Bruno Pires, diretor desportivo da Glassdrive/ChancePlus/Allegro, equipa da Campeã Nacional e vencedora da Taça de Portugal em elite Cristiana Valente, que assume a ambição de querer discutir a corrida. Visto que temos uma Campeã Nacional creio que é justo para a própria atleta irmos para esta Voltaa Portugal com a ambição de discutir a corrida, este ano fizemos algumas provas internacionais e a Cristiana Valente mostrou bom nível a competir com ciclistas do pelotão internacional. Bruno Pires destaca as equipas UCI como a Massi Tactic Women's Team, ou a Rio Miera Cantabria Deportes, que na sua opinião são equipas favoritas e a ter em conta para a vitória final, pois estão habituadas a um calendário internacional mais completo e de melhor nível que o calendário português. O diretor desportivo Glassdrive/ChancePlus/Allegro louva o facto de haver mais um dia de competição, realçando no entanto que deveria haver mais dureza no percurso. Bruno Pires refere que em provas nacionais de juniores ou sub-19 já houve mais montanha (dando como exemplo a chegada ao alto de Montejunto), e que numa corrida de categoria elite, com equipas estrangeiras de escalão UCI apenas existem montanhas de terceira categoria no percurso. Segundo informação na cerimónia de apresentação, haverá resumos diários das etapas da CMTV. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta – Almeida e Ayuso de olho em Evenepoel João Almeida e Juan Ayuso admitem perder 30 segundos para Remco Evenepoel no contrarrelógio de terça-feira na Vuelta a Espanha. Para muitos é o dia mais decisivo. Terça-feira é dia de contrarrelógio na Vuelta a Espanha e foi no esforço individual que se definiram tanto o Giro de Itália como o Tour de France. Na UAE-Emirates são conscientes de que o claro favorito é Remco Evenepoel. “O contrarrelógio é muito rápido. Espero estar na luta com os melhores, mas conto perder cerca de 30 segundos para o Remco Evenepoel”, disse João Almeida no encontro com os média. Juan Ayuso aprofundou o tema: “As diferenças feitas no contrarrelógio são difíceis de recuperar. O favorito é o Evenepoel e perder menos de 30 segundos é um muito bom resultado. O percurso é linear e exigente, sem zonas de recuperação. Vou levar o 60 x 11 porque vai ser um TT duro. Creio que se farão mais diferenças do que no dia do Tourmalet.” João Almeida foi 3º na cronoescalada do Giro e consolidou o primeiro pódio de um português na prova italiana. A correr não há amigos                  João Almeida atacou em Múrcia na 9ª etapa e subiu ao top 10. A movimentação permitiu ganhar cinco segundos a Roglic, sete a Mas e Evenepoel. Ganhos escassos que provam que para fazer diferenças na montanha é preciso um dia de inspiração. “A primeira semana não foi muito dura no papel, mas na prática tivemos mau tempo e abanicos. Pensei que o Vingegaard ia estar mais forte. Ele continua muito forte [risos], mas pensávamos que ia estar mais ainda.” Almeida e Ayuso estao em sintonia quanto ao bicampeão do Tour de France e à força do bloco da Jumbo-Visma. Para o espanhol “Vingegaard a 90 por cento é praticamente o melhor do mundo, mas parece que não é o do Tour. Roglic está provavelmente no melhor momento da época, Evenepoel também. Em Xorret de Catí subiu-se a um ritmo fortíssimo por isso os que aguentamos com eles também estamos bem”. Ayuso fala pelos cotovelos, está à vontade e não duvidou quando um jornalista belga lhe perguntou sobre uma aliança com Evenepoel contra a Jumbo-Visma: “A correr não há amigos. Se estiver sozinho com o Remco tentarei distanciar a Jumbo, mas se o Remco descolar trabalharei com a Jumbo para o distanciar. Somos rivais.” Bordures e alta velocidade marcaram a 9ª etapa na região de Múrcia.Créditos: Sprint Cycling Agency "Temos muito a recuperar para o Kuss" A Vuelta entra na segunda semana com o americano Sepp Kuss, o terceiro na hierarquia da Jumbo-Visma, como líder com mais de dois minutos sobre os principais candidatos. A UAE-Emirates também posicionou o terceiro homem na escala de líderes na frente. Marc Soler é 2º a 43 segundos de Kuss. Esta é uma carta que a Soudal-Quick Step não pode jogar. “Ter o Marc Soler na frente não foi planeado, mas ele acabou bem o Tour e quando se deu a oportunidade de entrar em fuga com o Kuss subiu na geral. Temos muito a recuperar para o Kuss porque a vantagem é muito grande.” Propusemos um cenário a João Almeida. Temos na frente Almeida, Ayuso, os três Jumbo e Evenepoel; ataca Kuss; a UAE responde a Kuss? “Sim, assim metemos tempo aos restantes Jumbo. É tudo uma questão de capacidade física. No final de contas vai ganhar quem tem pernas.” E Kuss tem pernas de campeão? “Que eu veja sim.” Fica o aviso de João Almeida sobre Kuss, o super gregário que este ano já deu a ganhar o Giro a Roglic, o Tour a Vingegaard e ainda tem pernas para estar na batalha pela Vuelta. ### A Trek lançou uma nova hardtail elétrica: a Trek Marlin+ A Trek apresentou a sua nova e-bike, dando à sua mais popular bicicleta de montanha o suporte e a potência de um motor elétrico. A nova Trek Marlin+, descendente da famosa e muito apreciada pelo Marlin, uma hardtail elétrica perfeita para qualquer trilho e qualquer tipo de utilização. Esta versão vem equipada com um motor Bosch intuitivo que oferece aos ciclistas uma potência silenciosa e confortável tanto em percursos singletrack como nas ruas das cidades. A isto soma-se o preço mais baixo que o valor médio das bicicletas de montanha elétricas da Trek, o que permite que os ciclistas possam aproveitar o melhor que a Trek e a Bosch têm para oferecer. Versatilidade A Trek Marlin+ tem a versatilidade da sua irmã não elétrica, como um quadro hardtail de grande capacidade, equipado com uma forqueta de 120 mm capaz de enfrentar todo o tipo de pedras e raízes, além de eixos passantes dianteiros e traseiros que ajudam numa condução precisa, assim como os seus pneus largos de 2,6". A Marlin+ está também equipada com o sistema de ajuste Smart Wheel Size, com os quadros de tamanhos M e superior a apresentarem rodas rápidas de 29”, e os modelos S e XS equipados com rodas ágeis de 27,5”. Tal como acontece na Marlin não elétrica, a Marlin+ oferece aos ciclistas todas as possibilidades de personalização e melhoria, com pontos de fixação para porta-bagagens, guarda-lamas e descanso lateral. Os ciclistas podem escolher manter a Marlin+ como uma verdadeira bicicleta de montanha ou acrescentar as capacidades necessárias para ser a bicicleta perfeita para as deslocações diárias. Motor O coração da Marlin+ é o novo motor Active Line Plus da Bosch. O Active Line Plus oferece uma potência média de 50Nm de binário, garantindo uma pedalada silenciosa e apoio suave, que dá aos ciclistas a potência que procuram sem se sentirem incapazes de a controlar. O motor é apoiado por uma bateria Bosch CompactTube de 400 Wh totalmente embutida no quadro, que otimiza a densidade energética, num pacote mais pequeno e leve. A bateria de 400 Wh garante até quatro horas de pedalada assistida, e os ciclistas podem acrescentar o Range Extender PowerMore, de 250 Wh, para aumentarem a sua autonomia em 60% de tempo. Sumplicidade para qualquer utilizador A simplicidade é uma das características principais da Trek Marlin+, graças ao novo e elegante sistema de monitor e comando remoto Purion 200, da Bosch, que fornece informação essencial sobre a condução e viagem, com uma leitura fácil e sem extras desnecessários. O modo AUTO ajusta o apoio do motor intuitivamente, com base no terreno, nas condições e no feedback do ciclista, para que os utilizadores passem mais tempo focados no trajeto e menos nas definições da bicicleta. Preços e disponibilidade A nova Marlin+ está agora disponível na rede de distribuidores autorizados Trek, clica no link para saber o mais próximo de ti. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - João Almeida mostra os dentes na 9.ª etapa Lennard Kämna (BORA hansgrohe) venceu hoje a nona etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num dia em que João Almeida foi o destaque entre os favoritos, ao efetuar um ataque bem-sucedido, que lhe permitiu ganhar alguns segundos à concorrência direta. Centrando atenções nas contas do dia, Kämna de 26 anos foi o mais rápido a completar os 184,5 quilómetros da ligação entre Cartagena e Collado de la Cruz de Caravaca, com o registo de 04:28.59 horas, isto numa etapa em que os tempos da geral foram marcados a 2,5 quilómetros da meta, devido às más condições do piso, com origem no mau tempo que se fez sentir durante a etapa. O ciclista alemão integrou a fuga do dia, que se revelou vitoriosa, com o ciclista da BORA hansgrohe a vencer a etapa, cruzando a linha da meta isolado, com 13 segundos de vantagem sobre Matteo Sobrero (Jayco-AlUla), e 01.12 minutos sobre Chris Hamilton (dsm-firmenich), respetivos segundo e terceiro classificados. Com a vitória de hoje Lennard Kämna entra no notável lote de atletas que já contam com vitórias nas três principais voltas do calendário internacional. Kuss continua de vermelho No que diz respeito ao pódio da geral, os lugares continuam ocupados pelos mesmos elementos, com Sepp Kuss (Jumbo-Visma) a continuar a vestir de vermelho, com 43 segundos de vantagem sobre o vice-líder Marc Soler (UAE Emirates) e 1.02 minutos sobre Lenny Martinez (Groupama-FDJ), terceiro classificado. João Almeida atacou e subiu ao top 10 da geral João Almeida foi o grande destaque do dia entre o lote de favoritos à vitória final, num dia em que contrariamente ao que é habitual, atacou e bem. O ciclista português da UAE Emirates atacou, e bem, na fase final da etapa, em que apenas contou com a companhia de Aleksandr Vlasov (BORA hansgrohe), conseguindo assim ganhar alguns segundos à concorrência direta. João Almeida conseguiu ganhar 5 segundos a Primoz Roglic (Jumbo-Visma), e ainda 7 segundos a Enric Mas (Movistar), e ao companheiro de equipa, Juan Ayuso, a Remco Evenepoel (Soudal) e ainda a Jonas Vingegaard (Jumbo), subindo assim ao top 10 da geral, a 2,55 minutos do líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=zTyY7E0wVto Top 10 etapa POSNOMETEMPO01KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe04:28:5902SOBRERO Matteo Team Jayco-AlUla+ 1303HAMILTON Chris Team dsm-firmenich+ 01:1204GEBREIGZABHIER Amanuel Lidl-Trek+ 01:0005BARRENETXEA Jon Caja Rural-Seguros RGA+ 01:3706FERNANDEZ Ruben Cofidis+ 01:3707CAICEDO Jonathan EF Education-EasyPost+ 02:1108NAVARRO Daniel Burgos-BH+ 02:4109MAS Enric Movistar Team+ 03:1810VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 03:11 Top 10 classificação geral POS NOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma35:23:3002SOLER Marc UAE Team Emirates+ 4303MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 01:0204EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 02:2405LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 02:2906ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 02:2907VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:3508MAS Enric Movistar Team+ 02:3509AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:4510ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:55 Dia de descanso a anteceder o contrarrelógio individual Esta segunda-feira é dia de descanso para o pelotão da 78.ª edição da Volta a Espanha, o primeiro, depois de nove etapas bem disputadas, algumas delas marcadas pelas condições meteorológicas adversas, situação que aumentou a dificuldade e o cansaço para os ciclistas. Para terça-feira, dia de regresso à competição, a 10.ª etapa reserva ao pelotão um contrarrelógio individual que promete algumas mexidas no topo da classificação geral. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - João Almeida vê de perto a vitória de Roglic na 8.ª etapa Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o grande destaque do dia na 78.ª edição da Volta a Espanha, ao vencer categoricamente a oitava etapa, triunfo que o ciclista português João Almeida viu de perto, ao ser 6.º classificado. A estrela eslovena da Jumbo-Visma, foi o mais rápido a completar os 165 quilómetros da ligação entre Dénia e Xorret de Catí, com o registo de 04:13.52 horas, sendo o mais forte num sprint composto por dois dos principais candidatos à vitória final, mais concretamente, Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), e Juan Ayuso (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. https://twitter.com/lavuelta/status/1697997756495749304?s=20 O justo triunfo de Roglic, vencedor da Vuelta entre 2019 e 2021, foi o culminar de mais um trabalho de exceção da Jumbo-Visma, premiado ainda pela conquista da camisola vermelha por parte de Sepp Kuss, outro dos destaques da presente edição da prova. A Jumbo-Visma tem estado irrepreensível, prova disso, o facto de hoje, colocar três ciclistas no top 10., com destaque para a liderança da geral por parte de Kuss, com 43 segundos de vantagem sobre o vice-líder Marc Soler (UAE Emirates), e 1.00 minuto sobre Lenny Martinez (Groupama-FDJ), terceiro classificado. Evenepoel afasta fantasmas Hoje, Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) afastou os fantasmas que apareceram na 6.ª etapa da prova, em que perdeu a camisola vermelha e cedeu algum tempo a mais do que o esperado pela maioria. Hoje Evenepoel teve uma prestação segura, impondo um ritmo forte na fase final da etapa, apenas superado por Primoz Roglic. De certeza que o ciclista belga e a sua equipa terminaram o dia mais confiantes para o que ainda falta enfrentar nesta dura prova espanhola. Hoje foram vários os portugueses em destaque A oitava etapa da Vuelta 2023 teve ainda vários portugueses em evidência. Começamos por Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) e Nelson Oliveira (Movistar) que integraram a fuga desde muito cedo, mexendo assim com a corrida logo na fase incial. Rui Costa teve especial destaque pela combatividade demonstrada, sendo apenas apanhado pelo pelotão já nos quilómetros finais, terminando a etapa na 24.ª posição, a 2.06 minutos do vencedor. João Almeida (UAE Emirates) caiu nos instantes iniciais da etapa, mas reergueu-se e terminou entre os melhores. O ciclista português de 24 anos, foi 6.º classificado, a apenas 2 segundos de Roglic, seguindo de muito perto os principais candidatos à vitória final, e dando um claro sinal à sua equipa que podem contar com ele não só para trabalhar com Juan Ayuso, como ainda para lutar por uma boa posição na geral, onde agora ocupa o 11.º posto a 3.09 minutos do líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=LixOE3EhAwk Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma04:13:5202EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0003AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 0004MAS Enric Movistar Team+ 0205VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0206ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0207KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 0208SOLER Marc UAE Team Emirates+ 0209POELS Wout Bahrain Victorious+ 3410VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 39 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma30:51:0602SOLER Marc UAE Team Emirates+ 4303MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 01:0004POELS Wout Bahrain Victorious+ 02:0505LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 02:2906EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 02:3107ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 02:3808VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:4209MAS Enric Movistar Team+ 02:4210AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:52 Chegada em alto a anteceder o descanso Este domingo, nona etapa da prova reserva ao pelotão da 78.ª edição da Volta a Espanha mais uma chegada em alto, nos 184,5 quilómetros da ligação entre Cartagena a Collado de la Cruz de Caravaca. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### The GOATS - 740km | 16.500D+ | 75% off-road - Em Portugal Vai realizar-se em Portugal, entre 1 e 7 de Outubro, pelas zonas da Serra da Malcata, Monsanto (Castelo Branco), Serra da Gardunha, Luso e Serra da Estrela a primeira edição do "The Goats", um evento de Ciclismo de ultra distância sem suporte. Os números são os descritos no título do artigo, uma distância 740 quilómetros com um desnível positivo acumulado de 16.500 metros, sendo 75% fora do asfalto, sem abastecimentos, apoio mecânico, nem estadias incluídas, os participantes terão que realizar a prova em navegação, transportando tudo o que acharem necessário para cumprir a prova. O percurso passa por seis serras, seis aldeias históricas e atravessa 15 rios portugueses. O formato Os eventos ou desafios de ciclismo de ultra distancia caracterizam-se por não ter etapas, havendo somente uma data limite para terminar o desafio, cada participante gere a forma como quer cumprir o track (percurso) até à data limite. Não existem classificações nem pódios, cada um coloca o seu próprio objetivo, mas haverá inevitavelmente ciclistas que vão terminar o evento num tempo menor, ou maior que outros. Liberdade, quase total Os participantes podem por exemplo, sair do track para dormir, comer, resolver alguma avaria, ir apreciar algum monumento ou até para ir ver a família, desde que retome o track no local onde saiu do mesmo, continua a sua prova. Colocar Portugal no Mapa da ultra distância O The Goats assemelha-se a eventos de referência como o Bad Lands ou o Basajaun, realizados em Espanha. A avaliar pelas zonas onde passa e pelo percurso, este evento "Made in Portugal" tem condições para colocar o o nosso país no mapa deste tipo de eventos que têm cada praticantes, dando a conhecer as paisagens, a cultura e até mesmo a dureza das zonas por onde passa. Nesta primeira edição o The Goats conta com 30 inscritos, sendo que 24 são estrangeiros. Para os menos familiarizados com este formato de evento, é um número bastante bom para uma primeira edição. Mais informação Podes encontrar todas as informações com pormenores sobre o percurso, as zonas, as inscrições em https://www.thegoats.cc/ ou na página Instagram do evento que podes encontrar AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Etapa 7 teve um herói improvável Geofffrey Soupe (TotalEnergies) foi o vencedor da sétima etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num dia tendencialmente calmo para os homens da geral, em que Lenny Martinez (Groupama-FDJ) mantém a camisola vermelha. O ciclista francês de 35 anos foi o mais rápido a completar os 200,8 quilómetros da ligação entre Utiel e Oliva, com o registo de 04:56.29 horas, superiorizando-se no sprint final a Orluis Aular (Caja Rural-Seguros RGA), e a Edward Theuns (Lidl-Trek), respetivos segundo e terceiro classificados. Com todo o respeito que merece, hoje Soupe foi um herói improvável, o próprio ciclista confirmou que parecia “pouco provável as possibilidades de vencer uma etapa”. Provável ou não, o certo é que Geofffrey Soupe escreveu o seu nome na história desta mítica prova espanhola, alcançando aquilo com que muitos ciclistas sonham. Soupe não escondeu a sua alegria no final da etapa, salientando ter alcançado algo incrível. É incrível para mim e para a equipa, e ainda mais porque não era suposto eu correr a Vuelta este ano. O Alexis Vuillermoz teve uma queda no Tour de l’Ain, então a equipa escolheu-me”. Geofffrey Soupe Esta honrosa vitória de Soupe demonstra que os contos de fadas também existem mundo do ciclismo. Dia calmo para os homens da geral Centrando agora atenções na classificação geral, hoje pode-se considerar que foi um dia calmo para os homens da geral, com o ‘jovem’ Lenny Martinez (Groupama-FDJ) a manter-se na liderança, com as mesmas distâncias de ontem para os concorrentes mais diretos, sendo de oito segundos de vantagem para o vice líder Sepp Kuss (Jumbo-Visma), e  51 segundos sobre Marc Soler (UAE Emirates), que ocupa o último lugar do pódio. Nota ainda para uma queda de Sepp Kuss a cerca de 10 quilómetros da meta, mas o forte bloco da Jumbo-Visma rapidamente o recolocou no pelotão de forma a não registar perdas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=x-76i4OMlDU Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01SOUPE Geoffrey TotalEnergies04:56:2902AULAR Orluis Caja Rural-Seguros RGA+ 0003THEUNS Edward Lidl-Trek+ 0004MOLANO Sebastian UAE Team Emirates+ 0005GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0006VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0007GONZÁLEZ David Caja Rural-Seguros RGA+ 0008PAGE Hugo Intermarché-Circus-Wanty+ 0009GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 0010GOVEKAR Matevz Bahrain Victorious+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ26:37:0402KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 0803SOLER Marc UAE Team Emirates+ 5104POELS Wout Bahrain Victorious+ 01:4105CRAS Steff TotalEnergies+ 01:4806LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:5807DE LA CRUZ David Astana Qazaqstan Team+ 02:2308CEPEDA Jefferson Caja Rural-Seguros RGA+ 02:3009EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 02:4710VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:50 Contagens de montanha prometem animar a etapa amanhã Contagens de montanha para o dia de amanhã Este sábado, a oitava estava da 78.ª edição da Volta a Espanha reserva ao pelotão uma tirada com o total de 165 quilómetros, na ligação entre Dénia a Xorret de Catí, num traçado que contempla cinco contagens de montanha. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVO Shimano 105 de 12 velocidades mecânicas A Shimano anunciou o lançamento do novo grupo SHIMANO 105 R7100 de 12 velocidades mecânicas, afirmando que este é destinado para amantes de ciclismo que procurem componentes fiáveis e de fácil manutenção a um preço acessível. De acordo com a informação da marca, este novo e leve conjunto SHIMANO 105 Mecânico oferece Mudanças Mecânicas Premium, permitindo aos ciclistas uma sensação natural de condução sem haver preocupações com os níveis de bateria. O SHIMANO 105 Mecânico de 12 velocidades inclui um desviador traseiro RD-R7100 com a tecnologia SHIMANO SHADOW RD e um desviador dianteiro FD-R7100 com uma construção de ligação alternada, um perfil baixo e uma construção de tensão única, que segundo a marca proporciona aos ciclistas um desempenho suave, eficiente e silencioso quer subam para o prato maior ou desçam para o mais pequeno. SHIMANO 105: unidade de tração versátil Com o salto para as 12 velocidades, o SHIMANO 105 R7100 Mecânico permite usufruir de mudanças altas e baixas, juntamente com uma progressão inteligente de mudanças intermédias. Este é o resultado de componentes de transmissão otimizados, incluindo opções de cassetes 11-34T e 11-36T, enquanto os conjuntos de crank FC-R7100 HOLLOWTECH II de 12 velocidades têm opções de prato 50-34T e 52-36T. A utilização dos pratos 50-34T com uma cassete 11-34T, ou mesmo 11-36T permite aos ciclistas manter uma cadência eficiente e controlável em subidas longas e constantes. Além disso, a configuração semi-compacta 52-36T do SHIMANO 105 Mecânico reduzirá a hipótese de perder tração a meio de uma descida ou a sprintar em plano. SHIMANO 105: Ergonomia melhorada e controlo eficiente A Shimano informa que as manetes de mudanças/travão ST-R7120 de última geração, foram concebidas para se adaptarem a qualquer tamanho e forma de mão, proporcionando uma experiência de mudanças descontraída, garantindo mais controlo e conforto. Os cabos integrados do SHIMANO 105 Mecânico eliminam a confusão no guiador e proporcionam uma experiência de condução mais concentrada e, segundo a marca, perfeita para longos dias no selim. A Shimano informa ainda que a travagem foi otimizada para a utilização com as atuais pinças SHIMANO 105 BR-7170, tornando a travagem mais eficiente. As pinças de travão foram redesenhadas para oferecer mais 10% de espaço livre com o rotor do travão - o que significa menos fricção e uma condução mais silenciosa. A marca garante que o sistema é leve, durável e de fácil manutenção, com uma inovação direcionada para simplificar o processo de purga dos travões. O SHIMANO 105 R7100 Mecânico só é compatível com travões de disco hidráulicos. A alavanca é mais leve e suave e tem uma área de controlo de travagem alargada. Assim, o alcance - distância entre o guiador e a alavanca - também é reduzido. SHIMANO 105: Mudança de velocidades mecânica premium Segundo a Shimano cada componente do Shimano 105 Mecânico foi concebido para funcionar em perfeita harmonia e, segundo eles, com o sistema de 12 velocidades, os ciclistas terão uma eficiência e um desempenho de aceleração máximo em qualquer situação. Crank FC-R7100 ·         Conjunto de crank HOLLOWTECH II ·         Velocidades 2 x 12 ·         Combinações de prato: 50-34T e 52-36T ·         Tamanho do crank: 160mm, 165mm, 170mm, 172.5mm, 175mm ·         Peso: 765.6g (50-34T) Cassete CS-R7101-12 ·         Velocidades HYPERGLIDE 12 ·         Roda dentada pequena de 11 dentes ·         Compatível com freehub de 11 velocidades ·         Combinações da cassete: 11-34T e 11-36T (CS-HG710-12) ·         Peso: 361g (11-34T) Desviador dianteiro FD-R7100 ·         Soldado ·         Mudança de velocidades dianteira rápida e precisa ·         Peso: 96g Desviador traseiro RD-7100 ·         SHIMANO SHADOW RD ·         Fixação de montagem direta ·         Perfil baixo, construção de tensão única ·         Peso: 249g Conjunto de Travão de Disco Hidráulico (Mudanças e manetes) ST-R7120 ·         Manete de controlo duplo ·         Nova forma de lâmina permite uma menor curva de acesso à manete ·         Ergonomia e forma aperfeiçoadas criam uma nova posição da manete ·         Peso: 612g / par Rotores do Travão de Disco SM-RT70 Rotores do travão de disco (160 / 140mm) ·         Peso: 285.6g Preço e disponibilidade Podes ver todos os pormenores, mais características técnicas, preços e disponibilidade novo Shimano 105 mecânico através dos sites do importador em Portugal: https://www.scvouga.pt/pt/ciclismo/shimano ou da Shimano: road.shimano.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Kuss brilha e Evenepoel quebra na 6.ª etapa Sepp Kuss (Jumbo-Visma) foi o destaque de um dia bem mexido nesta 78.ª edição da Volta a Espanha. O ciclista norte-americano de 28 anos foi o grande vencedor da sexta etapa da prova, num dia que ficou ainda marcado pela quebra de Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), que ‘perdeu’ assim camisola vermelha. Vamos primeiro às contas do dia, que teve a Jumbo-Visma como grande dinamizadora, não só pela vitória de Kuss, mas também pelo bom desempenho de Jonas Vingegaard e Primoz Roglic. Sepp Kuss foi o mais rápido a completar os 183,1 quilómetros da ligação entre La Vall d’Uixó e o Observatório Astrofísico de Javalambre, com o registo de 4:27.29 horas, chegando à linha da meta isolado, com 26 segundos de vantagem sobre Lenny Martinez (Groupama-FDJ), o novo líder da geral, e com 31 segundos sobre Romain Bardet (dsm-firmenich), respetivos segundo e terceiro classificados. Lenny Martinez é um jovem a vestir de vermelho Lenny Martinez (Groupama-FDJ) é agora um jovem a vestir de vermelho, aliás aos 20 anos, é o mais jovem de sempre a liderar a geral em 78.ª edições da mítica prova espanhola. Um estatuto de sonho para o ciclista francês que parte para a sétima etapa com 8 segundos de vantagem sobre Sepp Kuss e 51 segundos sobre Marc Soler (UAE Emirates), que ocupam a segunda e terceira posição da geral. Evenepoel quebrou num dia em que João Almeida terminou entre os favoritos Outras notas de destaque para o dia de hoje recaem sobre a forma como Remco Evenepoel perdeu a liderança da geral. Hoje, o vencedor da última edição da prova não conseguiu aguentar o ritmo nos últimos quilómetros da prova, com a própria equipa a Soudal-QuickStep a não conseguir contrariar a estratégia de equipas como a Jumbo-Visma e a UAE Emirates, vendo agora a liderança a 2.47 minutos de distância. Centrando agora atenções na prestação de João Almeida, o ciclista luso demonstrou estar bem, trabalhando de perto com Juan Ayuso, seu companheiro de equipa na UAE Emirates. Apesar de ter baixado na geral, onde ocupa agora a 16.ª posição, a 3.17 minutos do líder, João Almeida esteve sempre dentro do grupo das outras estrelas do pelotão, naquele que parece ser um bom prenúncio para o muito sofrimento que ainda vai ter pela frente na prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=jo-X1NBFYRQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma04:27:2902MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 2603BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 3104LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 4605SOLER Marc UAE Team Emirates+ 4606POELS Wout Bahrain Victorious+ 01:0307RUBIO Einer Movistar Team+ 01:0508RODRIGUEZ Cristian Team Arkéa-Samsic+ 01:1209CRAS Steff TotalEnergies+ 01:1210CEPEDA Jefferson Caja Rural-Seguros RGA+ 01:26 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ21:40:3502KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 0803SOLER Marc UAE Team Emirates+ 5104POELS Wout Bahrain Victorious+ 01:4105CRAS Steff TotalEnergies+ 01:4806LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:5807CEPEDA Jefferson Caja Rural-Seguros RGA+ 02:0608DE LA CRUZ David Astana Qazaqstan Team+ 02:2309EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 02:4710MAS Enric Movistar Team+ 02:50 Sexta-feira reserva traçado bem mais plano Esta sexta-feira, vai para a estrada a sétima etapa da Vuelta 2023, numa tirada com um total de 200,8 quilómetros maioritariamente planos, na ligação entre Utiel a Oliva, naquele que se espera um dia mais calmo entre os candidatos à geral. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Chegou o NOVO Shimano GRX 12 velocidades - Todos os pormenores aqui A Shimano acaba de lançar no mercado o tão esperado Shimano GRX 12 velocidades, ainda que, somente na versão mecânica para já. A Shimano continua o seu legado de criar componentes específicos para gravel. Enraizada na simplicidade, fiabilidade e aventura, a nova linha Shimano GRX 12 velocidades oferece mais opções de mudanças juntamente com uma nova ergonomia, para que os ciclistas tirem o máximo partido de cada aventura de gravel. Desempenho e liberdade O GRX mecânico da Shimano recebe esta atualização de 12 velocidades, proporcionando desempenho de alto nível já conhecido das linhas anteriores, sem um preço exagerado.  Como o gravel tem tudo a ver com expressão pessoal e liberdade para escolher como e onde pedalar, o novo Shimano GRX inclui três opções exclusivas de transmissão mecânica de 12 velocidades, para cobrir todo o espectro de ciclistas e passeios. SHIMANO GRX 1x12 com 10-45T Os ciclistas que adoram alcançar os seus recordes pessoais ou lutar no final de uma corrida irão apreciar as passagens de mudança da configuração RX 820 1x12, com uma cassete 10-45 emparelhada com um pedaleiro de 40 ou 42 dentes.  A Shimano informa que tal como o seu antecessor de 11 velocidades, o RX 820 proporciona mudanças suaves e fiáveis ​​e apresenta agora uma gama de velocidades mais ampla e engrenagem extra, tornando mais fácil encontrar a cadência ideal para cada situação. Esta configuração emprega o desviador traseiro de caixa média RD-RX822-GS construído para uso com a cassete 10-45T e inclui o estabilizador de corrente SHADOW RD+ integrado da Shimano, que segundo a marca proporciona mudanças mais silenciosas e melhor gestão da corrente em terrenos acidentados. Pedaleiro FC-RX 820-1 Engrenagem 1x12 velocidades Comprimentos do braço d crank: 170 mm, 172,5 mm, 175 mm Opções de pratos: 40T, 42T Construção SHIMANO HOLLOWTECH II Peso: 655 gramas (172,5 mm com coroa 40T) Desviador traseiro RD-RX822-GS Estabilização de corrente SHIMANO SHADOW RD+ Alcance máximo do cassete: 45T Caixa do desviador GS/SGS intercambiável e substituível Peso: 290 gramas Cassete CS-M8100-12 Tipo de freehub: MICRO SPLINE Faixa 10-45T Peso: 461 gramas SHIMANO GRX 1x12 com 10-51T Para aventuras com maior escalada durante todo o dia ou vários dias, a nova opção RX820 1x12 unstoppable apresenta a cassete 10-51T de amplo alcance da Shimano juntamente com um pedaleiro de 40 ou 42 dentes. Esta configuração oferece opções ideais para subidas mais íngremes e aventuras de vários dias pelas montanhas. A configuração unstoppable de 1x12 velocidades inclui o desviador traseiro de caixa longa RD-RX822-GSG com estabilizador de corrente SHADOW RD+ integrado que é otimizado para uso com o cassete 10-51T. A novidade nesta geração do GRX é a capacidade de alterar ou substituir a caixa do desviador entre as opções 1x12. Isto significa que se necessitares substituir a caixa ou se a tua engrenagem precisar de ser trocada, não terás que comprar um desviador totalmente novo. A mesma tecnologia MICRO SPLINE do BTT A Shimano traz a sua tecnologia comprovada de cubo de BTT micro spline para o gravel com configurações GRX mecânicas 1x12.  Este design leve de cubo livre de alumínio integra-se perfeitamente com engrenagens de 10 dentes e apresenta estrias menores e mais espaçadas que limitam os danos às engrenagens ao longo do tempo. Desviador traseiro RD-RX822-SGS 12 velocidades Estabilização de corrente SHIMANO SHADOW RD+ Alcance máximo do cassete: 51T Caixa do desviador GS/SGS intercambiável e substituível Peso: 288 gramas (SGS) Pedaleira FC-RX820-1 Engrenagem 1x12 velocidades Comprimentos do crank: 170 mm, 172,5 mm, 175 mm Opções de pratos: 40T, 42T Construção SHIMANO HOLLOWTECH II Peso: 655 gramas (172,5 com coroa 40T) Cassete CS-M8100-12 Tipo de freehub: MICRO SPLINE 10-51T Peso: 470 gramas SHIMANO GRX 2x12 Para os ciclistas que procuram o melhor dos dois mundos, existe agora a nova transmissão 2x12 RX820 undroppable, com uma combinação de pratos 48/31D otimizados para gravel, combinados com cassetes 11-34D ou 11-36D.  Esta configuração tem como objectivo oferecer uma faixa de mudanças ultra ampla para rodar numa cadência confortável, seja para cruzar planícies de terra, seja por retas intermináveis de estrada de asfalto, ou para enfrentar subidas com grande percentagem de inclinação. A configuração 2x12 interage perfeitamente com a maioria das rodas 700c existentes, graças ao uso do testado e comprovado design do corpo do cubo HG. Também permite maior folga para os pneus ( uma linha de corrente +2,5 mm vs. estrada convencional FD ). Pedaleiro FC-RX820-2 Engrenagem 2x12 velocidades Comprimentos do crank: 170 mm, 172,5 mm, 175 mm Combinação de pratos: 48-31T Construção SHIMANO HOLLOWTECH II Peso: 721 gramas (172,5 com pratos 48/31T) Desviador Traseiro RD-RX820 12 velocidades Estabilização de corrente SHIMANO SHADOW RD+ Alcance máximo do cassete: 36T Peso: 270 gramas Desviador dianteiro FD-RX820 Engrenagem 2x12 velocidades A construção do link alternado oferece mais opções de roteamento de cabos Maior folga dos pneus ( linha da corrente +2,5 mm vs. estrada convencional FD ) Ajuste preciso e fácil com ajuste integrado da tensão do cabo Peso: 95 gramas Ergonomia e travões atualizados Um dos fatores que tornaram o grupo GRX num best seller da Shimano é a sua ergonomia e conforto, mesmo fora do asfalto, algo que a marca teve em conta nesta atualização. Os pousa mãos do GRX mecânico foram totalmente redesenhados, adicionando mudanças de 12 velocidades sem qualquer volume adicional na manete. A Shimano informa que os manípulos da série RX 820 foram concebidos para proporcionar conforto durante todo o dia. Ao reduzir os pontos de pressão e aumentar a área de superfície, o objectivo é que as mãos fiquem menos cansadas e que o ciclista tenha melhor controlo ao testar os seus limites. Outra novidade nas manetes é o facto de nos grupos 1x12, a manete de travão esquerda ter uma opção específica para espigão telescópico, que integra perfeitamente travagem e atuação do espigão telescópico. ST-RX820-R/L – Manetes de travão de disco hidráulico DUAL CONTROL Ergonomia da manete de travão e suporte específica para gravel Otimizado para uso com guiador alargado Revestimento antiderrapante na superfície da manete do travão Mudanças mecânicas leves e responsivas Peso: 572,5 gramas (par 2x12 ST) Peso: 511,2 gramas (par 1x12 ST) ST-RX820-LA – Manete de travão hidráulico e alavanca de espigão telescópico Travão lado esquerdo e alavanca do espigão telescópico Ergonomia da manete de travão e suporte específico para gravel Otimizado para uso com guiador alargado Revestimento antiderrapante na superfície da manete do travão Peso: 263 gramas BL-RX820-L – Somente travão de disco hidráulico Manete do travão lado esquerdo Ergonomia da manete de travão e suporte específico para gravel Otimizado para uso com guiador alargado Revestimento antiderrapante na superfície da manete do travão Peso: 222 gramas SHIMANO GRX RX610 - A versão mais acessível Para o consumidor mais preocupado com o orçamento e para permitir um patamar de preço mais amplo em bicicletas completas de gravel, a Shimano também atualizou os seus pedaleiros e manetes de mudanças da série 600 para configurações 1x12 e 2x12 que utilizam a tecnologia trickle-down da linha de componentes GRX original da série 800. As principais características incluem novos pousa mãos e revestimento antiderrapante da manete de travão, com o objectivo de reforçar controlo em terrenos acidentados.  Os novos pedaleiros oferecem opções de engrenagens que atendem especificamente às demandas de pedaladas em gravel. O pedaleiro RX 610 2x12 possui pratos 46/30 e está disponível em comprimentos de braço de cranks de 165 mm, 170 mm, 172,5 mm e 175 mm.  O Pedaleiro RX 610 1x12 tem as mesmas quatro opções de comprimento de cranks e está disponível com aço altamente durável 38T (uma nova opção) e pratos 40T para combinar com uma cassete 10-45T ou 10-51T. Novas rodas em carbonoSHIMANO RX880 Juntamente com os componentes mecânicos GRX, a Shimano também lançou umas novas rodas em carbono para gravel, construídas especificamente para lidar com a exigência da condução em estradas de terra.  As novas rodas RX 880 são 64 gramas mais leves por par do que o modelo antecessor e apresentam a mesma altura de aro de 32 mm. para aceleração e subidas mais rápidas. As rodas RXv880 estão preparadas para tubeless e têm uma largura de aro interna de 25 mm., sendo adequadas para pneus de 32 mm. a 50 mm. de largura. Podes ver todos os pormenores, mais características técnicas, preços e disponibilidade novo Shimano GRX 12 velocidades através dos sites do importador em Portugal: https://www.scvouga.pt/pt/ciclismo/shimano ou da Shimano: https://gravel.shimano.com/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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João Almeida ascendeu ao top 10 da geral liderada por Evenepoel O português João Almeida (UAE Emirates) ascendeu hoje ao 10.ª posto da classificação geral, com 48 segundos de atraso para o líder Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), que hoje aumentou a vantagem para o vice-líder Enric Mas (Movistar) para 11 segundos, isto depois de ter bonificado seis segundos num sprint intermédio. A fechar o pódio da geral continua Lenny Martinez (Groupama-FDJ) com 17 segundos de atraso. Ruben Guerreira abandona prova O dia de hoje trouxe a triste notícia do abandono do português Ruben Guerreiro. O ciclista da Movistar sofreu uma queda no final da quarta etapa, da qual resultou uma fratura da clavícula, lesão que impediu Ruben Guerreiro de continuar em prova. Foi a formação espanhol a confirmar o abandono de Guerreiro através das redes sociais. https://twitter.com/Movistar_Team/status/1696829879730180582?s=20 Apesar do infortúnio de Ruben Guerreiro a Movistar ainda tem um representante luso, falamos, obviamente de Nelson Oliveira. Resta-nos agora desejar as rápidas melhoras a Ruben Guerreiro. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=-jIhlLFMWu0 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck04:23:4302GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 0003VAN GESTEL Dries TotalEnergies+ 0004DAINESE Alberto Team dsm-firmenich+ 0005ASKEY Lewis Groupama-FDJ+ 0006THEUNS Edward Lidl-Trek+ 0007GONZÁLEZ David Caja Rural-Seguros RGA+ 0008SOUPE Geoffrey TotalEnergies+ 0009EZQUERRA Jesus Burgos-BH+ 0010DRIZNERS Jarrad Lotto Dstny+ 00 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step17:12:2902MAS Enric Movistar Team+ 1103MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 1704VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 3705VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 3906UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 3907ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4308AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 4409SOLER Marc UAE Team Emirates+ 4810ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 48 Pelotão reencontra montanha a alta montanha Amanhã, é dia do pelotão reencontrar a alta montanha nesta 78.ª edição da Volta a Espanha. A sexta etapa reserva assim para o pelotão uma tirada com o total de 183,1 quilómetros entre La Vall d’Uixó e o Observatório Astrofísico de Javalambre, num traçado que contempla uma subida de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Etapa 4 Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) foi o vencedor da quarta etapa da 78.ª edição da Volta à Espanha. O ciclista australiano de 24 anos foi o mais rápido a completar os 184,6 quilómetros entre Andorra la Vella e Tarragona, com o registo de 4:05.41 horas, superiorizando-se no sprint final a Juan Sebastian Molano (UAE Emirates), que apesar de ter atacado forte nos instantes finais da tirada, viu Groves levar a melhor já bem perto da linha da meta. Créditos imagem: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency A fechar o pódio do dia ficou Edward Theuns (Lidl-Trek). Evenepoel continua a vestir de vermelho Nas contas da geral, Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) continua a liderar, mantendo as mesmas diferenças do dia de ontem para os perseguidores mais diretos, mais concretamente, 5 segundos de vantagem para Enric Mas (Movistar), e 11 segundos para Lenny Martinez (Groupama-FDJ), respetivos segundo e terceiro classificados. Os elementos do topo da geral conseguiram escapar às quedas que ocorreram já nos últimos quilómetros. No que diz respeito aos participantes portugueses em prova, o destaque vai para João Almeida (UAE Emirates) que continua a porta do top 10 da geral, ocupando o 11.º posto, a 42 segundos do líder. Segurança na Vuelta em alerta máximo As medidas de segurança em torno da 78.º edição da Vuelta estão em alerta máximo, depois das autoridades espanholas terem avançado hoje com a notícia de terem impedido uma tentativa de sabotagem programada para a 3.ª etapa da prova. Segundo a imprensa espanhola, a polícia apanhou em flagrante, no passado sábado, quatro elementos pertencentes a um grupo militante pela independência da Catalunha (CDR), quando estes se preparavam para, durante a referida 3.ª etapa, entre Suria e Arinsal, em Andorra, derramar óleo na estrada, a partir de um viaduto, pouco antes da passagem do pelotão, na zona de Solsonès, naquela região autónoma de Espanha, segundo noticiou o jornal El Mundo. Num vídeo publicado na conta do Twitter da polícia espanhola, as autoridades demonstram mesmo o dispositivo artesanal que os indivíduos pretendiam utilizar. https://twitter.com/Copedaleando/status/1696481325098635520?s=20 O objetivo da ação passaria por derramar um total de 400 litros de óleo sobre a estrada molhada, ação que essa, que, felizmente, foi impedida pela intervenção da polícia espanhola. Entretanto, os suspeitos terão já sido libertados na segunda-feira, estando, no entanto, proibidos de se aproximarem a menos de 500 metros dos troços onde decorrem a Volta a Espanha, e enfrentam agora acusações por crimes contra a segurança rodoviária, o ambiente, e ainda de perturbação da ordem pública e associação criminosa. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=RI1cxUAynec Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck04:05:4102MOLANO Sebastian UAE Team Emirates+ 0003THEUNS Edward Lidl-Trek+ 0004MENTEN Milan Lotto Dstny+ 0005VAN GESTEL Dries TotalEnergies+ 0006AULAR Orluis Caja Rural-Seguros RGA+ 0007PAGE Hugo Intermarché-Circus-Wanty+ 0008ASKEY Lewis Groupama-FDJ+ 0009FLYNN Sean Team dsm-firmenich+ 0010VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step12:48:5202MAS Enric Movistar Team+ 0503MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 1104VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 3105VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 3306UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 3307BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 3508ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 3709AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 3810SOLER Marc UAE Team Emirates+ 42 Amanhã dia calmo a anteceder o regresso montanha Esta quarta-feira, o pelotão terá pela frente um total de 186,2 quilómetros na quinta etapa, que liga Morella a Burriana, num traçado que contempla uma contagem de montanha de segunda categoria e uma subida não categorizada na segunda metade. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Evenepoel ao ataque na 3.ª etapa Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) venceu hoje a terceira etapa da 78.ª edição da Volta à Espanha. O ciclista belga de 23 anos deu um claro sinal de que pretende revalidar um título do qual é detentor, com um final de etapa forte que lhe permitiu vencer e assumir também a liderança da geral, num dia marcado não só pela chegada em alto, como pela clara melhoria das condições climatéricas. Campeão do mundo em 2022 e com o estatuto de principal estrela da formação da Soudal-QuickStep, Evenepoel foi o mais rápido a cortar a meta, completando os de 158,5 quilómetros entre Suria e Arinsal, em Andorra, com o registo de 4:15.39 horas, depois de se superiorizar em um segundo a um elenco de luxo, que teve Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), e Juan Ayuso (UAE Emirates), como perseguidores mais diretos, sendo respetivamente, segundo e terceiro classificados. A felicidade evidente de Remco Evenepoel ao cruzar a linha da meta, foi rapidamente interrompida por uma queda, que teve como consequência mais visível, uma ferida no sobrolho, num incidente algo estranho. https://twitter.com/eurosport/status/1696189390391816620?s=20 Geral com top 10 de luxo A classificação geral conta com um top 10 de luxo, a começar logo pelo atual camisola vermelha, Remco Evenepoel, que lidera com com 5 segundos de vantagem para o vice-líder Enric Mas (Movistar), enquanto que a fechar o pódio está Lenny Martinez (Groupama-FDJ), com 11 segundos de atraso. À porta do top 3, surgem logo nomes como Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), bicampeão do Tour, Aleksandr Vlasov (BORA-hansgrohe), claro sinal do enorme valor do pelotão desta edição da Vuelta. João Almeida em bom plano no dia de hoje O português João Almeida (UAE Emirates) esteve em bom plano na etapa de hoje, ao terminar na 9.ª posição, a apenas um segundo do vencedor, e dentro do forte grupo que lutou pela vitória na etapa. Almeida deixou boas indicações, num dia que em que os principais favoritos aos lugares cimeiros da classificação geral já se fizeram notar. João Almeida é agora 13.º da geral, a 42 segundos do Evenepoel. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=zSdkH4fCxFY Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:15:3902VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0103AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 0104ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0105SOLER Marc UAE Team Emirates+ 0106MAS Enric Movistar Team+ 0107MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 0108UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 0109ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0110VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step08:43:1102MAS Enric Movistar Team+ 0503MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 1104VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 3105VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 3306UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 3307BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 3508BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 3509KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 3710ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 37 Depois de Andorra amanhã é dia de regresso a Espanha Esta terça-feira, o pelotão reentra em solo espanhol, saíndo de Andorra la Vella e com chegada marcada para Tarragona, num percurso com um total de 184,6 quilómetros. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - etapa 2 Andreas Kron (Lotto Dstny) foi o homem do dia na atribulada segunda etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha. O ciclista dinamarquês de 25 anos atacou nos instantes finais da etapa, numa decisão que se revelou certeira, alcançando a linha da meta isolado da concorrência, com Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) e Andrea Vendrame (AG2R Citroën) a serem respetivos segundo e terceiro classificados. Créditos imagem: Tim van Wichelen/Cor Vos A etapa de hoje reservava ao pelotão uma tirada de 181,8 quilómetros na ligação entre Mataró e Barcelona, mas as más condições climatéricas ‘obrigaram’ a organização a tomar a decisão de contabilizar os tempos a nove quilómetros da meta. A decisão teve por base proteger os ciclistas de possíveis incidentes, depois de ter mesmo pairado no ar a possibilidade da etapa vir a ser neutralizada, opção defendida por alguns dos intervenientes. A decisão até poderá ter ajudado, mas não evitou vários incidentes no decorrer da etapa, com vários furos e quedas. A 78.ª edição da Vuelta está assim a ter um início algo atípico, esperando-se agora que a situação venha a normalizar nos próximos dias. Andrea Piccolo é o novo líder da geral https://twitter.com/lavuelta/status/1695851809200386548?s=20 Andrea Piccolo (EF Education-EasyPost) é agora o novo camisola vermelha, com 11 segundos de vantagem sobre o vice-líder Javier Romo (Astana) e 13 segundos sobre Cortina García (Movistar). Nelson Oliveira é o destaque entre os portugueses Neste momento, Nelson Oliveira (Movistar) é o principal destaque entre os portugueses, ao ocupar a 6.ª posição da geral a 13 segundos do líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=DuY3ASWNKQ8 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01KRON Andreas Lotto Dstny04:10:0602GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0003VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 0004BAGIOLI Andrea Soudal Quick-Step+ 0005BARCELÓ Fernando Caja Rural-Seguros RGA+ 0006GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 0007GRÉGOIRE Romain Groupama-FDJ+ 0008VAN EETVELT Lennert Lotto Dstny+ 0009VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0010GOOSSENS Kobe Intermarché-Circus-Wanty+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01PICCOLO Andrea EF Education-EasyPost04:27:2302ROMO Javier Astana Qazaqstan Team+ 1103GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 1304BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 1305POOLE Max Team dsm-firmenich+ 1306OLIVEIRA Nelson Movistar Team+ 1307ERVITI Imanol Movistar Team+ 1308MAS Enric Movistar Team+ 1309RUBIO Einer Movistar Team+ 1310FLYNN Sean Team dsm-firmenich+ 13 Etapa 3 liga Súria a Arinsal No início da nova semana o pelotão terá pela frente um total de 158,5 quilómetros na ligação entre Súria a Arinsal, num traçado que contempla duas contagens de montanha de primeira categoria, a última delas na chegada à meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout van Aert estreou-se a vencer na UCI Gravel World Series Wout van Aert participou na penúltima etapa do circuito UCI Gravel World Series, em Houffalize, na Bélgica. Wout arrasou a concorrência, vencendo a prova com nove minutos de vantagem sobre o segundo classificado, o ex-crossista Daan Soete. https://twitter.com/JumboVismaRoad/status/1695377619561132147 Nesta ronda da UCI Gravel World Series foram percorridos 110 km com menos de 1.500 metros de acumulado de elevação positivo, onde se pode dizer que Wout van Aert passeou, mostrando o óbvio, que é o facto de estar num patamar completamente diferente de todos os outros atletas que participaram nesta prova de Gravel. Depois de abandonar o Tour de France para estar presente no nascimento do seu filho, Wout van Aert aproveitou o facto desta prova se realizar perto de casa para voltar a sentir o ambiente da competição e treinar, com vista também à presença no Campeonato do Mundo da modalidade, que se realiza nos dias 7 e 8 de outubro em Veneto, Itália. De realçar ainda que apesar da superioridade de van Aert, a corrida contou com alguns nomes de destaque mais veteranos e que agora se dedicam ao Gravel como Paul Voss, Jasper Ockeloen, Petr Vakoc ou Kevin Panhuyzen que tem feito praticamente todas as etapas da UCI Gravel World Series desta temporada. Noutras etapas da UCI Gravel World Series também Mariane Voos, ou o ex-ciclista Niki Terpstra têm participado, muito provavelmente com o objectivo de marcar presença nos mundiais da modalidade. TOP 10 final em Houffalize Wout van Aert Daan Soete Paulo Voss Sascha Weber Jasper Ockeloen Petr Vakoc Kevin Panhuyzen Ben Thomas Thijs de Lange Jan Bakers ### Volta a Espanha - Etapa 1 DSM resiste à chuva e entra a vencer na 78.ª edição da Volta a Espanha. A formação neerlandesa completou os 14,8 quilómetros do contrarrelógio coletivo, que decorreu em Barcelona, com o registo de 17.30 minutos, com a Movistar, dos portugueses Nelson Oliveira e Ruben Guerreiro a terminar na segunda posição, num dia marcado pelas condições meteorológicas adversas, com a chuva a condicionar a prestação do pelotão. A fechar o pódio ficou a EF Education-EasyPost. Lorenzo Milesi, DSM, irá partir para a etapa de amanhã, com ligação de Mataró a Barcelona, vestido de vermelho, símbolo do liderança da geral, depois de ter sido o primeiro a cruzar a linha da meta. UAE Emirates jogou pelo seguro A UAE Emirates, equipa dos portugueses João Almeida e Rui Oliveira jogou pelo seguro, não arriscando perante a chuva que se fez sentir no circuito de Barcelona, ficando assim afastada dos lugares cimeiros da tabela. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=t_cFgJuREVE Top 10 classificação geral POSEQUIPATEMPO01 TEAM DSM-FIRMENICH17:3002 MOVISTAR TEAM+ 0003 EF EDUCATION-EASYPOST+ 0604 SOUDAL QUICK-STEP+ 0605 GROUPAMA-FDJ+ 0606 BAHRAIN VICTORIOUS+ 1007 ASTANA QAZAQSTAN TEAM+ 1708 INEOS GRENADIERS+ 2009 COFIDIS+ 2210 BORA-HANSGROHE+ 28 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa voa para a Vuelta com escala na Madeira É a primeira vez que Rui Costa faz duas "grandes" no mesmo ano. Preparação para a Vuelta foi no paraíso da ilha da Madeira. Nem Tenerife nem Serra Nevada. Fiel às raízes familiares Rui Costa apresenta-se na Vuelta a Espanha após 15 dias de treino na ilha da Madeira. Carla Costa, a mulher do campeão do mundo, é natural de São Vicente por isso a família é visita frequente em fim de temporada, mas desta feita a passagem pela pérola do Atlântico foi antecipada. “A Madeira é um paraíso para treinar, só é pena não ter altitude. Treino pela zona de Paul da Serra que tem várias vertentes e cada uma é diferente: as curtas com pendentes de 8-12 por cento, outras com 15km mais suaves. Ao todo são seis vertentes; num treino de cinco horas posso meter 3500m-4500m de acumulado.” Rui Costa partilhou um treino com o TopCycling: 5 horas, 120km e 4000m de acumulado. Acumular muito desnível em pouco tempo O plano não era correr a Vuelta, mas abordar as clássicas do Canadá antes da Lombardia. Isso implicava parar um mês e Rui Costa sentiu que após o Tour de France tinha pernas para mais uma “grande”. Uma conversa com o diretor de performance, Aike Visbeek, originou a mudança de planos e pela primeira vez fará duas grandes Voltas na mesma época. Foi preciso intensificar os treinos; a diversidade de subidas e a rapidez com que se fazem as descidas permitem acumular muito desnível em pouco tempo. Ideal para afinar as pernas. “No Norte da ilha posso fazer subidas que vão desde 50 minutos a uma hora e um quarto. Apanhei temperaturas de 30-35 graus e humidade sobre os 90 por cento. Torna-se mais desgastante, é fundamental a gestão da hidratação porque vamos sempre a suar. As estradas melhoraram muito, a Madeira está espetacular para treinar.” Ponta do sol São Vicente Planalto no Paul da Serra Roglic ficou fã e prometeu voltar As paisagens, o bolo do caco e a poncha. Tudo bons motivos para visitar a ilha que encantaram Primoz Roglic quando lá esteve. Foi Hilário Coelho, mecânico da Jumbo-Visma e cunhado de Rui Costa, que mostrou ao tricampeão da Vuelta a ilha. Roglic ficou fã e prometeu voltar, quem sabe após ganhar a quarta Vuelta, para a qual parte como favorito ao lado do colega Jonas Vingegaard. Rui Costa considera a Jumbo-Visma “o bloco mais forte e favorita a ganhar. Não vão trabalhar só para um líder, mas jogar com os dois. É uma equipa bem estruturada, está tudo pensado, Roglic pouco correu antes do Giro e ganhou. Voltou em Burgos e apresentou-se bem. Tudo indica que chega a 100 por cento. Vingegaard não precisou de treinar muito após o Tour, a condição certamente está lá. Só que numa grande tudo pode acontecer, domingo já vai chover e podem existir quedas.” Numa segunda linha de candidatos ao título há uma série de craques. João Almeida e Geraint Thomas são parecidos: sabem correr e gerir bem as energias. Juan Ayuso e Remco Evenepoel são explosivos e numa primeira semana podem estar fortes correndo o risco de quebrar na terceira. “O João tem demonstrado ser muito regular, dá garantias a uma equipa. Todas as corridas onde entrou – Catalunha, Tirreno e Giro – acabou no pódio e isso tem que lhe dar segurança. Na Vuelta fazer pódio face aos corredores presentes não é fácil, mas termos um português na luta pela geral é um orgulho. Top 5 era positivo, mas todos queremos sempre mais e se ele ficar fora do pódio não vai ficar contente, mas um top 5 seria bom. Ambição tem ele e no ciclismo tem que ser assim: a ambição tem que partir do atleta, não podem ser só o diretor e os colegas a acreditar que é possível.” O que esperar da Vuelta? Um pelotão fortíssimo e uma corrida que mantém a essência de ser a “grande” mais montanhosa com nove chegadas em alto. Para a Intermarché-Wanty a missão é ganhar pelo terceiro ano consecutivo uma etapa. Para mais detalhes do percurso consultem o Guia do TopCycling. Com os 37 anos agendados para outubro, Rui Costa gostava de ganhar na Vuelta e na primeira semana considera que a fuga teráo pções na 5ª etapa que finaliza em Burriana, na província de Castellón. “Depois de vir do Tour já espero de tudo. A Vuelta não vai ser muito diferente, a fome de ganhar de todos é a mesma e a velocidade não será tão elevada, mas vai ser difícil entrar numa fuga. Em 2022 fiz o Giro e foi agressivo, mas nada comparado com o Tour deste ano: tentativas de fuga que não pegavam até ao km 70 pelos interesses da geral ou da montanha. Contava que a condição melhorasse e saí bem da última semana, mas o objetivo era ganhar uma etapa.” Esta época Rui Costa já venceu três corridas em Espanha: Troféu Calvià, etapa e geral da Volta à Comunidade Valenciana. "Guardar energias para a parte final da segunda semana" O 8º lugar na clássica de San Sebastián motivou Rui Costa. A prova basca sempre o fez sofrer ou abandonar, por isso sprintar por um posto de honra renovou a confiança do poveiro. Para quem leva 15 provas de três semanas nas pernas, “às vezes mais vale estar sereno, guardar energias para a parte final da segunda semana porque aí vai ser preciso ter pernas para entrar na fuga. Quando entras tens que ver em que condições chegas porque o estado em que se entra na fuga dita se estás capacitado para lutar pela etapa. Tens o atleta que andou hora e meia a tentar entrar ou o que andou na roda, arrancou e entrou. Há um ciclismo diferente de há 5-7 anos com 70-80 corredores que podem ganhar e dentro desses há 30-40 muito iguais. As fugas tardam muito em pegar e para fazer diferenças é difícil.” Sobre o contrato que acaba no final da época ainda nenhuma novidade. Rui Costa encontrou uma estrutura organizada, bons colegas, uma bicicleta competitiva com bons componentes. Uma surpresa positiva à qual gostava de dar continuidade. O TopCycling agradece a Rui Costa a cedência das fotos. ### Ayuso ou Almeida? Estrada define líder na Vuelta Juan Ayuso 3º e João Almeida 5º em 2022 aspiram a liderar a UAE-Emirates na Vuelta. Espanhol quer bloco coeso para derrotar a Jumbo-Visma. Não há líder único na UAE-Emirates para a presente edição da Vuelta a Espanha, aliás, só Juan Ayuso e João Almeida compareceram na conversa com os jornalistas para a antevisão da corrida. São eles os porta-vozes da equipa que não vence uma grande Volta desde o Tour de France de 2021! O corredor nascido em Barcelona – ponto de partida da Vuelta – e criado em Jávea (Comunidade Valenciana) passou meio ano a recuperar de uma tendinite no tendão de Aquiles que o manteve sem competir até final de abril. A preparação foi a possível para quem perdeu tantos meses de competição: três semanas em altitude antes da Clássica de San Sebastián e mais 20 dias após a corrida basca, que foi ganha por Remco Evenepoel, campeão em título da Vuelta. “Gostava de ter corrido mais, mas não pude. Não ter corrido na primeira parte da época pode-me ajudar agora, talvez não tanto na primeira semana, mas na última. A hierarquia será a estrada a definir. Há equipas muito fortes e quando mais temos que estar unidos é agora para superar os Jumbo no mano a mano porque é provável que sejam superiores, mas creio que um de nós pode terminar acima deles.” “Mentalmente a lesão fortaleceu-me” Juan Ayuso não gosta de perder tempo. Aos 19 anos estreou-se em grandes Voltas e subiu logo ao pódio final da Vuelta, a corrida que marca o horizonte de qualquer jovem ciclista em Espanha. No entanto, foi do êxtase à deceção em pouco tempo devido aos problemas físicos. A ânsia por voltar era tanta que na primeira prova (Volta à Romandia) ganhou uma etapa e liderou a prova. O vencedor final foi o colega Adam Yates, mas Ayuso deixou claro que estava de volta. Ratificou essas sensações positivas com duas etapas ganhas na Volta à Suiça e o 2º lugar na geral atrás de Mattias Skjelmose (Lidl-Trek). “Mentalmente a lesão fortaleceu-me muito. São meses onde tens que manter o ânimo, estar tranquilo e ver a vida além do ciclismo. Meses que me tornaram mais forte para poder praticar a minha profissão ao mais alto nível. Nestas três semanas haverá momentos difíceis e duros e se os puser em perspetiva serão menos duros duro do que o que passei para voltar à bicicleta.” Palpite TopCycling: Ayuso quer etapa e Almeida a geral Segundo Juan Ayuso o percurso deste ano é diferente, com uma terceira semana mais dura. Recorda a situação vivida por Tadej Pogacar antes do Tour de France e o resultado mostrou que um Jonas Vingegaard mais rodado e sem percalços massacrou o esloveno na terceira semana. Palpite TopCycling: Ayuso quer etapa e Almeida a geral. Após ouvir os dois líderes da UAE-Emirates arriscamos um bitaite sobre a hierarquia para a Vuelta, isto porque pode faltar algum endurance a Ayuso na terceira semana e Almeida já nos mostrou que finaliza forte nas "grandes". O espanhol é um craque, mas perante uma Jumbo-Visma avassaladora que quer juntar Giro, Tour e Vuelta no mesmo ano há jogar pelo seguro. Se alguém mostrou que sabe gerir a pressão e correr como outsider é João Almeida, por isso acreditamos que será o melhor UAE-Emirates no final da Vuelta. https://www.youtube.com/watch?v=d0h6_A8LeIM "Depois do pódio sonhas mais alto" O próprio Juan Ayuso mencionou que é importante ganhar uma etapa, embora por outro lado não tenha querido cortar as pernas aos aficionados espanhóis que sonham com a vitória. É um atleta que sabe comunicar, gerir as expetativas e deixar todos os cenários em aberto. "O cenário não é ideal para progredir face ao ano passado, mas chego perto do que creio que é a minha máxima capacidade. Pressão não sinto porque já fiz pódio. Quero voltar aonde já estive, mas o pelotão é mais forte do que no ano passado. Um dos objetivos é também conseguir a minha primeira vitória numa grande Volta. Se posso ganhar? Seria o máximo e o que sempre sonhei. Depois do pódio sonhas mais alto, mas conforme correu o ano é complicado.” Após ouvir os dois líderes da UAE-Emirates há algo que parece lógico pela forma como ambos conduziram a época: o português vem da época mais consistente das quatro que leva no WorldTour e o espanhol é um fenómeno, mas está num ano azarado em termos físicos (lesão primeiro e um par de quedas após regressar como na clássica de Ordizia). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha 2023 – Guia Topcycling.pt A 78.ª edição da Volta a Espanha 2023 começa dia 26 de agosto em Barcelona e termina dia 17 de setembro em Madrid, no total, o pelotão cumpre uma distância de 3.153,8 quilómetros divididos em 21 etapas. La Vuelta Ciclista a España, a terceira ‘Grande Volta’ da temporada, chega depois de um Giro d’Italia que coroou o esloveno Primoz Roglic e de um Tour de France dominado pelo dinamarquês Jonas Vingegaard. Poderá a Jumbo-Visma conseguir o pleno, vencendo as três grandes voltas da temporada 2023? Team Jumbo-Visma - Créditos: Charly López No geral, esta a Volta a Espanha 2023 arranca com um contrarrelógio por equipas em Barcelona, conta com subidas inéditas e duas chegadas em alto nos icónicos Angliru, nas Astúrias, e Col du Tourmalet, em França. Créditos: Charly López Ao longo de três semanas, a corrida passa ainda por Andorra, contempla outro contrarrelógio, agora individual, em Valladolid, para terminar a 17 de setembro com 101,5 quilómetros em Madrid. A grande festa de consagração do vencedor da camisola vermelha acontece na Praça de Cibeles. Os favoritos A luta pela conquista da Vuelta promete ser renhida devido ao "cartaz" de estrelas que se apresentam nesta edição: Roglic, Vingegaard, Thomas, Almeida e Evenepoel. Remco Evenepoel regressa para defender o título da Volta a Espanha. O belga da Soudal-Quick Step apresenta-se forte depois de bons resultados obtidos esta temporada como as duas vitórias em etapas no Giro d’Italia (ambas em contrarrelógio), o triunfo na Clássica de San Sebastián e a conquista do título mundial de contrarrelógio em Glasgow. Créditos: Charly López Na tentativa de voltar a conseguir a vitória, Remco Evenepoel terá a concorrência de uma Jumbo-Visma muito forte e que pretende o pleno de vitórias em grandes voltas de numa só temporada. Para isso a equipa não poupou as suas principais estrelas, tendo convocado os vencedores do Giro e Tour deste ano, Primoz Roglic e Jonas Vingegaard. Créditos: A.S.O. Roglic com três Vueltas no currículo nas últimas quatro edições e apesar de não ter participado no Tour 2023 mostrou-se em bom nível ao ganhar recentemente a Volta a Burgos. Já o dinamarquês participará pela segunda vez na Volta a Espanha, talvez mais desgastado que o companheiro de equipa, depois de ganhar o Tour de France pela segunda vez consecutiva. Geraint Thomas é outros dos ciclistas favoritos para esta edição da Vuelta. O britânico que venceu o Tour 2018 e o Giro 2020, apresentou um bom nível no Giro 2023, onde lutou pela vitória até às derradeiras etapa. Créditos: LaPresse Thomas terá a seu lado Egan Bernal que vem em crescente de forma após a grave lesão na temporada passada e conta com o apoio de uma das melhores e mais experientes equipas do World Tour cmo é a INEOS Grenadiers. João Almeida chega motivado e sem pressão depois ter já conquistado pódios esta temporada na Volta à Polónia, Giro d’Italia, Volta à Catalunha e Tirreno-Adriatico. Na Vuelta em 2022 terminou em 5.º da geral. Na equipa UAE Emirates destaque ainda para Juan Ayuso, o companheiro de equipa de João Almeida é a promessa do ciclismo espanhol e terminou a Vuelta 2022 no terceiro lugar do pódio. Créditos: Charly López Enric Mas (Movistar), Mikel Landa (Bahrain - Victorious), Romain Bardet (DSM – Firmenich), Juan Pedro Lopez (Lidl-Trek), Hugh Carthy (EF Education-EasyPost) ou Aleksandr Vlasov (Bora – Hansgrohe) são outros nomes a ter em conta para a classificação geral. Créditos: Unipublic / Sprint Cycling Agency Os Portugueses João Almeida é a principal estrela portuguesa na corrida que conta ainda com outros cinco ciclistas nacionais: Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Nelson Oliveira, Ruben Guerreiro (Movistar), Rui Costa (Intermarché – Circus – Wanty) e André Carvalho (Cofidis). Créditos: Intermarché-Circus-Wanty A transmissão O Eurosport é apelidado como "A Casa do Ciclismo na Europa" e percebe-se porquê, o canal emite mais de 70 horas de ação em direto desta emocionante competição. Podes acompanhar a luta pela camisola vermelha nos ecrãs do Eurosport durante estas três semanas de grande ciclismo, na companhia da equipa de comentadores Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo. Além disso, durante as transmissões poderás contar ainda com o conhecimento especializado de antigos ciclistas como Alberto Contador e Philippe Gilbert. Start-List e dorsais As etapas 1ª etapa 26 de agosto: Barcelona - Barcelona / 14,6 quilómetros (Contrarrelógio Equipas) 2ª etapa 27 de agosto: Mataró - Barcelona / 181,3 quilómetros 3ª etapa 28 de agosto: Súria - Arinsal Andorra / 158,5 quilómetros 4ª etapa 29 de agosto: Andorra La Vella - Tarragona / 183,4 quilómetros 5ª etapa 30 de agosto: Morella - Burriana / 185,7 quilómetros 6ª etapa 31 de agosto: Vall D´Uixó - Javalambre / 181,3 quilómetros 7ª etapa 1 de setembro: Utiel - Oliva / 188,8 quilómetros 8ª etapa 2 de setembro: Dénia - Xorret de Catí / 164,8 quilómetros 9ª etapa 3 de setembro: Cartagena - Caravaca de la Cruz / 180,9 quilómetros 4 de setembro: Dia de descanso 10ª etapa 5 de setembro: Valladolid - Valladolid: 25,6 quilómetros (Contrarrelógio Individual) 11ª etapa 6 de setembro: Lerma - Laguna Negra-Vinuesa / 163,2 quilómetros 12ª etapa 7 de setembro: Ólvega - Zaragoza / 165,4 quilómetros 13ª etapa 8 de setembro: Formigal - Tourmalet / 134,7 quilómetros 14ª etapa 9 de setembro: Sauveterre de Béarn - Larra Belagua / 161,7 quilómetros 15ª etapa 10 de setembro: Pamplona - Lekunberri / 156,5 quilómetros 11 de setembro: Dia de descanso 16ª etapa 12 de setembro: Liencres Playa - Bejes / 119,7 quilómetros 17ª etapa 13 de setembro: Ribadesella - Angliru / 122,6 quilómetros 18ª etapa 14 de setembro: Pola de Allande - La Cruz de Linares / 178,9 quilómetros 19ª etapa 15 de setembro: La Bañeza - Íscar / 177,4 quilómetros 20ª etapa 16 de setembro: Manzanares El Real - Guadarrama / 208,4 quilómetros 21ª etapa 17 de setembro: Hipódromo Zarzuela - Madrid / 101 quilómetros Em www.topcycling.pt poderás ver os resumos diários de todas as etapas, com as classificações e vídeo do dia. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Trek Madone SL - Mais opções na gama Madone Gen.7 A marca americana acaba de apresentar a nova Trek Madone SL Gen 7, agora com mais opções. A nova Madone SL oferece a mesma tecnologia de competição de estrada introduzida pela sétima geração da Madone SLR.  Com um quadro em carbono OCLV 500 Series e guiador aerodinâmico de duas peças RSL com ‘flare’ e avanço RCS Pro, a Trek afirma que a sétima geração da Madone SL é leve, rápida e oferece o mesmo design premium da versão Madone SLR. Mais leve que a antecessora De acordo com informações da marca, o novo design que reduz o seu peso e o Carbono OCLV 500 Series fazem com que esta nova geração seja quase 300 gramas mais leve que a sua antecessora. Suavidade Esta versão está dotada da mesma tecnologia patenteada IsoFlow da sua "irmã" topo de gama SLR, que veio retirar peso, melhorar a aerodinâmica e suavizar os impactos da estrada que causam fadiga. Aerodinâmica O guiador com ‘flare’ e o avanço com otimização aero, a posição de condução aerodinâmica e o mais recente design aerodinâmico dos tubos ajudam-te a cortar o vento e colocam-te em posição para pedalar com mais potência. Novos esquemas de cores e equipamento A gama da sétima geração da Trek Madone é assim ampliada com os modelos SL, nos quais irás encontrar novos esquemas de cores, bem como novas opções de equipamento e quadro que a tornam mais acessível que a versão topo de gama. Madone SL 7 Gen 7 - Shimano Ultegra 12V. Madone SL 6 Gen 7 - Shimano 105 12V. A nova geração da Madone SL já está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Podes ver a gama completa, cores e preços no site da marca, clicando AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pódio no Giro tira pressão a João Almeida na Vuelta O TopCycling ouviu João Almeida antes da Vuelta. Objetivo é melhorar o 5º posto da edição passada e apontar ao pódio. Fez 25 anos no início de agosto e, em teoria, João Almeida entra numa fase de maturidade plena onde o auge físico se encontra com a tranquilidade de quem aprendeu a lidar com a parte estratégica e mental das provas de três semanas. Até que ponto João Almeida pode ganhar a próxima edição da Vuelta? “Tenho um bom feeling com o Juan [Ayuso], vamos fazer uma boa corrida e lutar pelo pódio. Quanto à vitória tudo pode acontecer. Jonas Vingegaard é muito forte, vem do Tour, mas fez um bom descanso e uma boa preparação, vai estar fresco. A Jumbo-Visma tem uma equipa forte. É um dos melhores pelotões que já apanhei em corrida. Vamos ter que passar os primeiros dias para ver como estamos e a 3ª etapa em Andorra já vai ser dura.” João Almeida em conferência de imprensa pré-Vuelta a Espanha. "Estou muito mais tranquilo" A UAE-Emirates volta a apostar na liderança partilhada entre o português (3º do Giro de Itália) e Juan Ayuso (3º na Vuelta a Espanha). O português deverá chegar melhor fisicamente do que o espanhol, que por uma persistente lesão só iniciou a temporada na Volta à Romandia no final de abril. “Não estou na mesma forma do Giro. Em geral estou bem, não treinei tanto como para o Giro, mas treinei tudo o que podia. Tive apenas um pequeno contratempo no Mundial. Após o pódio no Giro estou muito mais tranquilo, satisfeito com o ano. Tenho-me esforçado para ser a melhor versão de mim, não tenho tido azares. A época tem sido bastante boa, chego melhor do que no ano passado e temos tudo para fazer uma boa corrida.” Créditos: LaPresse Pódio em todas as corridas WorldTour No Giro a diferença para Primoz Roglic e Geraint Thomas foi de 1:15 e 1:01. Houve uma clara progressão por parte de João Almeida não só por ter feito pódio pela primeira vez numa grande Volta, mas pela diferença de tempo que o aproximou da concorrência direta. Mais um facto animador é a consistência, imagem de marca do corredor de A dos Francos: na presente temporada João Almeida subiu ao pódio em todas as corridas WorldTour que disputou, algo inédito nos quatro anos na máxima categoria. O mais recente foi na Volta à Polónia (2º) antes do Campeonato do Mundo. Após vencer no Monte Bondone, fechar 3º no Giro e vencer a Juventude veremos que João Almeida aparece na Vuelta que arranca a 26 de agosto e onde um português não pisa o pódio desde Joaquim Agostinho em 1974. ### Volta a Portugal – Marta Carvalho em foco Marta Carvalho foi a melhor portuguesa em juniores e Maria Marques fez o mesmo em cadetes. Colocamos outros nomes na bolsa de talentos do ciclismo nacional. A 2ª Volta a Portugal Feminina serviu para comprovar que o ciclismo português precisa de continuar a crescer, mas há corredoras que justificam a aposta crescente por parte de patrocinadores privados e entidades públicas. Um dos nomes em destaque nas duas edições da Volta foi Marta Carvalho. A atleta da Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade venceu a 1ª etapa ao sprint, em Benavente (repetindo o triunfo de 2022) e ganhou a classificação por pontos. Na geral individual foi batida pelas espanholas, mas segurou a 4ª posição a 42 segundos do pódio. A Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade foi liderada pela ribatejana, mas viu ainda Raquel Dias fechar 5ª na geral (foi 3ª na etapa rainha na Serra de Montejunto) com o mesmo tempo de Marta Carvalho, enquanto Mayra Silva foi 6ª a 2:46. A estrutura algarvia acabou a 2ª Volta a Portugal Feminina como segunda melhor equipa. Patrícia Duarte tem sido mais uma júnior em destaque na presente temporada. No Europeu de pista realizado em Anadia levou o bronze na corrida por pontos. Conterrânea de Tata Martins Curiosamente Marta Carvalho é residente em Almeirim, no distrito de Santarém, portanto conterrânea de Tata Martins, a pioneira portuguesa no WorldTour. A ribatejana também já trabalha com a seleção nacional tanto na estrada como na pista. Esta época ganhou ao sprint em Estella (Navarra) a ronda relativa à Taça de Espanha e na pista conta com dois Europeus realizados. Em Anadia, em julho, foi 11ª no omnium e 9ª na eliminação. No mesmo evento outra ribatejana levou a medalha de bronze: Patrícia Duarte (Os Maiatos) é de Vila Chã de Ourique e está estes dias a competir no Mundial de Cali (Colômbia). Voltando à estrada, a época das juniores teve outros nomes fortes: Rita Tanganho venceu o contrarrelógio nos Nacionais (27ª na Volta pela 5Quinas/Município de Albufeira/CDASJ), enquanto Daniela Simão levou o título de fundo (18ª na Volta pela Academia Efapel de Ciclismo). Natalia Ovejero, de camisola amarela, venceu a Volta a Portugal batendo Natalie Revejo e Alejandra Neira. Volta a Portugal teve domínio espanhol A dominadora da Volta a Portugal em juniores foi a Rio Miera-Meruelo-Cantábria Deporte. O projeto que que em elites levou a gaiense Beatriz Roxo à Volta a Espanha venceu com Natalia Ovejero, que resistiu nos 6,4km da subida à serra de Montejunto aos ataques da Natalie Revejo (Matos Mobility/Optiria Women Team). A equatoriana Revejo venceu a etapa, mas perdeu a camisola amarela por 10 segundos para Ovejero. De Maria Martins a Vera Vilaça. Do WorldTour às Continentais. TopCycling ouviu as portuguesas sobre o tema maternidade no ciclismo. Clica para ler. A Volta a Portugal teve domínio espanhol não só nas juniores, mas também em cadetes. O pelotão unificou as duas categorias e 66 atletas concluíram a prova. Alejandra Neira (Seleção da Galiza) foi uma das surpresas ao vencer entre as atletas de 15-16 anos e ao ser 3ª na geral individual. A melhor portuguesa em cadetes foi Maria Marques (Matos-Cheirinhos/Vila Galé/Etopi) – 4ª neste escalão e 14ª na Volta a Portugal. ### Volta a Espanha - Sete portugueses convocados! Volta a Espanha arranca a 26 de agosto com sete portugueses no pelotão. João Almeida (UAE) vai lutar pela vitória, André Carvalho (Cofidis) estreia-se. A Intermarché-Circus-Wanty já confirmou que Rui Costa está entre os eleitos. Na equipa belga com o português ex-campeão do mundo e vencedor de etapas no Tour de France, estarão presentes os belgas Gerben Thijssen, Kobe Goossens e Rune Herregodts, o neerlandês Boy van Poppel, o dinamarquês Julius Johansen e o francês Hugo Page. Créditos - Intermarche - Circus - Wanty Recordemos que Rui Costa já tem este ano resultados de destaque como as vitórias do Troféu Calviá ou a Volta à Comunidade Valenciana, além de um esplêndido 4.º posto na Strade Bianche. Mais recentemente vem de um top 10 na Clássica San Sebastián e procurará certamente, além de ajudar a equipa, uma vitória de etapa na última grande volta da temporada. Pela Movistar, tal como no Tour de France, voltam a alinhar Nélson Oliveira e Rúben Guerreiro. Além dos portugueses a equipa espanhola irá lutar por um bom resultado na classificação geral da Vuelta com os espanhóis Enric Mas (vice-campeão em 2022), o campeão nacional espanhol Oier Lazkano, Iván García Cortina, Jorge Arcas e Carlos Verona, mais o colombiano Einer Rubio. Nelson Oliveira vem de um excelente sexto posto na prova de contrarrelógio dos campeonatos do Mundo e estará bastante motivado para dar apoio a Enric Mas, que se viu afastado logo no início do Tour de France por queda e lesão. A única vitória de etapa de Nélson Oliveira numa grande volta foi precisamente na prova espanhola, em 2015, então pela equipa Lampre-Merida. Rúben Guerreiro teve uma queda na Volta à Polónia, mas estará em condições para merecer a confiança dos responsáveis pela equipa espanhola. Relembremos que Rúben Guerreiro está a caminho de terminar a primeira temporada pela estrutura espanhola e este ano já conseguiu vencer a classificação geral no Saudi Tour, terminou no pódio do Gran Camino e conseguiu um esplêndido quarto posto na sexta etapa do Tour de France. A equipa da UAE Team Emirates será a mais portuguesa do pelotão da Volta a Espanha, com João Almeida a liderar a equipa na companhia dos portugueses Ivo e Rui Oliveira, dos espanhóis Juan Ayuso e Marc Soler, além do neozelandês Finn Fisher-Black, o colombiano Sebastian Molano e o australiano Jay Vine. Liderança partilhada João Almeida já conseguiu este ano um pódio histórico para o ciclismo português no Giro De Itália e vem de um segundo posto na Volta à Polónia. O português tem estatuto de líder e vai lutar pela vitória na Vuelta, mas será uma liderança partilhada com o jovem Juan Ayuso que foi terceiro classificado na prova espanhola em 2022. Os irmãos Rui e Ivo Oliveira vão com a missão de apoiar os líderes, nesta que será a sua terceira participação da Volta a Espanha. André Carvalho estreia-se Entre os sete portugueses que vão alinhar à partida para a Vuelta conta-se uma novidade absoluta. O famalicense André Carvalho estreia-se em grandes Voltas e fará parte do elenco da Cofidis que saiu muito motivado após um Tour de France no qual ganhou duas etapas. A Vuelta arranca dia 26 de agosto, em Barcelona, e termina no dia 17 de setembro, em Madrid. Terá como principais nomes Jonas Vingegaard, vencedor do Tour de France, Primoz Roglic, vencedor do Giro de Itália e tricampeão da Volta a Espanha que chega forte após vencer a Volta a Burgos, Remco Evenepoel, vencedor da Vuelta 2022, Geraint Thomas, terceiro classificado no Giro deste ano, entre outras grande estrelas do ciclismo mundial. https://twitter.com/TeamCOFIDIS/status/1694031287521010033 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Bike Build - A montagem de uma S-Works Tarmac passo a passo Fazemos o Unbox e mostramos a montagem de uma S-Works Tarmac SL7 vinda de fábrica, passo a passo, pelo mecânico José Carmo, na oficina da loja Bike Planet. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=ECPos3IDdSQ&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal - Etapa 10 Colin Stussi (Team Voralberg) é o vencedor da Volta a Portugal 2023. Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi) venceu o contrarrelógio em Viana do Castelo. O melhor português foi António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense) no terceiro lugar da classificação geral. A Volta a Portugal chegava ao dia das decisões. Colin Stussi procurava manter a sua liderança e ganhar a Volta a Portugal. Os ciclistas iam partindo e Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor) foi o primeiro a elevar fasquia. Pouco tempo depois chegou o seu companheiro, Mauricio Moreira, que parecia ter feito o tempo vencedor. Mas faltava chegar Txomin Juaristi, que foi o único a conseguir superar o tempo do uruguaio. Colin Stussi (Team Voralberg) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A luta pela classificação geral estava reservada para o final. Quem mais beneficiou foi o vencedor da etapa, que ascendeu até ao segundo lugar do pódio. Ao contrário de Henrique Casemiro (Efapel Cycling) que caiu do segundo para o sexto lugar. António Carvalho fez as honras dos portugueses e das equipas portuguesas, terminando no terceiro lugar da classificação geral. Colin Stussi voltou a demonstrar consistência e com o terceiro lugar na etapa, confirmou a vitória na Volta a Portugal. Desde Vladimir Efimkin da equipa Barloworld-Valsir, em 2005 que uma equipa estrangeira não vencia a Volta a Portugal. Nas classificações secundárias César Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) apenas tinham que terminar para garantir as camisolas da montanha e dos pontos, respetivamente. Neste último dia, a única camisola que mudou de dono foi a da juventude. Jaume Guardeño (Caja Rural-Seguros Rga) superou Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense) e levou para casa a classificação dos mais jovens. A equipa da Glassdrive-Q8-Anicolor venceu a classificação por equipas. Jaume Guardeño e Daniel Babor (Caja Rural-Seguros-Rga) - Créditos Imagem: Caja Rural-Seguros Rga Classificação da etapa: PosCorredorEquipaTempo1 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi0:24:562 MOREIRA MauricioGlassdrive Q8 Anicolor0:033 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:264 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense0:275 REIS RafaelGlassdrive Q8 Anicolor0:486 MATÉ Luis ÁngelEuskaltel - Euskadi0:517 NYCH ArtemGlassdrive Q8 Anicolor0:548 OYARZÚN Carlos IvánAviludo - Louletano - Loulé Concelho1:019 ITURRIA MikelEuskaltel - Euskadi1:0210 VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg1:07Créditos Imagem: Procyclingstats Classificação geral: PosCorredorEquipaTempo1 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg40:59:262 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi1:043 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:074 NYCH ArtemGlassdrive Q8 Anicolor1:285 MATÉ Luis ÁngelEuskaltel - Euskadi1:406 CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling1:437 FIGUEIREDO FredericoGlassdrive Q8 Anicolor3:278 WHELAN JamesGlassdrive Q8 Anicolor4:229 ITURRIA MikelEuskaltel - Euskadi5:5510 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho6:03Créditos Imagem: Procyclingstats ### Volta a Portugal Etapa 10 - Antevisão A Volta a Portugal chega ao último dia. As decisões serão feitas no contrarrelógio individual de Viana do Castelo. Os 18,2 quilómetros vão coroar o vencedor da Volta a Portugal 2023 no Santuário de Santa Luzia. O percurso O traçado pode ser dividido em duas partes. Uma primeira parte mais rolante onde os ciclistas podem circular mais rápido. E uma segunda parte, que será a subida ao Santuário de Santa Luzia, em piso empedrado. Perfil etapa 10 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos A Glassdrive-Q8-Anicolor tem os três principais favoritos a vencer: Rafael Reis, Mauricio Moreira e Artem Nych. Txomin Juaristi da Euskaltel-Euskadi será um dos principais opositores da equipa portuguesa. Outros ciclistas que irão andar bem são António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense), Aleksandr Grigorev e Tiago Antunes (Efapel Cycling), Carlos Oyarzun (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Carlos Salgueiro (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense) e o próprio camisola amarela, Colin Stussi (Team Voralberg). Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo No que toca à luta pela classificação geral, o camisola amarela parece ter uma margem confortável para vencer, mas não se pode descuidar. Artem Nych está no terceiro lugar, mas apenas a um minuto do suíço. A luta pelo pódio vai estar ao rubro. Henrique Casemiro (Efapel Cycling) é o segundo classificado mas tem o ciclista russo apenas a 15 segundos. António Carvalho está a 21 segundos do ciclista de Almodôvar. Já Luis Ángel Maté está a 30 segundos e Txomin Juaristi a 45, ambos ciclistas da Euskaltel-Euskadi. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt ### Volta a Portugal - Etapa 9 Vitória de James Whelan (Glassdrive-Q8-Anicolor) no alto da Senhora da Graça. Colin Stussi (Team Voralberg) cimentou a liderança quando falta apenas o contrarrelógio individual para encerrar esta edição da Volta a Portugal. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A etapa rainha da Volta a Portugal deu o espetáculo que prometia. Uma fuga de 32 ciclistas foi para a frente da corrida com alguns homens importantes para a classificação geral. James Whelan era o melhor colocado na classificação geral, na décima segunda posição. O "aussie" tinha a companhia de três colegas de equipa que punham "em cheque" a equipa do camisola amarela. Hélder Gonçalves (Kelly-Simoldes-UDO) era outros dos ciclistas interessados nesta situação de corrida. Estava em 13º na classificação e tinha consigo também três companheiros de equipa. Colin Stussi (Team Voralberg) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Na contagem de montanha do barreiro o grupo dos favoritos ficou bastante reduzido mas não conseguiram encurtar a distância para a fuga. Já na subida da Senhora da Graça James Whelan atacou e nunca mais o alcançaram. No grupo dos favoritos, Colin Stussi mostrava-se consistente e apenas o podiam seguir Henrique Casemiro (Efapel Cycling), António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense) e Frederico Figueiredo (Glassdrive-Q8-Anicolor). Artem Nych (Glassdrive-Q8-Anicolor) era quem passava pior e cedeu algum tempo para os favoritos. César Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Colin Stussi parte para o contrarrelógio de Viana com uma boa margem para vencer a Volta a Portugal. Henrique Casemiro é o que está mais perto a 45 segundos mas o maior perigo parece vir de Artem Nych a um minuto do suíço. Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense) manteve a liderança da juventude. Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) garantiu a virtualmente a classificação dos pontos, assim como César Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) a classificação da montanha. Os dois ciclistas só precisam de concluir a etapa de amanhã para subir ao pódio da Volta a Portugal. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1WHELAN JamesGlassdrive / Q8 / Anicolor04:32:462FERNANDEZ DelioAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense+ 343GONCALVES HelderKelly - Simoldes - UDO+ 364PINHEIRO IvoABTF Betão - Feirense+ 495GUARDEÑO JaumeCaja Rural-Seguros RGA+ 01:246FERNANDES LuisRadio Popular - Paredes - Boavista+ 01:347STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 01:388CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 01:389CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 01:3810MUJIKA MikelBAI Sicasal Petro de Luanda+ 01:57Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: PosCorredorCorridaTempo1 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg40:34:042 CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling0:453 NYCH ArtemGlassdrive Q8 Anicolor1:004 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:065 MATÉ Luis ÁngelEuskaltel - Euskadi1:156 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi1:307 FIGUEIREDO FredericoGlassdrive Q8 Anicolor2:018 WHELAN JamesGlassdrive Q8 Anicolor2:589 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho4:0410 GONÇALVES HélderKelly / Simoldes / UDO5:07Créditos Imagem: Procyclingstats Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Evenepoel na Ineos Quick-Step? A novela Remco Evenepoel continua. Sai da Quick-Step? Vai para a Ineos? E se tudo ficasse como está numa nova e melhorada estrutura? Tem-se escrito muito sobre Remco Evenepoel nos últimos meses. Mais acerca do futuro do atual campeão mundial de contrarrelógio do que dos resultados obtidos este ano onde já leva 10 triunfos. Há várias opções sobre a mesa. A mais provável parece ser permanecer na Soudal Quick-Step, mas há outros cenários como a saída para a Ineos Grenadiers ou uma terceira via que seria a aquisição da estrutura belga por parte do milionário britânico Jim Ratcliffe, patrão da petroquímica Ineos. Analisemos a situação com base no que se diz na imprensa internacional começando pelos factos: Remco Evenepoel tem contrato por mais três épocas (até final de 2026) e especula-se que ganhe entre 3-4 milhões de euros anuais. Remco Evenepoel tem enorme valor comercial para a Specialized. Basta recuar à vitória na Vuelta após a qual foi lançado o modelo “Vermelho Remco": 100 conjuntos de uma edição limitada do quadro Tarmac SL7 assinados pelo belga que foram vendidos por 5700 euros/unidade. Patrick Lefevere é a “cara” da Quick-Step e tem uma participação na empresa que gere a equipa, mas conta com o respaldo do sócio maioritário, Zdenek Bakala. Se a Ineos tem Jim Ratcliffe, a Quick-Step defende-se com o magnata checo da alta finança e do setor energético. Patrick Evenepoel (pai de Remco) e Patrick Lefevere trocaram palavras amargas sobre o que os Evenepoel consideram uma certa falta de investimento da equipa em gregários de topo mundial (assinaram com Mikel Landa, mas deixaram escapar Pavel Sivakov e Laurens De Plus). A Quick-Step tem 20 atletas com contrato para 2024 e a Ineos 15. O plantel de uma WorldTeam oscila entre 28-30 ciclistas (máximo permitido pela UCI). Clica aqui para conheceres o novo modelo Specialized Tarmac SL8, sucessor do SL7 que tantos êxitos trouxe ao ciclista belga. Libertar Evenepoel custa entre 9-12 milhões Olhando para os plantéis de Quick-Step e Ineos percebemos que há muito a ajustar para 2024… o que nos leva à possível aquisição da Quick-Step por parte da Ineos. Recordemos dois pormenores: a Bora já tentou o mesmo em 2021 sem êxito e nunca no ciclismo se fez uma operação desta envergadura. Libertar Evenepoel custa entre 9-12 milhões de euros só para resolver o contrato atual; o lógico será melhorar as condições salariais pelo que se for ganhar 2-3 vezes mais a operação sofre um incremento de 6-8 milhões de euros. A estrutura britânica tem vindo a perder talento nas últimas semanas: Dani Martinez, Pavel Sivakov, Ben Tulett e Tao Geoghegan Hart assinaram por rivais diretos como Bora, UAE, Jumbo e Trek. Possíveis reforços como Tobias Foss e Carlos Verona ficaram em stand by e a Ineos ainda não anunciou ninguém para 2024. Evenepoel na Ineos é negócio fechado! Durante o Mundial e em plena transmissão do Eurosport Espanha foi feita uma afirmação taxativa por parte de Alberto Contador: Evenepoel na Ineos é negócio fechado! Lefevere negou a versão do Pistolero. Brailsford já tinha brincado durante o Tour dizendo que Evenepoel interessava… mas pelo passado ligado ao futebol – Jim Ratcliffe é proprietário do Nice (Liga Francesa), do Servette (Liga Suíça) e está no processo de aquisição do Manchester United onde tem como opositor o Xeque Jassim bin Hamad Al-Thani, membro da família real do Catar. Faz sentido o maior ciclista belga da atualidade sair da maior equipa do país? Tem a Quick-Step condições para segurar Evenepoel e dar-lhe um bloco capaz de disputar o Tour de France? É Remco a solução da Ineos para recuperar o domínio nas grandes Voltas? Tal como as telenovelas, a de Remco Evenepoel também terá um episódio final. Até lá vamo-nos entretendo a ver o campeão mundial de contrarrelógio na Vuelta – que arranca a 26 de agosto – num prometedor frente a frente com as todo-poderosas Jumbo e UAE. ### Volta a Portugal Etapa 9 - Antevisão Chegou a etapa rainha da Volta a Portugal. A mítica chegada ao alto da Senhora da Graça. Nesta etapa serão feitos os últimos ajustes antes do contrarrelógio individual que encerra a Grandíssima. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O precurso A etapa começa em Paredes e o pelotão irá cumprir 174,5 quilómetros. Apesar de não existir terreno plano, nos primeiros quilómetros de etapa apenas está colocada uma contagem de quarta categoria ao quilómetro 11,6. Seguem-se duas metas volantes que vão ser fundamentais para decidir quem vai levar a camisola dos pontos: Paredes ao quilómetro 31,2 e Amarante ao quilómetro 66,8. Na segunda metdade da etapa estão colocadas as verdadeiras dificuldades. A subida de primeira categoria à Serra do Marão (km96,7) e a contagem do Velão (km 112,1) vão servir para "massar" as pernas ao pelotão. Já no Barreiro a corrida promete explodir, como tem vindo a acontecer nos últimos anos. As duras rampas desta primeira categoria vão selecionar bastante o grupo dos favoritos e quem sabe, eliminar alguns dos candidatos. Em Mondim de Basto está colocada a última meta volante desta edição, justamente no sopé do monte farinha. A Senhora da Graça irá revelar os mais fortes e dar uma última oportunidade aos puros trepadores de vencerem uma etapa. Perfil Etapa 9 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos Colin Stussi (Team Voralberg) parte de amarelo e tem demonstrado bastante solidez e consistência nesta Volta a Portugal. O suíço é o mais forte até ao momento e está na "pole" para vencer a Volta a Portugal. Os portugueses António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense), Frederico Figueiredo (Glassdrive-Q8-Anicolor) e Henrique Casemiro (Efapel Cycling) terão uma última oportunidade para encortar distâncias e para vencer uma etapa. A equipa que tem mais cartas para jogar é a Euskaltel-Euskadi com três homens nos dez primeiros. Luis Ángel Maté, Txomin Juaristi e Mikel Iturria são terceiro, quarto e oitavo na classificação geral, respetivamente. O russo Artem Nych (Glassdrive-Q8-Anicolor) vai procurar perder o mínimo de tempo possível para tentar lutar pela Volta no último dia. Colin Stussi (Team Voralberg) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt ### Volta a Portugal - Etapa 8 Adrián Bustamante (Kelly-Simoldes-UDO) venceu a etapa 8 da Volta a Portugal. Colin Stussy (Team Voralberg) mantém a liderança da classificação geral. A Volta irá decidir-se amanhã na Senhora da Graça e domingo no contrarrelógio em Viana do Castelo. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Fafe recebeu a chegada da oitava etapa da Volta a Portugal, como tem sido recorrente nos últimos anos. Esperava-se uma boa luta para entrar na fuga e assim foi. Mauricio Moreira, vencedor do ano passado e James Whelan, ambos da Glassdrive-Q8-Anicolor tomaram a iniciativa e foram seguidos mais gente. O grupo era composto, para além dos dois ciclistas já referidos, por: Samuel Blanco (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense), Rodrigo Caixas (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Antonio Soto e Andoni López (Euskaltel-Euskadi), Iñigo Elosegui (Equipo Kern Pharma) e Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista). Mauricio Moreira foi dos primeiros a abdicar da fuga, muito pela falta de entendimento e pela presença do seu companheiro de equipa que era 13º da classificação geral. Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A fuga foi alcançada já nos últimos cinco quilómetros pelo o grupo dos favoritos. Já nos últimos três quilómetros atacou Mikel Iturria (Euskaltel-Euskadi) e levou consigo Adrián Bustamante (Kelly-Simoldes-UDO), Yesid Pira (Caja Rural-Seguros Rga) e novamente James Whelan. Na dura chegada a Fafe em piso empedrado, acabou por ser mais forte o colombiano da Kelly-Simoldes-UDO. Na classificação geral houve poucas mexidas e mantém-se tudo praticamente na mesma. As decisões ficam para amanhã na Senhora da Graça e para domingo, no contrarrelógio final em Viana do Castelo. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1BUSTAMANTE AdriánKelly - Simoldes - UDO03:34:262ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 003MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi+ 004WHELAN JamesGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 025CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 026MENDONÇA LuisGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 027PIRA YesidCaja Rural-Seguros RGA+ 028GOMES LuísKelly - Simoldes - UDO+ 029CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 0210FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: PosCorredorEquipaTempo1STÜSSI ColinTeam Vorarlberg35:59:402NYCH ArtemGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 283MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi+ 284JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 435CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 456CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 01:067FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 01:298ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 02:429DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 02:5710PIRA YesidCaja Rural-Seguros RGA+ 03:41Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal Etapa 8 - Antevisão A oitava etapa da Volta a Portugal termina na habitual cidade de Fafe. O pelotão irá rodar no mítico troço de "sterrato", no salto do Rally de Fafe. Na última vez que este troço foi ultrapassado, venceu Rui Sousa, mas na última chegada a Fafe, foi Victor Langelloti quem ergueu os braços. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso A partida será dada em Boticas. O pelotão terá de enfrentar a contagem de montanha das Alturas do Barroso (km 15,7) logo depois de ser dado o tiro de partida. Depois os ciclistas terão um terreno ondulante, tendencialmente a descer até à primeira passagem pela meta em Fafe. Pelo caminho irão estar as metas volantes de Salamonde (km 56) e Póvoa de Lanhoso (km 83,9) e a contagem de montanha em Golães (km 110,7). Depois passagem em Fafe os ciclistas começam a subir até entrarem no "sterrato" que os vai levar ao salto mais conhecido do Rally de Portugal. Nesse ponto, irá estar colocada a última contagem de montanha do dia (km 128,2) e o retorno a Fafe será sempre a descer para completar os 146,7 quilómetros da etapa. Perfil Etapa 8 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos Esta etapa parece ser o dia ideal para uma fuga vingar. A equipa do líder Colin Stussi, não deve ter muito interesse em levar a corrida num ritmo alto, nem em disputar a etapa. Com o aproximar do final da Volta, as forças também já não são as mesmas pelo que será muito complicado alguma equipa tentar controlar. Assim parece que a fuga tem tudo para disputar etapa e alguns dos ciclistas que irão tentar marcar presença na mesma serão: Luís Gomes e Afonso Silva (Kelly-Simoldes-UDO), os homens da Rádio Popular-Paredes-Boavista com destaque para o líder da montanha, César Fonte, Tomas Contte e Daniel Viegas (Aviludo-Louletanto-Loulé concelho), Tiago Antunes e Rafael Silva (Efapel Cycling). Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense, a Euskaltel-Euskadi, a Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, a Caja Rural-Seguros Rga a Burgos-BH e a própria Glassdrive-Q8-Anicolor serão equipas que tamém vão querer estar presentes na fuga. Outra batalha que irá acontecer no dia de hoje será a luta pela classificação por pontos. A equipa de Mortágua tem lutado bastante para voltar a liderar essa classificação e hoje parece ser o dia ideal para revirar as contas a seu favor. Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) líder da classificação dos pontos - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal - Etapa 7 Colin Stussi (Team Voralberg) vence a sétima etapa e é o novo líder da Volta a Portugal. Artem Nych (Glassdrive-Q8-Anicolor) cedeu na subida ao alto do Larouco e Delio Fernandez (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) ficou arredado da luta pela classificação geral. Colin Stussi (Team Voralberg) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Chegada a Montalegre, ao alto do Larouco e mais um dia muito rápido na Volta a Portugal. A fuga demorou mais de 60 quilómetros a formar-se, mas o pelotão nunca concedeu grande margem. A corrida chegava a Boticas e começavam as dificuldades maiores. A subida a Torneiros desfez completamente o grupo e acabou com as aspirações de Delio Fernandez em tentar vencer a Volta. O ciclista galego teve um dia bastante complicado e perdeu mais de 12 minutos. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Rapidamente chegou a Serra do Larouco e podia destacar-se o grande trabalho de Mauricio Moreira, mas esse esforço veio a resultar na perda de tempo do camisola amarela. Artem Nych cedia e Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense), líder da juventude, aumentava o ritmo. No sprint final num grupo bastante reduzido, o suíço, Colin Stussi foi o mais forte. As bonificações e o tempo ganho na estrada permitiu ao ciclista da Team Voralberg vestir a camisola amarela. O sexto líder diferente nesta Volta a Portugal. Mantém-se a indefinição sobre quem irá vencer a Grandíssima, mas há ainda muito para percorrer. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1STÜSSI ColinTeam Vorarlberg04:16:592MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi+ 003CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 004CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 005FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 026EULALIO AfonsoABTF Betão - Feirense+ 097CABEDO OscarTeam Vorarlberg+ 208PIRA YesidCaja Rural-Seguros RGA+ 219DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 2310ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 26Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1STÜSSI ColinTeam Vorarlberg32:25:122NYCH ArtemGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 283MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi+ 354JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 435CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 486CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 01:067FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 01:318ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 02:509DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 02:5710CABEDO OscarTeam Vorarlberg+ 03:21Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal Etapa 7 - Antevisão Após o dia de descanso, a Volta a Portugal retoma o seu trajeto. Torre de Moncorvo recebe mais uma etapa duríssima, com chegada na Serra do Larouco, em Montalegre. As contas da Volta estão longe de estar encerrada e o espetáculo está garantido. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso A partida de Torre de Moncorvo será feita a alta velocidade. A contagem de montanha de segunda categoria, em Vila Flor (km 20,8) vai ditar aqueles que pretendem e que tenham pernas para estar na fuga. Segue-se uma meta volante em Valpaços (km 66,7) que está colocada no sopé da subida ao Alto do Barracão (km 81). O pelotão irá até Boticas, onde está colocada mais uma meta volante e logo de seguida começa a subir a contagem de primeira categoria em Torneiros (km 121,5). Nas duras rampas de Torneiros será feita uma grande seleção daqueles que queiram disputar a vitória de etapa. Ao quilómetro 149,2 o pelotão passa em Montalegre para disputar a última meta volante do dia. A etapa irá terminar no alto da Serra do Larouco, depois de 162,6 quilómetros. Perfil etapa 7 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos A Volta a Portugal não para e tem mais um dia importante para a luta pela camisola amarela. Os favoritos são exatamente aqueles que pretendem disputar a classificação geral. A Glassdrive-Q8-Anicolor defende a liderança de Artem Nych, mas também conta com Frederico Figueiredo para estar na luta. Henrique Casemiro (Efapel Cycling) tem-se mostrado muito forte e tem na Serra do Larouco uma boa oportunidade para vencer a etapa e aproximar-se de Artem Nych. Será interessante perceber como vai estar o segundo da geral, Delio Fernandez (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense). Colin Stussi (Team Voralberg) e António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense) serão dois homens à procura de uma oportunidade. Os ciclistas da Euskastel-Euskadi serão outros a querer repetir a vitória de Luis Ángel Maté. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal - Etapa 6 Luis faz check-«Maté» à etapa e Nych assume a liderança da Volta a Portugal. Luis Angel Maté (Eukaltel-Euskadi) venceu etapa diabólica na Guarda, enquanto que Artem Nych (Glassdrive-Q8-Anicolor) vestiu a camisola amarela. A etapa começou bastante rápida como se previa. Foram 13 os ciclistas que se destacaram do pelotão. Entre eles Rafael Reis e Luis Mendonça da Glassdrive-Q8-Anicolor, Tiago Antunes e Pedro Pinto da Efapel Cycling, César Fonte da Rádio Popular-Paredes-Boavista e João Matias da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. No pelotão comandava a equipa do líder, a AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense. Créditos Imagem: Volta a Portugal A etapa prometia espetáculo e a equipa da Glassdrive-Q8-Anicolor quis reerguer-se depois do dia de ontem. Selecionaram bastante o pelotão na contagem de montanha da Aldeia Viçosa através de Mauricio Moreira e na contagem de montanha seguinte, em Videmonte, Frederico Figueiredo e Artem Nych atacavam à vez. Acabou por ser o ciclista russo a conseguir ganhar vantagem, em conjunto com Luis Ángel Maté e fizeram a ponte para os homens da fuga. Já na cidade da Guarda, os dois ciclistas voltaram a destacar-se e discutiram entre si a vitória de etapa. O mais forte acabou por ser o ciclista andaluz da Euskaltel-Euskadi. Artem Nych ficou com a liderança da Volta a Portugal. Artem Nych - Créditos Imagem: Glassdrive-Q8-Anicolor Delio Fernadez (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) é agora segundo na geral individual. César Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) é o novo líder da montanha. Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense) e Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) mativeram a liderança da juventude e dos pontos, respetivamente. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi04:24:592NYCH ArtemGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 143COBO CAYON IvanEquipo Kern Pharma+ 474FONTE CesarRadio Popular - Paredes - Boavista+ 565SESSLER NicolasGlobal 6 Cycling+ 596CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 02:017STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 02:028FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02:049CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 02:0410JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 02:04Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: PosCorredorEquipaTempo1 NYCH ArtemGlassdrive Q8 Anicolor28:07:532 FERNÁNDEZ DelioAPHotels and Resorts - Tavira0:273 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:304 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi0:375 MATÉ Luis ÁngelEuskaltel - Euskadi1:016 CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling1:087 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:308 FIGUEIREDO FredericoGlassdrive Q8 Anicolor1:499 ITURRIA MikelEuskaltel - Euskadi2:4410 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho2:54Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Glasgow 2023: um Mundial para a história do ciclismo português Gonçalo Moreira faz o rescaldo da participação portuguesa nas provas de ciclismo de pista e estrada. Iúri Leitão e António Morgado lideraram a seleção. O primeiro Super Mundial de ciclismo da história realizou-se em Glasgow, na Escócia, e distribuiu títulos mundiais em 13 disciplinas ao longo de 11 dias. Para Portugal foi um evento inesquecível: o ouro de Iuri Leitão no omnium é o primeiro título mundial em elites na pista; na estrada António Morgado conquistou a prata em sub-23 depois de ter feito o mesmo em juniores no ano passado. Portugal terminou na 20ª posição do medalheiro entre 36 nações medalhadas. A notar uma terceira medalha obtida por Carlos Brito na categoria 45-49 anos no Gran Fondo. António Morgado ao ataque no circuito urbado de Glasgow durante a prova dos sub-23. 62 horas e 51 minutos em direto Foi o maior desafio que abracei no ciclismo e os números não enganam: no Eurosport comentei 48 finais de paraciclismo, 22 de ciclismo de pista, as duas provas de estrada das elites femininas e a corrida de fundo dos sub-23. Foram 62 horas e 51 minutos em direto só no meu caso, mas centenas de horas somando o trabalho da equipa Eurosport. Tive a sorte de narrar os dois momentos marcantes da participação de Portugal e o ponto comum entre o ouro do Iúri Leitão e a prata do António Morgado foi a margem de decisão. Por dois segundos se perde, por dois pontos se ganha O vianense só garantiu o título mundial no último sprint da corrida por pontos, prova que encerra a disciplina olímpica do omnium; para trás tinham ficado o scratch (1º), a corrida tempo (1º) e a eliminação (2º). Caso Iúri Leitão não tivesse sido 4º nesse sprint não teria marcado os dois pontos que foi a margem sobre o francês Benjamin Thomas (187 vs. 185 pontos). Outro francês, Axel Laurence, provocou em muitos portugueses uma sensação de frustração ao vencer a corrida dos sub-23 por dois segundos! Após consolidar a fuga a 142km do final, Axel Laurence resistiu escapado e até andou sozinho os últimos 26km vendo como atrás António Morgado batia os perseguidores pela medalha de prata. Por dois segundos se perde, por dois pontos se ganha. Ivo Oliveira e Maria Martins conquistaram medalhas de bronze nos Campeonatos do Mundo de 2022, em Saint-Quentin-en-Yvelines. Contas para Paris 2024 complicaram-se Na pista e na estrada Portugal mostrou-se uma nação competitiva. Nélson Oliveira foi 6º no contrarrelógio e assegurou que Portugal terá um segundo representante no crono olímpico de Paris 2024; Ivo Oliveira discutiu o bronze na perseguição individual (perdendo para o italiano Jonatan Milan); Tata Martins salvou um mau dia com um top 10 no omnium e ainda mexe no apuramento para os Jogos Olímpicos. As contas para Paris 2024 complicaram-se, mas podem ser retificadas no próximo Europeu e na Taça do Mundo – provas a realizar entre fevereiro e março. Missão ao alcance de Tata Martins e da dupla masculina do madison que fechou o Mundial na 10ª posição. No omnium Iúri Leitão somou 1000 pontos, Portugal escalou sete posições no ranking e o apuramento está encaminhado. Nota ainda para o facto de ter havido representação feminina tanto em juniores como em elites depois de em Wollongong 2022 nenhuma mulher ter sido convocada. Glasgow 2023 foi o sexto Mundial dos últimos 20 anos onde houve representação feminina em elites! ### Volta a Portugal Etapa 6 - Antevisão Esta é uma daquelas etapas que não tem uma Senhora da Graça ou uma subida ao alto da Torre, mas que pode baralhar completamente a classificação geral. As várias contagens de montanha e a própria chegada à Guarda promete pôr em cheque a equipa da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense e o novo líder da Volta a Portugal, Delio Fernandez. Delio Fernandez no pódio da etapa de ontem - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso A etapa número seis da Volta a Portugal começa em Penamacor. O pelotão irá partir da vila raiana para completar uma primeira volta inicial que termina com uma meta volante no ponto inicial ao quilómetro 15,3. O primeiro prémio de montanha está colocado na Sortelha e será um "apetizer" para aquilo que é o final da etapa. Passagem na meta volante do Sabugal ao quilómetro 66,6 e a caravana segue em direção à Guarda para uma primeira passagem pela meta. Logo, seguem-se as contagens de montanha da Aldeia Viçosa (km 125,6) e de Videmonte (km 138,7). Esta última será o local de maior dificuldade da etapa e é onde se esperam as movimentações mais sérias. Segue-se a meta volante em Trinta, ao quilómetro 147,8 e uma segunda passagem na Guarda, coincidindo com mais um prémio de montanha. Os ciclistas saem da cidade mais alta de Portugal, descem e voltam a subir para cruzar a linha de meta pela última vez. Perfil Etapa 6 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos Esta será talvez a etapa mais difícil de fazer previsões. Tudo vai começar com uma grande batalha para entrar na fuga. Por isso, espera-se que a composição da mesma já tenha ciclistas bastante importantes e que alguns possam mesmo perigar a camisola amarela de Delio Fernandez. A equipa de Tavira terá bastantes dificuldades para controlar a etapa com a agravante de estar reduzida a seis ciclistas com a expulsão de Vanceslau Fernandes. Com a fuga constituída os ciclistas irão aguardar pelos últimos 50 quilómetros de autêntico rompe-pernas e com subidas com grandes inclinações para mexer na corrida. A equipa mais antiga do pelotão internacional terá de se defender de tudo e de todos. No final é bastante possível que a fuga tenha sucesso ou que chegue um grupo muito reduzido ao sprint na dura rampa final na cidade da Guarda. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Delio Fernandez é um sério candidato a ganhar caso consiga defender-se e discutir o final ao sprint no grupo dos favoritos. Luis Gomes será talvez o maior candidato a vencer. A etapa encaixa perfeitamente nas características do ciclista da Kelly-Simoldes-UDO. Tiago Antunes é um ciclista que tanto terá liberdade para ir para a fuga como para disputar a etapa no final e é bastante explosivo nos últimos metros. Dentro da Efapel Cycling também seria interessante ver se Joaquim Silva tentará estar na fuga. A Aviludo-Louletano-Loulé Concelho poderá colocar Daniel Viegas ou Vicente de Mateos na fuga, que teriam boas possibilidades de vencer. A Voralberg e a Euskaltel-Eusakadi têm coletivos fortes e serão das equipas que mais irão mexer na corrida. A maior incógnita será mesmo a equipa da Glassdrive/Q8/Anicolor. A etapa não se adapta muito bem a Frederico Figueiredo e a equipa não se mostrou ao seu melhor nível na subida à Torre. Vamos ver se foi um dia mau ou se a forma dos seus ciclistas não é a melhor. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Ciclistas que podem dar-se bem com esta etapa: Andoni Lopez e Antonio Soto (Euskaltel-Euskadi), César Fonte e Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista), Gorka Sorarrain (Caja Rural-Seguros Rga), Óscar Pelegri e David Delgado (Burgos-BH), Gonçalo Leaça (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), António Barbio e Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Afonso Eulálio e António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense) e Iñigo Elosegui (Equipo Kern Pharma). Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal - Etapa 5 Delio Fernandez (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) repete vitória no Alto da Torre. O ciclista galego assumiu a camisola amarela depois de repetir o triunfo de 2015. A Glassdrive-Q8-Anicolor foi a grande derrotada do dia. O dia começou com a estreia da vila de Mação a receber a Volta a Portugal. A etapa começou rápida com várias equipas a querer entrar na fuga. Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Rafael Silva (Efapel Cycling), Afonso Silva (Kelly-Simoldes-UDO), Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) e o camisola amarela João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) foram os cinco homens que conseguiram distanciar-se do pelotão. Delio Fernandez - Créditos Imagem: Clube Ciclismo de Tavira Com o camisola amarela na fuga, coube à equipa da Glassdrive-Q8-Anicolor assumir o comando do pelotão. Os escapados nunca obtiveram grande vantagem e o pelotão entrou compacto na Covilhã. Mauricio Moreira, vencedor da Volta no ano passado, ficou logo nas primeiras rampas da subida à Torre. Frederico Figueiro, Artem Nych e James Whelan tentaram várias vezes isolar-se mas sempre sem sucesso. A mais ou menos 14 quilómetros do fim Delio Fernandez, Jesus Del Pino (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi) e Colin Stussi (Team Voralberg) conseguiram destacar-se e jogaram entre si o triunfo nos últimos quilómetros. No final o ciclista da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense foi o mais forte e venceu etapa assumindo a liderança da classificação geral. O galego lidera também a classificação da montanha. Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) manteve a liderança dos pontos e Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense) ascendeu à liderança da juventude. Classificação da etapa: PosCorredorEquipaTempo1FERNANDEZ DelioAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense05:21:592STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 063JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 194DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 335CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 366ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 547CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 578ARDILA CamiloBurgos-BH+ 01:029FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 01:1110CABEDO OscarTeam Vorarlberg+ 01:23Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1FERNANDEZ DelioAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense23:41:172STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 053JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 104CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 415DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 01:026ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 01:057CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 01:068ARDILA CamiloBurgos-BH+ 01:129FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 01:2210LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car+ 01:30Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal Etapa 5 - Antevisão Começam as decisões na Volta a Portugal. A subida à Torre vai ser o primeiro palco da luta pela classificação geral. Espera-se fogo de artifício na ascensão ao ponto mais alto de Portugal continental. O percurso A vila de Mação recebe a partida de uma das etapas mais icónicas da Volta a Portugal. Um constante sobe desce espera os ciclistas até à entrada na Covilhã onde a partir daí, é sempre a subir. Uma etapa que não deixa de ser bastante longa, com 184,3 quilómetros. Antes do pelotão enfrentar a única subida de categoria especial serão ultrapassadas as metas volante no Sardoal (km 20,7), em Oleiros (km 85,9) e na Covilhã (km 164,1). Para além da contagem de montanha coincidente com a meta, o percurso terá uma contagem de quarta categoria ao quilómetro 97,1 e uma contagem de terceira ao quilómetros 109,1 em Orvalho. Perfil da Etapa 5 - Créditos Imagem: Volta a Portugal. Os favoritos Desde logo será bastante interessante saber qual vai ser a composição da fuga. Que equipas e elementos vão estar representados e a partir desse momento como irá ser o desenrolar da etapa. A Glassdrive/Q8/Anicolor tem o vencedor do ano passado e muito provavelmente, a equipa mais forte em competição. Mauricio Moreira venceu no Alto da Torre em 2022 e tem que ser visto como o maior favorito a voltar a fazê-lo. Frederico Figueiredo é, para muitos, o melhor trepador a correr em Portugal e como tal, um dos favoritos a vencer hoje. Artem Nych e James Whelan são outros dois homens fortes da equipa. Vitória de Mauricio Moreira no Alto da Torre na Volta a Portugal 2022 - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A oposição virá de homens como Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) que sempre faz uma boa etapa no alto da Torre. Na Efapel Cycling Henrique Casemiro e Emanuel Duarte devem ser os homens mais protegidos, mas também Tiago Antunes. Expectativa para ver António Carvalho e Afonso Eulálio da ABTF-Betão-Feirense, assim como Jesus Del Pino e Carlos Oyarzun, da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho. Adrián Bustamante, Luís Gomes e Hélder Gonçalves da Kelly-Simoldes-UDO e Delio Fernandez (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense) são outros dos favoritos. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de ciclismo Nas equipas estrangeiras podemos destacar Luis Ángel Maté (Euskaltel-Euskadi) e o colombiano Andrés Camilo Ardila da Burgos-BH. Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e em Topcycling.pt com os resumos, classificações e antevisões diários. ### Volta a Portugal - Etapa 4 Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) venceu em Castelo Branco. O sprinter checo conseguiu interromper a senda de vitórias da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. João Matias chegou no terceiro lugar e com as bonificações ascendeu ao primeiro lugar da classificação geral. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Estremoz recebeu a partida da quarta etapa da Volta a Portugal. O calor alentejano fazia-se sentir mas nem por isso limitou as pretensões dos ciclistas para esta etapa. O pelotão saiu rápido a cidade alentejana. Foram percorridos 45 quilómetros na primeira hora de corrida. Foram quatro os homens que se conseguiram isolar do pelotão: João Macedo (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Raul Rota (Rádio Popular-Paredes-Boavista), Yanne Dornenbos (Equipo Kern Pharma) e Unai Iribar (Euskaltel-Euskadi). O pelotão era comandado pela Tavfer-Ovos Matinado-Mortágua que procurava mais uma vitória. A fuga valeu principalmente a João Macedo que no final do dia envergou a camisola de líder da montanha. João Macedo na fuga do dia - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Depois de alcançada a fuga do dia houve vários ataques mas sem qualquer sucesso. Em Castelo Branco impôs-se ao sprint o checo Daniel Babor da Caja Rural-Seguros Rga. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) foi terceiro e subiu à liderança da classificação geral, em véspera da subida à Torre. O ciclista checo é agora líder da classificação por pontos, enquanto que Pablo García (Bai-Sicasal-Petro Luanda). Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1BABOR DanielCaja Rural-Seguros RGA04:36:362LOPEZ DE ABETXUKO AndoniEuskaltel-Euskadi+ 003MATIAS JoaoTavfer - Ovos Matinados - Mortágua+ 004STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 005GOMES LuísKelly - Simoldes - UDO+ 006NUNES HugoRadio Popular - Paredes - Boavista+ 007MENDONÇA LuisGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 008PELEGRÍ ÓscarBurgos-BH+ 009FERNANDEZ DelioAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense+ 0010BOUVIER LéoBIKE AID+ 00Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1MATIAS JoaoTavfer - Ovos Matinados - Mortágua18:19:072REIS RafaelGlassdrive - Q8 - Anicolor+ 023MEILER LukasTeam Vorarlberg+ 064Juaristi TxominEuskaltel-Euskadi"5MOREIRA MauricioGlassdrive - Q8 - Anicolor+ 076ANTUNES TiagoEfapel Cycling+ 097VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg+ 108LOPEZ DE ABETXUKO AndoniEuskaltel-Euskadi+ 119PELEGRÍ ÓscarBurgos-BH"10DUARTE EmanuelEfapel Cycling+ 12Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e em Topcycling.pt com os resumos, as classificações e as antevisões diárias. ### Volta a Portugal Etapa 4- Antevisão Quinto dia de Volta a Portugal e mais uma longa tirada. Estremoz recebe a caravana da Volta em mais um dia onde se espera mais uma chegada ao sprint e muito calor. O percurso Um dia sem grandes dificuldades montanhosas e a típica chegada a Castelo Branco. Pelo caminho três metas volantes em Alter do Chão, Portalegre e Vila Velha de Rodão. As contagens de montanha em Monte Paleiros, na Serra de São Miguel e no Retaxo podem dar alguma animação à corrida. Perfil Etapa 4 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua está em altas e os seus dois sprinters são os máximos favoritos a voltar a vencer. João Matias ou Leangel Linarez? Cabe a Gustavo Veloso decidir qual. Os adversários prometem não facilitar e podemos apontar como principais rivais Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga), Miguel Ángel Fernández (Burgos-BH), Tomas Contte e César Martingil (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) e Rafael Silva (Efapel Cycling), Luís Mendonça (Glassdrive/Q8/Anicolor), Francisco Campos (Bai-Sicasal-Petro de Luanda) e Andóni Lopez (Euskaltel-Euskadi). Vitória de João Matias em Castelo Branco na Volta a Portugal do ano passado - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a corrida na RTP1 e aqui, no Topcycling.pt com as antevisões e os resumos diários. ### Volta a Portugal - Etapa 3 Hat-trick da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua na Volta a Portugal. João Matias venceu a etapa número três na chegada a Loulé. Rafael Reis (Glassdrive/Q8/Anicolor) retomou a liderança na classificação geral. O dia começou junto à costa, em Sines no Alentejo. O pelotão preparava-se para enfrentar a etapa mais longa desta edição da Volta a Portugal. Cerca de 190 quilómetros e muito calor aguardavam a caravana até à chegada na Avenida José da Costa Mealha em Loulé. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Dado o tiro de partida para a etapa, a fuga formou-se com alguma facilidade. Nuno Meireles (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Wesley Mol (Bike Aid) e Lars Quaedvlieg (Universe Cycling Team) ganharam vantagem sem qualquer oposição do pelotão. A fuga chegou a estar a cima dos 10 minutos de vantagem mas a Caja Rural-Seguros Rga tinha outras ideias e assumiu o comando do pelotão. Na última contagem de montanha na Cruz da Assumada Nuno Meireles ainda tentou resistir mas acabou por ser absorvido pelo grupo principal. Na chegada a Loulé com Leangel Linarez a ter ficado para trás na última contagem de montanha, João Matias assumiu a batuta da sua equipa e não falhou. Terceira vitória da equipa comandada por Gustavo Veloso nesta edição da Volta a Portugal. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Rafael Reis voltou à liderança da classificação geral, agora com João Matias logo de seguida. Leangel Linarez é o líder da regularidade, Luis Ángel Maté (Euskaltel-Euskadi) da montanha e Pablo Garcia (Bai-Sicasal-Petro Luanda) da juventude. Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e em Topcycling.pt com os resumos, classificações e anteviões. ### Campeonato do Mundo de XCO - Resumo e resultados Decorreu hoje em Glentress na Escócia o Campeonato do Mundo de Elites XCO, corridas das categorias feminina e masculina. Corrida feminina Pauline Ferrand Prevot deixa cada vez mais vincada a sua marca na história da modalidade, ao garantir duas vitórias consecutivas no Campeonato do Mundo. A atleta francesa começou a corrida com uma partida menos bem conseguida mas rapidamente chegou à frente da corrida, alcançando a sua compatriota Loana Lecomte ainda na primeira volta. Depois de se sagrar novamente Campeã do Mundo de XCC na passada quinta-feira, Pauline Ferrand Prevot apresentou-se num momento de forma tremendo e quando colocou mais uma mudança para ir embora, Loana Lecomte não teve capacidade para seguir Prevot, que acabaria por ganhar tempo volta após volta até cruzar a meta isolada, colocando mais de um minuto de diferença para a segunda classificada. Loana Lecomte garantiu a medalha de prata, fazendo uma corrida sem falhas, mas sem ter a capacidade de acompanhar o ritmo de Pauline Ferrand Prevot. O que acabou por animar mais a corrida foi a luta pela posição da medalha de bronze, onde vimos potenciais 3º lugares de Puck Pieterse, Mona Mitterwallner, Alessandra Keller e Evie Richards à medida que as volta iam passsando. A última volta deixaria tudo nas mãos de Puck Pieterse e Mona Mitterwallner, sendo que a neerlandesa campeã da Europa Puck Pieterse acabaria por levar a melhor sobre a austríaca, conseguindo assim a medalha de prata. De assinalar ainda o resultado de Raquel Queirós, a única representante nacional nesta corrida terminou na 46.ª posição. TOP 10 final POS.NOMETIME01FERRAND-PREVOT Pauline 01:24:1402LECOMTE Loana + 01:1403PIETERSE Puck + 01:2704MITTERWALLNER Mona + 01:3105KELLER Alessandra + 02:2306RICHARDS Evie + 02:3907BERTA Martina + 04:1008GIBSON Gwendalyn + 04:1709NEFF Jolanda + 04:2210BLUNK Savilia + 05:00 Corrida masculina Era grande a expectativa com que se aguardava a corrida masculina, que tinha entre os favoritos à vitória Mathieu van der Poel, Tom Pidcock e Nino Schurter, com o extra de interesse pela participação também de Peter Sagan. Tom Pidcock tornou-se o primeiro britânico a vencer o Campeonato do Mundo de de XCO Elite, tendo dominado a corrida, apesar da sua saída numa linha ligeiramente mais atrasada. Ainda assim, o britânico aproveitou a posição de partida que foi ligeiramente melhorada pelas regras polémicas da UCI, que acabaria por beneficiar alguns atletas que não tinham um ranking tão alto na modalidade de XCO. Sam Gaze também veio de uma posição do meio da grelha de partida e acaba por fazer uma corrida tremenda, após revalidar o título mundial no XCC na passada quinta-feira. O neozelandês cjegou mesmo a acreditar que poderia lutar pelo ouro, mas a corrida acabaria por terminar e Gaze garantiu a medalha de prata.  Nino Schurter correu para vencer, colocou ritmo forte no início da corrida para tentar evitar que Pidcock e outros conseguissem chegar à frente, mas acabou por não ter a capacidade para seguir o ritmo de Pidcock e conseguir o seu 11º título mundial, ainda assim deixa a Escócia com a medalha de bronze e um desempenho assinalável. Mathieu Van Der Poel teve uma queda logo na Start Loop, queda essa que ditou mesmo o abandono do neerlandês naquele que era o seu retorno ao XC após dois anos de ausência. O sonho do triplo Campeonato do Mundo no mesmo ano ficou desfeito logo na primeira volta. Top 10 final POS.NOMETEMPO01PIDCOCK Tom 01:22:0902GAZE Samuel + 1903SCHURTER Nino + 3404KORETZKY Victor + 4305DASCALU Vlad + 5406HATHERLY Alan + 01:0707BRAIDOT Luca + 01:4108FORSTER Lars + 01:4509SCHWARZBAUER Luca + 01:5210COOPER Anton + 01:53 ### Não chores António Morgado! Portugal é prata no Mundial António Morgado repete em sub-23 a prata de 2022 em juniores. Segunda medalha para Portugal no Mundial de ciclismo após o ouro de Iúri Leitão na pista. As lágrimas de hoje serão sorrisos amanhã. Enquanto escrevo este texto ainda tremo pela emoção que é narrar uma corrida do Campeonato do Mundo como a dos sub-23… uma espécie de déjà vu face à prova dos juniores do passado Mundial. O denominador comum nestes eventos é António Morgado, rapaz tranquilo de 19 anos, natural de Salir do Porto, Caldas da Rainha. Portugal tem um talento especial, mas ser vice-campeão mundial em épocas consecutivas e categorias diferentes é incrível! Na madrugada de Wollongong, em 2022, a decisão foi ao sprint frente ao alemão Emil Herzog. Derrota dura perante um rival mais pesado e que embalou bem para o sprint em descida. Menos de um ano depois, em Glasgow, o ouro fugiu por dois segundos para o francês Axel Laurance, fugitivo do dia. “Percebi que a fuga possivelmente ia ganhar se não saíssemos do pelotão. Apercebi-me da movimentação do corredor da Eslováquia, que me parecia o mais forte de todos, e fui com ele, porque sabia que só indo num grupo pequeno seria possível discutir a corrida. Falhei dois abastecimentos e ia cheio de câibras na última volta. É um grande resultado para o primeiro ano, estou super feliz, mas gostava de ter conseguido a medalha de ouro”, Results powered by FirstCycling.com Chapeau Axel Laurance! O ciclista da Alpecin-Deceuninck fez por merecer. Meteu-se na fuga do dia, andou quase 100km com um grupo de oito atletas e a 27km do final arrancou sozinho. Mal sabia Axel Laurance que só ia parar na meta para vestir o arco-íris, mais um para a equipa neerlandesa que ganhou em elites com Mathieu van der Poel e ainda conseguiu dois bronzes no contrarrelógio feminino (tanto em elites como em sub-23). A imagem do dia foi protagonizada pelo francês: logo após cruzar a linha de meta Axel Laurance apoiou-se sobre a bicicleta e vomitou… o corpo há muito ia além dos limites. Chapeau Axel Laurance! Custa sempre perder, mas para um atleta que fez uma exibição épica custa menos. A França não vencia o título mundial em sub-23 desde Benoit Cosnefroy em 2017. O bronze foi para o eslovaco Martin Svrcek, que com António Morgado foi o único capaz de saltar do pelotão dos favoritos para lutar pelas medalhas com os fugitivos. A prova foi dura: 68,3km até ao circuito de Glasgow ao qual os sub-23 deram sete voltas; um total de 168,4km e 2436m de acumulado em ruas de perfil técnico. António Morgado acabou a prova inconsolável apesar de felicitado pelos auxiliares da seleção nacional. Próxima paragem é o Tour de l’Avenir O que se segue na temporada de António Morgado? A próxima paragem é o Tour de l’Avenir (Volta a França do Futuro), que se inicia no último dia da Volta a Portugal, a 20 de agosto. Em entrevista ao TopCycling por altura do Giro sub-23 António Morgado admitiu que o Tour de l'Avenir era um dos principais objetivos da temporada, mesmo sendo ele sub-23 de primeiro ano. “Tinha metido esta corrida [Giro] como um dos objetivos do ano, queria vir discutir a vitória, embora o Tour de l’Avenir seja o objetivo do ano porque quero ir discutir. No Giro fica sempre aquele sabor amargo porque queria correr para ganhar, mas sei que não tenho a capacidade física.” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal Etapa 3 - Antevisão A Volta a Portugal regressa ao Algarve cinco anos depois. Loulé recebe a chegada do quarto dia da Grandíssima. A terceira parte junto à costa, em Sines e atravessa o Alentejo até chegar à Avenida José da Costa Mealha, no centro de Loulé. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso Mais um dia longo para os ciclistas desta Volta a Portugal. Praticamente 192 quilómetros para percorrer pelo o sul do país. A partida será em Sines e o pelotão irá percorrer cerca de 140 quilómetros até chegar ao Algarve. Pelo caminho três metas volantes em Odemira (km 54,6), Ourique (km 102,7) e Almodôvar (km 131,3). A entrada na região mais a sul de Portugal faz-se pela serra do Caldeirão, com a passagem na contagem de montanha do Pico do Mú (4ª categoria) e a descida do mítico alto do Malhão. Na aproximação a Loulé e com um constante sobe e desce, está colocada a última dificuldade do dia. O alto da Cruz da Assumada (4ª categoria) costuma ser decisiva na Volta ao Concelho de Loulé de Juniores e neste caso, pode servir para eliminar alguns dos sprinters. Perfil etapa 3 - Créditos Volta a Portugal Os favoritos Mais um dia de provável sprint, o que indica que os favoritos serão os mesmos protagonistas dos últimos dias. Os já vencedores de etapa Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua). Especial destaque para Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho). Contte vive na cidade da sua equipa enquanto está na Europa e o conhecimento da chegada pode ser um grande ponto a favor do argentino. Créditos Imagem: Volta a Portigal Os restantes nomes para esta etapa são Francisco Campos (Bai-Sicasal-Petro de Luanda), Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO), Rafael Silva (Efapel Cycling) e Santiago Mesa (ABTF Betão-Feirense). Nas equipas estrangeiras Miguel Ángel Fernández (Burgos-BH), Andoni Abetxuko (Euskaltel-Euskadi), Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) e Léo Bouvier (Bike-Aid) serão os homens a ter em conta. Pode acompanhar a etapa na RTP1 e na Topcycling.pt com antevisões, resumos e classificações. ### Volta a Portugal - Etapa 2 Na segunda etapa em linha na Volta a Portugal o pelotão percorreu 177 quilómetros pela zona do Ribatejo, tendo saído de Abrantes com destino a Vila Franca de Xira onde era esperada uma chegada ao sprint. Os prémios de montanha no alto da Agruela (quarta categoria) e Carvalha (terceira categoria) foram as maiores dificuldades do dia (além do calor), tendo havido algumas fugas que acabaram por não vingar pois o pelotão nunca deu muitas tréguas. Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) foi o mais rápido no sprint que decidiu a segunda etapa em linha da Volta a Portugal Continente, em Vila Franca de Xira, festejando pelo segundo dia consecutivo, tendo um prémio extra, pois o triunfo permitiu ainda ao ciclista venezuelano assumir a camisola amarela. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1 LINAREZ Leangel RubénTavfer-Ovos Matinados-Mortágua4:16:322 FERNÁNDEZ Miguel ÁngelBurgos-BH,,3 BABOR DanielCaja Rural - Seguros RGA,,4 MARTINGIL CésarAviludo - Louletano - Loulé Concelho,,5 LÓPEZ DE ABETXUKO AndoniEuskaltel - Euskadi,,6 MENDONÇA LuísGlassdrive Q8 Anicolor,,7 BOUVIER LéoBIKE AID,,8 SALGUEIRO CarlosAPHotels and Resorts - Tavira,,9 RÜEGG LukasTeam Vorarlberg,,10 CAMPOS FranciscoBAI - Sicasal - Petro de Luanda,, TOP 10 classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1 LINAREZ Leangel RubénTavfer-Ovos Matinados-Mortágua8:53:222 BABOR DanielCaja Rural - Seguros RGA0:073 REIS RafaelGlassdrive Q8 Anicolor0:104 MEILER LukasTeam Vorarlberg0:145 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi,,6 MOREIRA MauricioGlassdrive Q8 Anicolor0:157 MARTINGIL CésarAviludo - Louletano - Loulé Concelho0:168 ELOSEGUI IñigoEquipo Kern Pharma0:179 ANTUNES TiagoEfapel Cycling,,10 VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg0:18 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nelson Oliveira consegue 6.º posto no Campeonato do Mundo de contrarrelógio Nelson Oliveira conseguiu hoje, mais uma vez, um tremendo resultado nos campeonatos do Mundo de Contrarrelógio, ao ser o sexto mais rápido nos 47,8 quilómetros em Stirling, Escócia, enquanto João Almeida foi 24.º O belga Remco Evenepoel, sagrou-se Campeão do Mundo, percorrendo a distância em 55.19 minutos, o italiano Filippo Ganna foi segundo e o britânico Joshua Tarling terceiro. De assinalar que o contrarrelógio de Glasgow 2023 assegura a cada país representado no top 10 final uma segunda vaga a somar às que os países já terão por via do ranking de qualificação relativo às corridas de fundo, em Paris2024, pelo que o resultado de Nelson Oliveira ganha ainda maior destaque. TOP 10 final POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco - Bélgica55:1902GANNA Filippo - Itália+ 1203TARLING Joshua Grã-Bretanha+ 4804MCNULTY Brandon - EUA+ 01:2705VAN AERT Wout - Bélgica+ 01:3706OLIVEIRA Nelson - Portugal+ 01:5207DENNIS Rohan - Austrália+ 01:5308CATTANEO Mattia - Itália+ 01:5709BJERG Mikkel - Dinamarca+ 01:5910THOMAS Geraint - Grã-Bretanha+ 02:04 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal Etapa 2 - Antevisão A segunda etapa em linha da Volta a Portugal será mais uma longa tirada de quase 180 quilómetros. Espera-se uma chegada em pelotão compacto e o calor irá ser o maior adversário dos ciclistas. Abrantes recebe a caravana para logo a ver partir em direção a Vila Franca de Xira. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso O Ribatejo é o palco da segunda etapa da Volta a Portugal. Vila Franca de Xira será o destino do pelotão após terem sido cumpridos os 177,3 quilómetros. O início em Abrantes será bastante plano mas terá alguns pontos quentes para animar a corrida. Três metas volantes em Torres Novas, Cartaxo e Arruda dos Vinhos ao quilómetro 31,6, 89,4 e 134,4, respetivamente. O alto da Agruela (quarta categoria) e a Carvalha (terceira categoria) serão as maiores dificuldades numa etapa onde a maior dificuldade serão as altas temperaturas. Perfil etapa 2 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos Depois da vitória primeira etapa, Leangel Linarez tem que ser apontado como o maior favorito. O percurso é bastante favorável ao sprinter venezuelano e a possibilidade de chegar à camisola amarela será uma grande motivação. O possante sprinter da Caja Rural-Seguros Rga, Daniel Babor foi segundo em Ourém e espera vingar-se em Vila Franca de Xira. Miguel Ángel Fernández (Burgos-BH) esteve perto ontem, mas vê no dia de hoje uma oportunidade mais favorável para as suas características. Santiago Mesa (ABTF-Betão-Feirense), Tomas Contte e César Martingil (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) e Rafael Silva (Efapel Cycling) serão outros homens com a vitória na mira. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a corrida na RTP1 e aqui, no Topcycling.pt com as antevisões e os resumos diários. ### Volta a Portugal - Etapa 1 Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) venceu a primeira etapa da Volta a Portugal. A ligação entre Anadia e Ourém foi decidida ao sprint onde o venezuelano foi o mais rápido. Rafael Reis (Glassdrive/Q8/Anicolor) manteve a camisola amarela. Créditos Imagem: Glassdrive/Q8/Anicolor O dia começou bastante animado com várias tentativas de fuga. O interesse nas bonificações era iminente mas foram dois homens da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car que conseguiram passar na frente na primeira meta volante em Vila Nova de Poiares. João Macedo e Diogo Narciso foram os protagonistas do dia de hoje. Chegaram a ter a companhia de um ciclista da Bike Aid mas durante escassos quilómetros. João Macedo foi quem mais resistiu ao pelotão e Diogo Narciso conseguiu ser o primeiro líder da montanha. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Na entrada dos quilómetros finais a corrida animou, como se podia prever pelas diferenças tão escassas após o prólogo. Na contagem de montanha em Fátima ao quilómetro 175,5 houve várias movimentações. Cesar Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) foi quem mais vantagem conseguiu, mas na descida o pelotão acelarou e alcançou o ciclista de Viana do Castelo. Pelotão compacto e chegada ao sprint em Ourém. Leangel Linarez impôs-se a dois ciclistas da Caja Rural-Seguros Rga, Daniel Babor e Tomas Barta. Rafael Reis conseguiu alguns segundos de bonificação durante a etapa e manteve a liderança. O sprinter venezuelano é agora, o mais direto perseguidor com o mesmo tempo do ciclista da Glassdrive/Q8/Anicolor. Daniel Dias (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) segue na liderança da juventude. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1LINAREZ LeangelTavfer - Ovos Matinados - Mortágua04:33:042BABOR DanielCaja Rural-Seguros RGA+ 003BARTA TomasCaja Rural-Seguros RGA+ 004FERNANDEZ Miguel AngelBurgos-BH+ 005CAMPOS FranciscoBAI Sicasal Petro de Luanda+ 006SILVA RafaelEfapel Cycling+ 007BUSTAMANTE AdriánKelly - Simoldes - UDO+ 008NUNES HugoRadio Popular - Paredes - Boavista+ 009MENDONÇA LuisGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 0010SOUSA JoseKelly - Simoldes - UDO+ 00Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1REIS RafaelGlassdrive / Q8 / Anicolor00:03:582JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 023MOREIRA MauricioGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 034MARTINGIL CesarAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 045ELOSEGUI IñigoEquipo Kern Pharma+ 056ANTUNES TiagoEfapel Cycling+ 057MEILER LukasTeam Vorarlberg+ 058BABOR DanielCaja Rural-Seguros RGA+ 059VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg+ 0610SOTO AntonioEuskaltel-Euskadi+ 06Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a corrida na RTP1 e em Topcycling.pt com as antevisões, os resumos e as classificações. ### NOVA Trek Supercaliber - segunda geração surge com mais curso e geometria atualizada A Trek não perdeu tempo e reagiu rápido aos mais recentes lançamentos da concorrência, escolhendo a altura dos Campeonatos do Mundo de XC para a apresentar a nova geração da Trek Supercaliber. A nova Supercaliber apresenta mais curso dianteiro e traseiro, uma geometria atualizada e duas diferentes aplicações de carbono para os ciclistas que querem a bicicleta de competição mais leve possível. Atualizações importantes A segunda geração da Supercaliber foi completamente redesenhada para maior eficácia sem sacrificar a velocidade. Na dianteira a suspensão foi aumentada para 110 mm, enquanto o IsoStrut traseiro foi atualizado e aumentou para 80 mm. A nova geometria posiciona os ciclistas mais à frente nas subidas, aumentando também o controlo nos terrenos mais exigentes que existem nos percursos modernos de cross-country, o ângulo da caixa de direção passa dos anteriores 69º para 67,5.º, o que faz enorme diferença na hora de atacar os drops e descidas mais exigentes. Dois tipos de carbono à escolha Os ciclistas passam também ter a possibilidade de escolher duas diferentes aplicações de carbono, a Supercaliber SL que é uma bicicleta leve e capaz, mas também a mais leve Supercaliber SLR que utiliza um carbono ainda mais leve para quem procura atingir desempenhos dignos da Taça do Mundo. Trek Supercaliber SL O modelo SLR reduz o peso ao excluir os tubos de guia para a passagem interna de cabos e ao optar por uma aplicação de carbono de módulo superior que iguala a rigidez da Supercaliber SL ao passo que reduz o material. Trek Supercaliber SLR Tecnologia IsoStrut mais fácil de afinar A nova Supercaliber utiliza a tecnologia IsoStrut da Trek mas atualizada com o RockShox SIDLuxe. O novo IsoStrut continua a oferecer a mesma eficiência de uma hardtail e o mesmo amortecimento da suspensão que a versão anterior, mas a afinação é mais fácil do que nunca com os indicadores de SAG gravados a laser e o botão rotativo do retorno numerado. Já em ação nos Campeonatos do Mundo Os ciclistas profissionais da Trek Factory Racing irão colocar à prova a nova Supercaliber já durante o fim-de-semana de 12 de agosto, durante os Campeonatos do Mundo em Glentress Forest, Escócia. A nova geração da Supercaliber está agora disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Pode ver as várias gamas, cores, disponibilidade e preços clicando AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal Etapa 1 - Antevisão A primeira etapa em linha da Volta a Portugal vai ligar Anadia a Ourém. Serão 188,5 quilómetros com três prémios de montanha e três metas volantes pelo interior de Portugal. Espera-se uma chegada ao sprint mas a contagem de terceira categoria em Fátima a 13 quilómetros do fim pode trazer um desfecho diferente. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso O epicentro do ciclismo em Portugal recebe a partida da primeira jornada em linha da Volta a Portugal. Os ciclistas vão partir do Velódromo de Sangalhos para completarem quase 190 quilómetros. A etapa apesar de não ter grandes dificuldades, é de sobe e desce constante. O pelotão sai de Anadia em direção à Serra do Buçaco (km 23,6) onde está colocado primeiro prémio de montanha. Depois seguem-se as metas volantes de Vila Nova de Poiares (km 49,1), Ferreira do Zêzere (km 124,5) e Tomar (km147,5). Com a entrada nos 30 quilómetros finais as contagens de montanha em Alburitel (km 159,2) e Fátima (km175,5) prometem animar a corrida e podem eliminar alguns dos homens mais rápidos. De referir que há bonificações de 3, 2 e 1 segundos nas metas volantes e 10, 6 e 4 segundos na meta. Perfil Etapa 1 - Créditos: Volta a Portugal Os favoritos Esta etapa é uma oportunidade para os que ficaram a poucos segundos no prólogo, tentarem chegar à camisola amarela. Com a última dificuldade em Fátima a 13 quilómetros da meta, é expectável que alguns dos sprinters sejam deixados para trás. Nesse aspeto o favoritismo vai para os ciclistas que sejam rápidos mas que conseguiam superar as dificuldades como Tomas Contte (Aviludo-Louletano), Francisco Campos (Bai-Sicasal-Petro de Luanda), Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO) e Rafael Silva (Efapel Cycling). Leangel Linarez e João Matias (Tavfer/Ovos Matinados/Mortágua) são dois grandes candidatos a vencer, principalmente o português porque terá mais facilidade em passar as últimas dificuldades que o venezuelano. Santiago Mesa (ABTF Betão-Feirense) já venceu por mais que uma vez esta temporada e em caso de sprint massivo, o colombiano é muito rápido. Créditos: Volta a Portugal Nas equipas estrangeiras Miguel Ángel Fernández (Burgos-BH), Antonio Soto (Euskaltel-Euskadi),Yanne Dorenbos (Kern-Pharma), Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) e Léo Bouvier (Bike-Aid) serão os homens a ter em conta. Pode acompanhar a corrida a partir de amanhã na RTP1 e aqui, no Topcycling.pt com as antevisões e os resumos diários. ### Volta a Portugal 2023 - Prólogo Rafael Reis confirma o favoritismo e é o primeiro camisola amarela desta edição da Volta a Portugal. O espanhol Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi) foi quem mais se aproximou, mas o português foi o único ciclista a baixar dos quatro minutos. Viseu recebeu o prólogo que deu início à Volta a Portugal 2023. A tarde começou logo com um grande registo de César Martingil (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) que se manteve durante muito tempo. Com o avançar da tarde chegou Txomin Juaristi que colocou a fasquia nos quatro minutos certos. E foi preciso esperar pelo último corredor a partir para que alguém batesse o tempo do ciclista basco. Rafael Reis (Glassdrive/Q8/Anicolor) fez o que tem vindo a fazer nos últimos dois anos. Voou nos 3,6 quilómetros e venceu pela terceira vez consecutiva o prólogo inicial da Volta a Portugal. Três minutos e cinquenta e oito segundos, uma média superior a 54 quilómetros por hora. Daniel Dias (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) é o líder da juventude. Classificação do Prólogo e classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1REIS RafaelGlassdrive / Q8 / Anicolor00:03:582JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 023MOREIRA MauricioGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 034MARTINGIL CesarAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 045ELOSEGUI IñigoEquipo Kern Pharma+ 056ANTUNES TiagoEfapel Cycling+ 057MEILER LukasTeam Vorarlberg+ 058BABOR DanielCaja Rural-Seguros RGA+ 059VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg+ 0610SOTO AntonioEuskaltel-Euskadi+ 06Classificação Geral e da etapa - Créditos Firstcycling O vencedor da volta no ano passado, Mauricio Moreira, colega de equipa do vencedor, foi o melhor dos favoritos à vitória na Grandíssima. Amanhã espera-se uma chegada ao sprint na ligação entre Anadia e Ourém. Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 no Topcycling.pt com antevisões, resumos e classificações. ### Prólogo Volta a Portugal - Antevisão A Volta a Portugal tem o seu início em Viseu. O prólogo de 3,6 quilómetros vai definir o primeiro camisola amarela da 84ª edição da Grandíssima. À semelhança dos últimos anos, a Volta a Portugal inicia-se com um contrarrelógio individual. A cidade de Viriato será o palco das primeiras emoções da Volta. Lisboa tem dado o tiro de partida nos últimos anos, mas as Jornadas Mundiais da Juventude levaram o início da competição para a capital da Beira Alta. Chegada a Viseu na Volta a Portugal do ano passado - Créditos Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso Os 3,6 quilómetros com partida e chegada na Avenida da Europa que abrem a Grandíssima 2023 não apresentam grandes dificuldades. Apesar das várias rotundas que se vão ultrapassando ao longo do percurso, o prólogo não aparenta ser muito técnico tendo apenas três viragens mais pronunciadas. O terreno é bastante plano o que permitirá aos corredores atingir grandes velocidades. O tempo do vencedor irá rondar os quatro minutos e meio, o que permitirá aos sprinters e a corredores mais explosivos intrometer-se na luta pela vitória. Perfil Prólogo de Viseu - Créditos Volta a Portugal Os favoritos A Glassdrive/Q8/Anicolor tem dominado os contrarrelógios em Portugal. O campeão em título, Mauricio Moreira parte como maior favorito, depois de ter vencido o Troféu Joaquim Agostinho e o prólogo que abriu essa mesma competição. O ex-campeão nacional, Rafael Reis é também um grande candidato a vestir a camisola amarela, assim como Luís Mendonça que pela duração do esforço poderá marcar um dos melhores tempos. Artem Nych e James Whelan são outros dois corredores que já deram mostras que podem derrotar os melhores. Rafael Reis - Créditos Federação Portuguesa de Ciclismo A Efapel Cycling parece ser quem mais pode fazer frente à equipa vencedora da edição transata. Desde logo com Tiago Antunes que foi terceiro no prólogo do Troféu Joaquim Agostinho e que parece vir em crescendo esta temporada. O russo Aleksandr Grigorev é outro ciclista que irá rodar muito rápido. Dentro das restantes equipas portuguesas Afonso Eulálio e António Carvalho (ABTF Betão-Feirense), João Matias (Tavfer/Ovos Matinados/Mortágua), Carlos Oyarzun (Aviludo-Louletano) e Carlos Salgueiro (AP Hotels&Resorts/Tavira/SC Farense) serão outros homens a ter em conta. Tiago Antunes - Créditos Efapel Cycling Nas equipas estrangeiras os holandeses da Universe Cycling Team devem ter bastantes expectativas nesta etapa, assim como António Soto da Euskaltel-Euskadi. Pode acompanhar a corrida a partir de amanhã na RTP1 e aqui, no Topcycling.pt com as antevisões e os resumos diários ### Quadros S-Works Project Black LTD disponíveis ao público pela primeira vez Os quadros S-Works Project Black LTD são normalmente reservados para apenas alguns dos melhores ciclistas do mundo, quando a marca está no processo de desenvolvimento das bicicletas, os S-Works Project Black LTD nunca são colocados à venda ao público. Explicam os responsáveis da marca: "A Specialized conta com o feedback de atletas profissionais no desenvolvimento e teste de produtos de pré-produção avançados em aplicações do mundo real. Com este feedback de alto nível, alguns destes elementos de design e produtos eventualmente aparecem em futuras ofertas de produtos para venda." Chamamos a isto Project Black. No caso da S-Works Tarmac SL8, a marca fez os primeiros dois para Remco Evenepoel e Demi Vollering, mas pela primeira vez este tipo de quadros será colocado à venda numa edição limitada do quadro S-Works Tarmac SL8 Project Black LTD. Os mais atentos deverão ter notado que Remco Evenepoel correu com a nova Tarmac SL8 durante os Campeonatos do Mundo de Estrada em Glasgow, Escócia. Remco Evenepoel competiu com a gama de cores Project Black, criada pela Specialized para que os seus melhores ciclistas profissionais pudessem competir e treinar com um protótipo de produto sem que fossem descobertos os seus detalhes. Pela primeira vez, a marca disponibiliza uma quantidade muito limitada destes quadros Project Black para venda ao público. As discretas cores branco e preto e a ausência de logótipos "Tarmac", fazem deste quadro S-Works Tarmac SL8 Project Black LTD o mais sigiloso de sempre, nem mesmo o autocolante da UCI o denuncia. Preço e disponibilidade O quadro Tarmac SL8 Project Black LTD apenas estará disponível na modalidade de Click&Collect (recolha em loja) através de Specialized.com, site onde podes ver a disponibilidade e preço. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Iúri Leitão é Campeão do Mundo de Pista, na prova de Omnium Iúri Leitão sagrou-se este domingo campeão do Mundo na prova de omnium, em pista, nos Mundiais de Glasgow. Foi o primeiro título mundial para um ciclista português nesta modalidade. No Velódromo Sir Chris Hoy, o corredor português entrou autoritário no concurso de omnium. No scratch, primeira prova pontuável, Iúri atacou no final, o que lhe deu cerca de meia volta de vantagem, tendo o português sido o primeiro. Nas corridas seguintes Iúri Leitão teve a estratégia certa em cada corrida e soube gerir as energias, acabando o concurso de omnium com 187 pontos, mais dois do que o francês Benjamin Thomas e mais 14 do que o japonês Shunsuke Imamura. “Ainda é difícil habituar-me à ideia de que conquistei a medalha mais importante do ciclismo de pista português, mas, sim tenho noção disse”, disse o corredor, antes da subida ao pódio. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu Van der Poel sagra-se campeão do Mundo, contra tudo e contra todos O holandês Mathieu van der Poel acabou de se sagrar Campeão do Mundo de fundo, em Glasgow, após uma corrida épica de 271 quilómetros, num dia à imagem de van der Poel, no qual atacou e atacou sem reservas, onde nem uma queda a 15 quilómetros da meta o impediu de festejar a conquista da camisola arco-íris. Aos 28 anos, o ciclista da Alpecin-Deceuninck, junta assim o título mundial de estrada ao de Ciclocrosse, que havia conseguido este ano em fevereiro deste ano em Hoogerheide, nos Países Baixos. Foi o próprio Mathieu van der Poel quem foi fazendo a seleção dos grupos onde se encontrava, até que ficou somente com Wout van Aert (Bélgica), Tadej Pogačar (Eslovênia), Mads Pedersen (Dinamarca) e Alberto Bettiol (Itália), tendo este ultimo sido alcançado pelos restantes quando seguia isolado em fuga. Após vários de ataques, Mathieu van der Poel voltou a tentar assim que deram caça a Bettiol, mas desta feita nem Pogacar, nem Wout van Aert conseguiram responder, faltavam apenas 22 quilómetros para o final. Caiu, levantou-se, arrancou aperto do sapato e continuou Quando já seguia isolado na frente da corrida, van der Poel não conseguiu evitar uma queda numa curva na qual a roda frente escorregou na estrada molhada pela chuva, mas nem isso nem o facto de ter partido o aperto do seu sapato o fizeram abrandar. A pedalar com um sapato desapertado, Mathieu van der Poel continuou a aumentar novamente a vantagem que tinha sobre os perseguidores e acabou por cortar a meta isolado. Foi um dia "à van der Poel" fazendo lembrar a vitória épica a espetacular na Amstel Gold Race em 2019, nestes dias o holandês voador é imparável neste tipo de corridas. Wout van Aert conquistou a prata e Tadej Pogačar conseguiu o bronze, acabando Mads Pedersen por ficar fora das medalhas. Os portugueses Nelson Oliveira foi o resistente da Seleção Nacional na prova do Campeonato do Mundo de Estrada, terminando como 46.º classificado. TOP 10 final POS.NOME - EQUIPATEMPO01VAN DER POEL Mathieu - Países Baixos06:07:2702VAN AERT Wout - Bélgica+ 01:3703POGACAR Tadej - Eslovénia+ 01:4504PEDERSEN Mads - Dinamarca+ 01:4505KÜNG Stefan - Suíça+ 03:4806STUYVEN Jasper - Bélgica+ 03:4807DINHAM Matthew - Austrália+ 03:4808SKUJINS Toms - Letónia+ 03:4809BENOOT Tiesj Bélgica+ 03:4810BETTIOL Alberto - Itália+ 04:03 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Specialized Tarmac SL8 A Specialized acaba de apresentar hoje mundialmente a nova Specialized Tarmac SL8, lançamento estrategicamente planeado nos dias dos campeonatos do mundo de ciclismo de estrada. Melhorar uma bicicleta de inegável sucesso como a Tarmac SL7 não foi certamente fácil, de acordo com a marca a nova SL8 apresenta uma combinação de aerodinâmica, leveza e qualidade de construção até agora considerada impossível, suportada por oito gerações e mais de duas décadas de desenvolvimento e aprendizagem com os modelos anteriores. Aerodinâmica As diferenças estéticas mais notáveis estão sem dúvida na testa do quadro e na forqueta, a Specialized afirma que houve um foco claro nessa zona para criar ganhos aerodinâmicos com o novo nariz cónico "Speed Sniffer" e o novo Cockpit Rapide. Segundo os responsáveis da marca, e de acordo com os dados recolhidos esta bicicleta é mais aerodinâmica que a antiga Specialized Venge (modelo da Specialized focado na aerodinâmica). Peso Mínimo - influência da Aethos A informação que a marca forneceu à imprensa é que o quadro da nova Tarmac SL8 pesa apenas apenas 685 gramas, peso conseguido graças às lições e aprendizagem que obtiveram na construção da Specialized Aethos, que permitem que o quadro carregue com as forças, sem material em excesso. A Specialized diz que com a Aethos, aprenderam como fazer uma das bicicletas de estrada de produção de série mais leves do mundo e viram como ela pode combinar uma resposta rápida nas montanhas com uma condução suave e confortável durante todo o dia. Com essa experiência e aprendizagem, um dos objectivos na construção da nova Tarmac SL8 era simples: obter a bicicleta mais aerodinâmica que alguma vez haviam feito, que pudesse ser facilmente montada com o peso mínimo permitido pela UCI, incluindo medidor de potência, pedais e todos os outros acessórios necessários para competir. Aplicaram as lições aprendidas com a Aethos e tiveram como prioridade conseguir a leveza no tubo inferior, tubo do selim e parte traseira da bicicleta. Agilidade e rigidez O comportamento e aceleração da nova Tarmac SL8 é, como seria de esperar, superior à SL7. De acordo com a Specialized, a SL8 tem um incrível melhoramento em 33% da relação rigidez-peso em relação à SL7 e continua a ser um modelo que apresenta uma condução suave e ágil. Todos estes detalhes são explicados no "White paper" da bicicleta, um documento no qual os engenheiros da marca explicam como chegam as estas percentagens, após imensos testes efectuados. Com base no "Know How" dos ciclistas World Tour Como habitual, a Specialized envolveu os ciclistas World Tour no desenvolvimento da bicicleta com a qual eles vão competir, isto não é novidade, se em gerações anteriores da Tarmac a marca contou com profissionais como Tom Boonen, Fabio Cancellara ou Peter Sagan, que submeteram as suas bicicletas à exigência das corridas World Tour, para desenvolver a Tarmac SL8 não foi diferente. Para desenvolver esta nova bicicleta, foram envolvidos no processo ciclistas de referência, como Remco Evenepoel, Demi Vollering, Fabio Jakobsen, ou Sam Bennett; estrelas das clássicas e escaladores, todos tiveram um papel importante e ajuda a desenvolver e refinar os objetivos da Tarmac SL8. Disponibilidade e preços Para ficar a saber tudo acerca da nova Tarmac SL8, as várias gamas, as cores, os preços e disponibilidade, clica em aqui Specialized.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida termina a 1 segundo da vitória final João Almeida (UAE Emirates) terminou a 80.ª edição da Volta à Polónia na vice-liderança da geral, que teve Matej Mohoric (Bahrain-Victorious), como grande vencedor. O ciclista português de 24 anos partiu para a sétima e última etapa da prova empatado com Mohoric, mas na segunda posição, por uma diferença de milésimos de segundo, logo, adivinha-se uma missão complicada no ‘assalto’ à liderança. As dificuldades confirmaram-se, com João Almeida a não conseguir destronar Mohoric. A UAE Emirates lutou conjuntamente com João Almeida para tentar chegar ao primeiro lugar, mas do outro lado estava uma Bahrain-Victorious bem organizada e também em total consonância com Matej Mohoric. O desfecho ficou selado no sprint intermédio que oferecia bonificação, com João Almeida a perder para Mohoric. Este despique pela liderança final apimentou e muito a última etapa da Volta à Polónia que teve Tim Merlier (Soudal-QuickStep) como o homem mais rápido, ao completar os 166,6 quilómetros da ligação entre Zabrze e Cracóvia, com o registo de 3:28.44 horas, superiorizando-se no sprint final a Arvid de Kleijn (Tudor), e a Fernando Gaviria (Movistar), respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida falha assim o feito alcançado em 2021, ano em que conquistou a prova. A fechar o pódio da geral ficou Michal Kwiatkowski (INEOS) a 17 segundos de Mohoric. Quanto a Ruben Guerreiro (Movistar), o outro representante luso em prova, terminou a Volta à Polónia no 25.º lugar. Almeida e Guerreiro seguem agora para Glasgow Segundo informações avançadas pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), João Almeida e Ruben Guerreiro seguem ainda hoje viajem para Glasgow, Escócia, local que acolhe os Mundiais de estrada, estando a corrida de fundo agendada já para este domingo. Depois da participação na Volta a Polónia, o tempo para descansar será praticamente nulo, sendo assim esperado que os dois ciclistas se juntem ainda hoje à seleção nacional, que já se encontra terras escocesas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=L0PystBKvEY Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MERLIER Tim Soudal Quick-Step03:28:4402DE KLEIJN Arvid Tudor Pro Cycling Team+ 0003GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0004THIJSSEN Gerben Intermarché-Circus-Wanty+ 0005PENHOËT Paul Groupama-FDJ+ 0006ANIOLKOWSKI Stanislaw Human Powered Health+ 0007GAUTHERAT Pierre AG2R Citroën Team+ 0008SELIG Rüdiger Lotto Dstny+ 0009MOSCHETTI Matteo Q36.5 Pro Cycling Team+ 0010PASQUALON Andrea Bahrain Victorious+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious26:17:4802ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0103KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1704VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 2205CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step+ 4106MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 4207DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 5508MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 5809BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 01:0010ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 01:07 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste aos sapatos Specialized Recon ADV - Para longos dias a pedalar e explorar Estou a testar os sapatos recentemente lançados, Specialized Recon ADV, um novo modelo da família Recon da marca da Califórnia. Quando foram lançados a marca avançou que eram uns sapatos cujo objectivo era oferecer ao utilizador o conforto ideal para pedalar e poder explorar, mesmo que fora da bicicleta, pois ofereciam mais capacidade para caminhar que outros modelos. No meu caso posso dar uma opinião bem fundamentada, pois tenho mais dois modelos da família Recon, que já testei aqui no Topcycling, os S-Works Recon Lace e os Specialized Recon 3.0, sapatos que mostro no vídeo e dos quais assinalo as diferenças para estes novos Specialized Recon ADV. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=pUhP9saCBxs&t= Existem tantos utilizadores diferentes, que é difícil haver um sapato que satisfaça as necessidades de todos eles, no entanto, hoje em dia existem também muitos modelos diferentes que permitem uma escolha cada vez mais adaptada ao que cada um necessita. No caso da Specialized, a marca já tinha sapatos de atacador direcionados ao Gravel e ao BTT ( os Recon Lace), porquê outro modelo? Pois bem, porque embora estes sapatos tenham características parecidas com os Recon Lace, como o aperto de atacador, são bastante diferentes na sola e na restante construção do sapato, o que os torna nuns sapatos mais direcionados ao ciclista que não quer competir, mas sim passar longas horas a pedalar e a parar, seja para tomar algo ou almoçar, seja para caminhar um pouco pela montanha e ter acesso a melhores paisagens. Para pedalar e para caminhar Embora tenham sola em carbono na zona mais importante (zona dos Cleats, ou encaixes), esta tem a tecnologia STRIDE toe-flex, que permite que a ponta do sapato tenha uma flexão e assim seja mais fácil e natural caminhar com estes sapatos. Os novos Specialized Recon ADV são uma ótima opção para quem passa longos dias na bicicleta e precisa de um sapato confortável, seja em eventos de Gravel de ultra distância, bikepacking ou apenas a explorar e passear. Destaco ainda a borracha da sola, além de ser realmente aderente quando caminhamos, permite ainda que possamos sair de casa bem cedo, copm os sapatos calçados e sem acordar tanto o resto da família como os vizinhos de baixo, esta borracha simplesmente não faz o "clack clack clack" que os sapatos de encaixe por norma fazem ao caminhar. Testei num dia Ultra Para colocar o conforto destes Specialized Recon ADV à prova, e verificar se realmente são ideais para longos dias de pedalada, utilizei num dia em que fiz 300 km's. de Gravel com uns amigos, durante o rebound Gravel e posso garantir que a marca não está "a vender gato por lebre", os sapatos são confortáveis, não retirando a capacidade de pedalada. Deixo-vos o vídeo desse longo dia. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=AlpUX-IUp5w&t= Os atacadores Embora os atacadores não sejam tão rápidos de ajustar como um fecho tipo BOA e tenhamos mesmo que parar, caso queiramos reajustar quando já estamos a pedalar (algo que podemos fazer em cima da bicicleta, sem parar, com um fecho BOA), quando fazemos o aperto com os atacadores os sapatos ficam bem ajustados ao pé. Os atacadores permitem ainda um arranjo de forma mais fácil em caso de azar ou queda, mesmo que estejamos longe de casa, como acontece tantas vezes nos bikepacking ou pedaladas em autonomia e de ultra distâncias. Por ultimo, os atacadores dão aquele aspeto "vintage" do Gravel, o que ajuda a associar estes sapatos ao Gravel, no entanto, são uns sapatos que podem ser utilizados no BTT perfeitamente. Em resumo Os Specialized Recon ADV confirmaram na prática o que "vendem" ao cliente na teórica, são realmente confortáveis e direcionados àqueles que pretendem uns sapatos para essa premissas, pedalar sem pressa, com conforto e possibilidade de caminhar de forma natural. Se procuras uns sapatos para o Gravel, BTT ou aventura no geral, os Recon ADV são muito confortáveis, em ultima análise, se estiveres indeciso vale a pena experimentares a calçar numa loja e comprovar por ti o "fit" dos sapatos nos teus pés. Para quem gosta do estilo e aperto dos atacadores, comparativamente com o outro modelo de atacadores da marca (S-Works Recon Lace) são bem mais baratos, mas não são direcionados para o alto desempenho e competição. As cores disponíveis são as apresentadas na imagem acima, para saberes disponibilidade, preços destes e restantes características técnicas destes sapatos, podes visitar o site da marca AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida empatado na liderança João Almeida (UAE Emirates) conseguiu hoje o segundo melhor tempo do contrarrelógio da sexta etapa da 80.ª edição da Volta à Polónia, resultado que lhe permitiu igualar Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) na liderança da geral. O ciclista português de 24 anos esteve em grande plano no contrarrelógio de hoje, alcançando o segundo melhor tempo, a 13 segundos de Mattia Cattaneo (Soudal Quick-Step), grande vencedor do dia, ao completar os 16,6 quilómetros que se desenrolaram em Katowice, com o tempo de 19.10 minutos. A fechar o pódio do contrarrelógio ficou Geraint Thomas (INEOS), a 14 segundos do vencedor. Apesar do bom resultado obtido por João Almeida, o dia de hoje acaba por ser algo agridoce para o ciclista português, que apesar de ter igualado o tempo de Mohoric, mantém a segunda posição da geral, uma vez que o esloveno continua dono da camisola amarela devido ao desempate nas milésimas de segundo do "crono". Ao nível da geral, destaque para a subida de Michal Kwiatkowski ao terceiro lugar, a 14 segundos do topo da tabela. Em relação a Ruben Guerreiro (Movistar), o ciclista luso demorou mais 2.11 minutos que Mattia Cattaneo, terminando a etapa na 73.ª posição, caindo assim alguns lugares na geral, onde ocupa agora o 25.º posto.   Amanhã joga-se a cartada final da corrente edição da Volta à Polónia, com João Almeida a manter intacto o sonho de repetir o feito alcançado em 2021, ano em que venceu a prova. Para isso João Almeida terá que, obrigatoriamente, ganhar tempo a Mohoric, sendo expectável que tente apostar nas bonificações de tempo nos sprints intermédios contemplados nos 166,6 quilómetros da ligação entre Zabrze e Cracóvia, na última etapa da prova, em que se perspetiva uma chegada ao sprint. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=5XfXL6_u6RY Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step19:1002ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1303THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 1404FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 1605WELLENS Tim UAE Team Emirates+ 1706VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 1807VAUQUELIN Kévin Arkéa-Samsic+ 1808KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 2109FOSS Tobias Jumbo-Visma+ 2110MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 24 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious22:49:0702ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0003KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1404VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 1905CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step+ 3806MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 3907DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 5208MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 5509BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 5710ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 01:04 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. 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Depois do dia de hoje, Mohoric reforçou a liderança da geral, tendo agora 12 segundos de avanço sobre João Almeida e 16 segundos sobre Rafal Majka, companheiro de equipa do português na UAE Emirates. Destaque ainda para o português Ruben Guerreiro (Movistar) que subiu hoje um lugar na geral, sendo agora 17.ª classificado, a 1.03 minutos do líder, isto depois de ter terminado a quinta etapa na 13.ª posição, com o mesmo registo do vencedor. Contrarrelógio de amanhã pode ser decisivo para João Almeida Esta quinta-feira, a 6.ª etapa desta 80.ª edição da Volta a Polónia reserva um contrarrelógio individual de 16,6 quilómetros, em Katowice, numa jornada que poderá ser decisiva para o desfecho final da prova. As caraterísticas do dia de amanhã, colocam João Almeida entre os favoritos à vitória, não só do contrarrelógio, como da prova, atendendo às boas prestações que o ciclista português tem obtido nesta disciplina. Vamos ver como será o desempenho de Almeida, mas recuperar dos 12 segundos de desvantagem para Mohoric, parece ser algo possível para um dos melhores ciclistas da atualidade internacional, que tem grandes hipóteses de poder vir a repetir o feito alcançado 2021, ano em que venceu a prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=cVpJWvjABys Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost04:51:2702MOHORIC Matej Bahrain Victorious+ 0003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0004KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 0005FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 0006KRON Andreas Lotto Dstny+ 0007HIGUITA Sergio BORA-hansgrohe+ 0008ASKEY Lewis Groupama-FDJ+ 0009SCARONI Cristian Astana Qazaqstan Team+ 0010BUDZINSKI Marcin Poland+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious22:29:3202ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1203MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 1604KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1805ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 2606DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 2607VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 2608BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 2609MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 2610MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 26 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida e Ruben Guerreiro sobem na geral João Almeida (UAE Emirates) e Ruben Guerreiro (Movistar) subiram hoje na classificação geral da 80.ª edição da Volta à Polónia Os ciclistas portugueses estiverem em bom plano na quarta etapa da prova, que teve Olav Kooij (Jumbo-Visma), como grande vencedor, ao completar os 199,1 quilómetros da ligação entre Strzelin e Opole, com o registo de 4:23.15 horas, superiorizando-se, ao sprint, a Marijn van der Berg (EF Education-Easy Post), e a Matteo Moschetti (Q36.5), respetivos segundo e terceiro classificados. Ruben Guerreiro foi o primeiro português a cruzar a linha da meta, terminando a etapa na 26.ª posição, com o mesmo tempo do vencedor, tal como João Almeida, mas este um pouco mais atrás, no 38.º posto, no entanto, um lugar acima do seu companheiro de equipa Rafal Majka, situação que permitiu a Almeida ascender à vice-liderança, em troca de posição com Majka, que agora é terceiro, ambos a 10 segundos do líder Matej Mohoric (Bahrain-Victorious). O desempenho do dia de hoje, também permitiu a Guerreiro subir na geral, mais concretamente ao 18.º posto, a 57 segundos de Mohoric. Os ciclistas lusos estão assim a exibir-se em bom plano, com destaque para João Almeida, que pode vir a repetir o feito em 2021, ano em que venceu a prova. Amanhã, quarta-feira será dia de disputar a quinta etapa desta 80.ª edição da Volta à Polónia, na ligação entre Pszczyna e Bielsko-Biala, que aprenta um percurso com um total de 198,8 quilómetros, e contempla três contagens de montanha categorizadas, duas delas de primeira categoria. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=gb6gLMQFZv4 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01KOOIJ Olav Jumbo-Visma04:23:1502VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0003MOSCHETTI Matteo Q36.5 Pro Cycling Team+ 0004WALSCHEID Max Cofidis+ 0005BENNETT Sam BORA-hansgrohe+ 0006MARECZKO Jakub Alpecin-Deceuninck+ 0007MERLIER Tim Soudal Quick-Step+ 0008DE KLEIJN Arvid Tudor Pro Cycling Team+ 0009TAMINIAUX Lionel Alpecin-Deceuninck+ 0010KOPECKY Matyas Team Novo Nordisk+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious17:38:1102ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1003MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 1004KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1205DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 2006VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 2007ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 2008BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 2009MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 2010MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 20 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo de ciclismo - Os 39 convocados de Portugal A Seleção Nacional vai competir com 39 corredores na primeira edição do Campeonato do Mundo de todas as disciplinas de ciclismo, que vai decorrer na Escócia, entre 2 e 13 de agosto. Estrada Elites Na estrada, João Almeida (UAE Emirates), terceiro classificado da última Volta a Itália, lidera a equipa lusa, junto a Nelson Oliveira (Movistar), Rúben Guerreiro (Movistar) e André Carvalho (Cofidis). João Almeida e Nelson Oliveira participarão no contrarrelógio e na competição de fundo. Na categoria feminina, em elite, apenas Vera Vilaça (Massi-Tactic) foi chamada para a prova de fundo. Sub-23 Em sub-23, António Morgado, vice-campeão do mundo de juniores no ano passado, é o nome mais sonante e tem a companhia do companheiro de equipa Gonçalo Tavares (também da Hagens Berman Axeon), que participarão tanto no contrarrelógio como na prova de fundo. Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy), Diogo Gonçalves (Santa Maria da Feira/Segmento d’Época/Reol) e Lucas Lopes (Electro híper Europa) juntam-se aos talentos da Hagens Berman Axeon para a prova de fundo. Na categoria feminina, Daniela Campos (Bizkaia Durango) será a representante lusa. Juniores Na categoria masculina José Moreira (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) e Tiago Santos (Alcobaça CC/Crédito Agrícola) são os representantes lusos, enquanto que na categoria feminina Daniela Simão (Efapel) e Raquel Dias (Extremosul/Hotel Alísios/Terras do Arade) são as jovens escolhidas. Pista O selecionador nacional de pista, Gabriel Mendes, chamou para as provas masculinas Ivo Oliveira e Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Iúri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) e João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista), e para as competições femininas Daniela Campos (Bizkaia Durango) e Maria Martins (Fenix-Deceuninck). BTT Elites - XCO No BTT Raquel Queirós (MMR Factory Racing) foi chamada para o cross country olímpico (XCO), assim com para a vertente curta da modalidade, o XCC. É a única elite na convocatória. Sub-23 - XCO Ainda no XCO Diogo Neves (Guilhabreu) e João Cruz (Axpo/FirstBike/Vila do Conde) são os convocados masculinos em sub-23, enquanto Ana Santos (X-Sauce) é a representante nas provas femininas. Juniores - XCO Guilherme Barros e Rafael Sousa são os masculinos e Beatriz Guerra a escolha feminina nos juniores para o XCO. Elites - XCM Para a prova de maratona (XCM), foram chamados o Guilherme Mota (Guilhabreu MTB), José Dias (Buff-Megamo Team) e Tiago Ferreira (DMT Racing Team). Downhill No ‘downhill’ Portugal contará com o Gonçalo Bandeira em elites e com os juniores Álvaro Pestana, Pedro Câmara e Nuno Reis. BMX A representação nacional no BMX Race estará a cargo do júnior Renato da Silva. Paraciclismo No paraciclismo Portugal vai estar representado por Telmo Pinão (C2), Bernardo Vieira (C1), Flávio Pacheco (H4), Luís Costa (H5). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida baixa um lugar na geral João Almeida caiu hoje para o terceiro lugar da geral, depois de ter terminado a terceira etapa da 80.ª Volta à Polónia na 9.º posição, numa tirada que teve Rafal Majka como vencedor. O ciclista português da UAE Emirates viu o seu colega de equipa Rafal Majka vencer a etapa de hoje, completando os 162,3 quilómetros da ligação entre Walbrzych e Duszniki-Zdrój, com o registo de 4:07.55 horas. Majka, ciclista polaco de 33 anos, conseguiu assim vencer perante o seu público, ao superiorizar-se no sprint final a Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) e Michal Kwiatkowski (INEOS), respetivos segundo e terceiro classificados. O resultado de hoje coloca Rafal Majka no segundo posto da geral, a 10 segundos do líder Matej Mohoric, enquanto que o português João Almeida baixou assim para o último lugar do pódio, também com 10 segundos de atraso. Já Ruben Guerreiro (Movistar), terminou a etapa de hoje no 20.º posto, com o mesmo tempo do vencedor, resultado que lhe permitiu para o mesmo posto da geral, estando neste momento a 57 segundos de Mohoric. O ciclista português de 29 anos mantém boas hipóteses de atingir uma boa classificação final. Para terça-feira, o pelotão da 80.ª edição da Volta à Polónia efetuará a ligação entre Strzelin e Opole, num percurso com um total de 199,1 quilómetros, num traçado de caraterísticas planas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=YwgCoQVeSFk&t=17s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MAJKA Rafal UAE Team Emirates04:07:5502MOHORIC Matej Bahrain Victorious+ 0003KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 0004VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 0005ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 0006SCARONI Cristian Astana Qazaqstan Team+ 0007MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 0008VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 0009ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0010HIGUITA Sergio BORA-hansgrohe+ 0 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious13:14:5602MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 1003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1004KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1205VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 2006BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 2007ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 2008DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 2009MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 2010MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 20 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Demi Vollering campeã do Tour inicia uma nova era Annemiek van Vleuten ganhou seis “grandes” consecutivas até que apareceu Demi Vollering. O ciclismo feminino tem uma nova rainha. Não há no regulamento da UCI a referência a  “grandes Voltas” femeninas. Por relevância histórica e envergadura dos eventos as voltas com maior importância na atualidade são: Giro (nove etapas), Tour (oito etapas) e Vuelta (sete etapas). Annemiek van Vleuten, 40 anos, iniciou na Vuelta de 2021 uma sequência de seis vitórias consecutivas em “grandes”! Em 2022 fez a tripla e preparava-se para repetir a dose no último ano da carreira… até que foi travada. VAN VLEUTEN Annemiek (MOVISTAR TEAM WOMEN) - Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Demi Vollering, 26 anos, chegou ao Tour de France com apenas duas corridas por etapas no palmares: Burgos e País Basco. Recrutada à Parkhotel Valkenburg em 2021, evoluiu na sombra de Anna van der Breggen que preparou a aluna para a sucessão na SD Works. Créditos: A.S.O Billy Ceusters Em 2021 ganhou a Liège com o beneplácito da “chefe” e em contrapartida trabalhou para dar a Van der Breggen a sétima Flèche Wallone e o terceiro Giro. Quando a ex-ciclista passou à direção desportiva Vollering assumiu a liderança na estrada, mas perdeu o Tour de 2022 para Van Vleuten por 3:48 (vencendo nas montanhas de Le Markstein e Super Planche des Belles Filles). Ponto de viragem No duelo Van Vleuten-Vollering o ponto de viragem deu-se na Vuelta deste ano. Uma paragem imprudente da SD Works e um ataque da Movistar numa estrada perdida no mapa marcaram a geral. Por 0:09 Vollering perdeu a Vuelta, mas foi superior à rival nas etapas de montanha ganhando no Mirador de Peñas Llamas e nos Lagos de Covadonga. Foi uma vitória da velha raposa Van Vleuten. Créditos: UNIPUBLIC / CHARLY LÓPEZ A passagem de testemunho chegou no Tour. Vollering subiu os 17km de Tourmalet em 53:29 (média de 18,9km/h) – por comparação Vingegaard e Pogacar fizeram o Tourmalet em 45:11 (média de 22,3km/h) no passado Tour. A neerlandesa meteu 2:00 às rivais diretas e acabou com a luta pela camisola amarela.Foi um tempo canhão da atleta nascida em Pijnacker, a meio caminho entre Roterdão e Haia. VOLLERING Demi (TEAM SD WORX) - Créditos: A.S.O./Thomas Maheux A progressão de Vollering é fenomenal: em 2018 patinava competitivamente e trabalhava com os pais no negócio das flores e da jardinagem; cinco anos depois é a melhor ciclista do mundo já que além do Tour fez a tripla das Ardenas e na presente temporada lidera o ranking mundial graças a 14 vitórias! Tourmalet - Um momento simbólico O final de etapa do Tourmalet foi um momento simbólico para o ciclismo feminino. Nos anos 90 e até 2007 – com muitas intermitências organizativas pelo meio – a Grande Boucle utilizou o Tourmalet como passagem a caminho do Aspin ou como final de etapa. VOLLERING Demi (TEAM SD WORX) - Créditos: Fabiana Luperini ganhou duas vezes na subida que o Tour estreou em 1910. A italiana foi das melhores em plena era do Pirata e pelo estilo escalador ficou conhecida como “Pantanina” – acabou a carreira com três Tour e cinco Giro; recentemente fez história com a Corratec tornando-se a primeira italiana a dirigir uma equipa masculina na Volta italiana. Hoje em dia está tudo mais estruturado. O calendário cresce de época para época, as “grandes” geram audiências e o público começa a reconhecer as ciclistas. Tour de France Femmes avec Zwift 2023 - Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Mesmo no meio de um denso nevoeiro pudemos ver o final da era Van Vleuten e o início da era Vollering. Que a passagem de testemunho tenha sido no Tourmalet, a montanha que mais vezes se subiu no Tour masculino, é um sinal dos tempos. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida assume vice-liderança da geral João Almeida (UAE Emirates) terminou a segunda etapa da 80.ª edição da Volta à Polónia no segundo lugar, depois de discutir a tirada com o vencedor Matej Mohoric (Bahrain-Victorious), até à linha da meta. O resultado de hoje coloca o ciclista português de 24 anos na vice-liderança da geral, num dia em que deixou sinais positivos para os próximos dias, atentando mesmo já à etapa de amanhã, que será de montanha. Centrando agora atenções no dia de hoje, Mohoric foi o grande vencedor, ao completar os 202,9 quilómetros, com o registo de 4.56,59 horas, a mesma marca do segundo classificado João Almeida, e com quatro segundos de vantagem sobre Michal Kwiatkowski (INEOS). Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) assume assim a liderança da geral, com quatro segundos de vantagem sobre o português João Almeida, enquanto que a fechar o pódio figura Michal Kwiatkowski (INEOS), com dez segundos de atraso. Já Ruben Guerreiro (Movistar), o outro representante luso em prova, foi 23.ª na etapa, a 41 segundos do vencedor, subindo assim a 28.º da geral. Esta segunda-feira, o pelotão da 80.ª edição da Volta à Polónia terá um duro teste na ligação entre entre Walbrzych e Duszniki-Zdrój, num traçado com um total de 162,3 quilómetros, que contempla três contagens de montanhas de segunda categoria. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=FfrGfcPmB9Q&t=7s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious04:56:5902ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0003KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 0404ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 0405VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 0406MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 0407BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 0408DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 0409MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 0410MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 04 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious09:07:0702ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0403KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1004VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 1405DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 1406BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 1407ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 1408MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 1409MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 1410MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 14 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - Almeida e Guerreiro resistem à tempestade da etapa inaugural João Almeida (UAE Emirates) e Ruben Guerreiro (Movistar) resistiram hoje à primeira etapa da 80.ª edição da Volta à Polónia, num dia marcado pelo mau tempo que se fez sentir e limitou em muito à ação dos ciclistas. Tim Merlier (Soudal Quick-Step) foi o grande vencedor da jornada inaugural, percorrendo os 183,7 quilómetros com início e final em Poznan, com o registo de 4:15.37 horas,  superiorizando-se no sprint final a Olav Kooij (Jumbo-Visma) e a Fernando Gaviria (Movistar), respetivo segundo e terceiro classificados, com o mesmo tempo. Quanto aos portugueses em prova, João Almeida, vencedor da edição 2021, foi 110.º classificado, enquanto que Ruben Fguerreiro foi 146.º classificado, ficando ambos com o mesmo tempo do líder, isto num dia em que o pelotão foi encurtado pela tempestade que ocorreu, situação que provocou uma queda, com a organização a creditar o mesmo tempo a todos os ciclistas.   Nas contas da geral, Merlier, é líder com quatro segundos de vantagem sobre Kooij, e seis sobre Gaviria, com os restantes elementos do pelotão a 10 segundos. Daqui a pouco sai para a estrada a segunda etapa desta 80.ª edição da Volta a Polónia, num percurso com um total de 202,9 quilómetros na ligação entre Leszno e Karpacz, num dia em que se podem registar as primeiras diferenças na geral, devido às caraterísticas do traçado. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=0F_4yjAgizQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MERLIER Tim Soudal Quick-Step04:10:1802KOOIJ Olav Jumbo-Visma+ 0003GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0004BENNETT Sam BORA-hansgrohe+ 0005WALSCHEID Max Cofidis+ 0006PATERSKI Maciej Poland+ 0007ANIOLKOWSKI Stanislaw Human Powered Health+ 0008ABERASTURI Jon Lidl-Trek+ 0009MARECZKO Jakub Alpecin-Deceuninck+ 0010THIJSSEN Gerben Intermarché-Circus-Wanty+ 00 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Specialized lançou a nova Specialized App A Specialized lançou a nova Specialized App, que vem substituir as aplicações Mission Control para as bicicletas elétricas da marca, e Ride para bicicletas analógicas. É uma aplicação mais atualizada e evoluída, com todas as funcionalidades das anteriores aplicações, numa só aplicação. Descarregar App para IOS AQUI. Descarregar App para Android AQUI. Para quem é a aplicação Specialized? A marca informa que a aplicação Specialized é para todos os ciclistas Specialized. No lançamento, a aplicação suportará tanto bicicletas Turbo quanto bicicletas analógicas. Todos os ciclistas poderão registar as suas voltas e analisar as suas atividades. Funcionalidades e recursos adicionais estarão disponíveis exclusivamente para ciclistas Turbo. Feita para aproveitar ao máximo a tua bicicleta Com uma bicicleta Turbo e a aplicação Specialized, terás níveis de personalização e otimização de desempenho em pouco tempo. Pode ajustar a potência e a carga da bateria da tua bicicleta para se adaptar ao teu estilo de condução, desde os trilhos mais rápidos até às aventuras nas montanhas durante todo o dia. Bloqueio anti-roubo Combinado com a capacidade de personalizar a o ecrã para ver as estatísticas que mais importam, bloquear automaticamente a tua bicicleta para evitar roubos, bem como alertas de estado do sistema e lembretes de manutenção, terás o controlo total da tua bicicleta na ponta dos dedos. Gestão das Turbo E-Bikes Registo da bicicleta: ativa facilmente a garantia vitalícia Turbo System Auto-Lock*: bloqueia automaticamente o sistema quando desligas a bicicleta. Ajuste do motor: otimiza a entrega de potência de acordo com o teu tipo de condução. Personalização da ecrã*: selecione as estatísticas e o desenho que deseja ver no ecrã da bicicleta Estado da bicicleta: verifique o nível da bateria, ciclos de carga, odómetro, etc. Diagnóstico: recebe notificações de estado do sistema em tempo real e dicas de solução de problemas. Serviço: recebe lembretes dos períodos de manutenção para que a tua bicicleta ofereça o máximo desempenho. Configurações da bicicleta: gerir as configurações, incluindo o aviso sonoro da bateria, modo oculto* e o uso do Range Extender*. *Disponível em alguns modelos. Desfruta das tuas Rotas O registo avançado de todas as bicicletas realiza um seguimento da tua atividade e fornece dados em tempo real para que possas aumentar ou diminuir o teu esforço com base no objetivo do dia. Gestão inteligente da bateria Se fores um usuário de bicicleta Turbo, o Smart Control ajuda a gerir a duração da bateria graças aos ajustes de modo para que possa aproveitar a tua volta sabendo que terás bateria suficiente para terminar a tua rota segundo o planeado. Gravação de rotas com estatísticas em tempo real: visualiza métricas ao vivo, como velocidade, distância, ganho de elevação, potência, calorias queimadas, etc. Personalização do ecrã: seleciona as estatísticas que desejas ver durante a volta. Smart Control (em breve): gerir sem esforço o uso da bateria da tua Turbo e-bike em qualquer rota. Comemora os teus esforços Seja a pedalar pela vizinhança, ir para o escritório ou a percorrer os trilhos favoritos, o resumo da rota oferece uma visão abrangente de onde pedalaste. Com as métricas de referência- tempo, distância, velocidade, ganho de elevação e calorias queimadas – que precisas para os teus objetivos de saúde e forma física ou os dados avançados de potência que desejas para um treino de alto rendimento, podes aceder a todas as tuas estatísticas numa interface simples e intuitiva. Integração com Garmin, Wahoo e Strava A integração perfeita com as tuas aplicações favoritas, incluindo Apple Health, Garmin, Wahoo e Strava, faz com que a app Specialized se adapte à tua maneira de viver, permitindo que te apoies nela quando precisares. Resumo e análise da rota: obtém um resumo detalhado de onde andaste e o que conseguiste com gráficos interativos para analisar os teus dados. Integração com o Apple Health (somente iOS): observa a imagem completa da tua atividade diária e contribui para os teus objetivos diários. Integração com o Strava: sincroniza a tua atividade com o Strava para compartilhá-la com os teus amigos e receber kudos. Conexão com Garmin e Wahoo: sincroniza as rotas que regista com qualquer um dos dois dispositivos e visualiza todos os dados na aplicação Specialized. Descarregar aplicação Descarregar App para IOS AQUI. Descarregar App para Android AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pirelli anuncia recall dos pneus P ZERO Race TLR - Se tens uns lê o artigo Para garantir a máxima segurança dos seus clientes, a Pirelli anunciou um recall voluntário de alguns pneus de bicicleta P ZERO Race TLR no tamanho 28-622 (700X28C), que foram produzidos entre a 10.ª semana de 2023 e a 24.ª semana de 2023. De acordo com informação da marca, esta está a recolher os pneus em questão por ter sido detectado um problema de compatibilidade do pneu com algumas rodas. A Pirelli lançou de imediato uma campanha de recall, interrompendo a venda dos produtos em questão, inclusive aqueles já presentes no mercado, e está a trabalhar no sentido de recolher os que já foram distribuídos. Os pneus envolvidos no recall são os seguintes: Podes ver a informação oficial da marca em relação a este recall AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Concurso de cavalinhos no Tour de France No dia do contrarrelógio do Tour de France, esta malta do canal youtube holandês "Tour de Tietema", posicionou-se estrategicamente numa estrada pela qual os ciclistas regressavam aos autocarros das equipas após a realização do esforço, para os desafiar numa competição de... cavalinho. Entre os competidores que aceitam o desafio está Peter Sagan, será que venceu? Poderás surpreender-te. Por exemplo, Dylan Groenewegen faz, 50cm's. mas há muitos mais. Neste vídeo, além do espírito divertido dos que fazem o conteúdo, é muito bom ver o espírito e descontração dos ciclistas profissionais, em pleno Tour de France. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=ovrtWQ8S7S8&t= Nas definições podes colocar legendas em português. Podes subscrever o canal, Tour de Tietema, AQUI. Um dia vou fazer isto na Volta ao Algarve ou Volta a Portugal (desafiar, não fazer o cavalinho), hehehe. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Specialized Epic WC Expert - A versão mais acessível Com o lançamento do novo SRAM GX Eagle AXS, a Specialized apresentou dois novos modelos de bicicletas de montanha que virão equipados com este grupo: a Epic WC Expert, e a Levo SL Gen 2 Expert. Dotada com a tecnologia revolucionária da SRAM, que veio acabar com os problemas de dropout, mas na versão mais económica que o topo de gama XX, esta versão da Epic WC 2024 fica também mais acessível que os modelos inicialmente lançados. A nova Specialized Epic WC 2024 chegou ao mercado com somente duas versões, a S-Works e a Pro ( mais a opção de compra do quadro por separado), mas agora chega a versão Expert, um modelo que vem com o novo grupo SRAM GX Eagle AXS e que se posiciona como o mais acessível da família. Disponibilidade e preços Pode ver todas as especificações técnicas, a gama e preços atualizados com este novo modelo Specizalized Epic WC Expert 2024 aqui no site da marca: VER BICICLETA. Nova Turbo Levo com a mesma atualização A nova Turbo Levo SL Gen.2 (segunda geração), foi também lançada recentemente, chegando ao mercado com um novo quadro e um novo motor. O novo motor SL 1.2 é mais silencioso, mais potente e nos tivemos oportunidade de o comprovar, pois já testámos a bicicleta, vê o vídeo. No caso da nova Turbo Levo SL Expert, também equipada com o SRAM GX Eagle AXS, esta não terá o preço mais acessível desta gama, pois existe ainda o modelo Turbo Levo SL Comp Carbon, equipado com SRAM GX Eagle (não eletrónico), que continua a ser o mais acessível. Disponibilidade e preços Pode ver todas as especificações técnicas, a gama e preços atualizados com este novo modelo Specizalized Epic WC Expert 2024 aqui no site da marca: VER BICICLETA. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos Pirelli CINTURATO Gravel RC X - Reforçados para terrenos exigentes A Pirelli lançou os novos pneus Pirelli CINTURATO Gravel RC X, uma nova versão dos famosos CINTURATO Gravel RC, mas feitos para terrenos mais exigentes. De acordo com a marca, estes pneus vão ao encontro do ciclista que deseja desempenho em corridas de Gravel, mas também do que faz Bikepacking e deseja fiabilidade. O "X" significa Extreme, e indica uma categoria de Pneus de bicicleta da Pirelli direcionados à utilização em terrenos mais difíceis e exigentes. A marca afirma que o CINTURATO Gravel RC X é um pneu tubeless ready que oferece ainda mais robustez nas laterais, que graças a um banda de rodagem central com tacos baixos e densos tem excelente desempenho a rolar e grande aderência nas curvas, graças às suas laterais com tacos altos e penetrantes. No fundo, a banda de rodagem do modelo RC X é a mesma do Gravel RC, baseada na Pirelli Pneus SCORPION XC RC (pneu de Cross Country Olímpico e Maratona), com uma estrutura que apelidam de TechWALL X, uma faixa de nylon 60TPI com sobreposição mais longa na parede lateral: as laterais são, portanto, reforçadas e resistentes a cortes. Tal como os outros pneus CINTURATO Gravel da gama, a Pirelli informa que o novo CINTURATO Gravel RC X também é feito com a sua tecnologia de alto desempenho patenteada SpeedGRIP, que permite grande durabilidade, boa aderência em superfícies molhadas e resistência ao rolamento reduzida, muito semelhante à de um pneu de estrada puro. Medidas e disponibilidade O CINTURATO Gravel RC X está disponível nos tamanhos 35-622 (Classico), 40-622 (preto) e 45-622 (Classico). Podes ver todos os detalhes em www.pirelli.com/tyres/en-ww/bike , ou na página do importador em Portugal: www.scvouga.pt/pt/ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tecnologia AUTO SHIFT e FREE SHIFT da SHIMANO recebe o Prémio EUROBIKE 2023 Entre várias tecnologias e produtos, a Shimano foi a vencedora do EUROBIKE Award 2023 na categoria E-Bikes pela sua tecnologia AUTO SHIFT e FREE SHIFT. Os vencedores do Prémio EUROBIKE foram selecionados a partir de um conjunto de participantes queapresentaram os seus melhores produtos e inovações, que são depois submetidos a um júri de especialistas. Nós testámos No Topcycling, Luís Beltrão teve a oportunidade de testar esta tecnologia em Abril deste ano, juntamente com jornalistas de todo o mundo, na Croácia, onde a Shimano quis colocar à prova e à critica o AUTO SHIFT e FREE SHIFT. Podes ver todos os detalhes neste artigo. A tecnologia AUTO SHIFT combinada com a FREE SHIFT, é um novo modo de passagens de mudançaspara as E-Bikes. Ao utilizar sensores e algoritmos inteligentes, o AUTO SHIFT pode antecipar quandocomutar para a mudança ideal com base nas alterações no terreno e no modo como pedalas. Istosignifica que podes mudar de velocidade sem teres de clicar no manipulo. O FREE SHIFT proporciona aos ciclistas a capacidade de mudar de velocidade sem pedalar. Estatecnologia inovadora permite a mudança de velocidades - manual ou automaticamente através de umaunidade EP801 ou EP6 compatível e a transmissão DEORE XT Di2 - quando se está a abrandar paragarantir que se está na mudança certa quando se volta a pedalar. Neste vídeo, Luís Beltrão mostra como tudo funciona. https://youtu.be/QaVORbviB5I Para mais informações sobre os sistemas E-MTB da Shimano, AUTO SHIFT e FREE SHIFT, clica AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) conseguiu quinto lugar na Clássica de Ordizia Afonso Eulálio conseguiu um excelente quinto lugar na Clássica de Ordizia, no País Basco. Na histórica corrida espanhola, que celebrou a 100ª edição debaixo de chuva, o jovem ciclista da ABTF Betão Feirense manteve-se entre os grandes nomes do WorldTour, que discutiram a vitória neste dia. Num sprint a dois, Mark Hirschi (UAE Team Emirates) venceu ao levar a melhor sobre Ben Healy (EF Education-EasyPost), que se seguiu na meta a 3 segundos. O grupo de Afonso Eulálio chegou a 25 segundos encabeçado por Oier Lazkano (Movistar Team), quarto na meta, seguido do ciclista português. Créditos imagem: Sprint Cycling Agency Top 10 final POS.CORREDOREQUIPATEMPO1HIRSCHI MarcUAE Team Emirates03:49:342HEALY BenEF Education-EasyPost+ 033AYUSO JuanUAE Team Emirates+ 244LAZKANO OierMovistar Team+ 255EULALIO AfonsoABTF Betão - Feirense+ 256ULISSI DiegoUAE Team Emirates+ 257PRADES EduardCaja Rural-Seguros RGA+ 258ADRIÁ RogerEquipo Kern Pharma+ 259MIQUEL DELGADO PauEquipo Kern Pharma+ 2510BERASATEGI XabierEuskaltel-Euskadi+ 25 No final da corrida de cinco voltas ao circuito em Ordizia, num total de 165,7 quilómetros, o director-desportivo Joaquim Andrade fez o rescaldo:  “Foi uma boa prova, um bom teste. O Fábio esteve na fuga do dia, sendo alcançado à entrada das duas últimas voltas. O Afonso terminou entre alguns dos maiores nomes do ciclismo internacional, o que é bastante importante para ele e para a equipa. Esta é uma corrida bastante importante para nós, que nos diz muito. Já a tínhamos disputado em 2019, quando fizemos segundo. Depois desta prova, seguimos para a Estância de Esqui da Serra da Estrela, onde iremos finalizar o estágio que estamos a realizar, e no dia 27, às 21h na Alameda do Tribunal [Santa Maria da Feira], temos a apresentação dos ciclistas para a 84ª Volta a Portugal, que vai para a estrada entre 9 e 20 de Agosto.” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - 21.ª etapa consagra Jonas Vingegaard como bicampeão Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) é oficialmente bicampeão da Volta a França. O ciclista dinamarquês de 26 anos foi hoje consagrado como o grande vencedor da 110.ª edição da Volta a França, após o término da 21.ª e última etapa, conquistada por Jordi Meeus (BORA-hansgrohe). Jonas Vingegaard cruzou a linha da meta alinhado com os seus colegas de equipa da Jumbo-Visma, num final bonito de se ver e que assinala uma estratégia de equipa que funcionou na perfeição, estando o resultado final à vista de todos. Centrando atenções no dia de hoje, o belga Jordi Meeus de 25 anos foi o mais rápido no sprint final da ligação de 115,1 quilómetros entre Saint-Quentin-en-Yvelines e os Campos Elísios, em Paris, com o registo de 02:56.13 horas, superiorizando-se a Jasper Philipsen Bel (Alpecin-Deceuninck) e a Dylan Groenewegen (Jayco AlUla), respetivos segundo e terceiro classificados. Jumbo-Visma e UAE Emirates agarraram pódio da geral As contas finais da geral ditaram um pódio ocupado pela Jumbo-Visma, com o agora bicampeão Jonas Vingegaard no lugar mais algo, ficando o segundo e terceiro lugares a cargo de Tadej Pogacar e Adam Yates, ambos da UAE Emirates. Três ciclistas de duas das mais poderosas equipas de ciclismo da atualidade e que durante as três últimas semanas protagonizaram alguns dos melhores momentos de ciclismo dos últimos anos. Vingegaard é um justo vencedor e Pogacar um digno vencido, numa rivalidade que promete estar para durar e que ficará certamente na história desta impactante modalidade. Cai assim o pano sobre a 110.ª edição da Volta a França, prova que ainda promete dar muito que falar e escrever nas próximas semanas, com análises e juízos de valor sobre o que passou durante 21 espetaculares etapas que fizeram as delícias de milhões de fãs a nível mundial. Até para o ano Tour! Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=CktGmaVTpKo Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MEEUS Jordi BORA-hansgrohe02:56:1302PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 0003GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0004PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 0005BOL Cees Astana Qazaqstan Team+ 0006GIRMAY Biniam Intermarché-Circus-Wanty+ 0007COQUARD Bryan Cofidis+ 0008WÆRENSKJOLD Søren Uno-X Pro Cycling Team+ 0009STRONG Corbin Israel-Premier Tech+ 0010MOZZATO Luca Arkéa-Samsic+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma82:05:4202POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:2903YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:5604YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:2305RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 13:1706BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 13:2707HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 14:4408GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:0909GAUDU David Groupama-FDJ+ 23:0810MARTIN Guillaume Cofidis+ 26:30 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Poderá Jumbo-Visma fazer história com tripla inédita? Depois de Giro e Tour o próximo alvo é a Vuelta! Jumbo-Visma quer ser a primeira equipa a ganhar as três “grandes” no mesmo ano. Caminhamos para o último terço da época e a reta final pode colocar a Jumbo-Visma no patamar mais alto da história do ciclismo caso vença a terceira grande Volta da temporada. Nenhuma equipa ganhou as três grandes Voltas no mesmo ano… embora algumas tivessem ficado perto. Jacques Anquetil (Saint-Raphaël–R. Geminiani–Dunlop), Eddy Merck (Molteni) e Hinault (Renault-Gitane-Campagnolo) ganharam consecutivamente Vuelta, Giro e Tour – à época a Vuelta corria-se em maio daí a ordem das corridas. Já Chris Froome (SKY) fez a tripla Tour, Vuelta e Giro em 2017/18 com o atual calendário. Chris Froome (SKY) fez a tripla Tour, Vuelta e Giro em 2016/17Creditos: ASO/A.Broadway Uma variação curiosa e que só se verificou em 2018 foi a mesma nação ganhar as três grandes Voltas com ciclistas diferentes: foi o caso da Grã-Bretanha com Froome, Geraint Thomas e Simon Yates. Historicamente as equipas que mais grandes voltas ganharam são: Movistar 15 (ainda no ativo) Ineos 12 (ainda no ativo) Renault-Elf 11 Discovery Channel 10 Astana 9 (ainda no ativo) A Jumbo-Visma começou 2022 com seis triunfos, mas Primoz Roglic no Giro e Jonas Vingegaard no Tour aumentaram para oito as conquistas do projeto neerlandês em três semanas. O segredo está no contrarrelógio A antiga Rabobank existe desde 1990 e estreou-se a ganhar em três semanas com Dennis Menchov (Vuelta 2007). Caso vença a Vuelta com Primoz Roglic – o líder designado embora Vingegaard também esteja presente – fará história duplamente. Primeiro porque se torna a primeira equipa a juntar Giro, Tour e Vuelta no mesmo ano; segundo porque será a quarta de Roglic que igualará o até agora recordista Roberto Heras. Colocando de lado a história e a estatística, é curioso notar que na base do glorioso ano de 2023 da Jumbo-Visma está o contrarrelógio. Créditos: LaPresse No Giro foi na cronoescalada do Monte Lussari que Roglic virou a corrida e tirou a camisola rosa a Thomas; o esloveno ganhou 40 segundos ao britânico e 42 a João Almeida na cronoescalada. Pelo meio até lhe saltou a corrente senão a diferença teria sido maior. No Tour não houve remontada porque Vingegaard liderava com 10 segundos sobre Pogacar, mas meteu-lhe 1:48 em 22,4km o que dá um ganho de 4,5 segundos por quilómetro! É preciso recuar a 1961 aos tempos de Anquetil para encontrar uma diferença tão grande entre 1º e 2º num crono no Tour de France. Creditos: A.S.O./Pauline Ballet Está claro que há uma superioridade clara neste tipo de etapas por parte da Jumbo-Visma: o segredo está no contrarrelógio! Por isso na Vuelta atenção a dois dias em particular: logo na abertura temos contrarrelógio por equipas de 14,6km em Barcelona e após o primeiro dia de descanso há contrarrelógio individual de 25km em Valladolid. Em ambos os dias o terreno é plano e para especialistas. Recordemos que na edição passada foi a Jumbo-Visma que dominou o contrarrelógio por equipas em Utrecht que levou Robert Gesink à camisola vermelha. Poderemos estar perante o maior feito de uma equipa numa temporada no ciclismo. A Vuelta dirá como termina a história, mas aconteça o que acontecer sabemos que o segredo está no contrarrelógio. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jonas Vingegaard vai fazer a Vuelta a Espanha A notícia é avançada pela imprensa espanhola, que após alguns minutos de conversa com Jonas Vingegaard durante a manhã deste domingo, antes da saída para a derradeira etapa do Tour de France, obteve esta informação do ciclista da Jumbo-Visma. Antes da partida para a consagração nos Campos Elisios, onde juntamente com a equipa irá festejar a segunda vitória consecutiva no Tour de France, Vingegaard terá confirmado ao jornal Marca que estará a liderar a Jumbo-Visma juntamente com Primoz Roglic na Vuelta a Espanha. Jumbo-Visma quer os dois líderes na Vuelta A Jumbo-Visma joga assim "todas as cartas" para conseguir algo inédito na história do ciclismo, conseguir as três grande voltas numa só temporada, numa corrida na qual estarão presentes nomes como João Almeida, Geraint Thomas, Enric Mas ou Remco Evenepoel. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 2.ª edição da Volta a França Feminina - Em direto no Eurosport De 23 a 30 de julho cumpre-se a 2.ª edição Tour de France Femmes avec Zwift, a Volta a França em bicicleta feminina, uma corrida que pode ser vista em direto no canal Eurosport, que garante a cobertura do evento com 22 horas em direto de toda a ação das estradas francesas.   Este domingo, antes de Paris se converter no centro de todas as atenções dos fãs de ciclismo, ao consagrar o vencedor do Tour masculino, arranca no Eurosport 1, às 11:00h, o direto da etapa inaugural da 2.ª edição do Tour feminino, o Tour de France Femmes avec Zwift. O pelotão cumpre uma tirada de 123,8 quilómetros com partida e chegada em Clermont-Ferrand. Seguem-se sete exigentes etapas que cobrem todo o tipo de percursos totalizando mais de 950 quilómetros e um final muito duro com alta montanha com a ascensão ao Col du Tourmalet (2116m de altitude) e um contrarrelógio decisivo no último dia, de 22 quilómetros, em Pau. As favoritas A Volta a França Feminina contará com 154 ciclistas de 22 equipas e destaca-se pela presença de estrelas como Annemiek van Vleuten, neerlandesa que defende o título conquistado no ano passado, Demi Vollering, Lorena Wiebes, Marlen Reusser, Lotte Kopecky, Elsa Longo Borghini, Silvia Persico ou Kasia Niewiadoma. Créditos: A.S.O/ThomasMaheux Quem vestirá a camisola amarela em Pau e entrará para a história como a grande vencedora da 2.ª edição do Tour de France Femmes avec Zwift? A resposta é dada durante a próxima semana, 23 a 30 de julho em direto no Eurosport. Dias e horários 23 de julho: 1.ª etapa – Clermont-Ferrand – Clermont-Ferrand – 123,8km [E1 – 11:00h] 24 de julho: 2.ª etapa – Clermont-Ferrand – Mauriac – 151,7km [E1 – 14:00h] 25 de julho: 3.ª etapa – Collonges-la-Rouge – Montignac-Lascaux – 147,2km [E1 – 14:00h] 26 de julho: 4.ª etapa – Cahors – Rodez – 177,1km [E1 – 14:00h] 27 de julho: 5.ª etapa – Onet-le-Châteu – Albi – 126,1km [E1 – 14:00h] 28 de julho: 6.ª etapa – Albi – Blagnac – 122,1km [E1 – 14:00h] 29 de julho: 7.ª etapa – Lannemezan – Col du Tourmalet – 89,8km [E1 – 16:00h] 30 de julho: 8.ª etapa – Pau – Pau – Contrarrelógio Individual 22,6km [E1 – 14:05h] Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 20 Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu hoje a 20.ª e penúltima etapa da 110.ª edição da Volta a França, num dia em que Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) confirmou a revalidação do título desta que é considerada por larga maioria como a melhor prova de ciclismo do atual panorama mundial. Foi notória a vontade de Pogacar em dar um ar da sua graça nestes últimos dias de prova, e assim o conseguiu ao conquistar a segunda vitória nesta edição e a 11.ª da carreira no Tour, depois de completar os 133,5 quilómetros da ligação entre Belfort e Le Markstein, com o registo de 03:27.18 horas, numa despedida do traçado montanhoso, superiorizando-se no sprint final a Felix Gall (AG2R Citroën) e a Jonas Vingegaard, respetivos segundo e terceiro classificados, com o mesmo tempo registado. Dia de consagração para Vingegaard na despedida do Tour Amanhã, domingo, será dia para Jonas Vingegaard ser consagrado como bicampeão do Tour, nos 115,1 quilómetros da ligação entre Saint-Quentin-en-Yvelines e os Campos Elísios, em Paris. Vingegaard e Pogacar, líder e více-líder da 110.ª edição da mais mediática prova de ciclismo do mundo, protagonizaram durante as últimas três semanas uma disputa digna de se ver e apreciar pela vitória final no Tour, com o dinamarquês da Jumbo-Visma a sair por cima, numa vitória justa. Amanhã, será assim dia de festa e balanço de mais uma grande edição do Tour. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=S_nZsYgeyFA&t=2s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01POGACAR Tadej UAE Team Emirates03:27:1802GALL Felix AG2R Citroën Team+ 0003VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0004YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0005YATES Adam UAE Team Emirates+ 0706BARGUIL Warren Arkéa-Samsic+ 3307PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 3308BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 3309JOHANNESSEN Tobias Halland Uno-X Pro Cycling Team+ 5010MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 50 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma79:16:3802POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:2903YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:5604YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:2305RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 13:1706BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 13:2707HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 14:4408GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:0909GAUDU David Groupama-FDJ+ 23:0810MARTIN Guillaume Cofidis+ 26:30 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 19 O esloveno Matej Mohoric (Bahrain Victorious) foi o homem do dia nesta 110.ª edição da Volta à França, ao vencer a 19.ª etapa, resultado confirmado com recurso ao photo finish. O ciclista esloveno de 28 anos superiorizou-se por escassos centímetros a Kasper Asgreen (Soudal Quick-Step), que parecia lançado para a segunda vitória consecutiva em etapas, mas que acabou surpreendido por Mohoric. Este foi o terceiro conquista em etapas por parte de Mohoric, depois de completar os 172,8 quilómetros da ligação entre Moirans-en-Montagne e Poligny, com o registo de 03:31.02 horas, com Kasper Asgreen a ficar então em segundo, com o mesmo tempo, enquanto que em terceiro lugar ficou Ben O’Connor (AG2R Citroën), com quatro segundo de atraso. Partilhamos a entrevista após a etapa, na qual Matej Mohoric descreve em poucas palavras a dureza de ser ciclista profissional e de fazer uma grande volta. https://twitter.com/LeTour/status/1682422045458550785 Topo da geral tranquilo em vésperas da última etapa de montanha No topo da geral, hoje foi um dia tranquilo, algo que já se esperava tendo em conta a vantagem de 07.35 minutos, com que o camisola amarela Jonas Vingegaard tem sobre o segundo classificado, Tadej Pogacar (UAE Emirates). Créditos da imagem: A.S.O. A fechar o pódio da geral continua Adam Yates, companheiro de equipa de Pogacar, na UAE Emirates, que se encontra já a 10.45 minutos de Vingegaard, e que tem como principal preocupação neste momento a manutenção do atual terceiro posto da geral. Visto isto, amanhã, no antepenúltimo dia de prova e último dia de montanha, nos 133,5 quilómetros da ligação entre Belfort e Le Markstein, com seis contagens de montanha no trajeto, as duas últimas de primeira categoria as lutas esperadas, já não se prendem com a discussão do grande vencedor final da prova, lugar destinado a Jonas Vingegaard. Vídeo resumo https://www.youtube.com/embed/wniEJBRzyo4 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious03:31:0202ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step+ 0003O'CONNOR Ben AG2R Citroën Team+ 0404PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 3905PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 3906LAPORTE Christophe Jumbo-Visma+ 3907MEZGEC Luka Team Jayco-AlUla+ 3908BETTIOL Alberto EF Education-EasyPost+ 3909TRENTIN Matteo UAE Team Emirates+ 3910PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 39 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPA TEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma75:49:2402POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:3503YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:4504RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 12:0105YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:1906BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 12:5007HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 13:5008GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:1109KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 16:4910GAUDU David Groupama-FDJ+ 17:57 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Scicon Aeroscope - Os óculos de Tadej Pogacar e João Almeida A Scicon Sports lançou este ano um novo modelo de óculos de sol para performance desportiva, os Scicon Aeroscope, modelo utilizado pelos ciclistas da UAE Team Emirates como João Almeida, Tadej Pogacar, Rui e Ivo Oliveira, entre outros. João Almeida com os Aeroscope - UAE Team Emirates Segundo a Scicon, o modelo Aeroscope foi desenhado em parceria com os ciclistas profissionais e com grande atenção aos detalhes, para oferecer a melhor experiência de ciclismo possível. Características principais. Ajustabilidade Uma das principais características dos Aeroscope são as hastes ajustáveis em comprimento denominadas de "ScalaTM", que permitem que se descubra o ajuste ideal para qualquer que seja o sistema de retenção do capacete e dimensão da cabeça. Assim sendo, é possível aumentar ou diminuir o tamanho das hastes com facilidade para definir o comprimento que melhor se adapta às suas necessidades, com o objectivo de garantir o máximo de conforto e estabilidade enquanto pedala. O sistema de apoio nasal, que a marca denomina como "Horizon AdaptTM" é um apoio nasal ajustável em altura que permite ajustar o campo de visão do ciclista com maior precisão. Quer os ciclista prefira uma posição mais agressiva e baixa ou uma postura mais relaxada e direita, pode personalizá-la em 5mm. Com um simples empurrão ou puxão do apoio nasal Horizon AdaptTM, cada ciclista pode adaptar em 5mm a posição da lente, permitindo eliminar o brilho e o desconforto, caso seja necessário. Ventilação A entrada de ar "VenteXTM" está localizada no centro superior da lente, estrategicamente posicionada fora do campo de visão do ciclista para proteger o mesmo da luz direta. O objectivo é facilitar, principalmente, o fluxo de ar para prevenir o embaciamento atrás da lente e permite uma substituição de lente. Desenhados especificamente para ciclismo Segundo a marca, a inclinação pantoscópica da armação de 12° é duas vezes maior do que a dos óculos de sol padrão. Esta característica proporciona aos ciclistas o ângulo de lente ideal enquanto usam o capacete, resultando numa redução da resistência aerodinâmica e, assim sendo, num melhor desempenho desportivo. Michael Matthews com os Aeroscope - Team Jayco AlUla A lente A marca informa que a lente SCN-PPTM UV400 bloqueia toda a luz até 400 NM, incluindo os raios UVA e UVB. Esta é revestida com tratamento hidrofóbico e oleofóbico para repelir água, óleos e sujidade, com o objectivo de proporcionar uma visão clara em condições desafiantes e permitir observar cores e contrastes com maior detalhe. Rui Oliveira com os Aeroscope - UAE Team Emirates Armação ecológica De acordo com a Scicon, a armação é amiga do ambiente, pois é composta por óleos vegetais, mais seguros para o meio ambiente, mas que também a tornam mais duradoura, leve e resistente às condições mais adversas. Preços e cores Podes ver os vários modelos e cores disponíveis dos Scicon Aeroscope, assim como ver o preço e inclusive comprar no site da marca: sciconsports.com Matteo Trentin com os Aeroscope - UAE Team Emirates A Scicon é uma marca italiana fundada em 1980 numa garagem perto de Bassano del Grappa, Itália, conhecida como a cidade berço da indústria de ciclismo. Apesar de sempre ter sido uma referência em sacos e bolsas de transporte direcionadas ao ciclismo, em 2019, a SCICON entrou no mercado de óculos desportivos de performance e rapidamente se tornou uma referência ao patrocinar a equipa de Tadej Pogacar, vencedor do Tour de France em 2020 e 2021. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Não mudes Tadej Pogacar Oiço meio mundo criticar a UAE Team Emirates pela forma como geriu a época de Tadej Pogacar, criticar o próprio Pogacar por querer vencer as clássicas da primavera e na mesma época vencer o Tour de France, mas quando paro para refletir comigo mesmo (apesar de atribuir um certo sentido ao que oiço meio mundo dizer), penso: caramba, mas eu gosto de ver Pogacar tal como ele é, a correr na primavera, a vencer e a dar espetáculo, assim como no Tour. À esquerda Tadej Pogacar, à direita Jasper Philipsen, ambos com com 20 anos de idade na Volta ao Algarve.Créditos da imagem: Topcycling.pt Muitos amigos do meio do ciclismo e mesmo adeptos menos acérrimos me enviaram mensagens, ligaram-me para partilhar a sua opinião e ouvir a minha. Não fui capaz de dizer de uma forma convicta que sim, Pogacar deve refletir e mudar a forma como planeia a sua temporada. Quis o destino que Tadej Pogacar vencesse um Tour de France com 21 anos de idade, antes mesmo de vencer uma clássica, mas imaginemos que antes de vencer o Tour, tinha vencido uma Flandres, tudo mudaria, até provavelmente a carreira do prodígio esloveno. Pódio do Tour de France 2020 - Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet Se Pogacar vencesse antes uma Flandres ou uma Liége e depois um Tour, provavelmente seria um ciclista de clássicas a vencer uma grande volta e não um voltista a vencer clássicas. Assim, muitos dos que hoje dizem que Pogacar tem que repensar a sua forma de correr, que tem que refletir, que necessita mudar a abordagem à temporada, provavelmente teriam um discurso diferente, talvez no sentido de aplaudir um ciclista de clássicas que conseguiu vencer dois Tour de France. "Impressionante, muito faz ele!" ... poderíamos ouvir, sem nunca ser colocada em causa a forma como ele e a equipa planeiam a temporada. Relembro, Tadej Pogacar tem 24 anos e já venceu dois Tour's, se refletirmos um pouco, existe a hipótese de nem ele, nem a própria equipa saberem quais os seus limites, ou que tipo de ciclista é ele realmente, ainda estão a descobrir ano após ano. Tadej Pogacar no Tour 2021 - Creditos imagem: A.S.O./Charly Lopez Porquê é Pogacar um voltista e não um ciclista de clássicas? Porque venceu o Tour de France duas vezes, antes do que venceu depois disso. Rui Costa, nesta entrevista com Gonçalo Moreira em 2022, diz que não se sabe até onde pode ir Tadej Pogacar, da mesma forma que ele é brincalhão e sem uma ponta de stress, também é ambicioso e onde entra é para vencer. https://www.youtube.com/watch?v=h7HsaFmpS20&t= Outros fenómenos Por exemplo, Remco Evenepoel já venceu uma Vuelta a Espanha e hoje em dia muitos analistas e críticos de ciclismo ainda não têm a certeza se será um bom voltista, estes ciclistas ainda se estão a descobrir a si próprios. Creditos imagem: Unipublic / Sprint Cycling Agency Os anos vão passando, vamos assistindo ao desporto que é a nossa paixão, vão aparecendo talentos que apreciamos, mas no fundo antes de Pogacar, Vingegaard, Evenepoel, Van der Poel, van Aert ou Pidcock (pode escapar-me algum) o ciclismo era sempre a mesma coisa, as mesma táticas, estes ciclistas trouxeram uma lufada de ar fresco ao mundo do ciclismo porque são imprevisíveis, competem para vencer durante quase todo o ano, não têm medo de atacar, não têm medo de competir nas corridas que os apaixonam, são espontâneos na forma de correr e de planear as suas temporadas. Queremos nós que isso mude? Eu não! Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet Na minha opinião Mathieu van der Poel já podia ter duas vitórias na Paris-Roubaix (tem uma), se tivesse sido mais frio e inteligente nos últimos quilómetros da corrida em 2021 , não o foi, correu com o coração e no final pagou o preço, Sony Colbrelli e Florian Vermeersh souberam poupar mais energia e foram mais rápidos no sprint final, enquanto ele ficou no lugar mais baixo do pódio. Mas se Mathieu van der Poel não fosse assim, eu não teria assistido à vitória mais impressionante que alguma vez assisti numa clássica, como aquela que foi a do holandês na Amstel Gold Race em 2019. Se ele fosse como os outros não teria corrido assim naquele dia, mas foi Mathieu van der Poel. (Vi de novo o final, esta vitória de van der Poel na Amstel 2019 é digna de um "Nobel do ciclismo"). https://www.youtube.com/watch?v=Yi4opDanurU&t= No entanto, os dissabores trazem lições e Mathieu van der Poel já corre de forma diferente hoje em dia. É legítimo que Tadej Pogacar queira tentar o record de vitórias do Tour de France e que só pense nisso, que sacrifique tudo o que gosta por isso (como correr as clássicas da primavera por exemplo), mas também é legítimo que não o faça e que continue a ser Tadej Pogacar, a correr e a dar espetáculo na primavera assim como no Tour de France, porque é isso que o torna único. Para o jovem esloveno, Flandres é o dia mais divertido do ano, como disse nesta entrevista a Gonçalo Moreira: Entrevista com Tadej Pogacar. Sou fã de ciclismo e de Tadej Pogacar (assim como de Vingegaard), eles que continuem a oferecer-nos o espetáculo que têm oferecido por mais uns quantos anos e, já agora, que Pogacar vença uma Flandres e um Tour de France no mesmo ano porque apesar de eu não perceber muito disto, acho-o possível. O ciclismo é um desporto muito duro, tanto fisicamente como mentalmente, estes ciclistas treinam como "animais" para ter o desempenho que têm, se não treinarem com gosto e motivação para competir onde gostam, não vão durar muito. Vitórias de Tadej Pogacar na temporada de 2023 Vuelta a Andalucia Ruta Ciclista Del Sol Paris - Nice Tour de Flandres Amstel Gold Race La Flèche Wallonne Campeão Nacional de Contrarrelógio e de Fundo Tour de France - Etapa 6 A temporada ainda não terminou, Tadej Pogacar vai ter mais oportunidades para vencer este ano, mas mesmo não vencendo, o que dizer da temporada deste jovem? Além disso, o desporto não se trata só de vencer. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 18 Kasper Asgreen (Soudal Quick-Step) venceu hoje a 18.ª etapa da 110.ª edição da Volta à França. O ciclista dinamarquês de 28 anos foi o mais rápido a completar os 184,9 quilómetros da ligação entre Moûtiers e Bourg-en-Bresse, com o registo de 04:06.48 horas, superirorizando-se a Pascal Eenkhoorn (Lotto Dstny), e a Jonas Abrahamssen (Uno-X), seus companheiros de fuga e respetivos segundo e terceiro classificados. Com este resultado, Kasper Asgreen estreou-se assim a vencer no Tour, e deu ainda a primeira vitória à Soudal Quick-Step na presente edição da prova. Vingegaard às portas da glória No que diz respeito à classificação geral, aí Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) está mesmo às portas da glória, liderando com 07.35 minutos de vantagem sobre o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), depois de uma etapa em que ambos chegarem integrados no pelotão. A fechar o pódio continua igualmente Adam Yates, companheiro de equipa de Pogacar na UAE Emirates, este a 10.45 minutos de Vingegaard. Depois da etapa de ontem, já não restam dúvidas em relação à revalidação do título por parte de Vingegaard e da Jumbo-Visma, sendo assim esperado que os 172,8 quilómetros da etapa de amanhã, entre Moirans-en-Montagne e Poligny, tragam poucas novidades no que ao topo da geral diz respeito. Wout Van Aert abandona prova devido ao nascimento do filho Outra das notícias do dia foi o abandono de Wout Van Aert, de forma acompanhar o nascimento do segundo filho, notícia confirmada pela Jum-Visma. Van Aert despede-se assim mais cedo do Tour, mas, mais uma vez, deixou a sua marca na prova, pela forma como lutou e contribuiu para o sucesso do seu colega de equipa, Jonas Vingegaard. Apesar de não ter conseguido conquistar qualquer etapa nesta 110.ª edição do Tour, Van Aert garantiu ainda dois segundos lugares e dois terceiros, numa prestação meritória que não está ao alcance de qualquer um. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=_gyxKNDvHOg Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step04:06:4802EENKHOORN Pascal Lotto Dstny+ 0003ABRAHAMSEN Jonas Uno-X Pro Cycling Team+ 0004PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 0005PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 0006BOL Cees Astana Qazaqstan Team+ 0007MEEUS Jordi BORA-hansgrohe+ 0008TRENTIN Matteo UAE Team Emirates+ 0009LAPORTE Christophe Jumbo-Visma+ 0010MOZZATO Luca Arkéa-Samsic+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma72:04:3902POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:3503YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:4504RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 12:0105YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:1906BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 12:5007HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 13:5008GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:1109KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 16:4910GAUDU David Groupama-FDJ+ 17:57 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek Madone SLR da equipa Lidl-Trek Tivemos nas mãos a fantástica Trek Madone SLR da equipa profissional World Tour, a Lidl-Trek (antiga Trek-Segafredo). Neste artigo mostramos-te a máquina que Mads Pedersen, Giulio Ciccone, Bauke Mollema ou Jacobo Mosca utilizam nas corridas mais mediáticas do mundo, como o Tour de France. Trek Madone SLR Tivemos acesso à bicicleta antes do Tour de France, pelo que os patrocínios ainda são os anteriores, visto a equipa ter estreado novas cores e patrocínios no início desta edição do Tour. A nova Trek Madone SLR foi lançada em 2022 e marcou desde logo a industria pelo seu design inovador e futurista. A sétima geração deste modelo surgiu com a inovadora tecnologia IsoFlow, com grandes melhorias aerodinâmicas e com um design completamente novo para reduzir o peso.  Tecnologia IsoFlow A conhecida tecnologia IsoFlow da Trek foi reformulada especificamente para este modelo, por forma a poupar gramas, é inédita e permite igualmente que o espigão flexione nos impactos para uma condução mais suave (Mads Pedersen utilizou este modelo nas clássicas do pavê). Segundo a marca, esta tecnologia também melhora a aerodinâmica e reduziu o peso para ganhar segundos preciosos em competição.  A tecnologia IsoFlow integrada no tubo do espigão, eleva a integração da Madone e dá um aspecto inconfundível à bicicleta no pelotão Word Tour.  Integração aperfeiçoada  O novo cockpit, totalmente integrado com apenas uma peça foi pensado para melhorar a rigidez e aerodinâmica da Madone. Digamos que esteticamente é também uma peça fantástica e dá um toque de classe à estética da bicicleta. O Guiador/avanço integrado da Trek Madone SLR tem um visual completamente limpo de cablagens, o que dá um aspecto belíssimo à bicicleta, mas segundo o mecânico da equipa dificulta um pouco mais a tarefa, quando é necessário trocar o guiador ou fazer manutenção. Este novo guiador permite a montagem de acessórios na parte dianteira, como o suporte do dispositivo de treino K-Edge utilizado pela equipa Lidl-Trek. Na testa do quadro pode verificar-se o design aero que referi no início, assim como toda a cablagem oculta. É visível todo o estudo e atenção à aerodinâmica dedicada a este modelo, levando-nos quase a confundir as linhas com uma bicicleta de contrarrelógio. Transmissão A equipa Trek-Segafredo utiliza componentes Sram para equipar todas as suas bicicletas, desde a transmissão à travagem, tudo fica a cargo da gama Sram Red, sendo a transmissão electrónica de 12 velocidades. Neste caso, a Trek Madone SLR de Jacopo Mosca tinha montados pratos 54/41. A equipa utiliza ainda pratos 52/39 para etapas onde o terreno seja mais ondulado, ou 50/37 em etapas de montanha bastante duras. Pneus e rodas A Trek-Segafredo utiliza rodas Bontrager (marca de componentes da Trek), que no caso da Madone que tivemos nas mãos, eram as rodas Bontrager Aeolus RSL 62, com um perfil de 62mm. Todas as bicicletas têm montados pneus Pirelli, e embora na equipa utilizem tecnologia tubeless e tubular, a Trek Madone de Jacobo Mosca tinha montados os Pirelli P Zero 28mm. tubeless. Além dos treinos diários, os ciclistas profissionais passam muitas horas em cima da bicicleta em corrida, pelo que os pontos de contacto com a bicicleta são de extrema importância, pois se existe desconforto o ciclista não consegue ter rendimento. Um dos pontos de contacto mais importantes é o selim, e a Lidl-Trek utiliza selins Bontrager. A escolha de Jacobo Mosca é o Bontrager Aeolus P2 RSL, um selim de estrada ultraleve e aerodinâmico, que de acordo com a marca tem um recorte integral que maximiza a potência e minimiza a pressão nos tecidos sensíveis para um conforto constante. Trek Project One O Project One é a denominação que a Trek dá à possibilidade de cada cliente personalizar a sua própria bicicleta. No caso da bicicleta que tivemos nas mãos, esta tinha a decoração da equipa mas nesta edição do Tour de France muitos dos ciclistas da equipa estão a utilizar bicicletas com diferentes personalizações. O Project One ICON é uma coleção premium de esquemas de pintura que representa o mais elevado nível artístico em bicicletas personalizadas. Preço e disponibilidade A Trek Madone SLR igual à da equipa Lidl-Trek-Segafredo tem o preço de 13.999,00 €, e podes ver todas as especificações técnicas deste modelo em www.trekbikes.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 17 Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) parece ter garantido hoje a revalidação do título na Volta a França. O ciclista dinamarquês de 24 anos ganhou hoje, na 17.ª etapa, quase seis minutos ao seu grande rival, Tadej Pogacar (UAE Emirates), que quebrou completamente a cerca de 20 quilómetros da meta. Felix Gall (AG2R Citroën) venceu a etapa, depois de se ter exibido em grande plano, completando os 165,7 quilómetros da ligação entre Saint-Gervais Mont-Blanc e Courchevel, com o registo de 04:49.08 horas, superiorizando-se a Simon Yates (Jayco AlUla), segundo classificado a 34 segundos, e a Pello Bilbao (Bahrain Victorious), respetivo terceiro classificado a 01.38 minutos. Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet O ciclista australiano de 25 anos estreou-se assim a vencer no Tour, logo na etapa rainha desta 110.ª edição da Volta a França, num dia que certamente jamais irá esquecer. Pogacar quebrou perante um Vingegaard tranquilo Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet Hoje assistiu-se a algo inédito. Pogacar quebrou completamente, perante um Vingegaard muito tranquilo, que partiu para esta etapa com 1.48 minutos de vantagem. Hoje na acérrima luta entre dois ciclistas que prometem gravar o seu nome na história deste desporto, Pogacar demonstrou que é humano e ‘rebentou’ fisicamente, e o seu semblante não lhe permitia mentir. A estrela da UAE lutou até onde conseguiu, mas foi obrigado a perceber que neste momento Vingegaard, estrela da Jumbo-Visma, está a atravessar um melhor momento de forma. Topo da geral mantém-se mas com Vingegaard destacado Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet O topo da geral mantém-se, mas agora com a diferença entre líder e vice-líder bem mais acentuada. Jonas Vingegaard lidera agora a geral com 07.35 minutos de vantagem sobre Tadej Pogacar. No último lugar do pódio continua Adam Yates, a 10.45 da liderança, mas com o terceiro lugar mais seguro, perante a ameaça de Carlos Rodriguez (INEOS), que figura no quarto posto. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=nTGWORHukVo Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01GALL Felix AG2R Citroën Team04:49:0802YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 3403BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 01:3804VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:5205GAUDU David Groupama-FDJ+ 02:0906JOHANNESSEN Tobias Halland Uno-X Pro Cycling Team+ 02:3907HARPER Chris Team Jayco-AlUla+ 02:5008MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 03:4309YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:4310KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 03:49 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma67:57:5102POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:3503YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:4504RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 12:0105YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:1906BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 12:5007HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 13:5008GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:1109KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 16:4910GAUDU David Groupama-FDJ+ 17:57 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 16 Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) deu hoje um passo de gigante para revalidar o título na Volta a França, ao vencer o contrarrelógio da 16.ª etapa com uma vantagem de 1.38 minutos para Tadej Pogacar (UAE Emirates), principal rival na luta pelo título. O ciclista dinamarquês de 26 anos esteve em grande nível, cumprindo os 22,4 quilómetros  da ligação entre Passy e Combloux, com o registo de 32.36 minutos relegando Pogacar para o segundo lugar do dia, com 1.38 minutos de atraso, sendo Wout van Aert, seu companheiro de equipa na Jumbo-Visma a ocupar o último lugar do dia, a 02.51 minutos. Creditos: A.S.O./Pauline Ballet Geral com diferenças mais acentuadas O topo da geral está neste momento com as diferenças bem mais acentuadas. Vinegaard mantém a liderança, mas agora reforçada, com 1.48 minutos de vantagem para o vice-líder Tadej Pogacar, enquanto que no terceiro posto surge Adam Yates, companheiro de equipa de Pogacar na UAE Emirates, já com 8.52 minutos de atraso para o topo. Esta diferença ilustra na perfeição o que tem sido a luta à parte de Vingegaard e Pogacar, dois ciclistas que se distanciam do restante pelotão presente no Tour, e que têm feito desta edição uma das melhores dos últimos anos. Hoje, Pogacar parece ter sido realmente surpreendido, enquanto que Vingegaard deu um claro sinal ao mundo do ciclismo, que a vitória no Tour do ano passado não foi por acaso. Para muitos, amanhã é dia da etapa rainha Amanhã, quarta-feira, corre-se aquela que é considerado por muitos como a etapa rainha desta 110.ª edição da Volta a França e que marca a despedida dos Alpes, numa tirada com um total de 165,7 quilómetros, na ligação entre Saint-Gervais Mont-Blanc e Courchevel, num traçado que engloba uma contagem de montanha de categoria especial e duas de primeira. Vingegaard partirá de amarelo com uma margem considerável, 1.48 minutos, para o seu grande rival, Tadej Pogacar, que apesar desta desvantagem não atirará ainda a toalha ao chão. Quem segue a carreira da estrela da UAE Emirates sabe que este irá atacar, e muito provavelmente, mais cedo do que o tem feito nas etapas já disputadas, pois o tempo de atraso assim o obriga. Vingegaard e a Jumbo-Visma tem mão e meia na Taça, mas Pogacar e a UAE Emirates não se renderão até final. Vamos ver o que acontecerá até final, mas, neste momento, Vingegaard parece estar melhor que Pogacar e é o grande candidato a chegar aos Campos Elísios, em Paris, como dono da camisola amarela. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=r703iGbkfVU Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma32:3602POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 01:3803VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 02:5104BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 02:5505YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 02:5806CAVAGNA Remi Soudal Quick-Step+ 03:0607YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:1208SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 03:2109PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 03:3110GAUDU David Groupama-FDJ+ 03:3 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma63:06:5302POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 01:4803YATES Adam UAE Team Emirates+ 08:5204RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 08:5705HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 11:1506KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 12:5607BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 13:0608YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 13:4609GAUDU David Groupama-FDJ+ 17:3810GALL Felix AG2R Citroën Team+ 18:19 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Dentro da UAE Team Emirates - Vive Le Tour Embora eu note pela experiência dos dados a que tenho acesso, que o público português ainda seja muito "Facebookiano", por todo o mundo empresas, equipas, atletas e entidades apostam cada vez mais no Youtube, porque este permite desenvolver e mostrar conteúdo de uma forma que não se consegue no Facebook, Instagram, ou TikTok. Faço esta introdução porque além de fazer os vídeos do canal Youtube do TopCycling, também consumo muito Youtube, costumo chamar-lhe em modo de brincadeira, o Netflix do pobres, pois temos acesso a uma grande variedade de temas, de forma gratuita. Por norma no Youtube os vídeos duram mais do que os 30 segundos de um Reel do Instagram, é necessário mais tempo para assistir, mas vemos e sabemos mais sobre tudo. Tenho acompanhado os vídeos da UAE Team Emirates durante o Tour de France, acho que estão melhor conseguidos que os do Giro (como conteúdo) e resolvi partilhar com os que seguem o nosso trabalho aqui no Topcycling. No caso de ainda não terem visto, deixo-vos todos os episódios. Além do canal da UAE Team Emirates, aproveitem também para subscrever o nosso canal Youtube aqui. Vive Le Tour - UAE Team Emirates Episódio 1 - Partida em Bilbao https://www.youtube.com/watch?v=K3tFkUy0Ukw Episódio 2 - Quatro dias de etapas duras no Tour de France https://www.youtube.com/watch?v=k72o16G2_2Y Episódio 3 - Os Pirinéus nunca decepcionam https://www.youtube.com/watch?v=mTOxJsTkyVs Episódio 4 - Os crocodilos e os tigres - Sabe mais mais sobre o "Plano C" da UAE https://www.youtube.com/watch?v=RxloVq3pKog Episódio 5 - As motos no Grand Colombier https://www.youtube.com/watch?v=2IvlD7mYJyw&t= Episódio 6 - A semana dramática após o contrarrelógio https://youtu.be/2jRKr7luOKk Pormenores como a pesagem da comida, o tipo de pneus utilizados, as emersões em gelo para recuperação, as reuniões de equipa, as entrevistas após as etapas, as reações de cada um, enfim, vê-se o espírito vivido dentro de uma das melhores equipas do mundo, algo impossível há uns anos atrás. Créditos vídeo e fotografia: Fizza - UAE Team Emirates ### Os três rounds decisivos para Vingegaard e Pogacar Análise às etapas-chave que decidirão o Tour de France. Contrarrelógio de 3ª feira ditará a estratégia de Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar. Vem aí um final incrível do Tour de France! Há três etapas para mexer com a classificação geral, dois dias de transição para especular entre fuga ou sprint e a passeata até Paris. Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) e Tadej Pogacar (UAE Emirates) têm mais de cinco minutos de vantagem sobre o 3º classificado, Carlos Rodriguez (Ineos Grenadiers). É quase certo que pelo terceiro ano consecutivo vão terminar no 1º ou no 2º lugar – nunca em 109 edições do Tour de France os mesmos dois ciclistas fecharam nos dois primeiros lugares em três anos seguidos! Tour de France 2023 - Etapa 14 - POGACAR Tadej (UAE TEAM EMIRATES), VINGEGAARD Jonas (JUMBO-VISMA). Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Tiramos os chapéus pelo espetáculo oferecido até agora. Na segunda semana foram quebrados recordes de ascensão ao Grand Colombier e a Saint Gervais Mont Blanc. Em Joux Plane fizeram 10km ao ritmo de Marco Pantani e só não caiu o recorde pelo jogo tático e o incidente com as motas. A cobiça pelo 3º posto também é grande. Há 1:17 a separar Rodriguez, Adam Yates (UAE Emirates) e Jai Hindley (Bora-hansgrohe). Uma nota aqui entre nós. Não arrisco um prognóstico para o vencedor final, mas já tinha escrito no Guia do Tour de France que Carlitos Rodriguez é o meu outsider para o pódio. Contrarrelógio ditará a estratégia Na terça-feira regressa a ação com o contrarrelógio individual de 22km entre Passy e Combloux. Inclui subida ao Côte de Domancy – foi aqui que Bernard Hinault se consagrou campeão mundial em 1980. O exigente Hinault deve estar entretido pela forma de correr de Vingegaard e de Pogacar. Mesmo atacando-se sem piedade partem para a terceira semana separados por nove segundos. O contrarrelógio ditará a estratégia para os outros dias chave e precede a etapa rainha na quarta-feira: 165,7km alpinos com 5400m de desnivel positivo acumulado e um final monstruoso com 28km de subida ao Col de la Loze (a 2300m de altitude). Seguem-se duas etapas de transição até o Tour de France entrar na Alsácia, junto à fronteira com a Alemanha. Sábado promete ser supersónico: 3400m de acumulado em apenas 133km e duas montanhas de 1ª categoria para fechar a geral (Petit Ballon e Platzerwasel). Voilà! No dia a seguir champanhe em Paris para os vencedores e uma valente dor de pernas para os vencidos. Está em jogo o tri de Pogacar ou o bis de Vingegaard, mas após 15 rounds não sabemos quem é Rocky Balboa e quem é Apollo Creed. Tour de France 2023 - Etapa 15 - POGACAR Tadej (UAE TEAM EMIRATES), VINGEGAARD Jonas (JUMBO-VISMA). Créditos: A.S.O./Pauline Ballet O que sabemos é que entre ambos há respeito, certo receio e nenhum vai abdicar de tentar levar o outro à lona. Afinal, melhor do que uma decisão por pontos é vencer por KO! Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de XCO 2023 - Resumo e classificações Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB) e Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) sagraram-se, neste domingo, campeões nacionais de elite de cross country olímpico (XCO). Corrida feminina Raquel Queirós e Ana Santos (X-Sauce Factory Team) disputaram a corrida de elite feminina. Raquel Queirós, que conquistara o título de cross country curto no dia anterior, acabou por vencer também a prova de XCO. Ana Santos terminou no segundo posto, a 38 segundos da vencedora, e Joana Monteiro foi terceira a 3m32s. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 elites femininas POS.NOMETEMPO1QUEIRÓS Raquel1:30:082SANTOS Ana1:30:473MONTEIRO Joana1:33:414TOMÁS Ana1:39:505GOMES Leandra1:43:116COSTA Jessica-1 volta7FREITAS Andreia-2 voltas Corrida Masculina Na corrida masculina Roberto Ferreira venceu destacado, contrariando o favoritismo de Ricardo Marinheiro e Mário Costa. O atleta da equipa de Guilhabreu cruzou a meta isolado, vencendo com uma vantagem de 3m32s. sobre Mário Costa, que ocupou o segundo lugar do pódio. Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos), fechou o pódio no terceiro posto, a 4m46s. do vencedor. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 elites masculinos POS.NOMETEMPO1FERREIRA Roberto1:25:322COSTA Mário1:29:053MARINHEIRO Ricardo1:30:184ROCHA João1:30:455MOTA Guilherme1:31:056NUNES Bruno1:32:497JESUS João1:33:408SANTOS Simão1:34:069FERREIRA Rui1:35:5010RIBEIRO Fábio1:35:59 Classificações completas AQUI. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=5ASMXA0UeBY Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 15 Wout Poels (Bahrain Victorious) foi o destaque do dia na 110.ª edição da Volta a França, ao vencer a 15.ª etapa. O experiente ciclista neerlandês que conta já com larga experiência no Tour, foi o mais rápido a completar os 179 quilómetros da ligação entre entre Les Gets e Saint-Gervais Mont-Blanc, com o registo de 04:40.45 horas, garantindo assim a sua primeira vitória nesta mítica prova. Poels cruzou a linha da meta, no alto de Saint-Gervais Mont-Blanc, isolado, depois ter integrado a fuga do dia, com 02.08 sobre Wout van Aert (Jumbo-Visma), que foi segundo classificado, e 3.00 minutos sobre Mathieu Burgaudeau (TotalEnergies), terceiro classificado. Vingegaard e Pogacar numa disputa que ficará para a história Hoje, uma vez mais, assistiu-se nos quilómetros finais a um verdadeiro jogo do gato e do rato entre Jonas Vingegaard (JUmbo-Visma) e Tadej Pogacar (UAE Emirates). Líder e vice-líder da geral têm contribuído para que a edição do Tour 2023 perdure na história do ciclismo, devido à forma como tem rivalizado entre si com constantes ataques e respostas. Hoje, o veredicto final foi de um empate, com ambos a alcançarem a linha da meta lado a lado, com Vingegaard a manter a camisola amarela, com 10 segundos de vantagem sobre Pogacar. Para melhor perceber a prestação destas duas estrelas do ciclismo mundial, basta analisar a classificação geral, e verificar que o terceiro classificado, Carlos Rodríguez (INEOS), está já a 05.21 minutos de Vingegaard. Visto isto, a luta pela vitória final está definitivamente entregue, a Vingegaard e Pogacar. Elemento do público provoca queda na fase inicial da etapa A etapa deste domingo do Tour de France ficou ainda marcada por uma queda na fase inicial, provocada por um elemento do público. A queda foi provocada por um espectador que ao utilizar o telemóvel para filmar e de braço esticado, acabou, inadvertidamente, por tocar num dos ciclistas, provocando assim a queda de vários elementos do pelotão. Depois das motas, agora o público. Neste Tour há de tudo! Rui Costa chegou a liderar a etapa Crédito imagem: Nico Vereecken / Photo News No que diz respeito aos representantes portugueses em prova, hoje foi a vez de Rui Costa (Intermarché-Wanty Circus), se destacar. O experiente ciclista de 36 anos esteve em evidência, inicialmente por ter integrado a fuga do dia, depois, por ter atacado e assumindo a liderança, a cerca de 50 quilómetros da meta. Um esforço merecedor de destaque, mas que se revelou curto para voos mais altos, uma vez que foi alcançado pelo grupo perseguidor alguns minutos depois. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Ha6uBNWZw_I Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01POELS Wout Bahrain Victorious04:40:4502VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 02:0803BURGAUDEAU Mathieu TotalEnergies+ 03:0004CRADDOCK Lawson Team Jayco-AlUla+ 03:1005LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 03:1406PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 03:1407MARTIN Guillaume Cofidis+ 03:3208SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 03:4309GUGLIELMI Simon Arkéa-Samsic+ 03:5910BARGUIL Warren Arkéa-Samsic+ 04:20 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma62:34:1702POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1003RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 05:2104YATES Adam UAE Team Emirates+ 05:4005HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 06:3806KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 09:1607BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 10:1108YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 10:4809GAUDU David Groupama-FDJ+ 14:0710MARTIN Guillaume Cofidis+ 14:18 Segunda feira é dia de descanso Amanhã, a 110.ª edição da Volta a França irá parar para descanso, regressando à competição na terça feira, dia em que irá decorrer o único contrarrelógio desta edição, de apenas 22,4 quilómetros entre Passy e Combloux. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Motas castigadas depois do incidente de ontem Ontem, a 14.ª etapa da 110.ª edição da Volta a França, ficou marcada por um incidente com duas motas, que inadvertidamente, bloquearam a marcha de Tadej Pogacar (UAE Emirates), quando este tinha iniciado mais um ataque perante o grande rival Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma). https://twitter.com/opaisdociclismo/status/1680247033163071489?s=20 O acontecimento marcou o dia, e não fugiu à polémica não só pela imprensa, como nas redes sociais, que foram inundadas de comentários como juízos de valor do incidente, a grande maioria deles a apontarem a um possível prejuízo para Pogacar. A organização do Tour avaliou a situação e decidiu banir as motas envolvidas por um dia, ou seja, hoje não saíram para acompanhar a 15.ª etapa. Os respetivos condutores das motas que transportavam o fotógrafo do jornal L'Equipe e outra mota transportava a câmara da France Television, foram os quatro banidos por um dia do Tour de France, e sofreram ainda uma multa 500 francos suíços suíços (cerca de 517€) para cada um deles. É caso para dizer, que no Tour não se brinca, isto numa fase em que a faltam cumprir cerca de 100 quilómetros da 15.ª etapa, que contempla uma ligação entre Les Gets e Saint-Gervais Mont-Blanc, tirada para a qual Jonas Vingegaard partiu de amarelo, com 10 segundos de vantagem sobre Pogacar. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 14 Carlos Rodríguez (INEOS) foi o homem do dia na 110.ª Volta à França, ao vencer hoje a 14.ª etapa, que ficou marcada por uma aparatosa queda coletiva, da qual resultaram vários abandonos, entre os quais, o português Ruben Guerreiro (Movistar).   O ciclista espanhol de 22 anos estreou-se a vencer nesta mítica prova, ao completar a ligação de 151,8 quilómetros entre Annemasse e Morzine, com o registo de 03:58.45 horas, e a INEOS consegue assim a segunda vitória consecutiva em etapas. Créditos imagem: Michael Steele/Getty Images Rodriguez aproveitou a luta titânica entre Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), demasiado ocupados entre si, para assumir a frente da corrida, cruzando a linha da meta cinco segundos antes de ambos, que foram respetivamente, segundo e terceiro classificados. Pogacar e Vingegaard numa disputa épica Hoje, mais uma vez, assistiu-se a uma disputa épica entre o camisola amarela Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar. A estrela da Jumbo-Visma e campeão em título resiste e hoje até ganhou mais um segundo, passando para 10 de vantagem sobre o principal rival, por sinal, a principal estrela da UAE Emirates. Visto isto, Vingegaard lidera com 10 segundos de vantagem sobre o segundo classificado Tadej Pogacar, enquanto que a fechar o pódio surge agora Carlos Rodríguez (INEOS), que depois do brilharete de hoje, subiu ainda a terceiro da geral com 04.43 minutos, relegando Jai Hindley (BORA-hansgrohe) para o 4.º posto da geral, a 04.44 minutos. Ruben Guerreiro abandonou prova Crédito imagem: David Ramos/Getty Images A comitiva portuguesa ficou hoje reduzida a dois representantes, depois do abandono de Ruben Guerreiro, envolvido na aparatosa queda, que obrigou vários ciclistas a irem mais cedo para casa. O ciclista português da Movistar., que ainda há dois dias atrás tinha estado em plano de destaque, viu-se envolvido na grande queda do dia e acabou mesmo por abandonar a prova. Restam agora Nelson Oliveira (Movistar) e Rui Costa (Intermarché - Circus – Wanty), como representantes lusos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=yE-bFLEdlDI Top 10 etapa POSNOME - EQUIPA TEMPO01RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers03:58:4502POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0503VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0504YATES Adam UAE Team Emirates+ 1005KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 5706HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:4607GALL Felix AG2R Citroën Team+ 01:4608BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 03:1909YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 03:2110MARTIN Guillaume Cofidis+ 05:57 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma57:47:2802POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1003RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:4304HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 04:4405YATES Adam UAE Team Emirates+ 05:2006KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 08:1507YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 08:3208BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 08:5109GALL Felix AG2R Citroën Team+ 12:2610GAUDU David Groupama-FDJ+ 12:5 Etapa dura a anteceder o descanso Amanhã, domingo, o pelotão da 110.ª edição do Tour terá pela frente mais uma etapa dura, a anteceder o dia de descanso. A 15.ª etapa da prova reserva uma tirada com o total de 179 quilómetros na ligação entre Les Gets e Saint-Gervais Mont-Blanc, num traçado que contempla três contagens de primeira categoria no percurso, a última das quais a coincidir com a meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pogacar e Vingegaard colam milhões ao Tour de France Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard geram audiências recorde do Tour de France. Milhões seguem os corredores nascidos nas profundezas de Dinamarca e Eslovénia. Há que esperar pelos números finais de mercados estratégicos, mas a primeira semana do Tour em França foi a melhor desde 2006 com média de 3,7 milhões de espetadores no canal aberto France 2. O regresso a Puy de Dôme, 35 anos depois, foi o auge com um pico máximo de 8 milhões de espetadores no final da etapa! Atualmente na segunda semana de competição, o Tour de France fez a aproximação aos Alpes, via maciço das Jura, com a chegada ao Grand Colombier. A expetativa de mais um mano a mano entre Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar colou à televisão francesa 5,2 milhões de espetadores em média e o momento do triunfo de Michal Kwiatkowski foi seguido por 7,6 milhões de aficionados. São dados espetaculares tendo em conta que os franceses não têm um candidato à vitória final e que os protagonistas são de países com pouca expressão em termos de audiências: Dinamarca e Eslovénia somam 7,7 milhões de habitantes em conjunto. Etapa 13 - Châtillon-sur-Chalaronne / Grand Colombier (137,8 km)Créditos: A.S.O. Pauline Ballet O que é o Tour? No britânico The Times o jornalista David Walsh abriu a crónica da 14ª etapa descrevendo o que viu em Culoz. Dez mil pessoas nas ruas de uma localidade onde residem três mil habitantes. O motivo? Foi desde Culoz que o pelotão subiu ao Grand Colombier. Se algum dia vos perguntarem o que é o Tour respondam que é um evento capaz de triplicar a população de uma aldeia e levar vida e alegria à França profunda. O curioso é que os vencedores das últimas três edições vêm de meios rurais. Vingegaard vive em Hillerslev, na Jutlândia do Norte, o território mais a norte da Dinamarca. Pogacar nasceu em Komenda, na base dos Alpes Kamnik, a norte da Eslovénia. Nenhum tem mais do que 1000 vizinhos. Pogacar e Vingegaard trouxeram um ciclismo de ataque com cheiro a anos 80.Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Se Vingegaard cresceu rodeado de um silêncio apenas perturbado pelas turbinas eólicas do Osterild Test Center, Pogacar encontrou nos prados verdes de Velika Planina pouco mais do que a ocasional igreja, vacas e aldeias de pastores. São estes dois jovens que monopolizam a atenção de milhões de espetadores em todo o mundo. Em concreto da França que há 38 anos procura sucessor para Bernard Hinault – também ele criado na rústica Bretanha. Enquanto a seca durar, os franceses (e o resto do mundo) desfrutam com um ciclismo de estilo romântico que parecia perdido nos anos 80. ### Tour de France - etapa 13 Michal Kwiatkowski (INEOS) foi o destaque do dia na 110.ª edição da Volta a França, ao vencer, isolado, a 13.ª etapa. O experiente ciclista polaco de 33 anos foi o mais rápido a completar os 137,8 quilómetros da ligação entre Châtillon-sur-Chalaronne e o alto do Grand Colombier, com o registo de 03:17.33 horas, 47 segundos mais rápido que Maxim Van Gils (Lotto Dstny), outro dos elementos que participou na fuga do dia, e que foi segundo classificado. A fechar o pódio ficou Tadej Pogacar (UAE Emirates), com 50 segundos de atraso para Kwiatkowski, no entanto, registo suficiente para conseguir encurtar distâncias para o camisola amarela Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma). À partida para a etapa de hoje Jonas Vingegaard liderava com 17 segundos de vantagem sobre Pogacar, mas agora a diferença é de apenas nove segundos, em virtude dos quatro segundos ganhos na estrada e outros quatro nas bonificações. A luta pela camisola amarela segue assim ao rubro, e amanhã, na continuação da montanha, são esperados mais momentos de ataque e resposta entre os dois grandes favoritos à vitória final da prova. Hoje a UAE Emirates apostou forte ao assumir a corrida e, podemos considerar que a estratégia até surtiu efeito, visto o tempo ganho por Pogacar. Resta agora perceber como se irá comportar a Jumbo-Visma numa tentativa de responder a esta supremacia da UAE Emirates evidenciada nas últimas etapas. A fechar o pódio da geral continua Jai Hindley (BORA-hansgrohe) agora a 02.51 minutos, algo que o coloca para já, longe de Vingegaard. Nelson Oliveira participou na fuga No que diz respeito aos portugueses em prova, hoje foi a vez de Nelson Oliveira (Movistar) se evidenciar. O ciclista português de 34 anos participou na fuga, mas não aguentou o ritmo, tendo sido 33.º classificado a 6.08 minutos de Kwiatkowski. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=7YH9SyrdUjQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers03:17:3302VAN GILS Maxim Lotto Dstny+ 4703POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 5004VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 5405PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 01:0306HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:0507SHAW James EF Education-EasyPost+ 01:0508TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 01:0509YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 01:1410YATES Adam UAE Team Emirates+ 01:18 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma53:48:5002POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0903HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:5104RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:4805YATES Adam UAE Team Emirates+ 05:0306YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 05:0407BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 05:2508PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:3509GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:5210KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 07:11 Mais montanha para amanhã Este sábado, o pelotão segue na montanha, mais concretamente na ligação entre Annemasse e Morzine, num traçado com um total de 151,8 quilómetros, que engloba três contagens de montanha de primeira categoria e uma de categoria especial, a 12 quilómetros da meta Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 12 Ion Izagirre (Cofidis) venceu hoje a 12.ª etapa da 110.ª edição da Volta a França. O ciclista espanhol de 33 anos chegou à linha da meta completamente isolado, após ter feito parte da fuga do dia, completando os 168,8 quilómetros da ligação entre Roanne e Belleville-en-Beaujolais, com o registo de 03:51.42 horas, com Mathieu Burgaudeau (TotalEnergies) e Matteo Jorgenson (Movistar) a serem segundo e terceiro classificados, ambos com 58 segundos de atraso. Com a vitória de hoje, Izagirre repete assim o feito alcançado na edição de 2016, ano em que venceu a 20.ª etapa. Ruben Guerreiro esteve em destaque Créditos imagem: David Ramos/Getty Images O ciclista português Ruben Guerreiro (Movistar) esteve em destaque na etapa de hoje, integrando a fuga e lutando por pontos na classificação da montanha, terminando no top 10 da geral, mais concretamente na 9.ª posição, a 1.27 minutos de Izagirre. Uma boa prestação de Ruben Guerreiro que foi um elemento ativo na frente da corrida, revelando-se mesmo fundamental para o pódio obtido pelo seu companheiro de equipa, Matteo Jorgenson, que terminou o dia no terceiro lugar. Aos 29 anos, e numa época de transição, em que ‘trocou’ a  EF Education-EasyPost, pela Movistar, Ruben Guerreiro parece estar a ter uma boa adaptação à sua nova equipa, e depois do que demonstrou hoje, não será de estranhar que volta a tentar a sua sorte nas próximas etapas da prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=37PGkZWyE_4 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01IZAGIRRE Ion Cofidis03:51:4202BURGAUDEAU Mathieu TotalEnergies+ 5803JORGENSON Matteo Movistar Team+ 5804BENOOT Tiesj Jumbo-Visma+ 01:0605JOHANNESSEN Tobias Halland Uno-X Pro Cycling Team+ 01:1106PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 01:1307MARTIN Guillaume Cofidis+ 01:1308TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 01:2709GUERREIRO Ruben Movistar Team+ 01:2710CAMPENAERTS Victor Lotto Dstny+ 03:02 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma50:30:2302POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1703HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:4004RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:2205BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 04:3406YATES Adam UAE Team Emirates+ 04:3907YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:4408PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:2609GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:0110PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 06:3 Vinegegaard e Pogacar já com olhos na etapa dura de amanhã Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), atual líder da prova e Tadej Pogacar (UAE Emirates), seu principal rival na luta pela vitória final, tiveram uma etapa algo tranquila, já com os olhos postos no dia de amanhã, que poderá vir a revelar-se importante no desfecho final da prova. Amanhã é esperada uma etapa dura, na ligação entre Châtillon-sur-Chalaronne e o Grand Colombier, numa tirada com um total de 137,8 quilómetros, com uma chegada à meta que contempla uma contagem de montanha de categoria especial. É certo que o ciclista dinamarquês da Jumbo-Visma irá tentar segurar os 17 segundos de vantagem, mas parece igualmente certo que Pogacar irá atacar a liderança do rival. Com tudo isto, a 13.ª etapa da 110.ª edição do Tour promete ação entre os principais candidatos à vitória final. Resta-nos assim aguardar por aquilo que se irá passar amanhã! Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek Fuel EXe em alumínio - A pedalada assistida acessível a mais ciclistas No último verão, a Trek revolucionou o mundo das bicicletas elétricas de montanha com o lançamento da Fuel EXe, hoje possibilita que mais ciclistas experimentarem o seu motor silencioso e a assistência natural com a nova Trek Fuel EXe em alumínio. A nova Fuel EXe em alumínio oferece a mesma tecnologia que a versão em carbono, mas num nível de preço mais acessível e atraente para ciclistas em todo o mundo. Motor Todos os modelos da Fuel EXe apresentam o motor HPR50 da TQ com o seu sistema de transmissão “harmonic pin ring”. Este compacto motor está configurado para estar em total harmonia com a natureza, oferecendo aos ciclistas uma assistência que ajuda a suavizar as subidas mais exigentes sem os ruídos do motor e transmissão. Esta tecnologia causou um grande impacto no mundo das bicicletas quando chegou aos trilhos, recebendo vários prémios de Design e Inovação de 2023, entrando inclusive na lista das 100 Inovações Mais Fantásticas da Popular Science 2022. Com 50 Nm de binário, a Fuel EXe oferece a potência necessária para conquistar as subidas mais íngremes. A assistência proporciona equilíbrio, não sendo excessiva para que o ciclista desfrute de uma sensação suave e natural, como se fosse uma extensão da sua própria potência. Através da aplicação Trek Central, é possível personalizar a afinação do motor e ajustar às preferências de cada ciclista. Características topo de gama A Fuel EXe em alumínio permite também outras afinações para além do motor. Os novos modelos de alumínio apresentam a opção de adicionar copos de ângulo ajustável da caixa de direção para afinar o ângulo do tubo de direção, além da mesma funcionalidade Mino Link que se encontra nos modelos em carbono. Como se isso não bastasse, a Fuel EXe em alumínio oferece espaço adicional para instalar espigões de selim telescópicos mais longos e amortecedores de mola. Autonomia A Fuel EXe em alumínio tem uma bateria de 360Wh que oferece uma autonomia entre 2-5 horas, tendo ainda a opção de aumentar a sua autonomia com um compacto Range Extender 160Wh que cabe perfeitamente no porta-bidão. Graças a esta assistência extra, a marca anuncia uma autonomia para pedalar até 7 horas sem carregar. A Fuel EXe já está disponível com modelos em alumínio e de carbono através da rede de distribuidores autorizados Trek. Podes consultar a gama completa, os preços e cores no site da marca: www.trekbikes.com/pt/pt_PT/fuel-exe/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 11 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) assume-se cada vez mais como um dos grandes destaques desta 110.ª edição da Volta a França, depois de conquistar a 11.ª etapa da prova. Com o triunfo de hoje, o ciclista belga de 25 anos soma agora quatro vitórias em etapas. Um registo notável e ao alcance de muito poucos, se atendermos ao facto, de apenas ainda terem sido disputadas 11 etapas. Philipsen completou os 179,8 quilómetros da ligação entre Clermont-Ferrand e Moulins, com o registo de 04:01.07 horas, batendo ao sprint Dylan Groenewegen (Jayco AlUla) e Phil Bauhaus (Bahrain Victorious), respetivos segundo e terceiros classificados. Vingegaard e Pogacar mantêm distâncias Centrando agora atenções no topo da geral, aí nada se alterou no dia de hoje. Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) mantêm-se de amarelo, com 17 segundos sobre Tadej Pogacar (UAE Emirates), num duelo que ainda promete muita emoção até ao dia 23, data marcada para a chegada aos Campos Elísios, em Paris. A fechar o pódio da geral encontra-se Jai Hindley (BORA-hansgrohe), este já a uns consideráveis 02.40 minutos, registo que o coloca para já de fora da feroz luta entre os dois primeiros classificados. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=BNESBh1edV0 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck04:01:0702GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0003BAUHAUS Phil Bahrain Victorious+ 0004COQUARD Bryan Cofidis+ 0005PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 0006KRISTOFF Alexander Uno-X Pro Cycling Team+ 0007MOZZATO Luca Arkéa-Samsic+ 0008SAGAN Peter TotalEnergies+ 0009VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0010WELSFORD Sam Team dsm-firmenich+ 00 Top 10 classificação geral 01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma46:34:2702POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1703HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:4004RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:2205BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 04:3406YATES Adam UAE Team Emirates+ 04:3907YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:4408PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:2609GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:0110KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 06:45 Dia plano a anteceder o regresso da montanha Esta quinta-feira, a 12.ª etapa da 110.ª edição do Tour apresenta um total de 168,8 quilómetros, num traçado de caraterísticas planas, embora contemple algumas oscilações, na ligação entre Roanne e Belleville-en-Beaujolais. Para o dia seguinte, ai sim, a montanha estará de volta.   Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### S-Works Torch Lace - Os NOVOS sapatos de estrada Specialized A Specialized acaba de lançar os S-Works Torch Lace , uma fusão de estilo intemporal com o nível de eficiência já conhecido dos S-Works Torch. A marca afirma que os novos S-Works Torch Lace são o complemento perfeito para os ciclistas que valorizam o estilo e a cultura de alto desempenho. Body Geometry Como todos os sapatos que fabricados pela Specialized, os S-Works Torch Lace começam com a tecnologia Body Geometry que tem o objectivo de melhorar o conforto, aumentar o desempenho e reduzir a hipótese de lesões para todos os ciclistas. Características de Conforto Sola mais larga: Os S-Works Torch Lace utilizam a nova forma da placa de carbono - 4mm mais larga na região da bola do pé em comparação com os S-Works 7 - baseada em extensas digitalizações tridimensionais dos pés e dados Retül. Camadas Zonais: A parte superior apresenta uma camada zonal remapeada específica para retenção dos atacadores. Permanece flexível para se adaptar a diferentes formatos de pés, mas não se estica num longo dia de bicicleta, garantindo um ajuste seguro e consistente. Suporte Assimétrico do Calcanhar: De acordo com a marca tem um suporte assimétrico do calcanhar que reduz pontos de contato rígidos contra o tornozelo e ainda proporciona estabilidade no joelho. Características de Eficiência Alinhamento: Segundo a Specialized todos os sapatos Body Geometry otimizam o alinhamento do tornozelo, joelho e anca para uma pedalada estável e eficiente com a sua Cunha Varo patenteada, uma inclinação de 1,5 mm para o lado de fora da sola. Ultraleve: Graças à fixação leve dos atacadores e ao cuidado com cada grama - desde a sola de carbono até ao material superior - os S-Works Torch Lace pesam uns incríveis 200 gramas em tamanho 42. Sola de carbono: Com uma estrutura interna em formato de "I-Beam", a sola de carbono tem como objectivo proporcionar a relação ideal entre rigidez e peso para esforços intensos, sem adicionar gramas desnecessárias. Estilo O regresso dos atacadores e estilo "vintage" já não são uma novidade nos sapatos de ciclismo atuais, que graças aos novos materiais oferecem melhor aperto que os atacadores antigos. Não se trata de ser um sistema melhor, ou pior, é um sistema para os ciclistas que valorizam o estilo além do desempenho. Os novos S-Works Torch Lace chegam ao mercado com linhas clássicas e combinações de cores discretas, e segundo a marca ajustam-se perfeitamente aos buscam linhas de chegada ou aos que queiram conquistar o topo da montanha antes do pôr do sol. "Não achamos que os ciclistas que procuram o estilo e a silhueta intemporal dos atacadores devam sacrificar um grama de rendimento. Ao criar os SW Torch Lace, buscamos tornar os sapatos extremamente confortáveis e que também não seja elástico. O design superior permitirá obter a tensão de fixação que preferires, mas não alargam durante uma volta longa. Elegantes e aerodinâmicos é onde queríamos chegar." -  Afirmou Rob Cook, Diretor de Design de Sapatos da marca americana. Podes ver todas as cores disponíveis, o preço e disponibilidade no site da marca: https://www.specialized.com/pt/pt/s-works-torch-lace Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 10 Pello Bilbao (Bahrain Victorious) foi o destaque do dia na 110.ª edição da Volta a França, ao conquistar a 10.ª etapa desta mítica prova. Aos 33 anos de idade, o ciclista espanhol estreou-se a vencer no Tour, completando o 167,2 quilómetros da liagção entre Vulcania e Issoire, com o registo de 03:52.34 horas. Bilbao superiorizou-se no sprint final a Georg Zimmermann (Intermarché-Circus-Wanty) e a Ben O’Connor (AG2R Citroën), companheiros de fuga no dia de hoje, e respetivos segundo e terceiro classificados na etapa. Vingegaard segue de amarelo Nas contas da geral, Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), terminou o dia de hoje integrado no pelotão, mantendo-se assim de amarelo, com os 17 segundos para Tadej Pogacar (UAE – Team Emirates), seu principal adversário à geral. Ainda há muito por percorrer em solo francês, mas parece certo que a luta pela vitória está mesmo destinada a ser entre Vingegaard e Pogacar, que animaram, e muito a primeira semana do Tour. Vamos ver como será esta segunda semana, mas a luta promete, e muito. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=bp-OaupDuxQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01BILBAO Pello Bahrain Victorious03:52:3402ZIMMERMANN Georg Intermarché-Circus-Wanty+ 0003O'CONNOR Ben AG2R Citroën Team+ 0004NEILANDS Krists Israel-Premier Tech+ 0005CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 0006PEDRERO Antonio Movistar Team+ 0307SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 2708KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 2709BARGUIL Warren Team Arkéa-Samsic+ 3010ALAPHILIPPE Julian Soudal Quick-Step+ 32 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma42:33:1302POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1703HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:4004RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:2205BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 04:3406YATES Adam UAE Team Emirates+ 04:3907YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:4408PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:2609GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:0110KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 06:45 Mais uma etapa em plano para o dia de amanhã Esta quarta-feira, o pelotão da 110.ª edição da Volta a França terá pela frente um total de 179,8 quilómetros na ligação entre Clermont-Ferrand e Moulins. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fabio Jakobsen - 9 perguntas em sprint Fabio Jakobsen ficou em branco na primeira semana do Tour de France, o atual Campeão da Europa de fundo não tem conseguido impor-se ao comboio afinado da Alpecin-Deceuninck de Jasper Philipsen e aos argumentos dos outros sprinters presentes. Os que já assistiram à série da Netflix sobre o Tour de France, já sabem que o sprinter belga é um dos "personagens" nos primeiros episódios, um nome incontornável do ciclismo atual pelo seu potencial e pela história de superação após a grave queda na volta à polónia em Agosto de 2020. Em 2022 tive a oportunidade de estar uns minutos com Jakobsen, não querendo "massacrar" mais o ciclista com o assunto do costume (a sua grave queda em 2020), abordámos outros assuntos curiosos como a sua potencia máxima (watts) em 5 segundos, se se considera mais rápido que Cavendish, entre outras perguntas. Vê o vídeo. Vídeo https://youtu.be/B2K5vXr8jVY Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 9 A Etapa 9 o do Tour de France 2023 encerrou uma primeira semana "de loucura", uma primeira semana como não se via há muito tempo no Tour, com espetáculo e emoção todos os dias. O mesmo era de esperar hoje, na ascensão final ao alto do Puy de Dôme. Formou-se uma fuga numerosa, na qual após vários ataques e contra ataques entre todos os elementos, se destacou Matteo Jorgenson (Movistar Team), que se isolou na frente da corrida a 50 quilómetros do fim e acabaria por entrar na subida final com uma vantagem de um minuto sobre os perseguidores mais próximos. Crédito imagem - A.S.O./Pauline Ballet A vantagem do norte-americano acabou no entanto por não ser suficiente para este vencer a etapa, pois o experiente Michael Woods (Israel-Premier Tech) soube dosear melhor o esforço e foi ganhando posições na subida final, até cruzar a meta a solo no topo do Puy de Dôme e vencer assim a sua primeira etapa no Tour de France. Crédito Imagem - Israel Premier Tech Aos 36 anos de idade, Michael Woods consegue a vitória mais importante da sua carreira (já tinha duas vitórias de etapa na Vuelta a Espanha, entre outros resultados), prova de que a idade não é impeditiva de se vencer nos dias de hoje, apesar do alto nível imposto pela nova geração. Favoritos à geral No pelotão e grupo dos favoritos a equipa da Jumbo-Visma colocou um ritmo "asfixiante" na aproximação à subida final, que logo após a entrada na subida final reduziu o grupo o só aos ciclistas do TOP 10. A cerca de 1,4 km da meta, Tadej Pogacar fez um ataque distanciando todos os outros, excepto Vingegaard que conseguiu ir com o esloveno durante uma fase inicial, mas "no braço de ferro" entre ambos o dinamarquês acabaria por ceder 8 segundos no final da etapa. Crédito imagem - Sprint Cycling Agency - UAE Team Emirates Atrás dos dois que lutam pela vitória, Jai Hindley perdeu tempo para os irmãos Yates, Tom Pidcock e Carlos Rodríguez na luta pelo terceiro lugar do pódio. Crédito imagem - A.S.O./Pauline Ballet Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) entra na segunda semana com a camisola amarela e uma vantagem de 17 segundos para Tadej Pogacar (UAE - Team Emirates), tudo está em aberto. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=A5NrcI200rQ TOP 10 Etapa POSCICLISTA - EQUIPATEMPO01WOODS Michael Israel-Premier Tech04:19:4102LATOUR Pierre TotalEnergies+ 2803MOHORIC Matej Bahrain Victorious+ 3504JORGENSON Matteo Movistar Team+ 3505BERTHET Clément AG2R Citroën Team+ 5506POWLESS Neilson EF Education-EasyPost+ 01:2307LUTSENKO Alexey Astana Qazaqstan Team+ 01:3908GREGAARD Jonas Uno-X Pro Cycling Team+ 01:5809BURGAUDEAU Mathieu TotalEnergies+ 02:1610DE LA CRUZ David Astana Qazaqstan Team+ 02:34 TOP 10 Classificação geral POSCICLISTA - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma38:37:4602POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1703HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:4004RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:2205YATES Adam UAE Team Emirates+ 04:3906YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:4407PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:2608GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:0109KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 06:4510BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 06:58 Amanhã o pelotão gozará o primeiro dia de descanso da competição, pode ver as etapas que faltam e toda a informação da corrida no nosso Guia do Tour de France. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 8 Mads Pedersen deu a Lidl-Trek uma vitória importante na etapa 8 do Tour de France, protagonizando o sprint mais longo deste Tour e levando a melhor sobre Jasper Philipsen e Wout van Aert na chegada difícil em Limoges. Pelo perfil da etapa, esta era apontada no inicio ou a um "puncheur", ou a um sprinter, mas no final as dúvidas estavam desfeitas pois o pelotão chegou aos últimos 5 km's. com todos os principais sprinters em posição para poder vencer. Christophe Laporte colocou Wout van Aert na frente, depois Mathieu van der Poel colocou Jasper Philpsen, mas foi Pedersen quem lançou primeiro o sprint e aguentou a velocidade de ponta mais elevada até cruzar a meta. Crédito imagem: A.S.O./Charly Lopez Mark Cavendish abandona O principal drama do dia foi o abandono de Mark Cavendish, após sofrer uma queda a 60 quilómetros do final da etapa. O lendário sprinter acabou por abandonar num dia em que era um dos candidatos a vencer a etapa, e caso assim acontecesse, tornar-se no mais vitorioso de sempre na história do Tour de France. Classificação geral No top 10 da classificação geral, destaque para a queda de Simon Yates (Jayco-Alula), que acabou por ditar o atraso do britânico no final da etapa e a descida de duas posições. É agora sexto da geral. No topo da classificação geral permaneceu tudo igual no final do dia, esperando-se novas mexidas no dia de amanhã, que terá chegada em alto, em nova etapa de montanha. Crédito imagem: A.S.O./Charly Lopez Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=FZCv1h5_zBc TOP 10 etapa POS.NOME - EQUIPATEMPO01PEDERSEN Mads Lidl-Trek04:12:2602PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 0003VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0004GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0005EEKHOFF Nils Team dsm-firmenich+ 0006COQUARD Bryan Cofidis+ 0007DE BUYST Jasper Lotto Dstny+ 0008TILLER Rasmus Uno-X Pro Cycling Team+ 0009STRONG Corbin Israel-Premier Tech+ 0010POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 00 TOP 10 classificação geral POS.NOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma34:09:3802POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 2503HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:3404RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 03:3005YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:4006YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:0107GAUDU David Groupama-FDJ+ 04:0308BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 04:4309PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 04:4310KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 05:28 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos capacetes Trek Solstice Mips Trek A Trek lançou a mais recente versão do seu capacete mais popular, o Trek Solstice, com um design mais elegante e o sistema de proteção Mips. O novo Trek Solstice Mips foi concebido para oferecer uma boa relação qualidade/preço, melhor para utilização em estrada, mas também funcional nos trilhos, um único capacete que funciona bem em diferentes estilos de utilização. Segundo a marca, o Solstice Mips oferece uma estrutura leve e aberturas de ventilação amplas com canais embutidos para encaminhar o ar para o interior e manter os ciclistas confortáveis, independentemente das condições atmosféricas. Para um ajuste simples, mas seguro, conta com o sistema Trek Headmaster 3 que permite aos ciclistas ajustar o capacete de acordo com as suas preferências apenas com uma mão. As suaves almofadas, que podem ser retiradas do capacete, aumentam o conforto ao mesmo tempo que ajudam a repelir o suor, podendo ser lavadas facilmente após os dias longos na bicicleta. O novo Trek Solstice integra o sistema de segurança Mips que, como é sabido, tem o objectivo de proteger contra as forças rotacionais que podem ocorrer em alguns acidentes de bicicleta. De acordo com informação da marca, o capacete recebeu a mais elevada classificação de segurança atribuída pela Virgínia Tech, 5 estrelas, provando que é possível a melhor proteção sem um grande investimento. Os capacetes Trek Solstice Mips estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. Pode ver as várias cores, os preços e características completas no site da marca aqui: https://www.trekbikes.com/solstice ### Tour de France - etapa 7 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) continua a brilhar na 110.ª edição da Volta a França. O ciclista belga de 25 anos conseguiu hoje a terceira vitória em etapas na presente edição da prova. Um início de sonho para Philipsen e para a Alpecin-Deceuninck, com três vitórias em sete etapas, num registo digno de destaque e com o qual muitos sonham. Philipsen cumpriu os 169,9 quilómetrosda ligação entre Mont-de-Marsan e Bordéus, com o registo de 03.46.28 horas, superiorizando-se a Mark Cavendish (Astana) e a Biniam Girmay (Intermarché-Circus-Wanty), respetivos segundo e terceiro classificados. Vingegaard continua de amarelo Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) chegou integrado no pelotão e, parte para a oitava etapa vestido de amarelo. Amanhã, na ligação entre Libourne e Limoges, num traçado com um total de 200,7 quilómetros o campeão em título parte com uma vantagem de 25 segundos sobre Tadej Pogacar (UAE Emirates), segundo da geral, enquanto que a fechar o pódio está Jai Hindley (BORA-hansgrohe), a 01.34 minutos de Vingegaard. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=SGjP4EXJBfc Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck03:46:2802CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0003GIRMAY Biniam Intermarché-Circus-Wanty+ 0004MOZZATO Luca Team Arkéa-Samsic+ 0005GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0006MEEUS Jordi BORA-hansgrohe+ 0007BAUHAUS Phil Bahrain Victorious+ 0008COQUARD Bryan Cofidis+ 0009KRISTOFF Alexander Uno-X Pro Cycling Team+ 0010PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma29:57:1202POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 2503HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:3404YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 03:1405RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 03:3006YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:4007GAUDU David Groupama-FDJ+ 04:0308BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 04:4309PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 04:4310KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 05:28 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 6 Bem, mas que dia hoje na 110.ª edição da Volta a França, com  Tadej Pogacar (UAE Emirates) a vencer a  6.ª etapa, e ao mesmo tempo Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) a conquistar a camisola amarela. Dois dos favoritos a vitória final a acalorarem a etapa de hoje, numa clara demonstração de poder. Pogacar foi o mais rápido a completar os 144,9 quilómetros da ligação entre Tarbes a Cauterets-Cambasque, com o registo de 03:54.27 horas, deixando para trás o campeão em título, Jonas Vingegaard, para a segunda posição, com 24 segundos de atraso, enquanto que o norueguês Tobias Johannessen (Uno-X) fechou o pódio do dia, com 01.22 minutos de atraso. Vingegaard irá agora defender o que conquistou Jonas Vingegaard é agora o novo camisola amarela, sucedendo a Jai Hindlyei   (BORA-hansgrohe). O vencedor do Tour 2022 lidera agora a classificação geral com 25 segundas de vantagem sobre Pogacar,, enquanto que no terceiro lugar do pódio figura Jai Hindlyei a 1.34 minutos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ZKMFitcHQ4M Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01POGACAR Tadej UAE Team Emirates03:54:2702VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 2403JOHANNESSEN Tobias Halland Uno-X Pro Cycling Team+ 01:2204GUERREIRO Ruben Movistar Team+ 02:0605SHAW James EF Education-EasyPost+ 02:1506HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:3907RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 02:3908YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 02:3909YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:1110BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 03:12 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma26:10:4402POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 2503HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:3404YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 03:1405RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 03:3006YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:4007GAUDU David Groupama-FDJ+ 04:0308BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 04:4309PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 04:4310KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 05:28 Depois da montanha, amanhã segue-se um dia de traçado plano Amanhã, sexta-feira, disputa-se a 7.ª etapa, numa tirada com um total de 169,9 quilómetros na ligação entre Mont-de-Marsan e Bordéus, num traçado maioritariamente plano, depois da montanha dos últimos dois dias. Para já, as atenções estão centradas no duelo Vingegaard / Pogacar, com ambos a demonstarrem querer lutar pela vitória até final. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novas Specialized Turbo Levo Comp Alloy e Levo Alloy A Specialized Turbo Levo chegou ao mercado em 2016 e é uma das bicicletas elétricas de montanha mais popular. A marca acabou de apresentar duas atualizações da Turbo Levo Gen. 3: os modelos Alloy Comp e Alloy. Turbo Levo Comp Alloy O modelo Levo Comp Alloy recebe como atualização a nova Mastermind TCU, que complementa a potente bateria de 700wh que já a equipava. A MasterMind TCU, que até agora apenas estava disponível nos modelos com quadro em fibra de carbono, tem um ecrã LCD personalizável que mostra a velocidade, a carga da bateria, o modo, frequência cardíaca e outros parâmetros. Turbo Levo Alloy O modelo Levo Alloy é atualizado com uma bateria de 700wh, em vez da bateria original de 500wh. Este aumento da capacidade traduz-se numa maior autonomia, equiparando este modelo de entrada de gama em termos de alcance aos demais modelos mais avançados. Estas atualizações, juntamente como motor Specialized 2.2, que equipa ambos os modelos, com um binário de 90 Nm e até 565 watts de potência, transformam a Levo Alloy e a Levo Alloy Comp, que apesar do preço mais acessível, terão algumas características das suas "irmãs" de gamas mais altas. Podes consultar os preços, montagens, cores e disponibilidade aqui: www.specialized.pt/levo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 5 Jai Hindley foi a figura do dia da quinta etapa desta 110.ª edição da Volta a França. Bem, mas que dia de Jai Hindley (BORA-hansgrohe) hoje. O ciclista australiano de 27 anos participou na fuga do dia, venceu a etapa, e ainda ‘roubou’ a camisola amarela de Adam Yates (UAE Emirates), ao completar os 162,7 quilómetros da ligação entre Pau e Laruns, com  o registo de 03:57.07 horas, superiorizando-se a Giulio Ciccone (Lidl-Trek), e a Felix Gall (AG2R Citroën), segundo e terceiro classificados, ambos com 32 segundos de atraso. No meio de tudo isto, Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) efetuou um ataque, e que ataque, deixando Pogacar, a mais de um minuto, e subindo assim a segundo da geral, a 47 de Hindle, enquanto que Giulio Ciccone (Lidl-Trek), é terceiro, a 01.03 minutos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Zus-UR-t_vo Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01HINDLEY Jai BORA-hansgrohe03:57:0702CICCONE Giulio Lidl-Trek+ 3203GALL Felix AG2R Citroën Team+ 3204BUCHMANN Emanuel BORA-hansgrohe+ 3205VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 3406SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 01:3807MARTINEZ Daniel INEOS Grenadiers+ 01:3808POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 01:3809GAUDU David Groupama-FDJ+ 01:3810RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 01:38 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01HINDLEY Jai BORA-hansgrohe22:15:1202VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 4703CICCONE Giulio Lidl-Trek+ 01:0304BUCHMANN Emanuel BORA-hansgrohe+ 01:1105YATES Adam UAE Team Emirates+ 01:3406POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 01:4007YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 01:4008SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 01:5609RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 01:5610GAUDU David Groupama-FDJ+ 01:56 Continuação de montanha para o dia amanhã Amanhã, continua a montanha no Tour 2023 Amanhã, quinta-feira, sai para a estrada a sexta etapa desta 110.ª edição, numa tirada com um total de de 144,9 quilómetros da ligação entre Tarbes a Cauterets-Cambasque, num traçado que engloba uma contagem de montanha de primeira categoria, a coincidir com a meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 4 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) está a ter um início de sonho nesta 110.ª edição da Volta a França. Depois da vitória de ontem, o ciclista belga de 25 anos voltou hoje repetir o resultado, alcançando assim um registo digno de destaque. Philipsen completou os 181,8 quilómetros da ligação entre Dax e Nogaro, com o registo de  04:25.28 horas, superiorizando-se, uma vez mais, no sprint final a Caleb Ewan (Lotto Dstny) e a Phil Bauhaus (Bahrain Victorious), respetivos segundo e terceiro classificados. Esta quarta etapa do Tour fica marcada por um final com algumas quedas, em muito, devido ao estreitamento do traçado que alongou assim o pelotão nos quilómetros finais. UAE Emirates domina topo da geral No topo da geral continua Adam Yates, com seis segundos de vantagem para o seu companheiro de equipa na UAE Emirates, Tadej Pogacar. Isto demonstra o domínio da poderosa formação dos Emirados Árabes Unidos, que segue assim bem posicionada no topo da geral. A fechar o pódio continua o irmão gémeo Simon (Jayco AlUla), com os mesmos seis segundos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=UFFdxDgCP2s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPA TEMPO01PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck04:25:2802EWAN Caleb Lotto Dstny+ 0003BAUHAUS Phil Bahrain Victorious+ 0004COQUARD Bryan Cofidis+ 0005CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0006VAN POPPEL Danny BORA-hansgrohe+ 0007KRISTOFF Alexander Uno-X Pro Cycling Team+ 0008MEZGEC Luka Team Jayco-AlUla+ 0009VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0010PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01YATES Adam UAE Team Emirates18:18:0102POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0603YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0604LAFAY Victor Cofidis+ 1205VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1606VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1707HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 2208WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 2209SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 2210RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 22 Montanha à vista no Tour A 110.ª edição do Tour entra amanhã na montanha, o que se traduz num aumento da dificuldade para o pelotão, que até agora tem andado por terrenos planos. A quinta etapa reserva um total de 162,7 quilómetros, na ligação entre Pau e Laruns, num traçado que engloba uma contagem de montanha de categoria especial e outra de primeira, a menos de 20 quilómetros da meta. Quarta-feira será assim um dia de teste à liderança do britânico Adam Yates. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Specialized S-Works Tarmac SL7 de Jai Hindley Jai Hindley, vencedor de um Giro de Itália, colocou como principal objectivo do ano o Tour de France. Neste artigo mostramos a sua Specialized S-Works Tarmac SL7, que tivemos nas mãos para fotografar em pormenor. O australiano de 26 anos participa pela primeira vez no Tour de France. Sobre o modelo desta bicicleta, foi lançado em 28 de Julho de 2020, juntando algumas das características da então existente Specialized Venge (bicicleta de características “aero”), e da Specialized SL6, que resultou numa bicicleta da características “all-around”, a Tarmac SL7. A equipa Bora-Hansgrohe utiliza componentes Shimano para equipar todas as suas bicicletas, desde a transmissão à travagem, é grupo Shimano Dura-Ace de 12 velocidades. Jai Hindley utiliza pedais Shimano Dura Ace (varia entre ciclistas), e os pratos montados na sua Tarmac SL7 são 54-40. Pratos 54-40 - Shimano Dura-Ace Pedais Shimano Dura-Ace De realçar que com a chegada das 12 velocidades, os “andamentos” standard (no pelotão profissional) passaram a ser estes, ao invés do 53-39 da transmissão de 11 velocidades. O novo Shimano Dura Ace de 12 velocidades, com o pormenor curioso de ter uma pequena “braçadeira” de borracha a prender o fio de ligação Di2 da transmissão electrónica, que sai do quadro e liga ao desviador, talvez para evitar o perigo de cortar ou desligar nas várias deslocações que a equipa faz diariamente. Transmissão Shimano Dura-Ace 12 velocidades No auxílio ao desempenho da transmissão a equipa utiliza rolamentos cerâmicos Ceramicspeed, que diminuem a fricção e maximizam o desempenho do movimento pedaleiro. Movimento pedaleiro Ceramic Speed Além das cores e patrocínios, outro pormenor de personalização das Specialized da equipa Bora-Hansgrohe é o lema da equipa no tubo superior do quadro, " Band of Brothers, No off season ". Logotipo "Band of Brothers" da equipa Bora Hansgrohe A equipa Bora-Hansgrohe equipa todas as bicicletas com rodas Roval, da Specialized, sendo que no caso de Jai Hindley, este opta pelas Roval Rapide CLX de 622X21, com a particularidade de ter um perfil de 60mm. na roda de trás e 51mm. na frente. Rodas Roval Rapide CLX Perfil curiosamente alto para um trepador como Hindley, mesmo antes de uma etapa de média montanha, como foi o caso do dia em que fotografámos a sua bicicleta. Rodas Roval Rapide CLX O selim é um dos pontos de contacto mais importantes para se passar longas horas em cima da bicicleta, toda a equipa Bora-Hansgrohe utiliza selins Specialized (vários modelos), no caso de Jai Hindley este opta curiosamente pelo S-Works Power com Mimic. S-Works Power com Mimic Apesar de ser utilizado por homens, segundo a Specialized este modelo de selim foi desenvolvido especificamente para mulher. Outro dos pontos de contacto é o guiador, Jai Hindley opta pelo guiador Roval Rapide, bem como a maioria das equipas que utilizam esta bicicleta (alguns utilizam guiador PRO Bike Gear, como por exemplo Remco Evenepoel). Guiador Roval Rapide Esta é uma haste de guiador aerodinâmica com todos os tubos e cabos integrados no interior, que se caracteriza também por ter a possibilidade de acoplar perfeitamente o suporte de GPS. O suporte de GPs é um K-Edge, também ele personalizado para a equipa Bora-Hansgrohe. Bem como a maioria das bicicletas atualmente no pelotão World Tour, a S-Works Tarmac SL7 da Bora Hansgrohe esconde todas as tubagens de travão e ligações da transmissão, tendo um "look" perfeitamente limpo e aerodinâmico. O "Fórmula 1" de Jai Hindley é vendido nesta versão por 12.800,00€, mas tendo em conta alguns melhoramentos, como os rolamentos cerâmicos, entre mais alguns, esta bicicleta tem um valor acima dos 13.000,00€. Specialized S-Works Tarmac SL7 Podes encontrar a versão para venda ao público em www.specialized.com/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 3 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) venceu hoje a terceira etapa da 110.ª edição da Volta a França. O ciclista belga de 25 anos foi o mais forte no sprint final, superiorizando-se a Phil Bauhaus (Bahrain Victorious), e a Caleb Ewan (Lotto Dstny), respetivos segundo e terceiro classificados com as mesmas 04:43.15 horas do vencedor. Ao ser o mais o rápido a alcançar a linha da meta nos 193,5 quilómetros entre Amorebieta-Etxano e Bayonn, Philipsen soma assim a terceira vitória em etapas do Tour, um registo do qual pode e deve orgulhar-se. Adam Yates continua de amarelo Adam Yates (UAE Emirates) continua a vestir a camisola amarela, estando acompanhado no pódio por duas caras que bem conhece. Referimo-nos a Tadej Pogacar, seu companheiro de equipa na UAE e ao seu irmão gémeo Simon Yates (Jayco-AlUla), segundo e terceiro classificados, ambos com seis segundos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=o7sw890VMgQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck04:43:1502BAUHAUS Phil Bahrain Victorious+ 0003EWAN Caleb Lotto Dstny+ 0004JAKOBSEN Fabio Soudal Quick-Step+ 0005VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0006CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0007MEEUS Jordi BORA-hansgrohe+ 0008GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0009PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 0010COQUARD Bryan Cofidis+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01YATES Adam UAE Team Emirates13:52:3302POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0603YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0604LAFAY Victor Cofidis+ 1205VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1606VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1707WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 2208HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 2209RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 2210SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 22 Amanhã cumpre-se a quarta etapa Esta terça-feira, sai para a estrada a quarta etapa desta 110.ª edição do Tour, por sinal a primeira que decorrerá integralmente em solo francês, mais precisamente entre Dax e Nogaro, numa tirada com um total de 181,8 quilómetros, num traçado maioritariamente plano. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 2 Victor Lafay (Cofidis) foi o homem do dia da segunda etapa da 110.ª edição da Volta a França. O ciclista francês de 27 anos surpreendeu Wout van Aert (Jumbo-Visma) com um ataque bem-sucedido já bem perto da linha da meta, completando os 208,9 quilómetros entre Vitória e San Sebastián, com o registo de 04:46.39 horas, relegando assim uma das principais estrelas da Jumbo-Visma para o segundo lugar, com Tadej Pogacar (UAE Emirates) a fechar o pódio do dia, ambos com o mesmo tempo do líder. Adam Yates continua na liderança, mas Pogacar já está à espreita Adam Yates continua a vestir de amarelo, mas tem Tadej Pogacar, seu companheiro de equipa na UAE Emirates já à espreita, com apenas seis segundos de atraso,  diferença semelhante à do seu irmão gémeo Simon (Jayco AlUla), que é assim terceiro da geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Ro_SD7RloFA Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01LAFAY Victor Cofidis04:46:3902VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0003POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0004PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 0005BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 0006WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 0007BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 0008TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 0009HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 0010CRAS Steff TotalEnergies+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01YATES Adam UAE Team Emirates09:09:1802POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0603YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0604LAFAY Victor Cofidis+ 1205VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1606VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1707WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 2208SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 2209HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 2210LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 22 Amanhã o Tour chega a França Esta segunda feira o Tour deixa o solo espanhol e ruma a França, com a terceira etapa da prova a contemplar uma ligação entre Amorebieta-Etxano, tirada com um total de 193,5 quilómetros. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Etapa 4 - Val di Sole A quarta ronda da Taça do Mundo de XCO esta temporada decorreu em Itália, no mítico circuito de Val Di Sole. Um corrida que surgiu na semana seguinte aos campeonatos da Europa da modalidade, que coroaram a holandesa Puck Pieterse e o romeno Vlad Dascalu como campeões da Europa de Elites. Corrida Elite Feminina Estreando a camisola de Campeã da Europa , Puck Pieterse voltou a vencer com superioridade numa Taça do Mundo. Desde o início, Puck Pieterse mostrou-se forte e à semelhança das ultimas corridas a ciclista da Alpecin Deceuninck abriu uma vantagem 41 segundos logo na primeira volta, espaço que seria impossível de fechar para as suas adversárias. Martina Berta não conseguiu oferecer aos fãs uma vitória em casa, terminando ainda assim num meritório 2º lugar.  Rebecca Henderson parece estar de volta à sua melhor forma terminando em 3º lugar, enquanto que a vencedora do XCC na sexta-feira, Laura Stigger terminou no 4.º posto e Mona Mitterwallner terminou na 5.ª posição. Pódio Elite Femininas em Val di Sole A portuguesa Raquel Queirós não conseguiu estar na linha de partida. TOP 10 final da corrida POS.NOMEPAÍSEQUIPATEMPO1PIETERSE Puck NEDALPECIN-DECEUNINCK1:19:492BERTA Martina ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:20:413HENDERSON Rebecca AUSPRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS RACING TEAM1:20:494STIGGER Laura AUTSPECIALIZED FACTORY RACING1:20:555MITTERWALLNER Mona AUTCANNONDALE FACTORY RACING1:21:426NEFF Jolanda SUITREK FACTORY RACING XC1:21:507RISSVEDS Jenny SWETEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL1:22:198FERRAND PREVOT Pauline FRAINEOS GRENADIERS1:22:379RICHARDS Evie GBRTREK FACTORY RACING XC1:22:4010TERPSTRA Anne NEDGHOST FACTORY RACING1:22:43 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=mEQVUdpgl-U Corrida Elite Masculina Após vitória histórica em Lenzerheide, seguida do seu pior resultado na Taça do Mundo em Leogang, Nino Schurter voltou a provar que é um dos maiores de todos os tempos, ao conquistar sua 35.ª vitória em Taças do Mundo. Nino Schurter mostrou que estava de volta à forma de costume, já que esteve na frente desde o início, juntamente com Alan Hatherly. Juntos construíram uma vantagem de 30 segundos para os restantes, mas à sexta volta Nino atacou e foi embora sozinho, enquanto Hatherly acabaria por ser alcançado, terminando ainda assim no 4.º posto. Mathias Flückiger foi quem fez a perseguição a Schurter, terminando no entanto em segundo lugar, a 26 segundos do seu compatriota.  O recém-coroado campeão europeu Vlad Dascalu fez uma corrida de trás para a frente, ganhando posições em toda a corrida alcançando o 3.º posto, conseguindo assim o melhor resultado da temporada em Taças do Mundo. TOP 10 final da corrida POS.NOMEPAÍSEQUIPATEMPO1SCHURTER Nino SUISCOTT-SRAM MTB RACING TEAM1:20:222FLÜCKIGER Mathias SUITHÖMUS MAXON1:20:483DASCALU Vlad ROUTREK FACTORY RACING XC1:21:004DUBAU Joshua FRAROCKRIDER RACING TEAM1:21:005HATHERLY Alan RSACANNONDALE FACTORY RACING1:21:146MAROTTE Maxime FRAROCKRIDER RACING TEAM1:21:227VALERO SERRANO David ESPBH COLOMA TEAM1:21:378SARROU Jordan FRATEAM BMC1:21:499FORSTER Lars SUITHÖMUS MAXON1:22:0010BLUMS Martins LATKMC MTB RACING TEAM1:22:02 Participaram na corrida dois portugueses, Roberto Ferreira terminou no 77.º posto, enquanto Ricardo Marinheiro não conseguiu estar na linha de partida em virtude de uma queda sofrida antes. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=eeDH_DDKcmo Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Irmãos Yates agitam etapa inaugural Os irmãos Yates agitaram hoje a etapa inaugural da 110.ª edição do Tour de France, sendo Adam UAE Emirates) o mais rápido a completar os 182 quilómetros percorridos em Bilbau, com o registo de 04:22.49 horas, sendo o mais forte de uma disputa de irmãos, ao superiorizar-se ao gémeo Simon (Jayco AlUla), segundo classificado do dia, com quatro segundos de atraso. A fechar o pódio desta primeira etapa, ficou um dos grandes favoritos à vitória final, Tadej Pogacar (UAE Emirates), que cruzou a linha da meta a 12 segundos do seu companheiro de equipa Adam Yates. Enric Mas abandona devido a queda O espanhol Enric Mas foi o azarado do dia ao ser obrigado a abandonar em virtude de uma queda sofrida. Um duro revés não só para o ciclista, como para a formação da Movistar que vê assim o seu líder ficar de fora logo no primeiro dia de prova. Os exames efetuados detetaram uma fratura da escápula direita que o impossibilitam de continua em prova. Perde Enric Mas, perde a Movistar e também a 110.ª edição do Tour fica a perder com este contratempo logo na primeira etapa. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=9aexj2462yw Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01Grã-BretanhaYATES Adam UAE Team Emirates04:22:3902Grã-BretanhaYATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0803EslovéniaPOGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1804FrançaPINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 2205CanadáWOODS Michael Israel-Premier Tech+ 2206FrançaLAFAY Victor Cofidis+ 2207AustráliaHINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 2208DinamarcaSKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 2209DinamarcaVINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 2210FrançaGAUDU David Groupama-FDJ+ 22 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O improvável Giro de Maria Martins e Beatriz Pereira Portugal regressa ao Giro femenino onde não tinha representação desde 2017. Entrevista TopCycling a Tata Martins e Beatriz Pereira no arranque da prova italiana. Não estava nos planos para nenhuma, mas o ciclismo é mesmo assim. A 34ª edição do Giro feminino conta com Maria Martins e Beatriz Pereira que pela primeira vez vão testar-se ao longo de dez dias de competição e logo na mais tradicional corrida por etapas do calendário feminino. Tata Martins está na primeira temporada no WorldTour e desde fevereiro tem competido sem pausa. Primeiro na pista com a seleção nacional, depois com a Fenix-Deceuninck. Baixas de última hora abriram à ribatejana as portas do Giro. “Não é uma grande volta com muitas etapas que me podem favorecer. Tenho que abordar a coisa de uma forma mais tranquila, vai ser muito exigente com muita subida. Estou focada na 3ª etapa que é a única plana, o resto é tudo mais punch e a subir. Vamos dia a dia.” Giro como preparação do Mundial É um período importante da época para Tata Martins. Em agosto há Mundial de pista e muitos pontos em jogo para poder estar nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Idealmente a preparação para um Mundial seria em estágio com treinos específicos vocacionados para o omnium – disciplina olímpica onde Tata foi 7ª em Tóquio 2020. Ao invés, a atleta faz o Giro após ter estagiado com a Fenix-Deceuninck, em La Plagne. “É importante aproveitar o Giro como preparação para o Mundial. Estive em altitude e as sensações não foram as melhores. Sentia-me cansada, mas a altitude pode ter influência nisso. Fizemos algum trabalho de subida, mas tudo individualizado para cada atleta; eu colocava o meu passo, cada uma fazia o seu trabalho e reuníamos o grupo no topo da subida. Foram horas de trabalho, tudo muito consistente e nada que me levasse a um elevado grau de fadiga. Foi muito bom estar com a equipa e entrar neste contexto novo para mim.” https://www.youtube.com/watch?v=MNkmfdo7R7w O TopCycling foi ao estágio de estreia de Tata Martins na Fenix em janeiro. Sprintar contra craques como Marianne Vos Após uns dias de descanso surge o Giro de Itália no caminho de Tata Martins, que espera ter oportunidade de sprintar contra craques como Marianne Vos (Jumbo-Visma), vencedora de 32 etapas na prova, e Marta Bastianelli (UAE Team ADQ), que se retira no final da corrida. A Fenix-Deceuninck leva Tata Martins para sprintar, uma série de jovens trepadoras e atletas mais conhecidas do ciclocrosse. Com a maioria a ribatejana nunca correu por isso a preparação do sprint não será ideal, mas como boa portuguesa Tata é perita na arte do “desenrascanço”. Procurem o kit "verde comodoro" no pelotão já que mantendo a tradição a Fenix-Deceuninck vestirá este maillot que desde o ano passado também os homens vestem no Giro de Itália. A cereja no topo do gelado Também no Giro de Itália está Beatriz Pereira. Apanhamos a atleta da Bizkaia Durango enquanto passeava com as colegas nas termas de Chianciano, na Toscana, local de partida da corrida do Giro de Itália. O gelado pré-Giro foi o último momento de prazer antes de dez dias de sofrimento. A famalicense tinha tudo preparado para fazer um mês de maio forte, mas acabou por não competir e contra os prognósticos caiu de paraquedas na maior prova por etapas do calendário feminino. “Tenho noção das minhas limitações e capacidades para correr nove dias. É a minha segunda prova WorldTour e a primeira por etapas – a primeira foi a Ronde van Drenthe que não acabei. A primeira prova por etapas ser logo uma grande volta vai ser desafiante. Espero aprender muito, ter experiências novas e conhecer-me melhor como ciclista.” Créditos: Bizkaia Durango. "Passou-me tudo pela cabeça" Aos 19 anos é campeã nacional de sub-23 e vice-campeã nacional de elites – em Mogadouro só Cristiana Valente foi mais forte. Beatriz Pereira nasceu em 2003 e no Giro vai correr contra 98 atletas nascidas em 1999 ou antes, isto é, ciclistas com mais de 24-25 anos. A tricampeã Van Vleuten tem 40, mas também há três miúdas de 18 anos. Um sinal de que falta um calendário específico para as sub-23, aliás, a Volta a França do Futuro prepara-se para a 1ª edição do Avenir corroborando esta teoria. “O primeiro ano de sub-23 foi difícil. Fiquei várias vezes doente, tentei levar a universidade e o ciclismo num nível demasiado alto e o corpo não respondeu bem. Dormia poucas horas, tinha muito stress e o sistema imunitário sofreu: tive quatro amidalites e uma gastroenterite. Este ano, na tentativa de que corresse melhor, abrandei com a universidade e ver se valia a pena por toda a minha vida em espera para tentar esta carreira do ciclismo e o princípio de 2023 foi difícil.” Beatriz Pereira demonstrou uma fortaleza mental em linha com o desporto que escolheu. Rodeou-se das pessoas certas, encontrou apoio na família e no namorado. Remontou para superar a desilusão de não ter corrido em maio quando o calendário espanhol ofereceu Vuelta, País Basco, Burgos e várias clássicas. “Passou-me tudo pela cabeça, mas sou focada, disciplinada e tentei cumprir os treinos como podia e me apetecia. Desfrutar da bicicleta com boas pessoas como o Tiago Machado que me conhecesse desde infantis.” Créditos: Nuno Vieira. A amizade com Tiago Machado Por vezes falamos do impacto que os atletas de referência têm nos mais jovens. Tiago Machado foi craque do WorldTour, mas como orgulhoso minhoto sempre ajudou os conterrâneos. Numa gala do campeonato regional do Minho conheceu uma infantil que tinha sido 5ª numa prova onde não havia categoria feminina. Não houve prémio para Beatriz Pereira, mas ficou a amizade com Tiago Machado, diretor da Academia da Efapel. “Treinou algumas vezes comigo este ano em ritmo de corrida. As conversas com ele também ajudam. Senti falta este ano de pessoas que acreditem no meu valor e o Tiago dizer que acredita em mim tendo ele já conquistado tantas coisas… foi importante.” Beatriz Pereira está em formação, mas correndo em Espanha e numa equipa histórica como a Bizkaia Durango foi obrigada a crescer rápido. À Volta à Andaluzia, no início de junho, foi após dois meses sem competir perante um pelotão bem rodado de corridas WorldTour. Um teste onde mostrou à equipa que tem fibra de ciclista de elite. Para o Giro também só foi chamada no domingo dos Nacionais. Beatriz Pereira tem mais uma oportunidade de mostrar serviço e na linha dos conterrâneos Tiago Machado e André Carvalho dar seguimento à típica combatividade que se tornou imagem de marca dos atletas de Vila Nova de Famalicão. ### Tour de France 2023 - Guia TopCycling.pt Entre 1-23 de julho realiza-se a 110.ª edição do Tour de France, a prova rainha do ciclismo mundial e um dos eventos desportivos mais mediáticos do planeta. Também gosto de ver o Giro de Itália e as clássicas, mas o Tour é o Tour. UAE-Team Emirates vs. Jumbo-Visma Se à partida para o Tour do ano passado Tadej Pogacar (UAE-Team Emirates) era o favorito – porque vinha de duas vitórias consecutivas – este ano não deixa de o ser por vir de lesão, mas existe um Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) que é o atual campeão da prova francesa após conseguir bater o prodígio esloveno no ano passado, além de que terá uma vez mais uma super equipa em seu redor. A.S.O. Pauline Ballet No que levamos de temporada ambos já deixaram "o aperitivo". O dinamarquês da Jumbo-Visma apresenta-se após triunfos esta temporada na Volta à Galiza, Volta ao País Basco, Critérium du Dauphiné e ainda pódio na Paris-Nice. Tour de France 2022 - VINGEGAARD Jonas (JUMBO - VISMA) - Créditos A.S.O. Já o esloveno da UAE chega após triunfos da Volta à Andaluzia, Paris-Nice, Volta à Flandres, Amstel Gold Race e Flèche Wallone. Veremos como se apresenta depois da queda que sofreu em abril, da qual resultou a fratura dos ossos de uma mão. Tour de France 2022 - Tadej Pogacar (UAE - Team Emirates) - Créditos A.S.O. Roglic "out" Com cinco presenças no Tour de France no currículo, Primoz Roglic não estará na linha de partida da única grande volta que ainda não conseguiu vencer (e aquela em que mais vezes participou). Primoz Roglic não estará no Tour 2023, mas já venceu Giro 2023 Não obstante a equipa da Jumbo-Visma ser fortíssima, na minha opinião a falta de Primoz Roglic é algo assinalável porque muda e muito tanto a tática da Jumbo-Visma como da UAE Emirates. Pogacar irá focar-se somente em Vingegaard, algo que não poderia acontecer se estivesse Roglic, aliás, as movimentações de Roglic no Tour 2022 e consequentes repostas por parte de Pogacar poderão ter determinado o rumo da corrida nas etapas seguintes. À espreita do pódio na geral Vingegaard e Pogacar são os favoritos máximos à vitória, mas nisto das grande voltas já se sabe que o perigo está à espreita em qualquer momento, uma queda, um corte no pelotão, ou um dia mau em termos de performance pode deitar tudo a perder (Roglic que o diga). À espreita de uma falha por parte dos favoritos ou do lugar do pódio que resta, caso se confirme o primeiro e segundo para Pogacar e Vingegaard, estão ciclistas como Jay Hindley, que após vencer o Giro 2022 colocou o Tour de France como o seu grande objetivo da temporada. Jai Hindley (Bora - Hansgrohe) - Créditos: topcycling.pt A Ineos terá que se ter em conta pela experiência em grandes voltas, pelo que apesar da sua juventude, Carlos Rodríguez também é um nome a ter conta. Ciclistas como Mattias Skjelmose (Lidl-Trek), Louis Meintjes (Intermarché-Circus-Wanty), Simon Yates (Jayco-Alula), Romain Bardet (DSM), Enric Mas (Movistar) ou Ben O'Connor (Ag2r-Citroen) são de ter em conta para esta luta. Volta à Suíça 2023 - Mattias Skjelmose (Lidl-Trek) - Créditos: Vincent Kalut/PN/SprintCyclingAgency Os portugueses Entre o pelotão do Tour estarão três portugueses: Nelson Oliveira (Movistar), Ruben Guerreiro (Movistar) e Rui Costa (Intermarché – Circus – Wanty). Sobre o seu momento de forma e o que já fizeram esta temporada, podes ver este artigo que publicámos esta semana. Rui Costa vai para a sua décima primeira participação no Tour de FranceCréditos: Intermarché-Circus-Wanty Outra corrida, dentro da corrida Jonas Vingegaard foi o grande vencedor na última edição do Tour de France, mas houve um ciclista que se destacou, além dos que lutavam pela classificação geral, Wout van Aert. Tour de France 2022 - Wout van Aert (Jumbo - Visma) - Créditos A.S.O. É de nacionalidade belga, mas numa corrida como o Tour de France pode ser visto como um "canivete suíço" porque faz de tudo um pouco (e bem): ajuda nas etapas planas, vence ao sprint, é candidato a vencer o contrarrelógio e ainda ajuda na alta montanha. Na última edição do Tour venceu a classificação por pontos e mais três etapas (entre elas o contrarrelógio). Este ano existe um ponto de interesse extra pois o rival de sempre de Wout van Aert, Mathieu van der Poel, vai estar presente no Tour com ambições. Embora tenha admitido que a camisola verde será objetivo para o colega de equipa Jasper Philipsen, também admitiu que este é o Tour de France ao qual chega melhor preparado. Vai certamente querer vencer etapas e se possível andar de amarelo como já fez em 2021. Mathieu van der Poel (Alpecin - Deceuninck) - Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Para "apimentar" as eternas batalhas entre Mathieu van der Poel e Wout Van Aert estão presentes alguns convidados de luxo que podem baralhar as contas destes dois. O pequeno (em estatura) Tom Pidcock (Ineos - Grenadiers), que já deixou o seu cartão de visita o ano passado ao vencer uma etapa de forma brilhante, no mítico Alpe d'Huez, e o fenómeno africano Biniam Girmay (Intermarché - Circus - Wanty), que já venceu etapa no Giro de Itália em 2022 e este ano também já tem vitórias (por exemplo na Volta à Suíça). Biniam Girmay com o novo kit da equipa para o Tour.Créditos: Intermarché - Circus - Wanty. Se as razões ainda não eram suficientes para os fãs de ciclismo estarem colados ao ecrã em todas as etapas, além dos nomes referidos anteriormente não se pode descartar o "Míssil da Ilha de Man". Mark Cavendish vai ao Tour com uma missão: vencer uma etapa e ficar na história do Tour de France como o ciclista com mais vitórias em etapas superando as 34 de Eddy Merckx. Mark Cavendish vence etapa vestido de verde - Créditos: A.S.O. Charly Lopez A opinião de Paulo Martins - Comentador Eurosport "O Tour deste ano têm um percurso muito equilibrado de princípio ao fim, com oportunidades para todas as especialidades mas numa edição em que os trepadores são os maiores beneficiados, com um único contrarrelógio e bem duro, com 22,4 kms na etapa 16. Os máximos favoritos, Vingegaard e Pogačar, os vencedores das últimas edições. A suposta luta pelo terceiro está aberta a cerca de 15 ciclistas, dando para perceber o grande equilíbrio deste pelotão de trepadores. Pontos que podem decidir a vitória final, as etapas 14, 15, 16 (Crono) e 17.ª etapa, são etapas de montanha com mais de 4000 mts. de acumulado, inclusive a 17.ª etapa, que considero a etapa Rainha, tem 5400 mts. de acumulado e chega aos 2300 mts de altitude. Previsões de sonho para um filme de sucesso de bilheteira em Hollywood, seria Egan Bernal vencer o Tour depois de quase ter perdido a vida após um acidente em treino. Peter Sagan vencer pela 8.ª vez a camisola dos Pontos na sua despedida do Tour. Thibaut Pinot vencer a camisola da Montanha pela mesma razão de Sagan; ou Mark Cavendish vencer 1 etapa e bater o record das 34 etapas. Para terminar em beleza, seria ver Rui Costa, Ruben Guerreiro e Nelson Oliveira, vencerem uma etapa." A opinião de Gonçalo Moreira - Comentador Eurosport Qualquer cenário que não seja a vitória de Vingegaard ou Pogacar no Tour será uma surpresa. Pode acontecer, mas é altamente improvável. Entre os outsiders podia dizer 10 nomes, mas fico com Carlos Rodriguez. Para mim será o melhor de uma Ineos que ganhou sete vezes o Tour entre 2012-2019 e que no Tour está decapitada. Caso os astros se alinhem, Carlitos é a minha aposta para revelação desta edição. O Tour é um espetáculo e o País Basco apenas o primeiro palco de um show itinerante. A abertura será dura e espero ver Van der Poel, Alaphilippe, Pinot ou Bilbao a desferirem ataques que os levem à primeira amarela. O Tour também é História e quantos podem dizer que a escreveram? Cavendish está a uma etapa da imortalidade naquela que seria a grande história deste Tour. A intra-história pode ser o regresso de Portugal às vitórias. Costa, Guerreiro e Oliveira fizeram boas épocas, estão em plena maturidade e gozam de experiência na corrida. Dez anos depois de Le Grand Bornand oxalá haja festa e com direito a dia histórico já que igualaria o mágico ano de 1989. Nessa época Acácio da Silva venceu etapas no Giro e no Tour e desde então nunca mais Portugal celebrou vitórias na mesma época em distintas grandes Voltas. Almeida lançou o desafio ao conquistar o Monte Bondone, veremos quem agarra no testemunho. Percurso com ação desde o primeiro dia O Tour 2023 arranca em Espanha, mais precisamente em Bilbau, no País Basco, com uma etapa de 182 quilómetros, seguindo-se outras duas na região na qual os ciclistas vão encontrar algumas colinas antes de cruzarem a fronteira para França. Não será um início enfadonho, certamente. Já nas estradas francesas, o pelotão terá grandes desafios, com a competição a passar este ano pelas cinco cadeias montanhosas do país: Pirenéus, Maciço Central, Jura, Alpes e Vosges. Etapas no País Basco irão garantir espetáculo desde o primeiro dia. O ponto mais alto da corrida situa-se na Col de la Loze, a 2304m, e acontece na 17.ª etapa, a 19 de julho. Destaca-se ainda o regresso ao Tour do vulcão Puy de Dôme, 35 anos depois, com o pelotão a rolar por estradas que estiveram cortadas ao público. Este ano haverá apenas um contrarrelógio, na 16.ª etapa e decorre em altitude, nos Alpes, numa distância de 22,4 quilómetros. A corrida termina a 23 de julho, como é habitual, em Paris, na Avenida dos Campos Elísios.  As etapas ( Etapa - data - perfil) Etapa 1 - 1 de julho - Ondulado Etapa 2 - 2 de julho - Ondulado Etapa 3 - 3 de julho - Plano Etapa 4 - 4 de julho - Plano Etapa 5 - 5 de julho - Montanha Etapa 6 - 6 de julho - Montanha Etapa 7 - 7 de julho - Plano Etapa 8 - 8 de julho - Ondulado Etapa 9 - 9 de julho - Montanha Descanso - 10 de julho Etapa 10 - 11 de julho - Plano Etapa 11 - 12 de julho - Plano Etapa 12 - 13 de julho - Plano Etapa 13 - 14 de julho - Montanha Etapa 14 - 15 de julho - Montanha Etapa 15 - 16 de julho - Montanha Descanso: 17 de julho Etapa 16 - 18 de julho - Plano (Contrarrelógio individual) Etapa 17 - 19 de julho - Montanha Etapa 18 - 20 de julho - Ondulado Etapa 19 - 21 de julho - Plano Etapa 20 - 22 de julho - Montanha Etapa 21 - 23 de julho - Plano Start List AG2R CITROËN TEAM Aurélien Paret-Peintre Felix Gall Nans Peters Clément Berthet Oliver Naesen Ben O'Connor  Benoît Cosnefroy Stan Dewulf  ALPECIN DECEUNINCK Quinten Hermans Jonas Rickaert Mathieu van der Poel  Jasper Philipsen  Michael Gogl Søren Kragh Andersen  Silvan Dillier  Ramon Sinkeldam  ASTANA QAZAQSTAN  Luis León Sànchez Yevgeniy Fedorov Mark Cavendish  Cees Bol David de la Cruz  Harold Tejada Gianni Moscon  Alexey Lutsenko  BAHRAIN-VICTORIOUS Nikias Arndt  Phil Bauhaus Matej Mohorič Pello Bilbao  Fred Wright  Mikel Landa Wout Poels  Jack Haig  BORA-HANSGROHE Emanuel Buchmann Marco Haller  Jai Hindley  Bob Jungles Jordi Meeus  Nils Politt  Danny van Poppel  Patrick Konrad COFIDIS Alexis Renard  Simon Geschke Alex Zingle  Anthony Perez Victor Lafay  Bryan Coquard Ion Izagirre  Guillaume Martin  EF EDUCATION-EASYPOST Alberto Bettiol  Rigoberto Urán Neilson Powless James Shaw Magnus Cort Richard Carapaz  Andrey Amador  Esteban Chaves  GROUPAMA-FDJ Thibaut Pinot  Lars van den Berg  Olivier le Gac  Quentin Pacher  Stefan Küng  Kevin Geniets  David Gaudu Valentin Madouas  INEOS GRENADIERS Carlos Rodríguez  Michał Kwiatkowski  Egan Bernal  Daniel Felipe Martínez Thomas Pidcock Jonathan Castroviejo  Ben Turner  Omar Fraile  INTERMARCHÉ-CIRCUS-WANTY Rui Costa  Georg Zimmermann  Dion Smith  Mike Teunissen Adrien Petit Louis Meintjes Biniam Girmay  Lilian Calmejane  JAYCO ALULA Simon Yates Dylan Groenewegen Luka Mezgec Elmar Reinders Lawson Craddock Luke Durbridge  Chris Harper Christopher Juul-Jensen  JUMBO-VISMA Wilco Kelderman Dylan van Baarle Wout van Aert Tiesj Benoot  Christophe Laporte  Nathan Van Hooydonck  Sepp Kuss  Jonas Vingegaard  MOVISTAR Matteo Jorgenson  Enric Mas Ruben Guerreiro Nelson Oliveira  Antonio Pedrero Gregor Mühlberger  Alex Aranburu  Gorka Izagirre  SOUDAL-QUICK-STEP Rémi Cavagna  Yves Lampert Kasper Asgreen Dries Devenyns Julian Alaphilippe  Tim Declercq Michael Mørkøv Fabio Jakobsen TEAM ARKÉA-SAMSIC Clément Champoussin Warren Barguil  Laurent Pichon Simon Guglielmi Jenthe Biermans Luca Mozzato Anthony Delaplace Matis Louvel   TEAM DSM Nils Eekhoff  John Degenkolb Kevin Vermaerke  Alex Edmondson Sam Welsford Matthew Dinham  Chris Hamilton Romain Bardet LIDL - TREK Tony Gallopin Giulio Ciccone  Mads Pedersen  Jasper Stuyven Juan Pedro López  Mattias Skjelmose  Alex Kirsch  Quinn Simmons  UAE - TEAM EMIRATES Adam Yates Felix Großschartner Mikkel Bjerg Tadej Pogačar  Marc Soler  Vegard Stake Laengen Rafal Majka  Matteo Trentin LOTTO DSTNY Victor Campenaerts  Jasper de Buyst  Pascal Eenkhoorn  Frederik Frison Jacopo Guarnieri Florian Vermeersch  Caleb Ewan Maxim Van Gils TOTALENERGIES  Daniel Oss Mathieu Burgaudeau  Pierre Latour  Edvald Boasson Hagen Anthony Turgis Steff Cras  Peter Sagan  Valentin Ferron  ISRAEL-PREMIER TECH Michael Woods Guillaume Boivin Hugo Houle  Krists Neilands Corbin Strong Nick Schultz Simon Clarke Dylan Teuns UNO-X PRO CYCLING TEAM  Torstein Træen Søren Wærenskjold  Anthon Charmig  Jonas Gregaard Jonas Abrahamsen  Rasmus Tiller  Tobias Halland Johannessen Alexander Kristoff Acesso às transmissões rádio das equipas Há equipas que deram acesso às suas transmissões de rádio, para que estas possam ser partilhadas durante a transmissão de televisão das etapas. As equipas que deram essa permissão foram: Movistar, Groupama, Cofidis, Jayco e Alpecin. Transmissão TV O Eurosport garante uma cobertura sem rival, emitindo todos os dias a totalidade das etapas, do quilómetro zero até à meta. São mais de 100 horas de emissão, em direto. Resumos diários em Topcycling.pt Em www.topcycling.pt publicaremos resumos diários das etapas ao final do dia, com as classificações e vídeo resumo do dia. Passa diariamente no site e não fiques só pelas redes sociais, é uma forma de ajudar no nosso trabalho. Obrigado a todos os que acompanham o projecto, Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro feminino – percurso, história e onde ver Quais os dias chave do Giro feminino? Quem pode bater Van Vleuten? Há portuguesas? Um breve guia sobre a prova italiana. Desde que Daniela Reis concluiu o Giro de Itália feminino em 2017 pela equipa belga Lares-Waowdeals nenhuma portuguesa voltou à maior prova por etapas do calendário feminino. Foi um ano marcante para as mulheres ciclistas que pela primeira vez tiveram um WorldTour e Anna van der Breggen assinalou a ocasião vencendo o segundo de quatro títulos no Giro – a recordista ainda é Fabiana Luperini com cinco! Daniela Reis foi 56ª e a primeira portuguesa a participar no Giro de Itália – segundo os dados de que dispomos. As portas ficaram abertas para jovens como Maria Martins (Fenix-Deceuninck) e Beatriz Pereira (Bizkaia Durango), que se preparam para a 34ª edição da prova. Querem saber como chegam as portuguesas ao Giro? O TopCycling falou com Tata Martins e Beatriz Pereira e em breve publicamos as entrevistas. Results powered by FirstCycling.com Giro em contraciclo Há nove etapas e 928km para percorrer cinco regiões de Itália na 34ª edição. Annemiek van Vleuten (Movistar) é a campeã em título e deverá contar com a oposição de Elisa Longo Borghini (Trek-Lidl), Niamh Fisher-Black (SD Works), Silvia Persico (UAE Team ADQ), Mavi Garcia (Liv), Juliette Labous (DSM-Firmenich) e Marta Cavalli (FDJ-Suez). O percurso mostra um Giro em contraciclo face à tendência de endurecimento das corridas das mulheres: etapas com 115km de média, nenhum final em alta montanha ou um contrarrelógio extenso; por contraponto o Tour de France oferece jornadas mais longas, traz Aspin-Tourmalet na etapa rainha e finaliza com um crono de 22km. O Giro abre com prólogo de 4,4km nas termas de Chianciano, na Toscana, a 30 de junho. Termina em Olbia, na Sardenha, a 9 de julho. Após a 7ª etapa há um dia de descanso para fazerem o transfer para a Sardenha. As sprinters devem poder medir forças em Modena (3ª etapa) e o percurso convida a ataques já que quatro das últimas cinco etapas acabam em rampas. Ideais para mexer na corrida são as chegadas a Ceres (5ª etapa), Chiesa di Sant'Antonio (6ª etapa) e no dia seguinte em Alassio. Longo Borghini e Realini lideram o bloco da Trek-Lidl.Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Giro de Itália no GCN+ e no Eurosport Player Sendo a prova por etapas mais tradicional do calendário feminino, nem sempre houve sinal em direto ao longo dos últimos anos. Apesar de algumas dúvidas – pelo facto de o organizador estar no último ano de contrato com a Federação italiana e da RCS pegar na prova em 2024 – as transmissões foram asseguradas sobre a buzina! O Giro de Itália dá em direto no GCN+ e no Eurosport Player todos os dias e haverá um resumo alargado no Eurosport 1 após o final de cada etapa do Tour de France. Os comentários em português estão disponíveis também nas plataformas digitais e ficam a cargo de Gonçalo Moreira e Isabel Fernandes. Etapas do Giro feminino 1ª etapa Chianciano 4,4km 2ª etapa Bagno a Ripoli - Marradi 102,1km 3ª etapa Formigine - Modena 118,2km 4ª etapa Fidenza - Borgo Val di Taro 134km 5ª etapa Salassa - Ceres 103,3km 6ª etapa Canelli - Canelli 104,4km 7ª etapa Albenga - Alassio 109,1km 8ª etapa Nuoro - Sassari 125,7km 9ª etapa Sassari - Olbia 126,8km ### Trek com novos esquemas de pintura Project One ICON para o Tour de France A Trek acaba de apresentar os novos esquemas de pintura Project One ICON para as suas equipas profissionais de ciclismo de estrada feminino e masculino. Lançados a poucos dias do início do Tour de France de 2023, cada um destes novos oito esquemas de pintura únicos vai ser utilizado por um ciclista diferente da equipa Lidl-Trek na maior competição de ciclismo por etapas. Não só para os profissionais Através do Project One ICON, qualquer ciclista amador pode ter acesso e escolher o mesmo esquema de pintura, tal como os ciclistas profissionais utilizam durante as provas mais competitivas do mundo. Estas novas cores estão agora disponíveis para o consumidor e podem ser escolhidas nas bicicletas de estrada mais leves e aerodinâmicas da Trek, a Émonda SLR e a Madone SLR. Segundo a marca, cada um dos esquemas de pintura é aplicado manualmente, utilizando técnicas e processos de pintura individualizados e criando designs e padrões orgânicos únicos que não podem ser replicados. Não existem dois quadros Project One ICON iguais. Os novos esquemas de pintura Chroma Ultra-Iridescent (edição limitada)  A Trek informou que o Chroma Ultra-Iridescent surge após anos de tentativa em combinar o poder artístico dos mestres pintores mais requisitados do Project One. É preciso um alto nível de perícia e de sabedoria para criar uma pintura tão brilhante. Chroma Diamond Flake (edição limitada) De acordo com a marca, milhões e milhões de flocos cromados microscópicos criam um esquema de pintura deslumbrante. Não há dois diamantes iguais e com esta cor limitada, os ciclistas vão ficar com uma bicicleta de sonho que brilha de forma diferente consoante a luminosidade.  Real Smoke (Cerulean Mist, Red Smolder, and White Ash)  O Real Smoke é um esquema pintura pintado à mão que utiliza o fogo como principal referência. Cada quadro apanha fumo real nas camadas base da pintura para um design que nunca arrefece. Crystalline (Blue Prismatic and Viper Frost) Estes esquemas de pintura únicos são criados organicamente com a fusão conjunta de cristais minúsculos num design reticular que brilha com qualquer luz. Tal como o fenómeno natural que replicam, as bicicletas Crystalline são como flocos de neve, cada uma com a sua singularidade. Team Tie Dye Este esquema de pintura com as cores da equipa profissional enaltece as seis opções Tie Dye adicionais atualmente já disponíveis no Project One e que foram lançadas no início deste ano. As bicicletas e esquemas de cores estão disponíveis na rede de distribuidores autorizados Trek. Podes ver todos os modelos e esquemas de cores e disponibilidade aqui no site da marca em Portugal: https://www.trekbikes.com/pt/pt_PT/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Lidl-Trek apresentou os novos equipamentos A Lidl-Trek revelou as suas novas cores, um novo kit no qual se destacam o vermelho, amarelo e azul e um enorme logo dos supermercados Lidl, dando início a um novo da equipa WorldTour registrada nos EUA. Tal como havíamos noticiado, a rede de supermercados substituiu a marca de café Segafredo, tornando-se o principal patrocinador titular das equipes masculina e feminina, com investimentos significativos, por pelo menos cinco anos. A equipa divulgou assim nas suas redes sociais https://twitter.com/TrekSegafredo/status/1674070491483578370 A equipa Lidl-Trek mostrou as novas cores num supermercado Lidl fechado aos clientes, para a apresentação. Mads Pedersen, Quinn Simmons, Mattias Skjelmose, Giulio Ciccone, Jasper Stuyven, Alex Kirsch, Juan Pedro Lopez e Tony Gallopin e a ciclista Ellen Van Dijk estiveram presentes para mostrar as novas cores da equipa. A equipa feminina será a primeira a correr com as novas cores no Giro Donne na sexta-feira. Os homens vão correr no sábado, na etapa de abertura do Tour de France. Embora não se saibam os números, sabe-se que o orçamento da equipa crescerá significativamente, coclocando-a mais próxima de equipas como a Ineos- Grenadiers, UAE Team Emirates, ou Jumbo-Visma. As contratações para 2024, irão confirmar, ou não, se assim é. Novo equipamento Lidl-Trek Para já, na minha opinião o equipamento não está fantástico, mas também não está mau. Qual a vossa opinião? Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France e País Basco unidos pelo ciclismo Análise às etapas bascas do Tour de France e viagem pela história de uma região que venera o ciclismo. Conheçam o Coxo, a Águia e o Leão. San Sebastián em 1992 e Bilbau em 2023. Pela segunda vez na história o Tour de France começa no País Basco e fá-lo no 125º aniversário do Athletic Club de Bilbao, pelo que a honra da Grande Partida é conferida ao estádio de San Mamés, a Catedral do futebol espanhol. Não é inédita a associação do futebol ao ciclismo no País Basco. A Real Sociedad começou a competir como Club Ciclista de San Sebastián e o Athletic teve secção de ciclismo entre 1924-1929. As grandes cidades bascas também tiveram velódromos. O de Bilbau foi construído em 1896 e chegou a ser a maior infraestrutura desportiva do seu tempo com capacidade para 5000 espetadores. Em San Sebastián, a pista de Anoeta foi construída para o Mundial de 1965 – o primeiro em território espanhol. Antes já Oñate (Guipúzcoa) tinha organizado o Mundial de ciclocrosse em 1953. No vídeo abaixo podem ver fotos e vídeos da época de ouro do ciclismo de pista basco no Anoeta. https://www.youtube.com/watch?v=Zn8uNBHe4BI O velódromo Anoeta através dos tempos. Aberto em 1965, foi coberto por ocasião do Mundial de 1973. Pedalar de Bilbau até Paris O primeiro espanhol a correr o Tour de France foi Vicente Blanco, em 1910. Natural de Deusto, zona situada no extremo noroeste de Bilbau, era conhecido como “O Coxo” por motivos óbvios, o que não o impediu de pedalar de Bilbau até Paris para alinhar na prova. Outra figura marcante do ciclismo basco foi Federico Ezquerra, que se retirou com 87 vitórias em 19 temporadas. Fez o Tour de France em quatro ocasiões e ao bom estilo basco foi na montanha que ganhou a fama. Em 1934 coroou primeiro o Galibier com recorde da subida e Henri Desgrange chamou-lhe “A Águia do Galibier”. https://www.youtube.com/watch?v=XTwWjiIwQFg O Coxo, a Águia e o Leão De todos os corredores nascidos no País Basco o mais incrível foi Txomin Perurena, que faleceu no início de junho. É possível seja homenageado já que viveu as últimas décadas em San Sebastián e porque se trata de um ícone que acabou a carreira com 158 vitórias. Para contextualizar, Alejandro Valverde retirou-se com 133 triunfos. O “Leão de Astigarraga” foi sprinter, puncheur e subia tão bem que foi rei da montanha no Tour de 1974. Num país atualmente obcecado com os trepadores, Txomin Perurena é referência de nicho, embora tenha sido o ciclista mais popular da década de 1970. O Coxo, a Águia e o Leão foram ícones do seu tempo. No programa "Conexión Vintage", da TVE, encontram imagens espetaculares dos anos 70 com Txomin Perurena em primeiro plano, mas também recordando as batalhas Fagor vs. Kas na Vuelta e a chegada de Luis Ocaña ao pelotão. É um documentário imperdível! Créditos: A.S.O. Vicente_Paredes O Tour arranca na Catedral Na década de 1960 o antigo estádio San Mamés recebeu etapas da Volta a Espanha, algo que se repetiu em 2019 e voltará a acontecer este ano. O Tour arranca na Catedral com uma 1ª etapa que tem 182km e 3300m de desnível positivo acumulado. Manda a tradição que em Bilbau se passa no Alto del Vivero (4,2km a 7,3%), mas a última subida é Pike Bidea (2 km a 9% de média e rampas de 15%) a 10 km do final. A meta está colocada numa subida de 1km com 5% de inclinação. A 2ª etapa parte de Vitoria (Gasteiz em basco) e termina em San Sebastián (Donostia). Será o regresso à cidade que viu partir o Tour de France em 1992, edição ganha pelo navarro Miguel Indurain aos italianos Claudio Chiapucci (4:35) e Gianni Bugno (10:49). São 210km que começam a 600m acima do nível do mar e terminam junto à praia. Dia ao estilo clássica de San Sebastián – passam a subida de Jaizkibel como na Klasikoa, mas no sentido inverso ao tradicional. Após fazerem 8km a 5,3% (média enganadora porque nos últimos 3km nunca baixam de 7,5%) estarão a 16,5km da meta, parte da distancia feita a descer e outra parte em terreno plano. Jonas Vingegaard durante o reconhecimento da subida de Puy de Dôme, no Maciço Central.Créditos: A.S.O. O Tour de France deixa o País Basco na 3ª etapa. A partida é em Amorebieta (Etxano) – onde Rui Costa venceu a Klasika Primavera em 2013. O final é em território francês, em Bayonne, após uma ligação de 185km destinada aos sprinters. A partir daqui a corrida entra nos Pirenéus e vai traçando uma diagonal via Bordéus e Limoges até ao Maciço Central. Daí dirige-se aos Alpes antes da decisão na Alsácia. ### Como afinar as mudanças da bicicleta - Dicas do Zé Neste vídeo da rubrica Dicas do Zé, partilhamos um tutorial simples sobre como afinar as mudanças da bicicleta. José Carmo, mecânico da loja BikePlanet mostra os princípios sobre como afinar as mudanças da bicicleta. O objetivo do vídeo é dar dicas sobre como o fazer, não dizer que esta é a melhor ou única forma de o fazer. No nosso canal Youtube irás encontrar outros vídeos com outro tipos de dicas de mecânica e oficina de bicicleta. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=Qz447WNwptM&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Costa, Guerreiro e Oliveira: os tugas no Tour de France Analisamos a temporada e a forma recente dos três portugueses que correm o Tour de France: Rui Costa, Rúben Guerreiro e Nélson Oliveira. Costuma-se dizer que são poucos, mas bons. O ditado aplica-se aos portugueses no Tour de France deste ano, todos repetentes, com vitórias em grandes Voltas e vindos de temporadas muito sólidas. Quem são? Que experiência têm no Tour de France? Que provas correram este ano e quais os resultados? Perguntas que encontram respostas neste breve guia dedicado a Rui Costa, Nélson Oliveira e Rúben Guerreiro. O tricampeão da Volta à Suíça conta sempre com forte apoio da comunidade emigrante lusa. Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) Participações no Tour de France: 10 Melhores resultados: 18º da classificação geral em 2018; três etapas conquistadas Como chega ao Tour de France? Rui Costa chegou com tudo à Intermarché-Circus-Wanty e no primeiro dia da época ganhou o Troféu Calvià, em Maiorca. Seguiu-se a vitória na Volta à Comunidade Valenciana, onde o TopCycling esteve para uma entrevista logo após o triunfo. Na passagem por Portugal foi 4º lugar na Figueira Champions Classic e um 10º posto na Volta ao Algarve. Ainda em fevereiro foi 9º na Faun-Ardèche e perdeu a Faun Drôme para Anthony Perez (Cofidis) – duas semiclássicas francesas para encerrar um mês tremendo. https://www.youtube.com/watch?v=E8FUmFZonnc Abriu março sendo 4º na Strade Bianche – o melhor resultado de um português na corrida toscana – antes da pausa para preparar as Ardenas. Aí começaram os problemas. Falhou a Flèche Wallone por uma irritação no joelho que estragou a campanha de clássicas e na Romandia nova lesão no joelho por culpa de um incidente mecânico raríssimo logo no prólogo de abertura. Rui Costa preparou o Tour de France em Serra Nevada e tinha ideia de completar a Volta à Suíça, o que não se confirmou porque a Intermarché saiu da prova após o falecimento de Gino Mader. A forma do poveiro parece ir de menos a mais, já que mesmo antes de deixar a prova que venceu em três ocasiões andou em fuga na etapa rainha e só um grande Juan Ayuso o impediu de discutir a vitória com os colegas de fuga. Se Nélson Oliveira ganhou na Vuelta e Rúben Guerreiro fez o mesmo no Giro, no Tour de France foi Rui Costa a afinar a pontaria. Uma etapa em 2011 e duas em 2013, o ano do título mundial em Florença. Desde então já fez pódio em etapas das três grandes Voltas, mas nunca mais sentiu o gosto da vitória. Créditos: Movistar Team Rúben Guerreiro (Movistar) Participações no Tour de France: 2 Melhores resultados: 18º da classificação geral em 2021; em etapas foi 5º na chegada a Andorra la Vella na mesma edição Como chega ao Tour de France? Rúben Guerreiro esteve sem competir desde as clássicas das Ardenas e regressou na Route d’Occitanie, prova onde os corredores passam os Pirenéus. Foram cinco dias de ciclismo ofensivo, que terminaram com a vitória de Michael Woods pelo segundo ano consecutivo. O Cowboy integrou a manobra coletiva da Movistar que levou Einer Rubio e Iván Ramiro Sosa. O colombiano, vencedor de etapa no Giro de Itália, demonstrou boas pernas e perdeu o pódio por um segundo. Com três homens no top 10 a Movistar ganhou por equipas. Rúben Guerreiro foi 9º o que significa que nas cinco corridas por etapas que fez este ano só não fechou com os melhores na Andaluzia e no País Basco. Destacam-se as vitórias no Saudi Tour (etapa rainha e geral) e o 3º posto no Gran Caminho (onde foi o único capaz de seguir Jonas Vingegaard nos dias duros). https://www.youtube.com/watch?v=rGAp46Fe60o A aposta da Movistar no corredor de Pegões Velhos tem sido amortizada com vitórias e boas exibições, mas Rúben Guerreiro assinou para ter oportunidade de se mostrar no Tour de France e o momento chegou! Como disse ao TopCycling em janeiro, é um ciclista mais motivado do que nunca por cumprir o sonho de correr numa histórica equipa pela qual passaram históricos nomes como Perico Delgado, Miguel Indurain ou Alejandro Valverde. Créditos: Movistar Team Nélson Oliveira (Movistar) Participações no Tour de France: 6 Melhores resultados: 47º na classificação geral em 2015; em etapas foi 3º na chegada a Le Caverne de Pont d'Arc em 2016 Como chega ao Tour de France? Nélson Oliveira estagiou em Andorra antes e depois do Criterium du Dauphiné, acompanhado em todos os momentos pelo líder Enric Mas. Trabalhou para o maiorquino e no contrarrelógio foi 9º, embora referindo que a condição não era ideal e que poderia ter feito melhor. O melhor resultado da época chegou na Volta à Romandia onde foi 4º num contrarrelógio de perfil duro. Depois de ter sido 8º no passado Mundial, os cronos desta época mostram que Nélson Oliveira recuperou a regularidade na disciplina em percursos entre 18-34km. No Tour de France há apenas um contrarrelógio: 22km à 16ª etapa e com o Côte de Soudans nos primeiros 4km, passagem por Sallanches (onde Bernard Hinault se sagrou campeão mundial em 1980) e subida ao Côte de Domancy 2,5km a 9,4% e um bónus de mais 3,5km a 5% até à meta em Combloux. Em 2013, num percurso também irregular com 37,5km de extensão, o corredor de Anadia fez um espetacular 3º lugar atrás de Tom Dumoulin e Chris Froome em Le Caverne de Pont d'Arc. No total são 85 contrarrelógios disputados por Nélson Oliveira em corridas WorldTour; poderá aos 34 estrear-se a ganhar na disciplina que o catapultou para a elite quando foi vice-campeão mundial em sub-23, em Mendrisio? ### Gémeos Oliveira dão espetáculo no Campeonato Nacional de Estrada Ivo Oliveira é o novo campeão nacional de estrada, depois de vencer a prova com mais de 175 quilómetros em Mogadouro, Trás-os-Montes. O ciclista de 26 anos, que na sexta-feira tinha sido segundo na prova de contarrelógio, sucedendo ao colega de equipa João Almeida, contou com a participação do irmão gémeo e colega de equipa, Rui Oliveira, na estratégia que o levou à vitória. "Entrei numa fuga praticamente no início da corrida. Senti que não podia deixar a decisão para o final. Falei com o meu irmão e decidimos atacar no início da subida, a três voltas do fim. Foi o Rui que atacou, mas teve resposta do Fábio Costa. Mal o Rui foi apanhado arranquei eu sozinho. Depois foi sofrer, sofrer, sofrer, até à meta. Na última volta tive de tirar os pés dos pedais a descer, porque vinha com câibras, mas concretizámos a estratégia", disse Ivo Oliveira Após umas épocas atribuladas, por quedas e lesões, Ivo Oliveira está a fazer a sua melhor época de sempre, tendo este ano vencido pela primeira vez ao serviço da UAE-Emirates no World Tour, na Boucles de la Mayenne. Na categoria de Elites, Ivo Oliveira já tinha sido campeão nacional de contrarrelógio (2020) e na pista conquistou seis medalhas em Europeus e Mundiais. "Diria que é a minha principal vitória na estrada. Ganhei recentemente o contrarrelógio e discuti a geral na Boucles de la Mayenne, mas ser campeão nacional e vestir esta camisola durante um ano é algo que só em sonhos é que pensei. Graças a Deus, à minha equipa, ao meu staff, à minha família e à minha namorada, consegui-o", disse o novo Campeão Nacional Enquanto Ivo Oliveira pedalava para a consagração, já com uma diferença considerável, seis corredores discutiam as restantes posições do pódio. Na subida a meio do circuito Rui Oliveira e Luís Gomes deixaram para trás os restantes, tendo-se destacado Rui Oliveira, que terminou no segundo posto a 1m06s do irmão gémeo. Luís Gomes fechou o pódio, a 1m15s. TOP 10 da classificação POS.NOMEEQUIPATEMPO1OLIVEIRA IvoUAE Team Emirates04:16:192OLIVEIRA RuiUAE Team Emirates+ 01:063GOMES LuísKelly - Simoldes - UDO+ 01:154REIS RafaelGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02:265COSTA FabioGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02:266CARVALHO GoncaloTavfer - Ovos Matinados - Mortágua+ 02:477LIVRAMENTO DavidAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense+ 02:568MARTINGIL CesarAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 03:159SILVA RafaelEfapel Cycling+ 04:3310ANDRADE PedroABTF Betão - Feirense+ 04:43 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro) nova Campeã Nacional de fundo No segundo dia dos Campeonatos Nacionais de Estrada em Mogadouro, disputou-se a corrida feminina de fundo, num circuito de 22,6 quilómetros, no qual as ciclistas tiveram que cumprir 4 voltas. Com as várias categorias a competirem juntas, a fuga que acabaria por determinar a vencedora da categoria elite tinha também ciclistas das categorias de sub-23 e juniores. Com o decorrer da corrida Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro) acabou por destacar-se das adversárias, e seria mesmo ela a sagrar-se Campeã Nacional de fundo. A ciclista da Glassdrive/Chanceplus/Allegro entrou isolada para a última volta, perseguida por Ana Caramelo (Maiatos), Melissa Maia (Korpo Activo/Penacova), Vera Vilaça (Massi Tactic) e Beatriz Pereira (Bizkaia-Durango), a cerca de 1m20s. Cristiana Valente conseguiu manter a liderança e acabou por cruzar a meta isolada, cumprindo os 90,4 quilómetros em 2h38m48s, com uma vantagem de 2m35s para Vera Vilaça e 2m52s para Melissa Maia, que completaram o pódio. O pódio da categoria de elites femininas O trabalho que Bruno Pires tem vindo a desenvolver na Glassdrive/Chanceplus/Allegro começa a dar frutos, tendo a partir de hoje nas suas fileiras a Campeã Nacional de fundo, Cristiana Valente que aos 38 anos consegue assim o título de maior destaque na sua carreira. TOP 10 Elites femininas POSCORREDOREQUIPATEMPO1VALENTE CristianaGlassdrive/Chanceplus/Allegro02:38:482VILAÇA VeraMassi Tactic Women's Team+ 02:353MAIA MelissaKorpo Activo / Penacova+ 02:524CARAMELO AnaMaiatos+ 03:015JESUS Liliana DominguesExtremosul / Hotel Alisios / CA Terras do Arade+ 06:456SANTOS AnaProteu Cycling Team-Casa do Povo Retorta+ 09:467PEREIRA IldaAcademia Efapel de Ciclismo+ 10:108CARPINTEIRO Celina5Quinas/Municipio de Albufeira/CDASJ+ 10:109TRANCOSO InêsMaiatos+ 10:5610TEIXEIRA AlessiaAcademia Efapel de Ciclismo Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo de Estrada e BTT este fim de semana no Eurosport A poucos dias do arranque de mais uma edição do Tour de France, a prova ‘Rainha’ do ciclismo mundial, o Eurosport transmite três importantes competições. Este fim-de-semana é possível acompanhar, em direto, os Campeonatos de Ciclismo de Estrada de Espanha e de França e ainda as provas de XCO dos Jogos Europeus na Polónia. Sábado Na manhã de sábado, Madrid é o centro da ação dos nacionais espanhóis e a partir das 10:30, o Eurosport 1 transmite em direto a prova de fundo feminina, onde o grande destaque vai para Marvi Garcia, que tenta conquistar o seu 5.º título da carreira nesta especialidade. Mais tarde, perto das 12:55h, o direto passa para Cassel - Hazebrouck, em França, para a prova de fundo feminina, uma especialidade ganha na última edição por Audrey Cordon-Ragot. Domingo No domingo, dia 25 de junho, o Eurosport 1 acompanha as provas de fundo masculinas. Os espanhóis entram em ação primeiro, a partir das 12:15h, para saber quem sucede a Carlos Rodríguez. Carlos Rodriguez é o atual Campeão Nacional de fundo em Espanha Segue-se a transmissão da mesma especialidade em França, a partir das 15:15h, com as atenções postas para saber quem coloca o seu nome na lista de campeões, atrás de Florian Sénéchal, vencedor da especialidade em 2022. Campeonato da Europa de Cross-Country Olímpico em direto este domingo no Eurosport Para além dos nacionais espanhóis e franceses, o Eurosport dá destaque os Jogos Europeus, em particular às provas de XCO que podem ser vistas em direto, este domingo, com os comentários de Luís Beltrão e David Rosa. A partir das 10:30h o canal emite a prova feminina desde Cracóvia-Malopolska, na Polónia. Segue-se a transmissão da prova masculina às 13:15h. Portugal apresenta-se com dois atletas nesta especialidade: Raquel Queirós e Ricardo Marinheiro. Ricardo Marinheiro e Raquel Queirós serão os representantes portugueses. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Já há novos Campeões Nacionais de contrarrelógio - Resumo e classificações João Almeida (UAE Team Emirates) e Ana Caramelo (Maiatos), são os novos campeões nacionais de contrarrelógio na categoria de elite. Na corrida masculina João Almeida confirmou o favoritismo e foi o mais forte nos 33,6 quilómetros, conseguindo assim o título de campeão nacional, em Mogadouro, sucedendo a Rafael Reis (Glassdrive), que este ano não foi além do 6.º lugar. O ciclista de A dos Francos, que regressou à competição após o histórico 3.º lugar no Giro, conseguindo bater o companheiro de equipa, Ivo Oliveira, que repetiu a segunda posição de 2022, gastando mais 34,74 segundos. Joaquim Silva (Efapel Cycling), fechou o pódio ao terminar na terceira posição, a 2'23''04. TOP 10 Elites Masculinos POSNOMEEQUIPATEMPO1ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates00:38:512OLIVEIRA IvoUAE Team Emirates+ 353SILVA JoaquimEfapel Cycling+ 02:234SALGUEIRO MiguelAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense+ 02:285DUARTE EmanuelEfapel Cycling+ 02:466REIS RafaelGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02:587GONCALVES GasparEfapel Cycling+ 03:368MENDES JoseNSJBI Victoria Sports Cycling Team+ 04:249MATIAS JoaoTavfer - Ovos Matinados - Mortágua+ 04:5510GONÇALVES BernardoXSpeed United Continental+ 05:09 Entre a elite feminina, Ana Caramelo não deu hipótese à concorrência, cumpriu a prova em 30m53s., deixando a segunda classificada, Vera Vilaça (Massi-Tactic), a 51,65s. A terceira classificada, a 1'45''09 da vencedora, foi Alessia Teixeira (Academia Efapel de Ciclismo). TOP 10 Elites femininas POSNOMEEQUIPATEMPO1CARAMELO AnaMaiatos00:30:532VILAÇA VeraMassi Tactic Women's Team+ 523TEIXEIRA AlessiaAcademia Efapel de Ciclismo+ 01:454SANTOS AnaProteu Cycling Team+ 02:035TRANCOSO InêsMaiatos+ 03:506JESUS Liliana DominguesExtremosul / Hotel Alisios / C+ 04:027TOMÁS CarinaKorpo Activo / Penacova+ 04:038GONCALVES MarleneUnião Ciclista de Melgaço e Po+ 04:199SOBREIRA AnaGlassdrive-Chanceplus-Allegro+ 04:2310SILVA LilianaUnião Ciclista de Melgaço e Po+ 05:0511PEDROSA DianaMaiatos+ 05:53 SUB-23 Na categoria Sub-23 masculinos, os rapazes da Hagens Berman Axeon confirmaram o favoritismo, com António Morgado a sagrar-se Campeão Nacional, seguido do seu colega de equipa Gonçalo Tavares. António Morgado - Hagens Berman Axeon Na terceira posição terminou Daniel Lima (Israel Cycling Academy), a 33,73 seg. do vencedor. Na categoria Sub-23 feminina, Beatriz Pereira ( Bizkaia-Durango ) pulverizou a concorrência, sagrou-se Campeã Nacional, batendo Beatriz Roxo ( UCI Cantabria Deporte-Río Miera Women´s Cycling Team ), segunda classificada, por mais de um minuto. Na terceira posição ficou Mariana Líbano ( Soltec Team Costa Cálida ), a 1m.26s. da vencedora. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos S-PHYRE RC903S - Versão prata A Shimano lançou uma nova versão dos seus sapatos topo de gama, os Shimano S-PHYRE RC903 agora podem ser adquiridos em prateado.  A marca japonesa fez uns sapatos na linha de Jasper Philipsen (Team Alpecin-Deceuninck) a correr na Volta à Bélgica, e do atual Campeão do Mundo de Gravel, Gianni Vermeersch (Team Alpecin-Deceuninck). Jasper Philipsen na volta à Bélgica com os novos RC903S Silver Tal como a versão dourada, lançada há uns meses, a nova edição especial de cor prateada dos sapatos de estrada RC903 S-PHYRE, permite ao ciclista ter um equipamento com ajuste e características profissionais. Com os novos RC903S Silver, a Shimano garante o mesmo desempenho de topo e a mesma tecnologia de ponta que os RC903, mas com um design mais elegante. Os novos sapatos apresentam também um conjunto de botões metálicos BOA® Li2 de baixo perfil, que proporciona um aspeto premium graças ao seu ajuste de precisão e micro-ajustes rápidos. Encaixe O calcanhar com acabamento premium e estabilização anti-torção mantém o pé na posição ideal mesmo com grandes esforços, juntamente com o sistema de laço cruzado de baixo perfil. O formato DYNALAST exclusivo da Shimano, permite ainda uma grande diversidade de ajustes, para acomodar uma maior variedade de formas e tamanhos de pés. Características principais Botões de aperto metálicos BOA Li2 Sistema de laço cruzado de baixo perfil  Topo em pele de microfibra leve e respirável Calcanhar seguro e estabilizador anti-torção Encaixe refinado da biqueira Especificações do produto Peso: 228g (tamanho 42) Cor: Prateada Tamanhos padrão: 36, 37 - 47 em meios tamanhos, 48 Tamanhos grandes: 36, 37 - 47 em meios tamanhos, 48 Preço sugerido pelo fabricante: €379.95 Podes obter mais informações sobre disponibilidade e aquisição aqui no site do importador em Portugal: https://www.scvouga.pt/pt/ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Coimbra e Montemor-o-Velho receberam o UCI GranFondo World Series Coimbra e Montemor-o-Velho foram palco das qualificações para o Mundial de Contrarrelógio e Granfondos, tendo recebido no passado fim de semana, largas centenas de ciclistas. No sábado, dia 17, Coimbra recebeu um total de 300 contrarrelogistas em disputa pelo apuramento para o mundial da especialidade, que decorrerá no próximo mês de agosto em Glasgow, na Escócia. Já no dia seguinte, domingo, foi a vez de Montemor-o-Velho receebr cerca de mil os atletas que partiram da Zona Ribeirinha, com o objetivo de alcançar o apuramento na prova de fundo, para o referido Mundial de Granfondos, com homologação da UCI – União Ciclista Internacional. O UCI GranFondo World Series - Coimbra Region by Margrés, único na Península Ibérica, foi um dos eventos selecionados pela UCI realizados em todo o mundo. São cerca de 25 eventos de qualificação, onde são apurados os 20% melhores em cada faixa etária, para o Campeonato do Mundo UCI Granfondo, quer para o contrarrelógio individual, quer para a prova de fundo, nas quais poderão conquistar a camisola arco-íris. No que à competição diz respeito, no dia 17, Coimbra recebeu o contrarrelógio, nas margens do Mondego e todo o cenário do CRI esteve montado na cidade dos estudantes e, como pano de fundo, a “Alta e Sofia” Universidade de Coimbra. No contrarrelógio individual, foram vários os portuguesas que conseguiram o apuramento direto e percentual para o mundial, mas o forte contingente de ciclistas especialistas espanhóis, noruegueses e franceses, marcou os resultados desportivos. No masculino, domínio estrangeiro com vitória para o espanhol Francisco Salido (CD Hovalis) e, no feminino, domínio português com os três melhores tempos averbados por ciclistas lusas. Destaque para Patrícia Rosa (Extremosul/Hotel Alísios/ CA Terras do Arade) que conseguiu vencer a geral.   Carlos Lopes, vereador do desporto da Câmara Municipal de Coimbra acentuou a “enorme importância que eventos de cariz diversificado e em épocas distintas do ano e de relevo internacional terão sempre o apoio da autarquia, porque representam a possibilidade de enquadrar a região em várias modalidades e públicos-alvo distintos.” No domingo, dia 18, a corrida em linha contou com atletas de vinte e uma nacionalidades e teve partida e chegada em Montemor-o-Velho, com passagem por Coimbra, Penela, Góis, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo. A meta apontava ao majestoso Castelo de Montemor-o-velho. A nível de resultados desportivos, nas distâncias de mediofondo com 106 quilómetros (956 metros acumulado de subida) Pedro Mendes (Higitrecolhas/Vulcal CCC) foi o vencedor da geral, enquanto que no feminino, foi a francesa Stephanie Gros (Ind.). Na distância mais longa, o granfondo, com 148 quilómetros (1548 metros de desnível positivo) com várias zonas espetáculp, materializada em descidas técnicas, zonas rolantes e várias contagens de 3.ª e 4.ª categorias, foi o italiano Matteo Cigala (Ind), o grande vencedor, após se superiorizar no 'sprint' final, enquanto que a geral feminina foi conquistada por Ana Sobreira (Love Tiles). Emílio Torrão, Presidente da Câmara anfitriã, também participou no evento e mostrou-se agradado pela terra de Alves Barbosa continuar a manter viva a tradição do ciclismo e que uma prova desta dimensão tem um retorno importantíssimo para a região, quer no plano desportivo, quer no plano turístico. "Os eventos em massa de cariz internacional atraem pessoas ao território, não só no dia do evento, mas também em oportunidades futuras", pelo que desejou as maiores felicidades a todos os participantes e reiterou convite para regressarem sempre que entenderem. Para João Cabreira, diretor de corrida, o UCI Granfondo World Series Coimbra Region, by Margrés foi um acontecimento que o deixa orgulhoso por “poder proporcionar a muitos portugueses a possibilidade de se apurarem para o mundial de CRI e Granfondos, uma vez que é um evento único da Península Ibérica, que acarreta mais gastos, traz muitos estrangeiros, mas que, no cômputo geral, se revelou muitíssimo positivo para as partes envolvidas e para a região de Coimbra.” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Morgado, Staune-Mittet e outros craques do Giro sub-23 Eram 175 e só 115 terminaram. António Morgado fez a estreia e Johannes Staune-Mittet dominou, mas outros nomes fortes saíram do Giro sub-23. Johannes Staune-Mittet (Jumbo Visma) foi coroado vencedor do Giro de Itália em sub-23 na Piazza dell’Unità d’Italia, em Trieste. O máximo favorito deu um golpe de autoridade na chegada ao Stelvio (4ª etapa) e a partir daí controlou a corrida. Staune-Mittet é o primeiro norueguês campeão da prova e o segundo Jumbo-Visma campeão do Giro no espaço de três semanas depois de Primoz Roglic ter vencido em elites. O próximo objetivo é o Tour de l’Avenir e vingar a derrota perante Cian Uijtdebroeks em 2022! A dobradinha Giro-Tour em sub-23 é uma raridade. Só Gianbattista Baronchelli, em 1973, venceu ambas as provas. Um desafio com 50 anos à altura do talento de Staune-Mittet. Créditos: La Presse António Morgado mostrou caráter                                                Podia ter sido o Giro de António Morgado, mas a lesão sofrida em abril e a má disposição sentida no dia do Stelvio mostraram que não basta ser bom… é preciso uma pontinha de sorte. O atleta de Salir do Porto acabou na 67ª posição a 58:51 do vencedor, cenário diferente do projetado pelo corredor da Axeon dias antes do Giro em entrevista ao TopCycling. Vale pela aprendizagem para um sub-23 de primeiro ambicioso que quer discutir o Tour de l’Avenir pela seleção nacional. António Morgado mostrou caráter ao concluir a corrida e apoiou os colegas numa excelente campanha da Axeon. António Morgado à esquerda e Darren Rafferty ao centro com o maillot da classificação Combinada.Créditos: LaPresse O pódio final Ao lado Staune-Mittet ficou um irlandês da Axeon. Natural de Dungannon, Darren Rafertty não deu a sensação de poder ganhar, mas teve o 2º lugar controlado. Perdeu por 47 segundos e tem menos um ano e meio do que o campeão. É o primeiro irlandês a fazer pódio em 46 edições do Giro sub-23! O último lugar do pódio foi para o alemão Hannes Wilksch (Tudor) que progrediu do 7º posto na edição passada para o 3º na atual, uma bela trajetória do corredor do projeto de Fabian Cancellara e Ricardo Scheidecker. Créditos: LaPresse. Dois sub-23 de primeiro ano no top 10 A classificação da juventude foi ganha pelo francês Alexy Faure Prost (Circus-ReUz-Technord), apesar de ter caído de 3º a 5º na última etapa montanhosa. O projeto de desenvolvimento da Intermarché foi o segundo melhor bloco na prova com mais um sub-23 de primeiro ano, Tim Rex, 27º classificado. Outro menino no top 10 é Jan Christen, que (por uns dias) terminou o Giro ainda com 18 anos. Talento multidisciplinar que andava na Pogi Team na época passada, Christen já tem contrato com a UAE até 2027 e deixou a sua marca na segunda jornada mais dura vencendo em Pian del Cansiglio. Staune-Mittet no Stelvio com o colombiano Umba, o francês Faure Prost e o irlandês Rafferty.Créditos: LaPresse. Crise da Itália não tem fim à vista É verdade que Filippo Zana está em crescimento, Jonathan Milan fez um Giro surpreendente e Giulio Ciccone está numa boa fase… mas Filippo Ganna é a única estrela do ciclismo transalpino. Pela 3ª edição consecutiva a nação anfitriã não meteu ninguém no pódio e só um atleta fechou no top 15 – Alessio Martinelli foi 7º; o lombardo corre na Bardiani que foi o melhor bloco da casa (7º). Boa notícia foi a confirmação do sprinter Davide De Pretto (Zalf) – bronze no Europeu de Anadia – vencedor da classificação por pontos. A única vitória italiana no Giro foi dada por Alessandro Romele (Colpack Ballan).Créditos: LaPresse. Houve outras equipas italianas que não estiveram mal: a Biesse-Carrera venceu uma etapa com o dinamarquês Andreas Foldager, a EOLO-Kometa meteu o espanhol Arnau Gilabert no 16º lugar e a Colpack ganhou em fuga com Alessandro Romele. O maior problema da Itália? A mentalidade. Na subida ao Stelvio 31 corredores subiram agarrados a carros e motas... 21 deles italianos. Acabaram desclassificados, mas não se livram da vergonha e com esta visão do ciclismo a crise da Itália não tem fim à vista. Results powered by FirstCycling.com Nova fornada de colombianos Este Giro sub-23 terminou na mesma praça onde Nairo Quintana foi coroado vencedor da edição de 2014 da prova de elites, disputada até ao limite com Rigoberto Urán. Entretanto apareceu uma nova geração menos virtuosa, mas com alguns raios de luz. O 4º posto de Germán Dario Gómez e o 10º de Santiago Umba são motivos de alegria para os cafeteros, que têm na GW Shimano-Sidermec o veículo perfeito para se expressarem no calendário europeu. A equipa de Gianni Savio continua a ser a principal porta na alta-roda do ciclismo e o mais preparado é Germán Dario Gómez, bicampeão da Volta à Colômbia sub-23. Alec Segaert é uma das estrelas emergentes do ciclismo belga.Créditos: Facepeeters. No radar do Moreira Dos 175 jovens que correram o Giro podia destacar vários, mas fico com Alec Segaert. A Lotto-Dstny tem um diamante por lapidar, um rolador que em juniores mostrou potencial para vários terrrenos: bicampeão europeu de contrarrelógio, vice-campeão mundial, ganhou na Lombardia e 2º em Roubaix. No Giro ganhou o prólogo, vestiu a rosa durante três dias e cedeu a liderança no dia do Stelvio. Perdeu a maglia, mas pode ter ganho um objetivo de carreira. Em vez de se desligar da geral, Segaert foi 12º no Stelvio e 8º em Pian del Cansiglio. Um rapaz com 1,88m e quase 80kg acabou no 11º lugar! Alec Segaert já estava no radar do Moreira, mas foi uma surpresa vê-lo subir tão bem em altitude intermináveis passos montanhosos. A Lotto-Dstny sabe tão bem o talento que tem que Segaert iniciou a época na equipa de desenvolvimento e dois meses depois já tinha assinado contrato até 2025 com a ProTeam. O pelotão de sub-23 vai agora competir nos campeonatos nacionais, reencontra-se no Giro della Valle d'Aosta (12-16 de julho) e segue-se o Tour de l’Avenir (20-27 de agosto). Quanto aos Mundiais de Glasgow têm o contrarrelógio agendado para 9 de agosto e a prova de fundo para dia 12. ### Teste | Specialized Tero X | SUV das bicicletas À plataforma do modelo já existente, Specialized Tero, a marca adicionou suspensão traseira e alguns acessórios conferem à bicicleta maior polivalencia, pensada de origem para poder acomodar guarda lamas e alguma capacidade de carga, dando origem à Specialized Tero X. O mercado mudou com a chegada das bicicletas elétricas, as marcas adaptaram-se, construíram bicicletas elétricas de montanha específicas para esse fim, para subir e descer montanhas de forma rápida e divertida, mas a verdade é que uma parte do público apenas pretende uma bicicleta elétrica que permita fazer o seu passeio pela montanha de forma confortável. O vídeo do teste https://youtu.be/HHHnx7aeHuk Motor Na Suíça, onde se encontra o centro de desenvolvimento “Turbo” da Specialized e onde desenvolvem todos os motores da marca, os engenheiros adaptaram as unidades 2.0 e 2.2 já existentes noutros modelos como a Turbo Levo ou Turbo Kenevo, à nova Tero X. Sem novidade neste aspecto, tratam-se dos motores Specialized 2.0 e 2.2 incorporados no quadro de alumínio da Tero X, que segundo a marca quadruplica a potência do ciclista, gerando ampla potência para facilitar o trabalho nas subidas mais íngremes. O motor ganha maior ênfase neste modelo pois além de auxiliar simplesmente a capacidade do ciclista, fornece o músculo extra necessário para carregar o equipamento de trekking, o material para acampar, lanches de fim de semana, ou o tripé para gravar e fotografar, como o fizemos. Suspensão A suspensão traseira é caracterizada por um mono pivot, que isola o peso extra da carga do funcionamento da suspensão. Além disso, ao ser desenvolvida de raíz para ter guarda lamas, este não interfere com o funcionamento da suspensão. O amortecedor Rock Shox Deluxe select + , vocacionado para as bicicletas de Trail, confere conforto e melhor controlo da bicicleta. Sistema TCT Mastermind Assim como em outros modelos elétricos da Specialized, também a Tero X tem este sistema. O MasterMind é um ecrã totalmente personalizável que revela todas as informações relevantes sobre a tua volta, permitindo o ajuste em tempo real dos níveis de potência da assistência elétrica no guiador. Espigão telescópico, guarda lamas e iluminação de série Atendendo ao publico e objectivos desta bicicleta, que são a aventura e versatilidade para o dia a dia, a Specialized coloca de origem em todos os modelos Tero X, guarda-lamas, iluminação até 1.000 lúmenes de potência do farol e uma luz traseira sensível à velocidade disponível que aumenta o brilho de 11 para 22 lúmenes quando a desaceleração é detetada e ainda o espigão telescópico. O espigão telescópico, além das vantagens já conhecidas em terrenos e descidas técnicas, é colocado porque a marca obteve por parte de muitos utilizadores, o feedback de que este acessório também ajuda na entrada e saída da bicicleta. (Ver vídeo). Transmissão A Specialized Tero X 4.0 (modelo testado), vem com uma transmissão de BTT SRAM SX Eagle 1X12, com um prato de 38 dentes e uma cassete 11-50D, de acordo com a tendência atual das bicicletas de montanha. Os pneus Ground Control conferem uma estabilidade e segurança mesmo aos menos experientes. Conclusão Não é uma bicicleta de BTT pura e dura, é uma bicicleta de passeio com fortes capacidades para o BTT, poderemos compará-la a um SUV (não é um jipe puro e duro mas pode fazer umas incursões no todo o terreno). Notei no conjunto um conforto fantástico, um controlo e confiança capazes de engolir buracos, suavizar lombas e pedras, ideal tanto para quem o ciclista experiente que procura uma bicicleta confortável e com capacidade de carga, como para o menos experiente que procura uma primeira bicicleta elétrica com estas características. Podes ver gama completa, disponibilidade e preços da bicicleta testada aqui no site da marca: www.specialized.pt/tero_x Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Suíça - Skjelmose é o grande vencedor final Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo) garantiu hoje a conquista da 86.ª edição da Volta à Suíça. O jovem ciclista dinamarquês conquistou a prova com nove segundos de vantagem sobre o vencedor do contrarrelógio final do dia de hoje, Juan Ayuso (UAE Emirates), e 45 segundos sobre o campeão do mundo, Remco Evenepoel (Soudal-Quick Step), apontado, na antevisão da prova, como o grande favorito à vitória final. Créditos imagem: Vincent Kalut/PN/SprintCyclingAgency©2023 Skjelmose consegue aos 22 anos a sua primeira vitória em provas por etapas do WorldTour, depois de uma semana em que se apresentou em grande nível, tendo inclusivamente vencido a terceira etapa da prova. Juan Ayuso despede-se da Volta à Suíça em grande plano, ao efetuar um contrarrelógio final de grande qualidade, completando os 25,7 quilómetros da ligação entre St. Gallen a Abtwil, com o registo de 32.25 minutos, demonstrando que está de volta à boa forma. A Volta à Suíça despede-se com a mágoa da morte de Gino Mäder, um ciclista da casa, que não resistiu a uma grave queda sofrida no final da quinta etapa da prova. A morte de Gino Mäder não deixou ninguém indiferente e marcou esta edição da Volta à Suíça, com o pelotão a não se coibir de lhe prestar uma justa e sentida homenagem nos últimos dias da prova, demonstrando que o mundo do ciclismo vai muito além da pura competição. Despedimo-nos, dizendo até já à Volta à Suíça, e até sempre a Gino Mäder! Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=sOKyMDtidYc Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01AYUSO Juan UAE Team Emirates32:2502EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0803SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 0904BISSEGGER Stefan EF Education-EasyPost+ 2305VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 2806ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step+ 3607CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step+ 3908SOBRERO Matteo Team Jayco-AlUla+ 4009FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 4210POWLESS Neilson EF Education-EasyPost+ 46 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo21:17:1902AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 0903EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 4504KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 02:0905BARDET Romain Team DSM+ 02:4106URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 02:4707UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 03:0408GALL Felix AG2R Citroën Team+ 03:2509TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 04:2910TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 04:57 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Etapa 3 - Leogang Após Lenzerheide, na Suíça, a caravana da Taça do Mundo de XCO rumou até Leogang, na Áustria, foi neste conhecido circuito que se disputou a terceira ronda desta competição. Corrida Elite Feminina Depois de mostrar a forma soberba com que se apresentou no início desta temporada da Taça do Mundo, ao obter uma vitória estrondosa na primeira ronda em Nove Mesto, Puck Pieterse conseguiu em Leogang mais uma vitória imponente. A austríaca Mona Mitterwallner deu o seu melhor para fazer frente à holandesa, mas não conseguiu ir além do segundo posto, terminando a 40 segundos da vencedora. Outra austríaca, Laura Stigger terminou no terceiro posto, oferecendo assim um dia em grande ao público da casa, que viu duas atletas do seu país no pódio. As portuguesas Raquel Queirós e Joana Monteiro terminaram no 65.º e 68.º posto respectivamente. TOP 10 final da corrida POS.NOMEPAÍSEQUIPATEMPO1PIETERSE Puck NEDALPECIN-DECEUNINCK1:16:382MITTERWALLNER Mona AUTCANNONDALE FACTORY RACING1:17:163STIGGER Laura AUTSPECIALIZED FACTORY RACING1:17:344RISSVEDS Jenny SWETEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL1:18:035LECOMTE Loana FRACANYON CLLCTV1:18:326FREI Sina SUISPECIALIZED FACTORY RACING1:18:427FERRAND PREVOT Pauline FRAINEOS GRENADIERS1:18:568TERPSTRA Anne NEDGHOST FACTORY RACING1:19:069COURTNEY Kate USASCOTT-SRAM MTB RACING TEAM1:19:1310NEFF Jolanda SUITREK FACTORY RACING XC1:19:20 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=b2rd-nY6UD8 Corrida Elite Masculina Depois da magnífica corrida de Lenzerheide, onde Nino Schurter havia conseguido a sua 34.ª vitória em rondas da Taça do Mundo, tornando-se assim no atleta com mais vitórias na história desta competição, a expectativa era grande para ver como, o também líder da classificação geral, iria defender a liderança. Num circuito de características completamente diferentes, com subidas longas, os fãs da modalidade foram brindados com uma surpresa pois foi outro suíço a estar em destaque. Lars Forster voltou a mostrar o nível que lhe era habitual à duas temporadas atrás e conquistou uma importante vitória em Leogang. https://twitter.com/eurosport/status/1670445015351320576 Forster (agora na equipa Thomus - Maxon) foi o atleta mais forte, abrindo um espaço sobre o alemão Luca Schwarzbauer e Ondrej Cink na primeira subida da última volta, espaço esse que os adversários não conseguiram fechar, tendo o suíço vencido com uma vantagem de 14 segundos. Luca Schwarzbauer mantém o bom nível e regularidade mostrados nas corridas anteriores, mais uma vez lutou bastante e mostra cada vez mais que, além do XCC (Short Track), também tem uma palavra a dizer no XCO. Ondrej Cink, já recuperado dos problemas físicos que o afetaram no início da temporada, terminou a corrida no terceiro, a 23 segundos do vencedor. O português Mário Costa não terminou a corrida. TOP 10 final da corrida POS.NOMEPAÍSEQUIPATEMPO1FORSTER Lars SUITHÖMUS MAXON1:17:412SCHWARZBAUER Luca GERCANYON CLLCTV1:17:553CINK Ondřej CZEPRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS RACING TEAM1:18:044HATHERLY Alan RSACANNONDALE FACTORY RACING1:18:115FLÜCKIGER Mathias SUITHÖMUS MAXON1:18:256BRAIDOT Luca ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:18:427GRIOT Thomas FRACANYON CLLCTV1:18:458COOPER Anton NZLTREK FACTORY RACING XC1:19:029SCHUERMANS Jens BELGIANT FACTORY OFF-ROAD TEAM - XC1:19:1010DASCALU Vlad ROUTREK FACTORY RACING XC1:19:16 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=9CFYbylXoFA&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Suíça - Evenepoel vence 7.ª etapa com pelotão reduzido Remco Evenepoel (Soudal-Quick Step) venceu hoje isolado a sétima etapa da 86.ª edição da Volta à Suíça, num triunfo marcado por uma dedicatória especial e sentida a Gino Mäder, ciclista suíço que morreu ontem, na sequência de uma grave queda sofrida na quinta etapa da prova. A etapa de hoje fica obviamente marcada pela onde de pesar ainda sentida em torno da morte de Gino Mäder, incidente que levou à anulação da etapa de ontem, e que hoje originou um pelotão francamente reduzido, após as desistências de três equipas. A Bahrain-Victorious, foi sem qualquer surpresa, a primeira formação a anunciar o abandono na prova. Depois, seguiram-se a Intermarché-Circus-Wanty, equipa de Rui Costa, o único ciclista português em prova, e ainda a Tudor, formação que conta com o português, Ricardo Scheidecker mas como diretor. Centrando agora atenções na competição, a organização optou por prosseguir com a prova até final, mas decidiu que em relação aos tempos da etapa de hoje fossem apenas registados os 25 quilómetros da meta, de forma a evitar riscos e minimizar possíveis quedas na última descida do dia. Visto isto, os primeiros 158,5 quilómetros dos 183,5 totais da ligação entre Tübach e Weinfelden decorreram com o pelotão compacto, num andamento certo, sem oscilações por parte dos ciclistas, passando assim juntos na 'meta' improvisada. A partir daí, recomeçou a competição, com os primeiros ataques a surgirem. Foi então a vez de Evenepoel se impor, ao isolar-se e voltar aos triunfos depois da desistência da mais recente edição do Giro d’Itália, após ter contraído covid-19. Ao aproximar-se da meta e já com o triunfo garantido, Evenepoel não esqueceu Mäder, olhando e apontando para o céu num gesto que dispensa comentários. Wout van Aert (Jumbo-Visma) foi o segundo classificado do dia, enquanto que a fechar o pódio ficou Bryan Coquard (Cofidis), na terceira posição. Mattias Skjelmose parte para o última dia como líder da geral À partida para a etapa final, que reserva um contrarrelógio de 25,7 quilómetros, num percurso entre St. Gallen a Abtwil, é Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo) quem lidera a geral, com oito segundos de vantagem sobre Felix Gall (AG2R Citröen) e 18 sobre Juan Ayuso (UAE Emirates). Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=-tasFekE2Ec Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:01:0402VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0003COQUARD Bryan Cofidis+ 0004MANZIN Lorrenzo TotalEnergies+ 0005ARANBURU Alex Movistar Team+ 0006VERMAERKE Kevin Team DSM+ 0007GRÉGOIRE Romain Groupama-FDJ+ 0008KOCH Jonas BORA-hansgrohe+ 0009SERRANO Gonzalo Movistar Team+ 0010DINHAM Matthew Team DSM+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo20:44:4502GALL Felix AG2R Citroën Team+ 0803AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 1804EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 4605KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:1606BARDET Romain Team DSM+ 01:2907URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 01:5408UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:5709TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 03:0010TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 03:48 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized Turbo Levo SL Kids - Bicicleta elétrica para crianças A Specialized decidiu lançar uma bicicleta eléctrica para criança, a nova Turbo Levo SL Kids. A marca acredita que este tipo de bicicleta, com a sua tecnologia turbo, e uma geometria adaptada aos mais pequenos, ajudará a dar a autonomia e a confiança para realizar maiores voltas e maiores experiências. Esta nova bicicleta eléctrica da Specialized pesa 16 quilos e permite aos ciclistas mais pequenos acompanhar (ou até mesmo liderar) os seus pais nos trilhos. Geometria Para a Turbo Levo SL Kids, a Specialized manteve o tubo superior do quadro baixo para aumentar a confiança, relaxou o ângulo do tubo da direção e alongou o alcance para maior estabilidade em alta velocidade. Também fez as escoras curtas para mehorar a manobrabilidade e capacidade resposta. De acordo com a marca, o resultado é uma bicicleta que oferece habilidades de tamanho normal em qualquer velocidade e terreno. Geometria adaptada Amplificação Com a aplicação Mission Control, os pais podem facilmente ajustar a potência da bicicleta com base nas habilidades de condução individuais do seu filho. A marca aconselha que se comece com um nível baixo de suporte/potência para ter uma ideia do que uma e-bike é capaz. Painel igual ao da Turbo Levo SL de adulto Também podem ser criados diferentes modos na aplicação Mission Control, para permitir que se planei a progressão do pequeno ciclista, ou se alterne rapidamente entre diferentes crianças, com habilidades diferentes. AUTONOMIA PARA IR A QUALQUER LADO A bateria da nova Levo SL Kids é a mesma que alimenta a Levo SL para adultos (320Wh e mesmo motor). A Levo SL para adultos oferece uma autonomia de até 5 horas, pelo que com um ciclista mais pequeno na Levo SL Kids, a autonomia aumenta consideravelmente. Turbo Levo SL Kids VS. Turbo Levo SL Com este modelo, a Specialized pretende abrir a diversão para voltas em família mais longas e por todos os tipos de terreno. Podes ver a gama completa, disponibilidade e preços aqui no site da marca: https://www.specialized.com/pt/pt Vídeo promocional da marca https://www.youtube.com/watch?v=S6oU3_6YIlw Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Gino Mader faleceu após queda grave na Volta à Suíça Gino Mader, ciclista suíço de 26 anos, faleceu hoje após uma grave queda grave durate a 5,ª etapa da Volta à Suíça, que envolveu também Magnus Sheffield, da equipa Ineos (este sem gravidade), assim como havíamos noticiado aqui. O falecimento de Gino Mader foi confirmado pela Bahrain Victorius através de um comunicado oficial. " É com profunda tristeza e pesar que anunciamos o falecimento de Gino Mäder. Na sexta-feira, 16 de junho, após uma queda gravíssima durante a etapa 5 do Tour de Suisse, Gino perdeu a batalha para se recuperar das graves lesões sofridas.  Toda a nossa equipa está devastada por este trágico acidente, os nossos pensamentos e orações estão com a família e entes queridos do Gino durante este período incrivelmente difícil. Pode ler-se no comunicado de imprensa da equipa Bahrain Victorius Profissional desde 2019, Gino Mader tinha três vitórias, uma delas na Volta a Itália em 2021, outra na Volta à Suíça no mesmo ano, tendo também em 2021 conseguido a sua melhor prestação em grandes voltas, ao ser quinto na geral da Vuelta à Espanha. Em virtude da tragédia sucedida a etapa 6 da Volta à Suíça foi hoje cancelada, no seu percurso previsto inicialmente, tendo os ciclistas apenas realizado 20 km's., todos juntos, em tributo a Gino Mader. https://twitter.com/VelonCC/status/1669740416172961792 Dia triste no mundo do ciclismo, descansa em paz Gino. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa: "Dei tudo para discutir a vitória" Rui Costa em crescendo para o Tour de France cheirou a vitória na Volta à Suíça. A análise do poveiro após integrar a fuga num dia com mais de 4600m de acumulado. Etapa com quase cinco horas e meia de duração e 211km com dois passos alpinos tremendos acima dos 2000m de altura: Furkapass a abrir e Albulapass a fechar, montanhas entre os 16 e os 17km de extensão a rondar os 6-7% de média. O dia na Volta à Suíça foi duro. Foi também o melhor dia de Rui Costa que vem de menos a mais na prova da qual é tricampeão e onde venceu cinco etapas. O ciclista da Intermarché-Circus-Wanty conhecia o terreno e arriscou, mostrando que está 100% do joelho e a apurar a condição para o Tour de France. “Tenho boas recordações da chegada a La Punt desde a minha vitória em 2013 na edição que acabei por vencer. Escolhi partir ao ataque na fuga e dei tudo para discutir a vitória na etapa, mas o Juan Ayuso esteve verdadeiramente forte. Quando nos alcançou tentei segui-lo mas foi difícil depois de tantos esforços na frente. Continuei a lutar pelo segundo lugar mesmo quando os favoritos nos alcançaram nos últimos quilómetros. Estou muito satisfeito com o meu dia porque esta performance demonstra que a minha forma física está a melhorar.” Rui Costa em declarações à Intermarché-Circus-Wanty. Créditos: Intermarché-Circus-Wanty Sexta-feira pode ser mais um bom dia para Rui Costa A aventura dos fugitivos terminou a 11km do final quando Juan Ayuso (UAE) chegou à frente da corrida e cavalgou para a vitória na jornada. Já Rui Costa foi 7º e entrou na meta com os favoritos. Sexta-feira pode ser mais um bom dia para o campeão da Volta à Comunidade Valenciana, mas dependerá do controlo feito pelas equipas dos sprinters, da capacidade dos homens rápidos passarem a montanha e há que ter em conta que no sábado a oportunidade para sprintar é mais clara. A 6ª etapa liga La Punt a Oberwil-Lieli e são 215,3km com um início duríssimo onde passam duas contagens de montanha nos primeiros 50km. A segunda parte suaviza pelo que as opções da fuga vão jogar-se na primeira hora e meia da corrida. Créditos: Intermarché-Circus-Wanty ### Volta à Suíça - Ayuso vence 5.ª etapa com português em destaque Juan Ayuso (UAE Emirates) venceu a quinta etapa da 86.ª edição da Volta à Suíça, num dia que teve um português entre os destaques do dia. Referimo-nos, obviamente, a Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), que foi 7.º classificado no dia de hoje, a 58 segundos de Ayuso. Quanto a Ayuso, o jovem ciclista espanhol, demonstrou estar de volta à boa forma, depois de um período de paragem devido a lesão, tendo sido o mais rápido a completar os 211 quilómetros da ligação entre entre Fiesch e La Punt, com o registo de 5:23.01 horas. Créditos imagem - Sprint Cycling Agency Ayuso chegou à meta isolado, com 54 segundos de vantagem sobre Matthias Skjelmose (Trek-Segafredo), e de Pello Bilbao (Bahrani-Victorious), respetivos segundo e terceiro classificados. O segundo lugar de hoje, permitiu a Matthias Skjelmose (Trek-Segafredo) recuperar a liderança da geral, agora com 8 segundos de vantagem sobre Felix Gall (AG2R Citroën), atual segundo classificado, enquanto que a fechar o pódio está agora Juan Ayuso, com 18 segundos de atraso. Nota ainda para o facto de Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) ter caído para quarto da geral, agora com 46 segundos de atraso para o líder. Está situação vem apenas confirma que a estrela da Soudal Quick-Step, ainda não se encontra totalmente recuperada depois de ter contraído covid-19 durante o Giro d’Itália, razão pela qual não terminou a prova. Rui Costa em grande no dia de hoje Crédito imagem: Vincent Kalut / Photonews Aos 36 anos, Rui Costa demonstrou hoje, naquela que é a etapa rainha da prova, as credenciais que evidenciou ao longo da sua carreira, efetuando uma grande prestação. O ciclista português fez parte da fuga do dia, e conseguiu um honroso 7.º melhor tempo do dia, resultado que lhe permitiu ascender a 22.º da geral. Vamos ver o que Rui Costa conseguirá fazer até ao final da prova, mas neste momento ainda luta por uma boa classificação à geral, de acordo com o elenco de luxo presente em solo suíço. Queda de Gino Mäder gera apreensão Gino Mäder (Bahrain-Victorious) sofreu uma queda aparatosa na etapa de hoje. O ciclista suíço caiu numa ravina já na descida a caminho da meta, tendo sido encontrado sem sentidos, com necessidade de ter de ser reanimado no local, sendo posteriormente transportado de helicóptero para o Hospital Chur, segundo um comunicado da Bahrain-Victorious. Para já ainda não são conhecidos mais pormenores acerca da situação clínica do ciclista suíço, com a sua equipa a remeter mais esclarecimentos só após os resultados dos exames médicos. Juntamente com Mäder, caiu também Magnus Sheffield (INEOS), embora a situação deste pareça menos grave do que a do ciclista suíço. Em relação a Sheffield, a INEOS promete notícias muito em breve. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=zWYXtvxazRU Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01AYUSO Juan UAE Team Emirates05:23:0102SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 5403BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 5404URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 5405BARDET Romain Team DSM+ 5406KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 5407COSTA Rui Intermarché-Circus-Wanty+ 5808GALL Felix AG2R Citroën Team+ 5809TIBERI Antonio Bahrain Victorious+ 01:0110EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:20 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo16:43:4102GALL Felix AG2R Citroën Team+ 0803AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 1804EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 4605BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 5706KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:1607BARDET Romain Team DSM+ 01:2908URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 01:5409UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:5710TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 03:00 Esta sexta-feira, decorrerá a sexta etapa da prova, numa tirada com o total de 215.3 quilómetro, na ligação entre La Punt a Oberwil-Lieli, num traçado que contará com montanha logo a começar. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### António Morgado doente quebra no Stelvio Dia mau de António Morgado na chegada mais dura do Giro sub-23 que foi ganha pelo favorito Johannes Staune-Mittet (Jumbo-Visma). VAR mandou para casa 24 ciclistas! Quem anda atento ao TopCycling já sabia que o talento de Salir do Porto chegou curto de forma pela lesão sofrida em abril, mas o António Morgado que alinhou na 4ª etapa do Giro sub-23 nada tem a ver com o ciclista combativo que é o atleta da Hagens Berman Axeon. Morgado amanheceu indisposto, sobreviveu a uma etapa feita a alta velocidade e na entrada do Stelvio encostou para vomitar. Ficou vazio e foi sofrendo até acabar a 18:25 do vencedor. Aprendizagem dura para o vice-campeão mundial júnior que esta quinta-feira acordou com os mesmos sintomas e dúvidas sobre se terá condições para terminar a jornada. Tirando isso a Axeon teve um bom dia. Os líderes Darren Rafferty e Jan Christen corresponderam: o irlandês foi 3º no Stelvio, ganhou a combatividade e subiu ao 2º lugar da geral (a 18 segundos de Johannes Staune-Mittet) enquanto o suíço foi 11º e é 12º a 3:13. Créditos: La Presse Ganhou quem tinha que ganhar Na Cima Coppi da prova viu-se quem está melhor e o prognóstico cumpriu-se: Johannes Staune-Mittet colocou a bandeira da Noruega no topo do Stelvio tornando-se o primeiro corredor do país dos fiordes a vencer uma etapa no Giro sub-23. Mesmo no Giro de elites é raro encontrarmos triunfos de noruegueses, aliás, o último tem 25 anos: Kurt Asle Arvesen, em Bergantino. É curioso que a corrida sub-23 está a seguir o mesmo guião do que o Giro de elites. Nos primeiros três dias tivemos Alec Segaert (Lotto) de rosa – tal como Remco Evenepoel – e aos belgas seguiu-se um norueguês – Staune-Mittet fez de Andreas Leknessund. O vencedor do prestigiado Giro del Belvedere, que alterna entre os sub-23 e a equipa principal da Jumbo-Visma, venceu sem esmagar e essa é a melhor notícia para a corrida que fica aberta. “O Stelvio é uma subida lendária e vou recordar este dia para o resto da minha vida. Tem sido uma primeira parte positiva do Giro, temos estado unidos como equipa.” Results powered by FirstCycling.com A surpresa do dia Alexy Faure Prost corre pela Circus - ReUz - Technord e foi quem mais perto esteve de Staune-Mittet. O francês foi a surpresa do dia, primeiro porque é sub-23 de primeiro ano e não foi um super júnior dos nascidos em 2004, segundo porque é a época de estreia do projeto de desenvolvimento da Intermarché e os resultados têm sido excelentes. Com Francesco Busatto ganharam a Liège e o italiano passou a profissional com a época em andamento (apesar de estar no Giro sub-23 com a formação de desenvolvimento). Sabem quem atacou nesse dia em La Redoute antes do italiano rematar o trabalho da equipa? Alexy Faure Prost! Créditos: La Presse VAR mandou 24 para casa A nota negativa da jornada aconteceu à retaguarda do pelotão. Enquanto uns pedalaram Stelvio acima, outro subiram à boleia de carros e motas como se pode comprovar no vídeo abaixo. Os comissários visionaram as imagens e desclassificaram os atletas identificados nos vídeos. O VAR mandou 24 para casa, numa lista com nomes sonantes como o campeão da Paris-Roubaix esperanças, o belga Tijl de Decker (Lotto-Dstny), e o promissor estónio Frank Aron Ragilo (DSM), top 10 nas duas corridas dos passados Mundiais de juniores. A corrida fica reduzida a 143 ciclistas e os miúdos aprenderam uma lição para a vida. https://twitter.com/tuttobiciweb_it/status/1669093648485548034 ### Volta à Suíça - Novo líder da geral após 4.ª etapa Hoje foi a vez de Felix Gall (AG2R Citroën) brilhar na 86.ª edição da Volta à Suíça, depois de conquistar a quarta etapa da prova e assumir assim a liderança da geral. O ciclista australiano de 25 anos foi o mais rápido a completar os 152,5 quilómetros da ligação entre Monthey e Leukerbad com o registo 3:42.22 horas. Crédito imagem: Dario Belingheri/Getty Images) Gall conseguiu isolar-se a cerca de 20 quilómetros da meta, vencendo a tirada com 1.02 minutos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), e 1.03 minutos sobre Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo), respetivos segundo e terceiro classificados. Com o resultado de hoje, Felix Gall assume a liderança da geral, mas tem apenas dois segundos de vantagem para o vice-líder Skjelmose, e seis para o grande favorito à vitória final Evenepoel, que fecha atualmente o pódio. Rui Costa cede na geral Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) foi hoje 48.º classificado na geral, cedendo vários minutos para o topo da geral, onde ocupa agora o 30.º posto , com 16.09 minutos de atraso. Vamos ver como é que único ciclista português em prova irá encarar o dia de amanhã, que se espera de elevada dificuldade. É sempre bom relembrar que aos 36 anos, Rui Costa conta com três vitórias nesta prova, mais concretamente, entre 2012 e 2014. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=UTsghf4DpQE Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GALL Felix AG2R Citroën Team03:42:2202EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:0203SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 01:0304UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:0505KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:0506BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 01:0507BARDET Romain Team DSM+ 01:0708MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 01:1009TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 01:3610SCHACHMANN Maximilian BORA-hansgrohe+ 01:49 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GALL Felix AG2R Citroën Team11:19:5002SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 0203EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1604BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 5705KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:1206AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 01:1807BARDET Romain Team DSM+ 01:2508UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:2609SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 01:3310URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 01:50 Etapa rainha é já amanhã Esta quinta-feira, disputa-se a ‘etapa rainha’ da prova que liga Fiesch a La Punt, numa tirada com o total de 211 quilómetros e que apresenta  4.700 metros de acumulado de subida, num dia em que aqueles que procuram uma boa classificação final, terão de assumir a corrida, pois as diferenças prometem fazer-se notar. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Seleção sub-23 tira bilhete para o Avenir. E agora? Sétimo posto de Afonso Eulálio apura Portugal para o Tour de l’Avenir, do qual a seleção abdicou em 2022. Propomos um debate sobre que modelo de formação queremos? Graças à solidez de um bloco constituído por três sub-23 de primeiro ano, um de segundo e outro de terceiro Portugal venceu pela primeira vez a classificação por equipas da Corrida da Paz! O campeão nacional Afonso Eulálio fechou no 7º lugar (fez pódio na etapa rainha e só um furo no prólogo o impediu de lutar pela vitória final). Portugal teve ainda Gonçalo Tavares em 11º, Duarte Domingues em 13º e Alexandre Montez em 17º. Podia ter sido ainda melhor se Lucas Lopes não tivesse furado na jornada final ou Daniel Lima não tivesse problemas gastrointestinais. A performance é excelente, sobretudo tendo em conta que Portugal o fez na ausência de António Morgado, líder desta geração, que está no Giro sub-23. Os 15 pontos obtidos na República Checa mais os 20 do GP Orlens colocam Portugal no 5º lugar do ranking e apuram o país para o Tour de l’Avenir (Volta a França do Futuro) que se disputa 20 a 27 de agosto. Só França, Itália, Dinamarca e Eslovénia somaram mais pontos na Taça das Nações. https://twitter.com/coursedelapaix/status/1667594114093776897 Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) fez pódio na etapa rainha como podem conferir no resumo acima. Maior montra do ciclismo jovem mundial Entrar por via do ranking significa que a organização cobre os custos com alojamento e alimentação; as Federações têm que pagar as viagens. Em 2022 Portugal também se apurou, mas a Federação Portuguesa de Ciclismo optou por não ir e o selecionador José Poeira explicou o porquê em entrevista ao TopCycling. Sub-23 de último ano como Hélder Gonçalves, Afonso Silva, João Medeiros e Pedro Pinto foram à Corrida da Paz. Pedro Silva ainda tinha mais um ano pela frente na categoria, foi 12º e somou os pontos para classificar o país. Na equipa estava ainda Fábio Fernandes que se retirou entretanto. A Corrida da Paz é uma instituição do ciclismo do leste europeu.Créditos: Jan Brychta "Foi uma grande oportunidade perdida" O TopCycling falou com três dos seis atletas que estiveram nessa Corrida da Paz. Afonso Silva (Kelly Simoldes UDO): “Era uma corrida na qual depositei muita ambição e tinha assuntos a resolver pois em 2019 caí na 1ª etapa e vim para casa. Sei também que não eram datas fáceis tento em conta que a Volta a Portugal acabava três dias antes de arrancar o Avenir. Contudo, bem planeado e organizado teria sido possível fazer ambas. Foi uma decisão da Federação, não me cabe a mim decidir, tive que aceitar e meter o foco total na Volta a Portugal e nos meus objetivos com a equipa.” Pedro Pinto (Efapel): “Foi um pouco triste. Achava importante ir para a minha evolução enquanto ciclista, tínhamos possibilidade de fazer um bom resultado! Nunca se sabe como podem correr as coisas e mudar a carreira de um ciclista, mas como é óbvio gostava bastante ter ido.” João Medeiros (L.A. Alumínios/Credibom/Marcos Car): “Trabalhei muito com o objetivo de ser convocado para a seleção. Consegui, mas fui à Corrida da Paz com uma forte gripe. Foi frustrante, na única oportunidade, não ter conseguido colocar no terreno aquilo que considerava ser o meu potencial. Ainda assim, os resultados dos colegas permitiram esse apuramento para o Avenir. Participar no Avenir é algo que fica bem no currículo de qualquer jovem. Não podemos dizer se faria diferença na carreira… no desporto nunca podemos saber. Se falarmos em “aumento de probabilidade para o sucesso” sim, estou convencido de que foi uma grande oportunidade perdida.” António Morgado é sub-23 mas já se estreou a vencer provas UCI ao conquistar a Volta a Rodes, na Grécia.Créditos: Joe Cotterill Portugal aponta ao Tour de l’Avenir com António Morgado No pelotão português há nove equipas Continentais e um total de 95 profissionais dos quais 18 são selecionáveis para provas sub-23, isto é, 19 por cento do pelotão. As equipas que mais contribuem neste escalão são a Credibom/L.A. Alumínios/Marcos Car de Hernâni Broco e a Kelly/Simoldes/UDO de Manuel Correira – recentes campeões da Volta à Portugal do Futuro com João Silva. Mesmo com atletas em formação no estrangeiro há limitações evidentes pelo número de corredores. Outro aspeto difícil de contornar é o calendário: no ano passado a Volta a Portugal terminou três dias antes do início da Volta a França do Futuro e esta época as provas coincidem a 20 de agosto! Em 2023 que ninguém tenha dúvida: Portugal aponta ao Tour de l’Avenir com António Morgado! É lógico que o faça porque o atleta de Salir do Porto é especial. O mais perto que a nação esteve do título foi em 2008 quando Rui Costa perdeu para Jan Bakelants; mesmo sendo sub-23 de primeiro ano Morgado disse ao TopCycling disse que é em França que está o objetivo da temporada após chegar ao Giro condicionado por lesão. “Tinha metido esta corrida [Giro] como um dos objetivos do ano, queria vir discutir a vitória, embora o Tour de l’Avenir seja o objetivo do ano porque quero ir discutir. No Giro fica sempre aquele sabor amargo porque queria correr para ganhar, mas sei que não tenho a capacidade física.” Há muito que sabíamos que Morgado e a geração nascida em 2004 promete após dominar em juniores com o bloco da Bairrada. No entanto, convidamos à reflexão sobre que modelo de formação queremos agora que a seleção está em alta e vai voltar ao Tour de l'Avenir. Deixamos algumas questões: Há interesse em desenvolver o escalão sub-23 em Portugal com um calendário próprio (atualmente há quatro rondas da Taça de Portugal e o Nacional)? Devem provas como o Tour de l'Avenir ser vistas como parte do processo formativo ou pelo prisma competitivo? Que mensagem passa aos jovens a não presença no Tour de l'Avenir (como em 2022) quando a conquistaram na estrada? O debate é interessante e se for feito de forma construtiva é o ciclismo que tem a ganhar. ### Volta à Suíça - Mattias Skjelmose surpreende na 3.ª etapa Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo) foi o destaque do dia na 86.ª edição da Volta à Suíça, ao vencer hoje a terceira etapa da prova. O jovem ciclista dinamarquês de 22 anos, foi o mais rápido a completar os 143,8 quilómetros da ligação entre Tafers e Villars-Sur-Ollon, com o registo de 3:29.14 horas, ultrapassando a linha da meta isolado, com três segundos de vantagem para Felix Gall (AG2R Citroën), e 12 segundos para Juan Ayuso (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. Créditos imagem: Vincent Kalut/PN/SprintCyclingAgency©2023 Com a vitória de hoje, a Skjelmose ascendeu à liderança da geral, que à partida para a etapa de hoje pertencia a Stefan Küng (Groupama-FDJ). Com três etapas concluídas, Mattias Skjelmose lidera assim a geral com 17 segundos de vantagem sobre o favorito Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), que ocupa o segundo posto da geral, depois de ter terminado a etapa de hoje na 4.ª posição. No último lugar do pódio encontra-se neste momento Juan Ayuso (UAE Emirates), a 24 segundos do líder. Rui Costa sobe na geral Rui Costa, o único representante luso em prova, foi hoje 25.º classificado, resultado que, curiosamente, lhe permitiu ascender ao 25.º posto da geral, estando agora a 2.39 minutos do líder. O ciclista português de 36 anos, protagonista de uma bela história com esta prova, depois de a ter conquistado por três ocasiões, entre 2012 e 2014, ainda parece determinado a conseguir um bom resultado na presente edição da prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=NNWc5Oanu3o Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo03:29:1402GALL Felix AG2R Citroën Team+ 0303AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 1204EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 2105UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 2106BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 2107KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 2108URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 2109SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 3710BARDET Romain Team DSM+ 45 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo07:36:3102EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1703AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 2404SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 3905BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 4906URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 5607KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:0408IZAGIRRE Ion Cofidis+ 01:0509GALL Felix AG2R Citroën Team+ 01:0710BARDET Romain Team DSM+ 01:15 Mais duas contagens de montanha no dia de amanhã Nesta quarta-feira, disputa-se a quarta etapa desta 86.ª edição da Volta à Suíça com o pelotão a ter pela frente um total de 152,5 quilómetros na ligação entre Monthey a Leukerbad, num traçado que engloba duas contagens de montanha de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O que é uma boa Alimentação e Suplementação para ciclista? No seguimento dos nossos artigos sobre treino e nutrição, após o artigo sobre rolos de treino, abordamos agora alguns aspectos base sobre a alimentação e suplementação para ciclista. Nutrição funcional em desportistas de fundo Este tema dá azo a muita conversa, para o bem deste artigo comecemos por separar a suplementação por momentos. Antes, durante e após. Fotografia: David Raquel A palavra suplementação, hoje em dia, para muitos soa desde logo àquela suplementação comummente utilizada por culturistas/halterofilistas, mas vamos centrar-nos no que eu gosto mais de classificar como alimentação ou nutrição funcional em desportistas de fundo. Alimentação Sem dúvida que os bons comportamentos alimentares em desportistas, são fundamentais para um óptimo equilíbrio entre saúde e performance. Mas no que à actividade desportiva respeita e ao ciclismo em concreto, representa um factor fundamental e muitas vezes, muitas mesmo, é negligenciado pelos ciclistas. Tantas são as vezes que a culpa de um mau dia ou de uma má prestação, no entendimento do atleta é pela falta de treino e muitas vezes é simplesmente por maus comportamentos alimentares, antes e durante uma sessão de treino ou objectivo. A fadiga surge ou instala-se no organismo como resposta ao treino e à intensidade propriamente dita, no entanto as nossas capacidades de suster determinadas intensidades, de metabolizar diferentes substratos energéticos provêm, não só do treino mas também do que ingerimos para “alimentar” o trabalho mecânico do nosso corpo. É difícil condensar este tema num artigo apenas, no entanto podemos principalmente nesta matéria, olhar para os macro nutrientes e micronutrientes que nos interessam e que detêm um papel importante no ciclo de produção energético, na participação de uma óptima coordenação muscular, e no inicio de processos anabólicos pós stress (treino/ estímulo). Nos macronutrientes temos: Hidratos de Carbono (HCO); Proteína (P) e Lipídos (L). Nos micronutrientes, e aqui vamos apenas centrarmo-nos nos que têm maior influência durante e logo após a prática desportiva que são basicamente os minerais: Cálcio, Potássio, Magnésio e Sódio. As vitaminas também têm um papel preponderante, mas principalmente para suprir as necessidades quotidianas de quem se dedica ao treino de uma forma mais estruturante, que pode através de alguma imunossupressão causada pelo volume, intensidade, exposição a determinados factores meteorológicos ou até por questões hormonais, “obrigar” à sua suplementação. Antes Por exemplo, antes de uma sessão de treino longa ( mais de 3 horas), aquelas voltas de fim-de-semana em que a predominância, em termos de intensidade, muito provavelmente será de pendor aeróbico, ou seja até cerca de 85% da nossa frequência cardíaca máxima ou até cerca de 90% do nosso limiar funcional de potência, mas na maioria do tempo será passado na casa dos 75% do nosso limiar funcional de potência (FTP), devemos então apostar numa refeição pré-treino rica em hidratos de carbono de índice glicémico (IG) moderado a alto, com baixo teor de fibra, alguma proteína e reduzir ao máximo a ingestão de gordura. De preferência esta refeição deve ocorrer a cerca de 2h a 2h30 da sessão de treino. Durante Durante a mesma sessão de treino, devemos incluir na nossa alimentação funcional, HCO’s de boa digestibilidade, de elevado índice glicémico (IG), como géis, alimentos de fácil mastigação como gomas ou barras e bebidas isotónicas. Os açúcares aos quais poderemos dar primazia, são a maltodextrina e a frutose, que relacionados numa proporção óptima (actualmente as melhores marcas fixam-se na relação 1:0.8 ou 2:1) apresentam boa absorção, boa tolerância e em termos resposta glicémica, mais rápida, servindo bem as fases mais intensas em que a reposição mais rápida representa grande importância. Temos ainda muitos outros açucares como isomaltulose e dextrose, que também se apresentam como boas soluções. Considero que muitas vezes aproveitamos mal o espaço dos nossos bidons e lá podemos de facto colocar 3 elementos fundamentais. Água, Sais e Hidratos. Existem muitas bebidas no mercado que oferecem esta possibilidade e mais uma vez a maltodextrina bem como a frutose, apresentam excelente solução. A concentração destes elementos pode fazer variar a osmolalidade da bebida, tornando-a isotónica (a que apresenta osmolalidade idêntica aos nossos fluídos), hipertónica e hipotónica. As marcas mais conceituadas no mercado em média detêm cerca de 30g. de Hidratos por dose e os sais minerais (principalmente sódio, cálcio, potássio, magnésio e cloretos). Nunca esquecer que é importante a ingestão de apenas água e ir intercalando com os restantes elementos presentes no nosso equipamento. Devemos, igualmente considerando um treino superior a 3 horas e nos registos de intensidade moderados já assinalados, apontar para uma ingestão de cerca de 60g. de Hidratos por hora. Em sessões em que se espere uma maior intensidade, por via de variações de ritmo, competição ou treino intervalado, podemos experimentar quantidades de 80g/h e perceber se as toleramos, ou seja, se não resultam daí problemas gastrointestinais. É sempre conveniente experimentar estes comportamentos em ambiente de treino, porque também se treina o intestino. Quanto aos sais, inevitavelmente nos produtos que vamos escolher, como géis e bebidas iso energéticas, as melhores marcas já oferecem os 2 elementos (Hidratos e Sais) no produto, portanto asseguramos assim, reposição energética, manutenção de uma óptima/eficaz contracção muscular, hidratação e redução do risco de hiponatremia, entre outros. O controlo da nutrição antes e durante o treino com o devido acompanhamento, pode ser, numa abordagem holística do treino, utilizado como ferramenta para adaptações fisiológicas que apontam à eficiência metabólica do nosso organismo, bem como até a redução da nossa capacidade máxima glicolítica (VLamax) que pode numa boa maioria de disciplinas do ciclismo, representar um enorme benefício, tornando-nos mais eficientes (Um bom tema para um próximo artigo), embora pareça estranho. Fonte: inscyd.com Após No pós sessão, nos treinos de maior volume e/ou intensidade devemos, com vista a acelerar processos de regeneração, optar por bebidas a que chamamos de recuperadores, numa janela temporária muito próxima do términus da nossa sessão. Dar preferência a uma composição de 4:1 no que respeita a Hidratos/ Proteína, ou seja, por cada 4 partes de Hidratos, uma parte de Proteína. Se esta relação for ligeiramente menor, não é problemático, optando novamente em hidratos de absorção rápida como a maltodextrina e na proteína, uma de boa digestibilidade e com um bom aminograma (composição de aminoácidos numa proteína). Estas bebidas podem ser elaboradas pelo próprio atleta, fazendo as misturas ou adquirindo um produto com esse fim específico, podendo ainda por vezes adicionar sais, também para melhorar o processo de rehidratação. Devem ser diluídas em água para uma melhor digestão e consequente absorção. Dia a dia Ao longo do dia é importante ir retomando uma dieta mais equilibrada e que resida em hidratos de carbono de absorção lenta, elevando a ingestão de vegetais e escolhendo proteínas de qualidade. São apenas exemplos que podem ser tidos em conta numa sessão de 3h ou mais e que asseguram uma boa prática. Unbound Gravel 2021 No próximo artigo daremos indicações sobre como ver os rótulos dos produtos, para ajudar quem está desse lado a escolher não só pelo preço ou marca, mas pelo que é importante em cada suplemento. Por: Edgar Santos, treinador de ciclismo com título profissional nível 2, pós graduado em rendimento desportivo, certificação de nível máximo Trainingpeaks, formações temáticas nas áreas da nutrição desportiva, sistema cardiovascular, vias metabólicas e treino concorrente. O Edgar desenvolve a sua actividade de treinador por via da ndurance.cc, uma empresa ligada ao treino de ciclismo e à comercialização de alimentação funcional adequada a desportos de endurance. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Suíça - Biniam Girmay triunfa na 2.ª etapa Biniam Girmay (Intermarché-Circus-Wanty) venceu hoje a segunda etapa da 86.ª edição da Volta à Suíça. O ciclista eritreu de 23 anos completou os 173,7 quilómetros da ligação entre Beromünster e Nottwil, com o registo de 03:53.37 horas., superiorizando-se no sprint final a Arnaud Démare (Groupama-FDJ), e a Wout van Aert (Jumbo-Visma), respetivos segundo e terceiro classificados. A chave da vitória de Girmay, companheiro de equipa do português Rui Costa, esteve na forma certeira como lançou o sprint, depois de um forte ataque de Van Aert que arrancou a cerca de 300 metros da meta, numa decisão que acabou por se revelar algo precipitada. Apesar do ataque falhado, a estrela da Jumbo-Visma ainda garantiu durante a etapa de hoje uma bonificação de quatro segundos, situação que lhe permitiu reduzir as diferenças para Stefan Küng (Groupama-FDJ), atual líder da geral e para o vice-líder, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). Küng lidera assim a volta do seu país de origem, com cinco segundos de vantagem sobre Evenepoel, enquanto que Van Aert se encontra no último lugar do pódio, com seis segundos de atraso. Rui Costa seguro em dia de festa na equipa Rui Costa - Intermarché Circus Wanty Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty ) chegou integrado no pelotão, cruzando a linha da meta na 79.ª posição, depois de realizar uma etapa segura, em dia de festa para a sua equipa pela vitória de Biniam Girmay. O ciclista português de 36 anos e único português em prova ocupa agora a 58.º lugar da geral, a 58 segundos de Küng. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=mRBNriWPLf8 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GIRMAY Biniam Intermarché-Circus-Wanty03:53:3702DÉMARE Arnaud Groupama-FDJ+ 0003VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0004BITTNER Pavel Team DSM+ 0005SAGAN Peter TotalEnergies+ 0006MEEUS Jordi BORA-hansgrohe+ 0007GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 0008ARANBURU Alex Movistar Team+ 0009TEUNISSEN Mike Intermarché-Circus-Wanty+ 0010BEULLENS Cédric Lotto Dstny+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01KÜNG Stefan Groupama-FDJ04:07:0802EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0503VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0604SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 1105PRICE-PEJTERSEN Johan Bahrain Victorious+ 1706SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 1907BISSEGGER Stefan EF Education-EasyPost+ 2008SOBRERO Matteo Team Jayco-AlUla+ 2009ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step+ 2310AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 25 Esta terça-feira, vai para a estrada a terceira etapa desta 86.ª edição da Volta à Suíça, com o pelotão a ter pela frente uma tirada de 143,8 quilómetros, com a chegada a meta a contemplar uma contagem de montanha de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Suíça - Stefan Küng vence 'crono' inaugural O ciclista suíço Stefan Küng (Groupama-FDJ) foi o destaque do dia inaugural da 86.ª edição da Volta à Suiça, ao vencer contrarrelógio inicial, superiorizando-se aos favoritos Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e Wout van Aert (Jumbo-Visma). Aos 29 anos, Küng entra assim a vencer no seu país, ele que é um dos grandes especialistas de ‘crono’ da atualidade, prova disso, o facto de ter sido o mais rápido a completar a os 12,7 quilómetros no contrarrelógio inaugural com  o registo de 13.31 minutos, seguindo-se Evenepoel com 6 segundos de atraso, e Van Aert com 10 segundos, ficando assim nas respetivas segunda e terceira posições. Rui Costa terminou a 58 segundos do líder Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), o único representante luso em prova, registou o 72.º melhor tempo, a 58 segundos do vencedor. Aos 36 anos, Rui Costa procura realizar uma boa prestação numa prova que lhe é especial, pelo facto de já a ter conquistado por três ocasiões, mais concretamente entre 2012 a 2014. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=neB22eS4DjM Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01KÜNG Stefan Groupama-FDJ13:3102EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0603VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1004SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 1105PRICE-PEJTERSEN Johan Bahrain Victorious+ 1706SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 1907BISSEGGER Stefan EF Education-EasyPost+ 2008SOBRERO Matteo Team Jayco-AlUla+ 2009ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step+ 2310AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 25 Amanhã, disputa-se a segunda de oito etapas, com ligação entre Beromünster a Nottwil, num traçado com o total de 173,7 quilómetros, que engloba duas contagens de montanha de terceira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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A ambição e a expetativa gerada em torno da participação lusa na elite masculina, acabou por ficar um pouco aquém do idealizado, situação admitida pelo selecionador nacional, Pedro Vigário. A competição não correu como desejávamos. O Filipe Francisco não se sentiu bem e desistiu ainda antes do primeiro abastecimento. O Tiago Ferreira também não teve um bom dia e não terminou. Em contrapartida, o José Dias fez uma corrida em progressão, acabando bem, embora longe do pódio, que ambicionávamos. O Guilherme Mota e o Gonçalo Amado estiveram bem na primeira vez que representaram a Seleção num Campeonato da Europa”. Pedro Vigário (Selecionador Nacional) Melissa Maia terminou maratona na 7.ª posição Melissa Maia, que alinhou na maratona de elite feminina ao serviço do Korpo Activo/Penacova terminou na sétima posição. A campeã nacional completou os 80 quilómetros em 4:45:47 horas, mais 18:32 minutos do que a vencedora, a alemã Aldelheid Morath. Filipe Ramos triunfa em master 35 No que diz respeito aos veteranos, nesta classe, a participação nacional pautou-se pelo sucesso, com Filipe Ramos (Guilhabreu MTB) a conquistar o título de master 35, categoria em que José Lourenço (SPAC) obteve a medalha de bronze. Já em masters 40, destaque para o terceiro lugar de David Vaz. Em masters 50, António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) subiu a pódio, ao ser o terceiro melhor classificado. Vítor Graça conquista título de masters 55 Na categoria de masters 55, a Seleção Nacional conquistou mais um título, por intermédio de Vítor Graça (BTT Conceição de Faro/Algarve Bike Challenge), que foi acompanhado no pódio pelo compatriota Reinaldo Luís (Róódinhas/Master Vantagem), terceiro classificado. O master 60 Rui Norte (Róódinhas/Master Vantagem) também conseguiu a medalha de bronze. Ângela Gonçalves (Korpo Activo/Penacova) sagrou-se vice-campeã europeia na categoria feminina de master 40. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Etapa 2 - Lenzerheide Como é habitual, a Taça do Mundo de XCO em Lenzerheide ofereceu aos fãs corridas incríveis, tanto na categoria feminina como na categoria masculina. Realce para o facto de Nino Schurter conseguir outro marco histórico na sua careira e na modalidade, é o atleta com mais vitórias em rondas da taça do mundo na história. Corrida elite feminina Após a vitória na primeira corrida em Nove Mesto, Puck Pieterse chegou a Lenzerheide como líder da competição e a expectativa era grande, no sentido de ver se o domínio da holandesa se mantinha. Lenzerheide foi uma corrida completamente diferente de Nove Mesto, Jenny Rissveds havia deixado boas indicações no short track, assim como Pauline Ferrand Prevot e Alessandra Keller, mas foi Loana Lecomte quem teve o protagonismo este domingo. Loana Lecomte Lecomte mostrou ao que vinha desde o início, sempre no grupo da frente, de forma sólida foi deixando volta após volta outras ateltas que quiseram disputar a corrida, como Anne Terpstra, Pauline Ferrand Prevot e Alessandra Keller. A ultima resistente foi a sua compatriota Pauline Ferrand Prevot, mas Loana Lecomte estava "endiabrada" e abriu uma vantagem com um ataque na última volta, que a campeã do mundo Pauline Ferrand Prevot já não conseguiu fechar. A partir daqui, Loana Lecomte seguiu isolada para a vitória e Pauline Ferrand Prevot acabaria inclusive por pagar o esforço de tentar ir com a vencedora de hoje, caindo para o quarto lugar, sendo ultrapassada por Anne Terpstra e Alessandra Keller na última volta. Alessandra Keller consegue o pódio em cima da meta Em relação às portuguesas em competição, Raquel Queirós terminou no 62.º posto, enquanto Joana Monteiro terminou em 77ª. TOP 10 final Pos.NomePaísEquipaTempo1LECOMTE Loana FRACANYON CLLCTV1:24:412TERPSTRA Anne NEDGHOST FACTORY RACING1:24:593KELLER Alessandra SUITHÖMUS MAXON1:25:134FERRAND PREVOT Pauline FRAINEOS GRENADIERS1:25:205PIETERSE Puck NEDALPECIN-DECEUNINCK1:25:356RICHARDS Evie GBRTREK FACTORY RACING XC1:25:597MITTERWALLNER Mona AUTCANNONDALE FACTORY RACING1:26:268RISSVEDS Jenny SWETEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL1:26:409BERTA Martina ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:27:0410BOHÉ Caroline DENGHOST FACTORY RACING1:27:0511BURQUIER Line FRACANYON CLLCTV1:27:08 Vídeo resumo https://youtu.be/ZEXC4SyWy4A Corrida elite masculina O vencedor da primeira corrida em Nove Mesto, Tom Pidcock não marcou presença em Lenzerheide, pelo que haveria de certeza um novo vencedor na Taça do Mundo de XCO 2023. Nino Schurter já havia deixado boas indicações na corrida de Nove Mesto, deixando claro a toda a gente que, apesar do alto nível desta competição, aos 37 anos o Campeão do Mundo continua a dar muita dor de cabeça aos adversários. A correr em casa, Nino Schurter mostrou ambição desde o início, e apesar do início explosivo do alemão Luca Schwarzbauer, o Campeão do Mundo quis ser ele a assumir a corrida, com algumas mudanças de ritmo na frente, com as quais foi fazendo uma seleção dos atletas que seguiam com ele. Nino estava num daqueles dias afiados, à quarta volta, em virtude de um pequeno erro dos ciclistas que seguiam com ele, abriu um pequeno espaço que aumentaria após novo ataque numa das subidas do circuito. A partir deste ponto o Campeão do Mundo nunca mais olhou para trás, consolidando a sua liderança em cerca de trinta segundos de vantagem, transformando a corrida em duas, a sua e a dos outros. O momento em que Schurter entra para a história da Taça do Mundo de XCO. Nino Schurter entrou na reta da meta com a multidão em êxtase, foi em Lenzerheide, a correr perante o seu publico que finalmente conseguiu quebrar o recorde de vitórias na Taça do Mundo de Julien Absalon, ao conquistar a sua 34.ª vitória, entrando assim para a história da modalidade como o atleta mais vitorioso de sempre. "Não há lugar melhor do que aqui. Sim, demorei muito para esta 34ª vitória, mas é insano. Em casa, estava realmente ansioso por esta corrida, correr uma última vez em Lenzerheide foi bastante emocionante. Saber que esta provavelmente será minha última corrida aqui, queria dar tudo de mim e conseguir esta vitória aqui. Disse Schurter no final Recordar que provavelmente esta foi a ultima vez que Schurter correu em Lenzerheide, pelo facto do circuito não fazer parte da Taça do Mundo, pelo menos, nos próximos dois anos. Pódio da corrida elite masculina. Os português Mário Costa terminou no 94.º posto. TOP 10 final Pos.NomePaísEquipaTempo1SCHURTER Nino SUISCOTT-SRAM MTB RACING TEAM1:24:042HATHERLY Alan RSACANNONDALE FACTORY RACING1:24:193SARROU Jordan FRATEAM BMC1:24:204GRIOT Thomas FRACANYON CLLCTV1:24:205VALERO SERRANO David ESPBH COLOMA TEAM1:24:446BRAIDOT Daniele ITACS CARABINIERI - CICLI OLYMPIA VITTORIA1:24:597GAZE Samuel NZLALPECIN-DECEUNINCK1:25:228BLUMS Martins LATKMC MTB RACING TEAM1:25:269LITSCHER Thomas SUILAPIERRE MAVIC UNITY1:25:4110CINK Ondřej CZEPRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS RACING TEAM1:25:54 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=xt_9IrU-jb0 A próxima etapa da Taça do Mundo é já entre os dias 16 e 18 de junho em Leogang na Áustria. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O Giro sub-23 visto por António Morgado Atleta da Hagens Bermans Axeon analisa os favoritos, o percurso e o papel que terá no Giro sub-23 em entrevista ao TopCycling. O Giro sub-23 é uma das corridas mais espetaculares do calendário jovem internacional. O percurso este ano não é dos mais duros – mais informações na antevisão da prova – já que há duas etapas duras, um contrarrelógio curto e vários dias "fáceis" que nem podemos considerar de média montanha. É curioso observar que no comunicado do organizador – a RCS, o mesmo do Giro de elites – António Morgado é colocado entre os favoritos. Como escrevemos na análise aos nomes fortes do pelotão, o corredor de Salir do Porto fez uma paragem longa e não fez a preparação ideal… mas como nunca se descarta um craque podemos classificá-lo como outsider. “Parei um mês sem poder treinar com intensidade e a condição física caiu muito. Tinha metido esta corrida como um dos objetivos do ano, queria vir discutir a vitória, embora o Tour de l’Avenir seja o objetivo do ano porque quero ir discutir. No Giro fica sempre aquele sabor amargo porque queria correr para ganhar, mas sei que não tenho a capacidade física.” Trabalhar muito e sonhar com o top 10 A realidade dos factos não tira ambição ao português da Axeon, que já se estreou a vencer provas UCI apesar de estar no primeiro ano de sub-23. A equipa de Axel Merckx tem um bloco forte, mas para António Morgado “os favoritos são os Jumbo-Visma, não conheço os colombianos mas devem ser muito fortes, temos o [William Junior] Lecerf e atletas que vão aparecer a andar muito forte como é normal”. Quanto à Axeon deixamos que seja o Bigode Voador a apresentar os colegas. “Temos hipóteses de discutir a corrida com um ou dois corredores. Trazemos o Kasper [Andersen] que é um sprinter experiente que vai comandar a equipa, temos o Artem [Schmidt] que tem força, muita força; o [Jan] Christen e o Darren [Rafferty] devem ser os líderes e eu estou para ajudar na montanha se conseguir.” O Giro é traiçoeiro, mas há claramente duas etapas decisivas, a 4ª (chegada ao Stelvio) e a 7ª (chegada a Pian del Cansiglio). “No Stelvio o papel é proteger os líderes. Eles é que mandam e vou estar ao lado deles, mas se me sentir bem não vou ficar para trás. Digo que estou para ajudar os líderes e estou, mas se tiver a oportunidade de ganhar não vou perder. Não gosto de dizer que vim para ganhar porque não gosto de correr com pressão, gosto de correr à vontade e por isso é que me proponho logo para trabalhar. Gosto de correr assim. Sempre que alguém me pergunta ‘vais para ganhar?’… na minha cabeça quero ganhar e vou para dar o melhor, mas não gosto da pressão. Trabalhar muito e sonhar com o top 10 é o ponto de partida de António Morgado para a estreia na corrida italiana. Sábado é um dia marcado a vermelho no livro de prova por ser duro, mas não ter o fator altitude em jogo. “Sei que o Staune-Mittet e o Lecerf prepararam esta corrida para ganhar, pararam de correr e estiveram três semanas em Serra Nevada e vêm com uma força brutal. Eu só fiz uma semana em altitude, o que não dá efeito nenhum, mas se não tiver que controlar e tiver um dia mais solto para fazer o que quiser é sábado que vou tentar. A trabalhar talvez o meu objetivo pessoal seja muito elevado, mas um top 10 na geral seria muito bom.” Créditos: Joe Cotterill Projeto Morgado é a longo prazo As comparações são sempre subjetivas, mas tocar no Giro é pensar em João Almeida, que 44 anos depois voltou a colocar um português no pódio de uma grande Volta. O primeiro momento forte da carreira internacional de João Almeida aconteceu no Giro sub-23 com um top 10 no contrarrelógio em 2017, antes de perder a corrida para Vlasov no ano seguinte. António Morgado não é João Almeida, mas sabe que quer ser corredor de provas por etapas. Também que o caminho para lá chegar requer paciência. “Muita gente pergunta ‘então tu és o quê, trepador?’… agora não sou trepador. Gosto de discutir corridas na geral, é o que me cativa a andar de bicicleta. Safo-me bem em corridas de um dia, mas o meu sonho e o foco está em evoluir, perder peso, subir bem e fazer três semanas. Esta corrida vai ser um bom teste. Sei que não vou passar no Stelvio com os melhores porque vou ter que trabalhar, mas não é por isso que não vou tentar ser uma pessoa que suba bem. Espero estar à altura da equipa.” O projeto Morgado é a longo prazo. Desde há meses que trabalha em perder peso para poder passar melhor as subidas longas. “Comecei um projeto de perder massa muscular e estava a correr tudo bem, mas com um mês parado passei dos 68-69kg para os 70,5-71kg e com esse peso a subir é complicado. Nas subidas longas tenho vindo a melhorar a potência desde júnior. Sinto que consigo aguentar melhor, a capacidade pulmonar está melhor, consigo aguentar mais tempo em alto passo, mas no Stelvio é onde me vou testar a sério.” Aguardemos pelo Giro sub-23 e pelo primeiro grande teste da época ao talento de António Morgado. ### Tudo sobre o Giro sub-23 Como é o percurso? Onde se pode ver? Quem são os favoritos? Tudo sobre o Giro sub-23 que António Morgado corre entre 11 e 18 de junho. O pelotão parte com 175 corredores, divididos por 35 equipas (cada uma tem um máximo de cinco elementos). Pela frente têm oito etapas e um total de 1054km – a média por etapa é de 131km e 1500m de acumulado. O Giro sub-23 é uma prova dura, das mais duras que um ciclista desta categoria etária pode encontrar. Só há um dia de alta montanha, mas é dos bons: à 4ª etapa a meta está colocada no Passo dello Stelvio aos 2758m de altitude. A vertente utilizada é a que se inicia em Bormio, o que significa um desnível de 1536m distribuído por 21km de ascensão feita a uma média de 7,2%. O Stelvio é a Cima Coppi, isto é, o ponto mais alto da corrida. A outra etapa que vai marcar a classificação geral é a 7ª entre Possagno e Pian del Cansiglio. O fator altitude não será um problema, mas a sequência de montanhas é brutal: Passo San Boldo, Nevegal, Malga Cate e a meta em Campon (Cansiglio) – as três primeiras subidas vão de 6,5 a 7,1km de extensão, mas a última tem 10km a 6,6% de média e a rampa máxima de todo o Giro aos 15%! Créditos: RCS. Os favoritos Não considero António Morgado favorito pela paragem em abril (tendinite). Voltou forte no GP Orlens (6º e vitória em etapa), mas no bloco da Hagens Berman Axeon há mais potenciais líderes, como o atleta de Salir do Porto explicou ao TopCycling. O irlandês Darren Rafferty é sub-23 de segundo ano e já fez Giro e Tour; o suíço Jan Christen fez a Romandia com a seleção suíça e no estágio pré-Giro sabemos que esteve muito bem; sem esquecer o americano Artem Shmidt que chega em forma (14º Alpes Isère Tour e 3º Coppa della Pace). António Morgado pode ganhar? Como ele próprio diz: “Se puder andar bem não vou andar mal!” Há três corredores que partem na pole position para o título: o norueguês Johannes Staune-Mittet (Jumbo-Visma), vice-campeão da Volta a França do Futuro (Tour de l’Avenir); o belga William Junior Lecerf, trepador nato que trocou a Lotto pela Quick Step; e o austríaco Alexander Hajek que fez Tour dos Alpes e Volta à Alta Áustria com a Tirol pelo que é um sub-23 com ritmo de profissional como Staune-Mittet Os outsiders Se o plano A falhar a Jumbo tem Tijmen Graat que foi 13º em 2022 e tem tido um ano forte (vitória no GP Palio del Recioto – que lançou Ruben Guerreiro). O neerlandês fechou top 15 no Alpes Isère Tour onde se destacou Brieuc Rolland (6º) que promete um tandem forte na Groupama-FDJ com Thibaud Gruel (que tirou o pódio a Morgado no Circuito das Ardenas). No entanto, entre os franceses apostaria mais em Jordan Labrosse (Ag2r) que tem sido o mais consistente. Depois temos o colombiano Santiago Umba (GW Shimano Sidermec) 11º no Giro dos Apeninos e 5º na versão sub-23 da Volta à Colômbia e o sempre forte bloco da DSM (dois pódios nos últimos três Giro sub-23) onde a questão é saber se Max van der Meulen consegue recuperar o nível do último em juniores porque lhe tem custado adaptar-se ao novo escalão. Créditos: RCS. Homens rápidos e caçadores de etapas Vou ser muito redutor e trazer cinco nomes, mas no Giro sub-23 não faltam homens rápidos e caçadores de etapas. Luke Lamperti (Trinity) tem nove vitórias e quase só faz o calendário profissional (ganhou em Ourique a 1ª etapa da Volta ao Alentejo), Alberto Bruttomesso (Friuli) é um sprinter poderoso que vem da mesma escola que lançou Jonathan Milan, Joshua Gudnitz ganhou a clássica de Frankfurt para a Coloquick (alma mater de Jonas Vingegaard) e Anders Foldager é a referência na Biesse-Carrera; Davide Persico (Colpack Ballan) é uma bala e tem o mesmo kick do que a irmã Silvia (UAE) e Vlad Van Mechelen (DSM) é o novo menino-prodígio da Bélgica. Onde ver o Giro sub-23? A corrida só tem transmissão em direto em Itália via plataforma RaiPlay e no site da Gazzetta dello Sport. Onde ver o Giro sub-23? Na plataforma GCN+ será possível ver as etapas em diferido. Na televisão só na RaiSport HD e também em diferido. Etapas 1ª etapa: Agliè - Agliè  contrarrelógio 9,4km com 50m de acumulado 2ª etapa: San Francesco al Campo  - Cherasco 150km com 1550m de acumulado 3ª etapa: Priocca - Magenta 141km com 500m de acumulado 4ª etapa: Morbegno - Passo dello Stelvio 119km com 3000m de acumulado 5ª etapa: Cesano Maderno - Manerba del Garda 159km com 1750m de acumulado 6ª etapa: Pergine Valsugana - Povegliano 165km e 800m com acumulado 7ª etapa: Possagno - Pian del Cansiglio 176km e 3800m com acumulado 8ª etapa: Tavagnacco (Cavalicco) - Trieste 135km e 600m com acumulado ### Novo Cockpit integrado Roval Rapide A Specialized lançou um novo guiador, trata-se do novo Cockpit Roval Rapide, que segundo a marca, foi desenhado em colaboração com os melhores ciclistas do mundo e os seus especialistas Retül. Aerodinâmica A marca afirma que após testes feitos em túnel de vento, este guiador é mais aerodinâmico e mais rápido que a combinação de duas peças do guiador Rapide e o avanço Tarmac SL7.a Remover o conjunto de hardware (onde o avanço e o guiador se conectam) criou uma das superfícies frontais mais importantes da bicicleta e pode ser desenhado como um único aerofólio. Leve e rígido Ao remover o conjunto de hardware do avanço, o Rapide Cockpit é 50 gramas mais leve (100 mm x 420 mm) do que uma combinação de duas peças, guiador Rapide e avanço Tarmac SL7. Feito em fibra de carbono premium de alto módulo, oferece rigidez ideal para os sprinters mais rápidos e poderosos do World Tour. De acordo com a marca, o Rapide Cockpit possui uma relação rigidez-peso superior a qualquer sistema de duas peças que já fizeram. Ajuste A desvantagem dos cockpits de uma peça sempre foi o ajuste, de forma que a Specialized oferece 15 combinações diferentes de avanço e guiador, todos com -6 graus, para atender à posição ideal do utilizador. O raio do topo até aos drops foi esculpido para permitir espaço para os pulsos, seja durante um sprint final em pé ou em posição aerodinâmica. Além disso a curva e o alargamento refletem o modelo do guiador Rapide já existente. No World Tour desde o início da temporada Os atletas do World Tour da Specialized já têm estado a utilizar o Cockpit Rapide. Os mais atentos poderão ter notado no pelotão feminino Demi Vollering e Lotte Kopecky a utilizar este guiador durante esta primavera, enquanto no pelotão masculino Fabio Jacobsen o utilizou durante o Tirreno Adriatico, onde inclusive venceu a segunda etapa com um lançar de bicicleta. Podes ver a disponibilidade e preço deste novo guiador, aqui no site da marca: https://www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Lucas Lopes afia a faca na Corrida da Paz O vizinho de Rui Costa que rivalizou com António Morgado. Lucas Lopes em entrevista ao TopCycling. É um jovem talentoso que como tantos outros procura consolidar uma posição no pelotão.Apanhamos Lucas Lopes em plena Corrida da Paz e ao serviço da seleção nacional. Durante o resto da época representa a Electro Hiper Europa, Continental do ex-ciclista valenciano Rafa Casero. Os Casero são conhecidos em Valência: Rafa coordena a equipa e o irmão Angel é o diretor da Volta à Comunidade, isto após ter ganho uma Vuelta e dois títulos nacionais. Créditos: Electro Hiper Europa GP Beiras e Serra da Estrela foi um bom indicador de forma Voltando a Lucas Lopes e à Corrida da Paz, o 4º lugar obtido pelo corredor da Póvoa de Varzim na classificação da Juventude no GP Beiras e Serra da Estrela foi um bom indicador de forma para uma das maiores corridas do calendário sub-23. O atleta formado no CDC Navais abriu a Corrida da Paz com um 36º posto no prólogo em Jesenik, localidade checa onde se inicia e termina o evento. Na primeira tirada em linha fez 11º em Rymarov chegando com os melhores após três voltas a um circuito com uma rampa de 800m a 6%, algum pavé e zonas técnicas no acesso à meta. As duas etapas foram ganhas pelo francês Pierre Gautherat que corre na Ag2r. “Estou a crescer, aprendo muito com os meus colegas e sendo uma equipa profissional tenho que levar as coisas muito a sério, tudo tem que ser feito perfeito uma vez que já somos uma equipa que quer disputar corridas e fazer boas exibições.” Os duelos Lopes-Morgado Em cadetes e em juniores forjou-se uma rivalidade gira de seguir entre Lucas Lopes e António Morgado.Pelo CDC Navais Lopes ganhou a Volta a Portugal de cadetes; respondeu Morgado dando o título nacional à Anipura-GDM-Escola Alexandre Ruas – em Paredes arrancaram os dois para um mano a mano ganho pelo Bigode Voador (embora na altura nenhum dos dois tivesse sequer pelos na cara). “Apesar de termos sido rivais na estrada, éramos amigos e tínhamos uma boa relação de amizade. Quando passei a sub-23 já não nos encontramos mais.” Também em juniores os duelos Lopes-Morgado extravasaram as fronteiras nacionais. “Em 2022 conseguiu correr em Espanha pela equipa Bathco a Volta ao Besaya, a Bizkaiko Itzulia e a Volta a Valladolid. Destaquei-me em Besaya ganhando a classificação da montanha e terninando 3º na geral.” António Morgado saiu vencedor de Besaya – tal como Sérgio Paulinho e Daniel Viegas no passado – e Lucas Lopes fez um pódio como João Almeida. Dar nas vistas em corridas de referência do calendário junior espanhol levou o rapaz de Aguçadoura – como o campeão mundial Rui Costa – à filial da Caja Rural. Entretanto passou a profissional na Electro Hiper Europa. Créditos: Electro Hiper Europa Poderá Aguçadoura gerar mais um talento internacional? Tirando as saídas com a seleção nacional, esta época só corre em Portugal para completar a transição para um pelotão mais experiente. “Quero ajudar ao máximo a equipa para alcançarmos alguma vitória e quem sabe em algum dia tentar eu próprio disputar alguma etapa.” Poderá Aguçadoura gerar mais um talento internacional? A herança é pesada, mas o desafio é manter a freguesia da Póvoa de Varzim na alta roda do ciclismo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa presente entre o elenco de luxo da Volta à Suíça Rui Costa irá estar presente entre o elenco de luxo da 86.ª edição da Volta à Suíça. Aos 36 anos, o ciclista português da (Intermarché-Circus-Wanty), vai para a 11.ª presença numa prova que já conquistou por três vezes. A Volta à Suíça 2023 irá contar com um elenco de luxo, saltando desde logo à vista nomes como Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), Wout Van Aert (Jumbo-Visma) e Thomas Pidcock (Ineos). Agendada para entre os dias 11 a 18 de junho, e dividida num total de 8 etapas, onde se destacam três de montanha, que prometem ser importantes numa antevisão à forma com que alguns ciclistas se irão apresentar no Tour de França, a Volta à Suíça tem todos os ingredientes reunidos para uma bela semana de ciclismo. Além de Evenepoel, Van Aert e Pidcock há vários outros nomes a apimentar o pelotão que irá estar em solo suíço durante a próxima semana, tais como Juan Ayuso e Jay Vine (UAE Emirates), Pello Bilbao (Bahrain - Victorious), isto para além do português Rui Costa que é sempre um ciclista a ter em atenção tendo em conta a sua vasta experiência nesta prova. Os regressos de Remco Evenepoel, depois da desistência da recente edição do Giro d’Itália, devido à covid-19, e de Wout Van Aert, ausente da competição desde 9 de abril, data em que terminou o Paris – Roubaix na terceira posição, bem como de Thomas Pidcock, este ausente desde o segundo lugar obtido na Liège-Bastogne-Liège, prometem marcar a prova, e ser três dos principais pontos de interesse, prendendo de certeza a atenção dos amantes da modalidade, uma vez que tratam de alguns dos melhores ciclistas da atualidade, ambos com papéis fundamentais nas estratégias das suas equipas.   É de ressalvar que a Volta à Suíça é uma importante prova no calendário anual de algumas das equipas do world tour, por ser encarada como preparação final para a participação no Tour de França. Etapas       Dia 11/06 - 1.ª Etapa - Einsiedeln - Einsiedeln (CRI) - 12,7 km Dia 12/06 - 2.ª Etapa - Beromunster - Nottwil - 173,7 km Dia 13/06 - 3.ª Etapa - Tafers - Villars-Sur-Ollon - 143,8 km Dia 14/06 - 4.ª Etapa - Monthey - Leukerbad - 152,5 km Dia 15/06 - 5.ª Etapa - Fiesch - La Punt - 211 km Dia 16/06 - 6.ª Etapa - La Punt – Oberwil-Lieli - 215,3 km Dia 17/06 - 7.ª Etapa - Tubach - Weinfelden - 183,5 km Dia 18/06 - 8.ª Etapa - St. Gallen – Abtwil (CRI) - 25,7 km Visto isto, a próxima semana promete ser interessante para perceber em que forma se encontram alguns dos nomes sonantes que irão atacar o Tour 2023, sendo que para o público nacional, há o fator extra de assistir à prestação do ciclista português Rui Costa. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Corrida da Paz: 3 talentos no radar Portugal na Corrida da Paz, trampolim de jovens talentos e corrida com história desde o pós-II Guerra Mundial. É uma tristeza, mas o final da Corrida da Paz coincide com o arranque do Giro de Itália – duas provas históricas do calendário sub-23 sobrepostas! Pesa mais o Giro ao ser corrido por equipas; no leste europeu temos as seleções. A Závod Míru, como é conhecida em checo, nasceu da mente utópica de dois jornalistas de diários oficiais do partido comunista: o polaco Zygmunt Weiss e o checoslovaco Karel Tocl. Em pleno pós-II Guerra Mundial ligaram Varsóvia e Praga sob o ideal da fraternidade entre as nações e o mais incrível é que em 1950 Berlim juntou-se à festa com os camaradas da RDA. Para contextualizar os mais novos, vivia-se o tenso início da Guerra Fria e a Corrida da Paz tornou-se no Tour de France do bloco de leste ao qual só acediam – salvo raras exceções – os que viviam para lá da Cortina de Ferro. Aqui forjaram-se lendas como o soviético Viktor Kapitonov, o germânico Täve Schur e o pioneiro polaco Richard Szurkowski. https://twitter.com/coursedelapaix/status/1664512428040757248 Lennert Van Eetvelt ganhou a última edição A Corrida da Paz sobreviveu até aos nossos dias e é referência para juniores e sub-23 fazendo parte da Taça das Nações. Aqui analisamos a versão sub-23, que começa e acaba em Jesenik, na República Checa. Foi o clube de ciclismo local que tomou o controlo da prova em 2013. O belga Lennert Van Eetvelt ganhou a última edição (confiram o top 10 mais abaixo). Este ano o percurso é mais ou menos clássico. Prólogo a abrir, uma jornada para sprinters e duas etapas duras a fechar. A 2ª etapa deverá ser a decisiva e foi reajustada: em vez das duas subidas tradicionais a Dlouhe Strane (8km a 8% nos últimos 30km) passa a ter 10km a rondar 7%, descida e final em alto após subida de 7,7km a 5%. Um percurso menos seletivo para os trepadores. Results powered by FirstCycling.com Portugal parte no 3º lugar do ranking Portugal estreou-se na Corrida da Paz em 1979. Em juniores António Morgado foi 2º em 2022 e em sub-23 Tiago Antunes 9º em 2017. No ano passado o 12º posto de Pedro Silva garantiu o apuramento para o Tour de l’Avenir – o top 15 do ranking das nações entra na Volta a França do Futuro – mas a Federação abdicou de participar. Para este ano o objetivo repete-se e Portugal parte no 3º lugar do ranking graças aos 20 pontos somados por Morgado no GP Orlens (venceu uma etapa, fez um 2º lugar e fechou 6º na geral). Com Morgado no Giro a responsabilidade recai sobre: Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) Gonçalo Tavares (Hagens Berman Axeon) Alexandre Montez (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) Duarte Domingues (Glassdrive-Q8-Anicolor) Lucas Lopes (Electro Hiper Europa). https://twitter.com/bicitv/status/1652429387889778696 Talentos no radar Pavel Novak (República Checa) Qualquer corredor da italiana Colpack merece a nossa atenção e Pavel Novak leva dois anos em Itália a formar-se. Durante 10 anos jogou hóquei no gelo, mas o ciclismo prevaleceu e ainda bem porque só no último ano em juniores somou quatro triunfos. Em sub-23 já se estreou ganhando Trofeo Castello Di Albola e correndo em casa espera-se que apareça na disputa da corrida. O bloco checo conta com miúdos nos projetos satélite de grandes equipas – Jakub Toupalik corre pela EF (o irmão Adam é craque no ciclocrosse), Milan Kadlec (DSM) – e ainda Karel Camrda que está na checa ATT Investments e vem de fechar 11º na dura Volta à Baixa Polónia. Vive-se um bom momento na nação que na última década e meia teve em Roman Kreuziger a referência. A atual geração tem caras novas como Pavel Bittner (DSM) e Mathias Vacek (Trek-Segafredo e 3º na passada Corrida da Paz) que estão no WorldTour ao lado dos experientes Zdenek Stybar (Jayco) e Jan Hirt (Soudal-Quick Step). https://twitter.com/TeamORLEN/status/1663112235495960577 Resumo do GP Orlens. António Morgado venceu a etapa final! Gal Glivar (Eslovénia) Esloveno e da Adria Mobil remete-nos logo para Primoz Roglic, mas na Corrida da Paz a referência eslovena é Tadej Pogacar que dominou em 2018. Glivar é sub-23 de terceiro ano e vem de ganhar a Carpathian Couriers Race e o GP Orlens – beneficiando de um furo de António Morgado que foi mais forte no mano a mano É o ciclista em forma, mas tem algo a provar. Vai descolar rumo a uma carreira internacional ou assumir um perfil mais discreto? Em 2021 Kristjan Hocevar foi 2º atrás de Filippo Zana e nunca mais ouvimos falar dele. Os eslovenos têm um problema: em vez dos seis corredores só levam cinco… esperemos que sejam poucos, mas bons. Simon Dalby (Dinamarca) Sub-23 de segundo ano e com uma época discreta. À partida haveria outras escolhas mais óbvias para seguir, mas Simon Dalby já fechou top 10 na Corrida da Paz no ano passado e foi um júnior destacado em 2021. O talento está lá! O bloco dinamarquês é fortíssimo. Trazem o ex-campeão mundial júnior de contrarrelógio em Gustav Wang – deve saltar para o WorldTour em 2024 – que é um talento versátil ainda com trabalho pela frente na alta montanha. Carl Frederik Bevort é colega de Wang na Uno X e também tem condições semelhantes. Rasmus Sojberg Pedersen está-se a formar na Nantes Atlantique e tanto faz o calendário sub-23 (9º na Gent-Wevelgem) como o profissional (9º na Paris-Camembert). Outros nomes fortes De forma mais breve deixo menções ao 11º na edição passada, o italiano Davide De Cassan (7º e melhor jovem na Volta à Alta Áustria e 1º no GP Gorenskja onde bateu Gal Glivar); ao luxemburguês Mathieu Kockelmann (atual campeão europeu de contrarrelógio júnior); ao belga Dylan Vandenstorme que tem corrido bem pela satélite da Intermarché-Wanty; e aos britânicos Jack Rootkin-Gray (4º no Olympia's Tour e vencedor do tradicional Ringerike GP na Noruega) e Oliver Rees 11º na Volta ao Alentejo. ### Levo Experience Days - A oportunidade para testares uma Specialized Levo A Specialized apresenta o Levo Experience Days, a oportunidade perfeita para testar a fundo a sua e-MTB mais completa, gratuitamente. Será uma experiência premium que consiste numa volta guiada em grupos reduzidos, num percurso desenhado para aproveitar ao máximo todos os recursos da Turbo Levo. A primeira edição do Levo Experience Day será realizada nos dias 17 e 18 de junho, no Centro Desportivo Nacional do Jamor; Cruz Quebrada; Oeiras, junto ao Remo e ao Campo de Hóquei em Campo. O objetivo da Specialized é dar a conhecer as virtudes da Turbo Levo. Para isso, a marca preparou um percurso no qual todos os participantes terão a oportunidade de aproveitar ao máximo as capacidades da Levo, desde a potência do seu motor nas subidas mais difíceis à melhor condução, graças à equilibrada geometria, mesmo nos trilhos mais técnicos. Uma Levo ajustada para ti Cada grupo dos diferentes horários disponíveis no Levo Experience Days será composto por apenas oito ciclistas, acompanhados por guias da Specialized, numa experiência personalizada. As Turbo Levo serão ajustadas individualmente às necessidades e preferências de cada ciclista, para que a testem como se fosse a sua própria bicicleta. No final de cada volta, os participantes terão a oportunidade de partilhar a sua experiência e perceber, junto da equipa da Specialized, o funcionamento da Turbo Levo: desde aspetos como o comportamento do motor e a autonomia em diferentes condições de percurso, até ao funcionamento da aplicação Mission Control, que permite modificar a partir do telemóvel os níveis de assistência de cada modo. Como participar Poderás registar-te no evento, e obter toda a informação que necessitas para testar uma Turbo Levo nos dias 17 e 18 de junho, clicando no seguinte link: Increver para testar Specialized Levo Datas e horários dos Testes Sábado 17 de junho Grupo 1: Das 9:00 às 10:30 Grupo 2: Das 10:30 às 12:00 Grupo 3: Das 12:30 às 14:00 Grupo 4: Das 15:00 às 16:30 Grupo 5: Das 16:30 às 18.00 Grupo 6: Das 18:00 às 19:30 Domingo, 18 de junho Grupo 1: Das 9:00 às 10:30 Grupo 2: Das 10:30 às 12:00 Grupo 3: Das 12:30 às 14:00 Grupo 4: Das 15:00 às 16:30 Grupo 5: Das 16:30 às 18.00 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu Van der Poel - Mais treinos e menos provas Mathieu van der Poel aponta a uma nova metodologia nesta fase da carreira, que, basicamente, se resume a, mais treinos e menos provas. Aos 28 anos, e no que diz respeito a competições oficiais, Van der Poel parece ter optado por menos quantidade e mais qualidade, ou melhor definindo, melhores condições para lutar por bons resultados. O ciclista neerlandês da (Alpecin-Deceuninck) tem andado afastado da competição deste a conquista do Paris-Roubaix, que ocorreu há cerca de dois meses. Uma situação que até poderá ter causado alguma estranheza no meio, mas que Van der Poel garante fazer parte da sua mais recente abordagem, na tentativa de chegar ao Tour e ao Campeonato do Mundo, na melhor forma possível. Quando me apresentar em prova, é para vencer!” Mathieu van der Poel Esta afirmação de Van der Poel é fácil de compreender se analisarmos algumas das suas participações nas principais provas, como foi o caso do Tour 2022, em que abandonou a prova após 11 etapas, sem conseguir qualquer conquista. Para não acontecer o que aconteceu na última edição do Tour, Van der Poel garante estar agora melhor preparado para atacar a mítica prova francesa. É a primeira vez que me consigo preparar tão bem para uma grande volta." Mathieu van der Poel Nesta pausa competitiva o ciclista neerlandês apostou nos treinos em altitude divididos entre Espanha e França, de forma a preparar a participação no Tour. É já este fim-de-semana, mais propriamente, no dia 10, que será possível ver Van der Poel em ação na Dwars door het Hageland, uma corrida de um dia realizada anualmente na Bélgica que integra o calendário ProSeries da UCI. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet De seguida, Mathieu van der Poel irá competir na Volta à Bélgica, prova que irá decorrer entre 14 a 18 de junho, isto depois de ter sido equacionada a participação na Volta à Suiça, entretanto descartada, recaindo assim uma aposta total em ‘caçar’ vitórias nas etapas da prova belga. A pausa competitiva parece ter feito bem a Van der Poel que se apresenta confiante e entusiasmado pelas últimas semanas de treino. Estou ansioso para correr novamente! Estou ansioso. Desde o Paris-Roubaix que tenho vindo a investir muito tempo em treinos. Este processo de treino faz parte do ciclismo moderno e estou-me a sentir muito bem com isso. Já fiz muitas corridas na minha carreira, mas agora quando me apresentar em prova, é para vencer. Será difícil voltar a participar em provas sem preparação, porque atualmente o nível é muito alto. Anteriormente, foram várias as ocasiões em que efetuei demasiadas provas, o que me fazia correr de forma algo desregulada em algumas delas. Mathieu van der Poel Terminar o Tour é objetivo Van der Poel pretende, pela primeira vez na sua carreira, terminar o Tour, em vez de andar só em busca de vitórias em etapas e depois abandonar a prova sem concluir todas as tiradas. Aliás, ele assume que a forma afincada com que tem estado a planear a presente temporada, é mesmo com esse objetivo. Estou muito motivado para fazer um bom Tour. Quero vencer uma etapa e quero chegar a Paris da melhor maneira possível. Quero fazer um Tour tão bom quanto o Giro do ano passado.” Mathieu van der Poel Camisola verde é para Philipsen Apesar de apostar forte no Tour, em relação ao possível objetivo da camisola verde, aí Van der Poel afirma prontamente ser para o seu companheiro de equipa na Alpecin-Deceuninck, Jasper Philipsen. A camisola verde? Não, se formos verdes, será para Jasper Philipsen. Irei ajudá-lo com todo o prazer.” Mathieu van der Poel Após o Tour segue-se o Campeonato do Mundo Van der Poel não irá descansar muito após o Tour, uma vez que, pretende disputar o Campeonato do Mundo, prova que acontece logo duas semanas depois. É por isso que procurei um treino tão sólido. O Campeonato do Mundo está no topo da minha lista." Mathieu van der Poel No Campeonato do Mundo Van der Poel não estará apenas presente na prova de estrada, uma vez que já assumiu a vontade de disputar a prova de BTT, embora nesta vertente, admita participar sem qualquer pressão ao nível de resultados. Aos 28 anos, Mathieu van der Poel mostra-se mais maduro e também ciente dos seus principais objetivos. O ciclista neerlandês parecer estar a preparar-se para ser mais humano e menos máquina, o que lhe pode tirar alguma da espontaneidade que lhe é atribuída, mas que por outro lado lhe poder trazer uma vertente competitiva mais sólida e com mais conquistas além daquelas a que já nos habituou. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Uma coisa é certa, Van der Poel assume estar muito feliz com a forma que tem vindo a trabalhar nos últimos meses, e assim sendo, a felicidade aliada ao bom trabalho e às enormes qualidades das quais é detentor, tem tudo para se traduzir num futuro brilhante. Cá estaremos para ver! Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Unbound Gravel 2023 No último sábado, dia três de junho, decorreu o Unbound Gravel 200 em Emporia, no Kansas nos Estados Unidos da América. Keegan Swenson foi o grande vencedor, completando as 200 milhas (322 quilómetros) em 10 horas, seis minutos e dois segundos. O Garmin Unbound Gravel retornou ao primeiro sábado do mês de junho com cinco corridas de diferentes distâncias. O Unbound Gravel é o evento de Gravel mais mediático do mundo, foi dos primeiros (senão o primeiro), e é um dos eventos representativos do movimento Gravel, que nasceu nos EUA. O principal evento são as duzentas milhas americanas, com grande aderência do pelotão feminino e masculino. As cinco distâncias do evento atravessavam as Flint Hills do Kansas, caracterizadas pelos grandes rochedos e pelo terreno montanhoso no meio dos Estados Unidos. Créditos Imagem - Unbound Gravel O evento conta com aspetos únicos como os "tracks" fantásticos disponibilizados pela organização com os "check points" da corrida, permitindo que os participantes consigam localizar essas zonas em caso de avarias, quedas ou outros problemas. O Unbound Gravel 200 foi a primeira de quatro corridas de Gravel no Life Time Grand Prix. A série será disputada apenas por convidados - 35 mulheres e 35 homens disputam um prémios de $ 250.000, pago aos 10 melhores ciclistas com mais pontos acumulados. Créditos Imagem - Cycling Velonews A corrida masculina foi disputada ao sprint, por um grupo de sete ciclistas. Keegan Swenson, segundo classificado da edição transata, não desperdiçou a oportunidade e subiu ao lugar mais alto do pódio. O es-ciclista profissional Petr Vakoc foi segundo e Lachlan Morton, ciclista americano da EF Education-EasyPost fechou o pódio. O grupo contava também com os ex-ciclistas profissionais Laurens Ten Dam, Ian Boswell e Peter Stetina. PosiçãoCiclistaTempo1Keegan Swenson10:06:022Petr Vakoc10:06:033Lachlan Morton10:06:054Laurens Ten Dam10:06:085Ian Boswell10:06:086Russell Finsterwald10:06:097Peter Stetina10:06:108Adam Roberge10:37:039Zach Calton10:37:0310Jasper Ockeloen10:37:03Top 10 masculino A corrida feminina foi arrebatada por Carolin Schiff que chegou isolada com mais de 15 minutos de vantagem para a segunda classificada Sofia Gomez. A vencedora terminou com o tempo de 11:46:39h e recorde-se que a distância e percurso eram os mesmos da corrida masculina. Créditos Imagem - Cycling Velonews PosiçãoCiclistaTempo1Carolin Schiff11:46:392Sofia Gomez Villafane12:01:503Sarah Sturm12:08:094Danni Shrosbree12:08:205Sarah Lange12:15:406Rebecca Fahringer12:24:307Haley Smith12:24:578Leah Van der Linden12:28:299Holly Mathews12:29:2910Jade Treffeisen12:29:56Top 10 feminino Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Portugueses lutam na Taça do Mundo de XCM O dia não foi fácil para os portugueses na Taça do Mundo, em Itália. Num percurso duro, com bastante altimetria Tiago Ferreira (DMT-Racing Team-Blackjack) conseguiu a 35ª posição, enquanto que José Dias (Buff-Megamo Team) concluiu na 59ª posição. Pódio masculino - Créditos UCI Moutain bike A corrida foi ganha pelo colombiano Diego Arias Cuervo da Hubbers - Polimedical Racing Team. O pódio ficou completo pelo checo Martin Stosek (Canyon Northwave Mtb Team) e pelo atleta da casa, Fabian Rabensteiner (Willier Pirelly Factory Team Mx) no segundo e terceiro lugar respetivamente. Diego Arias Cuervos - Créditos UCI Moutain bike No lado feminino a vitória foi para a alemã Adelheid Morath. No segundo lugar chegou Lejla Njemcevic da Bósnia Herzegovina. O terceiro lugar foi para Vera Looser. Pódio feminino - Créditos UCI Moutain bike ### João Silva (Kelly-Simolde-UDO) vence Volta a Portugal do Futuro O ciclista de Gondomar assumiu a liderança na terceira etapa, que terminou no alto de São Macário. O corredor de 20 anos conseguiu segurar a camisola amarela com as unhas de Duarte Mixão e os dentes de Noah Campos, os dois companheiros de equipa o ajudaram na última etapa. Da esquerda para a direita: Duarte Mixão, João Silva, Noah Campos e o diretor Manuel Correia - Créditos Kelly Simoldes-UDO A etapa rainha da competição centrava-se essencialmente no alto de São Macário, à terceira etapa. Mas a chuva também quis ser protagonista e agravou as condições, principalmente, no final da etapa. A vitória sorriu a Vicente Rojas Naranjo (Supermercados Froiz), ciclista que assinou pela equipa italiana Bardiani, para a próxima temporada. Mas foi João Silva quem sorriu mais alto e assumiu a liderança na competição após cruzar a linha de meta no quarto lugar. À partida para a última etapa o ciclista da Kelly-Simoldes-UDO tinha que defender uma escassa liderança de nove segundos para o ciclista e chileno e para Daniel Jimenez, dois corredores da equipa espanhola, Supermercados Froiz. Vitória na terceira etapa de Vicente Naranjo - Créditos Volta a Portugal A última etapa partiu junto à costa, em Murtosa e terminou com circuito em Àgueda. João Silva apenas tinha dois corredores para o ajudar a defender a sua liderança. Uma fuga de 14 ciclistas destacou-se e conseguiu disputar a última etapa. Tiano Da Silva, da Santa Maria da Feira-Segmento d'Epoca, venceu com três segundos de vantagem para os restantes fugitivos. Já João Silva, chegou inserido no pelotão, sem ceder qualquer segundo para os rivais diretos. Pódio final da Volta a Portugal do Futuro - Créditos Volta a Portugal A Volta a Portugal do Futuro teve vencedores de etapa espanhóis, britânicos, chilenos e sul-africanos mas foi um português quem venceu a competição. Duarte Domingues (Glassdrive/Q8/Anicolor) venceu a juvetude, Sérgio Saleiro (Fonte Nova-Felgueiras) a montanha e Owen Lightfoot (Maglia Tecnosylva Bembibre) os pontos. A Supermercados Froiz venceu coletivamente e colocou Vicente Rojas Naranjo e Daniel Jimenez no segundo e terceiro lugar do pódio, respetivamente. ### Equipas espanholas dominam primeiros dias da Volta a Portugal do Futuro A Volta a Portugal do Futuro é a competição mais importante para corredores sub-23 em Portugal. A prova, que já foi vencida por Ruben Guerreiro, iniciou-se esta quinta-feira e vai estar na estrada até ao próximo domingo. À partida nas Caldas da Rainha, estiveram 113 corredores, em representação de 20 equipas, entre elas oito oriundas do nosso país vizinho. Partida das Caldas da Rainha - Créditos Volta a Portugal Na primeira etapa, o pelotão percorreu 142 quilómetros na ligação entre as Caldas e Pombal. Uma fuga de 11 ciclistas animou a etapa e foi um misto entre fugitivos e ciclistas que saltaram do pelotão na parte final da corrida, que chegaram destacados à Avenida dos Heróis do Ultramar. O grupo composto por nove ciclistas chegou com 50 segundos de vantagem e contava com a superioridade da equipa da High Level-Gsport que ganhou a etapa e assumiu a liderança da classificação geral com dois ciclistas diferentes. O maiorquino Francesc Bennassar foi o vencedor com um ataque nos últimos 800 metros, mas foi Sergi Darder que ficou com a camisola amarela após ter cruzado a meta no segundo lugar e ter acumulado segundos de bonificação nos sprints intermédios. O melhor português foi Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) num grupo onde apenas João Silva (Kelly-Simioldes-UDO) o acompanhava, no que toca à presença portuguesa. "Duplete" da High Level-Gsport - Créditos Volta a Portugal A segunda etapa ligou Figueiró dos Vinhos a Castelo Branco, numa tirada de pouco mais de 140 quilómetros. Num dia em que a fuga demorou metade da etapa para se formar, a persistência de François Vie (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car), Owen Lightfoot (Maglia Tecnosylva Bembibre), Jorge Garcia (Supermercados Froiz) e Pedro Pinto (Fonte Nova/Felgueiras) valeu-lhes não só o mediatismo da fuga do dia como também a discussão da etapa na cidade albicastrense. Javier Ceballos da Bicicletas Rodriguez-Extremadura chegou a rodar com os quatro da frente mas não conseguiu aguentar o ritmo. No final, o britânico Owen Lightfoot foi o mais forte e venceu a segunda etapa da Volta a Portugal do Futuro. À partida para os últimos dois dias decisivos, Sergi Darder mantém a camisola amarela assim, como a da juventude e dos pontos. Pedro Pinto (Fonte Nova/Felgueiras) é o líder da montanha. Vitória de Owen Lightfoot - Créditos Volta a Portugal Classificação geral após as duas etapas disputadas: Amanhã disputa-se a etapa rainha com chegada ao Alto de São Macário. Os nove quilómetros a 9% de média vão ditar grandes diferenças entre os corredores mas a corrida está bastante em aberto. Nomes como Daniel Jimenez (Supermercados Frois) e Miguel Anton (Bicicletas Rodriguez-Extremadura) conseguiram alguma vantagem para os principais favoritos. Mesmo o ex-campeão nacional de juniores, João Silva (Kelly-Simioldes-UDO) não pode ser descartado de fazer uma boa chegada e uma boa geral. A tentar recuperar a desvantagem vão estar nomes como Alexandre Motez (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car), Duarte Domingues (Glassdrive/Q8/Anicolor), Alejandro Luna e Vicente Naranjo (Supermercados Froiz) ou Alberto Álvarez (Bicicletas Rodriguez-Extremadura) que prometem ser os melhores trepadores em competição. Perfil do ALto de São Macário A última jornada irá ter em Murtosa o seu tiro de partida e um circuito final em Águeda para os últimos ajustes na classificação geral. Pode acompanhar o resumo e as classificações no Topcycling. ### Filme "Wonderful losers: a different world " - Essência do ciclismo Para o fã de ciclismo, quando termina uma grande volta (que tem a duração de três semanas), de repente existe um vazio, é como terminar um campeonato do mundo de futebol para o fã de futebol, com a diferença de que o fã de ciclismo tem isto todos os anos, três vezes por ano. Somos uns privilegiados nesse aspeto. Inicio assim este artigo porque terminou o Giro de Itália há alguns dias e já tenho saudades, o melhor Giro de Itália de que tenho memória, eu e provavelmente todos os portugueses. Créditos: Sprint Cycling Agency Embora em 2020 tenhamos vibrado como nunca, pelos vários dias em que João Almeida andou de camisola rosa e pelas vitórias (etapa e camisola da montanha) de Rúben Guerreiro, este ano vibrámos com a hipótese de vitória no Giro! No final vibrámos pelo facto do ciclista português ter conseguido terminar no pódio de uma grande volta. Foi uma sensação de satisfação e orgulho que causou até estranheza pelo facto de não estarmos habituados. Olhar para o pódio, ver Primoz Roglic, Geraint Thomas e João Almeida, um português no pódio de uma grande volta. O desporto em geral, e o ciclismo não é exceção, faz vibrar com os vencedores, os campeões, os que são extraordinários. Mas no ciclismo, embora o que vai ao pódio seja só um ciclista, e seja ele que vai ser recordado para sempre, há toda uma equipa por detrás, não refiro só o staff de treinadores, massagistas, mecânicos, nutricionistas, etc. (porque isso também existe noutros desportos) mas uma equipa de ciclistas, que tal como o vencedor, têm que pedalar todos aqueles quilómetros e fazer toda a preparação com um objetivo, ajudar um colega a vencer. Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse O filme "Wonderful losers - A Different World " não mostra as vitórias, é uma homenagem aos "gregários", "domestique", "aguadeiros" ou outro nome que se dá aos ciclistas que renunciam às vitórias pessoais em nome da vitória de seu líder. Sem eles é difícil vencer uma grande volta (e isto é só uma das partes difíceis de vencer uma grande volta). Creio que tem imagens que retratam 100% a essência do ciclismo, na sua dureza, na sua beleza, na sua grandeza, diria até na sua complexidade, se quisermos chamar assim à falta de palavras para explicar o porquê de ser assim. Acho-o extraordinário, talvez porque me identifico mais com um gregário do que com um vencedor. O documentário é de 2018, tem a realização do lituano Arūnas Matelis, que se juntou às equipas médicas no Giro de Itália e nos traz uma abordagem diferente do ciclismo, onde as estrelas são os chamados "gregarios", com a participação e testemunho de ciclistas como Svein Tuft, Jos van Emden, Paolo Tiralongo, Chris Anker Sorensen ou Daniele Colli. Vídeo https://youtu.be/v-e9FAVXeV4 Para os menos experientes no Youtube, é possível accionar legendas, se estas não aparecerem em português, no botão "definições" é possível definir legendas em português. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### "A modalidade vai crescer globalmente" - entrevista a Tiago Ferreira Tiago Ferreira (DMT Racing Team-Blackjack) foi décimo classificado na primeira Taça do Mundo de Maratonas (XCM) em Nove Mesto. O campeão do Mundo de 2016 falou ao Topcycling sobre o novo formato da competição e sobre a sua temporada. O início de temporada e os primeiros objetivos “ Comecei a temporada em Tartedo no fim de janeiro, a pensar no Andalucía Bike Race. Fui para a Andaluzia com o objetivo de fazer um bom resultado, só que o meu colega teve um problema mecânico no primeiro dia e ficamos completamente arredados da classificação geral. " Depois fiz a primeira prova da Taça de Portugal. Gosto de correr em Portugal, sempre que há possibilidade e consigo conjugar com o meu calendário, gosto de vir cá. Apesar de ter tido uma queda no início, consegui vencer. " Logo a seguir fui para a Volcat, mas tive problemas com as alergias e sofri bastante. Seguiu-se o campeonato nacional. Foi uma boa prova, podia ter corrido muito bem, mas fiz segundo. Perdi para o José (Dias), que não é vergonha nenhuma e que fez uma corrida mais inteligente do que eu. O meu calendário foi planeado para estar bem na Andaluzia e agora, no campeonato nacional e nas Taças do Mundo. Acho que foi tudo bem feito e sei que estou bem. " Vitória de Tiago Ferreira na 1ª Taça de Portugal de XCM - Crédito Federação Portuguesa de Ciclismo A Taça do Mundo em Nove Mesto "Esta Taça do Mundo não pareceu, mas a prova foi bastante dura, devido à chuva que caiu na sexta-feira anterior que tornou o percurso bastante técnico. Fiquei bastante satisfeito com o meu resultado, porque a corrida parecia estar decidida desde a segunda volta, mas a cinco quilómetros do fim ficou tudo em aberto porque o atleta que ia na frente caiu. Então o grupo que iria disputar o segundo posto, passou a disputar a corrida. Apesar das coisas não estarem a sair como em outros anos, em termos de resultados, eu saí com o objetivo de disputar a corrida. O resultado foi um top 10 mas podia ter sido segundo, ou quarto ou sétimo. Ao sprint tudo pode acontecer e neste caso foi um top 10." Tiago Ferreira na Taça do Mundo - Créditos DMT Racing Team Blackjack O novo formato da Taça do Mundo “Sem dúvida que estarem todas as modalidades no mesmo recinto, no mesmo fim de semana é inevitavelmente uma mais valia para a modalidade. A questão de passar na televisão não há como negar que é importantíssimo para nós. Vivemos dos patrocinadores e das marcas e para eles, nada melhor do que passar na televisão. Se este formato se mantiver, a modalidade vai crescer globalmente. Vão aparecer novos patrocinadores, novas equipas. Talvez apareçam mais umas quantas corridas, em vez das quatro deste ano. Vai ter um impacto muito grande no XCM.” Tiago Ferreira no Andalucía Bike Race Aspetos a melhorar na nova organização "Houve muita falta de informação nos abastecimentos, nas feed zones, coordenadas para certos sítios. Acredito que seja a primeira prova deste género para este organizador mas claro há sempre bastante a melhorar. Por exemplo: à hora que nós partíamos não havia público nenhum, podia-se arranjar uma maneira da nossa corrida se cruzar com uma corrida do cross-country para que as pessoas que estejam a assistir a essa corrida, possam também assistir também à nossa.” Quais foram as mudanças que o Tiago e a equipa fizeram com este novo formato da Taça do Mundo? “O que mudou foi o nosso calendário e o objetivo de estarmos bem nestas corridas. Pela primeira vez existe uma Taça do Mundo como deve ser, com uma camisola de líder e transmissão televisiva. Os meus objetivos antes passavam pelo Campeonato da Europa, Campeonato do Mundo e uma ou outra corrida, agora acresce as Taças do Mundo que passaram a ser muito importantes para a equipa." Tiago Ferreira no Andalucía Bike Race Daqui para a frente como está o calendário e quais são os objetivos? “Agora tenho a próxima Taça do Mundo, em Itália que já não tem nada haver com esta. É uma corrida na Suíça com 100 quilómetros e 3000 metros de acumulado. Se se adapta melhor a mim? Sinceramente já não sei. A planificação foi feita para estar bem neste momento, portanto acho que tem tudo para correr bem. Logo na semana seguinte, o Campeonato da Europa. Depois faço uma corrida por etapas no Norte de Itália e a partir daí começa a preparação para o Campeonato do Mundo.” ### Iúri Leitão tranquilo e em forma na Ronde de l’Oise Vianense Iúri Leitão fechou maio com quatro triunfos e está na Ronde de l’Oise onde ganhou em 2022. Nacional de estrada e Mundial de pista no horizonte. As vitórias não são tudo na vida de um ciclista, mas ajudam a ratificar o trabalho e dão confiança. É nesse estado de espírito que Iúri Leitão (Caja Rural-RGA) chega a França para competir na Ronde de l’Oise, prova de categoria 2.2 integrada no circuito UCI Europa. O sprinter de Viana do Castelo iniciou maio com etapa e classificação geral na Volta à Grécia. Na semana passada picou o ponto duas vezes no GP Beiras e Serra da Estrela. É a melhor época de sempre do corredor de 24 anos. “Venho num bom momento de forma. O trabalho do inverno para entrar forte na qualificação olímpica trouxe frutos não só nos resultados da pista como também nos da estrada. O Europeu correu bastante bem, nas Taças do Mundo as coisas foram progressivamente melhorando e aí foi quando senti que o ponto de forma chegou e desde então os resultados têm demonstrado isso mesmo.” Iúri Leitão ao TopCycling. Histórico! Iúri Leitão e Ivo Oliveira deram a Portugal a primeira vitória num madison em provas internacionais.Créditos: UCI Principal objetivo é o Mundial A progressão na pista foi em crescendo. No Europeu de fevereiro foi 6º no scratch e 4º no madison ao lado de Rui Oliveira. Das Taças do Mundo foi a de Milton (Canadá) que correu melhor: 6º no omnium e 1º no madison com Ivo Oliveira. Estas são as duas disciplinas onde Portugal aspira a ter atletas nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 já que as nações apuradas via madison têm direito a um representante no omnium! “Para o resto da época o Mundial de pista é o objetivo principal e é a última prova da qualificação olímpica, a equipa está ciente disso. Também tenho entregado resultados à equipa portanto tem dado para gerir o compromisso com a pista. Não vou correr muito mais nesta primeira metade do ano. Faço o Campeonato Nacional e depois vou ter um momento de pausa para redefinir objetivos com a equipa. O principal objetivo é o Mundial.” Iúri Leitão ao TopCycling. Sem descurar a estrada, o foco de Iúri Leitão está colocado em Paris 2024, um objetivo de carreira para um atleta que já conta com nove medalhas entre Europeus e Mundiais. Leitão vitorioso em Pinhel após ganhar em Figueira de Castelo Rodrigo um dia antes.Créditos: GP Beiras/João Fonseca Ronde de l’Oise louca, aberta e com muitos ataques Maio de 2023 foi possivelmente o melhor mês da carreira do ciclista da Caja Rural-RGA na estrada. Tudo começou com uma vitória que até esteve para nem acontecer. “A Volta à Grécia foi espetacular para nós. Eu nem estava escalado para ir e por doença de um colega fui e saiu-nos bem. O GP Beiras foi uma surpresa porque tive sensações melhores do que as que pensava que ia ter. Com a dureza da corrida acabei por me manter com boas pernas para sprintar e isso deixa-me tranquilo e relaxado para esta corrida.” Iúri Leitão ao TopCycling. Pódio da Volta à Grécia com Aaron Gaten (Bolton Equities), Iúri Leitão (Caja Rural) e Stanislaw Aniolkowski (Human Powered Health).Créditos: Tour of Hellas Michal Schlegel tem sido a sombra de Iúri Leitão Voltar à Ronde de l’Oise é voltar a um lugar onde Iúri Leitão já foi feliz. Na época passada venceu a 2ª etapa em Ribecourt-Dreslincourt, perdeu duas para Jason Tesson (atualmente na TotalEnergies) e foi 6º na geral. Este ano é o sprinter mais cotado a par do francês Pierre Barbier – na St Michel-Mavic-Auber 93 após seis anos no WorldTour com Israel e Ag2r. “Parece-me que o percurso deste ano é ligeiramente diferente. Trazemos uma equipa forte, com ciclistas rápidos e se a equipa decidir apostar em mim penso que estarei à altura de entregar resultados. O ponto mais importante é que venho tranquilo e o resultado que sair será bem-vindo; se vierem mais vitórias, perfeito, senão o ano ainda vai a meio.” Iúri Leitão ao TopCycling. O percurso é um pouco menos seletivo do que em 2022, exceto no último dia onde os 40km finais serão exigentes. Ao bom estilo das provas francesas, sem presença das WorldTour, espera-se uma Ronde de l’Oise louca, aberta e com muitos ataques. O bloco da Caja Rural-RGA é o mais forte. O checo Michal Schlegel tem sido a sombra de Iúri Leitão e voltará a ser o homem chave na aproximação ao final das etapas. A 1ª etapa acaba num topo de 700m a 8-9%, depois serão etapas mais longas e mais tranquilas. Ligeiras diferenças face à última edição que foi ganha por James Fouche (Bolton Equities Black Spoke – equipa neozelandesa que subiu a ProTeam este ano). Etapa 1 Beauvais – Clermont (145,9k)    Etapa 2 Breteuil - Margny-lès-Compiègne (181k)             Etapa 3 Andeville - Le Plessis-Belleville (189,9k) Etapa 4 | Breuil-le-Sec – Liancourt (158,9k) ### Glassdrive de Bruno Pires na Volta à Andaluzia O TopCycling falou com Bruno Pires sobre a preparação na Serra da Estrela, o percurso duro e o ritmo esperado de nível WorldTour. A Glassdrive/Chanceplus/Allegro já roda em Espanha na 2ª edição da Volta à Andaluzia. A equipa coordenada por Bruno Pires representa o ciclismo português feminino no mesmo pelotão onde temos a Movistar, vencedora da Vuelta no início de maio com Annemiek van Vleuten. A prova andaluza marca a abertura europeia da temporada masculina e a versão feminina dá agora os primeiros passos aparecendo no período pré-Giro de Itália e Tour de France. Movistar, Human Powered Health e Israel-Premier Tech são as WorldTeams presentes, além de UAE e Canyon que se fazem representar pelos projetos de desenvolvimento. Além da Glassdrive/Chanceplus/Allegro a presença portuguesa na Volta à Andaluzia estende-se a Beatriz Pereira (Bizkaia-Durango) e Beatriz Roxo (Cantabria Deporte-Rio Miera). O bloco da Glassdrive/Chanceplus/Allegro tem Cristiana Valente, líder da Taça de Portugal, Nádia Alexandra, que comanda em sub-23, além de Tamara Branco que tem sido o pilar nas vitórias da equipa. “O objetivo é que as seis atletas cheguem ao fim, mas como ciclista sempre fui ambicioso e como diretor também o sou. Somos uma equipa desconhecida, jovem, mas acredito que temos elementos que podem surpreender. Quis dar a oportunidade a portuguesas e a ExtremoSul cedeu-nos a Liliana de Jesus e a Susana Freitas. Também temos uma ciclista andaluza que foi campeã nacional de BTT, a Rocío Martin. O bloco tem experiência, tem endurance e o mais importante é dar às atletas a experiência de correr uma prova de cinco dias e é ótimo para os patrocinadores estarem aqui representados pela equipa porque a Allegro é de Granada." Bruno Pires ao TopCycling. Preparar a Volta a Portugal Nenhuma etapa na Andaluzia baixa dos 90km de extensão e a mais longa tem 134km e 2400m de acumulado. Na Taça de Portugal só a recente etapa disputada em Moura se encaixa nos moldes do que a Glassdrive/Chanceplus/Allegro vai encontrar na prova espanhola. “Esta zona é muito montanhosa, será um percurso para as características das nossas corredoras porque as portuguesas acabam por ter bons desempenhos em subida. O ritmo será alto tal como o nível do pelotão, mas estou expectante porque sendo duro creio que temos elementos que podem beneficiar com este percurso.” A expetativa é alta por parte do diretor desportivo que durante o Giro de Itália assinou uma crónica para o TopCycling. Glassdrive/Chanceplus/Allegro Preparar a Volta a Portugal Bruno Pires esteve com algumas corredoras na Serra da Estrela em meados de maio. No primeiro dia fizeram 3200m de acumulado, no segundo mais 3000m; treinos como os que o alentejano fazia quando corrida no WorldTour. Após recuperarem do bloco de altitude também fizeram treino de ganho de velocidade atrás do carro. “Agora é esperar que assimilem a carga porque nem sempre o corpo responde bem na primeira vez em que se faz isto, mas é trabalho que fica para a próxima vez”, explica o ex- Leopard-Trek e Tinkoff-Saxo. Parte do trabalho foi feito a pensar na Volta a Portugal, que decorre entre 26 e 30 de julho. Na edição passada a Massi-Tactic, equipa atual de Vera Vilaça, ganhou todas as etapas e classificações. A sueca Nathalie Eklund foi a campeã e este ano corre no WorldTour pela Israel! “Se queremos preparar as atletas temos que lhes dar calendário porque são as competições que as preparam a nível superior, além de estágios em altitude e toda a preparação prévia. Queremos que ganhem um ritmo diferente, formas de correr diferentes, observem outras equipas e a maneira como trabalham para fazermos um bom resultado na Volta a Portugal.” Bruno Pires ao TopCycling. Percurso duro e bonificações curiosas Etapa 1 Alcalá la Real - La Zubia | A prova abre com 116.9 km tipo clássica e duas montanhas pontuáveis de 3ª categoria – Alto de Cacín e Alto de Ventas de Huelma. A última é coroada a 37km da meta e o final em La Zubia é em ligeira subida. Etapa 2 Salobreña – Cómpeta | São 95km potencialmente decisivos por ter o único final em alto. Circulam primeiro junto à costa – passam em Almuñecar terra de Carlos Rodriguez – onde o vento é sempre perigoso e depois sobem o Puerto de Competa (1ª categoria) que tem 14,4km a 3,8% embora as rampas finais sejam muito inclinadas. Etapa 3 Nerja – Álora | Mais um dia na província de Málaga. Etapa com 134km e 2400m de acumulado, o pelotão passa três montanhas – Alto de Colmenar de 2ª categoria, Alto de la Joya de 3ª categoria (curto mas com inclinações duras) e Alto de los Nogales de 3ª categoria. A última subida está a 34km do final com o típico acesso em centro histórico e rampa de 250m a coincidir com a meta. Etapa 4 Pizarra - Mijas | Ainda na província de Málaga apanham uma jornada com 90,9km e apenas uma montanha pontuável ainda na primeira metade. Meta nas Lagoas de Mijas para um provável sprint em avenida larga e com os últimos 500m al 4,5%. Etapa 5 Estepona e Castellar de la Frontera | A Volta à Andaluzia finaliza na província de Cádiz com 93,9km; começam logo a subir Hacho de Gaucín (1ª categoria) o que pode marcar a etapa. Percurso duro e bonificações peculiares: 3-2-1” nas chegadas e 6-4-2” nos chamados pontos quentes presentes cada dia e que estão tanto em metas volantes como em contagens de montanha. ### Lidl-Trek - Novo patrocinador mudará nome da equipa A Trek-Segafredo vai mudar de nome a partir de 30 de junho, data em que o patrocinador principal passa a ser a rede de supermercados alemães Lidl, nas equipas masculina e feminina, passando assim a denominar-se Lidl-Trek. Será já este ano, durante o Giro d'Italia Donne entre 30 de junho e 9 de julho, que a equipa feminina se apresentará com o novo equipamento, no qual o Lidl irá assumir destaque, saindo assim a marca de cafés italiana, Segafredo. No caso da equipa masculina, esta envergará oficialmente os novos equipamentos dia 1 de julho, no Tour de France. Lidl no ciclismo O Lidl já é uma marca parceira das competições da Flanders Classics há alguns anos, que tem corridas como a Ronde van Vlaanderen, a Gent-Wevelgem ou a Omloop Het Nieuwsblad no seu portfólio.  Além de corridas, a gigante rede de supermercados também tem patrocinado equipas, recordemos que entre 2016 e 2021 foi um dos patrocinadores da Quick-Step, mas pela primeira vez assume o patrocínio principal, originando assim a nova equipa Lidl-Trek. Deceuninck Quick-Step com patrocínio Lidl em 2021 O novo equipamento da Lidl-Trek será revelado durante as próximas semanas, pelo que haverá renovação do guarda-roupa para os ciclistas da atual equipa Trek-Segafredo, na qual figuram estrelas como Mads Pedersen, Jasper Stuyvan, Giulio Ciccone, Lucinda Brand, Elisa Longo Borghini, ou Ellen Van Dick. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida: doido por carros e fã de Miguel Oliveira Todos conhecem o ciclista, mas como é o rapaz? O TopCycling traça o perfil de João Almeida: fã de carros e de Miguel Oliveira. Na última vez que conversei calmamente com o João Almeida trocamos algo mais do que impressões sobre estágios de altitude, corridas e objetivos. Quis abordar um lado mais pessoal, perceber como tem amadurecido um atleta que conheço desde o segundo de juniores. Num artigo que fiz para o portal espanhol Ciclo 21 apresentei o “campeão luso do futuro” e como gosto de misturar conceitos equiparei-o a um vinho Grand Reserva de 1998. A melhor uva, da melhor colheita só precisava de tempo para amadurecer antes de ser servido. O rapaz pacato e de discurso claro não mudou muito. Está mais confiante, como reconheceu quando falamos em abril. Também tem podido cumprir alguns sonhos; viajar pelo mundo e viver a paixão pelos automóveis. De tempos a tempos gosta de acelerar. “O meu pai sempre gostou de carros e eu gosto muito de Fórmula 1, também vejo o Moto GP a torcer pelo Miguel Oliveira. Desde sempre que gosto de carros e quanto mais crescido mais gosto. Tenho bons caprichos motorizados, já fui a autódromos como Portimão, Abu Dhabi e no futuro vou visitar mais circuitos. Passo o dia como um miúdo numa loja de brinquedos.” João Almeida ao TopCycling. O resto do tempo é passado com a família e com a namorada. Como apanhei João Almeida em Serra Nevada falamos sobre tempos mortos e como os ocupa. Às vezes jogando computador, mas no último estágio optou por ler revistas e ouvir podcasts sobre… automóveis: “Sou fã de carros e gosto de saber informações específicas. Também gosto de ler sobre ciclismo e de estar informado sobre o mundo para saber o que se passa”. “Vejo todas as corridas” É curioso recordar que na nossa primeira conversa nem João Almeida sabia bem para onde iria evoluir em termos de carreira. Sabia ter “capacidade para subir, mas sei que tenho que trabalhar este ponto. Tento-me aplicar na subida porque o demais vem por acréscimo. Dizem que tenho um toque ganhador, mas o que gosto é do contrarrelógio porque sou eu e a bicicleta e normalmente ganha o mais forte”. A segunda época de sub-23 foi de afirmação como voltista. Fez 2º no Baby Giro atrás de Alekandr Vlasov e na Volta a França do Futuro ganha por Tadej Pogacar acabou em 7º. No entanto, já em 2017 havia indícios do que viria a ser a Pantera das Caldas. Pela Hagens Berman Axeon venceu a Liège sub-23 em 2018. Foi o ano da afirmação internacional. O início em Itália foi difícil Pela italiana Unieuro Trevigiani fez top 10 no contrarrelógio do Baby Giro (frente a Sivakov, Hindley, Powless, entre outros), ganhou etapas no Tour de Mersin (ao ex-Katusha Eduard Vorganov), na Terre di Toscana (ao campeão europeu à época Alexandr Riabushenko) e na Volta à Ucrânia (onde também ganhou a Juventude). Acima de tudo João Almeida gosta de ciclismo, por isso aproveitou ao máximo a primeira experiência no estrangeiro. O início em Itália foi difícil, mas serviu como teste à resiliência de um adolescente que foi à luta quando podia ter atirado a toalha ao chão. “Vejo todas as corridas e as que não passam na televisão vejo online. Também há dias em que até pode dar o Tour e eu faço coisas diferentes. Depende da altura da época, mas se estiver numa altura de descanso procuro atividades que me dão prazer como andar de kart, jet ski e tudo o que tenha motor para não me cansar muito.” João Almeida ao TopCycling. João Almeida conserva certa timidez, mas até nisso se nota o efeito de três anos e meio no WorldTour. É hoje um líder confiante, de discurso sólido e encontrou o equilíbrio entre a responsabilidade de liderar e o sonho de ser campeão de uma grande Volta. Vai a materialização dos muitos anos de trabalho acontecer neste Giro de Itália? Falta pouco para descobrir. Para já a vitória épica no Monte Bondone já lá mora e se a maglia rosa foi parar a A dos Francos façam-me um favor: abram um Grand Reserva de 1998 e saboreiem o momento. ### Giro de Itália - João Almeida com pódio histórico João Almeida acaba de escrever o seu nome na história do ciclismo nacional. O ciclista português de 24 anos é o primeiro português a terminar uma participação no Giro d’Itália no top 3 final. No que diz respeito a grandes voltas, João Almeida sucede a Joaquim Agostinho, que no ano de 1979 terminou entre os três melhores do Tour. Roglic selou uma justa vitória na geral Quanto à geral, hoje foi dia de consagração para Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que confirmou a sua vitória na geral, relegando Geraint Thomas (INEOS) para segundo classificado, com 14 segundos de atraso, com o último lugar do pódio a ficar então ocupado por João Almeida, este a 1.15 minutos. Depois do recital de ontem em que ‘roubou’ a camisola rosa a Geraint Thomas após um exigente contrarrelógio, hoje Roglic apenas confirmou a excelente prestação registada na prova e que o conduziu ao lugar mais alto do pódio. Cavendish triunfou no passeio em Roma Hoje foi dia de ‘passeio’ em Roma na 21.ª e última etapa desta 106.ª edição do Giro, com o destaque do dia a recair em Mark Cavendish (Astana), vencedor da tirada. O ciclista britânico de 38 anos, que anunciou há poucos dias a retirada no final da presente temporada, foi o mais rápido a completar os 126 quilómetros do dia de hoje, com o registo de 02:48:26 horas, superiorizando-se a Alex Kirsch (Trek-Segafredo), e a Filippo Fiorelli (Green Project-Bardiani CSF-Faizanè), respetivos segundo e terceiro classificados. Além do pódio João Almeida conquista juventude A juntar ao feito já aqui mencionado e amplamente divulgado desde o final da etapa de ontem, relativamente à conquista do 3.º lugar da geral, João Almeida garantiu ainda a vitória na juventude, classificação que passou a dominar após o abandono de Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). A regularidade foi sem dúvida a nota dominante desta participação do ciclista luso nesta mítica prova. Aos 24 anos, e ainda com larga margem de progressão, João Almeida está no rumo certo para poder almejar vir um dia a conquistar o lugar mais alto do pódio. Créditos: LaPresse João Almeida tem registado uma evolução, ano após ano, tendo cada vez mais caraterísticas de um verdadeiro líder de equipa, tal como demonstra a conquista da 16.ª etapa desta edição. Esperemos que a UAE mantenha a aposta no orgulho nacional de milhões de portugueses que durante as últimas três semanas estiveram presos ao ecrã de forma a acompanhar o percurso do ciclista português. Só no resta agradecer por nos ter feito sonhar e deixando-nos com água na boca em relação ao que pode vir a acontecer no futuro. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=or_Hq_yLnN8 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team02:48:2602KIRSCH Alex Trek-Segafredo+ 0003FIORELLI Filippo Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 0004DAINESE Alberto Team DSM+ 0005KRIEGER Alexander Alpecin-Deceuninck+ 0006STEWART Jake Groupama-FDJ+ 0007GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0008MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 0009MARIT Arne Intermarché-Circus-Wanty+ 0010STEWART Campbell Team Jayco-AlUla+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma85:29:0202THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 1403ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:1504CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 04:4005PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 05:4306ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 06:0507DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 07:3008LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 07:3109KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 07:4610DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 09:08 Até para o ano Giro Bem, agora é tempo de encerrar o pano desta 106.ª edição do Giro de Itália. Até para o ano Giro! Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Vitória à Roglic O que é uma vitória à Roglic? Escolhemos também o MVP e a revelação do Giro de Itália no capítulo final do "Ti Amo". “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. O contrarrelógio (ou cronoescalada) do Monte Lussari entrou diretamente para o top 10 de grandes momentos das últimas décadas do Giro de Itália. A partir de agora quando quisermos designar uma vitória suada, com imprevistos e contornos épicos podemos utilizar a expressão: “Foi uma vitória à Roglic”. Para ganhar à Roglic é preciso: Sofrer uma lesão grave (na Vuelta de 2022) Passar meses sem poder tocar a bicicleta Superar uma longa reabilitação Fazer uma aproximação minimalista ao objetivo e ganhar 100 por cento das corridas (Roglic ganhou tanto o Tirreno-Adriático como a Volta à Catalunha) Perder a equipa quase toda por COVID-19 na véspera da prova Chegar à etapa decisiva atrás do líder Operar a remontada depois de um problema mecânico Ganhar a classificação geral sem liderar em nenhum dia prévio Créditos: LaPresse Na realidade Primoz já tinha ganho à Roglic porque para ele nunca nada foi fácil. Chegou ao ciclismo por culpa de um acidente nos saltos de esqui. Começou por baixo (Adria Mobil) correndo provas periféricas (ganhou a Volta ao Azerbaijão em 2015). Já no WorldTour sofreu vários reveses, mas nenhum com a dimensão da derrota sofrida no Tour de France de 2020. Não se deixou abater e reagiu ganhando a Liège e a Vuelta nas semanas seguintes – e como este há mais exemplos. Digamos que Roglic já tinha ganho à Roglic, mas sem cumprir todos os critérios da lista. Neste Giro fez um check em cada ponto! Histórico top 10 Não foi uma edição vintage como eu previa, mas o final foi apoteótico. Houve um equilíbrio grande entre os três primeiros e Roglic foi muito superior no Monte Lussari. Calma que sobre João Almeida falaremos com calma em breve! O pódio tornou-se relativamente previsível quando Remco Evenepoel e Tao Geoghegan Hart abandonaram. É interessante constatar que pela primeira vez na história há 10 ciclistas de 10 nacionalidades nos 10 primeiros! Também é curioso ver que do top 10 só o esloveno e João Almeida venceram etapas; as restantes foram repartidas entre sprinters e fugas bem-sucedidas. MVP é Sepp Kuss Sobretudo entre os fugitivos é que esteve o espetáculo e o meu destaque vai para Derek Gee. A Israel-Premier Tech nem precisa de ir ao mercado porque já encontrou o líder ideal para as grandes Voltas! Brutal a capacidade de luta e de recuperação do canadiano que fecha com um registo impressionante: Em traços gerais e porque nem só de vitórias vive o pelotão, o meu MVP é Sepp Kuss, também conhecido como a sombra de Roglic. Forte quando o líder fraquejou e sempre pronto para a batalha, o Durango Kid já leva cinco grandes Voltas ganhas e em nenhuma foi ele o 1º. Há quem nasça para liderar e quem nasça para trabalhar. Sepp Kuss foi a Jumbo-Visma, embora tenha contado como um Rohan Dennis que foi de menos a mais e com um excelente Sam Oomen, mas no momento da verdade foi o americano que salvou Roglic de perder o Giro no Monte Bondone e isso para mim justifica ser MVP. Na foto o mural da estação de metro Marconi, em Roma.Créditos: LaPresse Arco de Constantino e o Coliseu de Roma.Créditos: LaPresse Arrivederci! Uma nota para Thibaut Pinot: na última época como profissional é o rei dos trepadores e cheirou a vitória em duas ocasiões. É preciso valentia para por o ponto final no momento certo e Pinot poderá dizer que saiu em alta. Ainda vai correr e até pode ganhar, mas do Giro saiu com a classe intacta que foi o que projetou ao longo da carreira. O Giro conclui a digressão pela Itália em Roma. Arrivederci! ### Pneus e Câmaras Specialized com 50% de Desconto! A Specialized lançou no seu site Specialized.com uma interessante campanha de descontos de 50%, em alguns dos seus pneus mais populares para bicicletas de BTT, Estrada, Gravel e Active. Esta campanha, que também inclui câmaras Specialized, é válida até dia 31 de maio ou enquanto durarem os stocks. Estrada e BTT Dos best-sellers do XCO Ground Control e Fast Trak, aos resistentes Eliminator e Butcher, passando pelos modelos de estrada Turbo Cotton, com a uma carcaça flexível de algodão 320 TPI, ou os Turbo Pro T5 e S-Works Turbo T2 /T5, que incluem os novos compostos desenvolvidos pela Specialized especificamente para asfalto, quem visitar o Specialized.com poderá aproveitar esta promoção. Gravel Se alternas entre o asfalto e o Gravel, e procuras um pneu rolante que ofereça confiança no terreno misto, uma opção é o Pathfinder Pro 2Bliss Ready ou o Sawtooth 2Bliss Ready. Os Tracer Pro 2Bliss Ready, disponíveis em larguras de 38, 42 ou 47mm, são uma opção mais versátil, enquanto os Rhombus Pro 2Bliss Ready, em 42 e 47mm, uns pneus de gravel mais agressivos graças ao seu piso mais largo e alto, também estão incluídos nesta promoção. Bicicletas urbanas Para as deslocações urbanas, a marca tem os pneus Specialized Nimbus 2 Sport Reflect, que se podem montar nas larguras de 35, 38 e 50 mm. Estes pneus incluem proteção contra furos BlackBelt e faixa refletora. Seja qual for a tua vertente no ciclismo, a Specialized tem no seu catálogo uma vasta gama de modelos com equilíbrio entre performance, aderência e durabilidade. Agora com a campanha de 50% de desconto estão mais acessíveis e é a melhor altura para os colocar à prova. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Emoção e algum drama na etapa 20 João Almeida (UAE Emirates) consolidou hoje um lugar no top 3 da classificação geral do Giro. Em vésperas da última etapa desta mítica prova, o ciclista português está à beira de fazer história para o ciclismo nacional 44 anos depois de Joaquim Agostinho ter feito pódio numa grande volta. Roglic o homem de superação Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o grande destaque do dia, ao vencer hoje a 20.ª e penúltima etapa do Giro d’Itália, saltando para a liderança da geral, num claro sinal de grande competência e grande conhecimento deste desporto. O ciclista esloveno demonstra ser um homem de superação e está agora a caminho da conquista da sua 4.ª grande volta, registo ao alcance de muito poucos. Roglic veste agora de rosa, com 14 segundos de vantagem sobre Geraint Thomas (INEOS) e 1.15 minutos para o português João Almeida, que vai trazer para casa a camisola da juventude Almeida e Roglic e o respeito mútuo https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1662508580392562689?s=20 Todos ainda temos algo para aprender, e aos 24 anos, João Almeida demonstra ser conhecedor dessa realidade. O cumprimento entre o ciclista português de 24 anos e Primoz Roglic de 33, demonstra isso mesmo. João ainda tem larga margem de evolução, e Roglic tem enorme mérito no seu grande percurso rumo à conquista desta 106.ª edição do Giro d'Itália. Roglic é um puro vencedor, que não se verga perante os obstáculos. Já João Almeida tem a coragem e irreverência de olhar olhos nos olhos os seus adversários diretos, ao mesmo tempo que tem a coragem e noção que ainda lhe falta um pequeno passo para lá chegar, onde todos nós, os portugueses, sonhamos que ele chegue. Em relação ao dia de amanhã, pouco há a dizer, amanhã é mesmo um dia de passeio em Roma, e se aludirmos aos gladiadores, só nos podemos orgulhar de termos um português entre os três melhores. Créditos - Sprint Cycling Agency OBRIGADO JOÃO ALMEIDA! Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=JdKz6qiqWFg Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma44:2302THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 4003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 4204CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 5505PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 5906KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 01:0507MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 01:0708ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 01:1809LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 01:4910VINE Jay UAE Team Emirates+ 01:53 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma82:40:3602THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 1403ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:1504CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 04:4005PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 05:4306ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 06:0507DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 07:3008LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 07:3109KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 07:4610DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 09:0 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Matxin sobre João Almeida: “É possível” No gran finale do Giro de Itália João Almeida não atira a toalha e aponta ao milagre no santuário do Monte Lussari. Quando concebi o espaço “Ti Amo” decidir o nome foi fácil. Queria partilhar o amor pelo Giro, pela forma como os italianos vivem o ciclismo e agradecer que o partilhem com o mundo. Pensei em Coppi e Bartali, no ciclismo romântico, com os seus defeitos e virtudes. Nas exibições para a eternidade sobre as quais apenas pude ler. Quando João Almeida chegar a Roma ficará para a eternidade no imaginário do ciclismo português. Ninguém nos contou, não está em nenhum livro ou na RTP Memória. Viver a história é um privilégio! Falaremos para sempre de João Almeida como temos a obrigação de perpetuar na memória Joaquim Agostinho. De todos os talentos gerados em Portugal foi o único que sentiu a grandeza de pisar o pódio numa “grande”. Nunca é demais recordar que foi 3º no Tour de France (1978 e 1979) e 2º na Vuelta a Espanha (1974). É emocionante ver como um rapaz nascido em A dos Francos, freguesia do município de Caldas da Rainha, está prestes a mostrar a gerações de portugueses um cheirinho do que se sentia naqueles tempos. Incomparáveis na era, no estilo, mas com algo em comum: no domingo haverá outro português no pódio de uma “grande”. No Giro de Itália é inédito. https://www.youtube.com/watch?v=Fv020z1WO2w Sonhar é grátis e Matxin sonha Dentro da UAE-Emirates ninguém dá a batalha pelo Giro de Itália como perdida nem o pódio como suficiente. Troquei umas palavras com o diretor que numa Vuelta al Besaya júnior viu potencial em João Almeida ao ponto de lhe por nas mãos um Ferrari… porque a UAE-Emirates é um Ferrari e João Almeida tem as chaves até Roma. Sabendo como é doido por carros, imaginem como se sente um miúdo de 24 anos com um Ferrari durante três semanas? “É um dia especial, é possível, as forças dos três estão no limite. Um dia excecional do João, que ele é capaz de ter, com um dia não super de ambos… porque não?” Joxean Matxin, diretor da UAE-Emirates, ao TopCycling. João Almeida apontou ao Monte Lussari Sonhar é grátis e Matxin sonha. Está em Itália como esteve em França no dia em que Tadej Pogacar virou um Tour de France que parecia perdido. Poderá o Monte Lussari ser a Planche des Belles Filles de João Almeida? O próprio João Almeida apontou ao Monte Lussari ainda nem a corrida tinha começado. “Aquele último contrarrelógio – que é meio contrarrelógio e meio cronoescalada – vai ser muito duro principalmente pelos dias anteriores. Vai ser um bom espetáculo e tudo pode acontecer naquela última semana. Temos o exemplo da primeira Volta a França que ganha o Tadej Pogacar… Ninguém diria que ele ganhava e o certo é que aquele contrarrelógio meteu o Roglic lá para trás e este Giro vai ser similar. Num Giro com não sei quantos mil quilómetros, aqueles 25 quilómetros vão fazer uma diferença abismal. João Almeida ao TopCycling. Primoz Roglic venceu o mano a mano com Geraint Thomas nas pendentes inclinadas de Tre Cime di Lavaredo.Créditos: LaPresse Invasão de eslovenos em 3, 2, 1… O contrarrelógio parte de Tarvisio, terra arrebatada ao Império Austro-Húngaro como espólio da Grande Guerra. Imaginem um triângulo: Tarvisio-Arnoldstein-Kranjska Gora são vértices e cada um situa-se no respetivo país (Itália, Áustria e Eslovénia – esperem uma invasão de eslovenos em 3, 2, 1…). A 4km de Tarvisio está Cave del Predil. Se lá passarem visitem o Museu de História Militar dos Alpes Julianos. Não esperem um sumptuoso edifício; o museu está alojado numa escola que foi abandonada quando cessou a atividade mineira em 1990. Esgotadas as reservas de chumbo e zinco milhares de habitantes deixaram o vale. Em seis salas recorda-se o auge do período mineiro – com visita às galerias incluída – e percebemos o porquê desta zona ter sido cobiçada desde as Invasões Bárbaras até à II Guerra Mundial. Pelotão no início da descida do Passo di Valparola durante a etapa 19.Créditos: LaPresse Gran finale em Roma Sobre o Monte Lussari será a estrada a fazer as apresentações. Quem sair campeão daqui bem pode fazer o Sentiero del Pellegrino (Caminho do Peregrino) até ao santuário e agradecer o final do Giro da chuva, do frio, do granizo. Vem aí o gran finale em Roma, mas as penitências pagam-se em Lussari – a povoação mais elevada de toda a região Friuli-Venezia Giulia. ### Giro de Itália - João Almeida cede, mas mostra raça de campeão na 19.ª etapa João Almeida cedeu hoje mais alguns segundos, mas mostrou raça de campeão na 19.ª etapa, considerada por muitos, como a etapa rainha desta 106.ª edição do Giro de Itália. O ciclista português da UAE cedeu hoje 20 segundos para Geraint Thomas (INEOS), e 23 para Primoz Roglic (Jumbo-Visma), no entanto, não foi por isso que deixou de realizar uma boa prestação, partindo para amanhã com possibilidades de melhorar o atual terceiro posto da geral. Santiago Buitrago foi o vencedor do dia Créditos imagem: Massimo Paolone/LaPresse Santiago Buitrago (Bahrain-Victorious), foi o mais rápido do dia, ao completar os 183 quilómetros da ligação entre Longarone e Tre Cime di Lavaredo, com o registo de 05:28:07 horas. O ciclista colombiano de 23 anos, triunfou depois de uma acesa disputa com Derek Gee (Israel-Premier Tech), segundo classificado do dia, que cedeu nos instantes finais, chegando com 51 segundos de atraso, enquanto que o fecho do top 3 pertenceu a Magnus Cort (EF Education-Easy Post), com 1.46 minutos de atraso Almeida, Thomas e Roglic na dura batalha pela rosa Os quilómetros finais desta dura etapa foram dignos de se ver. Assistiu-se a uma ‘luta’ entre alguns dos principais ciclistas do atual panorama internacional, com Almeida, Thomas e Roglic a demonstrarem enorme respeito entre si. Eles trocaram olhares, simularam possíveis ataques, realizaram mesmo alguns, mas a diferença no final nem foi assim tanta. https://twitter.com/giroditalia/status/1662134324152483847?s=20 É certo que João Almeida saiu a perder desta intensa e respeitosa luta, mas também é certo que mostrou garra de campeão. O ciclista português de 24 anos foi 6.º classificado do dia, logo atrás de Thomas e de Roglic, mas não há dúvidas que o ciclista português tem garra, e muita. João Almeida é 3.º na geral, mas atenção ao dia de amanhã Fechadas as contas desta 19.ª etapa, Geraint Thomas (INEOS) continua a vestir de rosa, com 26 segundos de vantagem sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo da geral, com João Almeida (UAE Emirates) a surgir em terceiro a 59 segundos.. Olhando para as caraterísticas da cronoescalada de amanhã, engane-se quem pense que as contas já estão fechadas. O top 3 ainda pode mexer, tal como os lugares logo abaixo. Amanhã, é dia do terceiro contrarrelógio deste Giro d’Itália, no entanto, este apresenta caraterísticas muito diferentes dos anteriores. Amanhã, o pelotão terá pela frente uma cronoescalada de 18,6 quilómetros entre Tarvisio e Monte Lussari, tirada que promete ser decisiva no apuramento do grande vencedor deste Giro. Para nós, que ganhe o melhor, mas enquanto portugueses, e uma vez que João Almeida está mesmo ali perto do topo da geral, que amanhã se supere e faça história para o ciclismo nacional. Mas atenção, aconteça o que acontecer, os portugueses devem ficar orgulhosos de tudo aquilo que João Almeida tem feito nas últimas três semanas, aliás, João já foi mesmo capa de jornais desportivos nacionais, isto num país em que esse espaço está habitualmente destinado e religiosamente reservado ao futebol e pouco mais. Resumindo a história já está a ser feita, mas pode e deve ser enriquecida. Amanhã só queremos mesmo é ver o João Almeida sorrir! Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=75b5AEVZw1o Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious05:28:0702GEE Derek Israel-Premier Tech+ 5103CORT Magnus EF Education-EasyPost+ 01:4604ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:4605THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:4906ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:0907CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:0908ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:0909PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 02:1610RUBIO Einer Movistar Team+ 02:26 Top 10 classificação geral POSPAÍS NOME - EQUIPA TEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers81:55:4702ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2603ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 5904CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 04:1105DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 04:5306PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 05:1007ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 05:1308KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 05:5409LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 06:0810DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 07:30 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ivo Oliveira: “Disse-lhes que ia ganhar o prólogo e ganhei” Ivo Oliveira entrou a vencer na Boucles de la Mayenne e até o irmão Rui parou o trânsito para ajudar. A história no TopCycling! Foi preciso esperar quatro épocas e meia no WorldTour para Ivo Oliveira conseguir a primeira vitória ao serviço da UAE-Emirates numa prova internacional! Parece fácil ganhar entre os "pros"… mas só parece. Ivo Oliveira já tinha sido campeão nacional de contrarrelógio (2020) e na pista conquistou seis medalhas em Europeus e Mundiais. Tudo isto em elites para não puxar muito o filme atrás e recordar os resultados em sub-23 e em juniores. Faltava algo ao gaiense, mas já não falta. Ivo Oliveira entrou a todo o gás na Boucles de la Mayenne e ganhou o prólogo. “Estive três semanas só a pensar nisto porque quando saiu o percurso vi que eram 4km e um esforço muito parecido com a perseguição individual na pista. Sendo nesse espaço tão curto queria discutir a etapa e disse logo à equipa que fazer 2º não interessava.” https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1661817418098909184 "O meu irmão parou o trânsito" Foram três semanas de trabalho específico com o treinador Kevin Poulton: esforços curtos em estradas sinuosas. Ivo Oliveira não poupou nos detalhes na abordagem à prova francesa. “Fui muito focado, no dia anterior fui ver as curvas, o meu irmão parou o trânsito para eu fazer as curvas a top e saber onde é que podia arriscar. Quando abriu o percurso para o reconhecimento e enquanto alguns ainda estavam a ver onde é que fazer e não fazer eu já sabia que podia ir a fundo para fazer um teste para a corrida. Tinha dito aos diretores que me deixassem preparar a corrida ao máximo e deixaram-me ficar em casa, não tive que fazer a Volta à Hungria e pude preparar a Boucles de la Mayenne. Disse-lhes que ia ganhar o prólogo e ganhei.” Amarela durou pouco A corrida francesa não é simples de ler. Quase todas as etapas finalizam em circuitos e o terreno é irregular. Logo na 1ª etapa em linha Oier Lazkano (Movistar) revirou a geral. A etapa foi atacada por Ivo Oliveira, Axel Zingle (Cofidis) e Benoit Cosnefroy (Ag2r-Citroen) numa zona de colinas. A Movistar ficou com Lazkano cortado, mas o grupo do camisola amarela foi neutralizado e Lazkano contra-atacou com capacidade para chegar à fuga do dia. A amarela durou pouco no corpo de Ivo Oliveira que passa a ser 2º a 0:42 do corredor da Movistar. “Há muitas bonificações durante as etapas e a corrida vai-se jogar aí. Eu também sou rápido e posso sprintar nos intermédios. Também me posso meter nos sprints porque as chegadas não são para velocistas puros, mas se não for para mim que seja para outro colega. Vamos tentar!” Ivo Oliveira ao TopCycling. Este sábado a Boucles de la Mayenne tem a jornada menos dura – 181,3km e 1165m de acumulado – embora o acesso à meta em Meslay-du-Maine também seja em falso plano. Domingo finaliza em Laval com 167km e 1906m de acumulado, final em circuito ao qual os corredores dão quatro voltas e uma vez mais entrada com certa dureza na meta. Palmarés de Ivo Oliveira em elites 2022 | 1º prólogo Boucles de La Mayenne 2022 | 3º Mundial perseguição individual (pista) 2020 | Campeão nacional de contrarrelógio 2020 | Campeão da Europa perseguição individual (pista) 2020 | 2º Europeu de madison com Rui Oliveira (pista) 2018 | 2º Mundial perseguição individual (pista) 2018 | 2º Europeu perseguição individual (pista) 2017 | 2º Europeu perseguição individual (pista) ### Tifosi "tugas" apoiam João Almeida no Giro De Famalicão à Escócia, em grupos de amigos ou de cicloturistas. O TopCycling ouviu os portugueses que estão a dar espetáculo no Giro de Itália no apoio a João Almeida. Ao analisar as fotos da 17ª etapa em Val di Zoldo gostei de uma onde se vê um aficionado português (que recupero na abertura deste artigo) de bandeira enrolada ao pescoço a correr atrás de Geraint Thomas e Primoz Roglic. Selecionei-a para ilustrar o "Ti Amo" dedicado a Tre Cime di Lavaredo. Mal postei no Instagram recebi uma mensagem do Nuno Filipe Gomes: “Gonçalo, sou eu que estou nesta foto. Já estamos em Tre Cime di Lavaredo… a luta continua!” A luta é carregar João Almeida à vitória no Giro de Itália porque a Pantera das Caldas faz sonhar Portugal, sobretudo aqueles que viajam milhares de quilómetros para apoiar os corredores na berma da estrada. O Nuno faz parte de um grupo de amigos ciclistas que se fazem chamar “Os Lingrinhas”. “Somos sete Lingrinhas aqui no Giro, de um grupo total de quase 40 apaixonados (um pouco viciados em ciclismo). Somos capazes de acompanhar provas como a Volta a Langwaki. Os que cá estão vêm de locais tão diferentes como Famalicão, Lisboa, Esposende, Marco de Canaveses e até da Escócia. Viemos de avião para Veneza, acompanhamos a etapa do sprint [a 17ª ganha por Vincenzo Albanese], a de Val di Zoldo e ficaremos até domingo, mas não vamos a Roma.” Nuno Filipe Gomes ao TopCycling. Os Lingrinhas em Tre Cime di Lavaredo!Créditos: Nuno Filipe Gomes Quando troquei mensagens com o membro dos Lingrinhas estava o grupo de “tugas” a subir para Tre Cime di Lavaredo. “Está tudo cortado. Não passa ninguém nas estradas, só carros credenciados e malta que sobe de bicicleta bikes. A 20km da meta não podíamos passar mais, só quem tivesse reserva em hotel. Deixamos o carro no Lago Misurina e subiremos a pé os últimos 7k. Ficaremos algures entre os 1800/1500m para a meta, onde haverá o troço mais duro da subida a 18%.” Nuno Filipe Gomes ao TopCycling. Aos Lingrinhas e a todos os que se deslocam à beira da estrada para viver a paixão do ciclismo só temos uma coisa a dizer: "Bota lume!" Confiram o show dado pelos tifosi "tugas" ao minuto 3:10 deste vídeo do GCN. https://www.youtube.com/watch?v=0YpXDABwtZA ### Giro – Nas Dolomitas à procura da zona-G O Giro de Itália tem sido um puzzle quase tão complexo como a anatomia sexual feminina. Haverá clímax em Tre Cime di Lavaredo? “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Com 5100m de desnível positivo acumulado e três passos montanhosos acima dos 2000m de altitude, a 19ª etapa do Giro de Itália é, para muitos, o dia mais duro da prova. O pelotão parte de Longarone como forma de recordar as vítimas das inundações de 1963 quando o Lago Vajont arrasou a cidade. Morreram 1910 pessoas. A igreja de Santa Maria Immacolata e um memorial recordam os que pereceram. É a nota histórica (e triste) de uma etapa que poderá ajudar a perceber que Giro é este onde João Almeida (em Val di Zoldo) e Primoz Roglic (no Monte Bondone) já tiveram dias menos bons. Só Geraint Thomas se manteve consistente nas jornadas mais duras, mas não está livre de passar por algo parecido na chegada a Tre Cime di Lavaredo. O tradicional Tappone Dolomitico do Giro reserva três contagens de 1ª categoria.Créditos: RCS Continuamos nas Dolomitas e passamos do Vale dos gelatieri para um dos picos mais espetaculares das montanhas pálidas (monti pallidi era a anterior denominação deste conjunto de 26 cordilheiras montanhosas que formam as Dolomitas). Tre Cime di Lavaredo não é o pico mais alto; a honra pertence à Marmolada (3343m) onde Jai Hindley rebentou com Richard Carapaz para decidir o passado Giro. Giro tem sido um puzzle Falemos de coisas sérias: será Tre Cime di Lavaredo a zona-G do Giro? Contrariamente à perceção geral, a expressão ponto-G não é a mais correta para nos referirmos à zona erógena da anatomia sexual feminina que, quando devidamente estimulada, pode conduzir a uma sensação de extremo prazer. É pelo menos o que defende o editorial publicado no reputado Sexual Medicine Reviews Journal. Os tifosi portugueses deram espetáculo no apoio a todos os ciclistas em Val di Zoldo!Créditos: LaPresse A pressão está em Roglic e em Almeida A zona-G é complexa. Também o Giro tem sido um puzzle. “G” no ciclismo significa Geraint Thomas, assim conhecido pelos conterrâneos. Já quanto à anatomia sexual feminina “G” designa Ernst Gräfenberg, ginecologista alemão associado à descoberta do/a ponto/zona-G. Pressuponho que aqui somos todos crescidos e portanto podemos falar de forma aberta. O orgasmo deste Giro ainda está por chegar e só há duas oportunidades: Tre Cime di Lavaredo ou Monte Lussari, etapa rainha e cronoescalada. A pressão está em Roglic e em Almeida, pelo que o conservador “G” só tem que manter a fiabilidade durante mais dois dias para poder juntar o Giro de Itália ao Tour de France que venceu em 2018. ### Giro de Itália - João Almeida cede, mas mantém-se na luta após 18.ª etapa João Almeida perdeu tempo na etapa de hoje, mas mantém objetivos intactos. O ciclista português de da UAE Emirates perdeu 21 segundos para os principais rivais da geral Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Geraint Thomas (Ineos), na 18.ª etapa do Giro d’Itália, conquistada por Fillipe Zana (Jayco-AlUla). O campeão italiano de 28 anos cumpriu os 161 quilómetros da ligação entre Oderzo a Val di Zoldo, superiorizando-se a Thibaut Pinot (Groupama-FDJ) num sprint a dois, com Warren Barguil (Arkéa Samsic), a fechar o top 3, com 50 segundos de atraso. João Almeida vergou, mas não quebrou Depois da vitória alcançada na 16.ª etapa, e atendendo ao perfil plano da etapa de ontem, hoje, numa etapa curta, mas dura, os holofotes estavam apontados para João Almeida. A forma como conquistou a 16.ª etapa, onde bateu Roglic e Thomas, seus adversários diretos na luta pela geral, aliado à vice-liderança à partida para a etapa de hoje, a 18 segundos do camisola rosa, deixavam no ar a possibilidade de João Almeida hoje atacar o topo da geral. Tal não se verificou, em muito, devido à boa prestação de Primoz Roglic e da Jumbo-Visma que demonstraram estar na luta, realizando uma etapa em que efetuaram um grande trabalho, impondo um andamento que João Almeida seguiu de muito perto, mas acabou por não conseguir acompanhar. Ao contrário de Almeida, o camisola rosa Thomas seguiu Roglic e terminaram a etapa a colaborar, ganhando assim tempo ao português. João Almeida desceu assim a terceiro da geral, estando agora a 10 segundos do segundo classificado Primoz Roglic, e a 39 do líder Geraint Thomas. No entanto, recordamos aqui um pequeno excerto de uma conversa entre João Almeida e o jornalista Fran Reyes antes do arranque do Giro, em que o ciclista português explicou que todos iriam ter dias menos bons durante a prova. https://twitter.com/FranReyesF/status/1657712181759148036?s=20 Isto para dizer que, se na 16.ª etapa foi Roglic a ter um dia menos bom, na etapa de hoje foi João Almeida a passar por isso. O nível está alto, disso não há dúvidas, o segredo passa por não ter dias maus, mas dias menos bons vão sempre acontecer. Resumindo, hoje João Almeida vergou, mas não quebrou, mantendo em aberto a luta pela vitória final da prova. 39 segundos para o camisola rosa a três etapas do final mantêm o sonho do ciclista português bem vivo. Amanhã sim, aí será um dia decisivo, em que todos esperamos que João Almeida possa apresentar um nível semelhante ao da 16.ª etapa de forma a chegar ao contrarrelógio de sábado bem lançado. Resta-nos aguardar, pois, daqui a poucas horas, João Almeida já estará de volta à estrada. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=0YpXDABwtZA Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ZANA Filippo Team Jayco-AlUla04:25:1202PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 0003BARGUIL Warren Team Arkéa-Samsic+ 5004GEE Derek Israel-Premier Tech+ 01:0305PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 01:2406FRIGO Marco Israel-Premier Tech+ 01:2407ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:5608THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:5609ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1710DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers76:25:5102ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2903ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 3904DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 03:3905CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 03:5106KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 04:2707PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 04:4308LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 04:4709ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 04:5310DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 05:52 Etapa dura e decisiva no dia de amanhã Amanhã, na 19.ª etapa desta 106.ª edição do Giro de Itália, a alta montanha continua, numa etapa que se espera de grande dureza, embora com pendentes menos elevados, na ligação entre Longarone a Tre Cime di Lavaredo, num percurso com um total de 183 quilómetros. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Decisões no Vale dos gelatieri Val di Zoldo dá início ao tríptico montanhoso que fecha o Giro de Itália. No topo da montanha há um gelato (e quem sabe um título) à espera do vencedor. “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. À partida para a 18ª etapa resistiam 126 ciclistas dos 176 que partiram da região dos Abruzzos, a 6 de maio. Após duas semanas de frio e chuva há que terminar forte em Roma, mas o caminho até à capital é longo e tortuoso. O tríptico montanhoso arrancou na Piazza Grande de Oderzo na qual se destaca a catedral – que os locais conhecem como Torresin. O edifício data do século 10 e é um dos motivos para visitar esta localidade do Véneto; o outro é gastronómico já que se servem pratos de bacalhau (cru ou salteado), acompanhados por espargos verdes ou brancos, regados com o spumante Rose del Monticano. Meta está no Refúgio Palafavera Desde Val di Zoldo os corredores acedem à vertente desta montanha situada na parte Norte do Parque Nacional das Dolomitas Bellunesi. A meta está no Refúgio Palafavera onde o espaço é reduzido, aliás, os corredores têm ordens do organizador para descer o mais depressa possível após o final da etapa para evitar aglomerações. Espera-se um dia de sol, embora o auge de afluência de visitantes nesta zona seja no inverno: Val di Zoldo tem 72km de pistas e o resort Ski Civetta é o epicentro da ação. A província de Belluno, na região de Veneto, esconde uma tentação gastronómica atrás da outra.Créditos: RCS Vale dos Gelatieri Os passeios aqui são obrigatórios sejam de bicicleta ou a pé. Basta pensar no que se come para perceber que se não quisermos regressar com uns quilinhos a mais é mesmo preciso dar à perna. Para isso estão os trilhos da Floresta de Cansiglio, a segunda maior de Itália. Se a condição física não permitir a alternativa é passear por Cibiana di Cadore, onde as casas levam a arte à rua através de mais de 50 murais criados por artistas contemporâneos que retratam a zona ao longo dos tempos. https://www.youtube.com/watch?v=own8X76g3Tc E já vos falei dos gelados? Esta parte das Dolomitas, concretamente a zona atravessada pela 18ª etapa, é conhecida como o Vale dos Gelatieri. Foi de Zoldo que no início do século 19 emigraram experientes gelatieri para várias partes do mundo exportando a técnica que torna este produto um símbolo da região. Segundo o Turismo das Dolomitas, o gelado artesanal é sinónimo de produtos frescos e genuínos: cacau, vagens de baunilha, leite, ovos, açúcar, fruta de temporada. Podem descobrir estes e outros detalhes no festival do gelado que se celebra anualmente a 24 de março. ### Giro de Itália - Etapa 17 Alberto Dainese (DSM) foi o destaque do dia no Giro d’Itália ao vencer a 17.ª etapa. O ciclista italiano de 25 anos foi o mais rápido a cumprir os 197 quilómetros da ligação entre Pergine Valsugana e Caorle com o registo de 4:26.08 horas, superiorizando-se no sprint final a Jonathan Milan (Bahrain-Victorious), e a Michael Matthews (Jayco-AlUla), respetivo segundo e terceiro classificados, resultados obtidos depois de recorrer ao photo finish. Thomas continua líder da geral, com Almeida à espreita No topo da classificação geral as contas mantêm-se iguais, com Geraint Thomas (INEOS) a continuar de rosa, com o português João Almeida à espreita, a 18 segundos, enquanto que a fechar o top 3, continua Primoz Roglic (Jumbo-Visma), com 29 segundos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=3lRPPqIDj3c Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01DAINESE Alberto Team DSM04:26:0802MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 0003MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 0004BONIFAZIO Niccolo Intermarché-Circus-Wanty+ 0005CONSONNI Simone Cofidis+ 0006GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0007PASQUALON Andrea Bahrain Victorious+ 0008KIRSCH Alex Trek-Segafredo+ 0009OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 0010ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers71:58:4302ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1803ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2904CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:5005DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 03:0306KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 03:2007ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ+ 03:2208LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 03:3009ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 04:0910DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 04:32 Amanhã é dia de chegada em alto ao Val di Zoldo Amanhã cumpre-se a 18.ª etapa, com o fim da 106.ª edição do Giro d’Itália a estar cada vez mais próximo. Ao contrário do dia de hoje, marcado por uma etapa plana, amanhã o pelotão irá enfrentar outro tipo de dificuldades nos 161 quilómetros que ligam Oderzo a Val di Zoldo, onde está reservada uma chegada em alto. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Granfondo Médio Tejo - Verdadeira experiência de ciclismo (Vídeo) O Topcycling deslocou-se a Tomar, cidade dos templários, para participar no Granfondo Médio Tejo By Artelonga, um evento que contou com mais de mil participantes. No vídeo pode apreciar-se a região de Tomar e Ferreira do Zêzere, bem como a experiência do Luís Beltrão a participar nesta festa do ciclismo que a Cabreira Solutions colocou na estrada. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=r-2cSQpsVIA Podes ver quando haverá o próximo evento deste género, de BTT ou Gravel, aqui na nossa página de eventos: https://eventos.topcycling.pt/ Realização e edição vídeo: Luís Beltrão Créditos planos de drone: Cabreira Solutions Créditos fotografia de destaque: Eduardo Campos Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – A vitória de João Almeida no Monte Bondone foto a foto O momento-chave. Os parabéns da filha de Charly Gaul. No TopCycling documentamos a vitória de João Almeida no Monte Bondone, no Giro de Itália. O "Ti Amo" de hoje é especial porque não é todos os dias que um português ganha no Giro de Itália. Proponho puxar atrás o filme da etapa e contar a história através das imagens captadas pelos fotógrados da agência LaPresse. Sabbio Chiese e Monte Bondone, 23 de maio de 2023. A 16ª etapa do Giro de Itália ficará para sempre no imaginário dos aficionados portugueses de ciclismo. Após 12 dias de chuva em 15 etapas disputadas... sol à partida na localidade situada na margem lombarda do Lago Garda. Créditos: LaPresse Bruno Armirail não resistiu à dureza O arranque foi a ferro e fogo: nos primeiros 38 minutos fez-se média de 51km/h até que um grupo grande formou a fuga do dia. Representados mais de 20 ciclistas; Bardiani em maioria com quatro. Líder durante duas etapas, Bruno Armirail (Groupama-FDJ) partiu para a terceira semana com 1:08 de vantagem sobre Geraint Thomas (Ineos-Grenadiers). Créditos: LaPresse A cara mais dura da etapa Após 60km planos, o pelotão só apanhou montanha a sério à passagem por Bolognano onde os ciclistas subiram os 12,7km do Passo di Santa Barbara a uma percentagem média de inclinação de 8,3%. Começava a mostrar-se a cara mais dura da etapa classificada com cinco estrelas de dificuldade pelo desnível positivo acumulado (5200m). Até porque após Santa Barbara os corredores voltaram a subir: o Passo Bordala é um prolongamento de 4,5km a 6,7% da subida anterior. Primeiro irlandês líder dos trepadores! Ben Healy partiu com o dorsal vermelho – símbolo do mais combativo na 15ª etapa – e voltou a meter-se na fuga. O corredor da EF Education-EasyPost, vencedor ao oitavo dia, somou 56 pontos e tirou o maillot azul da montanha a Davide Bais da Eolo-Kometa. Ben Healy já passou na frente em sete contagens desde o início da competição e tem dado espetáculo. Por isso mesmo dedicamos-lhe uma página musical do "Ti Amo". Para já tornou-se o primeiro irlandês líder dos trepadores! Créditos: LaPresse Jumbo-Visma assumiu A Jumbo-Visma assumiu o trabalho durante a maior parte do dia, embora até à subida de Matassone (coroada a 86km para o final) tenha dividido a tarefa de controlar com a Groupama. O panorama mudou na abordagem à penúltima montanha – a 2ª categoria de Serrada levou os corredores aos últimos 50km e por esta altura a Jumbo mostrou que queria a etapa e levar Roglic à liderança. Sam Oomen fez um grande trabalho, tal como Michel Hessmann e Rohan Dennis. É curioso que no Predictor do Eurosport – jogo onde os analistas internacionais fazem as suas apostas – Roglic foi a escolha de Alberto Contador e Adam Blythe (entre outros); só Jacky Durand apostou em João Almeida. Créditos: LaPresse "Almeida nunca ataca" À entrada do Bondone Dennis pegou no grupo dos favoritos e só abriu para o lado a 14km do fim. Roglic ficou com Sepp Kuss. Aí já a Ineos tinha perdido Pavel Sivakov lesionado pela queda sofrida há dias. Ineos e UAE estiveram bem estrategicamente: Ben Swift e Diego Ulissi entraram na fuga o que explica o porquê da Jumbo carregar com a responsabilidade. Ao ver a transmissão no Eurosport UK, a 16km do topo do Monte Bondone ouvi uma frase curiosa do grande Sean Kelly, colega nos 80 de Joaquim Agostinho na Sem-France Loire-Mavic e de Acácio da Silva na Kas. "Almeida nunca ataca, parece esperar pelos 500m finais e vê se está bem. Nunca ataca de longe. Veremos um Almeida diferente? Ele tem estado muito bem neste Giro, mas ainda não tivemos um teste sério aos homens da geral." Sean Kelly ao Eurosport UK durante o direto. Créditos: LaPresse UAE em superioridade numérica Os últimos 14km da ascensão foram controlados por uma UAE em superioridade numérica graças a Davide Formolo, Jay Vine e Brandon McNulty (vencedor em Bergamo dois dias antes). A 8,3km da meta McNulty deu sequência a uma aceleração de Vine e Almeida prolongou a movimentação. Roglic ficou com Kuss, Thomas isolado, Eddy Dunbar (Jayco) foi o único outsider a manter-se com os favoritos e assim seria até à meta. Como um rolo compressor, a Pantera das Caldas voltou a por um ritmo demolidor a partir dos 6,4km até que 400m mais à frente descaiu no grupo para surpreender os rivais. Era o preâmbulo da estocada final. Créditos: LaPresse Momento-chave Com 4,6km para percorrer Kuss quase encostou em João Almeida, mas Roglic entrou em crise. Foi o momento-chave: com o esloveno sem pernas Thomas saltou para a roda do português da UAE e percebeu-se quem eram os mais fortes. O dano só não foi maior porque Kuss salvou o dia a Roglic. Créditos: LaPresse Sete vitórias portuguesas no Giro! No mano a mano, o líder da Juventude bateu o veterano de 36 anos. Um choque de gerações que João Almeida resolveu ao sprint após 203 km (5h'53’27" feitas a média média de 34.460 km/h) João cerrou o punho! A vitória que procurava, a primeira da temporada, chegou no Monte Bondone após uma exibição atacante de um ciclista até agora conservador. Thomas recupera a maglia rosa e fica com18 segundos sobre Almeida e 29 sobre Roglic. É a primeira vitória da Pantera das Caldas à quarta presença no Giro de Itália. João Almeida não vencia desde a 5ª etapa da Volta a Burgos do ano passado (em Lagunas de Neila), mas 290 dias depois voltou a sorrir. Sete vitórias portuguesas no Giro! Acácio da Silva foi responsável por cinco entre 1985 e 1989, Ruben Guerreiro impôs-se em Roccaraso, nos Abruzos, em 2020. João Almeida é o terceiro luso vencedor na corsa rosa. Créditos: LaPresse Performance sobre-humana Já nos bastidores do pódio sucedeu algo simbólico. João Almeida conheceu Fabienne Gaul, filha de Charly Gaul. O Anjo das Montanhas foi o primeiro vencedor no Monte Bondone, em 1956, quando uma performance sobre-humana o levou a revirar a geral do Giro de Itália... que nunca mais perdeu. Poderá a subida ser talismã para o jovem de A dos Francos como foi para o luxemburguês? Créditos: LaPresse ### NOVA Specialized Allez - Leve e versátil para quem começa A Specialized acabou de lançar a nova Specialized Allez, o conhecido modelo em alumínio da marca americana chega ao mercado com algumas novidades e um quadro completamente novo. Desde a sua estreia em 1981 como uma bicicleta de competição de aço de primeira linha, até a primeira versão em liga de 1994, até à bicicleta de liga premium de hoje, a Allez sempre foi uma combinação de desempenho e confiança para os ciclistas que iniciam o seu caminho na modalidade. Ao longo dos 40 anos em que esteve em produção, a Specialized tem melhorado cada vez mais a cada novo modelo. A nova Specialized Allez não é apenas a bicicleta de desempenho, é muito mais, esta ultima geração chega com uma geometria e características que oferecem maior confiança e versatilidade. Quer estejam à procura de alumínio premium, queiram uma bicicleta para voltas de fim de semana e deslocações  rápidas, ou estejam apenas a começar a sua jornada no ciclismo de estrada, a Specialized afirma que construiu a bicicleta que é a chave para um futuro de ciclismo na estrada. Mais Leve A Specialized recorre ao mesmo tipo de alumínio premium de camada única e dupla camada E5, com o qual tem construído as suas bicicletas nos últimos anos, mas o quadro desta Allez pesa apenas 1.375 gramas. À semelhança de anteriores gerações a Specialized coloca uma forqueta em carbono para reduzir ainda mais o peso (sem o tubo de direção oculto em alumínio), com o objectivo de suavizar a condução. Quadro durável De acordo com a Specialized este quadro de liga E5 premium é leve, tem uma geometria vocacionada para a rapidez e é durável. A relação rigidez-peso combinada com o poder de travagem dos travões  de disco de pistão duplo para todas as condições climáticas oferece maior confiança a qualquer velocidade, tanto para iniciantes como para os mais experientes. Versatilidade máxima (Estrada e Gravel) A nova Allez é tão capaz de levar o utilizador ao trabalho ou às aulas, quanto à conquista do seu KOM local ou numa volta em grupo no fim de semana. Além disso, a capacidade de poder montar os suportes para malas e guarda-lamas garante que a Allez é mais versátil e para qualquer tipo de utilização, com espaçamento  para pneus de até 35mm (32mm com para-lamas), que permite incursões por estradas mais difíceis e até mesmo um gravel leve. Podes ver a gama completa, a disponibilidade e preços da nova Specialized Allez, aqui no site da marca: www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – O que se vê desde a varanda das estrelas? Dia de Monte Bondone no Giro de Itália. Rivais de “calças na mão” e um telescópio no topo. Avistaremos o campeão nas Dolomitas? “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. Mais do que um monte, o Bondone é um conjunto de montanhas em plena cordilheira das Dolomitas. Desde o alto avistamos Vale de Ádige e podemos contemplar o firmamento desde a Terrazza delle Stelle – a varanda das estrelas – que é um observatório astronómico com visitas guiadas. Talvez com os potentes telescópios situados no Bondone consigamos perceber quem vai ganhar o Giro de Itália. Em 2022 bastou um ataque cirúrgico na Marmolada para afundar Richard Carapaz e dar a Jai Hindley e à Bora-Hansgrohe a primeira corrida de três semanas. Na 16ª etapa o Monte Bondone sobe-se desde Aldeno (21,4 km a 6,7%), vertente estreada em 1973 com vitória de José Manuel Fuente. Asturiano, El Tarangu vivia o auge da carreira após fazer a dobradinha Giro-Vuelta como rei da montanha em 1972. Faltou o Tour para completar a tripla que ao longo da história só Federico Bahamontes e Lucho Herrera fizeram. A etapa 16 levou o pelotão desde Sabbio Chiese pelas margens lo Lago Garda até ao Monte Bondone.Créditos: LaPresse O Bondone dá, o Bondone tira Introduzida pelo diretor Vincenzo Torriani, em 1956, a subida ao Monte Bondone está para sempre associada a Charly Gaul. O luxemburguês escreveu uma página para a eternidade debaixo de uma tempestade de neve que o obrigou a passar uma hora numa banheira com água quente para recuperar os sentidos. No ano seguinte Gaul era líder a dois dias do final do Giro e ia tão confiante que encostou para se aliviar. Foi atacado por Louison Bobet e Gastone Nencini. O Giro della pipi foi ganho pelo italiano e provou uma velha máxima: o Bondone dá, o Bondone tira. Gastone Nencini foi um dos grandes descedores da história e nesse Giro de 1957 beneficiou de uma inovação tecnológica. Trocou de uma bicicleta standard para um quadro desenhado por Ernesto Colnago: “Tinha tanta potência e descia tão bem que fiz um quadro customizado com uma geometria especial que melhorasse a esfabilidade nas descidas e desse maior rigidez para a pedalada.” https://www.youtube.com/watch?v=tFQMizdbZHw Imagens da lendária vitória de Charly Gaul no Monte Bondone em 1956. Vollering de “calças na mão” Ganhar grandes Voltas nem sempre é algo elegante. Na alta competição vale tudo menos arrancar olhos e na Vuelta feminina – que se correu na primeira semana de maio – tivemos outro exemplo. Annemiek van Vleuten mostrou menos pernas do que Demi Vollering na 5ª etapa com final no Mirador de Peñas Llanas (província de Segóvia) e também perdeu nos Lagos de Covadonga. Como é que acabou campeã? Provocando uma bordure ao km 36 da 6ª etapa numa zona de ventos cruzados na Cantábria – que Van Vleuten bem conhece e onde apanhou Vollering de “calças na mão” ao parar para um “xixi” que custou uma Vuelta. ### Giro de Itália - João Almeida vence 16.ª etapa João Almeida venceu hoje a 16.ª etapa da 106.ª edição do Giro d’Itália. Com esta conquista, o ciclista português da UAE Emirates sobe ao segundo lugar da classificação geral. Aos 24 anos e numa carreira que se tem pautado por uma grande evolução, visto como um dos grandes ciclistas do atual pelotão internacional, João Almeida alcança assim a sua primeira vitória em etapas numa grande volta. Com esta vitória, João Almeida assume por completo a intenção de conquistar o Giro, num dia em que demonstrou estar num grande momento de forma, dando um claro sinal desse objetivo a Geraint Thomas (Ineos) e a Primoz Roglic (Jumbo-Visma), seus adversários mais diretos na luta pela geral. Almeida impôs-se a Thomas no final dos 203 quilómetros entre Sabbio Chiese e Monte Bondone, com os dois a cortarem a meta após 5:53.27 horas. O esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o terceiro, a 25 segundos. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1661025428134572046?s=20 Depois dos sinais positivos deixados no dias anteriores, hoje João Almeida foi enorme, ao arriscar atacar dentro do grupo de favoritos quando faltavam 8 quilómetros para o final da etapa, ataque esse que foi reduzindo o grupo onde se encontrava Primoz Roglic, que hoje não teve capacidade de acompanhar o ciclista português. Geraint Thomas, ao contrário de Roglic, acompanhou Almeida, cedendo apenas sprint final, demonstrando estar na luta pela vitória final, isto num dia em que voltou a conquistar a camisola rosa, que à partida para a etapa pertencia a Bruno Armirail (Groupama-FDJ). O bloco da UAE Emirates também merece ser destacado depois do grande trabalho efetuado durante a etapa, com uma ressalva para Jay Vine, fundamental pela forma como acompanhou João Almeida nos momentos que antecederam o ataque do português. Thomas, Almeida e Roglic no topo da geral O topo da geral gira também em torno dos destaques do dia de hoje, com os principais candidatos à vitória final a perfilarem-se para uma luta que promete muita emoção até final da semana. Thomas lidera assim a geral com 18 segundos de vantagem sobre Almeida, enquanto que Roglic surge na terceira posição a 29 segundos. João Almeida não escondeu a alegria e emoção pela conquista Logo após o final da etapa, João Almeida não escondeu a alegria e emoção pela conquista de hoje. Estou super feliz, é um sonho que se realiza. Depois quatro anos em que fiquei tão perto, agora consegui e estou super feliz, não tenho palavras para descrever este momento. A minha equipa foi fantástica, fez um grande trabalho como sempre. Foi um dia muito duro, o mais difícil até ao momento. Arrisquei e consegui, estou muito feliz e agradecido a minha equipa, à minha família, à minha namorada e a todos os que acreditam em mim. João Almeida (UAE Emirates) Em relação à camisola rosa, João garante que vai dar tudo Camisola rosa? Se me sentir bem ataco, se não o fizer é porque não estou bem. Vou dar tudo até ao fim." João Almeida (UAE Emirates) Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=NahtA-w4JAA Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ALMEIDA Joao UAE Team Emirates05:53:2702THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 0003ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2504DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 2505KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 01:0306VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 01:1607CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:1608RUBIO Einer Movistar Team+ 01:1609DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 01:1610ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 01:16 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers67:32:3502ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1803ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2904CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:5005DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 03:0306KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 03:2007ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ+ 03:2208LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 03:3009ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 04:0910DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 04:32 Amanhã segue-se um dia plano, a anteceder as grandes decisões A etapa de amanhã, a 17.ª da presente edição do Giro, reserva um percurso plano, com ligação entre Pergine Valsugana e Caorle, numa tirada com o total de 197 quilómetros. Amanhã é de esperar um dia calmo, a anteceder as etapas finais dotadas de grande dureza, e fundamentais para o desfecho final da prova. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A nova e espetacular Trek Madone SLR de Óscar Pereiro Personalizada através do programa Project One, foi apresentada a Trek Madone SLR de Óscar Pereiro, vencedor do Tour de France 2006. Segundo a Trek, é uma bicicleta de competição leve, rápida e aerodinâmica, com um design revolucionário e ideal para um ciclista versátil como o Óscar Pereiro, que continua activo como ciclista amador e entusiasta das bicicletas. A Madone SLR foi a escolha do antigo ciclista profissional para este Project One. “É uma bicicleta muito reativa e rápida que coloca a velocidade no corpo. Comparando com a Madone da geração anterior, nota-se que é mais leve e que dá a sensação de estarmos a utilizar uma bicicleta rápida como uma de contra-relógio mas que sobe muito bem. A isto se junta o conforto para as tuas costas graças ao IsoFlow. Em geral, é uma bicicleta que te oferece muita segurança nas descidas, muita velocidade quando vais em plano e tem um excelente comportamento quando estás a subir. É muito difícil ir devagar com uma bicicleta como esta.”  Diz Óscar Pereiro Project One Esta edição especial da Madone SLR foi configurada através do Project One, um programa da Trek que permite a personalização da pintura e componentes de uma bicicleta, resultando nesta Madone SLR incrível. A personalização de bicicletas Project One está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Em relação ao seu design, o quadro apresenta uma pintura Brandmark, com a cor negra Trek mate para o quadro e o logo Trek a amarelo Tour, e com um acabamento “gloss”, resultando numa bicicleta com um design simples que, como em ocasiões anteriores, utiliza as cores do Tour de France para homenagear a vitória do Óscar Pereiro em 2006. Quadro e componentes Esta bicicleta personalizada está equipada com a melhor tecnologia da Trek, como o quadro em carbono OCLV Series 800 e tubos aerodinâmicos Kammtail de nova geração, a tecnologia IsoFlow aerodinâmica que absorve os impactos da estrada, com passagem dos cabos interna, uma transmissão eletrónica sem fios SRAM Red AXS e com potenciómetro (48/35, DUB, 172,5 mm), travões de disco hidráulicos flat-mount, rodas de carbono Bontrager Aeolus RSL 51 tubeless-ready, pneus Bontrager R4 700×25, selim Verse Elite e guiador/avanço integrados de carbono OCLV (420 mm, avanço de 120mm). A Madone tem um legado de grandeza, é um modelo icónico da Trek e sete gerações depois, a marca afirma que a Madone SLR é a Madone de disco para rápida e leve de todos os tempos, graças a uma vantagem tripla: aerodinâmica, um comportamento excecional e um design leve. A cereja no topo do bolo desta bicicleta destinada para a competição, é a nova tecnologia IsoFlow que proporciona a máxima vantagem em velocidade e agilidade. De acordo com a Trek, é uma máquina que combina design, qualidade de condução e aerodinâmica com a suavidade de uma transmissão eletrónica e sem fios SRAM Red AXS, e nesta versão Project One o resultado final é ainda mais espetacular.  Podes ver a gama completa da Trek Madone, disponibilidade, preços e a personalização com o Project One, no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt/pt_PT/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 15 Brandon McNulty (UAE Emirates) venceu hoje a 15.ª etapa com Bruno Armirail (Groupama-FDJ) a continuar a vestir de rosa. McNulty, foi o mais rápido a cumprir os 195 quilómetros da ligação entre Seregno e Bérgamo, com o registo de 5:13.39 horas, superiorizando-se no sprint final aos companheiros da fuga, Ben Healy (EF Education-Easy Post), e Marco Frigo (Israel-Premier Tech) respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida disse ‘presente' O português João Almeida disse ‘presente’ na etapa de hoje. O ciclista português de 24 anos mexeu na corrida, ao atacar na última subida, dando claros sinais de estar confiante e bem fisicamente para a semana decisiva que se avizinha. Apesar das boas indicações, João Almeida continua em 4.º lugar da geral a 1.30 minutos do líder, mantendo a liderança da juventude. Visto isto, Armirail segue de rosa com 1.08 minutos de vantagem sobre Geraint Thomas (INEOS), segundo classificado, com Primoz Roglic (Jumbo-Visma), a fechar o pódio a 1.10 minutos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=sN-_DR5w17c Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01MCNULTY Brandon UAE Team Emirates05:13:3902HEALY Ben EF Education-EasyPost+ 0003FRIGO Marco Israel-Premier Tech+ 0004MOLLEMA Bauke Trek-Segafredo+ 01:5105RUBIO Einer Movistar Team+ 01:5106VELASCO Simone Astana Qazaqstan Team+ 02:2607PASQUALON Andrea Bahrain Victorious+ 02:2608HUYS Laurens Intermarché-Circus-Wanty+ 03:1009ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 04:1310BIDARD François Cofidis+ 04:13 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ61:38:0602THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:0803ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:1004ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:3005LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 01:5006CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:3607KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 03:0208DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 03:4009ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 03:5510DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 04:18 Amanhã cumpre-se o último dia de descanso Amanhã, o pelotão da 106.ª edição do Giro d'Itália goza o último dia de descanso, um dia que antecede uma semana que se espera de grande dureza e de muitos ataques entre os homens da frente. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Stracciatella na Alta de Bérgamo Etapa inspirada na Volta à Lombardia com quase 4000m de acumulado. Bérgamo marca o final da segunda semana do Giro de Itália. “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. No Giro as etapas são como os hotéis: recebem estrelas de zero a cinco e a 15ª é de quatro estrelas. Ao contrário dos hotéis, quanto mais estrelas recebe a etapa maior o desconforto. É um pouco sádico na realidade. Pela frente 195km e 3800m de desnível acumulado com partida de Seregno, a cidade das oito praças – a da basílica de San Giuseppe tem vista sobre a Piazza Concordia e é a mais icónica. A meta é em Bérgamo por isso o dia é inspirado na Volta à Lombardia. O último campeão na cidade foi Tadej Pogacar (2021). Em vez das folhas mortas apanhamos Bérgamo na primavera, a altura certa para provar a stracciatella. Sabiam que foi na Alta da cidade que nasceu este gelatto? A pastelaria La Marianna inventou a stracciatella em 1961. João Almeida à partida para a etapa 15 do Giro de Itália. Créditos: LaPresse Terreno (teórico) de emboscadas Bérgamo merece uma visita no seu todo, mas a zona Alta tem o charme e o peso histórico. Todas as noites, às 22:00 horas, a torre que os bergamascos conhecem como Campanone dá 100 campanadas na Piazza Vecchia. É assim desde a época medieval onde anunciava o recolher obrigatório na Città Alta. Da perspetiva dos favoritos ao Giro este é terreno (teórico) de emboscadas. Logo ao km 35 sobem Valico di Valcava – quase 12km a 8%. Respiram na descida e estando a nordeste de Bérgamo vão em direção ao Selvino pela vertente tradicional – desde Nembro são 11km a 5,6%. Aqui começa a dureza porque enlaçam Selvino com Miragolo San Salvatore (5km a 7% com um truque porque a subida suaviza nos últimos 1250m, mas os primeiros 4km têm muitas zonas acima dos 10%). Mark Cavendish fez 38 anos e teve direito a bolo em Seregno.Créditos: LaPresse Habemus victorem! Desde este ponto dirigem-se a Bérgamo passando na meta a 53,8km da conclusão da etapa. São 29km que servem de pausa para a última subida: Roncola Alta começa aos 41km para o final e propõe 10km que abrem com uma parede a 17% e nos 6km seguintes alterna entre 7-9%! Vai doer… O acesso a Bérgamo é técnico, tem pavé, estradas estreitas e curvas apertadas. Aqui está o ponto chave: como estão na Alta da cidade aos 5km para a meta apanham rampas de 9-12% durante 1km até ao Largo Colle Aperto – além de tramos de pavé. Quem sair daqui com 10-15 segundos de vantagem ganha em Bergamo porque a entrada na rua Papa João XXIII é feita em descida e é lá que está colocada a meta! Habemus victorem! Temos vencedor! Pelo menos da etapa; quanto à geral é um dia de movimentações no papel até porque segunda-feira descansam antes de subirem o mítico Monte Bondone no dia seguinte. ### Giro de Itália - Etapa 14 A 14.ª etapa trouxe mudanças na classificação geral do Giro d’Itália, destacando-se a vitória de Nico Denz (BORA-hansgrohe) e Bruno Armirail (Groupama-FDJ) a conquistar a camisola rosa. Começando pela etapa, destacamos o sucesso da longa e bem sucedida fuga de hoje (mais de 20 minutos sobre o pelotão), com Denz a repetir o feito de há dois atrás, saindo como grande vencedor do dia. O ciclista alemão de 29 anos completou os 194 quilómetros da ligação entre Sierre e Cassano Magnago com o registo de 4:37.30 horas, batendo no sprint final Derek Gee (Israel-Premier Tech) e Alberto Bettiol (EF Education-Easy Post), respetivos segundo e terceiro classificados. Liberdade à fuga foi a nota dominante do dia Hoje os principais candidatos à geral e as respetivas equipas abdicaram da disputa da etapa dando liberdade à longa fuga, resguardando-se para o aumento de dificuldade que se avizinha. Créditos imagem: Stuart Franklin/Getty Images, Bruno Armirail (Groupama-FDJ) sucede assim ao agora segundo da geral, Geraint Thomas (INEOS), como camisola rosa com 1.41 minutos de atraso, com todo o top da geral a baixar uma posição. Visto isto, Primoz Roglic (Jumbo-Visma), é agora terceiro a 1.43 minutos de Armirail, enquanto que o português João Almeida (UAE Emirates), baixou a quarto, com 2.03 minutos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=-8RNNaPFx8Q Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01DENZ Nico BORA-hansgrohe04:37:3002GEE Derek Israel-Premier Tech+ 0003BETTIOL Alberto EF Education-EasyPost+ 0004REX Laurenz Intermarché-Circus-Wanty+ 0105BALLERINI Davide Soudal Quick-Step+ 0106SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 0407MAYRHOFER Marius Team DSM+ 1008OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 2009PASQUALON Andrea Bahrain Victorious+ 5010MAESTRI Mirco EOLO-Kometa Cycling Team+ 50 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ56:17:0102THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:4103ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:4304ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:0305LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 02:2306CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 03:0907KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 03:3308DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 04:1309ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 04:2610DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 04:49 Etapa importante antes do descanso Amanhã, disputa-se a 16.ª etapa, que antecede o último dia de descanso desta 106.ª edição do Giro d’Itália, numa etapa que poderá ser importante, sendo esperada mais ação entre os principais candidatos à geral, com ligação entre Seregno a Bérgamo, tirada com um total de 195 quilómetros, num traçado que engloba uma contagem de montanha de primeira categoria e três outras, de segunda. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – De Cassano Magnago a Mafra à boleia da história da arte O que liga a meta da 14ª etapa do Giro de Itália ao “Rei Sol” português? História da arte e ciclismo. Não é este o desporto mais incrível do mundo? “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Partida da 14ª etapa ainda em território suíço e ainda no cantão do Valais. Sierre é terra de raclette e nada liga com um bom queijo como os vinhos da região – o Petite Arvine e o Fendant. O pelotão despede-se da Suíça e reentra em Itália via Passo Simplon. A montanha dá tréguas e permite chegar ao Vale de Ossola desde o qual acedemos à meta em Cassano Magnago. Ao atravessarem a montanha os corredores nem se darão conta da omnipresença do Passo Simplon no quotidiano. Por exemplo, quando visitam Milão, cujo Duomo foi construído com a pedra mármore extraída da pedreira de Candoglia escavada nas vertentes rochosas do Simplon. Sierre (Suíça) é localidade de partida da etapa 14 do Giro de Itália.Créditos: RCS Dia de Mark Cavendish Sprint à vista em Cassano Magnago! O segundo da semana após vitória de Pascal Ackermann em Tortona. Não tem sido um mau Giro de Itália para os sprinters: mediram forças na 2ª etapa (vitória de Jonathan Milan), na 3ª etapa (vitória de Michael Matthews), na 5ª etapa (vitória de Kaden Groves) e na 6ª etapa (vitória de Mads Pedersen). Tendo em conta que Groves e Petersen já abandonaram quem sabe não é dia de Mark Cavendish somar a 17ª no Giro? Seria o primeiro triunfo do ano para o Míssil da Ilha de Man. Cada vez que estudo uma cidade ligada a uma prova de ciclismo penso: o que me levaria a visitar este sítio? No caso de Cassano Magnago seria o escultor Giovan Battista Maino. Só o nome não nos leva a associar o artista ao seu legado, mas se visitarem a capela de São Pedro – no Vaticano – ou lançarem a tradicional moeda na fonte de Trevi – em Roma – procurem as esculturas que o tornaram famoso. Em Cassano Magnago, meta da etapa, nasceu o escultor Giovan Battista Maino. Créditos: RCS Escultor de confiança de D. João V Giovan Battista Maino foi escultor de confiança de D. João V. Durante 43 anos “O Magnânimo” foi o regente da coroa portuguesa e um dos maiores mecenas do período conhecido como Arte Moderna – a transição entre o Renascimento iniciado no século 14 e a Idade Contemporânea a partir de meados do século 18. Esta política criativa permitiu edificar alguns dos principais monumentos de Lisboa e arredores e foi financiada com o ouro que chegava aos quilos da colónia brasileira. A abundância permitiu a Portugal criar uma identidade cultural e parte dela resultou do génio de Giovan Battista Maino. Onde podemos ver a obra do italiano? Visitando o convento de Mafra observem as esculturas dos Arcanjos Miguel e Gabriel; outrora poderíamos ter contemplado a estátua em prata da Imaculada Conceição que adornou o Paço da Ribeira – residência oficial dos reis portugueses no Terreiro do Paço até ser destruído pelo terramoto de 1755. https://www.youtube.com/watch?v=oOJFNmH5rxM Quem melhor do que o professor José Hermano Saraiva para contextualizar a vida e obra de D. João V? Não é o ciclismo o desporto mais incrível do mundo? Já agora, porque este “Ti Amo” é dedicado à arte, quando passearem por Lisboa e ao longe avistarem a silhueta do Aqueduto das Águas Livres reservem um pensamento para D. João V. Foi o “Rei Sol” português o promotor da obra. De Cassano Magnago a Mafra à boleia da história da arte e de Giovan Battista Maino. Não é o ciclismo o desporto mais incrível do mundo? ### Giro de Itália - Etapa 13 Einer Rubio (Movistar) foi o grande vencedor da 13.ª etapa do Giro d’Itália. Num dia em que o mau tempo voltou a ser um dos protagonistas, ‘obrigando’ a que a etapa cum uma distância de 199 quilómetros inicialmente prevista, fosse encurtada para apenas 74,8, o ciclista colombiano de 25 anos foi o primeiro a passar a linha da meta. Rubio completou os 74.8 quilómetros da ligação entre Le Châble e Crans-Montana com o registo de 2:16.21 horas, superiorizando-se no sprint final aos companheiros de fuga, Thibaut Pinot (Groupama-FDJ), e Jefferson Cepeda (EF Education-Easy Post), respetivos segundo e terceiro classificados. Thibaut Pinot atacou desde cedo e parecia determinado a vencer a etapa, no entanto, a estratégia mais contida de Einer Rubio revelou-se certeira, com o colombiano a chegar melhor aos metros finais. Topo da geral sem mexidas, com João Almeida a mostrar-se seguro Créditos imagem: Luca Bettini/SprintCyclingAgency O encurtamento da etapa acabou por diminuir as hipóteses de uma possível luta entre o pelotão do camisola rosa Geraint Thomas (Ineos), com este a manter assim a liderança da tabela, continuando a ter como companheiros de pódio Primoz Roglic (Jumbo-Visma), a 2 segundos, e João Almeida (UAE Emirates), a 22. O português João Almeida continua a exibir-se em bom plano, dando sinais de estar bem fisicamente, estando aparentemente a resguardar-se para a última e mais dura semana de prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=G47TdtxLcU4 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01RUBIO Einer Movistar Team02:16:2102PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 0603CEPEDA Alexander EF Education-EasyPost+ 1204GEE Derek Israel-Premier Tech+ 01:0105PARET-PEINTRE Valentin AG2R Citroën Team+ 01:2906CARTHY Hugh EF Education-EasyPost+ 01:2907ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:3508DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 01:3509THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:3510ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers51:20:0102ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2204LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 4205CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:2806KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 01:5207DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3208ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:4509DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 03:0810PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 03:13 Montanha abranda no dia de amanhã Amanhã, sai para a estrada a 14.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d’Itália, na ligação entre Sierre e Cassano Magnago, num dia mais calmo, depois da montanha de hoje, com uma tirada com o total de 193 quilómetros, num percurso que engloba uma contagem de montanha de primeira categoria em Passo del Sempione. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Verbier é difícil… o pior vem depois Na 13ª etapa do Giro de Itália Alberto Contador analisa Verbier e antecipamos a Croix de Coeur. Curiosidades e uma declaração de amor aos São Bernardo. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. A 13ª etapa do Giro de Itália não se realiza numa sexta-feira, mas teve azar com o clima. De uma jornada de alta montanha originalmente prevista – 199km e 5100m de acumulado – a organização teve que reduzir o dia a 74,6km mantendo as duas últimas subidas a Croix de Coeur e Cras Montana. Ficamos sem o Gran San Bernardo, mas salvou-se a escalada até Verbier, uma estância invernal na Suíça que é meta habitual na volta local e marcou o Tour de France em 2009. Nesse Tour o Pistolero corria com Lance Armstrong e o ambiente era e cortar à faca. “Nesse dia dei um golpe de autoridade importante, distanciei a maioria dos adversários e era complicado com o terreno que havia pela frente e as sensações que tinha que me pudessem tirar a liderança… salvo um mau dia. A subida a Verbier é curiosa. Fui vê-la e o meu mecânico [Faustino Muñoz] disse ‘isto não é duro, sobe-se bem porque vens embalado das curvas onde ganhas velocidade’. Não tem percentagens muito altas, mas é muito constante, boa estrada e asfalto. Arranquei e quando levava 1km disse ‘Alberto arrancaste a 6km da meta’… Na televisão parece que vou a voar, mas levava as pernas a rebentar de ácido lático, que necessidade de atacar tão cedo?!” Alberto Contador ao programa La Montonera (Eurosport Espanha) na antevisão da etapa. Mais inclinada que o Monte Bondone e mais extensa que o Monte Lussari Como diz Contador, a subida até Verbier é difícil... o pior vem depois com o bónus de continuarem a subir para Croix de Coeur: sempre a 9-11% até superarem 2100m de altitude. Até há pouco tempo os últimos 2km eram em terra, mas foram asfaltados. A zona é tão boa que podíamos no dia seguinte fazer o sentido inverso (da Suíça para a Itália) via Croix de Coeur e ter uma etapa magnífica porque a vertente helvética via La Tzoumaz tem 22km e 1700m de desnível. Voltando à etapa de hoje, estamos perante a subida mais dura desta edição (sem ter em conta a distância à meta): 15,5km a 8,6% de inclinação média – mais inclinada que o Monte Bondone e mais extensa que o Monte Lussari. O Bondone será passado na 16ª etapa e Lussari no penúltimo dia. O que muitos não sabem é que ainda é possível continuar a subir! Como? De mountain bike chegamos aos 2300m onde está o Col des Mines – o nome deve-se às minhas aqui estabelecidas por volta de 1800 e das quais se extraíam chumbo e prata. As reservas duraram 60 anos, mas os caminhos e túneis ficaram. Créditos: LaPresse A subida dos imperadores O mau tempo tirou-nos o Gran San Bernardo – a sétima estrada asfaltada mais alta da Itália – que chega aos 2473m. Ainda se contemplou passar de Itália para a Suíça pelo túnel, mas os corredores consideraram a descida demasiado perigosa. É curioso que mesmo que subissem até ao túnel perderiam a parte divertida do Gran San Bernardo, já que a partir daí quase não há trânsito e a paisagem é linda. Há algo de imponente em cruzar o mesmo passo de montanha que personagens históricos. Podíamos chamar-lhe a subida dos imperadores; aí estiveram Júlio César e Napoleão Bonaparte – o romano no ano 57 antes de Cristo e o francês em 1800. Visitei esta zona há uns anos e apaixonei-me... por um São Bernardo. Foi na pacata Martigny, situada na base da montanha, durante uma visita ao museu que conta a história destes cães. Havia São Bernardos por todos os lados e das mais variadas idades, foi uma overdose de mimo a este cão conhecido pelos resgates nas montanhas. Embora a existência do São Bernardo remonte ao século 18, não foi o cão a dar nome à subida, mas um missionário chamado Saint Bernard de Menthon, que abriu um sanatório no pico em 1010. ### Giro de Itália - Etapa 12 O ciclista alemão Nico Denz (BORA-hansgrohe) venceu hoje a 12.ª etapa do Giro de Itália, em mais um dia no qual vingou a fuga do dia. Aos 29 anos Nico Denz consegue a vitória mais importante da sua carreira, batendo ao sprint o letão Toms Skujins (Trek-Segafredo), segundo, e o australiano Sebastian Berwick (Israel-Premier Tech) que terminou em terceiro. Os três que disputaram a etapa vinham numa fuga inicial mais numerosa, com 30 ciclistas, da qual se distanciaram quando ainda faltavam cerca 100 quilómetros para o final da etapa, acabando por chegar ao final juntos, após esforço enorme de Nico Denz para se manter com Tom Skujins e Sebastian Berwick. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1659206933273014272 Na geral, o grupo de favoritos chegou compacto e Geraint Thomas segue na liderança, com dois segundos de vantagem para o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo, e 22 para o líder da juventude, o português João Almeida (UAE Emirates), que segue em terceiro. A equipa de João Almeida perdeu hoje um elemento, Alessandro Covi viu-se forçado a abandonar a corrida em virtude das mazelas da queda que sofreu na etapa de ontem. Créditos - Sprint Cycling Agency Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=tugmGwV16uk TOP 10 etapa POS.PAÍSNOME - EQUIPATEMPO01DENZ Nico BORA-hansgrohe04:18:1102SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 0003BERWICK Sebastian Israel-Premier Tech+ 0304TONELLI Alessandro Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 5805FRIGO Marco Israel-Premier Tech+ 02:0706VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 02:2007BETTIOL Alberto EF Education-EasyPost+ 02:2008SCARONI Cristian Astana Qazaqstan Team+ 02:2009HESSMAN Michel Jumbo-Visma+ 02:2010BAUDIN Alex AG2R Citroën Team+ 02:20 TOP 10 classificação geral POS.PAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers49:02:0502ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2204LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 3505CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:2806KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 01:5207DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3208ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:3209DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 02:3610PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 02:48 Amanhã, sexta-feira, a 13.ª etapa de liga Borgofranco d’Ivrea à subida em Crans-Montana em 199 quilómetros, em novo dia de alta montanha a testar os candidatos, com três contagens de montanha de primeira categoria. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Colnago V4Rs de João Almeida - Uma jóia de tecnologia italiana A Colnago V4Rs é a única bicicleta (além do modelo TT1 de contrarrelógio) que a equipa da UAE - Emirates utiliza em todas as corridas ao longo da temporada, este é o modelo utilizado por João Almeida, Tadej Pogacar, assim como os restantes ciclistas da equipa. O Topcycling teve acesso à sua bicicleta e mostra todos os pormenores desta "jóia italiana". Este modelo nasceu o ano passado, primeiro com o nome de 'Prototipo', veio substituir a então V3Rs e teve no seu desenvolvimento a participação de Tadej Pogacar, que foi o primeiro a testá-la em 2022. A bicicleta é simples e discreta, praticamente sem pintura além do logotipo da marca, o carbono "a nu" marca a cor da bicicleta. A caixa de direção CeramicSpeed ​​SLT (Solid Lubrication Technology), reduz o atrito e tem garantia vitalícia. O que mudou em 2023 Em relação ao modelo utilizado na temporada passada, além do quadro, as maiores alterações para João Almeida são os componentes, a equipa deixou de utilizar transmissão e travagem Campagnolo e passou a utilizar Shimano, assim como as rodas, que passaram a ser Enve, em vez de Campagnolo. Curiosamente, a equipa não é oficialmente uma equipa patrocinada pela Shimano, pois isso exigiria que também utilizassem rodas Shimano e componentes Pro Bike Gear. A UAE Team Emirates é uma das equipas WorldTour que compra os conjuntos de grupos diretamente à Shimano, tendo assim menos obrigações de patrocínio quando se trata de utilizar as marcas parceiras da Shimano. João Almeida utiliza o grupo Shimano Dura-Ace Di2 R9200 de 12 velocidades, com medidor de potência integrado e pratos de 54/40d (andamentos habituais, podem variar em algumas etapas).  As rodas Enve SES 4.5, foram supostamente escolhidas após a equipa ter feito testes de aerodinâmica, comparando vários modelos e marcas de rodas. João Almeida utiliza o guiador aerodinâmico da Colnago, o modelo CC.01 , diferente por exemplo de Tadej Pogacar, que utiliza guiador da marca Enve. O guiador Colnago CC.01 é feito numa única peça, completamente monocoque, uma escolha vantajosa tanto para economia de peso, como para aumentar a rigidez deste importante ponto de contacto entre ciclista e bicicleta. O adesivo Richard Mille na haste do guiador é um patrocínio de uma empresa de relógios. A marca de Cambiago disponibiliza quatro opções diferentes de largura de guiador (370, 390, 410 e 430 mm superior de centro a centro) juntamente com sete comprimentos diferentes de avanço (80, 90, 100, 110, 120, 130 e 140 mm). Para os interessados, só este guiador tem o preço de 840,00€. A bicicleta conta com bidons e grades de bidom da marca Elite, neste caso as grade Elite Leggero Carbon, que pesam apenas 17 gramas. A Elite também patrocina a equipa com os rolos electrónicos "turbo Elite" para os ciclistas fazerem o aquecimento antes das etapas.  Na grade de bidom do tubo diagonal, pode observar-se com esta fica ligeiramente embutida no quadro, é só um dos pormenores de aerodinâmica na evolução deste modelo V4Rs em relação ao anterior V3Rs. Outro importante ponto de contacto entre ciclista e bicicleta é o selim. João Almeida utiliza o Prologo Raspe M5 PAS, um selim que custa 220€. A tecnologia das Bitcoins aplicada nas bicicletas Nesta imagem pode ver-se o selo com logotipo da Colnago e um género de "impressão digital", este é o selo da tecnologia Blockchain. O que é a tecnologia Blockchain?  Blockchain, também referida como Distributed Ledger Technology (DLT), torna a história de qualquer ativo digital inalterável e transparente através de um uso de descentralização e hash criptográfico. Esta tecnologia tornou-se famosa por ser aplicada nas conhecidas “Bitcoins” (moeda digital). As principais características em resumo: Um blockchain é uma base de dados que é armazenada por blocos criptografados e os encadeia, formando uma única fonte cronológica de verdade para os dados. Os activos digitais são distribuídos em vez de copiados ou transferidos, criando um registro imutável de um activo. O activo é descentralizado, permitindo acesso total em tempo real e transparência ao público. Um histórico transparente de mudanças preserva a integridade do documento, o que cria confiança no activo. Ou seja, os quadros Colnago com esta tecnologia aplicada têm o histórico de donos registrado durante toda a sua existência, sem possibilidade de alterar o histórico passado. Como é que isto acrescenta valor? Basicamente, a partir do momento em que a bicicleta é construída e lhe é aplicada esta tecnologia, o quadro terá o histórico de donos registrado durante toda a sua existência, sem possibilidade de alterar o histórico passado, pelo que quando João Almeida deixar de utilizar esta bicicleta (eventualmente no final da temporada), o dono seguinte saberá no registro que o primeiro dono foi João Almeida, e assim consecutivamente com os donos seguintes. A nova V4Rs é uma bicicleta considerada mais rígida, mais leve e mais aerodinâmica do que a geração anterior, ainda que esteticamente as diferenças não saltem muito à vista, é um modelo altamente tecnológico e que foi desenvolvido para levar João Almeida e Tadej Pogacar às vitórias. De acordo com informação do importador em Portugal, a bicicleta com estes componentes tem um preço de venda ao público de 12.800,00€. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Carpano foi a Juventus do ciclismo Na 12ª etapa do Giro de Itália visitamos Piemonte, região do Barolo e do Barbaresco. Aqui nasceu o vermute e a estilosa equipa Carpano. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Ah Piemonte... a 12ª etapa do Giro de Itália leva-nos desde as colinas verdejantes de Bra até às montanhas nos arredores de Turim. Se algum dia visitarem Bra não deixem de visitar o Museu da Bicicleta onde podem ver peças com mais de 100 anos de existência. Desde a meta em Rivoli avistamos a colina de Superga e a basílica com o mesmo nome – destino final do Gran Torino quando o avião que trazia a equipa desde Lisboa chocou contra o monte na aproximação à cidade. Construído no início do século 18 o Castelo de Rivoli é agora um dos maiores muses de arte contemporânea do mundo.Créditos: RCS  Em direção aos Alpes O Giro começou nos Abruzzos e rumou ao sul de Itália. No “Ti Amo” já explicamos o que significa nascer no Mezzogiorno num país gerido desde o norte industrializado, recordamos a Nápoles de Maradona em pleno apogeu das diferenças culturais entre as duas Itálias. Fomos subindo via Emília-Romanha pelo lado do mar Adriático e viramos rumo à costa do Tirreno passando pelo Vale da Comida. Estamos numa diagonal até ao nordeste do país em direção aos Alpes. Na fronteira com França e Suíça vai finalizar a 13ª etapa do Giro, um piscar de olhos aos vizinhos suíços com a meta em Crans Montana. Nesta zona do cantão do Valais 33,4 por cento dos habitantes são portugueses. É também aqui que teremos a primeira etapa com cinco estrelas de dificuldades deste Giro de Itália: 199km e 5000m de acumulado. A etapa 12 cruza Le Langhe, na província de Cuneo, terra de conhecidos vinhos como o Barolo e o Barbaresco. Créditos: RCS Carpano foi a Juventus do ciclismo Sabiam que a Juventus chegou a ter os campos de treinos no Velódromo Umberto I por volta de 1904-1905? Há pormenores que ligam o clube de Turim ao ciclismo, mas nenhum como a equipa Carpano. Primeiro contextualizamos. Nos anos 40 a Juventus sucumbiu ao domínio do Gran Torino e passou por uma crise institucional. Desde 1923 é controlado pela família Agnelli – proprietária da FIAT; primeiro por Edoardo Agnelli e mais tarde pelos filhos Gianni e Umberto. Foi com ambos que a Vecchia Signora se modernizou. Os Agnelli eram sinónimo de indústria, poder e alta sociedade. Marcaram um estilo que influenciou a Carpano, um projeto com um nome forte em Turim, cidade onde nasceu Antonio Benedetto Carpano, inventor do vermute. A Carpano chegou a ser a equipa de Fausto Coppi, mas só descolou rumo ao êxito quando se inspirou no modelo Juventus. Como? Implantando um dress code e um manual de conduta para os corredores, criando a noção de que ser ciclista era mais do que andar de bicicleta. "Bra saúda o Giro". Início da etapa 12 e de um dia passado em Piemonte.Créditos: LaPresse Golpe de marketing genial Os escolhidos recebiam bons salários, bons materiais e hospedavam-se em bons hotéis. Se a Juventus recorreu aos escandinavos (o extremo Karl Aage Præst e o goleador John Hansen – ambos dinamarqueses – e o avançado sueco Gunnar Nordahl) e confiou o balneário a Giampiero Boniperti (que fez toda a carreira no clube), a Carpano também revolucionou o mercado. Foi das primeiras equipas não-belgas a contratar flandriens de topo – Fred De Bruyne, Germain Derycke e Jef Planckaert – e colocou-os às ordens do capitão Nino Defilippis, nascido e criado em Turim. Mais importante: a Carpano criou uma identidade adotando o maillot preto e branco igual ao da Juventus. Foi um golpe de marketing genial que só funcionou porque venceram Flandres, Roubaix, Lombardia e dois Giro de Itália… e dezenas de outras vitórias em corridas de topo. ### Giro de Itália - Etapa 11 João Almeida (UAE Emirates) subiu hoje à terceira posição da geral nesta 106.ª edição do Giro d’Itália. O ciclista português de 24 anos ascendeu a terceiro da geral, ocupando o lugar que pertencia à partida para a tirada de hoje, a Tao Geoghegan Hart (INEOS), que foi obrigado a abandonar a prova, em virtude de uma queda sofrida. Pascal Ackermann, companheiro de equipa de Almeida, foi o protagonista do dia, ao conquistar a etapa mais longa da presente edição do Giro, e que ligava Camaiore e Tortona, com um total de 219 quilómetros. O ciclista alemão de 29 completou a etapa com o registo de 5:09.02 horas, superiorizando-se no sprint final ao jovem Jonathan Milan (Bahrain-Victorious), e ao veterano Mark Cavendish (Astana), respetivos segundo e terceiro classificados, isto depois de ter sido necessário recorrer ao photo finish para apurar estes resultados. Queda de Geoghegan Hart e um rude golpe para a Ineos A queda de Tao Geoghegan Hart (Ineos) traduz-se num rude golpe para a Ineos, equipa que tem estado a realizar uma excelente prestação na prova. Com a desistência do britânico a Ineos perde um importante trunfo na luta pela geral da prova. À partida para a etapa de hoje a Ineos contava com Thomas e Geoghegan Hart no top 3 da geral, o que demonstrava a boa estratégia que têm adotado na prova. Uma saída inglória para Tao Geoghegan Hart. Thomas seguro na liderança da geral Nem tudo são más notícias no seio da Ineos, que continua a ter Geraint Thomas como líder da geral com dois segundos de vantagem sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma), e 22 para João Almeida. O mau tempo, as quedas e a covid19 têm marcado a presente edição do Giro, com vários candidatos a estarem já fora da prova, por isso, aguardamos com expectativa os próximos dias. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=6FsO4Q8ODfU Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates05:09:0202MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 0003CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0004PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 0005OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 0006ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 0007MAYRHOFER Marius Team DSM+ 0008BALLERINI Davide Soudal Quick-Step+ 0009CONSONNI Simone Cofidis+ 0010MARIT Arne Intermarché-Circus-Wanty+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers44:35:3502ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2204LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 3505CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:2806KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 01:5207DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3208ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:3209DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 02:3610PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 02:48 Giro 2023 já vai a caminho da 12.ª etapa Amanhã quinta-feira, é dia da 12.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d'Itália numa ligação com um total de 179 quilómetros, entre Bra a Rivoli, num traçado que comtempla duas contagens de montanha, uma de terceira e outra de segunda categorias. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Não é a essência de uma Volta a resistência? Estaremos ultrassensíveis? Refletimos sobre os abandonos recentes e recordamos Lauro Bordin: herói esquecido da mais longa etapa do Giro de Itália. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Dos 176 corredores que iniciaram o Giro de Itália, 34 tinham abandonado à partida para a 11ª etapa (nem todos por COVID-19). Só UAE, Jumbo, Astana, Movistar e Bahrain mantinha os blocos completos. Na edição passada foram 149 os corredores que acabaram o Giro; os números atuais estão alinhados com o pico da pandemia já que em 2020 finalizaram 133 atletas. Olhemos para as últimas 21 edições. Em 12 delas os ciclistas que não terminaram superaram a barreira dos 40 atletas. No Giro de 2003 registaram-se 73 abandonos: nesse ano participaram 19 equipas/170 ciclistas, isto é, 43 por cento do pelotão (face aos 19 por cento de abandonos do atual Giro). Será que precisamos de reajustar a sensibilidade face ao que tem sucedido? O efeito maglia rosa ajuda a explicar o que eu considero certa histeria à volta dos abandonos por ter sido apenas a terceira vez na história do Giro que um líder deixou a corrida, mas sendo analítico não é uma edição anormal até agora. Vitigno Timorasso é um tipo de uva autóctona do Piemonte conhecida pela produção de vinhos brancos.Créditos: RCS 13 horas em fuga e 25 minutos de vantagem A 11ª etapa é a mais longa deste Giro: 219km entre Camaiore (ainda ontem falamos do hub junto ao mar da Ligúria) e Tortona – uma de seis etapas desta edição que supera os 200km. Continua a liderar Geraint Thomas, o sexto ciclista mais velho a comandar o Giro aos 36 anos (faz 37 no dia da 18ª etapa). O recordista é Andrea Noè que com 38 anos vestiu a maglia rosa em 2007 pela Liquigas. É curioso resgatar neste dia a intra-história da mais longa etapa das 106 edições do Giro. Em 1914 Constante Girardengo tinha 20 anos e já era campeão italiano. Ia a caminho de se tornar a grande figura do ciclismo italiano no pós-I Guerra Mundial à base de vitórias – foi o monstro sagrado da Milão-Sanremo até que Eddy Merckx conseguiu a sétima vitória e ultrapassou o piemontês. É provável que tenham lido que Girardengo ganhou a mais longa etapa da história do Giro: 430km entre Lucca e Roma! Menos conhecido é o facto de que nessa etapa Lauro Bordin esteve escapado a solo durante 350km nesse dia e acabou de mãos a abanar. Bordin foi um sprinter nascido em Crespino sul Po (Véneto) que fez uma longa carreira com três etapas ganhas no Giro. Podiam ter sido quatro, mas depois de 13 horas em fuga e 25 minutos de vantagem foi neutralizado a 65km de Roma. Acabou a etapa em 10º; nesse ano venceu o Giro di Lombardia pela Bianchi – a maior vitória de Lauro Bordin. Pelotão à partida em Camaiore para a etapa mais longa do Giro com 219km.Créditos: La Presse Hoje manda o imediatismo e o resultadismo Até 1920-1930 o ciclismo tinha outra essência. Mais do que desporto era quase um teste de sobrevivência para os participantes. Dessa era em diante a quilometragem foi decrescendo e hoje em dia vemos que a tendência se mantém. Porquê? O ciclismo atual não procura o herói que resiste. Os corredores não têm que partir de madrugada para provar a valentia e lerem os seus feitos nos jornais do dia seguinte. Hoje manda o imediatismo e o resultadismo. A duração das etapas vai-se moldando aos gostos do público. Não é a essência de uma grande Volta a resistência? O significado desse conceito varie de acordo com o contexto em que é aplicado. O campeão deste ano terá o mesmo mérito de outros vencedores já que doenças, quedas, mau tempo e outras circunstâncias imprevistas fazem parte da aventura. Sempre foi assim e sempre será. ### Giro de Itália - Etapa 10 Magnus Cort (EF Education-Easy Post) foi o destaque do dia no Giro d’Itália ao vencer a 10.ª etapa, que ficou marcada pelas condições meteorológicas adversas que se voltaram a fazer sentir na presente edição da prova. O ciclista dinamarquês de 30 anos foi o mais rápido a completar os 196 quilómetros da lidação entre Scandiano e Viareggio, com o registo de 4:51.15 horas, superiorizando-se ao sprint a Derek Gee (Israel-Premier Tech) e a Alessandro de Marchi (Jayco AlUla), respetivos segundo e terceiro classificados, e companheiros de uma fuga bem sucedida, que aguentou bem a pressão do grupo do camisola rosa nos quilómetros finais da prova. Geraint Thomas segue de rosa Geraint Thomas (INEOS) continua a vestir de rosa, camisola que conquistou após o abandono do anterior líder, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), após ter testado posivito à covid-19. O experiente ciclista britânico de 36 anos segue na liderança com 2 segundos de vantagem sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo da geral, enquanto que a fechar o top 3, figura o seu companheiro de equipa Tao Geoghegan Hart, com 5 segundos de atraso. João Almeida à espreita do top 3 João Almeida (UAE Emirates) segue na quarta posição da geral, a 22 segundos do líder, e na liderança da classificação da juventude. O ciclista português de 24 anos segue firme como principal referência da UAE Emirates nesta mítica prova, estando à espreita do top 3 da geral, patamar que lhe parece estar perfeitamente ao alcance, situação que ganhou ainda mais força após o abandono do grande favorito à vitória final, Remco Evenepoel. Para quem ainda poderia ver em Jay Vine, seu colega de equipa, um possível plano b da UAE Emirates, caso João Almeida tivesse um dia menos bom, essa hipótese ter-se-á esfumado hoje, uma vez que o australiano sofreu hoje uma queda e está neste momento na 20.ª posição da geral a 12:52 minutos do líder. Não restam dúvidas quanto à condição de líder de João Almeida, numa fase em que a dificuldade do Giro aumenta de dia para dia, tendo o próprio considerado o de hoje, como duro e stressante. O dia de hoje teve condições muito duras. Só pensava em atravessar a meta e ir aquecer-me. Teve muito frio e muitos quilómetros". João Almeida (UAE Emirates) Vlasov abandona e abre portas na geral Aleksandr Vlasov (Bora-Hansgrohe) e 6.º na geral à partida para a etapa de hoje, não chegou à meta, abandonando a meio da tirada. O ciclista de 27 anos, era um sério candidato ao top 5 final da prova, deixando agora as portas abertas a mais surpresas na geral. Vlasov apresentou-se debilitado logo no início da etapa, mantendo nessa fase um contacto constante com o carro da equipa, sendo notória um enorme esforço do ciclista para se manter em prova, mas tal acabou por não ser possível. O mau tempo que se fez sentir também poderá ter pesado na decisão de Vlasov em não continuar. A etapa de hoje foi fortemente marcada pela chuva, algum vento e temperaturas baixas, sendo constantes as trocas de equipamento por parte dos atletas junto dos carros de apoio. A formação da Bora-Hansgrohe deverá agora centrar a sua atenção em Lennard Kämna, atual 7.º classificado na geral a 1:52 minutos do líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=P-N5pw9G84s Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01CORT Magnus EF Education-EasyPost04:51:1502GEE Derek Israel-Premier Tech+ 0003DE MARCHI Alessandro Team Jayco-AlUla+ 0204PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 5105ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates+ 5106OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 5107MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 5108CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 5109MAESTRI Mirco EOLO-Kometa Cycling Team+ 5110FIORELLI Filippo Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 51 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers39:26:3302ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 0504ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2205LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 3506CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:2807KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 01:5208SIVAKOV Pavel INEOS Grenadiers+ 02:1509DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3210ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:32 Amanhã seguem-se mais 219 quilómetros Amanhã, quarta-feira, sai para a estrada a 11.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d’Itália, com o pelotão a ter pela frente um total de de 219 quilómetros na ligação entre Camaiore a Tortona, num traçado maioritariamente plano, mas que ainda contempla três contagens de montanha, duas de terceira e uma de quarta categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – O Pirata e o Comboio Do Adriático ao mar da Ligúria. O Giro atravessa a Itália e o "Ti Amo" recorda ícones locais como Pantani, Baldini, Cipollini, Bartoli e Luperini. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Acabou o que era doce. Após o contrarrelógio individual de Cesena o pelotão parou para a primeira jornada de descanso. Ninguém imaginava que o vencedor da etapa e líder da prova, Remco Evenepoel, tinha vivido em Cesena o último dia como maglia rosa já que abandonou por COVID-19 cedendo a liderança a Geraint Thomas. Situação rara no Giro: Eddy Merckx em 1969 e Marco Pantani em 1999 são os únicos precedentes. Já que falamos do Pirata, a 10ª etapa começa na sua Emília-Romanha natal. É a capital alimentar de Itália, por exemplo, na cidade de partida – Scandiano – situa-se a Confraria do Vinagre Balsâmico Tradicional de Reggio Emilia e nas vinhas locais nasceu um branco extraordinário chamado Spergola di Scandiano. Produzem-se tantos produtos que a região é conhecida como o Vale da Comida. Parma é a capital da “dispensa” que alimenta a Itália e boa parte do mundo. Há museus do queijo parmesão reggiano, do presunto, do salami e um curioso dedicado ao exclusivo culatello – enchido madurado durante 11-16 meses que ao contrário do presunto não é produzido em massa (só há 12 produtores certificados que produzem sete mil peças por ano face a oito milhões de peças de presunto de Parma). Créditos: RCS O Pirata e o Comboio Marco Pantani é apenas um de muitos ciclistas famosos do lado oriental da Emília-Romanha. Não longe da costeira Cesenatico – berço do Pirata – situa-se Forlí. Aí nasceu Ercole Baldini, campeão olímpico em 1956 e campeão do mundo em 1958 logo após vencer o Giro. Il treno di Forli (O comboio de Forlí) fazia a diferença no contrarrelógio, aliás, no Giro que venceu em 1958 adjudicou os dois contrarrelógios individuais. Pelo meio bateu o recorde da hora de Jacques Anquetil no mítico velódromo Vigorelli, em Milão. Ercole Baldini morreu em dezembro de 2022 aos 89 anos. O Pirata e o Comboio, campeões do Giro nascidos a 30km de distância e que não podiam ter tido vidas mais distintas. João Almeida à partida para uma fria e chuvosa 10ª etapa.Créditos: La Presse Hub da costa da Ligúria Para os corredores a tentação dos cheiros da Emília-Romanha ficam para trás à medida que entram na Toscana. Para isso cruzaram a Itália do Adriático ao Tirreno. É do lado oposto da península que está a meta, em Viareggio. O percurso da 10ª etapa leva-nos a atravessar Lucca, de onde é natural Mario Cipollini, recordista de etapas do Giro com 42 triunfos. Também em Lucca esteve durante anos a base logística da MTN-Qhubeka de Doug Ryder (atual patrão da Q36.5). Por aqui há um hub de ciclismo que atraiu alguns não-europeus a radicarem-se na zona. No hub da costa da Ligúria encontramos cidades como Camaiore (cidade de partida do Tirreno-Adriático), Pisa (onde nasceu Michele Bartoli, o homem que deu outra dimensão à carreira de Ruben Guerreiro) e Pontedera (casa de Fabiana Luperini, cinco vezes campeã do Giro e três vezes vencedor da Fléche Wallone). Subindo a costa rumo a Norte junto ao mar da Ligúria – subdivisão do Tirreno – eventualmente chegaríamos a Pisa, depois Génova e finalmente Sanremo. Sobre esta última não é preciso dizer muito, certo? É a cidade sagrada do primeiro Monumento da temporada. ### João Almeida: "Vou focar-me em fazer a minha corrida" O que muda no Giro de Itália sem Remco Evenepoel? Qual a postura da líder Ineos? João Almeida em discurso direto no dia de descanso. Sorridente e ainda de bigode, João Almeida confirmou que está em bom momento e que o objetivo continua a ser o pódio. Por agora é 4º a 22 segundos de Geraint Thomas, uma situação mais favorável do que quando terminou o contrarrelógio e estava a 1:07 de Remco Evenepoel – que entretanto abandonou por COVID-19. O corredor da UAE-Emirates explicou que “a melhor forma que tive numa grande Volta foi em 2021 no Giro e este ano estou ao mesmo nível. Melhor do que no ano passado. Fisicamente foram dias duros portanto no geral foi uma boa primeira semana. Estou onde esperava estar”. Parte da conversa incidiu sobre o que mudará no Giro agora que Evenepoel não está em prova? “Vai mudar muito porque ele era um dos grandes candidatos ao Giro. A corrida fica mais pobre, seria mais disputada e com mais surpresas. Se calhar até era melhor para mim. A Soudal Quick-Step também tem uma equipa forte e iam assumir a corrida em alguns dias. A minha abordagem não vai mudar, vou focar-me em fazer a minha corrida. Os adversários são os mesmos… Thomas, Tao, Vlasov, Caruso.” "Ineos vai ter uma camisola para defender" Ao longo do dia de descanso foram vários os rivais com piropos ao português. Geraint Thomas e Aleksandr Vlasov veem um João Almeida muito forte. “Assim como eles acham que eu estou forte, eu também acho que eles estão fortes. Há um respeito mútuo que é bonito no desporto. Os Ineos estiveram muito bem no contrarrelógio. Não estou surpreso com a Ineos porque o Geraint e o Tao são ótimos corredores, apenas com a forma como se apresentaram no contrarrelógio.” É precisamente sobre a Ineos que agora recai o peso de liderar o Giro. Geraint Thomas é o novo líder e Tao Geoghegan Hart ocupa o 3º lugar. “A Ineos vai ter uma camisola para defender e controlar, com dois corredores bem colocados na geral. Se calhar vamos continuar a ter uma Jumbo-Visma atacante, infelizmente sem terem a melhor equipa pelas baixas por Covid que tiveram antes do Giro. Se o ambiente for propício também nós iremos tentar atacar, depende das etapas.” Tudo em ordem com o posicionamento Tal como a maioria dos corredores João Almeida confirmou que a primeira semana de prova teve como principal dificuldade o mau tempo e o frio. Vêm por aí jornadas planas – a 10ª etapa finaliza em Viareggio e a 11ª em Tortona – com mais chuva no horizonte segundo as previsões meteorológicas. A fechar um apontamento sobre um tema recorrente no Giro do ano passado. Está tudo em ordem com o posicionamento, aliás, na atual edição o pior que João Almeida fechou foi na 60ª posição. Sobre este tópico o líder da UAE-Emirates reconheceu que estar “contente com o posicionamento etapa a etapa. Tenho tentado mesmo nas chegadas ao sprint estar na frente para evitar problemas.” ### Thomas e Almeida em jogos psicológicos O que pensa o líder do Giro de Itália sobre João Almeida? O TopCycling esteve na conferência de imprensa do camisola rosa. Geraint Thomas é um ciclista curioso. Fez 17 grandes Voltas e maioria pela equipa que mais provas de três semanas venceu na última década. Subiu a todos os degraus do pódio do Tour de France e vai na quinta tentativa de ganhar o Giro de Itália. À lista podemos acrescentar que já viveu em Itália. Seria de pensar que a trajetória impecável o colocasse como um candidato à vitória final, mas nem todos pensavam assim à partida para o Giro. “Por algum motivo muita gente não contava comigo”, disse o galês na conferência de imprensa virtual a que o TopCycling assistiu durante o primeiro dia de descanso do Giro de Itália. Thomas não leva a mal. Sabe que os abandonos nas últimas duas tentativas de correr a prova italiana são a explicação para a desconfiança. Isso e o facto de este ano não ter qualquer top 10 nas corridas de preparação que realizou. O pelotão na subida ao Gran Sasso durante a 7ª etapa do Giro.Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse "O João é um ciclista incrível" O galês treina e conhece-se como poucos. Está de bem com a vida e não corre de raiva. Na conversa com os jornalistas reconheceu que se deu conta da sorte que tem em fazer o que gosta. Também de que é algo que não não vai durar para sempre. Na 18ª etapa a corrida estará a três dias do final em Roma: 161km entre Oderzo e Val di Zoldo, meta colocada no refúgio de Palafavera, situado a 1514m de altitude em plenas Dolomitas. Nesse dia, Geraint Thomas, atual líder do Giro de Itália, cumprirá 37 anos. Por agora está de rosa, mas há cinco ciclistas num raio de 22 segundos de diferença. João Almeida é um deles. Numa entrevista pré-Giro ao TopCycling o líder da UAE-Emirates disse que "Geraint Thomas é um corredor que vai lá chegar e vai estar muito bem, apesar de nas corridas anteriores não ter estado ao seu melhor nível, mas sei que vai chegar ao Giro e vai estar numa forma estupenda." O ciclista da Ineos Grenadiers sorriu e respondeu. “O João é um ciclista incrível. Super inteligente, não entra em enormes acelerações e é capaz de fazer grandes subidas a ritmo. Na 8ª etapa passei por ele e disse-me que tinha pernas de m… Fez uma boa etapa e quando passei por ele disse-lhe ‘nada mau para quem tinha pernas de m…’ Já vamos tendo jogos psicológicos.” Geraint Thomas ao TopCycling. Bem-disposto, relaxado e de resposta fácil. Geraint Thomas será o novo portador da maglia rosa a partir de terça-feira, dia em que a RCS endurece o protocolo COVID. A partir de agora será obrigatório o uso de máscara em todas as áreas de contacto com os ciclistas. ### Vlasov avisa: “Almeida está ainda mais forte” O TopCycling falou com Aleksandr Vlasov e Lennard Kamna no dia de descanso do Giro de Itália. João Almeida elogiado pelos líderes da Bora-Hansgrohe. A Bora-Hansgrohe tem feito uma corrida sólida e conta com Aleksandr Vlasov a 1:03 e Lennard Kamna a 1:52 do novo líder Geraint Thomas, promovido ao 1º posto após abandono de Remco Evenepoel. Vlasov ganhou o Giro sub-23 a João Almeida em 2018 e tem sido rival de longa data do português. O TopCycling quis saber a leitura do russo face à luta pela classificação geral. “O Almeida é muito forte, todos falam de Roglic e da Ineos, mas o Almeida é muito, muito forte. Tem um ritmo muito forte na montanha e tem uma boa equipa. Já fez algumas vezes top 10 no Giro e está ainda mais forte este ano. Já vi nas corridas prévias que ia forte e pode ser um corredor perigoso ao qual há que estar atento.” Aleksandr Vlasov ao TopCycling. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency "Tao tem sido o mais impressionante" Se Vlasov quer estar no pódio em Roma e vai lutar pelo melhor resultado possível – dando a entender que um 2º ou um 3º lugar pode ser um bom resultado – o colega Lennard Kamna tenta pela primeira vez fazer três semanas com o objetivo de uma boa classificação geral final. “Primeiro quero tentar fazer top 10, seria um grande feito para mim. Ainda há muito bons rivais atrás de mim. Ficaria muito contente por fechar top 10. Há muitas etapas de montanha super interessantes onde se podem fazer diferenças. Eu quero não perder tempo na segunda semana, estar tão bem quanto for possível.” O TopCycling também quis ouvir Kamna sobre a concorrência e quem mais o surpreendeu na primeira semana. “Neste Giro temos muitos e bons rivais. Tao e Thomas estão em grande forma, o Almeida e o Roglic também. O Tao tem sido o mais impressionante. Fiquei impressionado e muito surpreendido com o contrarrelógio dele.” Lennard Kamna ao TopCycling. Vlasov já caiu neste Giro de Itália.Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Subir de forma rumo à terceira semana A estratégia da Bora-Hansgrohe é ir mantendo as opções em aberto com ambos os líderes. A tática agrada a Aleksandr Vlasov. “O Kamna é um corredor forte, vamos ver ao longo da corrida como é que ele se sente, como é que eu me sinto. Por agora estamos ambos no top 10, temos que ir vendo dia a dia. É bom ter dois líderes porque algo pode acontecer e podemos ter um momento em que um dos dois perde tempo e pode ajudar o outro.” Algo que o russo acrescentou foi a dureza na primeira semana. Horrível foi a palavra utilizada por Vlasov para descrever a chuva, o frio e as quedas vividas no pelotão. Se alguém anseia por dias de sol é o 4º classificado do Giro de 2021 e 5º no Tour de 2022 que espera subir de forma rumo à terceira semana. ### Remco Evenepoel fora do Giro de Itália por teste positivo a COVID-19 Depois de reassumir hoje a liderança do Giro de Itália, o belga Remco Evenepoel vê-se forçado a abandonar a corrida depois de testar positivo a COVID-19 no teste de rotina feito antes do primeiro dia de descanso. O campeão mundial de 23 anos, que fazia sua segunda participação no Giro de Itália, teve uma primeira semana forte, vencendo duas etapas, no entanto apesar de vencer o contrarrelógio de hoje, o próprio admitiu que não tinha estado ao seu nível habitual e que esperava fazer mais diferenças. A notícia é avançada pela própria equipa de Remco Evenepoel, a Soudal Quick-Step. “Lamento muito deixar a corrida. Como protocolo da equipa, fiz um exame de rotina, que infelizmente deu positivo. A minha experiência foi muito especial e estava ansioso para competir nas próximas duas semanas.  Não consigo agradecer o suficiente à equipa e aos meus companheiros, que se sacrificaram tanto na preparação para o Giro. Estarei a torcer por eles nas próximas duas semanas”, diz Remco Evenepoel, no comunicado da equipa. Todos os outros ciclistas e staff da Soudal Quick-Step foram testados e deram negativo no teste. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 9 Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) foi o grande vencedor do contrarrelógio da 9.ª etapa da 106.ª edição do Giro d’Itália. O ciclista belga de 23 anos foi o mais rápido a completar os 35 quilómetros entre Savignano sur Rubicone e Cesena, com o registo de 41.24 minutos, superiorizando-se em um segundo a Geraint Thomas (INEOS), e em dois a Tao Geoghegan Hart (INEOS), respetivos segundo e terceiro classificados, Os ciclistas da INEOS conseguiram hoje rivalizar com Evenepoel, num dia em que muitos apontavam a uma vitória clara e folgada por parte do homem da Soudal Quick-Step, situação que não se verificou, sendo a vitória conseguida pela margem mínima. À semelhança do que aconteceu no contrarrelógio da etapa inaugural da presente edição do Giro, Remco Evenepoel voltou assim a vencer nesta disciplina onde se assume cada vez mais como um atleta de excelência. Evenepoel assume a liderança da geral, com João Almeida a baixar para 5.ª No que diz respeito à classificação geral, com a vitória de hoje, Remco sucede a Andreas Leknessund (DSM)  como novo dono da maglia rosa, com 45 segundos de vantagem para Geraint Thomas (INEOS), segundo classificado, enquanto que a fechar o pódio da geral surge Primoz Roglic (Jumbo Visma), com 47 segundos de atraso. João Almeida (UAE Emirates), registou hoje o nono melhor tempo da tirada, a 35 segundos de Evenepoel. Com este resultado o ciclista português de 24 anos baixou uma posição na geral, sendo agora 5.ª da geral, a 1:07 segundos do líder Evenepoel. Depois de ter efetuado um grande contrarrelógio na etapa inaugural da prova, hoje, João Almeida foi mais comedido, indicando as condições metereológicas algo adversas como principal motivo para o andamento mais cauteloso que impôs. No geral, foi um passeio muito bom e estou feliz. As curvas estavam um pouco escorregadias, mas me senti bem. As partes técnicas dificultaram o ritmo do percurso e acho que estive bem, principalmente na segunda parte. Agora estou animado para o dia de descanso e focado na segunda semana.” João Almieda (UAE Emirates) Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=TgNpki_OqSM Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step41:2402THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 0103GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 0204KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 0405ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ+ 0806ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 1707ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 2408VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 3009ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 3510CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 4 Top 10 classificação geral POSRIDER TEAMTIME01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step34:33:4202THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 4503ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4704GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 5005ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0706LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 01:0707VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:4808CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:1309KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 02:3710SIVAKOV Pavel INEOS Grenadiers+ 03:00 Amanhã é dia de descanso no Giro Esta segunda-feira irá cumprir-se o primeiro dia de descanso nesta 106.ª edição do Giro d'Itália. Depois de nove etapas, o pelotão goza amanhã o primeiro dia de pausa, numa fase em que ainda faltam disputar nada mais, nada menos que 12 etapas. O pelotão voltará para a estrada na terça-feira, com uma tirada de 196 quilómetros na ligação entre Scandiano e Viareggio, num percurso maioritariamente plano. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Etapa 1 - Nove Mesto O campeão da europa Thomas Pidcock bateu a concorrência na primeira Taça do Mundo de XCO em Nove Mesto, na República Checa. Na corrida feminina foi a jovem nerlandesa Puck Pieterse a impor-se à frente das francesas Pauline Ferrand Prevot e Loana Lecomte. Nove Mesto recebeu a primeira etapa da Taça do Mundo que estreou um no formato onde no mesmo sítio e no mesmo fim de semana se celebraram várias corridas referentes à bicicleta de montanha. Durante sexta, sábado e domingo decorreram provas de XCO, XCM e XCC. Créditos Imagem - UCI Mountain Bike Corrida de elites masculinos No que diz respeito ao XCO a corrida de elites masculinos teve lugar este domingo às 14 horas (hora portuguesa) com grandes nomes à partida como Nino Schurter, Thomas Pidcock, Mathias Fluckiger ou Sam Gaze. No início foi o alemão Luca Schwarzbauer que assumiu a dianteira e até chegou a ter alguma margem para o restante grupo. Mas a partir da terceira volta foi o jovem britânico, Thomas Pidcock, que tomou a frente da corrida e apenas foi seguido pelo francês Joshua Dubau. O campeão da europa ainda teve uma queda quando decorria a quinta volta mas rapidamente se levantou e voltou para junto do francês que passou a liderar a corrida. Créditos Imagem - UCI Mountain Bike Pidcock estava endiabrado e já na última volta conseguiu fazer a diferença para Dubau e vencer a primeira Taça do Mundo de XCO após também já ter vencido na sexta-feira o XCC. Roberto Ferreira foi o único português em prova e terminou na 84ª posição. TOP 10 final Pos.NomePaísEquipaTempo1PIDCOCK Thomas GBRINEOS GRENADIERS1:22:462DUBAU Joshua FRAROCKRIDER RACING TEAM1:22:513SCHURTER Nino SUISCOTT-SRAM MTB RACING TEAM1:23:094SARROU Jordan FRATEAM BMC1:23:095GRIOT Thomas FRACANYON CLLCTV1:23:346SCHWARZBAUER Luca GERCANYON CLLCTV1:24:077FLÜCKIGER Mathias SUITHÖMUS MAXON1:24:368FORSTER Lars SUITHÖMUS MAXON1:24:459BRAIDOT Luca ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:24:5510HATHERLY Alan RSACANNONDALE FACTORY RACING1:25:12 Corrida de elites femininas Na corrida feminina foi também uma britânica, Evie Richards quem abriu as hostilidades sendo seguida diretamente pela holandesa Puck Pieterse e depois pelo grupo principal. À passagem da quarta volta a britânica continuava na frente, mas a perseguição era encabeçada pela campeã do mundo, Pauline Ferrand Prevot, que se havia juntado à corredora dos Países Baixos.  No entanto, um furo na roda traseira e depois um saltar de corrente fez com que, Evie Richards passasse da liderança da corrida para a nona posição. Créditos Imagem - UCI Mountain Bike A liderança da corrida passou ser do duo que vinha logo no encalce da britãnica. O que se seguiu foi uma batalha volta após volta entre a jovem neerlandesa e a campeã do mundo. Batalha que teve o seu desfecho final quando Puck Pieterse atacou na última volta e deixou para trás a francesa, campeã do mundo. O pódio ficou completo com o terceiro lugar da campeã da europa, Loana Lecomte e destaque para Evie Richards que após os problemas mecânicos, ainda conseguiu terminar na quarta posição. Créditos Imagem - UCI Mountain Bike Raquel Queirós foi a representante portuguesa nesta corrida, mas infelizmente, não teve um bom dia terminando na 77ª posição. Créditos Imagem - MMR Factory Racing TOP 10 final Pos.NomePaísEquipaResult1PIETERSE Puck NEDALPECIN-DECEUNINCK1:23:012FERRAND PREVOT Pauline FRAINEOS GRENADIERS1:23:063LECOMTE Loana FRACANYON CLLCTV1:23:124RICHARDS Evie GBRTREK FACTORY RACING XC1:23:175KELLER Alessandra SUITHÖMUS MAXON1:23:396TERPSTRA Anne NEDGHOST FACTORY RACING1:23:397BOHÉ Caroline DENGHOST FACTORY RACING1:23:408HENDERSON Rebecca AUSPRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS RACING TEAM1:23:579FREI Sina SUISPECIALIZED FACTORY RACING1:24:1010BERTA Martina ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:24:43 A próxima ronda da Taça do Mundo de XCO terá lugar em Lenzerheide, na Suíça, no dia 11 de junho e pode ser acompanhada no Topcycling e nos canais Eurosport. ### Giro – Sexual… Healyng Quando Marvin Gaye compôs "Sexual Healing" nunca pensou ser citado no contexto do Giro de Itália. Até que apareceu Ben Healy. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Os haters dirão que está mal escrito. “É Sexual Healing, não é Healyng”. E se Ben Healy estiver para a 8ª etapa do Giro de Itália como Marvin Gaye esteve para o soul e R&B? Primeiro uma recomendação: leiam ao som da música que partilho abaixo. Dito isto, voltemos ao ciclismo. O cenário era duro: 200km de terreno rompe pernas com chegada a Fossombrone. A fuga pegou à primeira. Ben Healy, 22 anos, sotaque irlandês que derrete corações e barba de uma semana para dar o toque desalinhado, mas contemporâneo. O estilo urban chic que a EF gosta de promover e que leva o informático de Silicon Valley a vestir Rapha e a montar um suporte no Tesla para a bike topo de gama. Healy/Healing… a associação é óbvia para um fã de Marvin Gaye. O tema “Sexual Healing” foi lançado no 17º e último álbum do cantor – Midnight Love (1982). O curioso é que foi gravado na Bélgica já que Marvin Gaye ficou a viver em Ostend após concluir a digressão europeia. https://www.youtube.com/watch?v=rjlSiASsUIs Ostend? A sério? Afetado pelo uso de drogas e depressão foi em longos passeios nas praias de Ostend que Marvin Gaye recuperou. Não sabemos se chegou a viver a cultura belga da bicicleta, mas Ostend? A sério? De todos os sítios no mundo Marvin Gaye compôs este hit numa das capitais do ciclocrosse (organizaram o Mundial em 2021 e vão receber o de 2027)? É demasiado bom para ser verdade. “Sexual Healing” é tema obrigatório na playlist dos solteiros em noite de Tinder e para os casados naquela noite anual em que fugimos de casa sem miúdos. Ben Healy e Marvin Gaye… uma associação curiosa. Recordemos as primeiras estrofes da música. “Oh, baby now let's get down tonight Oh baby, I'm hot just like an oven I need some lovin' And baby, I can't hold it much longer It's getting stronger and stronger” LaPresse A liberação de Ben Healy chegou em Fossombrone Ben Healy saiu do autocarro motivado e com um plano (let's get down tonight). Foi aquecendo e apanhou a fuga certa (I'm hot just like an oven). Encontrou em Derek Gee e Filippo Zana a companhia certa (I need some lovin'). Entrou na subida de I Cappuccini e por dentro ardia de desejo (I can't hold it much longer, It's getting stronger and stronger). A 53km do final não aguentou mais e deixou-se levar. Subiu Monte delle Cesane e voltou a I Cappuccini porque o show foi tal que o público pediu um encore! Depois foi desfrutar até Fossombrone e atingir o clímax na meta… “When I get that feeling, I want sexual healing.” O alívio, a cura, a liberação de Ben Healy chegou em Fossombrone depois de a procurar sem êxito com inúmeros ataques na etapa de Lago Laceno, depois de ver escapar por entre os dedos triunfos na Fléche Brabançonne, Amstel Gold Race e Liège-Bastogne-Liège. LaPresse Roglic e Ineos ao ataque O mais jovem irlandês a ganhar no Giro de Itália é um espetáculo. Tipos como Ben Healy e Marvin Gaye são carismáticos e quando se tem “motor” não é preciso Auto-Tune nem playback. Ben Healy tem nas pernas o que Marvin Gaye tinha na voz: um dom. O desejo era forte e Ben Healy não resistiu! Atacou e fez o sexto solo da carreira, o segundo da época após o GP Indústria e Artesanato. Nesse dia foram só 10km desde a subida de Fomello até à meta em Larciano. “Esta é a forma que gosto de fazer as coisas. Sozinho e assim asseguras-te de que vais ganhar.” Ben Healy após vencer o GP Indústria e Artesanato. Foi a terceira fuga a vencer em oito etapas do Giro. Agora é a vez do teste da verdade: 35km de contrarrelógio – a única etapa que João Almeida foi reconhecer do percurso deste ano. "É bastante rápido, longo, mais de 30km. Gostei do percurso, boa estrada, não tem partes muito técnicas", disse o líder da UAE-Emirates ao TopCycling. LaPresse Almeida chega ao crono após perder 14 segundos três rivais diretos. Primoz Roglic e Ineos ao ataque, uaa! Tao Geoghegan Hart e Geraint Thomas aliaram-se com o esloveno e puseram fogo na corrida. No Giro é assim, pestanejas no momento errado e perdes um lugar na geral. Evenepoel também ficou a dormir e vai para o contrarrelógio à vontade... mas não à vontadinha. ### Giro de Itália - Etapa 8 Estamos praticamente no final da primeira semana do Giro de Itália e tendo em conta que amanhã haverá contrarrelógio, os ciclistas com intenções à classificação geral tinham que tentar fazer diferenças nesta etapa de montanha. Apesar de ser um estreante em grandes voltas, Ben Healy (EF Education-Easy Post) chegou a este Giro de Itália com boas indicações no que levamos de temporada, hoje voltou a tentar e venceu mesmo a oitava etapa. Aos 22 anos, Healy venceu a etapa após um ataque de longe que o distanciou da fuga do dia, carimbando a sua primeira vitória em grandes voltas. Aqui em pleno sofrimento, mas certamente a viver o seu sonho. https://twitter.com/giroditalia/status/1657398166747004928 Dos companheiros de fuga do vencedor, Derek Gee (Israel-Premier Tech) foi segundo e o italiano Filippo Zana (Jayco-AlUla) terceiro. No grupo dos favoritos à classificação geral, Primoz Roglic (Jumbo-Visma) atacou os restantes favoritos e levou consigo os britânicos Tao Geoghegan Hart e Geraint Thomas, da INEOS, ganhando 14 segundos a alguns dos outros candidatos, como Evenepoel e João Almeida. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1657398979833782272 Andreas Leknessund (DSM) segurou a camisola rosa, agora com apenas 8 segundos de vantagem para Remco Evenpoel (Soudal Quick-Step), segundo, e 38 para Roglic agora terceiro. João Almeida (UAE Team Emirates) está agora em quarto da geral, a 40 segundos de Leknessund. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=t5A5uYpBLcc Top 10 etapa POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1HEALY BenEF Education-EasyPost04:44:242GEE DerekIsrael-Premier Tech+ 01:493ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 01:494BARGUIL WarrenTeam Arkéa-Samsic+ 01:495VERONA CarlosMovistar Team+ 02:126BAIS MattiaEOLO-Kometa Cycling Team+ 02:377SKUJINS TomsTrek-Segafredo+ 03:518TONELLI AlessandroGreen Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 03:569RIESEBEEK OscarAlpecin-Deceuninck+ 04:0010GEOGHEGAN HART TaoINEOS Grenadiers+ 04:34 Top 10 classificação geral POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1LEKNESSUND AndreasTeam DSM33:52:102EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 083ROGLIC PrimozJumbo-Visma+ 384ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 405THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 526GEOGHEGAN HART TaoINEOS Grenadiers+ 567PARET-PEINTRE AurélienAG2R Citroën Team+ 588VLASOV AleksandrBORA-hansgrohe+ 01:269CARUSO DamianoBahrain Victorious+ 01:3910KÄMNA LennardBORA-hansgrohe+ 01:54 Amanhã contrarrelógio Domingo haverá o segundo contrarrelógio desta edição do Giro de Itália, 35 quilómetros entre Savignano sul Rubicone e Cesena. Um esforço que voltará a "arrumar" a classificação geral e ditará as estratégias na semana seguinte, por parte dos candidatos à vitória final, antes do primeiro dia de descanso, na segunda-feira. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – E ao sétimo dia o pelotão descansou Chuva, frio, quedas e etapas com mais de 200km. Fugas vitoriosas nas etapas de montanha. Nada que João Almeida não tivesse antecipado. “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. A etapa do Gran Sasso – a segunda de perfil montanhoso após Lago Laceno – resultou em nada em termos de classificação geral. Ninguém tira aos corredores as seis horas a levar com chuva e frio. O cansaço está lá e vai-se acumulando; com a climatologia adversa o pelotão ativou o modo “pouca energia” e as diferenças na geral mantêm-se desde o prólogo. Está a ser uma primeira semana dura e o pelotão sabe que o Giro de Itália só se ganha no Monte Lussari na penúltima etapa. É a teoria de João Almeida. "A última semana vai ser duríssima e aquele último contrarrelógio – que é meio contrarrelógio e meio cronoescalada – vai ser muito duro principalmente pelos dias anteriores. Vai ser um bom espetáculo e tudo pode acontecer naquela última semana. Temos o exemplo da primeira Volta a França que ganha o Tadej Pogacar… ninguém diria que ele ganhava e o certo é que aquele contrarrelógio meteu o Roglic lá para trás e este Giro vai ser similar. Naquele contrarrelógio tudo pode acontecer. Num Giro com não sei quantos mil quilómetros, aqueles 25 quilómetros vão fazer uma diferença abismal." João Almeida ao TopCycling. JOÃO ALMEIDA AO TOPCYCLING: PRIMEIRA PARTE JOÃO ALMEIDA AO TOP CYCLING: SEGUNDA PARTE João Almeida foi 20º em Lago Laceno e 8º no Gran Sasso com o mesmo tempo dos demais favoritos.Créditos: La Presse Giro dos sabores rústicos Estamos na terra da boa mesa, dos longos almoços e a experiência não é só sentar-se e comer. Começa na cozinha com um bom vinho e uma tábua de antipasti. Itália não é só pizza e este Giro não é dos que vai ao forno e em sete minutos está pronto a comer. Bem-vindos ao Giro dos sabores rústicos, como um ragu' alla bolognese. Porque pedimos o regresso às origens na gastronomia, advogamos por tempo de qualidade à mesa e exigimos tudo o contrário ao ciclismo? Em abril a Accademia Italiana della Cucina retocou a receita oficial do ragu' alla bolognese pela primeira vez em 40 anos. Uma comissão estudou as origens do prato e registou na Câmara de Comércio de Bolonha a nova receita, as variantes aceites e o que é inaceitável. Preservou a tradição! Se a Accademia Italiana della Cucina o fez pelo ragu porquê atacar constantemente as etapas de 200km quando não há ataques? Tem-se vindo a lutar por um ciclismo mais humano, logo há que compreender que João Almeida, Remco Evenepoel, Primoz Roglic (entre outros) caíram e a prioridade é recuperar. Este não é o Giro da pizza, mas do refogado, da carne estufada com tomate, cenoura, azeite e vinho. Primeiro somos induzidos pelo cheirinho que vem da cozinha, depois conquistados à mesa pela carne que cozinhou até quase se desfazer na boca. Créditos: LaPresse Vamos ter duas semanas vintage Em Lago Laceno ganhou Aurélien Paret-Peintre (Ag2r-Citröen) e no Gran Sasso foi Davide Bais (Eolo-Kometa). Duas chegadas em alto e duas fugas vitoriosas. Da 7ª etapa esperava mais movimentos na parte inicial, mais luta pela fuga e um grupo com outro perfil. Nota-se que as forças já vão justas quando a fuga pega à primeira e a Soudal-Quick-Step abdica de agitar as águas. Se alguém quer uma corrida mexida é Evenepoel. Os que criticam a 7ª etapa já se esqueceram que a 4ª foi feita a 41km/h de média até Lago Laceno. Ganhou a fuga? Sim, mas as primeiras duas horas de corridas foram um espetáculo: Grupos cortados, favoritos e equipas em pânico, fuga constituída a 78km da meta depois de duas horas a ferro e fogo. Em Campo Imperatore, no topo do Gran Sasso, Evenepoel tentou surpreender Roglic. Sem efeito.Créditos: LaPresse Dizer que o pelotão neutralizou o Gran Sasso pensando no contrarrelógio de domingo – 35km em Cesena, a região do Pirata Pantani – parece-me ver o copo meio vazio. Eu prefiro ver o copo meio cheio e aposto que vamos ter duas semanas vintage, sobretudo a última. É preferível um Giro que cozinha em fogo lento e deixa um bom sabor de boca do que um Giro aquecido no microondas só para matar a fome. Não sou um conservador de mente fechada, aceito um twist aqui e ali – etapas mais curtas de montanha de forma esporádica, por exemplo. Da mesma forma que a Accademia Italiana della Cucina admite que o ragu possa ser elaborado com fígados de galinha, salsicha de porco e cogumelos porcini secos. ### Giro de Itália - Etapa 7 O ciclista italiano Davide Bais (EOLO Kometa) venceu a sétima etapa do Giro de Itália, batendo os dois companheiros da fuga do dia, o checo Karel Vacek (Corratec-Selle Italia), segundo a nove segundos, e o italiano Simone Petilli (Intermarché-Circus-Wanty). Os homens da geral chegaram todos juntos, a 3.10 minutos, e o norueguês Andreas Leknessund (DSM) segurou a camisola rosa, com o belga Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) em segundo, a 28 segundos, e o francês Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën) em terceiro, a 30. João Almeida (UAE Emirates) foi oitavo na etapa e segue em quarto, a um minuto. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=-8yNOiE5TS8 Top 10 etapa POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1BAIS DavideEOLO-Kometa Cycling Team06:08:402VACEK KarelTeam corratec - Selle Italia+ 093PETILLI SimoneIntermarché-Circus-Wanty+ 164EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 03:105ROGLIC PrimozJumbo-Visma+ 03:106PINOT ThibautGroupama-FDJ+ 03:107THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 03:108ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 03:109DUNBAR EdwardTeam Jayco-AlUla+ 03:1010SCARONI CristianAstana Qazaqstan Team+ 03:10 Top 10 classificação geral POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1LEKNESSUND AndreasTeam DSM29:02:382EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 283PARET-PEINTRE AurélienAG2R Citroën Team+ 304ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 01:005ROGLIC PrimozJumbo-Visma+ 01:126THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 01:267VLASOV AleksandrBORA-hansgrohe+ 01:268GEOGHEGAN HART TaoINEOS Grenadiers+ 01:309KÄMNA LennardBORA-hansgrohe+ 01:5410CARUSO DamianoBahrain Victorious+ 01:59 Sábado Amanhã a oitava etapa liga Terni a Fossombrone em 207 quilómetros, com três contagens de montanha, uma de segunda e duas de quarta categoria. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Chega a montanha no Gran Sasso Um laboratório subterrâneo, uma missão da II Guerra Mundial que parecia impossível e o Marco Pantani. Na 7ª etapa apresentamos o Gran Sasso de Itália. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Gran Sasso – Grande Pedra – de Itália é um maciço localizado entre as cidades de L’Aquila e Teramo, na região de Abruzzo. São 26km, mas pelo facto de se localizar numa meseta só são realmente duros os últimos 4km (média de 8%). Marco Pantani não conhecia a subida, mas soube ler a pouca dureza do Gran Sasso. Respondeu a um ataque de Chava Jiménez a 3km da meta e despachou a concorrência no primeiro teste montanhoso do Giro de 1999. O perfil da subida ao Gran Sasso de Itália na 7ª etapa do Giro deste ano. Era o ano pós-dobradinha Giro-Tour do Pirata. Numa montanha coberta de neve Pantani começou o Giro da despedida. Ficaria gelado semanas mais tarde quando teve que deixar a corrida a dois dias do final e com a maglia rosa no bolso por superar os valores legais de hematócrito – estes testes foram introduzidos no ciclismo em 1997. Ganhou Ivan Gotti, insultado pelos colegas do pelotão no Gran Sasso. A Mapei de Gotti foi a única equipa a aceitar todos os testes antidoping que o CONI impôs nesse Giro aos ciclistas italianos. Escudo protetor de raios cósmicos Parte do que torna esta montanha em misteriosa é o que não se vê. Nas entranhas rochosas situa-se o Laboratori Nazionali del Gran Sasso – a maior instalação subterrânea do mundo dedicada à investigação de física de partículas e fenómenos subatómicos raros. O facto de parte do laboratório estar protegido por 1400m de rocha dolomita torna o Gran Sasso num gigante escudo protetor de raios cósmicos. Concebido nos anos 70 e concluído nos 80 ao laboratório acede-se por um dos dois túneis (com 10km de extensão) que perfuram a montanha e ligam Roma à costa do Adriático via autoestrada A24. Um desvio leva à entrada quase “secreta” do laboratório como se estivéssemos num filme. https://twitter.com/LngsInfn/status/1654385767337144322 A montanha que prendeu Mussolini Também há história associada a este pico dos Apeninos, mas para isso é preciso chegar aos 2130m de altitude. Aqui, em julho de 1943, chegou o detido Benito Mussolini. A esta altitude a montanha recebe o nome de Campo Imperatore, um nome captado numa transmissão de rádio pelo espião alemão Herbert Kappler e que deu origam à Operazione Quercia – 90 paraquedistas comandados pelo capitão das SS Otto Skorzeny aterraram no Gran Sasso e libertaram Mussolini. O único acesso ao topo era por teleférico e os italianos acreditavam que o segredo e o terreno inviabilizam um ataque. Em 2022 cumpriu 100 anos o último dos carabinieri que estava de serviço em Campo Imperatore. Fernando Tascini contou ao La Republicca que o Duce era um homem cabisbaixo, taciturno e pouco falador. Segundo Tascini, naquele dia Mussolini ficou na dúvida de se estava a ser libertado pelos nazis ou capturado pelos americanos. O hotel de Campo Imperatore será restaurado e a obra vai custar 3,8 milhões de euros. Espera-se que revitalize o turismo termal no Gran Sasso e preserve a memória de um dos episódios curiosos da II Guerra Mundial. https://www.youtube.com/watch?v=0WBk7wmUvXo ### "Ti Amo" Giro de Itália “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. Há uns anos o Eurosport fez uma promo para o Giro de Itália com uma música de Umberto Tozzi que me ficou no ouvido. "Ti Amo"... uma declaração de amor que transformei em crónica diária alternativa. Espero que "Ti Amo" provoque nos leitores o mesmo amor que eu sinto pela corrida e pela cultura italiana. Abaixo encontram todas as crónicas deste Giro de Itália de 2023. Cliquem para ler: Etapa 1 – Manuel Cardoso e os nervos do prólogo Etapa 2 – A eleganza de Evenepoel Etapa 3 – O ano de Milan Etapa 4 – Bruno Pires recorda Wouter Weylandt Etapa 5 – Pozzovivo não é Tiralongo Etapa 6 – Maradona, Nibali, futebol e ciclismo Etapa 7 – Chega a montanha no Gran Sasso Etapa 8 – E ao sétimo dia o pelotão descansou Etapa 9 – Sexual… Healyng Etapa 10 – O Pirata e o Comboio Etapa 11 – Não é a essência de uma Volta a resistência? Etapa 12 – Carpano foi a Juventus do ciclismo Etapa 13 – Verbier é difícil… o pior vem depois Etapa 14 – De Cassano Magnago a Mafra à boleia da história da arte Etapa 15 – Stracciatella na Alta de Bérgamo Etapa 16 – O que se vê desde a varanda das estrelas? Etapa 17 – A vitória de João Almeida no Monte Bondone foto a foto Etapa 18 – Decisões no Vale dos gelatieri Etapa 19 – Nas Dolomitas à procura da zona-G Etapa 20 – Matxin sobre João Almeida: “É possível” Etapa 21 https://www.topcycling.pt/giro-vitoria-a-roglic/– Vitória à Roglic Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Arranca o novo formato da Taça do Mundo de BTT - UCI Mountain Bike World Series A Taça do Mundo de BTT 2023 abre a temporada este fim-de-semana em Nove Mesto na Morave, na Chéquia, e os fãs vão poder seguir toda a ação deste renovado campeonato, em direto, no Eurosport. É a nova UCI Mountain Bike World Series. Na verdade, tendo em conta que o novo formato da UCI Mountain Bike World Series junta todas as vertentes do BTT, esta já começou em março, com a Taça do Mundo de Enduro em Maydena e Derby, na Austrália. Este fim de semana arrancam as vertentes de XCO, XCC e XCM na pequena localidade checa famosa pelos seus percursos de BTT de classe mundial, que recebe a competição desde 2011, atraindo todos os anos um grande número de participantes e de espectadores. Na sexta-feira, 12 de maio (XCC) Os fãs da modalidade vão poder ver as duas corridas de Cross Country em Pista Curta (XCC) em direto no Eurosport 1, com as mulheres a partirem primeiro cerca das 16:45h. Seguem-se os homens por volta das 17:40h. Sábado, 13 de maio (XCM) No sábado os melhores do mundo na vertente cross-country maratona (XCM) iniciam também aqui a nova taça do mundo desta modalidade. Um percurso com 60 quilómetros no qual os ciclistas irão fazer duas voltas, totalizando 120 quilómetros de corrida. Esta corrida será transmitida em diferido no Eurosport 1, na quinta-feira dia 18 de maio pelas 17:45. Tiago Ferreira, Filipe Francisco e José Dias são os portugueses presentes nesta prova. Domingo, 14 de maio (XCO) O canal emite outras duas corridas, "mas de"o prato forte do fim de semana é o Cross Country Olímpico (XCO). A partir das 10:00h, as mulheres entram em ação neste desafiante percurso acidentado com subidas, descidas e rochas. Para ver em direto no Eurosport 1, já que depois o canal segue para mais uma etapa do Giro d’Italia. A prova masculina de Cross Country Olímpico tem transmissão em direto no Eurosport 2, a partir das 13:30h, porque à mesma hora no Eurosport 1 estará a ser transmitida mais uma etapa do Giro d’Italia. A corrida de Nove Mesto representa o início da mais importante competição da temporada, pelo que é aguardada com grande espevitava, tanto pelos ciclistas como pelos fãs da modalidade, que querem ver entrar em ação os melhores especialistas do mundo. Entre a lista de estrelas a marcar presença nestes eventos contam-se os nomes de Nino Schurter (Suíça), Tom Pidcock (Grã-Bretanha), Luca Braidot (Itália), Simon Andreassen (Dinamarca), Henrique Avancini (Brasil), Lars Forster (Suécia), Kate Courtney (EUA), Laura Stigger (Áustria), Jolanda Neff (Suíça), Kata Blanca Vas (Hungria), Loana Lecomte (França) ou Evie Richards (Grã-Bretanha). Novo formato da taça do mundo Os diferentes eventos da Taça do Mundo de BTT uniram-se em 2023 para formar uma nova competição: as MTB World Series. Reúnem as principais disciplinas da modalidade: cross country em pista curta, cross country olímpico, cross country maratona, downhill, enduro, e E-enduro. O ponto alto da temporada acontece entre 7 e 17 de setembro com a realização de um mega evento em França com todas as especialidades em competição no mesmo local. A parceria de longo prazo entre a UCI e a Warner Bros. Discovery, tal como anunciado em junho de 2022, tem como objetivo promover o BTT e levá-lo a mais pessoas em todo o mundo. ### Giro de Itália - Etapa 6 Mads Pedersen (Trek-Segafredo) foi o grande vencedor da 6.ª etapa do Giro d’Itália. O ciclista dinamarquês de 27 anos foi o mais rápido a completar os 162 quilómetros da tirada que decorreu em Nápoles, com o registo de 3:44.45 horas, superiorizando-se ao ‘sprint’ a Milan (Bahrain-Victorious), e a Pascal Ackermann (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. Com esta conquista, Pedersen entre no lote de ciclistas que já venceram etapas nas três grandes voltas do World Tour e as suas declarações no final da etapa espelham na perfeição a sua felicidade. Estou muito feliz. Foi para isto que viemos e é bom ter uma vitória agora. Foi um dia difícil para a equipa e é bom retribuir com uma vitória. O fim foi muito equilibrado, não foi fácil apanhar os da frente, precisámos de aproveitar os últimos dois minutos e tudo o que tínhamos ao nosso dispor. Estou feliz pela vitória". Mads Pedersen (Trek-Segafredo) Geral sem mexidas num dia calmo depois do turbilhão de ontem Os principais lugares da classificação geral não sofreram alterações com Andreas Leknessund (DSM) a manter a camisola rosa, com 28 segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), atual segundo classificado, e 30 segundos perante Aurélien Paret-Peintre  (AG2R Citroën Team) que fecha o top 3.  O ciclista português João Almeida (UAE Emirates) mantém igualmente o quarto posto da geral, a 1.00 minutos do líder. A etapa de hoje foi, felizmente para os ciclistas, bem mais calma que o dia de ontem, sem registo de grandes quedas, e com o principal destaque a recair na fuga mal sucedida por parte de Simon Clarke (Israel-Premier Tech) e Alessandro De Marchi (Jayco AlUla), que foram alcançados pelo pelotão a ‘escassos’ 150 metros da meta. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=u11GYIokd7A Top 10 etapa POSPAÍSNOME EQUIPA01PEDERSEN Mads Trek-Segafredo03:44:4502MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 0003ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates+ 0004GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0005GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0006MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 0007ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 0008MAYRHOFER Marius Team DSM+ 0009ROTA Lorenzo Intermarché-Circus-Wanty+ 0010VELASCO Simone Astana Qazaqstan Team+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01LEKNESSUND Andreas Team DSM22:50:4802EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 2803PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 3004ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0005ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:1206THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:2607VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:2608SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 01:2909GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 01:3010ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 01:39 Dureza à vista para amanhã Amanhã, sexta-feira, é expectável que o pelotão tenha pela frente um dia duro na 7.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d'Itália, na ligação entre Cápua a Gran Sasso d’Italia, num percurso com um total de 218 quilómetros, num traçado de alta montanha que comtempla um final de etapa com uma subida até à meta, de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Maradona, Nibali, futebol e ciclismo Na 6ª etapa o Giro de Itália junta-se à festa do campeão Napoli. No ciclismo só um italiano do Sul ganhou o Giro, sabem quem? “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Na 5ª etapa o Giro de Itália visitou Salerno e Kaden Groves juntou o nome à lista de notáveis – como Binda, Coppi, Bartali, Poblet, Altig, Merckx, Argentin – que ganharam na cidade que serve como porta da costa Amalfi. A corrida mantém-se no Sul e é aqui que mora o novo campeão da Serie A, a Società Sportiva Calcio Napoli. Em Itália futebol é calcio e é no Norte que estão os habituais campeões. Em Itália título é scudetto e só com Maradona é que o Napoli tinha ganho antes (em 1987 e 1990). Nem só de títulos vive o Homem e o que converteu Maradona em Deus dos napolitanos foram as tomadas de posição face aos rivais do Norte. "Joguei sete anos em Nápoles e também sofri os cânticos racistas de alguns adeptos. Ainda me lembro das bandeiras que diziam ‘Bem-vindos a Itália'", comentou em 2018 quando o senegalês Kalidou Koulibaly ouviu cânticos racistas de adeptos do Inter. https://www.youtube.com/watch?v=bNWjhpD9iJQ Também na biografia “Yo, el Diego”, Maradona recordou o Mundial de Itália (1990) e o ambiente à volta da meia-final entre Argentina e Itália. “Contra a Itália não era mais uma meia-final, era a Itália e em Nápoles! Quando cheguei perante os jornalistas, feliz, disse aquilo que nunca me perdoariam, mas que era verdade: “Não gosto que agora todos peçam aos napolitanos que sejam italianos e que apoiem a seleção… Nápoles foi marginada pelo resto da Itália. Condenaram-na ao racismo mais injusto.” No ciclismo só um campeão nasceu no Sul Passear pela cidade nestes dias é respirar azul celeste. O Quartieri Spagnoli, no centro histórico, está decorado desde há semanas. Tudo pelo futebol já que no ciclismo só um campeão nasceu no Sul: Vincenzo Nibali. Foi Carlo Franceschi que descobriu o craque e foi ele que o recebeu em casa durante seis anos – desde juniores até à terceira época de profissional. O homem Vincenzo é siciliano de Messina, mas o ciclista Nibali fez-se em Mastromarco (Toscana). https://www.youtube.com/watch?v=5uLHulL3k48 A vitória em Tre Cime di Lavaredo foi um dos pontos altos da vitória de Nibali no Giro de 2013. A vitória de Nibali no Giro de 2013 foi a primeira de um italiano do Sul na maior corrida da nação e só mesmo o Tubarão repetiu a dose em 2016. No Giro deste ano dificilmente Vincenzo Nibali encontrará sucessor, mas Domenico Pozzovivo e Damiano Caruso são os mais bem posicionados para defender a honra do ciclismo do Sul de Itália. ### Giro de Itália - Etapa 5 Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) foi o destaque do atribulado dia no Giro d’Itália. O ciclista australiano completou os  171 quilómetros da ligação entre Atripalda e Salernocom o registo de 4:30.19 horas superiorizando-se no ‘sprint’ final a Jonathan Milan (Bahrain-Victorious), e a Mads Pedersen (Trek-Segafredo), respetivos segundo e terceiro classificados. Nas contas da geral, Andreas Leknessund (DSM) segue por agora com a camisola rosa ‘segura’ mantendo os 28 segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), e 30 segundos sobre Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën), que fecha o top três, surgindo o português João Almeida (UAE Emirates) no quarto posto, com 1.00 minuto de atraso. Kaden Groves não escondeu a emoção nesta que foi a sua primeira vitória em etapa nesta mítica prova italiana. Surpreendi-me a mim mesmo. As coisas estavam a correr bem até bater a algumas curvas do fim, mas recuperei e voltei a juntar-me ao pelotão. Depois tive a sorte de ficar numa boa posição e ter pernas para recuperar e ganhar. É um sonho, estou focado nisto desde novembro ou dezembro e quero agradecer à equipa e a todos os envolvidos que acreditaram em mim". Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) Cão e quedas no caminho de Remco Remco caiu logo na fase inicial da etapa, queda que teve origem num cão. Uma situação estranha, mas que aconteceu e afetou  o jovem ciclista belga e atual vice-líder da geral. Tudo se resume a um pequeno cão que interferiu na marcha do pelotão, originando com que um dos colegas de equipa de Evenepoel caísse, situação que envolveu de imediato o atual campeão do mundo, além de outros ciclistas. Um início algo atribulado e por uma situação que parece ter deixado Remco algo receoso, pela forma como abordou o regresso à estrada. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1656273250677141506?s=20 O susto inicial passou, mas o dia azarado ainda não tinha terminado para o homem forte da Soudal. Já dentro dos três quilómetros finais, Remco Evenepoel distrai-se, e olha para trás, voltando a cair, levando ainda consigo mais alguns ciclistas. Foi então a segunda queda do dia para o belga, mas esta por sua responsabilidade, uma distração que acaba por ser um mal menor, devido a ter sido dentro dos três quilómetros finais. Resta saber como se apresentará o principal candidato à vitória final da prova no dia de amanhã, pois duas quedas no mesmo dia, devem causar algum impacto a nível físico. João Almeida e o dia complicado João Almeida saiu ileso deste atribulado dia, mas no final da etapa não escondeu a inesperada dureza que esta etapa acabou por trazer. O ciclista português da UAE Emirates não caiu, mas viu de perto uma queda a cerca de sete quilómetros do final, que ainda originou um pequeno corte no pelotão, situação à qual Almeida e a sua equipa responderam bem, voltando a colar ao grupo de favoritos. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1656331287198679041?s=20 Cavendish passou pela meta em queda Mark Cavendish (Astana) teve uma chegada à meta complicada. O experiente ciclista britânico sofreu uma queda violenta e rápida, mesmo no final do 'sprint' que viria a coroar Groves como o grande vencedor da etapa de hoje. Tudo aconteceu de forma muito rápida e quando já nada o fazia prever. Apesar da situação Cavendish parece estar aparentemente em condições de continuar a disputar a prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=LLhF82FiPiI Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck04:30:1902MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 0003PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 0004DAINESE Alberto Team DSM+ 0005CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0006DALLA VALLE Nicolas Team corratec - Selle Italia+ 0007MAESTRI Mirco EOLO-Kometa Cycling Team+ 0008FIORELLI Filippo Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 0009VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 0010MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01LEKNESSUND Andreas Team DSM19:06:0302EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 2803PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 3004ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0005ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:1206THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:2607VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:2608SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 01:2909GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 01:3010ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 01:39 Nápoles será palco da 6.ª etapa Amanhã, quinta-feira, Nápoles recebe a 6.ª etapa da prova, tirada com um total de 162 quilómetros, que conta com duas subidas categorizadas na primeira metade do percurso e uma de segunda e outra de terceira categoria, na última metade. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized e Fjällräven apresentam a nova coleção de acessórios para Bikepacking A Specialized volta a volta a juntar-se à marca Sueca Fjällräven para uma terceira coleção de peças de vestuário e acessórios para todos os amantes de ciclismo e bikepacking. A coleção foi desenvolvida para oferecer funcionalidade e melhorar a experiência enquanto se está a andar de bicicleta ou a fazer campismo. Segundo as marcas, em 2050 dois terços da população do Planeta Terra irá estar a viver em cidades e metrópoles, então estas vêem como as as prioridades estão a mudar na direção da saúde física e mental, bem como a pensar na saúde do nosso planeta. Para a Specialized e Fjällräven nunca foi tão importante reconectarmo-nos com a natureza. Desde soluções avançadas de arrumação na bicicleta e malas, a roupa técnicas e acessórios, esta colaboração é baseada numa crença de que, quanto mais pessoas descobrem a alegria que vem de estar na natureza, mais o mundo beneficia. O Drop 3 da coleção Fjällräven amplia a linha de acessórios, dedicados à exploração na bicicleta, com artigos resistentes à água, soluções inteligentes e de qualidade para armazenamento, bem como desenhos exclusivos de capacetes. Fjällräven e Specialized. Suécia e Califórnia. Caminhar e pedalar para descobrir novos trilhos e novos sítios com conforto e equipamento adequado. Podes ver toda a coleção, a disponibilidade e preços em Specialized.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Pozzovivo não é Tiralongo        Na 5ª etapa do Giro de Itália falamos de veteranos. O ciclismo é dominado por talentos precoces, mas há resistentes e nenhum supera Domenico Pozzovivo. A experiência é um posto e neste Giro de Itália ninguém conhece melhor a corsa rosa do que Domenico Pozzovivo. Pozzo está na 19ª época ao mais alto nível. Só no Giro correu 17 vezes, mas um dia foi novato na Ceramica Panaria-Navigare ao lado de outro mito: Paolo Tiralongo fez 26 grandes Voltas e ganhou três etapas no Giro. A primeira chegou aos 34 anos e foi oferecida por Alberto Contador. Tiralongo e o Pistolero eram amigos: o italiano deixou a pele para o espanhol ganhar – e depois perder pelo positivo por clembuterol – o Tour de France de 2010, favor que Contador pagou no Giro de 2011 permitindo a vitória de Tiralongo. https://www.youtube.com/watch?v=ghJE5_4Rm90 Pozzovivo foi operado 16 vezes A cadeia de favores continuou na Vuelta de 2012 quando Contador revolucionou a geral a caminho de Fuente Dé… Tiralongo puxou pelo amigo até 6km da meta. Pozzovivo não é Tiralongo, mas aos 40 anos continua a pedalar. O facto de ambos serem do Sul é curioso, já que o ciclismo transalpino é sobretudo forte a Norte. Domenico é de Basilicata e Paolo da Sicília, regiões com um PIB muito inferior a potências industriais como Lombardia, Trentino ou Emilia-Romagna. É assim desde 1861, data em que o território foi unificado. A Itália está dividida e no ciclismo tudo é mais difícil para quem nasce no Mezzogiorno. Mais ainda se o nativo for propenso a quedas. Pozzovivo foi operado 16 vezes e partiu cerca de 20 ossos (podem ser mais porque perdeu a conta às costelas). Tem mais parafusos e placas de metal do que um móvel do Ikea. No Giro de 2015 drama na descida do Passo della Scoglina a caminho do final em Sestri Levante. Queda a alta velocidade e impacto no peito e na cara… mais uns ossos. Em 2019 preparava a Vuelta e foi atropelado partindo o braço e a perna. https://www.youtube.com/watch?v=vB5AMtSzHlg Em 2012 Pozzovivo venceu em Lago Laceno. Este ano foi 11º na mesma meta na na 4ª etapa. Único quarentão no WorldTour Com 1,65m e 53kg o diminuto Domenico Pozzovivo é um sobrevivente. Aos acidentes e ao próprio ciclismo; várias vezes ficou sem equipa até ser salvo sobre a buzina. Na edição passada terminou 8º ao serviço da Intermarché-Wanty quando ninguém dava muito por ele. Foi o sétimo top 10 no Giro, onde chegou a ser 5º em 2014 e 2018. Alguém se atreve a apostar contra Pozzo? O único quarentão no WorldTour prepara-se para a 24ª grande Volta da carreira… a duas de Tiralongo. Só tenho que o trepador de Policoro não tenha vencido a 4ª etapa em Lago Laceno e assim ter uma espécie de final feliz já foi aí que averbou o único triunfo no Giro de Itália! ### Pneus Pirelli para ciclismo - Novo importador em Portugal A Pirelli anunciou hoje que a Sociedade Comercial do Vouga Lda. é a nova parceira dos pneus de ciclismo e acessórios Pirelli em Portugal. A Vouga irá vender toda a gama de pneus Pirelli para ciclismo: BTT, Estrada, Gravel e Urbano,dedicado a ciclistas profissionais e amadores. As várias gamas A gama de pneus Pirelli para bicicleta inclui as seguintes linhas: pneus Scorpion de BTT dedicada aos topos de gama Cross-Country, Enduro, DH e E-Bike BTT; a família de pneus P ZERO Race para bicicletas de estrada, incluindo o recém-lançado P ZERO Race TLR fabricado na renovada fábrica de Milão-Bollate, os pneus P ZERO Road, a linha Cinturato Gravel com várias medidas para vários estilos de Gravel; e a gama de pneus urbanos Angel. Câmaras de ar e selantes A oferta da Pirelli também inclui uma linha de câmaras de ar premium, nomeadamente os modelos SmartTUBE, RoadTUBE e SportTUBE, e os selantes específicos P ZERO, Cinturato e Scorpion. Desde 1998, a Vouga tem sido uma parceira para as linhas de pneus de motociclismo da Pirelli e agora, também para o ciclismo. “Escolhemos colaborar com a Vouga para fornecer os nossos produtos de ciclismo em Portugaldevido à sua experiência comprovada e excelente reputação... Estávamos à procura de um parceiro altamente profissional, com uma longa tradição, uma redede contactos ampla e um profundo conhecimento do mercado e das suas dinâmicas relacionadas. diz Felice Cusmai, Diretor de Vendas da Pirelli Cycling Joaquim Carvalho, Director Comercial Ciclismo da SC. Vouga, também explicou o porquê da escolha desta marca: “Adicionar a gama Pirelli ciclismo é uma grande extensão ao nosso portefólio de marcas atual. Com a Pirelli, temos uma excelente marca premium para oferecer aos nossos clientes para que eles possam aprimorar a sua experiência de ciclismo, seja em trilhos de todo terreno, seja na estrada alcatroada ou ainda nas ciclovias urbanas”. Para veres as várias gamas, preços e disponibilidade visita aqui o site do importador em Portugal: www.scvouga.pt Ou o site internacional da marca: https://www.pirelli.com/tyres/en-ww/bike Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 4 Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën) foi o vencedor da 4.º etapa da 106.ª edição do Giro, num dia de grande reboliço nas contas da geral, agora liderada por Andreas Leknessund (DSM). O dia de hoje trouxe grandes mexidas na tabela classificativa, com os principais candidatos à vitória final a baixarem na geral, que tem agora Andreas Leknessund (DSM), como o novo camisola rosa. O ciclista norueguês de 23 anos participou na bem-sucedida fuga do dia, a par do Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën), vencedor da etapa. https://twitter.com/giroditalia/status/1655952747437641733?s=20 O francês de 27 anos foi o mais rápido do dia ao completar os 175 quilómetros da ligação entre Venosa e Lago Laceno com o registo de 4:16.04 horas, superiorizando-se em 2 segundos a Leknessund. O terceiro classificado do dia foi Toms Skujins (Trek-Segafredo), outro dos elementos da fuga, com 57 segundos de atraso. Remco perde camisola rosa Centrando agora atenções na geral, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) chegou à linha da meta a 2.01 minutos do vencedor, perdendo assim a liderança para Andreas Leknessund (DSM), que tem agora 28 segundos de vantagem sobre o belga A fechar o pódio da geral, a 30 segundos do novo líder, encontra-se Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën), grande vencedor do dia. João Almeida cai para quarto da geral João Almeida (UAE Emirates) baixou para a quarta posição da geral, mas alcançou a linha da meta integrado no grupo dos favoritos, não aumentando assim distâncias para os principais rivais à conquista da vitória final. O ciclista português de 24 anos apresentou-se na etapa de hoje com algumas mazelas visíveis, decorrentes da ‘pequena’ queda sofrida na etapa de ontem, saltando à vista o joelho esquerdo algo inchado e o cotovelo coberto por uma ligadura. Apesar dos danos, e da descida na geral, não se pode considerar que João Almeida tenha tido um mau dia. O ciclista português mostrou-se seguro e em consonância com a sua equipa, aguentando bem o elevado ritmo imposto na primeira parte da etapa. Com quatro etapas concluídas, as elevadas expetativas criadas em torno de uma das principais estrelas da UAE Emirates mantêm-se inalteradas. João Almeida arrancou com um bom contrarrelógio individual e esteve bem, mesmo perante a adversidade no dia de ontem. Nota ainda para as condições climatéricas algo adversas que se têm feito sentir nesta fase inicial de Giro e que têm pregado algumas partidas aos elementos do pelotão, principalmente ao nível de algumas quedas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Tt0MDaK6M4E Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team04:16:0402LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 0203SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 5704ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 5705CONCI Nicola Alpecin-Deceuninck+ 01:0206GEBREIGZABHIER Amanuel Trek-Segafredo+ 01:0707BOUWMAN Koen Jumbo-Visma+ 02:0108CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:0109DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:0110VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 02:01 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01LEKNESSUND Andreas Team DSM14:35:4402EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 2803PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 3004ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0005ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:1206THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:2607VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:2608SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 01:2909GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 01:3010VINE Jay UAE Team Emirates+ 01:36 Amanhã é dia de rumar a Salerno Amanhã, quarta-feira, o pelotão terá pela frente um total de 171 quilómetro, na 5.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d’Itália, com ligação entre Atripalda a Salerno, num traçado que contempla duas contagens de montanha de terceira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Glassdrive/Q8/Anicolor contrata ex-Worldtour James Whelan é australiano, tem 26 anos e conta com cinco temporadas ao serviço da equipa norte-americana EF Education-EasyPost. O corredor “aussie” não tinha contrato para a presente temporada de 2023 e tem estado a viver em Girona na esperança de arranjar alguma equipa na Europa. Foi em Portugal, na Glassdrive/Q8/Anicolor que James Whelan decidiu continuar a sua carreira como profissional. James Whelan no Giro em 2020 Na presente temporada foi nono classificado nos campeonatos nacionais da Austrália, mas foi como sub-23 que demonstrou todo o seu talento e conseguiu um lugar no Worldtour através da então denominada EF Education First-Drapac-Cannondale. Em 2018 venceu a Volta a Flandres sub-23 à frente de corredores bem conhecidos como Tadej Pogacar, Marc Hirschi ou Matteo Jorgenson. Assume-se como um trepador mas que também se defende bem no contrarrelógio: James Whelan nos últimos campeonatos nacionais da Austrália "Estou muito grato por estar de volta às corridas Pro com a Glassdrive / Q8 / Anicolor. Será realmente emocionante correr num ambiente novo, com uma equipa europeia apaixonada e bem-sucedida. Tenho alguns assuntos que deixei em aberto no ciclismo profissional e mal posso esperar para alcançar grandes resultados com a Glassdrive / Q8 / Anicolor. As estradas com montanha de Portugal e Espanha encaixam bem nas minhas características e estes percursos vão proporcionar uma oportunidade emocionante para promover a minha carreira como corredor profissional." Referiu James Whelan. James Whelan quando representava a EF Education First Para Rúben Pereira, o ciclista australiano pode relançar a sua carreira em Portugal e ao mesmo tempo vem acrescentar qualidade à equipa que dominou a Volta a Portugal na última temporada: “Jimmy Whelan é um corredor jovem e que esteve durante cinco anos a correr no escalão WorldTour. É um trepador por natureza e como tem experiência no pelotão WorldTour, pode também acrescentar muito à nossa equipa, onde poderá ter um papel bastante importante na ajuda aos nossos líderes, inclusive em alguma corrida poder-se assumir líder da equipa e ter a sua oportunidade.” Disse o diretor desportivo da Glassdrive/Q8/Anicolor ### Giro – Bruno Pires recorda Wouter Weylandt Na etapa 4 do Giro de Itália recordamos Wouter Weylandt numa crónica assinada por Bruno Pires, colega do belga na Leopard Trek. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. O dorsal 108 foi retirado do Giro de Itália há 12 anos após o acidente sofrido por Wouter Weylandt na descida do Passo del Bocco. Na edição passada a corrida voltou a passar no local assinalado pela família Weylandt como “maldito”. Foi ali que acabou a vida de Wouter, numa etapa entre Parma e Génova a 9 de maio de 2011. O apelido Weylandt não deixou de estar ligado ao pelotão profissional. Elke, irmã de Wouter, é diretora de comunicação da Trek-Segafredo. É curiosa a relação com o ciclismo dos que perdem seres queridos em competição – também Britt Lambrecht, irmã de Bjorg trabalha como nutricionista na Lotto. Talvez nestes casos a proximidade com as equipas dos irmãos ajude no processo de luto e a seguir em frente. https://twitter.com/TrekSegafredo/status/1655846089734475777 Bruno Pires correu esse Giro ao lado de Wouter Weylandt na Leopard Trek. O atual diretor da Glassdrive/Chanceplus/Allegro assina as próximas linhas em jeito de homenagem. “Já são 12 anos, o tempo passa a voar. Foram dias bastante duros. Estás no autocarro de manhã ao lado de um colega e chegas à tarde, vês as coisas dele e sabes que ele nunca mais vai estar ali. É algo que te provoca um choque. Ao mesmo tempo ficas a pensar: ‘Foi ele, mas podia ter sido eu.’ Saber que um ser humano perdeu a vida é sempre muito duro. Depois veio a família no dia seguinte e a namorada do Wouter estava grávida. Lembro-me que a mãe da minha filha também estava grávida nessa altura e mais ou menos com o mesmo tempo… uma série de semelhanças que realmente têm um impacto brutal. Também havia a frustração de ser a minha primeira grande Volta e ter que sair prematuramente. Foi um golpe porque sonhas em terminar a primeira grande Volta e não foi assim. É o de menos comparado com perder uma vida, que essa nunca mais volta, e eu tive depois oportunidades de fazer Vuelta, Giro e terminar. "O que é que se está a passar aqui?" Foram dias muito complicados porque ficas destroçado, não percebes o porquê de acontecer a ti, à tua equipa, uma equipa tão jovem no primeiro ano. Com união, com aceitação as coisas voltaram ao seu normal funcionamento – se é que se pode dizer que alguma vez se normalizou. Passado alguns dias acabou por acontecer a mesma coisa com um grande amigo meu, o Xavier Tondo. São fases em que dizes: “O que é se está a passar aqui?”. Momentos em que não podes fazer nada. Tens que aceitar e valorizar a vida sabendo que de um momento para o outro tanto podes estar como deixar de estar. Esse é mesmo o ponto: viver a vida e agradecer cada dia por estar aqui porque há outros que não tiveram esse destino. O Wouter Weylandt era uma pessoa extremamente tranquila, muito no mundo dele. Por vezes nem davas conta de que estava ali porque era uma pessoa serena. Era um excelente ciclista e um bom ser humano. Foi um episódio bastante duro, se calhar o mais duro que tive na minha carreira desportiva. Viver a perda de um ser humano que veste a tua camisola. Ele e os que partiram devem ser relembrados porque eram excelentes seres humanos e marcaram as gerações deles… Pelos seus resultados e também pela forma como nos acabaram por deixar.” O TopCycling agradece ao Bruno Pires a coragem de fazer algo que ainda é tabu no desporto profissional: falar acerca das emoções. Bruno Pires foi ciclista profissional entre 2002 e 2016; cumpriu o sonho de terminar o Giro (em 2012) e a Vuelta (em 2013). ### Giro de Itália - Etapa 3 Michael Matthews (Jayco-AlUla) foi o vencedor da terceira etapa da 106.ª edição do Giro de Itália, num dia em que  Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) reforçou liderança e o ciclista português João Almeida (UAE Emirates) ascendeu ao segundo lugar da classificação geral. Michael Matthews, foi o mais rápido do dia ao completar os 213 quilómetros da ligação entre Vasto e Melfi com o registo de 5:01.41 horas, superiorizando-se ao ‘sprint’ a Mads Pedersen (Trek-Segafredo) e a Kaden Groves (Alpecin-Deceunink), respetivos segundo e terceiro classificados. https://twitter.com/giroditalia/status/1655590722748178438?s=20 Evenepoel reforça liderança na geral e Almeida sobe à segunda posição Na classificação geral o principal destaque vai para Remco Evenepoel que alcançou uma bonificação no último sprint intermédio da etapa, reforçando assim a liderança, agora com 32 segundos de vantagem sobre o novo vice-líder da geral João Almeida. O ciclista português da UAE Emirates subiu a segundo da geral, que à saída para etapa de hoje pertencia a Filippo Ganna (INEOS). Apesar da subida na geral, Almeida ainda passou por um percalço, quando, a cerca de 15 quilómetros do final da etapa, registou uma ´pequena queda’ que originou um pequeno corte com o pelotão, algo que o ciclista português de 24 anos ainda conseguiu recuperar. A fechar o pódio da geral surge agora nada mais, nada menos, que Primoz Roglic (Jumbo-Visma), este a 44 segundos de Evenepoel. Com isto, pode-se considerar que o top 3 da geral, está neste momento entregue aos principais candidatos à vitória final da prova. É certo que ainda é muito cedo, no entanto, depois de três etapas concluídas, Evenepoel, Almeida e Roglic já demonstraram a forte disputa que se espera nos próximos dias. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=i6oRiXqpcX4&t=18s Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla05:01:4102PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 0003GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0004ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 0005OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 0006BYSTRØM Sven Erik Intermarché-Circus-Wanty+ 0007ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0008VELASCO Simone Astana Qazaqstan Team+ 0009SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 0010VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step10:18:0702ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 3203ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4404KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 4605VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 5806THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 5807GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 01:0208MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 01:0209VINE Jay UAE Team Emirates+ 01:0810PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 01:18 Dia de chegada em alto reservada para amanhã Amanhã, terça-feira, será dia de final em alto, na quarta etapa que ligará Venosa a Lago Laceno, numa tirada com um total de 175 quilómetros, num traçado que engloba uma subida de segunda categoria já bem perto da meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – O ano de Milan! Se o Giro não vai a Milão... A vitória improvável de Jonathan Milan a dias do Derby della Madonnina na Champions. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Surpresa! O primeiro sprint do Giro de Itália não foi para um velocista de topo mundial, mas para o multifacetado Jonathan Milan. Aos 22 anos está no primeiro Giro, mas o corredor da Bahrain tem um CV incrível: na pista foi campeão olímpico (com recorde do mundo na final), mundial e europeu com o quarteto de perseguição da Itália. Os italianos perderam o prólogo – onde apostavam em Filippo Ganna – e ganharam ao sprint com um atleta que parece o irmão mais novo de Pippo! Curiosamente os dois disputaram a final da perseguição individual no passado Mundial e Top Ganna fez uma final incrível tornando-se o primeiro homem a baixar dos 4:00 nesta disciplina (3:59.636). Foi um bom dia para Portugal que levou o bronze com Ivo Oliveira. LaPresse Se o Giro não vai a Milão, Milan vai ao Giro Este ano Roma vai coroar o campeão e embora faça parte do Giro desde 1909 – a primeira edição – só em quatro ocasiões foi palco do Gran Finale. Se há uma cidade que associamos à corrida é Milão; foi na praça Loreto que se deu a primeira partida e ao longo da história tornou-se tradicional concluir a prova em Milão. A relação entre Milão e o Giro é tão umbilical que mesmo sem estar presente no percurso deste ano esta relação mostrou na 2ª etapa que é omnipresente. Se o Giro não vai a Milão, Milan vai ao Giro! Tudo isto acontece num ano grande para a cidade. AC Milan e Internazionale vão jogar a meia-final da Liga dos Campeões. Há seis anos que um clube italiano não joga a final e há 13 que Milão vê o caneco fugir – o Inter de José Mourinho ganhou a Champions em 2010 e o Milan não levanta a taça desde 2007. Um Derby della Madonnina numa meia-final europeia é um sonho e sabem quando se jogou o primeiro? Em 1909, ano de fundação do Giro de Itália. https://www.dailymotion.com/video/x3qn8gw ### Giro de Itália - Etapa 2 Jonathan Milan (Bahrain Victorious) foi o destaque do dia de hoje, ao vencer a 2.ª etapa da 106.ª edição do Giro d’Itália. O ciclista italiano de 22 anos conseguiu um feito notável com esta conquista, uma vez que esta é a sua primeira participação em grandes voltas, escrevendo assim o seu nome na história do Giro, logo em ano de estreia. https://twitter.com/giroditalia/status/1655234414626975745?s=20 Milan foi o mais rápido a percorrer os 201 quilómetros na ligação entre Teramo e San Salvo, com o registo de 04:55.11 horas, superiorizando-se no ‘sprint’ final a David Dekker (Arkéa-Samsic) e a Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), respetivos segundo e terceiro classificados. Topo da geral não sofreu alterações Créditos: Photo by Stuart Franklin/Getty Images O dia de hoje não trouxe mexidas no topo da classificação geral, com Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) a manter a camisola rosa, com 22 segundos de vantagem sobre Filippo Ganna (INEOS). A fechar pódio da geral continua João Almeida. O ciclista português chegou à linha meta integrado no pelotão, a par dos seus principais rivais, mantendo-se assim a 29 segundos de Evenepoel. Nota ainda para uma queda na parte final da etapa, a cerca de 3,5 quilómetros da meta, que provocou um corte no pelotão, originando a perda de tempo para alguns ciclistas, numa fase em que o pelotão seguia compacto. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ZALbb80Om_k Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01MILAN Jonathan Bahrain Victorious04:55:1102DEKKER David Team Arkéa-Samsic+ 0003GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0004MARIT Arne Intermarché-Circus-Wanty+ 0005MAYRHOFER Marius Team DSM+ 0006ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates+ 0007GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0008BONIFAZIO Niccolo Intermarché-Circus-Wanty+ 0009STEWART Jake Groupama-FDJ+ 0010MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step05:16:2902GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 2203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2904KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 4305ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4306THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 5507VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 5508GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 5909MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 01:0010VINE Jay UAE Team Emirates+ 01:05 Montanha à vista já para amanhã Amanhã, segunda-feira, sai para a estrada a 3.ª etapa da 106.ª edição desta mítica prova italiana, num dia em que a montanha já irá aparecer, na ligação entre Vasto e Melfi, num traçado que contempla um total de 216 quilómetros. Classificações completas disponíveis aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de btt XCM - Já há novos Campeões Nacionais José Dias da Buff-Megamo Team e Melissa Maia da Korpo Activo/Penacova venceram na manhã de hoje as provas na categoria de elite do Campeonato Nacional de Maratonas BTT (XCM). Créditos Imagem - Federação Portuguesa de Ciclismo Os elites masculinos tiveram de percorrer 100 quilómetros com partida e chegada em Castro Daire. Desde o princípio da corrida que os dois principais favoritos se impuseram e controlaram a corrida. Estamos a falar do campeão em título Tiago Ferreira (DMT Racing Team) e José Dias. Os dois corredores estiveram juntos na maior parte da corrida, mas no ponto intermédio colocado ao quilómetro 80, José Dias já se havia isolado e desde então, nunca mais foi alcançado. O corredor da Buff-Megamo Team cortou a meta, ao fim de 4h17m48s. Tiago Ferreira chegou 10m52s depois e o pódio foi completado por Carlos Cruz (Saertex Portugal/Edaetech) a 13m52s. 1º - José Dias Buff-Megamo Team 04:17:48.8532º - Tiago Ferreira DMT RACING TEAM +10:513º - Carlos Cruz SAERTEX Portugal / Edaetech +13:514º - Bruno Sancho Korpo Activo / Penacova +13:545º - Luís Ferreira BTT Seia +14:226º - Luís Moura SAERTEX Portugal / Edaetech +17:107º - Gonçalo Carvalho Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua +17:118º - Filipe Francisco DMT RACING TEAM + 20:239º - Andrew Henriques BTT Loulé / Elevis + 21:4010º - Davide Machado BTT Seia + 21:41 Créditos Imagem - Federação Portuguesa de Ciclismo No setor feminino, Melissa Maia impôs-se de princípio ao fim e completou os 78 quilómetros em 4h29m17s. Celina Carpinteiro (BTT Loulé/Elevis) foi segunda a mais de 16 minutos da vencedora e Leandra Gomes (Saertex Portugal/Edaetech) fechou o pódio. 1ª - Melissa Maia Korpo Activo / Penacova 04:29:17.1202ª - Celina Carpinteiro BTT Loulé / Elevis + 16:44.6833ª - Leandra Gomes SAERTEX Portugal / Edaetech +18:24.1134ª - Ana Tomás SAERTEX Portugal / Edaetech + 21:17.1305ª - Ilda Pereira Korpo Activo / Penacova +24:04.3836ª - Andreia Freitas BTT Seia +38:03.8607ª - Jessica Costa Guilhabreu MTB +52:07.7938ª - Ana Silva BTT Seia +53:19.0979ª - Marlene Gonçalves União Ciclista de Melgaço e Ponte da Barca + 01:02:22.52310ª - Ana Fernandes Strix Bike Team + 01:28:55.997 ### Giro – A "eleganza" de Evenepoel O Giro de Itália já cozinha em fogo lento, por isso falamos de pratos típicos. Também de campeões como Evenepoel, Ganna e Roglic. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Clica aqui para ler a crónica de abertura do espaço "Ti Amo". Está quebrado o gelo no Giro de Itália. O spritz aperol da corrida foi servido numa tarde quente na Costa Trabocchi cujas praias há 21 anos consecutivos têm bandeira azul… embora fosse o rosa que todos procuraram no prólogo. Num país onde o estilo importa, Remco Evenepoel não perdeu tempo a convencer os italianos de que é um campeão mundial com eleganza e venceu a etapa. Evenepoel quebrou uma sequência de cinco vitórias consecutivas de Filippo Ganna no Giro – recorde da prova em termos de contrarrelógios. Em grandes Voltas o recordista de todos os tempos a vencer contrarrelógios consecutivamente ainda Miguel Indurain com sete triunfos entre 1991-1993. A Itália esperava a vitória de Ganna, mas o gigante de Verbania perdeu. O recordista da hora, homem dos esforços sobre-humanos que quebrou a barreira dos 4:00 na perseguição individual… batido pelo fenomenal Evenepoel. Top Ganna é uma personagem curiosa: tem tudo para ser herói, mas refugia-se em nas margens do Lago Maggiore, na região de Piemonte. São desta zona figuras históricas do Giro como Giovanni Gerbi – o Diabo Vermelho, referência dos anos 30, homem de forte personalidade que viverá para sempre na voz profunda de Paolo Conte. https://www.youtube.com/watch?v=Cm9TFLsYJac De Fausto Coppi nem precisamos falar. É o Campionissimo. O ADN piemontês é dos bons porque foi daí que também saiu Costante Girardengo, vencedor da etapa mais longa da história do Giro: mais de 17 horas para fazer os 430km entre Lucca e Roma. Entre Coppi e Girardengo contamos sete edições do Giro! A ironia de Roglic e a calma de Geoghegan Hart A luta pela classificação geral está no início e gostei sobretudo da resposta de Primoz Roglic quando lhe apontavam os 43 segundos perdidos para o belga. Com sorriso irónico o esloveno respondeu: “Vinte etapas para o final, certo?”. Aliás, ontem foi a tarde em que os corredores estiveram superiores aos jornalistas presentes. Tao Geoghegan Hart, por exemplo, era a calma em pessoa nas entrevistas rápidas e um repórter disse-lhe que parecia triste. “Tu podes estar excitado por ser o primeiro dia, mas para mim é só uma etapa e em breve já estarei focado na próxima.” A ironia de Roglic e a calma de Geoghegan Hart foram dos pontos altos do dia. O Giro de Itália foi posto ao lume e cozinhará em fogo lento como a tradicional sopa de Teramo, cidade de partida da 2ª etapa. Le virtù demora dias a confecionar e tem mais de 50 ingredientes, incluindo produtos de temporada e restos da despensa invernal. Mara o fim do inverno e o início da estação de colheitas. Evenepoel semeou no prólogo, veremos o que colhe dentro de três semanas. ### Ser (mãe) ou não ser? De Maria Martins a Vera Vilaça. Do WorldTour às Continentais. O TopCycling ouviu as portuguesas sobre a maternidade no ciclismo feminino. A maternidade é um tema sensível para a maioria das atletas de alta competição já que engravidar implica uma pausa na carreira. O que antes levava à retirada precoce tem vindo a ser normalizado no pelotão WorldTour Desde que foi criado em 2016 o máximo escalão feminino duas campeãs do mundo foram mães: Lizzie Deignan e Chantal van den Broek Blaak, ambas publicamente apoiadas por Trek-Segafredo e SD Works. Em fevereiro de 2021, numa tertúlia promovida pela revista Rouleur, Deignan contou um episódio que demonstra o muito que há trabalhar para normalizar a maternidade no ciclismo. “Tive uma conversa com as miúdas da equipa acerca da gravidez. Da minha perspetiva a decisão era completamente minha de começar uma família. Faço parte da equipa, mas também sou um ser humano e estou autorizada a ter estas decisões pessoais. Mesmo conversando com mulheres da minha equipa, elas viram como uma traição ao contrato porque fiquei grávida sabendo que tinha um contrato. (…) Penso que um homem no meu desporto não sente que está a trair a equipa se decidir começar uma família.” Lizzie Deignan à Rouleur. Desde então registou-se uma certa evolução. Elinor Barker tinha acabado de se comprometer com a Uno-X quando descobriu estar grávida; a equipa respeitou o contrato com a britânica e há dias renovou-o por mais quatro temporadas! Elinor Barker 🏴󠁧󠁢󠁷󠁬󠁳󠁿 Decorated top athlete. Highly valued person and colleague. Mum.Confirmed racer for Uno-X until the end of 2027.File by @FirstCycling: https://t.co/pCVg7Dz9Ph#development 📸: Harry Talbot pic.twitter.com/d8MU2aJ9OZ— Uno-X Pro Cycling Team (@UnoXteam) April 21, 2023 Jovem geração portuguesa opina sobre o tema A licença de maternidade e a instituição de um salário mínimo foram pilares que a UCI definiu quando criou o WorldTour feminino. Portugal só tem uma corredora no máximo escalão: Maria Martins (23 anos) chegou este ano à Alpecin-Deceuninck. Ao TopCycling Tata Martins conta que “existem algumas equipas, ainda que poucas, capazes de auxiliar as atletas durante o período da maternidade e algumas delas não aceitam/apoiam essa questão. Não há muitas equipas que gostam e apoiam as atletas no processo de maternidade. As do WorldTour têm mostrado o quão importante isso é para uma mãe ciclista, para conseguir ser mãe sem ter de terminar a sua carreira”. https://www.youtube.com/watch?v=MNkmfdo7R7w Na categoria Continental, logo abaixo do WorldTour, há 59 equipas. Neste patamar estão seis portuguesas e todas em projetos baseados em Espanha. Mariana Líbano (19 anos) corre pela Soltec e é o reflexo de uma geração que vê o tema com menos receios do que a anterior. “Penso que após a criação desta legislação as atletas se começaram a sentir mais à vontade para falar com os seus diretores de equipa acerca do futuro que gostariam de planear. Num futuro próximo acredito que se possa encarar com naturalidade o facto de mulheres que compitam em alta competição possam fazer uma pausa para serem mães, e, posteriormente, retomar o seu percurso desportivo.” Mariana Líbano ao TopCycling. Beatriz Pereira é uma das caras da nova geração do ciclismo nacional.Créditos: Bizkaia-Durango Fazer do ciclismo uma profissão a tempo inteiro Em novembro de 2022 entraram em vigor medidas para facilitar a conciliação da maternidade com o ciclismo de alta competição. Por exemplo, caso uma atleta engravide a equipa pode inscrever outra corredora (sem contrato) em qualquer período do ano. Beatriz Pereira (19 anos) corre pela Bizkaia-Durango. “Na minha vida ainda é complicado definir um plano porque nem sequer estou no WorldTour. É incrível a força e capacidade da Lizzie Deignan, da Marta Bastianelli e da Elinor Barker de pausar a carreira para ter filhos. Nem todas as atletas se podem dar ao luxo porque precisas de ter um certo estatuto como atleta e mesmo assim nem todas as equipas estão suficientemente evoluídas”, analisa. O debate é recente há temas prioritários para quem corre em equipas Continentais – reguladas pelas federações nacionais e não pela UCI como as WorldTeams. O primeiro tópico na ordem de trabalhos da segunda divisão é a estabilização dos salários. Quem recebe é mal pago e uma fatia importante do pelotão paga para correr. Criar condições para fazer do ciclismo uma profissão a tempo inteiro é prioritário para as jovens ciclistas. “Competir depois da maternidade é, na minha opinião, uma opção pouco atrativa. Além das limitações fisiológicas de te recuperares, acabas por viajar muito e passar pouco tempo em casa. Muitas vezes os pais também são ciclistas e têm o mesmo estilo de vida, o que implica que um deles abdique da carreira como foi o caso dos Deignan.” Beatriz Pereira ao TopCycling. Vera Vilaça estreia-se no WorldTour em plena Vuelta após fazer a transição do triatlo para o ciclismo.Créditos: Charly Lopez Receio das repercussões Beatriz Roxo (19 anos) corre pela Cantábria Deporte-Rio Miera. “Nunca pensei e refleti sobre isso uma vez que não é um dos meus objetivos de momento. No futuro tenho a intenção de realizar esse sonho de ser mãe. Os planos de fazer pausa, etc., virão no momento porque irá depender do cenário em que me encontrar (tipo de equipa, objetivos, condições tanto para mim como para a futura criança). Precisa de ser muito pensado e ponderado e é muito variável mediante o cenário em que me encontrar.” Das atletas portuguesas a correr em Espanha este ano é Vera Vilaça a mais velha aos 25 anos. A antiga campeã nacional de triatlo assinou esta época pela catalã Massi-Tactic. “Quero ser mãe, mas é um tema em que ainda não penso muito. Gostava de terminar a carreira desportiva antes de ser mãe, mas admiro muito as atletas que têm a coragem de fazer uma pausa para ter filhos e voltam a competir ao mais alto nível, conjugando a vida familiar com o ciclismo profissional. Acredito que muitas ciclistas não façam pausas para serem mães pelo receio das repercussões que isso possa vir a ter no futuro das suas carreiras.” Vera Vilaça ao TopCycling. A jovem geração portuguesa opina sobre o tema e só isso já é notícia. Finalmente o debate sobre ciclismo e maternidade está em cima da mesa e não mais será varrido para debaixo do tapete. ### Giro de Itália - Etapa 1 João Almeida entrou bem no Giro, 2023, ao obter o terceiro melhor tempo do contrarrelógio inaugural. O ciclista português da UAE Emirates apenas foi superado por Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), vencedor do primeiro dia de prova e Filippo Ganna (INEOS). Evenepoel entrou forte, tal como era de esperar, percorrendo os 19,6 quilómetros de contrarrelógio entre Fossacesia e Ortona com o registo de 21.18 minutos. Filippo Ganna (INEOS), foi o segundo mais rápido do dia, com 22 segundos de atraso em relação a Evenepoel. É de realçar que apesar de não ser uma má prestação por parte de Ganna, não deixa de ser estranho, uma vez que o ciclista italiano da INEOS tem sido o habitual vencedor dos contrarrelógios nas mais recentes edições desta prova.   Créditos: Tim de Waele/Getty Images No último lugar do pódio ficou então o português João Almeida, a 29 segundos do vencedor, com um registo digno de destaque, e que deixa o público nacional a sonhar com grandes voos nesta 106.ª edição do Giro d’Itália. João Almeida destaca o bom trabalho da equipa João Almeida era um homem visivelmente satisfeito no final deste primeiro dia de Giro, mostrando-se mesmo até algo surpreendido pelo pódio conquistado, destacando assim tudo aquilo que tem sido feito no seio da UAE Emirates. Conheço as minhas capacidades, mas fiquei um pouco surpreso com o tempo que fiz. Confirma o bom trabalho que a equipa tem vindo a fazer, estamos muito satisfeitos”. João Almeida (UAE Emirates) Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=HoxzZ8D2Vig Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step21:1802GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 2203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2904GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 4005KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 4306ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4307VINE Jay UAE Team Emirates+ 4608MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 4809THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 5510VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 55 Domingo reserva uma longa tirada Para domingo, na segunda etapa da 106.ª edição do Giro, o pelotão enfrenta uma longa tirada de 201 quilómetros, maioritariamente planos, na ligação entre Teramo e San Salvo. Classificações completas disponíveis aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália – Manuel Cardoso e os nervos do prólogo Arranca o Giro de Itália e o TopCycling convida Manuel Cardoso a recordar o prólogo do Tour de France de 2010. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. Tour de France de 2010. Prólogo de 8,9km em Roterdão (Países Baixos). Chuva e percurso urbano costumam ser receita para o desastre. Dois estreantes caem na ratoeira. Mathias Frank (BMC) viu a roda traseira deslizar numa zona de sinalização horizontal e sai projetado contra as barreiras numa curva. Lábio cortado, fratura do polegar e rotura muscular. Manuel Cardoso (Footon-Servetto) foi o outro acidentado, por isso quisemos saber o que sente na abertura de uma grande Volta. No dia em que o Giro de Itália arranca com um prólogo, recuamos a 3 de julho de 2010 e deixamos que seja Manuel Cardoso a contar o que sentiu. Atualmente Manuel Cardoso guia cicloturistas de todo o mundo em experiências exclusivas proporcionadas pela InGamba Fiquei em mau estado, desmaiei “O Tour de France era a corrida em que eu sonhava participar. Via pela televisão e queria fazer bem o Tour de France. Era impossível não estar emocionado. Na partida a emoção era bastante só de ouvir a música do Tour. Era muita emoção e estava todo arrepiado. Só pensava em fazer bem, mesmo sabendo que não tinha a mínima hipótese de fazer um grande resultado. Fiz o reconhecimento do percurso pelo menos duas vezes e havia duas pontes sobres os canais de Roterdão. Tinha na memória que após um dos canais tínhamos uma curva aberta e no segundo canal a curva era mais fechada. Na realidade era o contrário porque a primeira curva era fechada e entrei com as mãos nos extensores com muita velocidade. Foi aí que se deu o acidente. https://www.youtube.com/watch?v=6YyDHwIxnQQ Em 2010 o então campeão nacional abriu a época a vencer no Tour Down Under. Fiquei em mau estado, desmaiei, muita gente a gritar… foi um momento muito mau. Não me recordo de muita coisa, só de ver o Matxin e outro diretor a tentarem-me acordar. Quando acordei só me lembro de lhes gritar para me darem a bicicleta, comecei a caminhar bastante tonto e fui direto apanhar a bicicleta. Concluí os quilómetros que faltavam com um ombro e a cara partidos e muitas escoriações no joelho. Ao início pensei que era só um dia mau e que no dia a seguir ia estar na partida. Recordo-me no hospital de dizer aos médicos ‘façam o que tenham a fazer que eu amanhã quero estar na partida’. Depois dos testes todos feitos foi impossível. Acabou ali o sonho. É a memória que tenho desse dia.” O TopCycling agradece ao Manuel Cardoso a gentileza de recordar uma memória dolorosa. Ao longo da carreira do sprinter de Paços de Ferreira foram mais os altos do que os baixos. Entre as vitórias que ficam para a história destacamos as etapas em provas do WorldTour (Volta à Catalunha e Tour Down Under), dois títulos nacionais de fundo e quatro etapas na Volta a Portugal. https://www.youtube.com/watch?v=enF_4K6Gr8k Recordem a vitória de Manuel Cardoso na Volta à Catalunha de 2011. ### Um Giro de Itália vintage Na era da ciência Gonçalo Moreira exalta o lado humano do ciclismo. Com João Almeida, Remco Evenepoel e Primoz Roglic vamos ter um Giro de Itália vintage. Sejamos honestos: não deve haver muita gente que à partida para este Giro de Itália não antecipe uma batalha entre Remco Evenepoel e Primoz Roglic. O belga vaporizou o pelotão na Liège pelo segundo ano consecutivo, ganhou o UAE Tour e foi uma pedra no sapato de Roglic na Catalunha (onde começou com os jogos psicológicos). Evenepoel investiu forte neste projeto e já em dezembro andava pelo sul de Itália a reconhecer as primeiras etapas. https://m.youtube.com/watch?v=Fj9YfzAcr4c&pp=ygUbcm9nbGljIGV2ZW5lcG9lbCBjYXRhbHVueWEg Duelo Evenepoel-Roglic está escrito O esloveno dominou o Tirreno-Adriático e mostrou frieza na Catalunha. Preparação cirúrgica, sete semanas em altitude e tudo pensado ao milímetro… até que quatro positivos por COVID-19 e o atropelo sofrido por Jan Tratnik na véspera da corrida trocaram as voltas à Jumbo-Visma. Pela lógica da temporada o duelo Evenepoel-Roglic está escrito, só que ciclismo não é só matemática – embora a abordagem científica adotada pelas equipas tenha um peso brutal no desfecho das corridas. O que atrai no ciclismo é o lado humano, o colapso do favorito ou a ascensão do outsider. Por isso nos emocionamos quando Tadej Pogacar ganhou o primeiro Tour – fomos completamente apanhados de surpresa e é algo que recordaremos para sempre! LaPresse Vintage foi 2018 O elenco de candidatos à vitória final neste Giro é o mais forte desde a edição de 2018. Nesse ano tínhamos no auge das capacidades Dumoulin, Froome, Yates, Superman Lopez, Pinot, Chaves, Aru, Pozzovivo… Este ano temos Evenepoel, Roglic, Almeida, Geoghegan Hart, Thomas, Vlasov, Caruso, Haig e nunca descartemos os velhos roqueiros Pinot e Urán! Se Pogacar revirou o Tour na Planche des Belles Filles, o Giro de 2018 teve o ataque de Froome no Colle delle Finestre! É a única coisa que peço: voltar a sentir essas emoções. Não tiro mérito aos campeões posteriores, mas vintage foi 2018! Se todas edições fossem épicas não as saberíamos apreciar. https://m.youtube.com/watch?v=mccKzTdfXts&pp=ygUbZnJvb21lIGNvbGxlIGRlbGxlIGZpbmVzdHJl João Almeida é melhor líder Este texto começou com a palavra honestidade e não vou mentir no fecho: se for João Almeida o génio da corrida tanto melhor! Nome por nome, a UAE leva um dos melhores blocos para a alta montanha. O momento de forma e a gestão dos egos marcará o êxito ou o fracasso. Há algo indiscutível: João Almeida é melhor líder do que nas anteriores edições e aos 24 anos sabe que a terceira vai marcar a corrida – Froome, Nibali, Geoghegan Hart que o digam porque estiveram no fundo do poço e saíram campeões. ENTREVISTA JOÃO ALMEIDA PARTE I ENTREVISTA JOÃO ALMEIDA PARTE II Da mesma forma que o Giro não vai ser só Evenepoel vs. Roglic também não podemos ser obtusos e só ver Almeida. O ciclismo transcende o patriotismo. É isso que torna especial este desporto. Pogacar é esloveno e Froome britânico… e aqui estamos recordando o brilhantismo de ambos. Somos capazes de vibrar com o feito em si mais do que com o protagonista. Que seja um Giro vintage! ### Giro de Itália 2023 - Guia completo da corrida e antevisão Giro de Itália 2023, a corrida italiana é considerada por muitos, a mais bela e a mais dura das 3 grandes voltas, nesta edição mais uma vez os portugueses seguirão com entusiasmo João Almeida, que em 2022 se viu forçado a abandonar, após testar positivo à Covid-19. Maio é o mês do Giro! De 6 a 28 de maio, ao longo de três semanas, os fãs de ciclismo vão poder ver todas as etapas desta corrida única graças a uma cobertura completa no Eurosport. Mais do que uma simples corrida de ciclismo, o Giro de Itália é a primeira grande volta da temporada, este ano com um percurso de 3.489,2 quilómetros divididos em 21 etapas, três contrarrelógios, muita montanha e apenas dois dias de descanso. No total, 176 dos melhores ciclistas do mundo vão lutar para vestir a cobiçada ‘maglia rosa’, mas só um a poderá levar ao lugar mais alto do pódio na chegada a Roma. Quem será o melhor no final? Quem vestirá a rosa? Quem irá erguer o troféu infinito em Roma e entrar para a história? No ano passado Jai Hindley foi o vencedor, mas este ano tem como objetivo o Tour de France. Guarda este artigo nos favoritos para acompanhares a corrida ao longo das três semanas. Os favoritos ao Giro 2023 Entre as 22 equipas que completam o pelotão do Giro de Itália existe um valioso número de candidatos à vitória como João Almeida, Remco Evenepoel, Primoz Roglic, Aleksandr Vlasov, Geraint Thomas, Lennard Kamna, Tao Geoghegan Hart, Rigoberto Urán e Jack Haig.  Remco Evenepoel Um dos grandes favoritos apontado ao triunfo em Roma é Remco Evenepoel, campeão mundial e vencedor da Vuelta 2022. O belga da Soudal – Quick Step chega motivado depois dos triunfos obtidos este ano na Liège-Bastogne-Liège e na Volta aos Emirados Árabes Unidos e ainda pelo 2.º lugar na Volta à Catalunha. Primoz Roglic Um dos principais rivais do belga será Primoz Roglic. O esloveno da Jumbo Visma, tricampeão da Vuelta (2019, 2020, 2021) cumpre apenas a terceira presença no Giro, tendo conseguido um 3.º lugar em 2019. Este ano, Roglic venceu a Volta à Catalunha e o Tirreno – Adriatico, mas um surto de Covid-19 na véspera do Giro obrigou a remodelações na equipa, algo que lhe pode tirar alguma força para a conquista da camisola rosa. João Almeida João Almeida é o único ciclista português no Giro e tem contas para ajustar. Uma semana antes do início do principal objetivo da temporada de João Almeida o TopCycling falou com ele. Partilhamos abaixo os links para as duas partes da entrevista onde se abordam vários temas interessantes, basta clicar: Entrevista com João Almeida - Parte 1 Entrevista com João Almeida - Parte 2 Depois do abandono forçado em 2022, após positivo a Covid-19, o jovem luso da UAE Emirates quer vestir-se de rosa tal como em 2020, quando liderou a competição durante quinze dias deixando um país colado aos ecrãs. Tao Geoghegan Hart Tao Geoghegan Hart, campeão do Giro 2020, divide a liderança da equipa com o veterano capitão Geraint Thomas. No papel, a INEOS conta com uma equipa muito forte. As três semanas vistas à lupa As etapas - Datas, tipologia e dificuldade EtapaDataInício / FinalDist.Tipo de etapa / DificuldadeEtapa 1Sáb. 6Costa dei Trabocchi (Fossacesia Marina) - Ortona19,6kmCRIEtapa 2Dom. 7Teramo - San Salvo201kmPlanaEtapa 3Seg. 8Vasto - Melfi216kmMédia montanhaEtapa 4Ter. 9Venosa - Lago Laceno175kmMédia montanha(final em alto)Etapa 5Qua. 10Atripalda - Salerno171kmPlanaEtapa 6Qui. 11Napoli - Napoli162kmPlanaEtapa 7Sex. 12Capua - Gran Sasso d'Italia (Campo Imperatore)218kmAlta montanha (final em alto)Etapa 8Sáb. 13Terni - Fossombrone207kmMédia montanhaEtapa 9Dom. 14Savignano sul Rubicone - Cesena (Technogym Village)35kmCRIDescansoSeg. 15---Etapa 10Ter. 16Scandiano - Viareggio196kmPlanaEtapa 11Qua. 17Camaiore - Tortona219kmPlanaEtapa 12Qui. 18Bra - Rivoli179kmMédia montanhaEtapa 13Sex. 19Borgofranco d’Ivrea - Crans Montana207kmAlta montanha (final em alto)Etapa 14Sáb. 20Sierre - Cassano Magnago193kmMédia montanhaEtapa 15Dom. 21Seregno - Bergamo195kmAlta montanhaDescansoSeg. 22---Etapa 16Ter. 23Sabbio Chiese - Monte Bondone203kmAlta montanha (final em alto)Etapa 17Qua. 24Pergine Valsugana - Caorle195kmPlanaEtapa 18Qui. 25Oderzo - Val di Zoldo161kmMédia montanhaEtapa 19Sex. 26Longarone - Tre Cime di Lavaredo (Rif. Auronzo)183kmAlta montanha (final em alto)Etapa 20Sáb. 27Tarvisio - Monte Lussari18,6kmCRI (final em alto)Etapa 21Dom. 28Roma - Roma135kmFlat As etapas chave Etapa 7, dia 12 de maio: CAPUA - GRAN SASSO D'ITALIA (CAMPO IMPERATORE) (218KM, alta montanha) Na etapa 7 teremos as primeiras indicações reais do Giro deste ano. Uma etapa acima dos 200 km que culmina no Gran Sasso, com a estrada para o Campo Imperatore, quase 45 km a subir. Etapa 9, dia 14 de maio: SAVIGNANO SUL RUBICONE - CESENA (TECHNOGYM VILLAGE) (35KM, CRI) Este é o Giro dos contrarrelógios e o segundo confronto nesta especialidade é uma oportunidade para os candidatos à camisola rosa reclamarem a liderança. É percurso plano entre Savignano sul Rubicone a Cesena, conectado por apenas uma dúzia de curvas. Etapa 13, dia 19 de maio: BORGOFRANCO D’IVREA - CRANS MONTANA (207KM, alta montanha) Uma gigante daquelas. São três subidas brutais que aguardam o pelotão. A dor começa com uma subida longa, mas não particularmente brutal, até o Colle del Gran San Bernardo - chegando a uma altitude de 2469m. Depois de uma longa descida, a corrida sobe a Croix de Coeur - uma escalada de 15km. com um desnível de 1350m. Após uma curta secção plana, vem outra primeira categoria e subida para o final da etapa em Crans Montana. Etapa 15, dia 21 de maio: SEREGNO - BERGAMO (195KM, alta montanha) A etapa 15 promete ser divertida. Um terreno ondulado constante que pode ter muita armadilha pelo meio. É de esperar muitos ataques e, potencialmente, um bom dia para a fuga. Etapa 16, dia 23 de maio: SABBIO CHIESE - MONTE BONDONE (203KM, alta montanha) Esta é uma forma perigosa de voltar do dia de descanso - 5000m. de desnível aguardam os ciclistas. Muitos não lidam bem com estas etapas após dia de descanso, poderão haver surpresas neste dia. Depois de 64 km para relaxar as pernas a rolar vem a dureza. O Passo di Santa Bárbara (inclinação média de 10%) é a primeira dificuldade, seguida rapidamente pelo Passo di Bordala. Depois é uma descida para Rovereto, e nova subida para Matassone. Após descida, nova segunda categoria, Serrada. A etapa termina em alto, numa primeira categoria e após muito desgaste, os ciclistas têm a subida a Monte Bondone - com pendentes de 15% de inclinação. Etapa 19, dia 26 de maio: LONGARONE - TRE CIME DI LAVAREDO (RIF. AURONZO) (183KM, alta montanha) Dolomitas, cerca de 5400m de desnível e três picos acima dos 2000m prometem esgotar qualquer força remanescente nos ciclistas. São os dias do tudo ou nada pois a corrida aproxima-se do final. Etapa 20, dia 27 de maio: TARVISIO - MONTE LUSSARI (18,6KM, CRI) Aqui entre nós, Roglic poderá lembrar-se do Tour que perdeu para Pogacar num dia parecido com este em 2020, uma crono-escalada no penúltimo dia de uma grande volta. A etapa 21 é basicamente um passeio por Roma, pelo que o vencedor do Giro será conhecido neste dia, no cume do Monte Lussari. Uma subida de 7,3km. com uma inclinação média de 12,3%. Esperamos que seja João Almeida. A opinião de Paulo Martins, comentador Eurosport Portugal O Giro 2023 será dos mais duros dos últimos anos, quem vier a vencer terá não só de ter uma equipa forte a seu lado, mas acima de tudo não falhar nos 21 dias e ser muito consistente desde do 1 dia ao último. Começa logo com um crono que fará as primeiras diferenças na geral e até ao 1 dia de descanso que só acontece ao 9 dia, teremos mais um crono e uma chegada em alto a mais de 2300 de altitude. Segundo semana dura onde não pode haver falhas e a terceira semana será demolidora, com 3 chegadas em alto e um ultimo crono, que é mais uma cronoescalada. Os meus favoritos ai pódio se não houver surpresas são João Almeida, Remco Evenepoel, Roglič, Geoghegan Hart, o que vier fora deste quarteto será para mim uma surpresa. Eurosport Para quem acompanhar a corrida no Eurosport poderá contar com a experiência de especialistas como Alberto Contador que seguirá de moto em muitas etapas, analisando as situações de corrida e passando a sua experiência em direto. Além de Alberto Contador, haverá também a análise de outros especialistas internacionais que vão comentar tudo o que se passa neste Giro no Eurosport e que inclui nomes como Philippe Gilbert, Jens Voigt e Adam Blythe. A equipa do Eurosport Portugal para o Giro 2023 conta com o grupo de comentadores Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo, que ao longo de três semanas prometem animar as tardes do canal. As equipas: Soudal Quick-Step 1 EVENEPOEL Remco (Bel) 2  BALLERINI Davide (Ita) 3  CATTANEO Mattia (Ita) 4  ČERNÝ Josef (Cze) 5  HIRT Jan (Cze) 6  SERRY Pieter (Bel) 7  VAN WILDER Ilan (Bel) 8  VERVAEKE Louis (Bel) AG2R Citroën 11  VENDRAME Andrea (Ita) 12  CHEREL Mikaël (Fra) 13  BAUDIN Alex (Fra) 14  LAPEIRA Paul (Fra) 15  PARET-PEINTRE Aurélien (Fra) 16  PARET-PEINTRE Valentin (Fra) 17  PRODHOMME Nicolas (Fra) 18  WARBASSE Larry (USA) Alpecin-Deceuninck 21  OLDANI Stefano (Ita) 22  CONCI Nicola (Ita) 23  GROVES Kaden (Aus) 24  KRIEGER Alexander (Deu) 25  LEYSEN Senne (Bel) 26  RIESEBEEK Oscar (Ned) 27  SBARAGLI Kristian (Ita) 28  SINKELDAM Ramon (Ned) Astana Qazaqstan 31  CAVENDISH Mark (GBr) 32  BATTISTELLA Samuele (Ita) 33  DOMBROWSKI Joe (USA) 34  MOSCON Gianni (Ita) 35  PRONSKIY Vadim (Kaz) 36  SÁNCHEZ Luis León (Esp) 37  SCARONI Christian (Ita) 38  VELASCO Simone (Ita) Bahrain-Victorious 41  CARUSO Damiano (Ita) 42  BUITRAGO Santiago (Col) 43  HAIG Jack (Aus) 44  ARASHIRO Yukiya (Jap) 45  PASQUALON Andrea (Ita) 46  MILAN Jonathan (Ita) 47  SÜTTERLIN Jasha (Deu) 48  ZAMBANINI Edoardo (Ita) Bora-Hansgrohe 51  VLASOV Aleksandr (Rus) 52  ALEOTTI Giovanni (Ita) 53  BENEDETTI Cesare (Pol) 54  DENZ Nico (Deu) 55  JUNGELS Bob (Lux) 56  KÄMNA Lennard (Deu) 57  KONRAD Patrick (Aut) 58  PALZER Anton (Deu) Cofidis  61  CONSONNI Simone (Ita) 62  BIDARD François (Fra) 63  CIMOLAI Davide (Ita) 64  CHAMPION Thomas (Fra) 65 DELETTRE Alexandre (Fra) 66  LASTRA Jonathan (Esp) 67  ROCHAS Rémy (Fra) 68  TOUMIRE Hugo (Fra) EF Education-EasyPost  71 URÁN Rigoberto (Col) 72 CAICEDO Jonathan (Ecu) 73 CARTHY Hugh (GBr) 74 DE BOD Stefan (RSA) 75 BETTIOL Alberto (Ita) 76 HEALY Ben (Irl) 77 CEPEDA Jefferson Alexander (Ecu) 78 CORT Magnus (Den) EOLO-Kometa 81  ALBANESE Vincenzo (Ita) 82  BAIS Davide (Ita) 83  BAIS Mattia (Ita) 84  FETTER Erik (Hun) 85  FORTUNATO Lorenzo (Ita) 86  GAVAZZI Francesco (Ita) 87  MAESTRI Mirco (Ita) 88  SEVILLA Diego Pablo (Esp) Green Project-Bardiani CSF-Faizanè 91  FIORELLI Filippo (Ita) 92  COVILI Luca (Ita) 93  GABBURO Davide (Ita) 94  MAGLI Filippo (Ita) 95  MARCELLUSI Martin (Ita) 96  MULUBRHAN Henok (Eri) 97  TONELLI Alessandro (Ita) 98  ZOCCARATO Samuele (Ita) Groupama-FDJ 101  PINOT Thibaut (Fra) 102  ARMIRAIL Bruno (Fra) 103  KÜNG Stefan (Sui) 104  LIENHARD Fabian (Sui) 105  MOLARD Rudy (Fra) 106  STEWART Jake (GBr) 107  KONOVALOVAS Ignatas (Lit) 109  VAN DEN BERG Lars (Ned) Ineos Grenadiers 111  GEOGHEGAN HART Tao (GBr) 112  ARENSMAN Thymen (Ned) 113  DE PLUS Laurens (Bel) 114  GANNA Filippo (Ita) 115  PUCCIO Salvatore (Ita) 116  SIVAKOV Pavel (Fra) 117  SWIFT Ben (GBr) 118  THOMAS Geraint (GBr) Intermarché-Circus-Wanty 121 ROTA Lorenzo (Ita) 122 BYSTRØM Sven Erik (Nor) 123 BONIFAZIO Niccolò (Ita) 124 HUYS Laurens (Bel) 125 MARIT Arne (Bel) 126 PETILLI Simone (Ita) 127 REX Laurenz (Bel) 128 TAARAMÄE Rein (Est) Israel-Premier Tech 131  POZZOVIVO Domenico (Ita) 132  BERWICK Sebastian (Aus) 133  CLARKE Simon (Aus) 134  FRIGO Marco (Ita) 135  GEE Derek (Can) 136  RICCITELLO Matthew (USA) 137  WILLIAMS Stephen (GBr) 138  WÜRTZ SCHMIDT Mads (Den) Jumbo-Visma 141  ROGLIČ Primož (Slo) 142  AFFINI Edoardo (Ita) 143  BOUWMAN Koen (Ned) 144  DENNIS Rohan (Aus 145  OOMEN Sam (Ned) 146  HESSMANN Michel (Deu) 147  KUSS Sepp (USA) 148  TRATNIK Jan (Slo) Movistar 151  GAVIRIA Fernando (Col) 152  BARTA Will (USA) 153  KANTER Max (Deu) 154  ROJAS José Joaquín (Esp) 155  RUBIO Einer Augusto (Col) 156  RODRÍGUEZ Óscar (Esp) 157  TORRES Albert (Esp) 158  VERONA Carlos (Esp) Arkéa Samsic 161  BARGUIL Warren (Fra) 162  BOUET Maxime (Fra) 163  DEKKER David (Ned) 164  GUERNALEC Thibault (Fra) 165  RIES Michel (Lux) 166  RIOU Alan (Fra) 167  RUSSO Clément (Fra) 168  VERRE Alessandro (Ita) Corratec 171  CONTI Valerio (Ita) 172  DALLA VALLE Nicolas (Ita) 173  GANDIN Stefano (Ita) 174  IACCHI Alessandro (Ita) 175  KONYCHEV Alexander (Ita) 176  QUARTERMAN Charlie (GBr) 177  STOJNIĆ Veljko (Ser) 178  VACEK Karel (Cze) DSM 181  LEKNESSUND Andreas (Nor) 182  HVIDEBERG Jonas Iversby (Nor) 183  MÄRKL Niklas (Deu) 184  MAYRHOFER Marius (Deu) 185  STORK Florian (Deu) 186  TUSVELD Martijn (Ned) 187  DAINESE Alberto (Ita) 188  VANHOUCKE Harm (Bel) Jayco-AlUla 191  MATTHEWS Michael (Aus) 192  DE MARCHI Alessandro (Ita) 193  DUNBAR Eddie (Irl) 194  HEPBURN Michael (Aus) 195  PÖSTLBERGER Lukas (Aut) 196  SCOTSON Callum (Aus) 197  STEWART Campbell (NZl) 198  ZANA Filippo (Ita) Trek-Segafredo 201 GHEBREIGZABHIER Amanuel (Eri) 202 HOOLE Daan (Ned) 203 KIRSCH Alex (Lux) 204 MOLLEMA Bauke (Ned) 205 PEDERSEN Mads (Den) 206 SKUJIŅŠ Toms (Lat) 207 TESFATSION Natnael (Eri) 208 VERGAERDE Otto (Bel) UAE Team Emirates 211  ALMEIDA João (Por) 212  ACKERMANN Pascal (Deu) 213  COVI Alessandro (Ita) 214  FORMOLO Davide (Ita) 215  GIBBONS Ryan (RSA) 216  MCNULTY Brandon (USA) 217  ULISSI Diego (Ita) 218  VINE Jay (Aus) Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized Turbo Levo SL Gen.2 - Primeiro contacto A Specialized apresenta hoje ao mundo a nova Turbo Levo SL Gen.2 (segunda geração), que chega com um novo quadro e um novo motor. O novo motor SL 1.2 é mais silencioso, mais potente e nos tivemos oportunidade de o comprovar, pois já testámos a bicicleta, vê o vídeo. Vídeo do teste https://youtu.be/nVOunpH7kL0 Novo quadro Esta segunda geração da Turbo levo SL tem um quadro completamente redesenhado, mais aligeirado em vários pontos e com diferenças estéticas notáveis, onde desde logo se destaca a simplicidade ao desaparecer a "trave" em carbono que ligava o tubo superior do quadro ao tubo do espigão de selim. Destaca-se desde logo a rigidez do conjunto, foi algo que notámos ao testar a bicicleta. Tem uma qualidade de construção acima da média, apesar dos vários pontos de rotação a bicicleta é solida nos trilhos, tem um centro de gravidade baixo e manobra-se muito bem em zonas sinuosas, tem uma agilidade que impressiona. Apesar de ser uma bicicleta eléctrica, no que respeita a sensações de pilotagem esta máquina está muito próxima da sua irmã não elétrica Stumpjumper, aliás, tem a mesma geometria da Stumpjumper EVO. Continua a ser uma filosofia de e-Bike leve, o que ajuda muito no manuseio para transporte, dá inclusive para colocar num suporte normal de bicicletas, o que não é habitual com a maioria das e-Bikes "convencionais" se é que se lhe pode chamar assim. Ajustabilidade 29 / 27,5 ou 29 / 29 - o utilizador escolhe Este quadro mantém a filosofia de roda 29 na frente e 27,5 atrás, mas existe a possibilidade de colocar roda 29 atrás (caso o utilizador assim o deseje), alterando simplesmente o flip-chip no pivô traseiro a bicicleta acomoda roda 29 também na traseira. Assim como as versões anteriores, também esta nova geração mantém a ajustabilidade do ângulo da caixa de direção que pode variar entre 63 graus, 64,25 graus e 65,5 graus. Para isso basta alterar a uma peça na caixa de direção. Novo motor Esta nova unidade eléctrica da Specialized é o Turbo SL 1.2 Tivemos a oportunidade de constatar que é realmente mais silencioso e potente do que a versão anterior. O apoio que dá ao ciclista continua a ser muito natural, não é um motor com aquele "boost" que parece quase uma mota no auxilio à pedalada. Relativamente à autonomia da bateria, já se sabe que esta depende muito do tipo de utilização e dos percursos, mas podes ver abaixo como correu o teste feito pelo Nuno Pires. A opinião de Nuno Pires - Atleta português de E-Bikes Nuno Pires compete na categoria de e-Bikes, taça de Portugal e Campeonato Nacional há 3 anos, além de fazer outras inúmeras provas nesta categoria. O Vice-Campeão Nacional 2023 dá utilização intensa a e-Bikes de BTT há vários anos, tendo tido experiência com vários modelos de bicicletas, motores, baterias, etc., e deixa-nos a sua opinião acerca da nova Turbo Levo SL. É um conceito inovador de e-Bike, com menor peso, mas também menos capacidade de bateria e motor menos potente 50 Nm (menos 35 Nm que as e-bikes convencionais), oferece ao utilizador uma e-Bike mais ágil, fácil de pilotar e menor consumo de bateria. Tem uma bateria de Bateria 320Wh e um Extender 160Wh, o que oferecendo uma capacidade total de 480Wh ao utilizador. Esta S-Works Turbo Levo SL tem uma construção de qualidade superior, que vai ao encontro do que a Specialized nos habitou, não estava à espera de outra coisa, até porque é um quadro topo de gama. Comparativamente à anterior Turbo Levo (que também tive oportunidade de testar), tem um quadro completamente novo, mais leve, também maior capacidade de bateria e potência no motor, o que é sempre bem vindo. Destaco estes pontos nesta bicicleta: Quadro com uma rigidez incrível Muito leve e bastante ágil Motor muito silencioso e suave, faz com que por vezes nos esquecemos que estamos a andar numa bicicleta elétrica. Centro de gravidade muito baixo o que nos garante uma maior estabilidade, o pormenor da posição muito baixa da grade de Bidon e do extender é prova de que tudo foi pensado ao pormenor, no entanto esta característica tem a desvantagem de haver maior probabilidade de os pedais baterem em alguns obstáculos. Durante os dias em que testei, não senti grande diferença entre o modo Trail e o Turbo, andei quase sempre no modo Trail. (Sei que isto pode ser configurado na aplicação da marca mas não cheguei a fazê-lo). Num dos dias de teste, simulei um percurso do género dos que faço em competição estilo XCM, fiz 45km's. num percurso misto, entre zonas rápidas, subidas longas e single track's, com 1400m. de acumulado em 2h.30m., onde e gastei a bateria de 320wh mais 135Wh (85%) do extender. Embora não seja adequada para o tipo de competição que faço, na minha opinião esta e-Bike é soberba, nota-se qualidade de construção no quadro e que tudo foi planeado com o máximo detalhe, desde o design à rigidez, passando pela suavidade do motor, em resumo, o comportamento geral da bicicleta é muito bom. Deu-me um prazer enorme fazer quilómetros nela, está recheada de bom equipamento. É a bicicleta ideal para quem está habituado às bicicletas normais, pois o apoio que dá à pedalada é muito natural e além disso não é tão pesada como as e-Bikes mais potentes. A maior desvantagem que eu vejo neste conceito de e-Bike é a menor autonomia, no entanto para quem quer ir passar uma manhã a fazer umas descidas dá muito bem, esta desvantagem só a notará quem quiser fazer mais quilómetros pedalados. Tenho a certeza que até os mais resistentes às bicicletas elétricas, experimentando esta máquina facilmente se convertem. As várias gamas Nós testámos uma das versões topo de gama, a S-Works, mas estará ainda disponível uma versão S-Works LTD. S-works Turbo Levo SL LTD Além das versões topo de gama haverá mais duas versões, a versão Pro e versão Comp. Specialized Turbo Levo SL PRO Specialized Turbo Levo SL COMP A Specialized vai também ter disponível o quadro S-Works Turbo Levo SL Quadro S-Works Turbo Levo SL Podes ver a gama completa da nova Turbo Levo SL, a disponibilidade, cores e preços aqui no site da marca: https://www.specialized.com/pt/pt ### O quem é quem das portuguesas na Vuelta Daniela Campos, Beatriz Roxo, Vera Vilaça e Mariana Líbano correm a Volta a Espanha. Que equipas representam? Como chegaram à elite? As respostas no TopCycling. Está a decorrer a Volta a Espanha, a primeira grande Volta do calendário feminino da temporada. Portugal tem quatro representantes, embora sejam seis as corredoras que correm em equipas espanholas. O ciclismo feminino divide-se em WorldTour (15 equipas) e escalão Continental, a segunda divisão. Ao contrário do ciclismo masculino, não há uma categoria intermédia equivalente às ProTeams. A primeira e única portuguesa a chegar ao WorldTour é Maria Martins, na Fenix-Deceuninck. Porque há tantas portuguesas a correr em Espanha? Primeiro porque não há nenhuma formação nacional de categoria Continental; segundo porque há três Voltas espanholas no WorldTour, mais 10 provas UCI e isso permite aceder a um calendário de perfil internacional; terceiro pela proximidade geográfica. As quatro ciclistas nacionais presentes na Vuelta têm todas perfil de seleção e a maioria passaram ou ainda conciliam a estrada com outras variantes do ciclismo. Vamos às apresentações. Daniela Campos é a campeã nacional de fundo e de contrarrelógio em elites. Daniela Campos (Bizkaia-Durango) É a campeã nacional de fundo em elites e bicampeã de contrarrelógio na mesma categoria. Daniela Campos está na terceira época ao serviço da Bizkaia-Durango, equipa basca dirigida por Agurtzane Elorriaga, gregária da histórica Joane Somarriba – venceu três Tour de France (2000, 2001 e 2003), dois Giro de Itália (1999 e 2000) e foi campeã mundial de contrarrelógio (2003). Daniela Campos tem 21 anos e é natural de Boliqueime. Chegou à Vuelta após recuperar de fratura na clavícula no início da época enquanto competia no velódromo de Anadia, mas a pista já lhe permitiu conquistar três medalhas em eventos internacionais. A algarvia destacou-se no passado Europeu de estrada (realizado em Anadia) com um 16º posto no contrarrelógio e ao longo da época venceu a Clássica do Arroz (Valência). Além de Daniela Campos a Bizkaia-Durango tem no plantel a sub-23 de segundo ano Beatriz Pereira. A famalicense foi campeã nacional em juniores (2021) pela Bairrada. 1ª Nacional de estrada prova de fundo Elites (2022) 1ª Nacional de estrada contrarrelógio Elites (2022) 3ª Europeu Sub-23 em scratch (2022) 2ª Jogos do Mediterrâneo prova de fundo Elites (2022) 1ª Europeu JR em eliminação (2020) 3ª Europeu JR em omnium (2020) Beatriz Roxo em ação pela equipa da Cantábria.Créditos: Río Miera Cantabria Deporte Beatriz Roxo (Río Miera-Cantabria Deporte) Aos 19 anos está na segunda época a representar a Cantábria-Rio Miera. Beatriz Roxo deu nas vistas em provas internacionais pela seleção e foi recrutada por uma equipa que lhe permite conciliar o ciclismo com o curso de Gestão que está a tirar na Faculdade de Economia do Porto. A atleta natural de Vila Nova de Gaia já fez Europeus e Mundiais tanto de estrada como de pista, aparecendo no plano interno na Academia de Paredes. 1ª Taça de Portugal JR (2021) 1ª Nacional de estrada prova de fundo JR (2020) Vera Vilaça e a Massi-Tactic na apresentação da Vuelta em Torrevieja.Créditos: Unipublic/Charly López Vera Vilaça (Massi-Tactic) Tem 25 anos e está a estudar Medicina. Como se o curso por si só não fosse um desafio, Vera Vilaça embarcou noutro: trocar o triatlo pelo ciclismo de estrada! Em 2021 fez a transição e em 2022 recolheu os frutos com o 3º lugar na Volta a Portugal representando a Veloperformance. Perdeu para a equipa que agora lhe abriu as portas da Vuelta a Espanha, a Massi-Tactic, projeto sediado na Catalunha, na localidade de Torroella de Montgrí (Girona). A Massi-Tactic está na quarta época como equipa UCI e aposta numa corredora versátil que não tinha previsto correr a Vuelta. Vera Vilaça foi fazer a ReVolta – versão feminina da Volta à Catalunha – e só na véspera do arranque da Vuelta ficou a saber que tinha que substituir uma colega lesionada. 3ª Volta a Portugal (2022) 13ª Jogos do Mediterrâneo (2022) 1ª Taça de Portugal (2021) 2ª Nacional de Elite no triatlo (2021) 1ª Nacional de Elite no triatlo (2020) 11ª Europeu Sub-23 de triatlo 2ª Europeu de Clubes em estafetas mistas (representou o SL Benfica ao lado do irmão, Vasco Vilaça, além de Melanie Santos e João Silva) Mariana Líbano representa a Soltec na Vuelta.Créditos: Unipublic/Charly López Mariana Líbano (Soltec) Mais uma jovem de 19 anos que se destacou pela Velo Performance/JS Campinense ao adjudicar a edição de estreia da Volta a Portugal sub-19. Mariana Líbano é outro talento multidisciplinar e mostrou-o nos vários escalões etários ao serviço da equipa de ciclismo Os Maiatos. Natural de Moreira da Maia, foi integrada nos trabalhos das seleções nacionais e até acabou como melhor portuguesa no passado Europeu de estrada de juniores (37ª). Mariana Líbano é um caso sério de talento e provou-o em 2020 dominando a temporada entre as juniores não só na estrada, mas também no ciclocrosse e no BTT. Está na formação murciana da Soltec, que no ano passado levou à Vuelta a campeã olímpica Anna Kiesenhofer (atualmente na Israel Premier Tech). Preparou a Vuelta em Andorra, estagiando em altitude e é uma corredora com uma enorme margem de progressão em todos os sentidos. 1ª Volta a Portugal Feminina JR (2022) 1ª Nacional de estrada contrarrelógio JR (2022) 2ª Nacional de estrada prova de fundo JR (2022) A Soltec tem ainda no plantel Sofia Gomes, que não foi escalada. ### Rebound 2023 - Evento gravel para todos em Portugal Este ano, a Shimano formou parceria com a Live Slow Ride Fast (LSRF) para unir os ciclistasde gravel espalhados pelo mundo para o REBOUND 2023. O objetivo é bastante simples,pedalar 1 milhão de Km’s apenas num dia, unindo a comunidade do gravel em todo o Mundo. Inclusão O gravel é um grande equalizador e unificador - é onde se fazem amigos e se criam memórias.Quer se pedale um quilómetro ou cem; com kit profissional ou sem kit; com uma bike de 10 ou11 velocidades; seja em estradas pavimentadas, estradas corta-fogo, estradas secundárias oufora de estradas. Não interessa a razão porque andas lá fora a pedalar, o mais importante é que estejas.Quando o mundo parou em 2020, a equipa da LSRF procurou formas seguras de desfrutar domundo à nossa volta, organizando o seu próprio "Dirty Kanzelled" (atualmente Unbound gravel). Todos juntos, cada um no seu país Mesmo com o cancelamento do evento principal - Unbound, o espírito do evento manteve-se, celebrando o potencial unificador do ciclismo – a iniciar a partir da porta de cada ciclista. Com o REBOUND, a Shimano e a LSRF estão dispostos a dar um passo mais à frente. Data e regras O REBOUND destina-se a todos os ciclistas e terá lugar no sábado, 3 de Junho de 2023. As regras são simples: Iniciar a partida de qualquer ponto desejado e percorrer uma distânciasuperior a 40 km, 80 km, 160 km ou 320 km. Data: sábado, 3 de Junho de 2023. Inicio Evento: 6h00 em ponto (hora local). Preço: GRÁTIS, sem taxas, sem tempos cronometrados, apenas diversão! Trata-se apenas de um passeio de gravel de 40, 80,160 ou 320 km. 2 paragens no máximo ao longo do passeio. Celebração obrigatória após terminares o teu objetivo. Inscrições e prémios Este evento é uma iniciativa conjunta entre a LSRF e a Shimano, podes inscreve-te de forma fácil e gratuita visitando hoje mesmo o site do evento aqui: www.rebound.cc Aderindo ao desafio REBOUND STRAVA para teres a oportunidade de ganhares alguns destes excelentes prémios: 10 x Sapatos de gravel Shimano RX6 5 x Posters personalizados Rebound Ride 3 x Bilhetes fim-de-semana para o evento LtD's Gravel Raid 2 x Bilhetes VIP para o Tour de France by Skoda 1 x Pack Experiência “Live Slow Ride Fast” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 3.ª Taça de Portugal de XCO - Lousada Lousada recebeu a terceira ronda da Taça de Portugal de XCO, onde Pablo Rodríguez (BH Coloma Team) e Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) ganharam as corridas de elite. Corrida masculina O vencedor da ultima prova da Taça de Portugal de XCO tinha sido Ricardo Marinheiro e o líder da classificação geral da competição era Mário Costa, pelo que se adivinhava mais uma corrida animada. A disputa da corrida começou por ser entre quatro atletas, Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), Pablo Rodríguez, Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos) e Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB), mas com o passar das voltas ficaram na frente somente Marinheiro e o espanhol Rodríguez. Pablo Rodríguez acabou por levar a melhor sobre o português Ricardo Marinheiro, que foi o segundo classificado, a 46 segundos. O terceiro foi Mário Costa, o que lhe garantiu a continuação no primeiro posto na geral da Taça. TOP 10 final POS.NOMEPAÍSTEMPO1RODRIGUEZ GUEDE Pablo ESP01:32:332MARINHEIRO Ricardo POR01:33:193COSTA Mário POR01:34:494FERREIRA Roberto POR01:35:115CRUZ João POR01:36:156ROCHA João POR01:38:147FILIPE André POR01:39:338CRUZ Carlos POR01:40:119NUNES Bruno POR01:40:3110FRAZÃO Tomás POR01:42:12 Corrida feminina A campeã nacional voltou a vencer, confirmando o bom momento de forma. Raquel Queirós conseguiu impôr-se à sua colega de equipa Matylda Szczecinska, que terminou a 28 segundos da portuguesa. Ana Santos (X-Sauce Factory Team) foi a terceira, a 1m26s, mantendo o comando da Taça de Portugal em elite e em sub-23. TOP 10 final POS.NOMEPAÍSTEMPO1QUEIRÓS Raquel POR1:28:492SZCZECINSKA Matylda POL1:29:173SANTOS Ana POR1:30:154LOIS GARCIA Lara ESP1:30:485MONTEIRO Joana POR1:32:046MEIER Maaris EST1:34:277CASADEY Josefina ARG1:36:368GOMEZ ANDREU Lucia ESP1:38:109BRANCO Marta POR1:39:0010GOMES Leandra POR1:39:52 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=og6rkcwkTv0 Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália – Como lidera João Almeida? Como evoluiu João Almeida como líder desde que vestiu a rosa no Giro de 2020? Na segunda parte da entrevista analisamos os rivais diretos. Entrevistei o João Almeida por videochamada a 26 de abril. O atleta estava em estágio em Serra Nevada e durante quase uma hora conversamos de forma descontraída. Abordamos temas recorrentes – como a hierarquia dentro da UAE-Emirates – que João Almeida encara com a naturalidade de quem conhece o pelotão profissional. Segue abaixo a transcrição da segunda parte da entrevista com o atleta de A dos Francos. LEIA AQUI A PRIMEIRA PARTE DA ENTREVISTA Fabio Ferrari/LaPresse GM: Desde 2020 passou muito tempo. Não és o mesmo a ler a corrida dentro da corrida, mas também tudo o que se passa à volta de uma prova de três semanas. O que é que mudou? JA: Apesar de eu só ter 24 anos, não sou nenhum veterano, mas tenho bastante experiência e já fiz quatro grandes Voltas. Todas correram bem à exceção do Covid. Sou um João Almeida com muito mais experiência, com as coisas muito mais planificadas, que sabe o que quer, que comunica o que quer, o que é necessário fazer. Aprendi com os erros e situações do passado. Também estou mais forte. GM: Como é que tu és como comunicador? JA: Parte tudo da base da confiança e sendo mais confiante não há receio de dizer ‘preciso que puxes, que me protejas ao vento, preciso de água, do que quer que seja’. Se calhar o João do passado não comunicava tanto por essa falta de confiança, ‘vou pedir isto a toda a gente e depois não consigo estar na frente ou ganhar, etc.’. Com o passar dos anos tenho vindo a ganhar essa confiança em mim próprio e neste momento não tenho qualquer receio de pedir o que eu quero. Essa é a principal diferença. GM: Fala-se muito da questão mental em alta competição. Não deve ser fácil lidar com tanta pressão. JA: Nem é questão de pressão, parte muito da nossa confiança. Afinal de contas tenho ali corredores que estão só para me ajudarem e não quero que trabalhem em vão. Ter essa responsabilidade de ter que… ‘delivery’ [dar resultados]… como se costuma dizer, ter que estar na frente e fazer a recompensa desse trabalho neste momento estou muito mais confiante e sei que vou estar lá. Créditos - Sprint Cycling Agency GM: Analisaste o percurso? JA: Por alto sim, ainda não vi tudo em questão. Dos contrarrelógios sei tudo, algumas etapas muito duras. GM: Reconhecimentos não fizeram? JA: Fiz o reconhecimento do segundo contrarrelógio – é bastante rápido, longo, mais de 30km. Gostei do percurso, boa estrada, não tem partes muito técnicas. GM: O que é que vai pesar mais neste Giro de Itália? JA: Os dois primeiros contrarrelógios vão fazer bastante diferença e acho que as estratégias vão mudar e vão-se adaptar de acordo com esses tempos. Se houver líderes que perderem muito tempo no contrarrelógio vão ter que mudar a estratégia para atacar na montanha, assim como quem ganhar vai mais pela defensiva. A última semana vai ser duríssima e aquele último contrarrelógio – que é meio contrarrelógio e meio cronoescalada – vai ser muito duro principalmente pelos dias anteriores. Vai ser um bom espetáculo e tudo pode acontecer naquela última semana. Temos o exemplo da primeira Volta a França que ganha o Tadej Pogacar… ninguém diria que ele ganhava e o certo é que aquele contrarrelógio meteu o Roglic lá para trás e este Giro vai ser similar. Naquele contrarrelógio tudo pode acontecer. Num Giro com não sei quantos mil quilómetros, aqueles 25 quilómetros vão fazer uma diferença abismal. GM: Perante Roglic e Evenepoel o que é tu tens a mais do que eles e o que é que eles têm a mais do que tu? De forma resumida. JA: Eles têm a vantagem do contrarrelógio. Sem ser no Tirreno – o Roglic não estava na melhor forma nesse dia – nunca fiquei à frente de nenhum deles. Claramente vão estar à minha frente no contrarrelógio. Eu tenho uma boa consistência, é o meu ponto forte e isso pode fazer a diferença. GM: Pode pesar tu teres corrido os últimos três Giro enquanto o Remco abandonou na estreia e o Roglic tem-se centrado mais no Tour? A maior proximidade face ao Giro pode-te favorecer? JA: Em termos mentais sim, pode fazer a diferença. GM: Para além destes dois quem é que tens visto que pode entrar nas contas da geral? JA: O Tao [Geoghegan Hart] esteve muito bem nos Alpes e toda a Ineos tem uma equipa muito forte. Geraint Thomas é um corredor que vai lá chegar e vai estar muito bem, apesar de nas corridas anteriores não ter estado ao seu melhor nível, mas sei que vai chegar ao Giro e vai estar numa forma estupenda. Vlasov também vai, mas o foco será Remco e Roglic à partida. Depois ao longo dos dias vamos vendo. Roglic bateu Almeida e Geoghegan Hart no Tirreno-AdriáticoCréditos: GianMattia D'Alberto/LaPresse GM: O que aconteceu ao Remco no Giro pode-lhe dar motivação extra para mostrar que pode fazer no Giro o que fez na Vuelta? JA: Acho que sim. GM: Há algum tipo de picardia entre vocês desde essa altura? JA: Picardia não existe, o pouco que pode ter acontecido – o público é que amplia a situação – ficou resolvido naqueles dias no Giro. Agimos como equipa e na altura tomamos as decisões com a informação que tínhamos e fizemos uma boa decisão. Claro que agora olhando para trás mudávamos tudo, mas no final é fácil julgar. GM: Ele se calhar também mudava o facto de ter ido ao Giro quando claramente não estava preparado? JA: Sim, exato. E ele também não é assim tão individualista e invejoso. Se calhar dar-me-ia mais a oportunidade naquele dia sabendo que não ia estar bem. A etapa 11 do Giro de 2021 foi o momento de maior tensão na relação Almeida-Evenepoel GM: Como é que ele é como pessoa? Viste na Catalunha os gestos do Evenepoel quando ia com Roglic na frente? Era ele a tentar entrar na cabeça do Roglic? JA: Ele é um corredor que é força pura e se está forte ataca. O Roglic é mais meticuloso, mais experiente, joga mais à defensiva enquanto o Remco joga a atacar e à força bruta. Aqueles gestos são uma forma de tentar entrar na cabeça do Roglic para que ele puxe, continuar a insistir para ele puxar e ele tentar ganhar a vantagem com o desgaste do Roglic. GM: Ele está diferente agora que é campeão do mundo? JA: É um corredor muito mais maduro, em termos táticos está muito melhor, cresceu bastante nesse sentido, mas será sempre um corredor de força bruta. GM: Esse ímpeto favorece-te? Preferes uma corrida mais atacada ou mais à Roglic? JA: Ambas as situações são boas. É bom deixá-los estar a disputar a corrida, a desgastarem-se um ao outro. O Roglic é mais meticuloso, como já disse. Joga mais à defensiva e quando ataca não ataca só porque sim. Ambas as situações me favorecem. Evenepoel bateu Roglic no circuito de Montjuic durante a última etapa da Volta à Catalunha. O esloveno ganhou a geral ### Volta a Espanha Feminina 2023 - Os pormenores e transmissões De 01 a 07 de maio cumpre-se a 9.ª edição de La Vuelta feminina, a Volta a Espanha das mulheres, e este ano promete ser ainda mais dura e emocionante. Um total de 7 etapas e quase 730 quilómetros com um percurso desafiante fazem desta 9.ª edição da corrida espanhola a mais longa de sempre.  As etapas O pelotão inicia a prova em Torrevieja com um contrarrelógio por equipas e só termina a 07 de maio nas Astúrias, nos Lagos de Covadonga, em pleno coração dos Picos da Europa. Para além do contrarrelógio, o percurso conta ainda com três etapas planas, uma de média montanha e duas metas em altitude.  A luta pela geral deverá começar a ficar mais clara a partir da chegada ao Mirador de Peñas Blancas, de 1.ª categoria, com a meta no final de uma subida com 5 quilómetros, isto depois de ultrapassada a contagem de montanha de 1.ª categoria, no Puerto de Navafria.  Um dos pontos fortes da corrida fica reservado para a derradeira etapa nos Lagos de Covadonga, com a meta no final de uma subida com 12 quilómetros de categoria especial.  Equipas e candidatas Entre as equipas participantes em La Vuelta encontram-se 12 equipas do World Tour, incluindo a Movistar da vencedora da corrida em 2022, a neerlandesa Annemiek van Vleuten. Terá a concorrência de outras ciclistas de peso como Demi Vollering, Juliette Labous, Amanda Spratt, Kristine Faulkner, Shirin van Anrooij, Gaia Realini, Ane Santesteban ou Charlotte Kool.  Créditos: A.S.O/ThomasMaheux As portuguesas que constam na pré-lista de inscritas desta prestigiada corrida são Daniela Campos (Bizkaia Durango), Beatriz Roxo (Cantabria Deporte - Rio Miera) e Mariana Libano (Soltec Team). A Volta a Espanha feminina 2023 distribuiu um total de 130.000€ em prémios, o maior valor de sempre na categoria. O objetivo passa por atingir maior igualdade com o setor masculino.  Quem vencerá a 9.ª edição de La Vuelta feminina? A resposta pode ser vista diariamente nas transmissões do Eurosport entre os dias 01 e 07 de maio.  Dias e horários de transmissão 01 de MAIO – ETAPA 1 – Eurosport 2 ÀS 11:30  02 de MAIO – ETAPA 2 – Eurosport 1 ÀS 14:30  03 de MAIO – ETAPA 3 – Eurosport 1 ÀS 14:30  04 de MAIO – ETAPA 4 – Eurosport 1 ÀS 14:30  05 de MAIO – ETAPA 5 – Eurosport 1 ÀS 14:00  06 de MAIO – ETAPA 6 – Eurosport 1 ÀS 16:45 * em diferido 07 de MAIO – ETAPA 7 – Eurosport 1 ÀS 16:45 * em diferido Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida em entrevista - “Quero ganhar, não quero fazer 2º!” Qual é a hierarquia na UAE-Emirates no Giro de Itália? Como foram os duelos com Primoz Roglic e Remco Evenepoel? O TopCycling entrevista João Almeida. A entrevista com João Almeida foi feita por videochamada a 26 de abril enquanto estagiava em altitude em Serra Nevada. Durante quase uma hora conversamos de forma descontraída e até deu para notar o bigodinho – brincadeira entre colegas que vai desaparecer para o Giro de Itália. Abordamos temas recorrentes – como a hierarquia dentro da UAE-Emirates – que João Almeida encara com a naturalidade de quem conhece o pelotão profissional e a estrutura que representa. Segue abaixo a transcrição da primeira parte da entrevista com o atleta de A dos Francos. A segunda parte será publicada a 29 de abril e incluirá tópicos interessantes. Como é o João Almeida líder? O que mudou desde o Giro de Itália de 2020 até se tornar o plano A da UAE-Emirates no Giro? Quais os pontos fortes dos rivais e como batê-los? LEIA AQUI A SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA A Colnago de João Almeida a "descansar" antes do Giro de ItáliaCréditos: João Almeida Gonçalo Moreira: Começamos por falar do estágio. Como é que tem corrido e como tem sido o relacionamento com o bloco? João Almeida: Tenho-me sentido bem, estou em forma e vou chegar ao Giro com frescura e pronto para a guerra. GM: Correste o que querias correr? Pergunto porque há muitas preparações diferentes – Remco Evenepoel foi à Liège, Roglic não corre desde a Catalunha. JA: Eu gosto de terminar com um bloco de treino para começar a corrida com mais frescura e menos desgaste. A competição é um desgaste alto enquanto o treino é mais controlado. O Evenepoel fez Catalunha, esteve em altitude antes, foi para altitude depois, fez a Liège que é uma prova de um dia e não dá grande desgaste, não sei se volta a altitude. Eu gosto de me preparar assim, tem corrido bem, mas vamos descobrir neste Giro. [risos] GM: O mês e meio prévio ao Giro é quase o mesmo do ano passado. Estás na tua zona de conforto. JA: No ano passado fiz Catalunha e Miguel Indurain depois. GM: Foi aquela que fizeste e abandonaste… JA: Fiquei doente e foi uma má opção ir lá. Decidi este ano fazer Catalunha e terminar por ali. No passado já fiz Catalunha e depois do estágio em altitude fui à Liège… não gostei muito. Daí não fazer as clássicas. É mais importante fazer uma boa preparação de treino em altitude e chegar ao Giro com outro pulmão por assim dizer. Créditos: LaPresse Mano a mano com os rivais GM: Como é que avalias o teu desempenho na temporada e o mano a mano com os rivais? JA: Comecei a época bem em Maiorca, infelizmente o tempo foi horrível com muita chuva e frio, mas fiz boas corridas e tive boas sensações. Infelizmente cheguei ao Algarve e tinha tido uma pequena lesão no joelho, o que não facilitou em termos de treino, tive que repousar um pouco. A dor no joelho prolongou-se até à Catalunha, nunca estive cómodo. Nas primeiras horas de competição tinha sempre alguma dor e depois acabava por passar. Mesmo a treinar a dor estava presente. Fiz exames ao joelho e estava tudo a 100 por cento, segundo o médico era uma irritação. No Algarve tive um contrarrelógio menos bem conseguido, mas no geral foi muito bom. No Tirreno não havia um percurso duro o suficiente para me testar e ver como é que estava em alta montanha – no único dia que era bastante duro em termos de montanha tivemos vento de frente a subida toda. Fiz 2º. Na penúltima etapa senti-me bastante bem e consegui fazer um ataquezinho. Cheguei à Catalunha não totalmente confiante na alta montanha; foi a corrida de uma semana mais dura que fiz e fiquei surpreendido com a minha forma. Estava bem depois de um Tirreno bastante duro. Após Catalunha fiz um pequeno descanso para encarar este estágio com frescura e para fazer um bom treino para chegar sem cansaço. Vão ser três semanas bastantes longas. GM: Face a como estavas na Catalunha, se puderes quantificar, quanto é que dirias que o estágio melhora? JA: Fui para a Catalunha sem qualquer ganho de altitude – a última vez que fez altitude foi no ano passado antes da Vuelta – enquanto os meus adversários lá estavam com altitude. O Remco vinha do Teide [Tenerife], o Roglic acho que também. Não sei dizer ao certo a percentagem que a altitude nos dá, mas claramente se essa desvantagem existia antes vai ser anulada para o Giro. Vou estar, sei lá, 2-3 por cento, quem sabe mais, também não sei. Vou estar melhor pela altitude e tenho feito um bom treino. Claro que o nível já é muito alto e não vou melhorar um absurdo, mas dá para melhorar bastantes aspetos e ficar um pouco mais consistente. Esperemos que seja o ideal para o Giro. No pódio final da Volta à Catalunha com Roglic e EvenepoelCréditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency "Eu ia a fazer 450 watts a subida toda e eles atacam a 500 e tal, 600, 700, 800" GM: Faltou uma vitória para ratificar esse trabalho todo ou não é um problema? JA: Não é um problema, mas não é fácil porque desde outubro/novembro tenho estado a trabalhar no duro e tenho colhido esses frutos porque tem tudo corrido bem. Fazer sempre 2º, 3º e estar perto da vitória e ao mesmo tempo tão longe custa porque é muito sacrifício, muito trabalho e quero ganhar, não quero fazer 2º! Ao mesmo tempo estou a lidar com Roglic, Remco, esta fornada de corredores que são do meu ano e são muito fortes… estar no meio deles já é muito positivo. GM: Que feeling é que tiveste no Tirreno contra o Roglic? Depois na Catalunha eles arrancavam e fizeram uma corrida separada do pelotão e tu foste o mais forte dos outros. JA: No Tirreno fiquei feliz com o 2º porque não acho que conseguisse bater o Roglic. Na Catalunha fiquei um pouco aquém porque no dia de Vallter 2000 tive azar com a troca de bicicleta na pior altura possível. Sinceramente não acreditava que conseguia voltar… e consegui voltar ao grupo e ainda consegui fazer 4º sem perder muito tempo para os adversários. Claramente fui o mais rápido naquele dia na subida e estava muito bem… se calhar podia ter feito alguma diferença, quem sabe ganhar. Nunca vamos descobrir. A corrida seria diferente. Sem ser nesse dia fiz o que pude, mas aquele esforço fez a diferença porque no dia a seguir tivemos La Molina e paguei o esforço do dia anterior a 2000 metros de altitude. Isso dita logo a corrida, mesmo assim fiquei muito contente com o desfecho. São só coisas positivas para pensar que no Giro, sem azares, tenho possibilidade de estar lá na frente com eles. Não sou o corredor explosivo para reagir àqueles ataques ‘estúpidos’ que eles fazem [risos], mas no geral espero dar-lhes dores de cabeça e estar na disputa pela vitória. GM: Quando vão num grupo reduzido, àquele ritmo que só aguentam meia dúzia de corredores, eles arrancam e tu olhas para o potenciómetro. Estamos a falar de que números? JA: Posso dar o exemplo da Catalunha. Na etapa de Vallter 2000 eu ia a fazer 450 watts a subida toda e eles atacam a 500 e tal, 600, 700, 800 [watts] e depois conseguem manter na mesma os 450. Se calhar eu prefiro meter mais 10-20 watts e chegar com mais frescura. Eles também tinham outra capacidade física naquele dia e se eu fizesse aquela aceleração se calhar ficava para trás. Às vezes vejo-os atacar e penso ‘vou no meu passo porque não vale a pena estar a fazer estas acelerações’. "Deixá-los gastar as balas" GM: Como é que lhes vais conseguir ganhar? JA: Os esforços que eles fazem vão pagá-los, isso é certo. Por mais fortes que sejam vão-se ressentir. Eu acredito nas minhas capacidades e sei que àquele ritmo se não chegar a eles é porque eles estão super-homens. É assim que eu penso, eles eventualmente vão abrandar porque também não são de ferro. É assim que eu penso e até agora tem corrido bem. GM: Tiveram oportunidade de estudar aspetos estratégicos e táticos. Na Vuelta a UAE fez uma corrida taticamente corajosa, tu subiste na geral e o Ayuso fez 3º. Levas um bloco para o Giro de Itália para por a corrida nos mesmos termos? JA: Taticamente temos que ir dia a dia, podemos ser mais agressivos como na Vuelta do ano passado e apostar as fichas todas. Se não der é porque os adversários foram mais fortes. Temos que ser cautelosos porque Jumbo e Quick-Step levam blocos muito fortes também. Se calhar deixá-los gastar as balas mais ao início e aproveitar um momento, uma oportunidade que possa surgir. GM: Na Vuelta puderam ser agressivos porque o bloco estava bem. O Soler esteve espetacular e tudo funcionou. Conta-me o bloco que tens e como têm trabalhado juntos. JA: O [Diego] Ulissi está um pouco doente, acho que não conseguiu alinhar na Liège e é um pouco a incógnita para o Giro. O [Davide] Formolo encontra-se bastante bem, o Jay Vine está muito bem, o [Alessandro] Covi teve alguns problemas de saúde antes de vir e tem sido mais cauteloso com o treino, se calhar não vai entrar tão bem no Giro. O Jay é capaz de ter alguns pensamentos de oportunidade dele ir para a geral, mas claramente eu sou o plano A. Por conversas que tivemos é capaz de tentar a oportunidade dele. No lugar dele também gostava de ter a oportunidade, mas vai haver uma altura em que se tiver que trabalhar claramente terá que trabalhar. Temos o [Pascal] Ackermann que vai para os sprints com o [Ryan] Gibbons. Depois temos o [Brandon] McNulty, que não está aqui connosco, mas acho que vai estar bem; se ele estiver bem é uma boa ajuda e é possível que pense numa etapa ou duas, o que é ok, não acho que seja um problema. Tem que ser tudo bem organizado e estudado, o diretor-desportivo tem que meter as coisas claras, os pontos têm que estar nos i que é para não haver problemas e as coisas estarem preparadas. Jay Vine abriu 2023 a vencer o título nacional de contrarrelógio e o Tour Down Under "Claramente sou o plano A" GM: A questão do Jay Vine ter ambições… suponho que todos os corredores quando começam uma grande Volta dentro da cabeça têm ambições. Afinal, são todos profissionais, mas não há uma hierarquia clara? JA: Há uma hierarquia clara. Isto não foi falado dentro da equipa. Terá que ser falado claramente dentro da equipa, mas na hierarquia sou eu o plano A. Isso nem é uma questão. Percebo que ele queira ter a oportunidade de tentar fazer a geral, se calhar vamos poupá-lo um bocadinho, mas vai chegar um momento em que se for necessário não vou hesitar em dizer o que quero. Com o desenvolver da corrida as coisas vão ficar mais claras. Quem sabe ele até esteja numa forma super e ganhe o Giro, não se sabe. [risos] À partida é assim que temos de ir, claramente sou o plano A e dou muito mais garantias do que qualquer um. Ainda mais vindo ele de uma lesão e sem fazer corridas antes para ver bem o nível em que está, mas ele também sabe que eu sou o plano A e as coisas têm que ficar claras. Tem sido bom conhecer-nos melhor, comunicarmos para saber os objetivos de cada um e termos um plano bem estruturado. Tem corrido bastante bem nesse sentido. ### João Almeida e mais sete no Giro! Brandon McNulty novidade na UAE-Emirates. Giro de Itália começa a 6 de maio na Costa dei Trabocchi e finaliza em Roma no dia 28. Jay Vine, Brandon McNulty, Diego Ulissi, Davide Formolo, Alessandro Covi, Pascal Ackermann e Ryan Gibbons. São estes os sete corredores que vão estar ao lado de João Almeida no Giro de Itália. É a quarta participação do atleta de A dos Francos na corsa rosa, veremos se finalmente João Almeida concretiza o sonho de subir ao pódio do Giro de Itália. Créditos: LaPresse Destaque ainda para a presença dos dois campeões mundiais em títulos, Remco Evenepoel (Soudal-Quick-Step) e Tobias Foss (Jumbo-Visma), algo que não se verificava desde 2007. Os principais nomes que se prevê venham a disputar a classificação geral foram confirmados. Além do belga Evenepoel teremos Primoz Roglic (Jumbo-Visma), campeão da Catalunha e do Tirreno-Adriático este ano, Damiano Caruso (Bahrain; 2º em 2021), Thibaut Pinot (Groupama-FDJ; 4º em 2017), Alexsandr Vlasov (Bora-Hansgrohe; 4º em 2021) e Rigoberto Uran (EF Easy Post; 2º em 2013 e2014). O único ex-campeão do Giro de Itália à partida é o britânico Tao Geoghegan Hart (vencedor em 2020) que liderará a Ineos juntamente com Geraint Thomas, campeão do Tour de France em 2018. https://twitter.com/giroditalia/status/1635336444838305795 ### O outro lado do Granfondo de Torres Vedras O TopCycling deslocou-se até Torres Vedras para mostrar o outro lado da organização de um Granfondo, evento de ciclismo aberto a qualquer ciclista que se inscreva, seja ou não federado. Através do organizador de eventos, Cabreira Solutions, Luís Beltrão mostra o que envolve a organização de um evento que colocou 1200 ciclistas na estrada, com tudo o que isso envolve, desde a segurança em todo o trajecto, aos abastecimentos, refeições e percurso. O Vídeo https://youtu.be/5xzV-_5mHXY Agradecimento à organização Cabreira Solutions e empresa de media Golden Animation pela cedência de algumas imagens da prova. Produção e edição do vídeo por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Romandia: Rui Costa abandona Incidente mecânico no prólogo levou o corredor da Intermarché-Wanty a abandonar durante a 1ª etapa na prova suíça onde fechou quatro vezes no pódio. País tradicionalmente talismã para Rui Costa, desta vez a Suíça provou ser tudo o contrário para Rui Costa. Na primeira pedalada que deu na Volta à Romandia, o poveiro sofreu um incidente surreal partindo o prato grande da pedaleira. Embora pareça apenas um problema mecânico, o facto de ter pedalado em falso resultou em fortes dores para Rui Costa. Junto da Intermarché-Circus-Wanty o TopCycling averiguou a extensão do problema: "O Rui Costa tem um golpe forte no músculo da coxa. Até agora não há sinais de danos estruturais dentro do joelho ou a nível muscular", explicou o médico da equipa. O tricampeão da Volta à Suíça concluiu o prólogo apesar de quase não poder exercer força sobre os pedais, mas teve que abandonar no decorrer da Incidente mecânico no prólogo levou o corredor da Intermarché-Wanty a abandonar durante a 1ª etapa. https://twitter.com/GcnRacing/status/1650893834484686849 Rui Costa está em maré de azar A pedaleira é um componente que está fixo por vários parafusos e isso torna improvável que parta em bloco... como aconteceu com Rui Costa. Rui Costa está em maré de azar já que foi obrigado a falhar a Flèche Wallone também por uma inflamação no outro joelho (não o que foi afetado na Romandia). O prólogo não correu mal a todos os portugueses. Ivo Oliveira (UAE Emirates), on fire pela vitória no madison na Taça das Nações de pista, até chegou a liderar e acabou no 9º lugar. Nelson Oliveira (Movistar) ficou no 12º posto e o vencedor foi o checo Josef Cerny (Soudal-Quick-Step). ### Um mês de paragem para António Morgado Tendinite tira o vice-campeão mundial júnior do Tour de Bretagne onde compete o colega Gonçalo Tavares pela Hagens Berman Axeon. O TopCycling apurou que António Morgado tem uma tendinite no joelho esquerdo que veio de uma lesão antiga não tratada. Em conjunto com a equipa e com o Dr. Felipe Quintas foi decidido parar durante um mês para tratar a lesão sem correr riscos. O corredor natural de Salir do Porto ia correr a Volta à Bretanha – prova UCI 2.2 – depois de em corridas do mesmo nível ter ganho a Volta a Rodes e sido 4º no Circuito das Ardenas. Pelo meio ainda fechou na 13ª posição a Volta ao Limburgo. Por agora é prematuro saber que impacto terá a paragem no resto da época. Como explicou em entrevista ao TopCycling em março, António Morgado quer correr o Giro sub23 que se disputa entre 11 e 18 de junho. Créditos: Joe Cotterill Teste duro para Gonçalo Tavares O único português presente na Bretanha é Gonçalo Tavares. França é um país que traz boas recordações ao atleta de Proença-a-Nova que foi rei da montanha no Tour de Gironde e ajudou António Morgado a ser 2º no Troféu Morbihan (Taça das Nações). Será um teste duro para Gonçalo Tavares já que a prova tem sete etapas e junta profissionais experientes com jovens esperanças. Há uma forte presença de estruturas WorldTour através das respetivas equipas de desenvolvimento – DSM, EF, Groupama, Alpecin, Intermarché, Israel, Jumbo, Quick-Step e Bora estão em competição. A isto temos que juntar ProTeams como Tudor, Lotto, Uno-X e algumas Continentais de topo como a ítalo-colombiana GW Shimano Sidermec e a britânica Trinity Racing. Portugal só por uma vez venceu a corrida que se disputa na terra de Bernard Hinault. Foi em 1990 com José Marques Faustino, figura da Bom Petisco-Tavira nas décadas de 80 e início de 90. A passada edição foi ganha pelo bretão Johan Le Bon que após 12 épocas como profissional está agora no pelotão amador. ### Portugal abraça Paris 2024 Ivo Oliveira e Iúri Leitão ganharam o madison na etapa final da Taça das Nações. Tata Martins foi 8ª no omnium. Apuramento olímpico no rumo certo. O sonho de ter Portugal em Paris 2024 com um ou mais representantes masculinos pela primeira vez está vivo. Ivo Oliveira e Iúri Leitão fecharam a época de Taça do Mundo vencendo o madison, em Milton (Canadá). A dupla nacional – 4ª no Europeu a um ponto das medalhas – foi a única que dobrou duas vezes o pelotão e ainda pontuou em cinco dos 20 sprints. Ouro: Portugal (Ivo Oliveira e Iúri Leitão) 61 pontos Prata: Beat Cycling Club (Yoeri Havik e Vincent Hoppezak) 56 pontos Bronze: França (Thomas Boudat/Benjamin Thomas) 55 pontos É a primeira vez que uma dupla portuguesa vence um madison em elites numa grande prova internacional. Apesar de ser uma prova tradicional na pista, o madison só fez parte do programa dos Jogos Olímpicos entre 2000 e 2008 ao ser um evento exclusivo masculino. Voltou em Tóquio 2020 já com duplas femininas. https://twitter.com/uci_track/status/1650258967694540800?s=46&t=1qq76yobL1DyM5tmW6HQ6w Foram 52 minutos de prova feitos a uma velocidade média de 57,3km/h ao longo de 200 voltas ao velódromo canadiano de Milton. O plano definido pelo selecionador nacional Gabriel Mendes era esperar pela metade da prova para tentar as dobragens. “O nosso ponto forte é quando se acumula a fadiga. Despois de darmos a primeira volta, conseguimos dobrar o pelotão pela segunda vez. Sentimos que tinha de ser naquele momento, porque a corrida estava toda partida e víamos na cara dos adversários que estavam completamente cansados e nós ainda tínhamos algumas ‘balas’ para gastar. Depois foi um contrarrelógio de 40 voltas dividido entre mim e o Iúri. Estamos orgulhosos porque houve uma conexão muito boa entre os dois, fizemos rendições perfeitas. Foi daqueles dias em que tudo é perfeito.” Ivo Oliveira à Federação Portuguesa de Ciclismo Como está a classificação para Paris 2024? A seleção nacional de pista começou o ano sabendo que um bom início de ciclo podia deixar o apuramento quase fechado. Para o apuramento contam os Europeus, as Taças do Mundo e os Mundiais. Cada evento tem um coeficiente, isto é, o Mundial pontua mais do que a Taça do Mundo que por sua vez pontua mais do que o Europeu. Daí ser importante fechar 2023 com um bom Mundial em Glasgow (3-13 de agosto). Na Taça do Mundo de madison só Alemanha e Países Baixos estão à frente de Portugal. É preciso ter em conta que o apuramento olímpico é entrelaçado – a perseguição por equipas apura 10 nações que entram diretas no madison; a esses 10 países juntam-se outros cinco via ranking do madison; já no omnium entram os 15 países que participam no madison mais sete do ranking específico. O 6º lugar de Iúri Leitão no omnium em Milton e o 7º de João Matias em Jacarta (além do 9º no Europeu obtido por Matias em fevereiro) reforçam a ambição da seleção nacional. Créditos: UCI Tata Martins firme em Milton Maria Martins foi de menos a mais na Taça do Mundo. Um positivo por Covid-19 estragou a participação na primeira prova, em Jacarta, mas no Cairo já foi 7ª e em Milton 8ª no omnium. Como só contam os dois melhores resultados do ano uma Tata Martins firme em Milton é garantia de estar na metade alta do ranking desta disciplina olímpica. No Canadá Tata Martins foi 5ª no scratch, 6ª na tempo race, 12ª na eliminação e na corrida por pontos não pontuou terminando com 80 pontos. O nível foi de final olímpica: britânica Katie Archibald arrasou nas três primeiras corridas e geriu na pontuação; na luta pelo pódio a italiana Elisa Balsamo tirou o 2º lugar à campeã mundial e olímpica Jennifer Valente (EUA) no último sprint. ### Liège-Bastogne-Liège 2023 - Show Evenepoel O principal motivo de atração da Liège-Bastogne-Liège 2023 era ver o embate entre um Tadej Pogacar que chegava a esta corrida embalado por uma série de vitórias impressionante nesta campanha de clássicas, e Remco Evenepoel, actual Campeão do Mundo e vencedor da última edição da desta corrida. Tadej Pogacar K.O. por queda O motivo de atração rapidamente se desfez, pois Tadej Pogacar acabaria por sofrer uma queda numa fase inicial da corrida (a cerca de 170 km's. do final) e seria forçado a abandonar. Minutos depois surgiram as notícias de que Tadej Pogacar sofreu uma fratura do escafóide (pulso) esquerdo, entre outras lesões, sendo que o escafóide necessitou de cirurgia. Após cirurgia, à hora de publicação deste artigo a informação é de que a cirurgia correu bem: "A cirurgia ao escafóide de Tadej foi bem-sucedida e ele voltará para casa amanhã para recuperação e reabilitação." Dr.Adrian Rotunno - diretor médico do Hospital de Genk Soudal - Quick Step assumiu a corrida Com Tadej Pogacar fora, as outras equipas deixaram a pressão sobre a equipa do outro favorito, a Soudal - Quick Step teve que assumir a perseguição à fuga do dia e fê-lo bem, imprimindo um ritmo que ao longo das dificuldades iria descartando do pelotão inclusive homens como Enric Mas ou Mikel Landa. Depois de alcançados os homens da fuga, Remco Evenepoel acabou por atacar praticamente no mesmo local do ano passado, no final da Redoute (a 35 km's. do fim), só Tom Pidcock conseguiu ir com o Campeão do Mundo, mas acabaria por ceder poucos quilómetros depois. Créditos imagem: Luc Claessen/Getty Images Depois de deixar Pidcock, Remco Evenepoel arrancou para a sua segunda vitória consecutiva da Liège-Bastogne-Liège, rodando sozinho nos últimos 30 quilómetros até Liège, para cortar a meta com tempo para festejar calmamente junto dos fãs belgas. Créditos imagem: Luc Claessen/Getty Images Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) e Santiago Buitrago completaram o pódio, no segundo e terceiro posto respetivamente. TOP 10 final POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step06:15:492PIDCOCK TomINEOS Grenadiers+ 01:063BUITRAGO SantiagoBahrain Victorious+ 01:064HEALY BenEF Education-EasyPost+ 01:085MADOUAS ValentinGroupama-FDJ+ 01:246MARTIN GuillaumeCofidis+ 01:257BENOOT TiesjJumbo-Visma+ 01:378KONRAD PatrickBORA-hansgrohe+ 01:489SKJELMOSE JENSEN MattiasTrek-Segafredo+ 01:4810HIRSCHI MarcUAE Team Emirates+ 01:48 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=SRAtnsaOm3k Vollering rainha das Ardenas na corrida feminina Demi Vollering (SD Worx) conseguiu a tripla das Ardenas ao vencer hoje a Liège-Bastogne-Liège Femmes. Créditos: A.S.O Billy Ceusters A ciclista dos Países Baixos contou mais uma vez com uma equipa que tem estado quase perfeita (7 clássicas ganhas no WorldTour este ano). Primeiro colocaram Marlen Reusser na frente, depois Vollering fez a ligação para Longo Borghini (Trek-Segafredo) na Roche-aux-Faucons e acabaria por vencer a corrida num ao sprint. Vollering repetiu a vitória de 2021, conseguindo este ano a tripla nas Ardenas como a sua diretora Anna van der Breggen em 2017. TOP 10 final POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1VOLLERING DemiTeam SD Worx03:50:472LONGO BORGHINI ElisaTrek-Segafredo+ 003REUSSER MarlenTeam SD Worx+ 224MARKUS RiejanneTeam Jumbo-Visma+ 225CHABBEY EliseCANYON//SRAM Racing+ 226VAN VLEUTEN AnnemiekMovistar Team+ 227REALINI GaiaTrek-Segafredo+ 258LIPPERT LianeMovistar Team+ 01:249PALADIN SorayaCANYON//SRAM Racing+ 01:2410FISHER-BLACK NiamhTeam SD Worx+ 01 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=RCHWsj2miYc Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek apresenta a nova Émonda ALR - Acabamentos de topo a preço acessível A terceira geração da Émonda ALR foi concebida em Alumínio Alpha leve e resistente, com uma geometria específica de competição e com um quadro completamente remodelado, ajudando a ultrapassar as subidas, ir a fundo em plano e a voar para a meta. A bicicleta de estrada em alumínio mais leve da Trek A Trek diz que a Émonda ALR foi concebida com um quadro leve e durável em Alumínio Alpha 300 Series com tecnologia Invisible Weld (simplesmente não se vêem as soldaduras), rápido, divertido e económico, mantendo em simultâneo a suave qualidade de condução pela qual a Émonda é conhecida.   Alumínio com integração das irmãs em carbono A terceira geração da Émonda ALR evoluiu, incluindo agora as mesmas características dos modelos em carbono mais caros, como o formato de tubos aerodinâmico Kammtail e cabos integrados que oferecem uma vantagem aerodinâmica em relação à geração anterior. Press-fit? Não, obrigado. Diz adeus aos copos em plásticos e aos rangidos: A Émonda ALR agora tem um eixo pedaleiro roscado T47. A Émonda ALR está disponível na rede de distribuidores autorizados. ### Wout van Aert foi fazer Gravel Bikepacking na sua pausa após Clássicas Para aliviar o cansaço, esquecer uma temporada de Ciclocrosse e campanha de clássicas menos bem conseguida (porque não acredito que os pódios na Sanremo, Gent-Wevelgem e Roubaix, mais a vitória na E3 Saxo Classic fossem o objectivo), Wout van Aert resolveu ir fazer uma viagem na sua bicicleta de gravel, em modo Bikepacking. Há quem tire férias, compre um bilhete de avião e vá para uma praia paradisíaca relaxar uns dias, mas isso não são férias para um ciclista (alguns entusiastas como eu saberão do que falo, outros não), férias para um ciclista é poder pedalar sem preocupações familiares, sem horários, sem objectivos de watts ou pulsação, de preferência com amigos. Foi o que fez Wout Van Aert. Este modo férias para um entusiasta da bicicleta como eu seria ideal, porque não passo entre 20 a 30 horas semanais em cima dela a treinar, a fazer séries, a sofrer em treinos, não sou exposto à pressão de ter que vencer nem discuto corridas com os melhores ciclistas do mundo, esse é Wout van Aert, ainda assim foi essa a forma que encontrou para "relaxar" no período após clássicas. Que Ciclista fantástico! São diferentes por alguma razão, certo? Após a Paris-Roubaix Van Aert descansou do pedal (só pedalou 8 horas, segundo o Strava), mas um ciclista a meio da temporada não se pode permitir mais do que isto, na semana seguinte Wout começou a meter horas nas pernas novamente, não em modo "racing", mas sim com as bolsas na bicicleta numa viagem de 3 dias em modo Gravel Bikepacking com amigos, desde a sua cidade natal, Herentals, à região francesa de Champagne. Chamou-lhe, a caça ao Champanhe. Nem o tempo deu tréguas ao descanso de Van Aert, que a avaliar pelas fotografias do Strava dos seus companheiros de viagem, apanhou terreno bem pesado nos 3 dias em que fizeram mais de 100 quilómetros por dia. Desta forma Wout voltou ao trabalho e já leva vinte e três horas e meia de pedal esta semana. O objectivo com os seus amigos foi conseguido. A caça ao Champanhe! Não só pelas vitórias e desempenhos espetaculares vivemos uma época de ouro no ciclismo, mas também pela oportunidade que temos através do mundo digital, de saber como os ciclistas que vemos nas grandes corridas, nos grandes palcos do ciclismo mundial, são também eles, "só mais uns" entusiastas da bicicleta como nós. Wout van Aert regressará à competição no mês de junho, na Volta à Suíça, seguindo depois para mais um Tour de France que inicia no dia 1 de julho. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A primeira dupla tripla nas Ardenas! A História une Robert Capa, Tadej Pogacar e Demi Vollering. Uma reflexão de Gonçalo Moreira sobre o papel da mulher no ciclismo. Vivemos tempos empolgantes. A reencarnação de Eddy Merckx caminha entre nós e até aqueles que tinham perdido o apetite pelo ciclismo já não resistem quando Tadej Pogacar está a correr. São 24 anos, dois Tour de France, quatro Monumentos e espetáculo à antiga. O que era bom ainda melhorou em 2023: 18 dias de competição e 12 vitórias, incluindo a Volta à Flandres (o primeiro campeão do Tour a ganhar a Ronde desde Merckx). A semana das Ardenas tem sido extraordinária. Após dominar a Amstel Gold Race e a Flèche Wallone, Tadej Pogacar aspira à tripla que só Davide Rebellin e Philippe Gilbert conseguiram fazer na mesma temporada. Créditos: A.S.O Billy Ceusters Vollering na sombra de Pogacar Esta é a narrativa que a maioria dos aficionados de ciclismo poderá ter presente, mas Anna van der Breggen também fez a tripla em 2017 – o primeiro ano em que as mulheres puderam correr a Liège-Bastogne-Liège. A campeã mundial e olímpica retirou-se para dirigir a potente SD Works e este domingo pode guiar Demi Vollering à terceira vitória no espaço de uma semana. Vollering chega à Decana das clássicas após fazer uso da superioridade numérica da SD Works na Amstel – atacando após o Cauberg em sintonia com a colega Lotte Kopecky – e abafando as rivais desde o primeiro metro no muro de Huy na conclusão da Fléche. Vollering correu apenas sete dias este ano, tem três clássicas ganhas e dois segundos lugares. Venceu a Liège em 2021 portanto a tripla das Ardenas é realista. Ao longo da História são vários os exemplos de mulheres que ficaram em segundo plano em momentos marcantes. Sem querer – já que é um grande promotor do ciclismo feminino – a incrível época do esloveno coloca Vollering na sombra de Pogacar. Embora estejamos a viver uma era de conquista do espaço público pelas mulheres, quem reconhece Beryl Burton ou Fabiana Luperini? Há muito a fazer neste campo. Li há tempos sobre o papel da mulher na História da Arte. Na obra “HARTAS”, a autora Antònia Torelló Torrens recorda Robert Capa, fotojornalista que cobriu a Guerra Civil espanhola na linha da frente retratando o sofrimento de forma crua e pioneira. Só que Capa nunca existiu; foi criado por um judeu (Endre Ernő Friedmann) e uma mulher (Gerda Taro) que viveram a ascensão do nazismo e se refugiaram em Paris. Ideia original de Gerda Taro porque as agências pagavam mais se o material enviado fosse de um suposto fotógrafo americano. Créditos: A.S.O ThomasMaheux Quando a primeira mulher a cobrir a guerra na linha da frente morreu esmagada por um tanque já Gerda trabalhava como “Photo Taro” e Friedmann tinha assumido o papel de “Robert Capa”. Parte do trabalho de Gerda Taro caiu no esquecimento. Só em meados dos anos 90 foi reposta certa verdade histórica quando milhares de negativos de Taro foram encontrados e fotos atribuídas a Friedmann/Capa foram corretamente identificadas pela autora original. Oxalá a História seja mais justa com Vollering e a neerlandesa não seja apenas uma nota de rodapé na semana de Pogacar. O mundo anseia pela Liège e por ver a primeira dupla tripla nas Ardenas. ### NOVA Specialized Epic World Cup Depois de "deixar escapar" umas fotografias antes do tempo, a marca da California apresentou hoje a nova Specialized Epic World Cup, um modelo icónico da marca e esperado com expectativa por parte do público. Mas na verdade este modelo não é uma substituição ou atualização da suspensão total Epic, que foi atualizada há relativamente pouco tempo (2021). Esta nova Epic World Cup pode ver-se mais como uma substituição da Epic Hardtail, resta saber se isso acabará mesmo por acontecer, mais cedo ou mais tarde. Este modelo é apresentado como uma bicicleta de XC direcionada aos percursos suaves a moderadamente técnicos. A Specialized afirma que foi necessário uma abordagem de desenvolvimento totalmente integrada para criar esta máquina, inventando um novo amortecedor radical e quatro décadas de experiência em vitórias off-road. Máxima eficiência graças ao design de amortecedor Segundo informação da marca o quadro tem BB e rigidez de torção inigualáveis, bem como uma tecnologia de amortecedor radical com o objectivo de oferecer eficiência líder na categoria. Graças a molas pneumáticas positivas e negativas totalmente exclusivas e independentemente ajustáveis, o amortecedor WCID (World Cup Integrated Design) concebido pela Specialized dá à Epic World Cup o hardtail "snap" com controlo e capacidade em todo o terreno - além da capacidade de personalizar configurações às condições do percurso e estilo de condução. A tecnologia empregue neste amortecedor garante que não seja necessário o bloqueio e desbloqueio habituais noutros amortecedores, nem o Brain da Specialized. Não ocultar para não prejudicar Os responsáveis pelo projecto do quadro da Epic afirmam que poderiam facilmente ocultar todo o amortecedor no quadro, mas isso causaria um aquecimento que em situações mais extremas retira desempenho ao amortecedor, além de acrescentar peso extra desnecessário. 75mm. que equivalem a 100mm. De acordo com a Specialized os 75 mm. de curso traseiro da Epic World Cup oferecem o controlo e a capacidade de uma bicicleta de curso muito mais longo. Por ser desenhada para ser conduzida no máximo ou quase, produz o mesmo curso positivo de uma bicicleta de curso de 100 mm. configurada com 25% de sag. Para otimizar ainda mais o desempenho da suspensão, a equipa Specialized Ride Dynamics ajustou a taxa de mola para ser relativamente plana no meio do curso para lidar com a maioria das forças de impacto, como uma bicicleta de curso mais longo. Neste vídeo a marca mostra como se ajusta o amortecedor para os três setups possíveis https://www.youtube.com/watch?v=MmTWqEouiGI Sem Brain nem 120mm. O Brain é uma válvula de inércia que ativa o amortecedor quando a roda recebe os impactos do terreno, um sistema que foi "bandeira" da Specialized por duas décadas, no entanto, no últimos anos a marca foi retirando o sistema das bicicletas de Trail e All Mountain, deixando-o somente nos modelos de XC. Neste modelo, o novo amortecedor SID WCID também renunciou ao Brain, no entanto a forqueta continua a integrar essa tecnologia. Na frente a Epic World Cup não tem 120mm., como tem sido a tendência nos últimos modelos da concorrência, mas sim 110mm. Para os que desejam algo mais de curso, continuam a ter disponível a Epic EVO, essa sim com 120mm. Seriamente leve com a "ajuda" da Aethos Com um peso de quadro de apenas 1.765 gramas (pintado com amortecedor e todo o hardware), a Epic World Cup supera o mais leve dos concorrentes. A marca acredita que isto se traduz em escalada mais rápida, mais eficiente e condução mais ágil. Alcançaram o peso pluma e a rigidez da Epic WC aplicando o que aprenderam no desenvolvimento do modelo de estrada, Specialized Aethos, o quadro de estrada de produção mais leve já feito, especificamente o layout avançado de compósito e as formas dos tubos. Segundo informação da Specialized, os responsáveis pelo projeto sabiam que para atender às demandas dos pilotos de XC de elite de todo mundo e à mudança das pistas da Taça do Mundo, seria necessária uma abordagem de design integrado sem precedentes. Afirmam que estão orgulhosos da nova Epic World Cup e acreditam que esta não vai defraudar o legado vencedor da família Epic, nem os ciclistas confiam neste modelo há várias décadas. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, as cores, os preços e a disponibilidade da nova Specialized Epic World Cup, aqui no site da marca em portugal: https://www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ###  Liège-Bastogne-Liège - Um dos duelos mais esperados da temporada É já este domingo que se cumpre a 109.ª edição da Liège-Bastogne-Liège, um dos cinco ‘Monumentos’ do ciclismo, junto com a Milano-Sanremo, a Volta à Flandres, a Paris-Roubaix e a Volta à Lombardia. Organizada pela primeira vez em 1892, esta prova também conhecida por ‘La Doyenne’ (A Velha Senhora), é uma das mais antigas da história da modalidade. Por acontecer em finais de abril, na região belga das Ardenas, é comum dizer-se que esta é a última das ‘Clássicas da Primavera’. Percurso e dificuldades A Liège-Bastogne-Liège é considerada uma das provas de um dia mais difíceis do mundo devido à sua distância e percurso exigente e por vezes marcado por condições atmosféricas adversas. Ao contrário de outras clássicas, a dificuldade para o pelotão não advém dos setores de empedrado, mas sim das subidas.  O pelotão sai do centro de Liège, rumo a Bastogne, próximo da fronteira com o Luxemburgo, para regressar novamente a Liège. Pelo caminho, os ciclistas enfrentam uma dúzia de curtas, mas duras subidas, entre as quais se destacam os emblemáticos Côte de Saint-Roch, Côte de Stockeu, Côte de la Redoute, Côte de Wanne ou o Côte de la Roche aux Faucons, uma rampa com uma extensão de 1,3 quilómetros e uma inclinação de 10.5%. Será a última antes da meta, este ano, situada no centro da cidade de Liège, com um final plano ideal para ‘sprinters’. Ao todo, o pelotão terá de cumprir uma tirada de 258 quilómetros. Pogacar VS. Evenepoel Tadej Pogacar vem de uma série de corridas impressionante, o novo Canibal (alcunha que pertencia ao mítico Eddy Merckx) este ano já venceu a Jaén Paraiso Interior (primeira corrida que fez na temporada), A Vuelta a Andalucia, a Paris-Nice, o Tour de Flandres, a Amstel Gold Race e a Flèche Wallonne. De todas as corridas onde se apresentou na presente temporada só não venceu a E3 Saxo Classic (mas discutiu) e Milão-Sanremo. Domingo Pogacar pode fazer o "triplete" das Ardenas. Remco Evenepoel, actual Campeão do Mundo, tem nos seus ombros a responsabilidade de salvar a decepcionante campanha de clássicas da equipa Soudal-Quick Step. O jovem belga não competiu em clássicas esta temporada, fez vuelta a San Juan (7.º da geral), UAE Tour (venceu) e Volta à Catalunha, onde terminou no segundo posto da geral, a 6 segundos de Primoz Roglic. O grande objectivo de Evenepoel é o Giro d'Italia do próximo mês, mas no próximo domingo corre em solo belga pela primeira vez nesta temporada, é o actual campeão da Liège e em caso de vitória isso será um ponto de motivação muito forte antes do Giro 2023. Os vencedores das edições 2021 e 2022 da Liège-Bastogne-Liège, frente a frente, um duelo que promete ser espetacular! Outras estrelas presentes Para além de Evenepoel e Pogacar a edição de 2023 da Liège-Bastogne-Liège apresenta um cartaz de luxo com Enric Mas, Pello Bilbao, Mikel Landa, David Gaudu, Jai Hindley, Alexandr Vlasov ou Thomas Pidcock, entre outros. Rui Costa é o único português na lista de pré-inscritos para a corrida belga, mas está em dúvida por lesão. Transmissão Acompanha a Liège-Bastogne-Liège, este domingo, 23 de abril, em direto, no Eurosport 1, a partir das 12:15h.  Liège-Bastogne-Liège feminina No domingo, o Eurosport emite também a 7.ª edição da Liège-Bastogne-Liège feminina. Com um traçado mais pequeno de 142,8 quilómetros, mas igualmente duro com várias subidas icónicas e desafiantes, esta clássica conta com algumas das melhores ciclistas do mundo. No ano passado, a vitória coube à ciclista dos Países Baixos Annemiek Van Vleuten. Acompanha toda a ação da Liège-Bastogne-Liège feminina em direto no Eurosport 1 a partir das 10:15h.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Flèche Wallonne 2023 - Tadej Pogacar quebra o enguiço Onde Tadej Pogacar se apresenta à partida é favorito e na Flèche Wallonne não foi diferente, no entanto, esta era uma corrida que historicamente não corria bem a ao fenómeno esloveno, o seu melhor resultado era um 9.º lugar em 2020, até hoje. Depois da Amstel Gold Race de domingo, Pogacar também venceu a Flèche Wallonne 2023. O ciclista da UAE Team Emirates foi o primeiro a cruzar a meta no mítico Muro de Huy, bem na frente de de Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo) e Mikel Landa (Bahrain-Victorious), que foram segundo e terceiro respectivamente. No percurso de 194 quilómetros, a decisão foi como sempre nos metros finais e na ultima de três passagens pelo Muur de Huy (1,3 km. com 9,6 por cento de média), onde Pogacar entrou bem colocado e se limitou a controlar as movimentações até aos últimos metros, onde arrancou sem oposição para cortar a meta isolado. Depois de vencer a Amstel Gold Race, Flèche Wallonne e com a Liège-Bastogne-Liège no horizonte, Tadej Pogacar pode conseguir a tripla das Ardenas, algo que só Eddy Merckx, Bernard Hinault, Davide Rebellin, Michele Bartoli ou Philippe Gilbert conseguiram. Rúben Guerreiro, o único português em prova terminou no 30.º posto da geral. TOP 10 final POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates04:27:532SKJELMOSE JENSEN MattiasTrek-Segafredo+ 003LANDA MikelBahrain Victorious+ 004WOODS MichaelIsrael-Premier Tech+ 035CICCONE GiulioTrek-Segafredo+ 036LAFAY VictorCofidis+ 037BENOOT TiesjJumbo-Visma+ 038VAN GILS MaximLotto Dstny+ 039BARDET RomainTeam DSM+ 0310BARGUIL WarrenTeam Arkéa-Samsic+ Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=yu0EWM2FCgU Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa em dúvida para a Liège-Bastogne-Liège  Pódio em 2016, Rui Costa espera por melhorias no joelho lesionado e poder correr a Decana das clássicas pela 13ª vez.  É a corrida preferida do campeão mundial de Florença, mas nesta altura ainda não é certo que Rui Costa possa alinhar na Liège-Bastogne-Liège, o quarto Monumento da temporada.  Após ter que abdicar da Flèche Wallone por uma irritação no joelho, o ciclista da Intermarché-Circus-Wanty aguarda por uma evolução positiva de um problema que surgiu inesperadamente.  Rui Costa concluiu a preparação para as clássicas das Ardenas realizando estágio em altitude em Serra Nevada, mas não foi um período isento de peripécias. Primeiro ficou adoentado e teve que parar uns dias e quando voltou teve o azar de cair durante uma descida durante um treino.  Créditos da imagem: Alessandro Volders / @cyclingmedia_agency Parecia ser apenas “chapa e pintura”, mas impediu o poveiro de render como queria na Volta ao País Basco. Mais inesperada foi a dor que sentiu no joelho após correr a Amstel Gold Race e que veio a ter consequências na não participação na Fléche Wallone.  Nesta altura a expetativa é de que possa estar à partida na Decana das clássicas, em Liège, mas as fortes dores no joelho deixam-no apreensivo quanto a se vai poder correr no domingo. Rui Costa espera correr pela 13ª vez a Liège – onde foi 3º em 2016 – e se o joelho não permitir apontará baterias à Volta à Romandia que arranca no dia 25 de abril.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jumbo-Visma revela a Jersey especial para o Tourde France no dia da renovação com Jonas Vingegaard Ainda estamos em Abril mas a equipa Jumbo-Visma, actual detentora do Tour de France, com Jonas Vingegaard, revelou a jersey especial para a grande volta mais mediática do mundo. Esta será utilizada pelos ciclistas unicamente no Tour de France 2023, mas estará também à venda ao público numa edição limitada. O design desta edição do Tour de France deste ano é uma colaboração entre a equipa, o seu patrocinador de vestuário de ciclismo, a AGU e o Efteling, que é um parque de diversões com tema de fantasia em Kaatsheuvel, nos Países Baixos. Uma das características do Efteling é um antigo carrossel com o tema bicicleta, chamado "The Vélodrome". "Conta a história de um pequeno ciclista que, sob um brilhante céu estrelado, se desenvencilha do carrossel chamado Le Vélodrome e, como em um sonho, chega aos Champs-Élysées", diz o comunicado da equipe Jumbo-Visma. Semelhante ao design inspirado em Rembrandt do ano passado, um design é mais escuro diferenciando assim a tradicional jersey amarela da equipa da camisola amarela utilizada pelo líder do Tour de France. Vídeo de lançamento da Jersey especial Tour de France https://youtu.be/DMZt54MNriE Jonas Vingegaard até 2027 A Jumbo - Visma é na minha opinião a equipa do mundo a trabalhar a sua comunicação e marketing, e como tal o lançamento da nova Jersey para o Tour de France 2023 não acontece num dia qualquer, acontece no mesmo dia em que a equipa anunciou a renovação com Jonas Vingegaard até 2027. Ao verem o vídeo da renovação entenderão porque digo que são os melhores do mundo a comunicar: https://www.youtube.com/watch?v=a6t3bcE_uSQ Os interessados na Jersey podem encomendar a mesma no site da equipa AQUI Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Amstel Gold Race 2023 - Pogacar destrói concorrência Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) apresentou-se na Amstel Gold Race como favorito e confirmou o estatuto ao vencer a Amstel Gold Race ao seu estilo. O esloveno partiu a corrida ao atacar a 36 quilómetros do final, levando consigo outro dos favoritos, Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) e também Ben Healy (EF Education Easy Post). No entanto, Tom Pidcock e Ben Healy só aguentariam o ritmo de Pogacar durante 8 quilómetros, pois acabariam por ceder ao forte ritmo do esloveno numa subida a 28 quilómetros do final. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1647614353363943425 Depois de se desenvencilhar destes dois adversários, Tadej Pogacar ligou o "modo canibal" e já ninguém lhe conseguiu dar caça até ao final, rodou os últimos 28 quilómetros sozinho até levantar os braços para festejar 11.ª vitória da temporada. O duas vezes vencedor do Tour de France já venceu a Jaén Paraiso Interior (primeira corrida que fez na temporada), A Vuelta a Andalucia, a Paris-Nice, o Tour de Flandres e Amstel Gold Race. De todas as corridas onde se apresentou na presente temporada só não venceu a E3 Saxo Classic (mas discutiu) e Milão-Sanremo. Um registro impressionante! A curiosidade Na entrevista rápida após a corrida, Tadej Pogacar revelou que foi Mathieu Van der Poel quem lhe disse atacar no Keutenberg e ele, seguiu o conselho à risca "Foi Mathieu van der Poel que me disse que eu deveria atacar no Keutenberg. É a subida mais difícil e a que mais me convém ... Ele enviou-me uma mensagem hà 3 dias atrás. Vou agradecer-lhe pelo conselho." Tadej Pogacar Classe completa, até a beber Tadej Pogacar é pura classe, até a beber é melhor que os adversários (ver vídeo). https://twitter.com/eurosport/status/1647624983378632706 TOP 10 final Pos.PaísCORREDOREQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates06:02:022HEALY BenEF Education-EasyPost+ 383PIDCOCK TomINEOS Grenadiers+ 02:144KRON AndreasLotto Dstny+ 02:145LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team+ 02:146BAGIOLI AndreaSoudal Quick-Step+ 03:147VAN GILS MaximLotto Dstny+ 03:148SKJELMOSE JENSEN MattiasTrek-Segafredo+ 03:149KAMP AlexanderTudor Pro Cycling Team+ 03:1410ZINGLE AxelCofidis+ 03:14 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=wtObyTM8DVg Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Viagem à Croácia - Teste ao Shimano XT Di2 com Auto Shift e Free Shift A Shimano convocou alguns especialistas e a imprensa mundial para apresentar as suas novas tecnologias Auto Shift, Free Shift e Linkglide assim como o novo Deore XT Di2, que conjugado com os motores EP8 e EP6 tem a capacidade de oferecer mudanças automáticas. Dois dias de testes - O vídeo mostra tudo O vídeo não é simplesmente técnico, era impossível ir à Croácia e não mostrar também um pouco dos trilhos e paisagens, mas ao longo do mesmo mostro como tudo funciona e além disso, mostro também de forma genuína como a minha opinião sobre o sistema foi mudando ao longo dos dias, após afinação e utilização. https://www.youtube.com/watch?v=QaVORbviB5I&t= Testar a sério Não se tratou só de uma apresentação, mas também de dois dias de testes nos quais o objectivo foi testar, testar, testar, com vários tipos de afinações e por vários terrenos. A mensagem passada pelos responsáveis da Shimano era que no final de cada dia cada um de nós desse a opinião sincera sobre o sistema, e que questionasse sobre como poderia afinar melhor ao seu gosto. Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento do sistema estavam presentes e sairam para pedalar com os grupos de teste, no sentido de explicar como escolher o setup pretendido, mas também no sentido de recolher o feed back de cada um. Inclusive no final dos dois dias de testes foi-nos pedido para mostrar o setup de Auto Shift escolhido, provavelmente para avaliarem se era muito diferente de utilizador para utilizador, ou muito diferente do setup base que colocaram no início. Senti-me um verdadeiro piloto de testes, porque além de testar os sistemas durante dois dias em vários tipos de terreno e com diferentes dinâmicas de pedalada, houve uma constante preocupação dos responsáveis da marca em perguntar o que estava a achar do sistema, o que sentia falta, o que poderia afinar para ficar mais ao meu gosto. Explico como funciona o Free Shift e Auto Shift Auto Shift Não é a primeira vez que a Shimano tenta desenvolver algo assim, no passado a marca já havia desenvolvido sistemas baseados na cadência para o Auto Shifting, nomeadamente o Auto-D em 1997, o Shimano Coasting em 2007, bem como o Shimano Nexus e Alfine Di2. Desenvolver a funcionalidade de mudanças automáticas para um sistema de transmissão baseado num desviador foi um desafio bem maior do que os referidos antes, além de que este é um sistema desenvolvido para bicicletas de montanha, onde dinâmica de pedalada é muito diferente, pois há muitos mais obstáculos, alterações de terreno e inclinações do que numa utilização mais urbana. Os responsáveis pelo desenvolvimento afirmaram mesmo que no início parecia missão impossível desenvolver um sistema de mudanças automáticas para BTT, pois os pontos de passagem alteram constantemente, mas conseguiram fazê-lo e está apenas disponível com os motores EP8 e EP6. Quando utilizado com as unidades eléctricas da Shimano, EP8 e EP6, o Shimano Deore XT Di2 tem a capacidade de colocar e retirar as mudanças automaticamente, a tecnologia Auto Shift e Free Shift é desenvolvida especificamente para bicicletas eléctricas de montanha (e-MTB) e baseia-se num algoritmo que tem em conta a cadência de pedalada do ciclista, a força que este coloca nos pedais e a velocidade a que se desloca. Ajustabilidade e configuração ao gosto de cada utilizador Tendo como base a cadência, força aplicada pelo ciclista e velocidade de deslocação, os pontos de passagem de mudança são configuráveis e ajustáveis ao gosto de cada um, tanto manualmente (no display da unidade eléctrica) como na aplicação e-tube da Shimano. Existem três setups ou modos disponíveis, o Manual para utilizar as mudanças normalmente, o Automático 1 (A1) e Automático 2 (A2), os quais podemos configurar para diferentes dinâmicas de pedala como por exemplo, a pedalada nas transições ou asfalto, e a pedalada nos trilhos da montanha. Através do pequeno botão posicionado em baixo do logotipo "Deore XT", fácil e rapidamente podemos alternar entre eles. No vídeo mostro como funciona. Free Shift Assim como o Auto Shift, também o Free Shift está disponível apenas em bicicletas com o sistema de transmissão XT Di2 e com os motores mencionados acima. “Free Shift” é uma nova tecnologia que permite que as mudanças mudem sem que tenhamos que pedalar. Quando estamos em descida e a bicicleta diminui a velocidade o sistema tira mudanças, para que quando retomamos a pedalada, o façamos na mudança certa (nem mais leve, nem mais pesada). Sinceramente, este foi o sistema que mais gostei, é impressionante e dá imenso jeito nos trilhos mais apertados e técnicos. Também este sistema funciona em modo manual (caso o Auto Shift não mude, podemos fazê-lo manualmente), em plena descida e sem pedalar, se pressionamos o botão para retirar mudança, o desviador troca a mudança. No vídeo mostro como funciona o sistema. Tecnologia Linkglide Para desenvolver a tecnologia Auto Shift os responsáveis de desenvolvimento da Shimano cedo chegaram à conclusão de que era necessário ter cassete e corrente que suportassem este sistema, pois o torque colocado tanto pelo motor como pelo ciclista em situações onde as mudanças mudam quando o sistema decide mudar são enormes. Se és do que está habituado a tratar bem da cassete e corrente, colocando as mudanças suavemente sem que a cassete faça aquele ruído assustador "clanck", vais ficar assustado ao utilizar o Auto Shift, pois em subidas ou obstáculos extremos vais ouvir a corrente e cassete em pleno esforço. Nesta cassete também utilizam o aço como material de construção, mas o formato da mesma é ligeiramente mais grosso e após vários testes efectuados pela marca os dentes desta cassete apresentam em 5000 passagens de mudança, um desgaste similar ao de uma cassete Hyperglide (HG) em 1200 passagens. A cassete Linkglide dura 3 vezes mais. "Ruído? Sem problema, simplesmente continua a pedalar." Esta foi a mensagem que nos passou um dos responsáveis de desenvolvimento do Auto Shift, que nos explicou que a tecnologia Linkglide foi desenvolvida para aguentar esses "maus tratos" e que simplesmente não há razões para preocupação, a corrente não vai partir (e não partiu, posso afirmar). De acordo com os responsáveis pelo desenvolvimento, o peso extra (em relação à tecnologia de cassete e corrente HG+) não é significativo. Tive a oportunidade de ter ambas as cassetes na mão e embora não pesasse na balança cada uma, confirmo que não notei grande diferença. Opinião final Acredito que o Auto Shift vá encontrar popularidade no publico de e-MTB menos experiente, que adquire uma bicicleta eléctrica para fazer a sua volta de lazer pela montanha sem preocupações com a rapidez, porque funciona bem e "descomplica" a vida de quem quer desfrutar da paisagem e de quem tem menos experiência nos trilhos. Do ponto de vista comercial, temos ainda que ter em conta que o mercado não se trata só do utilizador individual que adquire uma bicicleta para si. Dei por mim a pensar nas empresas de bike tours, que muitas vezes têm como clientes pessoas sem experiência e para as quais este sistema é simplesmente fantástico, porque facilita a vida do utilizador e do guia. Entre o utilizador mais experiente, que faça BTT há anos e goste de ripar rapidamente pelos trilhos, não acredito que achar o sistema Auto Shift fenomenal. O XT Di2 em modo manual oferece uma experiência perfeita e quando se quer andar rápido, o automático por vezes demora a reagir às alterações do terreno no trilho. As mudanças automáticas não serão do agrado de todos, da mesma forma que as bicicletas eléctricas não são, ou que os grupos de transmissão electrónica não são, mas tal como outras tecnologias é mais uma opção, para os que só querem pedalar e desfrutar sem ter que se preocupar em trocar de mudança. Já a tecnologia Free Shift é diferente, neste caso tanto os menos experientes como os mais experientes (inclusive quem faz competição com e-Bikes), creio que vão adorar este sistema, é simplesmente fantástico! Este sistema, além de ajudar a evitar situações de maior stress para corrente e cassete (porque permite que se arranque na mudança certa), também ajuda descer mais rápido, nas em zonas técnicas. Onde pode esta tecnologia chegar no futuro? A função Free Shift não não estará disponível em bicicletas movidas manualmente tão cedo, pois depende de ter um motor para rodar o prato mesmo sem o ciclista estar a pedalar, de qualquer forma gostei tanto que o meu desejo era que isso fosse possível, um dia estar disponível em bicicletas normais não eléctricas. A função Auto Shift é diferente, acredito que seja difícil mas com a evolução que vamos vendo não vou dizer que seja impossível, um dia bicicletas não eléctricas com tecnologia Di2 poderem ter Auto Shift. O tempo o dirá, com a Shimano quase tudo é possível e a prova está aqui, ao desenvolverem o Auto Shift e Free Shift para bicicletas de montanha fizeram algo que era impensável há uns anos atrás, é assim que está a industria das bicicletas, não se pode dizer que é impossível no futuro. Para saberes mais pormenores sobre estas tecnologias, disponibilidade e preços, podes consultar e contactar o importador Shimano em Portugal aqui: https://www.scvouga.pt/pt/ciclismo Por: Luís Beltrão Créditos das imagens: Dan Milner e Irmo Keizer / Shimano ### A nova gama de vestuário Trek para montanha - com tecidos que contêm materiais reciclados A Trek acaba de lançar uma nova gama de vestuário para ciclismo, resistente aos trilhos mas amiga do ambiente. O novo vestuário Trek: t-shirts técnicas e calções para homem, mulher e jovens ciclistas, está concebido para maior durabilidade nos trilhos e é feito a partir de tecidos sustentáveis que contêm materiais reciclados. Plástico das garrafas reciclado Os tecidos principais no vestuário de montanha Trek têm a etiqueta STANDARD 100 da OEKO-TEX®, que testa as substâncias nocivas, e cada peça de vestuário contém tecidos feitos com uma percentagem de plástico de garrafas de água recicladas. De acordo com informação da marca, a coleção completa primavera/verão 2023 ajuda a evitar que mais de 800,000 garrafas cheguem a aterros sanitários (com base em garrafas de água PET de 500 ml). O compromisso da Trek com a sustentabilidade Segundo a Trek, ao desenvolver a nova gama, os designers de vestuário Trek procuram aumentar o compromisso da Trek com a sustentabilidade ao passo que se inspiram nas paisagens observadas em trilhos icónicos e utilizam uma paleta de cores em tons terra para criar uma gama intemporal, com uma presença mínima da marca, que é tão robusta quanto elegante. Ao utilizar tecidos mais sustentáveis que ajudam a desviar resíduos dos aterros sanitários, os designers criam uma coleção que resiste aos rigores dos trilhos e respeita o ambiente onde será posta à prova. Podes ver a coleção completa deste vestuário, a disponibilidade e preços no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt O novo vestuário de montanha Trek vai estar disponíveis através da rede global de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Avé Van der Poel! À boleia de Mathieu van der Poel viajamos pela história do ciclismo dos Países Baixos. Da TI-Raleigh à Jumbo-Visma sem esquecer o campeoníssimo. Desde Jan Raas (1982) e Hennie Kuiper (1983) que os neerlandeses não venciam edições consecutivas da Paris-Roubaix. O fenómeno voltou a dar-se graças a Dylan Van Baarle e a Mathieu Van der Poel. Tal como Kuiper e Raas também Van der Poel chegou aos quatro Monumentos de carreira e quase fazia um Merckx ao ganhar três Monumentos na mesma época – o Canibal fez o “tri” em 1969, 1971 e 1975. Já Van der Poel foi 1º na Milão-Sanremo, 2º na Volta à Flandres e 1º na Paris-Roubaix; é verdade que vinha do título mundial de ciclocrosse… o primeiro a dominar Roubaix vindo da lama desde Roger de Vlaeminck. A crista da onda do ciclismo dos Países Baixos ocorreu entre 1975 e 1985. Nesse período ganharam: 4 Mundiais com 4 corredores 10 Monumentos Vuelta a Espanha Tour de France Foi Joop Zoetmelk que iniciou a era de ouro com o título olímpico no México em 1968 (no contrarrelógio por equipas 100km). Também foi ele que fechou a porta com o título mundial ganho aos 38 anos, em 1985, na 18ª participação. Só um corredor persistente podia sair da era de Eddy Merckx para se meter na de Bernard Hinault. Em 16 presenças no Tour de France acabou 2º em seis ocasiões. Quando Hinault se lesionou em 1980 Zoetmelk e a Raleigh massacraram vencendo geral, juventude (com Johan van der Velde) e 12 etapas. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Campeoníssimo já leva quatro Monumentos A ressaca dos gloriosos anos foi atenuada por uma nova fornada de talentos: Peter Winnen, Johan van der Velde, Steven Rooks, Erik Breukink – todos fizeram top cinco, pódio ou ganharam etapas no Tour de France. Sem esquecer Gert Jan Theunisse, o último de oito nativos dos Países Baixos a ganhar na "montanha dos holandeses" entre 1976 e 1989. Todos fortes, mas não eram Zoetmelk. Nas clássicas não houve paliativos: tirando as conquistas de Adrie van der Poel na Flandres e na Liège nunca mais houve um Raas. Foi como tomar uma “mimosa” ao pequeno-almoço… atenua os efeitos da ressaca, mas misturar champanhe e sumo de laranja não elimina a dor de cabeça! Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Atualmente os Países Baixos passam por um relevo geracional. Tom Dumoulin e Niki Terpstra penduraram a bicicleta. Bauke Mollema e Steven Kruijswijk estão acima dos 35 anos. O novo campeoníssimo já leva quatro Monumentos e substituiu Hennie Kuiper como último neerlandês campeão em Sanremo. Também igualou o avô Raymond Poulidor campeão em 1961. A velha guarda está rendida. “Normalmente ligo ao Adrie uns dias depois se o Mathieu fez algo bonito. Penso que é muito especial que ele me suceda. Joguei futebol no jardim com o pequeno Mathieu.” Heniie Kuiper ao jornal Algemeen Dagblad após Van der Poel dar aos Países Baixos a primeira Sanremo em 38 anos. Reminiscências da TI-Raleigh Um dia teremos que analisar caso a caso as equipas que marcaram a história do ciclismo. No L’Équipe de 22 de março vi uma cronologia só referente às clássicas do Norte no período de Merckx em diante. Começava na Faema/Molteni do belga, mencionava a Mappei/Quick-Step e pelo meio recordava o auge dos neerlandeses da TI-Raleigh. A TI-Raleigh era tão imponente como o seu diretor, Peter Post, campeão da Roubaix de 1964. Só um caráter forte conseguiria reunir todos os talentos neerlandeses da época em torno do mesmo projeto. Pelas contas do habitualmente bem informado Diário Vasco foram 986 vitórias em nove anos! Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Os egos e a má relação entre Raas e Post ditou o fim de uma dinastia. Post saiu para fundar a Panasonic do voltista Phil Anderson, do sprinter Eddy Planckaert e do clasicómano Eric Vanderaerden. Atualmente só uma equipa me faz sentir reminiscência da TI-Raleigh e não é a Alpecin-Deceunink de Van der Poel. Só a Jumbo-Visma encaixa no perfil de equipa dominadora em todo o tipo de provas, mesmo após o fracasso na Flandres e em Roubaix. Ganham no pavê, nas Ardenas (Primoz Roglic já tem uma Liège e Wout Van Aert uma Amstel), no Tour de France de 2022 venceram seis etapas, três classificações (geral, pontos e montanha) e dominaram o ranking UCI! ### A Specialized apresenta os novos componentes Roval  A Specialized acaba de lançar um conjunto de componentes para estrada, btt e gravel. Os diversos produtos são de gama média alta e apresentam detalhes de qualidade a nível de peso e rigidez. Rodas Roval Alpinist SLX As Roval Alpinist SLX são o primeiro produto de liga a receber o nome Alpinist. A Specialized garante que estas rodas oferecem leveza e uma volta suave num conjunto muito mais acessível. Enquanto utiliza a mesma liga 6069 (24mm de altura) da versão anterior SLX, o processo de “shot peening” foi personalizado – onde projéteis de metal são lançados na liga para aumentar a resistência. Além disso, com cubos DT Swiss 350 e raios Sapim, o peso total foi reduzido em 30 gramas. Com apenas 1.485 gramas e compatibilidade tubeless, as rodas são dadas como suficientemente rígidas para esforços de alta potência e apresentam uma condução confiante a um preço acessível. Créditos Imagem - Specialized Iberia Rodas Roval Terra CLX II As rodas mais leves e duráveis para gravel, garante a Specialized Iberia - as Terra CLX II. Com apenas 1250 gramas*, estas rodas são as mais leves da categoria, competindo em peso com rodas de escalada pura e superando em resistência. A Specialized conseguiu desenvolver umas rodas mais leves do que anteriores Terra CLX (50 gramas mais leves) utilizando os novos cubos Low Flange Disc (LFD) da Roval, emprestados das rodas Alpinist CLX II.Construídas para satisfazer todos os tipos de ciclistas. Desde o ciclista de competição de gravel até ao ciclista aventureiro, e até mesmo o fã de superfícies mistas. As Terra CLX II proporcionam um nível de economia de peso e confiança em materiais. Estas carcaterísticas traduzem-se numa aceleração rápida na linha de partida, desempenho ágil nas subidas e eficiência em excursões de longa distância carregadas.*Peso da amostra de produção. Os pesos reais podem variar ligeiramente Créditos Imagem - Specialized Iberia Rodas Roval Control Alloy Embora possa ser surpreendente ver umas rodas de alumínio leve ao lado deste 'quem é quem' de componentes de carbono de primeira linha, a Specialized tem uma resposta: anda com elas e vê. O resultado são umas rodas de alumínio extremamente evoluídas, as Roval Control Alloy foram desenhadas nos trilhos; mantém os mesmos padrões dos componentes de carbono Control SL de última geração. Créditos Imagem - Specialized Iberia Roval Control SL Cockpit Para o ciclista que precisa de integração total para esforços máximos, o Cockpit RovalControl SL não desilude. Créditos Imagem - Specialized Iberia Espigão de selim Roval Control SL  O espigão ultraleve Control SL coloca-te numa posição ideal para esforços de alto rendimento. Graças ao sistema de dois parafusos, é facilmente ajustável ao milímetro, permitindo que tua justes a tua posição de forma perfeita. Isto mantendo um peso ultraleve para competição e treino de XCO. Créditos Imagem - Specialized Iberia Todos os produtos e informações disponíveis em www.specialized.com. ### Trek revela a nova geração dos capacetes Ballista e Velocis Em parceria com a equipa de competição Trek-Segafredo, a Trek apresentou a nova geração dos capacetes Ballista e Velocis, garantindo uma vantagem sem precedentes aos ciclistas de todo o mundo. Com estes capacetes, os ciclistas do pelotão internacional já alcançaram vários pódios esta temporada. Trek Ballista MIPS O novo Ballista é o capacete mais rápido da gama da Trek. Desenhado para oferecer à Trek-Segafredo a derradeira vantagem na linha de meta, o Ballista consegue poupar uns estonteantes 10.1 watts a mais que o Velocis MIPS num contrarrelógio de uma hora. Isto traduz-se num comprimento de bicicleta de vantagem no sprint final. Quando a velocidade é a prioridade, o Ballista é a única escolha. Créditos Imagem - Trek Portugal Trek Velocis MIPS O Velocis é um capacete versátil, que oferece desempenho profissional e está concebido para corresponder às necessidades diárias de treino e competição da Trek-Segafredo. Com um peso de apenas 260 gramas, o Velocis MIPS é o capacete mais leve da gama Trek. Um sistema redesenhado de ventilação melhora o arrefecimento em 38% e as melhorias estruturais aerodinâmicas tornam este Velocis MIPS mais rápido que os seus antecessores. Este capacete define um novo padrão de desempenho digno do pódio e é a escolha ideal para os ciclistas que querem um capacete leve e arejado, que é mais do que capaz para uma fuga ou um sprint final. Créditos Imagem - Trek Portugal Os novos capacetes Trek Ballista MIPS e Trek Velocis MIPS vão estar disponíveis através da rede global de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Energia para pedalar - O que é o "Carb loading"? Neste artigo explicaremos como funciona o processo energético do nosso corpo, qual o nosso combustível? Como é armazenado e transformado em energia? O que é, e como se faz o Carb Loading? Os carboidratos (CHO) que ingerimos, são armazenados no nosso fígado, músculos e cérebro, e são convertidos em glicogénio. Podemos considerar o glicogénio como gasolina, sendo este o combustível preferencial do nosso organismo quando sujeito a estímulos intensos durante o exercício. Este, participa também ativamente na utilização de gordura (triglicéridos) como fonte de energia. Quando esgotadas as reservas de glicogénio, inicia-se uma perda de tecidos musculares para serem então convertidos em glucose/glicogénio e por conseguinte serem mantidos os processos energéticos/metabólicos, mas este cenário não é desejável. Em média, um atleta consegue armazenar cerca de 100g de glicogénio hepático (no fígado) e 500g no tecido muscular. Estes valores podem variar conforme circunstâncias genéticas e/ou até de historial de treino e competição. A utilização de gordura e carboidratos durante o exercício, depende exclusivamente da sua intensidade. São eles a nossa principal fonte de combustível. Durante uma sessão de treino ou competição, na grande maioria do tempo e especialmente em regimes de intensidade aeróbia, estes contribuem em conjunto para o metabolismo do substrato e consequente geração de ATP (energia). No entanto, o rácio desta contribuição conjunta, varia consoante a intensidade, (principalmente), conforme expressão gráfica abaixo demonstrada. E o “Carb loading” é o quê?  Através de um protocolo de ingestão correta de hidratos de carbono de relativo tipo, conjugado com determinados comportamentos e “timing”, podemos maximizar as nossas reservas de glicogénio para dispormos delas nos momentos certos (treinos e competição cuja intensidade será elevada). Desta forma apontamos a uma performance refinada e que irá fazer muita diferença. A estas reservas damos o nome de “carb loading”. Muitas das razões que se predem com aquelas “marretadas”, incapacidades de responder às cargas ou exigências físicas de uma sessão ou competição, advêm de más práticas alimentares, pré e durante estes eventos. Não me canso de referir isto aos atletas que acompanho, e muitos já o comprovaram. Respeitando o protocolo, a predisposição é enorme. É óbvio que o processo estruturado de treino tem que existir, mas, além do treino fisiológico, o treino metabólico também tem que ser tido em conta, o “carb loading” não é exceção e deve ele também ser treinado. Um bom protocolo de “carb loading” assenta essencialmente em que aspetos? Para que sessão ou competição vamos impor esta estratégia; Que quantidades e com que frequência os vamos ingerir; Que tipo de hidratos de carbono vamos utilizar no protocolo; Que alimentos vou evitar para potenciar a absorção e maximizar as reservas de hidratos de carbono; Que efeitos secundários posso esperar da prática de “carb loading”. Seguem-se as respostas a estas questões: A duração do evento (treino/competição) influencia em grande parte quando devemos começar e optar pelo protocolo de “carb loading”; se 3, 2, ou até 1 dia antes da sessão/competição. Por exemplo, num grandfondo em Portugal, cujo atleta espere que dure cerca de 4 horas, o protocolo pode ser iniciado a 2 dias do evento. No entanto há que ter em conta outras variáveis que possam obrigar a uma estratégia diferente. Muitas vezes o processo de trabalho entre um treinador que domine estas matérias, os aspetos fisiológicos do contexto desportivo e o estado do atleta, vão permitir uma afinação ideal do protocolo. Em regra, no “carb loading” devemos apontar a cerca de 8-10g/kg de peso corporal, dividido por cerca de 6 refeições com porções moderadas, para evitar o inchaço estomacal. Devemos privilegiar hidratos de carbono de todo o espectro no que respeita ao índice glicémico (IG), portanto de IG baixo, moderado e elevado. Podemos incluir nas refeições intermédias, géis, gomas ou bebidas isotónicas e energéticas. Durante a fase de “carb loading” devemos reduzir substancialmente a ingestão de fibra para maximizar a absorção, evitando produtos integrais e as frutas, tal como bananas, maçãs e peras que devem ser ingeridas sem casca. No que respeita a outros hidratos além dos já referidos, batata, batata doce, arroz, massa, bulgur, pão alentejano e aveia cozida são excelentes e práticas opções. Geleias, marmeladas e mel são bem-vindos neste modelo. Devemos evitar gorduras, especialmente as saturadas, porque apesar de querermos elevar a ingestão de hidratos na nossa dieta, não queremos elevar demasiado o “intake” calórico, já que cada grama de gordura acarreta 9kcal, ao passo que os hidratos e a proteína têm apenas 4kcal por grama. À proteína podemos fazer uma muito ligeira redução, para que as porções não fiquem exageradas e o bolo alimentar nos deixe completamente cheios. No caso da proteína, e se não se tratar de um atleta com dieta particular (ex: vegana), deve concentrar-se em carnes magras e bem cozinhadas com o mínimo de gordura possível. A hidratação deve ser como de costume, ótima. Como adicionaremos as bebidas desportivas ao modelo, vamos por certo garantir que isso se cumpre. O sal, acredito que deve ser reduzido, podendo ser substituído por bicarbonato de sódio, especialmente por ser um dos responsáveis por um dos efeitos secundários da estratégia de “carb loading”, que se refere à retenção de líquidos (água). Por cada grama de hidratos que armazenamos, 3g de água são também armazenadas, portanto, caso procedamos bem no protocolo de “carb loading”, é espectável um ligeiro aumento de peso corporal por via da retenção. No entanto, o custo-benefício deste comportamento é manifestamente positivo. Todavia não o será por exemplo, para uma sessão ou competição que dure menos de 1h30. Em suma, o “carb loading” é um comportamento que podemos adotar com regularidade. Considerando os aspetos aqui referidos, e por exemplo para treinos mais longos e intensos ao fim de semana, podemos ir testando e impondo estas práticas apenas um dia antes e até à última refeição anterior à sessão. À medida que o evento se torne mais complexo (volume/intensidade) iniciamos mais cedo o modelo aqui apresentado. Por: Edgar Santos O Edgar desenvolve a sua actividade de treinador por via da ndurance.cc, uma empresa ligada ao treino de ciclismo e à comercialização de alimentação funcional adequada a desportos de endurance." Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Eurosport com mais uma semana de muito ciclismo Os amantes do ciclismo vão poder assistir a mais uma semana de muito ciclismo no Eurosport. De hoje até 14 de abril realiza-se o Giro di Sicilia. Serão quatro dias, em que a pequena ilha italiana irá viver emoções semelhantes a um mini Giro d’Italia. Nesta 5.ª edição destaque para a presença de algumas equipas e ciclistas de grande reconhecimento internacional, tais como, Damiano Caruso, vencedor da última edição, e que regressa para tentar um novo triunfo. Louis Meintjes, Diego Ulisse, Gerben Thijssen, Alexey Lutsenko ou Rafal Majka são outros dos ciclistas na lista de pré-inscritos, onde consta o nome do português Ivo Oliveira da UAE Emirates.  A Volta à Sicília será disputada em 4 etapas, num total de 718 quilómetros, com partida em Marsala e final em Giarre, com as transmissões da corrida a serem asseguradas pelo Eurosport 1 a partir das 12:50h. Amanhã, dia 12 de abril, terá lugar a ‘De Brabantse Pijl’ ou ‘La Flèche Brabançonne’. Esta clássica belga realizada na região da Flandres desde 1961, conta com um perfil essencialmente plano, ideal para sprinters, incluindo vários setores de empedrado, fator que aumenta a dificuldade dos ciclistas. Esta edição, a 63.ª, efetua ligação de Leuven a Overijse, num percurso com um total de 205.1 quilómetros, e contará com o ciclista português André Carvalho (Cofidis) em prova. O Eurosport 1 transmitirá a prova em direto a partir das 14:30h. Amstel Gold Race a fechar a semana A fechar a semana, teremos, no domingo, a Amstel Gold Race, uma das clássicas das Ardenas e logo em dose dupla, com o Eurosport a garantir a emissão da prova masculina e feminina. As mulheres serão as primeiras a entrar em ação, a partir do meio-dia, com transmissão no Eurosport 1. Annemiek van Vleuten e Demi Bollering são apontadas como as principais candidatas a vitória desta prova com um total de 156 quilómetros que ligam Maastricht a Valkenburg. Assim que a vencedora seja apurada, a transmissão continua, com passagem imediata para a corrida masculina. Pogacar como principal destaque da versão masculina  Na 57.ª edição da Amstel Gold Race, Tadej Pogacar parte como principal destaque do pelotão masculino. A estrela da UAE Emirates é o principal favorito nesta longa prova, com 252.8 quilómetros, na ligação entre Maastricht a Berg en Terblijt. Além de Pogacar, também estarão presentes outros nomes importantes, casos de Neilson Powless, Pello Bilbao, Michael Matthews, Romain Bardet ou Richard Carapaz. Para o público nacional, importa ainda destacar a presença de Rui Costa, ciclista português da (Intermarché-Circus-Wanty) que tem vindo a efetuar um bom início de temporada. Corridas para todos os gostos em vários cenários para acompanhar ao longo da semana em direto nos canais Eurosport. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### José Dias e Enrique Morcíllo vencem Vuelta a Ibiza MTB Scott by Shimano A equipa Buff Megamo formada pelo português e o espanhol foi a mais forte na Vuelta a Ibiza MTB Scott by Shimano, ao vencer duas etapas e a classificação geral desta prova de XCM por etapas. Depois do calvário vivido durante a Cape Epic deste ano, onde apesar dos problemas físicos vividos, terminou no TOP 10 fazendo equipa com o neerlandês Hans Becking, José dias conseguiu este fim de semana uma importante vitória, desta vez fazendo equipa com o espanhol Enrique Morcíllo. Créditos imagem: Jon Izeta / Mohamed Chendri - Vuelta a Ibiza A dupla da Buff Megamo vestiu a camisola de líder na primeira etapa e não perdeu a mesma até ao final. A dupla espanhola formada por Francesc Guerra e Sergio Mantecón conseguiu o segundo lugar da geral, enquanto que os italianos da Olympia factory team, Stefano Dal Grande e Andrea Righettini fecharam o pódio no terceiro lugar. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris - Roubaix 2023, o resumo e classificações A Paris - Roubaix é das corridas mais imprevisíveis do ciclismo, não obstante haver favoritos a dureza dos mais de 250 km's. e dos sectores de empedrado, torna "o inferno do norte" uma lotaria na qual o máximo favorito pode ficar afastado da vitória numa fração de segundo. Ainda assim, como em todas as corridas há favoritos, no nosso artigo prévio à corrida ( Guia do Inferno do Norte) apontámos alguns, entre eles os aqueles que todos esperavam ver discutir a corrida, Wou van Aert e Mathieu van der Poel. Jumbo-Visma assume a corrida A poderosa equipa da Jumbo-Visma agarrou na corrida desde cedo e apesar de alguns azares, Wout van Art partiu a corrida quando ainda faltavam 103 quilómetros para o final, no sector 20 (Haveluy to Wallers) o Belga meteu mais Watts e apenas conseguiram seguir na roda John Degenkolb , Christophe Laporte , Van der Poel, Stefan Küng e Mihkels.  Créditos imagem: Corvos Não demorou muito até este grupo alcançar a fuga que seguia na frente, enquanto o pelotão ficou a 40 segundos deste grupo num curto espaço de quilómetros. No sector seguinte, o mítico Trouée d’Arenberg houve queda no pelotão, após a qual acabou por se formar um grupo com Mads Pedersen, Filippo Ganna , Max Walscheid , Laurenz Rex , Gianni Vermeersch e Jasper Philipsen. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Christophe Laporte (Jumbo-Visma) acabaria por furar e no grupo da frente passava a reinar a Alpecin-Deceuninck, com três homens num grupo de treze ciclistas, corria tudo na perfeição à equipa de Mathieu van der Poel, mas o neerlandês não é de correr na roda (nem dos colegas de equipa). A master class da Alpecin - Deceuninck e o azar de Wout van Aert No sector 11 (Mons-en-Pévèle) Van der Poel atacou e fez a primeira seleção, reduzindo o grupo da frente a sete ciclistas, apenas aguentaram o ritmo Jasper Philipsen, Stefan Küng, Fillippo Ganna, John Degenkolb, Wout van Aert e Mads Pedersen. Créditos imagem: Photo News A Alpecin - Deceuninck continuava com superioridade, e notou-se alguma calma até ao sector 4 (Carrefour de l’Arbre), onde se esperavam os ataques decisivos. Jasper Philipsen comandava o grupo quando Mathieu van der Poel decidiu atacar, desviou a trajetória e numa manobra confusa Degenkolb acaba por cair. No final do Carrefour de l’Arbre estão na frente isolados Mathieu van der Poel e Wou van Aert, mas neste momento crucial da corrida, Wout van Aert fura a roda traseira da sua bicicleta deixando sozinho na frente van der Poel. Faltavam 17 quilómetros para o final e apenas 3 sectores, van der Poel voltou a ligar o modo "Beast" e ninguém lhe conseguiu dar caça. Wout van Aert ainda conseguiu recuperar até ao grupo perseguidor após o furo, descartou todos e perseguiu o líder mas levou na roda Jasper Philipsen, que acabaria terminar segundo, relegando van Aert para o ultimo lugar do pódio. Créditos imagem: Photo News No "Inferno do Norte", hoje a Alpecin Deceuninck subiu ao céu. TOP 10 final POS.PaísNome - EquipaTempo01VAN DER POEL Mathieu Alpecin-Deceuninck05:28:4102PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 4603VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 4604PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 5005KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 5006GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 5007DEGENKOLB John Team DSM+ 02:3508WALSCHEID Max Cofidis+ 03:3109REX Laurenz Intermarché-Circus-Wanty+ 03:3510LAPORTE Christophe Jumbo-Visma+ 04:11 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=6ZiXxZFdD3o Corrida feminina No sábado correu-se a Paris - Roubaix feminina, na qual Alison Jackson (EF Education-TIBCO-SVB) conquistou a maior vitória de sua carreira. Créditos imagem: EF Education-TIBCO-SVB A ciclista canadense fez parte da fuga inicial de 18 ciclistas, das quais sete conseguiram permanecer na frente da corrida até ao velódromo, a corrida acabou por se decidir ao sprint. Créditos imagem: Fenix - Deceuninck Katisa Ragusa (Liv Racing-Teqfind) e Marthe Truyen (Fenix-Deceuninck) completaram o pódio, pós o sprint no velódromo de Roubaix. A corrida ficou marcada por algumas quedas, que afastaram da frente algumas das favoritas como Lotte Kopecky (SD Worx) e Elisa Longo Borghini (Trek-Segafredo). https://twitter.com/RoubaixFemmes/status/1644716304325066753 A portuguesa Tata Martins (Fenix - Deceuninck) também acabou por se ver envolvida numa dessas quedas, quando seguia no grupo das favoritas. Ainda assim terminou num meritório 25.º lugar, a melhor classificação de sempre nesta prova. TOP 10 final POS.PaísNome - EquipaTEMPO01JACKSON Alison EF Education-TIBCO-SVB03:42:5602RAGUSA Katia Liv Racing TeqFind+ 0003TRUYEN Marthe Fenix-Deceuninck+ 0004DUVAL Eugénie FDJ-SUEZ+ 0005BORRAS Marion St Michel-Mavic-Auber 93+ 0006LACH Marta Ceratizit-WNT Pro Cycling+ 0307KOPECKY Lotte Team SD Worx+ 1208GEORGI Pfeiffer Team DSM+ 1209CONSONNI Chiara UAE Team ADQ+ 1210VOS Marianne Team Jumbo-Visma+ 12 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=G83dAx6PNkY Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Paris-Roubaix 2023 – Guia completo do “inferno do norte”. Este fim de semana corre-se a Paris–Roubaix 2023, famosa pelos seus setores de empedrado, é uma das mais antigas e famosas clássicas do mundo, conhecida também como ‘O Inferno do Norte’, para muitos, a rainha das clássicas. É igualmente um dos cinco ‘Monumentos’ de ciclismo da temporada, provas de um dia de grande prestígio e tradição. Os cinco monumentos são Milan–Sanremo, Tour de Flandres, Paris–Roubaix, Liege–Bastogne–Liege e a Lombardia. O vídeo seguinte explica em 3 min's., de forma simples, os pormenores da Paris - Roubaix. https://www.youtube.com/watch?v=OWNUq4ThFTk&t= Sábado - Paris – Roubaix feminina A versão feminina arrancou em 2020, este sábado cumpre-se a 3.ª edição da Paris – Roubaix feminina. Em 2022 a equipa Trek-Segafredo dominou por completo a corrida, terminando com duas ciclistas no pódio, a vencedora Elisa Longo Borghini e Lucinda Brand que terminou em terceiro. O percurso de 2023 liga Denain a Roubaix ao longo de 145,5 quilómetros e ditará a campeã desta histórica corrida e partem como favoritas à vitória Lotte Kopecky (SD Worxs), Elisa Longo Borghini (Trek-Segafredo), Marianne Vos (Jumbo-Visma), Lorena Wiebes (SD Worxs), Lucinda Brand (Trek-Segafredo), Pfeiffer Georgi (Team DSM), ou Marta Bastianelli (Team UAE ADQ). Maria Martins (Fenix - Deceuninck) é a única portuguesa na lista de pré-inscritas para a competição. A prova pode ser seguida no Eurosport 2, em direto, a partir das 14:00h. Domingo - Paris – Roubaix masculina O arranque acontece em Compiègne, 80 quilómetros a Norte de Paris, e termina no famoso velódromo de Roubaix, depois de 256.6 quilómetros muito duros, com setores de empedrado que vão eliminando alguns ciclistas do pelotão. Os candidatos A Jumbo-Visma é a equipa a bater, parte com Wout van Aert como um dos favoritos, mas não está sozinho, existem outros nomes importantes a ter em conta nesta corrida, como por exemplo Dylan van Baarle ou Christophe Laporte (van Baarle venceu a corrida o ano passado pela Ineos, Laporte venceu este ano a Gent-Wevelgem e Dwars door Vlaanderen), é certo que trabalharão para Wout van Aert mas esta corrida é uma lotaria. Gruber Images Mathieu van der Poel (Deceuninck-Alpecin) apresenta-se em qualquer clássica como um dos favoritos e esta não é excepção, além disso, esta é a corrida que "foge", discutiu a vitória em 2021 e quer este ano juntar mais um monumento ao seu currículo no qual já figuram duas Flandres e uma Milão-Sanremo. Mads Pedersen (Trek-Segafredo) vem de um pódio no Tour de Flandres, o ex-Campeão do Mundo mostrou grande forma e numa corrida com um perfil diferente (sem os muros da Flandres) este ciclista robusto e poderoso tem o perfil e o momento de forma ideais para ser candidato à vitória desta edição da Paris Roubaix. No entanto Pedersen tem a história contra si, o ano passado não terminou, não é uma corrida na qual tenha experiência e o seu melhor resultado em Roubaix foi um 51.º em 2019. Stefan Küng (Groupama-FDJ) terminou no pódio o ano passado, foi o único a seguir Wout van Aert no Carrefour de l'Arbretem, tem a forma afinada para o momento das clássicas e embora não tenha a explosão de Mathieu van der Poel e Wout van Aert, na lotaria da eliminação e colocação é um ciclista ao qual ninguém pode dar 10 metros. Filippo Ganna (Ineos) já partiu o ano passado com algum favoritismo, mas tal como Mads Pedersen este ano, faltava-lhe alguma experiência nesta corrida. Este ano, Ganna parte melhor preparado e já provou estar em forma com o seu segundo lugar na Milão-San Remo, será melhor em Roubaix este ano? Além destes nomes que destacamos existem ainda outro que na lotaria da eliminação podem ter a sua oportunidade, como Florian Vermeersch (Lotto Dstny), na mesma equipa o poderoso jovem Arnaud De Lie, na Bora Hansgrohe Nils Politt é também de ter em conta, a Soudal Quick-Step é uma equipa sempre a ter em conta, onde ciclistas como Kasper Asgreen ou Florian Sénéchal também podem dar a surpresa, entre outros. Ao contrário de outras corridas, nesta os planos de "régua e esquadro" nem sempre saem bem, pois à muita variável a ter em conta. RuiOliveira (UAE Team Emirates) e André Carvalho (Cofidis), são os únicos portugueses em prova no domingo. Rui Oliveira - Crédito imagem: Sprint Cycling Agency O percurso e os sectores de pavé A partida e chegada da corrida são efectuadas sempre nos mesmos locais, a partida em Compiegne e a chegada no velódromo de Roubaix, os primeiros cem quilómetros são em asfalto, os primeiros paralelos só aparecem ao quilómetro 96.  Não é um pavé ou calçada qualquer, é assim. No entanto o trajecto vai sofrendo alterações todos os anos e os sectores de pavé vão mudando de acordo com o trajecto escolhido ou com o estado de conservação de cada um. As cabras servem de corta erva para deixar os sectores mais "transitáveis", neste caso Trouée d’Arenberg. Cada sector é classificado com estrelas, sendo que 1 estrela corresponde a menos dureza, e 5 estrelas a maior dureza. Os 31 sectores de pavé do Paris-Roubiax 2023: EstrelasNomeKm. para finalMetros do sector29 (***)Troisvilles to Inchy160.3220028 (***)Viesly to Quiévy153.8180027 (****)Quiévy to Saint-Python151.2370026 (**)Saint-Python146.5150025 (***)Vertain to Saint-Martin-sur-Écaillon139.4230024 (***)Verchain-Maugré to Quérénaing129.4160023 (***)Quérénaing to Maing126.7250022 (***)Maing to Monchaux-sur-Ecaillon123.6160021 (***)Haspres to Thiant117170020 (****)Haveluy to Wallers103.5250019 (*****)Trouée d'Arenberg95.3230018 (***)Wallers to Hélesmes89.2160017 (****)Hornaing to Wandignies82.5370016 (***)Warlaing to Brillon75240015 (****)Tilloy to Sars-et-Rosières71.5240014 (***)Beuvry-la-Forêt to Orchies65.2140013 (***)Orchies60.1170012 (****)Auchy-lez-Orchies to Bersée54270011 (*****)Mons-en-Pévèle48.6300010 (**)Mérignies to Avelin42.67009 (***)Pont-Thibault to Ennevelin39.214008 (*)Templeuve - L'Epinette33.82008 (**)Templeuve - Moulin-de-Vertain33.35007 (***)Cysoing to Bourghelles26.813006 (***)Bourghelles to Wannehain24.311005 (****)Camphin-en-Pévèle19.918004 (*****)Carrefour de l'Arbre17.121003 (**)Gruson14.811002 (***)Willems to Hem8.214001 (*)Roubaix - Espace Charles Crupelandt1.4300 No total dos 256,6 km’s, 54 são em pavé, o que vai massacrar ciclistas e bicicletas, causando desgaste, stress e quedas. “Tuning” especial Paris-Roubaix nas bicicletas Ao longo dos anos as marcas foram aprimorando modelos de estrada para este tipo de provas, que absorvem as vibrações das brutais pedras dos sectores, existem modelos específicos de endurance que nasceram devido a esta prova. Wout van Aert correu a Milão-Sanremo com um só prato, como será na Paris Roubaix? Mas modelos de bicicletas específicos não chega, as equipas acabam sempre por fazer adaptações especiais para a prova do pavé, como por exemplo: Pneus mais altos que o habitual, em vez dos 23 ou 25mm., utilizam 28mm. e alguns até 32mm. Pressões mais baixas. De nada vale usarem pneus de 28mm. e depois colocarem 120 psi de pressão, assim usam pressões entre os 65 e os 85 psi para melhorar a absorção dos impactos. São colocadas duas fitas de guiador sobrepostas. Alguns colocam fita de guiador na base dos pedais para absorver os impactos brutais ao longo dos 257 km’s Colocam um prato pequeno maior, visto ser uma prova praticamente toda ela em terreno plano. Em vez da habitual combinação de pratos pratos 53/39 dentes, usam 53/42 ou 53/44 dentes. Este ano é possível que se veja alguns ciclistas a optarem por utilizar um só prato, por exemplo Van Aert já o fez na Milão-Sanremo Shifters extra montados no centro do guiador. Manetes de travão extra no centro do guiador. Grades de bidom com “grip” extra para evitar estes saltem. Guias de corrente para evitar que esta salte. A pressão de pneus ajustável A pressão dos pneus na Paris-Roubaix é um enigma; os ciclistas desejam pressões baixas para os sectores de empedrado (para absorver impactos), e pressões altas para o asfalto (para fazer menos atrito e permitir melhor rolamento das rodas). O ano passado a equipa DSM comunicou que tanto na corrida masculina, como na corrida feminina, utilizaria um sistema nas suas bicicletas que permite aumentar ou diminuir a pressão dos pneus sem câmara com o toque de um botão instalado no guiador. O sistema são os cubos da marca Scope, os Scope Atmoz, um sistema que permite controlar a pressão dos pneus em andandamento, no valor de €3.998,00 para este equipamento. Este ano também a Jumbo-Visma parece utilizar um sistema de controlo de pressão na bicicleta. O sistema da KAPS é integrado também nos cubos e permite ao ciclista aumentar ou diminuir a pressão dos pneus em andamento, através de botões no guiador. No entanto o sistema funciona por wireless, será viável para a brutalidade do empedrado da Roubaix? O troféu Os ciclistas vão passar por toda essa dureza, e lutar para vencer a rainha das clássicas do pavé, vão deixar todas as suas forças naquele percurso e no final, ganhar isto. Quantos sonham ter este mítico “calhau” em casa? Este fim de semana vão ser entregues aos vencedores no velódromo de Roubaix, apostas em alguém? Recentes vencedores da PARIS-ROUBAIX 2022: Dylan van Baarle (Ned) Team Ineos 2021: Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain Victorious 2020: corrida não realizada devido ao Covid-19 2019: Philippe Gilbert (Bel) Quick-Step Floors 2018: Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe 2017: Greg Van Avermaet (Bel) BMC Racing 2016: Mathew Hayman (Aus) Orica-GreenEdge 2015: John Degenkolb (Ger) Giant-Alpecin 2014: Niki Terpstra (Ned) Etixx - Quick-Step 2013: Fabian Cancellara (Sui) Team RadioShack 2012: Tom Boonen (Bel) Omega-Pharma - Quick-Step 2011: Johan Vansummeren (Bel) Garmin-Cervélo 2010: Fabian Cancellara (Sui) Team Saxo Bank 2009: Tom Boonen (Bel) Quick-Step 2008: Tom Boonen (Bel) Quick-Step 2007: Stuart O’Grady (Aus) Team CSC A transmissão Domingo haverá uma emissão especial de mais de sete horas da 120.ª edição da Paris – Roubaix masculina. A partir das 9:30h, no Eurosport 1, a partir das 9:30h, no Eurosport 1, Gonçalo Moreira, Paulo Martins e Olivier Bonamici garantem os comentários desta prova icónica. Para saberes um pouco mais da história e da envolvente da prova, deixamos-te dois excertos de dois bons filmes sobre a Paris Roubaix, onde podes ver, entre outras curiosidades, os históricos duches do velódromo de Roubaix, que têm mais de 100 anos e cada um tem uma placa com o nome de um vencedor da prova. Road to Roubaix https://www.youtube.com/watch?v=buQGibzq8Sg&t= Hell of the north https://www.youtube.com/watch?v=sN3Sr9OjTZI&t= Start-list das equipas Bahrain Victorious GRADEC Kamil PASQUALON Andrea MOHORIČ Matej WRIGHT Fred MILAN Jonathan MIHOLJEVIČ Fran RAJOVIČ Dušan Jumbo-Visma VAN AERT Wout LAPORTE Christophe AFFINI Edoardo ROOSEN Timo VAN BAARLE Dylan VAN DIJKE Tim VAN HOOYDONCK Nathan Ineos Grenadiers GANNA Filippo HEIDUK Kim KWIATKOWSKI Michał ROWE Luke SHEFFIELD Magnus SWIFT Connor TARLING Josh Alpecin-Deceuninck VAN DER POEL Mathieu DILLIER Sylvain GAZE Samuel GROVES Kaden GOGL Michael PHILIPSEN Jasper VERMEERSCH Gianni Soudal-Quick Step MERLIER Tim BALLERINI David LAMPAERT Yves ASGREEN Kasper PEDERSEN Casper SÉNÉCHAL Florian VAN LERBERGHE Bert Trek-Segafredo THEUNS Edward HOOLE Daan LEIPINŠ Emils STUYVEN Jasper PEDERSEN Mads KIRSCH Alex VACEK Mathias EF Education-Easypost DOULL Owain KEUKELEIRE Jens RUTSCH Jonas SCULLY Tom SHAW James VAN DEN BERG Julius VAN DEN BERG Marijn Groupama-FDJ ASKEY Lewis LE GAC Olivier LIENHARD Fabian DÉMARE Arnaud KÜNG Stefan STEWART Jake WATSON Samuel Team DSM EEKHOFF Nils DAINESE Alberto DEGENKOLB John BITTNER Pavel HEINSCHKE Leon ANDRESEN Tobias Lund NABERMAN Tim Lotto-Dstny SLOCK Liam BEULLENS Cedric FRISON Frederik GRIGNARD Sébastien DE LIE Arnaud VERMEERSCH Florian VAN MOER Brent Bora-Hansgrohe POLITT Nils ARCHBOLD Shane KOCH Jonas GAMPER Patrick HALLER Marco MEEUS Jordi Total Energies BOASSON HAGEN Edvald SOUPE Geoffrey SAGAN Peter OSS Daniel VAN GESTEL Dries BODNAR Maciej TURGIS Anthony Bingoal WB DE MAEGHT Dorian SALBY Alexander ROBEET Ludovic LAUK Karl Patrick VANDEPITTE Nathan DESAL Ceriel VAN KEIRSBULCK Guillaume Israel-PremierTech REYNDERS Jens VANMARCKE Sep GEE Derek ZABEL Rick EINHORN Itamar VAN ASBROECK Tom BOIVIN Guillaume Uno-X Pro Cycling BENDIXEN Louis RESELL Erik Nordsæter KRISTOFF Alexander BLUME LEVY William WÆRENSKJOLD Søren HALVORSEN Kristoffer TILLER Rasmus AG2R Citroën GAUTHERAT Pierre SCHÄR Michael DEWULF Stan RAUGEL Antoine VAN AVERMAET Greg NAESEN Oliver TOUZÉ Damien Q36.5 Pro Cycling COLOMBO Filippo PUPPIO Antonio BAUER Jack MOSCHETTI Matteo DEVRIENDT Tom LUDVIGSSON Tobias ZUKOWSKY Nickolas Flanders-Baloise DE WILDE Gilles DE VYLDER Lindsay DE PESTEL Sander VANHOOF Ward COLMAN Alex FRETIN Milan APERS Ruben Astana Qazaqstan CHZHAN Igor LAAS Martin BOL Cees GRUZDEV Dmitriy FEDOROV Yevgeniy SYRITSA Gleb Cofidis CARVALHO Andre RENARD Alexis ALLEGAERT Piet NOPPE Christophe WALSCHEID Max KREDER Wesley WALLAYS Jelle Intermarché-Circus-Wanty TEUNISSEN Mike PLANCKAERT Baptiste PAGE Hugo THIJSSEN Gerben REX Laurenz Movistar GARCÍA CORTINA Iván NORSGAARD Mathias ROMEO Iván JACOBS Johan MAS Lluís HOLLMANN Juri LAZKANO Oier Arkéa-Samsic LOUVEL Matis HOFSTETTER Hugo RUSSO Clément DEKKER David MOZZATO Luca BIERMANS Jenthe MCLAY Daniel Jayco-AlUla BALMER Alexandre PÖSTLBERGER Lukas ŠTYBAR Zdeněk O'BRIEN Kelland STEWART Campbell DURBRIDGE Luke REINDERS Elmar UAE Team Emirates OLIVEIRA Rui BAX Sjoerd LAENGEN Vegard Stake ACKERMANN Pascal GIBBONS Ryan TRENTIN Matteo BJERG Mikkel ### Tata Martins regressa ao santuário de Roubaix Sonhar é grátis e Tata Martins vai à Paris-Roubaix sabendo que é difícil ganhar... mas não é impossível. O TopCycling entrevista a corredora da Fenix-Deceuninck. A época de clássicas do Norte está a chegar ao fim, mas antes de cair o pano há um apontamento com a Paris-Roubaix. É a 3ª edição desde que as portas do velódromo André-Pétrieux se abriram às mulheres. Os icónicos vestuários também lhes estiveram barrados durante 125 anos. Maria Martins fez questão de lá ir tomar banho; a ribatejana é a única portuguesa que correu a Paris-Roubaix – na estreia foi 19ª e no ano passado 37ª. Tata Martins vai para a terceira presença consecutiva após abrir a época com o ciclo de qualificação para os Jogos Olímpicos como prioridade. No Europeu de pista em Grenchen foi campeã no scratch e 7ª no omnium – disciplina que conta para Paris 2024. Depois foi à Indonésia correr a Taça do Mundo saindo sem pontos por um positivo a Covid-19. Recuperou e estreou-se pela Fenix-Deceuninck com uma queda na Ronde van Drenthe; forçou e conseguiu correr no Egito e ser 7ª no omnium em mais uma etapa da Taça do Mundo. Neste contexto complicado conseguiu ser 14ª classificada na Brugge-De Panne: “Estou satisfeita com a corrida que fiz, especialmente depois de vir de um período complicado onde não tive a melhor preparação para as clássicas como desejava. É um resultado positivo, mas sei que ainda tenho um longo caminho pela frente para poder estar a discutir provas com as melhores.” Créditos: facepeeters Fenix-Deceuninck azarada em De Panne Na prova belga correu na frente até à última passagem por De Moeren, a ventosa reta que partiu a corrida a caminho de De Panne. Descansou uns dias e regressou no Scheldeprijs onde foi a melhor da Fenix-Deceuninck ao ser 15ª classificada. “[De Panne] foi um dia agridoce para nós com a queda da Julie [De Wilde] a tirar-nos a possibilidade de fazermos um bom lugar no sprint final. Ainda assim temos de ter a noção da corrida que fizemos e do quão difícil é colocar 4/5 corredoras no top 20 de uma corrida WT. No momento em que entrámos em De Moeren já não estava fisicamente muito disponível para seguir no grupo da frente e aquilo depois não voltou a juntar até ao final. De Moeren não é um troço muito grande, mas é um pânico. É o suficiente para criar grupos por toda a parte… é caótico.” Tata Martins ao TopCycling Se no Scheldeprijs tivemos sprint em massa com Lorena Wiebes a dominar para a SD Works – a equipa que dominou as clássicas do Norte – em De Panne foi outra história. A Fenix-Deceuninck meteu duas corredoras no grupo certo e numa queda em De Moeren perderam hipótese de lutar pelo pódio. https://twitter.com/FenixDeceuninck/status/1636357850342588417 “Sonhar é grátis” A próxima clássica é a rainha de todas. Tata Martins nunca escondeu a admiração que sente pela prova francesa que tem sido dominada pela Trek-Segafredo: Lizzie Deignan venceu na estreia e Elisa Longo Borghini no ano passado. Em dezembro conversei com a ribatejana e divagámos sobre a Paris-Roubaix. Como seria ganhar, ter uma placa no duche mais famoso do ciclismo e ser a referência de uma geração. “Sonhar é grátis. Eu tenho sempre os pés muito bem assentes na terra, neste momento não me tira o sono pensar se vou disputar alguma vez a Paris-Roubaix, mas vou trabalhar como se fosse para ganhá-la. É uma questão de mentalidade. Não sei se vai acontecer ou não, mas desfruto muito da corrida e sempre vou ter muito respeito por ela. Vai ser sempre a minha corrida de eleição, seja para ver ou competir. Independentemente de ser a corrida mais dura do calendário para mim. É a mais bonita e incrível de se fazer, também porque aquela chegada ao velódromo é especial e só o facto de termos esse presente depois de tanto esforço, tanto sofrimento, tanto inferno… aquilo é um santuário.” Tata Martins ao TopCycling Mesmo sem vitórias na presente época a Fenix-Deceuninck tem conseguido ser protagonista nas principais clássicas. A campeã austríaca Christina Schweinberger foi 5ª na Gent-Wevelgem e Puck Pieterse 5ª no Troféu Binda. A neerlandesa é mesmo uma das principais figuras do plantel já que é vice-campeã mundial sub23 de mountain bike e vice-campeã mundial em elites no ciclocrosse. Quem sabe se no velódromo André-Pétrieux não se dá um “milagre”… Tata Martins regressa ao santuário de Roubaix pela terceira vez na carreira, a primeira como ciclista do WorldTour. Confiram o vídeo da visita que o TopCycling fez à ribatejana no estágio em que se estreou pela nova equipa e se tornou a primeira ciclista portuguesa no WorldTour. https://www.youtube.com/watch?v=MNkmfdo7R7w O TopCycling foi o único média português presente no estágio de estreia de Tata Martins pela Fenix-Deceuninck. ### Teste - Capacete Lazer Cage KinetiCore A Lazer lançou um moderno capacete de Enduro há cerca de um ano, o Lazer Cage KinetiCore, que de acordo com a marca é o primeiro capacete integral com uma classificação de proteção de 5 estrelas (o melhor disponível) da Virginia Tech. "Teorias à parte", o TopCycling testou durante alguns meses o capacete, recorrendo para isso ao piloto de Enduro Ricardo Vicente, que em 2022 venceu a taça de Portugal de Enduro e foi vice-campeão nacional de Enduro na categoria M35. O teste e a opinião de Ricardo Vicente Quando recebi este capacete para testar, resolvi primeiro visitar o site da marca e ver o que diziam acerca do mesmo, quais as novidades, tecnologias envolvidas, basicamente as “promessas” da marca para depois testar e sentir eu mesmo tudo isto. A primeira coisa que me agradou bastante foi o seu design e cores. Um branco e laranja brilhante que se destaca ao longe. Depois de retirar da caixa comecei a analisar a sua qualidade e acabamentos, destacando-se desde logo o facto de (além de ser o nosso tamanho) este capacete trazer ainda dois conjuntos de esponjas com tamanhos diferentes para ajustar da forma mais ideal possível o capacete à nossa face. A parte interior da zona da "queixeira" é revestida por borracha, o que acaba por conferir ao capacete uma maior durabilidade e resistência numa zona que sofre muito com o uso, principalmente no colocar e retirar o capacete da cabeça. Peso e outras características No que respeita ao peso não é o supra sumo, mas basicamente queremos um capacete que não nos provoque dores de pescoço, ombros ou costas e que cumpra o seu papel quando precisarmos dele. Nestes aspectos o Lazer Cage KinetiCore cumpre o seu papel, ou seja, não damos por ele e isso é bom. A fivela magnética foi uma invenção que veio para ficar e quando se experimenta fica-se fã, portanto aqui creio que também foi uma ótima aposta, com o seu funcionamento simples permite de forma rápida apertar o capacete, mesmo com as luvas. A banda aderente do capacete em conjunto com as bandas aderentes que os goggles normalmente têm, quase garanto que ninguém vai perder os óculos a meio de uma descida, poderá é ser mais complicado na hora de os retirar. Não uso colar cervical, pois a minha condução e modalidade é unicamente o Enduro, sendo o colar mais usado no downhill, mas se a marca indica que o seu design foi desenvolvido para que este encaixe na perfeição num colar cervical, acredito que assim será. Ventilação e proteção A sua ventilação é muito boa e permite-nos pedalar subida acima, ou descer a todo o gás sem que se note o efeito capacete integral, as entradas de ar foram bem conseguidas e funcionam muito bem. Algo que não conhecia era a tecnologia KinetiCore, basicamente esta inovação permite que os capacetes Lazer protejam quem o usa tanto de impactos diretos como rotacionais, isto graças aos seus blocos de espuma EPS, chamados de Zonas Críticas Controladas que se deformam com o impacto e absorvem a energia que poderia afetar o cérebro do ciclista. Tal como disse anteriormente, esta parte não testei, mas o seu aspeto e sensação ao toque faz-me acreditar que realmente se deformam com facilidade, ajudando a dissipar as forças que hajam num possível impacto. As esponjas interiores têm uma cor que na minha opinião poderia ser um pouco mais escura, pois este verde marinho vai rapidamente ficar com um tom acastanhado. O veredicto final Resumindo tudo isto, a Lazer conseguiu um capacete com excelente qualidade, desta vez para as vertentes que jogam com a gravidade, mais concretamente a vertente de Enduro, mas com “capacidades” para que seja também uma ótima opção para as corridas de downhill. É um capacete espetacular, muito bonito (também conta), robusto e bastante confortável (o mais importante), é sem dúvida uma opção a ter em conta para aqueles que procuram um capacete para o enduro/downhill. De acordo com a marca, o Lazer Cage KinetiCore disponível em vários tamanhos (XS,S,M,L,XL), no site encontramos a versão em duas cores e a marca anuncia um peso de 820 gramas. As principais características são: Robusto e leve com carcaça em fibra de vidro reforçada com carbono Zonas de deformação controlada (KinetiCore) Compatível com colares cervicais Banda aderente na traseira para manter os goggles no lugar Almofadas de diferentes tamanhos incluídas Certificação ASTM Fivela Magnética Sem pontos de pressão A SC Vouga é o importador da marca em Portugal e informou que o PVP aconselhado é 279,99 euros. A curiosidade “Em 1919, Henri Van Lerberghe ganhou a Tour de Flandres a competir sozinho do início ao fim. Antes de entrar no Velódromo em Gent, parou e bebeu umas cervejas. Mais tarde, no pódio, incentivou as pessoas a regressar a casa, porque ele estava meio-dia à frente do pelotão. Nesse mesmo ano foi fundada a Lazer, e tal como o Henri, estamos à frente da corrida. A liderar a indústria em inovação, design, segurança e tecnologia.“ É isto que pudemos ler no site da Lazer quando acedemos à área “Sobre nós”. Também pedalo na estrada, acompanho essa vertente e achei a história curiosa. Tal como o senhor Henri Van Lerberghe, o pessoal do Enduro também gosta de umas cervejas no final. Por: Ricardo Vicente Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Valverde lidera nova equipa de Gravel da Movistar Alejandro Valverde está de regresso ao ciclismo, mais precisamente, como líder da nova equipa de gravel da Movistar, a Movistar Team Gravel Squad. Aos 42 anos, e depois de ter dada por terminada a sua carreira na alta competição do ciclismo internacional de estrada, ‘O Bala’ alcunha que era reconhecida dentro do pelotão, confirma o piscar de olhos que já tinha feito ao gravel, tal como aqui noticiámos ainda em 2022. https://twitter.com/Movistar_Team/status/1643161482916696065?s=20 Atualmente a desempenhar funções de coordenação técnica na Movistar, Valverde demonstra assim que a paixão pelo ciclismo e pela competição continuam bem presentes, escolhendo a modalidade de gravel para o fazer. Segundo as informações divulgadas pela Movistar esta manhã, o regresso de Valverde à competição está agendado para o dia 23 de abril, na 'La Indomable', corrida de gravel que se realizará em Almería. Nova equipa conta com caras bem conhecidas Alejandro Valverde é a figura mais mediática desta nova equipa de gravel, mas a Movistar apresentou ainda mais algumas figuras conhecidas. Ivan García Cortina, elemento da equipa de estrada é uma dessas figuras. O ciclista de 27 anos não abdicará da temporada de estrada, fator pelo qual estará ausente na competição de dia 23 de abril, estreando-se apenas seis dias depois, na Catalunha para disputar a ‘La Traka’. A Movistar decidiu juntar a estes dois ciclistas bem conhecidos, dois rostos femininos, mais propriamente, Ana Dillana, representante espanhola no último Campeonato do Mundo Virtual de Ciclismo, e Hayley Simmonds, antiga bicampeã da Grã-Bretanha de contrarrelógio, pertencente à equipa da AWOL O’Shea. Até onde poderá, ou quererá chegar Valverde? O surgimento desta nova equipa de gravel deixa muitas dúvidas em relação aos objetivos competitivos não só de Valverde, como da própria Movistar. https://twitter.com/Movistar_Team/status/1643162739710529537?s=20 Será que iremos ter Valverde a lutar pelo título mundial de gravel? Será que Valverde é apenas uma jogada de marketing para promover esta nova equipa, e abrir assim caminho a outro nome da equipa enquanto aposta principal? A estreia já este mês As respostas para estas perguntas irão começar a surgir a partir do próximo dia 23, com a estreia desta nova equipa de gravel, na 'La Indomable'. Até lá, é provável que ainda surjam mais alguns esclarecimentos em relação a este novo projeto da Movistar, mas, uma coisa é certa, esta aposta da Movistar, além de confirmar a ascensão do gravel, disciplina que tem vindo a ganhar cada vez maior destaque e visibilidade internacional, confirma ainda a grande visão de futuro da equipa espanhola. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Shimano está a recolher alguns lotes do Avanço PRO Vibe (liga de alumínio). A Shimano Europe, proprietária da marca PRO, identificou que certos lotes podem desenvolver fendas em determinadas situações. Como tal, a Shimano emitiu um aviso de recolha e de paragem de utilização para todos os avanços PRO Vibe (Liga de Alumínio) vendidos desde maio de 2020. Os produtos afetados pela recolha são facilmente identificáveis pela letra ”V” pateado da marca na placa frontal do avanço e pelos parafusos de montagem virados para a frente. A corrosão pode causar a formação de fendas na zona de fixação da forqueta (como destacado na imagem seguinte). Se a fenda não for detetada atempadamente pelo utilizador, pode aumentar até separação total do avanço. Se isto acontecer durante a utilização da bicicleta, o utilizador pode perder o controlo da mesma e cair, correndo o risco de lesão no acidente. A marca sugere que os ciclistas que compraram um Avanço PRO Vibe (Liga de Alumínio) após maio de 2020, devem parar de andar com o mesmo na bicicleta. Devem-se dirigir a um revendedor PRO e no caso do avanço ter as características, anteriormente mencionadas, o cliente deve ser reembolsado. Os revendedores foram autorizados a fornecer um avanço de substituição (dependendo da disponibilidade) ou a oferecer um reembolso do produto devolvido. Créditos Imagem - PRO bikegear A Shimano emitiu ainda a seguinte declaração: “A Shimano gostaria de reiterar o compromisso da empresa com a segurança dos ciclistas e a dedicação na produção de produtos líderes do mercado. Pedimos as mais sinceras desculpas por não termos cumprido estas normas e por qualquer inconveniente causado pela recolha do Avanço PRO Vibe (Liga de Alumínio).” Shimano Europe Para detalhes de contacto e outras informações, visita o site da PRO: www.pro-bikegear.com/global/news/recall-notice-vibe-stem ### SD Works bate Jumbo-Visma no pavé Analisamos o domínio das equipas neerlandesas no período pré-Volta à Flandres e descobrimos o sucessor de Tom Boonen. Um dos tópicos de debate durante a transmissão da Volta à Flandres masculina foi o domínio da Jumbo-Visma durante as clássicas do Norte masculinas. Wout Van Aert ganhou em Harelbeke, ofereceu a Gent-Wevelgem Christophe Laporte e o francês encarregou-se de ganhar a Através da Flandres. A saga tinha-se iniciado no fim-de-semana de abertura, em fevereiro, com Tiesj Benoot a ganhar em Kuurne e Dylan van Baarle na Omloop Het Nieuwsblad. Tudo parecia indicar uma vitória na Volta à Flandres, o clímax do período sagrado para os belgas e demais amantes das clássicas do pavé… só que Wout Van Aert e a Jumbo-Visma falharam na Ronde! Gruber Images Falharam a ler a corrida quando Mathieu van der Poel ficou cortado a 45 segundos do pelotão logo na primeira hora de corrida. O neerlandês queimou a equipa toda para fechar o espaço e esteve contra as cordas, mas a Jumbo escondeu-se e deixou que fossem as ProTeams a tomar a iniciativa. Erro estratégico. Em termos de performance nem Benoot nem Laporte tiveram um dia super. A queda antes da primeira subida a Oude Kwaremont – que envolveu Van Aert – limitou ainda mais as opções táticas. A Jumbo andou sempre a reboque da concorrência e pagou por isso. Não está em causa o feito inédito de como estrutura terem ganho Omloop Het Nieuwsblad, Kuurne-Bruxelas-Kuurne, E3 Harelbeke, Gent-Wevelgem e Através da Flandres. Vencer a Volta à Flandres teria sido a última pincelada na obra-prima. Na Paris-Roubaix têm nova chance de colocar a fasquia a uma altura quase intransponível. Gruber Images Kopecky é a sucessora de Boonen Há anos que os belgas aguardam pelo sucessor de Tom Boonen e finalmente a espera terminou. Não procurem no pelotão masculino; a herdeira de Boonen chama-se Lotte Kopecky! Depois de no ano passado ganhar a Volta à Flandres com o maillot de campeã nacional, este domingo entrou em Oudenaarde apontando para o jersey da SD Works. Kopecky é a primeira belga a vencer duas edições da Ronde! Lotte Kopecky é a favorita para ganhar a Paris-Roubaix. Em 2022 perdeu para Elisa Longo Borghini que prolongou o domínio da Trek-Segafredo no Inferno do Norte, já que Lizzie Deignan ganhou a primeira edição. É o exame que a SD Works ainda não conseguiu passar. Aos 27 anos, a corredora de Rumst (província de Antuérpia), já ganhou ou fez pódio em todas as clássicas do Norte e tem seis títulos nacionais. É rápida ao sprint e este ano perdeu peso para passar melhor subidas curtas e explosivas. Kopecky é a sucessora de Boonen e tem uma série de épocas para construir uma carreira brilhante, à qual falta uma medalha olímpica (foi 4ª no madison em Tóquio 2020). Pistard de topo mundial, soma quatro títulos mundiais e quatro europeus nos velódromos. https://twitter.com/LotteKopecky/status/1642934145574662144 SD Works melhorou o registo da Jumbo-Visma Tal como a Jumbo-Visma, a SD Works é oriunda dos Países Baixos. Está na 14ª época de atividade e domina o ciclismo feminino há uma década (desde que era conhecida como Boels-Dolmans). Ao longo da primavera a equipa coordenada pela campeã olímpica do Rio 2016, Anna van der Breggen, instigou o medo no pelotão feminino. A lista de triunfos é de loucos: Omloop Het Nieuwsblad: Kopecky Omloop Van Het Hageland: Lorena Wiebes Strade Bianche: Demi Vollering Volta a Drenthe: Lorena Wiebes Nokere Koerse: Lotte Kopecky Gent-Wevelgem: Marlen Reusser Através da Flandres: Demi Vollering Volta à Flandres: Lotte Kopecky A isto juntemos as quatro provas onde fizeram 1ª e 2ª – Omloop, Strade, Nokere e Volta à Flandres! A SD Works melhorou o registo da Jumbo-Visma, mas a voracidade de ambas estruturas faz com que Jumbo-Visma e SD Works já estejam de olho na Paris-Roubaix, como confirmou Kopecky em entrevista partilhada pela equipa. https://twitter.com/teamsdworx/status/1642945001490448386 ### Volta ao País Basco - Três portugueses em ação na corrida espanhola Com a chegada da primavera, em abril além das clássicas o calendário de ciclismo ganha força com uma série de competições de grande qualidade, como é o caso da Volta ao País Basco. Arrancou hoje a 62.ª edição da Volta ao País Basco ou Euskal Herriko Itzulia, uma competição de ciclismo de estrada por etapas de importância igual à Volta à Catalunha e só superada pela Vuelta a España. Criada em 1924, a Itzulia é famosa pelo traçado montanhoso, ideal para os trepadores. Créditos imagem: Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images As estrelas presentes Daniel Felipe Martínez está de volta para tentar repetir o triunfo na Itzulia no ano passado. O colombiano da INEOS terá a concorrência de estrelas como Jonas Vingegaard, vencedor do Tour 2022, Richard Carapaz, vencedor do Giro 2019 e campeão olímpico de estrada, Enric Mas, David Gaudu, Adam Yates, Juan Ayuso, Egan Bernal, David Gaudu, Mikel Landa, Pello Bilbao entre outros. Rui Costa (Intermarché – Circus – Wanty), Ruben Guerreiro e Nélson Oliveira (Movistar) são os portugueses presentes na prova espanhola.  A Itzulia 2023 discute-se até sábado, dia 8 de abril, entre Vitoria-Gasteiz e Eibar e ao longo de seis etapas. Esta edição passa por cidades como Labastida, Viana, Leitza, Errenteria, Amasa-Villabona, Santurtzi ou Amorebieta-Etxano tendo o pelotão de cumprir um total de 992,5 quilómetros. Toda a ação da Volta ao País Basco pode ser vista diariamente, em direto, no Eurosport, a partir das 14:30h, até sábado, 08 de abril.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 2.ª Taça de Portugal de XCO 2023 - Abrantes Depois de Melgaço, há cerca de um mês atrás, a Taça de Portugal de XCO rumou até Abrantes, onde se disputou a segunda ronda desta competição. Corrida masculina "Os suspeitos do costume", Ricardo Marinheiro e Mário Costa foram os que lutaram pela vitória da corrida, tendo desta feita o campeão nacional levado a melhor. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Ricardo Marinheiro confirmou o excelente momento de forma em que se encontra, e depois da prestigiada vitória há uma semana na Taça de Espanha, venceu hoje a sua primeira corrida da Taça de Portugal esta temporada. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Mário Costa ficou hoje no segundo posto, e Saul López completou o pódio, terminando na terceira posição. Com a vitória na primeira corrida em Abrantes e o segundo lugar de hoje, Mário Costa mantém a liderança na classificação geral de elite. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 masculino POS.NOMEPAÍSTEMPO1MARINHEIRO Ricardo POR01:21:052COSTA Mário POR01:23:003LOPEZ ALVAREZ Saul ESP01:24:044FERREIRA Roberto POR01:24:455CRUZ João POR01:24:516FILIPE André POR01:25:367NEVES Diogo POR01:26:168NUNES Bruno POR01:26:269PEREZ ARGANDA Luca ESP01:28:0810ROCHA João POR01:28:31 Corrida feminina Ana Santos dominou por completo a prova de elite feminina. Isolou-se desde cedo e pedalou a solo para o triunfo e para o comando da geral da Taça. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A espanhola Lara Lois foi a segunda classificada, a 48 segundos. Joana Monteiro (Axpo/FristBike Team/Vila do Conde) fechou os lugares de honra, a 3m18s. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 feminino POS.NOMEPAÍSTEMPO1SANTOS Ana POR1:06:042LOIS GARCIA Lara ESP1:06:523MONTEIRO Joana POR1:09:234MEIER Maaris EST1:09:435GOMES Leandra POR1:13:206SOUSA Beatriz POR1:14:127BRANCO Marta POR1:15:078SIMÃO Laura POR1:16:259COSTA Jessica POR1:18:5910LOPES Catarina POR1:20:09 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tour de Flandres 2023 Tendo em conta as declarações de alguns dos candidatos antes da corrida, adivinhava-se um Tour de Flandres um pouco diferente das ultimas edições. Os favoritos eram Mathieu van der poel (vencedor da Milão-Sanremo), Wout van Aert (3.º na Milão Sanremo e vencedor da E3 Saxo Classic) e Tadej Pogacar ( 3.º na E3 Saxo Classic e 4.º na Milão Sanremo). Sofrendo na pele o desfecho de corridas anteriores, nas quais chegara à linha de meta com os adversários e perdera, Pogacar adiantou na entrevista prévia que para vencer não podia chegar à linha de meta acompanhado, o que deixou desde logo no ar a estratégia da UAE Team Emirates. O próprio Mads Pedersen (ex-campeão do mundo da Trek Segafredo), adiantava na entrevista rápida antes da corrida que para vencer, era necessário atacar de longe e não aguardar pelos últimos muros (onde admitia que eram claramente favoritos MVDP, van Aert e Pogacar), antevendo também uma estratégia diferente por parte da Trek-Segafredo. À estratégia das equipas, juntou-se a confusão habitual das clássicas, a 140 quilómetros do fim, Filip Maciejuk (Bahrain) provoca uma queda massiva no pelotão na qual ficam de fora alguns nomes importantes como Tim Wellens (UAE Team Emirates); a 120 quilómetros do final a DSM bloqueia corrida na frente, quase parando numa subida, atacando de seguida e provocando cortes no pelotão, que causaram desgaste.  https://twitter.com/eurosport/status/1642490668726599680 A cerca de 100 quilómetros para o fim forma-se uma fuga com nomes importantes como Kasper Asgreen, Stefan Kung, ou Matteo Trentin, grupo que viria a ficar na frente da corrida até à fase decisiva, a 20 km's. do final. Com se tratasse de um "baralho de cartas viciado", baralhando a estratégia e circunstâncias de corrida, no final formaram um grupo Wout van Aert, Mathieu van der Poel e Tadej Pogacar e nesta luta a 3, Mathieu van der Poel atacou num dos muros e eliminou Wout van Aert, segundo com Pogacar em caça da frente da corrida. O momento chave Tadej Pogacar desta feita não se revelou o parceiro ideal para van der Poel porque depois de fazerem a ligação com a frente da corrida, no Oude Kwaremont o jovem esloveno atacou, abrindo uma diferença para van der Poel que este já não conseguiu fechar até ao final. Vídeo do momento https://twitter.com/RondeVlaanderen/status/1642530453478428673 Aos 24 anos de idade, Tadej Pogacar consegue assim o tão desejado Tour de Flandres ( o próprio admitiu nesta entrevista ao TopCycling.pt que era a corrida onde mais se divertia ), marcando assim a história dos últimos anos, pois é necessário recuar até 1969 (quando Eddy Merckx conseguiu essa proeza) para ver um campeão do Tour de France que também venceu o Tour de Flandres. O jovem esloveno conseguiu-o e junta assim mais um monumento ao seu palmarés, depois das vitórias na Liege-Bastogne-Liege e Milão Sanremo. Recordamos o currículo do jovem esloveno aos 24 anos de idade: 2 Tour de France 2 Il de Lombardia 1 Tour de Flandes 1 Liege-Bastogne-Liege 1 Strade Bianche 1 París- Nice 2 Tirreno Adriático 2 UAE Tour 1 medalha de bronze dos Jogos Olímpicos TOP 10 final POS.PaísCORREDOREQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates06:12:072VAN DER POEL MathieuAlpecin-Deceuninck+ 163PEDERSEN MadsTrek-Segafredo+ 01:124VAN AERT WoutJumbo-Visma+ 01:125POWLESS NeilsonEF Education-EasyPost+ 01:126KÜNG StefanGroupama-FDJ+ 01:127ASGREEN KasperSoudal Quick-Step+ 01:128WRIGHT FredBahrain Victorious+ 01:129JORGENSON MatteoMovistar Team+ 01:1910TRENTIN MatteoUAE Team Emirates+ 02:4 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=QrrlLDybH6Y Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Lazer faz campanha de Retoma de capacetes Precisas de trocar de capacete? A Lazer sugere a altura ideal para o fazeres. Na entrega do teu capacete usado, a Lazer dá-te 25% de desconto na compra de um capacete novo Lazer Kineticore. Os capacetes antigos ou danificados por queda devem ser substituídos, uma vez que têm uma vida útil limitada e devem ser substituídos quando apresentam sinais evidentes de desgaste. Além disso, os componentes dos capacetes (fivelas, fecho de aperto, esponjas, etc…) perdem a eficácia ao longo do tempo, pelo que, mesmo que o capacete nunca tenha estado envolvido num acidente, recomenda-se a sua substituição a cada três/quatro anos. Para facilitar a renovação do teu velho capacete, o distribuidor da Lazer em Portugal está a promover uma campanha de capacetes usados. Independentemente da marca ou do tempo de utilização, a Sociedade Comercial do Vouga oferece a possibilidade de entregar o velho capacete e de adquirir um dos atuais modelos Lazer com a tecnologia Kineticore, com um desconto de 25% sobre o PVPr (Preço de venda ao público recomendado). Como aderir? 1. Dirige-te a uma das lojas aderentes – indicadas abaixo, para devolver o teu capacete usado. 2. Escolhe um modelo de capacete da Lazer que contenha a tecnologia Kineticore, para obteres o desconto da campanha na tua fatura de compra. Lojas Aderentes: CARROGUIAR-LAVAGEM AUTO, LDA. - atxcyclingstore@gmail.com TRILHOS CATITAS-LDA. - risebikeshop@gmail.com ELDB - LOJA DAS BICICLETAS UNIPESSOAL LDA. - ldb@lojadasbicicletas.pt KOMPEDAL-UNIPESSOAL, LDA. - geral@kompedal.com RIBAPEDAL, LDA. - ribapedal@hotmail.com WESTBIKE, LDA. -westbiketorres@gmail.com PEDALSEMPRE, LDA. - geral@pedalsempre.pt ARTUR JORGE FERNANDES OLIVEIRA - partnerbike.oliveira@hotmail.com OFICINA DO EMPENADO,UNIP.,LDA. - oficinadoempenado@gmail.com MARIO FERNANDES-UNIPESSOAL, LDA. - rodabike@gmail.com DUPLA AVENTURA LDA. - filipe.duplaaventura@gmail.com MSJ-COM.MOTOCICLOS MAQUINAS, LDA. - ms.bike@sapo.pt JAMES ALEXANDER CARROLL - info@bicabikes.com JOEL HENRIQUE MENDES DA GRAÇA - ultrapedal@gmail.com VITORBIKES UNIPESSOAL, LDA. -vitorbikes@gmail.com CICLO PEDAL-UNIPESSOAL, LDA. - ciclopedal.pt@worldtour  Condições gerais da campanha A campanha promocional decorre apenas nas lojas aderentes e estará em vigor a partir do dia 27 de março até 14 de abril de 2023, inclusive. O valor de desconto de 25% será sobre o preço de venda ao público recomendado e debitado no valor final da fatura.   A campanha é dirigida à venda de capacetes da marca Lazer que integrem a tecnologia de proteção Kineticore apenas. A campanha destina-se única e exclusivamente a capacetes de ciclismo, abrangendo as categorias dos mesmos (Estrada, Montanha, Urbano e Infantil). A Sociedade Comercial do Vouga, Lda reserva-se o direito de a qualquer momento e sem prévio aviso, suspender ou cancelar a campanha se as circunstâncias assim o exigirem. ### A transformação do ciclismo belga Soudal-Quick-Step sem top 10 na Gent e em Harelbeke na semana em que Remco Evenepoel ganhou etapas e foi 2º na Catalunha. O que está a mudar no ADN belga? Partindo destes dados inéditos refleti sobre o momento do ciclismo belga. Com o Giro à porta e a possibilidade de interromperem uma seca de vitórias que dura desde Johan De Muynck (Bianchi-Faema) em 1978, os belgas sonham com Remco Evenepoel e têm motivos para olhar para o futuro com ambição. A nova geração é talentosa e multifacetada, mas porquê tantos voltistas? Lennert Van Eetvelt (Lotto-Dstny) tem 21 anos e disse-me algo interessante: “Os jovens belgas começaram a ir treinar para Espanha porque é difícil tornares-te trepador se não treinas nas montanhas. A mentalidade desta geração face às montanhas mudou.” Lennert Van Eetvelt ao TopCycling. Evenepoel é o paradigma, mas há interessantes projetos de voltistas como Henri Vandenabeele (DSM), que foi batido por Tom Pidcock (Trinity; atualmente na Ineos) em 2020 e acabou 3º em 2021. Lennert Van Eetvelt também viu o Giro escapar para Leo Hayter (DSM; atualmente na Ineos), mas venceu a chegada ao Colle della Fauniera. Goossens bateu Van Eetvelt no Troféu Andratx (Maiorca). Belga fez ainda top 15 na CatalunhaCréditos: Photo News “Sempre tive potencial nas subidas longas, mas provei a mim mesmo que era um bom trepador ao ganhar numa subida de uma hora e 20 minutos. Era um esforço longo [26km], tive que gerir bem, nos últimos 8km estávamos a 2400m de altitude. Todo o Giro foi duríssimo, tivemos dias de seis horas, em algumas etapas fiquei sem alimento no final… Já no Giro de 2021 comecei bem e fui piorando, mas melhorei a alimentação, passei a descansar mais e agora sei como abordar as corridas por etapas. Talvez faça a Vuelta no final desta temporada.” Lennert Van Eetvelt ao TopCycling. À lista temos que juntar Cian Uijtdebroecks (Bora-Hansgrohe), que logo no primeiro ano de profissional ganhou a Volta a França do Futuro. Outros nomes no radar são William Junior Lecerf – 3º na Volta ao Ruanda que corre na Quick-Step continental – e o colega Gil Gelders, recente vencedor da Gent-Wevelgem esperanças. Arnaud De Lie à conversa com Gonçalo Moreira no Media Day da Lotto-DstnyCréditos: TopCycling O Touro De Lie A Bélgica tem voltistas, mas o espetro de talento é mais amplo. Alec Segaert é campeão nacional, europeu e vice-campeão mundial de contrarrelógio, além de colega na Lotto-Dstny do sprinter Arnaud de Lie. Nove vitórias e 12 pódios como neo-pro. Ciclista mais pontuado da Lotto-Dstny no ranking UCI com 19 anos. Em entrevista ao TopCycling Arnaud De Lie explica que “2022 foi excelente ao nível da progressão e isso lança-me bem para esta temporada. A Lotto trabalha muito a equipa de desenvolvimento, este ano deu um passo importante para o futuro ao passar a Continental. Fazem de tudo para nós passarmos de sub23 a profissionais no melhor momento. Fui contactado aos 17 anos pelo Kurt Van de Wouer, assinei como júnior de primeiro ano e subi a profissional no primeiro ano de sub23, mas cada corredor é diferente”. Alec Segaert em açãoCréditos: Facepeeters Arnaud De Lie é maciço – 1,82cm/78kg. Por ser 20 quilos mais pesado do que os rivais chamavam-lhe o boi; as vitórias e um speaker com sentido de humor numa prova de BTT promoveram-no a “Touro de Lescheret”, localidade situada nas Ardenas do lado da Valónia. É o mais talentoso dos irmãos De Lie; o mais velho é Axel, rolador com bons resultados a nível nacional e que por trabalho nunca viveu do ciclismo até assinar pela satélite da Lotto-Dstny. O Touro De Lie fala com segurança e tem as coisas claras. Grandes Voltas só em 2024. Os sonhos estão identificados e o 2º lugar na Omloop Het Nieuwsblad reforça a ambição. “Roubaix e Flandres são provas com as quais sonho, são corridas de mano a mano, se tiver a possibilidade de as ganhar será o cumprir de um sonho. Este ano prefiro a qualidade do que a quantidade. Há boas oportunidades na primavera, mas também depois num GP Plouay ou no GP Québec que me assentam bem. ” TopCycling conversou com Arnaud de Lie no Media Day que decorreu em Espanha. O todo-terreno que adora Anadia As equipas não vivem só de líderes. É preciso quem trabalhe e para se desempenhar o papel de gregário o talento deve ser semelhante ao do líder. A Alpecin-Deceuninck recrutou Fabio Van den Bossche, mais conhecido pelos dois bronzes que ganhou no Mundial de pista em 2022. Começou na Sport Vlanderen e desde que passou para a nova equipa tem-se vindo a transformar. Passou de subir com os melhores a focar-se em esforços mais curtos, convertendo-se em puncheur. O tipo de treino torna mais fácil conciliar estrada e pista já que o objetivo é competir nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. “Tive um bom 2022 na pista, vai ser difícil fazer melhor este ano. A equipa ajudou-me muito porque nos focamos em treino de força, esforços curtos, ganhar músculo. Isso foi recompensado nos Mundiais e em quase todas as grandes provas de pista venci medalhas.“ Fabio Van den Bossche, bronze na corrida por pontos e no madison no Mundial de pista. Van den Bossche pesa 63kg e vai estrear-se nas clássicas das Ardenas. É um todo-terreno que adora o velódromo de Anadia, onde estagiou com a seleção. Como se pode encaixar numa geração super talentosa da Bélgica? “Podem usar-me em muitas corridas na ajuda aos líderes. Subo bem e ando no pavê. O meu ponto forte é ser útil em muitas provas e espero no futuro poder ajudar os líderes a chegar às grandes vitórias. Talvez nas corridas menores possa ter oportunidades”, analisa. Nativo de Gent, faz parte da nova vaga de talentos da Bélgica, um país de planícies e subidas curtas capaz de produzir uma tremenda geração de trepadores. “Começaram a viver e a treinar como profissionais mais cedo face ao passado. Para o Cian e o Van Eetvelt é uma motivação ver o Remco ganhar uma Vuelta. A Federação também tem trabalhado com os trepadores.” Fabio Van den Bossche atendeu o TopCycling em Pedreguer (Alicante). O tempo dirá se a transformação do ciclismo belga é uma feliz coincidência no espaço e no tempo de voltistas promissores ou se algo está a mudar no ADN de uma nação que venera as clássicas. ### Trek lança a nova Powerfly com sistema inteligente Bosch A Trek apresentou a nova Powerfly, incluindo em todos os modelos desta plataforma o sistema inteligente Bosch. Esta nova adição permite aos ciclistas estarem mais conectados e personalizados. Segundo a marca norte-americana, a Powerfly com o sistema inteligente da Bosch, oferece 85 Nm de binário que garante uma assistência efetiva nas subidas. Além disso, os modos inteligentes Tour+ e eMTB ajustam a potência de assistência, de acordo com o tipo de terreno percorrido por cada ciclista e pelas informações introduzidas, para uma assistência com uma sensação natural. O comando LED permite sincronizar mais facilmente a Powerfly com a aplicação eBike da Bosch, dando a possibilidade aos ciclistas de personalizarem a assistência, monitorizar as métricas das voltas, navegar e mapear percursos, fazer atualizações sem fios via Bluetooth e fornecer recomendações de manutenção. Os modelos Powerfly vêm equipados com o sistema de Bateria Integrada Removível (RIB), que permite aos ciclistas retirarem a bateria do tubo inferior para carregar e transportar mais facilmente sem necessidade de ferramentas. Os novos modelos incluem um monitor totalmente a cores Kiox 300, ou o monitor Intuvia 100, dando aos ciclistas acesso a um grande conjunto de informações, incluindo navegação e autonomia da bateria.  A Trek vai continuar a disponibilizar modelos hardtail e de suspensão total, assim como Equipped, que combina diversão e conveniência num modelo com luzes, guarda-lamas e porta-bagagens. Podes ver a gama completa deste modelo, os preços e disponibilidade no site da marca aqui: www.trek.bike . A nova Powerfly está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Mecânico da equipa Trek-Segafredo fala sobre a Trek Madone de Bauke Mollema O mecânico da equipa Trek Segafredo, Francisco Carvalho, sobre a nova Trek Madone SLR 9 do ciclista Bauke Mollema e sobre as bicicletas da equipa. Podes ver o preço e disponibilidade deste modeli, no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt/ https://www.youtube.com/watch?v=H71z9dMB2eU Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Cape Epic - Grande Final Matt Beers e Christopher Blevins (Toyota-Specialized-NinetyOne) são os campeões da Absa Cape Epic 2023. Vera Looser e Kim Le Court (Efficient Infiniti Insure) triunfam na categoria feminina. Créditos Imagem - Absa Cape Epic Tudo estava por decidir à partida da última etapa da Absa Cape Epic 2023. Os 80 quilómetros de etapa com mais de 2400 metros de desnível acumulado geravam grande expectativa principalmente na categoria masculina, onde as duas primeiras duplas estavam separadas por apenas 90 segundos. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik Corrida masculina Nino Schurter e Andri Frischknecht (SCOTT-SRAM MTB Racing) partiram para a última etapa com a camisola amarela, mas com uma vantagem que deixava tudo em aberto. Os ataques começaram logo desde o princípio com Beers e Blevins a quererem pôr os líderes sobre pressão.  A dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne rodou isolada nos primeiros 20 quilómetros, mas depois acabou por ter a companhia da dupla alemã, Georg Egger e Lukas Baum e da dupla da Singer Racing, Martin Frey e Simon Stiebjahn. As três duplas ganharam uma vantagem que lhes permitiu lutar pela etapa e os alemães não desperdiçaram a oportunidade e foram os primeiros a cortar a meta. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Sam Clark Beers e Blevins cortaram a meta na segunda posição e aguardavam com expetativa a chegada dos suíços para saber quem levaria esta edição da Absa Cape Epic. Nino Schurter e Andri Frischknecht chegavam apenas na sexta posição a quase seis minutos dos vencedores da etapa, entregando assim, a vitória na classificação geral à dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne. A dupla suíça acabou por terminar no terceiro lugar da classificação geral após terem sido ultrapassados também por Georg Egger e Lukas Baum. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik O português José Dias terminou a etapa na décima segunda posição, em conjunto com o seu parceiro Hans Becking. A dupla da Buff-Megamo terminou esta edição da Absa Cape Epic no nono lugar da classificação geral. Créditos Imagem - Buff Megamo Classifcação da etapa: Classifcação geral: Corrida feminina A última etapa da Cape Epic foi ganha pela dupla da Cannondale Vas Arabay, Greete Steinburg e Monica Calderon, mas a vitória na classificação geral foi para Looser e Le Court que lideraram durante toda a etapa em conjunto com as vencedoras do dia. A dupla da Efficient Infiniti Insure não deixou margem para dúvidas e venceu com mais de 32 minutos sobre a dupla da casa, Candice Lil e Amy Wakefield e com 43 minutos de avanço sobre Sofia Gomez e Katerina Nash que completaram o pódio. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik Classifcação da etapa: Classifcação da geral: Classificações completa AQUI. ### Volta à Catalunha - João Almeida garante pódio, na vitória de Roglic João Almeida (UAE Emirates) terminou a 102.ª edição da Volta à Catalunha no terceiro lugar da geral, que teve Primoz Roglic (Jumbo-Visma) como grande vencedor. O ciclista português de 24 anos repetiu o mesmo resultado no ano passado, no entanto, os oponentes deste ano dão um brilho diferente à classificação de Almeida. Referimo-nos, logicamente, a Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Remco Evenepoel Remco Evenepoel (Soudal-Quick Step), líder e vice-líder da geral desta edição. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1639964405877096450?s=20 Evenepoel atacou, mas Roglic tinha vitória na mão Hoje, Barcelona foi palco da sétima e última etapa da prova, que teve Evenepoel como vencedor, mas com Roglic sempre com a liderança da geral resguardada. O pelotão tinha hoje pela frente um circuito com um total de 136 quilómetros, para a despedida. As atenções estavam centradas na luta entre líder e vice-líder da geral, mas apesar de Evenepoel voltar a demonstrar o seu enorme poderio físico, Roglic confirmou, uma vez mais, saber gerir bem os tempos, respondendo aos ataques e resguardado de forma segura a sua liderança. https://twitter.com/JumboVismaRoad/status/1639961394870198273?s=20 Roglic justo vencedor Não há dúvidas em relação à justiça da vitória de Roglic. O ciclista esloveno de 33 anos, principal estrela da Jumbo-Visma nos últimos anos, confirmou o bom momento de forma que atravessa, demonstrando, tal como tinha feito na mais recente edição do Tirreno Adriático, estar num grande momento, partindo para o Giro 2023, como principal favorito à vitória à frente do campeão mundial Evenepoel. Já faltam poucas semanas para voltarmos a assistir a grandes momentos, como aqueles que aconteceram no decorrer desta. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=W5j7mjnxwPo Top 10 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma28:19:1002EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0603ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1104SOLER Marc UAE Team Emirates+ 02:4905LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 02:5906WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 03:0307CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 03:0608HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 03:1109UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 03:3210URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 03:53 Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Volta à Catalunha, etapa 6 - Groves vence em bicicleta emprestada Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), foi o destaque do dia na 102.ª edição da Volta à Catalunha, ao vencer a sexta etapa, após troca de bicicleta a cerca de quatro quilómetros da meta. O ciclista australiano de 24 anos demonstrou uma enorme capacidade de resposta às adversidades, isto porque, a cerca de quatro quilómetros foi obrigado a trocar de bicicleta com um colega de equipa, após a sua apresentar problemas mecânicos, numa fase em que seguia bem posicionado para discutir a etapa. O ritmo do pelotão era elevado e a curta distância parecia inviabilizar a discussão de Groves pela vitória na etapa. No entanto, o bom trabalho desenvolvido pelo australiano, em conjunto com a sua equipa, permitiu uma vitória surpreendente.   Groves cumpriu os 171,4 quilómetros, na ligação entre Martorell e Molins de Rei, com o registo de 03:50:32, superiorizando-se no ‘sprint’ final a Bryan Coquard (Cofidis) e a Ide Schelling (BORA-hansgrohe), respetivos segundo e terceiros do dia. João Almeida seguro no 3.º lugar, em dia de muitos ataques João Almeida (UAE Emirates) esteve seguro na etapa, terminando integrado no pelotão, na 18.ª etapa posição, mantendo-se assim em terceiro da geral, que segue liderada por Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Depois da grande etapa de ontem, hoje, o ciclista português de 24 anos esteve hoje menos exposto, mas seguro dentro dos seus objetivos. Evenepoel desafiou Roglic, mas em vão Remco Evenepoel (Soudal-Quick Step), segundo da geral, isolou-se na frente da corrida, a par do líder Primoz Roglic (Jumbo-Visma) quando faltavam ainda percorrer algumas dezenas de quilómetros. A ideia do camisola arco-íris parecia ser aumentar distâncias para os concorrentes diretos, em busca das bonificações, contando com a alternância de Roglic. Mas, o líder da geral não acedeu ao desafio de Evenepoel, que foi durante largos quilómetros reclamando com o esloveno, que, tal como lhe é característico, se manteve impávido e sereno, focado apenas nos seus objetivos. Gorada a tentativa de fuga, Groves foi o vencedor da etapa, enquanto que Roglic lidera a geral com 10 segundos de avanço sobre Evenepoel, segundo classificado, enquanto que o português João Almeida ocupa o último lugar do pódio, com 1.07 minutos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=vZc3uwmsJcU Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck03:50:3202COQUARD Bryan Cofidis+ 0003SCHELLING Ide BORA-hansgrohe+ 0004VAN GILS Maxim Lotto Dstny+ 0005EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0006KRON Andreas Lotto Dstny+ 0007GODON Dorian AG2R Citroën Team+ 0008KONRAD Patrick BORA-hansgrohe+ 0009ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0010FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma25:19:5202EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0704SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:5405LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:5506WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 01:5907CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 02:0208HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:0709UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 02:2810URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 02:49 Barcelona será palco da última etapa Amanhã, Barcelona será palco da última etapa desta 102.ª  edição da Volta à Catalunha, com o pelotão a ter pela frente um circuito com um total de 136 quilómetros, para a despedida. As atenções estarão centradas na luta entre líder e vice-líder da geral, onde é expectável a tentativa de Evenepoel atacar um Roglic que se apresenta seguro e confiante na obtenção da vitória final. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic - Etapa 6 Nino Schurter e Andri Frischknecht (Scott-Sram) recuperam liderança da Absa Cape Epic. Kim Le Court e Vera Looser (Efficient Infiniti Insure) assaltam a liderança. Sétimo dia de competição na Absa Cape Epic 2023, e que dia! A tempestade do dia anterior manteve-se e desta vez, dificultou ainda mais a vida dos corredores durante toda a etapa. Chuva torrencial, lama e vento foram os principais adversários, para além dos 78 quilómetros com 2300 metros de acumulado. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik Corrida masculina Matt Beers e Christopher Blevins (Toyota-Specialized-NinetyOne) venceram a sexta etapa da Absa Cape Epic 2023, a sua quinta vitória no evento. A prestação valeu-lhes a subida ao segundo lugar da classificação geral. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik A liderança, voltou a estar entregue aos suíços Nino Schurter e Andri Frischknecht da Scott-Sram, que beneficiaram de um problema mecânico que afetou os alemães Lukas Baum e Georg Egger (Orbea x Leatt x Speed Company). Os ex-líderes estão agora no terceiro lugar da geral a mais de cinco minutos dos suíços. No entanto, os últimos dois dias de competição já demonstraram que tudo pode acontecer e aguardamos com grande expetativa a etapa de amanhã. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik José Dias e Hans Becking (Buff-Megamo) foram décimos terceiros na etapa de hoje e ocupam o nono lugar da geral. O português tem estado afetado por um vírus nos últimos dias, mas apesar disso, a dupla ocupa um honroso lugar na classificação geral em véspera do Grande Final (como é chamada a última etapa). Créditos Imagem - Buff Megamo Classificação da etapa: Classificação geral: Corrida feminina Tal como na corrida masculina, para além das más condições atmosféricas, o dia também ficou marcado por uma avaria das líderes. Amy Wakefield partiu o aro da roda de trás, quando embateu num buraco ao quilómetro 33. O problema mecânico custou às sul africanas a liderança da corrida. Kim Le Court e Vera Looser (Efficient Infiniti Insure) venceram mais uma vez, e desta, conseguiram a tão desejada camisola laranja. Amy Wakefield e Candice Lil (e-Fort.net : SeattleCoffeeCo) estão agora a largos 25 minutos das novas líderes quando falta apenas uma etapa para o fecho da edição de 2023 da Absa Cape Epic. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Sam Clark Classificação da etapa: Classificação geral: Classificações completas AQUI. Vídeo resumo da etapa: https://www.youtube.com/watch?v=C_1Zm6dCl1Y ### Volta à Catalunha, etapa 5 - João Almeida também é 'tubarão' João Almeida (UAE Emirates) foi terceiro classificado na etapa de hoje, que teve Primoz Roglic (Jumbo-Visma) como vencedor. O ciclista português de 24 anos demonstrou hoje também ser ‘tubarão’, subindo agora a terceiro da geral, a 1.02 minutos do líder Roglic, e onde surge Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), em segundo lugar, este a 10 segundos de atraso. Esta comparação surge pela forma como Almeida hoje se bateu nos quilómetros finais com os ‘tubarões’ Roglic e Evenepoel. Inicialmente era Marc Soler, companheiro de Almeida na UAE Emirates, que seguia no grupo da frente com Roglic e Evenepoel, enquanto que o português seguia um pouco atrás no grupo da perseguição. No entanto, em plena subida e a poucos quilómetros do final, João Almeida efetuou a denominada ‘almeidada’, colando ao grupo da frente, onde chegou inclusivamente a puxar, num trabalho conjunto com Soler. Hoje viu-se aquilo que muitos reclamam não acontecer. João Almeida e Marc Soler demonstraram estar em consonância com o ciclista espanhol de 29 anos a respeitar o papel de líder de Almeida, trabalho que deu frutos no final. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1639314110725734420?s=20 É certo que Almeida cedeu a poucos metros da meta, mas cedeu para dois grandes nomes do ciclismo, Roglic e Evenepol. Com tudo isto, está garantido que o Giro 2023 promete espetáculo, com mais daquilo que hoje se assistiu.  A nível de tempos, Primoz Roglic completou os 176,6 quilómetros da ligação entre Tortosa e Lo Port, com o registo de 04:27.41 horas, superiorizando-se a Remco Evenepoel em seis segundos, e a João Almeida, em 12. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1639308602237239312?s=20 No duelo entre líder e vice líder, a experiência de Roglic tem sido determinante, em comparação com a juventude e irreverência de Evenepoel que parece estar a ser traído por algum excesso de confiança. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=4Kes8UqRkHg Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma04:27:4102EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0603ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1204SOLER Marc UAE Team Emirates+ 2805URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 4406MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 4707LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 5608WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 5609HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:0410UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:15 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma21:29:2502EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0204LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:5005SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:5006WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 01:5407CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 01:5708HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:0209UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 02:2310URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 02:44 Liderança em aberto a duas etapas do final Quando faltam disputar duas etapas, a liderança ainda está em aberto. Para amanhã, sábado, o pelotão terá pela frente a sexta etapa da 102.ª edição da Volta à Catalunha, com uma tirada com um total de 171,4 quilómetros, na ligação entre Martorell e Molins de Rei. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic – Etapa 5 Georg Egger e Lukas Baum (ORBEA x Leatt x Speed Company) vencem etapa e assaltam a liderança da Absa Cape Epic 2023. Kim Le Court e Vera Looser (Efficient Infiniti Insure) ganham pela segunda vez consecutiva e aproximam-se da liderança. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik A etapa rainha da Absa Cape Epic 2023 teve a dificuldade acrescida do mau tempo que se fez sentir durante a noite que precedeu esta quinta etapa. Os corredores para além dos 102 quilómetros com 2500 metros de acumulado positivo, tiveram de enfrentar a chuva nos primeiros quilómetros e todas as dificuldades que esse fator acrescenta ao percurso, já de si bastante duro. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik Corrida masculina O mau tempo não foi suficiente para moderar as intenções da dupla alemã da ORBEA x Leatt x Speed Company. Lukas Baum e Gerog Egger atacaram na primeira subida do dia, o Tierkop, e só pararam na meta. A dupla ainda apanhou um susto quando Baum caiu numa possa de água. Mas sem quaisquer consequências, aparentemente, o duo cortou a meta dois minutos e 30 segundos à frente da surpresa do dia, a dupla da Singer Racing, Simon Stiebjahn e Martin Frey. Vídeo da queda: https://twitter.com/capeepic/status/1639162100692967424?s=46&t=OujXOhmnNiGWY91yCaCHUg O pódio ficou completo pelos até então, líderes da competição, Nino Schurter e Andri Frischknecht da SCOTT-SRAM MTB-Racing. O duo alemão possui agora uma vantagem de um minuto e meio para os suíços e mais de sete minutos para a dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne, Matthew Beers e Christopher Blevins. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik O português José Dias não teve um dia fácil, em conjuto com o seu parceiro da Buff-Megamo, o holandês Hans Becking. A dupla cortou a meta na décima quarta posição a quase 27 minutos dos novos líderes da Absa Cape Epic 2023. Créditos Imagem - Buff Megamo Classificação da etapa: Classificação geral: Corrida feminina Vera Looser e Kim le Court venceram pela terceira nesta edição da Absa Cape Epic. A dupla da Efficient Infiniti Insure venceu com dois minutos e meio de avanço sobre as líderes, o que lhes permitiu subir à segunda posição da classificação geral. Amy Wakefield e Candice Lil mantiveram a camisola laranja, símbolo de líderes no setor feminino e dispões de uma vantagem de quase 14 minutos para as vencedoras da etapa de hoje e de mais de 28 minutos para a argentina Sofia Gomez e a checa Katerina Nash (NinetyOne-Songo-Specialized). Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Sam Clark Classificação da etapa: Classificação geral: Classificações completas AQUI. ### Volta à Catalunha, etapa 4 - Kaden Groves vence e João Almeida mantém posição na geral Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) foi o destaque da 4.ª etapa da 102.ª edição da Volta à Catalunha, num dia em que o João Almeida (UAE Emirates) terminou integrado no pelatão, mantendo-se assim em quinto lugar da geral. Groves foi o mais rápido a completar os 188,2 quilómetros da ligação entre Llívia e Sabadell, superiorizando-se no ‘sprint’ final a Bryan Coquard (Cofidis) e a Corbin Strong (Israel-Premier Tech), respetivos segundo e terceiro classificados. Não se registaram mudanças no topo da classificação geral, com Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), principais candidatos à vitória final a terminarem integradas no pelotão, e mantendo assim os respetivos primeiro e segundo lugares da geral, onde surge Giulio Ciccone (Trek-Segafredo) no terceiro posto, a 19 segundos. João Almeida firme no quinto lugar da geral João Almeida mantém-se firme no quinto posto da geral, a 44 segundos do líder Roglic. O ciclista português da UAE Emirates terminou a etapa de hoje integrado no pelotão, num dia em que os principais lugares da geral não sofreram alterações. Ivo Oliveira, o outro ciclista português em prova e colega de João Almeida na UAE Emirates terminou no grupo da frente, no 12.º posto, figurando agora no 137.º na classificação geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=05WpTz2vLmw Top 10 etapa POSPAÍS NOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck04:19:3702COQUARD Bryan Cofidis+ 0003STRONG Corbin Israel-Premier Tech+ 0004SCHELLING Ide BORA-hansgrohe+ 0005VENTURINI Clément AG2R Citroën Team+ 0006WANDAHL Frederik BORA-hansgrohe+ 0007ABERASTURI Jon Trek-Segafredo+ 0008MENTEN Milan Lotto Dstny+ 0009MARIT Arne Intermarché-Circus-Wanty+ 0010VELASCO Simone Astana Qazaqstan Team+ 00 Top classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma17:01:5402EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0003CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 1904LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 4405ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 4406WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 4807HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 4808CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 4809UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 5810SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:12 Amanhã é dia de chegada em alto Amanhã, sexta-feira, na quinta etapa da 102.ª edição da Volta à Catalunha, é dia de chegada em alto, mais especificamente ao Mirador del Portel. O pelotão terá pela frente um total de 176,6 quilómetros na ligação entre Tortosa e Lo Port. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic – Etapa 4 Matt Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA) conseguem a quarta vitória em 5 dias de competição na Absa Cape Epic 2023. A dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne voltou a demonstrar ser a dupla mais forte apesar de estarem no terceiro lugar da classificação geral. No setor feminino Vera Looser e Kim Le Court venceram pela segunda vez nesta edição. Direitos imagem: Muzik - Absa Cape Epic A quarta etapa da Absa Cape Epic consistiu num contrarrelógio de 47 quilómetros com cerca de 900 metros de acumulado. A partida, assim como a chegada, era em Oak Valley Estate, num percurso de puro BTT com trilhos incríveis e fantásticos single tracks. Corrida masculina A vitória na quarta etapa da Absa Cape Epic permitiu à dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne subir ao terceiro lugar da competição. Nino Schurter (Suíça) e Andi Frinschnecht (Suíça) continuam na liderança da classificação geral após terem terminado o contrarrelógio na terceira posição. Direitos imagem: Nick Muzik - Cape Epic Bastante positivo foi o registo da dupla alemã, Lukas Baum e Geog Egger, que foram segundos e encurtaram a distância para a dupla da Scott-Sram. Tudo está em aberto para os três últimos dias de competição onde se espera uma luta bastante interessante entre os alemães, que parecem estar em crescendo, os suíços que têm a liderança desde o segundo dia e a dupla mais vitoriosa da competição, que não fosse o azar da primeira etapa e seguramente estariam mais perto da camisola amarela. Direitos imagem: Nick Muzik - Cape Epic José Dias e Hans Becking da Buff-Megamo fecharam o top-10 da etapa e mantiveram a décima primeira posição da classificação geral. Créditos Imagem - Buff Megamo Classificação da etapa: Classificação geral: Corrida feminina No lado feminino a situação parece estar bem mais controlada. As sul africanas Amy Wakefield e Candice Lil, dispõem de uma vantagem de quase 11 minutos sobre Sofia Gomez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa). Kim Le Court (Mauritânia) e Vera Looser (Namíbia) venceram o contrarrelógio de hoje, mas ocupam o último lugar do pódio a largos 16 minutos e 29 segundos das líderes da Absa Cape Epic 2023. Kim Le Court and Vera Looser during stage 4 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Oak Valley Wine Estate to Oak Valley Wine Estate, Elgin, South Africa on the 23th March 2023. Photo by Nick Muzik/Cape Epic PLEASE ENSURE THE APPROPRIATE CREDIT IS GIVEN TO THE PHOTOGRAPHER AND ABSA CAPE EPIC Classificação da etapa: Classificação geral: Classificações completas AQUI. Vídeo resumo da etapa: https://www.youtube.com/watch?v=k4VZpjFj35k ### Volta à Catalunha, etapa 3 - Evenepoel brilhou, João Almeida mantém posição João Almeida (UAE Emirates) segurou hoje o quinto lugar da geral da 102.ª edição da Volta à Catalunha. O ciclista português passou a linha da meta na 5.ª posição, com treze segundos de atraso para Evenepoel. Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) foi o melhor do dia numa etapa de grande dureza, completando os 180,6 quilómetros entre Olost e La Molina em 4:40.43 horas, com menos dois segundos que Primoz Roglic (Jumbo-Visma) após um intenso e interessante ‘sprint’ a dois.   Em terceiro lugar chegou o vencedor da etapa de ontem Giulio Ciccone (Trek-Segafredo), com treze segundos de atraso. João Almeida não conseguiu responder ao ‘ataque’ de Evenpoel Hoje, João Almeida não conseguiu responder ao ‘ataque’ de Evenepoel, ficando um pouco para trás. Apesar disso, o ciclista português de 24 anos conseguiu reposicionar-se e evitar perdas significativas, mantendo o 5.º lugar da geral, a 44 segundos do líder Roglic. Em relação a Ivo Oliveira, o outro português em prova, e companheiro de equipa de Almeida na UAE Emirates, terminou a etapa de hoje na 161.ª posição, ocupando agora o 153.º lugar da geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=vVY87qluj6o Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:40:4302ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 1304HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 1305ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1306LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 1307WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 1308UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 1309CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 1310BARDET Romain Team DSM+ 13 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma12:42:1702EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0003CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 1904LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 4405ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 4406HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 4807WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 4808CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 4809UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 5810SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:12 Grau de dificuldade baixa na 4.ª etapa Amanhã, quinta-feira, o pelotão disputará a quarta etapa desta 102.ª edição da Volta a Catalunha, num dia em que o grau de dificuldade irá diminuir, com o pelotão a ter pela frente um total de 188,2 quilómetros, na ligação entre Llívia e Sabadell, num traçado que contempla contagem de primeira categoria, aos 25 quilómetros. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic 2023 - Etapa 3 África do Sul domina a terceira etapa da Absa Cape Epic 2023. No final dos 100 quilómetros que ligaram Hermanus a Oak Valley, a dupla sul africana, Amy Wakefield e Candice Lill, venceram no setor feminino e o campeão sul africano, Matt Beers em conjunto com Christopher Blevins (EUA), venceram no setor masculino. Matt Beers and Christopher Blevins win stage 3 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Hermanus High School to Oak Valley Wine Estate, Elgin, South Africa on the 22th March 2023. Photo by Nick Muzik/Cape Epic PLEASE ENSURE THE APPROPRIATE CREDIT IS GIVEN TO THE PHOTOGRAPHER AND ABSA CAPE EPIC Corrida masculina Mais uma vez, a dupla Beers e Blevins esteve brilhante a nível tático e conseguiram o hat-trick de vitórias em apenas quatro dias de competição. A dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne está a sete minutos e 40 segundos dos líderes da Absa Cape Epic 2023, os suíços Nino Schurter e Andri Frischjnecht. Georg Egger (Alemanha) e Lukas Baum (Alemanha) estão no segundo lugar e Fabian Rabensteiner (Itália) e Wout Alleman (Bélgica) no terceiro. Nino Schurter during stage 3 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Hermanus High School in Hermanus to Oak Valley Estate in Elgin, South Africa on the 22 nd March 2023. Destaque para José Dias e Hans Becking da Buff-Megamo que foram sextos classificados na etapa de hoje e ocupam agora o décimo primeiro lugar na geral. Créditos Imagem - Buff Megamo Classificação da etapa: Classificação geral: Corrida Feminina Amy Wakefield e Candice Lill da e-Fort.net-SeattleCoffeeCo venceram a segunda etapa consecutiva e cimentaram a lideranaça na classificação geral da Absa Cape Epic 2023. Sofia Gomez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa) da NinetyOne-Songo-Specialized, estão a oito minutos da liderança das sul africanas.  Amy Wakefield and Candice Lill during stage 3 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Hermanus High School in Hermanus to Oak Valley Estate in Elgin, South Africa on the 22 nd March 2023. Classificação da etapa: Classificação geral: Classificações completas AQUI. Vídeo Resumo da etapa: https://www.youtube.com/watch?v=N2swND8SBto ### A primeira vitória UCI de António Morgado TopCycling conta os pormenores da conquista da Volta a Rodes na estreia de António Morgado pela Hagens Berman Axeon. A 17ª edição da Volta a Rodes, na Grécia, fica para a história como o primeiro ponto de um conto que tem tudo para ser bonito. O futuro o dirá, mas o presente é animador já que António Morgado assinalou a estreia pela Hagens Berman Axeon vencendo a classificação geral. O corredor de 19 anos iniciou o último dia em Rodes na 7ª posição da geral a 10” do dinamarquês Christian Lindquist – líder desde a 1ª etapa. A Volta foi marcada por dias chuvosos que obrigaram ao cancelamento do prólogo tipo cronoescalada logo na abertura. Talvez essa tenha sido a chave para termos tido uma batalha ao segundo pela vitória final. “[O prólogo] era mais a favor do que contra. A corrida era muito para dinamarqueses e noruegueses, ritmo alto, pelotão sempre enfilado, rolar, vento, sprints bonificados. Não é uma prova para trepadores e é mais para sprinters que passam bem topos, só que no último dia a Voralberg agarrou naquilo e pronto… numa subida de 3km a 8 por cento porque não havia montanhas. A Voralberg foi incrível, nunca tinha visto nada assim, o ritmo foi sempre alto.” https://twitter.com/HBAxeon/status/1637460857952116737 Costuma dizer-se que é nas derrotas que mais se aprende, mas a ganhar também é preciso ter em conta o contexto. António Morgado chegou bem à Grécia, mas no início da Volta a Rodes a coisa torceu-se. “Não conseguia comer nem durante o dia nem durante as etapas, na corrida foi complicado porque me dava certa fraqueza no final do dia. Foi aguentar ao máximo com a cabeça porque nunca tinha apanhado adversários tão complicados. A seguir à primeira etapa não tinha esperança nenhuma de poder ganhar. As sensações eram horríveis. Não conseguir comer conta muito nas corridas, mas correu tudo bem felizmente. No último dia já consegui meter alguns hidratos e proteína pela manhã.” Results powered by FirstCycling.com Campeão por dois segundos O último dia da Volta a Rodes teve 151km e várias subidas antes de entrarem num circuito para os últimos 64km. O ciclista da Axeon começou cedo a virar a classificação bonificando 2” numa meta-volante. Depois foi aguentar a seleção dos melhores e no final ter pernas para fazer 2º atrás do cipriota Andreas Miltiadis – 26 anos, Elite Cycling do Chipre, passou pela Kiwi-Atlantico que tem sede em Vigo, mas licença polaca. A bonificação de 6” na meta permitiu a António Morgado dair da Volta a Rodes campeão por dois segundos numa prova de categoria 2.2 da UCI. Só faltou na meta o beijo do pai João e da mãe Maria Tomás, presença assídua nas provas do Bigode Voador, mas que não estiveram na Grécia. Créditos: Joe Cotterill O menino que em cadetes representou o GDM-Alexandre Ruas, escola de Alenquer, depois passou pela Ecosprint e pela Bairrada – tal como o amigo João Almeida – tem um futuro brilhante pela frente. As últimas oito provas por etapas de António Morgado (via FirstCycling): 1º Grande Prémio do Minho (JR) 1º Ruta do Albariño (JR) 1º Volta ao Besaya (JR) 1º Volta a Valladolid (JR) 1º Volta a Ribera Del Duero (JR) 1º Volta a Portugal (JR) 1º Giro di Lunigiana (JR) 1º Volta a Rodes ### Gigantes do WorldTour cortejam António Morgado O plano secreto com Emil Herzog no Mundial, o calendário de 2023 e a pré-época a treinar com Soudal Quick Step e Ineos Grenadiers. TopCycling entrevista António Morgado. Após dois anos brilhantes em juniores, António Morgado deu o salto para sub23 com a Hagens Berman Axeon. Isto sob do olhar atento das equipas do WorldTour: no início da época estagiou na Soudal Quick Step e na Ineos Grenadiers. Em fevereiro prosseguiu os treinos com a Axeon na Toscana e os ares italianos fizeram bem ao corredor de Salir do Porto. Logo na estreia ganhou a Volta a Rodes, ilha grega situada no Mar Egeu. Têm sido tempos de mudança, começando pelo método de treino, a bicicleta (de Cannondale para BMC) e um pelotão mais forte. Créditos: Joe Cotterill “Trabalhava há cinco anos com o professor Amândio, de Mira, mas mudei a seguir ao Mundial. Os treinos são completamente diferentes e ainda não estou 100 por cento adaptado, mas sinto que já me estou a adaptar melhor. Trabalho com o Kevin Poulton. A bicicleta também é nova [corre com BMC], nunca andei em bicicletas muito boas… é fantástico. Na de contrarrelógio só andei duas vezes e é linda.” António Morgado ao TopCycling Para o australiano Kevin Poulton o trabalho com ciclistas portugueses não é novidade já que esteve com Rúben Guerreiro e os gémeos Ivo e Rui Oliveira. A chegada à UAE de Poulton é recente e acontece após fazer um grande trabalho com outras referências do pelotão como Caleb Ewan. Giro é um objetivo O plano para 2023 era aprender e tentar uma vitória, mas quando o talento é precoce queimam-se etapas. “Não estava à espera. O objetivo era ganhar uma corrida… já consegui logo na primeira prova a sério. Estou muito feliz. A Axeon este ano é só estrelas, pessoal pacato e tranquilo. Aprendemos com os atletas e com o Axel [Merckx] que é uma pessoa incrível. É uma equipa que não mete pressão nos atletas, claro que tentamos fazer as coisas sempre bem. Estou a adorar a equipa”, conta António Morgado. Atualmente recupera da constipação que apanhou na Grécia, mas se recuperar bem fará Volta a Limburgo, Circuito das Ardenas e Volta à Bretanha, um misto de provas com profissionais e sub23, percursos planos e com vento. O sonho é correr o Giro de Itália onde João Almeida foi 2º e que Axel Merckx e a Axeon venceram com Leo Hayter no ano passado. “O Giro é um objetivo. Se for convocado gostava de estar em grande forma, perder peso, músculo. Esta pré-época ganhei algum músculo, sobretudo nos braços. Desde há um mês que tenho vindo a perder peso e tenho que continuar porque estou a fazer tudo certo. Estou com 70kg e objetivo é 67,5/68kg porque massa gorda não tenho muita, mas ganhei músculo. Pode ter a ver com a mudança de guiador porque exerço mais força sobre o guiador, mesmo a subir sinto que vou a fazer força com os braços.” Gonçalo Tavares durante o estágio em ItáliaCréditos: Joe Cotterill Cinco talentos que prometem Gonçalo Tavares | Portugal | Na Bairrada destacou-se junto ao amigo António Morgado na geração orientada por Henrique Queiroz que viu saltar para o estrangeiro Daniel Lima (Academia Israel Premier Tech) e Rúben Rodrigues (Laboral Kutxa, filial da Euskaltel). Tavares somou oito vitórias em juniores e vários pódios. Conta Morgado que Tavares “está a voar neste início de temporada. Já vimos juntos desde cadetes na mesma equipa e faz-nos bem correr juntos, é importante”. Emil Herzog | Alemanha | Campeão mundial júnior de estrada e medalha de bronze no contrarrelógio. Vem da Auto Eder, equipa júnior da Bora-Hansgrohe. É o mais jovem ciclista do plantel e veio com 12 vitórias em juniores, entre elas provas por etapas de prestígio como GP Rüebliland, Valromey, Corrida da Paz e Cottbuser. Jan Christen | Suíça | Campeão da Europa júnior de estrada já contratado pela UAE até 2027. Temporada incrível em 2022: título mundial júnior em ciclocrosse, triunfo no Tour du Pays de Vaud (Taça das Nações) e títulos nacionais em pista, contrarrelógio e BTT. Niels Michotte | Luxemburgo | Vencedor da Paris-Roubaix pela Ag2r. Faz parte de uma geração interessante de luxemburgueses onde se destaca o campeão europeu de contrarrelógio Mathieu Kockelmann que foi da Auto Eder para a Lotto-Kern Haus, continuando no universo Bora. Artem Shmidt | EUA | No Mundial foi 5º na prova de estrada e 6º no contrarrelógio, mas já se tinha destacado como rei da montanha em Ribera del Duero e na Volta à Áustria. Entrou em 2023 com um triunfo no Troféu da Primavera da Ístria (Croácia) perante equipas de desenvolvimento de topo mundial, além de ProTeams como EOLO e Bardiani e Continentais duras de roer como Adria Mobil, Liubliana Gusto, Mazowsze, ATT Investments e Tirol. Anda na roda que levo-te até à meta Há mais talentos na Axeon, mas dos citados só Shmidt tem 19 anos, o resto está nos 18. O destaque é o alemão Emil Herzog, com quem António Morgado discutiu o título mundial em Wollongong. “O Herzog é cinco estrelas, já no ano passado éramos amigos. No Mundial foi engraçado, nunca se sabe o que pode acontecer, mas sabíamos que os Países Baixos levavam muita gente boa e podiam ganhar. As outras seleções aperceberam-se a meio da corrida que não íamos a correr para nos matarmos um ao outro, mas já foi tarde. O objetivo era fazermos o melhor resultado possível. Nunca tínhamos falado muito, mas havia certa amizade em corrida porque ele também era um pouco pesado e a seguir às subidas tinha alguma dificuldade e entreajudávamos. Nos últimos quilómetros, quando ele passou por mim, disse-lhe que não ia puxar mais, fazia parte do jogo, disse que estava com cãibras. Então ele disse ‘anda na roda que levo-te até à meta’ e depois perguntou-me se podia ganhar, mas isso é normal porque estava-me a levar.” Confidências de uma madrugada onde milhares de portugueses vibraram com o estilo agressivo de correr tanto do português como do alemão… agora colegas na Hagens Berman Axeon. ### Volta à Catalunha, etapa 2 - João Almeida sobe na geral João Almeida subiu hoje ao quinto posto da geral, depois de uma segunda etapa de grande esforço, após sofrer problemas mecânicos. O ciclista português da UAE Emirates foi 6.º classificado no dia de hoje, que teve Giulio Ciccone (Trek-Segafredo), como grande vencedor. Ciccone foi o mais rápido a chegar a Vallter, cumprindo os 165,4 quilómetros em 04:13:37, depois de se superiorizar no ‘sprint’ final a Primoz Roglic (Jumbo-Visma), e Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), respetivos segundo e terceiro classificados. https://twitter.com/TrekSegafredo/status/1638231919119704074 Pode-se dizer mesmo que o ciclista italiano de 28 anos acaba por surpreender Roglic e Evenepoel, atuais primeiro e segundo classificados da geral e  principais candidatos à vitória final da prova. Roglic lidera assim a geral com seis segundos de vantagem sobre Evenepoel e Ciccone. João Almeida e a questionável estratégia da UAE Emirates João Almeida foi hoje obrigado a sofrer, e muito, para não perder terreno na luta por uma boa posição na geral, num dia em que a estratégia da sua equipa voltou a ser muito questionada, em relação ao apoio ao ciclista português. No início da subida até Vallter, a cerca de dez quilómetros do final, Almeida sofreu uma avaria mecânica, que o obrigou a trocar de bicicleta, situação que levou o português a efetuar um grande esforço para voltar a colar ao grupo da frente. Apesar disso, João Almeida conseguiu evitar grandes diferenças para os homens da frente, cortando a meta em 6.º lugar, a 11 segundos de Ciccone, figurando agora em 5.º da geral, a 27 segundos do líder Roglic. Créditos imagem: Sprint Cycling Agency Mais uma vez, hoje, pareceu ter faltado apoio a Almeida. A estratégia da UAE em relação à liderança do português parece mal definida, restando saber se tal situação se deve a decisões da equipa ou dos próprios colegas do ciclista português. Após o atraso resultante da troca de bicicleta, João Almeida não teve o apoio que necessitava, numa fase da corrida em que tinha Soler e Yates, seus colegas de equipa, à sua frente. Se João Almeida voltou a colar à frente do pelotão, tal deveu-se à boa forma que o ciclista português apresenta e ao colega australiano Fisher Black ( o único que ficou em apoio ao português). Depois daquilo que João Almeida fez hoje, fica a ideia de que o português poderia mesmo ter discutido a vitória na etapa, se não fossem os problemas mecânicos sofridos. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1638228175854395392 Ainda em relação à formação da UAE, importa mencionar Ivo Oliveira, o outro representante luso em prova, que se mantém firme no papel que desempenha na equipa, ocupando agora a 148.ª posição na geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=2oOpb89lGYA Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01CICCONE Giulio Trek-Segafredo04:13:3702ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0003EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0004LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 1105YATES Adam UAE Team Emirates+ 1106ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1107CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 1508WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 1509HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 1510UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 15 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma08:01:3802EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0603CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 0604LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 2705ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2706WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 3107HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 3108CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 3109UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 4110SOLER Marc UAE Team Emirates+ 46 Alta montanha continua no dia de amanhã Amanhã, quarta-feira, continua a alta montanha nesta 102.ª edição da Volta à Catalunha. A terceira etapa da prova, apresentará ao pelotão uma tirada de 180,6 quilómetros na ligação entre Olost e La Molina, num traçado que contempla duas contagens de montanha de primeira categoria, uma delas em cima da meta, e outra de categoria especial. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic 2023 – Etapa 2 A segunda etapa  da Absa Cape Epic 2023, apresentou como maior dificuldade, a distância. O dia mais longo da competição fazia com que as duplas tivessem de completar 116 quilómetros com partida e chegada a Hermanus. Com as dificuldades colocadas sensivelmente a meio da etapa, os quilómetros finais planos iriam ser decisivos para quem quisesse manter as diferenças feitas nas duas subidas  anteriores. Contudo não houve mudanças nas camisolas amarelas, no setor masculino, e laranjas, no setor feminino. Nino Schurter and Andri Frischknecht of Scott SRAM MTB Racing during stage 2 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Hermanus High School to Hermanus High School, Hermanus, South Africa on the 21th March 2023. Photo by Nick Muzik/Cape Epic PLEASE ENSURE THE APPROPRIATE CREDIT IS GIVEN TO THE PHOTOGRAPHER AND ABSA CAPE EPIC Corrida masculina Numa jogada tática soberba, Matthew Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA) venceram a segunda etapa da Absa Cape Epic 2023. A dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne bateu os líderes da classificação geral com um ataque decisivo nos quilómetros finais. Nino Schurter (Suíça) Andri Frischknecht (Suíça) da Scott-Sram fizeram uma etapa irrepreensível assumindo a corrida e aumentando a diferença para os perseguidores na classificação geral. Mantiveram a liderança e dispõem agora de três minutos e quinze segundos sobre Georg Egger (Alemanha) e Lukas Baum (Alemanha) da Orbea x Leat x Speed Company, que foram terceiros classificados na etapa. Créditos imagem: Sam Clark - Absa Cape Epic José Dias e Hans Becking cruzaram a meta na décima nona posição e são agora décimo terceiros classificados na classificação geral. Créditos imagem - Buff Megamo TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral Corrida Feminina Kim Le Court (Mauritânia) e Vera Looser (Namíbia) da Efficient Infiniti Insure venceram a segunda etapa com um ataque na parte final da corrida. Créditos imagem: Sam Clark - Absa Cape Epic As líderes, Candice Lil (África do Sul) e Amy Wakefield (África do Sul), cortaram a meta na terceira posição, mas mantiveram a sua liderança. Amy Wakefield chegou a estar em dúvida no momento da partida, depois de ter sido operada ao bícep durante a noite e ter apenas algumas horas de sono. Créditos imagem: Sam Clark - Absa Cape Epic A corredora da e-Fortinet- Seattle Coffee Co sofreu uma colisão com uma árvore no dia anterior, o que deixou a sua parte superior do braço em muito mau estado. No entanto, a sul africana esteve à partida com a sua parceira e juntas, conseguiram manter a liderança numa etapa de superação e naquele que foi o dia mais longo da competição. Créditos imagem: Sam Clark - Absa Cape Epic A dupla de corredoras da África do Sul tem uma liderança sólida de mais de cinco minutos sobre Sofia Gomez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa) da NinetyOne-Songo-Specialized. TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral Classificações completas AQUI. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=876-q7omf2o Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Volta à Catalunha, etapa 1 - Roglic leva a melhor em duelo de estrelas Primoz Roglic foi o grande vencedor da etapa inaugural da 102.ª edição da Volta à Catalunha. O ciclista esloveno de 33 anos, levou a melhor sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) no ‘sprint’ final, num dia que ficou ainda marcado por uma queda a cerca de cinco quilómetros da meta. Ontem, na antevisão a esta prova, já tínhamos avisado para os intensos duelos de estrelas que esta poderia protagonizar, e o dia de hoje demonstrou isso mesmo, logo com Roglic e Evenepoel como intervenientes. Roglic foi o mais rápido a completar os 164,6 quilómetros da etapa que decorreu em Sant Feliu de Guíxols, com o registo de 3:48.17 horas, superiorizando-se a Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e a Ide Schelling (BORA-hansgrohe), respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida foi 22.º, evitando perda de tempo para os rivais Direitos imagem: Sprint Cycling Agency João Almeida esteve hoje afastado da luta pela etapa Uma queda registada a cerca de cinco quilómetros do final da etapa, que envolveu vários ciclistas, acabou por provocar um ‘corte’ no pelotão, antes da proteção de tempo dos três quilómetros finais Essa mesma queda desorganizou a equipa da UAE Emirates, principalmente Adam Yates que acabou a etapa com vários ferimentos visíveis, com João Almeida a ter que acelerar no final, de forma a conseguir colar à frente do pelotão para evitar ‘distâncias’ para os lugares da frente. Direitos imagem: Sprint Cycling Agency Apesar do mau posicionamento, e do 22.º lugar, João Almeida conseguiu evitar males maiores, ao terminar com o mesmo tempo de Roglic, mantendo assim as suas intenções intactas, em véspera de uma etapa importante, onde se espera uma boa prestação do ciclista português, atendendo às caraterísticas do traçado. Roglic beneficia das bonificações para liderança destacada No final do primeiro dia de prova, Roglic é líder da Volta à Catalunha com quatro segundos de vantagem sobre Evenepoel, derivado às bonificações. No último lugar do pódio surge Ide Schelling, com seis segundos de atraso, enquanto que o restante grupo da frente, em que João Almeida está incluído, regista ‘já’ 10 segundos de atraso. Dentro da equipa da UAE Emirates e no trabalho de apoio a João Almeida esteve ainda outro português, referimo-nos, obviamente, a Ivo Oliveira, que terminou na 141.ª posição.    Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=a2u-6Vj_888 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma03:48:1702EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0003SCHELLING Ide BORA-hansgrohe+ 0004VAN GILS Maxim Lotto Dstny+ 0005CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 0006HAYTER Ethan INEOS Grenadiers+ 0007GODON Dorian AG2R Citroën Team+ 0008VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 0009MENTEN Milan Lotto Dstny+ 0010COQUARD Bryan Cofidis+ 00 Amanhã joga-se já uma cartada importante Amanhã, 3.ª feira, sairá para a estrada a segunda etapa desta 102.ª edição da Volta à Catalunha. Espera-se um dia que será já de jogar uma cartada importante para os principais favoritos à vitória final, tendo em conta as características do traçado que incluiu uma das mais míticas subidas da prova, no percurso entre Mataró e Vallter, com um total de 165,4 quilómetros. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic 2023 – Etapa 1 A primeira etapa em linha da Absa Cape Epic 2023 prometia ser bastante exigente. Os 2500 metros de acumulado aos longo dos 98 quilómetros com várias subidas duras e descidas técnicas fizeram a primeira seleção importante nas duplas que vão estar na disputa pela vitória. Corrida masculina Fabian Rabensteiner (Itália) e Wout Alleman (Bélgica) venceram a primeira etapa, enquanto que Nino Schurter (Suíça) e Andri Frischknecht (Suíça) assumiram a liderança da classificação geral.  Créditos da imagem: Absa Cape Epic As quatro primeiras duplas chegaram bastante perto umas das outras mas a vitória acabou por cair para a dupla da Willier Pireli à frente da Scott-Sram. Os mais prejudicados foram os anteriores líderes, Matthew Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA) da Toyota-Specialized-NinetyOne, que perderam bastante tempo. O português José Dias cruzou a meta na décima primeira posição com o seu colega, o holandês Hans Becking. Seguem no 11.º posto da classificação geral. Créditos da imagem: Absa Cape Epic TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral Corrida feminina Amy Wakefield (África do Sul) e Candice Lil (África do Sul) venceram com autoridade. As líderes até então, Sofia Gómez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa) cruzaram a meta a quase seis minutos das vencedoras. Créditos da imagem: Nick Muzik - Absa Cape Epic As terceiras classificadas foram a dupla da Efficient Insure, Kim Le Court (Mauritânia) e Vera Looser (Namíbia), a largos 11 minutos. TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral Classificações completas AQUI. Vídeo resumo da etapa 1 https://www.youtube.com/watch?v=Te9uSOa1MSM Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Cape Epic 2023 – Dia 1 – Prólogo Começou o Cape Epic 2023, a prova de ciclismo de montanha mais mediática do mundo, também conhecida como o “Tour de France” do ciclismo de montanha. O primeiro dia de competição é tradicionalmente marcado pelo prólogo, que serve essencialmente para definir os primeiros líderes da competição. O Prólogo de hoje teve uma distância de 27 quilómetros com pouco mais de 700 metros de acumulado. Corrida masculina Matthew Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA), da equipa Toyota-Specialized-NinetyOne vestiram a camisola de líderes da competição após o vencer o Prólogo do Absa Cape Epic 2023. Um início mostrando ao que vão, começando desde já por vencer a primeira etapa na corrida elite masculina. No segundo posto outra das euipas favoritas, a SCOTT-SRAM MTB Racing de Nino Schurter (Suíça) e Andri Frischknecht (Suíça), que gastaram apenas mais sete segundos que os vencedores, e em terceiro a dupla da equipa ORBEA x Leatt x Speed Company, Geor Egger (Alemanha) e Lukas Baum (Alemanha). José Dias e Hans Becking terminaram no oitavo posto, a 2:07 dos vencedores. Créditos da imagem: Sam Clark, Absa Cape Epic TOP 10 masculino Corrida feminina Na categoria elite feminina, a equipa Ninety One-Songo-Specialized, de Sofia Gomez Villafane começou a defender o título da passada edição da prova com uma vitória. A dupla beneficiou no entanto de uma pequeno azar da E-FORT.net | Seattle Coffee Co. de Amy Wakefield e Candice Lill, que perdeu segundos preciosos quando uma das atletas sofeu uma queda já na parte final. Créditos da imagem: Nick Muzik, Absa Cape Epic A equipa Efficient Infiniti Insure de Kim Le Court e Vera Looser acabou por terminar no segundo posto e a E-FORT.net | Seattle Coffee Co., apesar do azar fechou o pódio no dia de hoje. TOP 10 feminino Podes ver as restantes classificações AQUI. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=GYrzZu65_2s Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### João Almeida lidera UAE na Volta à Catalunha João Almeida será o líder da UAE Emirates na 102.ª edição da Volta à Catalunha, prova a decorrer entre 20 a 26 de março. O ciclista português, atual 29.º classificado no ranking UCI, chega a esta prova motivado e confiante, em virtude da sua recente participação no Tirreno Adriático, em que terminou como 2.º classificado da geral, apenas atrás de Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Esta participação na Volta à Catalunha, surge no caminho da preparação para o Giro d’Itália, seu grande objetivo da temporada. Aos 24 anos, João Almeida é uma das grandes apostas da poderosa formação da UAE, partindo para a temporada 2023 com elevada expetativa, depois de ano passado ter sido obrigado a desistir do Giro, após testar positivo à Covid-19, quando tudo parecia alinhado para um lugar no pódio final. Depois de em 2022 ter terminado a Volta à Cataluna como 3.º classificado da geral, para este ano, João Almeida contará com a ajuda de George Bennett, Finn Fisher Black, Rafal Majka, Adam Yates, e o português Ivo Oliveira, para tentar fazer igual ou ainda melhor. Reencontro com Remco Evenepoel A partir de amanhã, e durante sete dias, um dos grandes pontos de interesse da Volta à Catalunha, será acompanhar o expectável duelo entre João Almeida e Remco Evenepoel, estrela da Quick Step, e antigo companheiro de equipa do português nesta mesma formação. Em prova estarão dois jovens ciclistas, que estão já entre a elite mundial da modalidade e cuja convivência na formação belga terminou envolta em alguma polémica, em muito devido a questões de liderança. ... e também com Primoz Roglic Além de Evenepoel, João Almeida irá também reencontrar Primoz Roglic, adversário com o qual competiu há poucos dias no Tirreno Adriático, prova em que ambos arrecadaram os principais lugares da geral, com a estrela da Jumbo-Visma a ser o grande vencedor, ficando o ciclista português com o segundo posto. Muito mais que a classificação na Volta à Catalunha, a principal análise da semana de competição que amanha se inicia, centrar-se-á na prestação que estes três grandes nomes apresentem, de forma a antever o que poderá acontecer no Giro d’Itália, evento para o qual ambos partem com ambições de lutar pela vitória final. Tendo em conta tudo isto que acabámos de apresentar, é caso para dizer, que a 102.ª edição da Volta à Catalunha promete e muito, tendo em conta o valor do pelotão que irá disputar a prova. Em 2022, foi Sérgio Higuita (Bora-hangrohe) foi o grande vencedor, agora, vamos ver quem lhe irá suceder em 2023. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu Van Der Poel conquista Milão-San Remo Mathieu Van Der Poel foi o grande vencedor da ‘clássica da primavera’ depois de mais de seis intensas horas de ciclismo. O ciclista da Alpecin-Deceuninck completou os 294 quilómetros entre Abbiategrasso e San Remo, em 06:25:23 horas, cruzando a linha da meta com 15 segundos de vantagem sobre Filippo Ganna (INEOS) e Wout van Aert (Jumbo-Visma), respetivos segundo  e terceiro classificados. Tadej Pogacar (UAE Emirates), visto por muitos como o grande candidato à vitória, terminou na 4.ª posição da geral, com os mesmos segundo de atraso que os restantes ocupantes do pódio. Hoje, a estrela da UAE não teve forças para contrariar a supremacia evidenciada por Van der Poel. Aos 28 anos de idade, e com o triunfo de hoje, Mathieu Van Der Poel soma agora a terceira conquista em ‘Monumentos’, depois de também já ter conquistado a Volta à Flandres por duas ocasiões. Um registo digno de destaque por parte do pentacampeão mundial de ciclocrosse que demonstra estar a subir de forma, numa fase importante da temporada, tendo, principalmente em conta as grandes voltas que se avizinham. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=g5MhfK6f_Us Top 10 final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01VAN DER POEL Mathieu Alpecin-Deceuninck06:25:2302GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 1503VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1504POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1505ANDERSEN Søren Kragh Alpecin-Deceuninck+ 2606PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 2607POWLESS Neilson EF Education-EasyPost+ 2608MOHORIC Matej Bahrain Victorious+ 2609TURGIS Anthony TotalEnergies+ 2610STUYVEN Jasper Trek-Segafredo+ 26 Classificações completas aqui disponíveis. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cape Epic 2023: O guia para a maior prova de BTT do mundo Este domingo tem início a Absa Cape Epic 2023. De 19 a 26 de março, a maior e mais mediática prova de XCM do mundo vai percorrer os trilhos da África do Sul. A startlist é a demonstração do nível que tem a competição que é considerada a "Volta a França do btt". As etapas vão ter transmissão no canal de Youtube ou na página de Facebook das Epic Series e no Topcycling.pt também vais poder acompanhar a prova através dos resumos diários que iremos publicar logo após o final das etapas. Datas e horários: Prólogo - Domingo, 19 de março – início às 8:00, chegada da última dupla prevista para as 12:30; Etapa 1 - Segunda-feira, 20 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 10:30; Etapa 2 - Terça-feira, 21 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 11:00; Etapa 3 - Quarta-feira, 22 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 11:00; Etapa 4 - Quinta-feira, 23 de março – início às 5:30, chegada prevista para as 09:00; Etapa 5 - Sexta-feira, 24 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 10:30; Etapa 6 - Sábado, 25 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 09:30; Etapa 7 - Domingo, 26 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 09:30. (Horários Portugal continental). Os favoritos a vencer a Cape Epic 2023 Geor Egger (Alemanha) e Lukas Baum (Alemanha) – Orbea X Leat X S.C A dupla de alemães venceu a edição do ano passado, quando se estrearam na própria competição. Na Cape Epic 2023 partem com o dorsal número um, prontos para revalidar o título do ano anterior. Nino Schurter (Suíça) e Andri Frischknecht (Suíça) Scott Sram Mtb Racing São a dupla com o ciclista mais emblemático que vai estar presente. Nino Schurter, que já venceu esta corrida duas vezes, seguramente vai ter a atenção de todos os aficionados. Matthew Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA) É a equipa de fábrica da Specialized, que aposta sempre muito nesta prova e arranca mais um ano com dois atletas experientes como são Matt Beers e Christopher Blevins. Já sabem o que é vencer etapas na Cape Epic, no caso de Beers já venceu em 2021 e Blevins terminou no pódio em 2022. Fabian Rabensteiner (Itália) e Wout Allenman (Bélgica) – Willier Pirelli Os vencedores da Andalucía Bike Race já sabem o que é ganhar uma corrida por etapas este ano. Como tal, têm que ser vistos como favoritos a vencer qualquer corrida. David Valero (Espanha) e Pablo Rodriguez (Espanha) – BH Coloma O espanhol David Valero é o atual número um do ranking UCI e com a experiência que já tem junto ao seu companheiro Pablo Rodriguez, prometem estar na luta por etapa e pela classificação geral. Hans Becking (Holanda) e José Dias (Portugal) – Buff Megamo A dupla da Buff Megamo com o português José Dias terminou na terceira posição em 2021 e em quarto na última edição. A consistência desta dupla é a segurança que iram estar na luta pelo pódio e por vitórias em etapas. A "segunda vida" de Vincenzo Nibali Vincenzo Nibali, participará na prova em dupla com o compatriota Samuele Poro. Esta dupla de italianos juntou-se após ambos os seus parceiros não poderem estar à partida devido a quedas. Mas é mais uma dupla que terá bastante atenção do público com todo um campeão como é Vicenzo Nibali. O corredor italiano após retirar-se do ciclismo de estrada abraçou o btt e um competidor vai ser sempre um competidor. As favoritas a vencer a Cape Epic 2023:   Sofía Gomez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa) – Ninety One-Songo-Specialized A argentina Sofía  Gomez fez parte da dupla vencedora da edição transata. Este ano, forma nova dupla com Katerina Nash e são certamente candidatas a levar-se a Cape Epic 2023. Greete Steinburg (Estónia) e Monica Calderon (Colômbia) – Cannondale Vas Arabay Esta dupla estreia-se na Cape Epic mas promete ser bastante equilibrada e quem sabe se não será a surpresa desta edição. Kim le Court (Mauritânia) e Vera Looser (Namíbia) – Efficient Infiniti Insure Esta dupla venceu a Wines2Wines, outro dos eventos da Epic Series em Outubro. Como tal já têm bastante experiência em competições desta dimensão, o que vai ser um ponto a favor desta dupla africana. O percurso A Absa Cape Epic 2023 soma um total de 648 quilómetros com cerca de 15500 metros de desnível acumulado que serão distribuídos pelos oito dias de competição. O prólogo irá servir para marcar as primeiras diferenças entre as duplas ao longo dos 27 quilómetros com pouco mais de 700 metros de acumulado. Irá servir essencialmente para definir os primeiros líderes da competição. A primeira etapa será o primeiro grande teste. Com partida e chegada em Hermanus, os 98 quilómetros de constante sobe e desce vão ditar as primeiras diferenças entre as duplas mais fortes. A segunda etapa apesar de mais extensa, é um pouco mais simpática em termos de altimetria. Os 116 quilómetros podem dividir-se em três partes: uma primeira parte mais plana à saída de Hermanus, uma segunda parte onde estão colocadas as duas subidas do dia, e a terceira parte semelhante à primeira com o retorno a Hermanus. A terceira etapa será um dia com o início relativamente tranquilo, mas com bastante dificuldade depois de passado o quilómetro 60 onde até à meta serão 40 quilómetros bastante duros. A quarta etapa será o dia mais curto desta edição da Absa Cape Epic (à exceção do prólogo). Serão 47 quilómetros com quase 900 metros de acumulado com partida e chegada em Oak Valley Estate. A quinta etapa está marcada como o início das decisões. Será o primeiro dos últimos três dias duríssimos de competição. Os 102 quilómetros com mais de 2400 metros de acumulado irão testar as forças dos líderes e certamente causarão muitas dificuldades a todos os participantes. A sexta etapa tem bastante dureza concentrada ao longo de toda a etapa. Os 78 quilómetros com 2300 metros de desnível positivo vão estar, certamente, bastante entretidos. O cansaço com os seis dias de competição que as duplas já irão ter, vai fazer com que as diferenças sejam bastante maiores. Para o último dia de competição estão guardadas as duas subidas mais longas e mais duras da competição. Será o dia das decisões finais. As duplas que melhor superarem os 80 quilómetros com 2400 metros de acumulado poderão levar não só a vitória de etapa, mas também a classificação geral. Os portugueses em prova Sem dúvida que o destaque vai para José Dias da Buff Megamo Team, que irá fazer dupla com o holandês Hans Becking. A dupla irá lutar pelo pódio e por alguma vitória de etapa. José Dias será o único português a competir na categoria UCI. Nas restantes categorias iremos ter mais 13 portugueses: Francisco Franca e João Pacheco; Tiago Silva e Tiago Lopes; Rodrigo Cunha e Lourenço Lobo; Miguel Dieckmann que irá fazer dupla com o brasileiro Walter Mattos; João Firmino que fará dupla com o argentino Joaquin Silva; Bruno Santos que fará dupla com a angolana Megan Brechet; Ricardo Ramos em conjunto com o espanhol Francisco Vera; Carlos Lobo com o angolano Ricardo Henriques; Jorge Manso com o irlandês Michael Miach e Pedro Carvalho com a moçambicana Tatiana Fonseca. Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Do espigão telescópico à Colnago de Pogacar Ganhos marginais, inovações tecnológicas e ciência. Confiram os detalhes que podem valer um Monumento. O impacto da tecnologia no desporto de alto rendimento é inquestionável. Um bom exemplo é a Milão-Sanremo ganha por Matej Mohoric. Durante meses o esloveno trabalhou com a Merida para instalar um espigão telescópico (em inglês dropper seatpost), elemento que através de um botão no cockpit permite ajustar o selim de acordo com a situação de corrida. Mohoric obteve assim uma posição que lhe permitiu (baixando o selim entre 50 a 70mm) obter maior controlo e estabilidade na bicicleta em descida, ajudando-o na técnica descida do Poggio onde o corredor da Bahrain descarregou os rivais. "Destruí o ciclismo uma vez com o super-tuck, agora voltei a destruir o ciclismo novamente. Penso que agora todos vão querer usar os espigões telescópicos. Vai ser mais um aspeto a ter em conta na bicicleta. Como na Fórmula 1. Havia o acelerador e o travão, agora têm centenas de botões”, disse na entrevista rápida logo após vencer a clássica da primavera. Colnago e Boonen fizeram as pazes Quando o Tom Boonen fala, o público ouve. Num podcast belga discutia-se o rendimento de Tadej Pogacar no contrarrelógio por equipas do Paris-Nice quando Fons De Wolf e Tom Boonen comentaram que Pogacar seria 2km/h mais rápido se trocasse a Colnago por uma bicicleta rival: Jumbo-Visma (Cervélo), Ineos Grenadiers (Pinarello) ou Soudal Quick-Step (Specialized). A Colnago convidou Boonen testar os novos modelos e embora a visita não se tenha materializado o Tornado pediu desculpa. Boonen recordou que “quando era um jovem corredor sonhei um dia ganhar a Paris-Roubaix numa Colnago” partilhando a foto da tripla feita pela Mapei em 1996. O fundador Ernesto Colnago foi diplomático e replicou que “também eu teria gostado de te ver ganhar Roubaix numa das minhas bicicletas”. Atualmente já nem Boonen corre nem Ernesto Colnago é o proprietário da marca. A Colnago foi vendida a um fundo de investimento dos Emirados Árabes Unidos com interesses na equipa UAE-Emirates. Imagem: PH Fizza Cabras preparam o pavê de Roubaix Na era da tecnologia descobrimos esta semana como se retiram as ervas daninhas das juntas das pedras da Paris-Roubaix que tornam o pavimento escorregadio e perigoso. Não há máquinaria nem intervenção humana, se o empedrado do Inferno do Norte está limpo deve-se ao eco pastoreio: as cabras preparam o pavê de Roubaix que deixa os setores limpos e os animais com a barriga cheia. https://twitter.com/tgouvenou/status/1635965770864680961 É o lado arcaico da moderna Paris-Roubaix, onde a DSM anda a prometer há um ano apresentar um sistema de regulação da pressão dos pneus durante a prova. A marca neerlandesa Scope desenvolveu o Scope Atmoz: ao inserir um reservatório de ar no cubo dianteiro e traseiro, ligado ao pneu sem câmara (tubeless), com o Garmin os corredores conseguem ver a pressão e ajustá-la com um botão no cockpit. Para os que acham interessante, contem com €3.998,00 para este equipamento. Parece que ainda não é desta que vamos conhecer este sistema que permite baixar a pressão no pavé para maior aderência enquanto no asfalto podem aumentar a pressão e tornar a roda mais rígida poupando cerca de 30 watts. Por falar em pneus tubeless, já são uma realidade na maioria das equipas em Roubaix. Permitem melhor proteção contra furos e rolling resistance, isto é, melhora a relação entre a fricção do pneu e da estrada. A lógica é simples: maior fricção resulta em menor velocidade. Revolução tecnológica antes de Paris 2024 A pensar nos próximos Jogos Olímpicos a Federação Francesa de Ciclismo (FFC) tem investido milhões para uma performance ideal enquanto nação anfitriã. O segredo está no PLATO, um dispositivo de avaliação e acompanhamento científico das seleções nacionais, que está à disposição dos programas de investigação. O chefe do projeto é Emmanuel Brunet, responsável pelo departamento de performance e investigação da FFC. Só em 2019 o programa recebeu 200 mil euros, o que tem permitido uma revolução tecnológica antes de Paris 2024. Os corredores são testados em vários parâmetros e os dados analisados por cientistas desportivos. Na página da FFC Brunet explica que num teste de esforço na bicicleta ergométrica tudo é monitorizado: programam-se fortes níveis de resistência e é medida com precisão a força aplicada nos crenques, estuda-se a simetria da pedalada e outros parâmetros que eram inacessíveis até há pouco tempo. https://twitter.com/EmmanuelBrunet/status/1619320863144419329 Ao mesmo tempo registam-se dados fisiológicos do atleta como temperatura corporal, frequência cardíaca, consumo de oxigénio, taxa de lactato e várias câmaras de alta definição medem os ângulos de cada pedalada. Tudo acontece no velódromo de Saint-Quentin en Yvelines, a base do ciclismo de pista para Paris 2024, o grande laboratório do ciclismo francês. Há parcerias com universidades e empresas privadas. A ligação da FFC com a empresa SKF é curiosa. Sediada ao lado do velódromo, a SKF é líder mundial em desenvolvimento, design e fabricação de rolamentos, vedações e sistemas de lubrificação com milhões de aplicações no nosso dia-a-dia (transportes públicos, saneamento básico…). Com a ajuda da engenharia industrial foi criado um modelo matemático que reduz a fricção dos rolamentos na performance e em seis meses Emmanuel Brunet reportou ganhos de 50 por cento. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=WPYz1rY-9Js&embeds_euri=https%3A%2F%2Fwww.saint-quentin-en-yvelines.fr%2F&source_ve_path=MjM4NTE&feature=emb_title Mudança de chip O ciclismo francês não mudou apenas pela aproximação dos Jogos Olímpicos. Há mais de uma década que a Groupama-FDJ trabalha com a Lapierre no desenvolvimento de todos os aspetos relacionados com a bicicleta. Sob a liderança de Frédéric Grappe a equipa até operou um milagre: Thibaut Pinot foi campeão nacional de contrarrelógio! A aposta em investigação científica vale a pena, mas é a longo prazo. Comparando com a UAE-Emirates, que dispõe de quase o dobro do orçamento da Groupama-FDJ, podemos concluir que o dinheiro é importante, mas só por si não dá resultados. Excluindo Tadej Pogacar, nenhum atleta da UAE ganhou um contrarrelógio numa prova WorldTour ou ProSeries desde a criação do projeto. A mudança de chip é transversal às duas maiores equipas do país. Groupama-FDJ e Ag2r-Citroen têm feito um grande trabalho ao nível da formação. Na equipa de Marc Madiot passaram 11 corredores dos sub23 à equipa principal nas últimas três épocas e no projeto de Vincent Lavenu têm investido forte em todos os escalões de formação – o Chambéry Cyclisme Formation abriu em 2001 e de lá saíram Romain Bardet, Benoît Cosnefroy, Pierre Latour, Nans Peters ou os irmãos Paret-Peintre. ### Remco Evenpoel faz registo astronómico na subida ao Teide Remco Evenpoel está em Tenerife a preparar as próximas competições. O corredor belga postou no Strava, um dos seus mais recentes treinos na ilha espanhola, onde obteve dados incríveis. Conseguiu o KOM (tempo mais rápido) na subida ao Teide pela vertente de Chio (24,55 kms a 5,5% de inclinação). Com o registo de 56 minutos e 25 segundos superou ciclistas como Chris Froome e Miguel Ángel Lopez, num treino com 165 quilómetros e mais de 4300 metros de acumulado, completados à velocidade média de 30,5 quilómetros por hora. São números que assustam e que metem respeito a qualquer rival. O campeão do mundo da Soudal-Quick Step está em altitude com os companheiros de equipa Fausto Masnada, Jan Hirt, Louis Vervaeke e Ilan Van Wilder. Depois de vencer o UAE Tour, Remco Evenpoel tem olhos postos na Volta à Catalunha, na Liége-Bastogne-Liége e mais concretamente, na Volta a Itália. Na corrida catalã, que começa já na próxima semana, vai bater-se com Primoz Roglic, que venceu o Tirreno-Adriático no último domingo. Egan Bernal e João Almeida são mais dois candidatos a vencer a corrida espanhola. Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Os novos sapatos Specialized SW Recon e Recon ADV Os mais atentos já terão reparado que nos últimos dias vários atletas patrocinados pela Specialized surgiram nas redes sociais com um novo modelo de sapatos da marca americana, tratam-se dos novos Specialized SW Recon e Recon ADV, dois modelos direcionados às vertentes BTT e gravel. Specialized S-Works Recon Os novos S-Works Recon, têm como objectivo oferecer desempenho de asfalto para a disciplina de Gravel. Muitos praticantes de gravel utilizam sapato de estrada e talvez tendo em conta estes sinais a marca da Califórnia decidiu fabricar uns sapatos com estas características. Guiados pelos dados da Retul Fit de mais de 100.000 digitalizações de pés, os senhores da Specialized reconheceram que uma placa de base de carbono padrão e larga atenderia melhor ao espectro de formatos de pés humanos. Os sapatos têm um reforço interno que acrescenta rigidez e resistência, eliminando a necessidade de suporte adicional. Segundo a marca, o resultado é um ajuste intencional, que é rígido, confortável e adaptável – para aumentar a potência. Por dentro e por fora, a tecnologia Body Geometry está embutida nos S-Works Recon, é uma tecnologia com quase duas décadas de desenvolvimento e validada pela ciência, através da qual a marca procura que não haja dor, apenas desempenho. A marca afirma que através de tecnologias como a Cunha Varo, Suporte do Arco e Botão do Metatarso os pés ficam na sua posição ideal ao pedalar - bem como alinhados com teu joelho e anca. Pontos de destaque: Pontões de alta densidade e novos calços permitem que os ciclistas ajustem a sua interface do pedal para máxima eficiência e uma plataforma de pedal tipo estrada. Possuem tecnologia Body Geometry por meio da Cunha Varo, do Arco Longitudinal e Botão do Metatarso. Suporte assimétrico do calcanhar suporta a zona medial enquanto remove o material da zona lateral, permitindo um colarinho mais baixo. O uso de um reforço interno adiciona rigidez e resistência - eliminando a necessidade de suporte adicional, permitindo que os sapatos permaneçam extremamente leves. Reforço na zona do peito do pé e no antepé maximiza o suporte enquanto o roteamento BOA® atualizado melhora a fixação - eliminando a necessidade de um aperto na zona dos dedos. Calços flutuantes adicionais de 3 mm, 6 mm e 9 mm para discrepância no comprimento das pernas e espaçador de travessas disponíveis através do Serviço Técnico. Para um ajuste mais largo — a nova placa da base é 4 mm mais larga que a medida padrão (8 mm mais larga que os sapatos de montanha S-Works Recon). 280 gramas para o tamanho 42. Specialized Recon ADV: Para a aventura com conforto, eficiência e capacidade de caminhar O gravel é uma vertente do ciclismo associada a um estilo próprio, mais descontraído, e a pesar da marca já ter os sapatos S-Works Recon Lace, que se encaixam nessas premissas, lançam agora um novo modelo. Os novos Recon ADV, trazem o estilo e desempenho dos SW Recon Lace, bem como o conforto e capacidade de caminhada dos Mtb Recon 3.0. A Specialized teve o objectivo de fazer uns sapatos de gravel que cumprem todos os requisitos no departamento de estética, sem ser desleixados quando se trata de percorrer muitos quilómetros. Os Recon ADV são adequados para o ciclista que valoriza a aventura, o tempo na bicicleta e que precisa de uns sapatos para continuar a andar todo o dia quando a gravilha acabar. A excelente capacidade de caminhada dos Recon ADV é possibilitada pela tecnologia Stride Toe-Flex (a mesma dos sapatos de BTT Recon 3.0), proporcionando uma sensação mais natural para aventuras fora da bicicleta. Pontos de destaque: A tecnologia STRIDE Toe-Flex permite maior flexibilidade dos dedos para grandes inclinações e maior capacidade de caminhar. A parte superior perfurada a laser apresenta suporte de microfibra para melhor gestão da humidade e sensação de flexibilidade. Pedala ou caminha com confiança com um reforço em TPU que oferece proteção contra impactos das pedras. Os pontões criam uma plataforma de pedal estável, além de auxiliar na sensação de caminhar. Maior cobertura de piso de borracha SlipNot na sola otimizada para tração em gravilha. Apresentam a nossa tecnologia Body Geometry comprovada, como a Cunha Varo, para manter o alinhamento eficiente e confortável da anca, joelho e pé durante a tua volta Podes ver as características completas, a disponibilidade e preços no site da marca aqui: www.specialized.com/pt ### Arnaud De Lie campeão em Sanremo Gonçalo Moreira vê Arnaud De Lie campeão da Milão-Sanremo e analisa o mês e meio de loucos de Tadej Pogacar e da Jumbo-Visma. A 114ª edição da Milão-Sanremo abre o capítulo dos Monumentos. O cenário é o habitual: 294km de extensão (mais de 300km com o neutralizado) e sobreviver nos primeiros 150km até à chegada à costa da Ligúria; aí os corredores passarão os três Cappi, depois a Cipressa e finalmente o Poggio antes da descida para a via Roma onde está a meta. Quem vai suceder a Matej Mohoric que arrancou na descida do Poggio em 2022? O homem em forma é Tadej Pogacar: nove vitórias em 13 dias de competição e superioridade incrível no Paris-Nice onde brincou com Jonas Vingegaard e David Gaudu, respetivamente campeão e quarto do Tour de France passado. Só uma hesitação no início da descida do Poggio o impediu de discutir com Mohoric a Sanremo anterior. Foi 12º na estreia e 5º em 2022; outra hesitação na via Roma permitiu a Anthony Turgis fugir para o 2º lugar e no sprint pelo 3º posto foi Mathieu van der Poel o mais forte. Mês e meio de loucos da Jumbo-Visma No Tirreno-Adriático não vimos ninguém ao mesmo nível de Pogacar. Wout Van Aert e Julian Alaphilippe foram de menos a mais, enquanto Mathieu van der Poel semeou dúvidas já que lançou Jasper Philipsen para duas vitórias ao sprint, mas acabou chateado por não ter sido protagonista. Será um bluff de Van der Poel? Com os génios nunca se sabe. Wout Van Aert foi transparente. Disse que ia entrar conservador e acabar forte... e cumpriu. Foi decisivo para Primoz Roglic na etapa dos muros: 193km, frio, 3600m de acumulado e o único corredor com mais de 75kg no top 10 foi o belga! Van Aert está em forma e pode chegar à segunda Milão-Sanremo da carreira. Se o fizer dará sequência a um mês e meio de loucos da Jumbo-Visma, que optou por estagiar em altitude durante o mês de janeiro. A estratégia resultou porque saíram de janeiro com uma vitória e entretanto chegaram às 14! Dylan van Baarle deu espetáculo na Omloop Het Nieuwsblaad, Tiesj Benoot esteve certeiro na Kuurne-Bruxelas-Kuurne, Jonas Vingegaard arrasou no Gran Camiño e Primoz Roglic dominou o Tirreno-Adriático. Créditos: LaPresse - Fabio Ferrari Arnaud De Lie é um fora de série Sábado vamos ter uma Sanremo seca, com temperaturas entre 12-15 graus e com vento moderado. Aguardemos uns dias para ver se o ventro será de cara porque se for a decisão até pode ser ao sprint. O normal é que seja no Poggio, mas convém recordar que as duas últimas edições foram ganhas por outsiders – Matej Mohoric e Jasper Stuyven – que souberam especular com a corrida. Desde 2016 que não há sprint em grupo alargado – nesse ano ganhou Arnaud Démare. Caso seja uma Sanremo conservadora parece-me que Jasper Philipsen e Mads Pedersen chegam fortíssimos. Projeto ainda um papel importante na corrida para a Lotto-Dstny; Arnaud De Lie é um fora de série e pode ser o primeiro estreante campeão desde Mark Cavendish e Caleb Ewan sabe que tem pernas para sofrer no Poggio e anda há meses a preparar a corrida. O TopCycling esteve com Arnaud De Lie no Media Day da Lotto-Dstny em janeiro.Créditos: TopCycling Numa brincadeira em direto durante o Tirreno-Adriático o Olivier Bonamici pediu a minha aposta arriscada do ano e portanto cá vai: Arnaud De Lie campeão da Milão-Sanremo e com tudo para poder ganhar também a Volta à Flandres. Aposto em grande, mas não às cegas já que De Lie foi o melhor dos sprinters na Omloop Het Nieuwsblad (207km) e na época passada foi competitivo em Plouay (254km). As longas distâncias não lhe pesam e se corresponder entra para a história como o terceiro vencedor mais jovem da Milão-Sanremo com 21 anos recém-cumpridos (dia 16 de março celebra o aniversário). Haverá duas ausências de peso: Michael Matthews (4º em 2022) tem Covid e Giacomo Nizzolo (5º em 2020 emelhor italiano nas últimas cinco edições) está com febre. Más notícias para Jayco e Israel. ### Carbon Team: quadros em carbono "made in" Portugal Desde Vouzela para o WorldTour, o TopCycling conta o caso de sucesso da Carbon Team, uma empresa portuguesa de quadros em carbono que exporta para todo o mundo. A pandemia levou as marcas de bicicletas e componentes a reconsiderarem a dependência face aos centros de produção localizados no mercado asiático. O panorama económico atual acentuou essa tendência e a empresa portuguesa Carbon Team veio posicionar-se como alternativa. O Topcycling esteve à conversa com Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. A empresa de fabrico de quadros em carbono sediada em Vouzela tem tido um crescimento notável, apesar de ainda não ser conhecida pela maioria dos portugueses amantes das duas rodas. Fotografia: Carbon Team Antigamente, os quadros das bicicletas eram todos soldados à mão, principalmente na Ásia. Em Portugal a Triangle’s (consorcio Rodi-Miranda-Ciclo) foi a primeira empresa no mundo a produzir quadros de bicicletas em alumínio de forma totalmente robotizada, mais tarde a CarbonTeam (consorcio Rodi-Miranda-Ciclo-ArtCollection-Bike Ahead) passou a fazer quadros em carbono. “A Carbon Team tem uma história um bocadinho grande, mas posso contar rapidamente. A Carbon Team tem três sócios portugueses: a Miranda & Irmão que faz os crenques, a Rodi que faz os aros e as rodas e a Ciclo Fapril que é uma empresa de fabrico de suportes metálicos. Então estas três empresas juntaram-se para fazer quadros em alumínio. Posteriormente, tivemos contacto com uma pessoa em Taiwan da Art Collection e mais tarde juntamo-nos à alemã Bike Aid Composites.” Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. Emre Ozgunes realça o conhecimento e qualidade da mão da obra em nacional: “Portugal tem um grande know how sobre as duas rodas. Em Águeda já existia uma grande indústria de bicicletas e motorizadas antes de Portugal entrar para a União Europeia. Depois de entrar para a União Europeia todos os componentes e acessórios começaram a vir diretamente da Ásia e todas estas empresas foram à falência, mas ficou o conhecimento nessas empresas, que insistiram e conseguiram continuar a fornecer alguns produtos para a Europa.” Fotografia: Carbon Team A Carbon Team no radar mundial da indústria Recentemente, a União Europeia colocou uma taxa de cerca de 50 por cento sobre os produtos vindos da Ásia, principalmente de países como a China, Taiwan ou Vietname. Isso veio equilibrar um pouco a balança, houve mais empresas a chegar-se à frente e a investir cada vez mais. A Europa e os Estados Unidos sempre procuraram onde podiam estabelecer as suas fábricas, de forma a que a mão de obra fosse mais barata. Mas hoje em dia o que acontece é que a mão de obra nesses países da Ásia, por ser mais valorizada e mais especializada, já é mais cara do que na Europa, em algumas situações. “O consumidor final tem uma bicicleta topo de gama e esquece-se que vem dessa zona do mundo. Com o consumidor a começar a aperceber-se disso, a mão de obra nessa parte da Ásia já não é tão barata. Este é um trabalho bastante intensivo, requer muito das pessoas para ter este ofício. Daí o custo de vida ter encarecido nessa zona e nalguns desses países, um trabalhador já ganha mais lá do que, por exemplo, em Portugal.” Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. Fotografia: Carbon Team Produto topo de gama é enviado para fora Portugal já começou a atrair maior investimento de empresas estrangeiras. Tem sido um ponto de entrada para a Europa. Há a concorrência da Europa de Leste, mas tendo em conta a situação nessa zona do hemisfério temos tudo para sair privilegiados. Embora Portugal seja o maior país europeu na produção de bicicletas, não há nenhuma marca totalmente portuguesa. Fotografia: Carbon Team “Isso incomoda-me um bocadinho. Estamos a trabalhar para os outros em vez de beneficiarmos nós com isso. Produzimos a um nível muito superior ao que se pode encontrar no mercado devido ao nosso processo. Fazemos os quadros numa peça inteira através de um molde, enquanto na Ásia fazem peça a peça e através de colagens. Isso permite-nos ter um quadro muito mais leve e mais rígido. Outra vantagem é que a peça após estar terminada não necessita ser pintada, basta aplicar o verniz, o que também poupa algumas gramas de peso." Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. O produto topo de gama é enviado para fora. Emre Ozgunes acredita que se devia dar mais destaque à marca Portugal: "Para uma ou duas marcas aqui em Portugal até vendemos 20 ou 30 quadros, mas o que é que acontece depois? As próprias marcas queixam-se do preço do quadro porque se baseiam naquilo que é feito na Ásia. Se houvesse uma marca que trabalhasse, comprasse aqui os quadros e anunciasse que eles são feitos em Portugal, várias pessoas iriam querer comprar as bicicletas dessa marca só por serem produzidas aqui. Estas são as minhas ideias, mas nem todos pensam da mesma forma que eu.” Quadros postos à prova no Tour de France Sobre o futuro, tudo parece estar bem delineado. A Carbon Team trabalha com 12 clientes de marcas para os quais produzem: quadros de estrada, um quadro mais aerodinâmico, suspensão total, e-bike suspensão total, outro quadro mais aerodinâmico (ou seja, de outra marca), forquetas, espigões, aros. O futuro próximo da Carbon Team passa por trabalhar para outras marcas, embora já tenha neste momento quadros postos à prova no Tour de France. Fotografia: Carbon Team “Posso dizer que das marcas com quem trabalhamos, cinco delas têm bicicletas a correr na Volta a França. Mas a única marca que posso anunciar é a austríaca Nox, à qual fazemos o quadro da e-bike suspensão total. Temos clientes em Itália, Áustria, Bélgica, Alemanha, Espanha e República Checa.” Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. O futuro e o crescimento Os próximos passos passam por melhorar o panorama atual da fábrica, das instalações e dos trabalhadores. Ao dia de hoje a Carbon Team está a utilizar apenas 6/7 por cento da sua capacidade máxima de produção, o que se reflete em cerca de oito mil unidades por ano. O primeiro ano de full running year será 2024 pois as marcas lançam os novos modelos em setembro e em agosto e só depois em janeiro é que começam a montar bicicletas. “O nosso primeiro ano completo vai ser em 2024. Eu penso que em 2026 já vamos conseguir utilizar a primeira fase de capacidade de produção, que é de 55 mil quadros. Depois temos que criar uma área para pintar os quadros. Os nossos clientes querem o produto já pintado e com decalques. Vamos ter um investimento à volta de 4 milhões de euros nos próximos anos. A nível de pessoal, quando fizemos o primeiro quadro éramos três pessoas, agora já somos 50 e até final deste ano já vamos ter entre 80 e 100 pessoas.” Fotografia: Carbon Team Já em fim de conversa e em tom descontraído, Emre Ozgunes, comenta algo curioso face à perceção do cliente nacional: “Às vezes até tenho medo de vender o nosso produto em Portugal, porque as próprias pessoas, pelos quadros serem produzidos aqui, pensam que já não são bons o suficiente. Gostam mais dos produtos chineses.” A realidade é que Carbon Team reúne todas as condições, não só para crescer, mas também para trabalhar com as grandes marcas de bicicletas da atualidade (se é que já não o fazem). São atualmente a maior empresa de fabrico de quadros em carbono na Europa e quem sabe se em dois ou três anos não estaremos a falar da maior produtora de quadros em carbono no mundo. O que é português é bom e recomenda-se. Fotografia: Carbon Team Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Milão - Turim, a clássica mais antiga de Itália é já esta quarta-feira Esta quarta-feira, 15 de março, o Eurosport 1 emite a 104.ª edição da clássica de ciclismo mais antiga de Itália, a Milão – Turim. Oficialmente conhecida como Milano – Torino, a prova de apenas um dia é disputada entre as duas cidades do norte de Itália e tem percurso com uma extensão de 192 quilómetros. A primeira edição data de 1876, o que a converte na clássica mais antiga de Itália e uma das mais antigas do mundo.  O ciclista com maior número de vitórias no historial da prova é o italiano Costante Girardengo, que triunfou em cinco ocasiões entre 1914 e 1923. Pierino Favalli é o segundo corredor mais laureado com três triunfos consecutivos, obtidos entre 1938 e 1940. Em 2022, o britânico Mark Cavendish venceu a Milão – Turim com a camisola da Quick-Step.  O britânico Mark Cavendish venceu a Milão – Turim em 2022 Estreia de Carapaz na Europa pela EF Education-EasyPost Este ano cumpre-se a 104.ª edição da histórica clássica italiana e conta com grandes estrelas do pelotão internacional como o campeão do ano passado, Mark Cavendish (agora com a equipa da Astana), Greg van Avermaet, Biniam Girmay (que também estará sábado na Milão - Sanremo), Dylan Groenewegen, ou Fernando Gaviria. Richard Carapaz, vencedor de um Giro de Itália, faz a sua estreia na Europa pela sua nova equipa Ef Education-EasyPost, depois de se ter sagrado Campeão Nacional do Equador, a única competição feita esta temporada. A Milão – Turim pode ser vista em direto, a partir das 13:35h. no Eurosport 1, com comentários de Luís Piçarra e Paulo Martins.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Pedro Delgado destaca força mental de João Almeida O TopCycling ouviu o ídolo da afición espanhola. Perico diz que João Almeida é um “corredoraço” e será protagonista no próximo Giro de Itália. Perico é uma palavra utilizada com frequência em Espanha. Os usos são variados, mas o mais comum é servir como diminutivo de Pedro. Também designa uma ave trepadora da família dos papagaios. O primeiro a chamar Perico a Pedro Delgado foi o jornalista José María García, voz marcante da rádio espanhola nos anos 80 e 90. Super García rebatizou o corredor natural de Segóvia após ganhar a Vuelta de 1985. Vivia-se a era de ouro dos late night shows radiofónicos, cada atleta era disputado ferozmente por García e o arquirrival José Ramón De la Morena; uma das batalhas teve Delgado pelo meio e levou ao fim da relação do ciclista com o explosivo José María García. Desde que vivo em Espanha sou fiel aos comentários de Perico Delgado durante a Vuelta e depois de o ver conduzir a apresentação da Movistar, a admiração pelo antigo ciclista, que em 1995 iniciou a reconversão de atleta para comunicador, aumentou ainda mais. O que diz Pedro Delgado importa. Por isso quisemos saber o que pensa sobre João Almeida e uma possível estreia de Portugal como nação vencedora de uma prova de três semanas. Na impossibilidade de irmos à apresentação da Kern Pharma – onde Perico Delgado foi o mestre-de-cerimónias – o TopCycling recorreu aos amigos da página Ciclo 21 que transmitiram as nossas perguntas ao campeão de três grandes Voltas. “João Almeida parece-me um corredoraço. Se calhar fisicamente tem algumas limitações em relação a outros corredores, mas a força mental que tem é invejável. Como gere o esforço e a agonia parece-me digno de admirar e creio que é o maior potencial que tem o João, a força mental.” Perico Delgado ao TopCycling. João Almeida ao lado do campeão Primoz Roglic e do terceiro classificado Tao Geoghegan Hart no Tirreno-Adriático.Créditos: Dario Belingheri A próxima edição da prova italiana será a quarta de João Almeida, que já fez 4º, 6º e abandonou por Covid no ano passado quando ia a caminho do pódio. O Giro de 2023 arranca com 18,4km de contrarrelógio individual na Costa dei Trabocchi, junto ao mar Adriático, e tem um total de 70km de esforço contra o cronómetro, motivos que atraíram o campeão mundial Remco Evenepoel e o tricampeão da Vuelta Primoz Roglic. Curiosamente Roglic bateu Almeida no Tirreno-Adriático e os três craques vão-se encontrar na Volta à Catalunha no último teste pré-Giro. Para Perico Delgado, o português da UAE está chamado a ser protagonista. “Creio que lhe vai tocar um Giro de Itália muito complicado pela presença de Evenepoel, Roglic e outro que se anime a ir à festa. Vai ser difícil ganhar. O João Almeida tem essa capacidade mental, além da física, que seguramente o vai tornar protagonista da corrida. No entanto, insisto, vai ser um mau ano porque sem Evenepoel ou Roglic podes ganhar um Giro de Itália porque sempre foi uma prova com a qual namoriscou e realmente é uma pena que tendo essa condição física de poder aspirar a ganhar uma grande, a presença destes dois astros possivelmente torne isso difícil. Mentalmente, insisto, tem essa força e com Evenepoel [presente] sabe que ganhar é ainda mais meritório por isso tenho a certeza de que vai ser protagonista.” Perico Delgado ao TopCycling. João Almeida converteu-se no primeiro português a ganhar uma classificação no Tirreno-Adriático.Créditos: Dario Belingheri "Pericomania" até na Corrida do Peru É justo dizer que sem Pedro Delgado dificilmente teriam aparecido Contador, Freire ou Valverde. Até Perico, a Espanha somava apenas duas edições do Tour – por Federico Bahamontes (1959) e Luis Ocaña (1973) – e desde então já são 10, incluindo o de 1988 por Don Pedro Delgado (também vencedor de duas Vueltas). Ao sucesso não é alheio o surgimento da Reynolds, atual Movistar. Em 1983 estrearam-se no Tour e esta temporada cumprem 43 anos de existência. A arte de Perico Delgado permitiu pôr toda a gente a rir no auditório Telefónica, em Madrid, quando brincou com a quase descida de divisão da Movistar e a tensão vivida por Eusébio Unzué. Só alguém que deu tanto à estrutura se pode permitir brincar com assuntos tão sérios perante uma sala repleta de executivos que investem milhões na equipa. Perico Delgado vive discretamente sempre perto de Segóvia, onde o vi em ação durante a “Carrera del Pavo” – literalmente traduzida como “Corrida do Peru” – que se disputa cada ano no dia de Natal. A estrela da terra compete pela “risota” numa prova que consiste em 200 metros lançados, aproveitando a descida do Aqueduto até à Praça del Azoguejo, e daí são 600 metros de subida pelo centro histórico… sem dar aos pedais. Ganha quem percorrer mais metros; os prémios são curiosos: um peru para o vencedor, um pato para o segundo e uma galinha para o terceiro. Créditos: Turismo de Segóvia Do Alcázar ao Aqueduto sem esquecer o leitão de Segóvia É curioso que não haja um leitão no pódio, já que Segóvia é a capital espanhola do cochinillo. O histórico Méson de Cándido é o Alpe d’Huez da boa mesa e além dos sabores, convida-nos a uma viagem no tempo já que mantém o estilo da taberna que abriu em 1905. Voltemos ao ciclismo. A Corrida do Peru decorre nas ruas inclinadas do bairro de Judería,onde viviam os judeus até serem expulsos pelos reis católicos (Isabel e Fernando) em 1492, declarado Património da Humanidade em 1985 tal como toda a zona adjacente. A prova não passa pela catedral nem pelo Alcázar, que podemos conhecer a pé deambulando pela pitoresca cidade de Castilla y León. Do Alcázar ao Aqueduto sem esquecer o leitão de Segóvia, a cidade de Perico é monumental e tem no antigo ciclista património histórico. Pedro Delgado é um personagem tão rico que me obriga a abordar aqui apenas uma de várias facetas. Poderíamos detalhar a estreia no Tour onde quase ganha, a passagem pela PDM neerlandesa, recuar a 1989 ao prólogo no Luxemburgo onde chegou três minutos depois da hora por ter parado para dar autógrafos, ou falar da sucessão na Banesto quando apareceu Miguel Indurain. Um dia voltaremos a Perico. Créditos: Turismo de Segóvia ### Specialized Crux Comp - Que dizer após um ano de utilização? Depois de ter a oportunidade de testar a Specialized Crux no seu lançamento, em Espanha numa prova de gravel, em janeiro de 2022 tive a bicicleta e resolvi fazer um teste de longa duração da nova gravel da Specialized. Um ano depois, após muitos quilómetros, algumas provas e até uma aventura de bikepacking, partilho a opinião que fui formando acerca da bicicleta ao longo deste tempo. Fotografia: Eduardo Campos Vídeo do primeiro dia https://youtu.be/F-5gjoGZY-o Comecemos por dizer algo importante, uma bicicleta que é fantástica para um tipo de ciclista, pode não o ser para outro, cada utilizador tem a sua forma de pilotar, a sua técnica e as suas preferências, pelo que tentarei descrever a bicicleta e as sensações que transmite, de forma a que cada um tire as suas conclusões. Espero com o meu feedback, no qual abordo tanto as suas qualidades e limitações da Specialized Crux Comp, bem como o desgaste que eventuais problemas que poderia, ou não, ter dado após alguns meses e milhares de quilómetros de utilização, ajudar aqueles que ponderam a aquisição deste modelo. Fotografia: Eduardo Campos Simplicidade, por vezes é tudo A Specialized Crux Comp vem equipada com um SRAM Rival mecânico de 11 velocidades (1X11). É verdade que os grupos eletrónicos funcionam muito bem, (prefiro utilizar um grupo eletrónico do que um mecânico), mas na hora de comprar, se os euros não abundam na carteira, é necessário fazer contas não só ao esforço que se faz para comprar a bicicleta, mas também às peças de reposição caso haja azares e se venham a danificar no futuro. Fotografia: TopCycling.pt Por exemplo, é diferente trocar uma manete Sram Rival mecânica danificada de 100,00€, do que trocar a manete Sram Rival eletrónica danificada de 170,00 € (preços consultados em lojas online), pelo que este modelo, (o mais acessível da gama Crux), pode não oferecer as sensações fantásticas de uma troca de mudanças eletrónica, mas não compromete e é mais económico. Durante os primeiros 12 meses de Specialized Crux não tive azares nem quedas, nada ficou danificado e só houve reposição de peças de desgaste. O facto de não ter os cabos integrados, torna a manutenção mais simples e rápida, assim como o facto do próprio movimento pedaleiro ser de rosca, o que a torna mais duradoura, mais fiável e a manutenção ligeiramente mais simples. Em geral, a simplicidade com que foi construída, torna a manutenção mais simples e rápida. O desgaste e peças de reposição Após 1 ano de utilização e cerca de 4500 quilómetros, entre chuva e lama, poeira e asfalto, treinos, voltas diárias, alguma competição e viagens, troquei duas vezes de pneus, duas vezes de pastilhas de travão e duas vezes os rolamentos da roda traseira. Dois conjuntos de pastilhas de travão em 4000 km's. Importa referir que a primeira troca de penus não está relacionada com o desgaste dos mesmos, mas porque optei por trocar os pathfinder 38mm, (que vêm montados de série), pelo mesmo modelo de pneu, mas em medida 42mm, uma troca que aconselho, pois os 42mm oferecem uma proteção deroda muito maior e não comprometem a capacidade roladora. Pneus Specialized Pathfinder 42mm., substituíram os 38mm. A transmissão encontra-se num estado de desgaste alto, embora continue a funcionar perfeitamente. O SRAM Rival mecânico surpreende de forma positiva. Transmissão Sram Rival mecânica encontra-se num estado de desgaste médio. CRUX - Gravel de competição ou viagem? A Specialized Crux é uma bicicleta de gravel com uma geometria mais orientada para o "Gravel Racing" do que propriamente para o "Gravel Bickepaking". Embora não seja tão confortável como outras gravel de geometria mais descontraída, não a acho desconfortável, aliás, encaixo perfeitamente na bicicleta e sou capaz de fazer longas horas de pedalada sem desconforto no final. Fotografia: Eduardo Campos É verdade que há bicicletas mais confortáveis, mas com a CRUX dá para fazer de tudo um pouco, e é para mim uma bicicleta viciante, quanto mais pedalamos nela mais queremos pedalar. Viagem e BikePacking Coloquei-a à prova numa viagem de dois dias ao Alentejo, nos quais fiz cerca de 170 km's em cada dia. Pedalei entre 7 a 8 horas por dia (com a bagagem da fotografia em baixo) e fiquei muito satisfeito com o desempenho desta bicicleta de geometria competitiva neste tipo de utilização. Viagem de dois dias em modo Bikepacking O único ponto menos positivo que lhe aponto quando passamos mais de 5 horas a pedalar é o facto de ter umas fitas de guiador demasiado finas, que nestas ocasiões tornam a experiência menos confortável. É algo que se resolve facilmente trocando as fitas que vêm montadas de série por outras de maior espessura. Viagem de dois dias em modo Bikepacking O leitor deverá conhecer-se a si próprio, (estado de forma, tipo e regularidade de utilização, zona onde vive, etc.) e escolher a bicicleta que melhor preenche os requisitos para a utilização que lhe quer dar. No meu caso, gosto da Specialized Crux porque é muito ágil para as voltas do dia-a-dia, perfeita para fazer eventos de gravel quando quero colocar um andamento mais rápido, simples nas suas linhas, na manutenção e depois, (embora não seja o seu ponto forte), desenrasca-se muito bem quando queremos colocar-lhe umas bolsas e partir à aventura. https://youtu.be/2lVMPyGaqak Vídeo: Lisboa - Montemor-o-Novo - Lisboa Eventos Gravel e competição A agilidade e rapidez são mesmo o seu ponto forte, fiz vários eventos de gravel com ela e quando queremos andar rápido nas estradas de terra é quando ela revela todo o seu potencial. Fotografia: Eduardo Campos É leve e tem uma maneabilidade fantástica. É uma flecha a subir e não compromete a descer, embora admita que já experimentei bicicletas de gravel muito mais estáveis a descer do que a Crux, que exige um pouco mais de técnica da parte do piloto em descida. Fotografia: Eduardo Campos Vídeo do evento de gravel em Cabeça Gorda, Beja https://youtu.be/fWgVeTE9NMY Upgrades futuros Até à data em que escrevo este texto para vocês, ainda não fiz qualquer upgrade à bicicleta, toda a utilização relatada neste texto foi feita com a bicicleta tal como vem de fábrica (exceto os pneus). Embora não esteja inteiramente decidido, estou seriamente a ponderar colocar um grupo de transmissão eletrónico e de prato duplo (ou mono prato e 12 velocidades), juntando a esta atualização um par de rodas de estrada para lhe dar uma utilização como bicicleta de estrada. Na minha opinião este modelo é aquele tipo de Gravel Bike que encaixa perfeitamente neste conceito, (duas bicicletas numa só), pois tanto as linhas como a geometria do quadro, são mais próximas de uma bicicleta de estrada do que de uma bicicleta de BTT (ao invés de outras gravel, que têm geometria mais próxima da bicicleta de BTT do que da de estrada). Rio Douro, conselho de Freixo de Espada à Cinta - Fotografia: TopCycling.pt Para ter um bom desempenho como bicicleta de estrada, o prato duplo parece-me importante, porque lhe dará o desenvolvimento que um único prato não lhe permite com uma rodas de estrada, e, por sua vez, não lhe retira a capacidade nas subidas íngremes de terra batida. No entanto é um conceito que nunca testei, será uma novidade e poderá acarretar algumas surpresas imprevistas. Se o fizer, voltarei a escrever para vocês, partilhando a experiência de forma sincera. Podes ver as especificações completas, o preço e disponibilidade do modelo testado aqui no site da marca: www.specialized.com/pt Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tirreno Adriático - João Almeida termina em 2.º da geral no grande triunfo de Roglic João Almeida (UAE Emirates) terminou na 2.ª posição da geral do Tirreno Adriático, em dia de coroação para Primoz Roglic (Jumbo-Visma), grande vencedor da prova. Tal como se previa a sétima e última etapa da prova não trouxe novidades nos principais lugares da geral. Na última semana foi possível ver o grande regresso de Roglic à competição, depois de uma longa ausência por lesão, sendo que a última prova em que tinha competido oficialmente foi a Vuelta 2022, prova que não viria a terminar devido a uma queda sofrida. João Almeida consegue grande resultado O ciclista português de 24 anos termina como 2.º da geral, a 18 segundos de Roglic, enquanto que Tao Geoghegan Hart (INEOS) ficou no último lugar do pódio com 23 segundos de atraso. Com este resultado João Almeida iguala a melhor prestação de um ciclista português nesta prova, marca obtida por Acácio da Silva em 1985. Esta foi sem dúvida uma grande prestação para João Almeida, em que além do 2.º lugar da geral, conquistou ainda a camisola da juventude. Duelo de aquecimento para o Giro Muito provavelmente aquilo que se assistiu ao longo da última semana, foi um aquecimento para o Giro 2023, objetivo assumido por Roglic e a Jumbo-Visma, tal como por Almeida e UAE Emirates. Quando faltam já poucas semanas para a grande volta italiana, as prestações de Roglic e João Almeida no Tirreno Adriátiáco permitem antever um duelo intenso no Giro, a que logicamente outras estrelas se juntarão. Jasper Philipsen venceu última etapa Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), foi o primeiro a cortar a meta na última etapa da prova, ao completar os 154 quilómetros percorridos em San Benedetto del Tronto com o registo 3:32.36 horas. O ciclista belga de 25 anos Philipsen impôs-se no ‘sprint' final a Dylan Groenewegen (Jayco AlUla) e a Alberto Dainese (DSM), respetivos segundo e terceiro classificados. Nelson Oliveira termina em 30.º da geral Nelson Oliveira (Movistar) termina também a sua participação no Tirreno Adriático num honroso 30.º lugar da geral, depois de uma semana em que, tal como falámos diariamente, trabalhou muito e bem para o seu líder Enric Mas, que terminou em 6.º da geral. Aos 34 anos, Nelson Oliveira demonstrou estar a atravessar um bom momento de forma, sendo um elemento muito ativo dentro do pelotão e muito importante na missão da Movistar. Queda levou ao abandono de Pidcock O último dia de Tirreno Adriático ficou ainda marcado pela queda e consequente abandono de Thomas Pidcock (INEOS). Um incidente preocupante para ciclista britânico de 23 anos, quando faltam seis dias para a a clássica Milão-Sanremo, prova em que Pidcock já tinha revelado o objetivo de conseguir uma boa classificação. Por agora resta aguardar para perceber quais as sequelas que a queda lhe poderá ter provocado. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=9cTP6664lO4 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01Jasper Philipsen Alpecin-Deceuninck03:32:3602Dylan Groenewegen Team Jayco-AlUla+ 0003Alberto Dainese Team DSM+ 0004Phil Bauhaus Bahrain Victorious+ 0005Simone Consonni Cofidis+ 0006Giacomo Nizzolo Israel-Premier Tech+ 0007Jordi Meeus BORA-hansgrohe+ 0008Clément Russo Team Arkéa-Samsic+ 0009Luca Colnaghi Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 0010Fernando Gaviria Movistar Team+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma28:38:5702Joao Almeida UAE Team Emirates+ 1803Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 2304Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 3405Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 3706Enric Mas Movistar Team+ 4107Mikel Landa Bahrain Victorious+ 5608Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 5709Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 01:1010Thibaut Pinot Groupama-FDJ+ 01:11 Até para o ano Tirreno Adriático Caí assim o pano sobre a edição 2023 do Tirreno Adriático!Foram sete dias de bom ciclismo, numa das principais provas deste início da temporada, facto comprovado pelo bom lote de atletas em competição. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tirreno Adriático, etapa 6 - João Almeida sobe a 2.º da geral em nova vitória de Roglic João Almeida (UAE Emirates) subiu hoje ao 2.º lugar da geral do Tirreno Adriático, depois de mais uma etapa ganha por Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Roglic segue já no terceiro dia consecutivo a vencer, depois de completar os 193 quilómetros de hoje na ligação entre Osimo Stazione a Osimo, com o registo de 04:49:17 horas. A estrela da Jumbo-Visma superiorizou-se no ‘sprint’ final a Tao Geoghegan Hart (INEOS) e João Almeida (UAE Emirates). João Almeida contraria críticos da Volta ao Algarve João Almeida contrariou hoje os críticos que após a Volta ao Algarve lhe apontavam falta de capacidade para atacar, ou para impor um ritmo elevado na frente de uma corrida. João Almeida foi mesmo o grande destaque da etapa de hoje. O ciclista português de 24 anos ‘destruiu’ o pelotão ao impor um ritmo forte na fase final da corrida, teve uma postura de ataque assumindo a corrida e procurando a vitória. Fotografia: Sprint Cycling Agency Além do ritmo forte que impôs integrou ainda o grupo final de cinco ciclistas que discutiram a etapa no ‘sprint’ final, sendo o terceiro elemento a cortar a meta apenas atrás de Roglic e Tao Geoghegan Hart. João Almeida está a subir de forma e aquilo que fez hoje confirma que além dos índices físicos, a sua confiança também está a subir. João Almeida garantiu após o final da etapa estar satisfeito com aquilo que tem sido a sua prestação até este momento da prova. Ele [Roglic] está super-forte, o que não é uma surpresa. Estou satisfeito com a minha semana. Claro que queríamos vencer, mas podemos estar felizes com o pódio. Fizemos tudo o que podíamos”. João Almeida (UAE Emirates) Roglic lidera geral, João Almeida à espreita Roglic lidera a classificação geral com 18 segundos de vantagem para João Almeida, segundo classificado e com 23 segundos de Tao Geoghegan Hart, que ocupa assim o último lugar do pódio. Roglic parece destinado a vencer a presente edição da prova italiana, enquanto que João Almeida, em vésperas de disputar a última etapa, tem tudo para terminar no pódio. Nelson Oliveira mantém-se firme no seu papel Nelson Oliveira, o outro português em prova, foi hoje 34.º classificado, a 2.29 minutos do vencedor, depois de mais um dia muito firme naquele que é o seu papel.   O ciclista português de 24 anos continua a trabalhar muito e bem para Enric Mas, líder da formação espanhola. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=y0gd9lgQcT0 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma04:49:1702Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 0003Joao Almeida UAE Team Emirates+ 0004Enric Mas Movistar Team+ 0005Mikel Landa Bahrain Victorious+ 0006Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 0307Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 0908Michael Woods Israel-Premier Tech+ 0909Tom Pidcock INEOS Grenadiers+ 2010Wout van Aert Jumbo-Visma+ 20 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma25:06:2102Joao Almeida UAE Team Emirates+ 1803Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 2304Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 3405Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 3706Enric Mas Movistar Team+ 4107Mikel Landa Bahrain Victorious+ 5608Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 5709Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 01:1010Thibaut Pinot Groupama-FDJ+ 01:11 Derradeira etapa é já amanhã Faltam 154 quilómetros para o final da presente edição do Tirreno Adriático. Para amanhã, domingo e último dia da prova, o pelotão tem uma etapa com um traçado simples, que em situação normal não provocará alterações na classificação geral. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Boonen responde à Colnago O ex-ciclista profissional Tom Boonen, que num podcast de uma canal belga havia dito que as bicicletas Colnago não eram tão desenvolvidas como outras e prejudicavam Tadej Pogacar (ver nosso artigo aqui), reagiu à resposta da Colnago. Assim como noticiámos, os responsáveis da Colnago haviam reagido ao episódio, esclarecendo que não tinham qualquer queixa por parte das equipas UAE apoiadas pela marca e desafiando Tom Boonen a testar as suas bicicletas. A "novela da semana" continua, pois agora Tom Boonen reagiu nas suas redes sociais, pedindo desculpa pela forma como as suas palavras foram interpretadas. A super estrela belga pediu desculpas a Ernesto Colnago (fundador da marca italiana) e à marca de bicicletas. Numa publicação do seu Instagram, Tom Boonen escreveu: “Quando era um jovem ciclista, sonhava em um dia vencer o Paris Roubaix em uma Colnago.” É uma pena não ter tido a chance de pedalar numa das suas bicicletas. Para mim a Colnago representa paixão e legado. Parte-me o coração ter escolhido mal as palavras quando respondi às afirmações do Dirk no nosso podcast. #meaculpa Não tenho nada além de respeito pela família Colnago e sua marca.” Tom Boonen No mesmo post, Boonen colocou uma fotografia de Johan Museeuw a vencer o Paris-Roubaix de 1996 numa Colnago (venceu 3 no total), acompanhado de mais dois colegas da equipa Mapei (actual estrutura da Quick-Step, equipa onde Boonen fez quase toda a sua carreira). Parece assim terminar a "novela da semana", no momento em que escrevo este artigo a Colnago ainda não voltou a responder, contas feitas, a marca foi noticiada e falada por todo o mundo pelo facto de Tom Boonen ter feito estas afirmações e no final, saem a Colnago e o podcast do Sporza a ganhar com a publicidade feita pelo belga. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tirreno Adriático, etapa 5 - João Almeida mantém 3.º da geral, mas há novo líder João Almeida segurou hoje o 3.º lugar na geral, após a vitória de Primoz Roglic na 5.ª etapa do Tirreno Adriático. Foi mais um dia em que o forte vento se fez sentir em solo italiano, obrigando o pelotão a cuidados redobrados em várias zonas da etapa ´rainha’ da prova. Primoz Roglic (Jumbo-Visma) confirmou as boas indicações deixadas no dia de ontem, voltando hoje a conquistar a etapa, num ‘sprint’ final que contou com a presença de vários candidatos à vitória na prova. O ciclista esloveno de 33 anos completou os 165,6 quilómetros da ligação entre Morro d’Oro e Sarnano-Sassotetto com o registo de 4:38.32 horas, superiorizando-se a Giulio Ciccone (Trek-Segafredo), e a Tao Geoghegan Hart (INEOS), respetivos segundo e terceiro classificados. Roglic começa a demonstrar forte determinação em se manter como uma das principais estrelas da formação neerlandesa. Depois de uma longa ausência devido a lesão, Roglic está a ter um regresso prometedor à competição. Em cinco etapas de Tirreno Adriático conta com duas etapas conquistadas e acaba de assumir hoje a liderança da geral, com quatro segundos de vantagem sobre o anterior líder Lennard Kämna (BORA-hansgrohe), seguindo-se depois João Almeida a 12 segundos. João Almeida volta a terminar entre os melhores O ciclista português de 24 anos voltou a exibir-se em bom plano, discutindo a etapa até final, figurando entre os melhores, terminando na 8.ª posição, com o mesmo tempo do vencedor. Com este resultado João Almeida continua no pódio da geral, mantendo todos os cenários em aberto, em vésperas de uma etapa que promete ser decisiva para as contas finais da prova, isto numa altura em que veste de branco, por liderar a classificação da juventude. Nelson Oliveira efetuou trabalho notável Houve mais um ciclista português em destaque durante a etapa de hoje, Nelson Oliveira. O ciclista português da Movistar efetuou um trabalho notável, liderando o pelotão durante largos quilómetros, impondo um ritmo elevado, conseguindo provocar um enorme desgaste em vários adversários que acabaram por ceder. Aos 34 anos, Nelson Oliveira está num bom momento de forma. O trabalho que hoje desenvolveu em prol da sua equipa, principalmente para Enric Mas, perspetiva uma boa época para o português, que é um dos escudeiros do líder da equipa. Depois do enorme trabalho, Nelson Oliveira terminou a etapa na 55.ª posição, a 5.50 minutos de Roglic e ocupa agora o 43.º posto da classificação geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=PmyezAcjGBY Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma04:38:3202Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 0003Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 0004Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 0005Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 0006Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 0007Mikel Landa Bahrain Victorious+ 0008Joao Almeida UAE Team Emirates+ 0009Damiano Caruso Bahrain Victorious+ 0010Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 00 Top 10 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma20:17:1402Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 0403Joao Almeida UAE Team Emirates+ 1204Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 1705Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 1906Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 1907Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 2108Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 2209Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 2410Enric Mas Movistar Team+ 31 Sexta etapa promete ser decisiva Amanhã, sábado, o pelotão terá pela frente a sexta e penúltima etapa da prova que efetuará ligação entre Osimo Stazione a Osimo, num traçado com um total de 193 quilómetros, que conta com cinco subidas categorizadas, três delas num circuito final. Este promete ser um dia decisivo para as contas finais da presente edição do Tirreno Adriático, com os principais candidatos à vitória final a terem que jogar todos os trunfos de forma a partir para a última etapa de domingo já em posição privilegiada. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Domenico Pozzovivo, com 40 nos, assina pela Israel - Premier Tech O ciclista italiano Domenico Pozzovivo, de 40 anos, estava sem equipa até há poucos dias, quando foi anunciado pela equipa israelita onde militam corredores como Chris Froome, Giacomo Nizzolo e Jakob Fuglsang. Domenico Pozzovivo, que na temporada passada correu na Intermarché – Wanty, vem acrescentar experiência e boas prestações quando o terreno inclina. O pequeno trepador foi oitavo classificado na última Volta a Itália e já venceu etapas na Volta à Catalunha e na Volta à Suíça. A idade é apenas um número Tal como foi escrito no comunicado que a equipa emitiu no anúncio da sua contratação.  A sua motivação e determinação em continuar a treinar durante a pré-temporada, na esperança de encontrar uma nova equipa, tiveram agora resultado com a assinatura de contrato por uma temporada na Israel – Premier Tech. ”Apesar da sua idade avançada, provou que ainda tem muito para dar. Vai reforçar a nossa equipa no Giro e nas clássicas italianas. Estamos ansiosos pela temporada que vai fazer.” disse o dono da Israel – Premier Tech, Sylvan Adams. “É bom juntar-me a uma equipa que está contente pelos difíceis meses a treinar sem contrato terem dado fruto, mas ao mesmo tempo está a começar a ganhar forma para uma excelente temporada. Começa um pouco mais tarde que o habitual, mas com a mesma motivação.” - declarou o corredor italiano. A sua estreia pela nova equipa vai ser na prova por etapas italiana “Settimana Internazionale Coppi e Bartali” e os objetivos passam por voltar a estar nos dez primeiros da Volta a Itália, bem como noutras corridas e em algumas clássicas italianas como a Volta à Lombardia. Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tirreno Adriático, etapa 4 - João Almeida sobe a 3.º da geral após vitória de Roglic Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o vencedor da 4.ª etapa do Tirreno-Adriático, num dia em que João Almeida (UAE Emirates) subiu ao 3.º lugar da geral do Tirreno-Adriático. O ciclista português de 24 anos, foi 8.º classificado na etapa, registando o mesmo tempo do vencedor. Fotografia: Sprint Cycling Agency O ciclista esloveno, e uma das principais estrelas da Jumbo-Visma voltou às vitórias após um longo período de ausência da competição devido a lesão, completando os 218 quilómetros da ligação entre Greccio e Tortoreto com o registo de 5:00.04 horas. Dentro do grupo da frente, Roglic foi, sem sombra de dúvidas, o que aparentou maior frescura física, garantindo uma vitória algo tranquila, superiorizando-se a Julian Alaphilippe (Soudal Quick-Step) e a Adam Yates (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. Lennard Kämna novo líder da geral Com o resultado de hoje João Almeida subiu ao pódio da geral, que tem agora Lennard Kämna. (BORA-hansgrohe) como líder. O ciclista alemão de 26 anos lidera a geral com seis segundos de vantagem sobre Roglic que, depois da vitória de hoje, subiu nove posições na geral, é agora segundo classificado, com João Almeida logo ali a apenas oito segundos de Kämna. Wout van Aert e Thomas Pidcock sofreram uma queda Wout van Aert (Jumbo-Visma), um dos principais favoritos à vitória na etapa de hoje, acabou por provocar uma queda, em que envolveu Thomas Pidcock (INEOS), quando faltavam cerca de 5 quilómetros para a meta. https://twitter.com/eurosport/status/1633845691599704068 Após a queda, Van Aert pediu imediatamente desculpa a Pidcock, ciente da culpa que teve no incidente. Aparentemente a queda não causou lesões graves, uma vez que ambos terminaram a etapa a pedalar tranquilamente. Nelson Oliveira esteve ativo no pelotão Nelson Oliveira (Movistar) esteve ativo no pelotão, trabalhando para Enric Mas, dando nas vistas quando a 2,5 quilómetros do final, acelerou o rtimo da prova, antecedendo a acesa luta entre os candidatos à vitória final da prova. O ciclista português, foi 51.º classificado na etapa, a 2.24 minutos de Roglic, figurando agora na 40.ª posição da geral, a 2.40 do topo da geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=NxQTY4VoBFY Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma05:00:0402Julian Alaphilippe Soudal Quick-Step+ 0003Adam Yates UAE Team Emirates+ 0004Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 0005Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 0006Enric Mas Movistar Team+ 0007Victor Lafay Cofidis+ 0008Joao Almeida UAE Team Emirates+ 0009Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 0010Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Lennard Kämna BORA-hansgrohe15:38:4602Primoz Roglic Jumbo-Visma+ 0603Joao Almeida UAE Team Emirates+ 0804Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 1305Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 1506Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 1707Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 1808Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 1909Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 2610Enric Mas Movistar Team+ 27 Amanhã é dia de etapa rainha Amanhã, sexta-feira, é dia da etapa ‘rainha’ no Terreno-Adriático, com o pelotão a ter pela frente uma ligação de 168 quilómetros entre Morro d'Oro e Sarnano-Sassotetto. Será, certamente, dia dos principais favoritos à vitória final da prova jogarem mais uma cartada decisiva. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### "Tadej Pogacar seria mais rápido se não tivesse Colnago" - Opinião de Tom Boonen O ex-ciclista profissional belga, Tom Boonen (4 vezes vencedor do Paris-Roubaix, 3 vezes do Tour de Flandres, entre outras grandes vitórias no seu recheado palmarés), disse no Podcast do Sporza, Wielerclub Wattage, que se Pogacar tivesse a bicicleta da Jumbo-Visma, Ineos ou Quick-Step, seria ainda mais rápido. 2016 - Tom Boonen - Paris - Roubaix De acordo com o Tom Boonen e Dirk De Wolf (vencedor de uma Liège-Bastogne-Liège) , que também participa no referido podcast, pedalando numa Colnago Tadej Pogacar está em desvantagem em relação aos adversários. "Se Tadej Pogacar tiver a bicicleta da Jumbo-Visma, Ineos ou Soudal-Quick Step amanhã, os outros não terão hipótese..." Disse Dirk De Wolf Na opinião de Tom Boonen, embora a Colnago tenha evoluído nos últimos anos, é uma bicicleta "da velha guarda" e ainda não está tão evoluída como as outras 4 ou 5 marcas de topo. "Entre os 5 principais fabricantes não existe muita diferença, mas quando comparamos esses cinco com os 10 fabricantes seguintes, há diferença de qualidade." Acrescentou o experiente Tom Boonen "Estou convencido de que a Colnago vai crescer, mas eles voltaram à estrada recentemente... ... quase faliram há alguns anos atrás, tiveram que começar de novo, mas não vais de 0 a 100 num ano na indústria de bicicletas." concluiu Boonen.  Recorde-se que apesar de sua longa história, por dificuldades financeiras em 2020 o fundador da empresa Ernesto Colnago, de 88 anos, teve que vender a sua participação maioritária ao fundo de investimento Chimera Investments LLC, que tem sede em Abu Dhabi. Colnago reage Entretanto os responsáveis da Colnago reagiram ao episódio, que foi noticiado em vários meios da imprensa internacional. A marca italiana desafiou Tom Boonen a ir testar as suas bicicletas e solicitou uma conversa pública, abordando os dados que fundamentem a afirmação de que Pogacar seria cerca de 2km/h. mais rápido noutra bicicleta. Depois esses dados terão que ser comparados com os dados aerodinâmicos da Colnago V4Rs, lançada recentemente, acompanhada de dados e valores aerodinâmicos conseguidos em testes no túnel de vento, divulgados no "white paper" (documento descritivo da bicicleta, no qual além de Tadej Pogacar, consta também João Almeida). De acordo com o CEO da Colnago, Nicola Rosin, a marca não tem qualquer feedback negativo por parte da equipa UAE Team Emirates ou da UAE Team ADQ em relação às bicicletas fornecidas para ambas.  “As performances do UAE Team Emirates são uma prioridade de alto nível para a Colnago. Consequentemente, investimos milhões de euros e muito tempo no desenvolvimento das suas bicicletas”, disse o CEO da Colnago, Nicola Rosin.  Nicola Rosin adiantou ainda que a marca trabalha lado a lado com a UAE TEam Emirates e UAE Team ADQ, primeiro para entender o que os ciclistas pretendem e depois para garantir que lhes seja fornecido o que desejam. Segundo o CEO da Colnago os ciclistas da equipa estão altamente satisfeitos com o equipamento que lhes tem sido entregue. Tadej Pogacar e o fundador da marca, Ernesto Colnago Tadej Pogacar corre com Colnago desde o ingresso na UAE Team Emirates, em 2019, antes disso corria na equipa eslovena da Ljubljana Gusto Xaurume, que utilizava bicicletas Gusto. Tadej Pogacar assume a liderança do Paris-Nice, após vencer a etapa 4 com superioridade. Os resultados de Tadej Pogacar com as bicicletas Colnago são conhecidos em todo o mundo e por enquanto, deitam por terra qualquer teoria acerca da "lentidão" das bicicletas da marca italiana com o seu desempenho na estrada, onde continua a deixar a comunidade do ciclismo boquiaberta. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tirreno-Adriático - etapa 3 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) venceu hoje, ao ‘sprint’, a terceira etapa do Tirreno-Adriático. Depois do segundo lugar na etapa anterior, hoje, o ciclista belga de 25 anos foi o mais forte do dia, completando os 216 quilómetros da ligação entre Follonica e Foligno com o registo de 5:19.08 horas, superiorizando-se em cima da linha da meta a Phil Bauhaus (Bahrain-Victorious), e a Biniam Girmay (Intermarché-Circus-Wanty), respetivos segundo e terceiro classificados. Portugueses resistiram ao vento e mantêm lugar na geral Filippo Ganna (INEOS), mantém-se como líder da geral, com João Almeida (UAE Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar) a manterem a distância para a liderança, depois de uma etapa em que conseguiram resistir ao forte vento se fez sentir na parte final do percurso, chegando integrados no pelotão. João Almeida encontra-se em 6.º da geral, a 41 segundos de Ganna, enquanto que Nelson Oliveira está um pouco mais atrasado, a 49 segundos, sendo 12.º.   Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=e53VzmM5uFM Top 10 etapa POSPAÍSCICLISTA - EQUIPATEMPO01Jasper Philipsen Alpecin-Deceuninck05:19:0802Phil Bauhaus Bahrain Victorious+ 0003Biniam Girmay Intermarché-Circus-Wanty+ 0004Matteo Moschetti Q36.5 Pro Cycling Team+ 0005Simone Consonni Cofidis+ 0006Wout van Aert Jumbo-Visma+ 0007Edward Theuns Trek-Segafredo+ 0008Dylan Groenewegen Team Jayco-AlUla+ 0009Fabio Jakobsen Soudal Quick-Step+ 0010Jordi Meeus BORA-hansgrohe+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSCICLISTA - EQUIPATEMPO01Filippo Ganna INEOS Grenadiers10:38:0902Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 2803Magnus Sheffield INEOS Grenadiers+ 3004Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 3405Thymen Arensman INEOS Grenadiers+ 3906Joao Almeida UAE Team Emirates+ 4107Andreas Leknessund Team DSM+ 4108Casper Pedersen Soudal Quick-Step+ 4709Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 4810Alexey Lutsenko Astana Qazaqstan Team+ 48 Etapa de amanhã promete provocar mexidas na geral A 4.º etapa de amanhã, contempla um total de 218 quilómetros entre Greccio e Tortoretto, num traçado que termina com uma inclinação até à linha da meta, e que contempla três passagens em circuito, fator que tem tudo para provocar mexidas na classificação geral. Veremos se assim será! Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tirreno-Adriático - etapa 2 Fabio Jakobsen (Soudal Quick-Step) foi o destaque do dia na segunda etapa do Tirreno-Adriático, após uma vitória ao ‘sprint’. O ciclista neerlandês de 26 anos completou os 210 quilómetros da ligação entre Camaiore e Follonica com o registo de 5:06.33 horas, superiorizando-se mesmo em cima linha da meta a Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), segundo classificado do dia, enquanto que o fecho do pódio ficou para Fernando Gaviria (Movistar). Filippo Ganna mantém liderança na geral Filippo Ganna (INEOS) mantém-se como líder da geral, com 28 segundos de vantagem sobre Lennard Kämna (BORA-hansgrohe), e 31 para Magnus Sheffield (INEOS), respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida e Nelson Oliveira terminaram integrados no pelotão Os portugueses em prova, João Almeida (UAE Emirates)  e Nelson Oliveira (Movistar) terminaram a etapa de hoje integrados no pelotão, mantendo-se ambos no top 15 da geral. João Almeida encontra-se no  6.º posto da geral a 41 segundos de Ganna, enquanto que Nelson Oliveira figura no 12.º lugar, a 49 segundos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=n873f3EHQlI Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Fabio Jakobsen Soudal Quick-Step05:06:3302Jasper Philipsen Alpecin-Deceuninck+ 0003Fernando Gaviria Movistar Team+ 0004Biniam Girmay Intermarché-Circus-Wanty+ 0005Sebastian Molano UAE Team Emirates+ 0006Phil Bauhaus Bahrain Victorious+ 0007Dylan Groenewegen Team Jayco-AlUla+ 0008Simone Consonni Cofidis+ 0009Jordi Meeus BORA-hansgrohe+ 0010Nacer Bouhanni Team Arkéa-Samsic+ 00 Top 15 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Filippo Ganna INEOS Grenadiers05:19:0102Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 2803Magnus Sheffield INEOS Grenadiers+ 3104Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 3405Thymen Arensman INEOS Grenadiers+ 3906Joao Almeida UAE Team Emirates+ 4107Andreas Leknessund Team DSM+ 4108Casper Pedersen Soudal Quick-Step+ 4709Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 4810Alexey Lutsenko Astana Qazaqstan Team+ 4811Primoz Roglic Jumbo-Visma+ 4912Nelson Oliveira Movistar Team+ 4913Mathieu van der Poel Alpecin-Deceuninck+ 5014Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 5015Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 51 Amanhã é dia de ligação entre Follonica a Foligno Amanhã, 4.ª feira, o pelotão terá pela frente uma longa tirada de 216 quilómetros na terceira etapa da prova que ligará Follonica a Foligno, num traçado que engloba duas contagens de montanha categorizadas. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tirreno-Adriático - João Almeida regista 7.º melhor tempo no contrarrelógio inicial João Almeida (UAE Emirates) terminou hoje o contrarrelógio inicial de mais uma edição do Tirreno Adriático no 7.º posto, com Filippo Ganna (INEOS) a ser o mais rápido do dia. Para a jornada inaugural desta conhecida prova italiana, o pelotão teve pela frente um contrarrelógio de 11,5 quilómetros, que ficou marcado pelas condições adversas que se fizeram sentir na região de Lido di Camaiore, fator que condicionou o rendimento de alguns ciclistas que foram obrigados a cuidados redobrados para não colocar a segurança em causa.   Filippo Ganna foi o grande destaque do dia, com uma vitória incontestável, com o registo de 12:28 minutos, 28 segundos mais rápido Lennard Kämna (Bora-hansgrohe) segundo classificado. A fechar o pódio ficou Magnus Sheffield, seu companheiro de equipa na INEOS, com 31 segundos de atraso. João Almeida exibiu-se em bom plano O ciclista português, João Almeida fez o 7.º melhor tempo do dia, ficando a 41 segundos de Filippo Ganna, naquele que se pode considerar um bom registo, ficando melhor posicionado que alguns dos principais favoritos à vitória final na prova. Dentro da UAE Emirates, João Almeida foi apenas superado por Brandon McNulty, que conseguiu a 5.ª melhor marca do dia. Nelson Oliveira com bom registo em dia de aniversário Houve outro português em bom plano no arranque da prova, falamos de Nelson Oliveira (Movistar). Em dia de aniversário, o 34.º, Nelson Oliveira registou o 13.º melhor tempo do dia, a 49 segundos do vencedor, confirmando, uma vez mais a sua apetência nesta especialidade. Nelson Oliveira ficou apenas alguns centésimos abaixo do tempo do regressado Primoz Roglic (Jumbo-Visma), 12.º classificado do dia. Sorte diferente teve o seu colega de equipa, Wout van Aert, uma das desilusões do dia, ao terminar apenas no 44.º posto da geral. Importa referir que Van Aert saiu para a estrada numa fase em que a chuva marcou forte presença, condicionando assim a prestação da estrela belga. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=r88plFK4mTw Top 15 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Filippo Ganna - INEOS Grenadiers12:2802Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 2803Magnus Sheffield - INEOS Grenadiers+ 3104Michael Hepburn - Team Jayco-AlUla+ 3305Brandon McNulty - UAE Team Emirates+ 3406Thymen Arensman - INEOS Grenadiers+ 3907Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 4108Andreas Leknessund - Team DSM+ 4109Casper Pedersen - Soudal Quick-Step+ 4710Wilco Kelderman - Jumbo-Visma+ 4811Alexey Lutsenko - Astana Qazaqstan Team+ 4812Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 4913Nelson Oliveira - Movistar Team+ 4914Mathieu van der Poel - Alpecin-Deceuninck+ 5015Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 50 Para terça-feira segue-se uma longa tirada Amanhã, terça-feira, sai para a estrada a segunda etapa, que reserva uma longa tirada de 210 quilómetros na ligação entre Camaiore e Follonica, num percurso que engloba uma contagem de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### SHIMANO CUES - O novo ecossistema altamente compatível A Shimano anunciou lançou o Shimano Cues, uma nova abordagem à sua linha de componentes de gama média. Segundo a marca este novo sistema foi desenvolvido a partir do zero e facilita a experiência de compra de bicicleta. A tecnologia LINKGLIDE da SHIMANO CUES tem como objectivo oferecer componentes mais suaves, mais resistentes, e padronizar a compatibilidade através de uma vasta gama de categorias. Shimano Cues: Simplicidade para lojas e utilizadores A Shimano consolidou a gama de componentes de 9, 10 e 11 velocidades com componentes intermutáveis, incluindo roldanas de desviador comuns, rodas dentadas e correntes, permitindo assim que as necessidades de inventário das lojas sejam reduzidas e o processo de manutenção para bicicletas de nível médio seja simplificado. Versatilidade Através da Shimano Cues, a marca afirma ter a linha de componentes mais compatível e versátil de sempre, ao abandonar o modelo tradicional de tecnologia trickle-down e concentrar as atenções nas necessidades do ciclista regular. O alinhamento apresenta um espaçamento unificado das rodas dentadas através do sistema de transmissão de 9, 10 e 11 velocidades, para que os componentes possam ser misturados numa gama mais vasta de grupos de utilizadores e estilos de ciclismo. Durabilidade A tecnologia de transmissão mais resistente da Shimano, a SHIMANO LINKGLIDE, tem como objectivo prolongar a vida útil global de um componente e proporcionar uma experiência de transmissão de mudança suave, tanto para bicicletas analógicas como elétricas. Com dentes de cassete mais altos e mais grossos este sistema proporciona uma área de superfície adicional, atenuando a probabilidade de a corrente saltar. Para além disso, as forças da pedalada são distribuídas para evitar o desgaste prematuro, devido a mudanças por parte de ciclistas principiantes. Especificações do produto Consolida o sistema de transmissão de 9, 10, e 11 velocidades da SHIMANO num ecossistema unificado de componentes. Componentes concebidos especificamente para o ciclista regular para melhorar a compatibilidade e versatilidade em toda a gama. Componentes compatíveis utilizados em todos os sistemas de transmissão para reduzir a complexidade geral e criar uma clara compatibilidade entre os grupos de peças. Os componentes selecionados podem ser combinados entre mais grupos de utilizadores e estilos de corrida, abrindo novas possibilidades para combinações de especificações de componentes. Podes ver mais pormenores no site da marca aqui: https://bike.shimano.com/pt Também podes obter mais informações no site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 1.ª Taça de Portugal de XCO 2023 - Melgaço Melgaço recebeu este domingo a 1.ª Taça de Portugal de XCO 2023, com Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) e Mário Costa (AXPO/FirstBike/ Vila do Conde) a serem os mais fortes na categoria elite. Elites masculinos Na categoria masculina Mário Costa (AXPO/FirstBike/Vila do Conde) foi o vencedor, completando a prova em 1h27m39s. Clement Izquierdo (Team Bagnol Jo.we Omega) foi segundo, a 17 segundos. Com este resultado, foi ainda o melhor na categoria sub-23. Christopher Dawson (Dawson Racing) foi terceiro, a 1m03s, seguido de Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos). TOP 10 Elites femininas Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) foi a vencedora, seguida de Constance Valentin (Team VCA Anjos/KTM), que terminou a 53 segundos da portuguesa. Ana Santos (X-Sauce Factory Team) fechou o pódio de elite em terceiro lugar, a 5m35s da vencedora, tendo sido a melhor corredora sub-23 em prova, e Joana Monteiro terminou no quarto posto, sendo a terceira melhor elite. TOP 10 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race by Garmin - Ultima etapa e classificações finais O Oakley Finisher Stage encerrou o 13º edição da Andalucía Bike Race by GARMIN após seis dias de competição, 339 quilómetros e quase 9.500 metros de desnível acumulado. A etapa começou e terminou em Córdoba e teve como destaque a mítica ascensão do El Arrastraculos. Elites masculinos Wout Alleman e Fabian Rabensteiner (Wilier Pirelly Factory) deram o golpe final na corrida ao vencer o esta ultima etapa e obter a vitória na classificação geral, que já estava bem encaminhada antes desta última etapa. Alleman e Rabensteiner fecham esta edição da Andalucía Bike Race by GARMIN com quatro vitórias de etapa e a vitória na classificação geral. A segunda posição conquistada hoje por Morcillo e Drechou também os ajudou a terminar em segundo lugar na classificação geral. Na luta pelo pódio, os italianos Francesco Failli e Riccardo Chiarini (Taddei Factory Team) terminaram em terceiro da geral, depois de terminar em terceiro também na etapa de hoje.Katazina Sosna e Irina Luetzelschwab (Team Torpado BULLS Swiss) também conseguiu manter a liderança, conquistando o segundo lugar no Oakley Finisher Stage para vencer a 13ª Andalucía Bike Race by GARMIN. José Dias terminou com azar, infelizmente o português teve que abandonar a competição por problemas físicos, que já se arrastavam há uns dias. Hoje Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis terminaram no sexto posto da etapa, terminando assim a competição na 7.ª posição da geral. Filipe Francisco e Tomas Visnovsky terminaram hoje na 14.ª posição e terminam em 13.º da geral. Classificação etapa 1-Fabian Rabensteiner - Wout Alleman WILIER PIRELLI FACTORY 01:59:40 2-Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF®-MEGAMO TEAM 01:59:40 3-Francesco Failli – Riccardo Chiarini TADDEI FACTORY TEAM 02:01:51 ... 6-Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis - DMT - BlackJacck 14-Filipe Francisco e Tomas Visnovsky - DMT - BlackJacck Classificação geral final Fabian Rabensteiner - Wout Alleman WILIER PIRELLI FACTORY 14:49:18 Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF®-MEGAMO TEAM 14:58:32 Francesco Failli – Riccardo Chiarini TADDEI FACTORY TEAM 15:59:32 ... 7-Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis - DMT - BlackJacck 13-Filipe Francisco e Tomas Visnovsky - DMT - BlackJacck Elites femininas Lejla Njemcevic e Stefanie Dohrn (Canyon Allebike) saíram para a última etapa à proocura de mexer na classificação geral, mas Sosna e Luetzelschwab conseguiram controlar a corrida e obter a vitória final. A vitória alcançada na última etapa por Njemcevic e Dohrn ajudou-as a consolidar a segunda posição na classificação geral, enquanto Janina Wüst e Txell Figueras (BUFF®-Megamo Team) terminaram na terceira posição do pódio. Classificação etapa Lejla Njemcevic - Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE 02:27:15 Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab EQUIPE TORPADO BULLS SWISS 02:27:27 Txell Figueras – Janina Wüst BUFF®-MEGAMO TEAM 02:30:32 Classificação geral Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab EQUIPE TORPADO BULLS SWISS 18:16:37 Lejla Njemcevic - Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE 18:17:59 Txell Figueras – Janina Wüst BUFF®-MEGAMO TEAM 18:26:05 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=aZBop_jKv6s Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Strade Bianche - Pidcock vence, Rui Costa faz história para o ciclismo nacional Thomas Pidcock (INEOS) foi o grande destaque do Strade Bianche, ao alcançar uma vitória categórica, num dia em que Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) fez história para o ciclismo nacional ao terminar no 4.º lugar da geral. Aos 23 anos, Thomas Pidcock tornou-se no primeiro ciclista britânico a vencer o Strade Bianche, após uma enorme exibição, marcada por um ataque solitário a cerca de 50 quilómetros da meta que deixou a concorrência sem resposta. O ciclista da INEOS completou os 184 quilómetros desta clássica italiana, com o registo de 04:31.41 horas, superiorizando-se em 20 segundos a Valentin Madouas (Groupama-FDJ), e em 22 a Tiesj Benoot (Jumbo-Visma), respetivos segundo e terceiro classificados. Pidcock já tinha confirmado a aposta nas clássicas Creditos: Tim de Waele/Getty Images Pidcock já tinha deixado bem claro que em 2023 iria apostar numa calendarização diferente das temporadas anteriores, dando prioridade às clássicas em detrimento do ciclocrosse. Foi isso mesmo que aconteceu, ao abdicar da defesa do título mundial de ciclocrosse no passado mês de fevereiro, galardão conquistado por Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck), após acesa disputa Wout Van Aert (Jumbo-Visma). A grande vitória de hoje vem demonstrar que o britânico fez a escolha certa, de acordo com os objetivos definidos. Apesar do enorme talento que já comprovou no ciclocrosse, Pidcock parece determinado em apostar cada vez mais na estrada, onde demonstra estar cada vez mais à vontade. "Vai demorar algum tempo para perceber o que foi esta vitória, é incrível! Quando deixei o grupo, embora não fosse esse o plano, percebi que abri um espaço e fui. Honestamente, esta semana tive um bom pressentimento de que hoje podia ser o meu dia". Thomas Pidcock (INEOS) Rui Costa foi 4.º classificado, depois de ter integrado o grupo de perseguição Rui Costa foi terminou hoje num honroso 4.º lugar da geral, fazendo assim história para o ciclismo nacional, ao tornar-se no melhor português de sempre na Strade Bianche. O ciclista português da Intermarché-Circus-Wanty somou mais uma grande prestação, às várias já realizadas neste início de temporada, terminando a 23 segundos de Pidcock, isto depois de ter integrado o grupo perseguidor. Começam mesmo a faltar palavras para descrever este fantástico início de 2023 que Rui Costa está a realizar aos 36 anos de idade. Com o resultado de hoje, o ciclista português alcançou o seu 13.º top 10 da temporada. Observando o momento de forma que atravessa, é caso para dizer, que o 2023 de Rui Costa promete, e muito. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=isKTxml-Fx8 Top 10 final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tom Pidcock INEOS Grenadiers04:31:4102Valentin Madouas Groupama-FDJ+ 2003Tiesj Benoot Jumbo-Visma+ 2204Rui Costa Intermarché-Circus-Wanty+ 2305Attila Valter Jumbo-Visma+ 2306Matej Mohoric Bahrain Victorious+ 3407Pello Bilbao Bahrain Victorious+ 01:0408Romain Grégoire Groupama-FDJ+ 01:1809Davide Formolo UAE Team Emirates+ 01:2310Andreas Kron Lotto Dstny+ 01:35 Nota ainda para Nelson Oliveira (Movistar), que terminou a prova na 35.ª posição, a 2.10 minutos de Pidcock. Já  André Carvalho (Cofidis) foi 112.º, a 18.25 minutos do líder. O Strade Bianche volta em 2024, depois de mais uma edição que prendeu a atenção de milhões de amantes do ciclismo um pouco por todo o mundo, para a prova que é considerado por muitos como o sexto Monumento da temporada. Mas monumentos, oficialmente, só há cinco, ou será que há lugar para mais um? Fica a questão! Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Super arranque de temporada dos portugueses A mais recente atualização do ranking individual da UCI, coloca três ciclistas portugueses no top 100, mais concretamente, João Almeida (46.º), Rúben Guerreiro (66.º) e Rui Costa(88.º). Esta é uma boa oportunidade para refletirmos naquilo que tem sido o grande início de época destes três embaixadores do ciclismo nacional além-fronteiras. João Almeida é aquele de quem mais se espera Aos 24 anos, é um dos líderes da poderosa UAE Emirates. Depois de um 2022 agridoce, em muito, devido à Covid-19, que o obrigou a abandonar o Giro d’Itália, quando parecia ter tudo para terminar no pódio da prova. Agora, em 2023, tudo indica que a receita será muito semelhante à da temporada anterior, com o ‘ataque’ ao Giro como grande objetivo, mas até lá chegar ainda há muito para pedalar. É nesse mesmo sentido que já foi possível ao público português ver João Almeida a competir em solo nacional. Referimo-nos obviamente à 49.ª edição da Volta ao Algarve, em que Almeida partiu para o contrarrelógio final da 5.ª etapa na vice-liderança da prova, terminando depois em 6.º da geral. É certo que muitos esperariam, ou melhor, gostariam de uma vitória final de João Almeida, mas tal como aqui noticiámos, o 6.º lugar na geral, aliado à boa prestação ao longo das etapas mais difíceis da ‘Algarvia’ deixam indicações muito positivas, tendo em conta a fase da temporada e os objetivos traçados pelo ciclista portuguesa e a sua equipa. Rúben Guerreiro já brilha com as novas cores Falando agora de Rúben Guerreiro, aos 28 anos e depois de três temporada de ligação à EF Education, Ruben Guerreiro rumou este ano à Movistar naquela que se está a revelar uma decisão acertada, atendendo ao início de época promissor. Há muito que Rúben demonstra grande potencial, mas nos últimos tempos de EF Education, ele próprio deu sinais de estar algo limitado no seu papel, ou melhor, demonstrou querer mais. É nesse seguimento que surge o seu ingresso na Movistar. Aos 28 anos, Rúben Guerreiro poderá estar numa fase chave da sua carreira e agora é esperado que a formação espanhola lhe dê mais liberdade e confiança já na presente temporada. Ainda há poucos dias Rúben brilhou na 2.ª edição do Gran Camiño, prova que terminou em terceiro lugar e em que foi um dos principais opositores do vencedor da prova, Jonas Vingegaard, a grande estrela da Jumbo-Visma, e vencedor da última edição do Tour. Além disso, antes Rúben já tinha conquistado o Saudi Tour Provas mais que suficientes que mudança de ares fez bem a Ruben Guerreiro que surge em 2023 repleto de confiança, ciente de que poderá vir a alcançar grandes resultados com as cores da Movistar Mudança revigorou Rui Costa Rui Costa, como referimos há poucos dias, no seguimento da sua participação na 11.ª edição da Faun Drôme, clássica francesa que terminou no segundo posto da geral., é um dos grandes destaques neste início de 2023. A nova aventura nos belgas da Intermarché-Circus-Wanty parece ter revigorado o ciclista português de 36 anos, que está a ter um grande início de temporada, acumulando boas prestações nas provas em que participa, sinal disso mesmo a vitória no Trofeo Calvià, a conquista da Volta à Comunidade Valenciana, as boas classificações na Figueira Champions Classic e na Volta ao Algarve e o mais recente 2.º lugar na Faun Drôme. Rui Costa é, indiscutivelmente, um dos grandes destaques deste início de 2023. Depois de seis anos na UAE Emirates, o experiente ciclista português parece ter acertado em cheio nesta mudança para a Intermarché-Circus-Wanty. Créditos: Alessandro Volders / @cyclingmedia_agency Rui Costa está a encaixar muito bem no papel de destaque que a formação belga lhe reservou. Apesar de ainda haver muito para pedalar em 2023, Rui já deu muito à sua equipa nesta temporada. As grandes exibições que está a realizar, com um misto de experiência e inteligência que os 36 anos lhe dão, têm-lhe permitido lutar por bons resultados neste grande início de época. E as grandes voltas? As atenções vão estar centradas também nas três grandes voltas (Giro, Tour e Vuelta). Fazendo uma análise muito sucinta ao que poderá ser a participação portuguesa nesses três grandes eventos, é certo que João Almeida lutará pelo pódio no Giro d’Itália, num objetivo bem claro já assumido pela UAE Emirates. Em relação ao Rúben e ao Rui, estes lutarão certamente pela conquista de etapas, embora nestes dois casos ainda não seja totalmente perceptível qual, ou mesmo quais, as grandes voltas em que irão estar presentes, bem como o papel que lhes será reservado pelas respetivas equipas. Aí, tudo irá depender dos momentos de forma dos ciclistas ao longo da temporada, e da escolhas que a Movistar e a Intermarché-Circus-Wanty irão realizar quanto aos lotes de atletas a apresentar nas respetivas provas. Vamos o ver o que vai acontecer no desenrolar desta temporada, mas, para já o ciclismo português está muito bem representado no panorama internacional. Importa ressalvar em jeito final deste artigo, que falamos diretamente no atual top 100 da UCI, pois fora dele existem outros ciclistas portugueses a realizar igualmente um bom início de temporada, como por exemplo Rui Oliveira (UAE Emirates) e Joaquim Silva (Efapel), entre outros. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Strade Bianche e Paris Nice no Eurosport - Portugueses em ação nestas corridas Este fim de semana, os fãs vão poder acompanhar no Eurosport duas espetaculares corridas que marcam a preparação das equipas para as grandes voltas do calendário. A Strade Bianche e Paris Nice prometem espetáculo. Sábado - Strade Bianche Este sábado realiza-se mais uma edição da Strade Bianche, ou Estradas Brancas, uma das mais bonitas e duras clássicas da temporada realizada em Siena, Itália.  Ao longo de um percurso de 184 quilómetros, os ciclistas terão de superar vários setores de ‘sterrato’, troços de terra batida, que tornam esta corrida única. A meta fica situada na imponente Piazza del Campo, onde se realiza o famoso ‘Palio’ da cidade, uma corrida de cavalos que atrai milhares de espetadores.  Os portugueses André Carvalho, Rui Costa e Nelson Oliveira compõem o trio de ciclistas portugueses em prova num pelotão que conta ainda com estrelas internacionais como Pello Bilbao, Aleksandr Vlasov, Sergio Higuita, Mathieu van der Poel ou Matej Mohoric.  A corrida pode ser vista em direto no Eurosport 2, a partir das 12:50h, com os comentários de Paulo Martins, Olivier Bonamici e Gonçalo Moreira. Ultimos 5 vencedores 2018 - Benoot 2019 - Alaphilippe 2020 - Wout van Aert 2021 - Mathieu van der Poel 2022 - Pogacar Curiosidade - AG2R Citroen corre com calção "de ganga" O Gravel é uma vertente do ciclismo com grande crescimento em todo o mundo e algumas equipas entram no "espírito Gravel", mais descontraído, para a corrida que é uma competição de estrada, marcada pelos sectores de gravilha ou terra batida. A AG2R Citroen de Greg van Avermaet e companhia irá competir com calções de licra, que pelo desenho imitam calções de ganga, evocando o espírito descontraído do Gravel. (Falta a camisa aos quadrados). Transmissão Os fãs vão poder ver igualmente este ano a Strade Bianche feminina, em direto, no Eurosport 2, a partir das 10:30h. Annemiek van Vleuten está de volta para tentar conquistar esta clássica italiana pela quarta vez na carreira. A não perder! Domingo - Arranque da Paris Nice No domingo, arranca a 81.ª edição da Paris-Nice, ou ‘Corrida para o Sol’ como também é conhecida esta corrida por causa do bom tempo que geralmente acompanha a passagem do pelotão do Norte para o Sul. Tal como o nome indica, a Paris-Nice liga estas duas cidades francesas durante oito dias de competição ao longo de cerca de 1200 quilómetros.  Vingegaard VS. Pogacar A luta pela camisola amarela promete ser animada numa edição que conta com a presença dos vencedores da Volta a França Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar.  Rui Oliveira é o único português inscrito na Paris-Nice. Quem vencerá na chegada a Nice dia 12 de março? A resposta pode ser vista diariamente em direto no Eurosport.  O arranque da Paris-Nice pode ser visto este domingo no Eurosport 2, em direto, a partir das 14:10h. Antes, a partir das 12:40, o canal emite em direto uma hora e meia do Grand Prix Jean-Pierre Monseré, na Bélgica.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race By Garmin - Etapa 5 Córdoba recebeu a Skoda Super Stage, o quinto dia da Andalucía Bike Race by Garmin, com pouco mais de 92 quilómetros e quase 2000 metros de acumulado. Elites masculinos Desde o início da etapa os líderes Wout Alleman e Fabian Rabensteiner (Wilier Pirelli Factory) assumiram a frente do grupo sendo seguidos de perto por Enrique Morcillo e Hugo Drechou (BUFF®-Megamo Team), que foram os únicos que se mantiveram até ao final. Depois da boa colaboração entre as duas duplas faltava saber qual delas iria vencer a etapa. A vitória acabou por cair para a dupla da BUFF®-Megamo Team que celebraram a sua primeira vitória nesta edição da competição. Os líderes Alleman e Rabensteiner consolidaram a sua liderança e têm uma margem bastante confortável de 8 minutos sobre os italianos Francesco Failli e Riccardo Chiarini (Taddei Factory Team). Os portugueses tiveram uma etapa bastante sólida e consistente. José Dias chegou na quinta posição com o seu parceiro Hans Becking da BUFF®-Megamo Team, ocupando o mesmo lugar na classificação geral. Tiago Ferreira em conjunto com Andreas Miltiadis (DMT-Blackjack) cortaram a meta na oitava posição. Lugar que ocupam também na classificação geral. Destaque para Filipe Francisco e Tomas Visnovsky (DMT-Blackjack)  que chegaram na décima posição, alcançando a sua melhor prestação nesta Andalucía Bike Race e ocupam o décimo quarto lugar da classificação geral. Classificação Etapa 5 UCI Marathon Series Masculino 1 – Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF-MEGAMO TEAM 03:42:25 2 – Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 03:42:26 3 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 03:45:09 … 5 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 03:45:36 8 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 03:49:15 10 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 03:51:46 Classificação geral UCI Marathon Series Masculino 1 - Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 12:49:37 2 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 12:57:39 3 – Miguel Muñoz – Roberto Bou CANNONDALE VAS ARABAY – 12:58:30 … 5 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 13:00:46 8 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT-BLACKJACK – 13:20:35 14 - Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 13:33:27 Elites femininas Na categoria feminina a dupla que tomou as rédeas da corrida era composta por Stefanie Dohrn e Lejla Njemcevic (Canyon Allebike). A alemã e sérvia chegaram a ter vantagem que superava os dois minutos sobre as líderes Katazina Sosna e Irina Luetzelschwab (Team Torpado BULLS Swiss). Mas acabaram por ser alcançadas na descida levando a discussão da etapa para o sprint. As líderes da classificação geral mostraram ao que vieram e somaram a terceira vitória de etapa nesta Andalucía Bike Race by Garmin. A margem é agora de um minuto e meio para Dohrn e Njemcevic, enquanto que Txell Figueras e Janina Wüst (BUFF®-Megamo Team) perderam algum tempo e estão agora mais afastadas da liderança. Classificação Etapa 5 UCI Marathon Series Feminino 1 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 03:42:25 2 - Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 03:42:26 3 – Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 03:45:09 Classificação geral UCI Marathon Series Feminino 1 – Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 15:49:10 2 – Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 15:50:38 3 - Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 15:55:33 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race by Garmin – Etapa 4 A quarta etapa da Andalucía Bike Race by Garmin foi um contrarrelógio de 31 quilómetros em Villafranca de Córdoba.  Elites Mascullinos Na categoria masculina Wout Alleman e Fabian Rabensteiner (Wilier Pirelli Factory) continuam na liderança da geral com uma forte prestação que lhes valeu a terceira vitória consecutiva em etapas. A dupla da Wilier Pirelli Factory tem uma vantagem de mais de 5 minutos sobre os mais diretos perseguidores na classificação geral, Francesco Failli e Riccardo Chiarini (Taddei Factory Team). O pódio da etapa ficou completo com Enrique Morcillo e Hugo Drechou (BUFF®-Megamo Team), no segundo lugar e com os companheiros de equipa  Hans Becking e o português José Dias no terceiro. A dupla composta pelo português e pelo holandês está no quinto lugar da classificação geral ainda com o pódio em vista. Destaque também para Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis que conseguiram o sexto lugar na etapa e ascenderam ao top-10 da geral, colocando-se na nona posição. Classificação etapa 4 UCI Marathon Series Masculino 1 - Fabian Rabensteiner - Wout Alleman WILIER PIRELLI FACTORY 01:16:34  2 - Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF®-MEGAMO TEAM 01:17:26 3 - José Dias – Hans Becking BUFF®-MEGAMO TEAM 01:17:34 … 6 – Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT-Blackjack 01:18:47 17 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-Blackjack 01:22:23 Classificação geral UCI Marathon Series Masculino 1 - Fabian Rabensteiner – Wout Alleman WILIER PIRELLI FACTORY 09:07:11  2 - Francesco Failli –Riccardo Chiarini TADDEI FACTORY TEAM 09:12:30  3 - Roberto Bou – Miguel Múñoz CANNONDALE VAS ARABAY 09:12:54 … 5 - José Dias – Hans Becking BUFF®-MEGAMO TEAM 09:15:09 9 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT-Blackjack 09:31:19 16 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-Blackjack 09:41:40 Elites Femininas Irina Luetzelschwab e Katazina Sosna (Team Torpado BULLS Swiss) foram as mais rápidas no setor feminino, conseguindo finalmente assumir a liderança da classificação geral.  As líderes até ao dia de hoje, Stefanie Dohrn e Lejla Njemcevic (Canyon Allebike), terminaram no terceiro lugar da etapa perdendo um minuto e meio para as novas líderes. No segundo lugar chegaram Janina Wüst e Txell Figueras (BUFF®-Megamo Team) que lideravam a corrida. A classificação geral continua em aberto e as diferenças mantém-se bastante apertadas entres as 3 duplas do pódio. Classificação Etapa 4 UCI Marathon Series Feminino 1 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS 01:36:38  2 - Txell Figueras – Janina Wüst BUFF®-MEGAMO TEAM 01:38:04 3 - Lejla Njemcevic - Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE 01:38:09 Classificação geral UCI Marathon Series Feminino 1 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS 11:21:02 2 - Lejla Njemcevic - Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE 11:22:34 3 - Txell Figueras – Janina Wüst BUFF®-MEGAMO TEAM 11:23:36 Vídeo resumo https://youtu.be/6e-mNYKU7R0 Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Dentro do autocarro da equipa TREK-Segafredo | Todos os pormenores Durante a Volta ao Algarve 2023, Luís Beltrão entrou dentro do autocarro da equipa World Tour Trek-Segafredo, para mostrar ao público do TopCycling.pt Mais do que o autocarro, neste vídeo mostramos muitos dos procedimentos de uma equipa World Tour, antes e após cada etapa ou corrida, como a reunião, a alimentação, a recuperação feita em viagem, e outros pormenores que os ciclistas têm que fazer antes da chegada ao hotel. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=zkpQIXTsaZA ### Andalucía Bike Race by Garmin - Etapa 3 A terceira etapa da Andalucía Bike Race by Garmin teve nova partida em Jaén e nova vitória de Fabian Rabensteiner e Wout Alleman (Wilier Pireli Factory). Após dois dias duros, os corredores enfrentaram a etapa mais dura e mais técnica da competição. Os 64 quilómetros com mais de 2200 metros de acumulado com subidas duras e descidas técnicas acabaram por “separar as águas” no setor masculino e baralhar as contas no setor feminino. Elites Masculinos Fabian Rabensteiner e Wout Alleman repetiram a receita da jornada anterior, impondo um ritmo forte desde o princípio que os permitiu isolar-se da concorrência. A segunda vitória na competição trouxe também a liderança da geral para a dupla da Wilier Pireli Factory. A pouco mais de 3 minutos dos novos líderes chegava um grupo de 6 duplas encabeçado pelos italianos Francesco Faili e Riccardo Chiarini da Taddei Factory Team. Enrique Morcillo e Hugo Drechou da BUFF-Megamo Team completaram o pódio da etapa. Nesse grupo de 6 duplas chegaram dois elementos portugueses. José Dias chegou na quarta posição com seu parceiro Hans Becking (BUFF-Megamo Team) mesmo à frente de Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis (DMT-Blackjack) que chegaram na quinta posição. Na classificação geral Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis subiram ao décimo primeiro lugar. Já José Dias e Hans Becking mantiveram a sua sexta posição. Classificação Etapa 2 UCI Marathon Series Masculino 1 – Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 03:05:48 2 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 03:08:54 3 – Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF-MEGAMO TEAM 03:08:54 4 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 03:08:56 5 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 03:08:56 … 17 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 03:22:04 Classificação geral UCI Marathon Series Masculino 1 - Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 07:50:35 2 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 07:54:31 3 – Miguel Muñoz – Roberto Bou CANNONDALE VAS ARABAY – 07:55:02 … 6 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 07:57:27 11 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 08:12:32 17 - Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 08:19:16 Elites Femininas Na categoria feminina também houve mudança nas líderes da geral. Stefanie Dohrn e Lejla Njemcevic (Canyon-Allebike) atacaram de bastante longe para vencer a etapa e tornarem-se nas novas líderes da geral com o mesmo tempo de Katazina Sosna e Irina Luetzelschwab (Team Torpado-BULLS Swiss), que foram segundas na etapa de hoje. Txell Figueras e Janina Wüst (BUFF-Megamo Team) terminaram no terceiro lugar na etapa e ocupando o mesmo lugar na classificação geral. Classificação Etapa 2 UCI Marathon Series Feminino 1 - Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 03:54:44 2 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 03:56:03 3 – Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 03:57:27 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=wOEC0VosU_Y Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Etapa 2 Jaén acolheu a segunda etapa da Andalucía Bike Race by Garmin, numa jornada que coincidiu com o Dia da Andaluzia, feriado regional. Num percurso de constante sobe e desce, a etapa ficou marcada pela neve no ponto mais elevado do traçado, El Pincho, a 1367 metros de altitude que coincidia com a linha de meta. Elites Masculinos Nos primeiros quilómetros da etapa, a dupla formada pelo campeão da Europa Fabian Rabensteiner e Wout Alleman (Wilier Pireli Factory) conseguiu abrir um espaço para os mais diretos perseguidores que nunca mais chegou a ser fechado. Na segunda posição cortaram a meta o português Tiago Ferreira e Andreas Miltiadias (DMT-Blackjack), que apesar dos problemas mecânicos do dia anterior, hoje conseguiram demonstrar a boa forma neste início de temporada. Com o mesmo tempo dos segundos classificados, chegaram Francesco Faili e Riccardo Chiarini (Taddei Factory Team). A liderança da geral mantém-se na dupla polaca vencedora da etapa inaugural, Michal Paluta e Pawel Bernas (JBG2 TEAM) que chegaram integrados no grupo que lutou pelo segundo lugar na etapa. No que toca aos outros portugueses, José Dias e o seu par Hans Becking (BUFF-Megamo Team) mostraram consistência e chegaram na quinta posição, o que lhes valeu a subida ao sexto lugar da geral. Filipe Francisco e Tomas Visnovsky (DMT-Blackjack) aproximaram-se do top 10 com o seu décimo segundo lugar. Prestação que lhes permitiu avançar algumas posições na classificação geral. Pódio da etapa e portugueses UCI Marathon Series Masculino 1 – Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 02:12:50 2 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 02:16:39 3 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 02:16:40 … 5 – Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 02:16:41 12 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 02:19:55 Classificação geral UCI Marathon Series Masculino 1 - Michal Paluta - Pawel Bernas JBG2 TEAM – 04:44:28 2 - Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 04:44:47 3 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 04:45:37 … 6 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 04:48:39 15 - Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 04:57:13 Elites femininas Na categoria feminina, as líderes, Janina Wüst e Txell Figueras (BUFF-Megamo Team) partiram com o objetivo de manter a liderança. O que veio a confirmar-se com o terceiro lugar na etapa. As vencedoras do dia foram a lituana Katazina Sosna e a suíça Irina Luetzelshwab (Team Torpado BULLS Swiss) que trocaram de posição com as líderes da geral em relação ao dia anterior. Repetindo o segundo lugar da terceira etapa estiveram Lejla Njemcevic e Stefanie Dohrn (Canyon-Allebike) apesar de terem caído para o terceiro lugar da classificação geral. Pódio da etapa UCI Marathon Series Feminino 1 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 02:45:26 2 - Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 02:47:29 3 – Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 02:48:04 Classificação geral UCI Marathon Series Feminino 1 - Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 05:48:01 2 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 05:48:02 3 – Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 05:49:38 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=jq2p_uViwwo Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Ciclista da Trek-Segafredo, Antonio Tiberi, multado por matar gato O ciclista campeão do mundo de contrarrelógio junior em 2019, António Tiberi, disparou com uma arma de pressão de ar a um gato que andava pela rua. Mais tarde veio a saber-se que o gato tinha sido adotado pelo ministro do Turismo de San Marino, Federico Pedini Amati. O recentemente sétimo classificado na geral do UAE Tour foi condenado a pagar uma multa de 4000 euros, mas há mesmo quem peça que lhe seja retirado o visto de residência italiano em San Marino. Tiberi vive em San Marino pelo facto da carga fiscal ser menor do que em Itália, à semelhança de outros ciclistas e desportistas internacionais. Ao juiz declarou que a sua intenção “era simplesmente medir a capacidade de tiro da arma”. Confessou ter disparado desde a janela da sua casa sobre um gato e, para sua surpresa, acertou: “Tentei acertar num gato e para minha surpresa acertei mesmo. Não tinha intenção de matar o animal, na verdade estava convencido de que a arma não era letal". A arma usada é uma carabina Hatsan BT65 SB Elite (uma arma de pressão de ar). O ministro já informou que pretende levar a cabo esforços para que se retire a autorização de residência ao ciclista da Trek-Segafredo. A equipa da Trek-Segafredo, onde o ciclista italiano atua desde a temporada de 2021, já emitiu um comunicado sobre o assunto: “Tendo em conta a sentença de Antonio Tiberi em San Marino, a Trek-Segafredo está totalmente de acordo com a multa, condena arduamente o ato e o seu responsável, que viola claramente o código de conduta da equipa. A equipa foi previamente avisada do ocorrido e suspendeu imediatamente o Antonio por um mínimo de 20 dias. O corredor vai falhar o Trofeo Laigueglia, o Tirreno-Adriático e a Milão-Torino. Se necessário, a equipa irá tomar outras medidas no futuro. Para juntar à multa imposta em tribunal, a equipa vai doar o salário suspenso a uma organização apropriada para os cuidados, proteção e resgate de animais. A Trek-Segafredo gostava de reiterar o grande desapontamento no comportamento do Antonio. A equipa pretende melhorar os seus ciclistas não só como atletas, mas também como homens e mulheres. A equipa vai trabalhar em conjunto com o Antonio para assegurar que ele se educa a si mesmo e espera que ele dê os passos necessários para demonstrar os seus remorsos e tornar-se numa melhor pessoa.” Esclarece o comunicado Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Novos sapatos Shimano S-Phyre RC903s - Edição especial champanhe A Shimano anunciou o lançamento de uma edição especial de cor champanhe dos seus sapatos de estrada Shimano S-Phyre RC903s, a pensar na pompa dos pódios das Clássicas da Primavera desta temporada. Segundo a empresa japonesa, o novo modelo Shimano S-Phyre RC903s oferece o mesmo desempenho premium e tecnologia de topo dos RC903 mas agora com um design mais brilhante e elegante. Para além da cor renovada, os sapatos RC903s apresentam também novos botões de aperto metálicos Li2, que fazem parte do já existente Sistema BOA Fit. Encaixe De acordo com a Shimano, os botões de aperto rotativo de baixo perfil BOA Li2 amplificam o encaixe dos RC903 e combinam com um novo sistema de laço, que faz com que o sistema de micro ajuste o torne confortável mesmo em movimento. Os novos RC903s apresentam a mesmo calcanhar, mas com uma aparência mais integrada. O formato Dynalast, único da Shimano proporciona uma gama de ajuste expandida para acomodar uma maior variedade de formas e tamanhos de pés. Desta forma, marca apresenta um novo calcanhar estabilizador, seguro e anti-torção que melhora o ajuste e a estabilidade dos pés, mantendo o calcanhar do utilizador no lugar para evitar movimentos durante maiores esforços. Características de destaque Botões de aperto metálicos BOA Li2 Sistema de laço de baixo perfil Parte superior de couro com microfibra leve e respirável Calcanheira segura estabilizadora anti-torção Encaixe de biqueira refinado Especificações e preço Peso: 225g. (tamanho 42) Cor: Champanhe Tamanhos padrão: 36, 37 - 47 em meios tamanhos, 48 Tamanhos grandes: 36, 37 - 47 em meios tamanhos, 48 Preço sugerido pelo fabricante: €379.95 Podes ver todas as especificações, as gamas e preços aqui no site da marca: https://bike.shimano.com/pt-PT Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### NOVA Specialized Tero X A marca americana lançou hoje a nível mundial a nova Specialized Tero X, uma bicicleta elétrica altamente versátil, com capacidade de carga tanto para o dia a dia como para a aventura. As bicicletas eléctricas de montanha versáteis e com capacidade de carga não é um segmento onde a Specialized tenha expressão, mas atenta à dinâmica e evolução do mercado, a marca decide apostar num novo modelo que chega ao mercado com argumentos fortes. A Specialized pretende com este modelo ter uma bicicleta de qualidade, versátil e acessível no preço (no panorama das biclcetas elétricas), comparativamente com as marcas concorrentes. À plataforma do modelo já existente, Specialized Tero, adicionaram suspensão traseira e alguns acessórios conferem à bicicleta maior polivalência, pensada de origem para poder acomodar guarda lamas e alguma capacidade de carga. A suspensão traseira é caracterizada por um mono pivot, que isola o peso extra da carga do funcionamento da suspensão. Além disso, ao ser desenvolvida de raíz para ter guarda lamas, este não interfere com o funcionamento da suspensão. Os guarda-lamas têm 65mm. e permitem a utilização de pneus 2,35. Motores Na Suíça, onde se encontra o centro de desenvolvimento "Turbo" da Specialized e onde desenvolvem todos os motores da marca, os engenheiros adaptaram as unidades 2.0 e 2.2 já existentes noutros modelos como a Turbo Levo ou Turbo Kenevo, à nova Tero X. Motores Specialized 2.0 e 2.2 incorporados no quadro. Sem novidade neste aspecto, tratam-se dos motores Specialized 2.0 e 2.2 incorporados no quadro de alumínio da Tero X, que segundo a marca quadruplica a potência do ciclista, gerando ampla potência para facilitar o trabalho nas subidas mais íngremes. O motor ganha maior ênfase neste modelo pois além de auxiliar simplesmente a capacidade do ciclista, fornece o músculo extra necessário para carregar o equipamento de trekking, o material para acampar, lanches de fim de semana, ou as compras para casa sem suar. O Suporte da Tero X tem capacidade para carga até 20kg's. de peso A Specialized anuncia até seis horas de tempo de condução assistida em modo "ECO", mas quem tem experiência com bicicletas elétricas sabe que a autonomia vai depender dos modos de assistência utilizada e do percurso. Característica importante em qualquer bicicleta elétrica, principalmente se tem um peso entre os 26 e 27 kg's. como a Tero X, é o facto das suas baterias serem facilmente removíveis para carregamento separadamente da bicicleta. Sistema TCT Mastermind Assim como em outros modelos elétricos da Specialized, também a Tero X tem este sistema. O MasterMind é um ecrã totalmente personalizável que revela todas as informações relevantes sobre a tua volta, permitindo o ajuste em tempo real dos níveis de potência da assistência elétrica no guiador. Tem um calculador de autonomia integrado, com o qual o utilizador pode maximizar a autonomia e tempo de volta. Sistema anti-roubo A Specialized equipou esta bicicleta com o sistema "Turbo Lock", um recurso desenvolvido para deixar os ladrões de bicicleta infelizes. Acionado através da aplicação Mission Control fácil de usar, o Sistema Turbo Lock desativa efetivamente o motor da bicicleta enquanto ativa um alarme de sensor de movimento. Espigão telescópico, guarda lamas e iluminação de série Atendendo ao publico e objectivos desta bicicleta, que são a aventura e versatilidade para o dia a dia, a Specialized coloca de origem em todos os modelos Tero X, guarda-lamas, iluminação até 1.000 lúmenes de potência do farol e uma luz traseira sensível à velocidade disponível que aumenta o brilho de 11 para 22 lúmenes quando a desaceleração é detetada e ainda o espigão telescópico. O espigão telescópico, além das vantagens já conhecidas em terrenos e descidas técnicas, é colocado porque a marca obteve por parte de muitos utilizadores, o feedback de que este acessório também ajuda na entrada e saída da bicicleta. Disponibilidade e preços A nova Tero X pode ser adquirida on-line ou nas lojas representantes. Podes ver as várias gamas, os preços e disponibilidade aqui no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race by Garmin | Etapa 1 Começou esta segunda-feira a 13ª edição da Andalucía Bike Race by Garmin. A primeira etapa teve como local de partida e de chegada, Torredelcampo, na província de Jaén. O percurso de 48 quilómetros era de dificuldade elevada, pelos mais de 1800 metros de acumulado com passagem na Serra de Jamilena e no Cerro de Santa Ana. A chuva e nos sítios mais altos, a neve, dos dias anteriores foi um acréscimo na dificuldade do percurso provocando várias quedas e avarias durante a corrida. Elites Masculinos No setor masculino, a vitória foi para a dupla polaca, Michal Paluta e Pawel Bernas da JBG2 Team, que foram durante várias temporadas profissionais em equipas de ciclismo de estrada. A pouco mais de um minuto chegaram Francesco Faili e Riccardo Chiarini da Taddei Factory Team. O pódio foi completado pela dupla espanhola, Miguel Muñoz e Roberto Bou da equipa Cannondale Vas Arabay. O melhor português na etapa foi José Dias da equipa Buff-Megamo Team, que faz dupla com Hans Becking e concluíram a prova na sétima posição. Filipe Francisco e Tomas Visnovsky (DMT- Blackjack)  ficaram-se pela 19ª posição e Tiago Ferreira em conjunto com Andreas Miltiadis perderam bastante tempo devido a uma avaria do cipriota. Pódio categoria masculina e portugueses Etapa 1 UCI Marathon Series Masculino 1 - Michal Paluta - Pawel Bernas JBG2 TEAM – 02:27:47 2 - Francesco Failli - Riccardo Chiarini TADDEI FACTORY TEAM – 02:28:57 3 - Miguel Muñoz – Roberto Bou CANNONDALE VAS ARABAY – 02:29:15 … 7 – Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 02:31:57 19 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 02:37:17 38 – Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 02:46:56 Elites Femininas No setor feminino, Txell Figueras e Janina Wüst (Buff-Megamo Team) lideraram a corrida desde os primeiros quilómetros e conseguiram vencer a primeira etapa da Andalucía Bike Race à frente de Lejla Njemcevic e Stefanie Dohrn (Canyon Allebike) e de Katazina Sosna e Irina Luetzelschwab (Team Torpado BULLS Swiss). Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=KrNGzTdYOSQ Pódio categoria feminina Etapa 1 UCI Marathon Series Feminino 1 - Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 02:59:57 2 - Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 03:02:09 3 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 03:02:52 Por: Tomás Martis Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Rui Costa perto da vitória em Faun Drôme Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) terminou a 11.ª edição da Faun Drôme no segundo posto da geral. O ciclista português de 36 anos brilhou na clássica francesa, que teve como vencedor Anthony Perez (Cofidis), que completou os 191,5 quilómetros com o registo de 4:57:26 horas, 1.11 minutos mais rápido que Rui Costa. Se por um lado Perez teve uma chegada à meta tranquila, já a luta pelo segundo lugar, essa foi bem mais mexida, sendo decidida ao ‘sprint’ por um restrito lote de quatro ciclistas que integravam a perseguição ao líder. Rui Costa integrava esse lote e garantiu o segundo lugar, ao superiorizar-se mesmo em cima da linha meta a  Andrea Bagioli (Soudal-QuickStep), que ficou assim com último lugar do pódio. Top 10 final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Anthony Perez - Cofidis04:57:2602Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 01:1103Andrea Bagioli - Soudal Quick-Step+ 01:1104David Gaudu - Groupama-FDJ+ 01:1305Quinn Simmons - Trek-Segafredo+ 01:1306Mattias Skjelmose Jensen - Trek-Segafredo+ 01:3407Georg Zimmermann - Intermarché-Circus-Wanty+ 01:3808Simon Clarke - Israel-Premier Tech+ 01:4109Corbin Strong - Israel-Premier Tech+ 01:4310Dorian Godon - AG2R Citroën Team+ 01:48 Rui segue de vento em popa Rui Costa continua de vento em popa nesta nova aventura nos belgas da Intermarché-Circus-Wanty. O ciclista português está a efetuar um grande início de temporada, acumulando boas prestações nas provas em que participa, prova disso mesmo a vitória no Trofeo Calvià, a conquista da Volta à Comunidade Valenciana, as boas classificações na Figueira Champions Classic e na recente Volta ao Algarve. Rui Costa é, aos 36 anos de idade, um dos grandes destaques do início da temporada 2023. Será que já está no pico de forma? Ainda é cedo para perceber isso, mas uma coisa é percetível, Rui Costa está a aproveitar o estatuto de destaque que a Intermarché-Circus-Wanty lhe reservou, algo a que já não estava habituado após seis anos de UAE Emirates. Para nós portugueses e amantes do ciclismo, o melhor mesmo, será assistir a este grande momento de um dos principais ciclistas portugueses dos últimos anos com muito orgulho e ao mesmo tempo esperançosos que o melhor ainda esteja para vir, afinal de contas, o Rui conhece muito bem algumas das principais etapas das grandes voltas, por isso, sonhar não custa!   Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rúben Guerreiro garante pódio no Gran Camiño Rúben Guerreiro (Movistar) fechou a sua participação no Gran Camiño com um honroso terceiro lugar na geral. O ciclista português de 28 anos foi um dos principais opositores de Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), que conquistou a prova de forma categórica, vencendo as três disputadas, (depois do cancelamento da ronda inaugural devido às más condições climatéricas registadas nesse dia). Créditos imagem: Tim de Waele/Getty Images Rúben Guerreiro partiu para o contrarrelógio final de hoje na vice-liderança desta 2.º edição do Gran Camiño, depois de ter terminado as duas etapas anteriores precisamente nessa posição. O contrarrelógio acabou por ditar a perda dessa posição para Jesus Herrada (Cofidis), baixando para um honroso terceiro posto da classificação geral, a 2.48 minutos de Vingegaard, depois de três bons dias por terras galegas. Ingresso promissor na Movistar Aos 28 anos e depois de três temporada de ligação à EF Education, Ruben Guerreiro rumou este ano à Movistar naquela que parece ter sido uma decisão acertada, atendendo a este início de época promissor. Além terceiro lugar de hoje na 2.ª edição do Gran Camiño o ‘cowboy de pegões’ (alcunha de longa data que lhe é reconhecida), tinha iniciado a temporada 2023 com a conquista do Saudi Tour. A mudança de ares fez bem a Ruben Guerreiro que surge em 2023 repleto de confiança, ciente de que poderá vir a alcançar grandes resultados com as cores da formação espanhola da Movistar. Classificação final POSPÁISNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard Jumbo-Visma08:16:5502Jesus Herrada Cofidis+ 02:3103Ruben Guerreiro Movistar Team+ 02:4804Attila Valter Jumbo-Visma+ 02:5305William Barta Movistar Team+ 03:0106Lukas Nerurkar Trinity Racing+ 03:3007Simon Geschke Cofidis+ 03:3908David De La Cruz Astana Qazaqstan Team+ 03:4009Joaquim Silva Efapel Cycling+ 03:4410Ruben Fernandez Cofidis+ 03:53 Classificações completas aqui disponíveis. Joaquim Silva mais um ciclista português em destaque Joaquim Silva (Efapel) foi outro dos portugueses em destaque ao terminar dentro do top 10 final. Aos 30 anos, o ciclista português da Efapel terminou num meritório nono lugar da geral, isto depois de ter efetuado um surpreendente contrarrelógio, 13.º melhor tempo, marca que permitiu subir quatro posições na geral. Um merecido prémio para um dos bons e consistentes ciclistas existentes no pelotão nacional. Como balanço desta 2.ª edição do Gran Camiño fica na memória a inequívoca demonstração de qualidade de Jonas Vingegaard, e para nós portugueses o orgulho em ver a bandeira nacional figurar duas vezes no top 10 final da prova, devido às boas prestações de Rúben Guerreiro e Joaquim Silva. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Omloop Het Nieuwsblad - Dylan van Baarle já vence pela Jumbo-Visma, Rui Oliveira top 10 Dylan van Baarle venceu hoje a Omloop Het Nieuwsblad, a primeira clássica da temporada. O neerlandês, estreia-se a vencer pela Jumbo-Visma. Arnaud De Lie foi o segundo, Christophe Laporte o terceiro e o português Rui Oliveira termina no TOP 10. Foi a 40 quilómetros do final que se efectivou o corte no pelotão que deu origem à fuga da qual sairia o vencedor da corrida, na qual estavam nomes importantes como Jonathan Milan, Florian Vermeersch, Dylan Van Baarle e Mathis Le Berre. https://twitter.com/OmloopHNB/status/1629485682178531328 Kevin Geniets e Jasper Stuyven fizeram a perseguição, seguidos posteriormente por Nils Eekhoff, Rui Oliveira, Jan Tratnik e Brent Van Moer. Dylan van Baarle foi "descarregando" os companheiros de fuga um por um, à medida que as subidas foram surgindo no percurso, o ultimo a resistir foi Mathis Le Berre, que não teve pernas no Kapelmuur, penúltima dificuldade do percurso antes do Bosberg. Aos 30 anos de idade, Dylan Van Baarle acabou por vencer a Omloop Het Nieuwsblad, cortando a meta a solo e estreando-se a vencer pela Jumbo-Visma, depois de representar a estrutura da Ineos desde 2018. Após vencer em Roubaix e ter sido segundo na Flandres, em 2022, junta mais uma clássica WorldTour ao palmarés. Poderá fazer a dobradinha Omloop-Volta à Flandres, algo que nunca foi conseguido ao longo da história? Rui Oliveira no top 10 O português da UAE Team Emirates confirma, ano após ano, que pode vencer uma clássica! Na Omloop, Tim Wellens fez uma boa corrida, tentou dar caça a Dylan Van Baarle, mas foi apanhado pelo grupo perseguidor na reta da meta. Integrado no pelotão, Rui Oliveira lançou o sprint e fechou nos 10 primeiros, um feito histórico já que é a primeira vez na carreira que conclui uma clássica WorldTour no top 10. Foi uma corrida muito dura, das clássicas mais duras que já fiz, houve um ritmo muito forte logo a partir do quilómetro 60/70 de corrida, com muito vento e as equipas a tentarem partir a corrida, como foi o caso Jumbo. Estive sempre bem mas um corredor caiu à minha frente a cerca de 10 quilómetros do Molenberg, que era um dos pontos importantes da corrida e foi um desgaste enorme a tentar recuperar. Acabei por conseguir e por entrar num bom grupo, tive liberdade para fazer a minha corrida apesar do Tim [Wellens] estar na frente. No sprint estive perto do top 5, mas em cima do risco de meta ainda fui passado por alguns corredores. Apesar de tudo estou muito satisfeito pois é o meu melhor resultado numa corrida destas características e ao fim de quatro anos no WorldTour consegui demonstrar o meu valor, já procurava isto há muito tempo e não quero ficar por aqui. Rui Oliveira em declarações ao TopCycling Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=WITdm-ewDBY TOP 10 final POS.PaísEquipaTempo01Dylan van Baarle Jumbo-Visma04:54:4902Arnaud De Lie Lotto Dstny+ 2003Christophe Laporte Jumbo-Visma+ 2004Alexander Kristoff Uno-X Pro Cycling Team+ 2005Tom Pidcock INEOS Grenadiers+ 2006Davide Ballerini Soudal Quick-Step+ 2007Nils Politt BORA-hansgrohe+ 2008Andrea Pasqualon Bahrain Victorious+ 2009Rui Oliveira UAE Team Emirates+ 2010Sep Vanmarcke Israel-Premier Tech+ 20 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### iGPSPORT IGS 630 e acessórios - Review completa A iGPSPORT é uma marca criada no coração em Wuhan- China, fundada em Setembro de 2012. A empresa desenvolve tecnologia, hardware, dispositivos de treino e serviço de dados para o desporto. Testámos durante 2 meses, o iGS630 e alguns dos acessórios da marca chinesa, para quem não tiver paciência de ler o restante, adiantamos que não se trata somente de uma marca mais barata (até porque não é assim tão mais barata), mas sim de um equipamento que revelou ser completo, de fácil utilização e com qualidade. Vídeo No vídeo Luís Beltrão faz o "Unbox" mostrando todo o equipamento, assim como o teste, falando e mostrando a experiência de utilização. https://www.youtube.com/watch?v=yq2Fex-W3PU&t= O dispositivo IGS 630 Entre os vários ciclo computadores disponíveis no catálogo da iGPSPORT, o IGS 630 é o equipamento topo de gama da marca. Revelou-se um equipamento fácil de usar, capaz de satisfazer as necessidades tanto de ciclistas principiantes (pelo preço), como de experientes, visto que apesar do preço ser 219,00€, possui uma variedade de recursos bastante completa, como o ecrã a cores, navegação, conectividade com vários sensores, pontenciómetros, telefone (permite ver notificações no ecrã do equipamento), ou rolos de treino. O ecrã Apesar de ser um topo de gama, a iGPSPORT ainda não aposta no ecrã tátil (tal como a Wahoo por exemplo), sendo a navegação entre os menus feita através de seis botões, facilmente identificáveis. Não considero isto um ponto negativo, ou falta de ter esta característica, visto que a experiência com ecrãs táteis neste tipo de equipamentos em tempo de chuva não é positiva. O tamanho de 2.8 polegadas é suficiente para visualizar bem até 10 campos de informação, podendo alguns desses campos ser apresentados em gráficos e com cores que permitem distinguir bem a diferente informação. Quando ligado, o ecrã principal do iGS630 apresenta seis opções principais de menu e três temas disponíveis para alterar a aparência. O equipamento suporta até oito perfis de utilizador, quatro já definidos, nos quais o nome pode ser alterado (Estrada, Gravel, BTT, etc.), havendo opção de adicionar mais quatro. Design e características de topo Sinceramente, se o equipamento não tivesse na parte frontal o logotipo da iGPSPORT, quando o seguramos e premimos os botões é facilmente confundido com um Garmin ou Wahoo, nota-se robustez e qualidade no toque dos botões e o ecrã de 2,8 polegadas nada fica a dever à concorrência. Outras características interessantes são a autonomia anunciada da bateria, até 35 horas e o encaixe no suporte "tipo Garmin", estilo um quarto de volta, que permite que o equipamento seja utilizado inclusive noutros suportes deste género. Dentro da caixa do equipamento também é fornecida uma película de proteção do ecrã, um acessório prático e que não encontramos noutras marcas de referência. Banda Cardíaca A banda cardíaca está ao nível de uma topo de gama de outras marcas de referência. Bastante leve, minimalista e confortável. A sincronização com o dispositivo é rápida e simples. Adapta-se perfeitamente ao corpo, não se nota a sua presença quando estamos em pleno exercício e não descai do local onde é colocada. A banda cardíaca da iGPSPORT está ao nível de uma Garmin ou Wahoo. Navegação Testei a navegação em em duas situações, numa primeira vez na zona onde costumo pedalar, carreguei um percurso habitual e vi como o equipamento fazia corretamente a navegação, notei-o eficiente, apesar de o estar a utilizar numa zona que conheço. Decidi levar o iGPSPORT para o evento Gravel Challenge de Albufeira, um evento de 2 etapas que são feitas em navegação. Numa zona desconhecida e pedalando mais rápido, muitas vezes em percurso fora de asfalto, notei algumas limitações se o compararmos com outros equipamentos de referência, nomeadamente, o facto de demorar (um pouco mais que outros) em actualizar e dar indicações de viragem, faltar alguma informação de trilhos quando em fora de asfalto. No entanto, não ficamos perdidos, ele cumpre a função de navegar. Créditos imagem: Eduardo Campos Assim como noutros equipamentos deste género, o iGS630 permite que carreguemos percursos com ficheiros GPX diretamente no equipamento, através da ligação com cabo USB ao computador, ou carregando na aplicação da IGS e depois passando desta para o equipamento. (Ver vídeo). Não testei fazer um percurso na própria aplicação, mas foi simples carregar os percursos que tinha no computador. Em navegação, assim como noutros equipamentos de topo, é possível ter na página da rota de navegação e mais alguns ecrãs à escolha do utilizador. Quando estás a pedalar, o percurso selecionado aparece como uma linha azul na visualização do mapa. A navegação curva a curva é mostrada como setas esquerda/direita e uma sobreposição de distância conforme nos aproximamos do ponto de viragem.  Se já utilizaste anteriormente a opção de redirecionamento (no caso de saíres da rota do percurso), sentirás falta dessa opção, pois o iGS630 apenas mostra uma seta vermelha para te ajudar a encontrar o o ponto mais próximo da tua rota.  A aplicação IGS Bem como outras marcas, a iGPSPORT desenvolveu a aplicação da marca para auxiliar o interface com o equipamento, controlar o desenvolvimento do treino, ou carregar percursos. A aplicação está disponível no tanto no Google Play para o sistema Android, como na App Stores para o sistema IOS da Apple. Pelo que soube na partilha de mensagens com outros seguidores do Topcycling, a antiga aplicação era um "tendão de Aquiles" da marca, pois não oferecia um bom emparelhamento com outras aplicações como o Strava e os telemóveis. Esta aplicação é mais recente e aparentemente foi bastante melhorada, porque esse emparelhamento faz-se de forma simples com o telefone. Somente tive algumas dificuldades em sincronizar com o Strava, tive que desemparelhar do telefone e voltar a emparelhar para, à segunda tentativa consegui a sincronização com o Strava. Na aplicação, os últimos treinos realizados e a progressão ao longo da semana ou mês, são constantemente apresentados, dando de forma rápida a informação e "noção" da evolução do utilizador nesse período. Poderá não ser uma aplicação tão refinada com outras mas apresenta os dados suficientes tanto para um ciclista principeante como para um experiente. De realçar ainda que além do Strava, a aplicação está preparada para fazer uma fácil sincronização com o Trainigpeaks, permitindo extrair os treinos para o IGS 630, deixando-os prontos a ser utilizados no terreno. Restantes acessórios Tanto o suporte, como a capa de silicone, sensores de velocidade e de cadência revelam ser acessórios ao nível dos melhores do mercado. A sincronização dos sensores é bastante simples e complementam a informação para quem deseja fazer um treino mais completo (Ver vídeo). A melhorar Não sei se será justo apontar pontos menos bons neste equipamento, tendo em conta o preço dele e o que já oferece, ainda assim deixo algumas observações sobre o que na minha opinião pode ser melhorado. A aplicação (apesar de melhorada e útil), não está tão desenvolvida como a do "gigante" Garmin, a falta da opção de emparelhamento bluetooth com luzes, ou a falta de redirecionamento para o percurso (no caso de sair dele) quando estamos em modo navegação são coisas de que senti falta relativamente a outros equipamentos de topo. Em navegação, os mapas podem ser melhorados e mais completos em próximas versões. Em asfalto não se nota, mas fora de asfalto nota-se falta de alguns caminhos e trilhos. Veredicto final Em resumo o iGS630 é um ciclo computador GPS com bom preço, mas não se trata só do factor preço, é um produto que apresenta qualidade e altamente configurável.  Se pensas adquirir o teu primeiro ciclo computador, seja para treinar, registar as tuas voltas ou navegar, por pouco mais de €200,00 o encontras no iGS630 um equipamento com características premium, e uma bateria de alta autonomia. A opção dos gráficos e o ecrã a cores oferecem uma informação fácil de ler. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marca de relógios Tudor será cronometrista oficial do Giro de Itália A Tudor vai ser a cronometrista oficial do Giro de Itália e de todas as corridas organizadas pela RCS Sport. O fabricante suíço de relógios de pulso de luxo com sede em Genebra, marca registrada em 1926 por Hans Wilsdorf, fundador da Rolex, aposta forte no ciclismo. A marca de relógios que também patrocina a equipa de Fabian Cancellara vai ser a “dona” do tempo, na primeira das três grandes voltas. O acordo foi anunciado em Milão. A parceria teve início já na Volta aos Emirados Árabes Unidos, o “UAE Tour”, que começou na passada segunda-feira e que irá terminar no próximo domingo, como se pode ver durante a corrida e neste vídeo da organização. https://twitter.com/uae_tour/status/1627961979309592576 Todas as corridas da RCS Sport A parceria envolve todas as corridas organizadas pela RCS Sport como a Strade Bianche masculina e feminina, o Tirreno-Adriático, a Milão-Torino, a Milão-Sanremo, a Volta a Sicília, a Gran Piemonte e o último monumento do ano, a Volta à Lombardia, para além das duas corridas já mencionadas. A Tudor investe forte no mercado italiano, tendo em conta que todas as corridas acordadas se disputam nesse território, à exceção do “UAE Tour”. Estão previstos cinco contrarrelógios onde a Tudor quer ser protagonista. Tudor Pro Cycling Team A marca também está comprometida com o desenvolvimento do ciclismo profissional através da parceria com a Tudor Pro Cycling Team, liderada por Fabian Cancellara e agora com o acordo com a RCS Sport. Durante a Volta ao Algarve o TopCycling pôde constatar o profissionalismo e o rigor, mas também a boa disposição do Staff da equipa Pro Team. No primeiro dia em que estivemos com a equipa conferimos como preparam os abastecimentos e alimentação dos ciclistas para as etapas. https://youtu.be/whERgML8qX0 No segundo dia em que acompanhámos a equipa, fizemos toda uma etapa numa das viaturas da equipa encarregue de fornecer os abastecimentos aos ciclistas durante a corrida. https://youtu.be/PKRp-XfaJKU A equipa compete nas melhores corridas a nível internacional e para além da parceria com a Tudor, tem também o apoio de outras marcas suíças. A Tudor acredita que o toque suíço que dá à equipa Tudor Pro Cycling Team, aliado ao espírito de liderança e à abordagem centrada no ser humano, está destinada a criar a próxima geração de campeões. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Ciclismo em força no Eurosport - As clássicas estão de volta Com a época de ciclismo a ganhar ritmo, esta semana os fãs da modalidade têm boas razões para seguir as transmissões do Eurosport. Ao longo dos próximos dias, o canal desportivo irá emitir a Volta aos Emirados Árabes Unidos, as clássicas belgas Omloop Het Nieuwsblad e Kuurne – Bruxelas – Kuurne, bem como a Volta à Galiza. Diariamente, até domingo, será possível acompanhar em direto toda a ação da Volta aos Emirados Árabes Unidos. A partir das 10:50h, Luís Piçarra e Paulo Martins comentam no Eurosport 2 a última hora e meia de corrida. No domingo será dia de conhecer o grande vencedor da presente edição e saber ainda quem irá suceder a Tadej Pogacar. Sem ciclistas portugueses em prova, surgem como principal foco de interesse a prestação das principais estrelas internacionais do pelotão, casos de Remco Evenepoel, Pello Bilbao, Arnaud Démare, Adam Yates, Tim Merlier ou Dylan Groenewegen. Ruben Guerreiro em prova na 2.ª edição de O Gran Camiño Ruben Guerreiro é um dos nomes fortes para a 2.ª edição de O Gran Camiño, na Galiza, que o Eurosport 2 (12:30h) emite entre os dias 23 e 26 de fevereiro. O ciclista da Movistar começou a temporada em grande força com a sua nova equipa vencendo a Volta a à Arábia Saudita e está apostado em repetir o sucesso. Os ciclistas terão pela frente um total de 553,7 quilómetros, divididos em quatro etapas, três de montanha e um contrarrelógio final em Santiago. No pelotão, Ruben Guerreiro terá a companhia de vários nomes bem conhecidos, sendo de destacar o dinamarquês Jonas Vingegaard, vencedor do Tour de France 2022. Equipas lusas presentes A presença nacional na prova estará ainda reforçada com a presença de quatro equipas lusas: Efapel Cycling, AP Hotels and Resorts Tavira, Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e Rádio Popular – Paredes - Boavista. Sábado é dia da Omloop Het Nieuwsblad No sábado, dia 25 de fevereiro, cumpre-se mais uma edição da Omloop Het Nieuwsblad, (Eurosport 2 às 16:30h) a primeira grande clássica da temporada do World Tour. Partilhamos este vídeo, sublime, do organizador https://www.youtube.com/watch?v=IlZrvfgO3U4 A Omloop liga as cidades de Ghent e Ninove ao longo de 207,3 quilómetros e inclui passagem por troços míticos como o Kerkgate, Jagerij, Zwalm, Haaghoek-Leberg e o Muro de Geraardsbergen, ponto que pode decidir a corrida antes da passagem pelo Bosberg, na parte final. No ano passado, a prova foi ganha pelo belga Wout Van Aert. Agora, para 2023, contará com estrelas do pelotão internacional, como Arnaud de Lie, Jasper Philipsen, Stefan Kung, Alexander Kristoff, Dylan Teuns, Thomas Pidcock ou Matteo Trentin. Os irmãos Ivo e Rui Oliveira da UAE Emirates serão os únicos portugueses em prova. Para o leitor ter a noção de como são importantes as clássicas na Bélgica, partilhamos também o vídeo especialmente feito pela Lotto Dstny, com a convocatória para esta corrida. https://www.youtube.com/watch?v=q3IxR6EIs4E Domingo segue-se a Kuurne – Bruxelas – Kuurne No domingo, 26 de fevereiro, será dia de outra grande corrida, a a Kuurne – Bruxelas – Kuurne, (Eurosport 2 às 14:00h). Apesar de não figurar no circuito do World Tour, a clássica belga caraterizada por conter muitos setores de empedrado, continua a atrair grandes equipas e ciclistas. Fabio Jakobsen é um desses casos e está confirmado, uma vez mais, para tentar repetir o triunfo do ano passado. As clássicas estão de volta e para muitos são a altura mais divertida da temporada de ciclismo, o vídeo da Flanders Classics resume porquê. https://twitter.com/FlandersClassic/status/1628469774236753920 Corridas para todos os gostos em vários cenários para acompanhar ao longo da semana em direto nos canais Eurosport. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### OK ou KO para João Almeida? Devem soar os alarmes na UAE após a Volta ao Algarve de João Almeida? Como será no Giro de Itália? A análise do jornalista Gonçalo Moreira. A melhor notícia da Volta ao Algarve é que o ciclismo está vivo e os aficionados nacionais estão a debater. Sobre performance, tática, opções de carreira. É o efeito João Almeida! Durante o contrarrelógio da Algarvia muitos espetadores escreveram-me preocupados. As expetativas eram altas: desde 2020 que João Almeida não corria no Algarve e o próprio assumiu que ia à prova para tentar ganhar, em entrevista ao TopCycling por altura do Natal. Não ganhou, aliás, chegamos à etapa de Lagoa sabendo que não ganharia: 24 segundos sobre Filippo Ganna – bicampeão mundial de contrarrelógio – era pouca margem. No entanto, o pódio estava ao alcance pela boa subida ao Malhão e por se ter defendido na Fóia. Sem o lesionado Marc Hirschi e já tendo começado com seis (em vez de sete) ciclistas era difícil impor ritmos e assumir a corrida. Mesmo assim, o pódio era possível. Só que João Almeida ficou aquém das expetativas. Há falhas a corrigir? Para isso servem as corridas de preparação. É motivo para alarme? Só se não confiarem no processo desenvolvido ao longo deste ano e meio de trabalho na UAE-Emirates. Conversei com João Almeida que confirmou que fisicamente se tinha sentido bem, que os números tinham sido bons e que já apontava ao Tirreno-Adriático. Há aspetos que me levam a crer que não há motivo de alarme para o Giro de Itália, para o qual parte com menos favoritismo do que Remco Evenepoel e Primoz Roglic, ambos já vencedores de grandes Voltas e teoricamente mais fortes no contrarrelógio. João Almeida está contente com as alterações na bicicleta, tanto na transmissão como nas rodas, considera a máquina mais rápida e fiável. Em Lagoa não teve problemas mecânicos, mas de comunicação com o carro. Podia ter apertado mais porque tinha gás para o fazer e a um corredor inteligente não é preciso apontar o óbvio; para mim isto são boas notícias. Tom Pidcock bateu João Almeida no Alto do MalhãoCréditos: Volta ao Algarve O voltista mais regular da época Este é o mesmo ciclista que em 2022 foi 5º na Vuelta a Espanha e lutou pelo pódio no Giro de Itália até abandonar por Covid. Bastava ter fechado top cinco e João Almeida teria sido o voltista mais regular de 2022 já que só Jai Hindley (1º no Giro e 10° na Vuelta) e Louis Meintjes (7º no Tour e 11º na Vuelta) andaram perto. Parece fácil andar sempre com os melhores… Guardei alguns comentários de espetadores feitos no calor do momento. Henrique84: “Perdeu o bom contrarrelógio individual em prol de quê??” MWM: “Parece-me que o treino para montanha lhe anda a afetar o contrarrelógio.” Miguel: “Acho que a resposta deve estar na troca de equipa. Ainda continuo na mesma opinião quando ele se transferiu para lá iria atrasar a sua progressão. Olha o que o Rui Costa fez quando saiu de lá.” Miguel Albuquerque: “O Gonçalo é generoso com os nossos ciclistas e bem. Mas sejamos realistas, o João leva 2 anos nesta tendência de ir perdendo qualidades, inclusive a ler as corridas. E a equipa parece estar subtilmente a tirar-lhe o tapete. Por este andar vai ter de trabalhar para Formolo no Giro.” Leonardo Pena Simões: “O Gonçalo está conservador há 2 anos, desde q o João saiu da Deucunick, não foi o CRI desta volta ao Algarve apenas a dizer isso. O João tem potencial pra melhorar, mas não vamos inventar desculpas fosse o João de outra nacionalidade e a opinião seria mais assertiva.” Tentarei responder às dúvidas. O que “perdeu” no crono foi ganho aonde? Responde o treinador do atleta, Íñigo San Millán, ao TopCycling: “Tinha visto dados dele… era um corredor que começava explosivo e vimos que em subidas prolongadas lhe custava. Trabalhamos esse aspeto; mesmo que se tenha ressentido um pouco nessa explosividade, no contexto dele de corridas por etapas era imperativo estar com os melhores ou perto deles em subidas de 15, 20 ou 30 minutos. Agora temos que retomar essa explosividade.” Na Volta à Catalunha triunfou pela primeira vez acima dos 2000 metros e na Volta a Burgos ratificou a progressão em subidas longas ao ganhar em Lagunas de Neila… pós-Covid! João Almeida durante o contrarrelógio de Lagoa. Créditos: Sprint Cycling Agency San Millán aponta um aspeto chave na metodologia de treino: a progressão ano a ano. Em termos fisiológicos João Almeida é um predestinado, mas há arestas a limar. No caso dos resultados no contrarrelógio da Quick-Step para a UAE é preciso ter em conta que se o atleta sempre correu com Specialized e troca para Colnago requer um tempo de adaptação, mais ainda quando a “cabra” de 2022 chegou com atraso. Tadej Pogacar ganha de qualquer maneira… mas o esloveno é de outra galáxia. Desde que a equipa foi criada, em 2017, a UAE não venceu qualquer contrarrelógio se excluirmos campeonatos nacionais e resultados obtidos por Pogacar. Por agora, na UAE os resultados no contrarrelógio são inferiores aos obtidos na etapa na Quick-Step. Por outro lado na equipa belga não era tão fiável na alta montanha. O equilíbrio pode chegar em 2023: “Fisiologicamente e metabolicamente os sistemas energéticos subindo uma montanha são iguais aos de fazer um contrarrelógio. Utilizas muito as fibras tipo dois, é um esforço muito glucolítico onde se produz muito lactato e há que oxidá-lo a energia outra vez. É um esforço praticamente idêntico. O João tem suficiente peso para poder fazer um crono razoável sem perder tanto tempo para um corredor grande – por exemplo, Filippo Ganna – e ter peso para a montanha”, explica o chefe de performance da UAE, San Millán. Quanto ao bloco para o Giro, questionei Joxean Matxin, responsável pela parte desportiva da UAE se tinha ficado satisfeito com a prestação da equipa e Matxin reconheceu que quer a equipa mais em linha com a Vuelta. Também reafirma que o líder é João Almeida e para isso estará rodeado por “ciclistas que entendam os 360 graus do ciclismo que é ganhar 48 corridas e ser a melhor equipa do mundo. Isto implica que em certo momento do Giro certos corredores que me dão vitórias têm que estar para o João Almeida”. Joxean Matxin à conversa com João Almeida A filosofia será a mesma: ciclismo total ao estilo Jumbo-Visma, ganhar etapas, geral e o que vier. Só que até agora a UAE não demonstrou a mesma organização dos rivais e sobre isto Rui Costa foi tácito: “A Jumbo trabalha bem porque coletivamente sabia para o que ia. Estruturalmente está bem desenhada porque não prepara um corredor para o Tour, prepara oito ou nove. Na UAE esqueceram-se desse facto, prepararam o Tadej e mais dois, o resto foram uns à Suíça, outros ao Dauphiné.” Na abertura da atual temporada é visível o cuidado da UAE em rodear Pogacar de Rafa Majka, George Bennett, Tim Wellens e Domen Novak. O bloco do Giro sofrerá reajustes, mas João Almeida não é o bicampeão do Tour de France e por isso Jay Vine foi desviado do Algarve para o UAE Tour, objetivo estratégico da equipa. No Giro será o braço direto do português; acredito nisto porque foi o próprio João Almeida e embora a progressão do aussie seja espetacular não acredito que desrespeite a hierarquia da equipa. Além do australiano irão os habituais Diego Ulissi, Davide Formolo e Alessandro Covi; se contarmos com Pascal Ackermann e um lançador totalizamos 12 etapas ganhas na prova. Qualidade sobra, mas falta um trepador e eu gostava de ver Finn Fisher-Black entre os selecionados, mesmo sem ter qualquer grande Volta nas pernas. Também espero que reconsiderem o papel dos gémeos Oliveira; tanto Rui como Ivo são de grande utilidade porque são todo o terreno, rolam forte no plano e controlam a média montanha, tanto são capazes de saltar a ataques como levar um pelotão inteiro à roda e em termos de espírito de grupo são colegas estupendos (entre estágio e Giro são dois meses juntos). Recorro novamente a Íñigo San Millán para concluir. O treinador fala com o atleta quase todos os dias. Há uma entrega total de um ao outro porque só assim o processo funciona. Uma das fases críticas é quando as coisas não saem como o atleta espera. “Gosto de ensinar ao ciclista o como e o porquê. Muitas vezes o corredor tem dúvidas; sabem que têm que fazer uma subida – para serem competitivos – a 6,1 ou 6,2w/kg e ainda estão em 5,9 ou 6,0w/kg… e dizem ‘ainda me falta’… e tu respondes ‘tranquilo João que estamos há uma semana em altitude e em altitude os números são mais baixos’ (…) Há que dar-lhes essa tranquilidade para que confiem no processo. Se não sai bem mudamos ou a mim cortam-me a cabeça.” João Almeida impõe o ritmo em Jabel Jais durante o UAE Tour 2022 Há uma coisa que é importante esclarecer: no jornalismo não deve haver patriotismo. Eu narro uma vitória do Tadej Pogacar com a mesma emoção que quando ganha o Rui Costa, é a proeza em si que me faz subir as pulsações e não o bilhete de identidade. Estando a dois meses do objetivo, criticar o João Almeida agora é precipitado e sentenciá-lo ainda mais. Posso contextualizar melhor a preparação dele do que, sei lá, do Tao Geoghegan Hart. O nível de acesso ao corredor, treinador e diretor é distinto, se fosse o mesmo de certeza que poderia ter explicado melhor porque desde que conquistou o Giro em 2020 o britânico só voltou a ganhar na Comunidade Valenciana este ano... No final de maio veremos se o veredito é OK ou KO para João Almeida. O meu feeling é que a fiabilidade do corredor, aliada à evolução em certos aspetos do treino, lhe vão permitir ocupar um lugar importante na hierarquia do Giro de Itália. ### Specialized lança quadro Tarmac SL7 edição especial "Remco Reign" Em setembro de 2022, Remco Evenepoel fez história com uma Specialized Tarmac SL7 nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada em Wollongong, Austrália. O belga de 22 anos tornou-se o mais jovem Campeão do Mundo nos últimos 29 anos e o quarto ciclista a adicionar um título mundial a uma vitória num Monumento e numa Grande Volta na mesma época. 200 quadros únicos Para comemorar, a Specialized criou 200 quadros Tarmac SL7 "Remco's Reign" numerados individualmente, réplicas da bicicleta entregue a Remco após a sua incrível vitória a solo.  Estes quadros estarão disponíveis apenas em Specialized.com, através do método "Recolha em Loja". Peça de coleção A designer conceptual Elena Aker queria que o desenho tivesse uma qualidade subtil e etérea, da mesma forma com que Remco conquistou o  mundial: "Neste ano, a direção do design do pacote gráfico de Campeão do Mundo concentrou-se no que é necessário para um atleta se destacar e se tornar mais do que apenas um competidor, mas um campeão e uma lenda." O quadro inclui o emblema de Campeão do Mundo no tubo superior. Além disso, o icónico "LEGENDS ARE BUILT NOT BORN" (as lendas constroem-se não nascem) está estampado nas escoras, refletindo o compromisso e o sacrifício que os atletas precisam para conseguir um Campeonato do Mundo. Preço Podes ver as características completas, o preço e inclusive encomendar este quadro aqui, no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Trek Fetch+ | Novas bicicletas elétricas de carga, o futuro da mobilidade urbana A Trek anunciou o lançamento da nova família de bicicletas Fetch+, que inclui dois novos modelos. Esta recente adição à sua gama de bicicletas elétricas e de mobilidade urbana tem como objetivo substituir o carro pela bicicleta, reduzindo a pegada ambiental dos utilizadores. Estas bicicletas elétricas de carga, estão desenhadas para transportar crianças, animais de estimação, mercearias, entre outros. Segundo a TREK, os dois modelos foram concebidos com funcionalidades úteis e que facilitam as viagens, como a unidade de transmissão da gama Bosch Cargo, com o seu sistema inteligente, que permite aos ciclistas utilizarem o seu smartphone como monitor Bosch e centro de informações. Fetch+ Lifestyle photography Ambos os modelos vêm munidos de descansos robustos e fáceis de usar, que mantêm a bicicleta na vertical enquanto esta carrega ou descarrega, e avanços e espigões de selim ajustáveis, para se adaptarem facilmente a cada ciclista. A Nova Fetch+ 2 A Fetch+ 2 é a bicicleta TREK elétrica de carga longtail, com um quadro de bicicleta tradicional que é apenas um pouco mais longo para acomodar melhor duas crianças e carga extra. Dispõe de um porta-bagagens traseiro que pode acomodar dois assentos de criança e pousa-pés, para cobrir a roda traseira. Esta bicicleta elétrica de carga pode também ser equipada com alforges dianteiros e traseiros e guarda-lamas, para uma maior capacidade de carga e para que possa enfrentar todas as condições meteorológicas. Os alforges dianteiros e traseiros e os guarda-lamas estão também disponíveis em quatro opções de cor, que permitem aos utilizadores personalizar as suas bicicletas de acordo com o seu estilo pessoal. Os ciclistas vão poder também optar pelo Pacote Família Trek para adicionar mais funcionalidades, como por exemplo uma barra safari para fixar as mãos, almofadados dos assentos para melhor amortecimento e encostos almofadados para um maior conforto. A Nova Fetch+ 4 A Fetch+ 4 é a bicicleta elétrica de carga da marca norte-americana e apresenta uma caixa dianteira de grande dimensão na qual poderá levar crianças, carga e mais. Fetch+ Lifestyle photography Esta bicicleta é, segundo a TREK, perfeita para substituir o carro e tem a capacidade de levar até cinco crianças e muita carga. Vem com dois assentos já instalados na caixa, que incluem arnês e fivelas para segurança adicional. Também será possível adicionar um banco corrido na dianteira da Fetch+ 4 para aumentar a capacidade de carga ou uma cadeira de criança para os passageiros mais pequenos. A Fetch+ 4 apresenta um robusto sistema de direção por cabo para um melhor manuseamento e para uma navegação mais fácil em curvas apertadas. Para além disso, quando o tempo está mais instável, os ciclistas podem adicionar uma capa, que permite cobrir a caixa dianteira, ficando assim, protegidos da chuva. Os ciclistas vão poder também utilizar o porta-bagagens traseiro MIK HD para instalar uma cadeira de criança adicional ou outros acessórios, como alforges personalizáveis.  As novas bicicletas Fetch+ 2 e Fetch+ 4 estão disponíveis através da rede de distribuidores Trek, podes ver aqui uma loja perto de ti: rede de distribuidores Trek. ### No carro da equipa Tudor Pro Cycling Team - A loucura dos abastecimentos O TopCycling.pt com Luís Beltrão, entrou no carro da equipa Tudor Pro Cycling Team e acompanhou os abastecimentos durante uma etapa da Volta ao Algarve. Todos os pormenores logísticos e a metodologia de trabalho da equipa escalão Pro Team da Suíça para conseguir estar no sítio certo à hora certa durante uma etapa no nosso vídeo. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=PKRp-XfaJKU&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve – Etapa 5 Daniel Martínez (INEOS) é o grande vencedor da 49.ª edição da Volta ao Algarve. O ciclista colombiano de 26 anos é o sucessor de Remco Evenepoel, após o contrarrelógio de 24,4 quilómetros cronometrados, em Lagoa, que se revelaram decisivos nas contas finais da corrida. Stefan Küng (Groupama-FDJ), foi o melhor do dia, com o registo de 29:34 minutos, superirorizando-se a Rémi Cavagna (Soudal-QuickStep), segundo, a quatro segundos, e a Filippo Ganna (INEOS), terceiro, a 10 segundos. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1627331831845605382?s=20 Rémi Cavagna, segundo classificado e uma das surpresas do dia, mostrou-se satisfeito com o primeiro teste da temporada. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1627328905735507970?s=20 Nas contas finais da classificação geral, Daniel Martínez conquisto a mítica ‘Algarvia’ com dois segundos de vantagem sobre Filippo Ganna (INEOS) seu colega de equipa, que foi segundo classificado, enquanto Ilan Van Wilder (Soudal-QuickStep), ficou no último lugar do pódio, a 15 segundos. Dois portugueses no top 10 final João Almeida (UAE Emirates) acabou como melhor português, terminando em sexto lugar da geral, a 40 segundos de Martínez. O ciclista português de 24 anos conseguiu hoje o décimo terce melhor tempo do dia, marca insuficiente para garantir uma melhor posição na geral, quando tudo apontava a isso. Já Rui Costa (Intermarché-Wanty-Circus) fecha o top 10 da geral. Aos 36 anos de idade, Rui Costa confirmou o grande momento de forma que atravessa, deixando uma marca muita positiva nesta 49.ª edição da Volta ao Algarve. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=XpHdqxJi98Y Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Stefan Küng Groupama-FDJ29:3402Remi Cavagna Soudal Quick-Step+ 0403Filippo Ganna INEOS Grenadiers+ 1004Daniel Martinez INEOS Grenadiers+ 1605Tobias Foss Jumbo-Visma+ 2906Thymen Arensman INEOS Grenadiers+ 3207Ilan Van Wilder Soudal Quick-Step+ 4908Bauke Mollema Trek-Segafredo+ 5609Nils Politt BORA-hansgrohe+ 01:0310Rune Herregodts Intermarché-Circus-Wanty+ 01:03 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Daniel Martinez INEOS Grenadiers20:00:2602Filippo Ganna INEOS Grenadiers+ 0203Ilan Van Wilder Soudal Quick-Step+ 1504Tobias Foss Jumbo-Visma+ 2205Stefan Küng Groupama-FDJ+ 2606Joao Almeida UAE Team Emirates+ 4007Tom Pidcock INEOS Grenadiers+ 4808Bauke Mollema Trek-Segafredo+ 4909Magnus Cort EF Education-EasyPost+ 5510Rui Costa Intermarché-Circus-Wanty+ 01:06 Na memória ficam cinco dias de grandes momentos de ciclismo Cai assim o pano sobre mais uma edição desta grande prova que é a Volta ao Algarve. Foram cinco dias de grandes momentos de ciclismo, em que o público português teve a possibilidade de ver alguns dos melhores ciclistas da atualidade a percorrer as estradas nacionais. Em 2024 a Volta ao Algarve atingirá uma marca redonda, com a sua 50.ª edição, prometendo, uma vez mais, mais uns bons dias do melhor ciclismo que há. As estradas algarvias esperam por mais e melhor em 2024! Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve - João Almeida inicia contrarrelógio às 15.11 horas Já está na estrada o contrarrelógio final da 49.ª edição da Volta ao Algarve. Na derradeira etapa da prova algarvia, o pelotão tem pela frente um contrarrelógio de 24,4 quilómetros cronometrados, em Lagoa, que serão decisivos paras as contas finais da corrida. João Almeida que terminou o dia de ontem em terceiro da geral, a sete segundos do líder Thomas Pidcock (INEOS), sairá hoje para a estrada às 15.11 horas. O ciclista português será o antepenúltimo ciclista a sair para a estrada e tem a vitória final da prova em aberto. Embora Pidcock lute pela vitória, as características de João Almeida perspetivam um bom desfecho. Os sete segundos de desvantagem para o líder da geral não são motivo de preocupação para o ciclista português de 24 anos, tendo em conta as caraterísticas da etapa de hoje, em que é normalmente forte. Filippo Ganna (INEOS), embora seja nono da geral, a 31 segundos do líder, é um especialista em contrarrelógio e igualmente um nome a ter em conta também no dia de hoje. Já falta pouco para conhecermos o vencedor final desta 49.ª edição da Volta ao Algarve. Os amantes portugueses da modalidade estão atentos à prestação de João Almeida, acreditando que este poderá suceder a Remco Evenepoel como vencedor da mítica 'Algarvia'. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve - Etapa 4 Thomas Pidcock (INEOS) foi o destaque do dia ao triunfar no alto do Malhão, cumprindo os 177,9 quilómetros da etapa que teve início em Albufeira em 04:28:39 horas. O ciclista britânico de 23 anos conseguiu impor-se no duelo com o português João Almeida (UAE Emirates), que foi segundo do dia, a apenas um segundo, vencendo a quarta e penúltima etapa da 49.ª edição da Volta ao Algarve. Camisola amarela mudou de dono Thomas Pidcock ‘roubou’ assim a camisola amarela a Magnus Cort (EF Education-Easy Post), que hoje cedeu na reta final da etapa, sendo 17.º classificado do dia, com 43 segundos de atraso. Pidcock já tinha avisado que queria vencer uma etapa em solo algarvio, algo que hoje confirmou. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1626980338638397441?s=20 Contas feitas à geral o ciclista britânico é agora líder com cinco segundos de vantagem sobre Ilan Van Wilder (Soudal Quick-Step) e sete segundos para João Almeida (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. Rui Costa cedeu no final e baixou na geral Rui Costa (Intermarché-Wanty-Circus) que partiu para esta etapa como vice-líder da geral, esteve sempre no grupo da frente, mas cedeu nos derradeiros instantes da subida final ao alto do Malhão, sendo assim 11.º do dia, baixando para sexto da geral, a 22 segundos de Pidcock. João Almeida com caminho aberto para conquistar a prova Depois da prestação de hoje, João Almeida parece caminho aberto para conquistar a prova. Embora Pidcock lute pela vitória, as características de João Almeida perspetivam um bom desfecho. Os sete segundos de desvantagem para o líder da geral não são motivo de preocupação para o ciclista português de 24 anos, tendo em conta que amanhã é dia do contrarrelógio final, um tipo de etapa em que é normalmente forte. Centrando atenções nos contrarrelogistas a ter em atenção para amanhã, surge Filippo Ganna (INEOS), embora este seja nono da geral, a 31 segundos do líder, tendo assim João Almeida margem razoável para gerir. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=E_K2p8E7iNw Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tom Pidcock - INEOS Grenadiers04:28:3902Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 0103Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 0504Sergio Higuita BORA-hansgrohe+ 0505Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 1006Daniel Martinez - INEOS Grenadiers+ 1007Oscar Onley - Team DSM+ 1408Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 2009Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 2010Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 2011Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 20 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tom Pidcock - INEOS Grenadiers19:30:1302Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 0503Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 0704Sergio Higuita - BORA-hansgrohe+ 1705Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 2006Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 2207Daniel Martinez - INEOS Grenadiers+ 2208Magnus Cort - EF Education-EasyPost+ 2709Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 3110Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 32 Classificações completas aqui disponíveis. Lagoa será palco do contrarrelógio final A Volta ao Algarve 2023 tem amanhã a derradeira etapa desta 49.ª edição, com os ciclistas a terem pela frente um contrarrelógio individual, com 24,4 quilómetros cronometrados, que serão decisivos paras as contas finais da corrida. Amanhã cumpre-se o último de cinco dias de grandes momentos de ciclismo em solo algarvio, com o cariz especial do público português poder vir a assistir a coroação de um ciclista nacional como o grande vencedor final. Referimo-nos, obviamente, a João Almeida que amanhã vai ter milhares de portugueses a torcer por uma boa prestação. Vamos aguardar pelo desfecho, mas uma coisa é certa, ao longo dos últimos dias a Volta ao Algarve voltou a demonstrar o porque de ser considerada como uma das grandes provas de pré-temporada. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Entrámos na Tudor Pro Cycling Team - Como preparam os abastecimentos dos ciclistas O TopCycling.pt com Luís Beltrão, entrou na equipa Tudor Pro Cycling Team para ver e mostrar como preparam os abastecimentos dos ciclistas para as etapas. Todos os pormenores Que tipo de bebidas isotónicas utilizam Quantidades de hidratos em cada bidom Como fazem os rice cakes caseiros As funções dos massagistas, além de fazer massagens Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=whERgML8qX0&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve - Etapa 3 Magnus Cort (EF Education-Easy Post) voltou hoje a destacar-se na 49.ª edição da Volta ao Algarve, vencendo a etapa e repetido assim o feito de ontem. O ciclista dinamarquês de 30 anos completou os 203,1 quilómetros da ligação entre Faro e Tavira com o registo de 05:05.14 horas, batendo sobre a linha da meta Filippo Ganna (INEOS) e Jordi Meeus (BORA-hansgrohe), respetivos segundo e terceiro classificados. Magnus Cort integrou um restrito lote de quatro atletas, onde estava o português Rui Costa (Intermarché-Wanty-Circus), que assumiram a frente da corrida quando faltavam cerca de 20 quilómetros para o final da etapa, sendo apenas alcançados pelo pelotão já muito perto da meta, fase em que Magnus Cort surpreendeu tudo e todos com um ‘sprint’ vitorioso. Ciclistas portugueses continuam em grande plano Direitos da imagem: Photo News Dentro do pelotão da mítica ‘Algarvia’ são vários os portugueses em bom plano. O maior destaque deste momento recai em Rui Costa. Aos 36 anos continua a realizar um grande início de temporada. Ainda hoje voltou a demonstrar isso, disputando a vitória na etapa até muito perto da meta, prova disso o sétimo lugar obtido. Rui Costa é agora vice-líder da geral, a 18 segundos de Magnus Cort, e com dois segundos de vantagem sobre o terceiro classificado Ilan Van Wilder (Soudal-QuickStep). Centrando agora atenções nos portugueses da UAE Emirates, hoje Rui Oliveira foi sétimo na etapa, enquanto que João Almeida terminou no 42.º lugar, ambos integrados no pelotão, com Almeida a fechar agora o top da classificação geral, a 28 segundos da liderança. Nota ainda de destaque para Iúri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) e Rodrigo Caixas (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), respetivos 21.º e 28.º classificados. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ejDmwErGwUs Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Magnus Cort - EF Education-EasyPost05:05:1402Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 0003Jordi Meeus - BORA-hansgrohe+ 0004Paul Penhoët - Groupama-FDJ+ 0005Valentin Madouas - Groupama-FDJ+ 0006Rui Oliveira - UAE Team Emirates+ 0007Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 0008Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 0009Edward Theuns - Trek-Segafredo+ 0010Lewis Askey - Groupama-FDJ+ 00 Top 10 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Magnus Cort - EF Education-EasyPost15:01:1802Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 1803Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 2004Valentin Madouas - Groupama-FDJ+ 2605Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 2606Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 2607Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 2708Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 2809Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 2810Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 28 Classificações completas aqui disponíveis. Alto do Malhão à vista Amanhã, sábado, disputa-se a 4.ª e penúltima etapa desta 49.ª edição da Volta ao Algarve. Para o dia que antecede o contrarrelógio final em Lagoa, o pelotão terá pela frente uma etapa que se adivinha dura, na ligação entre Albufeiro e o alto do Malhão, num traçado com um total de 177,9 quilómetros, que obrigará os principais candidatos à vitória final a colocar todas as fichas em cima da mesa. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized anuncia manutenção gratuita anual dos amortecedores Brain durante 3 anos A Specialized anunciou que irá oferecer nos próximos três anos um serviço de manutenção gratuita anual a todos amortecedores Brain do modelo Epic das épocas de 2018 a 2023, independentemente da data de compra. Isto irá permitir que os utilizadores realizem o programa de manutenção recomendado para o Brain sem custos. Três anos Três manutenções é a proposta da marca para este serviço gratuito para o utilizador, uma campanha que estará vigente até dia 1 de fevereiro de 2026.  Esta iniciativa vem acrescentar à extensão adicional do plano de Manutenção Gratuita de dois anos do amortecedor Brain Epic MY21, que a Specialized oferecia até agora. Como aceder ao programa de manutenção Para aceder a este programa, a Specialized recomenda que o utilizador registe a sua bicicleta em Specialized.com e mantenha a fatura original de compra. Este documento deve ser incluído com o pedido de serviço apresentado. Esta documentação não é necessária para se aceder à manutenção e pode ser solicitada pelo proprietário original, bem como pelos utilizadores posteriores. Se um amortecedor tiver peças danificadas devido à não realização de manutenção nos intervalos recomendados ou à manipulação, quaisquer peças adicionais necessárias para a manutenção serão da responsabilidade do utilizador. Intervalos de manutenção recomendados Epic MY18/19/20 - Manutenção do amortecedor: A cada 200 horas ou anualmente, o que venha antes. Epic MY21/22/23 - Manutenção do amortecedor: A cada 250 horas ou anualmente, o que venha antes. Podes encontrar mais informações aqui, no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt ### 49.ª Volta ao Algarve - Etapa 2 Magnus Cort (EF Education-Easy Post) foi o mais rápido a alcançar o Alto da Fóia na 2.ª etapa da 49.ª edição da Volta ao Algarve. O ciclista dinamarquês de 30 anos completou os 186,3 quilómetros entre Sagres e o alto da Fóia, em 5:07.05 horas, superiorizando-se no ‘sprint’ final a Ilan Van Wilder (Soudal-QuickStep), que se precipitou nos festejos, e ao português Rui Costa (Intermaché-Circus-Wanty), respetivos segundo e terceiro classificados. Com a vitória de hoje, Magnus Cort é agora o novo camisola amarela da ‘Algarvia’, com quatro segundos de vantagem sobre Van Wilder e seis sobre Rui Costa. Dois portugueses no top 10 No top 10 da classificação geral constam dois ciclistas portugueses, falamos de Rui Costa ((Intermaché-Circus-Wanty) e João Almeida (UAE Emirates), ambos com aspirações à vitória final da prova. Rui Costa era no final da etapa um homem satisfeito com a prestação registada no dia de hoje. Já em relação à luta pela vitória final na prova, mostra-se cauteloso, indicando o contrarrelógio do último dia, como algo que o possa vir a prejudicar. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1626270523947622401?s=20 Neste momento, Rui Costa está melhor posicionado, na terceira posição a apenas seis segundos do topo da geral, enquanto que João Almeida é nono classificado, a doze segundos, isto depois de uma etapa em que ambos chegaram à linha da meta, integrados no grupo da frente, apresentando uma boa frescura física, relativamente a outros nomes sonantes do pelotão que não aguentaram o ritmo. Quanto a João Almeida, líder da UAE Emirates, revela estar a sentir boas sensações até ao momento e apesar de prometer lutar pela vitória final, destaca o elevado nível do pelotão presente nesta Volta ao Algarve. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1626265706005250048?s=20 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=bGzDI2HAzEk Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Magnus Cort EF - Education-EasyPost05:07:0502Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 0003Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 0004Valentin Madouas - Groupama-FDJ+ 0005Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 0006Rune Herregodts - Intermarché-Circus-Wanty+ 0207Nicola Conci Alpecin-Deceuninck+ 0208Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 0209Kevin Vermaerke - Team DSM+ 0210Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 02 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Magnus Cort - EF Education-EasyPost09:56:2002Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 0403Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 0604Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 1005Valentin Madouas - Groupama-FDJ+ 1006Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 1207Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 1208Nicola Conci - Alpecin-Deceuninck+ 1209Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 1210Sergio Higuita - BORA-hansgrohe+ 12 Amanhã pelotão enfrenta tirada mais longa da prova Amanhã, sexta-feira, é dia da etapa mais longa da presente edição da Volta ao Algarve, com o pelotão a ter pela frente um total de 203,1 quilómetros, na ligação entre Faro e Tavira, num traçado que contempla duas contagens de terceira categoria ainda primeira parte do percurso. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mostramos o camião oficina da equipa Trek-Segafredo Durante a Volta ao Algarve 2023, Luís Beltrão e o TopCycling mostram o camião oficina que dá apoio à equipa do World Tour Trek-Segafredo. Neste camião existe todo o material de reposição para as bicicletas da equipa, equipamento para se trocar de acordo com a tipologia de cada etapa, as várias bicicletas de cada ciclista (cada ciclista tem 3 bicicletas), assim como toda a ferramenta e equipamento de oficina para os mecânicos fazerem a manutenção das bicicletas. É a "Box de Fórmula 1" da equipa Trek-Segafredo. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=kUn5z8JYo6g&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve - Etapa 1 Alexander Kristoff (Uno-X) é o primeiro camisola amarela da 49.ª edição da Volta ao Algarve. O ciclista norueguês de 35 anos venceu hoje, ao ‘sprint’ a etapa inaugural da mítica ‘Algarvia’. Alexander Kristoff completou os 200,2 quilómetros da ligação entre Portimão e Lagos com o tempo de 4:49.25 horas, superiorizando-se no ‘sprint’ final a Jordi Meeus (Bora-hansgrohe) e a Soren Warenskjold (Uno-X), respetivos segundo e terceiro classificados. Kristoff beneficiou ainda de bonificações, liderando assim a classificação geral com quatro segundos de avanço sobre os concorrentes diretos. João Almeida e Rui Costa chegam integrados no pelotão Os portugueses João Almeida (UAE Emirates) e Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) realizaram uma etapa regular, alcançando a meta integrados no pelotão, nos respetivos 53.º e 57.º lugar, com o mesmo tempo do vencedor do dia. É nestes dois ciclistas que recaem as grandes esperanças numa boa classificação final no que diz respeito a ciclistas nacionais, no entanto, na etapa de hoje, houve vários atletas portugueses a chegar igualmente integrados no pelotão com destaque para Luís Mendonça (Glassdrive / Q8 / Anicolor), que foi 12.º classificado, Ivo Oliveira (UAE Emirates) que foi 17.º, e ainda, Iuri Leitão (Caja Rural - Seguros RGA), recém chegado dos Europeus de Pista, que foi 24.º. Top 10 POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Alexander Kristoff - Uno-X Pro Cycling Team04:49:2502Jordi Meeus - BORA-hansgrohe+ 0003Søren Wærenskjold - Uno-X Pro Cycling Team+ 0004Fabio Jakobsen - Soudal Quick-Step+ 0005Tom Pidcock INEOS Grenadiers+ 0006Pavel Bittner - Team DSM+ 0007Paul Penhoët - Groupama-FDJ+ 0008Natnael Tesfazion - Trek-Segafredo+ 0009Timo Kielich - Alpecin-Deceuninck+ 0010Edward Theuns - Trek-Segafredo+ 00 Classificações completas aqui disponíveis. Amanhã é dia do Alto da Fóia Amanhã, quinta-feira, sai para a estrada a segunda etapa, desta 49.ª edição da Volta ao Algarve, com o pelotão a ter pela frente um total de 186,3 quilómetros, num percurso com início em Sagres e com chegada marcada para o Alto da Fóia, conhecida zona de Monchique, por ser o ponto mais alto do Algarve e que contempla ainda uma contagem de montanha de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Já está na estrada a 49.ª edição da Volta ao Algarve A 49.º edição da Volta ao Algarve já está na estrada. A partir de hoje e até domingo, dia 19, estarão em solo nacional alguns dos melhores ciclistas da atualidade. A ‘Algarvia’, como muitos a denominam, é uma das principais provas de pré-temporada do calendário mundial e igualmente uma das mais destacadas do nosso país, ingredientes que justificam a presença de um elenco de luxo. Esse elenco é constituído por um total de 174 atletas em representação de 25 equipas, 12 pertencentes ao World Tour, que irão percorrer um total de 795 quilómetros, divididos em cinco etapas. Entre as estrelas que vão rolar nas estradas algarvias encontram-se 20 do top 100 mundial, um dos melhores registos de sempre da Volta. A luta para suceder a Remco Evenepoel, vencedor em 2022, promete ser feroz. Dentro do pelotão, surgem nomes como o do australiano Jai Hindley (BORA-hansgrohe), vencedor do Giro d’Italia, Geraint Thomas (INEOS Grenadiers), terceiro na Volta a França, Michal Kwiatkowski (INEOS Grenadiers), vencedor da Volta ao Algarve na última participação, em 2018, ou os companheiros de equipa Daniel Martínez, terceiro no Algarve em 2022, e Thymen Arensman, sexto na Vuelta do ano passado. Também há que contar com Sergio Higuita (BORA-hansgrohe), vencedor no Malhão em 2022, Gijs Leemreize e Sam Oomen (Jumbo-Visma), Mark Padun (EF Education-EasyPost) ou Jay Vine (UAE Team Emirates), que começou esta época muito forte, sagrando-se campeão australiano de contrarrelógio e vencendo a geral do Tour Down Under. Lista completa de inscritos aqui disponível. João Almeida e Rui Costa prometem espetáculo Dentro de todas as estrelas presentes, há duas que não podemos deixar de destacar, principalmente para os amantes portugueses da modalidade. Referimo-nos, obviamente, a João Almeida e Rui Costa, ciclistas lusos que prometem apimentar ainda mais o espetáculo Começando pelo ciclista da UAE Emirates, que surge na prova como líder da superpoderosa formação dos Emirados Árabes Unidos e com claras aspirações de lutar pela vitória. Aos 24 anos de idade, João Almeida está na fase crucial de uma carreira, que muitos consideram ter tudo para ser brilhante. O futuro encarregar-se-á de o confirmar, mas é já a partir de hoje que Almeida irá começar a apresentar o trabalho que tem vindo a desenvolver, cujo ponto alto estará agendado para o Giro d’Itália, a grande volta do circuito mundial que o português promete lutar pela vitória em 2023. Já Rui Costa, está a realizar um início de temporada fulgurante. Depois de seis anos na UAE Emirates, Rui Costa ingressou esta temporada na formação belga da Intermarché-Circus-Wanty, naquela que até agora se tem revelado uma escolha acertada, facilmente comprovada pelo início de temporada marcado pela vitória Trofeo Calvià, e pela recente conquista da Volta à Comunidade Valenciana. Aos 36 anos, Rui Costa volta a ter um destaque como há muito não se via. Com a mudança, Ruo Costa surge revigorado e com sede de vitórias, tal como se viu no passado domingo na 1.º edição da Figueira Champions Classic, prova em que foi 4.º classificado, depois de estar envolvido no ‘sprint’ final pela vitória. 1.ª etapa já está na estrada Neste momento o pelotão já está na estrada a disputar a primeira de cinco etapas. Em dia de estreia, o pelotão terá pela frente uma longa tirada de 200,2 quilómetros, a ligar Portimão a Lagos, com a chuva a decidir marcar presença, facto que pode aumentar a dificuldade dos ciclistas, ou pelo menos obrigar a cuidados redobrados em algumas fases do percurso. Daqui a algumas horas será conhecido o primeiro camisola amarela da edição 2023 da Volta ao Algarve. Eurosport garante cobertura O Eurosport irá acompanhar de perto toda a ação desta 49.ª edição da Volta ao Algarve, com a seguinte programação disponível no Eurosport 2: 15 de fev. às 14:30: 1.ª Etapa: Portimão-Lagos, 200,2 km 16 de fev. às 14:30: 2.ª Etapa: Sagres (Vila do Bispo) – Alto da Fóia (Monchique), 186,3 km 17 de fev. às 17:30: 3.ª Etapa: Faro – Tavira, 203,1 km 18 de fev. às 17:30: 4.ª Etapa: Albufeira – Alto do Malhão (Loulé), 177,9 km 19 de fev. às 17:30: 5.ª Etapa: Lagoa – Lagoa, 24,4 km (Contrarrelógio Individual) Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - Luvas de inverno Shimano Windbreak Race Testámos durante um mês, alguns quilómetros e horas de pedalada, as luvas Shimano Windbreak Race, um acessório essencial para esta altura do ano, quando a temperatura se situa entre os 5 e os 12ºC. Adequadas aos dias de hoje Em geral as luvas de inverno, embora aqueçam as mãos, em muitos casos são algo "chatas de usar", levando a que muitas vezes o ciclista prefira sair com luvas de verão e passar frio, mas porquê? Em muitos casos este tipo de luvas não encaixam perfeitamente na mão, retiram algum controlo do guiador e depois de alguns minutos a pedalar, muitas delas deixam as mãos húmidas, com demasiada transpiração. Além disso (embora isto aconteça menos, nos novos modelos de luvas), também nos retiram a possibilidade de manusear os ecrãs tácteis dos telefones e dispositivos GPS. Luvas de inverno Shimano Windbreak Race são indicadas para temperaturas entre os 5º e 10ºC. Olhando para as Shimano Windbreak Race antes de as utilizar, o que nos atrai é o seu aspecto aligeirado e a adaptação que têm na mão (ficam suficientemente justas, ficam "fit"), além dos pormenores nas pontas dos dedos que revelam ser adaptadas para manusear ecrãs táteis. Palma em camurça, com impressões em silicone para melhor aderência. Por outro lado, o aspeto aligeirado pode levar a pensar que não sejam suficientemente quentes, algo que depois de as utilizar verás que não é verdade. Na realidade revelaram-se bastante boas termicamente, confesso que fiquei surpreendido pela positiva! Não são umas luvas super quentes, mas evitam que as tuas mãos fiquem geladas, com duas vantagens principais na minha opinião: não causam transpiração e mantém a sensibilidade e tacto com o guiador, travões e manípulos das mudanças. As impressões em silicone nas pontas dos dedos permitem o fácil manuseamento dos ecrãs táteis. O conforto térmico vai depender de pessoa para pessoa, há ciclistas que têm melhor adaptação ou resistência ao frio que outros, mas o facto de fazerem efeito corta vento, mantendo ainda assim a mão respirável, torna-as numa opção muito equilibrada para dias com temperaturas entre os 5 e os 12 graus. Têm costuras reduzidas para uma melhor aderência e fácil colocação. Características Tecido elástico de tripla camada, com membrana corta-vento para manter os dedos quentes Luvas de competição sem almofada e com costuras reduzidas para uma melhor aderência Desenhadas para uma colocação fácil, com punho estendido Macias e com superfície de limpeza de baixo perfil no polegar Compatíveis com ecrã tátil Palma em camurça, poliéster 60% reciclada, com impressões em silicone para melhor aderência; Materiais Palma: Pele Sintética Costas da mão: 97% Poliéster, 3% Elastano Preço: De acordo com a informação da SC Vouga, importador Shimano em Portugal, o PVP aconselhado é de 34,95€. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Casper Pedersen vence 1.º edição da Figueira Champions Classic Casper Pedersen Soudal Quick-Step é o grande vencedor da 1.ª edição da Figueira Champions Classic/Casino Figueira. O ciclista dinamarquês foi o homem em destaque na estreia desta clássica nacional, completando os 190 quilómetros da prova em 04:35:54, superiorizando-se no 'sprint' final a Rune Herregodts (Intermarché-Circus-Wanty), segundo classificado, e a Marijn Van Den Berg (EF Education-EasyPost). Rui Costa foi 4.º classificado, mas sempre de olho na vitória Rui Costa terminou no 4.º lugar, confirmando, uma vez mais, o bom momento de forma que atravessa neste início de temporada. O ciclista português de 36 anos fez parte de um restrito lote de 13 atletas que terminaram na frente da corrida, disputando a vitória entre si. Se a cerca de dois quilómetros do final, Rui Costa parecia relegado para fora do top 10 final, em virtude da posição que ocupava, passado alguns metros tudo mudou, o ciclista português da Intermarché-Circus-Wanty, movimentou-se bem dentro do grupo, juntamente com Rune Herregodts, seu colega de equipa, terminando este logo atrás de Pedersen e com Rui Costa a ficar à porta do pódio. Mais um resultado meritório neste início de época prometedor, em ano de mudança para o experiente ciclista luso, que depois de seis anos na UAE Emirates, a ingressou esta temporada na formação belga da Intermarché-Circus-Wanty. Apesa do ainda curto percurso na sua nova equipa, Rui Costa tem vindo a realizar um início de temporada emploganre, marcado por uma estreia vitoriosa no Trofeo Calvià, ao qual junta agora a conquista da Volta à Comunidade Valenciana. Equipas nacionais muito ativas na prova, com destaque para Frederico Figueiredo As equipas nacionais fizeram-se notar nesta 1.ª edição da Figueira Champions Classic, com destaque para a Glassdrive-Q8-Anicolor, que teve em Frederico Figueiredo o melhor representante luso, ao terminar na 25.º posto da geral, a 01.34 minutos do vencedor. Traçado duro recheado de público O percurso desta inédita prova portuguesa de categoria mundial que teve e início e fim no conhecido monumento da Torre do Relógio, na Figueira da Foz, apresentou alguma dureza ao pelotão, principalmente nos 50 quilómetros finais, disputados em circuito, com os pontos mais difíceis a situarem-se no acesso ao Parque Florestal e na fervorosa escalada a Enforca Cães. O traçado duro, num dia frio e ventoso, contou com a presença massiva não só de habitantes locais, como de amantes da modalidade de vários pontos do país, que não se coibiram de apoiar os ciclistas portugueses em prova, especialmente Rui Costa, que era apontado como um dos favoritos à vitória final. Top 10 final POSPAÍSNOMEEQUIPAUCITEMPO1PEDERSEN CasperSoudal Quick-Step12504:35:542HERREGODTS RuneIntermarché-Circus-Wanty85+ 003VAN DEN BERG Marijn70+ 004COSTA RuiIntermarché-Circus-Wanty60+ 005TESFAZION NatnaelTrek-Segafredo50+ 006VERMAERKE KevinTeam DSM40+ 007CORT MagnusEF Education-EasyPost35+ 008VACEK MathiasTrek-Segafredo30+ 009CONCI NicolaAlpecin-Deceuninck25+ 0010GOOSSENS KobeIntermarché-Circus-Wanty20+ 00 Para já, o balanço desta inédita iniciativa parece muito positivo. A prova decorreu sem incidentes, teve emoção, teve disputa acérrima pela vitória, teve vários ciclistas portugueses em destaque, contou com a presença de um bom lote de equipas nacionais e internacionais, e acima de tudo, despertou a atenção nacional e internacional dos meios especializados na modalidade. A Figueira da Foz parece reunir todas as condições para que Figueira Champions Classic, se repita e volte assim a reunir algumas das melhores equipas e atletas do mundo em solo nacional. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Ciclocrosse – 8.ª prova do Troféu Superprestige | Middelkerke Mathieu van der Poel , Wout van Aert e Tom Pidcock terminaram sua a temporada de Ciclocrosse e desta forma, esperava-se que o Superprestige de Middelkerke fosse disputado pelos homens que comandavam a classificação geral, Laurens Sweeck , Michael Vanthourenhout , Eli Iserbyt e Lars van der Haar.  Na corrida feminina, Ceylin del Carmen Alarado poderia fechar a época com um título, algo que certamente lhe salvaria uma época na qual acabou por estar bem após regresso de lesões. Corrida Feminina Ceylin del Carmen Alvarado sabia o que estava em jogo, entrou forte e com o objectivo claro de selar a vitória na classificação geral do Superprestige e assim foi, com esta vitória na corrida de Middelkerke.  O ciclista da Alpecin-Deceuninck fez toda a diferença na primeira volta e depois foi gerindo essa diferença até ao final. Lucinda Brand ficou em segundo lugar, Annemarie Worst terminou em terceiro. Alvarado venceu a geral do Superprestige. POS.NOMETEMPO01 ALVARADO Ceylin del Carmen43:1702 BRAND Lucinda+ 3003 WORST Annemarie+ 4104 VAN DER HEIJDEN Inge+ 4905 VERDONSCHOT Laura+ 01:1906 BETSEMA Denise+ 01:2707 NORBERT RIBEROLLE Marion+ 01:4508 KAY Anna+ 02:1809 BARONI Francesca+ 02:4510 GARIBOLDI Rebecca+ 02:57 Corrida Masculina Eli Iserbyt confirmou a subida de forma na fase final da temporada, após passar por algumas lesões, hoje venceu venceu o Superprestige em Middelkerke. O ciclista da Pauwels Sauzen-Bingoal levou a melhor sobre Lars van der Haar numa corrida disputada. Apesar do segundo posto, Lars Van der Haar que garantiu a vitória na geral no Superprestige. Laurens Sweeck foi o terceiro em Middelkerke e terminou em segundo na geral do troféu. POSNOMETEMPO01 ISERBYT Eli01:02:4502 VAN DER HAAR Lars+ 0703 SWEECK Laurens+ 2904 NIEUWENHUIS Joris+ 4005 KUYPERS Gerben+ 5106 KUHN Kevin+ 01:0607 VERSTRYNGE Emiel+ 01:2208 VANDEPUTTE Niels+ 01:2809 VANTHOURENHOUT Michael+ 01:3510 ORTS LLORET Felipe+ 01:35 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Figueira Champions Classic - Guia TopCycling.pt No próximo domingo dia 12 de fevereiro, a Figueira da Foz acolhe a 1.ª edição da Figueira Champions Classic, uma prova de categoria mundial que reúne algumas das melhores equipas e atletas do mundo. A estreia desta clássica internacional realizada em solo nacional é uma das grandes novidades do calendário. Está inserida na categoria 1 da UCI e reúne um total de 18 equipas, seis delas do World Tour: Soudal – Quick Step, Team DSM, EF Education-EasyPost, Treck - Segafredo, Alpecin-Deceuninck e Intermarché – Circus - Wanty. Portugal conta com nove equipas. Start list provisória ALPECIN-DECEUNINCK (BEL) Director: WILLEMS Frederick 131 HERMANS Quinten 132 MEURISSE Xandro 133 CONCI Nicola 134 BAYER Tobias 135 JANSSENS Jimmy 136 SBARAGLI Kristian 137 ROESEMS Siebe INTERMARCHÉ - CIRCUS - WANTY (BEL) Director: 141 COSTA Rui 142 DE POOTER Dries 143 GOOSSENS Kobe 144 HERREGODTS Rune 145 MIHKELS Madis 146 HUENS Axel 147 VANDENSTORME Dylan SOUDAL QUICK-STEP (BEL) Director: BRAMATI Davide 11 ASGREEN Kasper 12 CAVAGNA Rémi 13 DECLERCQ Tim 14 JAKOBSEN Fabio 15 PEDERSEN Casper 16 VAN TRICHT Stan 17 VAN WILDER Ilan TEAM DSM (NED) Director: LIGTHART Pim 51 BITTNER Pavel 52 DEGENKOLB John 53 EEKHOFF Nils 54 HVIDEBERG Jonas Iversby 55 ONLEY Oscar 56 VAN UDEN Casper 57 VERMAERKE Kevin TREK - SEGAFREDO (USA) Director: DE JONGH Steven 161 ABERASTURI Jon 162 BARONCINI Filippo 163 GALLOPIN Tony 164 HOOLE Daan 165 TESFATSION Natnael 166 THEUNS Edward 167 VACEK Mathias EUSKALTEL-EUSKADI (ESP) Director: AZANZA Jorge 21 LOBATO Juan Jose 22 IRIBAR Unai 23 LOPEZ DE ABETXUKO Andoni 24 JUARISTI Txomin 25 ETXEBERRIA Asier 26 ISASA Xabier 27 BALLARIN Iker Q36.5 PRO CYCLING TEAM (SUI) Director: REINERINK Rik 111 HAGEN Carl Fredrik 112 CONCA Filippo 113 BRAMBILLA Gianluca 114 BADILATTI Matteo 115 LUDVIGSSON Tobias 116 SAJNOK Szymon 117 OIOLI Manuel CAJA RURAL-SEGUROSRGA (ESP) Director: LANA Alvaro 121 BALDERSTONE ROUMENS Abel 122 BARRENETXEA GOLZARRI Jon 123 GARCIA SUSA Jhojan Orlando 124 MARTIN GALAN Sergio Roman 125 PIRA PARADA Yesid 126 PRADES REVERTER Eduard 127 SCHLEGEL Michal ABTF BETÃO - FEIRENSE (POR) Director: ANDRADE Joaquim 1 EULÁLIO Afonso 2 CARVALHO António 3 ANDRADE Pedro 4 MILLER Barry 5 PINHEIRO Ivo 6 OLIVEIRA Fábio ... AP HOTELS & RESORTS / TAVIRA / SC FARENSE (POR) Director: FITAS Vidal 151 FERNANDEZ Delio 152 BARBOSA Diogo 153 FERNANDES Venceslau 154 LOURENÇO Rafael 155 LIVRAMENTO David 156 TRUEBA Alvaro 157 BICHO Jose CREDIBOM /LA ALUMÍNIOS / MARCOS CAR (POR) Director: BRÔCO Hernâni 171 MEDEIROS João 172 RAMALHO André 173 NARCISO Diogo 174 MONTEZ Alexandre 175 DIAS Daniel 176 VIE François 177 OLIVEIRA João EFAPEL CYCLING (POR) Director: AZEVEDO José 41 CASIMIRO Henrique 42 GONÇALVES Gaspar 43 GRIGOREV Aleksandr 44 GUERREIRO Francisco 45 PINTO Pedro 46 SILVA Joaquim 47 SILVA Rafael GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR) Director: PEREIRA Ruben 91 MOREIRA Mauricio 92 FIGUEIREDO Frederico 93 REIS Rafael 94 MENDONÇA Luís 95 SILVA Pedro 96 NYCH Artem 97 COSTA Fábio KELLY SIMOLDES UDO (POR) Director: CORREIA Manuel 101 GOMES Luís 102 BUSTAMANTE Adrian 103 GONÇALVES Hélder 104 SILVA Afonso 105 FERREIRA António 106 SOUSA José 107 SILVA João RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR) Director: SANTOS José 31 FONTE César 32 FERNANDES Luís 33 NUNES Hugo 34 GARCIA Guillermo 35 HERNAIZ Vicente 36 LEAL Tiago 37 LOPES Pedro TAVFER - OVOS MATINADOS - MORTÁGUA (POR) Director: VELOSO Gustavo César 81 SILVA Bruno 82 AMADO Gonçalo 83 LINAREZ Leangel 84 MATIAS João 85 BARBAS Rafael 86 CARVALHO Rui 87 SAENZ Nicolas Percurso O pelotão terá de cumprir um total de 190 quilómetros de um circuito que tem partida e meta situada na emblemática Torre do Relógio e atravessa as 14 freguesias do concelho. Ao longo do percurso, os ciclistas terão de cumprir três voltas ao circuito e encontram várias subidas emblemáticas entre as quais se destacam a do Parque Florestal e a de Enforca Cães.  Perfil da Figueira Champions Classic As figuras Rui Costa é a principal estrela nacional e apontado como um dos favoritos à conquista da prova. O ciclista poveiro de 36 anos da Intermarché – Circus – Wanty atravessa um grande momento de forma e acumula já dois triunfos neste início de temporada. Conquistou o Troféo Calvia, em Maiorca, e a geral da Volta à Comunidade Valenciana. Créditos imagem: cyclingmedia agency Terá a concorrência de nomes internacionais de peso como Fabio Jakobsen, Quinten Hermans, Natnael Tesfatsion, Edward Theuns, Magnus Corte, John Degenkolb ou Tony Gallopin. Transmissão e horário Os fãs de ciclismo na Europa vão poder seguir toda a ação deste prestigiado evento em direto no Eurosport 2, que emite a prova para milhões de pessoas na Europa. Quem entra para a história como o primeiro grande campeão da Figueira Champions Classic? A resposta é dada em direto, este domingo no Eurosport 2, a partir das 13:00h. com comentários de Luís Piçarra e Paulo Martins. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Ouro e Prata no primeiro dia dos Europeus de Ciclismo de Pista Começaram hoje em Grenchen, na Suíça, os Campeonatos da Europa de Ciclismo de Pista e Portugal já garantiu duas medalhas. Maria Martins sagrou-se campeã europeia de scratch, ao conquistar o ouro na prova, batendo a espanhola Eukene Larrarte, com a polaca Daria Pikulik a ficar com o bronze. Tata Martins com a Bandeira Portuguesa pela pista https://twitter.com/UEC_cycling/status/1623395244938084355 A jovem portuguesa, de 23 anos, juntou o ouro de hoje à medalha de bronze conquistada na mesma disciplina no Mundial de elites de 2020. “É uma sensação indescritível! Eu e a corredora espanhola saímos a mais ou menos 10 voltas do final e quando percebi que as voltas passavam e nós continuávamos a ganhar espaço percebi que poderia lutar pela vitória. Senti-me bem e guardei as minhas forças para o final. É muito especial vestir esta camisola na categoria elite e estou muito feliz com esta vitória. Foi um dia perfeito”. Maria Martins Ao ouro de Maria Martins no scratch, juntou-se a medalha de prata conquistada por Rui Oliveira. O português sagrou-se hoje, pela segunda vez na sua carreira, vice-campeão europeu de eliminação, conquistando a segunda medalha para Portugal na primeira jornada dos Europeus de ciclismo de pista. No velódromo da Grenchen, Oliveira foi batido pelo alemão Tim Torn Teutenberg, que conseguiu o ouro. O neerlandês Philip Heijnen ficou com o bronze. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### NGPS 2023 - Rota de Santa Cruz marca o arranque É já este sábado, dia 11, que se realizará a primeira etapa do circuito nacional NGPS 2023, com ponto de encontro marcado para Arcos de Valdevez, na designada Rota de Santa Cruz. Para esta etapa inaugural está já garantido um pelotão composto por 700 cicloturistas, divididos pelas habituais distâncias de cerca de 45 Kms e 1180 mts de acumulado de subida, ou, em alternativa, para os mais aventureiros, um trilho de aproximadamente 64 kms e 1700 mts de desnível positivo. Qualquer uma das distâncias disponíveis  garante um dia bem passado, em que os participantes irão percorrer trilhos e ruelas, sem pressas e numa total isenção de competição, permitindo-lhes assim, desfrutar das belíssimas paisagens das belas aldeias circunvizinhas de Arcos de Valdevez. O início da prova decorrerá entre as 7h30m e as 9h30m da manhã, com os cicloturistas a saírem da sede do concelho, passando depois por vales verdejantes e serras que albergam as pitorescas aldeias de montanha, por lugares surpreendentes e inesperados, onde irão encontrar paisagens únicas e tradições ancestrais. Ao longo do evento, o numeroso pelotão terá como plano de fundo a paisagem natural do Parque Nacional do Gerês, tendo ainda oportunidade de conviver com locais de inegável beleza e imortalizar momentos com passagens na bela Ponte Medieval de Vilela sobre o límpido rio Vez, pelo Extremo, pela paisagem protegida do Corno do Bico, Padroso e Vilar do Monte. A organização desta etapa estará a cargo do Município de Arcos de Valdevez em parceria com a Cabreira Solutions, entidade técnica e promotora do circuito nacional NGPS, que está a trabalhar com afinco e com a qualidade que lhe é reconhecida, para que o dia seja mais um dia de boas sensações e de pleno contacto com a natureza, de forma a fomentar e reforçar hábitos saudáveis de saúde e qualidade de vida. Nesta etapa inaugural, a Rota de Santa Cruz proporcionará o contacto direto com a natureza e, por isso, dando continuidade ao compromisso “Pegada Positiva” e toda a política de ecossustentabilidade desenvolvida, a Cabreira Solutions e os seus parceiros incentivam todos os envolvidos na iniciativa ao total respeito pelo ambiente, promovendo e premiando as atitudes cívicas de defesa do ambiente através da realização dum ecossorteio no final do evento. Podes ver mais informações acerca do evento AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook ### Campeonatos da Europa de Ciclismo de Pista - Transmissões Realizam-se de 8 a 12 de fevereiro os Campeonatos da Europa de Ciclismo de Pista, competição que decorre no velódromo de Grenchen, na Suíça.  Portugal apresenta-se na competição com seis ciclistas. Rui Oliveira, Iúri Leitão, João Matias, Diogo Narciso, Rodrigo Caixas e Maria Martins foram convocados pelo selecionador nacional de pista, Gabriel Mendes.  Boas recordações de Grenchen A expetativa de trazer medalhas para casa é grande. Há dois anos, nos Europeus realizados também em Grenchen, Portugal conquistou quatro medalhas. Rui Oliveira sagrou-se campeão em Scratch enquanto Irui Leitão garantiu a medalha de prata na corrida por pontos. Esta dupla somou ainda o bronze na prova de Madison. Já João Matias trouxe para casa a prata na corrida de Eliminação. Um excelente resultado que não foi repetido em 2022, em Munique, na Alemanha. Ainda assim, Portugal voltou a dominar no Scratch com Irui Leitão a conquistar o ouro. Transmissões em direto A prestação dos atletas portugueses e de outras estrelas da modalidade nos Europeus de Ciclismo de Pista pode ser acompanhada em direto no Eurosport, entre os dias 8 e 12 de fevereiro. As provas contam com os comentários de Paulo Martins e Gonçalo Moreira. Transmissões e programa competitivo dos portuueses 8 de Fevereiro - Eurosport 1 Maria Martins (Scratch) pelas 17h28 Rui Oliveira (Eliminação masculina) pelas 17h46 9 de Fevereiro - Eurosport 1 Rodrigo Caixas (qualificação para a prova de um quilómetro contrarrelógio) pelas 12h03, caso termine entre os oito melhores, estará apurado para a final, que deverá ter lugar pelas 19h00. Diogo Narciso (corrida por pontos) pelas 17h16 Maria Martins (corrida de eliminação) pelas 18h24 10 de Fevereiro - Eurosport 1 Rodrigo Caixas (qualificação perseguição individual) pelas 13h01, sendo que apenas os quatro melhores corredores poderão garantir um lugar na final, que irá decorrer pelas 18h37 Iúri Leitão (scratch) Maria Martins (omnium) início 12h18 11 de Fevereiro - Eurosport 1 João Matias (omnium) início pelas 12h00 Rui Oliveira e Iúri Leitão (Madison) pelas 16h21. Transmissões no Eurosport 2: 12 de fevereiro: 16:15h – 17:30h Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### José Dias destaca-se em Espanha, na Leyenda de Tartessos by BH A prova de BTT por etapas "La Leyenda de Tartessos" terminou no domingo e teve alguns portugueses em destaque nas classificações finais. José Dias no pódio Desde a primeira etapa o ciclista da Buff Megamo, José Dias, manteve-se as primeiras posições, tendo inclusive no primeiro dia, na etapa entre Cartaya e a marina desportiva El Rompido terminado na terceira posição, discutindo a mesma ao sprint com Jofre Cullell, vencedor da etapa, e o colombiano Leonardo Páez. No segundo dia, na cidade fronteiriça de El Granado, cruzou a linha de meta em terceiro novamente. A etapa chuvosa, com Valverde del Camino como palco, teve um final semelhante aos anteriores. Mais uma vez sprint entre o catalão da BH, o campeão colombiano e o português, tendo José Dias terminado terceiro. O contra-relógio garantiu o pódio ao campeão português de XCO, apesar de terminar no 5.º lugar da etapa. Tiago Ferreira O ex-campeão do mundo e atual campeão nacional Tiago Ferreira (DMT Racing Team by Marconi), que também iniciou a temporada na La Leyenda de Tartessos por BH, terminou também no top 10 da classificação geral. Apesar de ter tido alguns problemas mecânicos, e de depois ter ajudado alguns companheiros de equipa, conseguiu um meritório 8.º posto na classificação geral final. De acordo que o ciclista de Viseu, "Portugal está muito bem representado neste certame". Celina Carpinteiro Na categoria feminina, Celina Carpinteiro foi à Leyenda de Tartessos por BH para se preparar para as demais provas do calendário. “Tentei estar no grupo da frente, mas foi impossível”, confessou a ciclista de Tavira, que terminou a prova na 13.ª posição da classificação geral. TOP 10 final categoria elite masculina TOP final Categoria elite feminina Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Race Nature e Gravel Challenge Albufeira de sucesso Mais de 600 participantes, vindos de todo o país e de doze nacionalidades distintas, levaram a energia do início de época desportiva à cidade de Albufeira, pelo segundo ano consecutivo no Race Nature e Gravel Challenge. A etapa inaugural do Troféu Nacional Race Nature contou com a organização do Município de Albufeira, com a parceria dos movimentos associativos locais ligados à modalidade, o Clube BTT Amigos de Albufeira e o BTT Clube Desportivo de Areias de São João, com a organização técnica da Cabreira Solutions, cujo Diretor Técnico e Diretor de Prova é o Bicampeão Nacional e vencedor da Volta ao Algarve (2006) João Cabreira. Créditos imagem: Cabreira Solutions Durante o fim de semana de 28 e 29 de Janeiro estiveram em Albufeira vários campeões nacionais e estrangeiros, para competirem e, simultaneamente, preparem a participação em provas internacionais, como o Cape Epic, na África do Sul. Segundo a dupla vencedora da classificação geral de BTT, os campeões belgas Jurgen Roelants e Frans Claes (Pure/encapsulations-ktm), que teceram comentários favoráveis à organização e aos adversários portugueses que “ajudaram a proporcionar um belo espetáculo, num traçado muito interessante e num ambiente fabuloso”. TopCycling marcou presença no evento O TopCycling esteve presente no evento Gravel Challenge pelo segundo, realizado no mesmo fim de semana, o evento de duas etapas partilha a partida e chegada, assim como alguns pontos do percurso da prova de BTT. Créditos imagem: Cabreira Solutions Com um crescimento assinalável, de 15 participantes em 2022 para 43 participantes em 2023, a participação dos adeptos do Gravel esteve mais composta e parece estar a colocar Albufeira como um evento de referência da especialidade no futuro. Deixamos nestes dois vídeos o resumo das etapas do Gravel Challenge. As imagens, as paisagens e ambiente falam por si. Etapa 1 https://www.youtube.com/watch?v=FSIH3DkpcO4 Etapa 2 https://www.youtube.com/watch?v=bu1HU1v8lFM&t= A próxima etapa do Race Nature é nos próximos dias 28, 29, 30 de abril e 01 de maio de 2023m na Serra da Estrela e será composto por quatro dias de prova: um prólogo e três etapas. Podes ver mais informações e inscrever-te AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Saber ver o rótulo dos suplementos para o ciclismo Este artigo vem no seguimento do artigo que publicámos anteriormente passada sobre o que é uma boa suplementação. E os suplementos para ciclismo? Num mercado competitivo e com imensas marcas, muitas vezes o utilizador tem a dúvida sobre que produtos são uma boa suplementação? Na hora de escolher entre várias marcas, qual escolher? Atenção às armadilhas Considero importante que na escolha dos produtos que decidimos colocar nos bolsos do jersey e no bidon, devam ser marcas que pela sua boa reputação e categorização no mercado, apostem num óptimo controlo de qualidade e de preferência tenham selos de certificação “doping free”, porque desta forma garantimos que desenvolvem um trabalho sério, cuidado e que se preocupam com a qualidade. Devemos também olhar ao preço e não cair em "armadilhas", pensando que por vezes estamos a pagar menos por um artigo, mas fazendo bem as contas não, pois a qualidade pode ser inferior. Temos de olhar não só aos ingredientes mas também ao peso do produto, e através de matemática básica determinar o preço por kg., conseguindo assim ter uma base de comparação com outros produtos. Muitas vezes somos tentados a seguir por marcas brancas, e desta forma ficamos a perceber que são produtos de inferior qualidade e se provavelmente até mais caros ou com o mesmo preço. Exemplo: um gel de 50mg. pode ser mais barato que um de 150mg., mas na realidade necessitamos de 3 géis de 50 mg. para obter a quantidade de energia fornecida pelo de 150 mg., que no final de contas acaba por ser mais barato ou ter o mesmo preço que os 3 géis de 50mg. Saber ler os rótulos: Nos rótulos há palavras-chave que refletem a qualidade dos açúcares presentes, como por exemplo: Maltodextrina, frutose, dextrose (ou glucose) palatinose, isomaltulose. No caso de produtos além de energéticos, ou seja, isotónicos, devemos procurar por ingredientes (Sais) com as seguintes expressões: Cálcio, Sódio, Potássio, cloretos e Magnésio (principalmente) nas formas de sorbato ou citrato. Nos rótulos também devemos ter especial atenção às gorduras, principalmente as saturadas. Estas preferencialmente devem ser inferiores a 5% na referência nutricional do produto. Sempre que verificares a sua presença no rótulo, deves procurar pelas gorduras hidrogenadas (saturadas) e evitar, por exemplo: Óleo de palma, girassol, margarinas etc. A proteína Outro elemento que não nos traz benefício na hora de produzir e absorver energia é a Proteína. Um excelente e essencial macronutriente, no entanto durante um treino ou competição o nosso corpo quer essencialmente um alimento com um rápido esvaziamento gástrico (menor tempo no processo digestivo), e as proteínas por regra requerem uma digestão mais lenta. Em termos energéticos também não nos oferecem alternativa. Portanto vamos guardar este macro para além dos momentos do treino. No rótulo se tivermos entre 5 a 10% na referência nutricional do produto, é aceitável. Mais do que isso significa que pode ser um óptimo produto para tomarmos logo após o treino ou competição, como alimento de recuperação pós- esforço. Ingredientes a evitar Por último, podemos ainda evitar ingredientes como leite, adoçantes como aspartame e gorduras hidrogenadas como já referido. A ordem/posição em que aparecem na enunciação dos ingredientes, refere-se a uma maior ou menor concentração. Exemplo: se o segundo ingrediente a surgir é leite, podemos esperar que este se encontra numa grande concentração do produto em causa. Pensar simples Olhar para estas questões, escolher produtos simples na sua composição e com os elementos que realmente necessitamos para suster intensidade e volumes de treino. Desta forma garantimos os elementos chave para alimentar as nossas necessidades energéticas e hídricas durante as nossas sessões de treino ou competições/ desafios. Alguns bons exemplos No mercado temos marcas que garantem qualidade, responsabilidade e cuidado no desenvolvimentos dos seus produtos. Na ndurance.cc, podem encontrar marcas como a Zeus bars (barras energéticas de fabrico nacional com uma qualidade acima da média em termos de ingredientes). A SiS é boa opção na gama de produtos que se adequa ao ciclismo, a Powerbar dispõe também de uma boa gama para ciclismo, a chimpanzee aposta em ingredientes orgânicos, entre outros, sendo também adequada para ciclismo. Por: Edgar Santos, treinador de ciclismo com título profissional nível 2, pós graduado em rendimento desportivo, certificação de nível máximo Trainingpeaks, formações temáticas nas áreas da nutrição desportiva, sistema cardiovascular, vias metabólicas e treino concorrente. O Edgar desenvolve a sua actividade de treinador por via da ndurance.cc, uma empresa ligada ao treino de ciclismo e à comercialização de alimentação funcional adequada a desportos de endurance. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Exclusivo: TopCycling com Rui Costa em Valência Rui Costa conquistou hoje a 74.ª edição da Volta à Comunidade Valenciana, num dia em que venceu a 5.ª e última etapa da prova. O ciclista português de 36 anos continua em grande, no seu ainda curto percurso na Intermarché-Circus-Wanty. Depois de seis anos na UAE Emirates, Rui Costa ingressou esta temporada na formação belga da Intermarché-Circus-Wanty, naquela que até agora se tem revelado uma escolha acertada, atendendo a este empolgante início de temporada, marcado por uma estreia vitoriosa no Trofeo Calvià, ao qual junta agora a conquista da Volta à Comunidade Valenciana. Etapa conquistada ao ‘sprint’ Na derradeira etapa desta prova espanhola, Rui Costa foi o mais rápido do dia, ao completar os 93,2 quilómetros da ligação entre Paterna e Valência em 2:07.16 horas, superiorizando-se no ‘sprint’ final a Thymen Arensman (INEOS). Fundamentais para a vitória na classificação geral foram também as bonificações que o ciclista português conquistou ao longo da etapa, que lhe permitiram subir cinco postos, relegando assim o anterior líder, Giulio Ciccone (Trek-Segafredo), para o segundo lugar, com 16 segundos de atraso, enquanto que a fechar o pódio final ficou Tao Geoghegan Hart (INEOS). Na ressaca desta conquista, Rui Costa, não escondeu a emoção e a felicidade por esta conquista, em declarações ao Ciclo 21, meio de comunicação espanhol. Sabiamos que ia ser uma etapa curta e rápida, no entanto consegui manter-me bem posicionado até bem perto do final, algo que me possibilitou atacar com sucesso no final da tirada. Aos 36 anos, poder ganhar esta prova muito conhecida, deixa-me muito feliz! Esta equipa trouxe-me novamente a ilusão de poder lutar por vitórias e quando trabalhas bem e as coisas estão a correr bem, só podes sentir-te feliz!" Rui Costa em declarações ao Ciclo21 Aos 36 anos, Rui Costa está a ter um início de ano fulgurante nesta nova aventura com as cores da Intermarché-Circus-Wanty. Fomos a Espanha fazer o rescaldo da vitória do corredor da Intermarché-Circus-Wanty na Volta à Comunidade Valenciana. A entrevista no vídeo seguinte. https://youtu.be/E8FUmFZonnc É certo que ainda estamos no início da temporada, mas é igualmente certo que depois do Trofeo Calvià, Rui Costa, campeão mundial de fundo em 2013, somou hoje a conquista da 74.ª edição da Volta à Comunidade Valenciana, algo que permite antever "grandes voos" em 2023. Aguardamos assim com expetativa elevada os próximos meses de competição de um dos melhores ciclistas portugueses dos últimos anos. Top 10 final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty19:10:0602Giulio Ciccone - Trek-Segafredo+ 1603Tao Geoghegan Hart - INEOS Grenadiers+ 1904Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 2105Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 2506Thomas Gloag - Jumbo-Visma+ 3407Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 4008Brandon McNulty - UAE Team Emirates+ 4509Alex Aranburu - Movistar Team+ 4610Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 46 Por: Nelson Ferreira e Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Resumo dos Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse - Hoogerheide 2023 Apesar de não terminar ainda, a temporada de ciclocrosse culminou com os Campeonatos do Mundo em Hoogerheide, nos Países Baixos. 50 mil espectadores no circuito de Hoogerheide para assistir ao espetáculo, no qual tanto na categoria de elites femininos como na de elites masculinos se adivinhava uma luta a 2 e que acabou por se confirmar em ambas as corridas. Corrida feminina Fem van Empel é a nova campeã mundial elite de ciclocrosse. A ciclista da Jumbo-Visma , com apenas 20 anos, rematou tremenda temporada que tem feito com o título mundial, depois de se sagrar Campeã europeia e de ter vencido a classificação geral da Taça do Mundo. Créditos imagem: UCI Cyclocross A jovem neerlandesa começou a corrida assumindo ao que ia, tomando o controlo da corrida desde o início. Apesar de alguma oposição de Puck Pieterse, que teve erro e queda a meio da corrida, Fem van Empel cortou a meta isolada. Puck Pieterse ficou com a medalha de prata e o bronze foi para Lucinda Brand. Créditos imagem: UCI Cyclocross TOP 10 final da corrida POS.PAÍSNOMETEMPO01Fem van Empel 54:4202Puck Pieterse + 3903Lucinda Brand + 01:1104Silvia Persico + 01:4505Ceylin del Carmen Alvarado + 01:4606Annemarie Worst + 02:1407Inge van der Heijden + 02:3608Denise Betsema + 02:4109Maghalie Rochette + 02:5510Helene Clauzel + 03:02 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=aXacQg-Ituw Corrida masculina Todos os focos estavam na corrida de elites masculinos, com mais uma batalha dos titãs Mathieu van der Poel e Wout van Aert. Créditos imagem - UCI Cyclocross Mathieu van der Poel acabou por conseguir o seu 5.º título mundial de ciclocrosse (como elite), batendo o eterno rival Wout van Aert ao sprint, após uma corrida bastante disputada e algo tática também. Foi mais um duelo incrível entre estes dois super ciclistas, cujas imagens ficarão para a história do ciclocrosse por muitos anos, com ambos a irem ao limite durante a corrida e no sprint final. Mathieu Van der Poel levou a corrida para o sprint intencionalmente e segundo as palavras do próprio, decidindo no local onde ninguém esperava. A estratégia saiu-lhe bem, iniciou o sprint primeiro que Wout van Aert e foi claramente superior. Na luta pela medalha de Bronze, Lars van der Haar e Eli Iserbyt também travaram a sua batalha, tendo Iserbyt conseguido o lugar mais baixo do pódio. TOP 10 final da corrida POS.PAÍSNOMETEMPO01Mathieu van der Poel 01:07:2002Wout van Aert + 0003Eli Iserbyt + 1204Lars van der Haar + 1305Michael Vanthourenhout + 4606Gerben Kuypers + 5407Niels Vandeputte + 5708Laurens Sweeck + 5909Cameron Mason + 01:0810Clément Venturini + 01:30 Vídeo da última volta https://www.youtube.com/watch?v=bpX09GMX7E4 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Mathieu van der Poel contra Wout van Aert, é viver a história do ciclocrosse Mathieu van der Poel (MVDP) e Wout van Aert (WVA) nasceram a competir um com o outro, se tivessem frequentado a mesma creche, já sprintavam de triciclo para ver quem chegava primeiro ao parque. Poderia ter acontecido pois têm apenas 4 meses de diferença de idade, Van Aert é de setembro de 1994 e Van der Poel de janeiro de 1995, um é belga, o outro neerlandês mas ambos cresceram na Bélgica. Não foi assim mas foi parecido, na modalidade que os viu nascer para o ciclismo, o ciclocrosse, competem um contra o outro desde juniores, discutindo títulos corrida após corrida, entre Taça do Mundo, troféu Superprestige, Campeonatos do Mundo e mais recentemente também no ciclismo de estrada. No total enfrentaram-se quase 200 vezes, no próximo domingo dia 5 de fevereiro de 2023 será mais uma. Entrando para a história Para os fãs do ciclocrosse é um privilégio viver numa Era em que podemos ver em ação dois ciclistas assim, é como ver Ronaldo e Messi na mesma Era do futebol. Ter a oportunidade de assistir aos embates entre ambos é viver história! Um dia mais tarde poderemos dizer "Eu lembro-me de assistir ao Campeonato do Mundo de Hoogerheide 2023!" Antes deles, no ciclocrosse, houve Sven Nys, Neils Albert, entre outros, mas estes dois prodígios não marcam a modalidade só por pelo seu desempenho dentro dos circuitos de ciclocrosse, eles mudaram a industria e o ciclismo. Foi por eles e pela sua capacidade multidisciplinar (fazer bem ciclocrosse, ciclismo de estrada e também BTT no caso de MVDP) que as equipas começaram a perceber que ao ter ciclistas com estas características, poderiam dar retorno aos patrocinadores não só durante a temporada de estrada mas também no periodo de inverno, quando esta está parada, bem como explorar novo público além do ciclismo de estrada. Apesar de outros ciclistas como Lars Boom ou Zdenek Stybar também terem feito a transição do ciclocrosse para o ciclismo de estrada, não tiveram o impacto destes dois, não mudaram a industria. MVDP e WVA mudaram a abordagem ao ciclismo e até a industria! Pelos seus desempenhos na estrada, mais pessoas no mundo começaram a ver ciclocrosse, isto trouxe mais atenção dos media, das televisões e das marcas em geral. Após eles, vieram Tom Pidcock, Quinten Hermans, Milan Vader, Gianni Vermeersch, Sam Gaze, entre outros. As equipas e os patrocinadores querem comunicar durante todo o ano e a chave está em ter ciclistas multidisciplinares. As batalhas Quando Mathieu e Wout estão na linha de partida de uma corrida de ciclocrosse (hoje em dia também na estrada), é muito provável que durante essa corrida venhamos a assistir a um filme com suor, "sangue" e lágrimas, com um drama capaz de igualar os melhores filmes de Hollywood. É difícil dizer qual o melhor, os Deuses são assim, na verdade nenhum é melhor que o outro, quando ambos estão em forma é uma lotaria prever o final de uma corrida a favor de algum deles. A história de "amizade" entre ambos começou a escrever-se em 2011, MVDP tinha 16 anos e WVA 17, numa corrida de juniores encontraram-se pela primeira vez em corridas oficiais, venceu Mathieu, Wout terminou 4.º Deixamos o vídeo da corrida, para os verdadeiros fãs que queiram reviver a primeira vez que MVDP e WVA se encontraram em corridas oficiais (primeiro minuto do vídeo). Vídeo da primeira corrida oficial com ambos https://www.youtube.com/watch?v=JO5h2ntJmkM&t= Nesta mesma temporada de ciclocrosse, em janeiro de 2012 disputavam o primeiro título mundial de ciclocrosse, em juniores, MVDP conquistou o primeiro de muitos títulos que haveriam de chegar com o passar dos anos, WVA terminou segundo, festejando ainda assim de braços no ar, a sua medalha de prata num Campeonato do Mundo. Vídeo do primeiro campeonato do mundo com ambos https://www.youtube.com/watch?v=hXprZ3yksOQ&t=1 A partir daqui as estatísticas gerais são claramente favoráveis a MVDP no ciclocrosse, das 179 vezes que se enfrentaram, Mathieu terminou 119 vezes na frente de Wout, enquanto que Wout conseguiu superar por 60 vezes Mathieu. Apesar disto, o número de títulos mundiais é parecido, no total MVDP tem 6 títulos mundiais de ciclocrosse, enquanto que WVA tem 4 (incluindo todas as categorias). Particularidades de Hoogerheide 2014 e Valkenburg 2018 Não vou assinalar todas as corridas porque haveria assunto para um livro, vou falar-vos de duas por terem algumas semelhanças com o que vamos viver este domingo. Hoogerheide 2014 - Jovem Wout demolidor na casa do rival Temporada 2013 - 2014, nos últimos Campeonatos do Mundo realizados neste local até este ano, Hoogerheide 2014 com MVDP e WVA na linha de partida. O circuito de Hoogerheide é a casa dos van der Poel, Adrie van der Poel, pai de MVDP, é quem desenhou o traçado. O enquadramento era parecido, MVDP corria em casa , disputava-se o título mundial de Sub-23 mas WVA não deu hipótese, venceu com superioridade e MVDP teve que se contentar com o lugar mais baixo do pódio. Michael Van Vanthourenhout arrecadou a medalha de prata nesse ano. Este é o título que ficará a faltar na carreira de ciclocrosse MVDP, foi Campeão do Mundo em juniores e Elites. Vídeo de corrida de Hoogerheide 2014 https://www.youtube.com/watch?v=lqNI230HOwA Valkenburg 2018 - Desfecho contra todas as previsões Apesar de não se iniciado a presente temporada de ciclocrosse numa forma tão afinada como na temporada passada (na qual venceu todas as corridas onde participou com superioridade), WVA conseguiu vencer mais vezes que MVDP, pelo que muitos lhe apontam algum favoritismo para o Campeonato do Mundo de 2023. Algo parecido se passou na temporada 2017-2018, onde MVDP foi dominador, vencendo grande parte das corridas da temporada. Em 28 corridas nessa temporada MVDP terminou na frente de WVA por 22 vezes (desempenho assinalável). No dia do Campeonato do Mundo em Valkenburg todos apontavam um natural favoritismo a Mathieu, que poderia vencer nesse ano o segundo título mundial de ciclocrosse como elite, mas a realidade foi diferente das previsões. Apesar da superioridade do seu rival durante a temporada, WVA apresentou-se concentrado e consistente, enquanto MVDP teve um dia menos bom, cometeu erros e mentalmente não parecia concentrado. WVA conseguiu o seu terceiro e ultimo título mundial (em elites) de ciclocrosse até aos dias de hoje. MVDP terminou com uma "amarga" medalha de bronze, suspirando e controlando as lágrimas durante a cerimónia do pódio. Vídeo de Valkenburg 2018 https://www.youtube.com/watch?v=wE-jWy6iUPE&t= Conta Neils Albert (um histórico da modalidade que se tornou responsável de performance de WVA e outros atletas quando terminou a carreira), que na semana antes do Campeonato do Mundo de Valkenburg fizeram um grande trabalho mental com WVA, levando-o a creditar que era possível vencer naquele dia. Wout ganhou força mental de tal forma que no "dia D" escreveu a história a seu favor, contra todas as previsões naquele ano. A história é contada neste vídeo interessante de Jeremy Powers (ex-crossista e atual apresentador do GCN), no qual visitam a loja de "King Albert" e abordam este e outros episódios históricos do ciclocrosse. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=dIwA4zhmxDY Depois de 2018, Mathieu van der Poel venceu 3 títulos mundiais, tem 4 no total, enquanto Wout van Aert tem 3 (em elites). Podemos constatar por esta história que independentemente do domínio de um ou de outro durante a temporada, no dia do Campeonato do Mundo tudo pode acontecer. Poderá Mathieu van der Poel conquistar o seu 5.º título mundial e alargar a vantagem nestes números para o seu rival, ou irá Wout van Aert igualar o número de títulos mundiais de Mathieu van der Poel? Na minha opinião MVDP apresentou-se melhor fisicamente que WVA este ano, as corridas que perdeu foi por ter cometido erros e porque WVA soube aproveitar Tom Pidcock para fechar espaços em algumas corridas. Os prognósticos não valem de muito depois das corridas, apesar de ser algo imprevisível, acredito e arrisco a dizer que Mathieu van der Poel será Campeão do Mundo. Perdoem-me se não refiro a fantástica temporada de Laurens Sweeck, que após ter saído da equipa Pauwels (na qual tinha que trabalhar para outros) venceu a geral da Taça do Mundo, ou dos habituais Michael Vanthourenhout, Eli Iserbyt e Lars van der Haar que também têm feito uma temporada notável, mas só se algo de anormal acontecer a corrida não será disputada pelos dois prodígios. A resposta será dada no domingo, dia 5 de fevereiro de 2023 pelas 13:45 no Eurosport 2, esperamos por vocês. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Rubén Guerreiro reina no Saudi Tour Atleta do Montijo estreou-se pela Movistar ganhando a etapa rainha e a classificação geral da prova árabe. No incrível cenário do deserto saudita e do edifício Maraya, o centro de espetáculos e congressos onde terminou o Saudi Tour, Rúben Guerreiro foi confirmado como o campeão da terceira edição da prova que integra o circuito UCI Ásia. Localizado no vale de Ashar, o edifício tem 9740 painéis de vidro que diariamente refletem a beleza da região de Alula. Desta vez, o edifício Maraya refletiu também a superioridade do montijense no Saudi Tour, controlando tanto os sprints bonificados como a etapa rainha. Crédito imagem: Gettysport / Movistar Team Rúben Guerreiro controlou a corrida e os rivais que à partida se sabiam que tinham condições para discutir a geral individual: o vice-campeão de 2022 Santiago Buitrago (Bahrain) e o bloco da UAE que trouxe Davide Formolo e Felix Grosschartner com a missão de melhorar os dois terceiros lugares consecutivos obtidos por Rui Costa nas mais recentes edições. Formolo e Buitrago completaram o pódio atrás de Guerreiro. Na entrevista rápida ao Eurosport o ciclista da Movistar disse estar "muito contente. Eu e a equipa. Foi um grande trabalho durante toda a semana. O vento deu-nos a chance relaxar, a parte do sterrato foi gira pelos ataques que animaram a etapa. Nós conseguimos ir na frente tranquilos, ainda tentei fazer top 10 na etapa, mas não tive pernas porque havia muitos sprinters de qualidade". "É especial. No ciclismo moderno é tão difícil ganhar uma etapa, quanto mais uma corrida por etapas. Primeiro ano, primeira vitória, primeira corrida. Obrigado à Movistar e à minha família. Tenho 28 anos, mas sinto que renasci para o ciclismo depois de tantas lesões e contratempos." Rúben Guerreiro A caminhada do português na equipa espanhola vai ao encontro das palavras do CEO da equipa, Eusébio Unzué, que em entrevista ao TopCycling tinha adiantado que "vejo o Rúben como um cavalo selvagem, no bom sentido. Tenho a certeza de que nos vai trazer coisas muito interessantes e será um corredor que vai ter oportunidades em determinadas corridas. Ao mesmo tempo, a capacidade polivalente que tem vai fazer com que esteja nos objetivos mais importantes do ano para a equipa.”  Rúben Guerreiro chega às cinco vitórias enquanto profissional. A primeira foi o Campeonato Nacional em 2017, seguiu-se o triunfo no Giro de Itália em 2020, o Desafio Mont Ventoux em 2022 e agora duas de uma assentada no Saudi Tour: etapa e classificação geral. Na realidade esta não é a primeira Volta da carreira do atleta de Pegões Velhos, já que quando corria pela Axeon venceu o Troféu Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina em 2015, um ano antes de se sagrar campeão nacional sub23. Vitórias de ciclistas portugueses no estrangeiro nos últimos 15 anos: Rúben Guerreiro: Saudi Tour 2022 João Almeida: Volta ao Luxemburgo e Volta à Polónia 2021 Rui Costa: Abu Dhabi Tour 2017 | Volta à Suíça 2012, 2013 e 2014 | Volta à Comunidade de Madrid 2011 | Quatro Dias de Dunquerque 2009 Amaro Antunes: Volta à Baixa Polónia 2018 (Malopolska) Edgar Pinto: Volta à Comunidade de Madrid 2018 Sérgio Sousa: Flèche du Sud 2016 José Gonçalves: Volta à Turquia 2016 Tiago Machado: Volta à Eslovénia 2014 Vídeo - As palavras de Rúben Guerreiro logo após o termino da corrida ### Clímax em Hoogerheide com Van der Poel vs Van Aert Mano a mano épico no Mundial de ciclocrosse. TopCycling lança o evento ainda com a experiência vivida na Taça do Mundo de Benidorm à flor da pele. É fechar os olhos e vêm à mente as passagens dos corredores, o cheiro a fritos, a música eletrónica que marca o ritmo e o ruído de fundo que é um mix de idiomas de quem se juntou em Benidorm para ver Mathieu van der Poel, Wout van Aert, Tom Pidcock, Marianne Vos, Fem van Empel ou Puck Pieterse. Com a desculpa do ciclismo, belgas e neerlandeses foram à procura do sol. Esperávamos encontrar clubes de fãs, mas ficamos surpreendidos com a quantidade de público sénior e infantil (miúdos entram grátis) que foram às corridas. O TopCycling foi em família. Ao Luís Beltrão juntaram-se os Moreira: pai, mãe e filhos. A minha esperança era passar o "bichinho" das duas rodas à família e mostrar-lhes que o ciclocrosse é uma festa. Como eu estavam milhares de espanhóis, desejosos de viver as emoções da Taça do Mundo que desde 2011 não organizavam (e sempre que o fizeram foi em Igorre, no País Basco). https://www.youtube.com/watch?v=KTKQvvYsr2s&t=607s Qual o momento top para mim? Sem dúvida quando um senhor nos viu com duas crianças e puxou conversa com a minha mulher; de ciclismo a minha Maria entende o básico, mas é craque a ler as pessoas e sentiu algo especial. "Este senhor diz que o neto está a correr"; foi assim que conheci o avô materno do Tom Pidcock, o senhor Bernard Harper, tão terno a falar que fiquei com vontade de que fosse meu avô também. O meu amigo Bernard Harper levava um boné da Ineos e não tirava os olhos da pista para ver o neto. Falámos da carreira do Tom, da vitória no Alpe d'Huez. Típico avô, Bernard Harper tem amor para todos os netos e já que estava lançado soltou "sabes que o Joe também é ciclista e corre na Trinity Racing?". Joe é o irmão do Tom. Despedimo-nos com um abraço e disse-lhe que conhecê-lo tinha tornado a visita a Benidorm especial. Gonçalo Moreira e Bernard Harper, avô de Tom PidcockCréditos: TopCycling Hoogerheide é a "casa" dos Van der Poel O Mundial de ciclocrosse disputa-se em Hoogerheide, nos Países Baixos. Nas mulheres o duelo é entre Fem van Empel e Puck Pieterse, já que Shirin van Anrooij optou por correr em sub23. Qualquer outra atleta que saia com o arco-íris contraria a lógica da temporada, dominada pelas miúdas de 20 anos. É certo que Ceylin del Carmen Alvarado recuperou um bom nível e que as veteranas Lucinda Brand e Annemarie Worst têm andado bem após sofrerem lesões sérias, mas só uma corrida atípica as levaria a bater Van Empel ou Pieterse. A campeã em título é Marianne Vos e não está presente, mas o título, o pódio (talvez até o top 5) não escaprão aos Países Baixos! Sigam a prova feminina este sábado, às 13:45, em direto, no Eurosport 2. Este crosse nasceu como homenagem a Adrie van der Poel. Hoogerheide é a "casa" dos Van der Poel; foi aqui que Mathieu venceu o título nacional em 2018 e também onde perdeu o Mundial de sub23 para Wout Van Aert em 2014. https://www.youtube.com/watch?v=xRqTTo_7oWg O percurso foi pensado por Adrie van der Poel e tem como imagem de marca a escadaria conhecida como “Stairway to Heaven”, o título de uma grande música dos Led Zeppelin. Por segurança dos ciclistas foram montadas três pontes que permitem ao público mover-se pelo recinto sem ter que passar pela pista. Sem previsão de chuva prevê-se uma prova rápida já que há poucas curvas de 180 graus e muitas onde não se perde velocidade, como explicou Adrie van der Poel a um site neerlandês. Onde se pode partir a prova? Diz quem sabe que o segmento entre a box 1 e a box 2 pode ser decisivo. Ao ter duas pontes é possível fazer diferenças. Também as barreiras são mais altas (40 cm em vez dos 35 cm habituais na maioria das provas) e quem as saltar pode embalar para a subida onde estão colocadas. Domingo esperam-se mais de 30 mil espetadores (no melhor dos cenários 40 mil) e como vimos em Benidorm as barraquinhas de cerveja estão presentes em maior quantidade do que as de comida. À hora da prova já muita festa terá o público no corpo, por isso em 95 por cento do percurso há dois metros entre ciclistas epúblico para evitar incidentes. Créditos: UCI Duelo número 180 entre Van der Poel e Van Aert O campeão Tom Pidcock é o grande ausente por ter o foco na temporada de clássicas. Os três Reis Magos só se reencontram na Strade Bianche. Depois abrem-se outras batalhas, já que Van der Poel e Van Aert correm Tirreno-Adriático com Tadej Pogacar, um fanático da Volta à Flandres, e Julian Alaphilippe, que aspira a regressar ao nível dos rivais após um ano horrível. Só se voltam a separar na Paris-Roubaix, que nem Pidcock nem Pogacar nem Alaphilippe fazem. Antes do regresso à estrada... o Mundial. Em Hoogerheid teremos o duelo número 180 entre Van der Poel e Van Aert no ciclocrosse e contabilizando todas as categorias. Só em elites são 137 e quem lidera é o neerlandês (88-38). Poderíamos dizer que Laurens Sweeck está forte após vencer a Taça do Mundo, que Eli Iserbyt tem sido dos poucos a aguentar o ritmo dos "galos" aqui e acolá, mas na realidade só há dois prováveis campeões. Os "bichos" Van der Poel e Van Aert estão noutro planeta! Sigam a prova masculina este domingo, às 13:45, em direto, no Eurosport 2. Após o Mundial Van Aert vai estagiar em altitude no vulcão Teide, em Tenerife, Van der Poel opta por ficar em Espanha no seu hotel de conforto, o Syncrosfera (propriedade do antigo ciclista Alexander Kolobnev). Foi lá que estagiou em dezembro e em janeiro, voltando em fevereiro aos quartos que têm instalado um sistema de hipoxia que simula a altitude sem ter que deixar de treinar ao nível do mar. Confiram aqui a recente visita do Top Cycling ao estágio da Alpecin-Deceuninck e a entrevista com o craque neerlandês. Confiram abaixo alguns momentos da passagem da Taça do Mundo por Benidorm. As fotos são da autoria de Álvaro García Herrero e foram cedidas pela organização do evento. Créditos: Álvaro García Herrero | Benidorm CX ### Tom Pidcock escolhe Volta ao Algarve para a estreia na estrada em 2023 É em Portugal, mais propriamente na 49.ª edição da Volta ao Algarve, que Tom Pidcock irá efetuar a sua estreia oficial na estrada em 2023. Depois de já ter confirmado a sua ausência, este domingo, em Hoogerheide, Países Baixos, no Campeonato do Mundo de Ciclocrosse, título do qual é atualmente detentor, Pidcock surgirá em solo nacional, para disputar a Volta ao Algarve, prova a decorrer de 15 a 19 de fevereiro, e que irá contar com um lote de ciclistas em grande destaque no panorama internacional. O ciclista britânico de 23 da INEOS encontra-se atualmente em Espanha a preparar a temporada de estrada e para desilusão, não só dos seus fãs, como dos amantes do ciclocrosse em geral, Pidcock abicou de defender o título mundial da categoria. Apesar de parecer estranho, o próprio ciclista já tinha apontado essa hipótese em outubro de 2022, levantando logo o véu, acerca de uma possível preferência pelas clássicas da primavera, em vez do Ciclocrosse. Essa situação, aliada ao bom momento de forma apresentado por Wout Van Aert (Jumbo-Visma) e Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck) deverm ter ajudado a esta decisão final. Volta ao Algarve antecede clássicas Depois da Volta ao Algarve, Pidcock ruma à Flandres, Bélgica, para a Omloop Het Nieuwsblad, seguindo-se um bloco italiano de corridas com Strade Bianche, Tirreno-Adriatico e Milan-San Remo. Com o Ciclocrosse já fora do seu pensamento, o ciclista da INEOS aposta forte num bom início na temporada de estrada, incluindo já a Volta ao Algarve, numa temporada que terá como principal objetivo a chegada ao Tour de França num bom momento de forma, de forma a conseguir uma boa prestação, não só individual, como coletiva. “Quero começar bem a temporada de estrada. Até no Algarve”. Tom Pidcock (INEOS Grenadiers) Já falta pouco para os amantes portugueses da modalidade poderem ver um Tom Pidcock focado num bom desempenho em mais uma edição da Volta ao Algarve, prova com início marcado já para o dia 15 de fevereiro. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Girmay campeão mundial? “Se puder ganho já este ano” Entrevista do TopCycling a Biniam Girmay que já aponta à vitória no Tour de France e ao Mundial de Glasgow. Biniam Girmay é discreto. Toma um café ao balcão enquanto espera junto aos colegas que a apresentação da Intermarché-Circus-Wanty comece. Procura passar despercebido, mas não se esconde. Sabe que as câmaras apontam a ele, que os patrocinadores querem uma foto e os jornalistas um bom título. O TopCycling não perdeu a oportunidade de estar uns minutos com o maior ciclista africano da atualidade, um talento que começou no Centro Mundial do Ciclismo, saltou para a Delko e foi recrutado pelos belgas da Intermarché-Circus-Wanty. Quando a equipa francesa colapsou em meados de 2021 talvez a Intermarché não imaginasse que ia fazer a melhor contratação da sua história. Biniam Girmay tinha 21 anos e só tinha vencido em provas no Gabão e no Ruanda, com uma exceção: quando era júnior ganhou uma etapa em Aubel, na Bélgica, despachando ao sprint Remco Evenepoel. Aubel fica na Valónia, um primeiro sinal de que o destino do eritreu e da Intermarché se iam cruzar. A Intermaché-Circus-Wanty estagiou em janeiro na zona de Albir, Comunidade ValencianaCréditos: Cycling Media Agency Na Bélgica encontrou uma segunda casa. “Quando estou na Europa só sinto falta da família. Já levo seis ou sete anos na Europa, estou perfeitamente adaptado à cultura, aos comportamentos. Aos 17 anos mudei-me para a Suíça para a UCI [Centro Mundial do Ciclismo, em Aigle]”, recorda Bini, como lhe chamam na equipa. Se quando bateu Evenepoel em juniores colocou os diretores do pelotão de olhos arregalados, quando sprintou pela medalha de prata no Mundial de Leuven, em 2021, já não havia nada a fazer. O vice-campeão mundial já pertencia à Intermarché-Circus-Wanty e é lá que vai ficar pelo menos até final de 2026: “Olhando para trás, a equipa esteve sempre unida, não só o staff, mas também os patrocinadores. Ver que estão contentes pelas vitórias é uma alegria para mim. Dá-me motivação e moral para trabalhar. Foi por isso que escolhi ficar, somos uma família.” Veni, Vidi, Bini Muito mudou nos últimos anos. Foi o sprinter do leste de África que permitiu à Intermarché-Circus-Wanty festejar a primeira vitória numa grande clássica do pavê e também foi Bini que vergou Mathieu van der Poel no Giro de Itália – onde nenhum ciclista africano negro jamais tinha conseguido ganhar. As vitórias levaram a equipa a cunhar a expressão Veni, Vidi, Bini... brincando com a frase do latim Veni, Vidi, Vici, que significa Cheguei, Vi e Venci. Biniam Girmay bateu Olav Kooij em AlteaCréditos: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency ©2023 Durante a apresentação da equipa, em Albir (Alicante), o ambiente é informal. Hotel quatro estrelas discreto, sem luxos nem ostentação. A Intermarché-Circus-Wanty mantém-se fiel às raízes populares que a fizeram crescer de um pequeno clube para uma das cinco melhores equipas do mundo (5ª no ranking UCI em 2022). Revivemos o triunfo na Gent-Wevelgem e a sala agita-se, os patrocinadores celebram como se fosse em direto. Biniam Girmay conta que “foi uma vitória inacreditável. Como ciclista o sonho é ser um grande corredor, ter o respeito do pelotão e ganhar uma grande clássica muda-te a vida”. Agora é ele a estrela, o homem de referência e foi por ele que o diretor-geral, Jean-François Boulart, investiu em Mike Teunissen. O neerlandês chega procedente da Jumbo-Visma onde lançou Wout Van Aert para muitos triunfos e ainda vestiu a camisola amarela do Tour de France. “Estou contente porque temos um bloco forte à minha volta com a experiência do Adrien Petit, do Mike Teunissen, ambos conhecem muito bem as estradas da Flandres. O Loic Vliegen também trabalha muito connosco. Sinto que a equipa está mais forte e por isso estou mais motivado para trabalhar. Considero que estamos mais fortes para as clássicas mais duras, porque vou tê-los comigo mais tempo ao meu lado.” Este ano a parceria já rendeu uma vitória na etapa inaugural da Volta à Comunidade Valenciana. Até Rui Costa ajudou a preparar o sprint e Teunissen deixou Bini a 250 metros da meta. O resto foi pura potência do eritreu que deu uma bicicleta a Olav Kooij (Jumbo-Visma). Bini Girmay analisa a vitória na 1ª etapa da Volta à Comunidade ValencianaCréditos: Intermarché-Circus-Wanty Herói da Eritreia e referência de África Entre 3-13 de agosto a Escócia organiza o maior Campeonato do Mundo de ciclismo jamais realizado, distribuindo 13 títulos distribuídos por sete disciplinas em 11 dias. Enquanto conversamos com Bini Girmay a conversa foge para os Mundiais. TopCycling pergunta se sonha com ser campeão mundial no Ruanda, em 2025? O eritreu ri-se e é rápido na resposta: “Se puder ganho já este ano em Glasgow! Claro que ser campeão do mundo no Ruanda, nos primeiros Mundiais em África, seria… [suspira] O principal que as pessoas vão perceber é que no Ruanda há muitos fãs de ciclismo, as pessoas estão muito contentes por receber os Mundiais e não gostam só de ver o Campeonato do Mundo, mas todas as corridas. É um grande sonho para toda a África.” A corrida de fundo do próximo Mundial parte de Edimburgo e a meta está colocada em Glasgow. O circuito citadino será passado 10 vezes, numa prova com 277,6km e 3167m de acumulado. A volta é ao estilo de Biniam Girmay: 14,4 km, perfil técnico, subidas curtas e explosivas (193m de acumulado por volta) e final em descida até George Square. Créditos: Cycling Media Agency Quase tão incrível como vestir o arco-íris seria ganhar uma etapa no Tour de France. Brincamos com Bini sobre o estatuto de herói da Eritreia e referência de África. As multidões que o recebem em cada regresso a casa. Como será se ganhar no Tour de France? “Mesmo quando ganho corridas menos importantes as pessoas ficam doidas, posso imaginar o que aconteceria se ganhar no Tour de France. Será especial. As pessoas não esperavam uma vitória no Tour de France, mas agora estão mais conhecedoras acerca do ciclismo e sabem que vou participar”, conta o ciclista da Intermarché-Circus-Wanty. ### Ciclismo no Eurosport em Fevereiro Em Fevereiro a programação do Eurosport promete muitas horas de ação e entretenimento. O ciclismo está de regresso com as primeiras corridas de estrada, que servem de preparação a restante temporada, mas também com o Ciclocrosse e Pista. Volta à Arábia Saudita - 30 Jan. a 3 de Fev. Ainda no final de Janeiro e a estender-se por Fevereiro, iniciou hoje a Volta à Arábia Saudita, prova onde participam os portugueses Ivo Oliveira (UAE Team Emirates) e Ruben Guerreiro (Movistar). A 3.ª edição desta prova teve partida no aeroporto internacional de Al-Ula, termina dia 3 de Fevereiro em Maraya e pode ser vista em direto no Eurosport 2. Logo a seguir ao direto, os fãs de ciclismo podem acompanhar o resumo de toda a ação das provas masculina e feminina do Cadel Evans Great Ocean Race, na Austrália.  Volta à Comunidade Valenciana - 1 a 5 de Fev. A Volta à Comunidade Valenciana já vai na sua 74.ª edição e o Eurosport vai seguir toda a ação da corrida espanhola em direto. Dividida em cinco etapas, esta famosa prova de pré-temporada parte de Orihuela e tem a sua meta situada em Valência, completando um total de mais de 786 quilómetros. Rui Costa (Intermarché – Circus – Wanty) é para já o único ciclista português na lista de pré-inscritos.  Outros destaques de Fevereiro Esta semana há muito ciclismo para ver em direto no Eurosport, mas em Fevereiro o canal terá mais ação e corridas em direto, nas quais destacamos a Volta ao Algarve e a recém criada Figueira Champions Classic (mais pormenores e horários brevemente). Além das corridas portuguesas os fãs da modalidade poderão ainda assistir à Emirados Árabes Unidos, Volta à Andaluzia, Volta aos Alpes Marítimos, bem como as clássicas Omloop Het Nieuwsblad, Kuurne – Bruxelas – Kuurne ou Grand Prix Le Samyn. Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse - 4 e 5 de Fev. O calendário do mês contempla ainda os Campeonatos do Mundo do Ciclocrosse em Hoogerheide. A temporada de Ciclocrosse culmina nos Campeonatos do Mundo e o Eurosport irá transmitir em direto as corridas de elite masculina e feminina. Toon Aerts e Matieu van der Poel, a batalha repete-se. Na corrida masculina, tendo em conta a ausência de Tom Pidcock (actual campeão do mundo) espera-se mais um duelo entre os titãs Mathieu van der Poel e Wout van Aert, na modalidade que viu nascer estas estrelas para o ciclismo. As boas performances conseguidas recentemente colocam ambos os ciclistas em posição de vencer, tudo pode acontecer no próximo domingo, 5 de fevereiro em Hoogerheide, Países Baixos. Na corrida feminina as favoritas são a Campeã da Europa Fem van Empel e Puck Pieterse, mas Shirin van Anrooij, Ceylin del Carmen Alvarado ou mesmo Lucinda Brand podem intrometer-se na luta! Sábado, 4 de fevereiro, para ver no Eurosport. Campeonatos da Europa de Ciclismo de Pista Ainda no mês de Fevereiro, o canal irá transmitir também algumas provas dos Campeonatos da Europa de Ciclismo de Pista, que se realizam entre 8 e 12 de Fevereiro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Trek Domane SLR 7 | Teste Quando a Trek lançou a nova geração da Domane, informou desde logo que esta quarta geração mantinha o conforto característico do modelo, mas que teria funcionalidades orientadas para a competição. Foi exactamente o que constatei ao testar a nova Trek Domane SLR 7. Vídeo do teste à Trek Domane SLR 7 https://www.youtube.com/watch?v=GNmY8vNnxM0&t= Basta olhar para a bicicleta que nos apercebemos disso pelo próprio design do quadro. Depois, quando pedalamos na Trek Domane SLR 7 é um misto de sensações. Por um lado apercebemo-nos de que se trata de uma bicicleta de endurance pela postura de pedalada e quando visualizamos além do guiador o volumoso pneu de 32mm., mas quando gingamos a bicicleta pedalando de pé e quando fazemos acelerações, sentimos que não é tão "molengona" como outras bicicletas deste segmento. O mesmo conceito, mas mais eficaz A Domane anterior (terceira geração) deixou a sua marca, era uma bicicleta bastante versátil, mas o seu peso era um ponto menos bom para quem queria ter algo mais do que uma bicicleta para fazer quilómetros de uma forma confortável. Trek Domane SL6, geração 3 (versão anterior) Quem quisesse uma bicicleta para ir fazer um Granfondo de uma forma mais competitiva, provavelmente nem colocava aquele modelo no seu lote de opções. A Domane SLR 7 que testei não tem esse problema, é uma bicicleta a ter em conta, mesmo para quem pretende andar rápido. A Domane mais leve de sempre Os engenheiros da Trek atacaram o projecto com o principal objectivo de poupar peso e conseguiram! A novidade mais significativa nesta quarta geração é que é mais leve cerca de 300 gramas do que a anterior. É muito peso poupado, tendo em conta que falamos numa bicicleta que vai na sua 4.ª geração. Essencialmente conseguiram fazê-lo actuando no sistema IsoSpeed. Tornaram o IsoSpeed traseiro mais simples, na linha daquilo que fizeram na Trek Checkpoint (modelo de Gravel), retirando a regulação que tinha anteriormente e retiraram por completo o IsoSpeed frontal que havia na caixa de direção. Evolução simples e lógica A chegada dos travões de disco permitiu que cada vez mais bicicletas tenham um maior espaçamento de pneu no quadro (uma tendência actual), que juntamente com a chegada dos pneus tubeless permite ter pneus mais volumosos e rolar com pressões que conferem maior conforto. Desta forma, o peso extra que o IsoSpeed frontal aportava ao conjunto deixou de fazer sentido, os pneus garantem esse conforto. Relativamente ao ajuste que o IsoSpeed traseiro permitia, a marca afirma que grande parte dos ciclistas não tiravam partido dele (pedalavam sempre com o mesmo ajuste) e desta forma decidiram retirar essa opção, que também aportava algum peso extra ao conjunto. O espigão integrado e ajuste do IsoSpeed desapareceram e agora todos os modelos têm um espigão de selim regular, embora tenha o formato em D, em vez de ser redondo. Os 20 mm. de offset do espigão combinam na perfeição com o sistema IsoSpeed e o aperto está agora camuflado debaixo de uma tampa de encaixe no tubo superior, o que ajuda a dar um aspeto mais "clean" às linhas da nova Trek Domane. A integração dos tubos no cockpit também é diferente da anterior geração, agora a Trek Domane SLR 7 tem um aspeto mais limpo, com um sistema na linha do que a marca faz nos modelos Emonda e CheckPoint, com uma tampa que esconde os tubos de travão antes destes entrarem pela testa do quadro. Este sistema integrado permite uma manutenção ou troca de guiador mais simples do que em outros sistemas integrados, algo que vejo como muito positivo. Integração sim, mas simplicidade também por favor. (Até os mecânicos agradecem). A bicicleta é compatível com outros guiadores regulares, no entanto o mesmo pode não acontecer com o avanço. Em andamento Bastam 5 minutos de pedalada para nos apercebermos de que estamos numa bicicleta de endurance, como referi no início a postura de pedalada é confortável e os volumosos pneus de 32mm. não deixam dúvidas, é uma bicicleta orientada para passar longas horas nela em vários tipos de terreno, seja uma estrada de terra, com pavê ou outras irregularidades. É precisamente quando abrimos os horizontes e integramos estradas de terra nos nossos trajectos que esta bicicleta ganha uma nova vida, sentimos a bicicleta robusta, suave, estável e equilibrada. Os pneus 32mm. absorvem bastante as irregularidades, transformam a bicicleta num autêntico "trator" que nos permite chegar mais facilmente a locais onde não levaríamos uma bicicleta com pneus de 25/26mm. Poderás rodar com pressões ligeiramente mais baixas e descobrir todo um novo mundo, fazendo incursões por estradas de terra batida e gravilha, apesar de não ser uma Gravel. Quando quiseres andar rápido podes montar uns pneus 28mm. com pressões mais altas e tens uma bicicleta, que apesar de não ser tão ágil como uma trepadora mais "racing", não te vai deixar mal quando quiseres desempenho num Granfondo ou numa volta do grupeto de domingo. Transmissão e travagem As 12 velocidades nas bicicletas de estrada começam a ser assumidas como normais, embora ainda haja muita bicicleta no mercado com grupos de 11 velocidades, não se pode dizer que seja uma novidade. Para aquele que utilizar pela primeira vez, no início irá estranhar um pouco o SRAM Force eTap AXS, mas a adaptação é feita de forma rápida. Irá notar principalmente que alterna menos vezes entre os dois pratos da frente. O facto de ter uma cassete 33/10 e pratos 46/33 permite fazer subidas na ordem dos 7% sem recorrer ao prato pequeno, algo que também não prejudica em demasia a cadencia de pedalada (pedalei em descida a mais de 60 km/h sem esgotar a pedalada). Em descidas mais longas (onde possas pedalar a mais de 60 km/h) poderás notar falta de desenvolvimento na transmissão, algo que resolves montando um prato 48d. na frente. É uma bicicleta bastante versátil e que acabou por surpreender muito pela positiva, no que respeita a sensações e experiência de utilização. Nas bicicletas de estrada a travagem está sempre ligada à transmissão e como tal, também os travões estão a cargo da SRAM, grupo Force completo (gama média alta da marca americana). Com a chegada do travão de disco às bicicletas de estrada, vieram os eixos passantes, que significam ter que utilizar uma chave sextavada para desmontar as rodas, em caso de furo por exemplo. Para os esquecidos, a Trek resolveu o problema colocando um aperto rápido na roda traseira, que se retira e é uma chave sextavada que serve para ambas as rodas. Pneus volumosos, maior partido da potência dos travões de disco Os travões de disco trouxeram potência e sensibilidade à travagem nas bicicletas de estrada em geral, mas quando temos uns pneus 25mm. montados essa potência é limitada pelo volume do próprio pneu, algo que os pneus 32mm. da Trek Domane SLR 7 resolvem. Os travões Sram Force são potentes e com os pneus 32mm conseguimos tirar mais partido dessa potência de travagem. Travar um pouco mais tarde ou aplicar um pouco mais de potência na travagem em situações de recurso são algumas das vantagens da nova Trek Domane SLR. De referir que as rodas Bontrager Aeolus Pro 37, com um perfil de 37mm, em Carbono OCLV também aportam rigidez e qualidade ao conjunto. O selim é sempre um componente importante e muito pessoal, quando compramos uma bicicleta nova nem sempre o selim que vem montado de origem oferece o conforto que desejamos, não é o caso nesta Trek Domane SLR 7, fiquei muito bem impressionado com o Bontrager Verse Short Elite. Tudo para fazer um ciclista feliz A Trek Domane SLR 7 que testámos tem um PVP no site da marca de 10.999,00 €, não é o modelo topo de gama mas como é de esperar com este preço, tem características premium. Vem equipada de série com grupo de transmissão eletrónico, rodas em carbono, guiador e espigão de selim em carbono, um selim confortável e adequado, bem como o medidor de potência Quarq que também vem instalado de série. Há muito pouco a melhorar ou a acrescentar neste conjunto, depois de comprar, é sair para pedalar e desfrutar da máquina. Em resumo Vem preparada para instalar guarda lamas, incorporar bolsas no tubo superior do quadro, tem um espaço de arrumação no quadro que permite guardar desde a ferramenta, a um colete ou um pequeno impermeável, ou mesmo comida (ver vídeo aqui), características que lhe conferem uma versatilidade difícil de encontrar noutros modelos do mercado. Como já referi, desde um bikepacking de longa distância e vários dias, por vários tipos de terreno, a uma "competição" domingueira com os amigos ou num granfondo, a Trek Domane SLR7 acaba por conseguir fazer um pouco de tudo e é ideal para quem procura isso mesmo numa bicicleta, fazer um pouco de tudo. Podes ver as características completas, as cores, os restantes modelos e preços da nova Trek Domane no site da marca em Portugal aqui: www.trekbikes.com/pt Por: Luís Beltrão Fotografia: Mário Silva Edição fotografia: Jorge Branco Vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Ciclocrosse – 14.ª prova da Taça do Mundo | Besançon A Taça do Mundo de ciclocrosse chegou ao fim este domingo em Basançon, que era a 14.ª e ultima ronda da competição esta temporada. Apesar de não estar no programa inicial de Mathieu van der Poel, este decidiu participar na corrida logo após a prova de Benidorm, com o objectivo de preparar da melhor forma possível o Campeonato do Mundo de ciclocrosse. Corrida Feminina Sem a presença de Fem van Empel e Shirin van Anrooij , que preferiram o fazer a corrida do Troféu X2O de ontem em Hamme, para preparar o Campeonato do Mundo, Puck Pieterse era a grande favorita e apesar do azar que teve na primeira volta, conseguiu recuperar e à terceira volta conseguiu isolar-se na frente até ao final da corrida. Na ausÊncia de van Empel e van Anrooij foram as mulheres da 777 que deram alguma luta a Pieterse, no final Annemarie Worst e Inge van der Heijden acabaram por conseguir o pódio. TOP 10 final da corrida feminina POS.PAÍSNOMETEMPO01Puck Pieterse 45:2102Annemarie Worst + 3703Inge van der Heijden + 4304Zoe Backstedt + 01:0205Blanka Vas + 01:0906Marie Schreiber + 01:1007Manon Bakker + 01:1008Denise Betsema + 01:1109Helene Clauzel + 01:1810Marion Norbert Riberolle + 01:24 Resumo vídeo da corrida feminina https://www.youtube.com/watch?v=W39bRCGuR6w Corrida Masculina À semelhança da corrida feminina, também nos homens a não presença de Wout van Aert e Tom Pidcock colocava Mathieu van der Poel como o favorito à partida. O holandês decidiu manter-se com o grupo da frente durante algum tempo, mas a meio da corrida fez uma mudança de ritmo "à van der Poel", abrindo uma vantagem que volta após volta veio aumentando, para cruzar a meta calmamente e isolado no final. Van der Poel está pronto para o Campeonato do Mundo em Hoogerheide. Quando questionado sobre esse título e sobre a disputa com Wout van Aert, o holandês diz que as possibilidades são de 50-50 para cada um. Top 10 final da corrida masculina POS.PAÍSNOMETEMPO01Mathieu van der Poel 01:01:3302Laurens Sweeck + 4903Joris Nieuwenhuis + 5204Clément Venturini + 5205Niels Vandeputte + 5306Ryan Kamp + 5307Kevin Kuhn + 01:0008Gerben Kuypers + 01:0309Michael Boros + 01:0410Eli Iserbyt + 01:17 Resumo vídeo da corrida masculina https://www.youtube.com/watch?v=Av0fQ5zttRo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Peter Sagan anuncia final de carreira O tri-campeão do Mundo Peter Sagan anunciou que vai terminar a carreira de ciclista profissional de estrada no final da presente temporada. Pela ocasião da Vuelta a San Juan, em palavras à imprensa esta quinta-feira, Sagan confirmou que não competirá no WorldTour após esta temporada, mas tenciona participar em eventos de BTT, nomeadamente a participação nos jogos olímpicos Paris 2024. “O momento chegou ... Decidi terminar a carreira como ciclista do World Tour esta temporada. Gostaria de me preparar para os Jogos Olímpicos em mountain bike.” Revelou Peter Sagan O eslovaco está na segunda temporada, de um contrato de dois anos com a TotalEnergies, e indicou que tenciona correr as clássicas da primavera e o Tour de France. Terminar onde começou Peter Sagan chegou à modalidade de estrada vindo do BTT e que inclusive durante a sua carreira profissional como ciclista de estrada participou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, na modalidade de Cross-Country Olímpico (XCO). Julien Absalon e Peter Sagan, Rio 2016. Créditos da imagem: UCI Agora, deseja terminar a carreira na modalidade onde começou. “Não é sobre a medalha ou algo assim. É mais sobre o que eu quero fazer”, disse Sagan. “Não há pressão sobre se eu ganho ou perco. É algo que eu sempre quis, terminar a minha carreira no mountain bike e no próximo ano é ano olímpico. Eu queria fazer isso por mim, não por mais ninguém.” Questionado sobre se deseja alcançar vitórias este ano, o eslovaco afirmou que quer terminar todas as corridas desta temporada num nível alto e que deseja alcançar vitórias.l Alguns números da carreira de Peter Sagan Profissional desde 2011, Sagan conquistou 121 vitórias na carreira, incluindo o os monumentos Tour de Flandres e Paris-Roubaix, três Campeonatos do Mundo consecutivos entre 2015 e 2017, além de ter o record de camisolas verdes (classificação por pontos) do Tour de France, sete no total. Mais do que vitórias, Peter Sagan trouxe uma nova forma de estar ao pelotão World Tour, trouxe espetáculo, uma forma de estar mais descontraída e divertida, sem colocar de parte a competição. Créditos da imagem: Wessel van Keuk/Cor Vos ©2012 Será o fim de uma Era. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### O piloto de Moto GP Miguel Oliveira, participará no Race Nature Albufeira Está a chegar a segunda edição do Race Nature de Albufeira. Este ano com novidades e um cartelde participantes ainda mais aliciante que o ano anterior. Entre os participantes, o piloto de Moto GP Miguel Oliveira. Record de participantes É esperado um record de participantes nacionais e internacionais, porque, para além do forte contingente nacional, virão cerca de uma centena de espanhóis e outros atletas representantes de doze nacionalidades distintas, que trará quantidade e muita qualidade competitiva ao evento de Albufeira. Créditos imagem: Cabreira Solutions Para além dos vários campeões regionais e nacionais, têm presença confirmada o bicampeão nacional belga Frans Claes (Square Group MTB Team). Trata-se de uma prova aberta, mas é considerada o motor de arranque para a nova época desportiva do BTT e preparação para outras modalidades, também de outras “velocidades”. A Aprilia RS-GP fica na garagem Motivo de atração será a presença, entre os atletas, do piloto de Moto GP Miguel Oliveira, vencedor do GP de Portimão em 2020, que fará dupla com Miguel Praia, mas desta vez as motos ficarão na box. Munido da sua mountain bike, o “Falcão” terá a seu lado o Diretor e Responsável de eventos do Autódromo Internacional do Algarve, para participar na segunda edição desta competição de 3 dias, com partidas e chegadas na Praia dos Pescadores, em Albufeira. À semelhança do ano anterior, a organização estará a cargo da Cabreira Solutions, que trará seis centenas de participantes para conhecerem a costa algarvia numa outra perspetiva e usufruir de tudo o que a região tem para oferecer, para além da intenção de obter o melhor resultado desportivo neste início de época. Créditos imagem: Cabreira Solutions Dia 26 de janeiro a competição arrancará com o prólogo que define as lideranças dos escalões femininos e masculinos. Seguem-se sábado e domingo (27 e 28 de janeiro) as etapas em linha, que percorrerão os mais belos trilhos e arribas da região. O pódio final terá como cenário o extenso areal das praias de Albufeira, ao início da tarde de domingo. 2.ª edição do Gravel Challenge Também o Gravel Challenge terá continuidade nesta iniciativa, que recorde-se, teve a sua géneseem Portugal precisamente há um ano, na primeira edição do Gravel Challenge de Albufeira. Créditos imagem: Cabreira Solutions O sinal evidente de crescimento desta nova vertente do ciclismo, comprova-se com a duplicação do número de inscritos nesta edição e com a internacionalização da mesma, com a presença de oito nacionalidades. Em 2023 o Gravel Challenge terá a segunda etapa em Seia, na Serra da Estela e a terceira etapa no nordeste de Portugal, em Freixo de Espada-à-Cinta. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Maiorca foi talismã para Rui Costa... outra vez Vitória em Maiorca foi preparada em Valência. Entrevista do TopCycling a Rui Costa durante a apresentação da Intermarché-Wanty. Prognósticos só no fim do jogo. A frase é conhecida e aplica-se a este texto. A 20 de janeiro, o TopCycling esteve na apresentação da Intermaché-Circus-Wanty, mas têm sido tantas entrevistas e viagens que tivemos que ir no grupeto por falta de pernas. Na altura sentimos que Rui Costa estava forte. Aliás, já em dezembro, na primeira entrevista como corredor da equipa belga, que publicamos no TopCycling, as sensações eram a de que o "velho" Rui Costa estava de volta, isto tendo em conta que regressou à primeira linha de uma WorldTeam após dois anos a trabalhar com Tadej Pogacar e João Almeida. Não quer dizer que não pudesse ter continuado no papel de gregário de luxo, o próprio considerou ficar na UAE só que a proposta de renovação não chegou. No entanto, há corredores que nascem para ganhar e há quem tenha vocação para trabalhar. Rui Costa é um campeão do mundo, vencedor de etapas no Tour, tricampeão da Volta à Suíça e campeão nacional! Em Albir (Alicante), pusemos a conversa em dia. Se na entrevista anterior tocámos temas abrangentes sobre a carreira do poveiro, desta feita fomos a questões específicas do início da época. A Intermaché-Circus-Wanty apresentou-se no dia 20 de janeiro em Albir (Espanha)Créditos: Alessandro Volders / @cyclingmedia_agency "Quando entro para competir gosto de entrar forte" Dos cinco dias que dura o Challenge de Maiorca, Rui Costa tinha programado fazer os três primeiros. “Já são nove anos sem correr em Maiorca, já me esqueci de algumas subidas. Um facto importante são as vertentes viradas a Norte que são perigosas, o asfalto não é bom, embora possa ter melhorado nos últimos anos. Costumava haver bastantes quedas. São corridas onde não se tem nada a perder por serem as primeiras do ano, todos querem ganhar e o pessoal é arrisca e é ambicioso. Quero ver como estou perante os outros atletas e apurar a minha condição física para a Volta a Valência e Volta ao Algarve”, analisava o corredor da Intermaché-Circus-Wanty. A conversa com Rui Costa é amena. Conta ao TopCycling que toda a equipa quer entrar bem na temporada e que ao ser o mais velho dos 29 ciclistas sabe o importante que é começar a ganhar para haver um equilíbrio positivo no grupo. “Maiorca não vou dizer que é um objetivo, mas quando entro para competir gosto de entrar forte e ver como estão os outros atletas. É uma oportunidade porque faço três dias consecutivos, o primeiro sei que é seletivo, o segundo é mais ao estilo do Bini e o terceiro volta a ser duro. Há duas oportunidades.” Rui Costa ao TopCycling. Agora sabemos que as sensações são excelentes já que a vitória apareceu logo na estreia com a Intermaché-Circus-Wanty, no Troféu Calviá. Também em Maiorca ganhou em 2010, pela Caisse d'Epargne (atual Movistar), na época de afirmação internacional onde juntou etapa na Volta à Suíça e título nacional de contrarrelógio. Treze anos depois Maiorca foi talismã para Rui Costa... outra vez. Olhando para o que aí vem, Rui Costa partilhava o desejo de um início “sem percalços, que corra tudo bem e se for já em Maiorca ótimo, senão há Valência, depois Figueira da Foz e Algarve. São corridas muito seguidas. Fiz por começar a temporada mais cedo e preparar as coisas com calma. Para já os valores são muito bons, mas não falta gente a andar forte, os outros atletas também vão estar numa boa condição física, 60-70 por cento dos corredores querem entrar cedo na temporada". Também quisemos saber quem mais o impressionou agora que já conhece melhor o plantel, embora nos dois estágios os atletas tenham estado divididos por características e/ou objetivos. “Dentro do meu grupo quem mais me tem impressionado é o Rune Herregodts. Posso dizer que é um grande talento, que trabalha muito. Fizemos um treino de seis horas e no final ele ainda foi fazer mais uma hora na bicicleta de contrarrelógio, pelo que já se vê que a qualidade do atleta não é só física, o querer também importa. É um corredor que vai dar que falar; é rápido, está a subir muito forte em esforços de 5/10/20 minutos com valores excelentes. Estejam atentos a ele e logo no início da temporada”, adiantou o português. Louis Vervaeke, Rui Costa e Ben Healy no pódio do Troféu Calvià.Créditos: Luis Angel Gomez/SCA/Cor Vos © 2023 Ganhar no Tour de France é o objetivo da época Da apresentação da equipa destacaria alguns aspetos. A estrutura coordenada por Jean-François Boulart tem um ambiente familiar, nada presunçoso, onde os patrocinadores convivem com os corredores durante os dias do estágio de janeiro. Basta olhar para o maillot da equipa para perceber que são muitos e entusiastas, aliás, quando as vitórias de Biniam Girmay foram repetidas durante a cerimónia gritou-se como se fosse em direto! Isto mostra-nos que a 5ª classificada do ranking WorldTour é uma equipa que cresceu, ao ponto de superar a todo-poderosa vizinha Quick-Step em 2022, mas mantém a essência popular de quando eram um modesto clube na cidade de Ath, na Valónia. O coletivo é o segredo da Intermaché-Circus-WantyCréditos: Alessandro Volders / @cyclingmedia_agency Dos primórdios já só resta o espírito. A moderna estrutura da a Intermaché-Circus-Wanty cresceu e pensa a longo prazo: compete no WorldTour, conta com a recém-criada Circus-ReUz-Technord para desenvolver os sub-23 – coordenados por Kevin Van Melsen que correu dez anos na equipa – e ainda trabalham os escalões de base na Academia Ardent Group. Sem esquecer que no ciclocrosse têm equipa masculina e feminina. No entanto, há um objetivo que Jean-François Boulart coloca como prioritário: ganhar no Tour de France é o objetivo da época – não só desde 2017 receberam a confiança da ASO, como foi a primeira grande Volta que lhes abriu a porta. Há um sentimento de gratidão que o patrão da Intermarché-Wanty não esconde. ### Maria Martins em entrevista ao TopCycling.pt - Vídeo Gonçalo Moreira deslocou-se ao local de estágio da equipa Fenix Deceuninck para falar com Maria Martins, a primeira portuguesa a integrar uma equipa do World Tour feminino. Vídeo https://youtu.be/MNkmfdo7R7w Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Jasper Philipsen pisca o olho a Ivo e Rui Oliveira Sprinter belga da Alpecin-Deceuninck correu com os irmãos Ivo e Rui Oliveira tanto na Axeon como na UAE-Emirates. TopCycling foi à costa de Alicante entrevistar o colega de Mathieu van der Poel. Não foi o sprinter mais vitorioso do ano 2022, mas foi dos que mais cresceu. Jasper Philipsen venceu duas etapas no Tour de France, incluindo uma das chegadas míticas – nos Campos Elísios foi mais rápido do que Dylan Groenewegen e Alexander Kristoff. O belga parte para a terceira época na Alpecin-Deceuninck, mas o TopCycling quis quebrar o gelo e falar-lhe ao coração, recordando a vitória em Puebla de Sanabria, na Vuelta de 2020, a primeira de Jasper Philipsen em grandes Voltas. “Foi um momento bastante emocional porque corri muito tempo com os irmãos Oliveira [na Axeon e na UAE] e sabíamos que era a nossa última corrida juntos. Ficamos muito emocionados, são tipos impecáveis.” Então e reunirem-se no futuro? “Estou aberto a isso. São corredores fortíssimos; o Rui mais explosivo, o Ivo mantém ritmos altos durante muito tempo, portanto são uma boa mescla para o comboio de um sprinter. Não sei se têm o melhor ambiente para fazer este trabalho de preparação do sprint porque nós somos uma equipa focada nos sprints e a UAE está mais focada em classificações gerais”, analisa o belga. https://www.youtube.com/watch?v=uzNVeQjvqIo A escolha da equipa é crucial para a carreira de um ciclista. Jasper Philipsen sabe-o bem porque em 2021 trocou o WorldTour pelo segundo escalão, isto é, a UAE pela Alpecin. O que pareceu um passo atrás veio a revelar-se uma ótima decisão: “Foi um bom passo sair para uma equipa que tem o foco nos sprints e nas clássicas. Não temos um corredor para as grandes Voltas e isso faz a diferença porque quando vamos podemos focar-nos em disputar etapas.” Os gémeos da UAE estão em final de contrato com a estrutura dos Emirados e o amigo Jasper Philipsen pisca o olho a Ivo e Rui Oliveira, mas reflete sobre o momento dos antigos colegas. “Para o Ivo e para o Rui não sei onde está o foco atualmente. Se em serem corredores de apoio durante as grandes Voltas ou mais nas etapas para os sprinters. Podem fazer ambos os trabalhos porque sobem bem e os dois são rápidos, têm várias cartas para jogar e só têm que escolher o caminho que querem seguir.” Jasper Philipsen manda abraços aos leitores do TopCycling e fãs portugueses Repetir o Tour de France e testar-se na Milão-Sanremo Há muito para conversar com Jasper Philipsen, desde logo acerca das duas etapas que ganhou no Tour de France. A última delas nos Campos Elísios. Esse objetivo “ainda está longe, mas quero voltar a estar no máximo nível”. Sobre o triunfo na etapa final ainda tem que assimilar o feito, mas é algo que “fica para o resto da vida e do qual me posso orgulhar. Sou ambicioso e espero que seja o início de uma boa sequência no Tour de France. A equipa é ambiciosa, gosta de ganhar as maiores corridas. Eu tenho muitos objetivos como tentar ser campeão do mundo, europeu, nacional… um dia. Um Monumento e um Mundial são objetivos de carreira, mas uma camisola verde no Tour de France também. Se conseguir pelo menos um dos itens na lista já seria bom”. No Tour coincidiu com Mathieu van der Poel, tal como coincidirá em algumas clássicas. A coliderança não é um problema. Conta-nos o belga que “Mathieu é um bom jogador de equipa, mais forte do que eu nas provas mais duras, enquanto eu sou mais forte a fechar ao sprint. Ele tem muitas qualidades, depende dos objetivos que tenha e como conciliar com os meus. Nunca tivemos problemas e no futuro diria que também não teremos.” Enquanto um dos líderes da estrutura montada pelos irmãos Philip e Christoph Roodhooft, o sprinter natural de Ham, no Limburgo belga, está contente com o salto para o WorldTour e elogia o trabalho dos dirigentes. A Alpecin-Deceuninck tem um ambiente familiar, a maioria do staff é próxima dos corredores, conta com uma base de corredores belgas e tem vindo a aumentar a presença de outras nacionalidades, mas no fundo o idioma que se fala é o flamengo, uma variante do neerlandês. Para 2023 o calendário de Jasper Philipsen sofre algumas alterações, começando mais tarde. O objetivo é simples: repetir o Tour de France e testar-se na Milão-Sanremos. Para isso vai arrancar com Omloop Het Nieuwsblad e Kuurne-Bruxelas-Kuurne, segue-se um périplo italiano com Tirreno-Adriático e Milão-Sanremo, regresso à Bélgica para correr Brugge-De Panne, Gent-Wevelgem, Dwaars door Vlanderen e Scheldeprijs. Isto até abril, já que depois o foco será colocado na preparação para o Tour de France. Face a 2022 não repete a Volta à Flandres. A aposta é subir o nível na Sanremo (66º) e na Gent (21º). “Seria um grande passo tentar ganhar ou ser competitivo. É duro ganhar um Monumento, primeiro vamos tentar as clássicas e ver se um Monumento é possível. Milão-Sanremo e Gent-Wevelgem são corridas duras que se adaptam a mim”, explica o belga que em juniores ganhou Harelbeke e em sub-23 foi 2º na Flandres e 4º em Roubaix. Terá Philipsen a capacidade de sprintar na prova mais longa do calendário? Em teoria “ainda tenho muita gasolina no tanque e não devo ter problemas, mas é uma corrida especial onde tens o stress de um Monumento. Isso também pode alterar as sensações. Veremos se as minhas ambições são realistas para a Milão-Sanremo”. Media Day da Alpecin-Deceuninck em janeiro de 2023 Para já o ano tem decorrido sem percalços e Jasper Philipsen até teve tempo para uma brincadeira com o grupo com quem treina em casa. Junto com os amigos Ward Vanhoof (Flanders-Baloise) e Jordi Meeus (Bora-Hansgrohe) foi aos Campeonatos da Bélgica de Ciclismo de Praia: “Nunca tinha feito. Foi uma corrida dura [54km], mas divertimo-nos. Também foi bom ter a sensação de competir porque não o fazíamos há algum tempo”, conta sobre o evento que decorreu na praia de Bredene, junto ao mar do Norte. O mau tempo não afastou valentes profissionais da estrada como Sep Vanmarcke (Israel), Jens Keukeleire (EF Education), Oliver Naesen (AG2R), Yves Lampaert, Tim Declercq, Bert Van Lerberghe e Tim Merlier (Quick-Step). O vencedor foi Jordi Warlop, que trocou a defunta B&B Hotels pela Soudal-Quick-Step (equipa Continental criada este ano que apoiará a estrutura WorldTour). Os belgas são mesmo assim… loucos por ciclismo! https://twitter.com/JasperPhilipsen/status/1609107239637323777 As melhores vitórias de Jasper Philipsen Duas etapas no Tour de France Três etapas na Vuelta a Espanha Clássica de Frankfurt Scheldeprijs ### Fomos assistir à Taça do Mundo de Ciclocrosse em Benidorm Luís Beltrão e Gonçalo Moreira deslocaram-se a Benidorm para assistir à 13.ª ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse. O objectivo do nosso vídeo é levar até vocês um pouco do que são as cores, os sons e o ambiente que se vive durante o dia num evento destes. Com 15.000 pessoas de várias nacionalidades, esta foi a 3.ª taça do mundo da temporada no que respeita a record de assistência. Esperamos ter conseguido trazer um pouco do ambiente de Benidorm. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=KTKQvvYsr2s Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Ciclocrosse – 13.ª prova da Taça do Mundo | Benidorm Benidorm recebeu hoje a 13.ª e penúltima etapa da Taça do Mundo de Ciclocrosse, num dia marcado por um intenso e espetacular duelo entre Mathieu van der Poel e Wout Van Aert. Na estreia da receção desta prova,  a cidade espanhola de Benidorm assistiu ainda à coroação de Fem van Empel na corrida feminina. Corrida feminina Fem van Empel, Puck Pieterse e Shirin van Anrooij deram espetáculo num traçado predominantemente seco, contrariamente ao verificado na larga maioria das provas do calendário da Taça do Mundo da presente época. As três atletas que marcaram a presente temporada, facto comprovado uma vez mais durante o dia de hoje, tiveram um disputa acesa pela vitória, sendo aí Fem van Empel quem se superiorizou, batendo Puck Pieterse, a nova campeã nacional neerlandesa, hoje segunda classificada, enquanto que a fechar o pódio ficou Shirin van Anrooij. Com esta vitória em Benidorm, a ciclista da Jumbo-Visma, Fem van Empel, garantiu a conquista da Taça do Mundo, e sucede assim a Lucinda Brand, vencedora do ano passado. Top 10 final POSPAÍSNOMETEMPO01Fem van Empel 52:4702Puck Pieterse + 0303Shirin van Anrooij + 1304Silvia Persico + 2105Lucinda Brand + 5306Annemarie Worst + 5507Zoe Backstedt + 01:1808Line Burquier + 01:3309Maghalie Rochette + 01:5010Helene Clauzel + 01:52 Destaque ainda para as portuguesas Joana Monteiro e Laura Simão que garantiram uma presença feminina portuguesa em corridas da taça do Mundo de Ciclocrosse pela primeira vez na história. Joana Monteiro terminou no 44.º posto, enquanto que a jovem Laura Simão terminou em 50.º Corrida masculina Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck) sem dores nas costas, não cedeu à pressão de Wout Van Aert (Jumbo-Visma) dum duelo intenso e eletrizante. Numa corrida marcado por um ritmo intenso logo na sua fase inicial, o campeão do mundo na última tempotada, Tom Pidcock (INEOS Grenadiers) demonstrou uma vez mais não estar no seu melhor momento, terminando a etapa de hoje no 5.º lugar. Numa etapa com muito para contar, o destaque vai para o espetáculo que Van der Poel e Van Aert protagonizaram do início ao fim da prova, terminando afastados por apenas alguns centímetros, com a vitória a cair para Mathieu van der Poel. Quem terminou mais perto dos dois homens da frente foi Eli Iserbyt (Pauwels Sauzen-Bingoal), que completou o pódio, com o atraso de nove segundos para os homens da frente. Vídeo ultima volta https://www.youtube.com/watch?v=d3nksDLW1yU Top 10 final POSPAÍSNOMETEMPO01Mathieu van der Poel 01:00:0002Wout van Aert + 0003Eli Iserbyt + 0904Laurens Sweeck + 2005Tom Pidcock + 3406Kevin Kuhn + 5607Lars van der Haar + 01:1108Niels Vandeputte + 01:1409Felipe Orts Lloret + 01:1710Gerben Kuypers + 01:22 Também na corrida masculina houve estreia por portuguesa pela primeira vez na história do Ciclocrosse nacional, Mário Costa terminou num meritório 32.º posto. Topcycling.pt presente na Taça do Mundo Também nós nos deslocámos a Espanha para assistir à Taça do Mundo de Ciclocrosse, em breve publicaremos o vídeo da experiência vivida durante este dia entre a "afición" e os "flandriens", num evento que teve a presença de cerca de 15 mil espectadores. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Ciclismo no Eurosport até ao final de Janeiro Realiza-se amanhã a ultima etapa do Tour Down Under, a corrida que marcou o arranque as transmissões de ciclismo no Eurosport em 2023, mas até ao final de Janeiro serão transmitidas mais algumas corridas que marcam o arranque da temporada. 22 a 29 de janeiro - Vuelta a San Juan Também este domingo, fica igualmente marcado pelo arranque de uma nova edição da Vuelta a San Juan, na Argentina. Depois da loucura pela conquista do Mundial de Futebol, no Catar, em dezembro do ano passado, o país acolhe uma das mais importantes provas de ciclismo da América do Sul.  Remco Evenepoel está na Argentina e estreia-se este ano com a camisola arco-íris de Campeão do Mundo. O belga foi também o último a vencer a Vuelta a San Juan em 2020. Após dois anos sem competição, devido à pandemia, espera-se uma grande competição e muito público nas estradas. Portugueses em competição O pelotão contará ainda com a presença de uma equipa portuguesa, a AP Hotels and Resorts – Tavira, composta pelos ciclistas lusos Rafael Lourenço, Venceslau Fernandes, Rúben Simão e Carlos Salgueiro e os espanhóis Álvaro Trueba e Délio Fernández.  25 a 29 de janeiro - Mallorca Challenge O final de janeiro promete muito ciclismo e, entre os dias 25 e 29, o Eurosport emite mais uma edição do Mallorca Challenge, nas Ilhas Baleares, em Espanha. São cinco dias de competição e cinco troféus em jogo. São cinco dias de competição e cinco troféus em jogo. Os portugueses João Almeida, Rui Costa e Rui Oliveira vão discutir esta edição do Mallorca Challenge, assim como outras estrelas internacionais como Julian Alaphilippe, Biniam Girmay, Guillaume Martin ou Matteo Tretin. 30 de jan. a 3 de fev. - Volta à Arábia Saudita A derradeira semana do mês começa com mais uma fantástica e exótica corrida: a Volta à Arábia Saudita. O contraste dos arranha céus e das dunas do deserto fazem desta uma prova diferente para equipas e ciclistas. Esta edição, que começa dia 30 de janeiro, tem partida marcada para o aeroporto internacional de Al-Ula e termina dia 03 de fevereiro em Maraya. O português Ruben Guerreiro é um dos cabeças de cartaz na lista de pré-inscritos para esta edição. Os fãs têm saudades de ciclismo, este conjunto de competições serve para equipas e ciclistas apurarem a forma e para os fãs avaliarem os seus ídolos do pelotão. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI Mountain Bike World Series - O novo conceito da Taça do Mundo Com a Warner Bros. Discovery (Eurosport) a garantir os direitos de transmissão da Taça do Mundo de BTT (como revelámos neste artigo), chega também um novo conceito destas competições, a UCI Mountain Bike World Series. Este campeonato de BTT reúne numa só competição as Taça do Mundo de cross-country olímpico (XCO), maratona de cross-country (XCM), downhill (DHI), enduro (EDR) e E-enduro (E-EDR). Desta forma, e pela primeira vez, as competições de BTT ficam reunidas sob uma única marca, as World Series. O pináculo desta nova estrutura será a Taça do Mundo, permitindo que todos os formatos floresçam de forma independente. Oportunidade para amadores A UCI Mountain Bike World Series vai também oferecer a oportunidade aos amadores de encontrarem o seu lugar no palco da elite. Algumas corridas de XCM, EDR e E-EDR estarão abertas a amadores pelo que estes aspirantes a profissionais poderão competir lado a lado com os seus heróis. Isto permite abrir um caminho desportivo de alto nível para estes atletas na busca de pontos de qualificação de modo a progredir nas categorias de elite.  Maior evento do ano Tal como noticiámos neste artigo, o alinhamento de formatos e corridas será visto na perfeição em setembro em Les Gets, Morzine e Châtel (França), num festival de 10 dias de ação de BTT. Com provas de todos os formatos e abertas a amadores, o evento pretende ser uma referência para uma nova era das Bicicletas de Todo Terreno. Transmissões Os eventos desta nova competição, como a Taça do Mundo de XCO, XCC e DHI, podem ser vistos em direto e "on demand" através do Discovery+ , da App do Eurosport e ainda no GCN+. Já a Taça do Mundo de XCM, EDR e E-EDR terão programas com o resumo detalhado de cada jornada. Nos próximos meses serão anunciadas mais formas de poder assistir, fica a atento em www.topcycling.pt O calendário David Lappartient, Presidente da UCI:  “A popularidade global do BTT está a aumentar e, ao combinar todos os seus principais formatos, para além de competir com pilotos de elite e amadores numa importante série, aumentaremos o apelo desta disciplina. Com o seu ambiente de festival, mistura de corridas e cobertura em direto expandida, a UCI Mountain Bike World Series oferece uma experiência nova e atrativa para os atletas, fãs e novatos na comunidade de BTT”. Chris Ball, CEO da ESO Sports:  “Ao criar uma única plataforma global que unifica os principais formatos de corrida com o estatuto de Taça do Mundo da UCI pela primeira vez, a nova UCI Mountain Bike World Series permitirá igualmente a integração e crescimento de amadores, de eventos e de um festival para corridas da Taça do Mundo. “O nosso objetivo de longo prazo é o de elevar os principais formatos de corrida da Taça do Mundo da UCI, levando os atletas e equipas a um novo patamar. Também queremos manter a capacidade de entreter e envolver os ciclistas de BTT em todos os níveis. O futuro é incrivelmente empolgante e estamos honrados de inaugurar uma nova era do desporto”. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Caleb Ewan suspira pela Milão-Sanremo É a clássica dos sprinters, mas desde 2016 não há sprint massivo pelo primeiro Monumento da temporada. A Milão-Sanremo tem sido terreno de caça para os oportunistas – como Matej Mohoric e Jasper Stuyven – e tornou-se objeto da devoção dos gigantes do pelotão como Vincenzo Nibali, Julian Alaphilippe e Wout Van Aert. As duas últimas edições estão no top cinco das mais rápidas de sempre, o que nos leva a perguntar: está a Milão-Sanremo demasiado veloz para os puros sprinters? Caleb Ewan é um dos puros sprinters que acredita na tradição e sonha com vencer na Via Roma o Monumento que lhe falta no palmarés. “Já fiz duas vezes 2º por isso sei que é possível. Na última vez o Van Aert também lá estava e eu senti-me confortável no Poggio. Tem-se tornado uma corrida cada vez menos para sprinters, mas subo suficientemente bem as subidas curtas. É o único Monumento que acredito poder vencer, é por essa razão que quero tanto ganhá-la”, diz o australiano em entrevista concedida ao TopCycling desde a Austrália. Créditos imagem: Tour Down Under Itália tem sorrido ao sprinter de Sidney. Etapas no Giro, no Tirreno-Adriático, pódios nas mais históricas clássicas como Milão-Sanremo e Milão-Turim. No entanto, o facto de a Lotto-Dstny ter perdido a licença WorldTour leva a que em 2023 o Pocket Rocket não corra nem Tirreno- Adriático nem Giro, já que a equipa abdicou de ir à primeira grande Volta da temporada. A situação não afeta os planos do sprinter. “Quero preparar bem Sanremo treinando. Em competição perdes o controlo e no caso do Tirreno está demasiado próximo de Sanremo em caso de ter que modificar algo. Quero preparar o bloco de clássicas. O Giro é demasiado duro e não há muitas oportunidades para sprintar. Na primeira parte da época é a Sanremo que quero ganhar. Por exemplo, nos Nacionais fui a fundo num percurso que não me favorecia porque ir a fundo agora vai-me ajudar dentro de uns meses. Sei que preciso de dias duros. Depois de passar a Sanremo e as clássicas mudarei o foco para o Tour de France”, adianta Caleb Ewan. Após três anos sem poder entrar na Austrália, devido à pandemia, Caleb Ewan aproveita para matar saudades. Entretanto, foi pai de um rapaz que a maioria da família só agora pode conhecer. São os sacrifícios que os australianos têm que fazer quando querem ser ciclistas ao mais alto nível. Coabitar com Arnaud De Lie não é problema Há quem opine que ter múltiplos líderes para uma prova é prejudicial. Não Caleb Ewan, que na Milão Sanremo será o guia de luxo de um De Lie estreante na prova fetiche para o colega australiano – dois pódios em cinco presenças. “Não é a primeira vez que tenho que partilhar a liderança, já corremos juntos em 2022. Sou um colega honesto, ele é um rapaz honesto e se um de nós não se sentir bem sacrificamo-nos um pelo outro. Gosto dele porque é entusiasta e tira- me certa pressão quando estamos juntos”, explica o aussie. O TopCycling esteve na apresentação da Lotto-Dstny, em Dénia, numa grande festa digna de uma estrutura WorldTour. Arnaud De Lie foi a estrela. Nove vitórias no primeiro ano como profissional ajudaram a queimar etapas dentro da histórica formação da Flandres, mesmo tendo em conta que há corredores como Thomas De Gendt e Victor Campenaerts que também pesam na estrutura. Créditos imagem: Lotto Dstny Caleb Ewan liderou nas últimas quatro épocas, mas vem de um ano abaixo do esperado: “A primeira parte [de 2022] não correu bem pelo Covid, depois sofri um vírus estomacal e perdi as clássicas, onde esperava marcar muitos pontos para a equipa. Isso ditou o tom da época. Depois o Giro e o Tour foram dececionantes.” Créditos imagem: Lotto Dstny Sobre o colega De Lie – que fez a etapa sub-23 na Lotto – Ewan é honesto: “Nunca o tinha visto correr. Tinham-me dito que era muito bom e quando o vi nas primeiras provas que ganhou deu para ver que era bom não só a sprintar; é forte, inteligente e sabia que ia continuar a fazer uma boa época. Julgo que pode ganhar num puro sprint e nas clássicas, pode fazer muitas coisas.” A conversa com Caleb Ewan decorre por videoconferência. Responde a tudo, toma o seu tempo e pensa o que diz. São 28 anos e 59 vitórias. O menino que cresceu na Orica – e logo na primeira época no WorldTour ganhou na Vuelta e fechou com 11 triunfos – tornou-se um atleta de referência. Créditos imagem: Maxime Van der Wielen Para a nova época há alterações estruturais no comboio que o lança. Após seis anos com Arnaud Démare, Jacopo Guarnieri saiu da FDJ para vir lançar Caleb Ewan, que viu Roger Kluge deixar a equipa. O Pocket Rocket confia em subir o nível: “A FDJ tem o comboio de sprint mais organizado. Comparando com o meu, que tenho um comboio com muitos cavalos de potência, eles têm um bom timing.” O que pode trazer Guarnieri? “É bom a organizar o comboio e nós precisávamos de maior organização. Temos um dos comboios mais fortes em termos de potência, mas por vezes não sabemos organizar essa potência, por isso espero que ele seja o homem que diga ao pessoal o que fazer, que nos organize, porque com isso teremos dos melhores comboios.” Para já o ano arrancou com vitória na Schwalbe Classic, em Adelaide, uma corrida que serve de aquecimento para o Tour Down Under. Ewan superou Jordi Meeus (Bora) e Kaden Groves (Alpecin) e está em forma para a grande corrida australiana onde soma nove vitórias. Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Gravel Challenge Albufeira é já 28 e 29 de Janeiro É já na próxima semana o desafio da 2º edição do Gravel Challenge Albufeira. E esta é uma prova para amantes e curiosos de Gravel, uma modalidade em crescente expansão no nosso país, com o número de entusiastas a aumentar diariamente. O Evento realiza-se nos próximos dia 28 e 29 de Janeiro e decorre em Albufeira, local ideal para aproveitar as belas paisagens, entre praia e serra, da região do barlavento algarvio. O evento é composto por 2 etapas: 28 de janeiro, sábado – 104 km.  29 de janeiro, domingo – 76 km. A prova está aberta a todos os ciclistas mas já só tens até dia 20 de Janeiro para te inscreveres. Podes aceder às inscrições AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O que sente Van der Poel na Flandres? “Uma valente dor nas pernas” TopCycling foi a Pedreguer, onde a Alpecin-Deceuninck estagiou em janeiro, trocar umas palavras com o bicampeão da Volta à Flandres. Afinal Mathieu van der Poel é humano! Não deve ser fácil ser Mathieu van der Poel. O neto de Raymond Poulidor e filho de Adrie van der Poel cresceu rodeado de uma pressão que tem vindo a aumentar de ano para ano. Primeiro para se perceber se tinha herdado as qualidades velocipédicas dos familiares, depois para se consolidar como corredor de referência e suportar a carga de liderar a Alpecin- Deceuninck. Todos os anos a pressão é renovada: irá Mathieu ganhar uma terceira Volta à Flandres, a primeira Roubaix, brilhar novamente na Amstel e repetir a amarela no Tour de France? Imagem: Topcycling.pt O TopCycling foi ao encontro do fenómeno durante mais um estágio em Pedreguer, no hotel que o antigo ciclista Alexander Kolobnev abriu em Pedreguer e onde Van der Poel tem treinado após cumprir o intenso calendário natalício do ciclocrosse, que para ele arrancou a 27 de novembro. Em 12 provas ganhou quatro, mas perdeu outras cinco para Wout Van Aert entre o Natal e o Ano Novo. “Já o conheço há alguns anos. Tivemos boas batalhas desde que éramos muito jovens, em juniores. Ele tem sido o meu rival desde há muito tempo e continua a ser até hoje”, conta ao TopCycling durante o Media Day da equipa sobre a rivalidade com Van Aert. Imagem: UCI Mathieu van der Poel atende-nos com profissionalismo após passar por cinco entrevistas para televisões internacionais e uma intensa troca de perguntas e respostas com jornalistas belgas e neerlandeses que durou três quartos de hora. Em inglês não é tão expansivo como quando se expressa em flamengo, ele que nasceu em Kapellen (Bélgica), mas é herói nos Países Baixos. Responder às mesmas perguntas corrida após corrida deve ser esgotante, sobretudo quando a maioria andam à volta do recorrente problema nas costas e da rivalidade com Van Aert. É ele a estrela da equipa e por ele meios de comunicação de várias nações foram a Espanha. Imagem: Topcycling.pt Fomos fazer séries com Van der Poel, mas no carro Há pormenores onde se revela até que ponto a Alpecin-Deceuninck procura proteger o seu maior ativo. Na saída para o treino matinal – que consistiu em várias séries na subida de Vale de Ebo (7,6km a 6% de média) – Mathieu van der Poel é o último a chegar, desse modo evita ser perseguido pelas câmaras de repórteres fotográficos e televisivos. A caravana segue em comitiva para a montanha, a ideia é os jornalistas seguirem o treino, captarem imagens, mas todos querem imagens do mesmo. O diretor do carro que segue Van der Poel diz-nos logo que só podem seguir com ele em três das quatro séries, porque na última ele quer ir concentrado. Nós alinhamos no treino e fomos fazer séries com Van der Poel, mas no carro... Realmente acabou por fazer cinco subidas, o que mostra que Mathieu van der Poel faz o que quer, o que sente. É ele que pedala e é por ele que a Alpecin-Deceuninck passou de ser um projeto de segunda divisão a estar no WorldTour. Vídeo Vídeo: Topcycling.pt A terceira Flandres ou a primeira Roubaix? Craque que é craque quer ganhar tudo, mas arriscamos uma pergunta difícil: preferes a terceira Flandres ou a primeira Roubaix? O corredor de 28 anos explica que “não é que Roubaix seja mais importante do que a Flandres este ano. Ficaria muito contente por ganhar outra Flandres. É tão difícil ganhar um Monumento que não importa muito qual ganhas”. O que sente Mathieu van der Poel no pavé da Flandres e no Inferno do Norte? O fenómeno ri-se: “Sinto uma valente dor nas pernas no final. São provas especiais, tens que conhecer as corridas, tens que as saber ler, o posicionamento é super importante e a tática faz parte do jogo. É isso que as torna super empolgantes.” Imagem: Photo News Um colega francês pergunta-lhe pelas costas, as famosas costas que tantos problemas lhe têm dado desde que caiu no cross-country olímpico em Tóquio. “Quando vou fácil na estrada sinto-me bem. Hoje fizemos alguns testes de lactato, tive que ir a fundo e não estou a 100 por cento ainda, mas estou melhor pelo tratamento que tenho feito. Na estrada é obviamente melhor do que no ciclocrosse que é mais intenso para as costas e espero poder andar como costumo andar”, descansa os fãs o quatro vezes campeão mundial de ciclocrosse. Dor de pernas e de costas. Afinal os génios têm um lado frágil, que os humaniza. Na estrada isto ficou bem patente quando ficou vazio no Mundial de Yorkshire e até no sprint que lhe tirou a Flandres de 2021, perante um Kasper Asgreen teoricamente menos explosivo. A reta da meta em Oudenaarde por vezes tira, por vezes dá; em 2020 o neerlandês bateu no mano a mano Wout Van Aert e em 2022 foi melhor do que Dylan van Baarle, Valentin Madouas e Tadej Pogacar. Imagem: Photo News De olhos postos no Mundial de Hoogerheide Encerrada a época de cross, fará estágio de altitude na Comunidade Valenciana antes da Strade Bianche – que ganhou em 2021. Antes disso corre os Mundiais de Hoogerheide, entre 3-5 de fevereiro. O trono de campeão está vazio, já que o britânico Thomas Pidcock optou por não defender o título. Embora os confrontos recentes no ciclocrosse pareçam favorecer Wout Van Aert, esta é a corrida da casa para a família Van der Poel. Hoogerheide é o município onde desde 1988 se disputa o GP Adrie van der Poel – que o filho Mathieu venceu cinco vezes, mas onde viu Van Aert tirar-lhe um Mundial sub-23, em 2014. “Queria muito fazer ciclocrosse outra vez porque no ano anterior, devido à lesão nas costas, só fiz uma corrida e meia. Era algo que queria muito, voltar ao ciclocrosse”, confessa o líder da seleção dos Países Baixos para o Mundial. Poderá o Mundial de ciclocrosse custar-lhe o êxito na Flandres? Afinal, Mathieu van der Poel ganhou o Mundial de 2020 e uma Flandres atípica em outubro, enquanto no ano passado chegou à Ronde sem ter feito ciclocrosse pela lesão. Imagem: UCI Será possível ganhar ambas com o calendário tradicional? “Claro que sim. As corridas estão tão separadas que é possível ganhar ambas. Tenho a certeza que é possível”, explica o corredor da Alpecin-Deceuninck que em 2021 quase lograva fazer esta particular dobradinha – foi o ano do último título mundial de ciclocrosse de Mathieu van der Poel, mas na Ronde foi Asgreen que fez a festa. Vemo-nos em Benidorm, Mathieu! O TopCycling vai ter enviados-especiais na penúltima ronda da Taça do Mundo e desfrutar de um grande duelo Van der Poel, Van Aert, Pidcock pré- Mundiais. Imagem: UCI Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mark Cavendish reforça Astana Mark Cavendish está confirmado como reforço da Astana para 2023. É a confirmação dos rumores que se vinham adensando nas últimas semanas e que ganharam ainda mais força no último fim-de-semana, depois de terem sido divulgadas algumas fotografias do ciclista britânico no estágio da formação do Cazaquistão. Foi a própria Astana a colocar um ponto final nesses mesmos rumores, confirmando oficialmente a entrada de Mark Cavendish na equipa para a temporada 2023. https://twitter.com/AstanaQazTeam/status/1615335491104301058?s=20&t=ANIeGivseeMh-XbAd9I5AA Aos 37 anos, e após ter vestido as cores da Quick-Step Alpha Vinyl nas duas últimas temporadas, e depois do projeto da B&B Hotels, equipa com a qual tinha tudo acordado para 2023, ter ficado por terra devido à falta de financiamento, Cavendish ruma à Astana em busca de mais vitórias na sua já extensa carreira, garantindo que a vontade de subir ao lugar mais alto do pódio continua bem presente. Já tenho uma longa carreira, mas o prazer de pedalar e o desejo de continuar a ganhar são tão fortes como sempre. Por isso, estou ansioso por fazer parte de uma equipa bem-sucedida, quer seja para trabalharmos em conjunto para alcançar vitórias, cruzando eu a linha de meta em primeiro, ou celebrando os meus colegas. Como sempre, o objetivo será estarmos no lugar mais alto do pódio.” É de ressalvar que o ciclista britânico é o atual recordista de vitórias em etapas no Tour, com um total de 34, marca apenas igualmente atingida pelo ex-ciclista Eddy Merckx. Logo é fácil de pressupor que um dos objetivos para esta temporada passará pela tentativa de conquistar etapas no Tour de França, o que a acontecer, o tornará numa lenda daquela mítica prova. No entanto, o currículo de Cavendish, um dos melhores ´sprinters´ da história do ciclismo, vai muito além das boas prestações na prova francesa. O britânico soma 161 triunfos ao longo da sua carreira, divididos também por várias edições da Vuelta a Espanha e do Giro d’Itália, isto, entre muitos outros prémios meritórios, como o título mundial obtido em 2011.    Depois de uma longa espera, a legião de fãs que Mark Cavendish tem vindo a conquistar desde 2006, pode agora respirar de alívio, pois o contrato que acaba de assinar com a Astana garante a sua continuidade entre os melhores do pelotão internacional por mais uma temporada. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Amaro Antunes coloca ponto final na carreira O ciclista Amaro Antunes, decidiu, aos 32 anos, colocar um ponto final na sua carreira enquanto ciclista profissional. Uma decisão surpreendente, confirmada pela ABTF Betão-Feirense, equipa que Amaro Antunes iria representar nesta nova temporada, mas pela qual não chegou assim a estrear-se oficialmente. Como destaque numa carreira de sucesso assinalável, principalmente a nível nacional, Amaro Antunes leva consigo o digno registo de três vitórias na Volta a Portugal, em 2017, 2020 e 2021, com as cores da W52-FC Porto. Perda de motivação e gosto pelo treino na base da decisão O ciclista algarvio, afirmou sem rodeios, que na base desta decisão repentina, estão a “perda de motivação e gosto pelo treino”. É de recordar que Amaro Antunes, foi o único dos 11 ciclistas da W52-FC Porto que não foi suspenso ou constituído arguido no âmbito da operação "Prova Limpa", uma vez que todos os seus colegas de equipa sofreram acusações de tráfico de substâncias e métodos proibidos, por parte do Ministério Público. Anuncio que decidi, após longa ponderação, deixar o ciclismo profissional, que abracei há 11 anos, com efeito imediato. Na primavera passada, o falecimento precoce da minha mãe e o processo crime ‘Prova Limpa’, conduziram a que perdesse toda a motivação e o gosto pelo treino, indispensáveis para enfrentar mais uma época na plenitude das minhas capacidades”. Com estas declarações é perceptível a sobrecarga psicológica que o agora ex-ciclista esteve sujeito nos últimos meses, algo que não lhe permitiu retirar-se da forma que este sempre idealizou. Mesmo que a despedida não seja da forma que tinha idealizado, olho para a minha carreira com orgulho. Trabalhei no duro, com muita paixão e prazer, e conquistei resultados assinaláveis, quer em Portugal quer no escalão máximo do WorldTour”. A ABTF Betão-Feirense também emitiu um comunicado a confirmar a rescisão por mútuo acordo com Amaro Antunes. A ABTF Betão-Feirense vem por este meio comunicar que o ciclista Amaro Antunes não fará parte da equipa na temporada de 2023. O contrato foi rescindido por mútuo acordo, tendo a equipa seguido a vontade expressa pelo ciclista em pôr termo à sua carreira profissional. A ABTF Betão-Feirense deseja a Amaro Antunes os maiores sucessos pessoais e profissionais.” Amaro Antunes ‘espera’ surgimento de uma nova era no ciclismo nacional Ainda em jeito de despedida, Amaro Antunes revela a esperança no surgimento de uma nova era no ciclismo nacional, aludindo de forma clara, a um virar da página em relação aos recentes acontecimentos em torno do recurso ao uso de substâncias e métodos proibidos no ciclismo profissional, tema em que ele próprio viu o seu nome ser envolvido.   O ciclismo nacional fica assim mais pobre com a despedida de um dos ciclistas que mais brilhou em território nacional e internacional nas últimas temporadas. Carreira no World Tour Além da vitória de 3 Voltas a Portugal, Amaro Antunes também teve como ponto alto da sua carreira o facto de ter integrado uma estrutura do escalão mais alto do ciclismo mundial, quando em 2019 correu na equipa World Tour CCC. Em 2019 fez o Giro de Itália, tendo lutado por uma vitória de etapa com chegada em alto, em San Martino di Castrozza, acabando por terminar no terceiro posto a etapa vencida na altura por Esteban Chaves. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tadej Pogacar ao TopCycling: “Flandres foi o dia mais divertido do ano”  A maior parte dos adeptos conhece-o como o fenómeno que na véspera de completar 22 anos se tornou o segundo mais jovem vencedor da história do Tour de France, apenas superado por Henri Cornet que foi campeão em 1904. Tadej Pogacar é um fenómeno quando ganha, mas mostrou no ano passado ser igualmente incrível quando perde.  Grandes campeões deixaram-se consumir pela grandeza do Tour de France. Laurent Fignon, por exemplo, contou na autobiografia “We were young and carefree” como se sentiu após vencer a maior corrida do mundo: “Pensei que o mundo girava à minha volta (…) Fazem-te sentir constantemente que és o centro das atenções, por isso começas a pensar dessa forma. Foi ridículo, vulgar e péssimo para a minha dignidade.”  Imagem: Fizza Quando venceu o segundo Tour, em 2021, Tadej Pogacar tinha a mesma idade de Fignon quando ganhou o primeiro. Jacques Anquetil, Bernard Hinault ou Jan Ullrich só se estrearam aos 23. O único precedente contemporâneo parecido com o do esloveno é o triunfo de Egan Bernal.  Sem uma ponta de arrogância, sem dar a ideia de estar tenso ou pressionado. Foi um Tadej Pogacar tranquilo que o TopCycling encontrou em La Nucía, em dezembro, durante o primeiro estágio a sério de preparação para 2023. Em 45 minutos de conversa com jornalistas de todo o mundo nunca desviou um tema, respondeu a tudo o que lhe foi perguntado e foi à sua vida.  Imagem: TopCycling.pt Tadej Pogacar normaliza o que é extraordinário, talvez porque na Eslovénia leva uma vida normal: “As pessoas reparam mais em mim, mas pedir uma foto ou um autógrafo é bom. Por vezes estou no supermercado a pagar e alguém quer conversar um pouco mais… (risos) Levo uma vida tranquila, saio para fazer as compras e coisas normais.”  Bem-disposto por natureza, aprendeu a lidar com a pressão e a exposição pública. O segredo é estar “rodeado de pessoas que confiam em mim, mesmo quando não ganho. O único aspeto negativo é ler algumas coisas na imprensa que me fazem sentir mal, mas não me pressiona. Embora seja bom sentir alguma pressão. Até com vocês [jornalistas] é bom falar… às vezes”.  Refletindo sobre 2022 Passamos aos assuntos sérios. Em 2022 a UAE e Tadej Pogacar perderam o Tour de France para a Jumbo-Visma e Jonas Vingegaard. Foi uma surpresa ver a quebra física do esloveno na 11ª etapa.  Imagem: TopCycling.pt Íñigo San Millán é o diretor de performance da UAE. Quando o viu quebrar no Col du Granon sentiu-se “de coração partido, mas são coisas que acontecem aos melhores. Devem acontecer porque tornam o desporto maior. Para nós UAE não foi bonito, tenho que garantir que não se repete”. Para o treinador do esloveno não mudou nada na apreciação global do corredor, explica San Millán que “fisiologicamente um Tadej Pogacar aparece a cada 20-30 anos, é o ciclista mais impressionante que vi. É um monstro, é competitivo. Ao mesmo tempo é tranquilo, não se enerva. Em teoria deveria ter margem de progressão”.  Imagem: Fizza Temporada 2023 Alguns pormenores foram revistos pelos diretores da UAE na preparação da temporada. O objetivo é que o líder supremo da estrutura chegue à forma progressivamente, isto depois de em 2022 aparecer logo forte em janeiro e em fevereiro – muito por culpa da prioridade que é ganhar o UAE Tour na equipa dos Emirados. Este ano, Tadej Pogacar começou a treinar mais tarde e com menos intensidade, também optou por não fazer estágio em altitude em janeiro.  Imagem: Fizza Em retrospetiva, o bicampeão do Tour de France considera ter feito “uma das melhores temporadas que podia imaginar. O 2º lugar não é uma derrota; ganhei três etapas e a camisola branca, ao longo do ano ganhei muitas corridas, estive perto na Milão-Sanremo e na Volta à Flandres. O Tour não é tudo, é preciso competir todo o ano”.  Imagem: TopCycling.pt Com naturalidade assumiu a superioridade do rival: “O Jonas esteve muito forte nas subidas e no contrarrelógio. Estava na forma perfeita, fez tudo bem e a equipa também. Foram melhores desta vez.” Ao mesmo tempo garantiu que está mais motivado do que nunca para reconquistar o Tour de France.  Imagem: Fizza Um voltista à antiga e com Monumentos na mira A era romântica do ciclismo ficou marcada por grandes campeões que nunca não se esconderam das colinas empedradas da Flandres ou do Inferno do Norte em Roubaix.  Foi precisamente na Bélgica que Tadej Pogacar viveu o dia mais divertido de todo o ano ao estrear-se na Volta à Flandres com um espetacular 4º posto. “Foi uma experiência bonita, é um dos objetivos em 2023 e mal posso esperar porque vai ser incrível outra vez. A Flandres tem o maior público, tem as subidas em pavé, é stressante e caótica, mas gosto disso. Quero ir o mais bem preparado possível para ter uma oportunidade, não se trata só de ganhar, mas de poder corrê-la. É uma boa sensação”, adianta o corredor que tem previsto alinhar na Através da Flandres e em mais uma prova ainda por decidir.  Imagem: Sprint Cycling Agency Antes das clássicas do Norte há contas pendentes para ajustar com outro Monumento. A Milão-Sanremo apresenta-se como um sonífero para uns e um desafio para outros. Tadej Pogacar nunca escondeu que adora correr em Itália e que só não vai ao Giro porque a equipa prioriza o Tour; para compensar fará Strade Bianche, Tirreno-Adriático e voltará à clássica que abre a primavera, “uma corrida longa e aborrecida até chegar à costa, depois tens um momento onde tens que ser o mais forte e o facto de ser das mais difíceis de ganhar é o que a torna tão bela”.  Imagem: Sprint Cycling Agency Em 2022, Pogi cheirou o triunfo. Passou o Poggio na frente, mas viu escapar o compatriota Matej Mohoric numa descida kamikaze que deu à vitória ao corredor da Bahrain. “Decidi deixar a roda [do Matej], havia sprinters no grupo e por isso não tinha porque trabalhar nos últimos 3km, mas tudo acontece muito rápido. Se calhar não devia ter saído da roda do Matej”, lamenta o 5º classificado nesse dia após perder o sprint pelo pódio para Anthony Turgis e Mathieu van der Poel.  Até que dê com a tecla em Sanremo e na Flandres o esloveno sempre pode ir admirando o já extenso palmarés em Monumentos: duas vitórias na Lombardia, uma na Liège e mais três top cinco, isto em oito participações. O pior resultado que fez nas cinco clássicas mais importantes foi um 18º lugar na estreia, em Liège. Quanto a Roubaix, por agora é terreno por explorar.  Por: Gonçalo Moreira ### Campeonato Nacional de Ciclocrosse 2023 Disputaram-se hoje em Vouzela os Campeonatos Nacionais de Ciclocrosse, onde nas categorias de Elite se sagraram Campeões Nacionais nas categorias de Elite, Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB) e Ana Santos (X-Sauce Factory Team). Na categoria elite masculina Mário Costa procurava o terceiro título de elite consecutivo, mas Roberto Ferreira apresentou-se em grande forma e apesar de ser uma corrida disputada, foi este quem acabou por vencer. Francisco Campos (W52-FC Porto) fechou o pódio. Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Após vários meses de ausência por doença, Ana Santos havia regressado à competição na passada semana, numa prova regional. Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Apesar de não ter ritmo competitivo, Ana Santos venceu em solitário, deixando a melhor da Taça de Portugal, Joana Monteiro (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), a 1m44s. A terceira, a 8m00s, foi a individual Isabel Caetano. Classificações completas aqui. Vídeo resumo da Federação Portuguesa de Ciclismo https://www.youtube.com/watch?v=-7sk-nofSSA Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized anuncia despedimentos no início de 2023 A Specialized acaba de anunciar despedimentos no seu staff interno. Num comunicado assinado CEO da empresa, Scott Maguire, é explicado que esta medida irá afectar 8% dos trabalhadores a nível mundial, não especificando no entanto quais áreas da empresa ou os países que serão afectados. A marca com sede na Califórnia, informa no comunicado que é uma decisão muito difícil de tomar, mas que é necessária para responder ás alterações do mercado e da industria do ciclismo atualmente, e que o ajustamento da organização permitirá que a marca se adapte, ao mesmo tempo que investe em inovação. Nos últimos três anos, a indústria mudou a um ritmo incrível e mostrou que o ciclismo está mais poderoso do que nunca. Chegou a hora da transformação e de mudanças para o futuro, especificam. "Estamos a transformar a empresa em torno do nosso propósito de “Pedal the Planet Forward“.  A nossa prioridade é servir melhor os ciclistas, os retalhistas e as comunidades e ser o melhor local para os nossos companheiros inovarem e crescerem.  Chegou o momento de nos adaptarmos ao ambiente atual e, em última análise, tomar decisões extremamente difíceis.   Quero reconhecer os colegas de equipa que estão de saída e agradecer-lhes por todas as suas contribuições, trabalho árduo e dedicação à Specialized. Estamos focados em garantir que sejam totalmente apoiados neste momento difícil. Pode ser difícil de ver no momento, mas o futuro do ciclismo e da nossa marca é brilhante. " adiantou Scott Maguire, CEO da Specialized. Scott Maguire assumiu o cargo de Chief Executive Officer (CEO) da marca no primeiro trimestre de 2022. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Como Tata Martins chegou à Fenix-Deceuninck Diz o ditado que quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. Tata Martins não planeou chegar ao WorldTour em janeiro, depois de ficar sem projeto quando a Le Col-Wahoo perdeu 400 mil euros pela falha de um patrocinador. Numa entrevista que lhe fiz em novembro, a ribatejana dizia nem sequer ter pressa, embora fosse um objetivo a médio prazo. “Só tenho pena de não estar no WorldTour pelo salário mínimo. Prezo muito ter um bocadinho menos de salário e ter uma estrutura top. Conheço atletas que saíram de juniores diretas para o WorldTour, colegas que tinham resultados superiores aos meus; na altura pensava ‘fogo, quem me dera’. Hoje sei que tomei a decisão certa em dar estes passinhos e ir sempre para cima”, disse ao magazine Super Ciclismo durante um estágio de pré-época em Tenerife. Philip Roodhooft, proprietário de um império empresarial que investe forte no ciclismo de estrada, mountain bike e ciclocrosse – através de várias equipas – viu a oportunidade de recrutar uma sprinter forte e com vocação para as clássicas do Norte, a essência das equipas que criou. Uma estrutura única no ciclismo atual Enquanto estrutura, na órbita do universo Roodhooft há vários planetas: no WorldTour tem equipa masculina e feminina, às quais soma em 2023 formações Continentais criadas para apoiar os planteis principais em momentos específicos da época e permitir rodar atletas de perfil jovem; além da estrada também tem presença forte no ciclocrosse masculino e feminino. Este é um caso único no ciclismo já que todas as formações estão sob alçada da mesma entidade. https://twitter.com/AlpecinDCK/status/1603087329203310592 Tanto os homens como as mulheres subiram em 2023 ao WorldTour. No caso da Fenix-Deceuninck, tornou-se a 15ª e última equipa de uma divisão finalmente completa após ter sido criada em 2016. Perante as exigências do calendário, Philip Roodhooft viu a oportunidade de fazer um bom negócio e ativou o plano Tata Martins. O staff da equipa neerlandesa foi ao Instagram contactar a atleta. Negócio fechado. A primeira portuguesa a correr no WorldTour  Quis o destino que no dia em que pioneira olímpica portuguesa foi anunciada como reforço da Fenix-Deceuninck estava o Topcycling a cobrir o Media Day da Alpecin-Deceuninck em Pedreguer, Alicante. Foi uma feliz coincidência estar a ver o treino de Mathieu van der Poel e conhecer a notícia. Philip Roodhooft, o CEO da equipa Alpecin-Deceuninck Estar no sítio certo e na hora exata permitiu-nos conversar com o CEO da estrutura e contar-lhe que Tata Martins é a primeira portuguesa a correr no WorldTour. Ficou surpreendido! Conversa puxa conversa e Philip Roodhooft contou que a tinha no radar há algum tempo e que acredita que a nativa da Moçarria pode crescer à altura do potencial que já mostrou agora que está integrada numa estrutura completa a todos os níveis. Philip Roodhooft O que mais surpreendeu Philip Roodhooft foram os bons resultados da atleta num 2022 onde teve que lidar com Covid, lesões e após um período exaustivo de qualificação olímpica onde fez quase tudo sozinha. Recordemos só alguns dados sobre a temporada passada: 4ª no GP d'Isbergues ganho por Chiara Consonni, 3ª no GP Fourmies batida por Clara Copponi, 5ª na Brugge-De Panne onde venceu a campeã mundial Elisa Balsamo e 6ª no Europeu onde se impôs Lorena Wiebes, a melhor sprinter do mundo. Ao fechar top cinco em De Panne converteu-se na primeira portuguesa a fechar top cinco numa prova WorldTour! Da Sopela à Le Col-Wahoo e daí à Fenix-Deceuninck. Tata Martins veio de uma espécie de terceira divisão, saltou à segunda e finalmente chega ao topo da pirâmide. Vai correr com as melhores e chega numa fase madura da carreira. Tem tudo para ser feliz. Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized laçou o novo guiador Roval Control SL A Specialized lançou um novo guiador para bicicletas de montanha, o Roval Control SL. De acordo com a marca o mote principal no desenvolvimento deste guiador foi a rigidez. Tomando inspiração na tecnologia das bicicletas de trail, a Specialized sabia que um grampo de 35mm de largura daria a rigidez exigida pelos seus atletas. Usando esta largura extra, os engenheiros desenharam um guiador que tem como objectivo oferecer a todos os ciclistas de XC e Maratonas uma condução precisa e o máximo rendimento em todos os terrenos. Rigidez e conforto A Specialized informou que o novo Roval Control SL é um guiador de competição XC ultrarígido, mas cómodo, e foi desenvolvido pelos atletas Specialized da Taça do Mundo. No seu processo de desenho foi aplicada toda a experiência da marca em engenharia de carbono e os amplos conhecimentos do corpo dos ciclistas, obtido graças ao sistema de análise de biomecânica Retül. Para XC Maratona Pelas características parece ser ideal para corridas de XC, Maratonas, e até para ciclistas de Trail que procuram um guiador ultraleve, o novo Roval Control SL pesa 185 gramas e a sua largura total é de 780mm, embora inclua várias marcas de corte em ambos os extremos, caso o ciclista o queira modificar à medida desejada. Os seis graus de curvatura e oito graus de recuo do Control SL colocam o ciclista numa boa posição para estas vertentes do BTT. Para além do modelo com 0mm de elevação, para os ciclistas que procuram uma postura mais agressiva o novo Roval Control SL está disponível na opção de 20mm de elevação, o que permite aos ciclistas permanecerem centrados e equilibrados, mantendo um centro de gravidade ideal nas descidas mais complicadas. Informação Técnica Material: Fibra de carbono de alto módulo Largura: 780mm, inclui marcas de corte para customizar a largura Elevação: 0mm ou 20mm Curvatura: 6 graus Recuo: 8 graus Diâmetro do grampo: 35mm Peso: 185g (0 mm); 194 g (20 mm) Preço: 150€ Para mais informações e disponibilidade do produto, podes ver no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Maria Martins dá o salto para o WorldTour Maria Martins confirmada na Fenix-Deceuninck torna-se a primeira portuguesa a integrar uma equipa do WordTour. Aos 23 anos ‘Tata Martins’, forma como é conhecida no ciclismo nacional, marca assim o seu nome na história do desporto português. Natural da Moçarria, concelho de Santarém, Maria Martins tem registado uma enorme evolução desportiva e já antes tinha feito história ao ser igualmente a primeira portuguesa a participar numa edição dos Jogos Olímpicos na modalidade de ciclismo de pista, estreia em que conquistou um diploma pelo 7º lugar obtido na prova de Omnium, em Tóquio 2022. Esta grande mudança na vida desportiva de Maria Martins foi anunciada pela sua nova equipa a Fenix-Deceuninck, antiga Plantur-Pura, na rede social Twitter. Além da ciclista portuguesa, a formação belga confirmou ainda as contratações da austríaca Carina Schrempf e da suíça Petra Stiasny. Depois de três temporadas na formação britânica Le Col-Wahoo, em que realizou boas prestações e somou bons resultados, Maria Martins abraça agora, aquele que se espera um projeto ambicioso, que promete colocar a ciclista lusa num patamar que nenhuma outra ciclista nacional atingiu. Segundo a Fenix-Deceunink, Maria Martins confidenciou estar em perfeita sintonia com a mentalidade e a estrutura da formação belga. “Sinto-me grata por fazer parte desta entidade que apoia os meus objetivos no ciclismo de estrada, mas também na pista. Sinto-me preparada e ansiosa para começar este próximo capítulo”. Maria Martins será agora companheira de várias estrelas do ciclismo feminino internacional, saltando logo à vista o nome de Ceylin Alvarado, figura muito conhecida nas modalidades de ciclocrosse e estrada. Aos 23 anos Maria Martins promete continuar a fazer história no ciclismo nacional, onde de entre vários resultados de destaque obtidos, se destacam o título europeu em sub-23, e o título nacional de fundo em 2021. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O patinho que uniu Rúben Guerreiro e Thomas De Gendt Imagem: Getty Images É uma obviedade que as redes sociais vieram aproximar os atletas do público, sobretudo quando há momentos de interação genuínos. Thomas De Gendt prepara-se para a 18ª época como profissional, 12 das quais no WorldTour, e antes de partir para estágio com a Lotto-Dstny abriu o livro no Twitter numa sessão de perguntas e respostas com os seguidores. Imagem: Vanvid Multimedia De tudo o que disse, uma das histórias mais curiosas envolve Rúben Guerreiro e o Giro de Itália de 2020, onde ambos lutaram pela classificação da montanha – embora tenha sido Giovani Visconti o principal rival do Cowboy de Pegões Velhos. Perguntado sobre os maillots edição limitada que a EF tem apresentado no Giro, o belga contou que Rúben Guerreiro lhe ofereceu o maillot do patinho por De Gendt ter abdicado de lutar pelos pontos da montanha numa das etapas finais da prova quando matematicamente ainda podia ganhar essa classificação. O gesto é De Gendt em estado puro e mostra que o Cowboy também não lhe fica atrás em carisma. 10 horas para honrar a Milão-Sanremo Residente na Comunidade Valenciana durante o inverno, é conhecida a paixão de Thomas De Gendt pela Espanha. Na Volta à Catalunha, por exemplo, sente-se em casa e já aí ganhou cinco etapas – ele que é especialista a ganhar em provas WorldTour onde somou 15 das 17 vitórias na carreira. Há alguns aspetos que se destacam numa trajetória tão longa: ter etapas conquistadas nas três grandes Voltas e em oito das provas por etapas mais icónicas do calendário (exceto Tirreno-Adriático e País Basco). Poderia Thomas De Gendt ter sido um voltista com ambições de classificação geral se tivesse apostado por esse caminho após o 3º lugar no Giro de 2012? “Teria sido um corredor de top 15 na geral. Mas teria que ter seguido uma dieta estrita e um programa de treino. Não teria ganho o que ganhei e já seria um corredor retirado atualmente”, responde a um usuário. Desse sonho cor de rosa e da vitória no Stelvio ficam várias certezas: o ataque não foi planeado e De Gendt não o fez com intenção de ganhar o Giro já que só visava a etapa. Em grandes Voltas essa não é a única recordação positiva. O belga recordou o Giro de 2014 (ajudou Rigoberto Urán a ser 2º nos tempos da Quick-Step), as Vueltas de 2017 (venceu em Gijón e a Lotto ganhou outras três etapas) e 2018 (foi rei da montanha), além do Tour de 2019 (vitória em Saint-Etiénne e Caleb Ewan a ganhar nos Campos Elísios). “Todas as grandes Voltas têm os seus altos e baixos, mas a maioria foram ótimas”, conclui De Gendt que em 2022 obteve no Tour o triunfo mais emocional da carreira por ter sofrido nos dias prévios. Thomas De Gendt é diferente. Só um corredor como ele poderia fazer 10 horas e 303km para homenagear a Milão-Sanremo em pleno confinamento pela pandemia. Não há muitos ciclistas com este perfil, mas na hora de apontar o sucessor para fazer sofrer o pelotão o belga encontrou em Brandon McNulty a figura ideal. Terá o americano da UAE a mesma categoria que De Gendt? Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jay Vine sagra-se campeão australiano de contrarrelógio   Jay Vine venceu esta terça-feira o contrarrelógio de elite masculino no Campeonato Australiano de Ciclismo de Estrada de 2023. Aos 27 anos, Jay Vine estreou-se nesta prova com uma surpreendente vitória, completando os 37,5 quilómetros do percurso na cidade de Ballarat em 46:39 minutos, superiorizando-se a concorrência direta do especialista Luke Durbridge (Jayco-AlUla), que foi segundo classificado a apenas 3 segundos, e de Kelland O'Brien (Jayco-AlUla), terceiro classificado a 27 segundos. Na antevisão da prova, Jay Vine não entrava no lote de principais favoritos. Aí, quem reunia maior consenso era Luke Plapp (INEOS), vencedor da prova em 2021, que no dia de hoje não teve a sorte do seu lado, ficando arredado da disputa pela vitória devido a problemas mecânicos, sendo o 4.º lugar o melhor que conseguiu alcançar. Jay Vine já comentou esta recente conquista, revelando-se ele próprio surpreendido pelo título que acaba de conquistar. Diverti-me tanto no percurso e não consigo acreditar que fui capaz de fazer isto depois dos últimos 2 meses agitados em que viajei para todo o lado. Isto é tão especial e não tenho as palavras além de "uau". Obrigado a todos pelo apoio!" O ciclista australiano entra assim em 2023 com motivos para sorrir, naquele que será um ano de mudança. Depois de dois anos na Alpecin-Fenix, período em deu nas vistas devido às boas prestações registadas, o australiano de 27 anos assinou pela UAE Emirates um contrato válido para as temporadas de 2023 e 2024. Resta agora perceber qual o papel que a UAE lhe reservará numa equipa recheada de estrelas, mas para já, nesta fase inicial de temporada, as indicações de Jay Vine não podiam ser melhores. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Em 2023 Remco Evenepoel quer dar continuidade ao inesquecível 2022 Remco Evenepoel aposta forte para 2023, garantindo querer dar continuidade a um 2022 inesquecível. Aos 22 anos, o ciclista belga procura, manter a fórmula que o conduziu ao sucesso na última temporada. Pelas palavras do próprio não restam dúvidas que o grande objetivo de Remco e da Soudal Quick-Step passa por conquistar o Giro d’Itália: "Espero conseguir conquistar uma etapa e uma boa classificação geral”. Durante a apresentação oficial da Soudal Quick-Step, que decorreu no seu país, mais propriamente, na cidade de La Panne, além de reafirmar o seu grande objetivo para a temporada que se avizinha, Remco Evenepoel destacou ainda o inesquecível 2022. Posso garantir que não vou esquecer o ano de 2022. Ganhei a minha primeira grande volta, ganhei a camisola arco-íris de campeão mundial, casei, e recebi ainda o Velo d'Or”. Além das conquistas o jovem prodígio belga destacou a aprendizagem e experiência obtidas ao longo de toda a época, especialmente nas três semanas da Vuelta. Durante a Vuelta aprendi muito sobre mim mesmo, como lidar melhor com a pressão e como ficar mais relaxado. Tudo isto vai certamente ajudar-me esta temporada.” Remco Evenepoel mudou-se inclusivamente para Espanha, onde pode viver e treinar com mais tranquilidade do que na Bélgica, onde o sucesso e a popularidade alcançados lhe retiram alguma tranquilidade. Ainda sobre 2023, Evenepoel apontou um fator de motivação extra, referindo-se à camisola arco-íris. Vestir a camisola arco-íris, faz-me começar com muita motivação e vontade de conseguir bons resultados com a minha equipa" Arranque oficial é já no final deste mês A estreia oficial de Evenepoel em 2023 acontecerá já no final deste mês no Tour de San Juan. É na prova argentina que o ciclista belga inicia uma fase de preparação e testes mais séria, já com os olhos postos em Maio, mês em que se realiza o Giro, o seu grande objetivo da época.   Faltam exatamente quatro meses para o início da prova e posso dizer que meus objetivos são chegar lá e conseguir pelo menos uma vitória em etapas e uma boa classificação geral. Mas ao mesmo tempo sabemos que muitas coisas podem acontecer em três semanas, então vamos passo a passo, assim como fizemos em La Vuelta, para ver o que acontece”. Até ao Giro Remco ainda tem muito para pedalar, mas uma coisa é certa, o foco e determinação na obtenção de um bom resultado estão bem presentes na mente do ciclista. Resta aguardar e seguir com atenção o percurso da principal estrela da Soudal Quick-Step nos próximos meses. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 12.ª prova da Taça do Mundo | Zonhoven A Taça do Mundo é um dos ícones do Ciclocrosse, que ficou conhecida pela longa descida e subida do sector de areia, repleto de público a apoiar os atletas. Voltou a haver batalha entre Mathieu van der Poel e Wout van Aert na corrida masculina, e Fem van Empel e Puck Pieterse na feminina. Corrida feminina Com toda a atenção sobre Fem van Empel e Puck Pieterse, voltou a ser Shirin van Anrooij a vencer a corrida feminina, algo que já havia acontecido esta temporada.  A jovem da Baloise Trek mostra que está ao nível das adversárias nesta segunda metade da temporada, com mais uma exibiçao consistente, deixando desta forma uma mensagem: contem com ela para os Campeonatos do Mundo. Puck Pieterse terminou em segundo lugar, enquanto Fem van Empel, que regressou de lesão há pouco tempo completou o pódio no terceiro posto. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Shirin van Anrooij 51:4402Puck Pieterse + 3703Fem van Empel + 5404Lucinda Brand + 01:4605Ceylin del Carmen Alvarado + 02:1006Inge van der Heijden + 02:2707Annemarie Worst + 02:4108Blanka Vas + 02:5909Line Burquier + 03:3510Laura Verdonschot + 03:41 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=1mkGVmYok-c Corrida masculina Nova oportunidade para Mathieu van der Poel conseguir "vergar" Wout van Aert, que se tem mostrado imparável nas ultimas corridas. A batalha durou até ao momento em que, mais uma vez, Mathieu van der Poel cometeu uma série de erros, perdendo uma vantagem que já não conseguiu recuperar para Wout van Aert, que fez uma corrida consistente e isenta de erros. O líder da classificação geral da Taça do Mundo,Laurens Sweeck fechou o pódio em terceiro e conseguiu ampliar um pouco mais a sua vantagem sobre Michael Vanthourenhout, que terminou quarto. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Wout van Aert 58:4902Mathieu van der Poel + 01:2303Laurens Sweeck + 01:3104Michael Vanthourenhout + 02:0205Quinten Hermans + 02:0806Lars van der Haar + 02:1707Niels Vandeputte + 02:3708Jens Adams + 02:4909Kevin Kuhn + 03:0110Corne Van Kessel + 03:14 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ThdtfDgfZys&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 7.ª prova do Troféu Superprestige | Gullegem O circuito de Gullegem faz parte do Ciclocrosse Superprestige desde 2018, e desde então afirmou-se como um circuito de bom espetáculo. Wout Van Aert e Inge Van der Heijden eram favoritos nas respectivas corridas masculina e feminina. Corrida feminina Na ausência de Puck Pieterse e Fem van Empel, Ceylin del Carmen Alvarado entrou forte na corrida, e quando conseguiu abrir um espaço sobre as restantes adversárias manteve até ao final, conseguindo vencer o Superprestige de Gullegem.  Inge van der Heijden não conseguiu contrariar a ciclista da Alpecin-Deceuninck, ficando no segundo lugar, enquanto Denise Betsema terminou em terceiro. Com esta vitória Ceylin del Carmen Alvarado coloca-se em primeiro na classificação geral, precisamente à frente de van der Heidjen e Betsema. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Ceylin del Carmen Alvarado 51:4902Inge van der Heijden + 3603Denise Betsema + 4604Zoe Backstedt + 01:1405Sanne Cant + 01:5506Marion Norbert Riberolle + 03:0407Alicia Franck + 03:4208Francesca Baroni + 04:2609Lucia Gonzalez Blanco + 04:5310Annie Last + 05:10 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=oEForE9QvGk Corrida masculina Não haveria nova batalha entre Mathieu van der Poel e Wout van Aert, porque o Superprestige de Gullegem, não fazia parte do programa de corridas do holandês, o que à partida deixava Wout como o principal favorito à vitória. Até ao equador da corrida Wout Van Aert teve resposta por parte da dupla da Pauwels, Eli Iserbyt e Michael Vanthourenhout tiveram uma boa partida e tentaram e como em tantas outras ocasiões, tentaram correr em equipa para descartar Wout van Aert, mas não conseguiram. À volta 5, quando Iserbyt e Vanthourenhout tentavam "montar o cerco" a Wout van Aert, este "meteu uma abaixo" e foi embora, conseguindo fazer o resto da corrida a solo a caminho da sétima vitória da temporada. Eli Iserbyt e Michael Vanthourenhout terminaram segundo e terceiro, respectivamente. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Wout van Aert 01:03:0302Eli Iserbyt + 2303Michael Vanthourenhout + 4204Lars van der Haar + 5405Kevin Kuhn + 01:3306Quinten Hermans + 01:4407Felipe Orts Lloret + 02:0908Niels Vandeputte + 02:4809Lander Loockx + 03:1510Curtis White + 03:59 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=yhk7MGctLBQ ### Todos os novos equipamentos de ciclismo do pelotão World Tour 2023 Acabámos de entrar em novo ano e todos os ciclistas podem finalmente utilizar as cores desta temporada, mostramos-te os novos equipamentos de ciclismo World Tour 2023. Pouco a pouco as equipas foram apresentando os seus novos equipamentos de ciclismo, noticiámos algumas mudanças mais mediáticas mas como sempre, esperámos até entrar em 2023 para te poder mostrar todas, de forma a saberes como vão ser as cores do pelotão World Tour este ano. AG2R Citroen Team A equipa francesa mantém patrocínios e equipamento, pelo segundo ano consecutivo. A marca de bicicleta continua BMC. Astana Qazaqstan Team A equipa do Cazaquistão mantém o padrão dos equipamentos e patrocínios. Marca de bicicleta continua Willier Trestina Alpecin-Deceuninck Cycling Team A ex-equipa Pro Team é agora equipa World Tour, e entra em 2023 com poucas alterações na imagem e patrocínios. A marca de bicicletas continua a ser Canyon. Team Bahrain Victorious A equipa mantém patrocínios e cores dos equipamentos de ciclismo, alterando ligeiramente o padrão. A Merida continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. BORA – hansgrohe A equipa mantém o design do ano passado, embora com mais tons de vermelho. A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Team DSM A equipa anunciou que só fará a sua apresentação no dia 10 de Janeiro, ainda não apresentou equipamento oficial para 2023, deixamos o de 2022. https://twitter.com/TeamDSM/status/1611045759020826636 Intermarché Circus-Wanty-Gobert Embora não tenha mudado muito, curiosamente o equipamento da Intermarché Circus Wanty Gobert passou a ser um dos mais bonitos de 2023. A marca de bicicletas continua a ser a Cube. Team Cofidis As cores dominantes continuam o vermelho e branco. A marca italiana De Rosa deixa de ser a fornecedora de bicicletas da Cofidis, e passa a ser a francesa Look. Soudal Quick-Step A Soudal passa a ser o patrocinador principal, a equipa perde a denominação Quick-Step Alpha Vinyl Team, e passa a Soudal Quick-Step Pro Cycling Team. A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. EF Education-EasyPost O cor rosa continua predominante, o calção deixa de ser azul e passa a preto. A marca de bicicletas continua a Cannondale. Groupama-FDJ A equipa francesa é uma das que muda por completo o visual dos seus equipamentos para a nova época. Na nossa opinião muito melhor que o anterior. A marca de bicicletas continua La Pierre. Team INEOS A equipa britânica apresenta novo design para 2023, trocando o azul pelo vermelho na cor predominante do jersey. A marca de bicicletas continua Pinarello. Team Arkea Samsic Nova equipa World Tour (anteriormente Pro Team), a Arkea mantém as cores e o visual do seu equipamento mas altera alguns patrocinadores, nomeadamente as bicicletas. A marca de bicicletas deixa de ser a Canyon, dando lugar à marca italiana Bianchi. Team Jumbo-Visma A Jumbo-Visma mantém o equipamento do ano passado, mas existem alterações na marca da transmissão e travões das bicicletas, que deixa de ser a marca japonesa Shimano e passa a ser a marca americana SRAM. Também os sapatos do ciclistas que anteriormente eram todos Shimano, passam agora a ser da marca italiana Nimbl. A marca de bicicletas mantém-se a Cervélo. Team Jayco AlUla Nova denominação de equipa e novas cores para a anterior Bike Exchange Jayco, agora Team Jayco Alula. A marca de bicicletas continuará a ser ser a Giant. Movistar Team O equipamento da Movistar mantém o azul mas tem novo design, mudando também a marca fornecedora de equipamentos, que passa a ser a Gobik (era La Passione). A marca de bicicletas continua a ser a Canyon. Trek-Segafredo Na TREK-Segafredo o branco será a cor predominante na frente do jersey, enquanto nas costas passará a ser o vermelho. A marca de bicicletas continua a ser TREK. UAE-Team Emirates A equipa da UAE-TeamEmirates mantém os padrões da última temporada, mas as mangas do jersey passam a ser inteiramente pretos em vez de ter tons de vermelho. Alterações em muitos patrocínios: A marca de roupa deixa de ser Gobik e passa a ser Pissei; a marca de rodas deixa de ser Campagnolo e passa a ser Enve; transmissão e travões deixam de ser Campagnolo e passam a ser Shimano. A marca de bicicletas continua Colnago. Para ver o panorama das equipas e transferências para 2023, podes aceder a este nosso artigo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa volta a acreditar - ADN de Campeão Temporada número 15 para Rui Costa no pelotão WorldTour. Após crescer numa equipa espanhola, liderar uma italiana e guiar a juventude num projeto árabe, chegou a vez de experimentar o mais tradicional dos ciclismos.  Ao assinar pela Intermarché-Wanty, Rui Costa tornou-se o primeiro campeão do mundo a representar a formação da Valónia, a parte francófona da Bélgica. O facto não passou ao lado do massagista Willy Looverie, uma instituição dentro da família Wanty com mais de 50 anos de dedicação ao pelotão, que em finais dos anos 90 foi massagista de Jan Ullrich na Team Telekom.  Fotografia: Cyclingmedia agency Uma nova experiência, aos 36 anos, para o poveiro que em final de outubro foi conhecer a estrutura chefiada por Jean-François Bourlart: “Foi como cair de paraquedas, mas rapidamente me ambientei. É tudo gente humilde, fácil de falar. Na Bélgica é onde está a maior paixão, quando corrermos na Bélgica certamente o apoio vai-se fazer sentir, principalmente na Valónia, portanto quando passar pelas clássicas das Ardenas a força vai ser outra. Esse é também o primeiro grande objetivo do ano, as Ardenas.”  As clássicas das Ardenas fazem parte do segundo bloco da temporada junto com Volta ao País Basco e Romandia. A lógica do calendário leva-nos ao Tour de France: “Isso não posso dizer, prefiro traçar a temporada por objetivos e a primeira fase começa em Maiorca. Depois Volta a Valência, clássica da Figueira e Volta ao Algarve – para mim são objetivos que acredito poder disputar, ganhar é difícil porque todos estamos para ganhar. Faço também as duas clássicas em Ardèche, Troféu Laigueglia e Strade Bianche. Segue-se uma pausa, estágio em altitude e novo bloco começando pelas Ardenas.” Intermarché-Wanty 5.ª no WorldTour em 2022 O ciclista natural de Aguçadoura chega à Intermarché-Wanty no melhor momento da estrutura. Em 2022 ganharam a primeira clássica do Norte [Biniam Girmay na Gent-Wevelgem] e fecharam com 24 triunfos, o que permitiu conquistar o 5º posto do ranking WorldTour à frente da vizinha da Flandres, a Quick-Step. Isto numa época onde a histórica Lotto-Soudal desceu de divisão; uma clara transferência de poder dentro do ciclismo belga.  Fotografia: Cyclingmedia agency Para Rui Costa será a oportunidade de recuperar certo protagonismo individual, após dois anos em que trabalhou para Tadej Pogacar e João Almeida na UAE-Emirates: “Vou ser sincero: se a UAE me tivesse dado a oportunidade de continuar teria lá ficado; aceitei da melhor maneira o facto de ajudar o João e o Tadej, a meu ver fui uma mais-valia pela experiência que tenho. Nesse aspeto eles saem um bocadinho a perder, mas a vida é mesmo assim. Motiva-me estar numa nova equipa, que confia em mim e no meu potencial. É voltar a acreditar depois de tantos anos ao dispor de outros, mas quando nascemos com um talento não o perdemos, o querer ganhar está sempre lá, mesmo que as vezes não consigas, tu sonhas. Sendo realista ao ponto de saber que posso ganhar isto, mas aquilo não." O pelotão atual está cada vez mais agressivo, as velocidades estão mais altas, as descidas cada vez são feitas mais no limite. A nova geração elevou a fasquia. Entre 2008 e 2015 o campeão mundial de Florença ganhou em todas as temporadas e de lá para cá os triunfos passaram a ser intermitentes.  Na Intermarché-Wanty a ambição é repetir o grande ano e voltar a estar no top 5 mundial por equipas no ranking UCI WorldTour. Rui Costa sabe disso e partilha a visão de que “quando um atleta não está capaz a equipa mete outros dois, três ou quatro nos primeiros como fizeram na Paris-Roubaix, onde quatro corredores fecharam nos 16 primeiros e é sempre a somar pontos [na realidade até foram seis atletas nos 23 primeiros]. É um projeto aliciante pela equipa ter sido 5ª no ranking, com um orçamento dos mais curtos do WorldTour, o que significa que está bem construída e tem pessoas capacitadas para evoluir”.  Fotografia: Cyclingmedia agency O 11.º Tour de France de Rui Costa? Se Rui Costa vai correr o Tour de France pela 11ª vez ainda não sabemos – no TopCycling apostaríamos que sim porque é aí que leva a lógica do calendário apresentado.  Certo é que a Intermarché-Wanty levará Louis Meintjes para disputar a geral e Biniam Girmay para sprintar. O percurso agrada ao diretor de performance Aike Visbeek. Por um lado, o pouco contrarrelógio favorece Meintjes, por outro Bini sai beneficiado pelas etapas seletivas logo na partida do País Basco e na travessia pelos Pirenéus aumentando as possibilidades de vitória perante os puros sprinters. Em cinco presenças prévias no Tour de France a Intermarché-Wanty não conseguiu qualquer vitória.  Fotografia: Cyclingmedia agency Caso contem com Rui Costa, os belgas deverão dar certa margem ao português, que em 2021 trabalhou para Tadej Pogacar e em 2022 foi ao Giro como braço direito de João Almeida. Um puro-sangue convertido em trabalhador, que quer demonstrar que o ADN ganhador continua lá.  O erro de Pogacar e a superioridade da Jumbo  Recuando ao Tour de France e à vitória de Jonas Vingegaard sobre Tadej Pogacar, Rui Costa assistiu desde o sofá ao deslize da UAE. No entanto, anos de trabalho ao lado do esloveno levam-no a confiar em que 2023 é o ano do tri para Pogi: “Confio no Tadej. No ano passado ele atacou muito, face à equipa que tinha – não tínhamos uma Jumbo-Visma – e julgo que não agiu bem para ele mesmo. Há coisas que não deveria dizer… mas acredito que a melhor equipa não foi ao Tour e não é por eu ter ficado de fora que o digo. Houve certa ingenuidade do Tadej devido ao facto dele ser o melhor. Essa ingenuidade surgiu no momento em que, salvo erro, arranca o Quintana [no Col du Granon] e nós tínhamos o Majka a puxar e o Tadej começou a ceder. Não foi difícil o Vingegaard sentir essa fragilidade e aproveitá-la. Bastou um pequeno erro de fraqueza, não é que ele estivesse mal.”  Vídeo para recordar a etapa referida https://www.youtube.com/watch?v=LyoAqQuxEew A Jumbo-Visma esteve intratável. Como é que se contraria tamanho poderio? “É difícil. A Jumbo trabalha bem porque coletivamente sabia para o que ia. Estruturalmente está bem desenhada porque não prepara um corredor para o Tour, prepara oito ou nove. Na UAE esqueceram-se desse facto, prepararam o Tadej e mais dois, o resto foram uns à Suíça, outros ao Dauphiné. A Jumbo esteve superior, em termos de grupo foi fantástico, quando vimos aquela etapa em que o Vingegaard tinha quase tudo a perder e troca para a bicicleta de um, troca para a de outro… Quando mandaram o Van Aert esperar já sabiam qual o corredor que estava mais forte entre o Vingegaard e o Roglic senão não tinham mandado o Van Aert esperar”, explica Rui Costa.  O Giro 2022 na UAE Aproveitando a deixa do coletivo orientamos a conversa para o Giro de Itália, onde a UAE partiu com João Almeida como líder, mas com um bloco pouco rotinado.  Fotografia: Sprint cycling agency Com um claro chefe de fila, faz sentido não trabalhar em continuidade nas corridas prévias ao objetivo principal? Rui Costa fez parte do bloco presente no Giro e com meia palavra fala para bom entendedor: "Disseste tudo, são palavras tuas. Acabei de referir sobre a Jumbo que trabalham bem, coletivo. No ano passado, no Giro trabalhou-se da forma que foi, infelizmente o João não pode fechar o Giro pelo Covid porque em condições normais acredito que tivesse terminado no pódio. É sinal que temos um português que pode lutar por pódios nas grandes Voltas. Talvez o Tour seja um bocadinho cedo, mas no Giro e na Vuelta acredito que pode estar perto de fazer história. O João é uma pessoa inteligente, sabe o que é melhor para ele, que pode contar sempre comigo e qual o caminho que tem que traçar.”  A preparação de 2023 Por agora é tempo de treinar. Na semana da entrevista Rui Costa já levava 17 horas de bicicleta com algum trabalho, isto num ano em que recuperou fundamentos da pré-temporada optando por levar as coisas com calma, ir metendo carga sem fazer grandes séries, começando a meter trabalho após mês e meio.  Fotografia: Cyclingmedia agency Durante o primeiro estágio em terras valencianas os treinos focaram-se em fazer horas em grupo. Rui Costa trabalhou ao lado do experiente Rein Taaramäe – da mesma geração do poveiro – e de antigos colegas como Simone Petili e Louis Mentjies. Ficou impressionado pelo talento do vice-campeão italiano Lorenzo Rota e do belga Kobe Goossens, “que sobe bem, tem uma boa posição na bicicleta, pedala sempre com cadência bastante agradável e é um miúdo com talento”.  Fotografia: Cyclingmedia agency Falou e disse. Rui Costa, 15 grandes Voltas nas pernas, a caminho da 15ª época no WorldTour, um poço de conhecimento velocipédico agora ao serviço da Intermarché-Wanty.  Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized oficializa descida do iva das bicicletas para 6% e consequente redução de preços Com a chegada de 2023, chega também uma nova tabela de IVA que reduz para 6% o imposto cobrado na venda de bicicletas no nosso país. A Specialized acaba de oficializar essa mudança fiscal que terá efeitos imediatos no preço recomendado em todas as suas bicicletas, numa medida que assinala assim uma mudança estratégica no nosso país. De acordo com a Lei nº24-D/2022 de 30 de dezembro, desde dia 1 de janeiro, o IVA foi reduzido de 23% para 6%, na “aquisição e reparação de velocípedes”, acompanhando assim a redução do valor do imposto de 6% que já estava em vigor para a reparação de bicicletas. Esta medida irá abranger toda a gama de bicicletas da Specialized, e coincide com os objetivos de proteção do meio ambiente, redução do consumo de combustíveis fósseis, incentivo à prática desportiva para promoção de bem-estar e saúde, alívio económico para todos aqueles que desejem adquirir uma bicicleta, tudo isto, também aliado à preocupação com a qualidade de vida nas cidades. A medida, que entrou em vigor no dia 1.º dia de 2023, será atualizada nos próximos dias nos PVP sugeridos para a venda de bicicletas em loja e em www.specialized.com/pt/pt. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O nosso ano 2022 em vídeo Neste vídeo, fazemos uma passagem pelo nosso alucinante ano 2022 aqui no TopCycling.pt. Foi um ano muito trabalhoso mas repleto de bom conteúdo. Conseguimos cumprir aquilo que nos move, que é levar até vocês o mundo do ciclismo e das bicicletas. Obrigado a todos os que assistem e acompanham o projecto Topcycling.pt. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=lzqVkQOIxjw&t= Obrigado também a quem ajudou a manter "No Ar" o www.topcycling.pt em 2022: Luís Beltrão, Paula Ferreira, Bruno Conceição, Jorge Branco, Nelson Ferreira, Paulo Martins, Gonçalo Moreira, José Carmo, João Pinto, Tomás Martins, José Cordeiro, Edgar Santos, Mário Silva. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Warner Bros. Discovery e UCI revelam calendário da Taça do Mundo BTT 2023 Como já anunciado em junho passado, a Warner Bros. Discovery (à qual pertence o Eurosport) chegou a um acordo de colaboração de longo prazo com a UCI, através do qual se compromete a promover o BTT para levar este desporto a mais pessoas em todo o mundo, oferecendo a melhor cobertura graças à experiência de marcas como a Discovery Sports Events e a ESO Sports. Desta forma, a União Ciclista Internacional (UCI) e a Warner Bros. Discovery (WBD) revelaram o calendário completo da Taça do Mundo de BTT 2023.  O que haverá de novo A principal novidade é que pela primeira vez na história da modalidade, haverá uma competição de 10 dias que promete ser uma das mais emblemáticas de sempre. O evento, que se realiza entre 07 e 17 de setembro, incluirá todas as especialidades da Taça do Mundo de BTT. As provas de cross-country olímpico (XCO) e cross-country em pista curta (XCC) serão realizados na região de Haute-Savoie, França; o downhill (DHI) terá lugar em Les Gets, enquanto a maratona de cross-country terá lugar em Châtel e Morzine. No passado, a região de Haute-Savoie já acolheu pelo menos seis rondas da Taça do Mundo de BTT e ainda duas edições dos Mundiais de BTT, mais especificamente em Les Gets, a última delas no passado mês de agosto. David Lappartient, Presidente da UCI:  "Com as imagens impressionantes e o ambiente incrível dos Campeonatos  do Mundo de BTT 2022 em Les Gets ainda bem presentes nas nossas mentes, mal podemos esperar para voltar a Haute-Savoie no próximo ano para uma nova edição. É uma região emblemática para nós porque tem repetidamente demonstrado o seu compromisso com o nosso desporto e com este grande evento iremos mais uma vez beneficiar da fantástica organização e recepção entusiástica que caracteriza a região de Haute-Savoie, local que acolherá os Campeonatos do Mundo de Ciclismo da UCI, em 2027." Martial Saddier, Presidente do Conselho Departamental de Haute-Savoie, França:  "Agradecemos mais uma vez à UCI e à Warner Bros. Discovery pela confiança depositada. Parabéns a Portes du Soleil (Les Gets, Morzine e Châtel) por se consolidar como uma referência no BTT. A Haute Savoie vai estar presente." Outras especialidades BTT que estreiam em 2023 Foi também anunciado esta quinta-feira, o calendário da maratona de cross country (XCM) e de bicicletas elétricas e-enduro (EDR-E), que ganham o estatuto de Taça do Mundo de BTT da UCI a partir de 2023. O início do calendário XCM acontece em Nové Mesto Na Moravĕ na Chéquia, seguido de Finale Ligure, em Itália, Châtel/Morzine, em França, e Snowshoe, nos EUA. Na modalidade de resistência, seis dos sete locais oferecerão corridas amadoras tanto na modalidade tradicional de resistência quanto na modalidade elétrica. Estes são Maydena, Derby, Finale Ligure, Val di Fassa Trentino, Loudenvielle e Châtel/Morzine. Todas as jornadas tradicionais de resistência oferecerão pontos de classificação da UCI, recompensando os pilotos mais bem classificados com a oportunidade de avançar para a competição da categoria de elite. Durante a próxima temporada, as corridas amadoras também serão oferecidas tanto na maratona de enduro quanto na maratona cross-country. Todas as quatro etapas da maratona cross country terão categorias de competição aberta, o que significa que não existem requisitos de pré-qualificação para inscrição.  Calendário Taça do Mundo 2023 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 6.ª prova do Troféu Superprestige | Diegem O mês de Dezembro é por tradição recheado de corridas de Ciclocrosse, principalmente na semana entre o Natal e Ano Novo. Entre os muitos circuitos espetaculares deste período Diegem , um clássico do Ciclocrosse não só por ser um dos circuitos fundadores do Superprestige, juntamente com Gavere-Asper, Zillebeke e Overijse, mas também pelo seu traçado e por se realizar de noite, algo que acontece desde o ano 2000. Corrida feminina Puck Pieterse, uma das mulheres da temporada, teve algum azar nas ultimas corridas mas hoje venceu de forma categórica o Superprestige de Giegem. A jovem ciclista da Alpecin-Deceuninck não deu hipótese à concorrência, fugiu na primeira volta e manteve a liderança até ao fim da corrida.  Shirin van Anrooij não conseguiu repetir a vitória que havia conseguido na taça do Mundo de Gavere há dois dias atrás, ainda esteve junto de Pieterse a meio da corrida, mas quebrou na ultima parte e teve que se contentar com o segundo lugar. A outra ciclista da Alpecin, Ceylin del Carmen Alvarado fechou o pódio ao terminar em terceiro. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Puck Pieterse 44:0902Shirin van Anrooij + 3003Ceylin del Carmen Alvarado + 01:0204Inge van der Heijden + 01:0905Blanka Vas + 01:2306Silvia Persico + 01:3107Zoe Backstedt + 01:4508Denise Betsema + 01:5909Annemarie Worst + 02:1510Aniek van Alphen + 02:20 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=rUPJeW7jA8c Corrida masculina Pelas ruas da cidade de Diegem, entre a iluminação noturna e o cheiro das batas fritas proveniente das várias barracas montadas para os fãs do Ciclocrosse há um rei chamado Mathieu van der Poel que vencia ali desde 2014, procurava a sua oitava vitória consecutiva neste circuito. Para conseguir dar continuação ao seu domínio, Mathieu van der Poel tinha pela frente um Wout van Aert em subida de forma que lhe havia vencido a corrida no dia anterior, e Thomas Pidcock, os suspeitos do costume na frente das corridas em que marcam presença. Assistiu-se a mais um "hino" ao Ciclocrosse, seguramente uma das melhores corridas de Ciclocrosse dos últimos anos, com ataques e contra ataques constantes durante 60 minutos de prova, terminando todos eles completamente esgotados. Após vários ataques Mathieu van der Poel acabou por não conseguir seguir o ritmo de Pidcock e van Aert na ultima volta, e a corrida acabaria por ser discutida entre estes dois, acabando por ser Wout van Aert a conseguir mais uma vitória. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Wout van Aert 01:00:4602Tom Pidcock + 0603Mathieu van der Poel + 3304Eli Iserbyt + 01:0805Michael Vanthourenhout + 01:4506Lars van der Haar + 01:5507Quinten Hermans + 02:0008Thibau Nys + 02:2909David Haverdings + 02:5610Kevin Kuhn + 02:59 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=UwyojHvjylg Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 5.ª prova do Troféu Superprestige | Heusden-Zolder Hoje voltou a ser dia de ciclocrosse na Bélgica. Depois da prova de ontem, em Gavere, em mais uma ronda da Taça do Mundo, hoje disputou-se a 5.ª ronda do Superprestige, em Heusden-Zolder. Corrida feminina Ceylin Alvarado (Alpecin-Deceuninck) foi o destaque do dia ao vencer uma prova muito disputada. É de assinalar ainda as ausências Fem Van Empel (Pauwels Sauzen-Bingoal), Shirin Van Anroij (Baloise Trek Lions) e Puck Pieterse (Alpecin-Deceuninck), três das principais ciclistas de ciclocrosse na atual temporada, situação que não retirou emoção à ronda de hoje. Tratou-se de uma prova rápida, em que Ceylin Alvarado se superiorizou em cima da linha da meta a Inge Van der Heijden (777), segunda classificada, enquanto que a ocupar o último lugar do pódia ficou Lucinda Brand (Baloise Trek Lions). Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=C_hnlLr7SfQ&feature=youtu.be TOP 10 final POSPAÍSNOMETEMPO01Ceylin del Carmen Alvarado 40:2102Inge van der Heijden + 0303Lucinda Brand + 0604Silvia Persico + 1105Denise Betsema + 1806Aniek van Alphen + 4907Annemarie Worst + 5308Marion Norbert Riberolle + 01:3709Pauline Ferrand-Prevot + 01:4410Lauren Molengraaf + 01:47 Com esta vitória, por sinal, a terceira desta temporada no Superpretige, Ceylin Alvarado volta a ficar a um ponto de Denise Betsema (Bingoal Casino - Chevalmeire - Van Eyck Sport) no topo da classificação geral desta competição. Corrida masculina Na corrida masculina Wout van Aert (Jumbo-Visma) e Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck) deram espetáculo, lutando pela vitória nesta quinta ronda até à exaustão. Nessa luta foi Van Aert que levou a melhor. O ciclista da Jumbo-Visma conseguiu ‘vergar’ Van der Poel já muito perto da linha da meta, ficando separados por apenas seis segundos. Na luta pelo terceiro lugar Lars van der Haar (Baloise Trek Lions) superiorizou-se ao Campeão Mundial Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) Este lugar no pódio permitiu a Van der Haar garantir pontos suficientes para assumir a liderança na série Superprestige. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=bPOVRROv-fY TOP 10 final POSPAÍSNOMETEMPO01Wout van Aert 01:02:3002Mathieu van der Poel + 0603Lars van der Haar + 1604Tom Pidcock + 2005Michael Vanthourenhout + 01:0506Joris Nieuwenhuis + 01:1907Quinten Hermans + 01:2008Laurens Sweeck + 01:2409Kevin Kuhn + 01:5610Niels Vandeputte + 01:57 O Superprestige volta já amanhã, para mais uma ronda, desta feita em Diegem. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 11.ª prova da Taça do Mundo | Gavere O circuito de ciclocrosse em Gavere é conhecido pela sua dureza, este ano ganhou destaque na data do boxing day e além disso, mais uma vez esta temporada os 3 grandes alinharam na corrida, pelo que se previa uma corrida animada. Na corrida feminina, a questão era saber quantos pontos iria amealhar Puck Pieterse, que tinha aqui uma oportunidade para se aproximar de Fem van Empel na classificação geral da taça do Mundo, visto que a líder não marcou presença nesta corrida, por ainda se encontrar a recuperar da lesão contraída em Val di Sole. Corrida feminina Shirin van Anrooij venceu a Taça do Mundo Gavere. A ciclista da Baloise Trek Lions teve a concorrência por parte de Puck Pieterse (que teve problemas mecânicos na segunda volta), e de Lucinda Brand, mas acabaria por ser a mais consistente ao longo da corrida. Lucinda Brand fez uma corrida à sua imagem, de menos a mais, com uma recuperação notável e tendo chegado inclusive a liderar a corrida por um pouco, mas acabaria por ceder ao ritmo da sua colega de equipa. No entanto, uma corrida notável por parte de Brand, que nesta temporada tem tido alguns problemas de lesão e de saúde. Não obstante os problemas mecânicos, Puck Pieterse acabou por terminar no terceiro posto e assim minimizar as perdas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=xXASy45zO4A TOP 10 final POS.NomeTempo01Shirin van Anrooij0:47:0202Lucinda Brand0:00:3703Puck Pieterse0:00:5004Zoe Backstedt 0:01:0105Blanka Kata Vas 0:01:1706Clara Honsinger 0:01:2407Annemarie Worst 0:01:3508Manon Bakker0:01:4809Aniek van Alphen 0:02:1410Inge van der Heijden0:02:40 Corrida masculina Mathieu van der Poel geriu no Exact Cross Mol, porque o mês de Dezembro no ciclocrosse é pesado, há que colocar prioridades, e a prioridade era a Taça do Mundo em Gavere. Tom Pidcock assumiu a corrida no início e colocou o seu ritmo, Mathieu van der Poel foi controlando de perto, até que no equador da corrida fez a primeira tentativa para resolver a corrida, chegando a ter 10 segundos sobre Pidcock e van Aert. Tom Pidcock conseguiria fechar o espaço, levando consigo van Aert, mas quando Mathieu van der Poel voltou a mudar o ritmo (ainda tinha "muitas balas" para gastar), Pidcock não aguentou e cedeu. Wout van Aert não está, nem na metade da forma com que se apresentou no Ciclocrosse a passada temporada e sabe disso, fez a corrida sempre no seu ritmo e só nas ultimas voltas tentou fazer um "forcing" para se juntar a van der Poel, mas sem sucesso, tendo que se contentar com o segundo posto no final. TOP 10 Final POS.NomeTempo01Mathieu van der Poel 57:1402Wout van Aert + 2703Tom Pidcock + 5404Michael Vanthourenhout + 01:5305Lars van der Haar + 02:2006Laurens Sweeck + 02:5507Thibau Nys + 03:5008Toon Vandebosch + 03:5709Cameron Mason + 04:0210Gerben Kuypers + 04:10 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=jBou2DuMtCA Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida é o projeto especial de San Millán  Pode Portugal ter um campeão de uma grande Volta? Devemos ser moderados nas expetativas que transmitimos aos aficionados? Há quem defenda esta teoria. No entanto, será justo não valorizar um corredor que se sente capaz de ganhar?  João Almeida é ambicioso, cerebral e capaz de lidar com a pressão. Não sou eu que o digo, mas Joxean Matxin, máximo responsável pela parte desportiva da UAE: “Em nenhum momento o vi sentir a vertigem de ter que liderar, nem quando pus corredores como [Diego] Ulissi, [Davide] Formolo ou [Fernando] Gaviria a trabalhar para ele. Assumiu a responsabilidade, embora eu tenha tentado sempre trocar a palavra responsabilidade por confiança.”  2022 - A transição O ano de 2022 foi de transição porque do material ao treino tudo mudou da Quick-Step para a UAE. João Almeida está agora mais à vontade com o staff na hora de comunicar e de reivindicar um espaço vital num plantel espetacular.  Quanto ao treino explica que “estava habituado a fazer mais séries e menos base. Agora sinto que treino mais, faço mais base e menos séries. Em termos de carga é um treino parecido, mas há maior componente de endurance. É radicalmente diferente do que estava habituado, mas adaptei-me bem”.  Íñigo San Millán A pessoa com quem trabalha diretamente é Íñigo San Millán, diretor de alto rendimento. Falam quase todos os dias e analisam o treino com o software Training Peaks. Conversam, trocam ideias e entre ambos há uma boa química como conta o preparador: “Gosto de conhecer o corredor e começar a ter dados. Tinha visto dados dele… era um corredor que começava explosivo e vimos que em subidas prolongadas lhe custava. Trabalhamos esse aspeto; mesmo que se tenha ressentido um pouco nessa explosividade, no contexto dele de corridas por etapas era imperativo estar com os melhores ou perto deles em subidas de 15, 20 ou 30 minutos. Agora temos que retomar essa explosividade.”  Atleta e staff coincidem num ponto: sem Covid-19 teríamos tido João Almeida no pódio do Giro!  Íñigo San Millán conta que “quando foi diagnosticado com Covid o João fez a etapa com sintomas. Como com qualquer outra doença o rendimento cai e nos dias anteriores estava a incubar. Aí foi quando passou de 3º a 4º na geral, mas se não tivesse sido por Covid teria lá estado, sem nenhuma dúvida. Mínimo pódio”.  A filosofia de Matxin Joxean Matxin acrescenta que não vai ao Giro lutar pelo pódio porque a filosofia passa por tentar ganhar. O pódio poderá ser bom dependendo das circunstâncias, mas o objetivo passa por discutir corridas como a UAE fez na 18ª etapa da Vuelta quando colocou Almeida ao ataque a 85km do fim numa manobra com participação de Brandon McNulty, enlaçando mais adiante com Ivo Oliveira e finalmente com Marc Soler, atletas que descaíram da fuga.  Fotografia - UAE Team Emirates - PH Fizza É uma forma agressiva de correr que vai ao encontro da visão do português: “Já fiz quatro grandes Voltas e na última semana estive sempre à altura dos adversários, às vezes até melhor. Por exemplo, na Vuelta entrei mal e sem a preparação que queria, mas na última semana estava melhor. No Giro igual. De facto na última semana continuo a ter boa forma física e não tenho medo de atacar se houver pernas.”  João Almeida Fazer uma “Almeidada”  O estilo é inconfundível. João Almeida raramente sobe na frente, mas também quase nunca o vemos descolar. Matxin e San Millán, tal como a maioria dos aficionados portugueses, vivem com ansiedade a já famosa subida à Almeida.  “O João regula muito, é inteligente e é um corredor em progressão consciente de que tem que continuar a melhorar. O exemplo que dou sempre é Burgos [etapa com final em Lagunas de Neila]:atacaram e morderam o isco e o João deixou-os seguir. É difícil ter a cabeça fria para não responder. Nós ficamos nervosos, mas pouco a pouco encostou e ganhou essa etapa. Fez uma ‘Almeidada’, já é a assinatura dele”, conta San Millán. Vídeo Vuelta a Burgos 2022, etapa 5 - Lagunas de Neila https://www.youtube.com/watch?v=C6a37fpgw3A&t= O estilo Almeida Matxin aprofunda a análise e explica que o estilo de subida reflete “a forma de ser do João, que se entende que abrem um gás excessivo prefere manter esse gás para o final e não no início da subida. Entende que não deve fazer um sobre-esforço no princípio da subida porque se faz um já não tem o segundo sobre-esforço. Gasta paulatina e não explosivamente. Entende que o corpo dele é assim, é o estilo Almeida. Há que tentar melhorar sempre um pouco a posição para que ele não tenha que gastar esse sobre-esforço em fechar espaços, que o faça um colega, mas isso significa que quando ficam 20 na frente possivelmente já não temos esse colega. Há margem para melhorar neste aspeto”.  Almeida e Pogacar segundo San Millán Este estilo contrasta com o do indomável Tadej Pogacar. San Millán, professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado, treina os dois ciclistas.  Fotografia - UAE Team Emirates - SprintCyclingAgency Pedimos-lhe que aponte semelhanças e diferenças entre Almeida e Pogacar. “Mentalmente são parecidos porque são ambiciosos. Fisiologicamente um Tadej aparece a cada 20/30 anos, mas o João continua em progressão e eu gosto de saber qual a progressão ao longo dos anos. Vi a do Tadej e foi firme; com o João tenho a primeira parte e agora terei mais, portanto confio que vai continuar a melhorar. O João é um projeto especial porque lhe tenho muito carinho, é uma pessoa educada e agradecida. Temos que o mimar e continuar para a frente.”  Fotografia - UAE Team Emirates - SprintCyclingAgency A conversa com Íñigo San Millán é quase uma aula e entende-se o porquê da química entre treinador e atleta. A postura didática de um vai ao encontro da vontade de aprender do outro.   “A leitura que [João Almeida] faz dos watts, das pulsações, das sensações… não tens que lhe explicar muito. Ao ser professor universitário gosto de os educar e antigamente era difícil porque para os ciclistas era ficção científica – lactato, fisiologia, metabolismo da gordura e dos hidratos de carbono. Agora, quando falas com alguém como o João, falas como se fosse um estudante porque são conceitos que ensinamos na universidade. Gosto de ensinar ao ciclista o como e o porquê. Muitas vezes o corredor tem dúvidas; sabem que têm que fazer uma subida – para serem competitivos – a 6,1 ou 6,2w/kg e ainda estão em 5,9/6,0w/kg… e dizem ‘ainda me falta’… e tu respondes ‘tranquilo João que estamos há uma semana em altitude e em altitude os números são mais baixos, é um processo, em uma semana vais andar melhor e sobretudo quando desças ao nível do mar vais-te sentir ainda melhor, a forma chega pouco a pouco’. Às vezes há que dar-lhes essa tranquilidade para que confiem no processo. Se não sai bem mudamos ou a mim cortam-me a cabeça”, conclui bem-disposto o Doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade do País Basco.  No Algarve à procura do carinho dos fãs  Voltemos à pergunta inicial: pode Portugal ter um campeão de uma grande Volta? Além da parte fisiológica, do estilo inconfundível e da adaptação feita aos novos métodos de trabalho, há a questão da capacidade mental do atleta.  Fotografia - UAE Team Emirates - SprintCyclingAgency Neste aspeto é João Almeida que admite que “no passado talvez preferisse ir [às grandes Voltas] com outro líder pela questão de responsabilidade. Se não der para mim que se cumpram os resultados da equipa. Tenho sabido lidar com esse aspeto portanto é indiferente: se for só eu estou focado naquilo e se levarmos outros líderes podemos propor diferentes situações de corrida”.  Em 2023 João Almeida voltará a fazer Giro e Vuelta após assimilar bem a carga de duas grandes Voltas na mesma temporada. A grande mudança no programa é não fazer o UAE Tour, trocando por Maiorca e Volta ao Algarve [foi 9º na única presença em 2020]: “Vou correr em casa, conheço o percurso e quero sentir o apoio dos portugueses. Se começar lá a época com o pé direito dá muito mais confiança e tem outro sabor.”  João Almeida Portugal tem um campeão de grandes Voltas na forja, um corredor com qualidades físicas e mentais raramente vistas por cá, inserido numa equipa de topo mundial. João Almeida está pronto, veremos na Algarvia se os aficionados serão capazes de o empurrar para o que se espera seja um grande ano.  Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rúben Guerreiro é o "cavalo selvagem" da Movistar Cowboy venceu a etapa rainha do Saudi Tour. O TopCycling recupera a entrevista a Rúben Guerreiro feita na apresentação da Movistar. A Movistar apresentou-se em Madrid, na sede da Telefónica, uns dias antes do Natal, com um recorde para a estrutura de 45 ciclistas – 30 homens e 15 mulheres. Para a 13.ª temporada de colaboração entre a empresa de telecomunicações e a Abarca Sports, propriedade de Eusébio Unzué, a presença portuguesa foi duplicada já que Rúben Guerreiro se juntou a Nélson Oliveira.  Se Oliveira vai para o oitavo ano de ligação à Movistar, Guerreiro chega à histórica formação espanhola após passar por Trek, Katusha e EF. O atleta do Montijo reforça um grupo que terá que aprender a viver sem Alejandro Valverde, que se retirou com 113 vitórias e após passar 18 anos como corredor da equipa.  O TopCycling foi o único média português presente na apresentação da Movistar. Rúben vai ter oportunidades Rúben Guerreiro não vai substituir o Bala porque há corredores que são únicos, mas tentará posicionar-se como um dos rostos da estrutura que há alguns anos “namorava” o português. Ao Top Cycling, em dezembro, na apresentação da equipa, o patrão Eusébio Unzué elogiou a forma de correr do português: “Vejo o Rúben como um cavalo selvagem, no bom sentido. Tenho a certeza de que nos vai trazer coisas muito interessantes e será um corredor que vai ter oportunidades em determinadas corridas. Ao mesmo tempo, a capacidade polivalente que tem vai fazer com que esteja nos objetivos mais importantes do ano para a equipa.”  A treinar desde a primeira semana de novembro e após fazer o melhor inverno desde que é profissional, o Cowboy tomou um café com o Top Cycling após a apresentação da Movistar e adiantou que terá a oportunidade de ir “ao Saudi Tour [30 de janeiro a 3 de fevereiro] para preparar Omã [11 a 14 de fevereiro], que já é uma corrida que tem a Montanha Verde, o primeiro teste em subida da época. A partir daí vou ao Gran Camiño [23 a 26 de fevereiro] para chegar bem à Strade Bianche [4 de março], onde falhei por pouco o top 10 em 2022. Gosto bastante desse tipo de corridas e quero perceber onde posso chegar em termos de competir contra os grandes corredores. Depois passo por País Basco [3 a 8 de abril] e Ardenas [16 a 23 de abril]”.  Antes de começar a competir, parte da equipa vai estagiar em altitude, em Serra Nevada. Pelas datas e perfil das provas no horizonte de Rúben Guerreiro a primeira grande Volta do ano deverá ser o Tour de France, onde em 2021 fechou na 18ª posição na estreia. O regresso ao Tour deverá ser precedido pela participação na Volta à Suíça.  Ruben Guerreiro venceu a 4ª etapa do Saudi Tour em Harrat UwayridCréditos: gettysport / Movistar Team Preparar as Ardenas com o rei Valverde  Abandono por queda na Liège-Bastogne-Liège e 7º na Flèche Wallone. Este foi o balanço da última campanha de clássicas das Ardenas para Rúben Guerreiro, um apaixonado deste tipo de provas que apelam às características explosivas do montijense.  Para 2023 o desejo é melhorar as prestações em ambas as corridas e para isso a Movistar conta com a sabedoria de Alejandro Valverde. O Bala já não corre, mas funcionará como elo de ligação entre atletas e staff, uma mais-valia sobretudo nas Ardenas onde venceu cinco vezes a Flèche – é o recordista histórico de triunfos – e quatro a Liège – ficou a uma de Eddy Merckx.  Rúben Guerreiro reconhece que Valverde “deixou um vazio daqui até ao espaço para preencher. Por isso é que quis vir para esta grande estrutura, para estar com exemplos como o Bala porque é uma oportunidade de vida e de carreira estar com um dos melhores de sempre e tentar seguir as pisadas dele. Tê-lo no autocarro a dar conselhos… quem é que não queria?”  É óbvio que o resultado na Flèche Wallone mostra que há potencial para apontar ao pódio, quem sabe à vitória, mas é preciso recordar que em sub-23 também foi 3º na Liège pela Axeon.  Primeira corrida, primeiro tiro certeiro do cowboy de Pegões VelhosCréditos: gettysport / Movistar Team “Gostava de discutir a Flèche, sempre com os pés assentes no chão porque os mais novos estão cada vez melhor, o próprio Bala admite que esta geração é a melhor de sempre. Quem ganha é um grande campeão, mas os detalhes fazem os campeões porque ninguém nasce com o palmarés já feito. Oxalá eu tenha a forma física um pouco melhor do que este ano. Num momento ou outro fiquei bloqueado, mas todos os corredores passam por isso, os que ficaram à minha frente tinham melhor condição. Para ter a forma é preciso ter a cabeça bem. Este ano encontrei-me, a maturidade como ciclista chegou-me mais tarde, as doenças e quedas não ajudaram porque quando passas por isso é difícil encontrares-te se não tiveres pessoas que acreditem em ti”, confidencia o cowboy.  Sintonia total no método de trabalho Por agora o trabalho tem sido feito sob supervisão do diretor de alto rendimento, Patxi Vila, que ajudou Enric Mas a fechar forte a temporada e antes colaborou com Peter Sagan. Em termos de método de trabalho há sintonia total. Rúben Guerreiro tem liberdade para continuar a treinar como fez em 2022 com Michele Bartoli na EF. O italiano, vencedor de cinco Monumentos, desbloqueou a carreira do português mostrando-lhe que podia ser competitivo em subidas explosivas e ao mesmo tempo melhorar nos esforços longos. Prova disso foi o 9º lugar no Dauphiné ao qual se seguiu a vitória no Desafio Mont Ventoux.  Mais motivado do que nunca Aos 28 anos, Rúben Guerreiro vê na Movistar a oportunidade de continuar a crescer como ciclista e em Madrid viu-se um atleta mais motivado do que nunca. Durante a apresentação falou-se de liderança, render sob pressão, mas também se riu graças ao humor do anfitrião Pedro Delgado – campeão do Tour e da Vuelta ao serviço desta mesma equipa.  No auditório central do edifício da Telefónica – empresa com mais de 100 mil trabalhadores – vimos o toque familiar dado pela estrutura da equipa de ciclismo e o tom corporativo conferido por um patrocinador que tem emprestado à modalidade conhecimento tecnológico. Vídeo - As palavras de Nelson Oliveira e Rúben Guerreiro https://youtu.be/rGAp46Fe60o Por exemplo, só em 2022 a Movistar Team gerou mais de três mil milhões de dados. Engenheiros da empresa desenvolveram uma app que permite aceder aos dados de qualquer corredor rapidamente, isto é, se um diretor quiser saber o pulso ou a cadência do corredor A num treino ou numa etapa tudo está à distância de um clique.  Na era do big data, equipa e empresa digitalizaram os dados desde a época 2019. Isto permite começar a apostar na próxima fronteira: através da inteligência artificial será possível criar modelos preditivos e otimizar a performance desportiva, embora neste setor o ciclismo ainda esteja a dar as primeiras pedaladas.  ### Roglic coloca fasquia de Almeida ainda mais elevada Soube-se há poucas horas que Primoz Roglic, estrela de longa data da Jumbo-Visma, irá atacar o Giro em 2023. É o ponto final nos rumores acerca do alinhamento de provas do ciclista esloveno de 33 anos, em relação às grandes voltas. Esta confirmação eleva ainda mais a fasquia para o português João Almeida, que nos tem presenteado com prestações de grande nível na mítica prova italiana, e na qual os responsáveis da UAE Emirates depositam grandes esperanças para subir ao lugar mais alto do pódio no próximo ano. Aos 33 anos será já tarde para sonhar com o Tour? Esta é uma pergunta a que Roglic tem tentado escapar, mas para a qual tem que evidentemente preparar uma resposta para breve. Ninguém dúvida do enorme talento de Roglic, mas o Tour parece nada querer com uma das principais estrelas do ciclismo internacional nos últimos anos. O azar, ou a pouca sorte, como preferirem, tem perseguido Roglic, cuja prestação na prova francesa tem ficado marcada por grandes quedas, às quais o ciclista da Jumbo-Visma tem tentado resistir, mas em vão. Aliado a estes azares, eis que o ano passado surgiu um ‘grande’ Jonas Vingegaard, seu colega de equipa, a surpreender tudo e todos com a vitória no Tour, contrariando a favoritismo atribuído a Tadej Pogacar (UAE Emirates), demonstrando forte personalidade ao aguentar a camisola amarela durante várias etapas, sem ceder à pressão. É no papel de Vingegaard que pode estar a resposta de Roglic Aliás a confirmação de Roglic no Giro 2023 é já uma meia resposta a isso mesmo. A recuperar de uma cirurgia ao uma cirurgia ao ombro esquerdo, há cerca de três meses, algo complexa, mas inevitável para uma total recuperação, Primoz Roglic tem vindo a atualizar o seu estado, dando conta dos progressos efetuados, mantendo sempre o foco em regressar às grandes exibições. Depois de ser rei da Vuelta em três ocasiões, em 2023 Roglic procura reinar em território italiano, porque as possibilidades de poder vir a reinar em França, essas parecem cada vez menores. Apresentando-se totalmente recuperado, tem valor para isso, mas atenção, que aos 33 anos, Roglic irá enfrentar uma forte e mais jovem concorrência. É mesmo aí que entra o português João Almeida, entre outros grandes nomes que prometem atacar o Giro 2023, onde não podemos deixar de destacar Remco Evenepoel, ciclista da Quick-Step. A próxima edição do Giro promete, aguardemos até maio do próximo ano. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida no Giro: ou vai ou racha!  Se dúvidas existiam, João Almeida dissipou-as durante o Media Day da UAE-Emirates, que decorreu em La Nucía, localidade alicantina onde o Top Cycling esteve uma hora num mano a mano com o corredor de A dos Francos. No Giro de 2022 tinha pernas para fazer pódio, situação que a Covid-19 inviabilizou. O foco já está na edição de 2023 da prova italiana onde o caldense foi 4º e 6º antes do abandono forçado. O atleta joga à defesa apontando ao top 3, mas a equipa acredita na vitória.  Crédito imagem: SprintCyclingAgency Para levar a maglia rosa a UAE limou arestas na configuração do bloco. Em 2022, só Rui Costa, Max Richeze e Davide Formolo coincidiram em uma corrida pré-Giro com o líder, algo que mudará.  “O bloco que vai ao Giro vai correr quase sempre comigo, por exemplo, o Jay Vine tem as mesmas corridas do que eu desde a Volta ao Algarve, depois faz Tirreno e Catalunha. É um grande ciclista e na alta montanha é importante sabermos comunicar. Com Covi e Ulissi também temos mais corridas. Claro que é importante, vamos-nos conhecer melhor dentro da corrida”, conta João Almeida.  Crédito imagem: SprintCyclingAgency A UAE não vai mudar de filosofia Joxean Matxin, responsável desportivo da equipa árabe, confirma que: “a intenção não é ter só gregários nem se discute que o João Almeida é o líder. Sempre houve um respeito pelo líder e por muitos corredores que convertemos em gregários quando têm um palmarés invejável – Ulissi, Formolo, Covi fizeram um papel perfeito”.  Crédito imagem: SprintCyclingAgency A tática e a configuração da equipa foram questionadas durante o Giro, mas promoveram espetáculo na Vuelta. Matxin assume que quer a equipa mais em linha com a Vuelta, mas pede que "os ciclistas entendam os 360 graus do ciclismo que é ganhar 48 corridas e ser a melhor equipa do mundo. Isto implica que em certo momento do Giro certos corredores que me dão vitórias têm que estar para o João Almeida. É a parte da gestão: todas as corridas e todos os dias não vão agradar a toda a gente”. Deixa ainda a promessa de que “ao Giro irá um bloco muito homogéneo, muito forte em montanha e também no plano”.  O caminho até ao Giro 2023 João Almeida começa a época correndo três dos cinco dias do Challenge de Maiorca para rodar, vai ao Algarve e à Catalunha tentar discutir a geral, faz Tirreno-Adriático e antes do Giro estagia em altitude em Serra Nevada.  É o vai ou racha no Giro de Itália? “Diria que sim. Desde que não tenha azares e quedas faço o Giro, para o próximo ano viro a página e faço o Tour de France. É uma corrida um nível acima do Giro e da Vuelta; ao fazer o Tour posso ter que fazer o Dauphiné ou a Suíça, mudar um bocadinho o calendário para não ser sempre repetitivo”, explica João Almeida.  Crédito imagem: SprintCyclingAgency Um percurso à Almeida  Há que reconhecer que o Giro tem um percurso à Almeida: bastante dureza, dois contrarrelógios, uma cronoescalada e sete finais em subida.  O percurso agrada ao corredor de A dos Francos: “Os contrarrelógios vão fazer diferenças e sempre disseram que quanto mais dura a corrida melhor se adapta a mim, embora seja questão de capacidade física. Gosto do contrarrelógio, gosto de cronoescaladas – em juniores fiz algumas e gosto desses esforços individuais; a do Giro vai ser mista porque começamos com a bicicleta de crono e trocamos para a normal; será preciso treinar a troca de bicicleta para não perder muito tempo. O contrarrelógio clássico é mais decisivo já que a subida é só uma subida e em montanha é uma questão de capacidade física.”  Crédito imagem: SprintCyclingAgency Sai Campagnolo, entra Shimano A UAE deixa a Campagnolo e em 2023 vai correr com grupo Shimano – transmissão, pedais e travessas. Entre as demais alterações contam-se as rodas Enve, os pneus Continental e até o guiador da bicicleta foi trocado, tal como o computador de bordo que passa a ser Wahoo. A sensação dos corredores é de que agora estão ao nível dos rivais.  No caso de João Almeida isto significa recuperar o contrarrelógio como arma e: “chegar às subidas mais fresco e com um bocadinho mais de ar. Voltar a ter os mapas nas descidas ajuda, não ter isso foi uma grande diferença. O salto de material que demos vai levar as coisas ao sítio. No ano passado não consegui passar tanto tempo com a bicicleta de contrarrelógio, mas em termos de dados foram tão bons como antes. Por algum motivo não consegui ir tão rápido”.  A nova Colnago V4RS, com transmissão Shimano e rodas Enve As palavras de Íñigo San Millán De 2022 pode concluir-se que João Almeida melhorou na alta montanha, mas no contrarrelógio perdeu fulgor. Será isto pela progressão nos esforços mais longos a subir?  Íñigo San Millán é o treinador de João Almeida [também de Tadej Pogacar e Juan Ayuso]. Para o chefe de performance da UAE “fisiologicamente e metabolicamente os sistemas energéticos subindo uma montanha são iguais aos de fazer um contrarrelógio. Utilizas muito as fibras tipo dois, é um esforço muito glucolítico onde se produz muito lactato e há que oxidá-lo a energia outra vez. É um esforço praticamente idêntico. O João tem suficiente peso para poder fazer um crono razoável sem perder tanto tempo para um corredor grande – por exemplo, Filippo Ganna – e ter peso para a montanha”. Concluímos que subir melhor não implica piorar no contrarrelógio. “É uma especialidade que trabalhamos sempre; se temos uma corrida por etapas onde há contrarrelógio há que preparar esse dia com a bicicleta de contrarrelógio fazendo um percurso/tempo semelhante ao que vai fazer”, acrescenta San Millán.  Por agora não está previsto nenhum reconhecimento ao percurso pela UAE, ao contrário da Quick-Step que mandou Remco Evenepoel à região de Campania – por onde o Giro vai andar entre a 4ª e a 6ª etapa – conhecer este terreno tecnicamente difícil e ainda a Cesena, local do segundo contrarrelógio (9ª etapa).  Por: Gonçalo Moreira Créditos imagens: SprintCyclingAgency Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Américo Silva inicia revolução na Aviludo-Louletano-Loulé Concelho Américo Silva é o novo "chefe" de uma Aviludo-Louletano-Loulé Concelho, com ambições renovadas para 2023. Em vésperas do ano centenário do clube de Loulé, a equipa algarvia inicia um novo capítulo com dois reforços sonantes, como são o também louletano, Daniel Viegas e o ex- Rádio Pouplar-Paredes Boavista, César Martingil. Imagem: Facebook Aviludo Louletano Loulé Concelho Mas a grande novidade é mesmo o novo diretor desportivo, Américo Silva, que já assumiu ‘as rédeas’ da equipa. Américo Silva estava no Brasil e foi contactado pelo presidente do Louletano, Tony do Adro,para ocupar a vaga deixada por Jorge Piedade: Imagem: Aviludo Louletano Loulé Concelho “O Tony apresentou-me a hipótese de vir tomar conta da equipa e mostrou-me as coisas de uma forma que se tornou bastante ambicioso para mim. O projeto que ele quer fazer crescer nos próximos anos , principalmente também com o centenário do Louletano, acabou por ser um grande desafio.” Disse Américo Silva Estágios Pré-Temporada A equipa da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho esteve concentrada em Vale do Lobo, no Algarve, nos dias 5 a 10 de dezembro. Algo que não costuma ser usual na equipa algarvia e quem o diz, é Nuno Meireles, um dos corredores mais experientes: “É a primeira vez que fazemos um estágio em dezembro. As coisas estão a melhorar, estamos a evoluir e isso é bom para a equipa e para todos nós. É algo que trará os seus benefícios na próxima temporada. ” Imagem: Aviludo Louletano Loulé Concelho Se a maioria dos corredores da equipa não tinha qualquer ligação com o novo diretor, a história muda com Jesus Del Pino. O espanhol, oitavo classificado na última Volta a Portugal, trabalhou com Américo quando ambos estavam na Efapel e garante ser uma mais-valia para a equipa: “Já conheço o Américo, é uma pessoa com muito conhecimento de ciclismo e bastante disciplinado que sabe liderar bem a equipa. Acredito que a equipa vai estar ainda melhor e espero que não haja doenças e lesões como na época passada.” disse o ciclista espanhol. Imagem: Aviludo Louletano Loulé Concelho Aviludo-Louletano-Loulé Concelho 2023 O plantel para a temporada de 2023 vai ser composto pelos espanhóis Vicente de Mateos e Jesus Del Pino, os argentinos Tomas Contte e Nahuel D’Aquilla, o chileno Carlos Oyarzún e os portugueses Nuno Meireles e Rui Rodrigues em conjunto com os dois reforços Daniel Viegas e César Martingil: “Tanto os que entraram como os que ficaram, foram trocadas impressões, como é lógico, entre mim e o Tony e todos tiveram o meu aval. As contratações foram no sentido de reforçar mais a equipa. No que toca ao Daniel Viegas, é um ciclista que eu sigo desde júnior e que eu acho que tem muita qualidade, mas por várias razões ainda não conseguiu demonstrar na estrada todo o potencial que tem dentro. Depois fomos buscar o César Martingil no sentido de fazer uma equipa direcionada para as chegadas ao sprint.” explicou Américo Silva. Numa equipa com Tomas Contte, Nahuel D’Aquilla, o próprio Vicente de Mateos e agora, César Martingil, as chegadas rápidas são um dos principais focos para 2023: “Nós só temos um objetivo para a próxima temporada, que é em todas as competições entrarmos com a responsabilidade, o sentido e a ambição de querer vencer. Se é na Volta ao Algarve, no Grande Prémio o Jogo, na Volta a Portugal, a ambição vai ser igual em todas as competições.” disse o novo diretor desportivo. Imagem: Facebook Aviludo Louletano Loulé Concelho “Se calhar este ano temos a equipa mais rápida do pelotão nacional. É óbvio que isso nos dá garantias de pensar que vamos ter bons resultados.” confirmou o presidente Tony do Adro. Imagem: Facebook Aviludo Louletano Loulé Concelho Para além dos treinos de conjunto, o estágio serviu para cumprir compromissos com ospatrocinadores e sobretudo, formar grupo e receber os novos membros: “Estes estágios são bons para conviver e para pôr quilómetros. Há sempre alguma intensidade nestes treinos de equipa que não há em casa.” referiu o reforço César Martingil. A equipa está bem e motivada para a temporada de 2023, como confirma o "capitão" naestrada, Vicente de Mateos: “Ir "poco a poco" ajustando-nos uns aos outros, porque é a mesma equipa mas há algo de novo para os corredores e mesmo para o novo diretor. Juntamos uma equipa que acho que vai estar muito forte. Os que ficam em casa têm qualidade para estar nas corridas, assim como os que são convocados e penso que isso nos torna mais fortes.” Imagem: Facebook Aviludo Louletano Loulé Concelho “Temos um excelente grupo e com o grande conhecimento que o Américo tem, o nosso projeto vai ser muito ambicioso. Queremos cada vez mais melhorar em tudo. Dar melhores condições, conseguir mais apoios e muito bons resultados.” afirmou o presidente Tony do Adro. “Temos muitas condições para fazer desta equipa uma equipa de referência a nível nacional.” concluiu Américo Silva. Apenas Tomas Contte não conseguiu estar presente, o ciclista encontra-se a preparar a temporada na Argentina. O projeto levou uma lufada de ar fresco com a entrada de Américo Silva e constatámos que o ambiente que se vive dentro da equipa é bastante positivo. A Aviludo-Louletano-Loulé Concelho espera continuar o progresso que tem tido nos últimos meses e vai dar continuidade já em janeiro, com novo estágio. Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 10.ª prova da Taça do Mundo | Val di Sole A Taça do Mundo de Ciclocrosse em Val di Sole teve hoje a sua segunda edição na história, antes da edição do ano passado, nunca havia acontecido esta prova e tendo em conta o sucesso, houve continuidade. Agora além de um clássico na taça do Mundo de XCO, Val di Sole quer afirmar-se com esse estatuto na Taça do Mundo de Ciclocrosse. Corrida feminina Puck Pieterse volta a devolver "a moeda" a Fem Van Empel, no duelo a duas que veem travando ao longo da temporada e após duas vitórias de van Empel na duas ultimas corridas, hoje foi a vez da mulher da Alpecin-Deceuninck levar a melhor. No circuito repleto de neve Pieterse isolou-se na frente desde cedo, e concluiu a corrida com uma vitória que a faz sonhar com a luta pela geral da Taça do Mundo de Ciclocrosse ( está agora a 65 pontos da líder van Empel). Fem van Empel, a líder da taça do Mundo hoje teve azar, ao sofrer uma queda que a impediu de continuar, acabando por não recolher qualquer ponto, o que permitiu a Puck Pieterse uma aproximação na classificação geral. Vídeo de van Empel após queda https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1604090637724393475 Ceilyn Alvardo confirmou que continua em boa forma e consistente nas corridas, terminando hoje em segundo, enquanto que Manon Bakker ( Crelan - Fristads ) terminou terceiro. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Puck Pieterse 50:1402Ceylin del Carmen Alvarado + 4403Manon Bakker + 01:2604Silvia Persico + 01:3405Maghalie Rochette + 01:3406Marie Schreiber + 03:3307Helene Clauzel + 04:0708Sara Casasola + 04:1009Sidney McGill + 04:1610Kristyna Zemanova + 04:17 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=6FAh9hMruiY Corrida masculina Apesar de Mathieu van der Poel estar na Start List da corrida italiana, e sem a presença de Pidcock ou van Aert, não foi o holandês que venceu a corrida. Quem brilhou na neve de Val di Sole foi o Campeão da Europa Michael Vanthourenhout, que não deu hipótese à concorrência e venceu "sem espinhas", cortando a meta isolado, com uma vantagem de 39 segundos para Niels Vandeputte que foi hoje o melhor da Alpecin-Deceuninck. Quem completou o pódio, de certa forma surpreendente, foi o suíço Kevin Kuhn ao finalizar terceiro, a somente 3 segundos de Vandeputte. Mathieu van der Poel não disputou os lugares do pódio, finalizando apenas no oitavo posto hoje. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Michael Vanthourenhout 57:5902Niels Vandeputte + 3903Kevin Kuhn + 4204Laurens Sweeck + 4405Timon Rüegg + 01:2006Vincent Baestaens + 02:3707Pim Ronhaar + 02:5108Mathieu van der Poel + 03:1409Thijs Aerts + 03:1910Corne Van Kessel + 03:19 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=4WisTheZzYM Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jumbo-Visma realiza leilão de bicicletas A Jumbo-Visma está a leiloar algumas das suas bicicletas, algo que costuma gerar um forte impacto entre os amantes do ciclismo. As bicicletas em causa, são as da conhecida marca Cérvelo, e entre as várias disponíveis estão as utilizadas por Jonas Vingegaard e Wout van Aert no Tour 2022, bem como algumas da bem conhecida estrela da formação neerlandesa, Primoz Roglic. 12,000€ é a licitação actual para a Cervélo S5 com forqueta verde de Wout Van Aert. O leilão que se iniciou no passado dia 8, prolonga-se até dia 19, com a Jumbo-Visma a informar que os lucros obtidos desta ação serão aplicados na procura e desenvolvimento de novos talentos da modalidade. Cervelo R5 de Jonas Vingegaard é um dos destaques Um dos destaques deste leilão é a Cervelo R5 utilizada por Jonas Vingegaard na conquista da última edição do Tour de França, cujo o próprio não se coibiu de avaliar. Esta bicicleta fez parte da minha maior conquista no ciclismo até hoje. Estou muito grato por ter começado este Tour de França na Dinamarca e ter regressado a Copenhaga com a camisola amarela. Esta bicicleta deixou um legado que irá perdurar por vários anos.” Jonas Vingegaard Cervelo S5 de Marianne Vos também dá nas vistas Outra bicicleta que também dá nas vistas é a Cervelo S5 de Marianne Vos, uma das estrelas femininas da Jumbo-Visma, que conquistou a camisola verde no Tour Feminino. Nem só de bicicletas de faz este leilão, pelo meio também se encontram disponíveis alguns artigos utilizados no Tour de França, como é o caso das placas da equipa. Ou várias camisolas, como por exemplo a amarela de Jonas Vingegaard autografada, cujo a licitação está por enquanto nos 675.00€. Richard Plugge destaca objetivos do leilão Richard Plugge, diretor da Jumbo-Visma destaca esta iniciativa, apontando o contributo que a sua equipa tem dado ao desenvolvimento da modalidade no seu país. Na equipa da Jumbo-Visma, estamos envolvidos em muitas iniciativas de apoio ao aparecimento de novos talentos do ciclismo. Pensem na nossa Academia, nos talentos da nossa Equipe de Desenvolvimento e, claro, na iniciativa CyclingClassNL, na qual participamos como equipa de ciclismo. É assim que contribuímos verdadeiramente para o futuro do ciclismo no nosso país e este leilão permite-nos dar o próximo passo.” Richard Plugge (Diretor de equipa da Jumbo-Visma) Nova frota de bicicletas para 2023 Depois de concluída esta ação, a Jumbo-Visma terá necessidade de apresentar uma renovada frota de bicicletas para a próxima temporada, algo que já expectável, atendendo às grandes mudanças de patrocinador que a formação neerlandesa efetuou, com a Sram a substituir a Shimano. Ver leilão O leilão decorre até às 19.00 horas do próximo dia 19 de dezembro, e pode ser consultado aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Electra Bicycle apresenta novos acessórios urbanos A Electra Bicycle Company ambiciona unir todo o planeta através da bicicleta. Esta marca do Sul da Califórnia começou por fabricar bicicletas cruisers de praia, mas é hoje muito mais do que isso. Mais bicicleta, menos automóvel A Electra disponibiliza bicicletas e acessórios nas lojas de ciclismo do mundo inteiro, e é parte de um movimento que incentiva as pessoas a deixarem os carros e a andarem de bicicleta. A marca informa que os acessórios mais recentes foram concebidos para que as viagens dentro e fora da cidade se façam com todo o estilo e conforto.  Por falar em estilo, a nova coleção de couro artificial alia toda a funcionalidade que o meio urbano exige ao charme que a Electra costuma ter, além de que cada artigo foi pensado para transformar a bicicleta urbana comum numa experiência mais sofisticada.   Pega de transporte da bicicleta  Pode ser difícil levantar a bicicleta pelo tubo superior, sobretudo se o cesto ou o alforge estiverem cheios. Fabricada em couro artificial, a pega de transporte é um acessório simples para levantar a bicicleta e manobrá-la pelas colinas da cidade. Ao colocar a pega no quadro, entre o espigão e o tubo inferior, o centro de gravidade fica mais baixo. Assim, é mais fácil, e mais leve, carregar a bicicleta.   Punhos, selim e saco  De inspiração rétro, os punhos, o selim e o saco demonstram a mestria clássica do que se fazia nos anos 40 e 50. Produzidos com couro artificial preto e castanho, são acessórios intemporais e com a durabilidade exigida pela utilização urbana. A Electra tem, ao longo do tempo, melhorado a sua oferta e desenvolvimento de novos produtos, que ofereçam conforto e diversão às viagens de bicicleta. Preços e disponibilidade Pode ver os preços e disponibilidade no site da marca AQUI: electrabike.com A nova coleção de acessórios está disponível através da rede de distribuidores. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Estivemos com João Almeida e Rui Oliveira no estágio da UAE-Emirates O TopCycling esteve em La Nucía, perto de Alicante, a conferir a preparação dos três portugueses da UAE-Emirates: João Almeida, Rui Oliveira e Ivo Oliveira. Pudemos ainda participar numa mesa redonda com Tadej Pogacar, onde o bicampeão do Tour de France esteve quase uma hora a responder a perguntas de jornalistas de todo o mundo, incluindo as nossas. Para breve ficam prometidas entrevistas com Almeida e Pogacar que vão poder ler aqui, mas também algumas histórias interessantes que o repórter Gonçalo Moreira descobriu à conversa com o treinador Iñigo San Millán, responsável pela performance da UAE-Emirates, que explica algumas semelhanças e diferenças fisiológicas e psicológicas entre o atleta português e o esloveno. Para já, podes saber como vai ser o calendário de João Almeida e Rui Oliveira neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=7ymj_ukX_3k Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Biniam Girmay distinguido como ciclista africano do ano Biniam Girmay foi eleito o melhor ciclista africano em 2022. O ciclista eritreu da Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux superiorizou-se na votação a Louis Meintjes, seu companheiro de equipa, e ao compatriota, Natnael Tesfatsion, conquistando assim este galardão pelo terceiro ano consecutivo. O prémio de Ciclista Africano do Ano, conta já com 13 anos de existência, e foi criado pelos organizadores do Tropicale Amissa Bongo (prova de ciclismo profissional por etapas que se disputa no Gabão). O júri liderado por Bernad Hinault comentou a entrega do prémio a Biniam Girmay, considerando que houve justiça na decisão. Ele (Biniam Girmay) merece este prémio pelo seu resultado histórico em Ghent-Wevelgem e pela etapa no Giro. Nunca antes um africano fez algo assim". Bernad Hinault (líder do júri) Na base desta distinção está a boa temporada registada por Biniam Girmay em 2022, onde se destacaram a conquista da clássica Ghent-Wevelgem,  bem como a vitória obtida na 10.ª etapa do Giro 2022, ao bater ao ‘sprint’ Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) mesmo em cima da meta. Por seu lado, Girmay demonstrou-se orgulhoso por mais esta conquista. Assim como nas duas eleições anteriores, estou muito orgulhoso por conquistar, uma vez mais, este prémio”, Biniam Girmay É de recordar que após a histórica conquista da 10.ª etapa no Giro de Itália, Girmay protagonizou um episódio insólito, quando, ao tirar a rolha de cortiça do champanhe no pódio, esta lhe ter acertado no olho, situação que originou uma lesão, que obrigou mesmo o ciclista eritreu a abandonar a prova. Aos 22 anos, Girmay é visto como um jovem ciclista com larga margem de progressão no seio do pelotão internacional, prova disso mesmo, a boa reta final de temporada que conseguiu ao terminar em 6.ª no Bretagne Classic (Clássico da Bretanhã), em 3.º no Grande Prémio de Quebec, e foi ainda 2.º classificado no Grande Prêmio da Valónia. Biniam Girmay parece estar de pedra e cal na formação belga da Intermarché, com a qual tem contrato até 2026, e em 2023 tudo aponta para que continue a ser uma aposta constante em algumas das principais provas do calendário internacional, onde conta agora com o português Rui Costa como companheiro de equipa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI confirmou as subidas e descidas nas divisões do ciclismo de estrada A União Ciclista Internacional (UCI) confirmou esta segunda-feira as promoções e despromoções das equipas de ciclismo de estrada, ou seja, quais as equipas que irão compor o pelotão nas categorias "World Team" (1ª divisão) e Pro Team (2. ª divisão) durante as próximas 3 épocas. No próximo ano inicia novo ciclo de 3 anos, durante os quais as equipas vão amealhando pontos UCI, e desta forma podem, ou não, garantir a manutenção no escalão máximo do ciclismo mundial. Na categoria UCI World Teams, a primeira divisão masculina, a UCI confirmou a saída da Israel Premier Tech e Lotto Dstny. Estas duas equipas, da categoria World Team, são baixaram para Pro Team. Para os lugares que estas equipas deixaram vagos na categoria World Team, subiram a Arkea Samsic e Alpecin Deceuninck. Imagem: Alpecin Deceuninck A UCI especificou ainda que a equipa DSM só tem, por enquanto, licença para um ano, enquanto as restantes das equipas têm para as próximas três temporadas. As 18 equipas UCI World Team AG2R CITROEN TEAM (FRA) ALPECIN-DECEUNINCK (BEL) ASTANA QAZAQSTAN TEAM (KAZ) BAHRAIN VICTORIOUS (BRN) BORA – HANSGROHE (GER) COFIDIS (FRA) EF EDUCATION – EASYPOST (USA) GREENEDGE CYCLING (AUS) GROUPAMA – FDJ (FRA) INEOS GRENADIERS (GBR) INTERMARCHÉ – CIRCUS - WANTY (BEL) JUMBO-VISMA (NED) MOVISTAR TEAM (ESP) SOUDAL QUICK-STEP (BEL) TEAM ARKEA – SAMSIC (FRA) TEAM DSM (NED) TREK – SEGAFREDO (USA) UAE TEAM EMIRATES (UAE) Na segunda divisão, Pro Team, confirma-se a extinção da equipa B&B Hotels, e surgem agora as despromovidas Israel Premier Tech e Lotto Dstny. Além disso, há quatro novas equipas, a Bolton Equities, a Q36.5, Corratec e a equipa de Fabian Cancellara, a Tudor Pro Cycling. Imagem: Tudor Pro Cycling Team As 18 equipas UCI ProTeam BINGOAL WB (BEL) BOLTON EQUITIES BLACK SPOKE (NZL) BURGOS-BH (ESP) CAJA RURAL-SEGUROSRGA (ESP) EOLO-KOMETA CYCLING TEAM (ITA) EQUIPO KERN PHARMA (ESP) EUSKALTEL – EUSKADI (ESP) GREEN PROJECT-BARDIANICSF-FAIZANE (ITA) HUMAN POWERED HEALTH (USA) ISRAEL PREMIER TECH (ISR) LOTTO DSTNY (BEL) Q36.5 PRO CYCLING TEAM (SUI) TEAM CORRATEC (ITA) TEAM FLANDERS – BALOISE (BEL) TEAM NOVO NORDISK (USA) TOTALENERGIES (FRA) TUDOR PRO CYCLING TEAM (SUI) UNO-X PRO CYCLING TEAM (NOR) Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 9.ª prova da Taça do Mundo | Dublin Pela primeira vez a Taça do Mundo de Ciclocrosse foi realizada na Irlanda. Para animar a festa no circuito de Dublin houve frio, alguma neve e lama, com os melhores do Mundo nesta especialidade presentes (excepção de Mathieu Van der Poel). Corrida feminina Fem van Empel conquistou a sexta vitória na Taça do Mundo esta temporadam hoje em Dublin. A jovem holandesa voltou a travar um duelo intenso com a sua compatriota Puck Pieterse. Imagem: UCI Van Empel teve com algumas dúvidas sobre a sua participação neste Taça do Mundo em Dublin, na entrevista rápida antes da prova, a líder da classificação geral desta competição indicou que tinha problemas de estômago.  Ainda assim, mostrou ser forte o suficiente para conseguir mais uma vitória e consolidar a sua liderança na Taça do Mundo de Ciclocrosse. Imagem: UCI Denise Betsema completou o pódio da corrida feminina. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Fem van Empel 47:1302Puck Pieterse + 0203Denise Betsema + 01:3704Inge Van der Heijden + 02:2605Marie Schreiber + 02:2706Manon Bakker + 03:3907Pauline Ferrand-Prevot + 04:3908Sidney McGill + 04:5009Millie Couzens + 04:5310Fleur Moors + 05:22 Resumo vídeo https://www.youtube.com/watch?v=GNxtjSG2XEU Corrida masculina Wout van Aert conseguiu hoje, em Dublin, a sua primeira vitória na Taça do Mundo esta temporada. Apesar de ainda não estar na sua melhor forma e de ter tido algum azar na corrida, o campeão belga conseguiu superar toda a concorrência e cortar a meta isolado no final. Apesar deste azar (uma toalha enrolou-se na transmissão da bicicleta), Wout Van Aert conseguiu recuperar e vencer. https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1601953272222388227 A atração em Dublin não se limitou a Wout Van Aert, o terreno esteve propício para a prática da modalidade, e também marcavam presença o campeão do mundo Tom Pidcock , o líder da Taça do Mundo Laurens Sweeck , Lars van der Haar, Eli Iserbyt  ou o campeão da Europa Michael Vanthourenhout. Imagem: UCI O líder da classificação geral da competição, Laurens Sweeck fez uma corrida cuidadosa, sabendo dosear o esforço e foi terminou segundo, assegurando mais uns pontos valiosos, enquanto que Tom Pidcock terminou terceiro. Imagem: UCI A outra atração, Mathieu van der Poel , não esteve em Dublin hoje. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Wout van Aert 59:3602Laurens Sweeck + 1403Tom Pidcock + 1704Lars van der Haar + 1905Michael Vanthourenhout + 2206Jens Adams + 3307Eli Iserbyt + 3508Pim Ronhaar + 3709Corne Van Kessel + 4610Cameron Mason + 58 Resumo vídeo https://www.youtube.com/watch?v=rIJbBh8dyt4 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Primoz Roglic de volta à estrada Primoz Roglic está de volta aos treinos e confirma assim estar na fase final da recuperação à delicada cirurgia. Depois de uma temporada 2022 algo agridoce, em virtude das violentas quedas que sofreu e que lhe hipotecaram alguns dos seus principais objetivos, Roglic efetuou uma cirurgia ao ombro esquerdo, há cerca de dois meses, numa intervenção cirúrgica de alguma complexidade, mas inevitável para que a grande figura da Jumbo-Visma nos últimos anos possa voltar às grandes prestações. Espero voltar gradualmente aos treinos. Passaram oito semanas desde a cirurgia ao ombro, e sinto-me melhor a cada semana que passa, mas uma recuperação como esta precisa de tempo”.   Primoz Roglic (Jumbo-Visma) Muito se tem falado e escrito do futuro de Roglic na Jumbo-Visma, em muito devido à vitória de Jonas Vingegaard no Tour 2022, situação que pode relegar o ciclista esloveno para um papel secundário na formação neerlandesa. No entanto, Roglic tem fintado todas essa questões e recentemente confirmou foco total na Jumbo-Visma, mostrando-se confiante no regresso às grandes prestações, embora não esconda as sequelas ainda presentes pela exigente cirurgia que efetuou. Felizmente não sou nadador, porque uma operação como esta teria tido um impacto muito maior". Primoz Roglic (Jumbo-Visma) Agora, o esloveno parece estar a entrar na fase final da recuperação, e tem dado conta do seu regresso aos treinos nas redes sociais. Nas últimas semanas, comecei a voltar cuidadosamente à bicicleta ergométrica com passeios ocasionais de uma hora. Entretanto os médicos já me deram luz verde para voltar ao ciclismo ao ar livre, de forma suave na estrada." Primoz Roglic (Jumbo-Visma) Estágio da Jumbo-Visma já na próxima semana Apesar de Roglic ainda não estar totalmente recuperado, a sua presença no estágio da Umbo-Visma na próxima semana está garantida, fase crucial para a tomada de importantes decisões daquilo que será a temporada 2023. O três vezes vencedor da Volta a Espanha, não esconde a sua motivação para voltar às grandes prestações que o notabilizaram, e nas próximas semanas deverão surgir mais novidades. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Egan Bernal mostra como está a trabalhar duro para 2023 (Vídeo) Egan Bernal (Ineos-Grenadiers) continua a treinar na Colômbia, com motivação e tendo em vista o retorno ao panorama mundial do ciclismo no seu melhor nível. Recorde-se que o colombiano de 25 anos, vencedor de um Tour de France (2019) e um Giro de Itália (2021), sofreu um grave acidente em 24 de Janiero de 2022, no qual contraiu graves lesões, estando desde então a passar por um longo processo de recuperação. Ultimamente tem partilhado momentos dos seus treinos nas redes sociais, como este debaixo de um dilúvio, no qual escreveu as seguintes palavras: "Não sou ninguém para vos dizer isto mas… se tens um objetivo, pouco importam as condições, nem quão em baixo ou em cima estejas… Lutem!! Por pior que estejam, ficarão tranquilos com vocês mesmos, e isso é o mais importante" Ver vídeo nesta publicação https://twitter.com/Eganbernal/status/1600489624446574593 Também no Strava, o ciclista da Ineos vai partilhando alguns dos seus treinos, como este, no qual pedalou 270 quilómetros, em 7 horas, com uma média de 39km/h. No Instagram o Bernal apelidou o treino de "Apocalipsis Day" Estes atletas são feitos "de uma material diferente", a resiliência e superação está no seu ADN não só na hora de tentar alcançar o topo, como na recuperação dos maus momentos. "Chapeau" Egan! Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Victor Koretzky, estrela do BTT assina pela Bora- Hansgrohe Victor Koretzky, uma das estrelas da Taça do Mundo de XCO, assinou pela equipa BORA - Hansgrohe. Apesar de ainda ter contrato com a equipa francesa B&B Hotels-KTM, Koretzky e outros ciclistas estão livres para procurar equipa, visto B&B Hotels-KTM estar com dificuldades financeiras por ter perdido o patrocinador principal ( B&B Hotels ). Victor Koretzky havia ingressado na equipa em no início da temporada, dando um rumo diferente à sua carreira ao ingressar no ciclismo profissional de estrada, fazendo apenas algumas corridas da Taça do Mundo de XCO, mais algumas corridas de BTT e Gravel. Recorde-se que o francês de 28 anos foi campeão do Mundo júnior de cross-country olímpico (XCO) em 2011. Conquistou o bronze em 2021, atrás de Nino Schurter e Mathias Flückiger.  Na sua primeira temporada na estrada, um ano de adaptação, venceu uma etapa no Tour Alpes Isère, e ficou no oitavo posto da classificação da montanha do Paris-Nice. A Bora-Hansgrohe procura com esta contratação ter um ciclista multidisciplinar, seguindo a tendência de equipas como a Jumbo-Visma, Ineos ou Alpecin Deceuninck. “  Devo dizer que estou muito feliz por o Victor ter assinado connosco. Já estamos presentes no Mountain Bike, mas com o Victor abordamos este tema de forma mais estratégica.  No nosso desporto é cada vez mais importante estarmos presentes em diferentes áreas, sobretudo com parceiros como a Specialized. Juntos, podemos dar ao Victor a plataforma perfeita, dentro e fora da estrada. disse Ralph Denk, treinador da equipa Foi assim que a Bora anunciou a contratação https://twitter.com/BORAhansgrohe/status/1600052658659885056 Ralph Denk disse ainda que o plano é que Koretzki continue a disputar corridas na Taça do Mundo de XCO, assim como o Campeonato do Mundo, conciliando com um programa mais leve de estrada, onde haverá maior foco nas clássicas da primavera.   Jogos Olímpicos de 2024 “Já ganhei alguma experiência na estrada este ano, mas nesta equipa World Tour será outro nível. Quero desenvolver-me ainda mais na estrada e tornar-me um nome habitual da equipa.  Mas o meu grande sonho são as Olimpíadas 2024, em Paris, na especialidade de XCO. O melhor da BORA-hansgrohe e da Specialized é que temos o equipamento perfeito para cada terreno." disse Victor Koretzki. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek lança novo equipamento da Trek-Segafredo A Trek acaba de lançar o novo equipamento da equipa Trek-Segafredo que não deixa ninguém indiferente devido às novas cores apresentadas e ao design intemporal. Numa fase em que a início da próxima temporada se aproxima a passos largos, a Trek orgulha-se de apresentar os novos equipamentos para as equipas masculina e feminina da Trek-Segafredo. O novo design apresentado segue a inspiração dos equipamentos de épocas anteriores, exibindo um estilo arrojado e elegante que reforça a presença da Trek nas competições mais importantes do ciclismo. Utilizando os mesmos temas Train Loud e Race Proud da Trek, o novo esquema de cores Radioactive Coral ajuda a alertar os condutores para a presença dos ciclistas na estrada, permitindo que estes treinem com mais segurança. Os novos equipamentos foram concebidos de forma a que os ciclistas se sintam mais perto da equipa, incluindo as versões de competição e de treino, desenhadas tanto para o pelotão profissional, como para as voltas de domingo. A Santini, volta, uma vez mais, a ser a fornecedora e patrocinadora oficial de vestuário das equipas de ciclismo profissional masculina e feminina Trek-Segafredo. Os produtos da Santini são desenhados utilizando a experiência de muitos anos de paixão, aliados ainda à inovação e testagem nas provas mais duras do mundo. Além do fornecimento do equipamento profissional, a Santini continua também a ser a ser a fornecedora oficial de vestuário casual para as equipas masculina e feminina, equipando-as com vestuário lifestyle de alta qualidade para que estas se sintam o maior conforto possível. O novo equipamento está disponível através da rede de distribuidores Trek. Para saberes mais pormenores acede ao site da marca aqui: TREK BIKES PORTUGAL Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Unbox e Teste | Specialized S-Works Prevail 3 A Specialized lançou este ano os novos capacetes S-Works Prevail 3 e Evade 3, como noticiámos neste artigo. Alguns meses após o lançamento tivemos oportunidade de testar o novo S-Works Prevail 3. O S-Works Prevail é um modelo campeão de vendas da marca da Califórnia, quer pela sua versatilidade e conforto, como pela ventilação, tem sido utilizado tanto por ciclistas de BTT, como de Estrada, Gravel, Triatlo ou até de bicicletas urbanas. Esta é a terceira versão do Prevail, visto a anterior ser praticamente um melhoramento no que respeita à ventilação, tudo o resto era igual. Este á um capacete completamente novo, redesenhado e com novas tecnologias. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=g8jcXfzayR8 Ainda mais ventilação O Prevail 3 tem claramente maior espaço de entrada de ar graças às enormes aberturas que existem, a questão (e provavelmente o maior desafio da marca) foi manter uma estrutura sólida e segura, num capacete tão aberto. Air Cage Além da estrutura EPS - poliuretano expandido - que caracteriza todos os capacetes de ciclismo, a marca desenvolveu uma estrutura utilizando "cabos" em aramida que cruzam o capacete de um lado ao outro e são ancorados em ambos os lados em duas placas de carbono.  A Specialized apelidou este sistema de "AirCage", e diz que este design funciona como uma ponte suspensa sob impacto, distribuindo forças localizadas por todo o capacete. Em teste, a única coisa que podemos sentir é que, como as secções em aramida têm apenas alguns milímetros de espessura, as três aberturas principais são praticamente ininterruptas da frente para trás, e isso proporciona uma óptima ventilação, mesmo a baixa velocidade em subidas longas. Novo MIPS e sistema Angi “MIPS” é uma tecnologia e marca registada que podes encontrar em muitos capacetes topo de gama hoje em dia, foi desenvolvida para evitar forças rotacionais no cérebro em caso de impactos angulares. O casco e o revestimento são separados por uma camada de baixa fricção diminuindo o efeito dos impactos angulares no cérebro. Para esta terceira geração do Prevail, a marca desenvolveu o MIPS Air Node, uma versão diferente da desenvolvida para o Prevai 2, mas igualmente aligeirada e ventilada. Sem surpresas, esta nova versão mantém a compatibilidade com o sistema Angi, que é um sistema que se encaixa na parte traseira do capacete, para detecção de acidentes. Em caso de queda é enviada notificação para um contacto, quando o sistema está emparelhado com a aplicação da Specialized. (Podes ver como funciona o sistema Angi neste vídeo). Ajuste e conforto Era difícil melhorar o ajuste do anterior Prevail, que já era muito bom. Na minha opinião, no que respeita ao ajuste não se pode dizer que seja melhor, continua a ser muito bom tal como o anterior, no entanto, em termos de conforto creio que este sistema consegue ser mais confortável que o anterior. Simplesmente não sentimos o capacete na cabeça. Assim como no anterior também nesta terceira geração do S-Works prevail é possível regular o ângulo do ajuste, por forma a evitar contacto com os óculos, ou no caso da utilização ser feita por senhoras, haver espaço para acondicionar e passar o cabelo nesta zona do capacete. Em resumo Apesar de ter um valor algo elevado (talvez este seja o único ponto contra), falamos de um capacete de gama alta, que é leve, com excelente design, segurança e acima de tudo conforto. Não senti qualquer desconforto ou tensão no pescoço e cabeça, mesmo em voltas superiores a 3 horas. Disponibilidade, cores e preços Podes ver as cores, preço e restantes características técnicas aqui: https://www.specialized.com/pt/pt/s-works-prevail Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 8.ª prova da Taça do Mundo | Antuérpia A cidade belga de Antuérpia recebeu a oitava ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse, uma prova aguardada com grande expectativa dos fãs, por marcar o primeiro embate da temporada entre os "Big 3", Tom Pidcock, Mathieu van der Poel e Wout van Aert na corrida masculina. Na corrida feminina, a expectativa era ver se Puck Pieterse mantinha a senda vitoriosa, ou se Fem van Empel conseguia regressar às vitórias do início da temporada. Corrida Feminina Assim como aconteceu em corridas anteriores, Puck Pieterse e Fem van Empel destacaram-se desde a partida, as duas jovens holandesas fizeram uma corrida à parte no circuito de Antuérpia e, após uma volta, já tinham uma boa vantagem sobre Shirin van Anrooij, que teve um início mais cauteloso, terminou no ultimo lugar do pódio. Imagem: UCI Fem van Empel (líder da geral desta competição) voltou a vencer uma Taça do Mundo de ciclocrosse, após três segundos lugares. Para vencer, a ciclista da Pauwels Sauzen-Bingoal teve como maior oponente Puck Pieterse (Alpecin Deceuninck) no circuito de Antuérpia, levando a melhor desta vez. Imagem: UCI POS.PAÍSNOMETEMPO01Fem van Empel 49:1002Puck Pieterse + 3403Shirin van Anrooij + 01:1204Denise Betsema + 01:3005Inge Van der Heijden + 01:4506Manon Bakker + 02:1407Aniek van Alphen + 02:4108Laura Verdonschot + 02:4809Marie Schreiber + 03:1510Sanne Cant + 03:31 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=DUE-CcAy9pM Corrida Masculina A corrida masculina marcava o regresso de Wout Van Aert ao ciclocrosse esta temporada, bem como o embate entre este, Tom Pidcock e Mathieu van der Poel, sendo que estes dois vinham de corrida do Superprestige que ocorreu no dia anterior, com vitória para Pidcock e queda para van der Poel. A história da corrida de Antuérpia resume-se em duas voltas, nas quais Mathieu van der Poel se conseguiu colocar na frente da corrida, impondo um ritmo fortíssimo e cavando uma vantagem de entre os 15 e 20 segundos que foi mantendo até ao final. Imagem: UCI Tom Pidcock partiu muito mal, ficou para trás e nunca chegou a encontrar um ritmo que lhe permitisse chegar aos da frente (talvez a pagar o esforço da vitória no dia anterior), terminando no 8.º posto hoje. Na luta à parte dos "Big 3", o líder da classificação geral da Taça do Mundo, Laurens Sweeck fez uma corrida sem entrar "em guerras", com um ritmo certo, conseguindo finalizar no 4.º posto, mas perdendo alguns pontos para Michael Vanthourenhout, que terminou no ultimo lugar do pódio. Imagem: UCI TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Mathieu van der Poel 59:0402Wout van Aert + 2303Michael Vanthourenhout + 3404Laurens Sweeck + 4505Lars van der Haar + 5406Eli Iserbyt + 01:0507Jens Adams + 01:0908Tom Pidcock + 01:1409Niels Vandeputte + 01:4510Joran Wyseure + 02:05 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=BKtDrxhloOs Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 4.ª prova do Troféu Superprestige | Boom A quarta ronda do troféu Ciclocrosse Superprestige no circuito de Boom trazia novo embate entre Pidcock e van der Poel, um dia antes de ambos medirem forças pela primeira vez na temporada, com Wout van Aert. Na corrida feminina As jovens que se têm destacado esta temporada não alinhavam, deixando espaço para outras ciclistas procurarem a sua primeira vitória da temporada. Corrida feminina Na corrida feminina, Aniek van Alphen aproveitou a ausência de Fem van Empel e Puck Pieterse para vencer o Superprestige de Boom.  Imagem: Superprestige A ciclista da 777 não teve tarefa facilitada, tendo que um embate intenso com Denise Betsema na ultima volta. Shirin van Anrooij foi o terceira.  https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1599035617278660610 Com este segundo lugar, Denise Betsema é agora líder da classificação geral do Superprestige, porque Ceylin del Carmen Alvarado não passou do sétimo lugar. TOP 10 final POSPAÍSNOMETEMPO01Aniek van Alphen 46:5602Denise Betsema + 0103Shirin van Anrooij + 2704Blanka Vas + 4605Inge Van der Heijden + 01:3506Anna Kay + 01:5207Ceylin del Carmen Alvarado + 02:2308Alicia Franck + 02:3809Amandine Fouquenet + 03:0010Manon Bakker + 03:13 Corrida masculina Na corrida masculina, o azar inverteu os papéis da semana passada, onde Tom Pidcock não conseguiu disputar o final da corrida em Hulst por partir uma roda após queda. Imagem: Ineos Hoje Pidcock venceu à vontade o Superprestige Boom. O britânico também caiu na segunda volta juntamente com Mathieu van der Poel, mas o holandês foi quem ficou mais afectado na queda, aparentemente magoado no joelho, tendo ficado arredado disputa pela vitória. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1599047564950736896 Após a queda, Tom Pidcock conseguiu escapar e fez praticamente toda a corrida sozinho na frente, vencendo isolado. TOP 10 final POSPAÍSNOMETEMPO01Tom Pidcock 59:4202Lars van der Haar + 1003Eli Iserbyt + 1304Michael Vanthourenhout + 4305Laurens Sweeck + 01:1006Ryan Kamp + 01:1707Jens Adams + 01:2108Kevin Kuhn + 01:2809Jente Michels + 01:3210Niels Vandeputte + 01:46 Amanhã realiza-se a Taça do Mundo de Antuérpia, corrida que marca o primeiro embate da temporada entre Tom Pidcock, Wout Van Aert e Mathieu van der Poel. ### Transferências de ciclismo no pelotão World Tour para 2023 O dia 1 de agosto de 2022 marcou o início oficial da temporada de transferências de ciclismo no pelotão no pelotão world tour, tendo sido desde logo conhecidas muitas durante o mesmo mês. No entanto, muitas transferências foram acontecendo nos meses seguintes e algumas mais poderão acontecer até ao final do ano. Agora que terminou a época e com praticamente todas as transferências efetivadas, mostramos o panorama do mercado de transferências do pelotão World Tour para 2023. Existem muitas mexidas e nomes sonantes a trocar de equipa, pelo que se espera uma próxima temporada com corridas emocionantes e bastante disputadas, depois destas transferências World Tour para 2023. Ag2r-Citroën Entradas:  Alex Baudin (Tudor), Valentin Retailleau (AG2R Citroën U23). Renovações:  Dorian Godon, Mikaël Cherel, Stan Dewulf, Nicolas Prodhomme. Saídas:  Clément Champoussin (Arkéa-Samsic),  Bob Jungels (Bora-Hansgrohe),    Lilian Calmejane (Intermarche), Gijs van Hoecke (Human Powered Health). Astana Qazaqstan Entradas:  Harold Martin López Luis Leon Sanchez (Bahrain Victorious) Renovações: Saídas:  Vincenzo Nibali (fim de carreira), Valerio Conti (Team Corratec) Bahrain-Victorious Entradas:  Andrea Pasqualon (Intermarché-Wanty-Gobert), Nikias Arndt (Team DSM), Dušan Rajović (Team Corratec), Fran Miholjević (Cycling Team Friuli ASD), Rainer Kepplinger (Hrinkow Advarics Cycleang), Cameron Scott (ARA Pro Racing Sunshine Coast), Sergio Tu. Renovações:  Wout Poels, Matej Mohoric,  Pello Bilbao,  Heinrich Haussler, Kamil Gradek, Yukiya Arashiro, Phil Bauhaus, Jack Haig, Edoardo Zambanini, Jasha Sütterlin. Saídas:  Dylan Teuns (Israel-Premier Tech), Domen Novak (UAE Emirates), Jan Tratnik (Jumbo-Visma), Stephen Williams (não confirmada), Chun Kai Feng, Luis Leon Sanchez (Astana Qazaqstan). Bora-Hansgrohe Entradas:  Bob Jungels (AG2R Citroen), Florian Lipowitz, Nico Denz (Team DSM). Renovações:  Lennard Kämna, Ben Zwiehoff, Cesare Benedetti, Patrick Gamper, Anton Palzer. Saídas:  Felix Großschartner (UAE Team Emirates),  Wilco Kelderman (Jumbo-Visma), Lukas Pöstlberger (BikeExchange). Cofidis, Solutions Crédits Entradas:  Jonathan Lastra (Caja Rural – Seguros RGA), Christophe Noppe (Arkea Samsic), Axel Mariault (Team U Nantes Atlantique). Renovações:  Guillaume Martin, José Herrada,  Eddy Finè. Saídas: Szymon Sajnok (Q36.5 Pro Cycling Team) Soudal Quick-Step (anterior, Quick-Step-Alpha Vinyl) Entradas:  Jan Hirt (Intermarché-Wanty-Gobert),  Casper Pedersen (Team DSM),  Tim Merlier (Alpecin-Fenix) Renovações:  Yves Lampaert. Saídas:  Mark Cavendish (a saber), Iljo Keisse (fim de carreira),  Zdeněk Štybar (Team BikeExchange), Mikkel Honoré (EF Education-EasyPost). EF Education-Nippo Entradas:  Richard Carapaz (Ineos Grenadiers), Jefferson Cepeda (Drone Hopper-Androni Giocattoli), Andrea Piccolo (Drone Hopper-Androni Giocattoli), Andrey Amador (Ineos Grenadiers), Mikkel Honoré (QuickStep). Renovações:  Rigoberto Uran, Simon Carr. Saídas:  Alex Howes (só corridas Gravel e BTT) Lachlan Morton (só corridas Gravel e BTT), Ruben Guerreiro (Movistar), Michael Valgren (EF Education-Nippo development) Sebastian Langeveld (fim de carreira). Groupama-FDJ Entradas: Lenny Martinez (Groupama-FDJ U23 ), Paul Penhoët (Groupama-FDJ U23), Reuben Thompson (Groupama-FDJ U23), Sam Watson (Groupama-FDJ U23), Romain Grégoire (Groupama-FDJ U23), Germani Lorenzo (Groupama-FDJ U23), Paleni Enzo (Groupama-FDJ U23). Renovações:  Stefan Kung,  David Gaudu, Matthieu Ladagnous, Fabien Lienhard, Clement Davy, Olivier Le Gac, Lars van der Berg, Ignatas Konovalovas. Saídas:  Attila Valter (Jumbo-Visma), Ramon Sinkeldam (B&B Hotels-KTM), Jacopo Guarnieri (Lotto Soudal), Anthony Roux (fim de carreira), Antoine Duchesne (fim de carreira), Badilatti Matteo (Q36.5 Pro Cycling Team) Ludvigsson Tobias (Q36.5 Pro Cycling Team). Ineos Grenadiers Entradas:  Leo Hayter (Hagens Berman Axeon), Thymen Arensman (Team DSM),  Joshua Tarling,  Connor Swift (Arkea-Samsic),  Michael Leonard. Renovações:  Filippo Ganna, Tom Pidcock, Ethan Hayter, Michal Kwiatkowski. Saídas:  Dylan van Baarle (Jumbo-Visma), Richard Carapaz (EF Education-EasyPost),  Eddie Dunbar (BikeExchange-Jayco), Richie Porte (fim de carreira), Andrey Amador (EF Education-EasyPost), Adam Yates (UAE Team Emirates). Intermarché-Wanty-Gobert Entradas:  Mike Teunissen (Jumbo-Visma),  Rui Costa (UAE Emirates), Dries De Pooter (Hagens Berman Axeon), Madis Mihkels (Ampler-Tartu 2024),   Lilian Calmejane (AG2R), Dion Smith (Team BikeExchange), Laurenz Rex (Bingoal Pauwels Sauces WB), Tom Paquot (Bingoal Pauwels Sauces WB), Rune Herregodts (Sport Vlaanderen - Baloise), Arne Marit (Sport Vlaanderen - Baloise). Renovações:  Biniam Girmay, Simone Petilli, Boy Van Poppel, Loïc Vliegen. Saídas:  Alexander Kristoff (Uno-X), Jan Hirt (Soudal-Quick-Step), Andrea Pasqualon (Bahrain Victorious), Quinten Hermans (Alpecin-Deceuninck), Corné Van Kessel (Team Deschacht - Group Hens - Containers Maes) Jan Bakelants, Domenico Pozzovivo, Tom Devriendt (Q36.5 Pro Cycling Team) Dmitri Claeys (fim de carreira). Israel-Premier Tech Entradas:  Dylan Teuns (Bahrain Victorious), Mason Hollyman (Israel Cycling Academy), Marco Frigo (Israel Cycling Academy), Derek Gee (Israel Cycling Academy), Matthew Riccitello ( Hagens Berman Axeon), Jens Reynders (Sport Vlaanderen-Baloise). Renovações:  Simon Clarke,  Daryl Impey, Omer Goldstein, Guy Sagiv, Guillaume Boivin, Mads Würtz Schmidt, Rik Zabel, Tom Van Asbroeck. Saídas:  Patrick Bevin (Team DSM), Jenthe Biermans (Arkea-Samsic), Mathias Brandle (fim de carreira), Carl Fredrik Hagen (Q36.5 Pro Cycling Team), Alessandro de Marchi (Bike Exchange), Rudy Barbier ( St Michel - Auber93 ), Alex Dowsett (fim de carreira). Lotto Dstny (anterior Lotto-Soudal) Entradas:  Jacopo Guarnieri (Groupama-FDJ), Matthijs Paasschens (Bingoal-Pauwels Sauces-WB), Lennert Van Eetvelt (Lotto Soudal U23), Pascal Eenkhoorn (Jumbo-Visma), Lennart Van Eetvelt, Arjen Livyns (Bingoal-Pauwels Sauces WB), Milan Menten (Bingoal Pauwels Sauces WB), Liam Slock (Lotto Soudal Development Team), Lennert Van Eetvelt (Lotto Soudal Development Team). Renovações:  Thomas de Gendt, Maxim Van Gils, Arnaud De Lie, Andreas Kron, Sylvain Moniquet, Sébastien Grignard. Saídas:  Philippe Gilbert (fim de carreira), Tim Wellens (UAE Team Emirates), Harm Vanhoucke (Team DSM), Kamil Malecki (Santic - Wibatech), Steff Cras (TotalEnergies). Movistar Entradas:  Fernando Gaviria (UAE Team Emirates), Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost), Iván Romeo (Hagens Berman Axeon). Renovações:  Imanol Erviti,  Lluis Mas, Albert Torres, José Joaquin Rojas. Saídas:  Alejandro Valverde (fim de carreira), Iñigo Elosegui (Equipo Kern Pharma). Team BikeExchange Entradas:   Eddie Dunbar (Ineos Grenadiers), Alessandro de Marchi (Israel Premiere Tech) Felix Engelhardt (Tyrol),  Filippo Zana (Bardiani-CSF-Faizanè),  Chris Harper (Jumbo-Visma), Elmar Reinders (Riwal), Rudy Porter, Blake Quick, Felix Engelhardt, Zdeněk Štybar (QuickStep-AlphaVinyl), Welay Hagos Berhe (EF Education-NIPPO Development Team), Renovações:  Michael Matthews, Simon Yates, Kevin Colleoni, Jan Maas, Amund Grøndahl Jansen, Luka Mezgec, Luke Durbridge, Lucas Hamilton, Callum Scotson. Saídas:  Sam Bewley (fim de carreira), Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), Tanel Kangert (TBC), Alex Edmondson (Team DSM), Damien Howson, Dion Smith, Cameron Meyer (fim de carreira). Team DSM Entradas:  Max Poole (Team DSM Development), Patrick Bevin (Israel Premier Tech), Harm Vanhoucke (Lotto-Soudal),   Matthew Dinham, Alex Edmondson (Team BikeExchange) Sean Flynn. Renovações:  Romain Bardet, Chris Hamilton, Nils Eekhoff, Kevin Vermaerke, Martijn Tusveld, Florian Stork. Saídas:  Søren Kragh Andersen (Alpecin-Deceuninck), Cees Bol (B&B Hotels-KTM), Casper Pedersen (Soudal-Quick-Step), Nikias Arndt (Bahrain Victorious),  Thymen Arensman (Ineos Grenadiers), Mark Donovan (TBC). Team Jumbo-Visma Entradas:  Dylan van Baarle (Ineos Grenadiers), Tom Gloag (Trinity Racing), Jan Tratnik (Bahrain Victorious), Atilla Valter (Groupama-FDJ). Renovações:  Tiesj Benoot Timo Roosen, Lennard Hofstede, Wout van Aert. Saídas:  Tom Dumoulin (fim de carreira),  Chris Harper (BikeExchange-Jayco), Pascal Eenkoorn (Lotto Dstny),  Mike Teunissen (Intermarché-Wanty-Gobert), David Dekker (Arkea). Trek-Segafredo Entradas:  Thibau Nys, Mathias Vacek, Natnael Tesfatsion (Drone-Hopper). Renovações:  Mads Pedersen, Bauke Mollema, Jasper Stuyven, Toms Skujiņš, Mattias Skjelmose Jensen. Saídas:  Gianluca Brambilla (Q36.5 Pro Cycling Team),   Alexander Kamp (Tudor Pro Cycling), Matteo Moschetti. UAE-Team Emirates Entradas:  Domen Novak (Bahrain Victorious),  Tim Wellens (Lotto Soudal), Felix Großschartner (BORA – hansgrohe), Jay Vine (Alpecin - Deceuninck) Adam Yates (Ineos Grenadiers). Renovações:  Brandon McNulty,  Rafal Majka,  Diego Ulissi, Mikkel Bjerg,  Vegard Stake Laengen, Matteo Trentin, Rui Oliveira, Ivo Oliveira Saídas:  Fernando Gaviria (Movistar),  Rui Costa (Intermarché-Wanty-Gobert). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sergio García - Da Eolo Kometa para a Glassdrive / Q8 / Anicolor O espanhol Sergio García é a primeira contratação internacional da Equipa Profissional de Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor para 2023. Considerado uma das referências do ciclismo espanhol, este puro trepador vai estrear-se em Portugal a correr no pelotão luso através da estrutura que tem sede em Águeda. Sergio García González é natural de Alcalá del Valle, Cádiz, no sul de Espanha e tem 23 anos. Do futebol para o ciclismo É um atleta nato e tem um percurso muito interessante: chegou ao ciclismo depois de dois anos como jogador de futebol, outros dois anos a jogar ténis e ainda teve uma boa experiência no atletismo. Foram os irmãos, apaixonados por ciclismo, que o convenceram a dedicar-se à modalidade. Fez a sua formação na Fundação Alberto Contador, agora Eolo Kometa Cycling Team. É um corredor combativo que encontra na média e alta montanha os seus terrenos prediletos, considera-se um corredor de longa distância e muito regular em provas por etapas e embora seja um puro trepador, defende-se bem noutros tipos de terreno. Imagem: Instagram Onde se tem destacado Em 2020, primeira temporada como corredor profissional, mostrou a sua garra na Vuelta Ciclista a Murcia ao terminar entre os dez primeiros e no Circuito de Getxo, onde também se destacou entre os melhores, na exigente subida do Pico Bidea. No ano passado ganhou o prémio de melhor trepador do GP Lugano, a sua maior conquista até à data. “Para mim, estar nesta equipa traz o entusiasmo e satisfação que me dão muita confiança para o próximo ano. O diretor desportivo Rúben Pereira falou-me muito bem da equipa e gostei muito de conhecer a forma como trabalham. Espero dar o meu melhor nesta nova época e poder mostrar minhas qualidades como ciclista”, disse Sergio García. Para Rúben Pereira, diretor desportivo da Glassdrive / Q8 / Anicolor, o espanhol “é um ciclista que certamente vai afirmar-se como profissional na nossa estrutura e é um corredor em quem também depositamos muita confiança. As suas características na montanha terão um papel muito importante ao longo da época e penso que será um ciclista que se pode afirmar no ciclismo português”. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Remco Evenepoel e Annemiek van Vleuten ganham o Vélo d'Or 2022 A revista francesa Vélo Magazine anunciou hoje os vencedores do Vélo d'Or 2022, que premeia o melhor ciclista do ano. O belga Remco Evenepoel e a neerlandesa Annemiek van Vleuten receberam o prestigiado prémio. Aos 22 anos, Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl) venceu este ano a Liège-Bastogne-Liège, a Vuelta a Espanha e o campeonato do mundo, recebendo 139 pontos dos jurados, mais 51 do que o compatriota Wout van Aert (Jumbo-Visma) e 55 do que o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates). De forma algo surpreendente, apesar de vencer o Tour de France, Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) ficou fora do pódio desta classificação, ficando no quarto posto com 80 pontos. No ciclismo feminino, sem surpresas o prémio foi atribuído a Annemiek van Vleuten (Movistar), que venceu Tour, Giro, Vuelta e Campeonato do Mundo. Vleuten fecha o ano em grande, tornando-se também na primeira ciclista a vencer o Vélo d'Or. Na segunda posição ficou a belga Lotte Kopecky (SD Worx), com o terceiro lugar a ser partilhado pela francesa Pauline Ferrand-Prévot (BMC MTB Racing) e pela Elisa Longo Borghini (Trek-Segafredo). Como é atribuido Vélo d'Or O Vélo d'Or é atribuído anualmente ao ciclista que um painel de dezoito jornalistas, de diferentes partes do mundo, escolhidos pela revista, considera ter tido o melhor desempenho ao longo do ano. O primeiro vencedor foi Miguel Induráin, e Alberto Contador é o ciclista com mais vitórias, quatro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Remco Evenepoel confirma Giro d'Itália em 2023 Remcon Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) acaba de confirmar a sua participação no Giro d'Itália em 2023. O ciclista belga de 22 anos, atual campeão mundial, e vencedor da última edição da Volta a Espanha, desfaz assim as dúvidas que se vinham adensando ao longo das últimas semanas, acerca de qual seria a grande volta em que iria apostar na próxima temporada. Num vídeo publicado nas redes sociais Remco Evenepoel confirmou a sua presença no Giro, e adiantou ainda, que neste momento se encontra já em solo italiano a efetuar o reconhecimento de alguns dos exigentes troços desta grande volta. https://twitter.com/EvenepoelRemco/status/1597910829696831488?s=20&t=wmpfY21ma44rnc5vHh1PGw Aos 22 anos, Remco Evenepoel é um dos principais ciclistas da atualidade internacional, em muito, devido às grandes prestações registadas em 2022. Muitos queriam lançá-lo já em direção ao Tour de França, desafio mesmo apimentado por Tadej Pogacar, estrela da UAE Emirates, e duas vezes vencedor da mítica prova francesa, no entanto, Remco e a Quick-Step não cederam a essa pressão, e parecem concentrados numa evolução mais sustentada, antes do ataque ao Tour. Vou correr o Giro em 2023 e estou muito entusiasmado!" Remco demonstra estar muito motivado com a participação no Giro 2023, destacando ainda o facto de o ir fazer vestindo a camisola arco-íris (símbolo de campeão do mundo). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Roglic confirma foco total na Jumbo-Visma Primoz Roglic afirmou recentemente numa entrevista, estar completamente focado na Jumbo-Visma para a próxima temporada. Desde o final da época passada que a posição de destaque de Roglic na hierarquia da Jumbo-Visma tem vindo a ser questionada. Para isso, muito contribuiu a vitória do seu colega de equipa, Jonas Vingegaard, no Tour 2022, bem como a grande forma apresentada por Wout van Aert ao longo da temporada. Aparentemente, todas essas suposições passam completamente ao lado do ciclista esloveno de 33 anos, que teve uma temporada 2022 algo agridoce, em virtude das violentas quedas que sofreu e que lhe hipotecaram alguns dos seus principais objetivos. É de recordar que depois de uma temporada em que se destacou com as vitórias no Paris-Nice e no Critérium du Dauphiné, Roglic sofreu uma forte queda na 5.ª etapa do Tour, contratempo que o levou mesmo a abandonar a prova em vésperas da 15.ª etapa. Depois disso, regressou na Vuelta a Espanha, prova em que lutava pela quarta vitória consecutiva, mas em que acabou por voltar a cair e também por desistir. De forma a esquecer esse final de temporada azarado, e de forma a recuperar o seu ombro já seriamente debilitado, Roglic, decidiu-se então pela cirurgia ao ombro esquerdo numa intervenção cirúrgica de alguma complexidade, e da qual se encontra já na fase final de reabilitação, tendo assim em vista, um regresso em pleno na temporada 2023. Alinhamento para 2023 continua por divulgar Para já, o alinhamento de Roglic para 2023 ainda não é conhecido, algo que tem gerado vários rumores acerca do seu papel na Jumbo-Visma, e da possibilidade deste vir mesmo a abdicar da participação no Tour de França, prova que lhe falta conquistar, para juntar ao seu brilhante palmarés. Questionado sobre isso, Roglic escuda-se na sua capacidade competitiva. A competição acérrima, permite melhorares sempre a tua melhor versão. E o meu objetivo para 2023 é ser ainda melhor.” Em relação às especulações sobre o seu futuro, afirma que para 2023 não há quaisquer dúvidas. Especulações, existem sempre, mas todos sabem que tenho contrato com a Jumbo-Visma! Por quantos anos, ainda não sei, mas em 2023 é garantido, e depois logo veremos.” Forte ligação à Jumbo-Visma O três vezes vencedor da Volta a Espanha, não esconde a sua forte ligação à Jumbo-Visma, que já dura há vários anos, período marcado por grandes feitos, e no qual se sentiu reconhecido. Eu e Jumbo-Visma crescemos juntos. As coisas não aconteceram da noite para o dia. E quando me perguntam se eu quero mudar de equipa? Eu penso para onde poderei ir se já estou na melhor equipa.” Primoz Roglic mostra-se firme na Jumbo-Visma, e já tem encontro marcado para o dia 11 de dezembro no estágio da equipa onde será tomada uma decisão sobre o programa de provas dele e dos restantes membros da equipa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - 3.ª prova da Taça de Portugal |  Santo Tirso Decorreu hoje em Santo Tirso a terceira etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse. Mário Costa e Joana Monteiro, ambos atletas da Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde, foram os destaques da elite, ao vencerem as respectivas categorias. Corrida masculina Na elite masculina a emoção foi a nota dominante, prova disso o facto dos quatro primeiros classificadores terem registado uma diferença de menos de um minuto entra ambos. Mário Costa foi o mais forte do dia, resultado que lhe permitiu ascender à liderança da Taça de Portugal, posto que antes da etapa de hoje era ocupado por Márcio Barbosa (ABFT Betão/Feirense), que hoje foi 4.º classificado. Em segundo e terceiro no dia de hoje, ficaram Roberto Ferreira (Guilhabreu BTT), e Bruno Silva (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). Em sub-23, João Silva (Guilhabreu BTT) foi o vencedor do dia, mas no topo da classificação continua João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). TOP 10 final Corrida feminina No setor feminino é Joana Monteiro quem continua a brilhar. Hoje, em Santo Tirso, a atleta da Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde somou mais um triunfo, curiosamente o terceiro, em três etapas já disputadas. Isabel Caetano (Descobre Destreza Associação Desportiva), foi quem mais se aproximou de Joana Monteiro, terminando a prova no segundo lugar, enquanto que no último lugar do pódio ficou Jéssica Costa (Guilhabreu BTT). TOP 10 final Outras categorias Em juniores os destaques foram Rafael Sousa (Guilhabreu BTT) e Beatriz Guerra (BTT Loulé/Elevis), enquanto os melhores cadetes foram Gonçalo Rodrigues (Landeiro/KTM/Matias & Araújo/Frulact) e Margarida Vasconcelos (Axpo/FristBike Team/Vila do Conde). Já nos veteranos, Augusto Midão (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Ana Barata dominaram em masters 30. Em masters 40 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Virgínia Moreira (Saertex Portugal/Edaetech) foram os vencedores. Em masters 50 e 60 brilharam, respetivamente António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel). Classificações completas aqui disponíveis. A presente edição da Taça de Portugal de Ciclocrosse termina no fim de semana de 17 e 18 de dezembro, com uma jornada dupla, a decorrer em Abrantes e Ansião. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse – 7.ª prova da Taça do Mundo | Hulst Com o moinho do século XVIII como cenário e os diques a servirem de dificuldade, o circuito de Hulst tornou-se carismático, sendo também um dos favoritos de Mathieu van der Poel, que nos últimos 5 anos venceu lá 4 vezes e talvez por isso o tenha escolhido para fazer o regresso ao ciclocrosse na época 2022/23. O "prato forte" deste domingo era (e foi) o regresso de Mathieu van der Poel, mas antes havia outra corrida, a feminina. Corrida feminina Fem van Empel entrou forte na temporada, mas Puck Pieterse está a responder e confirmar o potencial que já havia mostrado no final da temporada passada, hoje conquistou sua segunda vitória consecutiva na Taça do Mundo de Ciclocrosse.  Depois de ser o melhor em Overijse na semana passada, o talento de Alpecin-Deceuninck também conquistou a vitória em Hulst. Fem van Empel deu boa réplica a Pieterse nas primeiras voltas, mas depois uma queda levou-a a ter que se contentar com o segundo lugar.  UCI Cyclo-cross World cup, round 7 in Hulst Shirin van Anrooij, que também já venceu este ano, foi a terceira e confirma a tendência da actual temporada, a juventude é quem manda neste momento. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Puck Pieterse 46:3102Fem van Empel + 4203Shirin van Anrooij + 01:4704Ceylin del Carmen Alvarado + 02:0605Lucinda Brand + 02:1206Marion Norbert Riberolle + 02:3207Helene Clauzel + 03:0108Inge Van der Heijden + 03:0909Line Burquier + 03:1410Aniek van Alphen + 03:33 Corrida masculina Como descrevi no início do artigo, o "prato forte" era o regresso de Mathieu van der Poel, que nas entrevistas prévias já havia dito que se encontrava bem, mas a posição de partida desde trás (por razão do ranking actual) poderia impedi-lo de lutar pela vitória. Não foi o que aconteceu. O tetracampeão mundial de ciclocrosse conseguiu vencer a Taça do Mundo, cruzando a meta isolado. Apesar de partir bem de trás Van der Poel rapidamente passou para a frente, após quatro minutos de corrida já podíamos ver o seu nome na liderança. Mesmo tendo cometido alguns erros nas primeiras voltas, conseguiu recuperar e no final acabou mesmo por distanciar o actual campeão do mundo Tom Pidcock, vencendo com tempo para festejar calmamente.  De referir que o britânico teve azar (problema mecânico impediu de continuar), tendo cometido um erro que Mathieu van der Poel aproveitou para se isolar na liderança, mas os erros cometem-se quando existe pressão e essa pressão era van der Poel que estava a colocar com o ritmo que impôs. https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1596839492308148225 Conclusão, Pidcock acabou por desistir, Laurens Sweeck e Eli Iserbyt acabaram por completar o pódio, sendo segundo e terceiro respectivamente. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Mathieu van der Poel 57:0902Laurens Sweeck + 1503Eli Iserbyt + 2204Lars van der Haar + 3005Joris Nieuwenhuis + 4906Michael Vanthourenhout + 01:3107Felipe Orts Lloret + 01:4408Jens Adams + 01:5009Toon Vandebosch + 02:1110Kevin Kuhn + 02:18 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=uipnHNaQDmM Temos um Mathieu van der Poel mais forte que na temporada passada, onde se apresentou no ciclocrosse com uma lesão nas costas, agora a expectativa é ver o regresso de Wout van Aert e o embate entre "os três magníficos" (porque mostram estar num nível acima de todos os outros), Pidcock, van der Poel e van Aert. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Van der Poel aponta ao título mundial de ciclocrosse Em vésperas de iniciar a sua participação na temporada de ciclocrosse, Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck), não hesita e aponta o Campeonato do Mundo como o seu grande objetivo. O ciclista dos Países Baixos, entra amanhã em ação, e logo no seu país de origem, em Hulst, prova a contar para Taça do Mundo. Recordamos que Van der Poel anunciou há poucos dias o calendário definido para a atual temporada de ciclocrosse, num alinhamento que conta com um total de 14 participações, tal como aqui noticiámos. Agora, já em vésperas da entrar em ação em Hulst, o ciclista de 27 anos, afirma estar pronto para o que aí vem, e apesar de não desvalorizar o calendário, não hesita em apontar a participação no Campeonato do Mundo, em Hoogerheide a 5 de fevereiro, como o grande objetivo da época. Van der Poel revelou ainda atribuir um significado especial ao facto da prova ser em Hoogerheide, isto porque, a sua avó viveu nessa localidade, muito perto do percurso definido para o Campeonato do Mundo. Entre amanhã em Hulst, e o Campeonato do Mundo em Hoogerheide ainda há muito a pedalar, no entanto, Mathieu van der Poel e a Alpecin-Deceuninck não escondem a estratégia definida, abrindo já assim o jogo para Wout van Aert (Jumbo-Visma) e Tom Pidcock (INEOS), que se adivinham como principais concorrentes à conquista do título mundial. https://twitter.com/AlpecinDCK/status/1596177382389731328?s=20&t=FuN0NhAGreHY2y4EVm_WVw Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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É um corredor possante e nesta especialidade uma referência. 2022 memorável Ao longo de 2022, o palmelense foi demonstrando que a época seria marcante. Começou logo em abril a vencer o contrarrelógio do 10.º Grande Prémio O JOGO, competição que terminou de Amarelo, ao conquistar a Geral Individual. Seguiram-se os Campeonatos Nacionais e os Jogos do Mediterrâneo, duas Medalhas de Ouro. Na 83.ª Volta a Portugal, à semelhança da anterior edição, entrou a ganhar no Prólogo, vestindo a primeira Camisola Amarela da competição, que envergou até à 3.ª Etapa, momento em que passou o testemunho a Mauricio Moreira, após a vitória do uruguaio na Torre. Aos 30 anos Rafael Reis conta conta com vários títulos no seu palmarés. Em 2014 foi 4.º classificado no Campeonato do Mundo Sub-23 de Contrarrelógio, a 18 segundos de ser Campeão do Mundo. Em 2016, 10 vitórias consagraram-no ciclista do ano em Portugal, tendo vencido neste mesmo ano o Grande Prémio JN. Já tinha vestido duas vezes a Camisola Amarela da Volta a Portugal (1.ª Etapa em 2016 e depois em 2018), antes do brilharete em 2021 e agora em 2022. “Estou muito contente por continuar na estrutura por mais dois anos. É um projeto vitorioso, com pessoas com muita ambição, o que faz com que me sinta sempre em casa. Levámos a maior parte do ano a vencer, o que é bastante motivador no dia-a-dia, para continuar a trabalhar para sermos sempre os melhores. Estamos a olhar para 2023 com os mesmos objetivos do ano anterior, e como mantemos a maior parte da equipa, inclusive alguns reforços, penso que tem tudo para correr bem”, adiantou Rafael Reis. Para Rúben Pereira, “Rafael Reis é um ciclista que aporta muito para esta equipa. Desde que entrou nesta estrutura, deu um novo rumo à sua carreira e tornou-se um ciclista em quem depositamos muita confiança e eu próprio deposito muita confiança enquanto diretor. Apesar do Rafael já ter feito coisas incríveis, acredito que o melhor ainda está para vir e é por isso que vai ter sempre o seu lugar garantido dentro desta estrutura. É, sem dúvida, uma das peças mais importantes desta equipa”. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tiago Machado - As histórias de uma carreira notável Tiago Machado, aos 37 anos decidiu por um ponto final na sua carreira como ciclista profissional. Em 18 temporadas não faltam histórias por contar com início e fim na atual “Rádio Popular- Paredes- Boavista”. Fala-nos da sua ida para o estrangeiro ou de momentos como o Tour de 2014 e dá-nos as suas perspetivas para o futuro. O início - Ano de 2004 No ano de 2005, um jovem corredor de Vila Nova de Famalicão ingressava no Carvalhelhos-Boavista, naquele que foi o princípio da história: “Num almoço de convívio, fizeram-me uma espécie de praxe, que era aquilo a que se chama, fazer uma barrela, que é tirar a roupa a toda a gente e deixá-los só em boxers. E eu fui uma das vítimas e não foi fácil de domar! Eu dava pontapés a tudo o que se aproximava e até houve um mecânico que levou um pontapé com tanta força no peito, que se sentiu um bocado mal! Depois acabaram por levar a deles avante e acabei mesmo por ser praxado! ” A passagem para o ciclismo internacional “Foi uma negociação muito rápida! Já havia “um namoro” por parte da Astana. No Algarve fiz um bom contrarrelógio, bati-me de igual para igual com Kloden e Cancellara, entre outros e começaram a existir as primeiras abordagens. Fotografia: Facebook Tiago Machado Já nos anos anteriores a Caisse d’Epargne veio à Volta a Portugal e Eusebio Unzué disse publicamente que tinha interesse em que eu fosse para a equipa. Depois quando surgiu a notícia que iam fazer uma nova equipa com Armstrong , o Paulinho ligou-me a perguntar se tinha interesse em ir para a equipa. E a partir daí a negociação foi muito rápida. ” RadioShack - A melhor equipa por onde passou “A primeira equipa era qualquer coisa de absurdo! Kloden, Horner, Armstrong, Popovych, Rubiera, o próprio Paulinho, era uma equipa fortíssima! Ainda nos dias de hoje, fomos a equipa que ganhou mais provas por etapas no mesmo ano. Justificávamos bem o orçamento!” Fotografia: Facebook Tiago Machado Etapas 9 e 10 da Volta à França 2014 - Dois dias, duas faces A etapa nove da Volta a França de 2014, vencida com uma exibição fantástica de Tony Martin, levou Tiago Machado à terceira posição da geral individual. Já no dia seguinte, uma queda aparatosa, fez com que o ciclista português chegasse fora de controlo. Mas o seu espírito irreverente e lutador que o fez terminar a etapa, valeu-lhe uma repescagem por parte dos comissários, que lhe permitiu seguir em prova: “Fiquei frustrado. Passei de terceiro para ser repescado. Não consegui provar que estava num bom momento de forma. Mas há que ver sempre o lado positivo. Era bem pior se tivesse partido um braço e não pudesse seguir em prova. Quando surgiam as adversidades tentava sempre arranjar uma maneira para dar a volta por cima. Uma pessoa cai sete vezes e levanta-se oito!” O regresso a Portugal “Tinha oportunidade de correr lá fora ao mais alto nível. Só que psicologicamente já não dava e financeiramente deixou de o compensar. A partir desse momento eu e a minha família optamos por regressar e ainda bem que assim foi, porque já estava mais que na altura.” Fotografia: Facebook Tiago Machado O reconhecimento e admiração na sua “última dança” “Houveram organizações que eu, não participando tanto, tiveram esse respeito e esse carinho. Preferiam homenagear a prata da casa do que aqueles que veem de fora. Aquelas que são as provas “mais bairristas” se calhar são as que eu me identifico mais. Fotografia: João Calado - Podium Events O respeito que eu tenho pelas corridas e que as corridas têm por mim, é visível aos olhos de toda a gente. Tenho o mesmo respeito por todas as organizações, mas houve uma ou outra que me deixou um bocado triste. Eu respeitei-os, se eles não me respeitam a mim, isso já não é problema meu.” Volta a Portugal não correu como esperava “Tive a infelicidade de cair em véspera das duas etapas decisivas da volta, que são a Torre e a Senhora da Graça e isso parecendo que não, deixa mossa. Mesmo depois da volta acabar, eu andava com problemas nas costas que em certos movimentos me doía. Só conseguia andar fora do selim quando punha as mãos em baixo. Dava-me guinadas nas costas. Fotografia: Facebook Tiago Machado Não estava mal fisicamente, mas para andar com os primeiros seria impensável. Se não tivesse tido osazares podia ter entrado numa ou outra fuga. Foi assim , não tive essa sorte.Embora não tenha tido o final desportivo que eu desejava, tive o carinho e o reconhecimento do público e isso basta-me!” O futuro - 2023 e em diante “Vou coordenar a academia da Efapel, falamos de cadetes juniores e femininas. Já estamos a trabalhar nisso. A época não começa só no dia um de janeiro, já começou há uns meses atrás quando começamos a planear a equipa. Vamos ter os primeiros treinos, eu irei para a estrada de bicicleta umas vezes com uns, outras vezes com outros. Vai o carro de apoio atrás dos que eu não vou.” Como diretor, Tiago Machado quer usar o futebol como exemplo “Enquanto tiver disponibilidade física e vontade para andar de bicicleta, eu prefiro fazer o acompanhamento na estrada com eles. Um treinador de futebol também está com os jogadores no relvado, portanto acho que indo na bicicleta se calhar há um ou outro que o vou motivar e se calhar vão dar mais do que dariam se eu não estivesse. Fotografia: João Calado - Podium Events É com esse objetivo de ir para a estrada e me divertir com eles, que pretendo criar um bom grupo para cumprir os objetivos da equipa e dignificar a camisola.” Ciclismo é ponto assente e vai manter-se como prioridade “O ciclismo é a minha vida. É desfrutá-lo e ajudar os jovens a tentar chegar onde eu cheguei. E se assim for acho que já é muito bom e podem sair com a sensação de dever cumprido, que foi como eu saí. Fotografia: Eduardo Campos - ACM Vão ver o reconhecimento por parte do adepto que entende de ciclismo. O meu objetivo é esse, ajudá-los a crescer, formar homens e mulheres, porque antes de formar atletas, é mais importante formar homens e mulheres.” Futuro selecionador nacional? “Pelo menos o meu objetivo é tirar já o nível três do curso de treinador. Eu acho que mais patriota do que eu na minha geração não é fácil haver. Toda a minha vida vivi em Portugal. Residência fiscal e impostos foram todos pagos aqui. Nunca se sabe, o futuro a Deus pertence e se calhar acho que não ficava mal entregue. Eu gostava! Até sei falar três idiomas mais ou menos bem!” Fotografia: Facebook Tiago Machado Os números Tiago Machado despede-se do ciclismo nacional e internacional com vitória da Volta a Eslovénia, na Prova de Abertura em Portugal, no Grande Prémio Joaquim Agostinho e no Campeonato Nacional de contrarrelógio. Durante toda a carreira somou participações em 10 grandes voltas, onde se incluem 5Voltas a Espanha, 3 Voltas a França e 2 Voltas a Itália. Participou também por 17 vezes na Volta ao Algarve e esteve à partida em 9 Voltas a Portugal. O “ciclista do povo”, como é conhecido, deixou a sua marca na modalidade enquanto atleta e será certamente lembrado como um dos grandes ciclistas portugueses a nível internacional, e podes seguir o seu blog pessoal aqui: ociclistadopovo.pt/ Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Van Aert e Van der Poel anunciam calendário de ciclocrosse Wout Van Aert (Jumbo-Visma) e Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck) duas grandes estrelas do ciclocrosse mundial, acabaram de anunciar os respetivos calendários para a atual temporada de ciclocrosse. Muito do que se tem especulado tem agora resposta, para já Van der Poel apresenta um calendário mais exrtenso, enquanto que Van Aert e a Jumbo-Visma apenas tenham confirmado para já as provas em que irão participar até ao final de 2022. De seguida apresentamos os calendários de ambos, e no final expomos as provas em ambos estão confirmados e onde teremos grandes duelos à vista. Van der Poel confirma 14 participações O ciclista da Alpecin-Deceuninck regressa já no próximo domingo, dia 27, na Taça do Mundo em Hulst, nos Países Baixos. Tudo indica que esta será a primeira de um total de 14 participações em provas na atual temporada de ciclocrosse.   O que salta à vista no alinhamento anunciado por Van der Poel é a ausência no Campeonato Holandês de ciclocrosse em Zaltbommel. Essa ausência deve-se ao facto dessa data estar destinada para um estágio com a equipa de estrada da Alpecin-Deceuninck, em Espanha. Assim sendo, depois do próximo fim de semana em Hulst, Van der Poel estará em ação no Superprestige em Boom, a 3 de dezembro, e logo a seguir, dia 4, em Antuérpia, prova a contar para a Taça do Mundo. Depois, seguem-se uns dias sem ciclocrosse, até 17 de dezembro, dia em que irá estar a competir em Itália, mais precisamente em Val Di Sole, em mais uma etapa da Taça do Mundo. Mathieu van der Poel já treina há alguns dias Depois segue-se uma quadra festiva muito agitada, com nove provas em 16 dias. Começa a 23 de dezembro, no Exact Cross Mol, antes de uma mini pausa de Natal, regressando logo a 26, para a etapa da Taça do Mundo em Gavere e nos dois dias seguinte, a 27 e 28, estará nos eventos de Superprestige, respetivamente em Heusden-Zolder, e em Diegem. O fecho do ano decorrerá a 30 de dezembro no Exact Cross Loenhout. A entrada de Van der Poel em 2023 será em Herentals e Koksijde, a 3 e 5 de janeiro, em eventos de X2O. A 8 de janeiro voltará a competir na Taça do Mundo, na etapa de Zonhoven. A 22 de janeiro será dia de competir em Espanha, em mais uma etapa da Taça do Mundo de Ciclocrosse, a decorrer em Benidorm. Para finalizar, a anunciada participação no Campeonato do Mundo da modalidade, que irá ter lugar em Hoogerheide, nos Países Baixos, no dia 5 de fevereiro. Van Aert com calendário mais curto A Jumbo - Visma anunciou o programa de ciclocrosse de Wout van Aert para 2022. O campeão belga entrará em ação no dia 4 de dezembro, em Antuérpia, prova a contar para a Taça de Mundo   Van Aert, portanto, não estará assim presente etapa de Hulst, nos Países Baixos, a 27 de novembro. Depois de Antuérpia, Van Aert irá então estar em Dublin, Irlanda, uma semana depois, a 11 de dezembro, para mais uma etapa da Taça do Mundo. Segue-se depois um interregno de duas semanas, voltando em vésperas do Natal, mais precisamente a 23 de dezembro, no Exact Cross Mol. A quadra natalícia do ciclista belga vai ser intensa, depois de 23, reaparecerá em competição no designado boxing day, a 26 de dezembro, para a etapa da Taça do Mundo em Gavere e nos dois dias seguinte, a 27 e 28, estará nos eventos de Superprestige, respetivamente em Heusden-Zolder, e em Diegem. A última competição de 2022 para Wout van Aert, será no dia 30 de dezembro no Exact Cross Loenhout. A Jumbo-Visma promete divulgar em breve o calendário de ciclocrosse de Van Aert para 2023. Para já surgem rumores que dão como certa a presença do ciclista belga de 28 anos no X2O Trofee Herentals, a 3 de janeiro, no campeonato belga a 15 de janeiro, na Taça do Mundo em Benidorm, a 22 de janeiro, e ainda no Campeonato do Mundo, em Hoogerheide a 5 de fevereiro. Duelos à vista prometem emoção Analisando o calendário que acabou de ser confirmado por ambos os ciclistas, é desde já esperada muita emoção de acordo com os duelos que aí vêm. Os amantes da modalidade não vão querer a oportunidade de assistir a estre confronto entre Wout Van Aert e Van der Poel, dois dos principais ciclistas da atualidade. É certo que ainda não é conhecido se Wout van Aert e Tom Pidcock estarão presentes no Campeonato do Mundo em Hoogerheide a 5 de fevereiro, mas é expectável que sim, e caso se confirme, será com certeza uma prova de grande intensidade na luta pelo principal galardão do ciclocrosse mundial. Van der Poel vs Van Aert Corridas com participação de ambos Nas próximas semanas deverão surgir novidades, para já deixamos aqui as datas em que Van Aert e Van der Poel se vão encontrar: Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Viana MTB Trophy Blackjack - Novidade em 2023 Inserido na programação da Capital Europeia do Desporto 2023, nos dias 13, 14 e 15 de outubro de 2023, a Cabreira Solutions, em parceria com o Município de Viana do Castelo, promoverá a primeira edição do Viana MTB Trophy Blackjack, uma competição de BTT, por etapas, com a participação de 400 participantes. A tipologia de prova obedece a preceitos regulamentares das provas abertas da Federação Portuguesa de Ciclismo. A competição assenta na base de companheirismo e entreajuda e, por isso, este desafio só contempla inscrição em duplas masculinas, femininas e mistas. De acordo com os organizadores, as etapas delineadas proporcionarão três dias inesquecíveis de BTT, favorecendo o contacto direto com o património cultural, arquitetónico e paisagístico desta lindíssima região. As etapas A primeira etapa, na sexta-feira, será um prólogo urbano para determinar quem serão os líderes dos vários escalões, que partirão com as respetivas camisolas de líder na primeira etapa em linha. No sábado acontecerá a etapa rainha, com maior distância e altimetria, e, no domingo, com a segunda etapa em linha, serão consagrados os vencedores do Viana MTB Trophy Blackjack 2023, que serão também eles pioneiros na galeria dos campeões da prova. Inscrições As inscrições ainda estão abertas, podes consultar toda a informação em: cabreirasolutions.com/event/viana-mtb-trophy/ Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=uI_6amrrRdA&t= A primeira edição do Viana MTB Trophy Blackjack pretende proporcionar convivências inesquecíveis e favorecer o enquadramento desta modalidade no conjunto das atividades desportivas para todos, na Capital Europeia do Desporto 2023. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa confirmado na Figueira Champions / Casino Figueira Rui Costa tem presença confirmada na Figueira Champions / Casino Figueira, prova em que irá estrear as novas cores da Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux. O ciclista português de 36 anos irá apresentar-se com as novas cores da formação belga em solo nacional no dia 12 de fevereiro de 2023, naquela que será a primeira prova internacional de classe 1.1. realizada no nosso país, mais concretamente na Figueira da Foz. O Campeão Mundial de Fundo de 2013 está confirmado no lote de selecionados da Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux, fator que irá despertar ainda mais a atenção dos adeptos portugueses em relação a esta clássica portuguesa. Fotografia: Topcycling.pt Na sua estreia em Portugal ao serviço da  Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux, Rui Costa terá pela frente um total de 190 km, num percurso que irá contemplar passagens pelas 14 freguesias da Figueira da Foz, e que contará ainda com transmissão televisiva para todo o mundo. A temporada de 2022 foi de boas memórias para a Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux, em virtude da boa prestação realizada e que permitiu à formação belga terminar a época na quinta posição do ranking mundial por equipas. Fevereiro com dose dupla de Rui Costa em Portugal O mês de fevereiro do próximo ano garante uma dose dupla de Rui Costa em provas nacionais. Logo após a participação na Figueira Champions / Casino Figueira, Rui Costa ruma a sul, para integrar o pelotão da 49.ª Volta ao Algarve, prova que irá decorrer de 15 a 19 de fevereiro. Para todos aqueles que gostam de ciclismo, e em especial de Rui Costa, terão assim a oportunidade de acompanhar de muito perto o início de época de um dos melhores ciclistas portugueses dos últimos anos. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Loja Bike Planet anunciou preços imbatíveis na Black Friday A Bike Planet, conhecida loja de bicicletas da zona da grande Lisboa, mais concretamente no Feijó, conselho de Almada, informou a imprensa de que irá fazer descontos extra durante os dias de 24, 25 e 26 de Novembro. A conhecida loja adere ao movimento "Black Friday", com a premissa "Black Weekend", visto ter os descontos durante todo esse fim de semana. Num espaço com mais de 500 metros quadrados, a Bike Planet trabalha com as marcas de bicicleta Specialized, Scott e Orbea, tem uma vasta gama de artigos em stock, incluindo mais de uma centena de bicicletas disponíveis para entrega. Os descontos Desde bicicletas a vestuário e acessórios de ciclismo, a Bike Planet informa que os descontos serão de até 20% em bicicletas, e até 50% em acessórios (limitado ao stock existente e para artigos existentes em loja). "É uma excelente oportunidade para adquirir a bicicleta de sonho, a preços únicos." Disse Hélder Califórnia, dono da Bike Planet. Podes obter mais informações sobre a campanha, e os contactos no site da loja aqui: www.bikeplanet.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - 6.ª prova da Taça do Mundo | Overijse O mítico circuito de Overijse é um verdadeiro clássico no calendário do ciclocrosse mundial, conhecido por muitos como "A Mãe de todos os Ciclocrosses", esta corrida está no calendário desde 1960, e este ano surgiu à sexta ronda da Taça do Mundo. Corrida feminina A jovem Puck Pieterse causou a surpresa ao vencer a Taça do Mundo de Ciclocrosse em Overijse. Foi a primeira vitória da carreira na Taça do Mundo para a holandesa de 20 anos da Alpecin-Deceuninck , relegando a líder da classificação geral desta competição, Fem van Empel (também com 20 anos de idade), para o segundo posto nesta corrida. Shirin van Anrooij (Baloise Trek Lions), que havia encerrado a sequência de vitórias de Fem Van Empel em Bergen no fim de semana passado, terminou hoje no terceiro posto, completando assim o pódio. Destaque ainda para aLucinda Brand, que após uma grande recuperação, e após regresso de lesão conseguiu terminar em quarto. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Puck Pieterse 52:4402Fem van Empel + 01:0303Shirin van Anrooij + 01:3604Lucinda Brand + 01:5105Ceylin del Carmen Alvarado + 01:5606Aniek van Alphen + 02:0907Clara Honsinger + 02:1608Helene Clauzel + 02:3209Inge Van der Heijden + 03:0310Denise Betsema + 03:06 Corrida masculina Após uma corrida bem disputada da em Overijse, o Campeão Europeu Michael Vanthourenhout acabou por levar a melhor sobre Tom Pidcock e venceu a 6.ª ronda da taça do Mundo este domingo . O belga da Pauwels Sauzen-Bingoal cruzou a linha de meta em primeiro, após ganhar vantagem num sector técnico de lama. Lars van der Haar foi o terceiro e encerrou o pódio. De realçar que esta foi só a segunda corrida da temporada de Tom Pidcock, que havia iniciado a temporada um dia antes, na corrida do troféu Superprestige em Merksplas onde terminou no sétimo posto. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Michael Vanthourenhout 01:05:4202Tom Pidcock + 0303Lars van der Haar + 3704Laurens Sweeck + 01:0905Joris Nieuwenhuis + 01:3006Thibau Nys + 01:3107Eli Iserbyt + 01:3608Pim Ronhaar + 02:0209Jens Adams + 02:4510Kevin Kuhn + 03:03 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - 3.ª prova do Troféu Superprestige | Merksplas Merksplas foi o circuito que acolheu a terceira corrida do Troféu Superprestige de Ciclocrosse. Uma corrida que marcou o regresso de Tom Pidcock à modalidade, após ter-se sagrado campeão do mundo, estreando assim a camisola do arco-iris pela primeira vez. Corrida feminina Na corrida feminina assistiu-se à segunda vitória consecutiva de Ceylin Alvarado, que após uma época de 2021/2022 menos boa por lesões, se encontra este ano em franca ascensão. Ela liderou quase toda a corrida a solo, Denise Betsema e Van der Heijden completaram o pódio. TOP 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Ceylin del Carmen Alvarado 44:2802Denise Betsema + 1803Inge Van der Heijden + 2604Lucinda Brand + 3305Zoe Backstedt + 4306Manon Bakker + 5107Aniek van Alphen + 5408Marion Norbert Riberolle + 01:1709Clara Honsinger + 01:1910Marianne Vos + 01:58 Corrida masculina Na terceira ronda do Telenet Superprestige, tal como em Niel na passada semana, Laurens Sweeck (Crelan-Fristads) voltou a vencer, impondo-se a Van der Haar (Baloise Trek Lions) e Vanthourenhout (Pauwels Sauzen-Bingoal). Os focos estavam no regresso de Tom Pidcock (INEOS Grenadiers), mas Laurens Sweeck e os restantes têm mais ritmo neste momento e o Campeão do Mundo não foi além do sétimo posto neste seu regresso à modalidade. Eli Iserbyt, que dominou as primeiras corridas da Taça do Mundo ficou-se pelo quarto posto da classificação, confirmando a perda de rendimento nas ultimas corridas. POS.PAÍSNOMETEMPO01Laurens Sweeck 59:3902Lars van der Haar + 0503Michael Vanthourenhout + 4004Eli Iserbyt + 5305Ryan Kamp + 01:1006Niels Vandeputte + 01:2007Tom Pidcock + 01:2508Felipe Orts Lloret + 01:4609Kevin Kuhn + 02:0510Jens Adams + 02:08 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vinicius Rangel - O ciclista brasileiro à procura do brilho europeu Além de Nelson Oliveira e Rúben Guerreiro, há mais um ciclista a falar português na Movistar, Vinicius Rangel Costa é um ciclista brasileiro de 21 anos, que em 2023 fará a sua segunda temporada como profissional, com as cores da Movistar. Numa era em que o melhor ciclista brasileiro de nível internacional compete em BTT (Henrique Avancini), Vinicius Rangel procura o exigente sucesso no pelotão World Tour (o mais alto escalão do ciclismo mundial), tendo para já conseguido fazer parte desse mesmo pelotão, algo que não acontecia desde 2007, quando Murilo Fischer assinou pela antiga equipa Liquigas. Aos 21 anos Vinicius Rangel tem vindo a conseguir algumas prestações interessantes nas camadas jovens, algo que lhe valeu um contrato de 3 anos com a equipa Movistar, válido até 2024. Em 2022, ano da sua afirmação como ciclista profissional ao serviço da Movistar, registou algumas prestações de relevo, nomeadamente nos Campeonatos Nacionais do Brasil, onde venceu a prova de estrada e foi ainda terceiro classificado na prova de contrarrelógio (sua especialidade), isto para além dos títulos obtidos no escalão sub-23. Ainda é cedo para perceber até onde é que o brasileiro poderá chegar, no entanto, parece ser um dos poucos valores seguros do ciclismo brasileiro, país sem grande tradição na modalidade. Quem parece não duvidar do valor do jovem ciclista é a Movistar. A formação espanhola tem dado algum destaque ao seu jovem ciclista, e publicou inclusive nas suas redes sociais uma entrevista na qual é possível conhecer melhor Vinicius Rangel e os seus objetivos de futuro. Deixamos aqui um pequeno resumo das revelações de maior destaque deixadas por Vinicius Rangel. Balanço da época de 2022? Temporada muito boa, de grande experiência com a equipa!" Prova de eleição? A Flecha Valona." Ciclistas que admira? Alejandro Valverde!" ( seu colega de equipa em 2022) Principais objetivos? Conquistar o título mundial de contrarrelógio!" O que espera no futuro? Trabalhar muito, para ser o mais rápido possível!" https://twitter.com/Movistar_Team/status/1593288103497633792?s=20&t=L1iUrlsXiFiZsW2Vcr6skQ Entrevista completa aqui disponível. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek volta a unir esforços com a World Bicycle Relief para fazer a diferença A Trek Bicycle e a World Bicycle Relief (WBR) promovem uma nova edição da campanha de angariação de donativos com o objetivo de oferecer uma solução fiável de mobilidade para as comunidades rurais. Depois do sucesso da parceria realizada em 2021, com 1,8 milhões de dólares angariados mundialmente, a Trek nomeou, pelo segundo ano consecutivo, a bicicleta Buffalo como a sua “bicicleta do ano”. Esta bicicleta é resistente, tem um design simples, uma manutenção fácil e capacidade para carregar pessoas e objetos pesados durante percursos longos e irregulares, sendo especialmente desenhada e construída para as necessidades destas comunidades. Até ao final do ano, qualquer pessoa poderá fazer uma doação para a World Bicycle Relief, com a Trek a igualar as doações, até um total de 500 mil dólares, realizadas através do site da Trek. “Em 2021, na parceira com a World Bicycle Relied, foi possível ultrapassar o nosso objetivo de doações e garantir a entrega de 11.000 bicicletas Buffalo para comunidades em África e América do Sul”, “Para este ano, definimos objetivos ainda mais altos para angariarmos mais bicicletas Buffalo, ajudando mais pessoas e comunidades a conquistarem o desafio da distância.”disse o Vice-Presidente da Trek Bicycle para a responsabilidade social, Bob Burns. O que é a World Bicycle Relief Fundada em 2005, a World Bicycle Relief mobiliza pessoas através do poder das bicicletas e cumpre a sua missão ao distribuir bicicletas especialmente construídas e de qualidade através de programas sociais e filantrópicos. Estas bicicletas são construídas para resistir ao desafio do terreno e das condições rurais em regiões em desenvolvimento. Os empreendedores utilizam a bicicleta para aumentar a sua produtividade e lucros. Os estudantes frequentam as aulas mais regularmente e o seu rendimento escolar melhora. E os trabalhadores da área da saúde visitam mais pacientes em menos tempo, oferecendo uma assistência melhor e mais consistente. A WBR promove também as economias locais e a sustentabilidade a longo prazo com a montagem local das bicicletas e o treino de mecânicos para a sua manutenção. Até hoje, a WBR já entregou mais de 675 mil bicicletas e formou mais de 2.700 mecânicos em África, no Sudoeste Asiático e América do Sul. A World Bicycle Relief é organização sem fins lucrativos registada nos Estados Unidos, Canada, Reino Unido, Alemanha, Suiça e Australia, e tem instalações de montagem na Colômbia, Quénia, Maláui, Zâmbia e Zimbábue. O papel da Trek A Trek Bicycle tem sido um parceiro da World Bicycle Relief desde que a organização nasceu em 2005, e trabalhou em conjunto com a equipa da World Bicycle Relief para desenhar o primeiro protótipo da bicicleta Buffalo. Estas bicicletas são entregues em países de África, Sudeste Asiático e América do Sul e ajudam estudantes, trabalhadores da saúde, agricultores e empreendedores a mobilizar e dinamizar as suas comunidades. As bicicletas são localmente montadas e distribuídas por agentes com formação para garantir uma assistência e manutenção de qualidade e ajudar a criar uma infraestrutura mais sustentável. Como fazer um donativo Para fazer um donativo, qualquer pessoa pode visitar o site da Trek e fazer a sua contribuição. Esta campanha é válida até 31 de dezembro de 2022. Para saber mais sobre o trabalho realizado pela World Bicycle Relief, visite worldbicyclerelief.org. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized arranca época festiva com as promoções da Black Friday Sexta-feira, 25 de novembro é a Black Friday e como noutros sectores, também no mundo das bicicletas as marcas se juntam a este popular movimento, para oferecer aos clientes uma seleção de produtos que poderão ser adquiridos "mais em em conta". É o caso da Specialized, que transformou por completo o seu site oficial para esta ocasião e para a época festiva que se aproxima. De forma a garantir que todos terão a oportunidade de tomar partido das ofertas, a Specialized criou uma lista de produtos selecionados, que será revelada na Black Friday a todos os visitantes do site, ou na véspera, para aqueles que subscrevam a newsletter da marca e assim garantam o Acesso Antecipado. Descontos até 50% Na lista a apresentar entre 25 e 28 de novembro, serão oferecidos os seguintes descontos: até 20% em bicicletas 35% em produtos de temporada50% em produtos da temporada anterior. A marca informa que estão garantidas várias surpresas. Natal à porta A Specialized informa que uma vez mais, terá no site oficial da marca uma área dedicada à época natalícia, com o “Guia de Prendas 2022”, onde os clientes podem encontrar um conjunto de recomendações de produtos orientadas a ciclistas e às suas famílias. Estas sugestões podem ir, por exemplo desde um par de meias de ciclismo a um capacete de BTT, passando pelos sapatos Torch, ou à mais recente bicicleta de Gravel da marca, a Diverge STR. Como foi elaborada a escolha de produtos Segundo a Specialized, a escolha recaiu sobre artigos que em 2022 ficaram no topo das escolhas de jornalistas e ciclistas. “Best-sellers” e artigos premiados, para que o Natal seja feliz para quem gosta de bicicletas. A publicação do Guia de Prendas 2022 dá início à época natalícia em Specialized.com, e durante as semanas que antecedem as festividades, são esperadas mais surpresas no site da marca americana e também nos distribuidores espalhados um pouco por todo o país. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Alejandro Valverde pisca o olho ao gravel Após dar por terminada a sua carreira na alta competição do ciclismo internacional, Alejandro Valverde pisca agora o olho ao gravel. Aos 42 anos, ‘O Bala’, alcunha que era reconhecida, despediu-se do pelotão internacional no passado mês de outubro, na Volta à Lombardia. Depois de mais de 20 anos como profissional o grande destaque do ciclismo espanhol nas últimas décadas, prepara-se agora para abraçar outros desafios, e a participação em provas de gravel parece fazer parte desses objetivos. Foi o próprio Valverde que admitiu essa possibilidade, deixando ainda garantias da continuidade da sua ligação à Movistar. Segundo o que foi tornado público, Valverde irá ser um ponto de ligação entre os ciclistas e o staff da formação espanhola. Nada de estranhar, atendendo à forte e saudável ligação entre o ex-ciclista e toda a estrutura da Movistar. Além das novas funções na Movistar, continuar a pedalar é também um dos objetivos que Valverde tem para o futuro. Pedalar em treinos junto da equipa, estando já confirmado a presença nos estágios em altitude, e muito provavelmente uma incursão no gravel. “Agora, a minha tarefa principal na equipa será garantir maior comunicação entre diretores, treinadores e corredores, estando inclusivamente, presente no carro em algumas corridas, tais como o Giro, Tour, Vuelta, entre outros, mas não na íntegra. Provavelmente durante cinco ou seis dias, algo assim!”.Alejandro Valverde Em relação ao gravel, Valverde pisca o olho à modalidade de forma a manter a diversão que sente ao pedalar, aliado ainda ao gosto por competir, mas agora de forma muito mais descontraída. Sim, eu gostaria de estar presente em provas de gravel e coisas assim, embora ainda não tenha olhado bem para isso. O objetivo passará por manter um objetivo desportivo e, ao mesmo tempo divertir-me. Talvez, sem tanta insistência ou disciplina, mas as minhas manhãs continuarão a ser ocupadas pelo treino.”Alejandro Valverde Quem sabe se a boa prestação registada na última edição da Strade Bianche, com a obtenção do 2.º lugar, apenas atrás do vencedor Tadej Pogacar (UAE Emirates), não venha a pesar na decisão. ‘O Bala’ demonstra assim ter uma ideia clara para o seu futuro imediato. Depois de uma bela e longa carreira na alta competição do ciclismo, Valverde poderá ter no gravel a oportunidade de dar continuidade à prática de uma modalidade que tanto ama, mas agora noutra vertente. Vamos aguardar pelas próximas semanas, mas caso a presença de Valverde em provas de gravel se venha mesmo a confirmar, é caso para dizer que a modalidade só terá a ganhar com isso.   Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rolos de treino: Aspectos a ter em conta Tendo em conta a quantidade de mensagens que recebemos a pedir este tipo de conteúdo, iremos começar a publicar alguns artigos relacionados com treino, rolos de treino e nutrição. Para tal contaremos com o Edgar Santos, treinador de ciclismo com título profissional nível 2, pós graduado em rendimento desportivo, certificação de nível máximo Trainingpeaks, formações temáticas nas áreas da nutrição desportiva, sistema cardiovascular, vias metabólicas e treino concorrente. O Edgar desenvolve a sua actividade de treinador por via da ndurance.cc, uma empresa ligada ao treino de ciclismo e à comercialização de alimentação funcional adequada a desportos de endurance. Rolos de Treino: são uma boa opção de treino? Os rolos de treino representam uma maior valia no nosso treino, sem dúvida. Especialmente com a chegada dos rolos “smart” e toda a sua interactividade, conectividade/ integração com diversas plataformas, permitiu de facto quebrar alguns estigmas e resistências por parte de alguns utilizadores. Foi possível aperfeiçoar a qualidade do treino e é isso mesmo que obtemos com o treino "indoor", neste tipo de equipamentos de treino. O atleta além de uma forma qualitativa, conseguir cumprir com as suas sessões de treino apontando à especificidade, consegue melhor gestão do seu tempo, conseguindo criar uma dinâmica mais apta às restantes tarefas a que está sujeito no seu dia a dia. Rolo VS. Rua - Alguns aspectos a ter em conta No entanto quando falamos de treino existem nuances que devem ser tidas em conta, especialmente porque estes equipamentos podem provocar uma certa “robotização/ automatização” do atleta, ou seja, por exemplo, retirar capacidades de leitura da percepção subjectiva de esforço e o domínio de ferramentas de treino como os potenciómetros; e em que medida? Na medida em que, se temos um rolo que através do seu protocolo de comunicação (ERG) dá a indicação de um valor de potência determinado, o atleta tem apenas que rodar as pernas sem qualquer controlo ou domínio concreto do “output”, ao passo de que na rua, utilizando potenciómetro, existe além das variáveis meteorológicas, tipologia do terreno, etc., uma necessidade de controlo da potência que aponta a um domínio de características técnicas como o “pacing” ou seja, a capacidade de manter o “output”/potência o mais constante possível. Acontece muito quando um atleta adquire um potenciómetro, ter dificuldade nesse domínio, no deconseguir manter valores de potência constantes em determinas sessões, ou até quando sujeitos a determinadas avaliações/aferições de performance. Outros problemas que se verificam com o "ERG mode" é que a maioria das plataformas quecomunicam com o rolo e aplicam a sessão de treino do atleta, referem-se a um valor fixoem termos percentuais do FTP do atleta, e nem sempre isso é “útil” em termos de ganhos ou adaptações que possamos querer obter. Outra questão prende-se com determinadas sessões, nas quais queremos executar técnicas e estímulos como “sprints” com potências muito elevadas, e existe uma variação tão grande e rápida na resposta do rolo que se torna quase impossível pedalar ou atingir os valores pedidos, por se tratarneste caso de um estímulo que requer além de explosão e técnica, um tipo de esforço impraticável em rolo. Por isso é importante que o treinador decida, na elaboração das várias sessões de treino queprescreve ao atleta, fazer referência a respeito do ERG, no sentido de este se manter activoou ser desactivado para melhor execução da tarefa. Isto pode acontecer em razão da impraticabilidade de determinada sessão, ou simplesmente para “quebrar” com a problemática da “automatização do atleta” e obrigar a que este não perca o controlo e domínio do potenciómetro, essa ferramenta tão valiosa. De modo geral, (salvo as preferências de alguns atletas e alguns tipos de treino), em dias de más condições atmosféricas é preferível optar pelo rolo de treino, tentando recriar a sessão de treino da rua adaptada ao treino de rolo, tendo em conta que não compensa correr o risco acrescido de quedas ou de adoecer após um treino de rua nesses dias. Descobre mais sobre a ndurance.cc, empresa ligada ao treino de ciclismo e à comercialização de alimentação funcional adequada a desportos de endurance aqui: https://ndurance.cc/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Intermarché-Wanty-Gobert anuncia Cristiano Ronaldo Aproveitando o assunto do momento no mundo do futebol, na sequência das declarações arrasadoras de CR7 sobre o Manchester United e Ten Hag, e a indefinição em torno do futuro de Cristiano Ronaldo, a Intermarché-Wanty-Gobert, equipa que contratou Rui Costa para a próxima época, fez uma brincadeira nas redes sociais onde anunciou a "contratação" de CR7. Foi assim que a equipa belga do World Tour apresentou Cristiano Ronaldo: "Quero revitalizar a minha carreira. Decidi juntar-me à Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux." https://twitter.com/IntermarcheWG/status/1592184272181493762 Nas redes sociais não demorou muito até os fãs da modalidade embarcarem na brincadeira, sugerindo que a equipa ideal para o português seria, a Israel Premiere Tech. Se fosse ciclista, poderia Cristiano Ronaldo ser sprinter, ciclista de clássicas, ou trepador? ### Ciclocrosse - 5.ª prova da Taça do Mundo | Beekse Bergen A Taça do Mundo de Ciclocrosse regressou aos Países Baixos, mais concretamente a Beekse Bergen, que já havia sido palco desta competição em 1973, 1993 e 2013. Foi assim, um circuito que os ciclistas não conheciam de temporadas recentemente passadas e portanto poderiam haver suprepresas. Corrida feminina Um circuito técnico e caracterizado por muitas curvas, a dominadora da temporada, Fem van Empel assumiu a corrida na primeira fase. Mas as corridas femininas têm sido disputadas e esta não foi diferente, Puck Pieterse e Ceylin Alvarado não queriam deixar fugir a vitória e marcaram de perto a jovem van Empel, mostrando que também queriam a vitória Mas à quarta volta, de seis no total, surgiu "uma convidada inesperada", a ciclista da Trek Baloise Shirin Van Anrooij fez uma recuperação notável vindo de trás e fez a ligação com as da frente na penúltima volta. Van Anrooij aproveitou a marcação entre as favoritas e tentou a sua sorte conseguindo alguma diferença, e apesar de nos minutos finais Pieterse e Van Empel tentarem chegar à líder da corrida, foi mesmo Van Arnooij quem acabou por vencer a corrida. Top 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Shirin van Anrooij 47:0202Fem van Empel + 0103Puck Pieterse + 0104Ceylin del Carmen Alvarado + 2505Marianne Vos + 3006Blanka Vas + 4607Lucinda Brand + 4708Marie Schreiber + 01:0609Aniek van Alphen + 01:0910Denise Betsema + 01:17 Corrida Masculina Laurens Sweeck (Crelan-Fristads) conseguiu hoje mais uma vitória na Taça do Mundo de Ciclocrosse. Depois da vitória esta semana no troféu Superprestige, o belga de 28 anos voltou a ser melhor que Lars van der Haar e Michael Vanthourenhout no circuito de Beekse Bergen. O líder da Taça do Mundo, Eli Iserbyt , não passou do quinto lugar mas mantém a liderança na classificação geral. Top 10 final POS.PAÍSNOMETEMPO01Laurens Sweeck 57:3602Lars van der Haar + 0003Michael Vanthourenhout + 0204Joris Nieuwenhuis + 0305Eli Iserbyt + 0406Felipe Orts Lloret + 1707Niels Vandeputte + 2008Ryan Kamp + 2109Vincent Baestaens + 2910Jens Adams + 30 A Taça do Mundo regressa à Bélgica no dia 20 de Novembro, ao já tradicional circuito de Overijse. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - 2.ª prova da Taça de Portugal |  Vila Real Decorreu hoje em Vila Real de Trás os Montes a segunda prova da taça de Portugal de Ciclocrosse. Corrida Masculina A prova masculina de elite foi bastante equilibrada, tendo os quatro primeiros classificados terminado dentro do mesmo minuto. Márcio Barbosa (ABTF Betão-Feirense), que já havia deixado boas indicações na primeira corrida em Melgaço, foi desta vez o vencedor, seguido por Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), tendo ambos invertido as posições da primeira corrida, onde o vencedor foi Mário Costa. Fotografia: Juliana Cista - Ciclismo +tv Roberto Ferreira (Gulhabreu BTT), fechou o pódio a 42 segundos do vencedor. Márcio Barbosa passou a comandar a geral da Taça com o triunfo de hoje, embora em igualdade pontual com Mário Costa. Top 10 final Corrida Feminina Na corrida feminina não houve novidades, vencedora da corrida de Melgaço foi também a melhor em Vila Real . Joana Monteiro voltou a vencer e comanda assim a geral da Taça de Portugal com destaque. Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo O pódio foi totalmente formado por ciclistas da equipa Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde. A segunda, a 1m06s, foi Marta Branco, e a terceira, a 2m19s, foi Catarina Lopes. Top 10 final Classificações completas AQUI. A terceira prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse disputa-se em Santo Tirso, no dia 27 de novembro. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. ### Ciclocrosse - Superprestige Niel Jaarmarketcross Decorreu em Niel, Bélgica, o Niel Jaarmarketcross, prova a contar para a segunda ronda do Superprestige. Alvarado nas mulheres e Sweeck nos homens, estiveram em destaque ao vencerem as respetivas categorias. Corrida feminina Ceylin Del Carmen Alvarado ( Alpecin-Deceuninck ) conquistou a sua primeira vitória da temporada na corrida Niel Superprestige, ao levar a melhor sobre Denise Betsema (Pauwel Sauzen-Bingoal), após um duelo intenso. À entrada para a última volta, a ciclista de 24 anos da República Dominicana seguia atrás das suas principais rivais, mas conseguiu ultrapassá-las, conquistando assim a prova. Denise Betsema ficou no segundo lugar, com 5 segundos de atraso, enquanto que no último lugar do pódio ficou Inge van der Heijden, a 54 segundos. Alvarado não conseguiu esconder a emoção deste seu emotivo regresso às vitórias, algo que perseguia desde 2021. A minha última vitória foi há muito tempo. Tive que esperar muito por este momento! Espero, finalmente ter ultrapassado esta fase menos boa e agora conseguir estar na luta pela vitória em todas as provas."Ceylin Del Carmen Alvarado ( Alpecin-Deceuninck ) Alvarado comentou ainda a sua intensa disputa com Betsema, vencedora da primeira ronda do Superprestige em Ruddervoorde. Foi uma corrida difícil. A primeira metade da corrida foi melhor para mim, a segunda para Denise. Depois, na última volta foi o tudo ou nada."Ceylin Del Carmen Alvarado ( Alpecin-Deceuninck ) É de ressalvar a ausência de alguns grandes nomes na nesta prova de Niel, tais como a campeã europeia Fem van Empel e a tricampeã Lucinda Brand, que ainda se encontra a recuperar de uma fratura na mão. Top 10 final feminino POSPAÍSNOMETEMPO01Ceylin del Carmen Alvarado 48:0402Denise Betsema + 0503Inge Van der Heijden + 5404Aniek van Alphen + 01:0305Sanne Cant + 01:0806Manon Bakker + 01:3907Marion Norbert Riberolle + 02:0108Amandine Fouquenet + 02:2509Perrine Clauzel + 02:3410Francesca Baroni + 02:44 Classificações completas aqui disponíveis. Corrida masculina Laurens Sweeck (Crelan-Firstads) garantiu a vitória no Superprestige Niel - Jaarmarketcross após uma intensa batalha com Lars van der Haar (Baloise Trek Lions). A boa prestação conseguida por Sweeck no úlitmo setor de areia foi fundamental para a vitória na prova. O ciclista belga de 28 anos foi assim 3 segundos mais rápido que o segundo classificado Lars van der Haar. Que diferença faz Laurens Sweeck a correr como líder de uma equipa, o ex-ciclista da Pauwels Sauzen Bingoal, que estava "na sombra" Eli Iserbyt e Michael Vanthourenhout este ano não trabalha para outros e tem estado em destaque neste início de temporada. No último lugar do pódio ficou o recém-coroado Campeão Europeu, Michael Vanthourenhout (Pauwels Sauzen-Bingoal) a 35 segundos. Sweeck teve a sua participação na prova em dúvida, devido a ter apresentado alguns sintomas gripais, situação que o impediu de treinar durante dois dias, algo que segundo o ciclista belga até poderá ter sido benéfico para descansar um pouco as pernas. Estar doente talvez tenha ajudado, pois estava no meu limite e assim fui obrigado a descansar!Laurens Sweeck (Crelan-Firstads) Top 10 final masculino POSPAÍSNOMETEMPO01Laurens Sweeck 01:01:2802Lars van der Haar + 0303Michael Vanthourenhout + 3504Eli Iserbyt + 4105Witse Meeusen + 4406Toon Vandebosch + 4707Niels Vandeputte + 01:0608Emiel Verstrynge + 01:1309Kevin Kuhn + 01:2310Corne Van Kessel + 01:30 Classificações completas aqui disponíveis. O Superprestige regressa já na próxima semana, em Merksplas, no dia 19, em prova a contar para a 3.ª ronda, e que irá contar com a participação de Tom Pidcock, um dos grandes nomes do cyclocross, fator que irá prender, ainda mais, a atenção dos amantes da modalidade. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista da UCI 2022 - Este fim de semana A primeira das cinco jornadas da liga dos campeões de pista 2022 acontece já este fim de semana em Maiorca, Espanha. O espetáculo da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista da UCI está de volta para mais uma temporada que promete muita ação e emoção em velódromos de cidades icónicas da Europa. A competição reúne os melhores ciclistas de pista do mundo para duelos emocionantes em eventos de velocidade e resistência, e podes assistir a tudo no Eurosport. Fotografia: Alex Whitehead Esta nova competição conta com cinco jornadas e pretende revolucionar a forma como o ciclismo de pista é apreciado pelos fãs que acompanham as corridas quer em casa quer nos velódromos. Este sábado, o palco da grande abertura da época será Maiorca, Espanha. Seguem-se as cidades de Berlim (19 de novembro), uma estreia no calendário, Paris (26 de novembro) e Londres (2 e 3 de dezembro).  A Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista da UCI conta com uma cobertura global através do Discovery+, GCN+, App do Eurosport e Eurosport 1. Sir Chris Hoy e Sir Bradley Wiggins – que somam um total incrível de nove medalhas de ouro olímpicas no ciclismo de pista – são especialistas do que vão partilhar os seus conhecimentos e experiência com os fãs de todo o mundo através do Eurosport. Vão igualmente falar com alguns dos principais protagonistas nas pit-lanes durante as noites de competição. Já a lenda do ciclismo Alberto Contador, por sua vez, vai fazer parte da cobertura do Eurosport Espanha na jornada inaugural da temporada, em Maiorca. Em Portugal os comentários ficam a cargo de Paulo Martins e Gonçalo Moreira, os habituais comentadores da modalidade, com largo conhecimento dos atletas e todas as vertentes do ciclismo de pista, levam até casa dos portugueses as transmissões dos eventos. Fotografia: Alex Broadway Alguns números e curiosidades Em 2021, a Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista da UCI chegou a um total de 149 milhões de espectadores em toda a rede Warner Bros. Discovery.Ciclistas de 25 países, que representam 60 títulos mundiais e 19 medalhas olímpicas (14 ouro, 7 prata, 4 bronze)Corridas: Keirin e Sprint (Sprint) e Scratch e Eliminação (Endurance) Quase 20.000 pessoas encheram os velódromos para assistir às corridas, com três das quatro jornadas esgotadas23 câmaras cobrem toda a ação das corridas.Tecnologia Web3 usada pela primeira vez em 2022, incluindo visualizações do metaverso para as jornadas de Londres (com Infinite Reality)Gráficos de realidade aumentada sobrepostos como parte da transmissão em direto das corridas; dados em tempo real no velódromo e nos LED de 360 grausCampeões de 2021: Emma Hinze (Sprint Feminino – Alemanha), Harrie Lavreysen (Sprint Masculino – Países Baixos), Katie Archibald (Endurance Feminino – Reino Unido), Gavin Hoover (Endurance Masculino – EUA).  Datas e horários da Liga dos Campeões da UCI Track 2022 Jornada 1: 12 de novembro, Velodrom Illes Balears, Maiorca, a partir das 17:30 Jornada 2: 19 de novembro, Berlim Velodrom, Berlim, a partir das 17:30 Jornada 3: 26 de novembro, Velódromo Nacional de St-Quentin-En Yvelines, Paris, a partir das 17:30 Jornada 4: 2 de dezembro, Lee Valley VeloPark, Londres, a partir das 18:30 Jornada 5: 3 de dezembro, Lee Valley VeloPark, Londres, a partir das 18:30  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Roglic afastado da bicicleta por mais algumas semanas Primoz Roglic encontra-se a recuperar da cirurgia ao ombro esquerdo e acaba de revelar que irá continuar afastado da bicicleta por mais algumas semanas. O ciclista da Jumbo-Visma foi operado a 10 de outubro, numa intervenção cirúrgica de alguma complexidade, algo desde logo assumido pelo próprio, e aqui noticiado.   Agora, um mês depois da cirurgia, o ciclista esloveno que completou 33 anos há poucos dias, continua a recuperar do excerto ósseo que lhe foi aplicado num ombro já massacrado derivado a várias quedas.    Bons progressos na recuperação, mas regresso só daqui a um mês Roglic deu conta das melhorias registadas no seu ombro, através de um vídeo publicado nas redes sociais. https://twitter.com/rogla/status/1590390779427852288?s=20&t=yGblajG5SF1dEXoM-xr4Kg Apesar da recuperação estar a correr como inicialmente planeado, o ciclista esloveno só deverá regressar aos treinos daqui a um mês. Ainda preciso esperar, provavelmente um mês ou mais para voltar à bicicleta.”Primoz Roglic (Jumbo-Visma) Depois de uma temporada em que se destacou com as vitórias no Paris-Nice e no Critérium du Dauphiné, Roglic sofreu uma forte queda na 5.ª etapa do Tour, contratempo que o levou mesmo a abandonar a prova em vésperas da 15.ª etapa. Depois disso, regressou na Vuelta a Espanha, prova em que lutava pela quarta vitória consecutiva, mas em que acabou por voltar a cair e também por desistir. De forma a esquecer esse final de temporada azarado, e de forma a recuperar o seu ombro já seriamente debilitado, Roglic, grande figura da Jumbo-Visma, decidiu-se então pela mesa de operações, revelando não querer correr riscos nesta importante fase de reabilitação, que será crucial para o seu regresso em pleno. Tenho que respeitar o que me dizem. Faremos certamente tudo para voltar à bicicleta o mais cedo possível."Primoz Roglic (Jumbo-Visma) Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marca de gps iGPSPORT em Portugal através da SC Vouga A partir de dezembro de 2022, a Sociedade Comercial do Vouga (SC Vouga) vai distribuir em Portugal toda a gama de GPS da iGPSPORT. Criada no coração em Wuhan- China, a iGPSPORT (fundada em Setembro de 2012) é umaempresa de tecnologia de ponta, que desenvolve hardware e serviço de dados para o desporto. A empresa lançou no mercado GPS iGPSPORT para bicicletas, sensores de ritmo cardíaco, sensores develocidade e serviços de software, tais como a iGPSPORT APP e plataforma na nuvem paraanálise de dados. Hoje em dia os principais mercados da iGPSPORT incluem a China, Coreia do Sul, America Latina eEuropa num total de mais de 30 países, providenciando produtos e serviços a mais de 1milhão de utilizadores. “Estamos muito entusiasmados por trabalhar com a iGPSPORT, adicionar a iGPSPORT é uma grandeextensão ao nosso portfólio de marcas atual. Com a iGPSPORT, temos uma excelente marca premium a oferecer aos nossos clientes, para que eles possam aprimorar a sua experiência de ciclismo."diz Joaquim Carvalho,Director Comercial Ciclismo da SC Vouga. A iGPSPORT aposta numa gama variada de equipamentos com software e serviços de elevada qualidade, com vários patamares de preço, tendo o objectivo de criar valor acrescentado para os utilizadores, permitindo assim que desfrutem e evoluam no desporto com acesso a tecnologia. Em Portugal será comercializada a nova gama 2023, nomeadamente os equipamentos iGS630 – Topo de gama iGS320 – Gama média iGS130S – entrada de gama Destacam-se o iGS 620, um GPS de gama alta com ecrã a cores, 35 horas de autonomia e todas funcionalidades habituais nesta gama de equipamento, com um preço de €219,00. iGS 620 Ou o iGS320, um equipamento de gama média que parece ser uma uma ferramenta de treino completa e com várias funcionalidades, por um preço de €79,90. iGS320 Podes saber mais sobre a gama de produtos, as características e preços através do site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt Ou no site da marca aqui: https://www.igpsport.com/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Peter Sagan já definiu início da temporada 2023 Peter Sagan está confirmado na Vuelta a San Juan, na Argentina, prova que marcará a sua estreia na temporada 2023. O campeão eslovaco de 32 anos é um dos nomes sonantes que irão marcar presença na Vuelta a San Juan, prova integrada no campeonato da UCI ProSeries, que irá decorrer entre 22 a 29 de janeiro. Já me estou a preparar para uma boa temporada em 2023, temporada que começará num lugar onde me sinto em casa, numa das minhas corridas favoritas, a Vuelta a San Juan".Peter Sagan (TotalEnergies) Segundo a organização da prova, além da TotalEnergies, equipa de Peter Sagan, também a INEOS já garantiu a presença na prova.   Da parte da INEOS, Egan Bernal e Filippo Ganna, devem ser dois dos ciclistas presentes em prova, nomes que aumentam ainda mais o interesse da competição. Até ao arranque da prova ainda é expectável que surjam mais alguns nomes conhecidos do ciclismo internacional a integrar o pelotão. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Algarve divulga primeiras equipas para 2023 A Groupama-FDJ e a DSM estão confirmadas na 49.ª edição Volta ao Algarve. Estas são as primeiras equipas do WorldTour a anunciar a presença na prova algarvia em 2023, agendada entre os dias 15 a 19 de fevereiro.   A formação francesa da Groupama-FDJ tem sido uma presença assídua nesta prova, e em 2023 será a oitava participação consecutiva num total de 14. 2023 marcará ainda o regresso da Team DSM à Volta ao Algarve. Depois de dois anos de ausência, a formação neerlandesa voltará a marcar presença em solo nacional. É de recordar que Alpecin-Deceuninck e a Arkéa-Samsic também já tinham sido previamente confirmadas na mítica prova algarvia. Pelo desenrolar dos acontecimentos, e atendendo aos nomes de valor que têm estado presentes na competição, é expectável que a Volta ao Algarve, prova integrada no circuito UCI ProSeries, continue a ser uma das provas de referência do início da época velocipédica internacional. Para 2023 a organização da 49.ª edição da Volta ao Algarve espera conseguir um pelotão constituído entre 10 a 12 equipas de categoria máxima, às quais se juntarão as equipas portuguesas e algumas formações ProTeam. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse em Novembro no Eurosport Depois dos Campeonatos da Europa, em novembro os fãs de ciclocrosse vão poder continuar desfrutar de uma excelente seleção de provas de diferentes campeonatos que prometem muitas horas de ação e entretenimento.  Depois do arranque do Superprestige de Ciclocrosse, uma das mais importantes competições da modalidade, em outubro chega no dia 11 de novembro, a 2.ª etapa do calendário com o Niel - Jaarmarktcross. São esperadas novamente as estrelas deste desporto em Niel, na Bélgica, para uma corrida que promete muita lama. A não perder no Eurosport 1, em direto, a partir das 12:30H. No domingo, dia 13 de novembro, há mais ciclocrosse, desta feita, com as corridas da Taça do Mundo em Beekse Bergen, Países Baixos, e que podem ser seguidas em direto, no Eurosport 1, a partir das 12:30H e 14:00H.  As etapas de Overijse, Bélgica (20 nov. Eurosport 2 às 12:30H e 14:00H) e Hulst, Países Baixos (27 nov. Eurosport 2 às 09:50H e 11:05H) contam igualmente com a transmissão em direto para saber quem irá subir ao pódio.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Resumo dos Campeonatos da Europa de Ciclocrosse Os Campeonatos da Europa de Ciclocrosse em Namur, na Bélgica, prometiam espetáculo e batalhas interessantes em todas as categorias, um circuito que tradicionalmente oferece espetáculo, pela dureza e técnica que exige aos atletas. Corrida elite Feminina Apesar dos seus 20 anos, Fem van Empel (Países Baixos) decidiu fazer a corrida de elite, e chegava como grande favorita, tendo em conta o domínio que tem demonstrado do início da temporada. No entanto a presença de ciclistas como Marianne Vos (Países Baixos), Pauline Ferrand Prevot (França), Denise Betsema (Países Baixos) Ceylin del Carmen Alvarado ( Países Baixos ) ou Blanka vas (Hungria), deixavam a dúvida sobre quem poderia conseguir o título europeu. Fem Van Empel teve azar na fase inicial da corrida, com um pneu furado teve que correr de volta às boxes para trocar de bicicleta, algo que a fez perder bastante tempo, que foi recuperando volta após volta. Fotografia: UEC A jovem holandesa conseguiu regressar à frente da corrida, onde seguiam Alvarado Blanka Vas, e Denise Betsema. Depois de "respirar" um pouco após uma recuperação notável após o furo, Van Empel recomeçou o seu show e só a sua compatriota Ceylin del Carmen Alvarado conseguiu acompanhar o ritmo nesta fase, fazendo uso da sua melhor técnica para se aguentar junto de Van Empel. No entanto, Fem Van Empel está claramente num patamar superior e na fase final da corrida manteve um ritmo forte, sem cometer qualquer erro, enquanto que Ceylin del Carmen Alvarado acabaria por cometer erros em certas zonas do circuito, provavelmente por acusar um maior desgaste ao tentar seguir o ritmo de Van Empel. Apesar de um furo na fase inicial da corrida Fem Van Empel cruzou a meta com mais de 20 segundos de vantagem, com tempo para festejar calmamente o título europeu de elite, confirmando assim o seu domínio neste arranque de época. Fotografia: UEC Ceylin del Carmen Alvarado e Kata Blanka vas fecharam o pódio, no segundo e terceiro posto respectivamente. TOP 10 final POS.PaísNomeTEMPO01Fem van Empel 50:2502Ceylin del Carmen Alvarado + 2203Blanka Vas + 3604Denise Betsema + 4605Sara Casasola + 01:5306Inge Van der Heijden + 02:0607Pauline Ferrand-Prevot + 02:2608Aniek van Alphen + 02:5609Marianne Vos + 03:0710Anna Kay + 03:15 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=lXCqQsjvbYE Corrida elite Masculina O Campeonato da Europa é uma corrida que os ciclistas que fazem toda a temporada da modalidade preparam cuidadosamente, sabendo que no Campeonato do Mundo a presença "dos tubarões" Pidcock, van Aert ou van der Poel lhes dificulta a tarefa, este é um título no qual apostam. O actual campeão Lars van der Haar e Eli Iserbyt (que continua a dominar a modalidade) eram os dois grandes favoritos, mas não os únicos. Homens como Laurens Sweeck, que este ano corre em nova equipa e se tem destacado, Quinten Hermans ou Michael Vanthourenhout também eram nomes a ter debaixo de olho em Namur. Van der Haar quis marcar posição e era líder na primeira volta, sempre controlado de perto por Vanthourenhout, e um pouco depois por um grupos com Hermans, Laurens Sweeck e Ryan Kamp .  Eli Iserbyt mostrou que não estava num dia positivo, ficando arredado da frente da corrida desde o início, acabando mesmo por desistir após algumas voltas. Fotografia: UEC A vitória da corrida acabaria por ser disputada entre Vanthourenhout e Lars Van der Haar que tentou revalidar oi seu título, mas não conseguiu evitar a vitória de Michael Vanthourenhout, que volta a pós volta foi consolidando a liderança até cruzar a meta. Fotografia: UEC A Bélgica volta a recuperar o título no duelo tradicional com os Países Baixos nesta modalidade, completando ainda o terceiro lugar do pódio com Laurens Sweeck. TOP 10 final POS.PaísNomeTempo01Michael Vanthourenhout 01:06:4702Lars van der Haar + 4003Laurens Sweeck + 02:1704Joris Nieuwenhuis + 02:4805Kevin Kuhn + 02:5106Felipe Orts Lloret + 02:5407Michael Boros + 03:0308Toon Vandebosch + 03:1309Mees Hendrikx + 03:1610Timon Rüegg + 03:22 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=RgljFBRrGf8 Podes ver os resultados completos AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pogacar lança desafio a Evenepoel Tadej Pogacar lança a Remco Evenepoel o desafio de participar no Tour de França já em 2023. Embora tudo indique que Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) esteja destinado a disputar o Giro d’Itália na próxima temporada, o ciclista da UAE Emirates, Tadej Pogacar, por ocasião da apresentação oficial do Tour 2023, não perdeu a oportunidade de desafiar o ciclista belga de 22 anos e atual Campeão do Mundo, a marcar presença já em 2023 na mítica prova francesa. O Remco tem que escrever a sua própria história e definir o seu próprio programa para a próxima temporada. Não posso dizer a ele para vir ao Tour. A decisão é dele! No entanto, ele é Campeão do Mundo e um dos melhores ciclistas da atualidade, e se eu fosse campeão mundial, iria para o Tour”.Tadej Pogacar (UAE Emirates) Ao lançar este desafio, Pogacar, duas vezes vencedor do Tour de França, pisca assim o olho a uma possível batalha épica, entre ele, que é sem dúvida um sério candidato à vitória no Tour 2023, Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), vencedor da prova em 2022, e Remco Evenepoel, atual Campeão do Mundo e vencedor da última edição da Volta a Espanha, considerado por muitos como o melhor ciclista da atualidade. Para já ainda nada está definido, com a Quick-Step a optar por manter o silêncio em relação ao alinhamento da sua equipa para a próxima temporada, mas o que se sabe, é que Patrick Lefevere, chefe da formação belga, gostaria de ver Evenepoel a lutar pelo Giro em 2023, deixando o Tour para 2024. O Tour 2023 ainda está longe, mas já faz correr muita tinta. Nada de estranhar, pois, estamos a falar da prova que todos os grandes ciclistas sonham um dia conquistar. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UAE Team Emirates contrata Jay Vine Jay Vine assinou um contrato de dois anos com a UAE Team Emirates, que o manterá na equipa até 2024, acabando por sair da Alpecin-Deceuninck um ano antes do previsto. A Alpecin-Deceuninck confirmou que Vine rescindiu o seu contrato com a equipa mais cedo, acrescentando que respeita sua decisão de sair. “Jay Vine ainda tinha um acordo com nossa equipa até o final de 2023. Gostaríamos de mantê-lo connosco mais tempo, mas respeitamos o seu desejo de sair mais cedo”, disse a equipa em comunicado. A UAE Team Emirates anunciou a contratação do australiano para a próxima temporada. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1588125848808423425 Do Zwift para o World Tour Jay Vine tornou-se profissional em 2021 depois de vencer a Zwift Academy no ano anterior (2020), foi uma das estrelas da Vuelta a España deste ano, tendo conquistado duas vitórias de etapa, e parecia estar a caminho de vencer também a classificação da montanha, mas uma queda na ultima semana acabou por o afastar da competição. Aos 26 anos, e apenas 2 anos depois de se tornar profissional assina por uma das melhores equipas do pelotão World Tour. “Estou muito entusiasmado por me juntar à equipa UAE Team Emirates. Com a sua forte combinação de ciclistas e experiência nas classificações gerias, este foi o próximo passo lógico na minha carreira” “Estou muito grato pelas oportunidades que a Alpecin me deu e como me ajudaram a encontrar o meu lugar no pelotão. Estou motivado para a nova temporada com a UAE Team Emirates e ansioso para aperfeiçoar ainda mais a minhas ambições de classificação geral..."disse Vine. Brevemente publicaremos artigo com todas as entradas e saídas das equipas World Tour para 2023. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Chris Froome explica porque não desiste Chris Froome não abdica do sonho de voltar a brilhar no Tour de França, prova que já conquistou quatro vezes. Depois de um 2022 longe daquilo em que sonha voltar a conseguir, ainda na sequência do acidente sofrido em 2019, quando durante um treino embateu contra um muro a uma velocidade de 60km/h, tendo sofrido fraturas no fêmur, no cotovelo e em algumas vértebras, que lhe deixaram o futuro desportivo seriamente ameaçado, o experiente ciclista britânico continua a demonstrar uma enorme resiliência e capacidade de superação. Nos últimos dias, e por ocasião da sua participação no Critério de Singapura, Froome deu uma extensa entrevista a vários meios de comunicação, onde deixou diversas revelações, que permitiram esclarecer o porque de a temporada 2022 não ter corrido da forma que planeou. Froome afirmou por diversas ocasiões que a temporada 2022 marcaria o seu regresso às boas prestações. No entanto, as coisas não correram como esperado, algo que segundo revelações do próprio, se deveu em muito “ao facto de ter estado infetado pela Covid-19 no decorrer do Tour”, situação que lhe causou sérias limitações durante várias semanas, afetando assim tudo aquilo que tinha planeado. Sendo asmático, isso afetou-me bastante. Foi a primeira vez que tive isso. O resto da temporada para mim foi praticamente uma baixa." Desempenho no Alpe d’Huez permite voltar a sonhar Chris Froome assenta a sua esperança em voltar a um nível alto, dando o exemplo daquilo que aconteceu na 12.ª etapa do Tour 2022, tirada que terminou na terceira posição, a 2.06 minutos do vencedor, isto depois de ter liderado a etapa durante largos quilómetros, fazendo lembrar o Froome que todos conheceram, com aquele jeito bem próprio de pedalar. Alpe d'Huez foi um bom trampolim. Foi bom estar na corrida e pelo menos lutar pela vitória na etapa." Lesões de 2022 não estão relacionadas com o acidente de 2019 Froome revelou que as lesões de 2022 não estiveram relacionadas com o acidente de 2019, razão que o leva a acreditar ser possível voltar a um nível elevado. Esta temporada (2022) foi a primeira em que não tive nenhum problema relacionado com o acidente de 2019". O ciclista britânico deu mesmo o exemplo do crescendo de forma que apresentou durante a primeira parte da temporada, que apenas foi interrompido pela Covid-19, situação que acabou por marcar, pela negativa, o resto da época. "Não tive problemas ou coisas que me atrasassem. É por isso que consegui um bom progresso na primeira parte da temporada, até ter estado infetado pela Covid-19.” Apesar da confiança que apresenta, Froome é ao mesmo tempo cauteloso, revelando saber que para voltar a estar bem numa grande volta, antes disso, tem que conseguir treinar continuamente, e conseguir bons resultados em provas mais pequenas. Mas eu sei que há outros passos que preciso tomar antes que isso seja uma preocupação real para mim. Antes de me focar num objetivo como o Tour de France, tenho que pelo menos perseguir alguns objetivos menores, como uma etapa em provas de uma semana. Mais do que isso, trata-se de ter um período ininterrupto de treinos e corridas onde não tenha doenças ou lesões. Se conseguir fazer isso, espero poder voltar lá." Em 2023 e com as cores da Israel-Premier Tech, Froome, aos 37 anos, não abdica do sonho de voltar às grandes prestações que o notabilizaram e que fazem dele um dos grandes ciclistas das últimas décadas. Froome não desiste do desporto que ama e para o qual vive. Eu amo realmente o ciclismo, amo o processo de dedicação, de treino e de tentar tirar o melhor de mim.” Os amantes do ciclismo e especialmente os seguidores de Chris Froome têm assim motivos para encararem a próxima temporada com elevadas expetativas. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Pidcock regressa ao ciclocrosse Tom Pidcock irá regressar às provas oficiais de ciclocrosse no dia 19 de novembro, mais concretamente, no Merksplas Superprestige. Apesar de neste momento, ainda não ser conhecido o calendário completo do atual Campeão do Mundo de Ciclocrosse, confirma-se para já a sua presença no Superprestige de Merksplas, evento a ter lugar na Bélgica, na cidade de Merksplas. Tal como noticiámos, é de recordar, que ainda na passada semana, por ocasião da apresentação do Tour 2023, o ciclista de 23 anos da INEOS revelou ainda não ter definido as provas de ciclocrosse em que iria participar, deixando até no ar a possibilidade de não estar presente no Campeonato do Mundo de Ciclocrosse para defender um título que neste momento lhe pertence. A última aparição de Pidcock no ciclocrosse ocorreu em janeiro, em Fayetteville, estado americano da Carolina do Norte. Para já, os amantes do ciclocrosse devem estar satisfeitos, pois em breve poderão ver novamente Tom Pidcock em ação. No entanto, comparativamente à última temporada, em 2023 parece certo que a presença do ciclista britânico em provas de ciclocrosse será menor, com este a colocar como primeiro objetivo as clássicas da primavera. Ainda assim, como grande dúvida, fica a possibilidade de Pidcock tentar conciliar a corrida do Campeonato do Mundo (que este ano se realiza na Europa), com a preparação para as clássicas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Miguel Ángel López deixa Astana e procura nova equipa Miguel Ángel López está de saída da Astana e encontra-se livre para assinar por outra equipa. A relação entre Miguel Ángel López e a Astana foi seriamente abalada pela investigação judicial em que o ciclista se viu envolvido por um suposto crime de tráfico de medicamentos, na ‘Operação Ilex’. Foi em julho que o ciclista de 28 anos foi suspenso temporariamente pela formação do Cazaquistão, depois ter sido associado num caso de tráfico de medicamentos, investigação em tem o médico espanhol Marcos Maynar como principal suspeito. Se é certo que Miguel Ángel López não chegou a ser acusado nada, devido à alegada falta de provas, também é certo que a sua relação com a Astana também não voltou a ser a mesma. Depois disso o ciclista colombiano ainda se apresentou em bom plano na Vuelta 2022, terminando no 4.º lugar da geral, mas a boa prestação não foi suficiente para sanar o alegado mau estar entre Ángel López e a Astana, com a situação a atingir agora um ponto de rutura. E agora ‘Superman Lopéz’..? A pergunta que agora se coloca é para onde irá ‘Superman’, López, alcunha de longa data que lhe é atribuída. A ligação entre Ángel López e a Astana já conta com muitos anos, tendo registado apenas uma recente interrupção de uma temporada, mais precisamente em 2021, quando vestiu as cores da Movistar, cuja saída foi algo caricata, e até um pouco polémica, quando este não gostou que lhe tivesse sido dada ordem para que ele parasse de 'puxar' na perseguição ao grupo da frente, numa fase em era terceiro classificado da geral, situação que levou ao seu abandono da prova. Por aquilo que já conquistou, e por tudo aquilo que ainda pode dar, tudo indica que aos 28 anos Miguel Ángel López seja um alvo de mercado apetecível. Resta agora saber, numa fase em que as equipas já se encontram a delinear a temporada 2023, qual será aquela em o ciclista colombiano irá encaixar. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Português Ricardo Scheidecker, troca Quick-Step pela Tudor de Fabian Cancellara Ricardo Scheidecker está confirmado como um dos membros no novo projeto da Tudor Pro Cycling Team. Depois de nos últimos anos ter desempenhado o papel de diretor técnico e de desenvolvimento da Quick-Step, agora  o português ruma ao projeto que a equipa suíça se encontra a desenvolver, tendo como homem forte o ex-ciclista Fabian Cancellara, o suíço que foi uma referência do ciclismo suíço enquanto profissional, e agora como director quer fazer chegar esta equipa ao World Tour. Projeto ambicioso a curto prazo Ricardo Scheidecker foi o elemento escolhido pela Tudor Pro Cycling Team para estruturar a vertente competitiva da equipa. Tudo indica que a ambição do novo projeto da marca suíça tenha sido decisivo para a mudança de Ricardo Scheidecker, pois, analisando bem as situações, o diretor português abdicou de um projeto já bem cimentado no World Tour, para abraçar um projecto Pro Team (uma divisão abaixo). No entanto, a Tudor e Fabian Cancellara parecem aplicados em chegar muito rapidamente ao escalão mais alto do ciclismo mundial, e para conseguir alcançar esse ambicioso objetivo, escolheram Ricardo Scheidecker, um português discreto, mas cujo trabalho não tem passado despercebido, prova disso, o apelo que lhe foi feito para integrar este projeto. Até ao início da próxima temporada deverão surgir mais novidades em relação a este novo projeto, por agora, resta aguardar pacientemente, para melhor perceber o que dali poderá surgir. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Pidcock - Não sei se estarei no Campeonato do Mundo de Ciclocrosse Tom Pidcock é o actual Campeão do Mundo de Ciclocrosse, mas talvez uma temporada de clássicas menos boa em 2022 altere os planos do jovem britânico da Ineos Grenadiers em relação ao Ciclocrosse para 2023. Conceito multidisciplinar tem limites Cada vez mais as equipas contratam ciclistas multidisciplinares para estar presentes nas várias disciplinas do ciclismo, são os exemplos mais mediáticos, Mathieu Va der Poel, Wout Vam Aert e Tom Piscock, mas há outros. Recordemos que na passada temporada os campeonatos do Mundo se realizaram em Fayetteville (EUA), obrigando os ciclistas a deslocações longas, algo que pode atrapalhar o ritmo e planeamento dos treinos de pré-temporada, esquematizados "ao milímetro" com vista a objectivos futuros. Por exemplo Wout Van Aert, escolheu criteriosamente as corridas de Ciclocrosse que iria fazer, naquelas em que participou esteve sempre num nível soberbo (vencendo todas), mas ainda assim abdicou dos Campeonatos do Mundo para chegar bem ao seu objectivo no início do ano, que eram as clássicas. Havendo uma relação directa ou não, Tom Pidcock fez os Campeonatos do Mundo, sagrou-se Campeão do Mundo de Ciclocrosse mas acabou por não conseguir grande rendimento nas clássicas da primavera. A Taça do Mundo de XCO (BTT) também não teve expressão em 2022 (ainda que Pidcock tenha sido Campeão Olímpico em 2021) , e depois o ciclista precisou de descanso mental. Clássicas são prioridade no início de 2023 Os pontos atos de Tom Pidcock em 2022 foram o Campeonato do Mundo de Ciclocrosse, e no Tour de France, a vitºoria na etapa do Alpe d'Huez, o que ainda assim não é pouco. Mas parece que o planeamento para 2023 está a requerer algum cuidado, Tom Pidcock vai aos poucos tendo uma ideia do seu programa, mas pensa principalmente nas clássicas.  Pidcock foi para os EUA em setembro, onde fez tratamento ao joelho. Regressa agora e está a começar a preparar a sua temporada de Ciclocrosse. "Dentro de 3 a 4 semanas vou fazer o primeiro Ciclocrosse" ... "Ainda não tenho a certeza de como será meu planeamento, vou fazer Ciclocrosse mas quantas corridas, ainda não sei..."disse Pidcock, que esteve presente na apresentação do Tour hoje. Estará Pidcock em Hoogerheide 2023 para defender o título mundial de Ciclocrosse? "Ainda não sei. Fazer Ciclocrosse no inverno e estar bem nas clássicas é uma combinação difícil, e quero estar bem preparado para as clássicas da primavera."disse Pidcock Para já o jovem britânico parece querer procurar uma receita diferente para 2023, colocando como primeiro objectivo as clássicas da primavera, em vez do Ciclocrosse, resta saber se poderá conciliar a corrida do Campeonato do Mundo (que este ano se realiza na Europa), com a preparação para as clássicas. Por: Luís Beltrão ### Amaro Antunes reforça ABTF Betão-Feirense Amaros Antunes irá vestir as cores da ABTF Betão-Feirense na próxima temporada. O ciclista ligado à W52-FC Porto, equipa que como é de conhecimento público atravessou, nos últimos meses, uma fase conturbada devido à suspensão de sete ciclistas por parte da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), fase essa que culminou com a renuncia à inscrição da equipa para a próxima temporada, numa carta endereçada ao presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC). ABTF Betão-Feirense não perdeu tempo A ABTF Betão-Feirense, formação de Santa Maria da Feira, demonstrou estar atenta à situação do ciclista e não perdeu tempo, garantindo assim um importante reforço para 2023. Amaro Antunes é aos 31 anos, um dos grandes nomes do ciclismo nacional, prova disso as três Voltas a Portugal conquistada em 2017, 2020 e 2021. Além do seu reconhecido potencial, Amaro Antunes foi o único atleta da W52-FC Porto a não ser suspenso no seguimento da operação ‘Prova Limpa’, vendo assim a seu currículo desportivo e pessoal ser ainda mais valorizado. Amaro Antunes destaca ambição do novo projeto O ciclista português de 31 anos, considera-se um privilegiado por ter sido convidado a integrar o projeto da ABTF Betão-Feirense, destacando ainda a ambição que encontrou neste projeto que vai agora abraçar. Pertencer a uma equipa como a ABTF Betão-Feirense é um privilégio e um desafio, pois é um projeto que tem vindo a crescer e que demonstra ambição, uma característica na qual me revejo plenamente. O grupo que se está a formar rumo a 2023 é forte e estou muito satisfeito. Agradeço o convite e a confiança depositada em mim pelo presidente Rodrigo Nunes e por Joaquim Andrade (diretor desportivo)". Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fizemos uma avaliação física | Teste de lactato | Zonas de treino | FTP Luís Beltrão deslocou-se à loja Bike Planet para fazer e mostrar como é uma avaliação física com teste de lactato. Este teste consiste numa prova de esforço em ambiente fechado, com a bicicleta num rolo de treino, no qual se podem obter vários dados de informação acerca da condição física actual do ciclista. Com esses dados e informação, além de outras coisas, pode determinar-se os limiares aeróbicos e anaeróbicos, bem como as zonas de treino do ciclista, em valores de frequência cardíaca e watts de potência. Mostramos tudo neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=Jeuq4JRGmv0 Teste feito por José Cordeiro, treinador de ciclismo e massagista, na loja Bike Plantet, que se encontra no Feijó, Almada, Portugal. Site da loja: www.bikeplanet.pt Contacto: 212590221 ### Poderá Vingegaard abdicar do Tour 2023? Parece que é mesmo real a hipótese de Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) vencedor do Tour 2022, poder vir a abdicar da defesa do título em 2023. As recentes declarações de Merijn Zeeman, diretor da equipa neerlandesa, deixaram no ar a hipótese de Jonas Vingegaard não defender o tão badalado título conquistado este ano. Na base desta indecisão parece estar a possibilidade do ciclista dinamarquês de 25 anos optar pelo Giro d’Itália, em detrimento do Tour de França. Obviamente, se ganhas a camisola amarela, vais querer a defende-la no ano seguinte. Parece óbvio, mas ainda não está decidido. Jonas ainda está de férias e quando ele voltar vamos ter uma conversa para perceber qual a sua opinião. Primeiro quero discutir isso com ele e os outros diretores, e só depois tomar uma decisão.”Merijn Zeeman (Diretor da Jumbo-Visma) Vingegaard e Evenepoel juntos no Giro 2023 O Giro 2023, cujo novo traçado foi apresentado há poucos dias, e por sinal, elogiado por vários ciclistas e ex-ciclistas de renome internacional, poderá assim ter um elenco competitivo de luxo. É que além de Jonas Vingegaard, nos últimos dias também ganhou força a hipótese de Remco Evenepoel (Quick-Step) vir a disputar a prova. Para já ainda é muito cedo, mas a confirmar-se, aquela que será a 106.ª edição da mítica prova italiana, poderá vir a juntar os vencedores do Tour e da Vuelta 2022. É de recordar, que este ano foi Jai Hindley (BORA-Hansgrohe) o grande vencedor do Giro de Itália, título que deverá defender em 2023, e em que poderá vir a ter uma forte concorrência. A alimentar a hipótese de Jonas Vingegaard vir a optar pelo Giro d’Itália, poderá estar o desejo do ciclista dinamarquês em se estrear na prova, depois da grande prestação registada no Tour deste ano. Ele nunca competiu no Giro d'Italia, então pode ser uma boa opção para a sua estreia. Vamos falar sobre isso com nossa equipa técnica e treinadores. Levaremos dois meses para nos preparar para isso, para em dezembro tomarmos a decisão."Merijn Zeeman (Diretor da Jumbo-Visma) Dupla liderança com Roglic O diretor da Jumbo-Visma baralhou ainda mais as contas do alinhamento da formação neerlandesa para a temporada 2023, ao admitir a possibilidade de apresentar Vingegaard e Roglic numa dupla liderança para o ‘assalto’ ao Giro. É claro que tens que ser um especialista em contrarrelógio para ganhar (o Giro 2023) e olhando para os dois contrarrelógios do Tour, Jonas também é um especialista, principalmente quando está em sua melhor forma. A espera será longa até dezembro..."Merijn Zeeman (Diretor da Jumbo-Visma) Com estas declarações, Merijn Zeeman promete agitar o mercado noticioso do circuito do World Tour, pelo menos até dezembro, data apontada para o anúncio da decisão. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Specialized Diverge STR  A marca da Califórnia acaba de lançar a nível mundial uma nova Gravel Bike, a Specialized Diverge STR. Sabendo do sucesso de vendas e popularidade da Diverge, uma das Gravel mais completas e versáteis do mercado, parece que a Specialized quis ir ainda mais longe no que respeita ao conforto do ciclista. A maior novidade é o facto da marca incorporar a tecnologia Future Shock também na traseira da bicicleta, com o objectivo de suspender o ciclista (em vez da bicicleta), com o objectivo de aumentar o controlo e diminuir a fadiga ao fim de longas horas de pedalada. À primeira vista, a nova Specialized Diverge STR é desde logo uma bicicleta diferente e de "personalidade" vincada. Conforto sem compromisso Com suspensão Future Shock dianteira e traseira, a Specialized procurou aumentar o controlo e a eficiência enquanto diminui a fadiga, para que o ciclista possa pedalar mais longe e mais rápido, por terrenos mais difíceis do que acreditava ser possível, mas sem comprometer o peso e resposta à pedalada da bicicleta. Future Shock Traseiro O Future Shock traseiro tem 30 mm. de curso na trajetória ideal para suavizar as estradas irregulares. Os seus controlos de amortecimento hidráulico deslocam-se para eliminar o “balançar” sob potência e garantir que grandes impactos não façam o ciclista saltar do selim, tudo sem comprometer o ajuste ou a eficiência da pedalada. É totalmente ajustável para ciclistas de 50Kg a 125Kg (ciclista + carga), oferece amortecimento hidráulico para controlar o curso e possui três níveis de ajuste, bem como ajuste de recuperação. Os ajustes possíveis no amortecedor O amortecedor tem uma alavanca de três posições para amortecimento de compressão em movimento (quando o espigão de selim se move para trás). Na posição aberta, será mais ativo. Na posição fechada, o movimento para trás será mais lento. Há também uma configuração de recuperação separada (espigão a voltar à sua posição normal). Isto geralmente é definido uma vez, com base na rigidez do Espigão de Quadro e na preferência do ciclista e não é manipulado com frequência. Vários testes até versão final O sistema acaba por ser simples, mas a Specialized informou que para chegar a algo simples os engenheiros testaram muitos sistemas, tendo chegado à conclusão de que nenhum deles oferecia as vantagens deste. Tentámos bicicletas com os cursos ocorrendo num centro pedaleiro excêntrico. Tentámos controlar o curso com amortecedores de ar no tubo inferior. Tentámos espigões de selim com amortecedores integrados. Por mais eficazes e promissores que fossem, não forneceram a função, simplicidade ou leveza que sabíamos que os ciclistas precisavam.Luc Callahan, líder de engenharia de estrada e gravel da Specialized Evolução do protótipo do elo original. Este quadro tinha um eixo pedaleiro giratório, estruturade tubo do selim semelhante e foi ajustado com um amortecedor de ar oculto no tubo inferior. Tornar este sistema uma realidade de produção para ciclistas de todos os sítios não foi tarefa fácil. Luc Callahan, viveu um longo período de desenvolvimento com a sua equipa. Protótipo original do elo oscilante. Este quadro tem um BB oscilante, tubo de selim / espigãosólido e a conformidade é ajustada com um amortecedor de ar. Embora extremamente suave,a transferência de potência do ciclista não foi tão eficiente e reativa. Criaram 352 amostras de “Espigão de Quadro” para dar suporte a testes e validação, desenvolveram uma bateria inteiramente nova de padrões e, em seguida, executaram literalmente milhões de ciclos para validar que esta nova tecnologia estava pronta para estradas de Gravel. Espigões de quadro personalizados Para fornecer a “mola” certa para cada ciclista, cada tamanho de bicicleta tem dois Espigões de Quadro diferentes, e cada espigão de quadro pode ter uma orientação mais rígida ou mais suave. Embora a grande maioria dos ciclistas encontre a configuração perfeita com os espigões incluídos na sua bicicleta, a Specialized fez nove espigões diferentes, cada um com uma configuração suave e firme, para que cada utilizador consiga tirar o máximo proveito da Diverge STR. É totalmente ajustável para o peso, altura e estilo de condução do ciclista, ajuste que pode ser feito em tempo real na ponta dos dedos. O triângulo traseiro permanece rígido para uma transferência de potência nítida, sendo compatível com espigão de selim telescópico. Future Shock 2.0 O Future Shock 2.0. é herdado da anterior Diverge e Roubaix, foi criado para desenvolver bicicletas que correm no empedrado do Paris-Roubaix, mas encontrou a sua expressão mais pura no Gravel. É o mesmo sistema de amortecimento hidráulico, com 20 mm. de curso frontal ajustável e amortecido para ajudar o ciclista a manter o controlo, enquanto protege as suas mãos, braços e ombros dos impactos. Sistema SWAT e espaçamento de pneus Sabendo das qualidades da Diverge, a Specialized manteve as características que tornaram o modelo popular e de sucesso. A nova Specialized Diverge STR mantém o espaçamento dos pneus da sua "irmã" Diverge, uns fantásticos 47mm. numa roda 700c e 2,1” nas 650B. Também o compartimento interno SWAT™, se mantém na Diverge STR, onde o ciclista pode colocar desde ferramenta a comida, ou roupa sem sobrecarregar os bolsos. Os responsáveis da marca afirmam: "Mandámos o "status quo" pela janela para criar uma geometria de Gravel progressiva, que amplifica a confiança que a Tecnologia Future Shock oferece. Estamos incrivelmente orgulhosos da nova Diverge STR, é a expressão máxima da aventura e exploração que o ciclista Diverge sempre desejou." Capacidade de carga Sendo um modelo cuja principal característica é oferecer menos fadiga para longas pedaladas, a Specialized Diverge STR torna-se num modelo ideal para os que querem uma bicicleta para viajar em modo Bikepacking, e como tal é compatível com um rack dianteiro lowrider ou qualquer grade de bidão na forqueta. Também tem provisões para um guarda-lamas completo na forqueta, mas não há disposições no quadro para um rack ou guarda-lamas traseiro. A maioria das bolsas para quadros são compatíveis com a Diverge STR, com algumas considerações tendo alguma atenção às bolsas de tubo superior ou de guiador com tiras que envolvem o Future Shock, que podem danificar a capa de borracha, pelo que a marca não aconselha a sua utilização. Peso da Specialized Diverge STR vs. Diverge A Specialized Diverge STR tem especificações ligeiramente diferentes da Diverge, então os pesos dos modelos não são uma comparação perfeita. Um quadro pintado de 56cm. sem ferragens pesa 1100g. Um sistema completo Diverge STR composto por quadro/forqueta/amortecedor/ Espigão de Quadro /Future Shock/caixa de direção/SWAT™/etc., pesa quase mais 400g. que o quadro Diverge S-Works. Uma S-Works Diverge STR completa de 56 cm com sistema tubeless pesa 8,5 kg fora da caixa. Os modelos Pro e Expert chegam aos 8,9 kg e 9,5 kg, respetivamente. Disponibilidade e preços Podes ver as características técnicas completas, gamas e preços aqui no site da marca: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ruben Guerreiro na Movistar até 2025 Ruben Guerreiro irá representar a Movistar em 2023. Confirmam-se os rumores que se vinham adensando nos últimos dias, principalmente depois do dia de ontem (conforme nossa notícia), em que o ciclista português confirmou oficialmente a sua saída da EF Education-Easy Post, formação que representou durante três temporadas. Foi assim que a equipa espanhola anunciou a contratação do ciclista português. https://twitter.com/Movistar_Team/status/1582703110383755264?s=20&t=0AQdteXB4p2KaPQ_o4hEDg Aos 28 anos, Ruben Guerreiro assina um contrato válido paras próximas três temporadas com Movistar, equipa que revela ter sido sempre uma das suas favoritas. A Movistar é uma equipa que sempre admirei! Sempre foi uma das minhas favoritas, e ter a oportunidade de me juntar a eles deixa-me muito feliz e muito motivado. Quero confirmar as minhas qualidades como ciclista". O melhor ainda está para vir Ruben Guerreiro considera que ainda não atingiu o ponto mais alto da sua carreira, acreditando que o melhor ainda está para vir. O ciclista português de 28 anos acabou de revelar isso mesmo na apresentação oficial pela Movistar. Acho que ainda não atingi o máximo das minhas capacidades e acho que os próximos anos podem ser os melhores da minha vida de ciclista. Tenho grandes expectativas para estas próximas três temporadas e gostaria de tirar o melhor de mim como trepador, seja lutando nas grandes voltas, em corridas de uma semana, ou mesmo lutando em eventos difíceis de um dia como é o caso das Ardenas, provas que gosto muito.” Grandes voltas são objetivo Desafiado a lançar grande objetivo para o futuro, Ruben não se amedrontou e aponta a grandes feitos. Um desafio máximo para o futuro? Espero poder lutar para fazer uma boa classificação geral num Giro d'Italia ou na La Vuelta, duas das minhas corridas favoritas". Peça fundamental na EF Education-Easy Post em 2022 Durante a presente temporada é de realçar que Rúben Guerreiro foi uma das peças mais importantes na tentativa da manutenção da equipa no escalão World Tour. Rúben Guerreiro conseguiu amealhar para a equipa um total de 550 pontos UCI, sendo o quarto ciclista da equipa que mais pontos amealhou, só superado por Neilson Powless, Rigoberto Urán e Alberto Bettiol. Em 2022 o ciclista português acumulou bons resultados, prova disso, a vitória na quarta edição do Mont Ventoux Dénivelé Challenge, o 3.º lugar da geral na 37.ª edição da Volta a Alemanha, a vitória na classificação por pontos na Volta a Burgos, o top 10 conseguido no Critérium du Dauphiné, entre outras prestações meritórias, num ano de boas memórias, terminando ainda por 15 ocasiões terminou no Top 15 das etapas (algo só superado por Bettiol, que o conseguiu por 18). Desejo de evoluir foi fundamental na decisão O desempenho na presente temporada, bem como no Giro 2020, dão obviamente legitimidade ao português para procurar algo mais na sua carreira. Em entrevista ao Topcycling.pt a 24 de junho deste ano, antes do Tour de France (ver aqui), Rúben Guerreiro não escondeu a sua ambição de querer um papel de maior destaque no futuro, algo que aparentemente não conseguiria na EF-Education Easy Post, e que poderá ter sido relevante na saída do ciclista português. Sai bala, chega cowboy Brincando com as alcunhas, pode-se dizer que depois do adeus de 'bala', chega agora à Movistar um 'cowboy', isto numa clara alusão à despedida de Alejandro Valverde, e à chegada de Ruben Guerreiro. Alejandro Valverde, também conhecido como o 'bala' no seio do pelotão internacional, despediu-se da alta competição há poucos dias, já com 42 anos de idade, deixando um enorme legado na Movistar, formação da qual fez parte durante mais de uma década. Agora, ao 28 anos, é a vez de Ruben Guerreiro, o 'comboy de Pegões' iniciar a sua história na formação espanhola. Ruben chega à Movistar Team no pleno da sua maturidade, com seis anos de experiência no WorldTour -divididos entre EF (2020-22), Katusha (2019) e Trek (2017-18), depois de passar pela Axeon (2015-16)- em que soube fazer sobressair a sua qualidade. Campeão nacional em 2017, tem cinco participações em grande voltas, com dois top 20 (17º na La Vuelta '19; 18º no Tour '21) e um excelente Giro 2020, no qual conquistou a camisola da Montanha depois de conseguir em Roccaraso, ao final da nona etapa, a sua melhor vitória profissional depois de uma longa fuga. Nelson Oliveira recebe Rúben Habituado a equipas a americanas ( Hagens Berman Axeon em Sub-23, Trek e agora Ef-Education Easy Post), para Rúben Guerreiro a adaptação à Movistar não deverá ser difícil, tendo ainda em conta que irá encontrar Nelson Oliveira, experiente ciclista português que já está na estrutura espanhola há oito temporadas. Embora a língua espanhola, se aproxime da portuguesa, é sempre bom ter um colega de equipa a falar a mesma língua. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ruben Guerreiro oficializa saída da EF Education-Easy Post Ruben Guerreiro acaba de oficializar a sua saída da EF Education-Easy Post, formação que representou durante as três últimas temporadas. O ciclista português de 28 anos vem apenas confirmar algo que já vinha a ser noticiado ao longo das últimas semanas, período em que foi apontado um possível interesse da INEOS Grenadiers, Movistar e da BORA – hansgrohe na sua contratação. No momento da saída, Ruben Guerreiro mostra-se orgulhoso e agradecido pelo trabalho desenvolvido em três anos de EF Education-Easy Post. Estou orgulhoso e grato pelo que criámos juntos, levarei comigo memórias e experiências que não esquecerei, meu agradecimento a todas as pessoas que caminharam comigo nestes últimos 3 anos. Tempo para novos sonhos e desafios...Muito obrigado a todos! Movistar é o rumor mais forte O destino mais provável de Ruben Guerreiro parece ser mesmo a Movistar. Apesar de ainda nada ser oficial, muitas notícias apontam para o ingresso de Ruben Guerreiro na formação espanhola, algo que deverá ser anunciado nos próximos dias. É de recordar que o ciclista português mudou de empresário recentemente, deixando de ser agenciado por João Correia, passando agora essa responsabilidade para Giuseppe Acquadro, numa fase da carreira em que pretende desempenhar um papel importante e possa continuar a lutar por sérios objetivos. 2022 fica como um ano de boas memórias Em 2022 o ciclista português acumulou bons resultados, prova disso, a vitória na quarta edição do Mont Ventoux Dénivelé Challenge, o 3.º lugar da geral na 37.ª edição da Volta a Alemanha, a vitória na classificação por pontos na Volta a Burgos, o top 10 conseguido no Critérium du Dauphiné, entre outras prestações meritórias, num ano de boas memórias. Agora, aos 28 anos, o “cowboy de pegões”, alcunha que lhe é carinhosamente reconhecida, está prestes a abraçar um novo projeto, onde o objetivo deverá passar por continuar a evidenciar as suas potencialidades como trepador, características que lhe já lhe permitiram vencer uma etapa e a classificação da montanha no Giro 2020, entre outras notas de destaque. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mark Cavendish muito perto da B&B Hotels-KTM Mark Cavendish parece estar muito perto de ser confirmado como reforço da B&B Hotels-KTM. Segundo alguns rumores que começaram a circular na imprensa francesa, o experiente ciclista britânico de 37 anos terá já chegado a um principio de acordo com a B&B Hotels-KTM para um contrato com a duração de um ano, e outro de opção. Cavendish e a esperança de uma grande temporada em 2023 Estes rumores surgem poucas horas depois de Mark Cavendish ter anunciado através de um vídeo nas redes sociais que para 2023 espera uma grande temporada. O antigo ciclista da QuickStep-AlphaVinyl assinalou no sábado, em Ibiza, o início do seu período de descanso, mas garantindo que seria por pouco tempo, já com o pensamento na temporada do próximo ano. “Terminei de correr, entrei no período de descanso! Mas não quero estar afastado da bicicleta muito tempo, pretendo voltar rapidamente porque tenho uma grande temporada a realizar no próximo ano."revelou Mark Cavendish através de um vídeo publicado no Instagram O vencedor de 34 etapas no Tour de França, está realmente focado, em realizar uma boa prestação na próxima temporada. Prova disso, foi o facto de Cavendish ter procurado um novo agente de forma a encontrar o melhor acordo possível para aquele que, muito provavelmente, será o derradeiro contrato na alta competição. B&B Hotels-KTM realiza conferência de imprensa no dia 26 de outubro Para já, a formação francesa continua a desmentir os rumores que dão Mark Cavendish como certo na equipa, rumores esses que só devem ser desvendados a 26 de outubro, em Paris, data e local anunciados pela B&B Hotels-KTM para a realização de uma conferência de imprensa. No entanto, Jérôme Pineau, chefe da B&B Hotels-KTM já em julho tinha revelado interesse em Mark Cavendish, num ano em que se espera um forte investimento da formação francesa, recaindo no britânico o nome mais sonante. Aos 37 anos Mark Cavendish continua a ser um ciclista de grande valor no panorama internacional, fator que aliado à sua elevada motivação para continuar a vencer etapas, o tornam neste momento num dos temas em destaque neste período de decisões para a próxima temporada. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Maria Martins medalha de bronze no omnium dos Mundiais de ciclismo de pista A ciclista portuguesa Maria Martins conseguiu a medalha de bronze no concurso olímpico do omnium dos Mundiais de pista. Menos de uma hora depois do terceiro lugar de Ivo Oliveira na perseguição individual, a ciclista portuguesa conseguia nova medalha para Portugal, o segundo pódio para Portugal nesta edição e o segundo da carreira de Maria Martins. "Tata" Martins fez um concurso de omnium de alto nível, tendo terminado na terceira posição da geral, com um total de 99 pontos, conseguindo novo bronze em Mundiais de elite, depois de ter conseguido o mesmo feito na corrida de scratch do campeonato do mundo de 2020. O título mundial foi para a norte-americana Jennifer Valente, campeã olímpica do omnium em Tóquio2020, somando 118 pontos, e a neerlandesa Maike van der Duin no segundo posto, com 109. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ivo Oliveira medalha de bronze na perseguição individual dos Mundiais de Pista Ivo Oliveira foi hoje medalha de bronze na perseguição individual dos Mundiais de pista, em Saint-Quentin-en-Yvelines, França. Ivo Oliveira partiu para a eliminatória de perseguição individual com o objetivo de bater a sua marca pessoal. Conseguiu melhorar o seu registo e acabou por alcançar ainda o terceiro lugar entre uma lista de participantes de grande qualidade. Fotografia: FPC Vice-campeão mundial da disciplina em 2018, o português cumpriu a prova com 4.08,738 minutos, melhor do que o britânico Dan Bigham, adversário pelo último lugar do pódio. Filippo Ganna bate novo record O título mundial, disputado numa final pelo ouro 100% italiana, foi para Filippo Ganna (recentemente coroado também com o record da hora), que bateu outro recorde do mundo para superar Jonathan Milan, fixando o novo máximo em 3.59,636. Fotografia: Alex Broadway Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Geraint Thomas aborda final de carreira Geraint Thomas abordou recentemente um tema que nem todos os atletas de alta competição gostam de abordar, referimo-nos ao final de carreira. O ciclista de 36 anos, que representa a INEOS desde 2019, registou uma boa prestação em 2022, com destaque para a conquista da Volta à Suiça, e o terceiro lugar obtido no sempre duríssimo Tour de France. Thomas demonstrou durante a presente temporada ainda ter condições para rivalizar com os principais nomes do pelotão internacional, causando alguma supressa a boa forma que apresentou nas três semanas da Volta a França. Em declarações prestadas ao portal Cyclingnews, o ciclista britânico mostra-se orgulhoso pela sua prestação na corrente temporada, afirmando que, neste momento, “já não tem nada a provar”. “Foi bom participar este ano do Tour de France, muitos pensaram que eu não poderia competir com os melhores. Isso sempre motiva você que você pode fazê-lo e agora sinto que não tenho mais nada a provar. Foi um grande ano para mim e também competi em eventos como Liège-Bastogne-Liège, Flecha Wallona e o Tour do País Basco, onde mal havia competido antes”. Thomas pisca o olho ao Giro em 2023, ano que pode ser de despedida da INEOS e da carreira profissional Abordando o futuro, Geraint Thomas pisca o olho ao Giro d’Itália em 2023, em detrimento da participação no Tour de França, ano que poderá mesmo ser o último na INEOS, e o último ano na alta competição. “Ainda não decidimos se será meu último ano na INEOS. Poderá ser o meu último ano como profissional e quero aproveitá-lo ao máximo. Sinceramente, não sei se vou correr o Tour, talvez faça o Giro d'Itália”. Elogios a Pidcock Abordando ainda o futuro da INEOS, Thomas vê em Tom Pidcock um ciclista de enorme qualidade e com grande futuro pela frente, apontando mesmo a possibilidade de vir a vencer o Tour de France. “O Tom Pidcock está a ir na direção para quem deseja um dia vencer o Tour”.Geraint Thomas (INEOS) Apesar das várias dúvidas deixadas no ar, com estas declarações, Geraint Thomas demonstra que o final de carreira está próximo.   Quando isso acontecer, o pelotão internacional perderá um elemento de inegável valor, e a INEOS uma figura de destaque no seio da equipa.    Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek Domane+ SLR - Bicicleta de estrada elétrica ultraleve A marca americana apresentou a nova Trek Domane+ SLR, uma bicicleta eléctrica de estrada ultraleve. De acordo com informação da Trek, a Domane+ SLR não se parece nem tem o som, ajuste ou a sensação de uma bicicleta elétrica.  Dispõe de um quadro leve em carbono, de um motor muito silencioso, de controlos elegantes e de uma afinação específica para estrada que garante uma verdadeira experiência de ciclismo com um impulso subtil e potente sempre que necessário. Sistema elétrico compacto e leve A marca informa que a nova Trek Domane+ SLR pesa cerca de 11,8 kg. graças ao design leve do quadro e ao sistema elétrico compacto. O sistema elétrico TQ Harmonic Pin Ring é leve, silencioso e compacto, mas confere aquela potência extra para as aventuras mais épicas.  Concebida para as grandes distâncias A Trek Domane+ SLR vem equipada com uma bateria de 360 watt/hora que oferece cerca de 97 quilómetros de autonomia aos ciclistas em modo eco (ou cerca de 145 km com o Range Extender de 160 watt/hora opcional). Os ciclistas podem ir ainda mais longe ao personalizar o nível de assistência na App Trek Central.  Verdadeira sensação de ciclismo de estrada A Trek diz que o Q-factor próximo do padrão de estrada, o controlo intuitivo dos modos através de botões nas manetes e a afinação específica para estrada, conferem à Domane+ SLR o ajuste e sensação de uma bicicleta de estrada convencional, fornecendo um impulso natural para subidas, dias ventosos ou nas grandes distâncias.  Conforto da Domane+ com IsoSpeed A Trek Domane+ SLR foi concebida com as mesmas funcionalidades confortáveis da Domane convencional, incluindo o IsoSpeed traseiro para atenuar os impactos da estrada e a geometria endurance estável para conforto nas longas distâncias.  Espaço versátil para pneus Este modelo permite partir à aventura em estradas suaves de alcatrão ou optar por caminhos de gravel de terra batida com a possibilidade de utilizar pneus até 40 mm.  Para os ciclistas dedicados ao gravel, os modelos eTap vêm equipados com pneus de gravel e um grupo SRAM 1x XPLR. O melhor e mais leve carbono De acordo com informação da marca, a nova Domane+ SLR foi concebida com o seu melhor Carbono OCLV 800 Series para reduzir o peso e oferecer uma qualidade de condução superior. App Trek Central A nova aplicação Trek Central conecta com a Domane+ SLR para afinação personalizada do motor, para monitorização da atividade e cálculo em tempo real da autonomia.  Preços e disponibilidade Para veres as caracterísiticas técnicas completas, disponibilidade e preços, vê aqui o site da marca: https://www.trekbikes.com/pt/pt A nova Domane+ está disponível através da rede de distribuidores Trek. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=eUNk9e74Q40 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Remco Evenepoel conquista a ‘Crystal Bicycle’ Remco Evenepoel acaba de receber mais uma distinção pela fantástica temporada desportiva que realizou. Aos 22 anos, o ciclista belga que representa a formação da  Quick-Step foi premiado com ‘Crystal Bicycle’ (Bicicleta de Cristal), galardão que distingue o melhor ciclista do ano na Bélgica. O recente título de campeão mundial e a vitória na Volta a Espanha, contribuíram para este prémio que dá ainda mais brilho ao percurso desportivo de Evenepoel em 2022. Evenepoel supera Wout Van Aert Evenepoel superou Wout Van Aert, na conquista da ‘Crystal Bicycle’. O ciclista da Jumbo-Visma também esteve em grande plano na presente temporada com três vitórias de etapas no Tour, e alcançando ainda a conquista da camisola verde dos pontos, entre outros feitos meritórios.   Rivalidades à parte, Van Aert não se coibiu de felicitar o seu compatriota pelo prémio conquistado. Lotte Kopecky vence categoria feminina Lotte Kopecky, foi a grande vencedora na categoria feminina. A atleta belga de 26 anos foi uma das ciclistas mais destacadas do pelotão feminino, em virtude das vitórias obtidas na Strade Bianche e no Tour de Flandres, isto para além dos segundos lugares conseguidos em Paris-Roubaix e no Campeonato Mundial de longa distância. A ciclista da Team SD Worx realizou uma boa temporada, que culminou com a conquista do prestigiado galardão belga.   Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Portugal com cinco ciclistas nos Campeonatos do Mundo de Pista A seleção portuguesa vai apresentar-se com cinco ciclistas nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista, de 12 a 16, na cidade de Saint-Quentin-en-Yvelines, França, e os fãs da modalidade vão poder assistir a toda a ação em direto no Eurosport. Os cinco convocados pelo selecionador Gabriel Mendes Ivo OliveiraRui OliveiraJoão MatiasDaniela CamposMaria Martins A equipa das quinas está apurada, em masculinos, para as corridas de omnium, madison, eliminação e scratch, podendo também participar nos pontos e na perseguição individual. Já Maria Martins e Daniela Campos são elegíveis para as corridas de omnium, pontos, eliminação e scratch. Portugal tem expetativas elevadas para estes Campeonatos do Mundo de Pista em Saint-Quentin-en-Yvelines a julgar pelos últimos resultados.  Ivo Oliveira foi campeão em perseguição nos Europeus de 2020, conquistou a medalha de prata em perseguição individual nos Mundiais de 2018 e soma ainda várias medalhas nos Europeus de 2017 e 2018.  Rui Oliveira sagrou-se campeão da Europa em scratch em 2021, para além de ter conquistado outras medalhas em Europeus e em provas continentais.  João Matias, o mais velho dos ciclistas convocados, com 31 anos, traz como principal resultado em pista a prata ganha na corrida de eliminação nos Europeus de Grenchen, em 2021, somando ainda várias presenças em Mundiais.  Pioneira lusa em Jogos Olímpicos, Maria Martins, de 23 anos, soma já dois bronzes em Europeus, além do ‘metal’ conquistado nos Mundiais de 2020, em Berlim.  Já Daniela Campos, de 20 anos, é a mais jovem do quinteto, mas conta com várias medalhas ganhas em Campeonatos da Europa sub-23. Entre os habituais convocados, destaque para a ausência de Iúri Leitão, campeão europeu de scratch em título. Toda a ação dos Campeonato do Mundo de Ciclismo de Pista, de 12 a 16 de outubro, em direto, no Eurosport, com os comentários de Paulo Martins e Gonçalo Moreira. Horários de transmissão: 12 de outubro: 16h50-21h0013 de outubro: 17h20-21h0014 de outubro: 17h20-21h1515 de outubro: 16h20-20h0016 de outubro: 12h00-16h00 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa despediu-se hoje da UAE Emirates Rui Costa despediu-se hoje da UAE Emirates de forma algo inglória. O ciclista português de 36 anos não resistiu à primeira etapa da Volta a Langwaki, na Malásia, devido a ter apresentado algum mau estar a nível gástrico, situação que o obrigou a desistir da prova. A Volta a Langwaki tinha um cariz especial, uma vez que esta foi a última participação oficial do ciclista luso com as cores da UAE Emirates. Após 9 anos de ligação com esta estrutura, que vinha da Lampre-Merida., Rui Costa irá rumar à Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux em 2023. De certeza que esta não era a despedida que o campeão do mundo de fundo em 2013 desejava de uma equipa onde viveu bons momentos e onde foi um membro importante para o lugar de destaque que a equipa ocupa atualmente no World Tour. A entrada de Rui Costa na Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux insere-se na estratégia que a equipa belga tem definida, ao combinar ciclistas experientes com jovens valores, mas também para que o português possa “ter um papel nas grandes Voltas, ao lado de Meintjes ou Biniam Girmay”. Agora o que importa é Rui Costa restabelecer-se o mais rápido possível, de forma a preparar uma temporada que será de mudança, onde se espera que o português continua a desempenhar um papel importante dentro do pelotão internacional. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Azar de Roglic sem fim à vista Primoz Roglic continua numa fase azarada da sua brilhante carreira desportiva. O ciclista esloveno da Jumbo-Visma acaba de anunciar que vai ter que realizar uma cirurgia ao ombro esquerdo de forma a debelar um problema que o afeta há já largos meses. Mais concretamente, esta operação será para evitar que o ombro esquerdo do talentoso ciclista se volte a deslocar, algo que tem acontecido de forma mais recorrente nos últimos meses e que estará a causar algum incómodo a Roglic. A cirurgia parece apresentar alguma complexidade, facto que o ciclista da Jumbo-Visma adiantou. Não é novidade que já desloquei várias vezes o ombro. Cheguei a um ponto em que tenho de o retificar. Não é uma operação simples. Eles vão cortar um osso para colocá-lo onde o ombro está deslocado".Primoz Roglic (Jumbo-Visma) É de recordar que a presente temporada de Roglic ficou marcada por algumas quedas que implicaram o seu abandono em duas das grandes voltas do circuito mundial, referimo-nos à Volta a França e à Volta a Espanha. Aos 33 anos, Primoz Roglic, um dos principais destaques do pelotão internacional nas últimas épocas, enfrenta agora mais um teste à sua capacidade de superação. Fica ainda por perceber até que ponto é que a cirurgia poderá vir a afetar a preparação para a próxima temporada, algo que só deverá ser desvendado daqui a algumas semanas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato do Mundo de Gravel 2022 - Veneto, Itália Gianni Vermeersch (Bélgica) conquistou o primeiro Campeonato do Mundo de Gravel UCI da história, na categoria masculina, levando a melhor sobre o italiano Daniel Oss nos últimos quilómetros. A dupla que discutiu a corrida, esteve em fuga durante mais de metade dos 194 quilómetros da corrida, foi ampliando a diferença para o grupo perseguidor (onde não havia organização para perseguir) e chegou a ter cerca de 5 minutos de diferença. Só na ultima volta ao circuito final, e após movimentações no grupo perseguidor, a diferença caiu para pouco mais de 2 minutos, mas a Daniel Oss e Gianni Vermeersch sabiam que disputa pela vitória seria entre si. A cerca de 7 quilómetros do final deste campeonato do Mundo de Gravel, o italiano acabou por ceder num dos sectores de terra batida, deixando Gianni Vermeersch isolado na frente, com uma diferença de 30 segundos, que se iria manter até ao final. Daniel Oss conseguiu manter a segunda posição e assegurar a medalha de prata. No grupo perseguidor, Mathieu van der Poel (Holanda) e Greg Van Avermaet (Bélgica) foram os mais inconformados, e acabaram por se destacar na ultima volta ao circuito final de Cittadella, tendo discutido na recta da meta o último lugar do pódio e medalha de prata, luta na qual o holandês levou a melhor sobre o belga. Ia perguntando ao Daniel qual diferença, porque as pessoas iam-lhe dizendo em italiano mas eu não entendia. Hesitei em atacar, porque sabia que os últimos 500 metros me favoreciam, mas sabia que havia um grupo a atrás de nós e embora a diferença fosse de 2 minutos eu coloquei mais andamento numa zona, o Daniel ficou e a partir daí fui "full gás" até ao fim. Gianni Vermeersch Eu sabia que era uma das poucas oportunidades para mim em tornar-me campeão do mundo, e é inacreditável poder levar a camisola do arco-íris para casa. Gianni Vermeersch Apesar de não ter vencido a corrida perante os seus fãs italianos, Daniel Oss mostrou-se satisfeito no final. Acima de tudo estávamos aqui a entrar numa nova era, na linha de partida ninguém sabia o que se iria passar, como iria ser a corrida, e quando não sabes o que podes fazer a regra é atacar, atacar, atacar. Eu estava em forma, e quero agradecer a todos os patrocinadores pelo facto de me terem proporcionado todas as condições para me apresentar bem aqui. Ele merece, ele estava mais forte, e era melhor nas zonas técnicas mas estou muito feliz igualmente, hoje fizemos parte da história. Daniel Oss TOP 10 final POS.PaísNomeTEMPO01Gianni Vermeersch 05:10:4002Daniel Oss + 4303Mathieu van der Poel + 01:2804Greg Van Avermaet + 01:2805Yevgeniy Fedorov + 01:3906Magnus Cort + 01:3907Alessandro De Marchi + 01:3908Zdenek Stybar + 01:4609Davide Ballerini + 01:5310Andreas Stokbro + 02:43 Corrida Feminina A corrida feminina fez-se no dia de ontem, corrida onde uma das grandes favoritas, senão a maior favorita, Pauline Ferrand Prévot arrecadou o quarto título mundial numa só temporada! Depois de se sagrar Campeã do Mundo nas disciplinas de de bicicleta de montanha XCC, XCO e XCM, a francesa conseguiu em Itália sagrar-se como primeira Campeã do Mundo de Gravel da história. Discutiu a corrida ao sprint com a suíça Sina Frei, também atleta de BTT que viria a ficar no segundo posto. O percurso acabou por ir selecionando as corredoras, um primeiro grupo de 50, ficou depois reduzido a 5 na frente da corrida, que acabaria por ficar reduzido a 3, a francesa Pauline Ferrand Prévot, a suíça Sina Frei e a Italiana Chiara Teocchi, que acabariam por preencher o pódio nesta ordem. TOP 10 final POS.PaísNomeTEMPO01Pauline Ferrand-Prevot 04:09:0602Sina Frei + 0003Chiara Teocchi + 1104Jade Treffeisen + 1105Barbara Guarischi + 2706Tiffany Cromwell + 4007Ilaria Sanguineti + 01:0208Letizia Borghesi + 03:0809Rasa Leleivyte + 03:1110Riejanne Markus + 03:14 Transmissão As corridas feminina a masculina terão transmissão em diferido no canal Eurosport 1, na próxima quarta-feira pelas 15h., com comentários de Luís beltrão. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pogacar vence Volta à Lombardia na despedida de Valverde e Nibali Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu hoje a Volta à Lombardia, repetindo assim o feito do ano passado, num dia ainda marcado pelas despedidas de Valverde e Nibali. O ciclista esloveno de 24 anos consegue assim a proeza de conquistar, aos 24 anos, o seu terceiro monumento. A 116.ª edição da ‘clássica das folhas caídas’ ficou marcada pelo duelo intenso protagonizado Tadej Pogacar e Enric Mas (Movistar) nos quilómetros finais da prova, com Mikel Landa (Bahrain-Victorious) a segui-los de perto. Pogacar e a UAE Emirates desenvolveram uma estratégia que se revelou certeira, e que permitiu ao ciclista esloveno ser o mais rápido a completar os 253 quilómetros da ligação entre Bergamo e Como, em 6:21.22 horas, após um ‘sprint’ com Enric Mas já bem perto da meta. A fechar o pódio ficou Mikel Landa, a 10 segundos de Pogacar. Repetir o sucesso é fantástico.!Tudo aconteceu como estava pensado. Eu queria atacar no Civiglio. O Mas estava com o mesmo nível nas subidas, por isso, colaborámos até final. Eu sabia que tinha boas pernas hoje".Tadej Pogacar (UAE Emirates) João Almeida desempenhou papel importante João Almeida desempenhou um papel importante na estratégia da UAE Emirates, quando a faltar cerca de 70 quilómetros para o final, liderou um ‘ataque’ que se revelou fundamental para o sucesso final da equipa. Apesar do papel desenvolvido, o ciclista português de 24 anos não terminou a prova, desistindo num momento em que a equipa já tinha Pogacar bem posicionado para atacar a vitória. João Almeida terminou assim a presente temporada desportiva. Valverde despede-se com um sexto lugar Alejandro Valverde (Movistar) efetuou hoje, aos 42 anos, a sua última prova oficial, despedindo-se com um honroso 6.º lugar nesta mítica prova, a 1.24 minutos do vencedor. Aos 42 anos Alejandro Valverde vai deixar o pelotão internacional como o grande destaque do ciclismo espanhol durante nas últimas décadas. Foram mais de 20 anos enquanto profissional, fase em que acumulou várias conquistas, onde se destacam os títulos de campeão do mundo de fundo em 2018. e a Vuelta em 2009, isto além de ter sido ainda terceiro no Tour de França em 2015. Foi percetível a emoção de Valverde no final da prova, em que afirmou terminar muito feliz com o que conseguiu enquanto ciclista profissional. Estou muito feliz por ter tido 21 anos de profissional! Agora está na hora de dar a vez aos jovens".Alejandro Valverde (Movistar) Nibali e o adeus do melhor ciclista italiano da sua geração Vincenzo Nibali (Astana) também escolheu a 116.ª edição da ‘Il Lombardia’ para se despedir da alta competição. O ciclista italiano de 37 anos terminou a sua última competição oficial com um 24.º lugar, a 2.27 minutos de Pogacar. Nibali acumulou várias conquistas de destaque ao longo da carreira, vencendo a Volta a Espanha em 2010, o Giro de Itália em 2013 e 2016, e o Tour de França em 2014, integrando assim um restrito lote de atletas que conquistou as três grandes voltas do calendário do World Tour, composto por Eddy Merckx, Bernard Hinault, Jacques Anquetil, Felice Gimondi, Alberto Contador, e outro ciclista ainda no ativo, Chris Froome (Israel-Premier Tech), dados que fazem dele o melhor ciclista italiano da sua geração. A Volta à Lombardia testemunhou assim o adeus de dois grandes nomes que deixam o pelotão internacional mais pobre, mas promete voltar em 2023 para mais uns belos momentos desta bela modalidade. Top 10 POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tadej Pogacar - UAE Team Emirates06:21:2202Enric Mas - Movistar Team+ 0003Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 1004Sergio Higuita - BORA-hansgrohe+ 5205Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 5206Alejandro Valverde - Movistar Team+ 01:2407Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 01:2408Rudy Molard - Groupama-FDJ+ 01:2409Romain Bardet - Team DSM+ 01:2410Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 01:26 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=uOOjzWPPmB4 Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Medalha de prata, medula de ouro João Lopes 52 anos, natural de Carcavelos, participou há poucos dias nos Jogos Europeus para Dialisados e Transplantados. A história de João Lopes é de superação. Foi diagnosticado em 2016 com aplasia medular severa, uma doença autoimune, que lhe causou enormes problemas e limitações que só terminaram com um transplante de medula óssea no ano seguinte. Depois de um 2016 de má memória, com vários dias passados na cama do hospital, em abril de 2017 surgiu um dador compatível, tendo sido o transplante efetuado no final desse ano. Por causa da doença, as dúvidas eram muitas. João nem sabia se iria voltar a ter uma vida normal, quanto mais pensar em desporto e muito menos em medalhas. Praticante de ciclismo de longa data, embora sempre numa vertente mais amadora e não tanto de competição, João teve conhecimento das provas para atletas dialisados e transplantados ao ver uma etapa da Volta a França, na qual os comentadores falaram sobre o assunto. A partir daí João tentou perceber melhor do que se tratava. Depois de tantas dúvidas, aliadas a alguma angústia e sofrimento, o João  conquistou uma medalha com as cores nacionais.   O inesperado caminho até à medalha de prata Foi no final de agosto, nos European Transplant and Dialysis Games Oxford 2022 - Jogos Europeus para Dialisados e Transplantados, que João conseguiu tal proeza. O ciclista de Carcavelos, aos 52 anos, marcou presença na prova que decorreu em Oxford, de 21 e 28 de agosto, representando o GDTP - Grupo Desportivo de Transplantados de Portugal, conquistando a medalha de prata na prova de estrada de ciclismo. João ficou em 2.º lugar na prova de estrada de 21 quilómetros, naquela que foi uma estreia de sonho, numa competição destinada a todos os que sofreram uma substituição de células, tecidos ou órgãos vivos, ou que estejam a fazer tratamento, prova em que a comitiva portuguesa representada por oito atletas, obteve uma prestação honrosa, conquistando um total de dezasseis medalhas. Sinto um enorme orgulho! Conquistar uma medalha na estreia foi fantástico”. Desafiado a relatar a prova, João diz o seguinte: Foi uma prova muito tática em que penso ter optado por uma estratégia correta. Trouxe a medalha de prata, mas acredito que o ouro tinha sido possível, mas, tal como é característico neste tipo de prova, as coisas mudam a qualquer instante. Conquistei a prata, e o ouro ficou a escassos segundos.” Muito mais que a medalha Para João, a conquista da medalha foi motivo de orgulho, mas considera que há muito mais a destacar que isso. João considera que a melhor conquista foram as experiências vividas e amizades conquistadas nos dias que passou em Oxford, destacando as boas condições e boa organização da prova. Além da medalha, o melhor mesmo foi ter conseguido chegar a Oxford. Adorei participar! Foram dias de desenvolver grandes amizades, numa intensa partilha de histórias muitas semelhantes à minha. Histórias de superação e motivação”. Eternamente grato ao dador compatível João Lopes mostra-se eternamente grato ao seu dador compatível. Embora não o conheça, porque o programa de dadores assim o exige, João não se esquece de quem lhe permitiu voltar a ter uma vida normal. Quando conquistou a medalha de prata, João efetuou uma publicação na sua página pessoal do Facebook a agradecer isso mesmo, com a seguinte mensagem. Mundiais de Perth já estão no horizonte Depois desta prestação meritória em Oxford, no horizonte de João já estão os Mundiais de Perth, Austrália, já em 2023. João garante que vai tentar marcar presença na prova que decorre já em abril do próximo ano, em conjunto com os restantes elementos dos GDTP - Grupo Desportivo de Transplantados de Portugal, que apelida de ‘família’. A motivação competitiva está lá, mas muito para além disso estão as amizades e trocas de experiências enriquecedoras, de quem viu a vida por um fio, e está agora agradecido à oportunidade que a ‘nova’ medula lhe deu. Futuro? Ter saúde e boa disposição Em relação ao futuro, João é bem claro naquilo que pretende! Ter saúde e boa disposição, para continuar a enfrentar a vida e se possível, continuar a divulgar estas provas e os atletas que nelas participam". O caso de João Lopes demonstra-nos que não devemos ceder facilmente às adversidades da vida. Ora vejamos a sua trajetória de vida nos últimos anos. Em 2016 João estava doente e a aguardar por um diagnóstico, que por sinal, não se revelou nada meigo, aplasia medular severa, que obrigou a um transplante de medula óssea. No ano seguinte, em 2017 surge o dador compatível e ainda nesse ano é transplantado com sucesso. Em 2022 ganha uma medalha de prata nos Jogos Europeus para Dialisados e Transplantados. Desejamos que esta história encorajadora e motivante possa servir de alento para todos aqueles que enfrentam problemas semelhantes. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vídeo - Roupa e equipamento de ciclismo para dias de chuva Neste vídeo dou algumas dicas sobre o tipo de roupa de ciclismo a usar em dias de chuva, dias nos quais tem que se procurar um compromisso entre roupa impermeável, mas que não cause excesso de transpiração, e que seja facilmente transportável num bolso. No vídeo falo da forma como faço as coisas, no entanto cada um deverá adaptar à zona onde vive e à forma como se sente mais confortável. https://www.youtube.com/watch?v=vS1Ld4YWuMM Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### MTB Trophy Aldeias do Xisto - 28 a 30 de Outubro 2022 Nos próximos dias 28, 29 e 30 de Outubro de 2022, a Cabreira Solutions em parceria com a Rede de Aldeias do Xisto promove uma vez mais, o MTB Trophy Aldeias do Xisto, que este ano cumpre asegunda edição. O MTB Trophy Aldeias do Xisto é uma prova desportiva de bicicletas de montanha (onde poderão também participar bicicletas com motor, no entanto estes atletas estão sujeitos a uma classificação diferente), composta por 3 etapas obrigatórias, com orientação por GPS, que apenas pode ser disputada em Solos. Etapa 1: Vila de ReiEtapa 2: Proença a NovaEtapa 3: Castelo Branco Fotografia: Eduardo Campos Após o sucesso alcançado na edição inaugural, no ano transato, as entidades envolvidas propõem-se a elevar ainda mais a fasquia. A Rede das Aldeias do Xisto é um projeto de desenvolvimento sustentável, liderado pela ADXTUR- Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, em parceria com 21 Municípios da Região Centro. Neste caso os concelhos escolhidos para esta segunda edição do MTB Trophy Aldeias do Xisto são: Vila de Rei, Proença-a-Nova e Castelo Branco, que em pareceria com a entidade técnica, Cabreira Solutions, farão as honras da região e proporcionarão três dias inesquecíveis de desporto, mais concretamente em BTT, favorecendo o contacto direto com o património cultural, arquitetónico e paisagístico desta lindíssima região. Durante três dias, os atletas e familiares estarão em contacto com este território maravilhoso, com uma variada oferta de turismo e com as tradições culturais da região. As etapas Etapa 1: Vila de Rei A primeira das três etapas decorrerá no centro geodésico de Portugal, em Vila de Rei. Aqui, aolongo de cerca de 56 kms com 1700mt D+, poderão sentir o território que outrora fora ocupado pelos seus primeiros habitantes, os Celtas e depois os Romanos. A não perder será a visita ao ex libris Vilarregense, o vértice geodésico que assinala o CentroGeodésico de Portugal e se situa na Serra da Melriça, a cerca de 600 m de altitude e com umavista 360º sobre um horizonte vasto. A sua altitude permite deslumbrar grande parte do concelho de Vila de Rei bem como os concelhos limítrofes, e não só, onde se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, a quase 100 km de distância. Etapa 2: Proença a Nova O segundo dia terá o centro nevrálgico em Proença-a-Nova, numa etapa de 58kms com 2100mt D+, este concelho reúne também um conjunto vasto de pontos de interesse turístico. Este concelho está munido por um dinâmico Centro Ciência Viva da Floresta que oferece programas cheios de atividades. Os participantes percorrerão locais como a ponte romana sobre a Ribeira da Pracana ou a ponte filipina do Malhadal, que testemunham a ocupação do território no passado, mas terão oportunidade de contactar com a arquitetura contemporânea, com particular destaque para a Torre de Vigia do Arquiteto Siza Vieira, no topo da Serra das Talhadas, que oferece uma vista de 360º sobre Proença-a-Nova e os concelhos vizinhos. O concelho integra o Geopark Naturtejo e os seus geomonumentos que proporcionam paisagens panorâmicas perante as quais é impossível ficar indiferente. Etapa 3: Castelo Branco A etapa final terá partida e chegada na capital de distrito Castelo Branco, pelo meio, 54 kms. com 1100mt D+. Nesta etapa da consagração de vencedores e finishers, os atletas terão a oportunidade de usufruir de um dia com ambiente misto, isto é, será uma mescla de percurso urbano com percurso rural que deixará um gostinho especial nos participantes, pela diversidade de paisagem e qualidade dos trilhos e ruelas. A história estará presente uma vez mais com a possibilidade de visitarem lugares como a Estação Arqueológica do Monte de São Martinho, ou o Cruzeiro de São João, que é um cruzeiro manuelino, granítico com um Cristo Crucificado e está classificado como Monumento Nacional, entre outros pontos de interesse. A segunda edição do MTB Trophy Aldeias do Xisto proporcionará, certamente, três dias de cicloturismo de natureza, com convivências inesquecíveis, que se perpetuarão, por muitos anos, na memória dos participantes e os farão regressar com familiares e amigos, com ou sem bicicleta em ocasiões futuras. Inscrições e mais informações Os interessados em inscrições no MTB Trophy Aldeias de Xisto, podem fazê-lo clicando AQUI. Mais informações no site do evento: https://aldeiasdoxistomtbtrophy.com Para quem gosta de caminhar, existem mais de 600Km de percursos pedestres devidamente homologados. Os amantes de BTT vão ficar surpreendidos com a oferta de trilhos com vários níveis dedificuldade ancorados nos Centros de BTT, que são “autênticas estações de serviço em regimede self-service adaptadas aos praticantes da modalidade”. As Aldeias do Xisto têm programas de eventos de natureza vária no qual se enquadra este MTB Trophy e o turista tem sempre o papel principal na arte de bem receber, durante todo o ano e em condições de alojamento excecionais e qualidade gastronómica de excelência. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nairo Quintana já só pensa no dia 12 de outubro O dia 12 de outubro promete ser uma data muito importante para o presente e futuro da carreira desportiva de Nairo Quintana. O ciclista colombiano de 32 anos vai ser ouvido no TAD (Tribunal Arbitral do Desporto) depois de ter acusado tramadol (um analgésico, cuja utilização em competição é proibida) em dois controlos do Tour 2022, situação que levou à sua desclassificação da prova, por violação das regras médicas. O atleta da Arkéa Samsic que tinha terminado o Tour de França na sexta posição da geral recorreu de imediato para o TAD, mostrando-se surpreso por tal situação e clamando inocência. Desconheço totalmente o uso desta substância e nego tê-la utilizado na minha carreira. Com os meus advogados, vamos esgotar todos os processos para assumir a minha defesa e apresenta-los perante o TAD"Declarações prestadas por Nairo Quintana a 17 de Agosto O que é o Tramadol? O tramadol é um analgésico, do tipo opioide, que atua sobre o sistema nervoso central, utilizado para o alívio de dores moderadas e fortes, embora não seja uma substância proibida pela Agência Mundial Antidoping (WADA), a sua utilização está, no entanto, proibida em competição pela UCI desde 2019, “ de forma a assegurar a saúde e a segurança dos ciclistas devido aos seus efeitos colaterais”. Nairo Quintana incorre, assim, numa violação do regulamento médico da UCI e, contrariamente ao que se possa deduzir, não numa violação das regras antidoping. Futuro em dúvida, com Astana à espreita Após a audiência de dia 12, as conclusões finais do caso não deverão demorar muito a surgir. Se assim for, e caso se confirme as expetativas de Quintana em ser ilibado da acusação, o seu futuro deverá passar pela Astana. Depois de terem surgido alguns rumores acerca de um possível interesse da AG2R Citroën nos serviços do ciclista colombiano, tal situação não registou avanços, tendo sido, inclusivamente, desmentida pelos responsáveis da equipa francesa. Quintana representa a Arkéa-Samsic desde 2020, depois de largos anos na Movistar, e ajudou a formação francesa a angariar pontos suficientes para garantir um lugar no WorldTour em virtude das boas prestações registadas. A renovação do contrato entre Quintana e a Arkéa chegou a ser dada como certa, mas o timing desse processo coincidiu com a acusação de uso de tramadol, particularidade que não ajudou no acordo pretendido entre ambas as partes, tendo sido anunciado que não seguiriam juntos no futuro. https://twitter.com/Juan_Clavijo_/status/1575977433542856705 O vencedor da Vuelta, em 2016, e da Volta à Itália, em 2014, além de ter sido por duas vezes segundo no Tour, em 2015 e 2013, conseguiu, em três épocas de Arkéa-Samsic, um total de 11 vitórias. Agradeço à equipa que me permitiu disputar muitas corridas, algumas delas ganhamos, outras perdemos. Tivemos altos e baixos, mas coloquei toda a minha experiência e aprendizagem à disposição desta grande equipa.Consegui pontos para levar a equipa ao WorldTour, cumprindo assim o que foi prometido quando fui contratado”. Resta agora aguardar pela audiência de 12 de outubro e da tão esperada decisão acerca do futuro de uma figura de inegável valor dentro do pelotão internacional. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 'Matxín' deixa cargo de director desportivo da UAE Team Emirates na estrada Além de algumas contratações e reforços para o bloco de Tadej Pogacar no Tour de France, outras coisas estão a mudar no seio da UAE Team Emirates. Joxean Fernández, mais conhecido no mundo do ciclismo como Matxín, irá deixar o cargo de director desportivo da UAE Team Emirates no final da presente temporada. O espanhol de 51 anos tem sido um dos "arquitetos" da equipa do Emirados Árabes Unidos, mas acumula muitas funções, pelo que irá trocar o seu lugar como director desportivo dentro da viatura da equipa durante as corridas, por outras funções mais reservadas ao interior da equipa. Em declarações à imprensa Matxín foi muito claro: “Vou a retirar-me das funções de líder da equipa ... Sou director desportivo e faço, entre outras coisas, o calendário de competições e o planeamento que existe à volta disso. Isso é muito trabalho, porque são mais de cem pessoas envolvidas. Além disso, temos muito bons líderes de equipa como Fabio Baldato, Fabrizio Guidi, Marco Marcato, Manuele Mori, Aart Vierhouten e Andrej Hauptman, entre outros. Têm muita qualidade e assumem a sua responsabilidade no carro como líderes da equipa. Continuarei a estar presente em algumas corridas, mas não no carro.” " Este ano fiz o UAE Tour, o Giro d'Italia, o Tour de France e a Vuelta a Espanha com grande paixão. Depois de trinta anos acho que foi bom ... foi uma decisão minha dizer adeus à liderança da equipa por enquanto.” Matxín destacou-se como olheiro da Quick-Step, tendo ligação próxima como Patrick Lefevere desde os tempos da Mapei.  Em 2017 entrou na UAE Team Emirates, onde se tem destacado como director desportivo, continuando a fazer uso da sua capacidade de descobrir e desenvolver jovens talentos, sendo o caso mais mediático a contratação de Tadej Pogacar, que já deu dois Tour de France, entre outros títulos importantes à equipa. Além do bicampeão do Tour de France, chegaram também à equipa João Almeida, Brandon McNulty, Alessandro Covi e Juan Ayuso, outros talentos que procuram espaço e necessitam tempo de evolução, bem como blocos equilibrados em seu redor. Talvez o facto da equipa não ter revalidado a vitória no Tour de France tenha feito soar alguns alarmes, e desta forma os responsáveis tenham achado por bem fazer algumas alterações na estrutura. Para já, Joxean Fernández continuará certamente a fazer uso da sua excelente capacidade de olheiro, bem como a conduzir questões contratuais com os ciclistas, além de outras funções no seio da equipa, mas não como decisor no calor das corridas, como o vinha fazendo até esta temporada. Fotografia: UAE Team Emirates Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu van der Poel no primeiro Campeonato do Mundo de Gravel - "É histórico" Mathieu van der Poel não participará em mais de nenhuma corrida de estrada este ano, mas regressa à competição no próximo domingo, no primeiro Campeonato do Mundo de Gravel da história do ciclismo, que se realizará região italiana de Veneto, nos dias 8 e 9 de outubro. Há cerca de dois anos atrás, quando questionado sobre a a bicicleta de Gravel, se a utilizava, Mathieu van der Poel respondeu que não utilizava, quando queria treinar fora de asfalto simplesmente pegava na sua bicicleta de Ciclocrosse e ia. Deverá ser verdade, pois desafiamos alguém a encontrar uma fotografia do tri-Campeão do Mundo de Ciclocrosse numa bicicleta de Gravel até ao dia de ontem. No entanto, quando surgiu a notícia sobre a realização de um Campeonato do Mundo da modalidade, organizado pela UCI, van der Poel deixou desde logo no ar a hipótese de poder participar, e agora explicou o porquê da sua decisão ;  “Vamos escrever um pouco de história no domingo.Mathieu van der Poel A adaptação à bicicleta de Gravel não foi má para mim. Será a primeira corrida de Grvel da minha carreira, embora também não seja totalmente novidade para mim. Treinei nesta bicicleta pela primeira vez hoje e parece-me algo entre a Estrada e o Ciclocrosse.Mathieu van der Poel No entanto o holandês não estará sozinho, outros profissionais do escalão World Tour também querem fazer parte da história. Mathieu van der Poel contará com a companhia de nomes como Greg Van Avermaet, Gianni Vermeersch, Zdenek Stybar, Peter Sagan, Daniel Oss, A.Lutsenko, Magnus Cort Nielsen, Alessandro de Marchi ou o espanhol Carlos Verona, entre outros. Lutsenko experimentou o Gravel no final de 2021, vencendo prova em Itália. A juntar a estes nomes, estarão presentes outros nomes fortes da modalidade como o compatriota de van der Poel, Campeão da Europa de Beach Race e vencedor do Unbound Gravel, Ivar Slik, bem como Jasper Ockeloen, Piotr Havik, Alex Howes, ou Nicolas Roche. O holandês Ivar Slik é Campeão da Europa de Beach Race e venceu a ultima edição do Unbound Gravel O Gravel é uma modalidade que tem ganho cada vez mais adeptos por todo o mundo, algo que ganhará mais expressão com a realização de um Campeonato do Mundo, com a participação de atletas de topo e consequente exposição mediática. É natural que muitos dos profissionais World Tour queiram participar, afinal trata-se de uma camisola de Campeão do Mundo! É prestígio, independentemente da modalidade, e além da comunicação e Marketing para a sua equipa e patrocinadores associados, é como diz Van der Poel, quem vencer ficará na história da modalidade como o primeiro Campeão do Mundo. No Topcycling.pt escrevemos sobre Gravel desde o nosso nascimento em 2017, além de outros artigos deixamos-te o que explica um pouco sobre como é organizado o Campeonato do Mundo, e o que descreve o Gravel no geral como modalidade: O primeiro Campeonato do Mundo de Gravel (2022) Gravel bikes, o próximo BOOM na indústria da bicicleta (2017) Para mais artigos sobre a modalidade escreve "Gravel" no botão de pesquisa do site. Transmissão As corridas feminina e masculina serão transmitidas em diferido no canal Eurosport na quarta-feira dia 12, a partir das 15:00. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Travessia dos Pirinéus em bicicleta | Episódio 3 Neste vídeo mostramos o terceiro episódio da travessia dos Pirinéus em bicicleta feita por João Pinto, em modo Bikepacking. Uma aventura sonhada por muitos, que o João partilha com todos nós, com a crença de motivar quem vê, a fazer uma aventura deste género. https://www.youtube.com/watch?v=0BKEf1fYonE Na descrição do vídeo e no nosso canal youtube encontras os episódios 1 e 2. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de XCO 2022 Após adiamento das provas, inicialmente previstas para julho mas adiadas devido ao risco de incêndio, disputaram-se neste domingo os nacionais de Cross Country Olímpico (XCO). Marrazes, no concelho de Leiria, voltou a receber o Campeonato Nacional de XCO. Elites masculinos Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos) conseguiu mais um Campeonato Nacional de XCO para o seu palmarés, o atleta foi 1m.11s. mais rápido do que o segundo classificado, José Dias (Buff/Megamo Team). David Rosa (Individual) fechou o pódio na terceira posição, a 1m34 do vencedor. TOP 10 masculino Elites femininas Para Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) fez a dobradinha no fim de semana, depois de ontem se ter sagrado campeã nacional de XCC em Marrazes, hoje revalidou o título nacional de XCO. Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) terminou na segunda posição, a 4m.28s. de Raquel Queirós, seguida de Marta Branco (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), em terceiro, a 10 minutos. TOP 10 feminino Outras categorias Na categoria de sub-23 masculinos foi Guilherme Mota (Guilhabreu BTT) a vencer, na frente de João Cruz (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), que gastou mais 1m05s. Tomás Frazão (Guilhabreu BTT) terminou a 3m12s do vencedor, tempo que lhe garantiu a terceira posição. Nas Sub-23 femininas foi Ana Fernandes (Strix Bike Team) a superiorizar-se à concorrência, batendo Jéssica Costa (Guilhabreu BTT) por 3m10s e Sara Casimiro (Escola de Ciclismo de Oeiras /SPC) por 8m.26s. Na corrida de juniores masculinos triunfou Artur Mendonça (BTT Loulé/Elevis). O corredor foi mais forte do que Rafael Costa (Guilhabreu BTT), segundo classificado, a 14 segundos, e do que Tomás Mota (Marrazes/Gui/Brejinho/BikeZone-Leiria), terceiro classificado, a 1m45s. Mariana Líbano dominou em juniores femininas, gastando menos 2m22s do que Marta Carvalho (Extremosul/Hotel Alísios/Cenmais) e menos 3m48s do que Beatriz Sousa (24horas Altimetria/Ontrack). Na categoria de cadetes foram Duarte Galvão (Águias de Alpiarça/Di'Bikes/Crédito Agrícola) e Raquel Dias (Extremosul/Hotel Alísios/Cenmais) a conquistarem os títulos nacionais nos respetivos setores, masculino e feminino. Nas categorias de veteranos, Ismael Graça (Korpo Activo/Penacova) e Nádia Mendes (BTT Gardunha/Fundão/Create) venceram em masters 30, Martinho Saragoça (Róódinhas/Master Vantagem) e Irina Coelho (Freebike Shop/Bike Clube S. Brás) em masters 40, António Sousa (Individual) em masters 50 e Adelino Cruz (BTT Loulé/Elevis) em masters 60. No paraciclismo a prova foi dominada por Roberto Soares (Discover Melgaço/União Ciclista de Melgaço), que venceu o título nacional na respetiva categoria. A Guilhabreu BTT venceu coletivamente. Classificações completas. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos sapatos de estrada Shimano RC903 S-PHYRE Foram apresentados os novos sapatos Shimano RC903 S-PHYRE, que de acordo com a marca, garantem uma sensação mais rígida e são mais responsivos. Para todo o tipo de utilizador Este novo sapato tem como objectivo oferecer ao utilizador tudo o que este necessita para lidar com todo tipo cenários que encontra na estrada, seja um profissional do World Tour, um aficionado ciclista de estrada que adora competir, ou um amante do ciclismo que gosta de pedalar ao fim de semana e tirar o melhor partido da sua bicicleta. Testar os limites em terrenos rolantes, realizar curvas perfeitas em alta velocidade em estreitas estradas íngremes, precipitarmo-nos numa subida vertiginosa, ou sair em sprint com o grupo de amigos , existe de facto algo especial quando descarregas na tua bike tudo o que tens, e foi isso que a Shimano procurou aprimorar nos Shimano RC903 S-PHYRE. Teste científicos com base nos profissionais Para maximizar o esforço na bike e alcançar o pico do desempenho, a Shimano introduziu a maisrecente actualização, o melhor da classe em estrada RC903 S-PHYRE. Seguindo testes científicos extensivos em parceria com atletas de classe mundial (Primož Roglič, Romain Bardet, e Lorena Wiebes), estes sapatos topo de gama procuram ser a última palavra em acessórios de competição, oferecendo melhor conforto, menos peso, e linhas mais finas do que o seu antecessor. Encaixe no pé aperfeiçoado Utilizando o analisador de pedalada propriedade da Bikefitting.com, os engenheiros da Shimano reuniram e examinaram toda a informação 3D para entender como os ciclistas aplicam pressão no pedal quando pedalam, identificando distintas zonas onde força é exercida ao longo do sapato. Seguidamente optimizaram a forma e os materiais para melhorar a transferência de energia. Sistema de fechos BOA Li2 Para amplificar o conforto , foi aplicado um sistema de fechos BOA Li2 onde 2 fechos rotativos e um novo sistema de laço permite micro- ajustabilidade tornando possível um ajuste muito mais rápido e sempre que necessário. Novo reforço no calcanhar OS novos Shimano RC903 S-PHYRE foram desenvolvidos com um novo reforço de calcanhar o que permite obter uma aparência mais integrada. O formato Dynalast único da Shimano expandiu o seu leque para acomodar uma gama mais alargada de formatos e tamanhos . A Shimano diz que o resultado é um novo, mais seguro e estabilizado reforço de calcanhar para melhorar o encaixe e a estabilidade e prevenir movimentos durante maiores esforços. Disponibilidade e preços Peso: 225g (tamanho 42)Cores: Branco, Azul, Vermelho, PretoTamanhos: 40-46 Podes obter informação mais completa aqui no site da marca em Portugal: www.scvouga.pt/pt Disponibilidade no mercado nacional a partir de fins de Novembro 2022. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo no Eurosport nos próximos dias Mesmo com a temporada de ciclismo de estrada a aproximar-se do fim, os fãs da modalidade têm ainda para ver muito ciclismo no Eurosport. O Eurosport garante a transmissão de provas por etapas e clássicas, tanto masculinas como femininas, que passam por países como França, Itália, Croácia, Bélgica, Alemanha e até mesmo Taiwan. Volta à Croácia Tem estado a decorrer a Volta à Croácia desde 29 de setembro e continuará na estrada até ao dia 2 de outubro, competição marcada pelo regresso de Jonas Vingegaarg às estradas, depois de dois meses de paragem após vencer a Volta a França 2022.  A partir das 12:30h, a não perder as derradeiras etapas desta corrida. 2 de outubro, domingo em cheio O Eurosport 1 reserva a tarde ao ciclismo das 12:00h às 17:00h com três emissões seguidas de ciclismo com a Volta à Croácia a sair primeiro para a estrada. Segue-se a Clássica das Ardenas feminina às 14:00h. Uma corrida que está de volta depois de dois anos de interregno. E, a partir das 15:45h, o canal segue toda a ação da Volta a Vendée, em França. São 207 quilómetros com partida e chegada a La Roche-sur-Yon. De 03 a 07 de outubro A semana começa novamente com muito ciclismo. De 03 a 07 de outubro, o Eurosport 1 emite resumos de meia hora da Volta a Taiwan. Para ver sempre às 10:30h. Ainda na segunda-feira, realiza-se a clássica italiana GP Banco BPM, a contar para a Coppa Bernocchi, corrida com 191 quilómetros e partida e chegada em Legano (Eurosport 1 às 13:00h). A emissão salta depois para a Alemanha, para acompanhar o desfecho da 17.ª edição do Sparkassen Munsterland Giro, onde o português André Carvalho da Cofidis surge na na lista de pré-inscritos.  Na terça-feira, o regresso de Evenepoel O centro das atenções está na Bélgica, em particular da Binche – Chimay – Binche, uma famosa clássica de ciclismo de estrada realizada anualmente na região da Valónia. A prova feminina tem transmissão no Eurosport 1 às 12:45. Será apenas a 2.ª edição da clássica. Já a prova masculina, que cumpre a sua 35.ª edição, vai para o ar no mesmo canal, mas a partir das 14:00h. Remco Evenepoel, actual Campeão do Mundo e vencedor da Vuelta a Espanha, é uma das principais figuras de cartaz para a Binche – Chimay – Binche deste ano.  Na quinta-feira, dia 06 de outubro Os fãs da modalidade podem ver em direto no Eurosport 1, a partir das 13:50h, o Giro del Piemonte, também conhecido por Gran Piemonte, uma semi-clássica italiana de grande tradição realizada na zona montanhosa dos Apeninos. Acontece dias antes da Volta a Lombardia, último ‘Monumento’ da temporada velocipédica.  Corridas para todos os gostos em vários cenários para acompanhar ao longo da semana em direto nos canais Eurosport. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Remco Evenepoel na INEOS. Rumor ou realidade? Nos últimos dias surgiram alguns rumores acerca de uma hipotética transferência de Remco Evenepoel da Quick-Step para a INEOS Grenadiers.  No entanto, tal assunto não parece passar de um sonho por parte da formação londrina. Os rumores ganharam vida devido ao alegado desespero de Jim Ratcliffe, patrão da INEOS, em conquistar o Tour de France, missão para a qual consideraria Remco Evenepoel, recém vencedor da Vuelta e campeão do mundo de estrada, o homem ideal para tal proeza. Mas, neste momento, Remco Evenepoel parece não ter preço para sair da Quick-Step. Patrick Lefevere, diretor da formação belga fez questão de tornar publica uma fotografia nas redes sociais, à mesa com Remco Evenepoel e seu pai, acompanhada do texto: " Ótimo jantar de negócios com o Campeão do Mundo Remco Evenepoel e seu pai." Acerca do alegado interesse por parte da equipa britânica, foi bem esclarecedor em relação a essa possibilidade. Esta história é muito estúpida. O próprio Remco falou comigo ao telefone e disse-me para eu não acreditar". Patrick Evenepoel em consonância com o filho em relação à continuidade na Quick-Step Patrick Evenepoel pai do ciclista e figura importante na gestão da carreira do atleta tem também uma ligação muito próxima com os responsáveis da Quick-Step, e parece estar em consonância com o filho em relação à continuidade na equipa onde tem crescido e dado nas vistas, sendo neste momento um dos principais destaques no pelotão internacional. É certo que para a INEOS dinheiro parece não ser problema, mas neste caso concreto, não deve ser solução para tal contratação mediática. Aguardemos pelas próximas semanas, mas para já, tudo indica que todo este reboliço em torno deste assunto, foi apenas o aproveitamento mediático de umas afirmações bem humoradas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O Novo capacete Specialized Tone A Specialized apresentou um interessante capacete para quem faz da bicicleta o seu transporte do dia a dia, o Specialized Tone promete oferecer conforto e estilo, com tudo o que é essencial. O capacete Specialized Tone tem bom aspeto e de acordo com a marca, funciona (ainda) melhor. Concebido com a mesma linguagem de design das bicicletas Specialized Active, procura oferecer boa aparência e confiabilidade. O Tone tem um sistema de ajuste integrado com ajuste de correia Tri-Fix, que facilita a configuração do ajuste para seguir o seu caminho, os canais internos mantêm o ar em movimento enquanto se pedala rapidamente com conforto. Desempenhando todas as suas funções no interior, o Tone é bastante completo: Facilmente ajustável, o sistema Headset SX com divisores de correia Tri-Fix ajustáveis para oferecer um ajuste fácil e preciso.Os canais internos de ventilação promovem o fluxo de ar.O Tone é oferecido em três tamanhos de carcaça no formato de cabeça Classic SBC.A Tone recebeu a mais alta classificação 5-Star Virginia Tech® Helmet Rating™ do Virginia Polytechnic Institute and State University.Gráficos refletores proporcionam visibilidade diurna e noturna perfeita.Equipado com MIPS, um sistema com camada de baixo atrito que permite um movimento de deslizamento de 10 a 15mm em todas as direções. Estudos indicam que isso reduz algumas das forças rotacionais transmitidas ao cérebro durante impactos angulados.Compatível com o sensor ANGi.Está em conformidade com o Padrão de Segurança CPSC dos EUA para Capacetes de Bicicleta para pessoas com cinco anos ou mais. O Tone e o Mode foram projetados para se complementarem O Mode tem todos os acessórios e o Tone tem tudo o que é essencial. A Specialized procura oferecer aos ciclistas a opção de satisfazer as suas necessidades e, ao mesmo tempo, obter o ajuste, o estilo e a confiabilidade desejados que vêm nestes novos capacetes. Cores e preços Podes ver a gama de cores completa e preços aqui no site da marca: www.specialized.com/pt/ ### Nibali e Valverde despedem-se na Lombardia Vincenzo Nibali e Alejandro Valverde tem a despedida do pelotão internacional marcada para a Volta à Lombardia. Os ciclistas italiano e espanhol dão assim um cariz especial ao monumento italiano, Il Lombardia 2022, marcado para 8 de outubro, com um percurso de 253 quilómetros entre Bérgamo e Como. Nibali, despede-se da alta competição aos 37 anos, com as cores da Astana Qazaqstan Team, em conjunto com Valverde, este um pouco mais velho, com 42 anos, e vestindo a camisola da Movistar. Nibali entre um lote restrito de ciclistas que venceram as três grandes voltas O ciclista italiano de 37 anos venceu a Volta a Espanha em 2010, o Giro de Itália em 2013 e 2016, e o Tour de França em 2014, integrando assim um restrito lote de atletas que conquistou as três grandes voltas do calendário do World Tour, composto por Eddy Merckx, Bernard Hinault, Jacques Anquetil, Felice Gimondi, Alberto Contador, e outro ciclista ainda no ativo, Chris Froome (Israel-Premier Tech). Para mim, será uma grande emoção e uma grande honra fechar em Il Lombardia, que é uma das corridas que mais gostei durante a minha carreira”. Nibali vai encerrar a carreira como o melhor piloto italiano da sua geração. Valverde e o adeus do grande destaque do ciclismo espanhol Aos 42 anos Alejandro Valverde vai deixar o pelotão internacional como o grande destaque do ciclismo espanhol durante nas últimas décadas. Foram mais de 20 anos enquanto profissional, fase em que acumulou várias conquistas, onde se destacam os títulos de campeão do mundo de fundo em 2018. e a Vuelta em 2009, isto além de ter sido ainda terceiro no Tour de França em 2015. Quando anunciou a sua despedida, ainda em 2021, garantiu que o objetivo para a temporada 2022 passaria por disfrutar de tudo o que o ciclismo lhe deu, algo que parece ter conseguido. Vou desfrutar de cada corrida como se fosse a última da minha carreira profissional. Se vencer, tanto melhor. Sobretudo, quero aproveitar”. Ainda há poucas semanas, na etapa final da Vuelta, em Las Rozas, o pelotão protagonizou uma homenagem, ao ícone do ciclismo espanhol, prestando-lhe uma sentida guarda de honra, movimento igualmente alargado a Vicenzo Nibali. Está assim para breve o adeus de dois grandes nomes que deixam assim o ciclismo internacional mais pobre. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek lança novo vestuário de inverno sustentável A Trek apresentou a nova coleção de vestuário de outono inverno, que combina tecidos sustentáveis com um design intemporal, com o objectivo de oferecer o desempenho e estilo desejados pelos ciclistas, mas também com um menor impacto ambiental. A marca informa que todos os produtos da nova coleção de outono/inverno da Trek foram fabricados com tecidos amigos do planeta e são resistentes a diferentes condições meteorológicas, conferindo um grande conforto com tempo frio, chuvoso e ventoso. Para criar a nova coleção de vestuário de ciclismo da Trek, os designers inspiraram-se na herança Trek para apresentarem um design clássico. Este processo foi um exercício de regresso às origens para oferecer um vestuário simples, ajustado e perfeito para as voltas diárias durante os meses mais frios. Os ciclistas vão gostar de saber que a nova coleção de vestuário de ciclismo da Trek inclui tudo o que precisam para as suas voltas de bicicleta com tempo de inverno, com camisolas térmicas, casacos impermeáveis, corta-ventos e casacos softshell, além de calças térmicas com e sem alças que protegem do frio. Disponibilidade e preços Podes ver a coleção completa e preços no site aqui no site da marca: www.trekbikes.com/pt O novo vestuário está disponível através da rede de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fizemos a Ultra Maratona da Cabeça Gorda em Gravel Luís Beltrão deslocou-se até ao Alentejo para fazer a Ultra Maratona da Cabeça Gorda, organizada pelo clube de BTT Ferrobico, em Gravel. Foram 135 km's., com um acumulado de 2650 de desnível acumulado, num percurso misto de Gravel e BTT, feito com a Gravel Specialized CRUX. No vídeo poderá ver-se a zona de Cabeça Gorda (Beja), travessia do rio Guadiana, zona do Pulo do Lobo (Guadiana) e a paisagem característica desta zona do Baixo Alentejo. https://www.youtube.com/watch?v=fWgVeTE9NMY&t= Podes ver mais pormenores em https://bttferrobico.com/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jonas Vingegaard afasta fantasmas Jonas Vingegaard regressou hoje à competição na etapa inaugural da Volta à Croácia, afastando assim os fantasmas que já pairavam no ar, acerca de possíveis problemas de saúde mental. Com este regresso, o ciclista dinamarquês de 25 anos, vencedor da última edição do Tour de França, contraria assim os rumores, cuja origem é desconhecida, e que começaram a surgir há já algumas semanas, avançando com a possibilidade de Vingegaard estar a passar por um período algo conturbado a nível mental. Começaram a circular algumas notícias a alegar que o ciclista da Jumbo-Visma estaria a ter dificuldades em lidar com o stress e com a fama, depois de ter vencido uma das mais mediáticas provas de ciclismo do planeta. Estes rumores, aliados a uma postura discreta, característica da personalidade de Jonas Vingegaard, bem como ao silêncio da sua equipa, e à não participação no Campeonato Mundial de Estrada, permitiram que as especulações aumentassem. Ciclista com sentimento positivo pela paragem Jonas Vingegaard considera saber lidar com a pressão e todo o mediatismo que a vitória no Tour lhe trouxe, mas não tem medo de considerar que a recente paragem competitiva lhe foi benéfica. Tem sido bom, é raro não competir durante dois meses, mas a equipa permitiu-me isso e estou muito feliz". Regresso à competição decorreu em bom plano O regresso de Vingegaard à competição aconteceu hoje na etapa inaugural da Volta a Croácia, e decorreu em bom plano, com o dinamarquês a fechar a tirada ganha por Jonathan Milan (Bahrain-Victorious), na 17.ª posição. A Volta à Croácia segue até domingo, dia da última de seis etapas, e até lá, grande parte dos holofotes irão estar focados na prestação de Jonas Vingegaard. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Remco Evenepoel sagra-se Campeão do Mundo dando recital na Austrália Remco Evenepoel sagrou-se Campeão do Mundo de fundo, e devolve à Bélgica um título que lhe fugia há 10 anos. O jovem belga conseguiu a camisola do arco-iris, à remco Evenepoel, com um ataque a cerca de 32 quilómetros do final da prova, no qual saiu do pelotão, tendo só a resposta de Alexey Lutsenko (Cazaquistão), que também haveria de ceder aos watts de Evenepoel a 25 km's do final. O novo Campeão do Mundo encerra uma temporada incrível, com vitórias na Liège-Bast0gne-Liège, Donostia San Sebastian e Vuelta a España. O piloto de 22 anos é o primeiro ciclista a ganhar um título mundial e uma grande volta desde que Greg LeMond, que fez a dobradinha em 1989. O episódio Mathieu Van der Poel Houve drama antes da corrida começar, foram divulgadas notícias de Mathieu van der Poel foi detido pela polícia até as 4 da manhã, após haver incidentes no hotel com dois adolescentes. O holandês começou a corrida algumas horas depois, mas abandonou após cerca de 40km. Foi assim o "show" Evenepoel https://www.youtube.com/watch?v=lpZd0vyOYFQ Os portugueses Portugal ainda colocou dois corredores na frente da corrida nas primeiras movimentações, Ivo Oliveira e Nelson Oliveira, mas esse grupo acabaria por ser absorvido. Nelson Oliveira acabou por ser no final o português mais bem classificado, tendo terminado na 44.ª posição. O pódio O grupo de cinco elementos que seguia então numa posição intermédia acabaria por ser absorvido pelo pelotão já nos metros finais, acabando por ser francês Christophe Laporte e o australiano Michael Matthews a conquistarem, respetivamente, as medalhas de prata e bronze. TOP 10 final POS.PAÍSCiclista - EquipaTEMPO01Remco Evenepoel - Bélgica06:16:0802Christophe Laporte - França+ 02:2103Michael Matthews - Austrália+ 02:2104Wout van Aert - Bélgica+ 02:2105Matteo Trentin - Itália+ 02:2106Alexander Kristoff - Noruega+ 02:2107Peter Sagan - Eslováquia+ 02:2108Alberto Bettiol - Itália + 02:2109Ethan Hayter - Grã-Bretanha + 02:2110Mattias Skjelmose Jensen - Dinamarca+ 02:21 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### É já esta madrugada que a seleção nacional disputa prova de fundo de elite Faltam poucas horas para a seleção nacional de ciclismo entrar em ação na prova de fundo da categoria elite no Campeonato do Mundo de Estrada. A decorrer em em Wollongong, na Austrália, a seleção nacional obteve ontem um resultado histórico com António Morgado a sagrar-se vice-campeão mundial, na prova de fundo, em juniores. Na madrugada deste domingo, pelas 01h15 (hora portuguesa) será a vez do quarteto português composto por João Almeida, Rui Oliveira, Nelson Oliveira e Ivo Oliveira entrar em prova. Os ciclistas portugueses terão pela frente um percurso com um total de 266,9 quilómetros de extensão, com um acumulado total de 3945 metros.   A prova de fundo terá assim início em Helensburgh, cidade onde os ciclistas terão de percorrer cerca de 28 quilómetros ao longo da costa até chegar Wollongong, zona tendencialmente ventosa, fazendo depois um desvio até Mount Keira, uma montanha que antecede uma descida rápida, fase da corrida que poderá surpreender alguns ciclistas. Depois disto, o pelotão entrará no circuito da cidade de Wollongong, onde terão de percorrer um total de 12 voltas até terminar a prova. Trata-se de uma prova longa com final previsto já bem perto das 8.00 horas portuguesas. José Poeira destaca experiência da equipa nacional José Poeira, selecionador nacional, destacou a experiência do quarteto de ciclistas que irá representar as cores nacionais. Os corredores que trazemos são corredores muito experientes e que estão habituados a este tipo de corridas. Todos eles vêm rodados de outras provas, mas sabemos que os adversários também. Há países com mais responsabilidade do que nós, pelo número de corredores que trazem, e teremos de ser perspicazes e correr com inteligência para conseguirmos ter corredores na frente na fase final da corrida. Temos corredores habituados a trabalhar nas equipas às quais pertencem e que quando estão bem também conseguem discutir corridas. Vamos ter de perceber como está o João Almeida, tendo em conta o problema que teve e que o impediu de participar no contrarrelógio. O Rui Oliveira passa bem as subidas e poderá eventualmente ter a possibilidade de discutir a corrida ao sprint". Expetativa pela condição física de João Almeida Há ainda alguma expetativa, ou por outro lado, apreensão por perceber qual a condição física de João Almeida. Estas dúvidas surgem depois do ciclista português de 24 anos da UAE Emirates não ter participado na prova de contrarrelógio individual por motivos de doença. João Almeida já deu sinais de estar bem para a prova desta madrugada, e mostra-se confiante em lutar por um bom resultado. Já me sinto normal. Além de ter estado doente, a longa viagem até cá também levou a que estivesse algum tempo sem treinar, mas sinto-me cada vez melhor e hoje já fiz um bom treino. É uma corrida de um dia, por isso é sempre uma incógnita, mas penso que conseguirei lutar por um bom resultado e estar na discussão da prova. Tem uma subida muito curta e inclinada, e o traçado é semelhante ao de uma clássica, por isso não posso dizer que se enquadra muito nas minhas características. No entanto, penso que com as várias passagens pela subida os trepadores acabarão por ter alguma vantagem. É uma corrida longa e muito especial, quero estar entre os melhores e é isso que vou tentar fazer no domingo". Rui Oliveira garante chegar a esta prove em boa forma O ciclista português de 26 anos, colega de João Almeida na UAE Emirates, apresenta-se muito motivado para a longa prova desta madrugada. Antes de aqui chegar tentei fazer uma preparação que se adequasse da melhor forma ao percurso que ia encontrar. As corridas que fiz com a equipa também ajudaram muito a dar-me a confiança necessária e a deixar-me em boa forma. Esta corrida é muito imprevisível e vão ser mais de seis horas de prova. Somos apenas quatro e há seleções com muito mais elementos do que nós e são essas que vão fazer a corrida. Teremos de nos manter unidos e na frente do pelotão, de forma a evitar problemas. Penso que a corrida se irá jogar a 100 quilómetros do final e o mais importante será tentar permanecer na frente sem gastar demasiado. Vai acabar por ser uma corrida de eliminação, tendo em conta a subida do circuito que, no final, vai fazer diferenças. Acho que o traçado me favorece, pois gosto deste tipo de subidas". A prova com início marcado para as 01h15 horas (hora portuguesa)  será transmitida em direto no canal desportivo Eurosport., naquela que se espera uma longa e emocionante emissão televisiva. ### Specialized apresenta os novos pneus S-Works Turbo Já presentes em competição durante todo o ano como “Project Black”, com vitórias durante toda a temporada no Giro, no Liege Bastogne Liege, em em etapas do Tour, a marca apresenta agora os modernizados pneus Specialized S-Works Turbo. Conhece os novos pneus S-Works Turbo Composto Gripton T2 totalmente novo A Specialized criou um composto de borracha totalmente novo, ajustando o alongamento mecânico e o relaxamento das cadeias de polímeros, o que resultou nuns Pneus S-Works com o composto duplo mais rápido e eficiente alguma vez criado pela marca. Tratasse de um novo GRIPTON T2 no centro, com a aderência do lendário GRIPTON T5 nas laterais. Proteção antifuro BlackBelt totalmente nova A Specialized desenvolveu ainda uma nova proteção contra furos BlackBelt posicionada sob a banda de rodagem do pneu. O BlackBelt utiliza agora um novo disjuntor de kevlar híbrido, que o torna mais leve e mais forte, oferecendo até mais 12% de proteção contra furos do que o BlackBelt anterior. Este novo modelo é também mais flexível, o que possibilita uma maior velocidade e uma condução mais suave e com melhor comportamento. S-Works Turbo RapidAir São os pneus tubeless mais desportivos, utilizados pelas equipas profissionais patrocinadas pela Specialized. Combinam o novo composto duplo T2/T5 GRIPTON e proteção híbrida contra furos Kevlar BlackBelt, o que os torna muito eficientes. S-Works Turbo 2BR Os S-Works 2BR podem ser utilizados durante toda a temporada, desde as clássicas de paralelepípedos, até ás voltas diárias na pausa para almoço. O novo composto Dual T2/T5 dá aos Turbo 2BR uma grande aderência, velocidade e durabilidade. Prova disso, os seis watts mais rápidos para um conjunto de pneus de 26 mm em comparação com o 2BR anterior. Largar a câmara de ar significa ter uma volta mais eficiente e flexível, significa flexibilidade incrível com a pressão dos pneus e significa ainda confiança em furos auto-vedantes. Os novos rebordos reforçados com Zylon também excedem os padrões de pressão de rutura sem gancho em 200% para maior tranquilidade. É por isso que os ciclistas profissionais da Specialized estão a virar a página depois um longo capítulo de tubulares nas provas profissionais. S-Works Turbo Também foram introduzidas novidades nos pneus para câmara de ar (clincher) das gamas Turbo. O novo S-Works Turbo tem o mesmo composto Dual T2/T5, são mais leves e flexíveis, com proteção anti furo BlackBelt. Pesam apenas 200 gramas, na versão de 24mm, oferecendo ainda menor resistência ao rolamento e 8% melhor proteção contra furos do que os anteriores S-Works Turbo. Mais informações disponíveis aqui: www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### António Morgado é Vice Campeão do Mundo de juniores António Morgado é Vice Campeão do Mundo de juniores. Esta madrugada, o português conseguiu a medalha de prata na prova de fundo para juniores do Campeonato do Mundo de Estrada, em Wollongong, Austrália. Portugal prometeu discutir a corrida de 135,6 quilómetros e cumpriu. A Seleção Nacional acelerou a corrida na primeira das oito voltas ao circuito australiano, promovendo a primeira triagem de valores. O festival de António Morgado O português assumiu a corrida desferindo inúmeros ataques. Na subida do monte Pleasant (1100 metros com inclinação média de 7,7 por cento e trocos acima dos dez por cento), Morgado ia eliminando adversários atrás de adversários. Na penúltima passagem por essa dificuldade, o chefe-de-fila de Portugal desferiu um ataque poderosíssimo, dizimando o grupo da frente, que ficou com cerca de dez unidades, mas o espetáculo não tinha terminado, o jovem português atacou novamente, a 18 quilómetros da meta, na entrada para a última volta, chegando a ter uma vantagem de 25 segundos. Discussão do título num sprint a dois Ao fim de 3h11m07s de prova António Morgado acabou por ter que discutir a prova na reta final com o germânico, acabando por terminar em segundo, mas conseguindo ainda assim o melhor resultado de sempre para Portugal em provas de fundo para juniores dos Mundiais de estrada. O terceiro classificado, a 55 segundos, foi o belga Vlad van Mechelen. Gonçalo Tavares, que fez praticamente toda a corrida no grupo dos favoritos, foi o 18.º, a 2m48s. Daniel Lima foi 38.º, a 11m50s. Tiago Nunes foi 58.º, a 13m31s. José Bicho não terminou a prova. “O António Morgado fez mais uma grande corrida. Em todos os anos que já levo como selecionador - e passaram pelas minhas mãos todos os melhores corredores portugueses dos últimos anos - nunca vi, em júnior, um ciclista capaz de fazer o que o António faz. Aquilo que hoje todos puderam ver pela televisão, ele faz sempre. São demonstrações de força impressionantes”, considera o selecionador nacional, José Poeira. Lendo a corrida desta madrugada, o responsável técnico considera que António Morgado fez bem em atacar de longe,  “eliminou logo muitos adversários e garantiu uma medalha. No sprint poderia ter arrancado um pouco mais tarde, explorando mais a roda do alemão, mas o desempenho global é excelente”. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ruben Guerreiro desperta atenções As boas prestações de Ruben Guerreiro dentro do pelotão internacional durante a presente temporada não passaram despercebidas. O ciclista português de 28 anos parece ser neste momento um alvo apetecível para algumas das principais equipas do World Tour. Nos últimos dias tem surgido rumores de um possível interesse da INEOS Grenadiers e da BORA – hansgrohe na contratação de Ruben Guerreiro. Em 2022 o ciclista português acumulou bons resultados, prova disso, a vitória na quarta edição do Mont Ventoux Dénivelé Challenge, o 3.º lugar da geral na 37.ª edição da Volta a Alemanha, a vitória na classificação por pontos na Volta a Burgos, o top 10 conseguido no Critérium du Dauphiné, entre outras prestações meritórias. Chegada de Carapaz pode pesar na decisão A juntar ao interesse de outras boas equipas, a chegada de Richard Carapaz à EF Education-Easy Post pode também a pesar na saída de Ruben Guerreiro. Aos 28 anos, e atravessar uma das melhores fases da carreira, o campeão nacional em 2017 e vencedor da classificação da montanha no Giro 2020, pode não estar satisfeito com o papel que a EF Education-Easy Post lhe tem reservado para 2023. Ruben pode desejar papel de maior destaque Ruben Guerreiro, que mudou de empresário (de João Correia para Giuseppe Acquadro), já admitiu no passado recente que era legítimo desejar um lugar de maior destaque e isso pode ser motivo para mudança de equipa. Uma coisa é certa, aos 28 anos, o “cowboy de pegões”, alcunha que lhe é carinhosamente reconhecida, é um nome em destaque num mercado recheado de grandes nomes e de grandes equipas. Para já, tudo se resume a rumores, que no entanto, parecem ter fundamento. As próximas semanas prometem ser agitadas para o ciclista português. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Egan Bernal de volta à mesa de operações Tudo indica que Egan Bernal irá ter de voltar em breve à mesa de operações. Depois de regressar às competições em agosto, o ciclista colombiano de 25 anos volta assim a ter a sua preparação interrompida para realizar uma nova cirurgia. O regresso de Bernal tem vindo a sofrer sucessivos adiamentos, e segundo a imprensa desportiva, agora é uma cirurgia ao joelho que irá ditar nova paragem.   Nova operação não apaga a grande recuperação de Bernal Depois do grave acidente sofrido a 24 de janeiro em que colidiu, a alta velocidade, com um autocarro enquanto treinava com outros colegas da equipa INEOS nos arredores da cidade de Bogotá, do qual resultaram graves lesões, que Egan Bernal tem vindo a atravessar um processo de superação, no entanto, por vezes só o empenho e determinação do atleta não são suficientes. A confirmar-se esta nova operação, não é caso para colocar em causa a grande recuperação que o ciclista colombiano tem vindo a conseguir. Egan Bernal regressou à competição durante o mês de agosto, tendo participado em várias provas, como a Volta à Alemanha, a Volta à Dinamarca, o Giro della Toscana e Coppa Sabatini, deixando vários sinais positivos. De acordo com o estipulado entre Bernal e a INEOS, as próximas competições agendadas seriam a Volta à Croácia e a Volta à Lombardia, algo que já não deverá acontecer. Bernal regressará agora à Colômbia para efetuar uma cirurgia de limpeza ao joelho, algo que segundo a sua equipa médica já estaria previsto, mas não tão cedo. No entanto, as sensações que Bernal teve neste seu regresso à alta competição, ditaram a necessidade de antecipar a paragem. INEOS ‘precisa’ do melhor Bernal Num momento em que se vê confirmada a saída de Adam Yates para a UAE Emirates, bem como a saída de Richard Carapaz para a EF Education-Easy Post, é fácil perceber a necessidade, ou melhor, a conveniência que a INEOS tem em ver o regresso à estrada do melhor Bernal. Uma coisa é certa, Egan Bernal continua a ser um caso de superação depois das graves lesões sofridas, resta ainda perceber até que ponto conseguirá atingir as grandes prestações que o notabilizaram.   Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novas rodas Roval Rapide CL II A Specialized lançou as novas rodas Roval Rapide CL II, construídas utilizando exatamente os mesmos aros das Rapide CLX II, com o objectivo de elevar toda esta performance com tecnologia tubeless. A marca afirma que as Rapide CL II são construídas à mão em todas as etapas, montadas à mão em todas as fases, da disposição do carbono à última volta das ponteiras. Construídas com cubos DT Swiss 350 com um Star Ratchet de 36 dentes e raios Competition Race straight-pull, o resultado é um conjunto de rodas desenhadas como um sistema completo que pesa apenas 1590 gramas por conjunto, com o objectivo de proporcionar confiabilidade e durabilidade de performance do World Tour. Ao utilizar exatamente o mesmo aro que as CLX II, de acordo com a marca as CL II reduzem o arrasto e aumentam a estabilidade em 25% em rajadas de vento, em comparação com os aros CLX de 50mm. Também são tubeless-ready. A Specialized acredita que a resistência ao rolamento reduzida de uma configuração tubeless é inegável, assim como os benefícios da condução aprimorada e da proteção contra furos. As Roval Rapide CL II utilizam um aro em forma de gancho (permitindo pressões de condução no mundo real de até 110psi, se for o seu caso) para retenção segura do talão do pneu, e uma experiência de configuração e montagem mais fácil do que nunca, tendo ainda a flexibilidade de usar qualquer pneu que o seu ciclista quiser.  Preços Podes ver as especificações técnicas completas e os preços aqui: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Adam Yates reforça UAE Emirates Está confirmada a entrada de Adam Yates na UAE Emirates. Depois de duas temporadas a representar a INEOS Grenadiers, o ciclista britânico de 30 anos ruma agora à UAE, naquela que tem tudo para ser uma das principais movimentações do mercado de transferências para a época 2023. Os rumores que se vinham adensando nos últimos dias, confirmam-se agora, com a formação dos Emirados Árabes Unidos a dar conta disso mesmo nas redes sociais, adiantando ainda que a duração do contrato será de três anos. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1572135035364409349?fbclid=IwAR136nVzGaZfZkWMm_RWpEOBu87-iiH6iuVn1iwJXU8v3SNrSF6wR9sPc_k UAE deixa aviso às equipas rivais Com a contratação de Adam Yates, ciclista que se encontrava em final de contrato com a rival INEOS, a equipa da UAE deixa assim um aviso às principais rivais, onde está também incluída a formação da Jumbo-Visma, num claro sinal que irá continuar apostar forte no reforço da sua equipa. Adam Yates vem de duas boas temporadas na INEOS, fase em que se tornou num dos nomes de destaque no pelotão internacional, fator que muito terá pesado na decisão da UAE em contratá-lo. Agora, Adam Yates irá ser companheiro de vários nomes sonantes, tais como Tadej Pogacar, do português João Almeida, Juan Ayuso, Brandon McNulty, Rafal Majka, Marc Soler, entre outros elementos importantes na estratégia da formação da UAE. O ciclista britânico revela estar ansioso por vestir as cores da nova equipa, num momento em que considera estar numa das melhores fases da sua carreira. Estou muito animado para me juntar aos Emirados Árabes Unidos. Tenho visto o crescimento da equipa ao longo dos anos e a oportunidade de me juntar a eles é algo que não podia deixar passar. Sinto que estou entrando nos meus melhores anos como ciclista e que a equipe trará o melhor de mim.Adam Yates Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A nova Trek Marlin | Qualidade acessível A Trek lançou a nova geração da sua bicicleta de montanha mais vendida, a Trek Marlin, com um quadro inteiramente novo que tem como objectivo aumentar a estabilidade dos ciclistas, especialmente importante para quem ainda está a desenvolver as suas habilidades na bicicleta, uma nova geometria e funcionalidades. Novo quadro O novo quadro em alumínio "Alpha Silver" da Trek Marlin foi atualizado de acordo com as bicicletas de trail mais modernas, apresentando um ângulo de tubo de direção mais descontraído e um guiador mais largo para aumentar a confiança ao enfrentar terrenos mais difíceis. Permite evolução para 120mm Com uma suspensão dianteira de 100 mm para absorver raízes e pedras, a Marlin pode ser atualizada com uma suspensão dianteira de 120 mm, nos tamanhos XS e superiores, à medida que os ciclistas progridem e querem mais da sua bicicleta.  Maior espaçamento de pneu O novo quadro tem mais espaço para os pneus, permitindo colocar pneus mais largos para aumentar a aderência e suavizar os trilhos mais irregulares. Eixo Thru Skew Na roda traseira está o novo eixo "Thru Skew" que aumenta a segurança da roda. O eixo fixa-se num sistema de dropout fechado para uma condução mais segura, simples e resistente, mantendo o padrão existente de cubo traseiro de 135 mm. Adicionalmente, os ciclistas podem esconder a manete amovível do "Thru-Skew" para maior segurança e um aspeto mais elegante enquanto pedalam. Passagem interna de cabos As novas Trek Marlin incluem a passagem interna de cabos para um aspeto mais elegante, incluindo a compatibilidade adicional com um espigão telescópico também com a passagem interna de cabos. A marca informa que as espirais com espumas internas simplificam a passagem interna e impedem os cabos de causar ruído em trilhos mais agressivos. Para aumentar a proteção no exterior do quadro, a Trek equipou a nova Marlin com um protetor de corrente com cobertura total que silencia o bater da corrente, protege de riscos e pancadas e confere um aspeto mais trail à bicicleta. A Trek continua a alargar o acesso à Marlin com um tamanho XXS adicional, permitindo um ajuste adequado para os ciclistas mais baixos e crianças em crescimento. Tamanho de roda de acordo com tamanho do quadro Todas as bicicletas, do tamanho XXS ao XXL, exibem o sistema Smart Wheel Size da Trek para além das funcionalidades concebidas para aumentar o conforto. Os quadros dos tamanhos menores possuem um tubo superior curvado para melhorar a altura ao solo e apresentam rodas 26”, com o tamanho de roda a aumentar proporcionalmente de acordo com o tamanho do quadro. Para os ciclistas mais orientados para o preço, a geração anterior da Marlin continuará disponível nas Marlin 4 e 5, enquanto as Marlin 6, 7 e 8 vão apresentar o novo quadro e a tecnologia mais recente. Preços Pode ver as gamas, os preços e especificações técnicas completas no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt A nova Marlin está disponível através da rede de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato do Mundo de Contrarrelógio Tobias Foss surpreendeu os principais favoritos na prova do Campeonato do Mundo de Contrarrelógio de Estrada, disputada em Wollongong, Austrália. O norueguês terminou o esforço com 40'02''78 (média de 51,241 km/h), batendo o suíço Stefan Küng, que ficou a 2,95 segundos da camisola arco-íris, e o belga Remco Evenepoel, que terminou a a 9,16 segundos. Nelson Oliveira fez uma brilhante prova, terminando como oitavo classificado na prova. O português voltou a apresentar-se ao seu melhor nível e conseguiu o quinto top 10 da carreira em Campeonatos do Mundo da disciplina de esforço individual na categoria de elite. “O objetivo era entrar uma vez mais nos dez melhores e estou muito satisfeito por cumprir essa meta. Senti-me bem durante todo o contrarrelógio. Sabia que a parte final seria a chave. Era importante não dar tudo na primeira volta e guardar alguma força para o final. Isso foi fundamental. Senti-me bem. Estou muito feliz por, ao fim de tantos anos, continuar a estar no top 10 do Mundial”, confessou Nelson Oliveira. João Almeida não alinhou no contrarrelógio, tendo apresentado problemas gastrointestinais e febre à chegada à Austrália, tendo sido decidido pelo médico da seleção, Filipe Lima Quintas, em conjunto com o corredor e o selecionador nacional, que seria mais prudente a ausência do ciclista do contrarrelógio para que possa apresentar-se na melhor condição na prova de fundo do próximo domingo. TOP 10 prova masculina POS.PaísCiclista - EquipaTempo01Tobias Foss Norway40:0202Stefan Küng Switzerland+ 0303Remco Evenepoel Belgium+ 0904Ethan Hayter Great Britain+ 4005Stefan Bissegger Switzerland+ 4706Tadej Pogacar Slovenia+ 4807Filippo Ganna Italy+ 5608Nelson Oliveira Portugal+ 5909Yves Lampaert Belgium+ 01:0910Bruno Armirail France+ 01:10 Prova feminina Na prova feminina, a favorita Ellen van Dijk conquistou o seu segundo ouro consecutivo e o terceiro da sua carreira em mundiais da especialidade. A atual campeã, Van Dijk foi a última a ir para a estrada, e não decepcionou. Quando Van Dijk saiu da rampa de largada, a liderança estava na posse de Grace Brown, mas a holandesa confirmou que continua a ser a melhor ao cortar a meta com menos 13 segundos que a australiana. Van Dijk fecha o ano em grande, depois de também este ano ter batido o record da hora feminino. "Não esperava vencer. Não achei que fosse um percurso perfeito para mim, mas tive uma boa abordagem mental e física com o meu treinador. Apenas me mentalizei de que daria tudo de mim hoje, um lugar no pódio seria bom, mas se não fosse, não era, já tinha tido um grande ano. Nunca pensei que ganharia hoje", disse Van Dijk. TOP 10 prova feminina POS.PaísCiclista - EquipaTempo01Ellen van Dijk Netherlands44:2802Grace Brown Australia+ 1303Marlen Reusser Switzerland+ 4204Vittoria Guazzini Italy+ 5205Leah Thomas USA+ 01:1906Kristen Faulkner USA+ 01:2607Annemiek van Vleuten Netherlands+ 01:4308Georgia Baker Australia+ 01:4709Lotte Kopecky Belgium+ 01:5010Anna Kiesenhofer Austria+ 01:57 Na noite de segunda para terça-feira, Portugal voltará a competir no Mundial de Wollongong, no contrarrelógio individual de juniores. A Seleção Nacional estará representada na prova de 28,8 quilómetros por António Morgado e Gonçalo Tavares. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo de XCM - Já conhecidos os novos Campeões do Mundo Realizaram-se hoje na Dinamarca os Campeonatos do Mundo de XCM (Cross-Country Maratona) 2022 em Haderslev (Dinamarca), onde os melhores do mundo da especialidade lutaram até aos metros finais pela camisola do arco-iris. Corrida de Elites Masculinos A corrida de 120 quilómetros disputou-se ao longo de três voltas a um circuito sem grande acumulado de subida - 500 metros por volta. Sam Gaze foi a surpresa de hoje, não por se duvidar da sua capacidade, mas porque regressava de lesão contraída numa queda grave durante a corrida do Campeonato do Mundo de XCO (Cross-Country Olímpico). Sam Gaze teve queda grave há menos de um mês, no Campeonato do Mundo de XCO Um grupo de 8 corredores foi formado no início, Sascha Weber, Andreas Seewald, Lukas Bauim, Georg Egger, Sam Gaze, Hans Becking, Sebastian Fini e Simon Andreassen destacaram-se desde logo. Após 4 horas de corrida, aquele que era o actual Campeão do Mundo de XCM, Andrea Seewald e Sam Gaze passaram a liderar a corrida com uma vantagem de 53 segundos sobre o grupo de perseguidores de Lukas Braum, Martin Blums e Simon Andreassen. A poucos quilómetros da linha de chegada, o neozelandês Sam Gaze (que se sagrou este ano Campeão do Mundo de XCC) fez um ataque ao qual o alemão Seewald não conseguiu responder, acabando por terminar isolado à linha de meta e conseguindo assim a camisola de Campeão do Mundo com o tempo de 4:16 :51 e uma velocidade média de 28,03km/h. O neozelandês Sam Gaze sagrou-se também este ano, Campeão do Mundo de XCC. O alemão Andrea Seewald, e Simón Andreassen fecharam o pódio deste Mundial de XCM 2022, tendo ficado segundo e terceiro respectivamente. Os portugueses José Dias, 29.º classificado, foi o melhor elemento da Seleção Nacional no Campeonato do Mundo de Maratona BTT (XCM). José Dias nunca esteve longe da frente da corrida nas voltas preliminares. Na primeira passagem por Haderslev rodava a 52 segundos da dianteira. Na volta seguinte tinha reduzido a desvantagem para 14 segundos. No entanto, a última volta, disputada a um ritmo mais forte pelos homens que discutiram o título, deixou o português mais longe da frente. José Dias acabou por terminar na 29.ª posição, a 7m26s do primeiro classificado. Filipe Francisco, que fez a sua estreia em campeonatos do mundo desta especialidade, terminou no 75.º lugar, a 19m.23s. do vencedor. Tiago Ferreira não concluiu a corrida, por avaria mecânica. Andrew Henriques participou por iniciativa própria e não integrado na Seleção Nacional, tendo terminado no 109.º posto, a 41m.54s. do primeiro classificado. “O que podia correr mal, correu mal. O Filipe Francisco, que vinha com missão de trabalhar para a equipa, teve um acidente, embatendo na moto médica, que estava parada numa zona sem visibilidade. O Tiago Ferreira, que se preparava para entrar na última volta no grupo da frente, teve de abandonar com a mudança partida. O José Dias sentiu-se indisposto, perdendo algum tempo. O esforço para recuperar o terreno perdido naquela fase acabou por ser pago na ponta final. O Andrew Henriques também teve problemas mecânicos logo aos dois quilómetros de corrida, sendo ainda vítima de furo”, descreveu o selecionador nacional, Pedro Vigário TOP 10 Masculino POS.NomePaísEquipaTempo1GAZE Samuel NZLALPECIN - FENIX04:16:512SEEWALD Andreas GERCANYON NORTHWAVE MTB TEAM04:17:073ANDREASSEN Simon DENCANNONDALE FACTORY RACING04:17:484FREY Martin GERSINGER RACING TEAM04:17:495WEBER Sascha GERTREK | VAUDE04:17:506BLUMS Martins LATCST POSTNL BAFANG MTB RACING TEAM04:17:517BAUM Lukas GER04:17:528CARSTENSEN Sebastian Fini DENKMC - ORBEA04:18:299ROUDIL CORTINAT Axel FRAGIANT FRANCE MTB PRO TEAM04:18:4810STOŠEK Martin CZECANYON NORTHWAVE MTB TEAM04:19:07 Corrida de Elite Feminina Quanto à corrida de elite feminina, também se formou um grupo desde o início, com 10 corredoras, incluindo; Jolanda Nef, Pauline Ferran-Prevot, Annie Last entre outras. Nos últimos quarenta quilómetros, as corredoras do Cross Country decidiram aumentar o ritmo da prova, e ficaram na frente apenas Pedersen, Jolanda Neff, Pauline Prevot e Last. No final a francesa Pauline Ferran Prevot foi a primeira a cruzar a linha de meta após vencer ao sprint Annie Last. Com este Mundial, a francesa fecha um ano de galáctico conquistando 3 medalhas de ouro em apenas dois meses (XCC, XCO e agora XCM). Jolanda Neff acabaria por terminar no terceiro posto, conseguindo assim a medalha de bronze. TOP 10 Feminino POS.NomePaísEquipaTempo1FERRAND PREVOT Pauline FRABMC MTB RACING03:36:582LAST Annie GBR03:36:583NEFF Jolanda SUITREK FACTORY RACING XC03:37:004PEDERSEN Sofie DEN03:37:125BOHÉ Caroline DENGHOST FACTORY RACING03:39:426SPECIA Giada ITAWILIER - PIRELLI FACTORY TEAM XCO03:40:417DEGN Malene DENKMC - ORBEA03:40:428MITTERWALLNER Mona AUTCANNONDALE FACTORY RACING03:40:459LOOSER Vera NAM03:40:5210SOSNA Katazina LTUTORPADO FACTORY TEAM03:41:47 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### As luzes de bicicleta Trek Commuter - Ver e ser visto A Trek apresentou a nova família de luzes de bicicleta Trek Commuter, equipadas com uma tecnologia que eleva a fasquia das luzes de bicicleta e com novas funcionalidades. As luzes de bicicleta Trek Commuter Pro RT e Commuter Comp R contam com a mesma tecnologia das luzes de circulação diurna, que existe noutros modelos da Trek, como a Ion e a Flare, mas agora com a novidade do design Commuter Kindbeam. Um design que corta o feixe de luz e mantendo-o a iluminar o caminho, mas longe dos olhos de outros utilizadores que se aproximam em sentido contrário.  Para além do Kindbeam, as novas de bicicleta luzes Trek Commuter oferecem várias funcionalidades já reconhecidas e aprovadas pelos utilizadores noutras luzes da Trek. A Commuter Pro RT A Commuter Pro RT é a mais recente e melhor luz dianteira da Trek. Está equipada com a tecnologia Commuter Kindbeam para manter o máximo de luz possível no caminho enquanto evita os olhos de quem se aproxima em sentido contrário. Conta ainda com o modo de circulação diurna para maior visibilidade durante o dia (cumprindo a mesma função do modelo Flare RT). Luz de bicicleta e função powerbank Apresenta também, uma luz potente de 1000 lúmenes, perfeita para ciclistas de montanha, e uma prática porta de carregamento USB-C, que permite aos ciclistas carregarem telefones ou ciclocomputadores em andamento (função powerbank). Fácil controlo A Commuter Pro RT está também equipada com tecnologia wireless para emparelhar com a luz traseira Flare RT, para que os ciclistas possam controlar as duas luzes com apenas um único botão e ver o nível de bateria das luzes emparelhadas através do indicador duplo. Commuter Comp R Para oferecer uma opção mais económica, mas que ofereça as últimas funcionalidades, a Trek lançou também a luz Commuter Comp R, permitindo o acesso à nova tecnologia a mais ciclistas.  Tal como a sua "irmã" topo de gama, a Commuter Comp R dispõe da tecnologia Kindbeam com um modo de luz intermitente, para circulação diurna, e ainda os modos de intensidade alta ou baixa para iluminar ciclovias e estradas à noite.  A Commuter Comp inclui ainda o suporte ajustável Quick Connect+, para montagem mais fácil, e pode ser carregada através do cabo micro USB incluído. Está disponível individualmente ou em conjunto com a Flare R City, perfeito para o ciclista ver e ser visto nas suas voltas urbanas. Preços Podes ver as especificações técnicas completas e os preços destas novas luzes aqui no site da marca: https://trek.bike/PR_Luzes_Trek_Commuter As luzes Trek Commuter estão disponíveis através da rede de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Richie Porte – a despedida de um ciclista a quem ficou a faltar a conquista de uma grande volta Richie Porte, acaba de despedir-se do pelotão internacional. O ciclista australiano decidiu, aos 37 anos, dar por encerrada a sua carreira enquanto ciclista profissional. A sua despedida merecia mais destaque, ou melhor, o seu currículo merecia outro tipo de despedida. Tudo indicava, como o próprio decidiu, a despedida acontecer na Volta à Grã-Bretanha, no entanto, em vésperas da 5.ª etapa, a prova foi cancelada, no seguimento da morte da Rainha Isabel II e das respetivas cerimónias fúnebres. Tal situação, impediu a despedia de Richie nas estradas, junto dos amantes do ciclismo que o viram pedalar durante vários anos, de uma carreira que não está ao acesso de todos. Richie reagiu de forma algo emocionada, quando na passada terça-feira, assumiu a despedida, através das redes sociais. "Não fazia ideia na altura, mas esta seria a última vez que iria assinar [o ‘livro de ponto’] antes de uma etapa como ciclista profissional. É o fim de um capítulo de 13 anos na minha vida, com algumas das memórias mais incríveis”. Pódio no Tour de França em 2020 foi um dos pontos altos da carreira Entre vários pontos de destaque na sua carreira, um dos pontos mais altos surgiu já numa fase adiantada, mais precisamente, em 2020, quando subiu ao pódio do Tour de France, numa época em que vestiu as cores da Trek-Segafredo, antes de rumar à INEOS, formação onde permaneceu até este ponto, em que decidiu parar. Richie tornou-se no segundo ciclista australiano a terminar no pódio da mítica prova francesa. Em 13 anos como ciclista há várias conquistas a destacar, tais como: - Paris-Nice (2013 e 2015) - Volta à Catalunha (2015), - Volta à Romandia (2017) - Tour Down Under (2017 e 2020) - Volta à Suíça (2018) - Critérium du Dauphiné (2021) Ficou a faltar a conquista de uma grande volta A Richie Porte, ao longo da sua assinalável carreira ficou a faltar a conquista de uma grande volta. Todos os amantes e seguidores de ciclismo o reconhecem e ele próprio deve ter essa noção. É o marco que lhe faltou conquistar, numa carreira que o merecia. Faltou o alinhamento de vários fatores, para que tal se protagonizasse. No entanto, nada disso apaga o valioso currículo que Richie construiu ao longo de 13 anos. Feliz em Portugal Além de todos estes importantes feitos, Richie Porte também foi feliz em Portugal ao vencer a Volta ao Algarve 2012, num ano em que representava a Sky, tendo assim o público nacional a oportunidade de ver o ciclista australiano pedalar ao mais alto nível.   Despedida com alusão a Forrest Gump Foram 13 anos de grandes momentos, divididos entre a Saxo Bank (2010), a Sky (2012-2015), a BMC (2016-2018), a Trek-Segafredo (2019-2020), chegando à INEOS, naquele que se pode considerar um regresso (a INEOS sucedeu à Sky em 2019), formação que marcou o final do seu percurso enquanto profissional. No momento do ponto final como profissional, Richie aludiu ao conhecido filme Forrest Gump, reforçando a ideia que chegou a hora de parar e voltar a casa.   “Estou muito cansado. Acho que vou para casa agora”. O ciclista australiano não deixou de agradecer a todos os que decidiram deixar-lhe várias mensagens de despedida, ao longo das últimas semanas. “Agradeço todas as mensagens e o apoio na estrada durante a Volta à Grã-Bretanha. Estou preparadíssimo para desfrutar do novo capítulo, mas que brilhante viagem foi esta. Como disse Forrest Gump, ‘Estou muito cansado. Acho que vou para casa agora’,”.Richie Porte Tudo aponta que o futuro de Richie Porte continue a passar pelo mundo do ciclismo e pela INEOS, mas agora noutras funções, situação a clarificar nas próximas semanas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI revela o percurso do Campeonato do Mundo Gravel A UCI (Union Cycliste Internationale) já revelou os percursos da primeira edição do Campeonato do Mundo Gravel. As diferentes corridas serão realizadas na região de Veneto, Itália, no fim de semana de 8 e 9 de outubro de 2022. As corridas para as diferentes categorias começarão em Vicenza e passarão por Pádua antes de chegar ao município de Cittadella. Os percursos serão maioritariamente compostos por sectores típicos de estrada de terra batida italiana (semelhantes às encontradas na Strade Bianche, a conhecida clássica World Tour) e sectores de paralelo. O restante (uma pequena percentagem) será composto por estradas de asfalto. O percurso passará por muitos locais culturais importantes da região, como a cidade medieval de Cittadella, localizada 25 km. de Vicenza, onde será a chegada. Categorias e distâncias As mulheres (Elite Feminina e todas as categorias de idade) e os homens das categorias acima de 50 anos competirão no sábado, num percurso de 140 km com 700 m. de acumulado de subida. A Elite Masculina disputará no domingo mais de 190 km com 800 m. de acumulado de subida: o mesmo percurso de sábado com mais duas voltas de 25 km. Homens na faixa etária dos 19 aos 49 anos (extra equipas UCI) também correrão no domingo, completando uma volta extra para uma distância total de 165 km. Evento para profissionais e amadores Os ciclistas de Elite Masculina e Elite Feminina (membros de equipas registradas na UCI ou com um "wild card" da sua Federação) que vencerem o seu evento serão premiados com a camisola arco-íris de Campeão do Mundo da modalidade. Os ciclistas que participam nos eventos de participação em massa para as suas respectivas categorias de idade, competirão por uma camisola de Campeão do Mundo UCI, especialmente projetada para os vencedores das faixas etárias desses eventos em massa. As corridas nas diferentes categorias começarão em ondas com pequenos intervalos. Unbound Gravel 2021 (EUA) Sistema de qualificação para poder participar A qualificação para o campeonato do Mundo de Gravel é feita através dos eventos "Trek UCI Gravel World Series", tendo o participante que terminar entre os 25% melhores de sua categoria de idade e género. As Federações Nacionais têm o direito de enviar uma seleção dos seus melhores ciclistas. Eventos de preparação para os mundiais Apesar da qualificação acontecer numa série de eventos ao longo do ano, há dois eventos este mês de Setembro a ter em conta, e que podem antecipar os acontecimentos do mundial em Outubro. O Gravel One Fifty nos Países Baixos e o Ranxo Gravel em Espanha são os últimos 2 eventos do Gravel World Series (de um total de 11 que iniciaram em Abril), aos quais os candidatos ao título mundial não quererão faltar. Ranxo Gravel 2021 (Espanha) Alguns nomes conhecidos do BTT e da estrada têm estado a participar em alguns eventos e estão qualificados para a participação neste mundiais (sem haver ainda confirmação da sua participação). Niki Terpstra e outros ex-profissionais têm participado em eventos de Gravel. Alban Lakata ou Sergio Mantecon do BTT,assim como Niki Terpstra, Nathan Haas ou Alberto Losada da estrada, são alguns dos nomes que têm marcado presença em eventos Gravel World Series. Curiosamente os nomes mais sonantes dos participantes do Unbound Gravel (EUA), que é o evento mais mediático no mundo do Gravel visto ter sido um dos eventos pioneiros, não aparecem nas classificações dos eventos do Gravel World Series realizados até agora. Unbound Gravel não entra na UCI Os organizadores do Unbound Gravel não aceitaram colocar o evento no Gravel World Series da UCI, continuando a fazer o evento de acordo com a sua origem, privilegiando a inclusão e diversidade de participantes. O vencedor do Unbound Gravel 2022 (versão 200), o holandês Ivar Slik (campeão europeu de Beach Race), já anunciou que irá participar no Gravel One Fifty, que se realiza no seu país e bastará ficar nas primeiras posições para conseguir a qualificação. Ian Boswell a cortar a meta no Unbound Gravel 2021 O ex-World Tour Laurens Ten Dam que também é presença frequente no Unbound Gravel, até agora ainda não participou noutros eventos do Gravel World Series, assim como Ian Boswell ou Peter Stetina, nomes de referência da modalidade que ainda não se sabe se irão participar no Campeonato do Mundo da UCI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek lançou a nova Fuel EX A Trek lançou a nova Trek Fuel EX, uma bicicleta que segundo a marca americana oferece maior performance e maior capacidade de personalizar a sua configuração na categoria das bicicletas de trail. A nova geração da Fuel EX tem maior curso de suspensão e uma geometria mais descontraída que torna a abordagem a saltos, raízes e pedras mais fácil. Esta Trek Fuel EX está equipada com um amortecedor traseiro de 140 mm e uma suspensão dianteira de 150 mm, aumentando assim o curso de suspensão total da bicicleta. O maior curso é complementado por um tubo de direção com uma inclinação de 64,5 graus e por um tubo de espigão mais vertical com 77,2 graus, com o objectivo de manter a bicicleta mais equilibrada, confiante e eficaz, quer seja a descer por trilhos ou a fazer subidas difíceis. Com a premissa de que não existem ciclistas iguais a nova Trek Fuel EX oferece novas opções para personalizar a sua configuração.  Os copos de afinação angular da caixa de direção (vendidos em separado) podem ser instalados para fazer com que o ângulo do tubo de direção de 64,5 graus fique mais vertical ou descontraído sem que isso tenha impacto na altura do eixo pedaleiro. O Mino Link regressa para oferecer meio grau de ângulo extra de afinação ao tubo de direção. Na Fuel EX é possível, também, ajustar o comportamento do amortecedor com o chip instalado no ponto de fixação inferior. Assim, é possível optar entre uma configuração Less, menos progressiva para uma sensação mais suave e ideal para terrenos com muitos relevos, ou alterar para uma configuração More, mais progressiva e com maior resistência bottom-out para grandes impactos ou para utilizar um amortecedor de mola. Novo design de quadro O novo design de quadro da Fuel EX também oferece mais opções para fazer upgrades com componentes e acessórios. É compatível com uma grande variedade de amortecedores, incluindo de mola, e o tubo de espigão mais largo de 34,9 mm permite utilizar espigões telescópicos com mais curso e mais fiáveis. Está também preparada para uma configuração "Mullet" com tamanhos diferentes de roda à frente e atrás, conjugando a agilidade da roda 27.5” na traseira com a velocidade da roda 29” na dianteira. Recebendo de herança a tecnologia que estava anteriormente reservada apenas ao modelo em carbono, os quadros Fuel EX em alumínio também dispõem agora de compartimento de arrumação interna no tubo inferior com uma bolsa Bontrager BITS para um acesso fácil e rápido. Todos os quadros têm a passagem interna de cabos, para que fiquem protegidos e tenham uma manutenção simples, e uma proteção de quadro com duas peças aparafusadas que protege contra os impactos e riscos.  Tamanho de roda de acordo com o tamanho de quadro A Fuel EX está disponível do tamanho XS até ao XXL, com todos os tamanhos a apresentarem as rodas que melhor se adequam, com o tamanho XS a vir de série com rodas de 27,5” e os tamanhos M ao XXL a virem com rodas 29”. Os ciclistas de tamanho S podem optar entre as rodas de tamanho 27,5” ou 29”. Além das rodas ajustadas ao tamanho, a Fuel EX vem equipada com escoras de tamanho específico que conferem uma condução mais ágil aos ciclistas de estatura mais baixa e melhoram a tração da roda dianteira nas subidas para os ciclistas mais altos. Com mais curso, uma geometria mais eficaz e com maior capacidade para personalizar a sua configuração, a nova Fuel EX promete estar preparada para qualquer trilho, em qualquer altura. Preços e disponibilidade Podes ver as especificações técnicas completas, gamas e preços aqui no site da marca: Trek Portugal. A Fuel EX está disponível através da rede de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato do Mundo de XCM - Portugal com 3 ciclistas na Dinamarca A Seleção Nacional compete no Campeonato do Mundo de XCM (Cross-Country Olímpico), no próximo sábado em Haderslev, Dinamarca, com três corredores. O selecionador nacional Pedro Vigário, convocou: Tiago Ferreira (DMT Racing Team)José Dias (Buff Megamo MTB Team) Filipe Francisco (DMT Racing Team) Portugal apresenta-se com dois atletas experientes como Tiago Ferreira e José Dias, que já sabem o que é subir ao pódio em Campeonatos do Mundo de XCM. José Dias foi terceiro classificado em 2021, Tiago Ferreira conquistou o título mundial em 2016 e foi vice-campeão em 2017 e 2020. Depois do 27.º posto no Campeonato da Europa deste ano (na sua estreia), o louletano Filipe Francisco estreia-se também em Campeonatos do Mundo de XCM. José Dias conseguiu medalha de bronze o ano passado A prova terá 120 quilómetros, resultantes de três voltas a um circuito em redor de Haderslev. A partida será dada às 7h30 (hora portuguesa).  “Partimos com a mesma ambição que tem sido a bitola dos últimos anos: lutar por uma posição de pódio. Este Mundial é um objetivo importante da época para os nossos corredores, que o prepararam muito bem”, diz Pedro Vigário. O frio, o vento e a chuva previstos para o dia da corrida podem ser determinantes.  “O circuito, quase sem zonas de recuperação, vai tornar-se muito exigente. O frio fará também alguma diferença, introduzindo uma dificuldade adicional. Mas estou confiante a este nível, porque os nossos corredores costumam adaptar-se bem a estes desafios da meteorologia”, considera o selecionador nacional. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Portugal com 9 ciclistas nos Campeonatos do Mundo na Austrália Portugal vai competir com nove ciclistas nos Campeonatos do Mundo de ciclismo de estrada, que vão realizar-se na Austrália, entre 18 e 25 de setembro. Em elite estão convocados: Ivo Oliveira (UAE Team Emirates) João Almeida (UAE Team Emirates) Rui Oliveira (UAE Team Emirates) Nelson Oliveira (Movistar Team) Em júnior estão convocados: António Morgado (Bairrada)Daniel Lima (Bairrada)Gonçalo Tavares (Bairrada) José Bicho (Almodôvar Formação/Team SCAV) Tiago Nunes (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) Todos os convocados participarão nas respetivas provas de fundo, sendo que na madrugada de 23 de setembro correm os juniores, e na madrugada de 25 os corredores de elite. Em contrarrelógio competem João Almeida e Nelson Oliveira, madrugada de dia 18, e os juniores António Morgado e Gonçalo Tavares, na madrugada de dia 20. Os contrarrelógios serão disputados em percursos praticamente planos, com alguns topos de pouca montanha. Os juniores competem integralmente no circuito urbano de Wollongong, tendo de completar oito voltas. Este circuito tem como principal dificuldade a subida ao monte Pleasant (1100 metros com inclinação média de 7,7 por cento e vários troços acima dos dez por cento de pendente). O mesmo circuito receberá também os ciclistas da categoria principal, que ali terminarão a sua prova, completando 12 voltas, tendo no entanto já realizado mais 61,9 quilómetros de corrida, que incluem a escalada do monte Keira (8,7 quilómetros de extensão a 5% de inclinação média, com várias zonas acima dos 10%). A passagem pelo Keira deverá fazer a primeira seleção e prevê-se que seja um momento determinante da prova. “Temos a ambição de discutir os primeiros lugares nas provas de fundo de juniores e de elite. Nos contrarrelógios será mais complicado, porque, sendo quase totalmente planos, adequam-se menos aos nossos corredores”, explicou o selecionador nacional José Poeira. “A subida do circuito urbano, ao longo das voltas vai fazendo mossa. É certo que a inclinação média é de 7,7 por cento, mas tem partes a 15 por cento e as diferenças fazem-se nos pequenos troços mais duros. Na última volta, esta dificuldade será ultrapassada a 6 quilómetros da meta, o que poderá levar um grupo muito pequeno para a discussão. A prova de elite conta ainda com outra subida, mais longa, antes da entrada no circuito. Se for passada com um ritmo forte e constante, pode eliminar logo ali alguns corredores”, antevê José Poeira Dias e horários de transmissão das provas (hora de Portugal) 18 de setembro 4h40: Contrarrelógio Individual Elite, 34,2 km - 312 metros de desnível acumulado 20 de setembro 4h20: Contrarrelógio Individual Juniores, 28,8 km - 264 metros de desnível acumulado 22 de setembro 23h15: Prova de Fundo Juniores, 135,6 km - 2016 metros de desnível 25 de setembro 1h15: Prova de Fundo Elite Masculina, 266,9 km - 3945 metros de desnível acumulado (Todas as provas terão transmissão no Eurosport Portugal). Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Programação de Ciclismo no Eurosport esta semana A Vuelta a España terminou, e apesar da temporada se aproximar do final, os fãs da modalidade vão poder desfrutar de muitas horas de ciclismo no Eurosport. Terça-feira (13 Set.) Arrancam as Voltas ao Luxemburgo e à Eslováquia e as tardes de ciclismo no Eurosport prometem ser muito animadas. Volta ao Luxemburgo A partir das 14:00h no Eurosport 1 arranca a transmissão da 82.ª edição do Skoda Tour Luxembourg, a Volta ao Luxemburgo, uma competição de grande tradição que percorre as ruas do Grão-Ducado. No ano passado, João Almeida conquistou esta corrida de cinco etapas com grande categoria, no entanto, o ciclista luso terminou a prestação na Vuelta este domingo pelo que não correrá no Luxemburgo. Ivo Oliveira é o único português na lista de pré-inscritos da corrida que arranca amanhã na cidade do Luxemburgo e termina no sábado, dia 17 de setembro, também na capital. Volta à Eslováquia Igualmente esta terça-feira, 13 de setembro, é dia de sair para a estrada o pelotão da Volta à Eslováquia ou a Okolo Slovenska, no idioma original. Vão ser cinco etapas curtas, mas com muita montanha. Um contrarrelógio de 7 km na capital, Bratislava, marca o início da 66.ª edição da prova. A tirada final de 182 km realiza-se a 17 de setembro e liga Levoca a Kosice e pode ser vista em direto no Eurosport 1 a partir das 16:30h.  O campeão do ano passado, Peter Sagan, não estará presente para tentar nova conquista. O britânico Mark Cavendish é uma das estrelas do cartaz deste ano no qual se destaca ainda a presença do português Iúri Leitão.  Quinta-feira (15 Set.) Grande Prémio da Valónia O ciclismo no Eurosport continua no dia seguinte com o Grande Prémio da Valónia, competição belga que cumpre em 2022 a sua 62.ª edição. Esta quinta-feira, 15 de setembro (Eurosport 1 às 13:00h), acompanhe o resumo da corrida e conheça o vencedor desta clássica que conta com o ciclista luso Diogo Barbosa.  Sexta-feira (16 Set.) Grande Prémio Cidade de Peccioli Em terras italianas os fãs vão poder ver um compacto de uma hora com toda a ação do Grande Prémio Cidade de Peccioli, prova da Taça Sabatini (Eurosport 1 às 12:00h). Sábado (17 Set.) Finalmente, no sábado, a tarde promete uma jornada de transmissão de ciclismo sem parar! No Eurosport 2 entre as 12:00h e as 16:30h vai ser só pedalar! Primeiro estão previstas as conclusões das Voltas ao Luxemburgo e à Eslováquia e a partir das 15:30h siga em direto a clássica belga Primus Classic.  Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada A oferta de ciclismo é complementada com a transmissão dos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada que se realizam na Austrália e que são transmitidos no Eurosport a partir da madrugada de sábado para domingo.  Fotografia: Getty images - Eurosport Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 21 Aos 22 anos Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) conquista a 77.ª edição da La Vuelta. Juan Sebastián Molano (UAE Emirates) foi o vencedor da etapa de hoje, a 21.ª e última, num dia que foi de consagração para Remco Evenepoel. O ciclista belga de 22 anos, sucede a Primoz Roglic (Jumbo Visma), escrevendo assim o seu nome na história do ciclismo internacional. “Não sei o que se passa na minha cabeça e no meu corpo neste momento. É algo incrível. Creio que respondi nos pedais a todas as críticas e comentários negativos que recebi no último ano. Trabalhei arduamente para chegar aqui na melhor forma possível. Ganhar esta Vuelta é simplesmente incrível!”Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) Nas contas da geral, Enric Mas (Movistar), terminou na vice-liderança a 02.05 minutos, enquanto que a fechar o pódio ficou Juan Ayuso (UAE Emirates) a 4,57 minutos. João Almeida fechou top 5 da geral João Almeida (UAE Emirates) fechou o top 5 da classificação geral. Um prestação meritória para o ciclista português de 24 anos, que desde cedo afirmou não estar na sua melhor forma para esta que foi a sua estreia na prova, mas que veio a subir de forma no decorrer da prova e fecha assim o top 5 da geral, em que o seu colega de equipa Juan Ayuso foi terceiro, o que se traduz num registo de assinalável da UAE Emirates. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Sebastian Molano UAE Team Emirates02:26:3602Mads Pedersen Trek-Segafredo+ 0003Pascal Ackermann UAE Team Emirates+ 0004Mike Teunissen Jumbo-Visma+ 0005Danny van Poppel BORA-hansgrohe+ 0006Kaden Groves Team BikeExchange-Jayco+ 0007Fred Wright Bahrain Victorious+ 0008Lionel Taminiaux Alpecin-Deceuninck+ 0009Ben Turner INEOS Grenadiers+ 0010Cédric Beullens Lotto Soudal+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=2XBAZtHm2Gg Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team80:26:5902Enric Mas Movistar Team+ 02:0203Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 04:5704Miguel Ángel López Astana Qazaqstan Team+ 05:5605Joao Almeida UAE Team Emirates+ 07:2406Thymen Arensman Team DSM+ 07:4507Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 07:5708Ben O'Connor AG2R Citroën Team+ 10:3009Rigoberto Uran EF Education-EasyPost+ 11:0410Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 12:0 A La Vuelta volta em 2023 Cai assim o pano sobre a 77.ª edição duma das principais provas de ciclismo do planeta. Ainda há muito para analisar e muito para se escrever sobre esta edição em que apareceu um ‘super’ Evenepoel, imponente dia após dia, e em que despertou um Ayuso a confirmar o valor que lhe é atribuído por muitos e que poderá vir a baralhar um pouco o papel do João Almeida na UAE Emirates. Estas e muitas outras curiosidades serão alvo de análise nos próximos meses, por agora, a Volta a Espanha despede-se da edição de 2022, mas voltará certamente em 2023, para mais três semanas intensas de ciclismo, para prender a atenção de milhões de adeptos por todo o mundo. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida fecha top 5 na Vuelta. E agora?  João Almeida já não é só corredor de Giro de Itália. Na estreia na Vuelta a Espanha e mesmo com a preparação afetada pelo período pós-Covid, João Almeida fecha top 5 na Vuelta. E agora?  Antes de projetarmos o futuro, uma reflexão. Aos 24 anos, o 5º lugar na Vuelta junta-se ao 4º lugar no Giro 2020 e ao 6º na prova italiana no ano seguinte. Provavelmente teria voltado a fazer top 5 este ano, mas o Covid estragou o registo.  Fotografia: Charly López Para contextualizar, José Azevedo precisou de correr oito grandes Voltas para lograr fechar nos seis primeiros da classificação geral [5º no Giro 2001, 6º no Tour de France 2002 e 5º em 2004]. A referência é ainda Joaquim Agostinho: 11 vezes top 10 num total de 19 participações em provas de três semanas e único português a subir ao pódio [2º na Vuelta 1974, 3º no Tour 1978 e 1979].  Este não é um artigo de opinião apenas baseado em estatísticas, mas também no feeling de que se até agora vimos um excelente João Almeida, ainda podemos ver mais e melhor.  Fotografia: UAE Team Emirates A próxima época terá que ser de afirmação, de dar mais um salto de qualidade e isso significa passar de ciclista de top cinco para ciclista de pódio. O meu “feeling” é que, seja em 2023 ou mais adiante, nas pernas do corredor de A dos Francos há capacidade para fechar pódio numa grande Volta e, no contexto certo, discutir Giro ou Vuelta. Sobre o Tour não é o momento de opinar já que nem sequer o correu.  Porque é que me foco em 2023? Por ser a segunda temporada na UAE-Team Emirates e porque o segundo ano na QuickStep foi fortíssimo – se 2020 foi o ano do sonho cor de rosa, 2021 trouxe a primeira como profissional (no Nacional de contrarrelógio), a primeira no WorldTour (na Polónia) e um total de seis triunfos!  Fotografia: UAE Team Emirates Apontem na agenda o Giro de 2023  Dos momentos que passamos juntos em Serra Nevada no estágio pré-Giro guardei na mente uma troca de impressões entre João Almeida e Iñigo San Millán, diretor de performance da UAE e treinador do português. No final de uma série no Alto de Hazallanas o dr. San Millán mediu o lactato ao João e disse-lhe algo do género: “Estás fantástico, mas para o ano é que vai ser. Quando voltarmos aqui no próximo vais ver os teus números.”  Não posso reproduzir as palavras exatas porque já passou certo tempo, mas a conversa foi mais ou menos assim. Um momento íntimo entre treinador e atleta.  O que foi dito faz todo o sentido. João Almeida mudou de treinador, de método de trabalho, de bicicleta e de colegas. Até o simples facto de ter passado a usar um potenciómetro diferente é relevante tendo em conta que estamos perante um ciclista que tem uma abordagem científica ao desporto.  Em termos psicológicos teve que mudar o chip. De ciclista prometedor na QuickStep passou a ser uma das caras da UAE-Team Emirates, um dos projetos mais ambiciosos do WorldTour. Subiu na tabela salarial e com os grandes salários vêm grandes responsabilidades. O “capo dos capos” chama-se Tadej Pogacar, mas João Almeida está numa segunda linha com Juan Ayuso, sobretudo agora que o espanhol de 19 anos fez pódio na Vuelta.  Fotografia: UAE Team Emirates Apontem na agenda o Giro de 2023 porque é lá que aposto que João Almeida vai estar. Talvez seja a tentativa de finalmente levar a “maglia” rosa ou fazer pódio na corrida que o fez ciclista – tanto em sub-23 quando foi 2º atrás de Vlasov como em elites quando andou 15 dias na liderança.  Depois é provável que queira mudar de ares e sentir o que é correr o Tour, mas como objetivo forte de 2023 não tenho dúvidas de que o Giro está no topo das prioridades. Agora disfrutemos do Mundial e da Lombardia; o miúdo de A dos Francos acabou bem a Vuelta e tem tudo para ser uma das figuras do final da temporada.  Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 20 Richard Carapaz (Ineos Grenadiers) conquistou a sua terceira vitória da Vuelta a Espanha 2022. O campeão olímpico de fundo chegou à Vuelta com ambições à classificação geral, mas após ter perdido tempo e ficar afastado desse objectivo focou-se nas etapas e acaba por ser protagonista nesta corrida com 3 vitórias de etapa. Além disto, beneficiou do azar de Jay Vine (Alpecin-Deceuninck), que era líder destacado da classificação da montanha mas teve que abandonar por queda, e sairá da Vuelta 2022 também com a vitória desta classificação. Remco Evenepoel a um dia de vencer a Vuelta 2022 Aos 22 anos Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) tem a vitória da Vuelta 2022 praticamente garantida (basta terminar amanhã), provando finalmente que é ciclista de 3 semanas. Fotografia: GettySport - Quick-Step Alpha Vinyl Pode-se dizer que é a primeira grande volta à qual o jovem belga chegou sem problemas prévios (como o próprio admitiu nas declarações do final da etapa), e quer se goste dele ou não (a sua personalidade divide os fãs), acaba de vencer uma grande volta na qual havia grandes nomes, sem ter uma super equipa talhada para grandes voltas. Nesta última semana Evenepoel correu com maturidade, nunca entrou em pânico, mesmo quando se viu isolado dos seus companheiros de equipa, e seguiu as rodas certas nos momentos certos. Fotografia: GettySport A confirmar-se a mais que provável vitória de Evenepoel, ele faz história na Bélgica ao tornar-se vencedor de uma grande volta 44 anos depois de Johan De Muynck, vencer o Giro de Itália em 1978, e também se dá à (Quick-Step Alpha Vinyl) a primeira vitória numa grande volta, equipa que apesar de ser uma das mais antigas do pelotão sempre foi talhada para as clássicas e etapas. Fotografia: GettySport “É incrível, todos os maus comentários do ano passado, acho que finalmente respondi a todos com os pedais. Tenho trabalhado muito para chegar aqui na melhor forma possível e agora vencer esta Vuelta é incrível. É a primeira grande volta em que comecei saudável, estou muito feliz por ser o primeiro ciclista a vencer uma grande volta para Patrick como CEO, e novamente para a Bélgica, para meus companheiros de equipa, para os meus pais e para a minha noiva. Estive fora de casa tantos dias, tantas semanas, tantos meses. É tudo graças a eles."Remco Evenepoel João Almeida confirma solidez João Almeida sobe um posto na classificação geral, passou o espanhol Carlos Rodriguez e termina esta Vuelta no 5.º posto, apesar de chegar a esta grande volta na ressaca do COVID-19 que o afastou do Giro de Itália, bem como o desgaste mental e físico da preparação e participação desse mesmo Giro 2022. Fotografia: UAE Team Emirates O português tem 24 anos e nas últimas três temporadas termina três vezes no TOP 10 em grandes voltas (4.º no Giro em 2020, 6.º no Giro em 2021 e agora 5.º na Vuelta em 2022), demonstrando uma regularidade e solidez impressionantes. Com mais margem de progressão (que o próprio já admitiu que ainda tem), e com tudo o que tem que se alinhar para se vencer uma grande volta (que não é pouco), preparação física e mental, equipa em seu redor, colocação, não ter azares mecânicos nem quedas, forma dos adversários, etc., João Almeida pode conseguir uma grande volta no futuro. TOP 10 Etapa POS.PaísNOME - EQUIPATEMPO01Richard Carapaz INEOS Grenadiers04:41:3402Thymen Arensman Team DSM+ 0803Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 1304Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 1305Enric Mas Movistar Team+ 1306Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 1507Louis Meintjes Intermarché-Wanty-Gobert+ 1508Miguel Ángel López Astana Qazaqstan Team+ 1509Joao Almeida UAE Team Emirates+ 1710Sergio Higuita BORA-hansgrohe+ 32 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=C25DLPlc5qM TOP 10 Classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team78:00:1202Enric Mas Movistar Team+ 02:0503Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 05:0804Miguel Ángel López Astana Qazaqstan Team+ 05:5605Joao Almeida UAE Team Emirates+ 07:1606Thymen Arensman Team DSM+ 07:5607Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 07:5708Ben O'Connor AG2R Citroën Team+ 10:3009Rigoberto Uran EF Education-EasyPost+ 11:0410Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 12:01 Amanhã é uma tirada na qual os sprinters terão nova oportunidade, e uma etapa de consagração para os homens da geral. Serão 96,7 km's. entre Las Rozas e Madrid com um perfil maioritariamente plano. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 19 Mads Pedersen (Trek-Segafredo) conquistou hoje a 19.ª etapa da 77.ª edição da Vuelta a Espanha e foi assim o destaque do dia numa etapa que se pode considerar ‘tranquila’, sem mexidas entre o lote de favoritos à vitória final. O ciclista dinamarquês de 26 anos foi o mais rápido a completar os 138,3 quilómetros com início e fim em Talavera de la Reina, com o registo de 3:19.11 horas, superiorizando-se ao ‘sprint’ a Fred Wright (Bahrain-Victorious) e a Gianni Vermeesch (Alpecin-Deceuninck), segundo e terceiro classificados. Geral sem alterações Analisando a classificação geral, aí não houve quaisquer alterações no lote dos principais favoritos à vitória final. Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) continua seguro a vestir de vermelho, com 2.07 de ventagem sobre o vice-líder Enric Mas, e com Juan Ayuso (UAE Emirates) no terceiro lugar a 5.14 minutos. João Almeida, ciclista português da UAE Emirates, chegou hoje integrado no pelotão, mantendo assim a 6.ª posição da geral a 7.14 minutos de Evenepoel. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Mads Pedersen Trek-Segafredo03:19:1102Fred Wright Bahrain Victorious+ 0003Gianni Vermeersch Alpecin-Deceuninck+ 0004Ben Turner INEOS Grenadiers+ 0005Mike Teunissen Jumbo-Visma+ 0006Jonas Koch BORA-hansgrohe+ 0007Omer Goldstein Israel-Premier Tech+ 0008Raúl García Equipo Kern Pharma+ 0009Miguel Ángel López Astana Qazaqstan Team+ 0010Dylan van Baarle INEOS Grenadiers+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=AvSLyAt98Wk Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team73:18:2302Enric Mas Movistar Team+ 02:0703Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 05:1404Miguel Ángel López Astana Qazaqstan Team+ 05:5605Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 06:4906Joao Almeida UAE Team Emirates+ 07:1407Thymen Arensman Team DSM+ 08:0908Ben O'Connor AG2R Citroën Team+ 09:3409Rigoberto Uran EF Education-EasyPost+ 09:5610Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 12:03 Fim à vista na Vuelta Amanhã, sábado, é dia da 20.ª e penúltima etapa da 77.º edição da Volta a Espanha, numa tirada de 181 quilómetros entre Moralzarzal e Puerto de Navacerrada, num traçado com caraterísticas de alta montanha, naquela que será a derradeira chance de se registarem alterações na geral. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 18 Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) conquistou hoje a 18.ª etapa da 77.ª edição da Vuelta a Espanha, dando assim mais um sério passo no caminho para a vitória final da prova. O ciclista de 22 anos soma assim duas vitórias em etapas, completando os 192 quilómetros entre Trujillo e o alto do Piornal, com o registo de 4:45.17 horas, superiorizando-se em dois segundos a Enric Mas (Movistar), e a Robert Gesink (Jumbo-Visma), respetivos segundo e terceiro classificados.   Com o resultado de hoje Evenepoel deu mais um sério passo para se sagrar vencedor desta importante prova, aumentando a vantagem na geral para 2.07 sobre o vice-líder Enric Mas, com Juan Ayuso (UAE Emirates) no terceiro lugar a 5.14 minutos. Mais um dia ao ataque para João Almeida João Almeida (UAE Emirates) teve mais um dia ao ataque, cruzando a linha da meta na 10.ª posição, a apenas 13 segundos do vencedor. O ciclista português de 24 anos encurtou distâncias para o top 5 da prova, sendo atualmente 6-º classificado a 7.14 minutos de Evenepoel. Hoje foi mais um dia em que Almeida confirmou estar a subir de forma, e volta a demonstrar ser forte nas terceiras semanas das grandes voltas, característica que lhe é reconhecida. Vamos ver o que o ciclista português ainda conseguirá fazer nas três etapas que faltam disputar. Jay Vine desiste após queda Jay Vine (Alpecin-Deceuninck), foi hoje obrigado a abandonar a prova, resultado de uma violenta queda que envolveu ainda Carlos Rodríguez (INEOS) O ciclista australiano de 26 anos era o líder da montanha, posição agora assumida por Richard Carapaz (INEOS). Jay Vine é mais um ciclista vítima da exigência e dos contratempos destas grandes provas. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel-  Quick-Step Alpha Vinyl Team04:45:1702Enric Mas - Movistar Team+ 0203Robert Gesink - Jumbo-Visma+ 0204Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 1305Thymen Arensman - Team DSM+ 1306Thibaut Pinot - Groupama-FDJ+ 1307Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 1308Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 1309Miguel Ángel López - Astana Qazaqstan Team+ 1310Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 13 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=oeESlwOdnq8 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team69:59:1202Enric Mas - Movistar Team+ 02:0703Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 05:1404Miguel Ángel López - Astana Qazaqstan Team+ 05:5605Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 06:4906Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 07:1407Thymen Arensman - Team DSM+ 08:0908Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 09:3409Rigoberto Uran - EF Education-EasyPost+ 09:5610Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 12:03 Prova a entrar a na reta final Amanhã, sexta-feira, a prova entra na reta final, ao sair para a estrada a antepenúltima e 19.ª etapa da 77.ª edição da Volta a Espanha, tirada que irá decorrer em Talavera de la Reina, num traçado com o um total de 138,3 quilómetros, que engloba dupla passagem pelo Puerto del Piélago. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVAS Trek Domane SL e SLR já chegaram A Trek lançou hoje as novas Domane SL e SLR, atualizando a sua bicicleta de estrada de competição mais versátil com o objectivo de a tornar agora mais leve, mais rápida e mais eficiente. Segundo a Trek, a quarta geração das Domane SL e Domane SLR mantém o conforto característico deste modelo, mas agora com funcionalidades orientadas para a competição e para subir ao lugar mais alto do pódio. A Domane de disco é a mais leve de sempre da Trek, e está também disponível com um quadro RSL, especificamente orientado para a competição, como o utilizado pela Elisa Longo Borghini quando venceu a Paris-Roubaix Femmes 2022. Novo design mais leve As Domane SL e SLR partilham a mesma tecnologia e design de quadro, e a Trek informa que são 300 gramas mais leves que a geração anterior graças a um quadro simplificado, ao IsoSpeed traseiro melhorado e a um quadro em carbono OCLV 800 Series (para a SLR).  A suavidade do IsoSpeed A nova tecnologia do IsoSpeed traseiro tem como objectivo oferecer conforto, mas também reduzir o peso e absorver as vibrações da estrada para que o ciclista possa render o máximo durante mais tempo. Na procura de mais Velocidade A marca diz que o novo formato dos tubos Kammtail e o novo cockpit integrado melhoram a aerodinâmica e tornam esta na nova Domane a mais rápida até agora construída. Aventura e versatilidade sem limites Com um espaço para pneus até 38c e uma geometria estável e confortável para longas distâncias, oferece aos ciclistas uma maior versatilidade para pedalar em qualquer estrada, desde em pavimento suave até a gravel ligeiro ou até mesmo nos "Monumentos" mais épicos do mundo.  Arrumação e pontos de fixação para todas as voltas Assim como na geração anterior, também esta tem um compartimento de arrumação no tubo inferior. A nova Domane tem pontos de fixação ocultos para guarda-lamas e aos novos pontos de fixação para bolsa no tubo superior, para que os ciclistas tenham a possibilidade de optar entre uma configuração mais simples ou repleta de acessórios para viajar. Quadro Race Shop Limited (RSL) De acordo com a Trek, a nova Domane está também disponível com um quadro Race Shop Limited (RSL), que dá prioridade à velocidade e performance em detrimento do conforto e versatilidade. Este quadro (RSL) distingue-se da restante gama por apresentar uma geometria de competição H1.5 mais agressiva, sem o compartimento de arrumação no tubo inferior e com menos espaço para os pneus (compatibilidade de 35 mm) para reduzir ainda mais o peso. Podes ver a gama completa, as especificações e preços no site da marca: https://trek.bike/PR_Domane_PT As Domane SL, SLR e RSL estão disponíveis através da rede de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Challenge by La Vuelta - Volta a Espanha feminina já está na estrada A Cerazit Challenge by La Vuelta saiu ontem, dia 7 de Setembro para a estrada e termina no dia 11 de setembro. Os fãs de ciclismo vão poder seguir toda a ação desta emocionante competição feminina. A corrida coincide com os últimos dias da prova masculina, que se aproxima também do final, e qual conheceremos os novos camisola vermelha.  Este ano, a Cerazit Challenge by La Vuelta conta o maior percurso de sempre da sua história: 5 etapas e um total de 447 quilómetros que ligam Marina de Cudeyo, na Cantábria, a Madrid.  Trek-Segafredo entra a vencer Depois de um contrarrelógio por equipas de 19,9 quilómetros, nas ruas da Marina de Cudeyo, onde a equipa Trek-Segafredo dominou, Elisa Longo Borghini é a primeira líder da corrida e sai hoje de camisola vermelha para a segunda etapa. Vídeo resumo da primeira etapa https://www.youtube.com/watch?v=5PWAJ5zXE7c Hoje o pelotão enfrenta um percurso circular de 105,9 quilómetros com partida e chegada em Colindres. Pelo meio haverá montanha com as subidas a Fuente las Varas (448m), Cruz de Usaño (345m) e Campo Layal (418m).  Restantes etapas No terceiro dia de prova cumprem-se 96,4 quilómetros entre Camargo, ainda na Cantábria, e Aguilar de Campoo, em Castilla y León. Apesar de ser uma tirada plana tem um final em alto em Hoces de Bárcena (854m). A 4.ª etapa, no dia 10 de setembro, começa em Palencia e termina em Segóvia, naquela que será a maior distância da prova desta edição: 160 quilómetros.  Finalmente a 5.ª e última tirada da Cerazit Challenge by La Vuelta termina em Madrid, dia 11 de setembro, com um percurso urbano circular no qual o pelotão terá de cumprir um total de 17 voltas na capital espanhola perfazendo 96,5 quilómetros. Será também o dia em que conheceremos a grande vencedora da 8.ª edição da prova.  O evento conta com a participação de 14 equipas da UCI Women’s World Team e 8 equipas convidadas da UCI Women’s Continental e grandes estrelas da modalidade.  Daniela Campos, da equipa Bizkaia Durango é a única portuguesa em prova. Daniela Campos - Bizkaia Durango Quem vencerá a 8.ª edição da Cerazit Challenge by La Vuelta? A resposta pode ser vista diariamente nas transmissões do Eurosport entre os dias 7 e 11 de setembro. Os comentários ficam a cargo de Isabel Fernandes e Gonçalo Moreira.  Horários e canal de transmissão: 7 DE SETEMBRO – ETAPA 1 – Eurosport 2 (E2) pelas 17:20 8 DE SETEMBRO – ETAPA 2 – E2 pelas 17:20 9 DE SETEMBRO – ETAPA 3 – E2 pelas 17:20 10 DE SETEMBRO – ETAPA 4 – E2 pelas 17:20 11 DE SETEMBRO – ETAPA 5 – E1 pelas 12:30  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 17 Rigoberto Urán (EF Education-Easy Post) foi o homem do dia da 77.ª edição da Vuelta a Espanha ao vencer a 17.ª etapa. O experiente ciclista colombiano de 35 anos entrou na fuga, bem sucedida, do dia,  sendo o primeiro a completar os 162,3 quilómetros entre Aracena e o Mosteiro de Tentudía, com o registo de 3:42.28 horas, superiorizando-se, mesmo em cima da linha da meta a Quentin Pacher (Groupama-FDJ), que fez o mesmo tempo, e a Jesús Herrada (Cofidis), terceiro classificado, com dois segundos de atraso. Remco Evenepoel seguro na liderança Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl) gozou hoje de uma maior tranquilidade depois do abandono do seu principal rival, até ao dia de hoje, Primoz Roglic (Jumbo-Visma), em virtude da queda na etapa de ontem. Agora Evenepoel lidera com 2.01 minutos de vantagem sobre Enric Mas (Movistar), segundo classificado, enquanto que no último lugar do pódio da geral segue Juan Ayuso (UAE Emirates), a 4.51 minutos. João Almeida atacou nos instantes finais João Almeida (UAE Emirates) confirmou hoje estar a subir de forma, nesta que se pode já considerar a reta final desta mítica prova espanhola, ao atacar nos instantes finais da etapa, quando seguia no lote de favoritos, ganhando assim alguns segundos aos favoritos ao top 5 final da prova. O ciclista português de 24 anos é agora 6.º da geral a 6.51 minutos do líder Evenepoel. Com quatro etapas ainda por disputar, não será de estranhar que João Almeida volte a arriscar nos próximos dias, de forma a tentar alcançar algo mais que a 6.ª posição. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Rigoberto Uran EF Education-EasyPost03:42:2802Quentin Pacher Groupama-FDJ+ 0003Jesus Herrada Cofidis+ 0204Marc Soler UAE Team Emirates+ 1505Kenny Elissonde Trek-Segafredo+ 2606Clément Champoussin AG2R Citroën Team+ 2907Alessandro De Marchi Israel-Premier Tech+ 4608Bob Jungels AG2R Citroën Team+ 5509Elie Gesbert Team Arkéa-Samsic+ 01:0910Lawson Craddock Team BikeExchange-Jayco+ 01:30 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=vtm8mtqJoiw Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team65:14:0502Enric Mas Movistar Team+ 02:0103Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 04:5104Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 05:2005Miguel Ángel López Astana Qazaqstan Team+ 05:3306Joao Almeida UAE Team Emirates+ 06:5107Thymen Arensman Team DSM+ 07:4608Ben O'Connor AG2R Citroën Team+ 09:1109Rigoberto Uran EF Education-EasyPost+ 09:2310Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 11:40 Amanhã é dia de longa tirada no regresso à alta montanha Amanhã, quinta-feira, é dia do pelotão da 77.ª edição da Volta a Espanha regressar à alta montanha, numa longa tirada de 192 quilómetros, na ligação entre Trujillo ao Alto del Piornal, traçado que reserva uma chegada em alto no final. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Roglic abandona prova Primoz Roglic (Jumbo-Visma) está fora da Vuelta a Espanha. O ciclista esloveno de 32 anos, vencedor das três últimas edições da prova, vê-se forçado deixar o pelotão, depois da queda sofrida ontem nos quilómetros finais da 16.º, numa fase em que era o adversário mais direto de Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl), com 1.26 minutos de atraso. Queda essa, que lhe deixou marcas bem visíveis no corpo, embora a Jumbo-Visma tenha comunicado ao final do dia de ontem, que apesar do aparato da queda e das várias mazelas sofridas, os exames efetuados não revelaram qualquer tipo de fratura para Roglic. Uma boa notícia, mas não o suficiente para aqueles que desejavam continuar a assistir ao duelo entre Evenepoel e Roglic pela vitória final. Um duro revés numa época algo azarada, tendo em conta o grande ciclista que é Roglic, bem como as boas prestações registadas nas últimas temporadas. Remco Evenepoel tem agora caminho aberto para a vitória na 77.ª edição da Volta a Espanha, tendo agora Enric Mas (Movistar), como principal perseguidor, a 2.01 minutos, na segunda posição, enquanto que Juan Ayuso (UAE Emirates), é terceiro a 4.49 minutos. Com esta situação, João Almeida, ciclista português da UAE Emirates, sobe a 6.º da geral, estando a pouco mais de dois minutos do pódio, isto quando ainda faltam disputar cinco etapas desta mítica prova espanhola. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 16 Mads Pedersen (Trek-Segafredo) voltou hoje a repetir o feito conseguido na há poucos dias atrás, ao vencer mais uma etapa, a 16.ª desta 77.ª edição da Vuelta a Espanha. O ciclista dinamarquês de 26 anos soma assim duas vitórias em etapas na presente edição desta mítica prova espanhola, depois de completar os 189,4 quilómetros da ligação entre Sanlúcar de Barrameda e Tomares, com o registo de 4:45.29 horas. Para isso Pedersen superiorizou-se em cima da linha da meta a Pascal Ackermann (UAE Emirates), e a Danny van Poppel (BORA-hansgrohe), segundo e terceiro classificados. Evenepoel seguro na liderança, depois da queda de Roglic Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl) continua seguro na liderança, mas só viu esta segurança assegurada já nos instantes finais, depois da queda de Primoz Roglic (Jumbo-Visma) nos quilómetros finais da etapa de hoje, ele que é o seu adversário mais direto à conquista da prova, e que se encontra agora a 1.26 minutos. No entanto Evenepoel não se livrou de um susto, ao sofrer um furo, mas dentro dos últimos três quilómetros da etapa, vendo assim os comissários da prova atribuírem-lhe o mesmo tempo que o pelotão. Enric Mas (Movistar) continua a ocupar o último lugar do pódio da geral, com 2.01 minutos de atraso. Tudo igual para João Almeida João Almeida (UAE Emirates) cruzou a linha da meta na 27.ª posição, a 8 segundos do vencedor e continua em 7.º da geral, com precisamente 7 minutos de atraso para Evenepeol. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01Mads Pedersen Trek-Segafredo04:45:2902Pascal Ackermann UAE Team Emirates+ 0003Danny van Poppel BORA-hansgrohe+ 0004Fred Wright Bahrain Victorious+ 0005Quentin Pacher Groupama-FDJ+ 0806Samuele Battistella Astana Qazaqstan Team+ 0807Cédric Beullens Lotto Soudal+ 0808Clément Russo Team Arkéa-Samsic+ 0809Jesus Ezquerra Burgos-BH+ 0810Julius van den Berg EF Education-EasyPost+ 08 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ZwKNaMwuIB8 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team61:26:2602Primoz Roglic Jumbo-Visma+ 01:2603Enric Mas Movistar Team+ 02:0104Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 04:4905Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 05:1606Miguel Ángel López Astana Qazaqstan Team+ 05:2407Joao Almeida UAE Team Emirates+ 07:0008Thymen Arensman Team DSM+ 07:0509Ben O'Connor AG2R Citroën Team+ 08:5710Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 11:36 Amanhã é dia de chegar a Mosteiro de Tentudía Amanhã, quarta-feira, sai para a estrada a 17.ª etapa, numa tirada de 162,3 quilómetros na ligação entre Aracena ao Mosteiro de Tentudía, percurso que termina numa contagem de montanha de segunda categoria. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Vuelta e a UAE de João Almeida | Análise de Gonçalo Moreira Craques Almeida e Ayuso lideram bloco anárquico na Vuelta Diretores de bancada do universo digital são rápidos a sentenciar equipas e corredores. Ao longo do Giro de Itália e da Vuelta a Espanha tenho lido que o João Almeida não se sabe posicionar em momentos-chave das etapas. O mesmo João que em 2020 teve como pior classificação em etapas do Giro um 28º posto num dia em que ganhou a fuga e até foi o campeão nacional o primeiro dos favoritos a entrar na meta. João Almeida na Quick Step A diferença para esse Giro? Entrar forte e vestir de rosa ao terceiro dia, além de correr numa QuickStep que sem ter o poderio na montanha da atual UAE se dedicou a preservar a liderança o máximo de tempo possível. A UAE dá ares de QuickStep em termos de gestão dos ativos. Joxean Matxin – antigo observador-chefe da QuickStep – tem incutido na UAE o espírito de que qualquer corredor está pronto para ganhar: esta época 16 ciclistas contribuíram para as atuais 40 vitórias. Joxean "Matxin" - Diretor desportivo da UAE Team Emirates No entanto, a QuickStep não teve um Tadej Pogacar que a obrigasse a modificar a estratégia nas grandes voltas; se Remco Evenepoel ganhar a Vuelta vai dar que pensar a Patrick Lefevere quanto a política de recrutamento e tática de corrida. Tadej e Remco exigem um bloco estruturado, capaz de os levar sempre na frente e composto por atletas capazes de sacrificar tudo pelo líder. Na UAE isso apenas se vê com Pogacar; nas demais corridas são um grupo talentoso disposto de forma algo anárquica – viu-se no Paris-Nice e no Giro onde João Almeida liderou só no papel; em França viu McNulty correr por si e em Itália levou meia equipa focada em ganhar etapas. Podemos ficar surpreendidos com o cenário que temos visto na Vuelta? Não. Em dezembro Joxean Matxin disse-me que Marc Soler ia ter papel livre na Vuelta, além de explicar que gosta de ter mais do que um líder (artigo aqui). Sabendo que João Almeida sofreu no pós-Covid para se reencontrar fisicamente, antecipou a estreia de Juan Ayuso em grandes voltas. Marc Soler tinha papel livre desde o início. A UAE partiu tendo a noção de que não podia ganhar a Vuelta, mas com o talento de que dispõe tem três ciclistas no top 15, lidera por equipas, ganhou uma etapa e marca a narrativa da prova graças a um fenómeno de 19 anos que luta pelo pódio. Perguntei ao João Almeida, esta segunda-feira, o porquê de não ter entrado nas primeiras posições no Alto de Hazallanas. Conservador na hora de arriscar nas estradas estreitas e perigosas desta zona do sul de Espanha (que ele tão bem conhece de aí estagiar), o João foi frontal ao reconhecer que as pernas têm ido de menos a mais, mas ainda não são as mesmas do Giro: “Não sou estúpido e sei bem que é preciso entrar bem colocado nas subidas. Por vezes não tens pernas e é preferível ir ao teu ritmo. Para uns irem na frente outros têm que ir atrás e desta vez fui eu que comecei mais atrás.”João Almeida Curioso é que até Ayuso subiu “à Almeida” e durante o terceiro dia de descanso contou aos jornalistas: “Depois de dois meses e meio a treinar com o João começo a ganhar alguns hábitos dele. Temos uma boa amizade, tenho aprendido muito ao lado do João”. Que futuro para a UAE-Emirates? Poderia a UAE ter ganho esta Vuelta correndo de forma clássica na proteção a Almeida e Ayuso? Creio que não, já que Evenepoel, Roglic e Mas estão superiores; no entanto, é urgente que a UAE defina se quer ganhar voltas ou etapas com alguém que não seja Pogacar. Para fazer o que a Jumbo fez no passado Tour ou o que a Ineos conseguiu no Giro de 2000 (etapas e geral) é preciso uma profundidade de plantel que a UAE ainda não tem. Caso termine com Ayuso 4.º e Almeida 7.º a nota não poderá ir além de um “Suficiente”. Há talento para mais, mas falta organização, planeamento e investir em tecnologia (o duo Colnago-Campagnolo tem tido um ano difícil). Até lá ficaremos com a sensação de que poderiam fazer mais ou não tivessem João Almeida a caminho do terceiro top 10 em quatro “grandes” consecutivas – quatro não fosse o Covid; quanto a Ayuso, está a viver à altura das expetativas que gerou em juniores e sub-23. Vai marcar os próximos anos do ciclismo mundial. Finalmente um “etapón” A etapa de Serra Nevada foi o dia de ciclismo que andávamos há duas semanas à espera. Na breve antevisão que fiz para o Guia da Vuelta a España do TopCycling projetei uma corrida com um percurso “descafeinado” e não me enganei. Também disse que íamos ter dois dias de alto quilate e que ninguém tenha dúvidas de que a 20.ª etapa na serra madrilena será brilhante. A jornada rainha deu empate técnico entre Remco Evenepoel e Primoz Roglic, com o belga a superar dois desafios de carreira: etapas com muito acumulado após duas semanas de competição e o fator altitude com a meta aos 2500m. “De ket van Schepdaal” – o menino de Schepdaal – está mais perto de vencer a Vuelta que tem controlado com a ajuda do parceiro desde juniores, Ilan Van Wilder, e de um conjunto de corredores que têm sido inexcedíveis para compensar as baixas de Julian Alaphilippe e Pieter Serry, fundamentais nas etapas duras. Roglic e a Jumbo armadilharam a etapa, mas executaram mal um bom plano. Primeiro endureceram o ritmo no Alto del Purche, com a inesperada ajuda da Ag2r, e isolaram Evenepoel. Não contavam era que Roglic também ficasse sozinho a 19km do final quando tinha infiltrado Rohan Dennis e Sam Oomen na fuga para terem superioridade numérica. Nenhum teve um bom dia e acabou por ser a QuickStep a controlar a fase crítica da subida final com um heróico Louis Vervaeke que descaiu da fuga para ajudar Evenepoel. Conclusão: vamos ter uma grande 20.ª etapa na serra de Guadarrama, local da emboscada de Fábio Aru a Tom Dumoulin em 2015. Para a história se repetir Roglic terá que recuperar 1:34 a Evenepoel e Enric Mas precisa de ganhar ao belga 2:01. Às vezes nem parece, mas o tão criticado Mas tem respondido aos críticos de luva branca e em Serra Nevada ganhou 36 segundos ao líder. Claro que os diretores de bancada foram rápidos a dizer que o ciclista da Movistar podia ter ganho minutos em vez de segundos. É tão fácil escrever. Mais difícil é pedalar. Por: Gonçalo Moreira Fotografia: UAE Team Emirates, Jumbo Visma, Quick Step. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 15 Thymen Arensman (DSM) foi o homem do dia na 77.ª etapa da Vuelta a Espanha ao vencer a 15.ª etapa. O ciclista dos Países Baixos de 22 anos, que para o próximo ano irá representar a INEOS, completou os 152,6 quilómetros da ligação entre Martos e a Sierra Nevada com o registo de 4:17.17 horas, superiorizando-se em 1.23 minutos a  Enric Mas (Movistar), segundo classificado, e em 1.25  minutos a Miguel Ángel López (Astana), terceiro classificado. Primoz Roglic continua a encurtar distâncias Primoz Roglic (Jumbo-Visma) voltou a encurtar distâncias para o camisola vermelha Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl), estando agora separados por 1.34 minutos, enquanto que Enric Mas (Movistar), também encurtou distancias para o topo da geral, seguindo agora em terceiro da geral a 2.01 minutos. João Almeida continua em sétimo da geral João Almeida foi hoje 11º classificado da etapa, mantendo-se na sétima posição, estando assim a sete minutos do líder, Evenepoel. O ciclista português de 24 anos esteve hoje junto do seu colega de equipa Juan Ayuso, demonstrando que apesar de estar afastado do top 3 desta mítica prova espanhola, se mantém na luta dentro do pelotão. Top 15 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Thymen Arensman Team DSM04:17:1702Enric Mas Movistar Team+ 01:2303Miguel Ángel López Astana Qazaqstan Team+ 01:2504Jay Vine Alpecin-Deceuninck+ 01:3005Primoz Roglic Jumbo-Visma+ 01:4406Ben O'Connor AG2R Citroën Team+ 01:4407Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 01:5508Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 01:5509Louis Meintjes Intermarché-Wanty-Gobert+ 01:5510Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:5911Joao Almeida UAE Team Emirates+ 02:1012Rigoberto Uran EF Education-EasyPost+ 02:2313Marc Soler UAE Team Emirates+ 03:1014Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 03:2915David De La Cruz Astana Qazaqstan Team+ 04:3 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=zGofNhzzCN0 Top 10 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team56:40:4902Primoz Roglic Jumbo-Visma+ 01:3403Enric Mas Movistar Team+ 02:0104Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 04:4905Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 05:1606Miguel Ángel López Astana Qazaqstan Team+ 05:2407Joao Almeida UAE Team Emirates+ 07:0008Thymen Arensman Team DSM+ 07:0509Ben O'Connor AG2R Citroën Team+ 08:5710Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 11:36 Amanhã é dia de descanso Amanhã, segunda-feira, o pelotão da 77.ª edição da Volta a Espanha goza o último dia de descanso, antes de entrar na última semana da prova. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 14 Richard Carapaz (INEOS) foi o homem do dia na 77.ª edição da Vuelta a Espanha, ao vencer a 14.ª etapa. O ciclista equatoriano de 29 anos soma assim a segunda vitória em etapas, depois de ser o mais rápido na tirada entre Montoro à Sierra de la Pandera, completando os 160,3 quilómetros com o registo de 4:09.27 horas, sendo mais rápido em oito segundos, que Miguel Ángel López (Astana), e Primoz Roglic (Jumbo-Visma), respetivos segundo e terceiro classificados. Evenepoel perde tempo para Roglic Centrando agora atenções na classificação geral o camisola vermelha Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl) perdeu tempo para Primoz Roglic (Jumbo-Visma), seu principal rival, com a distância entre ambos a ser encurtada para 1.49 minutos. A seguir de perto a luta dos dois primeiros classificados da geral, segue Enric Mas (Movistar) a 2.43, como terceiro classificado. João Almeida também em destaque João Almeida (UAE Emirates) esteve também em destaque na etapa de hoje, ao cruzar a meta na 4.ª posição, resultado que lhe permitiu ascender uma posição na geral. Apesar de estar presente no top 10 desta mítica prova espanhola, há quem esperasse mais do ciclista português, no entanto, Almeida avisou desde cedo não se encontrar no seu melhor momento de forma. Apesar disso, não se pode considerar que esteja a registar uma má prestação, sendo que hoje, deu um ar da sua graça, ao ser o melhor elemento da UAE Emirates, chegando a em 4.º lugar a 27 segundos de Carapaz, sendo agora 7.º da geral a 6.49 do líder. A prestação de hoje, numa etapa de elevada dificuldade, volta a aumentar a expetativa de uma boa última semana do ciclista português de 24 anos.    Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Richard Carapaz - INEOS Grenadiers04:09:2702Miguel Ángel López - Astana Qazaqstan Team+ 0803Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 0804Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 2705Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 3606Enric Mas - Movistar Team+ 3607Thymen Arensman - Team DSM+ 5108Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 5609Juan Ayuso UAE - Team Emirates+ 5610Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 01:24 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=RasZO4WIFWE Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team52:21:3302Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 01:4903Enric Mas - Movistar Team+ 02:4304Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 03:4605Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 04:5306Miguel Ángel López - Astana Qazaqstan Team+ 06:0207Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 06:4908Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 06:5609Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 08:4910Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 09:12 Amanhã segue-se nova chegada em alto Amanhã, domingo, o pelotão da 77.ª edição da Volta a Espanha terá pela frente um total de 152,6 quilómetros, na ligação entre Martos à Sierra Nevada, traçado que termina novamente numa chegada em alto e que poderá assim provocar novas alterações entre o lote de favoritos à vitória final. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Specialized Turbo Levo Base Carbon A Specialized anunciou uma nova bicicleta em Stock, a nova Turbo Levo Base Carbon, uma bicicleta que segundo a marca tem as mesmas prestações da Turbo Levo Base Alloy, mas com quadro de carbono. A Levo é conhecida por oferecer uma ótima combinação de qualidade de condução, poder utilizável e autonomia para pedalar. Desde a sua apresentação, a Levo tem tido sucesso junto dos utilizadores, e a Specialized alargou a gama em carbono, o que eleva a fasquia ainda mais. A nova Levo vem com o motor Turbo Full Power 2.2, uma bateria de 700Wh, e a conhecida Turbo Connect Unit (TCU), que providenciam à Levo uma amplificação suave e discreta dos esforços — 4x a nossa potência (de acordo com a marca). Assim como a versão alumínio também esta Levo amplifica os esforços até 5 horas de tempo no trilho, permitindo explorar mais, com 150mm de suspensão traseira customizada e geometria ajustável que oferece uma condução estável e natural. Mais subidas, mais descidas, mais quilómetros, mais diversão, é este o objectivo da Specialized Turbo Levo. Este modelo vem com uma transmissão SRAM SX/NX, suspensão RockShox e um conjunto de rodas em alumínio. Podes ver as especificações técnicas completas e o preço no site da marca: www.specialized.com/pt/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha 2022 - Etapa 13 Mads Pedersen (Trek-Segafredo) conquistou hoje a 13.ª etapa da 77.ª edição da Vuelta a Espanha. O ciclista dinamarquês de 26 anos, atual líder da classificação por pontos foi o mais rápido a percorrer os 168,4 quilómetros entre Ronda e Montilla, com o registo de 3:46.01 horas. Pedersen superiorizou-se ao ‘sprint’ a Bryan Coquard (Cofidis) e a Pascal Ackermann (UAE Emirates), segundo e terceiro classificados Evenepoel seguro de vermelho Na classificação geral, Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl) continua a vestir de vermelho, mantendo os 2.41 minutos de vantagem para Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo classificado, enquanto que no último lugar do pódio com 3.03 minutos de atraso segue Enric Mas (Movistar), terceiro. João Almeida chegou integrado no pelotão João Almeida (UAE Emirates) cortou a linha da meta na 39.ª posição, integrado no pelotão, mantendo assim o 8.º posto da geral a 7.18 minutos de Evenepoel. Apesar de estar algo longe do top 3 da geral, João Almeida continua bem dentro desta mítica prova espanhola, onde a UAE Emirates tem vindo a ter vários ciclistas a lutar por etapas e ainda bem representada no top 10 da geral. Resta agora esperar pelos próximos dias para perceber até onde Almeida e a sua equipa poderão chegar. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Mads Pedersen - Trek-Segafredo03:46:0102Bryan Coquard - Cofidis+ 0003Pascal Ackermann - UAE Team Emirates+ 0004Fred Wright - Bahrain Victorious+ 0005Danny van Poppel - BORA-hansgrohe+ 0006Quentin Pacher - Groupama-FDJ+ 0007Jesus Ezquerra - Burgos-BH+ 0008Maxim Van Gils - Lotto Soudal+ 0009Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 0010Urko Berrade - Equipo Kern Pharma+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=K35H_aJMF7I Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team48:11:1002Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 02:4103Enric Mas - Movistar Team+ 03:0304Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 04:0605Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 04:5306Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 06:2807Miguel Ángel López - Astana Qazaqstan Team+ 06:5608Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 07:1809Jan Polanc - UAE Team Emirates+ 08:0010Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 08:05 Amanhã aumenta a dificuldade Amanhã, sábado, aumenta a dificuldade desta 77.ª edição da Volta a Espanha, na tirada entre Montoro à Sierra de la Pandera, que termina com uma subida de montanha de primeira categoria. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 12 Richard Carapaz (INEOS) foi o homem do dia de hoje na 77.ª edição da Vuelta a Espanha, ao vencer a 12.ª etapa. O ciclista equatoriano de 29 anos foi o mais rápido a completar os 192,7 quilómetros na ligação entre Salobreña e a subida a Peñas Blancas, em Estepona, com o registo de 4:38.26 horas, superiorizando-se em 9 segundos a Wilco Kelderman (BORA-hansgrohe), segundo classificado, e em 24 segundos sobre Marc Soler (UAE Emirates), terceiro classificado, sendo que todos eles estiveram integrados na fuga do dia. Evenepoel seguro na liderança da geral, enquanto João Almeida baixou Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl) continua seguro na liderança da classificação geral, mantendo, depois da etapa de hoje, as distâncias para a concorrência mais direta, mais concretamente, 2.41 minutos de vantagem sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma), e 3.03 para o espanhol Enric Mas (Movistar), segundo e terceiro classificados. João Almeida (UAE Emirates) foi 23.º no dia de hoje, perdendo tempo na geral, baixando assim duas posições, ocupando agora o 8.º lugar, a 7.18 minutos de Evenepoel. O ciclista português de 24 anos já admitiu não estar a atravessar um bom momento de forma, e o que aconteceu na etapa de hoje parece provar mesmo isso. Num traçado que até parecia beneficiar as suas caraterísticas, João Almeida não aguentou o ritmo do principal lote de candidatos à vitória final e acabou mesmo por descer na geral. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Richard Carapaz - INEOS Grenadiers04:38:2602Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 0903Marc Soler - UAE Team Emirates+ 2404Jan Polanc - UAE Team Emirates+ 2605Marco Brenner - Team DSM+ 3406Elie Gesbert - Team Arkéa-Samsic+ 5607Jay Vine - Alpecin-Deceuninck+ 01:1208Carl Fredrik Hagen - Israel-Premier Tech+ 01:2309James Shaw - EF Education-EasyPost+ 03:0410Matteo Fabbro - BORA-hansgrohe+ 03:17 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=A3Ja-LkuIv0 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team44:25:0902Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 02:4103Enric Mas - Movistar Team+ 03:0304Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 04:0605Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 04:5306Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 06:2807Miguel Ángel López - Astana Qazaqstan Team+ 06:5608Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 07:1809Jan Polanc - UAE Team Emirates+ 08:0010Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 08:05 Amanhã, espera-se um dia relativamente calmo Amanhã, sexta-feira, espera-se um dia relativamente calmo nos 168,4 quilómetros entre Ronda e Montilla, a contar para a 13.ª etapa desta 77.ª edição da Volta a Espanha, num traçado que não engloba qualquer contagem de montanha. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 11 Kaden Groves (BikeExchange-Jayco) foi o destaque de hoje na 77.ª edição da Vuelta a Espanha ao vencer a 11.ª etapa. O ciclista australiano de 23 anos completou os 191,2 quilómetros da ligação entre lhama de Murcia e Cabo de Gata em 5:03.14 horas, superiorizando em cima da linha da meta a Danny van Poppel (BORA-hansgrohe), e a Tim Merlier (Alpecin-Deceuninck), segundo e terceiro classificados. Dia começou com notícia de abandos de Yates e Sivakov Dia começou com notícia de abandonos de Simon Yates (BikeExchange Jayco) que ocupava o 5.º lugar da classificação geral e Pavel Sivakov (INEOS) que embora mais afastado dos lugares cimeiros, também se tratava de um ciclista importante dentro do pelotão da Vuelta. Evenepoel segue firme de vermelho Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl) continua firme na liderança da classificação geral. O ciclista belga de 22 anos segue forte como camisola vermelha, com Primoz Roglic (Jumbo-Visma) como concorrente direto, no segundo posto a 2.41 minutos, e com Enric Mas (Movistar), a 3.03 minutos, ocupando assim o último lugar do pódio. João Almeida sobe na geral João Almeida (UAE Emirates) terminou a etapa de hoje na 66.ª posição, integrado no pelotão. O ciclista português de 24 anos beneficou do abandono de Simon Yates para subir uma posição na geral, sendo agora 6.º da geral a 6.45 minutos do líder Evenepoel.    Top 10 geral POSPAÍSNOME -EQUIPATEMPO01Kaden Groves - Team BikeExchange-Jayco05:03:1402Danny van Poppel - BORA-hansgrohe+ 0003Tim Merlier - Alpecin-Deceuninck+ 0004Sebastian Molano - UAE Team Emirates+ 0005Mads Pedersen - Trek-Segafredo+ 0006Daniel McLay - Team Arkéa-Samsic+ 0007John Degenkolb - Team DSM+ 0008Fred Wright - Bahrain Victorious+ 0009Cédric Beullens - Lotto Soudal+ 0010Boy van Poppel - Intermarché-Wanty-Gobert+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=OH1N1SMiB-w Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME -EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team39:39:0402Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 02:4103Enric Mas - Movistar Team+ 03:0304Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 03:5505Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 04:5306Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 06:4507Miguel Ángel López - Astana Qazaqstan Team+ 06:5008Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 07:3709Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 07:4610Thymen Arensman - Team DSM+ 08:44 Alta montanha de regresso Amanhã, quinta-feira, sai para a estrada a 12.ª etapa da 77.ª edição da Volta a Espanha, num dia que marca o regresso à alta montanha, numa ligação de 192,7 quilómetros entre Salobreña e a ascensão a Peñas Blancas, em Estepona. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 10 Remco Evenepoel (Quick-Step) venceu hoje o contrarrelógio da 10.ª etapa da 77.ª edição da Vuelta. O ciclista belga de 22 anos continua a exibir-se em grande plano, cumprindo os 30,9 quilómetros entre Elche e Alicante em 33.18 minutos, sendo 48 segundos mais rápido que Primoz Roglic (Jumbo-Visma) , segundo no dia de hoje, enquanto que a fechar o pódio da etapa ficou Rémi Cavagna (Quick-Step) com 1.00 minuto de atraso. João Almeida sofreu forte contratempo João Almeida (UAE Emirates) sofreu hoje um forte contratempo no contarrelógio ao enganar-se à entrada da última curva, situação que o fez perder tempo considerável para a classificação da etapa, terminando assim na 15.ª posição a 2,13 minutos de Evenepoel. “Hoje calhou-me a mim errar! Feliz com o meu desempenho tendo em conta a situação dos últimos meses! Pouco a pouco a encontrar-me numa corrida que se tem feito muito muito dura ! 11 etapas para chegarmos a Madrid! Muito obrigado a todo o apoio que me têm dado nas estradas espanholas! Independentemente do lugar que chegue á meta, já me sinto o vencedor por tanta gente a gritar o meu nome e a apoiar! A dar tudo, como sempre!”João Almeida (UAE Emirates) Evenepoel não larga a camisola vermelha Centrando agora atenções na classificação geral, aí é Remco Evenepoel (Quick-Step) que continua a dominar. O ciclista belga dá sinais de não querer largar a camisola vermelha, e depois do dia de hoje segue seguro na liderança, agora com Primoz Roglic no segundo posto, a 2.41 minutos, e com Enric Mas (Movistar) a 3.03 miinutos. Já João Almeida, o ciclista português de 24 anos segue agora na 7.ª posição, 6.45 minutos do topo da geral. Top 15 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team33:1802Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 4803Remi Cavagna - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:0004Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 01:2205Pavel Sivakov - INEOS Grenadiers+ 01:2706Lawson Craddock - Team BikeExchange-Jayco+ 01:3707Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 01:4208Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 01:4609Miguel Ángel López - Astana Qazaqstan Team+ 01:4710Enric Mas - Movistar Team+ 01:5111Michael Hepburn - Team BikeExchange-Jayco+ 01:5312Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 01:5313Fred Wright - Bahrain Victorious+ 01:5314Nelson Oliveira - Movistar Team+ 01:5915Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 02:13 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=onJHnfM1XkY Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team34:35:5002Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 02:4103Enric Mas - Movistar Team+ 03:0304Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 03:5505Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 04:5006Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 04:5307Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 06:4508Miguel Ángel - López Astana Qazaqstan Team+ 06:5009Pavel Sivakov - INEOS Grenadiers+ 07:0610Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 07:37 Amanhã segue-se uma longa tirada Amanhã, quarta-feira, o pelotão da 77.ª edição da Volta a Espanha terá pela frente um total de 191,2 quilómetros entre Alhama de Murcia e Cabo de Gata, num traçado bem menos montanhoso que os que antecederam o contrarrelógio de hoje, esperando-se assim uma chegada ao ‘sprint’. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ruben Guerreiro com mais um bom resultado Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost) terminou ontem a sua participação na 37.ª edição da Volta a Alemanha com um honroso 3.º lugar na geral, acumulando assim mais um bom resultado ao seu currículo. O ciclista português de 28 anos ficou a 44 segundos de Adam Yates (INEOS), vencedor da prova, enquanto que no 2.º lugar ficou Pello Bilbao (Bahrain-Victorious) a apenas 22 segundos. Ruben Guerreiro conseguiu mais um resultado positivo, dando assim continuidade às boas prestações já registadas na presente temporada desportiva. A conquista da clássica Mont Ventoux Dénivelé Challenge foi, até à data, o ponto alto desta época para o ciclista natural de Pegões, Montijo, resultado que elevou as expetativas para o Tour de França, expetativas essas a que Ruben Guerreiro acabou por não corresponder, em muito devido a uma forte queda sofrida na fase inicial de prova, que o obrigou a alguns dias depois a abandonar mesmo a prova. Um dos grandes ciclistas portugueses da atualidade Com o 3.º lugar obtido ontem na Volta à Alemanha, Ruben Guerreiro volta aos bons resultados, reforçandp o estatuto como um dos principais ciclistas portugueses da atualidade. Já antes da prova alemã, o "cowboy de pegões", também já tinha sido 6.º classificado na Volta a Burgos, prova onde conquistou ainda a vitória na classificação por pontos. Numa fase em que a Vuelta a Espanha domina a atualidade desportiva da modalidade, importa destacar mais este feito de Ruben Guerreiro, isto numa fase em que o seu contrato com a EF Education-EasyPost está a entrar na reta final, e para já ainda nada de concreto foi revelado em relação ao futuro. Nos últimos dias começaram até a surgir alguns rumores de uma possível saída para outra formação, mas para já, ainda nada se sabe. As próximas semanas prometem então ser de decisões para Ruben Guerreiro, que até ao momento ainda não teceu qualquer tipo de comentários em relação ao seu futuro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vídeo - Projecto Gravoesfera Neste vídeo João Pinto mostra o projecto Gravoesfera, explicando no que consiste e fazendo um dos 18 percursos que podes encontrar no site da organização: http://www.finisterra.cc/gravosfera/ Vídeo e edição: João Pinto https://youtu.be/IdtsvbvsscU Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 9 Louis Meintjes (Intermarché-Wanty-Gobert) esteve hoje em destaque na 77.ª edição da Vuelta ao vencer a 9ª etapa. O ciclista sul-africano de 30 anos completou a tirada de 171,4 quilómetros entre Villaviciosa e Les Praeres, em Nava, em 04:32.39 horas, numa chegada ‘tranquila’ à meta, com 1.01 minutos de vantagem para Samuele Battistella (Astana) segundo classificado, e 1.14 minutos sobre Edoardo Zambanini (Bahrain-Victorious), que terminou no último lugar do pódio. Evenepoel ganha força como favorito Centrando atenções na classificação geral, Remco Evenepoel (Quick-Step) ganha cada vez mais força como candidato à conquista da prova. O ciclista belga de 22 anos cruzou a linha da meta na 4.ª posição com atraso de 1.34 minutos para Meintjes, resultado que lhe permitiu ganhar tempo à concorrência direta, estando agora com 1.12 minutos de avanço sobre Enric Mas (Movistar), e 1.53 sobre o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida sobe um lugar na geral João Almeida (UEA Emirates) foi 18.º classificado na etapa a 3.22 minutos de Meintjes, num dia em que teve um início de etapa algo complicado, no entanto, conseguiu encurtar distâncias no decorrer da etapa. No final do dia de hoje o ciclista português de 24 anos subiu um lugar na geral, mas perdeu tempo para o grupo de favoritos, mas ainda dentro da disputa de uma boa classificação final. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Louis Meintjes Intermarché-Wanty-Gobert04:32:3902Samuele Battistella Astana Qazaqstan Team+ 01:0103Edoardo Zambanini Bahrain Victorious+ 01:1404Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:3405Filippo Conca Lotto Soudal+ 01:5806Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 02:0807Simon Guglielmi Team Arkéa-Samsic+ 02:0808Enric Mas Movistar Team+ 02:1809Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 02:2010Primoz Roglic Jumbo-Visma+ 02:26 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=gU6YnximQcE Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team34:02:3202Enric Mas - Movistar Team+ 01:1203Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 01:5304Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 02:3305Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 02:3606Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 03:0807Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 04:3208Miguel Ángel López - Astana Qazaqstan Team+ 05:0309Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 05:3610Pavel Sivakov - INEOS Grenadiers+ 05:39 Agora segue-se o merecido descanso Amanhã, segunda-feira, é dia do pelotão gozar o merecido descanso, depois de uma semana intensa. Na terça-feira o pelotão volta à estrada, para a disputar a 10.ª etapa da 77.ª Volta a Espanha, em que será dia de contrarrelógio individual de 30,9 quilómetros, entre Elche e Alicante. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Montanha - Resumo dos Campeonatos do Mundo XCO e DH 2022 Os Campeonatos do Mundo 2022 em Les Gets proporcionaram corridas incríveis no Cross-Country Olímpico ( XCO ) e Down Hill ( DH ), com vitórias históricas nos escalões de Elite. XCO Corrida Elite feminina A correr em casa, a francesa Pauline Ferrand Prevot conquistou o seu quarto título mundial na corrida Elite Feminina e tornou-se na mulher com mais títulos mundiais desta modalidade. A suíça Jolanda Neff lutou e conseguiu a medalha de prata, enquanto que a norte americana Haley Batten conseguiu uma brilhante medalha de bronze. TOP 10 corrida Elite feminina De realçar que na corrida de Sub-23 feminina, a Raquel Queirós terminou no 12.º posto. A portuguesa fez uma corrida consistente em Les Gets, mantendo-se na mesma posição classificativa ao longo de toda a prova. Corrida Elite masculina Nino Schurter continua a fazer história, tendo conseguido hoje conquistar o seu décimo título de Campeão do Mundo, no local onde em 2004 havia conseguido o título mundial de júnior. David Valero Serrano foi desta vez quem deu maior réplica a Nino Schurter, deixando a decisão da corrida para a última volta. O espanhol parecia que poderia levar a vitória, mas foi superado na última descida, acabando por conseguir uma merecida medalha de prata. Luca Braidot fechou o pódio e conseguiu a medalha de bronze, superando Thomas Pidcock, ao qual a corrida hoje não correu da melhor forma. TOP 10 corrida Elite masculina Nos Sub-23 masculinos, João Cruz foi o representante nacional corrida de XCO terminando 89.º classificado, a duas voltas do vencedor.  DH Corrida Elite feminina Valentina Holl tornou-se na primeira campeã do mundo de DH austríaca, levando a melhor sobre Nina Hoffmann e Myriam Nicole, que terminaram segunda e terceira respectivamente. TOP 10 corrida Elite feminina Corrida Elite masculina Milhares de fãs de DH deliraram com o domínio francês no DH, e particularmente com o quinto título mundial de Loic Bruni. Super Bruni, como é apelidado pelos fãs, regressava de lesão e não tinha as expectativas altas, conseguindo no entanto alcançar mais um título mundial, provando porquê é conhecido como tal. Super Bruni está de volta. Mas os franceses não ficaram apenas com o ouro, Amaury Pierron conseguiu a prata e Loris Vergier a medalha de bronze, preenchendo todos os lugares do pódio com a bandeira francesa. Destaque ainda para o português Gonçalo Bandeira, que terminou na 31.ª posição entre 81 participantes. O corredor da Seleção Nacional fez a descida em 3'31''475, mantendo-se com um dos melhores registos durante grande parte da corrida. TOP 10 corrida Elite masculina Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 8 Jay Vine (Alpecin-Deceuninck) voltou a estar em evidência na 77.ª edição da Vuelta ao vencer a etapa de hoje. O ciclista australiano de 26 anos, voltou a repetir o feito conseguido na 6.ª etapa e soma agora duas vitórias em etapas na prova. Jay Vine completou os 153,4 quilómetros da ligação entre La Pola Llaviana e o alto do Colláu Fancuaya em 04:05.26 horas, cortando a linha da meta isolado, com 43 segundos de avanço sobre Marc Soler (UAE Emirates) e Rein Taaramäe (Intermarché-Wanty-Gobert), segundo e terceiro classificados. Evenepoel continua a vestir de vermelho Na classificação geral, Remco Evenepoel (Quick-Step) continua a vestir de vermelho, liderando com 28 segundos de vantagem para Enric Mas (Movistar), segundo classificado, enquanto que de Primoz-Roglic (Jumbo-Visma) ocupa o úlitmo lugar do pódio a 1.01 minutos. João Almeida sobe na geral, mas perde tempo para os favoritos João Almeida (UAE Emirates) foi hoje 12.º na etapa a 2.10 minutos de Jay Vine. Tal resultado permitiu-lhe subir para 8.º da geral, a 02.44 minutos de Evenepoel. Tratou-se de uma etapa positiva para o ciclista português de 24 anos, que apesar de ter subido na geral, perdeu algum tempo para o grupo dos principais favoritos. No entanto., quando ainda há muito por percorrer pelas estradas espanholas, João Almeida, que antes do início da prova, admitiu não estar a atravessar um grande momento, continua a exibir-se em bom plano, honrando o estatuto que lhe é atribuído atualmente, em que é considerado um dos grandes ciclistas do pelotão internacional. Top etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jay Vine - Alpecin-Deceuninck04:05:2502Marc Soler - UAE Team Emirates+ 4303Rein Taaramäe - Intermarché-Wanty-Gobert+ 4304Thibaut Pinot - Groupama-FDJ+ 4705Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:2006Enric Mas - Movistar Team+ 01:2007Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 01:2008Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 01:3309Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 01:3310Sebastien Reichenbach - Groupama-FDJ+ 01:4211Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 01:4712Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 02:10 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=KEPxo1sj7Ds Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team29:28:1902Enric Mas - Movistar Team+ 2803Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 01:0104Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 01:4705Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 01:5406Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 02:0207Simon Yates Team - BikeExchange-Jayco+ 02:0508Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 02:4409Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 02:5110Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 02:59 Amanhã seguem-se várias contagens de montanha Amanhã, domingo, a contar para a 9.ª etapa da 77.ª edição da Volta a Espanha, o pelotão tem pela frente uma tirada de 171,4 quilómetros entre Villaviciosa e Les Praeres, em Nava, percurso que termina com com um prémio de montanha de primeira categoria, e no seu decorrer tem ainda mais quatro contagens, outra de primeira, uma de segunda e duas de terceira. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha - Etapa 7 Jesús Herrada (Cofidis) foi o homem do dia na 77.ª edição da Vuelta ao vencer sétima etapa. O ciclista espanhol de 32 anos realizou uma reta final de grande nível, superiorizando-se ao ‘sprint’ a Samuele Battistella (Astana), e a Fred Wright (Bahrain-Victorious), segundo e terceiro classificados. Herrada completou os 190 quilómetros da ligação entre Camargo e Cistierna em 4:30.58 horas, cortando a linha da meta em primeiro lugar, não escondendo a emoção imediata que dele se apoderou. Tanto Herrada, como a sua equipa, a Cofidis, não conseguiram esconder a emoção no final da etapa de hoje. Vencer uma etapa de uma grande volta e logo perante o ‘seu’ público são razões mais do que suficientes para tamanha alegria. Evenepoel contínua líder e João Almeida mantém-se no top 10 Centrando agora atenções na classificação geral, Remco Evenepoel (Quick-Step) continua a vestir de vermelho, tendo como perseguidores diretos Rudy Molard (Groupama-FDJ) na segunda posição, a 21 segundos, e Enric Mas (Movistar) no último lugar do pódio, a 28 segundos. Já o português João Almeida (UAE Emirates) mantém-se em 10.º da geral, com 1.54 minutos de atraso para Evenepoel, depois de hoje ter cruzado a linha da meta na 66.ª posição, a 29 segundos do vencedor da etapa, mas integrado no lote de favoritos à vitória final da prova. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jesus Herrada - Cofidis04:30:5802Samuele Battistella - Astana Qazaqstan Team+ 0003Fred Wright - Bahrain Victorious+ 0004Jimmy Janssens - Alpecin-Deceuninck+ 0005Harry Sweeny - Lotto Soudal+ 0006Sam Bennett - BORA-hansgrohe+ 2907Jake Stewart - Groupama-FDJ+ 2908Kaden Groves - Team BikeExchange-Jayco+ 2909Mads Pedersen - Trek-Segafredo+ 2910Daniel McLay - Team Arkéa-Samsic+ 29 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=tMhbIaU4-1M Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team25:21:3402Rudy Molard - Groupama-FDJ+ 2103Enric Mas - Movistar Team+ 2804Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 01:0105Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 01:1206Pavel Sivakov - INEOS Grenadiers+ 01:2707Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 01:2708Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 01:3409Simon Yates Team - BikeExchange-Jayco+ 01:5210Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 01:54 Regresso à alta montanha Amanhã, sábado, a 77.ª edição da Volta a Espanha volta a enfrentar a alta montanha, numa tirada com um total de 153,4 quilómetros, na ligação entre La Pola Llaviana e o alto do Colláu Fancuaya. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Dicas do Zé | Sangrar e afinar travões de bicicleta José Carmo, mecânico da loja Bike Planet mostra como sangrar e afinar os travões da bicicleta. No vídeo mostramos como é feito na bicicleta de Gravel Specialized CRUX, mas é explicada a lógica do processo, que é a mesma nas bicicletas de BTT e de estrada. https://www.youtube.com/watch?v=rL6w03uz8Mo&t= O objetivo do vídeo é dar dicas sobre como o fazer, não dizer que esta é a melhor ou única forma de o fazer. ### Vuelta a Espanha - Etapa 6 Jay Vine (Alpecin-Deceuninck) foi o homem do dia na 77.ª edição da Vuelta 2022 ao vencer a 6.ª etapa. O ciclista australiano de 26 anos completou os 181,2 quilómetros da ligação entre Bilbau a Pico Jano em 04:38:00 horas, superiorizando-se em 15 segundos a Renco Evenepoel (Quick-Step) e em 16 segundos a Enric Mas (Movistar), respetivos segundo e terceiro classificados. Do Zwift para a conquista de uma etapa na Vuelta Numa etapa em que a chuva marcou presença, tornando-se desde logo um fator extra de atenção para o pelotão, Jay Vine deu nas vistas ao conseguir aquilo que muitos ciclistas procuram ao longo de uma extensa carreira e que por vezes nunca conseguem alcançar, falamos obviamente da conquista de uma etapa numa grande volta. Referimos isto, porque importa ressalvar que Jay Vine apenas compete no World Tour há 2 anos, e para isso muito contribuíram as suas performances apresentadas na plataforma Zwift (software de treino físico de ciclismo e corrida online permite aos utilizadores interagir, treinar e competir num mundo virtual), com números dignos de um atleta de alta competição e que lhe permitiram chegar à Nero Continental em 2020, de onde se transferiu no ano seguinte para a Alpecin, onde hoje conseguiu um feito que jamais esquecerá na sua carreira. Evenepoel é o novo camisola vermelha A segunda posição na etapa de hoje permitiu a Remco Evenepoel (Quick-Step) assumir a liderança da classificação geral, com 21 segundos de vantagem sobre Rudy Molard (Groupama-FDJ) ciclista que saiu hoje de vermelho, mas que baixa assim para segundo da geral. No último lugar do pódio da geral encontra-se Enric Mas (Movistar) com 28 segundos de atraso para Evenepoel. João Almeida no top 10 da geral, com Ayuso a dar nas vistas João Almeida (UAE Emirates) terminou a etapa de hoje na 11.ª posição, integrado no grupo de favoritos, onde seguia Primoz Roglic (Jumbo-Visma), a 1.37 minutos do vencedor do dia. Com o resultado de hoje, João Almeida subiu na geral, passando da 17.ª para o 10.ª posição, estando agora a 1.54 minutos de Evenepoel. O ciclista português esteve em bom plano na etapa, num dia em que Juan Ayuso, seu colega de equipa na UAE Emirates deu nas vistas, ao cortar a linha da meta 4.ª posição, ficando assim à frente de Almeida na etapa e também na geral. Tal situação pode ser alvo de várias interpretações, mas é certo que João Almeida pode sair algo fragilizado enquanto chefe de fila. As próximas etapas vão clarificar o papel de ambos na prova. Para já, os objetivos do ciclista português enquanto líder de equipa mantêm-se intactos, isto quando ainda há muitos quilómetros por percorrer na Vuelta 2022, mas Juan Ayuso está à espreita de maior protagonismo dentro da equipa. Top etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jay Vine - Alpecin-Deceuninck04:38:0002Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 1503Enric Mas - Movistar Team+ 1604Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 5505Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 01:3706Pavel Sivakov - INEOS Grenadiers+ 01:3707Tao Geoghegan Hart - INEOS Grenadiers+ 01:3708Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 01:3709Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 01:3710Simon Yates Team - BikeExchange-Jayco+ 01:3711Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 01:37 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=HeJsdXOfozI Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Remco Evenepoel - Quick-Step -Alpha Vinyl Team20:50:0702Rudy Molard - Groupama-FDJ+ 2103Enric Mas - Movistar Team+ 2804Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 01:0105Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 01:1206Pavel Sivakov - INEOS Grenadiers+ 01:2707Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 01:2708Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 01:3409Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 01:5210Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 01:54 Amanhã pelotão enfrenta mais uma longa tirada Amanhã, sexta-feira, sai para a estrada a 7.ª etapa da 77.ª edição da Volta a Espanha, que efetua ligação de Camargo a Cistierna, tirada com um total de 190 quilómetros, que engloba uma subida de primeira categoria, o Puerto de San Glorio. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jonas Vingegaard - Lidar com o peso da camisola amarela Jonas Vingegaard venceu de forma espetacular e categórica o Tour de France 2022, sendo protagonista naquela que foi uma das melhores competições de ciclismo dos últimos anos em vários aspectos, batendo o favorito e vencedor das ultimas duas edições da corrida, Tadej Pogacar. O dinamarquês tem somente 25 anos, corre no World Tour desde 2019 (há 3 anos) e depois de vencer o Tour de France, passou de ser um bom ciclista, sobre o qual havia expectativa, a ser uma super estrela do ciclismo mundial e principalmente uma super estrela na Dinamarca, onde foi recebido por milhares de fãs em forma apoteótica após vencer o Tour de France. Mas aquilo que parece "simples" quando estamos em casa a assistir ao ciclismo e outros desportos de alta competição na TV, tem por detrás muito trabalho, exigência e sacrifícios do foro físico e mental. Vingegaard ausente após Tour de France Os organizadores do Volta à Dinamarca esperavam ter Jonas Vingegaard entre os participantes, não só pelo mediatismo que daria à corrida a nível internacional, mas também para que o povo dinamarquês pudesse desfrutar de ver nas estradas do país a sua nova estrela, algo que infelizmente não aconteceu. Segundo o organizador da prova, gostariam de o ter presente, mas compreende porquê a Jumbo-Visma não autorizou, congratulando-se por ter a presença de outras estrelas como Bernal, Morkov, Soren Kragh Andersen, entre outros. Questionado sobre a questão, o director da Jumbo-Visma, Frans Maassen, disse à imprensa dinamarquesa: " Entendo que os fãs queiram ver o Jonas e falei com ele sobre isso. Mas ele teve momentos muito difíceis depois do Tour. Gostaríamos de apresentá-lo nesta corrida, mas também devemos entender que foi difícil para ele vencer o Tour, com tudo o que isso implica."...se ele se tivesse apresentado lá era suposto vencer de novo, certo? Não é assim tão fácil depois de tanto tempo sob pressão, diz o holandês. Além de não estar presente na volta do seu país, também já foi anunciado pelo seleccionador dinamarquês que não estará presente nos campeonatos do mundo. "É uma pena. Consultámos a Jumbo-Visma e o próprio, mas eles acham que é melhor descansar e nós respeitamos isso. É preciso estar preparado física e mentalmente", explicou o técnico Anders Lund. O seleccionador dinamarquês revelou 4 nomes: Magnus Cort, Soren Kragh Andersen, Jakob Fuglsang e Mattias Skjelmose Jensen.  A exigência física e mental do ciclismo Exemplos recentes como os de Tom Dumoulin (vencedor de um Giro de Itália) que, apesar de ter feito mais uma tentativa de regresso ao ciclismo após uma pausa, acabou mesmo por abandonar a modalidade, ou Marcel Kittel que também abandonou o ciclismo profissional depois do sucesso no Tour de France ainda jovem, mostram não só como é duro chegar ao estrelato no ciclismo, mas também como é duro manter-se. Brian Holm, director na Quick Step Alpha Vynil, deixou a sua opinião sobre a ausência de Vingegaard na Dinamarca: Creio que ele teve a sua cota de stress "pós-traumático" por ter tantas pessoas em seu redor de manhã à noite. É mais difícil do que a maioria das pessoas pensa.... conheço várias pessoas que passam um ano terrível depois de uma vitória dessas, porque não estão com a cabeça no lugar. De acordo com Brian Holm, o que pode permitir voltar a vencer um Tour é saber gerir estas situações, saber falar e estar presente após o desgaste causado pelas vitórias. Os fãs de Jonas Vingegaard e do ciclismo gostariam de o ter já de volta, a sua ausência parece ter gerado algum "ruído" na imprensa, levando a querer que algo de errado se podia passar, será normal? Sentados no sofá em casa gostamos do espetáculo, mas todos estes episódios revelam como há atletas que são excepcionais, fora do comum, e embora não vençam sempre, a força física e mental com que continuam vai além do comum "mortal". Para ter o desempenho que apresentam nas provas World Tour têm que treinar "como animais" (utilizo a expressão para figurar a forma bruta e insana do esforço a que são submetidos), para aguentar o sofrimento em competição têm que sofrer muito em treino, antes da mesma, e depois passam grande parte da sua vida fora de casa, entre viagens e estágios com a equipa. Todos estes factores são duros para qualquer ser humano e nem todos lidam com isto de forma igual, pelo que é importante as equipas saberem gerir não só a forma física dos atletas, mas também a componente mental, que cada vez é mais importante nas equipas de topo. Exemplos como os de Primoz Roglic, com várias tentativas no Tour de France não conseguidas por sofrer quedas e lesões, mas continua, Tadej Pogacar vence o Tour de France, mas compete nas clássicas de 1 dia e volta a vencer, Wout Van Aert começa a vencer no inverno no Ciclocrosse, vence clássicas na primavera e ainda tem desempenhos como nunca visto no Tour de France em Julho, Chris Froome que após vencer 4 Tour de France e sofrer uma lesão gravíssima continua a correr e a perseguir objectivos, Egan Bernal, ou Fábio Jakobsen são mais alguns exemplos entre outros. Todos eles são raridades no mundo do desporto. Para já a única prova na qual se espera ver Jonas Vingegaard é na clássica Il Lombardia, até lá, e apesar dos vários convites (inclusive o da volta do seu próprio país) a Jumbo-Visma manda descansar. Termino com a velha questão que me colocam quando se vê um ciclista vencer muitas vezes, ou durante muito tempo, para responder antecipadamente a alguns comentários após leitura do artigo; as substâncias ilícitas são o que permite desempenhos excepcionais? Se existem Cristiano Ronaldo, Messi, Rafael Nadal, Novak Djokovic, existiram Michael Phelps, Michael Jordan, Kobe Bryant, Usain Bolt, entre outros excepcionais do mundo do desporto, porque não os pode haver no ciclismo sem dúvidas e especulações? São atletas excepcionais como outros. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha 2022 – Etapa 5 Marc Soler foi o destaque do dia na Vuelta, ao vencer a 5.ª etapa, numa exibição notável perante o seu público. O ciclista espanhol de 28 anos encheu de orgulho os seus conterrâneos ao conquistar a etapa, algo que já procurava há algum tempo, mas que lhe vinha fugindo. Soler venceu isolado, completando os 187,2 quilómetros da ligação entre Irún e Bilbau em 4:15.23 horas, superiorizando-se em quatro segundos a Daryl Impey (Israel-Premier Tech) e a Fred Wright (Bahrain-Victorious), respetivos segundo e terceiro classificados. Rudy Molard assume camisola vermelha Se Soler surpreendeu ao conquistar a etapa, também o novo camisola vermelha foi uma surpresa.. Rudy Molard (Groupama-FDJ) é agora o novo líder da classificação da geral, sucedendo ao superfavorito à conquista final da prova Primoz Roglic (Jumbo-Visma). O experiente ciclista francês de 32 anos é líder da 77.ª edição da Volta a Espanha, com dois segundos de vantagem para Fred Wright, segundo classificado, e 1.09 minutos para Nikias Ardnt (DSM), que ocupa o último lugar do pódio. João Almeida com etapa regular João Almeida (UAE Emirates) foi 66.º classificado no dia de hoje, chegando integrado no pelotão, sempre perto da equipa da Jumbo-Visma, que hoje optou por deixar as outras equipas darem mostras do seu valor, numa clara estratégia de contenção, tendo em conta os muitos quilómetros que ainda faltam percorrer na prova. Almeida mantêm-se relativamente perto do grupo de favoritos, na 17.ª posição, apesar de estar agora a 5.02 minutos do líder, mas mantendo assim os seus objetivos intactos, num dia em que viu Soler, seu colega de equipa, vencer a etapa. Os próximos dias, com a entrada na alta montanha, vão clarificar até onde poderá chegar o ciclista português de 24 anos. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Marc Soler - UAE Team Emirates04:15:2302Daryl Impey - Israel-Premier Tech+ 0403Fred Wright - Bahrain Victorious+ 0404Rudy Molard - Groupama-FDJ+ 0405Lawson Craddock - Team BikeExchange-Jayco+ 0406Nikias Arndt - Team DSM+ 0407Victor Langellotti - Burgos-BH+ 0408Vadim Pronskiy - Astana Qazaqstan Team+ 0409Gregor Muhlberger - Movistar Team+ 0410Roger Adriá Equipo - Kern Pharma+ 04 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=02IiShGAT4Y Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Rudy Molard - Groupama-FDJ16:07:2202Fred Wright - Bahrain Victorious+ 0203Nikias Arndt - Team DSM+ 01:0904Lawson Craddock - Team BikeExchange-Jayco+ 02:2705Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 04:0906Sepp Kuss - Jumbo-Visma+ 04:2207Pavel Sivakov - INEOS Grenadiers+ 04:3508Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 04:3509Remco Evenepoel - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 04:3610Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 04:42 Alta montanha à vista Amanhã, quinta-feira, é dia do pelotão da 77.ª edição da Vuelta entrar na alta montanha, tendo pela frente um total de 181,2 quilómetros, na ligação entre Bilbau a Pico Jano, percurso que terminará com uma contagem de montanha de primeira categoria. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha 2022 – Etapa 4 Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o homem do dia na Vuelta ao vencer a 4.ª etapa, resultado que lhe permitiu assumir a camisola vermelha da prova. Roglic completou os 152,5 quilómetros da ligação entre Vitoria-Gasteiz e Laguardia em 3:31.05, superiorizando-se ao ‘sprint’ a Mads Pedersen (Trek-Segafredo) e aEnric Mas (Movistar), respetivos segundo e terceiro classificados. Com a vitória na etapa de hoje o ciclista esloveno de 32 anos, vencedor das três últimas edições da Volta a Espanha, assumiu assim a liderança da classificação geral, posição que conhece bem, tendo agora 13 segundos de vantagem para Sepp Kuss, seu colega de equipa e atual segundo classificado, e 26 segundos para Ethan Hayter, que ocupa o último lugar do pódio.   "O plano era assumir a liderança hoje. Hoje era a minha vez, (a Jumbo-Visma venceu o contrarrelógio por equipas inaugural e tem "trocado" de líderes a cada dia). O ritmo foi alto durante toda a etapa, foi muito rápido e duro. No fim, sentia boas pernas e pude provar isso".Primoz Roglic (Jumbo Visma) João Almeida perde tempo para a liderança João Almeida (UAE Emirates) apresentou-se a bom plano na etapa de hoje, mantendo-se bem posicionado dentro do pelotão até cerca de sete quilómetros da meta, fase em que ocorreu um corte no pelotão, ao qual o ciclista português não conseguiu escapar, cruzando a linha da meta na 27.ª posição a 7 segundos do vencedor da etapa. Apesar de ter subido ao 14.º posto da geral, João Almeida perdeu tempo para o topo da geral, estando agora a 53 segundos de Primoz Roglic. Top 10 etapa POSRIDER TEAMTIME01Primoz Roglic Jumbo-Visma03:31:0502Mads Pedersen Trek-Segafredo+ 0003Enric Mas Movistar Team+ 0004Quentin Pacher Groupama-FDJ+ 0005Pavel Sivakov INEOS Grenadiers+ 0006Ben O'Connor AG2R Citroën Team+ 0007Ethan Hayter INEOS Grenadiers+ 0008Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0009Wilco Kelderman BORA-hansgrohe+ 0010Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=noTJSWVNkJE Top 10 classificação geral POSRIDER TEAMTIME01Primoz Roglic Jumbo-Visma11:50:5902Sepp Kuss Jumbo-Visma+ 1303Ethan Hayter INEOS Grenadiers+ 2604Pavel Sivakov INEOS Grenadiers+ 2605Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 2606Remco Evenepoel Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 2707Richard Carapaz INEOS Grenadiers+ 3308Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 3309Mads Pedersen Trek-Segafredo+ 3410Simon Yates Team BikeExchange-Jayco+ 5111Lucas Hamilton Team BikeExchange-Jayco+ 5112Quentin Pacher Groupama-FDJ+ 5113Enric Mas Movistar Team+ 5214Joao Almeida UAE Team Emirates+ 5315Juan Ayuso UAE Team Emirates+ 53 Amanhã é dia de sobe e desce na 5.ª etapa Amanhã, quarta-feira, sai para a estrada a quinta etapa da 77.ª edição da Volta a Espanha, que contempla um percurso com um total de 187,2 quilómetros na ligação entre Irún a Bilbau, num traçado que engloba cinco subidas categorizadas, sendo duas delas de segunda categoria. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### BTT - Portugal com nove ciclistas presentes no Campeonato do Mundo A Seleção Nacional de BTT vai apresentar-se no Campeonato do Mundo desta vertente do ciclismo, em Les Gets, França, entre quinta-feira a domingo, com nove ciclistas, cinco na disciplina de cross country olímpico (XCO) e quatro na especialidade de downhill (DHI). Em XCO, disciplina olímpica de BTT, a seleção nacional contará somente com corredores juniores e sub-23. João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) foram os escolhidos para os sub-23, enquanto que em juniores os representantes serão Artur Mendonça (BTT Loulé/Elevis), Guilherme Barros (24horas Altimetria/Ontrack) e Íris Chagas (Automóveis Ribeiro/GDVP). “Estaremos presentes com um lote de corredores muito jovens no XCO. Os resultados do Artur Mendonça em provas internacionais, ao longo de toda a época, permitem-nos ter a expectativa de uma boa classificação. O mesmo se aplica à Raquel Queirós, que pretendemos que dê sequência no Mundial à série de lugares no top 10 que vem alcançando nas últimas semanas”.Pedro Vigário, selecionador nacional Já em DHI, Portugal contará com Gonçalo Bandeira e Vasco Vasconcelos, em elite, e com Henrique Ferreira (Município de Porto Moniz/CN Seixal) e Matias Camacho (Caniço Riders/2Cycling) em juniores. “Temos uma equipa de DHI formada por corredores que se têm destacado no circuito nacional. O mais experiente internacionalmente, apesar de ser sub-23 de segundo ano, é o Gonçalo Bandeira. O objetivo para todos é a passagem à final”.Pedro Vigário, selecionador nacional Os primeiros a entrar em prova serão os ciclistas de DHI, com a qualificação a preencher toda a manhã de quinta-feira, dia 25 de agosto. Os juniores irão também estrear-se no mesmo dia, mas em XCO, com a seleção feminina a correr às 14h00, enquanto que os masculinos entram em ação duas horas depois, pelas 16h00. Para sábado estão reservadas as finais de DHI. Se os atletas portugueses alcançarem o apuramento para a corrida decisiva, irão competir às 8h30 em juniores, e às 13h35 na elite. No domingo é dia das provas sub-23 de XCO, com Raquel Queirós a entrar em ação às 8h00 e João Cruz às 9h45. Informação completa do evento disponível aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha 2022 – Etapa 3 Sam Bennett (BORA-hansgrohe) venceu hoje a 3.ª etapa da 77.ª edição da Volta a Espanha. O ciclista irlandês de 31 anos repetiu o feito de ontem, e soma assim a segunda conquista em três etapas disputadas. Um feito notável, a confirmar o bom momento que Sam Bennet atravessa, isto depois de um hiato de vitórias que já durava desde a sua algo conturbada saída da Deceuninck – Quick Step. Na despedida dos Países Baixos, Bennett conclui os 193,2 quilómetros, da tirada que decorreu em Breda, com o tempo de 4:05.53 horas, superorizando-se no ‘sprint’ final a Mads Pedersen (Trek-Segafredo) e a Daniel McLay (Arkéa Samsic), segundo e terceiro classificados. Edoardo Affini é o novo camisola vermelha Edoardo Affini (Jumbo-Visma) assumiu hoje a liderança da geral, registando neste momento o mesmo tempo de Sam Oomen e de Primoz Roglic, seus colegas de equipa, situação que ainda reflete o contrarrelógio coletivo do primeiro dia de prova. João Almeida mantém distâncias para a liderança João Almeida (UAE Emirates) cruzou a meta na 36.ª posição, integrado no pelotão, e é agora 27.º na geral, mantendo a distância de 33 segundos para o topo da geral. Nelson Oliveira (Movistar) e Ivo Oliveira (UAE Emirates) chegaram igualmente integrados no pelotão. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Sam Bennett - BORA-hansgrohe04:05:5302Mads Pedersen - Trek-Segafredo+ 0003Daniel McLay - Team Arkéa-Samsic+ 0004Bryan Coquard - Cofidis+ 0005Fabian Lienhard - Groupama-FDJ+ 0006Tim Merlier - Alpecin-Deceuninck+ 0007Kaden Groves - Team BikeExchange-Jayco+ 0008Cédric Beullens - Lotto Soudal+ 0009Pascal Ackermann - UAE Team Emirates+ 0010Danny van Poppel - BORA-hansgrohe+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=XggUyZl-Vq8 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Edoardo Affini - Jumbo-Visma08:20:0702Sam Oomen - Jumbo-Visma+ 0003Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 0004Sepp Kuss - Jumbo-Visma+ 0005Mike Teunissen - Jumbo-Visma+ 0006Robert Gesink - Jumbo-Visma+ 0007Ethan Hayter - INEOS Grenadiers+ 1308Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 1309Carlos Rodriguez - INEOS Grenadiers+ 1310Pavel Sivakov - INEOS Grenadiers+ 13 Descanso antes do arranque em solo espanhol O pelotão despediu-se hoje dos Países Baixos, e amanhã, segunda-feira, goza o primeiro dia de descanso na presente edição da La Vuelta. Na terça-feira, sairá para a estrada a 4.ª etapa, que marca a entrada da prova em solo espanhol, numa tirada com um total de 152,5 quilómetros, na ligação entre Vitória a Laguardia.   Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha 2022 – Etapa 2 Sam Bennett (BORA-hansgrohe) foi o homem do dia na Vuelta ao vencer ao sprint a 2.ª etapa da 77.ª edição desta mítica prova. Bennet completou os 175,1 quilómetros entre ‘s-Hertongenbosch e Utrecht em 3:49.34 horas, superiorizando-se a Mads Pedersen (Trek-Segafredo) e a Tim Merlier (Alpecin-Deceuninck), segundo e terceiro classificados. Bennett somou assim a quarta vitória em etapas etapa da Vuelta, ele que já não vencia desde a sua saída da Deceuninck - Quick Step, por sinal, uma saída algo polémica. Com o resultado de hoje o ciclista irlandês de 31 anos voltou assim a subir ao lugar mais alto do pódio, e logo numa prova tão mediática como é o caso da Volta a Espanha.      Mike Teunissen (Jumbo-Visma) assumiu a liderança da geral, ao cortar a meta em 4.º lugar e beneficiando da boa prestação da sua equipa no contrarrelógio coletivo de ontem, tendo agora quatro segundos de vantgem para Edoardo Affini e Sam Oomen, segundo e terceiro classificados e seus colegas de equipa. João Almeida chegou integrado no pelotão João Almeida (UAE Emirates) foi 77.º classificado, ao chegar integrado no pelotão e é assim 30.º classificado na geral, a 33 segundos do líder. À frente de João Almeida encontra-se outros dos portugueses em prova. Falamos de Ivo Oliveira, colega de equipa de João Almeida e que é neste momento 25.º da geral, também a 33 segundos do líder. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Sam Bennett BORA-hansgrohe03:49:3402Mads Pedersen Trek-Segafredo+ 0003Tim Merlier Alpecin-Deceuninck+ 0004Mike Teunissen Jumbo-Visma+ 0005Pascal Ackermann UAE Team Emirates+ 0006Daniel McLay Team Arkéa-Samsic+ 0007Itamar Einhorn Israel-Premier Tech+ 0008Jake Stewart Groupama-FDJ+ 0009John Degenkolb Team DSM+ 0010Kaden Groves Team BikeExchange-Jayco+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=8Cd1GOCRCio Classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Mike Teunissen Jumbo-Visma04:14:1402Edoardo Affini Jumbo-Visma+ 0003Sam Oomen Jumbo-Visma+ 0004Primoz Roglic Jumbo-Visma+ 0005Sepp Kuss Jumbo-Visma+ 0006Robert Gesink Jumbo-Visma+ 0007Richard Carapaz INEOS Grenadiers+ 1308Ethan Hayter INEOS Grenadiers+ 1309Pavel Sivakov INEOS Grenadiers+ 1310Carlos Rodriguez INEOS Grenadiers+ 13 Amanhã é dia de despedida dos Países Baixos Amanhã, domingo, sai para a estrada a 3.ª etapa da 77.ª edição da Vuelta, com o pelotão a enfrentar uma tirada de 193,2 quilómetros, a decorrer em Breda, e que marca a despedida dos Países Baixos, e a anteceder o dia de descanso, para depois entrar em solo espanhol. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a França do Futuro: Portugal “sem condições” segundo o selecionador nacional Em 2020 não houve, em 2021 não nos classificamos nem fomos convidados e em 2022 Portugal auto excluiu-se da Volta a França do Futuro. Que motivos levam uma nação em que o calendário específico para sub-23 é escasso a abdicar de um lugar que ficou selado com o 12º lugar de Pedro Silva na Corrida da Paz? No momento mais frágil da década para o ciclismo português e com a reputação internacional ferida pela operação “Prova Limpa”, TopCycling quis saber porque é que a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) não levou os sub-23 a competir contra os melhores no maior dos palcos. Nas próximas linhas transcrevemos a entrevista do jornalista Gonçalo Moreira ao selecionador nacional José Poeira. Gonçalo Moreira (GM): Porque é que Portugal abdicou de ir à melhor corrida sub-23 do mundo? José Poeira (JP): Encontra-se numa época um bocadinho complicada. A maioria dos sub-23 estavam na Volta a Portugal. Contactei algumas equipas se podiam dispensar um corredor para a Volta a França, mas são equipas quase todas à base de sub-23 e precisavam deles porque tinham a Volta a Portugal que é o ponto mais alto para eles e para os patrocinadores deles. Não reunimos as condições. Podia mandar uns corredores, mas uma prova daquelas, àquele nível andam muito. Se calhar não tínhamos as condições para representar melhor o país. Já tivemos situações em que tivemos as pessoas disponíveis e conseguimos representar bem, a última que fizemos foi quando o João Almeida fez 7º [ em 2019], mas tínhamos todos disponíveis. Agora não tínhamos. A Volta acabou a 15 [de agosto] e a outra [Volta a França do Futuro] começava a 18, portanto iam fazer de enfiada duas provas juntas que dava mais dias que a Volta a França. Foi por esse motivo. Havia um corredor ou outro, mas não tínhamos as condições. GM: Entendo a questão das datas e que alguns corredores não estivessem disponíveis. Quando diz que não estavam reunidas as condições, qual é a filosofia da FPC para as provas sub-23? No histórico da Volta a França do Futuro, Portugal fez uma vez pódio desde a criação da corrida [Rui Costa 2º em 2008]. A FPC mandaria uma equipa de sub-23 à Volta a França do Futuro para ganhar, fazer pódio, top 5, top 10? JP: Não quer dizer que tenha que ficar no top 10 porque não é uma corrida qualquer, é muito exigente e há corredores aqui [em Portugal] que têm esse valor, mas estavam ocupados. Se conseguisse retirar às equipas que iam à Volta um corredor ou outro... mas eles têm as equipas à conta sem ninguém para os substituir. Esse foi um dos motivos que analisamos. GM: Mas qual é a filosofia da FPC para este tipo de provas? A FPC quer ir à Volta a França do Futuro em que circunstâncias? JP: Para representar o país o melhor possível e às vezes pode não acontecer. A Volta a Portugal por vezes acabava mais cedo e uma semana de intervalo era suficiente; agora essa distância não havia porque acabou mais tarde e fazer tudo seguido não era a melhor política. Depois também o que restava já não era a melhor condição para nós participarmos. Não quer dizer que a gente vá para fazer nos 10 primeiros, não é isso. Se conseguirmos, melhor. GM: Eu fiz de selecionador de bancada e pensei em nomes que podiam ter representado Portugal na Volta a França do Futuro e o selecionador já me diz se são ciclistas que têm condições para estar ou não… JP: Não é se têm condições, uns têm mais do que outros. GM: Sim, sim. Deixe-me só fazer este papel de selecionador de bancada. Entendi pelas suas palavras que queria levar ciclistas, e eu entendo porque olho para a classificação da Juventude da Volta a Portugal e vejo ciclistas talentosos que andaram bem, provando que se estivessem na Volta a França do Futuro podiam ter feito um bom papel, mas também vejo outros que estavam disponíveis. Deixe-me dizer-lhe estes nomes: Pedro Silva, Pedro Pinto, Fábio Fernandes, Alexandre Montez, Daniel Dias, Lucas Lopes, Diogo Barbosa, Francisco Pereira. Depois temos o caso do Pedro Andrade e do Francisco Guerreiro que foram à Volta convocados na véspera. Estes 10 nomes não permitiam a Portugal fazer uma equipa de seis competitiva para poder estar na Volta a França do Futuro? JP: Talvez. Essa é a sua opinião. Não quer dizer que não tivessem essa qualidade. Eu não vou tirar qualidade a ninguém, pelo contrário, mas nós entendemos assim. O senhor tem a sua opinião e eu tenho a minha. GM: Pergunto porque em 2020 não houve Volta a França do Futuro. Em 2021 Portugal não conseguiu o apuramento nem recebeu convite. Em 2022 optamos por não ir. É uma geração perdida de sub-23 que nunca teve a oportunidade de lá ir e eu pergunto: se os ciclistas ganharam na estrada o direito a representar o país na melhor prova do mundo, como é que se defende esta decisão perante os atletas, as equipas e as famílias que financiam as carreiras dos atletas jovens que podíamos ter ido, mas optamos por não ir? JP: Por vezes temos as condições e por algum motivo não vamos, desta vez optamos por não ir. É uma decisão que assumimos e analisamos. A sua ideia é uma e a nossa é outra. Você tocou em alguns pontos, nomes. É a sua opinião e nós temos a nossa. GM: Entendo que gostava de levar alguns atletas que estavam na Volta a Portugal e compreendo porque são talentosos, mas ainda não percebi que falta de condições são essas e gostava de saber especificamente porquê. Estes nomes que lhe fui dando foi por participações na Corrida da Paz, por experiência internacional dos ciclistas, porque alguns são aposta da FPC noutras disciplinas e fizeram bons resultados nos Campeonatos Nacionais, não lhe estou a dizer que não tem a sua razão em querer levar dois ou três ciclistas muito fortes que ficaram de fora. O que estou a perguntar é porque é que havendo disponibilidade de ciclistas também com qualidade qual foi o critério que lhe disse “este ano é melhor não irmos”? JP: Foi uma análise que fizemos e achamos que não era o melhor ano para isso. Agora, eu não estou a tirar qualidade a ninguém nem a por. Podíamos ter conseguido uma seleção mais homogénea, mas se calhar não a conseguíamos e optamos por não ir. É uma opção nossa. GM: Vivemos uma situação interna que prejudicou a reputação do ciclismo português a nível mundial com o caso “Prova Limpa”. Não lhe parece que duas semanas depois deste caso ser tornado público que era importante Portugal dar a cara na Volta a França do Futuro? Por uma questão de imagem. JP: Nós não temos nada a esconder porque fazemos controlos internos, análises. Não é por aí. Uma coisa foi o que aconteceu e não temos nada a ver com isso; compete às autoridades resolver esses problemas. Não temos que misturar as coisas. A imagem que a gente dava seria a que demos noutras corridas que fomos com juniores, cadetes, sub-23, elites… GM: Não me refiro à imagem desportiva. Para a FPC, como entidade máxima do ciclismo português, não seria importante mostrar “nós estamos aqui”? JP: Isso podia ser importante, mas as coisas não vão por aí. Se fôssemos íamos dar a imagem que a nossa imagem é limpa como sempre foi e os atletas que vão nunca nos causaram qualquer problema. Isso não tem nada a ver uma coisa com a outra. E se fôssemos, fosse com quem fosse, íamos dar essa imagem porque nós filtramos as coisas e quando vamos sabemos o que levamos e nunca se passou problema nenhum desses na nossa casa felizmente. Ir ou não ir não tem nada a ver com a imagem, nós estamos cá e não temos problemas nenhuns com isso. Não podemos misturar as coisas. Nem isso era visto dessa maneira. Ou se calhar era, nós íamos e estávamos lá e não tínhamos nada a ver com aquilo que se passa na casa dos outros. Não era esse o problema porque na fase de corredores de formação esses problemas penso que não existem e nunca nos causaram qualquer problema idêntico nem tivemos dúvidas com ninguém. Se fôssemos era dar a imagem em todos os aspetos e não só desse. É uma imagem que a gente quer dar sempre positiva e nunca negativa. Os corredores passam pelas nossas mãos, fazemos análises, controlos e eles sabem que quando vêm aqui são controlados, mas nunca nos causaram qualquer problema. Não seria por aí. Íamos dar a imagem que sempre demos: não ter problemas nenhuns e não causar problemas a ninguém. GM: Portanto, na sua opinião, o que está a acontecer internamente e o facto de estarmos numa posição fragilizada para quem nos vê desde fora não podia haver aqui uma mensagem de tranquilidade por parte da FPC ao mandar uma equipa à prova de sub-23 mais importante do mundo. É melhor ficarmos em casa do que competirmos lá fora? JP: Essa imagem, se fôssemos, seria de confiança, tranquilidade, porque quando fomos sempre fizemos as coisas de maneira a que quem vai está em condições de estar de cabeça erguida. A imagem que a gente dá, como fomos ao Campeonato da Europa, vamos ao Campeonato do Mundo e a imagem que a gente deu sempre há-de ser aquela que a imagem do país e da seleção na sua plenitude que não damos esses problemas. Agora, o problema que se passa no nosso país atualmente, que está a ser visto pelo mundo inteiro e que é um problema que tem que ser resolvido, a justiça é que tem que resolver essa parte, não somos nós. Envolvendo todos porque todos queremos que se resolva o mais rapidamente possível e quando estiver resolvido e tivermos a certeza de que está tudo bem, claro que a nossa imagem a todos os níveis é melhor para o mundo do que a atual que é uma imagem de dúvida que acaba por abranger todos. De qualquer das maneiras o que nós fazemos é um filtro interno para saber quem levamos. O estar lá como seleção em condições, limpa, claro que dava outra imagem. Que nem todos em Portugal fazem… supostamente fizeram… não sei se fizeram ou não fizeram… há-de haver pessoas com problemas, mas o problema não é de todos. Poderá ser de alguns. São situações pontuais e depois passa para além daquilo que é o geral. Mancha um pouco a imagem de Portugal nesse aspeto, mas nem todos têm esse problema. GM: Mencionou os Europeus. Houve quem ficasse surpreendido por em Munique só termos tido o Rui Oliveira numa prova com mais de 200km. Por dois eventos consecutivos [Europeu e Volta a França do Futuro] não nos fazemos representar pelo máximo número de atletas. Pergunto-lhe em linguagem informal: foi uma questão de dinheiro não ir à Volta a França do Futuro ou não ter levado todos os ciclistas ao Europeu? JP: A Volta a França do Futuro não era um problema de dinheiro porque tínhamos a possibilidade de gastar menos. Já fomos em anos em que tínhamos que pagar tudo; quem não está naquela quota [top 15 do ranking da Taça das Nações quando fecha o apuramento ] tem que pagar hotéis, isso fica caro e acabamos por ir. O Campeonato da Europa de elites… há um calendário com vários eventos ao mesmo tempo. Há três ou quatro meses que andávamos a falar com equipas e corredores, depois os calendários alteram-se e não havia certeza de ter os corredores nesta altura. Só que depois aparece uma situação em que o Rui Oliveira, o Ivo Oliveira e o André Carvalho podiam participar e nós tratamos dos hotéis, etc. Passado dois dias as equipas aparecem a dizer que precisavam mesmo deles; o Ivo era para não ir e vai fazer a Volta a Espanha e o André tinha que fazer a Volta à Dinamarca [acabou por correr a Arctic Race]. Ficou só o Rui que fez uma grande corrida, esteve sempre bem colocado, mas com equipas de oito com sprinters, num percurso exigente, o trabalho da equipa é colocar os sprinters e é mais difícil um corredor só fazer isso. Ele teve a infelicidade de ir na roda dos lançadores e quando um abriu mandou-o para a direita senão o lugar dele seria no top 10. Fez uma grande corrida sozinho. GM: Gostava de concluir a entrevista apelando ao seu lado, não de selecionador, mas de homem do ciclismo habituado a lidar com ciclistas de formação. Fica triste por pelo terceiro ano consecutivo não levar uma equipa à Volta a França do Futuro? JP: Deixa-me muito triste o facto de não ir. Já fiz muitas Voltas a França do Futuro, não fazemos todos os anos, mas alternadas já fizemos várias. É uma corrida especial, fico triste, mas de qualquer das maneiras já em outras alturas não fomos e esperemos que as coisas sejam diferentes e que possamos lá estar. Já lá tive bons momentos e outros menos bons, faz parte de uma corrida. Vamos passar à frente; na próxima vamos lá estar e os calendários têm que ser mais divididos para podermos usufruir dos atletas. Fim entrevista. Por: Gonçalo Moreira Fotografia: Federação Portuguesa de Cisclismo, Tour de l'Avenir. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Gravel Bikepacking | Lisboa-Montemor-Lisboa Neste vídeo, fui fazer 2 dias de Bikepacking com a a bicicleta de Gravel Specialized Crux, saindo a pedalar de Lisboa, fazendo uma fuga do urbanismo e azáfama da cidade, pela zona do alto Alentejo, até à zona de Montemor o Novo. Foram 347 km's em dois dias, pernoitando sem recurso a tenda na localidade de Ciborro (Motemor-o-Novo). https://www.youtube.com/watch?v=2lVMPyGaqak&t= Percurso dia 1: https://www.strava.com/activities/7532401546 Percurso dia 2: https://www.strava.com/activities/7538448969 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha 2022 - Etapa 1 Primoz Rogliz e Jumbo-Visma já marcaram posição na Vuelta a Espanha 2022, onde defendem um título que é deles há três anos consecutivos. Entram nesta edição a vencer no contra-relógio por equipas da etapa de abertura da Vuelta a Espanha 2022. A equipa holandesa da Jumbo-Visma foi a mais rápida no esforço de 23,3 km. em Utrecht, nos países baixos, para colocar Robert Gesink com a camisola de líder e colocando Primoz Roglic numa posição vantajosa depois da desistência do Tour de France por queda e consequente lesão. A Ineos Grenadiers terminou em segundo, 13 segundos atrás, deixando Richard Carapaz também perfeitamente colocado para as suas ambições de disputar a geral até Madrid. A equipa UAE Emirates de João Almeida e Ivo Oliveira também esteve bem, terminando a 33 segundos da equipa vencedora. Só 3 equipas rodaram abaixo dos 25 minutos, a Jumbo-Visma, a Ineos Grenadiers e a Quick-Step Alpha Vinyl de Remco Evenepoel. A camisola vermelha é um presente perfeito para Gesink, ciclista que é "cavalo de batalha" e um histórico da Jumbo-Visma. O holandês de 36 anos está na equipa durante toda a sua carreira e tem sido fundamental em muitas das suas principais vitórias. “Não posso acreditar! Estou muito grato aos rapazes, eles foram muito fortes. Estou muito grato por estar com a camisola vermelha. É um dos pontos altos da minha carreira.disse Gesink. TOP 10 Etapa (Contrarrelógio por equipas) RANKNAMETEAMTIME1Jumbo-Visma00:24:402INEOS Grenadiers00:24:533Quick-Step Alpha Vinyl Team00:24:544Team BikeExchange - Jayco00:25:115UAE Team Emirates00:25:136Groupama - FDJ00:25:187BORA - hansgrohe00:25:218Trek - Segafredo00:25:229Bahrain - Victorious00:25:2210Movistar Team00:25:23 TOP 10 Classificação geral RANKNAMETEAMTIME1GESINK RobertJumbo-Visma24:402ROGLIČ PrimožJumbo-Visma0:003HARPER ChrisJumbo-Visma0:004KUSS SeppJumbo-Visma0:005DENNIS RohanJumbo-Visma0:006AFFINI EdoardoJumbo-Visma0:007OOMEN SamJumbo-Visma0:008TEUNISSEN MikeJumbo-Visma0:009HAYTER EthanINEOS Grenadiers0:1310CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers0:13 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=IfTbOjLIlPI Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vouga é a nova parceira de distribuição para o mercado português da marca Elite A Elite nomeou a Sociedade Comercial do Vouga como nova Parceira de Distribuição para o mercado português, uma parceria que terá efeito já a partir de setembro deste ano. A distribuidora de componentes para bicicletas, motas e peças de reparação de Águeda, a Sociedade Comercial do Vouga, foi nomeada como nova distribuidora nacional em Portugal da Elite, um dos maiores fabricantes de produtos e tecnologias de ciclismo a nível mundial. A partir do dia 1 de setembro de 2022, a S.C. Vouga vai distribuir em Portugal toda a gama Elite de rolos de treino para treinos indoor na sua bicicleta e acessórios de ciclismo para atividades ao ar livre, incluindo bidons de água, suportes de bidons e sacos de bicicleta. Criada no coração de Itália, a Elite é fornecedora oficial do maior número de equipas do World Tour com a sua ampla gama de produtos e tecnologias para ciclismo. Os designs premiados da Elite são fabricados localmente e vendidos em mais de 70 países em todo o mundo. “Estamos muito entusiasmados por trabalhar com a Elite. Adicionar a Elite é uma grande extensão ao nosso portfólio de marcas atual. Com a Elite, temos uma excelente marca premium para oferecer aos nossos clientes. É uma marca com a qual podem aprimorar a sua experiência de ciclismo, seja em ambientes internos num rolo de treino ou ao ar livre na estrada”.diz Joaquim Carvalho, Director Comercial Ciclismo da SC Vouga. Comentando o acordo, Peter Lago, Sales Manager da Elite, afirma: “Agradecendo à Ciclo Coimbrões pelo seu apoio nestes últimos anos, estamos muito satisfeitos com esta parceria com a S.C. Vouga para a distribuição da nossa vasta gama de produtos em Portugal. Este é um novo passo muito importante no desenvolvimento da nossa aliança de distribuição com o mercado português e os amantes do ciclismo, bem como uma extensão natural aos melhores equipamentos de ciclismo pelos que a S.C. Vouga é conhecida por entregar aos seus clientes desde a sua fundação. Estamos entusiasmados por iniciar esta parceria que beneficiará os revendedores ao oferecer acesso adicional à linha de produtos Elite em Portugal”. Para saberes mais sobre os produtos da Elite podes consultar o site da marca AQUI Para saberes mais sobre a S.C. Vouga podes consultar o site AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a Espanha 2022 - Guia Topcycling.pt Está tudo preparado para o arranque Vuelta a Espanha 2022. A 77.ª edição da Volta espanhola começa dia 19 de agosto fora de portas, em Utrecht, nos Países Baixos, e termina dia 11 de setembro em Madrid. Ao todo, o pelotão cumpre uma distância de 3.280,5 quilómetros divididos em 21 etapas. "La Vuelta Ciclista a España", a terceira "Grande Volta" da temporada, chega depois de um Giro d’Italia que coroou o australiano Jay Hindley e de um Tour de France dominado pelo dinamarquês Jonas Vingegaard. Quem poderá brilhar nesta edição? E que pode o pelotão enfrentar no percurso deste ano? Favoritos e ausentes Primoz Roglic é um nome incontornável na Vuelta. Depois de vencer as três últimas edições de forma consecutiva, o esloveno é apontado, com naturalidade, como o grande favorito, apesar de este ano ter maior concorrência que em anos anteriores. Roglic tem também a oportunidade conseguir algo inédito, 4 vitórias consecutivas na Vuelta a Espanha. A outra estrela eslovena do ciclismo, Tadej Pogacar, é baixa confirmada nesta Vuelta 2022. Inicialmente tinha planeado correr a prova espanhola, mas Pogacar mudou de planos e vai concentrar-se nos Mundiais na Austrália e nas clássicas de fim de temporada. Nomes em destaque na Vuelta 2022 Em destaque na lista de inscritos estão o australiano Jay Hindley, vencedor do Giro d’Italia 2022, Remco Evenepoel, Sergio Higuita, Richard Carapaz, Mikel Landa, Jack Haig, Miguel Ángel López, Ben O’Connor, Simon Yates, Nairo Quintana, Hugh Carthy, Enric Mas e claro, o nosso João Almeida. João Almeida surge na equipa da UAE Emirates como líder pela segunda vez esta temporada, depois de no Giro de Itália deste ano ter sido obrigado a abandonar devido a um teste positivo à Covid-19. Ivo Oliveira é o outro português que acompanhará João Almeida na equipa. O campeão do Mundo, o francês Julian Alaphilippe, Carlos Rodriguez, Pello Bilbao, David de la Cruz ou Chris Froome também podem animar esta Vuelta e lutar por triunfos em etapas. Destaque ainda para as despedidas do italiano Vincenzo Nibali e Alejandro Valverde que cumprem pela última vez a presença na volta espanhola.  A opinião dos especialistas Será uma edição da Vuelta empolgante por vários motivos.Roglič pode conquistar a 4 Vuelta consecutiva, o que por si só, já será um recorde da prova. Depois temos Hindley, o vencedor do Giro'22. Veteranos como Valverde que faz a sua última Vuelta, tendo vencido a prova em 2009, Froome que também estará de volta a uma prova que venceu em 2011 e 2017, para lá de 4 Tours e 1 Giro, e Nibali que se vai despedir do ciclismo e também venceu as três grandes voltas podem animar etapas.Geoghegan Hart 1°Giro'20, Carapaz venceu o Giro'19 e Simon Yates vencedor da Vuelta'18 são nomes a ter em conta. Juntando a estes grandes atletas, teremos também o verdadeiro teste de Remco Evenepoel em três semanas, bem como a presença dos portugueses João almeida, Ivo Oliveira e Nelson Oliveira.É um percurso muito equilibrado onde vou seguir atentamente João Almeida, que na minha opinião é a Vuelta, aquela que encaixa nas características do ciclista português, e por isso o meu favorito N.° 1 à vitória final.Paulo Martins - Comentador de ciclismo no Eurosport Há uma regra quando entramos num café em Espanha: café “solo” é água de lavar pratos, peçam sempre “cortado”, “con leche” ou “carajillo” (com cheirinho) se forem valentes. Pelo menos disfarça o sabor.O percurso desta Vuelta a Espanha está mais para o descafeinado. Porquê? Não é o mesmo subir os Picos de Europa do que fazer o Pico Jano ou Colláu Fancuaya, por inéditas que sejam. Não digo que não haja dureza, mas às chegadas em alto faltam sal e pimenta e o formato “unipuerto” – dia com chegada de 1ª categoria sem montanha prévia – não me convence.A 15.ª etapa sim! Aí falamos de uma senhora jornada em Serra Nevada. Quis o destino que em abril passasse com o João Almeida por Pinos Genil, Hazallanas; fomos aos 2000m de altitude e só não chegamos à zona das pistas de esqui – onde a Unipublic quer colocar a meta –! por causa de um repentino nevão. Meti no carro o João, o Rui Costa e o Rui Oliveira porque era véspera do Giro e não queria ser o responsável por evitar a primeira vitória portuguesa numa “grande”. Imaginam os títulos: “Jornalista abandona os tugas em Serra Nevada”… Não no meu turno!Fiz o final da etapa de carro e doíam-me as pernas só de ver, sobretudo nas rampas infernais de Hazallanas.Menção honrosa à 17.ª etapa com o regresso à serra madrilena. Desde 2015 que La Morcuera deve provocar sonhos a Aru e pesadelos a Dumoulin.Tirando estes dois dias muito duros, a montanha da Vuelta fica aquém do esperado e não é com dois dias de subidas na Estremadura que me convencem.Valha-nos o contrarrelógio: 23,3km de crono por equipas a abrir em Utrecht e 30,8km de exercício individual à 10.ª etapa em Alicante.A lei do ciclismo dita que quem faz as corridas são os corredores. Por muito bom que seja o percurso, se não o otimizarem nada feito. O mesmo vale para esta edição que sem traçados “vintage” pode ser uma boa surpresa dependendo da postura dos favoritos.Gonçalo Moreira - Comentador de ciclismo no Eurosport As Etapas, dias e horários de transmissão Os Países Baixos acolhem o arranque da Vuelta dois anos depois do que estava inicialmente previsto devido à pandemia. Os fãs de ciclismo neerlandeses vão poder ver três etapas, a primeira um contrarrelógio coletivo de 23 quilómetros em Utrecht, algo que tem sido muito raro nos últimos tempos, seguindo-se duas etapas em Utrecht e Breda ideais para os ‘sprinters’. 19/08 - Etapa 1 - (TTT) | Utrecht – Utrecht (23.3km) Eurosport 1 (E1) - 16:45h 20/08 - Etapa 2 - 's-Hertogenbosch – Utrecht (175.1km) E1-14:00h 21/08 - Etapa 3 - Breda – Breda (193.2km) E1-11:00h 22/08 - Dia de descanso Após um dia de viagem/descanso, a entrada em território espanhol faz-se no País Basco e já com alguma montanha, mas o primeiro grande desafio acontece dias depois com um autêntico ‘rompe-pernas’, na 6.ª etapa, com a subida ao topo do Pico Jano. Seguem-se outras subidas muito duras como o Colláu Fancuaya e Les Praers. 23/08  - Etapa 4 - Vitoria-Gasteiz – Laguardia (152.5km) E1-11:30h 24/08  - Etapa 5 - Irún – Bilbao (187km) E1-13:30h 25/08  - Etapa 6 - Bilbao - Ascensión al Pico Jano. San Miguel de Aguayo (181,2km) E1-13:30h 26/08  - Etapa 7 - Camargo – Cistierna (190km) E1-13:30h 27/08  - Etapa 8 - La Pola Llaviana/Pola de Laviana - Colláu Fancuaya (153,4km) E1-12:00h 28/08  - Etapa 9 - Villaviciosa - Les Praeres. Nava (171,4km) E1-12:00h 29/08 - Dia de descanso Após o segundo dia de descanso, em Elche realiza-se um contrarrelógio individual de 31 quilómetros onde a luta será contra o cronómetro. 30/08  - Etapa 10 - (ITT) - Elche – Alicante (30,9km) E1-13:30h 31/08  - Etapa 11 - ElPozo Alimentación - Cabo de Gata (191,2km) E1-13:30h 01/09  - Etapa 12 - Salobreña - Peñas Blancas. Estepona (192.7km) E1-13:30h 02/09  - Etapa 13 - Ronda – Montilla (168,4km) E1-13:30h 03/09  - Etapa 14 - Montoro - Sierra de La Pandera (160.3km) E1-13:30h 04/09  - Etapa 15 - Martos - Sierra Nevada (152,6km) E1-12:00h 05/09 - Dia de descanso Os ‘sprinters’ voltam a ter oportunidades para brilhar em Tomares, no início da terceira e ultima semana de corrida, e depois na ultima etapa entre Las Rosas e o centro de Madrid. A grande festa de consagração do vencedor da camisola vermelha acontece na Praça de Cibeles.  A terceira e última semana promete fazer algumas baixas na luta pela geral devido à muita montanha no caminho dos ciclistas. A partir da 17.ª não há descanso. 06/09  - Etapa 16 - Sanlúcar de Barrameda – Tomares (189.4km) E1-13:30h 07/09  - Etapa 17 - Aracena - Monasterio de Tentudía (162,3km) E1-13:30h 08/09  - Etapa 18 - Trujillo - Alto del Piornal (192km) E1-13:30h 09/09  - Etapa 19 - Talavera de la Reina - Talavera de la Reina (138,3km) E1-13:30h 10/09  - Etapa 20 - Moralzarzal - Puerto de Navacerrada (181km) E1-11:30h 11/09  - Etapa 21 - Las Rozas – Madrid (96,7km) E1-16:00h O Eurosport, canal carinhosamente apelidado como ‘A Casa do Ciclismo na Europa’ emite mais de 80 horas de ação em direto desta emocionante competição. Mais uma grande volta onde se pode desfrutar de três semanas de grande ciclismo na companhia da conhecida equipa de comentadores Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek lançou as novas rodas de montanha Kovee XC A Trek revelou as novas rodas de montanha cross-country Bontrager Kovee XC, totalmente renovadas e com várias gamas de preço para todo o tipo de ciclistas.  As novas Kovee disponibilizam uma família de rodas com várias opções até à sua versão topo de gama, as Kovee RSL 30, oferecendo a cada ciclista várias opções de acordo com os seus objetivos e experiência. Desenvolvidas nos grandes palcos As Kovee RSL conheceram o sabor da vitória na bicicleta da medalha de ouro Olímpico, Jolanda Neff, e da Campeã do Mundo XC, Evie Richards, durante toda a temporada de 2021.  Várias gamas A família Kovee oferece várias opções de “upgrade” para se ajustar melhor às necessidades dos ciclistas: Kovee RSL 30Kovee Pro 30Kovee Elite 30Kovee Comp 25 Mais leves O peso anunciado do conjunto Kovee RSL topo de gama é apenas 1,199 gr. Suaves e resistentes De acordo com a Trek, o perfil de aro mais baixo absorve os impactos mais duros e melhora a sensação geral de condução.  Menos furos Também desenvolveram o gancho do talão mais amplo, com o objectivo de oferecer maior área de superfície nos impactos diretos para ajudar a evitar os furos por entalamento. Garantia vitalícia Todas as rodas de carbono Bontrager estão cobertas por uma garantia vitalícia para o primeiro proprietário. Preços e especificações Para veres as especificações completas, gamas e preços destas novas rodas acede ao site da marca aqui: https://trek.bike/Rodas_Kovee_XC_PR As novas rodas Kovee XC estão disponíveis através da rede de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 10 Na derradeira etapa da Volta a Portugal 2022, um contrarrelógio individual de 18,6 quilómetros entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia, a equipa Glassdrive-Q8-Anicolor voltou a dominar, acabando por colocar 3 ciclistas no pódio da classificação geral final da corrida. Maurício Moreira venceu o contrarrelógio e acabou por vencer também a 83.ª edição da Volta a Portugal Continente. O restante pódio acabou por ficar preenchido pelas cores da Glassdrive-Q8-Anicolor, com Frederico Figueiredo a ocupar o segundo lugar e António Carvalho o terceiro. Alejandro Marque, que completou a sua última Volta a Portugal, conseguiu a terceira melhor marca do dia de hoje, gastando mais 1m04s que Maurício Moreira, o que lhe garantiu o quinto lugar da geral individual. A camisola da montanha ficou para Frederico Figueiredo, que venceu na chegada ao Observatório de Vila Nova, em Miranda do Corvo. A camisola dos pontos para o norte-americano Scott McGill, que sai desta prova ainda com duas vitórias em etapas. Jokin Murguialday (Caja Rural-Seguros RGA) foi o vencedor da classificação da juventude, fechando ainda no top 10 da geral individual, na nona posição. A Glassdrive-Q8-Anicolor foi também a vencedora da classificação por equipas.  TOP 10 da Etapa POS.DORSALNOMEEQUIPATEMPODIFª167MOREIRA MauricioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)0:25:07---262CARVALHO AntónioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)0:25:28a 213131MARQUE AlejandroATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)0:26:12a 1:05433JUARISTI TxominEUS - EUSKALTEL - EUSKADI (ESP)0:26:15a 1:08535ETXEBERRIA AsierEUS - EUSKALTEL - EUSKADI (ESP)0:26:20a 1:13666REIS RafaelGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)0:26:22a 1:15761FIGUEIREDO FredericoGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)0:26:23a 1:168151DE MATEOS VicenteALL - AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)0:26:23m.t.971REES OliverTRI - TRINITY RACING (GBR)0:26:27a 1:201037ISASA XabierEUS - EUSKALTEL - EUSKADI (ESP)0:26:30a 1:23 TOP 10 Classificação geral final POS.DORSALNOMEEQUIPATEMPO167MOREIRA MauricioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)38:38:31261FIGUEIREDO FredericoGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 1:09362CARVALHO AntónioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 2:354123FERNANDES LuísRPB - RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)a 3:445131MARQUE AlejandroATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 5:176132FERNANDEZ DelioATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 6:547141CARDOSO AndréCDF - ABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)a 7:318153DEL PINO JesusALL - AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)a 9:2495MURGUIALDAY JokinCJR - CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)m.t.1033JUARISTI TxominEUS - EUSKALTEL - EUSKADI (ESP)a 10:28 Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 9 Na penúltima etapa da Volta a Portugal 2022 os corredores enfrentaram um percurso de 174,5 quilómetros que os levou desde Paredes até Mondim de Basto, mais concretamente ao alto da Sr.ª da Graça.  A Glassdrive-Q8-Anicolor dominou por completo a etapa, colocando ciclistas nos três primeiros lugares da nona etapa da Volta a Portugal 2022. A vitória na etapa foi para António Carvalho, que "carregou" os seus colegas de equipa durante toda a subida, o segundo lugar para o líder da geral, Frederico Figueiredo, e o terceiro para o líder da montanha, Maurício Moreira. A luta pelo pódio também animou a etapa, António Carvalho lutou não só pela etapa e por levar os seus colegas de equipa a ganhar tempo à concorrência, mas também para fazer "o assalto" ao terceiro lugar de Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista), que apesar de não conseguir acompanhar o trio da Glassdrive-Q8-Anicolor, segurou o pódio na classificação geral. Também a equipa Atum General-Tavira-AP Maria Nova Hotel esteve em destaque, tentando subir na classificação geral com Alejandro Marque, o que se verificou, o espanhol apresentou-se bem nesta etapa mas os problemas mecânicos e a superioridade da equipa Glassdrive-Q8-Anicolor acabaram por ofuscar um melhor resultado no final da etapa. Ainda assim Alejandro Marque não virou a cara à luta, terminou a etapa no quarto posto e subiu ao 5.º posto da classificação geral. Frederico Figueiredo segue para a última etapa com a camisola amarela e também como líder da classificação da montanha. Figueiredo lidera por apenas sete segundos face ao seu colega de equipa, Maurício Moreira, e Luís Fernandes que agora está a 1m52s. do líder. Luís Fernandes parte para o contrarrelógio final com uma vantagem de 29s. para António Carvalho. Scott McGill (Wildlife Generation Pro Cycling) tem a camisola verde e Jokin Murguialday (Caja Rural-Seguros RGA) segue líder da juventude. A Glassdrive-Q8-Anicolor lidera por equipas. TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1CARVALHO ANTÓNIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:42:142FIGUEIREDO FREDERICOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:42:143MOREIRA MAURICIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:42:144MARQUE ALEJANDROATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)4:43:005DEL PINO JESUSAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)4:43:116CARDOSO ANDRÉABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)4:43:147FERNANDEZ DELIOATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)4:43:168FERNANDES LUÍSRADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)4:43:289MILER BARRYBAI SICASAL PETRO DE LUANDA (ANG)4:43:3410MURGUIALDAY JOKINCAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)4:43:42 TOP 10 Classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPODIFª1FIGUEIREDO FREDERICOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)38:13:17-2MOREIRA MAURICIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)38:13:24A 0:00:073FERNANDES LUÍSRADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)38:15:09A 0:01:524CARVALHO ANTÓNIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)38:15:38A 0:02:215MARQUE ALEJANDROATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)38:17:36A 0:04:196CARDOSO ANDRÉABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)38:17:46A 0:04:297FERNANDEZ DELIOATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)38:18:36A 0:05:198DEL PINO JESUSAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)38:19:58A 0:06:419MURGUIALDAY JOKINCAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)38:20:40A 0:07:2310CASIMIRO HENRIQUEEFAPEL CYCLING (POR)38:22:32A 0:09:15 A 83.ª edição da Volta a Portugal termina na segunda-feira, com a 10.ª etapa, um contrarrelógio de 18,6 quilómetros, entre Porto e Vila Nova de Gaia. Classificações completas aqui. Fotografia: João Fonseca Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Iúri Leitão sagrou-se Campeão da Europa de Scratch em Pista Iúri Leitão sagrou-se hoje Campeão da Europa de Scratch, na corrida de encerramento do programa deste sábado do Campeonato da Europa de Pista, que decorre em Munique, Alemanha. O scratch é uma corrida sem pontos nem sprints intermédios, vence o primeiro a cortar a meta na última volta ou aquele que consiga dobrar o pelotão mais vezes. O corredor português teve um desempenho exemplar, sabendo atacar nos momentos certos, e assumiu que o fator "surpresa" foi determinante para a chegar à medalha de ouro em Munique. Iúri Leitão saiu do pelotão a 49 voltas do final, conseguindo dobrar o grupo cinco voltas depois, colocando-se de imediato em vantagem. Como era o único corredor com mais uma volta, era o virtual vencedor. As movimentações foram-se sucedendo, sempre com o português atento, mas nenhuma resultou em nova volta de vantagem para qualquer concorrente. Lendo novamente a corrida na perfeição, o português passou novamente ao ataque e sentenciou a corrida quando faltava cerca de um terço das voltas totais para o final. A partir daí tratou-se apenas de gerir a vantagem adquirida para, no final, comemorar a conquista do título, que pertencia a outro português, Rui Oliveira. "Uma coisa é imaginarmos no hotel, fazer uma projeção da corrida, outra é chegar aqui e conseguir concretizar. Queremos ganhar, mas os nossos adversários também. Todos trabalham igualmente para estar aqui a disputar a corrida. Deixa-me imensamente feliz e orgulhoso poder vencer desta forma", congratulou-se.Assumiu Iúri Leitão "Muito obrigado a todo o país. Continuem a torcer por nós, pois o apoio faz muita falta", concluiu. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 8 A etapa 8 da Volta a Portugal 2022 ligou Viana do Castelo a Fafe, num percurso de 182,4 quilómetros, com um perfil ondulado o qual se adivinhava difícil. A fuga do dia acabou por ser anulada já perto do final da etapa, tendo pouco depois tentado a sua sorte, Victor Langellotti (Burgos-BH) com um ataque que acabou por lhe valer a vitória na etapa, perante a ausência de resposta do pelotão no momento do ataque. O ciclista da equipa Burgos BH acabou por cortar a meta isolado, já com o pelotão no seu encalço, com Maurício Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor) ainda a tentar a vitória nos últimos metros, e com Scott McGill a fechar na terceira posição somando mais pontos que foram determinantes para aumentar a vantagem para João Matias na luta pela camisola verde. Na classificação geral, Frederico Figueiredo mantém sete segundos de avanço sobre Mauricio Moreira e 38 sobre Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista). TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1LANGELLOTTI VictorBBH - BURGOS - BH (ESP)4:11:292MOREIRA MauricioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:11:293MCGILL ScottWGC - WILDLIFE GENERATION PRO CYCLING (USA)4:11:294CARVALHO AntónioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:11:295FERNANDEZ DelioATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)4:11:296FIGUEIREDO FredericoGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:11:297CASIMIRO HenriqueEFL - EFAPEL CYCLING (POR)4:11:298ROSSKOPF JosephHPM - HUMAN POWERED HEALTH (USA)4:11:299NUNES HugoRPB - RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)4:11:2910ARMSTRONG ThomasEHE - ELECTRO HIPER EUROPA - CALDAS (COL)4:11:29 TOP 10 Classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1FIGUEIREDO FredericoGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)33:31:032MOREIRA MauricioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 73FERNANDES LuísRPB - RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)a 384CARVALHO AntónioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 2:215CARDOSO AndréCDF - ABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)a 3:296MARQUE AlejandroATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 3:337FERNANDEZ DelioATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 4:178DEL PINO JesusALL - AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)a 5:449MURGUIALDAY JokinCJR - CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)a 5:5510SANCHEZ AngelTAV - TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)a 7:05 Domingo corre-se aquela que é considerada por muitos a etapa rainha desta Volta a Portugal 2022, com a partida em Paredes e a chegada no alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto, com a meta a coincidir com uma contagem de montanha de primeira categoria. Fotografia: João Fonseca, Federação Portuguesa de Ciclismo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 7 No final dos 150,1 quilómetros entre Santo Tirso e Braga, o vencedor saiu da fuga do dia, um grupo composto por 15 corredores, entre os quais Luís Gomes (Kelly-Simoldes-UDO) que acabaria por vencer a etapa 7 da Volta a Portugal 2022. O ciclista da Kelly-Simoldes-UDO Luís Gomes, que teve na fuga o colega de equipa José Sousa, foi o mais forte entre um grupo de fugitivos e venceu em 3:32.03 horas, o mesmo tempo do português Gonçalo Leaça (LA Alumínios-Credibom-MarcosCar) e do espanhol Txomin Juaristi (Euskatel-Euskadi), segundo e terceiro, respetivamente. Na classificação geral, Frederico Figueiredo segue na liderança, seguido do seu colega de equipa, Maurício Moreira, a sete segundos, e Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista), a 38 segundos. Maurício Moreira segue líder da montanha, Jokin Murguialday (Caja Rural-Seguros RGA) veste a camisola branca da juventude e a Glassdrive-Q8-Anicolor lidera por equipas. A camisola verde, dos pontos, mantém-se com o norte-americano, Scott McGill (Wildlife Generation Pro Cycling), com apenas quatro pontos de vantagem sobre João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), que hoje conseguiu diminuir a desvantagem que tinha. TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1GOMES LUÍSKELLY / SIMOLDES / UDO (POR)3:32:032LEAÇA GONÇALOL.A. ALUMÍNIOS / CREDIBOM / MARCOS CAR (POR)3:32:033JUARISTI TXOMINEUSKALTEL - EUSKADI (ESP)3:32:034JOHNSTON CALUMCAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)3:32:035SILVA JOAQUIMEFAPEL CYCLING (POR)3:32:036ROSSKOPF JOSEPHHUMAN POWERED HEALTH (USA)3:32:037ETXEBERRIA ASIEREUSKALTEL - EUSKADI (ESP)3:33:308MATIAS JOÃOTAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)3:33:319MARTINGIL CÉSARRADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)3:33:3110LOPEZ-COZAR JUANBURGOS - BH (ESP)3:33:31 TOP 10 Classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1FIGUEIREDO FREDERICOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)29:19:342MOREIRA MAURICIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)29:19:413FERNANDES LUÍSRADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)29:20:124CARVALHO ANTÓNIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)29:21:555CARDOSO ANDRÉABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)29:23:036MARQUE ALEJANDROATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)29:23:077FERNANDEZ DELIOATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)29:23:518DEL PINO JESUSAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)29:25:189MURGUIALDAY JOKINCAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)29:25:2910SANCHEZ ANGELTAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)29:26:39 A oitava etapa corre-se no sábado, tendo um perfil bastante ondulado, com quatro prémios de montanha ao longo dos 182,4 quilómetros entre Viana do Castelo e Fafe. Fotografia: João Fonseca, Federação Portuguesa de Ciclismo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 6 O ciclista norte-americano Scott McGill (Wildlife Generatio Pro Cycling) somou hoje a segunda vitória na Volta a Portugal 2022, ao vencer a sexta etapa, igualando assim no número de vitórias de etapa nesta edição da Volta, o português João Matias (Tavfer- Mortágua-Ovos Matinados). Após os 159,9 quilómetros da etapa que iniciou em Águeda, McGill impôs-se precisamente sobre João Matias (Tavfer- Mortágua-Ovos Matinados), que discutiu com o americano sprint final da etapa, e Antonio Carvalho (Glassdrive-Q8-Anicolor), segundo e terceiro, respetivamente. Na classificação geral, Frederico Figueiredo mantém a liderança da classificação geral, com sete segundos de avanço sobre o companheiro de equipa Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor) e 38 sobre Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista). TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1MCGILL ScottWGC - WILDLIFE GENERATION PRO CYCLING (USA)3:48:182MATIAS JoãoTAV - TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)3:48:183CARVALHO AntónioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)3:48:184BARBIO AntónioTAV - TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)3:48:185COSTA FábioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)3:48:186REES OliverTRI - TRINITY RACING (GBR)3:48:187ARMSTRONG ThomasEHE - ELECTRO HIPER EUROPA - CALDAS (COL)3:48:188GUERRERO Juan EstebanEHE - ELECTRO HIPER EUROPA - CALDAS (COL)3:48:189MARTINGIL CésarRPB - RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)3:48:1810LOPEZ DE ABETXUKO JIMENEZ AndoniCJR - CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)3:48:18 TOP 10 classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1FIGUEIREDO FredericoGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)25:45:442MOREIRA MauricioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 73FERNANDES LuísRPB - RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)a 384CARVALHO AntónioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 2:215CARDOSO AndréCDF - ABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)a 2:396MARQUE AlejandroATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 3:337FERNANDEZ DelioATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 4:178DEL PINO JesusALL - AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)a 5:449MURGUIALDAY JokinCJR - CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)a 5:5510SANCHEZ AngelTAV - TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)a 7:05 Amanhã, sexta-feira, a sétima etapa liga Santo Tirso e Braga, num percurso de 150,1 quilómetros, com uma contagem de montanha de segunda categoria a menos de 10 quilómetros da meta. Fotografia: João Fonseca, Federação Portuguesa de Ciclismo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Europeus de ciclismo - Munique 2022 De 12 a 21 de agosto, a cidade alemã de Munique organiza em simultâneo os Campeonatos da Europa de nove desportos distintos: Atletismo, Voleibol de Praia, Canoagem, Ginástica, Remo, Escalada Desportiva, Ténis de Mesa, Triatlo e Ciclismo. Os melhores atletas do ‘Velho Continente’ competem neste evento que se assemelha a uns autênticos minijogos Olímpicos.  Cinco décadas depois de Munique ter acolhido os Jogos de verão, a cidade volta a ter um ambiente semelhante com quase 4700 atletas a encherem os diferentes estádios onde vão decorrer as provas.  O canal Eurosport irá garantir a transmissão dos Europeus de Ciclismo e das suas quatro especialidades: Pista, Estrada, BMX e BTT.  Os portugueses em prova Pista Daniel Dias, Daniela Campos, Diogo Narciso, Iúri Leitão e Maria Martins competem primeiro nas provas de Pista entre os dias 12 e 16 de agosto. Estrada Em Estrada, Rui Oliveira marca presença na prova de fundo a 14 de agosto, enquanto Maria Martins, testa a sua sorte no derradeiro dia de competição, a 21 de agosto, após as provas de Pista, mas na prova de fundo. BTT Mário Costa, Ricardo Marinheiro e Joana Monteiro nas provas de BTT são os outros ciclistas lusos nos Europeus, que têm provas marcadas para os dias 19 e 20 de agosto. Os portugueses em ação nas provas de ciclismo dos Europeus de Munique 2022, para ver em direto nos canais Eurosport entre 12 e 21 de agosto.  Fotografia: Getty Images, Eurosport. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 5 Na etapa 5 da Volta a Portugal 2022 o pelotão saiu da Mealhada para cumprir 165,7 quilómetros que teriam um final duro no Observatório de Vila Nova, em Miranda do Corvo, o primeiro "teste" à liderança de Maurício Moreira, que saía para a estrada de amarelo no início do dia. Foi uma etapa digna da Volta a Portugal, correndo-se desde o início em grande ritmo, onde a fuga do dia chegou a ter 1m30s de vantagem, começando a diminuir drasticamente a diferença a partir do momento em que, a 25 quilómetros do final, a equipa do camisola amarela, Maurício Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor), assumiu a perseguição. O grupo dos fugitivos foi alcançado a 17 quilómetros da meta e a sete do início da subida final. Após alcançada a fuga as equipas Caja Rural-Seguros RGA e Rádio Popular-Paredes-Boavista passaram pela frente do pelotão, mas quando se iniciou a subida final que levaria os corredores até à meta, foi a Glassdrive-Q8-Anicolor que assumiu a corrida. Quando seguiam juntos do camisola amarela vários ciclistas da equipa Glassdrive-Q8-Anicolor, Frederico Figueiredo atacou e foi em busca sozinho, da vitória da etapa, deixando para o líder da classificação geral e colega de equipa, Maurício Moreira. No final dos 165,7 quilómetros, entre Mealhada e o Observatório de Vila Nova, Figueiredo venceu em 4:02.01 horas, menos 37 segundos do que Henrique Casimiro (Efapel), Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor). Desta forma Frederico Figueiredo acabou por subir à liderança da Volta a Portugal 2022 e é o novo camisola amarela. TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPODIFª1FIGUEIREDO FredericoGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:02:01---2CASIMIRO HenriqueEFL - EFAPEL CYCLING (POR)4:02:38a 373FERNANDES LuísRPB - RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)4:02:38m.t.4MOREIRA MauricioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:02:38m.t.5CARVALHO AntónioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:02:40a 396MILER BarryBSP - BAI SICASAL PETRO DE LUANDA (ANG)4:02:40m.t.7CARDOSO AndréCDF - ABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)4:02:51a 508DEL PINO JesusALL - AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)4:03:12a 1:119LEAÇA GonçaloLAA - L.A. ALUMÍNIOS / CREDIBOM / MARCOS CAR (POR)4:03:43a 1:4210PIRA PARADA YesidCJR - CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)4:03:49a 1:48 TOP 10 Classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1FIGUEIREDO FredericoGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)21:57:262MOREIRA MauricioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 73FERNANDES LuísRPB - RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)a 384CARVALHO AntónioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 2:215CARDOSO AndréCDF - ABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)a 2:396MARQUE AlejandroATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 3:337FERNANDEZ DelioATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 4:178DEL PINO JesusALL - AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)a 5:449MURGUIALDAY JokinCJR - CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)a 5:5510SANCHEZ AngelTAV - TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)a 7:05 As palavras de Frederico e Maurício no final da etapa https://www.youtube.com/watch?v=doRvVoqOn0k Amanhã disputar-se-á a sexta etapa da Volta a Portugal Continente, que levará os corredores por um percurso de 159,9 quilómetros, entre Águeda e Maia. Fotografia: João Fonseca, Federação Portuguesa de Ciclismo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novo capacete Lazer Cage KinetiCore - Alta performance para o Enduro A Lazer lançou um novo capacete para Enduro, o Lazer Cage KinetiCore, que de acordo com a marca é o primeiro capacete integral com uma classificação de proteção de 5 estrelas (o melhor disponível) da Virginia Tech. Graças à tecnologia KinetiCore da Lazer, o Cage apresenta uma inovadora proteção rotacional e de impacto direto embutida no capacete para melhor desempenho de um capacete leve e bem ventilado. A Lazer diz ter projetado um capacete para o piloto de enduro moderno, que ultrapassa seus limites no percurso. O Cage KinetiCore está concebido para oferecer excelente fluxo de ar para máxima respirabilidade, tornando-o igualmente confortável para corridas e longas subidas de volta ao topo. O aperto antiderrapante na parte de trás do capacete tem como objectivo manter os óculos de proteção no lugar para as descidas mais difíceis, enquanto a fivela magnética afacilita o manuseamento mesmo com luvas. Tecnologia KinetiCore Com mais de dez anos de pesquisa, desenvolvimento e testes, a tecnologia de capacete KinetiCore da Lazer apresenta proteção integrada contra impacto rotacional graças às exclusivas zonas de deformação incorporadas à estrutura interna do capacete. A tecnologia integrada do KinetiCore também usa menos material para melhorar a ventilação, num design de capacete mais leve e com menos plásticos ​​na construção. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo no Eurosport - Dias e horários desta semana Este semana regressam as transmissões em directo de ciclismo no Eurosport. Vão para a estrada três competições masculinas e uma feminina que prometem muitas horas de ação, entretenimento e belíssimas paisagens. De 9 a 11 de agosto - Volta a Ain 34.ª edição da Volta a Ain, uma prova com sabor a Tour. Apesar de contar com apenas três etapas, a corrida realizada na região de Ain, em França, conta com um perfil montanhoso que atravessa o Maciço de Jura. Entre os 120 corredores inscritos, o grande destaque vai para a participação do campeão do mundo, o francês Julian Alaphilippe. Rémi Cavagna, Guillaume Martin ou George Bennet são outros dos nomes fortes anunciados pela organização para o Tour de l’Ain 2022.  Dia 10 de agosto - Circuito Franco-Belga Está marcada a realização de uma grande clássica com muita tradição, mas com uma nova ‘cara’. O antigo Eurometrópole Tour dá lugar ao Circuito Franco-Belga. São já 80 anos de história, mas a essência da corrida mantém-se. O pelotão parte de Tournai rumo à meta que está situada 175,2 quilómetros depois em La Louvière. O campeão de 2021, Fabio Jakobsen, está de volta para tentar a ‘dobradinha’ nesta 81.ª edição. De 11 a 14 de agosto - Arctic Race of Norway Uma prova emocionante e com paisagens de grande beleza. Com partida bem a Norte da Noruega, em Moi I Rana, próximo do Círculo Polar Ártico, a corrida ruma a sul, até Trondheim, terra de saltos de esqui. Ao todo, o pelotão cumpre 680 quilómetros passando por estradas costeiras e cenários diferentes dos habituais. Entre as principais estrelas presentes na lista de pré-inscritos para a 9.ª edição da Arctic Race of Norway contam-se os nomes de Dylan Groenewegen, Luca Mozzato, Tobias Halland Johannessen, Amaury Capiot, Quinten Hermans, Hugo Houle e ainda do português André Carvalho.  Ciclismo feminino - Volta à Escandinávia Ganha cada vez mais espaço nas transmissões do Eurosport e esta semana será igualmente possível ver a Volta à Escandinávia – Batalha do Norte, uma prova do circuito mundial da UCI que atravessa três países: Dinamarca, Suécia e Noruega. São mais de 830 quilómetros divididos em 6 etapas, com partida de Copenhaga, tal como o Tour de France 2022, e final a norte, em Halden, na Noruega. As melhores equipas e ciclistas não vão faltar nesta edição da Volta à Escandinávia, prova que o Eurosport emite de 09 a 14 de agosto.  Horários completos das transmissões: VOLTA A AIN   Terça-feira, 09 de agosto – E1 – 13:05H Quarta-feira, 10 de agosto – E1 – 12:35H Quinta-feira, 11 de agosto – E1 – 13:05H  CIRCUITO FRANCO-BELGA  Quarta-feira, 10 de agosto – E1 – 14:40H  ARCTIC RACE OF NORWAY  Quinta-feira, 11 de agosto – E1 – 17:15H (em diferido)Sexta-feira, 12 de agosto – E1 – 12:25H Sábado, 13 de agosto – E1 – 13:15H Domingo, 14 de agosto – E1 – 14:45H  VOLTA À ESCANDINÁVIA FEMININA  Terça-feira, 09 de agosto – E1 – 15:00H Quarta-feira, 10 de agosto – E1 – 16:00H Quinta-feira, 11 de agosto – E1 – 15:00H Sexta-feira, 12 de agosto – E1 – 15:00H Sábado, 13 de agosto – E1 – 11:00H Domingo, 14 de agosto – E1 – 20:00H (em diferido) Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 4 João Matias, que já tinha vencido em Castelo Branco, bateu hoje ao sprint o norte-americano Scott McGill e o espanhol Andoni Abetxuko na chegada a Viseu da etapa 4 da Volta a Portugal 2022. O ciclista português da equipa Tavfer- Mortágua-Ovos Matinados venceu hoje pela segunda vez na Volta a Portugal, vitória que também deu a camisola verde, dos pontos, a João Matias, embora em igualdade pontual com Scott McGill. Os principais homens da geral chegaram integrados no pelotão. Maurício Moreira conservou a camisola amarela e a diferença para os perseguidores mais próximos, 30 segundos sobre o colega de equipa Frederico Figueiredo e 31 segundos sobre Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista). As palavras de João Matias no final da etapa https://www.youtube.com/watch?v=zrqw0xOCQiw TOP 10 etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1MATIAS JoãoTAV - TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)3:55:112MCGILL ScottWGC - WILDLIFE GENERATION PRO CYCLING (USA)3:55:113LOPEZ DE ABETXUKO JIMENEZ AndoniCJR - CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)3:55:114MOLENAAR AlexanderBBH - BURGOS - BH (ESP)3:55:115ARMSTRONG ThomasEHE - ELECTRO HIPER EUROPA - CALDAS (COL)3:55:116SILVA RafaelEFL - EFAPEL CYCLING (POR)3:55:117COSTA FábioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)3:55:118GRIGOREV AleksandrATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)3:55:119ANTUNES TiagoEFL - EFAPEL CYCLING (POR)3:55:1110RAMALHO AndréLAA - L.A. ALUMÍNIOS / CREDIBOM / MARCOS CAR (POR)3:55:11 TOP 10 classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1MOREIRA MauricioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)17:54:552FIGUEIREDO FredericoGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 303FERNANDES LuísRPB - RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)a 314MARQUE AlejandroATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 2:105CARVALHO AntónioGCT - GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)a 2:126CARDOSO AndréCDF - ABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)a 2:197FERNANDEZ DelioATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 2:338DUARTE EmanuelATM - ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)a 3:329MURGUIALDAY JokinCJR - CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)a 3:4410DEL PINO JesusALL - AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)a 5:03 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=PrWFwbblECQ Na terça-feira vai cumprir-se o dia de descanso da Volta a Portugal, com os ciclistas a voltarem à estrada na quarta-feira para cumprirem os 165,7 quilómetros da quinta etapa entre a Mealhada e Miranda do Corvo, com a corrida a terminar no alto do Observatório de Vila Nova. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 3 Na chegada ao ponto mais alto de Portugal continental, após um percurso de 159 quilómetros e 4:40.35 horas de etapa, Maurício Moreira, vice-campeão em 2021, venceu a etapa, com o mesmo tempo de Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e menos quatro segundos do que Frederico Figueiredo (Glassdrive-Q8-Anicolor). Na classificação geral, o uruguaio passou a liderar, com menos 30 segundos do que o seu colega de equipa Frederico Figueiredo e 31 do que Luís Fernandes. “Já tive a oportunidade de ser líder de outras corridas, nunca fui líder da Volta a Portugal. É um sonho tornado realidade. Sei que vai pesar, mas espero bem aguentar esta camisola e equipa a alegria que merece”, afirmou Mauricio Moreira disse ainda que não acredita que já esteja decidido, e que a luta pela geral esteja reduzida a três: ele próprio, o seu colega Frederico Figueiredo e a Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista). A camisola amarela troca de corpo mas não de equipa. Moreira ‘recebeu’ a amarela do seu companheiro Rafael Reis. O campeão nacional de contrarrelógio chegou num ‘grupeto’ a mais de 30 minutos, depois de um trabalho soberbo durante toda a etapa onde ajudou a equipa tanto como aguadeiro, como na redução da diferença para a fuga do dia. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1MOREIRA MAURICIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:40:352FERNANDES LUÍSRADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)4:40:353FIGUEIREDO FREDERICOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:40:394CARDOSO ANDRÉABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)4:42:195MARQUE ALEJANDROATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)4:42:306CARVALHO ANTÓNIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:42:347FERNANDEZ DELIOATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)4:42:418MURGUIALDAY JOKINCAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)4:43:539DUARTE EMANUELATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)4:43:5910DEL PINO JESUSAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)4:45:00 TOP 10 classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPODIFª1MOREIRA MAURICIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)13:59:44-2FIGUEIREDO FREDERICOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)14:00:14A 0:00:303FERNANDES LUÍSRADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)14:00:15A 0:00:314MARQUE ALEJANDROATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)14:01:54A 0:02:105CARVALHO ANTÓNIOGLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)14:01:56A 0:02:126CARDOSO ANDRÉABTF BETÃO - FEIRENSE (POR)14:02:03A 0:02:197FERNANDEZ DELIOATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)14:02:17A 0:02:338DUARTE EMANUELATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)14:03:16A 0:03:329MURGUIALDAY JOKINCAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)14:03:28A 0:03:4410DEL PINO JESUSAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR)14:04:47A 0:05:03 Vídeo resumo etapa https://www.youtube.com/watch?v=W0HK_zc8gok Na segunda-feira corre-se a quarta etapa, com uma ligação de 169,1 quilómetros, entre Guarda e Viseu, onde na terça-feira o pelotão cumpre o dia de descanso na prova. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 2 João Matias triunfou hoje no final da segunda etapa da 83a. da Volta a Portugal 2022, com um arranque vigoroso nos últimos 100 metros do empedrado da emblemática Avenida Nuno Álvares, em Castelo Branco. O corredor da Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados concretizou aos 31 anos o sonho de vencer na Volta. Os sapatos personalizados com dedicatória ao seu futuro filho deram-lhe "asas" para conseguir a sua primeira vitória na Volta a Portugal. João Matias confirma a forma que atravessa na presente temporada, onde entrou logo a vencer em Fevereiro na Volta ao Algarve, a qual terminou com a vitória da classificação da montanha, tendo depois estado em evidência na Volta ao Alentejo discutindo etapas, e culminando hoje finalmente nesta brilhante vitória. "Lutei tanto por este momento, para vencer uma etapa da Volta a Portugal… Esta vitória é para toda a equipa, para o Pedro Silva - mentor deste projeto que está lá em cima a olhar por nós -, para a minha família, esposa e futuro filho.Havia sempre algo que me acontecia, mas hoje foi tudo perfeito. É uma explosão de emoções. Estive quase a abandonar a modalidade e tenho de agradecer a todos os que me apoiaram”,Declarou emocionado o ciclista de Barcelos. Apesar deste triunfo de João Matias, a classificação nada alterou para os lugares da frente e Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor) continua com a Camisola Amarela Continente que vestiu no Prólogo de quinta-feira, em Lisboa. Reis tem nove segundos sobre o companheiro de equipa, Mauricio Moreira, e Oliver Rees (Trinity Racing). TOP 10 Etapa Pos Nome Equipa Tempo 1º MATIAS João TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)4:42:212º MCGILL Scott WILDLIFE GENERATION PRO CYCLING (USA)4:42:213º MOREIRA Mauricio GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:42:214º CARVALHO António GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:42:215º GOMES Luís KELLY / SIMOLDES / UDO (POR)4:42:216º FERNANDEZ Delio ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)4:42:217º LOBATO Juan Jose EUSKALTEL - EUSKADI (ESP)4:42:218º BARBIO António TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)4:42:219º CANELLAS Xavier JAVA KIWI ATLANTICO (VEN)4:42:2110º ARMSTRONG Thomas ELECTRO HIPER EUROPA - CALDAS (COL)4:42:21 TOP 10 Classificação Geral Pos Nome Equipa Tempo 1 REIS Rafael GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)9:19:00 2 MOREIRA Mauricio GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR) a 9 3 REES Oliver TRINITY RACING (GBR)m.t. 4 ROSSKOPF Joseph HUMAN POWERED HEALTH (USA) a 11 5 ANTUNES Tiago EFAPEL CYCLING (POR) a 12 6 CASIMIRO Henrique EFAPEL CYCLING (POR) a 13 7 WALKER Max TRINITY RACING (GBR)m.t. 8 LOBATO Juan Jose EUSKALTEL - EUSKADI (ESP) a 14 9 GRIGOREV Aleksandr ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)m.t. 10 JUARISTI Txomin EUSKALTEL - EUSKADI (ESP)m.t.  Vídeo resumo da 2.ª etapa https://www.youtube.com/watch?v=pYSb2m22EGw Domingo há Torre Ao quarto dia de prova, a Volta vai chegar à Torre. O dia de domingo será o primeiro de verdadeira montanha com a chegada ao ponto mais alto do continente português e o início da seleção dos melhores valores que têm pretensões aos melhores lugares da Classificação Geral. A etapa da Torre vai começar na Sertã e não se apresenta fácil, pois antes da subida de Categoria Especial haverá outras dificuldades nos 159 quilómetros de percurso. Fonte: Volta a Portugal Fotografia: Agnelo Quelhas | Fernado Correia | Podium Events Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2022 - Etapa 1 Esta sexta-feira, 5 de agosto, foi o dia mais longo da Volta a Portugal 2022 com 193,5 quilómetros iniciados em Vila Franca de Xira. A cidade ribatejana provou que não vive só de festa brava e foram uma animação os momentos que antecederam a partida. No dia mais longo da 83a. Volta a Portugal Continente, Scott McGill (Wildlife Generation) foi o mais forte no sprint que marcou a chegada à cidade fortificada de Elvas, Património da Humanidade declarado pela Unesco. Uma queda marcou o final da primeira etapa, deixando na frente um grupo reduzido para discutir a etapa. Apesar do "corte" de tempo na meta, Rafael Reis (Glassdrive-Q8- Anicolor) manteve a camisola amarela. A queda envolveu vários ciclistas e aconteceu nos três quilómetros finais, pelo que não houve perda de tempo para quem esteve envolvido. Até aí a etapa tinha decorrido com relativa tranquilidade apesar das habituais fugas semgrandes consequências antes de o grupo ficar compacto para atacar a linha de meta. Depois de deixado para trás o quilómetro zero, João Macedo (LA Alumínios- Credibom-Marcos Car) não demorou a iniciar a fuga sendo imitado por Fergus Browning (Trinity Racing) e Jose Maria Garcia (Electro Hiper Europa-Caldas), com Viktor Manakov (ABTF Betão-Feirense) a juntar-se pouco depois. Focado em tentar a primeira vitória na carreira, Scott McGill posicionou-se bem nos últimos instantes da chegada a Elvas e com algum à vontade bateu o britânico Oliver Rees (Trinity Racing) e Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor). Na declaração do vencedor, os cerca de 38 graus sentidos em alguns momentos da etapa foram uma nota marcante."Esteve muito calor todo o dia. Os companheiros mantiveram-me hidratados e só tive desprintar. Estou muito entusiasmado [por ter ganho]”, afirmou o norte americano, McGill. A vitória na etapa valeu-lhe a liderança nos pontos, ou seja, envergou a Camisola Verde Rubis Gás. A Branca Jogos Santa Casa continua na posse do britânico Oliver Rees (Trinity Racing), o melhor jovem da Volta a Portugal. Rafael Reis continuar a liderar a corrida com nove segundos de vantagem sobre o colega de equipa Mauricio Moreira e Oliver Rees (Trinity Racing). "Vamos tentar guardá-la [a camisola] amanhã. Na serra temos outro plano. Sei qual é o meu papel"... realçou, referindo-se ao controlo que a equipa fez na etapa. TOP 10 Etapa Pos.Nome Equipa Tempo Difª1º MCGILL Scott WILDLIFE GENERATION PRO CYCLING (USA)4:30:282º REES Oliver TRINITY RACING (GBR)4:30:28m.t.3º MOREIRA Mauricio GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:30:28m.t.4º MATIAS João TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)4:30:28m.t.5º ARMSTRONG Thomas ELECTRO HIPER EUROPA - CALDAS (COL)4:30:28m.t.6º SILVA Joaquim EFAPEL CYCLING (POR)4:30:28m.t.7º GUERRERO Juan Esteban ELECTRO HIPER EUROPA - CALDAS (COL)4:30:28m.t.8º MARTINGIL César RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR)4:30:28m.t.9º ALONSO Pablo ELECTRO HIPER EUROPA - CALDAS (COL)4:30:28m.t.10º BARBIO António TAVFER-MORTÁGUA-OVOS MATINADOS (POR)4:30:28m.t. TOP 10 Classificação Geral Pos Nome Equipa Tempo 1 REIS Rafael GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR)4:36:39 2 MOREIRA Mauricio GLASSDRIVE / Q8 / ANICOLOR (POR) a 9 3 REES Oliver TRINITY RACING (GBR)m.t. 4 ROSSKOPF Joseph HUMAN POWERED HEALTH (USA) a 11 5 ANTUNES Tiago EFAPEL CYCLING (POR) a 12 6 CASIMIRO Henrique EFAPEL CYCLING (POR) a 13 7 WALKER Max TRINITY RACING (GBR)m.t. 8 LOBATO Juan Jose EUSKALTEL - EUSKADI (ESP) a 14 9 GRIGOREV Aleksandr ATUM GENERAL/TAVIRA/AP MARIA NOVA HOTEL (POR)m.t. 10 JUARISTI Txomin EUSKALTEL - EUSKADI (ESP)m.t.  Vídeo resumo do dia https://youtu.be/-jG2X-X7Ezg Amanhã Volta visita Espanha Mais calor, um pouco mais de montanha e uma chegada já bem conhecida da Volta a Portugal, além da partida em Badajoz, é o que está reservado para este sábado na segunda etapa da 83a Volta a Portugal Continente, que faz a transição entre o Alentejo e a Beira Baixa. A meta de mais um dia longo (181,5 quilómetros) estará em Castelo Branco. Fonte: Volta a Portugal Fotografia: Agnelo Quelhas e Fernando Correia | Podium Events ### Volta a Portugal 2022 - Resumo do Prólogo O português Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor) tornou-se hoje o primeiro líder da 83.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, ao vencer o prólogo de 5,4 quilómetros em Lisboa. Pelo segundo ano consecutivo e quarta vez na carreira, Rafael Reis venceu um prólogo da Volta aPortugal. O campeão nacional decontrarrelógio completou os 5,4 quilómetros do Prologo discutido em Belém, Lisboa, em 6:11 minutos,com uma média de 52,3 km/hora. Quem mais se aproximou da marca foi o companheiro de equipa daGlassdrive-Q8-Anicolor, o uruguaio Maurício Moreira e o jovem britânico Oliver Rees (Trinity Racing), ambos a nove segundos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=eVJiotWp934 TOP 10 Etapa 1 - 66 REIS Rafael GCT 0:06:112 - 67 MOREIRA Mauricio GCT a 93 - 71 REES Oliver TRI m.t.4 - 15 ROSSKOPF Joseph HPM a 115 - 82 ANTUNES Tiago EFL a 126 - 85 CASIMIRO Henrique EFL a 137 - 73 WALKER Max TRI m.t.8 - 31 LOBATO Juan Jose EUS a 149 - 137 GRIGOREV Aleksandr ATM m.t.10 - 33 JUARISTI Txomin EUS m.t. TOP 10 Classificação Geral 1 - 66 REIS Rafael GCT 0:06:112 - 67 MOREIRA Mauricio GCT a 93 - 71 REES Oliver TRI m.t.4 - 15 ROSSKOPF Joseph HPM a 115 - 82 ANTUNES Tiago EFL a 126 - 85 CASIMIRO Henrique EFL a 137 - 73 WALKER Max TRI m.t.8 - 31 LOBATO Juan Jose EUS a 149 - 137 GRIGOREV Aleksandr ATM m.t.10 - 33 JUARISTI Txomin EUS m.t. Na sexta-feira, corre-se a primeira etapa, com uma ligação de 193,7 quilómetros, entre Vila Franca de Xira e Elvas, num percurso com duas contagens de montanha de quarta cetegoria. ### Rui Costa confirmado na Intermarché-Wanty-Gobert em 2023 Rui Costa, campeão do mundo de fundo em 2013, vai correr na Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux em 2023, anunciou hoje a equipa belga do WorldTour. Tal como o Topcycling.pt havia adiantado, Rui Costa está de saída da UAE Emirates após 9 anos de ligação com esta estrutura, que vinha da Lampre-Merida. “Rui Costa será o primeiro português a correr na Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux a partir de 2023. O campeão do mundo em Florença2013 corre ao mais alto nível há já 13 anos e vai juntar-se a uma equipa belga pela primeira vez na carreira”, Refere o comunicado da nova equipa de Rui Costa. “Estou muito feliz de poder contribuir para o sucesso da equipa na próxima temporada. Este novo ambiente vai oferecer-me novas oportunidades, e acreditam no meu valor como atleta”, Declarou o ciclista, citado no mesmo comunicado. O diretor de performance da equipa, Aike Visbeek, destacou a importância, no seio da formação, de “experiência e grandes campeões como elementos decisivos para chegar ao sucesso”. “Estamos contentes por Rui Costa poder ter um papel importante como capitão nas corridas mais difíceis e nas clássicas das Ardenas. Construiu um grande palmarés ao combinar talento, trabalho duro e inteligência de corrida”, explicou. Para Visbeek, Rui Costa pode passar alguns conhecimentos “muito preciosos”, sobretudo no processo de tomada de decisões em corridas, para que “ciclistas como Lorenzo Rota e Georg Zimmermann possam tomar o próximo passo nas carreiras”. A contratação insere-se na estratégia que a equipa tem definido, ao combinar ciclistas experientes com jovens valores, mas também para que o português possa “ter um papel nas grandes Voltas, ao lado de Meintjes ou Biniam Girmay”. “Tem uma ambição pessoal clara, e queremos oferecer-lhe este equilíbrio, ao dar-lhe uma posição proeminente em corridas por etapas, ou clássicas mais difíceis, que lhe assentem”, afirma o diretor. Aos 35 anos Rui Costa volta a mudar o rumo da sua carreira dentro do pelotão World Tour, aportando a sua experiência para o desenvolvimento de novos talentos e também em procura de vitórias numa equipa que subiu de escalão recentemente, mas em 2022 já conta com 18 vitórias. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Annemiek van Vleuten vence o primeiro Tour de France Femmes avec Zwift Annemiek van Vleuten venceu o primeiro Tour de France Femmes avec Zwift, tendo resolvido a corrida nos últimos dois dias de prova, com exibições que ficarão na história do ciclismo feminino. A holandesa conquistou no derradeiro dia, a sua segunda vitória consecutiva da corrida, com mais um ataque sem capacidade por parte das adversárias a seis quilómetros do fim no topo da Super Planche des Belles Filles, seguindo a solo ao final. No dia anterior havia passado do oitavo posto da classificação geral para a liderança, também num ataque desde longe, onde destruiu toda a concorrência a cerca de 60 quilómetros para o final, numa etapa duríssima de alta montanha. A ciclista de 39 anos foi contratada pela Movistar Team em 2021 e já deu à equipa aquela que se pode considerar uma vitória histórica à equipa, ao vencer o primeiro Tour de France Femmes avec Zwift, a primeira volta à França feminina com esta denominação e mediatismo. A experiente ciclista holandesa junta assim este importante e histórico título ao seu já extenso palmarés, no qual conta com 95 vitórias UCI, entre as quais 3 voltas a Itália, 1 volta a Espanha, 2 campeonatos do mundo de contrarrelógio, 2 medalhas olímpicas, 2 Liége, 2 Flandres e 2 Strade Bianche. No segundo lugar do Tour de France Femmes avec Zwift terminou Demi Vollering, com mais a 3:48 que a vencedora, enquanto a polaca Katarzyna Niewiadoma Canyon//SRAM Racing (WTW) fechou o pódio a 6:35. A corrida foi um sucesso mundial, com transmissão em directo de todas as exigentes etapas que totalizaram mais de 1000 quilómetros e o final duro na alta montanha e meta no alto de La Super Planche des Belles Filles (1139m de altitude), com o setor extra de terra batida. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Annemiek van Vleuten salta para a liderança da Volta a França feminina Uma das favoritas à vitória final da Volta a França feminina, Annemiek van Vleuten (Movistar), saltou hoje para a liderança da corrida após uma etapa épica. A corrida explode na alta montanhas O sétimo dia da Volta a França feminina foi a etapa rainha da corrida e contou com um percurso duro de 127,1 quilómetros entre Sélestat e Le Markstein. Houve três subidas de primeira categoria; o Col du Petit Ballon, uma subida de 9,4 km com média de 8%, o Col du Platzerwasel, 7,1 km a 8,3% e, após o sprint intermédio em Odoren, a subida final do Grand Ballon, aos 120 km com uma média de 6,6% de inclinação em 13,9km. A holandesa "destruiu a concorrência na primeira das três subidas categorizadas do dia, levando com ela unicamente Demi Vollering (SD Worx). Vollering resistiu à primeira investida de van Vleuten, mas na segunda subida a holandesa foi embora sem resposta, a mais de 60 quilómetros do final foi sempre a ganhar tempo, tendo chegado ao topo da ultima subida já com grande vantagem, e terminando a etapa 3:26 à frente da sua compatriota, que é agora a segunda classificada na geral. Foi uma exibição impressionante de Van Vleuten, saltou do sétimo posto para a liderança da corrida, colocando a ciclista de 39 anos numa excelente posição para a ultima etapa, e consequente vitória da primeira edição da Volta a França feminina. A corrida tinha sido dominada até ontem por outra grande estrela do ciclismo feminino, Marianne Vos tinha a camisola amarela desde a segunda etapa, e liderava a classificação geral desde aí, tendo conseguido duas vitórias de etapa. Hoje desceu para o 21.º posto da geral. TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1VAN VLEUTEN AnnemiekMovistar Team3:47:022VOLLERING DemiTeam SD Worx3:263LUDWIG Cecilie UttrupFDJ - SUEZ - Futuroscope5:164LABOUS JulietteTeam DSM5:185NIEWIADOMA KatarzynaCanyon / SRAM Racing5:186PERSICO SilviaValcar - Travel & Service6:567LONGO BORGHINI ElisaTrek - Segafredo6:568ŽIGART UrškaTeam BikeExchange - Jayco7:239MUZIC ÉvitaFDJ - SUEZ - Futuroscope8:2710ROOIJAKKERS PaulienaCanyon / SRAM Racing10:10 TOP 10 Classificação Geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1VAN VLEUTEN AnnemiekMovistar Team23:18:312VOLLERING DemiTeam SD Worx3:143NIEWIADOMA KatarzynaCanyon / SRAM Racing4:334LABOUS JulietteTeam DSM5:225LUDWIG Cecilie UttrupFDJ - SUEZ - Futuroscope5:596PERSICO SilviaValcar - Travel & Service6:117LONGO BORGHINI ElisaTrek - Segafredo6:158MUZIC ÉvitaFDJ - SUEZ - Futuroscope10:139GARCÍA MaviUAE Team ADQ12:0610CHABBEY EliseCanyon / SRAM Racing12:24 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Clássica San Sebastian - Show de Remco Evenepoel Numa corrida onde se apresentou como um dos favoritos, e que se sabe ser "à sua medida", Remco Evenepoel resolveu as coisas à fez o que Remco Evenepoel, com um espetacular ataque desde longe, terminando com uma vitória a solo na Clásica San Sebastián. O jovem da Quick-Step Alpha Vinyl iniciou a fuga do pelotão a cerca de 45 quilómetros do final, tendo numa fase inicial da fuga levado consigo Simon Yates (BikeExchnge-Jayco), mas acabaria por se livrar de toda a concorrência vencendo isolado. Pavel Sivakov (Ineos Grenadiers) e Tiesj Benoot (Jumbo-Visma) completaram o pódio, sendo segundo e terceiro classificados respectivamente, a mais de dois minutos do vencedor. Evenepoel já fez destas corridas de longa distância uma marca registrada na sua ainda jovem carreira, tendo vencido também recentemente a Liège-Bastoge-Liège. As corridas de um dia e uma semana são para já aquelas onde Remco Evenepoel se tem destacado, faltando ainda a sua afirmação em grande voltas (3 semanas). De relembrar que o jovem belga tem planeado também estar na Vuelta a Espanha, onde admitiu que tem como objectivo vencer pelo menos uma etapa, não sendo o a classificação geral uma prioridade no início da corrida. UAE Emirates com Rui Costa e João Almeida Tadej Pogacar também esteve presente, sendo esta a primeira competição que realizou após o Tour de France. O jovem Esloveno não resistiu ao ritmo demolidor estabelecido pela Quick-Step Alpha Vinyl, equipa que se apresentou muito bem "oleada" para esta corrida. A equipa também levou João Almeida, Juan Ayuso, Rui Costa, George Bennett, Jan Polanc e Ryan Gybbons, tendo sido o melhor classificado George Bennett que terminou no 13.º posto. Rui Costa foi o melhor português, tendo terminado no 44.º posto. TOP 10 final POS.NOMEEQUIPATEMPO1EVENEPOEL RemcoQuick-Step Alpha Vinyl Team5:31:442SIVAKOV PavelINEOS Grenadiers1:583BENOOT TiesjJumbo-Visma2:314MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo3:115RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers3:116YATES SimonTeam BikeExchange - Jayco3:287SKUJIŅŠ TomsTrek - Segafredo4:098SKJELMOSE JENSEN MattiasTrek - Segafredo4:099URÁN RigobertoEF Education-EasyPost4:0910ROTA LorenzoIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux4:09 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 21 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) venceu hoje a 21.ª e última etapa da 109.ª Volta a França, que terminou com Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) de amarela vestida. O ciclista belga de 24 anos completou os 115,6 quilómetros da etapa com o registo de 2:58.32 horas, superiorizando-se ao ‘sprint’ a Dylan Groenewegen (BikeExchange-Jayco) e a Alexander Kristoff (Intermarché-Wanty-Gobert), segundo e terceiro classificados. Vingegaard e Jumbo-Visma com dia para recordar Philipsen foi o vencedor da etapa, mas o dia de hoje fica marcado pela consagração de Jonas Vingegaard, vencedor da prova, que cortou a meta nos Campos Elísios juntamente com os seus companheiros de equipa da Jumbo-Visma. É caso para dizer que Vingegaard e a Jumbo-Visma tiveram hoje um dia para mais tarde recordar, pela conquista de tão importante prova. O ciclista dinamarquês conseguiu contrariar o favoritismo atribuído a Tadej Pogacar (UAE Emirates) bicampeão desta mítica prova. Vingegaard terminou este 109.º Tour com 3,34 minutos de vantagem sobre Pogacar, enquanto que a fechar o pódio da geral ficou Geraint Thomas (INEOS), a 08.13 minutos. Nelson Oliveira terminou na 52.ª posição Nelson Oliveira (Movistar) terminou a prova na 52.ª posição, onde cumpriu papel atribuído pela equipa. Oliveira foi assim o único português a terminar a prova, isto depois da desistência de Rúben Guerreiro. Top 10 etapa POSRIDER TEAMTIME01Jasper Philipsen Alpecin-Deceuninck02:58:3202Dylan Groenewegen Team BikeExchange-Jayco+ 0003Alexander Kristoff Intermarché-Wanty-Gobert+ 0004Jasper Stuyven Trek-Segafredo+ 0005Peter Sagan TotalEnergies+ 0006Jérémy Lecroq B&B Hotels-KTM+ 0007Danny van Poppel BORA-hansgrohe+ 0008Caleb Ewan Lotto Soudal+ 0009Hugo Hofstetter Team Arkéa-Samsic+ 0010Fred Wright Bahrain Victorious+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=zOIGJ5EDu4w Top 10 classificação geral POSRIDER TEAMTIME01Jonas Vingegaard Jumbo-Visma79:33:2002Tadej Pogacar UAE Team Emirates+ 02:4303Geraint Thomas INEOS Grenadiers+ 07:2204David Gaudu Groupama-FDJ+ 13:3905Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 15:4606Nairo Quintana Team Arkéa-Samsic+ 16:3307Romain Bardet Team DSM+ 18:1108Louis Meintjes Intermarché-Wanty-Gobert+ 18:4409Alexey Lutsenko Astana Qazaqstan Team+ 22:5610Adam Yates INEOS Grenadiers+ 24:52 O Tour volta em 2023 Cai assim o pano sobre a 109.ª edição daquela que é considerada por muitos como a prova de ciclismo mais importante do planeta. Ainda há muito para analisar e muito para se escrever sobre esta edição em que parece ter surgido uma nova rivalidade para a modalidade nos próximos anos. Falamos obviamente de Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar que protagonizaram alguns dos melhores momentos deste Tour.    O Tour de France despede-se assim da edição de 2022, mas voltará certamente em 2023, para mais três semanas intensas de ciclismo, para prender a atenção de milhões de adeptos por todo o mundo. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Figueira Champions Classic - Clássica portuguesa com as melhores equipas do mundo A Figueira Champions Classic será uma clássica a ser realizada já em 2023. O planeamento foi estratégico pois a data desta corrida será só 4 dias antes da Volta ao Algarve, podendo assim atrair muitas das equipas World Tour que estão presentes na Algarvia. Pela primeira vez na história a organização pretende realizar em Portugal uma clássica de nível mundial da classe 1.PRO (UCI pro series). É uma aposta clara no ciclismo por parte da Figueira da Foz, na promoção da marca desta região e conselho, sendo um projecto já garantido até 2025 e que inclusive já tem direitos televisivos garantidos, com transmissão em directo no Eurosport em Portugal e todo o mundo. Completa-se 250 anos da elevação da Figueira da Foz a Vila e 140 anos da elevação a Cidade Temos de saber celebrar o que é importante para nós e é justíssimo fazermos a homenagem à Figueira da Foz em si, enquanto conselho, ao seu nascimento, a sua identidade, a afirmação e formalização dos seus laços. A Figueira da Foz reúne todos os requisitos para acolher uma prova do circuito mundial de ciclismo World Tour, dando continuidade à grande prova de ciclismo iniciada em 1929 denominada a volta dos campeões e homenageando em simultâneo um figueirense que foi um dos melhores ciclistas portugueses; António da Silva Barbosa. Como Autarca do município encaramos este evento como uma forma de afirmar mundialmente o nosso território e a marca Figueira, pretendemos um evento ímpar e único na classe 1.PRO que queremos garantir para o triénio 2023 e 2055. Dr. Pedro Santana Lopes - Presidente do município da Figueira da Foz Data e percurso A data já está definida, a Figueira Champions Classic será disputada no dia 12 de fevereiro de 2023 e terá uma distância de 197 quilómetros num sobe e desce constante, muito provavelmente com um final em "sterrato" (terra batida). Uma corrida para todos O Topcycling sabe que no mesmo fim de semana, sábado dia 11 de fevereiro haverá a prova no âmbito do projecto "ciclismo para todos", uma corrida para os praticantes e adeptos de ciclismo, que poderão colocar-se à prova e desfrutar do mesmo percurso dos profissionais que correm no dia seguinte. Um evento que pode assim atrair mais fãs de ciclismo, que num dia praticam a modalidade e no dia seguinte assistem à corrida dos profissionais, dinamizando assim a economia local. Homenagem a Alves Barbosa Alves Barbosa nasceu em Fontela, Vila Verde, Figueira da Foz, em 24 de dezembro de 1931 — Figueira da Foz, e foi o primeiro Português da história do ciclismo a figurar entre os dez primeiros do Tour de France, em 1956. Uma figura incontornável do ciclismo português, falecido em 2018, que será homenageado na Clássica da Figueira. Os seus maiores sucessos desportivos obteve-os na Volta a Espanha onde na edição de 1961 conseguiu uma vitória de etapa, e na Volta a Portugal onde conseguiu a vitória absoluta nas edições de 1951, 1956 e 1958. É com grande satisfação que a FPC (Federação Portuguesa de Ciclismo) assiste ao nascimento de mais uma grande prova de ciclismo de dimensão internacional. Consideramos estratégico o reforço do calendário de provas internacionais no início da época, especialmente de clássicas, que contribuam para afirmar Portugal como destino de estágios e de turismo em bicicleta ao longo de todo o ano. Neste contexto surge, em 2023, a Figueira Champions Classic, a realizar na Figueira da Foz, no dia 12 de fevereiro. É um evento que conjuga vários interesses desportivos e económicos, enquadrando-se na filosofia do Cyclin'Portugal. Sendo a Figueira da Foz um destino turístico por excelência e sendo o ciclismo a atividade que mais e melhor promove internacionalmente os territórios, a Figueira Champions Classic tem todas as condições para cumprir a missão de oferecer um excelente espectáculo desportivo ao mesmo tempo que divulga a Figueira da Foz junto dos adeptos de ciclismo de todo o mundo. A Federação Portuguesa de Ciclismo vê com satisfação a iniciativa de criar este novo evento internacional também por se realizar numa região de grande tradição e paixão pelo ciclismo. A Figueira da Foz, berço do primeiro ídolo do ciclismo em Portugal, José Bento Pessoa, e do primeiro ciclista português de dimensão internacional, Alves Barbosa, será, novamente, um pólo dinamizador do ciclismo. Delmino Pereira (Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo) Mais informações sobre a corrida no site oficial da mesma: http://www.figueirachampionsclassic.com/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Primeira Volta à França feminina Entre 24 a 31 de julho cumpre-se a 1.ª edição Tour de France Femmes avec Zwift, a Volta a França em bicicleta feminina, que pode ser acompanhada no Eurosport, canal que garante uma cobertura total do evento.    Hoje, Paris é o centro de todas as atenções dos fãs de ciclismo com o arranque do Tour feminino a coincidir com a conclusão do Tour masculino. A Torre Eiffel marca o ponto de partida das mulheres, que terão pela frente uma etapa de estreia de 82 quilómetros e meta situada nos Campos Elísios.  Seguem-se sete exigentes etapas que cobrem todo o tipo de percursos totalizando mais de 1000 quilómetros e um final muito duro com alta montanha e meta no alto de La Super Planche des Belles Filles (1139m de altitude), com o setor extra de terra batida. Equipas O Tour feminino contará com 24 equipas, das quais 14 fazem parte do WorldTour. Destaca-se ainda a presença das três melhores formações da categoria continental de 2021: Valcar, Ceratizit-WNT e Parkhotel Valkenburg. A competição conta ainda no pelotão com sete formações convidadas entre elas a britânica Le Col-Wahoo, onde se inclui a portuguesa Maria Martins, que não está entre as atletas inscritas para a corrida francesa. Estrelas presentes Na lista de ciclistas com presença neste Tour feminino incluem-se estrelas como Annemiek van Vleuten, Elisa Balsamo, Lotte Kopecky, Elsa Longo Borghini, Demi Vollering, Marta Cavalli, Lorena Wiebes, Marlen Reusser ou Marta Bastianelli. Quem vestirá a camisola amarela no alto de La Super Planche des Belles Filles e entrará para a história como a grande vencedora da 1.ª edição do Tour de France Femmes avec Zwift? Siga toda a ação do Tour de France Femmes avec Zwift de 24 a 31 de julho em direto no Eurosport. Horários: 24 de julho: 1.ª etapa – Paris, Torre Eiffel – Campos Elísios – 82km [E1 – 12:00h]25 de julho: 2.ª etapa – Meaux – Provins – 135km [E1 – 13:00h]26 de julho: 3.ª etapa – Reims – Epernay – 133km [E1 – 13:00h]27 de julho: 4.ª etapa – Troyes – Bar-Sur-Aube – 126km [E1 – 13:00h]28 de julho: 5.ª etapa – Bar-Le-Duc – Saint-Die-Des-Vosges – 175km [E1 – 13:00h]29 de julho: 6.ª etapa – Saint-Die-Des-Vosges – Rosheim – 128km [E1 – 13:00h]30 de julho: 7.ª etapa – Selestat – Le Markstein – 127km [E1 – 14:00h]31 de julho: 8.ª etapa – Lure – La Super Planche des Belles Filles – 123km [E1 – 14:15h] Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 20 Wout van Aert (Jumbo-Visma) conquistou hoje a 20.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista belga de 27 anos foi o mais forte no contrarrelógio de hoje, ao completar os 40,7 quilómetros entre Lacapelle-Marival e Rocamadour em 47,59 minutos, superiorizando-se em 19 segundos a Jonas Vingegaard seu companheiro de equipa na Jumbo-Visma e segundo no dia de hoje, e em 27 segundos a Tadej Pogacar (UAE Emirates). Com o resultado de hoje, Wout van Aert somou assim a terceira vitória na presente edição do Tour, confirmando, uma vez mais a excelente prestação que teve na prova e reforçando assim o poderio evidenciado pela Jumbo-Visma ao longo das últimas três semanas. Dia de confirmação para Vingegaard O segundo lugar na etapa de hoje, à frente de Tadej Pogacar, só veio confirmar a boa performance de Jonas Vingegaard na prova. O ciclista dinamarquês aguentou bem a pressão após ter ‘roubado’ a camisola amarela a Pogacar, bicampeão em título, e não mais a largou. Vingegaard e Pogacar protagonizaram nos últimos dias grandes momentos de ciclismo, oscilando entre fortes ataques, a fortes respostas, e ainda a grandes gestos de fair-play. Para amanhã, dia da 21.ª e última etapa deste 109.º Tour de France, Jonas Vingegaard vai tranquilo de amarelo, com 03.34 minutos de vantagem sobre o vice-líder Tadej Pogacar e com  08,13 sobre Geraint Thomas (INEOS), que ocupa o último lugar do pódio da geral. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma47:5902Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 1903Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 2704Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 3205Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 4206Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 01:2207Mattia Cattaneo - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:2508Fred Wright - Bahrain Victorious+ 01:3209Maximilian Schachmann - BORA-hansgrohe+ 01:3710Jan Tratnik - Bahrain Victorious+ 01:48 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=lLEhg8nidQU Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma76:33:5702Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 03:3403Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 08:1304David Gaudu - Groupama-FDJ+ 13:5605Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 16:3706Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 17:2407Romain Bardet - Team DSM+ 19:0208Louis Meintjes - Intermarché-Wanty-Gobert+ 19:1209Alexey Lutsenko - Astana Qazaqstan Team+ 23:4710Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 25:43 Consagração até Paris Amanhã o pelotão encerra mais uma edição desta mítica prova, com uma etapa de 115,6 quilómetros entre a zona parisiense de La Défense e os Campos Elísios, naquela que se espera uma viagem de consagração para Jonas Vingegaard, rumo à conquista de tão ambicionado troféu. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 19 Christophe Laporte (Jumbo-Visma) venceu hoje a 19.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista francês de 29 anos efetuou uma boa leitura da prova nos instantes finais e conseguiu surpreender o pelotão, tornando-se no primeiro ciclista francês a vencer uma etapa nesta edição do Tour. Laporte atacou, e bem, nos últimos metros da etapa que efetuou a ligação entre Castelnau-Magnoac e Cahors, completando os 188,3 quilómetros com o registo de 03:52.04 horas, superiorizando-se em um segundo a Jasper Philipsen (Alpecin–Deceuninck) e a Alberto Dainese (DSM), segundo e terceiro classificados da etapa. Vingegaard parte para o contrarrelógio com a amarela segura No que diz respeito à camisola amarela, Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) parte para o contrarrelógio de amanhã com a camisola amarela bem segura. O ciclista dinamarquês lidera a classificação geral com 03.21 minutos de vantagem sobre Tadej Pogacar (UAE Emirates), seu principal rival. Esta diferença permite a Vingegaard encarar a etapa de amanhã com alguma tranquilidade perante Pogacar, bicampeão em título desta mítica prova. No último lugar do pódio da geral está britânico Geraint Thomas (INEOS), mas este já completamente arredado da luta pela vitória, com oito minutos de atraso. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Christophe Laporte-  Jumbo-Visma03:52:0402Jasper Philipsen - Alpecin-Deceuninck+ 0103Alberto Dainese - Team DSM+ 0104Florian Sénéchal - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0105Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 0106Amaury Capiot - Team Arkéa-Samsic+ 0107Dylan Groenewegen - Team BikeExchange-Jayco+ 0108Hugo Hofstetter - Team Arkéa-Samsic+ 0109Luka Mezgec - Team BikeExchange-Jayco+ 0110Caleb Ewan - Lotto Soudal+ 01 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=qSf3oxzoHLc Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard Jumbo-Visma75:45:3902Tadej Pogacar UAE Team Emirates+ 03:2603Geraint Thomas INEOS Grenadiers+ 08:0004David Gaudu Groupama-FDJ+ 11:0505Nairo Quintana Team Arkéa-Samsic+ 13:3506Louis Meintjes Intermarché-Wanty-Gobert+ 13:4307Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 14:1008Romain Bardet Team DSM+ 16:1109Alexey Lutsenko Astana Qazaqstan Team+ 20:2910Adam Yates INEOS Grenadiers+ 20:37 Amanhã é dia de contrarrelógio Amanhã, sábado, é dia de contrarrelógio na 109.ª edição do Tour de France, quando já o pelotão já vislumbra a tão ambicionada chegada a Paris. O contrarrelógio terá um total de 40,7 quilómetros no traçado entre Lacapelle-Marival e Rocamadour e é aí que ainda podem ocorrer algumas alterações na classificação geral. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 18 Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) venceu hoje a 18.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista dinamarquês de 25 anos ganhou 1,04 minutos a Tadej Pogacar (UAE Emirates), aumentando assim a vantagem para 3,26 na geral, e terá, praticamente garantido a sua vitória na prova. Hoje decorreu a última etapa de alta montanha e Pogacar estava quase que ‘obrigado’ a tentar o tudo por tudo para tentar diminuir o atraso para o camisola amarela. Foi na subida para Col de Spandelles, que o ciclista esloveno colocou em prática os seus ataques, alguns deles bem repentinos, sempre na tentativa de surpreender um super motivado Jonas Vingegaard, mas o desfecho foi igual ao dos últimos dias, com o dinamarquês a responder de imediato, apresentando uma aparente boa frescura física. Queda de Pogacar e enorme atitude Vingegaard Como se não bastasse os ataques falhados na subida, foi na descida de Spandelles que Pogacar viu as suas hipóteses de surpreender Vingegaard diminuirem drasticamente. Ao sair um pouco fora de mais numa curva, o ciclista da UAE Emirates não conseguiu evitar uma queda, que apesar de não ser aparatosa, deixou marcas físicas, e também não deverá ter ajudado na parte psicológica. Se a queda de Pogacar foi um momento negativo da etapa de hoje no Tour, o que se seguiu, foi um momento positivo, pela enorme atitude de Vingegaard, ele próprio que já tinha sofrido um  pequeno susto na descida, poderia ter aproveitado para se distanciar do principal adversário, mas não o fez. O ciclista da Jumbo-Visma, ao aperceber-se do sucedido diminuiu o ritmo e esperou pelo esloveno, num enorme gesto de ‘fair-play’, num gesto que irá perdurar na história desta mítica prova. Wout van Aert fundamental na vitória de Vingegaard Na última subida para a meta, Jonas Vingegaard aproveitou o bom desempenho dos seus colegas de equipa, principalmente de Van Aert ciclista que vem acumulando excelentes prestações na prova. Hoje, juntamente com Sepp Kuss, aceleraram o ritmo da corrida na fase final da etapa, ritmo esse que um desgastado Pogacar já não aguentou, ficando assim para trás, com Vingegaard cortar a meta sozinho e tranquilo. Chris Froome travado pela Covid 19 Chris Froome foi a mais recente vítima da Covid 19. O experiente ciclista britânico de 37 anos já não participou na etapa de hoje, devido a ter testado positivo à Covid 19. Tal situação deixou o vencedor de quatro edições do Tour desiludido, uma vez que vinha a apresentar talvez o melhor desempenho depois do grave acidente sofrido em 2019 e que colocou a sua carreira em risco. Uma despedida inglória para um ciclista que tem lutado exaustivamente pelo regresso à boa forma que o notabilizou. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma03:59:5002Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 01:0403Wout van Aert - Jumbo-Visma+ 02:1004Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 02:5405David Gaudu - Groupama-FDJ+ 02:5806Alexey Lutsenko - Astana Qazaqstan Team+ 03:0907Daniel Martinez - INEOS Grenadiers+ 03:0908Sepp Kuss - Jumbo-Visma+ 03:2709Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 04:0410Thibaut Pinot - Groupama-FDJ+ 04:09 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=rFCOYHNk9Qo Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard Jumbo-Visma71:53:3402Tadej Pogacar UAE Team Emirates+ 03:2603Geraint Thomas INEOS Grenadiers+ 08:0004David Gaudu Groupama-FDJ+ 11:0505Nairo Quintana Team Arkéa-Samsic+ 13:3506Louis Meintjes Intermarché-Wanty-Gobert+ 13:4307Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 14:1008Romain Bardet Team DSM+ 16:1109Alexey Lutsenko Astana Qazaqstan Team+ 20:0910Adam Yates INEOS Grenadiers+ 20:17 Os Campos-Elíseos estão cada vez mais perto Amanhã, na antepenúltima etapa, o pelotão terá pela frente um total de 189 quilómetros na ligação entre Castelnau-Magnoac e Cahors, num traçado maioritariamente plano, no dia que antecede o contra-relógio de 40 quilómetros de sábado, já com os Campos-Elíseos cada vez mais perto. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 17 Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) conquistou a sua terceira vitória de etapa do Tour de France, tendo sido mais rápido nos últimos metros que o líder da corrida Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma). Não resta mais nada a Tadej Pogacar senão atacar, e foi o que tentou fazer mais um dia. Colocou a equipa na frente, no sentido de tentar recuperar a desvantagem de 2:22 mas apenas acabou por reduzir 4 segundos nessa diferença, fruto das bonificações de tempo pela vitória de etapa. Destaque para o companheiro de equipa de Pogacar, Brandon McNulty (UAE Team Emirates), o americano teve um desempenho fantástico, tendo colocado o ritmo na frente do grupo na subida anterior "Col de Val Louron-Azet", dando ainda para a subida final, na qual deixou o seu líder a poucos metros da linha de meta. Apesar das tentativas e ataques já feitos, nota-se fadiga em Pogacar, pois este só mexeu na corrida a 300 metros para do final, aplicando alguma pressão na subida final até à linha de meta, e levando Vingegaard a contra-atacar. Pogačar quereria mais, mas disse que estava satisfeito com a vitória de etapa. “Dei absolutamente tudo. Eu sei que preciso vencer, não existe outra forma, dei tudo para a equipa até à linha de meta e fiquei muito feliz”, disse Pogacar. A equipa teve novo contratempo antes da etapa, com a retirada de Rafal Majka devido a lesão e teve apenas três ciclistas para apoiar Pogacar. Ainda assim a UAE assumiu a tarefa e foi à luta, colocando um ritmo que foi deixando os favoritos da TOP classificação geral para trás, um por um, Geraint Thomas (Ineos Grenadiers), Nairo Quintana (Arkéa Samsic), David Gaudu (Groupama-FDJ), Adam Yates (Ineos Grenadiers), foram ficando, sendo que Geraint Thomas acabaria por terminar no quarto posto, defendendo bem o pódio. TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGAČAR TadejUAE Team Emirates3:25:512VINGEGAARD JonasJumbo-Visma0:003MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:324THOMAS GeraintINEOS Grenadiers2:075LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team2:346BARDET RomainTeam DSM2:387GAUDU DavidGroupama - FDJ3:278VLASOV AleksandrBORA - hansgrohe3:329MEINTJES LouisIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux3:3210QUINTANA NairoTeam Arkéa Samsic3:32 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=BoNVctYk3qw TOP 10 Classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1VINGEGAARD JonasJumbo-Visma67:53:542POGAČAR TadejUAE Team Emirates2:183THOMAS GeraintINEOS Grenadiers4:564QUINTANA NairoTeam Arkéa Samsic7:535GAUDU DavidGroupama - FDJ7:576BARDET RomainTeam DSM9:217MEINTJES LouisIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux9:248VLASOV AleksandrBORA - hansgrohe9:569YATES AdamINEOS Grenadiers14:3310MAS EnricMovistar Team16:35 Amanhã é a ultima oportunidade para se fazerem diferenças na alta montanha, numa etapa bastante dura entre Lourdes e o alto de Hautacam, com 143 quilómetros. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Davide Machado, sagrou-se hoje Vice-Campeão do Mundo de Orientação em BTT O atleta português Davide Machado, sagrou-se hoje Vice-Campeão do Mundo de Orientação em BTT, na prova de Mass Start. O Campeonato do Mundo de Orientação em BTT 2022 realizou-se entre os dias 15 e 20 de julho em Falun, na Suécia. A Equipa Portuguesa esteve presente com 7 atletas:                M20 (Junior): Pedro Peralta               WE (senior Feminino): Marisa Costa               ME (Senior Masculino): Davide Machado, Daniel Marques, João Ferreira, Paul Roothans e Guilherme Marques. A prova de Mass Start que se carateriza pelos atletas do mesmo escalão partirem todos em simultâneo para realizarem o seu percurso. Davide Machado, do Clube de Orientação do Minho, só foi superado por Samuel Pokala (Finlândia), 2º melhor atleta no ranking mundial de Orientação em BTT, que venceu prova. O atleta português conseguiu assim uma meritória medalha de prata neste Campeonato do Mundo. A medalha de bronze foi para Krystof Bogar (República Checa), 1º no ranking mundial da disciplina. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 16 Hugo Houle (Israel-Premier Tech) venceu hoje, isolado, a 16.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França. Na etapa que marcou a entrada para os Pirenéus, o ciclista canadiano de 31 anos estreou-se a vencer nesta mítica prova, completando os 178,5 quilómetros entre Carcassone e Foix com o registo de 04:23.47 horas, superiorizando-se a Valentin Madouas (Groupama-FDJ) e ao seu colega de equipa Michael Woods, seus companheiros de fuga e respetivos segundo e terceiro classificados, com 01,10 minutos de atraso. Vingegaard não vacila perante os ataques de Pogacar Em relação à camisola amarela, Jonas Vingegaarda (Jumbo-Visma) continua dono e senhor da mesma, não vacilando perante os ataques de Tadej Pogacar (UAE Emirates). O ciclista dinamarquês que se vê agora privado do apoio de Primoz Roglic e Tiesj Benoot, segue forte na liderança da classificação geral, demonstrando, até agora, espírito de vencedor, aguentando e respondendo bem aos ataques do bicampeão do Tour, Tadej Pogacar, que segue na vice-liderança a 2,22 minutos. No 3.ª lugar da geral segue Geraint Thomas (INEOS Grenadiers) a 2,43 minutos de Vingegaard. Voltando atenções para os abandonos, se Vingegaard perdeu Roglic e Benoot há poucos dias, hoje foi Pogacar a ver-se privado de Marc Soler, que iniciou a etapa em visíveis dificuldades e apesar de um forte apoio da equipa médica da UAE Emirates, não conseguiu prosseguir na prova, o que se traduz em mais um revés na estratégia da equipa. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Hugo Houle - Israel-Premier Tech04:23:4702Valentin Madouas - Groupama-FDJ+ 01:1003Michael Woods - Israel-Premier Tech+ 01:1004Matteo Jorgenson - Movistar Team+ 01:1205Michael Storer - Groupama-FDJ+ 01:2506Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 01:4007Dylan Teuns - Bahrain Victorious+ 01:4008Simon Geschke - Cofidis+ 02:1109Mathieu Burgaudeau - TotalEnergies+ 05:0410Damiano Caruso - Bahrain Victorious+ 05:04 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Odj5DC7HxPU Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma64:28:0902Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 02:2203Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 02:4304Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 04:1505David Gaudu - Groupama-FDJ+ 04:2406Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 05:2807Louis Meintjes - Intermarché-Wanty-Gobert+ 05:4608Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 06:1809Romain Bardet - Team DSM+ 06:3710Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 10:11 Amanhã é dia de etapa dura Amanhã, 4.ª feira, o pelotão tem pela frente uma etapa relativamente curta, com o total de 129,7 quilómetros, mas dura, na ligação entre Gaudens e o alto de Peyragudes, num traçado que engloba três contagens de montanha de primeira categoria. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mala para transporte de bicicleta PRO Bike Gear | Teste Testámos a mala para transporte de bicicleta PRO Bike Gear, numa viagem entre Portugal e África do Sul. Mostramos como transportar a bicicleta em caso de ser uma viagem de avião, as vantagens da mala de transporte da Pro Bike Gear e como colocar a bicicleta nesta mala, para seguir viagem de forma segura, sem perigo de danificar o quadro e componentes da bicicleta. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=N-BlL3xX31k&t= Podes ver as características técnicas completas, dimensões, preço e disponibilidade no site da marca: https://www.pro-bikegear.com/pt/accessories/travel-bags/bike-travel-case Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Trek Dual Sport + A Trek lançou a nova Dual Sport+, a versão elétrica da popular plataforma Dual Sport. A marca afirma que a Dual Sport+ é uma bicicleta elétrica leve, suave e versátil desenhada para desfrutar de aventuras em qualquer tipo de superfície.  Todos os modelos da Dual Sport+ estão equipados com um motor elétrico de 40 Nm localizado na roda traseira e com uma bateria interna de 250 Wh que oferece a potência necessária para circular tanto nas ruas das cidades como em trilhos ligeiros. A Dual Sport+ vem equipada com pneus largos que permitem explorar uma grande variedade de terrenos. Este modelo oferece uma assistência máxima até aos 25 km/h, para circular com facilidade em piso pavimentado ou em trilhos ligeiros, e apresenta uma autonomia até 55 quilómetros, podendo duplicar essa distância com uma bateria opcional Range Extender. Pedala em qualquer estrada A Dual Sport+ é uma bicicleta elétrica que permite circular em terrenos variados graças aos seus pneus mais largos e preparados para andar em estrada ou caminhos de terra. Condução natural Todos os modelos estão equipados com um sistema elétrico intuitivo que oferece uma assistência aos ciclistas até aos 25 km/h e até 55 quilómetros por carga.  Mais leve De acordo com a Trek, a Dual Sport+ é até 5,4 kg mais leve que a maioria das bicicletas elétricas.  Simplicidade É fácil navegar entre os três modos de assistência da Dual Sport+ com os controlos do guiador ao alcance dos dedos dos ciclistas.  Modelos Dual Sport+ disponíveis:  Dual Sport+ 2  Dual Sport+ 2 Stagger Os novos modelos Dual Sport+ estão disponíveis através da rede de distribuidores Trek. Para saber as características técnicas completas, disponibilidade e preços, vê o site da marca aqui: https://www.trekbikes.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Exclusivo Topcycling - Rui Costa sai da UAE-Emirates  Nove temporadas após entrar na estrutura da Lampre-Merida, Rui Costa sai da UAE-Emirates. O projeto dos Emirados e o campeão mundial de Florença separam os caminhos que se uniram em 2013 quando Rui Costa assinou pela atual estrutura que na altura era da Lampre-Merida. A transição do campeão mundial de Florença será suave já que se vai manter num projeto de topo internacional. Quatro cenários para o futuro de Rui Costa O destino será confirmado quando o mercado de transferências abrir em agosto, mas o TopCycling analisa quatro cenários para o futuro de Rui Costa, um corredor que conta com 14 épocas de experiência no WorldTour, uma mais-valia num pelotão onde as grandes figuras têm um perfil jovem.  Aos 35 anos – fará 36 em outubro – Rui Costa disputou 14 grandes Voltas e nesse sentido está bem cotado em França, onde tem vitórias no Tour de France, no Critérium du Dauphiné e pódio no Paris-Nice. Onde poderia encaixar o poveiro? Gonçalo Moreira analisa os cenários mais lógicos.  Cofidis: equipa história, mas que há mais de uma década não vence uma etapa no Tour de France. Um grande patrocinador, com mercado estratégico em França, Espanha e Portugal. Há não muito tempo já tentou recrutar Rui Costa e poderia juntar o poveiro ao famalicense André Carvalho que tem mais um ano de contrato com a formação de Cedric Vasseur.  B&B Hotels - KTM: o projeto de Jerôme Pineau está num momento-chave da sua existência; a equipa da Bretanha não acaba de arrancar em termos de resultados desportivos, mas em 2023 vai crescer com a chegada de um patrocinador forte. Para alavancar esse crescimento precisa de corredores como Rui Costa, carismáticos e com qualidades de capitão.  Movistar Team: seria o fechar com chave de ouro de um ciclo que se abriu em 2009 quando a equipa de Eusebio Unzué recrutou um jovem promissor ao SL Benfica e logo na época de estreia Rui Costa devolveu a confiança vencendo os Quatro Dias de Dunquerque. Ao todo foram 18 triunfos pela Movistar, incluindo três etapas no Tour de France, duas Voltas à Suíça e a despedida com o título mundial. Voltaria a encontrar Nélson Oliveira, ao lado de quem correu duas épocas na Lampre-Merida.  EF Education-EasyPost: é uma equipa de portas abertas aos portugueses. Há anos que é a casa do mecânico Jorge Queirós e já contou com André Cardoso e conta com Rúben Guerreiro, que tem mais um ano de contrato. No entanto, o corredor de Pegões Velhos quer liderar e contou ao TopCycling que contempla sair se a equipa não acreditar no seu potencial como líder (ver artigo aqui). Caso a EF reajuste a hierarquia e dê a Rúben Guerreiro a confiança que este pede, Rui Costa poderia assumir o papel de braço direito e fazer pelo ribatejano o mesmo que fez por João Almeida no passado Giro: transmitir calma, conhecimento e ser o braço direito de um “cowboy” líder. Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 15 Jasper Philipsen (Alpecin-Fenix) conseguiu a sua primeira vitória no Tour de France hoje, em Carcassonne depois de ser mais rápido nos últimos metros que Wout van Aert (Jumbo-Visma) e Mads Pedersen (Trek-Segafredo). Sem companheiros de equipa, Philipsen teve que andar a "saltar" entre rodas no final e começou de muito longe quando a Trek-Segafredo preparou o sprint para Mads Pedersen. O ciclista belga deu também a primeira vitória à Alpecin-Fenix nesta edição do Tour de France, é a 21ª vitória da equipa este ano, sendo que no Giro de Itália conseguiram três. Certamente ainda com a memória da etapa 4 em Calais, quando Philipsen pensou que havia conquistado a vitória, sem se aperceber de que Van Aert já havia cortado a meta alguns minutos antes numa fuga a solo, desta vez o ciclista preferiu só festejar após confirmação da vitória. Jumbo-Visma perde duas peças importantes para os Pirinéus Para defender a liderança de Jonas Vingegaard na alta montanha, a Jumbo-Visma perdeu num só dia dois ciclistas de grande importância neste tipo de terreno. Hoje de manhã Primoz Roglic já não iniciou a etapa, tendo a equipa informado que se retirava da corrida para recuperara das lesões sofridas na queda que sofreu durante a primeira semana de corrida. Depois, no decorrer da etapa Steven Kruijswijk sofreu uma queda que o obrigou também a abandonar a corrida. São duas baixas importantes que retiram alguma confiança a à Jumbo-Visma e Jonas Vingegaard na abordagem à ultima semana do Tour de France. O próprio Jonas Vingegaard e outro colega de equipa ( Tiesj Benoot ) estiveram envolvidos numa outra queda a 56 quilómetros do final da etapa, mas sem gravidade aparente pois ambos conseguiram terminar bem a etapa. No Tour de France só se festeja em Paris, e a Jumbo-Visma sabe melhor do que qualquer outra equipa que é assim. TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1PHILIPSEN JasperAlpecin-Deceuninck4:27:272VAN AERT WoutJumbo-Visma0:003PEDERSEN MadsTrek - Segafredo0:004SAGAN PeterTotalEnergies0:005VAN POPPEL DannyBORA - hansgrohe0:006GROENEWEGEN DylanTeam BikeExchange - Jayco0:007SÉNÉCHAL FlorianQuick-Step Alpha Vinyl Team0:008MOZZATO LucaB&B Hotels - KTM0:009PASQUALON AndreaIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:0010WRIGHT FredBahrain - Victorious0:00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=LVzEryD87VY TOP 10 Classificação Geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1VINGEGAARD JonasJumbo-Visma59:58:282POGAČAR TadejUAE Team Emirates2:223THOMAS GeraintINEOS Grenadiers2:434BARDET RomainTeam DSM3:015YATES AdamINEOS Grenadiers4:066QUINTANA NairoTeam Arkéa Samsic4:157MEINTJES LouisIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux4:248GAUDU DavidGroupama - FDJ4:249PIDCOCK ThomasINEOS Grenadiers8:4910MAS EnricMovistar Team9:58 Amanhã será o ultimo dia de descanso, após o qual a corrida entra na ultima e decisiva semana, na zona dos Pirinéus. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 14 Michael Matthews (BikeExchange-Jayco) venceu hoje a 14.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista australiano de 31 anos alcançou a linha da meta isolado, completando os 192,5 quilómetros da ligação entre Saint-Étienne e Mende em 4:30.53 horas, colocando assim termo a um longo jejum de vitórias em grandes voltas. Depois de ter sido segundo classificado na 6.ª e 8.ª etapa, hoje foi o dia de Matthews atingir o momento de glória que tanto procurava, numa etapa em que demonstrou desde cedo a enorme vontade que tinha em alcançar um grande resultado.  O australiano destacou-se da fuga e teve em Alberto Bettiol (EF Education-EasyPost), segundo classificado, com 15 segundos de atraso, o seu principal concorrente na luta pela vitória da etapa. Bettiol chegou mesmo a ultrapassar e ganhar alguns metros a Matthews, mas este tinho o seu objetivo bem traçado, e quando parecia que ia vacilar, conseguiu responder, arrancando rumo à conquista da 14.ª etapa do Tour. A seguir a Matthews e Bettiol foi Thibaut Pinot (Groupama-FDJ), o terceiro elemento a cortar a meta, com 34 segundos de atraso. Vingegaard aguentou ataques de Pogacar Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) continua a ser dono e senhor da camisola amarela, numa etapa em que chegou à meta integrado no pelotão, juntamente com Tadej Pogacar (UAE Emirates) seu principal rival, com mais de 12 minutos de atraso do vencedor da etapa. Vingegaard aguentou bem os ataques de Pogacar e mantém-se assim algo tranquilo na liderança da classificação geral, com 2,22 minutos de vantagem.  Quando faltam disputar sete etapas, a luta pela camisola amarela parece destinada a ser mesmo entre Vingegaard e Pogacar, luta essa que ainda promete dar muito que falar, pois apesar do dinamarquês da Jumbo-Visma dar sinais de frescura, o esloveno da UAE Emirates, bicampeão do Tour, não é homem de desistir facilmente e que não restem dúvidas que Pogacar irá tentar ‘roubar’ a tão desejada camisola amarela até que haja estrada para percorrer. A assistir de perto a esta acesa disputa pela liderança da geral estão Geraint Thomas (INEOS Grenadiers), a 2,43 minutos, e Romain Bardet (Team DSM), a 3,01 minutos, respetivos terceiro e quarto classificados.   Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Michael Matthews - Team BikeExchange-Jayco04:30:5302Alberto Bettiol - EF Education-EasyPost+ 1503Thibaut Pinot - Groupama-FDJ+ 3404Marc Soler - UAE Team Emirates+ 5005Patrick Konrad - BORA-hansgrohe+ 5806Jakob Fuglsang - Israel-Premier Tech+ 5807Felix Großschartner - BORA-hansgrohe+ 01:0608Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 01:1209Simon Geschke - Cofidis+ 01:1210Louis Meintjes - Intermarché-Wanty-Gobert+ 01:12 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Q7mwYjfY4xA Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma55:31:0102Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 02:2203Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 02:4304Romain Bardet - Team DSM+ 03:0105Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 04:0606Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 04:1507Louis Meintjes - Intermarché-Wanty-Gobert+ 04:2408David Gaudu - Groupama-FDJ+ 04:2409Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 08:4910Enric Mas - Movistar Team+ 09:58 Longa tirada a anteceder o dia de descanso Amanhã, domingo, o pelotão tem pela frente mais uma tirada de 202,5 quilómetros entre Rodez e Carcassone, a segunda mais longa da 109.º Tour de França e que antecederá o último dia de descanso, na segunda-feira. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 13 Mads Pedersen (Trek-Segafredo) venceu hoje a 12.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista dinamarquês de 26 anos, foi mais forte que Fred Wright (Bahrain-Victorious) e Hugo Houle (Israel-Premier Tech), segundo e terceiro classificados, no ‘sprint’ final, completando os 192,6 quilómetros entre entre Bourg d'Oisans e Saint-Étienne, em 04:13.03 horas. O campeão mundial em 2019 estreou-se assim a vencer em grande voltas, depois de integrar uma fuga bem sucedida, demonstrando nos últimos quilómetros maior frescura física para atacar no ‘sprint’ final, algo que viria mesmo a acontecer. Vingegaard continua de amarelo, com Pogacar à espreita No que diz respeito à camisola amarela, Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) continua a ser o seu dono, com Tadej Pogacar (UAE Emirates) à espreita, mas com 2,22 minutos de atraso. Esta promete ser uma disputa agradável de seguir nas próxima etapas, pois Vingegaard parece seguro e bem fisicamente, mas quem conhece Pogacar, sabe bem que o ciclista esloveno não se vai dar facilmente por vencido. A seguir de perto esta luta pela camisola amarela surge Geraint Thomas (INEOS), a 2.,26 minutos e no respetivo terceiro lugar da geral. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Mads Pedersen - Trek-Segafredo04:13:0302Fred Wright - Bahrain Victorious+ 0003Hugo Houle - Israel-Premier Tech+ 0004Stefan Küng - Groupama-FDJ+ 3005Matteo Jorgenson - Movistar Team+ 3006Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 3207Wout van Aert - Jumbo-Visma+ 05:4508Florian Sénéchal - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 05:4509Luca Mozzato - B&B Hotels-KTM+ 05:4510Andrea Pasqualon - Intermarché-Wanty-Gobert+ 05:45 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=bXV7o6V1WCM Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma50:47:3402Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 02:2203Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 02:2604Romain Bardet - Team DSM+ 02:3505Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 03:4406Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 03:5807David Gaudu - Groupama-FDJ+ 04:0708Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 07:3909Enric Mas - Movistar Team+ 09:3210Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 10:06 Amanhã é dia de mais uma etapa longa Amanhã, sábado, sai para a estrada mais uma etapa, a 14.ª, num traçado longo, mas mais plano que o de hoje, com um total de 192,5 quilómetros na ligação entre Saint-Étienne e Mende, isto numa fase em que o 109.º Tour de França se aproxima a passos largos da última semana de prova, que promete ser de grande emoção e intensidade. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 12 Thomas Pidcock (INEOS) venceu hoje a 12.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França. Em ano de estreia nesta mítica prova, o ciclista britânico de 22 anos consegue assim deixar já a sua marca. Pidcock superiorizou-se à concorrência e chegou isolado ao Alpe d’Huez, cumprindo os 165,1 quilómetros da etapa em 04:55.24 horas, com uma vantagem de 48 segundos para Louis Meintjes (Intermarché-Wanty-Gobert),. Atual campeão do mundo em Ciclocrosse e atual campeão olímpico de BTT, Pidcock juntou hoje ao seu currículo mais uma importante conquista. Falamos de três vertentes de ciclismo distintas, em que o britânico consegue apresentar enorme qualidade. É caso para dizer que o futuro promete e muito! Chris Froome em destaque O destaque do dia não vai só para Pidcock, uma vez que hris Froome também esteve em grande plano. O experiente ciclista britânico de 37 anos terminou a etapa na terceira posição, a 2,06 minutos do vencedor, mas foi ele quem esteve na frente da corrida por largos quilómetros. A ida de Froome ao Tour levantou várias dúvidas, pois, como todos os fâs de ciclismo sabem, há muito que o quatro vezes campeão do Tour anda arredado dos bons resultados, devido a uma grave lesão sofrida. No entanto, já ele próprio tinha afirmado que estava de volta à sua melhor forma, e apesar de estar algo discreto na presente edição de uma prova que tanto gosta e conhece, começa agora a apresentar alguma regularidade e não pode deixar de ser elogiado por aquilo que fez no dia de hoje, aos 37 anos de idade.    Vingegaard segurou Pogacar No que diz respeito à camisola amarela, continua tudo igual. Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) conseguiu ‘segurar’ Tadej Pogacar (UAE Emirates) que tentou por duas vezes, já perto do final da etapa, fugir ao dinamarquês de forma a encurtar distâncias, mas não conseguiu. No entanto, Pogacar subiu uma posição na geral, sendo agora segundo classificado a 2,22 minutos de Vingegaard, enquanto que último lugar do pódio está Geraint Thomas (INEOS), a 2,26 minutos. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tom Pidcock - INEOS Grenadiers04:55:2402Louis Meintjes - Intermarché-Wanty-Gobert+ 4803Chris Froome - Israel-Premier Tech+ 02:0604Neilson Powless - EF Education-EasyPost+ 02:2905Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 03:2306Jonas Vingegaard J- umbo-Visma+ 03:2307Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 03:2308Enric Mas - Movistar Team+ 03:2609Sepp Kuss - Jumbo-Visma+ 03:2610Giulio Ciccone - Trek-Segafredo+ 03:32 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Nlzpmt2VQgk Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma46:28:4602Tadej Pogacar UAE - Team Emirates+ 02:2203Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 02:2604Romain Bardet - Team DSM+ 02:3505Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 03:4406Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 03:5807David Gaudu - Groupama-FDJ+ 04:0708Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 07:3909Enric Mas - Movistar Team+ 09:3210Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 10:06 Amanhã segue-se mais uma longa tirada Amanhã, sexta-feira, sai para a estrada a 13.ª etapa, em mais uma longa tirada de 196,2 quilómetros entre Bourg d'Oisans e Saint-Étienne. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 11 Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) venceu hoje a 11.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França e roubou a camisola amarela a Tadej Pogacar (UAE Emirates). Com o resultado de hoje, o ciclista dinamarquês de 25 anos assume a liderança da classificação geral, tendo 2, 16 minutos de vantagem sobre Romain Bardet (Team DSM), enquanto que Pogacar caiu para a terceira posição da geral, a 2,22 minutos de Vingegaard. Depois uma etapa em que pareceu imbatível até muito perto do final, respondendo a vários ataques da Jumbo-Visma, Pogacar já não teve forças para a surpreendente explosão de Vingegaard a poucos quilómetros da meta, em que ficou visível que as suas forças tinham acabado, prova disso, o facto de ter sido apenas 7.º classificado na etapa, a 2,51 minutos do líder. Hoje assistimos a imagens pouco habituais. O super Pogacar cedeu, e não conseguiu esconder as dificuldades com que acabou a etapa, isto, enquanto Vingegaard surpreendeu tudo e todos. No entanto, ainda é cedo para tirar ilações precipitadas. Os próximos dias vão responder à imensidão de dúvidas que agora surgem, mas uma coisa é certa, hoje nasceu, ou pelo menos intensificou-se um duelo entre titãs do ciclismo que promete animar os próximos anos da modalidade. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma04:18:0202Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 5903Romain Bardet - Team DSM+ 01:1004Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 01:3805David Gaudu - Groupama-FDJ+ 02:0406Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 02:1007Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 02:5108Alexey Lutsenko - Astana Qazaqstan Team+ 03:3809Steven Kruijswijk - Jumbo-Visma+ 03:5910Warren Barguil - Team Arkéa-Samsic+ 04:16 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=78DcSvhF1W0 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma41:29:5902Romain Bardet - Team DSM+ 02:1603Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 02:2204Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 02:2605Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 02:3706Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 03:0607David Gaudu - Groupama-FDJ+ 03:1308Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 07:2309Alexey Lutsenko - Astana Qazaqstan Team+ 08:0710Steven Kruijswijk - Jumbo-Visma+ 13:27 Amanhã segue-se mais uma etapa duríssima Amanhã, quinta-feira, o pelotão tem pela frente mais uma etapa duríssima, entre Briançon a Alpe d'Huez, naquele que será mais um dia muito importante para o desfecho final do 109.º Tour de France. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida pronto para regressar ao mais alto nível da competição João Almeida garantiu ao final do dia de ontem estar pronto para levar o corpo ao mais alto nível da competição, abordando o momento pós-Covid 19 que atravessou recentemente. O ciclista português de 23 anos que milita na formação da UAE Emirates falou abertamente nas suas redes socias acerca do seu período pós-Covid 19, revelando que realizou vários tipos exames de médicos para perceber como estava a reagir o seu corpo. É de recordar que João Almeida testou positivo à Covid 19 à 17.ª etapa do Giro de Itália, quando seguia no 4.º lugar da classificação geral e com sérias ambições de terminar no pódio da prova, isto para além de ser ainda líder da tabela da juventude. Tratou-se de um rude golpe, que abalou por completo todo o planeamento desportivo do talentoso ciclista português e da sua equipa para a presente temporada. Depois disso, João Almeida reapareceu nos Campeonatos Nacionais de Estrada, que decorreram no final do mês passado, em Mogadouro, prova em que se sagrou campeão nacional de fundo, e foi ainda 3.º classificado na prova de contrarrelógio. Agora, e numa fase em que tudo aponta que irá estar presente na Volta a Espanha, prova com início marcado para dia 19 do próximo mês de agosto, e onde tudo indica que irá lutar por uma boa classificação, João Almeida acaba de revelar que se submeteu a uma série de exames para detetar possíveis sequelas causadas pela Covid 19. Foi com visível agrado que o ciclista natural de A dos Francos informou que os exames efetuados demonstraram que o seu corpo está completamente restabelecido e pronto para voltar ao mais alto nível da competição. Hoje quero-vos falar do meu Pós-Covid. Devemos colocar sempre a nossa saúde como prioridade, quer seja Covid ou qualquer outra doença ou problema. Pós-Covid, fui ao Hospital dos Lusíadas do Porto realizar todo o tipo de exames cardio-respiratórios, para garantir que estava tudo como deveria estar para levar o meu corpo ao mais alto nível da competição. Senti total confiança em toda a equipa médica, de total profissionalismo e qualidade. Um muito obrigado ao Hospital dos Lusíadas do Porto.João Almeida (UAE Emirates) Agora, é aguardar pela confirmação oficial da sua presença na ‘Vuelta’ e desejar ao atleta um bom regresso às cargas mais elevadas de treino, de forma a vermos o melhor João Almeida em prova o mais rápido possível. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 10 Magnus Cort (EF Education-EasyPost) venceu hoje a 10.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista dinamarquês de 29 anos foi assim um dos destaques do dia, mas não o único, numa etapa também marcada por uma interrupção de alguns minutos, quando faltavam cerca de 40 quilómetros para o fim, levada a cado por um grupo de ativistas, em protesto contra as alterações climáticas. Magnus Cort completou os 148,1 quilómetros entre Morzine e Megève em 03:18.50 horas, superiorizando-se mesmo em cima da linha da meta a Nick Schultz (BikeExchange-Jayco), isto depois de ter integrado uma fuga de 25 elementos. O terceiro classificado do dia foi Luis León Sánchez (Bahrain-Victorious), com sete segundos de atraso. Kämna ameaçou camisola amarela de Pogacar Lennard Kämna (BORA-hansgrohe) ameaçou seriamente a camisola amarela de Tadej Pogacar (UAE Emirates). O ciclista alemão de 25 anos foi 10.º classificado na etapa, a apenas 22 segundos do vencedor, enquanto que Pogacar chegou integrado no pelotão, a 08.54 minutos, sendo que nos momentos que antecederam a chegada do esloveno, pairou no ar a hipótese de a camisola amarela passar para Kämna. Mas, mais uma vez, Pogacar voltou a demonstrar a enorme qualidade que tem, aumentando o ritmo nos metros finais da prova, segurando assim a liderança da geral, com 11 segundos de vantagem sobre Kämna, que é agora segundo, sucedendo a Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), terceiro classificado a 39 segundos de Pogacar. Etapa neutralizada durante 10 minutos A etapa de hoje ficou marcada, pela negativa, por uma manifestação de um grupo de ativistas em protesto contra as alterações climáticas e que originou uma interrupção de alguns minutos quando faltavam percorrer cerca de 40 quilómetros. O incidente foi de pronto confirmado pela organização da prova na emissão em direto. “Várias pessoas tentaram parar [Alberto] Bettiol e, depois, o grupo perseguidor, a 38 quilómetros da chegada”.Declaração da organização do Tour Covid 19 volta a fazer soar os alarmes no pelotão Outro dos assuntos do dia voltou a ser a Covid 19, com a formação da UAE Emirates a ser a principal visada. Depois de Vegard Stake Laengen, agora foi a vez de George Bennett ter testado positivo, somando assim o segundo abandono da equipa de Tadej Pogacar, atual camisola amarela e principal favorito à vitória final da prova, que vê assim o seu bloco de apoio reduzido. Dentro da equipa da UAE, Rafal Majka também testou positivo, mas por ter apresentado uma carga viral baixa, viu ser-lhe concedida autorização para continuar em prova. Uma boa notícia, mas que mesmo assim deixa no ar alguma apreensão com a possibilidade de surgirem novos casos. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Magnus Cort - EF Education-EasyPost03:18:5002Nick Schultz - Team BikeExchange-Jayco+ 0003Luis León Sánchez - Bahrain Victorious+ 0704Matteo Jorgenson - Movistar Team+ 0805Dylan van Baarle - INEOS Grenadiers+ 1006Georg Zimmermann - Intermarché-Wanty-Gobert+ 1507Benjamin Thomas - Cofidis+ 1808Andreas Leknessund - Team DSM+ 2009Fred Wright - Bahrain Victorious+ 2210Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 22 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=-_CoBuALoWI Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tadej Pogacar - UAE Team Emirates37:11:2802Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 1103Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 3904Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 01:1705Adam Yates INEOS - Grenadiers+ 01:2506David Gaudu - Groupama-FDJ+ 01:3807Romain Bardet - Team DSM+ 01:3908Tom Pidcock INEOS Grenadiers+ 01:4609Enric Mas - Movistar Team+ 01:5010Luis León Sánchez - Bahrain Victorious+ 01:50 Amanhã segue-se uma etapa montanhosa Amanhã, quarta-feira, o pelotão da 109.ª edição do Tour sai para a estrada para disputar a 11.ª etapa, caraterizada por uma ligação montanhosa de 151,7 quilómetros entre Albertville e o Col du Granon, num traçado que engloba uma contagem de categoria especial. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek Fuel EXe - A nova bicicleta elétrica de montanha da Trek A Trek apresentou hoje mundialmente a nova bicicleta de montanha elétrica Trek Fuel EXe, com o objectivo de estabelecer um novo patamar no mundo das bicicletas de montanha. Também a Trek procura um maior equilíbrio no mundo das bicicletas eléctricas de montanha. Num mercado onde a tendência tem sido as bicicletas elétricas com mais potência e baterias maiores, a Fuel EXe oferece um sistema de assistência compacto, leve e silencioso que quase não se nota. Jakob Murray on Vancouver' s North Shore, BC, Canada Segundo a marca, esta bicicleta funciona na perfeição com os trilhos para oferecer uma experiência de pedalada assistida mais natural do que nunca. A Trek Fuel EXe é uma bicicleta direccionada aos ciclistas de montanha que utilizam bicicletas elétricas e que procuram uma experiência mais silenciosa, mas também para os ciclistas de montanha tradicionais que procuravam por uma bicicleta de montanha elétrica melhor e mais leve. Jakob Murray on Vancouver' s North Shore, BC, Canada Novo motor HPR50 A Trek estabeleceu uma parceria com a fabricante de robótica alemã TQ para desenvolver a Fuel EXe com o seu novo motor HPR50. O HPR50, diminutivo de Harmonic Pin Ring Transmission, elimina as ruidosas correias e engrenagens que se podem desgastar e de de acordo com a Trek, opta por um sistema mais refinado que é mais pequeno, mais leve e mais silencioso, além de ser mais durável que os motores das bicicletas elétricas tradicionais. O sistema pesa na sua totalidade 3900 gramas, o que significa uma bicicleta mais leve que se comporta mais como uma bicicleta de montanha tradicional. A Trek diz que em comparação com os motores das bicicletas elétricas tradicionais, o HPR50 confere uma sensação mais suave, natural e é quase inaudível. Em vez de ouvirem o trabalhar de um motor, a intenção é que os ciclistas possam ouvir o vento a passar pelas árvores, os pneus na terra batida e as vozes de entusiasmo dos seus amigos.  Bateria A Fuel EXe vem equipada com uma bateria de 360-watt/h que fornece potência para pedalar entre duas a cinco horas. A bateria está perfeitamente integrada no tubo diagonal e é facilmente removível para viajar. Para aqueles que desejam pedalar até mais longe e durante mais tempo, também a Trek tem o Range Extender de 160-watt que cabe na perfeição dentro do porta-bidões e pode ser utilizado para conferir mais 40% de autonomia. Monitor de informação Colocado de forma discreta no tubo superior, o monitor OLED de 2” permite ao ciclista ver tudo o que precisa, mantendo uma aparência discreta de perfil. A ativação e desativação do sistema, assim como a navegação entre os ecrãs de monitorização de atividade, são feitas através de um simples botão. O monitor elegante conjuga-se com um discreto comando de guiador que dispõe de dois botões para permitir aos ciclistas navegar pelos modos de assistência e aceder ao ‘walk-assist’. Nova aplicação Trek central Para uma afinação total por parte do utilizador, a Trek desenvolveu a nova aplicação, a Trek Central, que se conecta com a Fuel EXe. A Trek Central permite aos ciclistas personalizar o ajuste do motor, monitorizar a atividade, criar um mapa da volta, verifica a pressão dos pneus e da suspensão e calcular a autonomia da bateria em tempo real. Geometria e suspensão A Fuel EXe vem equipada com rodas de 29”, um amortecedor traseiro de 140 mm e uma suspensão dianteira de 150 mm. A geometria está desenhada para oferecer estabilidade em descidas íngremes e rápidas e uma posição eficiente para as subidas. Disponibilidade, gamas e preços Podes ver todas as características técnicas, as gamas e preços da nova Trek Fuel EXe AQUI. A Fuel EXe está disponível através da rede de distribuidores Trek. Está também disponível no Project One para os ciclistas que querem personalizar a pintura e componentes. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 9 Bob Jungels (AG2R Citroën) venceu hoje a nona etapa da 109.ª edição da Volta a França. Com a conquista de hoje, Jungels fez história ao tornar-se no primeiro ciclista luxemburguês a ganhar uma etapa do Tour desde 2011, feito alcançando na altura por Andy Schleck. Jungels foi o homem do dia ao completar os 192,9 quilómetros da tirada de hoje entre Aigle e Châtel em 04:46.39 horas, superiorizando-se em 22 segundos a Jonathan Castroviejo (INEOS) e em 26 a Carlos Verona (Movistar), segundo e terceiro classificados. Para os mais desatentos, importa ressalvar que Bob Jungels não é um ciclista qualquer. Trata-se de um ciclista de 29 anos, que conta já com vasta experiência no pelotão internacional. Aliás, foi essa experiência que hoje lhe permitiu alcançar mais um importante feito na sua carreira, em que depois 70 quilómetros a solo, conseguiu mesmo a vitória na etapa. Tadej Pogacar mantém-se seguro de amarelo No que diz respeito à classificação geral, aí é Tadej Pogacar (UAE Emirates) que lidera. O ciclista esloveno de 23 anos realizou uma etapa tranquila, mantendo-se assim seguro de amarelo, depois de hoje ter cortado a meta na 5.º posição, a 49 segundos do vencedor. Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) mantém-se neste momento como principal rival de Pogacar, sendo segundo da geral com 39 segundos de atraso, enquanto que no terceiro lugar surge um homem da INEOS, Geraint Thomas, a 1.17 minutos.   Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Bob Jungels - AG2R Citroën Team04:46:3902Jonathan Castroviejo - INEOS Grenadiers+ 2203Carlos Verona - Movistar Team+ 2604Thibaut Pinot - Groupama-FDJ+ 4005Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 4906Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 4907Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 5208Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 5209Enric Mas - Movistar Team+ 5210Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 52 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=kpXWioIU14g Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tadej Pogacar - UAE Team Emirates33:43:4402Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 3903Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 01:1704Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 01:2505David Gaudu - Groupama-FDJ+ 01:3806Romain Bardet - Team DSM+ 01:3907Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 01:4608Enric Mas - Movistar Team+ 01:5009Neilson Powless - EF Education-EasyPost+ 01:5510Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 02:13 Amanhã é dia de descanso no Tour Amanhã, segunda-feira, é dia de descanso no Tour, sendo o segundo dia de paragem desta 109.ª edição, mas o regresso à estrada ocorre logo na terça-feira, para a 10.ª etapa, que irá efetuar a ligação entre Morzine Les Portes du Soleil e Megève, num total de 148,5 quilómetros. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ruben Guerreiro abandona Tour Rúben Guerreiro acaba de anunciar o seu abando da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista português da EF Education-EasyPost adiantou não se sentir bem fisicamente, situação que começou durante o dia de ontem. Hoje não vou partir. Ontem [sábado], comecei a adoecer. Sinto-me mesmo muito mal fisicamente, vou ter de ir para casa”.Rúben Guerreiro (EF Education-EasyPost) Depois de um início de prova bastante atribulado, com quedas nas duas primeiras etapas, com a do segundo dia a ser bem mais grave, deixando marcas físicas bem visíveis, e que o relegou para o último lugar da geral Rúben Guerreiro vinha a recuperar posições, sendo no final do dia de ontem 78.º classificado, a 27.28 minutos de Tadej Pogacar (UAE Emirates) atual camisola amarela da prova. É de recordar que o ciclista português de 28 anos partiu para esta prova com boas expetativas, atendendo à boa forma física evidenciada  nas semanas que antecederam o Tour, com destaque para a conquista do Mont Ventoux Dénivelé Challenge, em junho, mas agora vê-se ‘obrigado’ a abandonar a prova. Depois de ter sido 18.ª classificado em 2021, Guerreiro realizava a sua segunda participação nesta mítica prova, completando apenas oito etapas, uma vez que hoje já não vai sair para a estrada. O “cowboy” de Pegões agora vai descansar para se restabelecer e voltar mais forte. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 8 Wout van Aert (Jumbo-Visma) foi o homem do dia na oitava etapa da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista belga de 27 anos foi o mais rápido a completar os 186,5 quilómetros entre Dole e Lausanne com o registo de 04:13.06 horas, depois de bater ao ‘sprint’ Michael Matthews (BikeExchange-Jayco) e o atual camisola amarela Tadej Pogacar (UAE Emirates). Depois de ter vencido a 4.ª etapa da presente edição do Tour, Van Aert soma agora duas vitórias em etapas, facto que comprova a excelente prestação que tem vindo a realizar na prova, Pogacar reforça amarela Tadej Pogacar bonificou quatro segundos e reforçou assim a liderança da classificação geral, aumentando a vantagem sobre Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) para 39 segundos, enquanto que a fechar o pódio, na terceira posição, está Geraint Thomas (INEOS), a 1.14 minutos de distância. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma04:13:0602Michael Matthews - Team BikeExchange-Jayco+ 0003Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 0004Andreas Kron - Lotto Soudal+ 0005Alberto Bettiol - EF Education-EasyPost+ 0006Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 0007Benjamin Thomas - Cofidis+ 0008Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 0009Bob Jungels - AG2R Citroën Team+ 0010Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=OadYigHeCxI Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tadej Pogacar - UAE Team Emirates28:56:1602Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 3903Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 01:1404Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 01:2205David Gaudu - Groupama-FDJ+ 01:3506Romain Bardet - Team DSM+ 01:3607Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 01:3908Neilson Powless - EF Education-EasyPost+ 01:4109Enric Mas - Movistar Team+ 01:4710Daniel Martinez - INEOS Grenadiers+ 01:59 A montanha continua A nona etapa do 109.º Tour de France continua na montanha, numa ligação de 192,9 quilómetros entra Aigle e Châtel, traçado que engloba duas contagens de montanha de primeira categoria. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 7 Disputou-se hoje a primeira etapa a sério de montanha no Tour de France, com uma chegada em alto numa subida de primeira categoria, e como era de esperar os favoritos à classificação geral mostraram-se. Um deles já se tinha mostrado ontem, para Tadej Pogačar (Emirados dos Emirados Árabes Unidos) cada etapa é uma corrida isolada, venceu ontem e voltou a vencer hoje, passando Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) nos últimos metros do topo da Super Planches des Belles Filles. Jonas Vingegaard deu óptimas indicações, parecia rumar para a vitória de etapa vitória depois de um ataque perto da linha de chegada, passando o ultimo fugitivo Lennard Kämna (Bora-Hansgrohe) a 100 metros do final e nesta fase, também Pogačar, mas o jovem esloveno acabaria por conseguir a vitória nos ultimo metros. Com as bonificações de tempo, Pogacar já tem 35 segundos de vantagem sobre Vingegaard na geral, e tem o terceiro classificado, Geraint Thomas ( Ineos Grenadiers ) a 1m.10s., isto à sétima etapa. Embora falte muita corrida começa a desenhar-se o cenário do ano passado, onde a vitória do Tour ficou decidida praticamente na primeira semana. TOP 10 etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGAČAR TadejUAE Team Emirates3:58:402VINGEGAARD JonasJumbo-Visma0:003ROGLIČ PrimožJumbo-Visma0:124KÄMNA LennardBORA - hansgrohe0:145THOMAS GeraintINEOS Grenadiers0:146GAUDU DavidGroupama - FDJ0:197MAS EnricMovistar Team0:218BARDET RomainTeam DSM0:219YATES AdamINEOS Grenadiers0:2910KUSS SeppJumbo-Visma0:41 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ZfJhADz7SCA TOP 10 classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGAČAR TadejUAE Team Emirates24:43:142VINGEGAARD JonasJumbo-Visma0:353THOMAS GeraintINEOS Grenadiers1:104YATES AdamINEOS Grenadiers1:185GAUDU DavidGroupama - FDJ1:316BARDET RomainTeam DSM1:327PIDCOCK ThomasINEOS Grenadiers1:358POWLESS NeilsonEF Education-EasyPost1:379MAS EnricMovistar Team1:4310MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers1:55 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 6 Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu a 6.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França, e ‘roubou’ assim a camisola amarela a Wout van Aert (Jumbo-Visma). O ciclista esloveno de 23 anos brilhou no dia de hoje, conseguindo uma vitória categórica, assumindo a liderança da classificação geral, sucedendo assim a Van Aert, que depois de uma fuga de mais de cem quilómetros, acabou por ser incapaz de manter o ritmo, terminando a etapa a mais de sete minutos de Pogacar. Falando de Van Aert, o atraso de hoje não apaga a fabulosa imagem que o ciclista belga deixou nestas primeiras etapas do Tour, onde demonstrou o enorme potencial que tem, confirmando ser um dos grandes ciclistas da atualidade. Pogacar brilhou Pogacar deu mais um enorme recital de qualidade, quando, naquela que é a tirada mais longa da presente edição do Tour, completou os 219,9 quilómetros entre Binche e Longwy, com o registo de 04:27.13 horas, sendo mais forte que Michael Matthews (BikeExchange-Jayco) e David Gaudu (Groupama-FDJ), seus concorrentes mais diretos e respetivamente segundo e terceiro classificados na etapa. Agora a vestir de amarelo, Pogacar tem  quatro segundos de vantagem sobre Neilson Powless (EF Education-EasyPost) e 31 sobre Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma). Top 10 etapa POSPAÍS NOME - EQUIPATEMPO01Tadej Pogacar - UAE Team Emirates04:27:1302Michael Matthews - Team BikeExchange-Jayco+ 0003David Gaudu - Groupama-FDJ+ 0004Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 0005Nairo Quintana - Team Arkéa-Samsic+ 0006Dylan Teuns - Bahrain Victorious+ 0007Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 0008Daniel Martinez - INEOS Grenadiers+ 0009Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 0010Romain Bardet - Team DSM+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=VGfva2H9p2s Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tadej Pogacar - UAE Team Emirates20:44:4402Neilson Powless - EF Education-EasyPost+ 0403Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 3104Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 3905Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 4006Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 4607Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 5208Daniel Martinez - INEOS Grenadiers+ 01:0009Romain Bardet - Team DSM+ 01:0110David Gaudu - Groupama-FDJ+ 01:02 Montanha à vista no Tour Amanhã, sexta feira, sai para a estrada a 7.ª etapa do 109.º Tour de France, tirada que marca o início da montanha, num percurso com o total de 176,3 quilómetros entre Tomblaine e o alto da Super Planche des Belles Filles. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 5 Simon Clarke (Israel-Premier Tech) venceu hoje a quinta etapa da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista australiano de 35 anos foi o homem do dia numa etapa marcada pelos troços de ‘pavé’ que provocaram momentos de grande emoção. Simon Clarke completou os 157 quilómetros da ligação entre Lille e Arenberg Porte du Hainaut em 03:13.35 horas, batendo a concorrência de Taco van der Hoorn (Intermarché-Wanty Gobert) e de Edvald Boasson Hagen (TotalEnergies), segundo e terceiro classificados. Van Aert manteve a camisola amarela, num dia atribulado para a Jumbo-Visma Wout van Aert (Jumbo-Visma) segurou a camisola amarela, num dia atribulado para a sua equipa. Van Aert teve que parar no decorrer da etapa para auxiliar o companheiro de equipa Jonas Vingegaard, depois deste ter sofrido uma avaria. Além de Vingegaard, Primoz Roglic também não teve um dia fácil, devido a uma queda sofrida, que o fez perder tempo na classificação geral. Nota ainda para o facto de Tadej Pogacar (UAE Emirates) ter conseguido no dia de hoje ganhar 13 segundos entre o grupo de favoritos à vitória final da prova, isto depois de ter realizado uma boa etapa, em que arriscou um pouco mais do que a maioria do pelotão. Portugueses terminaram integrados no pelotão Nelson Oliveira (Movistar) e Rúben Guerreiro (EF Education-Easypost) terminaram ambos integrados no pelotão, a 01:04 minutos do vencedor da etapa. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Simon Clarke - Israel-Premier Tech03:13:3502Taco van der Hoorn - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0003Edvald Boasson-Hagen - TotalEnergies+ 0204Neilson Powless - EF Education-EasyPost+ 0405Magnus Cort - EF Education-EasyPost+ 3006Jasper Stuyven - Trek-Segafredo+ 5107Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 5108Jasper Philipsen - Alpecin-Deceuninck+ 01:0409Fabio Jakobsen - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:0410Luca Mozzato - B&B Hotels-KTM+ 01:04 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=qqQ_GC6EBK4&t= Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma16:17:2202Neilson Powless - EF Education-EasyPost+ 1303Edvald Boasson-Hagen - TotalEnergies+ 1404Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 1905Yves Lampaert - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 2506Mads Pedersen - Trek-Segafredo+ 3607Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 4008Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 4809Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 4910Geraint Thomas - INEOS Grenadiers+ 50 Amanhã pelotão enfrenta mais uma longa etapa Amanhã, quinta-feira, o pelotão tem pela frente mais uma longa tirada, a contar para a 6ª desta 109.ª edição do ‘Tour de France’, com um total de 219,9 quilómetros entre Binche e Longwy. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 4 Wout van Aert (Jumbo-Visma) foi o homem do dia no Tour, ao vencer a 4.ª etapa da 109.ª edição da Volta a França de forma categórica. O ciclista belga de 27 anos surpreendeu tudo e todos, numa autêntica explosão numa subida de um quilómetro, que lhe permitiu isolar-se na frente da corrida, a cerca de 10 quilómetros da meta, posição que segurou até final. Van Aert completou assim os 171,1 quilómetros entre Dunquerque e Calais em 04:01.36 horas, superiorizando-se em oito segundos a Jasper Philipsen (Alpecin- Deceuninck) e ao seu colega de equipa Christophe Laporte, segundo e terceiro classificados. Com a vitória de hoje Van Aert cimentou a camisola amarela, deixando Yves Lampaert (Quick-Step Alpha Vinyl) a 25 segundos de distância, enquanto que Tadej Pogacar (UAE Emirates), está a 32. Nelson Oliveira e Rúben Guerreiro terminaram integrados no pelotão Os dois ciclistas portugueses em prova, Nelson Oliveira (Movistar) e Ruben Guerreiro (EF Education-Easypost), chegaram à meta integrados no pelotão, a oito segundos do vencedor. Oliveira ocupa agora o 64.º posto da classificação geral, a 1'55 minutos de Wout Van Aert. Já Ruben Guerreiro, continua ´refém´ do início atribulado que teve nesta edição do Tour, marcado por vários contratempos, continuando assim no fundo da classificação, na 172.ª posição, a já vários minutos do líder. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma04:01:3602Jasper Philipsen - Alpecin-Deceuninck+ 0803Christophe Laporte - Jumbo-Visma+ 0804Alexander Kristoff - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0805Peter Sagan - TotalEnergies+ 0806Luca Mozzato - B&B Hotels-KTM+ 0807Danny van Poppel - BORA-hansgrohe+ 0808Hugo Hofstetter - Team Arkéa-Samsic+ 0809Michael Matthews - Team BikeExchange-Jayco+ 0810Benjamin Thomas - Cofidis+ 08 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=wQqEs6W8EN4 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma13:02:4302Yves Lampaert - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 2503Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 3204Mads Pedersen - Trek-Segafredo+ 3605Mathieu van der Poel - Alpecin-Deceuninck+ 3806Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 4007Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 4108Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 4809Stefan Küng - Groupama-FDJ+ 4810Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 49 Amanhã aumenta a dificuldade Amanhã, é um dia que marca o aumento da dificuldade no Tour. A 5.ª etapa é apontada por muitos como o primeiro grande teste ao pelotão, nos 157 quilómetros da ligação entre Lille e Arenberg Porte du Hainaut, num traçado característico, que engloba 19,4 quilómetros de ‘pavé’, a fazer lembrar a também mítica prova, Paris-Roubaix. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Acidente de Valverde ainda dá que falar Alejandro Valverde sofreu um acidente no passado sábado, dia 2, que ainda está a dar que falar. O acidente aconteceu em Múrcia, Espanha, local onde Valverde se encontrava a realizar um treino, juntamente com mais dois ciclistas, um deles seu companheiro de equipa na formação da Movistar, quando foram abalroados por um carro, sendo que, o condutor da referida viatura fugiu do local, sem prestar qualquer tipo de assistência. Após serem assistidos no local, Valverde e os outros dois ciclistas foram depois transportados para o hospital, surgindo a confirmação que apenas sofreram alguns traumatismos, hematomas e contusões, com Valverde a ficar hospitalizado, de forma preventiva, durante 24 horas para observação. Condutor colocou-se em fuga, sem prestar auxílio Após surgirem alguns relatos de testemunhas que confirmaram que o condutor não parou no local, colocando-se em fuga, sem prestar qualquer tipo de assistência, os ecos de uma possível tentativa de homicídio começaram a surgir na imprensa. O condutor acabaria por se entregar à polícia ainda durante a tarde de sábado, ficando detido durante o fim de semana, até ser presente a um juiz, durante o dia de hoje, onde foi ouvido no Tribunal de Instrução Criminal n.º 3 de Múrcia, e posteriormente libertado com termo de identidade e residência. Valverde prestes a retomar preparação para a Volta a Espanha Entretanto Valverde teve alta no domingo e prepara-se agora para retomar os treinos de preparação para a Volta a Espanha, prova com início marcado para o próximo mês de Agosto, e que irá marcar a despedida do experiente ciclista espanhol de 42 anos das grandes voltas, uma vez que o próprio já anunciou a sua retirada da alta competição em 2022. Companheiro do ciclista português Nelson Oliveira na Movistar, Alejandro Valverde ainda não se pronunciou sobre o sucedido, mas o caso ainda não se encontra encerrado e promete dar que falar nas próximas semanas, até ser conhecido o veredicto final. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 3 Dylan Groenewegen (BikeExchange-Jayco) venceu hoje, ao sprint, a terceira etapa da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista neerlandês de 29 anos foi o destaque do dia ao superiorizar-se, mesmo em cima da linha da meta a Wout van Aert (Jumbo-Visma) e a Jasper Philipsen (Alpecin- Deceuninck), segundo e terceiro classificados do dia, cumprindo os 182 quilómetros da ligação entre Vejle e Sonderborg em 04:11.33 horas. Com a vitória de hoje, Groenewegen soma agora cinco vitórias em etapas e estava visivelmente feliz e até emocionado com mais este feito na sua carreira desportiva. Wuot van Aert segue de amarelo No terceiro e último dia do Tour por terras dinamarquesas, é Wout van Aert que segue de amarelo. O ciclista belga conseguiu bonificar, cimentando assim a sua liderança na geral, tendo agora sete segundos de vantagem sobre Yves Lampaert (Quick-Step Alpha Vinyl) e 14 sobre Tadej Pogacar (UAE Emirates). Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Dylan Groenewegen - Team BikeExchange-Jayco04:11:3302Wout van Aert - Jumbo-Visma+ 0003Jasper Philipsen - Alpecin-Deceuninck+ 0004Peter Sagan - TotalEnergies+ 0005Fabio Jakobsen - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0006Christophe Laporte - Jumbo-Visma+ 0007Alberto Dainese - Team DSM+ 0008Hugo Hofstetter - Team Arkéa-Samsic+ 0009Caleb Ewan - Lotto Soudal+ 0010Danny van Poppel - BORA-hansgrohe+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=b6aYipbilfw Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma09:01:1702Yves Lampaert - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0703Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 1404Mads Pedersen - Trek-Segafredo+ 1805Mathieu van der Poel - Alpecin-Deceuninck+ 2006Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 2207Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 2308Adam Yates - INEOS Grenadiers+ 3009Stefan Küng - Groupama-FDJ+ 3010Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 31 Amanhã pelotão cumpre o primeiro dia de descanso Amanhã, segunda-feira, cumpre-se o primeiro dia de descanso, dia que antecede a entrada do pelotão em território francês, depois do arranque ter acontecido na Dinamarca. A quarta etapa será composta por um percurso de 171,1 quilómetros entre Dunquerque e Calais. A 109.ª edição da Volta a França ainda mal começou e a emoção já se sente, no entanto, ainda há muito para ver, escrever e desfrutar naquela que é considerada por muitos como a principal prova de ciclismo do mundo. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France 2022 – Etapa 2 Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl) bateu Wout van Aert (Jumbo-Visma) ao sprint em Nyborg e venceu assim a etapa 2 do Tour de France. Apesar da equipa Trek-Segafredo ter preparado bem o sprint para o homem da casa, o dinamarquês Mads Pedersen, foi o estreante do Tour, Fabio Jakobsen que acabou por emergir na frente de um sprint que começou por ser disputado entre Wout van Aert e Pedersen. Wout Van Aert (Jumbo-Visma) terminou segundo e Mads Pedersen (Trek-Segafredo) terminou em terceiro. Esta é a primeira vitória de Fabio Jakobsen no tour de France e marca o ponto mais alto desde o seu retorno após a queda e lesões que o afastaram por meses após a Volta à Polónia em 2020. Três etapas na Vuelta o ano passado e o triunfo na estreia no Tour de France consolidam a posição de Jakobsen como o melhor sprinter da actualidade. O líder da corrida durante a noite, Yves Lampert (Quick-Step Alpha Vinyl) teve uma queda a 20 km. do fim, mas apesar de recuperar o contacto com o grupo da frente viu Van Aert ficar de amarelo por ter terminado em segundo. Apesar de uma queda já dentro dos 3 quilómetros finais, não haverá perdas de tempo, de acordo com o regulamento da UCI, e parece não ter havido ferimentos graves (Rúben Guerreiro esteve envolvido numa das quedas). São ferimentos ligeiros, mas que podem causar problemas mais tarde e acabam por condicionar o normal desempenho dos ciclistas. TOP 10 etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1JAKOBSEN FabioQuick-Step Alpha Vinyl Team4:34:342VAN AERT WoutJumbo-Visma0:003PEDERSEN MadsTrek - Segafredo0:004VAN POPPEL DannyBORA - hansgrohe0:005PHILIPSEN JasperAlpecin-Deceuninck0:006SAGAN PeterTotalEnergies0:007LECROQ JérémyB&B Hotels - KTM0:008GROENEWEGEN DylanTeam BikeExchange - Jayco0:009MOZZATO LucaB&B Hotels - KTM0:0010HOFSTETTER HugoTeam Arkéa Samsic0:00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=4V-feb_tJLY TOP 10 classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1VAN AERT WoutJumbo-Visma4:49:502LAMPAERT YvesQuick-Step Alpha Vinyl Team0:013POGAČAR TadejUAE Team Emirates0:084GANNA FilippoINEOS Grenadiers0:115PEDERSEN MadsTrek - Segafredo0:126VAN DER POEL MathieuAlpecin-Deceuninck0:147VINGEGAARD JonasJumbo-Visma0:168ROGLIČ PrimožJumbo-Visma0:179MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo0:1810TEUNS DylanBahrain - Victorious0:21 Amanhã o pelotão disputa a ultima etapa em solo dinamarquês, numa etapa de 182 quilómetros entre Vejle e Sønberborg, onde se prevê novo final ao sprint. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France 2022 - Etapa 1 Yves Lampaert (Quick-Step Alpha Vinyl) é o primeiro líder da 109.ª edição da Volta a França. O ciclista belga de 31 anos é o primeiro camisola amarela desta emblemática prova, depois de ter vencido o contrarrelógio de hoje, que marcou o arranque da prova em Copenhaga, na Dinamarca. Lampaert completou os 13,2 quilómetros com o registo de 15,17 minutos, sendo assim o mais rápido na capital dinamarquesa, superiorizando-se a Wout van Aert (Jumbo-Visma), segundo classificado do dia, em cinco segundos, e em sete segundos ao terceiro classificado, Tadej Pogacar (UAE Emirates), vencedor das duas últimas edições do Tour. O arranque da prova ficou ainda marcado pela presença da chuva, que se fez sentir, principalmente no momento da saída dos primeiros ciclistas. Tal situação ‘obrigou’ os ciclistas a redobrar cuidados, devido a este se tratar de um percurso algo técnico e que apresentava alguns perigos no seu desenrolar. Nelson Oliveira mais feliz que Rúben Guerreiro no arranque Os portugueses em prova tiveram sortes diferentes no arranque. Nélson Oliveira (Movistar) cortou a meta na 52.º posição, a 51 segundos do líder, enquanto que Rúben Guerreiro chegou mais atrasado, na 147.º posição a 1,38 minutos. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Yves Lampaert - Quick-Step Alpha Vinyl Team15:1702Wout van Aert - Jumbo-Visma+ 0503Tadej Pogacar - UAE Team Emirates+ 0704Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 1005Mathieu van der Poel - Alpecin-Deceuninck+ 1306Mads Pedersen - Trek-Segafredo+ 1507Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 1508Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 1609Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 1710Dylan Teuns - Bahrain Victorious+ 20 Vídeo resumo https://youtu.be/Y-DnwVSS-vo Amanhã pelotão tem pela frente tirada de 200 quilómetros Amanhã, sábado, vai para a estrada a segunda etapa da 109.ª edição do ‘Tour de France’. Pela frente o pelotão terá um total de 202,2 quilómetros a percorrer entre as cidades dinamarquesas de Roskilde e Nyborg. Está na estrada aquela que é para muitos a melhor e mais empolgante prova de ciclismo a nível mundial. Até dia 24 de junho os fãs da modalidade poderão assistir a mais uma edição desta emblemática prova e deliciar-se com um lote de talentosos ciclistas a lutar diariamente por vitórias nas etapas, bem como pela chegada a Paris com a conquista da tão desejada camisola amarela. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança novos capacetes - S-Works Prevail 3 e Evade 3 A Specialized lançou hoje mundialmente os novos capacetes S-Works Prevail 3 e Evade 3. Os icónicos capacetes da marca da Califórnia foram campeões de vendas durante os últimos anos, tendo sofrido actualizações ao longo do tempo. 2022 é o ano que também marcará a história destes modelos de capacete, com a chegada da terceira geração de ambos. S-Works Prevail 3 O S-Works Prevail é um modelo campeão de vendas, quer pela sua versatilidade e conforto, como ventilação, tem sido utilizado tanto por ciclistas de BTT, como de Estrada, Gravel, Triatlo ou até de bicicletas urbanas. O ano passado a marca lançou o S-Works Prevail 2 Vent, que foi uma pequena evolução do Prevail 2, tornando-o mais ventilado. O S-Works Prevail 3 é um capacete totalmente novo, foi completamente redesenhado e actualizado. É um capacete direcionado aos ciclistas que valorizam o conforto e os benefícios de termorregulação, que uma ventilação superior oferece. A marca diz que, tal como as gerações anteriores do modelo, continua a ser um capacete polivalente que se destaca em condições quentes, subidas extenuantes e etapas montanhosas. A Specialized afirma que continua numa busca interminável para quebrar os limites da ventilação, e nesta nova versão do Prevail eliminaram as “pontes” de espuma de bloqueio de ar do centro, aperfeiçoando os canais de ar que, segundo a marca, aumentam a área de superfície de ventilação em 24,5% em comparação com o S-Works Prevail II Vent. De acordo com a Specialized o novo S-Works Prevail 3 tem a maior área de ventilação de qualquer capacete que já fizeram. Segurança Quando um capacete sofre um impacto, a sua função é dissipar a energia do impacto. A abordagem convencional ao design de capacete é que mais espuma (EPS) significa melhor gestão da energia. A Specialized acredita ter aberto um novo capítulo sobre o design de capacetes de ciclismo, inovando para além da espuma. Os “cabos” em tecido de aramida atravessam o capacete e são ancorados aos painéis laterais de fibra de carbono. Após o impacto, a tecnologia AirCage funciona como uma ponte suspensa e foi projetada para distribuir forças localizadas por todo o capacete. S-Works Evade 3 O S-Works Evade é também um dos modelos icónicos da Specialized, utilizado por muitos ciclistas no World Tour e Tri-atletas de topo mundial, tornou-se uma referência no mundo do ciclismo. A Specialized diz que o novo S-Works Evade 3 foi reinventado de dentro para fora para respirar melhor, tornando-o na escolha mais rápida para mais etapas. Através de extensos testes de Fluidodinâmica Computacional e no Win Tunnel, criáram um “difusor” traseiro que ajuda a minimizar o arrasto e aberturas maiores para aumentar a ventilação. A marca diz que o difusor ajuda a otimizar a performance aero, ao permitir que o ar seja mais facilmente libertado e melhora a ventilação ao extrair 10% mais ar através do capacete a uma determinada velocidade. Os S-Works Evade 3 e S-Works Prevail 3 estão equipados com características melhoradas tais como a tecnologia MIPS Air Node (a solução mais focada em ventilação do MIPS), divisor Tri-Fix ajustável para um ajuste personalizado, Ajuste da Base Occipital, Sistema de Ajuste Mindset e uma classificação de 5 Estrelas Virginia Tech® Helmet Rating™. Disponibilidade, cores e preços Podes ver as cores, restantes características técnicas e preços aqui: www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek lança a nova Trek Madone SLR - Com inovadora tecnologia IsoFlow A Trek lançou hoje a nível mundial a nova Trek Madone SLR, um modelo visto recentemente em corridas como o Critérium Dauphiné, onde o ex-campeão do mundo Mads Pedersen (Trek-Segafredo) já correu com esta bicicleta, e que deixou desde logo os fãs da marca ansiosos por ver do que se tratava. Pois bem, hoje é o dia. Produzida há sete gerações, a Madone SLR é o sinónimo de bicicleta de competição, agora complementada com a inovadora tecnologia IsoFlow, com melhorias aerodinâmicas dramáticas e com um design completamente novo para reduzir o peso.  Esta bicicleta de competição completamente reformulada vai ser utilizada pelas equipas feminina e masculina da Trek-Segafredo nos maiores eventos do calendário ciclístico, incluindo o Tour de France 2022 (a disputar-se entre 1 e 24 de Julho) e a primeira edição do Tour de France Femmes (a disputar-se entre 24 e 31 de Julho).  Aerodinâmica De acordo com a Trek, a nova Madone SLR é 60 segundos por hora mais rápida que a geração anterior devido ao novo formato aerodinâmico do quadro, ao guiador/avanço reformulado e à posição de condução mais aerodinâmica. (* Medição a 45km/h). Tecnologia IsoFlow revolucionária A conhecida tecnologia IsoFlow da Trek foi reformulada especificamente para este modelo, por forma a poupar gramas, é inédita e permite igualmente que o espigão flexione nos impactos para uma condução mais suave, além de melhorar a aerodinâmica e reduzir o peso para ganhar segundos preciosos em competição.  Mais leve do que nunca A marca diz que o novo design ultra-leve conjugado com o melhor e mais leve Carbono OCLV da Trek, fazem da sétima geração da Madone com travões de disco a mais leve de sempre, reduzindo cerca de 300 gramas em relação à já ultra-leve versão anterior.  Integração aperfeiçoada  O novo sistema de avanço/guiador com apenas uma peça e a tecnologia IsoFlow integrada no tubo do espigão, elevam a integração da Madone para outro patamar.  Disponibilidade e preços Pode ver as várias gamas, as cores e preços da nova Trek Madone SLR aqui: trekbikes Através da rede global de distribuidores Trek saberás a disponibilidade. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France 2022 - Guia Topcycling.pt De 01 a 24 de julho realiza-se a 109.ª edição do Tour de France, a prova ‘Rainha’ do ciclismo mundial e um dos eventos desportivos mais mediáticos do planeta. UAE Team Emirates VS. Jumbo-Visma Tadej Pogacar (UAE - Team Emirates) é o principal favorito à vitória. O jovem esloveno procura este ano repetir o triunfo alcançado em 2020 e 2021, para alcançar assim a sua terceira vitória consecutiva no Tour.  Em 2021, Pogacar venceu categoricamente, deixando o 2.º classificado, Jonas Vingegaard, a mais de cinco minutos, e o 3.º, Richard Carapaz, a mais de sete! Para este domínio em muito contribuiu o abandono prematuro do também esloveno Primoz Roglic, um dos principais adversários de Pogacar na luta pela camisola amarela. Roglic não superou o mau tempo da Bretanha, sofrendo duas quedas aparatosas que o levaram a desistir do Tour na primeira semana.  O embate entre a Jumbo-Visma e a UAE Team Emirates para o Tour, já começou há umas semanas atrás. Se por um lado a Jumbo-Visma fez questão de dominar de forma avassaladora no no Critérium du Dauphiné, a UAE Team Emirates fez questão de o fazer da mesma forma na Volta à Eslovénia, com se estivessem a enviar "uma mensagem" às equipas rivais para o Tour de France. Jumbo-Visma e UAE Team Emirates fizeram questão de mostrar superioridade na aproximação ao Tour de France. Tanto Pogacar como Roglic somaram triunfos e a rivalidade nas estradas francesas promete ser enorme.  Os portugueses no Tour Entre o pelotão do Tour estarão apenas dois portugueses: Nélson Oliveira (Movistar) e Rúben Guerreiro (Education First Easypost), que falaram ao Topcycling.t antes da sua partida (podes ver a entrevista a Rúben Guerreiro AQUI, e a Nelson Oliveira AQUI). Se para Oliveira as expectativas são as de cumprir uma boa Volta e ajudar a sua equipa, o mesmo já não se pode dizer sobre Guerreiro. O ciclista da Education First Easypost chega em grande forma e motivado para brilhar na montanha. Para além de somar no currículo a camisola azul da montanha do Giro d’Italia 2020, Rúben Guerreiro triunfou recentemente no Mont Ventoux Dénivelé Challenge, prova com 4.521 metros de acumulado de subida e com rampas entre os 5% e 10% de inclinação, além do TOP10 conseguido no Crutérium Dauphiné. Opinião dos especialistas Sir Bradley Wiggins “Pogacar e Roglic partem claramente em vantagem tendo em conta aquilo que fizeram nos últimos anos.” [Sobre os portugueses Nélson Oliveira e o Rúben Guerreiro] "São o tipo de ciclistas que podem tirar proveito a partir da altura em que as contas da geral estejam já mais definidas, sobretudo à entrada da última semana de prova, quer seja através de uma fuga ou numa luta com concorrentes diretos, para ganharem algum tempo. Acho que ninguém descarta a possibilidade de vencerem etapas. Não me espantaria se algum deles vencesse pelo menos uma etapa, essa possibilidade está em cima da mesa.” Alberto Contador “A edição deste ano do Tour vai ser muito divertida a começar logo pelas primeiras nove etapas que vão ser extremamente exigentes. Cada dia vai ser uma aventura e isso vai notar-se na corrida e no ritmo que os ciclistas vão manter.” “O [Rúben] Guerreiro tem muita qualidade e evoluiu muito nos últimos anos. A montanha é o território dele e de certeza que vai conseguir algum resultado forte nesse tipo de etapas.”  Paulo Martins A edição 109 do Tour de France está bem desenhada para termos luta pela vitória até ao penúltimo dia com um contrarrelógio individual extenso e duro de 41 kms.Etapas para os puros "sprinters" são 6 e apesar do contrarrelógio inaugural na Dinamarca de 13kms, considero que nos 3 dias seguintes com as bonificações um deles pode ainda sonhar envergar a tão desejada camisola amarela, que pode cair logo no 1 dia para os ombros do campeão do mundo Filippo Ganna.Atenção às duas etapas em linha disputadas na Dinamarca, o vento pode trazer grandes vitórias e ao mesmo tempo ver alguns favoritos perderem tempo importante.O pavê volta ao Tour deste ano na 5.ª etapa, vamos ver quem vai naufragar nesse dia e dizer adeus à vitória.A verdadeira montanha chega na etapa 7 ao Alto da Planche des Bella e Filles onde acredito que será a primeira verdadeira separação dos favoritos na geral.Etapas 11, 12, e 18 podem originar toques mágicos para quem queira vencer o Tour.O maior inimigo dos ciclistas pode ser o Covid19 que em qualquer momento elimina um dos favoritos e os manda mais cedo para casa.O meu prognóstico das várias classificações é:Individual: VingeggardPontos: W.V.AertMontanha: QuintanaJuventude: PogačarEquipas: Groupama Transmissão Ao longo das três semanas haverá transmissão em vários canais, mas o canal que transmite literalmente toda a ação dos 3328 quilómetros do ‘Tour’ é o Eurosport. O canal Eurosport garante uma cobertura sem rival emitindo todos os dias a totalidade das etapas do quilómetro zero até à meta. São mais de 100 horas de emissão, em direto, e com a análise de reputados especialistas internacionais como Sir. Bradley Wiggins e Alberto Contador.   Em Portugal a equipa de comentadores é composta por Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonanici, e José Azevedo. Pontos de destaque no percurso "Grand Départ" em Copenhaga  O Tour 2022 arranca em Copenhaga, capital da Dinamarca, a 01 de julho, com um contrarrelógio individual de 13 quilómetros, seguindo-se mais duas etapas planas perfeitas para os ‘sprinters’ brilharem. Após um dia de viagem/descanso, o pelotão chega finalmente às estradas francesas a 05 de julho e rumam ao sul. No "menu" deste ano os ciclistas vão deparar-se com enormes desafios. Estradas de empedrado, ou ‘pavé’, da Paris-Roubaix, subidas duríssimas como o Col du Galibier, Col du Granon, Col du Télégraphe, La Planche des Belles Filles, Col de la Croix de Fer, Alpe d’Huez, Col d’Aubisque ou Hautacam, e um contrarrelógio final desgastante na véspera da chegada a Paris. No meio do percurso, há tempo ainda para curtas passagens pela Bélgica e pela Suíça. Emoção não vai faltar!  As etapas Etapa 1 Dia 01 de julho – Copenhaga – Copenhaga Etapa 2 Dia 02 de julho – Roskilde – Nyborg Etapa 3 Dia 03 de julho – Vejle – Sønberborg Dia de viagem para França – 04 de julho Etapa 4 Dia 05 de julho – Dunkerque – Calais Etapa 5 Dia 06 de julho – Lille Métropole – Arenberg Porte du Hainaut Etapa 6 Dia 07 de julho – Binche – Longwy Etapa 7 Dia 08 de julho – Tomblaine – Super Planche des Belles Filles Etapa 8 Dia 09 de julho – Dôle – Lausanne Etapa 9 Dia 10 de julho – Aigle – Châtel les Portes du Soleil Dia de descanso – 11 de julho Etapa 10 Dia 12 de julho – Morzine les Portes du Soleil – Megève Etapa 11 Dia 13 de julho – Albertville – Col du Granon Etapa 12 Dia 14 de julho – Briançon – Alpe d’Huez Etapa 13 Dia 15 de julho – Bourg d’Oisans – Saint-Étienne Etapa 14 Dia 16 de julho – Saint-Étienne – Mende Etapa 15 Dia 17 de julho – Rodez – Carcassonne Dia de descanso – 18 de julho Etapa 16 Dia 19 de julho – Carcassonne – Foix Etapa 17 Dia 20 de julho – Saint-Gaudens – Peyragudes Etapa 18 Dia 21 de julho – Lourdes – Hautacam Etapa 19 Dia 22 de julho – Castelnau-Magnoac – Cahors Etapa 20 Dia 23 de julho – Lacapelle-Marival – Rocamadour Etapa 21 Dia 24 de julho – Paris la Défense Arena – Paris Champs-Élysées As equipas UAE Team Emirates HIRSCHI MarcBJERG MikkelLAENGEN Vegard StakePOGAČAR TadejSOLER MarcMAJKA RafałMCNULTY BrandonBENNETT George AG2R Citroën BOUCHARD GeoffreyO'CONNOR BenCOSNEFROY BenoîtJUNGELS BobPARET-PEINTRE AurélienNAESEN OliverCHEREL MikaelDEWULF Stan Alpecin-Deceuninck VAN KEIRSBULCK GuillaumeDILLIER SilvanKRIEGER AlexanderPLANCKAERT EdwardGOGL MichaelVAN DER POEL MathieuPHILIPSEN JasperSBARAGLI Kristian Astana Qazaqstan BATTISTELLA SamueleLUTSENKO AlexeyMOSCON GianniDOMBROWSKI JoeGRUZDEV DmitriyVELASCO SimoneFELLINE FabioZEITS Andrey Arkéa Samsic OWSIAN ŁukaszCAPIOT AmauryHOFSTETTER HugoLOUVEL MatisSWIFT ConnorBOUET MaximeQUINTANA NairoBARGUIL Warren Bahrain-Victorious TRATNIK JanCARUSO DamianoHAIG JackMOHORIČ MatejTEUNS DylanGRADEK KamilSÁNCHEZ Luis LeónWRIGHT Fred BikeExchange-Jayco JANSEN Amund GrøndahlSCHULTZ NickBAUER JackJUUL-JENSEN ChristopherDURBRIDGE LukeMEZGEC LukaGROENEWEGEN DylanMATTHEWS Michael Bora-Hansgrohe GROßSCHARTNER FelixPOLITT NilsVLASOV AleksandrKÄMNA LennardKONRAD PatrickVAN POPPEL DannySCHACHMANN MaximilianHALLER Marco B&B Hotels-KTM SCHÖNBERGER SebastianBONNAMOUR FranckROLLAND PierreGOUGEARD AlexisBARTHE CyrilLECROQ JérémyLEMOINE CyrilMOZZATO Luca Cofidis THOMAS BenjaminLAFAY VictorMARTIN GuillaumeGESCHKE SimonIZAGIRRE IonCOQUARD BryanPEREZ AnthonyWALSCHEID Max EF Education-EasyPost BETTIOL AlbertoRUTSCH JonasURÁN RigobertoGUERREIRO RubenBISSEGGER StefanCORT MagnusDOULL OwainPOWLESS Neilson Groupama-FDJ LE GAC OlivierKÜNG StefanPINOT ThibautGAUDU DavidMADOUAS ValentinSTORER MichaelAntoine DuchesneKevin Geniets Israel-Premier Tech GOLDSTEIN OmerFROOME ChrisWOODS MichaelFUGLSANG JakobCLARKE SimonIMPEY DarylNEILANDS KristsHOULE Hugo Ineos Grenadiers PIDCOCK ThomasMARTÍNEZ Daniel FelipeYATES AdamVAN BAARLE DylanGANNA FilippoCASTROVIEJO JonathanTHOMAS GeraintROWE Luke Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux PETIT AdrienZIMMERMANN GeorgPASQUALON AndreaGOOSSENS KobeMEINTJES LouisVAN DER HOORN TacoKRISTOFF AlexanderBYSTRØM Sven Erik Jumbo-Visma BENOOT TiesjVAN HOOYDONCK NathanLAPORTE ChristopheVINGEGAARD JonasVAN AERT WoutROGLIČ PrimožKUSS SeppKRUIJSWIJK Steven Lotto Soudal KRON AndreasGILBERT PhilippeVAN MOER BrentVERMEERSCH FlorianFRISON FrederikJANSE VAN RENSBURG ReinardtEWAN CalebWELLENS Tim Movistar JORGENSON MatteoIZAGIRRE GorkaERVITI ImanolOLIVEIRA NelsonMAS EnricVERONA CarlosTORRES AlbertMÜHLBERGER Gregor Quick-Step Alpha Vinyl LAMPAERT YvesSÉNÉCHAL FlorianCATTANEO MattiaJAKOBSEN FabioASGREEN KasperMØRKØV MichaelHONORÉ Mikkel FrølichBAGIOLI Andrea Team DSM TUSVELD MartinLEKNESSUND AndreasEEKHOFF NilsDAINESE AlbertoBARDET RomainHAMILTON ChrisDEGENKOLB JohnVERMAEKE Kevin TotalEnergies VUILLERMOZ AlexisTURGIS AnthonySAGAN PeterLATOUR PierreBODNAR MaciejBURGAUDEAU MathieuOSS DanielRODRÍGUEZ Cristián Trek-Segafredo PEDERSEN MadsCICCONNE GiulioSIMMONS QuinnMOLLEMA BaukeSTUYVEN JasperTOLHOEK AntwanKIRSCH AlexGALLOPIN Tony Resumos diários em Topcycling.pt Em www.topcycling.pt publicaremos resumos diários das etapas ao final do dia, com as classificações e vídeo resumo do dia. Passa diariamente no site e não fiques só pelas redes sociais, é uma forma de ajudar no nosso trabalho. O nosso obrigado a todos os que acompanham o projecto. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVO Shimano 105 Di2 de 12 velocidades - Di2 mais acessível O novo Shimano 105 Di2 estende as 12v. e a comutação wireless a mais ciclistas. Comemorando o seu 40º aniversário desde a sua primeira introdução em 1982, o grupo de componentes Shimano 105 recebe agora uma atualização para a tecnologia Di2. Os ciclistas que tradicionalmente usavam sistemas mecânicos de transmissão agora podemexperimentar as funções e as tecnologias herdadas das recentes atualizações do Dura-Ace e doUltegra. O tão esperado Shimano 105 R7100, não só oferece desempenho Di2 para uma gama totalmente nova de ciclistas, mas também oferece a comutação sem fios de 12 velocidades com operação fácil e de maior fiabilidade. SHIMANO 105 Di2 Com o seu sistema inovador de transmissão Di2 (Digital Integrated Intelligence) lançado em 2009, estaversão mais recente do Shimano Di2 apresenta melhorias funcionais críticas, incluindo um cockpit semfios e o salto para 12 velocidades. E de acordo com a Shimano tudo foi feito sem nenhum sacrifício para as mudanças rápidas, precisas e confiáveis que os ciclistas esperam de todos os grupos de estrada Shimano. Agora na gama 105 também poderás usufruir do seguinte: Plataforma Di2 integrada – Um sistema Di2 completamente redesenhado para uma comutação rápida num cockpit wireless.Transmissão avançada – 12 velocidades otimizadas para ter eficiência e mudanças perfeitas.Interface e ergonomia refinadas – Com o equilíbrio ideal de conforto, aerodinâmica e estética, o Shimano 105 oferece ergonomia segura e confortável, bem como uma estética de cockpit mais limpa.Sistema de travagem aprimorado – De forma a melhorar o controlo de travagem, o novo sistema Shimano 105 oferece um sistema mais silencioso e de fácil manutençãoNovas rodas em carbono – Combinam aerodinâmica, rigidez, peso e custo, numa opção competitiva de roda em carbono e com possibilidade tubeless. SHIMANO 105 Di2: Wireless onde mais interessa O Shimano 105 Di2 utiliza um sistema híbrido, apresentando um cockpit sem fios emparelhado unicamente numa conexão com fios entre a bateria armazenada no espigão de selim e os desviadores(frente e trás), garantindo maior confiança em todas as condições. E-tube Project Tal como o Dura-Ace e Ultegra, o sistema Shimano 105 Di2 é altamente personalizável usando o aplicativo E-tube Project da Shimano no teu smartphone. Com o E-tube Project podes configurar o teu sistema de transmissão de forma a ajustar a velocidade demudança, alterar o número de mudanças por acionamento do botão e utilizar funcionalidade demudança sincronizada e semi-sincronizada. Também podes emparelhar o sistema com a maioria dos ciclo-computadores de ciclismo de terceiros,incluindo Garmin e Wahoo, que permitem monitorizar a mudança atual e o estado da bateria. SHIMANO 105 Di2: Interface e ergonomia As novas manetes de mudança e travão Shimano 105 apresentam uma ergonomia e refinamentosincomparáveis seguindo o feedback dos ciclistas profissionais, onde um topo mais elevado e um novoformato da manete aumentam o conforto e controlo em todas as posições de condução. A travagem também foi otimizada através de uma ação mais leve da manete e respetiva expansão da área de travagem. As manetes utilizam um circuito integrado sem fios que é propriedade da Shimano, apresentando umacomutação rápida, segura e com baixo consumo de energia. Ao compararmos com outras plataformaswireless é possível verificar-se a baixa probabilidade de interferência, a rapidez de comutação e a maiorduração da vida útil da bateria. Também, ao ser usada apenas uma bateria interna, o carregamento torna-se mais simples e a própria bateria é protegida de melhor forma, garantindo uma comutação rápida, mas também confiável. SHIMANO105Di2: Tecnologia de transmissão Ao mudar para uma cassete de 12 velocidades, a série R7100 tem agora agora os andamentos que os ciclistas desejam com uma comutação inteligente entre eles. Este é o resultado da otimização dos componentes de transmissão, que incluem as seguintes opções a cassete: 11-34D11-36D No pedaleiro as opções são: 50-34D 52-36D Juntos, oferecem combinações de mudanças baixas, mesmo abaixo de 1:1, que permitem aos ciclistas enfrentar declives mais íngremes e controlar melhor o esforço, mantendo uma cadência confortável. O novo sistema também é compatível com as versões anteriores, o que significa que podem ser usadas as rodas com cepo de 11 velocidades com o novo Shimano 105 Di2. Pedaleiro FC-R7100  Pedaleiro HOLLOWTECH II 2x12 velocidades Combinação de andamentos: 50-34D52-36D, disponível mais tarde Cassete CS-R7100 12 velocidadesAndamento de 11D para uma eficiência idealCompatível com cepos de 11 velocidades11-34D Cassete CS-HG710-12  12 velocidadesAndamento de 11D para uma eficiência idealCompatível com cepos de 11 velocidades11-36D, disponível mais tarde Desviador traseiro RD-R7150  Desviador com a tecnologia SHIMANO SHADOW Conectividade D-FLY integradaTecnologia Di2 de12 velocidadesCompatível com cassetes 11-34D e 11-36D Desviador da frente FD-R7150 Tecnologia Di2 12 velocidadesComutação rápida e precisa Manete Mudança/Travão ST-R7170 Conectividade Di2 WirelessManete de duplo-controlo 2x12 Capa de borracha refinada para melhor ergonomia e aerodinâmicaMelhoria de acesso aos botões SHIMANO105Di2: Travagem Tal como os últimos Dura-Ace e Ultegra, o novo Shimano 105 apresenta um sistema de travagem renovado que segundo a Shimano é mais silencioso e mais fácil de controlar. Como características principais, destaca-se o ponto inicial de contato mais rápido com uma zona ampla de controlo e 1% de maior distância entre o rotor de disco e as pastilhas. O sistema de sangramento também passou a ser mais fácil, uma vez que existe agora a possibilidade de o fazer sem remover a pinça do quadro. Novas rodas de carbono RS710 Continuando na busca de tecnologia a baixo preço, a Shimano lançou também dois conjuntos de rodas de estrada em carbono mais acessíveis: C32 para escalar e C46 para o uso geral. A C32 possui uma altura de aro de 32 mm, largura interna de aro de 21 mm e pesa 1.502g. A C46 tem 46 mm de altura, largura interna de 21 mm e pesa 1.610g. Ambas as rodas que não são de série são compatíveis com 11 e 12 velocidades, prontas para tubeless e vêm com um logotipo Shimano. WH-RS710-C32-TL 665g roda da frente, 839g roda traseira21mm de aro interno e tubeless WH-RS710-C46-TL 719g roda da frente, 893g roda traseira21mm de aro interno e tubeless Disponibilidade e preços Para saberes mais pormenores como a disponibilidade, pontos de venda e preços do novo Shimano 105 Di2 vê o site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt/pt/ciclismo/shimano Mais pormenores técnicos aqui: road.shimano.com/pt/105di2 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Apresentação oficial de equipas para o Tour É já amanhã, quarta-feira, a partir das 17.30 horas, que terá lugar a apresentação oficial de equipas para o Tour. A cerimónia será transmitida em direto no Eurosport 1. Com início marcado para sexta-feira, dia 1 de julho, a 109.ª da Volta a França em bicicleta promete 21 dias de grande emoção, onde vai ser possível ver em ação os principais nomes do ciclismo mundial. A mítica prova francesa, considerada a prova ‘Rainha’ do ciclismo mundial, arranca de Copenhaga, na Dinamarca, e tem como ponto de chegada os Campos Elísios em Paris. Ao longo de três semanas, os fãs vão poder seguir ,literalmente, toda a ação do Tour através do canal desportivo Eurosport. A estação televisiva garante uma cobertura exímia e exaustiva da prova, emitindo diariamente a totalidade das etapas desde o quilómetro zero até à meta. Os amantes da modalidade terão assim a oportunidade de assistir a 100 horas de emissão em direto, com a análise de reputados especialistas como Sir Bradley Wiggins e Alberto Contador, entre outros. Antes do arranque oficial da prova, teremos a oportunidade de conhecer detalhadamente as 21 equipas e 176 ciclistas que estarão em competição na edição 2022 do Tour, naquela que será grande festa preparada desde Copenhaga. A capital dinamarquesa irá vestir-se de amarelo e o Eurosport irá transmitir em direto este evento de apresentação que dará a conhecer as estrelas presentes na 109.ª edição da prova. A destacar temos ainda a presença dos portugueses Nélson Oliveira (Movistar) e Rúben Guerreiro (Education First Easypost) dentro do valioso e cintilante pelotão desta prova. Não perca assim, a apresentação das equipas para o Tour de France 2022, já amanhã, dia 29 de junho, em direto, no Eurosport 1, a partir das 17:30h. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Grande entrevista a Nelson Oliveira: “Não perdi o gosto por ganhar” Vinte e uma grandes voltas passaram desde que um corredor espanhol venceu pela última vezuma das três maiores provas de três semanas. Desde o Giro ganho por Alberto Contador, em 2015, que sete nações foram capazes de fazer o que para a Espanha pareceu uma formalidade entre a era de Pedro Delgado e a chegada de Contador – ao todo foram 29 “grandes” conquistadas entre 1985 e 2015, trinta anos de glória sem precedentes! Esta é a herança que qualquer corredor tem que carregar quando passa a profissional no pelotão espanhol. A isto junte-se a “afición” habituada a ganhar e a pressa dos média em encontrarem novos heróis desportivos que sucedam não só ao Pistolero, mas também aos irmãos Gasol, a Rafael Nadal ou ao eterno Fernando Alonso. Enric Mas é talentoso e discreto. Num país que pede heróis, o maiorquino é o anti-herói, mesmo que Contador lhe tenha dado a benção em 2017 com um “este é o meu sucessor” bem-intencionado durante a etapa final da Vuelta. Desde esse momento as expectativas dispararam em relação ao ciclista de Artà, Palma de Maiorca. Nélson Oliveira conhece bem Enric Mas e após falhar o Tour no ano passado voltará a ladear omaiorquino na expedição a França. “O objetivo é lutar pelo pódio da classificação geral. Sabemos que ganhar é difícil, mas partimos com ambição. O Enric é um líder jovem, em aprendizagem, mas sabe o que quer e já adquiriu certa maturidade, embora ainda não ao nível de um Bala [Valverde] ou de um Nairo [Quintana]. Tem as ideias claras, sabe como dizer as coisas e como pessoa é discreto e humilde, que nos sabe levar e reconhecer quando erra. Esperemos que no Tour deixe os azares para trás das costas porque sem eles chegaria comoum dos mais regulares da temporada”, contextualiza o ciclista de Anadia. Azar é a palavra que, até agora, define a época de Enric Mas, corredor fiável que foi duas vezes2º na Vuelta (2018 e 2021) e fechou o Tour nos seis primeiros nas duas últimas edições. Este ano, caiu no Tirreno-Adriático ao apanhar gravilha numa descida; no último dia da Volta aoPaís Basco tomou uma curva com velocidade a mais e caiu junto com Nélson Oliveira; e noDauphiné nova queda em descida. Nas três provas estava na luta pelo pódio. O super gregário da Movistar tranquiliza os seguidores da formação espanhola: “O Enric não tem problemas a descer. É um ciclista jovem, valente e no Tour a estratégia da equipa está montada em torno dele. Claro que a moral está um bocadinho em baixo porque queremos resultados e que a equipa cresça. O Carlos Verona deu-nos uma grande vitória no Dauphiné, mas sabemos que é preciso que o Tour e a Vuelta corram bem por causa dos pontos UCI. Não está a ser um ano fácil e temos que estar preparados para tudo, mas já vimos que a pressão dos pontos muda as corridas. Se antes era só o líder que ia a fundo, agora vemos que todos vão a sofrer até ao fim e isso num Tour paga-se ao fim de vários dias.”Diz Nelson Oliveira Como forma de reforçar a confiança para o Tour, a Movistar anunciou a renovação até final de2025 com Enric Mas. “Foram meses complicados neste arranque de 2022, com diversos incidentes (…) que me impediram de mostrar a minha melhor versão na estrada, mas o ciclismo e a vida são assim, há que encarar as coisas como elas acontecem”, disse Mas em comunicado da Movistar. Vídeo da renovação publicado pela Movistar Team https://www.youtube.com/watch?v=wztl4nURFow&t= Nelson Oliveira no Tour de France 2022 A Movistar leva um bloco com Enric Mas, Nelson Oliveira, Carlos Verona, Imanol Erviti, Gorka Izagirre, Gregor Mühlberger, Albert Torres e Matteo Jorgenson. ADN Movistar: Leal como Oliveira, conhecedor como Erviti e génio como Valverde Vai ser um Tour de France com uma primeira semana traiçoeira, segundo Nélson Oliveira, veterano de 15 grandes voltas iniciadas e concluídas. Nelson Oliveira, Enric Mas. 2022 Itzulia Basque Country. Stage 5 - Photo credit: Movistar Team Sem segredos, a arte de sobreviver ao caos passa por saber: “... quando tenho que levantar o pé e ter a felicidade de não ter doenças ou quedas. Não há truques numa grande volta porque em teoria todos os corredores estão fisicamente aptos para fazer as três semanas.” O certo é que muitos não chegam a Paris e Nélson já por duas vezes subiu ao pódio nos Campos Elísios como vencedor da classificação por equipas [que a Movistar ganhou em cinco das últimas oitoedições]. Este ano o Tour de France começa na Dinamarca, tal como o Giro em 2012, na altura com partida de Herning. Há 10 anos também as três primeiras etapas foram no país escandinavo e aí esteve um jovem RadioShack que fazia a estreia na corrida italiana. “Fiz o Giro quando partiu da Dinamarca e sei como é complicado. Vamos ter etapas perigosas pelo vento e a primeira semana é sempre tensa porque as coisas não estão bem definidas.Depois há o aspecto do dia de descanso ser na primeira segunda-feira; se tivermos que viajarde manhã é pior do que fazer uma etapa porque não descansamos, o ideal é viajar no domingoe ter o dia para descansar e treinar, mas nunca é bom parar quando estamos a entrar no ritmo. Regressamos com uma 4ª etapa traiçoeira por ser junto à costa no norte de França e no dia seguinte há setores de pavê. É preciso não ter azares e estar sempre no sítio certo”, analisa Nélson Oliveira. Pela imprevisibilidade da primeira semana nem vale a pena fazer prognósticos a médio prazo. A montanha só chega à 7ª etapa com o final em Super Planche des Belles Filles num dia para colocar cada um no seu sítio. Tadej Pogacar é o favorito, “mas a primeira semana vai ditar muita coisa porque caso um dos favoritos perca tempo a corrida vai tornar-se mais aberta, pelo menos até à Super Planche que já vai pôr muita gente no seu sítio”. A caminho do oitavo ano na Movistar – que em 42 anos venceu 15 grandes voltas – Nélson Oliveira sente-se em família e esperar continuar com Eusebio Unzué mais alguns anos. O gosto por ganhar não desapareceu, mas tem sido muitas vezes deixado em segundo plano com o português a assumir o papel de líder silencioso. Essa forma de ser e estar é o ADN da Movistar. "Não perdi o gosto por ganhar e há algum tempo que não o faço [desde o Nacional de contrarrelógio em 2016], por isso gostava de vencer uma etapa para me voltar a sentir competitivo. Há dias em que temos liberdade e como a equipa precisa de vitórias tentamos entrar na fuga, só que já nos desgastamos previamente no apoio ao líder, seria diferente se pudesse levantar o pé um ou dois dias e ir fresco para a frente. Estou feliz na equipa e temos um bom grupo com gente como o Imanol Erviti que está há 14 anos ou o Alejandro Valverde que leva 18; são líderes que nos sabem dizer o que às vezes não queremos ouvir e têm um papel muito importante junto dos jovens ciclistas. O Imanol é mais interventivo, enquanto nesse aspecto o Bala é mais reservado”, conclui. Será Enric Mas o génio que vai recolocar a Movistar entre as equipas de topo do WorldTour? Nova oportunidade já a partir de sexta-feira, dia 1 de Julho. Por: Gonçalo Moreira Fotografia: Sprint Cycling Agency / Movistar Team Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek Checkpoint SL 6 | Teste É bom quando as marcas fazem um projecto de raíz, com toda uma equipa formada para construir algo completamente novo, foi o que a marca americana fez para construir a nova Trek Checkpoint, a segunda geração deste modelo foi totalmente redesenhada com o objectivo de ser uma Gravel melhor e de acordo com as tendências actuais do Gravel. Verdade seja dita, a Trek conseguiu fazer uma bicicleta nova, melhor e mais completa que a geração anterior da checkpoint, mas sem perder a identidade da marca e do modelo. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=HZ_BpiEeFng&t= Preparada para tudo Esta é seguramente uma das bicicletas mais preparadas para fazer bikepacking do momento, a Trek apetrechou a bicicleta de pontos de fixação para bagagem e acessórios por todo o quadro, além disso ainda pensou na adaptabilidade entre tudo isto, e de forma integrada. É maravilhoso ver bicicletas bem pensadas. Bikepacking integrado O compartimento de armazenamento no quadro não é uma novidade mas é bem vindo neste modelo, é daquelas inovações que depois de terem surgido no mundo das bicicletas nos perguntamos: como é que ninguém pensou nisto antes? Na utilização do dia a dia, evita a utilização de uma bolsa de ferramenta pendurada no quadro ou selim, algo que é necessário, mas esteticamente desagradável. Há espaço suficiente no interior para uma bolsa de ferramentas com compartimentos para cartucho de CO2 ou bomba, desmontas e remendos. Sobrando espaço para a câmera de ar noutra zona, e diretamente conectado à parte inferior da tampa também há um suporte para encaixar uma mini-ferramenta Bontrager. Tudo descrito assim parece que é um espaço enorme, e embora não seja pequeno, revela-se algo apertado na hora de querer acomodar tudo. O quadro foi preparado para receber bolsas da própria marca, sem recurso a velcro, mas sim através de pontos de fixação com recurso a parafusos, uma integração que além de ser esteticamente mais apelativa tem várias vantagens: Bolsas não danificam ou deixam riscos no quadroAs fitas de fixação (existentes noutras bolsas) roçam nas pernas Neste capítulo do "bikepacking integrado" falo ainda da integração da cabelagem, uma solução que surge nas bicicletas de estrada com o argumento de conferir melhor aerodinâmica, mas que neste caso (quando falamos de uma bicicleta de Gravel) facilita bastante a colocação de bolsas de transporte de bagagem no guiador. Além disso, na hora de mexer no avanço ou guiador caso o utilizador queira trocar algum destes componentes, ou em caso de haver uma deslocação na qual tem que se colocar a bicicleta numa mala de transporte, este tipo de integração não impede um utilizador normal de o fazer. Como dizia, uma bicicleta que foi bem pensada. A integração da cabelagem e transmissão electrónica permitem ter um cockpit bastante "clean", e embora os poisa mãos do SRAM Rival não sejam o expoente máximo do conforto, são suficientemente confortáveis para encarar longas jornadas de pedal. Os vários pontos de fixação distribuídos pelo quadro, não servem só para colocar grades de bidom e bolsas, como ainda facilitam a "afinação" da posição de tudo isto para que tudo encaixe na hora de carregar a bicicleta para uma aventura de vários dias. No quadro da Checkpoint além de bolsas e guarda lamas é possível montar bidons de água em vários pontos do quadro (três dentro do triângulo principal, um na parte inferior do quadro junto ao bloco pedaleiro e ainda na lateral da forqueta). Sistema isospeed Esta tecnologia da Trek não é uma novidade, é aplicada em vários modelos da marca e neste modelo faz todo o sentido. O IsoSpeed separa o tubo do selim do tubo superior, permitindo ao tubo do selim flexionar de acordo com as forças do terreno e também de certa forma fazer um isolamento das vibrações que advém das escoras, aumentando o conforto do ciclista. (Esta é a teoria). Na prática o que senti é que a bicicleta é bastante confortável, se é do Isospeed não sei, provavelmente sim. Transmissão e travagem Esta transmissão SRAM Rival ETap AXS foi uma agradável surpresa, durante o tempo de utilização revelou-se sempre muito afinada, sem falhas mesmo em condições de baixa lubrificação. Após várias horas de utilização e cerca de 450 km's nunca necessitou de carregamento, uma maravilha. Esta transmissão de 12 velocidades vem montada com um prato de 40 dentes e uma cassete 10-44, cassete específica de gravel da SRAM, o grupo XPLR. Realçar que estas 12 velocidades são verdadeiras e não "disfarçadas", ou seja, este cubo "XDR" permite montar uma cassete de 12 velocidades, na qual o carreto pequeno tem 10 dentes (e não 11), sendo este o carreto que faz a diferença na hora de tirar partido do prato com 40 dentes a rolar, pois permite velocidades na ordem dos 50 km/h, algo que não aconteceria com 11 dentes. Existem no mercado bicicletas com 12 velocidades que não têm o cubo XDR montado e por isso não têm o mesmo desempenho a rolar ou em descida. Nada a apontar também à travagem do grupo SRAM Rival, embora não carregasse completamente a bicicleta com todas as bolsas para bikepacking, os discos de 160mm. são suficientes para parar a Checkpoint, mesmo quando esta vai bem embalada. Realçar que os discos de 160mm. são a medida máxima suportada neste modelo. Existe uma chaveta removível no eixo passante, que é uma chave para desmontar o eixo, algo que é prático em caso de necessidade de desmontagem da roda, permitindo fazê-lo sem recorrer à bolsa de ferramenta ou outra multi-tool. Rodas e pneus Uma discussão habitual entre os praticantes de Gravel são os pneus. Seguindo as tendências actuais a nova Trek Checkpoint suporta até 45mm. de largura de pneu com umas rodas 700c montadas, bem como uns 2.1 se optarmos por ter umas rodas 650b (27,5). De série veem montados os Bontrager GR1 Team Issue de 40mm. que estiveram à altura do conjunto, mesmo em terrenos mais acidentados. Durante os quilómetros de teste, zero furos. Na minha opinião este conjunto merece umas rodas melhores, mas isso já faria disparar o preço da SL6 ETap. As Bontrager Paradigm Comp 25 não são más, mas tendo em conta o potêncial do conjunto, umas rodas em carbono deixariam esta bicicleta sem nada a apontar. Em dandamento A Trek Checkpoint revela-se muito suave logo no primeiro contacto, ficamos "em casa" ao fim de 20 quilómetros pedalados e isso é muito bom sinal. O aumento da distância entre eixos tornou-a muito estável a descer, e o facto de terem colocado o avanço mais curto manteve a posição do ciclista confortável. Conclusões É uma das Gravel mais completas do momento. Perfeita para bikepacking, confortável, mas também divertida e rápida. Tem integração, mas sem limitar o utilizador nas suas escolhas de acessórios, e de uma forma "descomplicada" para quem quer mexer na bicicleta mas não tem uma oficina em casa. Preços No caso específico do modelo testado, a Checkpoint SL 6 Etap, é uma bicicleta com um preço equilibrado para o que oferece (4.099,00€), considerando que já tem transmissão electrónica. A Trek oferece na gama Checkpoint vários patamares de preços, dando bastante escolha ao utilizador que eventualmente não possa despender de valores mais altos para adquirir o modelo. Podes ver AQUI a gama completa da nova Trek Checkpoint, que inclui versões em alumínio e ainda as versões SLR (topo de gama), mais leves e direccionadas à competição. Por: Luís Beltrão Fotografia: Paula Ferreira Vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida sagra-se campeão nacional de fundo João Almeida (UAE Emirates) acaba de conquistar a prova de fundo na categoria de elite do Campeonato Nacional de Estrada. No último dia dos Campeonatos, a decorrer em Mogadouro, João Almeida foi o mais rápido na prova de fundo, completando os 167,5 quilómetros com o registo de 4h08m42, superiorizando-se assim a Tiago Antunes (Efapel Cycling) e a Fábio Costa (Glassdrive-Q8-Anicolor), ambos com 52 segundos de atraso. Numa prova muito movimentada desde cedo, João Almeida aplicou toda a sua experiência, realizando uma prova  regular, sem grandes intercalações, numa clara estratégia de equipa, onde contou com o apoio de Ivo e Rui Oliveira, seus colegas de equipa na UAE Emirates, estratégia essa que se revelou certeira, com Almeida a cruzar a meta isolado da concorrência. Depois de na sexta-feira, dia inaugural dos campeonatos, ter visto Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor) a suceder-lhe como campeão nacional de contrarrelógio, numa prova em que foi 3ª classificado ainda atrás do seu colega de equipa Rui Oliveira, João Oliveira voltou hoje a ter motivos para sorrir, e mostrar que a Covid-19 já faz parte do passado. O novo campeão nacional de fundo estava visivelmente feliz por esta conquista, algo bem percetível pelas suas declarações no final da prova, em que elogiou o trabalhou dos seus colegas de equipa. Correu muito bem, no fundo foi uma vitória de equipa. Estivemos os três muito bem, estivemos sempre presentes nas fugas e tenho esta vitória graças ao Rui e ao Ivo que trabalharam muito. Era um percurso mais difícil, ao contrário do ano passado, e por isso foi possível fazer diferenças. Estou muito contente com esta vitória e vai ser muito bom representar as cores de Portugal lá fora.João Almeida - novo campeão nacional de fundo Foco já está apontado para a Volta a Espanha Desafiado acerca do futuro, João Almeida foi perentório, e apontou a luta pela geral na Volta a Espanha como o próximo objetivo. Agora, vou para a altitude, pois tenho de melhorar a minha forma física, tendo em vista a Volta a Espanha. Aí vou estar para disputar a geral. Muita coisa pode acontecer, mas vamos trabalhar para isso.João Almeida (UAE Emirates) Depois da desilusão no Giro de Itália, em que foi traído pela Covid 19, após a 17.ª etapa, motivo que o ´obrigou´ a abandonar a prova quando seguia no 4.º lugar da classificação geral e ainda com sérias ambições de voltar ao pódio da prova, isto para além de ser líder da tabela da juventude, o ciclista de A dos Francos volta agora às vitórias e já tem o foco na Volta a Espanha, com início marcado para 19 de agosto. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=McAalozBheE&t= Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rúben Guerreiro - “Quem não gostaria de fazer top 10 no Tour?” Levar a bandeira nacional estampada no maillot durante um ano está entre as maiores honras que um ciclista pode ter. Rúben Guerreiro cumpriu esse sonho quando em 2017 venceu o Campeonato Nacional, prova da qual abdica este ano para chegar ao Tour de France fresco e na forma de uma vida. As pernas estão lá e isso é que importa. O corredor de Pegões Velhos destruiu há dias no Mont Ventoux algumas figuras de 2021: o rei da montanha da Vuelta, Michael Storer, o campeão da Volta a França do Futuro, Tobias Halland Johannessen, um top 10 no Tour e na Vuelta, Guillaume Martin. Já para não falar de Carlos Verona, vencedor de etapa no recente Critérium do Dauphiné. “As subidas no Tour são curtas e inclinadas. É difícil bater Tadej Pogacar e Primoz Roglic nesse terreno, mas no Ventoux também bati bons rivais e tenho confiança para os enfrentar no frente a frente”, dispara o cowboy em entrevista ao TopCycling. Rúben Guerreiro anda de pontaria afinada e moral em alta. E com razões para tal. Subiu com os melhores nos Alpes durante o Dauphiné [acabou 9º] e no Tour quer subir a parada: “A equipa definiu que o objetivo é eu ir lutar por uma etapa e respeito essa decisão. Os líderes são Rigoberto Urán, que já tem provas dadas, e Neilson Powless, em quem a EF Education-EasyPost acredita muito para a classificação geral. Respeitando a estratégia da equipa, não vou perder tempo nas primeiras etapas a não ser que seja obrigado como aconteceu no Giro de 2021. O cenário ideal é chegar às montanhas com o mesmo tempo dos homens que disputam a geral.” Há no discurso do ribatejano a ambição natural de um jovem que a caminho dos 28 anos sente que ainda não atingiu todo o potencial. “Encontrei-me este ano como ciclista e como atleta. Fui 18º em 2021, mas não me sentia como agora. Perdi peso. Trabalhei muito na alta montanha. Mostrei à equipa que recupero bem em provas por etapas. Com uma pontinha de sorte posso ficar às portas do top 10, que é o sonho de qualquer profissional. Quem é que não gostaria de fazer top 10 no Tour?”. A pergunta é retórica e deixa antever a ambição de liderar. “Não ia pedir a liderança para o Tour porque a equipa tem outra estratégia, mas um top 10 reforçaria o longo caminho que tenho feito até aqui, mostrando que mereço apoio. Tenho mais um ano de contrato e oxalá possa encontrar esse apoio dentro da equipa. Se isso não acontecer vou à procura dele porque com 27 anos sinto que posso evoluir e quero liderar a curto ou médio prazo. Eu e as pessoas que me rodeiam acreditam que posso lá chegar, passo a passo, como tem sido a minha carreira”. Contam-se pelos dedos de uma mão os portugueses que fecharam nos 10 melhores do Tour: Alves Barbosa, Joaquim Agostinho e José Azevedo. Um cowboy inspirado por um Pistolero Ficou para a posteridade a celebração de Alberto Contador em momentos de vitória. Tiro para o ar e concorrência abatida. O vencedor de sete grandes Voltas é fonte de inspiração para o “cowboy” de Pegões, que em cada vitória saca das pistolas . “Eu dou dois tiros, o Contador dava só um mas eram mais certeiros”, reconhece Rúben Guerreiro bem disposto. E se Rúben Guerreiro, o Pistoleiro português, pudesse escolher o cenário do próximo duelo? “Depois de ganhar no Mont Ventoux gostava de ganhar no Alpe d’Huez [onde Joaquim Agostinho venceu em 1979]. No Dauphiné fizemos as duas primeiras subidas [Galibier e Croix de Fer] e só o final era mais simples em Vaujany; nesse tipo de dias o Contador atacava de longe, virava a corrida de pernas para o ar e em etapas curtas, mas intensas desde a partida, podem-se ceder minutos porque ou tens pernas ou perdes muito tempo”. A jornada de alta montanha no Tour com maior quilometragem não supera os 179km [16ª etapa] de extensão e as jornadas decisivas [etapas 11, 12, 17 e 18] têm ainda menos. O formato foi testado e aprovado nas últimas edições na Vuelta pela ASO; agora é aplicado tanto nos Alpes como nos Pirinéus durante a prova francesa. “É um formato mais interessante para ciclistas e espectadores porque puxa pelo espetáculo ao não termos etapas bloqueadas até à última subida. São menos conservadoras, ou seja, um ciclista como eu, sem nada a perder, pode mexer longe do final”, explica o atleta da EF Education-EasyPost. Curtas, longas, mais ou menos duras, Pogacar é a referência. “Sente-se no pelotão que ele está noutro planeta, mesmo que a Jumbo-Visma esteja fortíssima como se viu no Dauphiné. O Pogacar tem demonstrado melhor condição do que os outros e quanto melhor a forma, maiores são as diferenças”. O Tour começa a 1 de julho, em Copenhaga, na Dinamarca, e todas as etapas têm transmissão na Eurosport desde o quilómetro zero. Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rafael Reis e Daniela Campos sagram-se Campeões Nacionais de Contrarrelógio Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor) e Daniela Campos (Bizkaia-Durango) são os novos campeões nacionais de contrarrelógio. No dia que marca o arranque dos Campeonatos Nacionais de Estrada, a decorrer em Mogadouro, até domingo, Rafael Reis e Daniela Campos foram os principais destaques ao vencerem na categoria de elite. Começando pela prova masculina, composta por um percurso de 33,6 quilómetros, aí quem dominou foi Rafael Reis, registando o tempo de 40m23s, superiorizando-se a Ivo Oliveira (UAE Emirates), que terminou a 29 segundos, enquanto que a fechar o pódio ficou João Almeida (UAE Emirates), vencedor do ano passado, a 41 segundos. A composição do pódio dá ainda mais destaque à vitória de Rafael Reis. O ciclista da (Glassdrive-Q8-Anicolor) sucede a João Almeida, principal figura do ciclismo nacional da atualidade, e a Ivo Oliveira vencedor da prova em 2020, ambos ciclistas pertencentes aos quadros da poderosa equipa da UAE Emirates. Daniela Campos revalidou o título Daniela Campos (Bizkaia-Durango) dominou a elite feminina, revalidando assim o título. À parte da elite masculina, todas as restantes categorias em prova tinham pela frente um percurso mais curto, com um total de 21,5 quilómetros, e foi aí que Daniela Campos foi a rápida entre a elite feminina, completando a prova em 32m35s. Daniela Campos foi mais forte que Beatriz Pereira, sua colega de equipa e segunda classificada da prova, com 7 segundos de atraso, enquanto que no terceiro lugar ficou Ana Caramelo (Kiwi Atlantico Louriña) a 12 segundos. Em sub-23 masculinos, Pedro Andrade (Efapel Cycling) foi o vencedor, com o registo de 27m10s, superiorizando-se a Daniel Dias (Kelly-Simoldes-UDO), em 17 segundos, e a Pedro Silva (Glassdrive-Q8-Anicolor), em 36 segundos. A prova feminina contou ainda com a presença das masters, com Nádia Mendes (Cantanhede Cycling/Vesam) a impor-se em masters 30, com o tempo de 35m08s. Já em masters 40, Raquel Santos (CE Gonçalves/Azeitonense) foi a melhor em prova, com o registo de 36m07s. Em masters 50 foi Filomena Gomes (Vertentability/CRG) a vencedora do dia com 36m01s. Paraciclistas também estiveram em prova Mogadouro recebeu ainda os Campeonatos Nacionais de Contrarrelógio de paraciclismo, tendo-se registado 13 vencedores. Campeões Nacionais de Paraciclismo H2 Luís Jejum (Associação Salvador) H3 João Pinto (Mirachoro Hotels/CC Portimão/Churasqueira do Vau) H4 Feminina Sandra Manuel (Associação Salvador) H4 Masculino Flávio Pacheco (Santa Cruz/Botelhos.pt) H5 Feminina Felismina Gomes (Associação Salvador) H5 Masculino Luís Costa B Feminina Ana Silva/Isabel Caetano (Descobre Destreza Associação Desportiva) C1 Bernardo Vieira (Academia Efapel de Ciclismo) C2 Telmo Pinão (Academia Efapel de Ciclismo) C3 Paulo Teixeira (Rodabike/ACRG/Gondomar) C4 Ângelo Correia (Clube Ciclismo Amaro Antunes) C5 Miguel Pacheco D André Soares (Mato-Cheirinhos/Vila Galé/Etopi) Prova continua até domingo Hoje foi ainda o primeiro de três dias do Campeonato Nacional de Estrada em Mogadouro. A prova irá prosseguir amanhã, sábado, dia das provas de fundo para todas as categorias femininas e para os sub-23 masculinos. As femininas são as primeiras a competir, às 9h30. As corredoras de elite vão completar 87,6 quilómetros, as juniores, as masters 30 e as masters 40 têm pela frente 65,3 quilómetros, enquanto que a prova de cadetes e de masters 50 irá ficar-se pelos 43 quilómetros. Classificações completas da elite, sub-23 e femininas aqui. Classificações completas paraciclismo aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Eurosport transmite Campeonatos Nacionais de Espanha e França A poucos dias do arranque de mais uma edição do Tour de France, a prova ‘Rainha’ do ciclismo mundial, há ciclismo no Eurosport. O canal transmite duas importantes competições que prometem ‘colar’ os fãs da modalidade aos ecrãs. A localidade de Cholet acolhe os nacionais franceses e as senhoras foram as primeiras a entrar em ação com a prova de contrarrelógio, hoje pelas 12:00. Audry Cordon-Ragot foi coroada como campeã em 2021 nesta especialidade. Seguiu-se o contrarrelógio masculino, um título que em 2021 coube ao francês Benjamin Thomas.  Sábado Na manhã de sábado, a ilha de Maiorca é o centro da ação dos nacionais espanhóis e a partir das 10:30, o Eurosport 1 transmite em direto a prova de fundo feminina, onde o grande destaque vai para Marvi Garcia, que tenta conquistar o seu 3.º título consecutivo e 4.º da carreira nesta especialidade. Mais tarde, perto das 13:15h, o direto passa para Cholet, em França, para a prova de fundo feminina, uma especialidade ganha na última edição por Évita Muzic. A jovem francesa volta a marcar presença nos nacionais e é uma das favoritas à vitória. Domingo Finalmente, este domingo, dia 26 de junho, terminam os nacionais de ciclismo de estrada com as provas de fundo masculinas. Os espanhóis entram em ação primeiro, a partir das 11:45h, para saber quem sucede a Omar Fraile. Segue-se a transmissão da mesma especialidade em França, a partir das 13:15h, com as atenções postas para saber quem coloca o seu nome na lista de campeões atrás de Rémi Cavagna, vencedor da especialidade em 2021. Ciclismo de grande qualidade em direto para ver nos próximos dias no Eurosport com os comentários Paulo Martins, Gonçalo Moreira, Isabel Fernandes e Frederico Bártolo.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Dúvidas desfeitas - Chris Froome confirmado no Tour A Israel Start-Premier Tech acaba de confirmar a presença de Chris Froome no Tour de França. O experiente ciclista britânico de 36 anos que ainda procura o regresso à forma que o notabilizou depois do grave acidente sofrido em 2019, está assim de volta à prova. Foi, precisamente durante a preparação para a Volta a França que Froome embateu contra um muro a uma velocidade de 60km/h, tendo sofrido fracturas no fémur, no cotovelo e em algumas vértebras. Muito se especulou em relação ao futuro pessoal e profissional do ciclista, mas a notícia de hoje vem confirmar que a história de Froome no Tour ainda não terminou. Chris Froome, quatro vezes vencedor do Tour de França, encontra-se neste momento a cumprir a sua segunda temporada na Israel-Premier Tech, mas nem o notável registo na prova francesa lhe davam como garantida a sua presença na edição deste ano, principalmente depois da recente desistência do Critérium du Dauphiné, por doença. Froome nunca escondeu o desejo de marcar presença no Tour de França e fez questão de afirmar isso mesmo ao longo das últimas semanas. O Critérium du Dauphiné era visto como a prova de fogo para a decisão da Israel Start-Premier Tech, mas apesar da prestação registada por Froome não ter correspondido às expetativas, a sua equipa decidiu integrá-lo no alinhamento final para o Tour de França. Chris Froome não escondeu a felicidade por ir disputar uma vez mais uma prova lhe traz boas recordações. Estou muito feliz por partir para a Volta a França para 10.ª vez. Trabalhei muito duro este ano e estou ansioso para dar tudo. Temos um grande grupo de ciclistas na equipa e mal posso esperar pelo início da batalha em Copenhaga.Chris Froome A Israel Start-Premier Tech terá Jakob Fuglsang como líder de equipa, e é nessa estratégia que Chris Froome se insere. Um papel diferente daquele a que está habituado, algo que no entanto, não afastará a atenção da extensa legião de fãs que o ciclista britânico detêm. Kjell Carlström, diretor da Israel Start-Premier Tech revelou que o principal objetivo da equipa passa por vencer uma etapa, deixando ainda em aberto a possibilidade de lutar por alguma das camisolas, tal como como aconteceu na pretérita edição da prova, em que Michael Woods andou na luta pela camisola da montanha. O Tour de França tem início marcado para o dia 1 de julho e adivinham-se três semanas de grande emoção, com os melhores ciclistas da atualidade. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Graças à Shimano poderás ser treinado por referências mundiais do BTT Englobado numa campanha internacional, durante os próximos meses a Shimano Portugal vai estar a promover nalgumas redes sociais uma campanha destinada aos fãs do XCO. Esta campanha vai dar a oportunidade a todos os fãs do BTT e da marca Shimano de poderem ter formação de atletas profissionais de BTT, ao definir um objecto para a sua época. Aos participantes que cumprirem os seus objectivos  será dado a possibilidade de participarem e ganharam uma experiência fantástica -  Viagem a uma Taça do Mundo em 2023 ou jerseys autografados. Como participar Entra nesta landing page em português para participar e saber toda a informação da campanha:shimano-makeyourmark.com/pt-pt/ A campanha está a decorrer desde 16 Junho e estará online até 30 Outubro,  na primeira semana de  Novembro será divulgado os nomes dos vencedores. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal Feminina Cofidis | Domínio completo de Nathalie Eklund A sueca Nathalie Eklund (Massi Tactic) venceu de forma dominadora a Volta a Portugal Feminina Cofidis, ganhando todas as etapas. Hoje, na ultima etapa entre Aveiro e Anadia, a portuguesa Vera Vilaça (Velo Performance/JS Campinense) conseguiu terminar a prova no pódio, conseguindo um brilhante terceiro lugar da geral final, num pelotão mais competitivo que o ano passado. Contas feitas, Nathalie Eklund terminou a prova em posse da Camisola Amarela Jogos Santa Casa, sendo seguida pela companheira de equipa Mireia Benito, que gastou mais 18 segundos, mas venceu as camisolas Vermelha Cofidis, dos pontos, e Azul IPDJ, da montanha. “É incrível ganhar quatro etapas em quatro dias. Na verdade, senti-me um pouco doente antes da corrida e estive quase para não vir a Portugal. Fui-me sentindo melhor dia a dia. Hoje a minha equipa voltou a fazer um excelente trabalho, na etapa que, para mim, foi a mais fácil, dado que o percurso se adaptava melhor às minhas caraterísticas. Agora vou tentar ser campeã nacional da Suécia, tentarei revalidar o título de contrarrelógio e recuperar o título de fundo, que já venci em 2020”, confessou a sorridente Nathalie Eklund após o final da corrida. Vera Vilaça esteve com as melhores todos os dias e hoje conseguiu chegar ao pódio. Foi a terceira classificada da geral, a 32 segundos da vencedora. “Esta Volta foi muito mais dura do que estava à espera. Tinha a intenção de ganhar a camisola amarela, mas saio muito satisfeita com a minha prestação. Foram quatro dias muito duros, principalmente os últimos dois. A prova disputou-se fora da minha zona de conforto, mas estava bem preparada para responder ao poderio da Massi Tactic. Quando decidi dedicar-me a cem por cento ao ciclismo tinha este como o objetivo da época e acho que esta corrida será uma excelente plataforma para poder vir a ser ciclista profissional no futuro”,declarou Vera Vilaça A Massi Tactic ganhou todas as classificações, pois também se impôs na geral coletiva a sua corredora Mireia Trías leva para casa a Camisola Branca Média de melhor jovem. Vídeo etapa 3 https://www.youtube.com/watch?v=8utqELnU2ME Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste de luzes de bicicleta diurnas | Bontrager Flare RT e Ion 200 RT Testei as luzes de bicicleta diurnas (e nocturnas) Bontrager Flare RT e Ion 200 RT, um acessório que torna o ciclista mais visível na estrada durante o dia, e assim aumenta a segurança. Este é o mote da Bontrager: Se vais pedalar, devias de brilhar! Não importa se pedalas nas ruas da cidade ou nos trilhos de terra batida, vê e sê visto de dia e de noite com luzes de circulação diurna dianteiras e traseiras e luzes de bicicleta que iluminam os caminhos ou trilhos à tua frente. Desde que vi, e depois experimentei, pela primeira vez uma luz diurna que concordo plenamente com o descrito pela marca. A intensidade, o tipo de Flash e autonomia destas luzes não nos tornam somente mais visíveis, chamam a atenção do condutor que eventualmente possa estar distraído, para a presença do ciclista e isso é o que as distingue do outro tipo de luzes. Neste vídeo faço o unbox do kit de luzes Bontrager Flare RT e Bontrager Ion 200 RT, luzes diurnas e nocturnas e faço comparação na rua entre utilizar luz Bontrager Flare RT, não utilizar luz, ou utilizar uma luz nocturna normal, à luz do dia. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=Kt6ug5zKygI Podes ver as características completas destas e de outras luzes Bontrager AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Covid-19 coloca Jumbo-Visma fora da Volta à Suiça A Jumbo-Visma acaba de anunciar a desistência da Volta à Suiça devido a um surto de Covid-19. Hoje, a equipa da Jumbo-Visma não estará presente na 5.ª etapa da Volta à Suiça. Apesar de todas as precauções, a Covid-19 entrou novamente na equipa.Equipa da Jumbo-Visma Para já, o comunicado da equipa é ainda muito resumido e não adianta quais os atletas ou outros elementos da estrutura da equipa que estão infetados. A Jumbo-Visma anunciou que a decisão foi tomada em conjunto com a organização da Volta à Suiça, de forma a minimizar o impacto deste surto no normal decorrer da prova. No interesse da saúde dos ciclistas e funcionários e para proteger o pelotão e a corrida, a direção médica e desportiva da formação holandesa considera a retirada da prova suíça como a decisão mais sábia.Organização da Volta à Suiça O alinhamento da Jumbo Visma para a 85.ª edição da Volta à Suiça incluía ciclistas como Rohan Denis, Sepp kuss, Robert Gesink e Mike Teunissen. Resta agora saber quais os elementos infetados e que implicações poderá esta situação vir a ter no Tour de França, um dos grandes objetivos da formação neerlandesa para a presente temporada. Atraso na escolha da lista final para o Tour de França Para além das suas principais estrelas como Primoz Roglic, Wout van Aert, Jonas Vingegaard, a Jumbo-Visma dispõe ainda de vários outros nomes sonantes do ciclismo internacional, agora, esta situação, deverá atrasar um pouco a definição do alinhamento final dos ciclistas que irão marcar presença no Tour de França. Por enquanto, a situação não tem consequências para a lista final do Tour de France, embora os desenvolvimentos nos próximos dias devam ser esperados.Equipa da Jumbo-Visma A Covid-19 volta assim a fazer das suas no ciclismo internacional. Agora foi a Jumbo-Visma, mas ainda há poucas semanas, um caso que ficou na memória de todos os adeptos, especialmente dos portugueses, foi o abandono de João Almeida do Giro de Itália. O ciclista português de 23 anos da UAE Emirates, foi ‘obrigado’ a abandonar a prova, depois de ter testado positivo à Covid-19 na véspera da 18.ª etapa da prova, e quando seguia no 4.º lugar da classificação geral. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Entrevista a Bruno Pires - Director desportivo da Sicasal Glassdrive feminina No dia em que arranca a 2.ª Volta a Portugal Feminina, entrevistámos Bruno Pires, director desportivo da equipa mais recente do grupo Fullracing, a Sicasal Glassdrive feminina. Bruno Pires foi ciclista profissional no mais alto patamar do ciclismo mundial, o World Tour, em equipas como a Leopard-Trek ou a Tinkoff-Saxo. Actualmente está à frente do projecto Sicasal Glassdrive feminina, equipa formada em Dezembro de 2021 e que se estreia na Volta a Portugal. Entrevista Luís Beltrão (L.B.) - Como vês o ciclismo feminino em Portugal, um país onde até no ciclismo masculino é difícil trabalhar e manter os projectos vivos? Bruno Pires (B.P.) - Com a criação da Volta a Portugal feminina no ano passado nota-se que o ciclismo feminino está a crescer, temos 5 provas da taça de Portugal, mais os campeonatos nacionais, sendo que a Volta a Portugal é o principal objectivo das equipas porque é uma prova por etapas que dá mais visibilidade. No entanto, como acabaste de mencionar muito bem é realmente difícil ter uma equipa feminina, porque embora os patrocinadores neste momento já comecem a pedir às equipas para terem uma equipa feminina, porque cada vez há mais praticantes femininas e porque também elas são consumidoras, neste momento passamos por um processo de transição no qual a Fullracing criou para já uma equipa só de elite, não temos outros escalões, ou seja a ideia é ter mesmo uma estrutura mais ou menos profissional, com condições de uma equipa profissional, mas não é fácil ter estes projectos na estrada, hoje em dia apercebo-me da dificuldade que o ciclismo tem para estar na estrada. L.B. - O projecto Sicasal-Glassdrive é um projecto a quanto tempo? Os patrocinadores deram-te objectivos?  B.P. - Quando falei com o Carlos Pereira, que é o dono da equipa, a ideia dele é de profissionalizar o ciclismo feminino, e de certa forma já o estamos a conseguir pois estas atletas todas trabalham com uma plataforma de treino que é a Trainingpeaks, onde coloco os treinos e analiso, também a parte da alimentação é controlada por mim, ao nível da estrutura temos massagistas e mecânicos, ou seja queremos dar-lhes as condições e expeirência de uma equipa profissional. Este é um ano de início, porque iniciámos o projecto em Dezembro de 2021, mas o objectivo é ser um projecto de futuro porque o ciclismo feminino vai obrigar a isso mesmo, estamos a dar os primeiros passos para um ciclismo feminino mais profissionalizado como se está a ver lá fora, mas agora estamos onde temos que estar, para nos desenvolvermos a todos os níveis. L.B. - Tendo em conta que uma grande parte das atletas pratica outras disciplinas do ciclismo durante o ano (BTT, Ciclocrosse ou Pista) porque é que a Sicasal Glassdrive não apoia também as atletas nessas vertentes? Ou seja, serem atletas da equipa todo o ano, mesmo praticando outras disciplinas do ciclismo. B.P. - Tudo depende das estratégias das equipas, neste caso os projectos da Fullracing, tanto a equipa Sicasal Glassdrive feminina, como a equipa masculina Glassdrive-Q8-Anicolor, como as escolinhas, são projectos de Estrada e a nossa aposta é o ciclismo de estrada. De cara ao futuro queremos uma equipa muito mais direcionada apenas mesmo ao ciclismo de estrada, com o objetivo de ter disponibilidade de atletas para podermos fazer corridas a nível internacional, porque esse também é um dos objectivos da equipa, dar experiência competitiva internacional para que estas atletas estejam melhor preparadas. Se tivermos a maioria das atletas a competir em BTT, muitas vezes eu não as tenho para as levar a competir a Espanha ou noutros países da Europa, então o objectivo no futuro é que as atletas que estejam connosco se dediquem maioritariamente à estrada, e se fizerem alguma corrida de BTT será sim pela nossa equipa, analisando a situação, mas o objectivo é profissionalizar o ciclismo feminino de estrada. L.B. - Embora vocês já tenham uma estrutura profissionalizada, como referiste, com a questão do Trainingpeaks, dos massagistas, estas atletas não se dedicam só ao ciclismo, certo? B.P. - Sim neste momento, pelos dias de competição que têm, e tendo em conta que a época termina em Julho, estas atletas têm que ter outra actividade profissional, tal como eu, a ideia será conseguir ter mais ajuda, embora já dêmos ajuda ao nível das deslocações, dormidas, alimentação, suplementação, que não sei se há muitas equipas a fazerem este tipo de trabalho. Ainda andam com as suas bicicletas porque não conseguimos esse apoio este ano, em virtude da escassez de material que existe no mercado, mas temos um patrocinador que é a Carbon Team, uma empresa portuguesa que fabrica quadros em carbono em Portugal, e esse será um dos nossos objectivos, poder proporcionar também as bicicletas para que as nossas atletas corram todas com a mesma bicicleta. L.B. - Elas estarão certamente motivadas, pois grande parte está ligada à competição além do ciclismo de estrada, mas como se trabalha a motivação destas atletas e como se gere o treino delas, tendo em conta que não se dedicam só ao ciclismo? B.P. - Tocaste num ponto muito importante que é a parte emocional, eu quando deixei de correr, também por necessidade pessoal enveredei pelo caminho de estudar as emoções, do autoconhecimento, desenvolvimento pessoal, comportamentos humanos, e actualmente faço muito esse tipo de trabalho com as atletas, sessões de coaching, não coaching desportivo mas sim life coaching, no qual abordamos o objectivo, limitações, os diálogos internos, ou seja todo este entorno que limita o atleta através da mente, eu trabalho com elas. Algo que me dei conta há uns anos é que queria evoluir este desporto, que foi o meu durante muitos anos, na parte emocional porque acho que há uma lacuna nessa parte, por isso é que há atletas que abandonam a carreira precocemente, outros que têm alto desempenho numas equipas e mudando de equipa mudam radicalmente o rendimento, e acredito que é algo que está ligado a este campo, então este é um tipo de trabalho que fazemos muito nesta equipa, porque antes de serem ciclistas temos seres humanos, só depois vem o ciclista. Com o treino, através da plataforma Trainingpeaks conseguimos saber os vários dados de treino, descanso e desempenho para evoluir as atletas. São estas as principais ferramentas que utilizamos para gerir treino e motivação. L.B. - Do ponto de vista competitivo e do resultado final, se te pedisse para atribuir uma percentagem à mente do atleta e ao treino físico do atleta, que percentagem atribuirias a cada uma? B.P. - Quando era Júnior já se falava um pouco nisto, e eu na altura atribuía uns 70% à parte física, e uns 30% à parte mental, porque nós nestas idades estamos cheios de força, a vida para nós é uma festa e as coisas saem facilmente, quando passei a Sub-23 já estava a linha nos 50/50, 50% parte física e 50% parte mental, e depois como profissional já colocava uns 70% na parte emocional e 30% na parte física, porque o que comanda o corpo é a mente, e não o inverso. Nós podemos ter um grande motor e uma grande condição física, mas se mentalmente e emocionalmente não estamos bem, o que acontece é que não vamos treinar igual, não nos vamos alimentar bem nem vamos descansar bem, porque está tudo ligado. Os atletas, por vezes acabamos por nos sentir vazios porque não podemos ter uma vida social normal, e neste regime acabamos por nos refugiar muitas vezes na alimentação, acabamos por comer demasiado, não por fome mas sim pela parte emocional, e é isso que eu acho que é importante as pessoas perceberem, que a parte emocional é a chave para ter um melhor rendimento. L.B. - Quais são os vossos objetivos para esta 2.ª Volta a Portugal feminina? B.P. - O objectivo principal é darmos uma imagem da equipa e dos patrocinadores. Quando partimos para este projecto, querendo ter uma equipa o mais profissional possível, o objetivo é que tanto em corrida como fora dela tenhamos uma imagem profissional. Depois é chegar ao final com a consciência de que fomos a nossa melhor versão, e que demos tudo o que podíamos nesta corrida. Ao nível dos resultados, temos que ter em conta que é uma equipa jovem, não na idade das atletas mas no tempo de existência do projecto, relembro que em Dezembro de 2021 não havia nada, eu não fiz uma equipa com nomes, fiz uma equipa com a disponibilidade que havia na altura e já conseguimos fazer um pódio na taça de Portugal. É óbvio que todos nós gostamos de ganhar, e eu como atleta que fui é óbvio que isso me está no sangue e quero fazer resultados, no entanto não lhes coloco uma pressão de terem que ganhar mas sim de serem a melhor versão delas, e que cheguem ao final com a consciência tranquila de que não podiam fazer mais. Isto dá-lhes um impulso diferente do que lhes colocar a pressão de ganhar. Ainda assim, temos uma atleta Sul Africana que faz muita pista, que é a Cláudia Gnuti, e penso que tanto no prólogo, como na chegada a Torres Vedras ela pode ter uma palavra a dizer. Temos a Cristina Pulido, que era líder da taça de masters em Espanha e que está muito motivada para esta Volta a Portugal, temos a Tânia Lima que tem tido um bom desempenho na taça de Portugal, a Jéssica Costa é uma experiente do BTT e também tem bastante qualidade, a Leandra que anda bastante bem na montanha, a Filipa Fidalgo que se tem dedicado muito e acredito que vá andar bem e a Ana Fernandes que no ano passado já participou na Volta a Portugal e que acredito que também estará ali com as melhores. Temos um grupo e uma equipa que trabalhará como equipa, depois as contas fazem-se no domingo. L.B. - Na tua opinião, daquilo que conheces das equipas, qual ou quais as equipas favoritas a vencer esta Volta a Portugal feminina? B.P. - A nível da equipas estrangeiras não tenho informação sobre como são as equipas, a selecção catalã tem sempre boas atletas, a nossa selecção nacional também, há uma equipa portuguesa que é a Velo Performance que tem estado a andar muito bem, a Maiatos também tem estado bem na taça de Portugal, mas vai ter que se perceber qual é a estratégia de cada equipa. L.B. - Acreditas que a Taça de Portugal foi um bom barómetro, e que a volta a Portugal vai ter as mesmas protagonistas? B.P. - Sim, porque afinal de contas têm sido corredoras muito regulares durante todo o ano e são normalmente as mesmas que estão na discussão, pelo que não vejo razão de na Volta a Portugal não serem as mesmas, agora temos que ver a performance e nível das equipas estrangeiras, que confesso não conhecer a fundo. Acredito que as equipas portuguesas têm fortes hipóteses, mas temos que ver como se vão apresentar as equipas estrangeiras. Fim entrevista. A segunda edição da Volta a Portugal Feminina Cofidis disputa-se entre quinta-feira, 16 de junho, e domingo, dia 19, um pelotão de 107 ciclistas distribuídas por 17 equipas. O início será em Loures, local do prólogo de 2,9 quilómetros, a disputar-se hoje a partir das 16h00. A primeira etapa em linha, amanhã, vai ligar Vila Franca de Xira a Torres Vedras, ao longo de 87,6 quilómetros. No Sábado a tirada será de 78 quilómetros, entre Monte Redondo (Leiria) e Ourém. A última etapa, no domingo, liga Aveiro a Anadia, num percurso de 104,7 quilómetros. Acompanhar a equipa Para seguir a equipa Sicasal-Glassdrive feminina, deixo o link das suas redes sociais: O seu Facebook AQUI , Facebook da academia Fullracing AQUI, site do grupo Fullracing AQUI. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rúben Guerreiro vence o Mont Ventoux Challenge Rúben Guerreiro (EF Education-Easy Post) venceu hoje a quarta edição do Mont Ventoux Dénivelé Challenge, cortando a meta isolado no final da segunda passagem pela ‘mítica’ montanha em França. A EF Education-EasyPost conquistou uma memorável dobradinha, com Ruben Guerreiro a vencer isolado, seguido pelo seu colega de equipa Esteban Chaves. Esta dupla de ciclistas já havia deixado excelentes indicações na última e dura etapa do Critérium du Dauphiné, no passado domingo, e hoje voltaram a "causar estragos", numa exibição memorável por parte da equipa norte-americana, com o ex-campeão nacional português a cruzar a meta 53 segundos à frente de Chaves e mais de um minuto à frente do terceiro classificado Michael Storer (Groupama-FDJ). Dois anos depois de ter vencido a classificação da montanha no Giro de Itália, o ciclista português de 27 anos voltou a mostrar que é um dos melhores do mundo neste tipo de etapas de alta montanha, com uma exibição incrível onde atacou a 12 quilómetros do final, para cortar a meta isolado. Cowboy dispara no Mont Ventoux Na chegada, festejou fazendo jus à alcunha de "cowboy de Pegões", ao "disparar" duas pistolas feitas com os dedos enquanto cruzava a meta, já depois de apontar para o céu. "É lindo vencer aqui", ... Tive muito azar desde a minha última vitória, no Giro d'Italia 2020, mas se continuamos a lutar, vemos que é possível voltar a conseguir fazê-lo." O ciclista português realçou a importância desta vitória face a situação da equipa no que respeita aos pontos UCI necessários para se manter no primeiro escalão do ciclismo mundial, o World Tour. "Depois do Dauphiné, o director de equipa disse-nos que tínhamos que vir aqui porque a situação da equipa não era boa, e felizmente, conseguimos um bom resultado". Um dia de calor escaldante no sul da França, com temperaturas bem acima dos 30 graus, numa etapa com mais de 4.000 metros de desnível, no qual Michael Storer (Groupama-FDJ) foi o mais relutante em desistir da perseguição a Rúben Guerreiro, mas metro a metro o português foi abrindo espaço, que se traduziu numa diferença impressionante de 1m.30s. no finalizar (para Storer). Entrevista no final da etapa https://twitter.com/MontVentouxDC/status/1536726857336467457 POS.PAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Ruben Guerreiro EF Education-EasyPost4:32:3502Esteban Chaves EF Education-EasyPost+ 5303Michael Storer Groupama-FDJ+ 1:2804Tobias Halland Johannessen Uno-X Pro Cycling Team+ 2:0005Guillaume Martin Cofidis+ 2:1506Cristian Rodriguez TotalEnergies+ 2:2807Carlos Verona Movistar Team+ 2:3008Andrey Zeits Astana Qazaqstan Team+ 2:5509Roger Adriá Equipo Kern Pharma+ 3:0810Attila Valter Groupama-FDJ+ 3:14 Depois do fantástico TOP 10 conseguido no Critérium du Dauphiné, uma corrida com alguns dos melhores ciclistas do mundo, Rúben Guerreiro volta a deixar boas indicações para o Tour de France, que tem início no próximo dia 1 de Julho. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo em directo no Eurosport - Semana 13 a 19 de Junho Esta semana os fãs de ciclismo vão poder seguir mais ciclismo no Eurosport, com três voltas na Europa que oferecem muita emoção e variedade. Eslovénia, Bélgica e Occitânia são os cenários destas competições que marcam a preparação de várias equipas e corredores para o Tour de France. Volta à Eslovénia Esta quarta-feira, 15 de junho, começa a 28.ª edição da Volta à Eslovénia, uma competição de apenas cinco dias que atravessa o pequeno país do centro da Europa, mas que nos últimos anos gerou enorme interesse graças aos enormes talentos que tem produzido, como Primoz Roglic ou Tadej Pogacar. Precisamente este último, regressa para repetir a vitória de 2021 e quem sabe embalar ainda para novo triunfo no Tour. Rui Oliveira (UAE Team Emirates) é para já o único ciclista português na lista de pré-inscritos para a Volta à Eslovénia. A prova pode ser vista entre 15 e 19 de junho, em direto, no Eurosport 1, por volta das 12:00h. Volta à Bélgica As transmissões de ciclismo do Eurosport ficam mais completas a partir de quinta-feira com a Volta à Bélgica. O canal emite em direto a 91.ª edição desta histórica prova por etapas com partida em Merelbeke e final em Beringen, após mais de 700 quilómetros. Até domingo, a partir das 14:00h, os fãs podem ver as duas últimas horas de corrida, logo após o direto da Volta à Eslovénia. Remco Evenepoel conquistou as duas últimas edições da Volta à Bélgica, corrida que desde 2015 tem tido sempre um ciclista da casa no lugar mais alto do pódio.  Volta à Occitânia O Eurosport transmite ainda a Volta à Occitânia entre 16 e 19 de junho, com os resumos alargados com o que de mais importante aconteceu na etapa. Uma competição de grande tradição realizada no Sul de França desde 1977 e famosa pelo seu perfil montanhoso, que acontece pouco tempo antes do arranque da Volta a França, pelo que várias equipas muito fortes marcam presença como forma de preparação. André Carvalho (Cofidis) é para já o único ciclista luso com o seu nome na lista de pré-inscritos para a corrida. Ciclismo Feminino em alta com a Volta à Suíça Como nos apercebemos, o Eurosport continua empenhado no seu compromisso de emitir o melhor ciclismo do mundo, independentemente do género, e o ciclismo feminino está em grande expansão oferecendo grande espetáculo aos fãs da modalidade. De 18 a 21 de junho, o canal emite em direto as duas últimas horas das etapas da Volta à Suíça. Este sábado (Eurosport 2 às 18:25h), a 1.ª etapa tem apenas 45 quilómetros com saída e chegada a Vaduz. No domingo, o cenário repete-se, mas no formato de contrarrelógio individual com 25 quilómetros (Eurosport 1 às 10:10h). A 3.ª etapa parte de Vaduz rumo a Chur onde está situada a meta ao cabo de 124 quilómetros. Um direto para acompanhar no Eurosport 1 às 14:35h. Na terça-feira, dia 21 de junho é o dia de todas as decisões, com a 4.ª e última etapa, que liga Chur a Lenzerheide, numa extensão de 100 quilómetros (Eurosport 1 às 14:35h). Em 2021, a britânica Elizabeth Deignan triunfou na Volta à Suíça. Este ano, nomes de estrelas como Marlen Reusser, Marta Bastianelli, Katarzyna Niewiadoma ou Elise Chabbey compõem a lista de algumas pré-inscritas favoritas à vitória. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Primoz Roglic vence Critérium du Dauphiné Primoz Roglic (Jumbo-Visma) é o grande vencedor da 74.ª edição do Critérium du Dauphiné. O ciclista esloveno de 32 anos foi segundo classificado na 8.ª e última etapa da prova, depois de mais um dia de recital da Jumbo-Visma. A comprovar o poderio da Jumbo-Visma na etapa de hoje fica a forma como Jonas Vingegaard, vencedor da etapa, cruzou a linha da meta. Vingegaard e Roglic descolaram a 5 quilómetros do final e só pararam em cima da linha da meta, onde chegaram de mãos dadas e ambos com razões para festejar. Ruben Guerreiro fecha prova em 9.º da geral Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost) foi 5.º classificado na etapa, ao terminar integrado na 5.ª posição, e a 53 segundos do vencedor do dia. O ciclista português de 27 anos juntou mais uma boa prestação a várias outras desta edição do Dauphiné. Ruben Guerreiro tem motivos para estar orgulhoso da sua participação na prova, e pelo andamento que apresentou, deixa bons sinais para o Tour de França. Além de Ruben, também a sua equipa, a EF Education-EasyPost parece dotada de um bom conjunto para os próximos desafios que se aproximam, com destaque para Esteban Chaves que ficou em 7.º da geral. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma03:49:2002Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 0003Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 1504Esteban Chaves - EF Education-EasyPost+ 5305Ruben Guerreiro - EF Education-EasyPost+ 5306Damiano Caruso - Bahrain Victorious+ 5507Louis Meintjes - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5508Jack Haig - Bahrain Victorious+ 5509Steven Kruijswijk - Jumbo-Visma+ 01:2010Tobias Halland Johannessen - Uno-X Pro Cycling Team+ 01:40 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=rR_5wWPT_P4 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic - Jumbo-Visma29:31:4202Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 4003Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 01:4104Damiano Caruso - Bahrain Victorious+ 02:3305Jack Haig - Bahrain Victorious+ 03:1306Louis Meintjes - Intermarché-Wanty-Gobert+ 03:1707Esteban Chaves - EF Education-EasyPost+ 03:1808Tao Geoghegan Hart - INEOS Grenadiers+ 03:4409Ruben Guerreiro - EF Education-EasyPost+ 03:4810Tobias Halland Johannessen - Uno-X Pro Cycling Team+ 03:51 Dauphiné despede-se, já com o Tour a acenar Caí assim o pano sobre a 74.ª edição do Critérium du Dauphiné, depois de uma semana em que foi possível assistir a bons momentos de ciclismo e tomar o pulso acerca dos momentos de forma de alguns dos melhores ciclistas da atualidade, bem como das respetivas equipas, naquela que é considerada por muitos como a prova de aquecimento para o Tour de França, com início marcado para dia 1 de Julho. O Dauphiné despede-se, e promete voltar em 2023! Já bem perto, é possível ver o Tour a acenar para mais três semanas de ciclismo intenso e desafiante. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium du Dauphiné - Etapa 7 Carlos Verona (Movistar) teve hoje um dia em grande, ao conseguir a sua primeira vitória profissional numa etapa, no Critérium du Dauphiné. Criterium du Dauphine 2022 - 74th Edition - 7th stage Saint Chaffrey - Vaujany 134,8 km - 11/06/2022 - Carlos Verona (ESP - Movistar Team) - photo Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2022 No que respeita à classificação geral, a Jumbo-Visma assumiu o controlo da classificação geral. Primoz Roglic fez um ataque impressionante, terminando em segundo no topo do Vaujany, com o companheiro de equipa Jonas Vingegaard a cruzar a meta em terceiro lugar pouco depois. O resultado coloca a dupla da Jumbo-Visma no topo da classificação geral, Roglic tem uma vantagem de 44 segundos sobre o companheiro de equipa Jonas Vingegaard, depois de uma impressionante demonstração de força na subida final de hoje. Rúben Guerreiro esteve em destaque no dia de hoje, sendo o primeiro a mexer na corrida, no grupo onde seguiam os favoritos à classificação geral, o português esteve em bom plano e terminou a etapa no 12.º posto, tendo subido assim para 15.º da geral. TOP 10 etapa POSNOMEEQUIPATEMPO1VERONA CarlosMovistar Team3:53:352ROGLIČ PrimožJumbo-Visma0:133VINGEGAARD JonasJumbo-Visma0:254O'CONNOR BenAG2R Citroën Team0:275JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Pro Cycling Team0:396CHAVES EstebanEF Education-EasyPost0:407GAUDU DavidGroupama - FDJ0:408MEINTJES LouisIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:409GEOGHEGAN HART TaoINEOS Grenadiers0:4810HAIG JackBahrain - Victorious0:56 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=9dpLmW4mIyc TOP 10 classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1ROGLIČ PrimožJumbo-Visma25:22:082VINGEGAARD JonasJumbo-Visma0:443O'CONNOR BenAG2R Citroën Team1:244GEOGHEGAN HART TaoINEOS Grenadiers1:305CARUSO DamianoBahrain - Victorious1:326GAUDU DavidGroupama - FDJ1:407JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Pro Cycling Team2:058JORGENSON MatteoMovistar Team2:069HAIG JackBahrain - Victorious2:1210MEINTJES LouisIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux2:16 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O Documentário da Jumbo-Visma no Tour 2021 | Plan B, the fall & rise Hoje a Jumbo-Visma deu "show" no Critérium Dauphiné, e como estamos a cerca de um mês do início do Tour de France 2021, e como sei que todo o fã de ciclismo gosta de um bom documentário de ciclismo, partilho o documentário da equipa Jumbo - Visma, feito durante o Tour de France 2021. O documentário foi publicado no canal Youtube da equipa dos Países Baixos e mostra os bastidores do Tour da passada temporada, e que bastidores de serem vistos. Relembro que a Jumbo-Visma apresentou-se como forte candidata à vitória da prova, mas foi arrasada pelas quedas, tendo abandonado primeiro Robert Gesink, depois Tony Martin e finalmente o candidato Primoz Roglic. Para ver neste documentário Entre outras coisas interessantes, podemos ver os planos e motivação da equipa no início do Tour, o respeito e união que existe entre todo o bloco, como as quedas destruíram a equipa e quão lutadores são estes atletas, ver desde dentro os abandonos de Gesink e Tony Martin (sofreu 3 quedas este ultimo). Pode-se ver a decisão de ter que abandonar por parte de Roglic, e a mudança de planos da equipa para Vingegaard na classificação geral. Além disto é visível como no seio desta equipa, e certamente das outras do pelotão World Tour, todos ficam estupefactos no primeiro dia em que Tadej Pogacar ataca, é uma expressão de "impotência" na cara dos directores e atletas, que se transforma em respeito nos dias seguintes. Desvendo alguns dos acontecimentos porque é um documentário não traduzido para português (nem em legendas), mas mais do que ler, é óptimo ver e por isso decidi partilhar para aqueles que eventualmente ainda não tenham visto, espero que gostem. Plan B, the fall & rise | Team Jumbo-Visma https://www.youtube.com/watch?v=PMIF4IyDM6o&list=WL&index=31 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium du Dauphiné – etapa 6 Valentin Ferron (TotalEnergies) foi a figura do dia na 74.ª edição do Critérium du Dauphiné ao vencer a 6.ª etapa. O ciclista francês de 24 anos cortou a linha da meta isolado, completando os 196,5 quilómetros da ligação entre Rives e Gap com o registo de 4:22.17. Ferron foi o mais forte de um restrito grupo de ciclistas que efetuou uma longa fuga na luta pela etapa, com Pierre Rolland (B&B Hotels-KTM) e Warren Barguil (Team Arkéa-Samsic) a terminarem na segunda e terceira posições, ambos a 16 segundos. Wout van Aert continua seguro na liderança Centrando atenções na classificação geral, aí Wout van Aert (Jumbo-Visma) permanece seguro na liderança. O ciclista belga de 27 anos foi 12.º na etapa de hoje e continua assim com 1.03 minutos de vantagem sobre Mattia Cattaneo (Quick-Step Alpha Vinyl), e 1.06 sobre o companheiro de equipa Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Ruben Guerreiro mantém 21.º lugar na geral Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost) foi 23.º classificado na etapa, ao terminar integrado no pelotão, e a 32 segundos do vencedor do dia. O ciclista português de 27 anos tem realizado uma boa prestação, apresentando um andamento seguro, numa prova que já admitiu servir de principal ensaio para o Tour de França. Juan Sebastián Molano foi desclassificado Juan Sebastián Molano (UAE Emirates) foi desclassificado da prova depois dum incidente com Hugo Page (Intermarché - Wanty - Gobert Matériaux). O velocista colombiano de 27 anos, foi ´apanhado´ a empurrar Hugo Page. Foi através das imagens obtidas pelo helicóptero que foi possível confirmar que Molano estendeu a mão propositadamente para bater em Page, que seguia vestido de verde, devido a ser terceiro classificado na competição por pontos. Um episódio que marca esta 6ª etapa da prova e em que foi possível perceber que Juan Sebastián Molano agiu de cabeça quente, algo que o próprio admitiu no final da etapa, depois de ter surgido já junto de Hugo Page, num claro sinal que o incidente estava ultrapassado. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Valentin Ferron - TotalEnergies04:42:1702Pierre Rolland - B&B Hotels-KTM+ 0303Warren Barguil - Team Arkéa-Samsic+ 0304Andrea Bagioli - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0305Geoffrey Bouchard - AG2R Citroën Team+ 0306Victor Lafay - Cofidis+ 0307Edvald Boasson-Hagen - TotalEnergies+ 3208Dylan Groenewegen - Team BikeExchange-Jayco+ 3209Matis Louvel Team - Arkéa-Samsic+ 3210Jordi Meeus - BORA-hansgrohe+ 32 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=JuAghq1_Wfs Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma21:47:2002Mattia Cattaneo - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:0303Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 01:0604Ethan Hayter - INEOS Grenadiers+ 01:3205Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 01:3606Damiano Caruso - Bahrain Victorious+ 01:4907Tao Geoghegan - Hart INEOS Grenadiers+ 01:5508Matteo Jorgenson - Movistar Team+ 02:0009Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 02:1010Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 02:12 Amanhã é dia de entrar nos Alpes Amanhã, sábado, sai para a estrada a penúltima etapa da 74.ª edição do Critérium du Dauphiné, com o pelotão a ter pela frente um percurso com o total de 133,8 quilómetros entre Saint-Chaffrey e Vaujany, tirada marcada pela entrada nos Alpes. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized Turbo Vado SL 5.0 EQ | TESTE Seja por razões ecológicas, de bem estar ou económicas, a mobilidade urbana do futuro é um tema cada vez mais na ordem do dia. Testámos durante um mês a Specialized Turbo Vado SL, uma bicicleta eléctrica urbana, ou "Active" como a marca a descreve no seu site, que encaixa neste tema. Apesar do caminho ainda ser longo no que respeita infra-estruturas para a mobilidade de bicicleta nos centros urbanos em Portugal, também é verdade que está melhor que há 5 ou 10 anos atrás. Uma coisa é certa: Pandemia, preocupação ambiental, o preço dos combustíveis e o aparecimento das bicicletas eléctricas animaram mais pessoas a utilizar a bicicleta como forma de se moverem no seu dia a dia. A Specialized Turbo Vado SL 5.0 revelou ser uma solução viável e inteligente não só para quem quer fazer o seu passeio de bicicleta, mas também para quem quer viver a cidade em vez de passar horas em longas filas de trânsito a caminho do local de trabalho. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=_UBeXzyuo9U À primeira vista parece uma bicicleta perfeitamente normal, só olhando com mais atenção a alguns pormenores nos apercebemos de que é eléctrica. O motor central dificilmente poderia ser melhor integrado no quadro, que tem uma óptima qualidade de acabamento, com transições limpas e design elegante.  A opinião da ciclista menos experiente Para passarmos uma informação o mais fidedigna possível fizemos um teste misto, ou seja, duas pessoas testaram a bicicleta, uma delas utilizadora frequente de bicicletas, outra não andava de bicicleta há cerca de 10 anos e utilizou a Turbo Vado SL durante alguns dias em vários terrenos. Achámos importante colocar esta bicicleta nas mãos de alguém menos experiente e receber a sua opinião, pois algumas das pessoas que podem vir a adquirir esta Specialized Turbo Vado são precisamente pessoas que não pedalam há uns anos e tomam a decisão de o fazer agora. Antes de entrarmos nos detalhes mais técnicos, passamos a opinião da ciclista menos experiente. A primeira vez que esta tocou na bicicleta fez 22 quilómetros e apesar de não pedalar há 10 anos, tanto no dia em que pedalou como nos dias seguintes não sentiu qualquer tipo de dores musculares ou desconforto. A assistência do motor à pedalada foi desde logo o primeiro destaque e surpresa para quem não pedalava há 10 anos. É sempre maravilhoso ver a reação de alguém que experimenta pela primeira vez na sua vida uma bicicleta eléctrica, é um misto de espanto e felicidade na sua expressão. Esta é uma das grandes vantagens das bicicletas eléctricas, quando se pedala o motor dá uma assistência à pedalada evitando maior esforço por parte do ciclista, e isto é algo que faz diferença tanto para pessoas que começam novamente a pedalar, como para pessoas que apesar de pedalar regularmente querem fazê-lo no seu dia a dia com a sua roupa casual, sem transpirar tanto. Outro dos destaques da ciclista menos experiente foram os punhos ergonómicos, que se revelaram bastante confortáveis mesmo sem luvas, em contraste com os punhos habituais que causam algum desconforto ao fim de uns minutos de pedalada. Depois a ciclista menos experiente só quer pedalar mais e mais, a pergunta do dia passa a ser: quando posso voltar a pedalar? Na verdade se for uma pessoa que toma a decisão de fazer as suas deslocações do dia a dia com esta bicicleta, pode voltar a pedalar, cada dia! É voltar a trás no tempo e ter aquele entusiasmo de uma criança que recebeu a sua primeira bicicleta, e só pensa voltar a pedalar no dia seguinte. Deixemos a opinião do ciclista experiente para o fim. Preparada para o dia a dia A Specialized preparou a Turbo Vado para quem quer fazer uso da bicicleta no seu dia a dia, sem complicações, sem ter de estar constantemente a colocar e retirar acessórios. Vamos por partes. Iluminação permanente Para que o utilizador não tenha que pensar em colocar ou retirar luzes, ou preocupar-se se estão carregadas ou não, a Turbo Vado SL EQ. vem com luzes dianteira e traseira de série. A partir do momento em que ligamos a bicicleta as luzes ligam, tornando-nos mais visíveis durante o dia e auxiliando na visão durante a noite. Numa próxima versão da bicicleta é bem vinda uma luz traseira mais forte. Durante a noite é suficiente para assinalar a nossa presença, no entanto esta é fraca durante o dia. Como sabemos, hoje em dia tudo brilha na estrada (os automóveis estão equipados com luz de presença permanente hoje em dia), e é importante uma luz diurna para assinalar bem a presença do ciclista. Porta malas e guarda lamas A versão testada foi Turbo Vado "EQ", ou seja equipada. Esta versão caracteriza-se por ter montados de série os guarda lamas, luz traseira e suporte porta bagagem, no qual se podem montar por exemplo uns alforges, também disponibilizados pela marca. Os guarda-lamas de metal alongados garantem calças limpas e sapatos intactos, não deixando passar uma gota de água. "Mas eu não pedalo à chuva", poderão pensar alguns. Irão agradecer na mesma os guarda-lamas quando passarem por zonas de rega na cidade, evitando que água e lamas sujem a roupa. Protector de corrente O protector de corrente, evita que a roupa se suje ou enrole entre a corrente e o prato. Um acessório simples mas muito útil neste tipo de bicicleta. Sistema eléctrico simples de utilizar e carregar Uma bicicleta deste género, apesar de ser eléctrica deverá ser simples de utilizar, e a Turbo Vado SL é! Para acionar a assistência eléctrica dada pelo motor basta accionar um simples botão na unidade TCU no topo do quadro. Além do botão "ON/OFF" a unidade TCU também tem o indicador do nível da bateria e o nível de assistência disponibilizada no momento. Tem disponíveis três níveis de assistência à pedalada Um primeiro nível muito leve, que acaba por só anular o peso extra da bicicleta, transformando-a numa bicicleta normal, ou seja temos que aplicar a mesma força nos pedais que colocaríamos numa bicicleta normal. Depois tem um segundo segundo nível intermédio, no qual já se nota a ajuda do motor. Este é o nível que oferece o melhor rácio de ajuda / autonomia. Por fim, um terceiro nível de assistência que por norma apelidamos de "turbo", este é aquele que queremos sempre utilizar pois ajuda bastante nas subidas e quando o desagradável vento está de frente para nós. Para alternar entre os vários níveis de assistência do motor, ou mesmo desligar essa assistência, alternamos entre eles facilmente através dos comandos (+ e -) colocados junto do punho esquerdo da bicicleta. A Specialized Turbo Vado SL vem equipada com o motor da própria marca, um motor não tão potente como outros no mercado, mas que apesar da assistência entregue ao ciclista dá uma sensação natural de pedalada e mantém uma excelente autonomia, apesar da bateria ser mais pequena. Conforto em primeiro lugar É a primeira palavra que nos vem á cabeça quando começamos a pedalar na Turbo Vado SL, conforto. Este deve-se a vários factores, começando pelo guiador e punhos ergonómicos. O pequeno amortecedor "future shock" situado entre o guiador e testa do quadro também contribui para o conforto. Este mecanismo ganha maior destaque se vivemos em Portugal, país no qual não conseguimos escapar à calçada portuguesa, ou a "fantástica" tampa de esgoto que não está ao nível do asfalto. O amortecedor future shock absorve as irregularidades do terreno, as mão e braços agradecem. Carregamento Colocar a Specialized Turbo Vado SL a carregar é tão simples como colocar qualquer outro equipamento electrónico, basta ligar o carregador entre a bicicleta e uma tomada de corrente eléctrica normal. A bicicleta tem a vantagem da a podermos carregar em casa, sem necessidade de garagem. No caso desta Specialized Turbo Vado SL, 2 horas e 35 minutos bastam para a carregar na totalidade. Transmissão A Specialized equipou a Turbo Vado com uma transmissão de BTT Shimano XT de 12 velocidades, garantindo tanto a suavidade nas passagens de mudança, como a fiabilidade conhecida da Shimano. A opinião do ciclista experiente Entenda-se como experiente uma pessoa que pedala regularmente (4 a 5 vezes por semana), há mais de 10 anos tanto na vertente de lazer como competitiva, e apesar de ter alguma experiência com várias bicicletas, esta é uma bicicleta de um segmento diferente do que experimentei até aqui. Na minha opinião o conceito de bicicleta eléctrica quando aplicado neste tipo de bicicletas, as urbanas ou citadinas, é onde faz mais sentido pois permite que a pessoa saia de casa com a sua roupa casual, pegue na bicicleta e faça as suas deslocações diárias sem despender de tanta energia. Não se transpira em demasia, algo que pode ser desagradável com a roupa casual e neste tipo de utilização, portanto a primeira vantagem é ser eléctrica. Depois o mix de peso / desempenho / autonomia que este sistema da Specialized proporciona. A Turbo Vado SL pesa cerca de 15 kgs. (e versão equipada 16 kgs,), que para uma bicicleta eléctrica não é muito. A marca americana consegue este peso principalmente aligeirando a dimensão e peso bateria. Isto poderia trazer um problema, com menos bateria, menos autonomia, mas não! A entrega de potência que o motor dá na assistência à pedalada é agradável, natural e não excessiva, mas se procuras uma bicicleta na qual não tenhas que colocar os músculos a trabalhar esta não é para ti. Mesmo no nível máximo de assistência, em subidas íngremes terás sempre que colocar a tua energia. Isto faz com que a autonomia seja muito boa, 130 quilómetros de autonomia é o anunciado pela marca, mais do que suficiente para as deslocações diárias. Caso o utilizador se queira aventurar noutras distâncias (por exemplo numa aventura de fim de semana), existe "Range Extender", uma bateria extra que se coloca facilmente num dos porta-garrafas e aumenta a autonomia para os 195 quilómetros. Em resumo A Specialized Turbo Vado SL 5.0 EQ preenche muitos requisitos para quem procura uma bicicleta tanto para as suas deslocações diárias, como para lazer e desporto.  O preço desta bicicleta são 5.200 €, sendo que a versão mais barata à venda em Portugal, não equipada e com um motor menos potente são 3.700 €, há bicicleta eléctricas mais baratas mas também há mais caras. É um produto bem pensado e com qualidade, do qual destaco o conforto (posição, punhos e future shox), adaptabilidade à pedalada com roupa casual (guarda lamas e protecção de corrente) e o baixo peso que se revela importante na hora de manusear a bicicleta para colocar em casa, escritório, etc. Ainda assim (mesmo não sendo uma elétrica das mais pesadas), não é uma tarefa simples colocá-la num elevador, ou ter que a carregar pelas escadas para um apartamento ou escritório (diria que este é o único ponto menos positivo, no entanto, é transversal a todas as bicicletas elétricas). Podes ver a gama todas as características técnicas, acessórios, assim como a completa Turbo Vado em www.specialized.pt . Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium du Dauphiné – etapa 5 Wout van Aert (Jumbo-Visma) venceu hoje ao ‘sprint’ a 5.ª etapa da 74.ª edição do Critérium du Dauphiné. Desta vez o ciclista belga de 27 anos levantou os braços em sinal de vitória no momento certo. Depois de na 4.ª etapa se ter precipitado nos festejos, deixando fugir a vitória para David Gaudu (Groupama-FDJ), hoje Van Aert foi o mais forte do dia e cimentou a liderança da classificação geral. Há dois dias quase me bati na cabeça por não ganhar. Ontem estava em paz com o facto de ter terminado em 2.º. Felizmente hoje terminei em 1.º!Wout van Aert (Jumbo-Visma) O camisola amarela completou os 162,3 quilómetros da ligação Thizy-les-Bourgs e Chaintré com o registo de 3:38.35 horas, superiorizando-se a Jordi Meeus (Bora–hansgrohe) e a Ethan Hayter (INEOS), segundo e terceiro classificados. O campeão belga beneficiou da bonificação de 10 segundos e segue líder da prova, agora com 1.03 minutos de vantagem sobre Mattia Cattaneo (Quick-Step Alpha Vinyl), e 1.06 sobre o companheiro de equipa Primoz Roglic (Jumbo-Visma), apontado como um dos favoritos à vitória final. A equipa da Jumbo-Visma poderá ter que tomar uma decisão importante nas próximas etapas, uma vez que Van Aert está a realizar uma boa prova e a sua liderança, quando faltam três etapas para o final da prova, pode baralhar aquilo que parecia inicialmente definido e que passava pela aposta em Primoz Roglic para atacar a vitória. Pode-se considerar que a Jumbo-Visma tem um ‘bom problema’ por resolver nos próximos dias. Ruben Guerreiro foi 21.º com o mesmo tempo do vencedor Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost) foi 21.º classificado, registando o mesmo tempo que o vencedor da etapa, e subiu assim um lugar na geral, sendo agora, curiosamente 21.º, a 2.49 minutos do líder. O ciclista português de 27 anos voltou a estar em bom plano, depois de no contrarrelógio de ontem ter perdido algum tempo para o líder da geral e consecutivamente baixado algumas posições. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma03:38:3502Jordi Meeus - BORA-hansgrohe+ 0003Ethan Hayter - INEOS Grenadiers+ 0004Edvald Boasson-Hagen - TotalEnergies+ 0005Hugo Page - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0006Jasper Stuyven - Trek-Segafredo+ 0007Andrea Bagioli - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0008Jan Bakelants - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0009Matis Louvel - Team Arkéa-Samsic+ 0010Sebastian Molano - UAE Team Emirates+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=WoRaMfuz1Rs Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma17:04:3102Mattia Cattaneo - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:0303Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 01:0604Ethan Hayter - INEOS Grenadiers+ 01:3205Jonas Vingegaard - Jumbo-Visma+ 01:3606Damiano Caruso - Bahrain Victorious+ 01:4907Tao Geoghegan Hart - INEOS Grenadiers+ 01:5508Juan Ayuso - UAE Team Emirates+ 01:5809Matteo Jorgenson - Movistar Team+ 02:0010Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 02:10 A entrar na reta final A 74.ª edição do Critérium du Dauphiné prepara-se para entrar na reta final, e amanhã, sexta-feira, disputa-se a 6.ª e antepenúltima etapa, com o pelotão a ter pela frente um total de 196,4 quilómetros entre Rives e Gap, num traçado que englobará duas contagens de montanha de segunda categoria. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium du Dauphiné – etapa 4 Filippo Ganna (INEOS) foi o homem do dia na 74.ª edição do Critérium du Dauphiné ao vencer o contrarrelógio da 4.ª etapa. O italiano de 25 anos, bicampeão do Mundo de Contrarrelógio, percorreu os 31,9 quilómetros da ligação entre Montbrison a La Bâtie d’Urfé em 35.32 minutos. Ganna foi dois segundos mais rápido que o seu grande rival Wout van Aert (Jumbo-Visma), segundo classificado no dia de hoje. A rivalidade já não é de agora, e ambos têm protagonizado disputas intensas pelo título de melhor contrarrelogista, sendo, mais uma vez, Fillipo Ganna a cotar-se como o mais rápido na estrada. Foi um dia longo. O Wout ficou muito perto, mas felizmente ganhei. Ele está cada vez mais próximo, é muito forte. Um super-atleta. O traçado era bom para mim. Felizmente, esteve sol ao contrário das perspetivas de chuva e mau tempo. Rolamos todos nas mesmas condições e isso é importante para a competição.Filippo Ganna (INEOS) A fechar o pódio do dia ficou o britânico Ethan Hayter (INEOS) com 17 segundos de atraso para Ganna. Van Aert continua de amarelo O resultado de hoje permite a Van Aert (Jumbo Visma) manter a camisola amarela, agora com 53 segundos de vantagem para Mattia Cattaneo (Quick-Step Alpha Vinyl) que depois da boa prestação de hoje subiu vários lugares na geral, e com 56 segundos sobre o seu colega de equipa Primoz Roglic. Ruben Guerreiro baixou na classificação geral Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost) foi 34.º classificado no contrarrelógio de hoje, com 2.25 minutos de atraso para o líder, e caiu assim 16 posições na geral, onde agora é 22.º, a 2.39 minutos do camisola amarela Wout van Aert. Depois de ontem, na 3ª etapa, ter estado em plano de evidência ao lutar pela vitória na etapa, tendo terminado no 4.º posto, hoje o ciclista português de 27 anos perdeu algum tempo. Nada de alarmante para o ciclista luso, que ainda ontem, após o final da 3ª etapa, reafirmou que o seu principal foco competitivo está apontado ao Tour de França, afastando assim as expectativas que possam estar a ser criadas acerca da classificação obtida nesta prova. O meu objetivo é a Volta à França e ainda faltam três semanas, pelo que ainda não estou no ponto que pretendo.  Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost) Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Filippo Ganna (Ita) Ineos Grenadiers0:35:322Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma0:00:023Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers0:00:174Mattia Cattaneo (Ita) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:00:395Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma0:00:426Luke Durbridge (Aus) BikeExchange-Jayco0:00:537Jonas Vingegaard (Den) Jumbo-Visma0:01:128Damiano Caruso (Ita) Bahrain Victorious0:01:259Tao Geoghegan Hart (GBr) Ineos Grenadiers0:01:3110Juan Ayuso Pesquera (Spa) UAE Team Emirates0:01:34 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=7kprQ6_y6Ts Top 10 classificação geral Pos.Rider Name (Country) TeamResult1Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma13:26:062Mattia Cattaneo (Ita) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:00:533Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma0:00:564Jonas Vingegaard (Den) Jumbo-Visma0:01:265Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiersm.t.6Damiano Caruso (Ita) Bahrain Victorious0:01:397Tao Geoghegan Hart (GBr) Ineos Grenadiers0:01:458Juan Ayuso Pesquera (Spa) UAE Team Emirates0:01:489Matteo Jorgenson (USA) Movistar Team0:01:5010Ben O'Connor (Aus) AG2R Citroen Team0:02:00 Amanhã é dia ligar Thizy-les-Bourgs a Chaintré Amanhã, quinta-feira, sai para a estrada a 5.ª etapa da 74.ª edição do Critérium du Dauphiné, com o pelotão a ter pela frente um percurso com o total de 162,3 quilómetros na ligação entre Thizy-les-Bourgs a Chaintré. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium du Dauphiné – etapa 3 David Gaudu (Groupama-FDJ) foi o vencedor da 3ª etapa da 74.ª edição do Critérium du Dauphiné. O ciclista francês de 25 anos completou os 169 quilómetros da ligação a Saint-Paulien e Chastreix-Sancy, em 4:09.38 horas. A etapa de hoje ficou marcada pelos festejos precipitados do segundo classificado da etapa, Wout Van Aert (Jumbo-Visma), que já em cima da linha da meta levantou efusivamente os braços, convicto que teria vencido a etapa, mas rapidamente percebeu que tinha sido surpreendido por Gaudu. Apesar disso, Van Aert reassumiu a liderança da classificação geral. Ruben Guerreiro foi 4.º na etapa e confirma bom momento Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost) foi hoje 4.º classificado, e esteve envolvido na luta pela conquista da etapa até ao cruzar da linha da meta. O ciclista português de 27 anos esteve em bom plano durante e integrou no ‘sprint’ final pela vitória, depois de uma boa etapa em que rolou sempre no grupo da frente. Com o resultado de hoje, Ruben Guerreiro ocupa agora o 6.º posto da geral, a 16 segundos de Van Aert, confirmando assim o bom momento que atravessa. Top 10 etapa POSPAÍSEQUIPA - NOMETEMPO01David Gaudu - Groupama-FDJ04:09:3802Wout van Aert - Jumbo-Visma+ 0003Victor Lafay - Cofidis+ 0004Ruben Guerreiro - EF Education-EasyPost+ 0005Kevin Geniets - Groupama-FDJ+ 0006Nick Schultz - Team BikeExchange-Jayco+ 0007Damiano Caruso - Bahrain Victorious+ 0008Dylan Teuns - Bahrain Victorious+ 0009Matteo Jorgenson - Movistar Team+ 0010Brandon McNulty - UAE Team Emirates+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=fBAyRosie8w Top 10 classificação geral POSRIDER TEAMTIME01Wout van Aert - Jumbo-Visma12:50:3202David Gaudu - Groupama-FDJ+ 0603Victor Lafay - Cofidis+ 1204Patrick Konrad - BORA-hansgrohe+ 1605Matteo Jorgenson - Movistar Team+ 1606Ruben Guerreiro - EF Education-EasyPost+ 1607Esteban Chaves - EF Education-EasyPost+ 1608Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 1609Steff Cras - Lotto Soudal+ 1610Ben O'Connor - AG2R Citroën Team+ 16 Amanhã é dia de contrarrelógio Amanhã, quarta-feira, é dia de contrarrelógio naquela que será a 4ª etapa da corrente edição do Critérium du Dauphiné. Pela frente os ciclistas terão um traçado de de 31,9 quilómetros, entre Montbrison e La Bâtie d’Urfé. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium du Dauphiné – etapa 2 Alexis Vuillermoz (TotalEnergies) foi o homem do dia de hoje no Critérium du Dauphiné ao vencer a segunda etapa. O ciclista francês de 34 anos completou os 170 quilómetros da etapa de hoje, na ligação de Saint-Péray a Brives-Charensac em 4:03.34 horas, superiorizando-se ao ‘sprint’ a Anders Skaarseth (Uno-X) e a Le Gac (Groupama-FDJ), segundo e terceiro classificados.   Depois de um hiato de vitórias de mais de três anos, Alexis Vuillermoz voltou hoje a ter motivos para sorrir. Além de conquistar a segunda etapa da 74.ª edição do Critérium du Dauphiné, assumiu ainda a liderança da classificação geral. No final da etapa Vuillermoz era um homem visivelmente feliz. É incrível. Passei momentos muito complicados. […] Senti falta de vitórias!Alexis Vuillermoz (TotalEnergies) Ruben Guerreiro e Ivo Oliveira com boa prestação na etapa Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost) e Ivo Oliveira (UAE Emirates) chegaram juntos à linha da meta, no 20.º e 21.º postos. Um resultado positivo para os ciclistas portugueses, com Ruben Guerreiro a ser atualmente 29.º na geral, a apenas 15 segundos de Vuillermoz, o novo camisola amarela. Já Ivo Oliveira, com uma função distinto de Ruben Guerreiro, comparativamente à estratégia das respetivas equipas, ocupa a 117.º posição da geral, a 4.56 minutos do líder. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Alexis Vuillermoz - TotalEnergies04:03:3402Anders Skaarseth - Uno-X Pro Cycling Team+ 0003Olivier Le Gac - Groupama-FDJ+ 0004Kevin Vermaerke - Team DSM+ 0005Anthony Delaplace - Team Arkéa-Samsic+ 0006Wout van Aert - Jumbo-Visma+ 0507Ethan Hayter - INEOS Grenadiers+ 0508Hugo Page - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0509Clément Venturini - AG2R Citroën Team+ 0510Alexandr Riabushenko-  Astana Qazaqstan Team+ 05 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=f-M_P_AzcCE Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Alexis Vuillermoz  - TotalEnergies08:40:5502Anders Skaarseth - Uno-X Pro Cycling Team+ 0303Olivier Le Gac - Groupama-FDJ+ 0404Wout van Aert - Jumbo-Visma+ 0505Kevin Vermaerke - Team DSM+ 0706Ethan Hayter - INEOS Grenadiers+ 0907Anthony Delaplace - Team Arkéa-Samsic+ 1008Sean Quinn - EF Education-EasyPost+ 1109Maxime Bouet - Team Arkéa-Samsic+ 1210Laurens Huys - Intermarché-Wanty-Gobert+ 13 Amanhã, terça-feira, o pelotão terá pela frente uma exigente etapa entre Saint-Paulien e Chastreix-Sancy, num percurso com um total de 169 quilómetros, que termina numa contagem de montanha de segunda categoria. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo em directo esta semana no Eurosport A menos de um mês do arranque do Tour de France, os fãs de ciclismo poderão seguir uma série de corridas que marcam a preparação dos ciclistas e equipas para a prova rainha do ciclismo mundial, em directo no Eurosport. Critérium du Dauphiné Liberé Começou este domingo mais uma edição do Critérium du Dauphiné Liberé e até dia 12 de junho (próximo domingo) é possível seguir em direto, a partir das 14:00h, a última hora de corrida desta importante competição com um perfil montanhoso. Realizada na região de Dauphiné, no Sudeste de França, a corrida tem passagem obrigatória pelos Alpes franceses onde normalmente os trepadores brilham. Normalmente é um teste ao pelotão para alguns dos locais que o Tour apresenta no seu traçado, esta corrida serve de barómetro para o Tour. Ivo Oliveira e Rúben Guerreiro são os portugueses presentes nesta edição do Critérium du Dauphiné.  Grande Prémio do Cantão de Aargau Sexta feira dia 10 de junho, os portugueses celebram feriado nacional e na Suíça realiza-se o Grande Prémio do Cantão de Aargau. A corrida tem transmissão em direto no Eurosport 1 a partir das 15:45h. Através de Hageland Dia 11 de junho, a emissão salta para a Bélgica com a corrida Através de Hageland, uma clássica de 177 quilómetros entre Aarschot e Diest, com muita gravilha pelo meio. (Eurosport 2 pelas 16:00h). Acompanhe esta semana de ciclismo no Eurosport e veja a preparação de ciclistas e equipas para o Tour de France, que se realizará entre os dias 1 e 24 de julho.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium du Dauphiné - etapa 1 Wout Van Aert (Jumbo-Visma) entrou a vencer no arranque da 74.ª edição do Critérium du Dauphiné. O ciclista belga de 27 anos superiorizou-se ao ‘sprint’ a Ethan Hayter (Ineos Grenardiers) e de Sean Quinn (EF Education-EasyPost), segundo e terceiro classificados, na ligação de 192 quilómetros entre Voulte-sur-Rhône e Beauchastel Ao vencer a etapa inaugural Van Aert é assim o primeiro líder da geral da prova que decorre nos Alpes Franceses. Rúben Guerreiro apresentou-se em bom plano Rúben Guerreiro (EF Education-EasyPost) foi 42.º classificado na etapa. O ciclista português de 27 anos chegou à linha da meta integrado no pelotão, num grupo que englobava mais de uma centena de ciclistas e onde constavam nomes como Primoz Roglic (Jumbo-Visma), Enric Mas (Movistar), Brandon McNulty (UAE Emirates) e ainda Chris Froome (Israel - Premier Tech), todos eles apontados como favoritos à vitória final da prova. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Wout van Aert - Jumbo-Visma04:37:3102Ethan Hayter - INEOS Grenadiers+ 0003Sean Quinn - EF Education-EasyPost+ 0004Hugo Page - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0005Edvald Boasson-Hagen - TotalEnergies+ 0006Jasper Stuyven - Trek-Segafredo+ 0007Clément Venturini - AG2R Citroën Team+ 0008Maxim Van Gils - Lotto Soudal+ 0009Benjamin Thomas - Cofidis+ 0010Jannik Steimle - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=J5NeBepf1zE Amanhã, segunda-feira, a segunda etapa do Critérium du Dauphiné terá um total de 170 quilómetros entre Saint-Péray e Brives-Charensac. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium Dauphiné - O tudo ou nada de Chris Froome Chris Froome tem feito uma longa recuperação após a grave queda sofrida em 2019, quando durante um treino de preparação para a Volta a França embateu contra um muro a uma velocidade de 60km/h, tendo sofrido fracturas no fémur, no cotovelo e em algumas vértebras. À data do acidente, Froome chegou mesmo a mostrar-se grato por ter sobrevivido ao incidente e durante a sua recuperação, não só teve que reaprender a pedalar, antes disso teve que reaprender a caminhar. Depois de ser contratado pela Israel Premier Tech os resultados nunca foram de relevo, e não obstante "as bocas do mundo" afirmarem que estava acabado, Froome sempre mostrou tranquilo, dizendo que havia um caminho a percorrer na sua recuperação e que hoje em dia, com o acompanhamento e nutrição adequados, os ciclistas podem render mesmo com a sua idade (36 anos). ...aqueles que dizem que estou acabado, certamente não me conhecem.Chris Froome A questão é que os resultados mandam, e sem resultados ou provas de estar competitivo o director desportivo da Israel Premier Tech, Rik Verbrugghe, não convoca Froome para o Tour de França, até porque a equipa necessita urgentemente de pontos UCI para se manter no World Tour em 2023. Ainda há duas vagas disponíveis na equipa israelita seleccionada para o Tour, e depois do 11.º lugar no Mercan'Tour Classic, o melhor resultado de Chris Froome em três anos, as chances de uma dessas vagas ser para ele, aumentaram.  “Tudo depende do Dauphiné e de como ele se sairá em junho. Ele fará também a corrida de Mont Ventoux depois do Dauphiné”, Disse Rik Verbrugghe Verbrugghe refere-se ao Mont Ventoux Challenge, que será realizado na terça-feira, 14 de junho, logo após o Dauphiné. A Israel-Premier Tech também estará na Volta à Suíça (12 a 19 de junho).  “A Volta à Suíça é a nossa prioridade, com Fuglsang tentaremos o pódio ou vitória na geral. Ele terá o apoio da equipa”, disse Verbrugghe O director desportivo viu recentemente Fuglsang vencer o já mencionado Mercan'Tour Classic, e Michael Woods ficar em segundo, mas faz questão de mencionar Chris Froome apesar do seu 11.º posto na mesma corrida. "...também vamos para o Dauphiné com um Chris Froome que está a melhorar rapidamente. Estou impaciente para ver como ele se vai sair nessa corrida. Ele está mais forte, mas o Dauphiné vai mostrar o que ele realmente pode fazer ao mais alto nível neste momento.  De acordo com Verbrugghe, em treino os dados de Froome indicam que está no caminho certo, mas é necessário ver como ele se sairá numa corrida. O director desportivo belga afirmou ainda que Froome poderá estar no Tour, se for considerado capaz de vencer uma etapa. Apesar de já ter vencido as três grande voltas, é óbvia a relação especial entre Chris Froome e Tour de França. O mês de Junho será mais um episódio da história de resiliência do britânico, que vai partilhando toda a evolução no seu canal Youtube, talvez a caminho da sua 10.ª participação no Tour. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Dumoulin anuncia final de carreira O ano de 2022 marcará assim a despedida da competição do ciclista neerlandês de 31 anos. Apesar de algo inesperada, esta notícia não é uma surpresa total, uma vez que surge um ano depois de Dumoulin ter efetuado uma pausa na carreira, sinais claros de que o final da carreira poderia estar próximo. Definido para o final da temporada 2022, o final de carreira coincide com a data em que termina o contrato com a formação da Jumbo-Visma, argumento que também terá pesado na decisão de Dumoulin.   O anúncio da retirada enquanto profissional foi efetuado pelo próprio atleta nas redes sociais Decidi que 2022 vai ser o meu último ano como ciclista profissional!Tom Dumoulin Desempenho no Giro 2022 ficou abaixo do esperado Depois de efetuar uma paragem em 2021 para reflexão do rumo que iria dar à carreira desportiva, o vencedor do Giro de Itália em 2017, via-se agora envolto em várias dúvidas e atravessava uma fase em que já começavam a surgir algumas especulações em relação ao seu futuro, isto depois do desempenho abaixo do esperado no Giro 2022, prova que não chegou a concluir. No entanto, e após a paragem, Tom Dumoulin ainda conquistou a medalha de prata no contrarrelógio nos Jogos Olímpicos de Tóquio, mas apesar desse incentivo, não conseguiu regressar ao seu nível habitual de forma. Com este anúncio, feito pelo próprio ciclista, coloca-se assim um ponto final nos vários rumores que iam surgindo. Em 2020, tive um ano muito difícil e, no final do ano, treinei em excesso e ‘explodi’. No fim de 2020, início de 2021, era apenas uma sombra de mim e decidi fazer uma pausa no ciclismo e pensar no futuro.Tom Dumoulin Especialista em contrarrelógio teve prestações brilhantes em 2017 e 2018 O especialista em contrarrelógio registou nos anos 2017 e 2018 resultados brilhantes, sendo provavelmente os melhores anos da carreira. Em 2017, além de conquistar o Giro de Itália, Dumoulin sagrou-se ainda campeão do mundo de ‘crono’, individual e por equipas. Em 2018 foi segundo classificado na geral no Giro de Itália e no Tour de França. No total, Tom Dumoulin foi quatro vezes campeão neerlandês de contrarrelógio. Decisão ponderada e difícil de tomar A decisão de terminar a carreira foi, segundo o ciclista, “muito ponderada”. A base dessa ponderação reside no facto de considerar que ainda poderia vir a atingir a boa forma que o notabilizou nos últimos anos, mas, Dumoulin considera que para isso acontecer, seria necessário uma conjugação de fatores a que o seu corpo poderia já não corresponder. Com muita paciência e uma abordagem muito cautelosa ao nível do treino, estou convencido de que poderia recuperar todo o meu potencial na bicicleta. Mas esse seria um caminho, longo e paciente, sem qualquer garantia de sucesso. Decidi não seguir esse caminho, optando por abandonar o ciclismo ativo e seguir um caminho novo e desconhecido.  Tom Dumoulin Continuidade no mundo do ciclismo está garantida O amor pelo ciclismo continua para Tom Dumoulin. O ciclista de 31 anos garante que vai continuar ligado ao mundo do ciclismo, um mundo que ele apelida que tanto pode “levar a um mundo surpreendente” pela positiva, como, “conduzir a um caminho frustrante” pela negativa, e do qual o seu corpo está já cansado. Sei que o meu amor pela bicicleta vai manter-me ligado ao mundo do ciclismo, de uma forma ou de outra!Tom Dumoulin Aproxima-se assim o fim uma bonita história que durou 11 anos enquanto profissional, fase em que Tom Dumoulin vestiu as cores da Sunweb e da Jumbo-Visma, onde entre muitos feitos já atrás enunciados, conquistou nove etapas nas principais Grandes Voltas, incluindo três no Tour de França. Até ao ponto final, Tom Dumoulin ainda quer lutar por mais um objetivo. Será no Campeonato do Mundo de Estrada, agendado para o mês de setembro, na Austrália, e onde o ciclista neerlandês pretende chegar às medalhas.   Para os amantes do ciclismo, e em especial para os admiradores de Tom Dumoulin, resta respeitar a decisão do atleta e disfrutar dos últimos momentos deste enquanto profissional. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Peter Sagan vai participar no Unbound Gravel Peter Sagan (TotalEnergies) irá participar no Unbound Gravel 2022, que se realiza no próximo sábado dia 4 de Junho, fazendo assim a sua estreia em competições de Gravel. E não vai sozinho, vai com o seu fiel companheiro de equipa e amigo Daniel Oss! Sagan irá fazer a distância de 100 milhas (161 km's.), em vez do principal evento que são as 200 milhas ( 322 km's.), e que atravessa Flint Hills no Kansas (Estados Unidos da América), com um total 5.720 m. de elevação. Na rede social Instagram Peter Sagan publicou um vídeo de ambos, onde deixa a mensagem: ...Vamos fazer o Unbound, vemo-nos por lá! Nas ultimas publicações Sagan faz sempre referência à Specialized, marca que o acompanha como patrocinador nas equipas onde está, e com a qual já fez algumas campanhas, nomeadamente da Specialized Diverge, o modelo gravel da marca americana. O tri-campeão do mundo tem estado nos Estados Unidos da América (EUA), tendo feito publicações nas quais está a praticar BTT e estrada. Como tantos outros profissionais de ciclismo de estrada, Peter Sagan entra no ciclismo pela vertente do BTT, tendo depois passado para a estrada. A ultima incursão em competições fora da estrada que fez foi nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, e num evento do próprio (The Sagan Fondo) em Truckee, Califórnia, também na vertente Gravel . O Unbound Gravel é o evento de Gravel mais mediático do mundo, foi dos primeiros (senão o primeiro), e é um dos eventos representativos do movimento Gravel, que nasceu nos EUA. No sábado alinharão na partida juntamente com Peter Sagan mais de 4.000 participantes, entre amadores e profissionais todos partilham a linha de partida e percursos, espelhando assim um dos valores do Gravel, que é a inclusão. 2022 não tem sido fácil para Peter Sagan na sua nova equipa, tendo totalizado apenas 14 dias de competição, entre os quais algumas clássicas da primavera, nas quais o seu melhor resultado foi um 5.º posto na Milão-Torino. Recordemos que a UCI reconheceu e irá realizar um campeonato do mundo de Gravel (artigo aqui), e apesar da modalidade já ter envolvidos alguns ex-profissionais da estrada como Laurens ten Dam, Ian Boswell ou Nathan Haas, esta decisão da UCI pode atrair mais profissionais da estrada a envolver-se nesta vertente. Inclusive, Mathieu van der Poel quando questionado se participaria no Campeonato do Mundo de Gravel caso houvesse, respondeu sem hesitações que sim. (Artigo aqui). Depois de correr o Unbound, Peter Sagan tem planeado fazer a Volta à Suíça e Tour de France. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novo selim Bontrager Aeolus RSL A Bontrager apresentou o mais recente modelo da sua família de selins: o novo Bontrager Aeolus RSL (Race Shop Limited). O Aeolus RSL é um selim para bicicletas de estrada ultraleves e preparado para competir ao mais alto nível. Apresenta uma abertura total e um perfil mais curto que, de acordo com os mais recentes estudos de biomecânica, ajuda a minimizar a pressão nos tecidos sensíveis e maximiza a potência e conforto. Desenhado em colaboração com profissionais Desenvolvido com a colaboração dos ciclistas da Trek-Segafredo, a marca diz que este selim foi desenhado para que o ciclista tenha uma posição mais aerodinâmica a pedalar e, também, maior conforto, potência e velocidade. Perfil mais curto A Trek diz que a ponta mais larga e um comprimento total inferior fazem que o novo Aeolus RSL seja prático e confortável, tanto numa posição sentada em subida como quando se procura uma posição aerodinâmica em descida. Estrutura em carbono OCLV O Aeolus RSL apresenta uma estrutura em carbono OCLV unida aos carris em carbono sobredimensionados com o objectivo de proporcionar um equilíbrio entre peso, potência e conforto. Adequado para qualquer ciclista  O selim foi desenhado e testado para se adaptar a qualquer tipo de ciclista e de género. Está disponível em vários tamanhos para garantir o melhor ajuste individual. Garantia de satisfação Tal como todos os produtos Bontrager, o Aeolus RSL está coberto pelo Compromisso Incondicional de 30 dias que oferece um período para testar o selim. Se por algum motivo o cliente não ficar satisfeito com o produto, poderá fazer a sua devolução. Tão simples como isto. O novo Aeolus RSL está disponível através da rede de lojas Trek, para saberes todas as características técnicas e o preço consulta o site da marca aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Adeus Giro até para o ano - Análise global A 105.ª edição do Giro de Itália acabou há poucos dias. No passado domingo, após a 21.º primeira e última etapa da prova, composta pelo contrarrelógio final, foi Jai Hindley (Bora–Hansgrohe) a subir ao lugar mais alto do pódio final. O ciclista australiano de 26 anos sucedeu assim a Egan Bernal vencedor da edição 2021. Muito foi dito e escrito ao longo de 21 dias intensos de bom ciclismo, onde a montanha italiana voltou a protagonizar momentos espetaculares, colocando à prova alguns dos nomes mais sonantes do ciclismo internacional. Numa retrospetiva geral sobre o Giro 2022, apontamos alguns dos destaques da prova. Mathieu van der Poel Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) começou por vencer a etapa inaugural da prova. Além disso, foi no Giro 2022 que o ciclista neerlandês de 27 anos terminou a sua primeira grande volta. Até ao último domingo, dia 29 Van der Poel nunca tinha terminado qualquer das principais grande voltas. Simon Yates começou bem, mas acabou por abandonar Simon Yates (BikeExchange-Jayco) entrou bem na Volta a Itália, vencendo logo a 2ª etapa, conquista que lhe reforçou o estatuto de candidato à vitória final. No entanto, o ciclista britânico de 29 anos, foi perdendo algum fulgor ao longo dos dias, mas reapareceu na 14.ª etapa, onde voltou a vencer. Apesar desta segunda vitória em etapas, Yates já andava afastado dos lugares cimeiros da geral e acaba mesmo por abandonar a prova à 18.ª etapa, quando ocupava a 21.ª posição da geral, a mais de 32 minutos do camisola rosa. Mark Cavendish Mark Cavendish (Quick-Step Alpha Vinyl) aos 36 anos de idade e 9 anos depois anos voltou a vencer uma etapa do Giro. O ciclista britânico de 36 anos esteve em bom plano no Giro 2022, onde venceu a 3ª etapa, e andou na disputa de outras, demonstrando que aos 36 anos ainda tem argumentos para estar entre os melhores do pelotão internacional. Arnaud Démare Arnaud Démare (Groupama-FDJ) venceu a 5.ª, a 6.ª, e a 13.ªetapa, marca que o coloca entre os destaques da prova. O ciclista francês de 30 anos esteve forte no ‘sprint’ e com três vitórias em etapas tornou-se inevitavelmente num dos destaques da 105.ª edição do Giro. Biniam Girmay Biniam Girmay (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) venceu a 10.ª etapa do Giro e entrou para a história do ciclismo ao ser o primeiro ciclista negro a vencer uma etapa de uma grande volta . O ciclista eritreu de 22 anos já tinha andado na disputa de etapas anteriores e à 10.ª conseguiu aquilo que tanto desejava. O misto de emoções de Biniam Girmay Biniam Girmay viveu um misto de emoções na 10.ª etapa. Logo após conquistar a etapa, o ciclista eritreu sofreu um acidente insólito. Quando subiu ao palco e ao abrir a tradicional garrafa de espumante, a rolha saiu disparada a alta velocidade e acertando no seu olho esquerdo. Foi desde logo perceptível que Girmay ficou imediatamente incomodado, e após observação médica, ficou confirmada a existência de uma hemorragia na câmara anterior do olho esquerdo, lesão que levou à triste e dececionante notícia do abandono do Giro. A atitude de Van der Poel com Girmay Uma das imagens a reter do Giro 2022 envolve Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) e também Biniam Girmay (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), pela luta da conquista da 10.ª etapa. Quando Van der Poel, a escassos metros da meta percebeu que não iria conseguir ultrapassar Girmay e parou então de pedalar, apontando e acenando para o seu adversário, confirmando a Girmay que a vitória era dele, e justa, num claro sinal de respeito. Trata-se, seguramente, de mais um momento para mais tarde recordar. O abandono de Romain Bardet Foi à 12.ª etapa da prova que ocorreu o abandono de Romain Bardet (DSM). O ciclista francês de 31 anos, 4.º classificado da geral à data da 12.ª etapa e que figurava entre os favoritos ao pódio final da prova foi ‘obrigado’ a abandonar devido a doença, já não tendo iniciado  a 13.ª etapa. Romain Bardet foi assim notícia, não pelos melhores motivos, deixando o pelotão do Giro 2022 mais pobre, e sem um dos candidatos à vitória final. Koen Bouwman Koen Bouwman (Jumbo-Visma), venceu duas etapas e foi o vencedor da classificação da montanha. Com esta conquista, o ciclista neerlandês foi assim o ciclista mais em foco da Jumbo-Visma e um dos destaques da prova. Juan Pedro López Juan Pedro López (Trek-Segafredo), esteve em destaque ao vestir de rosa durante vários dias. O ciclista espanhol de 24 anos apresentou-se bem no Giro 2022, conseguindo andar na liderança da geral durante vários dias, colocando não só o seu nome, como o da Trek-Segafredo em destaque. Richard Carapaz Richard Carapaz (INEOS) sucedeu a Juan Pedro López foi, durante vários dias visto como o principal candidato à vitória, mas cedeu na 20.ª e penúltima etapa da prova para o vencedor Jai Hindley. O ciclista australiano de 26 anos, juntamente com a sua equipa, adotaram uma estratégia que parecia ter tudo para conduzir a vitória final, mas eis que a estratégia de Jai Hindley e da  BORA-Hansgrohe acabou por resultar melhor. À parte disso, nada apaga a boa prestação de Carapaz durante as 21 etapas do Giro. João Almeida Falemos agora de João Almeida. O ciclista português da (UAE Emirates) é inevitavelmente uma das figuras do Giro 2022. Aos 23 anos de idade, João Almeida provou ser já um dos melhores ciclistas da atualidade. O ciclista natural de A-dos-Francos apresentou-se em boa forma e foi acumulando boas exibições ao longo de várias etapas, estando sempre entre os melhores e figurando durante vários dias no pódio da geral. No entanto, foi traído pela Covid 19 após a 17.ª etapa. O ciclista português de 23 anos da UAE Emirates foi obrigado a abandonar a prova quando seguia no 4.º lugar da classificação geral e ainda com sérias ambições de voltar ao pódio da prova, isto para além de ser líder da tabela da juventude. Tratou-se de um rude golpe para o ciclista português e para a UAE Emirates que vinham a realizar uma boa prova e ainda com muito em jogo, numa fase em que a prova entrava na reta final. João Almeida demonstrou, uma vez mais, ser detentor de um enorme espírito de sacrifício, além de ser um profundo conhecedor do traçado da prova italiana. O próprio João Almeida não escondeu a tristeza pelo sucedido, mas para quem segue o ciclismo e em especial, o percurso de Almeida na modalidade, não restam dúvidas que o português irá voltar mais forte. A consagração de Hindley Jai Hindley (BORA-Hansgrohe) andou sempre à espreita da camisola rosa e conseguiu mesmo lá chegar na 20.ª e penúltima etapa da prova, e não a deixou fugir no contrarrelógio final. O ciclista australiano de 26 anos destronou Richard Carapaz (INEOS) e com esta vitória Hindley tornou-se no segundo ciclista australiano a conquistar uma grande volta, sucedendo a Cade Evans, que venceu o Tour de França em 2011. Jai Hindley não venceu por acaso, venceu porque foi o mais forte nos momentos decisivos, esteve à altura quando teve que estar. O Giro promete voltar em 2023 Agora sim, cai definitivamente o pano sobre a 105.ª edição do Giro, firmada a sucessão de Hindley a Egan Bernal vencedor de 2021. O Giro promete voltar em 2023 para mais umas boas horas de uma das grandes provas de ciclismo que podemos acompanhar. Foram 21 dias intensos, de bom ciclismo, onde a montanha italiana voltou a protagonizar momentos espetaculares, colocando à prova alguns dos nomes mais sonantes do ciclismo internacional. O Giro de Itália agora descansa, enquanto que o Tour de França já está a entrar na fase de aquecimento, prometendo mais umas semanas de ciclismo intensas. Para quem desejar rever, aqui ficam as classificações completas. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Bora-Hansgrohe - O processo até à vitória no Giro de Itália O projecto da Bora-Hansgrohe com esta denominação iniciou em 2017, uma estrutura que vinha da Bora Argon 18, e anteriormente a NetApp (projecto que começou em 2010) e do qual fizeram parte os portugueses José Mendes (entre 2013 e 2017) e Tiago Machado (em 2014). 2017 - O início da era Sagan Em 2017 a Bora-Hansgrohe contrata a super estrela do pelotão Peter Sagan, que chegava da extinta Tinkoff e com ele trazia mais 8 ciclistas dessa equipa. Com excepção de Rafal Majka, Leopold König e poucos mais, na sua maioria a equipa tinha perfil para clássicas e vencer etapas ao sprint, foi o que fez no ano de estreia. Em 2017 entre Peter Sagan e Sam Bennett a equipa obtém 22 vitórias, com as 4 de Rafal Majka, que passava pela sua melhor forma, e mais umas quantas de outros fecham a temporada com 33 vitórias no primeiro ano do projecto. Em 2018 o alemão Pascal Ackermann também começa a ajudar à festa, juntamente com Sam Bennet e Peter Sagan, a equipa volta a conseguir um total de 33 vitórias nesse ano (sendo uma delas Paris-Roubaix de Peter Sagan). 2019 - Ano de ouro e mudança de paradigma 2019 foi, até ao momento da vitória no Giro do passado domingo, o ano de ouro da equipa e talvez também o início da transformação desta Bora-Hansgrohe, que até então conseguia a maioria das vitórias através dos sprints de Sam Bennett, Pascal Ackermann e Peter Sagan. Em 2019 a evolução de alguns ciclistas com perfil para a alta montanha começa a dar frutos, Emanuel Buchmann começa a dar vitórias à equipa em etapas de montanha, e o recém contratado na altura Maximilian Schachmann também (arrasam na Volta a Catalunha e País Basco desse ano), juntamente com Davide Formolo que também se estreia a vencer na equipa. Os homens com perfil de montanha rendem 10 vitórias à equipa, mas não se trata só das vitórias. A equipa consegue colocar pela primeira vez um ciclista nos lugares cimeiros da classificação geral de uma grande volta, Emanuel Buchmann termina o Tour de France no 4.º posto desse ano. Peter Sagan consegue a camisola dos pontos no Tour e Pascal Ackermann a mesma camisola no Giro de Itália. Além disto, 2019 termina ainda com pódios na Volta ao País Basco, no Dauphiné e na Liége-Bastogne-Liége, com um total de 47 vitórias nesse ano. Dessas 47 vitórias, Peter Sagan só levantou os braços na linha de meta por 4 vezes, salvando o ano com a camisola verde conseguida no Tour. Apesar do Tri-Campeão do Mundo passar pelo pódio no Tour de France, a era "pós-Sagan" já estava a começar. 2020 - Fim da era Sagan Em 2020 mesmo com a escassez de corridas em virtude da pandemia COVID-19, a Bora - Hansgrohe consegue 21 vitórias, mas confirma-se o decréscimo de rendimento de Peter Sagan (que dá uma etapa no Giro de Itália à equipa em toda a temporada). Em 2020 apesar de ser um sprinter o homem com mais vitórias na equipa, a este já se juntavam Schachmann, Buchmann e o escalador recém chegado à equipa, Lennard Kämna. A fábrica de talentos alemães não só obtinha vitórias com eles, como começava a ter um bloco cada vez mais forte para a classificação geral em grandes voltas. A equipa já podia ter um bloco base para apostar numa classificação geral de uma grande, em 2021 reforçam-se com Wilco Kelderman que vinha de fazer pódio no Giro de Itália em 2020, mas ainda havia Sagan na equipa. Quem tem Sagan tem que o levar ao Tour, e se tem que o levar ao tour tem que levar ciclistas que o ajudem. Sagan não termina o Tour e mesmo não tendo um bloco forte na montanha, Wilco Kelderman consegue mais um TOP 10 na sua carreira (tem 4) pela BORA-Hansgrohe nesse mesmo Tour de 2021. 2022 - A nova Bora-Hansgrohe Em 2022 é inevitável a saída de Peter Sagan, a escassez de resultados, a mudança de paradigma da equipa e o salário milionário do eslovaco levam-no para uma nova fase da sua carreira na Total Direct Energies. A equipa voltou a reforçar-se para a alta montanha, depois em 2021 contratar o homem que fez terceiro na geral do Giro 2020, no início desta temporada contratou o que fez segundo nesse mesmo ano, Jai Hindley. Na primeira grande volta deste ano, o primeiro sem Peter Sagan desde o início do projecto em 2017, a Bora-Hansgrohe leva para o Giro de Itália a seguinte equipa: Wilco KeldermanGiovanni AleottiCesare BenedettiEmanuel BuchmannPatrick GamperJai HindleyLennard KamnaBen Zwiehoff Aqui não está claramente uma equipa que vai à procura de etapas, está uma equipa que vai lutar pela classificação geral, e não é uma equipa qualquer. É uma equipa que tem dois homens com pódio no Giro (Hindley e Kelderman), tem um que já fez 4.º no Tour (Buchmann), Lennard Kamna com vitória em etapa de montanha no Tour 2020 e Cesare Benedetti com vitória em etapa de montanha no Giro 2019. Em todo o bloco só Patrick Gamper é sprinter, a Bora-Hansgrohe transformou-se. Em alta competição não se vence por acaso Para que se tenha a noção de como não é fácil vencer uma grande volta (a não ser que se tenha Tadej Pogacar), além dos resultados fantásticos que mencionei antes, analisemos a experiência destes ciclistas em grandes voltas: Wilco Kelderman (13 grandes voltas nas pernas), Cesare Benedetti (11 grandes voltas nas pernas), Emanuel Buchmann (11 grandes voltas nas pernas), Patrick Gamper (3 grandes voltas nas pernas), Jai Hindley (5 grandes voltas nas pernas), Lennard Kamna(4 grandes voltas nas pernas), Ben Zwiehoff (2 grandes voltas nas pernas), Giovanni Aleotti (2 grandes voltas nas pernas). Aqui está patente não só a evolução e transformação da equipa que estava construída em redor de Peter Sagan no início, mas também a forma como se vai desenvolvendo e consolidando um projecto até chegar à vitória numa grande volta, que neste caso foi o Giro de Itália. Jai Hindley não venceu por acaso, venceu porque foi o mais forte nos momentos decisivos, esteve à altura quando teve que estar (se não estivesse poderia ser dada a liderança Wilco Kelderman), e porque além disso está num projecto com vários anos de desenvolvimento. Seja no desporto ou noutras áreas os projectos necessitam de tempo até alcançar o sucesso desejado, em alta competição ainda mais. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Jai Hindley é o grande vencedor Jai Hindley (BORA-Hansgrohe) é o grande vencedor da 105.ª edição do Giro de Itália. O ciclista australiano de 26 anos não deixou fugir a camisola rosa que tinha alcançado no dia de ontem, onde destronou Richard Carapaz (INEOS). Com esta vitória, Hindley torna-se no segundo ciclista australiano a conquistar uma grande volta, sucedendo a Cade Evans, que venceu o Tour de França em 2011. Matteo Sobrero vence contrarrelógio final Hoje, no contrarrelógio individual de 17,4 quilómetros que decorreu em Verona, venceu um homem da casa, referimo-nos ao italiano Matteo Sobrero (Team BikeExchange), com o registo de 22.24 minutos. O ciclista italiano de 25 anos foi mais forte que Thymen Arensman (Team DSM) e Mathieu Van der Poel (Alpecin-Fenix), segundo e terceiro classificados do dia. Richard Carapaz e Mikel Landa fecham o pódio final No pódio, juntamente com o camisola rosa Jai Hindley (BORA-Hansgrohe) ficaram Richard Carapaz (INEOS) e Mikel Landa (Bahrain-Victorious). Depois de vários dias a vestir de rosa, Richard Carapaz perdeu algum tempo na etapa de ontem, tempo que viria a revelar-se fundamental para o desfecho final da prova. O ciclista equatoriano que hoje foi 10.º classificado, ainda conseguiu recuperar sete segundos para Hindley, ficando assim na segunda posição a 1.18 minutos da liderança. Já Mikel Landa ficou na terceira posição a 3.24 minutos de Hindley. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Matteo Sobrero - Team BikeExchange-Jayco22:2402Thymen Arensman - Team DSM+ 2303Mathieu van der Poel - Alpecin-Fenix+ 4004Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 01:0805Ben Tulett - INEOS Grenadiers+ 01:1206Mauro Schmid - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:1707Magnus Cort - EF Education-EasyPost+ 01:1808Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 01:1909Michael Hepburn - Team BikeExchange-Jayco+ 01:2410Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 01:24 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=TM78cXNkcFU Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jai Hindley BORA-hansgrohe86:31:1402Richard Carapaz INEOS Grenadiers+ 01:1803Mikel Landa Bahrain Victorious+ 03:2404Vincenzo Nibali Astana Qazaqstan Team+ 09:0205Pello Bilbao Bahrain Victorious+ 09:1406Jan Hirt Intermarché-Wanty-Gobert+ 09:2807Emanuel Buchmann BORA-hansgrohe+ 13:1908Domenico Pozzovivo Intermarché-Wanty-Gobert+ 17:2909Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 17:5410Juan Pedro Lopez Trek-Segafredo+ 18:40 Cai assim o pano sobre a 105.ª edição do Giro Cai assim o pano sobre a 105.ª edição do Giro, com Hindley a suceder a Egan Bernal vencedor de 2021. Foram 21 dias intensos, de bom ciclismo, onde a montanha italiana voltou a protagonizar momentos espetaculares, colocando à prova alguns dos nomes mais sonantes do ciclismo internacional. O Giro de Itália agora descansa, enquanto que o Tour de França já está a entrar na fase de aquecimento, prometendo mais umas semanas de ciclismo intensas. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 4.ª prova da Taça de Portugal de XCO - Fundão O exigente circuito do Fundão recebeu a quarta corrida pontuável para a Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO). As corridas do escalão de elite marcaram o regresso às vitórias dos campeões nacionais Ricardo Marinheiro e Raquel Queirós nesta competição. Corrida masculina O campeão nacional teve um duelo aceso com o espanhol Pablo Rodríguez (BH Templo Cafés UCC), mas Ricardo Marinheiro acabou por vencer isolado, enquanto que o espanhol teve um decréscimo de rendimento, terminando na terceira posição a 1m. 24s. do vencedor. Na segunda posição acabou por finalizar Roberto Ferreira (Guilhabreu BTT), que ultrapassou Pablo Rodríguez na última volta. O líder da competição Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) segurou o comando na geral de elite, terminando hoje no quinto posto. Corrida feminina A corrida feminina foi palco da demonstração de superioridade da atleta olímpica Raquel Queirós. Nem Joana Monteiro (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) nem Ana Santos (X-Sauce Factory Team) conseguiram acompanhar o ritmo de Raquel Queirós, que deu sinais de total recuperação da lesão sofrida no início da temporada. Raquel Queirós venceu isolada, com uma vantagem de 1m.02s. sobre Joana Monteiro, segunda classificada e líder da classificação geral da competição. Lara Lois Motobike fechou o pódio, a 1m. 31s. da vencedora, e Ana Santos teve uma quebra que acabou por a deixar fora dos lugares de pódio. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Hc-JCgh9HFs Classificações completas AQUI. Próximas corridas A quinta e última prova da Taça de Portugal de XCO irá disputar-se em Avis no dia 18 de setembro. Destaque ainda para o Campeonato da Europa de Sub-23 e Sub-19, que se realizará em Anadia, entre 30 de junho e 3 de julho, e para o Campeonato Nacional que vai realizar-se em Marrazes, Leiria, entre 22 e 24 de julho. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 20 Aquela que era considerada a etapa rainha do giro de Itália não defraudou, como se esperava esta etapa poderia ser muito decisiva nas contas da classificação geral, pelo acumulado de subida e por surgir no final da competição, quando os ciclistas já têm muito cansaço acumulado. Entre os favoritos à classificação geral, era o ultimo dia para mexer na corrida, e de que maneira mexeu Jai Hindley (Bora-Hansgrohe), o jovem australiano atacou e só Carapaz conseguiu ir com ele numa fase inicial, ficando para trás Mikel Landa. Hindley tinha à sua espera Lennard Kamna, que acabou por ser decisivo. No momento em que Kamna terminou o seu trabalho na frente de Jai Hindley já Carapaz não estava a conseguir seguir o ritmo e lá foi sozinho Jai Hindley. O jovem australiano acabou por tirar a camisola rosa a Richard Carapaz (Ineos Grenadiers) e assumir a liderança da corrida antes do contrarrelógio final em Verona. Carapaz terminou quase 1:30m. depois do seu adversário australiano, deixando-o com uma vantagem (1:25m.) larga gerir no contrarrelógio de amanhã. A etapa 20 foi vencida por Alessandro Covi (UAE - Team Emirates), com uma fuga a solo a 50 km's. do fim, tendo resistido por pouco à perseguição de Domen Novak (Bahrein-Victorious). Foi a primeira vitória no Giro de Itália e no World Tour de Covi. TOP 10 etapa POS.PAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Alessandro Covi UAE Team Emirates04:46:3402Domen Novak Bahrain Victorious+ 3203Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 3704Antonio Pedrero Movistar Team+ 01:3605Thymen Arensman Team DSM+ 01:5006Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 02:3007Gijs Leemreize Jumbo-Visma+ 03:0408Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 03:1909Mikel Landa Bahrain Victorious+ 03:1910Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 03:39 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=hWPJgytch0s TOP 10 classificação geral POS.PAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jai Hindley BORA-hansgrohe86:07:1902Richard Carapaz INEOS Grenadiers+ 01:2503Mikel Landa Bahrain Victorious+ 01:5104Vincenzo Nibali Astana Qazaqstan Team+ 07:5705Pello Bilbao Bahrain Victorious+ 08:5506Jan Hirt Intermarché-Wanty-Gobert+ 09:0707Emanuel Buchmann BORA-hansgrohe+ 11:1808Domenico Pozzovivo Intermarché-Wanty-Gobert+ 16:0409Juan Pedro Lopez Trek-Segafredo+ 17:2910Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 17:56 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 19 Depois de um dia menos exigente no que respeita a acumulado de subida no dia de ontem, hoje regressou a alta montanha ao Giro de Itália. Uma das duas ultimas oportunidades para os candidatos à classificação geral tentarem mexer na corrida, o que acabou por não se verificar. Richard Carapaz (Ineos Grenadiers), Jai Hindley (Bora-Hansgrohe) e Mikel Landa (Bahrain-Victorious) chegaram juntos, o que deixa tudo em aberto para a etapa rainha de amanhã, com final em Marmolada. Quem não quis facilitar foi o líder da classificação da montanha, Koen Bouwman (Jumbo-Visma), que apesar da sua diferença pontual para o perseguidor Giulio Ciccone ser superior a 100 pontos, se colocou na fuga do dia com o principal objectivo de consolidar a camisola azul, acabando mesmo por vencer a etapa. Com a segunda vitória de etapa neste Giro de Itália e a mais que provável vitória da classificação da montanha ( só precisa chegar a Verona), Bouwman acaba por salvar o desempenho da Jumbo-Visma. “Foi apenas a minha segunda vitória como profissional, depois de vencer duas etapas no Giro, estou tão feliz, não tenho palavras”, disse Koen Bouwman. TOP 10 Etapa POS.PAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Koen Bouwman Jumbo-Visma04:32:5502Mauro Schmid Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0003Alessandro Tonelli Bardiani CSF Faizanè+ 0304Attila Valter Groupama-FDJ+ 0605Andrea Vendrame AG2R Citroën Team+ 1006Tobias Bayer Alpecin-Fenix+ 02:4507Guillaume Martin Cofidis+ 03:4908Richard Carapaz INEOS Grenadiers+ 03:5609Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 03:5610Mikel Landa Bahrain Victorious+ 03:56 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=hk9kKB_pCjA TOP 10 Classificação Geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Richard Carapaz INEOS Grenadiers81:18:1202Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 0303Mikel Landa Bahrain Victorious+ 01:0504Vincenzo Nibali Astana Qazaqstan Team+ 05:5305Pello Bilbao Bahrain Victorious+ 06:2206Jan Hirt Intermarché-Wanty-Gobert+ 07:1507Emanuel Buchmann BORA-hansgrohe+ 08:2108Domenico Pozzovivo Intermarché-Wanty-Gobert+ 12:5509Juan Pedro Lopez Trek-Segafredo+ 15:2910Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 17:10 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 18 Dries de Bondt (Alpecin-Fenix) foi o homem do dia nesta 105.ª edição do Giro de Itália, ao vencer a 18.ª etapa. O ciclista alemão de 30 anos participou na bem sucedida fuga do dia, e venceu ao ‘sprint’ Edoardo Affini (Jumbo-Visma) e Magnus Cort (EF Education-Easy Post), segundo e terceiro classificados, e seus companheiros de fuga. Dries de Bondt completou os 157 quilómetros, entre Borgo Valsugana e Treviso, com o registo de 3:21.51 horas e estreou-se assim a vencer em grandes voltas Abandono de João Almeida apanhou todos de surpresa A notícia do abandono de João Almeida foi a surpresa, pela negativa, das horas que antecederam o arranque da 18.ª etapa. O ciclista português de 23 anos da UAE Emirates testou positivo à Covid 19 e foi brigado a abandonar a prova quando seguia no 4.º lugar da classificação geral e ainda com sérias ambições de voltar ao pódio da prova, isto para além de ser líder da tabela da juventude. Foi, sem dúvida, um rude golpe para João Almeida e para a UAE Emirates que vinham a realizar uma boa prova e ainda com muito em jogo, numa fase em que a prova está a entrar na reta final. Carapaz lidera geral com Jai Hildley mesmo ali à espreita Richard Carapaz (INEOS) continua líder da classificação geral, mas com Jai Hindley (BORA-hansgrohe) em segundo classificado e logo ali à espreita, a apenas 3 segundos. A fechar o pódio da geral continua  Mikel Landa (Bahrain-Victorious) a 1.05 minutos. Com a desistência de João Almeida (UAE Emirates) agora é Vincenzo Nibali (Astana Qazaqstan Team) a ocupar o 4.º posto da geral, mas com um atraso significativo para o pódio. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO1DE BONDT Dries - Alpecin-Fenix03:21:212AFFINI Edoardo - Jumbo-Visma+ 003CORT Magnus - EF Education-EasyPost+ 004GABBURO Davide - Bardiani CSF Faizanè+ 005DAINESE Alberto - Team DSM+ 146DÉMARE Arnaud - Groupama-FDJ+ 147CIMOLAI Davide - Cofidis+ 148CAVENDISH Mark - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 149GAVIRIA Fernando - UAE Team Emirates+ 1410CONSONNI Simone - Cofidis+ 14 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=qaqkdmNIbQ8 Top 10 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO1CARAPAZ Richard - INEOS Grenadiers76:41:212HINDLEY Jai - BORA-hansgrohe+ 033LANDA Mikel - Bahrain Victorious+ 01:054NIBALI Vincenzo - Astana Qazaqstan Team+ 05:485BILBAO Pello - Bahrain Victorious+ 06:196HIRT Jan - Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux+ 07:127BUCHMANN Emanuel - BORA-hansgrohe+ 07:138POZZOVIVO Domenico - Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux+ 12:309LOPEZ Juan Pedro - Trek-Segafredo+ 15:0410CARTHY Hugh - EF Education-EasyPost+ 17:0 Faltam três etapas para o cair do pano no Giro 2022 Amanhã, sexta-feira, sai para a estrada a 19.ª e antepenúltima etapa desta 105.ª edição da Volta a Itália. O pelotão terá pela frente um total de 178 quilómetros na ligação entre Marano Lagunare ao Santuário de Castelmonte, num traçado marcado pela alta montanha, com chegada em alto. Está quase a cair o pano sobre o Giro 2022, que hoje, viu um dos destaques desta edição, João Almeida, ser forçado a abandonar a prova, pela Covid 19. Não temos João Almeida, mas até domingo temos um alargado lote de bons ciclistas que ainda prometem 'aquecer' os quilómetros que faltam percorrer. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Covid 19 atira João Almeida para fora do Giro João Almeida testa positivo à Covid-19 e está fora do Giro. O ciclista português de 23 anos da UAE Emirates é obrigado a abandonar a prova quando seguia no 4.º lugar da classificação geral e ainda com sérias ambições de voltar ao pódio da prova, isto para além de ser líder da tabela da juventude. João Almeida já não irá participar na etapa de hoje, a 18.ª. Trata-se de um rude golpe para o ciclista português e para a UAE Emirates que vinham a realizar uma boa prova e ainda com muito em jogo, numa fase em que a prova está a entrar na reta final. A notícia surgiu esta manhã e apanhou todos de surpresa, incluindo a caravana do Giro. Esta é a primeira vez na carreira no escalão de elites que João Almeida abandona uma prova por etapas. Já o tinha feito em corridas de um dia (Lombardia logo no primeiro ano e no GP Indurain esta temporada, prova onde quase que não pedalou, desistindo logo na fase inicial). João Almeida Iniciou e concluiu 16 provas por etapas e em 14 fechou a sua participação no top 10; O último abandono numa corrida por etapas foi quando era sub-23 de 1º ano na Trevigiani ao não concluir a Corrida da Paz 2017. O sonho do pódio No Giro de Itália fica assim adiado para João Almeida. Uma coisa é certa, este abandono, em nada belisca a grande prestação que João Almeida apresentou durante estas últimas semanas. Agora, o mais importante é a recuperação, porque ninguém duvide que João Almeida vai voltar mais forte. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 17 João Almeida (UAE Emirates) terminou hoje a 17.º etapa na 14.ª posição, baixando assim uma posição na geral, num dia em que o destaque foi Santiago Buitrago (Bahrain Victorious) ao conquistar a etapa. Santiago Buitrago (Bahrain Victorious), que sofreu uma queda a meio da etapa, chegou à meta isolado, com o registo de 04:27:41 horas, isto depois de um ataque bem sucedido nos quilómetros finais da tirada, onde ultrapassou Gijs Leemreize (Jumbo-Visma), que foi segundo classificado a 35 segundos, enquanto que no último lugar do pódio e bem mais atrasado, a 2.28 minutos ficou  Jan Hirt (Intermarché-Wanty-Gobert). João Almeida perde tempo e baixa para 4.º na geral Depois de terminar o dia de hoje na 14.ª posição, João Almeida (UAE Emirates) perdeu tempo na geral, estando agora mais distante, a 1.54 minutos do camisola rosa Richard Carapaz (INEOS), e viu ainda Mikel Landa (Bahrain Victorious) ultrapassá-lo na classificação geral. O ciclista português de 23 anos é agora 4.º da geral, e quando ainda faltam disputar quatro etapas os dois primeiros lugares, ocupados por Carapaz e Hindley parecem já difíceis de alcançar, no entanto, a entrada no pódio está a 49 segundos de distância e ainda permanece em aberto. Apesar da perda de tempo para o camisola rosa, João Almeida voltou a dar provas de um enorme espírito de sacrifício, numa etapa onde nunca desistiu de lutar, mas em que ‘sozinho’ não conseguiu responder aos ataques dos outros principais candidatos à vitória final. No final da etapa, João Almeida revelou as dificuldades sentidas, e garantiu que vai lutar pelo pódio até ao final da prova. Ontem foi muito difícil e hoje não me senti no meu nível normal nas últimas subidas. Faltam três dias difíceis e depois um TT, então o pódio ainda é possível embora não seja fácil. Mas vamos lutar até o último quilómetro.João Almeida (UAE Emirates) Simon Yates abandona prova Uma das notícias do dia, pela negativa, foi o abandono de Simon Yates (BikeExchange-Jayco). O ciclista britânico de 29 anos ocupava a 21.ª posição da geral, a mais de 32 minutos do camisola rosa e abandona a prova, depois de ter vencido a segunda e 14.ª etapas. Para já ainda não foram oficialmente indicadas as razões para o sucedido, mas a sua equipa garante um comunicado para breve. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Santiago Buitrago - Bahrain Victorious04:27:4102Gijs Leemreize - Jumbo-Visma+ 3503Jan Hirt - Intermarché-Wanty-Gobert+ 02:2804Hugh Carthy - EF Education-EasyPost+ 02:2805Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 02:5306Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 02:5307Mauri Vansevenant - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 02:5708Koen Bouwman - Jumbo-Visma+ 02:5909Guillaume Martin - Cofidis+ 02:5910Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 02:59 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=b8cQAJt0d9o Top 10 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Richard Carapaz - INEOS Grenadiers73:19:4002Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 0303Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 01:0504Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 01:5405Vincenzo Nibali - Astana Qazaqstan Team+ 05:4806Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 06:1907Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 07:1308Jan Hirt - Intermarché-Wanty-Gobert+ 07:1709Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo+ 12:2710Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 12:30 O fim está cada vez mais próximo Amanhã, quinta-feira, sai para a estrada a 18.ª etapa desta 105.ª etapa da Volta a Itália, com um total de 156 quilómetros na ligação de Borgo Valsuvana a Treviso. O fim está cada vez mais próximo, mas até domingo ainda há muito para ver e escrever sobre mais uma edição desta exigente e sempre espetacular prova que prende milhões de adeptos, um pouco por todo o mundo, ao ecrã da televisão. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Face ### Giro de Itália - etapa 16 Jan Hirt (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) foi o vencedor da 16.ª etapa da 105.ª edição do Giro de Itália. O ciclista checo de 31 anos chegou à linha da meta isolado, cumprindo os 202 quilómetros da ligação entre Salò a Aprica, em 5:40.45 horas. Jan Hirt esteve assim em destaque naquela que é por muitos considerada como a ‘etapa rainha’ da Volta a Itália deste ano, por ser uma tirada marcada pelos 5.000 metros de desnível de subida, o maior registo da presente edição da prova. Thymen Arensman (DSM) foi quem se seguiu a Hirt, sendo segundo classificado, a sete segundos, enquanto que a fechar o pódio do dia ficou Jai Hindley (BORA-hansgrohe), com 1.24 minutos de atraso. João Almeida perde segundos mas resiste no pódio da geral João Almeida foi 8.º na etapa a 1.38 minutos do líder, mas perdeu tempo para os seus adversários diretos na classificação geral, isto apesar de manter o 3ª lugar. Luta intensa pela geral Richard Carapaz (INEOS) continua a ser o dono da camisola rosa, mas agora com Jai Hindley – (BORA-hansgrohe) mais perto, a apenas três segundos, depois da bonificação de hoje, enquanto que João Almeida se encontra a 44 segundos, no terceiro lugar. Hindley foi assim outro dos destaques do dia de hoje. O ciclista australiano de 26 anos foi 3.º na etapa, e primeiro do grupo da frente da geral a chegar à meta.. Quem também conseguiu ficar em melhor posição para o dia de amanhã foi Mikel Landa (Bahrain Victorious) que foi 6.º na etapa, posição que lhe permitiu reforçar o 4.º lugar da geral e aproximar-se do português João Almeida. João Almeida resiste a ataques e mostra garra de lutador João Almeida efetuou uma boa prestação nesta dura etapa. O ciclista português esteve sempre no mexido grupo do camisola rosa onde seguiam os favoritos à vitória final, e no qual Almeida teve que trabalhar muito e bem, para se conseguir lá manter. O português da UAE Emirates resistiu a vários ataques e apenas perdeu o contacto com o grupo já na reta final da última subida. Hoje foi ainda percetível as várias tentativas da concorrência em tentar que Almeida perdesse tempo, algo deve continuar a acontecer nos próximos dias, isto porque, na mente dos adversários está já o contrarrelógio final de domingo, estilo em que o português é forte e pode conseguir superiorizar-se à maioria dos adversários.    No final da etapa João Almeida confirmou a o dia difícil que atravessou, mas revelou estar satisfeito com a sua prestação Foi um dia muito difícil. Fiquei surpreendido comigo mesmo, foi sempre a todo o gás, o dia todo, sem pausas. Nas últimas duas Voltas a Itália, não fiz etapas assim, com montanhas super grandes e muito duras. Estou muito feliz com a minha performance e o resultado. Continuaremos a lutar até ao fim!João Almeida (UAE Emirates) Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Jan Hirt - Intermarché-Wanty-Gobert05:40:4502Thymen Arensman - Team DSM+ 0703Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 01:2404Richard Carapaz I- NEOS Grenadiers+ 01:2405Alejandro Valverde - Movistar Team+ 01:2406Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 01:2407Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 01:3808Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 01:3809Vincenzo Nibali - Astana Qazaqstan Team+ 02:0610Hugh Carthy - EF Education-EasyPost+ 02:1 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=LH-4p7QNjpg Top 10 classificação geral POSPAÍSEQUIPA - NOMETEMPO01Richard Carapaz - INEOS Grenadiers68:49:0602Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 0303Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 4404Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 5905Vincenzo Nibali - Astana Qazaqstan Team+ 03:4006Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 03:4807Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 03:5108Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 04:4509Jan Hirt - Intermarché-Wanty-Gobert+ 07:4210Alejandro Valverde - Movistar Team+ 09:04 Amanhã continua a montanha Amanhã, quarta-feira, sai para a estrada a 17.ª etapa desta 105.ª edição do Giro, num total de 168 quilómetros na ligação entre Ponte di Legno a Lavarone, com um traçado que engloba duas contagens de montanha de primeira categoria, voltando a testar os homens da geral. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Face ### S-Works Torch - Os novos sapatos de estrada da Specialized A Specialized lançou hoje, a nível mundial os novos de estrada S-Works Torch. Segundo a marca, o desenvolvimento dos S-Works Torch começou há mais de duas décadas com a pergunta: “Como podemos melhorar a conexão corpo-bicicleta?” Em 1997 a Specialized desenvolveu a Body Geometry para identificar um problema, resolvê-lo através do design e validá-lo com a ciência. A Specialized diz que os S-Works Torch são a mais recente evolução deste legado. PARTE SUPERIOR DESENVOLVIDA ERGONOMICAMENTE Aproveitando os dados científicos, a Specialized refinou todos os detalhes da parte superior dos S-Works Torch para melhor ajuste e performance. O cabo inferior BOA® é deslocado para baixo e inclinado diagonalmente, preso a um encaixe em forma de Y que fixa o antepé no seu lugar, impedindo a elevação da bola do pé. Esta evolução anula a necessidade de uma tira de velcro, ao mesmo tempo que oferece uma estrutura que aumenta a potência e elimina a pressão indesejada. (Na minha opinião, e mesmo sem ter testado, esta é uma "pequena grande" diferença, para melhor porque o aperto tipo velcro na zona dos dedos nunca faz nada). Os materiais adaptativos permitem o movimento natural do pé onde é necessário para o conforto, enquanto o reforço zonal orientado pelos dados mantém o pé seguro para uma entrega de potência e eficiência ideais. O reforço sobre o dedo grande do pé aproveita ao máximo a fase de tração da pedalada. EVOLUÇÃO DA PLACA DE BASE DE CARBONO  A Specialized diz que utilizou mais de 100.000 digitalizações de pés dos dados de ajuste RETÜL, e concluíram que tanto uma placa padrão quanto uma larga serviriam melhor ao espectro das formas de pés humanos. Então foi isso que fizeram, redesenharam duas novas placas de base de carbono que são 4mm e 8mm mais largas que as dos S-Works 7, respetivamente. A nova forma do rebordo das placas reduz a flexibilidade e elimina a acumulação de material volumoso à volta do perímetro da placa para uma construção simplificada. Um reforço interno adiciona rigidez e resistência, eliminando a necessidade de uma armação adicional. O resultado foi uma redução de peso de 20 gramas, e segundo a marca, maior eficiência e transferência de potência imediata. SUPORTE DO CALCANHAR ASSIMÉTRICO Através do feedback dos ciclistas e dos dados RETÜL, a Specialized diz ter identificado que era necessário mais espaço para acomodar o Aquiles para aumentar o conforto. Resolveram isso criando um suporte do calcanhar assimétrico que forneceu mais espaço. Depois, validamos que mantivemos o alinhamento ideal do joelho e conforto aumentado. Podes ver o preço, todas as especificações técnicas e inclusive comprar on-line os novos S-Works Torch no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt/pt ### Ciclista da Trek-Segafredo, Ellen van Dijk pulverizou o recorde da hora A ciclista da Trek-Segafredo Ellen van Dijk bateu hoje o recorde da Hora UCI feminino, percorrendo a distância de 49,254 quilómetros na pista do "Tissot Velodrome" em Grenchen (Suíça). Foi um desempenho excepcional da Campeã do Mundo de contrarrelógio de 2021, que bateu o anterior recorde de 48.405 km estabelecido pela britânica Joscelin Lowden no mesmo Tissot Velodrome em 30 de setembro de 2021. Neste nosso artigo fizemos a antevisão do evento, e na passada sexta-feira estive numa conferência de imprensa on-line com Ellen, na qual tive a oportunidade de colocar algumas questões. Luís Beltrão: Quando surgiu a ideia do recorde da hora? Era um objectivo teu de carreira, foi uma ideia da equipa Trek-Segafredo, ou uma ideia da empresa Trek? Ellen van Dijk: Desde que assinei pela Trek-Segafredo foi um objectivo que tinha em mente, e achámos que este ano era o momento certo. Luís Beltrão: Em 2021 fizeste uma temporada fantástica aos 34 anos, agora aos 35 anos vais à procura de bater o recorde da hora. Como Explicas que as principais referências do ciclismo feminino tenham o seu melhor momento depois dos 30, enquanto no pelotão masculino são os mais jovem que têm dominado os últimos anos? Ellen van Dijk: Interessante pergunta. Talvez a fisiologia nas mulheres seja diferente, mas acima de tudo creio que é a experiência das ciclistas mais velhas que tem ditado essa tendência. Mais complexo do que se imagina Ellen van Dijk explicou ainda que não há muitas mulheres (e homens) a tentarem este recorde porque não basta ser bom contrarrelogista, isto é uma disciplina diferente, além de uma preparação específica é necessário muito staff e dinheiro para o fazer, há um grande investimento envolvido de várias partes. Não é algo que se pense fazer hoje, e se faça amanhã. Hoje, após sua conquista, Ellen van Dijk disse: “Quando comecei, vi a linha preta e depois voltei a vê-la por 190 e poucas voltas, acho. No início… fiz exatamente o que planeámos fazer. Se eu me saísse bem, queria acelerar na segunda parte, mas em vez disso diminuí um pouco a velocidade. “Aos 45 minutos eu pensei "ok, preciso acelerar". Eu pensei que estava a conseguir, mas acho que estava apenas diminuir a velocidade. Isto significava que estava feito hoje, não conseguia dar mais, e estou muito feliz por ter conseguido o recorde.” “Todo este projeto foi tão incrível para mim, toda a construção foi uma ótima experiência. Não poderia desejar mais apoio de Trek, foi realmente o melhor que já tive”,disse van Dijk O hitórico do recorde da hora UCI Feminino cronometrado pela Tissot: 23.05.2022: Ellen van Dijk (NED), Tissot Velodrome, Grenchen (SUI), 49.254 km30.09.2021: Joscelin Lowden (GBR), Tissot Velodrome, Grenchen (SUI), 48.405km13.09.2018: Vittoria Bussi (ITA), Velódromo Bicentenário, Aguascalientes (MEX), 48.007km27.02.2016: Evelyn Stevens (EUA), Colorado Springs Olympic Training Center Velodrome (EUA), 47.980km22.01.2016: Bridie O'Donnell (AUS), Super-Drome de Adelaide (AUS), 46.882km12.09.2015: Molly Shaffer Van Houweling (EUA), Velodromo Bicentenario, Aguascalientes (MEX), 46.273km O Recorde da hora UCI masculino cronometrado pela Tissot é detido pelo belga Victor Campenaerts, que percorreu 55.089 km no Velodromo Bicentenario em Aguascalientes (México), em 16 de abril de 2019. Uma bicicleta desenvolvida para este desafio histórico A Trek Speed Concept de Ellen van Dijk O recorde da hora requer uma bicicleta especial. Para que o esforço seja reconhecido oficialmente, ele deve ser feito numa bicicleta de pista regulamentada, o que significa principalmente que deve ter um só carreto fixo – não são permitidas mudanças. Ellen van Dijk já conhecia a Trek Speed Concept tendo inclusive vencido um Campeonato do Mundo, nenhum outro quadro serviria. Mas para preparar a Speed Concept do recorde da hora, a Trek teve que colocar os seus melhores designers e engenheiros para criar uma bicicleta que pudesse fazer o trabalho Glen Leven, um dos gestores de apoio da equipa Trek-Segafredo, juntamente com Koen de Kort, lembrou que van Dijk falou que estava no momento de tentar o recorde da hora no estágio de equipa em dezembro. Na altura, uma data de primavera foi sugerida para a tentativa, e Leven estava preocupada que não houvesse tempo suficiente para preparar a bicicleta. Adquirir peças seria difícil, para não mencionar a tarefa de transformar uma Speed Concept numa bicicleta de pista de carreto fixo, mas conseguiram. ### A Colnago V3RS de Ivo Oliveira Neste artigo mostramos a Colnago V3Rs de Ivo Oliveira, ciclista português da UAE Team Emirates que conta com vários títulos de realce. Com apenas 25 anos de idade já conta com títulos como o de Campeão Nacional de contrarrelógio em 2020, ou Campeão da Europa e do Mundo de perseguição individual na pista, entre outros. Tivemos a sua bicicleta nas mãos para te mostrar ao pormenor a bicicleta de competição da UAE Team Emirates. A Colnago V3Rs de Ivo Oliveira Acerca do modelo desta bicicleta, a V3Rs foi lançada em 2019 e é o modelo mais "racing" da marca de Cambiago, sendo que toda a equipa UAE Team Emirates utiliza este modelo nas competições onde se apresenta. Versão UAE Team Emirates A equipa UAE Team Emirates utiliza componentes da marca italiana Campagnolo para equipar todas as suas bicicletas, desde a transmissão à travagem, tudo fica a cargo da gama mais alta da marca italiana, Campagnolo Super Record, sendo a transmissão electrónica e de 12 velocidades. A Colnago V3Rs de Ivo Oliveira tinha montados pratos 54/39 (relações semelhantes às utilizadas no novo grupo de 12v. da Shimano, mas diferentes das 12v. da SRAM). Pode ainda ver-se que o medidor de potência utilizado pela equiupa UAE Team Emirates é da marca SRM. A UAE Team Emirates utiliza também rodas Campagnolo, que no caso da V3Rs de Ivo Oliveira são as rodas Bora One 50, com um perfil de 50mm. Todas as bicicletas têm montados pneus Pirelli, a equipa UAE-Emirates mudou de fornecedor de pneus este ano, tendo corrido com Vittoria por várias temporadas, a equipa mudou para a Pirelli em 2022. Quando foi lançada em 2019, a V3Rs trazia como uma das novidades a forqueta completamente redesenhada, que comparando com a sua antecessora V2-r, é muito mais leve e permite a montagem de pneus mais largos. Na lateral do avanço o logotipo da marca de relógios de luxo Richard Mille, é um patrocínio mas nada tem a ver com o modelo do guiador. O guiador integral (avanço e guiador integrados), é um exclusivo Deda Alanera (marca de componentes italiana), que tem um "modesto" preço de 795,00€ no site da marca. Pode ver-se ainda o suporte para o dispositivo SRM na parte frontal do guiador, bem como o belíssimo e particular design das manetes Campagnolo Super Record. Seguindo a tendência dos dias de hoje, toda a cablagem passa pelo interior do guiador e quadro. Algo que verificamos, é que praticamente todas as equipas do World Tour hoje em dia têm instalado um guia de corrente e a UAE Team Emirates não é excepção, pode ver-se montado o guia por debaixo do desviador Campagnolo. Ficar para trás por saltar a corrente numa corrida, pode traduzir-se no deitar fora todo o trabalho de muitos meses de treino, por um problema técnico. Os ciclistas profissionais passam muitas horas em cima da bicicleta em corrida e nos treinos, pelo que os pontos de contacto com a bicicleta são de extrema importância. Se existe desconforto o ciclista não tem o rendimento desejado. Um dos pontos de contacto mais importantes é o selim, e a UAE Team Emirates utiliza selins Prologo. na V3Rs de Ivo Oliveira está montado o Prologo Raspe M5 CPC, um selim de estrada que custa 281€ no site da marca. A tecnologia CPC é a mesma utilizada na Fórmula 1, patenteada pela Prologo para a indústria do ciclismo. São pequenos cones de polímero 3D que maximizam a aderência ao assumir uma postura agressiva na bicicleta. Na fotografia em baixo, o pormenor dos pedais Look Keo Blade, a escolha do português para colocar a sua potência na bicicleta. As grades de bidon são da conhecida marca Elite, neste caso as Elite Leggero são em carbono e pesam somente 17gr's. cada. A Colnago e Campagnolo, são das poucas marcas que ainda disponibilizam a opção entre o travão convencional (de calço) e o travão de disco. Na equipa UAE Team Emirates vai-se assistindo à variação entre ambos por parte dos ciclistas da equipa, dependendo do percurso. Na Colnago V3Rs de Ivo Oliveira podemos apreciar os travões de disco Campagnolo. De acordo com a Kustom Cycle (importador Colnago em Portugal), a Colnago V3Rs da UAE Team Emirates com esta montagem, tem um preço de 14.240€ (sem contar com o medidor de potência SRM). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 15 Giulio Ciccone (Trek-Segafredo) foi o homem do dia na 105.ª edição do Giro de Itália, ao vencer, isolado, a 15.ª etapa. O ciclista italiano de 27 anos, cumpriu os 177 quilómetros da ligação entre Rivarolo Canavese e Cogne em 4:37.41 horas, vencendo de forma algo ‘tranquila’ a etapa do dia. Ciccone foi 1.31 minutos mais rápido que o segundo classificado Santiago Buitrago (Bahrain-Victorious), enquanto que no último lugar do pódio do dia ficou espanhol Antonio Pedrero (Movistar), a 2.19 minutos. Giulio Ciccone fez aquilo que o carateriza nestas etapas, colocando-se em fuga e não cedendo perante as respostas dos adversários mais diretos. Nota para o facto de Ciccone ser, normalmente, bem-sucedido nestas etapas de montanha, prova disso mesmo, o facto de contar no seu currículo com uma vitória na camisola da montanha numa edição do Giro. Com a vitória na etapa de hoje, a equipa da Trek-Segafredo continua a deixar a sua marca nesta prova. Depois de Juan Pedro Lopez ter vestido de rosa durante vários dias, hoje aparece Ciccone a ganhar uma etapa. Tudo igual no pódio da geral, com João Almeida seguro João Almeida (UAE Emirates) mantém-se seguro no último lugar de um pódio, que hoje não sofreu alterações. Richard Carapaz (INEOS) continuar a vestir de rosa, com sete segundos de vantagem para Jai Hindley (BORA-hansgrohe) e 30 segundos para o português João Almeida (UAE Emirates). Rui Costa ainda tentou entrar na disputa da etapa, mas terminou junto de Almeida Rui Costa (UAE Emirates) andou durante largos quilómetros nos lugares da frente, chegando mesmo a integrar o grupo do vencedor da etapa, mas não aguentou até ao fim. Foi percetível que o experiente ciclista português de 35 anos tinha ambições na etapa de hoje, mas assim que percebeu que não iria conseguir, abrandou o ritmo de forma a esperar por João Almeida, que vinha integrado no pelotão, com mais de 5 minutos de atraso. Uma atitude que merece ser destacada, com Rui Costa a demonstrar ser um sério apoio ao compatriota João Almeida.   Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Giulio Ciccone - Trek-Segafredo04:37:4102Santiago Buitrago - Bahrain Victorious+ 01:3103Antonio Pedrero - Movistar Team+ 02:1904Hugh Carthy - EF Education-EasyPost+ 03:0905Martijn Tusveld - Team DSM+ 04:3606Luca Covili - Bardiani CSF Faizanè+ 05:0807Natnael Tesfazion - Drone Hopper-Androni Giocattoli+ 05:2708Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 05:2709Gijs Leemreize - Jumbo-Visma+ 05:2710Guillaume Martin - Cofidis+ 06:06 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=uw343tMuf1Y Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Richard Carapaz - INEOS Grenadiers63:06:5702Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 0703Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 3004Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 5905Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 01:0106Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 01:5207Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 01:5808Vincenzo Nibali - Astana Qazaqstan Team+ 02:5809Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo+ 04:0410Guillaume Martin - Cofidis+ 08:0 Amanhã é dia de descanso, na véspera de uma longa e dura 16.ª etapa Amanhã, segunda-feira, o Giro de Itália vai descansar, por sinal, o último dia de pausa desta edição. Depois de uma semana dura e intensa, o pelotão terá assim umas horas extra de descanso, para na terça-feira enfrentar os exigentes 202 quilómetros da 16.ª etapa que irá ligar Salò a Aprica, no início da semana decisiva do Giro. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Face ### Giro de Itália - etapa 14 Simon Yates (BikeExchange-Jayco) venceu a 14.ª etapa da 105.ª edição da Volta a Itália. O ciclista britânico de 29 anos foi o mais rápido do dia, completando os 147 quilómetros da ligação entre Santena a Turim, com o registo de 3:43.44 horas, com 15 segundos de vantagem sobre Jai Hindley (BORA-hansgrohe) e Richard Carapaz (INEOS), segundo e terceiro classificados. Simon Yates soma assim a sua segunda vitória em etapa na corrente edição do Giro, depois de já ter vencido o contrarrelógio do segundo dia. Richard Carapaz é o novo camisola rosa Com o terceiro lugar na etapa de hoje, Ricard Carapaz (INEOS) é agora o novo camisola rosa, sucedendo a Juan Pedro López (Trek-Segafredo), que depois de vários dias como líder da geral, hoje não conseguiu dar continuidade à proeza, mas não foi por isso que não demonstrou raça, terminando a etapa no 10.º posto. Richard Carapaz desenvolveu um ataque fortíssimo ainda a mais de 20 quilómetros da meta, arranque que mexeu, e muito, com a corrida, obrigando os seus principais adversários a responder para se manterem na luta pela prova. A seguir a Carapaz, na classificação geral surge agora Jai Hindley (BORA-hansgrohe), com sete segundos de atraso. O ciclista australiano de 26 anos confirmou durante a etapa de hoje o bom momento de forma que atravessa e demonstra atributos para lutar pela vitória final da prova. João Almeida segura lugar na geral, após mais uma boa etapa João Almeida (UAE Emirates) segurou a 3.ª posição da geral, isto numa etapa em que trabalhou muito e bem, sendo 6.º classificado a 39 segundos de Yates, e assumindo a liderança da juventude. É certo que perdeu tempo para o topo da geral, estando agora com 30 segundos de atraso, mas também é verdade que o ciclista português de 23 anos foi capaz de responder ao ataque de Carapaz e foi também capaz de ‘sofrer’ para não comprometer os seus objetivos na luta pela classificação geral. João Almeida fez questão de confirmar isso mesmo no final da etapa em declarações ao canal televisivo Eurosport. Estou satisfeito, ainda que não tivesse sido fácil ter sido obrigado a perseguir várias vezes, mas foi difícil para todos e amanhã é outro dia. Estou feliz, são apenas trinta segundos, a diferença não é muito grande e tudo é ainda possível, há que continuar a lutar.João Almeida (UAE Emirates) Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco03:43:4402Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 1503Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 1504Vincenzo Nibali - Astana Qazaqstan Team+ 1505Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 2806Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 3907Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 5108Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 5109Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 01:1010Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo+ 04:25 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=DNzw7NtfVog Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Richard Carapaz - INEOS Grenadiers58:21:2802Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 0703Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 3004Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 5905Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 01:0106Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 01:5207Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 01:5808Vincenzo Nibali - Astana Qazaqstan Team+ 02:5809Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo+ 04:0410Alejandro Valverde - Movistar Team+ 09:06 Amanhã, domingo, sai para a estrada a 15.ª etapa da 105.ª edição do Giro de Itália, com o pelotão a ter pela frente um total de 177 quilómetros, num traçado que engloba duas contagens de montanha de primeira categoria e uma de segunda, na meta. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Face ### Giro de Itália - etapa 13 Arnaud Démare (Groupama-FDJ) foi o homem do dia na 105.ª edição do Giro de Itália, ao vencer a 13.ª etapa ao ´sprint´. O ciclista francês de 30 anos, completou os 150 quilómetros de hoje entre Sanremo e Cuneo em 3:18.16 horas, superiorizando-se, já muito perto da linha da meta a Phil Bauhaus (Bahrain-Victorious) e a Mark Cavendish (QuickStep-Alpha Vinyl), segundo e terceiro classificados. Com a vitória de hoje, Démare soma assim assim a sua terceira conquista em etapas da corrente edição do Giro, tornando-se, incontornavelmente num dos destaques da prova. João Almeida continua seguro na 3.ª posição da geral João Almeida (UAE Emirates) cortou a meta na 23.ª posição, mantendo assim o 3.º lugar da geral seguro. O ciclista português de 23 anos continua a 12 segundos do camisola rosa Juan Pedro López (Trek-Segafredo), enquanto que na vice liderança, com os mesmos 12 segundos de atraso, continua Richard Carapaz (INEOS). Romain Bardet abandona por doença O abandono de Romain Bardet (DSM) foi, sem sombra de dúvida, a notícia do dia no Giro. O ciclista francês de 31 anos partiu para a etapa de hoje como 4.º classificado da geral e estava entre os favoritos ao pódio final da prova. No entanto, e segundo a sua equipa, depois de já ontem ter apresentado alguns sinais de doença, a sua condição para hoje piorou, o que levou ao seu abandono. Estamos tristes e confirmamos que Romain Bardet abandonou o Giro. Após ficar doente durante a etapa de ontem [quinta-feira], a sua condição de saúde piorou durante a noite e, apesar de todos os esforços, não está em posição de continuar na corrida.DSM Team Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Arnaud Démare - Groupama-FDJ03:18:1602Phil Bauhaus - Bahrain Victorious+ 0003Mark Cavendish - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0004Fernando Gaviria - UAE Team Emirates+ 0005Alberto Dainese - Team DSM+ 0006Simone Consonni - Cofidis+ 0007Dries De Bondt - Alpecin-Fenix+ 0008Giacomo Nizzolo - Israel-Premier Tech+ 0009Andrea Vendrame - AG2R Citroën Team+ 0010Tobias Bayer - Alpecin-Fenix+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=d_sIf8XqgYQ Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo54:37:2302Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 1203Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 1204Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 2005Guillaume Martin - Cofidis+ 2806Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 2907Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5408Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 01:0909Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 01:2210Alejandro Valverde - Movistar Team+ 01:23 Para o dia de amanhã, sábado, o pelotão da 105.ª edição da Volta a Itália terá pela frente na 14,ª etapa, um total de 147 quilómetros, na ligação de Santena a Turim, traçado que engloba cinco contagens de montanha, quatro de segunda categoria e uma de terceira, para um total de 3.167 metros de acumulado de subida. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Coleção de bolsas Specialized e Fjällräven para Bikepacking É sabido que a Specialized se uniu com a marca Fjällräven , uma empresa de roupas e equipamentos para atividades ao ar livre, que está comprometida em tornar a natureza mais acessível. Entre o variado equipamento, lançam agora bolsas Specialized e Fjällräven para Bikepacking. De soluções de armazenamento de alto nível em bicicletas e malas, a roupas e acessórios técnicos, estas marcas uniram-se com a crença inabalável de que quanto mais as pessoas descobrem o prazer de estar na natureza, mais o mundo beneficia. 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Podes ver a coleção completa, os preços e inclusive comprar estas bolsas online, no site da Specialized: www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 12 Stefano Oldani (Alpecin-Fenix) foi o destaque de hoje da 105.ª edição do Giro de Itália, ao vencer a 12.ª etapa. O ciclista italiano de 24 anos percorreu os 204 quilómetros da ligação entre Parma e Génova, com o registo de 4:26.47 horas, superiorizando-se sobre a linha da meta a Lorenzo Rota (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), segundo classificado, e a Gijs Leemreize (Jumbo-Visma), terceiro classificado. A Alpecin-Fenix apostou numa estratégia que se revelou certeira, ao colocar três homens na fuga do dia, algo que permitiu à formação belga, ter Oldani como vencder da 12.ª etapa. João Almeida segura posição na geral João Almeida (UAE Emirates) chegou a Génova na 47.ª posição, integrado no pelotão, com mais de nove minutos de atraso para o vencedor da etapa. Com o resultado de hoje, o ciclista português de 23 anos manteve a 3.ª posição na classificação geral, a 12 segundos do líder Juan Pedro López (Trek-Segafredo), enquanto que na vice-liderança continua Richard Carapaz (INEOS), também ele com 12 segundos de atraso. No final da etapa, João Almeida confirmou que o pensamento da equipa passava por segurar a sua boa posição na geral, objetivo que foi conseguido. Foi um dia agitado no pelotão com um começo muito difícil, todos estavam nervosos. Como equipa estávamos focados para defender a nossa boa posição e fizemos o que tínhamos de fazer.João Almeida (UAE Emirates) Top 10 etapa POSPAÍSEQUIPA - NOMETEMPO01Alberto Dainese - Team DSM04:19:0402Fernando Gaviria - UAE Team Emirates+ 0003Simone Consonni - Cofidis+ 0004Arnaud Démare - Groupama-FDJ+ 0005Caleb Ewan - Lotto Soudal+ 0006Mark Cavendish - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0007Edward Theuns - Trek-Segafredo+ 0008Sacha Modolo - Bardiani CSF Faizanè+ 0009Phil Bauhaus - Bahrain Victorious+ 0010Lawrence Naesen - AG2R Citroën Team+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ioOBq_GZUOo Top 10 classificação geral POSPAÍSEQUIPA - NOMETEMPO01Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo46:43:1202Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 1203Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 1204Romain Bardet - Team DSM+ 1405Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 2006Guillaume Martin - Cofidis+ 2807Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 2908Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5409Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 01:0910Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 01:22 Apoio especial para João Almeida no arranque desta 12.ª etapa Como nota final, destacamos o apoio especial que João Almeida teve antes do arranque para a 12.ª etapa. O ciclista natural de A-dos-Francos contou com a presença de alguns familiares que orgulhosamente seguravam a bandeira de Portugal. João Almeida teve assim a oportunidade de trocar algumas breves palavras, que acreditamos terem sido de enorme motivação para o ciclista português, que está, uma vez mais, a dignificar o ciclismo português com a boa prestação registada na presente edição do Giro, e onde aponta como objetivo final terminar entre os cinco primeiros classificados da prova.   Amanhã é dia de sair de Sanremo rumo a Cuneo Amanhã, sexta-feira, será dia da 13.ª etapa da 105.ª Volta a Itália, tirada com um total de 150 quilómetros a percorrer na ligação entre Sanremo a Cuneo, traçado que contará com uma contagem de montanha, de terceira categoria, ainda na primeira metade da tirada. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A ciclista da Trek-Segafredo, Ellen van Dijk vai tentar o novo recorde da hora Ellen van Dijk, ciclista da Trek-Segafredo vai realizar a “UCI Hour Record timed by Tissot” no dia 23 de maio no Tissot Velodrome em Grenchen, Suiça. A campeã do mundo de contrarrelógio e que conta já com um vasto currículo no ciclismo internacional, vai tentar percorrer a maior distância pedalada em uma hora. Existente desde 1876, o recorde da hora começou por ser estabelecido com padrões poucos claros, mas agora, os mesmo são definidos pela UCI (Union Cycliste Internationale), o que traz um cariz mais sério ao evento. Atualmente, todas as tentativas de recorde de horas são perseguidas em um velódromo com cada minuto de detalhe monitorado e o tempo contado na menor fração de segundo. Ainda antes do evento, Ellen van Dijk, ciclista neerlandesa de 35 anos, da Trek-Segafredo, dará ainda na tarde de sexta-feira, dia 20 de maio uma conferência de imprensa na qual nós estaremos presentes. Transmissão total e em direto via streaming A tentativa de estabelecimento de um recorde da hora da campeã do mundo de contrarrelógio terá transmissão total e em direto via streaming, pelas 16 horas dia 23 de maio, através de trek.bike/EllenHourRecord. Esta transmissão contará com os comentários de Lizzie Deignan ciclista da Trek-Segafredo, vencedora da primeira edição da Paris-Roubaix Femmes, e ainda do antigo ciclista e ex-recordista da hora, Jens Voigt. Entrada no Tissot Velodrome será gratuita e de cariz solidário A entrada no Tissot Velodrome, em Grenchen, Suiça, será gratuita. A Trek-Segafredo é parceira da Greenhope, uma fundação suíça sem fins lucrativos e que tem como objetivo proporcionar a crianças que sofrem de cancro, e às suas famílias, momentos felizes e descontraídos. Logo, quem assistir a este evento, tanto ao vivo no Tissot Velodrome, como pela emissão streaming, poderá fazer uma doação para a Greenhope e a Trek igualará o valor total dos donativos acumulados durante essa hora. Mais informações sobre o evento disponível em: https://trek.bike/Ellen_Recorde_da_Hora Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova gama Canyon Aeroad 2022 - Componentes e cores atualizados A Canyon Aeroad é uma das bicicletas mais reconhecidas do pelotão, a bicicleta de Mathieu van der Poel vai estando em destaque em todas as corridas de estrada onde o super estrela neerlandês se apresenta, seja no Giro de Itália, Tour de France, Tour de Flandres ou a Strade Bianche. Agora a Aeroad está de volta e em stock (pelo menos à hora em que escrevemos) com novos componentes, cores frescas e com uma variedade de opções de componentes para satisfazer todos os ciclistas de estrada. Gama Aeroad 2022 baseada no quadro Aeroad já existente A Canyon diz que apesar das suas características de corrida, a Aeroad 2022 é uma bicicleta para toda a comunidade de ciclismo de estrada, não apenas para os profissionais. Philipp Hardt, gestor de produto da Aeroad, explica: “Queremos disponibilizar o ADN do desempenho geral da Aeroad para o maior número possível de ciclistas. Vamos consegui-lo oferecendo uma ampla gama de opções construídas em torno de três plataformas de quadro: a Aeroad CFR, nível profissional; a CF SLX para os avançados; e o CF SL, mais acessível. Todas as bicicletas terão rodas aerodinâmicas DT Swiss com perfil alto, com diferenças de aro da roda dianteira adaptadas aos sete tamanhos de quadro disponíveis, para ciclistas entre 158 e mais de 200 cm. Do nível SLX para cima, todas as bicicletas terão medidores de potência para oferecer um controlo perfeito dos esforços no treino. Em resumo: existe uma Aeroad perfeita para todos”. Gama CFR No topo da gama, três bicicletas Aeroad CFR combinam quadros leves com componentes profissionais, como as rodas de carbono premium DT Swiss ARC 1100 Dicut, para oferecer uma configuração digna dos melhores ciclistas do mundo. Gama CF SLX Três bicicletas Aeroad CF SLX prontas para as tuas corridas também estarão disponíveis, com preços a partir de 4.999 € para a Aeroad CF SLX 7 Disc eTap equipada com SRAM Rival AXS. Gama SF SL A Aeroad CF SL 8 Disc de 3.999 € completa a gama: com mudanças Shimano Ultegra, rodas DT Swiss ARC 1600 e a réplica da equipa Alpecin-Fenix pro. A Canyon diz que as bicicletas Aeroad apresentam cockpits reforçados e um novo cubo liso para oferecer o máximo em fiabilidade a longo prazo. A gama completa de Aeroad 2022 estará à venda a partir desta quinta-feira, 19 de maio de 2022. Podes ver toda a gama, os preços e comprar exclusivamente aqui em: canyon.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 11 Alberto Dainese (DSM) foi o homem do dia no Giro de Itália, ao vencer ao ‘sprint’, a 11.ª etapa da prova. Foi já muito perto da linha da meta que o ciclista italiano de 24 anos surpreendeu Fernando Gaviria (UAE Emirates) e  Simone Consonni (Cofidis), os seus adversários no ‘sprint’ final e respetivos segundo e terceiro classificados. Dainese completou a longa e maioritariamente plana tirada de 203 quilómetros, entre Santarcangelo di Romagna a Reggio Emilia, em 4:19.04 horas, estreando-se assim a ganhar em grandes Voltas, algo que o deixou visivelmente feliz. É fantástico ganhar uma etapa no Giro, especialmente estando tão perto de casa. É inacreditável que tenha acontecido, estou super feliz.Alberto Dainese (DSM) João Almeida cai uma posição na geral devido à bonificação de Richard Carapaz João Almeida (UAE Emirates) caiu hoje uma posição na classificação geral, embora não tenha perdido tempo para o camisola rosa, Juan Pedro López (Trek-Segafredo). A razão para o ciclista português ter descido ao 3.º lugar da geral, deve-se ao facto de Richard Carapaz (INEOS) ter ganho três segundos de bonificação num ‘sprint’ intermédio. Com a bonificação, Carapaz é agora vice-líder, com os mesmos 12 segundos de atraso para o camisola rosa. No que diz respeito à etapa, João Almeida chegou na 27.ª posição e integrado no pelotão, com o compatriota e colega de equipa Rui Costa logo a seguir, depois de uma etapa segura. A própria equipa do português, a UAE Emirates, fez questão de desdramatizar a perda de uma posição por parte de Almeida, através de uma pequena declaração nas redes sociais. O João chegou a casa em segurança e agora está em terceiro lugar geral no Giro de Itália.A equipa da UAE Emirates Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Alberto Dainese - Team DSM04:19:0402Fernando Gaviria - UAE Team Emirates+ 0003Simone Consonni - Cofidis+ 0004Arnaud Démare - Groupama-FDJ+ 0005Caleb Ewan - Lotto Soudal+ 0006Mark Cavendish - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0007Edward Theuns - Trek-Segafredo+ 0008Sacha Modolo - Bardiani CSF Faizanè+ 0009Phil Bauhaus - Bahrain Victorious+ 0010Lawrence Naesen - AG2R Citroën Team+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=OIE3VxUE1JA Top 10 classificação geral POSPAÍSEQUIPA - NOMETEMPO01Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo46:43:1202Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 1203Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 1204Romain Bardet - Team DSM+ 1405Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 2006Guillaume Martin - Cofidis+ 2807Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 2908Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5409Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 01:0910Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 01:22 Biniam Girmay teve mesmo que abandonar o Giro Nota para o facto dos rumores de ontem acerca de uma possível desistência de Biniam Girmay (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) devido ao incidente com a rolha de cortiça da garrafa de champanhe, que lhe acertou no olho, se terem confirmado hoje. Depois de ontem, na 10.ª etapa, ter entrado para a história do ciclismo, ao tornar-se no primeiro ciclista africano negro a vencer uma etapa de uma grande volta, hoje Girmay confirmou a triste e dececionante notícia do abandono do Giro, de forma a debelar uma hemorragia na câmara anterior do olho esquerdo. Um misto de emoções num curto espaço de tempo para o ciclista eritreu de 22 anos, que vinha a ser um dos destaques deste Giro. Amanhã é dia de rumar a Génova Amanhã, quinta-feira, sai para a estrada a a 12.ª etapa da 105.ª Volta a Itália, com um percurso total de 204 quilómetros, na ligação entre Parma e Génova. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Chegaram as Specialized Turbo Creo SL 2022 - É um novo desporto Em 2019, a Specialized lançou as eléctricas de Estrada e Gravel, Turbo Creo SL e Creo SL EVO. Desde então, novos ciclistas tiveream a oportunidade de ir mais longe e mais depressa do que alguma vez pensaram ser possível, acumulando quilometragens e imensos sorrisos. O sucesso destes modelos deve-se a um quadro em carbono FACT 11r, ao Future Shock 2.0, ao motor SL 1.1 da própria marca americana, afinado à cadência natural de pedalada do ciclista, à autonomia de 195 quilómetros, e à aplicação Mission Control, tudo factores que juntos, atraíram mais utilizadores da bicicleta. O que há de novo Agora a Specialized tornou a Creo SL de 2022 ainda mais inteligente, com a nova MasterMind TCU2 integrada no tubo superior. Apresenta um ecrã digital que substitui as barras LED para mostrar o nível da bateria, a potência do ciclista e potência do motor. Pode mostrar ritmo cardíaco com conexão Bluetooth Smart ou ANT+, e é totalmente customizável com a aplicação Mission Control da Specialized, incluindo múltiplas páginas de dados acedidas através do Turbo Road Remote no guiador (à imagem do que fizeram nas turbo Levo e turbo Kenevo SL). A nova tecnologia "MicroTune" da Specialized faz a sua estreia na estrada e gravel com a Turbo Creo SL 2022. Os ciclistas irão experimentar uma viagem de potência, controlando 240 watts em incrementos de 10% a partir do seu Turbo Road Remote. No entanto, a ansiedade da autonomia continuará a ser uma memória distante com o controlo automático dos níveis da bateria, com base na distância que há a percorrer, proporcionado pelo Smart Control. Mas as atualizações não param aqui. A equipa da Specialized criou as seguintes montagens para retirar o máximo proveito de toda a sua performance. S-Works Turbo Creo SL apresenta SRAM Red eTap XPLR, rodas Roval Terra CLX, e pneus Turbo RapidAir 30mm. Turbo Creo SL Expert apresenta SRAM Rival XPLR com rodas Roval C38 e pneus Turbo Pro 30mm. Turbo Creo SL E5 Comp apresenta Shimano GRX RX600 mecânico com rodas DT Swiss R470 e pneus Turbo Pro 30mm. A marca americana acredita que se a Turbo Creo SL teve sucesso com a experiência que proporcionava, agora com a Turbo Creo SL 2022 e estas importantes atualizações, mais utilizadores da bicicleta irão optar por esta família Turbo. Para ver todas as especificações técnicas, o preço e inclusive comprar on-line acede ao site da marca em Portugal aqui: www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Biniam Girmay poderá abandonar o Giro após vitória da 10.ª etapa Biniam Girmay entrou para a história do ciclismo, tornando-se no primeiro ciclista africano negro a vencer uma etapa de uma grande volta, hoje no Giro de Itália. Mas nem tudo correu bem ao ciclista eritreu, na cerimónia do pódio, Girmay magoou-se ao tirar a rolha de cortiça do champanhe, que lhe acertou no olho, ficando desde logo em claras dificuldades, tendo que festejar com o olho esquerdo fechado. O jovem ciclista teve que ser transportado para o hospital logo de seguida para realizar exames de diagnóstico, e segundo informação da sua equipa Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux, só amanhã se saberá se está em condições de iniciar a etapa. De seguida subiu ao pódio Arnaud Démare como líder da classificação por pontos, que provavelmente por ter visto que se passou com Girmay, não abriu o champanhe, causando algum espanto nos presentes no pódio. Caso Biniam Girmay venha a abandonar o Giro por esta infelicidade, ficará também na história pelo caricato episódio. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 10 Biniam Girmay (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) acaba de vencer a 10.ª etapa da 105.ª edição do Giro de Itália. O ciclista eritreu de 22 anos acaba de fazer história ao ser o primeiro ciclista negro a vencer uma etapa de uma grande volta . Biniam Girmay (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) superiorizou-se ao ´sprint´ a Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) mesmo em cima da meta, após um final intenso, com uma interessante disputa lado a lado, cumprindo os 196 quilómetros da ligação entre Pescara e Jesi  em 4:32.07 horas. No último lugar do pódio do dia, ficou Vincenzo Albanese (EOLO-Kometa Cycling Team). João Almeida à espreita da camisola rosa de Juan Pedro López No topo da classificação geral continua tudo igual, com Juan Pedro López (Trek Segafredo) a continuar de rosa, com João Almeida (UAE Emirates) logo à espreita, no segundo lugar, a 12 segundos, enquanto que Romain Bardet (DSM Team), surge no terceiro lugar a 14 segundos. João Almeida terminou a etapa de hoje no 9.º lugar, em mais uma etapa segura, mantendo os seus objetivos intactos. Top 10 etapa POSPAÍS NOME - EQUIPATEMPO01Biniam Girmay - Intermarché-Wanty-Gobert04:32:0702Mathieu van der Poel - Alpecin-Fenix+ 0003Vincenzo Albanese - EOLO-Kometa Cycling Team+ 0004Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 0005Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 0006Koen Bouwman - Jumbo-Visma+ 0007Romain Bardet - Team DSM+ 0008Pello Bilbao Bahrain - Victorious+ 0009Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 0010Mauro Schmid - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=qYXT2zy8sjo Top 10 classificação geral POSPAÍSEQUIPA - NOMETEMPO01Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo42:24:0802Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 1203Romain Bardet - Team DSM+ 1404Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 1505Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 2006Guillaume Martin - Cofidis+ 2807Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 2908Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5409Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 01:0910Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 01:22 Para mais tarde recordar... Uma das notas de destaque desta 10.º etapa da Volta a Itália foi sem dúvida a atitude de Van der Poel quando, a escassos metros da meta percebeu que não iria conseguir ultrapassar Girmay e parou então de pedalar, apontando e acenando para o seu adversário, confirmando a Girmay que a vitória era dele, e justa, num claro sinal de respeito. Trata-se, seguramente, de mais um momento para mais tarde recordar neste enorme universo que é o ciclismo. Amanhã a 11.ª etapa conta com uma tirada de 203 quilómetros Amanhã, quarta-feira, na 11.ª etapa, o pelotão terá pela frente uma longa tirada de 203 quilómetros, entre Santarcangelo di Romagna a Reggio Emilia, ligação marcada pelo traçado mais plano na edição do Giro 2022. Classificações completas aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália: “Piano, piano arriviamo” O Giro de Itália começou na Hungria, depois foi à Sicília e ao sexto dia levou-nos à Calábria, praticamente na ponta da bota. Foram precisas oito etapas – com sete vencedores diferentes já que só Démare repetiu triunfo – e quase 1500 quilómetros percorridos para a classificação geral mexer a sério. Nas grandes voltas é assim Intermináveis jornadas na planície húngara, o Etna com famoso vento de frente que afugenta ataques e os dias de sprint onde demoramos cinco horas a atingir um clímax que dura menos de minuto, tudo isto é compensado por dias como o do Blockhaus. Blockhaus, etapa de alta montanha das antigas 5000 metros de acumulado, quase 200 quilómetros e dupla ascensão a La Majella. Assim chamavam os residentes desta parte dos Abruzos ao seu gigante, até que Vincenzo Torriani – diretor do Giro de Itália durante mais de 40 anos teve a genial ideia de recuperar o nome original da montanha, que um comandante alemão batizou como Blockhaus na segunda metade do século 19. “Blockhaus!” Só de ouvir faz estremecer qualquer um. Se a La Majella podemos ir de pic nic com os miúdos, no Blockhaus só encontramos sofrimento. Torriani tinha razão, vende muito mais a versão germânica. O ciclismo é o desporto das redundâncias. Etapas entre localidades vizinhas que duram um dia inteiro, montanhas que servem de sala das torturas pelo sobe e desce constante. A 9ª etapa acabou com uma subida ao Passo Lanciano (1308 metros) pela vertente menos dura de Fara Filorum Petri, levou depois os corredores a descerem, apenas para voltarem a subir por um caminho mais extenso e inclinado até aos 1664 metros no topo do Blockhaus. João Almeida perdeu a inocência em 2020. Quinze dias de “maglia” rosa são o equivalente a aprender inglês, francês e chinês num curso intensivo de verão. E pelo meio tirar a carta de condução. Já não se deixa enganar pelas artimanhas do velho Torriani. Almeida sabia que mesmo com nomes diferentes tinha pela frente dois Blockhaus. Em 2020 a Pantera das Caldas também aprendeu outra lição: o Giro de Itália não se ganha à 9ª etapa – a não ser que o atleta se chame Pogacar ou Bernal. Cedo entendeu que não ia ganhar, mas deu um recital de autocontrolo, autoconhecimento e maturidade. Fundamentos básicos de um campeão. Não entrou em pânico perante o comboio de montanha da Ineos. Não tremeu quando a Bahrain acelerou para Landa, sem se preocupar que Bilbao descolava [perderia 1:08]. Pelo meio viu Yates, Dumoulin, Carthy, Kelderman, Sosa e Ciccone cavarem um buraco do que não vai ser fácil sair. João Almeida revelou que, a ritmo, poucos estão a subir melhor do que ele. A cada ataque lá estava ele, impávido e sereno. “Pero que es esto parce?”, pensaria Carapaz. “Me cago en todo!”, diria Landa. “C’est pas posible…”, lamentaria Bardet. Foram eles os mais fortes na subida e mesmo assim não ganharam tempo ao português. No final ganhou Jai Hindley, balde de água fria para Ineos e Bahrain. O australiano colou-se à roda de Almeida e colocou para trás das costas dois anos de decepções após perder o Giro de Itália no último dia. A Bora-Hansgrohe plantou a bandeira da Alemanha no Blockhaus! Era um sacrilégio que o país que deu o nome ao “Juiz dos Abruzzos” não o tivesse ainda conquistado de bicicleta. Quanto a João Almeida, vai dando passos pela certa, sabendo que nem é o melhor escalador nem traz a equipa mais forte. Como é que pode ganhar o Giro d’Itália? Simples: estando sempre lá, sendo a sombra dos rivais, o pesadelo dos diretores desportivos, a pedra no sapato e aquele que não desarma nem quando parece ir no elástico. Em suma, com inteligência e uma capacidade de sofrer superior aos demais. A corrida está aberta e não parece haver um virtuoso. Italianos e portugueses partilham o gosto por refrões e sabedoria popular. Lá diz-se “piano, piano arriviamo”, o nosso “devagar se vai ao longe”. Até Verona a jornada é longa, mas por agora já sentimos que valeu a pena esperar nove dias para continuar a sonhar. Com o quê? Pódio, vitória? Sendo honesto, pouco me importa. Quarenta anos depois de Joaquim Agostinho temos um ciclista capaz de competir contra os melhores voltistas do mundo. Eu nunca vi Agostinho, mas este domingo pude desfrutar com Almeida. Essa é a notícia. Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO em Nove Mesto - Decisão ao sprint Depois de Albstadt na Alemanha, uma semana depois a caravana da Taça do Mundo de XCO mudou-se para Nove Mesto na Morave, na República Checa. Nos elites masculinos, Tom Pidcock havia feito na ultima corrida uma demonstração de superioridade impressionante, tendo realizado toda a segunda parte da corrida isolado na frente, mas desta vez os atletas habituais do XCO dificultaram-lhe um pouco mais a missão. Hoje foi o romeno Vlad Dascalu quem assumiu o comando da corrida e colocou um ritmo alto na corrida, fazendo desde logo uma seleção de ciclistas na primeira volta. A meio da segunda volta, Tom Pidcock assumiu a liderança e dispararam os alarmes nos restantes rivais, mas desta feita Pidcock não fez ali o ataque decisivo, limitando-se a controlar a corrida na frente até à volta 4, altura em que Nino Schurter e Vlad Dascalu começaram a mexer na corrida. Na volta 5 estavam juntos Schurter, Dascalu, Pidcock, Alan Hatherly e Mathias Flueckiger na liderança. Nino Schurter teve um furo numa altura crucial da corrida, conseguindo ainda assim, após ter trocado de roda, finalizar no terceiro posto. O Campeão do Mundo chegou a rodar na 15ª posição, a 1 minuto da frente da corrida e na entrada para a ultima volta estava na frente a discutir a vitória! Foi um recital de Nino Schurter, que acabou por pagar o esforço da recuperação e não conseguiu aguentar o andamento de Pidcock e Dascalu até aos últimos metros. Dascalu continuou ao ataque, mas Tom Pidcock conseguiu manter-se por perto o suficiente para sprintar com o romeno na recta final, acabando por ser o mais forte, conseguindo assim levar para casa a segunda vitória de uma corrida da Taça do Mundo de XCO no espaço de uma semana. TOP 10 final PIDCOCK Thomas (GREAT BRITAIN) DASCALU Vlad (TREK FACTORY RACING XC) SCHURTER Nino (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM) COOPER Anton (TREK FACTORY RACING XC) HATHERLY Alan (CANNONDALE FACTORY RACING) FLÜCKIGER Mathias (THÖMUS MAXON)CAROD Titouan (BMC MTB RACING) FRISCHKNECHT Andri (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM)SCHWARZBAUER Luca (CANYON CLLCTV)ALBIN Vital (THÖMUS MAXON) Corrida feminina Na corrida feminina, Rebecca McConnell continua "o seu passeio", voltou a vencer em Nove Mesto e este ano ainda não sabe o que é ficar em segundo lugar, leva três vitórias em três corridas. Loana Lecomte terminou em segundo e Jenny Rissveds soube sofrer o suficiente para terminar em terceiro. Na quarta posição finalizou Jolnada Neff, discutindo ao sprint com Caroline Bohé que terminou assim no quinto posto. TOP 10 final MCCONNELL Rebecca Ellen (PRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS) LECOMTE Loana (CANYON CLLCTV) RISSVEDS Jenny (TEAM 31) NEFF Jolanda (TREK FACTORY RACING XC)BOHÉ Caroline (GHOST FACTORY RACING) MITTERWALLNER Mona (CANNONDALE FACTORY RACING) STIGGER Laura (SPECIALIZED FACTORY RACING) KELLER Alessandra (THÖMUS MAXON)TERPSTRA Anne (GHOST FACTORY RACING) FREI Sina (SPECIALIZED FACTORY RACING) ### Giro de Itália - etapa 9 Jai Hindley (Bora–Hansgrohe) foi o homem do dia ao vencer a 9.ª etapa da 105:ª edição do Giro de Itália. O ciclista australiano de 26 anos foi o mais forte no grupo de seis ciclistas que integraram o 'sprint' final, superiorizando-se mesmo em cima da meta a  Romain Bardet (Team DSM) e Richard Carapaz (Ineos-Grenadiers), segundo e terceiro classificados. Jai Hindley cumpriu os 191 quilómetros entre Isernia e Blockhaus em 05:34.44 horas, o pelotão enfrentou o primeiro teste sério de montanha, obrigando os favoritos à conquista da prova a terem que se mostrar, e foi isso mesmo que aconteceu, principalmente nos quilómetros finais fase da corrida agradável de seguir, sobretudo pela forma como os dois grupos de fuga se tentavam impor, acabando por terminar juntos, apenas num grupo. João Almeida termina em 5.º e está a apenas 12 segundos da camisola rosa  João Almeida (UAE Emirates) terminou a etapa de hoje no 5.º lugar integrado no grupo do 'sprint' final, depois de uma enorme prestação nesta etapa, em que nos últimos quilómetros conseguiu anular a fuga dos três primeiros classificados. Agora, o cilclista português de 23 anos, está a apenas 12 segundos do camisola rosa Juan Pedro López (Trek-Segafredo), enquanto que no último lugar do pódio da geral encontra-se Romain Bardet (DSM), a 14 segundos do pódio. Com nove etapas concluídas a luta pela camisola rosa está ao rubro, prova disso mesmo, o facto dos sete primeiros classificados estarem separados apenas por 30 segundos. No final da etapa João Almeida mostrou-se feliz pela sua prestação, num dia, em que afinal, nem se estava a sentir muito confiante. “Não me estava a sentir bem, durante todo o dia, não sabia se conseguiria acompanhar os da frente. Não sabia se teria pernas. Lutei para não perder muito tempo e acabei feliz”João Almeida (UAE Emirates) Nota ainda para o mau dia de Simon Yates (Team BikeExchange - Jayco) que perdeu muito tempo para o líder. O ciclista britânico estava incluído no lote de favoritos para a vitória final da Volta a Itália, mas depois do tempo que perdeu hoje, fica afastado da disputa pela vitória final. Top 10 etapa POSPAÍSEQUIPA - NOMETEMPO01Jai Hindley - BORA-hansgrohe05:34:4402Romain Bardet - Team DSM+ 0003Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 0004Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 0005Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 0006Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0307Emanuel Buchmann - BORA-hansgrohe+ 1608Vincenzo Nibali - Astana Qazaqstan Team+ 3409Alejandro Valverde - Movistar Team+ 4610Thymen Arensman - Team DSM+ 58 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=5CbRa2nroKw Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo37:52:0102Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 1203Romain Bardet - Team DSM+ 1404Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 1505Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 2006Guillaume Martin - Cofidis+ 2807Mikel Landa - Bahrain Victorious+ 2908Domenico Pozzovivo - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5409Emanuel Buchmann BORA-hansgrohe+ 01:0910Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 01:22 Amanhã, segunda-feira, o Giro de Itália vai descansar. Depois da dura etapa de hoje, o pelotão terá assim umas horas extra de descanso, para na terça-feira enfrentar os 196 quilómetros da 10.ª etapa, com ligação entre Pescara e Jesi, num traçado praticamente plano, apenas com duas contagens de montanha de quarta categoria. Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novas rodas Roval Rapide CLX II e Alpinist CLX II A Specialized laçou as novas Roval Rapide CLX II e Alpinist CLX II - agora tubeless-ready. A marca defende que têm a performance já conhecida das anteriores, elevada com um sistema tubeless que oferece uma resistência ao rolamento mais baixa, melhor proteção antifuro. Rapide CLX II As novas Roval Rapide CLX II combinam a aerodinâmica de uma roda de TT de secção profunda, com o baixo peso de uma roda mais baixa para escalar, e a mesma forma única do aro da frente e de trás. De acordo com a Specialized, o objectivo é melhorar a eficiência aerodinâmica e performance a subir, mas mantendo-se estável e confiante de conduzir, independentemente das condições do vento, agora com as vantagens de rolamento de um sistema tubeless. Alpinist CLX II As novas Roval Alpinist CLX II são umas rodas "clincher" leves, que têm como objectivo oferecer uma boa condução, responsivas e equilibradas mesmo nos piores pisos, agora também com sistema tubeless. O desenvolvimento A Specialized diz que o desenvolvimento das Rapide CLX II envolveu o programa de engenharia e testes bastante rigoroso e extenso, o que resultou numas rodas que quase duplicam os padrões atuais de impacto da indústria, ao mesmo tempo que conseguem atingir o peso mais leve possível. Para ver os preços, todos os detalhes técnicos e inclusive comprar on-line vê as rodas no site da marca em Portugal: www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 8 Thomas De Gendt (Lotto-Soudal) foi o vencedor da 8.ª etapa da 105.ª edição do Giro de Itália. É caso para dizer que o rei das fugas voltou a aparecer. De Gendt já habituou os adeptos do ciclismo a conquistar etapas nas principais voltas e hoje foi isso mesmo que voltou a acontecer O experiente ciclista belga de 35 anos com a conquista de hoje soma agora 17 vitórias no seu currículo, quase todas ela obtidas no circuito no WorldTour. De Gendt impôs-se ao ‘sprint’ aos seus companheiros de fuga, percorrendo os 153 da etapa em Nápoles, em 3:32.53 horas, o mesmo tempo de Davide Gabburo (Bardiani-CSF-Faizanè) e de Jorge Arcas (Movistar), segundo e terceiro classificados. No que diz respeito ao pelotão, chegou com  3.33 minutos de atraso, mas sem alterações na camisola rosa, que continua a ser de Juan Pedro López (Trek-Segafredo). O ciclista espanhol já veste de rosa há cinco dias, tendo Lennard Kämna (BORA-hansgrohe), como segundo classificado e principal perseguidor, a 38 segundos e Rein Taaramäe (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) a 58 segundos, no último lugar do pódio da classificação geral. João Almeida perde uma posição na geral João Almeida (UAE Emirates) desceu uma posição na classificação geral, sendo agora 8.º classificado. O ciclista português de 23 anos foi 68.º na etapa de hoje e está agora a 1.58 minutos do camisola rosa Juan Pedro López (Trek-Segafredo). Top 10 etapa POSPAÍSEQUIPA NOMETEMPO01Thomas De Gendt - Lotto Soudal03:32:5302Davide Gabburo - Bardiani CSF Faizanè+ 0003Jorge Arcas - Movistar Team+ 0004Harm Vanhoucke - Lotto Soudal+ 0405Biniam Girmay - Intermarché-Wanty-Gobert+ 1506Mauro Schmid - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 1507Mathieu van der Poel - Alpecin-Fenix+ 1508Wout Poels - Bahrain Victorious+ 3309Guillaume Martin - Cofidis+ 3310Fabio Felline - Astana Qazaqstan Team+ 02:56 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=zAUzHrpSJok Top 10 classificação geral POSPAÍSEQUIPA - NOMETEMPO01Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo32:15:3102Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 3803Rein Taaramäe - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5804Guillaume Martin - Cofidis+ 01:0605Simon Yates Team - BikeExchange-Jayco+ 01:4206Mauri Vansevenant - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:4707Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 01:5508Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 01:5809Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 02:0010Richie Porte - INEOS Grenadiers+ 02:04 Amanhã, domingo, o pelotão vai ter um duro teste pela frente, com os 191 quilómetros entre Isernia e Blockhaus, num traçado que engloba cinco contagens de montanha, duas delas de primeira categoria, a última das quais coincidindo com a meta. Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 7 Koen Bouwman (Jumbo-Visma) venceu a etapa 7.ª do Giro de Itália, batendo Bauke Mollema (Trek-Segafredo) e Davide Formolo (UAE Emirates) nos metros finais da dura etapa com 194 km's. entre Diamante e Potenza. Bouwman conseguiu assim a sua primeira vitória numa grande volta, ao liderar uma fuga, bem sucedida, em que teve a companhia do seu coelga de equipa Tom Dumoulin. Bouwman foi o mais forte no "sprint" final, superiorizando-se a Bauke Mollema (Trek-Segafredo), e a Davide Formolo (UAE-Emirates). Ao nível da geral, Juan Pedro Lopez (Trek-Segafredo) mantém a camisola rosa, com 38 segundos de vantagem sobre Lennard Kamna, (Bora-hansgrohe) e 58 segundos sobre Rein Taaramae (Intermarché-Wanty-Gobert), segundo e terceiro classificados. João Almeida foi 8.º na etapa e mantém 7.º lugar na geral João Almeida (UAE Emirates) foi 8.º classificado na etapa, mantendo-se assim no 7.º lugar da classificação geral. O ciclista português de 23 anos, chegou à linha da meta, em Potenza, integrado entre o lote dos principais favoritos, a 2'59 minutos do vencedor, o neerlandês Koen Bouwman, da Jumbo-Visma. João Almeida segura assim sétima posição, a 1'58 do camisola rosa Juan Pedro Lopez. TOP 10 etapa POSNOMEEQUIPATEMPO1BOUWMAN KoenJumbo-Visma5:12:302MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo0:023FORMOLO DavideUAE Team Emirates0:024DUMOULIN TomJumbo-Visma0:195VILLELLA DavideCofidis2:256KÄMNA LennardBORA - hansgrohe2:597ALBANESE VincenzoEOLO-Kometa2:598ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates2:599VALVERDE AlejandroMovistar Team2:5910CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers2:59 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=lfbaGdtpTh0 TOP 10 classificação geral POSNOMEEQUIPATEMPO1LÓPEZ Juan PedroTrek - Segafredo28:39:052KÄMNA LennardBORA - hansgrohe0:383TAARAMÄE ReinIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:584YATES SimonTeam BikeExchange - Jayco1:425VANSEVENANT MauriQuick-Step Alpha Vinyl Team1:476KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe1:557ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates1:588BILBAO PelloBahrain - Victorious2:009PORTE RichieINEOS Grenadiers2:0410BARDET RomainTeam DSM2:06 Amanhã, sábado, disputa-se a 8.ª etapa da 105.ª Volta à Itália, com partida e chegada em Nápoles, num percurso com um total de 153 km. Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Skoda Granfondo Médio Tejo arranca dia 22 de Maio Arranca dia 22 de Maio de 2022 a primeira edição do Skoda Granfondo Médio Tejo, um evento que segundo a organização, pela sua centralidade, pela beleza das paisagens e pela hospitalidade das suas gentes, tem tudo para ser o maior Granfondo em Portugal. Várias regiões do planeta representadas A primeira edição do Granfondo Médio Tejo contará, já nesta edição inaugural, com mais de mil participantes, vindos de todo território de Portugal Continental e ilhas e de quinze nacionalidades. Virão ainda atletas dos EUA, do Brasil e toda a Europa.  Ferreira de Zêzere e Tomar anfitriãs Esta envolvência, para além de cimentar as relações de proximidade e cooperação entre os municípios vizinhos de Ferreira do Zêzere e de Tomar, favorecerá a difusão e promoção do território comum além-fronteiras.  Este ano, a partida e chegada acontecerá no município de Ferreira do Zêzere, alternando no ano seguinte para o município de Tomar. Um evento para todos Será um evento de cicloturismo, aberto à participação de todos os ciclistas, ciclodesportistas e cicloturistas (federados ou não federados), de ambos os sexos, de qualquer nacionalidade.  A Cabreira Solutions, como parceira dos municípios promotores, preserva sempre a diversidade, a igualdade de género e inclusão social pelo desporto, incluindo na premiação e definição de escalões etários até aos oitenta anos. Também a responsabilidade ambiental é sempre contemplada sob o lema “Pegada Positiva” difundida pelo organizador. Os desafios disponíveis Este Granfondo apesar de ter um enquadramento de tipologia consentâneo com os desígnios do Ciclismo para Todos, permite aos participantes viverem experiências similares às dos ciclistas profissionais. A organização apresenta três desafios, cujos atletas poderão optar pelas seguintes distâncias, com as seguintes designações, quilometragens e altimetria: Granfondo: 139,79km | 2280mt D+ (para os mais preparados e arrojados) Mediofondo: 104km | 1720mt D+ (para os desafiadores da regularidade) Minifondo: 76km | 1090mt D+ (para os amantes das grandes médias velocipédicas ou para aqueles que saboreiam estes momentos desprovidos de competição, simplesmente, pelo prazer de conhecer novos locais através da bicicleta). Inscrições Poderás inscrever-te na página do evento aqui: www.granfondomediotejo.com A região Na Região do Médio Tejo são vários os atrativos que levarão os participantes e familiares a tomarem contacto com a região, que, nesta altura, tem já a hotelaria completamente esgotada. Já há reservas a serem efetuadas em Coimbra, o que diz bem do dinamismo turístico e impacto económico, que o evento acrescentará à região. Esta novidade apresentada pela Cabreira Solutions permitirá aos participantes explorar um novo território, com um vasto património cultural, histórico e arquitetónico da região.  Os participantes terão a oportunidade de pedalar pelas deslumbrantes paisagens de Ferreira do Zêzere, Olalhas, Serra, Tomar, Casais, Alviobeira, Pias, Dornes, Chão das Macieiras, Cernache do Bonjardim, Sertã, Marmeleiro, Vale da Urra Cimeiro, Vila de Rei, Fernandaires e Zaboeira. Para além dos locais de passagem das três distâncias da prova, os concorrentes e seus familiares serão desafiados a descobrirem as zonas históricas e de interesse turístico dos concelhos anfitriões, bem como as iguarias gastronómicas a degustar durante a sua permanência no território. Ao longo do fim de semana a diversidade de património edificado e de estilos arquitetónicos, que se constituem como elementos icónicos e representativos da história de arte nacional serão visitados e constituir-se-ão como argumentos facilitadores de enriquecimento cultural, sempre associados e apreciados pelos cicloturistas. Está dado o mote para mais um grande evento de ciclismo para todos que, e a organização está convicta de que perdurará por muitos anos com a chancela da Cabreira Solutions, que além deste, tem um calendário de ventos que cobre todo o ano, motivando os ciclistas a terem objectivos de preparação. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 6 Arnaud Démare (Groupama – FDJ) voltou a ser o homem do dia na Volta a Itália ao vencer a 6.ª etapa, somando assim a segunda vitória consecutiva em etapas. O ciclista francês de 30 anos foi o mais forte no ‘sprint’ final, superiorizando-se em cima da meta, por escassos centímetros a Caleb Ewan (Lotto Soudal) e ao britânico Mark Cavendish (Quick-Step Alpha Vinyl Team), segundo e terceiro classificados. Arnaud Démare completou os 192 quilómetros entre Palmi a Scalea em 05:02:33 horas e é para já um dos destaques desta 105.ª edição do Giro de Itália. Juan Pedro López (Trek - Segafredo) continua líder da classificação geral, com 38 segundos de vantagem sobre Lennard Kämna (BORA-hansgrohe) e 58 segundos sobre Rein Taaramäe (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), segundo e terceiro classificados. João Almeida mantém 7.º lugar da geral João Almeida (UAE Emirates) mantém em 7.º lugar da classificação geral, depois de um dia em que enfrentou alguns problemas mecânicos na parte final da etapa que o obrigaram mesmo a ter que trocar de bicicleta. Tal situação acabou por não afetar o desempenho na etapa do ciclista português de 23 anos, tendo este garantido o 24.º lugar, registando o mesmo tempo do vencedor, e para isso, muito contribui o compatriota e colega de equipa Rui Costa, que o ajudou a recuperar a posição dentro do pelotão, após o sucedido. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Arnaud Démare - Groupama-FDJ05:02:3302Caleb Ewan - Lotto Soudal+ 0003Mark Cavendish - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0004Biniam Girmay - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0005Giacomo Nizzolo - Israel-Premier Tech+ 0006Phil Bauhaus - Bahrain Victorious+ 0007Andrea Vendrame - AG2R Citroën Team+ 0008Simone Consonni - Cofidis+ 0009Vincenzo Albanese - EOLO-Kometa Cycling Team+ 0010Edward Theuns - Trek-Segafredo+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=hE-O0_B3fkQ Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo23:23:3602Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 3803Rein Taaramäe - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5804Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 01:4205Mauri Vansevenant - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:4706Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 01:5507Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 01:5808Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 02:0009Richie Porte - INEOS Grenadiers+ 02:0410Romain Bardet - Team DSM+ 02:06 Amanhã, sexta-feira, o pelotão regressa à montanha para a 7.ª etapa da prova. num percurso com um total de 196 quilómetros que contemplará quatro contagens de montanha, sendo uma delas de primeira categoria. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 5 Arnaud Démare (Groupama-FDJ) venceu hoje a 5ª etapa do Giro de Itália, completando os 174 quilómetros da ligação entre Catânia a Messina em 4:03.56 horas. O ciclista francês de 30 anos foi o mais forte no ‘sprint’ final, superiorizando-se em cima da meta a Fernando Gaviria (UAE Emirates) e a Giacomo Nizzolo (Israel-Premier Tech), segundo e terceiro classificados. Juan Pedro López (Trek-Segafredo) segurou a camisola rosa ao chegar integrado no pelotão, com o mesmo tempo de Démare. A completar o pódio da geral estão ainda Lennard Kamna (Bora-Hansgrohe), com 39 segundos de atraso, e Rein Taaramae (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), com 58 segundos. João Almeida sobe a 7.º da geral João Almeida (UAE Emirates) chegou integrado no pelotão, registando o mesmo tempo do vencedor da etapa, mas subiu um lugar na classificação geral, onde agora é 7.º classificado. O ciclista português de 23 anos bonificou dois segundos num "sprint" intermédio, situação que lhe permitiu ultrapassar geral ultrapassar Pello Bilbao (Bahrain Victorious), encontrando-se agora a 1.58 minutos do líder, Juan Pedro López. Com cinco etapas concluídas nesta 105.ª edição da Volta a Itália, João Almeida tem acumulado prestações seguras, confirmando assim o bom conhecimento que tem do traçado da prova. Para já, João Almeida tem vindo a subir posições na classificação geral, e mostra-se, juntamente com a sua equipa, focado na luta pelos objetivos definidos, que passam por conseguir estar presente no pódio final da prova. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Arnaud Démare - Groupama-FDJ04:03:5602Fernando Gaviria - UAE Team Emirates+ 0003Giacomo Nizzolo - Israel-Premier Tech+ 0004Davide Ballerini - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 0005Biniam Girmay - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0006Phil Bauhaus - Bahrain Victorious+ 0007Alberto Dainese - Team DSM+ 0008Natnael Tesfazion - Drone Hopper-Androni Giocattoli+ 0009Edward Theuns - Trek-Segafredo+ 0010Simone Consonni - Cofidis+ 00 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=nuT0MYWbkAQ Top 10 classificação geral POSPAÍSEQUIPA - NOMETEMPO01Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo18:21:0302Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 3903Rein Taaramäe - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5804Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 01:4205Mauri Vansevenant - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:4706Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 01:5507Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 01:5808Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 02:0009Richie Porte - INEOS Grenadiers+ 02:0410Romain Bardet - Team DSM+ 02:06 Amanhã, quinta-feira, vai para a estrada a 6.º etapa que contempla um total de 192 quilómetros entre Palmi a Scalea, com um traçado maioritariamente plano, que englobará uma única subida categorizada, de quarta categoria, no primeiro terço da corrida. 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Iúri Leitão (Caja Rural – Seguros RGA), é o único ciclista português na lista de inscritos da Volta à Hungria e tem como adversários dois dos melhores sprinters do mundo. Ultimos vencedores Nos últimos anos a Volta à Hungria conheceu vários vencedores como Daniel Jaramillo (2017), Manuel Belletti (2018), Krists Neilands (2019), Attila Valter (2020), e Damien Howson (2021). Para além das tardes com o Giro d’Italia, quem gosta de ciclismo poderá também acompanhar os resumos de toda a ação da Volta à Hungria, de 11 a 15 de maio, a partir das 19:00h no Eurosport 1. A 5.ª e última etapa, no dia 15 será emitida em direto, no Eurosport 2, pelas 11:40h, uma tirada de 184 quilómetros que termina no alto de Gyongyos-Kékesteto. ETAPAS E HORÁRIOS DA VOLTA À HUNGRIA 11 de maio: Etapa 1 – Csákvár – Székesfehérvár – 195 km (E1 -19:00H)* 12 de maio: Etapa 2 – Karcag – Hajdúszoboszló – 192 km (E1 -19:00H)* 13 de maio: Etapa 3 – Sárospatak – Nyíregyháza – 154 km (E1 -19:00H)* 14 de maio: Etapa 4 – Kazincbarcika – Kazincbarcika – 177 km (E1 -19:00H)* 15 de maio: Etapa 5 – Miskolc - Gyöngyös-Kékestető – 184 km (E2 – 11:40H) * Em diferido Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 4 Lennard Kämna (BORA-hansgrohe) foi o homem do dia ao vencer a 4ª etapa do Giro 2022. O ciclista alemão de 25 anos foi o mais rápido a completar os 172 quilómetros da ligação entre Avola e o Etna, com o registo de 4:32.11 horas. Lennard Kämna bateu Juan Pedro López (Trek-Segafredo), um dos seus ‘colegas’ da longa e bem sucedida fuga de cerca de 150 quilómetros. No último lugar do pódio ficou Rein Taaramae (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), a 34 segundos. Juan Pedro López assume liderança da geral Com o segundo lugar obtido na etapa, Juan Pedro López (Trek-Segafredo) assumiu a liderança da prova. Um registo meritório para o ciclista espanhol de 24 anos que amanhã irá vestir de rosa durante a 5ª etapa. Com oito segundos de atraso e na vice-liderança surge o vencedor da etapa de hoje Lennard Kämna (BORA-hansgrohe), cotando-se, até ao momento, como um dos destaques desta 105.ª edição da Volta à Itália. João Almeida sobe a 8.º da geral João Almeida (UAE Emirates) cortou hoje a meta no 10.º posto, subindo assim a oitavo da geral, a dois minutos do camisola rosa. O ciclista português de 23 anos efetuou uma etapa segura, seguindo ‘tranquilo’ no pelotão, sempre entre o grupo dos favoritos, situação que lhe permitiu subir três lugares na classificação geral. Ainda em relação aos favoritos, nota negativa para Tom Dumoulin (Jumbo-Visma) que perdeu muito tempo, sendo agora 49.º classificado a mais de oito minutos do líder. Nota positiva teve Simon Yates (BikeExchange-Jayco) que dentro do lote de favoritos à conquista final, continua a ser o mais bem posicionado, ocupando o 4.º posto da geral. Miguel Ángel López abandona prova Uma das notícias do dia, não pelas melhores razões, foi a desistência de Miguel Ángel López (Astana) devido a uma lesão, resultado de uma queda que sofreu. O ciclista colombiano de 28 anos, apontado como um dos possíveis candidatos ao pódio final da prova, apresenta fortes dores na anca que o impedem de prosseguir na presente edição do Giro. Um rude golpe para o ciclista e para a Astana que fica assim privada do seu líder para esta prova. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Lennard Kämna - BORA-hansgrohe04:32:1102Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo+ 0003Rein Taaramäe - Intermarché-Wanty-Gobert+ 3404Sylvain Moniquet - Lotto Soudal+ 02:1205Mauri Vansevenant - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 02:1206Gijs Leemreize - Jumbo-Visma+ 02:3107Richard Carapaz - INEOS Grenadiers+ 02:3708Romain Bardet - Team DSM+ 02:3709Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 02:3710Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 02:37 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=kHwXTULzfGE Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Juan Pedro Lopez - Trek-Segafredo14:17:0702Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 3903Rein Taaramäe - Intermarché-Wanty-Gobert+ 5804Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 01:4205Mauri Vansevenant - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 01:4706Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 01:5507Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 02:0008Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 02:0009Richie Porte - INEOS Grenadiers+ 02:0410Romain Bardet - Team DSM+ 02:06 Amanhã, quarta-feira, irá disputar-se a 5.ª etapa do Giro 2022, com o pelotão a ter pela frente um percurso com um total de 174 quilómetros entre Catânia a Messina, num traçado que engloba uma contagem de montanha de segunda categoria, aos 75 quilómetros. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Specialized Enduro LTD A Specialized decidiu "apimentar um pouco" a Enduro, lançando uma versão com suspensão e amortecedor Öhlins, e uma decoração diferente, criando assim a nova Specialized Enduro LTD. Como se sabe, o coração da Enduro é a sua geometria longa, rebaixada e relaxada, combinada com um sistema de suspensão inspirado na Demo, a bicicleta de Downhill da Specialized. Para a LTD a marca da Califórnia juntou o pivot da suspensão com os especialistas de uma marca de referência no mundo das suspensões, a Öhlins. A LTD vem equipada com a forqueta RXF38, um monstro de 170mm com o último amortecedor de dupla câmara TTX 18 para uma melhor gama de afinação. É emparelhado com o amortecedor traseiro de mola TTX 22, com customização Rx Tuned para o pivot de 6 pontos desta bicicleta. A Specialized diz que esta é, provavelmente, o pináculo de suspensão de toda a sua gama. De resto esta LTD é uma bicicleta na linha da Enduro Expert (até no preço). Neste modelo, além de nova suspensão nova, também é destaque a nova decoração, novas cores e gráficos para complementar a máquina o lançamento desta novidade. Um esquema de cores "Satin Dopio" misturado com o acabamento "Sand" distingue esta Enduro do resto da gama. Para completar, e de forma a deixar esta gama equilibrada nos trilhos e no preço, a Specialized equipou-a com as rodas Roval Traverse em pneus Butcher T9, o guiador de 800mm, manípulos GX Eagle e travões Code RSC, componentes na linha dos que equipam a Enduro Expert. Esta Enduro LTD estará à venda em exclusivo através da web da Specialized, e poderá ser recebida em casa pelo serviço Specialized Delivery, ou através de Click & Collect. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de XCM Decorreram este domingo em Estremoz os campeonatos nacionais de Cross-country Maratona (XCM). Tiago Ferreira (DMT Racing Team) e Joana Monteiro (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) sagraram-se campeões nacionais de maratona BTT (XCM) na categoria de elite. Vídeo resumo da prova (UVP-FPC) https://www.youtube.com/watch?v=6UUUMFE_4ho Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 3 Mark Cavendish (Quick-Step Alpha Vinyl) venceu hoje a 3ª etapa do Giro 2022, depois de ter arrancado forte a 300 metros da meta sem dar hipóteses à concorrência. O ciclista britânico completou os 201 quilómetros entre Kaposvár e Balatonfüred, em 4:56.39 horas, superiorizando-se ao ‘sprint’ aos seus adversários mais diretos, casos de Arnaud Démare (Groupama-FDJ) e de Fernando Gaviria (UAE Emirates), que foram segundo e terceiro classificados. Aos 36 anos de idade e 9 anos depois o ciclista britânico de 36 anos voltou a vencer uma etapa do Giro. Importa ressalvar, que com a conquista da etapa de hoje, Cavendish soma agora 53 vitórias de etapas nas grandes voltas. Trata-se de um registo sensacional e que espelha bem a qualidade do ciclista britânico. Van der Poel continua como líder da geral, enquanto que João Almeida é 11.º classificado.   Como líder da classificação geral continua Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) que hoje foi 17.º classificado. Já o português João Almeida (UAE Emirates)chegou integrado no pelotão, sendo 35.º classificado da etapa, logo seguido por Rui Costa que foi 36.º. João Almeida é agora 11.º classificado da geral a 29 segundos do líder Van der Poel. Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Mark Cavendish - Quick-Step Alpha Vinyl Team04:56:3902Arnaud Démare - Groupama-FDJ+ 0003Fernando Gaviria - UAE Team Emirates+ 0004Biniam Girmay - Intermarché-Wanty-Gobert+ 0005Jakub Mareczko - Alpecin-Fenix+ 0006Edward Theuns - Trek-Segafredo+ 0007Simone Consonni - Cofidis+ 0008Caleb Ewan - Lotto Soudal+ 0009Alberto Dainese - Team DSM+ 0010Phil Bauhaus - Bahrain Victorious+ 00 Top 15 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Mathieu van der Poel - Alpecin-Fenix09:43:5002Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 1103Tom Dumoulin - Jumbo-Visma+ 1604Matteo Sobrero - Team BikeExchange-Jayco+ 2405Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 2406Ben Tulett - INEOS Grenadiers+ 2407Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 2808Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 2809Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 2910Mauro Schmid - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 2911Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 29 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=LHR9xNUbGyU&t=10s Amanhã, segunda-feira, é dia de descanso no Giro. Esta paragem marca a passagem da ‘caravana’ para solo italiano, mais propriamente para a Sicília, depois dos três primeiros dias de prova terem sido disputados na Hungria. Para terça-feira, dia de recomeço da 105.ª edição da Volta à Itália, o pelotão terá pela frente o Monte Etna, onde irá ocorrer o primeiro grande teste aos favoritos à vitória final. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO em Albstadt - Tom Pidcock arrasou concorrência Faz quase um ano que Thomas Pidcock, ciclista da Ineos Grenadiers de 22 anos não competia no BTT, mas como esta é a modalidade para a que nasceu (pelas palavras do próprio), isso não parece ser um problema para o Campeão Olímpico da modalidade, que foi vencer a Taça do Mundo de XCO em Albstadt. Depois de mudar o seu planeamento na temporada (que incluía inicialmente a participação no Giro d'Itália, como podes neste nosso artigo), e vindo directo da temporada de clássicas de estrada (na qual fez uma campanha modesta) Tom Pidcock foi à Taça do Mundo de XCO em Albstadt para bater a concorrência com uma aparente facilidade. Nino Schurter, a história adiada por Pidcock Após a vitória na primeira ronda da Taça do Mundo em Petrópolis, Nino Schurter tinha a sua primeira oportunidade em Albstadt de se tornar mo "mountain biker" com mais vitórias em Taças do Mundo da história, tentou desde cedo na corrida, mas Pidcock estragou os planos à volta 3 de 6. Nino Schurter assumiu o comando na volta 1, atacando nas descidas e abriu um espaço rápidamente mas Pidcock acabou por recuperar, e para não correr riscos decidiu atacar na volta 3, em subida, ganhando uma vantagem que foi crescendo volta após volta (chegando a ter 48 segundos), e seguindo até à meta isolado. A partir da volta 3 ohouve a corrida de Pidcock, sozinho na frente, e a corrida do grupo perseguidor na luta pelo pódio, que incluiu Nino Schurter (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM), Vlad Dascalu (TREK FACTORY RACING XC), e Titouan Carod (BMC MTB RACING), sendo que os dois primeiros finalizaram em segundo e terceiro da corrida. A temporada de Tom Pidcock Relembremos que Pidcock, foi campeão olímpico de ciclismo de montanha (XCO) no verão passado, depois preparou-se para temporada de Ciclocrosse no final do ano, tendo alcançado o título de campeão do mundo dessa modalidade no início deste ano. Após este ciclo, mudou o foco e preparação novamente para a estrada, no sentido de estar em novo pico de forma na época de clássicas que terminou em Abril. O britânico esteve em quase todas os clássicas da primavera, tendo como melhor resultado um pódio na “Através da Flandres”. Estava planeado ir ao Giro, mas tudo indica agora que estará escalonado para o Tour de France mas pelo meio, ainda "vai dar uma perninha" em algumas corridas da Taça do Mundo de XCO. TOP 10 masculino - Taça do Mundo em Albstadt PIDCOCK Thomas (INEOS Grenadier)SCHURTER Nino (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM) DASCALU Vlad (TREK FACTORY RACING XC) CAROD Titouan (BMC MTB RACING) VALERO SERRANO David (BH TEMPLO CAFÉS UCC) SARROU Jordan (SPECIALIZED FACTORY RACING) HATHERLY Alan (CANNONDALE FACTORY RACING) COLOMBO Filippo (BMC MTB RACING) AVANCINI Henrique (CANNONDALE FACTORY RACING)ULLOA AREVALO Jose Gerardo (Massi) Corrida feminina Rebecca McConnell (Primaflora Mondraker Genuins) provou que o que aconteceu há um mês atrás no Brasil, na primeira ronda da Taça do Mundo de XCO, não foi um acaso. Um mês depois de vencer a sua primeira Taça do Mundo de XCO, a campeã australiana Rebecca McConnell conquistou este fim de semana o primeiro Short Track (XCC) da sua carreira e também a corrida de XCO este domingo, conseguindo assim o pleno assim neste fim de semana. No segundo lugar ficou Jenny Rissveds (TEAM 31 IBIS CYCLES), um óptimo resultado na sua primeira corrida da temporada, e em terceiro ficou a jovem Mona Mitterwallnner (CANNONDALE FACTORY RACING), nome a ter em conta, visto esta ser somente a sua segunda corrida na categoria elite. Na corrida Sub-23, a jovem portuguesa Ana Santos terminou no 22.º posto. TOP 10 feminino - Taça do Mundo em Albstadt MCCONNELL Rebecca Ellen (PRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS)RISSVEDS Jenny (TEAM 31 IBIS CYCLES) MITTERWALLNER Mona (CANNONDALE FACTORY RACING)LECOMTE Loana (CANYON CLLCTV)KELLER Alessandra (THÖMUS MAXON)STIGGER Laura (SPECIALIZED FACTORY RACING) FERRAND PREVOT Pauline (BMC MTB RACING) TERPSTRA Anne (GHOST FACTORY RACING) NEFF Jolanda (TREK FACTORY RACING XC)FREI Sina (SPECIALIZED FACTORY RACING) Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 2 Simon Yates (BikeExchange-Jayco) foi o homem do dia da 2ª etapa do Giro 2022 ao vencer o contrarrelógio individual de 9,2km que decorreu na cidade de Budapeste, em 11.50 minutos. O ciclista britânico de 29 anos foi três segundos mais rápido que Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), que depois de vencer a etapa inaugural, hoje foi segundo classificado, registo que lhe permitiu segurar a liderança da prova. A fechar o pódio da etapa ficou Tom Dumoulin (Jumbo-Visma) que cortou a linha da meta a cinco segundos de Yates. Simon Yates causou surpresa com a excelente prestação de hoje, colocando os principais candidatos à vitória da prova em sentido. João Almeida foi 11º classificado João Almeida cruzou linha da meta a 18 segundos de Yates, sendo 18.º classificado. Com o resultado de hoje o ciclista português subiu na geral, passando de 14ª para 11.º classificado, ficando assim à porta do top 10 da geral. As ambições mantêm-se intactas, e o próprio ciclista confirmou isso mesmo em declarações após o final da etapa. Foi um belo percurso, bem técnico, por isso não corri grandes riscos. Senti-me bem e estou bastante feliz com o meu tempo. Estes primeiros dias são sobre não perder grandes momentos com os meus rivais, por isso, está a correr bem até agora.João Almeida (UAE Emirates) Top 10 etapa POSPaísNome - equipaTempo01Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco11:5002Mathieu van der Poel - Alpecin-Fenix+ 0303Tom Dumoulin - Jumbo-Visma+ 0504Matteo Sobrero - Team BikeExchange-Jayco+ 1305Ben Tulett - INEOS Grenadiers+ 1306Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 1707Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 1708Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 1709Mauro Schmid - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 1810Thymen Arensman - Team DSM+ 1811Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 1812Vincenzo Nibali - Astana Qazaqstan Team+ 1913Edoardo Affini - Jumbo-Visma+ 2014Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 2115Pavel Sivakov - INEOS Grenadiers+ 22 Top 10 classificação geral POS.PAÍSNOMETEMPO01Mathieu van der Poel - Alpecin-Fenix04:47:1102Simon Yates - Team BikeExchange-Jayco+ 1103Tom Dumoulin - Jumbo-Visma+ 1604Wilco Kelderman - BORA-hansgrohe+ 2404Matteo Sobrero - Team BikeExchange-Jayco+ 2405Ben Tulett - INEOS Grenadiers+ 2407Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 2808Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 2809Pello Bilbao - Bahrain Victorious+ 2910Mauro Schmid - Quick-Step Alpha Vinyl Team+ 2911Joao Almeida - UAE Team Emirate+ 29 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=IjwiRmwxSbk Amanhã, domingo, será dia da 3ª etapa do Giro 2022, por sinal a última a decorrer na Hungria. Pela frente o pelotão terá um total de 201 quilómetros entre Kaposvár e Balatonfüred, sendo expectável uma chegada ao ´sprint´. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Entrevista a Rui Oliveira - Tudo para proteger o líder e amigo João Almeida A UAE Team Emirates esteve a fazer estágio em altitude na Serra Nevada, em Espanha, antes do Giro de Itália 2022. Para a 105.ª edição da grande volta italiana a equipa conta com 3 portugueses, João Almeida, Rui Costa e Rui Oliveira. Gonçalo Moreira, jornalista e comentador de ciclismo no Eurosport Portugal, deslocou-se ao local do estágio da equipa para entrevistar os 3 portugueses para o Topcycling.pt. Nesta entrevista, a terceira de três, com Rui Oliveira são abordados temas como a evolução do ciclista nos últimos 4 anos, e o Giro 2022 onde irá participar pela primeira vez na corrida e com o seu amigo João Almeida como líder da equipa. Vídeo da entrevista https://www.youtube.com/watch?v=A3fCKgJnYZI&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Colnago TT1 - A nova bicicleta de contrarrelógio de João Almeida e Pogacar A Colnago apresentou esta semana a sua nova bicicleta de contrarrelógio, a Colnago TT1, desenvolvida em colaboração com os ciclistas profissionais da UAE Team Emirates e que se estreou no contrarrelógio de hoje, etapa 2 do Giro d'Italia, em Budapeste (Hungria). O quadro foi desenvolvido usando a experiência adquirida com os modelos anteriores Colnago TT, e Colnago K.One. A utilização da dinâmica de fluidos computacional (CFD) na criação dos primeiros modelos 3D e as descobertas obtidas no túnel de vento da Universidade Politecnico de Milão permitiram obter resultados sem precedentes. A Colnago TT1 ainda está homologada como protótipo da UCI (Union Cycliste Internationale) e, como tal, terá que passar por um novo processo de modificações antes de ser colocada à venda ao público a partir do outono deste ano. “A UAE Team Emirates é a nossa principal prioridade e estamos focados em fazer o nosso melhor para contribuir no seu melhor desempenho. A TT1 é rica em avanços tecnológicos e esteticamente apelativa, alinhada com a marca Colnago, que procura sempre criar bicicletas icónicas e desejáveis”.Nicola Rosin, CEO da Colnago. Travões de disco e aerodinâmica aprimorada A TT1 é a primeira bicicleta de contrarrelógio da Colnago com sistema de freio a disco. De acorodo com a marca, a escolha garante o melhor direcionamento das mangueiras hidráulicas dentro do quadro com melhor desempenho de travagem e maior rigidez de toda a bicicleta graças ao uso de eixos passantes nas rodas. A diferença de peso com os modelos anteriores Colnago TT, K.One, é mínima segundo a Colnago, proporcionando melhor desempenho geral de travagem e segurança. Na extremidade dianteira da TT1, a solução escolhida é o uso de um garfo baioneta, muito semelhante a uma placa dupla, um design que a Colnago afirma reduzir drasticamente o impacto frontal do quadro no ar. A busca pelo máximo desempenho aerodinâmico também levou à criação de um porta-bidões e kit de bidões que agora fazem parte da aerodinâmica de todo o quadro. O bidão, com capacidade de 0,5 litros, é um protótipo impresso em 3D, tecnologia cada vez mais presente no mundo Colnago, será desenvolvido em colaboração com a Elite e disponível ao público a partir do outono de 2022. Novas geometrias Para obter o melhor desempenho aerodinâmico, a Colnago diz ter optado por encurtar significativamente o comprimento do tubo da testa do quadro e obter o posicionamento correto do piloto através do uso de um maior número de espaçadores sob os apoios de cotovelo. Isto porque os técnicos notaram um melhor desempenho aerodinâmico das “torres” de espaçadores no túnel de vento em comparação com um quadro mais volumoso. Outra diferença, em relação à antiga K.One, é o tubo superior completamente horizontal que não é mais inclinado. Detalhes importantes são o facto de unicamente suportar grupos de transmissão electrónicos (o padrão moderno para quadros de contrarrelógio) e a possibilidade de montar um só prato, ou os tradicionais dois pratos na frente, dependendo do tipo de percurso. Existem três tamanhos disponíveis (S, M e L), desenvolvidos a partir do feedback dos ciclistas e das mais modernas técnicas biomecânicas aplicadas à posição de pilotagem. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - etapa 1 Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) foi o homem do dia ao vencer a etapa inaugural do Giro. O ciclista neerlandês de 27 anos veste assim a camisola rosa na sua estreia na prova italiana, há semelhança do que já tinha feito no Tour do ano passado, quando conquistou igualmente a camisola amarela na primeira etapa, também em ano de estreia. Van der Poel superiorizou-se no ‘sprint’ final a Biniam Girmay, (Intermarché-Wanty-Gobert) e a Peio Bilbao (Bahrain Victorious), segundo e terceiro classificados. A chegada à meta ficou ainda marcada pela queda de Caleb Ewan (Lotto-Dstny) quando disputava a conquista da etapa com os principais rivais. Mathieu van der Poel foi o mais forte, completando os 195 quilómetros da etapa inaugural, caraterizada por um traçado maioritariamente plano, com ligação entre Budapeste e Visegrád, na Hungria, país onde ainda vão decorrer as duas próximas etapas, em 04:35:28 horas. João Almeida foi 14.º classificado João Almeida (UAE Emirates) iniciou a presente edição do Giro como 14.º classificado.O ciclista português de 23 anos cortou a meta com 4 segundos de atraso para a frente da corrida, mas na classificação geral encontra-se a 14 segundos de Mathieu van der Poel, devido ao vencedor da etapa ter beneficiado de uma bonificação de 10 segundos pela conquista da mesma. João Almeida rolou sempre perto da frente da corrida e segue para a segunda etapa numa posição segura, atendendo à fase em que a prova se encontra e em relação ao seu ambicioso objetivo principal, que passa por terminar no pódio da classificação final. Já Rui Costa, colega de equipa de João Almeida na UAE Emirates e um dos seus principais apoios para este Giro, terminou no 108.º lugar a 2,19 minutos de Van der Poel. Amanhã, sábado, terá lugar a 2.º etapa, um contrarrelógio de 9,2km na cidade de Budapeste. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=cgyqfKQ6w9Q Top 15 classificação POSPaísNome (Equipa)Tempo01Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix)04:35:2802Biniam Girmay (Intermarché-Wanty-Gobert)+ 0003Pello Bilbao (Bahrain Victorious)+ 0004Magnus Cort (EF Education-EasyPost)+ 0005Wilco Kelderman (BORA-hansgrohe)+ 0006Richard Carapaz (INEOS Grenadiers)+ 0007Bauke Mollema (Trek-Segafredo)+ 0008Diego Ulissi UAE (Team Emirates)+ 0009Andrea Vendrame (AG2R Citroën Team)+ 0410Mattias Skjelmose Jensen (Trek-Segafredo)+ 0411Jhonnatan Narvaez (INEOS Grenadiers)+ 0412Valerio Conti (Astana Qazaqstan Team)+ 0413Vincenzo Albanese (EOLO-Kometa Cycling Team)+ 0414Joao Almeida (UAE Team Emirates)+ 0415Ben Tulett (INEOS Grenadiers)+ 04 Amanhã, sábado, terá lugar a 2.º etapa, um contrarrelógio individual de 9,2km na cidade de Budapeste. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança coleção de roupa Prime A Specialized acabou de lançar a nova coleção de roupa Prime, uma coleção de cores sóbrias, de acordo com a tendência das marcas "premium" de roupa de ciclismo. A estética da coleção Prime é simples mas cuidada, subtil mas distinta. De acordo com a Specialized, cada detalhe foi pensado para elevar o rendimento com um estilo elegante. As peças estão desenhadas de dentro para fora, para assegurar a máxima comodidade, garantindo que não sacrificam o estilo pela funcionalidade. Afinal de contas, de que serve o investimento numa boa bicicleta, quando se retira o prazer da experiência que essa bicicleta proporciona, ao utilizar roupa de fraca qualidade? A Specialized diz que desenvolveu peças que melhoram a experiência do ciclista. Do ajuste aos tecidos, passando por cada detalhe, a coleção Prime é equilibrada, refinada e intemporal. O desenho minimalista, a atenção aos detalhes e os materiais de primeira qualidade têm como objectivo proporcionar uma melhor volta de bicicleta. JERSEY PRIME Esta jersey justa ao corpo apresenta proteção UPF 30, ampla arrumação nos bolsos e costuras planas discretas. Costuras internas chave são tapadas com suave tecido vulcanizado, para que não as sintas na pele. Também foi desenvolvida com tecidos VaporRize que libertam a humidade, para que permaneças fresco e confortável. COLETE PRIME Este colete minimalista foi desenhado para ser leve e fácil de arrumar. Para ajudar a isolar do frio, o colete também foi construído com elástico parcial nos ombros e cintura. CALÇÕES PRIME Segundo informação da Specialized, o design ergonómico destes calções 3x Chamois permitem uma ligação perfeita entre ciclista e bicleta — independentemente de onde a pedalada o leva. Os suspensórios elásticos são felpudos e suaves, mas permanecem no sítio sem constringir a parte de cima do corpo. O tecido das bainhas infundido com silicone permanece seguro na perna, enquanto se sente leve e suave. Coleção para Homem e Mulher está disponível a desde o dia 3 de maio no site da Specialized e em Distribuidores Specialized selecionados. Podes ver os preços e todos os pormenores técnicos desta roupa AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro 2022 - A análise de Paulo Martins Desafiámos Paulo Martins o experiente comentador desportivo do Eurosport a dar a sua opinião em relação ao que será o Giro 2022. Ele aceitou e aqui apresentamos as suas considerações acerca da primeira 'Grande Volta' da temporada. O que se segue é uma opinião de alguém que conhece o ciclismo mundial como muito poucos em Portugal. Comentador assíduo do canal desportivo Eurosport, é uma voz reconhecida entre os amantes do ciclismo, contando já com um largo número de horas de análise em direto de algumas das principais etapas das provas internacionais. A edição 105 do Giro irá iniciar se na Hungria, em Budapeste. Vão ser 3 dias iniciais que será de grande espetáculo e com muitos húngaros na estrada. O início será durinho para os sprínteres que não podem sonhar com a tão desejada camisola rosa. Logo á 1 etapa será uma chegada ao alto numa contagem de 4 categoria. Se havia duvidas para os sprínteres o 2 dia será marcado por um contrarrelógio de 9 kms e finalmente ao 3 dia chega o tão desejado dia para os sprínteres brilharem. Vamos ter;- 6 chegadas em alto, 1, 4, 9, 15, 19 e 20.- 2 contrarrelógios, ao 2° dia 9kms e na 21° etapa 17kms.- Atenção às etapas 16 e 17 para os homens da geral. Para mim a etapa rainha será a etapa 20 com chegada a Marmolada. Teremos 5 vencedores de grandes Voltas, S.Yates, Nibali, Carapaz, Dumoulain e Valverde.Outros 9 ciclistas já fecharam Top3, Porte, Landa, Kelderman, Hindley, Mollema, M.A.Lopez, H.Carthy, T.De Gendt e Bardet.Outros 11 ciclistas terminaram grandes Voltas no Top10, Sivakov, Bilbau, Poels, E.Buchaman, Pozzovivo, Tobias Foss, S.Oomen, D.La Cruz, G.Martin, J.Almeida e Formolo. Por tudo isto será uma vitória muito suado para quem vier a concluir no 1° lugar da geral. Um Top10 está muito caro, Um top3 imprevisível, ainda assim deixo a minha aposta com o pódio a ter Carapaz, Almeida e Yates.Pela camisola por pontos por norma destinado aos sprínteres, tenho 5 potenciais vencedores, Cavendish que regressa ao GIRO 9 anos depois, temporada em que venceu esta classificação, junto Demare, Ewan, MVDP e Gaviria como possíveis vencedores, Nizzolo, Cees Bol, Girmay, Bauhaus, Albaneze, Vendrame, Modolo, Consonni, Cimolai são outros sprinteres presentes.Paulo Martins (Comentador Eurosport) Paulo Martins lançou inclusivamente, nas últimas horas, um desafio para os amantes do ciclismo do nosso país, de forma a que tirassem uma foto junto dos painéis publicitários que combinam o lançamento do Giro 2022 e João Almeida com a transmissão no Eurosport e lhe enviassem o registo, de forma a que ele o reproduza nas suas redes sociais. Por aqui também fica percetível a importância que esta prova terá no nosso país e que será alvo de uma grande cobertura por parte do Eurosport. Para terminar, importa ressalvar que a partir de amanhã, dia 6, até dia 29, poderá acompanhar toda a ação da Volta à Itália, com muitas horas de ciclismo e com a análise de grandes comentadores no Eurosport.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Está mesmo aí o início do Giro 2022 Entre os os dias 06 e 29 realiza-se a 105.ª edição da Volta a Itália e o Eurosport vai acompanhar tudo o que acontece naquela que será a primeira ‘Grande Volta’ da temporada com uma extensa cobertura de cerca de 110 horas de transmissão exclusiva em direto. Durante as próximas três semanas, os fãs de ciclismo vão poder seguir o pelotão do Giro no Eurosport ao longo de 3.445,6 quilómetros que prometem ser repletos de emoção e de paisagens deslumbrantes. Depois de brilhar na edição de 2020, João Almeida está agora mais maduro e ambicioso, e conta com um bloco de apoio sólido, definido pela sua equipa a UAE Emirates, argumentos suficientes para ambicionar a voltar a vestir a ‘Maglia Rosa’. Será uma prova fantástica para acompanhar no Eurosport com os comentários dos conhecidos comentados Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo. Análise geral da prova O Giro 2022 apresenta-se uma vez mais com muita montanha e dois contrarrelógios individuais, o último deles em Verona, na 21.ª e derradeira etapa. A prova irá arrancar em Budapeste, capital da Hungria, país que acolherá durante três etapas a festa do ciclismo. Esta será a 14.ª vez na história da competição que o Giro tem início fora de Itália e a primeira desde Jerusalém, no ano de 2018. A 10 de maio, e após um dia de viagem/descanso, o pelotão cumpre a 4.ª etapa do Giro e a primeira em solo italiano, mais especificamente na Ilha da Sicília. O grupo irá de Avola rumo ao vulcão Etna, onde decorrerá o primeiro desafio de montanha. São apenas 166 quilómetros e uma meta situada a 1892m de altitude. No entanto, o desnível é de 3.590m. Depois de entrar pela ponta da ‘bota’, o Giro segue rumo ao Norte com algumas etapas mais planas, mas igualmente com considerável grau de exigência. A 9.ª etapa, a 15 de maio, será marcada pela dupla ascensão ao icónico Blockhaus (1695m) e o fim da primeira semana de prova. Uma imponente subida de 13.7 quilómetros com uma inclinação média de 8,5% onde poderá vir a ocorrer a primeira grande seleção de favoritos à conquista da ‘Maglia Rosa’. Pelo caminho o pelotão tem ainda passagens previstas pelo Roccaraso (1254m) e pelo Passo Lanciano (1310m). Na segunda semana, o pelotão do Giro ruma pela Costa do Mar Adriático rumo a Norte até ao outro extremo, o Mediterrânio, passando por várias cidades icónicas como Pescara, Reggio Emilia, Parma, Génova, San Remo e Turim. Com a chegada aos Alpes a dureza das etapas irá aumentar, com a montanha a surgir em força, isto antes de novo dia de descanso. A 14.ª etapa, a 21 de maio, será uma espécie de Liège-Bastogne- Liège à italiana com muitas subidas curtas e íngremes, mas também muitas descidas. Depois, segue-se uma tirada no Vale de Aosta, com duas subidas de montanha de 1.ª categoria (Pila-Les Fleurs 1421m e Verrogne 1582m) e uma de 2.ª categoria, o Cogne, onde está situada a meta a 1611m. A 23 de maio, cumpre-se o último dia de descanso. Com muitos quilómetros e já muito desgaste nas pernas, o pelotão entra na terceira e última semana do Giro, a 24 de maio, tendo pela frente dias verdadeiramente desafiantes com montanha a perder de vista. A 16.ª etapa liga Salò a Aprica, nas Dolomitas, ao longo de 202 quilómetros e pelo caminho há três subidas de montanha de 1.ª categoria: Goletto di Cadino (1938m), Passo del Mortirolo (1854m) e Valico di Santa Cristina (1448m). No dia seguinte, é a vez de mais dois desafios imponentes, o Passo del Vetriolo (1383m) e o Monterovere (1261m), outras duas contagens de montanha de 1.ª categoria. É provável que ainda esteja muito por definir à 18.ª etapa, a mais plana e curta, e que esta seja apenas um dia mais calmo, isto, antes de duas tiradas de montanha arrasadoras a 27 e 28 de maio, em que aí podem já ocorrer sérias definições dos primeiros classificados da prova . A 19.ª etapa tem prevista uma passagem pelo Kolovart (1.ª categoria a 1145m) e um total de 177 quilómetros. Mas é a 20.ª etapa que concentra todas as atenções. A 20.ª etapa, é a etapa Rainha, que efetua ligação de Belluno a Marmolada (Passo Fedaia a 2057m) ao longo de 168 quilómetros e que contempla a passagem pelo duro Passo San Pellegrino (1918m) e o duríssimo Passo Pordoi (2239m, 11,9 quilómetros e 6,6% de média de inclinação), o ‘Cima Coppi’ deste Giro 2022, ou seja, o ponto mais alto da prova. A chegada à meta no Passo Fedaia é de mais de 12,9 quilómetros e tem uma inclinação média de 7,8%. Finais curtos, mas por vezes explosivos, que prometem trazer impactos significativos na classificação geral. Na 21.ª e derradeira etapa do Giro, fazem-se as contas e logo com um contrarrelógio individual na cidade de Verona. São 17,4 quilómetros com meta situada no Coliseu da cidade. Quem será o melhor no final? Quem vestirá a camisola rosa? Quem irá erguer o troféu infinito e entrar para a história? Todas essas questões começam a ser respondidas já a partir desta sexta-feira, dia 6. Etapas do Giro 2022 ETAPA – DATA – DISTÂNCIA – PARTIDA - CHEGADA 1 – 06/ 05 – 195 km – Budapeste – Visegrád (Hungria) 2 – 07/ 05 – 9.2 km Budapeste (Hungria) – Contrarrelógio Individual 3 – 08/ 05 – 201 km – Kaposvár – Balatonfured (Hungria) D - 09/05 – Dia de Descanso 4 – 10/05 – 172 km – Avola – Etna (Rif. Sapienza) 5 – 11/05 – 174 km – Catania – Messina 6 – 12/05 – 192 km – Palmi – Scalea (Riviera dei Cedri) 7 – 13/05 – 196 km – Diamante – Potenza 8 – 14/05 – 153 km – Nápoles – Nápoles 9 – 15/05 – 191 km – Isernia – Blockhaus D - 16/05 – Dia de Descanso 10 – 17/05 – 196 km – Pescara – Jesi 11 – 18/05 – 203 km – Santarcangelo di Romagna – Reggio Emilia 12 – 19/05 – 204 km – Parma – Genova 13 – 20/05 – 150 km – San Remo – Cuneo 14 – 21/05 – 147 km – Santena – Turim 15 – 22/05 – 178 km – Rivarolo Canavese - Cogne D - 23/05 – Dia de Descanso 16 – 24/05 – 202 km – Salò – Aprica 17 – 25/05 – 168 km – Ponte di Legno – Lavarone 18 – 26/05 – 152 km – Borgo Valsugana – Treviso 19 – 27/05 – 177 km – Marano Lagunare – Santuario di Castelmonte 20 – 28/05 – 168 km – Balluno – Marmolada (Passo Fedaia) 21 – 29/05 – 17.4 km – Verona – Contrarrelógio Individual João Almeida entre a lista de favoritos João Almeida tem nos ombros o peso da responsabilidade e desejo de um país que o pretende ver vestido de rosa, tal como em 2020, quando rolou pelas estradas de Itália com a ‘Maglia Rosa’ durante 15 dias, período em que milhares de portugueses estiveram de olhos postos na prestação do ciclista luso. Não conquistou a vitória, mas o 4.ª lugar obtido foi o melhor de sempre de um português no Giro. Dois anos depois, agora mais experiente, e com as cores da UAE Emirates e com um novo papel de destaque, o ciclista português define como objetivo terminar no pódio da classificação geral. A concorrência será forte, pois João Almeida terá que enfrentar nomes de peso, tais como Richard Carapaz, vencedor do Giro 2019, Simon Yates, Tom Dumoulin, Tobias Foss, Vincenzo Nibali, Miguel Ángel López, Jai Hindley, Wilco Kelderman, Bauke Mollema, Giulio Ciccione, Romain Bardet, Hugh Carthy, Mikel Landa, Wout Poels ou Guillaume Martin. Existem outros nomes que podem brilhar conquistando etapas, tais como, a sensação holandesa Mathieu van der Poel, que faz a sua estreia no Giro, Alejandro Valverde, Caleb Ewan, Mark Cavendish, Giacomo Nizzolo, Fernando Gaviria ou Tim Merlier. As principais ausências Pouco mais de três meses após o acidente em que quase ficou paraplégico, o colombiano Egan Bernal, causou surpresa ao regressar recentemente aos treinos de bicicleta, já em estrada, no entanto, está ainda longe de poder voltar já às grandes competições. O vencedor do Tour 2019 e do Giro 2021, colidiu a alta velocidade com um autocarro, nos arredores da cidade de Bogotá, acidente do qual ficou gravemente ferido, sofrendo 20 fraturas, além da perfuração dos pulmões, que o obrigou a sofrer várias intervenções cirúrgicas. Bernal estará assim ausente das estradas italianas bem como os favoritos eslovenos Tadej Pogacar e Primoz Roglic, mas este por motivos bem diferentes, uma vez que ambos se encontram focados na Volta a França. De fora fica também o eslovaco Peter Sagan, que tem estado longe da sua melhor forma. "O sonho durou 15 dias! Ninguém se esqueceu em Portugal, dos 15 dias de rosa do João Almeida no Giro 2020. A partir daí, a Volta a Itália teve sempre um sabor especial e, no ano passado, o ciclista português fez-nos sonhar novamente com uma ‘remontada’ espetacular, acabando no 6.º lugar da geral. Este ano, as expectativas são ainda maiores e é normal. O João tem tudo para finalmente alcançar o primeiro pódio da sua carreira numa grande Volta, mas a pergunta coloca-se: Será que podemos sonhar ainda mais alto com ele? Existem sinais que indicam que sim. O ciclista português está cada vez melhor na alta montanha e desta vez é o claro líder da equipa, acompanhado por 2 outros portugueses: Rui Oliveira e Rui Costa. Além disso, os dois melhores ciclistas do mundo, Tadej Pogacar e Primoz Roglic não estão no Giro, pelo que a concorrência na Volta à Itália é claramente inferior à que existe no Tour. Mas, cuidado porque ciclistas como Richard Carapaz, Simon Yates, Aleksandr Vlasov, Romain Bardet, Mikel Landa e Miguel Ángel López podem dar dores de cabeça a João Almeida. Em breve teremos a resposta à pergunta que toda a gente se coloca desde há alguns meses. O que pode fazer o João Almeida com a sua nova equipa?Olivier Bonamici (Comentador Eurosport) Diariamente, durante as próximas três semanas, poderá acompanhar toda a ação da Volta à Itália, com muitas horas de ciclismo e com a análise de grandes comentadores no Eurosport.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida - Entrevista pré-Giro de Itália 2022 A UAE Team Emirates esteve a fazer estágio em altitude na Serra Nevada, em Espanha, antes do Giro de Itália 2022. A 105.ª edição da grande volta italiana começa na próxima sexta-feira, dia 6 de Maio e a equipa conta com 3 portugueses, João Almeida, Rui Costa e Rui Oliveira. Gonçalo Moreira, jornalista e comentador de ciclismo no Eurosport Portugal, deslocou-se ao local do estágio da equipa para entrevistar os 3 portugueses para o Topcycling.pt. Nesta entrevista com João Almeida, são abordados temas como a metodologia de treino, os benefícios da altitude no rendimento dos atletas, o Giro 2020, no qual João Almeida esteve durante 15 dias líder da corrida, com a camisola rosa no corpo, a aprendizagem e confiança que trouxe o Giro 2021, e ainda o bloco de apoio e a liderança para o Giro 2022. Vídeo da entrevista https://www.youtube.com/watch?v=H3j5W-we4Yk&t= ### 3.ª Taça de Portugal de XCO - Alberto Barroso e Ana Santos vitoriosos Alberto Barroso (Sportbici/Mundo Furgonetas) e Ana Santos (X-Sauce Factory Team) foram os vencedores da 3.ª Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO), que decorreu este domingo em Lousada. Na elite masculina, Alberto Barroso (Sportbici/Mundo Furgonetas) superiorizou-se à concorrência, vencendo a corrida, resultado que lhe permitiu manter a liderança do ranking de sub-23. O ciclista foi 1m19s mais rápido que Mário Costa (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) o segundo classificado do dia e atual líder da Taça, na categoria elite. No terceiro lugar do pódio ficou Roberto Ferreira (Guilhabreu BTT) ao concluir a prova a 1m35s do vencedor. Ana Santos impôs-se no escalão feminino Em femininos, Ana Santos (X-SauceFactory Team) foi a mais forte do dia ao vencer a prova e sendo igualmente a melhor atleta sub-23. Ana Santos cortou a meta com 41 segundos de vantagem sobre Lara Lois (Motobike), segunda classificada e com 1m12s sobre Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), respetiva terceira classificada. Prova de juniores marcada pelo equilíbrio entre os participantes A corrida masculina de juniores ficou marcada pelo grande equilíbrio entre os participantes, prova disso o facto dos dois primeiros classificados terem terminado a prova separados por apenas 15 segundos. Artur Mendonça (BTT Loulé/Elevis) foi o primeiro a chegar à meta, logo seguido de Guilherme Barros (24 horas Altimetria/Ontrack), segundo classificado, ficando o fecho do pódio entregue a  David Pereira (Sportbici/Mundo Furgonetas) a 1m24s do vencedor. Também em juniores, mas na prova feminina, o destaque vai para Mariana Líbano (Guilhabreu BTT) que não deu hipóteses à concorrência, vencendo com uma margem de 1m50 sobre a segunda classificada, Íris Chagas (Automóveis Ribeiro/GDVP). No terceiro lugar ficou Beatriz Sousa (24horas Altimetria/Ontrack) a 3m23s. Em cadetes os vencedores foram Beatriz Guerra (BTT Loulé/Elevis) e Alejandro Garcia (CC Carballiño). Já em paraciclismo o melhor do dia foi Ivo Pereira (Róódinhas/Master Vantagem). Nas categorias de veteranos, em master 30, Ângela Gonçalves (Korpo Activo/Penacova), foi a mais forte em femininos, enquanto que no escalão masculino a vitória foi de Augusto Midão (Rompe Trilhos/Ajpcar). Em masters 40 o destaque vai para Virgínia Moreira (SAERTEX Portugal/Edaetech) no escalºao feminino e para Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) em masculino. Em masters 50 o vencedor foi António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar), enquanto que em masters 60 foi Luís Tomé (Korpo Activo/Penacova) a conquistar a vitória. Na classificação por equipas a AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde foi a vencedora. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ZCJhFnHAm5s Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa - Entrevista pré-Giro de Itália 2022 A UAE Team Emirates esteve a fazer estágio em altitude na Serra Nevada, em Espanha, antes do Giro de Itália 2022. Para a 105.ª edição da grande volta italiana a equipa conta com 3 portugueses, João Almeida, Rui Costa e Rui Oliveira. Gonçalo Moreira, jornalista e comentador de ciclismo no Eurosport Portugal, deslocou-se ao local do estágio da equipa para entrevistar os 3 portugueses para o Topcycling.pt. Nesta entrevista a Rui costa, são abordados temas o papel importante de Rui Costa aos líderes da equipa nas grandes voltas como o Tour de France ou o Giro de Itália, Tadej Pogacar e João Almeida. Vídeo da entrevista https://youtu.be/h7HsaFmpS20 ### UAE divulga bloco de apoio a João Almeida para o Giro A UAE acaba de confirmar o bloco que irá apoiar João Almeida no ataque ao Giro. Já há muito que se sabia que o ciclista português iria liderar a equipa da UAE na Volta a Itália. Aliás, esse foi, desde cedo, assumido pelo próprio ciclista e pela equipa como o grande objetivo de Almeida para a presente temporada desportiva. Agora, são já conhecidos os nomes que irão acompanhar João Almeida na mítica prova italiana que irá decorrer de 6 a 29 de Maio. Falamos de Alessandro Covi, Rui Costa, Davide Formolo, Fernando Gaviria, Rui Oliveira, Maximiliano Richeze e Diego Ulissi. A bandeira portuguesa está em força neste elenco apresentado pela UAE. Além de João Almeida falamos obviamente de Rui Costa e Rui Oliveira, um aspeto que despertará de certo os amantes do ciclismo no nosso país. Nas últimas semanas João Almeida tem andado algo distante dos holofotes da comunicação social, uma vez que tem estado a realizar treino em altitude, mais propriamente na Serra Nevada, estando assim afastado das competições oficiais que têm decorrido. De olhos postos no pódio final Agora que o elenco da UAE está confirmado e avaliando as elevadas expetativas que têm sido geradas em relação à participação de João Almeida no Giro 2022, podemos considerar que o pódio final será certamente um claro objetivo do ciclista e da própria equipa. Depois do 4º lugar obtido em 2020, com as cores da Deceuninck - Quick Step, João Almeida só pensa em melhorar essa prestação, no entanto, no ciclismo, tal como em muitos outros desportos existem uma série de condicionantes que tem que ser consideradas para a obtenção do sucesso. Por isso, optamos por uma análise cautelosa daquilo que poderá ser o Giro 2022 para João Almeida e a sua equipa. O desenrolar dos dias vai ditar o que poderá ser o resultado final, mas de uma coisa temos a certeza, o ciclismo português tem grandes hipóteses de voltar a deixar a sua marca na história do desporto. Faltam já poucos dias para que os amantes da modalidade estejam de olhos postos na televisão a acompanhar o arranque de uma das principais provas de ciclismo a nível mundial. O público português não será exceção, e estará centrado não só em João Almeida, mas também nos outros portugueses da UAE Emirates, casos dos Ruis, Costa e Oliveira. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Egan Bernal perto do que parecia quase impossível Egan Bernal é mais um caso de enorme superação no mundo do desporto. O ciclista colombiano de 25 anos está prestes a ser dado como apto pelos médicos para o regresso à alta roda do ciclismo mundial. Depois do grave acidente sofrido a 24 de janeiro em que colidiu, a alta velocidade, com um autocarro enquanto treinava com outros colegas da equipa INEOS nos arredores da cidade de Bogotá, do qual resultaram graves lesões, o que parecia muito improvável está prestes a acontecer. Depois de ter visto a carreira suspensa, correndo inclusive vários rumores na imprensa internacional de que o regresso ao ciclismo estaria quase hipotecado, eis que passados sensivelmente três meses do acidente ocorrido, a equipa médica que tem acompanhado o ciclista, revela que o mesmo deverá estar de volta à competição daqui a três semanas. Viajem ao Mónaco decisiva para o regresso Este fim-de-semana Egan Bernal estará no Mónaco para entrar na fase final da sua reabilitação. É aí que a equipa médica, e em especial o Dr. Uriza, responsável máximo pela evolução clínica do ciclista, avaliarão a possibilidade do regresso à alta competição de Bernal. Da parte do ciclista colombiano, este afirmou que se sente muito próximo de estar a 100%, embora considere que ainda é cedo para conseguir cumprir as provas na sua totalidade. “Este fim de semana vou sair do avião e a primeira coisa que vou fazer é andar de bicicleta. Essa é a primeira coisa que vou fazer. Vou viajar com meu pai para que ele me possa acompanhar na mota. Egan Bernal (INEOS) Vamos aguardar pelos próximos dias, mas esta é sem dúvida uma história que irá figurar nos livros do desporto, como um caso de enorme superação. Para já importa não colocar a fasquia muita elevada, mas tudo indica que Egan Bernal está muito perto de voltar a vestir a camisola da INEOS em provas oficiais. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Pidcock aponta ao Tour de France No início desta semana, Tom Pidcock esteva a fazer reconhecimento à etapa de empedrado do Tour de France, no dia seguinte da Liège-Bastogne-Liège. (Uma forma peculiar de fazer recuperação activa). Na primeira semana do Tour há uma etapa entre Lille a Wallers-Arenberg, com 11 sectores de empedrado, totalizando quase vinte quilómetros de empedrado. Cinco desses 11 sectores nunca foram incluídas em qualquer até hoje, nem mesmo na Paris-Roubaix. O britânico da INEOS Grenadiers andou pelos sectores de empedrado francês, juntamente com o seu companheiro de equipa Michal Kwiatkowski, que partilhou um vídeo do momento. https://twitter.com/kwiato/status/1518630638152208384 Até então, o que se sabia era que a INEOS Grenadiers fazia intenção de levar Pidcock ao Giro d'Italia, que começa para a semana. Recorde-se que o ciclista de 22 anos foi campeão olímpico de ciclismo de montanha (XCO) no verão passado, depois preparou-se para temporada de Ciclocorsse no final do ano, tendo alcançado o título de campeão do mundo dessa modalidade no início deste ano. Após este ciclo, mudou o foco e preparação novamente para a estrada, no sentido de estar em novo pico de forma na época de clássicas que agora terminou. O britânico esteve em quase todas os clássicas da primavera, tendo como melhor resultado um pódio na "Através da Flandres". Ninguém vai fazer um reconhecimento da etapa de uma corrida onde não tenciona ir, pelo que é expectável que a INEOS Grenadiers tenha alterado os planos para Tom Pidcock, e em vez de o colocar no Giro de Itália, o faça no Tour de France. Com a baixa de Egan Bernal, que no início da temporada era apontado como líder da equipa para o Tour de France, talvez equipa queira fortalecer o bloco com o jovem prodígio britânico. No caso de Pidcock participar mesmo no Tour de France, ele fará a sua estreia na corrida. No ano passado o ciclista fez Vuelta a Espanha, uma participação modesta, mas recorde-se que já venceu o Giro de Itália Sub-23 em 2020. ### Presidente da UCI avisa: o calendário do ciclismo feminino terá que abrandar David Lappartient, presidente da UCI (União de Ciclismo Internacional) comentou o atual estado do ciclismo feminino internacional, considerando que a crescente evolução que este tem registado nas últimas temporadas pode estar algo comprometida num futuro imediato. David Lappartient, presidente da UCI desde setembro de 2017, deixa o aviso de que a expansão que o calendário de corridas femininas de renome internacional tem vindo a registar pode vir a sofrer um sério abrandamento em breve, devido ao desequilíbrio registado entre o número de atletas e o calendário.   “O pelotão feminino ao mais alto nível ainda não é grande o suficiente.”David Lappartient (Presidente da UCI) Nas recentes declarações que efetuou a alguns meios de comunicação neerlandesa o francês de 48 anos, enquanto figura preponderante no panorama internacional do ciclismo, alertou que o calendário internacional do Women's WorldTour está perto daquilo que ele considera ser o máximo recomendado e possível. "Estamos quase no máximo do número de dias de competição que ainda podemos adicionar ao calendário. Nos últimos anos, muitas novas e boas competições foram adicionadas, como o Tour de France Femmes deste ano.” David Lappartient (Presidente da UCI) O presidente da UCI revela ainda que os organizadores das principais provas de ciclismo internacional têm vindo a ser cada vez mais desafiados a criar competições femininas, mas que é necessário analisar se há atletas suficientes para todas essas provas. Desde o Tour de France Femmes, à versão feminina do Tour de Romandie ao Giro d'Italia Donne,  várias outras provas estão também a equacionar uma possível versão feminina da prova. Em relação a isso, tudo indica que os interessados em entrar no calendário feminino internacional terão que ´lutar´ por um lugar entre as poucas vagas existentes. “Em breve teremos que dizer não aos grandes organizadores quando eles se inscreverem no WorldTour para mulheres. É por isso que queremos continuar a trabalhar globalmente para que o ciclismo feminino esteja presente em todos os continentes.” David Lappartient (Presidente da UCI) O principal escalão de ciclismo feminino conta atualmente com 14 equipas, um número bem superior às 9 equipas de 2021. Estes números confirmam o crescimento que o ciclismo feminino tem vindo a obter, no entanto, há que ter em consideração que apesar do crescente número de equipas existente, estas são compostas por menos atletas que o registado no ciclismo masculino, o que condiciona assim a sua evolução.   “Existe de fato um desequilíbrio entre o número de ciclistas ou equipas e o calendário atual da competição.” David Lappartient (Presidente da UCI) A diferença registada não é só ao nível da constituição das equipas, também nos salários e prémios em jogo existe uma grande discrepância, embora estas tenham vindo a diminuir significativamente nos últimos anos. Apesar destas diferenças, David Lappartient garante que o objetivo passa por tentar equilibrar o máximo possível o escalão feminino com o masculino. "Eu sou positivo. Quando vejo de onde viemos e onde estamos agora, vejo que o ciclismo feminino fez um progresso sem precedentes. Os salários das atletas femininas aumentaram, de modo a que o salário médio de uma equipa do WorldTour é já de 50.000 €, permitindo assim às atletas de nível mais elevado viverem somente do ciclismo.” David Lappartient (Presidente da UCI) Os próximos meses prometem mais novidades em relação ao ciclismo internacional feminino, no entanto, o crescimento está lá, resta saber até que ponto este crescimento conseguirá ser bem sustentado num futuro próximo. Para já, importa salientar que o ciclismo feminino está bem vivo, interessa agora saber mantê-lo de boa saúde. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVO selim Specialized Power Pro com Mirror A Specialized adicionou a tecnologia Mirror na gama de selins Power Pro, nascendo assim o novo Power Pro Mirror. A tecnologia Mirror é um polímero líquido impresso em 3D que cria uma estrutura de favo de mel mais ajustável à anatomia de cada ciclista. Formato Power e Tecnologia Mirror O Power Pro com Mirror nasce do formato Power, conhecido pelo seu canal central extra largo e alongado Body Geometry, e é rematado com o mesmo almofadado Mirror do selim S-Works Power com Mirror. O mirror tem uma matriz 14000 suportes e 7799 nós, cada um com a potencialidade de ser afinado individualmente para oferecer conforto nos ísquios sem precedentes. Conforto Sustentável com Carbono Recuperado De acordo com a Specialized, a marca deu o primeiro passo para uma produção de ciclo fechado, maximizar a eficiência na produção e minimizar o desperdício. Usando restos de carbono da produção em fábrica, combinado com nylon injetado, estão a construir uma base em carbono mais sustentável. Carris de Titânio A tecnologia Mirror foi reforçada neste selim, com os novos carris em titânio. A marca afirma que é tão forte que o Power Pro Mirror está pronto para o Trail, e para os ciclistas de montanha. Desta forma garantem maior versatilidade ao selim, e quer estejas na estrada ou no trilho, a subir ou a descer, o Power Pro com Mirror é adequado. Para ficares a saber as características técnicas completas, o preço e inclusive comprar on-line este novo selim, vê no site da marca em Portugal www.specialized.com/pt /pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Composta por 1 prólogo e 5 etapas, apesar de ter um perfil montanhoso, é uma corrida bem ao estilo dos contrarrelogistas. No ano passado, o homem vestido de amarelo no topo do pódio final foi o britânico Geraint Thomas. Ivo Oliveira (UAE-Team Emirates), é o único ciclista luso em prova na Romandia.  Volta à Grécia A partir desta quarta-feira, 27 de abril, e até ao dia 1 de maio, os fãs vão também poder ver os resumos da 17.ª edição da Volta à Grécia. A partir das 22:00h, Paulo Martins faz o resumo da jornada desta emocionante competição de 5 etapas e 860 quilómetros que tem partida marcada para Heraklion, em Creta, e meta em Ioannina. Bernardo Gonçalves (XSpeed United Continental) é o único português inscrito na lista de pré-inscritos para o evento.  Eschborn – Frankfurt Finalmente, o primeiro dia de Maio é sinónimo do Dia do Trabalhador e, para muitos feriado, mas é igualmente o dia em que se realiza a Eschborn – Frankfurt, uma clássica de ciclismo de estrada realizada anualmente entre as duas localidades alemãs. Esta corrida de 185 quilómetros está entre as mais conceituadas do país, atraindo grandes equipas e ciclistas. No ano passado, o triunfo coube ao belga Jasper Philipsen. Uma semana com muitas horas de ciclismo que promete emoção, para acompanhar no Eurosport.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Liège-Bastogne-Liège 2022 - Show de Remco Evenepoel Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) obteve hoje uma autoritária vitória naquele que é o seu primeiro monumento, na Liège-Bastogne-Liège, cruzando a meta a solo. O jovem belga lançou um ataque potente e sem capacidade de resposta a 30 quilómetros do fim. Mesmo com a desaceleração nos metros finais para saborear sua vitória, Evenepoel cruzou a linha de meta com 48 segundos de vantagem sobre os perseguidores. De realçar também que foi um pódio totalmente belga com os homens oriundos do ciclocrosse, Quinten Hermans (Intermarché-Wanty-Gobert) em segundo e Wout van Aert (Jumbo-Visma) em terceiro. A espetacular vitória de Remco Evenepoel faz lembrar, de certa forma, a vitória de Mathieu van der Poel na Amstel Gold Race em 2019, quando atacou e só parou depois de cruzar a meta em primeiro, são imagens que ainda hoje são recordadas pela forma imponente e espetacular dessa vitória. O momento do ataque https://twitter.com/qst_alphavinyl/status/1518231086630903808 Certamente, as imagens do ataque e vitória de hoje de Remco Evenepoel também irão perdurar no tempo, pela espetacularidade e coragem do ataque, a 30 quilómetros do fim da corrida, ao estilo que Remco gosta de correr. TOP 10 final POS.NOMEEQUIPATEMPO1EVENEPOEL RemcoQuick-Step Alpha Vinyl Team6:12:382HERMANS QuintenIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:483VAN AERT WoutJumbo-Visma0:484MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers0:485HIGUITA SergioBORA - hansgrohe0:486TEUNS DylanBahrain - Victorious0:487VALVERDE AlejandroMovistar Team0:488POWLESS NeilsonEF Education-EasyPost0:489HIRSCHI MarcUAE Team Emirates0:4810WOODS MichaelIsrael - Premier Tech0:48 Resumo vídeo https://www.youtube.com/watch?v=rRhszardVi4 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Liège-Bastogne-Liège - Outro "Monumento" para assistir este domingo É já este domingo que se cumpre a 108.ª edição da Liège-Bastogne-Liège, um dos cinco ‘Monumentos’ do ciclismo, junto com a Milano-Sanremo, a Volta à Flandres, a Paris-Roubaix e a Volta à Lombardia. Organizada pela primeira vez em 1892, esta prova também conhecida por ‘La Doyenne’ (A Velha Senhora), é uma das mais antigas da história da modalidade. Por acontecer em finais de abril, na região belga das Ardenas, é comum dizer-se que esta é a última das ‘Clássicas da Primavera’. A Liège-Bastogne-Liège é considerada uma das provas de um dia mais difíceis do mundo devido à sua distância e percurso exigente, por vezes marcado por condições atmosféricas adversas. Ao contrário de outras clássicas, a dificuldade para o pelotão não advém dos setores de empedrado, mas sim das subidas.  Percurso O pelotão sai do centro de Liège, rumo a Bastogne, próximo da fronteira com o Luxemburgo, para regressar novamente a Liège. Pelo caminho, os ciclistas enfrentam uma dúzia de curtas, mas duras subidas, entre as quais se destacam os emblemáticos Côte de Saint-Roch, Côte de Stockeu, Côte de la Redoute, Côte de Wanne ou o Côte de la Roche aux Faucons, uma rampa com uma extensão de 1,3 quilómetros e uma inclinação de 10.5%. Será a última antes da meta, este ano, situada no centro da cidade de Liège, com um final plano ideal para ‘sprinters’. Ao todo, o pelotão terá de cumprir 257,2 quilómetros.  Os vencedores Ao longo de mais de 100 edições de história, contam-se vencedores como Léon Houa, Moreno Argentin, Alejandro Valverde ou Eddy Merckx, o super-campeão belga que detém um recorde de cinco vitórias, obtidas em 1969, 1971, 1972, 1973 e 1975. No ano passado, o triunfo coube ao esloveno Tadej Pogacar, nome que estava previsto na corrida deste ano, mas o qual anunciou hoje não poder estar presente. As estrelas presentes A edição de 2022 da Liège-Bastogne-Liège apresenta um cartaz de luxo com Alejandro Valverde, Wout Van Aert, Remco Evenepoel, Matej Mohoric, Julian Alaphilippe, Dylan Teuns ou Rigoberto Uran, entre outros. Rúben Guerreiro é o único português na lista de pré-inscritos para a corrida belga. Transmissão  Corrida masculina Podes acompanhar a Liège-Bastogne-Liège, um autêntico ‘Monumento’ ao ciclismo, este domingo, 24 de abril, em direto, no Eurosport 1, a partir das 12:15h. Os comentários ficam a cargo de Luís Piçarra, Paulo Martins e Olivier Bonamici.  Corrida feminina Também no domingo, o Eurosport emite a 6.ª edição da Liège-Bastogne-Liège feminina. Com um traçado mais pequeno de 142 quilómetros, mas igualmente duro com várias subidas icónicas e desafiantes, esta clássica conta com algumas das melhores ciclistas do mundo. No ano passado, a vitória coube à ciclista dos Países Baixos Demi Vollerting. Acompanha toda a ação da Liège-Bastogne-Liège feminina em direto no Eurosport 1 a partir das 10:35h com comentários de Gonçalo Moreira e Isabel Fernandes.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mértola e Mina de S.Domingos - Paraíso do Gravel Desloquei-me à zona de Mértola e Mina de S.Domingos, no interior do Baixo Alentejo, uma zona com uma variedade de paisagens e locais, bem como uma história que não se encontra facilmente nenhum outro lugar. Fiz algumas partes da Grande Rota do Guadiana (GR15), que tem com uma extensão de 165 km. É uma via pedestre que se encontra devidamente sinalizada em ambos os sentidos. Tem início e fim na cidade de Vila Real de Santo António, no Algarve, e segue ao longo do troço e dos territórios do Rio Guadiana. Além das paisagens, que nesta altura do ano são os campos floridos com uma lindíssima variedade de cores, o fantástico desta região é também a paz que se encontra nos sítios remotos, assim como a passagem pelas várias aldeias, onde se encontra sempre a simpatia das gentes que por lá vivem. Os fãs do Gravel (ou BTT) que também gostem de um pouco de adrenalina, também a encontrarão, em vez de ser proporcionada por trilhos, é substituída pelas longas estradas de terra onde se pode pedalar em boas velocidades, assim haja força nas pernas. Encontras mais sobre Mértola em: visitmertola.pt Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=3F5NqrJg_JU&t= No vídeo mostro também o que utilizo na bolsa de ferramenta da bicicleta de Gravel. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Colnago C68 - A nova pérola da marca de Cambiago A Colnago apresentou hoje ao mundo a nova Colnago C68. Na Colnago, o modelo C é aquele que representa o DNA da marca e o conceito de "feito à mão na Itália". Apesar de manter as linhas clássicas, a nova C68 surge com um misto de design contemporâneo, mas também futurista. O lançamento da C68 trouxe também um novo modelo de negócio e a modernização da própria Colnago como marca, notando-se desde já pelo novo site da marca, mais actual, moderno e navegável (o antigo era um pouco confuso). A marca italiana passa também a ter a possibilidade de venda on-line, numa fase inicial, em alguns países europeus e nos Emirados Árabes Unidos. A C68 Road pode ser adquirida diretamente no site e aplicação Colnago e, graças à tecnologia blockchain, é possível manter e garantir seu valor ao longo do tempo. (Para cores personalizadas de um modelo específico, Studio). O desenvolvimento digital foi fundamental para o projeto geral do C68. Para alcançar esses resultados, a Colnago fez parceria com a empresa MyLime para o desenvolvimento de blockchain, com a London Dynamics para o configurador 3D e com a Backbone para o desenvolvimento dos sites e aplicações. Se não sabes o que é a tecnologia blockchain vê este nosso artigo, onde explicamos do que se trata. O modelo C é a “clássica” Colnago, feita à mão na Itália de acordo com a tradição e destinado a quem gosta de bicicletas com um design único e exclusivo. No entanto, a C68 representa uma revolução tecnológica em relação aos modelos C anteriores, mantendo o DNA e o conceito do quadro montado em partes. A C68 é feita com uma estrutura modular que está no centro do projeto e garante a sua excelência. O número de peças que compõem o quadro é o mesmo da série C anterior (C64), mesmo que, do ponto de vista estético, a linha pudesse ser mais semelhante à de um quadro monocoque. A escolha foi ditada pela busca de um visual moderno e ao mesmo tempo sempre desejável para os clientes tradicionais da Colnago, ampliando assim o leque de possibilidades de compra. Novo guiador integrado CC.01 Um novo guiador integrado, Colnago CC.01, também estará disponível com a C68 Road. Os guiadores integrados geralmente são construídos em várias peças de carbono coladas, tanto no drop como na haste. Em vez disso, o Colnago CC.01 é feito numa única peça completamente monocoque, uma escolha vantajosa tanto para economia de peso como para aumentar a rigidez. Esta escolha técnica foi desenvolvida na fase de construção através de uma combinação particular de moldes que permite quatro opções diferentes de largura de guiador (370, 390, 410 e 430 mm superior de centro a centro) juntamente com sete comprimentos diferentes de avanço (80, 90, 100, 110, 120, 130 e 140 mm). 16 combinações diferentes estarão disponíveis no mercado. Outras inovações incluem o novo bloco de movimento pedaleiro Pressfit T47 e o novo headset CeramicSpeed ​​SLT (Solid Lubrication Technology), com garantia vitalícia. Personalização e exclusividade Assim como em modelos C anteriores, a chave do projeto é a liberdade de escolha: o consumidor tem a possibilidade de criar verdadeiramente a sua própria e exclusiva C68. Mais novidades a chegar na Colnago Há uma série de inovações técnicas, começando com a introdução do conceito de plataforma, a mesma filosofia nas bicicletas de estrada (apresentadas hoje), bicicletas allroad e gravel, previstas para o outono e inverno de 2022. Entre muitas outras, o uso da tecnologia blockchain numa bicicleta de produção – seria uma estreia mundial – e um novo configurador 3D com realidade integrada para proporcionar uma experiência semi-real ao consumidor. “O modelo C sempre foi o ícone da Colnago. A C68, combina artesanato, tradição e inovação tecnológica, oferece ao mercado uma bicicleta exclusiva e é um grande motivo de orgulho para mim e para a empresa: C como Colnago, Carbono, Cambiago e Classe."Disse Nicola Rosin, CEO da Colnago. Versão titânio A C68 Road também estará disponível em versão limitada, com peças de titânio impressas em 3D em Itália, destinadas a um público ainda mais exclusivo, com possibilidade de construção “por medida” além dos sete tamanhos padrão disponíveis. Geometria e tabela de tamanhos Modelos e preços B2C (on-line) - Europa Bicicleta completa - Road Carbon C68 Campagnolo Super Record EPS 12v - Bora Ultra WTO 45 – € 15.772,00C68 Shimano Dura Ace 12v – Shimano Dura Ace C50 – € 14.065,00C68 Sram Red AXS Etap 12v – Zipp 303 Firecrest – € 12.700,00 Bicicleta completa - Road Carbon/Titanium C68Ti Campagnolo Super Record EPS 12v – Bora Ultra WTO 45 – € 16.780,00C68Ti Shimano Dura Ace Di2 12v – Shimano Dura Ace C50 – € 15.590,00C68Ti Sram Red AXS Etap 12v – Zipp 303 Firecrest – € 13.670,00 Kit de quadro Kit quadro C68 full carbono - € 5.650,00Kit Quadro C68Ti - € 6.600,00Configuração de cores upcharge - € 1.200,00 Nota: Preços podem variar de acordo com os impostos de cada país Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Português brilha na Flèche wallonne O ciclista português Ruben Guerreiro (EF Education-EasyPost) apresentou-se hoje em grande plano na Flèche wallonne O português de 27 anos terminou a emblemática prova que decorre na região da Valónia na Bélgica em 7º lugar, integrado num grupo onde estavam presentes alguns dos melhores ciclistas da atualidade. Com esta prestação, Ruben Guerreiro obteve o terceiro melhor resultado de sempre de ciclistas portugueses nesta prova, ficando apenas atrás do 4.º lugar de Acácio Silva em 1985 e do 5.º lugar de José Azevedo em 2002. Ruben Guerreiro dá assim continuidade às boas exibições que tem vindo a realizar na presente época. Dylan Teuns foi o vencedor com Valverde em destaque Dylan Teuns (Bahrain Victorious) foi o homem do dia ao vencer a prova com o tempo de 4:42:12 horas, superiorizando-se em 2 segundos ao ‘veterano’ e pentacampeão desta prova Alejandro Valverde (Movistar) que foi segundo classificado e a Aleksandr Vlasov (Bora-Hansgrohe) que ficou com o último lugar do pódio. O belga Dylan Teuns de 30 anos, não escondeu a felicidade por ter conseguido vencer a prova. "Sempre sonhei com uma vitória no Classic e hoje finalmente aconteceu. Nunca fui tão forte nos Clássicos de Primavera como este ano e estou super feliz com esta vitória."Dylan Teuns (Bahrain Victorious) Destaque ainda para a grande prestação de Valverde. O veterano espanhol que completa 42 anos daqui a cinco dias, efetuou uma prova irrepreensível, lutando pela vitória até aos últimos metros, contrariando os sinais da sua idade. Valverde garantiu no final da prova ter dado tudo o que podia, naquela que deverá ter sido a sua última participação numa prova em que brilhou ao longo da sua já extensa carreira de ciclista. "Não tive as sensações como nos anos passados, quando pensava que poderia sofrer um pouco mais, mas hoje, de jeito nenhum, estava no meu limite absoluto. A corrida toda foi muito rápida. Acho que fizemos o Mur de Huy mais rápido que nunca."Alejandro Valverde (Movistar) Tal como é habitual, a edição deste ano da Flecha Valona voltou a decidir-se nos últimos 300 metros, com Enric Mas da Movistar a lançar Valverde para a parte mais íngreme da subida, enquanto que, Vlasov tentou, sem sucesso, atacar por dentro. Teuns foi mesmo o mais forte, principalmente nos últimos 50 metros da prova.   À beiro do pódio ficou o Campeão do Mundo Julian Alaphilippe (QuickStep-AlphaVinyl). Para melhor percebermos a elevada competitividade desta prova, basta analisar alguns dos grandes nomes do ciclismo mundial que ficaram fora do top 10, casos de Tadej Pogacar (UAE Emirates), que terminou no 12.º posto. Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Dylan Teuns (Bel) Bahrain Victorious4:42:122Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:00:023Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohem.t.4Julian Alaphilippe (Fra) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:00:055Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers0:00:076Michael Woods (Can) Israel-Premier Techm.t.7Ruben Guerreiro (Por) EF Education-EasyPostm.t.8Rudy Molard (Fra) Groupama-FDJm.t.9Warren Barguil (Fra) Arkea-Samsicm.t.10Alexis Vuillermoz (Fra) TotalEnergies Vídeo resumo https://youtu.be/3ZhR0QVdOEo Para terminar, importa referir que a edição de 2022 da “La Flèche Wallonne” foi uma das edições mais rápidas de sempre, registando uma média final 42,97 km/h. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Roubaix 2022 - Valeu uma equipa, venceu um Outsider A antiga Sky, actual Ineos Grenadiers mudou enquanto equipa, e como tal vão mudando os resultados, a Ineos vence clássicas e hoje estreou-se a vencer a Paris-Roubaix porque correu como equipa, com a ambição de sempre. É verdade que Dylan van Baarle (Ineos Grenadiers) terminou o Tour de Flandres no segundo posto este ano, na passada temporada venceu a "Através da Flandres" e tem outras vitórias no seu palmarés, mas também é verdade que havia outros "tubarões" favoritos hoje, e no final venceu van Baarle. Já se sabe que na Paris Roubaix, além de capacidade é necessária colocação e sorte, van Baarle foi atrás de Matej Mohorič e Yves Lampaert numa fase decisiva da corrida, no sector de cinco estrelas Carrefour de l'Arbre, e saiu com uma pequena vantagem, que foi aumentando até o velódromo. "É inacreditável. Não acreditei quando entrei no velódromo. Estava completamente sozinho. Quando o carro da equipa veio ao meu lado, comecei a acreditar. Tem sido uma loucura”, disse van Baarle. Matej Mohoric foi dos mais audazes, a mais de 100 km's do fim estava numa fuga juntamente com mais 4 ciclistas, que se dissolveu, mudando alguns dos participantes, mas sempre com Mohoric na frente. Chegou a ter uma vantagem considerável (mais de 1:30m.), e só um furo acabou por o afastar da frente da corrida. Ainda sprintou para op quinto posto no final. Yves Lampaert (Quick-Step Alpha Vynil) seguia na frente com Mohoric, poderia ter conseguido um pódio, não fosse o toque de um espectador, que lhe provocou uma queda aparatosa. Entre os favoritos, Wout van Aert teve uma série de contratempos (teve que trocar de bicicleta duas vezes), mas acabou por conseguir ainda assim terminar em segundo, com Stefan Küng em terceiro. Outro favorito, Mathieu van der Poel, perdeu a ligação com o grupo perseguidor a cerca de 25 km's. do final, e quando quis reagir a distância para a frente da corrida já era grande. Dentro da própria Ineos Grenadiers, Filippo Ganna era apontado como um dos homens que podia discutir a corrida, mas também teve que trocar de bicicleta algumas vezes devido a furos. TOP 10 final POS.NOMEEQUIPATEMPO1VAN BAARLE DylanINEOS Grenadiers5:37:002VAN AERT WoutJumbo-Visma1:473KÜNG StefanGroupama - FDJ1:474DEVRIENDT TomIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux1:475MOHORIČ MatejBahrain - Victorious1:476PETIT AdrienIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux2:277STUYVEN JasperTrek - Segafredo2:278PICHON LaurentTeam Arkéa Samsic2:279VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix2:3410LAMPAERT YvesQuick-Step Alpha Vinyl Team2:59 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=5ir0Ptzmplw ### Jumbo-Visma de olho em Van der Poel Só um Van der Poel sueco para bater o Van der Poel neerlandês, Jumbo-Visma e outras equipas estão atentas. Há cerca de um mês li este título e fiquei a pensar “caramba, juntamos o Van Aert e o Van der Poel e só fica a faltar o Pidcock para a coisa ser perfeita”. Seria daqueles trios míticos, como Bebeto, Mazinho e Romário no Mundial de 1994 quando embalaram o Brasil para o penta.  Não eram nascidos no Mundial dos EUA? Então imaginem Harry Potter, Ron Wesley e Hermione Granger, a magia é a mesma.  Voltemos a Van der Poel na Jumbo-Visma. Por esta altura estão a pensar que bati com a cabeça na mesinha de cabeceira. Só que não. A notícia é real e até parece que a EF Education EasyPost também quer o craque. (Podem ler tudo aqui). Se carregaram no link já sabem por esta altura que há “outro” Van der Poel. Confesso que ainda estou a recuperar de dois Jogos Olímpicos consecutivos. Primeiro Tóquio, depois Pequim. Ver 230 horas de desportos de inverno podem gerar stress pós-traumático.  Centremo-nos em coisas sérias. A grande performance dos Jogos de Pequim esteve na pista de gelo oval da capital chinesa. O sueco Nils Van der Poel, patinador de velocidade, ganhou os 5000m com recorde olímpico e os 10000m com recorde mundial!  Nils é Van der Poel por parte de um avô, nascido nos Países Baixos, mas é mais sueco que o Ikea. É um ser curioso, uma espécie de hippie millennial nascido em Trollhättan, 75km a norte de Gotemburgo. Na preparação para os Jogos Olímpicos fez ultramaratonas, pedalou em condições extremas e pelo meio foi saltando de paraquedas. Estamos a falar de um tipo que foi a PyeongChang 2018 fazer 14º nos 5000, chateou-se e decidiu entrar nas forças especiais. Que se lixe a patinagem de velocidade!  Quatro anos depois venceu as provas rainhas do gelo e mal acabou Pequim 2022 publicou um manual intitulado “How to skate a 10k (and half a 10k)” – a tradução livre será algo deste género “Como patinar uns 10km (e metade de 10km)”. Trata-se de um documento onde Nils Van der Poel detalha como viveu e treinou entre maio de 2019 e fevereiro de 2022, seguindo a metodologia “5 + 2”, isto é, cinco dias de treino e dois de descanso.   “How to skate a 10k (and half a 10k)” é uma demonstração de humildade e partilha de conhecimento para futuros candidatos a baterem as marcas dos 6:00 e dos 12:30, as barreiras míticas em 5000m/10000m na patinagem de velocidade.  Como é que este Van der Poel sueco entra no radar das equipas do WorldTour? Basta ler o manual para perceber que no verão de 2021 Nils trabalhou a parte aeróbica e isso incluiu 33 horas por semana de ciclismo a 250 watts de média – isto enquanto recuperava de uma lesão na pélvis.  Este exemplo de treino semanal é retirado da fonte já citada:  Segunda | 7h ciclismo a 260w Terça | 6h ciclismo 250w Quarta | 2h esqui cross-country + 4h ciclismo a 250w Quinta | 7h ciclismo a 265w Sexta | 6h ciclismo a 240w Sábado | Descanso Domingo | Descanso  Não vou entrar em mais detalhes sobre o documento do Nils Van der Poel, podem consultá-lo aqui se tiverem curiosidade. Acho que já estabelecemos que é um atleta diferente, inteligência acima da média, força mental excecional e fisicamente dotado.  O sueco tem 25 anos [faz 26 no dia 25 de abril] e por isso a Jumbo-Visma e a EF querem testá-lo. Se foram buscar um tricampeão da Vuelta aos saltos de esqui, porque não reproduzir o modelo com um patinador de velocidade? É um desporto com mais semelhanças com o ciclismo do que os saltos.  Ciclistas, atletas a cima da média Nils Van der Poel e Wout Van Aert juntos, "uau!" Dois “maluquinhos”, porque os verões do Wout também são bonitos, basta recordar que foi brincar às “10 milhas de Antuérpia” (16km) e ia com ritmo tranquilo de 4:30/km. Não é o único que gosta de correr; Tom Dumoulin fez 32:38 nos 10km de Maastricht, Thomas Pidcock quer fazer os 5km em menos de 15 minutos. Mas com as sapatilhas nos pés o rei dos ciclistas continua a ser Michael Woods que chegou a fazer a milha em menos de 4:00 – é preciso ser um “animal” para correr 1609,34m a um ritmo de 24 km/h (ou superior); só para contextualizar digo-vos que o recorde feminino da milha está em 4:12.33 e pertence à incrível Sifan Hassan, a eritreia que se refugiou nos Países Baixos, em Tóquio fez a dobradinha 5000m/10000m. e ainda levou o bronze nos 1500m. A primeira mulher a vencer três medalhas nas provas de fundo na mesma edição dos Jogos!  Oxalá Nils Van der Poel troque os patins pela bicicleta. Personalidade carismática e capacidade física extraordinária. É mesmo disto que o ciclismo precisa. Nils Van der Poel já confessou que depois do que fez em Pequim, não é homem de repetir o que já fez antes, retira-se da patinagem profissional e procura novos desafios, patinar, só por lazer. Só um Van der Poel sueco para bater o Van der Poel neerlandês Pela maneira como tem corrido a primavera, se calhar só um Van der Poel sueco para bater o Van der Poel neerlandês. Sim, porque Mathieu é outra “besta” que precisou de um dia de competição este ano para subir ao pódio da Milão-Sanremo – a corrida mais longa do calendário – antes de ir à Coppi e Bartali escapar, ser apanhado e no final ganhar ao sprint. Foi só o aquecimento para as vitórias na Através da Flandres e na Volta à Flandres, e um sério aviso para a Paris-Roubaix.  Por: Gonçalo Moreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Travão de disco provoca corte em ciclista da Arkéa Samsic e levanta nova polémica A utilização do travão de disco em provas de ciclismo está praticamente consumada, todas as equipas World Tour utilizam esse tipo de travão, mas continua a gerar debate no pelotão devido ao risco que implica na eventualidade de possíveis quedas (principalmente colectivas, com aglomerado de ciclistas). O último a sofrer os danos de um disco foi o francês Hugo Hofstetter, que voltou a levantar esta questão através das suas redes sociais. Hugo Hofstetter - Arkéa Samsic Hugo Hofstetter caiu durante a quarta etapa do Circuito de Ciclismo La Sarthe, num dia em que a organização teve que encurtar o percurso devido a condições climáticas adversas (por sinal, as condições onde mais se justifica a utilização deste tipo de travões). A quatro quilómetros do fim houve uma queda, na qual o ciclista da Arkea se viu envolvido, não conseguindo terminar a etapa. De acordo com a informação da equipa “ o ciclista sofreu um corte significativo no ouvido, que necessitou de tratamento cirúrgico ”. Uma lesão que o próprio Hofstetter confirmou alguns dias depois nas suas redes sociais mostrando uma fotografia do seu capacete onde se pode observar o corte no mesmo, provocado por um disco. Na sua publicação o ciclista escreveu o seguinte: " UCI, quando haverá proteção para os travões de disco? Isso teria poupado 35 pontos na minha orelha? "Hugo Hofstetter O assunto não é novidade, já houve relatos anteriores de lesões causadas por travões de disco em quedas coletivas no pelotão, algumas marcas já desenvolveram protótipos de proteções para os travões de disco das bicicletas de estrada, mas por enquanto a UCI ainda não se pronunciou acerca do tema. Nós abordámos o assunto dos travões de disco em bicicletas de estrada NESTE ARTIGO, a questão agora já não é utilizar ou não o travão de disco, mas sim a incorporação de protecções para os mesmos. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek lança nova roupa de ciclismo, mais sustentável e amiga do planeta A Trek lançou esta semana uma nova linha de roupa de ciclismo premium com o objectivo de oferecer elegância, qualidade de construção e performance. Tudo isto com uma pegada ecológica mais amiga do planeta. A marca informa que cada artigo da nova coleção do vestuário de ciclismo da Trek é concebido com tecidos de toque suave e produzido com materiais reciclados, especificamente selecionados para reduzir o desperdício. De acordo com a Trek, este novo vestuário oferece qualidade e performance mas com um impacto ambiental menor, proporcionando um estilo intemporal de qualidade digno do nome Trek. Na produção da nova coleção de vestuário, os designers inspiraram-se na herança Trek para apresentarem uma linha simples e clássica. O processo criativo baseou-se num regresso às origens da marca para oferecer um vestuário elegante e de qualidade. A nova coleção de vestuário de ciclismo da Trek inclui, entre outros, jerseys e calções para qualquer tipo de ciclista, desde os ultra-aerodinâmicos RSL aos funcionais Solstice, mais orientados para o conforto. O novo vestuário de ciclismo da Trek já está disponível nas lojas Trek.Podes ver mais informações sobre preços e características técnicas, em: www.trek.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Atenção: Chris Froome está de volta Chris Froome garantiu nos últimos dias estar de volta à sua melhor forma. O experiente ciclista britânico de 36 anos revelou que se encontra no seu melhor momento de forma desde o acidente sofrido em 2019, quando durante um treino de preparação para a Volta a França embateu contra um muro a uma velocidade de 60km/h, tendo sofrido fraturas no fêmur, no cotovelo e em algumas vértebras. À data do acidente, Froome chegou mesmo a mostrar-se grato por ter sobrevivido ao incidente. Depois de vários meses de ausência, é o próprio Chris Froome que afirma estar recuperado, sentindo-se na sua melhor fase depois do trágico acidente. O quatro vezes vencedor do Tour de França encontra-se neste momento a cumprir a sua segunda temporada na Israel-Premier Tech e deixa claro que deseja voltar a participar nessa prova e também na Volta a Espanha. Metas atrevidas, mas que devem ser tidas em conta, atendendo não só à larga experiência de Froome, mas também devido às suas inegáveis qualidades enquanto ciclista de topo. Depois de ter visto o início da temporada adiado por sentir algum desconforto num dos joelhos ao pedalar, Froome encontra-se a cumprir um programa de treino rigoroso e garante perentoriamente, sentir-se a 100%. “Agora não tenho problemas. Sem desconforto, sem dor e nada para me parar, tenho luz verde, só preciso fazer o trabalho. O treino, o sacrifício, isso é o que eu mais gosto no ciclismo. O foco é isso! Esta é a primeira vez desde a grande queda de 2019, que tudo está a 100%. Não há razão para voltar a parar. Agora é começar a competir, continuar a treinar e tentar voltar à velocidade que posso atingir."Chris Froome Os amantes do ciclismo e especialmente os seguidores de Chris Froome receberam estas notícias com agrado e aguardam às próximas semanas com expetativa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 140 quilómetros de BTT ou Gravel na Ultra Maratona de Cabeça Gorda, Alentejo A Ultra Maratona BTT Cabeça Gorda já tem data marcada para a sua 2ª edição, e de acordo com a organização as inscrições estão quase esgotadas, apesar do evento ser em Setembro. Depois do sucesso da sua primeira edição em 2019, onde alinharam 150 participantes à partida, e do interregno de atividades provocado pelo contexto pandémico, a Ultra Maratona de BTT Cabeça Gorda está de volta, organizada mais uma vez pelo BTT Ferrobico (Secção de BTT e Cicloturismo do CRDCG), mais conhecido no nosso país por organizar anualmente o Raid BTT Por Terras de Mato. Longa distância em autonomia Trata-se de um evento de longa distância em total autonomia e guiado por GPS, que pode ser percorrido em bicicleta de BTT, E-Bike ou Gravel. Data e percurso Esta 2ª edição da “Ultra Maratona BTT Cabeça Gorda” realiza-se no dia 24 de setembro 2022 na aldeia que lhe dá nome, Cabeça Gorda, a escassos 10 quilómetros da cidade de Beja e percorre as freguesias de rurais do concelho de Beja, Mértola, Serpa e Castro Verde tendo passagem pelo mítico Pulo do Lobo. O traçado possui aproximadamente 140 quilómetros com 2500 metros de desnível acumulado. Disputado em caminhos e estradas rurais de terra batida e ocasionalmente em asfalto, o percurso não terá marcações físicas, apelando às capacidades de navegação dos participantes e é também reflexo da componente ecológica do evento. História do Pulo do Lobo O Pulo do Lobo, a 35 metros de altitude, é um desnível muito estreito no qual existe uma fenda por onde se precipitam as águas do Guadiana. Este desnível é consequência dos efeitos provocados ao longo dos tempos pelas várias eras geológicas. Segundo diz a lenda um homem audaz ou uma fera acossada poderiam transpor este desnível com um “pulo”. É pelo vale fundo, que se irá progressivamente arredondando, que o Guadiana corre até às proximidades de Mértola. As várias categorias de incrição: Elites Masculino (de 18 a 29 anos)Masters Masculino (de 30 a 49 anos)Grand Masters Masculino (mais de 50 anos)Feminino (absoluto)Duplas Masculino (absoluto)Duplas Feminino (absoluto)Duplas Mistas (absoluto)E-Bike (absoluto)Gravel (absoluto) Fases de inscrição As inscrições decorrem em 3 fases, a partir de 1 de abril, até atingir o limite máximode 300 participantes. 1 de abril a 31 de maio - 45,00€1 de junho a 31 de julho - 50,00€1 de agosto a 10 de setembro - 55,00€ Para mais informações, consultar o regulamento no site: www.bttferrobico.com Ou na página do Facebook da organização: https://www.facebook.com/bttferrobico.crdcg ### 2.º Evento Gravel Challenge - Freixo de Espada à Cinta Estivemos segundo evento do Gravel Challenge Portugal, depois do primeiro evento que se realizou na zona sul de Portugal, em Albufeira, fomos até ao interior norte do País, na zona de Trás-os-Montes e Alto Douro, mais precisamente em Freixo de Espada à Cinta. Os eventos Gravel Challenge são provas de dois dias, e assim foi em Freixo de Espada à Cinta, com percursos feitos em navegação por GPS. Site da organização AQUI. Nos vídeos seguintes, mostramos o evento, as paisagens e as gentes desta zona lindíssima de Portugal. Dia 1 https://www.youtube.com/watch?v=l3txPrB7wPQ&t= Dia 2 https://www.youtube.com/watch?v=OkiT1sFOooU Vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão. Imagens de drone: Organização Gravel Challenge, Cabreira Solutions. Fotografia: Eduardo Campos, organização Gravel Challenge, Cabreira Solutions. Agradecimento aos riders: Luís Novo, Rui Antunes e André Esteves pela ajuda na recolha de imagens. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao País Basco - A liderança de Roglic e os portugueses ativos no pelotão A decorrer de 4 a 9 de Abril a Volta ao País Basco conta com um trio português no pelotão. Referimo-nos a Nelson Oliveira (Movistar), Ruben Guerreiro (EF Education-Easy Post) e André Carvalho (Cofidis). Com duas etapas decorridas, o atual líder da ‘Itzulia’ 2022, é Primoz Roglic (Jumbo-Visma), com cinco segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl Team). Roglic foi o vencedor do contrarrelógio da etapa inaugural e ontem conseguiu manter-se na liderança da classificação, numa etapa ganha por Julian Alaphilippe (Quick-Step Alpha Vinyl Team). O ciclista esloveno de 32 anos é um dos favoritos à conquista da prova, mas para isso terá que superiorizar-se a várias figuras de destaque que também prometem lutar pela vitória, casos de Remco Envenpoel ou Julian Alaphilippe, ambos ciclista da Quick-Step Alpha Vinyl Team. Portugueses bem ativos no pelotão No que diz respeito aos portugueses em prova, após duas etapas decorridas, Nelson Oliveira (Movistar) e Ruben Guerreiro (EF Education-Easy Post) têm estado em maior evidência dentro do plano definido pelas suas equipas. O experiente Nelson Oliveira de 33 anos esteve em bom plano no contrarrelógio inicial e é um elemento importante na estratégia da Movistar. Quanto a Ruben Guerreiro, o ciclista de 27 anos desempenha igualmente um papel relevante dentro da EF Education-Easy Post, não só no apoio ao líder Rigoberto Urán, mas também por ser um elemento, que dentro daquilo que são as suas características, pode tentar conquistar etapas. Já André Carvalho surge na formação da Cofidis como um elemento também importante no bloco de apoio ao líder de equipa, o basco Ion Izaguirre, que ao correr em casa quer apresentar-se em bom plano perante o seu público. Classificação geral à 2.ª etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma5:14:232Remco Evenepoel (Bel) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:00:053Rémi Cavagna (Fra) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:00:164Geraint Thomas (GBr) Ineos Grenadiers0:00:185Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiersm.t.6Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohem.t.7Bruno Armirail (Fra) Groupama-FDJ0:00:208Ion Izagirre Insausti (Spa) Cofidism.t.9Jonas Vingegaard (Den) Jumbo-Vismam.t.10Ben Tulett (GBr) Ineos Grenadiers0:00:2111Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiersm.t.12Fabien Doubey (Fra) TotalEnergies0:00:2313Gorka Izagirre Insausti (Spa) Movistar Team0:00:2414Nelson Oliveira (Por) Movistar Team0:00:2515Pierre Latour (Fra) TotalEnergies Neste momento, o pelotão já se encontra na estrada, a cumprir a terceira etapa, com ligação entre Llodio a Amurrio, com um percurso total de 181,7 quilómetros, englobando cinco contagens de montanha, três de terceira categoria e duas de segunda. Criada em 1924, a Itzulia (Volta ao País Basco) é famosa pelo seu característico traçado montanhoso, ideal para os trepadores e continua a ser uma prova com alguma relevância no ciclismo internacional, prova disso mesmo os vários nomes sonantes que integram o pelotão. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu van der Poel vence Tour de Flandres Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) é o vencedor da 106.ª edição do Tour de Flandres, completando os  dos 272,5 quilómetros entre entre Antuérpia e Oudenaarde em 6:18.30 horas. O ciclista de neerlandês de 27 anos protagonizou um intenso duelo com Tadej Pogacar (UAE Emirates) durante os últimos quilómetros da prova, e no final foi mais forte no sprint, conquistando um dos cinco 'Monumentos' de ciclismo da temporada. Quanto a Pogacar, quando tudo parecia destinado para que o ciclista esloveno ficasse entre o primeiro ou segundo lugar, eis que, nos últimos metros da prova, já muito perto da meta e numa fase em que ele e Van der Poel decidiam quem iniciaria o sprint, surgem, surpreendentemente Dlan van Baarle (INEOS) e Valentin Madouas (Groupama-FDJ), segundo e terceiro classificados, a juntarem-se à discussão e a acabarem por fechar a trajetória ao ciclista da UAE Emirates, que terminou assim no 4.º posto da geral, visivelmente irritado por este desfecho inesperado. Van der Poel, que enfrentou alguns problema nas costas no início da presente temporada, prova disso mesmo o facto de ele apenas ter surgido em provas oficiais há duas semanas no Milan-Sanremo, confirma assim estar de volta à boa forma física que o caracteriza. Por tudo isso, o ciclista neerlandês não escondeu a sua felicidade por ter conquistado um dos mais badalados 'Monumentos' do ciclismo mundial. "Trabalhei muito para isto. No início da época não tinha certeza se chegaria aos clássicos... Por isso, chegar e vencer é incrível."Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) Com a conquista de hoje Van der Poel soma agora duas vitórias no Tour de Flandres. Depois da vitória em 2020 e do segundo lugar conquista em 2021, o ciclista da Alpecin-Fenix afirma-se cada vez mais como um profundo conhecedor do traçado desta prova. Dados impressionantes de Mathieu van der Poel De acordo com aplicação Strava de Mathieu van der Poel, durante a prova de hoje, o ciclista neerlandês apresentou ao longo dos 272,5 quilómetros uma potência média ponderada de 338 W e uma potência máxima de 1.406 W. Dados impressionantes e que demonstram bem o poderio físico que Van der Poel detêm. Depois de uma fase menos boa, devido a alguns problemas físicos, Van der Poel está de regresso à boa forma, deixando boas indicações para os próximos desafios. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=wwoG2ls_r4Y Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Mathieu van der Poel (Ned) Alpecin-Fenix6:18:302Dylan van Baarle (Ned) Ineos Grenadiersm.t.3Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJm.t.4Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emiratesm.t.5Stefan Küng (Swi) Groupama-FDJ0:00:026Dylan Teuns (Bel) Bahrain Victoriousm.t.7Fred Wright (GBr) Bahrain Victorious0:00:118Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo0:00:489Christophe Laporte (Fra) Jumbo-Vismam.t.10Alexander Kristoff (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux Criado em 1913, o Tour de Flandres ou De Ronde van Vlaanderen, cumpriu este ano a 106.ª edição. Famosa pelos seus ‘muros’ – rampas acentuadas, muitas delas em empedrado – a Volta a Flandres é uma prova recheada de mediatismo. A edição deste ano provou isso mesmo, depois daqueles metros finais carregados de adrenalina. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek Bicycle nomeada como uma das 100 empresas mais influentes pela revista TIME A revista TIME inclui a Trek Bicycle na sua segunda lista anual das 100 empresas mais influentes, pelo seu esforço, em 2021, de fomentar a utilização da bicicleta como uma ferramenta para criar um mundo melhor. A lista das 100 empresas mais influentes da TIME, que é uma extensão da sua lista anual das 100 pessoas mais influentes no mundo, destaca as 100 empresas que se notabilizaram pelo seu extraordinário impacto em todo o mundo. As acções da Trek pelo meio ambiente Em 2021, a Trek torna-se a primeira empresa de bicicletas a realizar uma auditoria completa das suas emissões e a partilhar os resultados no seu Relatório de Sustentabilidade. Este relatório é inédito na indústria do ciclismo e mudou a visão de como as empresas de bicicletas podem trabalhar o seu negócio para reduzir o impacto ambiental. As dez medidas chave de sustentabilidade identificadas no relatório, e nos quais a Trek está a investir, incluem a redução da dependência do transporte aéreo, a consolidação da distribuição para os seus revendedores, o aumento da utilização de energias renováveis, a redução das viagens cooperativas, o aumento da utilização de materiais alternativos, a criação de fábricas de produção que gerem zero resíduos, a eliminação do desperdício de plástico, o incrementar do acesso à partilha de bicicletas e da quota de utilização da bicicleta na mobilidade e, também, a construção e manutenção de novos caminhos. Para além disso, a Fundação Trek protege terrenos e desenvolve redes de caminhos e trilhos para utilização pública. A Trek continuou a expandir a BCycle, o seu programa de partilha de bicicletas, a mais cidades nos Estados Unidos, facilitando o acesso à mobilidade de bicicleta a um número ainda maior de pessoas. Em 2022, a empresa vai publicar a segunda edição do seu Relatório de Sustentabilidade, que apresentará em detalhe o progresso da Trek face aos objetivos de longo prazo, assim como, as novas medidas adotadas para reduzir o seu impacto ambiental. A Trek vai também reforçar as ações da Fundação Trek para proteger mais terrenos e criar mais redes de caminhos e trilhos para utilização pública. Para elaborar a lista, a TIME pediu a editores e jornalistas de todo o mundo, assim com a especialistas de várias áreas, que nomeassem candidatos de vários sectores, desde a saúde e entretenimento ao transporte e tecnologia. Os editores da TIME avaliaram cada candidato proposto de acordo com vários fatores chave como a relevância, impacto, inovação, liderança e sucesso. A lista completa de nomeados pode ser consultada aqui: time.com/collection/time100-companies-2022/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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A 31.ª edição do Grande Prémio Miguel Indurain, a clássica espanhola em homenagem ao ciclista pentacampeão do Tour de France, Miguel Induráin, contará com um percurso de 203.2 quilómetros entre Estella a Lizarra.   Olhos postos no ‘Giro’ Tudo indica que esta será a última presença de João Almeida em provas oficiais, antes da Volta à Itália, definido pelo ciclista e pela UAE Emirates como o grande objetivo para a presente temporada, e com início marcado para o dia 6 de maio.   Por isso, para os grandes adeptos da modalidade e em especial de João Almeida, para amanhã não vale a pena colocar a fasquia muito elevada, uma vez que o ciclista português está já de olhos postos no Giro d’Italia e tudo indica que a participação nesta prova, faz parte dessa mesma preparação para o grande objetivo da época. A 31.ª edição do Grande Prémio Miguel Indurain terá transmissão em direto, no canal 1 da Eurosport, a partir das 14:30h. Abril promete muita ação Aproveitamos ainda para destacar, que já na segunda-feira, dia 5 de abril, arranca a 62.ª edição da Volta ao País Basco, uma competição por etapas, de igual importância à Volta a Catalunha, só superada pela ‘grande’ Vuelta a España. Primoz Roglic, Remco Envenpoel ou Julian Alaphilippe são algumas das grandes figuras que irão marcar presença nesta edição. Criada em 1924, a Itzulia (Volta ao País Basco) é famosa pelo seu caracterísitico traçado montanhoso, ideal para os trepadores. Poderá acompanhar toda a ação, diariamente, em direto, no Eurosport 1, por volta das 14:30h, até sexta-feira, 9 de abril. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de Flandres em destaque este fim de semana no Eurosport Com a chegada da primavera, o calendário de ciclismo ganha força e em abril o Eurosport emite uma série de competições de grande qualidade que prometem muitas horas de ação a todos os fãs da modalidade, com destaque este fim de semana para o Tour de Flandres. Domingo dia 3 de Abril O grande destaque vai para a Volta à Flandres, um dos cinco ‘Monumentos’ de ciclismo da temporada.  O Eurosport 1 garante uma cobertura sem rival com praticamente seis horas de transmissão em direto.  A partir das 09:30h junte-se à equipa de comentadores Paulo Martins, Olivier Bonamici, José Azevedo, Gonçalo Moreira e Frederico Bártolo para o que promete ser um dia muito bem passado a ver uma das grandes clássicas da temporada.  História Criado em 1913, o Tour de Flandres ou De Ronde van Vlaanderen, cumpre este ano a 106.ª edição. Famosa pelos seus ‘muros’ - rampas acentuadas muitas delas em empedrado - a Volta a Flandres promete criar muitas dificuldades aos ciclistas, possivelmente algumas quedas, e muita emoção aos espetadores.  As estrelas presentes Apesar da ausência de portugueses na lista de pré-inscritos, a expectativa é grande para ver as estrelas internacionais do pelotão como Kasper Asgreen, Tadej Pogacar, Mathieu van der Poel, ou Matej Mohoric , entre outros, ao longo dos 272.5 quilómetros que ligam Antuérpia a Oudenaarde. (Wout van Aert de fora por Covid-19). Tour de Flandres feminina No final da prova masculina, o canal emite a 19.ª edição da Volta a Flandres feminina onde Annemiek van Vleuten, vencedora da edição de 2021, marca novamente presença nesta edição, com o objetivo de triunfar.  Para ver no Eurosport 1, a partir das 15:45h, com os comentários de Gonçalo Moreira e Isabel Fernandes. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Pidcock toma decisão importante para o seu futuro Tom Pidcock acaba de anunciar o prolongamento do seu contrato com a INEOS até 2027. Este anúncio teve eco um pouco por toda a imprensa internacional da modalidade, pois é sem dúvida uma boa movimentação por parte da equipa britânica. Tom Pidcock, campeão do mundo de ciclocrosse e olímpico de cross country é uma das grandes promessas do ciclismo mundial, do qual surgiam casa vez mais rumores acerca de uma possível mudança para outra formação. A INEOS percebeu os sinais, e não demorou a agir, renovando o contrato com o ciclista britânico de 22 anos, até 2027. Depois de singrar nas vertentes de cross country e de ciclocrosse, Tom Pidcock aposta, há já alguns meses, na vertente de estrada, tendo já, vencido a Fleche Brabançonne, em abril, e registado outras boas prestações, como foi o caso do segundo lugar conseguido na Amstel Gold Race. Depois de terem pairado alguns rumores de que o ciclista britânico estaria seriamente interessado em mudar de ares, eis que agora tudo parece bem com a INEOS, com Tom Pidcock a garantir que este foi o passo que queria dar na sua carreira. "Não há melhor equipa para passar os próximos cinco anos. Para os meus objetivos, como perseguir vitórias em 'Monumentos', títulos mundiais e um dia uma grande Volta, é o sítio a estar", descreveu, citado em comunicado.Tom Pidcock, INEOS O sentimento de satisfação parece recíproco, pois Dave Brailsford, diretor da INEOS, também comentou esta renovação de contrato de longo prazo com o atleta, destacando a versatilidade que este apresenta, como um importante trunfo para a formação britânica. "Tom é um ciclista incrivelmente talentoso, mas o que o diferencia da grande maioria é a sua versatilidade. Tom é já um medalhista de ouro olímpico, campeão mundial de ciclocrosse e vencedor comprovado na estrada. Ele está no centro de uma empolgante nova geração de jovens ciclistas. A duração do relacionamento com o qual concordamos com Tom nos dá a oportunidade de alcançar seus objetivos ambiciosos e multidisciplinares, ao mesmo tempo em que lhe dá o benefício de aprender com a sabedoria e experiência de seus muitos companheiros de equipe campeões. o que podemos alcançar juntos."Dave Brailsford, diretor da INEOS O que pretenderá a INEOS de Tom Pidcock, o ataque às clássicas ou uma progressiva integração nas grandes voltas, ou a alternância, de forma a aproveitar a sua multidisciplinariedade? A breve prazo essa decisão deverá começar a ficar a ficar perceptível Aguarda-se assim, com expetativa os frutos que este contrato de longa duração pode vir a dar, quer para Pidcock, quer para a INEOS., no entanto, parece que se estão a reunir as condições ideais para o crescimento de ambos, num futuro próximo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Capacetes Lazer - Nova tecnologia de proteção KinetiCore A empresa de capacetes Lazer criou o primeiro capacete do mundo totalmente integrado com a tecnologia de impacto rotacional, a tecnologia KinetiCore. Proteção cerebral Os capacetes Lazer com a tecnologia KinetiCore são os primeiros a incluir proteção embutida contra impacto rotacional. De acordo com a marca, a nova tecnologia de impacto incorpora zonas exclusivas de deformação controlada.  Como o KinetiCore é embutido e totalmente integrado ao núcleo do capacete, este pesa menos e tem mais ventilação. A lazer informa que o lançamento da tecnologia KinetiCore é o resultado de mais de 10 anos de pesquisa, testes e aperfeiçoamento. A evolução da proteção Desde 1919 que a Lazer desenvolve equipamentos de proteção. A empresa também tem uma história muito próxima com ciclistas profissionais - tão influente que a Lazer foi responsável por influenciar o pelotão profissional a usar proteção adequada na cabeça, mesmo antes de ser obrigatório. Há cerca de 10 anos atrás, à medida que a consciência sobre as lesões por impacto começou a avançar e a desenvolver-se, a Lazer começou a estudar a sua própria tecnologia inovadora de impacto (rotacional), incorporada diretamente no capacete. Para o fazer, a equipa de design teve que rasgar o tradicional design do capacete e começar do zero. O resultado de tudo isto foi a criação de um conjunto exclusivo de blocos de espuma EPS embutidos no capacete, projetados para dobrar em caso de impacto direto e rotacional, redirecionando a energia para longe do cérebro. Proteção avançada e menor peso O facto de o sistema KinetiCore estar integrado ao capacete é crucial pois reduz o peso total do capacete, o que aumenta a velocidade e o conforto dos ciclistas. Isso também significa que a Lazer é capaz de projetar cada capacete de acordo com as próprias especificações da empresa e construir o KinetiCore, em vez de ter que adicioná-lo posteriormente, como acontece noutras marcas. Por sua vez, isso significa que a Lazer pode aumentar a ventilação e melhorar o fluxo de ar em cada design, algo que todos os ciclistas procuram. Isso também resulta num menor uso de plástico na construção se compararmos com os modelos anteriores. Sean van Waes, Gerente da Lazer: “Usamos o pelotão profissional como um certificado para os nossos capacetes, porque se é bom andar 250 km e vencer, também é bom para os nossos clientes. É por isso que na Lazer não estamos a trabalhar para os ciclistas profissionais, estamos a usá-los para garantir que os nossos clientes tenham os melhores capacetes possíveis.” Guido de Bruyne, Gerente do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Lazer: “Com o nosso objectivo de manter os capacetes dentro da classificação de 5 estrelas no laboratório “Virginia Tech”, foi importantíssimo para nós receber a confirmação de que os nossos primeiros capacetes KinetiCore se mantinham com o mesmo nível. Tudo isto é o reconhecimento do valor desta nova tecnologia para o mercado” A gama de capacetes KinetiCore da Lazer estará disponível nas lojas revendedoras da marca a partir de meados de Abril. Mais informações e características técnicas desta gama de capacetes no site da Lazer, lazersport.com , ou no site do importador em Portugal www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Testámos a Specialized Aethos S-Works na Aveiro Spring Classic Neste vídeo mostramos o teste da Specialized Aethos em competição, numa corrida de ciclismo de estrada, a Aveiro Spring Classic, uma corrida com perfil de clássica, maioritariamente em terreno plano, com sectores de "sterrato" (terra batida), e pavê. Foram dois dias de teste, no Sábado tivemos uma adaptação à bicicleta, e no Domingo testámos a bicicleta em competição. Além do teste, podes ainda ver imagens da corrida (on-board), uma clássica “à maneira das melhores clássicas belgas”, numa cidade lindíssima, que também mostramos no vídeo. Podes ver todas especificações técnicas e detalhes da Specialized Aethos testada no vídeo, em www.specialized.pt Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=3kARn9uU_KA Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Andrea Bagioli (Ita) QuickStep-AlphaVinyl3:18:092Atilla Valter (Hun) Groupama-FDJ m.t.3Fernando Barcelo (Spa) Caja Rural-Seguros RGA m.t. 4Juan Ayuso (Spa) UAE Team Emirates m.t. 5Dylan Teuns (Bel) Bahrain Victorious m.t. 6Guillaume Martin (Fra) Cofidis m.t. 7Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic m.t. 8Carlos Verona (Spa) Movistarm.t.9Sergio Higuita (Col) Bora-Hansgrohe m.t. 10Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers Top 10 classificação geral Pos. Nome (País) Equipa Tempo1Sergio Higuita (Col) Bora-Hansgrohe29:53:332Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers0:00:163Joao Almeida (Por) UAE Team Emirates0:00:524Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic0:00:535Juan Ayuso (Spa) UAE Team Emirates0:01:086Ben O'Connor (Aus) AG2R Citroen0:01:107Tobias Halland Johannessen (Nor) Uno-X0:01:138Guillaume Martin (Fra) Cofidis0:01:169Torstein Træen (Nor) Uno-X0:01:2710Sam Oomen (Ned) Jumbo-Visma0:01:55 Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Notícia em atualização…FacebookEmailWhatsAppTwitterMessengerPartilhar ### Cape Epic 2022 - Etapa 6 Hoje na Cape Epic 2022, uma etapa curta mas muito dura em altimetria, foram 76 km's. com 2700mts. de acumulado. Corrida masculina Fabian Rabensteiner e Wout Alleman (Wilier-Pirelli) fizeram uma corrida absolutamente impecável para vencer a Etapa 6 do Absa Cape Epic. A Speed Company Racing (Lukas Baum e Georg Egger) terminou em segundo no dia, mas o mais importante, eles colocaram pressão na liderança da classificação geral da Canyon Northwave MTB. Baum e Egger vão começar a ultima etapa, amanhã, a apenas 02:45 dos líderes, o que numa corrida como a Cape Epic, deixa tudo em aberto até o último dia. José Dias e Hans Becking (equipa Buff-Megamo), terminaram hoje no 4.º posto e consolidaram a mesma posição na classificação geral, sendo difícil descer ou subir na classificação geral, se tudo correr normalmente amanhã. Ontem já havíamos reportado que Tiago Ferreira continuou sozinho, depois do seu colega de equipa se ver afastado da corrida por queda. TOP 10 classificação geral masculina Corrida feminina A equipa NinetyOne-songo-Specialized de Sofia Gómez Villafane e Haley Batten venceu sua terceira etapa na categoria feminina da Cape Epic, reforçando a liderança na classificação geral. São a equipa mais forte, após várias vitórias de etapa, elas lideram com mais de 16 minutos de diferença para a equipa que está na segunda posição, a Faces Rola (Candice Lill e Mariske Strauss) e só uma "catástrofe" lhes pode roubar a vitória no domingo. TOP 10 classificação geral feminina Vídeo dos melhores momentos da etapa https://www.youtube.com/watch?v=fpiJ1xgcaQY Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Catalunha - etapa 6 Richard Carapaz (INEOS Grenadiers) foi o homem do dia na sexta e penúltima etapa da 101.ª edição da Volta à Catalunha. Carapaz, 28 anos, tornou-se no primeiro ciclista equatoriano a vencer uma etapa desta prova. Richard Carapaz completou os 168,5 quilómetros entre Salou e Cambrils em 4:09:19 horas. João Almeida, foi 20.º classificado na etapa, a 48 segundos do vencedor e perdeu assim a liderança da classificação geral para Sergio Higuita (Bora-Hansgrohe), que por sua vez foi segundo classificado na etapa. Na etapa de hoje a ação começou logo nos quilómetros iniciais, com Higuita e Carapaz a efetivarem um ataque ainda antes da subida ao Coll de les Llebres – Mussara. Para surpresa do pelotão esse ataque acabou por ser bem sucedido, uma vez que só terminou na meta. Centrando agora atenções na prestação da UAE Emirates e em especial de João Almeida, hoje algo falhou na estratégia. A equipa pareceu aplicada na defesa da liderança, mas Juan Ayuso não foi o apoio que João Almeida precisava, ficando a ideia que descolou cedo demais do grupo de perseguição aos líderes, ‘esquecendo’ o líder da sua equipa, João Almeida. O ciclista português de 23 anos, esteve apenas um dia na liderança da prova e parte para o derradeiro dia da prova a 52 segundos do líder Sergio Higuita (Bora-Hansgrohe). Amanha, a sétima e última etapa da prova adivinha-se de grande dureza. O pelotão terá pela frente um percurso de 138,5 quilómetros em Barcelona, com a particularidade dos últimos 90 serem compostos por seis voltas a um circuito em Montjuïc. As condições climatéricas apontam para a previsão de chuva, o que apimenta ainda mais aquele que será um dia de decisões. Em relação a João Almeida, a luta pela vitória final parece difícil, mas o português tem tudo em aberto para assegurar a presença no pódio final da 101.ª edição da Volta à Catalunha. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=iGc_5Pkd0pc Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers04:09:192Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohe m.t.3Kaden Groves (Aus) BikeExchange-Jayco00:00:484Simone Velasco (Ita) Astana Qazaqstan Team m.t. 5Quentin Pacher (Fra) Groupama-FDJ m.t. 6Jan Bakelants (Bel) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux m.t. 7Fernando Barceló Aragon (Spa) Caja Rural-Seguros RGA m.t. 8Dorian Godon (Fra) AG2R Citroen Team m.t. 9Mattias Skjelmose (Den) Trek-Segafredo m.t. 10Henri Vandenabeele (Bel) Team DSM Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohe26:35:242Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers00:00:163João Almeida (Por) UAE Team Emirates00:00:524Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic00:00:535Juan Ayuso Pesquera (Spa) UAE Team Emirates00:01:086Wout Poels (Ned) Bahrain Victorious00:01:107Ben O'Connor (Aus) AG2R Citroen Teamm.t.8Tobias Halland Johannessen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team00:01:139Torstein Træen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team00:01:2710Jai Hindley (Aus) Bora-Hansgrohe00:01:52 Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Notícia em atualização... ### Volta à Catalunha - etapa 5 João Almeida é o novo líder da 101.ª edição da Volta à Catalunha. O ciclista português de 23 anos da UAE Emirates assumiu hoje a liderança da prova, beneficiando de uma bonificação para ultrapassar o anterior líder, o colombiano Nairo Quintana (Arkéa Samsic). Depois de ter vencido a etapa de ontem, com um final eletrizante, devido à acérrima disputa pela vitória ao ‘sprint’ com Nairo Quintana  (Arkéa Samsic), e Sergio Higuita  (Bora-Hansgrohe), hoje foi notória a preocupação de Almeida e dos seus colegas de equipa, para que conseguisse bonificar. A estratégia resultou, com João Almeida a conseguir bonificar um segundo num 'sprint' intermédio, que terminou atrás do seu parceiro de equipa e compatriota Rui Costa, o qual também merece destaque pelo importante papel desempenhado. No que diz respeito à etapa, Almeida foi 25.º classificado com o mesmo tempo do vencedor Ethan Vernon (Quick-Step Alpha Vinyl). Agora, cumpridas cinco etapas é portuguesa a bandeira que se encontra no lugar mais alto da classificação geral. João Almeida tem agora um segundo de vantagem sobre Quintana e sete sobre Sergio Higuita. João Almeida não escondeu a felicidade que sente em ser líder na Volta a Catalunha, destacando o papel da sua equipa, e revelou ainda ter sofrido alguns sustos no decorrer da etapa. “Se a fuga fosse alcançada, faríamos um ‘comboio’ para tentar bonificar no ‘sprint’. Cometi alguns erros, mas, no final, correu bem. Amanhã [sábado], não será um dia fácil, e na última etapa o circuito, que conheço, é duro”.João Almeida (UAE Emirates) Agora, quando faltam ainda disputar duas etapas, o português de 23 aponta aponta a domingo, último dia de prova, como o dia das decisões.   “Sinto-me bem, tal como ontem [quinta-feira] e hoje de manhã. O ‘sprint’ [intermédio] foi um pouco apertado, fui terceiro e pude ganhar um segundo. Agora, sou o líder da classificação geral, mas apenas por um segundo. Penso que é o último dia [domingo] que vai fazer as grandes diferenças”.João Alemeida (UAE Emirates) Ethan Vernon (Quick-Step Alpha Vinyl) foi o vencedor da etapa Ethan Vernon (Quick-Step Alpha Vinyl) esteve também em destaque ao vencer a etapa, registando o tempo de 5:21.17 horas. O jovem ciclista britânico de 21 anos foi mais forte que Phil Bauhaus (Bahrain-Victorious) e do que Dorion Godon (AG2R Citroën), concorrentes mais diretos e segundo e terceiro classificados na etapa. Quanto aos outros portugueses em prova, ambos atletas da UAE Emirates, voltamos a destacar a boa prestação de Ivo Oliveira que cortou a meta no oitavo lugar, registando o mesmo tempo do vencedor da etapa. Rui Costa por sua vez foi 100.º classificado. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=kNACP7XgmcA Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Ethan Vernon (GBr) Quick-Step Alpha Vinyl Team5:21:172Phil Bauhaus (Ger) Bahrain Victorious m.t.3Dorian Godon (Fra) AG2R Citroen Team m.t. 4Guillaume Boivin (Can) Israel-Premier Tech m.t. 5Kaden Groves (Aus) BikeExchange-Jayco m.t. 6Martin Laas (Est) Bora-Hansgrohe m.t. 7Manuel Peñalver Aniorte (Spa) Burgos-BH m.t. 8Ivo Oliveira (Por) UAE Team Emirates m.t. 9Hugo Hofstetter (Fra) Arkea-Samsic m.t. 10Guillaume Martin (Fra) Cofidis Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1João Almeida (Por) UAE Team Emirates22:26:092Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic0:00:013Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohe0:00:074Juan Ayuso Pesquera (Spa) UAE Team Emirates0:00:185Wout Poels (Ned) Bahrain Victoriousm.t.6Ben O'Connor (Aus) AG2R Citroen Teamm.t.7Tobias Halland Johannessen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team0:00:218Guillaume Martin (Fra) Cofidis0:00:249Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers0:00:2710Torstein Træen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team0:00:35 Amanhã, sábado, terá lugar a sexta e penúltima etapa da 101.ª edição da Volta à Catalunha com o pelotão a ter pela frente uma tirada de 168,5 quilómetros entre Salou e Cambrils. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cape Epic 2022 - Etapa 5 A etapa 5 da cape Epic 2022 foram 115 km's.com 2400 mts. de acumulado, com um início brutalmente duro no qual se fez a ascenção directa à Rusty Gate, inquestionavelmente, uma das subidas mais referenciadas na zona. Corrida masculina Os sul-africanos Marco Joubert e Pieter du Toit (Imbuko {Type} DEV) venceram a etapa 5 da Cape Epic, os ciclistas sul-africanos, percorreram os últimos 45 km da etapa sozinhos, com o grupo perseguidor sem interesse de lhes dar caça, pois estão a lutar por objectivos diferentes. A equipa Canyon Northwave terminou a etapa no segundo posto e mantém a liderança da competição, enquanto a equipa Toyota-Ninetyone-Specialized terminou em terceiro, um resultado que lhes valeu a subida ao segundo posto da classificação geral, uma vez que a equipa Speed-Company-Racing terminou hoje no quinto lugar perdendo algum tempo e descendo para terceiros da geral. José Dias e Hans Becking (Buff-Megamo), terminaram no TOP10, perderam muito tempo devido a problemas musculares de José Dias mas ainda mantém o 4 lugar da classificação geral. O pódio está nesta altura muito difícil, sendo só possível caso alguma das equipas do TOP3 tenha problemas. A DMT Racing de Tiago Ferreira e Miguel Muñoz está fora da competição. Hoje o espanhol Miguel Muñoz viu-se envolvido numa queda que infelizmente o deixou bastante limitado, impedindo-o de continuar. Tiago Ferreira continuará sozinho, sem contar para qualquer classificação. TOP 10 classificação geral masculina Corrida feminina Sofia Gómez Villafane e Haley Batten (NinetyOne-songo-Specialized) venceram a Etapa 5 da Absa Cape Epic 2022, consolidando a camisola laranja de líder da geral desta categoria. Elas lideram agora na geral com mais de 15 minutos de diferença para a equipa perseguidora Faces Rola (Candice Lill e Mariske Strauss), que hoje foram as segundas a terminar a etapa 5. TOP 10 classificação geral feminina Vídeo da etapa Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek Emonda SLR de Tony Gallopin O experiente ciclista francês Tony Gallopin, vencedor de etapas no Tour e na Vuelta, está a fazer este ano a sua estreia na equipa Trek-Segafredo, tendo estado presente na Volta ao Algarve. Nós tivemos na mão a sua Trek Emonda SLR. A Trek Emonda SLR de Tony Gallopin Acerca do modelo desta bicicleta, foi apresentado pela primeira vez em 2014, a Emonda sempre foi a principal bicicleta "escaladora" da Trek, com o foco no baixo peso e alta rigidez. Versão 2021 O mercado foi ditando que este tipo de bicicletas também tivessem características aerodinâmicas, e como tal a actual versão da Emonda, que foi lançada em 2021 é uma bicicleta leve, rígida e com pormenores aero no quadro. A equipa Trek-Segafredo utiliza componentes Sram para equipar todas as suas bicicletas, desde a transmissão à travagem, tudo fica a cargo da gama Sram Red, sendo a transmissão electrónica de 12 velocidades. A Trek Emonda SLR de Tony Gallopin tinha montados pratos 52/39 no dia da etapa com final no alto da Fóia. A equipa utiliza ainda pratos 54/41 para etapas onde seja necessária maior velocidade que o normal (etapas planas), ou 50/37 em etapas de montanha bastante duras. A cassete montada no mesmo dia, era uma era uma 10/33. Segundo informação da equipa esta é a cassete montada normalmente, sendo que por vezes podem utilizar também 10/30. A Trek-Segafredo utiliza rodas Bontrager (marca de componentes da Trek), que no caso da Emonda de Tony Gallopin são as rodas Bontrager Aeolus RSL 51, com um perfil de 51mm. Todas as bicicletas têm montados pneus Pirelli, e embora na equipa utilizem tecnologia tubeless e tubular, a Trek Emonda de Gallopin tinha montados os Pirelli P Zero 25mm. tubulares. Na testa do quadro pode verificar-se o design aero que referimos no início, assim como toda a cablagem que embora esteja oculta, não passa pelo interior avanço, em vez disso, os cabos são presos na parte inferior, o que facilita muito a troca de tamanhos de guiador. O guiador integral (avanço e guiador integrados), é um belíssimo Bontrager Aeolus RSL VR-C, que caso estejas a pensar em adquirir, tem o preço de 714,99 €. Este permite a montagem de acessórios na parte dianteira, como o suporte do dispositivo de treino K-Edge utilizado pela equipa Trek-Segafredo. Pode ver-se ainda o pormenor com o apontamento dos pontos chave da etapa 2 da Volta ao Algarve, com final no alto da Fóia, que serve para o ciclista se ir situando e comparando com os dados fornecidos pelo dispositivo GPS. Algo que verificámos, foi que praticamente todas as equipas do World Tour hoje em dia têm instalado um guia de corrente e a Trek-Segafredo não é excepção, a diferença é que nesta Trek Emonda o guia de corrente vem de série, para evitar que a corrente salte do prato pequeno para o quadro. Ficar para trás por saltar a corrente numa corrida pode significar o final de muito trabalho planeado previamente. Além dos treinos diários, os ciclistas profissionais passam muitas horas em cima da bicicleta em corrida, pelo que os pontos de contacto com a bicicleta são de extrema importância, pois se existe desconforto o ciclista não consegue ter rendimento. Um dos pontos de contacto mais importantes é o selim, e a Trek-Segafredo utiliza selins Bontrager. A escolha de Tony Gallopin é curiosamente o Bontrager Arvada pro, um selim versátil que pode ser utilizado tanto em estrada como em BTT, e apesar de não ter abertura total no centro, reduz a pressão nos tecidos sensíveis graças a um recorte estratégico na estrutura do selim. A Trek Emonda SLR igual à de Tony Gallopin e da equipa Trek-Segafredo tem o preço de 13.099,00 €, e podes ver todas as especificações técnicas deste modelo em www.trekbikes.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Catalunha - etapa 4 João Almeida (UAE Emirates) foi o destaque do dia na quarta etapa da 101.ª edição da Voltaà Catalunha. O ciclista português de 23 anos, venceu ao ‘sprint’ a etapa que ligou La Seu d’Urgell a Boi Taüll, num percurso com um total de 166,7 quilómetros. João Almeida protagonizou um final de etapa eletrizante, devido à acérrima disputa pela vitória com Nairo Quintana  (Arkéa Samsic), e Sergio Higuita  (Bora-Hansgrohe). João Almeida foi o mais forte, completando a etapa em 4:20.27 horas, confirmando assim as boas indicações deixadas no dia de ontem, em que foi 5º classificado na etapa. João Almeida ficou muito satisfeito com a vitória, algo percetível pelas declarações  prestadas à Eurosport no final da etapa. "Estou muito feliz. Temos trabalhado no duro há muito tempo. Esta época ainda não tinha tido muita sorte. Hoje tive algum azar, pois sofri uma queda no início e estive um pouco desligado por momentos. Mas estou muito feliz pela vitória”.João Almeida (UAE Emirates) João Almeida espreita liderança de Nairo Quintana na classificação geral João Almeida espreita agora a liderança de Nairo Quintana, pois apesar de registar o mesmo tempo, o colombiano tem pontos de bonificação que o colocam na liderança. Ainda com três etapas por disputar, e depois da boa prestação de hoje, João Almeida confirma ser um sério candidato à vitória final da prova, algo que o ciclista não escondeu nas suas declarações. “Podemos lutar pela vitória [na Volta à Catalunha], mas há etapas duras pela frente, especialmente a última. Até agora, estamos felizes e pensaremos nisso no futuro."João Almeida (UAE Emirates) Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=7BYz1e5WOMI Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1João Almeida (Por) UAE Team Emirates4:20:272Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsicm.t.3Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohem.t.4Wout Poels (Ned) Bahrain Victorious0:00:075Tobias Halland Johannessen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team0:00:136Juan Ayuso Pesquera (Spa) UAE Team Emiratesm.t.7Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiersm.t.8Jai Hindley (Aus) Bora-Hansgrohem.t.9Carlos Rodriguez Cano (Spa) Ineos Grenadiersm.t.10Guillaume Martin (Fra) Cofidis Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic17:04:532João Almeida (Por) UAE Team Emiratesm.t.3Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohe0:00:064Juan Ayuso Pesquera (Spa) UAE Team Emirates0:00:175Wout Poels (Ned) Bahrain Victoriousm.t.6Ben O'Connor (Aus) AG2R Citroen Teamm.t.7Tobias Halland Johannessen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team0:00:238Guillaume Martin (Fra) Cofidism.t.9Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers0:00:2610Torstein Træen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team0:00:34 Amanhã, 6ª feira, sai para a estrada a quinta etapa da 101.ª edição da Volta à Catalunha, com o pelotão a ter pela frente um total de 206,3 quilómetros entre La Pobla de Segur e Vilanova i la Geltrú. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cape Epic 2022 - Etapa 4 A cada dia que passa a Cape Epic 2022 torna-se mais dura, o desgaste acumulado em ciclistas e máquinas é mais uma das varáveis que pode alterar tudo a cada momento. Hoje foram percorridos 82 km's. com 1650mts. D+ de acumulado, uma etapa com um final emocionante pelas apostas tácticas das equipas. Matt Beers e Christopher Blevins (Toyota-NinetyOne-Specialized) foram os vencedores, por margem mínima em relação equipa Canyon-Northwave. A 5 km's. do fim, Beers escapou e surpreendentemente deixou até o seu parceiro Blevins para trás, além de Lukas Baum e Georg Egger, da Speed Company Racing, e Martin Stošek, da Canyon Northwave MTB, só Andreas Seewald, da Canyon Northwave MTB teve a acapacidade e perspicácia para ir com Beers, e os dois foram sozinhos até à meta. No ultimo km., Beers diminuiu a velocidade enquanto olhava para trás, em busca de seu parceiro, para se assegurar da distância, depois só tinha que cortar a meta e esperar que Belvins conseguisse fazer a diferença no grupo perseguidor. Depois do ataque de Mathew Beers, Blevins veio sempre na roda da equipa Speed Company Racing, a cerca de 800 mts. do final lançou o seu ataque, e conseguiu abrir a distância que lhe garantiu cortar a meta isolado no terceiro posto, dando assim a vitória de etapa à equipa Toyota-NinetyOne-Specialized, visto que Beers tinha chegado primeiro momentos antes. "Gostaria de poder dizer que planeámos isto, mas o Matt acabou por sair com o Andreas sem esperar. Depois fiquei a lamber os lábios, porque porque sabia que numa chegada em sprint sou forte. Ataquei no timing certo e consegui afastar-me. Gostei disto !"Disse Blevins no final da etapa. O português José Dias e o seu companheiro Hans Becking, equipa Buff-Megamo, terminaram no quarto posto, perdendo mais algum tempo depois dos problemas mecânicos de ontem. O pódio feito o ano passado está mais difícil de repetir, mas na cape Epic tudo pode acontecer até ao ultimo dia. A equipa está no quarto posto da geral, a 4 minutos dos terceiros. A fazer uma corrida de menos a mais desde o início, tendo feito TOP 10 na etapa nas duas ultimas, hoje o azar "bateu à porta" da equipa DMT Racing de Tiago Ferreira e Miguel Muñoz, tiveram problemas mecânicos (furo) e voltaram a perder tempo. Terminaram a etapa no 19.º posto, e voltaram a descer duas posições na geral, sendo agora 13.º. TOP 10 classificação geral masculina Corrida Feminina Na corrida feminina, a equipa BMC MTB Racing de Robyn de Groot e Pauline Ferrand-Prévot assumiu a liderança desde km-s 64 e não mais a largou, vencendo assim mais uma etapa nesta edição da cape Epic. A equipa das lideres da classificação geral, a Ninety One - Songo - Specialized de Haley Batten Sofia Villafane ainda perseguiu a BMC MTB Racing, mas acabou por gerir a vantagem que tem na classificação geral para as perseguidoras. No terceiro posto terminou hoje a equipa Faces Rola, das sul-africanas Candice Lill e Mariske Strauss. TOP 10 classificação feminina Vídeo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=-m0i3SguPH8&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Catalunha - etapa 3 Ben O'Connor (AG2R Citroën) foi o homem do dia na terceira etapa da 101.ª edição da Volta à Catalunha. O ciclista australiano de 26 anos completou os 161,1 quilómetros da ligação entre Perpignan a La Molina em 4:12.51 horas. O´Connor foi mais rápido em seis segundos do que o espanhol Juan Ayuso (UAE Emirates),segundo classificado e do que colombiano Nairo Quintana (Arkéa Samsic) terceiro classificado, isto depois de ter arriscado, e bem, num ataque nos últimos quilómetros da etapa. Com a vitória de hoje, Bem O’Connor assumiu também a liderança da classificação geral, tendo como concorrente diretos, os mesmo da etapa de hoje, Juan Ayuso e Nairo Quintana com 10 e 12 segundos de atraso. João Almeida foi 5º na etapa e deixou bons sinais Do trio português presente na Volta à Catalunha, composto por João Almeida, Rui Costa e Ivo Oliveira (UAE Team Emirates), o destaque, tal como era de esperar, continua a recair em Almeida. O ciclista português de 23 anos esteve em bom plano na etapa, sendo quinto classificado, registando o mesmo tempo que o vencedor. João Almeida realizou uma prestação segura, chegando ao final da etapa integrado no grupo da frente, o que lhe permitiu subir para nono classificado da geral, a 16 segundos do líder, mantendo assim tudo em aberto no que diz respeito à luta pelo topo da geral, quando ainda faltam disputar quatro etapas. Rui Costa e Ivo Oliveira desempenharam o seu ‘papel’ de apoio aos colegas de equipa João Almeida e Juan Ayuso, cortando a meta já fora do top 100, no 106.º e 148.º postos. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=QbobzCLog18 Topa 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Ben O'Connor (Aus) AG2R Citroen Team4:12:512Juan Ayuso Pesquera (Spa) UAE Team Emirates0:00:063Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic m.t.4Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohe m.t. 5João Almeida (Por) UAE Team Emirates m.t. 6Wout Poels (Ned) Bahrain Vitorioso m.t. 7Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo m.t. 8Tobias Halland Johannessen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team m.t. 9Guillaume Martin (Fra) Cofidis m.t. 10Damien Howson (Aus) BikeExchange-Jayco0:00:09 Top 10 classificação geral Pos. Nome (País) Equipa Tempo1Ben O'Connor (Aus) AG2R Citroen Team12:44:202Juan Ayuso Pesquera (Spa) Emirados Árabes Unidos Team Emirates0:00:103Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic0:00:124Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohe0:00:165Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo m.t.6Tobias Halland Johannessen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team m.t. 7Wout Poels (Ned) Bahrain Vitorioso m.t. 8Guillaume Martin (Fra) Cofidis m.t. 9João Almeida (Por) Emirados Árabes Unidos Team Emirates m.t. 10Steven Kruijswijk (Ned) Jumbo-Visma0:00:19 Amanhã, 5ª feira, disputa-se a quarta etapa da 101.ª edição da Volta à Catalunha, num percurso com um total de 166,7 quilómetros, entre La Seu d'Urgell a Boi Taüll.   Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Faceboo ### Cape Epic 2022 - Etapa 3 Nas corridas por etapas as coisas podem mudar a qualquer momento e na Cape Epic, uma corrida de ciclismo de montanha essa realidade é ainda mais presente. Os 102 km's. com 2250 mts.D+ de acumulado da etapa 3 da cape epic 2022, trouxeram alterações no topo da classificação geral, com um dia menos positivo para a equipa Buff-Megamo da José Dias e Hans Becking, que desceu do segundo posto da geral para quarto. A equipa que agitou as águas foi a Speed Company Racing, que venceu a etapa e saltou para o segundo posto da classificação geral. Nos restantes lugares do pódio finalizaram a equipa equipa Toyota-Ninetyone-Specialized e Canyon Northwave MTB, em segundo e terceiro respectivamente. José Dias e Hans Becking terminaram o dia no 9.º posto da classificação geral, a 7 minutos e 37 segundos dos vencedores, devido a problemas mecânicos que foram solucionados com a ajuda dos companheiros da outra equipa Buff-Megamo, Hugo Drechou e Morcillo. A equipa DMT Racing de Tiago Ferreira e Miguel Muñoz voltara a fazer uma etapa sólida, terminando novamente no TOP 10, no 7.º posto mais concretamente, tendo com este resultado subido mais uma posição na classificação geral. São agora 11.º, e estão a um minuto de entrar no TOP 10. TOP 10 classificação geral masculina Corrida feminina Depois de alguns dias com altos e baixos, Lill e Strauss finalmente conseguiram ter um desempenho sólido, que as levou à sua primeira vitória na Absa Cape Epic. A vitória colocou-as no segundo lugar da classificação geral. Sofia Gómez Villafane e Haley Batten (NinetyOne-songo-Specialized), ainda lideram como 10 minutos de vantagem, apesar do seu segundo lugar na etapa de hoje. TOP 10 classificação geral feminina Vídeo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=SxRomPPm6SY&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Catalunha - etapa 2 Kaden Groves (BikeExchange-Jayco) foi o homem do dia na segunda etapa da 101.ª edição da Volta à Catalunha. O ciclista australiano de 23 anos, venceu a etapa ao ‘sprint’, percorrendo os 202,4 quilómetros entre entre L’Escala e Perpinyà em 4:44.28 horas. Numa etapa em que o vento se fez sentir, provocando alguns cortes no pelotão ao longo do percurso, bem como algumas quedas, Groves foi o mais forte superiorizando-se por centímetros e mesmo em cima da meta a Phil Bauhaus (Bahrain-Victorious), segundo classificado, e a Hugo Hofstetter (Arkéa Samsic), terceiro classificado. Destaque para a BikeExchange-Jayco, que conquista assim a segunda etapa em dois dias de prova. No que diz respeito à classificação geral, Jonas Iversby Hvideberg (DSM) é o novo líder, com Michael Matthews (BikeExchange-Jayco) logo ali colado, a apenas um segundo e Hugo Hofstetter (Arkea-Samsic) a sete segundos. João Almeida bem colocado Do trio português presente na Volta à Catalunha, composto por João Almeida, Rui Costa e Ivo Oliveira (UAE Team Emirates), o destaque continua a recair em Almeida. O ciclista de 23 anos esteve sempre bem colocado quando houve cortes no pelotão, cruzou a meta no 35.º lugar, registando o mesmo tempo do vencedor da etapa, sendo agora igualmente 35.º classificado da geral, a 11 segundos do líder. No que diz respeito aos outros dois ciclistas portugueses em prova, Rui Costa terminou perto de Almeida, e Ivo Oliveira terminou num dos grupos que ficou para trás nos cortes provocados durante a etapa. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=yPxqEFz_W0U Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Kaden Groves (Aus) BikeExchange-Jayco4:44:282Phil Bauhaus (Ger) Bahrain Victorious m.t3Hugo Hofstetter (Fra) Arkea-Samsic m.t 4Ethan Vernon (GBr) Quick-Step Alpha Vinyl Team m.t 5Juan Sebastian Molano Benavides (Col) UAE Team Emirates m.t 6Manuel Peñalver Aniorte (Spa) Burgos-BH m.t 7Michael Matthews (Aus) BikeExchange-Jayco m.t 8Steven Kruijswijk (Ned) Jumbo-Visma m.t 9Henri Vandenabeele (Bel) Team DSM m.t 10Mattias Skjelmose (Den) Trek-Segafredo Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Jonas Iversby Hvideberg (Nor) Team DSM8:31:282Michael Matthews (Aus) BikeExchange-Jayco0:00:013Hugo Hofstetter (Fra) Arkea-Samsic0:00:074Mattias Skjelmose (Den) Trek-Segafredo0:00:115Juan Sebastian Molano Benavides (Col) UAE Team Emirates m.t6Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo m.t 7Tobias Halland Johannessen (Nor) Uno-X Pro Cycling Team m.t 8Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohe m.t 9Jan Bakelants (Bel) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux m.t 10Sam Oomen (Ned) Jumbo-Vism Amanhã, 4.º feira, disputa-se a terceira etapa da prova, com ligação entre Perpignan a La Molina, com o pelotão a enfrentar um percurso com um total de 161,1 quilómetros. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Specialized Allez Sprint - Super bicicleta de alumínio A Specialized lançou a nova Allez Sprint, uma bicicleta de alumínio dotada de tecnologia que lhe permite um desempenho topo de gama. A Allez está na linha da Specialized há 41 anos e é desde há muito tempo o modelo que dá as boas-vindas aos ciclistas de estrada que optam pela marca americana. Picture Element É um modelo de extrema importância para a Specialized e por isso a marca dedicou-se para criar uma bicicleta que, apesar de ser em alumínio, ofereça desempenho aos ciclistas. Tal como noutras ocasiões foram quase tudo à referência na estrada que é a Tarmac, desta vez canibalizaram a Tarmac SL7, a qual reconstruíram em alumínio com a tecnologia Smartweld. De acordo com informação da Specialized, aproveitaram todas as inovações e conhecimentos aprendidos durante o desenvolvimento da Tarmac SL7, para criar a nova Allez Sprint, com o objectivo de permitir que uma bicicleta de gama mais acessível que a Tarmac sirva tanto para os que querem perseguir um título nacional , como para os que querem atacar os seus amigos 15 minutos numa volta “fácil” de domingo. Aero de alumínio A Allez Sprint tem detalhes aero como o tubo da direção de alumínio mais complexo que a marca já fez, e os cabos integrados. Transferência de potência otimizada O eixo pedaleiro e o tubo inferior de peça única da Allez Sprint oferecem uma eficiência acima da média no alumínio, permitindo maior estabilidade diz a Specialized. Ao equilibrar a potência nos pedais com a força aplicada no guiador, a Allez Sprint mantêm o ciclista rápido e confiante no limite. Qualidade de condução As escoras superiores rebaixadas, o espigão e forqueta de carbono que herdou da da Tarmac SL7 tornam a Allez Sprint flexível no selim e precisa no guiador, tudo com a geometria comprovada da Tarmac SL7. A marca diz que é confortável, nós apesar de ainda não termos testado, para já podemos constatar que é bem bonita. O que é isto do "Smartweld"? Segundo a Specialized, é uma inovação acima de qualquer outra, que os ajuda a fornecer a aerodinâmica, transferência de potência e a qualidade de condução da nova Allez Sprint – Smartweld. Hidroformaram o eixo pedaleiro e o tubo inferior a partir de uma peça única de alumínio, construíram o tubo da direção de liga mais complexo de todos os tempos e depois juntaram tudo com a tecnologia Smartweld. A marca informa que isto é o que faz da Allez Sprint a primeira super bicicleta de alumínio. Especificações e preços Podes ver toda a informação, especificações técnicas e preços da nova gama Allez Sprint em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cape Epic 2022 - Etapa 2 Na etapa 2 da Cape Epic 2022 percorreram-se uns duros 123 km's. com 2350mts. D+ de acumulado, levando as equipas numa Odisseia Africana do luxo de Lourensford Wine Estate para o coração do interior. Corrida masculina Viveu-se hoje uma etapa disputada, com final ao sprint entre 3 equipas, no qual saiu vencedora a equipa Scott-Sram de Nino Schurter e Lars Forster. No segundo posto terminou a equipa Toyota-Ninetyone-Specialized de Matthew Beers e Christopher Blevins, tendo fechado o pódio a equipa Buff-Megamo de José Dias e Hans Becking. Vídeo do sprint final https://twitter.com/CapeEpic/status/1506214598839615488 De assinalar ainda a fantástica etapa de Tiago Ferreira e Miguel Muñoz (DMT Racing), que hoje terminaram no 7.º posto e com este resultado sobem a 12.º da classificação geral. TOP 10 classificação geral masculina Corrida feminina Na corrida feminina as vencedoras do prólogo voltaram hoje a vencer, depois de um dia menos bom na etapa de ontem, Pauline Ferrando Prevot e Robyn de Groot terminaram a etapa isoladas e saltaram para o segundo lugar da classificação geral. A equipa líder terminou hoje a etapa em segundo lugar, Haley BATTEN e Sofia GOMEZ VILLAFANE (Toyota-Ninetyone-Specialized) mantém a liderança da classificação geral com 6 minutos de vantagem para as perseguidoras. A fechar o pódio terminou hoje a equipa Symbtech ZA de Ariane LÜTHI e Amy WAKEFIELD, que mantém o terceiro lugar da geral também. TOP 10 classificação geral feminina Vídeo da etapa completa https://www.youtube.com/watch?v=yIUL3RUa6rU Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Boas notícias em relação ao estado de saúde de Sonny Colbrelli Sonny Colbrelli apresenta melhorias no seu estado de saúde depois do susto de ontem, na primeira etapa da Volta à Catalunha.   O campeão europeu e italiano de 31 anos da Bahrain Victorious sentiu-se mal, tendo desmaiado logo após cortar a meta no segundo lugar, depois de acesa disputa com Michael Matthews (BikeExchange) pela vitória na etapa. O incidente causou enorme aparato, deixando toda a comitiva da prova apreensiva, principalmente pelo facto de Colbrelli ter necessitado mesmo de receber massagem cardíaca. As notícias de hoje são mais animadoras. Sonny Colbrelli passou a noite no Hospital de Girona e encontra-se estável e segundo relatos da sua equipa, a Bahrain Victorious, acordou bem disposto e já com o pensamento em voltar a pedalar em breve. No entanto, e segundo a própria equipa, ainda é cedo para isso. Por agora, deixando a parte competitiva de lado, o que importa realçar é que os primeiros exames realizados não apontam para lesões graves e permanentes do episódio ocorrido., tal como confirma o comunicado da sua equipa publicado esta manhã. Depois de ter sido internado no Hospital Universitário de Girona Doutor Josep Trueta, Sonny Colbrelli, estava consciente e a sentir-se bem. Desde então, ele tem estado em contacto com a família e amigos enquanto se recupera no hospital.Ele vai passar por mais testes hoje para descobrir a causa do incidente de ontem. Todos os testes cardíacos realizados ontem à noite não mostraram sinais de preocupação ou funções comprometidas.A equipa da Bahrain Victorious Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cape Epic 2022 - Etapa 1 Após o prólogo de ontem, hoje na Cape Epic foi o primeiro dia "a sério", uma etapa de 92 km's. com 2850mts.D+ de acumulado, que tinha logo nos primeiros 10 km's a subida a "King's Climb", brutalmente longa e íngreme, de Lourensford Wine Estate até as alturas das Montanhas Helderberg. Corrida masculina Andreas Seewald e Martin Stosek (Canyon Northwave MTB) venceram a etapa 1 da Absa Cape Epic com relativa facilidade, estando praticamente toda a etapa no comando. Grande etapa para a equipa Buff-Megamo do português José Dias e do neerlandês Hans Becking, que terminaram segundo e saltaram para o segundo posto da classificação geral. Em terceiro terminou a dupla da Willier-Pirelli, com Wout Alleman e Fabian Rabensteiner. A equipa DMT racing de Tiago Ferreira e Miguel Muñoz, terminou hoje a etapa no 20.º posto. TOP 10 classificação geral masculina 1. Andreas Seewald & Martin Stošek 03:58.23,72. Hans Becking & José Dias +3.00,03. Fabian Rabensteiner & Wout Alleman +4.00,04. Maxime Marotte & Keegan Swenson +5.00,05. Nino Schurter & Lars Forster +5.00,06. Sergio Mantecon Gutierrez & Francesc Guerra Carretero +6.00,07. Georg Egger& Lukas Baum +6.00,08. Daniel Geismayr & Cameron Orr +7.00,09. Keagan Bontekoning & Arno Du Toit+ 7.00,010. Kristian Hynek & Matouš Ulman +9.00,0 Corrida feminina Na corrida feminina a equipa de Sofia Gomez Villafane e Haley Batten (NinetyOne-Songo-Specialized) fez uma etapa irrepreensível e venceu, colocando-se também no comando da classificação geral. Luthi-Wakefield lideraram em grande parte da etapa, mas um furo nos últimos 20 quilómetros acabou com o objetivo de vencer a etapa e assumir a liderança. Luthi-Wakefield terminaram assim em segundo lugar a 01:49 das vencedores e o pódio foi fechado por Candice Lille e Mariske Strauss às ​​03:42 minutos. Depois da vitória de ontem, Pauline Ferrand Prevot e Robyn de Groot ficaram em quarto a mais de 10 minutos. TOP 10 classificação geral feminina 1. Haley Batten & Sofia Gomez Villafane 06:00:39.52. Ariane Lüthi & Amy Wakefield +00:01:45.23. Candice Lill & Mariske Strauss +00:02:53.44. Pauline Ferrand Prévot & Robyn De Groot +00:09:14.35. Mari Rabie & Hayley Preen +00:22:28.76. Janka Keseg Stevkova & Martina Krahulcova +00:48:16.37. Sarah Hill & Kaysee Armstrong +00:53:23.98. Elrika Harmzen-Pretorius & Lehane Oosthuizen +01:08:23.89. Serena Gordon & Crystal Anthony +01:10:11.910. Ingrid Kjellström & Marika Wagner +01:33:19.8 Resumo vídeo da etapa 1 https://www.youtube.com/watch?v=oUW-WXSW_ek Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Catalunha - etapa 1 Michael Matthews (BikeExchange) foi o homem do dia na etapa inaugural da 101.ª edição da Volta à Catalunha. O ciclista australiano de 31 anos concluiu os 171 quilómetros da etapa que decorreu em Sant Feliu de Guíxols  em 3:47:11 horas, superiorizando-se ao segundo classificado Sonny Colbrelli (Bahrain Victorious), na subida final para a meta. A fechar o pódio ficou Quentin Pacher (Groupama-FDJ). Sonny Colbrelli terá sofrido paragem cardíaca Sonny Colbrelli sentiu-se mal, tendo desmaiado logo após o final da etapa, causando enorme aparato, deixando toda a comitiva da prova apreensiva. Após o incidente, o campeão europeu e italiano de 31 anos foi assistido imediatamente pela equipa médica presente no local, e segundo alguns relatos necessitou mesmo de massagem cardíaca, acontecimentos que apontam para uma possível paragem cardíaca, ainda não confirmada oficialmente. Segundo a "Cadena COPE", meio de comunicação social espanhol, Colbrelli encontra-se consciente após ser transportado para o hospital João Almeida foi o melhor português Do trio português presente na Volta â Catalunha, composto por João Almeida, Rui Costa e Ivo Oliveira (UAE Team Emirates), o destaque recai em Almeida. O ciclista de 23 anos, e que aponta à Volta a Itália como o seu principal objetivo da época, cortou a meta na 73.ª posição, registando o mesmo tempo do vencedor da etapa. Ivo Oliveira foi 124.º classificado, com mais de 13 minutos de atraso, enquanto que Rui Costa cedeu quase 17 minutos, terminando a etapa no 150.º posto. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=os8A5UnJAms Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Michael Matthews (Aus) BikeExchange-Jayco3:47:112Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain Vitorioso m.t.3Quentin Pacher (Fra) Groupama-FDJ m.t. 4Andrea Bagioli (Ita) Quick-Step Alpha Vinyl Team m.t. 5Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohe m.t. 6Mattias Skjelmose (Den) Trek-Segafredo m.t. 7Simon Clarke (Aus) Israel-Premier Tech m.t. 8Eduard Prades Reverter (Spa) Caja Rural-Seguros RGA m.t. 9Hugo Hofstetter (Fra) Arkea-Samsic m.t. 10Átila Valter (Hun) Groupama-FDJ Amanhã, 3ª feira, sai para a estrada a segunda etapa da Volta à Catalunha 2022 com o pelotão a ter pela frente um percurso de 202,5 quilómetros entre L'Escala e Perpinyà. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Catalunha com tridente português na UAE de João Almeida A Volta à Catalunha vai para a estrada. A partir de hoje e até dia 27 de março, os fãs de ciclismo vão poder acompanhar esta tradicional e emocionante prova em direto no Eurosport.  Criada em 1911, a Volta à Catalunha é uma das competições por etapas mais antigas da história, depois das Voltas a França, Bélgica e Itália. Inserida no calendário do World Tour desde 2005, esta Volta regional está entre as 25 mais importantes do mundo. Algumas das melhores equipas do circuito marcam presença nesta corrida de sete etapas.  Este ano cumpre-se a 101.ª edição da Volta à Catalunha e são muitas as estrelas da modalidade com presença assegurada no pelotão como Alejandro Valverde, Sonny Colbrelli, Richard Carapaz, Michael Woods, Simon Yates, Nairo Quintana, Michael Matthews ou Richie Porte. Já a representação portuguesa fica a cargo do trio João Almeida, Rui Costa e Ivo Oliveira (UAE Team Emirates). É mais uma corrida na qual João Almeida continua a sua preparação rumo ao grande objectivo da temporada que é o Giro de Itália, e desta feita terá consigo mais dois portugueses, juntamente com uma equipa de luxo, onde figuram Juan Ayuso, Marc Soler, George Bennett e Sebastián Molano. O percurso da Volta à Catalunha tem partida marcada para Sant Feliu de Guíxols, garante passagem por locais icónicos da região e termina a 27 de março em Barcelona.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cape Epic 2022 - Dia 1 - Prólogo Começou o Cape Epic 2022, a prova de ciclismo de montanha mais mediática do mundo, também conhecida como o "Tour de France" do ciclismo de montanha. Nesta edição, destaque para dois portugueses que anteriormente figuravam na mesma equipa, e que este ano voltam a estar presentes nesta corrida mas em equipas diferentes. José Dias que volta a fazer dupla com o Neerlandês Hans Becking na equipa espanhola Buff Megamo, regressam após o brilhante resultado do ano passado, onde terminaram no pódio. O ex-campeão do mundo Tiago Ferreira, regressa alguns anos depois, na mesma equipa (DMT Racing) mas desta vez fazendo dupla com o espanhol Miguel Muñoz. Corrida Masculina Hoje fez-se um prólogo de 24 km's. com 700mts. D+ de acumulado, no qual a equipa Toyota-NinetyOne-Specialized com o sul africano Matthew Beers e o norte americano Christopher Blevins, entraram a vencer para defender a vitória do ultimo ano. Em segundo terminaram Egger & Baum (Speed ​​Company Racing) com uma excelente etapa na sua estreia no Absa Cape Epic. José Dias e Hans Becking terminaram no 8.º posto, enquanto Tiago ferreira e Miguel Muñoz terminaram no 21.º lugar neste primeiro dia. TOP 10 Masculino Corrida feminina Na corrida feminina a equipa BMC MTB Racing com a francesa Pauline Ferrand Prevot e a sul africana Robyn De Groot venceram na estreia da atleta francesa nesta prova. Lill e Strauss (Faces Rola) terminaram em 2º, e Wakefield & Luthi (Symbtech ZA) fecharam o pódio feminino neste primeiro dia de corrida. TOP 10 feminino Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Milão-Sanremo 2022 - Matej Mohoric vence após descida arrojada Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) foi o vencedor da 113.ª edição da Milão-Sanremo. O ciclista esloveno de 27 anos efetuou um ataque bem sucedido na última descida, surpreendendo assim os adversários mais diretos. Matel Mohoric percorreu os 293 quilómetros de Milão a Sanremo com o tempo de 6:27.49, superiorizando-se a Anthony Turgis (TotalEnergies), e à surpresa de última hora na prova, Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), que chegaram apenas dois segundos depois, sendo segundo e terceiro classificados. Mohoric mostrou-se muito satisfeito por ter conquistado a 'Clássica da Primavera' e admitiu que este triunfo era algo que já vinha a pensar desde o inverno. “Sabia que esta corrida era ao meu jeito e que seria o meu dia. Arrisquei na descida, mas foi o que me permitiu vencer. Seria a única hipótese, desde que não cometesse erros”. Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) A curiosidade Curiosamente, Matej Mohoric utilizou nesta corrida um espigão telescópico na sua Merida Scultura, um acessório que apesar de aportar algum peso a mais, permite em descida (baixando o selim) obter maior controlo e estabilidade na bicicleta. Foi, provavelmente, a primeira vez que um ciclista utilizou um acessório deste género (habitualmente utilizado nas bicicletas de montanha) numa corrida World Tour. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=hOK8VbhZZz0 Top 10 Milão-Sanremo Pos.Nome (País) EquipaTempo1Matej Mohoric (Slo) Bahrain Victorious6:27:492Anthony Turgis (Fra) TotalEnergies0:00:023Mathieu van der Poel (Ned) Alpecin-Fenixm.t.4Michael Matthews (Aus) BikeExchange-Jaycom.t.5Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emiratesm.t.6Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredom.t.7Søren Kragh Andersen (Den) Team DSMm.t.8Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Vismam.t.9Jan Tratnik (Slo) Bahrain Victorious0:00:0510Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ0:00:11 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Milão-Sanremo 2022 - O primeiro Monumento da temporada É já amanhã, sábado, dia 19, que terá lugar mais uma edição da Milão – Sanremo, será o 1º 'Monumento' de ciclismo da temporada a sair para a estrada. Também conhecida como a 'Clássica da Primavera', a Milão – Sanremo é uma prova icónica de apenas um dia, que liga as duas cidades italianas ao longo de 293 quilómetros. O primeiro monumento da temporada, e  uma das mais importantes clássicas do calendário, exibe novamente a rota tradicional, incluindo o Turchino, o Capi, o Cipressa e o Poggio antes da habitual e caraterística chegada na via Roma, após 293 km de corrida. A grande novidade da prova será a partida no histórico velódromo milanês Maspes-Vigorelli. Como não podia deixar de ser, amanhã partem de Milão com destino a Sanremo várias das principais figuras do pelotão internacional e as melhores equipas do World Tour da UCI. O nome de Tadej Pogacar (UAE Emirates) surge no topo da lista de favoritos à conquista da prova, depois dos recentes triunfos obtidos na Volta aos Emirados Árabes Unidos, Strade Bianche e Tirreno – Adriatico. No entanto, a concorrência será forte, começando logo pelo seu compatriota Primoz Roglic (Jumbo Visma), que ganhou a Paris – Nice, ou do belga Wout van Aert (Jumbo Visma) que triunfou na Omloop Het Nieuwsblad. Mathieu van der Poel será uma das novidades em prova Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) retirado da competição desde Dezembro de 2021, devido a uma lesão nas costas causada por uma queda nos Jogos Olímpicos de Tóquio, será um dos presentes no pelotão. Quando tudo apontava para o regresso à estrada apenas no dia 22 deste mês, na semana internacional Coppi e Bartali, uma corrida em Itália com 5 etapas, eis que o ciclista neerlandês de 27 anos surpreende, e amanhã já estará em prova. A confirmação oficial surgiu pela sua equipa, a Alpecin-Fenix, durante o dia de hoje, ao anunciar o alinhamento para esta edição da Milão – Sanremo, com Van der Poel a figurar entre os eleitos. A prestação de Mathieu van der Poel será certamente um dos pontos de interesse desta clássica. Amanhã ficaremos a perceber o estado de forma em que o talentoso ciclista se encontra após a paragem forçada. Nos últimos anos registaram-se triunfos de Jasper Stuyven (2021), Wout van Aert (2020), Julian Alaphilippe (2019), Vincenzo Nibali (2018) ou Michal Kwiatkowski (2017). Transmissão A Milão – Sanremo terá transmissão televisiva em direto no Eurosport 2, os fãs da modalidade vão poder acompanhar toda a ação a partir das 08:30h, numa verdadeira ‘maratona’ de 8 horas que promete muita ação. Os comentadores de serviço serão Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici, Gonçalo Moreira e Frederico Bártolo. Esta equipa de especialistas de ciclismo promete uma séria e pormenorizada cobertura da prova ao longo de todo o dia. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Trek FX Sport Carbon A Trek apresentou a Trek FX Sport Carbon completamente remodelada, uma bicicleta versátil, preparada para gravel e repleta de funcionalidades para levar os ciclistas para além das ruas da cidade. A nova FX Sport Carbon, tem a aparência de uma Émonda, a versatilidade de uma FX e aparentemente a capacidade de uma Checkpoint, tudo isto por um preço mais competitivo do que nunca. A Trek FX Sport Carbon apresenta mais espaço livre para pneus, preço mais baixo, menor peso e um tubo de direção ligeiramente mais alto do que os anteriores modelos FX. Esta bicicleta híbrida dispõe também de um quadro ágil, pneus todo-o-terreno e um guiador reto para maior confiança e controlo. Carbono integral O quadro e a forqueta em Carbono OCLV 400 Series conferem um aspeto elegante, e a marca afirma que permite aceleração rápida e suavidade de condução ao reduzir as vibrações da estrada. Configuração elegante A transmissão 1x de fácil utilização, oferece aos ciclistas uma ampla relação de mudanças com a simplicidade de utilizar apenas um manípulo de mudanças. As FX Sport Carbon 5 e 6 dispõem de transmissão Shimano GRX, específica para gravel e desenhada para utilização em todo-o-terreno. Pneus preparados para a aventura Os pneus largos de 40c para gravel permitem que os ciclistas se aventurem, com confiança, por caminhos de diferentes tipos de terreno. A FX Sport Carbon 6 vem equipada com rodas de carbono Aeolus Elite leves e com capacidade de resposta para um melhor desempenho. Equipada para explorar Todos os modelos FX Sport Carbon dispõem de pontos de fixação para uma bolsa de quadro e de um porta-bagagens traseiro que facilita o transporte de equipamento, nutrição e muito mais. Os ciclistas também têm a opção de adicionar um guarda-lamas para enfrentar todas as condições climatéricas.   Todas as especificações e preços em: trek.bike_PT A FX Sport Carbon já está disponível nas lojas Trek. Modelos FX Sport Carbon disponíveis FX Sport 4 Carbon FX Sport 5 Carbon FX Sport 6 Carbon Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ranking UCI - João Almeida 11º classificado, Pogacar continua líder A última atualização do Ranking UCI coloca João Almeida no 11.º lugar, muito perto do top 10. O ciclista português da UAE Emirates desceu um lugar, nesta última atualização, mas mantém-se à porta do top 10. Tadej Pogacar (UAE Emirates) lidera atualmente o Ranking UCI, com considerável margem sobre Primoz Roglic (Jumbo Visma), segundo classificado, num pódio fechado por Wout van Aert (Jumbo Visma). Depois da vitória conquistada no Tirreno-Adriático, o ciclista esloveno de 23 anos continua seguro na liderança do ranking mundial, com 5626 pontos, enquanto que Roglic, que também somou uma conquista no último fim de semana, com a vitória da 80.ª edição do Paris-Nice, segue com 4319 pontos. Quanto a João Almeida, 11.º classificado, conta 2069 pontos, a apenas 126 do top 10, mais propriamente de Richard Carapaz, ciclista da INEOS. O ciclista português de 23 anos conta com uma concorrência feroz neste ranking. Basta citar os nomes que compõem o top 10 para perceber de que ciclistas estamos a falar: Pogacar, Roglic, Van Aert, Alaphilippe, Colbrelli, Valverde, Adan Yates, Vingegaard e Carapaz. Além deste poderoso top 10, logo atrás de João Almeida, no 12.º lugar surge Mathieu Van der Poel, que acaba de voltar à competição depois de uma paragem forçada, desde Dezembro de 2021. Depois da conquista da camisola da juventude e do 8.º lugar na classificação geral no Paris-Nice, João Almeida continua a preparação para o grande objetivo da temporada que é o ataque à Volta a Itália, com as cores da UAE Emirates. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek e Pirelli reforçam parceria - Da competição para as lojas Desde 2020 que a Pirelli tem sido a patrocinadora oficial de pneus da Trek-Segafredo. Esta parceria gerou resultados excelentes para ambas as marcas, com os ciclistas da Trek a fornecerem um feedback direto sobre os seus pneus e a Pirelli a ajudar os ciclistas e equipa a conseguirem grandes performances nas provas mais importantes do mundo. Pneus Pirelli em todas as lojas Trek Agora a Trek e a Pirelli estabelecem uma parceria para levar os melhores pneus do mercado aos revendedores de todo o mundo.  A parceria cresce além da equipa de competição, ligando a Trek e a Pirelli nas lojas. Pirelli P Zero race (estrada)Pirelli Scorpion XCM (BTT) Os pneus de estrada, de gravel, de montanha e de e-bikes de montanha estão agora disponíveis aos consumidores nas lojas Trek por todo o mundo. Pirelli Cinturato (Gravel)Pirelli Cinturato (Gravel) Os pneus Pirelli têm uma história e passado muito rico. O seu primeiro desenvolvimento de um pneu para bicicleta aconteceu no final do século XIX, antes de se dedicarem ao desporto motorizado. Agora, com 150 anos de sucesso, a marca está de regresso ao ciclismo e está a revolucionar a forma como são feitos os pneus de bicicleta. A marca informa que desde o desempenho magnífico da Lizzie Deignan e da restante equipa Trek-Segafredo na Paris-Roubaix, até à fiabilidade diária que os ciclistas de todo o mundo necessitam, esta marca de pneus oferece opções para todos os ciclistas e terrenos. Disponibilidade Os pneus Pirelli já estão disponíveis nas lojas Trek em todo o mundo. Mais informações em: trek.bike.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized une-se com a marca Fjällräven para bolsas e equipamento Com as prioridades a mudar na direção da saúde física e mental, bem como a pensar na saúde do nosso planeta, nunca foi tão importante reconectarmo-nos com a natureza, e atenta a estas tendências a Specialized uniu-se à marca sueca Fjällräven. Desde soluções avançadas de arrumação na bicicleta e malas, a roupa técnicas e acessórios, de acordo com a Specialized esta colaboração é baseada numa crença inabalada de que, quanto mais pessoas descobrem a alegria que vem de estar na natureza, mais o mundo beneficia. Fjällräven A Fjällräven é uma empresa de roupas e equipamentos para atividades ao ar livre, que está comprometida em tornar a natureza mais acessível. No verdadeiro estilo sueco, focam-se na simplicidade e praticidade, com o maior respeito pelo meio ambiente. Coolcave Um dos produtos é o alforge versátil e robusto Coolcave. Quer seja um picnic no parque, ou uma volta épica de vários dias pelas serras, uma boa arrumação é essencial. Um alforge aberto de 20 litros em plástico rígido, o Coolcave pode levar essenciais diários, como as compras da mercearia ou equipamento para acampar, em viagens para o trabalho ou voltas pelo campo. Fácil de fixar para que possas levar o alforge e conteúdo contigo. Tem fixações ajustáveis Isofix que permitem uma fixação segura na maioria dos suportes nas bicicletas. Bolsa Cave Pedalar para caminhar e de volta nunca foi tão fácil. Baseada na icónica mochila Fjallraven Verdag, a Bolsa Cave foi formatada para servir dentro do alforge Coolcave como uma raposa do Ártico na sua toca. Complementa o alforge Coolcave, basta retirar e colocar às costas usando as alças almofadadas. Equipada com um compartimento almofadado para o computador, e bolsos grandes e pequenos, a Bolsa Cave S/F organiza e protege os teus pertences mais valiosos. Saco Cave Este saco foi construído para quem simplifica e segue, o Saco Cave é o um acessório minimalista para o teu Coolcave. Um bolso principal permite encher o saco com artigos grandes ou pequenos, perfeito para viagens ao supermercado, picnics e todo o resto. O saco levanta-se do Coolcave para o levares à loja, ginásio ou onde queiras. Raven Anorak Seja de bicicleta ou numa caminhada no campo, quando a meteorologia se revelar imprevisível, as marcas recorreram ao seu conhecimento técnico em várias áreas e aplicaram no Räven Anorak. O casaco clássico Räven da Fjällräven com o modelo Specialized para bicicleta faz com que seja o casaco feito para as aventuras a pedalar ou em caminhadas no campo ou na montanha. O tecido do tronco é G-1000 Lite. Estrutura de quatro vias nas secções traseira e inferior para resistir melhor ao vento onde é mais necessário, tal como garante liberdade de movimentos. Os detalhes refletores nas mangas articuladas e projetadas para andar de bicicleta. As aberturas para ventilação têm fechos bidirecionais nas laterais. Os bolsos para as mãos estão protegidos por fechos e têm bolsos internos de malha que são reforçados na zona inferior. Tem ainda dois bolsos de peito com botões de pressão, perfeitos para colocar a carteira, o telefone ou outros bens essenciais. É o elemento da gama Specialized/Fjällräven Exchange para voltas urbanas ou aventuras de bikepacking. T-Shirt de Lã A t-shirt é um elemento que voltou à bicicleta, e como tal, adaptaram-na mais à prática do ciclismo. Neste caso fizeram uma t-shirt leve em lã merino e poliéster reciclado. A t-shirt tem uma bainha Hi-Low que é ligeiramente mais comprida na parte de trás e um bolso traseiro com fecho no lado direito para colocar as chaves, dinheiro e/ou o cartão de crédito. As mangas são ligeiramente mais longas para uma proteção extra do sol. Combina as propriedades de regulação da temperatura atribuídas pela lã com a durabilidade e capacidade de absorção da humidade garantidas pelas propriedades do poliéster. É mais um elemento da gama Specialized/Fjällräven Exchange para voltas urbanas ou aventuras de bikepacking. Podes encontrar todos os pormenores e acessórios em www.specialized.com/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu van der Poel de regresso à competição Mathieu van der Poel viu-se obrigado a retirar da competição em Dezembro de 2021, por uma lesão nas costas que se arrastou desde a sua queda nos Jogos Olímpicos de Tóquio, e que o impediu de fazer algumas corridas da temporada de ciclocrosse, como havia planeado. Tendo só feito uma corrida de ciclocrosse, e abandonando na segunda que tentou fazer, o holandês optou por parar de competir e dedicar-se somente à sua recuperação. Aproveitou ainda a paragem provocada pela lesão nas costas para ser submetido a uma pequena cirurgia ao joelho, no qual tinha uma pequena lesão provocada por uma queda num treino. O estágio em Calp Mathieu van der Poel já se encontra a treinar há algum tempo, sendo que nas últimas semanas tem estado em Calp (Espanha), acumulando treino de horas, quilómetros e altimetria. Segundo dados divulgados no seu perfil do Strava (vale o que vale), na semana passada Van der Poel fez 950 km's., acumulando 30 horas de treino em cima da bicicleta, com 15.089 metros de desnível acumulado. O possível calendário Apesar de não haver nenhum comunicado oficial da equipa, parece que o fenómeno dos Países Baixos estará de regresso à estrada no dia 22 deste mês, na semana internacional Coppi e Bartali, uma corrida em Itália com 5 etapas. De acordo com alguns sites, Matheiu van der Poel estará presente na Dwars door Vlaanderen (através da Flandres), no dia 30 de Março e depois no Tour de Flandres (corrida que venceu e 2020) no dia 3 de Abril. Esta seria a preparação para o objectivo ainda possível no que toca a clássicas deste ano, o Paris-Roubaix, que se realizará no dia 17 de Abril. Após estas corridas Mathieu van der Poel tem para já no seu calendário, o Giro de Itália e Tour de France. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Unvisible - Torna as tuas fotografias mágicas O Unvisible começou a ser fabricado em Dezembro de 2021, é um produto português e já conquistou muitos fãs das bicicletas, pelo seu design e simplicidade de utilização. Neste vídeo faço o Unbox e o teste ao Unvisible, um acessório que faz com que a nossa bicicleta pareça suspensa no ar, para fazer fotografias com aquele aspecto de revista. https://www.youtube.com/watch?v=6ALPS0ZeFX4 Toda a informação sobre a Unlost e os vários modelos do Unvisible no site da marca: unlost.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Nice - etapa 8 Primoz Roglic sagrou-se hoje vencedor da 80.ª edição do Paris-Nice. O ciclista da Jumbo Visma ainda passou por algumas dificuldades na parte final da etapa, sendo a ajuda do seu colega de equipa Wout van Aert fundamental para esta conquista. Simon Yates (BikeExchange-Jayco) foi o vencedor da oitava e última etapa da prova. O ciclista britânico de 29 anos isolou-se na frente da corrida a cerca de 20 quilómetros da meta, e aguentou a pressão dos homens da Jumbo Visma, Wout van Aert e Primoz Roglic, segundo e terceiro classificados da etapa. A seguir a Roglic, no pódio final da classificação geral ficaram Simon Yates (BikeExchange-Jayco) e Daniel Martinez Poveda (Ineos Grenadiers), como segundo e terceiro classificados. João Almeida vence juventude João Almeida (UAE Emirates) terminou no topo da classificação da juventude. O ciclista de 23 anos da UAE Emirates tornou-se no primeiro português a vencer a camisola da juventude nesta mítica prova. Não foi uma etapa fácil para João Almeida, mas o português geriu bem a vantagem que tinha no topo da classificação da juventude e conquista assim um merecido troféu na 80.ª edição do Paris-Nice. O ciclista português foi 17.º classificado na etapa e 8.º na geral, terminando assim a prova de forma positiva, com boas indicações tendo em conta a fase da temporada em que nos encontramos. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=XfvO7YoZbdE Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Simon Yates (GBr) BikeExchange-Jayco2:52:592Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma0:00:093Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Vismam.t.4Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates0:01:445Søren Kragh Andersen (Den) Team DSMm.t.6Stefan Küng (Swi) Groupama-FDJm.t.7Aurélien Paret Peintre (Fra) AG2R Citroen Teamm.t.8Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiersm.t.9Wout Poels (Ned) Bahrain Victoriousm.t.10Ion Izagirre Insausti (Spa) Cofidis Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma29:19:152Simon Yates (GBr) BikeExchange-Jayco0:00:293Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers0:02:374Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:03:295Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic0:03:436Jack Haig (Aus) Bahrain Victorious0:03:517Ion Izagirre Insausti (Spa) Cofidis0:04:528João Almeida (Por) UAE Team Emirates0:05:439Guillaume Martin (Fra) Cofidis0:05:4810Aurélien Paret Peintre (Fra) AG2R Citroen Team0:06:32 Top 5 classificação juventude Pos.Nome (País) EquipaTempo1João Almeida (Por) UAE Team Emirates29:24:582Andreas Leknessund (Nor) Team DSM0:02:303Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates0:04:224Mauri Vansevenant (Bel) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:17:085Georg Zimmermann (Ger) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux0:20:45 Cai assim o pano na 80.ª edição do Paris-Nice. Foi uma semana de bom ciclismo, com bons momentos e com um bem conhecido português, João Almeida, a apimentar ainda mais esta edição da prova, especialmente para o público português. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Nice - etapa 7 Primoz Roglic (Jumbo Visma) foi o homem do dia na 7ª etapa da 80.ª edição do Paris-Nice. O ciclista esloveno de 32 anos esteve em grande plano na penúltima etapa de uma prova que parece ‘destinado’ a conquistar pela primeira vez na sua carreira. Roglic completou os 155,2 quilómetros entre Nice e Col de Turini em 04:02.47 horas, superiorizando-se a Daniel Martínez (INEOS), segundo classificado com o mesmo tempo, e a Simon Yates (BikeExchange Jayco), terceiro classificado, com dois segundos de atraso. Com este triunfo na etapa Roglic consolida assim a camisola amarela e entra para o último dia de prova com 47 segundos de avanço sobre o britânico Simon Yates (BikeExchange Jayco), que também tem vindo a realizar uma boa prova, e com 1 minuto sobre Daniel Martinez Poveda (Ineos Grenadiers), terceiro da geral. João Almeida fechou top 5 e entra no top 10 da geral João Almeida (UAE Emirates) esteve em bom plano nesta sétima etapa do Paris-Nice. O ciclista português fechou o top 5 da etapa, a 11 segundos de Primoz Roglic (Jumbo Visma), subindo assim ao 10.º lugar da classificação geral e alcançando a liderança da classificação da juventude. O ciclista português de 23 anos, confirma a notória subida de rendimento que tem evidenciando nos últimos dias, depois de um início algo intermitente, voltando hoje a ser o melhor elemento da sua equipa, a UAE Emirates. Para amanhã, João Almeida parte para a última etapa com o objetivo de garantir a vitória final na classificação da juventude e terminar dentro do top 10 da geral. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=0kn4Funh7V0 Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma4:02:472Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiersm.t.3Simon Yates (GBr) BikeExchange-Jayco0:00:024Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic0:00:095João Almeida (Por) UAE Team Emirates0:00:116Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates0:00:257Jack Haig (Aus) Bahrain Victorious0:00:278Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:299Guillaume Martin (Fra) Cofidis0:00:4410Wout Poels (Ned) Bahrain Victorious0:00:56 Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma26:26:112Simon Yates (GBr) BikeExchange-Jayco0:00:473Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers0:01:004Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:01:505Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic0:02:046Jack Haig (Aus) Bahrain Victorious0:02:127Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohe0:02:228Pierre Latour (Fra) TotalEnergies0:02:569Ion Izagirre Insausti (Spa) Cofidis0:03:1310João Almeida (Por) UAE Team Emirates0:03:29 Amanhã, domingo, é dia de decisões na 80.º edição do Paris-Nice. Nice recebe a oitava e última etapa da prova, com o pelotão a ter pela frente um percurso com um total de 115,6 quilómetros. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Nice - etapa 6 Mathieu Burgaudeau (TotalEnergies) foi o homem do dia na sexta etapa da 80.ª edição do Paris-Nice. O ciclista francês de 23 anos venceu a etapa de hoje, completando os 213,6 quilómetros entre Courthézon e Aubagne, com o tempo 05:33.06 horas. Burgaudeau arriscou, e bem, nos últimos quilómetros da etapa, superiorizando-se aos seus concorrentes mais diretos Mads Pedersen (Trek-Segafredo) e o belga Wout van Aert (Jumbo-Visma), segundo e terceiro classificados, com o mesmo tempo registado. Na topo da classificação geral, continua a estar Primoz Roglic (Jumbo Visma), com 39 segundos de vantagem sobre Simon Yates (BikeExchange Jayco), e com 41 de Pierre Latour (TotalEnergies) terceiro classificado. João Almeida mantém 18.º posto da geral João Almeida (UAE Emirates) foi 46.º classificado, registando o mesmo tempo do vencedor da etapa, mantendo assim o 18.º lugar da classificação geral, a 3.08 minutos do camisola amarela. O ciclista português de 23 anos foi o primeiro elemento da UAE Emirates a cruzar a linha da meta, e continua a subir de rendimento, depois de nas duas primeiras etapas da prova as coisas não lhe terem corrido de feição. João Almeida é também o ciclista da UAE Emirates melhor posicionado na geral e depois dos sinais dos últimos dias, parece ter tudo para ainda vir a ganhar mais alguns lugares. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=EZJmzwOlnpU Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Mathieu Burgaudeau (Fra) TotalEnergies5:33:062Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo m.t.3Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma m.t. 4Biniam Girmay (Eri) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux m.t. 5Bryan Coquard (Fra) Cofidis m.t. 6Luka Mezgec (Slo) BikeExchange-Jayco m.t. 7Ivan Garcia Cortina (Spa) Movistar Team m.t. 8Dorian Godon (Fra) AG2R Citroen Team m.t. 9Florian Senechal (Fra) Quick-Step Alpha Vinyl Team m.t. 10Luca Mozzato (Ita) B&B Hotels-KTM Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaResult1Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma22:23:342Simon Yates (GBr) BikeExchange-Jayco0:00:393Pierre Latour (Fra) TotalEnergies0:00:414Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers0:00:565Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohe0:00:596Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:01:117Søren Kragh Andersen (Den) Team DSM0:01:268Jack Haig (Aus) Bahrain Victorious0:01:359Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic0:01:4510Ion Izagirre Insausti (Spa) Cofidis0:02:01 Amanhã, sábado, decorrerá a sétima e penúltima etapa da prova, com o pelotão a ter pela frente um total de 155,2 quilómetros entre Nice e Col de Turini. O final da etapa reserva uma chegada em alto, e que pode vir a revelar-se importante para as contas finais da classificação geral da presente edição do Paris-Nice. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Nice - etapa 5 Brandon McNulty (UAE Emirates) foi o homem do dia na quinta etapa da 80.ª edição do Paris-Nice. O ciclista americano de 23 anos venceu a etapa de hoje com ligação entre Saint-Just-Saint-Rambert e Saint-Sauver-de-Montagur, percorrendo os 188,8 quilómetros ­­em 4.53.30 horas. McNulty isolou-se na frente da corrida quando ainda faltavam cerca de 50 quilómetros para a meta. A estratégia resultou na perfeição, com o ciclista da UAE Emirates a vencer com uma margem de 1.58 minutos para Franck Bonnamour (B&B Hotels – KTM) e Matteo Jorgenson (Movistar). Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi outra figura em destaque, assumindo-se como o novo camisola amarela da prova. O experiente ciclista de 32 anos, sucede assim ao seu colega de equipa Wout Van Aert como líder. Depois dos brilharetes que tem realizado na presente edição do Paris-Nice, com vários ciclistas nos pódios das etapas, desta feita a Jumbo-Visma centrou as suas atenções em Primoz Roglic, apontado como um dos principais candidatos à vitória final. Na perseguição direta a Primoz Roglic surgem Simon Yates (BikeExchange-Jayco), segundo classificado a 39 segundos e Pierre Latour (TotalEnergies) a 41 segundos. João Almeida continua a subir na classificação geral João Almeida foi 19.º classificado na etapa, subindo assim mais algumas posições na classificação geral, ocupando agora o 18.º posto. O ciclista português da UAE Emirates efetuou uma etapa segura, seguindo no grupo da frente, cruzando a linha da meta a 5.43 segundos do vencedor da etapa e seu colega de equipa Brandon McNulty. O português de 23 anos parece ainda não estar no seu pico de forma, o que é perfeitamente normal atendendo à fase da temporada em que nos encontramos, e importa não esquecer que o grande objetivo estabelecido por si e pela equipa é a Volta a Itália, com início marcado para o dia 29 de Maio. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=mYHhzesO4hE Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates4:53:302Franck Bonnamour (Fra) B&B Hotels-KTM0:01:583Matteo Jorgenson (USA) Movistar Team4Harm Vanhoucke (Bel) Lotto Soudal0:02:305Laurent Pichon (Fra) Arkea-Samsic0:04:016Anthony Turgis (Fra) TotalEnergies0:04:027Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:04:578Owain Doull (GBr) EF Education-EasyPost9Pierre Latour (Fra) TotalEnergies0:05:4310Quentin Pacher (Fra) Groupama-FDJ Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma16:50:282Simon Yates (GBr) BikeExchange-Jayco0:00:393Pierre Latour (Fra) TotalEnergies0:00:414Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers0:00:565Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohe0:00:596Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:01:117Søren Kragh Andersen (Den) Team DSM0:01:268Jack Haig (Aus) Bahrain Victorious0:01:359Nairo Quintana (Col) Arkea-Samsic0:01:4510Ion Izagirre Insausti (Spa) Cofidis0:02:01 Amanhã, sexta-feira, disputa-se a sexta etapa, por sinal, a mais longa da prova, com um total de 213,6 quilómetros entre Courthézon e Aubagne. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos Capacetes Specialized Ambush 2 e Camber A Specialized continua a remodelar a sua coleção de capacetes de Trail, ao Gambit e Tactic 4 juntam-se agora o Ambush 2, com um design ousado para os ciclistas de Trail, e o Camber mais versátil para todos os cilcistas. AMBUSH 2 Totalmente redesenhado, do fecho para cima, tendo em conta as necessidades do Trail, o Ambush apresenta grande ventilação moldada através de um estilo moderno, com um excelente ajuste e está pronto a integrar perfeitamente com um par de óculos.   Confiança O Ambush 2, que obteve a classificação de capacete de cinco estrelas VirginiaTech®, conta com uma espuma EPS de dupla densidade, sistema MIPS SL integrado e está preparado para instalar o sensor ANGI (que envia alerta em caso de queda), para proporcionar uma maior proteção e máxima confiança a pedalar. Ventilação A marca afirma que este capacete foi desenhado para oferecer a maior ventilação possível, o Ambush 2 conta com canais interiores profundos combinados com uma viseira fixa, para ajudar o ciclista a manter-se fresco mesmo nos dias mais quentes. Ajuste O Ambush 2 incorpora o sistema de ajuste integrado e tecnologia Tri-Fix da Specialized, para criar um ajuste altamente personalizado. Este sistema permite regular com precisão o modo como o capacete assenta à frente, para integrar os óculos sem problemas, e assim proporcionar uma visão perfeita dos trilhos. Integração de óculos O Specialized Ambush 2 conta com um inovador sistema de fixação dos óculos de sol, com abas de borracha ocultas que os mantêm seguros e sem ruídos quando é necessário retirá-los nas subidas mais longas ou paragens. CAMBER A Specialized diz que o novo capacete Camber está desenhado para proporcionar um ajuste ótimo em todas as cabeças, da criança ao adulto. Conforto Com opções de tamanho de XS a XL, espalhadas por cinco tamanhos únicos de carcaça, o Camber elimina o volume excessivo para oferecer um ajuste confortável e aerodinâmico a uma gama alargada de ciclistas. O sistema de ajuste "Headset SX" com divisores ajustáveis Tri-Fix oferece um ajuste fácil e preciso. Confiança Também o Camber vem equipado com MIPS e preparado para o ANGi, e tal como o Ambush 2 também foi galardoado com o "5-Star Virginia Tech® Helmet Rating™". Estilo Com uma viseira fixa integrada, generosa ventilação e uma ampla cobertura, além de conforto, o Camber oferece elegância e frescura para as deslocações diárias, descidas nos trilhos e muito mais. Podes ver as características técnicas mais completas, e inclusive comprar on-line estes capacetes em: www.specialized.com/pt/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Nice - etapa 4 Wout van Aert (Jumbo-Visma) foi o homem do dia na quarta etapa da 80.ª edição do Paris-Nice. O ciclista belga de 27 anos venceu o contrarrelógio de 13,4 quilómetros, que efetuou a ligação entre Domérat e Montluçon, com o tempo de 16.20 minutos, assumindo assim a liderança da classificação geral. A Jumbo-Visma continua a apresentar-se em grande plano na presente edição do Paris-Nice, prova disso, o facto do pódio do contrarrelógio ser composto por três atletas seus. Além do vencedor Van Aert, a formação neerlandesa contou com Primoz Roglic no segundo posto, apenas com dois segundos de atraso, e com Rohan Dennis em terceiro, a seis segundos. No que diz respeito à classificação geral, também é dominada pela Jumbo-Visma com Van Aert a ser o novo camisola amarela, com 10 segundos de vantagem sobre Roglic, e com 28 segundos de vantagem sobre o antigo líder Christophe Laporte. Quem está mais próximo dos atletas da Jumbo-Visma é Simon Yates (BikeExchange-Jayco). O ciclista britânico de 29 anos é quarto classificado da geral a 49 segundos do líder Van Aert. João Almeida subiu na classificação geral João Almeida registou o 22.º melhor tempo do contrarrelógio, a 47 segundos da liderança. Com o resultado de hoje o ciclista português da UAE Emirates subiu 12 lugares na classificação geral, sendo agora 36.º classificado, a 3,18 minutos do líder. Esta tarde o ciclista português deixou uma mensagem nas redes sociais, onde deixa percetível que a prova não lhe está a correr como previamente idealizado, algo que os adeptos do ciclismo e em especial de João Almeida já têm vindo a comentar nos últimos dias. “Dia de contrarrelógio em Paris-Nice! Não é a corrida que desejamos, não começou com os pés certos, mas podemos sempre aprender alguma coisa! Continuo lutando até o fim! Obrigado a todos torcendo e apoiando, como sempre !”João Almeida (UAE Emirates) Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=hWe1RWiQ-Qo Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma0:16:202Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma0:00:023Rohan Dennis (Aus) Jumbo-Visma0:00:064Stefan Küng (Swi) Groupama-FDJ0:00:105Simon Yates (GBr) BikeExchange-Jayco0:00:116Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers0:00:147Pierre Latour (Fra) TotalEnergies0:00:198Stefan Bissegger (Swi) EF Education-EasyPost0:00:219Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo0:00:2510Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers0:00:28 Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma11:51:052Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma0:00:103Christophe Laporte (Fra) Jumbo-Visma0:00:284Simon Yates (GBr) BikeExchange-Jayco0:00:495Pierre Latour (Fra) TotalEnergies0:00:516Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo0:00:537Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers0:01:068Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohe0:01:099Stefan Bissegger (Swi) EF Education-EasyPost0:01:1310Søren Kragh Andersen (Den) Team DSM0:01:19 Amanhã, 5ª feira, será dia de alta montanha. A quinta etapa efetuará ligação entre Saint-Just-Saint-Rambert e Saint-Sauver-de-Montagur, num percurso com um total de 188,8 quilómetros. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Nice - etapa 3 Mads Pedersen (Trek-Segafredo) foi o homem do dia ao vencer a terceira etapa da 80.ª edição do Paris-Nice. O ciclista dinamarquês de 26 anos venceu hoje a terceira etapa que fazia ligação entre Vierzon e Dun-le-Palestel, ao ‘sprint’, superirizando-se a Bryan Coquard (Cofidis) e a Wout van Aert (Jumbo Visma). Mads Pedersen completou os 190,8 quilómetros em 4:23.29 horas, numa etapa que fica marcada pela boa estratégia da sua equipa, a Trek-Segafredo. Resumindo a etapa, tudo estava a decorrer de forma tranquila, até que, já nos últimos 3000 metros se registou uma queda algo aparatosa, apanhando desprevenidos vários candidatos ao ‘sprint’ final. O camisola amarela Christophe Laporte (Jumbo-Visma) foi um dos ciclistas envolvidos, mas, apesar de ter sofrido algumas escoriações, mantêm-se líder da classificação geral, num pódio composto pela Jumbo-Visma, com Van Aert em segundo, com apenas um segundo de atraso e Roglic em terceiro, a nove segundos. João Almeida foi 55.º classificado Depois de uma segunda etapa caótica, em que João Almeida e a sua equipa a UAE Emirates foram, à semelhança de outras equipas, vítimas do forte vento sentido e das quedas registadas, algo que significou um assinalável atraso para os lugares cimeiros da classificação geral, hoje o ciclista português integrou o grupo da frente e foi 55.º classificado, registando o mesmo tempo do que o vencedor da etapa. João Almeida mantem-se assim a 2.32 minutos do camisola amarela Christophe Laporte (Jumbo-Visma). Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=3_dAgexcvPk Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo4:23:292Bryan Coquard (Fra) Cofidis m.t.3Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma m.t. 4Jasper Philipsen (Bel) Alpecin-Fenix m.t. 5Anthony Turgis (Fra) TotalEnergies m.t. 6Biniam Girmay (Eri) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux m.t. 7Fred Wright (GBr) Bahrain Victorious m.t. 8Danny van Poppel (Ned) Bora-Hansgrohe m.t. 9Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers m.t. 10Juan Sebastian Molano Benavides (Col) UAE Team Emirates Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Christophe Laporte (Fra) Jumbo-Visma11:34:442Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma0:00:013Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma0:00:094Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo0:00:295Bryan Coquard (Fra) Cofidis0:00:336Pierre Latour (Fra) TotalEnergiesm.t.7Zdenek Stybar (Cze) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:00:388Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo0:00:399Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohem.t.10Florian Senechal (Fra) Quick-Step Alpha Vinyl Team Amanhã, 4ª feira, será dia de contrarrelógio individual, um dos pontos-fortes de João Almeida, o único ciclista português em prova. O contrarrelógio terá um total de 13,4 quilómetros, efetuando ligação entre Domérat e Montluçon. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Nice - etapa 2 Fabio Jakobsen (QuickStep-Alpha Vinyl) foi a figura do dia na segunda etapa da 80.ª edição do Paris-Nice. O ciclista neerlandês de 25 anos venceu a etapa de hoje, com ligação entre Auffargis e Orleães, ao ‘sprint’ com o tempo 3:22.54 horas, num percurso maioritariamente plano, com o total de 159,2 quilómetros. A etapa ficou marcada pelo forte vento sentido e por duas quedas que ‘partiram’ o pelotão em quatro grupos, deixando alguns dos nomes sonantes em prova já com um assinalável atraso para o topo da classificação. Logo atrás de Fabio Jakobsen (QuickStep-Alpha Vinyl), chegou a dupla da Jumbo-Visma, Wout van Aert e Philippe Laporte. O topo da classificação geral espelha ainda o recital de ontem protagonizado pela Jumbo-Visma, com Laporte a manter a camisola amarela, logo seguido de Van Aert no segundo posto com cinco segundos de atraso e, com Roglic a surgir em terceiro a 11 segundos. João Almeida perde tempo João Almeida (UAE Emirates), foi uma das vítimas do vento sentido e das quedas registadas no decorrer da etapa. Após as quedas, o único ciclista português em prova, ficou inserido no terceiro grupo do pelotão, que chegou a registar mais de dois minutos de atraso para a frente da corrida. João Almeida cruzou assim a linha da meta na 81.ª posição, a 1.53 minutos do líder. O ciclista português de 23 anos desceu assim alguns lugares na classificação geral, ocupando agora o 54.º posto, a 2.32 minutos do líder Philippe Laporte (Jumbo-Visma). Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=zthLpQ-PU2w Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Fabio Jakobsen (Ned) Quick-Step Alpha Vinyl Team3:22:542Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma m.t.3Christophe Laporte (Fra) Jumbo-Visma m.t. 4Luka Mezgec (Slo) BikeExchange-Jayco m.t. 5Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo m.t. 6Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo m.t. 7Luca Mozzato (Ita) B&B Hotels-KTM m.t. 8Juan Sebastian Molano Benavides (Col) UAE Team Emirates m.t. 9Oliver Naesen (Bel) AG2R Citroen Team m.t. 10Cees Bol (Ned) Team DSM Top 10 classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Christophe Laporte (Fra) Jumbo-Visma7:11:152Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma0:00:053Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma0:00:114Pierre Latour (Fra) TotalEnergies0:00:365Zdenek Stybar (Cze) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:00:386Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo0:00:397Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredom.t.8Florian Senechal (Fra) Quick-Step Alpha Vinyl Teamm.t.9Bryan Coquard (Fra) Cofidism.t.10Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohe Amanhã, terça-feira, a terceira etapa da prova terá um percurso de 190,8 quilómetros, com ligação entre Vierzon a Dun-le-Palestel. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Nice - Etapa 1 A primeira etapa da 80.ª edição do Paris-Nice teve como principal destaque o domínio da Jumbo-Visma, que culminou com a vitória de Christophe Laporte. A etapa inaugural da prova com arranque e chegada em Mantes-la-Ville, num percurso de 159,8 quilómetros, ficou marcada pela chegada tranquila à linha da meta de Christophe Laporte, logo seguido do esloveno Primoz Roglic, segundo classificado, e do belga Wout van Aert em terceiro, todos eles ciclistas da formação neerlandesa da Jumbo-Visma. A ordem de chegada foi definida pelos próprios ciclistas, com Roglic e Van Aert a decidirem que hoje seria Christophe Laporte a vencer a etapa. Esta bonita decisão de equipa, permitiu ao ciclista francês de 29 anos conseguir assim a sua primeira vitória numa etapa do World Tour, logo no seu ano de estreia na Jumbo-Visma, depois de várias temporadas na Cofidis. Falando agora de tempos, Christophe Laporte cumpriu os 159,8 quilómetros em 3:48.38 horas. Resumindo a etapa, a Jumbo-Visma descolou do pelotão nos últimos 10 quilómetros da etapa, isolando-se por completo a cinco quilómetros da meta. O francês Pierre Latour (TotalEnergies), foi quarto classificado, com 19 segundos de atraso para o líder. O pelotão chegou logo a seguir, a 22 segundos. Adivinhava-se uma possível chegada ao ‘sprint’, mas a excelente prestação da Jumbo-Vismo surpreendeu o pelotão. João Almeida foi 40.º classificado O português João Almeida (UAE Emirates) chegou integrado no pelotão, sendo 40.º classificado a 22 segundos de Christophe Laporte. O ciclista português de 23 anos entra nesta prova como líder de equipa da UAE Emirates, esperando-se uma boa prestação nestes oito dias de prova. Para já, João Almeida esteve algo discreto nesta etapa inaugural, 'esperando-se' assim um ataque aos primeiros lugares nas próximas etapas. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=gfChNYbtv50 Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Christophe Laporte (Fra) Jumbo-Visma3:48:382Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Vismam.t.3Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Vismam.t.4Pierre Latour (Fra) TotalEnergies0:00:195Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo0:00:226Biniam Girmay (Eri) Intermarché-Wanty-Gobert Matériauxm.t.7Ivan Garcia Cortina (Spa) Movistar Teamm.t.8Fred Wright (GBr) Bahrain Victoriousm.t.9Jasper Philipsen (Bel) Alpecin-Fenixm.t.10Florian Senechal (Fra) Quick-Step Alpha Vinyl Team Amanhã, segunda-feira, a segunda etapa do Paris-Nice efetua ligação entre Auffargis e Orleães, num percurso maioritariamente plano, com o total de 159,2 quilómetros. Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça de Portugal de XCO - Melgaço Começou a Taça de Portugal de XCO 2022, Melgaço recebeu o arranque da temporada de XCO com provas pontuáveis para o ranking internacional, enquanto provas de classe 1 UCI. Elites masculinos O austríaco Maximilian Foidl (KTM Factry MTB Team) e Iván Feijoo (MMR Factiry Racing Team) pedalaram juntos na frente até à última volta, destacados dos restantes. Foidl conseguiu abrir um espaço de 15 segundos para Feijoo na ultima volta, e assim cortar a meta sagrandop-se vencedor da primeira prova da Taça de Portugal de XCO, tendo Feijoo terminado no segundo posto. Na terceira posição finalizou Ismael Esteban (LoGos Energía-BH), a 47 segundos. O melhor português foi Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), no quarto posto, a 2m17s do vencedor. Elites femininas Ana Santos dominou a corrida de elite feminina (apesar de ainda ter idade de sub-23), terminando a corrida isolada e com uma sólida vantagem de 3m.28s. para a segunda classificada, Joana Monteiro (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). No terceiro posto terminou a espanhola Lucia Gómez (MMR Factory Racing Team), a 5m.03s. Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Está na hora de João Almeida João Almeida estás prestes a voltar à ação. O ciclista de 23 anos será o único português presente na 80.ª edição do Paris-Nice. É caso para dizer que ‘está na hora de João Almeida’. Está na hora do ciclista português demonstrar todo o potencial que tem evidenciado e que várias personalidades do ciclismo mundial lhe reconhecem. Depois do quarto lugar obtido na Volta aos Emirados Árabes Unidos, primeira prova oficial da época para João Almeida, eis que agora, o ciclista português poderá estar a entrar numa fase crucial da temporada. Isto porque, depois das boas indicações deixadas na Volta aos Emirados, prova em que andou sempre no grupo da frente, empenhado e concentrado na estratégia de equipa da UAE Emirates e que culminou com a vitória do seu colega e líder de equipa Tadej Pogacar, agora será a vez de João Almeida assumir o papel de líder. Confiança da UAE Emirates A temporada de 2022 marca a estreia de João Almeida na UAE Emirates, uma equipa que conta nas suas fileiras com alguns dos melhores ciclistas do mundo. Depois de duas boas temporadas na Deceuninck - Quick Step, em que João Almeida apresentou grandes prestações em algumas das principais provas, como foi o caso da Volta a Itália, agora na UAE Emirates, o ciclista português parecer ter grandes hipóteses de atingir um estatuto diferente, talvez próximo dos melhores ciclistas da atualidade. Para Paris – Nice João Almeida parte como líder da UAE Emirates, tendo Alexys Brunel ,Finn Fisher-Black, Brandon McNulty, Juan Sebastian Molano, Jan Polanc-Polde e Matteo Trentin, como colegas de equipa. A partir de amanhã muitos amantes do ciclismo vão estar atentos à prestação de João Almeida, especialmente o público português, com quem o ciclista tem vindo a atingir uma popularidade incrível. Bom espírito de equipa dentro da UAE Emirates Além da confiança que a UAE Emirates tem depositado em João Almeida, também os colegas de equipa lhe reconhecem valor. João Almeida tem vindo a conquistar o seu espaço dentro da equipa, onde o bom ambiente parece reinar. Prova disso, o facto de Tadej Pogacar na ocasião do lançamento da Volta aos Emirados Árabes Unidos ter elogiado o desempenho de João Almeida durante a pré-temporada. “Sabemos quão bom pode ser o João Almeida. Temos treinado muito juntos ultimamente e entendemo-nos bem”.Tadej Pogacar João Almeida tem também, por várias ocasiões, destacado a sua satisfação por tudo aquilo que a UAE Emirates lhe tem oferecido, desde as condições de trabalho, ao bom relacionamento entre colegas de equipa. “Adoro estar aqui, sinto-me em casa. É uma grande mudança, mas a adaptação está a correr bem. Não me sinto pressionado, tenho margem de progressão e a equipa está comigo”.João Almeida 1200 quilómetros a percorrer em oito dias de competição  A 80.ª edição do Paris-Nice tem início amanhã, dia 6, e decorre até ao próximo domingo, dia 13. A prova conta com um percurso total de 1200 quilómetros, divididos por oito dias de competição e contará com a presença de vários nomes sonantes do ciclismo mundial, tais como:  Primoz Roglic, Wout van Aert, Adam Yates, Sonny Colbrelli, Jasper Philpsen, Nairo Quintana ou David Gaudu, para além do português João Almeida. O arranque da prova está agendado para amanhã e será transmitida na Eurosport 1, em direto, a partir das 14:10h, com comentários a cargo de Gonçalo Moreira e Olivier Bonamici. A Eurosport fará ainda a cobertura diária do evento durante os oito dias de competição. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Strade Bianche 2022 A cada ano que passa, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) vai cimentando um estatuto, ele é o "Canibal" dos tempos modernos e hoje demonstrou-o novamente na Strade Bianche, em Itália. Imparável e num nível acima de todos os ooutros presentes nesta edição, Tadej Pogacar deixou toda a gente "enterrada" na gravilha da região da Toscana quando se lançou num ataque a solo a 50 quilómetros do final da corrida, parando só na "Piazza del Campo", isolado e de mãos no ar. O poder da Quick-Step Alpha Vinyl, Jumbo-Visma, Trek-Segafredo ou Movistar foi quase que ridicularizado, ficaram atordoados e sem capacidade de resposta. O vento marcou esta edição da Strade Bianche, e um dois momentos que marcou a corrida foi uma queda numerosa, que envolveu alguns dos favoritos como Alaphilippe (Quick-Step Alpha Vinyl) ou Benoot (Jumbo-Visma), causada por esse mesmo vento. Já tardiamente, a reacção da Quick Step fez-se numa mudança de estratégia, apostando em Kasper Asgreen, que viria a ser alcançado nos últimos quilómetros pelo "eterno" Alejandro Valverde (Team Movistar). Esta dupla ainda conseguiu reduzir ligeiramente a diferença para Pogacar, sem nunca meter em perigo a sua vitória, Valverde acabaria por fazer a diferença na subida final, terminando no segundo posto e Kasper Asgreen em terceiro. É uma vitória de outro mundo para Tadej Pogacar, pela forma como o fez, juntando mais uma clássica de destaque ao seu palmarés, onde já figuravam a Lìege-Bastogne-Lìege e Il Lombardia. É a primeira na história que um vencedor do Tour de France vence a Strade Bianche. Destaque ainda para a excelente corrida de Rúben Guerreiro, que não obstante ter que ajudar o líder da equipa Michael Valgren, ainda terminou num honroso 15.º lugar. O outro português, Nelson Oliveira, que também tinha uma missão de ajuda ao seu líder Valverde, terminou no 33.º posto. TOP 10 Final POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGAČAR TadejUAE Team Emirates4:47:492VALVERDE AlejandroMovistar Team0:373ASGREEN KasperQuick-Step Alpha Vinyl Team0:464VALTER AttilaGroupama - FDJ1:075BILBAO PelloBahrain - Victorious1:096NARVÁEZ JhonatanINEOS Grenadiers1:097SIMMONS QuinnTrek - Segafredo1:218WELLENS TimLotto Soudal1:259PETILLI SimoneIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux1:3510HIGUITA SergioBORA - hansgrohe1:53 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pavel Sivakov obtém nacionalidade francesa O ciclista russo Pavel Sivakov obteve autorização para a obtenção da nacionalidade francesa. A UCI – União Ciclista Internacional concedeu oficialmente ao ciclista russo da equipa da INEOS Grenadiers a mudança de nacionalidade. Esta hipótese já vinha a ser indicada nas últimas horas, isto depois da decisão tomada pela UCI de suspender as equipas russas e bielorrussas das suas competições.  Além disso, Pavel Sivakov já tinha manifestado repúdio total à ofensiva levada a cabo pela Rússia contra a Ucrânia. As duas federações de ciclismo já foram notificadas e agora, o ciclista de 25 anos vê assim confirmada a obtenção da nacionalidade francesa, estando já autorizado a competir em eventos nacionais, mundiais e olímpicos em representação da bandeira francesa. "Nasci em Itália e mudei-me para França quando tinha um ano. Cresci e estudei em França e foi lá que comecei a andar de bicicleta".Pavel Sivakov (INEOS Grenadiers) O agora ciclista francês revela até que o desejo de troca de nacionalidade era algo que já vinha a equacionar há alguns anos. As últimas decisões do governo russo acabaram por acelerar o processo. "Já me queria converter em cidadão francês há algum tempo e até já tinha feito o pedido na UCI, mas devido ao que está a acontecer na Ucrânia neste momento, queria acelerar o processo". Pavel Sivakov (INEOS Grenadiers) Pavel Sivakov, 25 anos, figura mediática do ciclismo russo, expressa assim, mais uma vez a sua revolta com o que está a acontecer em território ucraniano e existem fortes possibilidades que possam vir a surgir muitos outros casos semelhantes. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVOS Sapatos S-Works Vent EVO Com o sucesso dos sapatos S-Works Vent Road, a Specialized decidiu transportar o mesmo conceito para o BTT e Gravel, com os novos S-Works Vent EVO. Os S-Works Vent EVO são idênticos aos S-Works Recon em termos de performance e durabilidade, mas permitem um fluxo de ar muito maior, á semelhança dos seus "primos da Estrada", que torna a mais exigente das voltas, mesmo em dias quentes, mais confortável e fresca. A grande diferença, relativamente aos S-Works Recon, está na parte superior, onde a marca americana os tornou mais respiráveis e confortáveis recorrendo à malha reforçada, "TPU e Dyneema®" (1), que oferece resistência e durabilidade, sem perder a resistência aos elementos exteriores. A língua e biqueira apresentam painéis Vent Series que melhoram o fluxo de ar, fletem e movem-se com o pé, enquanto o mantêm fresco. Tudo isto torna os S-Works Vent EVO nuns sapatos de gravel/BTT progressivos e confortáveis para longas horas de pedalada. Os S-Works Vent EVO têm as mesmas características de competição que os Recon, como a Cunha Varo, o Arco Longitudinal e o Botão do Metatarso da Body Geometry, bem como uma sola que providencia uma excelente transferência de potência, e tração fora da bicicleta. Para além disto, os apertos BOA® maquinados em liga de alumínio permitem um ajuste de precisão, que mantém o sapato completamente acoplado ao pé, para uma transferência de potência sem perdas. Pontos chave: Os S-Works Vent EVO usam a mesma sola de carbono de alta performance, específica para a terra, encontrada nos sapatos S-Works Recon, com a respirabilidade dos sapatos S-Works Vent Road (estrada).A parte de cima em malha reforçada/TPU e Dyneema® é flexível, mas fornece suporte, oferecendo conforto e performance.Características Body Geometry:Arco Longitudinal moldado na sola, para prevenir o colapso do arcoCunha Varo do antepé de +1.5mm para prevenir o colapso do antepé (pronação)Botão do Metatarso (abre os dedos dos pés, para prevenir dormência) Podes ver todas as características técnicas e o preço dos novos S-Works Vent EVO, ou comprar on-line em : www.specialized.com/pt/ (1) - A marca Dyneema® é utilizada nos mais variados produtos, desde militares a desportos de aventura, e tem como características principais, ser ultrarresistente e ultraleve, tendo inspirado várias indústrias a transformar o desempenho de inúmeros produtos.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek é patrocinadora oficial dos eventos Bikeservice em 2022 A Bikeservice organiza em 2022 um total de sete eventos e a Trek volta a ser patrocinadora oficial.   Desde de 2018 que a Trek e a Bikeservice uniram esforços para a promoção de provas de ciclismo amador em Portugal. E em 2022 voltam a estar juntas e com especial destaque para o Love Tiles Douro Granfondo onde a Trek terá um espaço dedicado à marca e, também, várias ações integradas no evento. A Bikeservice realiza em 2022 um total de cinco eventos de ciclismo de estrada e dois eventos de BTT. O primeiro evento do ano realizou-se no início do passado mês de Fevereiro com o Raid das Masseiras, prova de BTT que contou com a presença de mais de um milhar de ciclistas. O próximo dia 10 de Abril marca o início dos eventos de ciclismo de estrada, com a realização do Montemuro Granfondo que se realiza em plena Rota do Românico. O calendário de eventos de estrada completa-se com da seguinte forma: Love Tiles Douro Granfondo (8 de maio), Gerês Granfondo (5 de junho), Bragança Granfondo (10 de julho) e Monção Melgaço Granfondo (18 de setembro). O ano fecha com o segundo evento de BTT, a Maratona BTT da Póvoa, que se realiza a 16 de Outubro. Para para ajudar os ciclistas a encontrar a melhor opção de bicicleta para estes eventos, a Trek disponibiliza dois guias: Como escolher bicicletas de estradaComo escolher bicicletas de montanha Mais informações sobre os eventos no site oficial da Bikeservice. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. GRATUITAMENTE. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclistas russos Aleksandr Vlasov e Pavel Sivakov repudiam investida militar do seu país Os ciclistas russos Aleksandr Vlasov e Pavel Sivakov manifestaram-se hoje pela paz, na sequência da investida militar da Rússia na Ucrânia. Aleksandr Vlasov (BORA-Hansgrohe) 25 anos e Pavel Sivakov (INEOS) 24 anos, fazem ambos parte da elite mundial do ciclismo, e apelam à paz no conflito militar existente entre Rússia e Ucrânia, o qual tem dominado a atualidade mundial nos últimos dias. Este apelo surge no dia seguinte ao anúncio da UCI – União Ciclista Internacional, ter anunciado a suspensão das equipas russas e bielorrussas das suas competições.   Numa publicação na redes sociais, Vlasov repudia o clima de guerra entre Rússia e Ucrânia e que tem assombrado a vida de milhões de pessoas nos últimos dias. “Como muitos russos, apenas quero paz. Não sou uma pessoa política, e as pessoas normais, como eu, não tiveram voto na matéria sobre se devíamos, ou não, entrar em guerra”. Aleksandr Vlasov (BORA-Hansgrohe) O ciclista de 25 anos da Bora-Hansgrohe, campeão nacional de contrarrelógio, e que em 2021 terminou a Volta a Itália em quarto lugar, é atualmente o nome mais sonante do ciclismo russo e ‘aproveitou’ assim o seu mediatismo para apelar à paz entre Rússia e Ucrânia.   Pavel Sivakov demonstra-se revoltado Pavel Sivakov, também uma figura mediática do desporto russo, teceu desde cedo, a sua revolta pela investida militar da Rússia sobre a Ucrânia. O ciclista da de 24 anos da INEOS, mostrou-se totalmente contra o conflito militar que o seu país iniciou.   "Sou contra a guerra e nós, russos, não devemos ser odiados".Pavel Sivakov (INEOS) Sivakov vai ainda mais longe e aproveitou as redes socias para demonstrar solidariedade para com o povo ucraniano. “Têm sido difícil assistir ao que esta a acontecer atualmente. Quero dizer que sou totalmente contra a guerra e não posso deixar de ver o que está acontecendo na Ucrânia, todos os meus pensamentos estão com o povo ucraniano”. Pavel Sivakov (INEOS) Vlasov e Sivakov juntam-se assim às largas dezenas de figuras do desporto mundial que têm apelado à paz entre a Rússia e Ucrânia e, como cidadãos russos, mostram-se envergonhados com todas as consequências causadas ao povo ucraniano. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI anuncia medidas contra Rússia e Bielorrússia Esta terça-feira, um dia depois do Comitê Olímpico Internacional ter anunciado a interdição oficial de atletas e russos e bielorrussos em competições internacionais, a UCI anuncia medidas contra Rússia e Bielorrússia. A medida foi tomada depois das forças russas e bielorrussas terem invadido a Ucrânia esta semana, e tornam equipas UCI, seleções nacionais, seleções regionais, assim como comissários, todos suspensos das competições da UCI e, no caso de eventos, suspensos no calendário da UCI. Entre outras coisas, o comunicado da UCI refere: À luz da situação, o Comitê de Gestão da UCI tomou por unanimidade as seguintes decisões: 1. As seleções nacionais russas e bielorrussas e/ou seleções nacionais não estão autorizadas a participar em quaisquer eventos do Calendário Internacional da UCI, com efeito imediato. 2. O estatuto de equipa UCI é retirado de todas as equipas de nacionalidade russa ou bielorrussa e a UCI não considerará quaisquer outros pedidos de estatuto UCI de equipas destes dois países. A retirada do estatuto de Equipa UCI diz respeito às seguintes equipas: UCI ProTeam Gazprom – RusVelo (RUS)UCI Continental Team Vozrozhdenie (RUS)Maratona UCI Track Team – Tula Cycling Team (RUS)UCI Continental Team CCN Factory Racing (BLR)UCI Continental Team Minsk Cycling Club (BLR)Equipe Continental Feminina da UCI Minsk Cycling Club (BLR). 3. A UCI retira todos os eventos russos e bielorrussos do Calendário Internacional da UCI 2022 e não considerará nenhum outro pedido de registro. Os seguintes eventos estão relacionados com a retirada do Calendário Internacional da UCI: Grand Prix Moscow 1: evento de pista classe 2 (20-21 de maio de 2022)Granfondo Moscou: evento UCI Granfondo World Series (21-22 de maio de 2022)Grand Prix Moscow 2: evento de pista de categoria 2 (22 de maio de 2022)Grande Prêmio de São Petersburgo: evento de pista de categoria 2 (26 a 29 de maio de 2022)Cinco Anéis de Moscou: evento de estrada classe 2.2 (8-12 de junho de 2022). 4. Os Campeonatos Nacionais da Rússia e da Bielorrússia também são retirados do Calendário Internacional da UCI. 5. O aparecimento de todos os emblemas, nomes, siglas, bandeiras e hinos ligados à Rússia e à Bielorrússia é proibido em todos os eventos do Calendário Internacional da UCI. As camisolas dos Campeões Nacionais da Rússia e da Bielorrússia estão, portanto, proibidas. 6. Não serão consideradas quaisquer propostas de candidatos russos e bielorrussos para a organização de eventos da UCI. 7. A UCI proíbe os organizadores de eventos do Calendário Internacional da UCI de convidar clubes russos e bielorrussos, equipes regionais ou mistas. 8. A UCI não nomeará Comissários Internacionais Russos ou Bielorrussos para eventos do Calendário Internacional da UCI até novo aviso. A UCI esclarece ainda que os titulares de licenças da russas e da bielorrussas estão autorizados a participar em eventos do Calendário Internacional da UCI com suas respectivas equipas , desde que estejam inscritos numa equipa UCI que não seja russa nem bielorrussa .  Os ciclistas russos e bielorrussos também podem participar nos eventos do Calendário Internacional da UCI se a inscrição individual for autorizada. Podes ver o comunicado da UCI completo e original AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Reduziram o volume de borracha usado para reduzir a resistência ao rolamento e o peso.Composto GRIPTON® T5/T7: O novo composto duplo GRIPTON® põe o composto T5 de rolamento rápido no centro, com o aderente T7 nas laterais. Durabilidade para Superfície Mista A marca informa que o GRID RACE é um novo reforço da parede lateral de poliamida de tecido cruzado leve que melhora a resistência a rasgos e furos, enquanto mantém boa elasticidade para uma condução suave. O GRID RACE oferece proteção contra qualquer gravilha dura, pedras afiadas ou colapso do pneu sob impactos severos, ajudando a criar um piso de contato suave e confiante. A Specialized afirma ainda que proteção contra furos BlackBelt, comprovada ao longo de milhões de quilómetros, funciona sob todo o piso, aumentando ainda mais a durabilidade destes pneus leves e flexíveis. Os Pathfinder mais Rápidos e Leves de Sempre Em 42c, os S-Works Pathfinder pesam apenas 435 gramas e tem uma resistência ao rolamento incrivelmente baixa - 20% mais rápidos do que quaisquer outros pneus de gravel que já fabricamos. De acordo com a Specialized, estes novos pneus são mais do que o caminho mais rápido para a linha de chegada, são a maneira mais rápida de dar à tua bicicleta de gravel uma sensação mais rápida, reativa e animada. A opinião de Laurens ten Dam: Campeão da Migration Race de 2021: “Posso dizer que competi literalmente em todas as provas de Gravel que fiz com pneus Pathfinder 42mm. Desde Gravellocos, à Unbound, à Migration Race e até SBTGRVL. Competi com os Pathfinder 42. Para mim, são os pneus sem compromisso.” Podes ver todas as especificações técnicas, preços e inclusive comprar on-line os novos aqui: www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Maria Martins domina prova feminina Na prova feminina Maria Martins (LeCol-Wahoo) apresentou-se em grande plano, ao dominar as quatro corridas do omnium, contabilizando assim um total de 165 pontos, deixando as suas principais adversárias a uma considerável distância pontual. Daniela Campos (Bizkaia-Durango) foi segunda classificada com 138 pontos, enquanto que no terceiro e último lugar do pódio ficou Beatriz Roxo (UCI Rio Miera-Cantabria Deporte), com 129. Consulte aqui a classificação completa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Calendário de ciclismo que vai passar em Março no Eurosport O ciclismo começa a ganhar ritmo em março e os fãs da modalidade vão ter de ‘dar ao pedal’ para acompanharem todo o ciclismo no Eurosport este mês. Depois de cumpridas algumas das primeiras provas do calendário, o Eurosport prepara-se para um mês de março com mais de 20 competições masculinas e femininas importantíssimas e de grande tradição.  As habituais ‘Clássicas da Primavera’ e outras icónicas provas por etapas que marcam a preparação dos atletas para o Giro d’Italia estão de volta e vão poder ser vistas em direto no Eurosport, ou na App do Eurosport. São mais de 40 horas de ação em direto por diferentes pontos da Europa!  Em detalhe, as corridas que o canal emite (M - Corrida masculina; F - Corrida feminina): 01 de março – Bélgica - Grand Prix Le Samyn (M e F) 05 de março – Siena, Itália - Strade Bianche (M e F)06 a 13 de março – França - Paris – Nice (M)07 a 13 de março – Itália - Tirreno – Adriatico (M)14 de março – Bélgica - Volta a Drenthe (M e F)  16 de março – Bélgica - Danilith Nokere Koerse (M e F) 16 de março – Itália - Milão – Turim (M)17 de março – França - Grand Prix de Denain – Porte du Hainaut (M)18 de março – Bélgica - Clássica Bredene Koksijde (M)19 de março – Itália - Milão – Sanremo (M)20 de março – Itália - Troféu Alfredo Binda (F)20 de março – França - Cholet - Pays de la Loire (M)21 a 27 de março – Espanha - Volta à Catalunha (M)23 de março – Bélgica - Bruges – De Panne (M e F)25 de março – Bélgica - E3 Saxo Bank Classic (M)27 de março – Bélgica - Gent – Wevelgem (M e F) 30 de março – Bélgica - Dwars door Vlaanderen - Através da Flandres (M) Reserva o comando da TV e o sofá, porque no mês de março já vai haver muita ação para ver. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt GRATUITAMENTE. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout Van Aert - Primeira clássica, primeira vitória Wout van Aert (Jumbo Visma) venceu a Omloop Het Nieuwsblad num ataque sem resposta pouco antes da ultima escalada do dia, a 13 quilómetros do final.  A equipa Jumbo-Visma teve o controlo na ultima hora de corrida, com um ritmo elevado e com a nova contratação a entrar ao serviço antes do ataque final de Wout Van Aert, Tiesj Benoot colocou-se na frente da corrida até ao famoso Kapelmuur, obrigando as outras equipas a perseguir. Com o seu colega na frente, Wout Van Aert resguardou-se e quando atacou fê-lo de tal forma que ninguém conseguiu acompanhar, fazendo crescer a vantagem e cortando a meta isolado, com 30 seg's de vantagem. O campeão belga estava visivelmente feliz com a vitória, mas os seus pensamentos estavam voltados principalmente para a Ucrânia, fazendo questão de o frisar nas palavras. “A corrida é secundário. A guerra está muito mais perto do que pensamos. O que está a acontecer actualmente na Ucrânia é difícil de entender. Esta guerra é uma loucura."Wout Van Aert Sonny Colbrelli e Greg Van Avermaet, completaram o pódio. TOP 10 final CLASSIFICAÇÃONOMEEQUIPATEMPO1VAN AERT WoutJumbo-Visma4:50:462COLBRELLI SonnyBahrein - Vitorioso0:223VAN AVERMAET GregEquipe AG2R Citroën0:224NAESEN OliverEquipe AG2R Citroën0:225Campeão VictorLotto Soudal0:226LEME RasmusEquipe de Ciclismo Uno-X Pro0:227TRENTIN MatteoEquipe dos Emirados Árabes Unidos0:228PASQUALON AndreaIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:229SÉNÉCHAL FlorianEquipe Alpha Vinyl Quick-Step0:2210STUYVEN JasperTrilha - Segafredo0:22 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=O5sI_Z4tLfI Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pogacar conquista Volta aos Emirados Árabes Unidos Tadej Pogacar (UAE Emirates) foi o homem do dia e igualmente a figura principal da Volta aos Emirados Árabes Unidos. O ciclista esloveno de 23 anos venceu hoje a sétima e última etapa da Volta aos Emirados Árabes Unidos, conquistando assim a prova. A etapa de hoje saiu de Al Ain com destino a Jebel Hafeet, num percurso com um total de 148 quilómetros. Tal como se adivinhava, a prova decidiu-se na fase final da corrida, numa subida de 11 quilómetros com 6,7% de inclinação, momento em que Pogacar confirmou o favoritismo que lhe era atribuído, vencendo a etapa com o tempo de 3:20.24 horas, resultado que lhe permitiu igualmente terminar como líder da classificação geral.  João Almeida termina perto do pódio João Almeida (UAE Emirates) terminou esta última etapa no quarto posto, a 15 segundos do líder e colega de equipa Tadej Pogacar. O ciclista português de 23 anos, terminou assim a Volta aos Emirados Árabes Unidos num honroso quinto lugar da classificação geral, confirmando toda a qualidade que lhe é reconhecida. Ruben Guerreiro traído por problema mecânico Ruben Guerreiro (EF Education – Easy Post), nono classificado da geral à partida para a última ronda e que parecia ‘destinado’ a terminar num meritório top 10 da classificação geral, foi traído por um problema mecânico, cruzando a linha da meta na 30.ª posição, resultado que o relegou para o 21º posto da classificação geral. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=QlVst91xuDU Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo 1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates3:20:242Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:013Pello Bilbao (Spa) Bahrain Victorious0:00:054Joao Almeida (Por) UAE Team Emirates0:00:155Luke Plapp (Aus) Ineos Grenadiers0:00:166Carlos Verona (Spa) Movistarm.t7Rafal Majka (Pol) UAE Team Emiratesm.t.8Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohe0:00:309Geoffrey Bouchard (Fra) AG2R Citroen0:00:5310Chris Harper (NZl) Jumbo-Visma Top 10 Classificação Geral Pos.Equipa (País) EquipaTempo1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates25:38:162Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:223Pello Bilbao (Spa) Bahrain Victorious 0:00:484Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohe0:00:545Joao Almeida (Por) UAE Team Emirates0:00:556Carlos Verona (Spa) Movistar0:01:177Rafal Majka (Pol) UAE Team Emirates0:01:248Geoffrey Bouchard (Fra) AG2R Citroen0:01:469Romain Bardet (Fra) Team DSMm.t.10David de la Cruz (Spa) UAE Team Emirates0:01:58 Nas contas finais da prova, o líder Pogacar totalizou 25:38.16 horas, superando Adam Iates (Ineos), segundo classificado, por 22 segundos, e Pello Bilbao (Bahrain-Victorious) terceiro, por 48 segundos. Cai assim o pano sobre a Volta aos Emirados Árabes Unidos, depois de sete dias em que foi possível assistir a bons momentos de ciclismo e perceber como estão algumas das principais equipas da elite mundial a delinear a sua estratégia para a presente temporada. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta aos Emirados Árabes Unidos - Etapa 6 Mathias Vacek (Gazprom-RusVelo) foi o homem do dia na sexta etapa da Volta aos Emirados Árabes Unidos. O jovem ciclista checo de apenas 19 anos foi feliz na fuga que efetuou, vencendo depois ao ‘sprint’ os que o acompanharam até à linha da meta. Vacek garantiu assim um importante triunfo na sua ainda curta carreira na elite do ciclismo mundial, cumprindo os 180 quilómetros, com início e chegada definidos para o local da Expo2020 do Dubai, em 3:58.10 horas, superiorizando-se ao francês Paul Lapeira (AG2R-Citroën) e ao russo Dmitry Strakhov, seu colega de equipa, que foram segundo e terceiro classificados. O pelotão cruzou a linha da meta com um atraso de 15 segundos em relação aos líderes, num dia em que não se registaram alterações nos lugares cimeiros da classificação geral. Visto isto, Tadej Pogacar (UAE Emirates) prossegue a defesa do título conquistado em 2021 e, quando falta disputar apenas uma etapa, é líder da prova com quatro segundos de vantagem para Filippo Ganna (INEOS) e 14 para o russo Aleksandr Vlasov (BORA-Hansgrohe). João Almeida e Ruben Guerreiro chegaram integrados no pelotão Os dois ciclistas lusos João Almeida (UAE Emirates) e Ruben Guerreiro (EF Education – Easy Post) chegaram integrados no pelotão, não registando perdas de tempo. Destaque para o facto de João Almeida vestir a camisola da juventude, apesar de ser segundo classificado, uma vez que o líder da juventude é também o líder da classificação geral, Tadej Pogacar, seu companheiro de equipa. João Almeida continua assim a ser o melhor português em prova, ocupando o sexto lugar da classificação geral, a 30 segundos de Pogacar. Já Ruben Guerreiro (EF Education – Easy Post) continua num honroso nono lugar da geral, a 42 segundos da liderança.. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=mcVAyH1FhyI Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Mathias Vacek (Cze) Gazprom-Rusvelo3:58:102Paul Lapeira (Fra) AG2R Citroen Teamm.t.3Dmitrii Strakhov (Rus) Gazprom-Rusvelom.t. 4Alessandro Tonelli (Ita) Bardiani CSF Faizane'm.t. 5Pavel Kochetkov (Rus) Gazprom-Rusvelo0:00:056Jasper Philipsen (Bel) Alpecin-Fenix0:00:157Dylan Groenewegen (Ned) BikeExchange-Jaycom.t. 8Pascal Ackermann (Ger) UAE Team Emiratesm.t. 9Rudy Barbier (Fra) Israel-Premier Techm.t. 10Jonathan Milan (Ita) Bahrain Victorious Top 10 Classificação Geral Pos. Nome (País) Equipa Tempo1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates22:18:022Filippo Ganna (Ita) Ineos Grenadiers0:00:043Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohe0:00:144Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:175Neilson Powless (USA) EF Education-EasyPost0:00:256João Almeida (Por) UAE Team Emirates0:00:307Pello Bilbao Lopez De Armentia (Spa) Bahrain Victorious0:00:378Oscar Rodriguez Garaicoechea (Spa) Movistar Team0:00:409Ruben Guerreiro (Por) EF Education-EasyPost0:00:4210Geoffrey Bouchard (Fra) AG2R Citroen Team0:00:43 Amanhã, sábado, é dia de decisões! A sétima e última etapa da prova liga Al Ain a Jebel Hafeet, em que os ciclistas terão pela frente um percurso com um total de 148 quilómetros, com a particularidade de contemplar 1.500 metros verticais, quase todos concentrados parte final da prova, até à reta da meta, adivinhando-se aí uma acesa disputa pela liderança. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andaluzia Bike Race - Etapa 4 Disputou-se hoje em Villafranca de Córdoba um contra-relógio de 30 quilómetros num trajecto de XCO puro, na Andalucía Bike Race by GARMIN. Com um intervalo de um minuto entre os duplas, o dia parecia mais do que importante em termos de classificação geral. Na categoria masculina, o poder dos atuais líderes Seewald e Stosek foi ameaçado pela vitória e os 18 segundos cortados pela dupla da Wilier-Pirelli. Na categoria feminina, as líderes continuam a dominar, sem cometer erros ou enfrentar problemas técnicos ou físicos, hoje tiveram mais uma demonstração de força com uma vitória por mais de um minuto de diferença sobre as suas rivais. Amanhã será a primeira de duas etapas que concluirão esta Andaluzia Bike Corrida da GARMIN em Córdoba. Pela frente a etapa rainha, 80 quilómetros com 1.900 metros desnível acumulado. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=wdLCL-jByOk Pódio masculino na etapa Wout Alleman - Fabian Rabensteiner WILIER-PIRELLI FACTORY TEAM MX 01:13:35Andreas Seewald - Martin Stosek EQUIPE DE MTB CANYON NORTHWAVE 01:13:53Hans Becking - José Dias BUFF MEGAMO MTB TEAM 01:15:22 TOP 3 classificação geral masculina Andreas Seewald - Martin Stosek EQUIPE DE MTB CANYON NORTHWAVE 09:36:31Wout Alleman - Fabian Rabensteiner WILIER-PIRELLI FACTORY TEAM MX 09:37:49Hans Becking - José Dias BUFF Megamo MTB TEAM 09:43:27 Pódio feminino na etapa Amy Wakefield - Ariane Lüthi Symbtech / Pump for Peace 01:37:04Irina Lützelschwab - Janine Schneider Team BULLS / doc.oliday.com 01:38:24Stefanie Dohrn - Lejla Tanjovic Canyon Northwave - Equipe Allebike 01:38:53 TOP 3 classificação geral feminina Amy Wakefield - Ariane Lüthi Symbtech / Pump for Peace 12:28:38Irina Lützelschwab - Janine Schneider Team BULLS / doc.oliday.com 12:46:55Constanza Fasolis - Claudia Peretti Olympia - RDR Italy 12:51:47 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta aos Emirados Árabes Unidos - Etapa 5 Jasper Philipsen (Alpecin Fenix) foi o homem do dia na quinta etapa da Volta aos Emirados. O ciclista belga de 23 anos venceu ao ‘sprint’ a etapa que ligou Ras al Khaimah a Al Marjan, com um percurso total de 182 quilómetros, em 4:17.05 horas. Philipsen superiorizou-se o ao neerlandês Olav Kooij (Jumbo-Visma), e ao irlandês Sam Bennett (BORA-Hansgrohe), segundo e terceiro classificados. Os resultados de hoje não provocaram alterações nos primeiros lugares da classificação geral. Tadej Pogacar (UAE Emirates) continua líder, agora com quatro segundos sobre o italiano Filippo Ganna (INEOS), segundo, após ter bonificado num ‘sprint’ intermédio. No terceiro lugar da classificação geral surge o russo Aleksandr Vlasov (BORA-Hansgrohe), a 14 segundos de Pogacar. João Almeida e Ruben Guerreiro continuam em bom plano No que diz respeito aos ciclistas portugueses em prova, João Almeida (UAE Emirates) e Ruben Guerreiro (EF Education – Easy Post) continuam a boa prestação evidenciada desde o início da prova. João Almeida foi 57.º na etapa e mantém-se assim no sexto posto da classificação geral a 30 segundos de Pogacar, líder e seu colega de equipa na UAE Emirates. Já Ruben Guerreiro (EF Education – Easy Post) terminou o dia na 39.ª posição e segue em nono da geral, a 42 segundos da liderança. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=XZQA9V2vyCc Top 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Jasper Philipsen (Bel) Alpecin-Fenix4:17:052Olav Kooij (Ned) Jumbo-Visma m.t.3Sam Bennett (Irl) Bora-Hansgrohe m.t. 4Matteo Malucelli (Ita) Gazprom-Rusvelo m.t. 5Rudy Barbier (Fra) Israel-Premier Tech m.t. 6Elia Viviani (Ita) Ineos Grenadiers m.t. 7Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ m.t. 8Alberto Dainese (Ita) Team DSM m.t. 9Max Kanter (Ger) Movistar m.t. 10Marc Brustenga (Spa) Trek-Segafredo Top 10 Classificação Geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates18:19:372Filippo Ganna (Ita) Ineos Grenadiers0:00:043Aleksandr Vlasov (Rus) Bora-Hansgrohe0:00:144Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:175Neilson Powless (USA) EF Education-Easypost0:00:256Joao Almeida (Por) UAE Team Emirates0:00:307Pello Bilbeo (Spa) Bahrain Victorious0:00:378Oscar Rodriguez (Spa) Movistar0:00:409Ruben Guerreiro (Por) EF Education-Easypost0:00:4210Geoffrey Bouchard (Fra) AG2R Citroen0:00:43 Amanhã, sexta-feira, disputar-se-á a sexta e penúltima etapa da prova. A ronda apresentará a particularidade de ter início e chegada marcada para o local da Expo2020 do Dubai, com os ciclistas a ter pela frente um percurso maioritariamente plano, num total de 180 quilómetros, antevendo-se assim uma possível chegada ao ‘sprint’. ### Este fim de semana - Clássicas Belgas em directo no Eurosport Começa a acção das corridas de um dia, ou clássicas como também são conhecidas. Mais ciclismo no Eurosport. Este fim de semana, os fãs de ciclismo têm boas razões para seguir as emissões do Eurosport com a chegada das clássicas de primavera. Sábado, dia 26 de fevereiro - Omloop Het Nieuwsblad A primeira grande clássica da temporada do World Tour da UCI. Liga as cidades de Ghent e Ninove ao longo de 204 quilómetros e inclui passagem por troços míticos como o Paddestraat, o Marlboroughstraat, o Leberg, o Valkenberg, o Kapelmuur ou o Muro de Geraardsbergen, ponto que pode decidir a corrida antes da passagem pelo Bosberg, na parte final.  A Omloop Het Nieuwsblad 2022 contará com estrelas do pelotão internacionais como Yves Lampaert, Kasper Asgreen Wout Van Aert, Philippe Gilbert, Greg Van Avermaet, Jasper Stuyven, Sonny Colbrelli, Sep Vanmarcke, John Degenkolb, Matteo Trentin ou Peter Sagan. Ivo Oliveira da UAE – Team Emirates será o único português em prova.  A prova feminina, que também se realiza no mesmo dia, conta igualmente com transmissão no Eurosport. Destaca-se a presença de ciclistas de peso como Lotte Kopecky, Elisa Balsamo, Katarzyna Niewiadoma, Grace Brown, Annemiek Van Vleuten, Lorena Wiebes ou Marta Bastianelli, favoritas à vitória. No domingo, 27 de fevereiro - Kuurne – Bruxelas – Kuurne Outra grande corrida a clássica belga com muitos setores de empedrado. Apesar de não figurar no World Tour, continua a atrair grandes equipas e ciclistas.  O percurso deste ano sofreu algumas alterações com destaque para a saída do Oude Kwaremont e a entrada de três muros: Hameau des Papins, Le Bourliquet e o Mont Saint Laurent. Mantém-se os habituais Kruisberg, Hotund, Côte du Trieu e Kluisberg, bem como setores Sint-Denijs e Bellegem e são acrescentados o Kettenberg e Berg Ten Hout. Entre os favoritos à vitória surge destacado o britânico Tom Pidcock, recém-coroado campeão do mundo de ciclocrosse. Sonny Colbrelli, campeão europeu e vencedora da Paris – Roubaix, bem como Jasper Stuyven e Peter Sagan, anteriores vencedores da Kuurne – Bruxelas – Kuurne, ou especialistas como Greg van Avermaet, Matteo Trentin, Zdenek Stybar são outros dos homens que podem garantir a conquista da prova. Rui Oliveira da UAE – Team Emirates será o único ciclista luso no pelotão.  O final do UAE Tour e Volta à Galiza O fim de semana de ação de ciclismo no Eurosport inclui ainda a emissão do final da Volta aos Emirados Árabes Unidos, onde correm João Almeida e Rúben Guerreiro. Destaque ainda para "O Gran Camiño", a Volta à Galiza, prova onde competem quatro equipas portuguesas: Atum General/ Tavira/ Maria Nova Hotel, Efapel Cycling, W52 FC Porto e Rádio Popular – Paredes – Boavista.  O espanhol Alejandro Valverde é a principal estrela local de uma prova que regressa à cena internacional depois de anos de inatividade. O final de O Gran Camiño acontece este domingo com um contrarrelógio em Sarria. Um final de mês com muita ‘pedalada’ para acompanhar no Eurosport – A Casa do Ciclismo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta aos Emirados Árabes Unidos - Etapa 4 João Almeida vai acumulando boas prestações na Volta aos Emirados Árabes Unidos Hoje, na quarta etapa da Volta aos Emirados Árabes Unidos João Almeida foi 18.º, a 14 segundos de Tadej Pogacar, vencedor da etapa e seu colega de equipa na UAE Emirates. João Almeida desempenhou um papel importante na vitória de Pogacar, escudando-o na perfeição, naquela que se traduziu numa boa estratégia de equipa. Para já, João Almeida tem correspondido às elevadas expetativas que lhe são atribuídas. Prova disso, a boa prestação conseguida no dia de ontem, no contrarrelógio individual a contar para a terceira etapa, em que foi quinto classificado, a 23 segundos do vencedor Stefan Bissegger - EF Education – Easy Post (9.43 minutos), e apenas quatro atrás do seu companheiro de equipa, o esloveno Tadej Pogacar. Já nos treinos de preparação para esta nova temporada, Almeida e Pogacar, ambos de 23 anos, davam sinais de bom entendimento e de mútua admiração. Esta estreia em eventos oficiais da temporada 2022 está assim a ir de encontro às expetativas dos amantes do ciclismo e, principalmente dos adeptos da UAE Team e de João Almeida e companhia. Quando faltam três etapas para o final da prova, a UAE Team é uma série candidata a vitória, com Pogacar na linha da frente. Ruben Guerreiro - outro português em destaque Na Volta aos Emirados há outro português em destaque. Ruben Guerreiro (EF Education – Easy Post), que terminou a etapa de hoje em quarto lugar. O ciclista português de 27 anos deu continuidade ao bom desempenho efetuado nas três etapas anteriores e hoje tentou surpreender os rivais a 200 metros, começando o ‘sprint’, chegando logo a seguir, três segundo depois de Pogacar, vencedor da etapa. (ver vídeo). https://twitter.com/uae_tour/status/1496469182002737156 Resumindo, Pogacar, duas vezes vencedor da Volta a França, venceu pela primeira vez este ano e lidera agora a geral com dois segundos de vantagem para o italiano Filippo Ganna (INEOS), segundo, e 13 para Vlasov (Bora-Hansgrohe), que ascendeu a terceiro. Quanto aos portugueses, no sexto lugar segue João Almeida, agora a 28 segundos do líder, e no segundo lugar da classificação da juventude. Já Rúben Guerreiro, depois da boa prestação de hoje, salta para o nono posto, a 40 segundos do líder. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=sexqqO4792M Top 20 etapa Pos.Nome do Piloto (País) EquipaResultado1Tadej Pogacar (Slo) Emirados Árabes Unidos Team Emirates4:49:242Adam Yates (GBr) Granadeiros Ineos m.t.3Aleksandr Vlasov (Rússia) Bora-Hansgrohe m.t. 4Ruben Guerreiro (Por) EF Education-EasyPost0:00:035Damien Howson (Aus) BikeExchange-Jayco m.t. 6Romain Bardet (Fra) Equipe DSM m.t. 7Jai Hindley (Aus) Bora-Hansgrohe m.t. 8Geoffrey Bouchard (Fra) AG2R Citroen Team m.t. 9Jan Hirt (Cze) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux m.t. 10Pello Bilbao Lopez De Armentia (Spa) Bahrain Victorious m.t. 11Filippo Ganna (Ita) Ineos Granadeiros m.t. 12Rafal Majka (Pol) Emirados Árabes Unidos Team Emirates m.t. 13Oscar Rodriguez Garaicoechea (Spa) Equipe Movistar m.t. 14Sebastian Berwick (Aus) Israel-Premier Tech m.t. 15Neilson Powless (EUA) EF Education-EasyPost m.t. 16Carlos Verona Quintanilla (Spa) Equipe Movistar m.t. 17Gino Mäder (Suíça) Bahrain Vitorioso0:00:0918João Almeida (Por) Emirados Árabes Unidos Team Emirates0:00:1419Louis Meintjes (RSA) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux m.t. 20Lucas Plapp (Aus) Ineos Granadeiros0:00:16 Top 10 Classificação Geral Pos.Nome do Piloto (País) EquipaResultado1Tadej Pogacar (Slo) Emirados Árabes Unidos Team Emirates14:02:342Filippo Ganna (Ita) Ineos Granadeiros0:00:023Aleksandr Vlasov (Rússia) Bora-Hansgrohe0:00:134Adam Yates (GBr) Granadeiros Ineos0:00:155Neilson Powless (EUA) EF Education-EasyPost0:00:236João Almeida (Por) Emirados Árabes Unidos Team Emirates0:00:287Pello Bilbao Lopez De Armentia (Spa) Bahrain Victorious0:00:358Oscar Rodriguez Garaicoechea (Spa) Equipe Movistar0:00:389Ruben Guerreiro (Por) EF Education-EasyPost0:00:4010Geoffrey Bouchard (Fra) AG2R Citroen Team0:00:41 Amanhã, será dia da quinta etapa, com ligação entre Rasa l Khaimah à ilha Al Marjan, num percurso total de 182 quilómetros, com elevadas possibilidades de uma nova chegada ao ‘sprint’, dado o perfil completamente plano. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andaluzia Bike Race - Etapa 3 A dupla da Wilier-Pirelli conquistou a segunda vitória consecutiva na Andaluzia bike race, mas os líderes mantêm o tempo e diferenças. Na categoria feminina, as líderes são ainda mais líderes. No dia de hoje, uma etapa de cerca de 70km com 1800m. D+ que terminou ao sprint, onde a dupla Wout Alleman e Fabian Rabensteiner, levou a melhor sobre a dupla BUFF Megamo Team, do português José Dias e Hans Becking, que têm tentado todos os dias na raça, e conseguiram hoje pódio na etapa. O ritmo foi semelhante ao de ontem, rápido desde o início para selecionar o grupo e reduzi-loaté a linha de chegada. Foi depois da segunda zona de abastecimento, onde Alleman e Rabensteinerpartiram definitivamente o grupo, para chegar à linha de meta com mais duas equipas. Na categoria feminina, o ritmo foi muito semelhante às duas primeiras etapas com Lüthi e Wakefield a dominarem desde o início da etapa, a abrir espaço nas subidas e depois a gerir nas descidas para conservar a mecânica. A partir de amanhã a corrida passará para Córdoba para as três últimas e decisivas etapas. Amanhã será um contrarrelógio de 30 quilómetros, uma das novidades da edição deste ano. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=tT51xsYrC-k Pódio masculino na etapa Wout Alleman - Fabian Rabensteiner WILIER-PIRELLI FACTORY TEAM MX 02:46:58Hans Becking - José Dias BUFF MEGAMO MTB TEAM 02:47:00Andreas Seewald - Martin Stosek CANYON NORTHWAVE MTB TEAM 02:47:01 TOP 3 masculino da classificação geral - UCI MARATHON Andreas Seewald - Martin Stosek CANYON NORTHWAVE MTB TEAM 08:22:37Wout Alleman - Fabian Rabensteiner WILIER-PIRELLI FACTORY TEAM MX 08:24:14Hans Becking - José Dias BUFF Megamo MTB TEAM 08:28:04 Pódio feminino na etapa Amy Wakefield - Ariane Lüthi Symbtech / Bomba para Paz 03:33:43Constanza Fasolis - Claudia Peretti Olympia - RDR Itália 03:36:25Irina Lützelschwab - Janine Schneider Team BULLS / doc.oliday.com 03:36:25 TOP 3 feminino da classificação geral - UCI MARATHON Amy Wakefield - Ariane Lüthi Symbtech / Bomba para Paz 10:51:34Irina Lützelschwab - Janine Schneider Team BULLS / doc.oliday.com 11:08:31Constanza Fasolis - Claudia Peretti Olympia - RDR Itália 11:12:30 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andaluzia Bike Race – Etapa 2 Após o início movimentado da etapa de ontem, a segunda começou com de uma forma totalmente diferente hoje na Andaluzia Bike race. Apesar de ter começado no mesmo local de ontem, a "Arena Olivo", os primeiros quilómetros foram neutralizados para garantir a segurança de todos os atletas. Nos primeiros quilómetros, o grupo dos favoritos manteve-se, mas o Italiano e o belga assumiram a liderança numa mudança de ritmo que partiu o grupo, ficando a frente da corrida reduzida a apenas três duplas. A etapa foi decidida ao aprint, sendo que os campeões belga e italiano chegaram primeiro à última curva e conquistaram a vitória, embora os líderes tenham garantido mais um dia de camisola branca vestida. Apesar de Miguel Muñoz ter sofrido algumas quedas, o português Tiago Ferreira e o seu colega de equipa conseguiram terminar a etapa. O outro português, José Dias e o seu colega de equipa, o neerlandês Hans Becking, mantém o terceiro posto da classificação geral. Na categoria feminina, o ritmo foi totalmente diferente. A partida neutralizada e a mistura de ambas as categorias levou a um ataque longa distância das líderes, Ariane Lüthi e Amy Wakefield, para começar a abrir o espaço para a Sierra Mágina. Depois de se isolarem, a sua estratégia foi ir com calma para chegar à linha de meta sem ter nenhum problema, físico ou mecânico. Atrás delas, Janine Schneider e Irina Luetzelschwab ficaram no segundo degrau do pódio. Constanza Fasolis e Claudia Peretti completaram no terceiro lugar. Pódio masculino etapa 2 Wout Alleman - Fabien Rabensteiner WILIER-PIRELLI FACTORY TEAM MX 02:52:13Andreas Seewald - Martin Stosek EQUIPE DE MTB CANYON NORTHWAVE 02:52:14Leonardo Páez - Daniele Mensi SOUDAL LEECOUGAN 02:52:30 Classificação masculina geral após etapa 2 Wout Alleman - Fabien Rabensteiner WILIER-PIRELLI FACTORY TEAM MX 05:35:35Andreas Seewald - Martin Stosek EQUIPE DE MTB CANYON NORTHWAVE 05:37:14Hans Becking - José Dias BUFF Megamo MTB TEAM 05:41:02 Pódio feminino etapa 2 Amy Wakefield - Ariane Lüthi Symbtech / Pump for Peace 03:42:24Irina Lützelschwab - Janine Schneider Team BULLS / doc.oliday.com 03:47:33Constanza Fasolis - Claudia Peretti Olympia - RDR Itália 03:51:00 Classificação geral feminina após etapa 2 Amy Wakefield - Ariane Lüthi Symbtech / Pump for Peace 07:17:47Irina Lützelschwab - Janine Schneider Team BULLS / doc.oliday.com 07:32:03Constanza Fasolis - Claudia Peretti Olympia - RDR Itália 07:36:04 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andaluzia Bike Race - Etapa 1 Disputou-se ontem a primeira das seis etapas da 12ª edição da Andaluzia Bike Race by GARMIN aconteceu lugar em Jaén e na Olivo Arena. Uma etapa de pouco mais de 60km, mas com 2.729m. D+, marcada com temperaturas altas e com as vistas espetaculares ao redor de Jaén. As hostilidades foram abertas na liderança da corrida na subida conhecida como “El Pincho”. Foi lá quando Seewald e Stosek (EQUIPE CANYON NORTHWAVE MTB) fez a separação. Atrás deles, Wout Alleman e Fabien Rabensteiner (EQUIPA DE FÁBRICA WILIER-PIRELLI MX) conseguiram terminar na segunda posição apenas 1,40 minutos depois e Martin Frey e Simon Stiebjahn (Singer Racing Team) foram terceiros no pódio, depois de um sprint muito disputado com José Días e Hans Becking (Equipe BUFF Megamo). Na corrida feminina, a sul-africana e a suíça estabeleceram-se claramente na primeira etapa. Embora as suas rivais tentassem várias vezes a fuga, eles esperaram. Então a corrida foi em decorrendo elas impuseram o seu ritmo e partiram a corrida. Com uma tática muito parecida com o que Seewald e Stosek fizeram, Lüthi e Wakefield atacaram a última parte da etapa sozinhas para chegar ao à linha de chegada 10 minutos à frente de suas adversárias Stefanie Dohrn e Lejla Tanovic, segunda nesta etapa. Atrás delas, Irina Lützelschwab e Janine Schneider completaram o pódio em terceiro lugar. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=SaOEOaW3mGk Pódio Masculino etapa 1 Andreas Seewald - Martin Stosek EQUIPE DE MTB CANYON NORTHWAVE - 02:43:20Hans Becking - Fabien Rabensteiner WILIER-PIRELLI FACTORY TEAM MX - 02:45:00Martin Frey - Simon Stiebjahn Singer Racing Team - 02:48:31 Pódio Feminino etapa 1 Amy Wakefield - Ariane Lüthi Symbtech / Pump for Peace - 03:35:24Stefanie Dohrn - Lejla Tanovic Canyon Northwave - Equipe Allebike - 03:44:20Irina Lützelschwab - Janine Schneider Team BULLS / doc.oliday.com - 03:44:31 ### Volta ao Algarve 2022 - Todos os nossos vídeos Acompanhei na totalidade a 48.ª Volta ao Algarve, durante a qual tive a oportunidade de entrar nos bastidores da equipa Quick Step-Alpha Vynil, e ainda ter curtas conversas com alguns ciclistas portugueses, que registei em vídeo e podes encontrar, além daqui, no canal Youtube Topcycling PT. Dentro da equipa Quick-Step Alpha Vinyl - Os abastecimentos e alimentação dos ciclistas https://www.youtube.com/watch?v=oPkk4e6edZ4 Dentro da equipa Quick-Step Alpha Vinyl - As bicicletas e trabalho dos mecânicos https://www.youtube.com/watch?v=EOEza3ZgdWk Conversa com Iuri Leitão O ciclista português da Caja Rural Seguros, falou -nos da Volta ao Algarve, do seu presente e futuro na equipa espanhola. https://www.youtube.com/watch?v=szCaf651Ki0&t= Conversa com João Matias João Matias, ciclista da Tavfer Mortágua Ovos Matinados, venceu a classificação da montanha na 48ª volta ao Algarve. Neste dia (do contrarrelógio), falámos acerca da classificação da montanha, da qual estava líder a 2 etapas do final da Volta ao Algarve 2022, e da sua nova equipa, que tem como director desportivo Gustavo Veloso, ex-ciclista da W52 Fc-Porto. https://www.youtube.com/watch?v=vujnuJVIpOo&t= Conseguimos ainda uma conversa exclusiva com Fabio Jakobsen, vencedor das duas etapas com final ao sprint, da classificação por pontos, e um dos melhores sprinters da actualidade. Será publicada, durante a próxima semana. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 48.ª Volta ao Algarve - Etapa 5 Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl Team) é o vencedor da 48.ª edição da Volta ao Algarve. Depois da vitória de ontem na quarta etapa, o ciclista belga de 22 anos confirmou o favoritismo que lhe era atribuído à partida para a derradeira ronda, gerindo bem a vantagem de 1.06 minutos com que liderava a classificação geral. O ciclista belga era um homem visivelmente feliz por mais esta conquista, e também satisfeito pela forma física que conseguiu apresentar em prova. “Queria voltar ao Algarve e fazer o mesmo que há dois anos e estou feliz por o ter conseguido. Sabia que esta semana o contrarrelógio era o mais importante. Ontem dei tudo e hoje ainda acusava esse desgaste nas pernas. Mas quando nos aproximámos da última subida, o Louis [Vervaeke] e os companheiros fizeram um grande trabalho”.Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl Team) Sergio Higuita (BORA-Hansgrohe) foi o vencedor da etapa Relativamente à quinta e última etapa, Sergio Higuita ( foi o homem do dia. O ciclista colombiano de 24 anos completou os 173 quilómetros da ligação entre Lagoa e o alto do Malhão (Loulé) em 4:14.53 horas, o mesmo tempo do que o compatriota Daniel Martínez (INEOS) e menos um segundo do que o norte-americano Brandon McNulty (UAE Emirates). O campeão colombiano mostrou-se orgulhoso pela vitória na última etapa e expressou um misto de sentimentos em relação à sua participação na 48.ª Volta ao Algarve. “Antes de mais quero dedicar esta vitória à bisavô da minha namorada que faleceu no dia em que caí (segunda etapa). Ter a possibilidade de vencer a etapa, cair, chegar ao hotel e receber essa má notícia... É um grande golpe! Hoje saímos para a etapa motivados para dar o melhor e conseguimos esta vitória. A equipa teve dias difíceis no Algarve, um dos nossos caiu e partiu a clavícula, outro ficou doente, mas hoje ganhámos”,Sergio Higuita (BORA-Hansgrohe) Outros destaque da 48.ª Volta ao Algarve Falando agora de outros destaques, importa mencionar a boa prestação apresentada por Fabio Jakobsen (QuickStep-Alpha Vinyl). O ciclista neerlandês de 25 anos conquistou duas etapas ao ‘sprint’, em Lagos e Faro, resultados que lhe permitiram a conquista da Camisola Verde Crédito Agrícola, com 51 pontos, superiorizando-se aos 36 de Bryan Coquard (Cofidis) e aos 29 de Alexander Kristoff (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux). Já na montanha, João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), conquistou a Camisola Azul Lusíadas, objetivo pelo qual tanto lutou durante esta edição da Volta ao Algarve. O ciclista português de 30 anos somou um total de 15 pontos, sagrando-se assim como reida da montanha, deixando David Gaudu (Groupama-FDJ) na segunda posição, com 12. Cai assim o pano sobre a 48.ª Volta ao Algarve! Foram cinco dias intensos de ciclismo vividos em território nacional, numa edição repleta de bons momentos. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=jCq8rQ_ZUKI Top 10 Etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Sergio Higuita Garcia (Col) Bora-Hansgrohe4:14:532Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiersm.t.3Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates0:00:014David Gaudu (Fra) Groupama-FDJm.t.5Remco Evenepoel (Bel) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:00:096Tobias Foss (Nor) Jumbo-Visma0:00:227Jay Vine (Aus) Alpecin-Fenixm.t.8Frederico Figueiredo (Por) Glassdrive-Q8-Anicolor0:00:409Sven Erik Bystrøm (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux0:00:4210Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers Top 10 Classificação Geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Remco Evenepoel (Bel) Quick-Step Alpha Vinyl Team0:35:032Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates0:01:173Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers0:01:214Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers0:01:395David Gaudu (Fra) Groupama-FDJ0:02:006Tobias Foss (Nor) Jumbo-Visma0:02:047Stefan Küng (Swi) Groupama-FDJ0:02:168Thibault Guernalec (Fra) Arkea-Samsic0:02:419Sven Erik Bystrøm (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux0:03:1310Dylan van Baarle (Ned) Ineos Grenadiers0:03:38 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Specialized S-Works Tarmac SL7 de Fabio Jakobsen Fabio Jakobsen, além de uma incrível história de vida que tem pela recuperação após a grave queda na Volta à Polónia 2020, é o homem mais rápido da 48.ª Volta ao Algarve, e um dos ciclistas mais rápidos do mundo. Pela ocasião da 48.ª Volta ao Algarve, tivemos acesso exclusivo à sua bicicleta para mostrar em pormenor aos fãs da modalidade, a bicicleta de um dos ciclistas mais rápidos do pelotão World Tour. A S-Works Tarmac SL7 de Fabio Jakobsen Sobre o modelo desta bicicleta, foi lançado em 28 de Julho de 2020, juntando algumas das características da Specialized Venge (bicicleta de características "aero"), a da Specialized SL6, o que resultou numa bicicleta da características "all-around", a Tarmac SL7 A equipa Quick-Step Alpha Vinyl utiliza componentes Shimano para equipar as suas bicicletas, desde a transmissão à travagem, é grupo Shimano Dura-Ace. Uma das novidades nas bicicletas do pelotão World Tour equipadas com Shimano, é o recentemente lançado Shimano Dura-Ace de 12 velocidades. Fabio Jakobsen utiliza pedais Shimano Dura Ace (varia entre ciclistas), e os pratos montados na sua Tarmac SL7 são 54-40. De realçar que com a chegada das 12 velocidades, os "andamentos" standard (no pelotão profissional) passaram a ser estes, ao invés do 53-39 da transmissão de 11 velocidades. O novo Shimano Dura Ace de 12 velocidades, com o pormenor curioso de ter uma pequena "braçadeira" de borracha a prender o fio de ligação Di2 da transmissão electrónica, que sai do quadro e liga ao desviador, talvez para evitar o perigo de cortar ou desligar nas várias deslocações que a equipa faz diariamente. Na bicicleta de um dos melhores sprinters do mundo, nada pode falhar, e como tal a bicicleta de Fabio Jakobsen tem instalado um guia de corrente da marca "K-Edge", para evitar que a corrente salte do prato pequeno para o quadro. Ficar para trás por saltar a corrente numa corrida pode significar o final de muito trabalho planeado previamente. A equipa Quick-Step Alpha Vinyl equipa todas as bicicletas com rodas Roval, sendo que no caso de Fabio Jakobsen, este opta pelas Roval Rapide CLX de 622X21, com a particularidade de ter um perfil de 60mm. na roda de trás e 51mm. na frente. O alto perfil das rodas confere maior aerodinâmica e rapidez, e a combinação 60mm/51mm procura ter essa aerodinâmica sem perder o controlo. Nas corridas World Tour passam-se muitas horas em cima da bicicleta, os pontos de contacto entre o ciclista e bicicleta assumem uma grande importância, pois o conforto depende em grande parte desses pontos. O selim é um dos pontos de contacto mais importantes para se passarem longas horas em cima da bicicleta, toda a equipa da Quick Step Alpha Vinyl utiliza selins Specialized (vários modelos), mas Fabio Jakobsen opta pelo S-Works Romin EVO com Mirror. De acordo com informação da marca, este selim foi desenhado para oferecer maior conforto e assegurar o fluxo sanguíneo aos tecidos moles quando se pedala numa posição mais agressiva. E é bom que assim seja, pois são 470,00 € de selim, caso alguém deseje comprar um. Outro dos pontos de contacto é o guiador, embora alguns ciclistas da Quick-Step Alpha Vinyl utilizem guiador da marca PRO, Fabio Jakobsen opta pelo guiador Roval Rapide, uma haste de guiador aerodinâmica com todos os tubos e cabos integrados no interior. Para completar o cockpit, o conforto está a cargo das fitas de guiador Supacaz e da ergonomia dos pousa mãos Shimano Dura-Ace. O suporte para o dispositivo de treino ou GPS é também da marca K-Edge, e fica montado directamente no topo do avanço. De realçar ainda o pormenor do símbolo "Wolf-Pack" no topo do tubo superior do quadro, denominação pela que é conhecida a famosa equipa belga. A equipa utiliza em todas as bicicletas, rolamentos cerâmicos e movimento pedaleiro da marca Ceramicspeed, que proporcionam menos atrito nestes pontos de rotação. Depois de muitos anos, os travões de disco estão praticamente implementados em todas as equipas do pelotão World Tour. Os pneus utilizados pela equipa são também da marca Specialized, os S-Works Turbo RapidAir 2Bliss Ready (Tubeless). 80,00€ cada! O "Míssil" de Fabio Jakobsen é vendido nesta versão por 14.500,00€, mas tendo em conta alguns melhoramentos, como os rolamentos cerâmicos, entre mais alguns, esta bicicleta tem um valor acima dos 15.000,00€. Um Fórmula 1, do mundo das bicicletas, podes encontrar a versão para venda ao público em www.specialized.com/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 48.ª Volta ao Algarve - Etapa 3 Fabio Jakobsen (QuickStep-Alpha Vinyl) foi o homem do dia na terceira etapa da 48.ª Volta ao Algarve. O ciclista neerlandês de 25 anos venceu ao ‘sprint’ a etapa que ligou Almodôvar a Faro, com um total de 211,4 quilómetros, em 4:54.51 horas, superiorizando-se ao belga Tim Merlier (Alpecin Fenix) e ao francês Bryan Coquard (Cofidis), segundo e terceiro classificados. Fabio Jakobsen repetiu assim o feito do primeiro dia de prova, somando agora duas vitórias em três etapas disputadas. Na classificação geral não se registaram alterações nos primeiros postos, com David Gaudu (Groupama-FDJ) a liderar com um segundo de vantagem para vários ciclistas, com o norte-americano Brandon McNulty (UAE Emirates) em segundo e o britânico Ethan Hayter (INEOS) em terceiro. Nas prestações nacionais há a destacar a equipa da Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados pela boa etapa do ‘seu’ ciclista venezuelano Leangel Linarez que terminou no 10.º lugar. No que diz respeito a ciclistas lusos, o destaque vai para Daniel Freitas (Rádio Popular-Paredes-Boavista) que terminou no 13º lugar. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=Isp7679pxyo TOP 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Fabio Jakobsen (Ned) Quick-Step Alpha Vinyl Team4:54:512Tim Merlier (Bel) Alpecin-Fenix3Bryan Coquard (Fra) Cofidis4Alexander Kristoff (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux5Hugo Hofstetter (Fra) Arkea-Samsic6Clément Russo (Fra) Arkea-Samsic7Jordi Meeus (Bel) Bora-Hansgrohe8Michele Gazzoli (Ita) Astana Qazaqstan Team9Colin Joyce (USA) Human Powered Health10Leangel Ruben Linarez Meneses (Ven) Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados TOP 10 Classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1David Gaudu (Fra) Groupama-FDJ14:42:112Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates0:00:013Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers4Remco Evenepoel (Bel) Quick-Step Alpha Vinyl Team5Sven Erik Bystrøm (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux6Julien Bernard (Fra) Trek-Segafredo7Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers8Tony Gallopin (Fra) Trek-Segafredo0:00:089Thomas Pidcock (GBr) Ineos Grenadiers0:00:1710Dylan van Baarle (Ned) Ineos Grenadiers0:00:18 Amanhã, sábado, disputa-se a quarta e penúltima etapa da 48.ª Volta ao Algarve que liga Vila Real de Santo António a Tavira, num contrarrelógio individual com um total de 32,2 quilómetros. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Está mesmo aí a estreia oficial de João Almeida pela UAE Emirates João Almeida está prestes a iniciar oficialmente a temporada 2022 com a participação na Volta aos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 20 e 26 de Fevereiro. O próximo domingo dia 20 marcará a estreia em provas oficias de João Almeida pela sua nova equipa a UAE Emirates, isto depois de dois anos na formação belga da Deceuninck - Quick Step. João Almeida é atualmente apontado como um dos jovens com futuro mais promissor na elite mundial do ciclismo. O ciclista português de 23 anos registou nos últimos meses várias boas prestações que despertaram a atenção não só do público, mas também da UAE Emirates que decidiu assim juntá-lo à sua vasta fileira de ciclistas de inegável valor. O reconhecimento de Pogacar João Almeida tem recebido inúmeros elogios de várias personalidades ligadas ao ciclismo internacional, sendo a mais recente a do agora colega de equipa  Tadej Pogacar, que há poucos dias teceu vários elogios às qualidades de João Almeida. O bicampeão da Volta a França e chefe de fila da UAE Emirates aos 23 anos, revelou, por ocasião do lançamento da Volta aos Emirados Árabes Unidos, prova que venceu em 2021, conhecimento e admiração em relação ao valor de João Almeida. “Sabemos quão bom pode ser o João Almeida. Temos treinado muito juntos ultimamente e entendemo-nos bem. Se ele estiver suficientemente forte para ganhar eu também ficarei feliz”.Tadej Pogacar, UAE Emirates Na Volta aos Emirados Árabes Unidos, além de João Almeida e Tadej Pogacar, a UAE Emirates irá apresentar em prova o neozelandês George Bennett, o dinamarquês Mikkel Bjerg, o polaco Rafal Majka, o argentino Maximiliano Richeze e o alemão Pascal Ackermann, em substituição do colombiano Fernando Gaviria que testou positivo ao SARS-CoV-2, encontra-se assim em isolamento. A estreia de João Almeida pela UAE Emirates será mais um bom acontecimento para o ciclismo nacional. Para já, o ciclista português natural das Caldas da Rainha mostra-se confiante neste novo capítulo da sua carreira, sentimento já evidenciado aos meios de comunicação social. "Adoro estar aqui, sinto-me em casa. É uma grande mudança, mas a adaptação está a correr bem. Não me sinto pressionado, tenho margem de progressão e a equipa está comigo”.João Almeida, UAE Emirates Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vídeo - Conversa com Iúri Leitão na Volta ao Algarve Pela ocasião da Volta ao Algarve 2022 tive a oportunidade de ter uma pequena conversa com Iúri Leitão, ciclista português da Caja Rural Seguros, que nos falou da Volta ao Algarve e do seu futuro na equipa espanhola. https://www.youtube.com/watch?v=szCaf651Ki0&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 48.ª Volta ao Algarve – Etapa 2 David Gaudu (Groupama-FDJ) foi o homem do dia ao vencer a segunda etapa da Volta ao Algarve. O ciclista francês de 25 anos foi o mais rápido, numa chegada ao ‘sprint’ ao alto da Fóia em Monchique, depois da saída de Albufeira, num percurso com um total de 182,4 quilómetros, com o tempo de 4:50.51 horas, menos um segundo do que o italiano Samuele Battistella (Astana) e do que o britânico Ethan Hayter (INEOS). Com o registo de hoje, Gaudu lidera a classificação geral com um segundo de avanço sobre o norte-americano Brandon McNulty (UAE Emirates) e sobre o belga Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl). Nota ainda para Ricardo Vilela (W52-FC Porto) que foi o melhor português do dia, sendo 12.º classificado na etapa. Amanhã, sexta-feira, disputa-se a terceira etapa, a mais longa da 48ª Volta ao Algarve numa ligação de 211,4 quilómetros entre Almodôvar e Faro. Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=apGL10zZlAo Top 10 Etapa 1David Gaudu (Groupama-FDJ)04:50:512Samuele Battistella (Astana Qazaqstan)3Ethan Hayter (Ineos Grenadiers)4Brandon McNulty (UAE Team Emirates)5Daniel Martinez (Ineos Grenadiers)6Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl)7Julien Bernard (Trek-Segafredo)8Georg Zimmermann (Intermarché-Wanty-Gobert)9Tony Gallopin (Trek-Segafredo)10Sven Erik Bystrom (Intermarché-Wanty-Gobert) Top 10 Classificação Geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1David Gaudu (Groupoama-FDJ) 09:47:202Brandon McNulty (UAE Team Emirates),a 2 segundos3Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl)m.t.4Ethan Hayter (Ineos Grenadiers)m.t.5Daniel Martinez (Ineos Grenadiers)m.t.6Julien Bernard (Trek-Segafredo)m.t.7Sven Erik Bystrom (Intermarché-Wanty-Gobert)m.t.8Tony Gallopin (Trek-Segafredo)a 9 segundos9Tom Pidcock (Ineos Grenadiers)a 17 segundos10Dylan van Baarle (Ineos Grenadiers), Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 48.ª Volta ao Algarve - Etapa 1 Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl Team) é o primeiro Camisola Amarela da 48.ª Volta ao Algarve, depois de impor-se ao sprint na etapa 1, de 199 quilómetros, entre Portimão e Lagos. O nervosismo habitual na primeira etapa de uma competição importante provocou duas quedas, que limitaram o sprint a um grupo restrito. A Quick-Step Alpha Vinyl Team preparou bem a chegada e venceu fácil, lançando de forma perfeita Fabio Jakobsen para a vitória na etapa e para a Camisola Amarela Turismo do Algarve. Jordi Meeus (Bora-hansgrohe) foi o segundo a cortar a meta, mas acabou relegado por sprint irregular. O segundo foi, assim, o francês Bryan Coquard (Cofidis) e o terceiro Alexander Krtistoff (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux). Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=OXfJ-j7mXjs TOP 10 etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Fabio Jakobsen (Ned) Quick-Step Alpha Vinyl Team4:56:292Bryan Coquard (Fra) Cofidis3Alexander Kristoff (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux4Michele Gazzoli (Ita) Astana Qazaqstan Team5Rui Oliveira (Por) UAE Team Emirates6Bert Van Lerberghe (Bel) Quick-Step Alpha Vinyl Team7Remco Evenepoel (Bel) Quick-Step Alpha Vinyl Team8Nils Politt (Ger) Bora-Hansgrohe9Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates10Tobias Foss (Nor) Jumbo-Visma TOP 10 Classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Fabio Jakobsen (Ned) Quick-Step Alpha Vinyl Team4:56:292Bryan Coquard (Fra) Cofidis3Alexander Kristoff (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux4Michele Gazzoli (Ita) Astana Qazaqstan Team5Rui Oliveira (Por) UAE Team Emirates6Bert Van Lerberghe (Bel) Quick-Step Alpha Vinyl Team7Remco Evenepoel (Bel) Quick-Step Alpha Vinyl Team8Nils Politt (Ger) Bora-Hansgrohe9Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates10Tobias Foss (Nor) Jumbo-Visma Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Logo a seguir ao ciclista checo e no segundo lugar ficou o italiano Fausto Masnada (QuickStep-Alpha Vinyl), sendo o último lugar do pódio ocupado por Rui Costa. Depois de em 2017 ter sido segundo classificado nesta prova, Rui Costa repete agora uma boa prestação na Volta a Omã com a conquista do terceiro lugar, confirmando assim o bom arranque nesta temporada. Importa recordar que antes de Omã, o ciclista português tinha terminado a Volta à Arábia Saudita também no terceiro posto da classificação geral. Rui Costa aponta assim a um bom desempenho desportivo para 2022, demonstrando que aos 35 anos mantém ainda intactas grande parte das qualidades evidenciadas na elite do ciclismo mundial ao longo dos últimos anos.     Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Amanhã, a sexta e última etapa liga Muscat a Matrah Corniche, num percurso com um total de 132 quilómetros, com Rui Costa a partir a 1.16 minutos do líder Jan Hirt (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) e a 1.00 minuto do vice-líder o italiano Fausto Masnada (QuickStep-Alpha Vinyl). O experiente ciclista português de 35 anos da UAE Emirates tem assim fortes hipóteses de terminar no pódio final da prova, repetindo o feito obtido em 2017, ano em que terminou como segundo classificado. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nairo Quintana vence Volta à Provença e confirma boas expetativas para 2022 Nairo Quintana (Arkéa Samsic) conquistou hoje a Volta à Provença. O ciclista colombiano de 32 anos apresentou-se em grande plano na terceira e última etapa da prova disputada no sudeste de França, vencendo-a isolado e conseguindo assim terminar no topo da classificação geral. Neste domingo, Quintana percorreu os 166 quilómetros da 3ª e última etapa da prova entre Manosque e Montagne de Lure em 4:23.06 horas, alcançando linha da a meta isolado. O ciclista colombiano acabou com 37 segundos de vantagem sobre os adversários mais diretos, nomeadamente o dinamarquês Mattias Skjelmose Jensen (Trek-Segafredo), segundo classificado, e o norte-americano Matteo Jorgenson (Movistar), terceiro classificado. A frescura física evidenciada por Nairo Quintana no derradeiro dia da prova permitiu ao ciclista passar do 10º lugar da geral para a liderança com 27 segundos de vantagem sobre o campeão do mundo, o francês Julian Alaphilippe (QuickStep-Alpha Vinyl), que ficou assim no segundo posto da classificação geral, sendo o jovem Skjelmose Jensen (Trek-Segafredo) a ocupar o último lugar do pódio. “Estou com vontade de vencer…” O trepador de 32 anos, vencedor da Volta a Itália de 2014 e da Volta a Espanha de 2016, entra na nova temporada a ganhar, repetindo na Provença um triunfo que já tinha conquistado em 2020, confirmando assim as boas expetativas para este ano. Ainda há poucos dias, em declarações à imprensa, Quintana tinha revelado vontade de conseguir bons resultados para a temporada 2022 e esta vitória na Volta à Provença só vem acentuar ainda mais as expetativas criadas pelo próprio ciclista que se mostrou muito feliz com este recente triunfo. "Esta vitória deixa-me feliz, vejo que os resultados estão a chegar".Nairo Quintana, Arkéa Samsic Nairo Quintana tem estado algo apagado desde 2020, mas entra na nova temporada com enorme vontade de vencer. Questionado acerca dos seus objetivos para esta nova época, Quintana aponta às vitórias. “Estou com vontade e quero vencer de novo, sei que o corpo está lá e que temos que continuar a trabalhar no duro”. Nairo Quintana, Arkéa Samsic Detentor de um currículo notável, Nairo Quintana aponta a França e Espanha como as principais voltas a apostar e onde espera conseguir bons resultados isto, quando está no último ano de contrato com a Arkéa Samsic, começando já a surgir rumores de um possível regresso à formação espanhola da Movistar, da qual fez parte durante oito temporadas e onde conquistou vários troféus. “O Tour e a Volta a Espanha devem ser meus principais objetivos. Depois, durante a primeira parte da temporada os objetivos são Paris-Nice e a Volta à Catalunha. O Tour é o objetivo principal embora seja difícil lutar pela classificação geral. Temos de estar atentos e vamos passar por etapas e alguns objetivos importantes para a equipa”.Nairo Quintana, Arkéa Samsic Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Gravel Challenge Albufeira - Os vídeos da nossa participação no evento Desloquei-me até ao Algarve para fazer a primeira corrida de Gravel em Portugal. O Gravel Challenge Albufeira foi uma prova com duas etapas, feita em navegação por GPS. Esta vertente do ciclismo que por um lado é tão antiga, e por outro é uma novidade a ganhar cada vez mais expressão nosso país. Vídeo resumo do dia 1 https://www.youtube.com/watch?v=Ry_JL52xwEM De realçar no final do vídeo da Etapa 2, as palavras do organizador, que explica o porquê do formato deste evento. Vídeo resumo dia 2 https://www.youtube.com/watch?v=e1pmZhWk9Qc Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### “Juan Ayuso tem tudo. Será um grande ciclista” Numa recente conversa com o jornal espanhol AS por ocasião da participação na Volta a Omã que decorre entre os dias 10 e 15 deste mês, o ciclista português Rui Costa abordou o seu atual momento na modalidade e analisou o seu companheiro de equipa na UAE Emirates, o jovem Juan Ayuso, de apenas 19 anos de idade, e não poupou nos elogios. Atualmente com 35 anos, Rui Costa detentor de um currículo notável na elite do ciclismo, da qual faz parte há largos anos, está a realizar um início de época promissor. Apesar de ter andado um pouco afastados dos pódios nos últimos anos, o ciclista português foi recentemente terceiro classificado na Volta à Arábia Saudita, e promete agora lutar por mais uma boa prestação em Omã, centrando atenções na etapa da Green Mountain, a quinta e penúltima etapa da prova que terá lugar na próxima segunda feira, dia 14, por a considerar decisiva para a classificação final da prova. "Falando claramente, Green Mountain é a etapa que decide a classificação geral. Se as pernas estiverem num bom momento, vamos ver se consigo vencer".Rui Costa, UAE Emirates "Com Ayuso, a Espanha vai ter um grande ciclista nos próximos anos" Rui Costa veste as cores da UAE Emirates desde 2017, sendo já uma referência para os ciclistas mais jovens da equipa, e é nesse papel que antevê um futuro promissor para o jovem Juan Ayuso, considerando-o mesmo, uma das jovens pérolas do ciclismo espanhol. "Eu não o conhecia muito bem até a concentração que fizemos em Valência. Ele é um piloto muito jovem, com muito talento, algo que se consegue ver nos treinos. Ele tem muito a crescer, mas está no caminho certo".Rui Costa, UAE Emirates Além de considerar que Ayuso tem boas capacidades físicas, Rui Costa destacou ainda a capacidade de superação do jovem ciclista espanhol, outra qualidade que diferencia os ciclistas que conseguem chegar ao topo, e que considera fundamental.  "A maneira como ele melhora, ele tem uma mentalidade muito forte. Juan é um jovem que quer melhorar sempre. Isso é muito interessante”.Rui Costa, UAE Emirates Rui Costa alerta ainda para o ‘perigo’ das comparações, referindo-se às semelhanças evidentes entre Ayuso e o também colega de equipa Tadej Pogacar, um prodígio já comprovado, defendendo que estas devem ser evitadas, de forma que Ayuso siga o seu percurso, sem demasiada pressão.  "Ele é muito jovem, tem tudo, mas devemos deixá-lo crescer pouco a pouco, naturalmente. Não se sabe se será melhor que este ou aquele. Tadej é um grande ciclista, que já ganhou dois Tours de France. É sem dúvida um exemplo para Juan. Vencer é vencer e todos querem chegar lá. Com o devido tempo, acho que Juan Ayuso pode vir a realizar prestações muito boas."Rui Costa, UAE Emirates Além de Ayuso, Rui Costa comentou também o pódio conquistado por Carlos Rodríguez em Valência, perspetivando assim a possibilidade de estar a surgir uma boa geração de ciclistas espanhóis. Por agora, e até à próxima 2ª feira dia 14, Rui Costa encontra-se a disputar a Volta a Omã, tendo terminado há poucos momentos a 3ª etapa da prova como 5º classificado, ocupando agora o 4ª lugar da classificação da geral, mantendo assim fortes hipóteses de lutar pela vitória final da prova. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized apresenta o novo quadro de Peter Sagan A Specialized acaba de apresentar o novo quadro S-Works Tarmac SL7 2022 - Sagan Race Day LTD, de Peter Sagan. Trata-se de um quadro que reflete o poderoso carácter de Sagan, bem como as coisas que o inspiram, representando um novo capítulo da sua carreira. “Com classe e um pouco de vantagem, Sagan continua a trazer uma nova perspetiva ao mundo da competição, da mesma forma que os ‘muscle cars’ mudaram para sempre a indústria automóvel. Através de um delicado equilíbrio entre sofisticação, personalidade e um pouco de atitude, criámos um quadro que capta a essência da era dos ‘muscle cars’ clássicos. Mais importante, captámos o espírito de Peter Sagan."Kayla Clarot (Lead Concept Designer) Serão produzidos apenas 119 exemplares destes quadros LTD, numerados individualmente, aludindo a cada uma das vitórias profissionais de Peter Sagan. Em cada quadro estará ainda incluída uma imagem assinada por Peter na sua Race Day LTD Tarmac SL7, da autoria do premiado fotógrafo de ciclismo James Startt. No quadro S-Works Tarmac SL7 2022 - Sagan Race Day LTD, o ciclista nunca será forçado a escolher entre aerodinâmica e peso, e entre qualidade de condução e velocidade. As inovações permitem ao utilizador escalar na bicicleta mais leve que a UCI permite. De acordo com a marca, forma utilizadas as tecnologias mais avançadas, desde a FreeFoil Shape Library, até um quadro Rider-First Engineered™ totalmente novo, de forma a oferecer verdadeiramente uma bicicleta de competição, sem compromissos. Agora, os dias de fazer sacrifícios entre bicicletas “aero” e “leve” acabaram, a Specialized diz que o objectivo com a Tarmac é ter uma bicicleta de competição mais rápida de todos os tempos, trata-se de uma bicicleta desenvolvida para dominar tudo, dizem. O quadro S-Works Tarmac SL7 Sagan Race Day LTD 2022 é a possibilidade perfeita para os amantes do ciclismo idealizarem a montagem dos seus sonhos, com total liberdade para personalizações e preparações de forma a pedalar mais rápido. O quadro S-Works Tarmac SL7 Sagan Race Day LTD 2022 estará disponível exclusivamente em venda online em Specialized.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Revelado vídeo impressionante com o acidente de Egan Bernal Foi realizada uma audiência virtual na qual a Polícia entregou formalmente à equipa da Ineos e à família do ciclista Egan Bernal, a bicicleta que ele usava quando sofreu o acidente durante o treino no passado dia 24 de janeiro. Nessa audiência foi divulgado um vídeo de uma câmera que registou imagens onde se pode ver o acidente. A notícia e o vídeo foram publicados pelo site colombiano "Notícias RCN", no qual se pode ver (no final do vídeo) o impacto impressionante de Egan Bernal na traseira do autocarro, que estava parado. Segundo o jornalista que garantiu o vídeo, Bernal seguiria a cerca de 65 km/h na hora do impacto, em virtude do testemunho de um automóvel que passava no momento à velocidade do ciclista da Ineos Grenadiers. https://www.youtube.com/watch?v=rd3FcFQ1lrk O ciclista colombiano teve alta hospitalar, após diversas cirurgias, e tem pela frente uma longa recuperação das várias lesões que sofreu neste acidente. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jovem colombiano surpreende ao fazer subida junto dos profissionais Tom Dumoulin está a preparar o Giro de Itália na Colômbia, o holandês da Jumbo-Visma quer apresentar-se com ambições ao Giro 2022, e está a fazer estágio na altitude colombiana juntamente com alguns colegas de equipa e outros ciclistas. O episódio foi publicado na rede social Instagram de Laurens Ten Dam, ex-profissional do World Tour em equipas como a Rabobank, team Sunweb, ou CCC, agora dedicado ao Gravel, que ao assistir ao desempenho do jovem colombiano numa bicicleta velha, não resistiu a relatar o momento. Laurens Ten Dam pedala ao lado de Rigoberto Urán, que segura na câmera durante a subida, onde se nota que não vão propriamente "a passear", pela respiração, mas o menino de apenas 12 anos pedala alegremente em "ritmo World Tour". “Estava a acompanhar este grupo de campeões até este jovem aparecer. Mal tem 12 anos, mas conseguiu percorrer pelo menos 15 quilómetros sem ficar para trás. O talento na Colômbia é impressionante. Acho que estou a ver um futuro vencedor do Tour hoje!”Diz Ten Dam (Clicar na imagem para ver vídeo) Quem não parece tão surpreendido como Laurens Ten Dam é Rigoberto Urán, que assiste à cena como se fosse normal na Colômbia, o que provavelmente é, tendo em conta a enorme paixão e número de adeptos do ciclismo que existe no país. Apesar de ser de uma equipa diferente, Urán é o guia local para o "grupeto" holandês, como se pode ver neste vídeo, onde aparentemente se juntam numa padaria local. A simplicidade do ciclismo em todo o seu esplendor. https://twitter.com/Noticiclismo1/status/1491028277712277504 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Egan Bernal deixa o hospital Egan Bernal deixa o hospital após vários dias de internamento e várias cirurgias. O ciclista colidiu com um autocarro que estava a deixar passageiros, durante um treino no final de janeiro e desde então estava hospitalizado. Hoje a equipa Ineos comunicou através das suas redes sociais que Bernal deixou o hospital e vai iniciar um longo período de recuperação. https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1490387065808302084 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O dia em que os Beatles tocaram em Anadia Há dias sentei-me no sofá sem plano. Enquanto fazia “zapping” vi que tinha um apontamento pendente: “How the Beatles Changed the World. “Ok”, pensei, “vai ser noite de documentário”.   Entre o “Twist and Shout” e o histerismo da Beatlemania, o primeiro de vários factos curiosos – foram os Beatles a primeira banda a fazer uma digressão de estádio a nível mundial. As salas pequenas e a falta de preparação da polícia numa “tournée” pelos Estados Unidos provocavam o caos nos concertos. Os desmaios eram frequentes – e achacados à emoção de ver Paul, John, Ringo e George – e as lesões nas costelas junto com ataques de ansiedade eram comuns. Foi assim em Melbourne, em 1964, como relata o jornal “The Age” num artigo de 15 de junho desse ano, tudo porque 250 mil pessoas foram receber a banda na chegada à cidade.  Do caos nasceu uma certeza: os Beatles tinham que atuar em estádios ou em sítios com capacidade para receber dezenas de milhares de pessoas. Há um concerto que ficou na história e que à época bateu recordes de audiência – 56 mil pessoas estiveram no Shea Stadium, em Nova Iorque, a casa da equipa de beisebol dos Mets.   Menos conhecidas foram as duas atuações de 24 de junho de 1965. Ao estilo das grandes voltas, que até ao início dos anos 90 conservam as famosas jornadas duplas. Os Beatles teriam dado excelentes ciclistas porque duas atuações por noite, haja endurance!  Voltemos a esses concertos em Milão. O palco escolhido foi o velódromo Vigorelli, com o mítico Pepino Di Capri a abrir.   Segundo o beatlesbible.com, 7 mil pessoas viram o concerto da tarde e 20 mil o da noite, num Vigorelli que sentava 22 mil espetadores. Um fiasco explicado pelos altos preços dos bilhetes, o facto do primeiro concerto ser em pleno horário de trabalho, e um calor de morrer.  Pormenores históricos à parte e colocando os Beatles à margem, centremo-nos na maravilha de velódromo que é o Vigorelli, que o meu colega e expert de pista, Luis Román Mendoza, apresenta neste artigo como o “Scala” do ciclismo. Talvez a mais famosa casa de óperas do mundo, a segunda pele da soprano Maria Callas durante a década de 50.  As tábuas vermelhas eram a imagem de marca do Vigorelli, que logo aí marcava diferenças pelo tipo de madeira escolhida para a pista: abeto vermelho proveniente do Vale de Fiemme, em plenas Dolomitas, nada de pinheiro siberiano que hoje em dia é a madeira mais comum nos velódromos e que oferece excelentes resultados, mas não tem o “glamour” vermelho da madeira italiana.  A pista era tão rápida que parecia um tapete vermelho estendido para os ícones da época. Fausto Coppi escolheu o Vigorelli para bater o recorde da hora em 1942 (45,848km), em plena Guerra Mundial, até Jacques Anquetil o superar (46,159km) passados 14 anos e no mesmo local.   Hoje em dia este já não é o principal velódromo italiano, mas será eternamente símbolo de uma época de glória do ciclismo transalpino. Por isso o velódromo Vigorelli foi poupado à humilhação e salvo por um movimento cidadão quando parecia condenado.  Vigorelli é história e não só do ciclismo. Da mesma forma que a Madonna del Ghisallo é local de peregrinação 365 dias por ano e não apenas quando lá passa a Volta à Lombardia.   Velódromo Nacional de Sangalhos Há lugares assim, místicos. Senti-me privilegiado quando visitei o santuário de Covadonga e subi aos Lagos. Voltei a sentir-me especial quando neste Natal fui a Anadia visitar o Museu Duas Rodas, carinhosamente alojado no reverso das tábuas do velódromo de Sangalhos.   Foi uma viagem no tempo, à época de ouro não só do ciclismo português, mas também da região Centro, apaixonada por motas e bicicletas. Aqui não há “spoilers”, só admiração.  Foi emotivo aprender sobre o Sport Club Sangalhos, conhecer que antes do Centro de Alto Rendimento a localidade teve nos anos 60 uma pista descoberta – ali ao lado – onde se chegaram a fazer etapas da Volta a Portugal. Dessa pista nem rasto, apenas uma foto com pouco detalhe. Às vezes é melhor assim, fantasiar com a “belle époque” do ciclismo português, velódromo “à pinha” e gente bem vestida para ver passar os ciclistas. No novo velódromo tudo é diferente para melhor.  A dada altura pedi para ficar um momento sentado nas tábuas e dei por mim a recordar a primeira medalha de Portugal na pista – foi em 2014 quando o Ivo Oliveira se tornou campeão mundial júnior de perseguição individual. Também tive um flashback das madrugadas de Tóquio, de narrar no Eurosport a proeza da Maria Martins ao tornar-se a primeira pistard portuguesa Olímpica. E ao recordar a Tata lembrei-me do Ivo, que comigo e com o Paulo Martins comentou esse Omnium e a dada altura ficou sem palavras pela emoção de ver a Tata bater-se como uma campeã pelo diploma!  Anadia, a pista de Sangalhos, o Centro de Alto Rendimento são a segunda casa destes e de outros atletas. Têm com a pista uma relação umbilical.  Por tudo o que senti e sem afrontar a Senhora da Graça – a nossa Madonna del Ghisallo – parece-me que Anadia e a pista de Sangalhos têm tudo para ser o Vigorelli português. Local de culto, de aprendizagem e de sonhos.  Enquanto me despedia com os olhos até uma próxima, perdido no meu mundo ia ouvindo “Don't let me down”. Foi o dia em que os Beatles tocaram para mim, em Anadia.  Por: Gonçalo Moreira Fotografia: Redes sociais Velódromo Nacional de Sangalhos; Redes sociais Velódromo de Vigorelli. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Documentário: De coração nas mãos | Parte 2 Parte 2 de um pequeno documentário no qual Paulo Martins, comentador de ciclismo no Eurosport há mais de 20 anos, nos abre as portas de sua casa para falar do problema de saúde que o tem afectado nos últimos anos, e sobre como apesar de tudo, nunca deixou de comentar ciclismo. Na parte 2 Paulo Martins aborda o seu regresso à bicicleta, em que tipo de eventos pensa estar presente e ainda faz uma pequena antevisão da época de ciclismo 2022. https://www.youtube.com/watch?v=l8oEoj9tQR0 Guião, Argumento e Entrevista: Luís Beltrão Vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nathan Haas - de profissional da Estrada para o Gravel com apoio da Colnago Nathan Haas teve uma carreira que começou no BTT, passando depois para a estrada onde correu dez anos nas fileiras de quatro equipas World Tour de estrada. Faz agora a transição para o mundo do Gravel com apoio da Colnago. Um projeto “Full Circle” foi idealizado pelo próprio Haas, pelas estradas de terra para fechar o círculo da sua carreira como ciclista profissional. O denominador comum é sempre o mesmo: dá tudo de ti e luta pela vitória numa disciplina emergente das duas rodas. Por serem valores que se refletem na história da Colnago, uma das marcas de de referência no mundo no ciclocrosse, uma disciplina que tem algumas semelhanças com o Gravel. “Andar de bicicleta para mim sempre foi evoluir – como atleta e como uma expressão de mim mesmo. Mergulhei os meus dedos em quase todas as formas de ciclismo e, embora a minha carreira no ciclismo de estrada tenha sido a minha maior conquista até hoje, nunca me classifiquei como ciclista de estrada. Eu não poderia ter sonhado com uma marca melhor para esta nova aventura na minha carreira do que a Colnago. Sei que não haverá comprometimento no desempenho e irei para todas as corridas com o melhor equipamento que posso imaginar”, disse Nathan Haas. Com as bicicletas Colnago, campeões do calibre de Wout van Aert, Sven Nys, Niels Albert, Adri van der Poel, Lars Boom, Paul Herygers e o italiano Luca Bramati, citando os mais famosos, correram em circuitos de terra, barro e areia, com grandes conquistas, incluindo um total de oito títulos mundiais de ciclocrosse. Em 2021 a americana Lauren De Crescenzo venceu o UNBOUND Gravel 200 numa Colnago G3-X, uma prova muito dura e considerada a mais importante do mundo do Gravel. “A marca italiana de maior sucesso na história das bicicletas encontrou o parceiro ideal em Nathan Haas. Bom gosto, criatividade, estilo e força unem-se num projeto que verá nascer cinco bicicletas únicas, exclusivas e, francamente, lindas. O Nathan é o homem certo para representar a Colnago em estradas de Gravel em todo o mundo. Mas não é só estilo: é correr para vencer com estilo!”.Disse Manolo Bertocchi, chefe de marketing da Colnago. O visual de Nathan tem a mão do designer Richard Pierce que, em colaboração com a Colnago e a Castelli, vão produzir a roupa que permitirá que ele expresse o desejo de "acertar on alvo" do ponto de vista estético. Não é coincidência que as três carreiras de Nathan estejam representadas dentro de um círculo, um dispositivo gráfico que lembra um alvo. Também entre os parceiros envolvidos neste projeto está a Campagnolo, que fornecerá o grupo de Gravel Ekar de 13 velocidades, combinado com rodas Shamal, guiador e avanço Deda Elementi. Corridas programadas Nathan Haas vai iniciar as principais corridas do calendário UCI Gravel World Series, além de algumas das importantes corridas de Gravel do calendário internacional: La Santa Vall (Espanha) 6 de março, The Traka (Espanha) 30 de abril a 1 de maio, UNBOUND Gravel ( EUA) 4 de junho, The BWR Carolina do Norte (EUA) 11 de junho, Migration Gravel Race (Quénia) 23-26 de junho, The Rift (Islândia) 23 de julho, SBT GRVL (EUA) 14 de agosto, King's Cup Gravel Race (Reino Unido) 24 Setembro Outros dos eventos da Nova Eroica (Itália e outros países). Quem é Nathan Haas Nascido em Brisbane a 12 de março de 1989, Haas fez a sua estreia internacional no BTT representando a Austrália duas vezes no Campeonato do Mundo UCI. Em 2011, quando se mudou para a estrada, conquistou a classificação geral do Herald Sun Tour, prova por etapas na Austrália, e a Taça do Japão. Na sua estreia entre os profissionais, em 2012, conquistou a classificação geral do Tour da Grã-Bretanha. Em 2014, ele ganhou a Taça do Japão novamente, e em 2016 ganhou a classificação de melhor escalador no Tour de Yorkshire. Os resultados de maior destaque são um quarto lugar na Amstel Gold Race em 2017 e um 18.º lugar na Milan-Sanremo em 2018. Nos últimos campeonatos do mundo na Bélgica, fez assim a sua despedida. https://twitter.com/cyclist/status/1442117203994816512 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Egan Bernal partiu quase 20 ossos Depois de uma segunda cirurgia à coluna, Egan Bernal expressou a sua gratidão nas redes sociais, por todo o apoio que tem recebido. Através de uma publicação no instagram, o ciclista da Ineos Grenadiers catalogou a longa lista das suas lesões e informou que passou pela última das grandes cirurgias para tratar de algumas delas. Bernal descreveu quase 20 ossos partidos, ferimentos nas mãos e dedos, um dente perdido e perfuração de ambos os pulmões. 11 costelas.Femur.Rótula.T5-T6.Odontóide.Metacarpiano.Um pulgar.Perdi um dente.Perfuração dos pulmões. Agradece a Deus por testá-lo e às pessoas em seu redor por trazê-lo ao que chamou a sua “corrida mais difícil”. Um relatório anterior da equipa médica indicou que Bernal estava a recuperar bem desta última cirurgia e que a operação decorreu sem nenhuma complicação. “Egan Bernal foi submetido a uma operação que estava programada. Os objetivos de estabilidade biomecânica da coluna cervical foram alcançados com excelentes resultados clínicos, sem apresentar complicações durante a cirurgia.”disse Juan Guillermo Ortiz Martínez, diretor médico do hospital. Recordar que o ciclista da Ineos Grenadiers colidiu com um autocarro que estava a deixar passageiros, durante um treino no final de janeiro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pinarello Crossista - Tom Pidcock pediu, os italianos desenharam (Vídeo) O recentemente coroado campeão do mundo de ciclocrosse, Tom Pidcock estreou este ano a nova Pinarello Crossista, uma bicicleta de ciclocrosse na qual participou no desenho e processo de desenvolvimento. De recordar que na passada temporada Pidcock terminou a mesma sem bicicleta de ciclocrosse da sua equipa, visto que após ingressar na Team Ineos Grenadiers teria que utilizar Pinarello (marca patrocinadora da equipa britânica). A marca italiana não tinha bicicleta de ciclocrosse no seu catálogo, à semelhança do que se passou com a bicicleta de BTT, quando se sagrou campeão olímpico (com uma BMC Fourstrocke). No caso dos Jogos Olímpicos a Pinarello não teve tempo de fabricar uma bicicleta a tempo, e com isso perdeu alguns milhares em alcance publicitário que teria tido em todo o mundo, visto estarmos a falar de um evento com a dimensão dos Jogos Olímpicos. O mesmo não aconteceu com o primeiro objectivo do ano do ciclista britânico, que era sagrar-se Campeão do Mundo de Ciclocrosse. Para isso os italianos da Pinarello colocaram-se ao trabalho, e juntamente com o próprio Tom Pidcock desenharam uma bicicleta de ciclocrosse que satisfizesse as suas necessidades. Desta vez sim, aproveitaram todo o processo, desde a concepção da bicicleta para fazer a devida campanha de marketing, que ficou reforçada com o sucesso do jovem prodígio britânico no Campeonato do Mundo em Fayetteville, EUA, no passado fim de semana. Vídeo do desenvolvimento da Pinarello Crossista https://www.youtube.com/watch?v=kbRT2Czd5Is A bicicleta foi apresentada pela equipa Ineos Grenadiers no dia 2 de Dezembro de 2021, antes de Tom Pidcock iniciar a sua temporada de ciclocrosse. Um dos pormenores pedidos por Pidcock, foi que o tubo superior facilitasse o gesto para colocar a bicicleta ao ombro, gesto que tantas vezes os corredores de ciclocrosse têm que efectuar. Na decoração da bicicleta, coclocaram as cores de campeão britânico da modalidade, que entretanto deixou de ser. Terão que trocar estas cores pelas do arco-iris, na próxima temporada de ciclocrosse. Nas cores de decoração da bicicleta, também não foi esquecida a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos (em BTT XCO) de Tom Pidcock, o dourado nas letras simboliza esse título. O lema "Play your cards right" (joga bem as tuas cartas), com os 4 ases desenhados no tubo superior, deverá lembrar o britânico sobre a melhor estratégia para cada corrida. Provavelmente na versão da próxima temporada terão que adicionar um foguete, um avião ou o "Super Man" que Tom Pidcock fez ao cortar a meta em Fayetteville. Esta posição será "UCI admited"??? Não haverá o perigo de os mais novos tentarem fazer e com isso acontecerem acidentes??? (Estou a ser irónico, por ainda hoje não concordar com o facto da UCI ter banido a posição "Supertuck"). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized apresenta novo serviço de entregas Após quase 50 anos a desenhar bicicletas para todo o tipo de ciclistas, a Specialized decidiu ir mais além e pensar na forma perfeita de fazer chegar a bicicleta perfeita aos diversos clientes espalhados pelo mundo. A partir de agora, o cliente tem a opção de comprar quando, onde e como quiser, desde a sua loja preferida, até receber a bicicleta na sua própria casa. A marca americana acaba de anunciar duas novas formas de entrega de bicicletas sem necessidade de sair de casa e utilizar o carro: “Envio a Casa” e “Specialized Delivery”. Envio a Casa Com a opção de Envio a Casa, a Specialized ajuda a escolher a bicicleta certa e envia para onde o cliente desejar, perfeitamente montada, ajustada e testada por um profissional. Com apenas alguns ajustes simples, a bicicleta nova estará pronta para pedalar em minutos. Se o cliente precisar de ajuda terá à tua disposição um profissional do serviço de assistência ao ciclista do outro lado do telefone. Além disso, a marca americana pode ainda colocar o cliente em contacto com um distribuidor Specialized local. Nota para o facto deste serviço não se encontrar disponível para bicicletas elétricas Turbo. O serviço apenas estará disponível com a nova opção de compra Specialized Delivery. Specialized Delivery O serviço Specialized Delivery especializa-se no cliente. Pode parecer redundante, mas é completamente real. A Specialized levará a nova bicicleta diretamente à porta do cliente. Aí, um técnico profissional garantirá que a bicicleta está perfeitamente ajustada para o cliente pedalar sem problemas. Em seguida, é efetuado o registo da bicicleta e realizada uma apresentação de todos os detalhes da mesma. Este será sem dúvida um momento especial, para o cliente começar a desfrutar da bicicleta e passar a fazer parte da família Specialized. Pedala o Planeta para a frente Estas novas opções de entrega fazem parte do esforço da Specialized em levar a melhor máquina movida a energia humana ao maior número possível de pessoas. A marca americana acredita que a bicicleta é mais do que um meio de transporte. É uma ferramenta para transformar o mundo. Quilómetro a quilómetro, geração em geração, confiando que juntos, estaremos a pedalar o planeta para frente. Importa ainda salientar, que como sempre, se o cliente preferir ir a uma loja, o revendedor Specialized de confiança estará lá para o orientar e garantir uma ótima experiência Specialized. Descobre como funciona o Specialized Delivery em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo no Eurosport - Canal emite 10 corridas em fevereiro, começa a temporada A nova temporada de ciclismo começa a ganhar ritmo e em fevereiro o ciclismo volta ao Eurosport, o canal emite 10 corridas emocionantes que prometem fazer as delícias dos fãs da modalidade com saudades das transmissões. Esta semana O Eurosport tem duas propostas bem atrativas e variadas. Ao final da manhã emite em direto a Volta à Arábia Saudita, prova que conta com a participação dos portugueses Rui Costa e Rui Oliveira, ambos da UAE Team Emirates e onde não faltarão muitos quilómetros planos e muito deserto.  Uma corrida para seguir de 1 a 5 de fevereiro com os comentários de Paulo Moreira e Gonçalo Martins. Já os inícios da tarde são dedicados à Volta à Comunidade Valenciana, prova espanhola de pré-temporada de grande tradição que pode ser acompanhada de 2 a 6 de fevereiro. Conta com cinco etapas e tem partida marcada para Les Alqueries e chegada final a Valência. Apesar de não contar com ciclistas portugueses, a volta valenciana conta com estrelas internacionais como Matej Mohoric, Remco Evenepoel, Enric Mas, Giacomo Nizzolo, Matteo Trentin ou Alejandro Valverde.  Mês de fevereiro, destaque para a Volta ao Algarve Para além destas duas excelentes propostas que prometem animar a semana dos fãs de ciclismo, em fevereiro há ainda muito mais para ver. No dia 13 realiza-se mais uma edição da Clássica de Almeria. Entre os dias 16 e 20 de fevereiro é a vez da Volta ao Algarve chegar aos lares de milhões de espectadores do Eurosport na Europa. A ‘Algarvia’ será emitida em conjunto com a Volta à Andaluzia. Volta dos Alpes Marítimos e de Var (18 e 20 de fevereiro), Volta aos Emirados Árabes Unidos (20 a 26 de fevereiro), Volta à Galiza (24 a 27 de fevereiro), Clássica Het Nieuwsblad (26 de fevereiro),Clássica  Kuurne – Bruxelas – Kuurne (27 de fevereiro). Muito para ver em fevereiro no Eurosport, o difícil será mesmo escolher.  Consulte a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marc Soler comenta mudança da Movistar para a UAE Marc Soler abordou a sua mudança para a UAE Emirates depois de sete anos na Movistar, e as suas declarações foram esclarecedoras. “Estou muito feliz, depois de 7 anos era o momento de mudar e não poderia ter escolhido uma equipa melhor que a UAE Emirates. Estou feliz e confiante que posso ajudar a melhorar a equipa”.Marc Soler O corredor espanhol de 28 anos fecha assim um longo ciclo na Movistar, deixando transparecer algum descontentamento na hora da saída. Não são novidade os sinais de insatisfação que alguns ciclistas têm evidenciado nos últimos anos ao abandonar a formação espanhola. Virando assim a página, Mar Soler mostra-se bastante otimista para esta nova etapa que irá iniciar na UAE Emirates, equipa onde irá ter a companhia do portugueses João Almeida, e dos irmãos Ivo e Rui Oliveira. Agora, falta desvendar como a formação dos Emirados Árabes Unidos irá organizar o extenso e competente elenco de ciclistas que tem nas suas fileiras para 2022. Com Tadej Pogacar na equipa, parecem poucas as possibilidades de Soler vir a liderar a equipa nas grandes voltas. No entanto, para Soler o facto de integrar uma equipa de inegável valor como é o caso da UAE Emirates, será certamente um fator de enorme motivação para a nova temporada que se avizinha. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse Este fim de semana realizaram-se os Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse, competição que decorreu em Fayetteville, Arkansas, nos EUA, e reuniu cerca de 300 dos melhores corredores desta modalidade. Corrida elites masculinos Tom Pidcock era um dos grandes favoritos à partida e confirmou esse favoritismo. A Bélgica era como habitualmente uma das seleções favoritas e no início tentou controlar a corrida com uma série de corredores na frente. A França surpreendeu com Clement Venturini e Joshua Dubua em grande plano, Lars van der Haar representou bem os Países Baixos. Mas o britânico Tom Pidcock, esteve um nível acima de todos os outros, mostrando isso na quarta das nove voltas e, quando abriu os reactores e foi embora, abrindo um espaço de 30 segundos que já ninguém conseguiu fechar. Depois, entrou em velocidade cruzeiro até ao final, mantendo sempre uma distância confortável, cortando a linha de meta isolado e em estilo Super Homem, ou avião, interpretem como quiserem, ambas as comparações lhe encaixam bem. Foi domínio puro. Lars Van der Haar já tinha mostrado noutras ocasiões esta temporada que tinha preparado a sua temporada para objectivos específicos e hoje mostrou novamente isso, lutando pelo segundo lugar com Iserbyt, que bateu ao sprint no final. Van der Haar terminou assim com uma medalha de prata e Eli Iserbyt, grande dominador da temporada, ficou com a medalha de bronze. TOP 10 final Pos.Nome (País)Tempo1Thomas Pidcock (Great Britain)1:00:362Lars van der Haar (Netherlands)0:00:303Eli Iserbyt (Belgium)0:00:324Michael Vanthourenhout (Belgium)0:00:525Clement Venturini (France)0:00:576Toon Aerts (Belgium)0:01:027Jens Adams (Belgium)0:01:068Laurens Sweeck (Belgium)0:01:169Kevin Kuhn (Switzerland)0:01:3610Daan Soete (Belgium)0:01:44 Corrida elite feminina Trinta mulheres começaram a corrida mundial de elite, mas em poucos minutos apenas duas delas estavam a lutar pela vitória. Como era previsto, uma demonstração de domínio holandês, sendo a dupla de Marianne Vos e Lucinda Brand a lançar-se bem cedo para a frente da corrida com Vos e Brand alternando de posições na frente continuamente. Nas voltas finais, Vos fez alguns ataques na subida e também em algumas curvas técnicas para deixar Brand, sem sucesso. Brand também tentou por algumas ocasiões livrar-se de Marianne Vos mas também não conseguiu, tendo a corrida sido decidida ao sprint. “Nós nos conhecemos tão bem, é muito, muito difícil, eu sei o que ela provavelmente vai fazer, e ela sabe o que eu provavelmente vou fazer. É uma corrida interessante de se assistir, mas também uma corrida desgastante para nós.”disse Vos sobre Brand Faltando apenas algumas curvas, Brand quase parou, tentando convencer Vos a ficar na frente, mas esta não caiu na "ratoeira". “Nós as duas sabíamos que a melhor posição para correr é em segundo lugar”. Foi um sprint longo, sem vento. Eu sou uma atleta mais lenta no sprint, em comparação com Marianne.”disse Brand. “ Marianne Vos conseguiu o oitavo título mundial de ciclocrosse da sua carreira. A grande surpresa desta corrida foi a italiana Silvia Persico, que não era apontada à partida a posição de medalhas e conseguiu uma fantástica medalha de bronze neste campeonato do mundo. TOP 10 Final Pos.Nome (País)tempo1Marianne Vos (Netherlands)0:55:002Lucinda Brand (Netherlands)0:00:013Silvia Persico (Italy)0:00:514Ceylin del Carmen Alvarado (Netherlands)0:01:045Yara Kastelijn (Netherlands)0:01:056Manon Bakker (Netherlands)7Maghalie Rochette (Canada)0:01:398Hélène Clauzel (France)0:01:599Inge Van Der Heijden (Netherlands)10Sanne Cant (Belgium)0:02:12 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Documentário: De coração nas mãos | Parte 1 Parte 1 de um pequeno documentário no qual Paulo Martins, comentador de ciclismo no Eurosport há mais de 20 anos, nos fala do problema de saúde que o tem afectado nos últimos anos.Um relato de coragem, sobre como a vida nem sempre é como parece, e com algumas revelações impressionantes. https://youtu.be/TIDd41GrVc8 ### Egan Bernal atualiza estado de saúde Egan Bernal efetuou esta tarde uma atualização sobre o seu estado de saúde, quatro dias depois de sofrer um grave acidente enquanto treinava nos arredores da cidade de Bogotá, na Colômbia, sua terra natal, com alguns colegas da Ineos. O ciclista colombiano de 25 anos confirmou a gravidade das lesões sofridas, mas mostra-se esperançoso em contrariar os piores cenários apresentados, agradecendo à equipa médica que o recebeu. “Tendo 95% de hipóteses de ficar paraplégico e quase perder a minha vida a fazer o que mais amo. Hoje quero agradecer a Deus, à Clínica Universidad de La Sabana, a todos os especialistas por fazer o impossível, à minha família, amigos e a todos vocês que tem desejado as minhas melhoras. Ainda estou na UTI à espera de mais cirurgias, mas confiando em Deus, vai dar tudo certo.”Egan Bernal O vencedor da Volta à França em 2019 encontra-se na UTI desde segunda-feira, 24 de janeiro, depois de embater contra um autocarro estacionado enquanto treinava na sua bicicleta de contrarrelógio. Foi imediatamente levado para uma cirurgia de emergência de forma a estabilizar a coluna, naquela que foi a primeira de uma série de operações para tratar uma extensa lista de lesões traumáticas. A extensão da lesão na coluna foi a que gerou mais apreensão, mas o quadro clínico ficou mais otimista quando, alguns dias após a cirurgia, foi revelado pela equipa médica que Egan Bernal estava consciente, comunicativo e capaz de movimentar todos os quatro membros. A comprovar esse cenário está a interação do ciclista durante o dia de hoje nas suas redes sociais. Bernal permanece na UTI, local onde deverá continuar por mais alguns dias, de forma a realizar pequenas cirurgias no rosto e fratura na mão. Neste momento o cenário em relação ao futuro do Bernal já não é tão negro, no entanto, ainda restam muitas dúvidas quanto ao futuro desportivo do ciclista da Ineos. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse - Antevisão e onde ver Este fim de semana realiza-se mais uma edição dos Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse da UCI, competição que reúne em Fayetteville, Arkansas, nos EUA, cerca de 300 dos melhores corredores do planeta, e vai poder seguir toda a ação em direto no Eurosport.  Depois de Louisville, em 2013, esta é apenas a 2.ª vez em mais de 70 anos de competição que os Estados Unidos acolhem uns Mundiais de Ciclocrosse. Fayetteville também foi a primeira cidade do país a receber a designação de ‘Bike City’ pela UCI. Será quebrado um ciclo Pela primeira vez em oito anos, os Mundiais não vão contar com a presença dos campeões Mathieu van der Poel (2015, 2019, 2020 e 2021) e Wout van Aert (2016, 2017 e 2018), figuras que praticamente dominaram a última década da competição. O holandês van der Poel terminou a temporada mais cedo do que o previsto devido a dores lombares e passou também por uma cirurgia ao joelho. Já o belga van Aert falha por opção, preferindo concentrar-se nas provas de estrada, nomeadamente nas Clássicas da Primavera. Os pretendentes ao trono Apesar da ausência destes dois favoritos à conquista da camisola arco-íris, não faltará espetáculo e abre-se assim a porta a outros atletas. O vencedor da Taça do Mundo, Eli Iserbyt, Tom Pidcok, Toon Aerts, Michael Vanthourenhout ou Lars van der Haar são alguns dos atletas apontados como principais candidatos a subir ao pódio em Fayetteville. Nas senhoras, Lucinda Brand procura reconquistar o título mundial depois da vitória em 2021 em Ostende, na Bélgica. Terá rivais de peso como Marianne Vos, sete vezes campeã do mundo, Blanka Kata Vas, Clara Honsinger ou Maghalie Rochette. De realçar que alguns atletas irão falhar os Campeonatos do Mundo por terem testado positivo, sendo os nomes de destaque Quinten Hermans no caso dos homens, ou Denise Betsema e Annemarie Worst no caso das mulheres. Dias e horários A prova feminina pode ser vista este sábado, em direto, a partir das 20:25h, no Eurosport 2. A prova masculina tem transmissão garantida este domingo, também no Eurosport 2, para seguir em direto a partir das 20:25h. Os comentários ficam a cargo de Frederico Bártolo e Luís Beltrão.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Morte de José Eduardo Santos, deixa ciclismo português mais pobre José Eduardo Santos, conhecido no mundo do ciclismo como “Pepinho” faleceu esta quarta-feira. Segundo alguns relatos, tudo indica que esta manhã, depois de sair da sua residência no Bombarral para um passeio de bicicleta, José Eduardo Santos ter-se-á sentido mal, acabando mesmo por falecer. “Pepinho”, ou Zé Eduardo como também era conhecido no meio do ciclismo, era atualmente mecânico da Trek/Segafredo, equipa americana que disputa o World Tour. Isto, depois de uma vida de ligação ao mundo do ciclismo, onde foi mecânico da Sicasal/Acral e da Federação Portuguesa de Ciclismo. Além destas ligações a equipas oficiais, José Eduardo Santos foi durante largos anos o mecânico de confiança e amigo de Joaquim Gomes, vencedor de duas edições da Volta a Portugal e atual diretor da "Portuguesa". Para já, não foram ainda adiantados pormenores sobre as cerimónias fúnebres. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Egan Bernal continua nos cuidados intensivos, após cirurgia Egan Bernal foi operado nas últimas horas, na sequência do acidente de ontem, no qual embateu num autocarro enquanto treinava, e que lhe provocou várias fracturas e um trauma torácico. O vencedor da Volta a França em 2019, encontra-se a recuperar nos cuidados intensivos, depois de ser operado a vários traumatismos. De acordo com um comunicado do Hospital, a “intervenção neurocirúrgica” foi um “sucesso”, e é expectável “uma evolução gradual nas próximas 72 horas nos cuidados intensivos”. O hospital refere ainda que foi efetuada uma cirurgia à coluna, “mantendo a integridade neurológica e preservando a funcionalidade dos segmentos afetados”. E equipa também emitiu comunicado informando acerca da evolução do jovem colombiano, adiantando que este continuará nos cuidados intensivos, para recuperar da cirurgia efectuada e tratar algumas lesões secundárias, terminando com o agradecimento à equipa médica do Hospital universitário de La Sabana, e a todos os que têm endereçado mensagens de apoio. Comunicado oficial da equipa Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ivo e Rui Oliveira alcançam vitória na prova de madison No domingo, último dia de competição do Troféu Internacional Munício de Anadia, os portugueses Ivo e Rui Oliveira mostraram a sua superioridade na prova de madison, alcançando a vitória em representação da seleção nacional. Na prova que decorreu no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, os irmãos Oliveira somaram 32 pontos, mais um apenas do que os corredores dos Países Baixos Yoeri Havik e Vincent Hoppezak (Beat Cycling), que terminaram na segunda posição. A fechar o pódio estiveram Thomas Boudat e Louis Pijourlet (Seleção Francesa) com 29 pontos conquistados, isto depois de uma boa parte final da prova, que lhes permitiu subir na classificação. A dupla portuguesa conseguiu assim uma boa prestação, marcando pela positiva o último dia da disputa deste troféu. Também na prova de madison, mas em femininos, foram Gulnaz Khatuntseva e Diana Klimova (Maraton-Tula Cycling) as vencedoras, ao contabilizar 24 pontos. Lonneke Uneken e Maike Van Der Duin (Seleção dos Países Baixos), também obtiveram o mesmo número de pontos, mas fecharam o último sprint numa posição mais atrasado do que as russas, sendo assim relegadas para o segundo lugar. A fechar o pódio ficaram Sophie Lewis e Pfeiffer Georgi (Seleção da Grã-Bretanha)  com um toral de 19 pontos. Disputou-se ainda a prova de scratch na categoria de elite de resistência, com a vitória a sorrir a Philip Heijnen (Dutch National Team U23), que se superiorizou categoricamente aos seus rivais. Quanto ao segundo lugar, este foi entregue a Rodrigo Caixas (LA Alumínios/Credibom/MarcosCar), que se lançou ao ataque na fase final da prova, batendo Roy Eefting (Allinq Cycling Team), terceiro classificado. No setor feminino, Lonneke Uneken (SD Work), ciclista dos Países Baixos, foi o principal destaque ao vencer a prova na frente de Sophie Lewis (Team Breeze) e Maike Van Der Duin (Drops). Ainda na categoria elite, mas no setor da velocidade, estiveram em prova os atletas de keirin. Jack Carlin (Team Inspired) era apontado com um dos favoritos, mas após se ter lançado no sprint, viu Joseph Truman, seu colega de equipa, superiorizar-se e alcançar a vitória. Este episódio em pista parece ter afetado a prestação de Jack Carlin, que depois ver a vitória fugir, foi ainda ultrapassado por Vasilijus Lendel (Lithuanian National Team), que conquistou assim o segundo lugar na frente do britânico. No keirin feminino, Laurine Van Riessen (Beat Cycling) conseguiu contrariar a superioridade russa que se tinha verificado até ao momento, conseguindo a vitória na prova. Anastasiya Sukhareva (Sestroretsk) foi segunda classificada, enquanto que Ekaterina Gnidenko (Sestoretsk) ficou com o último lugar do pódio. Os corredores juniores também marcaram presença no último dia da prova, tanto no setor feminino como no masculino, disputando a prova de scratch e a corrida por pontos. No scratch masculino o vencedor foi Justus Willemsen (Ar&tv De Adelaar), confirmando assim a boa impressão deixada no dia anterior, em que demonstrou ser um dos melhores atletas desta competição. Aaron Merenciano (Infinobras-Safiro Team) foi o segundo classificado, à frente de Miltiadis Charovas (Volos), que ficou assim no terceiro posto. Já em juniores femininos, Heidi Gaugain (Team Ose Paracycling) destacou-se perante o restante pelotão que não revelou argumentos para acompanhar os ataques da ciclista francesa. No segundo posto ficou Ane Mazon (Euskadi Selekzioa), enquanto que o último lugar do pódio foi conquistado pela portuguesa Laura Simão (5 Quinas-Município de Albufeira).   A corrida por pontos de juniores masculinos foi eletrizante, com vários ataques e alguns corredores a conseguirem ganhar voltas, somando assim 20 pontos. Yago Aguirre (Inguruko Db Tx.) conseguir ganhar duas voltas, o que lhe permitiu somar um total de 43 pontos. Já o segundo classificado Zac Erzen (Eslovenia) obteve 35 pontos, depois de no dia anterior ter vencido a corrida de omnium. Na terceira posição ficou Beãt Garaiar (Euskadi Selekzioa) com 33 pontos. Destaque ainda nesta prova para João Martins (Póvoa Cycling Academy-CDC Navais) que se pautou como o melhor português, ao conquistar o quinto lugar, a apenas 5 pontos do terceiro. Em femininos, Heidi Gaugain (Team Ose Paracylcing) voltou a destacar-se, não dando qualquer hipótese às adversárias, conquistando o incrível somatório de 51 pontos. Ane Mazon (Euskadi Selekzioa) foi a segunda melhor, com 20 pontos e Arene Perez (Euskadi Selekzioa) fechou o pódio com 11 pontos. Classificações disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Egan Bernal sofre acidente durante treino O ciclista colombiano Egan Bernal sofreu esta terça-feira um acidente enquanto treinava nos arredores do Bogotá, com alguns colegas da Ineos. Segundo relatos de algumas testemunhas, o vencedor da Volta a Itália de 2021 bateu contra um autocarro de passageiros que parou à sua frente. O impacto terá sido forte, mas Bernal não terá ficado com ferimentos graves, embora de início tenham surgido relatos por parte da imprensa local de que o ciclista de 25 anos poderia ter sofrido uma fratura de um fémur. Bernal encontra-se na Colômbia a preparar a nova temporada juntamente com vários colegas da equipa Ineos e utilizava, no momento do acidente, a bicicleta de contrarrelógio. Pouco depois, a INEOS avançou com uma atualização sobre o estado do ciclista colombiano. "Bernal, que está num estágio perto da sua residência, foi conduzido ao hospital pelo pessoal médico da equipa e estava consciente quando aí chegou. Está estável e a ser observado", comunicou a Ineos no site oficial da equipa. https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1485656630264045569 Juntamente com Bernal, vencedor da Volta a Itália de 2021 e da Volta a França de 2019, estão a estagiar na Colômbia Richard Carapaz, Dani Martínez, Jonathan Narváez, Brandon Rivera, Andrey Amador, Ómar Farile e Carlos Rodríguez. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Bontrager Circuit Wavecell - Unbox e teste Tivemos a oportunidade de testar o Bontrager circuit Wavecel, a ultima novidade de capacetes da Bontrager que foi lançado em Outubro de 2021 e é um capacete "tipo canivete suíço", muito versátil. Com muitas características "premium", como a segurança extra que a tecnologia Wavecel acrescenta, um design simples e aerodinâmico, ou a possibilidade de encaixar luzes e câmera de gravação, o Bontrager circuit wavecel encaixa tanto no ciclista de montanha, como no de estrada, como naquele que gosta de fazer vídeos das suas voltas ou ainda em quem deseja fazer as deslocações diárias e dá primazia à segurança e visibilidade. Vídeo do unbox e teste https://youtu.be/hgEEBw6c16k A forma engenhosa dos apoios de fixação "Blendr" (que são magnéticos), permitem uma instalação fácil e rápida de uma câmera GoPro e/ou Luzes de Circulação Diurna da Bontrager, para que os ciclistas consigam ver, ser vistos e ver as imagens depois das voltas. Os apoios funcionam muito bem, a câmera não cai, mesmo em situação de baixar ou abanar a cabeça, simplesmente achei que o capacete fica algo pesado com a Go Pro instalada, e perde alguma estabilidade em virtude desse peso. O ajuste "BOA" funciona com a precisão já conhecida deste tipo de ajuste, e apesar de ser um pouco mais pesado que outros capacetes deste patamar de preço, o Bontrager Circuit Wavecel é confortável e ventilado. A estrutura Wavecel acrescenta segurança, tendo como objectivo absorver os impactos torcionais que possam causar maiores lesões no cérebro. Os que estão habituados a encaixar os óculos nas entradas de ar do capacete, quando por alguma razão o necessitam, com este capacete não o vão poder fazer, pois a estrutura wavecel impede que isso seja possível. Garantia de satisfação de 30 dias Um ponto muito a favor neste tipo de acessório. Como todos os produtos Bontrager, o novo Circuit WaveCel está abrangido pelo Compromisso Incondicional Bontrager de 30 dias, que dá ao ciclista 30 dias para desfrutar da sua compra. Caso não fiques satisfeito, a Bontrager aceita a devolução. Troca gratuita em caso de acidente Adicionalmente, o capacete é ainda abrangido pelo compromisso de substituição por acidente da Bontrager. Se o teu capacete sofrer um acidente durante o primeiro ano após a compra, será substituído pela Bontrager de forma gratuita, o que também é um ponto muito a favor. Os novos capacetes Circuit WaveCel já estão disponíveis através da rede de lojas Trek. Para mais informações sobre o capacete visita o site www.trekbikes.com/pt  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 15.ª Taça do Mundo de Ciclocrosse - Hoogerheide Em Hoogerheide correu-se hoje a ultima etapa da Taça do Mundo de ciclocrosse 21/22, uma competição que serviu de aperitivo para os Campeonatos do Mundo da modalidade, no próximo fim de semana nos EUA. Corrida Masculina Esta competição que já tinha vencedor da geral nesta categoria, que hoje carimbou mais uma vitória, Eli Iserbyt encerrou a temporada na Taça do Mundo como começou há alguns meses em Waterloo: no lugar mais alto do pódio. Foi uma corrida particularmente emocionante, o vencedor da classificação final em Hoogerheide venceu com alguns segundos de vantagem sobre Van der Haar e Pidcock. Na entrada para a última volta 4 ciclistas estavam em posição de vencer, mas Iserbyt assumiu a liderança e deixou os outros três para trás, acabando por conseguir vencer com uma vantagem de dois segundos em Van der Haar. Pidcock cruzou a linha de meta no terceiro posto, encerrando o pódio. Destacar que Iserbyt venceu a sua sétima de 15 corridas desta competição. Vídeo resumo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1485291763937988613 Top 10 classificação Pos.Nome (País) EquipaTempo1Eli Iserbyt (Bel)1:00:182Lars Van Der Haar (Ned)0:00:023Thomas Pidcock (GBr)0:00:034Michael Vanthourenhout (Bel)0:00:055Toon Aerts (Bel)0:00:546Mees Hendrikx (Ned)0:01:037Quinten Hermans (Bel)0:01:078Tom Meeusen (Bel)0:01:089Toon Vandebosch (Bel)0:01:1010Laurens Sweeck (Bel)0:01:20 Corrida Feminina Mais uma corrida emocionante com um bom grupo de elite que foi diminuindo à medida que a corrida avançava. Marianne Vos decidiu fazer justiça à sua nova camisola de campeã nacional e voltou a bater Lucinda Brand, a uma semana do Campeonato do Mundo. Depois das primeiras voltas com ritmo alto, na volta 4 Brand decidiu atacar mais uma vez, acabando por ficar um grupo final de 3 mulheres à entrada da última volta: Puck Pieterse, Lucinda Brand e Marianne Vos. No final, foi Marianne Vos quem fez o ataque decisivo. A nova campeã holandêsa deixou Pieterse e Brand para trás e correu para a vitória em Hoogerheide. Brand já tinha a vitória da Taça do Mundo assegurada, finalizou hoje em segundo, seguida de Puck Pieterse, vencedora da classificação sub-23, que terminou no pódio ao lado de Vos e Brand. Vídeo resumo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1485282121400950784 Top 10 Classificação Pos.Nome (País) EquipaTempo1Marianne Vos (Ned)0:52:142Lucinda Brand (Ned)0:00:103Puck Pieterse (Ned)0:00:114Fem Van Empel (Ned)0:00:185Kata Blanka Vas (Hun)0:00:216Shirin Van Anrooij (Ned)0:00:557Silvia Persico (Ita)0:01:278Denise Betsema (Ned)9Eva Lechner (Ita)0:02:0010Ceylin del Carmen Alvarado (Ned)0:02:32 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Primeiro embate do ano entre Bernal e Pogacar - UAE Tour com start list de luxo Além de novo duelo entre Roglic e Pogacar, um dos duelos mais esperados na temporada de ciclismo de 2022 é Egan Bernal VS. Tadej Pogacar, ambos jovens e com duas grandes voltas já no seu currículo. Não será necessário aguardar pelo Tour de France, o primeiro duelo de 2022 entre Egan e Tadej acontecerá já no UAE Tour, uma prova de uma semana onde a equipa Emirates é a "da casa" e costuma levar a sua melhor equipa, de assinalar que também João Almeida estará presente nesta prova, bem como Rui Costa. Tadej Pogacar já estava confirmado para esta prova, onde é o actual campeão com o Team Emirates, a Ineos surpreende com a primeira participação de Egan Bernal na competição. Egan Bernal será o líder de Ineos nesta competição asiática e espera-se o possível apoio de Richard Carapaz ou Daniel Martínez, mas também está confirmado Filippo Ganna para o contra-relógio e Elia Viviani para as etapas ao sprint. A corrida terá quatro etapas planas, 2 com final em alto e um contra-relógio de 9 quilómetros, e começa um dia após o final da Volta ao Algarve, dia 21 de Fevereiro. Egan Bernal começará a sua temporada em França no Tour de Provence (onde a equipa dos Emirados não participará) na primeira semana de Fevereiro e depois seguirá para os Emirados. Espera-se que os seguintes encontros em competição entre Egan e Pogacar antes do Tour de France sejam no Paris - Nice e o critério Dauphiné, mas ainda não está confirmado. ### Wilco Kelderman e Jai Hindley novamente como companheiros no Giro de Itália Além da brilhante participação de João Almeida no Giro de Itália 2020, no qual terminou em 4.º lugar da geral, muitos se recordarão da disputa pela vitória da corrida nas ultimas etapas, onde foram protagonistas Wilco Kelderman, Jai Hindley e Tao Geoghegan Hart. Durante o muito discutido Giro d'Italia de 2020, Kelderman quase garantiu o pódio na primeira semana, ao fazer uma brilhante etapa no Etna (etapa na qual João Almeida vestiu a camisola rosa, não sendo apontado como favorito na altura). Enquanto João Almeida vestia de rosa dia após dia, Kelderman manteve-se sólido e perto, tendo subido a segundo da classificação geral no dia em que Rúben Guerreiro venceu aquela fantástica etapa de Roccaraso. Wilco Kelderman assumia-se ainda mais líder da equipa Sunweb. No dia em que João Almeida perde a camisola rosa, Kelderman assumiu a liderança da prova, mas Jai Hindley no mesmo dia saltou para segundo da classificação geral, a três etapas do final a Sunweb tinha primeiro e segundo na classificação geral, sendo que a ultima etapa era contrarrelógio individual e Kelderman era melhor contrarrelogista que Hindley. No entanto, na penúltima etapa a equipa apostou em Jai Hindley, abdicando da ajuda deste ao líder Kelderman, para perseguir Tao Geoghegan Hart, e Hindley vestiu de rosa antes do contrarrelógio final. A expressão de Wilco Kelderman na estrada revelava o descontentamento com a decisão da equipa. No dia do contrarrelógio, como era esperado Tao Geoghegan Hart ganhou tempo a Jai Hindley e acabou por vencer o Giro de Itália 2020, acabando por ficar Hindley em segundo e Kelderman em terceiro. Em Dezembro desse ano 2020 quando lhe perguntaram, o que teria acontecido se Hindley tivesse ficado com ele, Wilco Kelderman respondeu:  “Eu teria ficado muito perto ou teria vencido o Giro”“Sozinho naquela etapa, eu teria poupado tanto tempo se o Jai tivesse ficado comigo. Poderia ter sido muito diferente. Senti que não havia confiança em mim com a tática de corrida.disse Kelderman à imprensa dos Países Baixos. No final da temporada Kelderman acabaria por sair da equipa transferindo-se do Team Sunweb para o BORA-hansgrohe, e Jai Hindley deu o mesmo passo neste inverno.  Além de estarem os dois na equipa alemã, de acoprdo com o planeamento avançado pela Bora Hansgrohe, estarão novamente juntos no Giro, juntamente com Emanuel Buchmann e Lennard Kämna, entre outros. Poderão as circunstâncias de corrida colocar novamente Kelderman e Hindley a pedalar com o objectivo de vitória? Quem será o líder assumido da Bora Hansgrohe no Giro 2022? Kelderman? Hindley? Ambos? Ou outro? Próximos episódios, a partir do dia 6 de Maio de 2022. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça de Portugal de Ciclocrosse - Após o Campeonato Nacional no último domingo, disputou-se hoje em Águeda, a quinta e última prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse. Corrida Masculina A poucas semanas de iniciar a época de estrada, Márcio Barbosa (ABTF Betão-Feirense) mostrou bom nível e foi o rival mais duro de Mário Costa. O mano-a-mano entre ambos acabaria, no entanto, por pender para Mário Costa, que venceu a corrida com 10 segundos de vantagem sobre o corredor pacense. O terceiro foi Vítor Santos (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), que chegou a Águeda em igualdade pontual com Costa, mas que não logrou vencer a Taça. Mário Costa juntou, assim, a Taça de Portugal ao Campeonato Nacional. Terminou o conjunto de cinco provas pontuáveis com 260 pontos. Vítor Santos somou 230 e Márcio Barbosa ficou-se pelos 108, completando o pódio da classificação geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=KRH9hIrM9Ak Corrida Feminina A competição de elite feminina teve a mesma protagonista em todas as corridas da Taça de Portugal, Joana Monteiro, que venceu as cinco corridas. Em Águeda, a corredora de Vila Nova de Famalicão cortou a meta em solitário. Rafaela Ramalho (Clube BTT Matosinhos) ocupou o lugar imediato, a 32 segundos. Leandra Gomes, companheira de equipa da vencedora, foi a terceira classificada, a 1m27s. O ordenamento da geral final foi o mesmo: Joana Monteiro, com 300 pontos, Rafaela Ramalho, 175, e Leandra Gomes, 145. Texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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O companheiro de equipa de Iserbyt, Michael Vanthourenhout, conquistou o último lugar no pódio. TOP 10 Resumo vídeo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1482756312761044998 Corrida Feminina Fem van Empel (Pauwels Sauzen Bingoal) venceu em Flamanville, após uma espetacular batalha com a outra jovem em destaque esta temporada, Puck Pieterse (Alpecin-Fenix). Com muitas das favoritas de elite a não marcarem presença na corrida francesa, van Empel e Pieterse mostraram porque são dois dos talentos emergentes do ciclocrosse feminino. Kata Blanka Vas (SD Worx) terminou em terceiro a 23 segundos, ficando o pódio entregue "ao futuro" do ciclocrosse feminino. TOP 10 Resumo vídeo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1482744687907811331 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu van der Poel operado Mathieu Van der Poel aproveitou a paragem forçada provocada pela lesão nas costas para ser submetido a uma pequena cirurgia ao joelho que sofreu uma lesão no dia 25 de Novembro após uma queda durante o treino. O holandês de 26 anos está fora de acção por enquanto, devido a uma persistente lesão nas costas, mas de acordo com a sua equipa Alpecin-Fenix, esta operação não tem nada a ver com isso. "O Mathieu van der Poel está no limite há algum tempo, tem que respeitar um (longo) período de descanso e não está autorizado a treinar por enquanto. Enquanto isso, ele passou por uma cirurgia, embora no joelho."informou a equipa. "Numa queda anterior, houve um corte na zona da rótula. Como resultado desse corte, formou-se um tecido cicatrizante e fibrose que roçavam contra o osso". No momento foi indolor e não o incomodou, mas para seguir em frente agora é o momento certo para se retirar." "É por isso que Van der Poel foi operado na semana passada, tendo uma avaliação positiva após um check-up com o Dr. Toon Claes. Esta operação nada tem a ver com a lesão nas costas da qual Van der Poel se está a recuperar".Adiantou a equipa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança os novos S-Works 7 Lace Criados a partir dos sapatos de estrada S-Works 7, mas feitos para a cultura ciclística emergente, a Specialized acaba apresentar os S-Works 7 Lace. Os S-Works 7 Lace seguem a performance World Tour dos S-Works 7, combinando-a com atacadores, para criar uns dos mais suaves e adaptáveis sapatos de ciclismo com um ajuste de nível superior. Combinados com a tecnologia Body Geometry oferecem um bom alinhamento da anca, joelho e pé. Atacadores para um aperto perfeito em todo o pé Ao utilizar atacadores, o sapato oferece 12 pontos de ajuste de tensão separados, para afinar o aperto perfeito em todo o pé, enquanto a remoção das ferragens de plástico permite que a malha da parte de cima se adapte a mais formas de pé, permitindo um ajuste sublime e flexível. Para quem tinha interesse em experimentar a performance dos S-Works 7, mas ainda estava com algumas dúvidas em relação ao ajuste, os novos Lace poderão ser a solução. Performance Ultraleve A remoção das ferragens de plástico também retira peso considerável. Um sapato S-Works 7 Lace em tamanho 44 pesa somente 236 gramas, algo que de acordo com a marca aumenta a sensação de bem-estar, especialmente nas subidas. Fundação Poderosa Na base do segredo de tudo isto está a tecnologia desenvolvida para os S-Works 7. A sola Powerline™ em carbono, que segundo a Specialized é a mais leve e rígida sola de sempre, cria a plataforma ideal para a entrega de potência. Além disso, o apoio de calcanhar PadLock™ segura de modo confortável a parte de trás do pé, enquanto a malha da parte de cima oferece um suporte estável, mas suave, para uma entrega de potência total e duradoura.  Body Geometry O corpo humano evoluiu para andar, não para pedalar, o que leva a um colapso do pé que tira a força, provocando desalinhamento do pé, joelho e anca, bem como “pé quente” nos sapatos tradicionais de ciclismo. Para colmatar essas lacunas, todos os sapatos Body Geometry, incluindo os novos S-Works 7 Lace, resolvem estes problemas com três tecnologias patenteadas para oferecer um aumento de potência sem dor, validado por testes científicos, além de duas décadas extraordinárias bem documentadas. Caso procures uns sapatos para uma relaxante ida ao café, uns escaladores ultraleves, ou um ajuste confortável e adaptável que elogia os teus sapatos de competição, os S-Works 7 Lace combinam um estilo clássico a uma herança vencedora e a uma boa performance, sendo por isso uma boa opção a ter em conta. Para mais informações e inclusive compra on-line, consulta o site www.specialized.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tadej Pogacar atinge marca histórica em Coll de Rates A UAE Emirates encontra-se neste momento a realizar um estágio de pré-temporada perto de Alicante, em Espanha. Para não variar, Tadej Pogacar volta a ser um dos homens em destaque, devido à boa forma evidenciada. Prova dessa boa forma, está a marca história que o ciclista esloveno de 23 anos obteve em Coll de Rates, registando uma média de 23,5 quilómetros por hora. O vencedor das duas últimas edições da Volta a França levou 24:50 minutos na mítica subida de 9,7 quilómetros, com uma inclinação média de 6,6%. Isso traduz-se numa média impressionante de 23,5 quilómetros por hora. Coll de Rates é uma conhecida passagem entre as montanhas Ferrer (leste) e a cordilheira Carrascar de Parcent (oeste), sendo ainda uma linha divisória entre as regiões valencianas de Marina Alta (norte) e Marina Baja (sul), muito utilizada por ciclistas. Coll de Rates já foi, inclusivamente, integrada várias vezes no traçado da Volta a Espanha. Com este registo, Pogacar é agora o 'Rei da Montanha' no segmento de subida do Strava. Com o início de época definido para a participação no UAE Tour, de 20 a 26 de fevereiro, Tadej Pogacar deixa assim bons apontamentos nos treinos que tem vindo a desenvolver, projetando-se mais uma temporada em grande forma, em que um dos principais focos, seus e da equipa, será com toda a certeza, a luta pela terceira vitória consecutiva na Volta a França. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Alberto Contador cumpre promessa Madrid-Milão em bicicleta - O Filme Após deixar o ciclismo profissional um dos projectos de Alberto contador continuou a ser a sua equipa Eolo Kometa, e depois também a sua marca de bicicletas, a Aurum, que nasceu em Setembro de 2020 (nosso artigo AQUI). Este ano cumpriu uma promessa, fazer Madrid-Milão em bicicleta. No Giro de Itália 2021 a Eolo Kometa participou pela primeira vez numa Grande Volta, apesar de ser uma equipa Profissional Continental foi uma das equipas convidadas. Durante uma das etapas, num directo nas suas redes sociais Alberto Contador admitiu, que se a equipa vencesse uma etapa ele iria de bicicleta desde Madrid a Milão (local onde terminaria o Giro). Esse dia aconteceu num dia histórico e especial, pois a Eolo Kometa não venceu uma etapa qualquer, venceu no Mítico monte Zoncolan com Lorenzo Fortunato e com uma bicicleta Aurum. Alberto Contador partilhou a sua loucura assim, assistindo ao final da etapa. https://twitter.com/albertocontador/status/1396129049538404352 Como cumpriu o desafio A partir desse dia, Alberto Contador tinha uma promessa para cumprir, e apesar de estar retirado do ciclismo profissional, não arranjou desculpas, colocou o plano em marcha para cumprir o recto. Não se rodeou de super ciclistas mas sim das pessoas normais com que sai para pedalar num grupo desde que se retirou do ciclismo profissional, pessoas como nós, fãs do ciclismo, praticantes amadores que o fazem por pura paixão. Esta semana foi publicado o Filme que fizeram dessa aventura, é um vídeo de quase uma hora, mas se tens paixão por ciclismo vale a pena ver Alberto Contador a fazer Madrid Milão. Além de outras coisas, no filme acontecem momentos divertidos, como quando José Hermida (ex-profissional de BTT) aparece na estrada, a pedalar com um saco de plástico cheio de Croissants para distribuir pelo grupo. Podes ainda ver as histórias que cada um conta sobre a forma como conheceu Alberto Contador, e onde mais uma é realçada uma das belezas deste desporto, que é o facto de uma pessoa normal, um fã do desporto e dos seus ídolos de sempre, poder partilhar esse desporto lado a lado com eles. Realce ainda para o final, onde Contador admite que apesar de ter chegado a Milão algumas vezes de Maglia Rosa, esta aventura foi tão especial como esses momentos, e ficará na sua memória juntamente com esses momentos de profissional. O que me pode levar a concluir que no final, seja competição ou não, o que conta é a experiência que vives em cima da bicicleta, seja ela de desafio, amizade ou paixão por este belíssimo desporto que é o ciclismo. Madrid - Milão o Filme https://www.youtube.com/watch?v=E4uGNVq3MTw Alberto Contador deixou o ciclismo profissional, mas não deixou de ser grande. Obrigado Alberto Contador. Por: Luís Beltrão ### João Almeida sem medo da pressão de ser líder de equipa no Giro João Almeida assumiu, sem qualquer tipo de receios, o desejo de lutar pela vitória na Volta a Itália. Em ano de estreia na sua nova equipa a UAE Emirates, o ciclista português de 23 anos promete dar continuidade à boa imagem deixada em 2020 e 2021, com a obtenção do quarto e sexto lugar, ao serviço da Deceunink-QuickStep.   A apimentar as expetativas para este ano está o facto de na UAE Emirates partir para a prova com o papel de líder de equipa. Algo que o próprio afirma lhe trazer “uma pressão boa”. Em declarações proferidas via conferência de imprensa virtual, a partir de Espanha, local onde a UAE Emirates está concentrada, João Almeida afirma de forma inequívoca a total aposta da temporada no Giro 2022. “O Giro é o meu grande objetivo. Todas as corridas e preparativos, até lá, serão focadas no Giro, a que espero chegar na minha melhor forma. Também quero discutir outras corridas e conseguir bons resultados.”João Almeida A Volta a Itália é uma prova talismã para João Almeida. Trata-se de uma prova que o colocou nas bocas do mundo do ciclismo em virtude das boas prestações obtidas nas duas últimas temporadas, com a camisola da Deceuninck-QuickStep. Em relação à ligação à nova equipa, o ciclista português confessa que tem sido uma “grande mudança”, mas “muito positiva”. A Volta a Itália 2022 tem início marcado para o dia 6 de Maio, pelo que ainda há provas a disputar até lá, com principal destaque para o Paris-Nice e a Volta à Catalunha, corridas que serão de preparação, mas nas quais também o ciclista afirma desejar conquistar “bons resultados”. O prazer em ter Tadej Pogacar como colega de equipa João Almeida abordou ainda a ligação ao agora colega de equipa, o esloveno Tadej Pogacar, vencedor das duas últimas edições da Volta a França, e não poupou nos elogios.   “É um dos melhores ciclistas de sempre, não só do presente. Será um prazer correr com o Tadej… Ele é único! Poder correr e aprender com ele, estar nesta equipa e também ajudá-lo a vencer corridas, faz-me sentir bem e motiva-me para o futuro.”João Almeida Sem desvendar as reais possibilidades de surgir a disputar o Tour ao lado de Tadej Pogacar, João Almeida desvaloriza essas questões e revela que tudo irá depender do desenrolar da temporada. Os novos métodos que encontrou na UAE Emirates a todos os níveis, desde nutrição, treinos e a abordagem geral à competição, parecem estar a ser do agrado do ciclista luso, que no final da conferência de imprensa reafirmou estar pronto para lidar com a pressão que este novo papel de destaque na equipa lhe confere.   “É uma pressão boa, com a qual consigo lidar. Dá personalidade e ajuda a manter o foco. Temos noção das responsabilidades, do trabalho.”João Almeida A ter em conta neste processo de adaptação à UAE Emirates está também a presença dos colegas de equipa portugueses, os irmãos Rui e Ivo Oliveira e ainda de Rui Costa, algo que João Almeida admitiu ser benéfico. “Estamos na mesma página, e é sempre bom falar português, dá outro ambiente. Mas, no geral, em toda a equipa, somos todos amigos.”João Almeida Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ana Santos e Mário Costa conquistam títulos nacionais de ciclocrosse Santo Tirso testemunhou este domingo a revalidação do título nacional da elite de ciclocrosse, por parte de Ana Mafalda Santos (X-Sauce) e Mário Costa (Axpo-FirstBike-Vila do Conde). Em masculinos confirmou-se o favoritismo atribuído à equipa Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde. Bruno Silva foi o primeiro a destacar-se, rodando isolado no início da prova. Depois, seguiu-se então Mário Costa que assumiu o comando ainda na primeira metade da corrida, que já não largou até obter o segundo título consecutivo da modalidade. Venceu isolado, com 1m35s de vantagem sobre Bruno Silva, segundo classificado. O terceiro lugar ficou também entregue a um ciclista da Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde, por intermédio de Vítor Santos, este a 1m47s do primeiro classificado. Na prova feminina, Ana Santos superiorizou-se a todas as suas adversárias, vencendo de forma ‘tranquila’, o quarto título de elite consecutivo. A ciclista da X-Sauce Factory Team isolou-se logo na primeira volta, segurando a vantagem até cortar a meta, com um avanço de 1m45s, sobre a segunda classificada, Joana Monteiro da Axpo/FirstBikeTeam/Vila do Conde. O último lugar do pódio foi também destinado a uma atleta Axpo/FirstBikeTeam/Vila do Conde, tratou-se de Leandra Gomes, a 9m05s da vencedora. Em sub-23, foi João Silva (Guilhabreu BTT) a conquistar o título, ao superiorizar-se em 1m16s, a João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). Já o terceiro lugar foi entregue a Pedro Pinto (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), que ficou a 2m23s do vencedor. A equipa do Guilhabreu BTT esteve também em evidência em Juniores, com as vitórias de Rafael Sousa e Mariana Líbano. Em cadetes, os vencedores foram Miguel Pereira (Guilhabreu BTT) e Margarida Vasconcelos (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). Em juvenis, escalão que contou com um bom número de participantes, confirmando assim o crescimento que esta disciplina tem vindo a obter juntos dos atletas mais novos, coube a Gonçalo Costa (Póvoa Cycling Academy/CDC Navais) e Leonor Lopes (Clube BTT Matosinhos) a conquista do título. Em veteranos, nos masters 30 venceram Augusto Midão (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Nádia Mendes (BTT Gardunha/Fundão/Create). Já em master 40, master 50 e master 60 venceram, respetivamente, Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar), António Passos (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) e Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel). Virgínia Moreira (Saertex Portugal/Edaetech) foi a melhor master 40 e Filomena Paulo a primeira em masters 50, duas categorias femininas sem atribuição de títulos por ausência de número mínimo de participantes. Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=iPBUV6MyiCA A temporada nacional de ciclocrosse despede-se no próximo domingo, em Águeda, com a disputa da quinta e última prova da Taça de Portugal.   Classificações disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A nova vida de Peter Sagan na Total Energies Como se sabe, Peter Sagan protagonizou uma das transferência mais mediáticas de 2021, ao trocar a Bora Hansgrohe, uma equipa escalão World Tour (ou World Team), pela Total Energies, uma equipa do escalão Profissional Continental (ou Pro Team), o segundo escalão do ciclismo mundial. Peter Sagan continua no entrando a ser um dos ciclistas melhor pagos do mundo, porque no caso do tri-campeão do mundo o seu salário não depende só da estrutura da equipa, são as marcas que representa que cobrem grande parte dos encargos financeiros, como é o caso da Specialized ou da marca de roupa Sportfull (marcas que o acompanham esteja ele em que equipa estiver). Aos 32 anos os resultados do tri-campeão do mundo já não são os mesmos de outros tempos, ainda assim em 2021 conseguiu vencer a classificação dos pontos no Giro de Itália, vencer uma etapa na Volta à Catalunha e outra na Volta à Romandia. O ciclista eslovaco, além de outras coisas partilha neste vídeo a sua ambição para 2022, e assume desde já uma postura idêntica a outros anos, ou seja, as clássicas, o Tour de France e Campeonatos do Mundo. https://www.youtube.com/watch?v=jGVwk4vKqNM Mas Peter Sagan já não depende só dos resultados, o alcance da sua imagem a nível mundial dá o retorno que as marcas e patrocinadores procuram, a prova disso é o contrato que a Sportfull fez com Peter Sagan, que provavelmente vai além da sua carreira desportiva. (Podes ver nosso artigo aqui) Eu pessoalmente gosto de ciclismo pelo desporto em si, gosto de ver e de praticar enquanto amador, mas também adoro este desporto porque gosto de comunicação e marketing, e no ciclismo a comunicação e o marketing assumem uma importância ainda mais relevante que em outros desportos. Os patrocinadores procuram retorno do seu investimento, e além do retorno televisivo (com as suas marcas a aparecerem durante várias horas no ecrã) alguns deles sabem rentabilizar a imagem dos ciclistas de uma forma genial. Como exemplo deixo-vos esta campanha sublime da marca de roupa Sportfull, no qual Peter Sagan deixa uma mensagem importante: Ainda não estou acabado". https://www.youtube.com/watch?v=ifw2UXP1deo Escalão inferior, com plantel de luxo A equipa da Total Energies tem muitos veteranos é verdade, mas atenção a eles, pois é uma equipa dotada de grande experiência para as clássicas e no posicionamento dos finais de etapa. Da Bora-Hansgrohe vieram Daniel Oss, fiel escudeiro de Peter Sagan, um dos gregários de luxo do pelotão, assim como Maciej Bodnar, e o irmão de Sagan. Relembrar que na equipa já estavam Niki Terpstra (vencedor de um Paris-Roubaix), Edvald Boasson Hagen (vencedor de uma Gent - Wevelgem, e 3 etapas no Tour de France, enre outras vitórias), Julien Simon, Niccolò Bonifazio, ou Alexis Vuillermoz, que embora a sua idade seja acima dos 30 anos podem ganhar "nova vida" ao trabalhar para Peter Sagan. Em 2022 veremos se este pessoal vai viver dos rendimentos, ou dos resultados, mas nas equipas adversárias será melhor tê-los debaixo de olho. Por: Luís Beltrão ### Gravel Challenge 2022 Já deverás ter ouvido várias vezes que o Gravel veio para ficar, aqui pelo TopCycling nós escrevemos sobre o Gravel desde o início do nosso projecto, em 2017, e este ano chega o Gravel Challenge 2022. O novo ano abre uma janela de oportunidades para quem realmente se afigura como inovador e percursor de novos desafios, não é fácil alguém se assumir como o primeiro organizador de provas de uma vertente que em termos de expressão, ainda está a dar as primeiras pedaladas no nosso país. É neste contexto e com coragem que a Cabreira Solutions (organizador do Race Nature e vários Granfondos pelo país) propõe o inédito “Gravel Challenge”, um evento que permitirá aos participantes desta nova vertente do ciclismo, desfrutarem de um conceito inovador, com cada vez mais adeptos em todo o mundo. Um conceito que alia a destreza técnica e física à capacidade de orientação/navegação por GPS, em etapas bem próximas dos três dígitos e que permitem ao atleta/cicloturista explorar territórios distintos e ajustáveis à versatilidade proporcionada pelas bicicletas gravel, sempre em contacto direto com a natureza, tendo em consideração o slogan “pegada positiva” promovido em todos os momentos dos eventos com chancela Cabreira Solutions. Por ser inédito, inovador e promissor para a realidade ciclística portuguesa, a organização diz que este projeto pretende ser também percursor e facilitador da criação de uma comunidade de praticantes de Gravel, que possam criar o seu conceito e definir o seu perfil de acordo com os interesses dos seus pares, num ambiente familiar, traçando o seu próprio destino, contando com a experiência e know-how de um dos maiores organizadores de eventos outdoor do país.  Um conjunto de provas para explorar o país Por todo o mundo já existem provas de Gravel, em Portugal começa agora e o mote para este desafio está dado, “Sonha Grande”, e serás pioneiro numa vertente que traçará a sua própria história no mundo do ciclismo. Em 2022, poderás fazer parte desta bonita epopeia e entrar já no primeiro capítulo que decorrerá em território de ciclismo.  Aceita o desafio e participa no “Gravel Challenge Albufeira 2022”, já nos próximos dias 12 e 13 de fevereiro nas arribas Algarvias. Em abril, poderás apreciar as paisagens incomparáveis do Douro Património Mundial da Unesco e os miradouros colossais de Freixo de Espada à Cinta. Em julho e outubro decorrerão a terceira e quarta etapas, que em momento oportuno a organização afirma dar a conhecer a região, mas onde o conceito seguirá com estes condimentos. INSCRIÇÕES em: www.gravel.pt É com este desafio que a Cabreira Solutions encara 2022 e vai dando forma a uma agenda diversificada de eventos outdoor de dimensão nacional e internacional, proporcionando momentos inapagáveis da memória dos largos milhares de participantes, que reconhecem, ano após ano, os proporcionados sentidos de responsabilidade social, ambiental e promoção de hábitos saudáveis de vida, associados a prazerosos momentos de evasão e difusão territorial urbana e rural de norte a sul do país. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Van der Poel e Van Aert fora do Mundial de Ciclocrosse As duas principais estrelas do ciclocrosse mundial não irão disputar os mundiais da modalidade, agendados para 29 e 30 de janeiro, em Fayetteville, Estados Unidos. Mathieu van der Poel No caso de Mathieu van der Poel a notícia foi avançada pela sua equipa, a Alpecin-Fenix, no dia de hoje. Na base desta decisão está na lesão sofrida nas costas em Tóquio 2020, da qual o ciclista dos Países Baixos ainda não conseguiu recuperar totalmente. Com quatro títulos mundias de ciclocrosse conquistados, o primeiro em 2015, e agora atual tricampeão mundial, era apontado como um dos favoritos a vencer mais uma edição da prova. A Alpecin-Fenix divulgou a informação nas redes sociais, seguida de uma declaração do próprio ciclista. "Devido às dores nas costas, não consegui atingir o nível desejado desde a Volta a França. Só quero conseguir ultrapassar isto. A única solução passa por um período de descanso mais longo, logo, não faria sentido interromper este período novamente, para tentar disputar o Campeonato do Mundo.”Mathieu Van der Poel O ciclista fez ainda questão de frisar que a decisão foi tomada em consonância com a sua equipa. “Todos concordamos que esta é a melhor opção. Já participei no Campeonato do Mundo de Ciclocrosse 10 vezes consecutivas, logo é muito duro ter que ficar de fora e não poder defender o meu título nos Estados Unidos.”Mathieu Van der Poel A aparatosa queda sofrida na última edição dos Jogos Olímpicos, afasta assim um dos ciclistas com maior destaque da atualidade, de lutar por um dos seus principais objetivos da temporada, numa prova em que se tem apresentado a grande nível nos últimos anos. Prestes a completar 27 anos, no próximo dia 19 de janeiro, Van der Poel afirma estar tranquilo em relação ao futuro, apresentando-se focado e determinado na sua recuperação total, sem estipular data para o seu regresso à competição. “Não estou preocupado com o futuro da minha carreira, mas é claro que é frustrante não saber quanto tempo ainda vai durar esta paragem. Só vamos definir uma data e objetivos se o conseguirmos fazer de forma fundamentada. Até lá, farei o que puder!”Mathieu Van der Poel A Alpecin-Fenix, também fez questão de salientar que a recuperação de Van der Poel é a principal prioridade. “Queremos otimizar o processo de recuperação e tal não é possível se houver constrangimentos temporais com vista à participação nos Mundiais de Fayetteville”,Christoph e Philip Roodhoot, diretores da Alpecin-Fenix Wout Van Aert No mesmo dia, o próprio Wout van Aert disse ao Sporza, numa entrevista após vencer a corrida a contar para o troféu X20 Badkamers na sua cidade, Herentals, que apesar de ter muita pena, não irá deslocar-se aos Estados Unidos da America (EUA) para disputar o Campeonato do Mundo. O campeão belga diz ser uma decisão inevitável tendo em vista a campanha de clássicas de estrada na primavera.  “No próximo domingo será a minha última corrida de ciclocrosse deste inverno”, disse Van Aert. Ao que parece, ir aos EUA não estava nos planos, no entanto o anúncio só foi feito agora. “É uma pergunta que me fizeram muitas vezes, eu nunca deveria ir fazer os campeonatos do mundo esta temporada. É claro que eu adoraria, mas decidimos seguir o plano inicial para começar a preparar a temporada de estrada, depois de domingo. ”explicou Van Aert. Desta forma, Wout Van Aert irá disputar no próximo domingo o Campeonato Nacional de ciclocrosse com o objectivo revalidar o título e manter a camisola de campeão nacional, e após esta corrida não faz mais ciclocrosse esta temporada. De acordo com as suas palavras, o importante são as clássicas da primavera. É sempre uma escolha difícil não fazer uma corrida como essa, mas os meus objetivos são na primavera e é nisso que me estou a concentrar agora. ”Wout Van Aert Repentinamente, Tom Pidcock torna-se num dos principais candidatos a vencer o Campeonato do Mundo de ciclocrosse, podendo assim juntar um título importante ao seu palmarés, depois de já ter sido campeão do mundo desta modalidade nas camadas jovens, e depois de ter sido campeão olímpico de cross-country (BTT) em 2021. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Equipamentos ciclismo World Tour 2022 Acabámos de entrar em novo ano e todos os ciclistas podem finalmente utilizar as cores desta temporada, mostramos-te os novos equipamentos de ciclismo World Tour 2022. Pouco a pouco as equipas foram apresentando as suas novas cores e patrocínios, noticiámos algumas mudanças mais mediáticas mas esperámos até entrar em 2022 para te poder mostrar todas, e assim saberes como vai ser “o arco iris” do pelotão World Tour este ano. AG2R Citroen Team A equipa francesa mantém patrocínios e equipamento. A marca de bicicleta continua BMC. Astana Qazaqstan Team A denominação da equipa deixou de ser Astana Premiere tech, para ser Astana Qazaqstan Team. Marca de bicicleta continua Willier Trestina Team Bahrain Victorious A equipa mantém patrocínios e equipamento. A Merida continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. BORA – hansgrohe A equipa muda de marca fornecedora de equipamentos, bem como o desenho do mesmo. A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Intermarché Circus-Wanty-Gobert A marca de bicicletas continua a ser a Cube. Team Cofidis As cores dominantes continuam o vermelho e branco. Equipa tem neste inverno um equipamento amarelo para o ciclocrosse que causou confusão, mas este é o equipamento oficial da equipa de estrada. A De Rosa continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Quick-Step Alpha Vinyl Team A Quick Step volta a ser o patrocinador principal, a equipa perde a denominação Deceuninck Quick-Step, e passa a Quick-Step Alpha Vinyl Team. A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. EF Education First Pro Cycling A equipa ainda não revelou o novo equipamento, deixamos de 2021. A marca de bicicletas continua a Cannondale. Groupama-FDJ A equipa francesa mantém o equipamento para a nova época. A marca de bicicletas continua La Pierre. Team INEOS A equipa britânica mantém as cores dominantes mas apresenta novo design para 2022. A marca de bicicletas continua Pinarello. Israel Premier Tech Com alguns patrocinadores novos, alteração na denominação da equipa que passa a ser Israel Premier Tech em vez de Israel Start Up Nation. As cores do equipamento desta equipa mantém-se, com novo design. A marca de bicicletas continua a Factor. Team Jumbo-Visma A Jumbo-Visma terá de algumas ligeiras alterações no equipamento, sendo agora mais amarelo que nunca. A marca de bicicletas mantém-se a Cervélo. Lotto Soudal A Lotto Soudal volta novamente ao vermelho que utilizava antes de passar ao preto predominante da ultima temporada. A marca de bicicletas continua a ser Ridley. Team Bike Exchange Jayco Nova denominação de equipa e novas cores para a Bike Exchange. Alteração também da marca de bicicletas da equipa, que era Bianchi na temporada passada e passa a ser Giant. Movistar Team O equipamento da Movistar mantém o azul, mas num tom mais escuro do que nas ultimas temporadas A marca de bicicletas continua a ser a Canyon. Team DSM Esta equipa mantém o equipamento. A marca de bicicletas continua Scott. Trek-Segafredo Na TREK-Segafredo o branco será a cor predominante. A marca de bicicletas continua a ser TREK. UAE-TeamEmirates A equipa da UAE-TeamEmirates mantém os padrões da temporada última temporada. A marca de bicicletas continua Colnago. Para ver o panorama das equipas e transferências para 2022, podes aceder a este nosso artigo. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout Van Aert - os números para além das vitórias Wout Van Aert foi um dos destaques da temporada 2021. O ciclista belga de 27 anos acumulou boas prestações não só na estrada, mas também no ciclocrosse, prova disso, o total de 21 vitórias e uma classificação geral conquistadas. Em vésperas de entrar no novo ano, o ciclista da Team Jumbo-Visma deixou um pouco de lado a parte física do ciclismo e ocupou algum do seu tempo a realizar as estatísticas da temporada de 2021. Dessa análise resultaram dados muito curiosos, saltando à vista, os 31.064 quilómetros percorridos entre provas e treino. Aqui ficam os números curiosos de Wout Van Aert em 2021: - Noites fora de casa: 205 (56%) - Noites acima de 2000 metros de altitude: 72 - Voos: 18 - Viagens de menos de 50 quilómetros: 7 - Países visitados: 10 - Controles antidopagem: 47 Vida de atleta de alta competição é mais dura do que muitos imaginam, do trabalho e sacrifício vêm os resultados. Além dos números mais a nível geral acima apresentados, o ciclista belga da Jumbo Visma, analisou ainda as estatísticas obtidas ao nível da competição: - Dias de competição: 62 (49 na estrada, 13 no ciclocrosse) - Vitórias: 21 (+1 classificação geral) - Medalhas: 5 - Horas em cima da bicicleta: 996 - Quilómetros: 31064 (dos quais 8514 foram dias de corrida). Não deixa de ser curioso o facto do ciclista da Team Jumbo-Visma além de ter efetuado estas análises estatísticas, tê-las, inclusivamente, partilhado nas suas redes sociais. Wout Van Aert poderia apenas tê-lo feito para seu controlo próprio, guardando-as como um trunfo na preparação das próximas temporadas, dado o sucesso obtido na época desportiva que acabou de terminar. Ao tornar estes dados estatísticos públicos, Wout Van Aert comprova que a obtenção do sucesso dá muito trabalho e exige muitos sacrifícios. A marca de 31064 quilómetros de bicicleta é um registo digno de destaque, bem como os 62 dias de competição. Grande parte dos automobilistas não atinge essa marca anualmente, nas deslocações casa/trabalho, nem mesmo, contabilizando as viagens durante as férias. Não é novidade que para um ciclista de alta competição atingir um nível elevado tenha que conjugar vários fatores. No entanto, os dados apresentados pelo ciclista belga demonstram até onde vai o esforço e dedicação. Tendo em conta os números que apresentou em 2021, Van Aert arrancou para 2022 com expetativas de dar continuidade ao bom trabalho desenvolvido, estando para já a dominar as corridas de ciclocrosse onde se apresenta na linha de partida.. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Percurso e etapas da 48.ª Volta ao Algarve A organização já revelou o percurso e as etapas da 48.ª edição da Volta ao Algarve, que vai para a estrada entre 16 e 20 de fevereiro. A Volta ao Algarve 2022 conta com um percurso profundamente renovado, mas com o mesmo conceito: etapas para todos os perfis de corredores. Só as chegadas à Fóia e ao Malhão se mantêm relativamente à edição de 2021, mas com aproximações diferentes às subidas finais. A cidade de Portimão volta a receber o grande início da competição, no dia 16 de fevereiro. A zona ribeirinha acolherá a apresentação das equipas e as primeiras pedaladas, que levarão os corredores a percorrer 199,1 quilómetros até Lagos, onde se espera uma emocionante disputa ao sprint, à semelhança do que aconteceu entre 2017 e 2020, quando venceram Fernando Gaviria (2017), Dylan Groenewegen (2018) e Fabio Jakobsen (2019 e 2020). Fóia ao segundo dia A segunda etapa é aguardada como um dos primeiros embates entre os candidatos à classificação geral. Começa em Albufeira e termina, depois de cumpridos 182,4 quilómetros, na Fóia, ponto mais alto do Algarve, no concelho de Monchique. A meta coincide com um prémio de montanha de primeira categoria. A subida final terá uma aproximação diversa do que tem sucedido. Em vez da Pomba, os corredores terão de escalar a Picota (2.ª categoria, 9,3 km com inclinação média de 5,5 por cento). O alto da Picota dista 7,4 quilómetros do sopé da Fóia (7,1 quilómetros de extensão e inclinação média de 6,8 por cento). Nos últimos anos impuseram-se neste local Luis León Sánchez (2016), Daniel Martin (2017), Michal Kwiatkowski (2018), Tadej Pogačar (2019), Remco Evenepoel (2020) e Ethan Hayter (2021). Alentejo volta a marcar presença A terceira etapa é a mais longa da competição. Arranca no Alentejo, em Almodôvar, e estende-se por 209,1 quilómetros, até Faro. A capital do Algarve já não recebia uma chegada da Volta ao Algarve desde 2008, ano em que o alemão Robert Förster se impôs ao sprint. Em 2022 a viagem está desenhada para premiar, novamente, os homens rápidos do pelotão. Contrarrelógio longo A maior novidade da 48.ª Volta ao Algarve é a quarta etapa, por ser o contrarrelógio mais extenso dos últimos anos e por marcar o regresso ao percurso da corrida de Vila Real de Santo António, que já não recebia uma partida de etapa desde 2009. O contrarrelógio de 2022 terá 32,2 quilómetros, unindo Vila Real de Santo António a Tavira. Pela extensão, permite que os contrarrelogistas puros possam gerir a corrida – incluindo as etapas de montanha – de molde a colocarem-se entre os favoritos ao triunfo na geral. Nas últimas vezes que Tavira foi palco de um contrarrelógio os vencedores da etapa foram Stijn Devolder (2008), Alberto Contador (2009) e Tony Martin (2016). Decisões no Malhão As decisões ficam guardadas para a quinta e última etapa, 173 quilómetros entre Lagoa e o alto do Malhão, Loulé. Num percurso rompe-pernas, assistir-se-á ao regresso da dupla escalada no Malhão, a primeira a 24 quilómetros do final e a segunda coincidindo com o final da etapa. Este local está no percurso da Volta ao Algarve, ininterruptamente, desde 2009. Os últimos cinco vencedores no Malhão foram Amaro Antunes (2017), Michal Kwiatkowski (2018), Zdenek Štybar (2019), Miguel Ángel López (2020) e Élie Gesbert (2021). Datas e etapas 16 de fevereiro: 1.ª etapa: Portimão – Lagos, 199,1 km17 de fevereiro: 2.ª etapa: Albufeira – Fóia (Monchique), 182,4 km18 de fevereiro: 3.ª etapa: Almodôvar – Faro, 209,1 km19 de fevereiro: 4.ª etapa: Vila Real de Santo António – Tavira, 32,2 km (CRI)20 de fevereiro: 5.ª etapa: Lagoa – Malhão (Loulé), 173 km Equipas A 48.ª Volta ao Algarve será disputada por 25 equipas. Dez formação são de categoria WorldTeam e cinco ProTeam, às quais se juntam as dez equipas continentais portuguesas inscritas na UCI para 2022: WorldTeams:  Astana Qazaqstan Team, Bora-hansgrohe, Cofidis, Groupama-FDJ, INEOS-Grenadiers, Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux, Quick-Step Alpha Vinyl Team, Team Jumbo-Visma, Trek-Segafredo e UAE Team Emirates. ProTeams:  Alpecin-Fenix, Caja Rural-Seguros RGA, Euskaltel-Euskadi, Human Powered Health e Team Arkéa-Samsic Continentais:  ABTF-Feirense, Atum General-Tavira-AP Maria Nova Hotel, Aviludo-Louletano-Loulé Concelho, Efapel Cycling, Glassdrive-Q8-Anicolor, Kelly-Simoldes-UDO, LA Alumínios-Credibom-Marcos Car, Rádio Popular-Paredes-Boavista, Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados e W52-FC Porto Últimos vencedores 2021 – João Rodrigues (W52-FC Porto)2020 – Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep)2019 – Tadej Pogačar (UAE Team Emirates)2018 – Michal Kwiatkowski (Team SKY)2017 – Primož Roglič (Team Lotto NL-Jumbo)2016 – Geraint Thomas (Team SKY)2015 – Geraint Thomas (Team SKY)2014 – Michal Kwiatkowski (Omega Pharma-QuickStep)2013 – Tony Martin (Omega Pharma-QuickStep)2012 – Richie Porte (Team SKY) Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta a San Juan cancelada - Covid-19 continua a causar estragos É oficial, a Vuelta a San Juan que seria disputada entre 30 de janeiro e 6 de fevereiro na Argentina foi cancelada pelo segundo ano consecutivo devido ao Covid-19, quem o confirmou foi o secretário de estado do desporto local, Jorge Chica. “Vamos avaliar na próxima semana se podemos realizar uma edição local. A partir de hoje, em eventos massivos, faremos um passe de saúde. Estamos preocupados com a situação, mas estamos preparados”, disse Jorge Chica ao Ciclismo Internacional ontem. A ideia de organizar a Vuelta a San Juan é fazer uma corrida com as equipas locais, que destacou que a prioridade "é a saúde do povo de San Juan e, se houver condições, haverá uma prova de padrão internacional, mas com seleções nacionais ". A Vuelta a San Juan deveria ter 9 equipas do World Tour. Entre os ciclistas anunciados estavam o belga Remco Evenepoel, vencedor em 2020, o equatoriano Richard Carapaz, o italiano Filippo Ganna, o eslovaco Peter Sagan e o britânico Chris Froome. Este cancelamento pode obrigar a alteração dos planos das equipas, incluindo esses ciclistas noutras provas, como por exemplo a Volta ao Algarve. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Problemas no joelho voltam a obrigar Chris Froome a parar Chris Froome vê-se obrigado a parar os treinos de preparação para a nova temporada durante pelo menos uma semana. Na origem desta pausa estão, novamente os problemas que tem sentido no joelho direito. O ciclista da Israel Start-Up Nation ainda não conseguiu recuperar totalmente das lesões sofridas em 2019 no grave acidente ocorrido durante a sessão de reconhecimento do contra-relógio do Critério do Dauphiné. Chris Froome, 36 anos, detentor de um currículo invejável, com destaque para as quatro vitórias na Volta a França, duas vitórias na Volta a Espanha e ainda uma conquista da Volta a Itália, anunciou esta paragem através de um vídeo publicado no seu canal YouTube. "Nos últimos 10 dias, tenho tido muitas dores no exterior do joelho (direito) ao pedalar. Os exames mostram que danifiquei um tendão. Infelizmente, penso que terei regressado cedo demais aos treinos, a puxar demais."Chris Froome Apesar do incidente, o ciclista britânico continua otimista e confiante na preparação para a temporada 2022, apontando uma possível sobrecarga de treino nas últimas semanas, como a origem das dificuldades sentidas no joelho direito, avançando que nos próximos dias terá que ser mais cauteloso. "Depois de algumas semanas sem bicicleta, talvez o corpo não estivesse ainda pronto para pedalar tanto."Chris Froome O regresso de Froome à competição fica assim mais distante, não existindo para já datas definidas.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 13.ª Taça do Mundo de Ciclocrosse - Hulst A taça do Mundo de Ciclocrosse regressou aos Países Baixos após uma série de corridas disputadas na Bélgica, com a ausência de Mathieu van der Poel, que tinha inicialmente programada a presença nesta corrida, o que não aconteceu pelo facto do campeão do mundo ter que se ausentar por mais algum tempo da competição devido às lesões nas costas e joelho. Corrida feminina Lucinda Brand (Baloise Trek Lions) tem sido a dominadora da temporada e à medida que esta vai avançando ela começa a sentenciar as classificações das várias competições em que está envolvida. Ao seu estilo, começou a corrida numa posição mais recuada, mas pouco a apouco foi-se aproximando da frente da corrida até que nas últimas duas voltas livrou-se das restantes rivais para obter mais uma vitória na Taça do Mundo em Hulst. A campeã do mundo já conquistou este ano seis vitórias consecutivas, aumentou a sua liderança na classificação geral da Taça do Mundo, visto que a segunda classificada na geral, Denise Betsema hoje finalizou no sétimo posto. Destaque para a jovem Puck Pieterse (Alpecin-Fenix), que tentou mais uma vez a vitória numa Taça do Mundo, esteve na liderança durante algumas voltas mas voltou a finalizar em segundo. Annemarie Worst tem vindo a melhorar os resultados, está em crescente de forma nesta segunda metade da temporada e conseguiu um fantástico pódio. Depois de um início atribulado, Marianne Vos hoje não foi além do sexto lugar. TOP 10 feminino Pos.Nome (País) EquipaTempo1Lucinda Brand (Ned) Baloise Trek Lions0:49:142Puck Pieterse (Ned) Alpecin - Fenix0:00:053Annemarie Worst (Ned) 7770:00:114Kata Blanka Vas (Hun) Doltcini-Van Eyck-Proximus Continental Team0:00:145Fem van Empel (Ned) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:266Marianne Vos (Ned) Jumbo-Visma Women Team0:00:377Denise Betsema (Ned) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:438Shirin van Anrooij (Ned) Baloise Trek Lions0:01:089Inge van der Heijden (Ned) 7770:01:4610Alicia Franck (Bel) Proximus - Alphamotorhomes - Doltcini CT0:01:52 Resumo em vídeo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1477667650608136193 Corrida Masculina Sem Mathieu van der Poel, e apesar de ser um percurso muito técnico, mais ao jeito de Lars Van der Haar ou Tom Pidcock, esperava-se nova vitória de Wout Van Aert visto que o campeão belga tem dominado todas as corridas em que entra, desde o seu regresso. Wout Van Aert chegava a Hulst com uma série de 7 vitórias em 7 corridas. Na primeira volta, a corrente da bicicleta de van Aert saltou, ficou presa e este demorou algum tempo em colocá-la no sítio, tendo descido para o 40º lugar, ficando "preso" atrás de ciclistas mais lentos e perdendo 44 segundos para a frente da corrida. Lars Van der Haar fez um arranque fortíssimo e manteve o ritmo durante as primeiras voltas, sempre com a marcação de perto pelo líder da geral, Eli Iserbyt. Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) assumiu a frente da corrida para não perseguir a vitória, no entanto, Iserbyt foi implacável em sua perseguição, mantendo-se sempre a cerca de 8 segundos do seu rival britânico. "Estava a sentir-me bem no início, fui para a frente e consegui um espaço."Tom Pidcock O britânico da Ineos Grenadiers acabaria por conseguir a vitória na corrida, seguido de Eli Iserbyt que com este resultado conseguiu sentenciar a classificação geral final da taça do mundo, vencendo a competição a duas provas do final. Eli Iserbyt é para já o homem da temporada, tendo hoje carimbado a vitória da taça do mundo de Ciclocrosse 21/22, estando em excelentes condições para poder vencer o Superprestige e ainda com possibilidades no X20. Lars van der Haar está de volta ao momento de forma que teve em Outubro/Novembro e finalizou em 3.º, e Wout Van Aert (Jumbo-Visma) conseguiu fazer uma recuperação fantástica terminando ainda num fantástico 4.º posto, depois de passar 36 ciclistas após o problema mecânico da sua bicicleta. O campeão olímpico de BTT Pidcock mostrou velocidade e habilidade num percurso técnico, deixando melhores indicações corrida após corrida, e as expectativas para o Campeonato do Mundo no final do mês, cada vez mais altas, embora o mesmo não o tenha admitido na entrevista final. TOP 10 Masculino Pos.Nome (País) EquipaTempo1Thomas Pidcock (GBr) Ineos Grenadiers1:03:492Eli Iserbyt (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:123Lars van der Haar (Ned) Baloise Trek Lions0:00:334Wout van Aert (Bel) Jumbo-Visma0:01:095Toon Aerts (Bel) Baloise Trek Lions0:01:306Michael Vanthourenhout (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:01:417Quinten Hermans (Bel) Tormans Cyclo Cross Team0:01:488Laurens Sweeck (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:01:579Vincent Baestaens (Bel) CX Team Deschacht-Group Hens-Containers Maes0:02:0810Toon Vandebosch (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:02:11 Resumo em vídeo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1477677764069183491 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Julian Alaphilippe - "Temos que ser masoquistas para andar de bicicleta" Julian Alaphilippe, 29 anos, foi eleito o "Campeão dos Campeões", galardão atribuído pelo jornal desportivo francês L'Équipe, pelo terceiro ano consecutivo. A distinção "Campeão dos Campeões" é concedida desde 1946 pela França e 1975 pelo mundo, e premeia os desportistas que mais se destacaram durante o ano, segundo os jornalistas do L'Equipe. Para a reconquista deste prémio, muito pesou a conquista do segundo campeonato do mundo em Leuven, Bélgica. Para assinalar a ocasião, Alaphilippe concedeu uma entrevista ao L´Équipe, juntamente com o ex-ciclista Bernard Hinault, vencedor de cinco edições da Volta a França, e que conquistou o referido prémio quatro vezes consecutivas. O tema da conversa foi, inevitavelmente a Volta à França, prova em que Alaphilippe ficou em quinto lugar da geral em 2019, depois vestir de amarelo durante duas semanas. Apesar de ter vestido a camisola amarela e de ter vencido várias etapas na abertura das duas últimas Voltas a França, Alaphilippe tem revelado dificuldades em resistir à exigente fase final da prova, apesar da sua notável prestação em 2019. Hinault, atualmente com 67 anos, sugeriu que Alaphilippe deveria ter a certeza do seu ponto de forma antes de se afirmar como um candidato à vitória final no Tour, e o campeão do mundo concordou. “É um resumo perfeito. E o problema é que nunca podemos ter certeza se a decisão que tomamos será a mais acertada. Para quê colocar uma temporada em suspenso, apenas por um objetivo? No Tour não podemos planear nada. Num dia podemos estar bem, no outro podemos vomitar ou cair e aí tudo fica perdido."Julian Alaphilippe Alaphilippe reconheceu ainda que a configuração da prova mudou desde a sua notável e inesperada aventura no Tour de 2019, devido à chegada de Tadej Pogačar e a uma nova geração de talentos. “Se tiver que acontecer, vai acontecer. Ainda me sinto motivado para disputar a Volta a França, mas já tenho quase 30 anos. Agora, há jovens de 22 anos que estão a evoluir e a subir ao pódio nas primeiras corridas. Temos o exemplo de Pogačar que alcança vitórias a todo o momento. Eu não me comparo a eles. Estou a tentar construir a melhor carreira que posso, dentro das minhas possibilidades. As pessoas esquecem-se como é difícil vencer até mesmo uma etapa de uma grande volta. O nível geral é extremamente alto. Metade do pelotão passa a temporada em altitude. O início de cada corrida, é uma guerra. Eu foco-me apenas no que faço de melhor, e quero continuar a ter prazer em competir, porque tudo isto é apenas desporto. Nós queremos sempre fazer melhor e isso é normal, mas também temos uma vida para além do ciclismo.” Julian Alaphilippe Hinault, o último francês a vencer o Tour, em 1985, nem sempre foi generoso a avaliar as gerações que o seguiram, mas sempre incentivou Alaphilippe no seu estilo de corrida agressivo. “É claro que eu e Alaphilippe somos parecidos. No pelotão atual, ele é um daqueles raros ciclistas que arriscam assim que têm possibilidade.”Bernard Hinault Hinault vai mesmo mais longe, confrontando mesmo Alaphilippe em relação ao que este acrescentou ao ciclismo mundial. "Tu, Mathieu Van der Poel e Remco Evenepoel, estão a provocar uma mudança. Durante muito tempo, as grandes equipas dominaram e as restantes pouco conseguiam fazer para as contrariar. Vocês conseguiram alterar isso, o que tem sido muito bom de observar."Bernard Hinault Julian Alaphilippe ainda não definiu totalmente o calendário de corridas para 2022, mas já confirmou que irá abdicar das clássicas do pavê para se concentrar nas Ardenas. O Tour estará novamente no seu calendário, assim como o Campeonato do Mundo, apesar da sua relutância em começar já a pensar num terceiro título mundial consecutivo. “No seio da equipa já todos me falavam no percurso do Mundial, que vai ter uma subida no final. Mas eu ainda nem digeri o último título, para quê pensar já nisso, quando ainda haverá outras provas por disputar antes.”Julian Alaphilippe Alaphilippe realçou que o sofrimento faz parte do jogo, e a capacidade mental não está ao alcance de todos. “Há uma parte mental muito grande, isso é inegável. É necessário de gostar de sofrer para ganhar corridas e temos de ser capazes de mergulhar fundo na dor para fazer grandes coisas. Temos que ser masoquistas para andar de bicicleta, é um desporto difícil e extremamente exigente. Quem diz que não gosta de dor, não vai ter uma grande carreira. Tudo pode ser trabalhado no treino, mas há uma enorme dimensão psicológica que entra em jogo para chegarmos ainda mais longe, para ultrapassar os próprios limites. Todos os atletas treinam duro hoje em dia, todas as equipas querem chegar ao topo. No final, é a cabeça que faz a diferença.”Julian Alaphilippe Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tadej Pogacar regressa ao Ciclocrosse e vence corrida O duas vezes vencedor do Tour de France, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) venceu a corrida de ciclocrosse "Ciklokros Ljubljana" este domingo na Eslovénia. O jovem esloveno surpreendeu jornalistas e fãs ao anunciar a sua participação alguns dias antes da corrida. Inicialmente a corrida a contar para a Taça de ciclocrosse da Eslovénia, foi dominada por Matvez Govekar da equipa Tirol KTM, seguido por Luka Mezgec. Na sexta volta de oito, Pogacar ultrapassou Mezgec e abriu um espaço de 15 segundos, que se manteve até ao final. Relembremos que Tadej Pogacar praticava Ciclocrosse, antes da sua incursão mais séria e mediatismo na estrada, tendo sido inclusive Campeão Nacional Esloveno de ciclocrosse em 2018. No entanto, desde então, concentrou-se mais na estrada conseguindo os resultados de destaque que lhe são conhecidos. Isto acontece no mesmo fim de semana que marcou o regresso de Mathieu van der Poel à competição (artigo que podes ver aqui). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 12.ª Taça do Mundo de Ciclocrosse - Dendermonde Dendermonde marcou o regresso de Mathieu van der Poel à taça do mundo de ciclocrosse, e tendo em conta que estavam inscritos também, Wout van Aert e Tom Pidcock, esta prova era aguardada com grande expectativa. Também na prova feminina, o facto de a classificação geral estar renhida em termos pontuais entre Lucinda Brand e Denise Betsema também elevava a expectativa desta prova da Taça do Mundo. Prova Feminina Lucinda Brand (Baloise Trek Lions) continuou o seu domínio da Taça do Mundo de ciclocrosse, num circuito pesado, a seu jeito, a campeã do mundo de 32 anos fez um início lento, mas quando chegou à frente da corrida colocou um ritmo que mais ninguém teve capacidade de acompanhar, conseguindo desta forma a 11.ª vitória da temporada. Denise Betsema optou por fazer um início mais rápido e acabou por pagar a factura na segunda parte da corrida, terminando no terceiro posto, e vendo assim ampliada a diferença pontual que Lucinda Brand tinha sobre si. TOP 10 Pos.Nome (País) EquipaTempo1Lucinda Brand (Ned) Baloise Trek Lions0:47:382Clara Honsinger (USA) Cannondale-Cyclocrossworld0:00:043Denise Betsema (Ned) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:364Marianne Vos (Ned)0:00:415Shirin van Anrooij (Ned) Baloise Trek Lions6Puck Pieterse (Ned) Alpecin - Fenix0:00:467Sanne Cant (Bel) Iko - Crelan0:00:528Kata Blanka Vas (Hun)0:01:109Ceylin del Carmen Alvarado (Ned) Alpecin - Fenix0:01:1510Manon Bakker (Ned) Iko - Crelan0:01:18 Prova Masculina Nesta prova todas as atenções estavam sobre Mathieu van der Poel, que regressava à competição, e caso não estivessem o holandês fez questão marcar posição no arranque, fazendo uma partida tipo "foguete", na qual saltou da 20.ª posição para a 4.ª posição na primeira curva. Na primeira metade da corrida, Tool Aerts, Mathieu van der Poel e Wout van Aert estiveram juntos na frente, mas à 5.ª volta Wout van Aert imprimiu um ritmo mais forte, e pouco a pouco (sem nenhuma mudança de ritmo brusca), foi ampliando a diferença para Mathieu van der Poel, que seguia segundo, e Tool Aerts, terceiro. Wout van Aert acabou por vencer mais uma prova e manter o pleno de vitórias desde o seu regresso à competição, tendo Mathieu van der Poel terminado em segundo e Tool Aerts em terceiro. Eli Iserbyt (líder da classificação geral da Taça do Mundo) terminou somente no 9.º posto, perdeu bastantes pontos para Vanthourenhout e Tool Aerts (segundo e terceiro na geral da competição), mas tendo em conta a diferença de 90 pontos que existe entre Iserbyt e estes, talvez o líder optasse por se poupar para a prova do Superprestige que será amanhã, e onde a classificação está mais apertada. TOP 10 Pos.Nome (País) EquipaTempo1Wout van Aert (Bel) Jumbo-Visma1:03:482Mathieu van der Poel (Ned) Alpecin - Fenix0:00:493Toon Aerts (Bel) Baloise Trek Lions0:01:184Michael Vanthourenhout (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:01:525Quinten Hermans (Bel) Tormans - Circus Cyclo Cross Team0:02:096Corne van Kessel (Ned) Tormans - Circus Cyclo Cross Team0:02:417Laurens Sweeck (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:02:528Thomas Pidcock (GBr) Ineos Grenadiers0:02:599Eli Iserbyt (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:03:1310Lars van der Haar (Ned) Baloise Trek Lions0:03:24 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Primoz Roglic e Jumbo-Visma mantêm ligação de sucesso Primoz Roglic e a Team Jumbo-Visma acabam de anunciar que a ligação de sucesso que têm desenvolvido está para durar. O ciclista esloveno renovou contrato com a formação dos Países Baixos até 2025. Foi a própria formação holandesa a anunciar a prolongação do vínculo contratual. “Roglic prolongou contrato e completará assim uma década na Team Jumbo-Visma.”Team Jumbo-Visma Primoz Roglic, 32 anos, campeão olímpico de contrarrelógio e vencedor das últimas três edições da Volta a Espanha e detentor de outros registos de destaque numa carreira marcada por várias conquistas, apesar da entrada já tardia no circuito mundial, demonstra-se orgulhoso por esta extensão contratual. “Temos já uma bela história juntos, da qual me sinto orgulhoso. Fiz a minha estreia no pelotão no circuito mundial um pouco tarde. Pode ter parecido fácil, porque os melhores momentos são os que nos lembramos rapidamente, mas nem sempre foi assim.”Primoz Roglic Em relação à fase que se segue, Roglic revela ter ideias bem definidas. “Quero evoluir em áreas mais específicas, física e mentalmente, como líder de equipa e como pessoa, e aqui estou no lugar certo para isso.”Primoz Roglic A admiração mútua entre Roglic e a Jumbo-Visma é notória. Prova disso as declarações proferidas por Merjin Zeeman, diretor desportivo da formação dos Países Baixos, revelando que o ciclista esloveno é fundamental para os planos futuros da equipa. “Primoz é um dos pilares da equipa. A cultura que construímos juntos coaduna-se muito com o atleta e pessoa.”Merjin Zeeman Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu va der Poel estreia-se domingo nesta temporada de Ciclocrosse - Onde ver No próximo domingo dia 26 de dezembro será a 12.ª prova da Taça do Mundo de ciclocrosse 2021/2022 em Dendermond. Será a estreia de Mathieu van der Poel e a primeira vez que veremos Van Aert, Pidcock e Van der Poel a competir juntos na presente temporada. O mediatismo e a presença destas três estrelas, despertou o interesse pela modalidade em todo o mundo e inclusive a cobertura televisiva da modalidade tem aumentado. O belga Wout van Aert, o britânico Tom Pidcock e o holandês Mathieu van der Poel são os culpados pela multiplicação de novos adeptos do ciclocrosse nos últimos meses. À rivalidade eterna entre o tricampeão do mundo Van Aert e o tetracampeão do mundo Van der Poel junta-se agora o campeão olímpico de BTT Tom Pidcock, que nas camadas jovens do Ciclocrosse também tem títulos mundiais, já venceu corridas de estrada a Wout Van Aert, de Ciclocrosse a Mathieu van der Poel, e na semana passada conseguiu a sua primeira vitória como Elite numa corrida da Taça do Mundo, em Rucphen. Todos eles têm como objectivo os campeonatos do Mundo em Janeiro, o primeiro embate será este domingo, dia 26 de Dezembro e podes ver a corrida no Eurosport Portugal. Mathieu van der Poel vem de uma lesão no joelho, e já confessou poder não ter ritmo competitivo para rivalizar com Wout Van Aert, que desde o seu regresso na presente temporada só conhece o sabor da vitória. Horários: 12:35 Taça do Mundo CX Elite Feminina 14:00 Copa del Mundo CX Elite Masculina Canal: Eurosport 1, com os comentários de Frederico Bártolo e Luís Beltrão. Resumo do ano passado Corrida masculina https://www.youtube.com/watch?v=MpXA3Imc8lU&list=PL7NFlV830crNLrY-8LsHhx32ciKT88_7P&index=32&t= Corrida feminina https://www.youtube.com/watch?v=_5kP9soX-1s&list=PL7NFlV830crNLrY-8LsHhx32ciKT88_7P&index=33&t= Para saber todas as corridas em que estes três estarão a competir entre si, quais delas poderás ver em canal aberto Eurosport, vê ESTE nosso artigo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ineos Grenadiers anuncia várias renovações, com destaque para Geraint Thomas A Ineos Grenadiers acaba de anunciar as renovações de contrato com vários atletas. O destaque vai para o prolongamento do vínculo por mais duas temporadas com Geraint Thomas, vencedor do Tour de França em 2018. Quem também viu o contrato renovado por mais dois anos foram Jonathan Castroviejo e Salvatore Puccio, enquanto que Brandon Rivera, Ben Swift e Cameron Wurf, assinaram apenas por mais uma época. A equipa comunicou assim pelas redes sociais. https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1473237022470987783 A primeira das renovações para 2022 a ser anunciada pela formação britânica Ineos Grenadiers, foi a do ciclista galês Geraint Thomas. “Estou muito entusiasmado para os últimos anos da minha carreira com a equipa. Vai ser divertido, e isso é o mais importante. As pessoas perguntam-me repetidamente qual será o meu papel e, obviamente, quero continuar a ganhar, mas pertencer a uma equipa vencedora e divertir-me com alguns dos melhores companheiros que já tive é importante”.Geraint Thomas Depois de duas temporadas marcadas por alguns acidentes, a renovação de ‘G’, como é conhecido no pelotão, na Ineos, esteve envolta em alguma indefinição. Tudo indica que a causa desse impasse verificado nas negociações do novo vínculo, se deva ao facto do ciclista galês não ser uma das apostas da formação britânica para as voltas mais importantes. Geranit Thomas procura assim nesta reta final de carreira, redefinir objetivos para o futuro. No seguimento desses objetivos, Thomas já manifestou a sua vontade de participar nas Clássicas das Ardenas, (três corridas de ciclismo que se disputam a cada ano no mês de abril na zona das Ardenas: Amstel Gold Race, Flecha Valona e Liège-Bastogne-Liège). “Provavelmente estudarei a possibilidade de fazer as Ardenas, que nunca corri com um objetivo real”.Geraint Thomas Embora Thomas já tenha admitido publicamente esperar “um papel importante” no Tour de França em 2022, a tarefa não será fácil, pois enfrenta a concorrência, entre outros, do colombiano Egan Bernal, vencedor do Tour de França em 2019 e da Volta a Itália 2021, do equatoriano Richard Carapaz, campeão olímpico de fundo em Tóquio2020, vencedor da Volta à Itália em 2019 e terceiro classificado na última Volta a França, e do compatriota Tao Geoghegan Hart, o camisola rosa da Volta a Itália em 2020. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook.FacebookEmailWhatsAppTwitterMessengerPartilhar ### Jumbo-Visma leiloa 24 bicicletas históricas A Jumbo-Visma está a leiloar nada mais nada menos que 24 bicicletas Cervélo, com as quais os seus ciclistas conseguiram vitórias históricas esta temporada. A Jumbo-Visma informa que o lucro será aplicado no desenvolvimento da equipa, algo que as equipas de ciclismo até costumam fazer. A notícia são as bicicletas escolhidas, onde se incluem algumas das que fizeram parte de vitórias históricas desta temporada de ciclismo. Por enquanto a bicicleta com que Wout Van Aert conseguiu a vitória no Tour de France, com dupla subida ao Mont Ventoux é que tem a licitação mais alta, 13.250 euros.  Além da bicicleta de Wout van Aert, estão à venda a bicicleta com a qual Primoz Roglic venceu a Vuelta, a bicicleta com que Marianne Vos conseguiu a vitória na Ghent-Wevelgem, ou por exemplo a Cervélo R5 personalizada que George Bennett utilizou no Giro de Itália. (em baixo). Cervélo S5 de Primoz Roglic na Vuelta a Espanha 2021 (licitação à data do artigo: 6.100€). Cervélo R5 de George Bennett no Giro 2021 (licitação à data do artigo: 5500€) “O lucro não é só para fazer com que os líderes tenham melhor desempenho, investimos principalmente na Equipa Jumbo-Visma Academy e na Equipa de Desenvolvimento. Esse é um dos pilares mais importantes para criar uma equipa de sucesso e para inspirar as pessoas a começarem a pedalar ”.Jumbo-Visma Os fãs de ciclismo e da equipa ainda podem fazer as suas licitações AQUI até 27 de Dezembro.  Quem quiser comprar a bicicleta de Wout van Aert ainda está a tempo de subir para os 13.251, ponderámos fazê-lo, mas não queremos arriscar a que ninguém suba a oferta. E tu, qual escolherias? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek lança o novo equipamento Trek Segafredo 2022 O novo equipamento Trek Segafredo 2022 tem um design intemporal, com novas cores e já está disponível para os fãs da equipa. Consoante cresce a curiosidade em relação a próxima época de competição de ciclismo de estrada, a Trek apresentou dois novos designs de vestuário para as equipas masculina e feminina Trek-Segafredo. De acordo com a TREK, o novo equipamento Trek Segafredo 2022 de corrida e de treino assemelham os ciclistas à equipa com equipamentos concebidos com tecidos que se adequam tanto a corridas profissionais como a passeios.  Os equipamentos de ambas as equipas fazem uma referência subtil aos designs anteriores, exibindo um estilo arrojado e elegante que reforça a presença da Trek no maior palco do ciclismo. Esquema de cores reforça segurança na estrada Os equipamentos continuam com os temas Train Loud (Treina a Fundo) e Race Proud (Compete com Orgulho) da Trek com o novo esquema de cores Radioactive Coral que ajuda a alertar os condutores para a presença dos ciclistas na estrada, ajudando a que treinem com mais segurança. A Santini é, mais uma vez, a fornecedora oficial do vestuário e a patrocinadora das equipas de ciclismo profissional masculina e feminina Trek-Segafredo. Os produtos da Santini são desenvolvidos ao longo de anos com muita paixão, testagem, inovação e experiência nas corridas mais duras do mundo.  A Santini continua também a ser a fornecedora oficial de vestuário casual para as equipas masculina e feminina, equipando-as com vestuário lifestyle de alta qualidade que as deixa a sentirem-se tão bem como aparentam. Para mais informações, sobre disponibilidade e preços, consulta o site da marca em Portugal: https://trek.bike/Trek-Segafredo_PT_PR Já está disponíveis através da rede de lojas Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Joana Monteiro conquista Taça e Mário Costa vence etapa Disputou-se este domingo, em Labruge, Vila do Conde a quarta prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse 2021/22. O principal destaque do dia vai para Joana Monteiro da Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde que venceu a etapa, sagrando-se já vencedora do troféu, isto quando ainda falta disputar uma etapa da prova. Este foi um dia em cheio para Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde, que além de ver Joana Monteiro conquistar o troféu, assistiu também à vitória de Mário Costa. Mário Costa foi o destaque do dia em masculinos ao superiorizar-se à forte concorrência de Vítor Santos, seu colega de equipa, em oito segundos. No fecho do pódio surge Jorge Magalhães (W52-FC Porto), este a 14 segundos da liderança. Os resultados de hoje deixam tudo em aberto para a quinta e última etapa, uma vez que Mário Costa e Vítor Santos estão empatados no topo da classificação geral. Em sub-23, João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) foi o vencedor do dia. No setor feminino, Joana Monteiro esteve mais uma vez em grande plano, conseguindo mais uma vitória, contabilizando assim quatro vitórias em quatro etapas, resultados que lhe permitiram assim a conquista antecipada da prova.   Este domingo, em Labrouge, a ciclista famalicense não deu hipóteses às suas adversárias, vencendo a etapa com 5m37s de vantagem sobre Rafaela Ramalho (Clube BTT Matosinhos). Leandra Gomes (Axpo/FirsBike Team/Vila do Conde), foi a terceira classificada a 5m55s da liderança. Na corrida de sub-23, prova que junta também as atletas juniores, a vitória foi para Mariana Líbano (Guilhabreu BTT), mas foi a segunda classificada, Beatriz Sousa (BTT Loulé/Elevis) que teve mais motivos para sorrir, uma vez que este resultado lhe garantiu a conquista antecipada da Taça. Tomás Mota (Landeiro/KTM/Matias & Araújo/Frulact) foi o melhor júnior do dia, mas o topo da classificação geral continua a ser ocupado por Rafael Sousa (Guilhabreu BTT). Em cadetes, Miguel Pereira (Santa Cruz/Botelhos.pt) venceu a corrida, cimentando o lugar na liderança da prova. Em cadetes femininos, destaque para Beatriz Guerra (BTT Loulé/Elevis), que alcançou um triunfo parcial, somando assim os pontos necessários para conquistar a prova. Em veteranos, Fábio Oliveira (ACDC Trofa/WProtek) e Patrícia Rosa (CE Gonçalves/Azeitonense) foram os mais fortes em masters 30. Em masters 40, venceram Carlos Moura (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Virgínia Moreira (Saertex Portugal/Edaetech). Já em masters 50 António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Filomena Paulo (Róódinhas/Santos Silva) superiorizaram-se à concorrência, enquanto que Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) foi o vencedor em masters 60. Na prova de juvenis, foram 20 os ciclistas em ação, num total de 11 equipas, com Afonso Monte (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) a ser o mais rápido do dia. Santo Tirso receberá o Campeonato Nacional, a 9 de janeiro, e na semana seguinte será em Águeda o palco do encerramento da Taça de Portugal. Classificações disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 11.ª Taça do Mundo de Ciclocrosse - Namur Namur é uma ronda icónica da Taça do Mundo de ciclocrosse, uma corrida particularmente dura e que proporciona espetáculo na cidadela de Namur, Bélgica. Corrida Masculina Hoje foi o dia de Michael Vanthourenhout, aquele que habitualmente é o "escudeiro" de Eli Iserbyt tem estado um grande plano nesta temporada, hoje assumiu o papel de líder e não decepcionou. Numa longa batalha, ele conseguiu livrar-se do favorito Tom Pidcock na volta 5, depois de alguns erros deste ultimo nos sectores escorregadios do circuito de Namur. Este é um circuito no qual Toon Aerts (Baloise Trek Lions) costuma dar-se bem, e foi ele que se colocou na frente da corrida nas primeiras voltas, com Tom Pidcock (Ineos Grenadiers), vindo de trás, a conseguir a ligação com a frente da corrida só à quarta volta. Aerts acabaria por se ver afastado da luta pela vitória após um erro na zona técnica de barro e um pneu furado , deixando a luta entregue ao campeão britânico Pidcock (Ineos - Grenadiers) e a Michael Vanthourenhout (Pauwels Sauzen - Bingoal). Por um momentos parecia que a história de ontem (corrida de Rucphen) se iria repetir, com uma vitória de Tom Pidcock, mas este acabou por cometer alguns erros nas zonas técnicas, e Vanthourenhout continuou a fazer uma corrida sólida, sem erros nem quebras no ritmo, aumentando a vantagem sobre o britânico nas ultimas duas voltas. Desta forma Michael Vanthourenhout cruzou a linha de meta em Namur, de lágrimas nos olhos, vencendo a 11ª ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse. Tom Pidcock terminou em segundo a 36 segundos, seguido de Toon Aerts a 51 segundos. https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1472585322001309699 TOP 5 da corrida 1. Michael Vanthourenhout (Pauwels Sauzen-Bingoal): 59.282. Tom Pidcock (Ineos Grenadiers): +:363. Toon Aerts (Trek Baloise Lions): +:514. Quinten Hermans (Tormans Circus): +1:385. Eli Iserbyt (Pauwels Sauzen-Bingoal): +2:01 Corrida Feminina Apesar de ontem não conseguir bater Marianne Vos nos últimos metros da corrida de Rucphen, hoje a campeã do mundo Lucinda Brand teve um desempenho avassalador, vencendo isolada em Namur. Denise Betsema (Pauwels Sauzen-Bingoal), tal como ontem, voltou a apresentar-se a bom nível e juntamente com Lucinda Brand (Baloise Trek Lions) conseguiram destacar-se das restantes ainda na primeira volta. Hoje Lucinda Brand não queria surpresas no final, continuou com um ritmo muito forte e acabou por distanciar Betsema, colocando-se com uma vantagem de 6 segundos, e mesmo com o cansaço passar das voltas e com alguns erros pelo meio, essa vantagem foi crescendo. Apesar do esforço, Betsema não conseguiu apanhar Brand e acabou por finalizar no segundo lugar. A jovem Puck Pieterse, líder da classificação geral, voltou a afazer uma corrida muito regular, colocando-se na terceira posição e acabando por fazer quase toda a corrida sozinha, garantido o terceiro lugar do pódio. Resumo em vídeo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1472593298799964176 TOP 5 da corrida 1. Lucinda Brand (Trek Baloise Lions): +53:072. Denise Betsema (Pauwels Sauzen-Bingoal): +:203. Puck Pieterse (Alpecin Fenix): +1:164. Fem van Empel (Pauwels Sauzen-Bingoal): +1:315. Ceylin del Carmen Alvarado (Alpecin Fenix): +1:34 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 10.ª Taça do Mundo Ciclocrosse - Rucphen Dezembro é por tradição o mês com mais provas na temporada de Ciclocrosse, e a acção continuou este sábado com a 10.ª Taça do Mundo, em Rucphen, Países Baixos. Corrida masculina. O britânico Tom Pidcock tem vindo a melhorar a forma e os resultados desde o seu regresso à modalidade, e hoje foi mesmo o vencedor em Rucphen. A corrida foi decidida na última volta, na qual levou a melhor sobre dois dos principais protagonistas desta época, Eli Iserbyt e Michael Vanthourenhout. O campeão da Europa Lars van der Haar fez uma boa partida em Rucphen, o holandês foi quem colocou o ritmo na primeira volta com o seu compatriota (e irmão mais velho de Mathieu VDP) David van der Poel. Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) e Michael Vanthourenhout (Pauwels Sauzen - Bingoal) fizeram um início de corrida menos bom, estavam nas 17ª e 18ª posição na primeira volta. Vários ciclistas tentaram fazer diferenças, mas ninguém escapou e foi só no final da terceira volta que Pidcock pegou na corrida, assumindo a liderança e acelerando o ritmo, embora não tenha conseguido escapar. A três voltas do fim começou a batalha pela vitória, primeiro Iserbyt (Pauwels Sauzen - Bingoal) acelerou, fazendo alguma diferença mas Tool Aerts fechou o espaço trazendo com ele Pidcock e Michael Vanthourenhout. Na penúltima volta Iserbyt voltou a atacar e juntamente com o seu companheiro de equipa Vanthourenhout fizeram de tudo para largar Pidcock, mas o britânico foi se aproximando pouco a pouco. Tom Pidcock acabou por passar Vanthourenhout antes da secção de areia, e alcançar Iserbyt um pouco antes da reta final, passou-o nas barreiras e conseguiu assim a primeira vitória de sua carreira na Taça do Mundo de Ciclocrosse (Elite). Resumo em Vídeo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1472240744681418752 Eli Iserbyt, que continua na liderança da classificação geral, e Vanthourenhout ambos da Pauwels Sauzen - Bingoal, terminaram segundo e terceiro respectivamente. TOP 10 final Pos.Nome (País) EquipaTempo1Tom Pidcock (GBr) Ineos Grenadiers1:03:262Eli Iserbyt (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:033Michael Vanthourenhout (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:084Quinten Hermans (Bel) Tormans Cyclo Cross Team0:00:125Lars van der Haar (Ned) Baloise Trek Lions0:00:156Toon Aerts (Bel) Baloise Trek Lions0:00:357Laurens Sweeck (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:548Corne Van Kessel (Ned) Tormans Cyclo Cross Team0:01:039Vincent Baestaens (Bel) Cx Team Deschacht-group Hens-containers Maes0:01:0710Toon Vandebosche (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:01:09 Corrida feminina Marianne Vos já havia deixado excelentes indicações na corrida da semana passada em Val Di Sole, e hoje venceu a décima etapa da Taça do Mundo de Ciclocrosse em Rucphen. A holandesa bateu a sua compatriota e campeã do mundo Lucinda Brand ao sprint. Sem neve nem lama em Rucphen, num percurso seco e rápido (à imagem dos circuitos dos EUA), Marianne Vos (Jumbo-Visma Women) foi a fez um inicio forte e Lucinda Brand (Baloise Trek Lions)seguiu-a sempre de perto, assim como as jovens Van Empel e Pieterse. Denise Betsema (Pauwels Sauzen - Bingoal), que tem vindo a descer de rendimento relativamente ao início da temporada, teve uma má partida e teve que recuperar terreno. No final da primeira volta havia o grupo das 4 da frente descritas antes, e um segundo grupo com Betsema, Annemarie Worst e Inge van der Heijden a 10 segundos das líderes. No final da volta 3, Worst e Betsema conseguiram fechar o espaço e juntar-se à frente, e na penúltima volta Marianne Vos, Denise Betsema e Lucinda Brand estão juntas a discutir a corrida. A decisão acabaria por ficar para os últimos metros, numa corria electrizante, com Marianne Vos a levar a melhor sobre Brand no final. Betsema acabou por chegar desgastada a esta fase da corrida, tendo que se contentar com o terceiro lugar do pódio. Lucinda continua na liderança da classificação geral da Taça do Mundo. Resumo em vídeo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1472232674404315139 Top 10 final da corrida Pos.Nome (País) EquipaTempo1Marianne Vos (Ned) Jumbo-Visma Women Team0:54:142Lucinda Brand (Ned) Baloise Trek Lions3Denise Betsema (Ned) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:084Fem van Empel (Ned) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:175Puck Pieterse (Ned) Alpecin - Fenix0:00:196Annemarie Worst (Ned) 7770:00:447Shirin Van Anrooij (Ned) Baloise Trek Lions0:01:168Sanne Cant (Bel) Iko - Crelan0:01:199Eva Lechner (Ita) Trinx Factory Team0:01:3810Inge van der Heijden (Ned) 7770:01:40 ### 48.ª Volta ao Algarve começa a ganhar forma A 48.ª Volta ao Algarve, agendada entre os dias 16 a 22 de fevereiro do próximo ano, começa a ver o pelotão ganhar forma. São já dez as equipas de primeira linha internacional com presença confirmada. A Astana Qazaqstan Team, do Cazaquistão, vai para a décima participação, numa prova que venceu em 2009 e 2010, por Alberto Contador, e na qual tem sempre um considerável grau de protagonismo, pelas boas prestações obtidas. Da Alemanha surge a confirmação da Bora-Hansgrohe, formação que conquistou o segundo lugar da geral em 2020, por intermédio de Maximilian Schachmann. Esta será a nona participação consecutiva na prova nacional. Agora, destacamos um regresso. Falamos da Cofidis, equipa francesa, que conta com representante português, André Carvalho, e que vai assim para a 12ª participação na prova. Ainda de França, confirma-se também a presença da Groupama-FDJ, que irá para a sétima participação consecutiva, contabilizando já um total de 13 participações na Volta ao Algarve, onde regista cinco etapas conquistadas. Um dado que merece igualmente destaque é a continuidade da Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux na prova. No segundo ano como WorldTeam, a equipa belga confirma, uma vez mais, a presença na prova, naquela que será a sua oitava participação. A Trek-Segafredo está também confirmada para 2022, numa volta onde tem, habitualmente apresentado os seus melhores corredores, prova disso, a vitória obtida no contrarrelógio na edição de 2016, por Fabian Cancellara. Estas seis equipas juntam-se assim às quatro melhores formações a nível mundial, que já tinham confirmado as suas presenças. Referimo-nos à Quick-Step Alpha Vinyl Team (Bélgica), à INEOS Grenadiers (Reino Unido), à Jumbo-Visma (Países Baixos) e à UAE Team Emirates (UAE). Além destas, estão também confirmadas cinco ProTeams. Começamos pela belga Alpecin-Fenix e pela francesa Team Arkéa-Samsic, as duas com melhor cotação no ranking mundial por equipas e que, por isso, serão convidadas para todas as corridas WorldTour de 2022. Ainda confirmadas, estão a Caja Rural-Seguros RGA, a Euskaltel-Euskadi e a Human Powered Health. Depois de em 2021 ter decorrido fora das habituais datas, devido à pandemia Covid-19, ano em que João Rodrigues, da W52-FC Porto, foi o vencedor, a Volta ao Algarve regressa em 2022, para a sua 48.ª edição. Agendada entre os dias 16 a 22 de fevereiro, a 48.ª Volta ao Algarve, será constituída por cinco etapas, mantendo os habituais moldes competitivos, com duas etapas para ‘sprinters’, duas com final em montanha e um contrarrelógio individual. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Dylan Groenewegen sai da Jumbo-Visma Dylan Groenewegen anunciou que em 2022 irá vestir outras cores, o velocista dos países baixos irá passar a representar a Team BikeExchange. A novidade da sua mudança da Jumbo-Visma para a Team BikeExchange foi avançada no sábado. Ainda com contrato com a Jumbo-Visma, o ciclista teve que chegar a acordo com a equipa, para esta possibilitar a sua transferência para a equipa australiana. Richard Plugge, chefe da Jumbo-Visma não colocou entraves a esta mudança. “O desejo de Dylan em participar nas provas mais importantes é muito compreensível. Sempre tivemos uma excelente relação. Por isso, decidimos cooperar com o seu desejo de uma transferência. Por outro lado, é uma pena porque Dylan é um grande ciclista e um grande homem. Espero sinceramente que ele tenha sucesso.”Richard Plugge Dylan Groenewegen, com 28 anos, passou as últimas seis temporadas na Jumbo-Visma e venceu quatro etapas do Tour de France entre 2017 e 2019. No entanto, o seu papel no World Tour foi limitado nos últimos dois anos, com o surgimento de Primoz Roglic e Wout van Aert. Esta época Groenewegen esteve no Giro d'Italia e embora não tenha vencido qualquer etapa, ainda é considerado um dos velocistas mais rápidos do mundo. "A Team Jumbo-Visma é talvez a melhor equipa do mundo neste momento. A única razão pela qual vou embora é a perspectiva desportiva. Posso sentir falta dos holandeses ao meu redor e da mentalidade holandesa, mas esta oportunidade é muito boa para ser desperdiçada. Estou feliz pela rapidez com que as duas equipas desenvolveram as negociações. Fizemos isso de uma maneira amigável."Dylan Groenewegen Centrando agora atenções na Team BikeExchange, a nova equipa de Groenewegen, esta teve em 2021 um ano aquém das expetativas. Michael Matthews, que voltou da Team Sunweb, esteve várias vezes perto de vencer uma corrida, mas não conseguiu. Já Kaden Groves, é ainda um velocista numa fase de desenvolvimento e com margem de progressão. Assim sendo, a chegada de Groenewegen à formação australiana aumenta a capacidade desta no sprint. Este é um negócio que acaba por funcionar bem para todas as partes envolvidas, possibilitando a Groenewegen uma mudança de ambiente, isto, após um período difícil decorrente da proibição que recebeu, depois de ter causado um aparatoso acidente na Volta à Polónia 2020, que deixou Fabio Jakobsen com lesões muito graves. Este ano, Groenewegen só começou assim a  temporada em maio, obtendo três vitórias, num ano em que esteve fora do WorldTour. A chegada de Groenewegen à Team BikeExchange pode ser uma grande jogada de mercado para a equipa australiana. "Não houve hesitações quando surgiu esta oportunidade de ter Dylan connosco. Gostaria ainda de agradecer a Richard Plugge e à Team Jumbo-Visma por tornar a transferência um processo fácil para todas as partes. Foi um processo construtivo para todas as pessoas envolvidas."Brent Copeland (director desportivo da Team BikeExchange) Já Groenewegen, descreve esta mudança como o início do próximo capítulo da sua carreira. “Em primeiro lugar, devo agradecer à Team Jumbo-Visma e a todos os funcionários e ciclistas com quem tenho trabalhado nos últimos seis anos. Juntos tivemos resultados incríveis e serei sempre grato por isso. Agora, é hora de começar mais um capítulo da minha vida e da minha carreira profissional. Acredito fortemente que entrar na Team BikeExchange, seja a mudança de ambiente necessária para começar a vencer novamente. Desde que comecei a falar com o Brent (Copeland) e a equipa técnica, senti que este era o lugar certo. É uma oportunidade incrível, e estou ansioso para lutar por resultados importantes com a equipa.”Dylan Groenewegen Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized amplia gama da Turbo Levo - modelos mais acessíveis Seguindo o redesenho que o modelo teve recentemente, a marca americana ampliou a gama da Specialized Turbo Levo Full Power. Com a apresentação das novas Levo Comp Carbon, Levo Comp Alloy e Levo Base Alloy, a marca passa a oferecer um maior espectro de escolha neste modelo, chegando assim a uma ainda maior variedade de clientes. Conforma presenciámos na apresentação da Turbo Levo 2022 (podes ver artigo aqui), esta bicicleta foi toda redesenhada, seja ao nível de chassis, suspensão, geometria e assistência de motor. A Specialized afirma que tudo aquilo que torna a Levo especial continua nestes modelos, mas expandiram a gama para incluir uma especificação em carbono Comp, bem como duas novas ofertas que utilizam uma durável construção do quadro em alumínio. Recapitulemos as características destas bicicletas: Potência: o motor Turbo Full Power fornece até 565 Watts de pico de potência e 90Nm de binário, mas de acordo com a marca entrega esta ampla potência e binário de modo intuitivo e discreto, para uma sensação natural.  Autonomia: a bateria de 700 Wh dá apoio para até cinco horas de tempo a pedalar. O Smart Control assegura gere os níveis de apoio para te levar a casa.  Controlo: A Unidade de Controlo Turbo MasterMind é o hardware e software que gere como o motor, bateria, bicicleta e ciclista interagem. Essencialmente, é o cérebro da Levo, e permite afinação do apoio em tempo real enquanto pedalamos, apresentando toda a informação relevante, permitindo atualizações “over the air” para que a Levo fique ainda melhor com o passar do tempo, e integra-se de forma discreta com a aplicação Mission Control para uma afinação mais detalhada, diagnósticos no trilho, e muito mais.  Geometria Progressiva: Um ângulo de tubo de selim mais pronunciado, maior distância entre eixos e um tubo de direção com ângulo mais relaxado com um offset reduzido na forqueta centra-te na bicicleta, com o objectivo de otimizar a tração e o controlo em curva, bem como aumentar a estabilidade nas zonas técnicas e com velocidade.  Capacidade das Rodas Mistas: Um desenho de roda mista, com uma roda de 27.5” na traseira e 29” na dianteira pretende oferecer uma condução ágil.  Comportamento Personalizado: Juntamente com uma geometria atualizada, a Specialized inspirou-se no manual da Stumpjumper Evo e fez uma geometria super ajustável. Seis configurações de geometria diferentes permitem aprimorar a performance para vários estilos de pilotagem e tipo de terreno. O ângulo da direção pode ser ajustado entre 63 e 65,5 graus. A altura do eixo pedaleiro também pode ser ajustada para cima ou para baixo em 7mm, graças ao flip-chip no pivot Horst.  S-Sizing: Tal como com as famílias Enduro e Stumpjumper, a Levo está disponível em seis tamanhos que são baseados no que mais importa: o tamanho e estilo do rider, e não a sua altura de entrepernas.  Suspensão RxTune: A suspensão da Levo de 150mm traseira/160mm dianteira foi especificamente afinada tendo em consideração o poder e a velocidade que a bicicleta consegue gerar. Cinemática, curvas de alavancagem, amortecimento e taragens de mola, de acordo com a Specialized tudo foi desenvolvido para trabalhar em harmonia, oferecendo uma condução altamente controlada, responsiva e precisa.  O Poder da Confiança: A Specialized diz que o motor Turbo Full Power System apresenta uma correia mais robusta para uma entrega mais fiável de potência e um novo firmware que otimiza ainda mais o débito de potência, oferecendo um comportamento ainda mais suave e natural. Este motor está a ser usado em todas as novas Levo.  Podes ver a gama completa, disponibilidade e preços das Turbo Levo em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Adepta que causou queda no Tour de França multada Foi a 26 de junho, na primeira etapa da Volta à França 2021, que uma adepta causou uma aparatosa queda a dezenas de ciclistas. Um acidente com enorme impacto no Tour e que muita tinta fez correr na imprensa internacional. A adepta de 31 anos, natural de Finistére, foi agora condenada a pagar uma multa de 1200 euros, por dano involuntário a terceiros, numa sentença do Tribunal Criminal de Brest. A multa será entregue ao Sindicato Nacional de Ciclistas Profissionais de França e, apesar desta ser ainda uma quantia considerável de dinheiro, o desfecho final poderia ter sido bem pior, uma vez que o promotor do Tour, chegou mesmo a pedir pena de prisão, embora suspensa, para a causadora do incidente. Recorde-se que espectadora de 31 anos mostrava um cartaz que dizia “Allez opi-omi!”, um incentivo em alemão para um dos avós. Uma iniciativa que, inadvertidamente, acabou por ter um desfecho inesperado, causando a queda a dezenas de ciclistas, quando faltavam cerca 48 quilómetros para o final da primeira etapa do Tour 2021, entre Brest e Landerneau. Do incidente resultaram várias lesões em muitos corredores e ainda algumas desistências, como foram os casos do alemão Jasha Sutterlin (DSM) e do espanhol Marc Soler (Movistar). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu van der Poel adia estreia no Ciclocrosse por lesão Mathieu van der Poel (MVDP) adia sua estreia por uma semana. Como já escrevemos aqui, a Taça do Mundo em Rucphen dia 18 de dezembro seria a primeira corrida da temporada de Ciclocrosse para MVDP. Mas uma lesão no joelho está a recuperar mais lentamente do que o esperado, e por precaução Van der Poel só fará a sua primeira corrida de ciclocrosse no dia 26 de Dezembro em Dendermonde.  O ciclista e a direção da equipa decidiram assim após um teste de desempenho e consulta com a equipa médica da equipa. Por enquanto MVDP não conseguiu completar nenhum treino específico de ciclocrosse. A lesão foi contraída numa queda durante um treino em Novembro, a consequência foi ter iniciado um estágio 4 dias mais tarde que o resto da equipa e reduzir um pouco os treinos. Para ver no Eurosport Desta forma, em Dendermonde dia 26 de Dezembro o campeão do mundo encontrará desde logo Wout van Aert e Tom Pidcock na sua estreia nesta temporada de ciclocrosse. (Uma prova que poderás acompanhar no Eurosport Portugal). A expectativa sobre o regresso do campeão do mundo é grande. Recordemos que desde do seu regresso à modalidade Wout van Aert só conhece o sabor da vitória, tendo para já 3 corridas feitas, com 3 vitórias, e espera-se um Mathieu Van der Poel que possa rivalizar com o belga, como habitualmente. Poderá esta lesão impedir que MVDP se apresente no seu normal estado de forma? Para ver dia 26 de Dezembro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vítor Santos e Joana Monteiro triunfam em Vouzela Disputou-se este domingo, em Vouzela, a terceira prova da Taça de Ciclocrosse 2021/22. Vítor Santos e Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) foram os vencedores do dia na elite, ambos agora na liderança da classificação geral. Vítor Santos (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) superiorizou-se ao seu colega de equipa, Mário Costa com uma vantagem de apenas quatro segundos, seguindo assim para a quarta prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse como líder do ranking, com uma vantagem de 20 pontos sobre Mário Costa. No feminino o destaque continua a ser inteiramente de Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), que somou a terceira vitória consecutiva, com uma vantagem de 47 segundos para Rafaela Ramalho (Clube BTT Matosinhos), ficando agora separadas por 85 pontos no ranking da Taça. Em sub-23 masculinos, a vitória foi para João Cruz (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde). Já Tomás Gaspar (Penafiel Bike Clube) foi o mais forte em juniores. Na prova feminina que juntou as categorias de juniores e sub-23, foi Beatriz Sousa (BTT Loulé/Elevis) a alcançar o triunfo. Na categoria de cadetes masculinos, João Fonseca (Clube BTT Matosinhos) foi o vencedor. Já no feminino foi Beatriz Guerra (BTT Loulé/Elevis) a vencer. Nas categorias de veteranos, Rúben Nunes (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) venceu em masters 30, Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) em masters 40, António Passos (Rompe Trilhos (Ajpcar) em masters 50 e Joaquim Pato (Silva&Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) em masters 60. No setor feminino das categorias de veteranos, em masters 30 a vitória ficou para Ana Barata (BTTGardunha/Fundão/Create), enquanto que em masters 40 foi Virgínia Moreira (SAERTEX/Edaetech) a superiorizar-se à concorrência. Na corrida de escolas/juvenil a vitória sorriu a Xian Alvariño (Club Ciclista Ponteareas). A quarta prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse está agendada para o próximo dia 19 de dezembro, em Vila do Conde. Classificações e ranking aqui disponíveis. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Val di Sole Decorreu hoje em Val di Sole, Itália, a nona corrida da Taça do Mundo de ciclocrosse, num cenário atípico até no Ciclocrosse, com um circuito completamente coberto de neve. Corrida masculina Desde que marcou o regresso à competição na modalidade que o viu crescer para o ciclismo, e não obstante os atletas de topo da mesma terem mais ritmo competitivo, Wou van Aert só conta com vitórias nas corridas de ciclocrosse em que participou. Hoje na corrida da Tala do Mundo em Val di Sole, Itália, mais uma vez Wout Van Aert isolou-se na frente à segunda volta, e venceu a corrida marcada pela neve, sendo 49 segundos mais rápido que Vanthourenhout, e 1'28" que Pidcock, segundo e terceiro respectivamente. Não tendo participado nas primeiras corridas da temporada, o ranking UCI actual do campeão belga Van Aert (Jumbo-Visma) determina que não possa sair da primeira linha, ainda assim partindo da segunda linha ele rapidamente assumiu uma posição perto do líder da classificação Iserbyt (Pauwels Sauzen-Bingoal). No final da primeira volta já estavam isolados do resto, Van Aert, Vanthourenhout e Iserbyt, mas na subida da segunda Wout Van Aert fez uma mudança de ritmo forte, abrindo um espaço que os perseguidores já não conseguiram fechar. Resumo da corrida em vídeo Vanthourenhout, que sempre foi bom a correr no gelo, conseguiu aguentar por algum tempo uma diferença de 6 a 8 segundos mas acabou por nunca conseguir alcançar Van Aert, e quando este voltou a acelerar o Vanthourenhout não aguentou e a diferença cresceu. Dois velhos conhecidos de batalhas no anteriores no ciclocrosse (são da mesma geração), Iserbyt e Pidcock travaram uma batalha interessante pelo ultimo lugar do pódio, tendo Pidcock levado a melhor sobre o Belga líder da classificação geral da competição. https://youtu.be/pzzAuYgNjVc TOP 5 corrida masculina 1. Wout Van Aert (Jumbo-Visma): 59.272. Michael Vanthourenhout (Pauwels Sauzen-Bingoal): +0.493. Tom Pidcock (Ineos Grenadiers): +1.284. Eli Iserbyt (Pauwels Sauzen Bingoal): +1.445. Quinten Hermans (Tormans Circus): +2.15 Corrida Feminina Esta corrida marcou o regresso de Marianne Vos, que após as 3 primeiras corridas da Taça do Mundo de ciclocrosse (das quais venceu 2) entrou num período de descanso após a desgastante época de Estrada. Vos esteve perto da vitória, mas os problemas técnicos impediram que a histórica ciclista ampliasse o já enorme palmarés na modalidade. A jovem holandesa Van Empel (Pauwels Sauzen-Bingoal) desde início mostrou que tinha pernas para vencer a corrida, Colocou-se liderança da corrida no início, com Denise Betsema (Pauwels Sauzen-Bingoal) e Vos (Jumbo-Visma) na perseguição. Marianne Vos teve problemas técnicos (aparentemente na transmissão, por sair a corrente), e com essa parecem, apesar de conseguir resolver o problema sozinha ele perdeu 50 segundos para a frente da corrida. Enquanto Van Empel seguia na frente, Betsema foi alcançada pela canadense Maghalie Rochette e no início da última volta, a diferença entre a primeira e as duas perseguidores eram apenas 9 segundos. E que ultima volta emocionante! Quando parecia que Rochette vinha com ritmo para ir à procura da vitória, é Marianne Vos que de repente aparece num ritmo infernal (após problemas técnicos), passando Maghalie Rochette e no final da última chega mesmo líder da corrida Van Empel. Marianne Vos, tentou mesmo a vitória nas últimas curvas, mas ficou presa numa das estacas das barreiras de proteção quando tentava a ultrapassagem por dentro numa dessas curvas. A jovem de 19 anos Van Empel, aproveitou o deslize e partiu para a vitória da nona etapa da Taça do Mundo de Ciclocrosse. Marianne Vos terminou no segundo posto, a 6 segundos, à frente da canadense Maghalie Rochette que terminou a 11 segundos da vencedora. Pequeno resumo da corrida neste vídeo https://twitter.com/UCIcyclocrossWC/status/1470061950004510731 TOP 5 corrida feminina 1. Fem van Empel (Pauwels Sauzen-Bingoal): 51:502. Marianne Vos (Jumbo-Visma): +:063. Maghalie Rochette (Feedback-Specialized): +:114. Eva Lechner (FAS Airport Services): +:235. Denise Betsema (Pauwels Sauzen-Bingoal) +:45 Para veres mais artigos sobre Ciclocrosse utiliza o campo de pesquisa do nosso site. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Peter Sagan garante milhões Peter Sagan renovou o contrato com a Sportful. Confirma-se assim a extensão do vínculo publicitário entre o ciclista eslovaco e a marca italiana de roupas desportivas por mais 10 anos. Atualmente com 31 anos, Peter Sagan tem, praticamente garantido um patrocinador até ao final da sua carreira desportiva, sendo que é um dos contratos mais longos da história deste desporto. Peter Sagan é presença habitual na lista de ciclistas mais bem pagos do mundo e este longo contrato só vem confirmar, uma vez mais, todo o mediatismo que o rodeia, ainda que as vitórias não sejam as mesmas de outros tempos. Este novo acordo publicitário apresenta ainda a particularidade da Sportful ir ser a marca de equipamentos da Total Energies, a nova equipa de Peter Sagan para a próxima temporada. Depois de uma ligação de cinco anos à Bora-Hansgrohe, Sagan confirmou a sua mudança para a Total Energies, no verão deste ano. Uma transferência muito falada pelos especialistas e amantes do ciclismo, que colocaram muitas dúvidas e reticências nesta mudança, considerando que Sagan passaria de uma equipa de primeira linha (Bora-Hansgrohe), para uma equipa vários degraus abaixo, referindo-se à Total Energies. Voltando ao contrato publicitário, o ciclista esloveno não deixou passar a renovação em branco, publicando uma mensagem de agradecimento nas redes sociais.   "A Sportful é uma verdadeira família para mim e é um prazer ser capaz de continuar com eles por mais dez anos. Tenho a certeza que os próximos dez anos, não serão os últimos.Estou muito orgulho em anunciar isso."Peter Sagan Está então garantido, que em 2022 iremos ver Peter Sagan a lutar por vitórias na Total Energies, equipado a rigor pela Sportful. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon Grail 2022 - com novas montagens e novas bolsas bikepacking É indubitavelmente uma das bicicletas mais icónicas do gravel nos últimos anos, pelo seu design e características a Grail marcou o segmento e tem muitos fãs por esse mundo fora. A Canyon Grail 2022 surge melhorada. Podes ver o nosso teste à Grail AQUI. A Canyon Grail 2022 surge com especificações atualizadas de equipamento, novas cores, com uma ampla gama de acessórios, como guarda-lamas de cobertura total, opções de iluminação e soluções de armazenamento, tornando-a ainda mais preparada para ser uma degustadora de quilómetros no inverno e uma rápida escapada de verão. A gama Canyon Grail 2022 está capitaneada pela Grail CF SLX, construída a partir de um quadro de carbono de 830 g e um conjunto de componentes que resultam numa bicicleta de 8 kg.  Mais acessível, a Grail CF SL oferece uma solução de gama média forte com uma variedade de modelos a preços competitivos. As duas plataformas de carbono apresentam o icónico Double Decker Bar, uma construção exclusiva que melhora a ergonomia e o controlo graças à maior versatilidade nas posições das mãos e à redução de vibração.  O pneu Schwalbe G-One R de 40 mm mais recente e de rolamento mais rápido está disponível nos modelos de carbono junto aos aros de gravel DT Swiss com a sua reputação de desempenho suave, fiabilidade efácil configuração tubeless.  Mudanças electrónicas na versão de alumínio A muito popular Grail AL também está de volta. As mudanças electrónicas fazem a sua primeira aparição nesta plataforma com o novo grupo Rival XPLR eTap AXS da SRAM, enquanto a Grail 7 AW é apetrechada com poderosas luzes Lupin dianteiras e traseiras, além de guarda-lamas incluído de origem.  Novas bolsas Coincidindo com o novo look da Grail, a Canyon também expandiu a sua gama de produtos LOAD. Finalmente surge um novo Handlebar Bag que oferece dois litros de capacidade, à prova de água e com várias opções de montagem para o guiador Double Decker ou cockpits standard.  Existe também uma nova Frame Bag que encaixa perfeitamente no triângulo frontal dos modelos Grail CF, oferecendo espaço para o essencial e proteção contra o vento.  Podes ver a gama completa da Canyon Grail AL, CF e CF SLX 2022 está disponível em canyon.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - Specialized Turbo Kenevo SL Em Março tive a oportunidade de assistir em Madrid ao lançamento das novas Specialized Turbo Levo e Specialized Turbo Kenevo SL, e nessa ocasião a bicicleta que mais me impressionou pelo seu aspecto "aligeirado", foi a Kenevo SL. (podes ver artigo aqui) Como bem sabemos entre o ver e o testar há uma diferença grande, e 7 meses depois de ver na apresentação tive finalmente a oportunidade de testar "este bicho", desculpem a expressão, mas é mesmo "um bicho" papa descidas! O teste em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=8rdOGuXPPBU Não se trata só de uma bicicleta mais leve Esta bicicleta não é só direccionada ao utilizador que quer ir para a montanha subir rápido, e sair de lá com o máximo de descidas feitas num curto espaço de tempo, é direccionada ao utilizador que quer descer rápido, que explora todo o potêncial de uma bicicleta, que se importa com os ângulos de direcção, com a forma como suspensão e amortecedor trabalham, com a distância entre eixos, pressões dos pneus, etc. É uma verdadeira bicicleta de Enduro. A Specialized conseguiu fazer uma bicicleta eléctrica com 170mm. de curso a pesar somente 18,8kg's. A Kenevo SL pesa só mais 4 kg's. que a sua irmã não eléctrica Specialized Enduro, na qual baseia toda a geometria, o que a torna numa bicicleta que oferece sensações a descer muito perto de uma bicicleta de enduro sem motor. Isto deve-se não só ao facto de ser leve (enquadrando o peso nas bicicletas eléctricas), mas também à geometria e comportamento de todo o conjunto. O quadro em carbono, bateria e motor de baixo peso, rodas 29', pneus avantajados, 170mm. de curso de suspensão, 62,5º de ângulo de direcção, e o sistema de amortecedor "low link" (com 6 pivots) de baixo centro de gravidade funciona de uma forma à qual ninguém fica indiferente. A Specialized Turbo Kenevo é um marco no segmento das BTT eléctricas de longo curso, existem as outras, e esta. Filosofia “S-sizing” Nesta nova filosofia de tamanhos da Specialized existem 6 tamanhos diferentes de quadro, que não se destinam somente a pessoas de tamanho diferente mas também a experiências de BTT diferentes. A nova Turbo Kenevo SL segue assim os passos da Turbo Levo. Este conceito começa no tamanho S1 (XS) e vai até ao S6 (XXL), acaba por existir mais um tamanho que na bicicleta antiga. Como interpretamos este conceito? No meu caso sou um “L” no conceito de tamanhos tradicional, na Specialized Turbo Kenevo SL sou um S4, mas poderei usar um S3 ou um S5 caso procure experiencias diferentes de BTT. Se optar por um S3 (distância entre eixos mais curta), terei uma bicicleta mais direcionada para os trilhos sinuosos, uma bicicleta mais ágil e manobrável nesse tipo de terreno, se optar por um S5 (distância maior entre eixos e maior angulo de abertura na testa de quadro), terei uma bicicleta mais estável e que me permite ir mais rápido em trilhos longos, com saltos e "verticais" maiores. Geometria ajustável Além de basear a geometria da Kenevo SL na Specialized Enduro, a Specialized também dotou esta bicicleta com a ajustabilidade da Specailized Turbo Levo. Os mais sensíveis a ângulos e medidas terão entretenimento garantido. No pivot "horst link" e no interior da caixa de direcção existe um "Flip Chip", ou seja, é possível através da troca de posição destas peças alterar a altura do bloco depadaleiro, distância entre eixos e angulo de direcção. Na Kenevo SL é possível alterar a altura do eixo pedaleiro (pode variar 6mm.), a distância entre eixos e ainda o ângulo da caixa de direcção (que pode ser de 62,5.º; 63,5.º; ou 64,5.º). Conceito SL A Kenevo SL 2022 foi desenvolvida com o conceito ""super light" (SL) da Specialized, já aplicado noutros modelos da marca como a Creo SL ou a Levo SL, entre outras. Tem o motor SL 1.1 da própria marca, que fornece até 240 watts de potência e 35 Nm de torque e uma bateria mais compacta (conjunto motor/bateria pesam 3,7 kgs.) Com motor e bateria mais compactos que o habitual noutras marcas, e equipando esta versão com componentes topo de gama, a Specialized consegue um peso impressionante de 18,8 kgs. numa bicicleta eléctrica com 170mm. de curso Ter uma bateria mais pequena não significa ter menos autonomia. Apesar do motor e bateria serem mais compactos (à primeira vista a Kenevo SL nem parece eléctrica), os senhores da Specialized conseguiram obter uma autonomia bastante interessante, visto o motor ser de baixa potência. Assim conseguem menor consumo de energia, e por sua vez ter uma óptima autonomia mesmo com uma bateria fina de 320Wh armazenada dentro do tubo inferior. A marca anuncia 4.5h. de autonomia. Eu consegui fazer voltas de 2h./2.5h., entre 25 e 30 km's com mais de 1000 metros de acumulado em subida (o acumulado de subida é a verdadeira referência de autonomia nestas bicicletas), feitos maioritariamente no modo ECO (o mais económico, com menos percentagem de assistência) e terminando ainda com cerca de 25/30% de bateria. Com o "Range Extender" (bateria extra que se coloca no local da grade de bidom) consegue-se claramente as 4.5h. anunciadas pela marca, pois este aumenta em 50% a capacidade de bateria da bicicleta. A duração da bateria (sem o extender) chegou bem para sair da serra de Sintra de barriga cheia de trilhos e descidas, e "esgotar a bateria" dos meus braços, pernas e costas. Sim, descer também cansa. O "Range extender" adiciona peso, mas temos a opção de escolher. Se queremos passar o tempo a curtir muitos trilhos com uma bicicleta próxima de uma não eléctrica (eléctrica super light), ou se queremos mais autonomia para mais quilómetros. Sem "efeito mota" A Specialized Kenevo SL não é direccionada para os que gostam do conceito e-bike por ter aquele "boost" tipo mota quando se carrega nos pedais. O motor SL da Specialized ajuda-te a ir lá para cima, e permite algumas aventuras por locais onde nunca subirias com uma bicicleta não eléctrica, mas não esperes a potência de outros motores que dão aquele "kick" ou "boost" quando colocas o modo Trail ou Turbo, este dá menos assistência e é muito mais suave na ajuda ao ciclista. A Kenevo SL é uma e-bike feita para o utilizador que valoriza as qualidades de uma bicicleta de montanha não eléctrica, como a leveza, robustez e maneabilidade nos trilhos. Aqueles que gostam do conceito E-bike pela potência e diversão que estas oferecem a subir, não se importando com o peso extra, devem optar por exemplo, pela Levo (sem o SL). Repara nas diferenças de ambos os motores: Levo – motor 2.2 com 85Nm de troque, e bateria de 700WhKenevo SL – motor SL 1.1 com 35Nm de torque e bateria de 320Wh Conectividade e opções de ajuste Ligando a bicicleta à aplicação Specialized Mission Control (processo que efectuei de uma forma rápida e simples), temos acesso a todo um lote de possibilidades de ajuste do motor e painéis do mostrador Master Mind (ecrã integrado no quadro). Além de podermos alterar a informação mostrada no ecrã master mind, podemos por exemplo alterar a percentagem de assistência que queremos do motor em cada modo, ou definir outras coisas como o tempo da volta que vamos fazer e pedalar no modo "smart control" que gere a energia e assistência dada pelo motor para fazermos toda a volta sem correr o risco de ficar sem bateria antes do final. Para variar entre os 3 modos de assistência, ou alterar a informação disponível no painel master mind, os controlos colocados junto do punho esquerdo são intuitivos e de fácil acesso, mesmo com a terpidação dos trilhos. Sistema SWAT É um sistema já conhecido nos últimos modelos de bicicletas de montanha da Specialized, já o mostrámos também no teste da Stumpjumper (que podes ver aqui), e o chato deste sistema é que uma vez que nos habituamos a ter, depois é difícil viver sem ele. O sistema SWAT é toda uma filosofia de aproveitamento de espaços para colocar o que habitualmente temos que carregar “no lombo”. Muitas bicicletas da Specialized já têm de série a grade de bidom que inclui o espaço para a ferramenta “multi-tool”, mas na Kenevo SL o espaço da caixa de direção é aproveitado para colocar ferramenta. Equipamento A versão testada que é a S-Works Kenevo SL (topo de gama da marca), tem o valor de €14.500 e está equipada com tudo o que há de melhor no mercado. Amortecedor e Suspensão Numa bicicleta deste género, amortecedor e suspensão assumem uma importância mais relevante do que em bicicletas de montanha mais simples. Site da Specialized ajuda na afinação Entre amortecedor e suspensão, as opções de afinação são bastantes e como nem todos os que adquirem uma bicicleta são especialistas, é aconselhável visitar o Specialized Suspension Calculator , uma página na qual a marca ajuda o utilizador a colocar o setup correto na sua bicicleta, basta escolher o modelo da bicicleta e o site ajuda no resto. O modelo testado vem de fábrica com um amortecedor FOX FLOAT X2 Factory, LSC, LSR, de duas posições, 62.5x230mm, Kashima; e com uma suspensão FOX FLOAT 38 Factory 29, de 170mm. de curso, com 44mm de offset, também Kashima. Tanto amortecedor como suspensão são equipamento topo de gama da FOX, que além de oferecer muitas possibilidades de afinação e ajustes, revelaram um comportamento irrepreensível. Fazem uma óptima leitura do terreno, notando-se sempre a suavidade e desempenho já habitual na FOX. Transmissão e espigão telescópico electrónicos Nesta Turbo Kenevo SL, para onde quer que olhemos tudo é um sonho (o que não surpreende, tendo em conta o preço). A transmissão SRAM XX1 AXS com 12 velocidades e acionamento electrónico por wireless é um "brinquedo fantástico. Quando falamos em Wireless pode ficar no ar uma certa ideia de fragilidade, mas além de ser extremamente rápido e preciso nas passagens de mudanças, o SRAM XX1 revelou-se também robusto e resistente a alguns descuidos. Foi a primeira vez que utilizei esta tecnologia da SRAM, as expectativas eram altas e embora exija alguma adaptação no início, confesso que fiquei maravilhado. Quando estamos a utilizar, a sensação que temos é de ter uma caixa de velocidades de um automóvel com mudanças sequenciais, rápida a precisa em todas as situações. O sistema Wireless, bem como a forma como a Specialized coloca os comandos e ecrã do motor SL, dão um aspecto "clean" ao Cockpit e quadro. Também o espigão telescópico é de tecnologia AXS (wireless) da SRAM, O Rockshox Reverb AXS tem uma suavidade no manuseio que não se encontra neste tipo de acessório, quando o acionamento é feito por cabo. Travões Os SRAM Code RSC de 4 pistons, com discos de 220mm na frente e 200mm atrás, estiveram sempre impecáveis, até em situações de recurso e de maiores apertos comportaram-se sempre à altura do conjunto. Pneus Para conseguir este peso a marca teve que poupar em todos os pormenores, a Specialized Turbo Kenevo SL vem com pneus Specialized Butcher 2.3, que revelaram uma aderência satisfatória, embora algo macios para zonas de raízes e pedras (cortei duas vezes). Creio que esta Specialized Kenevo SL ficará bem melhor com os Butcher 2.6 que equipam a sua irmã Turbo Kenevo (sem SL). Fazem muito mais sentido e não comprometem o potencial do conjunto. Veredicto final Quando testamos uma bicicleta com um valor de €14.500, temos que ser exigentes na análise das sensações que esta transmite, pois é uma máquina da qual se espera alto desempenho, não um desempenho "mais ou menos". Enquanto utilizador comum dotado de uma técnica mediana, fiquei impressionado não só com a leveza da bicicleta mas com o próprio funcionamento de todo o conjunto. É uma bicicleta que também vale pela geometria. É verdade que estou mais habituado a bicicletas de XC, e tudo o que tenha mais de 140mm. de curso me impressiona, mas fiz coisas com esta bicicleta (a descer), que nunca tinha feito com outras. Adorei o conceito, é verdade que com uma bicicleta eléctrica se fazem mais descidas no mesmo espaço de tempo, mas também é verdade que a bicicleta eléctrica tira alguma capacidade de manuseamento nos trilhos, pelo peso extra que tem, e nesse aspecto a Specialized oferece uma opção ao utilizador. Quem quer fazer mais descidas num determinado espaço de tempo, sem perder a maneabilidade da bicicleta não eléctrica tem uma opção. De preço elevado, mas existe. É um valor elevado para a grande maioria dos utilizadores, mas quem tem a possibilidade financeira e consegue tirar partido de tudo o que esta bicicleta oferece, não ficará decepcionado. A opinião de um utilizador enduro mais avançado Acima deixei a minha opinião de utilizador comum, apesar de me desenrascar bem tenho a noção de que não consigo explorar este tipo de bicicletas a 100%, e como tal entreguei-a a um utilizador de enduro experiente e rápido. Ricardo Vicente é atleta do clube de BTT Bici Sintra, e este ano finalizou o Campeonato Nacional de Enduro na 3.ª posição (categoria Master 30). Também ele tem uma bicicleta eléctrica de enduro e deixa a sua opinião acerca da Turbo Kenevo SL. É de facto uma bicicleta fantástica, porque quase não se nota o peso extra por ser eléctrica ... a bicicleta em descida tem um comportamento espetacular e diria até que, em algumas zonas a acho melhor que a minha bicicleta normal (não eléctrica), com que faço competição. Temos que ter a noção que em comparação com outras bicicletas eléctricas, temos que ser mais comedidos na potência que colocamos no motor em subida e que, por ter um motor mais suave, não tem o desempenho em subida como bicicletas mais pesadas e com motores mais potentes.Nesta bicicleta temos o melhor de dois mundos, por um lado não notamos quase o peso extra por ser eléctrica, o que a torna fantástica nas descidas, e por outro lado temos a assistência eléctrica que nos ajuda a chegar ao topo da montanha mais rápido para iniciar novas descidas.Ricardo Vicente, atleta de enduro do clube Bicisintra. (No vídeo do teste colocado no início podes ouvir as palavras de Ricardo Vicente e algumas das suas descidas com a Kenevo SL.) É verdade que são 14.500,00€ de bicicleta, mas seja pelo desempenho que oferece a descer, pela tecnologia e conectividade, ou pelo equipamento que tem, a Turbo Kenevo SL não defrauda as espectativas de quem procura uma bicicleta eléctrica de alto desempenho nos trilhos. Quando adquirimos uma bicicleta, adquirimos uma experiência que esperamos ter com aquela bicicleta, que neste caso é muito positiva. Para veres as especificações completas da bicicleta testada, as várias gamas disponíveis e inclusive comprar on-line podes fazê-lo em www.specialized.pt Por: Luís Beltrão Fotografia: Mário Silva Edição de fotografia: Jorge Branco Vídeo: Luís Beltrão Riders: Luís Beltrão e Ricardo Vicente Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### As 19 perguntas que o GCN fez a Mathieu Van der Poel No episódio 464 do programa GCN Show, o repórter do Global Cycling Network (GCN) Daniel Lloyd (DL) aproveitou um evento da plataforma Zwift, no qual Mathieu Van der Poel (MVDP) estava presente, para uma entrevista rápida, visto o ciclista estar a pedalar. Foram 19 perguntas de resposta rápida e fácil (ou era suposto serem), para não atrapalhar a pedalada de MVDP, e às quais algumas respostas surpreenderam: 1- GCN: Qual a sua corrida favorita? MVDP: Tour de Flandres. 2- GCN: Cap de ciclista (boné), com a pála para cima, ou com a pála para baixo? MVDP: Para baixo, quero dizer, umas vezes para cima outras para baixo. 3 - GCN: És obcecado pela aerodinâmica na bicicleta ou pela pressão dos pneus, ou simplesmente pensas em pedalar? MVDP: Um pouco, mas foco-me mais em pedalar do que no resto. 4 - GCN: Calções brancos ou calções pretos? MVDP: Claro que depende do kit (equipamento)... GCN: Com o equipamento de Campeão Nacional ou Campeão do Mundo? MVDP: Com o equipamento de Campeão do Mundo é difícil, todo branco, mas como Campeão Nacional calções brancos. 5 - GCN: Se só pudesses fazer Ciclocrosse, BTT, ou Estrada, qual destas escolhias? MVDP: É uma pergunta muito difícil (alguns segundos em silêncio), mas escolhia BTT. 6 - GCN: Cerveja ou Vinho? MVDP: Vinho 7 - GCN: Pernitos por cima, ou por baixo das meias? MVDP: Agora por cima, costumava usar por baixo, mas agora é por cima. 8 - GCN: Consideras correr o Campeonato do Mundo de Gravel? MVDP: Sim. 9 - GCN: Qual o teu melhor dia em cima de uma bicicleta? Sei que são muitos mas... MVDP: O final de corrida na Amstel, foi um dos meus melhores finais, talvez não fosse o melhor dia na bicicleta mas os meus melhores últimos 30 quilómetros. 10 - GCN: Qual o pior dia em cima da bicicleta? MVDP: Também já tive uns quantos (risos), talvez a Strade Bianche há dois anos atrás foi muito mau. 11 - GCN: Quantos Tour de France pode vencer Pogacar? MVDP: Creio que ele pode bater o record. 12 - GCN: Preferes treinos com intervalos curtos de esforço, ou treinos longos de endurece? MVDP: Depende do tempo, se estiver bom tempo gosto de treinos longos, se estiver a chover prefiro alguns intervalos curtos no Zwift. 13 - GCN: Que corrida ainda não venceste, e gostarias de vencer? MVDP: Roubaix 14 - GCN: O que é que te tira o sono pela noite? MVDP: Não muita coisa. 15 - GCN: O que é que te motiva? MVDP: Vencer 16 - GCN: Quem é melhor, tu ou Wout van Aert? MVDP: Deixo essa no meio (risos). 17 - GCN: Quem é o sprinter mais rápido, Mark Cavendish ou o homem ali ao teu lado, Tim Merlier? MVDP: Tim Merlier. 18 - GCN: Quem é o teu apresentador GCN favorito? MVDP: Tu. Daniel Lloyd: Sabes o meu nome? MVDP: Daniel. Fim de entrevista. Apesar de ser um fenómeno que está a marcar anos mais recentes da história do ciclismo, e de ter conseguido vitórias estrondosas nas mais variadas corridas, MVDP é um exemplo de descontração, boas disposição e modéstia. No TopCycling sabemos que não temos a qualidade e o alcance mundial do GCN, mas também já fizemos uma entrevista a MVDP, não com 19 mas com 1 pergunta, a que mais importa por sinal. Entrevista TopCycling na Volta ao Algarve 2020 https://www.youtube.com/watch?v=wNu1puMUh_0 Voltando à entrevista do GCN, surpreenderam-me algumas respostas, como o facto de preferir o BTT às outras vertentes (caso só pudesse fazer uma), e também o facto de estar a ponderar ir fazer o campeonato do mundo de Gravel. Certamente os praticantes de BTT e de Gravel ficarão satisfeitos com as respostas, já os atletas que tinham como objectivo o Campeonato do Mundo de Gravel, não tanto. Podes ver a entrevista original no vídeo do GCN Show: https://www.youtube.com/watch?v=EZJQLe953uQ Subscreve o canal do GCN no Youtube, é quase tão bom como o NOSSO, que também podes subscrever visto ser "Made in Portugal". ### A superação de Fabio Jakobsen Foi a 5 de Agosto de 2020 que Fabio Jakobsen sofreu uma violenta queda na 1ª etapa da Volta à Polónia. Tudo aconteceu no sprint final, em Katowice, quando Jakobsen, pressionado por Dylan Groenewegen (Jumbo-Visma) embateu nas barreiras de proteção, provocando de imediato uma série de quedas, com vários outros ciclistas a serem transportados para o hospital. Às imagens de arrepiar, seguiram-se muitas dúvidas em relação ao futuro do ciclista holandês da Deceuninck-Quick Step. Fabio Jakobsen, atualmente com 25 anos, ficou gravemente ferido, devido às várias lesões que sofreu ao nível do rosto, sofrendo múltiplas fraturas. Teve uma forte contusão cerebral, rachas no crânio, nariz partido, zona do palato rasgada, assim como o nervo das cordas vocais que também foi atingido. Ficou sem dez dentes e parte do seu maxilar superior e inferior desapareceu. Teve vários cortes na cara, a orelha cortada, polegar partido, lesões no ombro e pulmões. O ciclista holandês foi operado logo no dia seguinte, enfrentando uma cirurgia de cinco horas às lesões sofridas na cabeça e rosto, em que, felizmente a equipa médica revelou não existirem lesões cerebrais e ao nível da visão, descartando assim os rumores que indicavam a possibilidade do jovem ciclista correr risco de vida. Semanas de indecisão Seguiram-se várias semanas de dúvidas e receios quanto à condição do ciclista. Muito se falou e muito se escreveu em relação ao seu estado de saúde, colocando em causa, não só a carreira de desportista, mas também a própria independência pessoal.   Eis que, Fabio Jakobsen reapareceu cerca de três meses depois, a 24 de Novembro, data que assinalou com o regresso aos treinos, apresentando-se ao público a treinar com o equipamento da Deceuninck-QuickStep, ao lado da namorada, a também ciclista Delore Stougje. Uma foto carregada de simbolismo, ocasião que o próprio atleta aproveitou para agradecer a todos os médicos que o ajudaram na sua recuperação. Daí até ao regresso às grandes provas, ainda passaram alguns meses. Regresso aos grandes palcos Foi a 21 de Julho deste ano que Jakobsen voltou aos triunfos, ao vencer a segunda etapa da Volta à Valónia, na Bélgica. Um marco histórico e importante para o próprio ciclista, que confirmou ser este o seu ponto de regresso às provas. “Esta vitória significa o fim da minha reabilitação. Penso que posso dizer que estou de volta. Estou ansioso por vencer mais etapas e muito feliz por aquilo que aconteceu hoje”.Fabio Jakobsen Mas foi no mês seguinte, em Agosto, na Volta à Espanha 2021, que Fabio Jakobsen demonstrou tudo aquilo que já era capaz de fazer novamente. O ciclista holandês destacou-se ao vencer a quarta, a oitava e a 16ª etapas desta mítica prova, batendo a concorrência ao sprint, a sua especialidade. Para quem sentiu a própria vida em causa, Fabio Jakobsen é mais um herói, entre muitos outros na história do desporto mundial. Fabio temeu pela vida e recuperou-a, enfrentou os seus medos, desafiou os limites da medicina e está de volta à estrada, como poucos acreditavam ser possível. Ciente de tudo o que passou e grato a quem o ajudou nesse difícil processo, o ciclista aproveitou, uma vez mais, para expressar o seu agradecimento no dia em que venceu a 16ª etapa na Volta a Espanha. Foi, curiosamente a 31 de Agosto, dia em que completou 25 anos, que teve um discurso repleto de alegria, felicidade e de agradecimento. “Um aniversário é sempre um bom dia, mas estou muito contente com esta vitória. Estou muito feliz e também gostaria de aproveitar este momento, com a minha terceira vitória, para agradecer a três pessoas que foram muito importantes na minha recuperação: Professor Meijer do Hospital de Nijmegen, Yvan Van Mol, meu médico da equipe, e Cor van Wanrooij, meu osteopata durante minha recuperação. Gostaria de agradecer a esses três, amo todos eles”. Este é mais um caso de superação no mundo do desporto. Certamente que Fabio Jakobsen teve que vencer vários fantasmas para se sentir novamente confortável em cima da bicicleta e sem medo de enfrentar uma chegada à meta ao sprint. Uma história emocionante, inspiradora e motivadora para todos aqueles que sofrem contratempos na sua carreira desportiva. Independentemente dos resultados que venha a conseguir e do rumo que a sua carreira venha a tomar, Fabio Jakobsen é, e será sempre um grande vencedor.    Com 25 anos de idade e ainda com muitos anos de alta competição pela frente, vamos ver quais os próximos capítulos que Fabio Jakobsen irá acrescentar a esta história de superação. Para já, aguardamos com elevada expetativa as prestações do atleta no próximo ano de 2022.   Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida e Maria Martins recebem prémio João Almeida e Maria Martins receberam ontem o prémio de atleta do ano 2020, atribuído pelo CNID – Clube Nacional de Imprensa Desportiva, também designado como Associação dos Jornalistas de Desporto de Portugal. A gala dos 55 anos do CNID teve lugar no Mercado de Santa Clara, em Lisboa. Além dos galardões de 2020, foram ainda entregues os de 2019. Os prémios ainda não tinham sido entregues uma vez que a pandemia obrigou a sucessivos adiamentos da cerimónia. Mais um registo meritório, não só para João Almeida e Maria Martins, mas também para o ciclismo nacional que demonstra assim o bom momento que atravessa e a crescente importância que tem vindo a ganhar no panorama desportivo nacional.   Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Canyon Torque 2022 Como se pode melhorar uma bicicleta que já é capaz de voar nas maiores linhas de salto, competir no Enduro WorldSeries e fazer os fãs do bike park sorrirem? Foi o que a marca alemã fez com a nova Canyon Torque, melhorou-a. Esta é a pergunta que os engenheirose designers da Canyon se colocaram antes de reinventar a TorqueO resultado é uma bicicleta ideal para passar a dias inteiros em bike park como Whistler, ou na tua serra preferida. A canyon diz que a novaTorque é capaz de acelerar em terrenos técnicos, saltar e virar nos trilhos mais apertados. Uma máquina de longa distância que pode ser desfrutada no bikepark e até ao início da próxima descida quando não houver e levadores. A Canyon deu o seu melhor para criar a geometria do Torque Seguindo a tendência, os novos modelos têm um ângulo de direção mais relaxado, forquetas com menor offset, maior reach e tubos do selim mais verticais. Um quadro mais rígido e durável com espaço para transportar um bidão! Todas essas mudanças resultaram numa bicicleta mais rápida, manobrável e com mais tração, capaz de subir suavemente até ao topo do próximo trilho. O que realmente diferencia a Torque é que os riders profissionais e os engenheiros da Canyon não se contentaram com apenas um modelo. Cada utilizador conhece o seu tamanho ideal de roda, portanto, um modelo deveria ser feito para cada um. É por isso que a nova Torque estará disponível com rodas de 27,5", mullet (29" dianteira e 27,5 "traseira) e 29". O tamanho das rodas tem impacto direto na resposta da bicicleta e cada configuração tem as suas vantagens. 29 "para maior estabilidade em alta velocidade e passar obstáculos com facilidade, 27,5" para uma saída mais ágil e a combinação divertida dos dois tamanhos na versão mullet. Existe uma Torque para todos. Além de criar modelos com diferentes tamanhos de rodas, a Canyon queria que a qualidade de condução de todasas bicicletas da família Torque fosse a mesma, independentemente do material de construção. Para isso, os quadros de alumínio e carbono tiveram o seu próprio processo de desenvolvimento. Nas bicicletas AL, a marca usou as últimas inovações em design e fabricação de alumínio. Agora as secções tubulares são mais retas para aumentar a resistência do quadro, com um peso total de 3.250g, 250g mais leves que o modelo Torque AL anterior. As Torque CF de carbono também superaram as suas predecessoras. Com 2.652 gramas, este quadro totalmente em carbono é surpreendentemente leve para 170 mm de curso. Mas o mais impressionante é que a Canyon conseguiu criar um quadro muito leve com uma relação peso/rigidez incrível. Um quadro que também faz parte da categoria 5, a mesma em que se encontra na Sender, bicicleta da Taça do Mundo de DH. As duas bicicletas mullet da gama foram concebidas para os ciclistas que procuram sempre a máxima inclinação. A roda dianteira é capaz de superar facilmente quase qualquer obstáculo, enquanto a traseira oferece maior liberdade de movimento. Seriedade à frente, prazer atrás. Combinar o triângulo dianteiro da Torque 29 com o traseiro da Torque 27.5 já nos passou pela cabeça, mas agora é uma realidade que oferece tração extra graças ao seu amortecedor de mola de origem. Os amortecedores topo de gama da Fox e Öhlins estão nos modelos CF 8 e CF Fabio Wibmer, respetivamente. Preços Os preços da nova gama Torque começam nos 2.699 €* para a Torque 5 e o seu incomparável quadro de alumínio. Inclui suspensões RockShox, desviador Shimano Deore e pneus Maxxis para uso intensivo no bikepark. No outro extremo está a Torque CF 9 por 5.799 €* com suspensões Fox Factory, mudanças Shimano XTR e rodas DT Swiss específicas para DH. Toda a família Torque está disponível desde 6 de dezembro de 2021 em canyon.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Iuri Leitão e Maria Martins em grande plano no fecho da Liga dos Campeões de Pista Iuri Leitão e Maria Martins fecharam em grande a sua participação na primeira edição da Liga dos Campeões de Pista, que decorreu em Inglaterra, na cidade de Londres. Ao final do dia deste sábado, Iuri Leitão venceu a prova de eliminação da última ronda, enquanto que Maria Martins obteve um terceiro lugar. Duas prestações de grande destaque destes atletas lusos. A vitória no Lee Valley Velo Park, garantiu ao ciclista de Viana do Castelo o quarto lugar na classificação geral. Iuri Leitão não escondeu a satisfação com a sua prestação na primeira edição deste grande evento. “A corrida começou muito rápida. No início é sempre difícil acompanhar os outros corredores, porque é bastante perigoso estar na frente. Senti que tinha pernas e tentei manter um posicionamento o mais seguro possível. No final, quando estávamos 9 ou 10 corredores senti que poderia vencer e aqui estou eu”.Iuri Leitão Quanto a Maria Martins, com o um terceiro lugar obtido também na corrida de eliminação, ficou na oitava posição da geral, depois de um sexto lugar na prova de scratch. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cervélo R5-CX - A nova bicicleta de Wout van Aert Esta geração de ciclistas multidisciplinares, causa alguns "problemas" à industria das bicicletas. Wout Van Aert terminou temporada passada de Ciclocrosse a correr com uma Bianchi "camuflada", mas este ano terá uma Cervélo R5-CX. Como escrevemos AQUI, na temporada passada Wout Van Aert terminou temporada de Ciclocrosse a correr com uma Bianchi "camuflada", visto que o patrocinador de bicicletas da equipa Jumbo-Visma mudou, deixando de ser a Bianchi e passando a ser a Cervélo. A Cervélo nunca teve uma bicicleta de ciclocrosse no seu catálogo ( e escrevo no catálogo porque em 2007 a marca criou a Cervélo R3 Cross para Jonathan Page, mas a bicicleta nunca foi produzida para venda). Mas quando se patrocina uma equipa que tem nas suas fileiras um dos melhores do mundo da modalidade o que se faz? Constrói-se uma, neste caso a nova Cervélo R5-CX. No início da temporada de Ciclocrosse já se havia visto Marianne Vos correr com a nova R5-CX nas primeiras corridas da Taça do Mundo que ocorreram nos Estados Unidos da América. Aos comandos da nova R5-CX, Marianne Vos venceu 2 corridas, Waterloo e Iowa City, mas apesar disso a Cervélo não se pronunciou sobre a nova bicicleta, provavelmente sabendo que em termos de marketing teria mais impacto anunciar a bicicleta na estreia de Wout van Aert. A estreia acontece já este fim de semana no Troféu Superprestige de Boom, onde Wout Van Aert inicia a sua temporada de Ciclocrosse. A nova R5-CX tem alguns pormenores de design da sua "irmã" de estrada R5, a bicicleta utilizada por Primoz Roglic, Sepp Kuss ou Marianne Vos em 2021, mas uma geometria claramente para o ciclocrosse, começando logo pelo bloco pedaleiro que é 11 mm. mais alto que na versão de estrada da bicicleta. Além de ouros pormenores na geometria, foram tidos em conta alguns aspectos técnicos para as exigências do Ciclocrosse, como o facto de recorrer a um bloco pedaleiro "T47" de rosca, aparentemente mais fiável para as várias lavagens à pressão pelas que as bicicletas Ciclocrosse passam nas corridas. O espigão de selim é em formato "D", o conhecido "D-shape" é utilizado também nas bicicletas de estrada de várias marcas, que alegam ser mais aerodinâmico, mas no Ciclocorsse tem a vantagem de não haver o risco de este girar, em caso de queda (as quedas que são bastantes normais no Ciclocrosse). No que respeita a transmissão, a R5-CX só suporta grupos electrónicos pois estes não têm problemas de mau funcionamento em condições de lama e areia. Não esperem ver adaptadores para bolsas, ferramenta ou outros pormenores habituais em algumas bicicletas de Gravel, de acordo com a Cervélo esta é uma "cross racing bike", uma bicicleta de Ciclocrosse para corridas de Ciclocrosse. Por enquanto, só para profissionais No lançamento, a Cervélo disse que apenas os tamanhos 51cm e 58cm - usados ​​por Vos e van Aert, respectivamente - estarão disponíveis para já. “Tenho reservas em falar sobre tamanhos e preços com sete meses pela frente”, disse Sarah Taylor, Brand Manager da Cervélo. A bicicleta será lançada no próximo verão, a Cervélo não revela preços mas diz que na altura a R5-CX 2022 estará disponível nos tamanhos 51, 54, 56 e 58 cm como bicicleta completa ou quadro. Por: Luís Beltrão Fotografia: Cervélo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - Van der Poel, Van Aert e Pidcock, que se iniciem as batalhas A temporada de Ciclocrosse está entusiasmante, tendo até agora como principais protagonistas Eli Iserbyt, Toon Aerts, Lars Van der Haar, entre outros. O Ciclocrosse mundial conta com atletas fantásticos, mas em virtude do sucesso que alcançaram também na Estrada, as super estrelas da modalidade são Mathieu Van der Poel, Wout Van Aert e Tom Pidcock, pelo que a expectativa no seu regresso é grande. Todos eles anunciaram o seu regresso à modalidade e revelaram o calendário de corridas onde estarão presentes. Além da preparação da época de estrada 2022, este trio tem certamente em vista o campeonato do Mundo de Ciclocrosse que decorrerá nos Estados Unidos da América, em Fayetteville, no dia 30 de Janeiro de 2022. No percurso até ao Campeonato do Mundo, irão coincidir e medir forças em algumas corridas da Taça do Mundo, Troféu Superprestige e alguns outros troféus. Observando calendário de cada um deles, compilei a lista de corridas onde os três estarão presentes, para informar algo pelo que os fãs do Ciclocrosse esperam, as batalhas entre: Mathieu van der Poel VS. Wout Van Aert VS. Tom Pidcock 26 de Dezembro - Dendermonde, Taça do Mundo (transmissão no Eurosport Portugal);29 de Dezembro - Diegem, Troféu Superprestige (transmissão no Eurosport Portugal);2 de Janeiro - Hulst, Taça do Mundo;30 de Janeiro - Fayetteville, Campeonato do Mundo (transmissão no Eurosport Portugal). Mathieu Van der Poel VS. Wout van Aert 26 de Dezembro - Dendermonde, Taça do Mundo (transmissão no Eurosport Portugal);29 de Dezembro - Diegem, Troféu Superprestige (transmissão no Eurosport Portugal);2 de Janeiro - Hulst, Taça do Mundo;5 de Janeiro - Herentals, Troféu X20;30 de Janeiro - Fayetteville, Campeonato do Mundo (transmissão no Eurosport Portugal). Mathieu Van der Poel VS. Tom Pidcock 18 de Dezembro - Rupchen, Taça do Mundo;19 de Dezembro - Namur, Taça do Mundo;26 de Dezembro - Dendermonde, Taça do Mundo (transmissão no Eurosport Portugal);29 de Dezembro - Diegem, Troféu Superprestige (transmissão no Eurosport Portugal);2 de Janeiro - Hulst, Taça do Mundo;23 de Janeiro - Hoogerheide - Taça do Mundo;30 de Janeiro - Fayetteville, Campeonato do Mundo (transmissão no Eurosport Portugal). Wout Van Aert VS. Tom Pidcock 4 de Dezembro - Boom, Troféu Superprestige;5 de Dezembro - Antwerpen, Taça do Mundo;12 de Dezembro - Val di Sole, Taça do Mundo;26 de Dezembro - Dendermonde, Taça do Mundo (transmissão no Eurosport Portugal);27 de Dezembro - Zolder, Troféu Superprestige (transmissão no Eurosport Portugal);29 de Dezembro - Diegem, Troféu Superprestige (transmissão no Eurosport Portugal);2 de Janeiro - Hulst, Taça do Mundo;30 de Janeiro - Fayetteville, Campeonato do Mundo (transmissão no Eurosport Portugal). Podes encontrar artigo acerca do regresso de Mathieu van der Poel AQUI, sobre o regresso de Wout Van Aert AQUI, ou sobre o regresso de Tom Pidcock AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Anadia 2022 - Europeus Sub-23 de 4 disciplinas Portugal e a região de Anadia em particular terão um destaque importante na temporada de 2022, pois irão acolher num evento único para as categorias de Juniores e Sub-23, os Campeonatos Europeus em três vertentes: XCO e XCC, na vertente de BTT (30 de junho a 3 de julho), Estrada (7 a 10 de julho) e Pista (14 a 19 de julho). Anadia 2022. De acordo com a Federação Portuguesa de Ciclismo este evento é uma grande oportunidade para a cidade, que acolherá durante três semanas mais de 1.200 corredores que irão competir nas corridas que compõem o programa, o que trará um elevado número de pessoas para esta região do país. Ao longo dos anos, a cidade de Anadia tem acolhido eventos desportivos de grande prestígio, especialmente para jovens atletas, como é o caso das cinco edições do Campeonato Europeu de Pista, de 2011 a 2017, e uma prova da Taça Europeia de BMX (2021). "A organização do Campeonato Europeu de Ciclismo em Anadia é, sem dúvida, um dos eventos mais importantes do calendário da nossa Confederação, cujo objetivo é promover e desenvolver o ciclismo juvenil. Em Portugal, um país que sempre acolheu e tem laços estreitos com a nossa modalidade, vamos poder experienciar um grande evento sem precedentes. Esta trata-se não só de uma competição desportiva, mas também de uma celebração do ciclismo para raparigas e rapazes de toda a Europa. Durante três semanas, Anadia e o seu país serão o centro das atenções de todos os adeptos do ciclismo europeu. Gostaria de agradecer à Federação Portuguesa de Ciclismo e ao seu Presidente, Delmino Pereira, à cidade de Anadia e à sua Presidente da Câmara, Teresa Cardoso, assim como a todas as organizações e instituições que apoiaram este projeto desde o início e que demonstraram um enorme capacidade de organização ao longo dos anos, o que garantirá o sucesso deste evento".Diz Enrico Della Casa, Presidente da União Europeia de Ciclismo Os preparativos para a temporada 2022 estão em marcha e nos últimos dias a equipa técnica da Union Européenne de Cyclisme (UEC) e a equipa técnica da Federação Portuguesa de Ciclismo juntaram-se numa série de reuniões para finalizar todos os detalhes de um dos eventos mais importantes do próximo ano.  Delmino Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo:  "É com grande entusiasmo que assumimos, juntamente com a Câmara Municipal de Anadia e a UEC, este enorme desafio de realizar um Campeonato Europeu de Ciclismo, pela primeira vez durante três semanas, integrando o ciclismo de estrada, o BTT e o ciclismo de pista. Conseguimos trazer este grande evento para o CAR Anadia (Centro de Alto Rendimento de Anadia), graças às infraestruturas desportivas de que dispomos. Neste momento, somos o único centro de ciclismo de alto rendimento com capacidade para realizar este tipo de campeonatos integrados numa única região".Delmino Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo A zona tem uma variedade de instalações propícias para receber vários tipos de eventos (velódromo, pista de BMX, BTT, pentatlo moderno, Judo, Esgrima e Ginástica), sendo um dos centros de treino desportivo mais pioneiros e modernos, ao que se acresce também os numerosos hotéis orientados para atividades desportivas na zona. "A promoção do desporto é um dos maiores compromissos do Município de Anadia. Valorizamos todos os desportos e todos os níveis, desde o mais amador ao mais profissional, num desporto para todos, mas por razões históricas, temos uma apreciação especial pelo ciclismo. Anadia - Centro Satélite da União Ciclista Internacional - é um município com uma grande ligação a este desporto, dispondo atualmente de infraestruturas olímpicas para a prática de BTT, BMX e ciclismo de pista, que são utilizados por atletas nacionais e estrangeiros. Temos também percursos rodoviários, trilhos naturais, ciclistas de Anadia altamente medalhados e o Museu das Duas Rodas, um espaço que explora a proximidade de Anadia às bicicletas e motociclos. Por todas estas razões, é com grande orgulho que, em julho de 2022, o município de Anadia acolherá os campeonatos de BTT, ciclismo de pista e ciclismo de estrada. Estes eventos, para além de promoverem Anadia como Município Desportivo e como destino turístico, são também um incentivo à prática do ciclismo, em particular, e do desporto em geral, o que, como é sabido, contribui em grande medida para a qualidade de vida e bem-estar da população".Teresa Cardoso, Presidente do Município de Anadia Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo em Dezembro no Eurosport Estamos na transição de temporada no ciclismo de estrada e de montanha, mas o inverno é sinónimo de outras vertentes do ciclismo como a Pista e o Ciclocrosse, que podem ser acompanhadas como sempre no Eurosport. Pista Em Dezembro conclui-se a Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista, uma nova competição da UCI que reúne os melhores talentos da modalidade, com a realização das duas etapas finais.  03 e 04 de Dezembro – Londres, Inglaterra11 de Dezembro – Tel Aviv, Israel Ciclocrosse Dezembro é o mês em que tradicionalmente existem mais corridas da modalidade, pelo que o ciclocrosse se apresenta igualmente emocionante, com uma série de competições que prometem ser muito disputadas, e nas quais se espera o regresso à competição das 3 super estrelas da modalidade, Mathieu van der Poel, Wout Van Aert e Tom Pidcock. Taça do Mundo de Ciclocrosse 26 de dezembro – Dendermonde, Bélgica Troféu Superprestrige de Ciclocrosse 27 de dezembro – Zolder, Bélgica29 de dezembro – Diegem, Bélgica Para saber horários e mais pormenores de programação, consulta em www.eurosport.pt *Devido à pandemia, todas as provas mencionadas neste documento estão sujeitas a condicionamentos, alterações de horários, adiamentos ou cancelamentos alheios ao Eurosport. ### Tony Martin arrasa a UCI falando do tema segurança Numa entrevista esta semana ao programa "GCN Eurosport Cycling Show", o ciclista alemão Tony Martin lamentou o facto de continuar tudo igual no que a segurança diz respeito. Tony Martin, que se retirou este ano do ciclismo profissional, foi convidado do GCN Eurosport Cycling Show, onde analisou um dos grandes problemas do ciclismo actual: as graves quedas que ocorreram nas últimas temporadas no pelotão. Martin lamentou que, apesar das novas regras em vigor, a situação continua na mesma e acredita que vá piorar. “Na verdade nada mudou, continuamos com os mesmos padrões de segurança e continuamos com as mesmas quedas graves. A minha sensação é de que teremos mais quedas. Veremos quedas piores e com mais ciclistas forçados a desistir por causa delas". O alemão apelou aos organizadores um esforço para que a prova aconteça em locais que não representem perigo para os corredores. “Nos últimos dois ou três anos no Tour de France eu não diria que estava com medo, mas sabia que poderia cair naquelas semanas. Sempre houve stress no Tour, mas desta forma nunca. Podem ser criadas condições para que os nervos do pelotão não terminem em quedas, se melhorarem os percursos". Tony Martin alertou a UCI de que deve reagir às graves quedas que têm ocorrido. "...a UCI deve reagir às circunstâncias. Eles encontraram formas de tornar as corridas mais seguras? Na minha opinião, nada mudou. Se as autoridades do ciclismo não entendem o perigo, eu devo dizer que eles são estúpidos porque viram as quedas e quantos ciclistas tiveram que ser transportados de ambulância. Eles têm que saber que, como federação, são responsáveis pelos ciclistas e se olharem à situação actual, devem reagir e fazer as coisas melhor. O ex-campeão do mundo de contrarrelógio demonstrou também tristeza pelo facto da UCI estar mais preocupada em proibir certas posições dos ciclistas em cima da bicicleta, como por exemplo os cotovelos no guiador, em vez de se preocupar em sinalizar melhor os obstáculos na estrada. "Quando vejo que eles vêm com regras estúpidas, como proibir a posição de "supertuck" é como, "tu não podes fazer isso", mas é uma forma de dizer que fizeram algo, criámos regras." Mas não vi ninguém cair na posição de "supertuck" ou com os cotovelos no guiador. Nunca vi essas posições causarem quedas, mas já vi 100 vezes quedas por obstáculos na estrada porque eles não estão bem sinalizados. Houve quedas que terminaram muito mal e ninguém aprendeu com elas. E isso deixa-me sem palavras. Para mim é claro que eles não querem entender, porque isso exigiria muito trabalho e muito dinheiro. Não sei. Segurança é sempre uma questão de dinheiro, e eu não creio que essas regras tornem as corridas mais seguras. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Melgaço candidata-se à organização dos Europeus de XCO em 2025 A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), a Associação de Ciclismo do Minho e a Câmara Municipal de Melgaço apresentaram a candidatura deste município à organização do Campeonato da Europa de Cross Country Olímpico (XCO) em 2025. A apresentação foi conhecida durante as comemorações dos 20 anos do Centro de Estágios da vila minhota, onde decorreu a segunda prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse. Nessa apresentação, Delmino Pereira, presidente da FPC, destacou as “condições excecionais da zona de Melgaço para a prática do ciclismo de estrada e de montanha” e considerou a candidatura “forte”. “Temos uma candidatura forte para conseguir organizar em 2025 o campeonato europeu de ‘cross country’ olímpico, que já foi apresentada à UCI (União Ciclista Internacional) e para a qual queremos ter também o apoio da federação espanhola e da federação galega de ciclismo”, disse. Também o ministro da Educação garantiu o apoio do Governo à candidatura de Melgaço para a organização dos campeonatos europeus de XCO em 2025, apresentada pela FPC. “Contem com o Governo, estou convencido que temos todas as condições e que, com a nossa ajuda e influência, podemos trabalhar para que a candidatura seja bem-sucedida”, disse Tiago Brandão Rodrigues Delmino Pereira destacou ainda o facto de os europeus de XCO serem “uma prova universal, de uma variante olímpica, disputada nas categorias de juniores, sub-23 e elites, em masculinos e femininos”. De acordo com o presidente da FPC, a escolha para a organização dos europeus de XCO de 2025 será feita no próximo mês de março, na Assembleia-Geral da UCI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 2.ª Taça de Portugal de Ciclocrosse - Melgaço Uma semana depois do arranque da Taça, em Abrantes, a caravana nacional do ciclocrosse deslocou-se para o Norte do País, Melgaço. A proximidade de Melgaço à Galiza seduziu também as equipas do outro lado da fronteira, acrescentando diversidade e competitividade às corridas. Ainda assim, os portugueses mantiveram a primazia na categoria de elite. Mário Costa e Joana Monteiro, ambos da equipa Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde, impuseram-se nas provas de elite da segunda etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse, disputada, neste domingo, em Melgaço. Categoria elite masculina O campeão nacional, Mário Costa, foi o mais forte na prova masculina, baralhando as contas da geral. Vítor Santos, também da Axpo/FirsBike Team/Vila do Conde, partia no comando, mas com o segundo lugar de hoje, a 9 segundos do vencedor, cedeu o primeiro posto da geral a Mário Costa, embora estejam em igualdade pontual. Jorge Magalhães (W52-FC Porto) foi o terceiro, a 10 segundos, e ocupa igual posto na geral da Taça. Categoria elite feminina Joana Monteiro conquistou a segunda vitória consecutiva na Taça de Portugal de Ciclocrosse, impondo-se em solitário e reforçando o comando da classificação geral. A corredora minhota cortou a meta isolada, 2m19s antes da galega Isabel Castro (Condadobike AD). Leandra Gomes (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) fechou pódio, a 3m18s. Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=qS87vnmIxa0 Outras categorias João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) voltou a ser o melhor sub-23 em pista, reforçando esse estatuto também no ranking da categoria. Beatriz Sousa (BTT Loulé/Elevis) foi a mais forte na categoria conjunta de juniores e sub-23 femininas, cimentando o lugar cimeiro na geral da respetiva categoria, o mesmo tendo conseguido o júnior Rafael Sousa (Guilhabreu BTT) no setor masculino. Os protagonistas das provas de cadetes foram Miguel Pereira (Santa Cruz/Botelhos.pt) e Beatriz Guerra (BTT Loulé/Elevis), vencedores isolados das corridas masculina e feminina, respetivamente. Entre os veteranos impuseram-se os masters 30 Augusto Midão (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Eva Ortega (Biciosos Rías Baixas), os masters 40 Moisés Leboso (GD Diez) e Virgínia Moreira (Saertex Portugal/Edaetech), o master 50 António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e o master 60 Antonio González (CC Salvaterra de Miño). O galego Xian Alvariño (CC Pontearas) foi o melhor na corrida juvenil. Classificações completas AQUI. A terceira prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse vai disputar-se em Vouzela, no dia 12 de dezembro. Texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Primoz Roglic reflexiona sobre o Tour de France, e partilha o seu modo de vida É quase unânime dizer que os dois melhores ciclistas de grandes voltas da actualidade são Primoz Roglic e Tadej Pogacar, e entre estes dois eslovenos começa a ser escrita uma história no Tour de France. Tadej Pogacar e Primoz Roglic protagonizaram a luta mais equilibrada dos últimos anos no Tour (sendo que na ultima edição o abandono de Roglic deixou sempre a dúvida no ar "e se Roglic não tivesse abandonado?"). Isto faz com que o seu duelo seja sempre mais do que o esperado. Por enquanto, feitas as contas neste duelo, Pogacar já leva duas vitórias na grande volta mais mediática do mundo, o Tour de France. Para Roglic, isso não é um fracasso pessoal: "Tadej é uma inspiração, não um motivo de desespero. Ele é um desafio para mim e para todos, e agradeço isso. Há muitos bons ciclistas num Tour e se queremos ganhar em Paris, temos de vencê-los. É a regra do ciclismo ”, explica. Tour é o objectivo “Quero voltar ao Tour e tentar vencê-lo, mas como já aprendi, se não vencer o Tour não é o fim do mundo. A vida continua, mesmo que eu nunca ganhe o Tour ,"diz Roglic. A personalidade e "Fair Play" de Primoz Roglic destacaram-se precisamente após as derrotas e decepções no Tour de France, algo que lhe garantiu a admiração por parte do pelotão e adeptos da fãs da modalidade. Esta fotografia partilhada pelo próprio nas redes sociais tornou-se viral este ano, quando após abandonar o Tour de France por queda e consequente lesão, e apesar da pressão de ser um dos favoritos à vitória, Roglic ficou mais uns dias nas estradas francesas a apoiar os colegas junto à estrada, a desfrutar do ciclismo como mais um adepto. “Não sou um 'exterminador'. Vejo as dificuldades como um desafio, não um problema”, diz Roglic. “O que acontece no mundo lembra-nos que temos que curtir a vida. Caso contrário, dedicaria-me a outra coisa, porque quero é ser feliz”, acrescenta. Roglic, apesar de ser frio e matador em corrida tem uma personalidade pacata e simples. “Não sou o tipo de pessoa que fala alto e ostenta. Temos que provar e mostrar a capacidade na estrada, com as pernas e não na televisão. Creio que transmito uma mensagem de nunca desistir, e as pessoas apreciam isso”, diz Roglic. A temporada 2022 guarda para nós, fãs da modalidade, não só um novo episódio do duelo Primoz Roglic VS. Tadej Pogacar, mas provavelmente também algumas surpresas que se podem intrometer neste duelo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Trek Speed Concept - Bicicleta de triatlo É hoje apresentada ao mundo a nova Trek Speed Concept, uma bicicleta de triatlo com um design integrado e aerodinâmica, que de acordo com a marca, ajuda os triatletas a serem mais rápidos na bicicleta e no segmento de corrida.  Há mais de uma década, a Speed Concept revolucionou o mundo do triatlo, causando uma disrupção na indústria do ciclismo e apresentando-se como a primeira verdadeira "superbicicleta". Após anos de investigação e desenvolvimento, a Trek procura com esta nova bicicleta dar continuidade a esse legado de performance em competição. Com uma aerodinâmica mais apurada, tecnologia de conforto para triatlo, integração total de acessórios e hidratação e uma secção dianteira de última geração, a nova Speed Concept está numa categoria própria. A versão anterior da Speed Concept ainda é uma das bicicletas mais de referência, mas segundo a Trek esta bicicleta é uns incríveis 16 watts mais rápida, permitindo fazer menos seis minutos num percurso típico de Ironman (informação da marca). Esta performance é apenas possível graças ao conhecimento das equipas de Desenvolvimento e Pesquisa da Trek e da sua procura de muitos anos através das dinâmicas computacionais de fluídos (CFD) otimizadas com recurso à enorme capacidade de supercomputadores. IsoSpeed para um rolamento confortável Uma novidade interessante é o facto do pivô IsoSpeed ter sido deslocado para a frente, para se adequar à deslocação do peso para a dianteira típica dos triatletas, permitindo aos ciclistas da Speed Concept usufruírem ao máximo das capacidades antifadiga do IsoSpeed para uma prova de ciclismo e de corrida mais rápida. Grande capacidade de ajuste Para acomodar as diversas posições de um(a) triatleta, a Speed Concept tem uma grande variação de ajuste. As afinações são simples, já que muitas podem ser feitas como uma ou duas chaves Allen, e é fácil remover os extensores do guiador para o transporte sem alterar o ajuste de FIT. Com o calculador de ajuste online da Trek, os ciclistas podem converter as posições dos eixos X/Y nos componentes que precisam, para conseguirem o ajuste pretendido. Arrumação integrada e sistemas de hidratação Para estarem ao mais alto nível ao longo das provas, os triatletas têm que transportar uma série de elementos: água, bebida concentrada, geles, kit de reparação de furos, ciclocomputador e muito mais. Com a Speed Concept, podem transportar tudo isto sem afetar a aerodinâmica, graças às seguintes inovações: Bidão entre os extensores do guiador Um bidão entre os extensores do guiador reduz a turbulência do ar e permite a hidratação dos ciclistas sem precisarem de deixar os extensores do guiador. Também é muito fácil de voltar a encher em andamento graças à entrada de silicone integrada. Bento Box Uma Bento Box integrada no tubo superior permite transportar todos os elementos de nutrição para uma prova. As divisórias ajustáveis permitem que os ciclistas personalizem o espaço, e o compartimento é compatível com lavagem na máquina de lavar louça. Bidão para tubo inferior Este bidão colocado no quadro foi concebido para se adequar ao fluxo de ar da Trek Speed Concept. Com capacidade para 700 ml, permite levar as bebidas concentradas para os ciclistas complementarem o seu bidão entre os extensores do guiador. Kit de reparação de furos integrado A Speed Concept dispõe de um compartimento interno de arrumação que é perfeito para levar uma câmara de ar, cartuchos CO2, aplicador e desmonta-pneus.  Em exclusivo no Project One A Trek Speed Concept está disponível em exclusivo no Project One, permitindo que os triatletas personalizem a sua bicicleta, para que a medida, a pintura e os componentes estejam perfeitamente calibradas.  Modelos Speed Concept disponíveis Speed Concept SLR 9 eTapSpeed Concept SLR 9Speed Concept SLR 7 eTapSpeed Concept SLR 6 eTap Para mais informações técnicas e preços visita o site https://trek.bike/SpeedConcept/pt. A nova Trek Speed Concept já está disponível através da rede de lojas Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized apresenta os novos 2FO Cliplite A Specialized acaba de apresentar os novos sapatos para bicicleta de montanha 2FO Cliplite. Concebidos para os ciclistas de trail que procuram a máxima eficiência e velocidade, os 2FO Cliplite colocam precisão de ajuste na ponta dos dedos, permitindo um excelente contacto com os pedais, para melhor controlo nos trilhos.    Com apertos microajustáveis BOA® Li2, sola de borracha SlipNot™ FG, e ergonomia Body Geometry, os 2FO Cliplite estão perfeitamente ajustados para toda a velocidade nos trilhos, mantendo o rider fixo e ventilado, para os dias mais longos na bicicleta, tudo isto, sem sacrificar o conforto e estilo fora dela. Principais Características: - Construção das solas e palmilhas desenvolvida segundo estudos da Body Geometry, sendo assim desenhados e testados cientificamente para aumentar a potência e eficiência e reduzir a probabilidade de lesão, otimizando o alinhamento da anca, joelho e pé. - Parte superior vulcanizada que protege e segura o pé, para amparar e ventilar de forma a enfrentar terreno técnico. - Sistema de ajuste independente BOA® Li2 para um microajuste em andamento, apoiado pela garantia Boa®. - Placa em nylon Lollipop™ emparelhada com uma entressola EVA, para fletir onde é preciso, enquanto se mantém rígida para pedalar. - Sintético microperfurado que oferece uma sensação suave e flexível sem sacrificar proteção e durabilidade. - Forro hidrofóbico XPEL™ que providencia o amortecimento e não retém água. Para mais informações técnicas, preço, ou mesmo comprar on-line visita o site da marca em Portugal www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida terá uma super equipa, assegura o director da UAE - Emirates Numa entrevista ao portal de ciclismo "Ciclo 21", conduzida por Gonçalo Moreira, Joxean Fernández (Matxin) o diretor da UAE Emirates falou sobre João Almeida, que vai liderar a equipa no Giro e poderá ainda fazer a Vuelta. Não "dando nomes", promete que Almeida terá "uma super equipa" à sua volta. Após dois anos na poderosa Deceuninck Quick-Step, João Almeida transferiu-se para a (agora também poderosa), UAE team Emirates, protagonizando uma das transferências mais mediáticas da temporada. Alguns adeptos vêem nesta equipa (a mais portuguesa do pelotão World Tour, também com Rui Costa, Ivo e Rui Oliveira) uma excelente estrutura para João Almeida poder lutar por uma grande volta, outros receiam que possa ir trabalhar para Tadej Pogacar (vencedor dos últimos dois Tour de France), mas Matxin é muito claro em relação ao papel de João Almeida. “É um corredor muito importante para nós, não vem trabalhar para ninguém porque a qualidade que possui o João Almeida significa que é um atleta muito importante. É certo que o ciclismo moderno nos leva um pouco pela linha de ter vários líderes e é isso que pretendemos. O João é super inteligente, terá o seu espaço desportivo e será uma referência”, garante Matxin em declarações ao Ciclo 21. João Almeida afirmou-se como um "voltista" nos últimos dois anos, nos quais conseguiu um 4.º lugar na geral do Giro em 2020, ano em que liderou a prova durante 15 dos 21 dias de duração da mesma, e um 6.º lugar em 2021, sendo que este ano não teve um papel de liderança na sua equipa, e só lutou pela classificação na ultima semana e meia de prova. Este desempenho deu estatuto ao português, e por tudo isto Matxin assegura, “João terá uma super equipa. Não posso dar nomes porque ainda não falei com os corredores, mas está claro que um ciclista como o Rui Costa vai ser importante para o João Almeida, porque demonstrou um profissionalismo sublime. " O novo papel de Rui Costa Nas palavras de Matxin pode também tirar-se a conclusão de que Rui Costa terá uma forma de correr, e um papel diferente dos últimos anos, talvez mais na linha daquilo que fez no ultimo Tour, onde foi fundamental na ajuda a Tadej Pogacar. Com o Rui tivemos uma conversa difícil porque pode dar a muitas equipas uma qualidade indiscutível, ganhou um campeonato do mundo, tem uma visão de corrida incrível; e desde a equipa pedimos-lhe que corresse para outro corredor que pode ganhar e defender um líder com a sua experiência. Quero que o Rui Costa seja um foco, uma referência e que dê ao João Almeida não apenas experiência, mas também o saber estar, a visão do que vai ocorrer antes que ocorra”.  disse Matxin Com a UAE-Emirates o objectivo é claramente o Giro, podendo também fazer a Vuelta, “pode-nos dar essa experiência que já tem do Giro e nós podemos-lhe dar uma equipa à volta dele e tentar conseguir algo mais com um corredor que já foi líder durante 15 dias. Dar-lhe essa confiança para a prova que ele conhece melhor e quem sabe em dado momento conseguir a vitória, mas não lhe exigimos fazer o que fez o Tadej Pogacar. O João Almeida tem que ser o João Almeida, queremos dar passos firmes”.  Acerca do percurso do Giro para 2022 (que já é conhecido), e sabendo das capacidades de João Almeida, tanto na alta montanha como no contrarrelógio, Matxin adianta, “João é um ciclista completo que sabe andar no contrarrelógio, mas também em qualquer etapa por complicada que seja. É um líder e temos claro que pretendemos ser competitivos todo o ano, a ideia é tornar a equipa mais forte. ..."Se fazes um Giro podes fazer uma segunda parte da temporada espetacular; se fazes um Tour tens que o preparar na primeira metade do ano e disputá-lo na segunda. Não podes estar pendente até ao último momento para ver quantos quilómetros de contrarrelógio tem.”  É com expectativa que os adeptos aguardam a temporada 2022, para ver João Almeida e restantes portugueses da UAE - Emirates, teremos após muitos um português a lutar por grandes voltas, lembrando sempre que para se vencer uma grande volta, além de qualidade é necessário "que os astros estejam alinhados", tudo tem que sair bem, e caso assim não aconteça é necessário manter o apoio e crença nos atletas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Pidcock avalia principais rivais e demonstra ambição no Ciclocrosse Depois de uma boa temporada na estrada, com a vitória em Brabantse Pijl (Bélgica), o segundo lugar na Amstel Gold Race (Países Baixos), o terceiro em Kuurne-Bruxelas-Kuurne (Bélgica), o quinto posto na Strade Bianche (Itália), os sextos lugares no Mundial e na Fleche Wallonne (Bélgica), Tom Pidcock sagrou-se ainda campeão olímpico de BTT. Apesar de ter começado no ciclocrosse há cerca de cinco anos, apenas como forma de divertimento, Pidcock luta agora pelo título mundial (já tendo sido vice-campeão do mundo na categoria Elite).  O ciclista britânico, revelou que tudo começou em Zolder (Circuito Zolder, Bélgica), no Campeonato do Mundo de Ciclocrosse em 2016, ainda como júnior. “Naquela época, eu só conhecia Sven Nys. Não fazia ideia de quem eram Mathieu van der Poel e Wout van Aert. Mas em apenas dois dias, foram 100 mil adeptos a apoiar. Foi com muito entusiasmo e barulho que os fãs belgas reagiram à vitória de um belga”, referindo-se a Wout Van Aert. Tom Pidcock protagonizou muitos duelos com Eli Iserbyt (nas categorias Junior e Sub-23) , mas foi em 2020 em Gavere (Bélgica) no troféu Superprestige que derrotou Van der Poel. “Presumi que ele tinha um furo”, recordou o ciclista britânico. “Mathieu cometeu muitos erros, mas descobri que o tinha vencido por mérito próprio. Ele não ficou propriamente feliz por perder comigo, mas a sua rivalidade com Wout era maior e então deu-me os parabéns. Foi essa a minha primeira vitória real, a primeira que realmente importou.” Travessia intensa Pidcock considera que a travessia que o espera é intensa, e desafiado a falar sobre a concorrência, adiantou que não vê muito os seus dois grandes rivais, mas que por vezes está em contacto com eles. “Com Mathieu joguei Fortnite algumas vezes e também converso com ele sobre carros”. Quanto a Wout, “gosto de conversar com ele quando o vejo após as cerimónias de pódio. "...há uma diferença entre os dois. Mathieu só fica feliz quando vence, enquanto Wout tem melhor noção dos seus dias bons e menos bons. Às vezes ele parece um pouco cansado, mas consegue vencer, exceto no Mundial deste ano. Mas ambos são muito fortes e explosivos. Wout sobe melhor que o Mathieu, mas eles podem vencer sprints e clássicas. Eu também posso fazer isso, mas ainda não sou tão forte ou tão rápido no final.” É nesta desvantagem sua que Pidcock vê mais uma razão para voltar ao Ciclocrosse neste inverno. “No ciclocrosse vamos até ao limite desde o início, mas se estamos num dia mau, nem tempo temos para atingir o nosso melhor rendimento.” O ciclista britânico argumenta ainda que, “... é também impossível imitar uma prova de ciclocrosse em treino, uma vez que nunca atingimos o mesmo nível de esforço.” Reforçando ainda esta ideia, Pidcock faz uma alusão às lesões ou dificuldades físicas sentidas, considerando que, numa prova a resistência à dor é normalmente superior aquela suportada em treino e destaca o importante papel da adrenalina, pois, “esta é tanto maior quanto mais rápido somos a pedalar”. “É tudo muito intenso”, finalizou. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A história do roubo da bicicleta de Geraint Thomas A treinar na zona da Riviera em França, Geraint Thomas parou num café a meio do treino e quando voltou à rua, não estava lá a sua Pinarello Dogma F12. Thomas regressou aos treinos recentemente, após 6 semanas de paragem para descanso, e também em recuperação de uma operação ao ombro. O já vencedor de um Tour de France partilhou de imediato o episódio no Twitter: "Uma boa volta, uma boa paragem para café em Menton. Excepto a parte em que alguém roubou a minha bicicleta. Agora para casa num Uber", disse Thomas, tirando uma selfie descontente. https://twitter.com/GeraintThomas86/status/1459891263633870859 Thomas apressou-se a dar os pormenores, caso numa remota hipótese, alguns dos seus seguidores não conhecesse a sua bicicleta. "É uma Dogma F com autocolantes F12. Com uma roda diferente da outra e a precisar de uma lavagem. disse ele. Normalmente o maior problema para este tipo de ciclistas (World Tour), que não devem ter qualquer problema em conseguir nova bicicleta, é mesmo o dispositivo de treino com todos os dados de treino guardados, que depois passam para programas de treino como o por exemplo o "TrainingPeaks", e partilham com os seus preparadores e estrutura da equipa. O próprio escreveu: "Não fiz download do meu Garmin esta semana. Se não está no TrainingPeaks não aconteceu, certo?" Umas horas depois, Geraint Thomas fez nova publicação onde postou uma foto com três polícias e a sua bicicleta que havia sido recuperada. https://twitter.com/GeraintThomas86/status/1459938443719553030 "Olha o que apareceu! ... Muito obrigado à Polícia de Menton pela ajuda. Tudo está bem quando termina bem." Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça de Portugal de Ciclocrosse - Abrantes Iniciou hoje a temporada de Ciclocrosse, com a primeira prova da Taça de Portugal a decorrer em Abrantes, onde se assistiu a um domínio da equipa Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde. O actual campeão nacional, Mário Costa, esteve sempre na frente, juntamente com o colega de equipa Vítor Santos, e foi entre os dois que se disputou a vitória da corrida, tendo todos os adversários ficado para trás. Vítor Santos acabou por levar a melhor, conseguindo vencer com uma vantagem de 10 segundos para o campeão nacional. A luta pelo terceiro lugar foi, essa sim, muito apertada, com vários corredores disputarem o ultimo lugar disponível no pódio. No final foi Márcio Barbosa (ACDC Trofa/WProtek) a conseguir esse lugar, a 45 segundos do vencedor. João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) foi o melhor sub-23. Na corrida feminina Joana Monteiro foi a mais forte. A minhota dominou do princípio ao fim, terminando com uma vantagem de 3m35s sobre a colega de equipa Marta Branco. A terceira classificada, a 3m44s, foi Rafaela Ramalho (Clube BTT Matosinhos). Rafael Sousa (Guilhabreu BTT) impôs-se na corrida de juniores, enquanto no setor feminino, na prova que misturou juniores com sub-23, ganhou Beatriz Sousa (BTT Loulé/Elevis). Os protagonistas das provas de cadetes foram Miguel Pereira (Santa Cruz/Botelhos.pt) e Beatriz Guerra (BTT Loulé/Elevis), vencedores isolados das corridas masculina e feminina, respetivamente. Entre os veteranos impuseram-se os masters 30 Ismael Graça (Ciclismo 20 Km Almeirim/Restaurante o Forno) e Patrícia Rosa (CE Gonçalves/Azeitonense), os masters 40 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Virgínia Moreira (Saertex Portugal/Edaetech), o master 50 António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e o master 60 Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel). Hugo Ramalho (Clube BTT Matosinhos) ganhou a corrida de juvenis, uma prova de iniciação ao ciclocrosse, que não tem classificação geral da Taça, mas que, ainda assim, mobilizou 12 ciclistas de oito clubes diferentes. A segunda etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse disputa-se já no próximo domingo, em Melgaço. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout van Aert - O regresso ao Ciclocrosse e o seu calendário de corridas Após uma exigente época na estrada e Ciclocrosse, tal como outros ciclistas Wout van Aert passa por um periodo de descanso, mas sendo ele uma das "super estrelas" do Cioclocrosse mundial, planeia o regresso à competição desta vertente para breve. De acordo com a imprensa internacional o programa oficial de corridas será desvendado na próxima semana, mas já são conhecidos alguns pormenores.  Van Aert tenciona iniciar a temporada de Ciclocrosse em Boom (Troféu Superprestige), dia 4 de Dezembro, e vai participar em muitas das muitas corridas que acontecem no periodo de Natal, que tradicionalmente é a altura do ano com mais corridas de Ciclocrosse na Bélgica. (A malta por lá mete férias para ver Ciclocrosse). No dia seguinte a Boom (5 de Dezembro), Van Aert estará presente na Taça do Mundo de Antuérpia. De acordo com o que se sabe por enquanto, estas são as corridas que planeia fazer antes do Campeonato do Mundo de Ciclocrosse: 4 de Dezembro - Boom (Troféu Superprestige);5 de Dezembro - Antuérpia (Taça do Mundo);11 de Dezembro - Essen (Ethias);12 de Dezembro - Val di Sole (Taça do Mundo);26 de Dezembro - Dendermonde (Taça do Mundo);27 de dezembro - Zolder (Troféu Superprestige);29 de Dezembro - Diegem (Troféu Superprestige);30 de Dezembro - Loenhout (Troféu X20);1 de Janeiro - Baal (Troféu X20);2 de Janeiro - Hulst (Taça do Mundo);5 de Janeiro - Herentals (Troféu X20);9 de Janeiro - Middelkerke (Campeonato Nacional); Wout Van Aert (assim como os restantes atletas de Ciclocrosse) vai ter uma quadra natalícia entretida, no seu regresso planeia fazer 12 corridas em 5 semanas. Após o dia de Natal são 4 corridas numa semana. De realçar que depois da corrida de Essen estará em estágio com a sua equipa Jumbo-Visma. É um planeamento com menos corridas do que fazia antes de ingressar na estrada, coloca o Ciclocrosse na sua preparação de pré-época, mas com objectivos competitivos, porque uma super estrela do Ciclocrosse não fará corridas só como preparação, certamente terá nos seus horizontes os Campeonatos do Mundo desta modalidade que este ano se realizam nos Estados Unidos da América, no dia 30 de Janeiro em Fayetteville. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida falou sobre a próxima época, e sobre Pogacar João Almeida transferiu-se da Deceuninck Quick-Step para a UAE Team Emirates na próxima temporada. O português de 23 anos espera brilhar com a sua nova equipa nas grandes voltas, mas não será certamente o único líder da equipa.  O bicampeão do Tour, Tadej Pogačar é o líder da equipa, mas João Almeida não prevê problemas com o seu futuro companheiro de equipa. Numa extensa entrevista à Cyclingnews, João Almeida falou sobre a próxima época. A estreia do português na temporada está agendada para o Tour dos Emirados Árabes Unidos em fevereiro, uma prova na qual a UAE Team Emirates costuma começar a época, tendo sempre presentes as suas principais estrelas.  Depois disso, João Almeida irá provavelmente concentrar-se na preparação do Giro d'Italia, do qual será o líder. No entanto, o jovem português espera destacar-se também noutras competições. “Também espero estar noutras corridas por etapas, corridas de uma semana. Estou curioso para saber até onde posso chegar e que resultados posso alcançar com uma equipa à minha volta ”, disse o português Não tem receio de uma competição interna com Pogačar.  “Acho que há espaço suficiente para nós os dois, e também para os outros ciclistas. Não quero apontar apenas para o Giro nos próximos anos, mas tenho certeza que podemos encontrar uma solução para isso. " Disposto a trabalhar e dividir liderança “Talvez nós possamos fazer voltas diferentes ou disputar uma grande volta juntos. Por que não? Tenho a certeza de que sempre se traçará de uma boa estratégia e sempre a seguirei. Estou ansioso para correr com Tadej. Podemos ajudar-nos, em vez de nos colocarmos no caminho um do outro. Também gosto de trabalhar para outros ciclistas. Não sou um líder egoísta. ” De acordo com a imprensa nacional, João Almeida teria dois objetivos para a próxima temporada : o Giro e a Vuelta a Espanha.  No entanto, na conversa com a Cyclingnews nota-se um discurso mais realista e cauteloso. “Temos que encontrar um equilíbrio entre a competição e a vida normal, caso contrário, acabaremos esgotados em quatro anos. É um desafio físico e mental lutar por uma classificação em duas grandes voltas. Prefiro não ir tão além porque quero ter uma carreira longa. " Sobre Evenepoel e o ultimo Giro de Itália Acerca do ultimo Giro de Itália, onde João Almeida só teve liberdade para liderar a equipa, após o líder Remco Evenepoel ter descido na classificação Geral, João Almeida mantém-se cordial. “Olho para o Giro de uma forma positiva porque me senti bem na terceira semana e estava a ficar cada vez melhor. Tínhamos dois planos no Giro e fizemos exatamente o que tínhamos que fazer. ” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça de Portugal de Ciclocrosse começa esta semana A temporada de Ciclocrosse em Portugal arranca no próximo domingo, dia 14 de novembro, em Abrantes, onde terá lugar a primeira corrida da Taça de Portugal da modalidade. Em competição vão estar atletas das categorias de juvenis, cadetes, juniores (masculinos), sub-23, elite, masters e ainda e open CRO (não federados), masculinos e femininos. De acordo com informação da Federação Portuguesa de Ciclismo os juvenis serão os primeiros a competir, pelas 09h30, seguidos pelos masters 30, 40, 50, 60 e Open CRO, às 10h00. Depois, será a vez dos cadetes masculinos e de toda as categorias femininas iniciarem as suas provas, pelas 11h00. Por último, às 12h00, irão competir os atletas das categorias júnior e elite masculinas. A Taça de Portugal de Ciclocrosse irá estender-se até janeiro, estando agendadas cinco provas pontuáveis. Além destas, realizar-se-á ainda o Campeonato Nacional. A segunda prova da Taça está marcada para o dia 21 de novembro, em Melgaço; a terceira para dia 12 de dezembro, em Vouzela; a quarta para dia 19 de dezembro, em Vila do Conde; e a quita, e última, para dia 16 de janeiro, em Águeda. O Campeonato Nacional de Ciclocrosse encontra-se agendado para o dia 9 de janeiro, em Santo Tirso. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Maria Martins e Iúri Leitão representam Portugal na Liga dos Campeões de Pista Está tudo a postos para o arranque da 1.ª edição da UCI Track Cycling Champions League, a Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista, competição organizada pela International Cycling Union (UCI) e pela Discovery Sports Events, com estreia marcada para hoje, dia 6 de novembro, em Maiorca, Espanha. A temporada é composta por cinco etapas em quatro países europeus e emitida para os fãs de todo o mundo, tendo por base um grande avanço tecnológico na cobertura da modalidade em si, bem como da envolvente do velódromo.  Os melhores do Mundo Os 72 melhores ciclistas de pista do planeta (36 homens e 36 mulheres), de 30 nacionalidades diferentes, reúnem-se na ilha espanhola de Maiorca, para uma ronda que promete muita ação e competitividade. Ao todo somam-se 29 medalhados olímpicos e 63 titulados em Campeonatos do Mundo. Os prémios oferecidos são iguais tanto para homens como para mulheres sem qualquer tipo de distinção.  Entre a lista final de participantes contam-se o nome de grandes estrelas da modalidade como:  Mitchell (Canadá), Emma Hinze (Alemanha), Olena Starikova (Ucrânia), Mathilde Gros (França), Simona Krupeckaitė (Lituânia), Shanne Braspennincx (Países Baixos), Harrie Lavreysen (Países Baixos), Jeffrey Hoogland (Países Baixos), Nicholas Paul (Trinidade e Tobago), Vasilijus Lendel, Tuur Dens (Bélgica), Maximillian Levy (Alemanha), Michele Scartezzini (Itália) ou Denis Dmitriev (Rússia). A competição conta ainda com a participação de dois ciclistas portugueses: Maria Martins e Iúri Leitão.  A cobertura Eurosport da ‘Champions League’ de ciclismo de pista é ainda abrilhantada com alguns dos melhores especialistas a nível mundial na modalidade. Em Portugal, as provas da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista contam com os comentários de Paulo Martins e Gonçalo Moreira. A emissão pode ser vista em direto no Eurosport 1, a partir das 17:40h. A nível internacional Sir Chris Hoy, seis vezes campeão olímpico, e Kristina Vogel, bicampeã olímpica, partilham as suas visões e análise especializada com os milhões de fãs de ciclismo em todo o mundo, durante as três horas de cobertura em direto do evento. Laura Kenny e Jason Kenny - o casal olímpico mais condecorado da história do ciclismo de pista com umas surpreendentes 12 medalhas de ouro – estará também nos Velódromos, a cada jornada, de microfone em punho opinando sobre o desenrolar da ação. Para mais detalhes consulte a programação em www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos modelos de carbono Canyon Neuron 2022 A Canyon apresentou os novos modelos de carbono da Neuron para 2022, a versátil bicicleta de trail e touring da marca alemã. São quatro novos modelos de carbono com componentes atualizados: a Neuron CF 8 unissexo e a versão WMN com componentes específicos para mulheres, a Neuron CF 9 e a Neuron CF 9 SL, uma bicicleta de trail com 12,9 kg (tamanho M). O curso da suspensão em todos os modelos é de 140 mm na frente e 130 mm atrás. Em termos de diâmetro de roda, os engenheiros alemães consideraram a altura do piloto e o tamanho do quadro. Segundo a marca isto é o que permite alcançar um controlo e sensação consistentes em todos os tamanhos. Para ser mais específico, as bicicletas Neuron menores até ao tamanho S vêm com rodas de 27,5 polegadas, enquanto os tamanhos M e superiores estão disponíveis exclusivamente com rodas de 29 polegadas. O que seria uma bicicleta trail com suspensão total moderna sem espigão telescópico? A capacidade de baixar o selim em movimento permite mais liberdade, melhorando o controlo em terrenos técnicos e a Canyon garante que assim seja. Componentes e modelos Em relação aos componentes, a Canyon consegue mais uma vez oferecer uma boa relação qualidade / preço. A Neuron CF 8 e a Neuron CF 8 WMN Estas incluem forquetas FOX 34 Float Performance e amortecedores FOX Float Performance DPS, transmissão Shimano SLX 1x12 confiável e travões SLX, a um preço de 2.999 €*. As rodas leves e resistentes de liga DT Swiss XM 1700 completam um impressionante conjunto trail. Neuron CF 9 Este modelo oferece várias atualizações em comparação com o modelo básico. Enquanto a suspensão traseira também usa o amortecedor FOX Float Performance DPS, a dianteira apresenta a FOX 34 Float Performance Elite para melhor tração e controlo, e um grupo Shimano XT completo de 1x12. De realçar os travões de quatro pistões para uma máxima potência de travagem, em conjunto com um jogo de rodas mais leves, que dão uma sensação de condução mais dinâmica. As rodas de carbono DT Swiss XMC 1700 com pneus Schwalbe deixam este modelo muito apetecível,com o preço de 3.999 €. Neuron CF 9 SL Quem gosta do topo deve dar uma vista de olhos à Neuron CF 9 SL, com um preço de 4.799 €. A lista de especificações parece ter sido tirada diretamente da lista de desejos de um piloto de montanha exigente: Suspensão FOX Factory, mudanças SRAM GX AXS sem cabos, travões SRAM Code RSC com discos de 180 mm e rodas de carbono DT Swiss XMC 1501 . O cockpit é composto por um avanço Race Face Turbine e o guiador de carbono Race Face Next com 740 ou 760 mm de largura, dependendo do tamanho do quadro. A Neuron é a BTT polivalente da Canyon, encontrando-se entre a mais robusta e construida para descidas Spectral, e a leve máquina de XC Lux, mais direccionada para a corrida. Os novos modelos de Neuron estarão disponíveis a partir de hoje dia 4 de novembro de 2021, exclusivamente em canyon.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVOS sapatos Shimano para estrada A Shimano lançou no dia 1 de Novembro uma nova coleção de sapatos de estrada, renovando alguns dos seus conhecidos modelos e trazendo algumas novidades também. Algumas novidades são os novos S-PHYRE RC9 (SH-RC902T) e a edição especial (SH-RC902S). Ao maximizar a transferência de potência e eficiência de pedalada, e trazer essa tecnologia para os novos modelos RC702 e RC502 / RC502W, a Shimano criou sapatos mais voltados para o desempenho. S-PHYRE RC9T O novo S-PHYRE RC9T é um sapato construído especialmente para spinters, ciclistas de contra-relógio e especialistas de critério. Possui uma parte superior envolvente resistente ao estiramento para minimizar o movimento do pé e enfatizar a transferência de força. A zona do calcanhar foi desenhada para estabilizar o calcanhar e reduzir movimentos de torção no tendão de Aquiles. Tem um aperto BOA Li2 de perfil baixo com reforço que trata de apertar bem o pé, e uma tira de velcro na ponta, uma altura de sola baixa que mantém o pé mais perto do pedal para maior estabilidade. de acordo com a marca a sola de carbono 12/12 é ultra-rígida, o RC9T é direccionado para a transferência de potência máxima. De realçar que o S-PHYRE RC9T apenas estará disponível em branco, e tem um peso de 235g ( com base no tamanho 42 ). S-PHYRE RC9S O S-PHYRE RC9S é uma edição especial Dura-Ace do sapato de competição de estrada da marca mais recente, o RC902. O RC9S segue o esquema de cores Dura-Ace com um preto esmaltado e calcanhar preto brilhante. Os apertos de baixo perfil BOA Li2 cor metal perola adicionam um acabamento mais refinado a este modelo de edição especial. O S-PHYRE RC9S está disponível apenas em preto, e é anunciado o peso de 240g (com base no tamanho 42). A Shimano informa que tanto o S-PHYRE RC9T como o RC9S têm um tratamento antibacteriano "Silvadur" na palmilha. Isso evita o odor quando os pés começam a suar. SH-RC702 Trazendo muitas tecnologias do topo de gama RC902, segundo a Shimano o novo RC7 foi construído com DNA S-PHYRE. A pedalada suave e transferência de força eficiente são garantidas por meio do encaixe "DYNALAST" para o conforto do tendão de Aquiles, com apertos duplos BOA para ajuste rápido de microtensão e uma parte superior envolvente para um encaixe confortável. Desta vez, os apertos são as versões L6 da BOA, a sola é a intermédia 10/12 para rigidez suficiente nesta gama de sapato. O novo RC7 está disponível em Preto, Vermelho ou Branco, com um peso anunciado de 255g (com base no tamanho 42). SH-RC502 e SH-RC502 (Mulher) De acordo com a Shimano os modelos RC5 usam uma malha / TPU e material de couro sintético para fornecer um ajuste semelhante a uma luva. Nestes modelos entressola vem com uma classificação de rigidez de 8/12 e um aperto BOA L6 é usado juntamente com uma tira de Velcro na base dos dedos dos pés para um conforto seguro em uma ampla variedade de formatos de pés. O novo RC5 está disponível em azul, preto ou branco, com um peso anunciado de 241g (com base no tamanho 42). A versão feminina partilha as mesmas características da versão normal, mas com um ajuste específico feminino para ser mais confortável. O RC502 Mulher vem Turquesa, Preto ou Branco, anunciando a marca um peso de 228g (tamanho 40). Todos os novos modelos RC são compatíveis com os pedais SPD-SL da Shimano (por exemplo, PD-R9100, PD-R8000 ou PD-R7000) e já estão disponíveis nas lojas Shimano. Para mais informações sobre todos os modelos consulta o site do importador em Portugal www.scvouga.pt. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Quando regressa Mathieu Van der Poel ao Ciclocrosse A temporada de ciclocrosse iniciou em Setembro e está ao rubro nos vários troféus e Taça do Mundo, sendo que no próximo fim de semana teremos Campeonatos da Europa, mas os fãs terão que esperar um pouco mais para voltar a ver em acção as suas principais estrelas, os "multidisciplinares" Mathieu Van der Poel (MVDP), Wout Van Aert e Tom Pidcock. Depois de uma desgastante época no ciclismo de estrada (no caso de MVDP e Pidcock também no BTT), os três fantásticos atletas têm um planeamento diferente daqueles que se preparam só para a época de Ciclocrosse. O holandês Mathieu van der Poel, actual campeão do Mundo da especialidade, anunciou o seu início de temporada no ciclocrosse de Rucphen (Holanda), corrida a contar para a Taça do Mundo que acontecerá no dia 18 de dezembro. Van der Poel não compete desde o Paris-Roubaix, corrida na qual se classificou em terceiro lugar. Este ano na modalidade que lhe rendeu quatro títulos mundiais (Elite), planeia fazer entre 10 a 12 corridas do calendário. De recordar que em 2021 MVDP correu 14 corridas de ciclocrosse das quais venceu 10, tendo começado também em Dezembro. Os rivais diretos de Van der Poel no ciclocrosse começarão a temporada mais cedo. O britânico Tom Pidcock (Ineos) planeia estrear-se na temporada da modalidade, no dia 4 de dezembro no Superprestige em Boom (Bélgica). O belga Wout van Aert (Jumbo-Visma) também informou que estará de regresso ao ciclocrosse no início de dezembro, em data ainda indeterminada. O belga Eli Iserbyt, até agora dominador da temporada 2021-22 com 8 vitórias, será novamente colocado à prova com estes três grandes especialistas, que dominam as corridas em que participam. De todos eles Tom Pidcock é o que o belga melhor conhece pois faz parte da sua geração e disputou muitos títulos e corridas com ele nas categorias jovens. Certamente o objectivo de todos eles é o Campeonato do Mundo, que este ano se realiza nos Estados Unidos no dia 30 de Janeiro em Fayetteville, num circuito que esta temporada já teve uma prova a contar para a Taça do mundo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - Specialized Epic EVO pro Nos últimos anos temos assistido a um crescimento na variedade de escolha das bicicletas, muitos pensarão que é marketing das marcas, mas a verdade é que ano após ano existem mais bicicletas que se podem adequar a cada tipo de utilizador, e é isto que a Specialized fez, a Specialized Epic Evo é uma bicicleta para um utilizador diferente da Specialized Epic. Por vezes tenho receio de fazer estas comparações (por poderem ser mal interpretadas), mas neste caso vou arriscar. Imaginem um carro de Rally WRC (isso seria uma Specialized Epic), que foi transformado num Carro de Rally Dakar, ou Rally Raid (isso seria a uma Specialized Epic EVO), rápida na mesma e com algumas das qualidades do carro de rally WRC, mas com uma suspensão mais alta, pneus mais largos e mais alguns pormenores que lhe permitem ser melhor num ambiente diferente. Quando me perguntaram se queria testar uma Epic EVO eu próprio pensei: Caramba, uma EVO? Eu queria testar a Epic. Não me entusiasmou muito mas depois de dar as primeiras pedaladas, o preconceito desapareceu quase de imediato. Posso mesmo dizer que depois de sensivelmente um mês e vários quilómetros por terreno variado, acredito que esta Epic EVO seria a ideal para muitos dos utilizadores que compram uma Epic. Porquê? Porque muitos dos utilizadores da Epic não têm a técnica, por exemplo, de Jordan Sarrou, e a Epic EVO oferece um conforto e uma capacidade de descida bem acima da Epic, ela ensina a descer e perdoa muito mais os erros do que a sua irmã que foi talhada para bater os tempos das pistas de XCO e XCM da taça do mundo. Na verdade ela foi construída para o utilizador de XC que gosta de descer, que tem técnica e gosta de largar o travão pela serra abaixo, de se divertir nos trilhos sem perder totalmente a capacidade escaladora ou de fazer quilómetros. Neste caso é claramente uma aposta ganha pois ela permite mais diversão e abusos a descer, do que a Epic normal. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=explnbmbvdc&t= Specialized Epic EVO VS. Specialized Epic A Epic EVO diferencia-se da sua irmã "mais racing", principalmente por ter mais milímetros de curso de suspensão (120mm na frente e 110mm atrás em vez dos 100/90 da Epic normal), desde logo por não ter o sistema Brain e também pelo quadro, que embora seja a mesma plataforma, tem maior distância entre eixos e uma frente mais aberta. Também o link que liga o amortecedor ao triângulo traseiro é completamente diferente, sendo este na linha da bicicleta de Trail da marca americana, a Stumjumper. Isto confere-lhe maior rigidez em situações mais extremas. Vamos analisar as diferenças uma por uma: Como referi, a Specialized Epic EVO tem um angulo de direcção mais aberto (66,5º em vez dos 67,5º da Epic), melhor para descidas íngremes, e nem vale a pena medir, nas primeiras pedaladas notarás desde logo que tem uma posição muito mais relaxada que a Epic. Além disso também notarás a bicicleta mais alta, são só mais 20 mm. de curso de suspensão mas notam-se bastante, o que por um lado perdoa mais erros e por outro permite maiores abusos para os que conseguem tirar partido dela. O que vai causar mais espanto a quem está à espera de ter uma Epic é o facto de não ter o famoso sistema Brain (bandeira da marca e da Specialized Epic), ou nem sequer um bloqueio manual de suspensão e amortecedor no guiador. Esta foi a grande alteração nesta segunda geração da Specialized Epic EVO. Fiquei um pouco reticente em relação a isto quando dei as primeiras pedaladas, mas após uns dias com a bicicleta e depois de "conversar" com ela e a compreender, penso que o sistema Brain não faz sentido nesta bicicleta. Já em relação a um manípulo de bloqueio de suspensão no guiador, no mínimo um (fosse para suspensão ou amortecedor) seria bem vindo, afinal de contas ainda estamos a falar de uma bicicleta de XC e não de uma Trail. Para que serve o sistema Brain, ou os bloqueios de amortecedor e suspensão com manípulo no Guiador? Para efectuar essa tarefa mais facilmente, ou até automaticamente (no caso do Brain), e por sua vez mais rapidamente. Por um lado a Specialized Epic EVO não é uma bicicleta feita para competir nas pistas de XCO, não está feita para quem quer competir contra o relógio e tem que ser rápido em tudo, e como tal esses acessórios são dispensáveis, no entanto, pelo menos um manípulo dava jeito porque faz muita diferença quando estamos no terreno a subir e descer (efectuar a tarefa manualmente uma vez, é completamente diferente de efectuar essa tarefa duas vezes, ou seja para o amortecedor e para suspensão). Não ter o sistema Brain nem manipulo de bloqueio de suspensão, poupa umas gramas e deixa a Epic EVO mais equilibrada na balança quando comparada com a sua irmã mais "light", mesmo tendo um link e amortecedor mais pesado, pneus e suspensão maiores. De referir ainda que à semelhança do que a marca americana fez com a Epic, e até com a Stumjumper (bicicleta de Trail), também a Epic Evo não tem o pitot traseiro denominado pela marca como sistema FSR, ou horst link. Esta foi uma receita que funcionou bem na Epic e nesta também, nada a apontar, o conjunto traseiro da bicicleta é bastante activo e não notei a falta desse sistema nesta bicicleta. E se a comparamos com a Stumpjumper? Muitos colocarão esta questão: se é uma bicicleta mais divertida para descer e mais direccionada para os trilhos, porque não uma Stumpjumper? Posso fundamentar bem a minha opinião neste aspecto, porque a Specialized Stumpjumper foi precisamente a bicicleta que testei antes desta Epic EVO, e são bicicletas muito diferentes. (podes ver o nosso teste à Stumpjumper AQUI) Eu coloco as coisas assim: A Epic EVO é uma bicicleta com a qual vocês saem a pedalar de casa e já estão a "curtir" em cima dela, mesmo que seja a rolar numa estrada de terra na deslocação para os trilhos, o "setup" de suspensão e amortecedor permite o bloqueio total tanto de um como de outro, pelo que vocês não vão sentir o "bombear" desagradável do amortecedor e suspensão quando pedalam em terreno plano ou subida, principalmente a pedalar de pé. Por sua vez, a Speciliazed Stumjumper já é uma bicicleta mais virada para os trilhos e descidas (maior capacidade neste terreno, do que a Epic EVO), o "setup" de suspensão e amortecedor não permite o bloqueio total dos mesmos, e como tal já é uma bicicleta que nos leva a colocá-la no carro e deslocar-nos para a serra com ela no suporte. Claro que, para aqueles que têm "kit de unhas" depois de chegar aos trilhos a Stumpjumper permite muita mais diversão e abusos do que a Epic EVO. Mais uma vez, bicicletas diferentes para utilizadores diferentes, têm que olhar-se ao espelho e dizer a vocês mesmos que tipo de utilizador são. Rodas e Pneus Na linha de todo o conjunto também as rodas são topo de gama, estas Roval Control Carbon, com cubos DT Swiss 350 e aros com 25mm de largura interna, em conjunto com os pneus Ground Control 2.3 (na frente) e Fast Trak 2.3 (atrás) dão à bicicleta uma robustez e aderência fantásticas. Senti-me surpreendentemente bem com o pneu Ground Control na frente, mas não sendo eu um "endureiro", nem tendo utilizado joelheiras em nenhuma das minhas saídas com a bicicleta, não abusei muito das inclinações a curvar. Transmissão A Specialized Epic EVO Pro 2021 vem equipada Full Shimano XTR 12V., linha topo de gama da marca japonesa, que embora não seja electrónica, é uma transmissão que se revelou muito eficiente em qualquer das situações em que a coloquei à prova. De realçar que não pedalei em tempo de chuva. Travões (4 pistões) Os travões, também Shimano XTR, merecem um apontamento de destaque pois são a versão de 4 pistões. Visto ser uma bicicleta com a qual se podem atingir outras velocidades a descer, a Specialized achou por bem reforçar a Epic EVO com esta versão de travões e a verdade é que se nota bastante! Não terás problemas em parar a Epic EVO quando necessitares, terás sim que te adaptar a eles pois como se costuma dizer, "travam nas horas"! Sistema Swat O sistema Swat da Specialized consiste em aproveitar alguns espaços disponíveis nas bicicletas para acondicionar ferramenta, ou outro tipo de acessórios do ciclista. Nesta versão da Specialized Epic Evo, o espaço da caixa de direcção está engenhosamente aproveitado para acomodar a ferramenta multi-tool. É uma forma de aligeirar os bolsos ou bolsa de ferramenta, e depois de nos habituarmos a este sistema, é difícil viver sem ele. Amortecedor e Suspensão A FOX 34 Step-Cast Factory dispensa apresentações, como é habitual na FOX, tem uma leitura do terreno e suavidade fantásticas. Sendo esta suspensão a versão "34", confere a robustez necessária para quando largas travão em zonas de pedras e raízes, oferecendo mais confiança (nota-se a diferença para uma "32"). O amortecedor tem uma afinação e comportamento na linha da suspensão, com três posições: fechado, meio aberto e totalmente aberto, sendo que na posição de totalmente aberto tem afinação do "rebound" (recuperação). Espigão telescópico Um espigão telescópico numa bicicleta com estas características é digamos que, essencial. Facilita bastante a capacidade técnica do utilizador nas descidas íngremes. Poderia ser outro, mas o Fox Racing Transfer Factory Series, Kashima Coat, com passagem de cabos interna é simplesmente muito bom. Nada que surpreenda tendo em conta o seu valor. Em resumo: Nesta segunda geração da Specialized Epic EVO, a marca conseguiu sem dúvida marcar ainda mais diferença entre ambos os modelos da Epic, sendo que esta segunda geração não esconde aquilo para o qual foi construída: maior diversão nos trilhos. Esta bicicleta vai deixar plenamente satisfeito aquele que gosta de andar pela serra a fazer trilhos (a subir e a descer), mas que também gosta de chegar a casa com 80 ou 100 quilómetros nas pernas. Além disso, ao partilhar a mesma plataforma que a Epic, o facto da Epic EVO ter uma maior capacidade nos trilhos do que a sua irmã não lhe retira por completo a capacidade, tanto a rolar como de subir, algo que permite fazer umas maratonas XC quando assim se desejar, lembrando que a Epic original continua a ser a máquina ideal para quem o quer fazer em modo competição. Para veres as especificações completas da bicicleta testada, e inclusive comprar on-line podes fazê-lo em www.specialized.pt Por: Luís Beltrão Fotografia: Mário Silva Edição de fotografia: Jorge Branco Vídeo: Luís Beltrão Rider: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### The Alt Tour - Vídeo de como Lachlan Morton fez o Tour de France em modo BikePacking Lachlan Morton tornou-se num dos grandes protagonistas do ultima edição do Tour de France este ano, sem estar inscrito na prestigiada corrida! Ele fez aquilo a que chamou " The alt Tour ". O ciclista colega de equipa de Rúben Guerreiro (que aparece no vídeo) na EF Education-Nippo embarcou em uma aventura sem precedentes, fazer todas as etapas do Tour de France, incluindo os transfers entre elas, de bicicleta e em autonomia. Começou no mesmo dia dos ciclistas em competição, fazendo o mesmo trajeto, com o objetivo de chegar a Paris antes deles. No final percorreu 5.510 km com mais de 65.000 metros de desnível acumulado de subida em 18 dias, sim 18 dias porque ele terminou antes do pelotão que estava a competir. Segundo Lachlan Morton esta foi a maior aventura da sua vida até ao momento, deixamos-te o vídeo documentário feito pela equipa. https://www.youtube.com/watch?v=eujxv77lGOI Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novo capacete Specialized Gambit - Para DH e Enduro A Specialized lançou o novo capacete para DH e mesmo para o Enduro mais arrojado. Trata-se do Specialized Gambit, um capacete integral certificado para DH, com a ventilação e ajuste de um capacete aberto. A marca diz que a sua equipa de desenvolvimento enveredou por uma abordagem totalmente integrada quando criou o Gambit. Todos os componentes foram desenvolvidos compreensivamente. O Gambit combina uma leve estrutura em fibra de carbono, apoio específico em policarbonato e cinco peças otimizadas de espuma de densidades próprias (patente pendente) para um peso reduzido, ajuste ótimo e ventilação melhorada. Certificado ASTM DH (1952). Afina um ajuste mais preciso e personalizado, graças ao Sistema Integrado de Ajuste do Gambit, que acomoda variações na forma da cabeça e base occipital. O ajuste personalizado da base occipital tem como objectivo melhorar o conforto e permitir a afinação do ângulo do capacete, para assegurar que o capacete e óculos estão em sintonia. As almofadas das bochechas são ajustáveis em quatro posições e oferecem um refinamento do ajuste para todas as formas de cabeça. A pala é integrada e fixa, com recurso de quebra, parece fornecer um amplo campo de visão, ao mesmo tempo que protege contra os detritos do trilho como todas as palas deste tipo de capacetes. O peso médio é de 640 gramas (Tam. M), o que num capacete integral é muito bom peso. Para mais detalhes sobre o novo Specialized Gambit, visita o site da marca www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O novo capacete Bontrager Circuit WaveCel A Bontrager lançou hoje o novo capacete Bontrager Circuit WaveCel, com materiais reciclados e um perfil aerodinâmico, com grande versatilidade da gama Bontrager. Com funcionalidades premium e um ajuste focado no conforto, juntamente com uma classificação de 5 estrelas nos testes independentes realizados na Virgina Tech, o Circuit WaveCel está preparado para a estrada e para os trilhos, da ciclovia ao bike parque, ou seja é um capacete versátil, para diversos tipos de ciclismo O que é a tecnologia WaveCel? O novo Circuit inclui tecnologia WaveCel. O WaveCel é uma estrutura celular flexível no interior deste capacete Bontrager. Foi concebida para ser mais eficaz do que um capacete tradicional de espuma na proteção contra lesões na cabeça causadas por determinados acidentes de ciclismo. Com materiais reciclados Para proteger o planeta, a Bontrager concebeu o novo capacete Circuit WaveCel com 50% de espuma EPS reciclada, procurando reduzir o impacto no ambiente. O Circuit WaveCel dispõe de apoios de fixação Blendr magnéticos que permitem uma instalação fácil e rápida de um câmara GoPro e/ou Luzes de Circulação Diurna da Bontrager, para que os ciclistas consigam ver, ser vistos e ver as imagens depois das voltas. A fixação magnética facilita a instalação e é segura mesmo com andamentos rápidos e em percursos acidentados. A Bontrager informa que a força de retenção está testada para garantir que os acessórios se desprendem em caso de acidente. O Bontrager Circuit WaveCel tem um sistema de aperto BOA® Fit que permite que os ciclistas controlem o seu ajuste, e os novos separadores da cinta FlatStrap semifixos são feitos para regular a parte dianteira e traseira, de forma que se possa encontrar uma posição confortável e segura debaixo do queixo. De acordo com a Bontrager, as proteções almofadadas absorventes garantem um acolchoamento suave e são removidas com facilidade para lavagem após percursos quentes ou muito esforço. Garantia de satisfação de 30 dias Como todos os produtos Bontrager, o novo Circuit WaveCel está abrangido pelo Compromisso Incondicional Bontrager de 30 dias, que dá ao ciclista 30 dias para desfrutar da sua compra. Caso não fique satisfeito, a Bontrager aceita a devolução. Troca gratuita em caso de acidente Adicionalmente, o capacete é ainda abrangido pelo compromisso de substituição por acidente da Bontrager. Se o teu capacete sofrer um acidente durante o primeiro ano após a compra, será substituído pela Bontrager de forma gratuita. Os novos capacetes Circuit WaveCel já estão disponíveis através da rede de lojas Trek. Para mais informações sobre o capacete visita o site www.trekbikes.com/pt  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVAS Trek Rail com o sistema Bosch smart system A Trek lançou hoje as novas bicicletas elétricas de montanha Rail, as primeiras equipadas com a nova tecnologia Bosch smart system. As novas Trek Rail 9.8 e 9.9 foram equipadas com componentes de trail de última geração, trazem o potente sistema de transmissão Bosch smart system e dispõem de maior autonomia, conectividade e personalização do que nunca. Novo sistema Bosch smart system O novo sistema Bosch smart system é ao mesmo tempo um upgrade de hardware e de software, oferecendo funções e características que fazem toda a diferença. Este novo sistema oferece uma nova bateria com maior capacidade, novo comando e novo monitor. Mais, a aplicação eBike Flow oferece novas formas de personalizar a experiência, registar atividades e executar atualizações de software sem fios (Over The Air), tudo com o telefone do ciclista. Potente sistema de transmissão  O motor Performance CX oferece assistência até aos 25 km/h até um máximo de 140 quilómetros de autonomia graças à nova bateria de 750 Wh, o que significa um aumento de autonomia de 20% em relação aos modelos anteriores da Rail. O torque de 85 Nm ajuda os ciclistas a conquistarem as subidas mais complicadas. Comando e monitor novos O novo comando LED apresenta os modos de assistência coloridos para que os ciclistas consigam ver qual o nível de assistência selecionado somente com um olhar. Também atualiza todo o sistema Bosch com Bluetooth e com a nova aplicação eBike Flow. O monitor a cores Kiox 300 montado no tubo superior permite que os ciclistas tenham uma visualização perfeita dos dados. Aplicação eBike Flow A nova aplicação eBike Flow da Bosch está repleta de funcionalidades úteis. Permite que os ciclistas personalizem o comportamento de assistência do motor, permite a execução de diagnósticos ao sistema e inclui uma funcionalidade de navegação com indicações de viragem. A aplicação também regista a atividade das voltas, recolhendo automaticamente a informação quando os ciclistas partem e fazendo uma pausa quando os ciclistas param. Maior desempenho numa bicicleta de Trail A nova Rail continua a utilizar as rápidas rodas de 29” e dispõe de um curso de 160 mm à frente e 150 mm atrás com a comprovada suspensão da Trek. Mas este ano, foi concebida com uma geometria agressiva similar à da Slash - um ângulo de tubo de direção mais descontraído de 64,5 graus e alcance mais longo - para maior estabilidade quando as coisas se complicam.  Gestão inteligente da pressão dos pneus, suspensão e amortecedor Os modelos Rail 9.9 dispõem de ferramentas de configuração e gestão inteligente sem fios das pressões de ar. O "TyreWiz" monitoriza a pressão de ar dos pneus, enquanto a "AirWiz" monitoriza a pressão da suspensão dianteira e do amortecedor. Os ciclistas podem definir a pressão desejada na aplicação SRAM AXS e depois somente verificar as luzes antes de cada volta. A luz vermelha significa que é preciso verificar a pressão e a verde sinaliza que está dentro do intervalo predefinido e que podemos sair a pedalar. Personalização Os novos modelos Rail também estão disponíveis para personalização através do programa Project One da Trek. É possível selecionar o modelo, pintura e componentes para criar a derradeira bicicleta elétrica de montanha de sonho. Rail com Bosch smart system disponível nos modelos: Rail 9.8 GX AXSRail 9.8 GXRail 9.8 XTRail 9.9 XTRRail 9.9 XX1 AXS Para mais detalhes sobre especificações técnicas e preços visita o site www.trekbikes.com/pt/ . As novas bicicletas elétricas de montanha Trek Rail já estão disponíveis através da rede de lojas Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Specialized Riprock, a bicicleta de montanha para os mais novos A Specialized lançou as novas Riprock e Riprock Expert para os ciclistas de trail mais novos. Fazer bicicletas para crianças é apoiar e nutrir o espírito de pedalar desde o primeiro momento em que os pés de uma criança tocam nos pedais. A liberdade é a ausência de medo, e andar sem medo requer uma bicicleta que aguente a imaginação do dos mais novos. É por isso que a Specialized diz ter desenhado a Riprock para ser uma bicicleta de montanha, incluindo todas as características necessárias para uma maior confiança na condução, inspirando os ciclistas mais novos a subir mais alto e enfrentar as descidas livremente.  A marca acredita que as crianças não podem pedalar com confiança se não o fizerem confortavelmente. Usaram os mesmos conjuntos de dados que formaram a Hotwalk Carbon e a Jett para repensar tudo, desde como eles se agarram até como eles se sentam, para criar uma bicicleta especificamente e proporcionalmente para crianças. Destaques da Riprock Um selim Bridge de 130 mm, bem como um Q-fator mais estreito e cranques mais curtos, que de acordo com a marca oferecem melhor alinhamento entre a anca,  joelho e tornozelo para diminuir o risco de lesões e aumentar a força de pedalada. Punhos mais estreitos e geometria de quadro atualizada para melhor condução da bicicleta.Um conjunto leve, completo com um quadro atualizado e um amplo sistema de transmissão, cria uma bicicleta para permitir que os ciclistas enfrentem escaladas facilmente.A Riprock oferece recursos modernos de MTB como nas bicicletas de adulto, como o ângulo de tubo da direção relaxado, cabos roteados internamente, travões de disco hidráulicos e pneus Ground Control. Destaques da Riprock Expert Além do conjunto leve e específico para crianças mencionado acima: Sistema de transmissão SRAM NX de 11 velocidades de amplo alcanceTravões de disco hidráulico SRAM LevelPneus Ground COntrol Tubeless-readyForqueta Manitou J-Unit 100mm A marca introduziu componentes ao nível das bicicletas de adulto, porque acredita que os mais novos também devem ter a possibilidade de explorar e evoluir mais quando começam. Para informações sobre preços e especificações completas, visita o site www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste em competição à NOVA Specialized CRUX A nova Specialized CRUX foi apresentada este mês, é uma bicicleta de Gravel competitivo e como tal faz todo o sentido ser testada no ambiente para o qual se destina, uma corrida de Gravel. Desloquei-me a Palamós, uma vila perto de Girona em Espanha onde se realizou a corrida SA Costa Brava Gravel, e onde a Specialized mostrou em pormenor a nova CRUX, além de nos proporcionar o teste da bicicleta nesse evento Gravel. No primeiro dia recebemos informação sobre a bicicleta, por parte da Specialized e também de alguns atletas que já a utilizam em corridas de Gravel, como é o caso de Freddy Ovett, ciclista da equipa "Legion of Los Angeles", que já foi ciclista World Tour na Israel Start Up Nation e agora se dedica às corridas de Gravel. Ovett explicou-nos que sempre utilizou a Specialized Diverge, que está satisfeito com ela, que é uma bicicleta versátil e muito polivalente, mas o papel dele é competir e como tal ficou agradado com o lançamento da nova CRUX, que agora passou a utilizar. Destacou o facto desta bicicleta ter uma geometria e um comportamento mais "racing", bem como a leveza da bicicleta. A bicicleta que tivemos oportunidade de testar foi a primeira da gama disponível em Portugal, a Specialized CRUX Comp, quadro em carbono, equipado com o grupo de transmissão e travões SRAM Rival. No vídeo do teste podes ver como foi o evento e a opinião sobre a bicicleta. Encontras mais informações sobre a bicicleta neste nosso artigo, ou no site da marca em Portugal, www.specialized.pt Vídeo do teste https://youtu.be/-nE8W3HacCU Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Canyon Grizl AL Em maio de 2021, a Canyon apresentou a Grizl CF, uma bicicleta de gravel numa linha mais clássica e menos vanguardista que a bicicleta Canyon Grail, o outro modelo gravel da marca alemã. O sucesso da Grizl foi imediato e 5 meses depois a marca lança a versão em alumínio, a Canyon Grizl AL. A Grizl AL é uma bicicleta com tudo o que tornou os utilizadores apreciaram na Grizl CF, mas com um quadro de alumínio versátil e de preço acessível. A revolução do gravel aumentou a procura de bicicletas sólidas e funcionais, capazes de enfrentar qualquer aventura. Exatamente o que a Canyon pretende com a Grizl AL. Para aumentar o conforto em plena carga, a Grizl AL suporta pneus de até 50 mm, embora venha de fábrica com pneus sem câmara de 45 mm de largura. O quadro de alumínio possui uma estética cuidada e tem uma geometria que a marca apelida de "Gravel Pro", a mesma das demais bicicletas gravel, Grail e Grizl. No que respeita a capacidade de carga, à imagem da sua irmã de carbono, a Grizl AL também permite transporte de carga em bolsa de guiador e "top-tube" do quadro, ao contrário da Grail de carbono por exemplo. Também a versão de alumínio tem vários pontos de fixação distribuídos por todo o quadro Grizl, o que tornam mais capaz para qualquer aventura de bikepacking. Podem ser carregados mais bidões, bolsas ou até mesmo guarda-lamas projetados especificamente para este modelo. Para os mais audazes existe versão com suspensão. A Canyon permite a escolha entre a forqueta de carbono Grizl com pontos de fixação extras ou o conforto da suspensão RockShox Rudy específica para gravel. Uma novidade na Grizl AL é que esta estará disponível em mais tamanhos do que os outros modelos. A Canyon adicionou o tamanho 3XS para os ciclistas mais baixos. Preços A gama Grizl AL começa nos 1.499 € para a Grizl 6, que inclui desviador Shimano GRX 400, rodas de alumínio DT Swiss Gravel LN e espigão Canyon SP0057. O modelo topo de gama é a Grizl 7 Suspension que se situa nos 1.999 €, com Shimano GRX 600, GRX810 transmissão e travões e suspensão RockShox Rudy XPLR com 30 mm de curso. A gama Grizl AL está disponível desde 21 de outubro em canyon.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Absa Cape Epic 2021 - Resumo etapa 5 A etapa 5 do cape Epic 2021 foi curta mas brutalmente íngreme, 84 km's. com 2900 mts. de desnível acumulado. Uma etapa dura quer fisicamente, como psicologicamente. Depois da prova do Campeonato do Mundo de XCM, igualmente dura em altimetria, este tipo de desafio encaixaram que nem uma luva para Hans Becking (Holanda) e José Dias (Portugal), da Buff Scott MTB, conquistaram mais uma vitória de etapa no Absa Cape Epic de 2021, após o triunfo na Etapa 4 com uma exibição igualmente impressionante para conquistar a Etapa 5 em Wellington. Martin Frey e Simon Stiebjahn (BULLS 2) terminaram em segundo, com Matt Beers e Jordan Sarrou (NinetyOne-songo-Specialized) em terceiro no dia de. Na corrida feminina, Laura Stigger e Sina Frei (NinetyOne-songo-Specialized) continuaram a sua incrível marcha pela Cape Epic 2021 em Wellington hoje, vencendo a sua sexta etapa (um Prólogo e cinco etapas). Candice Lill e Mariske Strauss (Faces CST) também fizeram hoje uma corrida brilhante, terminando no segundo lugar do dia. A equipa Salusmed (Robyn de Groot e Ariane Lüthi) ficou em terceiro, com De Groot a ter dificuldades no dia de hoje. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=SOQstTPV-jU TOP 10 classificação geral masculina após etapa 5 TOP 10 classificação geral feminina após etapa 5 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fim de semana de Ciclismo no Eurosport Este fim de semana, os fãs de ciclismo vão poder desfrutar de uma excelente seleção de provas de diferentes especialidades que prometem muitas horas de ação e entretenimento de ciclismo no Eurosport. Ciclocrosse, ciclismo de pista e ciclismo de estrada feminino são algumas das propostas do canal para um sábado e um domingo bem passados. Superprestige de Ciclocrosse Uma das mais importantes competições da modalidade, cumpre a 2.ª etapa da Série, este sábado, em Ruddervoorde, na Bélgica. Depois do arranque da nova temporada, no passado dia 3 em Gieten, são esperados novamente os melhores ciclistas para uma corrida que promete muita lama. A não perder no Eurosport 1, em direto, a partir das 13:55h. USCX Series Mais tarde, a emissão do Eurosport ‘pedala’ da Europa para os EUA, para seguir mais uma jornada da USCX Series, o campeonato norte-americano de ciclocrosse. Mason, no Estado do Ohio, é o palco desta prova que o canal emite, em direto, a partir das 20:00, no Eurosport 1. Serão transmitidas as corridas feminina e masculina. No domingo há mais ciclocrosse, desta feita, com as corridas da Taça do Mundo em Zonhoven, Bélgica, e que podem ser seguidas em diferido, no Eurosport 1, a partir das 16:20h. Volta a Drenthe feminina Um pouco antes, a partir das 13:00h, o Eurosport 1 emite, em direto, a Volta a Drenthe feminina. A temporada de ciclismo de estrada está próxima do seu final, mas restam ainda algumas corridas para ver. Recorde-se que o Eurosport reforçou a sua oferta de ciclismo emitindo mais de 300 dias de corridas em direto dos quais 40 são reservados ao setor feminino. Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista Para além disso, este fim de semana conclui-se mais uma edição dos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista em Roubaix, França, onde competem os portugueses Iúri Leitão, João Matias, Rui Oliveira e Maria Martins.  Para mais detalhes consulte a programação em www.eurosport.pt ### Absa Cape Epic 2021 - Resumo etapa 4 Depois de alguns azares e quedas nos primeiros dias, ao quinto dia tudo correu bem para a equipa Buff Scott de José Dias e Hans Becking. A dupla holandesa-portuguesa fez uma corrida impecável hoje, vencendo a Etapa 4 do Absa Cape Epic 2021, e sobem da sexta posição para a quarta posição da geral. Os líderes da geral, Matt Beers e Jordan Sarrou (NinetyOne-songo-Specialized) terminaram em segundo lugar no dia de hoje, ampliando a novamente a sua liderança na geral (depois de ontem ter perdido algum tempo). A equipa Canyon Northwave MTB viu-se obrigada a abandonar antes do início devido a problemas de estômago de Martin Stošek . Andreas Seewald continuou a solo, mas a equipa está fora da corrida. A corrida feminina não tem muita história para contar, mais um dia de toda domínio de Sina Frei e Laura Stigger (NinetyOne-songo-Specialized), que venceram a sua quinta etapa consecutiva do Absa Cape Epic 2021. Ampiaram uma vez mais a vantagem na classificação geral, sendo agora 17 minutos sobre Robyn de Groot e Ariane Luthi (Salusmed), a três etapas do final da corrida. TOP 10 Classificação geral masculina após etapa 4 TOP 10 Classificação geral feminina após etapa 4 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Absa cape Epic 2021 - Resumo etapa 3 A etapa 3 do Absa Cape epic 2021 decorreu entre duas diferentes montanhas, totalizando no final do dia 91 quilómetros com 2100 mts. de desnível acumulado. Corrida Masculina O campeão do Mundo de XCM Andreas Seewald (Canyon Northwave) começa a puxar dos galões à medida que os dias de competição vão passando, e hoje foi um exemplo disso, pois ele e o seu companheiro de equipa Stošek conseguiram uma importante vitória de etapa. A dupla da Canyon Northwave continua em segundo lugar da geral, mas voltou a diminuir a diferença para Matt Beers e Jordan Sarrou da NinetyOne-songo-Specialized, sendo agora de 1:43. Samuele Porro e Fabian Rabensteiner (Trek-Pirelli) conseguiram ficar com Seewald e Stošek na subida onde se fizeram as diferenças, tendo depois os quatro colaborado nos últimos 10km, levando a decisão da etapa para o ultimo quilómetro. A equipa BULLS voltou a finalizar terceiro, Urs HUBER e Simon SCHNELLER terminaram a uns escassos 19 segundos dos vencedores. A equipa do português José Dias do holandês Hans Becking, caiu hoje para o 6.º lugar da classificação geral, após terminar a etapa de hoje no 8.º posto. Corrida feminina Sina Frei e Laura Stigger (NinetyOne-songo-Specialized) venceram a Etapa 3 do Absa Cape Epic em Tulbagh, continuam imparáveis, somando a quarta vitória em 4 dias de competição. Hoje, voltaram a terminar a etapa com grande diferença para as segundas classificadas, foram quase quatro minutos de diferença para Robyn de Groot e Ariane Lüthi (Salusmed), colocando a diferença na classificação geral cada vez maior. São já 11 minutos, a diferença entre a primeira e segunda equipa na classificação geral feminina. TOP 10 classificação geral masculina após etapa 3 TOP 10 classificação geral feminina após etapa 3 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=B5fVV2onfXE Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mundiais de Ciclismo de Pista com portugueses de olhos nas medalhas É já a partir de hoje, dia 20 de Outubro, que os fãs de ciclismo de pista vão poder seguir em direto no Eurosport uma das mais importantes competições da temporada: os Campeonatos do Mundo. A cidade francesa de Roubaix, com grande tradição velocipédica, é o palco desta edição que promete, uma vez mais, muita ação e emoção. Portugal vai estar representado nos Mundiais com quatro atletas: Maria MartinsIúri LeitãoJoão MatiasRui Oliveira Depois de um excelente resultado nos Europeus há duas semanas em que Portugal garantiu quatro medalhas, com Rui Oliveira em destaque ao conquistar o ouro na prova de scratch e o bronze em Madison, a motivação para estes Mundiais é grande. No entanto, para esta competição as seleções apenas podem discutir provas em que têm entrada garantida por ‘ranking’ e não nas que desejam. No setor masculino, Portugal vai disputar as provas olímpicas de omnium e de madison, além de eliminação, perseguição individual e scratch. Maria Martins vai disputar as provas de omnium, eliminação, scratch e corrida por pontos. Para acompanhar os Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista de 20 a 24 de outubro em direto no Eurosport. Os comentários ficam a cargo de Paulo Martins e Gonçalo Moreira.  Datas e Horários das emissões dos Mundiais no Eurosport 1 20 de outubro – 17:25h - 20:50h 21 de outubro – 17:25h - 20:55h 22 de outubro – 17:25h - 21:15h 23 de outubro – 16:25h - 19:55h 24 de outubro – 13:30h - 16:20h  Para mais detalhes consulta a programação em www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Absa Cape Epic 2021 - Resumo etapa 2 O Vale Witzenberg é sem dúvida um dos "playgrounds" mais desafiantes do BTT, e foi aí que se disputou a etapa 2 do Absa cape Epic 2021, para muitos a etapa rainha. Hoje na corrida masculina, a vitória foi para os líderes da classificação geral, o ciclista sul-africano Matt Beers e o parceiro francês Jordan Sarrou (NinetyOne-songo-Specialized) conquistaram assim a sua segunda etapa desta edição, depois da vitória no prólogo do primeiro dia A dupla venceu confortavelmente a etapa de 98 km 's. que levou os ciclistas de Ceres a Saronsberg, Tulbagh, com o tempo de 3:56:02. Com esta vitória reforçaram a liderança na classificação geral da prova, têm agora uma vantagem de 2:13 sobre Martin Stošek e Andreas Seewald da equipa Canyon Northwave MTB na classificação geral da corrida, e arrancam novamente como líderes no dia de amanhã, numa etapa que terá 91 km's. e que se apresenta com muitos dos trilhos mais famosos Tulbagh. A equipa Canyon Northwave MTB terminou no segundo posto a etapa 2, a uns escassos 30 segundos dos vencedores, enquanto Urs Huber e Simon Schneller (BULLS), ficaram em terceiro; eles que também estão em terceiro lugar na classificação geral. Na corrida feminina, a equipa NinetyOne-songo-Specialized de Sina Frei e Laura Stigger consegue nesta terceira etapa carimbar a terceira vitória em e etapas até agora decorridas no Absa Cape Epic de 2021. Desta feita venceram a etapa 2 à frente de Robyn de Groot e Ariane Lüthi (Salusmed). Candice Lill e Mariske Strauss (Faces CST) conquistaram o terceiro lugar no dia de hoje. O domínio das líderes da classificação geral é, até agora, avassalador. Frei e Stigger têm sete minutos e meio de vantagem sobre as rivais mais próximas, De Groot e Luthi; que embora possa parecer uma eternidade, nos trilhos do Absa Cape Epic tudo pode acontecer e a vitória nunca é segura até à linha de meta no ultimo dia. Quanto à equipa Buff Scott de José Dias e Hans Becking, conseguiram finalizar a etapa no 4.º posto, apesar de uma queda do português, aparentemente sem consequências graves. Vídeo resumo da etapa 2 https://youtu.be/xnzBQuCbZHM TOP 10 Classificação Geral Masculina após etapa 2 TOP10 Classificação Geral Feminina após etapa 2 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Absa Cape Epic 2021 - Resumo etapa 1 Na corrida masculina a equipa Bulls conseguiu a vitória da etapa 1 na Absa Cape Epic 2021. Foi uma etapa apertada de completo domínio, as equipas BULLS (Urs Huber & Simon Schneller) e BULLS 2 (Martin Frey & Simon Stiebjahn) conquistaram o primeiro e segundo lugar, respectivamente, com Canyon Northwave MTB (Andreas Seewald & Martin Stošek) a completarem o pódio terminando em terceiro. Os vencedores do Prólogo no dia de ontem, a equipa NinetyOne-songo-Specialized (Matt Beers & Jordan Sarrou), terminaram em quarto, com uma diferença de tempo que lhes permitiu manter a liderança da classificação geral. Na corrida feminina as vencedoras voltaram a ser Sina Frei e Laura Stigger, que esmagaram a concorrência tendo conseguido a vitória da etapa 1 com uma diferença avassaladora para as segundas classificadas, Ariane Luthi e Robyn De Groot, de quase cinco minutos. O português José Dias e Hans Becking, da equipa Buff Scott, terminaram a etapa no 5.º posto e minimizaram algumas das perdas do dia de ontem. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/8gtiAHGUPrM TOP 10 classificação geral masculina após etapa 1 TOP10 classificação geral feminina após etapa 1 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional XCM Disputou-se hoje em Mortágua o Campeonato Nacional XCM, uma prova marcada pela chuva e frio, que se fizeram sentir durante todo o dia, tornando o percurso que já era duro por si só, muito mais complicado devido à água e lama. Mais de metade dos inscritos, não terminaram a prova. Categoria Elite Masculina Na categoria masculina, como passar dos quilómetros e dureza do percurso acabaria por ficar um grupo reduzido na frente da corrida. Entre eles estava um dos favoritos, Tiago Ferreira (DMT Racing Team) que tinha conseguido recuperar depois de furar logo na fase inicial, mas o azar acabou se repetir, voltou a furar durante a segunda de três voltas ao percurso e a não concluiu a prova.  Após o abandono de Tiago Ferreira, restaram apenas quatro atletas na frente da corrida, entre eles estava Bruno Sancho (Korpo Activo/Penacova) que atacou na fase final, seguindo isolado até à linha de meta. Roberto Ferreira (DMT Racing Team) foi segundo, a 4m12s do vencedor, com Andrew Henriques (BTT Loulé/Elevis) a fechar o pódio na terceira posição, a 14m28s. Categoria Elite Feminina Melissa Maia (Team Farto/BTC) dominou a prova feminina, depois de ter atacado ainda a meio da primeira volta. A atleta conseguiu ganhar uma vantagem confortável sobre as adversárias e seguiu a solo até ao final. Ana Antunes (Ser e Parecer Publicidade - Cycling Project) foi segunda, a 15m22s de Melissa Maia e Celina Carpinteiro (BTT Loulé/Elevis) fechou o pódio em terceiro, a 15m41s. Outras categorias Nas categorias de veteranos masculinos impuseram-se o master 30 Filipe Ramos (Guilhabreu BTT), o master 35 José Lourenço (SPAC BTT), o master 40 Nuno Inácio (BTTGardunha/Fundão/Create), o master 45 Pedro Dias (SPAC BTT), o master 50 Carlos Soares (SAERTEX Portugal/Edaetech), o master 55 Fernando Gonçalves (CTM-Vila Pouca/CEPSA Casa Lima Chaves), o master 60 Rui Bacharelnorte (Individual) e o master 65 Carlos Correia (BTT Loulé/Elevis). Já no setor feminino, o destaque vai para a master 30 Lurdes Gonçalves (Clube de Ciclismo de Castelo Branco), a master 40 Raquel Santos (BTT Seia) e para a master 50 Filomena Paulo (Róódinhas/Santos Silva).Nas bicicletas de assistência eléctrica foram Andreia Dias (Efapel-Escola de Ciclismo de Águeda) e Carlos Brás (Golden Club Cabanas/Núcleo Sporting CP de VRSA) a sagrarem-se campeões nacionais. Na categoria de paraciclismo, na classe C foi José Castanheira (BTT Serra do Açor) a conquistar o título de campeão nacional. Já na classe D, a vitória foi para Tiago Craveiro (Individual).O BTT Loulé/Elevis venceu a classificação por equipas. Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Absa Cape Epic 2021 - Resumo do Prólogo Começou hoje a corrida de bicicleta de montanha por etapas mais mediática do mundo, conhecida por muitos como o "Tour de France" do BTT, a Cape Epic 2021. A edição do Cape Epic 2021 decorrerá durante 8 dias, durante os quais serão percorridos 620 quilómetros, com um total de 15 350 metros desnível acumulado de subidas (D+). A corrida é caracterizada por um terreno bastante variado, entre trilhos técnicos, estrada de terra e "singletracks". Os ciclistas este ano foram recebidos em condições atipicamente frias, húmidas e com lama no Prólogo que dá início à corrida nas encostas da "Table Mountain", no coração da Cidade do Cabo, África do Sul. Este primeiro dia de competição é marcado por um percurso de perfil cross-country-olímpico (XCO), uma distância de 20 quilómetros, técnico e com 600 mts. D+, e foram precisamente os ciclistas oriundos do XCO que marcaram a diferença no dia de hoje. Corrida Masculina Jordan Sarrou e Matthew Beers da equipa NinetyOne-songo-Specialized pulverizaram o cronómetro nos 20 km's do prólogo com um tempo de 43m.24s. Os segundos classificados, foram Filippo Colombo and Juri Zanotti da equipa BMC-KTM que terminaram a 1m.39s. dos vencedores, e os terceiros foram o novo Campeão do Mundo de XCM Andreas Seewald e Martin Stosek da equipa Canyon Northwave MTB que fizeram mais 1m.50s. que os vencedores. Corrida feminina Também na corrida feminina as especialistas do XCO destacaram-se no prólogo. Sina Frei e Laura Stigger, da Songo-Specialized, tiraram partido da sua técnica para fazer diferença nos trilhos e piso com lama, terminando com o tempo de 54m.08s. As rivais que conseguiram terminar mais próximas foram Candice Lill e Mariske da equipa Faces CST, que terminaram a 1m33s. das vencedoras, seguidas de Ariane Luthi e Robyn de Groot da equipa Salusmed que terminaram no terceiro posto a 1m.38s. das vencedoras. A equipa Buff Scott do português José Dias, que faz dupla com o holandês Hans Becking, teve azar neste primeiro dia de competição onde um furo na roda da frente os fez perder algum tempo. Terminaram no 10.º lugar a 2m.44s. dos vencedores. De realçar ainda a participação de equipas World Tour como a EF Education Nippo com Lachlan Morton, assim como a Bora-Hansgrohe com Ben Zwiehoff e Lennard Kamna. Top 10 corrida masculina TOP 10 corrida feminina classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Equipas do World Tour participaram no Serenissima Gravel A temporada de ciclismo de estrada está quase a terminar, na altura do ano em que inicia a temporada de ciclocrosse, alguns ciclistas aproveitavam a temporada de ciclocrosse para manter a forma, mas com o Gravel a ficar cada vez mais sério, agora também têm o Gravel! A chegada ao pelotão profissional de estrada de nomes como Van der Poel, Van Aert ou Pidcock, despertaram cada vez mais o interesse das equipas e ciclistas para a serem multidisciplinares, não fazendo apenas o seu calendário nas provas de estrada. Além disso, as marcas que apoiam as equipas ganham mais notoriedade numa altura do ano em que não existem tantos eventos de ciclismo. Serenissima Gravel Foi neste contexto que nasceu a Serenissima Gravel, a primeira competição 100% de Gravel para ciclistas profissionais. Não são utilizadas bicicletas de estrada na gravilha (como na Strade Bianche), mas sim bicicletas de Gravel de raíz. Esta corrida foi idealizada por Filippo Pozzatto, o conhecido ciclista italiano campeão da Milan-San Remo e sempre competitivo nas corridas clássicas. A Serenissima Gravel é composta por 132 quilómetros entre o Lido di Jesolo e a Piazzola sul Brenta, maioritariamente por estradas de terra. Equipas World Tour cada vez mais envolvidas Foi a EF Education uma das primeiras (senão a primeira) equipas a colocar ciclistas em corridas de Gravel (a EF Education já coloca ciclistas e estrutura de apoio no antigo Dirty Kanza (agora Unbound Gravel) há muito tempo, mas com o desenvolvimento da modalidade e com a UCI a anunciar as intenções de Campeonato do Mundo para 2022, as equipas redobraram a sua atenção para esta vertente do ciclismo. Na primeira edição do Serenissima Gravel, várias equipas do pelotão profissional decidiram apresentar-se com bons nomes. A Astana (com Lutsenko ou Batistella), a Intemarché-Wanty (com Van der Hoorn ou Van Poppel), e por exemplo a Cofidis com Fernando Barceló e Nathan Haas, que procuraram assim obter um bom resultado na estreia. Vídeo promocional da Campagnolo com de Nathan Haas (Cofidis) pelas estradas italianas. https://www.youtube.com/watch?v=WnNoi7BrlyA A organização do Serenissima Gravel afirma que o seu percurso é mais técnico que a Strade Bianche, mas esta é feita com bicicleta de Gravel em vez de bicicleta de estrada, na qual os pneus podem ser mais grossos e adequados a este tipo de piso. Vitória para Lutsenko Falando de competição, Alexei Lutsenko conseguiu a vitória. A 60 quilómetros do fim arrancou e ninguém conseguiu acompanhar o ataque. Nesta Prova a equipa utilizou a Willier Triestina RAVE SLR, a bicicleta de Gravel da marca que apoia a equipa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Espectadora que causa queda no Tour 2021 começou a ser julgada Precisamente no dia em que foi a apresentação do Tour de France 2022, foi o primeiro dia de julgamento da espectadora que causou a brutal queda na primeira etapa do Tour 2021. Para além das acusações criminais por colocar em perigo terceiros que podem resultar numa multa de € 15.000 e pena de prisão, a espectadora também terá uma acção cível apresentada pela CPA (Cyclistes Professionnels Associés). Com essa acção, a CPA pretende impressionar o público sobre a importância da segurança do ciclista e do respeito ao mesmo quando em participação em eventos de ciclismo. “Com este gesto, a CPA quer chamar a atenção para uma atitude responsável e de respeito para com os ciclistas no desempenho da sua profissão”, diz a CPA em comunicado. No primeiro dia de julgamento o Ministério Público (MP) francês lembrou que a mulher, de 31 anos, sem antecedentes criminais, “colocou outras pessoas em perigo”, mas considerou que as “lesões causadas não foram intencionais”, lembrando que a acusada “reconheceu a gravidade do seu comportamento e mostrou-se arrependida”. O advogado da mulher, referiu que a sua cliente “é uma pessoa frágil em termos psicológicos” e considerou que essa “fragilidade aumentou muito depois dos acontecimentos em causa, que lhe tornaram a vida num inferno”. Relembrar que na primeira etapa do Tour, disputada em 26 de Junho de 2021, a espectadora que empunhava um cartaz para as câmaras de televisão com a frase "“Allez Opi-Omi”, derrubou o alemão Tony Martin (Jumbo-Visma), que caiu desamparado no chão e foi atropelado por vários ciclistas, causando uma queda enorme no pelotão que afectou vários ciclistas e equipas no primeiro dia de competição. A espetadora foi detida dias depois para ser interrogada, no âmbito de uma investigação criminal por “lesões involuntárias com uma incapacidade inferior a três meses, por manifesta violação deliberada de uma obrigação de segurança ou prudência”. Depois de ter sido interrogada em 02 de Julho, a mulher, que começou hoje a ser julgada, saiu em liberdade. Tony Martin (um dos afectados), abandonou a carreira profissional de ciclistas este ano, após participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, alegando como uma das principais razões da sua decisão, a falta de segurança para os ciclistas profissionais nas corridas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Bontrager apresenta as novas Bolsas Adventure A Bontrager acaba de lançar três novidades da gama de Bolsas Adventure. Estamos a falar das novas bolsas de Adventure de quadro, guiador e selim. Esta nova gama de bolsas é composta por materiais de longa duração, à prova de água, resistentes a abrasões e equipadas com fechos de alta qualidade preparados para todos os tipos de trilhos e aventuras. Além das novidades já referidas, as novas bolsas Adventure foram ainda concebidas para uma integração perfeita na nova Checkpoint ou para acrescentar, de forma fácil, mais uma arrumação. Bolsa de Quadro Adventure Boss A Bolsa de Quadro Adventure Boss vem substituir a bolsa Adventure existente.   Continua a utilizar algumas das funcionalidades mais adoradas da sua antecessora, como o interior fluorescente e os dois bolsos de arrumação principais. No entanto, para elevar a Adventure Boss a um nível superior, a Bontrager acrescentou bolsos internos adicionais num dos lados para ter mais arrumação e organização. A Adventure Boss já se encontra disponível em seis tamanhos, para se integrar facilmente em qualquer tamanho da Checkpoint, ao combiná-la com os apoios de fixação para bolsa de quadro. Além disso, pode ainda ser fixada a qualquer outra bicicleta com as cintas de suporte incluídas. O preço recomendado de venda a público é de 99.99€. Mais informação em AQUI Bolsa de Guiador Adventure Na Bolsa de Guiador Adventure a Bontrager além de incorporar arrumação resistente ao guiador, manteve os mesmos materiais de elevada qualidade e a mesma construção do que a Bolsa de Quadro Adventure, mas agora com material impermeável, reforçado em zonas de elevado desgaste. Tem ainda muito espaço para arrumação com capacidade de 9,7 L, e o cordão externo permite prender camadas extra, hastes de tendas e acessórios. Está igualmente preparada para qualquer percurso com o fecho de enrolar que protege a carga do exterior e um reservatório de hidratação HydraPak de 1,5 L fácil de arrumar num bolso com fecho. Vem ainda equipa com uma entrada para o tubo de silicone que facilita o acesso à hidratação e a fixação magnética mantém o tubo e a válvula fixas durante o percurso.  O preço recomendado de venda a público é de 119.99€. Mais informação em AQUI Bolsa de Selim Adventure Além de ter agora incorporado arrumação atrás, a Bolsa de Selim Adventure é feita com os mesmos materiais duráveis que as bolsas de guiador e de quadro Adventure. Tem ainda uma grande capacidade de arrumação de 9,7 L para transportar equipamento em percursos longos. As fivelas duplas garantem a fixação da bolsa aos carris do selim e uma cinta em velcro segura-a de forma justa ao espigão para pedalar sem oscilações. A Bolsa de Selim Adventure dispõe de um fecho de enrolar que se adapta facilmente a cargas de diferentes tamanhos e tem ainda um esqueleto interno amovível que dá estrutura sem ocupar espaço. Tem acesso fácil à arrumação enquanto pedalas graças ao fecho lateral e transporta mais camadas com o cordão e as cintas em cima.   O preço recomendado de venda a público é de 119,99€. Mais informação em AQUI As novas bolsas Adventure da Bontrager já estão disponíveis através da rede de lojas Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A NOVA Specialized Stumpjumper EVO Alloy Foi lançada a nova Specialized Stumpjumper EVO Alloy, a versão de alumínio da Stumpjumper "avantajada", para os que os que gostam de "mal tratar" os trilhos a ripar serra abaixo, esta bicicleta traz o alumínio de volta à performance no trail da marca americana. Apresentando todas as características de geometria ajustável da Stumpjumper Evo de carbono, o tratamento completo S-Sizing, tal como a cinemática de suspensão, a Stumpjumper EVO de alumínio traz performance ao trail de topo para uma maior população de ciclistas, sendo mais acessível que a sua irmã de carbono. Tem até armazenamento SWAT, algo nunca visto noutros modelos de alumínio da Specialized. De acordo com a marca, é muito mais difícil desenhar um buraco gigante no tubo inferior de uma bicicleta de alumínio do que um feito de fibra de carbono. Desta forma, os pontos de chave desta bicicleta são quase os mesmos da Stumpy EVO. A Stumpjumper EVO Alloy também tem o eixo pedaleiro baixo, o ângulo do tubo da direção e o offset reduzido da forqueta garantem melhor estabilidade. Ajustabilidade Também esta tem seis configurações distintas de geometria, que permitem o ajuste para vários estilos de pilotagem ou terreno. O ângulo da direção pode ser ajustado entre 63 e 65,5 graus, a altura do eixo pedaleiro pode ser ajustada para cima ou para baixo em 7 mm e um link de amortecedor (pós-venda) permite que a roda traseira padrão de 29 "seja trocada por uma de 27,5" sem afetar outras dinâmicas de condução. Tal como na Stumpjumper EVO de carbono, esta versão também se rege pelo "S-Sizing", que permite que o estilo do ciclista, em vez do comprimento entreperna, defina a Stumpjumper EVO. Seis tamanhos - todos com standover semelhante, mas diferente no alcance e na medida frente-centro permitem que os ciclistas escolham a bicicleta que melhor se adapta ao seu estilo individual. Tamanhos menores serão mais manobráveis e fáceis, tamanhos maiores significam mais estabilidade e mais espaço.  Suspensão EVO O curso dianteiro de 160mm e traseiro de 150mm da EVO coferem maior capacidade nas descidas, tornando esta bicicleta um nível acima do Trail, mas com uma capacidade de subida melhor que uma bicicleta de enduro. O quadro de alumínio Neste quadro de alumínio a Specialized afirma que foi complexo o processo para desenvolver e preparar o um tubo de direção para caber no ângulo ajustável, bem como a caixa SWAT. De acordo com a marca este é foi um exercício difícil, durável, de condução precisa e suave em metalurgia avançada. Para saberes os preços e as especificações técnicas completas deste novo modelo consulta o site www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Europeus de Orientação em BTT e World Masters – Portugal conquista várias medalhas Terminou neste domingo, dia 10, em Abrantes, o quarto e último dia de competição do MTBO 2021 com a realização das provas de Estafetas (juvenis e Juniores), Estafetas Mista (seniores) e Sprint (Veteranos), nos Europeus de Orientação em BTT. Tratou-se de mais um grande evento organizado pela Federação Portuguesa de Orientação, em que os atletas nacionais conquistaram 4 medalhas, cotando-se assim como a melhor representação nacional de sempre neste tipo de provas. O principal destaque vai para Marisa Costa pela conquista de 2 medalhas de ouro na distância média e distância longa. Artur Mendonça também esteve em evidência ao conseguir a prata, sagrando-se assim vice-campeão europeu em juvenis. Já Davide Machado conquistou uma medalha de bronze na Taça do Mundo e Campeonato da Europa em elites. O evento que decorreu no distrito de Santarém entre os dias 7 e 10, repartido pelas cidades de Abrantes, Constância, Chamusca e Sardoal juntou cerca de 380 atletas de 26 países em competição na Taça do Mundo, Campeonato da Europa de Elites e de jovens, nos escalões juvenis e juniores, bem como o campeonato do Mundo de veteranos por clubes (World Masters). Em termos gerais, a seleção da Rússia foi a grande dominadora dos Europeus, com a conquista de 16 medalhas, seguida da República Checa, com nove, e da Dinamarca, com sete, nos vários escalões (juvenis, juniores e seniores). 12 medalhas no Campeonato do Mundo de Veteranos – World Masters Os atletas nacionais apresentaram-se também em bom plano no Campeonato do Mundo de Veteranos por clubes (World Masters) com a conquista de mais 12 medalhas. Susana Pontes, conquistou 4 medalhas de ouro (partida em massa, distância média, distância longa, sprint). Daniel Marques, igualou o feito ao conquistar também 4 medalhas de ouro (partida em massa, distância média, distância longa, sprint). Carlos Ferreira, conquistou, 2 medalhas (ouro em sprint e bronze na distância média). Enquanto que Carlos Patrício, conquistou 1 medalha de prata na distância média. Arnaldo Mendes, conquistou 1 medalha de bronze no sprint. Hélder Faísca, presidente da Federação Portuguesa de Orientação, revelou orgulho e felicidade pelo facto da seleção nacional ter atualmente “atletas consagrados no plano internacional” e ainda “boas promessas nos escalões jovens e que auguram um bom futuro para a modalidade”. No balanço dos campeonatos Portugal conquistou 16 medalhas: 1- Elite 2- Juniores Femininos 1- Juvenis Masculinos 12 - Veteranos Depois de Portugal, para 2022 será à Lituânia o país organizador do Campeonato da Europa em Elites e escalões jovens. Já a organização do Campeonato do Mundo de Juniores e Seniores ficará a cargo da Suécia, enquanto que a 3ª ronda da Taça do Mundo em Elites e Campeonato do Mundo de veteranos decorrerá na Bulgária. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Lombardia - O último monumento Correu-se hoje o último monumento da temporada, a volta à Lombardia (depois da Milan-San Remo, Tour de Flandres, Paris-Roubaix, e Liège-Bastogne-Liège), na qual Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) conseguiu o segundo Monumento numa só temporada. O esloveno atacou no Passo di Ganda, a 35 quilómetros do fim conseguindo uma vantagem de 30 segundos, mas Fausto Masnada (Deceuninck-QuickStep) conseguiu alcançar Pogacar anulando a vantagem na descida e obrigando a que a corrida fosse decidida na linha de meta. Apesar Masnada de ter seguido os últimos quilómetros na roda de Pogacar (a Deceuninck Quick-Step tinha Alaphilippe no grupo perseguidor), o italiano não conseguiu ser mais forte no sprint, terminando no segundo posto. Pogacar venceu Liège-Bastogne-Liège em Abril e o seu segundo Tour de France em Julho, tornando-se no primeiro ciclista a vencer os dois monumentos com montanha na mesma temporada, e o primeiro desde Bernard Hinault em 1979 a vencer o Tour de France e Volta à Lombardia no mesmo ano. Além disso, o jovem esloveno começou a vencer em Fevereiro deste ano, arrecadado a vitória no UAE Tour, no mês seguinte venceu o Tirreno Adriático, como já referimos venceu a Liège-Bastogne-Liège, fez os seus fãs nacionais felizes ao vencer a Volta à Eslovénia, venceu o Tour de France e pelo meio disto tudo ainda foi medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos, e foi Top 10 na Strade Bianche. A sua equipa é a UAE, mas tenho que escrever "UAU"!!! De realçar ainda que o melhor português foi Nelson Oliveira, que terminou no 16.º posto (e seu melhor resultado num monumento), sendo que João Almeida hoje terminou no 40.º lugar. Ambos tiveram um funções de apoio a líderes das suas equipas. TOP 10 final Pos.NOME - EQUIPATEMPO1Tadej Pogacar - UAE Team Emirates6:01:392Fausto Masnada - Deceuninck-QuickStep3Adam Yates - Ineos Grenadiers0:00:504Primoz Roglic - Jumbo-Visma5Alejandro Valverde - Movistar Team6Julian Alaphilippe - Deceuninck-QuickStep7David Gaudu - Groupama-FDJ8Romain Bardet - Team DSM9Michael Woods - Israel Start-up Nation10Sergio Higuita Garcia - EF Education-Nippo0:02:25 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Specialized Crux - A leveza do Gravel O Gravel tem crescido tanto por todo o mundo, que dentro do próprio Gravel já existe segmentação de mercado. Existem bicicletas para Gravel competitivo (geometria mais desportiva) e bicicletas para desfrutar da viagem (geometria mais descontraída). É assim que nasce a nova Specialized Crux, uma Gravel leve e mais direccionada para andar rápido. O interesse da UCI em criar competições desta vertente do ciclismo (tendo já anunciado competições e Campeonato do Mundo para 2022), veio aguçar ainda mais o investimento das marcas numa vertente mais competitiva do Gravel, neste caso a Specialized passa a ter mais uma Gravel no seu catálogo além da Specialized Diverge. A intenção da Specialized com a nova Crux é ter a bicicleta de gravel mais leve do mundo, com a capacidade de espaçamento para pneus largos e geometria gravel de performance. Os mais familiarizados com a gama de bicicletas da marca americana sabem que a Crux sempre foi uma bicicleta direccionada ao "off-road", utilizada por muitos em terrenos que hoje chamamos de gravel ou terra. Originalmente, a Crux foi desenvolvida como uma máquina de corridas de ciclocrosse, mas com o aparecimento das corridas de Gravel a Specialized decidiu que era neste ADN de competição que queria desenvolver a sua Gravel competitiva, a nova Specialized Crux. Uma Gravel leve De acordo com a Specialized, a nova Crux nasce também porque perceberam que os avanços que fizeram com a Specialized Atheos (bicicleta de estrada) poderiam ser aplicados numa bicicleta deste género, e isso tornou-se muito interessante. Fizeram um quadro com 725 gramas (versão s-works), sendo que a bicicleta completa tem um peso anunciado de 7,25 kg's. Mas também nas versões "não topo de gama" o peso é apelativo, visto que nas versões "pro", "expert" e "comp" o peso do quadro é de 825 gramas. “Nós sabíamos que uma bicicleta ultraleve com grande espaçamento de pneus iria realmente desbloquear a performance no gravel. Com as inovações feitas na Aethos, finalmente tínhamos a tecnologia para torná-la realidade com a nova Crux"Stewart Thompson, director de produto de Estrada e Gravel da Specialized O Espaçamento de pneu Assim à primeira vista esta parece uma Specialized Crux normal, mas não, a nova Specialized Crux surge com o mesmo "tyre clearance" (espaçamento de pneu) da Specialized Diverge ou seja, tem um espaçamento de pneus 700 x 47c / 650b x 2,1” o que no Gravel faz toda a diferença. O quebra cabeças no desenvolvimento A nova Crux não usa a mesma placa sólida de carbono que a Diverge ou as escoras rebaixadas que outras plataformas recorrem para espaçamento de pneus. A Specialized diz que foi a escora direta do lado do pedaleiro da Crux que permitiu manter todo o conjunto leve, elegante e focado à volta de cranques de gravel 1x e 2x que têm elevado a categoria. A escolha do pneu tornou-se então a peça final deste "quebra-cabeça" dos engenheiros da marca, a melhor maneira de ajustar e melhorar a experiência de condução, dependendo de onde, como e sobre quais superfícies o utilizador pedalada. Uma Gravel com um ADN diferente Com as longas distâncias do Gravel em mente, a nova CRUX tem suporte para três grades de bidão – dois nos sítios normais no triângulo da frente e um terceiro debaixo do tubo diagonal, mas não tem suportes de rack, guarda-lamas ou bolsa TT, visto ser direcionada para outro tipo de Gravel. E agora, os ciclistas devem escolher uma Crux ou uma Diverge? A Diverge é a bicicleta mais versátil, capaz e compatível. Os ciclistas que procuram pedalar mais longe, com mais equipamento, ou que desejam a bicicleta que inspira mais confiança, devem escolher uma Diverge. Os ciclistas que dão prioridade a uma condução rápida, leve e ágil devem escolher a Crux pela sua leveza e natureza reativa. Para veres os preços, modelos e especificações completas visita o site da marca em Portugal: www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA TREK Top Fuel revelada A marca americana apresenta hoje a nova gama da TREK Top Fuel, uma gama de bicicletas de montanha de suspensão total que assenta na evolução da plataforma das competições de XC para as voltas a velozes em "downcountry". A nova Top Fuel é mais leve e mais ágil do que bicicletas específicas de trail e, ainda assim, é muito mais eficiente nos terrenos difíceis do que uma bicicleta de cross country. Continua a ser super rápida, sendo perfeita para ciclistas que gostam de acelerar, tanto a subir como a descer nos trilhos. Geometria veloz de trail  A nova geometria progressiva de trail tem um ângulo de direção de 66 graus (1,5 graus mais suave do que os modelos anteriores) e tem mais 10 mm de alcance do que antes para maior estabilidade em velocidade e nas descidas. Mais, o Mino Link permite que os ciclistas afinem a geometria do quadro. Maior absorção dos impactos, maior velocidade A Top Fuel tem um curso dianteiro e traseiro equilibrado de 120 mm. Vem equipada de origem com o amortecedor RockShox Deluxe Ultimate ou com o amortecedor FOX DSP, ambos com montagem trunnion para um elevado desempenho em trail com grandes impactos. A TREK diz que também melhorou a cinemática da suspensão traseira para uma pedalada mais eficiente com menos afundamento. Uma bicicleta construída para ir a fundo a descer, sem perder capacidade a subir em qualquer trilho com a suspensão da Top Fuel. De acordo com a TREK, os 120 mm de curso dianteiro e traseiro oferecem maior capacidade para receber grandes impactos, enquanto o baixo rácio de alavancagem e o anti-afundamento garantem que esta bicicleta anda para a frente com eficiência em cada pedalada. Rodas de andamento rápido  As rodas de 29" e os pneus de 2.4" também são um extra para garantir uma bicicleta mais rápida e com a melhor tração. Guarda, sempre limpo e discreto Todos os modelos da Top Fuel — tanto de carbono como de alumínio — dispõem de um compartimento de arrumação interna no tubo inferior para ferramentas e equipamento. Knock Block Melhorado  O prático sistema Knock Block 2.0 amovível continua a evitar que os cabos sejam puxados em caso de queda e protege o tubo superior de impactos do guiador, mas agora oferece um ângulo de viragem muito maior. Modelos Top Fuel disponíveis Top Fuel 5Top Fuel 7Top Fuel 8Top Fuel 9.7Top Fuel 9.8Top Fuel 9.8 AXSTop Fuel 9.9 XTRTop Fuel 9.9 AXSQuadro Top Fuel ALQuadro Top Fuel C As novas bicicletas Top Fuel da Trek já estão disponíveis através da rede de lojas Trek. Para veres as especificações completas e preços dos vários modelos, acede ao site da marca: www.trekbikes.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### TREK-Segafredo na vanguarda - Assume a diferença de prémios da Paris-Roubaix No passado fim de semana foi realizada uma das melhores e mais duras edições da Paris Roubaix. Uma prova que para muitos é a clássica das clássicas, o monumento mais importante da história do ciclismo. Depois de mais de 6 horas na bicicleta e mais de 50 km de paralelo enlameado, o italiano Sonny Colbrelli levantou os braços no velódromo de Roubaix à frente de Mathieu Van der Poel e Florian Vermeersch. No dia anterior à prova masculina, que vai na sua 118ª edição, realizou-se a primeira edição da prova feminina, na qual a vencedora foi Elizabeth Deignan, seguida por Marianne Vos e de Elisa Longo Borghini. Prémios muito diferentes entre homens e mulheres A polémica surgiu no dia logo após a corrida quando os meios de comunicação social revelaram a discrepância dos prémios entre a prova masculina e feminina. O ciclista do Bahrain Sonny Colbrelli conseguiu com a sua vitória um prémio monetário de 30.000 euros (o prémio previsto para o vencedor), mas com Lizzie Deignan foi "um pouco" diferente, para a primeira mulher na história a ganhar um Paris Roubaix, o prémio da organização foi apenas 1.535 euros, um valor que difere muito do de Colbrelli e que mais uma vez veio expor um assunto que acaba por haver em todos os desportos, as diferenças entre uma categoria e outra. Veja-se na tabela seguinte a distribuição de prémios para a Paris Roubaix 2021. São cerca de 80.000 euros de diferença entre as duas categorias. Nem vou tocar no assunto da diferença de valores entre o ciclismo e outros desportos, o ciclismo é o ciclismo e ponto final. Mas se estamos a falar do mais alto nível de um desporto profissional, numa das provas mais mediáticas do mundo com transmissão na televisão em vários países, um prémio de 200 euros para uma atleta que termina no TOP 10 de uma prova como esta é, desculpem a expressão, ridículo. TREK - Segafredo na vanguarda da igualdade Quando terminou a corrida feminina, entre outros pormenores acerca da sua vitória naquele dia, Elizabeth Deignan referiu que era um orgulho fazer parte da história da corrida, mas também fazer parte de uma equipa que faz história. Isto porque um dos princípios de gestão da equipa TREK-Segafredo é ter igualdade de remuneração entre os dois sexos, paga vencimentos de igual patamar a homens e mulheres. Desta forma, os líderes da Trek-Segafredo anunciaram que eles próprios vão compensar a diferença de tratamento financeiro entre homens e mulheres, colmatando essa falta por parte da organização. Vão pagar a Elizabeth Deignan € 28.465 para que a britânica também receba € 30.000 (valor do prémio masculino), e o mesmo princípio será aplicado para Longo Borghini e para Cordon-Ragot (que terminaram em terceira e oitava respectivamente). Neste caso a equipa americana assume a sua parte, e embora o ciclismo feminino esteja a crescer nos últimos anos estas lacunas existem, e é um assunto que certamente terá "mais episódios". Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos da Europa de Ciclismo de Pista no Eurosport O Eurosport emite em direto os Campeonatos da Europa de Ciclismo de Pista, competição que decorre no velódromo de Grenchen, na Suíça de 5 a 9 de outubro. Rodrigo Caixas, Iúri Leitão, João Matias, Diogo Narciso, Rui Oliveira, Daniela Campos, Maria Martins e Beatriz Roxo são os oito ciclistas portugueses que se apresentam em prova e a expetativa de trazer medalhas para casa é grande. Nos últimos Europeus, em Plovdiv, na Bulgária, em 2020, Portugal garantiu um total de 6 medalhas (2-2-2), uma participação fantástica.  Iúri Leitão sagrou-se campeão europeu de scratch, vice-campeão de eliminação e ficou em terceiro lugar na modalidade de omnium.  Ivo Oliveira conquistou a medalha de ouro em perseguição individual e junto com o irmão Rui Oliveira garantiram a prata na prova de madison. Já Maria Martins alcançou o bronze na prova de eliminação.  Inicialmente marcados para o final de junho em Minsk, na Bielorrússia, os Europeus acabaram por ser cancelados em resultado da situação de tensão vivida naquele país. Recorde-se que Roman Protasevich, um jornalista e ativista, foi detido pelas autoridades do seu país após o voo em que seguia, de Atenas, na Grécia, para Vilnius, na Lituânia, ter recebido ordens de aterragem em Minsk. Uma mudança de plano de voo que permitiu a detenção de Protasevich pelas autoridades da Bielorrússia. Em consequência disso, vários países criticaram a atitude de abuso do presidente bielorrusso Alexander Lukashenko e recusaram-se a participar nos Europeus como forma de protesto.  Para acompanhar a prestação dos atletas portugueses e de outras estrelas da modalidade nos Europeus de Ciclismo de Pista, em direto, no Eurosport entre os dias 5 e 9 de outubro. A prova conta com os comentários de Paulo Martins e Gonçalo Moreira. Dias e horários: 5 de outubro: 17:00h – 19:00h 6 de outubro: 17:00h – 20:30h 7 de outubro: 17:00h – 20:15h 8 de outubro: 17:00h – 20:20h 9 de outubro: 17:30h – 20:05h  Consulta a programação do canal em www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Discovery garante direitos de transmissão do Superprestige Ciclocrosse no Eurosport A Discovery adquiriu os direitos de transmissão em exclusivo das provas femininas e masculinas do Troféu Superprestige Ciclocrosse no Eurosport, que poderão ser seguidas através dos canais e plataformas do Eurosport (Portugal inclusive). Toda a ação e emoção da temporada do "Superprestige" (Troféu de ciclocrosse mais prestigiante do ano, a par da Taça e Campeonatos do Mundo) começará dia 23 de Outubro, na ‘Casa do Ciclismo’ na Europa, com a transmissão da segunda prova do troféu em Ruddervoorde (Bélgica). A primeira prova (que decorreu no passado fim de semana) foi transmitida nas plataformas digitais do canal, e pela informação de que dispomos as restantes poderão ter transmissão nos canais TV Eurosport Portugal. A competição é composta por oito corridas na Bélgica e nos Países Baixos, decorre entre Outubro de 2021 e Fevereiro de 2022 e tem na linha de partida todos os atletas de referência da modalidade, devido ao prestígio e prémios monetários envolvidos. Este Troféu junta-se aos restantes eventos de Ciclocrosse no Eurosport, entre os quais se incluem os Campeonatos do Mundo, a Taça do Mundo da UCI, os Campeonatos da Europa da UEC, o Troféu X²O Badkamers, as USCX Series e o Ethias Cross (transmissões nas plataformas digitais do canal). Temporada 2021-2022 do Superprestige Ciclocrosse: 3 Out, 2021: Gieten (Países Baixos)23 Out, 2021: Ruddervoorde (Bélgica)11 Nov 11, 2021: Niel (Bélgica)20 Nov, 2021: Merksplas (Bélgica)4 Dez, 2021: Boom (Bélgica)27 Dez, 2021: Heusden-Zolder (Bélgica)29 Dez, 2021: Diegem (Bélgica)12 Fev, 2022: Gavere (Bélgica) Eurosport aposta cada vez mais no ciclismo A oferta incomparável do Eurosport de conteúdos de ciclismo inclui uma ampla cobertura dos principais eventos da modalidade, bem como de ciclismo de pista, após o término da temporada de ciclismo de estrada (Grandes Voltas, As Clássicas, corridas do World Tour, etc.). Os fãs do Eurosport desfrutam de uma grande variedade de disciplinas e provas de ciclismo, incluindo BTT, BMX, Mundiais e Europeus, bem como os próprios Jogos Olímpicos. Guy Voisin, Diretor de Ciclismo da Discovery Sports:  “Temos o prazer de continuar nosso desafio de fazer o ciclismo crescer em todas as suas formas e expandir o alcance do desporto, garantindo os direitos de transmissão de competições com os melhores ciclistas de ciclocrosse masculinos e femininos a competir no 'Superprestige', disponível em direto e ‘on demand’ através dos nossos canais e plataformas. Através das nossas principais marcas desportivas de renome mundial, como o Eurosport e a GCN +, temos a capacidade de expandir a cobertura dos principais eventos de ciclismo do mundo à maior audiência possível para a diversão dos fãs.” O Eurosport oferece aos fãs um ambiente de ciclismo digital 360º atingindo uma grande audiência através dos seus canais e plataformas. Para além disso, o site desportivo número 1 na Europa, www.Eurosport.com, é responsável por cobrir todos os aspetos do desporto, as opiniões dos especialistas, as notícias, entrevistas e vídeos exclusivos. Para além da ampla oferta de eventos de ciclismo de classe mundial transmitidos nos seus canais e plataformas, a Discovery continua a apostar em contribuir para o crescimento da comunidade de fãs de ciclismo com o lançamento da ‘UCI Track Champions League’. A nova competição que reúne os melhores ciclistas da Europa é organizada pela Discovery Sports Events e pela UCI, e arranca em Maiorca a 6 de novembro. Para veres a grelha de programação do canal, visita o site www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris-Roubaix 2021 O Paris-Roubaix 2021 disputou-se fora da época habitual (Abril), por razões de adiamento pela pandemia COVID-19, e apesar de "Abril águas mil" foi em Outubro que o Roubaix se correu debaixo de chuva, 20 anos depois. Foi uma corrida com condições muito adversas pela chuva e pelo habitual piso dos sectores de empedrado que por si, já é difícil mesmo em tempo seco. Uma corrida por eliminação na qual houve muitas quedas, e na qual o primeiro desafio dos ciclistas era mesmo esse, não sofrer nenhuma queda nem ver-se envolvido numa. Depois de muito tempo na frente, Giani Moscon (Ineos) acabou por ter um furo e depois uma queda, o que lhe provocou uma quebra no ritmo, acabando por ser alcançado por Sonny Colbrelli, Florian Vermeersch e Mathieu van der Poel, sendo que estes dois correram com o coração e Colbrelli com a cabeça. A corrida acabaria por ser discutida por três estreantes Florian Vermeersch vinha da fuga original (mais de 200 km's em fuga), tentou a sua sorte desde cedo, conseguiu manter-se na frente mesmo depois de alcançado e obteve o prémio por isso. Mathieu van der Poel correu à Mathieu van der Poel, quando chegou a altura ligou o "modo animal" e foi em procura da frente da corrida, descarregando uns, trazendo outros, mas sem querer saber disso para nada, o objectivo era chegar à frente com ou sem ajuda, e chegou. Sonny Colbrelli, à semelhança de outras corridas este ano (como pro exemplo o campeonato da Europa), conseguiu ir com Mathieu van der Poel, tendo colaborado muito pouco, mas conseguindo sempre aguentar o ritmo do holandês mesmo nos sectores de empedrado, e no final como se sabe o italiano tem muito boa ponta final, o que acabou por se confirmar, venceu o Paris-Roubaix 2021. Florian Vermeersch foi segundo e Mathieu van der Poel completou o pódio, depois de ter levado os outros até à frente da corrida. Para Vermeersch um segundo lugar é quase uma vitória, tem só 22 anos e é o resultado de maior destaque da sua carreira. Para Mathieu van der Poel, bem, talvez depois de ver a corrida na TV aprenda a correr de outra forma (resguardando-se mais em certas alturas de corrida), ou não, porque simplesmente Mathieu Van der Poel corre assim. O ultimo quilómetro em vídeo https://twitter.com/Paris_Roubaix/status/1444685983526662147 TOP 10 da corrida POS.NOMEEQUIPATEMPO1COLBRELLI SonnyBahrain - Victorious6:01:572VERMEERSCH FlorianLotto Soudal0:003VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix0:004MOSCON GianniINEOS Grenadiers0:445LAMPAERT YvesDeceuninck - Quick Step1:166LAPORTE ChristopheCofidis, Solutions Crédits1:167VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma1:168VAN ASBROECK TomIsrael Start-Up Nation1:169BOIVIN GuillaumeIsrael Start-Up Nation1:1610HAUSSLER HeinrichBahrain - Victorious1:16 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato do Mundo de XCM - Foi dia de José Dias Disputou-se hoje os Campeonatos do Mundo de maratona BTT (XCM), nas categorias masculina e feminina, em Capoliveri, Itália. José Dias e Tiago Ferreira foram os corredores portugueses chamados para representar a seleção nacional nesta prova, com um percurso de 115 quilómetros de extensão. Andreas Seewald (Alemanha) e Diego Cuervo (Colômbia) colocaram-se na liderança, seguindo isolados com uma vantagem que rondava os 40 segundos. No primeiro grupo perseguidor, e a disputar a medalha de bronze, seguia José Dias (Portugal) e outros "tubarões" co BTT mundial como Nino Schurter (Suíça). Quanto faltavam cerca de 10 quilómetros para o final da corrida, o português que conseguiu deixar para trás a concorrência e isolar-se em terceiro. José Dias seguiu a solo até ao final da prova, sem dar qualquer hipótese aos adversários que seguiam na perseguição. Cortou a meta na terceira posição, para ocupar o terceiro lugar do pódio e com ele a medalha de bronze. O português concluiu o Campeonato do Mundo de Maratona BTT (XCM), em Itália, na terceira posição, conquistando assim a medalha de bronze. Tiago Ferreira terminou a prova na 9.ª posição, tendo assim a selecção nacional colocado dois atletas no TOP 10 do Mundial. O vencedor acabou mesmo por ser Andreas Seewald, que conquistou o título mundial com uma vantagem de 2m24s sobre Diego Arias Cuervo (medalha de Prata) e 5m31s sobre José Dias (Bronze). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Peter Sagan vai correr o Paris-Roubaix com transmissão mecânica? A avaliar pelas fotografias que se encontram nas redes sociais da equipa de Peter Sagan, naquela Specialized há "cablagem" a mais na frente da bicicleta, não acham? Algo que por norma não se vê quando as bicicletas têm o grupo Shimano Di2 montado (grupo de transmissão electrónica utilizado habitualmente nas equipas profissionais). Irá o ciclista da Bora-Hansgrohe correr com grupo mecânico o Paris-Roubaix no próximo domingo? Será de certa forma surpreendente e curioso se tal acontecer, o que nos leva a pensar, porquê? Pela chuva que se espera para domingo (e consequente lama) não será, quem já teve a experiência de utilizar o grupo Di2 da Shimano sabe que funciona perfeitamente em condições de chuva e lama, inclusive atletas de referência no Ciclocrosse como Mathieu Van der Poel, Wout Van Aert e outros utilizam-no nessas condições. Será pelo facto dos botões Di2 serem tão sensíveis (trocam as mudanças com um pequeno toque), que entre a forte trepidação causada pelas enormes pedras do pavê, pode levar o ciclista a trocar de mudança sem querer? Olhando para os seus companheiros de equipa, parecem estar utilizar o modelo Specialized Roubaix (modelo vocacionado para este tipo de prova, que tem um pequeno sistema de suspensão entre o avanço do guiador e a caixa de direcção do quadro), mas com grupo Shimano Di2. Olhando para outras equipas como a Jumbo-Visma (equipa de Wout van Aert), entre outras outras que também utilizam Shimano, durante os reconhecimentos as bicicletas parecem ser as mesmas de toda a época, ou seja também equipadas com grupo de transmissão Shimano Di2 (electrónica). Peter Sagan, diferente de todos como noutras ocasiões. De lembrar que quando venceu em 2018, o fez com grupo de transmissão mecânica e travões de ferradura (foi só há 3 anos atrás). Numa altura em que as marcas optam por democratizar os grupos electrónicos, colocando esta tecnologia em várias gamas, levando-nos a pensar que no futuro poderá mesmo deixar de existir o grupo de transmissão mecânico, isto pode ser um sinal de algo. Imaginem que Peter Sagan vence o Paris-Roubaix com Shimano mecânico num dia em que todos utilizam Shimano electrónico? Poderá isto influenciar a forma como as equipas partem para o Paris-Roubaix 2022? Pode não significar nada mas pode significar muito, porque numa remota hipótese de isto acontecer poderá influenciar a sobrevivência dos grupos de transmissão mecânicos nas bicicletas de estrada. Todos sabemos que por um lado as marcas e a industria quase sempre falam mais alto (são elas que colocam o dinheiro nas equipas, provas, etc.), mas também sabemos que muitas vezes os atletas e equipas têm uma palavra a dizer, porque no final de contas, a vitória é um objectivo de ambos (marcas e equipas). Veja-se o exemplo dos travões de disco, que há quase 10 anos se querem implementados (pelas marcas), praticamente todas as equipas World Tour os utilizam, mas aos dias de hoje continuam a haver equipas que não optam por esse tipo de travão. O cabo vai resistir tanto tempo como o travão de calço ou ferradura? Os puristas que torçam pela Bora-Hansgrohe e Peter Sagan, a confirmar-se a utilização do cabo na troca de mudanças, que por certo, envolve alguma adaptação por parte do ciclista depois de vários anos a utilizar o "click" electrónico. O artigo só serve de reflexão e curiosidade, eu pessoalmente prefiro o grupo electrónico (assim que tenha dinheiro para ele), já experimentei (Shimano e SRAM) e está muito bem conseguido. Não se trata de defender algo que é melhor ou pior, cada sistema tem as suas vantagens e desvantagens para diferentes utilizadores, e no caso das equipas, para diferentes corridas (por exemplo o Paris-Roubaix, ou etapas em dias de chuva são claramente dias de corrida onde o travão de disco tem vantagens sobre o travão de calço), mas que haja a hipótese de escolha no futuro. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mundial de Maratona BTT – Portugal aponta às medalhas A seleção nacional parte para o Campeonato do Mundo de Maratona BTT (XCM) com expetativas elevadas. Agendada para este sábado, dia 2, a prova irá decorrer em Capoliveri, na Ilha de Elba, em Itália, onde Portugal irá estar representado por Tiago Ferreira e José Dias. Pedro Vigário, selecionador Nacional de BTT, apesar de considerar que será uma prova bastante dura, mostra-se confiante no desempenho dos atletas nacionais, apontando mesmo à conquista de medalhas. “Este será um percurso realizado em circuito, o que não é muito vulgar numa maratona. Já fizemos o reconhecimento e posso dizer que tem muita dureza, tanto física como técnica. É um percurso muito seletivo, o que poderá jogar a nosso favor, caso consigamos estar bem na corrida. Vamos dar o máximo e tentar lutar por uma medalha”.Pedro Vigário Tiago Ferreira e José Dias entram em ação às 7h45 (hora portuguesa) e terão pela frente um total de 115 quilómetros, divididos por três voltas num circuito situado no Monte Calamita, no sudeste da ilha italiana, região da Toscânia. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Trek Checkpoint - Uma GRAVEL mais completa A Trek apresentou hoje ao mundo a nova Trek Checkpoint, uma nova versão da sua gama de Gravel, uma família com vários modelos diferentes que tem por objetivo garantir uma fantástica bicicleta de Gravel para todos os amantes do ciclismo de aventura, desde os ciclistas mais dedicados que também competem aos puros aventureiros de fim-de-semana.  Concebida especialmente para percursos fora de estrada, a nova Checkpoint está agora disponível em três versões: SLR, SL e ALR. Apesar de as funcionalidades das diferentes versões terem como destino ciclistas diferentes, todos os modelos da Checkpoint têm capacidade para pneus até 45c e uma geometria igual, tendo a marca americana procurado garantir a estabilidade e o controlo em descidas rápidas e acidentadas. Checkpoint SLR - para competição A Checkpoint SLR é a bicicleta de gravel da Trek mais leve e rápida de sempre. Inclui um quadro em carbono OCLV 700 Series, tubos com formatos aerodinâmicos inspirados na Émonda, compartimento interno de arrumação, IsoSpeed no tubo superior, que suaviza o terreno, e a quantidade certa de apoios para acessórios para ciclistas que pretendem mesmo participar em corridas. Checkpoint SL - para explorar A Trek Checkpoint SL foi concebida para longas aventuras. Inclui um quadro em carbono OCLV 500 Series, compartimento interno de arrumação, IsoSpeed no tubo superior que suaviza o terreno e disponibiliza muitos apoios de fixação de acessórios para carregares com o equipamento e mantimentos de bikepacking. Também é compatível com um espigão telescópico para ciclistas que adoram explorar os singletracks. Checkpoint ALR - para praticamente tudo A Trek Checkpoint ALR é a bicicleta mais utilitária da gama. Inclui um robusto quadro em alumínio Alpha 300 Series com muitos apoios de fixação, inclusive para guarda-lamas, bolsas, bidões e porta-bagagens traseiro e dianteiro. A versão de alumínio tem como objectivo ser uma bicicleta de aventura, deslocações urbanas ou corridas, acessível a todos. Os Modelos Checkpoint disponíveis serão os seguintes: Checkpoint SLR 9 eTapCheckpoint SLR 7 eTapCheckpoint SLR 7Checkpoint SLR 6 eTapCheckpoint SL 7 eTapCheckpoint SL 6 eTapCheckpoint SL 5Quadro Checkpoint SLCheckpoint ALR 5Quadro Checkpoint ALR Para saberes todos os detalhes de montagens, preços e especificações consulta o site www.trekbikes.com/pt Os novos modelos da Checkpoint já estão disponíveis através da rede de lojas Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVAS montagens e cores da Canyon Lux e Exceed 2022 A Canyon Lux e a Exceed, são duas das bicicletas marcantes da Canyon nas corridas de cross- contry, e estão de volta para a temporada de 2022. Dois modelos concebidos para tentar levar ao mais alto lugar do pódio um grupo brilhante de talentos da Canyon, tais como Mathieu Van der Poel, Ceylin del Carmen Alvarado, Emily Batty, Andreas Seewald e Martin Stosek. Canyon LUX 2022 A Lux 2022 é desenvolvida com base no quadro atual, que fez a sua estreia em 2019. Trata-se de uma máquina de corrida, dotada de suspensão total, com provas dadas a nível mundial. Foi feita para dar o máximo controlo e velocidade em trilhos de XC exigentes, técnicos e modernos. Para 2022 a Lux atualizou os componentes, centrando atenções no desempenho global da bicicleta. Começando pelas forquetas de 100 mm para uma configuração mais agressiva, permitindo descidas mais íngremes, peças mais leves e uma melhor manobrabilidade. Todas as bicicletas têm agora espigões mais rígidos para maximizar a rigidez e minimizar o peso. No que diz respeito à Lux CF SLX, todos os modelos têm agora o bloqueio montado no guiador para uma eficiência ainda maior. A linha de quatro modelos 2022 Lux começa com a Lux CF 6, ideal para quem se inicia no XC com ambições. Vem dotada de mudanças Shimano SLX 1x12 e suspensão FOX SC Performance e rodas DT Swiss XR1900. A topo de gama continua a Lux CF SLX LTD, com o seu quadro profissional CF SLX de 1662 g, Suspenção SID SL Ultimate e amortecedor SID Deluxe Ultimate da RockShox, bem como com grupo wireless líder da classe SRAM XX1 Eagle AXS. Canyon Exceed Para 2022 está também de volta uma rígida XC de 29”, com nova gama de construções em três tipos de carbono, e três modelos, assim como uma nova réplica com o design da Canyon MTB Racing Team. A topo de gama da plataforma base de CF é a Exceed CF 6, com uma configuração que oferece um bom desempenho a um preço competitivo de 2.299 €, equipada com suspensão FOX 32 Rhythm, mudanças 1x12 Shimano SLX e rodas DT Swiss XR1700. A topo de gama é a Exceed CFR LTD, construída com um quadro surpreendentemente leve, o Exceed CFR de 835 g, dotada de componentes de gama alta. Desde a Suspenção RockShox SID SL Ultimate, grupo SRAM XX1 Eagle AXS, às rodas premium Reynolds Black Label e ao espigão telescópico DT Swiss D232 One de 60 mm, tudo é de topo. Os novos modelos Lux e Exceed já se encontram disponíveis, exclusivamente em www.canyon.pt Visita o site para ver todos os detalhes e cores 2022 das Canyon LUX e Exceed. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Final de Setembro e mês de Outubro ainda com muito ciclismo no Eurosport Final de Setembro e mês de Outubro ainda com muito ciclismo no Eurosport, desde a Volta à Sicília, Volta à Croácia, os "Monumentos" Paris-Roubaix e Volta à Lombardia, passando pela pista ou Ciclocrosse. Mesmo com as três "Grandes Voltas" já cumpridas, a temporada de ciclismo tem ainda muito para oferecer e o Eurosport continua a transmitir as principais competições desta modalidade. A semana promete, e a partir desta terça-feira, as tardes no Eurosport são dedicadas à Volta à Sicília e à Volta à Croácia. Sensivelmente a partir do meio-dia há ciclismo para preencher as tardes do início de Outono. Volta à Sicília Entre 28 de setembro e 1 de outubro cumpre-se a 2.ª edição da Volta à Sicília. Durante quatro dias, a pequena ilha italiana vive as emoções de um pequeno Giro com a sua própria volta. Depois da estreia no calendário em 2019, a competição viu-se impedida de seguir por causa da pandemia. Agora, no regresso à ação, conta com equipas de peso como a Trek-Segagredo, Movistar, UAE-Team Emirates ou Israel Start-Up Nation e ciclistas de renome como Alejandro Valverde, Romain Bardet, David de la Cruz, Marc Soler ou Vincenzo Nibali. A Volta à Sicília é composta por 4 etapas e um total de 712 quilómetros. A partida acontece em Avola e a meta final fica em Mascali, perto do vulcão Etna.  Volta à Croácia Esta terça-feira começa também mais uma edição da Volta à Croácia, uma corrida que faz parte do Circuito Europeu da UCI desde 2007. Durante seis dias, o pelotão terá de cumprir mais de 1000 quilómetros de estradas que passam por cenários de grande beleza natural. A Volta à Croácia parte de Ozijec rumo a Varazdin e termina dia 3 de outubro na cidade de Zagreb. Matej Mohoric, Mikel Landa ou Tobias Foss são alguns dos ciclistas mais bem cotados que participam nesta edição, assim como o britânico Simon Yates, que tenta revalidar o título conquistado em 2019.  Eurométropole Tour Para além destas excelentes competições, o Eurosport emite ainda a clássica Eurométropole Tour, na Bélgica, na quarta-feira, às 20:00h.  Mais ciclismo em OUTUBRO Para o próximo fim de semana está reservada a Paris-Roubaix, um dos cinco "Monumentos" da temporada. Sábado o Eurosport emite a corrida das senhoras às 14:15h. Para domingo está reservada a corrida masculina, a não perder no Eurosport 1, a partir das 09:55h, numa emissão de seis horas e meia com muita animação garantida pela equipa de comentadores Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici, Gonçalo Moreira e José Azevedo. Volta à Lombardia e Ciclismo de Pista O ciclismo continua em alta neste mês, os fãs vão poder acompanhar provas icónicas como o "Monumento" Volta à Lombardia, os Europeus e os Mundiais de Ciclismo de Pista. Ciclocrosse O ciclocrosse, modalidade de inverno para os mais resistentes, apresenta-se igualmente com uma série de competições que prometem muita ação e certamente alguma lama.  Os detalhes de programação do Eurosport no site www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI anuncia Campeonato do Mundo de Gravel Bikes em 2022 Não é novidade para ninguém que a UCI queria organizar um campeonato do mundo de Gravel Bikes, ou organizar eventos UCI de Gravel Bikes, a única coisa que arrefeceu os desejos da UCI foi a pandemia, caso contrário já seria uma realidade por esta altura. O que é conhecido sobre o assunto Na passada semana a UCI anunciou a criação de uma Gravel Series e Campeonato do Mundo de Gravel Bikes. Esta decisão acrescenta assim uma décima disciplina aos eventos do organismo que regula o ciclismo mundial, juntando o Gravel à Estrada, Bicicleta de Montanha, Pista, Ciclocrosse, BMX, BMX freestyle, Trial, Ciclismo indoor e E-Bikes. De acordo com a imprensa internacional (e com o Press-release original), a UCI fez parceria com o organizador de eventos belga "Golazo" para criar uma "UCI Gravel World Series", eventos estes que servirão de qualificação para o novo "UCI Gravel World Championships". Ainda não foram revelados detalhes sobre as regras que regem os eventos de Gravel, ou quais os eventos que farão parte da Gravel Series. Sabe-se por exemplo que na "Eroica" (evento na Toscana, Itália) se ofereceram para receber o primeiro Campeonato do Mundo, mas sabendo a UCI que o Gravel nasceu e tem mais expressão nos Estados Unidos da América (EUA), acredita-se que poderá ser lá. Nos EUA já existe um evento de Gravel com o nome "Gravel Worlds" (em Lincoln, Nebraska), mas esse nome foi colocado precisamente como "brincadeira" ou sátira àquilo que seria um Campeonato do Mundo, conceito no qual esse evento não se enquadra porque pode participar qualquer pessoa. Tortur Cyclocross, Schaffhausen am 13.02.2016 As palavras de David Lappartient, presidente da UCI, após a reunião sobre esta e outras novidades para 2022: “O ciclismo continua a inovar, desta vez no "off-road" com a criação de um novo ranking muito interessante para o cross-country short-track, o reconhecimento do Gravel - uma disciplina adicional em rápida expansão - o lançamento de um novo formato de corrida por equipas (team relay) no ciclocrosse e a exploração de novos caminhos para o desenvolvimento do "snow bike". " A UCI e o Gravel - as opiniões dividem-se Para os que eventualmente ficaram muito entusiasmados com a ideia, ou para os que também ficaram menos entusiasmados com a ideia, digo-vos que por todo o mundo e comunidade ligada ao Gravel (seja de atletas ou organizadores de provas), as opiniões também não são unânimes. Há os que não vêem isto com bons olhos, porque o Gravel está ligado à "clandestinidade", ao desfrutar da bicicleta, dos locais, da natureza e das culturas por onde se passa, e os eventos de Gravel existentes são isso mesmo, dão para o ciclista que quer andar rápido e colocar-se à prova, e para o que quer desfrutar da pedalada calmamente. Profissionalizar os eventos e colocar-lhes regras é algo que muitos atletas ou organizadores de referência do Gravel não vêem com bons olhos. Ian Boswell, ex-ciclista profissional World tour, agora no Gravel e vencedor do Unbound Gravel, diz que não tem a certeza se o envolvimento da UCI é uma coisa positiva para o Gravel, nem se ele próprio correrá no Campeonato do Mundo de Gravel Bikes da UCI. “Uma coisa que adorei no Gravel é que cada corrida é muito diferente, permitiu que novas pessoas entrassem no desporto, deu-nos boas histórias de pessoas de um amplo espectro de preparação física,” disse Boswell. Depois há os cautelosos, que querem esperar para ver o tipo de regras que a UCI vai colocar nos eventos, e se para ir a um Campeonato do Mundo, terá que se arrecadar pontos de qualificação na Gravel Series. Também acerca das regras, muitos querem esperar para ver se as longas distâncias e pedalar em autonomia vai ser tido em conta (algo que faz parte do conceito actual das provas de Gravel mais mediáticas). Amanda Nauman, duas vezes vencedora do Dirty Kanza (agora Unbound Gravel), e organizadora de eventos diz: “Depende do foco que eles (UCI) irão colocar na participação em massa, nas regras, na estrutura, e se eles se mantêm firmes na perspectiva de usar o Gravel para inspirar as pessoas a utilizar bicicletas como parte de suas vidas cotidianas”, E por último há optimistas, que acreditam que uma Gravel Series e Campeonato do Mundo, vai servir para fazer expandir ainda mais o conceito pelo mundo, dinamizando mais a industria e trazendo mais pessoas para este conceito. Lauren De Crescenzo, a ciclista vencedora do Unbound Gravel (o maior e mais mediático evento de Gravel) diz: “Sinto que o envolvimento da UCI pode colocar o Gravel num patamar acima; os fãs poderiam seguir os ciclistas na Gravel Series, haveria mais audiência global e consequentemente mais visibilidade para os jovens que se estão a iniciar. Estou animada com o desenvolvimento deste desporto e acho que isto pode criar novas oportunidades.” A minha opinião Não que eu seja alguém de referência, mas acompanho e adoro o conceito Gravel desde que o descobri em 2014 quando vi Greg LeMond falar disto num programa do Eurosport, tive a oportunidade de escrever sobre o conceito AQUI, e faço parte dos cautelosos. O facto da UCI se meter no assunto, trazendo uma Gravel Series e Campeonato do Mundo vai causar impacto, acredito que pode desbloquear algumas mentes e desmistificar o conceito para os menos familiarizados com ele. Como tal, acredito também que é algo que pode alavancar e dinamizar ainda mais a industria neste segmento de bicicletas, principalmente em Portugal, onde embora já se comesse a ver, tem pouca expressão ainda. No entanto, também sou cauteloso no que diz respeito ao conceito do Gravel, que está ligado à "clandestinidade", ao viajar, ao desfrutar da natureza sem ter que bater um cronómetro, no qual se pode montar uma bicicleta que faça o que queremos fazer com ela, sem regras de medidas de pneus, sem regras de poder ter ou não ter amortecedor, guiador mais largo ou menos largo, mais direito ou menos direito, com extensores ou sem extensores. Acrescento mais, cauteloso porque no Gravel pode andar com o rabo em cima do quadro da bicicleta quem quiser, seja num evento com profissionais ou não, e cada um pode utilizar as meias da medida que se quiser. Estou a ser um pouco irónico, porque na verdade nos Granfondos e Maratonas BTT ninguém tem que cumprir certas regras UCI, mas as marcas quando constroem bicicletas têm! Até vem lá um selo "UCI aproved". Então certo tipo de regras não combina com o conceito que fez crescer o Gravel, e se numa primeira fase não o vai afectar, no futuro não saberemos, portanto pode ser "um pau de dois bicos". Desenvolve a industria mas veremos o que será dos eventos de Gravel e do seu conceito no futuro. Para Portugal (país onde a coisa começa "a mexer", mas ainda não há muito utilizador Gravel) creio que vai ser bom (se a Gravel Series resultar), pois o mediatismo que a UCI vai proporcionar a esta vertente vai trazer mais utilizadores a tipo de bicicleta, vai motivar organizadores a fazer eventos e daqui por 5 anos as vendas de Gravel irão ser maiores que as de BTT. (Esta ultima parte é brincadeira, ou não!) Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo - Prova de fundo Masculina Após uma semana de grande espetáculo nas várias categorias e especialidades do ciclismo, para o último dia estava guardado o "prato principal", a prova de fundo masculina dos Campeonatos do Mundo. Em solo belga, numa corrida de 270 quilómetros e com várias rampas duras, muitos atribuíram o favoritismo à Bélgica de Wout van Aert e Remco Evenepoel, enquanto outros como Mathieu van der Poel, o então actual campeão do Mundo Julian Alaphilippe, ou Sonny Colbrelli poderiam também lutar pela vitória. Foi mesmo Julian Alaphilippe que acabou por revalidar o título de Campeão do Mundo, e diga-se que, tirando o trabalho de Remco Evenepoel para a sua equipa durante toda a corrida, foi a França e Alaphilippe que mais fizeram por vencer este Mundial na Flandres. O francês atacou várias vezes até conseguir a fuga final, que afastou os favoritos à partida Wout van Aert, Sonny Colbrelli e Mathieu van der Poel da frente. que acabaram por ficar num grupo que não teve organização para perseguir o francês. As circunstâncias de corrida fizeram com que Powless (EUA), Valgren (Dinamarca) e van Baarle (Países Baixos) se juntassem a Stuyven (Bélgica) na perseguição, enquanto um grupo de favoritos como van Aert, van der Poel e Colbrelli, ficaram noutro grupo atrás. Alaphilippe, apesar de parecer cansado durante os 10 km finais, nunca baixou os braços, foi ganhando segundo a segundo sobre o quarteto de perseguição atrás, que vendo a distância aumentar começou a pensar na corrida pelas medalhas em vez da camisola do arco-íris. Julian Alaphilippe terminou isolado, com tempo para festejar e devolver os aplausos da multidão que havia na meta, tornando-se no primeiro francês a conquistar dois títulos de campeão do Mundo de fundo dos Mundiais de estrada. No grupo perseguidor, Powless iniciou o sprint pela prata, mas van Baarle e Valgren venceram o sprint para a Prata e Bronze, enquanto que Jasper Stuyven (Bélgica) não conseguiu a desejada medalha dos belgas, que tanto trabalharam durante a corrida. Não se pode deixar de destacar a disponibilidade física e postura constante de ataque e de ajuda à sua equipa de Remco Evenepoel, impressionante a corrida que o jovem belga fez. Hoje claramente a aposta belga em Wout Van Aert teria sido melhor em Remco Evenepoel, mas escolhas são sempre mais difíceis antes da corrida, do que depois da corrida. Os portugueses sabia-se que o circuito não era favorável a João Almeida, acabou por ser Rui Oliveira estar em maior destaque, sempre com Nelson Oliveira no apoio. Estiveram na maioria da corrida bem colocados, mas acabou por haver um corte no qual não seguiram com o grupo dos favoritos à vitória. O melhor classificado foi Rui Oliveira que terminou no 39.º posto, seguindo-se depois João Almeida no 47.º posto, Nelson Oliveira no 55.º, enquanto Rafel reis e André Carvalho depois de efectuado o seu trabalho, não terminaram. TOP 10 final POS.NOMEEQUIPATEMPO1ALAPHILIPPE JulianFrance5:56:342VAN BAARLE DylanNetherlands0:323VALGREN MichaelDenmark0:324STUYVEN JasperBelgium0:325POWLESS NeilsonUnited States0:326PIDCOCK ThomasGreat Britain0:497ŠTYBAR ZdeněkCzech Republic1:068VAN DER POEL MathieuNetherlands1:189SÉNÉCHAL FlorianFrance1:1810COLBRELLI SonnyItaly1:18 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo - Prova de fundo Feminina Itália está a arrasar nos Campeonatos do Mundo de ciclismo de estrada, depois do Ouro de Filippo Ganna no contrarrelógio individual, e do Ouro na prova de fundo Sub-23 masculinos, Elisa Balsamo derrotou hoje a toda poderosa Marianne Vos (Holanda) no sprint final da prova de fundo elite feminina, arrecadando assim a terceira medalha de Ouro para a Itália. Kasia Niewiadoma (Polónia) derrotou Blanka Vas (Hungria) na luta pelo terceiro lugar, ficando assim com o Bronze. relembrar que Elisa Balsamo foi o campeã do Mundo em 2016 e está de chegada ao escalão World Tour em 2022, pela equipa Trek-Segafredo. As Portuguesas Foi um dia duro para Daniela Campos e Maria Martins, duas sub-23 que representaram Portugal na prova de fundo elite do Campeonato do Mundo de Estrada. Daniela Campos cumpriu a missão de chegar ao fim na sua estreia, terminando no 103.ª posto. Maria Martins fez uma boa prova, sempre bem colocada, mas faltaram as forças numa fase da corrida o que fez com que ficasse atrasada, acabando por não chegar ao fim. Dia mau para a atleta olímpica, acontece aos melhores. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mundiais de ciclismo – António Morgado conquista lugar de destaque em juniores António Morgado esteve em destaque na prova de fundo de juniores no Campeonato do Mundo de ciclismo de estrada, em Lovaina, Flandres, Bélgica. O cliclista luso conquistou o 6º lugar da classificação geral, ao cruzar a meta a 24 segundos do norueguês Per Strand Hagenes, que venceu a prova de 121,8 quilómetros, isolado, ao fim de 2h43m48s, dando o primeiro título mundial da categoria à Noruega. António Morgado obteve assim o segundo melhor resultado de sempre para Portugal em provas de fundo para juniores em Campeonatos do Mundo. Romain Gregorie, ciclista francês, foi o segundo classificado a 19 segundos, enquanto que em terceiro ficou o estoniano Madis Mihkels, que vinha em fuga, mas acabou por cortar a meta com o mesmo tempo do pelotão principal, 24 segundos depois do vencedor. No final, António Morgado confessou ter sido ‘obrigado’ a sofrer muito ao longo da prova, para conseguir obter este bom resultado. “Toda a corrida foi muito difícil. Nunca me senti muito bem, mas consegui mentalizar-me que tinha de sofrer. Foi uma prova sempre de grande sofrimento. Andei sempre na parte de trás no pelotão, mas como era uma corrida de eliminação, fui eliminando alguns adversários. Cheguei a descolar mais do que uma vez, mas consegui agarrar-me ao grupo. No final coloquei-me bem e dei tudo no sprint”, revelou o ciclista natural das Caldas da Rainha. Gonçalo Tavares, outro português em prova, ficou no 22º lugar, também ele a 24 segundos do campeão mundial, revelando ter se tratado de uma "corrida difícil", em que a colocação dentro do pelotão foi a principal dificuldade ao longo dos 121,8 quilómetros. “Conseguia manter-me dois ou três quilómetros bem colocado, mas, de repente, já estava para trás outra vez. Nas subidas era quando conseguia subir mais no grupo, mas depois a descer e no plano, acabava sempre por ficar fechado. Foi uma corrida de muito sofrimento”, confidenciou o ciclista de Proença-a-Nova. Lucas Lopes e Diogo Pinto, os outros ciclistas lusos na estrada, não concluíram a prova, depois de ambos terem sofrido quedas ao longo do percurso. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Colnago adopta tecnologia Blockchain, a tecnologia das Bitcoins Começando já pela bicicleta que irá ser utilizada por Tadej Pogacar na prova de fundo dos campeonatos do mundo de ciclismo de estrada na Bégica, a Colnago irá integrar a tecnologia blockchain nas suas novas bicicletas. De acordo com a marca, será o primeiro fabricante a vincular os seus produtos físicos a uma base de dados virtual deste tipo, liderando assim o caminho para garantir a validade e a prova de propriedade dos novos quadros Colnago. A Colnago começará a aplicar a tecnologia blockchain nos seus quadros a partir de 2022. O que é a tecnologia Blockchain? A tecnologia das Bitcoins Blockchain, também referida como Distributed Ledger Technology (DLT), torna a história de qualquer ativo digital inalterável e transparente através de um uso de descentralização e hash criptográfico. Tornou-se famosa por ser aplicada nas conhecidas "Bitcoins" (moeda digital). As principais características em resumo: Um blockchain é uma base de dados que é armazenada por blocos criptografados e os encadeia, formando uma única fonte cronológica de verdade para os dados.Os activos digitais são distribuídos em vez de copiados ou transferidos, criando um registro imutável de um activo.O activo é descentralizado, permitindo acesso total em tempo real e transparência ao público.Um histórico transparente de mudanças preserva a integridade do documento, o que cria confiança no activo. A "Blockchain Technology" explicada em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=SSo_EIwHSd4&t= Ou seja, os quadros Colnago terão o histórico de donos registrado durante toda a sua existência, sem possibilidade de alterar o histórico passado. Como é que isto acrescenta valor? Entre outras formas, um dono de uma bicicleta que correu no Tour de France com um determinado ciclista, saberá e terá isso no registro dessa bicicleta (ou quadro neste caso). “Seja nos travões de disco, utilização de fibra de carbono ou designs aerodinâmicos, a Colnago sempre foi uma empresa que trouxe inovações ao mercado antes de outras marcas de ciclismo”, diz Nicola Rosin, CEO da Colnago. Manolo Bertocchi, Chefe de Marketing da Colnago, acrescenta: “Temos olhado para a segurança fornecida pela tecnologia blockchain para dar aos nossos clientes a confiança de saber que o quadro que estão a comprar é autêntico, mostrando o histórico de propriedade para sempre. Anunciaremos outras funções baseadas na blockchain no próximo ano. ” O parceiro da Colnago para implementar esta tecnologia inovadora é a empresa italiana de tecnologia MyLime, que desenvolveu uma forte base de parceiros no mercado de luxo. A MyLime conectará os quadros Colnago ao Automotive Blockchain®, onde os registros de fabrico, transporte e venda de qualquer quadro serão feitos. Como os dados armazenados no blockchain são distribuídos, estes não podem ser falsificados ou alterados depois de registrados, fornecendo a prova final de propriedade. A Colnago V3Rs criada por Tadej Pogacar Os quadros Colnago V3Rs criados por Pogačar nos campeonatos do Mundo no dia 26 de Setembro terão uma pintura especial "Ice & Fire" que o esloveno de 23 anos criou, e serão leiloados no momento do lançamento do novo site e aplicação da Colnago em 2022. “Foi a primeira vez que criei uma bicicleta, trabalhar com os engenheiros e designers da Colnago foi muito emocionante. A ideia das cores é que a minha cabeça fique fria como gelo durante a corrida, mas as minhas pernas estejam sempre em chamas, e a Colnago entregou cores "Frozen" para representar essa dicotomia. ”disse Tadej Pogačar A partir de 2022 Colnago com todo o histórico inalterável A Colnago passará a adicionar transações de blockchain para equipas e bicicletas de produção em 2022 e as informações sobre o fabrico, venda e propriedade serão armazenadas na plataforma baseada na blockchain do MyLime, onde podem ser vistos ​​por qualquer pessoa. O parceiro da Colnago, MyLime, desenvolveu e criou uma etiqueta "RFID" que está intrinsecamente ligada ao quadro da bicicleta e concede acesso às informações no passaporte digital da bicicleta através de uma aplicação de smartphone que está vinculada à blockchain. Quando o quadro é vendido para um novo proprietário, a transferência de propriedade pode ser gerida com o processo certificado do MyLime. A transparência oferecida pela solução blockchain do MyLime irá fornecer rastreabilidade absoluta e garantir o valor da bicicleta ao longo do tempo. A marca informou ainda que, juntamente com a MyLime avaliaram as várias tecnologias de blockchain que respeitam os paradigmas de sustentabilidade e escolheram aquela, entre as disponíveis e confiáveis, que melhor limita o uso de recursos computacionais intensivos para validação dos blocos de informação. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança 3 novas bicicletas - Turbo Vado, Turbo Como e Turbo Tero Um dia antes do dia Europeu sem carros, a Specialized lançou 3 novas bicicletas eléctricas que se adequam perfeitamente à utilização e deslocação diária. As novas bicicletas elétricas Turbo da Specialized, a Turbo Vado, Turbo Como e Turbo Tero, são bicicletas elétricas suaves, silenciosa, potentes e seguras informa a marca. No último ano, milhões de pessoas em todo o mundo recorreram à bicicleta pelos seus benefícios físicos, emocionais e práticos. A liberdade, velocidade, alegria e comodidade que oferece a bicicleta elétrica tornam-na no veículo elétrico mais popular da próxima década. Mas para potenciar o uso quotidiano da bicicleta, a Specialized sabia que tinha de superar alguns obstáculos importantes, como a convivência com os automóveis, o roubo da bicicleta ou o armazenamento da mesma. A NOVA Turbo Como A Como é uma e-Bike com um desenho relaxado e cómodo, com potência suficiente para garantir uma condução segura. Com esta bicicleta a Specialized pretende ter uma bicicleta que possa fluis pela pela estrada, oferecendo uma experiência de plena potência, que inspire confiança e felicidade, numa bicicleta que seja fácil de conduzir. A NOVA Turbo Vado A Specialized diz que a Vado é a bicicleta para tudo, desde deslocações diárias até às tarefas rápidas ou aventuras mais longas que o previsto: uma bicicleta elétrica para a vida. Esta bicicleta tem uma experiência de condução mais suave, desenhada para a cidade mas também para o passeio fora dela, desenhada para levar o que necessitas, e manter-te em movimento com mais frequência. Principais Características: Silenciosamente Potente para Pedalar Durante Todo o Dia – A Specialized diz que o motor Turbo Full Power 2.2 oferece uma experiência extraordinária de condução, graças à sua amplificação silenciosa de potência e suavidade. MasterMind e Mission Control - O ecrã MasterMind revela toda a informação relevante sobre as tuas voltas, permite ajustar em tempo real os níveis de assistência e permite atualização “over the air” para que a bicicleta melhore com o tempo. A MasterMind emparelha-se com a aplicação Mission Control para obter ferramentas de otimização da autonomia, ajustes avançados, diagnósticos e muito mais. Precisão e Eficiência Demonstradas – A Specialized desenhou um mecanismo de teste especial para analisar os embates, inclusive a baixa frequência, para aumentar o conforto e a visão. Esta precisão, combinada com um espigão de selim com suspensão, pneus de maior volume e uma forqueta com 80mm de curso, tornam a bicicleta mais eficiente e confortável perante os buracos e pisos irregulares das cidades. Turbo System Lock (Sistema de segurança) - Utiliza a aplicação Mission Control para desativar o motor da bicicleta e ativar o alarme do sensor de movimento. Uma vez bloqueado, o motor não se pode mais ativar, exceto pelo proprietário. Bateria integrada no tubo diagonal extraível e bloqueável – fácil de carregar e segura. Turbo Tero – Para pedalar por Todos os Lados A nova Turbo Tero é uma bicicleta elétrica de montanha, equipada para as voltas do dia-a-dia. A Specialized quis construir uma bicicleta de montanha na qual se possa ir para o trabalho, fazer viagens, na qual se possa levar carga. Uma bicicleta "pau para toda a obra", que se adequa a tudo o que o utilizador pretende. Para saberes as especificações técnicas completas, preços e disponibilidade das novas Turbo Vado, Como e Tero, consulta o site da marca em Portugal: www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mercado - As transferências no pelotão World Tour para 2022 Neste artigo mostramos o panorama do mercado de transferências do pelotão World Tour para 2022. No ciclismo o mercado de transferências abriu no dia 1 de Agosto e as equipas começaram desde logo a preparar a época de 2022, existem muitas mexidas e nomes sonantes a trocar de equipa, pelo que se espera uma próxima temporada com corridas emocionantes e bastante disputadas, depois destas transferências World Tour para 2022. AG2R Citroën Team Entradas: Clément Berthet (DELKO)Valentin Paret-PeintreAntoine Raugel (Equipe continentale Groupama-FDJ)Felix Gall (Team DSM) Saídas: Mathias Frank (fim de carreira)Tony Gallopin (Trek - Segafredo)Alexis Gougeard (B&B Hotels p/b KTM)François Bidard (Cofidis, Solution Crédits) Astana-Premier Tech Entradas: Saídas: Aleksandr Vlasov (BORA - hansgrohe)Merhawi Kudus (EF Education-NIPPO) Bahrain-Victorious Entradas: Filip Maciejuk (Leopard Pro Cycling) Saídas: Marcel Sieberg (fim de carreira)Marco Haller (BORA - hansgrohe) BORA - hansgrohe Entradas: Cian UijtdebroeksSam Bennett (Deceuninck - Quick-Step)Shane Archbold (Deceuninck - Quick-Step)Ryan Mullen (Trek-Segafredo)Danny van Poppel (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux)Jai Hindley (Team DSM)Sergio Higuita (EF Education-NIPPO)Marco Haller (Bahrain-Victorious)Aleksandr Vlasov (Astana-Premier Tech)Jonas Koch (Intermarché - Wanty - Gobert Matériaux)Luis-Joe Lührs Saídas: Pascal Ackermann (UAE Team Emirates)Peter Sagan (Team TotalEnergies)Andreas Schillinger (fim de carreira)Rüdiger Selig (Lotto Soudal)Maciej Bodnar (Team TotalEnergies)Daniel Oss (Team TotalEnergies) Cofidis, Solutions Crédits Entradas: Hugo ToumireAxel ZingleBryan Coquard (B&B Hotels p/b KTM)Davide Cimolai (Israel Start-up Nation)Alexis Renard (Israel Start-up Nation)Benjamin Thomas (Groupama - FDJ)François Bidard (AG2R Citroen Team) Saídas: Christophe Laporte (Team Jumbo-VismaNicolas Edet (Team Arkéa Samsic) Deceuninck - Quick-Step / QuickStep-AlphaVinyl Entradas: Saídas: Sam Bennett (BORA - hansgrohe), Shane Archbold (BORA - hansgrohe)João Almeida (UAE Team Emirates)Álvaro Hodeg (UAE Team Emirates) EF Education-NIPPO Entradas: Esteban Chaves (Team BikeExchange)Odd Christian Eiking (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux)Merhawi Kudus (Astana-Premier Tech) Saídas: Mitch Docker (fim de carreira)Tejay van Garderen (fim de carreira)Sergio Higuita (BORA - hansgrohe) Groupama-FDJ Entradas: Michael Storer (Team DSM)Quentin Pacher (B&B Hotels p/b KTM)Lewis Askey (Continentale Groupama-FDJ)Bram Welten (Team Arkéa Samsic) Saídas: Benjamin Thomas (Cofidis, Solutions Crédits)Simon Guglielmi (Team Arkéa Samsic) INEOS Grenadiers Entradas: Luke Plapp, Ben Tulett (Alpecin-Fenix) Saídas: Michal Golas (fim de carreira), Rohan Dennis (Team Jumbo-Visma) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux Entradas: Alexander Kristoff (UAE Team Emirates)Sven Erik Bystrøm (UAE Team Emirates)Biniam Girmay HailuKobe Goossens (Lotto Soudal)Laurens Huys (Bingoal Pauwels Sauces WB)Gerben Thijssen (Lotto Soudal)Julius Johansen (Uno-X Pro Cycling Team)Hugo Page (Equipe continentale Groupama-FDJ) Saídas: Danny van Poppel (BORA - hansgrohe)Odd Christian Eiking (EF Education-NIPPO) Israel Start-Up Nation Entradas: Corbin Strong (SEG Racing Academy) Saídas: André Greipel (fim de carreira), Davide Cimolai (Cofidis), Hugo Hofstetter (Team Arkéa-Samsic) Lotto Soudal Entradas: Arnaud de Lie (Lotto Soudal U23)Rüdiger Selig (BORA - hansgrohe) Saídas: Tomasz Marczyński (fim de carreira)John Degenkolb (Team DSM), Kobe Goossens (Lotto - Soudal)Gerben Thijssen (Lotto - Soudal)Stefano Oldani (Alpecin - Fenix)Tosh Van der Sande (Team Jumbo - Visma) Movistar Team Entradas: Saídas: Marc Soler (UAE Team Emirates) Team BikeExchange Entradas: Saídas: Brent Bookwalter (fim de carreira)Esteban Chaves (EF Education-NIPPO)Robert Stannard (Alpecin-Fenix) Team DSM Entradas: Henri Vandenabeele (DSM Development Team)John Degenkolb (Lotto Soudal)Leon Heinschke (Development Team DSM)Marius Mayrhofer (Development Team DSM)Frederik Rodenberg Madsen (UnoX Pro Cycling Team)Jonas Iversby Hvideberg (UnoX Pro Cycling Team) Saídas: Jai Hindley (BORA - hansgrohe)Michael Storer (Groupama-FDJ)Felix Gall (AG2R Citroën Team) Team Jumbo-Visma Entradas: Mick van Dijke (Jumbo-Visma Development Team)Michel Hessman (Jumbo-Visma Development Team)Tosh Van der Sande (Lotto Soudal)Christophe Laporte (Cofidis, Solutions Crédits)Rohan Dennis (INEOS Grenadiers) Saídas: Paul Martens (fim de carreira)Maarten Wynants (fim de carreira)George Bennett (UAE Team Emirates)Antwan Tolhoek (Trek-Segafredo)Tony Martin (fim de carreira) Team Qhubeka NextHash Entradas: Henok Mulubrhan (Team Qhubeka CT) Saídas: Lasse Norman Hansen (Uno-X Pro Cycling Team), Michael Gogl (Alpecin-Fenix) Trek-Segafredo Entradas: Filippo Baroncini (Team Colpack Ballan)Daan Hoole (SEG Racing Academy)Asbjørn Hellemose (VC Mendrisio)Tony Gallopin (AG2R Citroën Team)Simon Pellaud (Androni Giocattoli - Sidermec)Markus Hoelgaard (Uno-X Pro Cycling Team), Otto Vergaerde (Alpecin-Fenix)Jon Aberasturi (Caja Rural-Seguros RGA)Antwan Tolhoek (Team Jumbo-Visma)Marc Brustenga Saídas: Koen de Kort (fim de carreira)Ryan Mullen (BORA - hansgrohe)Niklas Eg (Team Uno-X)Michel Ries (Team Arkéa-Samsic) UAE Team Emirates Entradas: Finn Fisher-Black (Jumbo-Visma Development Team)Juan Ayuso (Team Colpack-Ballan)João Almeida (Deceuninck - Quick-Step)Pascal Ackermann (BORA - hansgrohe)Marc Soler (Movistar Team)Álvaro Hodeg (Deceuninck - Quick-Step)George Bennett (Team Jumbo-Visma)Felix Groß (Rad - Net Rose Team) Saídas: Alexander Kristoff (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), Sven Erik Bystrøm (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) Rumores CiclistaEquipa 2021Equipa 2022BILBAO LÓPEZ DE ARMENTIA PelloBAHRAIN VICTORIOUSBAHRAIN VICTORIOUSWISNIOWSKI LukaszTEAM QHUBEKA NEXTHASHEF EDUCATION - NIPPOHENAO GOMEZ SebastianINEOS GRENADIERSASTANADE LA CRUZ MELGAREJO DavidUAE TEAM EMIRATESASTANASTEINHAUSER GeorgTIROL KTM CYCLING TEAMEF EDUCATION - NIPPOQUINN SeanHAGENS BERMAN-AXEONEF EDUCATION - NIPPOSHAW James CallumRIBBLE WELDTITE PRO CYCLINGEF EDUCATION - NIPPOHEALY BenTRINITY RACINGEF EDUCATION - NIPPOVAN DEN BERG MarijnGROUPAMA-FDJ CTEF EDUCATION - NIPPOSANCHEZ GIL Luis LeonASTANA – PREMIER TECHBAHRAIN VICTORIOUSROCHE NicholasTEAM DSM?LÓPEZ MORENO Miguel ÁngelMOVISTAR TEAMASTANAFRAILE MATARRANZ OmarASTANA – PREMIER TECHINEOS GRENADIERSKANTER MaxTEAM DSMMOVISTAR TEAMFUGLSANG JakobASTANA – PREMIER TECHTEAM BIKEEXCHANGEPICCOLO AndreaASTANA – PREMIER TECHGAZPROM - RUSVELORODRIGUEZ GARAIKOETXEA ÓscarASTANA – PREMIER TECHMOVISTAR TEAMLASTRA MARTINEZ JonathanCAJA RURAL-SEGUROS RGAASTANADOMBROWSKI Joseph LloydUAE TEAM EMIRATESASTANALAZKANO LOPEZ OierCAJA RURAL-SEGUROS RGAMOVISTAR TEAMVIVIANI EliaCOFIDISINEOS GRENADIERSOSORIO CARVAJAL AlejandroCAJA RURAL-SEGUROS RGABAHRAIN VICTORIOUSCONTI ValerioUAE TEAM EMIRATESASTANAMOSCON GianniINEOS GRENADIERSASTANASOBRERO MatteoASTANA – PREMIER TECHTEAM BIKEEXCHANGESOSA CUERVO Ivan RamiroINEOS GRENADIERSMOVISTAR TEAMNIBALI VincenzoTREK - SEGAFREDOASTANA – PREMIER TECHIZAGIRRE INSAUSTI GorkaASTANA – PREMIER TECHMOVISTAR TEAMARANBURU DEBA AlexASTANA – PREMIER TECHMOVISTAR TEAM Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo - Prova de contrarrelógio individual feminina A camisola arco-íris vai voltar ao corpo da holandesa Ellen Van Dijk, a atleta hoje cumpriu os 30,3 quilómetros entre Knokke e Bruges em 36.05 minutos, sagrando-se campeã do Mundo pela segunda vez na sua carreira. A suíça Marlen Reusser, campeã europeia da especialidade, foi segunda a 10 segundos, tendo a colega de equipa da vencedora, Annemiek van Vleuten terminado no terceiro posto, a 24 segundos. Van Dijk junta este título no ‘crono’ a várias vitórias na temporada de 2021, desde logo há uma semana, ao sagrar-se campeã europeia de fundo e ‘vice’ nesta especialidade individual. A portuguesa Daniela Campos, sub-23 de primeiro ano e mais jovem ciclista em prova, foi a 41.ª classificada na estreia na categoria de Elite. Sem nunca ter feito um contrarrelógio com uma extensão tão grande, Daniela Campos optou por gerir as forças e as sensações, de forma a chegar ao final ainda com capacidade, o que lhe permitiu ganhar algumas posições na segunda parte da prova. TOP 10 da prova POS.NOMEEQUIPATEMPO1VAN DIJK EllenHOL36:052REUSSER MarlenSUI0:103VAN VLEUTEN AnnemiekHOL0:244NEBEN AmberEUA1:245BRENNAUER LisaALE1:296LABOUS JulietteFRA1:477KLEIN LisaALE1:528LOWDEN JoscelinING1:599MARKUS RiejanneHOL1:5910AMIALIUSIK AlenaBIE2:19 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo - Prova de contrarrelógio individual Filippo Ganna revalidou o título de campeão do Mundo de contrarrelógio, esmagando os corações dos belgas ao deixar Wout van Aert e Remco Evenepoel no segundo e terceiro lugar do pódio, respectivamente. Evenepoel ainda permaneceu algum tempo na cadeira de líder, com um belo registo que acabou por lhe valer uma medalha de bronze, sendo apenas batido pelo compatriota Wout van Aert e Fiippo Ganna no final do dia. Embora Wout van Aert tenha feito uma primeira metade do percurso com tempos para medalha de ouro provisória, Ganna fez uma prova com um ritmo constante, tendo inclusive aumentado o ritmo na segunda parte do percurso, enquanto o belga perdia terreno, acabando por ser mesmo o italiano a estragar a festa belga, levando para casa a segunda medalha de ouro consecutiva em mundiais nesta especialidade. Uma grande e certamente motivadora vitória para Filippo Ganna, que nesta especialidade parte actualmente sempre como favorito, mas nem nos jogos olímpicos, nem nos campeonatos da Europa havia confirmado esse favoritismo. Quanto aos portugueses, Nelson Oliveira terminou no 13.º posto, a 01:55m. do vencedor, enquanto que Rafel Reis terminou no 30.º posto a 3:35m. do vencedor. TOP 10 da prova POS.NOMEEQUIPATEMPO1GANNA FilippoITA47:472VAN AERT WoutBEL0:063EVENEPOEL RemcoBEL0:444ASGREEN KasperDIN0:465KÜNG StefanSUI1:076MARTIN TonyALE1:187BISSEGGER StefanSUI1:268HAYTER EthanING1:279AFFINI EdoardoITA1:4910POGAČAR TadejESL1:53 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida venceu a Volta ao Luxemburgo João Almeida (Deceuninck-QuickStep) conquistou hoje a classificação geral final da Volta ao Luxemburgo após a quinta e última etapa, na qual foi segundo atrás do francês David Gaudu (Groupama-FDJ), resultado que lhe bastou para a vitória final. O português somou novo triunfo numa prova por etapas (este ano já venceu a Volta à Polónia), ao acabar com 46 segundos de vantagem para o suíço Marc Hirschi (UAE Emirates), segundo, e 1.05 minutos para o seu colega de equipa Mattia Cattaneo. João Almeida já era o terceiro português a vencer no Luxemburgo, depois de Joaquim Agostinho em 1969 e Acácio da Silva em 1983 e 1990, e hoje confirmou as expectativas de antes do arranque da prova, em que era apontado como um dos principais favoritos à vitória, ao tornar-se o primeiro luso a vencer a geral da prova. De realçar o apoio dos muitos portugueses que se viram pela estrada nas várias etapas, num país de com forte comunidade lusa. A época de 2021 tem dado a João Almeida uma série de bons resultados, do sexto lugar final na Volta a Itália ao título nacional do contrarrelógio, passando pela vitória que referimos antes na Volta à polónia, na qual se estreou a vencer no WorldTour, com duas etapas e a geral final, e ainda nos Europeus de estrada, onde terminou 14.º na prova de fundo. Para terminar a época, João Almeida tem ainda na próxima semana a hipótese de deixar a sua marca nos mundiais que iniciam amanhã, onde participará somente na prova de fundo. Classificação geral final da Volta ao Luxemburgo 2021 POS.NOMEEQUIPATEMPO1ALMEIDADQT17:20:442HIRSCHIUAD463CATTANEODQT01:054DE LA CRUZ MALGAREJOUAD01:095LATOURTENmt6GAUDUGFC01:177PINOTGFC01:278HERRADACOF01:439NIBALITFS01:4910FORMOLOUAD01:53 ### Campeonatos do Mundo de ciclismo de estrada Este domingo arranca mais uma edição dos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada, uma das mais importantes competições da temporada, na região da Flandres, na Bélgica. Haverá a hipótese de assistir em direto a toda a ação desta competição, pois o canal Eurosport vai ter várias transmissões. De 19 a 26 de Setembro há muito para ver nas diferentes especialidades e categorias que vão coroar os novos campeões com a camisola arco-íris. Portugal estará representado por um total de 17 ciclistas, Rui Costa é a principal ausência da seleção lusa. Na equipa masculina de elite estarão João Almeida (Deceuninck-QuickStep), Nelson Oliveira (Movistar), Rafael Reis (Efapel), Ruben Guerreiro (Education First-Nippo), Rui Oliveira (UAE Emirates) e André Carvalho (Cofidis). Competem todos na prova de fundo no último dia. Para o contrarrelógio individual foram apenas escolhidos Nelson Oliveira e Rafael Reis. Rui Costa (UAE Emirates) é o principal ausente da lista de selecionados. O campeão mundial de 2013 esclareceu que estará ausente dos Mundiais por opção, justificando a decisão com o facto de o traçado da prova de fundo não se adequar às suas características. Quantos aos restantes selecionados, na prova feminina de elite estarão Maria Martins (Drops), campeã nacional de fundo, e Daniela Campos (Bizkaia Durango), com esta última a disputar o contrarrelógio, disciplina em que é também a número um nacional. Fábio Costa (Efapel), Miguel Salgueiro (LA Alumínios) e Pedro Miguel Lopes (Kelly-Simoldes-UDO) estarão na prova sub-23 masculina, enquanto António Morgado e Gonçalo Tavares (Bairrada), estarão no contrarrelógio. Diogo Pinto (Academia Joaquim Agostinho/CYR/UDO) e Lucas Lopes (Póvoa de Varzim/CDC Navais) serão os representantes nos juniores. Beatriz Roxo (Academia de Ciclismo de Paredes) junta-se a Sofia Gomes (Vesam/Blok/Vilanovense) nas juniores femininas para correr a prova de fundo. Quem serão os novos campeões do mundo? Na edição de 2020 celebrada em Imola, Itália, Julian Alaphilippe e Anna van der Breggen conquistaram a camisola arco-íris.  Poderemos acompanhar toda a acção deste ano entre 19 a 26 de setembro, em direto, no Eurosport. Os comentários ficam a cargo da equipa composta por Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici, Gonçalo Moreira e José Azevedo.  Para mais detalhes de programação consulta o site www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida recupera liderança na Volta ao Luxemburgo João Almeida (Deceuninck-QuickStep) recuperou a liderança da classificação geral a um dia do fim da Volta ao Luxemburgo, depois de ser hoje segundo classificado no contrarrelógio individual da quarta etapa da prova. O português cumpriu os 25,4 quilómetros com partida e chegada em Dudelange em 17.35 minutos, sendo apenas batido, pelo seu colega de equipa italiano Mattia Cattaneo, que cumpriu o trajecto em menos 2 segundos). João Almeida, campeão nacional de contrarrelógio, voltou a subir à liderança da geral, tendo agora 43 segundos de vantagem para o anterior líder, o suíço Marc Hirschi (UAE - Team Emirates), que hoje não foi além do 6.º posto a 49 segundos do vencedor da etapa. A um dia do final da prova, o luso tem agora uma vantagem de 43 seg's. sobre Hirschi na geral, tendo também a liderança da classificação dos pontos e a classificação da juventude. A Volta ao Luxemburgo termina no sábado, com uma etapa de 183,7 quilómetros entre Mersch e a cidade do Luxemburgo, com duas contagens de montanha de primeira categoria, e outra de categoria especial, nos primeiros 115 quilómetros. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Luxemburgo - O dia em que terminou o pesadelo de Sacha Modolo Sacha Modolo (Alpecin-Fenix) foi o vencedor da terceira etapa da Volta ao Luxemburgo. João Almeida (Deceuninck-QuickStep) continua no segundo lugar da geral individual, atrás do suíço Marc Hirschi (UAE Emirates). Aos 34 anos, Sacha Modolo bateu ao sprint o francês Benoit Cosnefroy (AG2R), segundo, e o romeno Eduard-Michael Grosu (DELKO), terceiro. Uma vitória com muita emoção por parte do sprinter italiano, que não vencia uma etapa há 3 anos (a ultima tinha sido na Volta à Andaluzia em 2018), tendo depois passado por lesões que o afastaram das vitórias. Além de seguir em segundo na geral individual, João Almeida continua líder dos pontos da prova, sendo amanhã o dia decisivo e no qual tem nova hipótese de vencer, no contrarrelógio da quarta e penúltima etapa, com 25,4 quilómetros em Dudelange. Perante a curta vantagem de Hirschi, amanhã João Almeida pode vencer a etapa e colocar-se líder da classificação geral da prova, está tudo em aberto. TOP classificação geral após etapa 3 POSNOMEEQUIPATEMPO1HIRSCHIUAD12:18:532ALMEIDADQT43GAUDUGFC194PINOTGFC235DE LA CRUZ MALGAREJOUADmt6FORMOLOUADmt7QUINTANAARK338CHAMPOUSSINACT359HERRADACOFmt10LATOURTENmt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rigo Urán e o sexo antes das provas Rigoberto Urán ciclista colombiano da EF voltou a demonstrar o seu caraterístico bom humor numa recente entrevista ao The Suso´s Show, programa de humor da estação colombiana Caracol Televisión. Rigo Urán, 34 anos, continua igual a si próprio e proporcionou mais um momento de boa disposição. Basicamente, o ciclista colombiano discorda por completo com a ideia que a intimidade antes das provas é prejudicial para os atletas. “Não sei por que tem sido gerado o tópico que a intimidade faz mal para o desempenho dos atletas. É muito mau estar com uma mulher pela primeira vez porque o que vai acontecer é que vais ficar toda a noite a pedalar e pedalar. Por outro lado, se estás com a tua esposa, é como subir ao Alto de Patios (conhecida estrada montanhosa nos arredores da cidade colombiana de Bogotá) e voilà! Aí vais para casa e pronto”, comentou Rigo, sem qualquer tipo preconceito e visivelmente bem-disposto. O colombiano relembrou ainda uma brincadeira que teve com o seu antigo companheiro de equipa Salvatore Puccio quando ambos faziam parte da Sky, equipa onde conquistou um dos seus dois segundos lugares no Giro d´Itália. “Eu disse a ele que estava a voar em cima da bicicleta quando a minha namorada chegou para me ver competir. E, curiosamente, quando ela chegou, no dia seguinte ganhei a etapa. Então ele ligou para a namorada, mas o Giro já tinha terminado. No final ele confessou-me que era uma rapariga que tinha conhecido há 15 dias e por isso ele teve uma etapa muito difícil durante o dia e outra muito difícil à noite”, revelou Rigo, provocando um enorme ataque de riso ao apresentador do programa. Este é apenas mais um caricato episódio daqueles que Rigoberto Urán tem proporcionado nos últimos anos. Neste momento o colombiano encontra-se a preparar a participação para o Mundial de Estrada, prova que terá início entre 19 a 26 de setembro em Flandres, na Bélgica. Rigo será capitão da equipa colombiana, naquela que será a sua décima primeira participação em mundiais e na qual a seleção colombiana irá atuar com os seus melhores velocistas de forma a tentar fazer frente à seleção belga. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Specialized lançou NOVOS quadros Chisel LTD. Artist Series A Specialized lançou novos quadros Chisel, a mais recente coleção "Artist Series – Disrupt the Decay". Nesta edição de cores, a marca americana baseia-se nos elementos Fogo e Água como inspiração para criar dois quadros Chisel exclusivos e de edição limitada que levantam a questão sobre o mundo digital VS. mundo real de hoje em dia: "Onde termina um mundo e começa o outro?" O quadro Chisel LTD vem em duas edições de desenho exclusivas – Fire e Water – e cada um vem com um livro premium de colecionador que mostra a arte, palavras e inspiração dos designers para a série Disrupt the Decay. Edição Fire Edição Water A NOVA CHISEL: Competição num pacote mais acessível De acordo com a Specialized a nova Chisel foi propositadamente desenvolvida para enfrentar os trilhos modernos de Cross Country e corridas com a máxima velocidade. Na verdade, ela partilha muitas das características modernas da sua irmã Epic HT, mas num pacote mais acessível. Tecnologia D’ALUISIO SMARTWELD A Specialized informa que o novo quadro Chisel utiliza a tecnologia "D´Aluisio Smartweld", que segundo a marca move as juntas dos tubos hidroformados para longe das áreas de maior stress, fazendo com que o equilíbrio de força, rigidez e peso do quadro seja mais pronunciado de que noutros quadros de alumínio. A Specialized diz que além de tornar o Chisel num dos mais leves quadros hardtail de alumínio, com apenas 1400g, também permite uma rigidez de quadro ajustada a todos os tamanhos. Venda On-Line Os novos quadros Chisel LTD Artist Series "Disrupt the Decay": Fire & Water estarão disponíveis em venda online, em Specialized.com. Para mais informações e detalhes sobre os novos quadros Chisel LTD vê aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Luxemburgo - João Almeida perdeu liderança Marc Hirschi ( UAE - Team Emirates ) venceu isolado a segunda etapa da Volta ao Luxemburgo. O suíço atacou nos últimos quilómetros, conseguiu a primeira vitória ao serviço da UAE - Team Emirates desde a sua contratação e colocou-se líder da competição, mostrando que está num bom momento de forma a uma semana dos Campeonatos do Mundo. João Almeida e David Gaudu terminaram em segundo e terceiro respectivamente, nesta etapa que terminou numa dura subida e na qual João almeida correu com frieza. Vendo que não conseguia alcançar Hirschi, aguentou os ataques de Pinot e Gaudu (Groupama - FDJ), e poupou energia para nos últimos metros conseguir a bonificação de 6 segundos ao cortar a meta em segundo da etapa. João Almeida perdeu para já a camisola amarela mas mantém-se muito próximo da liderança (apenas 4 segundos o separam de Marc Hirschi), prevendo-se uma corrida muito disputada até ao final. TOP 10 classificação geral após etapa 2 Pos.NOMEEQUIPATEMPO1HIRSCHIUAD08:01:062ALMEIDADQT43GAUDUGFC194PINOTGFC235DE LA CRUZ MALGAREJOUADmt6FORMOLOUADmt7QUINTANAARK338MOLLEMATFS359CHAMPOUSSINACTmt10HERRADACOFmt Amanhã (quinta-feira), a terceira de cinco etapas liga Mondorf-les-Bains a Mamer com 189,3 quilómetros, com três contagens de montanha de primeira categoria, antes do contrarrelógio final de sexta-feira. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Semana recheada de ciclismo no Eurosport Esta semana ciclismo no Eurosport, 8 emocionantes corridas que culmina com o arranque dos Campeonatos do Mundo de Estada. O ciclismo está de regresso em força à grelha de programação do Eurosport com uma série de corridas que prometem fazer as delícias dos fãs da modalidade e garantem muitas horas de ação.  Luxemburgo, Eslováquia, Bélgica, Alemanha e Itália são alguns dos palcos onde o Eurosport irá acompanhar as corridas mais importantes da semana. Volta ao Luxemburgo Ontem, terça-feira, já arrancou mais uma edição da Volta ao Luxemburgo O pequeno Grão-Ducado recebe algumas das melhores equipas e ciclistas do mundo para cinco dias que prometem muita emoção.  João Almeida é a estrela principal do cartaz para a competição deste ano e não deixou os créditos por mão alheias, vencendo desde logo a primeira etapa.O ciclista português estreou-se esta temporada a vencer no World Tour com a conquista da Volta à Polónia e aposta novamente num bom resultado. David Gaudu, Fausto Masnada, Nairo Quintana, Bauke Mollema, Caleb Ewan, Ben O’Connor, Vincenzo Nibali ou Esteban Chaves são alguns dos principais rivais de Almeida. A partir de hoje quarta-feira, dose quádrupla de ciclismo. Para além da Volta ao Luxemburgo realiza-se a 93.ª edição do Giro della Toscana, a 62.ª edição do Grande Prémio da Valónia e a 65.ª edição da Volta à Eslováquia. A ‘Clássica’ italiana, também conhecida como ‘Memorial Alfredo Martini, realiza-se na localidade de Pontedera e os ciclistas terão de cumprir duas voltas em torno da cidade e um total de 191.5 km até à meta.   Já a ‘Clássica’ belga estende-se ao longo de 208.1 km e liga as localidades de Aywaille e Citadelle de Namur. Giacomo Nizzolo, Tim Wellens, Christophe Laporte ou Aurélien Paret-Peintre são alguns dos ciclistas mais bem cotados a marcar presença na prova de este ano que está de volta à estrada depois de no ano passado ter sido cancelada por causa da pandemia.  Mais longa será a Volta à Eslováquia com a última etapa marcada para domingo, 19 de setembro, em Trnaval. Peter Sagan é a estrela maior da nação anfitriã. O ciclista três vezes campeão do mundo de estrada apresenta-se com a ambição de conquistar uma prova perante o seu público que ainda não conseguiu adicionar ao seu currículo.  Itália volta a estar em destaque na quinta-feira com a transmissão do Grande Prémio Cidade de Peccioli, corrida da Coppa Sabatini com uma extensão de 210.8 km e na qual competem estrelas locais como Sonny Cobrelli, Diego Ulissi ou Gianni Moscon. No mesmo dia, mas para a Taça da Bélgica, cumpre-se a 106.ª edição do Campeonato de Flandres, prova de 196 km com partida e chegada em Koolskamp e na qual Mathieu van der Poel encabeça a lista de favoritos ao triunfo.  No próximo fim-de-semana Durante o fim-de-semana, para além da oferta acima mencionada, o Eurosport emite mais duas clássicas: no sábado cumpre-se a Primus Classic, na Bélgica, e no domingo a Eschborn-Frankfurt, na Alemanha.  No entanto, o grande destaque do último dia da semana vai para o arranque de mais uma edição dos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada, em Flandres, na Bélgica, e nos quais Portugal se apresenta com 17 corredores. Muito ciclismo de grande qualidade para acompanhar nos canais Eurosport ao longo da semana. Para mais detalhes de programação consulta o site www.eurosport.pt Volta ao Luxemburgo 14 de set. – 1ª etapa – Luxembourg City – Luxembourg City – 140 km 15 de set. – 2ª etapa – Steinfort – Eschdorf – 186.1 km 16 de set. – 3ª etapa – Mondorf-les-Bains – Dudelange – 189.3 km 17 de set. – 4ª etapa – Contrarrelógio – Dudelange – 25.4 km 18 de set. – 5ª etapa – Mersch – Luxembourg City – 183.7 km Grande Prémio da Valónia 15 de set. – Aywaille – Citadelle de Namur – 208.1 km Giro della Toscana - Memorial Alfredo Martini 15 de set. – Pontedera – Pontedera – 191.5 km Volta à Eslováquia 15 de set. – Prólogo – Kosice – Kosice– 1.6 km 16 de set. – 1ª etapa – Kosice – Kosice – 158.4 km 17 de set. – 2ª etapa – Spisské Podhradie – Dolny Kubín – 179.7 km 18 de set. – 3ª etapa – Dolny Kubín – Povazská Bystrica – 193.2 km 19 de set. – 4ª etapa – Trencianske – Trnaval – 159.2 km Coppa Sabatini – Gran Premio città di Peccioli 16 de set. – Peccioli – Peccioli – 210.8 km Taça da Bélgica – Kampioenschap van Vlaanderen 17 de set. – Koolskamp – Koolskamp – 196 km Primus Classic  18 de set. – Brakel – Haacht – 197.7 km Eschborn-Frankfurt 19 de set. – Eschborn – Frankfurt-am-Main– 187.5 km Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada – Flandres, Bélgica 19 a 26 de set. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida vence primeira etapa da Volta ao Luxemburgo colocando-se líder João Almeida (Deceuninck-QuickStep) venceu hoje a primeira etapa da Volta ao Luxemburgo, batendo o resto do pelotão ao ‘sprint’. Vídeo da chegada https://twitter.com/skodatour/status/1437777171083300864 O português de 23 anos, somou a quinta vitória da temporada após 140 quilómetros com partida e chegada na cidade do Luxemburgo, cumprindo a etapa em 3:16 horas, batendo no final o holandês Bauke Mollema (Trek-Segafredo), segundo, e o suíço Marc Hirschi (UAE - Team Emirates), que foi terceiro. João Almeida assume assim a liderança da corrida com 4 segundos de vantagem para Mollema e 6 para Hirschi. A segunda de cinco etapas irá liar Steinfort a Eschdorf, 186,1 quilómetros, terminando de novo em subida de primeira categoria. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Victor Koretzky assina pela equipa de estrada B&B HOTELS O francês Victor Koretzky assinou pela equipa de estrada B&B HOTELS (escalão profissional continental), para as próximas duas temporadas. O anuncio foi feito no site e redes sociais da própria equipa desta forma: https://twitter.com/BBHOTELSpbKTM/status/1437355523351928832 Campeão do Mundo Junior, medalha de bronze no último Campeonato do Mundo de Cross-country Olímpico (XCO) e vencedor de duas etapas da Taça do Mundo nesta temporada, Victor Koretzky é um dos atletas mais talentosos do XCO mundial e corre actualmente na equipa KMC Orbea. Nas categorias de jovens corri pouco na estrada, mas consegui obter bons resultados. Estou ciente de que o meu treino terá que ser ajustado para ter um bom desempenho no final das corridas, que às vezes podem durar mais de cinco horas, mas não tenho medo disso. Vou-me adaptar, pode levar um pouco de tempo, mas estou confiante.Disse Koretzky Um dos atletas em ascensão na Taça do Mundo de XCO vai assim poder ombrear com os melhores da estrada, sendo de prever que participe em algumas clássicas que normalmente se encaixam neste tipo de ciclistas. Ainda tenho que me colocar à prova na estrada, acho que mostrei que estou em condições físicas. Outros ciclistas de montanha antes de mim provaram que realizar um projeto duplo pode valer a pena. Correndo em pelotão, tentando estar bem colocado em locais estratégicos, sei que vou saber como fazê-lo e mal posso esperar para embarcar nesta aventura!Acrescentou o francês Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA bolsa Bontrager Rapid Pack Hydro A Bontrager lançou uma nova bolsa de maior dimensão que se junta à sua gama de bolsas de cintura, a Bontrager Rapid Pack Hydro. Com um reservatório de hidratação integrado e uma boa capacidade de armazenamento, foi concebida para ciclistas de montanha que querem levar tudo o que precisam quando se aventuram por distâncias maiores e durante mais tempo. A bolsa Bontrager Rapid Pack Hydro mantém os mesmos elementos práticos da bolsa Rapid Pack original, como o ajuste confortável, o material elástico e o design eficiente que nem se sente no corpo quando se pedala, e acrescenta um bolso maior com fecho nas costas, concebido para alojar um reservatório de 1,5 L para além de um bidão individual.  A nova bolsa está equipada com um reservatório de hidratação HydraPak de 1,5 L integrado que inclui uma mangueira magnética de fixação para facilitar o acesso e conferir uma fixação segura durante as voltas. Também inclui uma válvula de bloqueio que previne fugas durante o transporte.  De acordo com a TREK, a durabilidade e o conforto continuam a ser prioridades, das a utilização de um material resistente e elástico concebido para distribuir o peso de forma equilibrada para que a bolsa se mantenha no lugar. O cinto ajustável permite que ciclistas de todos os tamanhos transportem o respetivo equipamento e itens essenciais. Como as soluções de armazenamento inteligentes são fundamentais em viagens longas, a bolsa Bontrager Rapid Pack Hydro tem dois bolsos laterais com organização interna para comida e dispositivos eletrónicos. O grande bolso principal com fecho tem também presilhas para fixar uma minibomba ou uma bomba de amortecedor. Para hidratação adicional, a bolsa conta com um bolso seguro localizado no centro das costas, concebido para fixar um bidão numa posição central, para que este não abane ao pedalar. Também inclui uma presilha que agarra e armazena os bidões facilmente. Podes encontrá-la na rede de lojas Trek. Mais Informação e detalhes desta bolsa AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de l’Ardeche – Solidariedade entre equipas marca 5ª etapa A 5ª etapa do Tour de l’Ardeche, prova do calendário feminino da UCI, ficou marcada pelo enorme gesto de solidariedade entre equipas. Ontem, quando tudo se preparava para o arranque da 5ª etapa, a equipa da BikeExchange anunciou que as suas bicicletas tinham sido roubadas, situação que impossibilitaria a participação das suas ciclistas na prova. No entanto, um gesto de enorme solidariedade dentro do pelotão possibilitou que a equipa australiana conseguisse apresentar-se em prova. As equipas uniram-se entre si e emprestaram bicicletas às atletas da BikeExchange, permitindo que continuam-se a participação nesta prova francesa, que decorre entre os dias 8 e 14 de Setembro. Quem respirou de alívio foi Ane Santesteban, ciclista espanhola da BikeExchange, uma das candidatas à vitória final, que se encontra a apenas 9 segundos da atual líder Leah Thomas, da Movistar. “Hoje acordamos com a má notícia de que todas as nossas bicicletas foram roubadas. Felizmente, no pelotão tem gente muito boa e entre todos eles nos ajudaram a continuar na corrida. OBRIGADO, OBRIGADO”, escreveu Ane Santesteban suas redes sociais. Hoje, para a 6ª etapa a equipa irá já apresentar-se em prova com bicicletas novas da prestigiada marca Bianchi. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato da Europa de Estrada – Entre 150 atletas apenas 31 terminaram a prova de fundo Decorreu esta tarde, em Trento, Itália, a prova de fundo de elite dos Europeus de estrada, com um total de 179,2 quilómetros. Numa prova intensa, entre 150 atletas inscritos, apenas 31 terminaram, com o ciclista português João Almeida a ser 14º classificado, a seis minutos de Sonny Colbrelli, que venceu a prova com o tempo de 4:19.45 horas. O atleta italiano, agora novo campeão europeu, superou ao ‘sprint’ a concorrência mais direta do belga Remco Evenepoel e do francês Benoit Cosnefroy. Quanto aos outros portugueses em prova, Rui Costa, campeão mundial em 2013 e 6º classificado nos Europeus de 2016, a melhor marca de sempre de um ciclista português, ficou no 18º lugar, a 9.13 minutos de Colbrelli. A equipa nacional não conseguiu aguentar os ataques dos adversários, ficando com os principais elementos mal colocados no pelotão, perdendo a presença na frente da corrida. João Almeida ainda tentou responder, mas foi incapaz de alcançar a cabeça da corrida, ficando assim arredado dos primeiros lugares. José Poeira, selecionador nacional, considerou que a equipa começou bem a prova, acabando por ceder no final. “Tínhamos um plano para esta corrida, que passava por eliminar os homens rápidos e todos aqueles que não estivessem num dia bom. Para isso era preciso endurecer a corrida antes de entrar no circuito final. Fizemos bem esse trabalho, mas depois não fomos capazes de concretizar na parte final para entrarmos na discussão da corrida”. Já João Almeida revela ter dado o seu melhor, lamentando o seu posicionamento quando os adversários atacaram. “Tornou-se uma corrida muito duro. Dei tudo o que tinha, mas não estava muito bem posicionado quando os adversários atacaram. Talvez tivesse conseguido ir com eles se estivesse mais bem posicionado. Ainda tentei ir a solo durante uma volta, mas não tive sucesso, até porque houve alturas em que era o único a puxar, porque quem vinha comigo tinha colegas na frente”. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVAS bolsas Pro bike gear para bikepacking A Pro bike gear lançou a gama performance para ciclistas de estrada, e uma nova gama DISCOVER para os ciclistas de gravel. Nova gama de bolsas Pro bike gear. Por vezes é difícil preparar-nos para uma volta de bicicleta - mesmo as voltas mais pequenas podem, por vezes, causar ansiedade. E se furo? E se me der a fome? E se o meu telefone ficar sem bateria? A PRO promete conseguir assegurar todas essas exigências com as novas linha de bolsas Pro bike gear. GAMA DISCOVER A Bolsa para haste de guiador Discover Team (PRBA0066), bolsa para quadro(PRBA0069), e bolsa de selim (PRBA0068) parecem perfeitas para descobrir a liberdade do bikepacking. A bolsa pequena para haste de guiador PRO Discover Team é destinada a ser utilizada sozinha, para viagens mais curtas, ou eventualmente a bolsa Discover Team de 8 litros, para aventuras mais longas. Oferece uma capacidade de 2 litros, bolsos múltiplos e um bolso lateral, é construída com material impermeável e apresenta costuras seladas à prova de água. Os destaques incluem: Construção à prova de água, costuras seladas à prova de água e fecho de correr, correias ajustáveis de velcro, detalhes reflectores para maior visibilidade, bolsos múltiplos e um bolso lateral. Bolsa pequena PRO Discover Team para quadro Este compartimento de arrumação encaixado no triângulo frontal do quadro destina-se a ser utilizado em viagens mais curtas. A sua capacidade de 2,7 litros e as suas correias largas de velcro são compatíveis com a maioria dos quadros de bicicleta, dependendo da disposição da suspensão traseira e da localização da grade de bidon. A bolsa pequena PRO Discover Team para quadros, é construída com material impermeável e apresenta costuras seladas à prova de água para manter os objectos de valor secos durante as aventuras de bikepacking. Os destaques incluem: 2,7l de capacidade, construção à prova de água com costuras seladas efechos de correr protegidos, correias de velcro ajustáveis para melhor fixação em vários tamanhosde quadros, detalhes reflectores para maior visibilidade. Bolsa de selim PRO TEAM Concebido para guardar as pequenas coisas de que provavelmente necessitarás para qualquer aventura no gravel - como acessórios de reparação de furos, uma câmara de reserva e uma mini- ferramenta - pode ser armazenado e fixado à bicicleta de gravel para quando precisares do seu conteúdo. Graças à sua construção à prova de água e ao seu sistema de fecho Roll-style, mantém o conteúdo seco e pode ser comprimido até um tamanho compacto, caso não precises de encher toda a sua capacidade de 600 ml. A destacar: 600 ml de capacidade, construção impermeável com costuras seladas, sistema de fecho Roll-Style, tiras ajustáveis de velcro para fixar a todos os tipos de selim, com detalhes reflectores para uma maior visibilidade. GAMA PERFORMANCE Na gama Performance, quatro novas bolsas de selim (PRBA0071/72/73/74) oferecem capacidades de transporte variáveis e a PRO Tool Wrap (PRBA0067) pode ser transportada contigo ou deixado na oficina. As bolsas de selim PRO Performance pequena/média/grande/XL é direccionada para guardar os essenciais no selim, como uma mini ferramenta ou acessórios de reparação de furos. A marca anuncia que graças ao fecho robusto de construção em nylon 420D, a gama de bolsas Performance para selim fornecem uma solução de armazenamento durável para todas as tuas necessidades. Os destaques incluem: Construção robusta em Nylon 420D com fecho de correr, compatibilidade universal em todos os selins graças às correias de velcro, acabamento reflectivo, tamanhos: 400ml, 600ml, 1L, 2L. A Bolsa PRO Performance Tool Wrap é para guardar com estilo todas as ferramentas e acessórios na bicicleta. Embala uma mini bomba, mini ferramenta, dois removedores de pneus, câmaras de reserva e cartucho de CO2 com facilidade. Cada acessório tem o seu próprio bolso de armazenamento. A sua robusta construção em nylon 420D e correias de velcro universalmente compatíveis, têm como objectivo fixar a qualquer selim e durar anos. Destaques: Solução simples de armazenamento para transportar na bicicleta acessórios essenciais, com um design que permite embrulhar, é leve e compacta, compatível com todos os selins, acabamento reflectivo, correia para instalação de luz traseira. Para saberes mais detalhes e informações acerca destas gamas de bolsas acede ao site do importador em Portugal www.scvouga.pt ou da PRO Bikegear. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Dumoulin fratura pulso e termina temporada Tom Dumoulin sofreu um acidente de treino no qual fraturou o pulso. O ciclista holandês de 30 anos, vice-campeão olímpico de contrarrelógio sofreu ontem, quinta-feira, uma colisão com um automóvel enquanto treinava, situação que o obriga a terminar a temporada desportiva.  A informação foi lançada pela Jumbo-Visma, equipa de Tom Dumoulin, que num pequeno comunicado informou do sucedido, adiantando ainda que o ciclista iria ser operado durante o dia de hoje. Um duro contratempo para Dumoulin, medalha de prata do ‘crono’ das últimas duas edições dos Jogos Olímpicos e sério candidato às medalhas no contrarrelógio dos próximos Mundias de Estrada agendados entre os dias 19 e 26 de setembro, na região da Flandres, Bélgica. Numa reação ainda a quente, Dumoulin não conseguiu esconder a sua enorme frustração. “É uma grande deceção. A minha temporada acabou. Estou desiludido, porque estava num bom momento. Inclusive, no treino de hoje, senti-me realmente forte. Estava confiante de que poderia ter um mês muito bom”, declarou o ciclista holandês. Com a temporada desportiva, infelizmente concluída, confirma-se que 2021 foi um ano atípico para Tom Dumoulin. Isto porque, o ciclista holandês da Jumbo-Visma chegou mesmo a fazer uma pausa na sua carreira no início desta campanha, regressando depois em junho, ainda a tempo de garantir o título nacional de contrarrelógio. Agora, Tom Dumoulin terá que se focar na sua recuperação para que o regresso aos treinos possa acontecer o mais cedo possível.  ### Ciclistas portugueses em bom plano nos Europeus de ciclismo de estrada Os ciclistas portugueses obtiveram um bom desempenho no contrarrelógio de elite do Campeonato da Europa de Estrada, disputado esta tarde, em Trento, Itália. João Almeida terminou a prova no décimo lugar, enquanto que Rafael Reis foi 14.º classificado. Numa tarde de muito calor, os atletas portugueses não defraudaram as expetativas e apresentaram-se em bom plano no contrarrelógio de 22.4 quilómetros e de traçado maioritariamente plano. João Almeida cortou a linha da meta com o tempo de 25.46 minutos a 1.16 minutos do vencedor, o suíço Stefan Küng, que revalidou assim o título. Esta marca permitiu ao ciclista português ficar entre os dez melhores da Europa. O ciclista das Caldas da Rainha tem agora o segundo melhor resultado de um atleta nacional em contrarrelógio de elites em Europeus, apenas atrás do quarto lugar de Nelson Oliveira em 2016. Rafael Reis ficou a 1.34 minutos do líder, tempo que lhe garantiu o 14º lugar, que se traduz igualmente numa boa classificação, atendendo ao elevado nível da prova. O suíço Stefan Küng que revalidou o título com a marca de 24.30 minutos teve no pódio a companhia de Filippo Ganna (24.37) e do belga Remco Evenepoel (24.44), segundo e terceiro classificados, respetivamente.   ### Portugal vai levar 20 ciclistas aos Europeus de estrada Portugal vai levar 20 ciclistas aos Europeus de estrada que se realizam em Trento, Itália, de 8 a 12 de setembro. João Almeida (Deceuninck-Quick Step) é o principal destaque entre o contingente luso, que conta com outros nomes importantes no atual panorama nacional. Uma grande competição a que será transmitida no Eurosport.  Os ciclistas presentes A equipa de elite: João Almeida (Deceuninck-Quick-Step), Nélson Oliveira (Movistar Team), Rafael Reis (Efapel), Rúben Guerreiro (EF Education-Nippo), Rui Costa e Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Estes seis ciclistas estarão na prova de fundo, sendo que João Almeida e Rafael Reis vão também participar no contrarrelógio. A equipa de sub-23: Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport), Pedro Andrade (Hagens Berman Axeon), Pedro Miguel Lopes (Kelly-Simoldes-UDO), Fábio Fernandes (Efapel) na prova de fundo, Este último irá também disputar o contrarrelógio. Categoria feminina: Maria Martins (Drops-Le Col supported by Tempur). Equipa júnior: António Morgado, Gonçalo Tavares e Rúben Rodrigues (Bairrada), Sérgio Saleiro (CC Barcelos/AFF/Flynx/HM Motor), Tiago Clemente (Grupo Desportivo de Lousa), Tiago Nunes (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel). Categoria Feminina: Beatriz Pereira (Bairrada), Mariana Líbano (Velo Performance/JS Campinense), Sofia Gomes (Vesam/Blok-Vilanovense Cycling Girls). Datas Os Europeus de Ciclismo de Estrada arrancam, em Trento, com dois dias de contrarrelógios (8 e 9 de setembro), seguindo-se as provas de fundo dos escalões jovens, nos dias 10 e 11, encerrando com a corrida masculina de fundo elite, no dia 12. Esta fantástica competição poderá ser seguida em direto no Eurosport. Para mais detalhes de programação consulta o site www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Portugal recebe 21 Países da elite Mundial da Orientação em BTT De 07 a 10 de outubro os Municípios de Abrantes, Constância e Chamusca serão o epicentro da Orientação em BTT a nível Mundial. Até ao dia 05 de setembro estão inscritos 278 participantes de seleções de 21 Países. A Federação Portuguesa de Orientação com o apoio dos Municípios envolvidos, vai organizar um dos eventos mais importantes de 2021 no calendário da Federação Internacional da modalidade, com a realização dos seguintes campeonatos em simultâneo:  Taça do Mundo (ronda Final) e  Campeonato da Europa de ElitesCampeonato da Europa Juniores;Campeonato da Europa de Jovens;Campeonato do Mundo Masters. Vídeo promocional https://www.youtube.com/watch?v=WKA5JLoU_fI&list=TLGGVAMVz3OETN0wNzA5MjAyMQ O centro do evento será a cidade desportiva de Abrantes, com o seguinte programa: 06 outubro  Chegada das delegações,Prova de treino- V.N. da barquinhaCerimónia de abertura (Abrantes); 07 outubro - Santa Margarida Sprint ( Campeonato da Europa de Juniores e Jovens);Mass Start - Mundial de Masters; 08 outubro - Alcaravela Distância Média 09 outubro - Arripiado Distância Longa 10 outubro - Abrantes Estafeta Mista de Sprint (Elite) Estafetas, Jovens e JunioresSprint - Masters O terreno dos eventos principais é uma combinação de floresta de pinheiros e eucaliptos e muito pequenas áreas urbanas, com pequenas zonas de terreno acidentado com uma densa rede de estradões e caminhos, na sua maioria de boa progressão. A escala dos mapas varia entre  1/ 7.500 e 1/15.000 e equidistância de 5m, de acordo com o tipo de prova. Os portugueses em prova A delegação portuguesa, tem em Davide Machado na Elite masculina e Marisa Costa em Juniores Femininos a suas maiores esperanças numa boa classificação. Davide Machado já conseguiu uma medalha de ouro numa Taça do Mundo e medalha de Bronze no campeonato do Mundo em Distância Longa e Marisa Costa também medalhada de Prata em Europeus de Jovens e Juniores. Portugal em destaque como organizador de eventos no Ori BTT Na última década, foram vários os eventos de topo de Ori BTT, que a Federação Internacional de Orientação atribuiu a Portugal: 2010 - Campeonato do Mundo em Montalegre 2013 - Taça do Mundo em Grândola.  2015 – Campeonato da Europa em Idanha-a-Nova.2016 – Campeonato do Mundo em Águeda, Cantanhede e Mealhada.2018 – Taça do Mundo em Odemira. Para mais informações e pormenores podes consultar a página oficial - mtbo2021.fpo.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Canyon é patrocinador Silver no Sea Otter Europe A Canyon apoia o Sea Otter Europe como patrocinador e nos dias 24, 25 e 26 de setembro estará em Girona também no stand onde se podem encontrar uma grande variedade de bicicletas e equipamento da marca alemã. Frank Yohannan e Lou Rudolph fundaram o Sea Otter Classic em Monterey, Califórnia, em 1990. Precisaram de uma frase do dono de uma loja de bicicletas: "deviam fazer um festival de mountain bike". E eles fizeram. O famoso festival americano chegou a Girona em 2017 e foi um sucesso, hoje é um dos maiores da Europa. No stand da canyon poderás encontrar grande variedade de bicicletas que incluem e-mtb, e-gravel e gravel, a Grail CF SLX, Grail:ON, Grand Canyon:ON, Espectral:ON, Torque:ON, Grizl CF SL, Lux Trail CF, Neuron: ON, são apenas alguns dos modelos que terão disponíveis para testes. Girona está situada numa localização privilegiada para os amantes da bicicleta: planícies, montanhas, caminhos de terra, estradas secundárias, pelo que a marca organizará passeios guiados com percursos especialmente selecionados para que possas tirar o máximo proveito da bicicleta. Para inscrever-te basta preencher um formulário simples e rápido. Entre todos os inscritos, será feito um sorteio de uma Grizl CF SL 6., assim como um sorteio de equipamentos e acessórios diversos. Além disso, estarão presentes no stand da marca ciclistas da equipa Movistar e as embaixadoras Carla Nafría (ex-profissional de fixies e atual proprietária da empresa Carvan Coaching) e Telma Torregrosa (campeã de downhill de Espanha). Mais informações e sorteio Podes encontrar mais informações sobre a CANYON no Sea Otter em canyon.com e participar no sorteio de uma Canyon Grizl CF SL 6 e equipamentos para as tuas saídas de gravel.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Raquel Queirós venceu a primeira Volta a Portugal Raquel Queirós (Velo Performance/JS Campinense) conquistou a primeira edição da Volta a Portugal Feminina Cofidis. A última etapa, 94,7 quilómetros entre Caldas da Rainha e a capital, foi ganha por Lucy Lee (Team LDN/Brother UK). A corredora portuguesa, apoiada pela equipa mista formada pelo Clube BTT de Matosinhos e pela Velo Perfomance/JS Campinense resistiu às investidas da última etapa, marcando sempre a roda de Danielle Shrosbree. Os ataques reduziram o pelotão, mas as melhores mantiveram-se sempre juntas, o que permitiu uma disputa ao sprint, na zona ribeirinha de Lisboa. A equipa do Reino Unido não conseguiu assaltar a geral, mas ganhou mais uma etapa. Raquel Queirós foi ontem a sétima a cortar a meta, com o mesmo tempo da vencedora, e fez história. É a vencedora da primeira Volta a Portugal Feminina Cofidis. A portuguesa concluiu as quatro etapas com 7h28m52s, menos 35 segundos do que a júnior Sofia Gomes (Vesam/Blok-Vilanonvense Cycling Girls) e menos 48 segundos do que a catalã Iris Gómez, segunda e terceira, respetivamente. Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Enric Mas (Movistar) e Jack Haig (Bahrain-Victorious), conseguiram manter a segunda e terceira posições com o seu desempenho no dia de hoje, terminando assim no pódio da ultima grande volta do ano. Durante boa parte do dia, Magnus Cort (EF Education-Nippo) teve o tempo mais rápido com 44:16, sonhando com uma quarta vitória nas prova, um desempenho impressionante do ciclista dinamarquês. (Já havia vencido as etapas 6, 12 e 19). Apenas Roglic foi mais rápido que ele, parando o relógio nos 44:02, menos 0,14 que o ciclista da EF Education-Nippo. Magnus Cort acabou por ter o troféu de ciclista mais combativo da competição. Os portugueses Nelson Oliveira e Rui Oliveira terminaram a competição com fantástico desempenho, regressando para casa com a sensação de dever cumprido. Nelson Oliveira carregou a equipa às costas em muitos momentos difíceis de várias etapas. Mesmo após sofrer várias quedas nunca virou a cara à luta e cumpriu sempre o difícil trabalho de colocar a equipa da Movistar onde tinha que estar, quando assim lhe foi pedido. Rui Oliveira também trabalhou muito para os seus companheiros de equipa, e esteve a centímetros de conseguir uma vitória de etapa, num dia em que esteve perfeito na leitura de corrida, terminando segundo na etapa. TOP 10 da etapa POS.NOME (PAÍS) EQUIPATEMPO1Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma0:44:022Magnus Cort (Den) EF Education-Nippo0:00:143Thymen Arensman (Ned) Team DSM0:00:524Josef Cerny (Cze) Deceuninck-QuickStep0:01:165Chad Haga (USA) Team DSM0:01:436Egan Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:01:497Felix Grossschartner (Aut) Bora-Hansgrohe0:01:528Steven Kruijswijk (Ned) Jumbo-Visma9Enric Mas Nicolau (Spa) Movistar Team0:02:0410Ion Izagirre Insausti (Spa) Astana-Premier Tech0:02:06 TOP 10 final da Volta à Espanha 2021 Pos.NOME (PAÍS) EQUIPATEMPO1Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma83:55:292Enric Mas Nicolau (Spa) Movistar Team0:04:423Jack Haig (Aus) Bahrain Victorious0:07:404Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:09:065Gino Mäder (Swi) Bahrain Victorious0:11:336Egan Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:13:277David de la Cruz (Spa) UAE Team Emirates0:18:338Sepp Kuss (USA) Jumbo-Visma0:18:559Guillaume Martin (Fra) Cofidis0:20:2710Felix Grossschartner (Aut) Bora-Hansgrohe0:22:22 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Espanha 2021 - Resumo etapa 20 A penúltima etapa da Volta à Espanha 2021 avizinhava-se difícil, 202 quilómetros com várias contagens de montanha pelo meio e um final em alto, depois de uma semana com muita montanha. Foi na penúltima subida (Alto de Mougás) que se dinamitou a corrida, a fuga passou ainda na frente, mas as movimentações de Adam Yates e depois de Bernal "atiçaram o ninho de vespas", sendo que de seguida tanto no final da subida como na descida todos os favoritos se lançaram ao ataque. Mas a situação insólita do dia passou-se com Miguel Ángel López (Team Movistar). O ciclista colombiano, terceiro da geral à entrada para esta etapa, começou a perder tempo para os da frente e a 17 km da meta, não escondendo a irritação, saiu da bicicleta, perante a estupefação de colegas e dirigentes da sua equipa, acabando por desistir da prova! À ultima subida do dia chegava Ryan Gibbons (UAE - Team Emirates) na frente, seguido de alguns homens da fuga e dos favoritos à classificação geral. Que hino ao ciclismo foram os últimos quilómetros da etapa 20 da Volta à Espanha 2021, com os melhores da classificação geral (CG) a lutarem pela vitória de etapa, tendo-se assistido a vários ataques e contra-ataques nos últimos 7 quilómetros. Entre esta batalha, o francês Clément Champoussin (AG2R-Citroën), disparou para a vitória a 1,7 km's do final da etapa, num ataque cirúrgico e de grande sacrifício. Foi a primeira vitória da carreira de Champoussin no WorldTour, no meio de um grupo reduzido e que tinha os melhores desta edição da Vuelta na CG. Champoussin vinha da fuga original do dia, e embora tenha sido alcançado na subida final, conseguiu reunir forças para alcançar a sua primeira vitória no WorldTour, no meio de um grupo reduzido e que tinha os melhores desta edição da Vuelta na CG. O líder da corrida Primoz Roglic defendeu a liderança terminando segundo no dia de hoje. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1CHAMPOUSSIN ClémentAG2R Citroën Team5:21:502ROGLIC PrimozTeam Jumbo-Visma0:063YATES AdamINEOS Grenadiers0:084MAS EnricMovistar Team0:085HAIG JackBahrain - Victorious0:126HAMILTON ChrisTeam DSM0:167BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi0:238GIBBONS RyanUAE-Team Emirates0:269MÄDER GinoBahrain - Victorious0:2610DE TIER FlorisAlpecin-Fenix0:50 TOP 10 classificação geral após etapa 20 POS.NOMEEQUIPATEMPO1ROGLIC PrimozTeam Jumbo-Visma83:11:272MAS EnricMovistar Team2:383HAIG JackBahrain - Victorious4:484YATES AdamINEOS Grenadiers5:485MÄDER GinoBahrain - Victorious8:146BERNAL EganINEOS Grenadiers11:387KUSS SeppTeam Jumbo-Visma13:428MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits16:119DE LA CRUZ DavidUAE-Team Emirates16:1910GROßSCHARTNER FelixBORA - hansgrohe20:30 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Espanha 2021 - Resumo etapa 19 Depois da dureza da alta montanha, hoje na etapa 19 da Volta à Espanha 2021 esperavam pelos ciclistas 191 quilómetros com um perfil ondulado nos primeiros 100, seguidos de um terreno mais plano, esperando-se final ao sprint ou eventualmente para uma fuga, acabando por se verificar a segunda. Para etapas com este perfil á um homem "on-fire" nesta edição da Vuelta e hoje arrecadou a terceira vitória de etapa nesta edição da prova, Magnus Cort (EF Education-Nippo) venceu a etapa 19, infelizmente para nós portugueses, na frente de Rui Oliveira (UAE - Team Emirates). Rui Oliveira fez tudo bem, esteve na fuga, tentou destacar-se antes do final, acabando por ser alcançado, e depois nos últimos metros escolheu a roda certa a seguir (Magnus Cort). Nos metros finais foi Quinn Simmons (Trek-Segafredo) foi o primeiro a lançar o sprint, Magnus Cort respondeu e Rui Oliveira também, mas o dinamarquês está "intratável" nesta edição da prova e o português não conseguiu a vitória por muito pouco. Vídeo do último quilómetro https://twitter.com/lavuelta/status/1433807726543507477 Na classificação geral ficou tudo na mesma, Primoz Roglic continua na liderança, a duas etapas do final Volta à Espanha. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1CORT MagnusEF Education - Nippo4:24:542OLIVEIRA RuiUAE-Team Emirates0:003SIMMONS QuinnTrek - Segafredo0:004BAGIOLI AndreaDeceuninck - Quick Step0:005ROUX AnthonyGroupama - FDJ0:006KRON AndreasLotto Soudal0:007CRADDOCK LawsonEF Education - Nippo0:058DAINESE AlbertoTeam DSM0:189TRENTIN MatteoUAE-Team Emirates0:1810KRIEGER AlexanderAlpecin-Fenix0:18 TOP 10 classificação geral após etapa 19 POS.NOMEEQUIPATEMPO1ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma77:49:372MAS EnricMovistar Team2:303LÓPEZ Miguel ÁngelMovistar Team2:534HAIG JackBahrain - Victorious4:365BERNAL EganINEOS Grenadiers4:436YATES AdamINEOS Grenadiers5:447KUSS SeppTeam Jumbo-Visma6:028MÄDER GinoBahrain - Victorious7:489MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits8:3110DE LA CRUZ DavidUAE-Team Emirates9:24 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ceramicspeed anuncia garantia vitalícia A CeramicSpeed ​​anunciou garantia vitalícia para todos os produtos revestidos e OSPW ( OversizePulley Wheel System ). A marca afirma ter confiança suprema na durabilidade e capacidade de desempenho dos seus produtos, e querem dar essa confiança aos seus clientes. É por isso que anunciam que todos os produtos CeramicSpeed ​​Coated (com revestimento), assim como o sistema de roldanas OSPW (Oversize Pulley Wheel System) compradas a partir de 1 de janeiro de 2021 agora terão garantia vitalícia. “Os produtos CeramicSpeed ​​são feitos para manter os ciclistas a andar mais rápido por mais tempo. Não temos dúvidas sobre a durabilidade excepcional dos nossos produtos revestidos, ou se eles vão resistir e entregar desempenho consistente aos nossos clientes. Portanto, queremos fornecer aos nossos clientes a confiança de que a sua compra permanecerá com eles e que nunca deverá haver qualquer dúvida sobre a durabilidade e suporte de desempenho que eles vão conseguir com o produto ”, disse Martin S. Banke, vice-presidente executivo da CeramicSpeed. A Ceramicspeed informou que os produtos CeramicSpeed ​​Coated oferecem os melhores ganhos em durabilidade e longevidade, graças ao seu revestimento exclusivo que consiste numa camada metálica fina que é 75% mais dura do que o aço. O revestimento é aplicado tanto no interior como no exterior dos rolamentos para fornecer os resultados excepcionais. É tudo uma questão de apoio A estratégia da marca passa por dar apoio aos seus clientes, no sentido de os manter activos mais tempo nas suas bicicletas e gastando menos tempo preocupando-se com elas. Esta é uma das nossas principais ambições informa a Ceramicspeed. Uma parte importante deste tipo de apoio passa por garantir que o utilizador não tenha qualquer tipo de hesitação no que respeita ao desempenho e durabilidade dos seus produtos, portanto, assumem o compromisso de garantia vitalícia em todos os sistemas de roldanas OSPW, pois têm total confiança ela forma como são projetadas e fabricadas. “Assim como nos nossos produtos revestidos, queremos ter a mesma confiança ao dizer que esta atualização vale a pena e que os utilizadores não se devem preocupar em danificar as suas peças. Fazemos sistemas de roldanas para o mundo real, para os utilizadores usarem extensivamente, para garantir a confiança no produto e na sua vida útil”, explica Paul Sollenberger, gestor de produto CeramicSpeed. A nova garantia vitalícia em todos os sistemas de roldanas OSPW substitui o programa existente da marca, de substituição por falhas, enquanto que todos os produtos Standard CeramicSpeed ​​continuam a ter garantia de 4 anos. Mais informações sobre a Ceramicspeed consulta o site www.ceramicspeed.com, ou contacta o importador da marca em Portugal, a Kustom Cycle. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Espanha 2021 - Resumo etapa 18 Depois da difícil etapa de ontem, hoje na Volta à Espanha 2021 houve nova etapa de montanha, 162,6 quilómetros que incluíram quatro subidas categorizadas, terminando no alto de uma das subidas mais duras de toda a prova. A Movistar, com 2.º e 3.º na classificação geral mas ainda sem qualquer vitória de etapa na prova, tinha obrigação de mexer e assim o fez, Miguel Ángel López (Movistar Team) venceu a etapa 18 da da Volta Espanha 2021. "Superman López" conseguiu assim a primeira vitória da equipa espanhola numa grande volta esta temporada. O líder da corrida Primoz Roglic (Jumbo-Visma) respondeu ao ataque pouco depois e foi mantendo o colombiano da Movistar à distância, e nos últimos 500mts. ainda pressionou os seus adversários (Enric Mas e Egan Bernal), ganhando alguns segundos mais e reforçando assim a sua liderança no final. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1LÓPEZ Miguel ÁngelMovistar Team4:41:212ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:143MAS EnricMovistar Team0:204BERNAL EganINEOS Grenadiers0:225HAIG JackBahrain - Victorious0:586DE LA CRUZ DavidUAE-Team Emirates0:587MÄDER GinoBahrain - Victorious0:588MEINTJES LouisIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:589KUSS SeppTeam Jumbo-Visma1:0610YATES AdamINEOS Grenadiers1:07 TOP classificação geral após etapa 18 POS.NOMEEQUIPATEMPO1ROGLIC PrimozTeam Jumbo-Visma73:24:252MAS EnricMovistar Team2:303LÓPEZ Miguel ÁngelMovistar Team2:534HAIG JackBahrain - Victorious4:365BERNAL EganINEOS Grenadiers4:436YATES AdamINEOS Grenadiers5:447KUSS SeppTeam Jumbo-Visma6:028MÄDER GinoBahrain - Victorious7:489MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits8:3110MEINTJES LouisIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux9:02 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Espanha 2021 - Resumo etapa 17 Numa ultima semana marcada pela montanha, hoje haviam duas primeiras categorias e um final de etapa com chegada em alto numa categoria especial, no cimo dos Lagos de Covadonga, após percorridos 185,8 quilómetros. Na penúltima ascensão do dia, a 60 km's. do fim da etapa Egan Bernal (Ineos Grenadiers) decidiu mexer na corrida e atacar, e de forma algo surpreendente Primoz Roglic (Jumbo-Visma) respondeu e foi com o colombiano, numa altura em que ainda tinha vários ciclistas da sua equipa junto de si.A 7,5 km do fim, na zona íngremes da subida final, o bicampeão da Vuelta derrotou o vencedor do Giro d'Italia de 2021, seguindo sozinho à procura da etapa e de ampliar a diferença para todos os adversários na classificação geral, tendo vencido a etapa 17. Odd Eiking (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), que estava com a camisola vermelha há oito dias, lutou enquanto pôde, perante o ganho de elevação e ainda uma uma pequena queda, acabando por perder a liderança da classificação geral no final. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1ROGLIC PrimozTeam Jumbo-Visma4:34:452KUSS SeppTeam Jumbo-Visma1:353LÓPEZ Miguel ÁngelMovistar Team1:354YATES AdamINEOS Grenadiers1:355HAIG JackBahrain - Victorious1:356MAS EnricMovistar Team1:357BERNAL EganINEOS Grenadiers1:358MÄDER GinoBahrain - Victorious1:359MEINTJES LouisIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux2:2910CHAMPOUSSIN ClémentAG2R Citroën Team2:44 TOP 10 classificação geral após etapa 17 POS.NOMEEQUIPATEMPO1ROGLIC PrimozTeam Jumbo-Visma68:42:562MAS EnricMovistar Team2:223LÓPEZ Miguel ÁngelMovistar Team3:114HAIG JackBahrain - Victorious3:465MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits4:166BERNAL EganINEOS Grenadiers4:297YATES AdamINEOS Grenadiers4:458KUSS SeppTeam Jumbo-Visma5:049GROßSCHARTNER FelixBORA - hansgrohe6:5410MÄDER GinoBahrain - Victorious6:58 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo no Eurosport em Setembro Este domingo termina mais uma emocionante edição da Volta a Espanha em bicicleta, na qual ficaremos a conhecer o grande vencedor da camisola vermelha.  Mas não há razões para ficar triste, porque a oferta de ciclismo no Eurosport é bastante vasta. De 2 a 5 de Setembro, o canal emite em simultâneo a Volta a Espanha feminina ou Ceratizit Challenge by La Vuelta. É já a 7.ª edição da corrida e pela primeira vez conta com 4 etapas. O arranque acontece na Estação de Esqui Cabeza de Manzaneda, e o grande final está reservado para a Catedral de Santiago de Compostela, ambos locais na Galiza, e onde se conclui também a prova masculina.  Domingo será dia de conclusão para as provas em Espanha ao passo que na Grã-Bretanha começa a rolar mais uma edição do Tour of Britain, a mais importante prova de ciclismo de estrada do país. Mark Cavendish é a grande estrela de cartaz da corrida. O homem da Deceuninck-Quick Step participa na prova pela 11.ª vez! Ao todo, o pelotão terá de percorrer mais de 1300 km por paisagens de grande beleza e superar grandes e variados desafios. Ceratizit Challenge by La Vuelta 02 de set. – 1ª etapa – Estación Invernal Cabeza de Manzaneda – A Rua – 118.7 km 03 de set. – 2ª etapa – Contrarrelógio – Estación Invernal Cabeza de Manzaneda – 7.3 km 04 de set. – 3ª etapa – Estación Invernal Cabeza de Manzaneda – Pereiro de Aguiar – 107.9 km 05 de set. – 4ª etapa – As Pontes – Santiago de Compostela – 107.4 km Tour of Britain 05 de set. – 1ª etapa – Penzance – Bodmin – 180.8 km 06 de set. – 2ª etapa – Sherford – Exeter – 184 km 07 de set. – 3ª etapa – Contrarrelógio de Equipas - Carmarthenshire – 27.5 km 8 de set. – 4ª etapa – Aberaeron - Great Orme, Llandudno – 209.7 km 9 de set. – 5ª etapa – South Cheshire – Warrington – 152 km 10 de set. – 6ª etapa – Carlisle – Gateshead – 192.7 km 11 de set. – 7ª etapa – Hawick – Edinburgh – 194.7 km 12 de set. – 8ª etapa – Stonehaven – Aberdeen – 173 km Campeonatos do Mundo e da Europa Além destas duas corridas, há ainda os Mundiais e os Europeus de Estrada, bem como algumas clássicas emocionantes.  Para mais detalhes sobre ciclismo no Eurosport podes consultar a programação em www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Espanha 2021 - Resumo etapa 16 Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick-Step) comemorou o seu 25º aniversário vencendo a etapa 16 da Volta à Espanha 2021. Esta é a terceira vitória do ciclista holandês, que veste a camisola verde, como líder da competição por pontos. “Estou muito grato por ainda poder correr e fico arrepiado quando ganho. É tão bom estar no pelotão novamente. Eu sei que é perigoso e pode haver quedas, mas adoro fazer isto e a adrenalina associada. Com uma terceira vitória, com a camisola verde, no meu aniversário, é um sonho para qualquer menino ou menina no ciclismo ”, disse Jakobsen Há alguns meses não sabia se poderia ser ciclista de novo, e aqui estou com três vitórias. Não poderia estar mais feliz do que estou. Amo a Vuelta.acrescentou ainda fabio Jakobsen Não houve mudanças na classificação geral, já que Odd Eiking (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) manteve a vantagem sobre Guillaume Martin (Cofidis) e Primož Roglič (Jumbo -Visma), apesar de uma queda no início da etapa que derrubou Martin. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1JAKOBSEN FabioDeceuninck - Quick Step4:08:572MEEUS JordiBORA - hansgrohe0:003TRENTIN MatteoUAE-Team Emirates0:004MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:005DAINESE AlbertoTeam DSM0:006ABERASTURI JonCaja Rural - Seguros RGA0:007OLIVEIRA RuiUAE-Team Emirates0:008MINALI RiccardoIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:009SOTO Antonio JesúsEuskaltel - Euskadi0:0010VENTURINI ClémentAG2R Citroën Team0:00 TOP 10 classificação geral após etapa 16 POS.NOMEEQUIPATEMPO1EIKING Odd ChristianIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux64:06:472MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits0:543ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma1:364MAS EnricMovistar Team2:115LÓPEZ Miguel ÁngelMovistar Team3:046HAIG JackBahrain - Victorious3:357BERNAL EganINEOS Grenadiers4:218YATES AdamINEOS Grenadiers4:349KUSS SeppTeam Jumbo-Visma4:5910GROßSCHARTNER FelixBORA - hansgrohe5:31 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVO Shimano Dura-Ace e Shimano Ultegra 12V. Depois de muito se falar e muito se especular acerca do lançamento do novo Shimano Dura-Ace e Ultegra 12v., finalmente chegou a hora de os conhecermos. A Shimano adere às 12 velocidades, mas sem abandonar a sua identidade e tradição nos grupos de estrada, algo que lhe tem valido a preferência de muitos fãs da marca neste campo. Novo Shimano Dura-Ace Comecemos por "desmontar" o novo Shimano Dura-Ace 12v., sendo que o seu irmão Ultegra da gama imediatamente abaixo partilha o mesmo ADN tecnológico de funcionamento. O novo topo de gama para a estrada da Shimano (R9200) dá o salto para as 12 velocidades, como referimos no início. Este grupo de componentes funciona unicamente através do já conhecido sistema eletrónico DI2, com travagem de disco ou v-brake, manípulos de mudança wireless, um desviador traseiro, que segundo a marca é mais rápido, terá roda pedaleira maior (54-40D) e uma cassete 11-34D.  A Shimano fez uma revisão na sua plataforma Di2 para melhorar a rapidez na comutação de mudanças, tornando a conexão com a mudança de trás via wireless e mantendo a sua fiabilidade. Esta nova série inclui um novo potenciómetro, tecnologia de travagem Servo Wave e uma nova gama de rodas tubeless e tubulares.  A Shimano afirma que desenvolveu a sua gama de componentes de estrada mais rápida e precisa, expandindo o seu legado de inovação. Cada detalhe, cada decisão e cada componente do novo Shimano Dura-Ace 12v R9200 foi desenhado para oferecer rapidez, fiabilidade e uma experiência de ciclismo mais intuitiva. A marca japonesa diz que a busca pela perfeição não é fácil. Para tal, é necessário pesquisa, investigação e análise dos produtos com os melhores atletas, tanto em laboratório como no mundo real, de forma a explorar toda a Ciência da Velocidade. O resultado pode ser dividido em capítulos:  Plataforma de Mudanças + Interface de Controlo + Sistema de Travagem + Sistema de Transmissão + Sistema de Rodas  Vejamos cada um deles: Plataforma de Mudanças: A Shimano fez uma revisão na sua plataforma Di2 para melhorar a rapidez na comutação de mudanças, tornando a conexão com a mudança de trás via wireless e mantendo a sua fiabilidade. A nova plataforma Di2 da Shimano oferece um novo design dos motores dos desviadores, o que diminui a velocidade de processamento, ou seja, o tempo de deslocação entre os mecanismos do motor é menor, levando à comutação de mudanças mais rápida de sempre. O resultado de tudo isto são frações de segundo que se ganham, mas que de acordo com a marca revelam 58% de descida de tempo na operação da mudança traseira e 45% na mudança da frente. A fiabilidade é fornecida por uma ligação com fios onde faz sentido. Os novos cabos SD-300 de diâmetro mais pequeno conectam a bateria DI2 (BT-DN300) ao desviador da frente (FD-R9250) e ao desviador traseiro (RD-R9250). Esta bateria interna única cria uma solução de carregamento simples e garante uma ligação estável e rápida. Esta fiabilidade é ainda garantida por um circuito de “chips” de alta segurança e de desempenho rápido, o que diminui significativamente a possibilidade de interferência por parte de equipamentos externos.  Os testes realizados mostram que a bateria BT-DN300 – a que fornece energia aos desviadores (frente e trás) - dura cerca de 1000 km entre carregamentos. As manetes de mudança/travão são alimentados por uma pilha (CR1632) que duram aproximadamente 1.5-2 anos. Para aumentar a capacidade de bateria, existe a opção de uma versão com cabos, oferecendo 50% de aumento e também muitos benefícios para os ciclistas que usem este novo Shimano Dura-Ace 12v numa e-bike. A nova mudança de trás Dura-Ace já não é apenas uma mudança traseira. É também agora um ponto de carregamento para a bateria (substituindo assim o carregador SM-BCR2 da Shimano), um transmissor que fornece ligação com as manetes de mudança/travão, uma conexão ANT+ para um terceiro equipamento (substituindo a unidade wireless EW-WU111) e também substitui a junção A (SM-RS910). Disto resulta uma mudança de trás (RD-R9250) com um design integrado com uma porta de carregamento, um botão DI2 e luzes LED, notificando os modos ativos. Interface de Controlo (manetes): Recentemente os ciclistas profissionais começaram a alterar a sua posição de pedalada, assim como as suas preferências. A Shimano trabalhou em conjunto com muitos ciclistas de topo para estudar essas mudanças. De tudo isso, a ergonomia foi melhorada sem precedentes de forma a ir ao encontro das exigências a subir e a sprintar em cima da bicicleta. Novo design e ergonomia As novas manetes wireless 2x12v (ST-R9270) vêm agora com uma parte superior ligeiramente mais elevada, curvada para dentro e com maior área entre a manete e a haste de guiador de forma a trazer maior controlo e conforto. De acordo com a marca isto possibilita aos ciclistas uma melhor aderência das mãos às manetes tanto para travar como para mudar de andamentos. Uma outra mudança nestas novas manetes são os botões DI2 que são agora mais salientes de forma a distinguir ambos de forma mais rápida, facilitando a sua ação com luvas ou dedos molhados.   As manetes de mudança/travão operam sobre uma ligação via wireless, permitindo um simples processo de montagem sem cabos na haste de guiador ou no quadro da bicicleta, isto simplificará muito a vida aos mecânicos, além de permitir que tenhas um guiador mais “limpo”.  As manetes de mudança/travão são alimentados por uma pilha (CR1632) que duram aproximadamente 1.5-2 anos. As entradas de cabos poderão ser usadas para a instalação de manípulos de mudança remotos de sprint (SW-R801-S) ou de subida (SW-R801-T).  Personalização O controlo de interface continua a oferecer a possibilidade de personalização graças a uma versão atualizada da aplicação E-Tube (compatível agora com a série R9200 do Dura-Ace). Assim como as versões anteriores, o E-Tube Project 4.0.0 permite ajustar preferências como a comutação sincronizada ou semi-sincronizada, tempo de comutação e também ajustar a ação do comportamento dos botões DI2. Sistema de Transmissão: Os ciclistas mais competitivos estão sempre a pensar em formas de deslocação mais rápidas e eficientes, pelo que a Shimano informa que optimizou os seus andamentos, manetes e potenciómetro para melhorar a performance destes ciclistas.  A nova cassete de 12v Dura-Ace tem presente a tecnologia Hyperglide+ e oferece uma passagem de andamentos rápida e suave, mesmo sob carga pesada, estando numa situação de subida ou descida. Como resultado, deixa de ser necessário abrandar na aceleração para trocar de andamentos.  Opções de cassete e andamentos No total existem duas opções de cassetes Dura-Ace Hyperglide+: 11-30D e 11-34D para subidas íngremes. São compatíveis com o Dura-Ace anterior (R9100), permitindo usar rodas dessa mesma série. Assim como uma cassete maior, é oferecida também uma opção de rodas pedaleiras 54-40D, ajudando os ciclistas a alcançar maiores velocidades. Desviador da frente mais pequeno e leve Além das alterações referidas nos desviadores, ainda há mais novidades para revelar, sobretudo no desviador da frente (FD-R9250). Este desviador sofreu no seu tamanho - sendo 33% mais pequeno na área frontal, ficou mais leve (96g) e permite maiores rodas pedaleiras (50-55D).  Pedaleiro O sistema de transmissão não ficaria completo sem abordar o pedaleiro. Existem duas versões disponíveis: FC-R9200-P com o medidor de potência e a versão convencional FC-R9200, com várias opções de tamanhos. Ambas as versões contêm a tecnologia Hollowtech II e poderão sem combinadas com rodas pedaleiras de 50-34D, 52-36D ou a nova 54-40D, e crenques de 160 ou 177.5mm, com um fator Q de 148mm A versão do pedaleiro com potenciómetro usa Bluetooth e Ant+ para transmitir as informações de pedalada. Dura até 300 horas entre carregamentos e vem com uma precisão melhorada de 1,5% face ao anterior.  A corrente será a mesma usada no XTR 9100 de 12v, simplificando o inventário das lojas e dos ciclistas. Sistema de Travagem: Os engenheiros da Shimano sabem que a velocidade é indiferente se não a conseguires controlar, e que as corridas podem ser decididas nas curvas, portanto o melhoramento da travagem pode fazer a diferença entre perder e ganhar.  Assim, de acordo com a marca japonesa os travões do novo Shimano Dura-Ace 12v oferecem um controlo mais otimizado. Com a adição da tecnologia Servo Wave às manetes, igualmente presente nos sistemas de travão de BTT e Gravel, os ciclistas ficam com um curso da manete mais curto para uma travagem mais imediata em situações mais técnicas. O ruído também foi reduzido uma vez que se alargou a distância entre as duas pastilhas e o rotor de travão. O resultado revelou-se positivo por ser um sistema mais silencioso e mais resistente, pois o calor gerado é menor que na gama anterior.    Manutenção melhorada Além disto, a manutenção dos travões também foi melhorada. Agora é possível sangrar o travão sem remover a pinça (BR-R9270) do quadro da bicicleta, uma vez que existe em separado uma porta de sangramento e um parafuso de válvula. Um novo funil e um novo espaçador de sangramento também ajudar a melhorar o processo. Sistema de Rodas: Segundo a filosofia da Shimano o último pilar da Ciência da Velocidade são as rodas, a ligação entre a potência do ciclista e a velocidade que se pode atingir. A Shimano redesenhou a sua linha de rodas com o equilíbrio de três fatores: redução do arrasto sem sacrificar o controlo, rigidez de força graças ao cubo Direct Engagement e um uma construção mais leve. Estes princípios constituem opções completas de rodas em carbono (tubeless e tubulares) para exceder os padrões atuais. Três perfis de altura de aro oferecem diferentes opções para os ciclistas.  A roda C36 (WH-R9270-C36-TL) é focada nas subidas e é a mais leve de toda esta gama.A roda C50 (WH-R9270-C50-TL) é uma roda completa com um grande equilíbrio de resistência e rigidez de condução, tendo um controlo soberbo.A roda C60 (WH-R9270-C60-HR-TL) é a roda mais aerodinâmica com elevada rigidez para sprints.   A redução do arrasto foi um dos grandes objetivos e marca diz que a nova C50 cumpre essa parte em particular. Em situações de corrida traz uma redução de arrasto de 5,1W em relação à roda tubeless da série R9100 (C40-TL) e uma redução de 1W face à roda tubular R9100 (C60-TL), ao mesmo tempo que oferece outros benefícios de peso e capacidade de controlo. A rigidez da condução também foi amplificada para aumentar a sensação de um pedalar direto em contexto de aceleração. A Shimano diz que isto foi conseguido com um cubo Direct Engagement, usando duas faces interligadas e resulta num aumento de 63% entre a nova C50-TL e a anterior C40-TL, além da redução de 45g no peso do cepo.  Todas as gramas contam quando se trata de “massa” rotativa. Um par de rodas WH-R9270-C50-TL sofreu a perda de 161g. se compararmos com as anteriores WH-R9170-C40-TL. Novo Shimano Ultegra A série R8100 partilha a mesma plataforma que a série R9200, pelo que os utilizadores do ULTEGRA beneficiam de do mesmo desempenho em todas as funções. Tendo isto em conta, se leste acima os pormenores de funcionamento e tecnologia do Shimano Dura-Ace R9200, o mesmo se aplica ao novo Ultegra R8100. O novo Shimano Ultegra passa também para 12 velocidades com manipulo Di2 wireless e mudanças mais rápidas, e pela primeira vez o inclui medidor de potência como opção e rodas totalmente em carbono para travão de disco.  Principais diferenças entre este Ultegra e Dura-Ace É na construção  que as mudanças ULTEGRA  diferem das mudanças DURA-ACE.   A mudança da frente e traseira DURA-ACE R9200 pesam 96 gr e 215 gr respectivamente, versus, ULTEGRA R8100 que pesam 116 gr e 262 gr, resultando uma diferença combinada de  67 gr. Além da construção, a cor e alguns pormenores de design também marcam a diferença entre ambos, como vem sendo habitual ao longo da história da marca. Preços Preço de venda ao público recomendado: Grupo Shimano Dura-Ace (sem rodas): €3.999,00Grupo Shimano Ultegra (sem rodas): €2.199,00 Nota: informação dos preços fornecida pela loja BikePlanet. Disponibilidade Segundo a informação que recebemos da marca, o NOVO Shimano Dura-Ace 12v e Ultegra estarão disponíveis nas lojas a partir de 2021. Para mais detalhes e informações de disponibilidade e produtos contacta o importador da marca em Portugal através do site www.scvouga.pt , ou consulta o site da marca bike.shimano.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha 2021 – Resumo etapa 15 Com saída de Navalmoral de la Mata, decorreu hoje a 15ª etapa da Volta à Espanha, com um total 197,5 quilómetros, até El Barraco. Rafal Majka (UAE Emirates) foi a figura do dia ao cortar a meta isolado dos concorrentes diretos, com o tempo de 4:51.36 horas. O ciclista polaco foi 1,27 minutos mais rápido que o segunda classificado Steven Kruijswijk (Jumbo-Visma), enquanto que a 2,19 minutos chegou Chris Hamilton (DSM), fechando assim o pódio da etapa. Odd Christian Eiking (Intermarché-Wanty-Gobert) mantém-se firme no comando da classificação geral, com 54 segundos de vantagem para Guillaume Martin (Cofidis). Quem não desarma e continua na luta é Primoz Roglic (Jumbo-Visma), vencedor das últimas duas edições da prova e que é neste momento terceiro classificado a 1.36 segundos de Eiking. Amanhã, é dia de descanso na Volta, o segundo desta edição e que antecede a entrada na terceira e última semana da prova. TOP 10 DA ETAPA POS.NOMEEQUIPATEMPO1MAJKA RafałUAE-Team Emirates4:51:362KRUIJSWIJK StevenTeam Jumbo-Visma1:273HAMILTON ChrisTeam DSM2:194YATES AdamINEOS Grenadiers2:425CICCONE GiulioTrek - Segafredo2:576EIKING Odd ChristianIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux2:577GROßSCHARTNER FelixBORA - hansgrohe2:578KUSS SeppTeam Jumbo-Visma2:579DE LA CRUZ DavidUAE-Team Emirates2:5710MAS EnricMovistar Team2:57 TOP 10 CLASSIFICAÇÃO GERAL APÓS ETAPA 15 POS.NOMEEQUIPATEMPO1MAJKA RafałUAE-Team Emirates4:51:362KRUIJSWIJK StevenTeam Jumbo-Visma1:273HAMILTON ChrisTeam DSM2:194YATES AdamINEOS Grenadiers2:425CICCONE GiulioTrek - Segafredo2:576EIKING Odd ChristianIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux2:577GROßSCHARTNER FelixBORA - hansgrohe2:578KUSS SeppTeam Jumbo-Visma2:579DE LA CRUZ DavidUAE-Team Emirates2:5710MAS EnricMovistar Team2:57 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha 2021 – Resumo etapa 14 Com saída de Don Benito, decorreu hoje a 14ª etapa da Volta à Espanha, com um total 165,7 quilómetros, até Pico Villuercas. Romain Bardet (DSM) foi o vencedor do dia, ao cortar a meta isolado, com o tempo de 4:20.36 horas. O francês foi 44 segundos mais rápido do que Jesús Herrada (Cofidis), segundo classificado, e o australiano Jay Vine (Alpecin-Fenix), terceiro. Nos 10 primeiros não houve alterações. Eiking lidera com 54 segundos de vantagem para Guillaume Martin (Cofidis), segundo e para Primoz Roglic (Jumbo-Visma), vencedor das últimas duas edições, no terceiro posto a 1.36 minutos. Amanhã, na 15ª  etapa os ciclistas terão pela frente um total de 197.5 quilómetros na ligação entre Navlmoral de la Mata e El Barraco. ### Volta a Espanha 2021 – Resumo etapa 12 Com saída de Jaén, decorreu hoje a 12ª etapa da Volta à Espanha, com um total de 175 quilómetros, até Córdoba. Magnus Cort Nielsen (EF Education-Nippo) foi o vencedor de hoje. O ciclista dinamarquês foi o mais forte no sprint, com o tempo de 3:44.21 horas, superiorizando-se a Andrea Bagioli (Deceuninck-Quick-Step) e Michael Matthews (Bikeexchange), segundo e terceiro classificados, por alguns milésimos de segundo. Este é a segunda vitória de Magnus Cort em etapas nesta 76ª edição da Volta a Espanha. No topo da classificação geral continua Odd Christian Eiking (Intermarché-Wanty-Gobert) com 58 segundos de avanço sobre Guillaume Martin (Cofidis), segundo classificado e 1,56 segundos sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma), terceiro classificado. Primoz Roglic voltou a estar envolvido numa queda, juntamente com o ciclista português Nelson Oliveira (Movistar). Amanhã, será o dia da 13ª etapa, a mais longa desta edição da Volta a Espanha, com 203,7 quilómetros, num percurso entre Belmez e Villanueva de la Serena. Top 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1CORT MagnusEF Education - Nippo3:44:212BAGIOLI AndreaDeceuninck - Quick Step0:003MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:004TRENTIN MatteoUAE-Team Emirates0:005KRON AndreasLotto Soudal0:006GROßSCHARTNER FelixBORA - hansgrohe0:007SOTO Antonio JesúsEuskaltel - Euskadi0:008ROUX AnthonyGroupama - FDJ0:009BRAMBILLA GianlucaTrek - Segafredo0:0010TUSVELD MartijnTeam DSM0:00 Top 10 Classificação Geral após 12ª etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1EIKING Odd ChristianIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux45:33:182MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Créditsa 0:583ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Vismaa 1:564MAS EnricMovistar Teama 2:315LÓPEZ Miguel ÁngelMovistar Teama 3:286HAIG JackBahrain - Victoriousa 3:567BERNAL EganINEOS Grenadiersa 4:468YATES AdamINEOS Grenadiersa 4:579KUSS SeppTeam Jumbo-Vismaa 5:0310GROßSCHARTNER FelixBORA - hansgrohea 5:38 ### Volta a Espanha 2021 – Resumo etapa 11 Com saída de Antequera, decorreu hoje a 11ª etapa da Volta à Espanha, com um total de 131,6 quilómetros, até Veldepeñas de Jaén. Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o vencedor da etapa. Depois da queda de ontem que lhe originou a perda da liderança da prova, o ciclista esloveno apresentou-se hoje em grande nível, aproximando-se assim de Odd Christian Eiking (Intermarché-Wanty-Gobert), o atual líder da corrida. Primos Roglic, bicampeão da Vuelta, venceu a etapa com o tempo de 3:11.00, menos três segundos que Enric Mas e menos cinco que Miguel Ángel Lopes, ambos da equipa Movistar. Eiking (Intermarché-Wanty-Gobert) foi 10º classificado na etapa, continuando assim a vestir a camisola vermelha, 58 segundos do 2º classificado Guillaume Martin (Cofidis) e a 1,56 de Roglic, que ocupa o último lugar do pódio. Amanhã, a 12ª etapa marcada para um percurso de montanha, entre Jaén e Córdoba, com um total de 175 quilómetros. ### João Almeida será um dos nomes fortes no regresso da Volta à Alemanha A Volta a Alemanha está de volta. Depois de mais de dois anos de interregno, a prova regressa de 26 a 29 de Agosto. Aquela que será a 36ª edição da Volta à Alemanha, será composta por um pelotão de 132 ciclistas. Entre eles estarão presentes nomes sonantes da modalidade, como Nils Politt, John Degenkolb, André Greipel, Phil Bauhaus, Rick Zabel ou Pascal Ackermann, atletas alemãs e que prometem grande competitividade ao rolar pelas estradas do seu país de origem. Destacando agora outros ciclistas internacionais, os holofotes apontam para Mark Cavendish, Ben O’Conner, Pello Bilbau, Chris Froome, Alexander Kristoff e João Almeida. O ciclista português que há poucas semanas se estreou a vencer no World Tour com a conquista da Volta à Polónia, está agora na lista de pré-inscritos da Deceunink-Quick Step para esta edição da Volta à Alemanha. O experiente Rui Costa da UAE-Team Emirates, será o outro português em prova. Com saída de Stralsund a 26 de Agosto e chegada a Nuremberga a 29, num total de 727 quilómetros, divididos por quatro etapas a Volta à Alemanha está de regresso. Transmissão nos canais Eurosport 1 e Eurosport 2 (E1 e E2) Horário e etapas da Volta à Alemanha Etapa 1: 26 de agosto – Stralsund – Schwerin – 191 km - E2 – 14:00 – 15:55 Etapa 2: 27 de agosto – Sangerhausen – Ilmenau – 185 km - E2 – 14:00 – 16:00 Etapa 3: 28 de agosto – Ilmenau – Erlangen – 191 km - E1 – 18:15 – 19:15 (em diferido) Etapa 4: 29 de agosto – Erlangen – Nürenberg – 160 km - E2 – 14:30 – 16:30 Mais detalhes de programação em www.eurosport.pt ### Volta a Espanha 2021 – Resumo etapa 9 Com saída de Puerto Lumbreras, decorreu hoje a 9ª etapa da Volta à Espanha, com um total de 188 quilómetros, num percurso de montanha até ao Alto de Velefique. Damiano Caruso (Bahrain-Victorious) foi o homem do dia ao vencer a etapa de forma inequívoca, cortando a meta com considerável vantagem sobre os perseguidores diretos. O ciclista italiano terminou a etapa com o tempo de 5:03.14 horas, menos 1.05 minutos que Roglic (Jumbo-Visma), enquanto que Enric Mas (Movistar) fechou o pódio, com apenas mais um segundo do que Roglic. Roglic continua na liderança da prova, com 28 segundos de vantagem sobre Enric Mas que subiu hoje à vice-liderança.    Amanhã será dia de descanso, com a Vuelta a regressar na terça-feira, com a 10ª etapa a sair de Roquetas de Mar e com chegada marcada em Rincon de La Victoria, num total de 189 quilómetros. ### Maria Martins sagra-se campeã europeia sub-23 em omnium Maria Martins está novamente nas bocas do mundo do ciclismo. A atleta portuguesa brilhou nos Europeus de Ciclismo de Pista para sub-23 e juniores, em Apeldoorn, Países Baixos, ao conquistar a medalha de ouro na prova de omnium. Maria Ribeiro Gomes Martins, 22 anos, parece destinada a escrever o seu nome na história do ciclismo nacional e internacional. Depois de ter sido ela a marcar a estreia de uma atleta lusa na modalidade de ciclismo de pista, numas olimpíadas, em Tóquio, e logo com a obtenção do 7º posto na prova de omnium, classificação que lhe valeu um diploma olímpico, Maria Martins junta agora o título europeu sub-23 em omnium. A ciclista portuguesa realizou uma prova muito consistente, melhorando a cada prova do concurso de omnium. No scratch terminou na 7ª posição, subindo depois para 5ª classificada na corrida tempo. Chegando a prova de eliminação, um dos pontos seus pontos fortes, Maria terminou no 2º posto, partindo para a derradeira prova, a corrida por pontos, em 4ª da geral. Numa prova em que as oito primeira classificadas tinham possibilidade de subir ao pódio, a ciclista lusa voltou a demonstrar o bom momento de forma que atravessa ao conseguir dar uma volta de avanço às suas adversárias mais diretas, subindo assim ao primeiro lugar, que conseguir segurar até final. Em relação aos outros portugueses em prova, destaque para a estreia de Rodrigo Caixas em Campeonatos da Europa de Pista, obtendo o 12º lugar no final da prova de omnium, com 49 pontos. No escalão de juniores femininas, Beatriz Roxo, participou na corrida por pontos, terminando na 8ª posição. ### Volta a Espanha 2021 – Resumo etapa 8 Com saída de Santa Pola, decorreu hoje a 8ª etapa da Volta à Espanha, com um total de 173,7 quilómetros, até La Manga del Mar Menor. Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quickstep) foi a figura do dia ao vencer a etapa com o tempo de 3:56.05 horas. Numa chegada ao sprint, o ciclista holandês superiorizou-se à concorrência de Alberto Dainese (Team DSM) e de Philipsen (Alpecin-Fenix), segundo e terceiro classificados. Esta é já a segunda etapa ganha por Fabio Jakobsen, depois de ter vencido também a 4ª etapa da prova, numa inequívoca demonstração de confiança. Quem continua a ter razões para sorrir é Primoz Roglic (Jumbo-Visma) que mantém a liderança da prova, com oito segundos de vantagem sobre Felix Grossschartner (Bora-hansgrohe) e 25 sobre o espanhol Enric Mas (Movistar). Rui Oliveira (UAE-Emirates) foi hoje o melhor português em prova ao cortar a meta na 49ª posição, ocupando agora o 112º classificado na geral. Já Nelson Oliveira (Movistar) chegou na 62ª posição, estando agora em 66º na geral. Amanhã, na 9ª etapa os ciclistas terão pela frente uma etapa de montanha saindo de Puerto Lumbreras até ao Alto de Velefique, num total de 188 quilómetros. ### Volta a Espanha 2021 - Resumo etapa 6 Com saída de Requena, decorreu hoje a 6ª etapa da Volta à Espanha, com um total de 158,3 quilómetros, até Alto da Montanha de Cullera. Magnus Cort Nielsen (EF Education-Nippo) foi o vencedor do dia com o tempo de 3:30.52 horas, o mesmo tempo de Roglic e menos dois segundos do que o italiano Andrea Bagioli (Deceuninck-QuickStep). Quem também tem razões para sorrir no dia de hoje é Primoz Roglic (Jumbo-Visma) ao recuperar a liderança da prova. O ciclista esloveno, vencedor das duas últimas edições da Volta a Espanha, é novamente líder, agora com 25 segundos de vantagem sobre Enric Mas e 36 sobre Miguel Angel Lopez, ambos ciclistas da Movistar.   Em relação aos portugueses em prova, Nelson Oliveira (Movistar) chegou na 90ª posição, descendo assim alguns lugares na classificação geral, sendo agora 97º classificado. Já Rui Oliveira (UAE-Emirates) cortou a meta na 134ª posição, sendo agora 109º classificado na geral. Amanhã, na 7ª etapa os ciclistas terão pela frente um total de 152 quilómetros na ligação entre Gandía e Balcón de Alicante. ### Volta a Portugal Feminina vai para a estrada em Setembro A Federação Portuguesa de Ciclismo anunciou hoje a realização da 1ª edição da Volta a Portugal Feminina. A prova decorrerá entre 2 e 5 de Setembro, num total de 259,3 quilómetros, divididos em 4 etapas, disputadas por um pelotão composto por cerca de 100 atletas. Está é uma nova página que se abre na modalidade em Portugal, com a organização da prova a aproveitar a ocasião para recriar a 1º edição da Vota a Portugal masculina. Tal como na estreia em masculinos, as equipas serão apresentadas a 02 de setembro, no Marquês do Pombal, em Lisboa, seguindo em desfile até ao Cais do Sodré, local onde irão apanhar um barco para Cacilhas. Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo revelou que esta nova prova “será uma motivação para as mais jovens ciclistas prosseguirem as suas pedaladas de desenvolvimento desportivo, tendo como horizonte uma carreira entre a elite”. ### Volta a Espanha 2021 – Resumo etapa 5 Com saída de Tarancón, decorreu hoje a 5ª etapa da Volta à Espanha, com um total de 184,4 quilómetros, até Albacete. Jasper Philipsen (Alpecin-Fenix) foi o vencedor da etapa com o tempo de 4:24.41 horas. Na chegada ao sprint o ciclista belga superou a concorrência de Fabio Jakobsen (Deceuninck-QuickStep) e de Alberto Dainese (DSM). Com os resultados de hoje houve troca de líder, com Kehhy Elissonde (Trek-Segafredo) a suceder a Rein Taaramae (Intermarché-Wanty-Gobert), após este estar envolvido numa queda a poucos quilómetros da meta. Kehhy Elissonde (Trek-Segafredo) tem agora cinco segundos de vantagm sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e dez sobre Lilian Calmejane (AG2R Citroen). Quanto aos portugueses em prova, Rui Oliveira (UAE-Emirates) chegou no 24ª posto e é 90º na geral, enquanto que Nelson Oliveira (Movistar) terminou em 69º, ocupando a 104ª posição da geral. Amanhã, na 6ª etapa os ciclistas terão pela frente um total de 158,3 quilómetros na ligação entre Requena e Alto da Montanha de Cullera. ### Volta a Espanha 2021 – Resumo etapa 4 Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quickstep) venceu a 4ª etapa da Volta à Espanha, com o tempo de 3:43.07 horas. Na etapa que ligava Burgo de Osma a Molina de Aragón, num total de 163,9 quilómetros, a chegada à meta foi disputada ao sprint, fase em que o ciclista holandês foi ligeiramente mais forte que Arnaud Démare (Groupama-FDJ) e Magnus Cort Nielsen (EF Education-Nippo). O ‘renascido’ Fabio Jakobsen volta a vencer numa reta da meta com as proteções exatamente iguais às que quase lhe tiraram a vida em Agosto de 2020, na volta à Polónia. O resultado de hoje marca o regresso de Fabio Jakobsen aos triunfos nas grandes provas, praticamente um depois de ter visto o seu futuro pessoal e profissional seriamente em dúvida, devido às lesões resultantes da grave queda. A classificação geral não sofreu alterações, mesmo após a queda do líder Rein Taaramae (Intermarché-Wanty-Gobert), dentro da zona de segurança nos últimos três quilómetros. O ciclista estónio mantém ainda os 25 segundos de avanço sobre sobre Kenny Elissonde, e 30 segundos sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Amanhã, na 5ª etapa os ciclistas terão pela frente um total de 184,4 quilómetros entre Tarancón e Albacete. ### Volta a Espanha 2021 - Resumo etapa 3 Rein Taaramae (Intermarché-Wanty-Gobert) foi o vencedor da 3ª etapa da Volta a Espanha em bicicleta e é agora o novo líder da prova. O ciclista estónio foi o mais rápido a percorrer os 202,8 quilómetros entre Santo Domingo de Silos e Picón Blanco, com o tempo de 5:16.57 horas. Logo a seguir, 21 segundos depois, chegou Joe Dombrowski (UAE-Emirates), seguido de Kenny Elissonde (Trek-Segrafredo) este a 36 segundos do líder, numa etapa em que a chegada à meta é marcada pela difícil subida. Os protagonistas da fuga do dia foram Taaramae, Dombrowski e Elissonde, tendo ainda a companhia de Lilian Calmejane (AG2R Citroen), Julen Amezqueta (Caja Rural), Tobias Bayer (Alpecin-Fenix), Jetse Bol (Burgos-BH) e Antonio Jesús Soto (Euskatel-Euksadi). Os fugitivos do dia chegaram a ter uma larga vantagem sobre o pelotão, com mais de nove minutos de avanço. Com o aproximar do final da etapa nem todos aguentaram a pedalada, fase em que Taaramae se apresentou forte e determinado, superiorizando-se a Dombrowski e Elissonde seus perseguidores diretos.   Os ciclistas portugueses Nélson Oliveira (Movistar) e Rui Oliveira (UAE-Emirates), chegaram a 13,11 minutos do líder da etapa. Esta é a primeira vez que Rein Taaramae lidera uma grande volta, partindo amanhã para a 4ª etapa, com a camisola vermelha vestida, símbolo do líder, com 25 segundos de vantagem sobre Kenny Elissonde, enquanto que Primoz Roglic (Jumbo-Visma), o anterior líder, se encontra a 30 segundos. ### Amaro Antunes vence 82ª Volta a Portugal Amaro Antunes é o vencedor da 82ª edição da Volta a Portugal. O contrarrelógio final, em Viseu, ficou marcado pela queda de Mauricio Moreira (Efapel), principal perseguidor do ciclista da W52-FC Porto, e que até ao momento do incidente, vinha a realizar uma excelente prestação que lhe permitia sonhar com uma ultrapassagem ao líder. Amaro Antunes, o ciclista algarvio da W52-FC Porto repete assim a vitória do ano passado na prova rainha do ciclismo nacional. Olhando para as contas finais da classificação geral, Amaro Antunes, que partiu para a derradeira etapa com 42 segundos de avanço para Moreira, acabou com 19 segundos de vantagem para o ciclista uruguaio, ficando Alejandro Marque (Tavira) no último lugar do pódio. Rafael Reis (Efapel) foi o vencedor da etapa com o tempo de 25.24 minutos, menos 12 segundos do que o seu colega de equipa Maurício Moreira e 41 do que o alemão Juri Hollmann (Movistar), contabilizando assim o notável registo de quatro vitórias nesta edição da prova. ### João Almeida amplia vantagem no contrarrelógio A uma etapa do final da Volta à Polónia, o jovem português aumentou a vantagem para Mohoric, segundo classificado, para 30 segundos. João Almeida foi o segundo classificado do contrarrelógio individual de hoje na Volta à Polónia e alargou a vantagem na liderança da prova, ficando mais perto de vencer a sua primeira corrida World Tour. O ciclista da Deceunick-Quick Step ficou apenas atrás do seu companheiro de equipa, o francês Rémi Cavagna, a 12.7 segundos. Matej Mohoric (Bahrain Victorious), segundo da geral, foi o nono da etapa, perdendo 30 segundos para Cavagna e 13 segundos para João Almeida, que passa a contar com 30 segundos de vantagem sobre o esloveno na geral. A Volta à Polónia termina amanhã, com uma etapa em linha entre Zabrze e Cracóvia, com 145,1 km. de perfil plano. TOP 10 classificação geral  NOMEEQUIPATEMPO1ALMEIDA Pedro Gonçalves JoaoDQT23h 17' 01''2MOHORIC MatejTBV23h 17' 27''3KWIATKOWSKI MichalIGD23h 17' 34''4ULISSI DiegoUAD23h 17' 44''5HONORÉ Frolich MikkelDQT23h 18' 00''6WELLENS TimLTS23h 18' 04''7HINDLEY JaiDSM23h 18' 32''8TEUNS DylanTBV23h 18' 32''9TULETT BenAFC23h 18' 35''10EENKHOORN PascalTJV23h 18' 37'' Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo etapa 9 A etapa 9 da Volta a Portugal 2021 terminou na subida mítica da Sra. da Graça, um dia de decisões principalmente no que respeita à classificação geral. Os ataques começaram praticamente na partida, formando-se um grupo de oito fugitivos: Rafael Reis (Efapel), Joaquim Silva e Pedro Pinto (Tavfer-Measindot-Mortágua), Roniel Campos (Louletano-Loulé Concelho), Vicente García de Mateos e Bruno Silva (Antarte-Feirense), Aleksandr Grigorev (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) e Juan Diego Alba (Movistar Team). Rafael Reis procurava consolidar a primeira posição na classificação por pontos e garantiu matematicamente a conquista da camisola verde, desde que termine a corrida amanhã. Bruno Silva, apesar da oposição de Roniel Campos, passou à frente nas três primeiras contagens de montanha da jornada e deu um passo de gigante para ser de novo o rei dos trepadores. A dois quilómetros do alto do Barreiro, depois de Ricardo Mestre terminar o seu esforço na frente do grupo dos favoritos, Frederico Figueiredo atacou e isolou-se. Nas últimas centenas de metros do Barreiro, Mauricio Moreira também atacou para se juntar a Frederico Figueiredo, indo com ele Amaro Antunes, nesta altura sem qualquer companheiro da W52-FC Porto. A Efapel ganhou o primeiro combate, passando a dificuldade com dois homens na frente, deixando Amaro Antunes sem apoio. Valeu aos portistas a ajuda de Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), que assumiu a perseguição, mesmo dando boleia a Joni Brandão e João Rodrigues, colocando a equipa da W52 de novo em superioridade. Até à entrada na subida do Monte Farinha, sucederam-se várias movimentações, tendo entrado na subida João Rodrigues, Joni Brandão, e Alejandro Marque. Joni acabaria por se conseguir isolar e Marque foi alcançado pelo grupo da Efapel (Maurício Moreira, António Carvalho e Frederico Figueiredo) e Amaro Antunes. O uruguaio Mauricio Moreira (Efapel) acabou por conquistar a nona etapa da Volta a Portugal Santander (a quarta da Efapel nesta edição da Volta), chegando isolado ao alto da Senhora da Graça, depois de percorridos 145,5 quilómetros. Amaro Antunes (W52-FC Porto) perdeu 8 segundos que, apesar da vantagem com parte amanhã, lhe poderão fazer falta para vencer a Volta a Portugal em Viseu.  Amaro Antunes está em posição privilegiada para conquistar a segunda Volta a Portugal consecutiva, com 42 segundos de vantagem sobre Maurício Moreira, e 55 segundos sobre Frederico Figueiredo, mas vamos para o ultimo dia de corrida com a mesma em aberto, amanhã é um dia de emoções e decisões no contrarrelógio individual. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1MOREIRA MAURICIOEFAPEL03:47:362ANTUNES AMAROW52 / FC PORTO03:47:443BRANDÃO JÓNIW52 / FC PORTO03:47:504FIGUEIREDO FREDERICOEFAPEL03:48:215PARRA JOSE FELIXEQUIPO KERN PHARMA03:48:326GONZALEZ ABNERMOVISTAR TEAM03:48:437MARQUE ALEJANDROATUM GENERAL/TAVIRA/MARIA NOVA HOTEL03:48:488CARVALHO ANTÓNIOEFAPEL03:50:369RODRIGUES JOÃOW52 / FC PORTO03:50:4910OYARZÚN CARLOSLOULETANO - LOULÉ CONCELHO03:53:22 TOP 10 classificação geral após etapa 10 POS.NOMEEQUIPATEMPO1ANTUNES AmaroW5239:13:252MOREIRA MauricioEFPa 423FIGUEIREDO FredericoEFPa 554BRANDÃO JóniW52a 1:045MARQUE AlejandroATMa 1:186PARRA Jose FelixEKPa 2:407GONZALEZ AbnerMOVa 2:528CARVALHO AntónioEFPa 5:079RODRIGUES JoãoW52a 6:2210CASIMIRO HenriqueKSUa 8:19 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### La Vuelta - Começa hoje a ultima grande volta da temporada De 14 de agosto a 5 de setembro irá decorrer La Vuelta, a Volta a Espanha em bicicleta. O Eurosport garante uma cobertura da corrida com mais de 70 horas de emissão em direto nos seus canais de televisão e com os comentários de alguns dos melhores especialistas da modalidade.  A derradeira ‘Grande Volta’ da temporada. Depois dos triunfos do colombiano Egan Bernal no Giro d’Italia e do esloveno Tadej Pogacar no Tour de France, os fãs da modalidade vão poder descobrir ao longo de três semanas de grande emoção quem vestirá a camisola vermelha de vencedor da prova espanhola, na última etapa em Santiago de Compostela, na Galiza.  De catedral a catedral, uma grande batalha pela "camiseta roja" Ao longo de três semanas, o pelotão de La Vuelta enfrenta um total de 3.417,7 quilómetros, divididos em 21 etapas e com apenas 2 dias de descanso. A prova rainha do ciclismo espanhol arranca, sábado, dia 14 de agosto, na Catedral de Burgos e ruma para a Catedral de Santiago de Compostela, onde termina domingo, 5 de setembro. Destaques no percurso Razão pela qual esta 76.ª edição da Vuelta fica conhecida como a ‘Volta das Catedrais’. Mas, o percurso de 2021 está longe de proporcionar ‘paz de espírito’ aos ciclistas. Muito pelo contrário, a organização desenhou uma corrida que conta com vários finais em alto, dos quais se destacam o Gamoniteiru (1.770m) e o alto dos Lagos de Covadonga (1.085m), nas Astúrias. Estão previstas: Oito etapas planas Quatro etapas de média montanhaSete etapas de alta montanhaDois contrarrelógios individuais Duelos Olímpicos - Parte II Alguns dos ciclistas que brilharam na capital japonesa, mal tiveram tempo para descansar e já estão prontos para entrar em ação na prova espanhola. É o caso do esloveno Primoz Roglic que depois de conquistar a medalha de ouro olímpica na prova de Contrarrelógio, está de regresso para defender o título da Vuelta. Roglic procura vencer a prova pela terceira vez consecutiva depois dos triunfos em 2019 e 2020. Richard Carapaz, equatoriano medalhado de ouro na prova de fundo em Tóquio, vencedor do Giro 2019 e terceiro classificado no Tour 2021, é outra das estrelas presentes nesta edição da Vuelta. Destaque ainda para o britânico Tom Pidcock, que dominou a prova de Cross Country nos Jogos trazendo o ouro para casa, é uma grande promessa com muita versatilidade tanto na estrada como fora dela. Egan Bernal é outro dos grandes candidatos à vitória final. O colombiano conta no currículo com os triunfos no Tour 2019 e na edição de este ano do Giro. Outras estrelas presentes Adam Yates, Aleksandr Vlasov, Fabio Jakonsen, Miguel Ángel López, Enric Mas, Romain Bardet, Mikel Landa ou Fabio Aru, são outras das grandes estrelas para o ‘cartaz de luxo’ da Vuelta 2021.  A representação portuguesa fica a cargo de Nélson Oliveira e Rui Oliveira. AS ETAPAS 1ª etapa. Sábado, 14 agosto. Burgos – Burgos | 8 kms (CRI)2ª etapa. Domingo, 15 agosto. Caleruega – Burgos | 169,5 kms3ª etapa. 2.ª-feira, 16 agosto. Santo Domingo de Silos – Picón Blanco | 203 kms4ª etapa. 3.ª-feira, 17 agosto. El Burgo de Osma – Molina de Aragón | 163,6 kms5ª etapa. 4.ª-feira, 18 agosto. Tarancón – Albacete | 184,4 kms6ª etapa. 5.ª-feira, 19 agosto. Requena – Alto de la Montaña de Cullera | 159 kms7ª etapa. 6.ª-feira, 20 agosto. Gandía – Balcón de Alicante | 152 kms8ª etapa. Sábado 21 agosto. Santa Pola – La Manga del Mar Menor | 163,3 kms9ª etapa. Domingo, 22 agosto. Puerto Lumbreras – Alto de Velefique | 187,8 kms10ª etapa. 3.ª-feira, 24 agosto. Roquetas del Mar – Rincón de la Victoria | 190,2 kms11ª etapa. 4.ª-feira 25 agosto. Antequera – Veldepeñas de Jaén | 131,6 kms12ª etapa. 5.ª-feira, 26 agosto. Jaén – Córdoba | 166,7 kms13ª etapa. 6.ª-feira, 27 agosto. Bélmez – Villanueva de la Serena | 197,2 kms14ª etapa. Sábado, 28 agosto. Don Benito – Pico Villuercas | 159,7 kms15ª etapa. Domingo, 29 agosto. Navalmoral de la Mata – El Barraco | 193,4 kms16ª etapa. 3.ª-feira, 31 agosto. Laredo – Santa Cruz de Bezana | 170,8 kms17ª etapa. 4.ª-feira, 1 setembro Unquera – Lagos de Covadonga | 181,6 kms18ª etapa. 5.ª-feira, 2 setembro. Salas – Alto del Gamoniteiru | 159,2 kms19ª etapa. 6.ª-feira, 3 setembro. Tapia – Monforte de Lemos | 187,8 kms20ª etapa. Sábado, 4 setembro. Sanxenxo – Mos | 173,6 kms21ª etapa. Domingo, 5 setembro. Padrón – Santiago de Compostela | 33,7 kms (CRI) ANTEVISÃO DE JENS VOIGT – ESPECIALISTA EUROSPORT “Para mim, o favorito é claramente Primoz Roglic. Ele merece cinco estrelas em cinco possíveis. Porquê? Ele perdeu todas as hipóteses na Paris-Nice e na Volta a França devido às quedas. Ele quer outro pódio numa ‘Grande Volta’ depois de ter conseguido já na Volta ao País Basco e agora, depois de se ter sagrado campeão olímpico de Contrarrelógio, aparece em muito boa forma”. “Como vencedores do Giro d’Itlaia e de medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, é obrigatório incluir tanto o Egan Bernal como o Richard Carapaz na luta pela classificação geral. O Mikel Landa é outro ciclista que está pronto para fazer pódio depois da vitória na Volta a Burgos, e ainda por cima traz uma equipa forte.” “Resumindo e concluindo, o Primoz Roglic vai ganhar, o Mikel Landa e o Egan Bernal vão lutar pelo segundo e terceiro lugar. Desde o triunfo do Engan Bernal no Tour em 2019, que a INEOS Granadiers não consegue bater o Roglic no confronto direto e aqui vai acontecer a mesma coisa.” Team Jumbo-Visma ROGLIČ PrimožKUSS SeppOOMEN SamKRUIJSWIJK StevenGESINK RobertVAN HOOYDONCK NathanHOFSTEDE LennardBOUWMAN Koen Lotto-Soudal HOLMES MattKRON AndreasCRAS SteffMONIQUET SylvainVANHOUCKE HarmFRISON FrederikVERMEERSCH FlorianVAN GILS Maxim Movistar Team VALVERDE AlejandroLÓPEZ Miguel ÁngelMAS EnricJACOBS JohanERVITI ImanolROJAS José JoaquínVERONA CarlosOLIVEIRA Nelson Ag2r-Citroën Team BOUCHARD GeoffreyDEWULF StanPRODHOMME NicolasCHAMPOUSSIN ClémentVENTURINI ClémentTOUZÉ DamienCALMEJANE LilianCHEREL Michaël Astana-Premier Tech VLASOV AleksandrIZAGIRRE GorkaRODRÍGUEZ ÓscarSÁNCHEZ Luis LeónIZAGIRRE IonARANBURU AlexNATAROV YuriyFRAILE Omar Bahrain Victorious LANDA MikelPOELS WoutPADUN MarkMÄDER GinoHAIG JackTRATNIK JanARASHIRO YukiyaCARUSO Damiano Bora-Hansgrohe SCHACHMANN MaxGROßSCHARTNER FelixMEEUS JordiZWIEHOFF BenGAMPER PatrickBENEDETTI CesareLAAS MartinPALZER Anton Intermarché-Wanty Gobert Matériaux MEINTJES LouisTAARAMÄE ReinHIRT JanEIKING Odd ChristianKREDER WesleyVAN MELSEN KévinMINALI RiccardoPETILLI Simone Deceuninck - Quick-Step JAKOBSEN FabioKNOX JamesŠTYBAR ZdenekSÉNÉCHAL FlorianČERNY JosefBAGIOLI AndreaVANSEVENENT MauriVAN LERBERGHE Bert Groupama-FDJ DÉMARE ArnaudGENIETS KevinLE GAC OlivierMOLARD RudySINKELDAM RamonGUARNIERI JacopoLUDVIGSSON TobiasROUX Anthony Team BikeExchange ZEITS AndreyHAMILTON LucasMATTHEWS MichaelNIEVE MikelHOWSON DamienGRMAY TsgabuSTANNARD RobertSCHULTZ Nick Team Qhubeka-Assos CLAEYS DimitriJANSE VAN RENSBURG ReinardtARU FabioARMÉE SanderLINDEMAN Bert-JanSUNDERLAND DylanHENAO SergioBROWN Connor EF Education-Nippo CARTHY HughCARR SimonCRADDOCK LawsonCAICEDO JonathanCAMARGO DiegoCORT MagnusSCULLY TomKEUKELEIRE Jens Israel Start-Up Nation CIMOLAI DavideWÜRTZ SCHMIDT MadsNIV GuyCATAFORD AlexPICCOLI JamesBERWICK SebastianEINHORN ItamarVANMARKE Sep Ineos Grenadiers BERNAL EganYATES AdamCARAPAZ RichardPIDCOCK ThomasSIVAKOV PavelVAN BAARLE DylanNARVÁEZ JhonatanPUCCIO Salvatore Team DSM BARDET RomainSTORER MichaelHAGA ChadARENSMAN ThymenDAINESE AlbertoTUSVELD Martijn DENZ NicoHAMILTON Chris Trek-Segafredo CICCONE GiulioBRAMBILLA GianlucaSIMMONS QuinnKIRSCH AlexLÓPEZ Juan PedroELISSONDE KennyREIJNEN KielNIBALI Antonio UAE Team Emirates TRENTIN MatteoMAJKA RafałDE LA CRUZ DavidPOLANC JanGIBBONS RyanOLIVEIRA RuiMOLANO SebastianDOMBROWSKI Joe Cofidis, Solutions Crédits HERRADA JesúsHERRADA JoséBARCELÓ FernandoALLEGAERT PietMARTIN GuillaumeROCHAS Rémy MORIN EmmanuelFINÉ Eddy Burgos-BH NAVARRO DanielMADRAZO ÁngelBOL JetseRUBIO DiegoCANAL CarlosOKAMINA AnderCABEDO ÓscarSANCHEZ Pelayo Caja Rural-Seguros RGA ABERASTURI JonLASTRA JonathanAMÉZQUETA JulenCEPEDA JeffersonBAGÜES AritzLAKZANO OierMARTÍN SergioCUADROS Álvaro Alpecin-Fenix VINE JayDE TIER FlorisPHILIPSEN JasperPLANCKAERT EdwardTHWAITES ScottMODOLO SachaBAYER TobiasKRIEGER Alexander Euskaltel-Euskadi BIZKARRA MikelMATÉ Luis ÁngelBOU JoanITURRIA MikelMARTÍN GotzonSOTO Antonio JesúsLOBATO Juan JoséAZPARREN Xabier Mikel EUROSPORT – A CASA DO CICLISMO A oferta de ciclismo do Eurosport não cessa de crescer e conta já com mais de 200 eventos profissionais de estrada, de pista, de BMX e de ciclocrosse. Para além disso, as três ‘Grandes Voltas, os cinco ‘Monumentos’, os Campeonatos do Mundo e os Jogos Olímpicos fazem com que a ‘A Casa do Ciclismo’ emita mais de 2.500 horas de ciclismo em direto em 300 dias ao longo do ano. Para mais detalhes sobre a programação, consulta www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida ainda na liderança da Volta à Polónia O ciclista alemão Nikias Arndt (DSM) venceu hoje ao sprint a quinta etapa da Volta à Polónia, enquanto João Almeida (Deceuninck-QuickStep) manteve a liderança, que no entanto ficou reduzida a apenas dois segundos. A etapa teve 172,8 quilómetros entre Chocholow e Bielsko-Biala, com três contagens de montanha de primeira categoria, mas nenhuma no final. Arndt até ajudou Almeida, pois impôs-se ao esloveno Matej Mohoric (Bahrain), segundo da geral, que poderia ter assumido o comando devido em caso de triunfo, devido à bonificação de segundos. João Almeida, que já venceu duas etapas, terminou no quinto posto, num primeiro grupo de 13 ciclistas, sendo que o resto do pelotão foi chegando espaçado por escasso segundos, devido a ataques no quilómetro final. O português lidera agora com apenas dois segundos de avanço para Mohoric, que estava a oito, enquanto o italiano Diego Ulissi (UAE – Team Emirates), terceiro, continua a 14 segundos. No sábado os ciclistas vão cumprir um contrarrelógio de 19,1 quilómetros, planos, com início e fim em Katowice, que podem ser decisivos para o vencedor final da Volta à Polónia. A última etapa está será domingo, 145,1 quilómetros entre Zabrze e Cracóvia, com uma contagem de montanha, de terceira categoria. TOP 10 classificação geral actual  NomeEQUIPATEMPO1ALMEIDA Pedro Gonçalves JoaoDQT22h 54' 44''2MOHORIC MatejTBV22h 54' 46''3ULISSI DiegoUAD22h 54' 58''4KWIATKOWSKI MichalIGD22h 55' 05''5ROTA LorenzoIWG22h 55' 16''6ALEOTTI GiovanniBOH22h 55' 16''7TEUNS DylanTBV22h 55' 16''8RUBIO REYES Einer AugustoMOV22h 55' 20''9WELLENS TimLTS22h 55' 20''10HONORÉ Frolich MikkelDQT22h 55' 21'' Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo da etapa 8 A três dias do final da Volta a Portugal 2021, a etapa 8 foi o primeiro de 3 dias decisivos na luta pela classificação geral. Uma etapa de 160,7 quilómetros entre Bragança a Montalegre, com várias contagens de montanha e com um final em alto numa primeira categoria, na dureza da Serra do Larouco. Antes do Larouco, os ciclistas tiveram a subida de Torneiros (119,3 quilómetros) - primeira categoria - com a de Bolideira (74,3) - segunda - a iniciar a sequência de ascensões que poderiam ajudar a definir a classificação geral da 82ª Volta a Portugal Santander. A fuga do dia formou-se com Kenny Molly (Bingoal Pauwels Sauces WB), Juan Lopez-Cozar e Isaac Canton (Burgos-BH), Kyle Murphy (Rally Cycling), Gaspar Gonçalves (Tavfer-Measindot-Mortágua), Carlos Oyarzún (Louletano-Loulé Concelho), Rafael Silva (Antarte-Feirense), Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO), Tomas Contte e Roniel Campos, ambos do Louletano-Loulé Concelho, e Hector Carretero (Movistar). O pelotão, comandado pela Efapel, deixou os fugitivos a uma distância perto dos cinco minutos. Na subida de Torneiros, a cerca de 45 quilómetros da meta, a W52-FC Porto passou para a frente do pelotão, endurecendo o ritmo. A vantagem dos fugitivos foi caindo e o trabalho da equipa portista destruiu o pelotão. A subida de Torneiros deixou o grupo dos favoritos reduzido a Amaro Antunes, Joni Brandão e João Rodrigues (W52-FC Porto), Frederico Figueiredo, Maurico Moreira e António Carvalho (Efapel), Abner González (Movistar Team), Alejandro Marque e Álvaro Trueba (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel). João Rodrigues, num trabalho impressionante, levou o grupo desde Torneiros até aos últimos 3 quilómetros. Entre os homens da fuga, destaque para Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport), que se isolou em Torneiros e tentou seguir a solo, mas acabaria por ser alcançado novamente. Quem acabaria por fazer a diferença entre os homens da fuga foi o novamente o estadunidense Kyle Murphy, que atacou nos últimos 4 quilómetros e venceu a sua segunda etapa nesta Volta a Portugal (terceira para a Rally Cycling) isolado. Nunca tinha vencido na carreira, leva duas vitórias na Volta a Portugal 2021. José Félix Parra  foi o segundo, a 13 segundos, e Henrique Casimiro foi o terceiro, a 25 segundos. Entre os favoritos quando chegou a hora das decisões, o primeiro a ceder foi Alejandro Marque (Atum General Tavira - Maria Nova Hotel), enquanto Joni Brandão entrou ao trabalho levando Amaro Antunes, sempre seguidos por Frederico Figueiredo e Maurício Moreira, enquanto António Carvalho evidenciou algumas dificuldades e ceder também. Nos metros finais, com menor inclinação Maurício Moreira disparou como tem sido costume a ganhou tempo à concorrência, quatro segundos a Joni Brandão e seis a Amaro Antunes. A W52 Fc-Porto consegue o objectivo de chegar à camisola amarela, que passa de Rafael Reis para o de Amaro Antnes, mas tudo está em aberto, com Alejandro Marque a 14 segundos, Frederico Figueiredo a 18 e Maurício Moreira a 50. Tendo em conta as características de cada um dos ciclistas no contrarrelógio, a W52-Fc-Porto terá que distanciar mais Alejandro Marque e Maurício Moreira para seguir para o ultimo dia com maior segurança se quer vencer a Volta a Portugal, pelo que se prevê uma grande etapa amanhã com final mítico na Sra. da Graça. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1MURPHY KyleRLY4:12:062PARRA Jose FelixEKPa 133CASIMIRO HenriqueKSUa 254GONÇALVES GasparTAVa 545MORENO AdriaBBHa 586MOREIRA MauricioEFPa 1:107SALGUEIRO CarlosLAA   m.t.8BRANDÃO JóniW52a 1:149FIGUEIREDO FredericoEFP   m.t.10ANTUNES AmaroW52a 1:16 TOP 10 classificação geral após etapa 8 POS.NOMEEQUIPATEMPO1ANTUNES AmaroW5235:25:412MARQUE AlejandroATMa 143FIGUEIREDO FredericoEFPa 184MOREIRA MauricioEFPa 505CASIMIRO HenriqueKSUa 576BRANDÃO JóniW52a 587PARRA Jose FelixEKPa 1:528GONZALEZ AbnerMOVa 1:539CARVALHO AntónioEFPa 2:1510ANTUNES TiagoTAVa 2:33 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida volta a vencer na Polónia e reforça liderança João Almeida (Deceuninck-QuickStep) venceu hoje ao sprint a quarta etapa da Volta à Polónia, reforçando assim a liderança da geral individual. A vitória de João Almeida surgiu numa etapa de 159,9 quilómetros entre Tarnów e a estância de Bukovina, nos Tatra, com três contagens de montanha, sendo a última, de segunda categoria, situada a dez quilómetros da meta. O português de 23 anos, que conquistou a segunda tirada na prova, bateu, no sprint final, o esloveno Matej Mohoric (Bahrain), segundo na geral, e o italiano Andrea Vendrame (AG2R). Na geral, João Almeida aproveitou a bonificação de quatro segundos do triunfo e agora lidera com oito segundos de avanço para Mohoric, enquanto o italiano Diego Ulissi (UAE – Team Emirates), que repartia a vice-liderança com o esloveno, caiu para terceiro, agora a 14 segundos. Na sexta-feira, os ciclistas vão percorrer 172,8 quilómetros entre Chocholow e Bielsko-Biala, com três contagens de montanha de primeira categoria, mas nenhuma no final. TOP 10 DA CLASSIFICAÇÃO GERAL POS.NOMEEQUIPATEMPO1ALMEIDA Pedro Gonçalves JoaoDQT18h 52' 24''2MOHORIC MatejTBV18h 52' 32''3ULISSI DiegoUAD18h 52' 38''4KWIATKOWSKI MichalIGD18h 52' 45''5HINDLEY JaiDSM18h 52' 56''6TEUNS DylanTBV18h 52' 56''7ROTA LorenzoIWG18h 52' 56''8ALEOTTI GiovanniBOH18h 52' 56''9RUBIO REYES Einer AugustoMOV18h 53' 00''10WELLENS TimLTS18h 53' 00'' Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo etapa 7 A etapa 7 da 82.ª Volta a Portugal foi mais uma etapa de perfil ondulado, uma etapa de montanha com 193 quilómetros (a mais longa da Volta) entre Felgueiras e Bragança. A fuga do dia só se conseguiu formar depois do quilómetro 35 e foi numerosa, com Ricardo Mestre (W52-FC Porto), Juan Diego Alba , Juri Hollmann e Mathias Norsgaard Jorgensen (Movistar), Juan Lopez-Cozar e Juan Felipe Osorio (Burgos-BH), Diego Lopez Fuentes (Kern Pharma), Ben King e Gavin Mannion (Rally Cycling), Rafael Reis (Efapel), Gonçalo Amado (Antarte-Feirense), Adrian Bustamante (Kelly/Simoldes/UDO), aos quais se Juntaram Roniel Campos (Louletano-Loulé Concelho) e Joaquim Silva (Tavfer-Measindot-Mortágua) momentos depois. Depois da ultima subida da etapa, à Serra da Nogueira, dois dos elementos da Efapel que vinham na fuga lançaram-se ao ataque na descida, Rafel reis e Luís Mendonça destacaram-se dos restantes. Luís Mendonça levou Rafael Reis até aos últimos 6 quilómetros e depois o melhor de todos os roladores em prova "só teve" que ir até à linha de meta sem deixar que alguém lhe desse caça. Benjamin King (Rally Cycling) sprintou para segundo e Diego López (Kern Pharma) fechou na terceira posição. A estratégia da Efapel resultou em pleno. Não só venceu a quarta etapa da equipa nesta Volta, como está novamente com a Camisola Amarela Santander. Rafael Reis regressa ao comando da corrida, quando faltam três etapas para o fim. Faltam quatro dias para o final da Volta a Portugal, entramos na fase decisiva para quem quer vencer a classificação geral e advinham-se dias com mais espetáculo. A equipa W52 Fc-Porto tem estado até agora mais reservada, mostrando claramente que só a vitória da classificação geral lhe interessa, pelo que nos próximos dias se espera que esteja ao ataque. Independentemente do desfecho desta Volta a Portugal, a equipa da Efapel já é uma das vencedoras, leva 4 etapas e é a equipa que mais espetáculo tem dado até agora, muito graças a Rafael Reis, um dos melhores ciclistas do pelotão nacional que está a ter nesta temporada, e em particular nesta edição da Volta a Portugal, os resultados de maior destaque da sua carreira. TOP 10 da Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1REIS RAFAELEFAPEL04:35:302KING BENJAMINRALLY CYCLING04:35:463LOPEZ FUENTES DIEGOEQUIPO KERN PHARMA04:35:464SILVA JOAQUIMTAVFER-MEASINDOT-MORTÁGUA04:35:475MORENO ADRIABURGOS-BH04:35:486BUSTAMANTE ADRIANKELLY / SIMOLDES / UDO04:35:487LOPES PEDROKELLY / SIMOLDES / UDO04:35:488MORENO JAVIEREFAPEL04:35:489MEIRELES NUNOLOULETANO - LOULÉ CONCELHO04:35:4810GARCIA DE MATEOS VICENTEANTARTE - FEIRENSE04:35:49 TOP 10 classificação geral após etapa 7 POS.NOMEEQUIPATEMPO1REIS RafaelEFP31:11:462MARQUE AlejandroATMa 283ANTUNES AmaroW52a 334MORENO JavierEFPa 365LOPEZ FUENTES DiegoEKPa 446FIGUEIREDO FredericoEFPa 537VILELA RicardoW52a 1:168GARCIA DE MATEOS VicenteCDFa 1:189SILVA JoaquimTAVa 1:2310MOREIRA MauricioEFPa 1:29 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo etapa 6 Após 9 dias de Volta a Portugal, 800 quilómetros percorridos com milhares de espectadores na estrada, depois de milhares de testes realizados às centenas de participantes e colaboradores infelizmente houve 14 casos positivos associados à prova. Rádio Popular - Boavista obrigada a sair No dia de hoje foram realizados mais de 375 testes na caravana, incluindo todas as equipas e staff e todos os vacinados. Relatório médico sanitário de dia 11/8. 1 caso suspeito na equipa Rádio Popular Boavista fez com que esta saísse da prova, tendo a organização seguido o protocolo. Depois dos dois casos já registados no dia de ontem, nomeadamente dos atletas João Benta e Tiago Machado, surge agora mais um caso, que devido aos regulamentos da prova, a saída da Rádio Popular-Boavista foi um rude golpe para a equipa e em especial para Daniel Freitas, que ontem, na 5ª etapa tinha conquistado a tão ambicionada camisola amarela, que confirmada esta situação, não chegará a pedalar de amarelo. A etapa na estrada Destaque na linha de meta para o enorme gesto de Alejandro Marque, que pelo abandono da Rádio Popular - Boavista e Daniel Freitas, voltou a vestir ele a camisola amarela mas fez questão de lembrar e dedicar o dia a Daniel Freitas, adversário na estrada mas colega de profissão. Após o arranque, o pelotão voltou a não dar luta no momento de formação da fuga do dia. Aos quatro quilómetros destacaram-se onze homens: Juan Diego Alba (Movistar Team), Tom Wirtgen (Bingoal Pauwels Sauces WB), Isaac Canton (Burgo-BH), Benjamin King (Rally Cycling), Mason Hollyman e Alastair Mackellar (Israel Cycling Academy), Pedro Paulinho (Tavfer-Measindot-Mortágua), Roniel Campos (Louletano-Loulé Concelho), Bruno Silva (Antarte-Feirense), Hélder Gonçalves (Kelly-Simoldes-UDO) e Marvin Scheulen (LA Alumínios-LA Sport). O Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, que já ontem dera mostras de não ter grande preocupação de defender a camisola amarela perante fugitivos com muito atraso acumulado, consentiu uma vantagem significativa aos escapados. A diferença aproximou-se dos dez minutos e, rapidamente, ficou claro que a disputa da etapa seria entre os ciclistas que ousaram atacar logo no início da jornada. Enquanto vários dos onze corredores em cabeça de corrida faziam contas à possibilidade de vitória em Fafe, Bruno Silva e Marvin Schuelen lutaram pela classificação da montanha. O experiente Ben King ( Rally-Cycling ), rei da montanha na Volta ao Algarve de 2018, ano em que ganhou duas etapas na Vuelta a España, foi o mais forte dos escapados e deu a segunda vitória de etapa à equipa americana. Atacou a 17 quilómetros da meta e não lhe voltaram a dar caça. Aos 32 anos, depois de ter representado equipas do World Tour como a Dimension Data ou a Radioshack, junta a vitória da etapa 6 da Volta a Portugal 2021 ao seu palmarés, representando agora a equipa Rally-Cycling. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1KING BENJAMINRALLY CYCLING04:22:002MACKELLAR ALASTAIRISRAEL CYCLING ACADEMY04:22:093WIRTGEN TOMBINGOAL PAUWELS SAUCES WB04:22:154ALBA JUAN DIEGOMOVISTAR TEAM04:22:205SILVA BRUNOANTARTE - FEIRENSE04:22:246CAMPOS RONIELLOULETANO - LOULÉ CONCELHO04:22:457HOLLYMAN MASONISRAEL CYCLING ACADEMY04:23:198PAULINHO PEDROTAVFER-MEASINDOT-MORTÁGUA04:23:269GONÇALVES HÉLDERKELLY / SIMOLDES / UDO04:23:2710SCHEULEN MARVINL.A. ALUMÍNIOS / L.A. SPORT04:23:45 TOP 10 classificação geral após etapa 6 POS.NOMEEQUIPATEMPO1MARQUE AlejandroATM26:33:112ANTUNES AmaroW52a 53FIGUEIREDO FredericoEFPa 254MOREIRA MauricioEFPa 1:015GONZALEZ AbnerMOVa 1:046BRANDÃO JóniW52a 1:057CARVALHO AntónioEFPa 1:268RODRIGUES JoãoW52a 1:399CASIMIRO HenriqueKSUa 1:5310ANTUNES TiagoTAVa 2:34 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rádio Popular - Boavista está fora da Volta a Portugal A Rádio Popular - Boavista está fora da Volta a Portugal. A informação foi divulgada minutos antes do arranque da 6ª etapa da 82ª Volta a Portugal. A equipa registou hoje mais um caso de Covid-19 entre os seus ciclistas. Depois dos dois casos já registados no dia de ontem, nomeadamente dos atletas João Benta e Tiago Machado, surge agora mais um caso, que devido aos regulamentos da prova obriga assim a Rádio Popular-Boavista a abandonar. Um rude golpe para a equipa e em especial para Daniel Freitas, que ontem, na 5ª etapa tinha conquistado a tão ambicionada camisola amarela, que confirmada esta situação, não chegará a pedalar de amarelo. O diretor da equipa, professor José Santos, já confirmou a situação, afirmando que a Rádio Popular-Boavista foi “derrotada pelo Covid-19”, e não escondeu a tristeza por esta situação: “O procedimento que temos de fazer neste momento é abandonar a volta, com muita mágoa, ainda para mais numa situação que não vivíamos há alguns anos, que era estar de amarelo. Saímos daqui abalados. Tivemos todos os cuidados ao longo das etapas…”.Afirmou o professor José Santos Igualmente triste e desiludido está também Daniel Freitas. “É triste não podermos desfrutar do momento que vivemos ontem. Agora é levantar a cabeça e tentar superar isto", afirmou o ciclista em declarações à RTP. Esta é já a terceira equipa a abandonar a 82ª edição da Volta a Portugal, a primeira portuguesa, depois das formações espanholas da Caja Rural e da Euskadi. Neste momento já decorre a 6ª etapa que irá ligar Viana do Castelo a Fafe, num total de 182 km, com a camisola amarela a pertencer agora a Alejandro Marque. A Rádio Popular-Boavista é assim a terceira equipa a abandonar a prova devido à COVID-19, depois das formações espanholas da Caja Rural e da Euskadi. Desta forma, Alejandro Marque (Atum General Tavira - Maria Nova Hotel), vai partir de amarelo por ser o segundoclassificado, a 42 segundos do anterior líder, para a 6.ª etapa, entre Viana do Castelo e Fafe. Por: Nelson ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida vence etapa e coloca-se líder da Volta à Polónia João Almeida (Deceuninck-QuickStep) venceu a segunda etapa da Volta à Polónia e é o novo camisola amarela. O português da Deceuninck-QuickStep venceu ao "sprint" o italiano Diego Ulissi (UAE-Team Emirates), que foi segundo, e o esloveno Matej Mohoric (Team Bahrain Victorious). João Almeida fez uma subida de alto nível, tendo no entanto sido alcançado a 300 metros do final, mas hoje ele decidiu que era o seu dia e não vergou ao ataque do italiano Diego Ulissi. Com o triunfo, o português recebeu uma bonificação de 10 segundos e assumiu a liderança da classificação geral. É a primeira vitória do jovem português desde que chegou ao World Tour, o escalão máximo do ciclismo mundial. Aqui o momento https://twitter.com/LRoisDuPeloton/status/1425137421482594305 A subida ao pódio de amarelo https://twitter.com/deceuninck_qst/status/1425145050074320899 TOP 10 classificação geral  NOMEEQUIPATEMPO1ALMEIDA Pedro Gonçalves JoaoDQT09h 42' 47''2MOHORIC MatejTBV09h 42' 51''3ULISSI DiegoUAD09h 42' 51''4KWIATKOWSKI MichalIGD09h 42' 58''5HONORÉ Frolich MikkelDQT09h 43' 05''6TEUNS DylanTBV09h 43' 09''7ROTA LorenzoIWG09h 43' 09''8HINDLEY JaiDSM09h 43' 09''9ALEOTTI GiovanniBOH09h 43' 09''10WELLENS TimLTS09h 43' 13'' Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo etapa 5 Nova troca de líder da classificação geral na Volta a Portugal 2021, e segunda vitória de uma equipa estrangeira num dia em que a fuga do dia voltou a vingar. A etapa 5 partiu de Águeda com menos elementos no pelotão devido a casos positivos de covid-19. A Euskatel-Euskadi não partiu para a quinta etapa. Dois casos suspeitos de covid-19, mais dois contactos de risco em isolamento levaram a equipa espanhola a abandonar a corrida. Nas equipas portuguesas João Benta e Tiago Machado, da Rádio Popular-Boavista tiveram que abandonar a corrida, assim como David Livramento e Emanuel Duarte, da Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel. A fuga do dia surgiu ao quilómetro 30, com um grupo de 17 ciclistas, entre eles Ricardo Mestre e Daniel Mestre (W52-FC Porto), Juri Hollmann e Lluis Mas (Movistar), Mason Hollyman (Israel Cycling Academy), César Fonte e Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO), Kenny Molly (Bingoal Pauwels Sauces WB), Keegan Swirbul (Rally Cycling), Alex Peters (SwiftCarbon), João Macedo (LA Alumínios-LA Sport), Daniel Freitas (Rádio Popular-Boavista), Marti Marquez e Juan Lopez-Cozar (Kern Pharma), Rafael Reis e Luís Mendonça (Efapel) e Tomás Contte (Louletano-Loulé Concelho). O trabalho no pelotão ficava a cargo da equipa do camisola amarela, a Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel. O grupo ganhou uma grande vantagem em relação ao pelotão, chegando a ter mais de dez minutos de diferença, tendo acabado por ser a W52 Fc-Porto a assumir a perseguição. Tomás Contte lançou-se ao ataque e isolou-se na frente, conseguindo manter uma diferença superior a um minuto para o grupo perseguidor, mas faltando 34 quilómetros para o fim, Mason Hollyman (Israel Cycling Academy) sai do grupo perseguidor para tentar chegar à frente, conseguindo alcançar o corredor da equipa Louletano-Loulé Concelho. Mason Hollyman, de 21 anos apenas, deu tudo para chegar à frente e assim que o fez não tardou a aumentar o ritmo, deixando para trás Tomás Contte, no início da subida final, tendo conseguido manter a vantagem e vencer a etapa 5 da Volta a Portugal 2021. No grupo perseguidor do vencedor, a vantagem conseguida sobre o pelotão acabou por permitir a Daniel Freitas (Rádio Popular-Boavista) colocar-se como novo líder da classificação geral e vestir a tão desejada camisola amarela. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1HOLLYMAN MASONISRAEL CYCLING ACADEMY04:11:482MESTRE RICARDOW52 / FC PORTO04:12:233CONTTE TOMASLOULETANO - LOULÉ CONCELHO04:12:484REIS RAFAELEFAPEL04:12:505MAS LUIS GUILLERMOMOVISTAR TEAM04:12:536FREITAS DANIELRADIO POPULAR - BOAVISTA04:12:577LOPEZ-COZAR JUANBURGOS-BH04:13:048HOLLMANN JURIMOVISTAR TEAM04:13:249MENDONÇA LUÍSEFAPEL04:13:3210FONTE CÉSARKELLY / SIMOLDES / UDO04:13:35 TOP 10 classificação geral após etapa 5 POS.NOMEEQUIPATEMPO1FREITAS DanielRPB22:02:162MARQUE AlejandroATMa 423ANTUNES AmaroW52a 474FIGUEIREDO FredericoEFPa 1:075MOREIRA MauricioEFPa 1:456GONZALEZ AbnerMOVa 1:467BRANDÃO JóniW52a 1:478CARVALHO AntónioEFPa 2:089RODRIGUES JoãoW52a 2:2110FERNANDES LuísRPBa 2:31 ### Ciclismo no Eurosport em Agosto O ciclismo no Eurosport regressa em força neste mês de agosto. Volta à Dinamarca, Volta à Noruega e Vuelta a España são as provas para acompanhar este mês em direto. Volta à Dinamarca A dias do arranque da Volta a Espanha, os fãs vão poder acompanhar outra grande corrida de qualidade: a Volta à Dinamarca. De 10 a 14 de Agosto, cumpre-se a 31.ª edição da PostNord DanmarkRundt, prova com um total de 783,3 quilómetros divididos em 5 etapas e que reúne um pelotão com alguns dos melhores ciclistas do mundo. O britânico Mark Cavendish, que brilhou na última edição do Tour ao conseguir 4 vitórias em etapas, é um dos ciclistas confirmados para a corrida bem como o companheiro de equipa na Deuceninck-QuickStep, o belga Remco Evenpoel, que competiu em Tóquio. Yves Lampaerts e Michael Morkov, que conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos em Madison no ciclismo de pista no passado domingo, são outras das estrelas presentes nesta edição da Volta à Dinamarca. A corrida não conta com nenhum português na lista de inscritos. As etapas da Volta à Dinamarca podem ser acompanhadas no Eurosport 1, em direto, por volta das 14:50, e têm comentários de Paulo Martins. Volta à Noruega Para além desta fantástica corrida, os fãs de ciclismo vão também seguir a Volta à Noruega feminina, entre os dias 12 e 15 de Agosto. O Eurosport 2 emite em direto as últimas duas horas de cada etapa, sensivelmente a partir das 15:00h e têm comentários de Frederico Bártolo.  Vuelta a España É já no próximo sábado, o arranque de mais uma edição da Vuelta a España, 3.ª e última ‘Grande Volta’ da temporada, que se realizará entre sábado, 14/08/2021 e domingo, 5/09/2021. Esta edição terá um pelotão recheado de estrelas, comas principais equipas a iniciarem com uma relação de ciclistas ao nível de um Tour de France. Depois dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o ciclismo no Eurosport continua em força para ver em direto, para mais pormenores podes consultar a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Maria Martins - participação histórica e de sucesso nos Jogos Olímpicos de Tóquio Maria Ribeiro Gomes Martins, 22 anos, é uma das desportistas portuguesas mais faladas do momento pela participação e desempenho histórico no ciclismo de pista do Jogos Olímpicos. A ciclista portuguesa foi uma das surpresas portuguesas em Tóquio, ao terminar no 7º posto a prova de Omnium, classificação que lhe valeu um diploma olímpico.  Numa campanha portuguesa pautada pelo sucesso nestes jogos olímpicos de Tóquio, Maria Martins foi um dos destaques, não só pela sua prestação, mas também por ter marcado a estreia de uma atleta lusa no ciclismo de pista.  Na prova realizada no Velódromo de Izu, Tata Martins (como é conhecida) registou um sexto lugar na corrida de scratch (30 voltas à pista), o oitavo no tempo race (30 voltas à pista, com 26 sprints intermédios que concediam pontos) e o quinto posto na eliminação, chegando depois ao total de 95 pontos na corrida final, de pontos. Na corrida por pontos (80 voltas à pista com 8 sprints intermédios), em que Maria Martins entrou na sexta posição da geral,  a ciclista nacional andou sempre no grupo da frente, conquistando alguns pontos nos sprints e lutando até ao final, acabando por ser ultrapassada na reta da meta pela multi-galardoada Laura Kenny. Maria Martins somou assim 95 pontos, ficando a 13 pontos do pódio e a apenas dois do top-5. Da Moçarria para Tóquio Natural da Moçarria, concelho de Santarém, Maria Martins tem registado uma enorme evolução desportiva, prova disso mesmo, ser ela a estreante portuguesa em Jogos Olímpicos na modalidade de ciclismo de pista, e logo com a obtenção de um diploma pelo 7º lugar obtido na prova de Omnium. A ciclista portuguesa tem já no seu currículo vários pódios nacionais e internacionais. Além da recente boa prestação em Tóquio, Maria Martins venceu já este ano a prova de omnium da Taça das Nações de pista de São Petersburgo, na Rússia, em que conquistou também a corrida de eliminação, uma das duas vertentes em que parece mais confortável, depois de ter sido bronze nos Europeus de Elite de 2020 e segunda nos Europeus sub-23. Também em scratch a ciclista portuguesa apresenta boas prestações, tendo feito igualmente história no ano passado ao conquistar uma medalha de bronze no campeonato do mundo, já depois de em 2019 ter sido também terceira no campeonato da Europa. Com apenas 22 anos Maria Martins tem ainda uma enorme margem de progressão e parece ter tudo para continuar a evoluir e elevar o nível do ciclismo de pista português além-fronteiras. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo etapa 4 Como já se sabia, a volta a Portugal 2021 tem perfil de trepadores e a etapa 4 foi um autentico "carrossel" com um sobe e desce constante, num percurso 181,6 quilómetros entre Belmonte e a Guarda. A etapa foi rápida e com movimentações importantes promovidas pela W52-FC Porto, que colocou 3 entre os seis homens da fuga, Daniel Mestre, Ricardo Mestre e Ricardo Vilela (W52-FC Porto), juntamente com Rafael Reis e Javier Moreno (Efapel) e Roniel Campos (Louletano-Loulé Concelho), deixaram o grupo dos favoritos entregue ao trabalho da equipa Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel. A 37 quilómetros da meta, na subida de segunda categoria para Videmonte, Amaro Antunes (W52-FC Porto) saltou para a cabeça de corrida, levando na roda Frederico Figueiredo (Efapel). Com homens na frente da corrida, Efapel e W52 Fc-Porto continuavam a deixar as despesas da perseguição por conta da Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, que desgastada, já não tinha ciclistas para assumir, tendo que entrar ao trabalho Gustavo Veloso (segundo da geral). Para piorar a situação, o camisola amarela teve um problema mecânico que o obrigou a recuperar terreno para voltar a entrar no grupo dos favoritos, gastando energia para a tal. Na frente só resistiram Amaro Antunes e Frederico Figueiredo. Apenas o algarvio dos portistas puxou, numa estratégia da Efapel de não colaborar com a W52-FC Porto, marcando homem a homem, mas sobrecarregando os azuis e brancos com o trabalho. Frederico Figueiredo (Efapel) acabaria por vencer a etapa 4 da Volta a Portugal 2021, no entanto, Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) acabaria por conseguir segurar a camisola amarela no final, muito graças a um "super" Gustavo Veloso que conseguiu minimizar as perdas quando foi necessário, apesar das mazelas da queda que teve no início da etapa. Alejandro Marque continua no topo da geral, mas hoje ficou clara a fragilidade da formação tavirense perante o poderio dos rivais, a falta de um bloco mais forte ditou o cenário a que assistimos no final. Amaro Antunes subiu ao segundo lugar, a 5 segundos. Frederico Figueiredo, que é pior contrarrelogista do que o vencedor da Volta do ano passado, está a 20 segundos do algarvio e a 25 de Marque. Amanhã será dia de descanso. Na terça-feira a partida será em Águeda, numa etapa com mais montanha e que terá uma extensão de 171,3 quilómetros. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1FIGUEIREDO FREDERICOEFAPEL04:28:252ANTUNES AMAROW52 / FC PORTO04:28:253MOREIRA MAURICIOEFAPEL04:29:244BRANDÃO JÓNIW52 / FC PORTO04:29:285GONZALEZ ABNERMOVISTAR TEAM04:29:296ANTUNES TIAGOTAVFER-MEASINDOT-MORTÁGUA04:29:337FREITAS DANIELRADIO POPULAR - BOAVISTA04:29:358CARVALHO ANTÓNIOEFAPEL04:29:359FERNANDES LUÍSRADIO POPULAR - BOAVISTA04:29:3610CASIMIRO HENRIQUEKELLY / SIMOLDES / UDO04:29:36 TOP 10 classificação geral após etapa 4 POS.NOMEEQUIPATEMPO1MARQUE AlejandroATM17:46:002ANTUNES AmaroW52a 53FIGUEIREDO FredericoEFPa 254BRANDÃO JóniW52a 1:085MOREIRA MauricioEFPa 1:096GONZALEZ AbnerMOVa 1:107CARVALHO AntónioEFPa 1:268RODRIGUES JoãoW52a 1:319FERNANDES LuísRPBa 1:4910LOPEZ FUENTES DiegoEKPa 1:56 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo etapa 3 A etapa 3 da Volta a Portugal 2021 era vista como a etapa rainha desta edição, com o final no alto da torre da Serra da Estrela, prevendo-se movimentações entre os homens candidatos à classificação geral. Vindo da fuga do dia, Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO) entrou na subida à torre isolado, depois de ter conseguido descartar os seus companheiros de fuga, o ciclista português iniciou a subida com 2:50 min's. de vantagem sobre o grupo os favoritos, sabia que tinha uma árdua tarefa pela frente mas a vantagem permitia sonhar com uma vitória de etapa. Durante a subida assistiu-se a vários ataques por parte dos ciclistas da W52 Fc-Porto, que iam atacando à vez entre Joni Brandão , Amaro Antunes e João Rodrigues, mas depararam-se com um enorme Maurício Moreira (Efapel) que foi ele respondendo na maioria das vezes, nunca permitindo que algum dos ciclistas da W52 Fc-Porto se destacasse, algumas vezes também com a ajuda de Frederico Figueiredo. Com os homens da W52-Fc Porto preocupados com os homens da Efapel, e vice-versa, Alejandro Marque (Atum General Tavira - Maria Nova Hotel) saiu do grupo sem resposta, deram espaço ao espanhol e ele arrancou para a vitória de etapa, tendo primeiro alcançado Luís Gomes, para depois cruzar a meta isolado, com um tempo que lhe permitiu passar a ser o novo líder da Volta a Portugal 2021. Maurício Moreira acabaria por ser segundo, depois de ter respondido a vários ataques dos homens da W52-Fc Porto o uruguaio de 26 anos acaba por ser um dos homens do dia, tendo ficado em segundo da classificação geral. Entre os homens da W52 Fc-Porto foi Amaro Antunes a assumir a perseguição nos últimos metros, terminando no quarto posto da etapa e ficando agora com o mesmo tempo de Joni Brandão na classificação geral. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPODIFª1MARQUE ALEJANDROATUM GENERAL/TAVIRA/MARIA NOVA HOTEL04:59:10-2MOREIRA MAURICIOEFAPEL05:00:13A 00:01:33GONZALEZ ABNERMOVISTAR TEAM05:00:13A 00:01:34ANTUNES AMAROW52 / FC PORTO05:00:22A 00:01:125CESAR VELOSO GUSTAVOATUM GENERAL/TAVIRA/MARIA NOVA HOTEL05:00:22A 00:01:126GOMES LUÍSKELLY / SIMOLDES / UDO05:00:36A 00:01:267BRANDÃO JÓNIW52 / FC PORTO05:00:43A 00:01:338FERNANDES LUÍSRADIO POPULAR - BOAVISTA05:00:46A 00:01:369FIGUEIREDO FREDERICOEFAPEL05:00:47A 00:01:3710RODRIGUES JOÃOW52 / FC PORTO05:00:48A 00:01:38 TOP 10 classificação geral após etapa 3 POS.NOMEEQUIPATEMPO1MARQUE AlejandroATM13:16:142MOREIRA MauricioEFPa 513GONZALEZ AbnerMOVa 1:084CESAR VELOSO GustavoATMa 1:095BRANDÃO JóniW52a 1:266ANTUNES AmaroW52   m.t.7GOMES LuísKSUa 1:308RODRIGUES JoãoW52a 1:379CARVALHO AntónioEFP   m.t.10FIGUEIREDO FredericoEFPa 1:46 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=qGQWzugD-mI Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo etapa 2 Etapa 2 da Volta a Portugal 2021 entre Ponte de Sôr e Castelo Branco, 162,1 quilómetros após os quais era prevista uma das poucas chegadas ao sprint. Três ciclistas conseguiram efectivar a fuga do dia ao quilómetro 10, a LA Alumínios-LA Sport conseguiu colocar um ciclista na fuga pelo segundo dia, com o português Marvin Scheulen, que teve como companheiros de fuga o britânico da SwiftCarbon Andrew Turner e o americano Kyle Murphy, da Rally Cycling. Chegaram a ter 9 minutos de vantagem para o pelotão, diferença que começou a diminuir quando haviam 82 quilómetros percorridos, mas o pelotão acabaria por "fazer mal as contas", pois Kyle Murphy, da Rally Cycling descartou primeiro Marvin Scheulen, e depois Andrew Turner, seguindo isolado para a vitória de etapa nos últimos 3 quilómetros. Vitória surpresa para um dos homens da, Murhy acreditou até ao fim e foi o único resistente da fuga que durou praticamente toda a etapa. Aos 29 anos Kyle Murphy consegue a vitória mais expressiva da sua carreira como profissional. Houve uma queda no pelotão na parte final, com destaque ainda para Joni Brandão (W52-FC Porto) que atacou nos últimos metros para tentar ganhar uns segundos à concorrência, a pensar na geral. Marvin Scheulen acabou por ter a recompensa do esforço, garantindo a subida ao pódio como dono da camisola da montanha. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1MURPHY KYLERALLY CYCLING03:57:492BRANDÃO JÓNIW52 / FC PORTO03:58:013MAS LUIS GUILLERMOMOVISTAR TEAM03:58:064FREITAS DANIELRADIO POPULAR - BOAVISTA03:58:065GOMES LUÍSKELLY / SIMOLDES / UDO03:58:066MESTRE DANIELW52 / FC PORTO03:58:067MOLLY KENNYBINGOAL PAUWELS SAUCES WB03:58:068WIRTGEN TOMBINGOAL PAUWELS SAUCES WB03:58:069CONTTE TOMASLOULETANO - LOULÉ CONCELHO03:58:0610HOLLMANN JURIMOVISTAR TEAM03:58:06 TOP 10 classificação geral após etapa 2 POSNOMEEQUIPATEMPO1REIS RafaelEFP8:16:392MOREIRA MauricioEFPa 133LOPEZ FUENTES DiegoEKPa 174BRANDÃO JóniW52a 185HOLLMANN JuriMOVa 216WIRTGEN TomBWB   m.t.7CESAR VELOSO GustavoATMa 228CARVALHO AntónioEFP   m.t.9AULAR OrluisCJRa 2410MORENO JavierEFP   m.t. Amanhã, a mítica Torre A terceira etapa, neste sábado, prevê-se uma das mais decisivas da competição. É o dia da subida à Torre, na serra da Estrela. Será aí, no ponto mais alto de Portugal Continental, que termina a viagem de 170,3 quilómetros, que irá iniciar-se na Sertã. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida confirmado na UAE-Team Emirates João Almeida irá representar a UAE-Team Emirates a partir de 2022, tendo assinado um contrato de cinco épocas, anunciou hoje a equipa. “Estou entusiasmado com este novo capítulo na minha carreira e na minha vida. Sinto que a mudança para a UAE Emirates surge na altura certa e estou seguro de que me vou sentir feliz nesta nova aventura”, afirmou João Almeida, que vai ficar ligado à nova equipa até 2027. O ciclista de 23 anos, está em final de contrato com a Deceuninck-QuickStep, já se sabia há muito tempo que não iria renovar, e vai agora prosseguir a sua carreira na equipa do World Tour mais portuguesa de todas, tendo como futuros companheiros de equipa Rui Costa, Rui Oliveira e Ivo Oliveira. João Almeida terminou a edição deste ano da Volta a Itália no sexto lugar da classificação geral, depois do quarto alcançado em 2020 na mesma corrida, tendo estado a representar Portugal nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, com um 13.º lugar na prova de estrada e um 16.º no contrarrelógio. Joxean Matxin Fernandez, diretor da equipa, referiu que João Almeida é um ciclista que conhecem há muito tempo e mostrou-se satisfeito por conseguir a sua contração. “O João é um ciclista de grande qualidade e não temos dúvidas que será um pilar importante desta equipa. Ele é talentoso, versátil e estou seguro de que vamos assistir a muitos sucessos. O nosso objetivo é melhorar a equipa de ano para ano e estamos confiantes de que o João vai trazer coisas importante ao grupo, como atleta e como pessoa”, salientou. A equipa tornou a contratação oficial em todas as redes sociais Recorde-se que no ciclismo, de acordo com os regulamentos da UCI, até dia 1 de Agosto não podem ser feitas transferências de ciclistas. Após esta data podem ser feitas e tornadas oficiais, embora os ciclistas permaneçam na actual equipa (utilizando o equipamento mesmo em treinos), até dia 31 de Dezembro do mesmo ano, pelo que teremos que esperar pelo dia 1 de Janeiro de 2022 para ver João Almeida com as novas cores vestidas. Na UAE-Team Emirates, João Almeida vai ter também como companheiro de equipa o esloveno Tadej Pogacar, vencedor das últimas duas edições do Tour de France e medalha de bronze em Tóquio 2020 na prova de estrada. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo da etapa 1 Depois do prólogo lisboeta, hoje na Volta a Portugal 2021 disputou-se a primeira etapa em linha, 175,8 quilómetros, entre Torres Vedras e Setúbal. A subida da serra da Arrábida, a 13,6 quilómetros da meta, foi como era esperado a dificuldade do dia que ditou diferenças. Antes da dificuldade da Arrábida, houve uma fuga composta por Carlos Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport), Willem Smit (Burgos-BH), e Garikoitz Bravo (Euskaltel-Euskadi), que viriam a ser alcançados. Na na Serra da Arrábida, na subida "Solitária" começaram a haver as primeira movimentações, vários ciclistas tentaram mexer na corrida. Carlos Oyarzún (Louletano-Loulé Concelho) e Hugo Nunes (Rádio Popular-Boavista), foram os que conseguiram destacar-se um pouco, mas não o suficiente, o pelotão chegou ao alto da Arrábida (nas antenas) com muitas unidades e compacto. Nesse grupo conseguiu-se manter Rafael Reis (Efapel), que conhece a Arrábida como poucos, e para surpresa de alguns atacou a descer a Arrábida em procura da vitória de etapa "em casa" e também claro está, para manter a camisola amarela. Foi uma grande etapa por parte da Efapel, desde colocar Rafael Reis na frente a descer, como depois nos últimos metros da etapa colocar mais um ciclista na frente para estabilizar a perseguição e ataques posteriores. Grande festa para Rafael Reis e para a Efapel. Dois dias, dois triunfos na Volta a Portugal 2021, é a segunda vez que este ciclista vence em Setúbal. Em 2018 foi o mais forte no prólogo. É sempre especial para Reis ganhar onde nasceu. Já a Efapel, que havia ganho em Setúbal em 2020 mas com António Carvalho, repete a vitória pelo segundo ano consecutivo em Setúbal. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPACLASSETEMPO1REIS RAFAELEFAPELELITE04:12:232MOLENAAR ALEXBURGOS-BHSUB2304:12:253SAMITIER SERGIOMOVISTAR TEAMELITE04:12:254GOMES LUÍSKELLY / SIMOLDES / UDOELITE04:12:255FERNANDES LUÍSRADIO POPULAR - BOAVISTAELITE04:12:266SILVA RAFAELANTARTE - FEIRENSEELITE04:12:267MOLLY KENNYBINGOAL PAUWELS SAUCES WBELITE04:12:268AULAR ORLUISCAJA RURAL-SEGUROS RGAELITE04:12:269FONTE CÉSARKELLY / SIMOLDES / UDOELITE04:12:2610ANTUNES AMAROW52 / FC PORTOELITE04:12:26 TOP 10 Classificação Geral após etapa 1 POS.NOMEEQUIPATEMPO1RAFAEL REISEFAPEL (POR)4:18:332MAURICIO MOREIRAEFAPEL (POR)4:18:463DIEGO FUENTES LOPEZEQUIPO KERN PHARMA (ESP)4:18:504JURI HOLLMANNMOVISTAR TEAM (ESP)4:18:545TOM WIRTGENBINGOAL PAUWELS SAUCES WB (BEL)M.T.6GUSTAVO CÉSAR VELOSOATUM GENERAL/TAVIRA/MARIA NOVA HOTEL (POR)4:18:557ANTONIO CARVALHOEFAPEL (POR)M.T.8JONI BRANDÃOW52/FC PORTO (POR)4:18:569ORLUIS AULARCAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP)4:18:5710JAVIER MORENOEFAPEL (POR)M.T. Classificação Completa As camisolas Rafael Reis (Efapel) mantém a Camisola Amarela Santander e é também o líder por pontos (Camisola Verde Rubis Gás). Hugo Nunes (Rádio Popular-Boavista) veste a Camisola da Montanha Continente, ele que em 2020 foi precisamente o vencedor desta classificação na Volta. Juri Holmann (Movistar) é o líder da juventude (Camisola Jogos Santa Casa). Amanhã os corredores vão partir de Ponte de Sôr para a segunda etapa. A distância a percorrer até chegarem a Castelo Branco será de 162,1 quilómetros. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2021 - Resumo do prólogo Como já havíamos descrito no nosso artigo com as etapas e equipas da Volta a Portugal 2021 (que podes ver aqui), esta começou um prólogo de 5,4 quilómetros na cidade de Lisboa. Rafael Reis (Efapel) foi o mais rápido no prólogo hoje disputado. É a terceira vez que o ciclista natural de Palmela ganha o contrarrelógio de abertura da Volta, vestindo a primeira camisola amarela da competição, depois de 2016 e em 2018. Rafael Reis completou a prova em 6m10s, um desempenho demolidor do vice-campeão nacional de contrarrelógio, num prólogo marcado pelo vento intenso. O uruguaio Mauricio Moreira, colega de Rafael Reis na Efapel, foi o segundo classificado, a 11 segundos. O terceiro foi Lluis Mas (Movistar Team), que gastou mais 72 centésimos do vencedor. Na luta entre os homens favoritos a conquistar a Volta a Portugal 2021, houve equilíbrio. Só Mauricio Moreira, que poderá ser visto como um “intruso” na lista de favoritos ganhou tempo a toda a concorrência. António Carvalho (Efapel) e Gustavo César Veloso (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), com 6m30s, Joni Brandão (W52-FC Porto), com 6m31s, e João Rodrigues, com 6m32s, ficaram perto. Em pior posição, mas com diferenças recuperáveis dada a montanha toda que ainda falta, ficaram João Benta (Rádio Popular-Boavista) e Henrique Casimiro Kelly-Simoldes-UDO), 6m42s, Frederico Figueiredo (Efapel) e Vicente García de Mateos (Antarte-Feirense), 6m43s, Amaro Antunes (W52-FC Porto), Joaquim Silva e Tiago Antunes (Tavfer-Measindot-Mortágua), 6m47s. Entre os estrangeiros que se perspetiva poderem ter uma palavra a dizer na discussão da classificação geral, destaque para os registos de Sergio Samitier (Movitar Team) e Abner González (Movistar Team), 6m38s, Mason Hollymannn (Israel Cycling Academy), 6m39s, José Félix Parra (Equipo Kern Pharma), 6m44s, e Jhojan García (Caja Rural-Seguros RGA), 6m50s. A Efapel dominou o prólogo e comanda por equipas. Na classificação da juventude, para a qual pontuam os corredores sub-23, o melhor é o alemão Juri Hollmann (Movistar Team). TOP 10 do Prólogo POS.NOMEEQUIPATEMPO1RAFAEL REISEFAPEL (POR)0:06:102MAURICIO MOREIRAEFAPEL (POR)0:06:213LLUÍS MASMOVISTAR TEAM0:06:214DIEGO FUENTES LOPEZEQUIPO KERN PHARMA0:06:255MATTEO JORGENSONMOVISTAR TEAM0:06:276SAMUEL JOSÉ CALDEIRAW52/FC PORTO (POR)0:06:287JURI HOLLMANNMOVISTAR TEAM0:06:298TOM WIRTGENBINGOAL PAUWELS SAUCES WB (BWB)0:06:299ALEXANDER GRIGORYEVATUM GENERAL TAVIRA MARIA NOVA HOTEL0:06:3010GUSTAVO CÉSAR VELOSOATUM GENERAL TAVIRA MARIA NOVA HOTEL0:06:30 TOP 10 classificação geral após o prólogo POS.NOMEEQUIPATEMPO1RAFAEL REISEFAPEL (POR)0:06:102MAURICIO MOREIRAEFAPEL (POR)0:06:213LLUÍS MASMOVISTAR TEAM0:06:214DIEGO FUENTES LOPEZEQUIPO KERN PHARMA0:06:255MATTEO JORGENSONMOVISTAR TEAM0:06:276SAMUEL JOSÉ CALDEIRAW52/FC PORTO (POR)0:06:287JURI HOLLMANNMOVISTAR TEAM0:06:298TOM WIRTGENBINGOAL PAUWELS SAUCES WB (BWB)0:06:299ALEXANDER GRIGORYEVATUM GENERAL TAVIRA MARIA NOVA HOTEL0:06:3010GUSTAVO CÉSAR VELOSOATUM GENERAL TAVIRA MARIA NOVA HOTEL0:06:30 Amanhã a Etapa 1 A primeira etapa em linha disputa-se esta quinta-feira. Os ciclistas vão cumprir 175,8 quilómetros, entre Torres Vedras e Setúbal. A subida da serra da Arrábida, a 13,6 quilómetros da meta, irá, certamente, partir o pelotão. É daqueles dias em que não se ganha a Volta, mas é possível que se perca. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon Inflite 2022 - Novas cores e especificações A Canyon Inflite 2022 é baseada no já existente quadro Inflite, o mesmo design de sucesso que obteve várias vitórias desde o seu lançamento em 2017. É o resultado de uma filosofia “a forma segue a função”: cada centímetro da Inflite tem o formato necessário para as exigências das corridas de ciclocrosse modernas, como a curva para o ombro que define a silhueta, que cria mais espaço no triângulo principal e aumenta a exposição do espigão, melhorando simultaneamente o conforto e tornando o transporte significativamente mais fácil. Para 2022, a Canyon disponibiliza a Inflite num conjunto mais moderno, com uma gama de novas cores e componentes, com várias opções de mudanças, de medidor de potência e uma montagem com dois ou com um prato. A topo de gama, a Inflite CF SLX 9, tem a sua base no mesmo quadro CF SLX usado pelos profissionais da Canyon e apresenta componentes premium em toda a linha. Grupos SRAM Force eTap AXS que garantem mudanças que nunca perdem o ritmo e um medidor de potência SRAM Force eTap integrado que permite registrar, monitorizar e analisar os esforços de corrida e treino para obter o máximo de cada volta. Vem com rodas de carbono Reynolds AR41 com perfil de aro de 41 mm para "cortar" a lama e a areia. Os pontos de contacto da bicicleta foram selecionados com desempenho e conforto em mente, com um espigão de selim em carbono Canyon S14 e um Canyon H31 Ergocockpit de uma peça. Os dois modelos CF SL completam o lançamento. A Inflite CF SL 8 é feita para os ciclistas que querem gastar menos e vem com uma gama de componentes com desempenho de ponta. A CF SL 8 é a primeira bicicleta da Canyon com o novo grupo SRAM Rival eTap AXS, e a primeira bicicleta Inflite CF SL com medidor de potência, graças à unidade Rival AXS integrada do eixo da SRAM. A CF SL 8 também virá equipada com rodas premium de carbono Reynolds AR41. A Inflite CF SL 6 será mais acessível do que nunca, com uma transmissão Shimano GRX, travões de disco hidráulicos Shimano GRX e rodas de liga DT Swiss Cross LN robustas e sem câmara. Os três modelos da linha têm pneus de borracha X-One ALR TLE da Schwalbe. A gama 2022 da Canyon Inflite estará disponível a partir da sexta-feira, 30 de julho de 2021, exclusivamente em canyon.com. Preços Inflite CF SLX 9: € 4.299 Inflite CF SL 8: € 3.499 Inflite CF SL 6: € 1.999 ### PRO Vibe Evo: Haste de guiador com avanço integrado A Pro acaba de lançar no mercado a nova haste de guiador Vibe Evo. Uma inovação que demonstra a evolução da integração entre a haste e o avanço de guiador, além de melhorias na aerodinâmica e na ergonomia para melhor performance do ciclista. Caraterizada pelo avanço integrado, cujo estilo, aerodinâmica e conforto prometem um avanço em relação às existentes no mercado, a nova Vibe Evo foi desenvolvida totalmente em carbono. Além do avanço integrado, permite ainda a integração de tubos e cabos, distinguindo-se também pela superfície superior anti-deslize. A haste de guiador é o centro de controlo da bicicleta, onde os ciclistas dedicam a maior parte do seu foco, sendo um componente frontal, cuja aerodinâmica tem uma importância enorme. Logo, este lançamento daPro surge assim como mais uma possibilidade para melhorar a bicicleta em termos de conforto e aerodinâmica. Com base nestas considerações, a nova haste Vibe Evo da PRO está repleta de funcionalidades para entusiasmar aqueles que dão importância aos detalhes. A Vibe Evo foi idealizada no sentido de proporcionar a melhor experiência possível em torno de uma bicicleta desportiva. Dotada de um aspeto futurista, com o avanço a ir ao encontro da secção do topo da haste, curvando até à margem do “drop” compacto. Construída em carbono T700 leve (390g), mas forte, permitindo várias posições confortáveis para as mãos do atleta, dispõe ainda da integração de tubos e cabos permitindo que os mesmos fiquem dentro da haste/avanço, tornando assim o guiador o mais simples possível, não tendo fios ou cabos visíveis. A curva da haste poderá ser embrulhada na convencional fita de guiador ou usando uma capa ergonómica designada como “Ergonomic Drop-Grip” (PRGP0087) que garante fácil controlo e aderência em todas as condições meteorológicas. As capas substituíveis no topo negam a necessidade de preencher toda a haste em fita, o que significa que basta um rolo para embrulhar ambos os lados da haste. Para complementar a referida integração, a haste contém fixação para o ciclo-computador. Esta fixação composta por apenas dois furos permite o encaixe do gps ou outros acessórios de montagem (câmara de ação, malas, etc…), mantendo o design aerodinâmico do guiador. Mark Kikkert, gestor de produto da Pro, revela como foi idealizada a nova haste Vibe Evo: “Olhámos para o guiador como um sistema completo, não apenas uma haste e um avanço. Tivémos em consideração a posição das manetes de mudança/travão e como a forma do guiador poderia proporcionar uma melhor transição para um maior conforto. A integração da aderência superior é uma forma única de oferecer conforto e controlo, mantendo simultaneamente o perfil aerodinâmico e reduzindo o peso total do sistema em comparação com a utilização de uma fita regular. Com a nova haste Vibe Evo estamos a entrar numa nova era para guiadores integrados que a PRO oferece há mais de 15 anos” Medidas As hastes Vibe Evo estão disponíveis em comprimentos de 38, 40 e 42cm e avanços de 105, 115 e 125mm, e já se encontram à venda no mercado. Podes encontrar mais informação e detalhes no site do importador em Portugal www.scvouga.pt , ou no site da marca www.pro-bikegear.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jogos Olímpicos - Contrarrelógio Primoz Roglic venceu a prova de contrarrelógio dos Jogos Olímpicos, o ciclista esloveno esmagou a concorrência, superando os especialistas Tom Dumoulin (Holanda) e Rohan Dennis (Austrália), segundo e terceiro respectivamente, por mais de um minuto ao longo de um percurso ondulado, de 44 quilómetros. Este resultado marca o ponto alto da temporada de Primoz Roglic, depois do azar no Tour de France onde sofreu uma queda e teve que abandonar poucos dias depois, bem como o azar que lhe tirou a vitória também no Paris-Nice no final, também por queda. Roglic deverá correr na Vuelta a Espanha para defender o título no próximo mês, onde estarão outros nomes de peso do pelotão. Os portugueses O português João Almeida foi hoje o 16.º classificado no contrarrelógio, enquanto Nelson Oliveira foi o 21.º. Num percurso ondulado, os contrarrelogistas puros tiveram forte concorrência de corredores completos, num tipo de exercício individual que costuma agradar aos ciclistas portugueses. O início explosivo, com uma das subidas mais duras, até ao ponto de cronometragem instalado ao quilómetro 9,7 foi o troço que mais penalizou as aspirações de João Almeida e de Nelson Oliveira. Nesse parcial estavam ambos fora do top 20. Com o passar dos quilómetros, os dois representantes de Portugal foram melhorando relativamente aos rivais, algo particularmente notório em João Almeida. O corredor natural das Caldas da Rainha terminaria no 16.º lugar, com 58'33''97, mais 3'29''78 do que o novo campeão olímpico, Primož Roglič. Nelson Oliveira, 21.º, fez parar o cronómetro nos 58'59''22, a 3'55''03 do vencedor. TOP 10 do contrarrelógio olímpico masculino Pos.NomeEquipaTempo1ROGLIČ PrimožEslovénia 55:042DUMOULIN TomPaíses Baixos1:013DENNIS RohanAustrália1:044KÜNG StefanSuíça1:045GANNA FilippoItália1:066VAN AERT WoutBélgica1:417ASGREEN KasperDinamarca1:488URÁN RigobertoColombia2:159EVENEPOEL RemcoBélgica2:1710BEVIN PatrickNova Zelândia2:20 Contrarrelógio Olímpico feminino Na prova feminina Annemiek van Vleuten (Holanda) venceu o contra-relógio olímpico, também ela destruindo a sua concorrência em Tóquio, com uma performance de outro mundo. Com orgulho ferido depois de perder o ouro na corrida de fundo, van Vleuten partiu numa missão desde a rampa de lançamento. Ela bateu os melhores tempos em cada um dos pontos intermédios até marcar o tempo de 30: 13,49, acabando por vencer com quase um minuto menos que a segunda classificada Marlen Reusser da Suíça. A holanda acabou por ter na prova de contrarrelógio o domínio que se esperava na prova de fundo e não se verificou, pois a medalha de bronze foi para outra holandesa, Anna Van der Breggen fechou o pódio a 1:02m da vencedora. TOP 10 do contrarrelógio olímpico feminino Pos.NomeEquipaTempo1VAN VLEUTEN AnnemiekPaíses Baixos30:132REUSSER MarlenSuíça0:563VAN DER BREGGEN AnnaPaíses Baixos1:024BROWN GraceAustrália1:095NEBEN AmberEUA1:136BRENNAUER LisaAlemanha1:577DYGERT ChloeEUA2:168MOOLMAN AshleighAfrica do Sul2:249LABOUS JulietteFrança2:2910LONGO BORGHINI ElisaItália2:47 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jogos Olímpicos - Prova de XCO Feminina O percurso da prova de XCO dos Jogos Olímpicos apresentou-se com características diferentes da prova masculina ontem, devido à chuva, o que o tornou mais complexo, principalmente nas zonas mais técnicas.  As francesas Loana Lecomte e Pauline Ferrand Prevot, umas das favoritas à medalha de Ouro, começaram por assumir a corrida na parte inicial mas as características do circuito fizeram com que Lecomte fosse caindo posições. Ficaram na frente da corrida, e com algo espaço para o grupo perseguidor, Pauline Ferrand Prevot e Jolanda Neff (Suíça), até ao momento que marcou a corrida, um erro por parte da francesa campeã do mundo provocou uma queda após escorregar nas rochas após a zona do "flow", tendo esta perdido muito tempo, para a Suíça que ficou isolada a partir daí. Jolanda Neff fez uso da sua técnica eximia, da sua experiência e forma física actual para aumentar a vantagem para 1 minuto e seguiu isolada na frente durante grande parte da prova, acabando por vencer na frente das suas compatriotas, após 1h15m46 segundos de prova. Sina Frei e Linda Indergand ficaram com as medalhas de Prata e Ouro, respetivamente. A seleção suíça conseguiu colocar as suas três corredoras no pódio, depois de uma prestação muito dominante. A queda que quase ditou o fim da carreira de Jolanda Neff Não podemos passar ao lado do percurso que a Suíça campeã Olímpica teve neste ciclo olímpico, ela venceu o Test event realizado no circuito japonês em 2019, mas no final desse ano durante a pré-época de 2020, em Dezembro de 2019 Jolanda Neff sofreu uma queda grave que podia ter ditado o fim da sua carreira. (artigo completo AQUI). Jolanda Neff foi certamente uma das atletas que acabou por beneficiar do adiamento dos Jogos Olímpicos devido à pandemia COVID-19, pois essa queda teria impossibilitado que se apresentasse em 2020 com a preparação adequada. Graças à sua resiliência ela passou o ano de 2020 a recuperar, a competir com o ritmo que lhe era possível, e acaba por este ano chegar aos Jogos Olímpicos e conseguir a medalha de Ouro.  Raquel Queirós partiu da última fila, mas um excelente arranque permitiu-lhe ganhar logo várias posições, nos primeiros momentos da corrida.  Acabou por concluir a corrida na mesma volta da vencedora, a 12 minutos, chegou a rodar na na 23.ª posição, mas o desgaste físico causado por um percurso de grande exigência, levou-a a perder alguns lugares. A atleta portuguesa terminou assim a sua primeira participação nos Jogos Olímpicos com um brilhante 27.º lugar, na frente de algumas atletas que estão em posições superiores no ranking UCI. Classificação Jolanda Neff (Switzerland) 1:15:46Sina Frei (Switzerland) +1:11Linda Indergand (Switzerland) +1:19Kata Blanka Vas (Hungary) +2:09Anne Terpstra (Netherlands) +2:35Loana Lecomte (France) +2:57Evie Richards (Great Britain) +3:23Yana Belomoina (Ukraine) +3:54Hayley Batten (United States) +4:27Pauline Ferrand Prevot (France) +4:32Anne Tauber (Netherlands) +4:32Malene Degn (Denmark) +4:48Caroline Bohe (Denmark) +5:11Jenny Rissveds (Sweden) +5:42Kate Courtney (United States) +6:33Daniela Campuzano Chavez Peon (Mexico) +7:04Janika Loiv (Estonia) +7:31Catharine Pendrel (Canada) +8:01Ronja Eibl (Germany) +8:13Maja Wloszczowska (Poland) +8:39Tanja Zaklj (Slovenia)Jitka Cabelicka (Czech Republic) +9:14Sofia Gomez Villafane (Argentina) +9:27Candice Lill (South Africa) +10:34Eva Lechner (Italy) +10:40Rocio del Alba Garcia Martinez (Spain) +10:46Raquel Queiros (Portugal) +12:00Rebecca McConnell (Australia) +14:43Hayley Smith (Canada) -1 lapViktoria Kirsanova (Russian Olympic Committee) -1 lapErin Huck (United States) -1 lapElisabeth Brandau (United States) -1 lapGitha Michiels (Belgium) -2 lapsBianwa Yao (China) -2 lapsJaqueline Mourao (Brazil) -2 lapsMichelle Vorster (Namibia) -3 lapsMiho Imai (Japan) -3 laps Laura Stigger (Austria) DNF Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jogos Olímpicos - prova de XCO Masculino Tom Pidcock venceu a prova de Cross-Country Olímpico (XCO) nos Jogos Olímpicos de Tóquio, confirmando assim que era um dos favoritos, numa prova que ficou marcada pela queda e abandono de Mathieu Van der Poel, outros dos candidatos a vencer a prova. Relembrar que o próprio apuramento de Tom Pidcock foi muito atribulado e até há uns meses atrás o britânico nem tinha vaga para poder alinhar na partida da prova dos Jogos Olímpicos. “Foi uma loucura o apuramento para que eu pudesse estar aqui - tentei dizer a mim mesmo antes da corrida que é especial só o facto de estar aquii”, disse Pidcock depois da corrida. O britânico saiu da quarta linha da partida e atacou várias vezes durante a corrida para se isolar de Mathias Flueckiger, que liderou a perseguição a Pidock, acabando por ficar com a medalha de prata. David Valero (Espanha) surgiu na ultima volta junto do grupo que lutava pela medalha de Bronze (onde seguiam Nono Schurter (Suíça), Victor Koretzky (França), Ondrej Cink (Rép.Checa) e Anton Cooper (Nova Zelândia), não tendo ficado muito tempo junto a eles, passou quase directo e ganhou uma vantagem que lhe permitiu ganhar a medalha de bronze de uma forma surpreendente. TOP 10 final Pos.Nome (País)Tempo1Tom Pidcock (GBr)1:25:142Mathias Flueckinger (Swi)0:00:203David Valero Serrano (Esp)0:00:344Nino Schurter (Swi)0:00:425Victor Koretzky (Fra)0:00:466Anton Cooper (NZl)7Vlad Dascalu (Rom)0:00:498Alan Hatherly (RSA)0:01:199Jordan Sarrou (Fra)0:01:3610Milan Vader (Ned)0:02:07 Entrevista após corrida com Thomas Pidcock https://www.youtube.com/watch?v=FnMNCxynAkU Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### TREK First Light - O esquema de cores inspirado no Japão O First Light é o novo programa de personalização de bicicletas da Trek, com a introdução de um novo esquema de pintura à gama premium ICON do Project One. A marca diz que é inspirado no Japão, a terra do sol nascente, este novo esquema é caraterizado por faixas de cor pintadas à mão em sombreados, composto de camadas de azul, rosa, dourado e vermelho por baixo do logotipo roxo, estando já disponível nos modelos Madone SLR, Émonda SLR e Supercaliber. Se estás atento já reparaste, este novo esquema de pintura resplandecente presente no First Light, (está já ser utilizado) por mais de 50 atletas de elite nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O programa Project One possibilita pela oferta disponibilizada a idealização de uma bicicleta de sonho ao ciclista, permitindo um controlo total sobre o design da sua bicicleta, quer esta seja de estrada, montanha, triatlo ou eléctrica. Nas corridas de XCO realizadas segunda e terça feira poderão ser vistos vários atletas TREK com a Supercaliber First Light como esta. Com o novo esquema ICON, a Trek adiciona ainda mais profundidade ao seu programa de personalização de bicicletas, oferecendo assim mais formas de personalizar a bicicleta a todos os ciclistas do mundo. O First Light junta-se agora aos já existentes esquemas Seafoam, Psychedelic Marble, Amplified Alchemy, Sweet Gold Leaf e ainda a outros esquemas de pintura da gama premium de personalização ICON doProject One que foram concebidos para textura, profundidade e sensações. O First Light já se encontra disponível nos modelos Madone SLR, Émonda SLR e Supercaliber através da rede de lojas Trek, que podes consultar AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jogos Olímpicos - Prova de de ciclismo de fundo feminina A austríaca Anna Kiesenhofer contrariou o favoritismo das atletas holandesas e conseguiu uma vitória histórica para a Austria, na prova de ciclismo de fundo feminina dos Jogos Olímpicos. A seleção holandesa chegou como grande favorita às medalhas, mas não conseguiu o tão desejado ouro, ao permitir que a fuga ganhasse muita vantagem nas primeiras horas da corrida. Kiesenhofer, que seguia na fuga, atacou logo no início da corrida formando a fuga e depois trabalhou com as suas colegas de fuga, tendo chegado a ter uma vantagem de 10 minutos. A austríaca não tirou o pé do acelerador durante os 137 km de corrida, atacando as duas parceiras de fuga a 41 km's do fim, partindo depois para uma vitória épica, cruzando a meta isolada. As restantes vagas do pódio foram decididas nos quilómetros finais, depois de uma sucessão de ataques no grupo das favoritas, que havia alcançado as companheiras de fuga Anna Kiesenhofer. Annemiek van Vleuten (Holanda) deu abriu um espaço importante já dentro do circuito final, vantagem que manteve até à linha de meta e lhe valeu a medalha de prata, enquanto Elisa Longo Borhini (Itália) ficou com o bronze. O final da corrida acabou por ficar marcado com um episódio caricato, Annemiek van Vleuten (2.ª classificada), cortou a meta pensando que tinha conseguido a medalha de Ouro, em grande festa, ficando segundos depois com a desilusão por ter conseguido a medalha de prata. TOP 10 final Pos.NomeEquipaTempo1KIESENHOFER AnnaAustria3:52:452VAN VLEUTEN AnnemiekNetherlands1:153LONGO BORGHINI ElisaItaly1:294KOPECKY LotteBelgium1:395VOS MarianneNetherlands1:466BRENNAUER LisaGermany1:467RIVERA CorynUnited States1:468CAVALLI MartaItaly1:469ZABELINSKAYA OlgaUzbekistan1:4610LUDWIG Cecilie UttrupDenmark1:46 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jogos Olímpicos - Prova de fundo de ciclismo Richard Carapaz venceu a prova de ciclismo de fundo dos Jogos Olímpicos, depois de ter atacado o grupo da frente onde seguiam os favoritos com o jovem americano Brandon McNulty, a 25 km's do fim da corrida. Ambos colaboraram para manter o grupo perseguidor à distância, mas Carapaz atacou McNulty a cerca de 4km do final e entrou "em modo contrarrelógio" até chegar à linha de meta. No grupo perseguidor Wout van Aert levou todos às costas, sozinho fechou o espaço para McNulty e conseguiu a medalha de prata no sprint final do grupo, medalha decidida em "photo finish" com Tadej Pogačar, que acabou por ficar com a medalha de Bronze. João Almeida chegou integrado no segundo grupo mais numeroso, estreando-se nos Jogos Olímpicos com a 13.ª posição na prova de fundo, a 3m38s. Depois de cumprida a missão laboriosa, Nelson Oliveira terminou no 41.º lugar, a 10m12s. TOP 10 final da prova Pos.NomeEquipaTempo1CARAPAZ RichardEcuador6:05:262VAN AERT WoutBelgium1:073POGAČAR TadejSlovenia1:074MOLLEMA BaukeNetherlands1:075WOODS MichaelCanada1:076MCNULTY BrandonUnited States1:077GAUDU DavidFrance1:078URÁN RigobertoColombia1:079YATES AdamGreat Britain1:0710SCHACHMANN MaximilianGermany1:07 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Canyon Speedmax CF SLX - edição especial Havai A Canyon decidiu comemorar o sucesso da Speedmax em Kona e o regresso das corridas do Campeonato do Mundo em Big Island em Outubro de 2021, após uma pausa de um ano, com a apresentação da Canyon Speedmax CF SLX - edição especial Havai Surge assim agora a nova Speedmax CF SLX Disc Kona LTD, um modelo de edição especial, limitada a apenas 80 exemplares. A Speedmax CF SLX Disc Kona LTD surge adornada com cores únicas e apelativas, inspiradas na célebre estética da camisa aloha (tradicional expressão havaiana de saudação). Assim, este novo modelo é também uma obra que homenageia o cenário do lendário Campeonato do Mundo de Kona, um evento icónico, considerado por muitos, o auge do triatlo. Apesar de surgir carregada de simbolismo, a nova Speedmax CF SLX Disc Kona LTD vai muito além de uma questão de moda. Segundo a Canyon trata-se de uma máquina de corrida séria, idealizada para atingir um grande sucesso internacional, com componentes metodicamente selecionados, de forma a disponibilizar as melhores condições para os atletas atingirem grandes resultados, nas corridas mais exigentes do planeta. Os grupos SRAM Force e eTap AXS oferecem mudanças perfeitas, sem as desvantagens aerodinâmicas e logísticas de cabos e fios. Para obter o máximo desempenho do treino surge dotada de um potenciómetro Quarq que permite monitorizar e registrar o esforço em tempo real para uma análise precisa em treinos e corridas. Quanto às rodas, a Speedmax CF SLX Disc Kona LTD vem equipada com uma Zipp Firecrest Disc 404 na frente, emparelhada com um Firecrest 808 atrás e uns pneus Continental Grand Prix 5000 (frente: 25 mm, traseira: 28 mm), constituindo assim um conjunto superior com manobrabilidade precisa e de extrema eficiência. Também em termos de pontos de contato, este novo modelo da Canyon continua a apresentar bons componentes. Na frente, uma Canyon CP0019 Basebar combina com uma extensão Canyon Mono, contando ainda com um kit de adaptação que oferece um número virtualmente ilimitado de combinações de altura, alcance e aderência, todas elas modificáveis com ferramentas padrão, sem necessidade de conhecimento técnico especializado. A juntar a tudo isto, apresenta um selim Fizik Mistica específico para triatlo, desenvolvido para criar o máximo de conforto, com uma posição de dupla profundidade, disponibilizando assim uma configuração pronta para correr grandes distâncias. A Speedmax CF SLX Disc Kona LTD encontra-se disponível desde quinta-feira, 22 de julho, exclusivamente em canyon.com. A bicicleta custará 8.999 € e virá com uma camisa aloha especial da Canyon, disponível exclusivamente no Bike Guard para clientes Speedmax CF SLX Disc Kona LTD e com o mesmo padrão floral pintado no quadro da bicicleta. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo nos Jogos Olímpicos - Canal e horários São quatro os atletas portugueses que vão estar a representar a seleção nacional no ciclismo dos jogos olímpicos em Tóquio, na estrada, pista e cross-country olímpico (XCO), e todas estas provas vão ter transmissão em direto no canal Eurosport. Estrada - Eurosport 1 Os primeiros a entrar em competição nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 vão ser os atletas da vertente de estrada, João Almeida e Nelson Oliveira. Os dois corredores vão disputar a prova de fundo no dia 24 de julho, às 03h00, hora portuguesa. Um percurso montanhoso de 234 quilómetros que não será fácil, mas os dois portugueses estão preparados e ansiosos para correr. A prova de contrarrelógio individual será no dia 28 de julho, pelas 06h00 hora portuguesa. Comentários: Paulo Martins, Luís Piçarra, Gonçalo Moreira, Frederico Bartolo, José Azevedo e Isabel Fernandes (provas femininas). BTT - Cross Country Olímpico (XCO) - Eurosport 2 No dia 26 de Julho, pelas 07h00 (hora portuguesa) podes assistir em directo à prova masculina de XCO, onde se espera que candidatos como Mathieu van der Poel, Thomas Pidcock, Mathias Flueckiger, Nino Schurter ou Odrej Cink disputem as medalhas entre si, no entanto o calor e alta percentagem de humidade podem alterar as previsões. No dia seguinte, dia 27 de julho, entra em prova Raquel Queirós, na prova de XCO categoria feminina. É a primeira participação de uma portuguesa nesta prova dos jogos olímpicos que tem como favoritas Loana Lecomte e Pauline Ferrand Prevot. A prova feminina também tem início marcado para as 07h00, hora portuguesa.  Comentários: Luís Beltrão, Frederico Bartolo e David Rosa. Pista A última corredora portuguesa a entrar em competição será Maria Martins, na vertente de pista. A prova de omnium, composta pelas corridas de scratch, tempo, eliminação e pontos. Transmissão arranca às 02h00, hora portuguesa, no dia 8 de agosto. Comentários: Paulo Martins e Gonçalo Moreira. Para mais detalhes sobre a programação consulta no site do Eurosport Portugal. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova coleção Specialized - Speed of Light A Specialized inspirou-se na Luz, escuridão e velocidade, são estes os três elementos que caracterizam a Speed ofLight, a nova coleção da da marca americana. Nada se desloca tão rápido no universo quanto a luz, foi esta a ideia que a Specialized escolheu e que personaliza o efeito "camaleónico" que carateriza esta coleção, pelo facto de mudar de vermelho e preto, tando de dia, como durante a noite, tornando-a assim espectacular. Com a Tarnac SL7, a ficar disponível em breve, juntamente com a Epic, os acessórios e roupa, a equipa responsável pelo design da marca quer criar beleza não apenas na luz mais brilhante, mas também na escuridão total. Apesar de abranger as melhores bicicletas e equipamentos, a nova colecção Specialized Speed of Light não deixa de incluir roupa de passeio e casual, de forma a garantir que qualquer pessoa que deseje pedalar à velocidade da luz, assim o possa fazer, usufruindo da coleção. Para mais pormenores e informações sobre a Speed of Light, nova coleção que apresenta muitas e boas novidades, e ver ainda as cores e gráficos incríveis, basta consultar o site da marca em www.specialized.com . A Specialized informa ainda que é possível que alguns dos ciclistas da marca possam vir a utilizar artigos desta coleção em próximas provas, fica atento. ### Fabio Jakobsen regressa às vitórias Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quickstep) conquistou a sua primeira vitória após a terrível queda na Volta à Polónia em Agosto de 2020. Recordar que o jovem ciclista holandês teve numa grave queda queda no final da 1.ª etapa quando sprintavam a mais de 80km / h. onde foi empurrado pelo seu compatriota Dylan Groenewegen, tendo embatido violentamente nas barreiras de proteção. Dessa queda resultaram vários ciclistas feridos, mas o que ficou em estado grave foi Fabio Jakobsen, que esteve em coma induzido e sofreu lesões graves no nariz, palato, maxilar e pulmões. Quase um ano depois o holandês voltou a vencer uma etapa, tendo superado Fernando Gaviria (UAE Team Emirates) e Amaury Capiot (Arkéa-Samsic) no Circuito de Zolder onde venceu a etapa 2 da volta à Valónia. "Acho que isto significa o fim da minha reabilitação. Acho que posso dizer que estou de volta", disse Jakobsen no pódio. Jakobsen regressou à competição em Abril deste ano, no Tour da Turquia, tendo depois participado na Volta ao Algarve e no Critérium du Dauphiné. Recorde-se que este ano, a Deceuninck Quick-Step já havia anunciado a renovação de contrato com Fabio Jakobsen até 2023. Groenewegen, quem provocou a queda e também fracturou uma clavícula, foi sancionado pelo incidente e só voltou a correr no Giro d'Italia deste ano. Também ele regressou às vitórias após o incidente da Volta à Polónia do ano passado, Groenewegen venceu a etapa 1 da mesma competição, no dia antes da vitória de Jakobsen. Mais artigos sobre toda a história, coloca "Fabio Jakobsen" no campo de pesquisa do nosso site. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Colnago V3Rs Capsule Collection - Três edições especiais para venda A Colnago apresentou a V3Rs Capsule Collection, são três bicicletas inspiradas nos sucessos de Tadej Pogačar no Tour de France. Com as cores das três camisolas ganhas pelo líder da equipa UAE- Team Emirates, e utilizadas durante o Tour deste ano, as bicicletas encarnam o espírito vencedor da marca de Cambiago. Cada Colnago V3Rs Capsule Collection será entregue com a respectiva camisola original autografada por Tadej Pogacar. Os entusiastas poderão adquirir as bicicletas idênticas às utilizadas pelo último vencedor do Tour de France, disponíveis em três versões ao seu gosto, tal como o número de camisolas de líder conquistadas nas edições 2020 e 2021 pelo jovem esloveno. Uma com cores amarelo-negro, dedicada à camisola amarela, símbolo do líder da classificação geral e vencedor da corrida, outra com decoração de bolinhas vermelhas, inspirada na camisola de bolinhas do melhor escalador do Tour, e outra com decoração de branco-preto, inspirada na camisola branca que representa a vitória da classificação da juventude na corrida. Camisola autografada Cada bicicleta será entregue com uma peça única de recordação, uma camisola original do Tour autografada por Tadej Pogacar, com os logotipos da equipa UAE Team Emirates, e os outros patrocinadores da equipa. A camisola será de acordo com a escolha da bicicleta, por ex. uma camisola de bolinhas para acompanhar cada bicicleta com a decoração das bolinhas. “Uma das coisas que mais adoro em estar bem no Tour são as bicicletas especiais que a Colnago produz para mim, a atenção aos detalhes é surpreendente,” disse Tadej Pogacar. “Ando com Colnago desde que me tornei profissional e quando olho para trás e vejo algumas das minhas maiores vitórias, foi com uma bicicleta Colnago debaixo de mim. Sinto-me muito feliz por fazer parte da incrível história da Colnago. Estou feliz de que outros ciclistas possam agora usufruir desta experiência com essas três bicicletas de edição especial, comemorando três camisolas especiais. ” Tadej Pogacar fala sobre a sua Colnago V3Rs https://www.youtube.com/watch?v=UVApknR3q6U Quadro V3Rs TdF O quadro é um Colnago V3Rs, que pesa apenas 790 gramas no tamanho 50, na versão de disco (com as partes metálicas colocadas e coladas). A integração total dos cabos, que passam por dentro da haste e do pivô da forqueta, confere à bicicleta uma aparência esteticamente impecável. Componentes V3Rs TdF De acordo com a Colnago, todas as bicicletas são caracterizadas por uma montagem de qualidade absoluta, no sentido de destacar o produto ‘Made in Italy’ no mundo: Transmissão: Campagnolo Super Record EPS 12 velocidadesRodas: Campagnolo Bora Ultra WTO DB de Disco com acabamento C-LUXPneus: clincher Vittoria CorsaGuiador: Deda Elementi ALANERA DCR (com encaminhamento de cabos internos Deda)Selim: Prologo Scratch M5 NackGrade de bidom: Colnago em carbono O preço anunciado é de €14.090 Mais informações sobre esta e outras “jóias” da Colnago consulta o site www.colnago.com, ou contacta o importador da marca em Portugal, a Kustom Cycle. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O que nos deixou este Tour de France Terminou ontem a 108.ª edição do Tour de France, uma edição que por um lado ofereceu muito espetáculo e teve muito para contar, por outro nem tanto, visto que apesar de ser uma corrida de três semanas esta ficou praticamente sentenciada à 8.ª etapa no que respeita à classificação geral. Mas daqui por cinco ou dez anos quando nos falarmos do Tour 2021, que iremos ou deveremos recordar da 108.ª edição da corrida de ciclismo mais mediática do planeta? O que foi fora do comum? Tadej Pogacar Independentemente do numero total de Tours de France que Tadej Pogacar venha a vencer, o Tour 2020 e também o 2021 ficarão na memória de todos os fãs de ciclismo. O de 2020 porque o vence praticamente na derradeira etapa, destronando Roglic que havia liderado grande parte da corrida e o de 2021 pelo domínio avassalador que teve sobre os adversários, vencendo a corrida com mais de 5 minutos de vantagem sobre o segundo classificado. Estas recordações já não dependem de acontecimentos futuros, aconteça o que acontecer, creio que recordaremos sempre estes dois primeiros Tours de Tadej Pogacar, seja porque significam o inicio de uma nova era, ou porque simplesmente os venceu como venceu. Que rivais o poderão vencer numa grande volta? Para já nenhum, alguns terão receio de o enfrentar a partir de agora, como se fosse um pugilista que vence todos os adversários por KO no segundo assalto, alguns não aceitam o combate com ele por ter medo de ser humilhados. Em 2019 Bernal (na altura apelidado de prodígio) venceu o Tour com 1 min. de vantagem para o segundo classificado, em 2019 o sétimo classificado ficou a 5 min's. Em 2021 o segundo classificado ficou a 5 min's, o que fez Pogacar foi abismal. Talvez Primoz Roglic o possa fazer, mas não com esta superioridade. Bernal? É forte mas não parece estar à altura. João Almeida? A sua evolução nos próximos anos é que nos dirá se sim, por enquanto não. Remco Evenepoel? Primeiro tem que mostrar que é ciclista de 3 semanas. Jonas Vingegaard? Tal como Roglic, poderá fazê-lo mas é difícil acreditar que seja com esta superioridade. Só parece haver uma forma de o fazer (porque as outras não resultaram), é ter dois ou mais ciclistas da mesma equipa bem colocados na classificação geral, e atacarem o jovem esloveno à vez, obrigando-o a ter que responder a mais do que um ciclista. Talvez fosse este o plano da Ineos este ano ao vir para este Tour com Carapaz, Richie Porte e Geraint Tomas em bom estado de forma. Jonas Vingegaard Este jovem dinamarquês mostrou que ainda vai dar que falar, só a vitória de Pogacar ofusca o grande Tour de France que ele fez. Tem só 24 anos e ingressou no escalão World Tour em 2019 (tal como Pogacar). Entrou numa equipa recheada de estrelas tendo que trabalhar para os outros, até que este ano, por circunstâncias de corrida ficou nele a responsabilidade de levar a Jumbo-Visma ao melhor resultado possível no Tour, e faz segundo numa corrida na qual participou pela primeira vez na sua carreira. Ciclista regular em 3 semanas, bom escalador e bom no contrarrelógio, não era um desconhecido mas consolidou o seu estatuto e passou a ser um nome a ter em conta nas próximas grandes voltas. A título de curiosidade, este rapaz também sabe o que é a dureza da vida, antes de ser profissional de ciclismo trabalhava numa fábrica de peixe. https://twitter.com/inrng/status/1413038576368029697 Mark Cavendish O Tour de France 2021 viu renascer das cinzas Mark Cavendish, um ciclista que conseguiu as suas primeiras vitórias no Tour em 2008 (há 13 anos atrás), desde aí marcou uma era dos velocistas, arrecadando vitórias sem conta ano após ano, esteve integrado nas melhores equipas do World Tour e conseguiu um campeonato do mundo (2011). Tantos anos a vencer num desporto como o ciclismo não é fácil, manter a motivação tantos anos não é fácil, e no segundo ano ao serviço da equipa Dimenson Data (2017) os resultados foram deixando de aparecer para Mark Cavendish. Se foi desmotivação que levou à falta de resultados, ou a falta de resultados que levou à desmotivação não sabemos, mas desde essa altura Cavendish deixou de ser o "Míssil de Man". Em 2020 Mark Cavendish chegou a anunciar o final da sua carreira quando estava na equipa Bahrain, a falta de resultados e a idade eram factores incontornáveis nessa altura, o ciclista britânico não conseguia o contrato que queria em equipas World Tour, mas também não queria terminar assim a sua carreira. Lefevere aceita-me por favor Acabou por conseguir ingressar na Deceuninck Quick-Step, sendo o próprio a pedir a Lefevere que o aceitasse por favor, ao que o director da Deceuninck respondeu que tinha o orçamento do ano esgotado, pelo que se quisesse ir para a Deceuninck Quick-Step teria que arranjar patrocínios para suportar a sua época. Canvedish ligou no dia a seguir a dizer que já tinha os patrocínios. (História completa neste nosso artigo). Mark Cavendish não havia deixado de ser bom, só havia perdido a motivação, sem esta não se treina bem e se não se treina bem, não se vencem corridas. (Já diz o velho ditado "não treina não anda"). Outro factor importante para os velocistas vencerem é terem uma boa equipa, que os coloque e os lance bem, Mark Cavendish voltou "só" para melhor equipa do mundo a fazer isso, no Tour 2021 teve Michael Morkov, Davide Ballerini, Kasper Asgreen e Tim Declercq, um comboio que fez lembrar os tempos da equipa HTC-Columbia, onde Cavendish construiu grande parte das vitórias da sua carreira. Com a motivação e forma física de volta, um lote de ciclistas de alto nível a trabalharem a colocação e lançamento, aliados à sua experiência, Mark Cavendish sai do Tour de France 2021 como o velocista mais vitorioso em etapas, vence a camisola verde (classificação por pontos) e iguala o record de vitórias no Tour de France pertencente a Eddy Merckx, uma história que ficará certamente na memória dos fãs de ciclismo. Ben O'Connor Ben O'Connor finalizou o Tour 2021 com uma vitória de etapa e no quarto posto da classificação geral, e é provavelmente a maior surpresa desta edição da corrida. É verdade que apesar dos seus 25 anos já tem 5 grandes voltas no currículo, e que chegou ao Tour 2021 com uma vitória de etapa no palmarés (etapa 17 do Giro 2020), mas terminar no 4.º posto da classificação geral foi algo em que nem o próprio acreditaria, provavelmente. Contra qualquer previsão, o australiano terminou o Tour de France 2021 com uma vitória de etapa e um brilhante 4.º posto. Este é daqueles casos em que só o futuro dirá se nos vamos recordar deste resultado. Wout Van Aert O belga já havia demostrado em 2020 que era o "homem dos 7 ofícios", já se sabia que podia vencer etapas ao sprint, vencer no contrarrelógio e ajudar a equipa na alta montanha, só não se sabia que podia vencer etapas de alta montanha como o fez este ano. Será recordado precisamente por isso, por ter vencido 3 etapas de perfil completamente diferente, alta montanha, contrarrelógio e em sprint (com maior simbolismo sendo nos Campos Elíseos). Este "todo terreno" não pára de surpreender, ele vence corridas de Ciclocrosse entre Novembro e Fevereiro, vence clássicas em Abril, vence etapas em de grande voltas em Julho, e veremos o que mais vai conseguir este ano. Mathieu Van der Poel A fugaz passagem de Mathieu Van der Poel pelo Tour de France 2021 será recordada por ser a sua primeira participação, pelo mediatismo que teve a sua vitória na etapa 2 e os dias em que liderou a corrida, mas por enquanto não passa disso, de uma vitória numa etapa. O calendário ambicioso e apertado que o super ciclista holandês tem durante o ano ditaram o seu abandono precoce desta corrida, no sentido de preparar a corrida de Cross-Country Olímpico (XCO) nos Jogos Olímpicos. Sim, um ciclista que correu de camisola amarela no Tour de France, saiu da corrida mais cedo para fazer a corrida de BTT nos Jogos Olímpicos, isso também nunca se tinha visto. Os Portugueses Rúben Guerreiro Vivemos numa era em que surgem ciclistas a vencer cedo, desde muito jovens, mas cada atleta é uma atleta, têm diferentes velocidades de progressão, e o ciclista de Pegões tem feito a sua progressão de uma forma menos rápida, mas de uma normal e acima de tudo forma consolidada. Rúben Guerreiro fez a sua primeira grande volta em 2019 e logo nesse ano, na Vuelta a Espanha, o português terminou 17.º da classificação geral e quase venceu uma etapa (disputou e terminou segundo). Em 2020 Rúben Guerreiro fez pela primeira vez o Giro de Itália, no qual venceu uma etapa e terminou a corrida vencendo também a classificação da montanha. O Tour 2021 deverá ficar também na nossa memória como o primeiro Tour de France no qual Rúben Guerreiro participou, no qual terminou num brilhante 18.º lugar, mas acima de tudo no qual esteve integrado em várias fugas e no qual tentou com muita garra uma etapa, não deixando de ajudar o seu líder Rigoberto Urán. Tudo isto são aprendizagens que ficam para o futuro. Rúben Guerreiro sobe na alta montanha com os melhores do mundo, sabe-se colocar e é regular durante 3 semanas, a sua progressão não é lenta, a dos outros é que tem sido muito rápida e estamos certos de que, se não tiver azares e as equipas por onde passa apostarem nele, Rúben Guerreiro vai dar muito mais que falar durante os próximos anos. Rui Costa Rui Costa integrou os convocados da UAE - Team Emirates à ultima hora. O português já havia assumido em declarações que o seu objectivo em 2021 eram os Jogos Olímpicos, pelo que o Tour não estava no seu calendário. Acontece que o seleccionador nacional teve que fazer escolhas difíceis e acabou por deixar Rui Costa de fora dos convocados para os Jogos Olímpicos, optando por João Almeida e Nelson Oliveira. A partir daqui, Rui Costa ficou livre para poder integrar a equipa da UAE - Team Emirates no Tour de France, e não hesitaram, incorporaram o português ao bloco que iria ajudar Tadej Pogacar a conseguir a sua segunda vitória na prova rainha do ciclismo mundial. De realçar que Rui Costa parte para este Tour já com 12 grandes voltas na bagagem, algumas vitórias de etapa (3 delas no Tour), além do restante e recheado palmarés, pelo que aportou muita experiência ao bloco de apoio a Tadej Pogacar, foi uma espécie de capitão que guiou e protegeu a equipa nos momentos chave. O Tour 2021 deverá ficar-nos na memória como a edição na qual um português fez parte da equipa vencedora, tendo um papel fundamental nessa vitória. Lachlan Morton, fora da corrida mas ligado a ela Num registo diferente de tudo o que se tem visto, Lachlan Morton (ciclista profissional da EF-Education Nippo), propôs-se a fazer todo o trajecto do Tour de France 2021, com os transfers incluídos e sem qualquer apoio, em modo bikepacking (transportado o seu equipamento, em autonomia na bicicleta). Além de se propor a tal desafio, o seu objectivo era iniciar no mesmo dia que o pelotão profissional e terminar em Paris, antes do mesmo. Apesar de uma carreira discreta em termos de resultados como ciclista profissional de estrada, na EF-Education First o australiano conseguiu encontrar o seu espaço, realizando desafios como o Everesting, ou outras corridas de Gravel ou BTT que dão visibilidade aos patrocinadores, e nesse registo propôs-se a este desafio. Não foi uma tarefa fácil, em vez dos 3,383 km's do pelotão, Lachlan fez 5,500 km's, e em vez dos 42,200 mts. de desnível acumulado de subida do pelotão, Lachlan fez 65.000 mts. D+ de acumulado. Em vez de ter um dias de descanso, Lachlan pedalou todos os dias e em vez de pernoitar em hotéis, Lachlan acampou junto da sua bicicleta. Lachlan Morton chegou aos Campos Elíseos 5 dias antes do pelotão profissional, pedalando com sandálias em vez de sapatos de encaixe normais, pelas dores de joelhos que teve, e problemas nos pés por pedalar tantos dias molhado. Com esta sua aventura o australiano conseguiu ajuda para a World Bicycle Relief, uma instituição de caridade que dá bicicletas a pessoas cadenciadas em países subdesenvolvidos, nos quais uma bicicleta pode fazer muita diferença reduzindo distâncias e tempos de deslocação, melhorando acesso a escolas e oportunidades de trabalho. Os patrocinadores da iniciativa, a marca de roupa Rapha e a Education First doaram 500 bicicletas para o efeito, mas durante a aventura de Lachlan Morton foram sendo recolhidas doações, que no dia de chegada aos Campos Elíseos tinham totalizado € 440.000. Não assistimos só a uma mudança de geração de ciclistas, assistimos a uma mudança de paradigmas, não tem que se ter uma super equipa para vencer o Tour de France, quem vence ao sprint também pode vencer na montanha, há ciclistas que saem do Tour de France mais cedo para preparar a participação no BTT dos Jogos Olímpicos, há ciclistas a correr ao mais alto nível com 40 anos de idade, e há patrocinadores que têm abordagens diferentes do ciclismo para comunicar as suas marcas. Não é a nova era Pogacar, é a nova era do ciclismo em geral. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVOS pneus de montanha Bontrager XR e SE Series Team Issue, são estes os novos pneus de montanha que a Bontrager apresentou para vertente de bicicleta de montanha. Mais especificamente as novas versões dos pneus XR5 e SE5, e o novo pneu SE6, reforçando assim a sua popular gama de pneus de montanha, segundo a marca com upgrades notáveis em termos de velocidade, durabilidade e tração. De acordo com informação da TREK, as melhorias tecnológicas incluem a renovação dos padrões de piso para melhorar a tração e velocidade de rolamento. Mas há mais novidades, estas gamas apresentam também um novo composto de borracha patenteado "TM-Grip" desenvolvido especificamente para uma maior tração e comportamento excecional. Estes três novos pneus, XR5, SE5 e SE6, apresentam uma construção flexível com 120 TPI e ainda de uma camada extra no talão com revestimento que aumenta a abrasão e a proteção anti-furo. XR5 Team Issue atualizado O XR5 Team Issue foi concebido para garantir confiança numa vasta variedade de terrenos. A banda de rodagem central dotada de tacos duplos em conjunto com o cardado lateral agressivo permitem uma capacidade de curvar com grande confiança e ainda uma elevada tração em travagem, refere a TREK. SE5 Team Issue atualizado Quanto ao SE5, este pneu foi igualmente idealizado com o mesmo padrão de piso agressivo do XR5, tanto na banda de rodagem central com tacos duplos, como no cardado lateral agressivo. A diferença encontra-se no seu revestimento #Core Strength# durável e resistente que que segundo a TREK aumenta simultaneamente o suporte do pneu na sub-camada e a proteção das paredes laterais, tornando-o assim numa excelente opção para atletasque enfrentam os trilhos mais difíceis. O novo SE6 Team Issue Depois das atualizações dos XR5 e do SE5, as novidades surgem com o novo SE6 Team Issue, um pneu criado para ciclistas de enduro e trail, modalidades em que o desempenho dos pneus é levado ao limite. O SE6 é até à data, o pneu da Bontrager que apresenta piso mais agressivo. A banda de rodagem central alterna dois com três tacos, e cardado lateral muito agressivo com o objectivo de oferecer uma tração fiável e controlo em todos os tipos de terreno, e nas mais variadas condições que os trilhos apresentem. Há semelhança do SE5, o novo SE6 é fabricado com um revestimento Core Strength durável e resistente, de forma a aumentar o suporte do pneu e a proteção na sub-camada e nas paredes laterais. Modelos XR5, SE5 e SE6 disponíveis: XR5 Team Issue 27.5 (2.5")XR5 Team Issue 29 (2.5")SE5 Team Issue 27.5 (2.5")SE5 Team Issue 29 (2.5")SE6 Team Issue 29 (2.5") Os novos pneus XR5, SE5 e SE6 Team Issue da Bontrager já estão disponíveis na rede de lojas Trek. Para informações mais detalhadas acerca destes pneus vê AQUI. ### Tour de France - Resumo etapa 21 O Tour de France 2021 chegou à sua derradeira etapa, a etapa de consagração para todos, excepto para os velocistas que ainda lutavam pela classificação por pontos (camisola verde) e pela vitória nos Campos Elíseos. Também poderia ser um dia histórico para Mark Cavendish, que poderia bater o record de vitórias de etapa de Eddy Merckx no Tour de France. Mas o dia amanheceu com Wout Van Aert a mostrar interesse em vencer a etapa dos Campos Elísios em delarações à imprensa antes da etapa: "Gostaria de vencer nos Campos Elíseos, seria muito bonito"disse Van Aert E assim foi, o "Super" Wout Van Aert venceu o sprint mais prestigiado do ciclismo mundial, batendo o favorito Mark Cavendish (Deceuninck-Quick-Step), e Jasper Philipsen (Alpecin-Fenix), depois de no dia anterior ter vencido o contrarrelógio individual. O belga consolida o estatuto de "homem dos 7 ofícios" e de um dos ciclistas com mais valor do ciclismo actual, depois de da vitória na etapa de alta montanha com dupla subida ao Mont Ventoux, um contra-relógio de 30 quilómetros e, finalmente, a vitória ao sprint de hoje. Van Aert terá pouco tempo para comemorar este feito notável no Tour de France, pois viajará para Tóquio já hoje (domingo) à noite, de onde tentará trazer uma medalha poucos dias após terminar uma competição de 21 dias, desgastante como o Tour de France. Nas restantes classificações, Mark Cavendish não venceu a etapa mas venceu a classificação por pontos (camisola verde), como já era sabido Tadej Pogacar venceu a juventude (camisola branca) e montanha (camisola das bolinhas), tendo a equipa Bahrain Victorious arrecadado o prémio da classificação por equipas. Tadej Pogacar (Emirados Árabes Unidos) rodou em segurança e ambiente de festa para selar a sua segunda vitória no Tour de France pelo segundo ano consecutivo, desta feita com um português na equipa, Rui Costa também faz parte desta vitória. Pogacar venceu a corrida por uma margem enorme de 5:20 depois de atacar a liderança na etapa 8, na qual vestiu a camisola amarela para não mais a largar, quase que sentenciando a corrida na primeira semana. Nas restantes classificações do pódio ficaram Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) e Richard Carapaz (Ineos-Grenadiers). As classificações TOP 10 etapa Pos.NomeEquipaTempo1VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma2:39:372PHILIPSEN JasperAlpecin-Fenix0:003CAVENDISH MarkDeceuninck - Quick Step0:004MEZGEC LukaTeam BikeExchange0:005GREIPEL AndréIsrael Start-Up Nation0:006VAN POPPEL DannyIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:007MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:008ARANBURU AlexAstana - Premier Tech0:009BARTHE CyrilB&B Hotels p/b KTM0:0010WALSCHEID MaxTeam Qhubeka NextHash0:00 TOP 10 classificação geral final Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates82:56:362VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:203CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers7:034O'CONNOR BenAG2R Citroën Team10:025KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe10:136MAS EnricMovistar Team11:437LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech12:238MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits15:339BILBAO PelloBahrain - Victorious16:0410URÁN RigobertoEF Education - Nippo18:34 TOP 10 classificação por pontos Pos.NomeEquipaPontos1CAVENDISH MarkDeceuninck - Quick Step3372MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange2913COLBRELLI SonnyBahrain - Victorious2274PHILIPSEN JasperAlpecin-Fenix2165VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma1716MOHORIČ MatejBahrain - Victorious1637ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step1638POGAČAR TadejUAE-Team Emirates1549MØRKØV MichaelDeceuninck - Quick Step12410VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma103 TOP 10 classificação da juventude Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates82:56:362VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:203GAUDU DavidGroupama - FDJ21:504PARET-PEINTRE AurélienAG2R Citroën Team39:095HIGUITA SergioEF Education - Nippo1:09:166MADOUAS ValentinGroupama - FDJ2:11:397POWLESS NeilsonEF Education - Nippo2:13:338DONOVAN MarkTeam DSM2:17:409RUTSCH JonasEF Education - Nippo2:29:3310VAN MOER BrentLotto Soudal2:43:49 TOP 10 classificação da montanha Pos.NomeEquipaPontos1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates1072POELS WoutBahrain - Victorious883VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma824VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma685QUINTANA NairoTeam Arkéa Samsic666CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers567O'CONNOR BenAG2R Citroën Team448MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo419GAUDU DavidGroupama - FDJ4110PEREZ AnthonyCofidis, Solutions Crédits37 TOP 10 classificação por equipas RANKNAMETIME1Bahrain - Victorious249:16:472EF Education - Nippo19:123Team Jumbo-Visma1:11:354INEOS Grenadiers1:27:105AG2R Citroën Team1:31:546BORA - hansgrohe1:36:447Trek - Segafredo1:47:048Astana - Premier Tech2:01:459Movistar Team2:04:2810UAE-Team Emirates2:38:08 Classificações completas AQUI. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Quanto valem os prémios no Tour de France? O Tour de France é a prova mais mediática e prestigiante do mundo do ciclismo, e consequentemente a que melhores prémios distribui. Mas quanto valem os prémios no Tour de France? A realidade deste desporto é completamente diferente de outros no que respeita a prémios, no total de uma edição da corrida (por exemplo este ano), a organização distribui €2.288.450,00 (2,3 milhões de euros arredondados). Como são distribuídos? Classificação geral O vencedor do Tour de France arrecada um prémio de 500.000 euros, o segundo classificado 200.000 euros e o terceiro 100.000. Como o ciclismo é um desporto de equipa, embora os prémios sejam atribuídos ao ciclista, por norma este divide o valor com os colegas de equipa e staff. Etapas Os muito disputados sprints e as muito festejadas etapas não são só o culminar de um objectivo, mas também algum dinheiro para o ciclista que vence. Por uma vitória de etapa a organização do Tour paga 11.000 euros ao ciclista vencedor. O segundo classificado 5.500 e o terceiro 2.800 euros. A quantia vai reduzindo e existe prémio até ao vigésimo classificado na etapa (300 euros). Sprints intermédios e prémios de montanha Nos sprints intermédios de etapa o primeiro ganha 1.500 euros, o segundo 1.000 e o terceiro 500 euros. Os prémios de montanha dependem da categoria da mesma, numa categoria extra o prémio para quem a cruzar primeiro é de 800 euros, numa primeira categoria 650, numa segunda 500, numa terceira 300 e numa quarta categoria 200 euros. Existem prémios de montanha especiais em algumas etapas, por exemplo uma categoria especial como a "Souvenir Henri Desgrange" pode valer 5.000€ para quem passar em primeiro. As camisolas e classificações Além do prestígio, a cada dia que passa com a camisola amarela vestida o ciclista ganha 500 euros, enquanto cada dia de camisola verde no corpo vale 300 euros. Vencer as classificações de melhor escalador (bolinhas vermelhas) e dos pontos (verde) valem no final da prova 25.000 euros para quem a ganha, a de melhor jovem vale 20.000 euros e a equipa vencedora da classificação por equipas leva 50.000 euros. Tabela de prémios por ciclista até à etapa 20 (faltando a ultima) A estes valores teremos que acrescentar os valores de vitória das várias classificações. Pos.EquipaValor (€)1Tadej Pogacar63.7702Mark Cavendish51.4403Wout Van Aert35.3404Matej Mohoric30.3405Jasper Philipsen22.2006Jonas Vingegaard21.4707Julian Alaphilippe21.2708Patrick Konrad20.8809Mathieu van der Poel18.73010Bauke Mollema18.63011Ben O'Connor16.05012Michael Matthews15.85013Nils Politt15.63014Sonny Colbrelli14.51015Nacer Bouhanni13.14016Dylan Teuns12.85017Wout Poels12.62018Sepp Kuss12.43019Tim Merlier11.73020Nairo Quintana11.320 Quanto arrecadou cada equipa com as várias classificações até à etapa 20 (faltando a ultima): A estes valores teremos que acrescentar os valores de vitória das várias classificações, pelo que irá alterar as posições actuais. Pos.EquipaValor (€)1Bahrain Victorious118.8702Deceuninck-QuickStep101.5903Jumbo-Visma91.6704UAE Team Emirates67.3805Alpecin-Fenix56.7406Bora-Hansgrohe51.2307Trek-Segafredo44.6908Team Arkea-Samsic26.0309AG2R Citroën Team25.53010Movistar Team21.37011EF Education-Nippo21.21012Team BikeExchange20.58013Groupama-FDJ20.00014Cofidis19.49015Astana-Premier Tech18.25016Lotto Soudal16.34017TotalEnergies14.96018Israel Start-up Nation14.39019Ineos Grenadiers13.59020Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux13.55021B&B Hotels p/b KTM12.54022Team DSM8.45023Qhubeka-NextHash6.050 Existe uma grande diferença, por exemplo para o futebol, onde na "Champions League" (competição de clubes mais prestigiante), uma simples vitória de um jogo dá 2,7 milhões de euros para a equipa, ou a vitória da competição vale 19 milhões de euros. Deixa o teu comentário acerca destes valores. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 20 A etapa 20 do tour de France 2021, um contrarrelógio individual de 30 km's., não trouxe novidades no que respeita às classificações, de assinalar que Wout Van Aert venceu a etapa (sai do Tour 2021 com 2 vitórias). Van Aert foi 21 segundos mais rápido que o segundo classificado de hoje, Kasper Asgreen (Deceuninck-Quick-Step). Destacar ainda que Jonas Vingegaard fez o terceiro lugar no contrarrelógio de hoje, a 32 segundos de Van Aert. O líder e vencedor do Tour de France 2021, Tadej Pogacar, optou por não arriscar, terminando no oitavo posto hoje, rumando à etapa de consagração em Paris uma vantagem de 5:20. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipa Tempo1VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma35:532ASGREEN KasperDeceuninck - Quick Step0:213VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:324KÜNG StefanGroupama - FDJ0:385BISSEGGER StefanEF Education - Nippo0:446CATTANEO MattiaDeceuninck - Quick Step0:497BJERG MikkelUAE-Team Emirates0:528POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:579CORT MagnusEF Education - Nippo1:0010VAN BAARLE DylanINEOS Grenadiers1:21 TOP 10 Classificação geral após etapa 20 Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates80:16:592VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:203CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers7:034O'CONNOR BenAG2R Citroën Team10:025KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe10:136MAS EnricMovistar Team11:437LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech12:238MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits15:339BILBAO PelloBahrain - Victorious16:0410URÁN RigobertoEF Education - Nippo18:34 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 19 Na "ressaca" da alta montanha e antes do contra relógio, a etapa 19 do Tour de France teve um perfil plano durante os 207 quilómetros de extensão, era esperado que pudesse ser uma etapa com final ao sprint, na qual Mark Cavendish poderia bater o recorde de Merckx, mas mais uma vez foi um homem da fuga a triunfar no final do dia. Uma queda no inicio da etapa provocou um corte, originando uma primeira fuga, à qual se juntou depois um grupo numeroso vindo mais tarde do pelotão, com muitos ciclistas de qualidade e com mais do que um ciclista de algumas equipas. Após a queda quem impôs os respeito e mandou parar, foi "o menino", o menino de amarelo também sabe mandar. Tinham ficado retidos na queda, Enric Mas, Guillaume Martin e Mark Cavendish. A 55 quilómetros do fim, Mike Teunissen (Jumbo-Visma), Julien Bernard, Jasper Stuvyen, Edward Theuns (Trek-Segafredo), Davide Ballerini (DQS), Nils Politt (Bora-Hansgrohe), Christophe Laporte (Cofidis), Silvan Dillier (Alpecin-Fenix), Michael Valgren, Jonas Rutsch (EF Education-Nippo), Elie Gesbert (Arkea-Samsic), Casper Pedersen (DSM), Brent Van Moer (Lotto-Soudal), Ion Izagirre (Astana), Simon Clarke, Max Walscheid (Qhubeka-NextHash), Anthony Turgis (TotalEnergies), Franck Bonnamour (B&B-KTM), Georg Zimmermann (Intermarché-Wanty Gobert) e Matej Mohoric (Bahrain Victorious) tinham uma vantagem de 10 minutos, pelo que etapa seria decidida entre eles. Entre os vários nomes de qualidade que compunham a fuga, estava o esloveno Matej Mohorič (Bahrain Victorious), que já mostrou estar em forma (tendo já uma etapa nesta edição do Tour de France) e voltou a confirma-lo hoje, quando resolveu atacar os seus colegas de fuga a mais de 20 km's do fim, pedalando a solo para a sua segunda vitória neste Tour de France. O Ultimo quilómetro do vencedor da etapa de hoje https://twitter.com/LeTour/status/1416049884503986177 Não houve alterações em nenhuma das restantes classificações durante os 207 km. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1MOHORIČ MatejBahrain - Victorious4:19:172LAPORTE ChristopheCofidis, Solutions Crédits0:583PEDERSEN CasperTeam DSM0:584TEUNISSEN MikeTeam Jumbo-Visma1:025POLITT NilsBORA - hansgrohe1:086THEUNS EdwardTrek - Segafredo1:087VALGREN MichaelEF Education - Nippo1:088ZIMMERMANN GeorgIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux1:089TURGIS AnthonyTeam TotalEnergies1:1010STUYVEN JasperTrek - Segafredo1:10 TOP 10 classificação geral após etapa 19 Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates75:00:022VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:453CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:514O’CONNOR BenAG2R Citroën Team8:185KELDERMAN WilcoBORA – hansgrohe8:506MAS EnricMovistar Team10:117LUTSENKO AlexeyAstana – Premier Tech11:228MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits12:469BILBAO PelloBahrain – Victorious13:4810URÁN RigobertoEF Education – Nippo16:25 Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 18 A etapa 18 do Tour de France foi uma etapa curta, com somente 129 km's. mas com nova ascensão ao Tourmalet, seguida de Luz Ardiden onde terminou com chegada em alto. Alguns nomes como Julian Alaphilippe, Matej Mohoric, David Gaudu e o nosso Rubén Guerreiro, entre outros tentaram ir à procura da etapa através da fuga, mas esta acabaria por não ter sucesso, sendo todos alcançados antes do final. À imagem do dia de ontem ficaram os favoritos ao pódio a lutar entre si (Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard e Richard Carapaz), com a diferença de hoje estar também Enric Maas (Movistar) e Sepp Kuss (Jumbo-Visma) com eles, mas o desfecho foi o mesmo, Tadej Pogacar fez uma mudança de ritmo sem resposta e acabou por vencer a segunda etapa consecutiva vestido de camisola amarela. "Só um terremoto" pode tirar a vitória do Tour de France a Tadej Pogacar, que neste momento lidera 3 classificações na corrida, a classificação geral, a classificação da juventude e a classificação da montanha, mostrando assim uma superioridade absoluta em relação aos demais, tal como em 2020. Por esta altura a grande surpresa (não obstante o excelente desempenho de Jonas Vingegaard) é mesmo Ben O'Connor, o australiano da Ag2r-Citroen já venceu uma etapa e está na quarta posição da classificação geral à etapa 18, se alguém contava com isto no início do Tour 2021 é um excelente olheiro de ciclismo. Rigoberto Urán hoje voltou a perder muito tempo e caiu da quarta para a décima posição da classificação geral. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates3:33:452VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:023CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers0:024MAS EnricMovistar Team0:135MARTIN DanIsrael Start-Up Nation0:246KUSS SeppTeam Jumbo-Visma0:307HIGUITA SergioEF Education - Nippo0:338O'CONNOR BenAG2R Citroën Team0:349KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe0:3410VALVERDE AlejandroMovistar Team0:40 TOP 10 classificação geral após etapa 18 Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates75:00:022VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:453CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:514O'CONNOR BenAG2R Citroën Team8:185KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe8:506MAS EnricMovistar Team10:117LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech11:228MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits12:469BILBAO PelloBahrain - Victorious13:4810URÁN RigobertoEF Education - Nippo16:25 Classificações completas AQUI. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 17 As chegadas em alto nesta edição do Tour de France foram raras e uma delas era hoje, o final dos 178 quilómetros da etapa 17 terminaram com a ascensão ao Col du Portet, uma das derradeiras oportunidades para haver movimentações para a classificação geral. Eram portanto esperadas essas movimentações por parte dos que disputam o TOP 10, e a 8 quilómetros do fim quem senão Tadej Pogacar (UAE - Team Emirates), abriu as hostilidades e com um só ataque fez a seleção no grupo, ficando só ele Richard Carapaz (Ineos Grenadiers) e Jonas Vingegaard (Jumbo - Visma). Na luta pelo pódio final da geral, hoje cedeu Rigoberto Urán, cedeu na primeira mudança de ritmo de Tadej Pogacar e já teve capacidade de voltar a fazer a ligação com os da frente. No final do dia desceu de 2.º para 4.º da classificação geral e está agora no 4.º posto a 1 minuto de Richard Carapaz que é 3.º da geral neste momento. Nos últimos 8 quilómetros da subida o trio seguiu sempre junto, tendo havido alguns ataques de Pogacar, seguidos depois de uma colaboração entre o camisola amarela e camisola branca, com Carapaz sempre na roda. Após uma tentativa de Richard Carapaz a 2 km's. do fim, Pogacar seguiu o equatoriano sempre de perto e no final acabou por sprintar para a sua primeira vitória de etapa vestido de amarelo no tour de France. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates5:03:312VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:033CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers0:044GAUDU DavidGroupama - FDJ1:195O'CONNOR BenAG2R Citroën Team1:266KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe1:407BILBAO PelloBahrain - Victorious1:448HIGUITA SergioEF Education - Nippo1:499URÁN RigobertoEF Education - Nippo1:4910TEUNS DylanBahrain - Victorious1:49 TOP 10 da classificação geral após etapa 17 Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates71:26:272VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:393CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:434URÁN RigobertoEF Education - Nippo7:175O'CONNOR BenAG2R Citroën Team7:346KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe8:067MAS EnricMovistar Team9:488LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech10:049MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits11:5110BILBAO PelloBahrain - Victorious12:53 Classificação completa AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 16 Mais um dia no qual um dos homens que integrou a fuga do dia conseguiu a vitória de etapa no Tour de France 2021, talvez pela dificuldade do dia de amanhã o pelotão acabou por deixar a fuga ganhar uma vantagem superior a 10 minutos. Patrick Konrad (Bora-Hansgrohe) venceu a etapa 16, entre Pas de la Case a Saint-Gaudens, com um perfil de "montanha russa", contando com uma sumida de 1ª categoria, duas de 2ª categoria e uma de 4ª categoria. O ciclista da Bora-Hansgrohe lançou um ataque bem sucedido antes do alto do Portet-d'Aspet, aumentou a vantagem na descida e depois foi um contra-relógio do austríaco até ao final, acabando por conseguir a sua primeira vitória de etapa no Tour de France. Sonny Colbrelli (Bahrain-Victorious) sprintou no final à frente de Michael Matthews (Team BikeExchange) para ganhar preciosos pontos na camisa verde. Na classificação geral manteve-se tudo na mesma, apesar de haver algumas tentativas para fazer diferenças na ultima subida os candidatos ao pódio chegaram juntos. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1KONRAD PatrickBORA - hansgrohe4:01:592COLBRELLI SonnyBahrain - Victorious0:423MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:424PÉRICHON Pierre-LucCofidis, Solutions Crédits0:425BONNAMOUR FranckB&B Hotels p/b KTM0:426ARANBURU AlexAstana - Premier Tech0:427SKUJIŅŠ TomsTrek - Segafredo0:458BAKELANTS JanIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:459GAUDU DavidGroupama - FDJ0:4710ROTA LorenzoIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux1:03 TOP 10 classificação geral após etapa 16 Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates66:23:062URÁN RigobertoEF Education - Nippo5:183VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:324CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:335O'CONNOR BenAG2R Citroën Team5:586KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe6:167LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech7:018MAS EnricMovistar Team7:119MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits8:0210BILBAO PelloBahrain - Victorious10:59 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### TESTE - Novos sapatos S-Works Recon Lace A Specialized lançou os novos sapatos S-Worlks Recon Lace, direcionados para o Gravel e BTT, com um toque de estilo extra numa plataforma de competição. Normalmente neste tipo de lançamentos escrevemos "a marca diz que", pois recebemos a informação mas não testámos, pelo que não podemos fazer afirmações. Desta vez podemos fazê-lo, pois tivemos a oportunidade de testar estes sapatos durante 1 mês antes de serem apresentados ao mundo, tivemos tempo para recolher sensações e formar uma opinião acerca dos S-Works Recon Lace. Vídeo do Unboxing e Teste https://www.youtube.com/watch?v=uRKQ97wrSnI Não é novidade que o Gravel está em grande crescimento a nível mundial (em muitos países é a vertente mais vendida do ciclismo, superando a estrada). Atentos a isso desde há alguns anos (apresentaram uma Diverge em 2014), a marca da California sabe que no gravel o estilo é um estado de espírito. Os novos S-Works Recon Lace prometem deixar os fãs da modalidade com um sorriso na cara e estilo ao seu ritmo, cada vez que saírem para pedalar. Estes sapatos têm uma aparência intemporal combinada com recursos testados e comprovados da Body Geometry, bem como a performance e durabilidade dos sapatos já existentes S-Works Recon. Que sapatos são esses? A Specialized pegou em tudo o que funciona bem nos S-Works Recon (leveza, conforto, rigidez) e adicionou aquilo que diz ser uma tecnologia de fecho híper avançada à qual chama de L.A.C.E. (Laterally Adjustable Closure Engineering). Comprovamos que, independentemente do nome "pomposo", o aperto e ajuste dos cordões funciona francamente bem, não é como num sapato normal de outdoor, o material do cordão e o material do sapato fazem uma retenção no aperto assim que o cordão é ajustado (mesmo antes de fazer o nó final). Assim como noutros sapatos da marca, nos S-Works Recon Lace a malha vulcanizada TPU e a parte superior de Dyneema® são flexíveis, mas de suporte, e fornecem um ajuste suave que não estica. Cordões VS. fecho tipo BOA São sistema diferentes, cada um com as suas vantagens e desvantagens. Caberá a cada utilizador avaliar o que prefere para si, para o tipo de ciclismo que pratica. O fecho tipo BOA funciona muito bem, é fiável e tem como principal vantagens o facto de poder ser ajustado mesmo durante a pedalada em cima da bicicleta, e fazer um ajuste milimétrico de acordo com a necessidade do utilizador. Exige alguma manutenção e nalguma hipótese remota pode ficar danificado numa queda e deixar de funcionar. O aperto de cordões (neste caso específico do S-Works Recon Lace), demostraram oferecer um aperto bastante linear, ou seja, apertam o pé no seu todo sem haver pontos com mais ou com menos aperto. No que respeita à fiabilidade e durabilidade, se tiverem qualidade podem revelar-se também uma solução muito duradoura e se partirem são facilmente substituídos. O grande inconveniente dos cordões é mesmo o facto de não se poder ajustar o aperto facilmente durante a pedalada, obrigando sempre o utilizador a parar para o fazer, no entanto, neste caso concreto dos S-Works Recon Lace só passei por isso uma vez. A partir da segunda utilização consegui escolher o aperto com o qual me sentia bem durante toda a pedalada. Além do estilo intemporal e de acordo com o Gravel (vertente na qual se opta muitas vezes por um "look" mais descontraído), os S-Works Recon Lace também podem ser uma opção a considerar para aqueles que fazem aventuras em autonomia, ou competições por etapas, na medida em que não existe um risco tão elevado de se ficar sem aperto no sapato a meio da aventura, seja por uma queda ou avaria do sistema de aperto. Podes ver a informação mais detalhada destes sapatos e inclusive comprar on-line em www.specialized.pt Fotografia e vídeo: Luís Beltrão Edição vídeo: Luís Beltrão Edição fotografia: Jorge Branco Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Coleção Sagan - Disruption – Specialized Disruption, é este o quinto capítulo da já famosa Coleção Sagan. Apresentada a 25 de julho, esta coleção tem a particularidade de apenas estar disponível para venda online, em Specialized.com. A nova Coleção Sagan – Disruption dá vida ao estilo de competição aguerrido dos “roulers” da década de 70, caraterizados pela grande personalidade, maior do que a vida de Peter Sagan no seu coração. Trata-se da derradeira expressão deste atleta disruptivo e da sua forma estilística, Peter Sagan é único.Há semelhança das anteriores Coleções Sagan, a Disruption apresenta igualmente uma vasta e exclusiva variedade de produtos, que marcam esta nova coleção. Na Disruption as cores mais claras fundem-se com bandeira eslovaca, de forma a dar um toque de estilo às tuas voltas de bicicleta três quadros, que são a peça central à volta da qual a coleção assenta. A S-Works Tarmac SL7 acompanha duas versões da admirada Aethos. O quadro Aethos apresenta um emblema de edição limitada no tubo de selim, criado exclusivamente para a Coleção Sagan. O S-Works Evade nesta nova Coleção Sagan Disrupção surge com o capacete mais rápido na estrada, para um dos homens mais rápidos no desporto. Os S-Works 7 combinam potência, conforto e, como não podia deixar de ser, um estilo disruptivo, revelando-se um dos sapatos mais galardoados do pelotão. Podes ver todos os produtos e inclusive comprar on-line através do site www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 15 Segundo dia nos Pirineus, dia de alta montanha no Tour de France com três subidas de 1.ª categoria e uma de 2.ª categoria, a par do dia do Mont Ventoux era uma das etapas mais duras nesta edição do Tour. Formaram-se vários grupos na frente da corrida, com muitas equipas presentes e com muitos ciclistas de cada uma presentes, por exemplo a Jumbo-Visma colocou quase toda a equipa na frente da corrida deixando Jonas Vingegaard praticamente sozinho no pelotão, a INEOS tinha dois elementos na frente, entre outros. A fuga numerosa ganhou muito tempo e entre muitos nomes de qualidade seguiu também o português Rúben Guerreiro, que tentou por várias vezes criar ruptura no grupo, tentando ir para a vitória de etapa mas esteve sempre muito marcado, sem muito espaço por parte dos adversários, ainda assim muitos foram cedendo às duras subidas na região de Andorra mas Rúben Guerreiro acabou por terminar num brilhante 4.º lugar da etapa, a sua melhor classificação uma etapa do Tour de France. Acabou por ser Sepp Kuss (Jumbo-Visma) a ter o ataque certeiro e matador, que lhe deu a vitória da 15.ª etapa do Tour de France 2021. Kuss atacou na última subida do dia e fez uma descida rápida e sem qualquer erro, mesmo com a pressão de um fantástico Alejandro Valverde, que terminou a ultima subida atrás de Sepp Kuss e durante toda a descida seguiu o norte-americano em busca da vitória de etapa. Sepp Kuss tirou proveito do seu conhecimento local (treina naquela zona), e conseguiu a sua primeira vitória no Tour de France, a segunda vitória numa grande volta, depois de já ter conquistado uma vitória na Vuelta em 2018. No grupo dos favoritos ao TOP 10 da classificação geral houve ataques e contra ataques na ultima subida do dia, desde Richard Carapaz, a Jonas Vingegaard, Rigoberto Urán, Ben O'Connor todos tentaram ganhar tempo para consolidar a sua posição mas nem Tadej Pogacar (líder da geral) nem nenhum dos outros acabou por ceder tempo no final do dia. Ainda entre os homens do TOP 10, se ontem tinha sido um dia fantástico para Guilhome Martin hoje foi um dia mau, se ontem tinha subido de 9.º para 2.º, hoje desceu de 2.º para 9.º, tendo perdido bastante tempo nas longas descidas da parte final da etapa. A classificação da montanha sofreu nova alteração de líder, sai Michael Woods assume a liderança Wout Poels, mas tudo é possível na ultima semana, com interesses de Maior Quintana e Wout Van Aert. A luta pela camisola da montanha, e pelos 2.º e 3º lugares do pódio, (onde há 3 candidatos para 2 lugares) prometem ser as mais interessantes na derradeira semana de corrida. Amanhã o pelotão goza do segundo e ultimo dia de descanso deste Tour de France. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1KUSS SeppTeam Jumbo-Visma5:12:062VALVERDE AlejandroMovistar Team0:233POELS WoutBahrain - Victorious1:154IZAGIRRE IonAstana - Premier Tech1:155GUERREIRO RubenEF Education - Nippo1:156QUINTANA NairoTeam Arkéa Samsic1:157GAUDU DavidGroupama - FDJ1:158MARTIN DanIsrael Start-Up Nation1:229BONNAMOUR FranckB&B Hotels p/b KTM1:2210PARET-PEINTRE AurélienAG2R Citroën Team1:22 TOP 10 classificação geral após etapa 15 Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates62:07:182URÁN RigobertoEF Education - Nippo5:183VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:324CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:335O'CONNOR BenAG2R Citroën Team5:586KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe6:167LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech7:018MAS EnricMovistar Team7:119MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits7:5810BILBAO PelloBahrain - Victorious10:59 Classificações completas AQUI. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Entre os favoritos do TOP 10, destaque para o Francês Guillaume Martin (Cofidis) que conseguiu escapar e ganhar muito tempo na geral, saltando de 9.º para segundo, está agora a 4 minutos de Tadej Pogacar e com uma margem de 1:14 para Rigoberto Urán que agora é terceiro. Destaque ainda para Michael Woods (Israel Start Up Nation) que apesar de sofrer uma queda quando seguia na frente da corrida, passou a liderar a classificação da montanha. Hoje foi só o aperitivo dos Pirineus, amanhã regressa a alta montanha e esperam-se mexidas entre os que lutam pela melhor posição no TOP 10 da classificação geral. TOP 10 etapa Pos.NomeEquipaTempo1MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo4:16:162KONRAD PatrickBORA - hansgrohe1:043HIGUITA SergioEF Education - Nippo1:044CATTANEO MattiaDeceuninck - Quick Step1:065WOODS MichaelIsrael Start-Up Nation1:106FRAILE OmarAstana - Premier Tech1:257GESBERT ÉlieTeam Arkéa Samsic1:258PACHER QuentinB&B Hotels p/b KTM1:259MEINTJES LouisIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux1:2510CHAVES EstebanTeam BikeExchange1:28 TOP 10 classificação geral após a etapa 14 Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates56:50:212MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits4:043URÁN RigobertoEF Education - Nippo5:184VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:325CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:336O'CONNOR BenAG2R Citroën Team5:587KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe6:168LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech6:309MAS EnricMovistar Team7:1110CATTANEO MattiaDeceuninck - Quick Step9:48 Classificações completas AQUI. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - resumo etapa 13 À etapa 13 do Tour de France 2021 fez-se história, e que história, quem diria há uns meses atrás que Mark Cavendish (Deceuninck-QuickStep) iria voltar ao Tour, que iria voltar a vencer etapas e que inclusive iria conseguir igualar o record de vitórias de Eddy Merckx nesta corrida (34 vitórias de etapa no Tour de France), aos 36 anos de idade. O "Míssil da Ilha de Man", venceu pela quarta vez nesta edição do Tour, desta feita na etapa entre Nîmes e Carcassonne, com 220 quilómetros, durante a qual houve nervosismo e tentativa de cortes por parte de algumas equipas, tendo em conta o vento que se sentia em alguns troços nos últimos 50 quilómetros. O dia histórico de ‘Cav’ não causou alterações na classificação geral, que continua a ser liderada pelo esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), com 05.18 minutos de vantagem sobre o colombiano Rigoberto Úran (EF Education-Nippo), segundo, e 05.32 sobre o dinamarquês Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), terceiro. TOP 10 da etapa RANKNAMETEAMTIME1CAVENDISH MarkDeceuninck - Quick Step5:04:292MØRKØV MichaelDeceuninck - Quick Step0:003PHILIPSEN JasperAlpecin-Fenix0:004GARCÍA CORTINA IvánMovistar Team0:005VAN POPPEL DannyIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:006ARANBURU AlexAstana - Premier Tech0:007LAPORTE ChristopheCofidis, Solutions Crédits0:008GREIPEL AndréIsrael Start-Up Nation0:009CORT MagnusEF Education - Nippo0:0010STUYVEN JasperTrek - Segafredo0:00 TOP 10 classificação gera após etapa 13 RANKNAMETEAMTIME1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates52:27:122URÁN RigobertoEF Education - Nippo5:183VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:324CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:335O'CONNOR BenAG2R Citroën Team5:586KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe6:167LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech6:308MAS EnricMovistar Team7:119MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits9:2910BILBAO PelloBahrain - Victorious10:28 Classificações completas AQUI. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 12 A etapa 12 do Tour de France tinha perfil de terreno maioritariamente plano, pelo que se previa chegada ao sprint. Acontece que a etapa de ontem teve uma dupla ascensão ao Mont Ventoux, que deixa certamente muitas marcas a todos. Talvez pelo desgaste acumulado da etapa anterior a fuga do dia tenha tido a liberdade que teve, acabando por não se verificar a chegada ao sprint. Numa fuga inicial de 13 ciclistas, acabaram por ficar 3 nos últimos quilómetros, e aí Nils Politt (Bora-Hansgrohe) acabou por ser o mais forte, à segunda tentativa de se isolar conseguiu ir sozinho para vencer a etapa 12 do Tour de France 2021, depois de descartar Harry Sweeny (Lotto-Soudal) e Imanol Erviti (Movistar Team). É um ciclista discreto, que não dá muito nas vistas mas de enorme qualidade, já fez duas vezes TOP 10 no Paris-Roubaix, sendo que numa dessas ocasiões fez pódio (2.º em 2019), depois de duas ocasiões a vitória de etapa ter "batido na trave", tendo sido duas vezes segundo em etapas do Paris-Nice (2018 e 2019), só tinha uma vitoria de etapa na Volta à Alemanha em 2018. Hoje finalmente obteve a maior e já merecida vitória da sua carreira. Tivemos oportunidade de ter uma breve conversa com ele na Volta ao Algarve 2020 (quando ainda estava na Israel Start-Up Nation), além de ser ciclista de enorme qualidade mostrou ser uma pessoa muito disponível e simpática. Politt acaba por dar uma vitória à Bora-Hangrohe no dia em que a estrela da equipa abandona o Tour de France, o que acaba por salvar o dia da equipa. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1POLITT NilsBORA - hansgrohe3:22:122ERVITI ImanolMovistar Team0:313SWEENY HarryLotto Soudal0:314KÜNG StefanGroupama - FDJ1:585MEZGEC LukaTeam BikeExchange2:066GREIPEL AndréIsrael Start-Up Nation2:067THEUNS EdwardTrek - Segafredo2:068VAN MOER BrentLotto Soudal2:069ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step2:0610HENAO SergioTeam Qhubeka NextHash2:06 TOP 10 classificação geral da etapa Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates47:22:432URÁN RigobertoEF Education - Nippo5:183VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:324CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:335O'CONNOR BenAG2R Citroën Team5:586KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe6:167LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech6:308MAS EnricMovistar Team7:119MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits9:2910BILBAO PelloBahrain - Victorious10:28 Classificações completas AQUI. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 11 A etapa 11 do Tour de France foi monstruosa, uma dupla ascensão ao Mont Ventoux pela primeira vez na história do Tour (quase 200 km's., mais de 4.600 mts. de desnível acumulado). Era esperada uma grande etapa, e foi uma grande etapa. A primeira história do dia, Wout van Aert integra a fuga do dia, elimina um por um dos seus parceiros de fuga (a ritmo) e vence uma etapa de alta montanha monstruosa como a de hoje. Estamos a falar de um ciclista que faz ciclcocrosse ao mais alto nível entre Novembro e Janeiro, vence clássicas em Abril, discute etapas ao sprint, e vence etapas de alta montanha no Tour em Julho. Que classe enorme! A segunda história do dia foi Tadej Pogacar ter demonstrado fraqueza pela primeira vez nesta edição do Tour de France, na segunda ascensão ao Mont Ventoux Jonas Vingegaard fez o seu movimento de ataque, Pogacar foi na roda mas acabou por ceder. No entanto, como a etapa terminava com a descida do Ventoux, Rigoberto Urán e Richard Carapaz fizeram a descida juntamente com Pogacar e acabaram por alcançar Vingegaard. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma5:17:432ELISSONDE KennyTrek - Segafredo1:143MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo1:144POGAČAR TadejUAE-Team Emirates1:385URÁN RigobertoEF Education - Nippo1:386CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers1:387VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma1:388LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech1:569KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe1:5610MAS EnricMovistar Team3:02 TOP 10 classificação geral após etapa 11 Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates43:44:382URÁN RigobertoEF Education - Nippo5:183VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:324CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:335O'CONNOR BenAG2R Citroën Team5:586KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe6:167LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech6:308MAS EnricMovistar Team7:119MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits9:2910BILBAO PelloBahrain - Victorious10:28 Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 10 Depois do tão desejado dia descanso, na etapa 10 do Tour de France 2021 previa-se chegada ao sprint, que se veio a verificar, embora tenha sido uma etapa nervosa com algumas tentativas de cortes no pelotão nos últimos 30 km's em virtude de haver ventos cruzados. Com a equipa sempre bem colocada nos últimos quilómetros, e fazendo depois um lançamento perfeito nos últimos metros, Mark Cavendish (Deceuninck-Quick-Step) acabou vencer a etapa 10 mostrando um perfeito conhecimento da chegada. Esta é sua 33.ª vitória no Tour de France, e o “Míssil Man” está agora apenas a uma vitória de igualar o recorde de vitórias no Tour de Eddy Merckx. TOP 10 da etapa RANKNAMETEAMTIME1CAVENDISH MarkDeceuninck - Quick Step4:14:072VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma0:003PHILIPSEN JasperAlpecin-Fenix0:004BOUHANNI NacerTeam Arkéa Samsic0:005MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:006MØRKØV MichaelDeceuninck - Quick Step0:007GREIPEL AndréIsrael Start-Up Nation0:008SAGAN PeterBORA - hansgrohe0:009TURGIS AnthonyTeam TotalEnergies0:0010BOL CeesTeam DSM0:00 TOP 10 da classificação geral após etapa 10 RANKNAMETEAMTIME1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates38:25:172O'CONNOR BenAG2R Citroën Team2:013URÁN RigobertoEF Education - Nippo5:184VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:325CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:336MAS EnricMovistar Team5:477KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe5:588LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech6:129MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits7:0210GAUDU DavidGroupama - FDJ7:22 Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon anuncia desconto de 20% dias 7 e 8 de Julho A Canyon irá fazer um "flash sale" nos dias 7 e 8 de Julho (amanhã e depois). Será um desconto de 20% para roupa selecionada da marca Canyon e capacetes Abus, só durante 48 horas. Os interessados podem aceder à promoção . Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A campanha publicitária da TREK - “Ride Bikes. Have Fun. Feel Good.” A Trek lançou uma campanha de publicidade global com o slogan “Ride Bikes. Have Fun. Feel Good.”, apostando também em meios tradicionais de publicidade como os MUPIS digitais, além da imprensa. Segundo informação da marca é uma campanha global de marca para incentivar o uso da bicicleta.  Com o slogan "Ride Bikes. Have Fun. Feel Good.", a marca americana quer motivar as pessoas que ainda não conhecem as vantagens de andar de bicicleta, quer seja por diversão, como também para a prática de desporto e para as deslocações diárias. Nas últimas semanas, a campanha chegou a cidades europeias tão importantes como Lisboa, Porto, Coimbra, Vila Real, Madrid, Barcelona, Paris, Nice e Lyon. TREK . Mupi Digital A novidade desta campanha é que a Trek incorporou, dentro da sua estratégia de comunicação, publicidade outdoor. Neste momento em que as bicicletas estão na boca de todos, a Trek quis aproveitar esta circunstância para se conectar com mais utilizadores e, em vez de utilizar o formato habitual, optou pelo mercado de consumo. TREK . Mupi Digital Para esta campanha, a mensagem para os utilizadores não foi a habitual sobre a tecnologia, o desempenho e os produtos. A Trek usou uma mensagem inspiradora e inclusiva que chega a todos, independentemente da motivação que o público tem para usar a bicicleta. A TREK diz que o que se pretende transmitir é que, quem anda de bicicleta, diverte-se e sente-se bem consigo mesmo.  Para cuidar do planeta, a Trek utilizou o formato digital e evitou o uso de materiais perecíveis e não recicláveis. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Les Gets, França Correu-se hoje a quarta prova pontuável para a taça do mundo de cross-country olímpico (XCO) em Les Gets, França, e pela segunda vez consecutiva este ano o suíço Mathias Flueckiger (Thomus RN Swiss Bike) fez a dobradinha no fim de semana, vencendo o XCC na sexta-feira e o XCO no domingo. Também Ondrej Cink (Kross Orlen) repetiu o resultado da ultima prova da taça do mundo de XCO (Leogang), terminando no segundo posto, enquanto o campeão do mundo Jordan Sarrou (Specialized) completou o pódio com o terceiro lugar. Tom Pidcock (Ineos Grenediers) voltou ao XCO depois da sua lesão na clavícula, e desta feita a sua participação não foi tão fulgurante como nas primeiras provas, tendo caído na prova de XCC (sexta-feira) e tendo acabado por desistir na prova de XCO de domingo. O português Mário Costa terminou a prova no 34.º posto. TOP 10 prova Elite masculina de XCO Pos.Nome (País)Tempo1Mathias Flueckiger (Swi)1:27:332Ondřej Cink (Cze)0:00:253Jordan Sarrou (Fra)0:00:354Alan Hatherly (RSA)0:00:395Nino Schurter (Swi)0:01:216Daniele Braidot (Ita)0:01:247Simon Andreassen (Den)0:01:328Luca Braidot (Ita)0:01:449Lars Forster (Swi)0:01:5510Nadir Colledani (Ita)0:01:58 Categoria Feminina Na categoria feminina a jovem francesa Loana Lecomte (Massi) soma segue, conquistou a sua quarta vitória consecutiva na Taça do Mundo (em 4 provas disputadas), desta feita a correr em casa com os fãs do seu lado, circuito onde se tornou a segunda mulher a vencer as quatro primeiras rondas da Taça do Mundo, depois da lendária Gunn-Rita Dahle Flesjaa. A jovem corredora francesa parte para a corrida olímpica de Tóquio (daqui a menos de um mês) como a grande favorita ao Ouro. A actual campeã olímpica Jenny Rissveds (Suécia) está a ter um regresso notável ao alto nível, não obstante a queda que teve recentemente conseguiu um brilhante segundo lugar, enquanto a britânica Evie Richards (Trek Factory) teve finalmente o seu melhor resultado numa Taça do mundo ao terminar em terceiro, sendo que o terreno ao jeito do ciclocrosse (modalidade onde Evie Richards também participa na Taça do Mundo) pode ter ajudado. A portuguesa Joana Monteiro não terminou a prova. TOP 10 prova Elite feminina de XCO Pos.Nome (País)Tempo1Loana Lecomte (Fra)1:27:232Jenny Rissveds (Swe)0:00:513Evie Richards (GBr)0:01:104Pauline Ferrand Prevot (Fra)0:01:515Rebecca Mcconnell (Aus)0:01:556Anne Tauber (Ned)0:02:277Sina Frei (Swi)0:03:128Yana Belomoina (Ukr)0:03:469Ronja Eibl (Ger)0:03:5710Eva Lechner (Ita)0:04:42 No sábado correram as categorias Sub-23, nas quais Raquel Queirós foi a 26.ª classificada na corrida feminina.Raquel Queirós não se adaptou a estas condições, ficando longe dos lugares em que habitualmente se coloca nas corridas da Taça do Mundo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 9 Nova etapa Alpina no Tour de France, na alta montanha antes do primeiro dia de descanso assistiu-se novamente a um Tadej Pogacar num nível muito acima de todos os outros que lutam pela classificação geral (CG). O homem do dia foi Ben O’Connor (Ag2r-Citroën), que conquistou uma grande vitória de etapa no Tour de France 2021, num dia extremamente difícil para todo o pelotão. O australiano de 25 anos saltou de 12.º para 2.º da CG nesta etapa de montanha monstruosa que terminou em Tignes, neste que é o seu primeiro Tour de France. Como desvendámos no início, Tadej Pogacar manteve a camisola amarela, e ainda ganhou mais tempo aos que seguiam consigo no grupo dos favoritos à CG (se é que ainda existem favoritos além dele), depois de responder a um ataque de Richard Carapaz, tendo mesmo acabado por deixar Carapaz e todos os outros para trás. Existem 2 corridas diferentes? Pogacar e os outros? É verdade que ainda faltam 2 semanas de corrida, que muita coisa se pode passar, muitas "armadilhas" se podem montar para tentar isolar Pogacar na tentativa de lhe ganhar tempo, mas a sensação que temos é que a emoção da corrida está em saber quem vai estar nos outros lugares do pódio em Paris com Pogacar. Roglic e Van der Poel abandonam Em destaque no dia de hoje estiveram ainda Primoz Roglic que não iniciou a etapa e anunciou o abandono da corrida por lesões contraídas na queda que sofreu na segunda etapa, e Mathieu van der Poel que também abandonou a corrida por decisão própria, alegando que tem como próximo objectivo a medalha na prova de BTT nos jogos olímpicos de Tóquio. Amanhã o pelotão goza do primeiro dia de descanso. TOP 10 da etapa RANKNAMETEAMTIME1O'CONNOR BenAG2R Citroën Team4:26:432CATTANEO MattiaDeceuninck - Quick Step5:073COLBRELLI SonnyBahrain - Victorious5:344MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits5:365BONNAMOUR FranckB&B Hotels p/b KTM6:026POGAČAR TadejUAE-Team Emirates6:027CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers6:348VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma6:349MAS EnricMovistar Team6:3410URÁN RigobertoEF Education - Nippo6:34 TOP 10 Classificação geral após etapa 9 RANKNAMETEAMTIME1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates34:11:102O'CONNOR BenAG2R Citroën Team2:013URÁN RigobertoEF Education - Nippo5:184VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:325CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:336MAS EnricMovistar Team5:477KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe5:588LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech6:129MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits7:0210GAUDU DavidGroupama - FDJ7:22 Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 8 Primeira etapa de alta montanha no Tour de France, primeira etapa nos Alpes e Tadej Pogačar (UAE Team Emirates) cilindrou toda a concorrência. O atual campeão do Tour de France acelerou descartou todos os favoritos da classificação geral que seguiam no seu grupo e depois, Richard Carapaz (Ineos Grenadiers) que tinha saído antes do grupo, só aguentou cerca de 500 metros ao ritmo do jovem esloveno quando este passou por si. Mesmo tendo a ajuda de de um colega de equipa que seguia na frente da corrida, Carapaz perder mais de 3 minutos na etapa de hoje para Pogacar, que a partir do momento em que atacou seguiu sempre sozinho "aniquilando" um por um dos ciclistas que ia encontrando. O único sobrevivente à "carnificina" Pogacar foi Dylan Teuns (Bahrain Victorious), que conquistou uma fantástica vitória de etapa, a segunda para a Bahrain, que através de Wout Poels também fez uma etapa de alto nível, colocando-se líder da classificação da montanha através do mesmo. Na Jumbo-Visma, não bastava Primoz Roglic debilitado pela grave queda de há 3 dias atrás ter perdido mais tempo e deixar todos em dúvida acerca da sua continuação em prova, hoje Jonas Vingegaard também sofreu uma queda. Wout van Aert é o melhor colocado da equipa e não obstante o seu perfil de ciclista não ser de alta montanha, acabou por se defender muito bem. Tadej Pogacar colocou-se líder da classificação geral com uma vantagem de 1:48m. para Wout van Aert que mantém a segunda posição, e com uma vantagem superior a 4 minutos para todos os restantes, ainda na primeira semana de prova. O camisola amarela até ao dia de hoje, Mathieu van der Poel aguentou até a penúltima subida do dia até abrir mão da sua camisola amarela. TOP 10 da etapa RANKNAMETEAMTIME1TEUNS DylanBahrain - Victorious3:54:412IZAGIRRE IonAstana - Premier Tech0:443WOODS MichaelIsrael Start-Up Nation0:474POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:495POELS WoutBahrain - Victorious2:336YATES SimonTeam BikeExchange2:437PARET-PEINTRE AurélienAG2R Citroën Team3:038MARTIN GuillaumeCofidis, Solutions Crédits3:039CATTANEO MattiaDeceuninck - Quick Step4:0710VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma4:09 TOP 10 classificação geral após etapa 8 1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates29:38:252VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma1:483LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech4:384URÁN RigobertoEF Education - Nippo4:465VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma5:006CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers5:017KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe5:138MAS EnricMovistar Team5:159GAUDU DavidGroupama - FDJ5:5210BILBAO PelloBahrain - Victorious6:41 CLASSIFICAÇÕES COMPLETAS AQUI. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novo selim PRO Stealth Curvado A Pro acaba de lançar um selim adequado para aqueles que demonstram dificuldades em aguentar a mesma posição durante horas em cima da bicicleta. Estamos a falar do novo PRO Stealth Curvado, o selim que promete ser a solução para aguentar uma posição aerodinâmica durante mais tempo., de forma a melhorar a performance. Visto isto, a PRO oferece agora 10 modelos da gama Stealth, caraterizados pela sua conhecida forma de nariz curto, desenhados para colocar mais potência através dos pedais de forma mais profunda e aerodinâmica. Stealth Curvado (Team e Performance) são estes os dois novos selins da PRO, que proporcionam assim um novo estilo dentro da família, agora com um perfil curvado e laterais largas, de forma a garantir uma posição mais fixa e evitar o deslize. A juntar a esta novidade, a PRO redesenhou os selins Stealth Team e Performance da geração anterior foram também eles redesenhados, seguindo a estética dos últimos modelos Falcon, Turnix e Griffon. Além disto, a PRO redesenhou também os selins Stealth Team e Performance da geração anterior, seguindo a estética dos últimos modelos Falcon, Turnix e Griffon. A nova base tem agora uma estrutura melhorada para proporcionar melhor rendimento. A PRO desenvolveu ainda estudos de pressão e Mark Kikkert, gestor de gesenvolvimento de produto da marca, revelou os resultados: “Nos nossos estudos de pressão feitos com o apoio do Bikefitting.com vimos muitos ciclistas profissionais com tendência para alternar entre a esquerda e a direita enquanto pedalam. Embora este seja um movimento bastante natural para alguns, não o é para outros e compromete a sua eficiência. O nosso selim Griffon foi concebido para compensar isso mesmo, mas também queríamos essa estabilidade num selim de posição mais aerodinâmica, daí desenvolvermos o Stealth Curved.” Para informações mais detalhadas acerca do produto, podes ver no site do importadorem Portugal, www.scvouga.pt. ### Tour de France - Resumo etapa 7 Matej Mohoric (Bahrain Victorious) venceu a etapa 7 do Tour de France de 2021, e que que grande etapa hoje.Fruto de ter estado grande parte da etapa na frente, o Campeão Nacional da Eslovénia conquistou também a liderança da competição de montanha (camisola das bolinhas). Com esta vitória Mohoric tem agora no seu palmarés vitórias de etapa nas três grandes voltas (Giro, Tour e Vuelta). Na perseguição à frente da corrida formou-se outro grupo de fuga numeroso, entre os quais seguiram Wout van Aert e Mathieu Van der Poel, que respondeu desde logo à saída de van Aert do pelotão no sentido de defender a liderança. A jumbo-Visma jogou com a peça menos esperada, a fuga ganhou muito tempo a pelotão, obrigou a UAE Team Emirates a perseguir e a desgastar-se. É óbvio que a Jumbo-Visma não coloca Wout van Aert a apontar á vitória final, mas obrigou a UAE a trabalhar hoje e vai obrigar a trabalhar nos próximos dias. Nas últimas ascenções Primoz Roglic acabou por ceder (recorde-se que sofreu queda e está limitado nos ulmos dois dias), tendo perdido mais tempo para os seus principais rivais e assim, o que torna ainda mais difícil (para não dizer impossível) lutar pela vitória nesta edição do Tour de France. Primoz Roglic diz que se ressentiu das dores da queda de há 2 dias. TOP 10 da etapa RANKNAMETEAMTIME1MOHORIČ MatejBahrain - Victorious5:28:202STUYVEN JasperTrek - Segafredo1:203CORT MagnusEF Education - Nippo1:404VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix1:405ASGREEN KasperDeceuninck - Quick Step1:406BONNAMOUR FranckB&B Hotels p/b KTM1:407KONRAD PatrickBORA - hansgrohe1:408VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma1:409VAN MOER BrentLotto Soudal1:4410GODON DorianAG2R Citroën Team2:45 TOP 10 classificação geral após etapa 7 ANKNAMETEAMTIME1VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix25:39:172VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma0:303ASGREEN KasperDeceuninck - Quick Step1:494MOHORIČ MatejBahrain - Victorious3:015POGAČAR TadejUAE-Team Emirates3:436NIBALI VincenzoTrek - Segafredo4:127ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step4:238LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech4:569LATOUR PierreTeam TotalEnergies5:0310URÁN RigobertoEF Education - Nippo5:04 Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipatempo1CAVENDISH MarkDeceuninck - Quick Step3:17:362PHILIPSEN JasperAlpecin-Fenix0:003BOUHANNI NacerTeam Arkéa Samsic0:004DÉMARE ArnaudGroupama - FDJ0:005SAGAN PeterBORA - hansgrohe0:006BOL CeesTeam DSM0:007MERLIER TimAlpecin-Fenix0:008VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma0:009MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:0010PEDERSEN MadsTrek - Segafredo0:00 TOP 10 classificação geral após etapa 6 Pos.NomeEquipaTempo1VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix20:09:172POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:083VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma0:304ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step0:485LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech1:216LATOUR PierreTeam TotalEnergies1:287URÁN RigobertoEF Education - Nippo1:298VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma1:439CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers1:4410ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma1:48 Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Vídeo sobre o Chamois Cream https://youtu.be/s-EYlDmyI0s Como sabes os calções de ciclismo têm uma carneira que está em contacto directo com a tua pele, e por muito boa que esta seja (existem vários tipos de carneira, desde as mais baratas mas menos delicadas para a pele, ás mais caras que são feitas com materiais mais suaves, respiráveis e anti-bacterianos), durante uma pedalada de várias horas a fricção e suor podem danificar a tua pele nessa zona. Mas o que é isto do "chamois cream"? Há muitos anos atrás, não existiam essas carneiras "esponjosas" nos calções, há relatos de que o conforto começou por ser melhorado recorrendo a peças de carne (bifes) colocados nessa zona, tendo depois evoluído para uma pequena camurça de pele animal (precisamente de um capríneo encontrado nos Alpes e nos Balcãs, também conhecido como Cabra-montesa, daí o nome "Chamois") que soltava óleos naturais e era mais suave, melhorando assim o conforto do ciclista. Este tipo de cremes têm origem nos primórdios do ciclismo, mas hoje em dia continuam a ser utilizados. O problema é que com as lavagens essa característica (oleosidade) perdia-se, assim como a camurça acabava por estalar, então os ciclistas hidratavam-na com recurso a gorduras como a lanolina ou cera branca de abelhas. Esta é a origem remota do conceito do creme para ciclista, ou "chamois cream". Como melhora o conforto e como se aplica? Como dissemos antes, por muito boa que seja a carneira de uns calções de hoje em dia, a utilização de um creme para ciclista é essencial para reforçar a hidratação da tua pele nessa zona de fricção, e assim melhorar o teu conforto geral em longas pedaladas. Aplicares este tipo de creme na carneira dos calções quando vais pedalar, é um hábito que ajuda também a carneira a manter as suas propriedades de conforto durante mais tempo. Não sendo essencial a sua utilização, existem 3 situações onde é importante. Quando pedalas muitas horas, onde a fricção e o suor acumulados fazem com que a pele possa sofrer danos. Quando fazes treino "indoor" seja de rolo ou em ginásio, onde não existe tanta respirabilidade da carneira e se acumula mais suor, pelo que aumenta a possibilidade danificar a pele. Quando voltas a andar de bicicleta após meses ou anos de interregno, pois a tua pele não está habituada a essa rotina e está mais sensível. Creme específico para mulher No caso da Morgan Blue, o Chamois Cream Ladies é um creme higiénico feito à base de óleo de amêndoas, especialmente desenvolvido para as senhoras que pedalam. Desenvolvido especificamente para senhora e próprio para utilizar diretamente na carneira do calção de ciclismo. Creme especifico para dias de chuva Existe ainda o Morgan Blue Solid Chamois, desenvolvido para dias de chuva, que oferece uma protecção extra contra a água que se acumula na carneira do calção. Para saberes os preços, e mais informações acerca destes cremes vê no site da Xsports. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 5 Hoje no Tour de France era esperado o dia em que a classificação geral se começaria "a arrumar", prevendo-se até a mudança de camisola amarela, após o contrarrelógio individual (CRI) de 27 km's. Acontece que Mathieu Van der Poel (Alpecin-Fenix), é Mathieu Van der Poel e não deixa de surpreender, apesar de haver outros especialistas nesta distância de contrarrelógio o "Flying Dutchman" conseguiu segurar a camisola amarela no final do dia, não venceu o contrarrelógio mas manteve a liderança. Mas o homem do dia foi mesmo Tadej Pogacar (UAE - Team Emirates), que venceu o contra-relógio da etapa 5 do Tour de France em 2021 e saltou para o segundo lugar na classificação geral. “Hoje foi um dia muito bom para mim. Não cometi nenhum erro. Saí com o tempo perfeito... ” Infelizmente alguns dos outros tiveram a estrada molhada, mas felizmente eu tive condições perfeitas. Além disso, a temperatura para mim estava perfeita, então hoje foi um dia muito bom para mim.”disse Pogacar. Pogacar pulverizou o tempo de toda a concorrência e deixa agora "uma bomba nas mãos" de toda a gente, o que fazer no que falta de Tour de France para tirar tempo a Tadej Pogacar? Ineos-Grenadiers e Jumbo-Visma são as equipas que vieram com pretensões de vitória da geral do Tour e têm agora este "puzzle" para resolver. Primoz Roglic perdeu mais tempo para Pogacar, mas tendo em conta as mazelas que tem após a queda na etapa 3, pode-se considerar que o esloveno teve um bom dia bom, ganhou tempo a todos os outros (adversários diretos na classificação geral) e entrou para o TOP 10 da geral. TOP 10 etapa 5 (CRI) Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates32:002KÜNG StefanGroupama - FDJ0:193VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:274VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma0:305VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix0:316ASGREEN KasperDeceuninck - Quick Step0:377ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:448CATTANEO MattiaDeceuninck - Quick Step0:559PORTE RichieINEOS Grenadiers0:5510LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech1:00 TOP 10 classificação geral após etapa 5 Pos.NomeEquipaTempo1VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix16:51:412POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:083VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma0:304ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step0:485LUTSENKO AlexeyAstana - Premier Tech1:216LATOUR PierreTeam TotalEnergies1:287URÁN RigobertoEF Education - Nippo1:298VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma1:439CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers1:4410ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma1:48 Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 4 Hoje no Tour de France mais uma etapa com previsão de final ao sprint, 150 km's entre Redom e Fougères, que começou por ficar marcada pela paragem na estrada de todo o pelotão, durante 1 minuto, em protesto contra a escolha dos percursos perigosos nos finais de algumas etapas. Apesar do final previsto ao sprint (tendo em conta o perfil da etapa), um dos fugitivos do dia fez manter a dúvida até aos últimos 300 mts., Brent Van Moer (Lotto-soudal) descartou o seu companheiro de fuga a 14 km's do fim e entrou em modo contrarrelógio, dificultando o trabalho às equipas dos velocistas até aos últimos metros. Mas o dia é de sonhos para Mark Cavendish (Deceuninck-Quick-Step), que aos 36 anos de idade, e 5 anos depois de ter vencido a sua ultima etapa no Tour, venceu hoje a etapa 4 do Tour de France de 2021 num sprint perfeito, batendo muitos dos melhores do mundo da actualidade. O "Míssil de Man" conquistou a sua 31ª vitória de etapa no Tour, contrariando a liderança da Alpecin-Fenix que tem tido o melhor "comboio de lançamento" da corrida, com um Tim Merlier em forma mas que hoje teve que tirar o chapéu à lenda, Mark Cavendish. "Eu não sei o que dizer. Só o estar aqui já é especial o suficiente. “Eu pensei que nunca mais voltaria a esta corrida, honestamente.”disse Cavendish. Cavendish, "pagou" para correr na Deceuninck Quick-Step Para os que não acompanham o ciclismo tão fervorosamente, recorde-se que Mark Cavendish chegou a anunciar o final da sua carreira em 2020 quando estava na Bahrain, equipa depois da qual não conseguia contrato. Acabou por conseguir ingressar na Deceuninck Quick-Step, sendo o próprio a pedir a Lefevere que o aceitasse por favor, ao que o director da Deceuninck respondeu que tinha o orçamento do ano esgotado, pelo que se quisesse ir para a Deceuninck Quick-Step teria que arranjar patrocínios para suportar a sua época. Canvedish ligou no dia a seguir a dizer que já tinha os patrocínios. (História completa neste nosso artigo). Cavendish coloca a cereja no topo do bolo, colocando-se líder da classificação por pontos e voltando a vestir a camisola verde, que tantas vezes vestiu durante a sua carreira. No que respeita à geral Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) continua de amarelo e iniciará o contrarrelógio de amanhã (etapa 5) ainda como líder. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1CAVENDISH MarkDeceuninck - Quick Step3:20:172BOUHANNI NacerTeam Arkéa Samsic0:003PHILIPSEN JasperAlpecin-Fenix0:004MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:005SAGAN PeterBORA - hansgrohe0:006BOL CeesTeam DSM0:007LAPORTE ChristopheCofidis, Solutions Crédits0:008PEDERSEN MadsTrek - Segafredo0:009VAN POPPEL BoyIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:0010GREIPEL AndréIsrael Start-Up Nation0:00 TOP 10 classificação geral após etapa 4 Pos.NomeEquipaTempo1VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix16:19:102ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step0:083CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers0:314VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma0:315KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe0:386POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:397MAS EnricMovistar Team0:408QUINTANA NairoTeam Arkéa Samsic0:409LATOUR PierreTeam TotalEnergies0:4510GAUDU DavidGroupama - FDJ0:52 Classificações completas aqui. Deixamos os horários de partida para o contrarrelógio de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 3 A etapa 3 do Tour de France 2021 foi mais uma etapa conturbada e nervosa, como muitas vezes acontece no Tour. Quem leu o artigo de antevisão que fizemos, sabe que referimos o nervosismo do posicionamento nos primeiros dias, e quedas que daí advém, mas este ano o pelotão está a levar um arraso impressionante. Os primeiros azarados do dia foram Geraint Thomas (INEOS Grenadiers) e Robert Gesink (Jumbo-Visma), o primeiro terminou a etapa, já com um atraso considerável para os da frente e o segundo desistiu por lesão. Depois foi Primoz Roglic, que também conseguiu terminar a etapa, está por exemplo a cerca de 1 min. de Pogacar e Carapaz, e só quem já sofreu aquele tipo de quedas sabe que aquele ciclista vai recentir-se daquelas abrasões até ao final do Tour, ou seja, não vai estar a 100% até ao final do Tour. Por fim (e já depois de outra queda na aproximação), na reta da meta Caleb Ewan toca com a roda da frente, na traseira Tim Merlier, cai e leva consigo ao chão Peter Sagan. Alheios a tudo isto, com a sorte também necessária mas sempre bem colocados a Alpecin-Fenix preparou o sprint para a vitória de Tim Merlier que acabou por vencer a etapa (e vão duas para a Alpecin), tendo inclusivamente Mathieu Van der Poel trabalhado para o conjunto nos últimos quilómetros. TOP 10 etapa RANKNAMETEAMTIME1MERLIER TimAlpecin-Fenix4:01:282PHILIPSEN JasperAlpecin-Fenix0:003BOUHANNI NacerTeam Arkéa Samsic0:004BALLERINI DavideDeceuninck - Quick Step0:005COLBRELLI SonnyBahrain - Victorious0:006ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step0:007VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix0:008BOL CeesTeam DSM0:009TURGIS AnthonyTeam TotalEnergies0:0010WALSCHEID MaxTeam Qhubeka NextHash0:00 TOP 10 classificação geral após etapa 3 RANKNAMETEAMTIME1VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix12:58:532ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step0:083CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers0:314VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma0:315KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe0:386POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:397MAS EnricMovistar Team0:408QUINTANA NairoTeam Arkéa Samsic0:409LATOUR PierreTeam TotalEnergies0:4510HIGUITA SergioEF Education - Nippo0:52 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de Cross Country Olímpico (XCO) Os atletas portugueses de Cross Country Olímpico (XCO) dirigiram-se no dia de hoje ao Fundão, para disputarem o Campeonato Nacional de XCO, num circuito fechado com 4,4 quilómetros de extensão. Categoria de Elites Na prova de Elites Masculinos Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos) bateu Mário Costa (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), por menos de um segundo, para conquistar o título nacional. José Dias (Individual) chegou um minutos depois, para fechar o pódio na terceira posição. Em Elites Femininas Raquel Queirós (Guilhabreu BTT) destacou-se, desta feita com uma vantagem de 42 segundos para Ana Santos (X-Sauce Factory Team), que fechou na segunda posição. Logo a seguir chegou Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), a 2m13s de Raquel Queirós, que se sagrou assim campeã nacional da respetiva categoria. Categoria de Sub-23 Na categoria sub-23, Tiago Coelho (Korpo Activo/Penacova) foi o melhor em prova, conquistando o título nacional da categoria. Em sub-23 femininas o Campeonato Nacional de XCO foi para Marta Branco (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) que levou a melhor para conquistar o título. Categoria de Juniores No setor masculino, Tomás Frazão (Guilhabreu BTT) foi o primeiro a cortar a meta, batendo João Cruz (AXPO/FirstBIke Team/Vila do Conde) por 32 segundos. João Silva (Guilhabreu BTT) fechou o pódio em terceiro, a 1m05s de Tomás Frazão. Na prova de juniores femininas, Mariana Líbano (Guilhabreu BTT) não deu hipótese às adversárias, vencendo com 1m44s sobre Íris Chagas (Automóveis Ribeiro/GDVP). Laura Simão (BTT Loulé/Elevis), terminou em terceiro, a 2m40s da vencedora do título nacional. Categoria de Cadetes Em cadetes foram Rafael Sousa (Guilhabreu BTT) nos masculinos, e Beatriz Guerra (BTT Loulé/Elvis), nas femininas, a levar a melhor e a conquistar o título de campeões nacionais nas respetivas provas. Categorias de veteranos Filipe Ramos (Guilhabreu BTT) e Nádia Mendes (BTTGardunha/Fundão/Create) foram os vencedores do título nacional na categoria de veteranos masters 30. Já em masters 40, foram Martinho Saragoça (A.R.Batalhense) e Irina Coelho (Freebike Shop/Bike Clube S.Brás) a levar a melhor sobre os adversários. Em masters 50, foi Natália Mendes (Freebike Shop/Bike Clube S.Brás) a levar para casa o título nacional e no masculino o vencedor foi António Sousa (Individual). O título nacional em masters 60 masculinos ficou para Luís Tomé (Korpo Activo/Penacova). Fábio Luís (Marrazes/Gui/Brejinho/BikeZone Leiria) conquistou o título nacional em paraciclismo, completando a prova em 45m55s. Classificações Completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 2 Ao segundo dia de Tour, um dia total de festa onde só os ciclistas foram os protagonistas, como tem que ser. A tipologia da etapa 2 era a mesma da etapa 1, terreno ondulado constante e um final com a subida ao "Mur de Bretagne", 2 km's com inclinações acentuadas. Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), deu um recital de ciclismo, à maneira de Mathieu Van der Poel (MVDP), começou por atacar a 15 km's do fim, onde fez uma seleção no pelotão, acabando por ser alcançado, depois já no final respondeu ao ataque de Sony Colbrelli, e por fim "meteu duas abaixo" e arrancou à sua maneira para obter a vitória de etapa e se tronar líder do tour de France 2021, vestindo a Camisola Amarela e conseguindo dedicar a vitória ao seu avô Raymond Poulidor. O ciclismo é belo, há muitos ciclistas que gostamos de ver correr, mas quando MVDP resolve fazer as coisas à sua maneira ele marca a história do ciclismo, são sempre imagens que vão perdurar anos na história, pelo espetáculo que proporcionam. Assim de repente quem não se lembra do final da Amstel Gold race 2019, da Strade Biache 2020, ou por exemplo da prova de ciclocrosse de Namur 2019? Hoje como estreante no Tour de France, arrancou a 700 metros do fim, deixando o pelotão World Tour sem reação possível, e reclamando para si a camisola amarela de Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick-Step) no topo da subida "Mur de Bretagne". Tadej Pogacar e Primoz Roglic cruzaram a linha de meta após o holandês, par a par (esta batalha vai ser épica), seis segundos depois. Troca de líder ao segundo dia, uma equipa do escalão Pro-Continental está a liderar o Tour de France e Julian Alaphilippe (que não mostrou uma postura de querer evitar perder a amarela) caiu para 5.º da geral, agora a 8 segundos da liderança. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix4:18:302POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:063ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:064KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe0:065ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step0:086MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo0:087VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:088HIGUITA SergioEF Education - Nippo0:089LATOUR PierreTeam TotalEnergies0:0810HAIG JackBahrain - Victorious0:08 TOP 10 classificação geral após etapa 2 Pos.NomeEquipaTempo1VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix8:57:252ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step0:083POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:134ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:145KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe0:246HAIG JackBahrain - Victorious0:267MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo0:268HIGUITA SergioEF Education - Nippo0:269VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:2610GAUDU DavidGroupama - FDJ0:26 Resumo da etapa em vídeo aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Resumo etapa 1 Começou o Tour de France 2021, não é novidade que é uma corrida que devido ao seu mediatismo se torna muito nervosa nas primeiras etapas, a história está repleta de grandes quedas no inicio do Tour, mas duas de grande dimensão logo na primeira etapa não há memória. Os 45 quilómetros finais da corrida, na zona montanhosa da Bretanha foram marcados por duas quedas em massa, deixando muitos atletas mal tratados, por exemplo Miguel Angel Lopez (Movistar) já terminou o dia a 1m.59s. da liderança, Richie Porte 2m.26s. e Simon Yates a 3m.17s. Quedas à parte, Julian Alaphilippe venceu a etapa de abertura do Tour de France e conquistou a primeira camisola amarela da corrida em 2021. Um fantástico Michael Matthews (BikeExchange) terminou em segundo, enquanto Primoz Roglic (Jumbo-Visma) ficou em terceiro, e Tadej Pogacar em sexto, no mesmo grupo de Roglic. A margem de vitória de oito segundos de Alaphilippe quando somada aos segundos bónus pela vitória dá-lhe uma vantagem de 12 segundos na Classificação Geral. De destacar que o francês vestiu a camisola amarela nos últimos três Tours. TOP 10 final da etapa Pos.NomeEquipa Tempo1ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step4:39:052MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:083ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:084HAIG JackBahrain - Victorious0:085KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe0:086POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:087GAUDU DavidGroupama - FDJ0:088HIGUITA SergioEF Education - Nippo0:089MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo0:0810THOMAS GeraintINEOS Grenadiers0:08 TOP 10 classificação geral após etapa 1 Pos.NomeEquipaTempo1ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step4:38:552MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:123ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:144HAIG JackBahrain - Victorious0:185KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe0:186POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:187GAUDU DavidGroupama - FDJ0:188HIGUITA SergioEF Education - Nippo0:189MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo0:1810THOMAS GeraintINEOS Grenadiers0:18 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=NkzTD2V9XXI Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France 2021 - Guia completo Tour de France 2021, a mais mediática corrida de ciclismo do planeta, e como sempre no TopCyling procurámos fazer um guia completo com tudo o que precisas saber para acompanhar melhor esta grande corrida, que tem início no sábado dia 26 de junho em Brest e termina dia 18 de julho em Paris. Por razões óbvias nós portugueses temos ultimamente mais carinho pelo Giro de Itália, também considerada por muitos a mais bela das 3 grande voltas, mas o Tour é o Tour. O Tour de France é a corrida que faz andar a industria do ciclismo a nível mundial, é o pináculo deste desporto a nível global, a corrida onde todos querem estar, aquela que eterniza e cria os deuses do ciclismo. As equipas, bicicletas e componentes Ag2r Citroën Team Ciclistas COSNEFROY Benoît VAN AVERMAET Greg PARET-PEINTRE Aurélien O'CONNOR Ben PETERS Nans NAESEN Oliver SCHÄR Michael GODON Dorian Bicicleta: BMCTransmissão: CampagnoloRodas: Campagnolo Astana Premier tech Ciclistas  ARANBURU Alex DE BOD Stefan FRAILE Omar FUGLSANG Jakob GRUZDEV Dmitriy HOULE Hugo IZAGIRRE Ion LUTSENKO Alexey Bicicleta: WillierTransmissão: ShimanoRodas: Corima Bahrain-Victorious Ciclistas BILBAO PelloCOLBRELLI SonnyHAIG JackTEUNS DylanPOELS WoutMOHORIČ MatejWRIGHT FredHALLER Marco Bicicleta: MeridaTransmissão: ShimanoRodas: Vision Bora-Hansgrohe Ciclistas OSS Daniel PÖSTLBERGER Lukas SCHELLING Ide KELDERMAN Wilco SAGAN Peter POLITT Nils BUCHMANN Emanuel KONRAD Patrick Bicicleta: SpecializedTransmissão: ShimanoRodas: Roval Cofidis, Solutions Crédits Ciclistas  MARTIN Guillaume LAPORTE Christophe HERRADA Jesús PEREZ Anthony GESCHKE Simon PÉRICHON Pierre-Luc WALLAYS JelleFERNANDÉZ Rubén Bicicleta: De RosaTransmissão: CampagnoloRodas: Fulcrum Deceuninck - Quick-Step Ciclistas ALAPHILIPPE Julian ASGREEN Kasper BALLERINI Davide CATTANEO Mattia CAVENDISH Mark DECLERCQ Tim DEVENYNS Dries MØRKØV Michael Bicicleta: SpecializedTransmissão: ShimanoRodas: Roval EF Education-Nippo Ciclistas POWLESS NeilsonCORT MagnusVALGREN MichaelURÁN RigobertoHIGUITA SergioBISSEGGER StefanGUERREIRO RubenRUTSCH Jonas Bicicleta: CannondaleTransmissão: ShimanoRodas: Vision Groupama - FDJ Ciclistas ARMIRAIL Bruno DÉMARE Arnaud GAUDU David GUARNIERI Jacopo KONOVALOVAS Ignatas KÜNG Stefan MADOUAS Valentin SCOTSON Miles Bicicleta: LapierreTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Ineos Grenadiers Ciclistas CARAPAZ RichardCASTROVIEJO JonathanGEOGHEGAN HART TaoKWIATKOWSKI MichałPORTE RichieROWE LukeTHOMAS GeraintVAN BAARLE Dylan Bicicleta: PinarelloTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Intermarché-Wanty Gobert Matériaux Ciclistas VAN POPPEL DannyVAN POPPEL BoyBAKELANTS JanVLIEGEN LoïcZIMMERMAN GeorgMEINTJES LouisKOCH JonasROTA Lorenzo Bicicleta: CubeTransmissão: ShimanoRodas: Newmen Israel Start-Up Nation Ciclistas BOIVIN Guillaume FROOME Chris HOLLENSTEIN Reto GOLDSTEIN Omer GREIPEL André ZABEL Rick MARTIN Dan WOODS Michael Bicicleta: FactorTransmissão: ShimanoRodas: Black inc Jumbo-Visma Ciclistas VAN AERT WoutROGLIČ PrimožTEUNISSEN MikeGESINK RobertVINGEGAARD JonasMARTIN TonyKUSS SeppKRUIJSWIJK Steven Bicicleta: CervéloTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Lotto-Soudal Ciclistas EWAN CalebDE BUYST JasperVAN DER SANDE ToshDE GENDT ThomasKLUGE RogerGILBERT PhilippeSWEENY HarryVAN MOER Brent Bicicleta: RidleyTransmissão: CampagnoloRodas: Campagnolo Movistar Team Ciclistas VALVERDE AlejandroVERONA CarlosMAS EnricERVITI ImanolGARCÍA CORTINA IvánARCAS JorgeSOLER MarcLÓPEZ Miguel Ángel Bicicleta: CanyonTransmissão: SRAMRodas: Zipp Team BikeExchange Ciclistas DURBRIDGE LukeJUUL-JENSEN ChristopherMEZGEC LukaYATES SimonCHAVES EstebanMATTHEWS MichaelJANSEN Amund GrøndahlHAMILTON Lucas Bicicleta: BianchiTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Team DSM Ciclistas  PEDERSEN Casper BENOOT Tiesj EEKHOFF Nils KRAGH ANDERSEN Søren NIEUWENHUIS Joris BOL Cees SUTTERLIN JashaDONOVAN Mark Bicicleta: ScottTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Team Qhubeka-Assos Ciclistas CLARKE SimonGOGL MichaelCAMPENAERTS VictorWALSCHEID MaxBENNETT SeanDLAMINI NicHENAO SergioBARBERO Carlos Bicicleta: BMCTransmissão: Shimano/RotorRodas: Hunt Trek-Segafredo Ciclistas SKUJIŅŠ TomsTHEUNS EdwardELISSONDE KennyNIBALI VincenzoPEDERSEN MadsMOLLEMA BaukeSTUYVEN JasperBERNARD Julien Bicicleta: TrekTransmissão: SRAMRodas: Bontrager UAE Team Emirates Ciclistas  HIRSCHI Marc FORMOLO Davide BJERG Mikkel COSTA Rui POGAČAR Tadej MAJKA Rafał LAENGEN Vegard MCNULTY Brandon Bicicleta: ColnagoTransmissão: CampagnoloRodas: Campagnolo Alpecin-Fenix Ciclistas VAKOČ PetrSBARAGLI KristianMERLIER TimMEURISSE XandroVAN DER POEL MathieuDILLIER SilvanPHILIPSEN JasperRICKAERT Jonas Bicicleta: CanyonTransmissão: CampagnoloRodas: Campagnolo BB Hotels Ciclistas ROLLAND PierrePACHER QuentinCHEVALIER MaximeBONNAMOUR FranckBARTHE CyrilGAUTIER CyrilLEMOINE CyrilCOQUARD Bryan Bicicleta: KTMTransmissão: ShimanoRodas: DT SWISS Arkea Samsic Ciclistas BOUHANNI NacerGESBERT ÉlieQUINTANA NairoBARGUIL WarrenDELAPLACE AnthonySWIFT ConnorRUSSO ClémentMCLAY Daniel Bicicleta: CanyonTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Total Energie Ciclistas LATOUR PierreTURGIS AnthonyDE LA PARTE VíctorRODRÍGUEZ CristiánBOASSON HAGEN EdvaldSIMON JulienDOUBEY FabienCABOT Jérémy Bicicleta: WillierTransmissão: ShimanoRodas: Ursus NOTA: À data do artigo ainda há equipas que não confirmaram os 8 ciclistas que irão alinhar no Tour. (Em actualização). Perfil e descrição das etapas Etapa 1 - MELHO > LANDERNEAU Por norma a primeira etapa é plana, mas este ano a festa começa com uma etapa difícil e os últimos quilómetros em subida podem determinar um primeiro camisola amarela que não seja um sprinter puro. Um dia que encaixa bem a Julian Alaphilippe por exemplo. Etapa 2 - PERROS-GUIREC > MÛR-DE-BRETAGNE GUERLÉDAN A segunda etapa acaba por ser um pouco à imagem da primeira, com algumas contagens de montanha e os últimos 2 quilómetros também em subida. Nestas etapas, vai certamente haver espetáculo tendo em conta o nervosismo típico do início do Tour de France. Etapa 3 - LORIENT > PONTIVY A etapa 3 pode ser a primeira para os sprinters, ainda que tenha um perfil ondulado, pelo que alguns deles podem ser descartados pelo caminho e não poder disputar o sprint final. Etapa 4 - REDON > FOUGÈRES A etapa 4 não 100% plana mas será a primeira oportunidade das equipas dos velocistas puros. Aqueles que não conseguiram a vitória nos dias anteriores vão ter que colocar aqui todas as fichas para começar a vencer. Etapa 5 - Contrarrelógio individual - CHANGÉ > LAVAL ESPACE MAYENNE Nos quase 27 km's de contrarrelógio individual, já se poderão ver diferenças entre os candidatos à classificação geral. Se nas primeiras etapas não houver mexidas entre os homens da classificação geral este é o primeiro da em que se podem ver as primeiras diferenças. Etapa 6 - TORNEIO > CHÂTEAUROUX A etapa 6 é a mais plana das primeiras 6, são 143 km's com menos de 1000 mas. de desnível acumulado, um dia claramente para sprinters. Etapa 7 - VIERZON > LE CREUSOT Se no dia anterior a etapa não passa os 1000 mas. de desnível acumulado, na etapa 7 são 3111 mts. de desnível que esperam os ciclistas nos 247,5 km's. As subidas a Côte de la Croix de la Libération (2,5 km @ 7,3%), Signal d'Uchon (5,7 km @ 5,6%) e a Côte de Montcenis (2,5 km @ 5,1%) podem proporcionar espetáculo num dia longo em cima da bicicleta tendo em conta os 248 km's. Etapa 8 - OYONNAX > LE GRAND-BORNAND A etapa do dia anterior é só o aperitivo para as duas etapas seguintes. A etapa 8 será a primeira etapa de montanha a sério, são 151 km's com 3560 mts. de desnível acumulado, incluindo subidas longas e inclinadas como o Col de Romme (9,1km @ 8,9%) e o Col de la Colombiere (7,4km @ 8,5%), seguidas de uma descida final 15 km's que também pode causar surpresas. Etapa 9 - CLUSOS > TIGNES A dureza da etapa 9 pode desencorajar ataques e mexidas nos dias anteriores, quem chegar aqui debilitado pode perder o Tour, é a primeira etapa monstruosa deste Tour de France. Uma etapa com 4624 mts. de desnível acumulado condensados em 145 km's, sendo que subida final tem 21 km's com uma média de inclinação de 5,6%. onde o desgaste provocado pelos dias e subidas anteriores pode ser determinante. Os ciclistas terão um dia de descanso merecido no dia seguinte. Etapa 10 - ALBERTVILLE > VALENCE A etapa 10 surge após o primeiro dia de descanso, é esperado que seja mais um dia de descanso para as equipas candidatas à classificação geral. Uma etapa onde as equipas dos sprinters procurarão controlar a corrida para lançar o seu velocista no final. Etapa 11 - SORGUES > MALAUCÈNE O postal de apresentação da etapa 11 é o seguinte: subir duas vezes o Mont Ventoux. (pela primeira vez na história do tour de France). Uma etapa de 200 km's. com 4647 mts. de desnível acumulado e com a particularidade de terminar com a descida do Mont Ventoux, 17 km's de descida que podem ser preponderantes na estratégia das equipas. Etapa 12 - SAINT-PAUL-TROIS-CHÂTEAUX > NÎMES 161 km's com 2000 mts. de acumulado podem encorajar muitas equipas a apostar na fuga. Pode também ser uma etapa propícia para sprinters, embora os 2000 mts. de acumulado ao longo da etapa possa fazer com que cheguem desgastados ao final. Etapa 13 - NÎMES > CARCASSONNE Outro dia rolante propício às fugas ou para um final ao sprint. A extensão de 220 km's poderá obrigar as equipas dos sprinters a trabalhar para não deixar as fugas ganharem muito tempo. Etapa 14 - CARCASSONNE > QUILÃO Um dia ondulado no qual os candidatos da classificação geral poderiam atacar, mas dureza da etapa seguinte e o facto desta etapa acabar em descida pode desencorajar esses ataques. Etapa 15 - CÉRET > ANDORRA LA VELLA Nova etapa de alta montanha onde poderemos ver mexidas entre os homens das classificação geral. Os 191 km's. deste dia nos Pirinéus terão 4574 mts. de desnível acumulado, onde os ciclistas estarão em alguns pontos acima dos 2000 mts. de altitude, pelo que se espera uma batalha no controle da corrida, entre as equipas candidatas à classificação geral. Após esta etapa os ciclistas desfrutarão de mais um merecido dia de descanso, o ultimo antes da semana decisiva. Etapa 16 - EL PAS DE LA CASA > SAINT-GAUDENS A batalha dos Pirinéus continua, na entrada da ultima semana da corrida nova etapa de alta montanha, um pouco mais suave que anterior mas onde o desgaste das primeiras duas semanas de prova se farão notar. Etapa 17 - MURET > COL DU PORTET Etapa com chegada em alto! Não haverá muitas assim no Tour deste ano como podem verificar, e estando já na ultima semana da corrida, com a subida final ao Col de Portet, com 16,3km e uma inclinação média de 8,6% será o dia e local propícios para se fazerem as movimentações decisivas entre os candidatos à classificação geral. Etapa 18 - PAU > LUZ ARDIDEN Ultima etapa de montanha no tour de France 2021. No menu do dia os ciclistas têm à sua espera o Col du Tourmalet e Luz Ardiden, numa etapa de somente 130 km's mas com 3555 mts. de desnível acumulado. Quem quiser e tiver capacidade de fazer diferenças na montanha, tem neste dia a sua última oportunidade, pelo que se esperam muitas batalhas entre todos os que querem ficar no TOP 10. Etapa 19 - MOURENX > LIBOURNE Esta será uma etapa onde se espera que as equipas e homens da classificação geral recuperem um pouco as pernas após as duras etapas dos Pirinéus, tendo em conta que no dia seguinte têm um importante contrarrelógio. Por outro lado, as equipas dos velocistas voltam a entrar em cena e têm aqui a penúltima oportunidade para brilhar no Tour de France. Etapa 20 - Contrarrelógio individual - LIBOURNE > SÃO-EMILHÃO Dependendo das diferenças que haja entre os favoritos à vitória, o dia de contrerrelógio pode ser, ou não , dia de emoções fortes (recordemos a edição de 2020). É a oportunidade para os ciclistas da classificação geral tentarem melhorar o resultado, ou evitar ser alcansados. 31 km's é uma extensão suficiente para criar algumas diferenças de tempo e é neste dia que saberemos quem vencerá o Tour de France 2021. Etapa 21 - CHATOU > PARIS CHAMPS-ÉLYSÉES O típico dia da coroação dos vencedores do Tour de France, e também o sprint mais mediático e importante do mundo do ciclismo, vencer nos Campos Elísios é um marco para qualquer velocista do pelotão internacional. Candidatos Classificação Geral Tadej Pogacar O jovem esloveno é o vencedor da ultima edição do Tour de France, corrida que venceu com total mérito em 2020. Conseguiu vencer o Tour sem ter um bloco de equipa tão forte como os adversários, limitou-se a segui-los nas etapas chave e acabou por vencer a corrida no ultimo contrarrelógio. Este ano Pogacar já venceu o UAE Tour, o Tirreno Adriatico, a Liege-Bastogne-Liege, e mais recentemente a volta à Eslovénia, encontra-se num esplêndido momento de forma e tem em seu redor um bloco que se pode considerar mais forte que o ano passado. Primoz Roglic Esteve em grande nível na ultima edição do Tour, dominando durante quase toda a corrida, mostrando-se consistente e atacante. Teve um dia mau, no pior dia em que isso lhe poderia acontecer, quando dependia somente de si mesmo no ultimo contrarrelógio, tendo perdido a liderança e a corrida nesse dia para Tadej Pogacar. Este ano a expectativa é grande, principalemte porque Roglic optou por uma estratégia pouco usual, não fez qualquer competição antes do Tour (nos últimos meses), algo que os ciclistas tradicionalmente fazem para adquirir ritmo de competição e testarem a sua forma física. A ultima competição de Roglic foi em Abril, a Liege-Bastogne-Liege, até então o esloveno ganhou 3 etapas no Paris-Nice e só não venceu a geral por sofrer uma queda, venceu a volta ao País Basco, e fez segundo na Flèche Wallonne. Desde Abril que não há referências de Primoz Roglic. Ineos Grenadiers Coloco o nome da equipa e não de um ciclista, porque há um variado lote de opções na Ineos que pode ser considerado favorito. Richard Carapaz já venceu um Giro de Itália, precisamente num ano em que tinha como líder outro ciclista (Mikel Landa), nesse ano venceu o Giro com uma superioridade soberba, pelo que não se pode descartar essa hipótese para o Equatoriano, que irá realizar o seu segundo Tour de France. Na Ineos não se faz nada por acaso, planeiam a médio longo prazo e a participação de Carapaz no Tour 2020, na minha opinião foi para preparar o líder de 2021. Geraint Thomas também já tem um Tour de France no currículo, e apesar dos seus 35 anos tem mostrado boas indicações este ano, venceu o a volta à Romandia, fez terceiro na Volta à Catalunha e no Dauphiné. Arranca como líder da equipa (na teoria), e será com o decorrer das etapas que essa liderança ficará verdadeiramente decidida. A Ineos tem um bloco forte e sente-se que todos estão dispostos a trabalhar seja para quem seja, vermremos o que as dificuldades da estrada reservam a Geraint Thomas, se a liderança, ou o papel de apoio a algum colega de equipa. Geraint Thomas Richie Porte fez o seu primeiro pódio numa grande volta o ano passado no Tour 2020, sem grande bloco de apoio na sua equipa de então (TREK-Segafredo). Este ano todos o apontavam como gregário na Ineos mas a verdade é que apesar dos seus 36 anos o australiano tem mostrado excelentes registos, foi segundo na Volta à Catalunha, segundo na Volta à Romandia e venceu o Dauphiné. Pelas indicações a que nos tem habituado, sabemos que Porte funciona melhor sem a pressão de ter que ser líder à partida (o que não vai acontecer). O ano passado já batalhou contra Pogacar e Roglic, a diferença este ano é a equipa onde está. Tao Geoghegan Hart é o jovem em ascensão dentro da estrutura da Ineos, o ano passado venceu o giro de Itália mostrando a sua capacidade para as grandes voltas e dependendo dos azares que possam acontecer a outros colegas de equipa, pode ser outra opção para a classificação geral dentro da Ineos. Os outsiders Depois existe um lote de ciclistas que não sendo candidatos n.º 1, são ciclistas que se estiverem no seu melhor nível se podem intrometer na luta, como Wilco Kelderman (Bora Hansgrohe), Wout Poels (Bahrain Victorious), Enric Mas e Miguel Angel Lopez (Movistar), ou Rigoberto Uran (EF- Education First). Montanha Nesta classificação entram muitas vezes os candidatos à classificação geral (o ano passado foi mesmo Pogacar o vencedor da corrida a vencer esta classificação), não é novidade que ser um bom escalador ajuda a vencer o Tour de France. Mas quando é necessário ter uma postura mais tática e resguardada por parte dos líderes, outros ciclistas se destacam e focam só nesta classificação. Como candidatos considero Julian Alaphilippe que já venceu esta classificação, Romain Bardet, Warren Barguil e Rafal Majka que também já venceram recentemente esta camislola. Temos ainda Michael Woods (Israel-Sart Up Nation), que este ano se tem mostrado em grande nível na montanha, vai liderar a equipa com Chris Froome no seu apoio para o melhor lugar possível no TOP 10, podendo assim entrar na luta por esta classificação, dependendo das circunstâncias de corrida. Pontos Peter Sagan A camisola verde poderia muito bem chamar-se camisola Sagan, o eslovaco tem o record de camisolas verdes nesta competição (mais concretamente 7 vezes: em 2021, 2013, 2014, 2015, 2016, 2018 e 2019), a sua capacidade de superar as dificuldades em etapas de terreno ondulado, aliada à sua rapidez no final levam a que estes números se tenham construído e por isso é o super favorito a esta classificação. Wout Van Aert O ciclista belga já mostrou a sua capacidade para vencer ao sprint no tour de France (3 são as etapas que já contam no sei currículo do Tour), também supera bem as etapas de terreno ondulado e se a equipa lhe der liberdade para tentar conseguir esta classificação é certamente um sério candidato. Mathieu Van der Poel A questão no que diz respeito a Mathieu van der Poel (MVDP) é só uma, vai o holandês fazer as 3 semanas do tour, ou vai só vencer uma ou duas etapas e ir para casa preparar os jogos olímpicos? Se MVDP for fazer as 3 semanas é sério candidato a vencer esta camisola, será a prova de fogo perante 3 semanas e os homens mais rápidos do mundo, mas ele já provou que tem velocidade ponta para bater muitos deles. Caleb Ewan É o sprinter mais forte do Tour de France 2021, em etapas planas de chegadas ao sprint deverá muitas vezes ser o vencedor. A questão em relação à classificação da camisola verde é que as equipas dos outros candidatos podem trabalhar nas etapas de terreno ondulado, no sentido de descartar o australiano para que este não possa disputar o sprint final, seja por ficar para trás ou por chegar desgastado. Mark Cavendish Sam Bennet, ultimo vencedor desta classificação não estará presente por lesão, para o seu lugar entrou o "Míssil de Man" Mark Cavendish, mas poderá o britânico de 36 anos estar ombro a ombro com Sagan e companhia? Cavendish passou de "acabado" a vencedor no decorrer deste ano, o ciclismo é um desporto "romântico" onde por vezes acontecem coisas surpreendentes, será o nível do Tour de France muito alto para este tipo de romance? Sonny Colbrelli Se o Critérium du Dauphiné serve de referência para o Tour, Colbrelli venceu a camisola verde nessa corrida. É verdade que muitos dos outros aqui referidos não estavam presentes, mas Sonny Colbrelli este ano também já venceu a classificação por pontos na volta à Romandia onde esteve por exemplo, Peter Sagan. Sonny Colbrelli apresenta-se no Tour de France 2021 no melhor momento de forma da sua carreira, e vem com a camisola de Campeão Nacional italiano vestida. Michael Matthews Habitualmente nos lugares cimeiros da classificação por pontos, Michael Matthews vem certamente ao Tour com esse objectivo. Este ano Matthews fez uma boa época de clássicas e terminou o Paris-Nice no quarto posto da classificação por pontos. Juventude Esta é a camisola que premeia o ciclista mais jovem (até 25 anos) melhor colocado na classificação geral, e olhando para a start-list das equipas apresentamos, não 3, não 4, não 2, mas 1 candidato. Tadej Pogacar. Teorias à parte, é a estrada que coloca todos no seu lugar e acabam por haver sempre surpresas, por isso é que o ciclismo é belo e emocionante. Sábado já começamos a saber. Onde ver Do quilómetro zero até à meta só no Eurosport! Em 2017, o Eurosport transmitiu pela primeira vez a totalidade das etapas do Tour do primeiro ao último quilómetro na televisão e on-line através da App do Eurosport. Vão ser três semanas de grande emoção e vai poder seguir tudo no Eurosport – A Casa do Ciclismo, em direto, e do quilómetro zero até à meta. São mais de 100 horas de transmissão em direto da prova rainha do ciclismo mundial com a análise de alguns dos melhores especialistas do mundo como Bradley Wiggins, Alberto Contador ou Juan Antonio Flecha. Em Portugal a equipa de comentadores é composta por Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonanici, José Azevedo e Gonçalo Moreira. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tourde France 2021 | Guia TopCycling - Parte 3 | Os candidatos Estamos a somente 1 dia do início do Tour de France 2021, a mais mediática corrida de ciclismo do planeta, e como sempre no TopCyling procurámos fazer um guia completo com tudo o que precisas saber para acompanhar melhor esta grande corrida, que tem início no próximo sábado dia 26 de junho em Brest e termina dia 18 de julho em Paris. Por razões óbvias nós portugueses temos ultimamente mais carinho pelo Giro de Itália, também considerada por muitos a mais bela das 3 grande voltas, mas o Tour é o Tour. O Tour de France é a corrida que faz andar a industria do ciclismo, é o pináculo deste desporto a nível global, a corrida onde todos querem estar, aquela que eterniza e cria os deuses do ciclismo. Hoje apresentamos os candidatos às várias classificações (camisolas) do Tour de France 2021. Candidatos Classificação Geral Tadej Pogacar O jovem esloveno é o vencedor da ultima edição do Tour de France, corrida que venceu com total mérito em 2020. Conseguiu vencer o Tour sem ter um bloco de equipa tão forte como os adversários, limitou-se a segui-los nas etapas chave e acabou por vencer a corrida no ultimo contrarrelógio. Este ano Pogacar já venceu o UAE Tour, o Tirreno Adriatico, a Liege-Bastogne-Liege, e mais recentemente a volta à Eslovénia, encontra-se num esplêndido momento de forma e tem em seu redor um bloco que se pode considerar mais forte que o ano passado. Primoz Roglic Esteve em grande nível na ultima edição do Tour, dominando durante quase toda a corrida, mostrando-se consistente e atacante. Teve um dia mau, no pior dia em que isso lhe poderia acontecer, quando dependia somente de si mesmo no ultimo contrarrelógio, tendo perdido a liderança e a corrida nesse dia para Tadej Pogacar. Este ano a expectativa é grande, principalemte porque Roglic optou por uma estratégia pouco usual, não fez qualquer competição antes do Tour (nos últimos meses), algo que os ciclistas tradicionalmente fazem para adquirir ritmo de competição e testarem a sua forma física. A ultima competição de Roglic foi em Abril, a Liege-Bastogne-Liege, até então o esloveno ganhou 3 etapas no Paris-Nice e só não venceu a geral por sofrer uma queda, venceu a volta ao País Basco, e fez segundo na Flèche Wallonne. Desde Abril que não há referências de Primoz Roglic. Ineos Grenadiers Coloco o nome da equipa e não de um ciclista, porque há um variado lote de opções na Ineos que pode ser considerado favorito. Richard Carapaz já venceu um Giro de Itália, precisamente num ano em que tinha como líder outro ciclista (Mikel Landa), nesse ano venceu o Giro com uma superioridade soberba, pelo que não se pode descartar essa hipótese para o Equatoriano, que irá realizar o seu segundo Tour de France. Na Ineos não se faz nada por acaso, planeiam a médio longo prazo e a participação de Carapaz no Tour 2020, na minha opinião foi para preparar 2021. Geraint Thomas também já tem um Tour de France no currículo, e apesar dos seus 35 anos tem mostrado boas indicações este ano, venceu o a volta à Romandia, fez terceiro na Volta à Catalunha e no Dauphiné. Arranca como líder da equipa (na teoria), e será com o decorrer das etapas que essa liderança ficará verdadeiramente decidida. A Ineos tem um bloco forte e sente-se que todos estão dispostos a trabalhar seja para quem seja, vermremos o que as dificuldades da estrada reservam a Geraint Thomas, se a liderança, ou o papel de apoio a algum colega de equipa. Geraint Thomas Richie Porte fez o seu primeiro pódio numa grande volta o ano passado no Tour 2020, sem grande bloco de apoio na sua equipa de então (TREK-Segafredo). Este ano todos o apontavam como gregário na Ineos mas a verdade é que apesar dos seus 36 anos o australiano tem mostrado excelentes registos, foi segundo na Volta à Catalunha, segundo na Volta à Romandia e venceu o Dauphiné. Pelas indicações a que nos tem habituado, sabemos que Porte funciona melhor sem a pressão de ter que ser líder à partida (o que não vai acontecer). O ano passado já batalhou contra Pogacar e Roglic, a diferença este ano é a equipa onde está. Tao Geoghegan Hart é o jovem em ascensão dentro da estrutura da Ineos, o ano passado venceu o giro de Itália mostrando a sua capacidade para as grandes voltas e dependendo dos azares que possam acontecer a outros colegas de equipa, pode ser outra opção para a classificação geral dentro da Ineos. Os outsiders Depois existe um lote de ciclistas que não sendo candidatos n.º 1, são ciclistas que se estiverem no seu melhor nível se podem intrometer na luta, como Wilco Kelderman (Bora Hansgrohe), Wout Poels (Bahrain Victorious), Enric Mas e Miguel Angel Lopez (Movistar), ou Rigoberto Uran (EF- Education First). Montanha Nesta classificação entram muitas vezes os candidatos à classificação geral (o ano passado foi mesmo Pogacar o vencedor da corrida a vencer esta classificação), não é novidade que ser um bom escalador ajuda a vencer o Tour de France. Mas quando é necessário ter uma postura mais tática e resguardada por parte dos líderes, outros ciclistas se destacam e focam só nesta classificação. Como candidatos considero Julian Alaphilippe que já venceu esta classificação, Romain Bardet, Warren Barguil e Rafal Majka que também já venceram recentemente esta camislola. Temos ainda Michael Woods (Israel-Sart Up Nation), que este ano se tem mostrado em grande nível na montanha, vai liderar a equipa com Chris Froome no seu apoio para o melhor lugar possível no TOP 10, podendo assim entrar na luta por esta classificação, dependendo das circunstâncias de corrida. Pontos Peter Sagan A camisola verde poderia muito bem chamar-se camisola Sagan, o eslovaco tem o record de camisolas verdes nesta competição (mais concretamente 7 vezes: em 2021, 2013, 2014, 2015, 2016, 2018 e 2019), a sua capacidade de superar as dificuldades em etapas de terreno ondulado, aliada à sua rapidez no final levam a que estes números se tenham construído e por isso é o super favorito a esta classificação. Wout Van Aert O ciclista belga já mostrou a sua capacidade para vencer ao sprint no tour de France (3 são as etapas que já contam no sei currículo do Tour), também supera bem as etapas de terreno ondulado e se a equipa lhe der liberdade para tentar conseguir esta classificação é certamente um sério candidato. Mathieu Van der Poel A questão no que diz respeito a Mathieu van der Poel (MVDP) é só uma, vai o holandês fazer as 3 semanas do tour, ou vai só vencer uma ou duas etapas e ir para casa preparar os jogos olímpicos? Se MVDP for fazer as 3 semanas é sério candidato a vencer esta camisola, será a prova de fogo perante 3 semanas e os homens mais rápidos do mundo, mas ele já provou que tem velocidade ponta para bater muitos deles. Caleb Ewan É o sprinter mais forte do Tour de France 2021, em etapas planas de chegadas ao sprint deverá muitas vezes ser o vencedor. A questão em relação à classificação da camisola verde é que as equipas dos outros candidatos podem trabalhar nas etapas de terreno ondulado, no sentido de descartar o australiano para que este não possa disputar o sprint final, seja por ficar para trás ou por chegar desgastado. Mark Cavendish Sam Bennet, ultimo vencedor desta classificação não estará presente por lesão, para o seu lugar entrou o "Míssil de Man" Mark Cavendish, mas poderá o britânico de 36 anos estar ombro a ombro com Sagan e companhia? Cavendish passou de "acabado" a vencedor no decorrer deste ano, o ciclismo é um desporto "romântico" onde por vezes acontecem coisas surpreendentes, será o nível do Tour de France muito alto para este tipo de romance? Sonny Colbrelli Se o Critérium du Dauphiné serve de referência para o Tour, Colbrelli venceu a camisola verde nessa corrida. É verdade que muitos dos outros aqui referidos não estavam presentes, mas Sonny Colbrelli este ano também já venceu a classificação por pontos na volta à Romandia onde esteve por exemplo, Peter Sagan. Sonny Colbrelli apresenta-se no Tour de France 2021 no melhor momento de forma da sua carreira, e vem com a camisola de Campeão Nacional italiano vestida. Michael Matthews Habitualmente nos lugares cimeiros da classificação por pontos, Michael Matthews vem certamente ao Tour com esse objectivo. Este ano Matthews fez uma boa época de clássicas e terminou o Paris-Nice no quarto posto da classificação por pontos. Juventude Esta é a camisola que premeia o ciclista mais jovem (até 25 anos) melhor colocado na classificação geral, e olhando para a start-list das equipas apresentamos, não 3, não 4, não 2, mas 1 candidato. Tadej Pogacar. Teorias à parte, é a estrada que coloca todos no seu lugar e acabam por haver sempre surpresas, por isso é que o ciclismo é belo e emocionante. Sábado já começamos a saber. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France 2021 | Guia TopCycling - parte 2 | Perfil das etapas Faltam 2 dias do início do Tour de France 2021, a mais mediática corrida de ciclismo do planeta, e como sempre no TopCyling procurámos fazer um guia completo com tudo o que precisas saber para acompanhar melhor esta grande corrida, que tem início no próximo sábado dia 26 de junho e termina dia 18 de julho em Paris. Ontem publicámos a Start-List e equipamento de todas as equipas, hoje publicamos o perfil e pequena análise das 21 etapas do Tour de France 2021. Perfil e descrição das etapas Etapa 1 - MELHO > LANDERNEAU - Sáb. 26Jun. Por norma a primeira etapa é plana, mas este ano a festa começa com uma etapa difícil e os últimos quilómetros em subida podem determinar um primeiro camisola amarela que não seja um sprinter puro. Um dia que encaixa bem a Julian Alaphilippe ou Mathieu van der Poel por exemplo. Etapa 2 - PERROS-GUIREC > MÛR-DE-BRETAGNE GUERLÉDAN - Dom. 27 Jun. A segunda etapa acaba por ser um pouco à imagem da primeira, com algumas contagens de montanha e os últimos 2 quilómetros também em subida. Nestas etapas, vai certamente haver espetáculo tendo em conta o nervosismo típico do início do Tour de France. Etapa 3 - LORIENT > PONTIVY - Seg. 28 Jun. A etapa 3 pode ser a primeira para os sprinters, ainda que tenha um perfil ondulado, pelo que alguns deles podem ser descartados pelo caminho e não poder disputar o sprint final. Etapa 4 - REDON > FOUGÈRES - Ter. 29 Jun. A etapa 4 não 100% plana mas será a primeira oportunidade das equipas dos velocistas puros. Aqueles que não conseguiram a vitória nos dias anteriores vão ter que colocar aqui todas as fichas para começar a vencer. Etapa 5 - C. I. - CHANGÉ > LAVAL ESPACE MAYENNE - Qua. 30 Jun. Nos quase 27 km's de contrarrelógio individual, já se poderão ver diferenças entre os candidatos à classificação geral. Se nas primeiras etapas não houver mexidas entre os homens da classificação geral este é o primeiro da em que se podem ver as primeiras diferenças. Etapa 6 - TORNEIO > CHÂTEAUROUX - Qui. 1 Jul. A etapa 6 é a mais plana das primeiras 6, são 143 km's com menos de 1000 mts. de desnível acumulado, um dia claramente para sprinters. Etapa 7 - VIERZON > LE CREUSOT - Sex. 2Jul. Se no dia anterior a etapa não passa os 1000 mts. de desnível acumulado, na etapa 7 são 3111 mts. de desnível que esperam os ciclistas nos 247,5 km's. As subidas a Côte de la Croix de la Libération (2,5 km @ 7,3%), Signal d'Uchon (5,7 km @ 5,6%) e a Côte de Montcenis (2,5 km @ 5,1%) podem proporcionar espetáculo num dia longo em cima da bicicleta tendo em conta os 248 km's. Etapa 8 - OYONNAX > LE GRAND-BORNAND - Sáb. 3 Jul. A etapa do dia anterior é só o aperitivo para as duas etapas seguintes. A etapa 8 será a primeira etapa de montanha a sério, são 151 km's com 3560 mts. de desnível acumulado, incluindo subidas longas e inclinadas como o Col de Romme (9,1km @ 8,9%) e o Col de la Colombiere (7,4km @ 8,5%), seguidas de uma descida final 15 km's que também pode causar surpresas. Etapa 9 - CLUSOS > TIGNES - Dom. 4 Jul. A dureza da etapa 9 pode desencorajar ataques e mexidas nos dias anteriores, quem chegar aqui debilitado pode perder o Tour, é a primeira etapa monstruosa deste Tour de France. Uma etapa com 4624 mts. de desnível acumulado condensados em 145 km's, sendo que subida final tem 21 km's com uma média de inclinação de 5,6%. onde o desgaste provocado pelos dias e subidas anteriores pode ser determinante. Os ciclistas terão um dia de descanso merecido no dia seguinte. Etapa 10 - ALBERTVILLE > VALENCE - Ter. 6 Jul. A etapa 10 surge após o primeiro dia de descanso, é esperado que seja mais um dia de descanso para as equipas candidatas à classificação geral. Uma etapa onde as equipas dos sprinters procurarão controlar a corrida para lançar o seu velocista no final. Etapa 11 - SORGUES > MALAUCÈNE - Qua. 7 Jul. O postal de apresentação da etapa 11 é o seguinte: subir duas vezes o Mont Ventoux. (pela primeira vez na história do tour de France). Uma etapa de 200 km's. com 4647 mts. de desnível acumulado e com a particularidade de terminar com a descida do Mont Ventoux, 17 km's de descida que podem ser preponderantes na estratégia das equipas. Etapa 12 - SAINT-PAUL-TROIS-CHÂTEAUX > NÎMES - Qui. 8 Jul. 161 km's com 2000 mts. de acumulado podem encorajar muitas equipas a apostar na fuga. Pode também ser uma etapa propícia para sprinters, embora os 2000 mts. de acumulado ao longo da etapa possa fazer com que cheguem desgastados ao final. Etapa 13 - NÎMES > CARCASSONNE - Sex. 9 Jul. Outro dia rolante propício às fugas ou para um final ao sprint. A extensão de 220 km's poderá obrigar as equipas dos sprinters a trabalhar para não deixar as fugas ganharem muito tempo. Etapa 14 - CARCASSONNE > QUILÃO - Sáb. 10 Jul. Um dia ondulado no qual os candidatos da classificação geral poderiam atacar, mas dureza da etapa seguinte e o facto desta etapa acabar em descida pode desencorajar esses ataques. Etapa 15 - CÉRET > ANDORRA LA VELLA - Dom. 11 Jul. Nova etapa de alta montanha onde poderemos ver mexidas entre os homens das classificação geral. Os 191 km's. deste dia nos Pirinéus terão 4574 mts. de desnível acumulado, onde os ciclistas estarão em alguns pontos acima dos 2000 mts. de altitude, pelo que se espera uma batalha no controle da corrida, entre as equipas candidatas à classificação geral. Após esta etapa os ciclistas desfrutarão de mais um merecido dia de descanso, o ultimo antes da semana decisiva. Etapa 16 - EL PAS DE LA CASA > SAINT-GAUDENS - Ter. 13 Jul. A batalha dos Pirinéus continua, na entrada da ultima semana da corrida nova etapa de alta montanha, um pouco mais suave que anterior mas onde o desgaste das primeiras duas semanas de prova se farão notar. Etapa 17 - MURET > COL DU PORTET - Qua. 14 Jul. Etapa com chegada em alto! Não haverá muitas assim no Tour deste ano como podem verificar, e estando já na ultima semana da corrida, com a subida final ao Col de Portet, com 16,3km e uma inclinação média de 8,6% será o dia e local propícios para se fazerem as movimentações decisivas entre os candidatos à classificação geral. Etapa 18 - PAU > LUZ ARDIDEN - Qui. 15 Jul. Ultima etapa de montanha no tour de France 2021. No menu do dia os ciclistas têm à sua espera o Col du Tourmalet e Luz Ardiden, numa etapa de somente 130 km's mas com 3555 mts. de desnível acumulado. Quem quiser e tiver capacidade de fazer diferenças na montanha, tem neste dia a sua última oportunidade, pelo que se esperam muitas batalhas entre todos os que querem ficar no TOP 10. Etapa 19 - MOURENX > LIBOURNE - Sex. 16 Jul. Esta será uma etapa onde se espera que as equipas e homens da classificação geral recuperem um pouco as pernas após as duras etapas dos Pirinéus, tendo em conta que no dia seguinte têm um importante contrarrelógio. Por outro lado, as equipas dos velocistas voltam a entrar em cena e têm aqui a penúltima oportunidade para brilhar no Tour de France. Etapa 20 - C. I. - LIBOURNE > SÃO-EMILHÃO - Sáb. 17 Jul. Dependendo das diferenças que haja entre os favoritos à vitória, o dia de contrerrelógio pode ser, ou não , dia de emoções fortes (recordemos a edição de 2020). É a oportunidade para os ciclistas da classificação geral tentarem melhorar o resultado, ou evitar ser alcansados. 31 km's é uma extensão suficiente para criar algumas diferenças de tempo e é neste dia que saberemos quem vencerá o Tour de France 2021. Etapa 21 - CHATOU > PARIS CHAMPS-ÉLYSÉES - Dom. 18 Jul. O típico dia da coroação dos vencedores do Tour de France, e também o sprint mais mediático e importante do mundo do ciclismo, vencer nos Campos Elísios é um marco para qualquer velocista do pelotão internacional. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France 2021 | Guia TopCycling - parte 1 | As equipas e equipamento Estamos a somente três dias do início do Tour de France 2021, a mais mediática corrida de ciclismo do planeta, e como sempre no TopCyling procurámos fazer um guia completo com tudo o que precisas saber para acompanhar melhor esta grande corrida, que tem início no próximo sábado dia 26 de junho e termina dia 18 de julho em Paris. Por razões óbvias nós portugueses temos ultimamente mais carinho pelo Giro de Itália, também considerada por muitos a mais bela das 3 grande voltas, mas o Tour é o Tour. O Tour de France é a corrida que faz andar a industria do ciclismo, é o pináculo deste desporto a nível global, a corrida onde todos querem estar, aquela que eterniza e cria os deuses do ciclismo. As equipas, bicicletas e componentes Ag2r Citroën Team Ciclistas COSNEFROY Benoît VAN AVERMAET Greg PARET-PEINTRE Aurélien O'CONNOR Ben PETERS Nans NAESEN Oliver SCHÄR Michael GODON Dorian Bicicleta: BMCTransmissão: CampagnoloRodas: Campagnolo Astana Premier tech Ciclistas  ARANBURU Alex DE BOD Stefan FRAILE Omar FUGLSANG Jakob GRUZDEV Dmitriy HOULE Hugo IZAGIRRE Ion LUTSENKO Alexey Bicicleta: WillierTransmissão: ShimanoRodas: Corima Bahrain-Victorious Ciclistas BILBAO PelloCOLBRELLI SonnyHAIG JackTEUNS DylanPOELS WoutMOHORIČ MatejWRIGHT FredHALLER Marco Bicicleta: MeridaTransmissão: ShimanoRodas: Vision Bora-Hansgrohe Ciclistas OSS Daniel PÖSTLBERGER Lukas SCHELLING Ide KELDERMAN Wilco SAGAN Peter POLITT Nils BUCHMANN Emanuel KONRAD Patrick Bicicleta: SpecializedTransmissão: ShimanoRodas: Roval Cofidis, Solutions Crédits Ciclistas  MARTIN Guillaume LAPORTE Christophe HERRADA Jesús PEREZ Anthony GESCHKE Simon PÉRICHON Pierre-Luc WALLAYS JelleFERNANDÉZ Rubén Bicicleta: De RosaTransmissão: CampagnoloRodas: Fulcrum Deceuninck - Quick-Step Ciclistas ALAPHILIPPE Julian ASGREEN Kasper BALLERINI Davide CATTANEO Mattia CAVENDISH Mark DECLERCQ Tim DEVENYNS Dries MØRKØV Michael Bicicleta: SpecializedTransmissão: ShimanoRodas: Roval EF Education-Nippo Ciclistas POWLESS NeilsonCORT MagnusVALGREN MichaelURÁN RigobertoHIGUITA SergioBISSEGGER StefanGUERREIRO RubenRUTSCH Jonas Bicicleta: CannondaleTransmissão: ShimanoRodas: Vision Groupama - FDJ Ciclistas ARMIRAIL Bruno DÉMARE Arnaud GAUDU David GUARNIERI Jacopo KONOVALOVAS Ignatas KÜNG Stefan MADOUAS Valentin SCOTSON Miles Bicicleta: LapierreTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Ineos Grenadiers Ciclistas CARAPAZ RichardCASTROVIEJO JonathanGEOGHEGAN HART TaoKWIATKOWSKI MichałPORTE RichieROWE LukeTHOMAS GeraintVAN BAARLE Dylan Bicicleta: PinarelloTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Intermarché-Wanty Gobert Matériaux Ciclistas VAN POPPEL DannyVAN POPPEL BoyBAKELANTS JanVLIEGEN LoïcZIMMERMAN GeorgMEINTJES LouisKOCH JonasROTA Lorenzo Bicicleta: CubeTransmissão: ShimanoRodas: Newmen Israel Start-Up Nation Ciclistas BOIVIN Guillaume FROOME Chris HOLLENSTEIN Reto GOLDSTEIN Omer GREIPEL André ZABEL Rick MARTIN Dan WOODS Michael Bicicleta: FactorTransmissão: ShimanoRodas: Black inc Jumbo-Visma Ciclistas VAN AERT WoutROGLIČ PrimožTEUNISSEN MikeGESINK RobertVINGEGAARD JonasMARTIN TonyKUSS SeppKRUIJSWIJK Steven Bicicleta: CervéloTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Lotto-Soudal Ciclistas EWAN CalebDE BUYST JasperVAN DER SANDE ToshDE GENDT ThomasKLUGE RogerGILBERT PhilippeSWEENY HarryVAN MOER Brent Bicicleta: RidleyTransmissão: CampagnoloRodas: Campagnolo Movistar Team Ciclistas VALVERDE AlejandroVERONA CarlosMAS EnricERVITI ImanolGARCÍA CORTINA IvánARCAS JorgeSOLER MarcLÓPEZ Miguel Ángel Bicicleta: CanyonTransmissão: SRAMRodas: Zipp Team BikeExchange Ciclistas DURBRIDGE LukeJUUL-JENSEN ChristopherMEZGEC LukaYATES SimonCHAVES EstebanMATTHEWS MichaelJANSEN Amund GrøndahlHAMILTON Lucas Bicicleta: BianchiTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Team DSM Ciclistas  PEDERSEN Casper BENOOT Tiesj EEKHOFF Nils KRAGH ANDERSEN Søren NIEUWENHUIS Joris BOL Cees SUTTERLIN JashaDONOVAN Mark Bicicleta: ScottTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Team Qhubeka-Assos Ciclistas CLARKE SimonGOGL MichaelCAMPENAERTS VictorWALSCHEID MaxBENNETT SeanDLAMINI NicHENAO SergioBARBERO Carlos Bicicleta: BMCTransmissão: Shimano/RotorRodas: Hunt Trek-Segafredo Ciclistas SKUJIŅŠ TomsTHEUNS EdwardELISSONDE KennyNIBALI VincenzoPEDERSEN MadsMOLLEMA BaukeSTUYVEN JasperBERNARD Julien Bicicleta: TrekTransmissão: SRAMRodas: Bontrager UAE Team Emirates Ciclistas  HIRSCHI Marc FORMOLO Davide BJERG Mikkel COSTA Rui POGAČAR Tadej MAJKA Rafał LAENGEN Vegard MCNULTY Brandon Bicicleta: ColnagoTransmissão: CampagnoloRodas: Campagnolo Alpecin-Fenix Ciclistas VAKOČ PetrSBARAGLI KristianMERLIER TimMEURISSE XandroVAN DER POEL MathieuDILLIER SilvanPHILIPSEN JasperRICKAERT Jonas Bicicleta: CanyonTransmissão: CampagnoloRodas: Campagnolo BB Hotels Ciclistas ROLLAND PierrePACHER QuentinCHEVALIER MaximeBONNAMOUR FranckBARTHE CyrilGAUTIER CyrilLEMOINE CyrilCOQUARD Bryan Bicicleta: KTMTransmissão: ShimanoRodas: DT SWISS Arkea Samsic Ciclistas BOUHANNI NacerGESBERT ÉlieQUINTANA NairoBARGUIL WarrenDELAPLACE AnthonySWIFT ConnorRUSSO ClémentMCLAY Daniel Bicicleta: CanyonTransmissão: ShimanoRodas: Shimano Total Energie Ciclistas LATOUR PierreTURGIS AnthonyDE LA PARTE VíctorRODRÍGUEZ CristiánBOASSON HAGEN EdvaldSIMON JulienDOUBEY FabienCABOT Jérémy Bicicleta: WillierTransmissão: ShimanoRodas: Ursus NOTA: À data do artigo ainda há equipas que não confirmaram os 8 ciclistas que irão alinhar no Tour. (Em actualização). Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Maria Martins Campeã Nacional de fundo Elite Maria Martins (Drops) sagrou-se campeã portuguesa de fundo, no segundo dia dos Nacionais de ciclismo de estrada, em Castelo Branco, num triunfo ao ‘sprint’. A ciclista, apurada para os Jogos Olímpicos Tóquio2020 no ciclismo de pista, cumpriu os 108,3 quilómetros, correspondentes a cinco voltas a um circuito em Castelo Branco, com o tempo de 3:13.23 horas. No segundo lugar do ‘sprint’ ficou Daniela Campos (Bizkaia-Durango), que na sexta-feira se sagrou campeã de contrarrelógio individual, com a medalha de bronze a ser conquistada por Daniela Pereira (Clube BTT Matosinhos), a dois segundos das duas primeiras. Aos 21 anos, no regresso aos Nacionais, este é o primeiro título em elites de Maria Martins, segunda em 2018, numa época em que, a correr pela britânica Drops, já foi terceira na Ronde de Mouscron. A prova decorreu sempre compacta, sem ataques, nem grandes movimentações, com uma chegada em bloco à meta, em Castelo Branco. Uma volta antes das elites, foi Beatriz Pereira (Bairrada) a sagrar-se campeã nacional de juniores, aos 17 anos, num triunfo ao ‘sprint’, e, à terceira passagem pela prova, foi a cadete Marta Carvalho (Extremosul/Hotel Alísios/Cenmais) a erguer os braços. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### José Neves (W52 - FC Porto) é o novo campeão Nacional de fundo Elite Depois da brilhante prova no Campeonato Nacional de contrarrelógio, onde terminou no 3.º posto, José Neves confirmou o excelente momento de forma ao sagrar-se hoje Campeão Nacional de fundo Elite. O ciclista que, nesta época, regressou à estrutura portista foi um dos elementos mais ativos na estratégia ofensiva da W52-FC Porto. Partindo com mais corredores do que os adversários, por ter um plantel maior, os comandados de Nuno Ribeiro atacaram, com vários corredores, desde o quilómetro inicial. O título saiu da fuga de 8 ciclistas, na qual a W-52 Fc Porto tinha 4 homens que começaram a atacar à vez, tendo José Fernandes conseguido isolar-se a cerca de 21 quilómetros do final. O ciclista da W52 começou por conseguir uma vantagem de alguns segundos, que foi aumentando pouco a pouco. No grupo perseguidor, sempre encabeçado por Nelson Oliveira (Movistar Team), tentaram anular a vantagem mas seguiam no mesmo mais 3 ciclistas da W52, sempre resguardados para um possível ataque no final. José Neves (W52-FC Porto) entrou nos últimos 5 km's. com uma vantagem de 1m05s e acabou por vencer a prova. Rui Oliveira (UAE - Team Emirates), terminou a prova no segundo posto e Gaspar Gonçalves (Tavfer-Measindot-Mortágua) fechou os lugares do pódio terminando em terceiro. "Vencer os Campeonatos Nacionais é uma enorme sensação de orgulho e dever cumprido. Durante a corrida tentámos estar sempre na frente e, a certa altura, percebi que os adversários estavam em dificuldade e tentei a minha sorte. Arranquei a uma volta do fim e consegui fazer uma diferença de tempo suficiente para chegar à vitória. Já tinha sido campeão nacional duas vezes em sub-23 e espero vir a conquistar mais títulos de campeão nacional no futuro. Para já, estou muito orgulhoso de poder vestir esta camisola durante um ano", José Neves. Classificação completa AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tiago Ferreira termina 6.º no Campeonato da Europa O Campeonato da Europa de Maratona BTT (XCM) disputou-se hoje em Evolène, na Suíça, com o português Tiago Ferreira (DMT Racing Team by Marconi Projects) a terminar no TOP 10. A Seleção Nacional partiu para a Suíça, na expectativa de alcançar um bom resultado com Tiago Ferreira (DMT Racing Team by Marconi Projects), que venceu a prova no último Europeu, em 2019. A acompanhá-lo esteve também o seu colega de equipa, Roberto Ferreira. A corrida, com uma distância de 78 quilómetros e 3900 metros de acumulado positivo, arrancou a um ritmo alucinante, partindo logo o pelotão. Tiago Ferreira ainda tentou seguir na frente, mas com o ritmo alto que se verificava, acabou por ter de tomar a opção de gerir o esforço, perdendo o contacto. Apesar dos ataques sucessivos que iam acontecendo, o corredor português conseguiu manter-se na disputa pelos lugares cimeiros, terminando no sexto posto. O vencedor foi o alemão Andreas Seewald (Canyon Northwave MTB Team), seguido do italiano Samuele Porro (Trek - Pirelli) e do checo Martin Stosek que fechou o pódio. TOP 10 Elite Masculinos O selecionador nacional de BTT, Pedro Vigário avalia a participação de Tiago Ferreira (DMT Racing Team by Marconi Projects) como positiva, dado o ritmo forte que se verificou desde cedo, fazendo ainda referência à participação de Roberto Ferreira (DMT Racing Team by Marconi Projects), que acabou por desistir. “Foi uma corrida dura, mas o balanço é positivo. Estivemos na discussão da corrida com o Tiago Ferreira e fizemos tudo para conseguir alcançar um bom resultado. O Tiago estava muito focado, esteve muito perto de alcançar a quinta posição e terminou com um bom resultado. O Roberto não conseguiu aguentar o forte ritmo da corrida, não se sentiu bem na parte final e não terminou,” afirmou Pedro Vigário.afirmou Pedro Vigário. Em competição nas categorias de veteranos esteve ainda um forte contingente português, com destaque para António Passos, terceiro classificado na categoria de masters 50-54. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mini ferramenta PRO - Multi Tool integrada e completa A mini ferramenta integrada PRO é uma Multi Tool para bicicleta integrada e completa, com sistema de roquete e 13 funções, concebida para ser armazenada debaixo do seu selim PRO. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=9DRRpKKgYbs Embora tenha sido concebida para ser armazenada e integrada diretamente nos selim da PRO, experimentei dessa forma e optei por utilizar na bolsa ou bidom de ferramenta, fica à escolha de cada um. A integração fica bastante bem, mas quando temos uma avaria é mais prático tirar a Multi Tool para bicicleta da bolsa, do que do adaptador ao selim, além de que numa bolsa a ferramenta não fica exposta aos elementos (águas, poeiras, lamas) preservando assim a sua longevidade e correcto funcionamento. Integração à parte, após algumas utilizações fiquei bastante satisfeito com a ferramenta, é bastante completa e prática. Possui 13 funções e um sistema de roquete onde se encaixam uma chave sextavada dupla e uma chave dinamométrica. A ferramenta não inclui apenas cinco peças, mas também um descravador de corrente, dois desmonta-pneus e espaço de armazenamento para um quick link (elo de corrente de encaixe rápido). Chaves incluidas: Chaves sextavadas: 2, 2,5, 3, 4, 5 e 6mmChaves Torx: T25 e T30Ferramentas: chave de fendas plana e chave Phillips2 desmonta-pneusDescravador de corrente Podes encontrar em qualquer loja que venda Shimano ou PRO. Para mais informações consulta o site do importador em Portugal: www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida é o novo Campeão Nacional de contrarrelógio João Almeida (Deceuninck-Quick-Step) é o novo Campeão Nacional de contrarrelógio. O atleta português conquistou hoje o seu primeiro título nacional de contrarrelógio na categoria de elite, completando o percurso com o tempo de 36m20s. Na segunda posição terminou Rafael Reis (Efapel), com o tempo de 37m14s. José Neves (W52-FC POrto), fechou o pódio com um tempo de 37m33s. Nelson Oliveira (Movistar Team), terminou no quarto posto com somente mais 11 segundos que José Neves (37m44s.) “É a minha primeira vitória como profissional. É indescritível, estou muito contente, ainda mais por levar a camisola lá fora. Tem outro sabor como elite. Foi um percurso duro, sem muitos pontos de descanso. A parte final era menos difícil, mas era preciso andar bem. A faltarem sete ou oito quilómetros, sabia que tinha 40 segundos de vantagem. Estava tranquilo e dei o meu máximo. Foi muito bom e adequa-se também à preparação para os Jogos Olímpicos”, explica João Almeida. Entre a elite feminina esperava-se uma luta acesa entre Daniela Campos e Maria Martins (Drops-Le Col), mas a ribatejana não alinhou, devido a um problema mecânico detetado pouco antes da partida. Assim, a algarvia teve campo aberto para dominar a corrida de 19,2 quilómetros. Daniela Campos, no primeiro ano de sub-23, não deu qualquer hipótese à concorrência, terminando com 29m25s, menos 1m27s do que Ana Caramelo (ATPLINE_União Ciclista de Ponte da Barca) e menos 1m35s do que Liliana Jesus (Team Farto-BTC), que completaram o pódio. “Ser campeã nacional é uma sensação muito boa. É o meu primeiro ano no escalão de elite, por isso é sempre muito bom conseguir a camisola. As sensações foram boas, tenho vindo a trabalhar desde uma paragem forçada e estou muito contente pela vitória. Sabia que podia fazer um bom resultado e o contrarrelógio é uma especialidade de que bastante gosto. Estava a apostar no pódio. A prova de fundo, no sábado, é o próximo objetivo, um dos mais importantes”, confessa Daniela Campos. Os sub-23 masculinos cumpriram os mesmos 30,5 quilómetros do que os corredores de elite. Fábio Fernandes, em estreia nesta categoria, depois de ter conquistado o título de juniores em 2020, foi o mais forte.O corredor da equipa sediada em Águeda cortou a meta com 39m45s, sendo o único sub-23 a fazer menos do que 40 minutos. O segundo classificado foi Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport), a 24 segundos. O terceiro, a 55 segundos, foi Diogo Barbosa (Hagens Berman Axeon). A manhã competitiva iniciou-se com o contrarrelógio de paraciclismo, que coroou dez campeões nacionais. Os ciclistas com deficiência cumpriram 19,2 quilómetros. Campeões Nacionais de Paraciclismo B - Ana Silva e Isabel Caetano (Descobre Destreza Associação Desportiva)C1 - Bernardo Vieira (Efapel Paracycling)C2 - Telmo Pinão (Efapel Paracycling)C3 - Paulo Teixeira (Rodabike/ACRG/Gondomar)C4 - João Monteiro (Mozinho RT Martos Pellets Offorsep)C5 - Hélder Maximino (360º Bike Trail/Mundimat/CC Aldeia Paio Pires)D - André Soares (Mato Cheirinhos/Vila Galé/Etopi)H3 - João Pinto (Belmira Cruz/CC Portimão/Mirachoro Hotels)H4 - Flávio Pacheco (Santa Cruz/Botelhos.pt)H5 - Luís Costa Classificações completas CLASSIFICAÇÃO COMPLETA ELITE MASCULINA CLASSIFICAÇÃO COMPLETA ELITE FEMININA CLASSIFICAÇÃO COMPLETA SUB-23 CLASSIFICAÇÃO COMPLETA PARACICLISMO Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato da Europa de XCM este Domingo - Tiago Ferreira defende título A Seleção Nacional parte com ambição para o Campeonato da Europa de Maratona BTT (XCM), que vai disputar-se no próximo domingo, em Evolène, Suíça. O viseense Tiago Ferreira venceu o último Campeonato da Europa de XCM, em 2019, uma vez que a edição de 2020, que deveria realizar-se na serra da Estrela, foi cancelada devido à pandemia. O campeão da Europa em título terá, ao serviço da Seleção Nacional, um escudeiro que o acompanha ao longo da época, Roberto Ferreira, uma vez que ambos integram a equipa DMT Racing Team by Marconi Projects. A corrida do próximo domingo tem uma curta extensão para o que é normal no XCM masculino de elite. São apenas 78 quilómetros. A distância é compensada pela exigência orográfica, pois os corredores vão enfrentar 3900 metros de acumulado positivo. A prova irá toda desenrolar-se em altitudes elevadas. O ponto mais baixo está colocado nos 1342 metros, mas os ciclistas vão atingir os 2487 metros. “A corrida é muito dura. Tendo um ciclista como o Tiago Ferreira iremos apresentar-nos com o mesmo espírito dos últimos anos. Vamos bater-nos por uma medalha, ambicionando que seja a de ouro”, anuncia o selecionador nacional de BTT, Pedro Vigário. O responsável técnico está confiante na capacidade dos corredores portugueses.  “O Tiago está a passar um bom momento e está muito motivado para este objetivo. O Roberto, apesar de estrear-se nesta competição, terá a missão de estar o mais perto possível do Tiago. Foi pena um impedimento de última hora não permitir a participação do José Dias”, salienta Pedro Vigário. O início da prova está marcado para as 9h30 locais, menos uma hora em Portugal Continental.Tiago Ferreira é um dos corredores mais regulares do circuito internacional de XCM, somando seis medalhas em Campeonatos da Europa e do Mundo. O viseense sagrou-se campeão europeu em 2017 e em 2019 e foi campeão mundial em 2016. Foi ainda vice-campeão da Europa em 2016 e vice mundial em 2017 e em 2020. Texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Dumoulin regressou aos títulos Tom Dumoulin (Jumbo - Visma) venceu o seu quarto título de contra-relógio holandês na quarta-feira batendo no percurso de 29,6 quilómetros em Emmen, Sebastian Langeveld (EF Education-Nippo). Dumoulin, que recentemente voltou à atividade profissional, da qual se tinha retirado durante alguns meses chegando a colocar-se em causa o seu regresso, venceu a prova cronometrada com o tempo de 36,06 minutos. Koen Bouwman, companheiro de equipa de Tom Dumoulin na Jumbo-Visma terminou no terceiro lugar. Aos 30 anos, Dumoulin, vencedor do Giro d'Italia e campeão do mundo de contra-relógio em 2017, deixou a competição voluntariamente em janeiro passado e regressou na volta à Suíça, concluída no último domingo. Com esta vitória em Emmen Dumoulin atingiu o seu primeiro objectivo de 2021, seguindo-se agora os Jogos Olímpicos. Após ter-se retirado por uns meses, declarando que necessitava de voltar a ter alegria em pedalar numa bicicleta, poderá Tom Dumoulin regressar ao seu melhor nível e vencer uma medalha olímpica? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos Nacionais de Estrada 2021 disputam-se esta semana Os Campeonatos Nacionais de Estrada 2021 arrancam nesta sexta-feira, 18 de junho, no Campo de Feiras, em Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, onde se vão coroar os campeões nacionais de contrarrelógio. Nos dias 19 e 20 de junho (sábado e domingo) disputam-se as provas de fundo, com partida da Avenida do Empresário, em Castelo Branco. Sexta-feira 18 de Junho Entram em prova os paraciclistas, pelas 10h30, nas categorias H (handbike), C (bicicleta) e B (tandem), para completarem um percurso de 19,2 quilómetros. A mesma quilometragem será percorrida pelas atletas sub-23 e de elite feminina, que iniciam a competição às 11h00. Entre as atletas presentes destacam-se Maria Martins (Individual), convocada para os Jogos Olímpicos de Tóquio e Daniela Campos (Bizkaia-Durango), vencedora do contrarrelógio da Taça de Portugal deste ano, na categoria elite.  Seguem-se os sub-23 masculinos, às 12h00, que vão percorrer uma distância de 30,5 quilómetros, com destaque para a presença de Pedro Andrade (Hagens Berman Axeon), Miguel Salgueiro (L.A.Alumínios-L.A. Sport) e Pedro Pinto (Sicasal-Miticar-Torres Vedras), que deverão estar na luta pelo título nacional de contrarrelógio da respetiva categoria. Os atletas da categoria elite, que iniciam a prova às 13h00, não vão ter de enfrentar o atual campeão nacional, Ivo Oliveira (UAE Team Emirates), que não vai estar presente, devido a uma lesão. A disputa pelo título vai ser aguerrida, com a presença de José Gonçalves (Delko), que já foi campeão nacional de contrarrelógio da categoria elite, em 2012 e 2019 e Nélson Oliveira (Movistar), que venceu os quatro campeonatos nacionais de contrarrelógio de elite em que participou.  Em competição vão estar ainda João Almeida (Deceuninck-Quick Step), que já se sagrou campeão nacional de contrarrelógio e de fundo de sub-23, em 2019. Também presentes nos Campeonatos Nacionais deste ano vão estar Rafael Reis (Efapel), campeão nacional de contrarrelógio em sub-23 em 2014 e 2013, e José Neves (W52-FC Porto) em 2015 e 2017. Sábado, dia 19 de Junho Iniciam-se as provas de fundo, pelas 10h00, para as várias categorias do setor feminino. As atletas da categoria de cadetes e masters vão percorrer uma distância de 64,9 quilómetros, equivalente a três voltas ao circuito. As juniores femininas percorrem mais uma volta que os dois escalões mencionados anteriormente, sendo que vão ter pela frente 86,6 quilómetros.  Já as atletas das categorias sub-23 e elite vão ter de completar cinco voltas ao circuito, num total de 108,2 quilómetros. Nesta prova vão voltar a entrar em competição Maria Martins, em sub-23 e Daniela Campos (Bizkaia-Durango), em elite. Destaque ainda para Daniela Reis (Individual), que vai regressar à competição depois de ter abandonado no ano passado, Daniela Pereira (Clube BTT Matosinhos) e Ana Caramelo (ATPLINE_União Ciclista de Ponte da Barca). Daniela Reis Nesta prova de fundo, deverá haver também alguma vantagem para as corredoras com mais membros da mesma equipa, como é o caso de Diana Pedrosa, Melissa Maia e Liliana Jesus, da Team Farto-BTC. À tarde, pelas 14h30, entram em competição os sub-23 masculinos, que vão fazer uma volta inicial de 83,9 quilómetros, a somar às quatro do circuito que também terão de completar, totalizando 170,5 quilómetros. Numa corrida à base da tática, estarão certamente em vantagem as equipas que trazem mais corredores, tais como a Kelly-Simoldes-UDO, a L.A.Alumínios-L.A.Sport e a Sicasal-Miticar-Torres Vedras. Domingo, dia 20 de Junho No último dia de competição, os primeiros a entrar em prova são os paraciclistas, pelas 09h00, para completar duas voltas ao circuito, num total de 43,3 quilómetros. Às 11h30 inicia-se a derradeira prova da categoria de elite masculina. Os atletas vão ter 192,2 quilómetros para percorrer, num total de cinco voltas ao circuito, a juntar à mesma volta inicial realizada pelos sub-23. Nesta prova, apesar da presença de corredores do World Tour, como João Almeida, Nélson Oliveira, Rui Oliveira (UAE Team Emirates) e André Carvalho (Cofidis), a vantagem estará do lado das equipas portuguesas, tal como na categoria de sub-23, dado o número de atletas presentes de cada uma delas.  Outras competições No próximo fim de semana disputa-se também a Final da Taça de Portugal de Cadetes em Anadia. A prova, organizada pela Associação da Beira Litoral e pela Federação Portuguesa de Ciclismo, será dividida em duas provas, uma no sábado e outra no domingo. Após a fase inter-regional, será a primeira vez no ano em que os atletas da zona norte vão competir com os da zona sul. No sábado, dia 19 de junho, vai ter lugar um contrarrelógio individual de 14 quilómetros, compartida do Pavilhão dos desportos de Anadia, pelas 15h00. A prova em linha disputa-se no domingo, dia 20 de junho, às 10h30. O percurso, com partida e chegada em Sangalhos, terá 85 quilómetros. Mais eventos oficiais19 a 20 de junho: 2ª Taça da Madeira de Enduro - Enduro Challenge 2021, Calheta, Ponta do Pargo20 de junho: XCO Cancela do Cinzeiro, São Miguel, Pinhal da Paz20 de junho: 4ª Prova da Taça do Canal XCO 2021, Quinta das Rosas, Pico . Texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Leogang A terceira prova da Taça do Mundo de Cross Country Olímpico (XCO) levou a caravana desta modalidade até Leogang, Austria. Foi uma prova marcada pelo regresso da "normalidade", visto que os dois multidisciplinares Mathieu Van der Poel e Thomas Pidcock (que marcaram as dias corridas anteriores), não estiveram presentes. Corrida masculina Mathias Flueckiger confirmou a consistência e a boa forma que lhe têm permitido estar sempre nos lugares cimeiros esta temporada. O suíço colocou-se desde logo na frente e formou um trio com Ondrej Cink e Anton Cooper, tendo colocado desde cedo uma boa diferença para os restantes. Embora estes três conseguissem uma vantagem confortável para o grupo perseguidor, a corrida acabou por ser disputada entre Flueckiger e Cink, tendo o suíço conseguido uma vantagem de 10 segundos para o checo no final da penúltima volta, que conseguiu manter até ao final da corrida. TOP 10 corrida masculina Pos.NomePaísIdadetempo1FLUECKIGER MathiasSUI 331:15:502CINK OndřejCZE 311:16:043COOPER AntonNZL 271:16:354GRIOT ThomasFRA 271:17:165DASCALU VladROU 241:17:176LITSCHER ThomasSUI 321:17:187MAROTTE MaximeFRA 351:17:348ANDREASSEN SimonDEN 241:17:399KORETZKY VictorFRA 271:17:4410SCHURTER NinoSUI 351:17:49 Corrida feminina A jovem francesa Loana Lecomte continua a dominar, a líder da Taça do Mundo de Cross Country Olímpico conseguiu mais uma vitória, mas com uma superioridade avassaladora sobre todas as outras atletas, terminando a corrida em quase menos 2 minutos que a segunda classificada. Em segundo terminou a sueca Jenny Rissveds, a atleta de 27 anos medalha de ouro nos olímpica em 2016, esteve afastada da competição por sofrer depressão alguns anos, regressou na temporada de 2019 e parece estar a regressar ao seu melhor nível. Procura nova medalha olímpica certamente. Laura Stigger, a correr em casa conseguiu um esplêndido pódio, tendo discutido até ao final o 2.º lugar do pódio com Rissveds, tendo acabado por ficar no terceiro posto. Destaque para a portuguesa Raquel Queirós que conseguiu terminar num brilhante 10.º lugar na prova de sub-23 feminina, e vai deixando excelentes indicações os Jogos Olímpicos, não obstante a sua juventude e primeira participação olímpica. TOP 10 prova feminina Pos.NomePaísIdadeTempo1LECOMTE LoanaFRA 221:17:032RISSVEDS JennySWE 271:18:513STIGGER LauraAUT 211:18:534NEFF JolandaSUI 281:19:055FERRAND PREVOT PaulineFRA 291:19:336RICHARDS EvieGBR 241:19:457MCCONNELL RebeccaAUS 301:20:208TERPSTRA AnneNED 301:20:279GARCIA MARTINEZ Rocio Del AlbaESP 241:20:3510LECHNER EvaITA 361:21:17 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVOS sapatos S-Works EXOS EVO – Leveza Todo-o-Terreno A Specialized transportou para o BTT a filosofia que tinha aplicado nos EXOS de estrada, e lançou os novos sapatos S-Works EXOS EVO, anunciando que são os sapatos off-road mais leves que já criou. Para alcançar isso, a equipa de Design desenvolveu um material proprietário Dyneema® que reduziu drasticamente o peso da parte superior e, simultaneamente, maximizou a resistência e aumentou a flexibilidade para criar uns sapatos de competição de somente 231g. para todos os terrenos. Utilizando as características especiais da Dyneema® Cubi Tech, a marca americana eliminou o peso e o volume de um suporte do calcanhar tradicional. Os designers e engenheiros maximizaram as propriedades de camadas deste material para criar um bolso no calcanhar que simula a rigidez vertical essencial no suporte do calcanhar enquanto permite que o sapato se molde e adapte ao pé para um ajuste e conforto superiores com uma redução drástica no peso. Construíram uma proteção para os dedos do pé nos S-Works EXOS EVO e adicionaram uma camada extra de TPU à volta da latera do sapato para dar aos ciclistas a proteção e a confiança para continuar a puxar quando o trilho é a descer. O recém-lançado fecho BOA®Li2, com um micro-aperto melhorado, e um perfil ergonómico baixo, oferece o “ajuste sem peso” perfeito quando combinado com a biqueira reimaginada que usa uma manga elástica para cobrir e envolver confortavelmente os dedos dos pés e parte dianteira do pé enquanto mantém espaço para movimento e flexão. Como todos os sapatos Specialized, os S-Works EXOS EVO são construídos com base na fundação da tecnologia Body Geometry para reduzir o risco de lesão e foi adicionada uma placa off-road mais rígida e leve, a sola XC FACT com um índice de rigidez de 13.0. Os S-Works EXOS EVO garantem que a tua força vai diretamente para os pedais. ### Ciclismo no EUROSPORT para esta semana Esta semana, há para ciclismo no Eurosport acompanhar em direto, a Volta à Eslovénia e a Volta à Bélgica, duas emocionantes corridas do calendário do World Tour da UCI.  Volta à Eslovénia e a Volta à Bélgica de 9 a 13 de junho no Eurosport, a casa do ciclismo. A pouco mais de duas semanas do arranque de mais uma edição da Volta a França, "aquecem-se os motores" com estas duas provas de grande qualidade.  Volta à Eslovénia A Volta à Eslovénia cumpre este ano a sua 28.ª edição e apesar de ter apenas 5 etapas promete ser muito dura para todos os que nela participam. Ao todo, o pelotão terá de pedalar mais de 800 quilómetros e superar muita montanha. O ciclista esloveno Tadej Pogacar é a principal estrela presente nesta edição da Volta. O ciclista de 22 anos da UAE Team Emirates tem estado em muito bom plano nesta temporada tendo já vencido o Tirreno-Adriatico, a Clássica Liège-Bastogne-Liège e a Volta aos Emirados Árabes Unidos. Pogacar é o favorito à vitória na Eslovénia, corrida que serve de preparação para a defesa do título na Volta a França. Destaque ainda para a presença de Rui Oliveira (UAE Team Emirates), o único ciclista português nesta edição da Volta à Eslovénia. A volta à Eslovénia terá os comentários de Paulo Martins e Gonçalo Moreira. Volta à Bélgica Com mais tradição, mas igualmente emocionante, a Volta à Bélgica cumpre em 2021 a sua 91.ª edição. Ao todo, as equipas têm mais de 690 quilómetros pela frente divididos em 5 etapas. A prova arranca esta quarta-feira em Beveren e termina no domingo em Beringen. Na lista de participantes contam-se os nomes de Sam Bennet, Jasper Philipsen, Caleb Ewan, Giacomo Nizzolo, Tim Merlier ou Pascal Ackermann, entre outros. O belga Remco Evenepoel está de regresso para defender o título conquistado em 2019.  A volta à Bélgica terá os comentários de Paulo Martins e Frederico Bartolo. Para mais detalhes de programação consulta www.eurosport.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Os ciclistas portugueses escolhidos para os Jogos Olímpicos de Tóquio Os selecionadores nacionais de ciclismo de estrada, pista e BTT já anunciaram os quatro ciclistas portugueses escolhidos para os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, que se realizam entre 23 de julho e 8 de agosto. O ciclismo português terá pela primeira vez uma participação paritária, com dois homens e duas mulheres, distribuídos por quatro disciplinas velocipédicas, contrarrelógio e prova de fundo, na estrada, omnium, em pista e cross country olímpico (XCO), em BTT. Será a estreia do ciclismo de pista nacional em Jogos Olímpicos e será também a primeira vez que Portugal participa na prova feminina de XCO. Os ciclistas portugueses nos Jogos Olímpicos serão os seguintes: Nelson Oliveira - EstradaJoão Almeida - EstradaMaria Martins - PistaRaquel Queirós - BTT José Poeira, selecionador nacional de estrada, teve a exigente missão de reduzir a dois a lista de corredores que poderiam representar o país na mais importante competição internacional multidesportiva. Os escolhidos foram João Almeida e Nelson Oliveira. Pelas regras dos Jogos Olímpicos, os dois terão de competir tanto na prova de fundo como no contrarrelógio. O selecionador nacional de pista, Gabriel Mendes, convocou a corredora que amealhou os pontos que asseguraram a Portugal a presença em Tóquio, Maria Martins. A escolhida pelo selecionador nacional de BTT, Pedro Vigário, para a estreia do BTT feminino português em competições olímpicas foi a jovem Raquel Queirós. As datas e as declarações Os primeiros a entrar em ação em terras nipónicas serão João Almeida e Nelson Oliveira, pois a prova de fundo masculina está marcada para o dia 24 de julho. A dupla voltará a competir no dia 28 de julho, no contrarrelógio individual. José Poeira tem objetivos ambiciosos para as duas corridas.  “Vamos trabalhar para conseguir estar na discussão do contrarrelógio e da prova de fundo. Os percursos adequam-se aos nossos corredores, mas falta saber que adversários teremos e em que condições se apresentarão. Ambicionamos, pelo menos, o Diploma Olímpico, sabendo que no contrarrelógio esse é um objetivo realista para o Nelson e para o João, dado que o percurso é muito exigente, favorecendo os portugueses em relação aos contrarrelogistas com caraterísticas de roladores”, explica José Poeira. Se os Jogos fossem no ano passado não tinha a expectativa de estar presente, mas foram adiados. Com os resultados que tenho apresentado, comecei a pensar que poderia ter uma possibilidade. Como só temos duas vagas, sabia que as possibilidades de ser ou não convocado eram de 50/50. Felizmente fui escolhido e acho que vai ser uma grande experiência! Estou muito entusiasmado para meter os dorsais na camisola de Portugal nesta competição. Estive a analisar o percurso. Já percebi que é muito duro, adaptando-se às caraterísticas dos ciclistas portugueses. Somos só dois, o que nos coloca em desvantagem relativamente a outras seleções, mas estou confiante de que vamos estar na luta por bons resultados", afirma, por seu turno, João Almeida. Nelson Oliveira vai estabelecer um novo marco da modalidade na capital do Japão: será o primeiro ciclista português a competir em três edições diferentes dos Jogos Olímpicos. Depois do 18.º lugar em Londres'2012 e do sétimo no Rio'2016, que esperar do contrarrelógio do bairradino em Tóquio? O próprio responde:  “A ambição passa por melhorar o resultado do Rio. Sonhos, temo-los. O percurso é bom, porque é longo e muito duro, praticamente sem um metro plano. Mas o clima, devido à humidade e à temperatura, será o fator-chave. Estou a fazer preparação na câmara térmica do ADAI [Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial, instituição ligada à Universidade de Coimbra] para dar sinais ao corpo das condições que vamos encontrar no Japão”, conta o recordista de participações do ciclismo nos Jogos. Se o objetivo pessoal passa pelo contrarrelógio, Nelson Oliveira tem em mente a missão coletiva na prova de fundo.  “Darei o meu melhor num percurso muito exigente e estou totalmente à disposição para ajudar o João Almeida, que tem demonstrado ser um grande ciclista, está sempre com os melhores na montanha”, assume o anadiense Em contrapartida com a experiência de Nelson Oliveira, Raquel Queirós estreia-se nos Jogos Olímpicos. Vai fazê-lo no dia 27 de julho.  "A Raquel é uma corredora ainda muito jovem. Estamos focados em fazer uma boa preparação para termos uma participação digna. Será um momento histórico, por ser a estreia, mas será também uma parte da caminhada rumo aos Jogos de 2024. Queremos que seja também um estímulo para toda a comunidade do XCO português, exatamente a pensar em Paris'2024", esclarece Pedro Vigário. A betetista vilacondense sabe que a presença nos Jogos é um prémio para o que já alcançou, mas é, sobretudo, o início de um caminho no alto rendimento.  “Estou muito feliz por chegar tão jovem a esta competição com que sempre sonhei. Mas, mais do que o final de um processo, acredito que pode ser o começo de algo muito bonito. Vou a Tóquio para continuar a minha aprendizagem, porque sou uma sub-23 que vai correr contra a elite. Vou dar o meu máximo e o resultado logo se vê”, avança Raquel Queirós. Cabe a Maria Martins a honra de encerrar a participação velocipédica portuguesa, disputando as quatro provas do concurso de omnium no dia 8 de agosto.  "Vai ser a competição com maior qualidade em que alguma vez participamos, pois vão estar em pista as 21 melhores do mundo. Estamos a fazer uma preparação detalhada, sabendo que o processo de trabalho é o essencial para podermos ter a expectativa de uma boa participação. Olhando à qualidade das adversárias, considero que uma classificação nos primeiros dois terços da tabela é um bom resultado", adianta Gabriel Mendes. Maria Martins reconhece a dimensão da empreitada, até porque o apuramento tão precoce - logo à primeira tentativa - foi um sonho concretizado antes do previsto. Reconhecendo o realismo do prognóstico do selecionador nacional, a ribatejana permite-se sonhar um pouco mais além, embora com reservas.  “O apuramento foi a concretização de um sonho que não esperava realizar tão cedo. Estou muito motivada para representar Portugal e para dar o meu melhor perante adversárias que conheço dos Mundiais e das Taças do Mundo. Importa, primeiro, fazer uma boa preparação para, durante os Jogos, encarar cada uma das quatro provas pontuáveis de cada vez. Conquistar um Diploma Olímpico seria concretizar mais um sonho, mas se calhar já seria pedir muito a realização de dois sonhos tão difíceis de uma vez”, graceja a corredora. BI dos ciclistas portugueses nos Jogos Olímpicos João AlmeidaEquipa: Deceuninck-Quick-StepData de Nascimento: 05/08/1998Naturalidade: Caldas da Rainha Nelson OliveiraEquipa: Movistar TeamData de Nascimento: 06/03/1989Naturalidade: Anadia Maria MartinsEquipa: Drops-Le Col s/b TEMPURData de Nascimento: 09/07/1999Naturalidade: Santarém Raquel QueirósEquipa: Guilhabreu BTTData de Nascimento: 16/03/2000Naturalidade: Vila do Conde Fonte e texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A bicicleta de BTT de Tom Pidcock A nova geração de ciclistas multidisciplinares (que fazem bem as 3 disciplinas: estrada, ciclocrosse e BTT), colocam problemas às marcas e à industria, não problemas no verdadeiro sentido da palavra porque são super-estrelas deste desporto e promovem as marcas, mas alguns pequenos problemas porque algumas marcas não estão preparadas para os receber. Tom Pidcock, o ciclista britânico que é a mais recente estrela contratada pela Ineos Grenadiers, vem do Ciclocrosse onde nas camadas jovens foi campeão do mundo Junior e Sub-23 (vice campeão do mundo Elite em 2020), aos quais juntou um giro de Itália sub-23 em 2020, o que levou a Ineos a contratar este "todo o terreno". É mais um fenómeno como Mathieu Van der Poel, chegou ao escalão World Tour e na sua primeira temporada venceu a clássica Flèche Brabançonne, ficou em segundo na Amstel gold race e quinto na Strade Bianche. Este ano (ano olímpico), decidiu tentar ainda a qualificação para os Jogos olímpicos, na vertente de Cross-Country Olímpico, onde a Inglaterra não tem qualquer atleta qualificado, pois são necessários pontos UCI acumulados em corridas desta vertente. Estando Tom Pidcock na Ineos, equipa que utiliza bicicletas Pinarello, deveria o mesmo correr com bicicleta Pinarello também no BTT. Acontece que a marca italiana decidiu acabar a produção da sua bicicleta de BTT em 2020 (no site da marca ainda se encontra disponível no arquivo de 2019), que era a Dogma XC, uma bicicleta rígida (só com suspensão na frente). A Pinarello deixou de produzir a Dogma XC e não tem bicicletas de BTT actualmente. Então Tom Pidcock, ou a Ineos, tiveram que escolher uma alternativa à marca italiana e descaracteriza-la (retirar logotipos e marca), montando o quadro com componentes à sua maneira, ou não! Apesar da bicicleta não ter os logotipos de marca, toda a gente sabe que é um quadro BMC Fourstroke (suspensão total), o qual equiparam com componentes Shimano e, aqui vem a parte curiosa, numa primeira fase com componentes PRO (marca que fornece a Ineos na estrada), e numa segunda fase com componentes Syncros ( marca que fornece a Scott, e que não tem nada a ver com a Ineos). Estranho, tendo em conta que a Shimano e PRO fornecem a equipa britânica na estrada. Se reparares no vídeo da Ineos que mostro de seguida, a bicicleta está equipada com guiador e avanço PRO, e nas fotografias da Taça do mundo já está equipada conforme descrevo mais em baixo. https://www.youtube.com/watch?v=gCFQs9ZWSvA Neste vídeo podemos ver a estrutura criada em volta do jovem prodígio britânico, no sentido de lhe providenciar todas as condições para que ainda consiga a qualificação para os jogos Olímpicos. Num tempo record Tom Pidcock preparou bicicleta, treinou e terminou quinto na primeira corrida em Albstadt (onde partiu com mais de 60 ciclistas à sua frente por não ter ranking que o posicionasse melhor na partida), tendo depois vencido a corrida seguinte em Nove Mesto. Isto perante os melhores do mundo da especialidade como Schurter, Flueckiger, Sarrou, Avancini, Koretski ou o próprio Mathieu Van der Poel. Antes da Taça do Mundo com avanço e guiador PRO Na Taça do Mundo com guiador Syncros Fracer iC SL Antes das rodas Syncros Silverton SL, Tom Pidcock ainda testou as Duke. Versão final da bicicleta de BTT de Tom Pidcock Quadro: BMC Fourstroke 01 ONERodas: Syncors Silverton SLPneus: Continental X KingAvanço e guiador integrado: Syncros Fracer iC SLTransmissão: Shimano XTRPedaleiro: Shimano XTREspigão de selim: BMC Rad integrado 80 mmTravões: Shimano XTRSuspensão: SR Suntour Axon Werx 34Amortecedor: SR Suntour EdgeSelim: Fizik As rodas Syncros Silverton SL foram a escolha, ou o apoio final encontrado para as corridas de XCO. São totalmente em carbono (raios e cubos inclusive), pesam 1290 gr's e o preço ronda os 3599,99€. Nesta fotografia a BMC Twostroke (modelo de XC rígido da marca suíça). Além de escolherem transmissão e travões Shimano XTR e alguns componentes Syncros, Tom Pidcock e a Ineos também não utilizam nenhuma das duas grandes marcas de referência de suspensões e amortecedores no BTT (FOX e Rockshoxx), mas sim SR Suntour (marca com tradição, mas com menos expressão nos dias de hoje). Curiosidades sobre como estas estrelas trocam as voltas às melhores equipas do mundo, com contratos de apoios com as melhores marcas do mundo, mas que revelam não estar preparados para receber ciclistas com estas valências, que estão criar novas tendências levando as equipas de estrada a estarem presentes em vários tipos de modalidade. Podes ver AQUI um episódio parecido com Wout van Aert que competiu com uma Bianchi descaracterizada pelo facto da cervélo ainda não ter bicicleta de Cioclocrosse. Tom Pidcock acabou por sofrer uma queda num treino a semana passada, tendo como consequência uma fractura da clavícula, o que deixa algumas dúvidas sobre a sua eventual participação nos Jogos Olímpicos, onde irá discutir a corrida com os melhores do mundo desta especialidade, entre eles, Mathieu Van der Poel. Este era o calendário planeado para Tom Pidcock, na vertente XCO, até aos Jogos Olímpicos. Cumpriu até Nove Mesto e iria ainda fazer a corrida em Leogang, na qual é provável que não marque presença. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vídeo - Unbox teste sapatos Speciaized S-WORKS 7 Vent Tivemos a oportunidade de testar os a última novidade de sapatos de estrada da Specialized, os S-WORKS 7 Vent, feitos com o objectivo de ser leves, manter os pés frescos e confortáveis. O objetivo do "unbox" é mostrar em pormenor os sapatos, para quem não teve a possibilidade de os ter na mão, e explicar algumas das suas características. O objetivo do teste é retirar sensações e transmitir aquilo que achamos relevante para o utilizador. (Ver vídeo). https://www.youtube.com/watch?v=O0JPSaxz3AU Algumas características destes sapatos: Peso aproximado de 223g (1/2 par, Tamanho 42). Apertos independentes BOA® S3-Snap, com garantia vitalícia BOA®. Malha Dyneema® ( 15x mais forte que o aço ). Podes obter mais informações e comprar este modelo de sapatos em Specialized.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Colnago V3Rs Tdf, a primeira bicicleta oficial do Tour de France A marca italiana Colnago é bem conhecida pela exclusividade dos seus modelos e conseguiu algo único, para comemorar a 108° edição do Tour de France a Colnago apresentou a primeira bicicleta oficial da história da prova, a Colnago V3Rs Tdf. A ASO (Amaury Sport Organisation), organizadora do Tour de France, acordou ter pela primeira vez uma bicicleta oficial do Tour de France. Existe uma variedade de outros produtos com a marca "Tour de France", mas uma bicicleta é algo especial e inédito. O modelo escolhido pela irónica marca italiana foi a V3Rs, precisamente o modelo com que Tadej Pogacar venceu a última edição do Tour de France em 2020, mas com equipamento e decoração exclusivos, que fazem desta Colnago V3Rs Tdf edição limitada, uma peça de coleção única. Só serão fabricadas 108 unidades em todo o mundo e o preço anunciado ronda os 13.200 €. Além da pintura única, os poucos privilegiados terão direito a equipamento topo de gama de inovação disponível, como o grupo Campagnolo Super Record EPS Disc de 12 velocidades, rodas Bora Ultra WTO DB, guiador Deda Elementi Alanera DCR com passagem de cabos interna por guiador e quadro de construção monocoque, que pesa 790 gr's. (em tamanho 50). Mais informações sobre esta e outras "jóias" da Colnago consulta o site da marca www.colnago.com, contacta o importador da marca em Portugal, a Kustom Cycle. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Pidcock partiu clavícula num treino Tom Pidcock sofreu uma queda enquanto treinava, tendo partido a clavícula e que ser operado à mesma, anunciou a própria equipa Ineos Grenadiers. O britânico de 21 anos está a realizar a sua primeira temporada de estrada no escalão World Tour e é a mais recente "jóia da coroa" da equipa Ineos, tendo em conta as vitórias já alcançadas. Tom Pidcock sofreu a lesão enquanto treinava em Andorra na segunda-feira e foi operado na quarta-feira em Girona, Espanha. Após algumas corridas na Taça do Mundo de Cross-Country Olímpico (BTT), Pidcock estava convocado para correr na Volta à Suíça, que começa este domingo. Embora não possa alinha pela equipa nesta corrida, a Ineos Grenadiers informou que está a recuperar bem. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A gama de Rodas e guiador Roval para este verão Desde as aventuras de gravel, passando pelas descidas em trilhos mais técnicos e agressivos e até aos sprints com mais potência na estrada, a Specialized tem uma gama Roval renovada em várias vertentes. Família Roval Terra Roval Terra CL As novas Terra CL utilizam o mesmo aro superleve e resistente do modelo Terra CLX. Um aro de 33mm de profundidade com uma largura de 25mm, as Terra CL utilizam um talão de gancho e vêm com fita tubeless. Quando o pavimento desaparece as rodas Terra são compatíveis com uma grande variedade de pneus, desde 28c para estrada a pneus monstruosos 47c com capacidade para singletracks, as Terra lidam com tudo. Os cubos DT Swiss 350 e os raios DT Swiss Competition Straightpull são específicos para uma manutenção fácil, e completam o conjunto garantindo uma fantástica acessibilidade e durabilidade, como é sabido. Roval Terra C Com a mesma fiabilidade e mais fácil para a carteira, existem as Terra C. Estas partilham a mesma arquitetura de cubo e raios das Terra CL, mas com um aro com uma disposição do carbono completamente nova. Os aros das Terra C são fabricados usando a moldagem de transferência de resina; que segundo a marca maximiza a resistência e a performance do material. Combinam as especificações internas e externas das Terra CLX e CL, mas com penalização do peso, passando um pouco mais das 1600 gramas. O resultado final é um conjunto de rodas resistente, prontas para o trabalho difícil do dia a dia e nas mais variadas condições. Guiador Roval Terra O novo guiador Roval Terra foi concebido para oferecer conforto em condições exigentes. A marca utilizando uma mistura otimizada de fibra de carbono e um desenho que leva em consideração as exigências fisiológicas impostas às mãos e aos braços em terrenos mistos. Segundo a marca, a parte superior do guiador tem uma forma ergonómica em formato de “ovo” com um drop e alcance curtos para otimizar o conforto e o controlo quando agarramos em baixo, um alargamento de 12 graus que começa nos drops e abre as extremidades do guiador para um alinhamento de controlo suave e melhor conforto em todos os terrenos. O roteamento interno integrado do Di2 adiciona-lhe um aspeto limpo e de acordo com a tendência. Rodas Roval Traverse Alloy A Specialized diz que as novas Traverse Alloy Tubeless-Ready, trazem performance de domínio de montanhas mais próxima da terra com um desenho de construção cuidadosamente selecionado, para permitir que os ciclistas tirem a máxima vantagem do aro baixo e a massa dos raios.  As Traverse Alloy são as rodas de treino da Specialized Enduro Team pela sua durabilidade, flexibilidade e sensação do trilho. Para mais informações, ou inclusive comprar on-line, consulta o site da Specialized em Portugal: www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O que levar numa viagem de bicicleta em autonomia Este vídeo sobre o que levar numa viagem de bicicleta em autonomia, vem na sequência de outro vídeo que podes encontrar no nosso canal Youtube, com o título " Gravel Bikepacking Film | 2 days, 450 km. " Aqui Luís Beltrão fala sobre o que transportou para uma viagem de dois dias de bikepacking em meia autonomia, sem tenda, pernoitando debaixo de teto. O objectivo do vídeo é simplesmente de partilha, no sentido de poder ajudar quem se aventura pela primeira vez numa viagem de bicicleta em modo bikepacking, sem apoio. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=VDXpBQu1Uzw&t= Encontras a descrição de todo o material, fotografias e artigo completo aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo final O Giro de Itália finalizou hoje com o contra-relógio individual final de 30 km's. entre Senago e Milão, no qual Filippo Ganna mostrou mais uma vez a sua superioridade nesta vertente, vencendo a etapa (mesmo com tendo que trocar de bicicleta durante o percurso por ter um furo). Selando o Giro de Itália com esta vitória, Filippo Ganna termina a corrida com um desempenho impressionante, na qual esteve grande parte na frente do pelotão ajudando a sua equipa a controlar etapas, colegas a recuperar posições, e duas etapas de contra-relógio. Egan Bernal saiu para o contra-relógio com 1:59 min. de vantagem para Damiano Caruso, só tinha que controlar e foi o que fez, terminou o esforço de hoje com mais 30 seg's. que o italiano e selou a tão desejada vitória no Giro de Itália. Egan Bernal veio para o Giro para lutar pela classificação geral, pelas palavras do mesmo quando é para disputar classificação geral é para vencer, mas não tinha certezas sobre se a sua condição física lhe permitiria estar com os melhores. Este Giro de Itália é a confirmação do regresso de Egan Bernal ao seu melhor nível, capaz de fazer diferenças na montanha com mudanças de ritmo, com 3 semanas consistentes (apesar de um dia menos bom). Por outro lado viu-se mais uma vez que a Ineos valeu como equipa e que Bernal (apesar do seu valor) necessitou da equipa em momentos cruciais para conseguir vencer. Vitória de Bernal e da Ineos com mérito, mas a questão que fica no ar é, poderão eles vencer a Jumbo-Visma com Roglic, ou a UAE-Team Emirates com Pogacar? João Almeida fez hoje o 5.º melhor tempo do contra-relógio individual e subiu 2 lugares, termina o Giro de Itália em 6.º da classificação geral com o mesmo tempo de Daniel Martinez (5.º, decidido pelas centésimas de segundo). Mas, e este "mas" é muito importante, apesar de ter tido um dia mau (no qual perdeu 4 minutos, lembrando sempre que não teve a ajuda dos colegas), o Giro de Itália para João Almeida começou realmente na etapa 16, na qual Remco Evenepoel perdeu 24 minutos e a equipa decidiu libertar o português para fazer a sua corrida sem preocupações de apoio ao líder. Nesse dia (etapa 16), João Almeida sobe logo 3 lugares na classificação geral e inicia o seu "assalto" ao TOP 10 da geral (passa de 13.º para 10.º). Faltavam então 5 etapas (de um total de 21) para terminar o Giro. Em 5 dias João Almeida saltou de 10.º a 6.º da classificação geral, mostrando uma coragem, uma determinação e uma maturidade fora do comum, sempre ao ataque nos dias de alta montanha sem receio das consequências dos dias seguintes, e sempre com os melhores desta edição do Giro de Itália. João Almeida voltou a ser um dos melhores ciclistas no Giro de Itália, um ano depois de liderar a corrida italiana durante 15 dias e terminar no 4.º posto da geral. Podemos hoje dizer que o jovem português é um dos melhores ciclistas do mundo actualmente. É consistente em 3 semanas de corrida, sobe bem na média e alta montanha, é bom no conta-relógio e tem apenas 22 anos. BRAVO João! Não posso deixar de referir os outros portugueses, Nelson Oliveira e Rúben Guerreiro, que estiveram soberbos nas funções que as suas equipas lhes atribuíram. Nelson Oliveira esteve vários dias na fuga, tentando a vitória de etapa e acabando por terminar 3 dias no TOP 10 das etapas. Nos restantes dias teve um papel importante no trabalho para equipa, com destaque na etapa 11 (sterrato), onde guiou a Movistar de uma forma exemplar. Rúben Guerreiro mostrou-se mais uma vez consistente na alta montanha, num Giro de Itália onde se notou que por um lado não tinha tanta liberdade da sua equipa para integrar fugas (o objectivo era apoiar Hugh Carthy), e por outro lado já estava marcado pelas outras equipas, tendo em conta o magnifico resultado feito em 2020 (vencedor da classificação da montanha). João Almeida e os restantes ciclistas portugueses tornam o Giro de Itália especial para nós, não só os fãs de ciclismo habituais como os restantes portugueses atentos ao desporto, fazem com que o ciclismo esteja na agenda do dia nos vários meios de comunicação social, ajudando a modalidade e industria em geral. Obrigado a todos os que foram acompanhando os resumos diários aqui no TopCycling.pt, acabou por ser também uma grande volta para mim (nos dedos). Por: Luís Beltrão TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers33:482CAVAGNA RémiDeceuninck - Quick Step0:123AFFINI EdoardoTeam Jumbo-Visma0:134SOBRERO MatteoAstana - Premier Tech0:145ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step0:276WALSCHEID MaxTeam Qhubeka ASSOS0:337BETTIOL AlbertoEF Education - Nippo0:348TRATNIK JanBahrain - Victorious0:429MOSCON GianniINEOS Grenadiers0:4410KEISSE IljoDeceuninck - Quick Step0:47 TOP 10 final do Giro de Itália 2021 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers86:17:282CARUSO DamianoBahrain - Victorious1:293YATES SimonTeam BikeExchange4:154VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech6:405MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers7:246ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step7:247BARDET RomainTeam DSM8:058CARTHY HughEF Education - Nippo8:569FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma11:4410MARTIN DanIsrael Start-Up Nation18:35 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=HMzgplmoH5Q TOP 10 final da classificação por pontos Pos.NomeEquipaPontos1SAGAN PeterBORA - hansgrohe1362CIMOLAI DavideIsrael Start-Up Nation1183GAVIRIA FernandoUAE-Team Emirates1164VIVIANI EliaCofidis, Solutions Crédits865BERNAL EganINEOS Grenadiers806DE BONDT DriesAlpecin-Fenix717PASQUALON AndreaIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux618CONSONNI SimoneCofidis, Solutions Crédits609AFFINI EdoardoTeam Jumbo-Visma5910BETTIOL AlbertoEF Education - Nippo57 TOP 10 final da classificação da montanha Pos.NomeEquipaPontos1BOUCHARD GeoffreyAG2R Citroën Team1842BERNAL EganINEOS Grenadiers1403CARUSO DamianoBahrain - Victorious994MARTIN DanIsrael Start-Up Nation835YATES SimonTeam BikeExchange616ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step547MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo538FORTUNATO LorenzoEOLO-Kometa529BARDET RomainTeam DSM4910STORER MichaelTeam DSM46 TOP 10 final da classificação da juventude Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers86:17:282VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech6:403MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers7:244ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step7:245FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma11:446VALTER AttilaGroupama - FDJ45:307FORTUNATO LorenzoEOLO-Kometa47:318STORER MichaelTeam DSM1:49:059TEJADA HaroldAstana - Premier Tech2:01:1210COVI AlessandroUAE-Team Emirates2:03:30 TOP 10 final da classificação por equipas Pos.NomeTempo1INEOS Grenadiers259:30:312Team Jumbo-Visma26:523Team DSM29:094Astana - Premier Tech33:055Team BikeExchange1:15:126Trek - Segafredo1:27:097Movistar Team1:28:188Deceuninck - Quick Step1:37:519Bahrain - Victorious1:51:0510UAE-Team Emirates1:54:04 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 20 A etapa 20 do giro de Itália foi a última etapa em linha da prova, disputada em alta montanha seria a ultima oportunidade para muitos dos escaladores conseguirem fazer diferenças. Apesar da equipa que fez mais diferença na etapa ser a DSM de Romain Bardet, atacando desde muito cedo e desmanchando todo o pelotão, acabou por ser Damiano Caruso (Bahrain-Victorious) a conseguir a vitória de etapa, depois de se desfazer do francês quando seguiam os dois na frente, já na parte final. Merecida vitória por parte do "gregário" Damiano Caruso que hoje fez uma etapa de coragem e ousadia, sendo segundo na geral atacou na última descida do dia indo com Bardet e a equipa DSM, tentando por um lado consolidar o seu segundo lugar e por outro, reduzir tempo para Bernal (não se saberia o que podia acontecer na ultima ascensão do dia). Caruso tem estado a fazer a melhor corrida da sua carreira desportiva, vai fazer o seu melhor resultado e coloca a cereja no topo do bolo com esta vitória de etapa, também a primeira da sua carreira aos 33 anos de idade. Egan Bernal terminou em segundo da etapa, depois de mais uma vez ser guiado pela Ineos e por um super Daniel Martinez. Mais uma vez Martínez foi eliminando os rivais a ritmo na subida final, permitindo a defesa da camisola rosa, eliminou todos menos um, João Almeida, que hoje não atacou mas soube sofrer e aguentou o ritmo de Martinez e Bernal em grande parte da subida, deixando para trás todos os outros. João Almeida termina o dia ganhando tempo a Vlasov e Carthy, deixando em aberto a possibilidade de um 6.º lugar e quem sabe um 5.º lugar final na classificação geral após o contra-relógio de amanhã. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1CARUSO DamianoBahrain - Victorious4:27:532BERNAL EganINEOS Grenadiers0:243MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers0:354BARDET RomainTeam DSM0:355ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step0:416YATES SimonTeam BikeExchange0:517VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech1:138CARTHY HughEF Education - Nippo1:299FORTUNATO LorenzoEOLO-Kometa2:0710PEDRERO AntonioMovistar Team2:23 TOP10 da classificação geral após etapa 10 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers85:41:472CARUSO DamianoBahrain - Victorious1:593YATES SimonTeam BikeExchange3:234VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech7:075BARDET RomainTeam DSM7:486MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers7:567CARTHY HughEF Education - Nippo8:228ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step8:509FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma12:3910MARTIN DanIsrael Start-Up Nation16:48 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=RYO1YY-zTyo ( Caso não apareça vídeo, fazer refresh na página). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Canyon Speedmax CFR TT disc para contrarrelógio A Canyon lançou a nova Speedmax CFR TT disc para contrarrelógio, que representa a última geração de uma das bicicletas TT bem-sucedidas do mercado. De acordo com a marca é muito mais do que apenas uma atualização. Com acabamento CFR de nível profissional completo, criaram esta versão com disco, legal para a UCI, da Speedmax por apenas um motivo: não apenas para vencer o relógio, mas para destroçá-lo. (palavras da marca). CFR significa Canyon Factory Racing: uma marca sinónimo de corrida ao mais alto nível. Da Movistar a Alpecin-Fenix, Arkea-Samsic e CANYON // SRAM Racing: os atletas estão entre os melhores do mundo. Por isso, quando se tratou de criar a melhor bicicleta TT, a marca afirma ter-lhes pedido a sua opinião. A Speedmax CFR TT Disc é o resultado dos esforços conjuntos entre atletas e marca: uma máquina de contrarrelógio construída e projetada com precisão para extrair até à última gota de velocidade de cada watt que o ciclista pode gerar. Em termos de componentes, a bicicleta está composta dos melhores componentes. Rodas Zipp de carbono premium: Super 9 Disc na parte traseira, 808 Firecrest na frente. Grupo SRAM Red AXS eTap, incluindo extensões Vuka Shift e montagem de unidade GPS integrada. Completam a construção com uma gama de detalhes premium: apoios de braço Ergon de alta qualidade, um selim Selle Italia Watt e rolamentos Ceramic Speed. Mas o verdadeiro destaque da Speedmax CFR TT Disc é o próprio quadro: o resultado incrível de um esforço de desenvolvimento intensivo pelos engenheiros da Canyon. Um quadro de baixo peso de apenas 1030 g * (tamanho M) e uma forqueta leve de 500 g * criam valores STW incríveis. Além disso, graças à otimização aerodinâmica avançada, a Canyon diz que a bicicleta economiza 2,7 watts em comparação com a sua antecessora, apesar da mudança para travões de disco. Os novos apoios de braço são ajustáveis ​​graças aos espaçadores, mas agora são montados mais próximos um do outro e são projetados para atender a todos os requisitos de ajuste do TT moderno. Duas diferenças principais em relação à versão de triatlo da Speedmax. Em primeiro lugar, a Speedmax TT elimina todos os espaços de armazenagem e nutrição tão indispensáveis ​​para os triatletas de alto nível em corridas exaustivas de longa distância. Em segundo lugar, o quadro também apresenta novas formas de tubo aprovadas pela UCI especialmente desenvolvidas, tornando este um modelo verdadeiramente distinto. Resumindo, esta é uma bicicleta desenvolvida na prossecução de um objetivo simples: oferecer tudo o que é necessário para vencer um contrarrelógio. E absolutamente nada menos. A nova Speedmax CFR TT Disc 2021 já está disponível em três tamanhos (S a L) e o preço é de 9,999 €. Exclusivamente em canyon.com. ### Critérium du Dauphiné 2021 começa este domingo O Giro de Itália chega ao fim amanhã, mas no mesmo dia tem início a corrida que normalmente serve de "barómetro" para o Tour, o Critérium du Dauphiné, uma das mais tradicionais provas do calendário de verão.  No dia em que sai para a estrada o pelotão do Critérium du Dauphiné, os espetadores do Eurosport vão poder também ficar a conhecer o vencedor do Giro d’Italia, que chega ao fim em Milão com um contrarrelógio individual. Quanto ao Critérium du Dauphiné, para 2021, os ciclistas têm pela frente mais de 1.200 quilómetros divididos em 8 etapas, com partida marcada em Issoire e chegada a Les Gets. Por acontecer semanas antes do Tour de France, o Critérium du Dauphiné é visto por muitos ciclistas como uma excelente corrida para ‘treinar’ antes da grande volta francesa. Participantes em destaque Entre os participantes de 2021 destaque para nomes de peso no pelotão como Tao Geoghegan Hart, Alejandro Valverde, Richie Porte, Martin Guillaume, Greg van Avermaet, Geraint Thomas, Chris Froome ou Nairo Quintana. Portugueses Ivo Oliveira da (UAE Team Emirates) é o único português na lista de participantes da corrida francesa.  Para acompanhar toda a ação do Critérium do Dauphiné no Eurosport entre os dias 30 de maio a 6 de junho no Eurosport, a Casa do Ciclismo. Os comentários da prova ficam a cargo de Gonçalo Moreira e Frederico Bártolo.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 19 - João Almeida volta a dar espetáculo A etapa 19 do giro de Itália marcou o regresso à alta montanha, numa sequência de duas etapas decisivas para a Classificação Geral (CG), antes do contra-relógio final de domingo. Houve uma fuga, que viria a ser alcançada, muito graças ao trabalho da equipa Deceuninck Quick-Step, que pela primeira vez nesta edição do Giro de Itália se colocou na frente do pelotão em posição de controlar a etapa, em prol de João Almeida, e o português não falhou, voltou a estar ao ataque. Na subida final a cerca de 6 km's do fim João Almeida foi o primeiro a atacar, saindo do grupo dos favoritos, havendo no entanto uma resposta por parte de Simon Yates e da equipa Ineos. Simon Yates (Team BikeExchange), com as suas mudanças de ritmo acabou por fazer diferença e vencer a etapa 19 do Giro de Itália. Reduziu a diferença de tempo para Egan Bernal, na CG. Esta é a primeira vitória do Team BikeExhange nesta edição do Giro. Egan Bernal mostrou-se frio não respondendo a todos os ataques, e acabou por fazer os últimos km's com João Almeida, que nos últimos metros ainda conseguiu colocar um ritmo mais forte que o colombiano. Abordagem experiente e fria por parte da equipa Ineos, amanhã há uma etapa de alta montanha duríssima e veremos se esta abordagem foi por incapacidade de Bernal, ou se foi também a pensar no dia de amanhã. João Almeida João Almeida está ao ataque desde o dia em que lhe deram "ordem de soltura", que Giro de Itália enorme está a fazer o jovem português, já ajudou o colega de equipa, já esteve toda uma etapa na fuga terminando entre os favoritos nesse dia, tem mexido com a corrida e leva dois segundos lugares em etapas. Independentemente do resultado final, João Almeida está a fazer um Giro de Itália fantástico e é um ciclista de outro mundo! Não o escrevo só por ser português, mas porque é verdade. Estamos a falar de um jovem de 22 anos que sobe montanhas ao nível de Egan Bernal e Simon Yates (que são dos melhores escaladores do mundo), e no domingo fará certamente um contra-relógio ao nível dos melhores contra-relogistas nesse dia. Não gosto sofrer do "síndrome dos coitadinhos dos portugueses", mas se em vez de João Almeida fosse Remco Evenepoel (com todo o respeito por este grande atleta) a fazer o que o português tem feito, muitas primeiras páginas de artigos já se teriam escrito por esse mundo fora. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1YATES SimonTeam BikeExchange4:02:552ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step0:113BERNAL EganINEOS Grenadiers0:284CARUSO DamianoBahrain - Victorious0:325VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:326MARTIN DanIsrael Start-Up Nation0:427MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers0:498BOUWMAN KoenTeam Jumbo-Visma1:259FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma1:2510BARDET RomainTeam DSM1:25 TOP 10 classificação final após etapa 19 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers81:13:372CARUSO DamianoBahrain - Victorious2:293YATES SimonTeam BikeExchange2:494VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech6:115CARTHY HughEF Education - Nippo7:106BARDET RomainTeam DSM7:327MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers7:428ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step8:269FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma10:1910MARTIN DanIsrael Start-Up Nation13:55 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=fOCOuW7qrCA Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 18 Alberto Bettiol (EF Education-Nippo) foi o vencedor da etapa 18 do Giro de Itália, com um ataque a solo bem-sucedido, a cerca de sete quilómetros do final da etapa, que teve 231 quilómetros no total. No grupo dos fugitivos do dia, o primeiro a tentar a sua sorte foi o francês Rémi Cavagna (Deceuninck Quick-Step) com um ataque sem capacidade de resposta imediata por parte de nenhum dos companheiros de fuga a quinze quilómetros do fim. Rémi Cavagna viria a ser alcançado por Bettiol, depois do italiano lançar o ataque certeiro para a vitória. Esta foi a terceira vitória profissional de Bettiol (incluindo o Tour de Flandres em 2019), e a primeira no seu país, daí ser um momento especial para o ciclista italiano. O pelotão chegou muito depois, com todos os do TOP 10 da geral incluídos, não tendo havido alterações nas posições cimeiras da classificação. Tudo calmo a pensar nas etapas decisivas que se avizinham. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1BETTIOL AlbertoEF Education - Nippo5:14:432CONSONNI SimoneCofidis, Solutions Crédits0:173ROCHE NicolasTeam DSM0:174ARNDT NikiasTeam DSM0:175ULISSI DiegoUAE-Team Emirates0:176BATTISTELLA SamueleAstana - Premier Tech0:177ZANA FilippoBardiani-CSF-Faizanè0:178TESFATSION NatnaelAndroni Giocattoli - Sidermec0:179CAVAGNA RémiDeceuninck - Quick Step0:2410MOSCA JacopoTrek - Segafredo1:12 TOP 10 classificação geral após etapa 18 Pos.NomeTempoTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers77:10:182CARUSO DamianoBahrain - Victorious2:213YATES SimonTeam BikeExchange3:234VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech6:035CARTHY HughEF Education - Nippo6:096BARDET RomainTeam DSM6:317MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers7:178ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step8:459FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma9:1810MARTIN DanIsrael Start-Up Nation13:37 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=lYJlbUhamtU (Se não aparecer vídeo, fazer "refresh" à página). ### Teste - Specialized Diverge 2021 Testámos a Specialized Diverge 2021, uma bicicleta que vai na sua segunda geração e que mesmo sem testar, olhando para aquilo que a marca mudou, facilmente chegamos à conclusão de que tornaram esta bicicleta numa Gravel mais completa e capaz. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=fl0zuUPKD6Y&t= Uma gravel bem pensada Relativamente ao modelo anterior, a Specialized reformulou a geometria do quadro, tornando esta bicicleta "mais Gravel", mais perto de uma bicicleta de montanha do que a anterior versão. A Specialized reformulou a geometria do quadro, tornando esta bicicleta "mais Gravel" Além de uma renovada suspensão Future Shock 2.0, a geometria do quadro redefine a personalidade da nova bicicleta, a distância entre eixos cresceu, o ângulo de direcção é ligeiramente mais aberto (perto dos 71º, enquanto na anterior geração era perto dos 72º), o que na teoria confere maior estabilidade à bicicleta em terrenos irregulares, principalmente a descer. Passando da teoria à prática, quando damos as primeiras pedaladas na Diverge, a primeira palavra que nos vem à cabeça é, conforto. A primeira palavra que nos vem à cabeça é conforto O conforto O conforto é um dos pontos de destaque desta bicicleta e aquele mais rapidamente percetível, isto deve-se a um conjunto de fatores. O espigão de selim não tem o sistema da anterior versão da Diverge, mas o seu formato faz com que tenha bastante flexão (ver vídeo do teste), que juntamente com o fantástico selim Power Expert, mais o Future Shock 2.0 e a nova geometria de quadro com o bloco pedaleiro mais baixo, resulta num conforto e suavidade fantásticos. No entanto e como se pode avaliar pelo próprio vídeo, ser uma bicicleta confortável não é sinónimo de ser lenta ou "molengona", a bicicleta é bastante divertida e reativa quando é isso que lhe pedimos. A bicicleta é bastante divertida e reativa quando é isso que lhe pedimos Future Shock 2.0 O conforto desta bicicleta deve-se em grande parte à posição relaxada e à sensação de suavidade que o Future Shock 2.0 transmite. O sistema Future Shock 2.0 é um pequeno amortecedor pequeno de 20mm. Não sou muito apologista de suspensões ou amortecedores nas bicicletas Gravel, mas a verdade é que quando entramos em zonas de terreno irregular com pedras, buracos e estradão de terra, não conseguimos controlar o sorriso de satisfação pelo que este sistema faz, dá uma suavidade fora do comum à bicicleta. O sistema Future Shock tem 10 posições de ajuste de sensibilidade O Future Shock tem 10 clicks de afinação (afinam a sensibilidade do pequeno amortecedor de 20mm. ao terreno), na minha opinião não seriam necessários tantos, creio que um "setup" mais parecido com o das bicicletas de montanha seria mais simples e suficiente, com 3 clicks ou posições (1 - total funcionamento; 2 - funcionamento médio e 3 - amortecedor fixo). A questão eterna sobre este tipo de sistemas: na posição fechada, mexe ou não mexe? Quando chega a hora de querer tirar o máximo partido da bicicleta a subir, e bloqueamos o Future Shock, ele bloqueia mesmo! De tal forma que quando entramos em zonas irregulares com o amortecedor na posição de bloqueado, lembramo-nos desde logo que o temos que abrir, pois a bicicleta nota-se mais rígida na frente. Versão mais capaz que a anterior Quando anteriormente digo que a Specialized tornou a nova Diverge mais capaz e adaptada ao conceito do Gravel, digo-o não só pelas alterações na geometria do quadro, mas porque a bicicleta em geral está muito completa e bem pensada para este conceito. De origem com pneus 38mm., mas suporta 42 mm. em roda 700c É uma bicicleta que vem de origem com pneus 38mm., mas suporta uns impressionantes 42 mm. em roda 700c, tendo ainda a possibilidade de montar rodas 650b com pneus até 2.1 mm., para aqueles que se quiserem aventurar por trilhos e terrenos mais rochosos. Quadro com protecção inferior e protecção de escora integrados Uma bicicleta de Gravel nunca será uma bicicleta de Montanha, mas já imaginaram esta bicicleta com espigão telescópico, rodas 650b e pneus 2.1mm! Não experimentei, mas deve ser uma brutalidade. Este novo quadro permite montar suportes de bagagem em várias zonas Além da versatilidade permitida pela montagem de duas medidas de roda, este quadro vem melhor preparado para o "off-road" e para a aventura, com protecções na parte inferior do tubo diagonal, com possibilidade de montar suportes de bagagem em várias zonas e com a introdução do sistema SWAT (que descrevemos mais em pormenor abaixo). Sistema SWAT Nesta nova versão da Diverge a Specialized aplicou o sistema SWAT, um sistema de armazenamento interno que a marca tem vindo a colocar em algumas das suas bicicletas de montanha. O SWAT é sistema de armazenamento interno no quadro A porta SWAT permite-nos utilizar o espaço no tubo inferior para armazenar ferramentas, um kit de furos, nutrição, ou até mesmo o nosso casaco ou colete corta vento, algo que faz todo o sentido numa bicicleta pensada para longas horas a pedalar. Mais um ponto pelo que refiro que está bem pensada. Além de armazenar ferramentas e camara de ar, tem espaço para nutrição, ou até mesmo um colete corta vento Transmissão Shimano GRX (1X) Já tinha experimentado o sistema Di2 na estrada, quem conhece sabe que é fantástico. Não desafina, as passagens são certas e rápidas mesmo em situações de recurso em subida, a bateria é soberba, portanto nestes aspectos o GRX Di2 é bom como as versões Di2 na estrada e montanha da Shimano. Além de todos os aspectos anteriores, destacamos o posicionamento dos poisa mãos e o seu formato, que dão um conforto e uma aderência fantástica às mãos. Mas nem tudo é bom, de série a Diverge vem equipada com a versão GRX 1X11 (um prato de 40 dentes e uma cassete 11-42), que na minha opinião é curta (a não ser que tenhas uma óptima preparação física). Notei que em descidas longas esgota rapidamente e em subidas muito acentuadas (acima dos 7/8%) exige preparação física, se tivermos em conta que alguns dos utilizadores pensam carregar esta bicicleta com alguma bagagem para fazer bikepacking, ainda mais exigente se torna. A transmissão Shimano GRX 1X11 poderás ser exigente em subidas acentuadas. Adorei o desempenho do Shimano GRX, mas preferiria ter a versão 2X11 (dois pratos), creio que torna a bicicleta muito mais versátil para todos os tipos de terreno. Como recurso, podes colocar uma cassete 11-46 neste conjunto, ou optar pelos modelos de gama superior que veem equipados com SRAM de 12V. e Campagnolo de 13V. Os pneus Fiquei bastante surpreendido pela positiva com estes pneus da Specialized (já tive a oportunidade de experimentar outros pneus de Gravel). São bastante versáteis, rolam muito bem (o que não é de estranhar quando olhamos para eles, pois têm a parte central lisa), mas além disso dão uma aderência em curva muito boa. Dei por mim a tirar o pé do pedal em curva, antevendo um pequeno "drift", e apesar da inclinação os pneus mantinham a bicicleta estável e na mesma linha, sem perder aderência. Claro que com um pouco mais de toque no travão, conseguimos aquela diversão em curva. Em resumo Em resumo é uma bicicleta viciante! Quanto mais andas, mais vontade tens de andar, adormeces nesse dia a pensar onde vais andar no dia seguinte. Permite fazeres bikepacking e ires à descoberta pedalando longas horas confortavelmente, mas também te proporciona diversão e adrenalina, e é bom que assim seja, porque para a teres é necessário despender de €5.299,00. Não ficarás desiludido. Os sítios onde te pode levar a Diverge? Bem, praticamente todos. Com a Specialized Diverge terás que abrir os horizontes, pois alternando entre asfalto e terra conhecerás sítios fantásticos e disfrutarás de uma experiência diferente. Com a Specialized Diverge passámos pelo Castelo e Lagoa de Óbidos, entre asfalto e gravilha. Algures na zona Oeste a caminho da Nazaré Algures entre São Martinho do Porto e Nazaré Pelo parque natural de Sintra-Cascais Por: Luís Beltrão Fotografia: Mário Silva Podes recolher mais informação sobre o modelo testado e restante gama em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. 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No grupo dos favoritos atacou a 4 km's. do final deixando todos para trás, com uma reação inicial por parte de Bernal e Yates, cedendo primeiro Egan Bernal e depois Simon Yates, que acabaria por ceder também no ultimo quilómetro ao ritmo infernal colocado pelo português. João Almeida mostrou frieza e experiência, subiu no seu ritmo nunca indo ao choque nem à forma de correr de Simon Yates, finalizou segundo da etapa a só 13 segundos de Dan Martin e sobe a 8.º da classificação geral. Egan Bernal (Ineos Grenadiers) mostrou pela primeira vez nesta edição do Giro de Itália um momento de fraqueza, perdeu tempo nos três quilómetros finais da etapa, não conseguindo seguir o ritmo de Simon Yates e João Almeida. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1MARTIN DanIsrael Start-Up Nation4:54:382ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step0:133YATES SimonTeam BikeExchange0:304ULISSI DiegoUAE-Team Emirates1:205CARUSO DamianoBahrain - Victorious1:206MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers1:237BERNAL EganINEOS Grenadiers1:238PEDRERO AntonioMovistar Team1:389BILBAO PelloBahrain - Victorious1:4310BENNETT GeorgeTeam Jumbo-Visma2:21 TOP 10 da classificação geral após a etapa 17 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers71:32:052CARUSO DamianoBahrain - Victorious2:213YATES SimonTeam BikeExchange3:234VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech6:035CARTHY HughEF Education - Nippo6:096BARDET RomainTeam DSM6:317MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers7:178ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step8:459FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma9:1810CICCONE GiulioTrek - Segafredo11:06 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=tAzJlLAKOJs (Se não consegues ver vídeo faz "refresh" na página). Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Live Instagram de Juan Charry com Egan Bernal após etapa 16 do Giro de Itália Ontem assisti a um "Live" no instagram do comentador colombiano da ESPN Juan Charry (página de instagram aqui) com Egan Bernal, no dia da vitória de Bernal na etapa 16 do Giro de Itália, uma entrevista curta mas com conteúdo muito interessante para os amantes do ciclismo, a qual decidi transcrever e partilhar com vocês. Recordar que na etapa 16 do Giro (ontem) Egan Bernal atacou quem restava do pelotão a 22 km's. do final da etapa, conseguindo alcançar os homens da fuga que seguiam na frente, seguindo depois isolado para a vitória na etapa, consolidando ainda mais a sua liderança nesta edição do Giro de Itália. (mais pormenores aqui). De uma forma simples, com telemóvel em direto e aparentemente desde o seu quarto de hotel, Egan Bernal começou por agradecer ao comentador por estar a acompanhar a corrida lá em Itália e mostrar estes momentos. Juan Charry começa por perguntar como foi a subida ao "Passo Giau" (última ascensão do dia), porque não se conseguiu ver o início no direto, Bernal explica o seguinte: "A 5 kms. do fim a EF (Education First) estava a meter um ritmo muito forte, mas eu disse ao Dani (Daniel Martinez) que me sentia muito bem, que me fizesse uma aceleração para eu ir, porque achei estranho o Yates estar a ceder 10 segundos ... como ele era segundo da geral, quis tentar e ir à procura da vitória de etapa. "Passei na contagem de montanha ( topo do Passo de Giau )com 45 segundos, e depois a descer fui "tranquilo", ou seja rápido mas sem correr riscos, não queria arriscar a perder o Giro, por tentar ganhar uma etapa. Na parte técnica ia com bastante cuidado, mas pensando que vencer esta etapa seria algo muito bonito."Egan Bernal Juan Charry disse a Bernal que pela forma como o explica, parece que foi fácil, então pergunta sobre mais pormenores, como foram aqueles momentos, se tinha ligação com o carro da equipa? Tive sempre total comunicação com o carro, eles apoiaram a minha decisão de querer ir à procura da etapa......desde o carro iam-me sempre informando que faltavam 3,5 km's., depois 3 que eram difíceis, para gerir bem o esforço, depois que, o que me faltava até ao topo eram mais ou menos 12 minutos de esforço. "Na descida, eles com o GPS conseguiam ver melhor o tipo de curvas e como era a estrada, então diziam-me se vinha um sector rápido, ou "cuidado com a esta zona, curva fechada à direita, curva à esquerda", depois nas zonas mais rápidas avisavam "agora podes dar tudo, à tope à tope", nas zonas técnicas diziam "agora muito suave, muito suave" queríamos vencer a etapa, mas sem arriscar.Egan Bernal A conversa avança com o comentador perguntando, nesses momentos pensas em algo mais? Como "estou a discutir o Giro, para ganhar o Giro", ou nesse momento não pensas em nada? "Naqueles momentos vamos num transe muito profundo, o nível de concentração é muito grande, só pensava em coisas como fazer bem a próxima curva, estar aerodinâmico na bicicleta, olhava o mapa, quantos quilómetros faltam, porque naqueles momentos uma pequena falha numa curva e "borramos" tudo..." Juan Charry pergunta se fechando os olhos, Egan Bernal imaginava esta situação antes de começar o Giro, se imaginava esta diferença e como as coisas estão a acontecer? "Não de todo, vinha com objectivo da classificação geral e claro que se venho para a geral é para ganhar, mas depois da lesão que tive, depois de ter-me retirado do Tour do ano passado pela porta de trás, ter que sair cedo da corrida por problemas físicos tendo o dorsal número 1, pensei que se puder estar no grupo dos melhores durante as etapas e se por ventura terminar no pódio já fico satisfeito."Agora vendo que já venci duas etapas, quando nunca tinha vencido nenhuma etapa numa grande volta, ser líder tantos dias e desfrutar da corrida desde os primeiros dias, sinceramente não esperava isto.Egan Bernal Para terminar, Juan Charry pergunta sobre uma pequena frase que Bernal proferiu no final, "I'm Back" (estou de volta), porquê, tinhas ido embora do ciclismo? " Disse: I'm back, porque foram anos difíceis a nível profissional, dentro de mim sei quem sou, sei o que posso fazer, mas depois de ter chegado a andar no grupeto no Tour (sendo um escalado), depois do que passei a nível físico e psicológico, a certo ponto eu tinha duvidas, será que ainda sou bom? Será que ainda consigo estar aí? Via os outros a bater recordes, então pensava, será que ainda posso estar como eles? Por muita confiança que tenha, ou que saiba que sou bom, sei que os outros também treinam, que também melhoram e também são bons. Pensava que talvez mesmo estando a 100% não chegasse para bate-los.Agora depois de vencer as etapas, de ir estando de líder e depois de tudo o que está a acontecer, mesmo que me recinta da lesão, finalmente sinto que volto a estar ao meu nível.Egan Bernal Termina com umas palavras para os colombianos "Para as pessoas que me seguem e que seguem o Giro, que saibam que eu e as pessoas que estamos aqui pedalamos com grande orgulho em ser colombianos, queremos dar e enviar felicidade às pessoas daí, quando estamos fora da Colômbia sentimos ainda mais a Colômbia, agradecer o vosso apoio e quero deixar a mensagem de que ainda falta muito, mas deixarei a pele para tentar levar esta camisola até Milão."Egan Bernal Para quem perceber, pode ver o Live Instagram original de Juan Charry AQUI. O resumo da etapa 16 do Giro 2021, sobre a qual se refere a conversa https://www.youtube.com/watch?v=3CAt5IVrN3g&t= Ficamos a saber, entre outras coisas que em etapas como as de ontem, os ciclistas profissionais em situação de corrida podem pilotar uma bicicleta quase como os pilotos de Rally, seguindo indicações de um co-piloto (neste caso o diretor no carro através do rádio) para abordar melhor os vários sectores da estrada. É também uma conversa que elucida bem o calvário que passou Egan Bernal depois de vencer o Tour em 2018, quer a nível físico como psicológico, e que vem de encontro à questão que tenho abordado algumas vezes, até que ponto aguentam os ciclistas a pressão de começar a vencer tão novos? Termino mudando um pouco o assunto, para algo de que se tem falado muito em Portugal (e no mundo). Da mesma forma que Bernal não sabia como estaria neste Giro de Itália, certamente Remco Evenepoel também não o sabia, não deveriam os experientes responsáveis da Deceuninck Quick-Step ter protegido mais o jovem belga não o colocando sob pressão, dando sem margem de dúvidas a liderança a João Almeida? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa João Almeida A etapa de hoje do Giro de Itália estava marcada como etapa rainha, pois no seu trajeto original eram 212 km's com mais de 5000 mts. de desnível acumulado (4 subidas de primeira categoria), mas devido às condições atmosféricas adversas a organização juntamente com as equipas decidiu alterar a etapa, acabando por ficar com 153 km's e só duas duas subidas de primeira categoria. João Almeida a integrar a fuga do dia, onde seguiam também homens como Davide Formolo ou Vincenzo Nibali, fuga que chegou a ter 6 minutos de vantagem, mas que acabaria por ser alcançada pelos favoritos (sendo que estes já não eram muitos na altura). De todos os homens da fuga, João Almeida foi o que melhor conseguiu manter o ritmo depois de ser alcançado, acabando por terminar a etapa no 6.º posto, juntamente com Hugh Carthy e Giulio Ciccone que vinham do pelotão. O único que ofuscou a super etapa de João Almeida foi o homem mais forte deste Giro de Itália, Egan Bernal foi o vencedor da etapa 16 do Giro de Itália. O camisola rosa manteve-se sempre junto a Hugh Carthy, cuja equipa colocou ritmo forte na ultima subida, antes de decidir meter mais uma mudança que toda a gente e ir embora sozinho numa demonstração de superioridade incrível. A segunda vitória de etapa para Egan Bernal nesta edição do Giro consolida ainda mais a sua liderança na classificação geral, está agora com uma vantagem de 2:24 para o segundo classificado Damiano Caruso, que acabou a etapa em terceiro no dia de hoje. Dia positivo também para Romain Bardet (Team DSM), que finalizou com Caruso, ao contrário de Simon Yates que voltou a perder tempo e cai de segundo para quinto da classificação geral. Apontamento ainda para Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick-Step), que era sétimo da geral mas perdeu 24 minutos hoje, caindo para 24.º da classificação geral. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers4:22:412BARDET RomainTeam DSM0:273CARUSO DamianoBahrain - Victorious0:274CICCONE GiulioTrek - Segafredo1:185CARTHY HughEF Education - Nippo1:196ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step1:217VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech2:118IZAGIRRE GorkaAstana - Premier Tech2:319FORMOLO DavideUAE-Team Emirates2:3310FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma2:33 TOP 10 da classificação geral após etapa 16 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers66:36:042CARUSO DamianoBahrain - Victorious2:243CARTHY HughEF Education - Nippo3:404VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech4:185YATES SimonTeam BikeExchange4:206CICCONE GiulioTrek - Segafredo4:317BARDET RomainTeam DSM5:028MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers7:179FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma8:2010ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step10:01 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=3CAt5IVrN3g Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça de Portugal de XCO - Marrazes Marrazes recebeu neste fim de semana a 3ª Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO). Mário Costa manteve-se imbatível, enquanto na categoria feminina Ana Santos bateu Raquel Queirós, que tem dominado a Elite Feminina. Categoria masculina Mário Costa continua muito consistente e voltou a conquistar a vitória na categoria de Elite Masculina, em Marrazes. O atleta da AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde disputou a corrida com David Rosa (Individual), vencendo com uma diferença de apenas 37 segundos. Ivan Feijoo (BH Templo Cafés UCC), corredor sub-23, terminou na terceira posição. Categoria feminina Na Elite Feminina, Ana Santos (X-Sauce Factory Team) conseguiu destronar Raquel Queirós, que tinha vencido as duas provas anteriores, vencendo com escassos seis segundos de vantagem. Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) fechou na terceira posição a 5m55s da vencedora. Ainda assim, e tendo em conta que Ana Santos não tinha participado nas restantes provas, Raquel Queirós reforçou ainda mais a liderança do ranking da Taça de Portugal de XCO. Restantes categorias Na prova de juniores masculinos, Tomás Frazão (Guilhabreu BTT) bateu João Cruz (AXPO/FirstBIke Team/Vila do Conde), com uma vantagem de apenas 32 segundos. Miguel Rodriguez (Club Ciclista Ponteareas) fechou em terceiro, a 1m23 de Tomás Frazão. Mariana Líbano (Guilhabreu BTT) continua imbatível em juniores femininas e tornou a bater as adversárias para somar mais uma vitória. Sofia Gomes (BTT Seia) repetiu o segundo lugar, terminando a 2m57s da vencedora e Mariana Viais (AEBTT Rio/Mr.Print) fechou o pódio a 3m31s de Mariana Líbano. Na categoria de cadetes, estiveram em destaque Tomás Gaspar (Penafiel Bike Clube), no setor masculino, e Marta Carvalho (Extremosul/Hotel Alisios/Cenmais), no setor feminino, quem venceram a terceira prova da Taça de Portugal. À semelhança do que aconteceu na prova anterior, André Filipe (Guilhabreu BTT) e Nádia Mendes (BTTGardunha/Fundão/Create) tornaram a levar a melhor na categoria de veteranos masters 30. aquel Marques (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) também voltou a vencer em masters 40 e no setor masculino foi Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) a terminar na primeira posição. Na categoria de masters 50, o vencedor foi António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e em masters 60 quem conquistou a vitória foi Luís Tomé (Korpo Activo/Penacova). Ivo Pereira (Individual) foi o vencedor na categoria de paraciclismo, terminando a prova com 3m24s de vantagem sobre o segundo classificado, Paulo Teixeira (Rodabike/ACRG/Gondomar). O fim de semana em Marrazes ficou marcado pelo triste falecimento do Master 60 João Silva durante a prova deste domingo. A Federação Portuguesa de ciclismo enviou as sentidas condolências à família, companheiros de equipa e amigos, informando também na sua página que o atleta de 62 anos foi prontamente assistido pela equipa médica da prova, não tendo sido possível evitar o trágico desfecho, e que a causa do óbito será determinada pela autópsia. Classificações completas aqui Texto e fotografia: Federação portuguesa de ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 20 coisas que qualquer ciclista odeia. Identificas-te com alguma? Todos nós pedalamos porque gostamos, mas por vezes acontecem-nos coisas verdadeiramente irritantes, ou desmotivantes, e que nos levam a pensar "porque raio é que eu gosto deste desporto?" A boa notícia, é que não te acontece só a ti. Quase todos já passámos por mais do que uma destas 20 situações, e provavelmente haverão muitas mais a acrescentar. Deixa o teu  comentário no final. 1 - Quando numa recta, sem nenhum veículo em sentido contrário, um carro te ultrapassa a 5 cm's. do guiador só para não passar com "meio-carro" na faixa contrária. 2 - Já saíste de casa, e vês que te esqueceste de encher o bidom com água, ou que te esqueceste da banda cardíaca, ou das luvas. 3 - Estás a rolar cada vez com uma cadência mais rápida mas no momento em que metes mais uma mudança, aumenta o vento de frente e tens que a tirar logo de seguida. 4 - Quando estás numa subida no limite das forças, vais tirar mais uma mudança e apercebes-te de que já estavas na mais leve. 5 - Quando pensas que o final da subida é naquela curva, mas ao fazer a curva ainda há mais subida e nem vês o fim. 6 - Sinais vermelhos. Fazes quase sempre os mesmos trajectos, mas nunca apanhas aquele sinal verde quando passas, principalmente nos dias que estás a fazer a melhor média de sempre. 7 - A bateria do teu GPS acaba, quando estás a fazer aquela volta soberba, com uma bela média de velocidade, quilómetros, acumulado de subida, tudo perfeito. "Low Battery"? Mas carreguei-o há, deixa pensar, há 1 semana atrás! 8 - Vestes pouca roupa, sais para rua e tens frio, vestes muita roupa, sais para a rua e tens calor! 9 - Aquele ruído na bicicleta. É do pedal de certeza! Não, deve ser do movimento pedaleiro! Mas quando não pedalo também faz? Será do selim? Onde? Onde será? Leva qualquer um à loucura. 10 - Ser "descarregado", traduzindo, ser deixado para trás. Custa tanto ao Nibali ou Froome, como ao Zé dos Pipos que foi andar com o grupo de amigos do bairro ao fim de semana! 11 - Pedalar no rolo. É unânime, quase todos o fazem, e quase nenhum gosta de o fazer. 12 - Frio nas orelhas. Horrível! Por vezes basta tapares as orelhas e parece que enrolaste todo o corpo num cobertor. 13 - Quando apanhas chuva e começas a sentir a água a entrar pouco a pouco pelos sapatos e a molhar pouco a pouco as meias. Uma das piores sensações do mundo. 14 - Vento. O pior inimigo do ciclista. Quando está de frente, pedalas, pedalas, olhas para o conta-quilómetros e vais a 10km/h em terreno plano, quando está de lado abana-te a bicicleta, as rodas, tudo! Quando está de costas, espera, não, nunca está de costas! E quando está não se refere esse facto, simplesmente estás em plena forma e fizeste 50 km's. com uma média de 40km/h porque estás, BRUTO! 15 - Provavelmente a pior de todas: QUANDO TE APERECE O HOMEM DA MARRETA! Normalmente por falta de alimentação, hidratação, preparação, ou porque pensavas que tinhas motor, pedalaste para ganhar a todos no início da tua volta e agora as pernas dizem-te que não querem brincar mais. 16 - Combinaste ir pedalar para fora da tua zona, ou deslocaste-te para uma prova qualquer e quando vais calçar-te, apercebes-te de que deixaste os sapatos de encaixe em casa. 17 - Fizeste um esforço financeiro abismal, estiveste "20 anos" a juntar para comprar aquela bicicleta, ou aquele grupo de mudanças, finalmente compras e no ano a seguir sai a evolução desse artigo, melhorada, actual e quase pelo mesmo preço. 18 - Furos. Tens o tempo contado, queres fazer "X km's" naquele tempo disponível, ou estás a fazer um trajecto com os amigos, mas tiveste um furo que vai atrasar toda a gente ou impedir que pedales o que tinhas pensado naquele tempo disponível. 19 - Furas, e apercebes-te de que apesar de todos os dias levares bomba e câmara de ar ou remendos, nesse preciso dia em que estás a 80 quilómetros de casa sucede que te esqueceste de levar. 20 - Quando te acontece mais do que uma das situações anteriores, num só dia. Boa sorte. :D Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália - Resumo etapa 15 Uma queda envolvendo um elevado número de ciclistas marcou o início desta etapa do Giro de Itália, sendo a etapa interrompida pelo diretor de prova, no sentido deixar os ciclistas e equipas envolvidas se reorganizarem. Entre outros nomes, o mais importante para nós portugueses, Rúben Guerreiro que se viu envolvido na queda e tristemente teve que abandonar o Giro de Itália, quando estava num excelente momento de forma e com um papel importante na proteção a Hugh Carthy. A equipa de Ruben Guerreiro escreveu nas redes sociais: Tudo pode acontecer em qualquer momento no Giro. Perdemos o Ruben Guerreiro devido a contusões nas costelas causadas por uma queda no início da etapa, mas a equipa conseguiu estar junta para e Hugh Carthy no quinto lugar.EF Education First Nippo Outros dos envolvidos foi Emanuel Buchmann, o alemão da Bora Hansgrohe também teve que abandonar a corrida, estava 6.º na classificação geral no início do dia. Hoje o dia era de Victor Campanaerts (Qhubeka Assos), o Belga atacou no início da etapa para formar uma fuga, atacou quando a etapa recomeçou após interrupção pelo diretor de prova, atacou várias vezes para se isolar dos adversários nos últimos quilómetros, e no final acabou por atacar para a vitória, sendo mais inteligente que Oscar Riesebeek (Alpecin-Fenix) que inicioou sprint demasiado cedo. Esta é foi já a 3.ª vitória foi a terceira da Qhubeka Assos nesta edição do Giro, e a primeira do belga que já foi o recordista da hora, em quase dois anos. No que respeita à classificação geral, sai Emanuel Buchmann do TOP 10 (por abandono) com referimos do início, entra Tobias Foss (Jumbo-Visma) para o TOP 10. Amanhã é um dia que pode mais uma vez deixar as coisas mais definidas nesta edição do Giro, etapa de alta montanha com várias contagens de primeira categoria. TOP 10 etapa Pos.NomeEquipaTempo1CAMPENAERTS VictorTeam Qhubeka ASSOS3:25:252RIESEBEEK OscarAlpecin-Fenix0:003ARNDT NikiasTeam DSM0:074CONSONNI SimoneCofidis, Solutions Crédits0:075HERMANS QuintenIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:076CATALDO DarioMovistar Team0:077MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo0:098TORRES AlbertMovistar Team0:449MOLANO Juan SebastiánUAE-Team Emirates1:0210WALSCHEID MaxTeam Qhubeka ASSOS1:02 TOP 10 classificação geral após etapa 15 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers62:13:332YATES SimonTeam BikeExchange1:333CARUSO DamianoBahrain - Victorious1:514VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech1:575CARTHY HughEF Education - Nippo2:116CICCONE GiulioTrek - Segafredo3:037EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step3:528MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers3:549BARDET RomainTeam DSM4:3110FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma5:37 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=pm2lbfiI9-Q Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Etapa 6 Hoje foi decidida a classificação geral da Andalucía Bike Race by Garmin, onde os vencedores absolutos na categoria masculina da UCI Marathon Series foram Urs Huber e Simon Schneller do TEAM BULLS. Os vencedores da última etapa foram Tiago Ferreira e Wout Alleman (DMT Racing Team), finalmente um dia sem azares para o Campeão da Europa deixou que a dupla mostrasse o seu valor. Na categoria feminina UCI Marathon Series, a classificação geral mudou com as norueguesas Hildegunn Hovdenak e Janine Schneller (Tysk-Norge) a venceram a etapa e conseguiram vencer nesta 11.ª edição da Andalucía Bike Race da Garmin. Classificações etapa 6 ETAPA 6 UCI Marathon Series Masculino 1 Tiago Ferreira – Wout Alleman DMT Racing Team || 01:59:472 Hans Becking – Jose Dias Buff Scott MTB Team || 01:59:473 Urs Huber – Simon Schneller TEAM BULLS || 02:00:58 ETAPA 6 UCI Marathon Series Feminino 1 Janine Schneider – Hidegunn Hovdenak tysk-norge || 02:31:572 Irina Lutzelschwab y Jennie Stenerhag ABRO Knippcycling Schär Gärten || 02:35:193 Bettina Janas – Estelle Morel Sportograf-Ornans  || 02:36:04 Classificações gerais finais Classificação geral UCI Marathon Series Masculino 1 Urs Huber – Simon Schneller TEAM BULLS || 14:57:562 Hans Becking – Jose Dias Buff Scott MTB Team || 14:58:273 Martin Frey – Simon Stiebjahn TEAM BULLS || 15:02:54 Clasificaciones ETAPA 6 UCI Marathon Series Feminino 1 Janine Schneider – Hidegunn Hovdenak tysk-norge || 19:22:282 Katazina Sosna – Stefanie Regina Torpado Sudtirol || 19:28:493 Irina Lutzelschwab y Jennie Stenerhag ABRO Knippcycling Schär Gärten || 19:53:06 CLASSIFICAÇÕES completas e restantes categorias AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 14 Dia de emoções fortes no Giro de Itália, etapa com final no mítico Monte Zoncolan na qual um ciclista quase desconhecido, se juntou a uma lista de grandes nomes do ciclismo mundial que venceram nesta montanha. Lorenzo Fortunato (Eolo-Kometa) venceu a sua primeira etapa no World Tour, dando também a primeira vitória neste escalão à Eolo Kometa, equipa de Ivan Basso e Alberto Contador, que é do escalão inferior (Profissional Continental). Não podemos deixar de partilhar a forma como Alberto Contador viveu o momento em direto, vê o vídeo, fantástico. https://twitter.com/albertocontador/status/1396129049538404352 O jovem italiano acabou por ser o mais forte entre os que constituíram a fuga do dia na ascensão final, respondendo ao ataque Jan Tratnik e partindo para a vitória na zona mais dura da difícil subida do Zoncoloan. Alessandro Covi (Emirados Árabes Unidos) terminou em terceiro. Nelson Oliveira continua soberbo, ajuda a equipa quando tem que ajudar, está nas fugas e é o terceiro TOP 10 em etapas nesta edição do Giro de Itália. Entre os favoritos foi Simon Yates (BikeExchange) o primeiro a atacar, com resposta sólida por parte de Egan Bernal (Ineos Grenadiers), que depois de seguir com Yates lançou um ataque sem resposta para terminar a etapa no 4.º posto, ganhando tempo a todos os principais rivais. Simon Yates sobe a segundo da classificação geral, está agora a 1:33 de Bernal. Entre os favoritos o derrotado do dia foi Aleksandr Vlasov (Astana-Premier Tech), que teve a sua equipa a trabalhar em grande parte da etapa e não correspondeu no final, caiu de segundo para quarto da geral e está agora a 1:57 de Egan Bernal. Rúben Guerreiro e João Almeida mostraram-se mais um dia muito sólidos, sempre com os melhores e ajudando os seus lideres de equipa. Já não somos só nós, portugueses, a não compreender porquê a Deceuninck Quick-Step manda João Almeida esperar por Remco Evenepoel, apesar do jovem belga estar a 2:22 minutos da liderança (antes da etapa de hoje). Nas redes sociais da equipa nota-se cada vez mais um apoio global a João Almeida, e crítica à tática da equipa. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1FORTUNATO LorenzoEOLO-Kometa5:17:222TRATNIK JanBahrain - Victorious0:263COVI AlessandroUAE-Team Emirates0:594BERNAL EganINEOS Grenadiers1:435MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo1:476YATES SimonTeam BikeExchange1:547BENNETT GeorgeTeam Jumbo-Visma2:108OLIVEIRA NelsonMovistar Team2:189MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers2:2210CARUSO DamianoBahrain - Victorious2:22 TOP 10 da classificação geral após etapa 14 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers58:30:472YATES SimonTeam BikeExchange1:333CARUSO DamianoBahrain - Victorious1:514VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech1:575CARTHY HughEF Education - Nippo2:116BUCHMANN EmanuelBORA - hansgrohe2:367CICCONE GiulioTrek - Segafredo3:038EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step3:529MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers3:5410BARDET RomainTeam DSM4:31 Vídeo resumo da etapa 14 https://www.youtube.com/watch?v=pN71eKrv9do Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 13 Giacomo Nizzolo (Qhubeka Assos) conseguiu finalmente vencer uma etapa no Giro de Itália, depois de nada mais, nada menos que 11 segundos lugares. Hoje alcançou a vitória da etapa 13 em Verona com um sprint longo, intenso e inteligente, sabendo escolher as várias rodas a perseguir, batendo no fim Eduardo Affini (Jumbo-Visma), que havia atacado a 300 mts. do fim. Com esta vitória a Team Qhubeka ASSOS já leva duas nesta edição do Giro de Itália, mais uma que o ano passado onde. Em terceiro finalizou Peter Sagan que matem ainda a camisola de liderança da classificação por pontos. Na classificação geral, manteve-se tudo igual antes da difícil etapa de amanhã, com chegada em alto na mítica subida ao Monte Zoncolan. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1VENDRAME AndreaAG2R Citroën Team5:43:482HAMILTON ChrisTeam DSM0:003BENNETT GeorgeTeam Jumbo-Visma0:154BRAMBILLA GianlucaTrek - Segafredo0:155VISCONTI GiovanniBardiani-CSF-Faizanè1:126BOUCHARD GeoffreyAG2R Citroën Team1:257EDET NicolasCofidis, Solutions Crédits1:478PETILLI SimoneIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux1:479HONORÉ Mikkel FrølichDeceuninck - Quick Step3:0010RAVANELLI SimoneAndroni Giocattoli - Sidermec4:19 TOP 10 da classificação geral após etapa 13 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers48:29:232VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:453CARUSO DamianoBahrain - Victorious1:124CARTHY HughEF Education - Nippo1:175YATES SimonTeam BikeExchange1:226BUCHMANN EmanuelBORA - hansgrohe1:507EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step2:228CICCONE GiulioTrek - Segafredo2:249FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma2:4910MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers3:15 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=sQSO5_uF3Yo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Dia 5 Foi hoje a penúltima etapa da Andalucía Bike Race com partida e chegada na cidade de Córdoba. Os ciclistas enfrentaram 76km e 2.200 metros de desnível positivo, sendo a subida ao El Reventón o destaque do dia. A Team Bulls conseguiu de novo, equipa conseguiu a sua terceira vitória de etapa na Andalucía Bike Race by Garmin, consolidando assim o seu domínio e liderança da geral. Hoje a vitória foi para Martin Frey e Simon Stiebjahn, mas Simon Schneller e Urs Huber como líderes, controlaram sempre a etapa com clareza e consolidaram liderança da Anadalucía Bike Race. Na terceira posição e a poucos segundos dos vencedores, terminaram os ciclistas da Buff® Scott MTB Hans becking e Jose Dias. Na categoria feminina, nova vitória de Janine Schneider e Hildegunn Hovdenak, da tysk-norge. A classificação ficou ainda mais apertada com a vitória de Janine Schneider e Hidegunn Hovdenak, que tirou tempo às líderes. Katazina Sosna e Stefanie Dohrn, ciclistas da Torpado Sudtirol, mantêm a camisola do líderes após serem segundo no dia de hoje. A etapa de sábado, a última da competição, vai definir os campeões desta edição da Andalucía Bike Race by Garmin. A equipa de José Dias está em segundo da geral a cerca de um minuto e meio dos líderes e tudo pode acontecer. A equipa de Tiago Ferreira tem tido bastante azar nesta edição da ABR., e está no décimo posto da geral. Pódios etapa 5 UCI Marathon Series Masculino 1 Martin Frey – Simon Stiebjahn TEAM BULLS || 03:00:392 Urs Huber – Simon Schneller TEAM BULLS || 03:00:423 Hans Becking – Jose Dias Buff Scott MTB Team || 03:00:48 5 UCI Marathon Series Feminino 1 Janine Schneider – Hidegunn Hovdenak tysk-norge || 03:44:052 Katazina Sosna – Stefanie Regina Torpado Sudtirol || 03:48:333 Bettina Janas – Estelle Morel Sportograf-Ornans  || 03:53:21 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Portugal garante apuramento na prova de BTT do Jogos Olímpicos A UCI anunciou ontem a lista de países apurados para as provas de Cross-country olímpico (XCO) dos Jogos Olímpicos, e a federação portuguesa de ciclismo (FPC) avançou que Portugal garantiu o apuramento através da seguinte notícia nas suas redes sociais: "A UCI acaba de anunciar a lista de países apurados para as provas de XCO dos Jogos Olímpicos. Fez-se história! Pela primeira vez Portugal estará representado na corrida feminina."pode ler-se no Facebook da FPC A acompanhar a notícia está a fotografia de Raquel Queirós, a atleta nacional que melhores classificações tem conseguido nas provas de XCO nacionais e da Taça do Mundo. A quota foi atribuída segundo o 'ranking' final publicado pela UCI, na qual a seleção portuguesa terá direito a uma das 38 vagas atribuídas, a primeira no setor feminino, depois das participações de David Rosa (Londres e Rio de Janeiro), e de Tiago Ferreira ( Rio de Janeiro), nas quais o melhor resultado foi até hoje o 23.º lugar de David Rosa em Londres 2012. A corrida feminina de XCO nos Jogos Olímpicos será no dia 27 de Julho de 2021, um dia depois da corrida masculina. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 12 Andrea Vendrame (AG2R-Citröen) venceu ao sprint a etapa 12 do Giro de Itália, frente a Chris Hamilton (Team DSM), e dá a primeira vitória no World Tour em 2021 à equipa francesa. Ambos os ciclistas que discutiram a vitória de etapa, vinham da fuga do dia, um grupo com muitos nomes fortes, entre os quais George Bennett (Jumbo-Visma) e Gianluca Brambilla (Trek-Segafredo), que também se haviam destacado nos últimos quilómetros, havendo depois uma separação destes 4. Nesta que foi uma das mais longas tiradas do Giro 2021 ( 212 km - com um acumulado de subida de 3700 mts.) , não houve alterações no top 10 da classificação geral, mas Marc Soler abandonou por queda no início da etapa (Soler era 11.º da geral). Nos 8km finais, Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo), atacou numa descida com o companheiro de equipa Giulio Ciccone, mas a Ineos não facilita a vida a ninguém, e mesmo estando Nibali a mais de 4 minutos de Egan Bernal na geral, responderam, não deixando os italianos ganharem muito tempo ( Nibali ganhou 7 segundos no seu ataque). Na perseguição a Nibali, a descer, o companheiro de equipa de Bernal, Gianni Moscon caiu a 5 km do fim, mas conseguiu finalizar com o grupo principal. Recordamos que a Ineos já perdeu um ciclista, Pavel Sivakov por queda e abandono. João Almeida subiu uma posição na geral (é agora 16.º), Rúben Guerreiro duas posições (é agora 19.º) e Nelson Oliveira é 27.º da geral. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1VENDRAME AndreaAG2R Citroën Team5:43:482HAMILTON ChrisTeam DSM0:003BENNETT GeorgeTeam Jumbo-Visma0:154BRAMBILLA GianlucaTrek - Segafredo0:155VISCONTI GiovanniBardiani-CSF-Faizanè1:126BOUCHARD GeoffreyAG2R Citroën Team1:257EDET NicolasCofidis, Solutions Crédits1:478PETILLI SimoneIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux1:479HONORÉ Mikkel FrølichDeceuninck - Quick Step3:0010RAVANELLI SimoneAndroni Giocattoli - Sidermec4:19 TOP 10 da classificação geral após etapa 12 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers48:29:232VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:453CARUSO DamianoBahrain - Victorious1:124CARTHY HughEF Education - Nippo1:175YATES SimonTeam BikeExchange1:226BUCHMANN EmanuelBORA - hansgrohe1:507EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step2:228CICCONE GiulioTrek - Segafredo2:249FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma2:4910MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers3:15 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=b-j_Uk0cTq8 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Dia 3 A Andalucía Bike Race by Garmin despede-se de Jaén com uma etapa memorável. Com início e fim no Complexo Esportivo de Fuentezuelas, os ciclistas enfrentaram uma jornada de 71,06 quilómetros com 2.924 metros de desnível acumulado de elevação, basta avaliar estes números para perceber que foi uma etapa bastante difícil. Hoje assistiu-se à segunda vitória do Team Bulls na categoria masculina. Urs Huber e Simon Schneller alcançaram assim mais uma vitória na Andalucía Bike Race da Garmin após terem vencido também a etapa de abertura. A etapa foi complicada para várias equipas no final. Apesar da queda, Tiago Ferreira conseguiu seguir em frente, enquanto o líder, Samuele Porro, não teve a mesma sorte e perdeu todas as chances de vitória. Huber e Schneller assumiram a liderança até que Hans Becking e José Dias os ultrapassassem, mas um infeliz problema mecânico para a equipa BUFF® Scott MTB fez com que perdessem três minutos, e Huber e Schneller do Team Bulls assumiram a liderança novamente e até ao final. Martin Frey e Simon Stiebjahn entraram na meta praticamente juntos, garantindo assim o segundo lugar da etapa, enquanto que o terceiro lugar foi para Martin Stosek e Kristian Hynek da equipa de MTB Canyon Northwave. Huber e Schneller recuperaram a liderança da classificação geral da corrida. Na categoria feminina a vitória foi das atuais líderes da corrida, Katazina Sosna e Stefanie Dohrn, da equipa Torpado Sudtirol. Pódios UCI Marathon Series categoria masculina 1 Urs Huber - Simon Schneller TEAM BULLS || 03:30:11 2 Martin Frey - Simon Stiebjahn TEAM BULLS || 03:30:123 Martin Stosek - Kristian Hynek Canyon Northwave MTB Team || 03:30:26 UCI Marathon Series categoria feminina 1 Katazina Sosna - Stefanie Regina TORPADO SUDTIROL || 04:39:54 2 Irina Lutzelschwab - Jennie Stenerhag ABRO-Knippcycling Schär Gärten || 04:42:283 Constanza Fasolis - Greta Karasiovaite Torpado RDR || 04:49:45 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 11 O "sterrato" (terra batida) não é para todos, e as equipas sabem disso. A Ineos e Egan Bernal começaram a preparar o Giro de Itália muitos meses antes da corrida (como outros), a diferença é que estes preparam-no com mais pormenor, participando por exemplo na Strade Bianche em Março deste ano, corrida na qual João Almeida também participou (provavelmente por ser na altura o líder da Deceuninck quick-Step para o Giro). Certo é que em dois dias de "sterrato", no primeiro (somente um sector de 1,5 km's.) Egan Bernal saltou para a liderança do Giro, no segundo dia (hoje), deixa o seu principal adversário a mais de 2 minutos na classificação geral. Hoje assistimos a uma das etapas mais entretidas e espetaculares dos últimos anos em grande voltas, com a Ineos e Egan Bernal a fazerem uma exibição de outro mundo, mas acima de tudo vimos um grande espetáculo de ciclismo, que recordaremos certamente por uns tempos. Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep), segundo da geral no início do dia, teve um dia mau no sectores de terra batida, o jovem de 21 anos foi "descarregado" no terceiro sector a 25 km'. do fim, tendo a certa altura retirado o seu auricular tal era a frustração, numa fase em que João Almeida ainda não estava junto dele para ajudar. Ajuda que acabou por surgir por parte de João Almeida, evitando que a perda de tempo fosse maior, ainda assim Remco Evenepoel termina 26.º no dia de hoje, e está a 2:21 de Bernal na Classificação Geral. À margem de tudo isto, havia uma etapa para disputar pelos homens da fuga, da qual restaram na frente Mauro Schmid (Qhubeka-Assos) e Alessandro Covi (UAE - Team Emirates), tendo vencido a sprintar nos últimos 200 mts. Mauro Schmid. O jovem suíço venceu a etapa 11 do Giro de Itália 2021, conseguindo assim a sua maior vitória como profissional. Destaque ainda para Rúben Guerreiro e Nelson Oliveira, ambos fizeram uma etapa soberba ajudando os seus líderes, podemos dizer que "somos os reis da gravilha", todos os portugueses estiveram soberbos hoje. O ritmo que Rúben Guerreiro colocou nos últimos sectores foi o que fez alargar a diferença do grupo de Bernal para Remco Evenepoel. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1SCHMID MauroTeam Qhubeka ASSOS4:01:552COVI AlessandroUAE-Team Emirates0:013VANHOUCKE HarmLotto Soudal0:264DE BONDT DriesAlpecin-Fenix0:415GUGLIELMI SimonGroupama - FDJ0:416BATTAGLIN EnricoBardiani-CSF-Faizanè0:447KLUGE RogerLotto Soudal1:238GAVAZZI FrancescoEOLO-Kometa1:379VAN DER HOORN TacoIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux1:4310NAESEN LawrenceAG2R Citroën Team1:59 TOP 10 da classificação geral após etapa 11 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers42:35:212VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:453CARUSO DamianoBahrain - Victorious1:124CARTHY HughEF Education - Nippo1:175YATES SimonTeam BikeExchange1:226BUCHMANN EmanuelBORA - hansgrohe1:507EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step2:228CICCONE GiulioTrek - Segafredo2:249FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma2:4910MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers3:15 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=CTezktYII3w Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Dia 2 A espetacular zona de Quiebrajano nas montanhas do sul da província de Jaén foi o cenário para a Etapa 2 da Andalucía Bike Race by Garmin. Uma etapa com 62,52 quilómetros e 2.250 metros de acumulado de elevação, marcada por duas longas subidas. Categoria masculina Um dia que terminou com novos líderes, Samuele Porro e Daniel Geismayr da Trek Pirelli assumiram a liderança na categoria masculina após vencer a segunda etapa. Completaram o pódio os vencedores de ontem, Urs Huber e Simon Schneller da Team Bulls, enquanto o português José Dias e Hans Becking da Buff Scott MTB cruzaram a meta em terceiro lugar. Categoria Feminina Mudança na liderança também na categoria feminina, com Katazina Sosna e Stefanie Dohrn da equipa Torpado Sudtirol a vestir a camisola de líderes após a vitória de hoje. Elas dividiram a maior parte da etapa comHildegunn Hovdenak e Janine Schneider da equipa Tysk-Norge, que terminaram em segundo, a mesma posição que ocupam na classificação geral. A suíça Irina Lutzelschwab e a sueca Jennie Stenerhag da equipa A ABRO-Knippcycling Schär Gärten terminaram em terceiro na categpria feminina. Pódio etapa 2 UCI Marathon Series Masculino 1 Samuele Porro - Daniel Gesimayr TREK PIRELLI || 02:42:062 Urs Huber - Simon Schneller TEAM BULLS || 02:42:343 Hans Becking - José Dias BUFF SCOTT MTB || 02:42:37 UCI Marathon Series Feminino 1 Katazina Sosna - Stefanie Regina TORPADO SUDTIROL || 03:23:352 Hildegunn Hovdenak - Janine Shcneider TYSK-NORGE || 03:26:053 Irina Lutzelschwab - Jennie Stenerhag ABRO-Knippcycling Schär Gärten || 03:37:1 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Na categoria feminina, a dupla da suíça Irina Lützelschwab e a sueca Jennie Stenerhag (ABRO-KnippcyclingSchär Gärten) vestem hoje a camisola de líderes após vencerem o FLASH STAGE. Hildegunn Hovdenak, duas vezes na campeã na Andalucía Bike Race, e Janine Schneider terminaram com mais 2 segundos que as primeiras, e a terceira posição foi para Katazina Sosna e Stefanie Dohrn (Torpado Sudtirol). A etapa de hoje será terá 63 quilómetros, marcada por duas longas subidas pela região sul da "Sierra de Jaén". Pódio FLASH STAGE UCI Marathon Series Masculino 1 Urs Huber - Simon Schneller TEAM BULLS 01:13:322 Samuele Porro - Daniel Gesimayr TREK PIRELLI 01:13:593 Tiago Ferreira - Wout Alleman DMT RACING TEAM 01:14:0 FLASH STAGE UCI Marathon Series Feminino 1 Irina Lutzelschwab - Jennie Stenerhag ABRO-Knippcycling Schär Gärten 01:37:152 Hildegunn Hovdenak - Janine Shcneider TYSK-NORGE 01:37:153 Katazina Sosna - Stefanie Regina TORPADO SUDTIROL 01:37:45 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=qUsmhLxmQbs Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 10 A etapa 10 do Giro de Itália antecedeu o primeiro dia de descanso da competição, foi uma etapa com terreno ondulado, marcada por uma montanha de 4.ª categoria ao quilómetro 105 que poderia deixar em dificuldades alguns dos sprinters. A Bora-Hansgrohe e Peter Sagan estudaram bem o livro de prova e assumiram a corrida nos 50 km finais, deixando muitos dos sprinters rivais em dificuldade, vencendo no final a etapa 10 no Giro de Itália 2021. Esta é a primeira vitória ao sprint no Giro de Itália para Peter Sagan, que consegue também assumir a liderança da classificação por pontos e vestir a "maglia ciclaino" Na classificação geral manteve-se tudo na mesma, com Egan Bernal na liderança. Destaque ainda para a forma como foi disputado o ultimo sprint intermédio (que dava 3 seg's de bonificação de tempo), com a Ineos a querer levar Bernal em primeiro para esse sprint, mas Remco Evenepoel a recuperar de forma soberba evitando que isso acontecesse. (Ver vídeo resumo no final, ao min. 3:00). TOP 10 final da etapa Pos.NomeEquipaTempo1SAGAN PeterBORA - hansgrohe3:10:562GAVIRIA FernandoUAE-Team Emirates0:003CIMOLAI DavideIsrael Start-Up Nation0:004OLDANI StefanoLotto Soudal0:005VERMEERSCH GianniAlpecin-Fenix0:006DE BONDT DriesAlpecin-Fenix0:007VENDRAME AndreaAG2R Citroën Team0:008ALBANESE VincenzoEOLO-Kometa0:009VIVIANI EliaCofidis, Solutions Crédits0:0010MOLANO Juan SebastiánUAE-Team Emirates0:00 TOP 10 da classificação geral após etapa 10 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers38:30:172EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:143VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:224CICCONE GiulioTrek - Segafredo0:375VALTER AttilaGroupama - FDJ0:446CARTHY HughEF Education - Nippo0:457CARUSO DamianoBahrain - Victorious0:468MARTIN DanIsrael Start-Up Nation0:529YATES SimonTeam BikeExchange0:5610FORMOLO DavideUAE-Team Emirates1:02 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Q2FvkYJTdOA Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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A pandemia mudou-nos? Na pesquisa sobre bikepacking, entre artigos escritos e vídeos, tudo me fascinou, talvez por estar numa fase diferente da vida comecei a olhar para a bicicleta de uma forma diferente. Sempre adorei a vertente competitiva nas bicicletas, como amador fiz várias provas de BTT de um dia, por etapas, fiz provas de bicicleta de estrada (Granfondos), mas em 2020 chega a esta pandemia que virou o mundo do avesso (e em alguns aspetos faz-nos pensar se o avesso não será o lado certo). Todo este isolamento da família, amigos e locais, despertou ainda mais a vontade de explorar, conhecer novos sítios, senti que a vida está a passar a uma velocidade alucinante e quis fazer coisas diferentes, para não passar uma vida a fazer o mesmo (neste caso provas e corridas). As bicicletas são a uma paixão e a sua magia é que dão para tudo, desde competir, à manutenção da forma física, deslocação para o trabalho, passeio, lazer, convívio, diversão, coleção, enfim, para quase tudo. E o que é o bikepacking? Certamente já terão encontrado ciclistas na estrada com as bicicletas bem carregadas de bagagem a viajar, por norma essas pessoas utilizam bicicletas de "touring". Estas são bicicletas com especificações próprias para se viajar, têm os quadros reforçados para poder carregar peso, estão preparadas para colocar suportes de bagagem em todo o sítio que possamos imaginar e a distância entre eixos é maior para oferecer mais estabilidade, entre outras especificações de equipamento. Bicicletas de Touring O bikepacking é diferente, surge mais recentemente e pode ser feito com a bicicleta normal de Montanha, de Estrada, Gravel, Ciclocrosse, ou outra. Consiste em colocar alguns sacos e bolsas de viagem em locais que a nossa bicicleta permita, que normalmente são no meio do quadro, no topo do quadro, no guiador e espigão do selim. ...o bikepacking surge mais recentemente e pode ser feito com a bicicleta normal de montanha, de Estrada, Gravel, Ciclocrosse, ou outra... A partir daqui, dependendo do percurso que cada um quer fazer, há bicicletas com vantagens e com limitações para cada tipo de percurso. Nós utilizamos bicicleta de Gravel porque permite rolar bem em estrada de asfalto e em estrada de terra batida, permite andar por praticamente todo o tipo de terreno fora de estrada (com alguns cuidados em zonas de pedras e raízes maiores), e também estão pensadas para o bikepacking. O início - Dois desconhecidos, uma aventura No início de Março numa troca de mensagens despoletada por uma reação a um "story" de instagram do David Raquel (que eu nem conhecia pessoalmente), ele envia-me a típica frase de despedida, que depois acaba por nunca dar nada: "temos que combinar uma gravelada" (volta em bicicleta de Gravel). E foi assim que, como se costuma dizer, "se juntou a fome com a vontade de comer". Luís Beltrão Na nossa troca de mensagens expliquei-lhe que queria planear algo de 2/3 dias quando as regras sanitárias do país permitissem, ao que ele respondeu que tinha um track (percurso) maioritariamente fora de estrada de asfalto até Vila Velha de Ródão, que podíamos ir num dia e regressar no outro. Já tinha ouvido falar de Vila Velha de Ròdão, mas sinceramente nem sabia bem onde era, fui ver no Google Maps e de carro eram cerca de 220km's até lá. Ir num dia e regressar no outro, fora de asfalto, com a bicicleta carregada (pesada), com um gajo que não conhecia pessoalmente (vi uma vez no facebook que um dia tinha feito o trajeto de casa dele até à Torre na Serra da Estrela direto, mais de 300 km's), pensei, tem tudo para "correr bem", principalmente porque as minhas voltas de bicicleta ultimamente eram curtas. David Raquel Ir num dia e regressar no outro, fora de asfalto, de bicicleta carregada (pesada), com um gajo que não conhecia pessoalmente (vi uma vez no facebook que um dia tinha feito o trajeto de casa dele até à Torre na Serra da Estrela direto, mais de 300 km's), pensei, tem tudo para "correr bem." Vila Velha de Ródão A atração referencial do nosso destino são as Portas de Ródão, que surgem na passagem do rio Tejo por Vila Velha de Ródão, formando uma paisagem de exposição e beleza natural única. Segundo li, é uma zona de riqueza patrimonial e natural, destacando-se também pela biodiversidade de fauna e flora. Nós fomos pela vista, pelo percurso, pela aventura e pela dor de pernas. A viagem Dia 1 O David marcou um local para pernoitarmos, não levámos tenda no nosso "setup de bikepacking" pelo que teríamos sempre que pernoitar em Vila Velha de Ródão. Tendo em conta a distância e o facto querermos parar em alguns sítios para comer, fotografar, contando também com problema mecânico que pudesse haver, optámos por partir de Loures pelas 6:00 (a minha alvorada em Sintra foi às 4:30). Vídeo no final. De Loures ao Tejo pelo vale Assim que começamos a pedalar pelo vale entre Loures e Sta. Iria, os sons e os cheiros do campo, as luzes da bicicleta a cortar o escuro da madrugada, e as luzes da cidade lá ao fundo apagam desde logo o esforço de ter levantado cedo para ir pedalar. É incrível como no meio de tanto entrelaçado de prédios existe um vale tão vasto, saímos do urbanismo e confusão da cidade em poucos minutos e através desse vale fizemos a ligação com o Rio Tejo. Já seguindo o Tejo assistimos ao nascer do sol com o rio ao lado que, fomos seguindo num misto de caminhos rurais e ciclovias, é uma zona fantástica para se pedalar àquela hora. Lezíria a Coruche Passámos o Tejo em Vila Franca de Xira e fomos um direção a Coruche, caminho que fizemos maioritariamente entre os canais, arrozais e rio Sorraia a partir da zona de Benavente. Este caminho pelos canais é magnífico, um belo percurso que o David arranjou. À hora que passámos nesta zona ainda se ouvia o chilrear matinal dos pássaros, que simplesmente contrastava com o barulho dos pneus na terra e com a visão dos canais, arrozais e rio. Vale a pena fazer o trajeto Lisboa-Coruche, nem que seja só para passar nesta zona e conhecer aquela bela vila do ribatejana. Em Coruche parámos para o primeiro abastecimento, tínhamos cerca de 80 km's. e 3h.40m. de pedal. Mandámos abaixo a bela sandes mista, seguida de um Pampilho (bolo da zona) acompanhado do primeiro "shot" de cafeína e das histórias das provas de 24 horas de BTT que lá fiz. Montargil, Ponte de Sor e Nisa Entre Coruche e Montargil fizemos um bom troço de asfalto. A albufeira e barragem de Montargil são uma zona espetacular, mas não parámos. Depois de Montargil apanhámos a N2 até Ponte de Sor, onde depois de passar uma ponte pedestre bem bonita (aprece no vídeo ao min. 8:45) voltámos a deixar o asfalto, e de que maneira, o track apontava para uma subida arenosa e cheia de rasgos, foi a primeira vez que tivemos que empurrar a bicicleta a pé (nada mau tendo em conta que já tínhamos 150km's. feitos). O trajeto entre Ponte de Sor e Nisa foi sempre feito por caminhos rurais, com um misto de terra batida e areia, mas o que nos fez perder algum tempo foi a quantidade de portões de propriedades que fomos encontrando, tivemos sempre o cuidado de abrir e fechar pois muitos destes terrenos têm gado a pastar que pode fugir se o portão ficar aberto. Foi uma espécie de 55km's de ciclocrosse, só que as bicicletas pesavam cerca de 17kgs, e em vez de barreiras para saltar tínhamos alguns portões e vedações (não dava para fazer “Bunny hop”), mais uns belos riachos que passámos, alguns a pedalar, outros a pé (pela profundidade). Depois de passar esta zona parámos em Cunheira, uma aldeia antes de Nisa. Tínhamos planeado parar em Nisa para comer, mas o desgaste já se notava e ao passar pelo "Forasteiro", ver pessoas locais levou-nos a parar, comer, cumprimentar e ouvir algumas histórias da zona. Entre histórias e curiosidade sobre o tipo de bicicletas que utilizamos, ainda fomos avisados sobre as subidas "malinas" pelas que ainda teríamos que passar até Vila Velha de Ródão. O sol ia descendo e acabamos por chegar a Nisa já por volta das 18:00, com 207km's "no lombo" e de pés encharcados, sabíamos que estávamos perto de Vila Velha de Ródão. Depois de uma grande parte do trajeto completamente isolados e em plena natureza, chegando à Vila de Nisa encontramos movimento "e vida", estranho mas muito agradável voltar a ver gente nas esplanadas, estabelecimentos abertos por onde passámos, é uma vila grande e bem bonita, vale a pena visitar. Vila Velha de Ródão De Nisa a Vilha Velha de Ródão faltavam cerca de 23 km's., mas "o doce" estava guardado para o fim, a partir da zona de Vale Simão por estrada de terra, apanhámos um sobe e desce constante com aqueles topos curtos mas bem inclinados e muita pedra daquela afiada, mesmo a calhar quando já tínhamos 9 horas e mais de 200km's em cima da bicicleta. Deu para apreciar a paisagem mas confesso que a atenção foi redobrada para os locais onde colocava a roda, com receio de cair ou de rasgar um pneu. Ainda assim deu para apreciar o Tejo mesmo ali ao lado ao final da tarde, com a luz do sol poente, ainda apanhámos uns veados a galgar pelos penhascos acima e depois, o momento tão esperado, a passagem pela ponte de Vila Velha de Ródão, onde se impõe a vista do monumento natural das portas de Ródão. Ficámos hospedados na Vila Portuguesa (quarto duplo por 55€, com direito a peq. almoço) onde fomos recebidos de uma forma muito hospitaleira, desde logo nos deixaram à vontade para colocar as bicicletas junto de nós no quarto quarto (o que nem sempre acontece), e dava jeito pois tínhamos lá toda a bagagem. À chegada, antes quase de dizer olá ao senhor Vasco (dono do Vila Portguesa), tive a preocupação de beber logo um recuperador, pois embora este dia de pedal tivesse chegado ao fim sem "marretadas nem empenos", já me preocupava o dia seguinte e enquanto tomamos duche, fazemos check-in no hotel, etc., o corpo está em desgaste e temos que nos tratar assim que paramos. Foram 10h.13m. de movimento, e 230km's com 1850m. D+. Jantámos no restaurante do mesmo dono, que se situa junto ao Rio Tejo e que também aconselhamos. Costuma-se dizer que com fome tudo sabe bem, não sei, o que sei é que o bife maturado que comemos estava divinal. Depois de uma jornada como a nossa soube bem um quarto e cama confortáveis para passar a noite, em modo camping será melhor optar por fazer menos quilómetros por dia, caso contrário acredito que seja bem mais difícil arrancar no dia seguinte. Track GPS do dia 1 AQUI Dia 2 O pequeno almoço era servido a partir das 7:30, pelo que no segundo dia não madrugámos tanto como no primeiro. Preparámos calmamente o material nas bicicletas enquanto nascia o sol e fomos tomar o pequeno almoço deixando tudo pronto para sair logo depois. Acabámos por arrancar de Vila Velha de Ródão pelas 08:45. Ainda tentámos colocar o drone no ar para captar algumas imagens, mas não estava fácil instalar a aplicação no telemóvel (minha culpa, devia ter instalado e testado antes). Vila Velha de Ródão, Belver Para sair de Vila Velha, que fica rodeada de montanha, começámos logo com uma subida de 3km's. com inclinação média de 7% para testar as pernas, no dia anterior tinha essa preocupação (como estarão as pernas amanhã?), vi logo que as estavam boas. Quem pedala sabe do que estou a falar, nas primeiras pedaladas do dia sabemos logo se a coisa está boa ou se está má, e estava boa! De Vila Velha de Ródão a Belver foi o mesmo tipo de terreno que tínhamos apanhado no final do dia anterior, um sobe e desce constante, misto de asfalto e estrada de terra com muita pedra. Para fazer os primeiros 44 km's (até Belver) demorámos cerca de 3 horas, só via as horas a passar e os quilómetros nada. Parámos em Belver, uma vila do concelho de Gavião que também vale a pena visitar, toda a vila é bonita, destaca-se a praça central da vila da qual dá para ver o castelo, com a sua igreja matriz e uma cabine telefónica bem conservada (já não se veem muitas destas em Portugal). Praia Fluvial da Ortiga e Barragem de Belver Depois de Belver passámos por um sítio fantástico, a praia Fluvial da Ortiga pareceu-nos espetacular para passar um ou vários dias (depois pesquisei e tem parque de campismo perto), situa-se numa das entranhas da imensa Barragem de Belver e ao lado da estação de caminhos de ferro da respetiva barragem, rodeada de uma paisagem natural espetacular. Passámos de bicicleta pelo paredão da barragem imponente, com uma altura de 30m. e um comprimento 327,5 m (não estive a medir, pesquisei depois), ao passar por aqui a estrada é em gradeamento, como na na faixa de rodagem da esquerda na Ponte 25 abril em Lisboa. Sitio imponente e maravilhoso de se conhecer. Pedalar e desfrutar até ao final No que respeita a locais a Praia Fluvial da Ortiga e Barragem de Belver foi o momento alto do dia, a partir daqui o terreno também começou a dar tréguas, continuámos a nossa jornada desfrutando do pedal e das paisagens, com paragens em algumas aldeias para comer. Almeirim Quando beberes um Compal já ficas a saber, apesar da marca portuguesa ter origem no Entroncamento a fábrica é em Almeirim desde 1964. Almeirim também é a terra da Sopa da Pedra mas não calhava bem, se àquela hora comesse uma sopa da pedra já não saía de Alemirim. Na aproximação a Almeirim tínhamos duas hipóteses, ou íamos por Santarém comer um pampilho, ou por um percurso do David (que ele apelidou precisamente de "rota do pampilho") que passa em Almeirim sem ir a Santarém, foi o que fizemos. Fizemos o percurso da "Rota do Pampilho" adulterado, visto que a tarde já se encaminhava para o final e ainda nos faltavam 78 km's para terminar. Entre Almeirim e Savaterra de Magos, depois de Muge passámos pela Mata Nacional do Escaroupim, um denso e longo pinhal espetacular para passar o dia, ou uns dias (visto ter parque de campismo), daqueles sítios que provavelmente nunca conheceria se não passasse lá de bicicleta. Lezíria Entre Salvaterra de Magos e Vila Franca fizemos aquela zona da Lezíria num misto de estradas segundarias de asfalto e estradas de terra. Nestas longas e belas planícies da Lezíria, já com o sol baixo e com a ponte da Lezíria no horizonte apareceu o "melhor amigo" do ciclista sem ser convidado, o vento frontal, nunca sabe bem mas quando já trazemos 180 km's nas pernas menos ainda. Depois deste "atalho" fizemos a nossa rota pela EN10, sempre "a aviar cartuxo" até Loures. Quando entramos na EN10, cansados e com vento, é aquela fase em que já não apreciamos muita coisa, só pensamos em pedalar, comer e beber bem para não fraquejar e chegar ao destino o mais rápido possível. Mas quando voltámos a entrar no vale entre Sta. Iria e Loures, longe do tráfego da estrada, já com o cair da noite, os sons do campo e as luzes da cidade no horizonte, voltamos a desfrutar do momento de andar de bicicleta, cansados mas com mais esta memória na bagagem e com o pensamento na próxima zona do país a explorar. Track GPS dia 2 AQUI Continuaremos por outras zonas do país, com algumas lições aprendidas desta primeira aventura de Bikepacking. Esperamos que este artigo vos sirva motivação para as vossas, para pedalarem e para conhecerem o nosso país. Lição a aprender para próximas aventuras Para se fotografar e fazer mais vídeo neste tipo aventuras tem que se optar por fazer menos quilómetros diários, quem quer fazer mais de 200km's diários de Gravel bikepacking não se pode distrair muito com estas coisas, optámos mais por desfrutar do pedal, mas noto que podia ter feito fotografia bem melhor nos locais por onde passámos. O Planeamento O David Raquel já tem alguma experiência, já fez bikepacking a solo no estrangeiro (zona da Toscânia em Itália) e caminhos de Santiago , eu nunca tinha feito bikepacking mas tenho experiência de campista, de militar e de provas de 24 horas, o que ajuda, mas não impede de ouvir conselhos de quem já fez bikepacking, e foi o que fiz. Há claramente algumas escolhas a fazer na hora de carregar a bicicleta, o principal é ter um equilíbrio entre o conforto que desejamos enquanto estamos a pedalar, e o conforto que desejamos quando pernoitamos. Neste caso a tarefa foi mais fácil, pois pernoitámos em hotel, ainda assim foi bom não ir jantar com os pés e sapatos molhados. O rota foi feita por um conjunto de "tracks GPS", que ligavam as várias zonas. Tendo em conta a distância, como já referi anteriormente, começámos a pedalar pelas 6:00. Equipamento e material A bicicleta Levei uma Canyon Grail CF SLX 8 Di2, já conhecia o modelo em 2018 tinha feito o teste, embora numa versão de gama média. Esta bicicleta não tem nada a ver com a que testei em 2018, a funcionalidade é a mesma, mas o Shimano GRX Di2 e as rodas de carbono Reynolds dão outra vida à bicicleta, muito leve e confortável. O design do guiador é limitativo na hora de querer instalar a bolsa do topo de quadro, mas solucionei colocando-a no guiador. Foram mais de 20 horas de pedalada, 450 km's, nos quais só lubrifiquei corrente, a Canyon Grail esteve sempre impecável e com tudo a funcionar na perfeição. A única critica que tenho a fazer é o selim (é uma questão pessoal), arrisquei a levar o selim que vem montado na bicicleta, um Fizik Aliante R5, consegui andar mas continuo a não me dar bem com os Fizik, deveria ter levado o meu PRO Stealth off road. As bolsas e restante equipamento Utilizei as bolsas da PRO bike gear, as PRO Discover são uma linha de bolsas desenvolvidas especificamente para Gravel bikepeacking. Tendo em conta que íamos fazer uma versão "soft" de bikepacking (pernoitando em hotel), utilizei um setup de 3 bolsas, a que se instala no espigão e selim, de 15L. de capacidade, a de quadro e uma pequena de topo de quadro. Na bolsa de PRO discover de 15L. (espigão): Optei por colocar coisas que não ia necessitar durante o dia, fechamos esta bolsa e se tudo correr como planeado só a abrimos no final do dia, já no destino final. As coisas mais pesadas ficam mais perto do espigão, são as primeiras a colocar na bolsa para equilibrar melhor o peso. Roupa casual: Calções, T-shirt, casaco, ténis, roupa interior. Roupa de ciclismo: Calções, jersey e meias para o dia seguinte. Nutrição: 6D Nutrition - Barras, géis, saquetas de isotónico para o dia seguinte e recuperador para o final do dia 1. Primeiros Socorros: Ligadura, compressas e soro fisiológico (esqueci-me de 1 ou 2 comprimidos anti-inflamatórios de SOS). 2 carregadores: para camara, powerbank, GPS e telemóvel. Higiene pessoal: Pasta e escova de dentes, protetor solar, papel higiénico, creme chamois Morgan Blue para carneira do calção, halibut (SOS). (Creme chamois e halibut não foram no frasco original). A bolsa de 15 L. leva bastante coisa, mas é a bolsa que fica mais pesada e menos fixa, vai alterar um pouco o comportamento da bicicleta e é necessária alguma adaptação nos primeiros quilómetros pedalados. Esta bolsa ou uma mochila? Para muitas horas, sem dúvida alguma esta bolsa. Bolsa PRO discover de quadro: Ferramenta: 1 camara de ar, 1 bomba, 1 kit de tacos de reparação pneu, 1 kit remendos camara de ar, ferramenta multi-tool PRO bike gear (inclui desmontas, vários tamanhos chave sextavada e descravador de corrente), fita isoladora, 1 elo de corrente de encaixe rápido. Luzes: Specialized Flash Pack (inclui frente e trás). Se contasse pedalar muito de noite, optaria pela minha Magic Shine, mais potente e funciona com bateria. Colete corta vento / impermeável reflector da decathlon. (não totalmente impermeável mas serve para chuva fraca). Drone: DJI mavic mini com comando. Bolsa PRO discover topo de quadro: Embora esta bolsa seja para utilizar na zona da testa do quadro, devido ao design da Canyon Grail, no qual a coluna da forqueta não liga ao avanço como numa bicicleta tradicional, optei por instalar no guiador. O objectivo desta bolsa é ter a alimentação e algum equipamento de fácil acesso, mesmo a pedalar, e mesmo com esta cumpriu perfeitamente o propósito. Power bank: do Lidl. Alimentação 6D nutrition nas bolsas para 2 dias: (só transportei a alimentação do dia). 5 saquetas de ISOTONIC SPORTS DRINK 35G (dois bidons de isotónico / dia), 2 barras 6D RECOVERY PROTEIN BAR 60G, 2 bolos 6D ENDURANCE ENERGY CAKE 44G, 8 barras 6D ENDURANCE ENERGY NOUGAT, 3 géis 6D ENDURANCE ENERGY GEL 40ML. 2 gomas 6D ENDURANCE ENERGY FRUIT 32G Alguma roupa, material e nutrição transportados nas bolsas (capacete óculos e sapatos foram no ciclista). Vídeo dos dois dias https://youtu.be/mTNC8Ekwg_Y Texto: Luís Beltrão Fotografia: David Raquel e Luís Beltrão Vídeo: Luís Beltrão e David Raquel Edição Vídeo: Luís Beltrão Edição fotografia: Jorge Branco e David Raquel Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Nove Mesto A Taça do Mundo de XCO 2021 está sem dúvida a ser marcada pelos multifacetados Mathieu Van der Poel e Tom Pidcock. Provavelmente estes dois não vão fazer todas as corridas da taça do mundo, fazem-no com os Jogos Olímpicos em mente, mas criam um panorama no qual há uma Taça do Mundo com eles e outra sem eles. Mathieu van der Poel Da mesma forma que Mathieu van der Poel deixou o "meio mundo" espantado quando em 2018 fez umas corridas da taça do mundo ao nível dos melhores (como Nino Schurter), também Thomas Pidcock chegou e venceu (mais rápido que MVDP, e vencendo precisamente ao holandês). Thomas Pidcock As condições estavam propícias para os homens do ciclocrosse, um circuito escorregadio e com muito barro durante todo o fim de semana, tendo estes dois demonstrado desde logo que iam dominar esta ronda da taça do mundo. A batalha MVDP vs. Pidcock já havia começado no XCC de sexta-feira, tendo o holandês vencido o britânico por menos de meia roda. No domingo Pidcock "devolveu a moeda", vencendo a corrida sobre Mathieu van der Poel com 1 minuto de diferença, tendo o suíço Mathias Flueckiger (Thomus RN Swiss Bike) ficado no terceiro posto, enquanto o mítico Nino Schurter (Scott-SRAM) ficou em sétimo. Thomas Pidcock Mathieu van der Poel é o líder da classificação geral da Taça do Mundo. Pódio em Nove Mesto, Rép. Checa Na prova feminina a jovem francesa Loana Lecomte (Massi) conquistou a sua segunda vitória consecutiva na Taça do Mundo, lavando a melhor sobre norte-americana Haley Batten (Trinity Racing), que terminou segundo mas havia vencido o XCC na sexta-feira. Loana Lecomte A vitória de Lecomte dá-lhe a liderança da geral da Taça do Mundo. Os portugueses As atletas femininas foram as primeiras a entrar em cena, na prova de Sub-23 femininas de sábado Raquel Queirós conseguiu um 19.º lugar que lhe dá mais 7 pontos UCI, Ana Santos terminou no 40.º posto da mesma prova, enquanto que Joana Monteiro terminou no 86.º lugar na prova de elites. Raquel Queirós Na prova de Elites masculinos Mário Costa conseguiu terminar a corrida no 77.º posto arrecadando mais 3 pontos UCI. Mário Costa TOP 10 Elites masculinos Pos.Nome (País) EquipaTempo1Thomas Pidcock (Great Britain)1:20:552Mathieu Van der Poel (Netherlands)0:01:003Mathias Flueckiger (Switzerland)0:01:154Ondřej Cink (Czech Republic)0:02:005Jordan Sarrou (France)0:02:216Alan Hatherly (South Africa)0:02:287Nino Schurter (Switzerland)0:03:048Anton Cooper (New Zealand)0:03:149Titouan Carod (France)0:03:3710Thomas Griot (France)0:03:51 TOP 10 Elites femininas Pos.Nome (País) EquipaTempo1Loana Lecomte (France)1:25:132Haley Batten (United States Of America)0:01:393Rebecca Mcconnell (Australia)0:01:514Pauline Ferrand Prevot (France)0:02:105Evie Richards (Great Britain)0:02:276Linda Indergand (Switzerland)0:02:507Sina Frei (Switzerland)0:03:228Jolanda Neff (Switzerland)0:03:399Anne Terpstra (Netherlands)0:04:0610Anne Tauber (Netherlands)0:04:33 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 9 Etapa com um daqueles finais memoráveis hoje no Giro de Itália, Egan Bernal (Ineos Grenadiers) venceu a etapa 9 com um ataque explosivo na íngreme subida de terra batida em Campo Felice. O colombiano da Ineos meteu "a talega" (prato grande) a cerca de 500 mts. da meta e deixou todos "colados ao chão", tornando-se assim o novo líder da classificação geral (CG) do Giro de Itália. Giulio Ciccone (Trek-Segafredo) e Alexander Vlasov (Astana-Premier Tech) terminaram segundo e terceiro, respectivamente, enquanto Remo Evenepoel (Deceuninck-QuickStep) cortou a meta em quarto, mantendo a segunda posição na CG. Daniel Martin (Israel Start-Up Nation) terminou ao lado de Evenepoel, e alguns segundos atrás deles veio outro grupo com muitos dos favoritos à CG, com Simon Yates (Team BikeExchange), Hugh Carthy (EF Education-Nippo), Romain Bardet (Equipe DSM) e Damiano Caruso (Bahrain Victorious). Rúben Guerreiro tentou a sua sorte, esteve num dos grupos da fuga mas acabou por ser alcançado (subiu lugares na geral e é agora 25.º). João Almeida esteve irrepreensível na ajuda a Remco Evenepoel, sempre na frente do grupo dos favoritos e terminou a etapa no TOP 10, o que lhe valeu nova subida na CG (é agora 23.º), enquanto Nelson Oliveira é 37.º da geral, lembrando sempre que dadas as circunstâncias a classificação geral não é o objetivo de nenhum dos ciclistas portugueses nesta altura. Final da primeira semana Vamos para a segunda semana de corrida com a classificação geral completamente aberta, esperando-se ainda muita emoção. Egan Bernal mostra que está de volta, voltou a ser o ciclista ofensivo e que faz diferenças como quando venceu o Tour em 2019, tem equipa para o proteger e tem a experiência de já ter vencido uma grande volta, mas para vencer o Giro ele tem que chegar ao contra-relógio final, no mínimo, com 1 minuto e meio de vantagem para Remco Evenepoel, que se tem mantido discreto mas está em segundo a somente 15 segundos de Bernal. Bernal e Evenepoel assumem-se para já como os principais candidatos, mas não se pode descartar Vlasov que está a 21 segundos e a Astana é uma equipa com experiência. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers4:08:232CICCONE GiulioTrek - Segafredo0:073VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:074EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:105MARTIN DanIsrael Start-Up Nation0:106CARUSO DamianoBahrain - Victorious0:127BARDET RomainTeam DSM0:128SOLER MarcMovistar Team0:129MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers0:1210ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step0:12 TOP 10 Classificação geral após etapa 9 Pos.NomeEquipaTempo1BERNAL EganINEOS Grenadiers35:19:222EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:153VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:214CICCONE GiulioTrek - Segafredo0:365VALTER AttilaGroupama - FDJ0:436CARTHY HughEF Education - Nippo0:447CARUSO DamianoBahrain - Victorious0:458MARTIN DanIsrael Start-Up Nation0:519YATES SimonTeam BikeExchange0:5510FORMOLO DavideUAE-Team Emirates1:01 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=2cLTBJdvy9s Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 8 A etapa 8 do Giro de Itália, foi uma etapa positiva para os portugueses, Nelson Oliveira esteve na fuga do dia e terminou a etapa num esplêndido 4.º lugar, tendo subido 4 lugares na geral (é agora 33.º), enquanto João Almeida terminou no TOP 10 da etapa e subiu um lugar na geral (é agora 25.º). Rúben Guerreiro mantém o 28.º Também na fuga com Nelson Oliveira estava o francês Victor Lafay (Cofidis), foi ele que venceu a etapa de uma forma brilhante, com ataques certeiros que o acabaram por levar à linha de meta isolado. Há 11 anos que a Cofidis não vencia no Giro, hoje Victor Lafay quebrou esse jejum. Atilla Valter (Groupama FDJ) manteve a camisola rosa tendo cruzado a meta no grupo dos favoritos à CG, já vários minutos atrás de Lafay. Neste grupo mantiveram-se todos os favoritos, sendo que a única alteração que há no TOP 10 da CG é a saída de Louis Vervaeke (Alpecin-Fenix) e a entrada de Simon Yates (Team BikeExchange) que é agora o 10.º da geral. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1LAFAY VictorCofidis, Solutions Crédits4:06:472GAVAZZI FrancescoEOLO-Kometa0:363ARNDT NikiasTeam DSM0:374OLIVEIRA NelsonMovistar Team0:415CARBONI GiovanniBardiani-CSF-Faizanè0:446GOOSSENS KobeLotto Soudal0:587CAMPENAERTS VictorTeam Qhubeka ASSOS1:008GOUGEARD AlexisAG2R Citroën Team1:549GAVIRIA FernandoUAE-Team Emirates3:0410ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step4:48 TOP 10 da classificação geral após etapa 8 Pos.NomeEquipaTempo1VALTER AttilaGroupama - FDJ31:10:532EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:113BERNAL EganINEOS Grenadiers0:164VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:245CARTHY HughEF Education - Nippo0:386CARUSO DamianoBahrain - Victorious0:397CICCONE GiulioTrek - Segafredo0:418MARTIN DanIsrael Start-Up Nation0:479YATES SimonTeam BikeExchange0:4910VERVAEKE LouisAlpecin-Fenix0:50 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Z6raGyYcZDE Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 7 Caleb Ewan (Lotto Soudal) venceu a etapa 7 do Giro de Itália, tendo que perseguir a solo por mais de 500 metros em resposta ao ataque de Fernando Gaviria (UAE Team Emirates) que tentou surpreendeu os adversários com um ataque antes do habitual. Com esta vitória o pequeno australiano passa a liderar a classificação por pontos e é o novo "Maglia Ciclamino". Davide Cimolai (nação start-up de Israel) e Tim Merlier (Alpecin-Fenix) completaram os três primeiros de uma etapa com um final bastante técnico, e que tinha um pequeno topo antes da reta da meta. Attila Valter (Groupama-FDJ) manteve a camisola rosa, e não houve alterações no TOP 10 da classificação geral. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1EWAN CalebLotto Soudal4:42:122CIMOLAI DavideIsrael Start-Up Nation0:003MERLIER TimAlpecin-Fenix0:004MOSCHETTI MatteoTrek - Segafredo0:005PASQUALON AndreaIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:006GAVIRIA FernandoUAE-Team Emirates0:007GROENEWEGEN DylanTeam Jumbo-Visma0:008KANTER MaxTeam DSM0:009FIORELLI FilippoBardiani-CSF-Faizanè0:0010MOLANO Juan SebastiánUAE-Team Emirates0:00 TOP 10 da classificação geral Pos.NomeEquipaTempo1VALTER AttilaGroupama - FDJ26:59:182EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:113BERNAL EganINEOS Grenadiers0:164VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:245VERVAEKE LouisAlpecin-Fenix0:256CARTHY HughEF Education - Nippo0:387CARUSO DamianoBahrain - Victorious0:398CICCONE GiulioTrek - Segafredo0:419MARTIN DanIsrael Start-Up Nation0:4710YATES SimonTeam BikeExchange0:49 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=G3hXpdvE9ZE Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 6 Vento, chuva e primeira chegada em alto desmancharam as posições do TOP 10 da classificação geral anterior. A etapa 6 do Giro de Itália foi para Gino Mader da Bahrain Victorious, que com a preciosa ajuda do seu companheiro de equipa Matej Mohoric (eram dois Bahrain na fuga), consegue uma vitória de orgulho no dia após o abandono do seu líder Mikel Landa. Na penúltima ascensão do dia Alessandro De Marchi (nação start-up de Israel) já começava a perder tempo e acabou por perder liderança, perdendo quase um quarto de hora no final do dia. A 75km's do final a fuga do dia tinha tempo suficiente para dali sair o novo líder da corrida, mas entrou um tal de Filippo Ganna ao serviço da equipa Ineos Grenadiers, e durante mais de 60 km's levou o pelotão, deixando a frente do grupo só na subida final, a pouco mais de 1 min. da frente da corrida (simplesmente impressionante). A Deceuninck Quick-Step assumiu a corrida depois da Ineos, com João Almeida e Masnada a mostrarem-se com bom nível na ajuda a Remco Evenepoel. Egan Bernal foi o primeiro dos favoritos a atacar, mas com resposta à altura por parte de Remco Evenepoel, Daniel Martin (Israel Start-Up Nation) e Giulio Ciccone (Trek-Segafredo). Remco Evenepoel sobe para segundo da geral, Bernal a terceiro e Vlasov a quarto, mas o novo líder do Giro de Itália é o Hungaro da Groupama FDJ, Attila Valter era ontem 4.º da geral e conseguiu terminar hoje a só 29 seg's de Gino Mader, o que o torna no primeiro Húngaro da história a liderar o Giro de Itália. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1MÄDER GinoBahrain - Victorious4:17:522BERNAL EganINEOS Grenadiers0:123MARTIN DanIsrael Start-Up Nation0:124EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:125CICCONE GiulioTrek - Segafredo0:146CARUSO DamianoBahrain - Victorious0:257MARTÍNEZ Daniel FelipeINEOS Grenadiers0:258SOLER MarcMovistar Team0:279CARTHY HughEF Education - Nippo0:2910VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:29 TOP 10 classificação geral Pos.NomeEquipaTempo1VALTER AttilaGroupama - FDJ22:17:062EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:113BERNAL EganINEOS Grenadiers0:164VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:245VERVAEKE LouisAlpecin-Fenix0:256CARTHY HughEF Education - Nippo0:387CARUSO DamianoBahrain - Victorious0:398CICCONE GiulioTrek - Segafredo0:419MARTIN DanIsrael Start-Up Nation0:4710YATES SimonTeam BikeExchange0:49 A etapa ficou ainda marcada pelo atropelamento de um ciclista Pieter Serry da Deceuninck Quick-Step, por parte da viatura da BikeExchange, pode vê-lo ao minuto 3:27 do vídeo resumo da etapa. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=c2R8vg8_H-w Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Specialized Turbo Kenevo A Specialized apresentou hoje a nível mundial a nova Turbo Kenevo, uma bicicleta de Enduro elétrica que nem parece elétrica, tendo em conta o seu peso e formato minimalista do quadro. Além disso a Nova Kenevo vem equipada com imensa tecnologia que tornará a experiência do utilizador muito melhor. Nós estevemos na apresentação desta bicicleta em Madrid, vê o vídeo do primeiro contacto com a nova Kenevo. https://www.youtube.com/watch?v=vTukwzpZCCU A Specialized decidiu desenvolver uma bicicleta  que agradaria aos puristas do all-mountain e aos convertidos ao e-MTB, oferecendo uma volta que desse ênfase ao puro entusiasmo de estar totalmente conectado com o trilho, uma máquina de entrega de diversão, seja a subir ou a descer. Seguindo os passos da nova Levo, a Specialized adiciona à sua família Turbo MTB a nova Kenevo SL, na qual junta a famosa condução e suspensão da Enduro com um motor Turbo Super Light. A Kenevo SL oferece uma combinação anteriormente inatingível de baixo peso, agilidade e capacidade para grandes montanhas. De acordo com a marca esta é uma bicicleta para ciclistas de trail, desenhada por ciclistas de trail e com ciclistas de trail em mente. É muito mais do que a Enduro – Mais potência para escalar e mais "pica" quando precisamos. Como outras elétricas oferece mais capacidade em muitas situações: Mais voltas, mais saltos, mais descidas, mais diversão. Sim mais saltos, porque o peso normalmente associado à performance do e-MTB, muda, porque esta bicicleta pesa menos do que uma e-bike de enduro habitual. Super Light Pesa apenas quatro quilos a mais que a Enduro normal, e cerca de cinco quilos e meio a menos que a Full Power Kenevo, a specialized diz que a Kenevo SL oferece uma intuitiva e natural experiência de condução como nenhuma outra e-MTB. Esta ausência de massa torna a condução e a manobrabilidade superiores, e assim mais diversão em todos as situações. O quadro é um monocoque de carbono FACT 11m que mantém o peso baixo, a resistência alta, com um desenho integrado que centra a massa do motor e da bateria tão bem de maneira a ficar invisível. Mais responsiva A marca informa que a condução de referência da Enduro e a construção super leve são características surpreendentes por si mesmas – aumentá-las com 240 watts de pico de potência e 35Nm de binário amplificou tudo. Permite superar aqueles trilhos extremos que sempre foram inimigos. Mais tecnologia, mais capaz O desenho da suspensão Six Bar, 170mm de controlo, curso ajustado RX, geometria ajustável, chassi de carbono FACT 11m e um motor que faz interface com a bicicleta e o ciclista de forma perfeita e intuitiva, que a entrega natural da potência parece uma extensão natural do próprio ciclista. A marca diz que tudo isto resulta numa volta que é verdadeiramente diferente de todas as outras. Podes encontrar mais pormenores sobre a nova Kenevo e inclusive comprar on-line no site da marca em Portugal www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Dumoulin regressa na Volta à Suíça Tom Dumoulin anunciou em janeiro que faria uma pausa na carreira para pensar sobre o seu futuro no ciclismo, dizendo que não tinha certeza iria continuar a competir. A ultima vez que Dumoulin correu foi na Vuelta a Espanha em outubro, corrida na qual acabou por abandonar antes da etapa 8. Desde então Tom Dumoulin tem estado parado, tendo a equipa solucionado a sua ausência com apostando no jovem Jonas Vingegaard, com o qual conta inclusive para o Tour de França. O ciclista permaneceu fora da competição, mas sempre a treinar e sempre atento às corridas, foi visto inclusive pela TV assistindo como espetador, na estrada, com roupa casual à Amstel Gold Race. Hoje de manhã a Jumbo-Visma informou através das suas redes sociais que o holandês participará na Volta à Suíça ( que começa no dia 6 de junho), com o objetivo de se preparar para os Jogos Olímpicos no final de julho. “O ciclista da Team Jumbo-Visma tomou esta decisão com a equipa, pois recentemente voltou a ter alegria de pedalar novamente”, diz o comunicado da Jumbo-Visma. “Na Volta à Suíça, Dumoulin quer recuperar a sensação de competição. Depois da corrida por etapas na Suíça, o ex-campeão do mundo de contra-relógio também quer fazer os campeonatos nacionais de contra-relógio e estrada no seu país. Dumoulin também tem a ambição de ir aos Jogos Olímpicos de Tóquio. ” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - Pneus Michelin Force XC e Michelin Jet XCR A marca francesa lançou o Michelin Force e o Michelin Jet em 2017 (já vão uns anos), mas estes trouxeram alta qualidade à linha de pneus da marca. A  evolução tecnológica das bicicletas de Montanha, bem como das rodas nos últimos anos levou a que o mercado dos pneus desta vertente também tenha um avanço significativo. Com melhores tecnologias e melhores bicicletas, todos andam mais rápido e exigem mais de todo o conjunto da bicicleta e os pneus não são excepção, desde o "rider" de fim de semana que quer desfrutar da experiência de andar de bicicleta sem preocupações, ao "rider" profissional que quer poupar segundos, é importante haver pneus que satisfaçam todos, o que nem sempre é fácil. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=I9k41mJZfgc Michelin Jet Temos estado a testar os Michelin Force e o Jet já há alguns meses, no intuito de vos dar a opinião, comecemos pelo Jet XCR, que é o único de toda a gama Michelin com uma construção de 150 TPI na sua carcaça (quando o normal em pneus de XC é entre os 100 e os 120 TPI em pneus de gama alta)  e com um composto de borracha diferente de todos os outros (GUM - X2D). No terreno o Michelin Jet oferece uma tração mesmo muito satisfatória, em subidas ingremes, seja em pedra ou raízes, como terra (se for gravilha mais grossa não tanto), parece-nos um pneu muito bom para circuitos de XCO em tempo seco e XCM, visto que rola muito bem (baixo atrito) graças ao formato e dimensão dos tacos. É um pneu com um excelente rácio de peso, resistência, tração e capacidade roladora, fatores dificeis de combinar num só pneu. Mas também nos parece um pneu que não tenha uma durabilidade muito grande (fazer tantos quilómetros como outros), visto os tacos serem baixos e também tento em conta a construção de 150TPI, é um pneu para quem quer um desempenho acima da média e não se importa de trocar de pneu mais vezes. Michelin Force XC Acerca do "Force XC" destacamos, além de um excelente "grip", a resistência e robustez do mesmo pois entre pedras e raízes, nunca furámos ou rasgamos o pneu, testando com algumas pressões diferentes. É um pneu que funciona muito bem montado á frente, não experimentámos atrás mas é um pneu que pode ser perfeitamente montado também atrás. Como decidir qual o melhor para cada tipo de utilização Para facilitar a escolha e compreensão das valências de cada pneu a marca criou um quadro que permite facilmente ao utilizador escolher o que melhor se adapta a si. Neste quadro a Michelin aconselha a montagem de uns pneus atrás (Jet XCR e Force AM) e outros à frente (Force XC e Wild AM), porque na construção de cada um teve isso em conta. Os pneus construídos para serem montados atrás têm melhor tração, melhor eficiência de travagem e menos atrito, enquanto que os da frente são mais instintivos e previsíveis, são mais precisos nas mudanças de direção e têm boa capacidade de travagem. Terminologia: TPI: "thread per inch" ou, "fios por polegada", é a forma de medição das camadas de fios de que é construída a carcaça de um pneu, quanto menos camadas de fios, mais borracha tem que ser utilizada para preencher esse espaço entre eles.  Quanto maior for o TPI maior a flexibilidade e a resistência do pneu, mas menor a durabilidade. Quanto menor for o TPI menor a flexibilidade, maior o peso e a durabilidade. Para mais informações acerca dos pneus Michelin e da disponibilidade dos mesmos, podes contactar o site do importador em Portugal www.scvouga.pt Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 5 Hoje no Giro de Itália a etapa era plana, prevendo-se uma chegada ao sprint. Foi Caleb Ewan (Lotto-Soudal) quem venceu a etapa 5 mostrando ter "mais uma velocidade" que todos os outros nos últimos metros, além da perspicácia de seguir na roda certa, e habilidade para ir "furando" o espaço para o sprint. A etapa acabou por ficar marcada por várias quedas nos últimos 15 quilómetros, o primeiro foi Pavel Sivakov (Ineos Grenadiers). Uns quilómetros depois foi Mikel Landa (Bahrain Victorious) e o vencedor da etapa 4, Joe Dombrowski (UAE Team emirates). Mikel Landa acabou por ter que abandonar a corrida, o director desportivo informou que o ciclista esteve sempre consciente, provavelmente terá clavícula partida, não dando mais detalhes. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1EWAN CalebLotto Soudal4:07:012NIZZOLO GiacomoTeam Qhubeka ASSOS0:003VIVIANI EliaCofidis, Solutions Crédits0:004SAGAN PeterBORA - hansgrohe0:005GAVIRIA FernandoUAE-Team Emirates0:006MOSCHETTI MatteoTrek - Segafredo0:007PASQUALON AndreaIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:008GROENEWEGEN DylanTeam Jumbo-Visma0:009BELLETTI ManuelEOLO-Kometa0:0010CIMOLAI DavideIsrael Start-Up Nation0:00 TOP 10 da classificação geral após etapa 5 Pos.NomeEquipaTempo1DE MARCHI AlessandroIsrael Start-Up Nation17:57:452VERVAEKE LouisAlpecin-Fenix0:423OLIVEIRA NelsonMovistar Team0:484VALTER AttilaGroupama - FDJ1:005EDET NicolasCofidis, Solutions Crédits1:156VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech1:247EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step1:288BETTIOL AlbertoEF Education - Nippo1:379CARTHY HughEF Education - Nippo1:3810BERNAL EganINEOS Grenadiers1:39 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=6wEo858UG5c Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 4 Dia duro hoje no Giro de Itália, com troca de líder e bastantes mexidas no TOP 10 da classificação geral. O americano Joe Dombrowski (UAE Team Emirates) foi quem alcançou a vitória da etapa, à frente de Alessandro De Marchi (Israel Start Up Nation), que apesar de terminar em segundo, alcança a camisola Rosa. No grupo de Dombrowski e De Marchi também vinha Nélson Oliveira, que apesar de não ter seguido ao ritmo desses dois, acabou por fazer uma etapa fantástica, colocando-se em 4.º da classificação geral, a 48 seg's da liderança. A batalha entre os favoritos à classificação geral surgiu na subida final, com Mikel Landa (Bahrain Victorious) a ser o primeiro a tentar fazer diferenças, mas com Egan Bernal (Ineos Grenadiers), Aleksandr Vlasov (Astana-Premier Tech), e Hugh Carthy (EF Education-Nippo) conseguirem seguir o ritmo. Este grupo acabou por ganhar 11 segundos a Simon Yates (Bike Exchange), Romain Bardet (Team DSM) e Remco Evenepeol (Deceuninck-QuickStep). Num dia frio e chuvoso, também João Almeida acabou por não reagir bem a estas condições e perdeu algum tempo em relação aos favoritos da classificação geral. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1DOMBROWSKI JoeUAE-Team Emirates4:58:382DE MARCHI AlessandroIsrael Start-Up Nation0:133FIORELLI FilippoBardiani-CSF-Faizanè0:274VERVAEKE LouisAlpecin-Fenix0:295TRATNIK JanBahrain - Victorious0:296VALTER AttilaGroupama - FDJ0:447EDET NicolasCofidis, Solutions Crédits0:498OLIVEIRA NelsonMovistar Team0:579TAARAMÄE ReinIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux1:3310JUUL-JENSEN ChristopherTeam BikeExchange1:36 TOP 10 da classificação geral após etapa 4 Pos.NomeEquipaTempo1DE MARCHI AlessandroIsrael Start-Up Nation13:50:442DOMBROWSKI JoeUAE-Team Emirates0:223VERVAEKE LouisAlpecin-Fenix0:424OLIVEIRA NelsonMovistar Team0:485VALTER AttilaGroupama - FDJ1:006EDET NicolasCofidis, Solutions Crédits1:157VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech1:248EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step1:289BETTIOL AlbertoEF Education - Nippo1:3710CARTHY HughEF Education - Nippo1:38 Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/EDggBL5SveQ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon Grizl, NOVA bicicleta de Gravel Nos últimos tem-se falado muito sobre o gravel e tenta-se definir o que é e o que não é. A realidade é que não é apenas mais uma moda passageira, é um novo estilo totalmente estabelecido e que veio para ficar, e a Canyon lança a nova Canyon Grizl. Em 2018 a Canyon lançou a Grail, a bicicleta que representou o conceito da marca para esta nova forma de ciclismo, a qual testámos nesse mesmo ano (podes ver o teste aqui). Com uma estética diferente e o seu revolucionário guiador de altura dupla, o seu sucesso foi imediato. Além disso, a Grail tornou-se referência para uma bicicleta leve, eficiente e rápida em terrenos mistos de terra e asfalto. Então, porquê outro modelo gravel? A Canyon diz que simplesmente, é para atender às necessidades da enorme variedade de ciclistas, estilos e terreno que o gravel abrange. Uma única bicicleta não é suficiente. Assim como no mountain bike, deves escolher a máquina certa para cada tipo de percurso ou corrida. É por isso que o conceito de gravel Canyon não se detém e abrange desde bicicletas de estrada a bicicletas de montanha XC. A marca acredita que é necessária uma gama completa de bicicletas para alcançar todos os entusiastas do gravel. Para desenvolver o conceito de gravel criaram a Grizl, uma bicicleta que permite ao ciclista decidir como quer sair e pedalar em qualquer momento. Um modelo para corridas ou simplesmente para passeio e que vai surpreender quem aprecia os  guiadores de estrada em terrenos cada vez mais técnicos. Sim, é diferente da Grail. A Canyon diz que a Grizl é a ideia de uma bicicleta de gravel capaz de tudo e de ir a qualquer lugar, uma espécie de canivete suíço polivalente com rodas para saídas rápidas ou viagens de uma semana, tudo sem descurar o elevado nível de rendimento implícito no ADN da marca. A Grizl tem um quadro de carbono com duas versões, a mais acessível CF SL e a CF SLX com um quadro superleve de apenas 950 g (pintado, tamanho M, peças de montagem incluídas). Geometria e tamanhos da Grizl Todos os modelos apresentam a comprovada Geometria Gravel Pro desenvolvida originalmente para a Grail e disponível em sete tamanhos de 2XS a 2XL. Além disso, para otimizar o ajuste e a manobrabilidade de ciclistas mais pequenos, o 2XS e o XS têm rodas 650B menores do que as 700C dos outros tamanhos. Pneus 50mm e suportes extra Para desfrutar mais em terreno irregular, montaram pneus largos, todos os modelos Grizl incluem pneus de 45 mm e pneus tubeless-ready, mas a Grizl tem um espaço para pneus de 50 mm, perfeito para quem quer descobrir o seu lado selvagem. Para transportar todas as ferramentas necessárias, peças de substituição, roupas e hidratação, a Grizl possui pontos de fixação na forqueta, tubo superior e um terceiro porta-bidões sob o tubo inferior (somente nos modelos CF SL). A capacidade e versatilidade máximas da Grizl são alcançadas com funções e componentes especialmente concebidos para o gravel. Cabos internos compatíveis com o uso de espigões de selim telescópicos e quadros compatíveis com transmissões de prato duplo ou único. Grupos Shimano GRX e Campagnolo Ekar disponíveis de série. Bolsas próprias Apidura A Canyon criou ainda, em colaboração com a Apidura, uma coleção de bolsas de alta qualidade especialmente projetadas para a Grizl. As bolsas Apidura x Canyon são o acessório essencial para quem procura novas aventuras: leves, à prova de água e de acordo com a marca, muito resistentes. Estas bolsas estarão disponíveis apenas no site da Canyon ou em Apidura.com. Preços A Grizl CF SL mais acessível custará entre € 1.999 e € 2.699. Grizl CF SL 6 Grizl CF SL 6 WMN Os modelos Grizl CF SLX topo de gama custarão entre € 4.499 e € 4.599. Os sete modelos da família Grizl estarão disponíveis a partir de 11 de maio, apenas em canyon.com. Grizl CF SLX ### Specialized lança novos selins Sitero e Sitero Plus A Specialized lançou os novos selins Sitero e Sitero Plus, que têm como objetivo melhorar a eficiência aerodinâmica e de conforto. Trabalhando em estreita colaboração com triatletas profissionais como Sarah True e a equipa S-Racing, a Specialized melhorou ainda mais a família Sitero para criar um sistema de selins que ajuda os atletas a permanecerem na posição aerodinâmica por mais tempo, mais fortes e confortáveis. A capacidade de permanecer de maneira eficiente e confortável na posição aerodinâmica é essencial quando se luta pela vitória. Usando feedback baseado em dados dos seus atletas e extensas sessões de fitting, a Specialized diz que a equipa de design de selins criou o novo Sitero e Sitero Plus para fazer exatamente isso. De acordo com a marca reduziram o acolchoamento da rigidez do nariz do selim para aumentar o conforto nas zonas de tecido mole e, ao mesmo tempo diminuir o grau da ponta do selim, o que diminui a fadiga dos isquiotibiais, permitindo que os atletas permaneçam na posição aerodinâmica por mais tempo, e por mais distância. Cada pessoa é constituída de maneira diferente e a Specialized usou o projeto e a engenharia Body Geometry para informar o processo de desenvolvimento. O resultado? Oferecem o Sitero com amortecimento de nível 3 para garantir que os atletas encontram o ajuste mais confortável. A marca informa ainda que o Sitero e o Sitero Plus também estão disponíveis em 130mm e 155mm de largura, porque um melhor ajuste converte-se em mais velocidade. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 3 Taco van der Hoorn (Intermarché-Wanty-Grobert-Matériaux) conquistou a vitória da etapa 3 do Giro de Itália, cortando a meta isolado, depois de 190 km's de fuga. Relembrar que este ciclista em 2020 estava na Beat Cycling (equipa continental, terceira divisão do ciclismo), foi para a Intermarché Wanty Gobert no final de dezembro, e está a fazer a sua primeira grande volta. CHAPEAU! Apesar de terminar na mira do pelotão a 200 mts. da meta, esta não foi a "típica" história na qual o pelotão tem tudo controlado, Van der Hoorn surpreendeu tudo e todos, conseguindo a sua primeira vitória numa grande volta, e a primeira vitória da sua equipa no WorldTour, o que torna esta vitória valiosa e muito especial tanto para si como para a sua equipa. Taco van der Hoorn foi o primeiro homem a sair do pelotão no início do dia, despoletando aquela que viria a ser a fuga do dia, com 7 ciclistas. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1VAN DER HOORN TacoIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux4:21:292CIMOLAI DavideIsrael Start-Up Nation0:043SAGAN PeterBORA - hansgrohe0:044VIVIANI EliaCofidis, Solutions Crédits0:045BEVIN PatrickIsrael Start-Up Nation0:046VERMEERSCH GianniAlpecin-Fenix0:047GAVIRIA FernandoUAE-Team Emirates0:048BETTIOL AlbertoEF Education - Nippo0:049OLDANI StefanoLotto Soudal0:0410MOSCA JacopoTrek - Segafredo0:0411VENDRAME AndreaAG2R Citroën Team0:04 TOP 10 da classificação geral após etapa 3 Pos.NomeEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers8:51:262FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma0:163EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:204ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step0:205CAVAGNA RémiDeceuninck - Quick Step0:216MOSCON GianniINEOS Grenadiers0:267VLASOV AleksandrAstana - Premier Tech0:278BETTIOL AlbertoEF Education - Nippo0:299CASTROVIEJO JonathanINEOS Grenadiers0:3010ULISSI DiegoUAE-Team Emirates0:32 Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/-1sHqmz1OT0 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo etapa 2 Mais uma estrela do Ciclocrosse a impor-se no ciclismo de estrada, é da Alpecin-Fenix, o seu nome é Tim Merlier e venceu hoje a etapa 2 do Giro de Itália. É a sua primeira vitória de etapa numa grande volta, depois de já ter conseguido esse feito em algumas clássicas e corridas de uma semana. Merlier bateu Giacomo Nizzolo (Qhubeka Assos) com um longo e musculado sprint, deixando o campeão europeu em segundo lugar. Elia Viviani (Cofidis) ficou em terceiro. A vitória de Merlier também foi a primeira numa grande volta da sua equipa Alpecin-Fenix, que é uma equipa Pro Continental (segunda divisão do ciclismo mundial), e que estará a competir ao longo de três semanas pela primeira vez no Giro de Itália. O camisola rosa Filippo Ganna (Ineos Grenadiers) liderou o grupo no quilómetro final, terminando com segurança para manter a liderança n CG. Não houve alterações entre os principais favoritos à geral. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1MERLIER TimAlpecin-Fenix4:21:092NIZZOLO GiacomoTeam Qhubeka ASSOS0:003VIVIANI EliaCofidis, Solutions Crédits0:004GROENEWEGEN DylanTeam Jumbo-Visma0:005SAGAN PeterBORA - hansgrohe0:006MOSCHETTI MatteoTrek - Segafredo0:007FIORELLI FilippoBardiani-CSF-Faizanè0:008NAESEN LawrenceAG2R Citroën Team0:009CIMOLAI DavideIsrael Start-Up Nation0:0010EWAN CalebLotto Soudal0:00 TOP 10 da classificação geral após etapa 2 Pos.NomeEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers4:29:532AFFINI EdoardoTeam Jumbo-Visma0:133FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma0:164EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:205ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step0:206CAVAGNA RémiDeceuninck - Quick Step0:217VAN EMDEN JosTeam Jumbo-Visma0:218WALSCHEID MaxTeam Qhubeka ASSOS0:229BRÄNDLE MatthiasIsrael Start-Up Nation0:2510MOSCON GianniINEOS Grenadiers0:26 Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/zzwFOKjw88g Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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As estrelas da multidisciplinaridade Tom Pidcock e Mathieu van der Poel terminaram em quinto e sétimo na corrida masculina, depois de algumas mudanças de ritmo agressivas na frente da corrida. Tendo em conta a temporada de clássicas que fizeram na estrada, e a forma como fizeram esta corrida, estão de regresso ao BTT em modo treino, por enquanto. Em relação aos portugueses, na corrida elite masculina, Mário Costa fez 61.º lugar e Joana Monteiro fez 81.º na corrida de elites femininas. Nas Sub-23 femininas, Raquel Queirós terminou no 21.º posto e Ana Santos no 26.º posto. TOP 10 corrida masculina Pos.NomePaísTempoPts.1KORETZKY VictorFRA1:20:232502SCHURTER NinoSUI1:20:252003FLUECKIGER MathiasSUI1:20:461604CINK OndřejCZE1:20:481505PIDCOCK ThomasGBR1:20:521406COOPER AntonNZL1:20:531307VAN DER POEL MathieuNED1:21:361208HATHERLY AlanRSA1:21:421109GRIOT ThomasFRA1:21:5610010AVANCINI HenriqueBRA1:22:2895 TOP 10 corrida Feminina Pos.NomePaísTempoPts1LECOMTE LoanaFRA1:21:382502FERRAND PREVOT PaulineFRA1:22:312003BATTEN HaleyUSA1:22:531604COURTNEY KateUSA1:22:581505BELOMOINA YanaUKR1:23:081406TERPSTRA AnneNED1:23:251307INDERGAND LindaSUI1:23:351208STIGGER LauraAUT1:23:491109RISSVEDS JennySWE1:24:3210010FREI SinaSUI1:24:4195 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Algarve - Resumo etapa 5 João Rodrigues (W52-FC Porto Reconco) é vencedor da 47.ª Volta ao Algarve! Élie Gesbert (Team Arkéa-Samsic) triunfou no alto do Malhão, mas a maior comemoração é de e do português. A 12 segundos da liderança no arranque desta tirada, o português contou com excelente trabalho da sua equipa na derradeira subida para ganhar vantagem sobre Ethan Hayter, anterior camisola amarela. Na meta acabou batido pelo francês Élie Gesbert, mas garantiu a vitória final, uma vez que Hayer perdeu 21 segundos. João Rodrigues quebra longa hegemonia estrangeira nesta prova, tornando-se no primeiro português a vencer desde 2006. A W52-FC Porto venceu também por equipas, tudo isto com a presença de várias equipas World Tour na competição. TOP 10 da etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Elie Gesbert (Fra) Team Arkea-Samsic4:10:102João Rodrigues (Por) W52/FC Porto3Jóni Brandão (Por) W52/FC Porto0:00:094Jonathan Lastra Martinez (Spa) Caja Rural-Seguros RGA0:00:115Amaro Antunes (Por) W52/FC Porto0:00:156Joaquim Silva (Por) Tavfer-Measindot-Mortágua0:00:177Nicolas Prodhomme (Fra) AG2R Citroën Team0:00:188Kasper Asgreen (Den) Deceuninck-QuickStep0:00:199Sebastian Henao Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:00:2110Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers TOP 10 da classificação geral após etapa 5 Pos.Nome (País) EquipaTempo1João Rodrigues (Por) W52/FC Porto19:03:562Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers0:00:093Kasper Asgreen (Den) Deceuninck-QuickStep0:00:284Jonathan Lastra Martinez (Spa) Caja Rural-Seguros RGA0:00:415Elie Gesbert (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:446Thibault Guernalec (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:487Maxime Bouet (Fra) Team Arkea-Samsic0:01:138Sebastian Henao Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:01:279Jóni Brandão (Por) W52/FC Porto0:01:4010Daniel Navarro Garcia (Spa) Burgos-BH0:01:54 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ospZcKfC1vY Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Algarve - Resumo etapa 4 Kasper Asgreen (Deceuninck-Quickstep) dominou o contra-relógio individual da etapa 4 da Volta ao Algarve, vencendo a etapa por somente três segundos a Rafael Reis (Efapel), que esteve soberbo. O especialista português apresentou-se em grande nível, sendo com Ivo Oliveira os únicos nacionais no TOP 10 da etapa. Benjamin Thomas (Groupama-FDJ) fechou o pódio. No entanto, a história do dia foi a do líder da corrida Ethan Hayter que, apesar de escorregar numa curva fechada e terminar a etapa com sangue a escorrer pelo braço e perna esquerdos, aumentou a vantagem da corrida sobre João Rodrigues (W52 / FC Porto ) para 12 segundos. Asgreen colocou-se assim no terceiro lugar da geral, atrás de João Rodrigues, e a 21 segundos de Hayter, deixando tudo em aberto para uma batalha interessante na última etapa até o Alto do Malhão. TOP 10 da etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Kasper Asgreen (Den) Deceuninck-QuickStep0:23:522Rafael Reis (Por) Efapel0:00:033Benjamin Thomas (Fra) Groupama-FDJ0:00:094Thibault Guernalec (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:195Nils Politt (Ger) Bora-Hansgrohe0:00:286Ivo Oliveira (Por) UAE Team Emirates0:00:377Ryan Gibbons (RSA) UAE Team Emirates0:00:528Diego Lopez Fuentes (Spa) Equipo Kern Pharma0:00:539Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers0:01:0210Carlos Rodriguez Cano (Spa) Ineos Grenadiers0:01:13 TOP 10 da classificação geral após etapa 4 Pos.Nome (País) EquipaTempo1Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers14:53:342João Rodrigues (Por) W52/FC Porto0:00:123Kasper Asgreen (Den) Deceuninck-QuickStep0:00:214Thibault Guernalec (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:225Jonathan Lastra Martinez (Spa) Caja Rural-Seguros RGA0:00:426Maxime Bouet (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:537Elie Gesbert (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:568Sebastian Henao Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:01:189Sean Quinn (USA) Hagens Berman Axeon0:01:3710Daniel Navarro Garcia (Spa) Burgos-BH0:01:43 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=1MNBzKq52WQ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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A Deceuninck Quick-Step colocou 3 ciclistas no TOP 10, Rémi Cavagna em 5.º e com Evenepoel em 7.º TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers8:472AFFINI EdoardoTeam Jumbo-Visma0:103FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma0:134ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step0:175CAVAGNA RémiDeceuninck - Quick Step0:186VAN EMDEN JosTeam Jumbo-Visma0:187EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:198WALSCHEID MaxTeam Qhubeka ASSOS0:199BRÄNDLE MatthiasIsrael Start-Up Nation0:2210MOSCON GianniINEOS Grenadiers0:23 TOP 10 da classificação geral Pos.NomeEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers8:472AFFINI EdoardoTeam Jumbo-Visma0:103FOSS TobiasTeam Jumbo-Visma0:134ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step0:175CAVAGNA RémiDeceuninck - Quick Step0:186VAN EMDEN JosTeam Jumbo-Visma0:187EVENEPOEL RemcoDeceuninck - Quick Step0:198WALSCHEID MaxTeam Qhubeka ASSOS0:199BRÄNDLE MatthiasIsrael Start-Up Nation0:2210MOSCON GianniINEOS Grenadiers0:23 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=3ipY4X5-T8Y Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/Xmo-P4xOqns Top 10 final da etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Sam Bennett (Irl) Deceuninck-QuickStep5:02:142Danny van Poppel (Ned) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux3Michael Mørkøv (Den) Deceuninck-QuickStep4Jon Aberasturi Izaga (Spa) Caja Rural-Seguros RGA5Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe6Eduard-Michael Grosu (Rom) Delko7Thomas Boudat (Fra) Team Arkea-Samsic8Rui Oliveira (Por) UAE Team Emirates9Iúri Leitão (Por) Tavfer-Measindot-Mortágua0:00:0210Ryan Gibbons (RSA) UAE Team Emirates TOP 10 classificação geral após etapa 3 Pos.Nome (País) EquipaTempo1Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers14:28:402João Rodrigues (Por) W52/FC Porto3Jonathan Lastra Martinez (Spa) Caja Rural-Seguros RGA4Elie Gesbert (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:045Ivan Ramiro Sosa Cuervo (Col) Ineos Grenadiers0:00:096Sebastian Henao Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:00:207Amaro Antunes (Por) W52/FC Porto0:00:308Odd Christian Eiking (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux0:00:349Nicolas Prodhomme (Fra) AG2R Citroën Team0:00:3510Luís Fernandes (Por) Radio Popular-Boavista Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Algarve - Resumo etapa 2 Ethan Hayter (Ineos Grenadiers) venceu a etapa 2 da Volta ao Algarve, na chegada ao Alto da Fóia, para assumir a liderança da corrida. O britânico de 22 anos bateu João Rodrigues (W52-Porto), que fez uma etapa soberba e lutou pela etapa até ao últimos metros. Jonathan Lastra (Caja Rural-Seguros RGA) a fechou o pódio. Foi Elié Gesbert (Arkéa-Samsic) quem deu início aos ataques na subida, mas a Ineos Grenadiers esteve fortíssima e colocou 3 ciclistas na perseguição, através de Iván Sosa e Sebastián Henao que lideraram o grupo. Esta dupla trabalhou para o líder da equipa, dissuadindo outros ataques com o ritmo que impuseram. João Rodrigues estev sempre neste grupo, sendo obrigado a responder a algumas mudanças de ritmo por parte dos ciclistas da Ineos, e ainda assim lutando pela vitória de etapa, foi um João Rodrigues de alto nível hoje na Fóia. Ethan Hayter conquistou a segunda vitória de 2021 e está pela primeira vez na sua carreira World Tour na liderança de uma corrida. Na Volta ao Algarve já assistimos ao despontar de jovens que se afirmaram pouco tempo depois como uns dos melhores do mundo, estaremos perante mais um caso de sucesso no futuro? Destaque ainda para o azar de Rui Costa, o português candidato aos lugares cimeiros da classificação geral sofreu queda numa descida e acabou por desistir. Uma pena este azar do ciclista português. A terceira etapa da Volta ao Algarve, marcada para esta sexta-feira, prevê-se de acalmia na luta pela geral e de emoções fortes entre os sprinters. Será a viagem mais longa da prova, unindo Faro a Tavira, ao longo de 203,1 quilómetros. TOP 10 final da Etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers4:48:432João Rodrigues (Por) W52/FC Porto0:00:013Jonathan Lastra Martinez (Spa) Caja Rural-Seguros RGA4Elie Gesbert (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:045Ivan Ramiro Sosa Cuervo (Col) Ineos Grenadiers0:00:096Sebastian Henao Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:00:207Amaro Antunes (Por) W52/FC Porto0:00:308Odd Christian Eiking (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux0:00:349Luís Fernandes (Por) Radio Popular-Boavista0:00:3510Nicolas Prodhomme (Fra) AG2R Citroën Team TOP 10 Classificação geral após etapa 2 Pos.Nome (País) EquipaTempo1Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers9:26:242João Rodrigues (Por) W52/FC Porto3Jonathan Lastra Martinez (Spa) Caja Rural-Seguros RGA4Elie Gesbert (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:045Ivan Ramiro Sosa Cuervo (Col) Ineos Grenadiers0:00:096Sebastian Henao Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:00:207Amaro Antunes (Por) W52/FC Porto0:00:308Odd Christian Eiking (Nor) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux0:00:349Luís Fernandes (Por) Radio Popular-Boavista0:00:3510Nicolas Prodhomme (Fra) AG2R Citroën Team Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Algarve - Resumo etapa 1 Sam Bennett era o favorito a vencer a etapa 1 da Volta ao Algarve e como se costuma dizer por cá, não deixou os créditos por mãos alheias, venceu a 1.ª etapa da Volta ao Algarve depois de um lançamento tipico Deceuninck-QuickStep. Uma etapa onde os quilómetros finais foram um pouco confusos e técnicos, a W52 ainda esteve na frente do pelotão nesta última fase, mas após umas rotundas a Deceuninck-QuickStep conseguiu colocar na frente Davide Ballerini e Michael Morkov, que conduziram Bennett na perfeição para ao último quilómetro. Danny Van Poppel (Intermarche-Wanty-Gobert Materiaux) ainda assustou Bennet nos últimos metros mas acabou por terminar no segundo lugar, com Jon Aberasturi (Caja Rural-Seguros RGA) a terminar em terceiro. TOP 10 final da etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Sam Bennett (Irl) Deceuninck-QuickStep4:37:412Danny van Poppel (Ned) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux3Jon Aberasturi Izaga (Spa) Caja Rural-Seguros RGA4Stanislaw Aniolkowski (Pol) Bingoal Pauwels Sauzen WB5Iúri Leitão (Por) Tavfer-Measindot-Mortágua6Michael Mørkøv (Den) Deceuninck-QuickStep7Jarrad Drizners (Aus) Hagens Berman Axeon8Rui Costa (Por) UAE Team Emirates9Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers10Mikel Aristi Gardoki (Spa) Euskaltel-Euskadi TOP 10 da classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Sam Bennett (Irl) Deceuninck-QuickStep4:37:412Danny van Poppel (Ned) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux3Jon Aberasturi Izaga (Spa) Caja Rural-Seguros RGA4Stanislaw Aniolkowski (Pol) Bingoal Pauwels Sauzen WB5Iúri Leitão (Por) Tavfer-Measindot-Mortágua6Michael Mørkøv (Den) Deceuninck-QuickStep7Jarrad Drizners (Aus) Hagens Berman Axeon8Rui Costa (Por) UAE Team Emirates9Ethan Hayter (GBr) Ineos Grenadiers10Mikel Aristi Gardoki (Spa) Euskaltel-Euskadi Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Antevisão da Volta ao Algarve 2021 Começa já amanhã a 47.ª Volta ao Algarve, que estará na estrada entre 5 e 9 de maio, e embora não tenha tantas equipas World Tour como em anos anteriores, contará com um pelotão de alta qualidade. Vão participar 25 equipas, sendo 7 do escalão WorldTeam (em 2020 foram 12), 8 ProTeam e 10 de categoria Continental. Habitualmente realizada em fevereiro, em 2021 a Volta ao Algarve teve de ser adiada para maio, devido à pandemia de SARS-CoV-2. A lista de vencedores dos últimos 10 anos espelha bem a importância que esta prova tem para as equipas, mostrando um misto de jovens valores que conseguem aqui as suas primeiras vitórias, com ciclistas experientes que preparam os grandes objetivos. As Equipas Entre as formações que visitam o Algarve estão as duas melhores do ranking mundial coletivo, a belga Deceuninck-Quick-Step e a britânica Ineos Grenadiers. Também irão participar a número cinco do mundo, a UAE Team Emirates de Rui Costa, Ivo e Rui Oliveira, e a sexta mais bem colocada no ranking, a alemã Bora-hansgrohe. A Volta ao Algarve é sempre uma oportunidade para as equipas portuguesas medirem forças com coletivos internacionais numa corrida ProSeries. Participam os nove blocos Continentais do país: Antarte-Feirense, Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, Efapel, Kelly-Simoldes-UDO, LA Alumínios-LA Sport, Louletano-Loulé Concelho, Rádio Popular-Boavista, Tavfer-Measindot-Mortágua e W52-FC Porto. Em destaque ainda, uma equipa Continental vinda de fora, mas com grande importância para o ciclismo português, a estadunidense Hagens Berman Axeon, que é porta de entrada no ciclismo internacional para muitos dos portugueses que hoje evoluem no WorldTour, como João Almeida, Rúben Guerreiro e os gémeos Ivo e Rui Oliveira. A equipa comandada por Axel Merckx apresenta-se no Algarve com os dois portugueses que tem no plantel de 2021, Diogo Barbosa e Pedro Andrade. Vencedores nos últimos 10 anos: 2020: Remco Evenepoel2019: Tadej Pogačar2018: Michal Kwiatkowski2017: Primož Roglič2016: Geraint Thomas2015: Geraint Thomas2014: Michal Kwiatkowski2013: Tony Martin2012: Richie Porte2011: Tony Martin Ano passado 1. Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick-Step)2. Maximilian Schachmann (BORA-hansgrohe)3. Miguel Ángel López (Astana)4. Rui Costa (Emirados Árabes Unidos)5. Tim Wellens (Lotto Soudal) Remco Evenepoel e a Deceuninck Quick-Step dominaram por completo, o jovem belga assumiu a liderança na etapa da Fóia, a qual venceu. Depois geriu, e na etapa do Alto do Malhão terminou a apenas quatro segundos do vencedor da etapa, Miguel Ángel López. Manteve a camisola de líder até ao contra-relógio, que também venceu ao especialista e favorito Rohan Dennis. Fabio Jakobsen venceu ainda uma etapa ao sprint, pelo que a equipa belga saiu da competição portuguesa com a classificação geral, classificação por pontos, classificação da juventude e 3 etapas no bolso. Edição de 2021 Etapas 5/05/2021: Lagos – Portimão, 189,5 km - (plano)6/05/2021: Sagres – Fóia, 192,8 km - (montanha)7/05/2021: Faro – Tavira, 203,1 km - (plano)8/05/2021: Lagoa – Lagoa, 20,3 km - (CRI)9/05/2021: Albufeira – Malhão, 170,1 km - (montanha) Os favoritos Rui Costa O Português ex-campeão do mundo vem pelo segundo ano consecutivo liderar a equipa da UAE Team Emirates, acompanhado pelos também portugueses Ivo e Rui Oliveira. O ano passado terminou em quarto lugar da geral, numa corrida que teve especialistas de alta montanha como Remco Evenepoel, Maximilian Schachmann, ou Miguel Ángel López. Olhando para a Start-List das equipas este ano, Rui Costa apresenta-se como um dos ciclistas mais fortes e experientes para vencer a classificação geral, parece-nos que tem muitas possibilidades. Após a queda na volta a Catalunha Rui Costa fez as clássicas das Ardenas e volta a Romandia, onde terminou 13.º da geral, mas deixando já boas indicações em muitas etapas. Lennard Kamna O ciclista da Bora-Hansgrohe vem liderar uma equipa que se apresenta praticamente só com ciclistas alemães ( só Martin Laas não é alemão ). Aos 24 anos Lennard Kamna está a assumir-se cada vez mais como um ciclista a ter em conta nas corridas onde participa. Nesta temporada já mostrou o seu melhor lado na Volta a Catalunha, onde conquistou uma etapa, impedindo infelizmente que a vitória viesse para Portugal, com Ruben Guerreiro que ficou em segundo nesse dia. Já conhece as estradas algarvias, terminou sétimo da geral em 2020, ano no qual conseguiu vitórias de etapa no Critérium du Dauphiné e no Tour de França. Existe a possibilidade de Kamna conquistar aqui uma classificação geral pela primeira vez na sua carreira profissional. Elie Gesbert O jovem franvês Elie Gesbert (Team Arkéa Samsic) vem de um quinto lugar na classificação geral da Volta à comunidade valenciana, corrida onde fez 3.º na etapa rainha. É verdade que não está numa equipa World Tour, mas tem deixado boas indicações esta temporada e nem todas as equipas se apresenta com um lote de ciclistas cujo objetivo é a classificação geral, pelo que pode ficar bem colocado. Onde ver A volta ao Algarve irá passar no Eurosport Portugal e CMTV notícias. Relativamente ao Eurosport, o canal garante a transmissão da última hora e meia de cada etapa, diariamente entre as 16:30h e as 18:00h chegando a milhões de pessoas em todo o mundo. Os canais Eurosport 1 e Eurosport 2 chegam cumulativamente a 242 milhões de subscritores em 75 mercados da Europa, Ásia, África e Médio Oriente. Uma excelente oportunidade para divulgar o espetáculo desportivo do ciclismo nacional bem como mostrar ao Mundo a beleza das paisagens e cidades da região do Algarve.  Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida e Maria Martins promovem campanha "O ciclismo é para todos" Os ciclistas profissionais João Almeida e Maria Martins são os protagonistas da campanha da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), que convida todos os ciclistas, incluindo quem pedala por lazer ou para deslocar-se no dia a dia, a inscreverem-se na Federação. A filiação garante a todos seguro de acidentes pessoais e de responsabilidade civil. “O ciclismo é para todos. A Federação também. Filia-te e pedala com seguro”. É este o mote da campanha, que visa recordar que a FPC agrega os grandes campeões da modalidade, mas é também a casa de todos quantos utilizam a bicicleta para as deslocações quotidianas ou para os momentos de lazer e de atividade física não competitiva. “Para quem já usa a bicicleta em contexto desportivo, recreativo ou quotidiano, inscrever-se na Federação Portuguesa de Ciclismo é tão fácil como pedalar”, pode ler-se também nos suportes de divulgação. Simbolizando a união entre os diferentes perfis de praticantes, João Almeida e Maria Martins surgem equipados para correr, mas também para usufruir descontraidamente da bicicleta. João Almeida, a poucos dias de regressar ao Giro de Itália que tão boas recordações traz a todos os portugueses, faz questão de associar-se ao movimento por estilos de vida mais saudáveis e seguros, com a bicicleta como companheira:  “É muito importante que todos possamos pedalar em segurança. O ciclismo é bom para o ambiente, para a saúde e desempenha um papel enorme na minha vida. Espero que também o possa ter na vossa. Para isso, juntem-se a mim e à Federação Portuguesa de Ciclismo. Botem lume em segurança!”.diz João Almeida Maria Martins, responsável pelo inédito apuramento do ciclismo de pista português para os Jogos Olímpicos, vê com agrado o aumento do número de mulheres ciclistas. E apela para que cada vez mais optem pela bicicleta e para que o façam inscrevendo-se na Federação. “O ciclismo feminino está em crescimento, tanto na vertente competitiva como no lazer e nas deslocações do dia-a-dia. Fico feliz por ver cada vez mais mulheres a pedalar, sentindo a liberdade única proporcionada pela bicicleta. É importante que todas pedalemos em segurança e com responsabilidade e, para isso, nada melhor do que se juntarem à Federação Portuguesa de Ciclismo”, afirma Maria Martins. “Estamos muito satisfeitos com esta campanha, na qual a Federação reforça o apelo à prática responsável do ciclismo, com a participação de dois atletas nacionais de excelência. O desporto, o recreio e a mobilidade com bicicleta são complementares, e reforçam-se mutuamente, trazendo enormes benefícios para a saúde e para a economia, numa tendência que irá crescer ainda mais nos próximos tempos, porque o ciclismo é mesmo para todos!”, salienta o vice-presidente da FPC e coordenador do Programa Nacional Ciclismo para Todos, Sandro Araújo. A Portinsurance é o parceiro de seguros da Federação Portuguesa de Ciclismo e aderiu com entusiasmo a esta campanha.  “A proteção de todos aqueles que gostam de andar de bicicleta é fundamental. Por isso, a Portinsurance manifestou, de imediato, toda a disponibilidade para se associar à FPC na divulgação e promoção desta campanha”,revela José Dantas, diretor da empresa. Link's as diferentes filiações Filiação CompetiçãoFiliação Ciclismo para Todos Texto e fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 2.ª prova da Taça de Portugal de XCO - Lousada Lousada recebeu neste domingo a 2ª Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO). Mário Costa venceu na categoria masculina de Elite e Raquel Queirós no setor feminino, com ambos a reforçarem a liderança do ranking da Taça de Portugal. Elites masculinos Nesta segunda prova pontuável para a Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO) foi mais uma vez Mário Costa a destacar-se na categoria de Elite Masculina. O atleta da AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde disputou a corrida até ao final com o espanhol Pablo Rodriguez (BH Templo Cafés UCC), vencendo com uma diferença de apenas três segundos. José Dias (Individual) veio de trás para terminar na terceira posição a 26 segundos do vencedor. Elites femininas Raquel Queirós (Guilhabreu BTT) tornou a vencer na categoria de Elite Feminina, desta feita com uma vantagem de 3m51s para Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), que fechou na segunda posição. Logo a seguir chegou Maaris Meier (Maiatos), a 7m37s de Raquel Queirós. Com este resultado na categoria principal, a corredora portuguesa foi também a melhor em Sub23 e reforçou a liderança do ranking da Taça de Portugal de XCO. Restantes categorias Na prova de juniores femininas esteve novamente em destaque Mariana Líbano (Guilhabreu BTT). À semelhança da primeira prova da Taça, a atleta voltou a destronar a concorrência com uma vantagem confortável, deixando Sofia Gomes (BTT Seia), a 4m02s. A terceira classificada foi Laura Simão (BTT Loulé/Elevis), que fechou o pódio a 5m01s da vencedora. No setor masculino, João Cruz (AXPO/FirstBIke Team/Vila do Conde) foi o primeiro a cortar a meta, na frente de Tomás Frazão (Guilhabreu BTT), que terminou a 1m36s da vitória. João Silva (Guilhabreu BTT) fechou o pódio em terceiro, a 2m21s de João Cruz. Na categoria de cadetes foram Miguel Pereira (Santa Cruz/Botelhos.pt), nos masculinos, e Beatriz Guerra (BTT Loulé/Elvis), nas femininas, a levar a melhor. André Filipe (Guilhabreu BTT) e Nádia Mendes (BTTGardunha/Fundão/Create) foram os melhores na categoria de veteranos masters 30. Já em masters 40, Nuno Inácio (BTTGardunha/Fundão/Create) e Raquel Marques (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) levaram a melhor sobre os adversários. Paulo Teixeira (Rodabike/ACRG/Gondomar) foi o único paraciclista em competição, completando a prova em 48m33s.A terceira prova da Taça de Portugal de XCO vai realizar-se no dia 23 de maio, em Marrazes, freguesia pertencente ao município de Leiria. Classificações completas Texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - Canyon Ultimate CF SL Disc 8.0 Di2 - Uma escaladora Aero. Uma bicicleta equipada com o novo Ultegra Di2, com travão de disco, qualidade de construção, a um preço não proibitivo. Quem conhece a marca alemã sabe que além da óptima qualidade de construção, esta marca equipa as suas bicicletas de uma forma bem pensada e equilibrada, isso vê-se na Ultimate CF SL Disc 8.0 Di2. Nesse equipamento, o que mais se destaca e o que dá um "toque especial" à bicicleta é mesmo o Ultegra Di2 com travão de disco. A pedalar Uma coisa que notei na geometria deste quadro Ultimate é que mesmo no meu tamanho fico um pouco mais esticado do que noutras bicicletas, ou seja vamos  sempre numa "posição racing", mas confortável. Por um lado, quando estás a rolar "encaixado" na bicicleta sentes-te como se fosses numa bicicleta Aero (talvez um pouco de influência estar a ver o guiador integrado), mas também no pedalar. Por outro lado, quando entras numa subida, te levantas e começas a pedalar de pé "gingando" a bicicleta, é aí que te apercebes de como é leve e rápida. Apesar de ser uma boa roladora, é nas subidas que esta bicicleta está no seu terreno de eleição, e notarás isso assim que começares a pedalar serra acima. Experimentámos esta versão com uma desmultiplicação de pratos 52/36 e cassete 28/11, que na nossa opinião é a desmultiplicação certa para ciclistas activos (que pedalam mais do dois dias por semana), mas não profissionais. O Shimano Ultegra Di2, é de uma precisão e suavidade impressionantes e quando adquires uma bicicleta com este equipamento, assim que sais para pedalar ficas desde logo satisfeito pelo dinheiro que investiste na bicicleta, pois proporciona-te uma experiência fora do comum. No caso da bicicleta que recebemos o Di2 não vinha bem afinado, foi afinado na Bike Planet (loja que nos apoia na parte mecânica). Tendo em conta que ao comprares esta bicicleta ela iria directa para tua casa, se não fores "expert" na matéria poderás levar algum tempo a afinar o Di2. Podes sempre optar por levar a uma loja, e mesmo pagando esse serviço, continua a compensar muito o preço desta bicicleta relativamente a outras. Relativamente aos travões de disco, a experiência que vos podemos passar é de que são silenciosos e potentes, com estes Ultegra de 160mm. aplicando a mesma força na manete, travas mais, ou seja necessitas aplicar menos força para travar o mesmo do que com uns mecânicos. São essenciais? Não! Mas se podes adquirir uma nova bicicleta com travões de disco, melhor. Principalmente se pedalas de inverno com estrada molhada, pois com estes travões não vais ter que te preocupar se estás a estragar a pista de travagem das tuas rodas ou não, como tentamos mostrar neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=T-VPSzycT_w Todos os pormenores sobre a utilização de travões de disco em estrada (sim ou não?) podes encontrar neste nosso artigo. As rodas DT SWISS PR1400s, com os cubos  DT 240 completam o conjunto com rigidez e fiabilidade. Embora estas DT SWISS se tenham revelado bastante rígidas e à altura do conjunto, na nossa opinião, esta bicicleta ficaria mais interessante do ponto de vista estético com uma rodas de maior perfil. (O ciclista gosta de olhar para a sua bicicleta, esteticamente ficariam melhor outras, mas pelo preço e peso não se pode pedir tudo). Uma alternativa mais simples e que daria mais potencial a esta bicicleta seriam uns pneus de 28mm., olha para a foto e imagina esta bicicleta com uns pneus 28mm., parece que os está a pedir, verdade? Agora imagina, com travões de disco e pneus 28mm. não haveria qualquer tipo de condições ou terreno que "metessem medo" a esta bicicleta, ficaria bem melhor na nossa opinião. O Guiador dá o tal toque de classe estético, e dificilmente encontrarás noutras marcas uma bicicleta desta gama de preço com guiador e avanço integrados. Por outro lado limita um pouco os ciclistas mais exigentes com o "bike fit", com as medidas e acertos de posição, pois não podes mudar tamanho nem inclinação do avanço. Lá está, neste caso é esteticamente maravilhoso, mas limita a outra parte, não se pode ter tudo. De qualquer forma, na nossa opinião é bem vindo, até porque se revelou bastante confortável. Em resumo, uma bicicleta com equipamento quase de topo por um preço muito razoável ( €3.299,00), que podes utilizar todos os dias do ano sem qualquer tipo de reservas. Todas especificações técnicas e preço desta bicicleta no site da CANYON. Toda a gama Ultimate CF SL no site da CANYON.   Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco 30/10/2018         ### Novas rodas Specialized Roval Control Carbon e Rapide C38 A Specialized apresentou as novas rodas Roval Control Carbon e Rapide C38, rodas com performance de Taça do Mundo também para quem gosta de andar rápido ao fim de semana. Control Carbon As Control Carbon combinam o baixo peso a resistência encontrados no aro Control SL, com os novos cubos DT Swiss 350, que segundo a marca eleva assim o nível de durabilidade, precisão e performance neste novo conjunto Carbon Control. A Specialized pretende ter um conjunto de performance comprovada sem o preço excessivamente alto, tentando oferecer performance de primeira linha para as massas. A tecnologia e desenvolvimento destas rodas veem do alto nível das Taças do Mundo, beneficiando do processo de desenvolvimento que levou a Specialized a construir as topo de gama Control SL, as Control Carbon apresentam o mesmo desenho de talão de gancho zero e largura interna de 29mm. De acordo com a marca, ao escolher uma combinação única de materiais compostos e uma disposição de carbono com fibras contínuas ao longo da parede lateral, maximizam a resistência, a qualidade de condução e a durabilidade, mantendo o peso a um mínimo. A Roval continua a sua parceria com a tecnologia comprovada e fiável da DT Swiss, usando uma abordagem de sistema completo para as rodas. A Specialized diz que ao combinar este aro com um novo cubo 350 com um Star Rachet de 36 dentes, as novas rodas Control Carbon trazem um nível de qualidade, precisão e performance apenas antes encontrado em rodas que custavam o dobro.  Especificações das Control Carbon: Aro Control SL 29Largura interna de 29mmGancho FlatTop de 4mmCompatível com TubelessNovo Cubo DT Swiss 350 de 6 parafusos – Sistema de Ratchet de 36 dentesEixo passante de 100x15mm e 148x 12mmPeso 1450g com fita TubelessPreço: 1299,90€Garantia vitalícia Rapide C38 Desde longas estradas de terra a altas montanhas, a Specialized pretende com as rodas Rapide C38 disponibilizar a melhor performance e tecnologia do carbono para as massas, oferecendo uma melhoria de performance para qualquer ciclista. A Specialized acredita que com as Rapide C38 facilita o acesso ao carbono de alta tecnologia; combinando aros leves, mas resistentes, sensivelmente aerodinâmicos e robustos com a performance fiável e acessível dos cubos DT Swiss 370 e raios J-bend. A marca diz que a largura interna de 21mm do aro destas C38 Tubeless-Ready é estrategicamente otimizada para uso com pneus mais largos, oferecendo suporte lateral ideal e condução em qualquer condição. Rodas versáteis, leves e robustas que também superam aerodinamicamente a performance de muitos aros mais altos e aerodinâmicos. São as rodas de treino para ciclistas do World Tour e as rodas campeãs de vendas da Roval. Especificações das Rapide C38: Aro externo de 38mmLargura interna do aro de 21mmClincher de carbono Tubeless ReadyNovo cubo Centerlock DT Swim 370Eixo passante: 100x12mm e 142x12mmPeso: Frente 714g; Traseira 886g; Conjunto 1600g com fita TubelessPreço: 1299,99€Garantia vitalícia Para mais informações consulta o site da marca: www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andalucía Bike Race by Garmin está esgotada A conhecida corrida de BTT por etapas disputada no país vizinho, Andalucía Bike Race by Garmin, terá início no próximo dia 17 de maio em Jaén (Andaluzia) e já tem as inscrições esgotadas. A Andalucía Bike Race by Garmin será a competição que abre a nova categoria UCI MTB Marathon Series, os organizadores congratulam-se e agradecem a todos os ciclistas pela confiança depositada, anunciando que têm tudo pronto para iniciar esta edição especial, que acreditam proporcionar momentos únicos. A organização informa ainda que continuará a confirmar nas próximas semanas as equipas profissionais que estarão presentes nesta 11ª edição da corrida, que volta às origens com o formato de participação em duplas (equipa de 2 elementos). O português Campeão da Europa e ex-Campeão do Mundo de XCM Tiago Ferreira ( DMT Racing Team), bem como o austríaco ex-Campeão do Mundo Alban Lakata (Team Bulls), são duas das estrelas em destaque nesta edição da Andalucía Bike Race. Nesta edição serão percorridos 364 quilómetros com 11.330 metros de D+ acumulado, partindo a primeira etapa do Complexo Desportivo de Fuentezuelas em Jaén pelas 10:00. As restantes etapas serão todas às 10h., exceto o início da 5.ª etapa (sexta-feira 21 de maio) que será às 9h30. Vídeo do percurso 2021 https://www.youtube.com/watch?v=TQdQl7Lmbsc Para obter mais informações sobre o horário e programa, consulta o site www.andaluciabikerace.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos modelos Specialized com o novo SRAM Rival AXS Desde o seu lançamento no ano passado, a Tarmac SL7 e a Aethos foram sucessos de destaque junto dos ciclistas em todo o mundo. Sabendo da importância que estes modelos têm no segmento estrada, a marca americana está empenhada em poder oferecer toda a inovação disponível no mercado, lançando novos modelos Specialized com o novo SRAM Rival AXS. Com o lançamento do novo grupo SRAM Rival eTap AXS a marca aproveitou esta valiosa oportunidade para mostrar o quão entusiasmada ficou com a última versão da tecnologia de componentes sem fios da SRAM e lançou vários modelos com este novo grupo de transmissão mais acessível ao utilizador, relativamente aos grupos SRAM Force e Red. Para ambas a Tarmac SL7 e a Aethos, estes são modelos novos dentro de cada família. A marca passa a disponibilizar assim estas plataformas numa variedade de níveis aos ciclistas. Todos os modelos Comp da Specialized virão equipados com o novo grupo SRAM Rival eTap AXS. Não existe mais nenhuma oferta sem fios nesta gama, tornando-a na única da SRAM. Também no Gravel, a Diverge Expert passa a contar com este novo grupo, embora, ela só chegue no final do verão. Podes ver todos os modelos e preços em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Romandia - Rui Costa de olhos do pódio É já a partir de amanhã , de 27 de abril a 2 de maio, que se pode seguir a 75.ª edição da Volta à Romandia, uma prova por etapas, realizada na região suíça da Romandia, o cantão francófono do país, que goza de grande tradição e prestígio. Composta por 6 etapas, a Volta à Romandia apresenta-se com um perfil montanhoso, no entanto, é bem ao estilo dos contrarrelogistas.  Em 2021, o Volta à Romandia está de regresso à estrada depois da pandemia de Covid-19 ter obrigado ao cancelamento da edição do ano passado. Por se realizar dias antes do Giro d’Italia, serve também de preparação para algumas equipas e ciclistas para a 1.ª ‘Grande Volta’ da temporada.  O vencedor das duas últimas edições, o esloveno Primoz Roglic é o grande ausente, mas a corrida conta com nomes de peso do pelotão internacional como Peter Sagan, Richie Porte (vencedor em 2017), Diego Ulissi, Filippo Ganna, Stefan Kung, Wilco Kelderman, Miguel Ángel López (que se estreia pela Movistar) ou Rigoberto Uran.  Rui Costa é o único ciclista português com presença confirmada na Suíça. Apesar de ter a recente contratação da equipa Marc Hirschi na equipa, o português regressa a uma competição onde já subiu ao pódio em quatro ocasiões e como tal está entre os favoritos. Depois do 3.º lugar da classificação geral em 2012, 2013 e 2014, Rui Costa obteve o melhor resultado de sempre na Volta à Romandia ao terminar a prova de 2019 em 2.º lugar a 49 segundos do esloveno Primoz Roglic.  Poderemos acompanhar toda a ação da Volta à Romandia de 27 de abril a 2 de maio, em direto, no Eurosport. Os comentários ficam a cargo de Frederico Bártolo e Paulo Martins.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Joni Brandão (W52-FC Porto) venceu a Clássica Aldeias do Xisto Joni Brandão (W52-FC Porto) venceu ontem a Clássica Aldeias do Xisto, um percurso de 142,1 quilómetros entre as aldeias da Benfeira, Arganil, e do Fajão, Pampilhosa da Serra, pontuável para a Taça de Portugal Jogos Santa Casa. A Clássica Aldeias do Xisto ficou marcada pela exigência do traçado, atravessando a serra do Açor, mas também pela chuva intensa e pelo frio, que foram obstáculos de monta para o pelotão nacional de equipas continentais e de clube. Os primeiros 100 quilómetros, em ritmo vivo, não permitiram a formação de fugas. Mas a primeira das três montanhas dos 40 quilómetros finais, na Cerdeira, deu azo à formação de um grupo de dez unidades que esteve na génese da decisão da corrida. As equipas com maiores possibilidades de lutarem pelo triunfo colocaram homens em posição avançada, visando ajudar os chefes-de-fila, que atacariam mais tarde. A movimentação dos favoritos aconteceu na segunda e mais difícil das subidas pontuáveis para a classificação da montanha. Foi nos Cêpos que Joni Brandão e José Neves (W52-FC Porto), Tiago Antunes e Joaquim Silva (Tavfer-Measindot-Mortágua) e Frederico Figueiredo (Efapel) fizeram a “ponte” para a cabeça de corrida, onde, dos dez fugitivos iniciais apenas resistiram Ricardo Vilela (W52-FC Porto) e Pedro Andrade (Hagens Berman Axeon). Os 2500 metros da subida para a meta, disputados sob uma violenta carga de água, permitiram que se destacassem ligeiramente três corredores. Frederico Figueiredo foi o primeiro a atacar, à entrada dos últimos 200 metros, mas não surpreendeu Joni Brandão, que seria vencedor ao fim de 3h43m08s de prova. Tiago Antunes gastou mais 4 segundos e Frederico Figueiredo ficou a 5 segundos da glória. “Tive uma pequena distração, quando se deram as movimentações decisivas, e quase que pagava caro por isso, mas consegui chegar à frente, embora um pouco â€Ëœjusto'. Mas os meus companheiros trabalharam para eu me poupar para a parte final. Só tive de rematar. É sempre marcante quando ganhas pela primeira vez pela nova equipa. A vitória é da W52-FC Porto que me ajudou a vencer. Foi um dia muito duro, com condições climatéricas muito difíceis. A isso juntou-se o terreno, sempre de sobe e desce. Acabámos por salvar bem o dia e ganhar, que era o mais importante”, resumo Joni Brandão. A participação na primeira fuga e a capacidade de manter-se entre os melhores rendeu a Pedro Andrade o título de melhor jovem do dia, terminando no sétimo lugar, a 10 segundos do vencedor. Ricardo Vilela também foi premiado pela ousadia de escapar, acabando como rei dos trepadores. A W52-FC Porto triunfou por equipas. O pelotão português volta à estrada no próximo domingo, dia da Clássica da Arrábida, prova do calendário internacional. CLASSIFICAÇÃO COMPLETA Texto e fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Liège-Bastogne-Liège: Tadej Pogacar vence seu primeiro monumento Tadej Pogačar (UAE Team Emirates) conquistou a vitória na Liège-Bastogne-Liège, ao sprint com Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick-Step) numa edição repleta de ataques. O campeão do mundo parecia estar a caminho da vitória com uma forte aceleração, só o actual campeão do Tour de France conseguiu responder e mesmo bater Alaphilippe por meia roda. David Gaudu (Groupama-FDJ) cruzou a linha em terceiro. “Estou sem palavras. Adoro esta corrida e vencer assim contra esses nomes é incrível, ”disse Pogacar após a corrida. Ficará sempre esta questão no ar, como teria sido a Flèche Wallone? A que Pogacar não conseguiu correr na quarta-feira depois de testes COVID positivos na bolha da equipa. “Ficamos muito desapontados por não podermos alinhar na partida da Flèche porque tínhamos ciclistas muito bons para a corrida, teria sido uma boa oportunidade,” ... “Estávamos muito motivados para hoje, então estamos muito felizes que tenha sido assim. Agora, é de descansar e estar com a família. Segue-se a preparação para o Tour de France. ”disse Pogacar. Os últimos cinco que disputaram o sprint ficaram sozinhos após um forte ataque de Michael Woods (Israel Start-Up Nation), a cerca de 14 quilómetros da subida final da corrida. Alejandro Valverde (Movistar), correndo no seu 41º aniversário, finalizou a corrida num brilhante 4.º posto, discutindo mais uma vez a corrida com ciclistas de uma geração completamente diferente da sua. "Chapeau"! TOP 10 final Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates6:39:262ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step0:003GAUDU DavidGroupama - FDJ0:004VALVERDE AlejandroMovistar Team0:005WOODS MichaelIsrael Start-Up Nation0:006HIRSCHI MarcUAE-Team Emirates0:077BENOOT TiesjTeam DSM0:078MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo0:079SCHACHMANN MaximilianBORA - hansgrohe0:0910MOHORIČ MatejBahrain - Victorious0:09 Vídeo do último quilómetro https://www.youtube.com/watch?v=1h7rMhROmJQ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Roupa de ciclismo - Algumas dicas e review da roupa Shimano S-Phyre e Tenku Neste vídeo deixamos algumas dicas básicas sobre roupa de ciclismo, e falamos sobre os novos calções Shimano Tenku "Made to match", feitos especialmente para serem usados com o selim PRO Stealth. Além dos calções Shimano Tenku, fazemos também a review da roupa Shimano S-Phyre. https://www.youtube.com/watch?v=V9EdTNlOTu4&t= Podes ver todos os pormenores e características da roupa Shimano no site www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Antevisão da Liège-Bastogne-Liège É já este domingo que se cumpre a 107.ª edição da Liège-Bastogne-Liège, um dos cinco ‘Monumentos’ do ciclismo, junto com a Milano-Sanremo, a Volta à Flandres, a Paris-Roubaix e a Volta à Lombardia. A Liège-Bastogne-Liège é considerada uma das provas de um dia mais difíceis do mundo devido à sua distância e percurso exigente e por vezes marcado por condições atmosféricas adversas. Ao contrário de outras clássicas, a dificuldade para o pelotão não advém dos setores de empedrado, mas sim das subidas.  Um pouco de História da Liège-Bastogne-Liège Organizada pela primeira vez em 1892, esta prova também conhecida por ‘La Doyenne’ (A Velha Senhora), é uma das mais antigas da história da modalidade, e o monumento mais antigo (a primeira edição do Paris-Roubaix foi "apenas" em 1896, a Volta à Lombardia (1905), a Milão-San Remo (1907) e a Volta à Flandres (1913). Por acontecer em finais de abril, na região belga das Ardenas, é comum dizer-se que esta é a última das ‘Clássicas da Primavera’. Ao longo de mais de 100 edições de história, contam-se vencedores como Léon Houa, Moreno Argentin, Alejandro Valverde ou Eddy Merckx, o super-campeão belga que detém um recorde de cinco vitórias, obtidas em 1969, 1971, 1972, 1973 e 1975. Últimos 10 anos: 2020 : Primož Roglič2019 : Jakob Fuglsang2018 : Bob Jungels2017 : Alejandro Valverde2016 : Wout Poels2015 : Alejandro Valverde2014 : Simon Gerrans2013 : Daniel Martin2012 : Maxim Iglinsky2011 : Philippe Gilbert No ano passado, o triunfo coube ao esloveno Primoz Roglic, numa corrida caracterizada por aquele festejo antecipado de Julian Alaphilippe, e sprint irregular sobre Marc Hirschi, que lhe valeu uma penalização. Fruto disto, o pódio acabou por ser completado por Marc Hirschi (Team Sunweb), e Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), numa corrida que foi realizada em outubro (e não em abril como é habitual), devido à pandemia de Covid-19.  Vídeo resumo da edição 2020 da Liège-Bastogne-Liège https://www.youtube.com/watch?v=nxqBfMiotFk&t= A edição de 2021 O pelotão sai do centro de Liège, rumo a Bastogne, próximo da fronteira com o Luxemburgo, para regressar novamente a Liège. Pelo caminho, os ciclistas enfrentam uma dúzia de curtas, mas duras subidas, entre as quais se destacam os emblemáticos Côte de Saint-Roch, Côte de Stockeu, Côte de la Redoute, Côte de Wanne. A Côte de la Roche aux Faucons, uma rampa com uma extensão de 1,3 quilómetros e uma inclinação de 10.5%, será a última antes da meta, este ano, situada no centro da cidade de Liège, com um final plano ideal para ‘sprinters’. Ao todo, o pelotão terá de cumprir 259 quilómetros.  A Liège-Bastogne-Liège apresenta um cartaz de luxo com vários antigos vencedores da prova como são os casos de Alejandro Valverde, Philippe Gilbert, Dan Martin, Jakob Fuglsang, Wout Poels, Bob Jungels ou Primoz Roglic. Outras estrelas do pelotão internacional como Tadej Pogacar, Tao Geoghegan Hart, Julian Alaphilippe, Marc Hirschi, Bauke Mollema ou Richard Carapaz também estarão presentes, aumentando certamente a emoção da corrida. Os Portugueses João Almeida e Rui Costa são os dois únicos portugueses na lista de inscritos. Almeida já venceu uma edição da Liège-Bastogne-Liège na categoria de sub-23 no ano de 2018. Para recordar, João Almeida já venceu uma edição da Liège-Bastogne-Liège na categoria de sub-23, no ano de 2018. Os favoritos Primoz Roglic Assim como o temos apontado como um dos favoritos das ultimas clássicas das ardenas, também aqui é favorito, inclusive porque é o atual campeão da prova. A extensão e o perfil desta corrida encaixam como uma luva nas suas características e o esloveno está em grande momento de forma, como mostrou nas ultimas corridas onde esteve presente. Tadej Pogacar Impedido de participar na Flèche Wallone pelo facto da sua equipa não ter alinhado à partida, em virtude de ter dois teste positivos de COVID-19 (um membro do staff e um ciclista), tanto a equipa como Pogacar veem com sede de vitória, apresentando-se com um bloco muito forte que inclui Rui Costa, Marc Hirschi, ou David Formolo para ajudar o actual vencedor do Tour de França a vencer o seu primeiro monumento. Alejandro Valverde Temos apontado o "eterno" Valverde como favorito nas ultimas clássicas das Ardenas, e embora não tenha vencido, ele responde com resultados, fez 5.º na Amstel Gold Race e 3.º na Flèche Wallone, sendo importante referir que nesta ultima iniciou o Muur de Huy muito mal colocado, tendo que despender de muita energia para se colocar na frente, e mesmo assim foi o único do pelotão, a par de Alaphilippe, com capacidade de resposta ao ataque de Roglic a 350m. do fim. Perto de cumprir 41 anos, "El bala" venceria a prova pela quinta vez, depois de 2006, 2008, 2015 e 2017. Julian Alaphilippe Faltavam vitórias a Alaphilippe nas clássicas, até esta semana. O Campeão do Mundo apresenta-se na Liège embalado por mais uma brilhante vitória na Flèche Wallone que decorreu esta semana, conhece bem o percurso e tem a corrida do ano passado "atravessada", pela penalização no final e inclusive pela forma como acabou por ser atido por Roglic. No seu bloco, conta com João Almeida, ciclista que também já sabe o que é vencer esta corrida (fê-lo em sub-23) e que pode inclusive ser uma segunda opção da equipa. Outros A Ineos apresenta-se com Tom Pidcock, Richard Carapaz, e Adam Yates que podem ter um papel importante, Michael Woods (Israel Start-Up Nation) terminou a Flèche Wallone em 4.º, Maximilian Schachmann (Bora-Hansgrohe) foi terceiro na Amstel Gold Race também tem perfil para esta corrida, assim como David Gaudu (Groupama-FDJ). Canal e horário de transmissão Acompanha a Liège-Bastogne-Liège, um autêntico ‘Monumento’ ao ciclismo, este domingo, 25 de abril, em direto, no Eurosport 1, a partir das 12:25h. Os comentários ficam a cargo de Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo.  A edição feminina No domingo, o Eurosport emite também a 5.ª edição da Liège-Bastogne-Liège feminina. Com um traçado mais pequeno de 140 quilómetros, mas igualmente duro com várias subidas icónicas e desafiantes, esta clássica conta com algumas das melhores ciclistas do mundo. A britânica Elizabeth Deignan está de regresso para tentar repetir a vitória do ano passado. Terá concorrência forte de rivais como Marianne Vos, tricampeã do mundo, ou Anna van der Breggen, vencedora das duas primeiras edições da da Liège-Bastogne-Liège em 2017 e 2018. Toda a ação pode ser seguida em direto no Eurosport 1 a partir das 10:20h com comentários de Gonçalo Moreira.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### La Flèche Wallone - arco íris luziu no muro de Huy Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick-Step) venceu pela terceira vez a Flèche Wallonne (2018, 2019, 2021), respondendo a um ataque de Primoz Roglic (Jumbo-Visma), regressando assim às vitórias nas clássicas. A corrida acabou por se decidir como sempre, na ultima ascensão ao Muro de Huy, Roglic lançou um terrível ataque a cerca de 350m. do fim, abrindo um espaço importante desde logo. O pentacampeão da Flèche Wallonne Alejandro Valverde (Movistar), e Alaphilippe foram os únicos com capacidade de responder. Primoz Roglic acabou por ficar "sem gás" nos últimos 100 metros, tendo Alaphilippe passado "de mota" pelo esloveno, Valverde cruzou a linha em terceiro e continua a confirmar o excelente momento de forma que atravessa, a poucos dias de cumprir 41 anos de idade. Cadel Evans tinha sido o último Campeão do Mundo a vencer esta prova com a camisola do arco-íris no corpo, em 2010. TOP 10 final Pos.NomeEquipaTempo1ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step4:36:252ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:003VALVERDE AlejandroMovistar Team0:064WOODS MichaelIsrael Start-Up Nation0:085BARGUIL WarrenTeam Arkéa Samsic0:116PIDCOCK ThomasINEOS Grenadiers0:117GAUDU DavidGroupama - FDJ0:118CHAVES EstebanTeam BikeExchange0:119CARAPAZ RichardINEOS Grenadiers0:1110SCHACHMANN MaximilianBORA - hansgrohe0:16 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=7FeJKu3urE8 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### La Flèche Wallone - Antevisão Três dias após a Amstel Gold Race, esta quarta-feira dia 21 de Abril, realiza-se a 85.ª edição de La Flèche Wallone, uma prova de grande prestígio inserida no calendário das ‘Clássicas das Ardenas.  Flèche Wallone é sinónimo de Mur de Huy Após vários anos a partida da corrida retorna a Charleroi (não acontecia desde 2012), ligando esta localidade ao Mur de Huy ao longo de 193.6 quilómetros ( menos 8 que no ano passado), com 12 ascensões distribuídas pelas várias subidas do percurso. Esta é a subida que caracteriza a corrida, é o Mur de Huy que torna esta prova tão famosa. Também conhecido como o Caminho das Capelas, o Mur de Huy é uma rampa de 1300m. com uma inclinação média de 9.3%, chegando a ter 26% na sua zona de máxima dificuldade.  O circuito final surge a 60 km's do termino da corrida, onde os ciclistas fazem duas voltas de 30km's, nas quais pelo passam uma primeira vez pelo Muro de Huy (1,3 km a 10,2%), seguidamente pela Côte d'Ereffe (2,2 km a 5,6%), o Chemin des Gueuses (1,9 km a 6,5%) e no final, novamente o Muro de Huy. Isto torna os últimos 60 km's duríssimos para os ciclistas. Nos últimos anos Assim como o Muur de Huy é sinónimo desta corrida, nos últimos anos também Alejandro Valverde se tronou um ícone desta clássica, arrecadando um total de 4 vitórias entre 2014 e 2018. 2020 : Marc Hirschi2019 : Julian Alaphilippe2018 : Julian Alaphilippe2017 : Alejandro Valverde2016 : Alejandro Valverde2015 : Alejandro Valverde2014 : Alejandro Valverde2013 : Daniel Moreno2012 : Joaquim Rodríguez2011 : Philippe Gilbert Na edição de 2020 muitos dos favoritos fraquejaram na ascensão final a Huy, foi Marc Hirschi que teve as pernas e a cabeça mais forte naquelas últimos metros de sofrimento, acabando por vencer a sua primeira clássica numa época de sonho onde já vinha com vitória de etapa no Tour de França e uma medalha de bronze nos campeonatos do Mundo em Ímola. Vídeo resumo da ultima edição da corrida https://www.youtube.com/watch?v=-VD5eF2VE-M Os Favoritos deste ano Tom Pidcock Tom Pidcock A mais recente estrela da Ineos Grenadiers tem estado em destaque nas ultimas clássicas, tendo conseguido uma vitória na Fleche La Brabant e perdendo por milímetros (literalmente) a Amstel Gold Race para Wout Van Aert no passado domingo. Assim como a Roglic, também o final no Muur de Huy se encaixa perfeitamente nas características de Pidcok, ciclista explosivo e trepador. Primoz Roglic Primoz Roglic Assim como o havíamos apontado como um dos favoritos à Amstel Gold Race, onde também poderia funcionar como ajuda ao seu colega de equipa Wout Van Aert, nesta corrida é diferente, o final da Flèche Wallone encaixa como uma luva às suas características e o esloveno está em grande momento de forma, vem de uma Volta ao País Basco onde esteve “on-fire” conseguindo a vitória na geral e de uma etapa. Tadej Pogacar Tadej Pogacar O jovem esloveno é o ciclista mais regular a par do seu compatriota Roglic, onde alinha na partida o actual vencedor do Tour de França ganha etapas ou a classificação geral. Dispensa apresentações, as suas características são de ataque e explosão fora do comum, pelo que é um forte candidato a vencer esta clássica. Julian Alaphilippe Julian Alaphilippe O campeão do Mundo tem passado um pouco ao lado das clássicas da primavera, mas o facto de ser o ciclista com mais vitórias na última década depois de Valverde (2 em 2018 e 2019) espelha a forma como esta corrida se encaixa bem nas caracetrístoicas do "puncher" francês de 28 anos. Alejandro Valverde Alejandro Valverde Não podemos ignorar Alejandro Valverde, o espanhol venceu esta prova por 4 vezes e apesar dos seus 40 anos de idade os resultados falam por si, este ano venceu o GP Indurain, foi quarto na geral da Volta a Catalunha, esteve com grande nível no País Basco e terminou a Amstel Gold Race em quinto no passado domingo. A juventude dos adversários é forte mas Valverde tem mostrado que pode estar lá. Maximillian Schachmann Maximilian Schachmann O alemão escalador da Bora-Hansgrohe lutou pela Amstel Gold Race, depois de se ver envolvido numa queda, e já venceu este ano o a Paris-Nice, o que mostra o momento de forma em que se encontra está na lista dos favoritos da Flèche Wallonne, o alemão já foi quinto no Muro de Huy em 2019. Outros David Gaudu (Groupama-FDJ) já teve uma vitória de etapa este ano no País Basco, Dylan Teuns (Bahrain Victorious), Sergio Higuita (EF Education-Nippo), Michael Matthews (BikeExchange), ou Bauke Mollema (Trek-Segafredo), são outros ciclistas que podem ter algo a dizer nesta clássica. Portugueses Rui Costa é o único português que consta na Start-List desta prova. Onde ver A transmissão da La Flèche Wallone será esta quarta-feira no Eurosport 1 a partir das 13:15h. Para quem quiser assistir à corrida feminina basta ligar a TV mais cedo, pelas 10:00h também no Eurosport 1. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça de Portugal de XCO - Melgaço A 1ª Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO) disputou-se, neste domingo, em Melgaço, Viana do Castelo, onde Mário Costa (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) e Raquel Queirós (Guilhabreu BTT) venceram na categoria de Elite. Elites Masculinos O atleta Mário Costa da AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde venceu mas não teve o seu trabalho facilitado, terminando a apenas 16 segundos de David Rosa (Individual) e a 31 segundos de Roberto Ferreira (DMT Racing Team), que terminaram a prova em segundo e terceiro, respetivamente. Ivan Feijoo (BH TEMPLO CAFES UCC EQUIPA UCI) foi o mais bem classificado entre os Sub23, tendo fechado na nona posição, a 5m12s do vencedor. Elites Femininas Raquel Queirós foi a grande vencedora da corrida da categoria de Elite Feminina, sem dar qualquer hipótese às adversárias. A atleta da Guilhabreu BTT terminou com uma consistente vantagem de 5m12s para Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), que cortou a meta na segunda posição. Logo a seguir chegou Josefina Casadey - El Gallo Components, a 5m49s de Raquel Queirós, para fechar em terceiro. Com este resultado na categoria principal, a corredora portuguesa foi também a melhor em Sub23. Restantes categorias Na prova de juniores femininas esteve em destaque. Mariana Líbano (Guilhabreu BTT). A atleta arrancou a todo o gás para esta 1ª Taça de Portugal XCO e bateu a concorrência com uma vantagem confortável. O segundo lugar ficou entregue a Íris Chagas (Automoveis Ribeiro/GDVP), que terminou a 4m21s da vencedora e com o mesmo tempo da terceira classificada, Sofia Gomes (BTT Seia). Na prova júnior masculina, João Cruz (AXPO/FirstBIke Team/Vila do Conde) foi o primeiro a cortar a meta, na frente de Tomás Frazão (Guilhabreu BTT), que terminou a 1m01s da vitória. Vasco Cunha fechou o pódio em terceiro, a 1m36s de João Cruz. Rafael Sousa (Guilhabreu BTT), nos masculinos, e Catarina Espada (SPC/Escola de Ciclismo de Oeiras), nas femininas, levaram a melhor sobre os adversários, na prova de cadetes. Filipe Ramos (Guilhabreu BTT) e Nádia Mendes (BTTGardunha/Fundão/Create) foram os melhores na categoria de veteranos masters 30. Já em masters 40, Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Raquel Marques (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) levaram a melhor sobre os adversários. Fábio Luiz (Marrazes/Gui/Brejinho/BikeZone Leiria) foi o único paraciclista em competição. Classificações completas aqui A segunda prova da Taça de Portugal de XCO vai realizar-se no dia 2 de maio, em Lousada, no distrito do Porto. Texto e fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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Dado o seu perfil montanhoso é ideal para os trepadores brilharem proporcionando também imagens de grande beleza para o espectador que assiste à transmissão televisiva. Ruben Guerreiro (EF Education Nippo) é o único ciclista português na Volta aos Alpes que pode ser vista em direto no Eurosport até sexta-feira, dia 23 de abril.  Rúben Guerreiro é o único ciclista português na Volta aos Alpes La Flèche Wallone Na quarta-feira, dia 21 de abril, realiza-se a 85.ª edição de La Flèche Wallone, uma prova de grande prestígio inserida no calendário das ‘Clássicas das Ardenas. Este ano, o percurso liga Charleroi a Mur de Huy ao longo de 193.6 quilómetros. O Mur de Huy é uma rampa de 1300m. com uma inclinação média de 9.3%, chegando a ter 26% de máxima. E é precisamente a última subida na fase final que torna esta prova tão famosa. Também conhecido como o Caminho das Capelas, o Mur de Huy é uma rampa de 1300m. com uma inclinação média de 9.3%, chegando a ter 26% na sua zona de máxima dificuldade. Um final de prova que promete muita emoção. A transmissão da La Flèche Wallone a não perder no Eurosport 1 às 13:15h. Este ano, o Eurosport emite igualmente La Flèche Wallone feminina também no dia 21 de abril, no Eurosport 1 às 10:00h.  Liège – Bastogne – Liège Finalmente no domingo, dia 25 de abril, realiza-se mais um dos cinco ‘Monumentos’ de ciclismo da temporada. Depois do adiamento da Paris – Roubaix, devido à pandemia de Covid-19, é a vez da 107.ª edição da Liège – Bastogne – Liège sair para estrada. A partir das 10:20h no Eurosport é possível ver a prova feminina, enquanto a partir das 12:25h arranca a transmissão da prova masculina.  O ano passado, Julian Alaphilippe perdeu esta corrida na linha de meta para Roglic, por festejar cedo de mais. Corridas de grande qualidade e variedade para acompanhar esta semana no Eurosport. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Amstel Gold Race decidida por milímetros A vitória da clássica Amstel Gold Race foi decidida ao sprint, entre Wou Van Aert (Jumbo-Visma) e Tom Pidcock (Ineos Grenadiers), tendo o primeiro vencido por uma diferença de milímetros. Van Aert e Pidcock foram embora com Max Schachmann (Bora-Hansgrohe) a 12 quilómetros do fim, após vários ataques da Ineos Grenadiers na subida do Cauberg. O trio foi junto para os 300 metros finais, mas pressionado com a chegada do pelotão, levando a que o cenário da Fleche Brabantse Pijl (clássica que também decorreu esta semana) se repetisse, Wout Van Aert arrancou primeiro e Tom Pidcock foi na sua roda, mas desta feita a vitória sorriu ao Belga, por margem mínima. Pódio final: 1- Van Aert (Jumbo-Visma); 2-Tom Pidcock (Ineos Grenadiers); 3-Max Schachmann (Bora-Hansgrohe) Durante a corrida, o português Rui Costa ainda chegou a estar num grupo de fuga, mas este acabaria por ser absorvido pelo pelotão. TOP 10 final 1VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma5:03:272PIDCOCK ThomasINEOS Grenadiers0:003SCHACHMANN MaximilianBORA - hansgrohe0:024MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:025VALVERDE AlejandroMovistar Team0:026ALAPHILIPPE JulianDeceuninck - Quick Step0:027SBARAGLI KristianAlpecin-Fenix0:028MOHORIČ MatejBahrain - Victorious0:029KWIATKOWSKI MichałINEOS Grenadiers0:0210VAN DER SANDE ToshLotto Soudal0:02 Vídeo Resumo https://youtu.be/JyeLZvLN1M4 ### Amstel Gold Race - Antevisão Este domingo regressa a Amstel Gold Race, depois de ter sido cancelada em 2020 devido à pandemia, uma das clássicas das Ardenas mais emblemática volta à estrada. A corrida holandesa nasceu a partir da vontade dos organizadores terem uma prova que competisse com os ‘Monumentos’ de Itália e da Flandres. Edição 2019 A edição de 2019 ficou na memória de todos, com uma vitória marcará a história do ciclismo por muitos anos, pela forma como foi conseguida. Recordemos esta vitória épica de Mathieu bvan der Poel, tão impressionante que nem o próprio acreditou ao passar a linha de meta. https://www.youtube.com/watch?v=Yi4opDanurU O pódio acabaria por ficar desta forma: 1- Mathieu van der Poel  (Corendon-Circus); 2- Simon Clarke (EF Education First); 3 - Jakob Fuglsang (Astana). Os vencedores dos últimos 10 anos 2019: Mathieu van der Poel2018: Michael Valgren2017: Philippe Gilbert2016: Enrico Gasparotto2015: Michał Kwiatkowski2014: Philippe Gilbert2013: Roman Kreuziger2012: Enrico Gasparotto2011: Philippe Gilbert2010: Philippe Gilbert Percurso Devido às medidas impostas em virtude do COVID-19 , a organização da Amstel Gold Race foi forçada a traçar um percurso onde não haja público. O percurso será entre Maastricht e Valkenburg, com três subidas por volta. Este ano o percurso terá 219,7 km's. com cerca de 2.785 metros de desnível acumulado, uma corrida menos extensa em comparação com a edição de 2019, que teve 265,7 km's.. Serão um total de 13 voltas em circuito, onde a última volta será igual às edições de 2018 e 2019. As subidas: Geulhemmerberg - 1,1 km's. com inclinação média de 5,4%Bemelerberg - 0,9 km'scom inclinação média de 5%Cauberg - 1,2 km'scom inclinação média de 5,8% (max. de 12%) Os favoritos Mathieu van der Poel não está na Start-List, para nós adeptos é uma tristeza, para os outros participantes um alívio, mas há muitos ciclistas que podem proporcionar espetáculo. Wout van Aert Todos os olhos estão na formação da Jumbo-Visma, por ser holandesa, estar a correr em casa na única corrida World Tour que se disputa na Holanda (um país de ciclismo como este só tem uma prova World Tour, é nestas alturas que nos apercebemos da importância da Volta ao Algarve para nós portugueses) e porque levam Wout van Aert e Primoz Roglic. O belga de 26 anos tem estado na discussão das clássicas, e embora só tenha conseguido a vitória na Ghent-Wevelgem, ele tem estado n discussão das corridas. Tom Pidcock Se apontamos Wout van Aert, temos que colocar desde já este jovem britânico da Ineos Grenadiers, pois foi ele quem bateu Wout van Aert na passada quarta-feira na Fleche La Brabant. O super talento britânico já deixou o cartão de visita esta semana ao bater "sem espinhas" Van Aert e Matteo Trentin no sprint final, uma corrida onde foi ativo e atacou várias vezes. Este circuito pode ser ainda mais favorável às suas características, e tem equipa, cuidado com ele. Primoz Roglic Onde o esloveno está na linha de partida é para vencer, e embora a equipa tenha Wout Van Aert com características mais adequadas para este tipo de corrida, podem jogar taticamente com ambos. Ter van Aert e Roglic na Start-list mostra a importância que esta corrida tem para a Jumbo-Visma. Ele de uma Volta ao País Basco onde esteve "on-fire", e caso não seja a carta para vencer, irá certamente ter um papel de destaque na corrida. Matteo Trentin Apesar da sua idade ser diferente dos anteriores, aos 31 anos o italiano continua a ser um dos melhores ciclistas do mundo, é bastante rápido e tem mostrado isso nas ultimas corridas (esteve na discussão da Fleche La Brabant, onde atacou e rodou sozinho). Este ano fez também pódio na Gent-Wevelgem, tem estado muito ativo na frente das corridas e apesar ter Marc Hirschi na sua equipa, o suíço não deve estar ainda na sua melhor forma para liderar. Trentin conta ainda com os portugueses com Ivo Oliveira e Rui Costa na sua equipa. Julian Alaphilippe O campeão do mundo Julian Alaphilippe é um dos melhores ciclistas do mundo neste tipo de corridas dos ultimos anos, e vai liderar a Quick-Step. Apesar de ainda não ter convencido esta primavera, o campeão do mundo tem que ser apontado como um dos favoritos. Já vimos este ano a Deceuninck Quick-Step a roubar uma vitória a Mathieu van der Poel (Tour de Flandres) fazendo jogo duplo com Alaphilippe, mas apostando em Kasper Asgreen, aqui pode acontecer com Mauri Vansevenant ou Mikkel Frohlich Honoré. Alejandro Valverde Poderia colocá-lo entre os favoritos só por respeito, mas não, o eterno Alejandro Valverde é o "abono de família" da Movistar, este ano voltou a vencer uma corrida (Grande prémio Miguel Indurain) e terminou em 4.º da geral da Volta à Catalunha. Esta corrida é a seu jeito, nunca a venceu mas já fez 3 vezes pódio e tendo em conta o seu momento de forma sim, Valverde é um dos favoritos. Outros Michael Matthews (BikeExchange), Jasper Stuyven (Trek-segafredo), Maximilian Schachmann (Bora-Hansgroe), (Greg Van Avermaet (AG2R-Citroen), Tim Wellens (Lotto Soudal), Dylan Teuns (Bahrain Victorious), Tiesj Benoot (Team DSM), Jakob Fuglsang (Astana) são ciclistas que também podem destacar-se. Nas clássicas tudo pode acontecer e não vencedores antecipados, como vimos este ano no Tour de Flandres, onde no final todos esperavam que Mathieu van der Poel vencesse ao sprint Kasper Asgreen, e não foi assim. Portugueses Rui Costa e Ivo Oliveira (UAE-Team Emirates) são os dois portugueses que constam na Start-List da corrida. Onde ver No domingo, a Amstel Gold Race pode ser vista no Eurosport 1, em direto, a partir das 13:00h com comentários de Luís Piçarra, Paulo Martins e Olivier Bonamici. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - Specialized Stumpjumper 2021 Tive a oportunidade de testar a nova Specialized Stumpjumper 2021, a bicicleta de trail da marca americana cuja história se confunde com a da própria marca, notando-se assim a importância que este modelo tem para a Specialized. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=JSW11RjLRdc&t= À primeira vista não parece haver muita coisa de novo, mas na verdade mudou muita coisa, desde o quadro que é totalmente novo, geometria, design de suspensão, bem como a própria abordagem para este modelo. Specialized Stumpjumper Expert 2021 A Speciliazed simplificou muita coisa em relação ao modelo anterior (ultimamente vamos assistindo a isto na Specialized, o que é bom). A anterior Stumpjumper estava disponível em roda 27,5 e 29, agora passa a estar só disponível em 29. Independentemente da razão pela qual escolheram seguir este rumo, a verdade é que facilita a escolha do utilizador. Eu testei a Specialized Stumpjumper 2021 Expert, versão normal com 130mm de amortecedor e 140mm de suspensão, mas continua a haver a opção EVO para aqueles que querem algo mais, sem abandonar por completo o conceito e vantagens da geometria Trail. (Para a minha capacidade esta chega e sobra, para os que já conseguem "deixar ir" nos saltos a EVO é talvez seja melhor opção). Com esta bicicleta no espectro da gama de bicicletas de montanha da Specialized uma coisa é certa, não falta escolha ao utilizador que deseja passar o dia na serra a subir e descer. Desde a Epic EVO (120 / 110mm), passando por esta Stumpjumper (140 / 130mm) até à Stumpjumper EVO (160 / 140mm), basta escolher o que melhor se adapta à experiência desejada. Nunca experimentei uma Stumpjumper EVO, e apesar de sentir que não explorei esta a 100% (só não faço saltos com receção, só os drop's), digo-vos que esta bicicleta é animalesca a descer. Pedras, raízes, curvas sinuosas, descias longas e rápidas ela vai sempre certinha, parece "que nos ensina" a descer. O mais surpreendente é que tendo esse comportamento em descida é também uma bicicleta com a qual se sobe muito bem, 13,9 Kg's numa bicicleta destas é fenomenal e o espigão telescópico ajuda no resto quando queremos subir. Uma Stumpjumper sem pivot FSR? Pois é, se conhecem a marca sabem que o pivot FSR é "uma bandeira" nas suas bicicletas de suspensão total, mas atenção, não ter o pivot não significa não ter FSR, esse pivot existe na flexão da escora superior. Já há algum tempo que não tinha uma bicicleta trail, pelo que é difícil estabelecer uma comparação, mas a verdade é que não notei o facto de não ter o pivot FSR tradicional, em descida senti sempre uma ótima leitura do terreno. Onde notei foi em subida, sem o pivot o comportamento do amortecedor na posição fixa parece melhor, volto a dizer, esta bicicleta também sobe muito bem. Os senhores da Specialized viram que a receita funcionou na Epic, e também queriam aligeirar a Specialized Stumpjumper 2021, mas fazer o mesmo numa bicicleta de Trail (que já faz 130/140 mm de suspensão) é mais arriscado, aliás, não devem haver muitas bicicletas (não me recordo de alguma) de 130mm. com pivot flexível na escora. Confesso que não esperava que o fizessem, mas depois de experimentar a bicicleta senti que o fizeram bem. Os modelos Specialized Stumpjumper 2021 de alumínio continuam a ter o pivot (a marca diz que não consegue a flexão desejada na escora em alumínio), e os modelos EVO também (p que se compreende porque fazem mais milímetros de curso de suspensão). Na minha opinião, se o objetivo foi melhorar a capacidade trepadora da bicicleta, reduzindo partes móveis e peso, bem como a rigidez, conseguiram! Recordemos alguns factos, esta bicicleta é mais leve 100 gramas que a edição anterior (de 2018), 100 gramas pode não parecer muito peso, mas é, porque após tantas gerações de evolução é difícil poupar peso e conseguiram-no. Além disto, esta Stumpjumper pesa menos 500gr's que a sua irmã EVO (que tem mais curso de suspensão e consequentemente o pivot), o que também é muito. Em resumo, o quadro é leve, fica inclusive perto de alguns quadros de XC de suspensão total. Filosofia "S-sizing" Esta é segunda grande novidade introduzida neste modelo, existem 6 tamanhos diferentes de quadro, que não se destinam somente a pessoas de tamanho diferente mas também a experiencias de BTT diferentes. A nova Stumpjumper segue a os passos da EVO, da Enduro e DEMO. Este conceito começa no tamanho S1 (XS) e vai até ao S6 (XXL), acaba por existir mais um tamanho que na bicicleta antiga. Como interpretamos este conceito? No meu caso sou um "L" no conceito de tamanhos tradicional, na Specialized Stumpjumper 2021 sou um S4, mas poderei usar um S3 ou um S5 caso procure experiencias diferentes de BTT. Se optar por um S3 (distância entre eixos mais curta), terei uma bicicleta mais direcionada para os trilhos sinuosos, uma bicicleta mais ágil e manobrável nesse tipo de terreno, se optar por um S5 (distância maior entre eixos e maior angulo de abertura na testa de quadro), terei uma bicicleta mais estável e que me permite ir mais rápido em trilhos longos, com saltos e verticais maiores. Geometria diferente O ângulo da testa do quadro diminuiu para 65°, o ângulo do tubo do selim aumenta para 76 ° e, em comparação com o antigo "L", o Reach da bicicleta que testei (S4) cresceu de 455mm para 475mm. Também neste tamanho S4 as escoras são mais curtas 5mm (isto nos tamanhos S1 a S4), nos outros tamanhos acima o chainstay é maior em 10mm. Estas medidas podem ainda mudar através do Flip Chip da geometria, sim além de tamanhos diferentes com geometrias diferentes, em cada tamanho ainda é possível variar a geometria através do Flip Chip. O que é o Flip Chip? O Flip Chip é a peça faz a ligação do pivot traseiro ao amortecedor, que pode ser rodada (desmontando) e que permitir uma geometria diferente. A bicicleta vem montada de fábrica na posição baixa (Low), mas rodando o Flip Chip para aposição alta (High) o bloco pedaleiro sobe 7mm., e aumenta os âgulos do tubo de selim e testa do quadro em 0,5º. Porta SWAT É um sistema já conhecido nos últimos modelos de bicicletas de montanha da Specialized, já o mostrámos também no teste da bicicleta de Gravel Specialized Diverge, e o chato deste sistema é que uma vez que nos habituamos a ter, depois é difícil viver sem ele. Eu não tenho nenhuma bicicleta pessoal Specialized, e cada vez que volto à minha bicicleta de montanha sinto sempre falta do espaço SWAT. Ali podemos guardar o que quisermos, basta fazer opções, desde camara de ar e bomba, a um casaco corta vento, a alimentação, enfim, é um espaço bastante generoso que está disponível para colocar o que quisermos. O sistema SWAT é mais do que somente este espaço que a marca introduziu nos quadros, é toda uma filosofia de aproveitamento de espaços para colocar o que habitualmente temos que carregar "no lombo". Muitas bicicletas da Specialized já veem de série com a grade de bidom que inclui o espaço para a ferramenta "multi-tool", mas há modelos nos quais o espaço da caixa de direção é aproveitado para colocar ferramenta. Amortecedor e suspensão É um fator importante em bicicletas de montanha, a Stumpjumper Expert (modelo testado) vem com a suspensão FOX FLOAT 34 Performance Elite, GRIP2 damper, com 44mm de offset e 140mm de curso; e com o amortecedor FOX FLOAT DPS Performance Elite, Rx Trail Tune, com 3 posições de ajuste e controle do rebound na posição aberta. A suspensão FOX FLOAT 34 Performance Elite, GRIP2 vai um pouco contra a tendência de instalar a FOX 36 nas bicicletas de Trail, a Specialized optou pela 34 que é mais leve e faz os 140mm de curso pretendidos nesta bicicleta. É verdade que tem menos milímetros de curso que a 36, mas é muito mais ligeira nos trilhos, o desempenho é imaculado, tem a suavidade e leitura do terreno características da FOX, apesar de ser uma gama média. No que respeita ao amortecedor, este FOX FLOAT DPS Performance Elite tem a função de completar o trabalho do "flex pivot" da escora e manter tudo ativo e com boa leitura do terreno, e cumpre bem a função. Os 130mm de curso podem tornar-se curtos para os que "se largam mais" em alguns saltos, mas eu nunca notei isso. Entre amortecedor e suspensão, as opções de afinação são bastantes pelo que é aconselhável visitar o Specialized Suspension Calculator para ficar mais informado e colocar o setup correto na nossa bicicleta, aí escolhemos o modelo de bicicleta que temos e o site ajuda no resto. Travões Os Sram G2 travaram sempre que foi necessário, têm potência suficiente para o pretendido, mas notei-lhes o toque demasiado esponjoso e o travão de trás tinha variações de curso em descidas longas, o que não é agradável. Não me interpretem mal, foi o que senti, e talvez até dê para resolver com um sangramento de travões, mas foi a única coisa que não me agradou nesta bicicleta. Transmissão O SRAM Eagle X0 com cassete 10-50 e prato 52D oferece passagens certas seja em descidas rápidas, mesmo com trepidação da corrente, ou em passagens de recurso e esforço em subida. Em 32-50 a Stumpjumper sobe tudo. Em resumo Se procuras uma bicicleta com grande potencial de descida, ágil, com boa qualidade de construção, e com a qual não "te mates de esforço" a fazer subidas, podendo passar uma manhã na serra a subir e a descer, esta Specialized Stumpjumper 2021 é umas das opções que tens que ponderar seriamente. Além da grande variedade de opções de geometria e várias afinações de amortecedor e suspensão, esta Stumpjumper Expert tem ótimos pormenores de acabamento, rodas em carbono e acessórios de gama média alta que lhe permitem oferecer uma experiencia muito positiva. É verdade que são 5.499,00€ de bicicleta, mas não defrauda as espectativas. Para veres as especificações completas da bicicleta testada, e inclusive comprar on-line podes fazê-lo em www.specialized.pt Por: Luís Beltrão Fotografia: Mário Silva Edição de fotografia: Jorge Branco Vídeo: Luís Beltrão Rider: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Pidcock vence Fleche Brabantse Pijl Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) venceu Fleche Brabantse Pijl, numa exibição de classe, batendo Wout van Aert (Jumbo-Visma) e Matteo Trentin (UAE Team Emirates) nos metros finais. É a primeira grande vitória do jovem inglês contratado este ano pela Ineos Grenadiers. Matteo Trentin atacou o grupo da frente a cerca de 30km's do fim, e depois de ficar isolado na frente durante quase 15km's foi alcansado por Wout van Aert (Jumbo-Visma) e Tom Pidcock (Ineos Grenadiers). No ultimo quilometro o grupo de perseguição liderado por Benoit Cosnefroy (AG2R-Citroën) quase fez contato com os três da frente, forçando-os a iniciar o sprint a menos de 400m do final. Foi Wout Van Aert o primeiro a atacar, mas Pidcock foi na roda e conseguiu ter mais Watts que o belga nos últimos metros. TOP 10 final Pos.Nome (País) EquipaTempo1Thomas Pidcock (GBr) Ineos Grenadiers4:36:272Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma3Matteo Trentin (Ita) UAE Team Emirates0:00:024Ide Schelling (Ned) Bora-Hansgrohe0:00:075Toms Skujins (Lat) Trek-Segafredo6Robert Stannard (Aus) Team BikeExchange7Dylan Teuns (Bel) Bahrain Victorious8Benoit Cosnefroy (Fra) AG2R Citroën Team9Oscar Riesebeek (Ned) Alpecin-Fenix10Andreas Leknessund (Nor) Team DSM0:00:12 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI revê algumas das regras introduzidas no passado 1 de Abril Em comunicado de imprensa de hoje, a UCI informa que numa reunião por videoconferência, o Conselho do Ciclismo Profissional (PCC) examinou e reformulou algumas das novas regras introduzidas em 2021 - dia 1 de abril na sua maioria - para reforçar a segurança do ciclista durante as corridas de estrada masculinas e femininas. Focaram-se principalmente na questão dos bidons e resíduos, e nas sanções associadas a estes gestos fora das zonas apropriadas, que eram desclassificação do atleta infrator. Os representantes da UNIO (associação das equipas femininas) e da CPA Feminina (associação representativa das ciclistas) foram convidados a participar nas reuniões do PCC, órgão competente para o UCI WorldTour, que é composto por representantes dos ciclistas (CPA), organizadores de equipas (AIGCP) (AIOCC) e da Union Cycliste Internationale (UCI). Passamos alguns excertos do comunicado da UCI as regras: " À luz da experiência adquirida nas competições desde 1 de abril, os membros do PCC e as representantes do ciclismo feminino reafirmaram o seu apoio ao plano de segurança aprovado pela Comissão de Gestão da UCI a 4 de fevereiro, nomeadamente às medidas relativas ao descarte de garrafas e resíduos. No entanto, manifestaram-se a favor de um ajuste das sanções vinculadas às novas regras. É proibido jogar garrafas e resíduos fora das zonas dedicadas e fornecidas pelo organizador para esse fim. No entanto, os ciclistas têm a possibilidade de se desfazerem das suas garrafas e resíduos, entregando-as aos auxiliares das equipas posicionados na berma da estrada, responsáveis ​​pela alimentação, e aos veículos das equipas e organizadores. Atirar garrafas para o público, em particular, é um perigo comprovado tanto para os ciclistas quanto para o público: em várias ocasiões, as quedas foram causadas ​​por garrafas atiradas para os espectadores e voltando para a estrada, e os espectadores foram feridos por garrafas atiradas por ciclistas para o público. Além disso, a UCI pretende evitar que os fãs, nomeadamente as crianças, tentem aproximar-se dos ciclistas durante as corridas, para evitar acidentes com consequências potencialmente dramáticas (colisão com ciclistas ou veículos na caravana da corrida, por exemplo). Atirar garrafas e resíduos fora de zonas dedicadas para esta finalidade, agora será sancionado da seguinte forma: Numa corrida de um dia, a primeira infração será punida com uma multa e uma dedução de pontos UCI (respetivamente 100 a 500 francos suíços e 5 a 25 pontos dependendo da classe do evento), enquanto uma segunda infração resultará na desclassificação do ciclistas infrator. Anteriormente, o regulamento previa multa, dedução de pontos UCI e desclassificação imediata da primeira infração.Nas corridas por etapas, a primeira infração será punida com multa e dedução de pontos UCI (respetivamente 100 a 500 francos suíços e 5 a 25 pontos dependendo da classe do evento). A segunda infração resultará em penalização de tempo (1 minuto) e a terceira em desclassificação. Anteriormente, o regulamento estipulava multa, dedução de pontos UCI e penalização de 30 segundos para a primeira infração, penalização de 2 minutos para a segunda infração e desclassificação para a terceira. A UCI monitorará de perto o respeito das regras revisadas. Após a avaliação deste ano, poderia adaptar as sanções se os ciclistas e equipas violarem repetidamente a regra que penalize o lançamento de garrafas e resíduos fora das zonas dedicadas ao lixo. Todas as partes interessadas aprovaram estas novas medidas, considerando que permitem tanto a melhoria da segurança do ciclista como o reforço da responsabilidade ambiental do ciclista. As medidas que foram discutidas durante o PCC poderão entrar em vigor - muito provavelmente no sábado, 17 de abril - somente após a aprovação formal do Comitê de Gestão da UCI. A UCI esclarece que as multas cobradas por lixo serão alocadas à Estratégia Ambiental da UCI. Um assunto de discussão durante a reunião do Comitê de Gestão em fevereiro de 2021, esta estratégia será formalizada durante o Comitê de Gestão da UCI em setembro de 2021. " Fim de comunicado. O presidente da UCI, David Lappartient, declarou: “A implementação de medidas em 2021 com o objetivo de reforçar a segurança do ciclista é objeto de uma avaliação cuidadosa, e a UCI tem feito as suas consultas com todos os envolvidos. Na sequência destas numerosas trocas com as diferentes partes interessadas, foi considerado adequado adaptar as sanções às novas regras relativas à eliminação de garrafas e resíduos fora das zonas dedicadas ao lixo. A UCI tem o prazer de encontrar uma solução aceitável para todas as partes, que mantém o essencial: a segurança dos ciclistas e do público e a responsabilidade ambiental do ciclista. ”David Lappartient Após alguma polémica em redor deste assunto, a UCI mostra que pode aperfeiçoar as regras envolvendo ciclistas e equipas. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Alberto Contador - o excesso de pressão leva muitos ciclistas a desistir prematuramente Alberto Contador, vencedor das três grandes voltas (Giro, Tour e Vuelta) diz que hoje em dia o excesso de pressão e competividade leva muitos ciclistas a desistir da carreira muito cedo. De acordo com as palavras do espanhol aquando da apresentação do projecto "Colnatur & Contador", o fator mental é tão importante como o fator físico em alta competição. “A mudança que tenho observado no aspeto psicológico no ciclismo mundial é que está cada vez mais competitivo, os ciclistas têm mais pressão, mais responsabilidade, e isso faz com que alguns corredores abandonem a carreira mais cedo”, explicou Contador Aos 38 anos Alberto Contador continua ligado ao ciclismo de várias formas, desde a sua equipa Pro Continental Kometa-Eolo, passando pela sua marca de bicicletas Aurum Bikes (podes ver nosso artigo aqui), e ainda colaboração com vários projetos, o espanhol diz que é crucial haver um equilíbrio entre corpo e mente. “Eu daria 50 por cento para a parte física e o mesmo para a mental. O Tour não pode ser vencido se o ciclista não for muito forte de corpo e mente. Tudo é muito importante”, disse. Segundo Contador, a atitude numa corrida tem que ser "ir para ganhar", porque se as expectativas vão baixas os resultados serão piores do que o esperado. "Quando vamos para uma corrida e vemos que não estamos em condições, se pensarmos no "top 10", terminamos no "top 30", se pensamos em ir para terminar, é provável que nem terminemos. A mentalidade e tem que ser sempre para ganhar."Alberto Contador Casos recentes de abandono da carreira por parte de ciclistas de topo, como por exemplo Marcel Kittel, ou mais recentemente Tom Dumoulin, confirmam que ser ciclista profissional é muito desgastante não só fisicamente como também psicologicamente, e confirmam as palavras de Alberto Contador. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. 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O jersey e calções S-PHYRE “Flash” de 2020 mantêm-se, assim como as camisolas interiores de manga curta ou comprida. Jersey S-phyre_flash Com itens totalmente novos, mais atualizações e melhorias nas coleções anteriores, este kit oferece peças de desempenho de elite que se destacam e encaixam perfeitamente umas nas outras, para fornecer também um guarda-roupa da mais alta qualidade durante todo o ano, tendo em conta a linha Outono/Inverno da mesma gama. Veste bem No coração de cada peça S-PHYRE está o seu sublime ajuste e encaixe. Segundo a marca foram necessários anos de pesquisa, testes em túnel de vento e múltiplas opiniões reunidas para aperfeiçoar a transformação de “fio cru” em conforto refinado Toda a gama S_PHYRE oferece um ajuste de corrida anatómico e aerodinâmico levado em consideração cada detalhe. O conforto não vem apenas do corte preciso ou da costura plana cuidadosa, mas da excelente respirabilidade em climas quentes, segurança em manter as bainhas no lugar e os bolsos na posição e uma sensação de leveza que torna o kit pouco mais do que uma segunda pele. Mais desempenho, reduzindo a fadiga muscular O conforto também vem com o conhecimento de que o kit não é impedimento para nada. Na verdade, o material de compressão tricotado dos calções “Leggera” ainda melhora o desempenho, reduzindo a fadiga muscular. A construção superior apresenta planos cortados a laser na frente e uma parte traseira altamente respirável que se encaixa perfeitamente com o jersey “Leggera” para permitir o foco total na estrada, sem distrações do desconforto. Calções S-Phyre A mais recente geração de camurça S-PHYRE possui um design de quatro camadas e usa uma diferente técnica de corte para aparar a espuma e eliminar qualquer sensação de borda. A superfície externa seca surpreendentemente 60% mais rápido do que os materiais anteriores, enquanto as camadas internas usam espuma mais densa e perfurada para uma excelente distribuição de carga/peso. Calções S-Phyre As costuras mínimas criam um ajuste ultra confortável, enquanto os materiais de compressão femininos melhoram a circulação e reduzem a fadiga. Este par de calções “Veste e Esquece” absorve o suor da parte superior das costas e combina perfeitamente com os jerseys S-PHYRE para uma ventilação inteligente, criando um pacote respirável e leve para melhorar a experiência nas duas rodas. Com o seu ajuste de corrida anatómico, colocação de tecido otimizada, silhueta elegante e suave, estes podem ser os calções dos quais vais ficar fã para sempre. Jersey S-phyreleggera Onde a potência em relação ao peso é crucial, o jersey “Leggera” – com a uma manga e malha de painel lateral pesando apenas 75g por metro quadrado. Tem uma silhueta elegante e rápida do jersey, mangas de compressão estendidas, bolsos anti deslizantes, garra de jersey em silicone e visibilidade em baixa luminosidade, ele tem também desempenho enquanto estás ocupado em gastar energia. Jersey S-phyreleggera Artesanato moderno A Shimano diz que a roupa Shimano S-PHYRE é uma cooperação criada por meio da parceria definitiva de paixão e tecnologia. A equipa da Shimano percorre o mundo para escolher os melhores tecidos, os artesãos mais talentosos e equipamentos de última geração necessários para infundir conforto e desempenho em cada pedaço de tecido, bolso e/ou costura. De malhas diagonais cuidadosamente consideradas ao conteúdo preciso de elástico e conforto de microfibra, a linha S-PHYRE não deixa “pedra sobre pedra” quando se trata de criar os melhores kits de equipamento. Gama completa S-PHYRE Esta gama não se limita apenas aos jerseys e calções, a nova gama S-PHYRE estende os maiores detalhes aos outros produtos. Capas de sapatos, aquecedores de dedos, meias e luvas, apresentam abas reflexivas, logotipos e costuras para adicionar estilo à segurança, e jerseys e meias garantem conforto da cabeça aos pés com o mais avançado, eficiente e científico equipamento de ciclismo que a Shimano tem. Distribuição oficial para Portugal: https://www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo para ver esta semana no Eurosport Os fãs de ciclismo têm esta semana quatro boas razões para seguir as emissões do Eurosport. O canal emite as Voltas à Turquia e à Comunidade Valenciana, assim como as clássicas Flèche Brabançone e Amstel Gold Race. Volta Presidencial de Ciclismo à Turquia Depois do arranque da Volta Presidencial de Ciclismo à Turquia na cidade de Nevesehir, no domingo, o pelotão cumpre hoje a 3.ª etapa desta que é a mais importante competição de estrada por etapas no país. A emissão pode ser vista em direto no Eurosport 1 a partir das 11:00h. Ao longo da semana acompanha toda a ação da Volta à Turquia, corrida que tem atraído nos últimos anos alguns dos melhores ciclistas e equipas do mundo. Os comentários ficam a cargo de Paulo Martins e Frederico Bártolo. A 8.ª última etapa liga Bodrum a Kuadasi ao longo de 160 quilómetros e que ditará o novo campeão vai para o ar dia 18 de abril, domingo, no Eurosport 1 às 11:00h. Volta à Comunidade Valenciana Na quarta-feira, dia 14 de abril, cumpre-se finalmente o arranque da 72.ª edição da Volta à Comunidade Valenciana, depois do adiamento da prova no início de fevereiro devido à pandemia de Covid-19. Apesar de algumas baixas em relação à lista de pré-inscritos inicial, a prova, uma das mais tradicionais do calendário espanhol, conta com estrelas como Alejandro Valverde ou Caleb Ewan. A Volta à Comunidade Valenciana discute-se num total de 626 quilómetros divididos em cinco etapas, parte de Elche esta quarta-feira e termina no domingo, em Valência. Pode ser vista diariamente no Eurosport 1, a partir das 13:00h com comentários de Paulo Martins e Gonçalo Moreira. Clássica La Flèche Brabançonne Também na quarta-feira é possível seguir a clássica belga De Brabantse Pijl ou La Flèche Brabançonne. Realizada na região da Flandres desde 1961, esta corrida tem um perfil essencialmente plano, ideal para sprinters, e inclui vários setores de empedrado que em muito complicam a vida dos ciclistas. Uma clássica para ver em direto no Eurosport 1, a partir das 14:30h com os comentários de Luís Piçarra e Olivier Bonamici. Amstel Gold Race Finamente no domingo é vez da Amstel Gold Race, uma das clássicas das Ardenas a sair para estrada. A corrida holandesa nasceu a partir da vontade dos organizadores terem uma prova que competisse com os ‘Monumentos’ de Itália e da Flandres. Depois de ter sido cancelada em 2020 devido à pandemia, a Amstel Gold Race pode ser vista no Eurosport 1, em direto, a partir das 13:00h com comentários de Luís Piçarra, Paulo Martins e Olivier Bonamici. Para quem já não se lembra, na Amstel em 2019 era assim o ambiente. Ciclismo feminino Para além da habitual oferta de ciclismo que o Eurosport tem para os fãs, este domingo está prevista ainda a transmissão das provas de duas provas femininas. A partir das 10:00h é possível ver em direto no Eurosport 1 a Amstel Gold Race enquanto que no final do dia (17:30h) vai para o ar o resumo da Volta à Comunidade Valenciana com comentários de Gonçalo Moreira. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao País Basco, etapa 6 - Jumbo-Visma ganha tudo Hoje a Jumbo-Visma arrasou toda a concorrência. Primoz Roglic (Jumbo-Visma) vence a classificação geral da Volta ao País Basco, vence a classificação por pontos, vence a classificação da montanha, Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) termina em segundo na geral e ganha a classificação da juventude. A Jumbo-Visma vence também a classificação por equipas! O momento chave foi quando Roglic se distanciou dos favoritos na última descida, ganhando 10 segundos que ser transformaram em 20, depois em 30 e por aí fora, até que por fim, na última ascensão do dia Gaudu (Groupama-FDJ), Hugh Carthy (EF Education-Nippo) e Roglic estavam sozinhos com uma vantagem de mais de 40 segundos. David Gaudu foi o primeiro a atacar, Roglic seguiu e deixaram Hugh Carthy, tendo seguido ambos juntos até ao final sempre com Gaudu a trabalhar, o que levou Roglic a não lutar pela vitória de etapa. David Gaudu venceu a etapa de hoje. Fotografia: Organização da prova, PhotoGomezSport. Tadej Pogacar, liderou uma perseguição atrás de Gaudu, Roglič e Carthy no final da etapa, mas o seu grupo (com 12 ciclistas) deixou-se ir na roda deixando o jovem esloveno perseguir. Pogacar terminou a etapa em quinto, para terminar em terceiro na classificação geral. O companheiro de equipa de Roglic, Jonas Vingegaard, limitou-se a ir com Pogacar e terminou em segundo lugar geral. Hoje tudo deu certo para a Jumbo-Visma, tudo deu errado para a UAE Team Emirates. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1GAUDU DavidGroupama - FDJ3:05:422ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:003VALVERDE AlejandroMovistar Team0:354YATES AdamINEOS Grenadiers0:355POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:356VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:357BILBAO PelloBahrain - Victorious1:038CHAVES EstebanTeam BikeExchange1:059LANDA MikelBahrain - Victorious1:0510VANSEVENANT MauriDeceuninck - Quick Step1:55 TOP 10 da classificação geral após etapa 6 Pos.NomeEquipaTempo1ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma19:11:362VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:523POGAČAR TadejUAE-Team Emirates1:074YATES AdamINEOS Grenadiers1:265GAUDU DavidGroupama - FDJ1:276BILBAO PelloBahrain - Victorious1:287VALVERDE AlejandroMovistar Team1:338LANDA MikelBahrain - Victorious2:179CHAVES EstebanTeam BikeExchange2:3810IZAGIRRE IonAstana - Premier Tech2:59 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=m2TuypxGg4Y&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao País Basco, etapa 5 - "Double tap" da Deceuninck Quick-Step A equipa Deceuninck-QuickStep deu espetáculo hoje na Volta ao País Basco, levando Mikkel Honoré à vitória da etapa 5, que cruzou a linha de meta juntamente com o seu companheiro de equipa Josef Cerny num dia memorável para a equipa belga. A dupla vinha da fuga do dia, com seis ciclistas, que ficou reduzida a três na subida final, e onde os homens da Deceuninck "descarregaram" Julien Bernard (Trek-Segafredo) a 5 km's do fim. Na classificação geral manteve-se tudo na mesma, Brandon McNulty (Emirados Árabes Unidos) terminou no pelotão e mantém a liderança da geral antes da etapa decisiva de sábado. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1HONORÉ Mikkel FrølichDeceuninck - Quick Step3:39:542ČERNÝ JosefDeceuninck - Quick Step0:003BERNARD JulienTrek - Segafredo0:174IMPEY DarylIsrael Start-Up Nation0:285CLARKE SimonTeam Qhubeka ASSOS0:286OLDANI StefanoLotto Soudal0:287ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:288SIMON JulienTeam Total Direct Energie0:289CORT MagnusEF Education - Nippo0:2810POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:28 TOP 10 da classificação geral após a etapa 5 Pos.NomeEquipaTempo1MCNULTY BrandonUAE-Team Emirates16:05:432ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:233VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:284BILBAO PelloBahrain - Victorious0:365POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:436YATES AdamINEOS Grenadiers1:027BUCHMANN EmanuelBORA - hansgrohe1:078VALVERDE AlejandroMovistar Team1:139IZAGIRRE IonAstana - Premier Tech1:1510LANDA MikelBahrain - Victorious1:23 Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/fYfYXTzJOdg Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao País Basco, etapa 4 - Troca de líder na c.geral A etapa de foi para um dos homens "da terra", Ion Izagirre (Astana-Premier Tech) venceu a etapa 4 da Volta ao País Basco, levando a melhor no sprint final contra o seu compatriota Pello Bilbao (Bahrain Victorious). Mas as atenções estavam focadas na movimentação de Brandon McNulty (UAE Team Emirates), que terminou em terceiro, ganhando tempo suficiente para passar para a liderança da Volta ao País Basco, após um ataque na descida final da etapa. A Kumbo-Visma deu espaço ao ciclista da UAE Team Emirates, ficando sempre na marcação a Tadej Pogacar, da mesma equipa, só nos próximos dias se saberá se foi a estratégia correta. Após quatro etapas de corrida, McNulty agora lidera agora a classificação geral com 23 segundos de vantagem sobre Roglic, com Jonas Vingegaard (Jumbo Vimsa) em terceiro com 28 segundos. TOP 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1IZAGIRRE IonAstana - Premier Tech4:17:072BILBAO PelloBahrain - Victorious0:003MCNULTY BrandonUAE-Team Emirates0:004VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:005BUCHMANN EmanuelBORA - hansgrohe0:006CHAVES EstebanTeam BikeExchange0:027BEVIN PatrickIsrael Start-Up Nation0:498KNOX JamesDeceuninck - Quick Step0:499HERMANS QuintenIntermarché - Wanty - Gobert Matériaux0:4910VALVERDE AlejandroMovistar Team0:49 TOP 10 da classificação geral após a etapa 4 Pos.NomeEquipaTempo1MCNULTY BrandonUAE-Team Emirates12:25:212ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:233VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:284BILBAO PelloBahrain - Victorious0:365POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:436YATES AdamINEOS Grenadiers1:027BUCHMANN EmanuelBORA - hansgrohe1:078VALVERDE AlejandroMovistar Team1:139IZAGIRRE IonAstana - Premier Tech1:1510LANDA MikelBahrain - Victorious1:23 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=TMxF1OZGE14&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Kasper Asgreen utilizou pneus clincher no Tour de Flandres No passado domingo, como sabem Kasper Asgreen (Deceuninck Quick-Step) venceu o Tour de Flandres, e, nesse mesmo dia a equipa fez questão de partilhar nas redes sociais que o ciclista tinha feito a corrida com pneus Clincher (pneu com camara de ar), isto porque a grande maioria do pelotão profissional utiliza em corrida rodas tipo tubular (pneu tubular, ou boiaux como era conhecido antigamente). Credit: Billy lebelge A própria Specialized realçou este tema, dizendo que Asgreen fez história ao vencer o primeiro monumento da sua carreira com os pneus clincher Specialized Turbo Cotton Hell of the North, terminando o reinado centenário do tubular no topo da competição profissional. Estivemos a pesquisar, e parece que ali no início dos anos 90 Claudio Chiappucci venceu etapas no Tour com pneus Clincher também. De qualquer forma, não deixa de ser surpreendente e até intrigante o facto de toda a equipa Deceuninck - Quick Step estar a utilizar pneus clincher. Uma coisa é clara, a Specialized tem vindo a trabalhar neste tipo de pneus e é neste momento a única marca (não sabemos de outra), que coloca este tipo de pneus nas equipas por si patrocinadas. Credit: cauldphoto “Desde que comecei a companhia em 1974, este tem sido um sonho. Porque é que o pneu clincher que usamos todos os dias não pode ser melhor que os tubulares que têm sido usados em competição há mais de 100 anos? Foi um longo caminho até chegar aqui, com os nossos engenheiros a trabalhar em parceria com as nossas incríveis equipas, a desenvolver rodas e pneus que trabalham em conjunto para entregar esta performance. Nós entregámos imensa performance ao longo dos anos, e partilhámos em incríveis vitórias, mas esta é verdadeiramente especial. Estamos muito orgulhosos do Kasper, da Deceuninck - Quick-Step, e de todos que nos ajudaram a chegar até aqui.” Mike Sinyard, Fundador e CEO da Specialized A Deceuninck - Quick-Step executou na perfeição a Volta a Flandres, colocando o Campeão do Mundo, Julian Alaphilippe, e Kasper Asgreen na fuga vencedora com os favoritos, o defensor do título Mathieu van der Poel e Wout van Aert. Julian e Kasper trabalharam juntos, cobrindo avanços e cansando van der Poel e van Aert. Quando van der Poel fez o movimento decisivo na subida final do Kwaremont, apenas Asgreen conseguiu seguir – depois equiparou-o pedalada a pedalada no Paterberg. Trabalhando juntos até ao quilómetro final, foi Asgreen que teve o sprint mais rápido para reclamar a sua primeira vitória num monumento e a primeira vitória de sempre num monumento com clincher na longa história do desporto. Credit: Billy lebelge Kasper e a restante equipa da Deceuninck - Quick-Step escolheu os pneus clincher Specialized Turbo Cotton Hell of the North – especificamente desenhados para mau piso e empedrado – com a sua largura de 28mm, carcaça de 320TPI, resistência a furo BlackBelt, e composto Gripton exclusivo da marca. Credit: Billy lebelge De acordo com a Specialized, quando combinados com os aros clincher em carbono das rodas Roval Rapide CLX, oferecem uma aerodinâmica com um melhoramento em 15% do amortecimento em relação a clinchers tradicionais, enquanto poupam 20% na resistência ao rolamento quando comparados com outros pneus desenhados para mau piso. Embora a primeira vitória com clinchers num monumento seja uma notícia monumental, importa referir que nenhum atleta da Deceuninck - Quick-Step sofreu um furo nos seus clinchers Turbo Cotton Hell of the North. Credit: Billy lebelge "O sucesso que vemos com a Deceuninck - Quick-Step, a correr com Clinchers através de toda a temporada das clássicas, foi uma campanha holística iniciada há dois anos, para concentrar na combinação roda/pneu em que mais confiamos em termos de dinâmica de comportamento e velocidade. A DQT foi um forte parceiro com confiança e testes completos nas mais desafiantes condições de estrada do mundo – na preparação para a competição! Encerrar a época de clássicas no empedrado com tamanha vitória é um momento incrível e confirma a nossa decisão, o árduo trabalho que gastámos a criar esta performance" Oli Kiesel, Engenheiro de Produção e Desenvolvimento de Pneus & Câmaras Notícia à parte, que tipo de pneu/roda utilizas, e porquê? Que tipo de pneu faz mais sentido para o dia a dia, na tua opinião? Deixa-nos o teu comentário. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao País Basco, etapa 3 - Espetáculo de Roglic e Pogacar Tadej Pogačar (UAE Team Emirates) venceu a etapa 3 da Volta ao País Basco, mostrando mais uma vez ser um dos melhores escaladores do mundo, mas o seu compatriota Primoz Roglic fez questão de o lembrar que também ele, é um dos melhores do mundo neste momento. (Vídeo resumo no final). O jovem esloveno atacou várias vezes na subida final da etapa (sempre controlado por Roglic), e acompanhados por um enorme Alejandro Valverde (Movistar), Adam Yates (Ineos Grenadiers) e Mikel Landa (Bahrain Victorious). Na ultima aceleração de Roglic (a cerca de 500mts. da meta), os eslovenos seguiram sozinhos e Pogacar acabou por superar o seu compatriota, e líder da corrida, por menos de um comprimento de bicicleta, depois de trocarem ataque após ataque nos últimos três quilômetros, hoje o espetáculo esteve por conta deles. Roglic continua líder da Volta ao País Basco, agora seguido de Pogacar a 20 segundos. TOP 10 da etapa 3 Pos.NomeEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE-Team Emirates4:04:502ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:003VALVERDE AlejandroMovistar Team0:054YATES AdamINEOS Grenadiers0:055LANDA MikelBahrain - Victorious0:056GAUDU DavidGroupama - FDJ0:087KNOX JamesDeceuninck - Quick Step0:168VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:169VANSEVENANT MauriDeceuninck - Quick Step0:1610MCNULTY BrandonUAE-Team Emirates0:18 TOP 10 da classificação geral após etapa 3 Pos.NomeEquipaTempo1ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma8:07:482POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:203MCNULTY BrandonUAE-Team Emirates0:304YATES AdamINEOS Grenadiers0:395VALVERDE AlejandroMovistar Team0:506VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:547LANDA MikelBahrain - Victorious1:008BILBAO PelloBahrain - Victorious1:089VANSEVENANT MauriDeceuninck - Quick Step1:0910SCHACHMANN MaximilianBORA - hansgrohe1:09 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=IhUu_Ii0aMg&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao País Basco, etapa 2 - Alex Aranburu (Astana) surpreendeu os favoritos Alex Aranburu (Astana-Premier Tech) foi a surpresa na etapa 2 da Volta ao País Basco, apanhou os favoritos à classificação geral desprevenidos e conquistou uma vitória de etapa cortando a meta em solitário. Omar Fraile (também da Astana-Premier Tech) aguentou a aceleração final de Tadej Pogačar (Emirados Árabes Unidos) para cortar a meta em segundo - impedindo que outros ganhassem valiosos segundos de bonificação. O líder geral Primož Roglič cruzou a meta em sexto lugar e mantem a liderança na geral da corrida, enquanto o americano Brandon McNulty (UAE - Emirates) caiu para o terceiro lugar, atrás de Aranburu, agora em segundo lugar geral. A Astana foi para o País Basco com tudo. Top 10 da etapa Pos.NomeEquipaTempo1ARANBURU AlexAstana - Premier Tech3:45:322FRAILE OmarAstana - Premier Tech0:153POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:154GAUDU DavidGroupama - FDJ0:155WOODS MichaelIsrael Start-Up Nation0:156ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma0:157SCHACHMANN MaximilianBORA - hansgrohe0:158LANDA MikelBahrain - Victorious0:159HIGUITA SergioEF Education - Nippo0:1510VALVERDE AlejandroMovistar Team0:15 Top 10 da classificação geral após etapa 2 Pos.NomeEquipaTempo1ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma4:03:042ARANBURU AlexAstana - Premier Tech0:053MCNULTY BrandonUAE-Team Emirates0:064POGAČAR TadejUAE-Team Emirates0:245YATES AdamINEOS Grenadiers0:286SCHACHMANN MaximilianBORA - hansgrohe0:317VINGEGAARD JonasTeam Jumbo-Visma0:328FRAILE OmarAstana - Premier Tech0:349KELDERMAN WilcoBORA - hansgrohe0:4010BILBAO PelloBahrain - Victorious0:42 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Lp5s2XP87lk Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Remco Evenepoel renova contrato Parece que Patrick Lefevere não quer mesmo deixar escapar "a joia da coroa", depois de ter deixado escapar Wout Van Aert e Mathieu Van der Poel ( ambos se desenvolveram como atletas na Bélgica), Lefevere descobriu este jovem há cerca de 2 anos e apesar desta ainda curta carreira, Remco Evenepoel renova contrato. Com somente 21 anos, e apesar da queda grave que sofreu o ano passado na clássica "Il Lombrdia" (a qual lhe custou praticamente toda a temporada passsada), Remco Evenepoel renovou por cinco temporadas com a equipa que mais triunfou na última década. Isto indica também que o jovem belga estará completamente recurperado dessa grave queda, o seu regresso está planeado para o Giro d'Italia deste ano, que se realiza de 8 a 30 de maio. É mais um "super-contrato" até 2026, com a mesma duração do recentemente assinado por Tadej Pogacar com a UAE-Team Emirates, e também como o de Wout Van Aert com a Jumbo-Visma, que renovou o ano passado até 2024. Apesar de se tornar profissional há apenas dois anos, o Remco Evenepoel já acumulou algumas vitórias notáveis ​​que incluem o Campeonato da Europa de Contra-Relógio, a clássica de San Sebastián e cinco corridas por etapas. No total, desde o início da temporada 2019, ele conquistou 14 vitórias pela equipa. (Artigo completo sobre a história de Evenepoel aqui). "Sinto-me honrado por assinar pelos próximos cinco anos. Este é o contrato mais longo que assinei. Estou muito orgulhoso e feliz por permanecer nesta equipa maravilhosa, onde já tive muitos sucessos e espero possamos realizar os nossos sonhos ".Disse Remco Evenepoel Por sua vez, o CEO da Quick-Step, Patrick Lefevere, ficou igualmente satisfeito após a assinatura do novo contrato. “É um passo importante para o futuro, para a equipa. Todos sabem do que o Remco é capaz e como ele é talentoso. Como ele disse, ele está feliz, e uma das minhas funções mais importantes é mantê-lo feliz e colocar o pessoas certas ao seu redor. Estamos felizes com a continuidade do Remco e esperamos bons momentos juntos. " E João Almeida? Quem termina o contrato este ano com a equipa belga é João Almeida, é sabido que existe muito interesse de várias equipas, a questão é saber se Lefevere inclui João Almeida nas tais pessoas certas em redor de Evenepoel, se quer outro jovem valor para liderar noutras corridas onde não esteja Evenepoel, ou se está simplesmente dispostoa abdicar do jovem português? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao País Basco - Ciclismo para esta semana Com a chegada da primavera, o calendário de ciclismo ganha força e em abril o Eurosport emite uma série de competições de grande qualidade que prometem muitas horas de ação aos fãs da modalidade. Começa já hoje segunda-feira, 5 de abril, a 61.ª edição da Volta ao País Basco ou Euskal Herriko Itzulia, uma competição por etapas de importância igual à Volta a Catalunha e só superada pela Vuelta a España. Estrelas presentes Criada em 1924, é famosa pelo traçado montanhoso, ideal para os trepadores. Apesar de não ter portugueses, a corrida conta com nomes de peso como Primoz Roglic, Tadej Pogacar, Richard Carapaz, Adam Yates, Alejandro Valverde ou Tao Geoghegan Hart. Onde ver Para acompanhar toda a ação diariamente, em direto no Eurosport 1, por volta das 14:30h. até ao próximo sábado, dia 10 de abril. Mais uma clássica esta semana A semana de ciclismo do Eurosport conta ainda com a emissão do Scheldeprijs ou Grand Prix de l’Escaut, uma emocionante prova inserida no calendário das ‘Clássicas da Flandres’. Criada em 1907 é uma das competições mais antigas de sempre na região, sendo conhecida no passado por Scheldeprijs Schoten e Scheldeprjis Vlaanderen. A 109.ª edição conta com 194.2 quilómetros entre Terneuzen e Schoten e um perfil essencialmente plano, muito ao gosto dos sprinters. Pelo caminho, o pelotão enfrenta vários setores de empedrado que variam entre os 1300 e os 3000 metros.  Alguns portugueses inscritos Na lista de pré-inscritos há quatro ciclistas portugueses: André Carvalho (Cofidis, Solutions Crédits), Ivo Oliveira (UAE Team Emirates), Rui Oliveira (UAE Team Emirates) e José Gonçalves (DELKO). Onde ver O Scheldeprijs pode ser visto esta quarta-feira 7 de abril, em direto no Eurosport 2, a partir das 14:00h. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de Flandres sem vitória dos super favoritos O Tour de Flandres foi o segundo monumento da temporada, e assim como no primeiro (Milan - San remo onde venceu), nem Mathieu Van der Poel (Alpecin-Fenix), nem Julian Alaphilippe (Deceuninck - Quick Step), nem Wout Van Aert (Jumbo-Visma) venceram. Hoje o mais forte foi Kasper Asgreen (Deceuninck - Quick Step), que contra todas as previsões venceu Mathieu Van der Poel ao sprint, nos últimos 300 metros de corrida. Kasper Asgreen - Fotografia: Organização (Photonews) Depois da fuga inicial ser absorvida e acontecerem alguns ataques por parte de favoritos como Alaphilippe e Pidcock, a faltarrem 27 km, Asgreen "sacudiu novamente a árvore", como já havia acontecido antes, Van der Poel seguiu o dinamarquês, Van Aert também conseguiu, mas Alaphilippe e restantes ficaram. Este trio ficou na frente da corrida, mas campeão holandês atacou no Oude Kwaremont e Van Aert foi descartado. Asgreen conseguiu ir com Van der Poel para a subida final. No Paterberg, Asgreen e Van der Poel seguiram juntos, roda a roda até ao final em Oudenaarde. Assim como em 2020, houve sprint após 254 km de corrida. Van der Poel era teoricamente o favorito entre os dois, assumiu a corrida na frente novamente, mas viu Asgreen ultrapassá-lo com a linha de meta à vista. Na perseguição, Van Aert acabou por ser alcançado e foi Greg Van Avermaet quem bateu Stuyven na luta pelo 3º lugar. Fotografia: página da organização. Asgreen confirma a grande forma que atravessa, depois de vencer e a E3 saxo bank classic este ano, consegue a vitória mais importante da sua carreira nesta que foi a 105ª edição do Tour de Flandres. TOP 10 final Pos.Nome (País) Equipa1Kasper Asgreen (Den) Deceuninck-QuickStep2Mathieu van der Poel (Ned) Alpecin-Fenix3Greg Van Avermaet (Bel) AG2R Citroën Team4Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo5Sep Vanmarcke (Bel) Israel Start-up Nation6Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma7Gianni Vermeersch (Bel) Alpecin-Fenix8Anthony Turgis (Fra) Total Direct Energie9Florian Senechal (Fra) Deceuninck-QuickStep10Dylan van Baarle (Ned) Ineos Grenadiers Resumo vídeo da prova https://www.youtube.com/watch?v=YahyOJC2WVM Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sejam bem vindos ao TopCycling.pt Olá a todos, foi com esta imagem que iniciámos o marretaman.pt, e esperamos que nos dê a mesma sorte. O site marretaman.pt tal como o conhecem mudou, mas o  mais importante é que vai continuar a ser feito pelas mesmas pessoas, com a mesma paixão, a mesma visão e entusiasmo com que começámos em 2017. Quando começámos queríamos trazer uma abordagem divertida, “tosca” e descontraída, tentando ser profissionais em tudo o que fazíamos e isso fez com que o Marretaman crescesse mais do que esperávamos. Por sua vez, este crescimento levou-nos a estar contacto com instituições, empresas, marcas, eventos, etc. e percebemos que “Marretaman” não é um nome fácil para este tipo de assuntos. Assim, decidimos mudar o nome e a imagem, aproveitando também para modernizar o nosso site, tornando-o mais navegável e entretido para o utilizador (vocês), é um passo que damos com alguma nostalgia (pelo carinho que temos pelo nome Marretaman), com algum receio confesso, mas com a convicção de que podemos continuar a contar com vocês aí desse lado, porque o que fazemos é para vocês. O Marretaman passará a ser o TopCycling (visitem www.topcycling.pt já temos "a porta aberta"), continuamos a aprender e a trabalhar para ser um site onde quem gosta de ciclismo e bicicletas, possa passar uns minutos entretido com estas duas temáticas. Todo o conteúdo que foi feito no marretaman.p está carregado no TopCycling, pelo poderão encontrar os mais variados artigos sobre as várias vertentes do ciclismo e bicicletas através da pesquisa ou do menu superior. Para as centenas de assinantes da nossa newsletter semanal, que envia o resumo dos artigos da semana por email gratuitamente, continuarão a recebe-la no mesmo formato, a partir da próxima semana. Construímos algo mais que uma simples página de rede social, é toda uma estrutura e conteúdo que dá muito trabalho fazer, pelo que apelamos que sempre que possível nos deem o vosso feedback, com um "gosto", um comentário, uma partilha, isso é importante para que consigamos ter mais qualidade no conteúdo que fazemos. Obrigado a todos os que nos acompanham nesta pedalada aí desse lado. Luís Beltrão, Editor TopCycling.pt Agradecimentos especiais: Jorge Branco - Fotógrafo Bruno Conceição - Web designer Guru Ninja - Newsletter José Carmo - Mecânico Mário Silva - Fotógrafo Paulo Martins - Padrinho do projeto Obrigado por fazerem parte disto: https://youtu.be/wfXhizotOkE ### Teste - Specialized Tarmac SL7 S-Works Não sei bem como começar a escrever o artigo sobre a Specialized Tarmac SL7 S-Works, experimentar durante mais de 500km's uma bicicleta de €12.799,00, de uma marca de referência como a Specialized, equipada com tudo o que há de melhor é bom, muito bom, descrever isso às pessoas que dedicam alguns minutos do seu tempo a ler o artigo é que não é tão fácil assim. O teste em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=eqzRdrmJCUo&t= Não vou referir os números sobre a aerodinâmica e quão mais rápida é esta bicicleta que a anterior, porque além de não ter um túnel de vento em casa, esses já foram divulgados no artigo de lançamento da SL7, valem o que valem, para umas pessoas valem muito, para outras nem por isso, vou tentar singir-me àquilo que senti com esta bicicleta. É uma Venge magra Com o lançamento da Tarmac SL7 a Specialized deixou de produzir a Venge (modelo Aero da marca, do qual passa a ser vendido só o quadro), e fez este novo quadro com a filosofia de ter uma bicicleta que faz bem o que as Aero fazem (rápidas a rolar e no sprint), mas sendo também ligeira e reactiva (que é o que as escaladoras fazem). O conceito não é novidade, na verdade várias marcas estão a enveredar pelas "all around", que é este tipo de bicicleta com o formato das Aero mas com tubos mais aligeirados de carbono. Conseguem assim ter uma bicicleta visualmente apelativa como as Aero mas sem o seu grande defeito, que era o peso. A Specialized pegou na Venge e tornou-a mais leve, as bicicletas são muito parecidas visualmente mas notam-se vários tubos mais aligeirados ou seja, emagreceram a Venge. Isto descrito assim parece fácil, mas é um desafio para os engenheiros manter a rigidez e o desempenho da bicicleta. Conseguiram, mesmo com um quadro a pesar 800 gr's! Nunca tive oportunidade de testar uma Venge de ultima geração ou uma SL6, por isso não posso comparar esta bicicleta com as "irmãs", mas que esta é uma bicicleta com a qual se faz tudo bem, é. O que mais me impressionou foi a ligeireza da bicicleta, quando vemos em alguns artigos que esta bicicleta é mais rápida "X km/h" que a anterior soa a marketing, mas quando estamos a pedalar nela, fazemos força nos cranks e ela reage, ganha velocidade tão facilmente que ficamos espantados. A bicicleta é reactiva a subir, dá prazer fazê-la "gingar" subida a cima, é tão leve que faz confusão, depois a geometria deixa-nos encaixados de tal forma na bicicleta que rolar em terreno plano também dá um prazer enorme, ou seja a bicicleta oferece-nos uma experiência francamente positiva quando saímos para pedalar nela. (Estou a tentar ser comedido nas palavras, apetece-me escrever uma experiência perfeita mas pareceria que estava comprado pela marca). Convém realçar que esta ligeireza também se deve ao resto do conjunto, a bicicleta vem equipada com grupo SRAM Red e-tap AXS e as rodas Roval CLX Rapide em carbono, pneus Specialized S-WORKS Turbo 26mm., guiador Specialized S-Works Aerofly II, selim S-Works Power em carbono, tudo é topo de gama, tudo é leve. A bicicleta testada, tamanho 56, com travões de disco, rodas de perfil 50 e 60, sem pedais e só cum uma grade de bidon pesou 6,990 Kg's. Transmissão SRAM RED e-tap AXS Para quem ainda não teve a oportunidade de experimentar a transmissão 12 velocidades da SRAM, há duas coisas que posso dizer: a primeira é que é é bom, a segunda é que não é essencial. É bom, permite ter opções mais alargadas de transmissão (existe mais um carreto), e permite andar no prato grande durante mais tempo, em 48-33 afrontam-se bastantes subidas sem ter que recorrer ao prato 35, e em 48-10 a bicicleta rola a velocidades iguais a um "tradicional" 52-11 (falando de grupos de 11 velocidades). Não é essencial porque na verdade o que sinto é que com um grupo de 11 velocidades só recorro ao prato pequeno mais vezes, talvez pessoas com menos preparação física beneficiem do carreto de 33 dentes desta cassete. O funcionamento electrónico por Wireless tem um toque ligeiramente mais esponjoso que o Shimano Di2 mas funciona na perfeição. De realçar ainda que este modelo vem equipado com potenciómetro SRAM Quarq AXS de série, é colocar o dispositivo de treino e sair pedalar. Esteticamente (questões estéticas não se discutem, mas é a minha opinião), os poisa mãos do SRAM RED e-tap AXS estraga a imagem geral da bicicleta, é um equipamento topo de gama e na minha opinião a SRAM devia aprimorar a estética destes poisa mãos. Integração dos componentes A tendência actual nas bicicletas é a integração cada vez maior dos componentes, integração de avanço e guiador com espirais de travão pelo interior, espigão com aperto integrado no quadro entre outros elementos. A Specialized Tarmac SL7 S-Works não tem avanço e guiador totalmente integrados, mas sim separados, o que pode facilitar a operação de troca de avanço (maior ou com diferente inclinação), ou mesmo tarefas de manutenção ou reparação. No entanto, e como se pode ver pelas fotografias, a bicicleta tem um aspecto integrado, tanto o avanço como o guiador apesar de serem separados oferecem um aspecto limpo e desempenho aerodinâmico. A tampa frontal de aperto do avanço contempla a integração do suporte de GPS, visto as espirais passarem pela parte inferior do mesmo. As rodas As rodas Roval Rapide CLX estão à altura do conjunto, têm de uma rigidez e suavidade fantásticas, e apesar de se notar uma ligeira instabilidade em dias de muito vento (menor do que com outras rodas que já experimentei), a verdade é que são bastante estáveis, tendo em conta que são uns aros com um perfil de 51mm (frente) e 60mm (atrás). Ainda assim, é necessário experiência, audácia e "kit de unhas" para descer rápido com estas rodas. A rolar e em terrenos sinuosos é quando os 21mm. de largura interna do aro e 51mm. de perfil na frente, e os 21mm. de largura internado aro e 60mm. fazem a diferença, estas rodas rolam como poucas, são simplesmente fantásticas. Claro que em terreno plano a bicicleta embala e mantém a velocidade de mais facilmente do que com umas rodas de perfil mais baixo. Quem adquirir a bicicleta terá que pensar quais o tipo de terreno pelo que anda e quais os objetivos que tem. Os Pneus Não percebo bem o porquê dos pneus 26 (nestas alturas penso sempre que os engenheiros da marca percebem mais disto do que eu, e deveria estar calado), porque numa bicicleta que suporta 32mm., seria bem mais aceitável uns 28mm. Na minha opinião hoje em dia, os 25mm. (ou 26) são os antigos 23, e os 28mm. são os antigos 25mm., não sei se concordam. No entanto, os pneus 26mm. tiveram um comportamento irrepreensível, mas confesso que não abusei muito em curva pois sofrer uma queda com uma bicicleta destas, além de não ser bom para a saúde após uma queda recente, também não é bom ter que dizer à marca que lixei novamente uma bicicleta deles (caí feio no teste da Specialized Diverge, que podes encontrar no nosso site). O Preço São várias as visões que se podem ter sobre o factor preço das bicicletas (não só da Specialized, mas de todas as marcas), até que ponto a Specialized Tarmac SL7 S-Works justifica o preço? A minha opinião é que estamos perante uma bicicleta que está equipada com tudo o que há de melhor no mercado, ao nível das bicicletas utilizadas pelos profissionais no Tour de França, digamos que é uma "Moto GP" ou um "Fórmula 1" fazendo a comparação com o mundo das motos ou dos automóveis, pelo que não se deve comparar com o preço de um automóvel ou moto de série. A diferença é que um apaixonado por motos, ou por automóveis, mesmo que tenha dinheiro não pode comprar um F1 ou uma Moto GP e desfrutar deles nas estradas normais, mas um apaixonado pelas bicicletas com dinheiro pode. Justifica para quem possa e queira dar esse dinheiro, no que respeita a sensações transmitidas, por menos dinheiro na própria Specialized existem bicicletas que oferecem uma experiência e performance muito boas. QUADROS-Works Tarmac SL7 FACT 12r Carbon FORQUETAS-Works FACT Carbon, 12x100mm thru-axle, flat-mount disc GUIADORS-Works Aerofly IIAVANÇOTarmac integrated stem, 6-degreeFITASupacaz Super Sticky KushSELIMBody Geometry S-Works PowerESPIGÃO2021 S-Works Tarmac Carbon seat post, FACT Carbon, Di2 Compatible, 20mm offset TRAVÕESSRAM RED eTap AXS, hydraulic disc DESVIADOR DIANTEIROSRAM RED eTap AXS, braze-onDESVIADOR TRASEIROSRAM RED eTap AXS, 12-VEL.CASSETESRAM RED XG-1290, 12-V, 10-33dPEDALEIROSRAM RED AXS Power MeterPRATOS48/35DEIXO PEDALEIROSRAM DUB BSA 68CORRENTESRAM CN Red 12-V RODA DIANTEIRARoval Rapide CLX, 21mm internal aro em carbono, 51mm perfil, cubo Roval AFD, raios DT Swiss AeroliteRODA TRASEIRARoval Rapide CLX, 21mm internal aro em carbono, 60mm perfil, cubo Roval AFD, raios DT Swiss AerolitePNEUSTurbo Cotton, 320 TPI, 700x26mmCÂMARAS DE ARTurbo Ultralight, 60mm Presta valve Podes ver mais informações e pormenores sobre a Specialized S-Works Tarmac SL7, aqui. Por: Luís Beltrão Fotografia: Mário Silva Edição fotografia: Jorge Branco Vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão ### Rúben Guerreiro termina segundo na a etapa 5 da Volta à Catalunha Rúben Guerreiro esteve na fuga certa da quinta etapa da Volta à Catalunha, num grupo de 4 1 ciclistas, onde acabou por cortar a meta na segunda posição, a 39 segundos do vencedor. O alemão Lennard Kämna foi o primeiro a arriscar sair do grupo e acabou por vencer mesmo a etapa, um ciclista que já havia estado em fuga noutras etapas e hoje acabou por conseguir o seu objectivo. João Almeida continua no topo da classificação da juventude e no sétimo lugar da geral individual, comandada por Adam Yates. TOP 10 da etapa 5 Pos.Nome (País) EquipaTempo1Lennard Kämna (Ger) Bora-Hansgrohe4:29:132Ruben Guerreiro (Por) EF Education-Nippo0:00:393Mikel Bizkarra Etxegibel (Spa) Euskaltel-Euskadi0:00:424Dion Smith (NZl) Team BikeExchange0:00:445Daniel Martin (Irl) Israel Start-up Nation6Matej Mohoric (Slo) Bahrain Victorious7James Knox (GBr) Deceuninck-QuickStep8Attila Valter (Hun) Groupama-FDJ9Rigoberto Uran (Col) EF Education-Nippo10Steven Kruijswijk (Ned) Jumbo-Visma TOP 10 da classificação Geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers18:45:272Richie Porte (Aus) Ineos Grenadiers0:00:453Geraint Thomas (GBr) Ineos Grenadiers0:00:494Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:01:035Wilco Kelderman (Ned) Bora-Hansgrohe6Esteban Chaves Rubio (Col) Team BikeExchange0:01:047João Almeida (Por) Deceuninck-QuickStep0:01:078Hugh Carthy (GBr) EF Education-Nippo0:01:209Sepp Kuss (USA) Jumbo-Visma0:01:2910Simon Yates (GBr) Team BikeExchange0:01:32 Vídeo resumo da etapa 5 https://youtu.be/pzQ5ICsE0sE Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida é o novo líder da Volta à Catalunha João Almeida (Deceuninck-QuickStep) é o novo líder da Volta à Catalunha, ao terminar a segunda etapa - um contrarrelógio individual de 18,5 quilómetros  - em terceiro lugar, a 28 segundos do vencedor, Roan Dennis (Ineos-Grenadiers). Dennis venceu o ‘crono’ com um tempo de 22.27 minutos, à frente de dois homens da Deceuninck-QuickStep, o francês Rémi Cavagna, que ficou segundo, e João Almeida. Com este resultado o ciclista português de 22 anos sobe à liderança da prova, praticamente com o mesmo tempo do segundo classificado, o norte-americano Brandon McNulty (UAE- Team Emirates), quarto do contrarrelógio. Na classificação geral da Volta à Catalunha, que arrancou segunda-feira e termina domingo dia 28, em Barcelona, João Almeida é primeiro, com menos de um segundo de vantagem para o norte-americano Brandon McNulty (UAE Emirates), segundo, e três segundos para o espanhol Luis León Sánchez (Astana), terceiro colocado. TOP 10 da class. geral da Volta à Catalunha Pos.NomeEquipaTempo1ALMEIDA JoãoDeceuninck - Quick Step4:43:262MCNULTY BrandonUAE-Team Emirates0:013SÁNCHEZ Luis LeónAstana - Premier Tech0:034KRUIJSWIJK StevenTeam Jumbo-Visma0:055YATES AdamINEOS Grenadiers0:076PORTE RichieINEOS Grenadiers0:077DE BOD StefanAstana - Premier Tech0:118THOMAS GeraintINEOS Grenadiers0:199MASNADA FaustoDeceuninck - Quick Step0:2110KÄMNA LennardBORA - hansgrohe0:22 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Estivemos na apresentação da nova Specialized Turbo LEVO Desloquei-me a Madrid no passado dia 12 de Março para o evento de primavera da Specialized, no qual foram apresentadas várias novidades da marca para 2022, entre as quais a nova Specialized Turbo Levo. Vídeo da apresentação da nova Specialized Turbo Levo https://www.youtube.com/watch?v=wOVcZQbKazQ Após o lançamento da nova Stumpjumper em 2020, era esperado que a marca fizesse sair uma nova geração da Turbo Levo, que normalmente assenta na plataforma da Stumpjumper, e esta terceira geração não é excepção. Além das novidades que herdou da Stumpjumper, como a geometria variável e a nova filosofia de tamanhos "S-Size", a nova Specialized turbo levo vem recheada de novidades tecnológicas. Turbo Control Unit (TCU) A MasterMind Turbo Control Unit (TCU) é essencialmente o cérebro da bicicleta, que agora tem visualização e acesso mais fáceis. É o hardware e software que controla como o motor, bateria, bicicleta e tu interagem. Permite afinação de suporte em tempo real enquanto pedalas, e exibe todas as informações relevantes sobre a tua volta e a bicicleta. Entre outras informações dá a duração da volta, quilómetros, altimetria, enfim, é quase um dispositivo de treino, podes deixar o "Garmin" em casa. A MasterMind TCU também permite atualizações "over-the-air" para que a Levo fique melhor com o tempo e integra-se perfeitamente com a aplicação Mission Control, para um ajuste avançado e diagnósticos no trilho. Geometria variável de acordo com o que pretendemos A nova Levo tem seis configurações de geometria, permitindo o fácil ajuste para se equiparar ao teu estilo e afinar a performance em qualquer terreno, das suaves estradas de terra aos single-track mais técnicos. Podemos escolher entre três ângulos de tubo de direção, de 63 a 65,5 graus. A altura do eixo pedaleiro pode ser afinada para cima ou para baixo em 7mm, graças ao flip-chip localizado no pivot Horst. A Levo surge com 150mm de curso da suspensão traseira e 160mm de curso na da frente (150mm à frente no tamanho mais pequeno, S1); a medida certa para uma ampla variedade de condições off-road. O motor da nova Specialized Turbo Levo O motor Turbo Full Power System apresenta uma correia mais robusta para uma entrega de potência mais fiável a longo prazo, e um novo firmware que otimiza a eficiência e débito de potência ao longo da volta, providenciando um comportamento mais suave e natural, de acordo com a marca. Este motor será usado em todas as novas Levo. Autonomia de 5 horas, ela gere a bateria por nós A Levo tensiona quebrar as limitações quando se trata de alcance, segundo informação da marca ela amplifica o teu esforço em até cinco horas de tempo no trilho. O Smart Control permite que insiras a duração ou distância da tua volta e, em seguida, gere o nível de suporte para completá-la com a carga da bateria disponível. Podes encontrar mais informações em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Shimano completa 100 anos - A história que marcou e marca o ciclismo Independentemente de sermos fãs da marca ou não, a história deste fabricante quase se confunde com a própria história do ciclismo, e como tal é sempre interessante e de certa forma até nostálgico, sabermos a história e vermos algumas imagens do passado. De 1921 a 2021, a Shimano alcança o marco do centenário. A marca lançou um álbum fotográfico comemorativo para os amantes do ciclismo e o lançamento um website para o seu aniversário. Como tudo começou Japão, cidade de Sakai, 1921, Shozaburo Shimano fundou a empresa que levou o seu nome. Shozaburo Shimano Cem anos decorridos, a Shimano emprega actualmente 11 mil pessoas em 50 consolidados locais de produção, pesquisa, vendas e empresas de marketing em todo o mundo. Enquanto continua a ser predominantemente uma empresa familiar, sobre o actual comando do presidente Yozo Shimano. Nos anos intervenientes entre 1921 a 2021 a Shimano criou um vasto numero de produtos que deixam um legado permanente na industria do ciclismo. Iniciando com o carreto 3.3.3. e movendo-se para inovações tais como os cubos de 3V internas, sistemas de comutação indexados, Manetes Dual-Controlo, cassetes Hyperglide, Comutação DI2, pedais SPD, estas tecnologias tornar-se omnipresentes na industria do ciclismo, como também se tornaram sinónimos dos melhores componentes dentro da sua classe. Neste aniversário, e apesar disso, a Shimano afirma que não vai ser uma anfitriã de festas ou exuberantes comemorações. A empresa diz que vai continuar focada naquilo pela qual é reconhecida, trabalhar no desenvolvimento de notáveis tecnologias e deixar que os seus produtos falem por si. Contudo, a Shimano diz estar incrivelmente orgulhosa e apaixonada pelos produtos que criou - para não mencionar o quanto honrada se sente pela paixão que os seus clientes demostram pelas suas tecnologias. Desta forma para comemorar estas conquistas, a Shimano vai relembrar alguns dos seus destaques durante estes 100 anos através de um website especifico e de um álbum de fotos de edição limitada (algumas das quais colocadas neste artigo), SHIMANO 100 WORKS, lançado pela Shimano para comemorar o seu centésimo aniversário. Apenas serão disponibilizados 2000 unidades do álbum comemorativo que ficará disponível através de um pré-registo e uma seleção por sorteio. O conteúdo deste álbum fotográfico oferece um histórico dos produtos Shimano mais relevantes e surpreendentes. O álbum comemorativo, SHIMANO 100 WORKS, é composto por 264 páginas(333mm × 265mm × 30mm) disponível apenas por sorteio e seleção. O registo para este sorteio deve ser efetuado através do pré-registo no site: www.shimano.com/en/100th/ Além disso, os fãs da Shimano vão ter a oportunidade de aprofundar mais em detalhe as tecnologias e histórias de desenvolvimento de muitos dos seus produtos favoritos em www.shimano.com/en/100th/ . Um tesouro real para todos aqueles que respiram o mundo do ciclismo. Perguntamos nós: Uma data especial merece produtos especiais, que virá aí este ano? Tentem descobrir a resposta. Não podemos também deixar de passar algumas palavras e referências históricas de Yozo Shimano, Presidente da Shimano Inc.: “ Nesta ocasião, gostaria de expressar a minha mais profunda gratidão atodos os que nos têm vindo a apoiar aos longos destes longos anos.” "A história da Shimano iniciou-se em 1921, quando o seu fundadorShozaburo Shimano abriu uma pequena metalúrgica em Sakai, Osaka. Ele construiu a base de desenvolvimento do nosso negócio de componentes para ciclismo ao assumir vários desafios, incluindo o seu desafio inicial a produção de carretos de roda livre, os quais nessa altura eram basicamente importados para o Japão." "Ao longo do último século, a Shimano sofreu algumas transformaçõesmuitas delas radicais no que toca aos seus negócios e ao seu envolvimento social. Apesar destas mudanças temos vindo constantemente acompanhando a inovação tecnológica para produzir produtos com alta qualidade e de confiança para os nossos clientes tendo sempre em consideração a nossa missão: para promover o bem estar e a felicidade através do contacto com a natureza e do mundo que nos rodeia." “Actualmente, vemos um aumento no numero das pessoas que se estão atornar mais preocupadas pelo meio ambiente e a saúde. Além disso, porcausa da sensação generalizada de estagnação, muitas pessoas começaram a prestar mais atenção ao ciclismo e à pesca, vendo estas actividades como um meio para se libertarem do stress diário e energizar o seu corpo e alma.” "Nesta atmosfera, a Shimano tem plena consciência da importância do seu papel vital na promoção do bem estar e enriquecimento dos estilos de vida ao disponibilizar os seus produtos a ajudar a criar uma sociedade mais sustentável.” “ Neste centenário, o qual consideramos como o ponto de partida para o próximo século, a Shimano adoptou um novo logo cooperativo, apresenta-se com linha tricolor de verde, azul e um azul mais escuro, que respectivamente simbolizam a terra, o céu e o mar. Essas cores também representam a visão de mundo pela Shimano na busca que pretende realizar.” “ Finalmente, estamos determinados a transmitir às gerações vindouras oespirito da fabricação e da tecnologia que herdámos do nosso fundador elevar a Shimano a evoluir cada vez, direcionando a empresa para umdesenvolvimento e produção digital, dedicada à criação de valor,particularmente ao desenvolvimento de novas e enriquecidas gerações no ciclismo e pesca. É neste esforço que eu agradeceria o seu apoio continuo.” “Dada a importância deste aniversário a Shimano tem intenção de presentear com mais alguns excitantes momentos ainda no decorrer deste ano. A Shimano anseia por num futuro próximo estar presente em feiras e eventos junto dos seus clientes para celebrar o positivismo do ciclismo.” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa atropelado por uma moto da corrida Não correu bem a primeira etapa da Volta à Catalunha ao ex-campeão do mundo português Rui Costa, que foi atropelado por uma moto da corrida. Rui Costa viu-se forçado a abandonar, estas são as palavras do próprio nas redes. Fotografia: Bettini - UAE team Emirates "Eu e um colega da QuickStep @peter_serry fomos atropelados pela moto de corrida Ainda tentei seguir mas as dores na perna esquerda eram fortes Fui forçado a abandonar.Felizmente nada de grave comigoAgora pensar em recuperar. Obrigada pelo vosso apoio e preocupação.Desejo rápidas melhoras ao Peter.Abraço!"escreveu Rui Costa Apesar da UCI proibir a partir do dia 1 de Abril as posições "perigosas" dos ciclistas profissionais em cima das bicicletas, continuam a haver outros perigos nas corridas de ciclismo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Catalunha com 3 portugueses em prova A Volta à Catalunha vai para a estrada partir de hoje e até dia 28 de março, com 3 portugueses em prova, e vamos poder acompanhá-los em direto no Eurosport.  Um pouco de história Criada em 1911, a Volta à Catalunha é uma das competições por etapas mais antigas da história, depois das Voltas a França, Bélgica e Itália. Inserida no calendário do World Tour desde 2005, esta Volta regional está entre as 25 mais importantes do mundo. Como tal, algumas das melhores equipas do circuito marcam presença nesta corrida de sete etapas. As principais estrelas do pelotão É a 100.ª edição da prova, um marco assinalável, e são muitas as estrelas da modalidade com presença assegurada no pelotão, como Chris Froome (Isreal Start-Up Nation), Peter Sagan (Bora-Hansgrohe), Richard Carapaz (Ineos Granadiers), Nairo Quintana (Arkéa-Samsic) ou Alejandro Valverde (Movistar). Chris Froome O grande ausente será o campeão da última edição da Volta à Catalunha, em 2019, o colombiano Miguel Angel López (Astana), que no início do ano acusou positivo à Covid-19 e está ainda recuperar a melhor forma física. Os portugueses A representação portuguesa fica a cargo do trio João Almeida (Deceuninck-QuickStep), Rui Costa (UAE Team Emirates) e Rúben Guerreiro (EF Education - Nippo).  Rui Costa Percurso O percurso da Volta à Catalunha tem partida marcada para Calella, garante passagem por locais icónicos da região e termina a 28 de março em Barcelona. Inicio hoje em Calella Perfil da etapa de hoje Outras provas esta semana Esta semana haverá também transmissão de mais 3 clássicas, fica atento. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Milano-Sanremo: Jasper Stuyven, o outsider Jasper Stuyven (Trek-Segafredo) venceu a Milano-Sanremo contra todas as probabilidades, não pela falta de qualidade do ciclista belga, mas porque não estava incluído entre os favoritos de "meio mundo". O belga arriscou no o ataque na parte final da decida do Poggio e surpreendeu os favoritos, conseguindo um espaço que estes já não conseguiram fechar. Afinal há mais Watts além dos de Wout Van Aert e M.Van der Poel. O ciclista de 28 anos acabou por cortar a linha de meta apenas alguns metros à frente de Caleb Ewan (Lotto-Soudal) e Wout van Aert (Jumbo-Visma), que conquistaram o segundo e terceiro lugares do pódio. Destaque ainda para Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) que ficou em quarto lugar, e Mathieu van der Poel (um dos favoritos) em quinto. “É a maior vitória da minha carreira, os rapazes colocaram-me na posição perfeita, as pernas ficaram vazias no final mas para ganhar um centímetro é o suficiente."disse Stuyven. TOP 10 final da Milano-Sanremo Pos.NomeEquipaTempo1STUYVEN JasperTrek - Segafredo6:38:062EWAN CalebLotto Soudal0:003VAN AERT WoutTeam Jumbo-Visma0:004SAGAN PeterBORA - hansgrohe0:005VAN DER POEL MathieuAlpecin-Fenix0:006MATTHEWS MichaelTeam BikeExchange0:007ARANBURU AlexAstana - Premier Tech0:008COLBRELLI SonnyBahrain - Victorious0:009KRAGH ANDERSEN SørenTeam DSM0:0010TURGIS AnthonyTeam Total Direct Energie0:00 Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=_EJ4BiKEtBM Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Specialized Tarmac de Joan Mir - Campeão do Mundo de Moto GP Faz precisamente hoje uma semana, que estivemos em Madrid na apresentação da Specialized, na qual entre outras coisas vimos as fotografias e vídeo desta bicicleta, mas que o acordo de confidencialidade só nos permitiu mostrar a partir de hoje. Esta é a Specialized Tarmac de Joan Mir, o Campeão do Mundo de Moto GP. Quem acompanha o Moto GP sabe que os pilotos dão importância e têm a cultura da personalização das suas motos, capacetes, fatos, etc., e sendo o Campeão do Mundo de Moto GP, Joan Mir, é um dos novos embaixadores da Specialized, a marca decidiu construir um quadro com uma pintura totalmente personalizada para Mir. Não serve só para a fotografia Sabe-se quão duro os pilotos de Moto GP têm que treinar e também se sabe que muitos deles têm no ciclismo uma parte fundamental do seu treino, de maneira que a Specialized criou esta S-Works Tarmac SL7 para dar a Joan Mir, uma bicicleta com que possa treinar tanto nas montanhas de Andorra, como na sua terra natal de Maiorca. Os detalhes Assim, a Specialized fez chegar o quadro até ao designer Tom Briggs, que se encarregou de dar cor e desenhar este quadro exclusivo, que pretende fundir as cores do mar Mediterrânico e das montanhas de Andorra, com as cores corporativas da Suzuki, a marca com que Mir se sagrou Campeão do Mundo de MotoGP na temporada passada. Cada detalhe conta e para um piloto de MotoGP ainda mais, por isso a Specialized quis montar este quadro exclusivo, com componentes da mais alta qualidade e rendimento. A S-Works Tarmac SL7 de Mir vem montada com SRAM Red eTap AXS e rodas Roval Rapide CLX, as mais aerodinâmicas da gama. Foi inclusive necessária a ligação com a Suzuki para chegar ao azul da marca, e o quadro foi pintado em Itália. Os responsáveis da Specialized foram especialmente a Andorra entregar a bicicleta, e gravaram a reação do piloto quando a recebeu, entre o espanto e a felicidade quando olhava os pormenores do quadro, destacamos dois comentários. "Isto custou uma barbaridade para pintar, espero que não se tenham enganado no tamanho do quadro!"Joan Mir Vídeo desta montagem de sonho https://www.youtube.com/watch?v=9VrLuK8v5uI Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Milão - Sanremo: O primeiro monumento da temporada É já este sábado, 20 de março, que se realiza a icónica corrida Milão – Sanremo, o 1.º ‘Monumento’ de ciclismo da temporada, e vamos poder acompanhar toda a ação em direto no Eurosport ao longo de 4:30h. Conhecida como a ‘Clássica da Primavera’, a Milão – Sanremo é uma prova de apenas um dia ligando as duas cidades italianas ao longo de quilómetros e uma das mais importantes clássicas do calendário. Fotografia: Justin Setterfield/Getty Images Os ciclistas deixam o frio do Norte, em Milão, rumo a Sul, para a famosa cidade situada na costa da Ligúria, que acolhe o festival da canção italiana. Pelo caminho, o pelotão encontra zonas de ascensão decisivas como Cipressa ou o Poggio di Sanremo. Nesta edição 112, a Milão – Sanremo volta ao seu percurso tradicional depois de no ano passado ter sido alterado devido às restrições impostas por algumas das autoridades locais das cidades costeiras por onde o pelotão tinha previsto passar.  Percurso A partida ocorre em Milão rumo a Sanremo, onde está situada a meta, depois de 299 quilómetros. A única exceção no percurso é a não passagem pelo Passo del Turchino, que estava contemplado no trajeto inicial, após um deslizamento de terra de última hora ter impedido as autoridades de completarem os trabalhos de reparação a tempo. Assim, os ciclistas terão de atravessar o Colle di Giovo situado sensivelmente a 170 quilómetros da linha de chegada. Depois, o pelotão desce desde a Via Aurelia até Albisola para completar os remanescentes 112 quilómetros, desta vez sim, pelo habitual e clássico percurso da prova em direção a Cipressa (5,6 quilómetros de distância e uma inclinação média de 4,1%) e a Poggio di Sanremo (3,7 quilómetros e uma inclinação média de 4% e nalguns setores de 8%).  Ambas subidas marcarão a estratégia de ciclistas e equipas para o que se supõe ser um final decidido ao ‘sprint’. A última, Poggio di Sanremo, fica a apenas 9 quilómetros da meta e pode ser decisiva nas contas do pódio final. Últimos vencedores Nos últimos anos registaram-se triunfos de Wout van Aert (2020), Julian Alaphilippe (2019), Vicenzo Nibali (2018) ou Michal Kwiatkowski (2017). Equipas O 1.º ‘Monumento’ da época conta, como não podia deixar de ser, com a presença das principais figuras do pelotão internacional. Há 19 equipas do UCI WorldTeams e outras 6 do UCI ProTeams, entre elas as italianas Androni e Bardiani. Favoritos Wout van Aert (Jumbo Visma), vencedor da Milão - Sanremo 2020, parte como um dos grandes favoritos para tornar a cortar a meta em primeiro lugar.  Wout Van Aert foi o vencedor da ultima edição da prova. Mathieu van der Poel, uma das grandes estrelas em ascensão e que de uma vitória "estrondosa", é também tido como um dos favoritos ao triunfo final. Mathieu Van der Poel é um dos grandes favoritos após a vitória na Strade Bianche Julian Alaphilippe (Quick – Step) vencedor da corrida italiana em 2019 e 2.º classificado em 2020, marca presença de novo nesta clássica com a ambição de triunfar. Julian Alaphilippe Outras estrelas presentes Peter Sagan, Greg van Avermaet, Vicenzo Nibali, Fernando Gaviria ou Andre Greipel são outras das grandes estrelas do ciclismo mundial que participam na 112.ª edição da Milão – Sanremo.  Vicenzo Nibali venceu em 2018 Portugueses Nélson Oliviera, (Team Movistar) é o único ciclista português na lista pré-inscritos da competição. Nelson Oliveira A 112ª edição da corrida italiana vai para o ar no Eurosport 1, este sábado, a partir das 11:30h, numa emissão com a duração de 4:30h. Os comentários à prova ficam a cargo de Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo. ### FINALMENTE - Novas barreiras de segurança para ciclismo Desde a terrível queda que envolveu Fabio Jakobsen e Dylan Groenewegen na Volta à Polónia em Agosto de 2020, intensificou-se o tema da segurança no ciclismo, nomeadamente a questão das barreiras de segurança para ciclismo. Em vários dos artigos que escrevi sobre o tema, uma das questões que sempre fiz foi: com tanta tecnologia hoje em dia no ciclismo, capaz de fazer tudo mais leve e mais rápido, como é possível não haver barreiras de material diferente do metal? Dou sempre o exemplo dos desportos motorizados, onde ano após ano a segurança vem sendo melhorada no sentido de proteger os pilotos (F1, Moto GP por exemplo), no ciclismo "a F1 é o World Tour" e os pilotos são os ciclistas, a diferença é que as barreiras são de metal há muitos anos, não escapatórias nem zonas de segurança nas retas da meta, qualquer deslize pode ser fatal. Finalmente surgem novas barreiras, a "Boplan" uma empresa belga (especializada em barreiras de proteção flexíveis para vários ramos de industria) anunciou um produto específico para o ciclismo, barreiras de proteção para as zonas de chegada. De acordo com a informação disponibilizada nas redes sociais da empresa, a "Boplan Race Barrier", são placas em polímero, com 1m.40 de altura e serão utilizadas pela primeira vez na corrida E3 Saxo Classic, que se realiza no próximo dia 26 deste mês. https://twitter.com/Boplan/status/1371477519711543296 De recordar que a UCI elaborou uma série de medidas de segurança que pretende aplicar já durante este ano (podes ver artigo aqui), entre as quais estão as polémicas medidas que pretendem limitar algumas posições dos ciclistas em cima da bicicleta, mas também estão o melhoramento das barreiras nas zonas de chegada. Resta saber se pretendem aplicar tão rapidamente a questão das barreiras, como a questão da posição do ciclista em cima da bicicleta. O tempo o dirá, por enquanto a organização da E3 Saxo Classic dá o exemplo, será assim nas grandes voltas este ano? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Novos sapatos Specialized 2FO DH Depois dos 2FO Roost, a marca americana lançou os novos Specialized 2FO DH, aumentando assim a sua gama de sapatos de Montanha DH. Novos Specialized 2FO DH De acordo com a marca, estes foram desenhados em colaboração com a equipa Specialized Gravity, mais concretamente com o 3x Campeão do Mundo de DH Loic Bruni, que forneceu informações durante o desenvolvimento, para lhes dar um estilo e desempenho sério. A Specialized usou couro PU na parte superior para maior durabilidade, e malha leve XPEL para maior respirabilidade e melhorar o tempo de secagem. A sola Estes novos sapatos têm uma sola recém desenvolvida pela marca, com borracha SlipNot ™, de terceira geração, que segundo a Specialized adere melhor aos pinos dos pedais, oferecendo uma sensação aderente e sem ressaltos ao passar por lombas e trilhos mais difíceis. Estarão disponíveis na versão Flat e de Clip Specialized 2FO DH Flat Specialized 2FO DH Clip Podes encontrar mais informações sobre preços e características em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon MTB Racing - Apresentação da equipa A Canyon MTB Racing foi formada pouco depois da chegada da estrela canadiana do cross-country Emily Batty em janeiro. A jovem promessa do XCO Laurie Arsenault também fará parte da equipa. Na temporada 2021, Emily e Laurie representarão a equipa Canyon MTB Racing, com o apoio do chefe da equipa Simon Williams e do marido e técnico de Emily, Adam Morka. O calendário da equipa inclui todos os eventos da Tata do Mundo, o Campeonato do Mundo de XO em Val di Sole e os Jogos Olímpicos de Tóquio no final de julho. "Queria ter um parceiro que estivesse alinhado com a nossa visão e as nossas iniciativas", diz Emily Batty. "O nosso calendário é a base para aumentar o meu desempenho e ir para o próximo nível na minha carreira desportiva." A sua companheira de equipa Laurie Arsenault também esta otimista ao falar sobre a sua primeira temporada na categoria Elite apos os seus bons resultados no ano passado no Sub-23: "E um sonho estar numa equipa como esta, e é uma grande oportunidade para mim, aprender o melhor dos melhores. Lembro-me de ver Emily nas Olimpíadas e também de ganhar o seu primeiro título nacional, queria ser como ela. Estou tão emocionada!" Para preparar esta primeira temporada intensa e ambiciosa, a equipa tem trabalhado muito nas ultimas semanas. Novo site, mtbracing.com e redes sociais. Uma estreita colaboração entre patrocinadores, fornecedores e a equipa de designers da Canyon para criar uma nova identidade, com bicicletas e kits personalizados. E por ultimo, mas não menos importante, a construção e o ajuste das bicicletas de Emily e Laurie. "Chegar aqui foi uma grande viagem, tivemos a ajuda de pessoas maravilhosas", entusiasma-se Lars Hartwich, Pro Sport Manager Gravity & MTB da Canyon "Conheço a Emily há muito tempo, desde a minha época na Taça do Mundo. É uma atleta única, um verdadeiro modelo e tenho certeza que será uma mentora fantástica para Laurie. Tenho orgulho de fazer parte da historia da equipa Canyon MTB Racing. " "Tanto a Emily quanto a Laurie vão competir em bicicletas Canyon de corrida XC, a suspensão total Lux e a rígida Exceed, dependendo das suas preferências e das características da pista." Esta intensa colaboração é um indicador claro do sério compromisso da Canyon com o ciclismo de montanha. Explica Lars Hartwich: “O XCO é muito importante para nós. Emily e Laurie são muito mais do que riders de alto nível escolhidos para apresentar as nossas bicicletas de montanha Lux CF SLX e Exceed CFR. Certamente haverá sucessos desportivos e um aporte para as nossas equipas de P&D e serviços técnicos". Emily Batty também esta muito animada com o início da próxima temporada: "Nunca poderei agradecer a Canyon e todos os novos parceiros pelo apoio. A equipa e a sua confiança de que poderei atingir os meus objetivos no BTT e no desporto em geral. Vamos para 2021!” A primeira corrida da equipa Canyon MTB Racing será na "Bike the Rock" no dia 24 de abril. A edição de 2021 comemora os 20 anos desta corrida clássica de XC na Alemanha. Encontra mais informações e a programação completa da corrida em mtbracin8.com. Os pormenores das bicicletas (Quadros: Canyon Lux CF SLX e Exceed CFR): Cockpit CP008 (Emily: 70/-17”, Laurie: 90/-6”)Forqueta Fox 32 Stepcast (60-70 psi)Amortecedor Fox DPS Float (110 psi)Pneus Schwalbe (Racing Ralph 2.25“ atrâs, Racing Ray 2.25" â frente / 18-23 psi depende do percurso)Rodas DT Swiss XRC 1200 (aros de 25 o 30 mm depende do percurso)Transmissâo, travoes e pedais Shimano XTR (1x12 com prato de 32 ou 36 dentes, cassete 10-Al)Componentes e acessorios: 4iiii, Wahoo, Ergon, Momum Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vídeo - Rudy Project Spinshield - Review e Unboxing Neste vídeo Luís Beltrão mostra o novo modelo de óculos Rudy Project Spinshield, fazendo o "unboxing" e depois falando das sensações após utilização na rua. https://www.youtube.com/watch?v=75ljBOVG7hQ&t= Podes encontrar mais informações sobre os modelos e preços destes óculos na página de Facebook da Rudy Project Portugal: https://www.facebook.com/rudyprojectp... ### Morgan Blue lança novos produtos Seguindo a tendência crescente na utilização de bicicletas elétricas e tendo em conta a especificidade das mesmas, a Morgan Blue lança novos produtos, através da XSports, passa a comercializar no mercado português dois produtos novos, específicos para este tipo de bicicleta. Novos produtos Morgan Blue E-Bike Oil e Belt Spray Para transmissões com corrente, a oferta passa pelo E-Bike Oil, nos formatos de 400cc e 125cc, com pvp 13,20 e 10,20 eur, respetivamente. Nos casos em que as bicicletas elétricas utilizem correia, a opção é o Belt Spray, em formato de 400cc, com pvp de 12,50 eur. Aumento da gama de lubrificantes 50cc Com o objetivo de responder ao aumento da procura dos lubrificantes Morgan Blue em tamanhos mais reduzidos, a XSports acaba de ampliar a sua oferta em embalagens de 50cc. Assim, já é possível adquirir os lubrificantes Race Oil, Rolls Pro, Syn Lube, Extra Dry Lube, Dry Wax e FM num formato mais pequeno e económico. Todos eles têm pvp de 8,30 eur, com exceção do FM que tem um pvp de 8,50 eur. Para mais mais informações sobre estes, e outros produtos Morgan Blue, consulta a página do distribuidor em Portugal www.xsports.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança novo capacete S-Works Prevail II Vent A Specialized lançou um novo capacete S-Works Prevail II Vent, em resumo a marca pegou em tudo o que o S-Works Prevail II fazia bem e fez ainda melhor, evoluíram um capacete que já era evoluído. Embora esta nova versão possa partilhar uma aparência semelhante à da geração anterior, é como se fosse um capacete totalmente novo. A maior diferença é mesmo a que a Specialized diz trazer mais benefícios, que resultou da remoção de sete “pontes” de espuma do centro e das laterais para criar canais de ventilação mais eficazes. De acordo com a marca, há um aumento de 20% nas áreas ventiladas permite que o ar flua com maior eficiência por todo o capacete. Embora tenha semelhanças com a geração anterior, há muita tecnologia exclusiva usada na criação do novo S-Works Prevail II Vent: O esqueleto foi completamente redesenhado e permite melhor fluxo de ar. Tem canais mais profundos de fluxo de ar da frente para a parte de trás do capacete, segundo a marca aumentam a velocidade na qual o ar flui (transferência convectiva de calor) através do S-Works Prevail II Vent em 18% em relação ao Prevail anterior.Fluxo de ar mais rápido significa arrefecimento mais eficaz. Os princípios de arrefecimento mais eficazes entram em ação quanto mais rápido pode ser transferido para fora superfície da cabeça. Portanto, quanto mais rápido o calor gerado durante o exercício é dissipado por estes canais, mais fresco o ciclista se mantém.Exclusivo ao S-Works Prevail II Vent é o conjunto de almofadas MIPS redesenhadas, com tecido perfurado “ripstop”, para uma respirabilidade melhorada, criando um capacete ainda com mais conforto e performance.À semelhança da geração anterior, também o S-Works Prevail II Vent vem equipado com Sensor de queda ANGi, para te dar a ti e aos teus entes queridos paz de espírito como nunca antes. Quando combinado com a aplicação para iOS ou Android, o sensor detetará uma queda e enviará uma mensagem de texto para contactos específicos no telemóvel. (Podes ver o vídeo do nosso teste a este sistema aqui).Proteção Cinco Estrelas. Tal como o Prevail anterior, o laboratório de classificação de capacetes de renome mundial Virginia Tech, deu ao capacete cinco estrelas, a sua mais alta classificação. Já deves ter notado que as equipas da Specialized do World Tour e Taças do Mundo estão a competir com este capacete. Jordan Sarrou Chantal van den Broek-Blaak Cores disponíveis Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tirreno-Adriatico com 3 portugueses em prova É já a partir desta quarta-feira, 10 de março, que arranca mais uma edição da Tirreno-Adriatico, a famosa prova de ciclismo italiana que liga as costas dos dois mares, e os fãs vão poder acompanhar toda a ação em direto no Eurosport.  Em sintonia com a temática, o líder da Tirreno-Adriatico veste uma camisola azul e o vencedor conquista um tridente, em referência a Neptuno, Deus romano do Mar. A prova parte de Lido di Camaiore e termina em San Benedetto del Tronto, a 16 de março, com o pelotão a cumprir um total superior a 1100 quilómetros. As principais estrelas presentes O britânico Simon Yates (Team BikeExchange) está de regresso às estradas de Itália depois da vitória na edição da Tirreno-Adriatico 2020. É uma das principais estrelas do pelotão desta edição onde se destacam ainda as presenças de Tajej Pogacar (UAE Team Emirates), que recentemente conquistou a Volta aos Emirados Árabes Unidos, Fernando Gaviria (UAE Team Emirates), Peter Sagan (BORA – hangrohe), Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), Wout van Aert (Team Jumbo-Visma), Jakob Fuglsang (Astana – Premier Tech), Nairo Quintana (Team Arkéa Samsic) ou Egan Bernal (INEOS Grenadiers).  Os portugueses O contingente português na Tirreno-Adriatico será composto por três ciclistas: João Almeida (Deceuninck – Quick Step), Nélson Oliveira (Movistar), e Ivo Oliveira (UAE Team Emirates). Histórico de vitórias Os italianos somam 24 vitórias no histórico da Tirreno-Adriatico. No entanto, a última vez que tal aconteceu foi graças a Vincenzo Nibali, em 2013. Nos últimos anos, o triunfo tem sorrido a ciclistas como Alberto Contador (2014), Nairo Quintana (2015), Greg Van Avermaet (2016), Nairo Quintana (2017), Michal Kwiatkowski (2018), Primoz Roglic (2019) e Simon Yates (2020). O belga Roger De Vlaeminck é o recordista de triunfos na Tirreno-Adriatico, com um total de seis, obtidos de forma consecutiva entre 1972 e 1977. Para além desta emocionante competição, os fãs ciclismo podem continuar a acompanhar a Paris – Nice no Eurosport ao longo da semana. A corrida francesa conta com mais de 1200 quilómetros de percurso terminando, como é habitual, no Promenade des Anglais, em Nice, no dia 14 de março. Rui Costa e Rui Oliveira, ambos da UAE – Team Emirates, são os únicos portugueses em prova nesta edição de 2021. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vídeo - As diferentes bicicletas de montanha Neste vídeo Luís Beltrão explica que tipos de bicicleta de montanha existem, quais as principais diferenças entre eles, e o que podes fazer melhor com cada um desses tipos de bicicleta. Embora existam mais alguns tipos de bicicleta de montanha, muito mais específicos como o Dirt, ou o Freeride, no vídeo só são abordados os 4 principais, o Cross-Country (XC), o Trail, o Enduro e o Downhill. https://www.youtube.com/watch?v=AEodxM8Kkhw O vídeo tem como objetivo ajudar a esclarecer as pessoas que se iniciam no BTT, de forma a que cada um possa escolher a bicicleta que melhor se pode encaixar naquilo que quer fazer, e também desmistificar a beleza das produções de vídeo que gostamos de ver, mas que na realidade podem revelar-se muito diferentes. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Strade Bianche 2021 - Super Van der Poel Na Strade Bianche 2021, voltámos a assistir a uma nova e espetacular exibição de Mathieu Van der Poel, daquelas ao jeito do holandês, daquelas a fazer lembrar a Amstel 2019. Uma série de ataques poderosos, de uma força extraordinária, permitiu a Mathieu van der Poel conquistar a Strade Bianche pela primeira vez na sua carreira e somar a 29ª vitória do seu registo. Uma vitória incontestável porque o holandês se encarregou de provar que foi o ciclista mais forte, não só no final, mas durante todo o decorrer da prova de sterrato italiana, deixando "colados ao chão" na subida final nomes como o campeão do mundo Julian Alaphilippe e Egan Bernal, que também fizeram uma corrida extraordinária. Antes da fase final, Mathieu Van der Poel destruiu completamente o grupo da fuga onde seguia com uma aceleração de 500 metros, grupo no qual iam nomes como Wout Van Aert, Thomas Pidcock, Tadej Pogacar e um surpreendente Michael Gogl, que apesar de sua grande corrida tiveram que se render perante a força do ciclista da Alpecin. Relembrar Wout van Aert (vencedor da edição 2020 desta corrida) vem de um bloco intenso de treino em altitude na ilha de Tenerife, falhou as primeiras clássicas da temporada e ainda não está no seu pico de forma após a temporada de ciclocrosse, poderá "dar mais luta" em próximas clássicas, mas Mathieu Van der Poel mostrou uma explosão "estratosférica" naqueles metros finais e é sem dúvida o favorito às grandes clássicas da primavera que se aproximam. Vídeo resumo da prova https://youtu.be/rDT1hvoqYjQ TOP 10 final Pos.Nome (País) EquipaTempo1Mathieu van der Poel (Ned) Alpecin-Fenix4:40:292Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep0:00:053Egan Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:00:204Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma0:00:515Thomas Pidcock (GBr) Ineos Grenadiers0:00:546Michael Gogl (Aut) Team Qhubeka Assos7Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates8Simon Clarke (Aus) Team Qhubeka Assos0:02:259Jakob Fuglsang (Den) Astana-Premier Tech10Pello Bilbao Lopez De Armentia (Spa) Bahrain Victorious0:02:39 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon procura embaixador para e-Bikes em Portugal A Canyon acredita que desde o seu início na indústria do ciclismo que as melhores bicicletas devem estar sempre com os melhores ciclistas e riders.  Apesar de terem nas equipas alguns dos melhores atletas profissionais do mundo, a marca não constrói bicicletas só para o desporto profissional, também para todos aqueles que desfrutam da montanha nas suas rotas de fim de semana, para os que vão ao trabalho pedalando ou para os que querem escalar as montanhas mais conhecidas. Os responsáveis da marca dizem que a Canyon é para todas as pessoas que temos paixão pelas bicicletas.   As versões elétricas foram consideradas há alguns anos a via “fácil”, mas todos reconhecemos hoje as suas virtudes no mundo da bicicleta e a grande quantidade de novos caminhos que podem oferecer-nos. Muitos já desfrutam dessa potência extra enquanto pedalam pela cidade, na estrada ou nas montanhas.   Gostarias de percorrer os melhores trilhos com a Neuron:ON? Ou de fazer descidas técnicas com a Spectral:ON? Ou, talvez, preferirias saltar e tocar o céu com a Torque:ON?  Se gostas da montanha e és fã das e-bikes, podes fazer parte da família Canyon e ser embaixador da marca.   A Canyon quer saber mais sobre ti e conhecer-te!  Andas de bicicletas habitualmente? Quais são as tuas rotas favoritas? Envia para a marca o link das tuas redes sociais! Assim eles poderão ver-te com a tua máquina diretamente.  Queres inscrever-te? Preenche este formulário e a Canyon conta contigo:  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Responsáveis da Canyon reagem ao guiador partido de Mathieu Van der Poel Na terça-feira dia 2 de março, numa das corridas clássicas de abertura da época (Le Samyn), uma parte do guiador da bicicleta de Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), partiu durante a corrida. A marca reagiu quase de imediato, recebemos um comunicado de imprensa explicando que, os especialistas dos departamentos de desenvolvimento e gestão de qualidade da Canyon começaram imediatamente a analisar e testar para compreender a causa deste incidente. Os cockpits afetados (o CP0018 e CP0015) estão instalados apenas nos modelos Aeroad atuais CF SLX e CFR. O modelo Aeroad CF SL não está afetado por este problema. Canyon Aeroad CFR Canyon Aeroad CF SLX “Felizmente, o Mathieu não caiu. Queremos garantir com certeza absoluta que ninguém se magoe antes de compreendermos totalmente a causa deste incidente, "diz Roman Arnold, fundador da Canyon Bicycles A Canyon está portanto, a informar todos os clientes Aeroad afetados e pedindo-lhes que parem de usar suas bicicletas por enquanto. A Canyon Aeroad 2021 tem como novidade este novo cockpit, que se desmonta para facilitar o transporte, mas não foi aí que partiu. "Estamos a fazer todo o possível para equipar os modelos Aeroad afetados o mais rápido possível com um cockpit que satisfaça os nossos clientes com total qualidade e segurança,"enfatiza Armin Landgraf, CEO da Canyon Bicycles. Também já foi decidido que todas as equipas profissionais mudarão para bicicletas alternativas. Até novo aviso, os atletas profissionais estarão a utilizar o modelo anterior da Aeroad ou o atual versão final. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon Roadlite ON 2021 - Para deslocações e fitness Quando a Canyon apresentou a Roadlite: ON em agosto de 2019, acabou com a ideia de que andar de e-bike era incompatível com um estilo de vida saudável e dinâmico. Roadlite:ON 2019 Uma bicicleta de design elegante e com um ADN na procura do máximo desempenho que é característico das bicicletas Canyon, a Roadlite:ON 2021 chega bem a tempo para a primavera, com motor Fazua Evation compacto, leve e com novas especificações. Os modelos A gama Roadlite: ON incluirá dois modelos, a RoadIite:ON 6 (€ 2.699) e a RoadIite:ON 7 (€ 3.399), ambos com as mesmas características principais dos modelos do ano anterior. RoadIite:ON 6 (€ 2.699) RoadIite:ON 7 (€ 3.399) Para rodar com velocidade dia após dia com total fiabilidade, a Roadlite: ON é construída em alumínio leve e resistente, com apenas 16kg. Pontos em destaque A Roadlite:ON continua a oferecer uma geometria dinâmica e desportiva, com detalhes que a tornam confortável, como o cockpit de uma peça em carbono projetado pela Canyon (apenas na RoadIite:ON 7), pneus de 35 mm de largura, forqueta de carbono e punhos Ergon. Roteamento de cabos internos para destacar o seu design limpo. Ambos os modelos vêm de fábrica com travões de disco hidráulicos e grupos Shimano 1x12 . Motor Os dois novos modelos Roadlite: ON apresentam a mais recente e melhor versão 250X da bateria Fazua Evation. Este novo design permite ao utilizador ligar e desligar o motor sem removê-lo da estrutura. Este sistema de assistência inclui bateria de 250 Wh, unidade de controlo integrada no tubo inferior, três níveis de assistência (Breeze, River e Rocket), autonomia de até 120 km's. e controlo pela app Canyon Fazua. O motor pode ser desmontado, e esse orifício pode ser usado como espaço de armazenagem quando quisermos usar a bicicleta sem motor, reduzindo o peso total para aproximadamente 13 kg. A nova Canyon Roadlite:ON está disponível a desde o dia 2 de Março em www.canyon.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Capacetes Lazer ajudam Cruz Vermelha - Compra um, salva outro Para ajudar a garantir mais segurança enquanto pedalas a marca de capacetes Lazer lançou este mês de Março a campanha internacional “Compra um, salva outro” Por cada 10 capacetes registados no site da Lazer , entre o início de Março e 31 de Maio de 2021, a Lazer Portugal / SCVouga vai doar um capacete Compact à Cruz Vermelha Portuguesa (Delegação de Águeda) Com todas as restrições impostas devido ao COVID-19 nota-se um aumento massivo na utilização da bicicleta. De maneira a melhorar a segurança do ciclista com este aumento de utilizadores, a marca tem assim a intenção de providenciar capacetes para utilizadores de bicicleta através de causas de caridade. O Fundamento desta iniciativa A Lazer pretende mostrar o seu compromisso à sua missão: contribuir para uma sociedade onde os ciclistas possam pedalar em segurança. O Ciclismo é um negócio que tem vindo a desenvolver-se muito rapidamente por todo o mundo, devido às restrições da pandemia. A aquisição de bicicletas aumentou, tendo sido muitas das compras efetuadas por pessoas que estão a dar os primeiros passos no ciclismo. Pessoas que, provavelmente, não têm o privilégio de comprar os seus acessórios de sonho para utilizar com a sua bicicleta. Com esta ação, é intenção da Lazer garantir um capacete a todas as pessoas que não têm possibilidade financeira para o comprar. Para isso a marca deposita confiança na experiência das organizações envolvidas nesta ação, para fazer chegar os seus produtos às pessoas que realmente têm essa necessidade. Em Portugal, apoiando a Cruz Vermelha Portuguesa (Delegação de Águeda) A Cruz Vermelha Portuguesa ( Delegação de Águeda) assume-se como tendo um papel de extrema importância em diferentes campos de atuação, a nível social, cultural e saúde, em casos de emergência e situações de calamidade. Atenta permanentemente, às transições e mutações sociais, esta delegação da Cruz Vermelha Portuguesa não assume apenas o seu papel em atividades sociais, mas está alerta e suporta diretamente as necessidades da população, indo além das suas atividades sociais básicas, interagindo diretamente sem qualquer tipo de exclusão, promovendo os direitos dos cidadãos. Uma equipa coesa de 36 colaboradores e 30 voluntários são fundamentais para desenvolver a sua missão, visão e princípios contribuindo claramente numa base diária para um futuro mais sustentável. Alguns dados a destacar: • 200 refeições diárias (preparação e distribuição);• 520 Famílias apoiadas mensalmente com cabazes alimentares;• 120 Famílias apoiadas em atividades sociais;• 60 Vítimas de violência doméstica apoiadas permanentemente;• 25 Crianças apoiadas diariamente com atividades extra-curriculares;• 70 casos( média) de emergência atendidos mensalmente;• 300 Pacientes transportados mensalmente;• Mais de 30.000km percorridos mensalmente. Para esta ação, a Lazer quer apelar aos utilizadores de bicicleta que estão neste momento a considerar comprar um novo capacete. Será importante terem conhecimento que uma possível compra de um capacete Lazer vai fazer a diferença para outra pessoa. É dar um outro sentido à compra, um que mostre responsabilidade social. A Lazer vai conseguir doar um maior numero de capacetes quanto maior for o número de capacetes vendidos no mercado. A compra de um produto Lazer para tua segurança vai ajudar outra pessoa a pedalar também em condições de segurança. Após a aquisição do teu capacete Lazer, terás apenas de registar a tua compra no site: www.lazersport.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Em Março muito Ciclismo no EUROSPORT - 12 provas a não perder Em Março muito Ciclismo no Eurosport, os fãs da modalidade vão ter de ‘dar ao pedal’ para acompanharem tudo o que o canal tem para oferecer. Depois de cumpridas algumas das primeiras provas do calendário, como a Clássica de Almeria ou a Volta aos Emirados Árabes Unidos, e do adiamento de outras corridas importantes como a Volta ao Algarve, o canal prepara-se para um mês de março com mais de uma dezena de competições importantíssimas e de grande tradição. As habituais ‘Clássicas da Primavera’ e as corridas que marcam a preparação dos atletas para o Giro d’Italia estão de volta e vão poder ser vistas em direto no Eurosport, ou na App do Eurosport. Fica a saber em detalhe as corridas que o canal emite na lista abaixo. Strade Bianche (feminina e masculina) – 6 de marçoGrand Prix Monsere – 7 de marçoParis - Nice – 7 a 14 de marçoTirreno - Adriático – 10 a 16 de marçoNokere Koerse – 17 de marçoBredene Koksijde Classic – 19 de marçoMilão - San Remo – 20 de marçoTrofeo Alfredo Binda feminino – 21 de marçoVolta a Catalunha – 22 a 28 de marçoBruges - La Panne – 24 e 25 de marçoGante Wevelgem – 28 de marçoAtravés da Flandres – 31 de março Para dar voz às competições, o Eurosport conta com a habitual equipa decomentadores e especialistas de ciclismo Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici, José Azevedo, Gonçalo Moreira e Frederico Bártolo. Fotografia: Matthias Hangst/Getty Images Giro d'Itália está a chegar Março é tradicionalmente um mês de muito ciclismo e este ano não foge à regra, apesar da pandemia mundial. Com o início da primavera, as equipas intensificam a sua preparação para as grandes competições da temporada. As Clássicas da Primavera, as Três Grandes Voltas, os Campeonatos do Mundo e os Jogos Olímpicos de Tóquio são o ponto alto de um calendário muito exigente. Já falta pouco para que comece a 104.ª edição do Giro d’Italia, de 8 a 30 de maio, os fãs de ciclismo vão poder ver em exclusivo no Eurosport esta emocionante competição. Fotogrfia: Justin Setterfield/Getty Images Depois da fantástica prestação no ano passado dos portugueses JoãoAlmeida, 4.º classificado da geral e que vestiu a camisola rosa de líder da prova durante 15 dias, e Ruben Guerreiro, que conquistou a camisola azul da montanha, o que nos espera o Giro 2021? Consulta a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized Prevail II - Como funciona o sensor de alerta Angi? Neste vídeo Luís Beltrão mostra como ativar o sensor de alerta de queda Angi do capacete Specialized Prevail II , e faz a simulação de uma queda durante uma volta de bicicleta, para testar e mostrar o funcionamento deste sistema da Specialized. https://www.youtube.com/watch?v=jgz3FIBiWk8 O ANGi é um sensor patenteado, montado no capacete, que mede as forças transmitidas ao capacete durante o impacto, bem como movimentos rotacionais prejudiciais que ocorrem durante as quedas, mesmo quando não existe impacto com o capacete. No final do vídeo refere que este sistema está disponível em capacetes Specialized de gama mais baixa que o Prevail II (modelo utilizado no vídeo), mas esquece referir que o ANGi funciona com quase todos os capacetes de ciclismo, e não tem qualquer anuidade para o seu serviço. Podes ver e comprar on-line os capacetes que têm este sensor em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida alcança o primeiro pódio em corrida World Tour João Almeida (Deceuninck-QuickStep) assegurou hoje o primeiro pódio numa prova do World Tour, ao terminar terceiro no UAE Tour, após a sétima e última etapa. O jovem ciclista de 22 anos, concluiu a prova a 1.02 minutos do vencedor, o eslovaco Tadej Pogacar (UAE-Emirates), tendo o britânico Adam Yates (Ineos) trminado em segundo, a 35 segundos do campeão do último Tour de França. João Almeida A sétima etapa, entre Deira Island e Abu Dhabi, foi ganha ao sprint pelo australiano Caleb Ewan (Lotto Soudal), que bateu o irlandês Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep) e o alemão Phil Bauhaus (Bahrain-Victorious). Caleb Ewan A derradeira etapa prometia ser tranquila, mas acabou por provocar alguns sustos, com um 'abanico' a partir o pelotão, onde João Almeida ficou num segundo grupo, mas acabou por reentrar. Depois foi Adam Yates a cair violentamente no meio do pelotão, após a queda de um colega de equipa à sua frente. As restantes equipas reduziram o ritmo no pelotão, permitindo que o ciclista da Ineos reentrasse. TOP 10 da etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal3:18:292Sam Bennett (Irl) Deceuninck-QuickStep3Phil Bauhaus (Ger) Bahrain Victorious4Michael Mørkøv (Den) Deceuninck-QuickStep5Cees Bol (Ned) Team DSM6André Greipel (Ger) Israel Start-up Nation7Andrea Vendrame (Ita) AG2R Citroën Team8Luka Mezgec (Slo) Team BikeExchange9Riccardo Minali (Ita) Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux10Yevgeniy Gidich (Kaz) Astana-Premier Tech Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=6pWApM4wuXg Rúben Guerreiro, com a preparação atrasada por uma queda no defeso e com objetivos diferentes finalizou 27.º da geral. TOP 10 da classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates24:00:282Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:353João Almeida (Por) Deceuninck-QuickStep0:01:024Chris Harper (Aus) Jumbo-Visma0:01:425Neilson Powless (USA) EF Education-Nippo0:01:456Mattias Jensen (Den) Trek-Segafredo0:02:377Damiano Caruso (Ita) Bahrain Victorious0:02:398Mattia Cattaneo (Ita) Deceuninck-QuickStep0:03:539Ruben Fernandez Andujar (Spa) Cofidis0:04:1310Fausto Masnada (Ita) Deceuninck-QuickStep0:06:30 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sam Bennett, rei dos Sprinters O irlandês Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep) venceu esta a sexta etapa do UAE Tour, alcançando o segundo triunfo ao 'sprint' na prova, tendo o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) a conservado a liderança da geral. Depois de já ter vencido uma etapa nesta corrida, o velocista irlandês voltou hoje a impor-se no fim dos 165 quilómetros entre a ilha de Deira e Palm Jumeirah, no Dubai. Tadej Pogacar bem protegido pela equipa. Destaque ainda para o italiano Elia Viviani (Cofidis), que foi o segundo classificado (de regresso após estar hospitalizado) e o alemão Pascal Ackermann (BORA-hansgrohe) que fechou o pódio do penúltimo dia, em que Pogacar se protegeu do vento para segurar a liderança. Apesar de não conseguir qualquer vitória, é um regresso positivo para Elia Viviani No segundo lugar da geral continua o britânico Adam Yates (INEOS), a 45 segundos, e em terceiro João Almeida (Deceuninck-QuickStep), que hoje foi 18.º, a 1.12 minutos, quando falta apenas uma etapa plana, no sábado, para concluir a corrida. Adam Yates João Almeida encaminha-se para o seu primeiro pódio numa corrida World Tour Ruben Guerreiro (Education First-Nippo) foi 21.º na etapa e beneficiou de algumas desistências para subir ao 28.º posto na geral. TOP 10 da etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Sam Bennett (Irl) Deceuninck-QuickStep3:32:232Elia Viviani (Ita) Cofidis3Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe4David Dekker (Ned) Jumbo-Visma5Fernando Gaviria Rendon (Col) UAE Team Emirates6Giacomo Nizzolo (Ita) Team Qhubeka Assos7Kaden Groves (Aus) Team BikeExchange8André Greipel (Ger) Israel Start-up Nation9Cees Bol (Ned) Team DSM10Michael Mørkøv (Den) Deceuninck-QuickStep TOP 10 da classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates20:41:592Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:353João Almeida (Por) Deceuninck-QuickStep0:01:024Chris Harper (Aus) Jumbo-Visma0:01:445Neilson Powless (USA) EF Education-Nippo0:01:466Mattias Jensen (Den) Trek-Segafredo0:02:377Damiano Caruso (Ita) Bahrain Victorious0:02:398Mattia Cattaneo (Ita) Deceuninck-QuickStep0:03:539Ruben Fernandez Andujar (Spa) Cofidis0:04:1310Fausto Masnada (Ita) Deceuninck-QuickStep0:06:30 A Volta aos Emirados termina no sábado com 147 quilómetros até ao quebra-mar de Abu Dhabi. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida segura 3.º lugar no UAE Tour após etapa de montanha João Almeida segurou 3.º lugar e voltou a fazer uma etapa de alto nível no UAE Tour, atacando sem medo e finalizando com os melhores. A quinta etapa do UAE Tour terminou em alto com a subida final a Jebel Jais, a subida mais alta dos Emirados Árabes Unidos. Entre os favoritos Vincenzo Nibali abriu as hostilidades a três quilômetros do fim, sem ganhar espaço, seguido de João Almeida que foi o primeiro dos favoritos à geral a atacar. Já no ultimo quilómetro, foi Jonas Vingegaard quem lançou um duro ataque para alcançar Alexey Lutsenko (que vinha da fuga), acabando por o superar a 250 metros da linha de meta e alcançar uma de suas vitórias mais importantes de sua carreira. Jonas Vingegaard Na discussão pela geral, houve ainda uma nova batalha entre Tadej Pogacar e Adam Yates, tendo Pogacar mostrado a Yates que não vai ceder na liderança. Tadej Pogacar TOP 10 da etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Jonas Vingegaard (Den) Jumbo-Visma4:19:082Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates0:00:033Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers4Sergio Higuita Garcia (Col) EF Education-Nippo0:00:055João Almeida (Por) Deceuninck-QuickStep0:00:066Nicholas Schultz (Aus) Team BikeExchange7Sepp Kuss (USA) Jumbo-Visma0:00:088Wout Poels (Ned) Bahrain Victorious9Ben Hermans (Bel) Israel Start-up Nation10Geoffrey Bouchard (Fra) AG2R Citroën Team TOP 10 da classificação geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates17:09:262Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:453João Almeida (Por) Deceuninck-QuickStep0:01:124Chris Harper (Aus) Jumbo-Visma0:01:545Neilson Powless (USA) EF Education-Nippo0:01:566Mattias Jensen (Den) Trek-Segafredo0:02:477Damiano Caruso (Ita) Bahrain Victorious0:02:498Mattia Cattaneo (Ita) Deceuninck-QuickStep0:04:039Ruben Fernandez Andujar (Spa) Cofidis0:04:2310Fausto Masnada (Ita) Deceuninck-QuickStep0:06:40 Amanhã penúltima etapa, a sexta tirada será em terreno plano e prevê-se mais uma chegada ao sprint. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Discovery garantiu os direitos do Giro de Itália até 2025 A Discovery garantiu os direitos de transmissão do Giro d'Itália a nível global e em exclusivo até 2025. Este novo contrato de longo prazo com a RCS Sport através da IMG permite que a Discovery retenha os direitos de exclusividade do Giro em diferentes plataformas para oferecer uma cobertura completa em direto e ‘on demand’ de todas as etapas da primeira Grande Volta do ano no Eurosport, no Global Cycling Network (GCN) e no discovery + Photo credit: Justin Setterfield/Getty Images Um movimento que reforça ainda mais o compromisso de oferecer a melhor cobertura de ciclismo em direto e consolida o canal como ‘A Casa do Ciclismo’. Formam também parte do acordo uma série de outros eventos da UCI World Tour e Clássicas de um dia realizadas em Itália, como a Strade Bianche masculina e feminina de elite, o Tirreno-Adriatico, a Milão-Turim, o Gran Piemonte e a Volta a Sicília. A Milão- San Remo e Il Lombardía serão produzidas na sua totalidade para desfrutar pela primeira vez de uma cobertura em direto e sem interrupções. Andrew Georgiou, presidente do Eurosport and Global Sports Rights & Sports Marketing Solutions:  "A Discovery tem vasta experiência em oferecer a mais ampla variedade de eventos de ciclismo masculino e feminino através do Eurosport e da GCN, e está constantemente a inovar para oferecer a melhor experiência audiovisual aos entusiastas de ciclismo em todo o mundo. Estamos muito satisfeitos por termos consolidado a nossa oferta de direitos de ciclismo de classe mundial através desta renovação de acordo a longo prazo com a RCS para manter o Giro d'Italia em exclusividade nos nossos canais e plataformas por muitos anos. Através de nossa parceria com o Eurosport, a GCN, e o discovery + ao longo de 2021, continuaremos a alavancar a nossa experiência de ciclismo e alcance global único para libertar o poder do desporto para que mais pessoas do que nunca possam apreciá-lo." Guy Voisin, Diretor de Ciclismo do Eurosport e da GCN:  ‘O Eurosport e a GCN vão aprofundar a sua colaboração ainda este ano e oferecer mais ciclismo em direto, incluindo cobertura sem interrupções de todos as Grandes Voltas, Clássicas e eventos de ciclismo olímpico, através de programas digitais a nível local e formatos lineares que abrangem todas as especialidades deste desporto.’ Para além de mostrar cada minuto de cada Grande Volta em 2021, o compromisso do Eurosport e da GCN em oferecer aos fãs o melhor conteúdo num ecossistema de ciclismo 360 ​​graus, inclui ainda uma oferta de programas digitais e podcasts dedicados aos fãs em diferentes mercados, incluindo ‘The Breakaway’ e ‘The Bradley Wiggins Show’ (Reino Unido), ‘Bistrot Vélo’ (França), e ‘ExtraTime’ (Alemanha).  As marcas Discovery continuarão a oferecer o melhor ciclismo em 2021, com 300 dias de eventos masculinos e femininos em direto, incluindo 16 dias de emoção total nas Olimpíadas de Tóquio, expandindo assim o alcance do desporto em todas as suas formas para um público global. O acordo surge na sequência de outro anúncio do Eurosport que irá transmitir em 2021 uma série de eventos de classe mundial da UCI, como os Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada, os Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista, os Campeonatos do Mundo de Bicicletas Todo Terreno, os Campeonatos do Mundo de BMX, os Campeonatos do Mundo de Ciclismo Urbano e os Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse, assim como a conclusão da Taça do Mundo Ciclocrosse. ### João Almeida mantém-se no pódio após 3.ª etapa do UAE Tour João Almeida desceu hoje para o terceiro lugar da geral do UAE Tour, após a terceira etapa, ganha pelo esloveno Tadej Pogacar. João Almeida terminou a etapa na sexta posição, mas manteve-se em posição de pódio. A etapa, de 166 quilómetros, teve como principais protagonistas Tadej Pogacar (UAE Emirates) e o britânico Adam Yates (INEOS), tendo o esloveno arrancado para o triunfo a 500 metros da meta. Apesar dos vários ataques, Adam Yates não conseguiu descartar Pogacar Adam Yates foi segundo à chegada a Jebel Hafeet, com o mesmo tempo de Tadej Pogacar, resultado que lhe permitiu ascender a segundo da geral, tendo o colombiano Sergio Higuita (Education Firs) fechado o pódio da etapa, a 48 segundos do vencedor, com o mesmo tempo de João Almeida. Pogacar, vencedor do Tour de 2020, alargou para 43 segundos a vantagem que detém na liderança da prova para o novo segundo colocado, Adam Yates, que assim passou João Almeida, agora em terceiro lugar. Pogacar venceu a etapa e alarga vantagem na classificação geral. João Almeida detém 40 segundos de vantagem para o quarto classificado, o australiano Chris Harper (Jumbo-Visma), e 42 para o quinto, o norte-americano Neilson Powless (Education First). João Almeida terminou etapa na sexta posição TOP 10 etapa 3 1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates3:58:352Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers3Sergio Higuita Garcia (Col) EF Education-Nippo0:00:484Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe5Harm Vanhoucke (Bel) Lotto Soudal6João Almeida (Por) Deceuninck-QuickStep7Florian Stork (Ger) Team DSM0:00:548Neilson Powless (USA) EF Education-Nippo9Chris Harper (Aus) Jumbo-Visma0:01:0010Geoffrey Bouchard (Fra) AG2R Citroën Team0:01:09 O outro português em prova, Ruben Guerreiro (Education First) terminou a etapa no 30.º lugar, a 2.30 minutos do vencedor, lembrando que este não está com ambições nem funções de disputar a classificação geral. TOP 10 classificação geral 1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates7:58:302Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:433João Almeida (Por) Deceuninck-QuickStep0:01:034Chris Harper (Aus) Jumbo-Visma0:01:435Neilson Powless (USA) EF Education-Nippo0:01:456Mattias Jensen (Den) Trek-Segafredo0:02:367Damiano Caruso (Ita) Bahrain Victorious0:02:388Mattia Cattaneo (Ita) Deceuninck-QuickStep0:02:399Ruben Fernandez Andujar (Spa) Cofidis0:03:3210Fausto Masnada (Ita) Deceuninck-QuickStep0:04:47 A quarta etapa da Volta aos Emirados Árabes Unidos decorre quarta-feira na ilha Al Marjan, tendo a distância de 204 quilómetros. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida saltou para segundo no UAE Tour após contrarrelógio João Almeida reforçou hoje a candidatura ao pódio final no UAE Tour. Foi sexto na segunda etapa, um contrarrelógio individual de 13 km, em Al Hudayriat Island, vencido pelo campeão mundial da especialidade, Filippo Ganna. TOP 10 da etapa Pos.Nome (País) EquipaTempo1Filippo Ganna (Ita) Ineos Grenadiers0:13:562Stefan Bissegger (Swi) EF Education-Nippo0:00:143Mikkel Bjerg (Den) UAE Team Emirates0:00:214Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates0:00:245Luis Leon Sanchez (Spa) Astana-Premier Tech0:00:306João Almeida (Por) Deceuninck-QuickStep7Maximilian Walscheid (Ger) Team Qhubeka Assos0:00:328Stefan De Bod (RSA) Astana-Premier Tech0:00:339Daniel Martinez Poveda (Col) Ineos Grenadiers0:00:3610Matthias Brändle (Aut) Israel Start-up Nation0:00:38 O português é agora segundo na geral, a 5 segundos do novo líder, o esloveno vencedor do ultimo Tour de Fraça, Tadej Pogačar. TOP 10 Class. Geral Pos.Nome (País) EquipaTempo1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates4:00:052João Almeida (Por) Deceuninck-QuickStep0:00:053Mattia Cattaneo (Ita) Deceuninck-QuickStep0:00:184Chris Harper (Aus) Jumbo-Visma0:00:335Adam Yates (GBr) Ineos Grenadiers0:00:396Neilson Powless (USA) EF Education-Nippo0:00:417Anthony Roux (Fra) Groupama-FDJ0:00:458David Dekker (Ned) Jumbo-Visma0:00:469Michael Mørkøv (Den) Deceuninck-QuickStep0:00:4710Mattias Jensen (Den) Trek-Segafredo0:00:48 Amanhã os corredores irão enfrentar a primeira das duas chegadas em alto desta prova do WorldTour. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova equipa de XCM - Canyon Northwave Mtb Team Durante anos, a Canyon Topeak Ergon Racing Team foi uma referencia notavel nas corridas de maratona de XC em todo o mundo, participando nas mais prestigiadas corridas, desde o Bike Transalp ao Absa Cape Epic. Canyon Topeak Factory Racing - 2018 Em 2018 a equipa mudou o seu nome para Canyon Topeak Factory Racing, mas isso não afetou o seu desempenho em nada. Ao longo de todo esse tempo, uma das figuras-chave para o sucesso da equipa foi Kristian Hynek, um dos maratonistas mais experientes do mundo e com um histórico impressionante: duas medalhas de bronze no Campeonato do Mundo (2012 , 2016) e uma prata (2019), um European Marathon Championship (2012), dois Czech XCM National Championships (2013, 2018) e uma vitoria no Cape Epic junto a Robert Mennen). Kristian Hynek Quando a Canyon se retirou como patrocinador titular da equipa no inicio de 2019, Kristian foi em frente e começou a desenvolver o seu próprio projeto de XCM, com a ajuda da Canyon. Agora, juntos, dão um passo em frente com a apresentação da equipa Canyon Northwave MTB. "Nos ultimos dois anos, Kristian, junto a Martin Stossek, mostrou-nos o seu comprometimento e capacidade de sucesso. Portanto, era logico para nós que o próximo passo fosse fortalecer o nosso relacionamento e apoiar a visão de Kristian em liderar a sua própria equipa multinacional de XCM"diz Andreas Walzer, Canyon Pro Sport Manager "A nível pessoal esta parceria é muito importante, é de longe a mais bem-sucedida da minha carreira", "Para mim, é importante que a Canyon continue a confiar na minha equipa e que esteja disposta a continuar a crescer connosco".disse Kristian Hynek ao explicar a sua relação com a Canyon A equipa Canyon Northwave MTB começa a sua primeira época com uma excelente formação: Kristian Hynek (CZE), Martin Stossek (CZE), Dominik Buksa (CZE) e Andreas Seewald (GER). Dependendo do tipo de competiçâo e das condições do terreno, vão correr com a Lux CF SLX de suspensão total ou com a rígida Exceed. O destaque da temporada será a batalha pela camisola do arco-iris no Campeonato do Mundo de XCM, que terá lugar dia 2 de Outubro em Elba, Itália. Mas há outros objetivos para esta equipa, como o Campeonato da Europa dia 20 de Junho em Evolene, na Suíça, corridas importantes como o prestigioso Absa Cape Epic na Africa do Sul, a série Maratona da Taça do Mundo e os Campeonatos Nacionais na Republica Checa e Alemanha. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de Ciclocrosse - Resumo e classificações Disputado sem chuva, o Campeonato Nacional de Ciclocrosse ficou marcado pela forte pluviosidade de véspera, com a pista endurecida pela lama e pelas poças de água acumulada. Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e Ana Santos (X-Sauce Factory Team) sagraram-se campeões nacionais de ciclocrosse, em Sangalhos, numa corrida realizada em torno do Centro de Alto Rendimento de Anadia. Corrida masculina Iniciou-se com um trio em destaque, Mário Costa, Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport) e Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos).Na terceira volta apenas Mário Costa e Miguel Salgueiro ficaram na frente de corrida. A partir daí assistiu-se a uma corrida muito tática entre ambos. Com acelerações de um e de outro e com momentos de estudo mútuo. O duo chegou à fase final em condições de discutir a vitória. No entanto, na viragem para a penúltima curva, uma falha nos travões da bicicleta de Salgueiro levou o corredor a seguir em frente e a cair. Mário Costa manteve o foco na linha de meta e ganhou a competição, recuperando o título que já fora seu em 2018. “Foi um Campeonato Nacional muito disputado. Era de prever que assim fosse, por tratar-se de um circuito muito plano. Menos mal que choveu bastante ontem, o que tornou o percurso mais seletivo. Houve estudo mútuo nas diferentes partes do circuito, tentando perceber onde se poderia fazer a diferença. Acabei por ter a experiência suficiente para manter a calma e jogar as cartas no sítio certo. Fui feliz e estou satisfeito por voltar a vestir a camisola de campeão nacional de ciclocrosse, que era o mais importante”, reconheceu Mário Costa. Na sequência da queda, a roda da frente da bicicleta de Miguel Salgueiro partiu-se, tendo o ciclista feito as últimas centenas de metros a correr, com a bicicleta ao ombro. Acabaria ultrapassado, já na reta da meta, por Vítor Santos (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), que, com um esforço em progressão, ficou no segundo lugar, a 15 segundos. Miguel Salgueiro fechou o pódio, a 36 segundos. Corrida feminina Ana Santos dominou a corrida feminina desde o princípio, assumindo o comando a solo. Pedalou para um triunfo confortável, aumentando a vantagem sobre a concorrência volta atrás de volta, revelando um estado de forma superior, até porque no próximo domingo irá já competir já prova de XCO de classe HC, em Banyoles, Catalunha. No primeiro ano de sub-23, Ana Santos conquistou o terceiro título consecutivo de elite. Joana Monteiro (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) foi a rival que deu mais luta, mantendo-se no segundo lugar ao longo de toda a corrida, terminando a 2m25s da vencedora. A terceira classificada, a 5m09s, foi Daniela Pereira (Clube BTT Matosinhos), graças à regularidade que  lhe permitiu ultrapassar Mariana Líbano (Guilhabreu BTT) na disputa do lugar mais baixo do pódio. “Vinha com o objetivo de dar o melhor de mim. Era importante ver em que condição me encontro, até porque já não corríamos há muito tempo. Dei o máximo ao longo de toda a prova, num circuito muito duro devido à lama. Foi excelente voltar à competição, no meu primeiro ano de sub-23. Será uma época em que pretendo ganhar experiência, fazendo o maior número possível de provas fora de Portugal para me adaptar ao ritmo internacional”, afirmou a vencedora. Classificações completas aqui. Por: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa, João Almeida e Rúben Guerreiro entram em ação este fim de semana O ciclismo prepara-se para arrancar em grande força no Eurosport e este fim-de-semana os fãs da modalidade vão poder acompanhar duas excelentes provas onde marcam presença alguns dos melhores corredores do mundo, entre os quais se incluem os portugueses Rui Costa, João Almeida e Rúben Guerreiro. Sábado no Eurosport O canal emite a 53.ª edição da Volta aos Alpes Marítimos e de Var, corrida com grande tradição discutida na região Sul de França. O evento atrai grandes nomes da modalidade assim como jovens promessas e é composto por 3 etapas que prometem bastante montanha e emoção. Geraint Thomas, Jhonatan Narváez, Jakob Fulgsang, Tao Geoghegan Hart, Dan Martin, Greg van Avermaet e Nairo Quintana são algumas das estrelas que vão ‘rolar’ este ano na Volta aos Alpes Marítimos e de Var. Rui Costa é o único português em prova. A partir de domingo A oferta de ciclismo no Eurosport prossegue com a Volta aos Emirados Árabes Unidos, prova que este ano conta com os dois heróis do Giro 2020: João Almeida e Rúben Guerreiro.  A dupla compete nesta que é a única corrida do World Tour da UCI realizada no Médio Oriente e resulta da fusão das Voltas ao Dubai e Abu Dhabi. Tadej Pogacar, vecedor do Tour 2020, Mathieu van der Poel, Alejandro Valverde, Vincenzo Nibali, Chris Froome e Pascal Ackermann são algumas das grandes figuras com presença garantida na prova assim como a do britânico Adam Yates, que regressa para tentar repetir a vitória do ano passado. Tadej Pogacar Com um total de mais de 1000 quilómetros, separados por sete etapas, a Volta aos Emirados Árabes Unidos apresenta-se aos fãs de forma ambiciosa e pretende ser igualmente uma montra para os turistas. Deserto, arranha-céus, marinas, praias e palácios são alguns dos cenários pelos quais o pelotão irá atravessar ao longo das tiradas que se desenrolam nos sete emirados. De 21 a 27 de fevereiro, podes seguir toda a ação da Volta aos Emirados Árabes Unidos no Eurosport – A Casa do Ciclismo – ou na Eurosport App. Consulta a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout van Aert tem que perder peso Wout van Aert tem que perder peso, quem o diz é o técnico da Jumbo-Visma. Marc Lamberts diz que Wout van Aert está a dois quilos e cinco semanas da plena forma física para a temporada de estrada. Isto significa que ele pode não estar no seu melhor quando regressar à Strade Bianche, mas deve conseguir estar no pico de forma para as clássicas do pavês no final da primavera. A temporada de ciclocrosse é parcialmente responsável por um dos maiores obstáculos que Van Aert tem que superar antes de voltar à forma que lhe permitiu vencer o ano passado, o peso. Normalmente é no inverno que os ciclistas relaxam o seu regime dietético rígido, mesmo continuando a treinar e competir no inverno, no ciclocrosse Van Aert ganhou volume na parte superior do corpo, indesejado para a temporada de estrada. "Os incontáveis ​​sprints, as subidas, os obstáculos, sempre a puxar, sempre a puxar o guiador, o constante equilíbrio do corpo fizeram que ele tenha uma parte superior do corpo mais musculada novamente. Wout ganha massa muscular muito facilmente e não podemos simplesmente tirar esses músculos", disse Lamberts “Dois quilos, são 7 mil calorias ou um pouco mais por quilo. São 15 mil quilocalorias. É muito e leva tempo. Treinar forte em altitude no Teide (Tenerife) e fazer dieta não combinam. Aos poucos, vamos diminuir o seu peso. Van Aert ficará a treinar em Tenerife até início de Março, pelo que não irá fazer a Omloop Het Nieuwsblad nem a Kuurne-Brussel-Kuurne no último fim de semana do presente mês. De acordo com a equipa, fará a sua estreia na Strade Bianche antes do Tirreno-Adriatico e, de seguida, estará nas principais clássicas da primavera, começando na Milan-San Remo dia 20 de Março até ao Paris-Roubaix dia 11 de Abril. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Elia Viviani de regresso após paragem forçada por problema cardíaco Elia Viviani está autorizado pelos médicos para voltar a treinar e competir. Viviani será o líder da Cofidis para o Emirados Árabes Unidos que começa no domingo.  Foi a própria equipa que comunicou a notícia. O italiano de 32 anos foi submetido a uma pequena cirurgia por lhe ter sido detetado um problema cardíaco há cerca de um mês, mas está pronto para voltar a competir novamente. Elia Viviani diz que "ainda é muito cedo para grandes ambições" “Todas as luzes são verdes. Tive de descansar um pouco, mas agora estou de regresso aos treinos sem limitações novamente. Estou feliz pelo +roblema ter acabao e pronto para correr novamente. "Diz Viviani.  “É um pouco cedo para grandes ambições, mas estou ansioso por voltar a correr, quero saber até onde posso ir. Vai ser um teste interessante. O mais importante é que ganhar ritmo de competição para o Tirreno -Adriatico e Milão. -Sanremo. "   Disse o italiano sobre a volta aos Emirados Árabes Unidos Elia Viviani pode contar com a ajuda de Kenneth Van Bilsen, o australiano Nathan Haas e o italiano Fabio Sabatini, para o seu "comboio de alta velocidade" nos Emirados Árabes Unidos. Attilio Viviani também vai estar a ajudar o seu irmão mais velho, no lugar de Simone Consonni, lesionado no joelho. Para a classificação final, a equipa conta com o espanhol Ruben Fernandez e o francês Rémy Rochas. O português da Cofidis, André Carvalho não está convocado para a corrida, mas a corrida terá a presença de João Almeida e Ruben Guerreiro que a par de tantas outras estrelas do pelotão iniciam a sua época nesta corrida. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. 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O quadro Chisel LTD vem em quatro edições de desenho exclusivas – Earth, Air, Fire, and Water – e cada um vem com um livro  premium de colecionador que mostra a arte, palavras e inspiração dos designers para a série Disrupt the Decay. Earth As cores suaves no quadro Earth são inspiradas nos tons semelhantes à cerâmica e texturas da paisagem do deserto interrompidas com um efeito digital, criando uma falha de informação. Esta falha aparece em zonas das escoras superiores e a fotografia da colagem no tubo do selim. Air O brilho luminoso no quadro Air simboliza a névoa sobre as colinas do Pacífico colidindo com o Silicon Valley. Assim como a névoa te envolve no mundo natural, o mundo digital também pode envolver-te no seu infinito tecnicolor, que é representado nos logotipos coloridos e cheios de falhas.  Estes dois modelos estão disponíveis a partir de 16 de fevereiro. Os outros dois modelos estarão disponíveis em breve, tudo em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de Ciclocrosse próximo domingo Informa a Federação Portuguesa de Ciclismo que o Campeonato Nacional de Ciclocrosse irá ser disputado no próximo domingo, no Centro de Alto Rendimento de Anadia, na freguesia de Sangalhos. As femininas partem às 10h00 e os masculinos às 11h15. Serão tomadas todas as medidas de segurança sanitária, incluindo a limitação da equipa técnica de cada equipa a um máximo de duas pessoas. O público não terá acesso ao circuito da competição. Os atletas vão lutar pelos primeiros títulos de 2021 num circuito desenhado em redor do Velódromo Nacional e da Pista Olímpica de BMX. Cumprindo as determinações do estado de emergência, apenas poderão participar ciclistas da categoria absoluta UCI, nos setores masculino e feminino. Vítor Santos venceu a única corrida realizada na temporada 2020/2021 Estão já inscritos mais de 30 atletas para o Campeonato Nacional de Ciclocrosse, em representação de 12 equipas. Estarão presentes coletivos de todo o país, entre os quais as formações profissionais Kelly-Simoldes-UDO, LA Alumínios-LA Sport e Tavfer-Measindot-Mortágua. Entre os homens, a lista de inscritos provisória permite antever algum favoritismo do vencedor do ano passado, Márcio Barbosa (ACDC Trofa/WProtek), de Mário Costa e Vítor Santos (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos), Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport) e Pedro Miguel Lopes (Kelly-Simoldes-UDO). Márcio Barbosa venceu o Campeonato Nacional da ultima época e é um dos favoritos. No entanto, tratando-se de um início de época sem competições prévias, as surpresas podem sempre apimentar a luta pelo pódio. O mesmo fator surpresa pode ter um papel importante na corrida feminina, que tem em Rafaela Ramalho (Clube BTT Matosinhos), Joana Monteiro e Marta Branco (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) os principais nomes numa lista de inscritos que poderá ainda ser alargada até às 24h00 de quarta-feira. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vídeo - Vantagens pneus Michelin Power Road 28mm. Após andar vários meses com bicicletas de testes das marcas, regressei à bicicleta tendo que trocar e atualizar alguns componentes. Depois de mostrar e falar sobre o selim PRO Stealth (podes ver artigo e vídeo aqui), neste vídeo falo dos novos pneus Michelin power road 28mm. e das vantagens desta medida mais larga que os anteriores 25mm. que utilizava. Falo ainda das diferenças de medida que pode haver entre marcas, ou seja, mesma medida é diferente de marca para marca. Vídeo https://youtu.be/0dSadT_mtnE Para informações sobre mais características, disponibilidade e onde podes encontrar estes pneus, consulta o site do importador em Portugal www.vouga.pt ### Giro 2021 terá a equipa de Contador e deixa de fora a de Quintana A organização do Giro d'Italia revelou o percurso e as equipas para o Giro 2021, que está agendado para se realizar entre 8 e 30 de maio. O número de equipas convidas (wild cards) foi alargado para mais uma equipa (decisão da UCI), mas o organizador continua a dar os convites a equipas italianas. A surpresa acaba por ser a inclusão da equipa da qual Alberto Contador e Ivan Basso são proprietários, a Eolo-Kometa, que este ano subiu ao escalão "UCI ProTeam" (escalão abaixo do World Tour). A equipa estará assim presente numa grande volta pela primeira vez na sua história. A equipa teve origem na fundação de Alberto Contador em 1999 Com a subida de escalão, patrocinadores como a empresa de telecomunicações italiana Eolo entrou no projecto. As bicicletas da equipa são da marca Aurum, também de ALberto Contador e Ivan Basso. Para isso, alguma equipa das habituais convidadas teria que ficar de fora e essa equipa foi a Akea Samsic de Nairo Quintana, ficando assim o vencedor da edição de 2014 impedido de fazer o Giro 2021. A equipa do vencedor do Giro 2014 não estará na edição 2021 da corrida. Além de todas as equipas do WorldTour, estarão as três equipas italianas Bardiani, Eolo-Kometa e Vini-Zabu, e ainda a Alpecin-Fenix que garante a presença por ter sido a equipa da "segunda divisão" com mais pontos o ano passado. Que estrelas do pelotão Ao longo dos últimos meses foi-se sabendo quais as estrelas que marcarão presença na edição do Giro 2021, e tendo em conta os nomes o espetáculo está garantido tanto para a classificação geral, montanha e classificação por pontos. Vincenzo Nibali, Thibaut Pinot, Emmanuel Buchmann, Mikel Landa, Simon Yates, Alexandr Vlasov, Dan Martin, Marc Soler, Romain Bardet, Egan Bernal, Daniel Martínez, Pavel Sivakov, Filippo Ganna, Caleb Ewan, Fernando Gaviria, Elia Viviani e Peter Sagan serão algumas das estrelas que pretendem estar presentes na corrida transalpina deste ano. Filippo Ganna, vencedor de 4 etapas do Giro o ano passado, voltará a estar presente. Outro ciclista que tem planeada a sua presença é o jovem Remco Evenepoel, mas esta ainda está condicionada pela sua recuperação que está a demorar mais do que se esperava. Em relação aos portugueses João Almeida e Ruben Guerreiro. Em princípio João Almeida não estará presente apontando este ano para a Vuelta. Relativamente a Ruben Guerreiro ainda não há muita informação acerca do seu calendário no que respeita a grandes voltas. O percurso de 2021 Embora o percurso definitivo só se conheça na próxima semana, a organização já desvendou as três primeiras etapas. A prova terá início em Turín com um contrarrelógio individual de 9 quilómetros, e terminará como sempre em Milão. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Análise a algumas das novas medidas da UCI - posição dos ciclistas na bicicleta Depois da decisão controversa de querer penalizar a posição "super tuck" ou "aero" dos ciclistas, agora a UCI indicou que também quer proibir a posição de contrarrelógio durante as etapas de linha nas bicicletas de estrada (antebraços no guiador). UCI quer implementar sanção para os ciclistas que pedalarem assim em corrida. Mesmo tentando ter bom senso e uma visão de ambas as partes, perdoem-me a abordagem mais pessoal, mas ultimamente isto começa a parecer dia 1 de Abril (curiosamente a data em que vão entrar em vigor as novas regras) cada vez que se sabe de uma nova medida pensada pela UCI. Tim Wellens, podes "viver o teu sonho", mas com as mãos no guiador. A posição de "contrarrelógio" é utilizada muito frequentemente (muito mais que a posição sentado no quadro a descer, conhecida por "super-tuck"), é uma posição praticada por muitos ciclistas em fugas, em terreno plano e é feita por eles tão naturalmente como pedalar. Implementar este tipo de medidas pode tirar a liberdade e estilo de correr de cada ciclista. O que procura a UCI com esta medida? Estas medias não surgem "só porque sim", é certamente para melhorar a segurança do ciclista. Vamos tentar perceber. É porque o ciclista tira as mãos das manetes de travão (colocando em casa a segurança)? Mas e então a outra medida de proibir a posição de "sentado no quadro" é porquê? Aí o ciclista tem as mãos nas manetes. Será porque o ciclista não está em contacto com todos os pontos de contacto da bicicleta (guiador, pedais e selim)? Mas então, quando os ciclistas se levantam do selim a subir ou a sprintar? E como pensam fazer nas chegadas ao sprint e nos festejos com as mãos fora do guiador? Se a primeira decisão já era polémica esta promete dar muito que falar, parece que a UCI está a levar mais longe a especificidade do regulamento para tirar margem de interpretação aos próprios comissários, mas acredito que haja uma "revolta" por parte dos ciclistas profissionais em relação a isto (através das entidades que os representam), para que a UCI recue nestas medidas. O momento dos abastecimentos durante as etapas é delicado e perigoso mas faz parte da corrida, também vão mudar este procedimento? A notícia da proibição do "super tuck" (posição sentado no quadro em descida) foi recebida entre os ciclistas profissionais de todo o mundo com surpresa, perplexidade e muita crítica, dizendo muitos deles que há problemas mais prementes de ser resolvidos, em vez da posição do ciclista na bicicleta. Michal Kwiatkowski e outros manifestaram desde logo o seu desagrado. No caso do polaco da INEOS, alertou desde logo para uma stuação de óleo na estrada que aparentemente não foi detetada e comunicada via rádio às equipas. https://twitter.com/kwiato/status/1357717879966294016 Chris Froome escolheu a ironia nas redes sociais para manifestar a sua opinião acerca destas medidas, perguntando se vão penalizar o olhar para baixo (avanço do guiador) e os cotovelos para fora (típico no estilo de Froome). https://twitter.com/chrisfroome/status/1357772781581049856 Ao que parece a regra sobre a posição correta na bicicleta já existia nos livros, o tipo de penalização por não a cumprir é que muda. A verdade é que estas medidas são para avançar no decorrer deste ano, veremos os desenvolvimentos "de próximos capítulos" entre UCI e ciclistas profissionais, mas está implementado. Além destas medidas da posição do ciclista na bicicleta, a UCI prepara também outras em relação à segurança na prova, como podes ver neste nosso artigo. A visão do outro lado (de quem regulamenta) Entrei em contacto com Isabel Fernandes, ex-comissária de ciclismo portuguesa, atualmente consultora da Federação Portuguesa de Ciclismo, no sentido de tentar perceber o que pode levar a UCI a querer tomar estas medidas. Isabel Fernandes explicou que qualquer medida tomada pela UCI é sempre feita com base em situações que já aconteceram, e que eventualmente ( e sublinho eventualmente porque Isabel Fernandes não falou em nome da UCI) chegaram à conclusão de que este posicionamento do ciclista, o coloca a ele e aos outros em perigo (por situações visionadas em provas), na medida em que pode diminuir a sua capacidade de reação perante uma irregularidade na estrada ou obstáculo imprevisto. Disse também que a UCI quando adota novos regulamentos é para todas as categorias, e nem todos os ciclistas (de cadetes a veteranos) têm a destreza e capacidade de fazer este tipo de posições na bicicleta, embora alguns possam tentar, colocando em risco tanto a eles como os outros. Esta pode ser outra das razões deste tipo de medidas. Relembrou que, há muitos anos atrás quando a UCI implementou o capacete os ciclistas achavam absurdo, que chegaram a fazer greve em algumas provas, mas que hoje em dia está mais do que provado que foi uma opção correta. A minha opinião Por um lado é compreensível, mas por outro há tantas situações e gestos naturais em competição que podem colocar o ciclista em perigo, que se formos abordar o problema por aí daqui por uns tempos o ciclismo é pura capacidade física (são "robots" em cima das bicicletas), desaparecendo quase a capacidade técnica de cada ciclista. Beber água, comer, vestir um abrigo, receber um abastecimento apeado ou da viatura da equipa, são gestos que os ciclistas profissionais fazem com naturalidade e nos quais tiram as mãos do guiador, fazem parte deste desporto e não há como os evitar. Porquê tentar mudar os outros? O ciclismo de competição de estrada é praticado por profissionais experientes (nível profissional), é uma competição que envolve perigo, é praticado na rua e em estradas com irregularidades, num ambiente "não controlado" (ao contrário de uma pista, onde se sabe como está o piso, como estão as curvas, não surgem elementos exteriores inesperados, etc.), o perigo é inerente à competição em si. Permitam-me ironizar um pouco sobre o assunto também. Alguém que avise Peter Sagan, Froome e companhia de que no futuro poderá ter que utilizar "camel bag" para beber água durante as etapas, pois é perigoso tirar a mão do guiador para beber ou comer em cima da bicicleta. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI vai penalizar a posição aerodinâmica "super tuck" A UCI anunciou uma série de atualizações às regras de segurança em corrida, que incluiu entre as mudanças mais notáveis, o compromisso de impor a proibição do chamado "super tuck" a partir de dia 1 de abril de 2021. Os ciclistas poderão enfrentar uma possível suspensão nas corridas se forem vistos a descer no tubo superior do quadro. A posição aerodinâmica que permite aos ciclistas descer mais rápido é muitas vezes vista como uma manobra perigosa, e o organismo que regula o ciclismo mundial quer banir a manobra, assim como implementar uma série de novas medidas para melhorar a segurança do ciclista. Haverá também regulamento mais rígido em relação aos ciclistas que deitam para o chão os bidons fora das zonas definidas para esse efeito. Para os veículos da caravana do pelotão, incluindo motos e helicópteros de TV, também serão introduzidas novas regras como a introdução de um sistema de pontos de licença para monitorizar a experiência dos condutores e pilotos. ### João Almeida oferece camisola rosa para ajudar doente com Esclerose Lateral Amiotrófica Nas suas redes sociais, o ciclista português que terminou o último Giro de Itália na 4.ª posição e andou 15 dias com a camisola rosa (a camisola de líder), apelou à ajuda para Orlando Silva (Lando), ao qual ofereceu um jersey autografado que vai ser leiloado na página de Facebook do Lando. "Vamos lá botar lume nisso", escreveu João Almeida Quem é o Lando? O Lando (Orlando Silva), é um Sapador Bombeiro de Lisboa com 38 anos de idade, era uma pessoa normal e saudável com duas filhas pequenas, ao qual um dia foi diagnosticado Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) que é uma doença neurológica degenerativa, progressiva e rara, sendo a forma mais frequente de Doença do Neurónio Motor (DNM). Para os menos familiarizados com a doença, é a mesma que afetou o conhecido físico Stephen Hawking, não tem cura, vai tirando toda a mobilidade e inclusive a voz de forma muito rápida. Neste momento o Lando já está completamente dependente, necessita de ajuda para adquirir equipamento diverso que irá melhorar bastante a sua qualidade de vida, assim como a dos que vivem consigo. Os seus amigos uniram-se e além do ajudarem diariamente e de organizarem diversas iniciativas de ajuda, criaram também uma página de Facebook no sentido de fazer chegar a história a mais pessoas e conseguir mais ajuda. Como ajudar e participar no leilão do Jersey de João Almeida? O jersey vai ser leiloado na página de Facebook "Juntos pelo Lando" (que podes seguir AQUI), e todo o dinheiro reverte directamente para ajudar o Lando. Fica atento à página de Facebook do Lando pois ao que sabemos o leilão deverá arrancar este fim de semana. Este jersey pode ser teu. Para os que não puderem nem quiserem participar no leilão, poderão dar a vossa ajuda (seja muito ou pouco tudo conta, cada um dá o que pode), através do seguinte IBAN: PT50 0007 0000003867189222 3 Titular: Orlando Silva Swift: BESCPTPL Morada banco: Av. da Liberdade, 195 1250-152Lisboa Um pouco de história da "Maglia Rosa" Desde 1931 que o líder da classificação geral do Giro de Itália é identificado por uma camisola rosa (italiano: maglia rosa). O primeiro ciclista a usar a "maglia rosa" foi Learco Guerra após a primeira etapa do Giro d'Italia de 1931. 31 anos depois de Acácio da Silva, um português voltou a vestir a Maglia Rosa, foi João Almeida em 2020. A cor rosa está ligada ao patrocinador principal da prova italiana, "La Gazzetta dello Sport" é o principal jornal desportivo de Itália, e sua a principal característica é a cor rosa das suas páginas. Outras iniciativas mediáticas César Fonte O ex-ciclista da Efapel, agora ciclista da Kelly Simoldes UDO foi o primeiro ciclista a leiloar um conjunto de algumas das suas jerseys, tendo conseguido angariar um valor de 1850,00 euros para ajudar o Lando. O seu jersey da Efapel foi adquirido por um valor de 1000,00€ como podes ver na ultima licitação dos comentários!!! Na televisão No programa "Casa Feliz" da SIC, o caso do Lando ganhou maior mediatismo, podes ver AQUI como foi. O Judoca medalhado olímpico Nuno Delgado, também se juntou à causa. Nuno Delgado ofereceu uma medalha, podes ver o vídeo AQUI. Vamos juntar-nos a todos estes grandes atletas e referências do desporto em Portugal e dar a nossa ajuda, a comunidade do ciclismo em Portugal é grande e solidária. Dá a tua ajuda: IBAN: PT50 0007 0000003867189222 3 Titular: Orlando Silva Swift: BESCPTPL Morada banco: Av. da Liberdade, 195 1250-152Lisboa ### Director da INEOS Grenadiers definiu o calendário dos líderes O director desportivo da Ineos Grenadiers, Dave Brailsford, falou com a imprensa esta semana informando os planos da equipa para as grandes voltas de 2021, e como vão equilibrar as ambições de tantos líderes com potencial. Tour Brailsford viu nos dois longos contra-relógio do percurso do Tour de France, uma oportunidade para Thomas repetir a sua vitória de 2018. No entanto, também reconheceu que Carapaz poderia ganhar tempo noutros sítios, sugerindo que este pode ter liberdade de ataque se a equipa for em busca de um estilo "expansivo" de corrida como no Giro do ano passado. Em relação a Geoghegan Hart, foi decidido que o melhor passo para o seu desenvolvimento seria fazer a sua estreia este ano no Tour de France, visto ter vencido o Giro o ano passado. Brailsford não confirmou toda a equipa para o Tour, mas nomeou alguns ciclistas que pela experiência podem ser o suporte aos líderes, como Richie Porte, Laurens De Plus, Michał Kwiatkowski, Jonathan Castroviejo, Luke Rowe e Rohan Dennis. Por tanto, temos uma Ineos Grenadiers no Tour com um vencedor da competição e dois vencedores do Giro, será suficiente para "meter a Jumbo-Visma em sentido?" Giro Com tantos líderes de qualidade, a decisão foi a de colocar Bernal com o objectivo do Giro (algo que já tinha sido feito antes, mas não se realizou por lesão do ciclista antes da competição), não lhe retira a hipótese de ir fazer Tour e Vuelta, tudo vai depender do seu resultado no Giro disse Brailsford. O director desportivo disse ainda que o jovem de 24 anos (que já venceu o Tour em 2019) precisa de uma lufada de ar fresco, e como se sabe o Giro é uma corrida que embora exigente, tem muito menos pressão sobre os ciclistas do que o Tour. Mas atenção que Bernal vai bem acompanhado, terá a companhia do jovem Pavel Sivakov, que fez TOP10 no Giro em 2019 na sua estreia, pelo recentemente chegado à equipa Daniel Martínez, e Filippo Ganna que regressa após ter vencido 4 etapas no ano passado. Vuelta Para a Vuelta é onde se veem as principais novidades da equipa, na qual planeiam apostar em duas das recentes contratações, Andam Yates e Thomas Pidcock. Adam Yates procura a sua primeira vitória em grandes voltas, e Thomas Pidcok fará a sua estreia na prova, depois de ter vencido o Giro de Itália Sub-23. Depois de em 2020 assistirmos ao emergir e confirmação da Jumbo-Visma como equipa que controla as corridas em bloco, séria candidata a vencer mais do que uma grande volta por ano, e onde também vimos uma Ineos menos poderosa do que noutros tempos, após algumas contratações estratégicas parece que temos de volta essa toda poderosa Ineos. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Eurosport garante a volta à Grã-Bretanha para os próximos 5 anos A SweetSpot, organizadora da corrida e o Eurosport, Casa do Ciclismo na Europa, anunciaram uma nova aliança para oferecer a Volta à Grã-Bretanha masculina e feminina na Eurosport App e na Global Cycling Network a partir de 2021 e durante os próximos cinco anos. A organização da Volta à Grã-Bretanha masculina e feminina (Tour of Britain e Women’s Tour) anunciaram esta terça-feira um novo acordo com o Eurosport e a Global Cycling Network (GCN) que permitirá aos fãs de ciclismo desfrutar de duas das corridas mais prestigiadas do Reino Unido durante os próximos cinco anos. Os fãs vão poder desfrutar pela primeira vez da cobertura em direto da prova feminina, que forma parte do calendário da UCI Women’s World Tour, ampliando o alcance do ciclismo feminino através das plataformas digitais da Discovery e convertendo-se assim no destino referência para os amantes de ciclismo de todo o mundo. A juntar à ampla cobertura em direto, os subscritores das plataformas do Eurosport e GCN terão ainda acesso a conteúdos extra incluindo antevisões, reportagens e análises de ambos eventos por parte de alguns dos melhores especialistas de ciclismo da atualidade. O acordo estabelece ainda que o Eurosport fica responsável pela distribuição dos direitos de ambas as corridas, bem como das corridas urbanas de grande êxito da SweetSpot, a Tour Series, na Europa*, África, Ásia, América do Norte, Oceânia e América do Sul. Hugh Roberts, CEO da SweetSpot: “Estamos encantados de poder trabalhar com o Eurosport e a GCN a partir de 2021 para a frente para melhorar a programação das nossas competições existentes e explorar oportunidades de crescimento. O incrível alcance do Eurosport e da GCN ajudou a dar a conhecer as corridas em todo o mundo e com a incorporação da GCN+ no seu portfólio, estamos confiantes de que vamos melhorar a cobertura das mesmas e oferecer uma experiência mais interativa a todos os adeptos de ciclismo. Após um ano difícil para toda a gente, este anúncio é também uma grande notícia para os nossos associados a nível regional, que continuarão a beneficiar da exposição que lhes proporcionam os eventos da SweetSpot." Andrew Georgiou, Presidente do Eurosport e Global Sports Rights & Sports Marketing Solutions: "Estamos encantados de nos associarmos à SweetSpot para continuar a ampliar a nossa oferta de ciclismo em direto sem rival. Ao produzirmos pela primeira vez a corrida feminina em direto, estamos empolgados por desenvolver a nossa missão de trazer paridade para eventos masculinos e femininos de classe mundial para que os fãs possam desfrutar em qualquer lugar.Graças ao grande alcance de audiência do Eurosport, GCN e Discovery+ em mercados selecionados, libertamos o poder do desporto e continuamos a servir a nossa fervorosa comunidade de fãs de ciclismo com a melhor cobertura em direto, com os melhores conteúdos e com a melhor experiência de ciclismo, levando a Volta à Grã-Bretanha a mais pessoas do que nunca." Lizzie Deignan, vencedora da Volta à Grã-Bretanha 2019:  Lizzie Deignan - Fotografia: Charlie Crowhurst/Getty Images - Eurosport "A Volta à Grã-Bretanha já é um dos pontos altos do calendário do Women’s World Tour, com uma afluência de público e um apoio fantástico no Reino Unido, mas juntar-lhe uma cobertura televisiva em direto realmente eleva a prova a um nível superior. É fantástico ver que a corrida se associou ao Eurosport e à GCN e o facto de ser transmitida em direto do principio até ao final de cada etapa significa que teremos uma prova ainda mais emocionante o que acrescenta ainda mais brilho ao grande ambiente que se vive. A corrida é ainda mais especial para mim, porque foi onde conquistei a minha primeira vitória do World Tour após o nascimento da minha filha Orla e também com a minha equipa, a Trek-Segafredo, em 2019. Estou ansiosa por defender o meu título este ano." A Volta à Grã-Bretanha 2021 realiza-se entre os dias 5 e 12 de setembro tendo partida marcada para Penzance (Cornualha), e chegada para a cidade de Aberdeen (Escócia). Mais detalhes do percurso da edição deste ano serão anunciados mais tarde, enquanto os detalhes da etapa de Devon serão revelados esta primavera. Entre os vencedores de edições da Volta à Grã-Bretanha destacam-se ciclistas de renome como Mathieu van der Poel (2019), Julian Alaphilippe (2018) e Sir Bradley Wiggins (2013), que também fará parte da equipa de especialistas de ciclismo do Eurosport-GCN. Desde a sua criação em 2014, a Volta à Grã-Bretanha feminina é tida como uma das corridas de maior destaque do calendário da UCI Women’s World Tour. O evento de seis etapas vai decorrer entre os dias 7 e 12 de junho entre Oxfordshire e Suffolk. A vencedora de 2019 foi Lizzie Deignan. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon lança nova Torque:ON e actualiza toda a gama de eléctricas de montanha A Canyon lançou outra bicicleta elétrica, a nova Torque:ON, que combina a capacidade da Torque com a potência do novo sistema de assistência Shimano EP8. Actualização em todas as eléctricas de montanha As Spectral:ON, Neuron:ON, e Grand Canyon:ON também vão receber o motor EP8, uma atualização na bateria para criar algumas das BTT mais inovadoras do mercado. A Torque: ON A nova Torque:ON parece ser uma bicicleta brutal para desbravar trilhos ladeira abaixo. Tem 175 mm de suspensão traseira, um quadro de alumínio resistente e o tipo de qualidade de passeio lúdico que é raro numa bicicleta com tanto curso. A Torque: ON é, em resumo, ideal para qualquer um numa jornada para percorrer os trilhos mais íngremes e rápidos sem a ajuda de uma camioneta ou teleférico. A Canyon disponibilizará dois modelos Torque: ON 2021 em todos os mercados excepto nos Estados Unidos: a Torque: ON 8 (4.499 €) e Torque: ON 9 (5.799 €). Ambas as versões também estão disponíveis com uma opção de “bateria dupla” para dias ainda mais longos nos trilhos. A Spectral: ON Este modelo promete oferecer uma qualidade de condução ágil, mas capaz, que é simplesmente divertida. Com uma configuração de roda mullet (29 / 27,5), 150 mm. de suspensão dianteira e traseira e um triângulo dianteiro de carbono elegante, esta é uma bicicleta que pode lidar com qualquer coisa, desde longas pedaladas durante todo o dia até descidas difíceis. Haverá seis modelos disponíveis para 2021, a partir de 4.599 € e até à versão CF 9 de primeira linha, de 7.599 €. A Neuron:ON Com 130 mm de suspensão dianteira e traseira na maioria dos modelos, a Canyon diz que a Neuron: ON é a bicicleta de trail perfeita. A Neuron: ON é a ferramenta perfeita para percorrer quilómetros e descobrir aventuras. Estará disponível em cinco modelos, com preços entre 3.699 € e 4.599 €. Por último, mas não menos importante, a Grand Canyon:ON Reúne o mesmo motor sofisticado Shimano EP8 e inovadora tecnologia na bateria num pacote fiável e simples que dá aos "riders" de qualquer estilo a liberdade de conseguir qualquer objetivo. A Canyon oferecerá cinco modelos, com preços entre 2.899 € e 3.599 €. Podes ver mais pormenores e informações sobre toda a gama destes modelos exclusivamente em www.canyon.com/pt-pt/   ### Vídeo - Unbox e Teste luzes Specialized Flash Pack Mostramos-te este conjunto de luz dianteira e traseira da Specialized que inclui a luz Flash 300 e a luz traseira Flash. É o Specialized Flash Pack. Conjunto ideal para quem sai para pedalar na estrada de madrugada, ou ao final do dia, seja em treino ou deslocação de bicicleta. Vídeo do unbox e teste https://www.youtube.com/watch?v=oHcnDs6qHwg&t= Características do equipamento Carregamento por USB.As baterias recarregáveis de lithium-ion de 700+ 200mAh carregam em 2 horas, cada uma com cabos micro USB incluídos.Luz dianteira é instalada com sistema de fita de silicone. Inclui duas fitas de tamanhos diferentes para caber em cada cockpit de guiador redondo. ( A luz dianteira Flash não é adequada para guiadores aero).Luzes laterais extra para dar visibilidade de 180 graus a outros ciclistas e motoristas.Montagem O-ring ( O-ring extra incluído) compatível com todos os espigões de selim redondos.IPX7 à prova de água significa que esta luz pode ser utilizada sob chuva forte. Modos: White Steady High mode: 300 lumens para 1:30 horas.White Steady Medium mode: 150 lumens para 3 horas.White Steady Low mode: 75 lumens para 6 horas.Modo Intermitente branco: 150 lumens para 12 horas.Red Steady mode: 10 lumens para 2 horas.Red Power Flash mode: 20 lumens para 4 horas.Red Disco Flash mode: 14 lumens para 6 horas.Red Eco Flash mode: 5 lumens para 20 horas. Para mais informações e inclusive compra on-line deste pack de luzes, acede ao site www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse Decorreram em Ostend, na Bélgica, as provas dos campeonatos do mundo de ciclocrosse. Uma prova muito aguardada para atletas e adeptos da modalidade que a UCI fez questão de manter, apesar das restrições e do facto de só manter provas de Elites e Sub-23 masculinas e femininas, tendo as categorias de Juniores sido canceladas. Para pormenores sobre o circuito e o entorno da prova podes ver o nosso artigo de antevisão AQUI. CORRIDA ELITE FEMININA Como havíamos adiantado no artigo de antevisão, Lucinda Brand era a atleta do ano, uma das principais favoritas e como se costuma dizer não deixou os créditos por mãos alheias, foi ela a vencedora, aos 31 anos de idade alcança o grande título da sua carreira, numa época em que também vence a classificação geral da taça do mundo e onde pode ainda vencer os troféus Superprestige e X20 (antigo DVV Trofee). Um apontamento para o facto de Ceylin del Carmen Avarado (actual campeã do mundo e candidata) ter sido arredada da frente da corrida por uma queda na primeira curva, que fez com que perdesse o contacto com as da frente desde o início até ao final da corrida. Pódio feminino: 1.º Lucinda Brand; 2.º Anne Marie Worst; 3.º Denise Betsema TOP 10 da corrida feminina Pos.Nome (País) EquipaResult1Lucinda Brand (Netherlands)0:46:532Annemarie Worst (Netherlands)0:00:083Denise Betsema (Netherlands)0:00:194Clara Honsinger (United States Of America)0:00:525Yara Kastelijn (Netherlands)0:01:046Ceylin Del Carmen Alvarado (Netherlands)0:01:127Evie Richards (Great Britain)0:01:138Sanne Cant (Belgium)0:01:439Elisabeth Brandau (Germany)0:02:0710Christine Majerus (Luxembourg)0:02:08 Vídeo resumo da prova feminina https://www.youtube.com/watch?v=CRu1oKc2mXA CORRIDA ELITE MASCULINA A corrida masculina era a mais aguardada dos campeonatos do mundo de ciclocrosse, não só pelo mundo do ciclocrosse, mas diríamos pelo mundo do ciclismo, fruto da da rivalidade e equilíbrio entre Van der Poel VS. Van Aert. Desde muito cedo o que era esperado aconteceu, Mathieu van der Poel e Wout Van Aert "descarregaram" a concorrência na primeira volta e ficaram a discutir a corrida entre si. A corrida acaba por ser marcada por dois azares, divididos pelos dois favoritos. Primeiro Mathieu Van der Poel sofreu uma queda aparatosa na zona técnica do circuito atrasando-se bastante, mas pouco depois Wout Van Aert sofre um furo, o que levou Van der Poel à frente da corrida novamente. A partir daí Mathieu Van der Poel foi "cavando" a diferença volta após volta, principalmente nos sectores de areia onde passava sem desmontar, enquanto que Wout Van Aert perdia tempo nesses sectores. Vitória para Mathieu Van der Poel, que assim passa a ter vantagem em títulos mundiais de elite sobre Van Aert (quatro para três), seguido de Wout Van Aert e de Toon Aerts, que se superiorizou na luta que foi travando com Thomas Pidcock ao longo da corrida. Pódio masculino: 1.º Mathieu Van der Poel; 2.º Wout Van Aert; 3.º Toon Aerts TOP 10 corrida masculina Pos.Nome (País) EquipaTempo1Mathieu van der Poel (Netherlands)0:58:572Wout van Aert (Belgium)0:00:373Toon Aerts (Belgium)0:01:244Thomas Pidcock (Great Britain)0:01:375Laurens Sweeck (Belgium)0:02:056Michael Vanthourenhout (Belgium)0:02:147Eli Iserbyt (Belgium)0:02:188Quinten Hermans (Belgium)0:02:239Lars van der Haar (Netherlands)0:02:4110Joris Nieuwenhuis (Netherlands)0:03:15 Vídeo resumo prova masculina https://www.youtube.com/watch?v=eeVvWaZ7C8g Classificações completas Podes ver as classificações completas, assim como das provas de Sub-23 masculina e feminina AQUI. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato do Mundo de Ciclocrosse - Antevisão Estamos a menos de 24 horas dos campeonatos do mundo de Ciclocrosse, a UCI manteve a competição mesmo em tempos de pandemia, assim como uma grande parte das corridas se manteve ao longo de um ano difícil. Vídeo promocional da UCI https://www.youtube.com/watch?v=KbpEwJGzxck Apesar de se realizar ao ar livre, o facto de ser uma modalidade que se disputa dentro de um circuito fechado poderá ter ajudado a que muitas corridas se mantivessem. Embora os custos dos organizadores sejam elevados há muita audiência na Bélgica e Holanda, e mais recentemente em todo o mundo (devido ao fenómeno Van Aert VS. Van der Poel), que fez com que se mantivessem os direitos televisivos e assim a maior parte das corridas de pé, não obstante os gastos. E ainda bem que assim foi, porque o campeonato do mundo de ciclocrosse este ano reúne "ingredientes" para ser dos mais emocionantes e disputados dos últimos anos. Falamos claro está, da prova masculina, porque uma corrida mais disputada do que aquela que assistimos o ano passado na prova feminina é praticamente impossível (terminou ao sprint). Mas vamos abordar o que nos espera em ambas as provas este ano. O Circuito O circuito de Ostend (Bélgica) é bem conhecido de WVA pois foi lá que se sagrou campeão Belga em 2017. É um circuito marcado pela enorme ponte com uma rampa de 21% de inclinação (onde os atletas passam duas vezes por volta) e também pela zona de areia na praia. Reconhecimento do circuito com camara on-board https://www.youtube.com/watch?v=Qo7wjlTxZOc Se por um lado WVA corre em casa e num circuito que conhece, por outro lado MVDP terá um circuito marcado pela areia, sector no qual normalmente se destaca e onde é exímio. Não se pode dizer que o circuito dê vantagem a algum deles. O circuito terá 2900 metros, sendo que 1326 metros serão em sectores de relva (que rapidamente se pode transformar em barro se chover), e 565 metros em areia da praia. O restante é por piso variado. Assim sendo, comprem cerveja e aperitivos, guardem espaço no sofá e assistam porque nos aguarda um grande espetáculo de ciclocrosse. Prova Masculina Mathieu van der Poel VS. Wout Van Aert No últimos anos vimos assistindo a duas partes diferentes das temporadas, a primeira parte da temporada em que Mathieu Van der Poel (MVDP) está em período de recuperação e descanso da sua época de BTT e estrada, e a segunda parte da temporada na qual MVDP regressa à modalidade. Quando ele regressa, domina todas as corridas. Ambos são Tri-Campeões do mundo de ciclocrosse, este ano podem desempatar. Este ano foi completamente diferente, na medida em que não foi só o regresso de MVDP, mas também de Wout Van Aert (WVA) e Thomas Pidcock, que vieram mudar o panorama da temporada sensivelmente depois dos campeonatos da Europa em Novembro. Haver o regresso à modalidade destes três nomes, aliado ao facto de Eli Iserbyt (Campeão da Europa) ter contraído uma lesão no ombro numa prova em Dezembro, faz com que esta corrida seja completamente diferente daquela que assistimos em Novembro passado no campeonato da Europa. Regressar ao passado para ver equilíbrio Teríamos que recuar ao à temporada de 2016/2017, para assistir a algo parecido com o que sucedeu este ano, uma temporada na qual MVDP e WVA foram dividindo vitórias nas várias competições entre si, pois desde aí, o domínio tem sido do Rei MVDP, não esquecendo que inclusive no ano do ultimo título mundial de WVA (em 2018), o favorito era MVDP pois tinha vencido praticamente todas as corridas daquela temporada. Não obstante haver outros grandes atletas como Thomas Pidcock, Eli Iserbyt, Michael Vanthourenhout, Toon Aerts, Laurens Sweeck, Lars Van der Haar entre outros, é em torno de MVDP e WVA que se focam as atenções. A rivalidade em campeonatos do mundo entre MVDP e WVA vem desde juniores. Seja pelo momento de forma que atravessam, seja pelas batalhas que travam desde juniores nesta modalidade, pelo domínio que têm tido (é necessário recuar a 2014, ano em que Stybar foi campeão do mundo, para encontrar um campeão do mundo elite que não fosse WVA ou MVDP), ou ainda pela rivalidade que entretanto passaram para o ciclismo de estrada, que atingiu o expoente máximo no ultimo Tour de Flanders onde terminaram disputando a corrida ao sprint entre eles. A rivalidade entre WVA e MAVDP já passou para do ciclocrosse para o ciclismo de estrada Por tudo isto, a não ser que algo de anormal suceda (furos ou avarias), a corrida será muito certamente disputada pelos dois. Start List Prova feminina Nos últimos anos o ciclocrosse mundial tem vindo a ser dominado pelas atletas holandesas, sendo campeonatos da Europa e do Mundo dominados por esta seleção. Na prova de amanhã o cenário será o mesmo, mas talvez com protagonistas diferentes. A atleta do ano tem sido sem dúvida Lucinda Brand, uma batalhadora nata que ano após ano tem vindo a conquistar o seu espaço no ciclocrosse mundial, e onde aos seus 31 anos de idade conseguiu finalmente um grande título na modalidade, pois é a vencedora da taça do mundo da presente temporada. Lucinda Brand Ao título da taça do mundo, pode ainda juntar o troféu Super Prestige (o mais importante troféu da Bélgica), onde lidera a classificação geral a uma prova do fim, e ainda o título de campeã do mundo. Lucinda Brand Apesar de estar a fazer a melhor época de sempre na sua carreira (a atleta acompanhada pelo mítico Sven Nys, tem tido uma evolução notável), não é a primeira vez que chega a um campeonato do mundo como uma das favoritas, e em anos anteriores não conseguiu traduzir o favoritismo em vitória, pelo que certamente não se irá "encostar" aos resultados deste ano à partida para este campeonato do mundo. A grande rival de Lucinda Brand para a corrida de amanhã será certamente a actual campeã do mundo Ceylin del Carmen Alvarado, que embora tenha começado bem a temporada, onde venceu as primeiras corridas dos troféus e se sagrou campeã da Europa, depois baixou rendimento, tendo-se assistido a uma época dominada por Brand. Ceylin Alvarado A questão é que a época de ciclocrosse é longa e desgastante, com muitas competições diferentes, e para chegar a um campeonato do mundo em pico de forma é necessário gerir bem a condição física. Ceylin Alvarado Ceylin Alvarado teve um decréscimo de rendimento após os campeonatos da Europa, mas nas últimas corridas já assistimos a um maior rendimento por parte da atleta natural da República Dominicana, pelo que se assume como a outra grande candidata. Quem se pode intrometer na luta Brand VS. Alvarado Denise Betsema é a outra holandesa em grande forma este ano, uma atleta com enorme qualidade que este ano regressou ao mais alto nível, depois de na época passada não ter competido por castigo da UCI por controlo positivo de doping. Denise Betsema Betsema consegui este ano 4 vitórias no total, sendo uma delas na corrida da taça do mundo em Hulst, nota-se que vem num crescendo de forma a "apontar" para o campeonato do mundo e pode intrometer-se na luta entre as favoritas Brand e Alvarado. Anne Marie Worst é a outra holandesa que pode vir a disputar a corrida, tem sido ela nos últimos anos a grande rival de Ceylin Alvardo, mas este ano teve uma lesão na pré-época que acabou por afetar o seu rendimento, não estando na disputa das corridas como vinha acontecendo nos últimos anos. Fez uma pausa em algumas corridas por opção em Dezembro, com vista a apresentar-se na sua melhor forma no campeonato do mundo, amanhã veremos se deu resultado. Anne Marie Worst e Celine Alvarado. Existe ainda a jovem americana Clara Hosinger que pode ser uma outsider, aos 23 anos tem estado na disputa pelo pódio das ultimas corridas da temporada, e a lendária Marianne Vos que regressou na segunda parte da temporada com o objetivo de disputar o campeonato do mundo. Clara Honsinger Start List Transmissão As provas serão transmitidas em direto no GCN com Race Pass (pago) ou no Eurosport Player (pago). Poderás ver em também diferido no Eursport 2: Sábado pelas 18:30 prova feminina. Domingo pelas 18:00 prova masculina. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Dylan Groenewegen recebeu ameaças de morte e teve proteção policial Dylan Groenewegen (Jumbo-Visma) revelou que teve de receber proteção policial após receber ameaças de morte a si e ao filho recém-nascido, devido ao acidente com Fabio Jakobsen (Deceuninck-QuickStep). "As ameaças eram tão concretas e sérias que chamámos a polícia alguns dias depois. A polícia guardou-nos a casa durante semanas, não podia sair de casa de forma espontânea, era acompanhado por um agente", revelou. O ciclista ainda suspenso pela União Ciclista Internacional (UCI), que lhe aplicou uma sanção de nove meses (até maio de 2021), a mais longa aplicada a um ciclista sem ser por doping, deu uma entrevista a uma revista holandesa onde falou da sua vida desde a queda com Fabio Jakobsen na Volta à Polónia do ano passado. Recordar que nessa queda Jakobsen ficou em estado grave por ter sido atirado contra as barreiras de proteção por Groenewegen, durante o sprint final da etapa, a cerca de 80 km/hora. "Recebíamos cartas (com ameaças de morte) escritas à mão. Uma delas trazia uma forca, e dizia que com ela podíamos enforcar o nosso filho depois de a ler. Ficámos aterrorizados", contou. O ciclista revelou ainda ter um sentimento de paranoia quer em casa quer na rua, com coisas desde o alarme disparar em casa por esquecimento ou manobras arriscadas no trânsito. Fabio Jakobsen também já abordou o tema, após voltar a pedalar, e embora condene a atitude do seu compatriota naquela prova, diz que estas atitudes por parte das pessoas são estúpidas. Podes ver a sua entrevista aqui. Vai ser um regresso difícil para ambos, a confiança e o instinto são características importantes nos velocistas, poderá levar tempo até os vermos ao nível que tinham, se voltarmos a ver. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Resumo 5.ª prova A 5.ª e ultima prova da taça do mundo de ciclocrosse disputou-se em Overijse, um circuito mítico, duro e técnico que viria a decidir os vencedores desta competição. Se na prova feminina Lucinda Brand tinha uma margem confortável para gerir, e poder vencer a classificação geral, na prova masculina a diferença entre Wout Van Aert e Mathieu van der Poel (MVDP) era de apenas 15 pontos. Prova Feminina A história da prova feminina foi escrita pelas atletas mais consistentes ao longo desta temporada nas várias competições da modalidade, Lucinda Brand e Ceylin del Carmen Alvarado disputaram a corrida, sendo que a jovem campeã do mundo atacou no início da ultima volta, conseguindo ganhar uma vantagem que Brand já não conseguiu anular. Ceylin del Carmen Alvarado A vitória da corrida foi para Alvarado, que assim deixa boas indicações para a corrida da próxima semana (campeonato do mundo), enquanto que Lucinda Brand consegue vencer a classificação geral da Taça do Mundo, arrecadando assim a primeira grande vitória da sua carreira, naquela que está a ser a sua melhor época de sempre. Lucinda Brand A fechar o pódio, e contrariando um pouco do que tem sido o decorrer da temporada (onde costuma surgir Denise Betsema nos lugares de pódio), ficou Manoin Bakker, uma jovem que vem em crescendo de forma na ultima fase da temporada e teve hoje um merecido pódio. Pos.NOme (País) EquipaTempo1Ceylin del Carmen Alvarado (Ned) Alpecin - Fenix0:49:482Lucinda Brand (Ned) Baloise Trek Lions0:00:203Manon Bakker (Ned) Credishop-Fristads0:00:214Clara Honsinger (USA) Team Tibco-Silicon Valley Bank0:00:345Denise Betsema (Ned) Pauwels Sauzen - Bingoal0:00:406Sanne Cant (Bel) Iko - Crelan0:00:487Anna Kay (GBr) Starcasino cx Team0:00:568Evie Richards (GBr) Trek Factory Racing Cx0:00:589Kata Blanka Vas (Hun)0:01:1510Marianne Vos (Ned) Jumbo-Visma Women Team0:01:21 Prova Masculina Na prova masculina todos os focos estavam sobre as duas super estrelas Wout van Aert e Mathieu van der Poel. O Belga partia com uma vantagem de 15 pontos sobre o holandês, mas nada estava decidido. Ambos começaram a corrida sem reservas, mostrando desde logo para o que estavam ali, colocaram um ritmo na frente que lhes permitiu abrir desde logo um espaço de 15 segundos para os restantes, seguindo na frente da corrida juntos. O ponto chave na corrida foi o furo de Mathieu van der Poel, lavando-o a perder o contacto com Wout van Aert, ficando com uma desvantagem de 25 seg's., vantagem essa que ainda conseguiu reduzir para 10 seg's, mas o cansaço da recupração e a constante pressão colocada por Wout van Aert levaram a que cometesse 2 erros (pequenas quedas) que o impediram de dar caça a van Aert. Vitória para Wout van Aert, que independentemente do furo de Mathieu van der Poel assumiu a liderança da corrida desde o início, mostrando ambição e consistência. Tom Pidcok fechou o pódio da corrida. O ciclista belga vence assim a edição 2020/2021 da taça do mundo de ciclocrosse. Pos.Nome (País) EquipaResult1Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma1:05:572Mathieu Van Der Poel (Ned) Alpecin - Fenix0:01:033Thomas Pidcock (GBr) Trinity Racing0:02:074Michael Vanthourenhout (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:02:245Toon Aerts (Bel) Baloise Trek Lions0:02:496Lars Van Der Haar (Ned) Baloise Trek Lions0:03:267Laurens Sweeck (Bel) Pauwels Sauzen - Bingoal0:03:358Corne Van Kessel (Ned) Tormans Cyclo Cross Team0:03:419Quinten Hermans (Bel) Tormans Cyclo Cross Team0:03:5710Gianni Vermeersch (Bel) Credishop-Fristads0:04:12 Resumo vídeo Na próxima semana realizam-se os campeonatos do mundo e tanto na categoria feminina, como na masculina não se pode apontar um favorito, pelo que se esperam corridas bem emocionantes. Em condições normais, prevê-se uma corrida feminina disputada por Lucinda Brand, Ceylin Alvarado e Denise Betsema, e uma corrida masculina disputada por Mathieu van der Poel e Wout van Aert. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Dumoulin faz pausa na carreira Tom Dumoulin decidiu fazer uma pausa na carreira de ciclista. O ciclista de 30 anos decidiu, em acordo com a sua equipa Jumbo-Visma, tirar uma espécie de licença sem vencimento por tempo indeterminado. Ontem à noite numa conversa com a direção da equipa holandesa no campo de treino que estão a fazer em Alicante, Tom Dumoulin terá informado a equipa acerca das suas intenções. A decisão é uma surpresa para muitos pois numa entrevista no início desta semana, Dumoulin disse que estava ansioso pela nova temporada, na qual iria começar em duas clássicas. "Acho que a primavera é sempre uma altura muito agradável. Todos estão ansiosos, inclusive eu, para recomeçar. Devo admitir que em termos de resultados não foi a minha melhor época. Este será meu 10º ano como ciclista profissional e nunca brilhei na primavera. Vou tentar novamente este ano ", disse Dumoulin. Mas alguns dias depois muda completamente de ideias: "Tomei a decisão ontem (para esta sexta-feira). Tenho o apoio da equipa e sinto-me bem com a decisão. É como se tivesse tirado uma mochila com um enorme peso dos ombros. Acordei feliz, é tão bom ter finalmente tomado a decisão de reservar um tempo para mim. Isso diz o suficiente. " A verdade é que desde aquela temporada de 2018 - onde subiu ao pódio do Giro e do Tour depois de vencer a "Maglia Rosa" um ano antes - Tom Dumoulin nunca mais foi o mesmo. Em 2019 sofreu uma lesão que o obrigou a abandonar a prova o Giro e o impediu de disputar o resto da temporada. "Passei por um período terrível após minha lesão no joelho. Depois, veio um desconforto intestinal na primavera e depois o coronavírus. Posso dizer que estava mais perto de parar do que continuar", dizia Tom Dumoulin há alguns meses. Em 2020 conseguiu ser 7º no Tour, tendo começado como um dos favoritos. Em tempos de incerteza de calendário, com constantes adiamentos e cancelamentos de corridas, Dumloulin vai tirar um tempo para ver o que fazer com sua carreira. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança novos sapatos S-Works Ares A Specialized mudou completamente a imagem dos sapatos de competição, com os novos S-Works Ares, desenhados para serem sapatos de pura performance. De acordo com informação da marca, os S-Works Ares atingem equilíbrio perfeito sem precedentes entre transferência de potência e conforto, ao utilizar uma arquitetura de fecho, com patente pendente, totalmente nova. Ao triangular a retenção e espalhar a pressão sobre uma área de superfície maior, os S-Works Ares eliminam essencialmente o movimento do pé dentro do sapato, para que se possa segurar e aplicar potência para mais velocidade. Desempenho não significa menos conforto Combinando o novo sistema de fecho, com uma meia língua reforçada com Dyneema®, a Specialized afirma ter eliminado impacto nos tendões para um conforto supremo. Testes de pico de potência e aceleração validaram o aumento da aplicação da potência com os S-Works Ares - os estudos de mapeamento da pressão verificam um aumento de 20% na superfície de contato em comparação com os sistemas de fecho tradicionais, oferecendo um ajuste que é mais seguro E confortável. “Quando ponho os meus pés dentro dos Ares, é como calçar uns chinelos perto de uma lareira.”Julian Alaphilippe, Deceuninck – Quick-Step simple holiday season livingroom fireplace scene, lit by a blazing fire and candle light Fundamental para o desenho dos S-Works Ares é já conhecida tecnologia Body Geometry – otimizando o alinhamento do quadril, joelho e pé – para aumentar a potência, aumentar a eficiência e reduzir o risco de lesões. Sam Bennet esteve envolvido no processo de desenvolvimento dos S-WORKS Ares O ciclista da Deceuninck – Quick-Step, Sam Bennet, esteve envolvido no processo de desenvolvimento destes sapatos, ele que fez bom uso dos S-Works Ares equipados com a sola de Carbono FACT Powerline™, utilizada pelo vencedor do Campeonato do Mundo (Alaphilippe), com um índice de rigidez de 15.0, ganhando a camisola verde no Tour de France de 2020. Cores disponíveis A Specialized fica assim com uma oferta mais ampla nos sapatos de estrada, permitindo a cada um escolher o que melhor se adapta a si. Na fotografia, os SW Ares, SW 7 Vent, SW 7, e SW EXOS Podes encontrar mais informações, e mesmo comprar estes sapatos on-line em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Algarve adiada A Federação Portuguesa de Ciclismo, organizadora da Volta ao Algarve, informou hoje todos os parceiros e as equipas inscritas de que a corrida não poderá realizar-se na data prevista, 17 a 21 de fevereiro. O adiamento é uma decisão difícil, mas que se tornou inevitável, dada a evolução da situação pandémica em Portugal. A organização da Volta ao Algarve está consciente de que estavam criadas legítimas expectativas de realização de um excelente espectáculo desportivo, no entanto o contexto geral do país impõe um adiamento que sinalize o compromisso da Federação Portuguesa de Ciclismo com a defesa da saúde pública e a motivação de oferecer aos adeptos uma corrida de grande qualidade, noutro momento do ano. Nova data Iniciaram-se imediatamente diligências no sentido de realizar a 47.ª Volta ao Algarve na próxima primavera. A nova data prevista é o período de 5 a 9 de maio, embora a recalendarização dependa da consensualização com as equipas e com os parceiros envolvidos no evento, tendo também de ser aceite pela União Ciclista Internacional, dado tratar-se de uma prova do calendário UCI. Por: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout van Aert renova pela Jumbo-Visma até 2024 Wout van Aert renova pela Jumbo-Visma até 2024. O belga assinou um novo contrato de três anos com a equipa holandesa World Tour. Relembrar que o seu antigo contrato expirava no final deste ano. No início de 2019, Van Aert mudou da Vérandas Willems-Crélan para Jumbo-Visma. Na equipa holandesa, o belga de 26 anos subiu ao topo do mundo na estrada.  Em 2020 venceu a Milan-San Remo, Strade Bianche e duas etapas no Tour de França. Além disso, Van Aert ficou em segundo no Campeonato do Mundo na estrada, no contra-relógio do Campeonato do Mundo e na Volta à Flandres. “Eu queria fazer isto sozinho, porque realmente fico muito melhor aqui”, (...) “Acho que todos puderam ver que dei grandes passos como ciclista nos últimos anos. Sempre estive em forma quando foi necessário. Devo muito à equipa ser capaz de trabalhar para algo. A decisão da minha renovação ficou clara na minha cabeça muito rapidamente, ”diz Van Aert sobre sua extensão de contrato.  “Claro que há outras coisas em jogo e isso levou algum tempo. A intenção era boa de ambos os lados e estava confiante de que tudo daria certo. Estou muito feliz por poder perseguir mais sucessos neste ambiente familiar. Sinto-me muito bem aqui e os últimos anos mostraram o que posso fazer aqui ”, afirma. A notícia sobre a extensão do contrato de Van Aert já era falada há algum tempo, principalmente pelo "namoro" de outras equipas. Interesse de outras equipas Para a cadeia de supermercados Jumbo, o mercado belga terá uma importância crescente nos próximos anos, pelo que a quebra do contrato do melhor ciclista belga não era visto com bons olhos do ponto de vista comercial.  Além disso, a equipa rival INEOS Grenadiers sai derrotada com a extensão do contrato; visto que a equipa britânica teve várias conversas com a área de Van Aert após o último Tour, como nós noticiamos aqui. “Não posso dizer que havia mais equipas interessadas em mim, mas nunca conversei pessoalmente com outra equipa. O meu objectivo sempre foi renovar o meu contrato aqui ”, afirma Wout Van Aert. A Jumbo-Visma segura assim um dos ciclistas mais valiosos do pelotão World Tour, se não o mais valioso do momento, tendo em conta não só os resultados obtidos como a sua versatilidade, além de que é um ciclista que garante comunicação à equipa (patrocinadores) todo o ano, visto não parar de competir no inverno, onde é uma das estrelas do ciclocrosse mundial. A forma como a equipa anunciou a sua renovação, espelha aquilo que Wout Van Aert significa para eles. É "um todo terreno". Vê o vídeo. https://twitter.com/JumboVismaRoad/status/1352187340089921539 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Suspensão da atividade competitiva até dia 14 de Fevereiro A Federação Portuguesa de Ciclismo anunciou a suspensão da atividade competitiva prevista até ao dia 14 de fevereiro, na sequência das medidas de contenção da pandemia de SARS-CoV-2. Assim, não se realizarão nas datas previstas as provas nacionais de ciclocrosse calendarizadas para janeiro e fevereiro. Os calendários competitivos regionais mantêm-se suspensos, em virtude de as provas de caráter regional não serem elegíveis para realização pelas normas em vigor no atual estado de emergência. O Campeonato Nacional de Ciclocrosse fica agendado para o dia 21 de fevereiro, prevendo-se que a segunda prova da Taça de Portugal da mesma disciplina se realize no dia 28 do mesmo mês. No cumprimento do que está atualmente estipulado para a realização de eventos desportivos, tanto o Campeonato Nacional como a prova da Taça serão apenas disputados por atletas da categoria de elite, tanto no setor masculino como no feminino. Caso na data de realização da segunda prova da Taça de Portugal se confirme a impossibilidade de realização de competições para outras categorias que não a de elite, será fechado o ranking da Taça de Portugal nas restantes categorias segundo os resultados da primeira prova pontuável, já disputada. Por: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Shimano assume o apoio neutro do Tour e todas as corridas da ASO Desde 1977, foram os conhecidos carros amarelos da Mavic que deram um serviço de apoio neutro na corrida e fizeram parte da imagem do Tour de França, dizemos que foram porque em 2021 já não estarão lá, a partir agora será a Shimano a assumir essa função. O amarelo será substituído pelo azul Shimano. A ASO (empresa organizadora do Tour de França e da maioria das grandes provas World Tour) , anunciou esta semana que a Shimano assumirá a função de apoio neutro em todas as suas corridas, referindo algumas, Volta a Espanha, Paris-Roubaix, Liége-Bastogne-Liége, Fléche Wallone. Esta alteração chega depois do Grupo Bourrelier ter comprado a comprou a Mavic em julho passado, após alguns anos em que a situação financeira da marca era muito delicada e estava à beira do desaparecimento. O novo proprietário da Mavic anunciou que a marca voltará a focar-se no fabrico de rodas e cubos. Qual o papel do carro de apoio neutro Shimano? O carro de apoio neutro dá apoio aos ciclistas em competição, ajudando-os a resolver qualquer problema mecânico ou na necessidade de material que possam ter, quando os carros de apoio da sua equipa não possam estar junto deles, ou demorem em chegar. Deixamos-te o vídeo que fizemos sobre o carro de apoio da Shimano na Volta ao Algarve, onde podes ver o que transporta para dar este tipo de apoio. https://www.youtube.com/watch?v=wsnx2XLMlD4&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O calendário 2021 de Rui Costa e irmãos Oliveira Sobre o calendário 2021 de Rui Costa e irmãos Oliveira, Ivo Oliveira revelou ir à Volta a França, Rui Costa aponta aos Jogos Olímpicos, Rui Oliveira às clássicas e ao Giro. Rui Costa "Tudo indica que estarei na Volta à Comunidade Valenciana. Depois, segue-se a Volta ao Algarve, e depois Paris-Nice. (...) Sobre grandes Voltas, o Giro posso deixar de lado, não estarei presente. O Tour ainda é uma incógnita e a Vuelta também não sei ao certo. A estratégia da equipa passa por apostar em mim nas corridas de uma semana, até mesmo nas clássicas de um dia",referiu. Entre as provas que mencionou, há também espaço para as clássicas das Ardenas, a Volta à Romandia ou a Volta à Suíça, mesmo que o "objetivo especial" sejam os Jogos Olímpicos Tóquio2020, adiados para 2021, com as provas marcadas para decorrerem de 24 a 28 de julho. Falando dos jogos olímpicos, "a opção do Tour talvez não seja a melhor, porque termina muito em cima" da prova na capital japonesa, onde contam "a adaptação ao clima e o 'jet lag'", além de ser uma prova com subidas menos indicadas ao seu perfil, tendo por isso um plano rigoroso de alimentação e preparação, para perder peso e fazer frente às dificuldades em Tóquio. De resto, o calendário de 2021 é em muitos pontos similar ao ano anterior, no qual foi campeão nacional de fundo de novo, venceu uma etapa na Volta à Arábia Saudita e teve vários pódios e 'top 10' ao longo da época. Ivo Oliveira Ivo Oliveira explicou que o calendário de 2021 arrancará em 14 de fevereiro, com a Clássica de Almería, em Espanha, antes da Volta ao Algarve, para já marcada para de 17 a 21 desse mês. Ivo Oliveira "Depois, várias clássicas na Bélgica, o Tirreno-Adriático, mais clássicas belgas e as Ardenas, a Amstel Gold Race, a Volta à Romandia, o Critério do Dauphiné, um estágio de altitude e o Tour (entre junho e julho). É o que a equipa quer que eu faça. Depois da grande Volta (a Espanha) que fiz, pensam que sou um ciclista capaz de ajudar, porque temos só um líder, que é o Tadej Pogacar",explicou Ivo Oliveira Ivo Oliveira referia-se à Volta a Espanha 2020, prova na qual Rui Costa esteve perto de vencer uma etapa por duas vezes, onde os irmãos Oliveira ajudaram os líderes da geral mas também a lançar os 'sprints', com Ivo a conseguir preparar uma vitória do belga Jasper Philipsen. Rui Oliveira "Este ano já estou mais confiante, tenho noção que estou capaz de estar ao lado dos melhores nas tarefas que tenho, e é para isso que me vou preparar o melhor possível. (O calendário) dependerá muito de como estará a condição no início do ano. Se estiver bem, passará por fazer o Giro [em maio], mas depende da forma com que chegar até lá, porque vou estar nas clássicas primeiro, será o primeiro foco. Se tiver bem, partirei daí para o Giro", disse Rui Oliviera Vê algumas clássicas na Bélgica como podendo "assentar bem", sobretudo a Nokere Koerse ou a Bredene Koksijde, em março, que já corre "há três anos", numa época em que aos 'sprinters' de peso da equipa, o norueguês Alexander Kristoff e o colombiano Fernando Gaviria, se junta o italiano Matteo Trentin. Nas clássicas, fará um primeiro bloco de belgas, até ao Paris-Roubaix, ficando dependente "da fadiga", acompanhando primeiro Kristoff e, depois, Gaviria no caso de ir à Volta a Itália, para a qual o colombiano aponta. Rui Costa sobre a nova geração Com 34 anos, Rui Costa, campeão do mundo de fundo em 2013, falou ainda dos novos valores a aparecerem no ciclismo nacional, dos irmãos Oliveira, com quem corre e em quem vê "muito potencial", a João Almeida (Deceuninck-QuickStep) e Ruben Guerreiro (Education First), "excelentes corredores". "Temos estas novas caras do ciclismo português, e ainda bem, para valorizar mais o ciclismo nacional. Ainda têm 10 anos de carreira pela frente e terão muito mais para evoluir", disse o ex-campeão do mundo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Elia Viviani obrigado a fazer exame cardíaco Elia Viviani deixou antecipadamente o estágio da equipa Cofidis em Benidorm. O sprinter foi teve que fazer um exame no hospital de Ancona, por aparentemente ter um distúrbio do ritmo cardíaco, escreve a Gazzetta dello Sport. Quando o italiano de 31 anos sentiu o batimento cardíaco irregular durante o treino no domingo passado, "soaram os alarmes" no Dr. Roberto Corsetti, médico desportivo com especialização em cardiologia com quem Viviani já trabalhou na antiga Liquigas. Corsetti enviou Viviani ao hospital de Ancona, onde foi examinado na terça-feira, 19 de janeiro. Foi submetido a um exame eletrofisiológico.  Este exame permite compreender e mapear a actividade eléctrica do coração. Através de veias e artérias periféricas, são introduzidos cateteres no coração em localizações bem conhecidas, e são efectuados testes para estimulação e leitura da actividade eléctrica nessas localizações. Ainda não foi tornado público nenhum resultado do exame. Viviani provavelmente teria alta do hospital hoje, de acordo com o jornal desportivo rosa. Elia Viviani não começa assim a época da forma desejada, uma época na qual podemos dizer que está "obrigado" a apresentar resultados na Cofidis. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sociedade Comercial do Vouga faz 75 anos Há 75 anos a servir o mundo das duas rodas, fundada a 18 de janeiro de 1946 por cinco visionários daquela época, Manuel Caetano Henriques, Aníbal Rodrigue da Graça, Miguel de Almeida e Silva, Samuel de Oliveira Caetano e Samuel de Oliveira Fernandes, a Sociedade Comercial do Vouga (SCVouga) continua a fomentar a sua posição no mercado ao longo dos anos. A experiência no mundo do Ciclismo, Motociclismo e Agricultura é inegável.São 75 anos, todos os dias a servir os seus clientes e a honrar os seus fornecedores. No mercado do ciclismo, entre outras marcas, a Vouga é o importador Shimano em Portugal. Em comunicado de imprensa, a empresa partilhou a forma como encara o dia a dia Na realidade em que vivemos, onde tudo é para “agora”, os colaboradores da empresa trabalham com afinco e dedicação para que os processos operacionais estejam em contínua atualização. Desde os pedidos de mercadoria feitos aos fornecedores das mais de 40 marcas que a empresa representa, à receção e confirmação das mesmas,execução de encomendas, embalamento e faturação, para que tudo chegue atempadamente aos seus clientes, a empresa conta com o trabalho e dedicação diário de 50 pessoas, distribuídas pelos mais diversos departamentos, que lutam todos os dias para que a SCVouga continue aser uma empresa de referência a nível nacional. “São 75 anos a criar laços e colaborações, a criar soluções para o futuro das duas rodas em Portugal. Os nossos clientes poderão sempre contar connosco!”; Disse o Dr. João Graça, gerente da empresa. “Juntamente com a família Vouga, tenho muito orgulho no passado, confiança no presente e acredito no futuro”.Disse Dr. Paulo Silva, gerente da empresa. Em comunicado a empresa afirma que continuará a trabalhar com a mesma convicção e propósito, servir pessoas e criar valor. Para mais informações consulta www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vários ciclistas da Bora-Hansgrohe atropelados É o eterno problema dos ciclistas, tendo que treinar na rua e estradas com trânsito, expõem-se ao perigo dos condutores, desta vez foram vários ciclistas da equipa Bora-Hansgrohe atropelados. Um carro atingiu o grupo de ciclistas da equipa durante o treino de sábado. Segundo relatos, o grupo de sete ciclistas estava a treinar quando foram atropelados, tendo pelo menos três deles sido transportados para o hospital. “Hoje durante o treino, vários dos nossos ciclistas estiveram envolvidos num acidente com um automóvel" ... "Wilco Kelderman, Rüdiger Selig e Andreas Schillinger foram transportados para o hospital, todos conscientes. Wilco e Rudi sofreram uma concussão, enquanto o Andreas aguarda os exames finais."afirmou a equipa. Os outros ciclistas envolvidos regressaram ao hotel da equipa com ferimentos ligeiros. ” Os ciclistas que puderam regressar ao hotel foram Marcus Burghardt, Anton Palzer, Maximilian Schachmann e Michael Schwarzmann. “Só sei que houve um carro envolvido. O carro atingiu-os, mas não posso dizer exatamente o que aconteceu ”, disse um porta-voz da equipa ao site Cyclingnews. Recorde-se que no passado mês de Dezembro, o português Rúben Guerreiro também foi atropelado durante um treino, assim como o italiano Valério Conti, ciclista da UAE Team Emirates, em dias diferentes na sua zona de residência. Ambos ficaram lesionados na clavícula. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - Selim PRO Stealth Depois de testar a versão OFF-Road do Stealth (que até foi lançada depois deste), e de ter retirado sensações bastante positivas do mesmo, testei o selim PRO Stealth versão estrada. Comecemos por relembrar que o Stealth já foi lançado há 3 anos, e que na altura do seu lançamento a marca informou que este foi desenvolvido em colaboração com a equipa World Tour Giant-Alpecin (hoje Team DSM), em todas as fases da produção, o que deixa desde logo o sinal de que este selim está direcionado principalmente para a vertente competitiva. A verdade é que, tal como o seu "irmão off road", este PRO Stealth revelou-se bastante confortável mesmo tendo eu uma posição com bastante sloping (posição inclinada entre a altura do selim e o guiador) na bicicleta. A base de fibra de carbono é reforçada para rigidez extra, e a densidade do acolchoamento é adequada. Até agora, e após cerca de 1000 km's feitos, não tem qualquer desgaste provocado pelo movimento da perna e roçadura dos calções. Há três qualidades de destaque neste selim A primeira é a sua base de apoio larga (que não permite oscilações na anca), a segunda é a abertura central (que foi feita para facilitar a irrigação sanguínea, aliviar a pressão no períneo e apoiar os ísquios), e por ultimo destaco o facto de ter uma ponta mais curta, que ajuda a não causar desconforto mesmo quando temos uma posição mais inclinada na bicicleta. Integração de acessórios Outra vantagem (não essencial), mas que dá muito jeito, é o facto de estar preparado para a adaptação de vários acessórios da marca PRO, tais como adaptador para camara, bolsa de ferramenta, dorsal de corrida, ferramenta, botija de CO2, entre outros. A importância da montagem e acerto do selim O acerto do selim é uma operação bastante sensível (ao milímetro), onde um pouco mais, ou menos de inclinação, bem como o avanço ou recuo da sua montagem, vão ditar o conforto final na sua utilização. Para esse acerto devemos recorrer a um profissional credenciado (bikefiter), mas também "ouvir o nosso corpo", testar e acertar até nos sentirmos bem. Fiz um vídeo com o feedback do selim e com os conselhos de um bikefiter, sobre como podes acertar o selim em casa. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=h5KYXaudX_s Outras características O Pro Stealth oferece duas larguras: 142 mm e 152 mm., é um selim unissexo, a versão testada tem um peso de 205 gr's. e a marca tem uma garantia de satisfação de 30 dias, o que permite que experimentes o selim durante este tempo, e caso não fiques satisfeito o possas devolver se não tiver danificado. No site da marca encontras um interessante sistema que através de várias perguntas, seleciona o selim mais apropriado a ti. Podes testar aqui. Para informações sobre mais características, disponibilidade e onde podes encontrar este selim, consulta o site do importador em Portugal www.vouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Foco do ciclismo mundial aponta para a Volta ao Algarve Em 2021 já são 14 as provas com presença de equipas World Tour canceladas até agora, 8 delas em Janeiro, o que faz com que as equipas se foquem cada vez mais na Volta ao Algarve 2021. Apesar de haver outras duas corridas em Fevereiro, como são a "Volta a la Comunitat Valenciana" e a "Etoile de Bessèges" (ambas de 3 a 7 de Fevereiro) que até agora também não foram canceladas, a incerteza, os outros cancelamentos e o nosso clima podem fazer com que as equipas tragam os seus melhores ciclistas à Volta ao Algarve. Estas são as provas canceladas até ao momento: Janeiro 2021 Tour Down Under 2021 Feminino Tour Down Under 2021 Vuelta a San Juan 2021 Race Torquay 2021 Race Torquay WE 2021 Tour de Langkawi 2021 Cadel Evans Great Ocean Road Race 2021 Cadel Evans Great Ocean Road Race Feminino 2021 Fevereiro de 2021 Herald Sun Tour 2021 Feminino Herald Sun Tour 2021 Tour Colômbia 2.1 2021 Tour de Antalya 2021 Abril de 2021 Tour de Yorkshire 2021 Tour de Yorkshire Feminina 2021 Por enquanto Volta ao Algarve mantém-se Escrevemos por enquanto porque a incerteza nos dias de hoje domina o nosso dia-a-dia e enquanto não houver informação em contrário conta-se com o evento. A Federação Portuguesa de Ciclismo defende que o evento tem condições para ser realizado, por ser um evento totalmente profissional, disse esta quarta-feira Delmino Pereira, após o anúncio do novo confinamento geral. "A Volta ao Algarve, sendo um evento internacional do circuito ProSeries (da União Ciclista Internacional), totalmente profissional, no nosso entendimento tem enquadramento nesta norma desportiva"Disse Delmino Pereira à Lusa No entanto o dirigente também esclareceu que quer aguardar pelas "diretrizes da Direção-Geral da Saúde (DGS)" Delmino Pereira lembrou ainda que o ciclismo "não teve problemas" e que é "uma atividade de baixo risco", praticada ao ar livre. Relembramos que o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que a 1.ª Liga portuguesa de futebol e "ligas equiparadas" vão manter-se em atividade durante o novo confinamento geral. Medidas de segurança apertadas Ao que conseguimos apurar as medidas de segurança são bastante apertadas para a Volta ao Algarve 2021, a organização limitará bastante o movimento do público, o acesso será interdito nas partidas e chegadas, nas zonas "espetáculo", e ao parque das equipas. Este cenário na chegada ao alto do Malhão em 2020 (antes da pandemia), não se repetirá em 2021. Inclusive as creditações de imprensa serão menores, e mesmo a imprensa terá o acesso ao parque das equipas interdito, havendo uma “caixa” para a imprensa na zona de acesso à partida das etapas e um espaço de "flash interview" no final das tiradas. Esperemos que a Volta ao Algarve se realize e que, apesar das restrições, possamos ter a elite do ciclismo mundial no nosso país em 2021. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Shimano renova e expande parceria com a Jumbo-Visma A renovação do contrato de patrocínio vem garantir componentes Shimano para toda a equipa masculina, equipa de desenvolvimento, e expande o apoio para as 12 ciclistas da equipa feminina da Jumbo-Visma.   Depois dos surpreendentes resultados em 2020 por parte da equipa Jumbo-Visma, incluindo um trio de clássicas, (Strada Bianche, Milan-San Remo, Liege-Bastogne-Liege), múltiplas vitórias nas etapas do Tour de França e Vuelta a Espanha, bem como a vitória da Vuelta, a Shimano não teve dúvidas, vai equipar os seus novos quadros Cervélo com grupos topo de gama Dura-Ace. Cervélo S5 Cervélo R5 Cervélo Caledonia-5 Mas esta renovação, a qual continua o legado de 25 anos de cooperação entre o fabricante Shimano e a equipa, é histórica porque o fabricante alarga o apoio à nova equipa feminina. A equipa feminina da Jumbo-Visma vai ser equipada com sistema de transmissão Dura-Ace e pedais, a equipa de desenvolvimento vai correr com pedais e transmissão Ultegra, e os homens do World Tour optaram  por sistemas de rodas e transmissão Dura-ace e respectivos pedais.  Com o  renovado patrocínio todas as equipas da Jumbo-Visma vão utilizar travões de disco Shimano((Dura-Ace ST-R9170 ou  Ultegra ST-R8070) em todas as bicicletas. A equipa masculina optou também pelo pedaleiro Shimano R9100P com potenciometro para conseguirem extrair dados exactos dos seus esforços seja em treino ou em corrida.   “A Equipa Jumbo-Visma não está somente alinhada com os nossos objectivos de inspirar as pessoas a pegarem nas suas bicicletas e saírem para pedalar, mas estrategicamente estão também muito alinhados com os nossos desenvolvimentos e  representação da nossa marca. Sinto-me bastante feliz por ter conseguido alcançar este novo acordo dentro desta parceria de longo-prazo.”Disse Myron Walraven, o responsável pelo marketing desportivo da Shimano Richard Plugge, director da equipa Jumbo-Visma disse: “Estou extremamente orgulhoso e agradecido por continuarmos com esta colaboração de longa data e além disso conseguirmos apoio para a nossa equipa feminina. Qualidade é a chave para nós e sabemos que podemos contar com isso na Shimano. Além dos componentes Shimano, toda a equipa Jumbo-Visma vai calçar os sapatos premium de competição Shimano S-PHYRE RC902 na estrada. Os atletas que vão competir no ciclocrosse, tais como Wout van Aert ou Marianne Vos, vão ambos utilizar o sapato off-road Shimano S-PHYRE XC901.    Shimano S-PHYRE RC902 Para mais informações sobre produtos Shimano, consultar o Distribuidor Shimano oficial em Portugal:www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Challenge de Maiorca adiado de Janeiro para Maio A prova Challenge de Maiorca em bicicleta, inicialmente marcado para entre 28 e 31 de janeiro, foi adiado para maio, devido à "grave crise sanitária na ilha causada pela covid-19". Classificando a decisão de "dolorosa", mas inevitável, a organização agendou a competição para o período entre 13 e 16 de maio. "Apesar do meticuloso protocolo sanitário apresentado, as autoridades não consideraram possível realizar a prova devido às novas restrições que vão vigorara entre 12 e 26 de janeiro, deixando a organização sem capacidade de resposta", explicou Manuel Hernández, diretor-geral da corrida balear. O Challenge de Maiorca é, desde 2012, uma corrida de quatro dias, com um troféu por dia. O português Rui Costa venceu uma das provas, o troféu Deià, em 2010. Uma das estrelas esperadas este ano era o vencedor do Tour de França 2020, Tadej Pogacar. Tadej Pogacar Nós portugueses, aguardamos com espectativa a realização da Volta ao Algarve, em tempos de incerteza constante. ### UAE Team Emirates primeira equipa vacinada A equipa de Tadej Pogacar e Rui Costa, UAE Team Emirates é a primeira equipa vacinada contra o COVID-19. De acordo com "Gazzetta dello Sport", toda a estrutura da equipa foi submetida à vacinação, com prioridade para os ciclistas e a restante estrutura que iniciará a temporada no final de janeiro, como é o caso de Tadej Pogacar, que estará no "Desafio de Maiorca" no final do mês. A UAE Team Emirates, primeira equipa vacinada escolheu o produto "Sinopharm", produzido em conjunto pela China, Emirados Árabes Unidos e Israel, já utilizado por este último país há semanas na campanha nacional de vacinação com mais de um milhão de pessoas já envolvidas. Vantagens de pertencer a uma equipa "do estado", não será de estranhar que muito em breve a Israel Start Up Nation também já esteja vacinada. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novidades 2021 - NOVO capacete LAZER Sphere O novo Lazer Sphere tem o Design característico dos últimos modelos da marca, posicionando-se numa gama de produto premium. É um capacete de estrada completo, adequado para qualquer tipo de ciclista. De acordo com a marca o seu design é baseado na posição natural de pedalar. Os ciclistas de estrada têm o hábito de inclinar a cabeça num ângulo de 15 graus enquanto pedalam, por isso mesmo, os canais de ventilação do Sphere são otimizados para manter a cabeça mais fresca nessa posição. A marca diz que o Sphere agradará a qualquer tipo de ciclista, pois o conforto é um ponto-chave do design dos capacetes Lazer, e no Sphere isso não é exceção. O novo Lazer Sphere está equipado com o sistema “Lazer Advanced Rollsys® System” com 360 graus de retenção e ajuste vertical, permitindo aos ciclistas o ajuste ideal. Como o ajuste é feito a partir do topo do capacete, a traseira fica assim com maior espaço para cabelos compridos, ou acessórios de proteção para o frio. Está disponível em 4 tamanhos (S-M-L e XL), sendo indicado para tamanhos de cabeça entre os 52cm e 64c. Quanto à segurança A marca informa que só testes realizados nas instalações da empresa “Virginia Tech” classificaram este capacete com uma pontuação perfeita (5 estrelas), tornando-o num dos capacetes mais seguros do mercado! Com este resultado, passam a ser 11 os capacetes da Lazer com uma pontuação de 5 estrelas. PRODUCT Juntamente com o capacete foi desenvolvida também uma Aeroshell. Uma capa patenteada pela Lazer, que melhora a aerodinâmica e protege o ciclista do frio, vento e chuva. O Sphere torna-se assim ideal para quem procura um capacete para todas as estações do ano. Tamanhos e preços Tamanhos disponíveis S:            52-56cmM:          55-59cm L:            58-61cm  Certificações:    CE/CPSC/AS Preço recomendado para retalho 139,95€159,95€ versão c/ MIPS  Cores Peso (s/ MIPS): 250g ( S CE); 250g ( S CPSC); 280g ( S AS)260g ( M CE); 290g ( CPSC); 290g ( M AS)280g ( L CE); 280g ( L CPSC); 330g ( L AS) Disponível com MIPS. Cores: Preto, Branco, Azul e Vermelho  Disponibilidade Nas lojas da especialidade em Fevereiro 2021. Para mais informações deves contactar o importador em portugal www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Chris Froome estreia-se na Volta ao Algarve pela ISN O diretor desportivo da Israel Start Up Nation (ISN) desvendou o início do calendário da nova contratação da equipa, Chris Froome estreia-se na Volta ao Algarve pela ISN. No dia em que a organização da Volta ao Algarve anunciou que a prova terá um recorde de participação de equipas World Tour, Rik Verbrugghe (director da ISN) disse que Chris Froome irá começar a época na Volta ao Algarve, de seguida irá fazer a Volta à Catalunha e depois o Critérium du Dauphiné, são estas as linhas gerais que estão estabelecidas. Verbrugghe acredita que Froome conseguirá regressar ao seu melhor nível, apesar de não ter conseguido resultados significativos em 2020, onde terminou a Vuelta a Espanha no 98.º lugar da geral, depois de nem sequer ter sido selecionado pela equipa Ineos para o Tour de França. “Devido ao bloqueio no Mónaco em março do ano passado e à distância com a Ineos, a sua reabilitação não foi perfeita. E de repente veio a competição ”, justifica Verbrugghe sobre a fraca época de 2020 de Froome. "Nesse período ele fortaleceu-se e pode novamente desenvolver tanta força na perna direita quanto na esquerda. ” Recordemos que Chris Froome sofreu uma grave queda no Critérium du Dauphiné 2019 e que foi a sua perna direita que suportou o impacto, fraturando o fémur, bem como o cotovelo, o esterno e costas. Para já Froome ainda não se juntou aos novos companheiros no estágio em Girona, estando concentrando num intenso programa de treino e reabilitação na Califórnia. “O mais importante é que ele volte ao nível com o qual foi capaz de vencer o Tour”, diz Verbrugghe. “Agora há muitos jovens que surgiram e será muito difícil correr contra talentos como como Tadej Pogačar, Egan Bernal e Remco Evenepoel. ” Outras estrelas que poderão estar presentes na Volta ao Algarve Depois da Vuelta San Juan na Argentina ter sido cancelada, corrida onde algumas das estrelas do pelotão internacional iriam começar a temporada, tais como Chris Froome, Filippo Ganna, Gianni Moscon, Peter Sagan e Elia Viviani, e João Almeida, a Volta ao Algarve é uma alternativa para o início da temporada. No caso de João Almeida já estava programado vir para Portugal depois da Argentina, mas poderão haver outros nomes de peso na prova portuguesa. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Algarve com recorde de equipas World Tour inscritas A 47.ª edição da Volta ao Algarve terá recorde de equipas World Tour inscritasque se vai realizar entre 17 e 21 de fevereiro, será disputada por 25 equipas, 14 das quais do WorldTour, um número recorde de participação de equipas da primeira divisão do ciclismo mundial. "A qualidade da organização, o mediatismo internacional da prova, a excelente qualidade da hotelaria do Algarve e a segurança do destino Portugal, particularmente do Algarve, em tempo de pandemia justificaram um interesse acrescido por parte de algumas das principais formações do circuito mundial", refere o comunicado da Volta ao Algarve.Refere o comunicado da organização da prova. As doze equipas WorldTour que participaram da edição de 2020 participarão novamente em 2021: Astana-Premier TechBora-HansgroheCofidisDeceuninck-Quick-StepGroupama-FDJINEOS-GrenadiersIntermarché-Wanty-Gobert MatériauxIsrael Start-Up NationLotto SoudalEquipe DSMTrek-SegafredoUAE Team Emirates Além destas, são mais duas as equipas WorldTour que sejuntam à corrida em 2021: Jumbo-VismaMovistar Team Além das 14 equipas (onde figuram as nove melhores no ranking mundial de equipas de 2020), a organização da prova informou ainda que convidou duas equipas do escalão "ProTeam" (profissional continental) com uma forte ligação ao ciclismo português: a Caja Rural-Seguros RGA e a Rally Cycling, que participam na maior parte das provas internacionais do calendário português. Estão também convidadas todas as equipas continentais portuguesas: Atum General-Tavira-Maria Nova HotelEfapelFeirenseKelly-Simoldes-UDOLA Alumínios-LA SportLouletano-Loulé ConcRádio Popular-BoavistaTavfer-Measindot-MortáguaW52-FC Porto Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marc Hirschi e Team DSM rescindem contrato Uma notícia inesperada e uma completa surpresa, principalmente por muitas equipas já estarem definidas para a época de 2021. O facto é que Marc Hirschi e Team DSM (antiga Sunweb) rescindem contrato, o ciclista está livre para assinar por qualquer equipa desde já (provável destino no final do artigo). Recordar que Marc Hirschi foi uma das revelações desta temporada, senão a maior revelação, tendo conseguido uma etapa e grandes exibições no Tour de França de 2020, conquistando o bronze nos campeonatos do mundo atrás de Alaphilippe e Wout Van Aert, a vitória na Flèche Wallonne e ainda um terceiro lugar na Liège-Bastogne-Liège onde sprintou pela vitória. A notícia soube-se através de um comunicado da própria equipa: “A equipa DSM chegou a acordo com o ciclista Marc Hirschi para rescindir o seu contrato atual antes da data de término original de 31 de dezembro de 2021. Foi acordado que o contrato será rescindido com efeito imediato e que nenhum outro comentário será feito", disse a equipe em um comunicado. “A equipa DSM deseja a Marc Hirschi tudo de bom para a continuação da sua carreira e expressa gratidão pela contribuição que Marc Hirschi teve para a equipa.”acrescentou o comunicado da equipa. Antes da temporada fantástica de 2020, o jovem Suíço de 22 anos já foi campeão do mundo de estrada de sub-23 em 2018 e ficou em segundo no campeonato nacional de contrarrelógio em 2019, é um ciclista com enorme valor de mercado e certamente terá um pré-acordo com alguma equipa. Este cenário pode repetir-se, mas com ambos de equipamento igual. Ainda não é confirmado, mas alguma imprensa internacional refere que (através de fontes próximas da equipa), o destino do jovem suíço é a UAE Team Emirates de Tadej Pogacar, Rui Costa e companhia. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Resumo 4.ª prova A quarta prova da Taça do Mundo de ciclocrosse foi a primeira e única desta época a disputar-se no Países Baixos, em Hulst, e marcou o final da tradicional sequência de várias corridas da época festiva. Esperava-se nova batalha entre Mathieu van der Poel (MVDP) e Wout van Aert (líder da competição), com a espectativa de ver o que Thomas Pidcock, Michael Vanthourenhout e Eli Iserbyt poderiam fazer. Corrida Masculina Num circuito técnico, com zonas onde era necessária explosão e potência, depois das primeiras duas voltas MVDP isolou-se na frente da corrida e nunca mais ninguém "lhe meteu a vista em cima". A emoção da corrida esteve na disputa pelo segundo lugar do pódio, entre Wout Van Aert e Tom Pidcock, tendo o van Aert levado a melhor sobre o jovem britânico. Resumo vídeo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=M2GcdabTaQM TOP 10 da corrida masculina Pos.Nome (País) EquipaTempo1Mathieu Van der Poel (Ned) Alpecin-Fenix1:05:272Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma0:01:313Thomas Pidcock (GBr) Trinity Racing0:01:494Michael Vanthourenhout (Bel) Pauwels Sauzen-Bingoal0:02:415Toon Aerts (Bel) Baloise Trek Lions0:03:076Lars Van der Haar (Ned) Baloise Trek Lions0:03:197Quinten Hermans (Bel) Tormans0:03:328Laurens Sweeck (Bel) Pauwels Sauzen-Bingoal0:03:379Ryan Kamp (Ned) Pauwels Sauzen-Bingoal0:04:1210Corne Van Kessel (Ned) Tormans0:04:46 Corrida feminina Na corrida feminina, após um início de época de bom nível, estando smpre na primeiras posições e na disputa de algumas corridas, finalmente Denise Betsema conseguiu a vitória. A correr no seu país, a holandesa atacou desde as primeiras voltas e foi gannhando vantagem volta após volta, tendo cortado a meta isolada. Desta feita Lucinda Brand e Ceylin Alvarado não discutiram a vitória, mas lutaram pelo segundo lugar do pódio, sendo que a líder da taça do mundo Lucinda Brand terminou em segundo e aumentou a sua vantagem na classificação geral da competição. Top 10 corrida feminina Pos.Nome (País) EquipaTempo1Denise Betsema (Ned) Pauwels Sauzen-Bingoal0:53:062Lucinda Brand (Ned) Baloise Trek Lions0:01:023Ceylin del Carmen Alvarado (Ned) Alpecin-Fenix0:01:094Annemarie Worst (Ned) 7770:01:265Kata Blanka Vas (Hun) Proximus-Alphamotorhomes-Doltcini0:01:576Clara Honsinger (USA) Cannondale-Cyclocrossworld0:02:107Puck Pieterse (Ned) Alpecin-Fenix0:02:228Sanne Cant (Bel) Iko-Crelan0:02:239Manon Bakker (Ned) Credishop-Fristads0:02:4110Fem Van Empel (Ned) Pauwels Sauzen-Bingoal0:02:50 A próxima Taça do Mundo será no dia 24 de Janeiro em Overijse na Bélgica, uma semana antes dos Campeonatos do Mundo, que serão nos dias 30 e 31 de Janeiro. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Equipamentos World Tour 2021 Acabámos de entrar em novo ano, todos os ciclistas podem finalmente utilizar as cores desta temporada, mostramos-te os novos equipamentos World Tour 2021. Pouco a pouco as equipas foram apresentando as suas novas cores e patrocínios, noticiámos algumas mudanças mais mediáticas mas esperámos até entrar em 2021 para te poder mostrar todas, e assim saberes como vai ser “o arco iris” do pelotão World Tour este ano. AG2R La Mondiale A equipa francesa incorporou novo um novo patrocinador, o conhecido fabricante automóvel Citroen, e com este novo patrocínio novas cores e equipamento. Curiosidade interessante, têm um equipamento distinto para os escalões jovens da equipa, Sub-23, Sub19 A marca de bicicleta deixa de ser Eddy Merckx, para se BMC. Astana - Premier Tech Marca de bicicleta continua Willier Trestina Team Bahrain Victorious Nesta equipa também houve alteração de alguns patrocínios, bem como das cores do equipamento. A Merida continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. BORA – hansgrohe Em 2020 durante o Tour de França a equipa já havia revelado uma versão especial do seu equipamento, que resulta na versão "normal" do equipamento de 2021. A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Intermarché Circus-Wanty-Gobert (equipa que ficou com a licença da CCC) A marca de bicicletas continua a ser a Cube. Team Cofidis A De Rosa continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Deceuninck Quick-Step A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Team Qhubeka ASSOS A equipa lançou uma ideia original onde os fãs podem desenhar a jersey da equipa. A "competição" durará até à próxima quarta-feira, data após a qual será escolhida uma das propostas. A equipa mostrou algumas das que recebeu até agora, neste pequeno vídeo. https://twitter.com/assos_com/status/1345056565624188933 A marca de bicicletas será a BMC EF Education First Pro Cycling Até agora ainda não foi revelado pela equipa novo equiopamento, pelo que colocamos o de 2020. (artigo em actualização). A marca de bicicletas continua a Cannondale. Groupama-FDJ A equipa francesa ainda não apresentou nenhum novo equipamento para a nova época até agora. A marca de bicicletas continua La Pierre. Team INEOS Mais do que o equipamento (que mudou durante a época de 2020), a novidade na apresentação da Ineos Grenadiers são as caras, Laurens De Plus, Richie Porte e Adam Yates pousaram com as novas cores. A marca de bicicletas continua Pinarello. Israel Start-Up Nation Novo equipamento, muitos novos nomes na equipa, e talvez a maior espectativa da temporada, o novo episódio da carreira de Chris Froome. A marca de bicicletas continua a Factor. Team Jumbo-Visma Na Jumbo-Visma, além de algumas ligeiras alterações no equipamento a novidade é a nova marca de bicicletas que fornece a equipa (como já havíamos noticiado), Cervélo. Lotto Soudal A única fotografia de 2021 publicada pela equipa, revela poucas alterações no equipamento em relação à época passada. A marca de bicicletas continua a ser Ridley. Team BikeExchange (Antiga Mitchelton Scott) Como sempre no ciclismo, a estrutura da equipa é a mesma mas com a mudança de patrocinador muda o nome d equipa. Como já havíamos noticiado no artigo das contratações, a marca de bicicletas passa a ser Bianchi. Movistar Team O equipamento da Movistar mantém-se na mesma linha da época passada. A marca de bicicletas continua a ser a Canyon. Team DSM ( Antiga Sunweb) À semelhança da Mitchelton Scott, também a estrutura da equipa Sunweb mudou de patrocinador e também o nome da equipa, que passa a ser Team DSM. A marca de bicicletas deixa de ser Cervélo, passa a ser Scott. Trek-Segafredo Na TREK-Segafredo permanece tudo na linha da temporada anterior. A marca de bicicletas continua a ser TREK. UAE-TeamEmirates A equipa da UAE-TeamEmirates terá um equipamento com algumas alterações, mas mantendo a imagem da equipa. A marca de bicicletas continua Colnago. Para ver o panorama das equipas e transferências para 2021, podes aceder a este nosso artigo. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Resultado do concurso Natalício No dia 17 de Dezembro de 2020 fizemos um concurso de Natal através deste vídeo no nosso canal Youtube, no qual podiam ganhar um capacete Polisport. Vídeo do Concurso https://www.youtube.com/watch?v=rkn2vSC5MGk As regras remetiam para o vídeo do capacete Polisport Aero R, no qual os participantes (que teriam que ser subscritores do canal) teriam que deixar um ou mais comentários para se habilitar ao capacete. Vídeo do capacete Polisport Aero R https://www.youtube.com/watch?v=HQNBdh-2ayo&lc=UgyPmz85ao-TJ_QH8JR4AaABAg O concurso terminou ontem, dia 30/12/2020, hoje foi escolhido aleatoriamente um dos 1133 comentários, através da aplicação "comment picker". Este foi o resultado: Parabéns Miguel, envia a tua morada completa para o e-mail " luisbeltrao@marretaman.pt ", no sentido de te enviar o capacete. Da minha parte e daqueles que me ajudam a fazer o Marretaman.pt ( Jorge Branco - Fotografia; Bruno Conceição - Web design; José Carmo - Dicas de mecânica; "Guru Ninja" - Newsletter e Mário Silva - Fotografia), obrigado a todos os que participaram no concurso, e um grande obrigado a todos os que seguem o nosso trabalho através do acesso diário ao site www.marretaman.pt, seja através das redes sociais, canal Youtube ou Newsletter semanal. Um Feliz 2021 para todos, Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fabio Jakobsen dá a primeira entrevista após queda grave Fabio Jakobsen falou pela primeira vez sobre a terrível queda na Volta à Polónia em Agosto de 2020. Recordar que o jovem ciclista holandês esteve envolvido numa grave queda no final da 1.ª etapa quando sprintavam a mais de 80km/h. onde foi empurrado pelo seu compatriota Dylan Groenewegen, tendo embatido violentamente nas barreiras de proteção. Dessa queda resultaram vários ciclistas feridos, mas o que ficou em estado grave foi Jakobsen, que esteve em coma induzido e que sofreu graves lesões no nariz, palato, maxilar e pulmões. O jovem de 24 anos deu uma entrevista ao jornalista , do jornal holandês AD.nl , na qual falou sobre p que se lembra do sucedido, sobre os meses de recuperação, sobre Dylan Groenewegen e sobre o seu futuro. Sobre aquele dia A ultima coisa de que se lembra é da entrada no ultimo quilómetro, de ir na roda dos seus colegas Davide Ballerini e Florian Sénéchal, depois disso não se lembra de nada mais. “O meu colega de equipa Florian Sénéchal encostou a bicicleta e correu na minha direção. Viu-me caído no asfalto, entre as barreiras. Havia sangue por todo lado. As pessoas ao redor não fizeram nada - ficaram paralisadas com a visão. O Florian viu que eu me estava a asfixiar no meu próprio sangue, não me conseguia mexer, ele viu o pânico nos meus olhos e por reflexo pegou na minha cabeça, ergueu-a ligeiramente para que o sangue escorresse da minha boca e garganta. Aí fiquei mais calmo, disse ele. Ele também não se lembra de mais nada a partir de aí.” Quem coordenou todas as operações até chegada do helicóptero foi o médico da UAE-Team Emirates, que tem experiência de trauma e de imediato saiu do carro para socorrer o ciclista da Deceuninck Quick-Step. Os primeiros dias no hospital Fabio Jakobsen teve uma forte contusão cerebral, rachas no crânio, nariz partido, zona do palato rasgada, assim como o nervo das cordas vocais que também foi atingido. Ficou sem dez dentes e parte do seu maxilar superior e inferior desapareceu. Teve vários cortes na cara, a orelha cortada, polegar partido, lesões no ombro e pulmões.  O ciclista só se recorda de acordar no hospital com 3 médicos em seu redor, e um dia depois a visita da sua família e de uma psicóloga da equipa. Jakobsen diz que ao ver os seus familiares de bata e máscara pensou na gravidade da situação, apontou com o dedo para o pulso perguntando que horas eram por gestos, disseram-lhe a hora e o dia, foi quando se apercebeu que tinham passado 3 dias após a queda. Descreve que os primeiros dias no hospital foram os mais longos da sua vida tal eram as dores, ou pavor de se engasgar, pensou muitas vezes que iria morrer. Diz que recebeu a visita de um padre, que não é religioso mas que pensou: "pode não ajudar, mas também não vai doer. Se fosse buda ou um imã pensava o mesmo, estava desesperado, só queria viver." O presente e o futuro Apesar do que sofreu e está a sofrer, não perdeu o sentido de humor, dizendo ao jornalista que quando embateu no comissário da UCI que estava junto ás barreiras, foi com o rabo e que "a sorte dele é que tenho um rabo gordo", disse Jakobsen. Diz estar calmo consigo mesmo, que apesar de parecer que saiu de uma luta de boxe com Mike Tyson, nãoestá preocupado com a aparência mas sim com a recuperação interna dos órgãos, onde o dano foi maior. (Só no próximo Outono esperam ter condições para lhe voltar a fazer o implante dos dentes que lhe faltam). O ciclista holandês já voltou a pedalar, mas diz que o processo é longo, primeiro terá que se recuperar, depois terá que voltar a ser uma pessoa normal e só depois se verá se pode ser ciclista profissional novamente. Já voltou a pedalar com alguns colegas de equipa, diz que passou numa a zona a uns 30 km/h e ficou eufórico de alegria. " Senti-me como se estivesse a descer os Campos Elísios na última etapa do Tour. Percebi o quanto amo a minha profissão, o quanto gosto de correr. " "Os médicos e o meu treinador não querem marcar data para o meu regresso. Dizem: vai com calma, passo a passo." Fabio Jakobsen diz que no seu interior desejava estar de regresso em Março, mas que sendo realista seria ótimo se voltasse em Agosto. Sobre Dylan Groenewegen "É muito claro. O Dylan desvia-se da sua linha e fecha a porta quando eu passo. Todo a gente viu isso, acho eu. Se ele fechar a porta um pouco antes, ainda posso travar. Se ele o fizer um pouco mais tarde, eu já teria passado. Foi no momento exatamente errado, eu não tinha para onde ir. Acho que estávamos a pedalar além dos 84 km/h. , e o tempo de resposta é ainda mais curto do que o normal. ” Diz que acima de tudo foi uma pena para ambos, para as suas equipas e para o desporto, eram os dois mais rápidos do pelotão e tudo ficou estragado para ambos. Fabio Jakobsen afirma ainda que Groenewegen devia ter pensado nas consequências.  "Somos humanos, não animais. Isto é um desporto, não uma guerra onde vale tudo.” Diz que Dylan Groenewegen lhe enviou mensagem a perguntar como estava a se se podiam encontrar, que percebe que isto também pesa na sua consciência mas que ainda não está preparado para isso. Acrescenta que entende que quanto melhor ele ficar, melhor também será para ele. Ele também não queria que istoa acontecesse.  "Ele recebe um monte de merda de pessoas anónimas atrás de seus teclados - isso é ridículo. Eu sinceramente espero que ele rapidamente seja capaz de fazer o que ele faz bem nos sprints, e que isto fique para trás.'' Fabio Jakobsen ainda aborda questões como a questão da segurança das chegadas das etapas, dizendo mesmo que não volta a correr se as barreiras de proteção não tiverem maior segurança, e que as chegadas em descida a alta velocidade devem ser retiradas. Sobre o castigo de Groenewegen, diz que tem que haver uma forte punição para quem faz aquele tipo de manobras, de tal forma que o atleta pense na próxima vez não a fazer, mas acrescenta que os ferimentos graves que tem também foram causados pelas barreiras e pela forma como estavam montadas, que está a decorrer uma investigação no sentido de apurar isso. O seu contrato com a Deceuninck termina em 2021 e há um cenário que pode acontecer, que é ele não ter nenhuma equipa interessada nele por causa de uma acção que não foi ele que desencadeou. Jakobsen diz que não estudou direito, mas que várias entidades podem ser responsabilizadas, desde Groenewegen, passando pela Jumbo-Visma, a Volta à Polónia e a própria UCI. "Gosto de correr na Deceuninck-Quick-Step e certamente não terei que sair. Mas talvez me digam da Jumbo-Visma: oferecemos-te um contrato, independentemente do retorno que possa ter. Essa também é uma forma de assumir responsabilidades. E se eu acabar numa equipa com o Dylan, ele pode ser o meu lançador, hahaha. ” Podes ver a entrevista original e completa aqui no site do AD.nl Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Resumo 3.ª prova O mês de Dezembro já é por tradição, o mês com mais corridas no calendário do Ciclocrosse, com os vários troféus terem corridas no período natalício, onde por norma marca presença um elevado número de fãs da modalidade (não este ano). A terceira prova da Taça do Mundo surgiu numa sequencia de várias corridas e se na categoria feminina Lucinda Brand soma e segue em todas, já na categoria masculina a rivalidade entre Mathieu van der Poel vai assumindo cada vez maior relevo, tendo ambos vencido quase à vez, as ultimas corridas. Corrida Masculina No dia anterior (sábado), Mathieu va der Poel havia ganho com margem confortável sobre Wout van Aert, mas hoje o belga tinha um circuito ao seu jeito (muita lama e muitos sectores onde tinha que se correr), e foi ele quem levou a melhor. Coloca-se líder da classificação geral da Taça do Mundo. Mathieu van der Poel seguiu sempre isolado na segunda posição mas nunca conseguiu acompanhar o ritmo de Wout, enquanto Toon Aerts (que também se dá bem em condições de muita lama) geriu bem a corrida, foi ganhando lugares e terminou no terceiro posto. Uma nota para Eli Iserbyt, que na corrida de sábado caiu e contraiu uma lesão no ombro, que o afastou desta e talvez de mais umas quantas corridas. TOP 10 final da corrida masculina Pos.Nome (País) EquipaTempo1Wout van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma1:06:102Mathieu van der Poel (Ned) Alpecin-Fenix0:02:493Toon Aerts (Bel) Telenet Baloise Lions0:03:064Michael Vanthourenhout (Bel) Pauwels Sauzen-Bingoal0:03:425Laurens Sweeck (Bel) Pauwels Sauzen-Bingoal0:03:586Corne van Kessel (Ned) Circus-Wanty Gobert0:04:147Quinten Hermans (Bel) Circus-Wanty Gobert0:04:228Pim Ronhaar (Ned) Pauwels Sauzen-Bingoal0:04:299Thijs Aerts (Bel) Telenet Baloise Lions0:04:4910Gianni Vermeersch (Bel) Alpecin-Fenix0:05:04 Corrida Feminina NAs corridas deste fim de semana assistiu-se ao regresso de Anne Marie Worst, que fez uma pausa por opção, no sentido de reencontrar a melhor forma para afrontar o que resta de temporada. A corrida foi disputada pelas mulheres que se têm apresentado em melhor forma nas ultimas corridas, Lucinda Brand, Ceylin del Carmen Alvarado e Clara Honsinger (faltou hoje Denise Betsema). Lucinda Brand está numa forma fantástica, está a fazer a melhor época de sempre da sua carreira, venceu ontem e hoje repetiu a dose num dia e circuito muito exigentes fisicamente. Alvarado discutiu a corrida até o cansaço se apoderar dela, tendo acabado por diminuir o ritmo, acabando mesmo por perder o segundo lugar para a jovem americana Clara Honsinger. TOP 10 final da corrida feminina Pos.Nome (País) EquipaTempo1Lucinda Brand (Ned) Telenet Baloise Lions0:45:272Clara Honsinger (USA)0:00:153Ceylin del Carmen Alvarado (Ned) Alpecin-Fenix0:00:244Fem van Empel (Ned) Pauwels Sauzen-Bingoal0:00:405Annemarie Worst (Ned) 7770:00:456Sanne Cant (Bel) Iko-Crelan0:00:487Kata Blanka Vas (Hun) Doltcini-Van Eyck Sport0:00:548Denise Betsema (Ned) Pauwels Sauzen-Bingoal0:01:229Manon Bakker (Ned) Credishop-Fristads0:01:3510Yara Kastelijn (Ned) Credishop-Fristads0:02:13 A próxima corrida da Taça do Mundo está agendada para o dia 3 de Janeiro de 2021 em Hulst. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida faz o balanço de 2020 - "No início do ano nem era para ir ao Giro" João Almeida fez o balanço de 2020, o ano no qual deixou a sua marca no panorama do ciclismo mundial, depois da sua grande prestação no Giro de Itália onde esteve 15 dias na liderança da corrida. O português de 22 anos falou sobre o inesquecível Giro de Itália e como essa experiência o ajudou a melhorar. " No início da temporada não era para ir fazer o Giro de Itália, só descobri que iria uns dois meses antes da corrida, depois do recomeço da temporada em agosto. Não escondo que, nessa altura estava em boas condições, motivado pelos pódios na Vuelta a Burgos e no Giro dell’Emilia, mas não tinha expectativas para o Giro. " João Almeida na Volta a Burgos "Estava muito confiante e motivado, mas nem nos meus sonhos mais loucos eu teria sonhado em estar no pódio na minha primeira etapa de uma grande volta. Terminar em segundo no contra-relógio individual de Palermo foi uma loucura, com tantos contra-relogistas fortes na corrida, mas aquela etapa deu-me asas e fez-me pensar que poderia ficar com a camisola rosa dentro de alguns dias, sabendo que Ganna não era escalador." O primeiro contra-relógio foi decisivo, João Almeida só foi batido pelo campeão do mundo da especialidade " Aconteceu 48 horas depois, no Monte Etna, depois de um dia duro com muita chuva e vento perto do topo, mas valeu a pena. A equipa foi incrível, dei tudo para tentar agarrar a camisola, e quando soube que tinha conseguido, fiquei chocado - simplesmente não acreditava. " João Almeida após a etapa do Etna. 31 anos depois, um português voltava a vestir a maglia rosa no Giro. " A partir daí, tive uma experiência de 15 dias surpreendentes na liderança da geral e posso dizer que cada vez que tinha aquela camisa icónica nos ombros, sentia um enorme impulso de confiança, motivação e responsabilidade. " No segundo contra-relógio o português manteve a liderança " Um dos meus melhores dias foi no Piancavallo, onde me senti incrivelmente forte e subi sem esforço, mantendo a camisola rosa ao concluirmos a segunda semana. " Final da etapa em Piancavallo, concluía a segunda semana de prova mantendo a liderança " Perdi-a alguns dias depois, no Stelvio - outra etapa que nunca esquecerei - não porque estava fraco, mas porque os outros foram mais fortes. Naquele dia acabei vazio, foi longo e difícil, principalmente porque veio depois de vários dias exigentes que deixaram desgaste. " João Almeida foi gigante, no gigante Stelvio " Apesar disso, continuei e consegui terminar em quarto lugar da geral, o que foi algo enorme para a minha primeira participação numa grande volta. " " Senti-me feliz e orgulhoso em Milão, onde minha família esteve comigo, sentindo que essa jornada de três semanas me ajudou a melhorar muito mentalmente e a me tornar muito mais forte. " " Também me senti privilegiado por ter vivido esta incrível aventura junto de uma equipa excepcional, um grande grupo de ciclistas que se viraram do avesso por mim e contribuíram para os meus inesquecíveis 15 dias consecutivos na maglia rosa. " Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. 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Não é uma versão eléctrica porque segundo a marca, mesmo na era das bicicletas e-city, ainda há muitos motivos para manter as coisas simples: custos mais baixos, viagens e transporte mais fáceis, e nenhum equipamento eletrónico complexo para substituir e manter. Muitas e significativas mudanças Em primeiro lugar, há uma nova variante do quadro intermédio, no qual é mais fácil para todos os ciclistas montarem e desmontarem. Mas, sem dúvida, o novo destaque da Commuter é o seu design ainda mais refinado. Um novo tubo inferior transita suavemente, em forma de D, para o tubo principal com uma estética elegante e fluida. Além disso, o cockpit e os espaçadores - 20 mm em todos os modelos para uma posição de condução mais dinâmica - também são integrados de forma mais suave ao design do quadro. Um triângulo traseiro completamente redesenhado agora oferece maior compatibilidade para descansos e suportes de bagagens, incluindo compatibilidade com o prático sistema QuickLock QL3.1 de Ortlieb em modelos selecionados. Os suportes para os guarda-lamas integrados também foram feitos especificamente para a bicicleta. A silhueta da nova Canyon Commuter é superlimpa graças aos cabos internos através do tubo inferior e ao passar o tubo travão dianteiro pela forqueta. Todos os modelos são equipados com travões de disco e, finalmente, um comprimento maior permite que haja flexão no espigão de selim para maior conforto. Preços A nova gama começa nos €999,00 com as Commuter 5 e Commuter 5 WMN (com quadro mid-step), equipados com mudanças de cubo integradas Shimano Nexus de 8 velocidades. Commuter 5 WMN A Commuter 6 (e WMN) custa €1.299,00 € com os mesmos componentes, mas mais recursos: luzes integradas Supernova para estrada, guarda-lamas e porta-bagagens traseiro. Commuter 6 Commuter 6 WMN A Commuter 7 de €1.599,00 (e WMN) substitui o Nexus de 8 velocidades com as mudanças de cubo interno Alfine premium de 11 velocidades da Shimano. Commuter 7 Commuter 7 WMN A Commuter 8 tem a mesma transmissão da sua "irmã" 7, a única bicicleta inalterada e um testemunho icónico de um design totalmente integrado. A Commuter 8 Todos os novos modelos 2021 usam sistemas de transmissão por correia Gates limpos, silenciosos, duradouros e de baixa manutenção. As sete novas Commuter estarão disponíveis em canyon.com a partir de hoje terça-feira, 22 de dezembro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Resumo da 2.ª prova A Cidadela de Namur recebeu a segunda prova da Taça do Mundo de Ciclocrosse, e há muito tempo que se falava e esperava esta prova, pois sabia-se dos calendários dos atletas e era esperado o embate entre Mathieu van der Poel, Wout van Aert, Thomas Pidcock e Eli Iserbyt. Corrida Masculina Na corrida masculina confirmou-se a espectativa de uma grande corrida, Tom Pidcock lançou-se ao ataque desde da primeira volta, abrindo uma vantagem de 10 segundos que foi gerindo durante toda a corrida. Mathieu van der Poel (MVDP), Wout van Aert e Michael Vanthourenhout (líder da taça do mundo), foram o grupo perseguidor durante toda a corrida. De realçar que o outro favorito, Eli Iserbyt teve um problema mecânico logo no arranque que o afastou da frente da corrida e consequentemente da disputa da mesma. No final da penúltima Volta MVDP e Wout van Aert alcançaram Tom Pidcock e na última volta MVDP fez a diferença na transição da lama para o empedrado, vindo a vencer a corrida com uma diferença escassa de 3 segundos para Wout van Aert. Tom Pidcock terminou em terceiro. TOP 10 da corrida masculina Pos.Nome (País) EquipaTempo1Mathieu Van Der Poel (Ned)1:03:592Wout Van Aert (Bel)0:00:033Thomas Pidcock (GBr)0:00:114Michael Vanthourenhout (Bel)0:01:075Quinten Hermans (Bel)0:02:096Lars Van Der Haar (Ned)0:02:177Toon Aerts (Bel)0:02:538Daan Soete (Bel)0:02:579Corne Van Kessel (Ned)0:03:2510Ryan Kamp (Ned)0:03:31 Corrida Feminina Na corrida feminina Lucinda Brand voltou a mostrar que neste momento ela é a rainha do Ciclocross, arrecadando a sétima vitória da temporada. Este pode ser o ano da holandesa, à qual lhe falta um grande título desta modalide na sua carreira, venceu com margem, mostrando claramente estar num patamar acima das outras. A emoção da corrida esteve na discuta pelo segundo posto, onde Denise Betsema acabou por ceder na luta constante que teve com a jovem Clara Honsinger, acabando a americana por levar a melhor e ficar com o segundo posto. TOP 10 da corrida feminina Pos.Rider Name (Country) TeamResult1Lucinda Brand (Ned)0:52:472Clara Honsinger (USA)0:00:293Denise Betsema (Ned)0:00:384Ceylin del Carmen Alvarado (Ned)0:01:215Kata Blanka Vas (Hun)0:01:386Evie Richards (GBr)0:01:457Anna Kay (GBr)0:02:148Aniek Van Alphen (Ned)0:02:269Perrine Clauzel (Fra)0:02:3310Eva Lechner (Ita)0:02:42 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Do sonho à realidade - A história de David Ribeiro Através do Davide Silva chegou-nos este trabalho feito por uns amigos seus e pelo próprio, o qual não podemos deixar de partilhar porque mostra a dificuldade de conseguir ser profissional de ciclismo em Portugal. O vídeo/documentário baseia-se numa entrevista a David Ribeiro, ciclista da LA - Alumínios que decidiu terminar a sua carreira 25 anos de idade. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=PliCqUnu5Ag&t= Ideia original: Pedro Pinto Realização: Paulo Kankune,Pedro Pinto Direção: Pedro Pinto Guião: Davide Silva Edição: Paulo Kankune Produção: Paulo Kankune Participação: David Ribeiro, Davide Silva, Paulo Kankune, Pedro Pinto Dizia o Davide (um dos que fez o trabalho, não o atleta) quando me contactou: "O vídeo (um pouco amador é certo) pretende acima de tudo mostrar entre outras coisas o estado decadente da modalidade em Portugal e quão rápido o sonho não passa de uma utopia." Está um pouco amador sim, mas muito bem feito e acima de tudo com muita alma, o que lhe dá maior qualidade que muitos trabalhos profissionais. Parabéns a todos os envolvidos e obrigado por nos enviarem. Neste vídeo o David Ribeiro dá a cara, mas como ele muitos em Portugal ficam pelo caminho, mesmo depois de chegarem ao nível da Volta a Portugal e selecção nacional. David Ribeiro Não é a primeira vez que escrevo isto, mas volto a reforçar esta ideia. Para um português conseguir chegar ao topo de uma modalidade, tem que ser muito melhor que todos os outros (de outros países), porque no seu percurso vai encontrar o triplo das dificuldades para lá chegar. Pode haver qualidade, mas se não existe estabilidade para fazer vida deste desporto é perfeitamente legítimo que tal como o David Ribeiro, outros coloquem exactamente as mesmas questões que ele colocou a si próprio. Estamos melhor, mas longe de estar bem. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Team Ineos quer Wout van Aert A renovação de contrato entre Wout van Aert e a equipa Jumbo-Visma está "em cima da mesa", e a equipa espera concluir prolongar o contrato ao belga nas próximas semanas, mas algo pode estragar os planos, pois a Team Ineos quer Wout van Aert. A imprensa internacional avança que a Ineos está no mercado com visão de futuro e um dos objectivos será contratar Wout van Aert após 2021 (ano em que este termina contrato com a Jumbo-Visma). A equipa britânica terá mesmo reunido com o agente do ciclista belga durante o Tour de França deste ano, Dave Brailsford ficou impressionado com a prestação de van Aert e entusiasmado com a ideia de o poder contratar. A imprensa belga confirmou mesmo que a INEOS Grenadiers e Van Aert ainda estão em conversações. Nesta temporada, venceu o Milan-Sanremo, Strade Bianche, duas etapas no Tour de França, uma etapa no Dauphiné e foi campeão nacional de contra-relógio belga. Além disto, terminou em segundo no Campeonato do Mundo de estrada, assim como no contra-relógio, foi segundo no Tour de Flandres, e ainda fez exibições de alto nível nas etapas de alta montanha no Tour de França. Brailsford já esteve em negociações com Van Aert em 2018, para a Team Sky, mas a Jumbo-Visma foi mais rápida nas negociações. Na altura, para a equipa já era claro que a combinação ciclocrosse / ciclismo de estrada não seria problema. Isso foi recentemente comprovado com a contratação de Thomas Pidcock.  Assim como Van Aert, Pidcock também tem um contrato de patrocínio pessoal com a Red Bull, e não seria a primeira vez que este tipo de sinergias entre marcas poderia ajudar a resolver valores de contratos, já acontece actualmente com Peter Sagan (Specialized), ou com Mathieu van der Poel (Canyon). Wout van Aert diz que está bem na equipa holandesa, mas também é verdade que quando este foi contratado vinha com créditos dados no ciclocrosse e vinha de uma equipa pro-continental de estrada. Actualmente depois da super temporada que fez este ano, o preço de o ter nas fileiras será muito diferente. Além disso, o belga já deixou claro em algumas entrevistas que os objectivos da equipa devem enquadrar os seus objectivos pessoais, falando por exemplo da camisola verde no Tour de França, que é um objectivo assumido de Wout van Aert nos próximos anos. A questão é, se a Jumbo-Visma quer dar primazia ao objectivo de vencer o Tour, e se estará receptiva a todas as condições que van Aert quer, é isso que será resolvido nas próximas semanas. A Ineos parece estar também a dar luta fora da estrada, não quer deixar de ter o domínio do ciclismo de estrada e para isso necessita manter um bloco forte, que dê garantias de não ser "desmontado" pelo bloco da actual Jumbo-Visma. Seja numa ou noutra equipa, Wout van Aert pode tornar-se no ciclista melhor pago do mundo em 2022. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI prepara novas medidas de segurança nas provas para 2021 Como se costuma dizer por cá, "casa roubada, trancas na porta", após a grave queda ocorrida na volta à Polónia deste ano, da qual saiu gravemente ferido Fabio Jakobsen por embater violentamente nas barreiras de protecção da zona de meta, a UCI prepara novas medidas de segurança nas provas para 2021. Avança a imprensa internacional, que o organismo máximo do ciclismo mundial pretende fazer uma base de dados dos incidentes e quedas ocorridas durante os principais eventos UCI World Tour dos últimos cinco anos, para orientar de forma mais eficaz as ações a realizar em matéria de segurança de corrida. Prevenir quedas com supervisão dos percursos, melhorar a segurança nas zonas da meta e controlar o comportamento dos ciclistas a meio da prova são algumas das medidas que a UCI quer introduzir na época de 2021. Algumas das medidas a aplicar tanto em eventos World Tour como no calendário internacional da UCI deverão ser: Criar um departamento próprio para supervisionar a segurança em eventos do calendário internacional.Aperfeiçoamento e modernização dos elementos de proteção de obstáculos utilizados no trajeto, bem como a harmonização da sinalização utilizada ao longo das corridas.Melhorar a segurança em sectores sensíveis, em particular na zona de chegada, com especial atenção às barreiras na reta final.Fortalecer a comunicação com os ciclistas na tomada de decisões importantes, bem como desenvolver um protocolo mais detalhado para a neutralização de eventos.Regulamentação mais rígida quanto ao comportamento dos ciclistas em alguns aspetos, como atirar um bidão à estrada ou no meio do pelotão, ou adotar posições de risco na bicicleta, principalmente nas descidas.Estabelecer diretrizes mais rígidas para o comportamento de quem conduz as motos e carros dentro da corrida, bem como os pilotos de helicóptero.Revisão das normas no que respeita a comportamentos como o atirar lixo e objetos fora das áreas destinadas a esse fim, e sobre a utilização de alguns elementos como os travões de disco ou porta bidões. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cavendish arranjou financiamento para a sua própria contratação A semana passada foi notícia a contratação de Mark Cavendish pela Deceuninck Quick-Step, algo inesperada pois o britânico já não vence como nos seus tempos áureos e há muita qualidade na Quick-Step. Patrick Lefevere veio explicar esta semana que a contratação de Cavendish irá custar zero euros à Deceuninck Quick-Step. Quando terminou aquela que insinuou ser a sua última corrida (Os Três Dias de Bruges-La Panne), Cavendish falou com o seu ex-chefe e amigo, comentando que não queria acabar assim a sua carreira, na qual conseguiu 48 vitórias de etapa em grandes voltas e foi campeão do mundo. Patrick Lefevere, director da Deceunick Lefevere explicou que teria todo o gosto em contar com ele, mas o orçamento para a temporada de 2021 estava esgotado. "Mark, não tenho um único euro, já esgotei o orçamento "Disse Patrick Lefevere, director da Deceunick a Cavendish No entanto, Lefevere disse-lhe que que se Cavendish encontrasse recursos para financiar o contrato ficaria muito satisfeito por o ter de volta à equipa, e o britânico assim fez. " Estava ciente das dificuldades que ele iria encontrar, mas uma semana depois alguém me ligou para dizer que tinha falado com o Mark e que estava interessado. Começámos as negociações e está feito ", explicou Patrick Lefevere Mark Cavendish no Tour de France em 2015 Ao que parece Mark Cavendish terá o final de carreira desejado, numa das melhores equipas do mundo, a qual conhece bem e onde já alcançou muitas vitórias. "Não consigo expressar o quanto estou feliz por me juntar à Deceuninck-Quick-Step. Nunca escondi o meu amor por esta equipa e sinto que estou de volta a casa", comentou Cavendish. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jumbo-Visma passará a utilizar Cervélo, mas Wout Van Aert não Como já havíamos adiantado no nosso artigo sobre o mercado de transferências do pelotão World Tour aqui, a Jumbo-Visma passará a utilizar Cervélo em 2021, trocando a marca actual Bianchi. Em Janeiro surgem os novos patrocinadores nas camisolas, equipas e ciclistas passam a utilizar as bicicletas de 2021 (só a partir de Janeiro pois os contratos são feitos de Janeiro a Dezembro), mas ao que parece Wout van Aert não utilizará a nova marca da Jumbo-Visma (Cervélo) nas corridas de ciclocrosse que vai realizar no início do ano. Relembramos que a temporada de ciclocrosse normalmente realiza-se entre Setembro e Fevereiro, e isso significaria trocar de bicicleta a meio desta temporada. Por norma os ciclistas recebem as novas bicicletas ainda antes do contrato começar a vigorar oficialmente (Janeiro), para se começarem a adaptar, não podendo colocar fotografias das mesmas nas redes sociais, nem "serem vistos" com bicicleta diferente daquela com que a equipa tinha contrato no presente ano. De acordo com a imprensa belga o próprio Wout Van Aert já foi visto a pedalar na sua nova Cervélo de estrada, mas no que respeita à actual temporada de Ciclocrosse Van Aert estará protegido por uma cláusula de excepção.  O tri-campeão do mundo de ciclocrosse não utilizará uma bicicleta ciclocrosse Cervélo na actual temporada de ciclocrosse. A imprensa belga relata que Wout Van Aert vai pedalar numa bicicleta de ciclocrosse sem marca a partir de 1 de Janeiro e até o final da temporada de ciclocrosse 2020-2021. (Na verdade será a sua Bianchi Zolder descaracterizada). "Afinal, trocar de bicicleta a meio da temporada não é recomendado", informam os próprios representantes da Cervélo, mostrando a sua compreensão. Mas, porque não utiliza uma bicicleta Cervélo de ciclocrosse? Porque a Cervélo não tem bicicleta de ciclocrosse na sua colecção actual, só tem a Cervélo Aspero que é uma bicicleta de Gravel (completamente diferente de uma bicicleta de Ciclocrosse de raíz), bicicleta com a que, por exemplo Joris Nieuwenhuis (corredor profissional de ciclocrosse da Team Sunweb) tem participado desde o ano passado nas corridas de ciclocrosse, mas que Wout Van Aert não aceita aparentemente. Cervélo Aspero da equipa Sunweb no ciclocrosse Ainda não se sabe qual o modelo da Cervélo que Van Aert utilizará na temporada de ciclocrosse de 2021-2022. “Nesse sentido, estamos a trabalhar noutras opções”, relata a Cervélo. Assim sendo aguardem, pois é quase certo que 2021 irá trazer ao mercado uma nova Cervélo de ciclocrosse. Ou muito nos enganamos ou será desde logo um dos modelos mais populares e campeões de vendas. (Wout Van Aert é uma óptima "bandeira"). Este episódio não é único na história, já em 2011 o mítico Zdenek Stybar finalizou a temporada de Ciclocrosse utilizando a sua Ridley com autocolantes Eddy Merckx (marca utilizada pela Quick-Step na altura). Wout Van Aert só dá trabalho às pessoas, agora provavelmente vão fazer uma bicicleta para ele. Deveria ter o seu nome, poderia ser uma Cervélo Wout, ou uma Cervélo Aert por exemplo, não acham? Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mark Cavendish na Deceuninck Quick-Step Mark Cavendish irá permanecer no pelotão World Tour em 2021, tendo assinado contrato com a Deceuninck-QuickStep, equipa à qual pertenceu entre 2013 a 2015. O ciclista de 35 anos correu na Bahrain-McLaren nesta ultima temporada, tendo chegado a anunciar que seria o final da sua carreira como profissional após a Gent-Wevelgem, mas não é. O contrato de Cavendish com a Bahrain não foi renovado, e quando muitos pensariam que seria realmente o ultimo ano do britânico como profissional, a Deceuninck-QuickStep anunciou que voltaria contratar o "Míssil de Man" para a temporada de 2021. https://twitter.com/deceuninck_qst/status/1335152761739022336 Pouco antes do anúncio da equipa Cavendish já tinha deixado uma pista, postando uma fotografia de uma matilha de lobos (The Wolf Pack é o nome pelo que é conhecida a Quick-Step) nas suas redes sociais. Mark Cavendish é um ciclista que marcou uma época e continua em equipas de alto nível, mas depois da sua temporada na Bahrain será que pode aportar algo à Deceuninck Quick-Step? Passar a sua experiência a outros ciclistas, ou ainda vencer etapas? Poderá Cavendish voltar a vencer etapas em corridas World Tour? Se há equipa no planeta para o fazer é a Deceuninck Quick-Step, resta saber se será possível. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Equipa Sunweb passará a ser Team DSM Nova temporada, novos patrocínios, e no ciclismo novos patrocínios significam novo nome da equipa. A equipa Sunweb passará a ser Team DSM a partir da época 2021. Além de mudar de nome e de imagem, a equipa muda também de marca de bicicletas, que deixam de ser Cervélo e passam a ser Scott. Novo patrocínio, nova imagem e nova marca de bicicletas. Nova imagem para a equipa revelação na temporada 2020, com o protagonismo de vários ciclistas. Entre outros o suíço Marc Hirschi, de 22 anos, que surpreendeu ao conquistar a Fleche Wallonne, ​​foi medalha de bronzeno Campeonato do Mundo e venceu uma etapa do Tour, de onde levou o prémio da combatividade. A equipa que teve um total de 16 vitórias, teve ainda três vitórias de etapa no Tour com o dinamarquês Soren Kragh Andersen e Marc Hirschi. Marc Hirschi foi uma das revelações da temporada. O objetivo estratégico da empresa de nutrição DSM em parceria com equipas do World Tour ( neste caso a nova Team DSM ) "é aumentar a participação do público e realçar a importância da saúde das pessoas e do planeta, em consonância com o propósito da empresa“. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fabio Aru assina pela Team Qhubeka ASSOS Depois de uma passagem discreta pela UAE Team Emirates, equipa onde esteve e na qual não conseguiu qualquer vitória, aos 30 anos de idade Fabio Aru assina pela Team Qhubeka ASSOS. Apesar de não estar ao melhor nível nos últimos anos, Aru tem palmarés de algum respeito, tendo terminado em segundo e terceiro no Giro d'Italia, em 2015 e 2014, respectivamente, quinto no Tour de France em 2017, e a vitória na Vuelta a Espanha em 2015. O italiano é um vencedor de várias etapas grandes voltas, incluindo a quinta etapa do Tour de France em 2017, vitórias consecutivas de etapa no Giro d'Italia em 2015, bem como na Vuelta a Espana em 2014. Os resultados de destaque foram todos conseguidos quando era ciclista da Astana, onde despontou como ciclista profissional, chegando a ser apontado como o ciclista que viria a dominar nos próximos anos, mas desde a transferência para a UAE nunca se voltou a afirmar. "Estou animado por ter Fábio na nossa equipa; ter um ciclista que ganhou uma grande Volta como a Vuelta, foi 5º no Tour de France e duas vezes no pódio do Giro acrescenta muito ao desenvolvimento das nossas equipas enquanto continuamos a lutar para vencer no maior palco do mundo; para inspirar esperança e criar oportunidades."Diz Douglas Ryder - director da equipa O director da Team Qhubeka ASSOS acredita que Aru ainda tem mais para dar. "A paixão e o amor do Fabio pelo ciclismo podem ser vistos na forma como ele corre e acho que na nossa equipa, vamos vê-lo subir novamente, pois tenho certeza de que vamos tirar o melhor um do outro."Disse Ryder Por sua vez, o ciclista italiano confessa que está feliz por integrar este projecto. "Estou muito feliz por me juntar à equipa Qhubeka ASSOS na próxima temporada e muito grato a Douglas Ryder que me deu as boas-vindas em na sua equipa. Quando surgiu a possibilidade de assinar, e depois de falar com Douglas e outros membros da equipa, senti desde logo que este era um ambiente do qual eu queria fazer parte."Fabio Aru "Eu também observei de perto o trabalho de Caridade Qhubeka e o que eles fazem é incrível. Alguns dos meus novos colegas falaram-me do poder e do impacto que uma cerimônia de distribuição de bicicletas teve sobre eles. Isso trouxe-me à mente o impacto que a bicicleta teve na minha vida e o poder que pode ter para outras pessoas. Também estou ansioso para ter essa oportunidade no futuro."Fabio Aru Sobre estes últimos anos, Fabio Aru diz: "Nos últimos anos não tive o sucesso que esperava e, por isso, usarei esta nova etapa para tirar proveito de alguns dos fatores simples que me levaram a alcançar os resultados do passado, pois sei que estou novamente capaz."Fabio Aru Fabio Aru na Team Qhubeka ASSOS, depoisda chegada de Simon Clarke, Sean Bennett, Dimitri Claeys, Kilian Frankiny, Lukasz Wisniowski, Karel Vacek, Emil Vinjebo, Connor Brown e Harry Tanfield, entradas que aconteceram a partir do momento em que os novos patrocínios mantiveram a equipa Sul Africana no World Tour. A equipa informa que outras serão feitas mais contratações para completar a equipa, anunciadas no devido tempo. Fonte: Comunicado de imprensa da Team Qhubeka ASSOS Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Motor elétrico Shimano E5000 define mudança no segmento urbano O motor elétrico Shimano E5000 define uma nova mudança nosegmento "urban", com novas características de pedalada e modos de assistência mais fortes (ECO e NORMAL). A Shimano anuncia que andar com uma e-bike em contexto urbano é agora mais fácil graças ao novo firmware da marca, que permite e-bikes de maior potência para arrancar nos semáforos, transportar as compras ou simplesmente voltar a casa depois de um dia de trabalho. Inicialmente, a unidade motora E5000 da Shimano foi lançada com uma definição “Comfort” pre-programada, oferecendo aos ciclistas um sistema elétrico leve, silencioso e económico com a possibilidade de comutação entre três modos – Eco, Normal e High. A nova definição “desportiva” torna as características da unidade motora diferentes, tendo os modos “Eco” e “Normal” maior potência para os desafios diários. O novo motor shimano E5000 continua a ter um torque máximo de 40Nm e uma assistência de pedalada até 25km/h, no entanto a mudança aplica-se à entrada de força por parte da pedalada do ciclista. Resumidamente, a potência do motor é notoriamente mais fácil de se usar. Em termos de números, isto significa que o modo “Normal” desportivo multiplica a potência do ciclista em 125% e no modo “Eco” em 60%, contrariamente aos valores anteriores de 100% e 40%, respetivamente. Anna Schmalko-Methorst, Marketing Manager da categoria Urbana da Shimano, refere que: “Esta nova característica é um excelente melhoramento para o E5000, porque dá aos ciclistas a opção de escolher uma e-bike com melhor performance e com maior autonomia. Ao mesmo tempo, as definições escolhidas continuam o legado da Shimano em tornar a sensação de pedalada de uma e-bike no mais normal possível, diminuindo assim as diferenças entre uma bicicleta elétrica e uma bicicleta convencional." Tal como as definições do modo “Comfort”, o novo modo desportivo é compatível com e-bikes equipadas com mudanças traseiras ou cubos de mudanças internas da Shimano. Para instalar o novo firmware, os ciclistas podem usar a funcionalidade Bluetooth da aplicação E-TUBE no telemóvel ou via computador com a ferramenta de ligação SM-PCE01/SM-PCE02. Para os usuários já existentes do E-TUBE:Actualiza a tua aplicação para garantires que tens a versão mais recente, liga a tua bicicleta, procura a mesma com a aplicação e completa a ligação wireless. Actualiza os componentes, selecciona a unidade motora e muda as caraterísticas de “Comfort” para “Sportive”. Disconecta-te do E-TUBETambém é possível seleccionar os modos “Sportive” ou “Comfort” no visor da bicicleta através do EW-EN100. Para novos usuários:Faz o download da aplicação no website E-TUBE e segue os passos acima descritos. Podes obter mais informações sobre este equipamento no site do importador em Portugal: www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Canyon Spectral 29 Usando a já existente Spectral 27.5 como ponto de partida, a marca alemã reuniu todas as características do modelo e adicionou mais. Mais capacidade e mais versatilidade para a nova Canyon Spectral 29. A marca acredita que ter criado uma bicicleta que pode realmente ficar sozinha na tua garagem e atender às demandas de qualquer tipo de trilho que fizeres, desta feita com roda 29. Quais as novidades? Quase tudo. A Spectral 29 tem os mesmos 150 mm de curso e o carácter lúdico no trilho da sua irmã de rodas menores. A Canyon diz que esta nova bicicleta recompensa cada salto e encoraja-te a andar mais rápido graças à sua cinemática de suspensão Triple Phase. Mas é aqui que as semelhanças terminam com a já existente 27.5. A Spectral 29 possui uma estrutura de carbono totalmente nova, projetada do zero. Com apenas 2.600 gramas, a marca diz que é mais leve e mais rígida do que antes, oferecendo ao piloto um controlo mais direto e mais confiança. A geometria também foi refeita; a marca diz que a nova Canyon Spectral 29 tem mais estabilidade nas descidas, bem como maior eficiência nas subidas, graças a um ângulo de direção mais descontraído e um tubo de selim mais inclinado, bem como o "reach" que ao ser maior dá mais espaço para manobrar a bicicleta. Tendo a noção da enorme variedade de pessoas que usam uma bicicleta de trail com suspensão total, selecionaram cuidadosamente as opções de especificações para atender a uma ampla variedade de estilos. A partir de € 3.299,00, a Spectral 29 CF 7 apresenta um quadro com suspensão Rockshox Pike Select RC, ajustada para 150 mm de curso e com ângulos que se adequam perfeitamente a passeios em qualquer trilho. Canyon Spectral 29 CF 7 A oferta de ‘trail’ da Canyon são completadas pela Spectral 29 CF 9, por €4.999,00, com uma suspensão Rockshox Pike Ultimate de 150 mm, grupo SRAM X01 de gama superior e rodas DT Swiss de carbono. Canyon Spectral 29 CF 9 Para aqueles que desejam desbravar, a Canyon tem a Spectral 29 CF 8 e a Spectral 29 CF Ltd., com suspensões Fox 36 mais robustas de 160 mm, para as que afrouxa a geometria e aumenta a capacidade da bicicleta. Estas custam € 3.999,00 e € 5.999,00 respetivamente. Canyon Spectral 29 CF 8 Canyon Spectral 29 CF Ltd. Para ajudar a ajustar a configuração ainda mais, a Spectral 29 também possui ajuste de geometria por meio de uma montagem de 2 posições. Os 4 modelos estão disponíveis a partir de hoje dia 1 de Dezembro em canyon.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - 1.ª prova Apesar dos troféus mais icónicos e importantes da modalidade já estarem a decorrer desde Setembro na Bélgica e Holanda, a Taça do Mundo de Ciclocrosse começou hoje, com a primeira prova a decorrer em Tábor (Rép. Checa). Prova Masculina Além de ver o desempenho daqueles que são os habituais competidores da modalidade, dois eram os regressos esperados com grande espectativa, Wout Van Aert e Thomas Pidcock. Wout van AertTom Pidcock Michael Vanthourenhout venceu a prova e colocou-se líder da classificação geral, confirmando o excelente momento de forma que atravessa (segunda vitória em duas semanas), relegando para o segundo plano o seu colega de equipa e Campeão da Europa Eli Iserbyt. Michael Vanthourenhout A completar o pódio no terceiro posto ficou Wout Van Aert, que regressado da temporada de estrada (e não obstante o seu palmarés na modalidade) surpreendeu muitos com o nível em que se apresentou nesta prova. Thomas Pidcock (actual Vice-Campeão do Mundo) é que não foi além do 17.º posto. De recordar que Thomas Pidcock fez uma paragem após os mundiais de bicicleta de montanha e regressou aos treinos há pouco tempo. Vídeo resumo da prova masculina https://www.youtube.com/watch?v=7g8GCapzDUg TOP 10 da 1.ª prova da Taça do Mundo Pos.Nome (País) EquipaTempo1Michael Vanthourenhout (Bel) Pauwels Sauzen-Bingoal1:02:432Eli Iserbyt (Bel) Pauwels Sauzen-Bingoal0:00:053Wout Van Aert (Bel) Jumbo-Visma0:00:124Toon Aerts (Bel) Telenet Baloise Lions0:00:185Lars van der Haar (Ned) Telenet Baloise Lions0:00:216Corne van Kessel (Ned) Tormans Cyclo Cross Team0:00:517Quinten Hermans (Bel) Tormans Cyclo Cross Team0:01:018Daan Soete (Bel) Group Hens-Maes Containers0:01:059Kevin Kuhn (Swi) Tormans Cyclo Cross Team0:01:2710Diether Sweeck (Bel) Credishop-Fristads0:01:42 Prova Feminina Dam mesma forma que Michael Vanthourenhout vem em crescente de forma após o Campeonato da Europa na categoria masculina, também Lucinda Brand o vem fazendo na categoria feminina. Lucinda Brand A Holandesa arrecadou mais uma vitória, conseguindo mais uma vez levar a melhor sobre aquelas que têm sido as dominadoras da modalidade, a campeã do Mundo Ceylin Alvarado e Anne Marie Worst. Completaram o pódio Ceylin Alvarado e Denise Betsema, que ttambém se tem mostrado muito competitiva no regresso à modalidade após a ausência na passada temporada por controlo positivo. TOP 10 da 1.ª prova da Taça do Mundo Pos.Nome (País) EquipaTempo1Lucinda Brand (Ned) Telenet Baloise Lions0:53:432Ceylin del Carmen Alvarado (Ned) Alpecin-Fenix0:00:243Denise Betsema (Ned) Pauwels Sauzen-Bingoal0:00:324Kata Blanka Vas (Hun)5Annemarie Worst (Ned) 7770:00:506Puck Pieterse (Ned) Alpecin-Fenix0:01:227Laura Verdonschot (Bel) Pauwels Sauzen-Bingoal0:01:318Alice Maria Arzuffi (Ita) 7779Anna Kay (GBr) Starcasino CX Team0:01:4510Yara Kastelijn (Ned) Credishop-Fristads0:01:53 A próxima prova da Taça do Mundo realiza-se no mítico circuito de Namur na Bélgica no dia 20 de Dezembro. O regresso de Mathieu van der Poel à modalidade está agendado (por enquanto) para o dia 12 de Dezembro na corrida do Troféu X20 em Antuérpia. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 6d Sports Nutrition em Portugal - a nutrição da Quick-Step A empresa portuguesa XSports será o distribuidor da marca de nutrição da equipa Deceuninck Quick-Step, a 6d Sports Nutrition em Portugal. A 6d Sports Nutrition tornou-se mundialmente conhecida por ser o parceiro oficial de equipas como a Deceuninck Quick-Step, PSV Eindhoven e Federação Belga. A partir de 2021 irá apoiar equipa de triatlo profissional BMC. É uma marca belga de nutrição desportiva que desenvolve os seus produtos em colaboração com o centro científico de desporto Bakala Academy e os Laboratórios Medix. Distingue-se por utilizar ingredientes e produzir suplementos cujosefeitos na performance desportiva estão cientificamente comprovados. A marca rege-se por 6 dimensões no desenvolvimento da sua estratégia: Efeitos provados cientificamente;Produtos sem substâncias banidas;Testado por atletas;Pesquisa inovadora;Ingredientes puros;Produção em laboratórios tecnologicamente avançados. Onde estará disponível A 6d Sports Nutrition em Portugal estará disponível para venda a partir de Janeiro de 2021, nas melhores lojas de desporto e farmácias. Ninguém melhor que os atletas de alta competição para testar e atestar de que a nutrição é boa, no entanto, solicitámos alguns produtos para experimentar e passar a opinião, porque no MM também somos ciclistas, não profissionais mas ciclistas, e a opinião de ciclistas amadores também conta, certo? Para mais informações acerca da marca e tipo de produtos, podes consultar o site do importador em Portugal: Xsports.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fábio Jakobsen voltou à bicicleta hoje O ciclista holandês Fábio Jakobsen, que sofreu uma grave e aparatosa queda na Volta à Polónia este ano, voltou hoje a pedalar na sua bicicleta, foi o próprio que deu a notícia através das redes sociais. https://twitter.com/FabioJakobsen/status/1331254705259950080 Fábio Jakobsen escreveu: "...Tem sido uma grande jornada até agora. Com este post, gostaria de agradecer a todos os médicos e especialistas que me ajudaram neste longo caminho." Passaram mais de 3 meses desde que em Agosto deste ano, o jovem ciclista holandês, de 23 anos, sofreu uma terrível queda na recta da meta, no final da primeira etapa do volta à Polónia, onde embateu violentamente contra as barreiras de protecção quando sprintava a cerca de 80 km/h. Têm sido noticiadas muitas operações, principalmente na face do ciclista, onde chegou a ter 130 pontos de sutura. Jakobsen tem ainda certamente um longo caminho pela frente, até poder voltar a competir, mas é uma óptima notícia ver que voltou a pedalar. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Já é OFICIAL: Miguel Ángel López na Movistar É oficial: Miguel Ángel López na Movistar Team. O colombiano assinou apenas por um ano, colocando assim fim aos rumores que o davam fora da Astana, bem como os que nos últimos meses diziam que assinaria pela Movistar. Confirmou-se. Foi assim que a equipa anunciou nas redes sociais a contratação. Eusebio Unzué já tinha avançado com palavras que comfirmavam o interesse por parte da equipa nas últimas semanas. "Posso dizer que estamos muito interessados ​​e que estamos a acompanhar de perto a sua recuperação da queda do Giro", disse o chefe da equipa espanhola ao jornal "AS" há cerca de uma semana O colombiano entra nas fileiras de uma Movistar na qual houve poucas vitórias em 2020 (apenas as de Marc Soler no Challenge de Mallorca e Vuelta a Espanha), por isso a chegada do "Superman", um escalador virtuoso e de caráter ofensivo, pode significar uma mudança na equipa espanhola. “Muito feliz por fazer parte de uma das melhores equipas do ciclismo mundial. Como sempre, farei o meu melhor para representar a Movistar Team e os fãs colombianos da melhor forma. Sempre foi uma equipa muito especial para todos os fãs do meu país e muito importante para o ciclismo na América Latina ”, disse Miguel Ángel em declarações prestadas pela sua nova equipa Este é o quinto reforço da Movistar para a próxima temporada, após as chegadas de Iván García Cortina, Gregor Mühlberger, Abner González e Gonzalo Serrano. Podes ver o nosso artigo sobre as transferências para 2021 aqui. (vai sendo actualizado). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novo GPS Bryton Rider 750 A Bryton Inc. anunciou recentemente o lançamento de um novo dispositivo à sua gama de ciclocomputadores GPS, o Bryton Rider 750. Este novo dispositivo terá um ecrã táctil a cores de 2,8" com uma interface gráfica de utilizador (GUI) atualizada, navegação com mapas OSM pré-carregados e será o primeiro dispositivo Bryton com pesquisa de voz, bem como suporte de rolos inteligente ANT+ FE-C (Fitness Equipment Control). Com o lançamento deste modelo, a Bryton também oferece uma vasta gama de novas características para complementar as suas novidades, incluindo a Simulação de Rota Virtual e o Treino com Rolos Inteligentes, que utilizam a aplicação Bryton Active. Além disso, com o Rider 750, a Bryton melhorou a sua compatibilidade com as E-Bike ao adicionar suporte para Shimano STEPS, que permitirá que os dados de bateria, modo de assistência e tempo de viagem sejam apresentados a cores na INTERFACE gráfica do utilizador do Rider 750. "Com o lançamento do Rider 750, esperamos revolucionar a linha de produtos Bryton", afirmou Samuel Wang, CEO da Bryton.afirmou Samuel Wang, CEO da Bryton. O Rider 750 chegará à maioria dos países em Novembro e estará disponível em dois pacotes diferentes: o pacote básico (Rider 750E), que inclui o dispositivo e o suporte Sport Mount, disponível a partir de 249,95 euros; e o pacote com sensores (Rider 750T), que inclui o dispositivo, suporte Sport Mount, sensor de cadência inteligente, e sensores de velocidade e frequência cardíaca, que é vendido por 319,95 euros. Juntamente com uma potente bateria com 20 horas de duração, inclui uma maior capacidade de armazenamento interno, tecnologia BLE 5.0 melhorada e suporte GNSS completo (5 satélites). O Rider 750 também contará com: Ecrã táctil colorido com GUI Desenhado com um grande ecrã táctil a cores de 2,8", o Rider 750 apresenta uma nova interface gráfica de utilizador intuitiva (GUI) e ícones fáceis de interpretar. Apresenta tanto um modo clássico de visualização de dados como um novo modo de visualização a cores, totalmente gráfico. O ecrã táctil também facilita a navegação através de páginas de dados e mapas, mesmo quando se usa luvas. Mapas pré-carregados e capacidade para atualizar mapas O Rider 750 vem pré-carregado com mapas das principais regiões de todo o mundo. Estes mapas globais gratuitos são atualizados de 6 em 6 meses. Outros mapas estão também disponíveis para download gratuito e podem ser carregados para o Rider 750. Navegação online Utilizando o Open Street Maps (OSM), o Rider 750 fornece informações detalhadas de localização e direção. Utilizando a funcionalidade de navegação, a orientação detalhada da rota curva a curva, incluindo informação de distância e direção, pode ser exibida antes de cada curva, e quando reinicia a sua rota, o Rider 750 fará um auto re-routing para continuar a sua rota. Seguimento de rota com informação POI/Peak Saber a distância até à próxima paragem é sempre motivador e útil. Depois de configurar o POI e a informação do Peak utilizando a aplicação Bryton Active, o Rider 750 permite-lhe verificar a distância até ao próximo POI ou Peak no modo Follow Track (seguimento de rota), permitindo-lhe tomar a decisão certa com base no seu estado e manter-se motivado ao longo do percurso. Pesquisa de voz online Com uma ligação à Internet, pode pesquisar locais no Rider 750 por voz, eliminando a necessidade de utilizar o teclado no ecrã. Disponível em mais de 100 idiomas, as caraterísticas de pesquisa por voz permitem pesquisas mais rápidas, mais intuitivas e mais cómodas para POIs e outros locais. Suporte de rolos inteligente ANT+ FEC O novo Rider 750 apresenta suporte inteligente de rolos ANT+ FE-C (Fitness Equipment Control), oferecendo maior versatilidade e compatibilidade para treino indoor. Controlo de Rolos Inteligente diretamente do Rider 750 com a capacidade de personalizar o nível de resistência do rolo para se adequar aos objetivos de treino ou definir a potência alvo para atingir o treino desejado. Além disso, utilizando a funcionalidade Bryton Active App Advanced Workout, os treinos personalizados podem ser convenientemente definidos e seguidos com um rolo inteligente, tornando o treino ainda mais fácil.  Rota virtual Utilizando o suporte ANT+ FE-C, o Rider 750 funcionará perfeitamente com a maioria dos rolos inteligentes e pode simular percursos registados a partir da aplicação Bryton Active. Estas rotas convertidas podem simular diferentes desníveis que melhor imitam a experiência no exterior. Suporte de Radar segurança para Bicicleta O Rider 750 é compatível com o Radar ANT+ após um simples emparelhamento. No visor do Rider 750, a banda de radar mostrará os veículos que se aproximam, com ícones de veículos fáceis de compreender e alterações de cor para o estado de aproximação. Além disso, podem ser criados alertas áudio com o radar, para notificar se um veículo que se aproxima passar o limiar da distância. Suporte para E-Bike O Rider 750 GPS incorpora suporte E-Bike para Shimano STEPS. O dispositivo pode exibir vários dados E-Bike para mais de 160 marcas de bicicletas, incluindo modo de assistência, modo de mudança de nível de assistência, bateria E-Bike, autonomia de viagem e posição do desviador traseiro. 3 perfis de bicicleta facilmente permutáveis Suporte para até 3 perfis de bicicleta, é mais fácil personalizar o dispositivo para qualquer tipo de configuração. As definições de cada perfil podem ser completamente modificadas, incluindo a capacidade de renomear cada perfil (bicicleta), para qualquer modo de ciclismo. Scan automático do sensor Depois de emparelhar vários sensores, o Rider 750 utilizará o autoscan para procurar automaticamente sensores ativos nas proximidades. Basta confirmar a ligação do sensor ao sensor ativo e este está pronto a funcionar, permitindo-te mudar livremente de sensor e de bicicleta sem quaisquer problemas. Usando a aplicação Bryton Active, os nomes dos sensores podem ser personalizados para facilitar o reconhecimento. Acerca da Bryton Fundada em 2009, a Bryton Inc. é especializada em eletrónica de consumo com GPS. Com décadas de experiência no desenvolvimento da tecnologia GPS para o desporto, o objetivo da Bryton é partilhar a sua paixão pelo desporto com os ciclistas para que possam desfrutar dos seus treinos diários, explorar o ar livre, fazer amigos e divertir-se a fazê-lo. Com sede em Taipé, Taiwan, a empresa expandiu a sua quota de mercado em todo o mundo, estabelecendo com sucesso uma forte reputação internacional, construindo uma imagem de marca de confiança e criando relações comerciais sólidas. A Bryton também faz parceria com equipas profissionais de ciclismo, incluindo a UCI World Tour Israel Start-Up Nation team, Terengganu Pro-Asia Cycling Team, UCI Continental Team Ukyo, Team Bridgeland, ViniZabo-KTM, Team Illuminate, UCI Continental Cycling Team Androni - Sidermec-Bottecchia, e muitos mais. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Merida Ninety-Six 2021 Originalmente lançada em 2008, a Ninety-Six , passou por uma série de mudanças e alterações ao longo da última década, provavelmente as mais significativas a partir da "velha" dando origem à nova Merida NINETY-SIX 2021. Com esta nova bicicleta a marca alemã tenciona ter uma tomada deposição no XC moderno, maratona e provas por etapas, bem como na condução em estilo recreativo. Depois deixar a taça do mundo, onde teve tradição e sucesso ao longo de décadas, com ciclistas de topo como Gunn-Rita Dahle Flesjå, José Antonio Hermida, Ralph Näf ou Ondřej Cink na antiga Multivan-MERIDA Biking Team, a marca assistiu à tendência de percursos mais exigentes tecnicamente. José Antonio Hermida continua a colaborar com a Merida A MERIDA continua atenta às tendências, e diz estar consciente de que existe um número crescente de ciclistas que procuram uma bicicleta super capaz de suspensão total, leve para percursos curtos, e isso fez com que a sua equipa "I&D MERIDA" voltasse à mesa de desenho e desenvolvesse a nova NINETY-SIX a partir do zero. Tudo novo Para trazer a NINETY-SIX para a nova década, a Merida criou um quadrototalmente novo que combina uma longa lista de características, com uma geometria moderna completamente nova, bem como uma plataforma desuspensão actualizada. A Merida NINETY-SIX 2021 está disponível em três quadros de carbono completos de níveis diferentes, com o quadro superior RC CF5 a marcar na escala de peso apenas 1.695 grs. ou 1.845 grs. para um quadro RC CF4/CF5 de tamanho médio. Versão 100 mm. e versão 120 mm. Dependendo da configuração, ou a versão clássica 100 frente/100 traseira mm (NINETY-SIX RC), ou a versão mais orientada para trilhos mais técnicos com 120 frente/100 traseira mm (NINETY-SIX). Ambas as bicicletas apresentam o mesmo quadro e a mesma configuração de suspensão, mas diferem nas especificações e, portanto, mostram a sua força em diferentes terrenos e destinam-se a distintos grupos de utilizadores. Nos "velhos tempos", o foco principal de uma máquina de corridaXC/maratona era uma excelente performance em subida. Hoje em dia, odesempenho em descida torna-se cada vez mais importante, uma vezque os percursos são extremamente exigentes não só na subida, masainda mais, na descida. Para melhorar o desempenho em descida e o manuseamento em terreno acidentado, a Merida afinou a geometria tornando o ângulo da coluna de direcção 1,5° mais aberto (na versão Trail 3°), aumentando o reach (de 449 mm para 473 mm num quadro de tamanho L) e baixando o eixo pedaleiro . De acordo com a marca todas estas alterações tornam a bicicleta mais estável e dão ao ciclista mais espaço para manobrar na bicicleta. A marca informa ainda que o ciclista sente-se mais integrado na NINETY-SIX, ajudando a controlar a bicicleta quando o trilho se torna mais técnico. Mas não só os parâmetros relacionados com as descidas se tornaram mais modernos. O ângulo do tubo de selim ficou pelo menos 1,5° (e em alguns tamanhos até 2°) mais inclinado, tornando mais fácil colocar mais pressão nos pedais, tornando assim a nova NINETY-SIX uma escaladora ainda mais eficiente e reactiva. Mas a Merida sabe que uma boa geometria não é nada sem uma plataforma de suspensão perfeitamente funcional. Em comparação com a última geração, dizem que a Merida NINETY-SIX 2021 é mais progressiva. A progressão é superior a 7%, o que corresponde perfeitamente às pequenas câmaras de ar dos amortecedores das atuais cross- country. O ratio mais elevado no início do funcionamento torna a suspensãosensível a pequenos impactos, e a progressão dá-lhe um grande apoio a meio do curso. Para além disso, a Merida introduziu o novo sistema P-FLEX. O novosistema não tem pivot na escora, o que tem um efeito positivo no peso, bem como na rigidez. De acordo com a Merida as propriedades do material do quadro e o desenho do quadro em forma de mola permitem uma flexibilidade suficiente sem ter impacto na durabilidade. Também dizem que a nova configuração da suspensão dá à NINETY-SIX uma conformidade nos impactos impressionante para as descidas e pistas mais duras e técnicas, bem como uma eficiência de pedalagem excepcional para percorrer os quilómetros e atacar as subidas mais exigentes. A marca alemã diz que ambos os elementos, geometria e suspensão, combinados com um baixo peso trabalham em perfeita harmonia e criam a NINETY-SIX mais capaz, para que se possa desfrutar do TRAIL E TRACK A FULL GÁS. Alguns modelos e cores Merida NINETY-SIX RC 9000 Merida NINETY-SIX RC 9000 Merida NINETY-SIX RC 5000 Merida NINETY-SIX 8000 Merida-NINETY-SIX 8000 trail Merida NINETY-SIX RC XT Para mais informações sobre a nova Ninety-six consultar a página da marca em Portugal: www.merida-bikes.com/pt-pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NTT Pro Cycling sobrevive e passa a ser Team Qhubeka ASSOS Foi através de um comunicado de imprensa da própria equipa que recebemos a notícia de que a equipa Sul Africana NTT Pro Cycling (que procurava patrocinadores há vários meses, correndo o risco de acabar caso não os encontrasse) irá continuar no pelotão World Tour em 2021, com o nome de Team Qhubeka ASSOS. Douglas Ryder, o fundador sul-africano da NTT Pro Cycling (www.NTTProCycling.com), anunciou o próximo passo na incrível jornada da sua equipa, uma parceria com o líder em vestuário de ciclismo de desempenho, a ASSOS da Suíça, para criar a Team Qhubeka ASSOS. Desde a fundação da equipa, o maior sonho de Ryder é usar o perfil e o sucesso que a equipa desenvolveu no cenário global do ciclismo para promover seu propósito: mudar vidas através das bicicletas, juntamente com a Qhubeka Charity. A equipa diz que este apelo à ação foi profundamente sentido pelos seus ciclistas, equipa, parceiros e fãs em todo o mundo e viu a equipa arrecadar fundos para mais de 30.000 bicicletas para distribuição aos programas Qhubeka na África do Sul. A partir de 2021, a equipa - que anteriormente se denominou como MTN, Team Dimension Data for Qhubeka e, mais recentemente, NTT Pro Cycling - estará numa posição para avançar ainda mais nesse movimento, competindo para aumentar a conscientização sobre os desafios de mobilidade que ocorrem nas comunidades em África. https://www.youtube.com/watch?v=_zFjQ1af8mg&feature=emb_logo O chefe da equipa, Douglas Ryder, disse: “Estou muito feliz por ter conseguido o apoio de algumas pessoas e parceiros incríveis, incluindo a Suíça ASSOS, que entraram em cena para ser o patrocinador principal. Conseguir recriar a equipa como Team Qhubeka ASSOS expressa exatamente pelo que continuamos a esforçar-nos, que é ser uma equipa de corrida de alto desempenho voltada para um propósito. As últimas semanas foram incríveis vendo todos os comentários dos fãs em termos de como esta equipa se conectou com eles de diferentes maneiras. Estou muito feliz por podermos continuar a criar esperança e oportunidades através da nossa equipa e da Caridade Qhubeka." Douglas Ryder “Estou ansioso para receber novos parceiros para a Team Qhubeka ASSOS enquanto planeamos e nos preparamos para uma nova temporada em 2021 num mundo que foi fortemente impactado pela pandemia. A bicicleta continua a ser uma ferramenta para mudar a vida de tantas pessoas pela deslocação, pelo desporto, pela saúde, pela liberdade e pela acessibilidade. A nossa equipa sempre foi muito mais do que vitórias, mas adoramos vencer. ” “Também quero prestar uma homenagem especial ao nosso staff. Quem está no desporto sabe como é difícil, então ver a diligência, cuidado e profissionalismo que eles demonstraram inspira-me todos os dias. Somos realmente uma família ”concluiu Ryder. As palavras de Derek Bouchard-Hall - CEO da ASSOS “Gostamos realmente de fazer parte desta equipa voltada para a missão - o slogan de Qhubeka de que“ as bicicletas mudam vidas ”não poderia inspirar-nos mais. A ASSOS sempre esteve e continua profundamente ligada ao ciclismo profissional - ficamos comovidos com a oportunidade de apoiar o desporto durante a crise do COVID, mantendo esta importante equipa como parte do pelotão profissional. ” Derek Bouchard-Hall Roche Maier - ASSOS Creative Design Center “Amamos a missão, as pessoas e o desafio que vem com ela. Somos feitos no ciclismo e contribuir para apoiar e desenvolver ainda mais o auge do ciclismo de alto desempenho é a coisa certa a fazer, especialmente nestes tempos incertos. A equipa Qhubeka ASSOS não é um patrocínio tradicional, mas será operada como o "farol" da Equipa de Trabalho de Assos. A equipa será usada e abusada para levar os limites do desenvolvimento de produtos e testes de stress a outro nível. Agradecemos ao Douglas a oportunidade.” Tsatsi Phaweni - Qhubeka, Diretor Executivo “A Qhubeka desenvolveu um relacionamento com Doug Ryder e a sua equipa que se estende por mais de uma década e é baseado na nossa crença comum de que as bicicletas mudam a vida das pessoas para melhor. Temos um grande respeito por tudo o que eles conquistaram até agora e esperamos continuar a apoiá-los em 2021 e além. Continuamos gratos pelo seu apoio contínuo ao nosso trabalho e por todos os seus esforços para arrecadar fundos e conscientizar o Qhubeka, junto com os seus fãs, patrocinadores e a comunidade do ciclismo em geral. Juntos, podemos mudar mais vidas com as bicicletas e, por isso, desejamos a eles muito sucesso. ” Salva-se uma equipa, que entretanto e enquanto se vivia o impasse perdeu elementos importantes como o director desportivo Bjarne Riis, ou ciclistas como Ben O’Connor, Ryan Gibbons, Michael Valgren, ou Edvald Boasson Hagen, entre muitos outros. Veremos como será a Team Qhubeka ASSOS em 2021. Fonte: Comunicado de imprensa da NTT Pro Cycling Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Entrevista a Julian Alaphilippe Entrevista a Julian Alaphilippe. Ontem o campeão do mundo de estrada de 2020, concedeu uma entrevista exclusiva ao programa Bistrot Vélo do Eurosport França no qual falou sobre vários temas como o desaire na Liège-Bastogne-Liège, a queda na Volta a Flandres ou o sonho de conquistar a Volta a França. Julian Alaphilippe Sobre o seu título de Campeão do Mundo: “Ser Campeão do Mundo é uma meta que me propus ao longo da minha carreira. Não necessariamente no início, mas quanto mais os anos passavam, mais eu dizia a mim mesmo que podia. Continuei a progredir, aprendi com meus fracassos, com meus erros. Ano após ano, chegávamos ao Mundial com ambições, cada vez com uma equipa mais forte, e funcionava. Tornar o sonho realidade é especial! Aprendi a me canalizar, a fazer o esforço na hora certa. Nesse ponto é inegável, passei um marco e isso me ajudou a ganhar grandes corridas. No Mundial de Imola, isso era tudo o que eu tinha em mente e tínhamos uma equipa que foi construída em torno disso. Todos jogaram o jogo e funcionou bem, por isso é uma satisfação, uma felicidade. É algo que nunca vou esquecer. " Sobre o percurso em Imola: “Se tudo corresse bem, planeava atacar naquele momento [atacado a 17km]. Estás num momento em que não precisas mais te perguntar. Rapidamente entendi que, atrás de mim, eles iriam entender rapidamente, mas sempre mantive aqueles dez segundos que me permitiram chegar ao fim. Para mim foi horrível: quando voltei ao circuito, ainda os via atrás de mim e foi muito difícil, não acreditei até 300 metros da chegada quando vi a linha à minha frente e não havia ninguém atrás de mim. Não tinha nenhuma informação; não tínhamos rádio, então virei-me muito e tentei perguntar à mota se tinha alguma informação.” Sobre os seus sentimentos após o título: “É um sentimento difícil de descrever. Queres fugir, também queres aproveitar esse estado de euforia, mas ao mesmo tempo, passei imediatamente para as Clássicas que também permaneceram como um objetivo importante para o fim da minha temporada. Eu sentia-me pronto, estava motivado para as Clássicas e com a camisola de Campeão do Mundo foi uma motivação adicional, por isso não tive necessariamente tempo para voltar e desfrutar da minha camisola porque já estava a pensar nas Clássicas. " Liège-Bastogne-Liège, a sua primeira corrida com a camisa do arco-íris: “Cheguei a Liège motivado para vencer, para honrar a camisola, para me divertir. Estás dividido entre a vontade de fazer tudo bem e o cansaço, a pressão do Campeonato do Mundo já está lá. Temos a impressão de que está lá, mas não está lá. Fiz a corrida muito bem até ao sprint, e todos se lembram do meu sprint. Foi um bom dia, toda a equipa fez um bom trabalho, corremos quase na perfeição. Mas é uma decepção, não correu tudo bem depois disso. Quando cruzei a linha; sabia que não tinha ganhado. Na verdade, quando levanto os meus braços, eu realmente acho que ganhei e então ele [Primoz Roglic] passa-me na linha e eu arrependo-me de ter levantado os braços. Os poucos dias entre Liège e Flèche Brabançonne foram um pouco difíceis: não fiquei necessariamente desapontado por perder a corrida, mas fiquei especialmente desapontado por ter cometido estes erros que são um pouco estúpidos. Acontece a todos, mas quando temos a camisola de Campeão do Mundo, o menor erro é imediatamente retransmitido. Isto vai-me ensinar uma lição. " No Tour de Flandres e a sua queda: "Não culpo Van der Poel, Van Aert ou a bicicleta de forma alguma. Não culpo ninguém e nem mesmo me culpo porque não fiz nada de errado, mesmo que possam dizer que estava a falar ao rádio, dizem que eu olhei para trás. Sinceramente, naquele momento não pude fazer nada. Estes são factos de corrida. Van Aert foi buscar a sucção da mota, Van der Poel evita-a no último momento e não me avisou, mas não posso culpá-lo: estamos na final do Tour de Flandres e não pensamos necessariamente em avisar sobre tudo o que se passa na estrada. Fui eu quem levou com isto, é como é. Não há desculpa para encontrar uma desculpa. Temos que nos recuperar. " Se ele só tivesse que vencer uma corrida: "Depois de vencer o Campeonato do Mundo, definitivamente gostaria de ganhar o Tour de France. São as duas corridas que sempre me fizeram sonhar. Se houvesse apenas uma corrida para vencer, seria o Tour." Sobre o Tour de France 2021 e na temporada de 2021: “É um bom percurso dá vontade de fazê-lo, as primeiras etapas caem-me bastante bem. De momento, ainda estamos longe. De momento, estou apenas a pensar na preparação para o início da temporada e o Tour sempre vem um pouco mais tarde. No momento, não temos calendário oficial. Ainda estamos em discussão com a equipa; vamos estabelecer tudo isso talvez após a primeira ou segunda corrida. Com certeza, o Tour da Flandres é uma corrida que gostei e quero muito voltar a ela. Fará parte dos meus objetivos para o início da temporada do próximo ano. Acho que vou fazer um grande bloco no início da temporada com todas as clássicas, mas ainda não falámos isso com a equipa, mas pode fazer parte dos planos. Paris-Roubaix é possível mais tarde, mas não necessariamente no próximo ano. " Sobre Remco Evenepoel: “Não estamos a falar de competição, estamos a falar de aliança. Temos uma equipa muito forte, todos sabem o que gostamos de fazer nas corridas, sempre ao ataque. O Remco explodiu de imediato quando se juntou aos profissionais e continua a progredir ano após ano. Nós não estamos em competição, pelo contrário, fico muito contente quando ele ganha corridas e para ele acontece o mesmo. Depois, evitamos estar nas mesmas corridas porque não queremos que haja essa rivalidade mesmo que não exista. Já fizemos algumas corridas em que ele correu para mim e onde eu o ajudei e funciona muito bem assim. ” Fim de entrevista. Agradecimentos: Ao Eurosport Portugal por nos passar a entrevista. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. 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Mas, como tornar uma bicicleta tão bem-sucedida ainda melhor e mais rápida? Com um design aerodinâmico revolucionário para torná-lo mais eficiente? Melhorando a integração de soluções de armazenagem e nutrição? Após incontáveis ​​horas de análise CFD, simulação de computador, milhares de testes em túnel de vento em colaboração com os parceiros da Swiss Side e contribuições de alguns dos melhores triatletas do mundo, a marca diz que alcançou o objetivo. No próximo nível de desempenho em toda a gama Speedmax, dizem que se focaram em três áreas principais no desenvolvimento da Speedmax: AerodinâmicaIntegração Ajustabilidade "O resultado são duas novas bicicletas que realmente se destacam nos seus respetivos segmentos”, explica Daniel Heyder, Gerente de Produto da equipa de P&D da Canyon Road. Para todos os ciclistas que exigem o melhor do melhor, a Canyon desenvolveu a Speedmax CF SLX Disc e a Speedmax CFR Disc. Nas três principais áreas de desenvolvimento desta bicicleta: velocidade e controlo, integração máxima do sistema, ajuste e conforto, a Canyon afirma que esses modelos vão além de qualquer outra bicicleta de triatlo disponível no mercado. De acordo com a marca, em termos de aerodinâmica são 9 a 10 watts mais rápidas do que o modelo anterior da Speedmax. Integração A Canyon diz ainda que o quadro não é apenas mais leve e rígido, mas também mais manobrável graças à melhor distribuição do peso, resultado da integração inteligente do sistema de hidratação e da caixa de ferramentas no quadro de carbono. O quadro tem espaço para hidratação, ferramenta e alimentação integrados. Estes modelos de última geração oferecem um nível de ajuste incomparável. Com alguns modelos da bicicleta é entregue um kit de peças e espaçadores de diferentes dimensões para que cada um coloque a bicicleta à sua medida. kit de peças e espaçadores de diferentes dimensões para que cada um coloque a bicicleta à sua medida. “Mesmo os ciclistas que desejam fazer os seus ajustes em casa agora têm mais e melhores opções para configurar a sua Speedmax com perfeição, sem que o processo seja muito complicado”, diz Heyder. E se o ajuste for realizado por um estudo biomecânico profissional, o kit de ajuste Speedmax que acompanha a bicicleta inclui tudo que precisas para ajustar a posição do ciclista ao milímetro. Todos os modelos CF SLX e CFR incluem um potenciómetro como padrão para planear treinos e analisar o desempenho da corrida com a maior precisão. Modelos e preços Os preços da Speedmax CF Disc variam de € 3.699 a € 6.499. Canyon Speedmax CF 8 Disc A Speedmax CF SLX Disc varia entre € 7.799 e € 8.499 Canyon Speedmax CF SLX 8 wmn di2 disc Os dois modelos de Speedmax CFR Disc topo de gama custam € 9.999 e € 11.999 * respetivamente. Canyon Speedmax cfr di2 disc Canyon Speedmax cf slx 8 etap disc Todos os 11 modelos da nova família Speedmax estarão disponíveis a partir de hoje, 17 de novembro exclusivamente em canyon.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Irmãos Oliveira Vice-Campeões da Europa em em Madison A dupla formada pelos gémeos Ivo e Rui Oliveira terminou na segunda posição a prova de madison com que a Equipa Portugal encerrou, em Plovdiv, Bulgária, um Campeonato da Europa histórico para o ciclismo nacional. A resistência patenteada por Ivo e Rui Oliveira foi determinante para o desfecho da participação nesta disciplina olímpica. Tendo pontuado em apenas um dos primeiros dez sprints, os corredores portugueses venceram três sprints e pontuaram em dois na segunda metade da prova, durante a qual ainda conseguiram dobrar o pelotão. O desempenho da Equipa Portugal permitiu concluir esta corrida, importante por fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos, com a medalha de prata, graças aos 43 pontos amealhados. “De manhã nem sabíamos se iríamos partir, porque o Rui estava com más sensações. Por isso, optámos por não nos mexermos muito nas primeiras 60 voltas. Deixámos que os outros se 'matassem' na discussão dos sprints. A meio da corrida, decidimos que teríamos de atacar para ganhar uma volta, até porque vínhamos com mais fundo, por termos acabado uma grande volta há uma semana. Fizemos um primeiro ataque, mas fomos alcançados. Pouco depois de nos terem 'apanhado' tentámos novamente e os adversários não conseguiram responder. Fomos a única seleção a dobrar o pelotão. Estamos muito felizes com este resultado”, confessou Ivo Oliveira. A Equipa Portugal participou no Campeonato da Europa de Plovidiv com quatro ciclistas, todos medalhados. O mais laureado de todos foi Iuri Leitão, campeão europeu de Scratch, vice-campeão de eliminação e terceiro classificado em omnium. Ivo Oliveira conquistou a medalha de ouro em perseguição individual e, em parceria com o gémeo, Rui Oliveira, arrebatou a de prata em Madison. Maria Martins ganhou a medalha de bronze em eliminação. “Quando entramos numa competição vamos sempre com intenção de dar o máximo e de controlar tudo o que esteja na nossa mão. Sabia que vínhamos com corredores em muito bom momento, apenas com a Maria numa fase mais atrasada da preparação, por ter sido forçada a parar uma semana após o Campeonato da Europa de Sub-23. Apesar de os resultados serem sempre uma incógnita, dadas estas circunstâncias, não estou surpreendido com as medalhas conquistadas e com o nível de desempenho que alcançámos”, frisa Gabriel Mendes. Fonte e texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vídeo - Como colocar travessas nos sapatos de estrada Deslocámo-nos à loja BikePlanet para que José Cordeiro (bike fitter da loja), explicasse como um utilizador pode colocar as travessas (encaixes) dos sapatos de estrada em casa, se necessidade de recurso a equipamentos ou ferramentas de bikefit. https://www.youtube.com/watch?v=qRJ-dxYErM0 Para uma colocação mais correcta e rigorosa, deve-se fazer um bikefit, o qual tem equipamento que permite fazer correcções à forma de pedalar. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Iuri Leitão Campeão da Europa de Scratch, Maria Martins Bronze na Eliminação Iuri Leitão sagrou-se campeão europeu de scratch, em Plovdiv, Bulgária. É a primeira medalha de ouro do ciclismo português de pista em europeus e mundiais de elite. O corredor vianense foi revelou-se muito superior a toda a concorrência na prova de 15 quilómetros - 60 voltas ao velódromo búlgaro. As primeiras vinte voltas foram marcadas por várias tentativas de fuga, às quais o pelotão respondeu com prontidão. A única iniciativa que vingou teve a assinatura de Iuri Leitão. O ciclista da Equipa Portugal atacou a 40 voltas do fim, pedalou em solitário e, a 26 voltas de acabar a prova, consumou a volta de avanço sobre o grupo. “Não estava planeado atacar tão cedo, mas vi uma janela de oportunidade e aproveitei. Depois de alguns ataques, houve um momento de tensão. Achei que era o momento certo para tentar”, explica o corredor português. Após dobrar o pelotão, foi necessário recuperar o fôlego. Iuri Leitão fê-lo de forma competente e, mais adiante, respondeu ao ataque mais forte dos adversários, colocando-se na roda dos ciclistas que procuravam deixar o grupo principal para também darem uma volta de avanço. Percebendo que não teriam qualquer hipótese de bater o português, os fugitivos abdicaram da iniciativa. Mas Iuri Leitão não. O minhoto prosseguiu o esforço para ser o primeiro a cortar a meta, o que não precisava, dado que tinha uma volta de vantagem sobre os demais. Maria Martins medalha de Bronze em eliminação Poucos minutos depois de Iuri Leitão ganhar a corrida foi a vez de Maria Martins regressar ao pódio em Campeonatos da Europa. A corredora ribatejana foi a terceira classificada em eliminação. Maria Martins aplicou uma tática semelhante à que ontem valera a prata a Iuri Leitão na mesma disciplina, correndo na parte de trás, mas quase sempre por fora do pelotão, com espaço para ir eliminando a concorrência e para ocupar posições mais adiantadas, quando isso se exigia. A ciclista da Equipa Portugal viveu, contudo, alguns momentos mais conturbados, escapando por pouco de duas eliminações que chegaram a parecer certas. Apesar do esforço extra despendido para fugir às saídas precoces da prova, Maria Martins ainda teve energia para subir ao pódio, na terceira posição. Apenas foi batida pela britânica Elinor Barker, campeã da Europa, e pela italiana Rachele Barbieri. Fonte e Texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos Sapatos Specialized 2FO Roost Os sapatos Specialized 2FO Roost são o mais recente lançamento da marca americana, como sempre assentes na filosofia Body Geometry, prometem conforto e desempenho para quem anda nos trilhos. Os 2FO Roost apresentam a terceira geração de borracha "SlipNot" na sola, desenhada para aderir e agarrar os pinos dos pedais. Segundo a Specialized estes oferecem aos ciclistas um tato aderente e controlado, enquanto são utilizados através de lombas a travar e de obstáculos na montanha. Existe também a versão clip dos 2FO Roost, que juntam a próxima geração da sola "SlipNot" com uma zona alargada de fixação das travessas, tornando mais fácil o engate dos pedais mesmo nas piores condições.  Desenvolvidos e testados por alguns dos melhores atletas de Trail do mundo, a Specialized afirma que os Roost receberam forte aplauso da sua equipa de Gravity, depois de algumas sessões entre Taças do Mundo: “Confortáveis, leves, e ótimos para nos divertirmos nos trilhos sem competição. O espaço alargado para as travessas é mesmo bom e eu adoro o seu aspeto simples e elegante.’’ Loic Bruni ‘’O espaço à volta das travessas é super bom. Eles estão prontos a ir, não precisam de ser acamados. Não é um sapato de competição e os meus amigos vão adorá-lo.’’ Finn Iles A Specialized quis manter os Roost o mais leves possível, e por isso dispensou o normal acolchoado de espuma na parte de cima e substituíndo-o com Xpel™ Airmesh. Mais leve, mais respirável, o Xpel™ Airmesh retém todas as propriedades de redução do impacto do acolchoado tradicional, enquanto reduz o peso e aumenta significativamente a velocidade de secagem, algo importante, porque ninguém quer pedalar com sapatos molhados – isso é um facto.  A marca anuncia ainda que os seus engenheiros, designers e atletas passaram muitas horas no selim a obcecar acerca de como fazer um sapato de trail melhor. É por isso que trouxeram a este modelo de sapatos características Body Geometry, tais como o Arco Longitudinal, a Cunha Varo e o Botão do Metatarso aos 2FO Roost, aumentando a performance e o conforto. Segundo a Specialized a chave é escutar o que os corpos dos atletas querem, de modo a desenvolver equipamento que vai ao encontro das suas espectativas, nos trilhos mais radicais.   Por último, mas não menos importante, a marca desenhou uns sapatos com um aspeto estupendo. Podes ver mais informações e comprar estes sapatos online em www.specialized.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Iuri Leitão medalha de prata no Campeonato da Europa de Pista O português Iuri Leitão conquistou hoje a medalha de prata na prova de eliminação do Campeonato da Europa de Elite. O ciclista português fez uma corrida inteligente, sempre colocado em posições que permitiam a mobilidade nos sprints de eliminação, não se deixando fechar pelos adversários. Volta após volta, Iuri Leitão foi crescendo na corrida e, à medida que os adversários iam saindo de cena, o português começava a assumir-se como candidato ao pódio. Foi mesmo uma aceleração do ciclista nacional que selecionou os homens que discutiriam as medalhas. Quando ficaram apenas três ciclistas em pista, o russo Sergei Rostovstev não aguentou a pedalada do britânico Matthew Walls e do português Iuri Leitão. A Equipa Portugal iniciou assim da melhor forma o Europeu de pista, graças ao desempenho extraordinário de Iuri Leitão, que se sagrou vice-campeão da Europa de eliminação. Fonte e texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: UEC - Dario Belingheri/BettiniPhoto©2020 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### PRO lançou novas ferramentas e bombas de ar A PRO lançou novas ferramentas e bombas de ar para reparações caseiras e mecânicos profissionais. Os destaques desta nova gama agora expandida incluem a chave TEAM DIGITAL de torque com ecrã LCD, a chave Mini torque com conjunto de chaves e a bomba de ar premium TEAM Shock com uma válvula de libertação de pressão para ajustes de alta precisão.   “ Os nossos desenvolvimentos na PRO procuram servir todos os diferentes tipos de ciclista, desde o amador que procura um produto de qualidade e durável, ao profissional que sabe ao detalhe todas as medidas e ajustes da sua bicicleta."Mark Kikkert, responsável desenvolvimento de produto da PRO. FERRAMENTAS PRO TEAM As novas ferramentas TEAM incluem dois destaques, a chave PROTeam Digital Torque  e a chave PROTeam Delta A chave  PRO Team Digital Torque (PRTL0082)  é uma luxuosa adição para a caixa de ferramentas de qualquer mecânico. De acordo com a marca esta oferece alta precisão aos mecânicos que necessitam saber com exatidão o torque a aplicar em parafusos e porcas. Um sistema de roquete com medidor de tensão e um ecrã LCD para visualizar informações. PRO Team Digital Torque (PRTL0082) Com medição de torque de 1-25 Nm (permite trocar entre: ft/lb, in/lb e kg/cm) incorpora, ainda, um sinal sonoro que activa quando se atinge o nível de torque pretendido. Bateria substituível, caixa rígida de transporte, 8 chaves  (2/2.5/3/4/5/6 hex, T20/T25) e um adaptador ¼  para facilitar a utilização. Dimensões: 216x39x22 mm A ferramenta PRO Team Delta  (PRTL0116) é um acessório premium para ajustes precisos. As pequenas chaves são substituíveis o que permite aos mecânicos alterar e re-alterar as medidas das chaves para se adaptarem a todas as funções e  ao uso de cada um.   PRO Team Delta Wrench (PRTL0116) O estrutura em alumínio da ferramenta Delta e a sua ergonomia permite obter melhor aderência, alavancagem e força.  Tem 13 pequenas chaves substituíveis em aço temperado (Hex 2/2.5/3/4/5/6/8, PH2/SL4/SL6 Chave-fendas, T20/T25/T30). Dimensões: 118x103x21mm. FERRAMENTAS PRO PERFORMANCE Várias ferramentas PRO da gama Performance vão fazer a sua estreia este próximo mês de Dezembro, incluindo as ferramentas: PRO Mini Torque, PRO Cassete, PRO Corrente, e a PRO desmonta pneus Tubeless. A PROMini Torque (PRTL0096)  é uma ferramenta compacta, versátil e funcional, a sua reduzida dimensão permite ser transportada pelo ciclista para ajustes precisos nas medidas (4,5,6 Nm) o que se torna especialmente importante para quadros de carbono. Um suporte magnético no topo da estrutura permite o encaixar  6 diferentes  chaves (3, 4, 5 and 6 hex e T25 e SL4), todas as chaves ficam devidamente armazenadas no suporte da mão da PRO Mini Torque para um acesso rápido. Dimensões: 77x30x41 mm PROMini Torque (PRTL0096) A ferramenta para cassetes PRO Cassete (PRTL0104) é um removedor de cassetes que garante uma alternativa para o uso da ferramenta adicional com a secção de corrente. É compatível com carretos de 10D e 11D e deve ser utilizado em conjunto com a ferramenta PRO para anel de fecho  (PRTL0092). Esta segura a cassete firmemente no sitio através da travagem dos dentes do carreto pequeno, enquanto libertamos o anel de fecho, mantendo as mãos limpas. Um braço longo permite uma óptima alavancagem com uma pega anti-derrapante para optimizar o uso. Dimensões: 325x60x17mm PRO Cassete (PRTL0104) A ferramenta para correntes PRO’s (1-9Vel. PRTL0118 e 9-12Vel. PRTL0119)  permite remover elos numa gama alargada de correntes em estrada, gravel, montanha, e-bikes. Agora avaliável em 2 opções, versão 1-9 vel. ou uma versão mais estreita 9-12 vel. Ambas as versões têm impresso a compatibilidade das correntes para evitar erros de utilização. Dimensões: 95x53x20 mm ferramenta para correntes PRO’s (1-9Vel. PRTL0118 e 9-12Vel. PRTL0119) Os desmonta pneus da PRO Tubeless (PRTL0115) são especificamente  desenvolvidos com longos veios para a rigidez das bandas laterais dos pneus tubeless de estrada e gravel, Também compatível com pneus c/ câmara, o aumento das dimensões e rigidez desta ferramenta torna a tarefa de desmontar os pneus ainda mais fácil. Dimensões:160x23x24 mm. Desmonta pneus da PRO Tubeless (PRTL0115) BOMBAS DE AR PRO Estes acessórios incluem-se uma área de importante crescimento para a PRO  com uma gama de sete novas bombas de ar para 2021 incluindo quatro bombas de chão, duas mini bombas e uma bomba de suspensão. No topo da gama temos a bomba de chão PRO Team Floor Pump (PRPU0102) Com uma pega ergonómica e regulador duplo de tensão especificamente desenhado para controlo da volume de ar e da pressão de ar (gravel, btt, e estrada) Uma construção premium em alumínio e uma cabeça de válvula universal( Presta & Schrader para fácil inflação). A escala de pressão está apresentada entre 10 Bar/140 PSI e o regulador  de volume apresenta-se até 2.8/ 40 PSI  PRO Team Floor Pump (PRPU0102) Entretanto a bomba de suspensão é o acessório de mais precisão da PRO para suspensões. É desenhada para todos aqueles atletas que todos os PSI ou 0,1 BAR podem fazer a diferença na performance. Com um regulador de pressão digital ( precisão até 2%), uma válvula para ajustes de alta precisão de pressão, inflação até 300 PSI com um peso de apenas de 167 gramas.    Bomba de suspensão PRO Disponibilidade De acordo com informação da marca esta nova gama de ferramentas PRO TEAM, PRO PERFORMANCE e Bombas de ar PRO TEAM, para profissionais e mecânicos caseiros que preferem afinar a sua própria bicicleta ao detalhe, estarão nos agentes PRO em Portugal em Dezembro de 2020. Para mais pormenores e informações consulta o site do importador em Portugal www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A UCI informa sobre o castigo a Dylan Groenewegen O organismo máximo do ciclismo mundial comunicou hoje de manhã o castigo a Dylan Groenewegen, após o incidente que provocou na volta à Polónia, no qual projectou Fabio Jakobsen contra as barreiras de protecção. De acordo com o comunicado de imprensa da UCI, o castigo aplicado ao ciclista holandês será de 9 meses. Diz o comunicado: " A Union Cycliste Internationale (UCI) anuncia que sua Comissão Disciplinar proferiu a sua decisão em relação ao incidente envolvendo o ciclista da Jumbo-Visma Dylan Groenewegen na primeira etapa do Tour de Pologne em 5 de agosto de 2020.A UCI encaminhou o caso contra o corredor, que reconheceu que se desviou da sua linha e cometeu uma infracção do Regulamento da UCI.O ciclista colaborou com a investigação e aceitou cumprir um período de suspensão até 7 de maio de 2021, o que corresponde a um período de 9 meses a contar da data do incidente. O ciclista também aceitou participar numa série de eventos para o benefício da comunidade do ciclismo.A UCI enfatiza a importância de actuar em tais incidentes de um ponto de vista disciplinar de uma maneira justa e consistente, bem como trabalhar continuamente em medidas destinadas a melhorar a segurança no trânsito."Fim de comunicado. Assim caso não existam alterações ao normal calendário de provas em 2021, Dylan Groenewegen estará livre da suspensão a tempo de estar presente no Giro 2021 (que tem início marcado para 8 de Maio de 2021), se a equipa assim o entender. Fonte: Comunicado de imprensa UCI Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Bjarne Riis sai da NTT Pro Cycling Foi curta a passagem de Bjarne Riis pela NTT Pro Cycling. A equipa anunciou que o director desportivo Bjarne Riis deixará o cargo no final da temporada de 2020. Bjarne Riis juntou-se à única equipa WorldTour Africana registrada na UCI no início do ano e deixou a mesma por acordo mútuo. “Gostaria de agradecer ao Bjarne pela experiência e liderança que trouxe para o nosso grupo e pela contribuição que fez. Gostaríamos de desejar a ele tudo de melhor para o futuro. ”Disse Douglas Ryder, dono da equipa. “Fazer parte da NTT Pro Cycling durante um ano único para todos nós tem sido uma grande experiência. Tenho muito respeito pela equipa que o Doug construiu e quero agradecer-lhe pela oportunidade. Desejo a ele o melhor para o futuro. ”Disse Riis. Bjarne Riis e os seus parceiros, Jan Bech Andersen e Lars Seier Christensen, juntamente com Ryder, também interromperam as negociações sobre a compra de uma parte da NTT Pro Cycling. A NTT Pro Cycling continua a lutar para garantir seu futuro, novas atualizações sobre a sustentabilidade de equipa virão a público no seu devido tempo, de acordo com a equipa. FONTE: Comunicado de imprensa da equipa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo de Pista - Portugueses procuram medalhas nos europeus Entre 11 e 15 de Novembro decorrem os europeus de Pista em Plovdiv, na Bulgária. Iúri Leitão, Ivo Oliveira, Rui Oliveira e Maria Martins representam a selecção Nacional e "espreitam" as medalhas. Ao longo de cinco dias, os fãs desta modalidade vão poder acompanhar toda a ação a partir do velódromo de Plovdiv. A jornada arranca na quarta-feira, dia 11, com Maria Martins a entrar em pista na prova de Scratch. Segue-se Iúri Leitão na prova de Eliminação. No dia seguinte, a representação nacional terá os mesmos protagonistas trocando as disciplinas. Iúri Leitão corre no Scratch enquanto Maria Martins alinha na Eliminação. No terceiro dia de competição é a vez do concurso olímpico de Omninum, masculino e feminino novamente com Maria Martins e Iúri Leitão a defenderem as cores nacionais. A qualificação da disciplina de Perseguição Individual, marcada para a parte da manhã de dia conta com Ivo Oliveira e Iúri Leitão. A final está marcada para o início da tarde, altura em que Maria Martins e Rui Oliveira discutem a corrida por pontos. No domingo, dia 15, o último de competição, os irmãos Ivo e Rui Oliveira formam dupla na disciplina de Madison. Os resultados obtidos pelos portugueses nos últimos Europeus e a ausência de algumas das principais nações permite sonhar uma vez mais com medalhas. No ano passado, em Apeldoorn, nos Países Baixos, Maria Martins conquistou a medalha de bronze em Scratch. Em 2018, no Europeus em Glasgow, na Escócia, Rui Oliveira garantiu a medalha de prata na corrida de Eliminação enquanto Ivo Oliveira conquistou também a medalha de prata na disciplina de Perseguição. Um grande resultado que começou a ser construído nos Europeus de 2017, em Berlim, com a prata de Ivo Oliveira em Perseguição e o bronze de Rui Oliveira na corrida de Eliminação. Transmissão A prestação do quarteto luso nos Europeus de Ciclismo de Pista pode ser acompanhada de 11 a 15 de novembro no Eurosport com os comentários de Gonçalo Moreira e Paulo Martins. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato da Europa de Ciclocrosse Este ano o Campeonato da Europa de Ciclocrosse decorreu nos Países Baixos, que tinham cancelado algumas corridas de estrada do calendário World Tour, mas não o Ciclocrosse. Prova Masculina Na corria masculina, a grande novidade era a a ausência de Mathieu Van der Poel (campeão da Europa dos últimos 3 anos), o que deixava o caminho aberto para os belgas que se têm apresentado em melhor forma no que levamos de época. Assitiu-se à vitória de Eli Iserbyt, que era um do candidatos, enquanto que Toon Aerts (dominou no início da temporada com Iserbyt), acabou por não ter um bom dia ficando fora das medlhas. Em segundo ficou Michael Vanthourenhout e em terceiro Lars Van der Haar, o holandês que fez uma excelente corrida defendendo a honra da selecção holandesa na ausência de Van der Poel. TOP 10 final Pos.NomePaísId.Tempo1ISERBYT EliBEL231:04:282VANTHOURENHOUT MichaelBEL271:04:443VAN DER HAAR LarsNED291:04:504SWEECK LaurensBEL271:05:095AERTS ToonBEL271:05:156SOETE DaanBEL261:05:207ORTS LLORET FelipeESP251:05:298HERMANS QuintenBEL251:05:429DUBAU JoshuaFRA241:05:4910BAESTAENS VincentBEL311:05:56 Prova feminina Na corrida Elite Feminina do campeonato da Europa de ciclocrosse assistiu-se uma vez mais à batalha entre as holandesas Ceylin Alvarado e Annemarie Worst, como havia ocorrido na passada temporada nos Campeonatos do Mundo. Não demorou muito para que as duas largassem completamente as restantes, mas na última volta Lucinda Brand conseguiu fazer a ligação com as duas da frente, tendo sido a última volta muito emocionante. Worst teve dois pequenos erros que a obrigaram a recuperar, o que eventualmente a pode ter deixado com menos energia para o sprint final, no qual Alvarado conseguiu levar a melhor sobre Worst, conseguindo assim o titulo de campeã europeia. Lucinda Brand ficou em terceiro lugar, recriando o pódio dos campeonatos do mundo da época transata. TOP 10 final Pos.NomePaísId.Tempo1ALVARADO Ceylin del CarmenNED220:40:452WORST AnnemarieNED250:40:453BRAND LucindaNED310:41:074BETSEMA DeniseNED270:41:405CLAUZEL PerrineFRA260:41:586LECHNER EvaITA350:42:037CANT SanneBEL300:42:058KASTELIJN YaraNED230:42:269FRANCK AliciaBEL260:42:3310VAN LOY EllenBEL400:42:44 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Fotografia: Union Européenne de Cyclisme ### Começou a Taça de Portugal de Ciclocrosse Em dia de Campeonatos da Europa da modalidade, deu-se também o início da Taça de Portugal de Ciclocrosse da temporada 2020/2021, que contará (para já) com 4 provas mais o Campeonato Nacional. A primeira prova disputou-se em Melgaço, onde Vítor Santos e Ana Santos se destacaram ao vencer as provas da categoria de Elites Masculinos e Femininos. Vítor Santos (Patocycles/Eyres by Shamir) conquistou a primeira corrida da Taça de Portugal de Ciclocrosse 2020/2021, relegando para 2.º e 3.º dois profissionais de estrada, Jorge Magalhães (W52-Fc.Porto) que finalizou a prova a 29 de segundos do vencedor e Pedro Miguel Lopes (Kelly-Simoldes-UDO) que chegou 1m32s do vencedor. Vitor Santos e João Magalhães disputaram a corrida de Elites Na corrida feminina Ana Santos, também da Patocycles/Eyres by Shamir, puxou dos galões de campeã nacional numa corrida que contou apenas com duas participantes (ambas ainda com idade de júnior), vencendo a corrida com uma vantagem de mais de 5 min's para Rafaela Ramalho (Irmãos Moreiras/ACDRREBORBTT). Ana Santos Ana Santos Restantes categorias João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) venceu o duelo em juniores. Foi acompanhado no pódio por Tomás Sacramento (Bairrada), que gastou mais 54 segundos, e por João Silva (Guilhabreu BTT), que ficou a 1m27s. A melhor na corrida que juntou sub-23 e juniores femininas foi uma ciclista que, em 2020, competiu, até este momento, como cadete. Mariana Líbano (Guilhabreu BTT) isolou-se para triunfar com 2m33s de vantagem sobre Marta Branco (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e com 11m12s de margem sobre Catarina Lopes (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). Tomás Gaspar (Penafiel Bike Clube) impôs-se na corrida de cadetes, com os rivais mais diretos a cortarem a meta pouco depois. Lucas Ferreira (Sabor do Norte/BilaBiker's Racing Team) ficou a 9 segundos e Rafael Sousa (Póvoa de Varzim/CDC Navais) precisou de mais 17 segundos do que o vencedor para fechar o pódio. Bruna Moreira (Penafiel Bike Clube) foi a única cadete feminina em pista. Classificações completas Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Edição limitada Canyon Ultimate CF SLX Tino Pohlmann A Canyon tem lançado ultimamente alguns modelos de edição limitada, normalmente com decorações diferentes e bom nível de equipamento, desta vez lançaram a Canyon Ultimate CF SLX Tino Pohlmann. É uma bicicleta de corrida de gama alta e uma obra de arte assinada decorada pelo artista Tino Pohlmann. Tino Pohlmann é um fotógrafo e desenhador de Berlim. O seu amor pelo ciclismo desenvolveu-se durante a sua infância. Além do seu amor pelas paisagens, especialmente pelas montanhas, o ciclismo profissional teve uma grande influência na sua obra. Durante quase duas décadas Pohlmann esteve atento a todas as edições do Tour de France, onde documentava a corrida com imagens de grande formato e a combinação extraordinária de desporto e natureza.    Canyon e Tino Pohlmann partilham o amor pelo ciclismo, uma visão comum e a paixão pelo desenho e a estética. Desta forma, desde 2008 este artista de Berlim fotografa os atletas e bicicletas Canyon no Tour de France e noutras prestigiosas corridas por todo o mundo. A marca alemã decidiu assim lançar a Canyon Ultimate CF SLX Tino Pohlmann, que simboliza a história que liga o desenho de bicicletas com o toque pessoal do artista. Enquanto analisava alguns trabalhos antigos com o desenhador gráfico da Canyon, Lukas Beck, Polmahnn teve uma ideia para um desenho da Ultimate LTD. Este artista costuma marcar as suas imagens mais expressivas com pontos vermelhos, para selecionar os negativos que mais tarde serão fotos de grande formato. Este ritual é a origem da obra de arte que se pode ver no tubo superior da Ultimate LTD, uma série de negativos impressa sobre uma mistura de cinza. O ponto vermelho é o elemento fundamental do desenho e coloca-se também entre o tubo do selim, as escoras e a roda traseira.   Esta bicicleta, com o exclusivo quadro Ultimate CF SLX, vem equipada com grupo eletrónico SRAM Force eTap AXS de 12 velocidades, o cockpit de carbono Canyon CP10 e as extraordinárias rodas Zipp 404. Estas rodas combinam perfeitamente com o desenho da bicicleta junto aos pneus Continental GP 5000. Este modelo será limitado a só 50 unidades e estará disponível exclusivamente em canyon.com a partir de hoje terça-feita 5 de novembro. A bicicleta tem um preço de €5.999,00 e inclui um documento especial com informação pormenorizada sobre os antecedentes e o desenvolvimento do seu desenho. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - Selim PRO Stealth Off Road O sucesso do PRO Stealth de estrada fez com que a marca fizesse o PRO Stealth Off Road, um selim com as características principais do modelo de estrada, mas específico e adaptado para bicicleta de Montanha e Gravel. O teste em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=jFX9fRCwrQ8 Embora siga a mesma silhueta básica da versão de estrada, há diferenças que melhoram o desempenho do selim quando utilizado "off road", como o próprio nome indica. O PRO Stealth Off Road tem mais enchimento que o de estrada, mas graças à densidade é bastante firme mesmo assim. O design de nariz curto é pensado para uma posição mais inclinada, mais agressiva, sem causar desconforto ou dormência, bem como para o ataque àqueles topos muito inclinados nos quais temos que nos chegar para a frente do selim. Tem mais enchimento que o de estrada, mas graças à densidade revela-se bastante firme. Outra diferença com o modelo de estrada é a abertura central que nesta versão off road, embora exista abertura para não fazer pressão nos canais de irrigação sanguínea, é tapada para proteger a carneira do calção da lama proveniente da roda traseira. A abertura central é tapada para proteger a carneira do calção da lama proveniente da roda traseira. A construção da base do selim é em carbono mas os carris são em INOX, pensando nas maiores pressões causadas pelas irregularidades do terreno fora de estrada. A base do selim é em carbono, Os carris são em INOX. O revestimento do selim é anti deslizante para nos mantermos no sítio certo, característica que não notei ser prejudicial quando entramos e saímos do selim em zonas de "drops", ou quando estamos a descer e nos colocamos na parte de trás do selim. Na parte lateral e traseira do selim o acabamento é em borracha, para proteger o revestimento de quedas e desgaste. Na parte lateral e traseira do selim o acabamento é em borracha rugosa, de forma a proteger o selim de pequenas quedas, encostos a árvores e do desgaste diário. Na parte inferior traseira está preparado para encaixar acessórios variados. De realçar que este e outros modelos da PRO estão preparados para encaixar acessórios como bolsas de ferramenta, pequenos kits de ferramenta ou câmaras de vídeo, algo que também testámos e funciona muito bem, sem termos que recorrer a acessórios com fitas de velcro. Bolsa de ferramenta PRO encaixada no selim sem recurso a fitas de velcro. A PRO disponibiliza o selim em duas medidas, 142 e 152 mm, e é aconselhado tanto para homem como mulher. Ajuda ao utilizador antes da compra. A PRO tem disponível no seu site, a plataforma Ergonomics que ajuda o utilizador a escolher qual o selim que mais se adapta a si, através do preenchimento de vários campos, como por exemplo o tipo de ciclismo que pratica. Além disto, na loja tem um acessório para ver a medida certa do selim para cada utilizador. Garantia de reembolso 100% em 30 dias. Uma das principais características dos selins da PRO é o facto de ter garantia de satisfação de 30 dias ou seja, após a compra do selim, se não ficarmos satisfeitos com o mesmo a marca garante o reembolso de 100% do dinheiro. Isto num componente como o selim é uma mais valia, pois quando compramos um selim nunca sabemos se nos vamos adaptar a ele ou não. Além desta garantia a marca tem ainda selins de teste, dependendo do facto do revendedor os ter disponíveis ou não. Conclusões Gostei bastante do selim, pode não ter a estética tão agressiva como o de estrada (mais fino), mas é mesmo muito confortável e tem uma qualidade de construção e acabamentos muito bons. Para saberes mais pormenores e sobre a disponibilidade deste selim podes consultar o site do distribuidor em Portugal: www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mercado - As transferências World Tour para 2021 Neste artigo mostramos o panorama do mercado de transferências do pelotão World Tour para 2021. No ciclismo o mercado de transferências abriu no dia 1 de Agosto e as equipas começaram desde logo a preparar a época de 2021, existem muitas mexidas e nomes sonantes a trocar de equipa, pelo que se espera uma próxima temporada com corridas emocionantes e bastante disputadas, depois destas transferências World Tour para 2021 AG2R La Mondiale / AG2R Citroën Entradas:  Greg Van Avermaet (CCC Team), Michael Schär (CCC Team), Gijs Van Hoecke (CCC Team), Stan Dewulf (Lotto Soudal), Damien Touzé (Team Cofidis), Marc Sarreau (Groupama-FDJ), Bob Jungels (Deceuninck - Quick-Step Team), Lilian Calmejane (Team Total Direct Energie), Ben O’Connor (NTT Pro Cycling),Damien Touzé ( Cofidis )Nicolas Prudhomme Saídas: Romain Bardet (Team Sunweb), Alexandre Geniez (Team Total Direct Energie), Alexis Vuillermoz (Team Total Direct Energie),Pierre La Tour (Team Total Direct Energie)Harry Tanfield (Ribbe Weldtite Pro Cycling)Quentin Jauregui (B&B Hotels - Vital Concept p/b KTM)Silvan Dillier (Alpecin-Fenix). Astana Pro Team Entradas: Samuele Battistella (NTT Pro Cycling)Stefan De Bod (NTT Pro Cycling)Andrea Piccolo (Team Colpack Ballan)Ben Perry (Israel Cycling Academy)Javier Romo, Matteo Sobrero (NTT Pro Cycling)Yevgeniy Fedorov (Vino-Astana Motors)Gleb Brussenskiy (Vino-Astana Motors). Saídas: Miguel Ángel López (Movistar Team). Bahrain McLaren Entradas: Jack Haig (Mitchelton-SCOTT). Saídas: Ivan Garcia Cortina (Movistar Team), Enrico Battaglin (Bardiani-CSF-Faizane). BORA - hansgrohe Entradas:  Nils Politt (Israel Start-Up Nation), Frederik Wandahl (ColoQuick), Matthew Walls (Trinity Racing), Wilco Kelderman (Team Sunweb), Ben Zwiehoff, Giovanni Aleotti (Cycling Team Friuli ASD),Jordi Meeus (SEG Racing Academy). Saídas: Gregor Muhlberger (Movistar Team), Rafal Majka (UAE Team Emirates),Oscar Gato (fim de carreira)Jempy Drucker (Cofidis). CCC Team Entradas: Saídas:  Greg Van Avermaet (AG2R Citroën), Michael Schär (AG2R Citroën), Gijs Van Hoecke (AG2R Citroën), Patrick Bevin (Israel Start-Up Nation), Fausto Masnada (Deceuninck - Quick-Step Team, saída ainda em 2020), Nathan van Hooydonck (Team Jumbo-Visma), Matteo Trentin (UAE Team Emirates), Alessandro De Marchi (Israel Start-Up Nation), Attila Valter (Groupama-FDJ), Ilnur Zakarin (Gazprom-RusVelo), Kamil Malecki (Lotto Soudal)Szymon Sajnok (Cofidis), Victor de la Porte (Team Total Direct Energy)Simon Geschke (Cofidis)Joey Rosskopf (Rally Cycling)Jonas Koch (Circus - Wanty Gobert)Georg Zimmermann (Circus - Wanty Gobert)Jan Hirt (Circus - Wanty Gobert)Serge Pauwels (fim de carreira)Will Barta (EF Pro Cycling)Jakub Marezcko (Vini Zabu-KTM)Josef Cerny (Deceuninck - Quick-Step)Pavel Kochetkov (Gazprom-RusVelo)Kamil Gradek (Vini Zabu-KTM)Lukasz Wisniowski (Team Qhubeka ASSOS). Team Cofidis Entradas: Jelle Wallays (Lotto Soudal), André Carvalho (Hagens Berman Axeon), Tom Bohli (UAE Team Emirates), Szymon Sajnok (CCC Team),Simon Geschke (CCC Team)Rúben Fernández (Euskaltel - Euskadi),Rémy Rochas ( Nippo Delko One Provence)Jempy Drucker (BORA-hansgrohe). Saídas: Damien Touzé (AG2R Citroën)Cyril Lemoine (B&B Hotels - Vital Concept p/b KTM)Luis Angel Mate (Euskaltel - Euskadi)Dimitri Claeys (Team Qhubeka ASSOS). Deceuninck – Quick-Step Entradas: Sean Quinn (Hagens Berman Axeon), Fausto Masnada (CCC Team, entrada ainda em 2020)Josef Cerny (CCC Team). Saídas: Bob Jungels (AG2R La Mondiale / AG2R Citroën). EF Education First Pro Cycling Entradas: Hideto Nakane (Nippo Delko One Provence),Michael Valgren ( NTT Pro Cycling).Will Barta (CCC Team). Saídas: Dani Martinez (Ineos Grenadiers),Michael Woods (Israel Start-Up Nation), Tanel Kangert (Mitchelton-SCOTT), Sep Vanmarcke (Israel Start-Up Nation), Kristoffer Halvorsen (Uno-X Pro Cycling Team),Simon ClarkeSean Bennett (Team Qhubeka ASSOS). Groupama-FDJ Entradas: Jake Stewart (Equipe continentale Groupama-FDJ), Attila Valter (CCC Team),Matteo Badilatti (Israel Start-Up Nation),Davy Clément (Equipe continentale Groupama-FDJ),Kilian Frankiny (Team Qhubeka ASSOS) Saídas: Marc Sarreau (AG2R Citroën)Kilian Frankiny (Team Qhubeka ASSOS). INEOS Grenadiers Entradas: Tom Pidcock (Trinity Racing), Dani Martinez (EF Pro Cycling Team), Richie Porte (Trek-Segafredo), Lauren de Plus (Team Jumbo-Visma), Adam Yates (Mitchelton-SCOTT). Saídas: Chris Froome (Israel Start-Up Nation),Vasil Kiryenka (fim de carreira)Chris Lawless (Team Total Direct Energie). Israel Start-Up Nation Entradas:  Chris Froome (Team INEOS), Michael Woods (EF Education First), Carl Fredrik Hagen (Lotto Soudal), Daryl Impey (Mitchelton-SCOTT), Patrick Bevin (CCC Team), Sebastian Berwick (St George Continental Cycling Team), Taj Jones (Israel Cycling Academy), Alessandro De Marchi (CCC Team), Sep Vanmarcke (EF Education First). Saídas: Nils Politt (BORA-hansgrohe),Matteo Badilatti (Groupama - FDJ)Rory Sutherland (fim de carreira). Lotto Soudal Entradas:  Viktor Verschaeve (Lotto Soudal U23), Sebastien Grignard (Lotto Soudal U23), Andreas Kron (Team Riwal Readynez), Filippo Conca (Biesse Arvedi, Harry Sweeny (Lotto Soudal U23), Sylvain Moniquet (Equipe continentale Groupama-FDJ), Xandres Vervloesem (Lotto Soudal U23), Kamil Malecki (CCC Team), Maxim Van Gils (Lotto Soudal U23), Filippo Conca (Biesse Arvedi),Kamil Maleki (CCC Team),Maxim Van Gils (Lotto Soudal U23). Saídas: Carl Fredrik Hagen (Israel Start-Up Nation), Stan Dewulf (AG2R Citroën), Jelle Wallays (Cofidis), Nicolas Maes (fim de carreira),Adam Hansen (fim de carreira),Rémy Mertz ( Bingoal - Wallonie Bruxelles)Adam Hansen (fim de carreira)Nikolas Maes (fim de carreira). Mitchelton-SCOTT Entradas: Tanel Kangert (EF Pro Cycling Team) Michael Matthews (Team Sunweb), Amund Grøndahl Jansen (Team Jumbo-Visma), Kevin Colleoni (Androni Giocattoli Sidermec). Saídas: Edoardo Affini (Team Jumbo-Visma), Daryl Impey (Israel Start-Up Nation), Adam Yates (Team INEOS), Jack Haig (Bahrain McLaren), Michael Albasini (fim de carreira). NOTA: Passará a correr com bicicletas Bianchi no próximo ano. Movistar Team Entradas:  Ivan Garcia Cortina (Bahrain McLaren), Gregor Muhlberger (BORA - hansgrohe).Miguel Ángel López (Astana) Saídas: Jurgen Rolands (fim de carreira)Eduardo Sepulveda (Androni Giocattoli-Sidermec). Team Qhubeka Assos Entradas: Simon Clarke (EF Education First)Kilian Frankiny (Groupama FDJ)Dimitri Claeys (Cofidis, Solutions Crédits)Sean Bennet (EF Education First)Łukasz WIŚNIOWSKI (CCC Team)Karel Vacek (Team Colpack Ballan) Saídas: Ben O’Connor (AG2R Citroën), Ryan Gibbons (UAE Team Emirates),Michael Valgren ( EF Education First).Edvald BOASSON HAGEN (Team Total Direct Energie)Rasmus Tiller (Uno-X Pro Cycling Team)Amanuel Ghebreigzabhier (Trek-Segafredo)Roman Kreuziger (Gazprom-RusVelo)Matteo Sobrero (Astana-Premier Tech)Samuele Battistella (Astana-Premier Tech)Stefan De Bod (Astana-Premier Tech)Louis Meintjes (Circus-Wanty Gobert) Team Jumbo-Visma Entradas:  David Dekker (SEG Racing Academy), Gijs Leemreize (Jumbo-Visma Development Team), Edoardo Affini (Mitchelton-SCOTT), Nathan Van Hooydonck (CCC Team), Sam Oomen (Team Sunweb),Olav Kooij (Jumbo-Visma Development Team). Saídas: Laurens de Plus (Ineos Grenadiers),Amund Grøndahl Jansen (Mitchelton-SCOTT)Tom Leezer (fim de carreira)Taco van der Hoorn (BEAT Cycling Club). NOTA: Passará a correr com bicicletas Cervélo no próximo ano. Team Sunweb Entradas:  Romain Bardet (AG2R La Mondiale), Marco Brenner (Team Auto Eder Bayern), Andreas Leknessund (Uno-X Team), Kevin Vermaerke (Hagens Berman Axeon), Niklas Markl (Development Team Sunweb), Romain Combaud (Nippo Delko One Provence). Saídas: Sam Oomen (Team Jumbo-Visma), Michael Matthews (Mitchelton-SCOTT),Wilco Kelderman (BORA-hansgrohe). NOTA: Passará a correr com bicicletas Scott no próximo ano. Trek-Segafredo Entradas:  Antonio Tiberi (Team Colpack Ballan),Amanuel Ghebreigzabhier (NTT Pro Cycling)Mattias Sjelmose Jensen (Leopard Pro Cycling)Alessandro Fancellu. Saídas: Richie Porte (Ineos Grenadiers). UAE Team Emirates Entradas: Matteo Trentin (CCC Team), Rafal Majka (BORA-hansgrohe), Ryan Gibbons (NTT Pro Cycling),Juan Ayuso (Team Colpacl Ballan). Saídas: Jasper Philipsen (Alpecin-Fenix), Tom Bohli (Cofidis),Edward Ravasi (EOLO-Kometa). O artigo das transferências World Tour para 2021 estará em actualização, fica atento. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized passa a vender também on-line Além da forma tradicional de venda através das lojas, a Specialized passa a vender também on-line, mas integrando na estratégia as lojas parceiras da marca. De acordo com a marca, existe um esforço constante para esta seja a eleita pelos ciclistas e para lhes oferecer um serviço ainda melhor, a Specialized Iberia desenvolveu uma estratégia Omnicanal para Espanha e Portugal. O chamado Mercado Integrado fecha a distância existente entre o comércio físico e o digital, para que os clientes possam interagir da melhor maneira com a Specialized e com os Distribuidores Autorizados, tanto online como nas lojas. O lançamento do Mercado Integrado da Specialized une cinco canais diferentes: Loja, Recolha em Loja, Envio da Loja, Disponibilidade em Loja e Envio Direto. A Specialized passa a vender também on-line, mas a rede de Distribuidores da marca continua assim a ser o canal mais importante. “A Specialized está convencida do valor acrescido da venda em loja. Os nossos Distribuidores oferecem um nível de suporte muito elevado, conhecimento e serviços aos nossos ciclistas. Devemos por isso assegurar que os consumidores continuem a encontrar o seu caminho até aos nossos produtos. É por isso que, para além do investimento em lojas físicas, temos investido nos nossos sistemas tecnológicos para integrar ainda mais as nossas lojas no website da Specialized".Nelson Risso, diretor de Marketing da Specialized Iberia. Através da Disponibilidade em Loja, o stock dos Distribuidores Autorizados passará a estar visível em Specialized.com. Desta maneira, o cliente pode ver de imediato se uma loja tem um produto específico em stock. Os ciclistas também podem escolher se o seu pedido realizado em Specialized.com deve ser entregue num distribuidor autorizado, onde o cliente possa ir recolher o seu pedido. Através da Recolha em Loja, é agora possível comprar equipamento como sapatos, capacetes, pneus e roupa, mas também bicicletas. Por último, o Envio Direto da Specialized para o cliente final, dará às lojas a opção de vender produtos na sua loja e entregá-los diretamente ao cliente. Nelson Risso esclarece: "imagine uma situação em que um cliente experimenta um capacete branco em loja e quer comprá-lo, mas prefere o mesmo capacete em preto. Se a loja não tem essa cor disponível, podemos oferecer um serviço adicional ao enviar esse produto diretamente do armazém da Specialized para o seu domicilio”.Nelson Risso Além de poder recolher as suas compras num Distribuidor Autorizado, os ciclistas têm também a opção de pedir o produto diretamente no website Specialized.com e recebê-lo em sua casa. A estratégia Omnicanal da Specialized tem vindo a ser implementada de forma progressiva em vários mercados. A marca informa que através dos cinco canais escolhidos para diversificar a oferta, a conta com a sua rede de Distribuidores Specialized para manter um serviço de excelência junto dos seus ciclistas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste Gravel - Shimano GRX Em 2019 a Shimano lançou o primeiro grupo de componentes dedicados especificamente ao Gravel / Aventura, o grupo Shimano GRX. O Shimano GRX trouxe múltiplas opções, incluindo sistema de transmissão simples e duplo, mecânico ou com mudanças electrónicas, 11 e 10 velocidades, sistema integrado para estrada e uma gama alargada de andamentos para se adaptar aos mais diversos estilos de Gravel e de ciclismo de aventura. Nós tivemos a oportunidade de testar o sistema mecânico de 1X11 velocidades (prato 42D com cassete 40-11D), embora a Shimano ofereça três opções de cranques: 1×11, 2×11 ou 2×10 vel. Esta versão (prato 42D com cassete 40-11D), pareceu-nos um pouco "curta", tanto em descida como na hora de encarar inclinações muito acentuadas. Mesmo tratando-se de uma Gravel bike, mais ágil que uma bicicleta de montanha, é necessário um bom nível de preparação física para encarar todos os tipos de terreno, torna-se exigente na hora de encarar inclinações acima dos 7%, se tivermos em conta que muitos dos utilizadores vão carregar as suas bicicletas com bagagem, acrescentando mais peso, mais exigente será. Mas se o terreno pelo que pedalas é maioritariamente plano, ou se as inclinações que tens na tua zona não são bastante acentuadas, esta relação de andamentos faz sentido, principalmente se pedalas também em dias de chuva, onde a opção de um prato é sempre vantajosa em condições de lama. De recordar que na gama GRX existe a opção do pedaleiro duplo GRX RX810 com uma diferença de 17D, com uma relação de andamentos 48-31D, que é neste momento o racio de mudança mais largo da marca. As manetes O posicionamento das manetes exige alguma adaptação, mas depois de pedalarmos algumas horas ficamos fãs deste posicionamento, que é desenvolvido especificamente para o gravel. Além da ergonomia, as manetes têm características muito específicas tais como, um eixo da manete travão que foi reajustado  +18mm para melhorar o apoio natural da mão, alavanca de travão melhorada para melhorar o apoio dos dedos e um repousa-mãos com uma nova textura anti-derrapante que garante uma melhor aderência em terrenos mais acidentados. As manetes de travão secundárias As manetes para travão de disco (BL-RX812-L/R) conectam ao circuito principal de travagem na bicicleta na frente ou atrás. Estas manetes de travão estão desenhadas para ser instaladas no topo da haste de guiador próximo do avanço, o que permite ao ciclista ter uma opção de travagem quando pedala com as mãos colocadas no topo do guiador ou surgem mudanças repentinas de situações. (Sistema utilizado por alguns ciclistas World Tour no Paris-Roubaix). Não são imprescindíveis, mas a verdade é que quando estão lá são úteis, principalmente em voltas longas, nas quais se muda a posição das mãos mais vezes. O desviador GRX O GRX tem 4 opções de mudança traseira, dependendo da cassete ou do modo de comutação que se pretenda utilizar.  Nós testámos a versão mecânica RD-RX812, um desviador de caixa mais longa utilizado com cassetes 11-40/42D das gamas Deore XT, SLX ou Deore. Como já se deve ter notado, toda a linha GRX pode ser conjugada com muitos dos componentes da Shimano já existentes, sejam eles de estrada ou de montanha, o que é uma vantagem quer na hora de querer montar uma bicicleta na gama de preço que melhor se adapta a nós, como na hora de trocar um componente. A Shimano utiliza correntes e cassetes de montanha com a gama GRX ((Deore XT, SLX ou Deore) e estrada (Ultegra, 105, Tiagra) existentes na gama, no caso da versão que testámos vinha montada com uma cassete XT 42-11. Além do topo de gama Shimano GRX série 800, a Shimano tem componentes de 11vel. mais acessíveis, pedaleiro e manípulos da série 600 que podem ser combinados com produtos da série 800, assim como pedaleiros, mudanças e manetes ST de 10vel. Os travões Durante o tempo em que pedalámos com a Rondo Ruute AL2 equipada com o GRX, fizemo-lo por vários tipos de estradão com algumas descidas acentuadas, nas quais sentimos que a potência de travagem é progressiva (não "on/off) e suficiente. Os travões hidráulicos GRX topo de gama ( ST-RX815) integram a tecnologia ‘Servo Wave’ proveniente dos sistemas de travão de montanha da Shimano. De qualquer forma, e no seguimento dos restantes componentes da gama, também os travões estão disponíveis em gamas mais baixas para quem preferir apenas instalar um sistema de travão mais acessível em termos de valores, sem a opção ‘servo Wave’. Componentes PRO Discover A Rondo Ruute AL2 que testámos, estava também equipada com componentes PRO Discover, dos quais destacamos o guiador com 44 cm de largura no topo e 57 cm nos drops. Como referimos antes exige alguma adaptação, mas depois de passada essa fase, transmite óptimas sensações tanto quando nos queremos acoplar na bicicleta a rolar, como na hora de abordar descidas mais técnicas, nas quais oferece maior controlo. A título de curiosidade, alguns ciclistas de estrada profissionais estão a optar por este tipo de formato, tendo em conta a postura mais "aero" e acoplada na bicicleta que oferece. Na fotografia Victor Campenaerts, ciclista belga da equipa World Tour NTT. Em resumo, dependendo dos objectivos que cada um pretende a gama GRX tem uma solução adequada com a qualidade e fiabilidade Shimano, características fundamentais para esta vertente do ciclismo. Na nossa opinião, para quem pretende uma utilização variada da bicicleta, pedalando por vários tipos de terreno e fazendo tanto passeios curtos, como voltas mais longas (Bikepacking), a melhor opção será a versão de 2X11. Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vídeo - Teste Specialized Diverge https://www.youtube.com/watch?v=fl0zuUPKD6Y Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida e Rúben Guerreiro elevaram Portugal Um vez vi um documentário sobre Ayrton Senna, a lenda do automobilismo, entre outras coisas houve uma que me ficou na memória, que é o sinal de como um desporto ou um desportista pode elevar a confiança e a alegria de milhares de pessoas num país, melhorar o seu dia-a-dia pela a alegria e orgulho de nação que proporcionam com o seu desempenho num desporto. Nesse documentário, entrevistavam vários brasileiros que diziam que ao domingo de manhã a hora da corrida da F1 era sagrada, todos acompanhavam as corridas, ver Ayrton Senna vencer enchia-os de orgulho e de alegria em ser brasileiros naquele momento, por muito que as suas vidas fossem difíceis. Pois bem, o que eu vi João Almeida e Rúben Guerreiro fazer nestes últimos dias foi algo parecido (mesmo que numa escala mais pequena em termos de resultado final, se comparado com a história de Ayrton Senna), mas estes dois jovens colocaram um país onde o desporto rei é o futebol a ver ciclismo, colocaram os jornais desportivos a destacarem este desporto nas primeiras páginas, colocaram os noticiários a falar de ciclismo, os meios de imprensa internacionais a investigar sobre o ciclismo português e mais importante ainda, tanto a vitória de Rúben Guerreiro, como cada dia de "Maglia Rosa" de João Almeida encheram uma nação de alegria e orgulho. Rúben Guerreiro venceu a etapa 9 do Giro de Itália 2020 Não querendo ser injusto para com outros desportos, onde também já temos tido alegrias com as vitórias de portugueses, o que se gerou nestes últimos dias com o ciclismo foi diferente, pode inclusivamente fazer com que no futuro os media olhem para outras modalidades com outra atenção e destaque. Rúben Guerreiro e João Almeida - Giro de Itália 2020 Poderei também estar a ser exagerado, influenciado pela paixão que tenho por este desporto, para quem ler o artigo e não partilhar deste sentimento as minhas desculpas. Falando de ciclismo, há muito talento em Portugal, talento que é necessário ser visto e por vezes não o é porque simplesmente o país "não está na moda", como por exemplo a Colômbia ou outros países. Ao longo destes últimos anos (após a era Agostinho), desde a medalha de prata de Sérgio Paulinho nos jogos olímpicos em 2004, passando pelo campeonato do mundo vencido por Rui Costa em 2013, pelas vitórias de etapa conseguidas por portugueses no escalão World Tour e pelos títulos mundial e europeu de Tiago Ferreira no ciclismo de montanha, tudo isto, "migalha a migalha", tem colocado Portugal no radar do ciclismo mundial. Sérgio Paulinho - Atenas 2004Rui Costa - Firenze 2013 Há uma nova geração a chegar ao topo do ciclismo mundial, esperemos que o facto de João Almeida e Rúben Guerreiro terem feito história no Giro de Itália, seja mais uma "migalha gigante" para que olhem para Portugal como um país com forte potencial. Rúben Guerreiro e João Almeida - Giro de Itália 2020 Por tudo isto obrigado a todos, desde os atletas e gente do ciclismo, às pessoas que nos meios de comunicação social deram destaque a esta façanha. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Contador e Wiggins avisam sobre a etapa 18: irá destruir grande parte do pelotão A etapa da montanha de amanhã (dia 22 de Outubro de 2020) está definida para determinar quem pode levar para casa a "maglia rosa", Contador e Wiggins avisam que será muito dura. Com 5.400 metros de desnível positivo terminando em "Laghi di Cancano", os especialistas do Eurosport e GCN sentem que muitos ciclistas, incluindo os favoritos, terão medo de amanhã. Alberto Contador sobre a etapa de amanhã “Atenção, amanhã temos que escalar o Stelvio e isso, junto com o Sestriere de sábado, pode ser brutal para o resto do Giro. Vejo Kelderman com muitas opções para amanhã causando grandes problemas ao Almeida justamente pelo percurso. Não só o Stelvio, à partida de amanhã terão 15km, uma subida pura e vai destruir grande parte do pelotão. ''Alberto Contador Bradley Wiggins sobre a etapa de amanhã "Acho que muitos estavam com medo de puxar demais hoje e pagar por esse esforço amanhã. Amanhã, é a escalada do Giro d'Italia. Não há onde se esconder. Amanhã não deixaremos de ter emoção, os escaladores vão resolver isso. Será uma seleção natural e muitos ciclistas estarão ansiosos ou com medo do amanhã. É como colocar um cordeiro para o matadouro [Almeida vestindo rosa]. ”Bradley Wiggins Declarações de: Alberto Contador falando para "La Montonera" do EurosportBradley Wiggins falando para o Eurosport e "The Breakaway" do GCN REAÇÕES PÓS-CORRIDA E ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O DIRETOR DE CORRIDA A etapa de hoje viu o australiano Ben O'Connor conquistar as subidas um pouco melhor que ontem, com João Almeida a segurar a rosa na frente de Wilco Kelderman. Ben O’Connor (NTT Pro Cycling) - vencedor da etapa 17 “Depois de ontem foi a prova de que finalmente posso terminar bem grandes etapas, é uma combinação de alívio e orgulho. Estava com muita raiva ontem quando cruzei a linha de meta, mas pensando bem, acabei de ser batido por um adversário mais forte. É bom saber que fui o mais forte hoje. Hoje era o plano e o objetivo. ”Ben O’Connor (NTT Pro Cycling) - vencedor da etapa 17 Wilco Kelderman (Team Sunweb) - segundo na C.G. “Temos uma equipa muito forte. Tentámos forçar um pouco para conseguir um gap para o Almeida mas a subida não era suficientemente dura e o Almeida estava forte. Amanhã é importante. Ainda não terminamos e, especialmente, amanhã é um grande dia. ”Wilco Kelderman (Team Sunweb) Mauro Vegni, diretor de prova do Giro d'Italia “A etapa de amanhã permanece conforme planejado, no entanto, tenho que anunciar a mudança de sábado. É claro que verificamos as condições meteorológicas, mas também recebemos um comunicado à imprensa de França dizendo que não temos permissão para entrar em território francês devido à situação da Covid-19. Porque não podemos ir para a França, não vamos fazer as outras subidas lá. Vamos fazer uma etapa totalmente italiana, que terá a sua altimetria reduzida. Tentamos manter a dificuldade e tentamos fazer algo que tivesse uma altimetria semelhante, pois deveria ter sido a etapa rainha deste Giro. Tentamos salvá-la da melhor maneira possível, os ciclistas vão tentar ganhar tempo na C.G., esperamos que ainda tenha esse efeito. ”Mauro Vegni Desta forma, e após as declarações dos experts, já nos aprecemos de como é importante o dia de amanhã, se por um lado João Almeida pode não se adaptar, por outro os seus principais adversários também podem não estar tão fortes como querem fazer ver. Etapa 18 - dia 22 Out. 2020 Esperemos que o João consiga fazer algo de extraordinário e continue a surpreender, mas se por alguma razão isso não acontecer, já foi extraordinário. Fonte: Comunicado de imprensa Eurosport Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta 2020 com 5 portugueses e muitas estrelas A Vuelta 2020 arranca amanhã, 20 de Outubro em Irún e termina a 8 de Novembro em Madrid, contando com apenas 18 etapas, em vez das habituais 21. Se ver uma ‘Grande Volta’ é bom, que tal duas? Em outubro, os fãs de ciclismo vivem um momento fantástico no qual vão poder acompanhar o final do Giro de Itália e o início da Vuelta 2020 em simultâneo. Durante seis dias, as corridas vão colar uma à outra, e as tardes no Eurosport são para ficar agarrado ao ecrã e acompanhar o melhor ciclismo do mundo. Inicialmente marcada para decorrer de 14 de agosto a 6 de setembro, saindo dos Países Baixos e com várias etapas em Portugal, um regresso há muito aguardado, a pandemia de covid-19 veio alterar os planos de todo o calendário velocipédico, sem que a Vuelta fosse exceção. As etapas Ao todo, o pelotão terá de cumprir 2.882,8 quilómetros, divididos em 18 etapas, num percurso desenhado pelo norte e centro de Espanha. O arranque acontece em Irún já com alguma montanha pelo caminho nos 171 quilómetros de etapa. A Vuelta 2020 conta ainda com 4 etapas em linha, 6 de média montanha, 5 de alta montanha e ainda 1 contrarrelógio individual. Estão previstas subidas aos duríssimos Col du Tourmalet, em França, Angliru e La Covatilla. A prova termina, como é habitual, em Madrid. Podes ver o o perfil das etapas aqui. As estrelas Esta será por um lado, a oportunidade de ver Chris Froome (vencedor da prova em 2011 e 2017) com as cores da INEOS pela última vez, já que o britânico muda de equipa na próxima temporada, e por outro lado também vê-lo numa grande volta após regresso da grave lesão sofrida o ano passado. Mas o britânico não é a única atração nesta corrida, o vencedor da Vuelta de 2019, Primoz Roglic (Jumbo-Visma) regressa este ano para defender o título, após um Tour de França de alto nível mas que não conseguiu vencer. O seu companheiro de equipa Tom Dumoulin (vencedor do Giro 2017) também está confirmado, assim como o equatoriano Richard Carapaz (INEOS) (vencedor do Giro 2019). Além destes, Dan Martin, Thibaut Pinot, Luis león Sánchez, Robert Gesink ou Niki Terpstra são outras das estrelas do cartaz para a última grande volta do ano. Mais de um terço do pelotão (64 ciclistas) é formado por estreantes na Vuelta, como Guillaume Martin, Alexandr Vlasov ou Jasper Philipsen. Os portugueses A Vuelta conta com cinco ciclistas portugueses, são eles Rui Costa (UAE Team Emirates), Ivo e Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Nélson Oliveira (Movistar) e Ricardo Vilela (Burgos-BH). Rui CostaRui e Ivo Oliveira Nelson Oliveira Lista de inscritos Jumbo-Visma ROGLIČ PrimožDUMOULIN TomHOFSTEDE LennardGESINK RobertBENNETT GeorgeKUSS SeppMARTENS PaulVINGEGAARD Jonas Lotto-Soudal THIJSSEN GerbenVAN MOER BrentDEWULF StanMARCZYŃSKI TomaszVAN DER SANDE ToshMERTZ RémyWELLENS TimGOOSSENS Kobe Movistar Team VALVERDE AlejandroMAS EnricERVITI ImanolARCAS JorgeROJAS José JoaquínOLIVEIRA NelsonSOLER MarcVERONA Carlos Ag2r La Mondiale GENIEZ AlexandreFRANK MathiasCHAMPOUSSIN ClémentDOMONT AxelJAUREGUI QuentinGODON DorianPETERS NansTANFIELD Harry Astana Pro Team VLASOV AleksandrIZAGIRRE IonARANBURU AlexIZAGIRRE GorkaFRAILE OmarGRUZDEV DmitriySÁNCHEZ Luis LeónKUDUS Merhawi Bahrain-McLaren POELS WoutTEUNS DylanDAVIES ScottWRIGHT FredBOLE GregaBUITRAGO SantiagoINKELAAR KevinMOHORIČ Matej Bora-Hansgrohe ACKERMANN PascalSELIG RüdigerSCHWARZMANN MichaelSCHILLINGER AndreasGROßSCHARTNER FelixSCHELLING IdeLAAS MartinMCCARTHY Jay CCC Team GESCHKE SimonZIMMERMANN GeorgVENTOSO Francisco JoséMARECZKO JakubPALUTA MichałWISNIOWSKI LukaszBARTA WilliamHIRT Jan Deceuninck – Quick-Step BENNETT SamCATTANEO MattiaŠTYBAR ZdenekMØRKØV MichaelBAGIOLI AndreaARCHBOLD ShaneSTEIMLE JannikGARRISON Ian Groupama-FDJ PINOT ThibautGAUDU DavidROUX AnthonyARMIRAIL BrunoLE GAC OlivierDELAGE MickaëlSEIGLE RomainLADAGNOUS Matthieu Mitchelton-Scott NIEVE MikelCHÁVES EstebanGRMAY TsgabuEDMONSON AlexanderSCHULTZ NicholasSTANNARD RobertSCOTSON CallumSMITH Dion NTT Pro Cycling BARBERO CarlosVALGREN MichaelDE BOD StefanDLAMINI NicholasDYBALL BenjaminMÄDER GinoJANSE VAN RENSBURG ReinhardtGASPAROTTO Enrico EF Pro Cycling CARTHY HughMARTÍNEZ Daniel FelipeVAN GARDEREN TejayWOODS MichaelCORT MagnusOWEN LoganDOCKER MitchellVAN DEN BERG Julius Israel Start-Up Nation MARTIN DanSUTHERLAND RoryGOLDSTEIN OmerPICCOLI JamesHOLLENSTEIN RetoRÄIM MihkelRENARD AlexisBADILATTI Matteo Ineos Grenadiers FROOME ChrisCARAPAZ RichardWURF CameronAMADOR AndreySOSA IvánGOLAS MichałVAN BAARLE DylanRIVERA Brandon Team Sunweb KANTER MaxSÜTTERLIN JashaPOWER RobertSTORER MichaelARENSMAN ThymenSALMON MartinDONOVAN MarkVAN WILDER Ilan Trek-Segafredo LÓPEZ Juan PedroRIES MichelEG NiklasELISSONDE KennyMOSCHETTI MatteoKAMP AlexanderDE KORT KoenLIEPINŠ Emils UAE Team Emirates COSTA RuiFORMOLO DavidePHILIPSEN JasperOLIVEIRA IvoDE LA CRUZ DavidOLIVEIRA RuiHENAO Sergio LuisRIABUSHENKO Aleksandr Cofidis, Solutions Crédits MARTIN GuillaumeHERRADA JoséBARCELO FernandoBERHANE NatnaelLAFAY VictorMATE Luis ÁngelMORIN EmmanuelPERICHON Pierre-Luc Burgos-BH MADRAZO ÁngelBOL JetseSMIT WillieOSORIO Juan FelipeMOLENAAR AlexanderCABEDO ÓscarVILELA RicardoEZQUERRA Jesús Caja Rural-Seguros RGA ABERASTURI JonLASTRA JonathanAMEZQUETA JulenSAEZ HectorBAGUES AritzCEPEDA JeffersonGARCIA Jhojan OrlandoSERRANO Gonzalo Total Direct Energie MANZIN LorrenzoLIGTHART PimTERPSTRA NikiHIVERT JonathanSICARD RomainSIMON JulienFERRON ValentinOURSELIN Paul Transmissão e comentadores A Vuelta a España pode ser vista no Eurosport com os comentários da equipa composta por Paulo Martins, Gonçalo Moreira e Frederico Bártolo. Algumas etapas contarão ainda com a presença de José Azevedo como comentador convidado. O antigo ciclista, 5.º classificado no Tour 2004 e no Giro 2001, e atual diretor desportivo da Nippo-Delko, junta-se à equipa do Eurosport! O Eurosport é a ‘Casa do Ciclismo’ na Europa, garantindo a transmissão de mais de 2500 horas em direto de ciclismo repartidos ao longo de 200 dias de competição e mais de 100 provas. Consulta a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Fonte: comunicado de imprensa Eurosport. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Estrada Nacional 2 foi pedalada em 23H. 32m. Pois é, a Estrada Nacional 2 foi pedalada em 23H. 32m., 710km praticamente sem parar. Já partilhámos aqui outras aventuras deste género, mas não podíamos deixar de partilhar esta pelas palavras de um dos protagonistas, Nuno Caeiro. Nacional 2 - O sonho que se tornou realidade, por Nuno Caeiro Em 2016 desafiei dois amigos para percorremos a mítica estrada nacional 2 de bicicleta de estrada. Inicialmente pensamos fazer o percurso durante 3 ou 2 dias, contudo e porque esta possibilidade está ao alcance de todos, desafiei fazer o percurso "Non Stop" ou com o mínimo de paragens. O Rui Soeiro aceitou de imediato a ideia, e a coisa lá foi ganhando forma, só faltava convencer o Luís Sequeira a embarcar na doidice. Infelizmente em 2017 devido a uma tragédia o Rui Soeiro faleceu, a ideia acabou por desvanecer, mas ficou o sonho por concretizar na minha cabeça. Rui Soeiro aceitou desde logo a ideia em 2016, mas devido a uma tragédia viria a falecer em 2017. A oportunidade Este ano em casa em teletrabalho devido à pandemia, ganhei o tempo que despendia em deslocações para o trabalho, acabando por conseguir uma maior disponibilidade para treinar 20 horas semanais, coisa impensável nos tempos ditos normais. Posto isto pensei, tem que ser este ano, pois não voltaria a ter possivelmente outra oportunidade de conseguir treinar desta forma para um desafio tão exigente como o qual me estava a propor. Questionei o Vítor Gamito, meu treinador, o que achava da ideia e se seria exequível fazer a estrada nacional 2 (N2) de seguida e e em menos de 24H., ao que respondeu que sim. Começámos por pensar na altura ideal para realizar o desafio e iniciar os treinos específicos, uma vez que já estávamos em Maio e porque até aqui treinava somente para manter a forma. Embora inicialmente programasse Agosto, acabou por ficar decidido fazer no final de Setembro. O treino Apesar de pedalar regularmente e manter a forma, tinha que haver preparação para um desafio destes, e essa preparação física avançava a bom nível, cada vez mais especifica, series e mais series, treinos de montanha e os treinos longos de "chá de selim", mas o período de férias acabou por interromper este ciclo (a família está primeiro). Entretanto retomei, acumulando muitas horas, treinos longos até à semana antecedente, na qual os treinos quase foram inexistentes, somente pequenas voltas de recuperação. O parceiro de nível superior Entretanto fiquei a saber que o José Silva também planeava fazer a estrada nacional 2 no mês de Outubro, pelo que, em conversa combinamos fazer juntos. José Silva Decidimos o dia 23 de Setembro para o desafio, o que permitiu continuar a acumular horas de treino, mas já bem próximo da data, no último treino sofro uma queda bastante feia que quase deitou todo o trabalho por terra. A semana antecedente à partida foi uma loucura, não havia horas de treino mas havia toda a logística e horários a planear, como descrevo a seguir. Logística e alimentação A alimentação, suplementação, luzes, mecânica, etc., tinham que ser organizados de forma prática e simplificada, para que o staff (amigos) da equipa de apoio pudessem fazer o seu trabalho mais facilmente. Para este desafio planei a alimentação de forma a que até às 13 horas do esforço fosse o mais natural possível, pois isto de comer durante muitas horas apenas barras e géis daria mau resultado. Assim sendo, levei uma grande diversidade de alimentos sólidos: aletria, frutos secos, bolos secos, sandes de marmelada, sandes de nutella, sandes de presunto, batatas-doces, farinha torrada. Nos líquidos tive também alguma variedade: coca-colas, águas com gás, de 3H. em 3H. tinha programado uma mistura de nestun de arroz com "total whey" ou "fast-recovery", para ir bebendo ao longo do desafio. Acabei por optar por uma mistura de Golddrink Premiun misturado com HC (bebida à base de hidratos de carbono da Gold Nutrition), e outro bidon só com água para ajudar a empurrar os alimentos para baixo. As barras e os géis pensados somente para depois das 13H, acabou por não acontecer, continuei até ao final mantendo a alimentação o mais natural possível e usei os géis somente quando entramos no início da Serra do Caldeirão. O início da acção Chegámos a Chaves no dia anterior ao da partida. Acordámos nesse dia pelas as 04:30, para comer, vestir e arrancar da pensão até ao KM0 a cerca de 300m. Eram quase 06:00, mas ainda dava tempo para as fotos da praxe e estava na hora. Nuno Caeiro e José Silva Partimos à hora certa e reparámos logo nas primeiras pedaladas que o vento não ia estar a ajudar, estava contra e as pernas ainda não tinham acordado, sentimos também frio no início e o carro atrás de nós a ajudar com as luzes. Bom ritmo até Viseu Os km. foram passando sempre a bom ritmo, fomos passando pelas localidades que a N2 cruza, até Viseu, onde pensámos que talvez fosse melhor "levantar o pé" porque estávamos com valores de potência um pouco elevados para as horas que ainda faltavam. Por um lado trazíamos alguma margem, por outro não nos podíamos "deixar dormir" porque ainda faltavam as longas subidas da zona de Gois, Castanheira de Pêra e Vila de Rei.    Uma região muito bonita, mas as longas subidas, o calor que se sentia e o desgaste acumulado começou a dar sinais de quebra nos dois, o Zé puxava praticamente em todas as subidas, eu puxava em algumas partes a subir para ele aliviar e depois as descidas eram comigo. Uma única paragem longa Chegámos a Abrantes, o local que estabelecemos antecipadamente para a paragem técnica mais longa, para se trocar de roupa, comer algo mais consistente, mas como estávamos a chegar praticamente 1 hora antes daquilo que tínhamos previsto, decidimos fazer a mesma em Ponte de Sor. Tirando esta paragem, só parámos para as necessidades fisiológicas. Fundamental ter equipa de apoio Rapidamente chegámos a Ponte de Sor, ainda era de dia e deu para tudo nas calmas, mas aqui a equipa de apoio foi fundamental, tudo estava pronto e todos sabiam bem o que fazer, dando-nos tempo para nos concentrarmos somente no essencial, trocar de roupa, comer e necessidades fisiológicas. Quando voltámos a arrancar já a noite caída. A minha equipa de apoio foi composta pelo Jose Carlos, Carlos Calado e Ricardo “Kayo”, enquanto que para ajudar o José Silva foi o Luís Ferreira. Ajudavam nos abastecimentos em movimento, auxílio de luz com o carro, nesta paragem longa montaram as luzes, colocaram óleo na corrente, montaram o abastecimento sólido mais consistente, tinham já a roupa e tudo pronto para chegarmos e trocarmos. Zona centro, rumo ao sul De realçar as rectas até Montargil, que pareciam não ter fim, a subida no Torrão que já conhecida do prémio do 25 Abril, direcção a Ferreira do Alentejo onde a estrada em mau estado é uma característica. A zona de Aljustrel a Almodôvar foi rápido, longas retas mas estrada complicada, mesmo com os carros de apoio a ajudar com a luz foi uma sorte não acontecer um percalço. O objectivo conseguido Finalmente entramos na Serra do Caldeirão, zona que conheço bem, pela dificuldade até se chegar ao Barranco do Velho, depois disso era sempre a descer até Faro. Chegada a Faro, concluído o desafio e a aventura que havia começado no dia anterior. Texto: Nuno Caeiro Arranjo do texto e paginação: Luís Beltrão Fotografia: Equipa de apoio do Nuno Caeiro e José Silva Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Bikepacking - testámos algumas bolsas PRO Discover O Bikepacking está em franco crescimento em todo mundo há alguns anos, e também cada vez com mais adeptos em Portugal. Neste artigo mostramos algumas bolsas PRO Discover. Com a ajuda de um pouco mais de equipamento nas bicicletas, podemos explorar sítios mais distantes e embarcar numa viagem de vários dias com alguma bagagem. As bolsas apropriadas podem ajudar-nos a carregar todo o material extra, sem atrapalhar a experiência de uma boa pedalada. A PRO Bike Gear tem desde alguns anos apostado numa variada e útil gama de bolsas para bikepacking e ferramenta, as bolsas PRO Discover combinam ainda com uma gama de acessórios de gravel da mesma gama. Embora tivéssemos enorme vontade em experimentar e mostrar-vos a bolsa PRO Discover Seatpost Bag (espigão de selim) de 15L. para bagagem, e a Discover Handlebar Bag (guiador) de 8L. para bagagem, não havia disponibilidade das mesmas. A gama de bolsas PRO Discover oferece vários tamanhos e formatos, que podem transportar coisas tão grandes como uma tenda ou tão pequenas mas importantes, como um sandes extra, uma capa de chuva, ou ferramenta. Experimentámos as bolsas PRO Discover Gravel Seat Bag, a Bottle Bag e a Mobile Phone Bag As bolsas PRO Discover Gravel Seat Bag, Bottle Bag, e Mobile Phone Bag PRO Discover Gravel Seat Bag A Bolsa Gravel Seat da PRO apresenta um design pequeno e robusto com acesso rápido. Com uma dimensão generosa, esta bolsa pode arrumar sem problemas uma camara de ar para 38mm. uma ferramenta "multi-tool" de média dimensão, desmontas e uma bomba de Co2 com respetivo cartuxo. PRO Discover Gravel Seat Bag Bem dobrado, podes colocar também um pequeno colete corta-vento se preferires, ou alimentação extra para longas jornadas, é à prova de água pelo que, em princípio, qualquer coisa que optes por guardar fica protegida das intempéries. (Não testámos com chuva). O fecho não recorre a sistema de "fecho eclair", mas sim a uma dobragem com presilhas e velcro O fecho não recorre a sistema de "fecho eclair", mas sim a uma dobragem com duas presilhas laterais de velcro, mais sistema de velcro no fecho propriamente dito. Parece rudimentar para os dias de hoje, mas tendo em conta que no gravel é uma zona onde poderá ficar com muito barro, quanto mais simples melhor e mais duradouro, parece-nos um sistema bem pensado. PRO Discover Bottle Bag O nome da bolsa traduzido é "bolsa de garrafa", mas na verdade esta bolsa tem uma utilidade muito mais alargada do que simplesmente transporte de um bidom. PRO Discover Bottle Bag Para longas tiradas de bicicleta por sítios inóspitos onde nem sempre o abastecimento está disponível, quando dois bidões não são suficientes, nesta bolsa podes colocar um bidom extra, mas além disso é muito útil para quando queres ter acesso fácil a alimentação durante a pedalada, por exemplo protetor solar e outras pequenas necessidades, a Bottle Bag da PRO resolve. Prende no avanço e noguiador da bicicleta, a Bottle Bag fica bem posicionada à tua frente para que não te esqueças de comer ou beber nas viagens mais longas. O tipo de fecho permite um acesso fácil, mesmo a pedalar, e suporta várias dimensões de alimentos ou objectos. É colocada recorrendo a tiras de velcro e permanece bastante estável, mesmo em terrenos acidentados, enquanto o sistema de fecho rápido facilita o manejo e acesso, podendo albergar alimentação mais volumosa (com por exemplo uma sandes), ou de pequenas dimensões como várias barras, géis, gomas, etc. PRO Discover Mobile Phone Bag A Mobile Phone Bag, é uma bolsa para telemóvel e outros pequenos bens pessoais, como cartão multibanco, dinheiro (notas ou moedas, graças aos pequenos compartimentos interiores), chaves de casa ou viatura. PRO Discover Mobile Phone Bag Assim como as outras bolsas, esta também é feita de material à prova de água, inclusive o fecho, algo importante quando queremos ter este tipo de bens protegidos em todas as condições. À prova de água, com compartimentos internos para cartões, chaves ou moedas. Como referimos no início, a PRO tem uma ampla e interessante gama de bolsas, não conhecemos todas, mas estas têm óptima qualidade de construção, são úteis e não são excessivamente caras, tendo em conta a qualidade. Para mais pormenores ou informações sobre outras bolsas podes consultar o site do distribuidor em Portugal: www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Abrimos os olhos de Bernhard Eisel Bernhard Eisel é antigo ciclista, com passagens por equipas como a T-Mobile, Sky e antes de se retirar a Dimension Data. O Ex-ciclista é agora comentador de ciclismo do Eurosport e do Global Cycling Network (GCN), é ele que no final das etapas do Tour e agora do Giro de Itália faz o resumo da etapa, com o seu rescaldo, os destaques do dia e semana. No final da semana passada, após Rúben Guerreiro vencer a etapa e se colocar na liderança da classificação da montanha, numa semana onde João Almeida conseguiu alcançar e manter a camisola rosa de líder da classificação geral, o senhor no final falou das desistências de Geraint Thomas e Yates, das "picardias" entre Nibali e Fuglsang, e espantosamente não fala de João Almeida nem Rúben Guerreiro. Ontem, após a etapa 10, uma etapa na qual João Almeida não só defendeu a sua liderança (do ataque de Pello Bilbao), como ainda atacou no final, terminando a etapa em terceiro e bonificando 4 segundos, novamente, Bernhard Eisel no final da etapa, em directo para o Eurosport destacou a vitória de Peter Sagan (muito bem), e a recuperação de Dominico Pozzovivo (muito bem), só se voltou a esquecer de realçar a postura e desempenho fantástico do líder da classificação geral. Os comentadores portugueses traduzem a análise do senhor, sendo depois eles a completar, enaltecendo o desempenho do João Almeida e Rúben Guerreiro. Perante a postura do senhor, resolvemos fazer um tweet manifestando o nosso desagrado, https://twitter.com/marretamanpt/status/1316042776535068678 Bernhard Eisel esteve bem ao responder e pedir desculpa pelo esquecimento. https://twitter.com/EiselBernhard/status/1316067467203145733 "Tens razão. Esqueci-me de mencioná-lo e a sua grande performance, e peço desculpa por isso. Mas elogiei o João Almeida e Rúben Guerreiro pelas suas performances uns minutos depois nas suas entrevistas. Vejam sempre até final", escreveu o austríaco. Podemos acrescentar que no geral, consideramos o trabalho de Bernhard Eisel positivo e enriquecedor no final das emissões, simplesmente não esteve "feliz" nestas últimas análises, não é por João Almeida e Rúben Guerreiro serem portugueses que achamos que devem ser destacados, mas sim por aquilo que têm feito na corrida. Termino agradecendo ao jornal Record o destaque do episódio, utilizando o nosso Tweet. ### O dia de sonho para o ciclismo Português no Giro de Itália Este domingo foi histórico para o ciclismo português em Itália. Rúben Guerreiro ( EF Education First) venceu a etapa 9 do Giro de Itália, após integrar a fuga do dia, e João Almeida manteve a liderança na classificação geral da mítica prova italiana. Rúben Guerreiro festeja a sua primeira vitória no escalão mais alto do ciclismo mundial. As entrevistas que interessam ouvir No Marretaman.pt mando eu e escrevo como quero, perdoem-me a expressão, mas "somos donos disto tudo e estamos a partir tudo em Itália". Que orgulho ouvir as palavras destes dois ciclistas portugueses. https://www.youtube.com/watch?v=kWOI8oF0dk8 Além da etapa, com chegada em contagem de primeira categoria, Rúben Guerreiro (que voltou a dar a Portugal uma vitória no Giro 31 anos depois de Acácio da Silva) assumiu a liderança da classificação da montanha. https://twitter.com/EFprocycling/status/1315297488442740737 Mas as boas notícias continuaram.  Numa das etapas mais difíceis desta edição 2020 do Giro, João Almeida  foi 19.º, perdeu algum tempo para os seus mais diretos perseguidores, mas manteve a camisola rosa de líder, que conquistou na etapa 3. O português da Deceuninck-Quick Step lidera agora com 30 segundos de vantagem sobre o novo segundo classificado, Wilco Kellerman. Ruben Guerreiro tinha marcado atacar na nona etapa do Giro e deseja manter a liderança da montanha. "Tinha marcado este dia no livro da corrida. Foi mesmo difícil ir para a fuga. Parecia que toda a gente queria ir para a fuga. Levámos 80 quilómetros até se formar um grupo. Com muito sorte e sacrifício lá consegui o grupo. Sabíamos que as equipas que estavam a lutar pela vitória na geral não se iam importar muito. O grupo era bastante forte, mas consegui entrar e assim disputar a etapa".Disse Rúben Guerreiro à Lusa O momento do triunfo e o porquê do festejo efusivo https://www.youtube.com/watch?v=dHqf6sVD1Nw "O festejo foi uma coisa de instinto, foi uma emoção muito forte. Há quatro anos que tentava uma vitória internacional. Já tinha sido campeão nacional e tinha tido vários segundos. Finalmente [ganhei] uma etapa numa grande volta, saiu tudo dentro de mim. Foi um festejo que nunca mais vou esquecer",Rúben Guerreiro Sobre a fuga, Guerreiro revelou que tentou "explorar ao máximo os companheiros de fuga, porque eles estavam muito fortes". "Sabia que tinha de esperar pela última subida, porque o vento estava de frente. Havia muitos bons contrarrelogistas e bons trepadores. Eu fiz um pouco 'bluff', mas o ciclismo é assim. No final soube bem a vitória",Rúben Guerreiro Montanha passa a ser objectivo Além da vitória, Ruben Guerreiro vestiu ainda a camisola azul, símbolo de líder do prémio da montanha, que quer manter até ao final. "Esta camisola é muito bonita e muito importante para os italianos. E porque não para os portugueses também? Espero conseguir manter esta camisola até Milão. O Visconti é segundo ... vai ser difícil, mas sinto-me bem. Amanhã (hoje) é o dia de descanso, vou recuperar energia e lutar por esta camisola".Rúben Guerreiro O momento da chegada de João Almeida ao final da etapa, explicado pelo Rúben "Foi um dia espetacular. Virei costas e dei com o João líder, só lhe perguntei se era líder. Ele não tinha percebido que eu tinha ganhado a etapa, quando percebeu abraçámo-nos os dois muito contentes e aos saltos. Parecíamos dois miúdos que tinham tido boas notas na escola",brincou Rúben Guerreiro Ruben Guerreiro assumiu que o ciclismo português "está muito bem representado" e tem um grande futuro "O João é um grande ciclista, temos também os gémeos Ivo e Rui Oliveira. Há alguns sub-23 que também podem dar alegrias. O Rui Costa também continua a ganhar e o Nelson Oliveira é um dos melhores contrarrelogistas do mundo. Estamos bem representados, porque não ambicionamos a ganhar qualquer corrida no calendário?",questionou. Fotografia histórica, os dois únicos portugueses presentes nesta edição do Giro, com as camisolas mais importantes da competição. Esperemos que consigam os seus objectivos, e porque estamos a falar de alta competição, de uma das provas mais duras do mundo (se não a mais dura, porque o Giro pode não ter o mediatismo do Tour, mas muitos afirmam ser mais duro), mesmo que não consigam estão de parabéns e nós, fãs de ciclismo, estamos-lhe muito gratos pelos momentos e orgulho que já nos proporcionaram, obrigado "miúdos". Nunca esquecendo as vitórias em etapas World Tour de Sérgio Paulinho, Rui Costa e Nelson Oliveira, assim como aquele campeonato do mundo do Rui, aquela medalha de prata olímpica do Sérgio, entre muitas outras alegrias que já tivemos. Por: Luís Beltrão Fontes: Agência Lusa e Desporto Sapo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris - Roubaix CANCELADO em 2020 Paris-Roubaix foi cancelado em 2020. A corrida inicialmente agendada para 12 de Abril, estava marcada para 25 de Outubro de acordo com a recalendarização por causa da pandemia COVID-19. Agora, a pandemia do coronavírus e a situação de alerta sanitário em França levaram ao seu cancelamento definitivo. ”A pedido das autarquias do Norte e de "Hauts-de-France" e após anúncio do Ministro da Saúde, Olivier Véran, que colocou em alerta máximo a área metropolitana de Lille, a 118ª edição do Paris-Roubaix (UCI WorldTour) e a 1ª edição do Paris-Roubaix Feminino (UCI Women's WorldTour), agendadas para 25 de outubro, não serão organizadas ", diz o comunicado A corrida convoca os fãs para de 11 de abril de 2021. Desde sua primeira edição em 1896, a corrida foi só foi cancelada entre 1915 e 1918 pela Primeira Guerra Mundial e entre 1940 e 1942 pela Segunda Guerra Mundial. O comunicado original Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Resumo e classificações etapa 7 Arnaud Démare (Groupama-FDJ) venceu a sua segunda consecutiva no Giro de Itália deste ano em Brindisi, mais uma vez beneficiando do excelente trabalho da sua equipa e da sua própria velocidade e confiança. João Almeida continua de Camisola Rosa, líder da classificação geral. É o ciclista mais novo em 41 anos, a vestir a camisola rosa durante 5 etapas. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/5OekTtYNUus TOP 10 da etapa 7 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ2:47:282Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe3Michael Matthews (Aus) Team Sunweb4Ben Swift (GBr) Ineos Grenadiers5Alvaro Jose Hodeg Chagui (Col) Deceuninck-Quickstep6Rudy Barbier (Fra) Israel Start-Up Nation7Davide Ballerini (Ita) Deceuninck-Quickstep8Enrico Battaglin (Ita) Bahrain McLaren9Filippo Fiorelli (Ita) Bardiani CSF Faizane'10Elia Viviani (Ita) Cofidis TOP 10 da classificação geral após etapa 7 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Joao Almeida (Por) Deceuninck-Quickstep24:48:292Pello Bilbao (Spa) Bahrain McLaren0:00:433Wilco Kelderman (Ned) Team Sunweb0:00:484Harm Vanhoucke (Bel) Lotto Soudal0:00:595Vincenzo Nibali (Ita) Trek-Segafredo0:01:016Domenico Pozzovivo (Ita) NTT Pro Cycling0:01:057Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:01:198Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:219Patrick Konrad (Aut) Bora-Hansgrohe0:01:2610Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:01:32 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - João Almeida continua de Rosa à etapa 6 João Almeida continua líder da classificação geral do Giro de Itália, apesar do susto de hoje, visto que teve uma pequena queda, sem consequências. TOP 10 da classificação geral após a etapa 6 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Joao Almeida (Por) Deceuninck-Quickstep22:01:012Pello Bilbao (Spa) Bahrain McLaren0:00:433Wilco Kelderman (Ned) Team Sunweb0:00:484Harm Vanhoucke (Bel) Lotto Soudal0:00:595Vincenzo Nibali (Ita) Trek-Segafredo0:01:016Domenico Pozzovivo (Ita) NTT Pro Cycling0:01:057Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:01:198Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:219Patrick Konrad (Aut) Bora-Hansgrohe0:01:2610Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:01:32 Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/M5b8mASJN-Y Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVIDADES - Nova Specialized Aethos A nova Specialized Aethos parece ser uma bicicleta purista, de geometria clássica "racing", e a marca diz que fizeram uma bicicleta que proporcione simplesmente o amor de pedalar. É também uma bicicleta de gama premium, a nova Specialized Aethos (ay-thoss) baseia o nome na palavra grega “ethos” (significando “carácter”), que descreve as crenças guia ou ideais que caracterizam a comunidade, neste caso, a comunidade ciclista. Sem preocupações aerodinâmicas, ao contrário da tendência dos dias de hoje, a Aethos é uma bicicleta na qual a Specialized vindo a trabalhar nos bastidores há muito tempo, e segundo eles, tiveram de quebrar algumas regras para a tornar realidade. Parece somente mais uma bicicleta, mas há muitas coisas que fazem esta bicicleta, das quais se destacam : Com 585 gramas, a Specialized afirma que é o quadro de travões de disco de produção mais leve alguma vez feito. A Aethos Founder’s Edition pesa 5,9kg. Espaço para pneus de 32mm, um eixo pedaleiro de rosca BSA, e um espigão de selim redondo de 27.2 para simplificar a equação para os ciclistas.Eliminaram as tradicionais camadas de carbono de rigidez, reduzindo em 11% as camadas necessárias para construir uma bicicleta, quando comparado com a Tarmac SL6. Enquanto meditava acerca das maneiras de como os quadros se movem em carga, o engenheiro chefe Peter Denk percebeu que a verdadeira performance é originada pela forma dos tubos, e não dos materiais. Por isso, enquanto o quadro retém um aspeto clássico, escondida por baixo encontra-se tecnologia de tubos extremamente avançada. Este modelo não verá quaisquer logótipos de competição, a marca diz que é uma bicicleta para quem anda de bicicleta pelo amor de pedalar. A Founder’s Edition — celebrando o lançamento desta nova plataforma de estrada e limitada a apenas 300 bicicletas em todo o mundo, a S-Works Aethos Founder’s Edition de 5,9 kg será certamente um êxito. Com uma espetacular pintura prateada escovada e os mais leves componentes disponíveis, esta bicicleta será revelada no lançamento. Para mais detalhes e informações podes consultar o site da marca em Portugal www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVIDADES - Specialized Stumpjumper EVO Antes de lerem qualquer coisa sobre a nova Specialized Stumpjumper EVO vê o vídeo de lançamento desta bicicleta, nem que seja só como entretenimento, está simplesmente genial. Permitam o desabafo, mas caramba, como gostávamos de ter uma equipa de filmagens como a da Specialized. https://www.youtube.com/watch?v=9jL4AI2kp3o&feature=emb_logo&mc_cid=3f8875def6&mc_eid=2451f0bbb4 A bicicleta A marca americana diz que a nova Specialized Stumpjumper EVO é uma bicicleta mais capaz nos diversos terrenos e que liberta o nosso potencial de progressão. Mais que uma bicicleta de trail, é diversão instantânea graças à capacidade de controlo e ajuste que oferece. Ajustabilidade é o grande destaque A Stumpjumper EVO oferece ama geometria mais capaz e de acordo com a marca "out of de box". Mas, com ajustabilidade de nível superior – fornecendo seis configurações de geometria diferentes – a EVO pode ser montada para se adequar ao estilo de qualquer ciclista e terreno. S-Sizing A Specialized eliminou o S-M-L, o seu S-Sizing oferece seis tamanhos, todos com comprimentos do tubo de direção e standover semelhantes, para permitir que os ciclistas escolham o tamanho que mais se encaixa no seu estilo. Os tamanhos menores são mais ágeis, enquanto os tamanhos maiores são mais estáveis e espaçosos. Suspensão EVO Flexível em pequenos impactos, sem fim e suave nos saltos, e com a capacidade de devorar impactos, o curso dianteiro de 160mm. e o curso traseiro de 150mm. da EVO são ágeis nas pedaladas para melhor capacidade de escalada. Com uma taxa de alavancagem inspirada da Enduro e amortecedor com ajuste RX, a Specialized afirma que a suspensão da EVO faz o que precisa para que os seus ciclistas façam o que querem: dominar. MulletLink Com o MulletLink, pode-se manter a geometria da nova EVO com a agilidade de resposta de uma roda traseira 27.5, e ter espaço para sair do selim quando se precisa.  Onde fica a Specilized Enduro comparada com a esta Stumpjumper EVO Segundo percebemos pela descrição (porque nunca experimentámos nem uma nem outra), esta é uma bicicleta de trail com a qual te podes aventurar a fazer uns "abusos" no enduro, mantendo no entanto a ligeireza e capacidade de subir de uma bicicleta de trail, enquanto que a Enduro é uma bicicleta de enduro pura e dura, com as características desse tipo de bicicletas, desce mais do que sobe. Para mais pormenores, modelos, preços e informações podes consultar o site da Specialized em Portugal: www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### FINALMENTE A NOVA Canyon Aeroad Colocámos no título " finalmente a nova Canyon Aeroad " porque é o que sentimos, ano a pós ano novos modelos de outras marcas e a Canyon só mudava as cores da Aeroad, uma boa bicicleta mas que já era de 2014! Sim leram bem, o quadro da Aeroad era de 2014. Mathieu van der Poel venceu o BinckBank Tour já com a nova Canyon Aeroad. A resposta da marca foi simples e temos que lhe dar crédito, diz a Canyon que há coisas que não podem melhorar, que são demasiado boas e que triunfaram desde o primeiro momento. Mas os tempos avançam, o design evolui e a marca alemã tinha que fazer algo, até tentar melhorar o que já é muito bom. Reparámos que no Tour de France Alejandro Valverde e Warren Barguil tinham bicicletas diferentes dos seus colegas, pareciam uma Aeroad diferente pois não se viam tubos de travão, mas ficámos na dúvida pois a bicicleta era muito parecida com anterior. Vídeo de Nelson Oliveira a descrever a bicicleta Apesar de parecido, este é um modelo totalmente novo, de acordo com a Canyon é o resultado de anos de trabalho por parte dos seus engenheiros, desenhadores e responsáveis de produto, sem esquecer a colaboração com os ciclistas profissionais das equipas patrocinadas. Alejandro Valverde utilizou a nova Aeroad no Tour de France A marca diz que deram um passo em frente, mas conservaram as características que demonstraram a sua eficiência ano após ano. Embora as escoras sejam mais curtas, a traseira da Aeroad é muito parecida com o modelo anterior. Difícil melhorar o que é bom Os responsáveis da marca têm a noção de que desde o seu lançamento em julho de 2014, a Aeroad ofereceu uma excelente combinação de aerodinâmica, conforto, rigidez, aliada à leveza num quadro com geometria agressiva. Uma das bicicletas de corrida mais completas que se criaram. A Canyon diz que esta nova Aeroad é até 7.4 watts mais rápida, até 170 g mais leve, até 14% mais rígida, e tudo isto sem fazer cessões no conforto. Nós dizemos que de tudo isto, a única coisa que o utilizador consegue ver é o peso menor, pois é só colocar na balança e está visto, o resto é o que todas as marcas "vendem" (não estamos a dizer que não seja verdade, simplesmente como utilizadores é difícil tirarmos estas conclusões). A verdade é que em 2014 eles construíram "um canhão", e se não o alteraram durante tanto tempo é porque não viram necessidade nisso, outra verdade é que esta bicicleta em traços gerais não foge muito à anterior, não mexeram muito em algo que era bom apenas aperfeiçoaram, o que não nos deixa defraudados como utilizadores. Quando acabam com um modelo, ou fazem uma profunda reformulação também fica aquela sensação de: "então, mas a anterior bicicleta não foram vocês que construíram?" Neste aspecto parece-nos que a evolução da Aeroad foi lógica, melhoraram só onde foi necessário. De qualquer forma, para ter os resultados que descrevemos anteriormente a Canyon diz que estes foram conseguidos depois de três anos de desenvolvimento muito intensivo, em que os seus departamentos de desenvolvimento trabalharam numa colaboração muito próxima com sócios externos, como os especialistas em aerodinâmica da Swiss Side. Canyon - Test R065/ Aeroad, März 2017 No entanto, a marca diz que o seu objetivo nunca foi construir a bicicleta mais rápida do túnel de vento, mas sim uma bicicleta que fosse a melhor no mundo real. Segundo eles, a prova de que o conseguiram são as opiniões absolutamente positivas de ciclistas profissionais como Mathieu van der Poel, Alejandro Valverde, Warren Barguil e Lisa Klein. Warren Barguil - Tour de France Uma das diferenças mais notórias à primeira vista é o facto da Aeroad CF SLX e a Aeroad CFR incluem por primeira vez o cockpit aerodinâmicoCP0018, que permite ajustar a altura em +/- 15 mm sem necessidade de modificar o tubo da forqueta. Assim os ciclistas podem subir ou baixar o guiador segundo as suas necessidades ao longo damtemporada, dependendo das suas corridas e treinos, se vão sozinhos ou em grupo. Além disso, o CP0018 permite ajustar em largura +/- 20 mm sobre a medida de série standard. Esta característica exclusiva também facilita a montagem e transporte da Aeroad, já que o guiador pode dobrar-se semnecessidade de ser desmontado. Canyon-Test R065-Aeroad Prototype, November 2019 As três versões do modelo 2021 (CF SL, CF SLX e CFR) terão também o novo espigão SP0046, que é ainda mais aerodinâmico e tão confortável como o seu predecessor. Diferentes tamanhos de roda e de pneu numa bicicleta e estrada No desenho de vanguarda das novas Aeroad CF SLX e CFR não se veem os cabos, estão totalmente integrados. Nas Aeroad CF SL a Canyon montou o cockpit integrado e tamanhos de roda específicos para cada tamanho do quadro, os seus exclusivos tamanhos 2XS e 3XS têm rodas 650B para que osciclistas de menor altura também possam desfrutar da excecional qualidade de condução da Aeroad. Canyon / Winkanal Test R065/ Aeroad, März 2017, Immenstaad am Bodensee Nos modelos CF SLX e CFR todos os tamanhos têm rodas 700C, incluíndo a 2XL. Graças às escoras de 5 mm mais curtas e à combinação de pneu dianteiro de 25 mm e traseiro de 28 mm, a nova Aeroad 6 é ainda mais ágil. Preços O modelo mais acessível será a Aeroad CF SL 7 por 3.299 €, a Aeroad CF SLX 8 Di2 custará 4.999 € e a topo de gama Aeroad CFR 9 EPS terá um preço de 8.999 €. Canyon Aeroad CF SL 7 disc Canyon Aeroad CF SLX 8 disc Canyon Aeroad CFR disc Di2 Em termos de geometria, os três modelos são idênticos.A nova Aeroad estará disponível a partir hoje, terça-feira 6 de Outubro, exclusivamente através do site canyon.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo no Eurosport em Outubro - Mês de sonho Temos sempre respeito por todos os canais de televisão, mas para nós amantes do ciclismo, como seria a vida sem o ciclismo no Eurosport? Este ano devido à pandemia COVID-19 houve às alterações no calendário, cancelamentos e adiamentos de provas que fazem deste mês de Outubro um mês de sonho para quem gosta de ciclismo no Eurosport. O destaque vai para as grandes voltas, Giro de Itália e Vuelta a Espanha, mas poderemos ainda assistir a 3 monumentos do ciclismo, o Paris-Roubaix, Tour de Flandres e Liège-Bastogne-Liège (que entretanto já foi), além de outras clássicas ciclismo no Eurosport. Além do ciclismo de estrada podes ainda assistir aos campeonatos do mundo de cross-country olímpico e de down hill, e campeonatos da europa de cross-country olímpico (bicicleta de montanha). Programação De Brabantse Pijl / La Flèche Brabançonne CLÁSSICA 7 de outubro – Bélgica Eurosport 2 – 15:30H  A De Brabantse Pijl ou La Flèche Brabançonne faz parte do calendário das Clássicas da Flandres. A corrida tem um perfil essencialmente plano, ideal para sprinters, e inclui vários setores de empedrado que em muito complicam a vida dos ciclistas. Amstel Gold Race CLÁSSICA 10 de outubro – Bélgica Eurosport 2 – 17:30H (em diferido) A Amstle Gold Race faz parte do calendário das “Clássicas das Ardenas” tendo-se estreado em 1966. Nasceu a partir da vontade dos organizadores terem uma prova que competisse com os ‘Monumentos’ de Itália e da Flandres. Gent – Wevelgem CLÁSSICA 11 de outubro – Bélgica Eurosport 1 – 19:00H (em diferido) A Gent – Wevelgenm, clássica belga criada em 1934, liga as localidades de Ypres e Wevelgenm num percurso de 280 quilómetros. Os principais obstáculos na prova são o vento, a chuva e os ‘muros’, dos quais se destacam o Baneberg, o Monteberg e o Kemmelberg, este último uma subida de 1km, em empedrado, com uma inclinação máxima de 23%. Paris – Tours  CLÁSSICA 11 de outubro – França Eurosport 2 – 15:30H (em diferido) Acompanha a Paris - Tours uma emocionante prova de ciclismo de estrada de apenas um dia disputada entre estas duas cidades de França, num percurso com uma extensão de cerca de 250 km. Scheldeprijs / Grand Prix de l’Escaut  CLÁSSICA 14 de outubro – Bélgica Eurosport 1 – 15:30  A Scheldeprijs ou Grand Prix de l’Escaut é uma emocionante clássica que se inclui no calendário das Clássicas da Flandres. Criada em 1907 é uma das competições mais antigas de sempre na região, sendo conhecida no passado por Scheldeprijs Schoten e Scheldeprjis Vlaanderen. A corrida tem cerca de 200 quilómetros e um perfil essencialmente plano, muito ao gosto dos sprinters. Pelo caminho, o pelotão enfrenta vários setores de empedrado que variam entre os 1300 e os 3000 metros. Volta a Flandres  MONUMENTO 18 de outubro – Bélgica Emissão simultânea com Giro e Vuelta  Resumo em diferido no Eurosport 2 – 20:30H A Volta à Flandres é uma das mais importantes clássicas realizadas na Bélgica e um dos cinco ‘Monumentos’ da temporada. Criado em 1913, o Tour de Flandres ou De Ronde van Vlaanderen, cumpriu a sua 100.ª edição em 2016. É organizada ininterruptamente desde 1919. Este ano cumpre-se a 104.ª edição do famoso ‘Monumento’. Três Dias de Bruges – De Panne  CLÁSSICA 21 de outubro – Bélgica Eurosport 1 – 14:45H  Os Três Dias Bruges - De Panne, ou Driedaagse Brugge – De Panne, é uma prova belga de estrada de grande prestígio que em 2019 entrou, pela primeira vez, para o Circuito Mundial da UCI. O pelotão terá de pedalar cerca de 200 quilómetros entre Bruges e De Panne até chegar à meta. Ao longo da corrida, os ciclistas irão enfrentar muitos setores de empedrado e ventos fortes. Paris – Roubaix  MONUMENTO 25 de outubro – França Eurosport 1 – 08:45H  A Paris-Roubaix é uma das mais antigas e emblemáticas clássicas da história, famosa pela sua dureza, devido ao grande número de setores de empedrado que os ciclistas enfrentam. Conhecida também como ‘Inferno do Norte’ é um dos cinco ‘Monumentos’ da temporada. Fonte: Comunicado de imprensa Eurosport Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Amaro Antunes vence a Volta a Portugal A derradeira etapa confirmou o favoritismo portista. Gustavo Veloso fechou a corrida impondo-se no contrarrelógio em Lisboa, e Amaro Antunes vence a Volta a Portugal. António Carvalho (Efapel) foi o segundo mais rápido, a 8 segundos, e o francês Anthony Delaplace (Team Arkéa Samsic) fechou o pódio da jornada, a 17 segundos. Amaro Antunes mesmo não sendo contrarrelogista, defendeu-se da melhor forma, terminando a 31 segundos do vencedor. Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) começou a jornada no segundo lugar da geral, mas o 26.º lugar na etapa, a 1m10s de Gustavo César Veloso, fê-lo trocar de posição com o galego. Amaro Antunes vence a Volta a Portugal 2020 com menos 42 segundos do que Gustavo César Veloso e menos 52 segundos do que Frederico Figueiredo, que completaram o pódio. Classificação final da Volta a Portugal 2020 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida faz história no Giro de Itália João Almeida (Deceuninck - Quick Step) faz história no Giro de Itália. Aos 22 anos concretizou “um sonho”, onde vestiu a camisola rosa de líder da prova, algo que não acontecia com um português há 31 anos, quando Acácio da Silva conseguiu esse feito. “Nunca tinha pensado nisso, que poderia vestir a camisola rosa do Giro de Italia, estou muito feliz. Não consigo descrever esta sensação que tenho agora, é um sonho que se realiza ", disse o jovem talento de Deceuninck - Quick Step O ciclista das Caldas da Rainha com 22 anos poderá agora "entrar no olho" de muitos, mas quem o segue sabe que aos 22 anos já tem um importante palmarés, do qual se destaca a vitória na Liège-Bastogne-Liège sub-23 em 2018, 2.º classificado na geral do Giro de Itália Sub-23 no mesmo ano, terceiro na Vuelta a Burgos 2020, entre outros títulos nacionais de estrada e contra-relógio. Hoje subiu ao Etna com os grandes favoritos do general, e embora à frente o equatoriano Jonathan Caicedo comandasse e vencesse a etapa, o ciclista português aguentou o suficiente para vestir a camisola rosa. "Procurei dar o meu melhor na subida e ficar com os principais favoritos para a classificação geral. É um sonho"João Almeida João Almeida faz história no Giro de Itália, 31 anos depois de Acácio da Silva. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=BflxgC5CEpA Este é o TOP 10 da classificação geral após a etapa 3 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Joao Almeida (Por) Deceuninck-Quickstep7:44:252Jonathan Caicedo (Ecu) EF Pro Cycling3Pello Bilbao (Spa) Bahrain McLaren0:00:374Wilco Kelderman (Ned) Team Sunweb0:00:425Harm Vanhoucke (Bel) Lotto Soudal0:00:536Vincenzo Nibali (Ita) Trek-Segafredo0:00:557Domenico Pozzovivo (Ita) NTT Pro Cycling0:00:598Brandon McNulty (USA) UAE Team Emirates0:01:119Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:01:1310Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:15 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2020 - Resumo etapa 7 António Carvalho (Efapel) venceu etapa 7 da Volta a Portugal 2020, uma ligação de 161 quilómetros, entre Loures e Setúbal. A vitória do homem da Efapel nasceu após o ataque de Luís Fernandes (Rádio Popular-Boavista) na serra da Arrábida, tendo António carvalho feito a ligação com o homem da Rádio popular, e tendo ambos colaborado até à reta final onde discutiram entre eles a etapa. Amaro Antunes (W52-FC Porto) manteve o primeiro lugar da geral, partindo amanhã com os mesmo 13 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Frederico Figueiredo. Vídeo do último quilometro Classificações após etapa 7 Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Liège-Bastogne-Liège - Resumo e Classificações Primož Roglič (Jumbo-Visma) venceu Liège-Bastogne-Liège num sprint extraordinário entre cinco ciclistas. O campeão do mundo Julian Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep) acreditou que tinha a vitória e ergueu os braços cedo de mais, sendo ultrapassado por Roglic em cima da linha. De qualquer forma, Alaphilippe viria a ser penalizado por sprint irregular, mudando de trajectória, atrapalhando Marc Hirschi (Sunweb) e Tadej Pogacar. Marc Hirschi (Sunweb) foi o terceiro e Tadej Pogacar (Emirados Árabes Unidos) o quarto num grupo que se destacou na Côte de la Roche-aux-Faucons, enquanto Matej Mohoric (Bahrain-McLaren) foi o quinto, depois de alcançar o grupo já na recta final. TOP 10 final da prova Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma6:32:022Marc Hirschi (Swi) Team Sunweb3Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates4Matej Mohoric (Slo) Bahrain McLaren5Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep6Mathieu Van der Poel (Ned) Alpecin-Fenix0:00:147Michael Woods (Can) EF Pro Cycling8Tiesj Benoot (Bel) Team Sunweb9Warren Barguil (Fra) Team Arkea-Samsic10Michal Kwiatkowski (Pol) Ineos Grenadiers O português Rui Costa finalizou no 40.º posto. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2020 - classificações etapa 6 Venceu novamente ao sprint o britânico Daniel McLay (Team Arkéa-Samsic), confirmando ser o velocista em melhor condição na Volta a Portugal 2020, vencendo a sexta etapa, uma ligação de 155 quilómetros, entre Caldas da Rainha e Torres Vedras. Amaro Antunes (W52-FC Porto) continua no topo da classificação geral. Classificações após a etapa 6 Perfil etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Temporada 2020 - estamos a ver todos episódios seguidos de uma série da Netflix? Todos nós amantes de ciclismo estamos como que, a viver um sonho, ou será um pesadelo? É que não dá para vermos tudo! Há dias em que o comando da televisão fica em brasa, e além disso a nossa família pensa que estamos desaparecidos (não, estamos só no sofá ou no PC do trabalho, não a trabalhar claro, mas a ver ciclismo). Não se sentem como se estivessem a fazer uma maratona de episódios seguidos de uma série da Netflix? Do género, um amigo comenta com vocês: - Já viste a temporada de ciclismo de 2020? - Não, porquê? - É brutal, tens que ver! - OK, vou ver os episódios todos de Seguida! Tudo começou com o Tour, logo de seguida vieram os mundiais, que por sua vez coincidiram com a Volta a Portugal, que por sua vez coincide com o início do Giro, que por sua vez coincide com o início da Vuelta! E em muitos dias, tudo isto coincide com as clássicas e monumentos do ciclismo como Paris-Roubaix, Tour de Flandres, Liége, Milan San Remo e Lombardia! Necessitamos uma sala com 20 ecrãs, porquê? Porque entre tudo isto e no mesmo dia de muitos destes eventos, ainda temos a taça do mundo de Cross-Country olímpico, taça do mundo de Down Hill, e ainda; o Ciclocrosse, que é a única modalidade que está a acontecer na altura normal do ano e a qual dava para acompanhar calmamente sem ver o resto, porque o resto já tinha acabado, e ainda me estou esquecer da Pista e do Enduro. Depois temos ainda os próprios acontecimentos nos episódios, que têm sido mais marcantes que em outros anos e que nos vão deixando agarrados para ver "o próximo episódio". Há um Evenepoel que ganhou tudo onde entrou, saltou de uma ponte abaixo tipo super homem e sobreviveu! Mas não é o único rijo, porque antes tinha havido um Jacobsen que levou 300 baias á frente numa queda e também sobreviveu! Alguém me pode lembrar se a lycra em 2020 tem airbag? Não é mesmo o ciclista que é feito de material diferente! Depois aparece um miúdo chamado Pogacar que vence o Tour praticamente sozinho, depois há outro Wout Van Aert que vence monumentos, vence etapas ao sprint e ainda carrega a equipa na alta montanha, e agora temos um João Almeida que entra no Giro a fazer 2do. no contra relógio inicial, e um M. Van der Poel ganha corridas fazendo ataques a solo, a 50 km's do fim (como o tal Evenepoel). Parece que estou a escrever no dia de 31 de Dezembro resumindo toda a época, mas ainda estamos só a meio! Uff, cansa até de escrever. Ainda vai haver muita história porque fazer um Giro e uma Vuelta nesta altura do ano, com "o sol a brilhar" e "temperaturas amenas", vai ser bonito. Meus caros, agora é que devíamos estar confinados, teríamos que comprar mais 2 ou 3 ecrãs, reforçar o stock de cerveja e amendoim e era o sonho! Não disse comprar uns rolos ou dispositivo de treino indoor (o nome moderno), porque por esta atura já devem estar todos servidos. Vamos lá que só no dia de hoje temos: etapa 2 do Giro, etapa 7 da Volta, corrida 2 da taça do mundo de Cross-Country Olímpico e a clássica de estrada Liège-Bastogne-Liège. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2020 - Resumo etapa 5 O britânico Daniel McLay (Team Arkéa-Samsic) venceu a etapa 5 da Volta a Portugal 2020, em Águeda. Uma etapa de 176,3 quilómetros, iniciada em Oliveira do Hospital. Daniel McLay não deu a menor hipótese à concorrência Como se previa, a etapa decidiu-se entre os corredores mais velozes do pelotão, Daniel McLay não deu a menor hipótese à concorrência, arrancando no momento certo para um triunfo autoritário. Amaro Antunes continua com a Camisola Amarela Jogos Santa Casa no corpo, com menos 13 segundos do que Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) e menos 1m13s do que Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), que ocupam os lugares imediatos. Classificações após a etapa 5 Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália 2020 Este sábado arranca o Giro de Itália 2020, com os portugueses Rúben Guerreiro e João Almeida no pelotão, e vamos poder vê-los todos os dias em direto no Eurosport. Pontos chave Volta italiana começa este sábado com um contrarrelógio em Palermo (Eurosport 2 – 12:10H) e termina a 25 de outubro em Milão, com novo ‘crono’, ao cabo de 21 etapas e um total de 3.497,9 quilómetros. Geraint Thomas, Vincenzo Nibali e Simon Yates são os principais favoritos à conquista do Giro 2020. Depois de muita incerteza e de um longo período de adiamento, devido à pandemia de COVID-19, o Giro d’Italia está de volta à estrada! A 103.ª edição do Giro arranca na região da Sicília, palco de quatro etapas, entre as quais se inclui uma passagem pelo Monte Etna, que chega a uma altitude de 1.775 metros. O pelotão segue para a ‘bota’, mas este ano o percurso é centrado na costa adriática rumo a norte. As etapas de montanha vão exigir muito das pernas dos ciclistas e estão previstas subidas a Madonna di Campiglio (1.522m), Stelvio (2.758m), Col d’Izoard (2.360m), Colle dell’Agnello (2.774m) e Sestriere (2.035m). O Giro termina com um contrarrelógio individual na Piazza Duomo, na cidade de Milão. Richard Carapaz (vencedor da última edição do Giro) é a grande ausência. Quem será o melhor no final dos 3497.9 quilómetros do Giro 2020? Quem vestirá a camisola rosa? Quem irá erguer o troféu infinito em Milão e entrar para a história? Entre os favoritos estão ciclistas como Vincenzo Nibali, Geraint Thomas ou Simon Yates. O italiano da Treck-Segafedo parte em busca do terceiro triunfo no Giro depois das conquistas em 2013 e 2016. Já o britânico Thomas, que ficou fora desta edição da Volta a França, é aposta forte da INEOS para vestir a camisola rosa. Espera aumentar o currículo com mais um troféu de peso depois da conquista do Tour em 2018. O compatriota Yates (Michelton-Scott) é outro dos nomes de peso para esta edição do Giro. Chega em grande forma depois da conquista da Tirreno-Adriatico e espera juntar esta ‘Grande Volta’ no currículo depois da vitória na Vuelta em 2018. O pelotão conta ainda com grandes ciclistas como Peter Sagan, Jakob Fulgsang, Rafal Majka, Diego Ulissi, Fernando Gaviria, Michael Matthews, Arnaud Démare, Elia Viviani ou Domenico Pozzovivo. A grande surpresa desta Volta a Itália pode ser protagonizada pelo russo Aleksandr Vlasov. O jovem de 22 anos da Astana tem somado triunfos importantes esta temporada. Conquistou o Giro dell’Emilia, o Desafio Mont Ventoux, ficou em 3.º lugar na Volta a Lombardia e garantiu as camisolas brancas da juventude na Tirreno – Adriatico e no Tour de la Provence. Um ciclista a ter em atenção durante o Giro. Os portugueses O Giro 2020 vai ter dois portugueses na estrada: Rúben Guerreiro estreia-se nesta volta italiana pela equipa da Education First enquanto João Almeida cumpre a sua primeira Grande Volta da carreira pela equipa da Deceuninck-Quick-Step. Em 2018, já tinha participado no Giro Ciclístico d’Italia, a prova de sub-23 da Volta a Itália, tendo terminado como segundo classificado. Start list das equipas Ag2r La Mondiale 1 GALLOPIN Tony2 BIDARD François3 BOUCHARD Geoffrey4 GASTAUER Ben5 HÄNNINEN Jaakko6 PARET-PEINTRE Aurélien7 VENDRAME Andrea8 WARBASSE Larry Androni Giocattoli – Sidermec 11 BAIS Mattia12 BISOLTI Alessandro13 CEPEDA Jefferson Alexander14 CHIRICO Luca15 PELLAUD Simon16 RAVANELLI Simone17 RESTREPO Jhonatan18 RUMAC Josip Astana Pro Team 21 FUGLSANG Jakob22 BOARO Manuele23 CONTRERAS Rodrigo24 FELLINE Fabio25 GREGAARD Jonas26 LÓPEZ Miguel Ángel27 RODRÍGUEZ Óscar28 VLASOV Aleksandr Bahrain – McLaren 31 ARASHIRO Yukiya32 BATTAGLIN Enrico33 BILBAO Pello34 CAPECCHI Eros35 NOVAK Domen36 PADUN Mark37 PERNSTEINER Hermann38 TRATNIK Jan Bardiani-CSF-Faizanè 41 CARBONI Giovanni42 COVILI Luca43 FIORELLI Filippo44 LONARDI Giovanni45 MAZZUCCO Fabio46 ROMANO Francesco47 TONELLI Alessandro48 ZANA Filippo Bora-Hansgrohe 51 SAGAN Peter52 BENEDETTI Cesare53 BODNAR Maciej54 FABBRO Matteo55 GAMPER Patrick56 KONRAD Patrick57 MAJKA Rafał58 POLJAŃSKI Paweł CCC Team 61 ZAKARIN Ilnur62 ČERNÝ Josef63 DE LA PARTE Víctor64 GRADEK Kamil65 KOCHETKOV Pavel66 MAŁECKI Kamil67 ROSSKOPF Joey68 VALTER Attila Cofidis, Solutions Crédits 71 VIVIANI Elia72 CONSONNI Simone73 EDET Nicolas74 HAAS Nathan75 HANSEN Jesper76 LE TURNIER Mathias77 MATHIS Marco78 ROSSETTO Stéphane Deceuninck – Quick-Step 81 ALMEIDA João82 BALLERINI Davide83 HODEG Álvaro José84 HONORÉ Mikkel Frølich85 KEISSE Iljo86 KNOX James87 MASNADA Fausto88 SERRY Pieter EF Pro Cycling 91 BENNETT Sean92 CAICEDO Jonathan Klever93 CLARKE Simon94 CRADDOCK Lawson95 GUERREIRO Ruben96 KANGERT Tanel97 MORTON Lachlan98 WHELAN James Groupama – FDJ 101 DÉMARE Arnaud102 FRANKINY Kilian103 GUARNIERI Jacopo104 GUGLIELMI Simon105 KONOVALOVAS Ignatas106 SCOTSON Miles107 SINKELDAM Ramon109 THOMAS Benjamin Israel Start-Up Nation 111 BARBIER Rudy112 BRÄNDLE Matthias113 CATAFORD Alexander114 CIMOLAI Davide115 DOWSETT Alex116 NAVARRO Daniel117 SAGIV Guy118 ZABEL Rick Lotto-Soudal 121 ARMÉE Sander122 DE GENDT Thomas123 DIBBEN Jonathan124 HAGEN Carl Fredrik125 HANSEN Adam126 HOLMES Matthew127 OLDANI Stefano128 VANHOUCKE Harm Mitchelton-Scott 131 YATES Simon132 AFFINI Edoardo133 BOOKWALTER Brent134 HAIG Jack135 HAMILTON Lucas136 HEPBURN Michael137 HOWSON Damien138 MEYER Cameron Movistar Team 141 CARRETERO Héctor142 CATALDO Dario143 PEDRERO Antonio144 RUBIO Einer Augusto145 SAMITIER Sergio146 SEPÚLVEDA Eduardo147 TORRES Albert148 VILLELLA Davide NTT Pro Cycling 151 MEINTJES Louis152 CAMPENAERTS Victor153 GHEBREIGZABHIER Amanuel154 O’CONNOR Ben155 POZZOVIVO Domenico156 SOBRERO Matteo157 SUNDERLAND Dylan158 WYSS Danilo Ineos Grenadiers 161 THOMAS Geraint162 CASTROVIEJO Jonathan163 DENNIS Rohan164 GANNA Filippo165 GEOGHEGAN HART Tao166 NARVÁEZ Jhonatan167 PUCCIO Salvatore168 SWIFT Ben Jumbo-Visma 171 KRUIJSWIJK Steven172 BOUWMAN Koen173 FOSS Tobias174 HARPER Chris175 MARTIN Tony176 PFINGSTEN Christoph177 TOLHOEK Antwan178 VAN EMDEN Jos Team Sunweb 181 KELDERMAN Wilco182 DENZ Nico183 HAGA Chad184 HAMILTON Chris185 HINDLEY Jai186 MATTHEWS Michael187 OOMEN Sam188 TUSVELD Martijn Trek – Segafredo 191 NIBALI Vincenzo192 BERNARD Julien193 BRAMBILLA Gianluca194 CICCONE Giulio195 CONCI Nicola196 MOSCA Jacopo197 NIBALI Antonio198 WEENING Pieter UAE Team Emirates 201 ULISSI Diego202 BJERG Mikkel203 CONTI Valerio204 DOMBROWSKI Joe205 GAVIRIA Fernando206 MCNULTY Brandon207 MOLANO Juan Sebastián208 RICHEZE Maximiliano Vini Zabù – KTM 211 VISCONTI Giovanni212 BEVILACQUA Simone213 FRAPPORTI Marco214 ROTA Lorenzo215 SPREAFICO Matteo216 VAN EMPEL Etienne217 WACKERMANN Luca218 ZARDINI Edoardo A opinião de Paulo Martins, comentador de ciclismo do Eurosport:  “Vamos ter um Giro diferente do Tour em termos de blocos. Não haverá uma equipa capaz de controlar como no Tour. Isso vai tornar a corrida muito aberta. Para mim, Thomas pelo que mostrou no Tirreno-Adriatico e pelos muitos contrarrelógios que vamos ter no Giro, é o principal favorito à vitória. Quanto a surpresas estou na expectativa de ver o que podem fazer dois jovens de grande valor: o João Almeida e o Aleksandr Vlasov. O russo da Astana para além de poder lutar com o português pela camisola da juventude, é favorito a um lugar do pódio na geral.”Paulo Martins Acompanha o Giro d’Italia, em direto e em exclusivo, só no Eurosport de 3 a 25 de outubro com os comentários da equipa Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e Gonçalo Moreira. Este domingo há "dose dupla de ciclismo" No domingo, os fãs têm ciclismo em dose dupla. Durante a transmissão da 2.ª etapa do Giro vão poder acompanhar em simultâneo os momentos mais importantes da Liège-Bastogne-Liège, ‘La Doyenne’ ou ‘A Velha Senhora’, como também é conhecido este Monumento, um dos mais antigaos da história da modalidade. No final do dia, por volta das 18:00h é possível ver o resumo completo em diferido no Eurosport 2 com os comentários de Gonçalo Moreira e Frederico Bártolo. Consulta a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Fonte e texto: Comunicado de imprensa Eurosport Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### PRO lança novos acessórios para estrada e gravel PRO lança novos acessórios para estrada e gravel, selins, hastes de guiador e malas de viagem, é uma gama extensa de novos acessórios que foram desenvolvidas para melhorar o conforto, controlo, aerodinâmica e velocidade nas aventuras com a bicicleta. Se forem atentos, reparam que a PRO oferece um produto com um nível de desempenho diferente para todo o tipo de ciclistas. Para 2021, introduz novos selins, hastes de guiador e malas de viagem, além dos componentes Tharsis 3Five, lançados no mercado no ínicio deste ano. “Os novos selins Falcon, Griffon e Turnix são baseados nos formatos que os ciclistas já conhecem da PRO” declarou Mark Kikkert, líder da equipa de Desenvolvimento de Produto da PRO. “Temos sempre atenção quando fazemos alterações em produtos já experimentados e testados. No entanto, sentimos que as novas melhorias nos selins adaptam-se melhor às bicicletas modernas e são mais confortáveis devido ao seu comprimento total e encaixe anatómico.”Mark Kikkert “Entretanto, as hastes de guiador PRO Vibe Aero em liga de aço, constroem a história de força da marca. Aprendemos com os nossos atletas/clientes e incorporamos as descobertas dos nossos engenheiros de produto – também eles ciclistas. Esta é a combinação ideal para fazer os produtos mais avançados no mundo do ciclismo. Este ano tentámos levar a aerodinâmica a todos sem sacrificar a ergonomia.”Mark Kikkert “As malas para gravel da PRO também têm uma atualização para 2021. As malas da gama Discover são resistentes, leves, à prova de água e uma grande adição para o gravel.”Mark Kikkert Os novos selins Falcon, Turnix, Griffon e Stealth Sport da PRO A atração principal deste novo lançamento de produtos são os novos selins. Com base na popularidade do selim PRO Stealth, os novos Falcon, Turnix e Griffon combinam um comprimento de selim tradicional com as pesquisas mais recentes acerca dos pontos de pressão no contacto entre o selim e o ciclista. Cada um destes selins é destinado a um estilo específico de ciclista, sendo possível determinar o mesmo através do Selector de Selins da PRO https://www.pro-bikegear.com/global/pt-pt/saddle-selector Selim Falcon Foi desenhado para atender as necessidades dos ciclistas mais flexíveis, aerodinâmicos e, portanto, com uma posição mais agressiva na bicicleta. Todos os novos modelos Falcon apresentam uma reentrância anatómica que alivia a pressão em áreas sensíveis e estão disponíveis com opções de 132 ou 142mm de largura. Ambos apresentam uma forma em concha reforçada de carbono moldado e um acolchoamento de espuma de poliuretano, que foi desenvolvido para garantir conforto ao ciclista enquanto mantém uma posição agressiva e mais aerodinâmica. O selim Falcon Performance (132mm) é suportado por carris de carbono,enquanto que o Falcon Team (142mm) é suportado por carris de aço inoxidável. Selim Turnix - para os ciclistas com uma flexibilidade mais moderada Através de uma combinação do seu acolchoamento de pressão com pontos de contacto específicos (que tal como todos os selins da PRO, a marca diz que foi desenvolvido em colaboração com os dados de milhares de ajustes de bicicleta feitos por profissionais) e o seu formato exclusivo, o Turnix fornece uma equilibrada distribuição de pressão para se adequar a uma ampla variedade de ciclistas. Os novos modelos Turnix estão disponíveis em modo Performance ou Team – com a reentrância anatómica ou com o desenho tradicional “fechado”. Todos os selins Turnix apresentam uma base reforçada de carbono moldado (larguras de 132, 142 e 152 milímetros) e acolchoamento de poliuretano. A diferença entre os modelos Performance e Team é nos carris,podendo estes ser em carbono ou aço inoxidável. Selim Griffon Foi desenvolvido para os ciclistas menos flexíveis e que preferem uma posição mais vertical na bicicleta. Permite mais liberdade de posição no selim, mas mantendo o nível deconforto esperado. Ambos os selins Griffon Performance e Team apresentam uma reentrância anatómica e estão disponíveis em larguras de 142 e 152mm com uma base reforçada com carbono moldado e acolchoamento de poliuretano leve. A diferença entre os modelos Performance e Team é nos carris, podendo estes ser em carbono ou aço inoxidável. Selim Stealth Sport Completa as novidades de selins da PRO. O selim Stealth Sport ostenta o design de “nariz” curto e uma ampla reentrância anatómica (tal como a restante gama Stealth), mas é colocado em carris de CRMO. Embora isso possa adicionar algumas gramas de peso extra, reduz significativamente o custo do modelo Sport em comparação com o PRO Stealth, que é suportado por carris de aço inoxidável, ou o PRO Stealth Carbon que é suportado por carris de carbono. De acordo com a PRO, o selim PRO Stealth Sport ainda possui uma base reforçada com carbono, garantindo uma transferência de potência eficiente do ciclista para a bicicleta. Novas hastes de guiador de estrada PRO Vibe e PLT Juntamente com os novos selins de estrada, a PRO lança também no mercado as hastes Vibe Aero Alloy Pursuit, Vibe Aero Alloy e PLT Ergo Carbon handlebars. Haste Vibe Aero Alloy De liga leve combina aerodinâmica e integração de cabos Di2 com o mesmo design do famoso PRO Vibe Carbon, tendo uma maior durabilidade e um preço mais acessível por ser de aço. Haste PRO Vibe Aero Alloy Pursuit É mais direccionada para os ciclistas profissionais. É ainda mais aerodinâmica que a haste Vibe Aero Alloy, permite a integração de cabos Di2 e outros, tem um design compacto para as quedas e um alargamento de 10 graus. PRO PLT Carbon Ergo - opção para os ciclistas mais preocupados com o peso Construída em carbono e com um design ergonómico torna-se leve e confortável. O conforto é garantido por uma superfície grande e ergonómica com uma curvatura compacta. Está disponível em seis larguras diferentes (36 a 46 centímetros), optimizada para os tamanhos diferentes de ciclista. O tamanho de alcance, curvatura e topo da haste PLT Carbon Ergo, tornam esta perfeita para ser seleccionada em função das dimensões do ciclista, nomeadamente altura, largura de ombros e tamanho dos braços Novas hastes de Gravel Os ciclistas de Gravel têm agora mais duas opções : a haste LT Gravel Alloy e a haste Discover Alloy 20. As diferenças de tamanho são as principais características da haste LT Gravel Alloy. Está disponível em opções de 40, 42, 44 e 46 centímetros, fazendo com que esta seja utilizada por ciclistas de diferentesestaturas. São construídas em aço durável, mas leve, e possuem um alargamento de 10 graus, tornando - as ideais para o gravel e os seus desafios. A curvatura compacta melhora o controlo em terrenos mais acidentados, tornando mais fácil mudar a posição das mãos. A haste Discover Alloy 20 tem um alargamento mais dramático (20 graus) para os ciclistas que gostam de ir ao limite. É construída em aço de liga leve e está disponível em 3 tamanhos (40, 42 e 44 centímetros), permitindo também a incorporação de cabos internos. Novas malas de viagem para Gravel A gama Discover da PRO não se limita a hastes de guiador, espigões de selim ou mesmo os próprios selins, mas também incorpora malas para “bikepacking”. Bolsa Discover Team Top Tube Tem 700ml de capacidade, pesa 83 gramas e é perfeita para guardar os essenciais (telemóvel, barras energéticas, carteira, etc… Bolsa Discover Team Frame Tem 5.5L de capacidade, pesa 135 gramas e prende-se ao quadro da bicicleta. Bolsa Discover Team Seatpost É a bolsa maior e prende-se ao selim e espigão. Tem uma capacidade de 10L e pesa apenas 201 gramas. Nova adição à gama Discover, a Discover Small handlebar É construída com materiais mais pesados, mas oferece a mesma versatilidade das restantes. Tem dois compartimentos para organização e é completamente à prova de Água. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Para saber mais acerca dos novos produtos PRO, visita o site www.pro-bikegear.com ou o importador da marca em Portugal www.scvouga.pt ### Taça do Mundo de XCO Nove Mesto (C1) - Classificações Decorreu a primeira corrida da Taça do Mundo de XCO em Nove Mesto, Rep. Checa, deixamos o TOP 30 das corridas de elite masculina e feminina. Simon AndreassenLoana Lecomte Os Portugueses: David RosaRaquel Queirós David Rosa - 68.º na corrida elite masculinaRaquel Queirós - 8.ª na corrida sub-23 TOP 10 corrida elite masculina TOP 10 corrida elite feminina Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2020 - Resumo etapa 4 Joni Brandão (Efapel) venceu a quarta etapa da Volta a Portugal 2020, numa ligação de 148 quilómetros entre a Guarda e a Torre. Joni Brandão vence etapa da Torre. Amaro Antunes segurou com autoridade a Camisola Amarela da Volta a Portugal 2020, com ajuda sólida da sua equipa, onde João Rodrigues e Gustavo Veloso estiveram em destaque na ascensão à Torre. Amaro Antunes segura a liderança da prova. A subida de 20,2 quilómetros, entre a Covilhã e a Torre, foi palco de múltiplos ataques da Efapel e Rádio Popular Boavista, através de António Carvalho, Joni Brandão (Efapel), Luís Fernandes e João Benta (Rádio Popupar Boavista), mas João Rodrigues respondeu a praticamente tudo, e quando "acabou" João Rodrigues, houve César Veloso. No quilómetro final, onde o vento forte, o frio e o nevoeiro marcaram a etapa, foi a ultima ofensiva de Joni Brandão que decidiu a etapa, sem no entanto ganhar muito tempo para os homens que ocupam o topo da classificação geral, Frederico Figueiredo, Amaro Antunes e Gustavo César Veloso. Vídeo do final da etapa Classificações após etapa 4 Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2020 - Resumo etapa 3 Na etapa 3 da Volta a Portugal 2020 a vitória foi conseguida por um dos homens da fuga, Oier Lazkano (Caja Rural-Seguros RGA). Oier Lazkano (Caja Rural-Seguros RGA) conseguiu resistir à perseguição do pelotão. A fuga inicial era composta por 7 ciclistas, que por volta do km. 109 conseguira sair do pelotão, eram eles: Willem Smit e Ángel Madrazo (Burgos-BH), Oier Lazkano (Caja Rural-Seguros RGA), Venceslau Fernandes (Kelly-Simoldes-UDO), Hugo Nunes, Daniel Silva e David Rodrigues (Rádio Popular-Boavista). Ao km. 130 o espanhol destacou-se e partiu numa aventura em solitário que inicialmente parecia não surtir efeito, mas o ciclista da Caja Rural-Seguros RGA foi um guerreiro e acabou por conseguir vencer a etapa isolado. É a sua primeira vitória como profissional. Vídeo do final da etapa Classificações após a etapa 3 Amanhã mais uma etapa decisiva para a classificação geral, a mítica etapa da Torre, com a ascensão pela Covilhã. Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Specialized Chisel A nova Specialized Chisel continua fiel às suas raízes, esta nova Chisel é uma máquina de XC, desenhada com tudo o que a marca aprendeu em 40 anos de provas de XC. É a bicicleta de XC de alumínio da marca americana, tenta oferecer a geometria e desempenho para quem se inicia nesta vertente. Quer seja a primeira bicicleta de montanha, o novo brinquedo de um jovem ciclista, ou apenas a bicicleta de alguém que procura velocidade que seja fácil na carteira, a nova Chisel não é apenas direcionada para as provas de XC. De acordo com a marca, utilizando a tecnologia D’Aluisio Smartweld (DSW) e a liga premium M5, alcançaram o nível do carbono de baixo peso num conjunto pronto para pedalar com toda a transferência de potência, cortar as curvas com precisão absoluta, manter a linha quando as coisas ficam turbulentas e complacência para atingir mais velocidade com menos fadiga. A Specialized também dotou esta linda máquina com características modernas premium, como roteamento interno de cabos para um visual limpo e proteção extra. A Chisel Comp e Base têm versões 1X, forqueta RockShox Judy de 100mm, e pinturas fazendo lembrar os modelos de carbono de gamas superiores. Para os que tiverem vontade de fazer uma montagem da Chisel também está disponível só o quadro para venda. Mais informações e pormenores sobre a Specialized Chisel aqui em www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Aurum Bikes - A marca de bicicletas de Alberto Contador e Ivan Basso Pouco depois de se retirar do ciclismo profissional, Alberto Contador lançou-se no projeto da sua marca de bicicletas, juntamente com Ivan Basso (que curiosamente já tem a sua marca). Após dois anos de estudos, desenvolvimento e testes a Aurum Bikes foi apresentada ao mundo. AURUM significa ouro; é o material dos vencedores, a medalha e o lugar mais preciosos no pódio, refletindo o desejo apaixonado de Contador e Basso polo sucesso. A Aurum Magma (primeiro e único modelo da Aurum Bikes) estará disponível em 6 tamanhos (50, 52, 54, 56, 58 e 61 cm) e dois acabamentos, somente o quadro ou bicicleta completa com grupo, rodas e acabamentos de gama alta. De acordo com a Aurum Bikes, cada tamanho de quadro tem formas e dimensões de tubos exclusivas, numa tentativa de manter a mesma sensação e manuseio em toda a linha. Este ajuste vai além do triângulo frontal: cada tamanho de quadro tem um triângulo traseiro de uma peça exclusiva. A largura máxima de pneu suportada é de 30 mm. A geometria da Aurum Magma não se afasta muito dos números das bicicletas de estrada clássicas. Os números da magma em tamanho 54 cm são similares, por exemplo, aos de um quadro Specialized Tarmac SL7 de 54 cm. Ou seja, não é uma geometria arrojada e moderna, mas sim uma geometria clássica "racing". A bicicleta completa terá 3 modelos premium, equipados com grupo SRAM Red AXS ou Shimano Dura-Ace Di2, rodas Zipp, Enve ou Lightweight. Os tubos de travão são direcionados para a testa do quadro, e posteriormente pelo interior da forqueta e quadro. Os cabos dos grupos eletrónicos passam pelo interior. O roteamento das espirais e cabos pelo interior, com entrada na testa do quadro melhora a componente aerodinâmica, e segundo a marca não o fizeram também pelo interior do avanço porque facilita manutenção, assim como a troca e escolha de avanços e guiadores. (Um sistema parecido ao da Cannondale, por exemplo). No caso de ser equipada com grupos mecânicos, a entrada dos cabos é feita na parte superior do tubo diagonal, sendo a partir daqui o roteamento das espirais pelo interior do quadro. O quadro e a forqueta AURUM Magma vêm completos e com uma garantia de dois anos para ciclismo indoor e outdoor - que é estendida para garantia vitalícia quando se faz o registro do quadro. Modelos disponíveis Aurum Magma Enve Pedaleiro: Shimano Dura-Ace (52/36) Desviador traseiro: Shimano Dura-Ace Di2 Desviador dianteiro: Shimano Dura-Ace Di2 Cassete: Shimano Dura-Ace (11-30) Corrente: Shimano Dura-Ace Travões: Shimano R9170 Dura-Ace Avanço: Lightweight Bügelhalter Guiador: Lightweight Kompakbügel Espigão: Lightweight Leistungstråger Selim: Prologo Scratch M5 Nack Rodas: Lightweight Meilenstein Evo disc Pneus: Schwalbe Pro One Evo 25mm Preço: A partir de €9,799 Aurum Magma Lightweight Pedaleiro: Shimano Dura-Ace (52/36) Desviador traseiro: Shimano Dura-Ace Di2 Desviador dianteiro: Shimano Dura-Ace Di2 Cassete: Shimano Dura-Ace (11-30) Corrente: Shimano Dura-Ace Travões: Shimano R9170 Dura-Ace Avanço: Enve Road carbon Guiador: Enve Road carbon compact Espigão: Enve Carbon 20mm offset Selim: Prologo Scratch M5 Nack Rodas: Enve SeS 3.4 disc Pneus: Schwalbe Pro One Evo 25mm Preço: A partir de €9,799 Aurum Magma Zipp Pedaleiro: SRAM Red AXS power meter (48/35) Desviador traseiro: SRAM Red eTap AXS Desviador dianteiro: SRAM Red eTap AXS Cassete: SRAM Red XG-1290 (10-33) Corrente: SRAM Red 12-speed Travões: SRAM Red disc Avanço: Zipp SL speed Guiador: Zipp SL 70 Ergo Espigão: Zipp SL Speed 20mm offset Selim: Prologo Scratch M5 Nack Rodas: Zipp 303 NSW Tubeless disc Preço: A partir de €9,799 Só porque Alberto Contador e Ivan Basso foram ciclistas incríveis, isso significa que eles são bons designers de bicicletas? Alberto Contador e Ivan Basso criaram AURUM com base na sua experiência como ciclistas de alto nível, mas também reuniram uma equipa de profissionais experientes da indústria de bicicletas (designers, engenheiros e gestores de produto) para tornar seu sonho realidade. Usando a sua experiência para saber o que torna uma volta de bicicleta de corrida rápida, Contador e Basso conduziram o projeto AURUM, sempre com a assistência especializada da equipa AURUM que eles construíram, definindo a direção do estilo da marca e contribuindo para desenhar a geometria e as especificações do quadro. Quando os primeiros protótipos ficaram prontos, Contador e Basso passaram muitas horas na estrada a testar e a absorver várias sensações para ajustar o "layup" de carbono e encontrar o equilíbrio certo de rigidez e conforto para atender aos seus padrões exigentes. Site da marca: aurumbikes.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2020 - Resumo etapa 2 Ao segundo dia da Vota a Portugal 2020, surgiu a etapa mítica com final no alto da Sra. da Graça, sempre decisiva na história da Volta. A etapa foi marcada por um total domínio da equipa da W52 - FC Porto, que graças à enorme qualidade que tem nos vários ciclistas, pode colocar em prática estratégias que no final acabam por funcionar, muito provavelmente, como planeado. Destaque para um "Super Ricardo Mestre", que esteve a controlar a corrida grande parte do tempo, tendo no final levado o seu colega de equipa Amaro Antunes, até ao início da subida final deixando-lhe o caminho aberto para a vitória. Hoje Ricardo Mestre "destruiu" o pelotão. Ricardo Mestre não venceu a etapa, mas foi uma peça fundamental nesta vitória da W52 - Fc Porto. Destaque ainda para a inteligência e boa colocação do Frederico Figueiredo, que lhe permitiu ganhar tempo a muitos dos seus adversários, e embora não tenha conseguido a camisola amarela, ficou segundo da classificação geral no final do dia de hoje. Frederico Figueiredo confirma o momento de forma, é agora o segundo classificado da Volta a Portugal. Amaro Antunes provou hoje que voltou a Portugal com a plena capacidade e vontade de lutar pela Volta a Portugal 2020, é verdade que está numa equipa com várias soluções, mas parece ser o que mais condições reúne para levar a equipa da W52 - Fc Porto à vitória final. Amaro Antunes vence no alto da Sra. da Graça e é o novo Camisola Amrela da Volta a Portugal Vídeo resumo da etapa Classificações após a etapa 2 Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Flèche Wallone - constelação de estrelas para discutir a corrida No último dia de setembro, todos os fãs de ciclismo poderão assistir à Flèche Wallone, uma das mais importantes clássicas belgas. Inserida no calendário das ‘Clássicas das Ardenas’, trata-se de uma corrida de grande tradição discutida na região da Valónia, tendo a primeira edição sido realizada em 1936. A 85.ª edição da Flèche Wallone parte de Herve, às portas de Liège, e termina 202 quilómetros depois no mítico Mur de Huy. Antes da meta, os ciclistas terão de cumprir várias voltas a um circuito nos arredores da cidade, terminando com a duríssima subida ao Mur de Huy, também conhecida como o ‘Caminho das Capelas’, trata-se de uma rampa de 1300m com uma inclinação média de 9.3%, chegando a ter 26% na sua zona de máxima dificuldade. O pelotão 2020 O pelotão da Flèche Wallone 2020 apresenta-se muito forte com algumas das maiores estrelas mundiais do ciclismo. O esloveno Tadej Pogacar, que recentemente conquistou a Volta a França, é um dos pré-inscritos para a corrida e terá a companhia do português Rui Costa. Tadej PogacarRui Costa O colombiano Rigoberto Urám, Sérgio Higuita e Daniel Martinez da EF-Education First sãooutros dos nomes sonantes pré-inscritos, assim como o pentacampeão e máximo vencedor da Flèche Wallone, o vencedor da Vuelta a España 2009 Alejandro Valverde. Alejandro Valverde é o máximo vencedor da prova com 5 vitórias. A grande ausência será Julian Alaphilippe, vencedor das duas últimas edições desta clássica belga e recém-coroado campeão do mundo de estrada, mas Richie Porte, Michal Kwiatkowsk ou Primoz Roglic são mais alguns dos nomes fortes que abrilhantam a lista de ciclistas para a Flèche Wallone deste ano. Transmissão A Flèche Wallone pode ser vista em direto no Eurosport 2, no próximo dia 30 de setembro, a partir das 14:00h e terá os comentários de Paulo Martins e Frederico Bártolo. Mais ciclismo esta semana Para além da Flèche Wallone, poderás acompanhar também outra grande corrida belga de 29 de setembro a 3 de outubro, através do Eurosport 2 que transmite a 16.ª edição da BinckBank Tour, a antiga Volta ao Benelux. Os comentários ficam a cargo de Paulo Martins e Gonçalo Moreira. Dias e horários das transmissões Flèche Wallonne 30 de setembro – Eurosport 2 – 14:00h – 15:45h  BinkBank Tour 29 de setembro – Eurosport 2 – 14:00h – 15:45h  30 de setembro – Eurosport 2 – 15:45h – 16:45h  1 de outubro – Eurosport 2 – 14:00h – 15:45h  2 de outubro – Eurosport 2 – 14:00h – 15:45h  3 de outubro – Eurosport 2 – 17:00h – 18:00h (em diferido) Consulta a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2020 - Resumo etapa 1 Na primeira etapa da Volta a Portugal 2020 um dos ciclistas em destaque foi Marvin Scheulen da equipa L.A. ALUMINIOS/L.A. SPORT, ao protagonizar a fuga do dia em solitário, desde o km. 1 da etapa, sendo só alcançado a 13km's do fim. Marvin Scheulen, equipa L.A. ALUMINIOS/L.A. SPORT No final, grande vitória para Luís Gomes (KELLY/SIMOLDES/UDO) que teve uma capacidade de colocação fantástica, bem como a capacidade física para atacar a mais de 150mts. do final sem deixar que ninguém lhe roubasse a vitória da etapa 1. Luís Gomes (KELLY/SIMOLDES/UDO) foi o mais forte no final da etapa 1 da Volta a Portugal 2020 Vídeo do último quilómetro da etapa Classificações após etapa 1 Perfil da etapa de amanhã Amanhã, etapa com o final mítico no alto da Sra. da Graça Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon Ultimate com novas cores para 2021 A marca alemã continua a depositar confiança no actual modelo da sua bicicleta escaladora e como tal, a Canyon Ultimate terá novas cores para 2021. Canyon ultimate cf-sl 8 disc ltd A Canyon defende que o desempenho não conta só para ciclistas profissionais como Alejandro Valverde, Kasia Niewiadoma, Nairo Quintana, ou Lourdes Oyarbide. As suas vitórias podem estar no primeiro plano, mas isso não significa que eles mereçam mais. Canyon Ultimate cf sl 8 disc rcc Independentemente do nível, todo o ciclista persegue a sua vitória e exige desempenho, isto é o que une todos os entusiastas do ciclismo que têm em comum essa ambição de se desafiar e chegar ao limite, de conseguir o seu melhor. Para os ciclistas de estrada que só esperam dar o seu melhor e conseguir o máximo desempenho da bicicleta, para os que os KOM, QOM e PR são mais que apenas letras, a Canyon acredita que esta Ultimate representa a resposta da Canyon para uma importante decisão: unir leveza, rigidez e conforto num nível em que os profissionais e amadores de todo o planeta possam confiar nesta bicicleta para a sua caça de objectivos pessoais e triunfos. Canyon ultimate cf sl 8 aero disc Para 2021, a Ultimate está de volta com todos os seus pontos fortes já testados e provados, mas com um look novo: depois do bem-sucedido lançamento dos modelos Canyon Factory Racing (CFR), a UltimateCF SL, CF SL Disc, e CF SLX Disc foram lançadas no dia 22 de Setembro. Os agora recém-chegados ao mundo das subidas poderão desfrutar da Ultimate com a CF SL 7, que oferece travões de pinça e um grupo mecânico Shimano 105 por 1.699,00 €. Canyon ultimate cf sl 7 A ampla gama de modelos com travões de disco começa na Ultimate CF SL 7 Disc e no modelo específico para mulher Ultimate CF SL 7 WMN Disc por 2.199,00 €, ambos com componentes Shimano 105 também. Canyon Ultimate CF SL 7 Disc Com só 820 gramas (tamanho M), o quadro SLX está disponível com várias configurações, desde os 4.999,00 € (CF SLX 8 Disc eTap) até aos 7.199,00 € (CF SLX 9Disc eTap). Canyon Ultimate CF SLX 9Disc eTap Com Light Blue, True Grey, Rainbow White, e Non Blue, a temporada 2021 traz uma nova gama de cores impressionantes com o clássico estilo que caracteriza a Ultimate. Canyon ultimate cf slx 9 di2 disc Os fãs poderão desfrutar, também, do popular e clássico desenho Stealth. Todos os modelos unissexo e WMN da Ultimate CF estarão disponíveis em canyon.com a desde o dia 22 de Setembro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Diogo Narciso sobe ao pódio em Espanha Diogo Narciso (Sicasal - Miticar - Torres Vedras) conquistou o 1º lugar da classificação dos “sprints especiais” na Volta à província de Alicante, competição realizada nesta região espanhola entre sexta-feira e domingo. O mais jovem ciclista da equipa Sicasal - Miticar - Torres Vedras, à imagem do que já havia sucedido no Troféu Joaquim Agostinho, foi o primeiro grande protagonista da prova ao vencer a primeira meta intermédia do dia. Repetiu depois o feito ao quilometro 105 na sequência do envolvimento numa fuga que viajou na dianteira durante os três últimos terços da etapa. Nos últimos 4 km e com os 6 pontos alcançados que lhe garantiam o objetivo de subir ao pódio para vestir a camisola azul, Narciso abrandou o ritmo, cruzando a meta na 26ª posição de uma 1ª etapa que deixou marca na maioria dos atletas.  Dos 134 atletas que alinharam à partida da competição, apenas 66 concluíram o desafio. Sensível ao esforço logístico e financeiro das equipas, a organização deliberou que todos podiam voltar a competir no dia seguinte, embora não contabilizassem para a classificação geral. Para o final da tarde de sábado estava definida uma crono-escalada no município de Busot correspondente à segunda etapa. Diogo Narciso voltou a cotar-se como melhor elemento da equipa de Torres Vedras ao ser o 7º mais rápido, percorrendo os 2,3 km da subida em 3 minutos e 31 segundos. Diogo Narciso concluiu o evento no topo da classificação dos sprints especiais e na 24ª posição da geral. Para subir ao pódio final da competição e envergar “camisola azul”, símbolo de vencedor da classificação dos “sprints especiais”, Narciso precisava apenas de controlar os adversários nas duas metas intermédias da 3ª etapa. Alcançar o objetivo foi tudo menos fácil Com a vitória na primeira meta de um atleta neutro para a classificação, a camisola estava garantida, mas para isso Diogo tinha de chegar à meta instalada em San Vicent del Raspeig. A cerca de 50 km do objetivo, o atleta gondomarense sofre uma aparatosa queda na descida que sucede à contagem de montanha de 1ª categoria em Xorret del Catí e só depois de muito esforço e com a preciosa ajuda do Tiago Leal, conseguiu recolar ao pelotão. Cerca de 30 km depois, é uma questão mecânica que força nova paragem e o obriga à troca de bicicleta. Depois de muito sofrimento, volta a colar-se ao grupo e termina a etapa na 18ª posição.  Diogo Narciso concluiu o evento no topo da classificação dos sprints especiais e na 24ª posição da geral. Fonte: Comunicado de imprensa da equipa Fotografia: Organização Vuelta Ciclista a Alicante Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de XCO Disputou-se ontem (Domingo) o Campeonato Nacional de XCO (Cross-Country Olímpico) em Tamengos, Anadia. Na prova de elite masculina, Roberto Ferreira impôs-se diante de José Dias (DMT Racing Team), que gastou mais 29 segundos e de David Rosa, que ficou a 1m54s. Os três completaram o pódio do Campeonato Nacional de XCO 2020. Fotografia: Jorge Almeida A superioridade de Raquel Queirós foi evidente entre as femininas, com a corredora da formação vilacondense a terminar 6m26s mais cedo do que Ilda Pereira (Casa Myzé Team). Joana Monteiro (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) fechou o pódio, a 8m46s. Fotografia: Jorge Almeida Filipe Francisco (BTT Loulé/Elevis) e Marta Branco sagraram-se campeões nacionais de sub-23. Em juniores impuseram-se João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e Ana Santos (Patocycles/Eyres by Shamir). Os melhores cadetes foram Daniel Lima (BTT Loulé/Elevis) e Mariana Líbano (Maiatos). Nas categorias de veteranos as vitórias pertenceram aos masters 30 André Filipe (CPR A-do-Barbas/Akiplas/PVS) e Nádia Mendes (Clube BTT de Águeda/Fundiven), aos masters 40 Rogério Matos (Rompe Trilhos/e Raquel Marques (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), aos masters 50 António Sousa e Natália Mendes (Freebike Shop/Bike Clube S. Brás) e ao master 60 Luís Tomé (Korpo Activo/Penacova). Tiago Craveiro foi o melhor paraciclista, enquanto o título coletivo viajou na bagagem do BTT Loulé/Elevis). Pedro Cândido (Movefree/ONfm/CM Torres Vedras) foi o melhor dos dois participantes na corrida de bicicletas de assistência elétrica, disputada no sábado. Classificações completas aqui. Fonte e texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2020 - Resumo do prólogo Gustavo Veloso (W52-FC Porto) venceu o o prólogo de 7 quilómetros. em Fafe, no Primeiro dia da Volta a Portugal, partindo na primeira etapa como líder da classificação geral. O corredor portista, o mais velho da competição, com 40 anos, concluiu o exercício individual em 9m39s, graças a uma corrida à média de 43,523 km/h. “É a minha décima primeira Volta. Já tinha três segundos lugares em prólogos. Desta vez estive quase para fazer segundo de novo, mas, felizmente, consegui vencer. A idade é apenas um número, o que conta é a determinação, o trabalho e acreditar em nós próprios. A pandemia prejudicou todos os atletas, mas chegámos todos praticamente nas mesmas condições. A corrida acaba de começar e faltam os dias duros para definir a classificação geral”,afirmou Gustavo César Veloso, após o esforço. A vitória foi conseguida por uma margem de apenas um segundo para os dois corredores mais próximos, Rafael Reis (Feirense), segundo, e Daniel Mestre (W52-FC Porto), terceiro. Rafael Reis ficou (Feirense) - Ficou a 1 seg. da Camisola Amarela. O traçado deste prólogo dividia-se em duas metades, uma fase mais técnica, com descidas, no início, e um troço final fisicamente mais exigente, com subida e empedrado. Estes ingredientes permitiram uma classificação em que se misturaram, nos lugares cimeiros, contrarrelogistas puros, sprinters e homens que pretendem ser protagonistas na luta pela Camisola Amarela Jogos Santa Casa. Para já, a geral da Volta a Portugal 2020 fica ordenada exatamente da mesma forma que o prólogo. Gustavo César Veloso é também um ciclista a ter em conta para a classificação geral e ganhou tempo a toda a concorrência. Entre os candidatos à camisola amarela, nota para os bons desempenhos da dupla da Efapel António Carvalho, quinto, a 6 segundos, e Joni Brandão, sexto, 7 segundos. João Rodrigues (W52-FC Porto) foi oitavo, a 8 segundos, e Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano) fechou o top 10, a 12 segundos. Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), 22.º, a 23 segundos, foi um pouco mais penalizado, numa prova em que não é especialista. A primeira etapa em linha, a mais longa da competição, disputa-se nesta segunda-feira. O pelotão vai enfrentar 180 quilómetros, entre Montalegre e o alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo. A meta coincide com um prémio de montanha de terceira categoria. Classificações após o Prólogo Restantes classificações aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Excerpt: Gustavo Veloso (W52-FC Porto) venceu o o prólogo de 7 quilómetros. em Fafe, no Primeiro dia da Volta a Portugal. ### Novos componentes Roval Alpinist - Leveza e Design A Specialized, atravéz da sua marca de componentes Roval, lançou os componentes Alpinist, para estrada. Os novos componentes Roval Alpinist aliam a leveza dos componentes de gama alta, ao design que confere um estilo minimalista e "clean" nas bicicletas. De acordo com informação da marca estes  incorporam a tecnologia mais avançada em laminado e processo de construção em carbono que alguma vez desenvolveram.   Os novos componentes da marca americana são  conjunto guiador-avanço (cockpit), de uma única peça, pesa 256g. (100mm x 420mm), que segundo informação da marca é um peso mais de 100g. inferior ao da concorrência. Está disponível em dez medidas distintas, com um ângulo de avanço de 6º e diâmetro de 31.8. O espigão de selim Roval Alpinist é para todos aqueles que querem um espigão com apenas 136g. (27.2mm x 300mm), elegante, fiável e com máxima capacidade de ajuste. Disponível em dois comprimentos.  Podes ver todos os pormenores técnicos e mais informações no site da marca www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança uma Diverge Campagnolo Ekar 1x13 Aproveitando o lançamento do novo grupo específico para Gravel da Campagnolo, a Specialized lança uma Diverge Campagnolo Ekar 1x13. É uma edição limitada da família Diverge, uma expansão da linha, dando aos ciclistas mais opção de escolha ao decidir qual a Diverge que atende às suas necessidades. É também uma edição especial porque é das primeiras bicicletas globalmente a destacar a nova transmissão da Campagnolo Ekar 1x do famoso fabricante de componentes italiano. A Specialized e a Campagnolo têm uma parceria de longa data e como tal fizeram uma parceria de lançamento do Ekar. Esta montagem da Diverge é limitada a apenas 100 bicicletas em mercados seleccionados e será certamente um sucesso com os seus ciclistas. Esta Edição-Limitada Campagnolo Ekar utiliza tudo o que há de melhor na Diverge, com uma transmissão de alta performance totalmente nova. Esta é a primeira incursão da Campagnolo no mundo 1x. Ekar leva o nome das estradas irregulares ao redor do cume da montanha Cima Ekar, localizada perto da cidade de Asiago, Itália. Os componentes incluem os novos manípulos Lever 3 que prometem uma troca de mudanças fácil e confiável. A Campagnolo apresenta a troca rápida de 3 mudanças com o Ultra-Shift, um estilo de mudanças exclusivo da Campy. A pintura desta edição especial é Marron/ Red Ghost Pearl Gloss/Black Tint, lindíssima e enquadrada nesta vertente do ciclismo. Podes ver todos os pormenores técnicos e mais informações no site da marca www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 4 portugueses nos Mundiais de Ciclismo de Estrada Ainda agora acabou o Tour de França e já temos aí os mundiais. Os 4 portugueses nos mundiais de ciclismo de estrada serão os ciclistas Rui Costa, Rúben Guerreiro, Nélson Oliveira e Ivo Oliveira. Rui Costa Nelson OliveiraRúben GuerreiroIvo Oliveira Depois de um campeonato da Europa onde a selecção nacional teve um excelente desempenho como equipa, é este o conjunto escolhido por José Poeira para representar Portugal nos Mundiais de Ciclismo de Estrada, que se realizam entre 24 e 27 de Setembro, em Imola, Itália. Fotografia: Tim de Waele/Getty Images - Eurosport Este ano, a pandemia de COVID-19 obrigou a organização à alteração do local de competição (inicialmente marcado para Aigle-Martigny, na Suíça), assim como do programa de corridas. Os Mundiais contam apenas com as provas na categoria de elite e o palco das corridas vai ser o Autódromo Enzo e Dino Ferrari. Percursos O contrarrelógio discute-se num traçado de 31,7 quilómetros, praticamente plano, com um acumulado de subida que não passa dos 200 metros. Já a prova de fundo vai ser integralmente discutida em circuito, algo que não acontecia desde Ponferrada, Espanha, em 2014. O pelotão vai ter de cumprir 9 voltas a um circuito de 28,7 quilómetros, totalizando assim 258,2 quilómetros até à meta. Transmissão O Eurosport vai acompanhar toda a acção desta competição com a transmissão das corridas em directo, tanto do sector masculino como do sector feminino, onde poderás acompanhar o desempenho dos 4 portugueses nos Mundiais de Ciclismo. Os dois primeiros dias de competição estão reservados para as provas de contrarrelógio, nos seguintes horários: Quinta-feira - (Eurosport 1 – 13:35h) - prova individual feminina Sexta-feira - (Eurosport 1 – 13:25h) - realiza-se a prova individual masculina , na qual entram em acção os ciclistas Nélson Oliveira e Ivo Oliveira. Após o contrarrelógio, será a vez das provas de fundo, nos seguintes horários: Sábado - (Eurosport 1 – 11:30h) transmissão da prova de fundo feminina. Domingo - (Eurosport 2 - entre as 8:40h e as 15:50h), será o último dia de competição, temos o quarteto luso Rui Costa (Campeão do Mundo em 2013), Rúben Guerreiro, Nélson Oliveira e Ivo Oliveira a pedalar na prova de fundo em busca de um bom resultado. Transmissão especial que conta com a equipa de comentadores de ciclismo Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici, Gonçalo Ferreira e Frederico Bártolo. Consulta a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Fonte: Comunicado de imprensa Eurosport Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo etapa 14 A Sunweb está a revelar-se uma equipa "mortífera" neste tipo de etapas e hoje no Tour de França alcançou a segunda vitória na prova, desta feita com Soren Kragh Andersen, mais uma vez com um trabalho de equipa excelente. Soren Kragh Andersen corta a meta isoladodepois de um trabalho soberbo da Sunweb Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=DqXTrMuHIgw TOP 10 final da etapa PlaceRider (Country) TeamResult1Søren Kragh Andersen (Den) Team Sunweb04:28:102Luka Mezgec (Slo) Mitchelton-Scott00:00:153Simone Consonni (Ita) Cofidis00:00:154Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe00:00:155Casper Phillip Pedersen (Den) Team Sunweb00:00:156Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo00:00:157Matteo Trentin (Ita) CCC Team00:00:158Oliver Naesen (Bel) AG2R la Mondiale00:00:159Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain McLaren00:00:1510Marc Hirschi (Swi) Team Sunweb00:00:15 TOP 10 classificação geral após etapa 14 PlaceRider (Country) TeamResult1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma61:03:002Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:443Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:594Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling00:01:105Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:01:126Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:01:317Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott00:01:428Mikel Landa Meana (Spa) Bahrain McLaren00:01:559Richie Porte (Aus) Trek-Segafredo00:02:0610Enric Mas Nicolau (Spa) Movistar Team00:02:54 Restantes classificações aqui. Perfil da etapa de amanhã (etapa 15) Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Luxemburgo com W52-FC Porto inscrita e transmissão no Eurosport Volta ao Luxemburgo com W52-FC Porto e oito portugueses inscritos, a prova realiza-se de 15 a 19 de Setembro e poderás acompanhar o desempenho dos portugueses no Eurosport. Photo by Justin Setterfield/Getty Images - Eurosport Os portugueses em prova Amaro Antunes, Samuel Caldeira, Edgar Pinto, Daniel Mestre, Ricardo Mestre e João Rodrigues (W52 – FC Porto), e os irmãos Ivo Oliveira e Rui Oliveira (UAE – Team Emirates), são os ciclistas portugueses na lista de pré-inscritos. Na próxima semana arranca mais uma edição da Volta ao Luxemburgo em bicicleta, também conhecida como Skoda Tour de Luxembourg. De 15 a 19 de setembro, o Eurosport emite esta prova de estrada da categoria ProSeries da UCI, o segundo escalão mais importante da modalidade, discutida ao longo de cinco etapas. Entre as equipas que marcam presença, a volta ao Luxemburgo com W52-FC Porto que se apresenta com um lote de seis corredores portugueses: Amaro Antunes, Samuel Caldeira, Edgar Pinto, Daniel Mestre, Ricardo Mestre e João Antunes. Depois da estreia em 2019, a equipa portista renova a experiência. De ressalvar ainda a presença em estrada de outros dois atletas portugueses, os irmãos Ivo Oliveira e Rui Oliveira, da UAE – Team Emirates. Rui e Ivo Oliveira São assim oito os ciclistas lusos na lista de pré-inscritos para a corrida, que inclui ainda outros nomes de peso internacionais como John Degenkolb, Diego Ulissi, Arnaud Démare, Tony Gallopin, Tim Wellens, Jan Bakelants, Grega Bole, Danny Van Poppel, Mauro Finetto ou Baptiste Planckaert. A prova serve igualmente de preparação para alguns atletas que competem nos Mundiais de Ciclismo de Estrada que decorrem em Imola, Itália, entre os dias 24 e 27 de setembro, e que o Eurosport transmite também.  Com uma longa tradição, a Volta ao Luxemburgo conheceu muitos campeões sendo o primeiro e mais vitorioso, o homem da casa Mathias Clemens, com cinco títulos. O mais recente é o espanhol Jejús Herrada. Horários da transmissão Poderemos acompanhar o desempenho dos atletas portugueses na Volta ao Luxemburgo no Eurosport, logo após a transmissão da Volta a França, entre os dias 15 e 19 de Setembro. Os comentários ficam a cargo de Gonçalo Moreira. Terça-feira, 15 de setembro, Eurosport 1 – 16:50h (em diferido) 1.ª etapa – Luxemburgo – Luxemburgo – 133 km Quarta-feira, 16 de setembro, Eurosport 1 – 16:35h (em diferido) 2.ª etapa – Remich – Hesperange – 164 km Quinta-feira, 17 de setembro, Eurosport 1 – 16:45h (em diferido) 3.ª etapa – Rosport – Schifflange – 150 km Sexta-feira, 18 de setembro, Eurosport 1 – 16:55h (em diferido) 4.ª etapa – Rodange – Differdang – 219 km Sábado, 19 de setembro, Eurosport 2 – 17:25h (em diferido) 5.ª etapa – Mersch – Luxemburgo – 187 km Podes ver a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A gama de lubrificantes e limpeza Peaty's chegam a Portugal Basta ouvir o nome da marca para que esta fique logo no ouvido daqueles que são amantes do Downhill, é a marca do lendário piloto Steve Peat, os lubrificantes e limpeza Peaty's chegam a Portugal. A partir dos trilhos escorregadios de Sheffield no Reino Unido a PEATY’S apresenta uma linha de alta performance de produtos para limpeza, protecção e manutenção que prometem ajudar a reduzir o tempo com minúcias e assim poderes passar mais tempo a tirar partido da tua bicicleta. Experiência não falta a Steve Peat, e os seus produtos foram desenvolvidos com base em décadas de experiência no terreno, combinadas com uma equipa de atletas, mecânicos, cientistas, designers e engenheiros. O objectivo da Peatys é produzir produtos de limpeza e manutenção de elevada performance, sempre agregados a um elevado compromisso de consciência ambiental. A marca diz ser esta a sua missão. A sustentabilidade é uma demanda global que se tornou uma preocupação para a Peaty’s, isto significa optimizar ao máximo desde o design da embalagem, à base do composto químico, logística e como o produto seráreutilizado ou reciclado quando chegar ao seu fim de vida. A marca abrange uma gama de produtos que cobrem a limpeza, protecção e lubrificação e outros artigos variados, destacando-se o liquido selante "Trail Pouch", a espuma de limpeza "Loam Foam" ou lubrificante "Link Lube". Steve Peat co-fundador e director da Peaty’s comentou: “Estamos muito satisfeitos pela parceria com a SCVouga e por distribuírem os nossos produtos em Portugal! Tenho muitas histórias de corridas em Portugal, por exemplo de todas as vezes que ganhei o Lisboa DownTown! Também sei que Portugal tem locais espectaculares para andar de bicicleta e é muito bom saber que vamos ter os nossos produtos disponíveis para todos neste mercado, através da Vouga. Estou ansioso por encontrar-vos a todos em Outubro na Lousã para a prova da Taça doMundo DH! “Steve Peat Os produtos da marca Peaty's chegam para agitar a nosso mercado nacional no fim de Setembro de 2020, através da Sociedade Comercial do Vouga que será o distribuidor exclusivo para Portugal. Mais detalhes sobre a marca podem ser encontrados em: Gama Peaty's Mais informações através do distribuidor oficial: www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo etapa 13 Hoje no Tour de França era um dia onde os favoritos poderiam voltar a testar-se entre si e foi o que aconteceu, mas antes disso aconteceu uma grande exibição de Daniel Martinez (EF - Education First), que venceu a etapa num final onde estava teoricamente em desvantagem perante dois ciclistas da Bora - Hansgrohe ( Lennard Kämna e Maximilian Schachmann ). No grupo dos favoritos à classificação geral quem abriu as hostilidades a 2 km's do fim foi, como sempre Tadej Pogachar, que levou consigo Primoz Roglic, trabalharam em conjunto para tentar distanciar os adversários e conseguiram. No final da etapa, Roglic ficou "mais primeiro" e Tadej Pogachar salta para 2.º da classificação geral. A partir de agora veremos como continua a "amizade" entre os dois eslovenos. O cenário é difícil para Bernal mas o Tour não está perdido, nas grandes voltas a terceira semana é importante. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=uZ3btPRJ5Ik TOP 10 final da etapa Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Daniel Felipe Martinez Poveda (Col) EF Pro Cycling5:01:472Lennard Kämna (Ger) Bora-Hansgrohe0:00:043Maximilian Schachmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:00:514Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:01:335Pierre Rolland (Fra) B&B Hotels-Vital Concept0:01:426Nicolas Edet (Fra) Cofidis0:01:537Simon Geschke (Ger) CCC Team0:02:358Marc Soler (Spa) Movistar Team0:02:439Hugh Carthy (GBr) EF Pro Cycling0:03:1810David De la Cruz Melgarejo (Spa) UAE Team Emirates0:03:52 TOP 10 da classificação geral após a etapa 13 Pos.Ciclista (País) equipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma56:34:352Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates0:00:443Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers0:00:594Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling0:01:105Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic0:01:126Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team0:01:317Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:01:428Mikel Landa Meana (Spa) Bahrain McLaren0:01:559Richie Porte (Aus) Trek-Segafredo0:02:0610Enric Mas Nicolau (Spa) Movistar Team0:02:54 Restantes classificações aqui. Perfil da etapa de amanhã. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo etapa 12 Se existe equipa que merecia uma vitória de etapa neste Tour de França era esta, e se havia ciclista que merecia essa vitória era este. Marc Hirschi (Team Sunweb), lembram-se dele? Fez uma etapa soberba no dia em que Tadej Pogachar venceu (etapa 9), estando em fuga grande parte da etapa e ainda discutindo a etapa no final ao sprint, ficou segundo. Hoje foi o seu dia, um dia em que mais uma vez a equipa Sunweb esteve muito bem no seu conjunto, e no final o suíço de 22 anos conseguiu concretizar a vitória de etapa que a equipa perseguia há vários dias. Olhos neste ciclista, já foi campeão do mundo de estrada sub-23 em 2018, campeão da Europa sub-23 de contrarrelógio no mesmo ano, vence uma etapa no Tour de França aos 22 anos e vamos ver se fica por aqui até ao final da prova. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=kApckfm8AqI Top 10 final da etapa Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Marc Hirschi (Swi) Team Sunweb05:08:492Pierre Rolland (Fra) B&B Hotels-Vital Concept00:00:473Søren Kragh Andersen (Den) Team Sunweb00:00:524Quentin Pacher (Fra) B&B Hotels-Vital Concept00:00:525Jesus Herrada (Spa) Cofidis00:00:526Maximilian Schachmann (Ger) Bora-Hansgrohe00:00:527Hugo Houle (Can) Astana Pro Team00:00:528Sébastien Reichenbach (Swi) Groupama-FDJ00:00:529Kenny Elissonde (Fra) Trek-Segafredo00:00:5610Nicolas Roche (Irl) Team Sunweb00:00:56 Top 10 classificação geral, após etapa 12 POs.Ciclista (País) EquipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma51:26:432Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:213Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:284Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:00:305Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:00:326Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling00:00:327Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:448Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott00:01:029Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:01:1510Mikel Landa Meana (Spa) Bahrain McLaren00:01:42 Restantes classificações aqui. Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo etapa 11 Na etapa de hoje os últimos 10 quilómetros foram de loucos, com uma constante luta de colocação por parte das equipas e um ataque pouco usual da Deceuninck - Quick-Step, com 3 ciclistas a tentarem a fuga a 6 km's do final da etapa, sendo estes alcançados a cerca de 2 km's. do fim. Assistiu-se ao final ao sprint mais disputado desta edição do Tour de França, acabando por vencer o pequeno australiano Caleb Ewan, mas em cima da linha de meta juntamente com Sam Bennett, Peter Sagan e Wout Van Aert. Assistiu-se ao final ao sprint mais disputado desta edição do Tour de França Realce para o "chega para lá" que Sagan dá a Wout Van Aert para passar entre este e as barreiras, considerado irregular por parte dos comissários, o que levou à penalização de 13 pontos na classificação da camisola verde, mais 500 francos de multa e colocação em ultimo do grupo que fechou a etapa com o tempo do vencedor (85.º). Wout Van Aert também foi multado em 200 francos por comportamento inapropriado no final. (Traduzindo, 200 francos é o que custa poder levantar o dedo do meio ao adversário). Vídeo resumo da etapa 11 https://www.youtube.com/watch?v=xOuJxiCmGfk TOP 10 final da etapa 1Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal04:00:012Sam Bennett (Irl) Deceuninck-Quickstep3Wout van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma4Bryan Coquard (Fra) B&B Hotels-Vital Concept5Clement Venturini (Fra) AG2R la Mondiale6Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo7Luka Mezgec (Slo) Mitchelton-Scott8Hugo Hofstetter (Fra) Israel Start-Up Nation9Oliver Naesen (Bel) AG2R la Mondiale10Ryan Gibbons (RSA) NTT Pro Cycling TOP 10 classificação geral após etapa 11 PlaceRider (Country) TeamResult1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma46:15:242Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:213Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:284Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:00:305Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:00:326Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling00:00:327Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:448Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott00:01:029Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:01:1510Mikel Landa Meana (Spa) Bahrain McLaren00:01:42 Restantes classificações aqui Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo etapa 10 Hoje no Tour de França a manhã foi de impasse na caravana, até se saber os resultados dos testes COVID-19. Durante a manhã surgia um comunicado da organização que informava que nenhum dos ciclistas das 22 equipas tinha testado positivo COVID-19, no entanto, o director da prova Christian Prudhomme e mebros do Staff das equipas da Cofidis, Ineos , AG2R e Mitchelton-Scott também terão sido casos positivos ao teste. A etapa foi para a estrada com todas as equipas e revelou-se uma etapa complicada, com vento e estradas sinuosas, que originou muitas quedas e cortes no pelotão, sem no entanto originar alterações nas classificações. Venceu a tirada de hoje o irlandês Samm Bennett, que além da vitória alcança a liderança da classificação por pontos (camisola verde). Vídeo resumo da etapa 10 https://www.youtube.com/watch?v=qTG1W49xJQw TOP 10 final da etapa POs.Ciclista (País) EquipaTempo1Sam Bennett (Irl) Deceuninck-Quickstep03:35:222Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal3Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe4Elia Viviani (Ita) Cofidis5Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo6André Greipel (Ger) Israel Start-Up Nation7Bryan Coquard (Fra) B&B Hotels-Vital Concept8Cees Bol (Ned) Team Sunweb9Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo10Luka Mezgec (Slo) Mitchelton-Scott TOP 10 da classificação geral após a etapa 10 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma42:15:232Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:213Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:284Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:00:305Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:00:326Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling00:00:327Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:448Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott00:01:029Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:01:1510Mikel Landa Meana (Spa) Bahrain McLaren00:01:42 Restantes classificações aqui. Perfil da etapa de amanhã (etapa 11) Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo da etapa 9 Novo "etapão" no Tour de França, se as coisas continuarem assim e não houver azares para os ciclistas que neste momento lutam pelo TOP 10 da classificação geral, poderemos vir a assistir ao melhor Tour dos últimos 20 anos. Primoz Roglic, um dos principais favoritos consegue hoje alcançar a liderança da prova com 21 segundos de vantagem para Egan Bernal, outro dos principais favoritos. Mais do que até agora, daqui em diante será o "ombro a ombro" entre Jumbo-Visma e Ineos Grenadiers. Para já a estrela de serviço é o jovem Tadej Pogachar, que há dois dias perdeu tempo por ter um furo numa má altura da etapa, e terminou dizendo que não estava preocupado com isso. Pois nas duas ultimas etapas já vimos porquê, e hoje coroou a exibição com a vitória de etapa. Tadej Pogachar é o ciclista que mais espectáculo deu no que temos de Tour até agora. Amanhã será o primeiro dia de descanso. Vídeo resumo da etapa 9 TOP 10 final da etapa Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates03:55:172Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma3Marc Hirschi (Swi) Team Sunweb4Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers5Mikel Landa Meana (Spa) Bahrain McLaren6Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo00:00:117Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:118Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:00:119Richie Porte (Aus) Trek-Segafredo00:00:1110Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling00:00:11 TOP 10 da classificação geral após a etapa 9 POs.Ciclista (País) EquipaTempo1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma38:40:012Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:213Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:284Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:00:305Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:00:326Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling00:00:327Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:448Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott00:01:029Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:01:1510Mikel Landa Meana (Spa) Bahrain McLaren00:01:42 Perfil da etapa 10, terça-feira após o dia de descanso Restantes classificações aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo etapa 8 Hoje assistiu-se a uma grande etapa no Tour de França. Dia triste para Thibaut Pinot, no qual se ressentiu das lesões contraídas na primeira etapa e se atrasou muito, mas houve ataques e contra-ataques no grupo dos favoritos, onde o homem do dia foi Tadej Pogachar e Adam Yates conseguiu manter a Amarela. O outro homem do dia foi Nans Peters (AG2R La Mondiale), venceu a etapa vindo da fuga do dia, o francês juntou à sua vitória no Giro 2019 esta no Tour de França (certamente mais especial). Nans Peters deu a primeira vitoria à AG2R nesta edição do Tour. Ponto negativo da etapa, a quantidade de público nas subidas e principalmente o seu comportamento. Muitas pessoas a comportarem-se como se não se vivesse uma situação de pandemia COVID-19, sem máscara ou qualquer protecção e a gritar bastante próximo dos ciclistas como poderás ver no vídeo. Relembrar que no final da primeira semana todos os ciclistas serão testados e qualquer equipa que tenha 2 positivos é excluída do Tour, tão simples como isto. O público não tem a noção do que pode causar à organização e equipas, lamentável. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=x2z9oPdYh9A TOP 10 final da etapa 8 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Nans Peters (Fra) AG2R la Mondiale04:02:122Toms Skujins (Lat) Trek-Segafredo00:00:473Carlos Verona Quintanilla (Spa) Movistar Team00:00:474Ilnur Zakarin (Rus) CCC Team00:01:095Neilson Powless (USA) EF Pro Cycling00:01:416Ben Hermans (Bel) Israel Start-Up Nation00:03:427Quentin Pacher (Fra) B&B Hotels-Vital Concept00:03:428Søren Kragh Andersen (Den) Team Sunweb00:04:049Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:06:0010Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:06:38 TOP da classificação geral após etapa 8 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott34:44:522Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma00:00:033Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:094Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:00:115Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:136Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:00:137Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:00:138Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling00:00:139Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:4810Enric Mas Nicolau (Spa) Movistar Team00:01:00 Restantes classificações aqui. Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida termina terceiro a Settimana Internazionale dei Coppi e Bartali João Almeida (Deceuninck-Quick Step) terminou esta sexta-feira a "Settimana Internazionale dei Coppi e Bartali" no terceiro lugar da classificação geral. A prova italiana foi composta por 4 etapas em linha e um contrarrelógio por equipas. O português terminou a primeira etapa com o grupo da frente, no dia seguinte a sua equipa venceu o contrarrelógio e na etapa seguinte o português terminou a 6 segundos do seu colega de equipa Andrea Bagioli que venceu a jornada do dia. Nas duas últimas etapas João Almeida voltou a terminar com o mesmo tempo do vencedor, tendo acabado por terminar em terceiro da classificação geral, depois do seu colega de equipa Andrea Bagioli que ficou a 1 segundo do vencedor da prova, Jhonatan Narváez (INEOS). João Almeida consola Andrea Bagioli, que terminou a 1 segundo do vencedor da geral. Em ano de estreia no mais alto escalão do ciclismo mundial, João Almeida soma novo 'top 10' no WorldTour, depois de ter acabado a Volta ao Algarve em nono, a Volta a Burgos em terceiro, o Tour de l'Ain em sétimo e o Giro dell'Emilia em terceiro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo da etapa 7 E ao sétimo dia de Tour de França, numa etapa com subidas de terceira categoria e um final maioritariamente plano, houve algum espectáculo e mexidas nas várias classificações. Esta etapa é a prova de que em qualquer dia tudo pode mudar numa corrida de 3 semanas. "Obrigado vento". No final venceu mais uma vez "o Super" Wout Van Aert! Com os cortes que houve durante a etapa não estavam alguns dos sprinters, e apesar de Van Aert já ter vencido frente a eles, desta forma foi ainda mais simples a tarefa do belga que no final teve mais watts que todos novamente. Leva duas etapas nesta edição do Tour. Wout Van Aert leva duas etapas nesta edição do Tour.. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=eIr7jUIhwJ8 TOP 10 final da etapa 7 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Wout van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma03:32:032Edvald Boasson Hagen (Nor) NTT Pro Cycling3Bryan Coquard (Fra) B&B Hotels-Vital Concept4Christophe Laporte (Fra) Cofidis5Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo6Clement Venturini (Fra) AG2R la Mondiale7Hugo Hofstetter (Fra) Israel Start-Up Nation8Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers9Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott10Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team TOP 10 da classificação geral após etapa 7 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott30:36:002Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma00:00:033Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:094Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:135Tom Dumoulin (Ned) Team Jumbo-Visma00:00:136Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:00:137Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:00:138Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:00:139Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ00:00:1310Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling00:00:13 Restantes classificações aqui. Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVIDADE - Os NOVOS Rudy Project Spinshield A Rudy Project acabou de lançar a nível mundial um novo e arrojado modelo de óculos, de acordo com as novas tendências os novos Rudy Project Spinshield combinam um design de performance e lifestyle. Cada vez mais no ciclismo moderno se opta por óculos de lentes grandes, sendo também uma das tendenciais actuais, combinar óculos de design retro, com o design arrojado dos capacetes. Este design permite que tanto os ciclistas que procuram performance e estilo em cima da bicicleta, como aqueles que utilizam a bicicleta no seu dia a dia tenham uns óculos que encaixam no que pretendem. Tecnologias De acordo com a marca, os novos Rudy Porject Spinshield garantem protecção ocular ilimitada e conforto ocular superior, porquê? Porque combinam uma lente ampla e envolvente, pontas de borracha "ultra-grip" e protectores de nariz, garantindo um ajuste confortável e estável graças à geometria ergonómica da têmpora Pro-Fit. Como noutros modelos da marca italiana, a ergonomia e adaptabilidade não foram deixados de lado neste novo modelo. O aspecto moderno e vistoso dos Spinshield é enriquecido com a faixa colorida original da armação de 1986 e logótipos laterais de metal. A marca quis lembrar o que diz ser o seu legado de desempenho distinto. De acordo com a informação da marca em Portugal, já estão disponíveis para encomenda nas seguintes lojas: Bike Planet 360 Bike Trail Beja Bike Bikeland Pedalbike Quintela Cycles Movefree Benebike Chiado Eyeglass Factory As várias cores Para mais informações consulta a página oficial da marca em Portugal aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo etapa 6 Se a etapa 5 era uma etapa na qual não era espectável acontecer muita coisa e acabou por acontecer (Julian Alaphilippe perdeu a Amarela e Wout Van Aert vence ao sprint), a etapa 6 do Tour de França era uma etapa onde muita coisa poderia ter acontecido, mas nada de relevante para as várias classificações aconteceu. Vitória para um dos ciclistas que integrou a fuga do dia, Alexey Lutsenko conseguiu a sua primeira vitória no Tour, e deu a primeira à Astana na edição 2020 da prova. Vídeo resumo da etapa 6 https://www.youtube.com/watch?v=yapi90eTcjo TOP 10 da etapa PlaceRider (Country) TeamResult1Alexey Lutsenko (Kaz) Astana Pro Team04:32:342Jesus Herrada (Spa) Cofidis00:00:553Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team00:02:154Neilson Powless (USA) EF Pro Cycling00:02:175Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep00:02:526Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo00:02:537Michal Kwiatkowski (Pol) Ineos Grenadiers00:02:538Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:02:539Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers00:02:5310Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott00:02:53 TOP 10 da classificação geral após etapa 6 PlaceRider (Country) TeamResult1Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott27:03:572Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma00:00:033Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:074Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:095Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:136Tom Dumoulin (Ned) Team Jumbo-Visma00:00:137Esteban Chaves (Col) Mitchelton-Scott00:00:138Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:00:139Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:00:1310Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:00:13 Restantes classificações aqui. Perfil da etapa de amanhã Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo etapa 5 Hoje no Tour de França assistiu-se a uma das etapas mais calmas, até aos 40 quilómetros finais, altura em que por um lado as equipas dos favoritos à geral queriam estar colocadas na frente, e nos últimos quilómetros as equipas dos sprinters queriam colocar os seus ciclistas para a vitória de etapa. Vitória para o "todo-o-terreno" Wout Van Aert! Se Mathieu Van der Poel é de outro planeta, de onde vem Wout Van Aert? Poderíamos dizer que veem ambos do "Planeta Ciclocrosse". Wout Van Aert, um ciclista de outro planeta. Na liderança da prova, Julian Alaphilippe perde a camisola amarela para Adam Yates na etapa menos provável (por penalização de tempo). Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=IuRaJjJLsuE TOP 10 final da etapa 5 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Wout van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma04:21:222Cees Bol (Ned) Team Sunweb3Sam Bennett (Irl) Deceuninck-Quickstep4Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe5Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo6Luka Mezgec (Slo) Mitchelton-Scott7Bryan Coquard (Fra) B&B Hotels-Vital Concept8Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal9Clement Venturini (Fra) AG2R la Mondiale10Hugo Hofstetter (Fra) Israel Start-Up Nation TOP 10 classificação geral após etapa 5 Pos.Ciclista (País) EquipaTempo1Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott22:28:302Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma00:00:033Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:074Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:095Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:136Tom Dumoulin (Ned) Team Jumbo-Visma00:00:137Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:00:138Esteban Chaves (Col) Mitchelton-Scott00:00:139Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:00:1310Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale00:00:13 Restantes classificações aqui. Perfil da etapa de amanhã Amanhã estaremos presentes na Eurosport Portugal, com Luís Beltrão como convidado para comentar a etapa junto do conhecido trio de comentadores Luís Piçarra, Paulo Martins e Olivier Bonamici. Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon lançou duas novas E-bikes a pensar na mobilidade urbana de futuro As cidades estão a mudar, consciente disso a Canyon lançou duas novas E-bikes a pensar na mobilidade urbana de futuro, bem como outras alternativas. Cada vez temos mais espaços urbanos novos e apelativos, mas para a transformação real é preciso um catalisador, uma força que assegura resultados nas próximas décadas em mais algo. Nas grandes metrópoles do futuro, deve existir um apoio importantena melhora da vida diária dos habitantes de todo o planeta. Como um dos inovadores da indústria da bicicleta e o primeiro em venda directa ao cliente, a Canyon já conseguiu um importante impacto no mundo do ciclismo no mundo,mas com esta reputação vem a responsabilidade de arriscar e liderar o caminho da mobilidade urbana. A Canyon tem uma ideia da qual é o caminho que o trânsito urbano tem de tomar e acha que pode fazer com que melhore. Esta é a razão pelaque a marca acredita não estar só a caminhar para o futuro, mas estar a criá-lo. Deste modo, a Canyon lançou duas novas E-bikes, a Commuter:ON e a Precede:ON São duas novas e inovadoras bicicletas eléctricas que com certeza terão um potente impacto em como as pessoas se deslocam pela cidade. A Commuter:ON inclui um sistema de apoio muito elegante integrado, o Fazua Evation, que faz com que seja uma bicicleta leve e moderna e tenha uma e de acordo com a marca tenha uma maneabilidade excepcional. Uma forma sustentável de andar pela cidade e abranger distâncias curtas. A Commuter:ON de alumínio estará disponível em três cores e dois quadros diferentes: A Commuter:ON 7 A Commuter:ON 7 WMN, por 3,299 €. Apesar dos seus componentes urbanos, como umas luzes desenhadas pela própria marca, guarda-lamas e suporte para alforges, a bicicleta é bastante leve. Com só 17.2 kg em tamanho M, o baixo peso (para uma eléctrica) garante que a bicicleta seja fácil de levar nos transportes públicos ou carregá-la pelas escadas para subir à tua casa. A Canyon lançou duas novas E-bikes, a seunda é a Precede:ON Nesta bicicleta os desenhadores e engenheiros da Canyon procuraram a máxima funcionalidade para a utilização diária e um moderno desenho. A Precede:ON é uma bicicleta do futuro. Foi a vencedora do "2021 German Design Award", mas a estética da bicicleta só é a superfície, o potente motor e bateria Bosch estão totalmente integrados no quadro, bem como o cockpit. Sem cabos visíveis, o ecrã Bosch Kiox e as especialmente integradas manetas de travagem – desenhadas em colaboração com TRP – fazem o guiador e o avanço integrados (os primeiros do seu tipo, afirma a Canyon). Um sistema de luzes Supernova, guarda- lamas de alumínio, descanso e um suporte para alforge traseiro robusto com o fecho rápido Ortlieb 3.1, tudo pré-instalado na bicicleta. Opcionalmente, a Precede:ON também pode equipar-se com um suporte para alforges frontal e cestas especiais na parte traseira. Graças à transmissão de correia Gates o sistema de mudanças é muito simples e a Precede:ON 9 oferece uma manutenção baixa, o que reforça o argumento de que não precisas de um carro na cidade. A Precede:ON tem um desenho de quadro standard e outro em versão step-through. Está disponível em dois modelos diferentes: A Precede:ON 8 e a 8 ST, que estarão disponíveis por 4,299 € A Precede:ON 9 e 9 ST por 4,999 €*. No dia 1 de Setembro de 2020, a Canyon também vai apresentou o seu Future Mobility Concept. O conceito não é só uma visão única para o futuro da mobilidade urbana, marca o caminho que vai seguir a marca alemã no futuro. O veículo futurista representa uma potencial expansão da nova gama "City & Trekking". Para criar uma melhor mobilidade no mundo futuro, a Canyon quer criar bicicletas e conceitos que vão além das duas rodas, que permitam aos habitantes das cidades andar igualmente por estradas e estruturaspensadas para bicicletas. Veículos com espaço para transportar crianças ou bagagem e que tambémoferece protecção contra o mau clima. Veículos que são, sobretudo, sustentáveis, limpos e orientados ao futuro. Isto é o que o Canyon Future Mobility Concept representa, uma visão para a cidade do futuro. Para mais informações e pormenores técnicos consulta o site da Canyon Portugal. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Os novos sapatos Shimano S-PHYRE RC902 A Shimano lançou os novos sapatos Shimano S-PHYRE RC902 para competição de estrada, os conhecidos topo de gama utilizados por muitas das equipas profissionais. O novo RC902 tem um peso de 235g. e está disponível do tamanho 39 ao 46. De acordo com a Shimano, o uso de zonas específicas de transferência de potência e o alto poder de ajuste, fornecem ao ciclista o conforto e eficiência desejada para as horas decisivas. Apesar do lançamento oficial ser agora, ciclistas como Wout van Aert já utilizaram a nova versão 2021 na Milão - San-Remo, e toda a equipa Jumbo-Visma os utiliza no Tour de França, onde Primoz Roglic acabou de alcançar a sua primeira vitória na edição 2020 da prova com os novos sapatos Shimano S-PHYRE RC902. São os sapatos utilizados pela equipa Jumbo-Visma no Tour de França Cada sapato de ciclismo necessita da combinação ideal entre suporte, movimento e conforto, de acordo com o ciclista. Estudando a dinâmica de pedalada e o movimento do pé dos ciclistas nas provas de alto nível, a Shimano afirma ter criado um sapato de engenharia avançada, usando malha reforçada e materiais de couro superiores em camadas para maximizar o ajuste, rigidez, flexibilidade/elasticidade e respirabilidade. Os novos S-Phyre RC902 têm os mais recentes fechos BOA Fit System Li2, com ajustes bidireccionais e apresenta tratamentos de frescura "Silvadur" para manter o sapato com bom cheiro durante mais tempo. Além de usar a sola de fibra de carbono de nível máximo-12 da SHIMANO, a marca diz que a transferência de energia foi optimizada através do uso da nova forma de calcanhar estabilizadora e anti-torção do RC902. O movimento do pé e os estudos de pedalada dos atletas profissionais foram analisados para descobrir as forças exercidas durante as acelerações explosivas. Desta análise, resultou um calcanhar redesenhado com umacombinação de materiais flexíveis e rígidos, construído para lidar com as intensas forças de torção causadas por acelerações explosivas. O RC902 está disponível em azul, preto, branco e também em vermelho, sendo esta última cor apenas disponível nas lojas Shimano Service Center. Os sapatos Shimano RC902 estarão disponíveis no mercado português nos finais de Outubro de 2020. Para informações de preços e pormenores técnicos consulta o distribuidor oficial Shimano em Portugal. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo da etapa 4 com vídeo e classificações Hoje no Tour de França, a etapa 4 foi a primeira que terminou com chegada em alto. Primoz Roglic mostrou para já, quem é o patrão do Tour 2020, vencendo com superioridade sobre os principais adversários, e se por um lado não fez grandes diferenças, por outro lado parecia ir de pedalada fácil. Primoz Roglic demonstrou uma facilidade impressionante perante os restantes. Vídeo resumo da etapa 4 https://www.youtube.com/watch?v=dHQ1SAWQG18 TOP 10 da etapa 4 PlaceRider (Country) TeamResult1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma04:07:472Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates3Guillaume Martin (Fra) Cofidis4Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic5Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep6Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team7Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers8Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ9Mikel Landa Meana (Spa) Bahrain McLaren10Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott TOP 10 da classificação geral, após a etapa 4 PlaceRider (Country) TeamResult1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep18:07:042Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott00:00:043Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma00:00:074Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:115Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:136Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:177Tom Dumoulin (Ned) Team Jumbo-Visma00:00:178Esteban Chaves (Col) Mitchelton-Scott00:00:179Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic00:00:1710Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team00:00:17 Restantes classificações aqui. O perfil da Etapa de amanhã, etapa 5. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo Etapa 3 com vídeo e classificações A etapa 3 do Tour de França tinha perfil para um final ao sprint e decorreu tranquila na zona interior da Provença, a Deceuninck Quicl-Step controlou sempre o tempo da fuga. Confirmou-se o final ao sprint, tendo Caleb Ewan (Lotto-Soudal) mostrado ser o mais forte na parte final com um sprint de outro mundo, "zigzagueando" entre vários adversários para chegar à vitória. Vídeo resumo da etapa 3 https://www.youtube.com/watch?v=6VPY9reGKw4 TOP 10 da etapa 3 Pos.Nome (país) equipaTempo1Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal05:17:422Sam Bennett (Irl) Deceuninck-Quickstep3Giacomo Nizzolo (Ita) NTT Pro Cycling4Hugo Hofstetter (Fra) Israel Start-Up Nation5Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe6Edward Theuns (Bel) Trek-Segafredo7Cees Bol (Ned) Team Sunweb8Matteo Trentin (Ita) CCC Team9Bryan Coquard (Fra) B&B Hotels-Vital Concept10Niccolò Bonifazio (Ita) Total Direct Energie TOP 10 da classificação geral, após a etapa 3 POs.Nome (país) equipaResult1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep13:59:172Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott00:00:043Marc Hirschi (Swi) Team Sunweb00:00:074Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates00:00:175Davide Formolo (Ita) UAE Team Emirates00:00:176Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers00:00:177Tom Dumoulin (Ned) Team Jumbo-Visma00:00:178Sergio Andres Higuita Garcia (Col) EF Pro Cycling00:00:179Guillaume Martin (Fra) Cofidis00:00:1710Esteban Chaves (Col) Mitchelton-Scott00:00:17 Restantes classificações aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O novo Shimano EP8 é a bandeira dos sistemas E-BIKE da Shimano Desde do seu inicio que a filosofia da engenharia dos sistemas SHIMANO oferece performance e qualidade premium para os ciclistas de montanha, e o novo Shimano EP8 é a nova bandeira dos sistemas E-BIKE da Shimano. Segundo informação da marca, o novo SHIMANO EP8 traz os dois pilares do mundo das e-bike – o hardware e o software- até uma nova referência em componentes de e-bike, capazes de lidar com todos os terrenos mais desafiantes. A segunda geração do sistema eléctrico Shimano para BTT está repleta de novas caracteríticas, projectadas para trazer um novo paradigma ao mundo das e-bikes. Muitas das características únicas deste novo Shimano EP8 vêm na unidade motora, onde a mesma é ainda mais suave e potente, mas com oruído reduzido face à anterior geração. O arrefecimento é também melhorado de maneira a ser mais eficiente o comportamento de todo o sistema eléctrico. As duas aplicações que complementam o sistema (E-TUBE RIDE e o E-TUBE PROJECT) foram também renovadas, oferecendo agora mais opções de visualização e também de personalização conforme as características da unidade motriz. O novo sistema segue os princípios de longa data da SHIMANO de criar uma sensação natural ao pedalar, mas com alta potência quando assim o terreno o exige. Desde a unidade motriz à transmissão e travagem, o desempenho esperado não poderia ser melhor face à experiência quase incomparável no ciclismo de montanha como a SHIMANO tem. Hardware do novo Shimano EP-8 Unidade motriz A nova unidade motriz EP8 (DU-EP800) é capaz de libertar 85Nm de torque para conquistar os terrenos mais difíceis e subidas mais íngremes. Este aumento de 21% face ao anterior SHIMANO STEPS 8000 (sistema da anterior geração) vem junto com uma redução de peso de 300g (peso total 2.6kg) devido ao seu revestimento em magnésio. O baixo peso e a potência alcançada faz do novo Shimano EP8 um dos melhores sistemas eléctricos do mercado em termos de potência-peso. O aumento da relação potência-peso é também acompanhado por melhorias na eficiência da bateria. A fricção existente na rotação ao pedalar, notável em particular quando se pedala sem o sistema eléctrico ligado, foi reduzida em 36% (vs. E8000), graças a uma estrutura de vedação actualizada e ao design optimizado das engrenagens. Esta redução de fricção cria melhor eficiência na bateria quando o motorestá activo e uma pedalada mais suave com o motor inactivo, tendo também uma embraiagem melhorada para o “corte” aos 25km/h não ser tão agressivo face à anterior geração STEPS. Além disso, o revestimento da unidade motriz apresenta propriedades aprimoradas no que toca à condução de calor, com componentes internos redesenhados (embraiagem e novos cabos EW-SD300) para ajudar no arrefecimento e melhorar o desempenho. O revestimento e forma da unidade motriz apresenta diferenças face ao anterior. O EP8 tem linhas e ângulos mais suaves, o que melhora a distância ao chão. Estas características e a bateria interna tornam a estética dos quadros bem mais atractivos. Todos estes factores são alinhados para oferecer potência refinada e uma sensação natural ao pedalar, através de um motor mais compacto, leve e potente. Características técnicas: A unidade motriz EP8 tem um Q-factor de 177mm e vem com os seus próprios crenques que estão disponíveis com um novo comprimento - 160mm. Também 165/170 e 175mm. O sistema será maioritariamente equipado com transmissão de 12v da SHIMANO (XTR/XT/SLX/Deore) com a tecnologia Dynamic Chain Engagement e 3 opções de rodas pedaleiras (34D/36D/38D). A unidade motriz do novo DU-EP800 usa o mesmo padrão de fixação ao quadro que os DU-E8000 e DU-E7000, o que quer dizer que os fabricantes podem usar o mesmo design de quadro para os vários sistemas SHIMANO. O EP8 da SHIMANO é compatível com mudanças mecânicas (9/10/11/12 velocidades), com mudanças Di2 (11 velocidades) e com cubos de mudanças internas (11/8/7/5 velocidades). É também totalmente compatível com o mais recente NEXUS Inter-5. Novo dispositivo de corrente (CD-EM800) disponível para linhas de corrente 56.5mm ou 53mm graças ao espaço ajustável entre o guia e a corrente. Controlos e manípulos O ciclo-computador do EP8 (SC-EM800) partilha muita das singularidades externas do conhecido visor E8000, mas com uma nova característica que permite ao ciclista a mudança entre os diferentes perfis. Tem um visor a cores de 1.6”, visível ao brilho da luz do dia, com um compacto revestimento afim de assegurar a durabilidade do mesmo no ciclismo de montanha. Uma outra importante diferença é a versatilidade em termos de posicionamento, podendo ser fixado com uma braçadeira ou ser inserido integralmente na primeira haste de guiador exclusivamente para E- bikes, desenvolvida pela PRO. O ciclo-computador SC-EM800 comunica através de Bluetooth com a aplicação SHIMANO E-TUBE PROJECT, permitindo aos ciclistas mudar as características da unidade motriz através da mesma. O SC-EM800 é capaz também de conectar-se via ANT+ para mostrar informações sobre as mudanças engrenadas e estado da bateria.Para operar a unidade motriz EP8 o ciclista pode usar o novo manípulo SW-EM800-L. Isto permite o ciclista alternar entre os modos “Off”, “Eco”, “Trail” e “Boost” e “Walk Assist”- assistente de caminhada. O manípulo foi melhorado no que toca aos botões, tendo agora uma forma côncava para melhorar o toque ao pressionar os mesmos. O manípulo é compatível também com outros components I-Spec (ex. SL-MT800-IL). Em alternativa ao manípulo, os vários modos de assistência podem ser mudados através do ciclo-computador SC-EM800. No entanto, remover o manípulo tira a possibilidade de alternar para o “Walk Assist” encontrado em todos os sistemas SHIMANO STEPS. Baterias As opções de baterias incluem as novas baterias SHIMANO lançadas no mercado em Maio de 2020, duas de 630Wh (BT-E8036 interna e BT-E8016 externa) e uma de 504Wh (BT-8035-L) com capacidade de carga rápida (80% em 2:30h). Tal como as baterias anteriores dos sistemas SHIMANO STEPS, estas são de longa duração, podendo aguentar 1000 ciclos de carga até baixarem para 60% de capacidade, o que, em muitos casos, é mais do que a duração do tempo de vida da bicicleta. SOFTWARE EP8 Os refinamentos no software do novo EP8 é a outra metade da formula da SHIMANO para criar uma maior naturalidade a pedalar. Para tal, os três modos de assistência foram ajustados. No modo “BOOST” é agora possível obter 85Nm de potência (dependendo das definições impostas), sendo necessários apenas 25Nm de torque do ciclista. No modo “TRAIL” é possível também obter os 85Nm de potência, no entanto é mais responsivo no que toca à pedalada do ciclista, isto é, permite haver um baixo torque (0-30Nm) para economizar bateria ou um torque maior (30-100Nm) para obter uma saída mais rápida de energia. Este modo é o mais versátil de todos. O modo “ECO” pode ser configurado para 30Nm de potência até 70Nm, no máximo. Poderá ser usado para poupar bateria ou aumentar o esforço necessário, obrigando assim uma maior entrega física por parte do ciclista. Além de tudo isto, os modos de assistência poderão ser personalizados tanto em casa como em tempo real, através do aplicativo E-TUBE PROJECT (versão 4.0.0), dando aos ciclistas maior control sobre a maneira como pedalam. Os modos “BOOST”, “TRAIL” e “ECO” podem ser personalizados em dez níveis diferentes e o torque pode ser definido entre 20-85Nm, havendo cinco níveis de assistência de partida disponíveis para serem alterados, dependendo do tipo de pedalada de cada ciclista. As alterações feitas de acordo com cada ciclista podem ser guardadas num perfil e o mesmo pode ser alterado para outros perfis durante os percursos através do ciclo-computador. Entretanto, a aplicação actualizada do E-TUBE RIDE pode ser usada por uma e-bike, mostrando todas as informações necessárias (quilómetros percorridos, velocidade, modo de assistência, etc..) no ecrã do telemóvel. Ambas as aplicações E-TUBE PROJECT e E_TUBE RIDE estão agora disponíveis para download para IOS ou Android e são completamente compatíveis com o SHIMANO EP8. Em alternativa, acede ao link abaixopara as instruções completes. O SHIMANO EP8 é o nome do sistema eléctrico, mas claro que é necessário uma bicicleta para poder usufruir das suas funcionalidades. Estará disponível a partir de Setembro de 2020, assim como as primeiras e-bikes lançadas com este novo EP8 surgirão no mercado a partir dessa data. Os consumidores que tenham os sistemas anteriores SHIMANO STEPS E6100,E7000 ou E8000, poderão alterar os mesmos para o EP8 através da rede de lojas SHIMANO SERVICE CENTER. Para mais informações, consulta o importador oficial Shimano em Portugal www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon LUX - Novos modelos 2021 A Canyon lançou a edição 2021 da sua bicicleta de suspensão total para cross-country, a Canyon Lux. A Canyon Lux está presente nas mais variadas competições de topo, pilotada por pilotos de topo, tendo alguns destes conseguido vitórias na ABSA Cape Epic, Leadville 100, taça do mundo de XCO em Nové Město, Val di Sole, Snowshoe, Lenzerheide e mais recentemente, no Campeonato do Mundo em Mont Sainte Anne. During the UCI MTB World Cup, Lenzerheide, Switzerland Para 2021 a Lux volta com os melhores componentes, característica normalmente reservada para bicicletas com um valor muito maisalto. Estarão disponíveis, na maioria dos mercados, 7 modelos diferentes com um valores entre 2.999,00 € e 7.499,00€*. LUX CF SL 6 Todos os modelos Lux têm quadros de carbono, rodas de 29”, suspensão traseira de 100 mm., pormenores como o IPU (Impact Protection Unit) para proteger o quadro, eixo "Quixle" de fácil remoção sem ferramentas, eixo passante traseiro, guia de corrente integrado, espigão telescópico ultraleve DT Swiss e espaço suficiente no triângulo dianteiro para colocar dois bidões. LUX CF SLX 9 Ltd. Como todos os modelos Lux são de carbono, a Canyon oferece dois tipos diferentes deste material. Os modelos CF SLX são os quadros mais leves (1662 gramas em tamanho M) e 100 mm de suspensão, direccionados para pilotos que procuram uma configuração mais leve e agressiva com ângulos mais fechados e um controlo mais rápido. Para voltas mais orientadas ao trail, ou exigentes tecnicamente, os utilizadores podem apreciar ter um pouco mais de suspensão, pelo que os modelos CF poderão ser a escolha ideal para eles, graças às forquetas de 110 mm., que fornecem maior absorção e tem um ângulo de 0.5° que permite maior estabilidade e controlo. Podes consultar todas a informações e modelos em canyon.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de XCE Disputou-se este fim de semana o Campeonato Nacional de XCE (Cross Country Eliminator). Antes de mais uma breve explicação do que é o XCE, visto ter sido a primeira vez que se disputou em Portugal. O que é o XCE? Disciplina ainda com pouca tradição em Portugal. É uma competição em bicicleta todo-o-terreno (BTT) dividida entre a fase de qualificação e as eliminatórias. Na qualificação, em sistema de contrarrelógio individual, apuraram-se os oito mais rápidos em cada categoria etária e género. Os oito melhores da qualificação foram distribuídos por duas séries de quatro corredores. Em cada uma destas sérias apuraram-se dois ciclistas para uma final a quatro que determinou as quatro primeiras posições. Os primeiros Campeões Nacionais da modalidade em Portugal Roberto Ferreira e Raquel Queirós, ambos do Guilhabreu BTT, são os campeões nacionais de XCE (Cross Country Eliminator - Eliminação BTT) na categoria de elite, depois de se imporem, na pista permanente de Tamengos, em Anadia. Na categoria de Elites masculinos, Roberto Ferreira e Mário Costa (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) a destacarem-se da concorrência e a discutiram as posições cimeiras, com vantagem para o primeiro. Bruno Silva (Clube BTT de Matosinhos) conseguiu a terceira posição. Nas Elites femininas, onde se destacaram as corredoras de nova geração, Raquel Queirós conquistou o título de elite feminina, diante de Ana Santos (Patocycles/Eyres by Shamir), ciclista ainda em idade júnior. Joana Monteiro (Axpo/FirstBikeTeam/Vila do Conde) completou as vagas no pódio. Em Juniores masculinos, Digo Neves (BTT Loulé/Elevis) sagrou-se campeão nacional. Suplantou a concorrência na final, depois de no contrarrelógio de apuramento ter sido batido por Tomás Frazão (Róódinhas/Santos Silva), que teve de contentar-se com o segundo lugar final. Vasco Cunha (BTT Matosinhos) fechou o pódio. Nas Juniores femininas Rafaela Ramalho (Irmãos Moreiras/ACDRREBORBTT) foi exemplar, impondo-se na qualificação, antes de conquistar a vitória na final. Margarida Cortes (BTT Loulé/Elevis) foi a segunda classificada e Sofia Gomes (BTT Seia) a terceira. Os campeões nacionais de cadetes são Daniel Lima (BTT Loulé/Elevis) e Mariana Líbano (Maiatos). Nas categorias de veteranos impuseram-se o master 30 Diogo Afonso (Núcleo do Sporting de Vila Real de Santo António), o master 40 Miguel Ribeiro (Póvoa de Varzim/CDC Navais), o master 50 Luís Tomé (Korpo Activo/Penacova) e a master feminina Raquel Marques (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). Fonte e texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo Etapa 2 com vídeo e classificações Após uma primeira etapa bastante atribulada e mais "nervosa" do que muitos esperariam (mesmo tratando-se do Tour de França), na qual houve muitas quedas e desistências, ao segundo dia de Tour surgiu uma etapa com duas subidas de primeira categoria. Vídeo resumo da Etapa 2 https://www.youtube.com/watch?v=ANFSPlXdXNY TOP 10 da Etapa 2 Pos.Rider Name (Country) TeamResult1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep4:55:272Marc Hirschi (Swi) Team Sunweb3Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:00:014Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team0:00:025Sergio Andres Higuita Garcia (Col) EF Pro Cycling6Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo7Alexey Lutsenko (Kaz) Astana Pro Team8Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates9Maximilian Schachmann (Ger) Bora-Hansgrohe10Alberto Bettiol (Ita) EF Pro Cycling TOP 10 classificação geral após Etapa 2 Pos.Rider Name (Country) TeamResult1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep8:41:352Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:00:043Marc Hirschi (Swi) Team Sunweb0:00:074Sergio Andres Higuita Garcia (Col) EF Pro Cycling0:00:175Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates6Esteban Chaves (Col) Mitchelton-Scott7Davide Formolo (Ita) UAE Team Emirates8Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers9Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers10Tom Dumoulin (Ned) Team Jumbo-Visma Restantes classificações aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França - Resumo Etapa 1 com vídeo e classificações Começou o Tour de França, aqui tens o resumo em vídeo da Etapa 1 https://www.youtube.com/watch?v=s3QNL006gBY TOP 10 da Etapa 1 Pos.Nome ciclista (País) EquipaTempo1Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates3:46:232Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo3Cees Bol (Ned) Team Sunweb4Sam Bennett (Irl) Deceuninck-Quickstep5Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe6Elia Viviani (Ita) Cofidis7Giacomo Nizzolo (Ita) NTT Pro Cycling8Bryan Coquard (Fra) B&B Hotels-Vital Concept9Anthony Turgis (Fra) Total Direct Energie10Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo TOP 10 classificação geral após etapa 1 Pos.Nome ciclista (País) EquipaTempo1Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates3:46:232Mads Pedersen (Den) Trek-Segafredo3Cees Bol (Ned) Team Sunweb4Sam Bennett (Irl) Deceuninck-Quickstep5Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe6Elia Viviani (Ita) Cofidis7Giacomo Nizzolo (Ita) NTT Pro Cycling8Bryan Coquard (Fra) B&B Hotels-Vital Concept9Anthony Turgis (Fra) Total Direct Energie10Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo Restantes classificações aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon Grail - Novos modelos 2021 A Canyon lança uma nova gama de novos modelos 2021 da Canyon Grail, com os últimos componentes e peças do mercado. As novas bicicletas estão construídas com o mesmo quadro premiado dos últimos anos, mas agora, combinam o novo equipamento da Shimano e SRAM, como o GRX "one-by" da Shimano e o grupo Force eTap AXS de dois pratos da SRAM. A nova Grail 7 1by vem equipada com o novo GRX de um só prato da Shimano. Combina um prato de 40 dentes com uma cassete de 11-42 para uma relação de mudanças de 381, esta configuração está desenhada para poderes pedalar em qualquer terreno. Para os que prefiram os dois pratos, o novo grupo electrónico de dois pratos da SRAM, o Force eTap AXS Wide, é a escolha perfeita. A marca substituiu as transmissões de um só prato da SRAM que antes estava em vários modelos Grail CF SL e CF SLX. Agora com pratos de 46/33 e uma cassete de 10-36, a transmissão fornece todas as mudanças que precisas nas saídas de gravel, característica especialmente útil para os que acumulam quilómetros na estrada. Outra nova e notável melhora é o selim Fizik Argo, com uma ponta curta desenhada para o máximo conforto nas saídas mais longas. Todos os modelos CF SL e CF SLX estão equipados com este selim, excepto a 7 e a 7 WMN. As bicicletas Grail 2021 já estão disponíveis em canyon.com. A marca tem disponíveis 13 modelos com valores entre os 1.499,00 € e 4.899,00 €*. A gama começa com a Grail 6 até chegar à Grail CF SLX 8 eTap, estando também disponíveis quatro modelos para mulher. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. 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"A Daniela fez uma boa corrida, sempre muito atenta a bem colocada, focada em fazer parte das melhores deste Europeu, o que conseguiu”, afirma o selecionador nacional, José Poeira. Beatriz Roxo teve uma estreia azarada. Teve uma avaria logo na primeira volta ao circuito e foi ainda vítima de outra situação de corrida. Acabaria no 40.º posto, a 10m22s da vencedora. Os juniores masculinos viram os desempenhos prejudicados por percalços na prova de 109,2 quilómetros. Fábio Fernandes teve um furo e João Ferreira foi vítima de queda. Duas contingências que os atrasaram irremediavelmente, numa competição de ritmo sempre elevado. Acabariam por abandonar. O dinamarquês Kasper Andersen conquistou o título europeu júnior de fundo, sendo acolitado no pódio pelo checo Pavel Bittner e pelo belga Arnaud de Lie. Fonte e texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. 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Miguel Salgueiro foi o nono classificado, a 4 segundos do vencedor. Guilherme Mota, 70º, a 55 segundos, e Afonso Silva, 83º, a 2m52s, também terminaram a prova. Pedro Miguel Lopes, que integrou a fuga que viria a discutir as medalhas, acabou por abandonar, devido a cãibras. "Foi mais uma boa corrida da nossa Seleção. Apesar da falta de ritmo conseguimos estar com os melhores, discutindo as posições cimeiras. Penso que o estágio prévio ao Europeu foi uma importante preparação. O Miguel esteve muito bem, arriscando quando foi necessário e entrando no sprint nas primeiras posições do pelotão, condição fundamental para se poder aspirar a um bom resultado", explica o selecionador nacional, José Poeira. O Campeonato da Europa termina nesta sexta-feira, jornada em que Portugal terá quatro ciclistas em ação. Beatriz Roxo e Daniela Campos partem às 8h00 para os 68,25 quilómetros da prova de fundo para juniores femininas. Fábio Fernandes e João Fernandes defendem as cores nacionais nos 109,2 quilómetros da corrida de juniores masculinos, a partir das 10h20. Fonte e texto: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France 2020 - Guia com tudo o que precisas saber Depois de vários meses de paragem e muita incerteza, devido à pandemia mundial de COVID-19, o ciclismo está de volta. Este ano, o Tour de France será a primeira das ‘Três Grandes Voltas’ a ir para a estrada, antes de Giro e Vuelta. A 107.ª edição da prova rainha do ciclismo mundial decorrerá este ano entre 29 de Agosto a 20 de Setembro. Por ser a corrida mais importante da temporada e o calendário de competição ser mais curto, a expectativa é grande entre os fãs para ver em que condição chegam os ciclistas às exigentes estradas de França, bem como pelo embate entre as equipas Ineos Grenadiers e Jumbo-Visma que têm os principais favoritos à classificação Geral. As etapas Durante o Tour de France 2020 o pelotão terá de percorrer um total de 3470 quilómetros, divididos em 21 etapas, com apenas dois dias de descanso, numa corrida praticamente discutida no Sul do país e com muita montanha. Mapa de etapas do Tour 2020 O arranque, ou ‘Grand Départ’ acontece em Nice e estão previstas passagens pelas cinco cadeias montanhosas do território: Alpes, Maciço Central, Pirenéus, Jura e Vosges, terminando três semanas mais tarde, como é tradição nos Campos Elísios, em Paris. EtapaDataPartidaChegadaDistânciaTerreno1Sáb. 29 Ago.Nice Moyen PaysNice156kmPlano2Dom. 30 Ago.Nice Haut PaysNice187kmA.montanha3Seg. 31 Ago.NiceSisteron198kmPlano4Ter. 1 Set.SisteronOrcières-Merlette157kmM.montanha5Qua. 2 Set.GapPrivas183kmPlano6Qui. 3 Set.Le TeilMount Aigoual191kmM.montanha7Sex. 4 Set.MillauLavaur168kmOndulado8Sab. 5 Set.Cazères-sur-GaronneLoudenvielle140kmA.montanha9Dom. 6 Set.PauLaruns154kmA.montanhaDesc.Seg. 7 Set.Charente-Maritimes10Ter. 8 Set.The Château d’OleronSaint-Martin-de-Ré170kmPlano11Qua. 9 Set.Châtelaillon-PlagePoitiers167kmPlano12Qui. 10 Set.ChauvignySarran Corrèze218kmM.montanha13Sex. 11 Set.Châtel-GuyonPuy Mary Cantal191kmA.montanha14Sáb. 12 Set.Clermont-FerrandLyon197kmPlano15Dom. 13 Set.LyonGrand Colombier175kmA.montanhaDesc.Seg. 14 Set.Isère16Ter. 15 Set.La Tour-du-PinVillard-de-Lans164kmA.montanha17Qua. 16 Set.GrenobleCol de la Loze168kmA.montanha18Qui. 17 Set.MéribelLa-Roche-sur-Foron168kmA.montanha19Sex. 18 Set.Bourg-en-BresseChampagnole160kmPlano20Sáb. 19 Set.LurePlanche de Belles Filles36kmC.R.I.21Dom. 20 Set.Mantes-la-JolieParis (Champs-Élysées)122kmPlano Em resumo: - 9 etapas em planas - 3 etapas de média montanha - 8 etapas de alta montanha com chegada em alto (Orcières-Merlette, Puy Mary, Grand Colombier, Méribel Col de la Loze) - 1 contrarrelógio individual (20.ª etapa – 36 quilómetros entre Lure e La Planche des Belles Filles) As equipas e respectivas start-list INEOS GRENADIERS EGAN BERNALANDREY AMADORRICHARD CARAPAZJONATHAN CASTROVIEJOMICHAL KWIATKOWSKILUKE ROWEPAVEL SIVAKOVDYLAN VAN BAARLE TEAM JUMBO - VISMA PRIMOŽ ROGLICGEORGE BENNETTTOM DUMOULINROBERT GESINKAMUND GRØNDAHL JANSENSEPP KUSSTONY MARTINWOUT VAN AERT BORA - HANSGROHE PETER SAGANEMANUEL BUCHMANNFELIX GROSSSCHARTNERLENNARD KÄMNAGREGOR MÜHLBERGERDANIEL OSSLUKAS PÖSTLBERGERMAXIMILIAN SCHACHMANN AG2R LA MONDIALE ROMAIN BARDETMIKAEL CHERELBENOIT COSNEFROYPIERRE LATOUROLIVER NAESENNANS PETERSCLEMENT VENTURINIALEXIS VUILLERMOZ DECEUNINCK - QUICK - STEP JULIAN ALAPHILIPPEKASPER ASGREENSAM BENNETTTIM DECLERCQDRIES DEVENYNSBOB JUNGELSMICHAEL MØRKØVRÉMI CAVAGNA GROUPAMA - FDJ THIBAUT PINOTWILLIAM BONNETDAVID GAUDUSTEFAN KÜNGMATTHIEU LADAGNOUSVALENTIN MADOUASRUDY MOLARDSÉBASTIEN REICHENBACH BAHRAIN - MCLAREN MIKEL LANDAPELLO BILBAODAMIANO CARUSOSONNY COLBRELLIMARCO HALLERMATEJ MOHORICWOUTER POELSRAFAEL VALLS FERRI EF PRO CYCLING RIGOBERTO URANALBERTO BETTIOLHUGH JOHN CARTHYSERGIO ANDRES HIGUITAJENS KEUKELEIREDANIEL FELIPE MARTINEZNEILSON POWLESSTEJAY VAN GARDEREN TEAM ARKEA - SAMSIC NAIRO QUINTANAWINNER ANDREW ANACONAWARREN BARGUILMAXIME BOUETDAYER QUINTANADIEGO ROSACLÉMENT RUSSOCONNOR SWIFT MOVISTAR TEAM ALEJANDRO VALVERDEDARIO CATALDOIMANOL ERVITIENRIC MASNELSON OLIVEIRAANTONIO PEDREROMARC SOLERCARLOS VERONA TREK - SEGAFREDO RICHIE PORTENIKLAS EGKENNY ELISSONDEBAUKE MOLLEMAMADS PEDERSENTOMS SKUJINSJASPER STUYVENEDWARD THEUNS CCC TEAM GREG VAN AVERMAETALESSANDRO DE MARCHISIMON GESCHKEJAN HIRTJONAS KOCHMICHAEL SCHÄRMATTEO TRENTINILNUR ZAKARIN COFIDIS GUILLAUME MARTINSIMONE CONSONNINICOLAS EDETJESUS HERRADACHRISTOPHE LAPORTEANTHONY PEREZPIERRE LUC PERICHONELIA VIVIANI UAE TEAM EMIRATES TADEJ POGACARFABIO ARUDAVID DE LA CRUZDAVIDE FORMOLOALEXANDER KRISTOFFVEGARD STAKE LAENGENMARCO MARCATOJAN POLANC ASTANA PRO TEAM Fotografia: SEBASTIEN NOGIER/EPA MIGUEL ANGEL LOPEZOMAR FRAILEHUGO HOULEGORKA IZAGIRRE INSAUSTIION IZAGUIRRE INSAUSTIALEXEY LUTSENKOLUIS LEÓN SANCHEZHAROLD ALFONSO TEJADA CANACUE LOTTO SOUDAL CALEB EWANSTEFF CRASJASPER DE BUYSTTHOMAS DE GENDTJOHN DEGENKOLBFREDERIK FRISONPHILIPPE GILBERTROGER KLUGE MITCHELTON - SCOTT ADAM YATESJACK BAUERSAMUEL BEWLEYESTEBAN CHAVESDARYL IMPEYCHRISTOPHER JUUL JENSENLUKA MEZGECMIKEL NIEVE ISRAEL START-UP NATION DANIEL MARTINANDRÉ GREIPELBEN HERMANSHUGO HOFSTETTERKRISTS NEILANDSGUY NIVNILS POLITTTOM VAN ASBROECK TOTAL DIRECT ENERGIE LILIAN CALMEJANENICCOLÒ BONIFAZIOMATHIEU BURGAUDEAUJEROME COUSINFABIEN GRELLIERROMAIN SICARDGEOFFREY SOUPEANTHONY TURGIS NTT PRO CYCLING TEAM EDVALD BOASSON HAGENRYAN GIBBONSMICHAEL GOGLMICHAEL VALGREN HUNDAHLROMAN KREUZIGERGIACOMO NIZZOLODOMENICO POZZOVIVOMAXIMILIAN WALSCHEID TEAM SUNWEB TIESJ BENOOTCEES BOLNIKIAS ARNDTMARC HIRSCHISØREN KRAGH ANDERSENJORIS NIEUWENHUISCASPER PHILLIP PEDERSENNICOLAS ROCHE B&B HOTELS - VITAL CONCEPT P / B KTM PIERRE ROLLANDCYRIL BARTHEMAXIME CHEVALIERBRYAN COQUARDJENS DEBUSSCHERECYRIL GAUTIERQUENTIN PACHERKEVIN REZA Os portugueses Nelson Oliveira é o único português na lista de inscritos para a corrida, será o quinto Tour de France do português. Nelson Oliveira Transmissão televisiva Haverá transmissão em vários canais, mas como sempre aconselhamos o Eurosport, porquê? À semelhança de anos anteriores, o Eurosport garante uma cobertura sem rival do Tour com mais de 100 horas em direto, e a transmissão da totalidade de cada etapa do quilómetro zero até à meta, para proporcionar aos fãs da modalidade uma experiência única. ESPECIALISTAS DE RENOME O Eurosport conta com a análise de especialistas de renome mundial como Alberto Contador (vencedor das Três Grandes Voltas, incluindo a camisola amarela em 2007 e 2009), Bradley Wiggins (vencedor do Tour de 2012), Juan Antonio Flecha ou Sean Kelly (rei da Montanha em sete ocasiões). No Eurosport Portugal toda acção da prova rainha mundial do ciclismo terá o famoso trio de comentadores do canal Luís Piçarra, Paulo Martins e Olivier Bonamici. DATAS IMPORTANTES: Especial de Apresentação das Equipas 27 de agosto às 17:30h no Eurosport 1 La Course by Le Tour/ Volta a França feminina 28 de agosto às 9:00h no Eurosport 1 TOUR E EUROSPORT - UMA LIGAÇÃO DE QUASE TRÊS DÉCADAS A ligação do Eurosport ao Tour de France começou em 1991 e desde então o canal tem vindo a oferecer cada vez mais conteúdos aos seus espectadores. Em 2017, o Eurosport transmitiu pela primeira vez a totalidade das etapas do primeiro ao último quilómetro na televisão e on-line via Eurosport Player. Medidas COVID-19 - um Tour Diferente do habitual Este ano, a pandemia de COVID-19 obrigou a algumas mudanças importantes na organização da Volta a França. A organização do Tour solicitou aos espetadores da prova que usem a máscara sempre que forem assistir à corrida. Para além disso, durante o Tour de France, um laboratório acompanhará a caravana e promete resultados conhecidos no máximo de duas horas, com dois testes a cada corredor antes do arranque de cada etapa e em cada dia de descanso. Serão igualmente criadas ‘bolhas’ de grupos para cada equipa, a fim de evitar ao máximo o contacto com o exterior e o protocolo em torno dos pódios foi reduzido ao máximo. Exemplo disso é o fim das ‘meninas do pódio’. O Tour de France 2020 também reduziu drasticamente o número de pessoas envolvidas diariamente na prova. Entre corredores, equipas técnicas, parceiros, organizadores, patrocinadores e outros trabalhadores haverá apenas 3000 pessoas, ao contrário das habituais 5000. Os ciclistas serão mais protegidos e não vão estar autorizados a interagir com os adeptos, sendo obrigatório o uso de máscara nos locais comuns. A regra mais polémica que a organização do Tour impôs é a que determina a exclusão da equipa da prova caso duas ou mais pessoas da mesma formação apresentem fortes sintomas suspeitos ou tenham testado positivo à COVID-19. A medida aplica-se não apenas a ciclistas, mas também ao ‘staff’ das equipas. Algo que pode ter um efeito imprevisível no desfecho da corrida. Até ao momento, desde o início da pandemia, já foram registados em França praticamente 230 mil casos de COVID-19, havendo a lamentar a morte de mais de 30 mil pessoas. Os candidatos à classificação geral (camisola amarela) Bernal defende o título O colombiano Egan Bernal, vencedor do Tour de France 2019, apresenta-se este ano com vontade de renovar o título. Vai liderar uma INEOS desfalcada de algumas das suas principais estrelas como Cris Froome, quatro vezes vencedor do Tour, e Geraint Thomas, vencedor do Tour 2018. Froome, que no final da temporada vai mudar-se para a Israel Start-Up Nation, correrá a Volta a Espanha, entre 20 de Outubro e 8 de Novembro, enquanto Thomas terá como objectivo a Volta a Itália, que decorrerá entre 3 e 25 de Outubro. Primoz Roglig e Jumbo-Visma em ascensão O esloveno Primoz Roglig é apontado como um dos grandes favoritos à vitória no Tour e promete dar luta a Bernal. A equipa Jumbo-Visma vem ano após ano a reforçar-se com ciclistas importantes como Tom Dumoulin, Wout van Aert, Toni Martin e outros que garantem um bloco capaz de fazer frente à dominante Ineos. Os outros O jovem Tadej Pogacar (UAE - Team Emirates), Emanuel Buchmann (Bora - Hansgrohe), Richard Carapaz (Ineos Grenadiers), Tom Dumoulin (Jumbo - Visma), Nairo Quintana (Arkea Samsic), Mikel Landa (Bahrain McClaren), Thibaut Pinot (Groupama FDJ), Rigoberto Urán (EF - Education First), Miguel Angel Lopez (Astana), são outras das estrelas que têm confirmada a sua participação nesta edição e podem fazer algo de importante. Tadej Pogacar Candidatos à classificação por pontos (camisola Verde) Wout van Aert O ciclista belga da Jumbo-Visma tem mostrado estar num pico de forma impressionante, tendo vencido recentemente várias clássicas importantes como a Strade Bianche e a Milão - San-remo, além de se ter sagrado campeão belga de contrarrelógio pelo segundo ano consecutivo, é um dos candidatos à classificação dos pontos. Wout Van Aert já venceu etapa no Tour de França em 2019 Peter Sagan É o recordista desta classificação na história do Tour de France e como tal, é sempre favorito a vencer a camisola verde, tentará a sua oitava camisola verde. Peter Sagan Os outros O pequeno sprinter australiano Caleb Ewan (Lotto-Soudal), Elia Viviani (Cofidis), Sam Bennet (Deceuninck - Quick-Step), Alexander Kristoff (UAE-Team Emirates), Giacomo Nizzolo (NTT Pro Cycling) ou Sonny Colbrelli (Bahrain McClaren) são outros nomes importantes que podem ter algo a dizer nesta classificação. Classificação da Montanha (camisola das bolinhas) Julian Alaphilippe Já venceu esta classificação em 2018, e fez sonhar muita gente ao andar vestido de amarelo vários dias na ultima edição do Tour de France, mostrando que anda muito bem na montanha e é candidato a esta classificação. Romain Bardet É muitas vezes apontado à classificação geral, no entanto foi o vencedor desta classificação em 2019 e como tal volta a ser candidato. Os Outros Adam Yates ou Esteban Chavez (Mitchelton-Scott) são ciclistas que também podem lutar por esta classificação, assim como o rei das fugas Thomas de Gendt (Lotto-Soudal), Warren Barguil (Arkea Samsic), Sérgio Higuita (EF-Education First) ou David de la Cruz (UAE - Team Emirates) que também podem vir a lutar por esta classificação. Classificação da juventude (camisola branca) Egan Bernal Vencedor da ultima edição do Tour de France, o colombiano de 23 anos juntou à vitória da classificação geral, a vitória na classificação da juventude e é o mais sério candidato este ano. Egan Bernal Tadej Pogacar O jovem ciclista esloveno fez pódio na sua primeira participação numa grande volta (Vuelta a Espanha 2019), aos 21 anos de idade vem liderar a UAE-Team Emirates no Tour 2020 e é um dos fortes candidatos para esta classificação. Tadej Pogacar Os outros A EF-Education First tem dois jovens colombianos que podem lutar por esta classificação, são eles Sergio Higuita e Daniel Martinez. Num ano atípico, a expectativa é grande e poderão haver muitas surpresas ao longo de 3 semanas de corrida. A opinião de Paulo Martins, comentador Eurosport: "Esta edição o Tour será o mais emocionante dos últimos 20 anos, pela pandemia do covid-19 que pode eliminar a qualquer momento um dos grandes favoritos à vitória final por contagio, pela dureza do percurso e ao mesmo tempo com preparações dos ciclistas diferentes de qualquer edição anterior. Por tudo isto vamos ter incerteza do vencedor até ao final em Paris."Paulo Martins Para ver já a partir de hoje pelas 17:30 no programa Especial de Apresentação das Equipas no Eurosport 1. Por: Luís Beltrão Fontes: comunicado de imprensa Eurosport Portugal, site oficial do Tour de France. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato da Europa - Exibição de luxo da selecção portuguesa de ciclismo A Equipa Portugal teve hoje uma prestação de alto nível na prova de fundo elite do Campeonato da Europa de Estrada, em Plouay, França, onde Rui Oliveira ainda terminou a discutir o sprint que decidiu o título a favor do italiano Giacomo Nizzolo, novo campeão da Europa. (Vídeo no final). Foi desta forma que Giacomo Nizzolo se sagrou Campeão da Europa. O coletivo português executou o plano traçado pelo selecionador, José Poeira, ao longo dos 177,45 quilómetros de corrida, estando sempre muito activo e em grande plano, conseguindo no final o objectivo de estar na discussão da corrida, sem no entanto ser com Rui Costa como planeado. Depois de uma jornada de muito labor, em favor de Rui Costa, Rui Oliveira ainda se imiscuiu no sprint, acabando na 14.ª posição, com o mesmo tempo dos corredores que conquistaram as medalhas, Giacomo Nizzolo, seguido pelo francês Arnaud Demare e pelo alemão Pascal Ackermann. Rui Oliveira ainda terminou no sprint do grupo que discutiu a vitória, acabando na 14.ª posição A Equipa Portugal mostrou-se ao longo de toda a prova pelo modo profissional como se bateu de igual para igual com todas as outras nações, graças a um trabalho em que todos participaram. Rafael Reis e Rafael Silva foram importantes na ajuda à boa colocação do conjunto, essencial para escapar às duas principais quedas da corrida.Os gémeos Oliveira mantiveram-se atentos na frente do pelotão, anulando as tentativas de fuga que pudessem colocar em risco as aspirações nacionais. A 50 quilómetros do fim, Rúben Guerreiro (o mais combativo da selecção ao longo da corrida) abriu um novo capítulo no desempenho nacional, saltando para a frente da corrida, de forma a manter o ritmo elevado, numa altura em que o pelotão se partira e alguns homens rápidos perdiam o contacto. Rúben Guerreiro foi o mais combativo da selecção portuguesa, apoiando Rui Costa e fazendo a fuga a 40 km's do fim, que acabou por não ter sucesso. Quando a Equipa Portugal planeava endurecer mais a corrida, para tentar reduzir o pelotão. O líder, Rui Costa teve duas vezes problemas mecânicos com o selim da bicicleta, ainda assim o ex-campeão do mundo tentou a fuga nos quilómetros finais, mas a selecção italiana não permitiu. Rui Costa esteve sempre muito bem colocado e acabou por não terminar melhor devido a problemas mecânicos. "Quando devíamos estar à frente, tivemos o azar de estar atrás. Já não foi possível atacar a corrida para tentar um bom resultado com o Rui Costa. Com um grupo tão numeroso, o plano passou a ser tentar levar o Rui Oliveira nas melhores condições para a discussão do sprint. Foi nesse sentido o ataque do Rui Costa, para desgastar os adversários", explica José Poeira. Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=onfm7dd8r8o O resultado final não fez total justiça à qualidade da prestação portuguesa na Bretanha. Depois de Rui Oliveira, cortaram a meta Rui Costa, 29.º, a 4 segundos, Rúben Guerreiro, 41.º, a 11 segundos, Ivo Oliveira, 60.º, a 3m27s, Rafael Silva, 80.º, e Rafael Reis, 87.º, a 8m26s. "Foi das melhores exibições que fizemos enquanto Seleção Nacional. Estivemos sempre na frente, ajudando-nos mutuamente, todos a um nível excelente. No final, como a corrida não se fez tão dura quanto seria necessário para o Rui Costa, a segunda cartada era resguardar-me para o sprint. Já cheguei um pouco fatigado, mas entrei bem posicionado. Ia, certamente, para um top 10, mas fui um pouco apertado por um ciclista da República Checa. Tive de travar e perdi posições. Melhorei o resultado do ano passado, mas queria mais", conta Rui Oliveira. Amanhã, mais provas A prova de fundo para sub-23 é a próxima corrida do programa com participação portuguesa. Acontece nesta quinta-feira, com início às 8h00. A corrida terá 136,6 quilómetros, resultantes de dez voltas ao circuito de Plouay.A Equipa Portugal será representada por Afonso Silva, Guilherme Mota, Miguel Salgueiro e Pedro Miguel Lopes. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Portugal com 14 ciclistas nos europeus de estrada A equipa de Portugal com 14 ciclistas nos europeus de estrada, que se realiza em Plouay, na região francesa da Bretanha, entre 24 e 28 de Agosto. É já a partir de amanhã que arranca mais uma edição dos Campeonatos da Europa de Ciclismo de Estrada, na cidade francesa de Plouay. A prova arranca no dia 24 de Agosto, cinco dias antes do início da Volta a França, com o contrarrelógio em todas as categorias, seguindo-se a corrida de fundo da elite masculina no dia 26, um dia antes da feminina, num programa que contempla ainda provas mistas e de sub-23 e de juniores. Os portugueses presentes A seleção lusa será como sempre comandada por José Poeira e etrá os seguintes atletas em prova: Elites Masculinos Ivo Oliveira - UAE Team EmiratesRui Oliveira - UAE Team EmiratesRui Costa - UAE Team EmiratesRafael Reis - FeirenseRafael Silva- EfapelRúben Guerreiro - EF-Education First Sub-23 Afonso Silva - Rádio Popular-BoavistaMiguel Salgueiro - LA Alumínios-LA SportGuilherme Mota  - Kelly/InOutBuild/UDOPedro Miguel Lopes - Kelly/InOutBuild/UDO Juniores femininas Beatriz Roxo - Academia de Ciclismo de ParedesDaniela Campos Juniores masculinos Fábio Fernandes - Escola de OvarJoão Ferreira - Academia Joaquim Agostinho/CYR/UDO Como foi no ano passado Na última edição do Europeus de Ciclismo, em Alkmaar, nos Países Baixos, a seleção da casa acabou por acumular o maior número de medalhas, com um total de 10 (5-2-3). Na prova de fundo, o título foi para o italiano Elia Viviani, enquanto que nas senhoras foi para a holandesa Amy Pieters. Já no contrarrelógio, o jovem belga Remco Evenepoel garantiu a medalha de ouro. Nas senhoras o triunfo coube à holandesa Ellen van Dijk. Os Países Baixos foram ainda a melhor selecção no contrarrelógio misto. Não percas os Campeonatos da Europa de Ciclismo de Estrada de 24 a 28 de Agosto no Eurosport. As provas têm os comentários de Paulo Martins e Gonçalo Moreira. HORÁRIOS: 2.ª-FEIRA, 24 DE AGOSTO – 13:30H – 14:50H – Contrarrelógio feminino 2.ª-FEIRA, 24 DE AGOSTO – 15:10 – 16:30H – Contrarrelógio masculino 4.ª-FEIRA, 26 DE AGOSTO – 12:40H – 15:00H – Fundo masculino 5.ª-FEIRA, 27 DE AGOSTO – 12:40H – 14:55H – Fundo feminino 6.ª-FEIRA, 28 DE AGOSTO – 13:30H – 16:15H – Contrarrelógio por equipas mistas Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Adam Yates assina pela Ineos Grenadier O ciclista britânico Adam Yates (Mitchelton - Scott) assina pela Ineos Grenadier para as próximas duas temporadas, o anuncio foi feito pela própria equipa. Adam Yates Adam Yates, de 28 anos, quarto classificado no Tour 2016, vencedor da Volta aos Emirados Árabes Unidos em 2020, vai deixar de correr ao lado do seu irmão Simon, mas mostra-se entusiasmado com esta mudança. "Estou muito entusiasmado com a perspectiva de competir por uma equipa britânica. Testemunhei a ascensão do ciclismo no Reino Unido durante minha carreira e acho que isto foi impulsionado pelo sucesso dos ciclistas britânicos e desta equipa. É uma oportunidade fantástica e acho que veio na hora certa ",disse Adam Yates O director da equipa da Ineos Grenadiers, Sir Dave Brailsford, destacou a contratação de Adam Yates numa nova fase da equipa. "Estou muito feliz por o Adam finalmente se juntar à equipa . Acreditamos que é o momento certo, pois ele entra no auge da sua carreira e embarcamos numa nova era como Ineos Grenadier",disse Braislford A notícia foi confirmada 48 horas depois do seu irmão, Simon Yates anunciar a sua renovação de contrato com Mitchelton-Scott por mais dois anos. Os dois irmãos correrão em equipas rivais pela primeira vez desde que se tornaram profissionais em 2014. O ano 2020, além de ficar marcado pela pandemia do COVID-19, está também a ser marcado por uma ascensão de uma nova geração de ciclistas, e uma série de contratações e mexidas nas equipas que veem alterar todo o espectro do ciclismo para 2021. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Alarmes na Jumbo-Visma, Steven Kruijswijk fora do Tour A expectativa é grande para ver o embate entre as equipas Ineos e Jumbo-Visma no Tour de França deste ano, e a equipa holandesa sofreu uma baixa de peso no bloco de apoio a Primoz Roglic, Steven Kruijswijk está fora do Tour. Steven Kruijswijk Steven Kruijswijk, outra das grandes figuras da equipa e terceiro classificado o ano passado no Tour de França, não vai participar na edição de 2020. A queda que sofreu na quarta etapa do Dauphiné revelou-se mais grave do que parecia, confirmando-se algumas notícias que já questionavam a sua presença no Tour. A sua vaga na equipa será ocupada pelo norueguês Amund Grondahl Jansen, um ciclistas de características diferentes de Kruijswijk que terá a responsabilidade importante de ajudar Roglic e Dumoulin. Amund Jansen é o escolhido para substituir Kruijswijk. Os oito ciclistas da Jumbo-Visma serão assim os seguintes: RoglicDumoulinBennettKussVan AertMartinGesinkJansen Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novas rodas FFWD Tyro A conceituada marca de rodas Fast Forward (FFWD), conhecida pela qualidade e experiência no mundo das rodas de carbono lançou as novas rodas FFWD Tyro, umas rodas com algumas tecnologias dos modelos topo de gama a um nível de preço mais acessível. Versatilidade é outra das características destas rodas, as novas rodas FFWD TYRO não são exclusivamente rodas de estrada, pois podem montar pneus até 40mm, o que as torna versáteis e atractivas para quem quer andar com FFWD em qualquer tipo de terreno ou especialidade, seja estrada, granfondo ou gravel. Os aros de carbono das FFWD TYRO são tubeless ready, apenas para discos e incorporam cubos de alta qualidade. Características e especificações das novas Tyro Para mais informações sobre as rodas FFWD consulta o distribuidor oficial cicleon.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança capacete Align II - Tecnologia MIPS a preço acessível A Specialized lançou o capacete Align II, com tecnologia MIPS e design moderno por um preço acessível a todos. Custando apenas 49,90€, a característica de destaque do Align II é o revolucionário sistema de proteção multidirecional MIPS (Multi-Directional Impact Protection System), que reduz as “forças rotacionais” causadas por impactos angulares (relembramos que esta tecnologia patenteada normalmente só está disponível em capacetes de gama alta). O sistema MIPS é uma camada de baixa fricção, que permite ummovimento deslizante de 10 a 15mm. em todas as direcções. Após avaliarem todos os tipos de lesões cerebrais, o MIPS descobriu que os impactos angulares e rotacionais são os mais comuns. Os estudos do MIPS indicam que, o sistema reduz algumas das forças rotacionais transmitidas ao cérebro durante os impactos angulares. A Specialized acredita que o MIPS é uma tecnologia de tal forma importante que deve disponível a todos os ciclistas, sem que para isso rebentem com as poupanças. Enquanto que a integração do MIPS foi essencial durante o desenvolvimento do Align II, a marca não desistiu do estilo e conforto, colocando neste capacete fitas Tri-Fix, o sistema deaperto rotativo Headset SX, para um ajuste simples, o sistema de refrigeração 4th Dimension Cooling System para uma boa ventilação, e três tamanhos universais para alcançar o ajuste perfeito. Graças ao engenho da equipa de capacetes da Specialized, foram capazes de combinar todas estas características "premium" num pacote acessível, que posiciona o Align II numa classe à parte – e que certamente o tornará no favorito dos seus clientes. Principais características do Align II Tecnologia MIPS a preço acessível, custando 49,90€Desenho elegante.Comforto e ajuste, com repartidor Tri-Fix, característica dos capacetes de gama alta da Specialized que elimina as volumosas fitas e oferece um ajuste mais confortável.Sistema de refrigeração 4th Dimension – Testado no Win Tunnel da Specialized, para melhor ventilação.Design Premiado – A equipa de design da Specialized integrou estes elementos de ajuste e funcionalidade, num capacete visualmente atractivo. Mais informações sobre o Align II no site da Specialized Portugal. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. 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Michal Kwiatkowski, Andrey Amador, Jonathan Castroviejo, Luke Rowe e Dylan Van Baarle completam os oito da equipa britânica para o Tour de França 2020. Richard Carapaz é surpresa de última hora. A explicação das escolhas, pelo próprio Sir Dave Brailsford "O Egan terá mais uma vez como alvo a camisola amarela em França e estamos muito satisfeitos em dar ao vencedor do Giro do ano passado, Richard Carapaz, a sua estreia no Tour deste ano", disse Brailsford Sir Dave Brailsford, director da Ineos "O Geraint vai ter na mira o Giro e ter a oportunidade para dobrar a sua vitória no Tour de France com outra grande volta, com o objectivo de ser o primeiro galês a conquistá-lo.Dave Brailsford "Por sua vez, Chris Froome terá como objectivo a Vuelta. O Chris é uma lenda do nosso desporto, um verdadeiro campeão que demonstrou uma coragem incrível e determinação para voltar da sua queda o ano passado. Queremos apoiá-lo para competir por outra vitória numa grande volta, e a Vuelta a Espanha dá-lhe um pouco mais de tempo para continuar o seu progresso para um nível superior.Dave Brailsford O director da equipa disse ainda que está satisfeito por ter várias opções na equipa, desde ciclistas já vencedores de grandes voltas, a ciclistas que garantem o futuro, adiantando que numa equipa como a Ineos é fundamental saber seleccionar o líder certo para cada corrida, de acordo com as informações sobre o estado dos atletas. Richard Carapaz era apontado como o ciclista que iria defender o título no Giro, mas surge agora como "braço direito" de Bernal no Tour. Terá esta escolha relacionada com a estabilidade da equipa? Deixa-nos a tua opinião comentário sobre estas escolhas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Canyon Exceed - a nova rígida de montanha alemã Hoje, 18 de Agosto é lançada a nova Canyon Exceed CF, SLX e CFR, a bicicleta de montanha rígida, campeã de vendas da marca alemã. Os modelos CFR (Canyon Factory Racing) são lançamos hoje e são produtos produzidos em equipa entre os engenheiros da Canyon, desenhadores, mecânicos e os pilotos mais rápidos do mundo. O modelo Exceed original ganhou o Campeonato de Mundo e a Taça do Mundo, pilotada por ciclistas de topo, e segundo a marca, fazendo a família Exceed inteira mais leve, mais rígida e com melhor controlo nos percursos mais duros. De acordo com a Canyon, a nova Exceed CFR tem um dos quadros mais leves do planeta, com só 835 gramas em tamanho M, peso conseguido através de engenharia e materiais de vanguarda. A nova Exceed CFRs usa o que a Canyon chama de “cabelo de unicórnio”, uma fibra pouco comum de carbono (Toray M40X) de um custo tão Elevado que é muito pouco usada na indústria da bicicleta. O cabelo de unicórnio é rígido e resistente, e permite usar menos material mantendo uma força e rigidez excepcionais.   Todos os novos modelos de Exceed surgem com uma geometria moderna e equilibrada, com o objectivo de melhorar o controlo em terrenos complicados enquanto é rápida e ágil no trilho. Os ângulos mais descontraídos e um "reach" mais longo são as mudanças mais evidentes na geometria. Os novos modelos de Exceed calçam rodas de 29” e têm espaço para dois bidões, mesmo no tamanho XS para pilotos com menos de 158 cm. A tecnologia para trancar guiador em caso de queda ou transporte, anteriormente no exterior do tubo horizontal, continua a existir mas agora é completamente escondida no interior da testa do quadro. Quadro com aperto de espigão integrado é outra das novidades, completando o aspecto limpo do quadro. O espigão telescópico, guiador com avanço integrado, bem como a passagem de cabos e espirais mais integrados são tecnologias que transportam a nova Canyon Exceed para os dias de hoje. Este novo modelo encontra-se disponível a partir do dia de hoje no site da CANYON, onde podes encontrar todos os modelos disponíveis, com preços desde os 1.699,00 € até aos 6.499,00 €. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa é o novo campeão nacional de fundo Rui Costa (UAE Team Emirates) é o novo campeão nacional de fundo, batendo Daniel Mestre (W52-FC Porto) ao sprint, depois de uma corrida emocionante de 165,6 quilómetros. A competição ficou marcada por uma intensa luta tácita entre as principais equipas, que envolveram os respectivos chefes-de-fila nas movimentações principais, desde muito cedo. A cerca de 80 quilómetros da meta alguns dos principais candidatos ao triunfo começaram a juntar-se em cabeça de corrida, num grupo que foi ganhando elementos até ficarem 14 ciclistas na dianteira. A W52-FC Porto, com quatro homens na frente foi atacando à vez, procurando deixar os rivais isolados, sendo a UAE Team Emirates a equipa que conseguiu responder melhor. Inicialmente contava apenas com Rui Costa e Rui Oliveira no grupo principal, mas Ivo Oliveira conseguiu fazer "a ponte" para a fuga. Na última volta, a pouco mais de 5 quilómetros da meta Rui Costa desferiu um ataque ao qual apenas Daniel Mestre conseguiu responder, mantendo-se os dois juntos até ao final, acabando por oferecer um excelente espectáculo na reta da meta, numa subida exigente. "Correr em Portugal não é fácil, apesar de virmos com muito mais ritmo competitivo. Foi uma prova muito bem disputada, sempre num ritmo alto. Vi que o Daniel Mestre estava forte logo no momento em que nos unimos ao grupo da frente. Quando ataquei, o Daniel veio comigo e ficámos juntos até ao fim. Voltar a correr além fronteiras com a camisola de campeão nacional é muito importante e um grande orgulho", afirmou Rui Costa. O novo campeão nacional de fundo na categoria de elite, explicou ainda a forma como chegou ao triunfo:  "Quis sprintar desde a frente. A 300 metros eu vinha atrás do Daniel, mas passeio-o porque quis lançar o sprint da dianteira. O Daniel, muito valente, deu guerra até à meta, acabei por ganhar por um palmo". Rui Costa deixou ainda uma palavra para o trabalho de Ivo e Rui Oliveira.  "O Rui esteve praticamente em todos os cortes. Já na fase mais decisiva, o Ivo fez um esforço enorme, vindo de trás para a frente, com uma volta brilhante. Os dois foram excecionais", concluiu o poveiro.disse Rui Costa Daniel Mestre realça o facto de as forças estarem ela por ela. "Se o Rui Costa viu que eu estava forte eu também percebi que ele estava muito bem, como sempre está. Vim com ambição de lutar pela vitória. A nossa equipa tinha superioridade numérica, o Rui tem a vantagem de chegar com mais dias de competição. As condições eram ela por ela. Foi uma luta até ao fim e há que dar os parabéns ao vencedor. Nos campeonatos nacionais os piores lugares são o segundo e o quarto, o que fica atrás do vencedor e o que não ganha qualquer medalha. Coube-me o segundo, mas sendo atrás do Rui Costa dá-me motivação para as próximas competições", resumiu Daniel Mestre. Pódio final TOP 10 final da corrida Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jakob Fuglsang venceu a Volta a Lombardia O dinamarquês Jakob Fuglsang venceu a Volta a Lombardia (segundo monumento da temporada), conseguindo assim o segundo monumento da sua carreira, depois de vencer o ano passado a Liège-Bastogne-Liège. Jakob Fuglsang cortou a meta isolado. O ciclista da Astana venceu a corrida com grande classe, sendo aquele que mexeu na corrida nos momentos certos e sempre com consequências para os adversários. Jakob Fuglsang atacou duas vezes, e nessas duas vezes partiu a corrida. George Bennet (Jumbo-Visma) foi o ciclista que deu mais trabalho a Jakob Fuglsang, tentando também ele a vitória mas sem sucesso, acabou por não ter capacidade para responder ao ataque decisivo de Fuglsang na subida final. George Bennet A fechar o pódio terminou o ciclista russo também da Astana, Aleksandr Vlasov. TOP 10 final da Volta à Lombardia O melhor português em prova foi Rúben Guerreiro, que terminou no TOP 20 (17.º posto), naquela que foi a primeira corrida do ciclista da EF-Education First após a paragem do ciclismo por razões da pandemia COVID-19, deixando boas indicações para o que resta de temporada. Destaque ainda para a queda aparatosa de um dos favoritos à vitória, o jovem belga Remco Evenepoel caiu numa ponte, numa das descidas quando seguia no grupo da frente. A equipa já comunicou que Evenepoel está consciente, a ser tratado no hospital. https://www.youtube.com/watch?v=oE-l_nm-fvo&fbclid=IwAR2kJ8JgVDHJcSVUi862_KfexgzeK0kpxcMpYNvFTmM8qd91z4w1fbgkcFc Classificações completas aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ivo Oliveira é Campeão Nacional de contra-relógio Ivo Oliveira (UAE Team Emirates) é Campeão Nacional de contra-relógio, conquistou hoje, em Paredes, o título nacional da especialidade na categoria de elite. Ivo Oliveira envergará a camisola de Campeão Nacional de aqui em diante. Em segundo lugar ficou Rui Costa (UAE Team Emirates), que tinha vencido a prova de abertura do ciclismo após interrupção da época pela pandemia Covid-19, mas que hoje terminou a prova com mais 9 segundos que o seu colega de equipa. Rui Costa A fechar o pódio, no terceiro lugar terminou Tiago Machado (Efapel), o ciclista da Efapel voltou a focar o seu treino nesta especialidade e o resultado está à vista com este magnifico resultado, Tiago Machado terminou o contra-relógio com mais 13 segundos que o vencedor. Tiago Machado fez um resultado magnifico. TOP 10 da prova de Elites Masculinos Os corredores de elite cumpriram 18,1 quilómetros, num percurso exigente, entre as freguesias de Gandra e Baltar. Ivo Oliveira é campeão nacional de contra-relógio de elite pela primeira vez, graças a um desempenho sem mácula, que lhe permitiu cortar a meta ao fim de 23m45s (45,726 km/h). Sub-23 masculinos O vencedor foi o sub-23 de segundo ano Guilherme Mota (Kelly/InOutBuild/UDO), com um registo de 24m58s. Seguiu-se Daniel Dias (Sicasal/Miticar/CM Torres Vedras), sub-23 de primeiro ano, a 15 segundos. Guilherme Mota é o novo campeão nacional sub-23 da especialidade. Pedro Andrade (Hagens Berman Axeon), na segunda época entre os menores de 23 anos, fechou o pódio, a 23 segundos da medalha de ouro. TOP 10 Sub-23 masculinos O primeiro dia da edição de 2020 dos Campeonatos Nacionais de Estrada contou ainda com a com o exercício individual de paraciclismo. Num percurso com 12,5 quilómetros, foram coroados dez campeões nacionais. As categorias com maior número de participantes foram as de C5, na qual se impôs Manuel Ferreira (ADRAP), e H4, que teve como vencedor Flávio Pacheco (Associação SCAV ? Sport Ciclismo de Almodôvar). Campeões Nacionais de Paraciclismo C1: Bernardo VieiraC2: Telmo Pinão (Casa do Sport Lisboa e Benfica de Montemor-o-Velho)C3: Paulo Teixeira (Associação Ciclismo Rodabike Gondomar)C4: João Monteiro (Associação Mozinho Aventura)C5: Manuel Ferreira (ADRAP)D: João Marques (ACD Milharado)H3: João Pinto (CC Portimão)H4: Flávio Pacheco (Associação SCAV - Sport Ciclismo Almodôvar)H4 Feminina: Filomena OliveiraH5: Luís Costa (CC Portimão) Prova de Fundo para Sub-23 As provas começam neste sábado, com a corrida de sub-23. A competição arranca às 14h30. O pelotão vai completar 138,2 quilómetros, com partida e chegada em Gandra, nas instalações da Majorfe. Os primeiros 42,3 são feitos num percurso mais largo, antes da entrada no circuito final de 12,9 quilómetros. A corrida acaba à oitava passagem pela meta, quando os ciclistas tiveram somado um desnível positivo acumulado de 2860 metros. FONTE: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Lombardia - o 2.º Monumento da época É já este sábado, dia 15 de Agosto, que se realiza a Volta à Lombardia, uma das mais emocionantes e prestigiadas corridas da temporada e que promete deixar os fãs de ciclismo colados aos ecrãs do Eurosport. Fotografia: Getty Images - Europort Depois da Milão – San-remo, chega a vez da Volta à Lombardia, o 2.º Monumento da época. Tradicionalmente a esta prova acontece apenas no outono, razão pela qual é tradicionalmente conhecida como a “Clássica das Folhas Caídas”. No entanto, a pandemia de COVID-19 obrigou a UCI a mudanças consideráveis no calendário da temporada. Bauke Molema foi o vencedor da ultima edição da prova. A primeira edição da Volta à Lombardia data de 1905 convertendo-a numa das mais antigas corridas do mundo. O italiano Fausto Coppi é o ciclista com maior número de títulos, com um total de cinco (1946-1949, 1954). Segue-se o italiano Alfredo Binda com quatro (1925-1927, 1931). Este ano, cumpre-se a 114.ª edição da histórica corrida. São 231 quilómetros com partida em Bergamo e chegada ao Lago Como. A prova é considerada por muitos como uma clássica para trepadores, uma vez que favorece as características deste tipo de ciclistas. Pontos chave do percurso A subida a Madonna del Ghisallo, nos últimos quilómetros antes da meta, é uma das mais famosas da corrida. Destaque ainda para as duras subidas a Colma di Sormano, Civiglio e San Fermo della Battaglia. O percurso deste ano será praticamente igual ao do da edição de 2019. A Volta à Lombardia 2020 será dedicada à memoria de Felice Gimondi, vencedor de duas edições da histórica corrida (1966 e 1973). Principais nomes inscritos João Almeida (Deceuninck – Quuick Step) é até ao momento o único pré-inscrito para este 2.º ‘Monumento’ da temporada.  No pelotão estarão outras estrelas como Bauke Mollema, vencedor da prova no ano passado, Remco Evenepoel, vencedor da Volta ao Algarve, Richard Carapaz, vencedor do Giro 2019, Vincenzo Nibali, vencedor do Giro 2013 e 2016 ou Fabio Aru, vencedor da Vuelta 2015. Giulio Ciccone, Jakob Fuglsang, Mathieu van der Poel, Max Schachmann são outros dos participantes na corrida apontados pela organização. Um dos ciclistas do momento, Remco Evenepoel participa no seu primeiro monumento. Data, horário e transmissão Não percas a Volta à Lombardia, este sábado, 15 de agosto, no Eurosport 2 ou no Eurosport Player, a partir das 15:50h, com comentários Paulo Martins, Olivier Bonamici e Gonçalo Moreira. EUROSPORT A CASA DO CICLISMO O Eurosport continua a ser A Casa do Ciclismo na Europa com mais de 2500 horas de cobertura em direto distribuídas por 200 dias ao longo do ano e mais de 110 eventos profissionais durante toda a temporada. As Três Grandes Voltas - Giro d’Italia, Tour de France ou Vuelta a España - os Cinco Monumentos, os Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada e de Pista são alguns dos eventos que o Eurosport emite para todos os fãs da modalidade. Programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal será organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo Ao contrário do habitual, em que a Volta a Portugal é organizada por uma empresa (a Podium), este ano a Volta a Portugal será organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo. A prova terá formato um pouco diferente do habitual, mas de acordo com o comunicado da Federação a prova vai para a estrada entre 27 de Setembro a 5 de Outubro. "A edição de 2020 da Volta a Portugal em Bicicleta vai realizar-se de 27 de setembro a 5 de outubro, sendo organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo.A edição tradicional da Volta, enquanto grande festa popular de agosto, com 12 dias de duração, não se realizou, devido à pandemia.A Federação Portuguesa de Ciclismo entendeu, no entanto, que a Volta a Portugal é essencial para o futuro do ciclismo profissional no país, tendo decidido organizar uma edição adaptada às circunstâncias especiais em que vivemos.A corrida será composta por um prólogo e oito etapas, tendo as principais características de um grande evento de ciclismo: interesse desportivo, forte impacto mediático, capacidade de dinamizar a economia do país e de divulgar o território e garantia de retorno para o investimento dos patrocinadores da corrida e das equipas participantes.Depois de a iniciativa da Federação Portuguesa de Ciclismo ter obtido um excelente acolhimento das câmaras municipais contactadas para integrarem o itinerário, decorrem com normalidade os trabalhos para a organização da prova.Oportunamente serão comunicados os detalhes desta Volta a Portugal, que, em 2020, pretende ser especial e inspiradora, um símbolo de um país que supera adversidades para celebrar a vida através do desporto."Diz o comunicado da Federação Portuguesa de Ciclismo Após uma alteração de datas e um novo adiamento, parece que será de vez a confirmação da prova mas num contexto como o actual, até lá tudo pode acontecer, esperemos para bem do ciclismo no nosso país que a prova vá para a estrada nestas datas. Sobre a envolvente da organização da prova e sobre os anteriores adiamentos, fizemos um Podcast dedicado ao tema no dia 26 de Junho deste ano (acabava de se saber de novo adiamento), no qual analisámos a organização, os acontecimentos e posições de algumas entidades envolvidas na Volta a Portugal. Partilhamos de novo para quem não ouviu, pois já na altura referimos por um lado a estranheza no silêncio por parte da Podium (habitual organizador), e por outro os esforços da Federação Portuguesa de Ciclismo para que a prova se realizasse. https://www.youtube.com/watch?v=mMbqRIZU7VQ Sem qualquer informação nem comunicação por parte do antigo organizador continua no ar a questão: Podia este ter feito mais? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Canyon Ultimate CFR A marca alemã lança uma nova versão da Ultimate, a Canyon Ultimate CFR. Da colaboração com várias equipas de topo como Movistar, Alpecin-Fenix ou Arkea Samsic, surge a Canyon Factory Racing. Enric Maas na Canyon Ultimate CFR De acordo com a marca, é uma colaboração desafiante para engenheiros e atletas, mas conseguiram fazer com que as CFR sejam mais leves do que nunca. A Canyon Factory Racing é o resultado de décadas de experiência em engenharia e intensa colaboração com os atletas. Do molecular ao muscular, os atletas e especialistas trabalharam simbioticamente para conseguir criar um novo tipo de bicicleta de estrada; uma troca de opiniões e testes entre homem e máquina que custou anos de aperfeiçoamento. Os responsáveis da marca explicam, porque criaram a Canyon Factory Racing? "Porque ser o melhor exige sempre mais, tanto na engenharia como para os atletas e os apaixonados do desporto. A Canyon Factory Racing chega ao seguinte nível para obrigar-nos a ir mais rápido, a ser mais inteligentes, a construir melhor. É um objectivo de grandeza destilado em três letras." A Ultimate CFR continua o sucesso da Ultimate CF Evo Disc, a bicicleta com travões de disco mais leve do mundo. É a primeira gama CFR que definirá o desempenho nas suas categorias. Uma famosa bicicleta trepadora com pedigree de vencedora de grandes voltas, a Ultimate CFR oferece uma relação rigidez-peso imbatível para desfrutar de uma eficiência total. A leveza é fundamental nestes desenhos, mas também a durabilidade. Essa é a razão pela que estes 675 gr's. de quadro e 285 gr's. de forqueta tiveram de superar os nossos rigorosos testes. Este incrível peso conseguiu-se através da aplicação de módulos ultra leves de alta qualidade de fibra de carbono que são muito estranhos na indústria. A Canyon diz que o material é tão especial que tiveram que pedir permissões ao Ministério de Defesa japonês para ter acesso a ele. Para criar uma estrutura tão forte como duradoura e leve, os módulos de fibra ultra leves estão misturados com outros módulos de alta elasticidade. Esta construção aplicou-se depois a moldes com uma precisão clínica, assegurando uma mínima sobreposição das fibras para poupar material e peso. Segundo a Canyon, todas estas novidades não só conseguem o melhor desempenho, também um quadro suave para pedalar, um controlo excelente e com perfis que poupam energia aerodinâmica. A Ultimate CFR estrá a competir ao mais alto nível com alguns dos melhores trepadores do mundo, como Kasia Niewiadoma da CANYON//SRAM Racing, ou Enric Mas da Movistar. Com grupo completo Shimano Dura-Ace Di2 e rodas com perfil de 50 mm. DT Swiss ARC 1100 DICUT, a Ultimate CFR Disc Di2 pesa a ilegalidade, para a UCI, de 6.5 kg. Canyon Ultimate CFR Disc Di2 Para os mais puristas, criamos a super leve  Ultimate CFR Disc EPS, com grupo Campagnolo Super Record EPS e rodas DT Swiss PRC 1100 25Y Anniversary para baixar o peso até aos 6.2 kg. Canyon Ultimate CFR Disc EPS Os quadros estão equipados com o cockpit de 270 gr's. CP0020 e o exclusivo espigão Schmolke 1K, o que faz com que sejam a tela em branco para construir sonhos a partir de 1.5 kg. A Ultimate CFR está disponível em dois modelos, à venda em canyon.com a partir hoje do 11 de Agosto. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mercado - Últimas transferências no pelotão World Tour O mercado no ciclismo de estrada está "ao rubro", Agosto é tradicionalmente um mês em que se anunciam contratações, estas são as ultimas transferências no pelotão World Tour. AG2R la Mondial A equipa francesa anunciou no dia de hoje a contratação de Greg Van Avermaet. O belga junta-se assim na equipa ao seu grande amigo Oliver Naesen, mas leva consigo Michael Schär, que também estava na CCC, começando assim a formar-se um bloco forte à volta de Avermaet para as clássicas. A AG2R é ainda notícia por perder o seu chefe de fila e prícipal estrela da equipa nos últimos anos, Romain Bardet, que se transfere para a SunWeb. Team SunWeb A equipa anunciou hoje também a contratação de Romain Bardet, como referimos acima. Para já a SunWeb leva o nosso prémio para o anúncio de contratação mais original, foi assim que anunciaram a contratação do francês nas redes sociais. https://twitter.com/TeamSunweb/status/1292748506361409536 Romain Bardet diz adeus à sua equipa de sempre, ao fim de 9 anos. Movistar O rumor, do qual tanto se falou, levando o próprio Ivan Cortina a ter que desmentir em público a notícia, tendo em conta que ainda era muito cedo para se saber, confirma-se, Ivan Cortina vai mesmo ser ciclista da Movistar para as próximas 3 temporadas. Está explicado porquê um ciclista que se apresentou tão em forma para vencer corridas no início de temporada, tem sido sempre gregário de outros na Bahrain McClaren. Israel Start-Up Nation (ISN) A futura equipa de Chris Froome continua a contratar, desta feita a equipa anunciou duas novas contratações, o primeiro foi Patrick Bevin, especialista no contra-relógio vindo da CCC. A outra contratação foi o jovem australiano Sebastian Berwick, que aos 20 anos de idade entra no escalão World Tour pela equipa israelita. Sebastian Berwick estava na equipa pro-continental australiana "St. George Continental Cycling Team". Pelo menos desta vez, a ISN contratou um ciclista com menos de 30 anos, a saber quem vai sair da futura equipa que vai rodear Chris Froome, para já a equipa israelita tem "quase 50 ciclistas". Estas são as ultimas transferências no pelotão World Tour, encontras outras anteriores no nosso site. O artigo estará em em actualização. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida líder da juventude no Tour de l'Ain Depois de terminar em terceiro da classificação geral na Volta a Burgos, João Almeida líder da juventude no Tour de l'Ain em França. Na segunda etapa, ganha por Primoz Roglic, João Almeida terminou num TOP 10 recheado de grandes nomes do ciclismo mundial, resultado que o colocou líder da classificação da juventude. João Almeida Nas redes sociais, além de destacar o desempenho soberbo de Remco Evenepoel na Volta a Polónia (está a um dia de vencer a competição e continuar invicto na temporada), e o segundo lugar de Alaphilippe na Milã - San-remo, a Deceuninck Quick-Step destacou também o desempenho do jovem português. https://twitter.com/deceuninck_qst/status/1292110877571854343 TOP 10 final da segunda etapa no Tour de l'Ain De realçar ainda que no primeiro embate da temporada entre Jumbo-Visma de Roglic e Ineos de Bernal, a uma etapa do fim Roglic lidera a classificação geral. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout Van Aert vence Milão - San-remo O ciclista belga Wout Van Aert vence a Milão - San-remo, arrecadando o primeiro monumento da temporada, bem como o primeiro da sua carreira. Wout Van Aert, Tri-Campeão do Mundo de ciclocrosse, vencedor de uma etapa no Tour de France e vencedor da Strade Bianche na semana passada, está imparável e colocou hoje no seu currículo a Milão - San-remo, um dos monumentos do ciclismo, tudo isto com 25 anos de idade. Depois da Strade Bianche no ultimo fim de semana, o belga derrotou aquele que era o actual campeão desta corrida, Julian Alaphilippe (Dececuninck-Quick-Step) ao sprint, depois do ataque do francês no Poggio (ultima subida do dia). Julian Alaphilippe chorou no final, queria dedicar a vitória a Fabio Jakobsen. Ao terminarem a descida do Poggio, a dois km's da meta Julian Alaphilippe correu ao seu estilo, jogando friamente na roda de Wout Van Aert, assim como havia feito com Fuglsang o ano passado em algumas clássicas, mas Wout Van Aert também retirou uns watts de potência mesmo indo na frente, conseguindo responder ao ataque final de Alaphilippe e vencendo a prova. Wout Van Aert vence a Milão - San-remo e Strade Bianche no ano de regresso da grave lesão que contraiu no Tour de France o ano passado. Michael Matthews (Sunweb) completou o pódio, ficando em terceiro. TOP 10 final da prova Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Actualização - Fabio Jakobsen saiu do coma induzido De acordo com a equipa do hospital Sosnowiec em Katowice, Polónia, o sprinter holandês Fabio Jakobsen (Deceuninck – Quick-Step) saiu do coma induzido. Fabio Jakobsen Pawel Gruenpeter, vice-diretor do hospital Sosnowiec disse ao media polacos: “O paciente está consciente, reage a solicitações, respira por ele próprio, a função cardíaca está normal. Estamos muito felizes. ”Pawel Gruenpeter Gruenpeter tinha informado na quinta-feira que a condição de Jakobsen havia melhorado, ainda era "séria, mas estável". No seu seu site oficial, a equipa Deceuninck Quick-Step informou: "O Fabio, que na noite de quinta-feira foi submetido a uma cirurgia maxilofacial de cinco horas, consegue mover as pernas e os braços e comunicar-se com os médicos, que imediatamente descartaram os principais problemas neurológicos. Devido à cirurgia, falar e comer será um desafio no próximo período, visto que o processo de recuperação deverá ser longo e árduo."Diz o comunicado da equipa Recordar que o jovem ciclista holandês, de 23 anos, entrou em coma enquanto era submetido a cinco horas de cirurgia na passada quarta-feira, após uma terrível queda na recta da meta da primeira etapa do volta à Polónia, onde embateu violentamente contra as barreiras de protecção quando sprintava a cerca de 80 km/h. Ontem, Dylan Groenewegen ( envolvido e causador da queda de Jakobsen) pediu desculpa, dizendo: “Não consigo encontrar palavras para descrever o quanto sinto por Fabio e pelos outros que caíram ou foram afetados”.Penso nele o tempo todo.escreveu Groenewegen Dylan Groenewegen - Volta ao Algarve 2019 Entretanto Patrick Lefevere, director da Deceuninck Quick-Step confirmou na imprensa Belga que, além da queixa à União Ciclista Internacional (UCI), a equipa irá apresentar também uma queixa na polícia Polaca contra Groenewegen. Patrick Lefevere apresentouqueixa na UCI e irá fazer o mesmo na polícia. A UCI tornou publico que "condena veementemente o comportamento perigoso de Dylan Groenewegen” e que Groenewegen foi desclassificado da corrida. Outras acções poderão ser tomadas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Milão – San-remo: O 1.º monumento da temporada Milão – San-remo: O 1.º monumento da temporada sai para a estrada este sábado com transmissão no Eurosport 1 (Créditos de foto: Eurosport - Getty Images) É já este sábado, 8 de Agosto, que se realiza a Milão – Sanremo, o 1.º Monumento de ciclismo da temporada, e os fãs da modalidade vão poder acompanhar em directo as 3 últimas horas desta emocionante corrida italiana. Esta ‘Clássica da Primavera’ deveria ter-se realizado originalmente a 21 de Março, mas a pandemia de COVID-19, que afectou o país na altura, obrigou a mudanças no calendário da UCI. Em 2020 cumpre-se a 111.ª da Milão – San-remo  Emoção não vai faltar ao longo dos quase 300 quilómetros de prova que conta ainda com alguns dos melhores ciclistas do mundo. Entre eles estará Julian Alaphilippe, campeão de 2019, que triunfou ao ‘sprint’ numa batalha a 10 nos metros finais da corrida. Alejandro Valverde, Peter Sagan, Vincenzo Nibali, Greg van Avermaet, Alexander Kristoff, Edvald Boasson Hagen, Michal Kwiatkowski, Roman Kreuziger ou Elia Viviani são outras das estrelas que correm neste Monumento. Percurso alterado Este ano, o percurso da Milão – Sanremo 2020 foi completamente redesenhado após algumas cidades costeiras terem rejeitado acolher a passagem da corrida. Só os últimos 36 quilómetros do icónico traçado resistiram à mudança. A corrida mantém a partida de Milão, foi ampliada para 299 quilómetros (dos anteriores 293 quilómetros), mas falha a passagem pelo tradicional Passo del Turchino. Em vez disso, a prova desloca-se pelo interior através de Allessandria e Nizza Monferrato antes de chegar à costa em Imperia. O pelotão terá agora de enfrentar duas novas subidas no meio do percurso: Niella Belbo e Colle di Navia. Pontos chave do percurso As coisas vão aquecer quando o pelotão chegar às duas subidas mais duras: Cipressa e Poggio di Sanremo.  Cipressa conta com uma extensão de 5,6 quilómetros e uma inclinação de 4.1%, enquanto Poggio di Sanremo soma 3.7 quilómetros de distância com uma média de inclinação inferior a 4%, mas nalguns desses sectores a inclinação é de 8%! Surge a apenas 9 quilómetros da meta pelo que pode ser muito importante nas contas finais. Quem vencerá o 1.º Monumento da temporada? A resposta é dada na estrada este sábado, 8 de Agosto, e podes acompanhar tudo em directo no Eurosport 1, a partir das 14:50h, com a equipa de comentadores do canal Gonçalo Moreira, Paulo Martins e Frederico Bártolo. EUROSPORT a casa do ciclismo O Eurosport continua a ser A Casa do Ciclismo na Europa com mais de 2500 horas de cobertura em directo, distribuídas por 200 dias ao longo do ano e mais de 110 eventos profissionais durante toda a temporada. As Três Grandes Voltas - Giro d’Italia, Tour de France ou Vuelta a España - os Cinco Monumentos, os Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada e de Pista são alguns dos eventos que o Eurosport emite para todos os fãs da modalidade. Consulta a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Fonte: Comunicado de imprensa Eurosport Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Equipa de Fabio Jakobsen informa sobre o seu estado de saúde Esta quarta-feira no final da primeira etapa da Volta à Polónia, houve uma queda extremamente aparatosa e grave, na qual o ciclista holandês Fabio Jakobsen embateu violentamente contra as barreiras de protecção. O ciclista foi assistido no local, sendo posteriormente conduzido para o hospital "Wojewódzki Szpital" em Katowice. Ao final do dia a Deceuninck Quick-Step emitiu um comunicado na sua página oficial informando o seguinte: "A situação do Fabio Jakobsen é grave, mas de momento é estável. O teste de diagnóstico não revelou lesão cerebral ou espinal, mas devido à gravidade das múltiplas lesões, ele ainda é mantido em estado de coma e deve permanecer monitorizado de perto nos próximos dias no Wojewódzki Szpital em Katowice.Informações adicionais serão disponibilizadas no decorrer das próximas horas. Enquanto isso, gostaríamos de agradecer seu apoio comovente."diz o comunicado da equipa. ### Daryl Impey na Israel start-up Nation 2021 Daryl Impey na Israel start-up Nation (ISN) 2021, o anúncio foi feito pela própria equipa israelita hoje de manhã na sua página. A equipa anuncia a contratação de Daryl Impey (actualmente na Mitchelton-Scott) descrevendo-o como o "super domestique" (super gregário). Depois da tão falada e confirmada contratação de Chris Froome para 2021 a equipa continua a construir uma equipa que possa garantir a Froome a conquista de mais títulos, sendo o objectivo principal o Tour de França. A ISN revela que o contrato com o sul africano é de dois anos, voltou a reunir dois ciclistas que correram juntos na antiga Barloworld e que se conhecem bem. “Decidi começar de novo! Sinto que preciso sair da zona de conforto da Mitchelton-Scott. Tive grande sucesso com a equipa, fiz muitas amizades fortes e levo recordações incríveis. Não posso agradecer o suficiente por me levarem tão longe na minha carreira. "Explicou Impey O ciclista sul-africano de 35 anos já foi nove vezes campeão nacional de contra-relógio individual, já ganhou etapas no Tour de França, Tour Down Under, Volta à Catalunha, Volta ao País Basco e Crithérium Dauphiné, ou corridas como o Tour Down Under e a Volta à Turquia, um currículo invejável para um ciclista que habitualmente trabalha para a equipa. Sylvan Adams (dono da ISN) estava fortemente empenhado na contratação de Impey após a contratação Chris Froome. Sylvan Adams (dono da ISN) “Daryl Impey é um ciclista forte, que venceu grandes corridas, conquistando duas vezes o Tour Down Under. Também esperamos que, dada a experiência do Daryl, ele possa ser nosso capitão de estrada no Tour de France. Ele começou a sua carreira a pedalar com o seu amigo Chris Froome na Barloworld, então esperamos que Daryl seja um aliado de confiança para Chris, enquanto corremos para fazer história juntos no Tour. ”disse Sylvan Adams Entretanto outro dos nomes que era apontado à ISN, Richei Porte, é agora também associado à sua antiga equipa, a Ineos. Como normalmente acontece por esta altura do ano no ciclismo, o mercado está ao rubro, com a diferença de que este ano ainda falta praticamente toda a época por cumprir. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança nova colecção Sagan A Specialized voltou a lançar uma colecção Sagan, um lote de produtos exclusivos com design diferente e a assinatura do três vezes campeão do mundo Peter Sagan. Esta nova colecção Sagan chama-se "Deconstructivism", tendo a equipa de designers da marca americana destruído o arco-íris para simbolizar um ciclista definido por muito mais do que as riscas do arco-íris, por outras palavras, conseguirem continuar a rentabilizar a imagem de Peter Sagan. Descrevendo as cores e o processo exclusivo para alcançar esses desenhos camaleões, Erin Nohlin, Equipment Design Leader da marca com sede em Morgan Hill na Califórnia disse: “É eléctrico. Parece uma representação na vida real, tem tanta profundidade que ainda fico atordoado cada vez que olho para a colecção.” A nova colecção consiste nas seguintes bicicletas e equipamentos:  300 Tarmac SL7 S-Works Coleção Sagan em “green and yellow chameleon”100 Roubaix S-Works Coleção Sagan em “red and blue chameleon”Sapatos Coleção Sagan S-Works 7 em cada decoraçãoCapacete Evade S-Works com ANGi em cada decoraçãoColeção Sagan SL Air Jerseys e SL Bib ShortsQuadro Coleção Sagan Tarmac SL7 S-Works em “black and green race Sagan” Toda a colecção foi lançada hoje 4 de Agosto, com todos os equipamentos e conjuntos de quadro imediatamente disponíveis para os ciclistas. A marca informa todos os ciclistas que desejam comprar umas das bicicletas completas exclusivas Coleção Sagan S-Works Tarmac SL7 ou S-Works Roubaix para se dirigirem ao seu Distribuidor Specialized local para encomendar a sua bicicleta até final de Agosto. Podes ver mais pormenores sobre a colecção Sagan em Specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Egan Bernal venceu a Route d'Occitanie com Froome de gregário Terminou hoje a "Route d'Occitanie", uma corrida de 4 etapas em França que marcou o regresso à competição após a pandemia, por parte de alguns dos nomes importantes do pelotão World Tour, nomeadamente Egan Bernal e Chris Froome. Egan Bernal venceu a Route d'Occitanie. Se a liderança era para ser decidida na estrada, Egan Bernal já começou a esclarecer as coisas. Na primeira competição da estrela colombiana "pós-pandemia", era grande a expectativa de ver a dinâmica entre este e Chris Froome. O jovem escalador colombiano venceu a etapa rainha (3.ª etapa) e a classificação geral, tendo Froome trabalhado claramente para Bernal numa das etapas. Chris Froome na frente do bloco da Ineos, será uma imagem para se ver mais vezes em 2020? Egan Bernal venceu a Route d'Occitanie, seguido num pódio final pelo seu companheiro de equipa Pavel Sivakov e Aleksandr Vlasov (Astana Pro Team), que ficaram segundo e terceiro respectivamente. A etapa final foi ganha por Benoit Cosnefroy (AG2R La Mondiale), que hoje fez a diferença sobre o grupo a dois quilómetros do final, comemorando a vitória sozinho. Bauke Mollema (Trek Segafredo) e Thibaut Pinot (Groupama FDJ) ocuparam a segunda e a terceira posições na última etapa. Benoit Cosnefroy (AG2R La Mondiale) venceu a última etapa da competição. Egan Bernal mostrou larga superioridade na "Route d'Occitanie", naquele que foi o seu primeiro teste rumo ao Tour 2020, cujo caminho inclui também o "Tour de l'Ain" (7-9 de agosto) e o "Dauphiné" (12- 16 de agosto). Além da superioridade de Bernal, assistiu-se a uma Ineos com um bloco forte, na qual o jovem Pavel Sivakov também brilhou conseguindo o segundo lugar da geral e Chris Froome teve um desempenho discreto adoptando um papel de gregário, trabalhando para Bernal na etapa rainha onde terminou a 5 minutos do líder. Chris Froome com Egan Bernal e Sivakov, o vencedor de 4 Tour de França com a nova geração da Ineos. A corrida ficou ainda marcada por episódios como alguns insultos que o público dirigiu a Chris Froome, tendo este respondido com, aquele dedo. https://www.youtube.com/watch?v=8XQti5WKS9o&feature=emb_title TOP 10 final da Route d'Occitanie Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos sapatos Shimano para Estrada e Montanha Os novos sapatos Shimano para estrada RC3 e RC1 e para montanha XC3 e XC1 prometem conforto e óptima transferência de potência para os ciclistas que se iniciam no ciclismo. Os sapatos de ciclismo são  tipicamente o cartão de visita que distingue os ‘ciclistas’ daqueles que andam simplesmente de bicicleta, o que faz da escolha dum sapato de entrada de gama um passo importante para qualquer ciclista. Foi a pensar nisso que a SHIMANO empregou esforços na actualização da sua linha de entrada de gama tanto na estrada como no cross-country, com características e tecnologias transportadas das suas gamas profissionais.  Um dos aspectos que se realça de imediato é o facto dos novos modelos RC3 (RC300) e RC1 (RC100) partilharem similaridades e características  com os sapatos SHIMANO S-PHYRE (topo de gama) utilizados pelos profissionais do World Tour. Novos RC3 (Estrada) Os novos RC3 chegam ao mercado com: fecho micro-ajustável BOA L6 dial na aba central que permite ao ciclista ajustar facilmente o sapato mesmo durante a pedalada;sola em nylon reforçada com fibra de vidro, que de acordo com a shimano melhora o conforto;sola intermédia de baixo perfil para melhor estabilidade e controlo quando a velocidade aumenta, segundo a shimano. O Preço de venda ao público recomendado para os RC3 será 99,00€.  Todas estas características são transferidas dos modelos premium da SHIMANO, isto significa que estes RC3 podem ser na verdade sapatos a ter em conta o que respeita a transferência de potência e conforto em utilizações de longa distância, apesar de ser gama de entrada. Características dos novos RC3 em resumo:  Rigidez: 6/12, peso: 243g. tamanhos: 40-46 Cores: Preto e Vermelho Novos RC1 (Estrada) Os RC1 por outro lado são um modelo que está mais direccionado para o conforto, com: três correias de velcro para melhor ajuste;parte superior respirável que mantém o pé fixo sem exercer muita pressão;sola exterior idêntica ao RC3, que permite uma transferência optimizada de potência e conforto ao caminhar. O Preço de venda ao público recomendado para os RC1 será de 79,00€. A avaliar pelo que a shimano anuncia os RC1 poderão oferecer uma boa combinação de fácil utilização diária, óptima relação preço /qualidade e conforto. Características dos novos RC1 em resumo: peso: 238g. tamanhos, 40-46 Cores: Preto Sapatos de competição para Off-Road: Também nos modelos de montanha estão presentes algumas das características utilizadas na gama alta de montanha S-PHYRE da marca nipónica. O que salta desde logo à vista é o design atraente semelhante à alta gama e as características são semelhantes às dos seus "irmãos" (RC) de gama equivalente na estrada. Novos XC3 Características do XC3: micro-Ajuste Boa L6 dial para ajustar o sapato em qualquer momento;tecnologia Dynalast que segundo a SHIMANO permite reduzir fadiga  em longas distâncias.sola intermédia de baixo perfil, que der acordo com a marca estabiliza o pé e melhora a transferência de potência com o pedal, protecção na biqueira e calcanhar e taco rígido que permite ao XC3 desvencilhar-se da lama, terra ou outro qualquer detrito que se depare no teu caminho. O preço de venda ao público recomendado XC3 : 99,00EUR  O XC3 está disponível na cor Preto. Rigidez: 5/12, peso: 332g. Tamanhos: 40-46. Novos XC1 Tal como os RC1, o modelo XC1 caracteriza-se pela sua facilidade de utilização diária sendo o conforto a sua principal mais valia, que obtém com: três correias de velcro para reduzir tensão, sem deixar contudo de equilibrar perfeitamente a força de ajuste na parte superior do sapato.gáspea em compósito de pele sintética perfurada que permite um melhor ajuste e respirabilidadeuma leve sola Nylon reforçada com de fibra de vidro, com sola exterior em borracha para um encaixe mais estável com o pedal, e melhor aderência. O Preço de venda ao público recomendado para os XC1 será de 79,00€. De acordo com informação da marca, a disponibilidade no mercado Nacional será em meados de Setembro. Para mais detalhes sobre sapatos de estrada da Shimano: Sapatos de estrada Shimano Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout van Aert vence Strade Bianche Numa das provas que marcou o regresso do ciclismo após a pandemia, Wout Van Aert vence a Strade Bianche. Wout Van Aert vence a Strade Bianche depois de ter feito pódio por duas vezes nesta prova (3.º em 2018 no ano de estreia e 3.º em 2019), era este ano apontado como um dos favoritos e não defraudou. Wout Van Aert atacou a 12 km's. do fim (sensivelmente no sector onde atacou Tiesj Benoot em 2018), deixando os seus companheiros de fuga, Davide Formolo (UAE Team Emirates) e Maximilian Schachman (Bora-Hansgrohe) para trás. Formolo e Schachman ainda tentaram colaborar na perseguição a Wout Van Aert mas o ritmo que o belga imprimiu não lhes permitiu a ligação com a frente da corrida. O momento em que Wout Van Aert corta a meta TOP 10 final da Strade Bianche 2020 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida 3.º na geral da Volta Burgos João Almeida (Deceuninck - Quick Step) terminou na terceira posição a Volta Burgos, depois de ter sido hoje quarto classificado na quinta e última etapa da prova. Hoje o jovem português de 21 anos terminou a 38 segundos do mais rápido na tirada, o colombiano Iván Ramiro Sosa (Team INEOS), poisição que o levou a terminar num fantástico terceiro lugar na classificação geral. Não obstante a vitória da prova por parte do seu colega de equipa, Remco Evenepoel, a equipa Deceuninck Quick-Step destacou o fantástico desempenho do jovem português que é estreante escalão World Tour este ano. https://twitter.com/deceuninck_qst/status/1289573678967996416 Na classificação geral, João Almeida ficou a 1,12 minutos do vencedor, o seu colega de equipa Remco Evenepoel, que em Fevereiro triunfou na Volta ao Algarve. Remco Evenepoel e João Almeida estão a dar que falar. Ficou assim o TOP 10 final da Volta a Burgos Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo em directo de volta à Eurosport O ciclismo em directo está de volta ao Eurosport, o canal oferece um total de 17 corridas que representam mais de 300 horas de emissão em directo. Depois de vários meses sem competir as equipas têm finalmente luz verde para regressarem à estrada e é hora de recuperar o tempo perdido no calendário.  Em Agosto, o Eurosport emite 18 emocionantes corridas em directo, incluindo o arranque da ‘Rainha’ Volta a França, que prometem fazer as delícias dos fãs da modalidade. Fica a saber o que podes ver durante o mês nos canais Eurosport. A Itália foi um dos países na Europa mais afetados pela pandemia de COVID-19 e muitas das provas que se deviam ter realizado em março acabaram por ser adiadas. Em Agosto é tempo de recuperar o tempo perdido e viver as emoções fortes de algumas das corridas mais icónicas da temporada. Strade Bianche 1 de Agosto às 15:50h. Eurosport 1 - O primeiro fim-de-semana do mês (já este sábado) traz-nos a famosa corrida realizada nos arredores de Siena que atravessa vários sectores de terra batida ou “sterrato”, causando grande dificuldades aos ciclistas. Gran Trittico Lombardo 3 de Agosto às 13:40 Eurosport 2 - Dois dias depois é a vez de sair para a estrada o pelotão que compete no Gran Trittico Lombardo. A semana começa com três grandes corridas e o difícil vai ser escolher quais ver. Milão – Turim e Volta à Polónia 5 de Agosto, arranca praticamente ao mesmo tempo a emissão nos dois canais Eurosport da clássica Milão – Turim (5 de Agosto às 16:00h Eurosport 1) e da Volta à Polónia (5 a 9 de Agosto às 16:15 Eurosport 2). Mont Ventoux Dénivelé Challenge 6 de Agosto às 13:00h Eurosport 2 - O Mont Ventoux Dénivelé Challenge testa as pernas dos melhores trepadores. Um evento emocionante que reúne algumas das maiores estrelas do pelotão internacional. Tour de l’Ain 7 a 9 de Agosto às 13:00h Eurosport 2 e Eurosport 1 - Para este fim de semana fica reservada a emissão da corrida francesa Tour de l’Ain, e do primeiro monumento do ano.  Milão – San Remo 8 de Agosto às 14:50h Eurosport 1 - dia em que se realiza a Milão – San Remo, o primeiro dos “Cinco Monumentos” da temporada e uma das mais importantes e antigas clássicas da história do ciclismo. O pelotão parte da capital italiana rumo a Sul à cidade costeira da Ligúria completando 291 quilómetros. No ano passado, a Milão – San Remo foi ganha pelo francês Julian Alaphilippe. Gran Piemonte 12 de Agosto às 15:50h Europsort 2 - A Itália tem muito calendário para repor e dia 12 de Agosto os fãs têm a oportunidade de ver a Gran Piemonte, uma prova de apenas um dia que vai puxar pelas pernas dos ciclistas uma vez que atravessa algumas das montanhas mais duras da região. No ano passado foi ganha pelo colombiano Egan Bernal, campeão do Tour 2019. Volta à Lombardia 15 de Agosto às 15:50h Eurosport 2 - um autêntico “Monumento” que nenhum verdadeiro fã de ciclismo vai querer perder. São 243 quilómetros com partida em Bergamo e chegada ao Lago Como. A prova é considerada por muitos como uma clássica para trepadores, uma vez que favorece as características deste tipo de ciclistas. A subida a Madonna del Ghisallo, nos últimos quilómetros antes da meta, é uma das mais famosas da corrida, assim como o Muro di Sormano.  Critérium do Dauphiné 12 a 16 de Agosto às 13:45h Eurosport 2 - Ao longo desta semana será possível ver o Critérium do Dauphiné (uma prova por etapas realizada na região de Dauphiné, no Sudeste de França). Haverá muita montanha e os Alpes são passagem obrigatória para o pelotão. É o teste para o Tour. Fotografia: Sirotti Na segunda quinzena de Agosto A Volta à Valónia (17 a 19 de Agosto às 14:30h E2), na BélgicaTour de l’Avenir (18 a 19 às 13:00h E1)Volta a França do Futuro, são duas excelentes propostas que prometem muitas horas de acção. Nacionais de França 21 a 23 de Agosto às 12:00h Eurosport 2 - Agosto será igualmente um mês importante a nível de campeonatos e o Eurosport emite em directo os Nacionais de França. 24 a 28 de Agosto às 12:00h Eurosport 1 - Europeus, em Plouay, também em França. 24 de Agosto às 14:00h no Eurosport 1 - A francesa Clássica da Bretanha ganha destaque no Eurosport e vai poder ser vista em direto.  29 de Agosto a 3 Setembro às 17:15h Eurosport 1 - Além do Tour de França semana está reservada a Volta a Hungria. Tour de França Dia 28 de Agosto no Eurosport 1 às 17:30h. - fica a par de tudo o que vai poder ver ao longo de três semanas, no especial de apresentação das equipas. No dia seguinte, na manhã do arranque do Tour é dia de La Course by Le Tour, ou seja, a Volta a França feminina. Uma corrida para ver a partir das 9:00h no Eurosport 1. Dia 29 de Agosto a partir das 13:00h no Eurosport 1 - chega a tão desejada Volta a França 2020! Num ano atípico para o mundo do desporto, e não só, afretado pela pandemia de COVID-19, será uma incógnita aquilo que pode acontecer nas estradas de França. Quem vestirá a camisola nos Campos Elísios, em Paris? A não perder no Eurosport com os comentários de Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici. Agosto será um mês em cheio com muito calor e mais de 300 horas de ciclismo de qualidade que os verdadeiros fãs da modalidade vão poder ver em directo no Eurosport! Consulta a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Nota: Todas as provas estão sujeitas a condicionamentos, alterações de horários, adiamentos ou cancelamentos devido à pandemia de COVID-19. Fonte: Comunicado de imprensa do Eurosport Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Qual a melhor combinação de cassete de estrada? Quando chega a hora de trocar de transmissão de estrada Shimano (ou só cassete), muitos ficam com dúvidas acerca de qual a melhor combinação de cassete, 28/11? 30/11? 32/11? Vítor Rodrigues da Silva, triatleta amador da Pedal'arte - Associação de Cicloturismo e Triatlo de Vila Nova de Cerveira, passou pelo dilema e deixa-nos a sua experiência. Vítor Rodrigues da Silva Muitas bicicletas, mesmo quando equipadas com Shimano Ultegra de origem têm cassete 105, era o caso da minha Merida Reacto 5000. Quando chegou a hora de trocar transmissão, a velha cassete Shimano 105 28/11 chegou ao fim com missão cumprida, foram pouco mais de 12.000 kms. bem passados entre treinos, passeios e triatlos. Mas e agora? Mantenho a mesma relação 28/11, troco por uma 30/11 ou 32/11? Mantenho 105 ou troco por Ultegra? Se passares por este dilema, a primeira coisa a fazer é pensar na zona onde pedalas habitualmente e que tipo de utilização dás à bicicleta, no meu caso deixei de rolar tanto como antes, passei a fazer voltas com mais acumulado. Quando encontras constantemente sítios com inclinações superiores a 10% nos teus percursos (que foi o eu caso), a relação que 28/11 exige o uso de mais força e menos cadência na pedalada, os pratos 36/52 também ajudam, e ao fim de algum tempo as pernas acabam "queimadas". Por algum motivo os profissionais levam várias opções de combinação para as provas por etapas. Depois de falar com alguns amigos que mudaram para 30/11 e estão realmente satisfeitos, disseram-me mais vale que sobre, aliado ao facto de já ter usado uma cassete emprestada de 32/11 e olhando para a forma como as cassetes estão escaladas, decidi que a melhor combinação de cassete seria uma 30/11. O porquê é simples e já referido já antes, passei a rolar menos e a subir mais, mas então porque não uma cassete 32? A minha experiência com a cassete de 32 não me agradou muito, usei essa cassete 32/11 emprestada para realizar o triatlo longo de Caminha, no qual havia que subir a Serra de Arga duas vezes, eram 90km's. com 1800 metros de desnível acumulado. Num percurso como esse com rampas duras, a cassete 32 permite ir mais em cadencia poupando as pernas para depois afrontar os 21 km's. de corrida menos fatigado, mas (sim há sempre um mas) quando as rampas suavizam um pouco, tiras o 32 e metes saltas logo para um 28, se o 32 é muito leve o 28 é pesado, no meu caso achei que lhe faltava o meio termo e isso não me agradou na cassete 32/11. Se olharmos à combinação das cassetes Shimano, na 28 é (11-12-13-14-15-17-19-21-23-25-28T), na 30 é (11-12-13-14-15-17-19-21-24-27-30T) e na de 32 é (11-12-13-14-16-18-20-22-25-28-32T). No que respeita aos saltos entre mudanças, quem está habituado a uma cassete de 28/11 não vai notar tanto a alteração para uma 30/11, foi que pensei. A diferença de ir na combinação em 25 ou 24 é imperceptível, e 27 ou 28 igual, mas o melhor é que ainda nos sobra dentes para quando nos faz falta o 30 e isso sim nota-se, no meu caso a melhor combinação de cassete é a 30/11. Quando antes afrontava zonas de maior inclinação com 28 e não havia mais nada para meter, agora sobra uma mudança para aquela "parede" que antes te fazia sofrer em pé a puxar como um cavalo. Não é que não tenha que puxar, mas as pernas vão mais descansadas e isso agradece-se quando chegamos àquela parte plana, permite-nos rodar mais frescos. Cassete 105 ou Ultegra? E agora 105 ou Ultegra? A diferença de preço vale a pena quando a 105 pesa na combinação (11/30T) 304g. e a Ultegra (11-30T) 269g.? No meu caso e porque tinha amealhado para tal, coloquei Ultegra para experimentar e explico que diferenças notei. Mal a bicicleta saiu da oficina com cassete nova, roldanas novas, corrente e cabos das mudanças, fui logo experimentar, os homens somos como as crianças com os brinquedos novos, vamos é mudando de brinquedos à medida que crescemos. Fiz uma pequena volta de 28 km's. com 600 metros de desnível de acumulado e algumas rampas com mais de 10%, notei que a passagem das mudanças é suave e menos ruidosa, pode ser de tudo ser novo, mas não, a cassete 105 nas trocas era algo mais ruidosa, aquele pequeno barulho do atrito da corrente é menor nesta cassete, há mais suavidade, na minha opinião a diferença não é só o peso, estou satisfeito com a opção Ultegra, o que não invalida a qualidade e durabilidade da 105 que tive. Para concluir, durante uma volta de 90 km's. esta combinação 30/11 é realmente fantástica, tens o bom da 28/11 mas ainda te sobra uma mudança, essa mudança que sempre nos faz falta em algum momento quando estamos a subir. Para aqueles que estão com dúvidas se 28, 30 ou 32 espero ter ajudado a decidir partilhando a experiência pela que passei, para mim a melhor combinação de cassete é a 30/11, mas cada um tem que avaliar o que faz como disse anteriormente. Texto: Vítor Rodrigues da Silva Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida veste a camisola da juventude na Vuelta a Burgos A Vuelta a Burgos era uma das provas mais esperada, pois é onde o ciclismo iria regressar à estrada. João Almeida veste a camisola de líder da juventude na primeira etapa com um desempenho suberbo. João Almeida deu espectáculo e terminou em segundo na etapa de hoje. O português destacou-se entre o pelotão, foi hoje o segundo classificado na primeira etapa da Volta a Burgos, vencida pelo austríaco Felix Großschartner. No seu primeiro ano de competição ao nível World Tour, somente com 21 anos, enverga a camisola branca, símbolo de melhor jovem da competição. Aqui o momento em que João Almeida veste a camisola da juventude, partilhado pela equipa nas redes sociais. https://twitter.com/deceuninck_qst/status/1288145848837328896 Amanhã será a segunda de cinco etapas, 168 km's. num percurso praticamente todo em terreno plano entre Castro Jeriz e Villadiego. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A NOVA Specialized Tarmac SL7 A marca americana apresentou hoje mundialmente a nova Specialized Tarmac SL7, uma bicicleta que vem ao encontro das tendências actuais. De acordo com a Specialized, aproveitaram décadas de pesquisa e inovação para criar uma bicicleta que põe um fim ao compromisso. Para a Specialized, a partir de agora os ciclistas não serão mais forçados a escolher entre a vantagem aerodinâmica da Venge ou o comportamento e as proezas da leveza de escalada da Tarmac. Assim como em modelos anteriores, a bicicleta foi desenvolvida em conjunto com equipas World Tour patrocinadas pela marca, com a experiência dos ciclistas da Deceuninck Quick-Step, ou da Bora-Hansgrohe como podes ver neste vídeo promocional da marca. https://www.youtube.com/watch?v=6nGdSNsdmMw&feature=emb_logo&mc_cid=8272988a2b&mc_eid=2451f0bbb4 No passado, ter uma bicicleta que incorporava todas essas coisas eram consideradas "um sonho" pedido pelos ciclistas da Specialized, que agora a marca tornou uma realidade. Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) nas montanhas ötztal / Tirol (AUT) na nova Specialized Tarmac SL7 Junho 2020 ©kramon Segundo a Specialized, os dados mostram que as provas estão mais longas, mais rápidas e com mais subida vertical do que nunca, pelo que construíram uma bicicleta com estas características: Aero. Rigído. Leve. Até agora, este triângulo de recursos estava limitado a apenas duas opções. Uma bicicleta aerodinâmica não era leve suficiente para subir de maneira eficaz, e uma bicicleta leve normalmente sacrificava a aerodinâmica. Com a Tarmac SL7 o compromisso é coisa do passado. Qualquer coisa mais leve é ilegal. Com 6,7 kg's. e um quadro de 800 g. pronto a usar, esta máquina está pronta a competir no limite legal da UCI. Basta montar os teus pedais favoritos e alinhar na linha de partida. A Tarmac SL6 permanecerá na linha nos modelos Base, Comp e Sport. O que tem de diferente? Perguntas e respostas sobre a nova Tarmac O que quer dizer "RIDER-FIRST ENGINEERED™?" Cada tamanho do quadro tem a mesma capacidade de resposta de escalada e proeza descendente, que tu esperarias de qualquer uma das bicicletas de estrada Performance. QUANTO PESA A TARMAC SL7? A S-Works Tarmac SL7 utiliza o material e disposição mais premium FACT da Sepcialiezed, o 12r, para obter um peso de 800g., já pintado nas cores mais claras. O peso completo fora da caixa do modelo S-Works Di2 é de 6,7kg. na cor Carbon/Color RunSilver Green. Os modelos Tarmac SL7 Pro e Expert utilizam o material de carbono FACT 10r e têm um peso de quadro de 920g. O modelo completo Tarmac SL7 Pro Ultegra Di2 pesa 7,3kg, e o modelo Tarmac SL7 ExpertUltegra Di2 pesa 7,65kg. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE OS QUADROS FACT 12R E 10R? As principais diferenças entre estes dois níveis de quadro são a disposição do carbono e os materiais utilizados. Ambos os quadros partilham o mesmo design e não há diferença na qualidade de condução ou manuseamento. Julian Alaphilippe a treinar na nova Specialized Tarmac SL7 no norte de França, Junho 2020 ©kramon AS EQUIPAS PROFISSIONAIS USAM UMA VERSÃO ESPECIAL DO TARMAC? A Tarmac foi desenvolvida com a contribuição dos nossos ciclistas profissionais, ao longo de muitas gerações. A S-Works Tarmac SL7 que se vende ao público é idêntica às bicicletas utilizadas por profissionais como Sagan, Alaphilippe e Van der Breggen. EM QUE TAMANHO VEM O NOVO AVANÇO DA TARMAC? O novo avanço da Tarmac tem dois ângulos, -6 e -12 graus. O avanço de -6 graus vem em comprimentos de 70/80/90/100/110/120/130mm., é específico em cada bicicleta eestá disponível para venda. O avanço de -12 graus está disponível em comprimentos de110/120/130/140mm e também está disponível para venda. COM QUE GUIADORES É COMPATÍVEL O AVANÇO TARMAC? O avanço Tarmac tem a passagem dos cabos mais limpa quando emparelhado com o guiador S-Works Aerofly II. Foi projectado com um aperto tradicional de 31,8 mm, para trabalhar com a maioria dos outros guiadores no mercado também. QUE COMPENSAÇÃO VAI TER O NOVO ESPIGÃO DE SELIM DA TARMAC? O espigão de selim S-Works Tarmac SL7 está disponível em compensações de 20 mm., 0 mm. e em comprimentos de 300mm. e 380mm. Bicicletas completas e conjuntos de quadros serão montados com o modelo de compensação de 20 mm. COM QUE CONFIGURAÇÕES DE CONSTRUÇÃO É COMPATÍVEL A TARMAC SL7? A Tarmac SL7 só é compatível com travões de disco. Todos os modelos podem ser construídos com grupos eléctricos ou mecânicos.Três tampas de avanço estão incluídas com todos os modelos Tarmac SL7. Estas tampas permitem três construções diferentes, que podem ser visivelmente determinadas pelos orifícios de passagem dos cabos: -Avanço Tarmac integrado com mudanças elétricas -Avanço Tarmac integrado com mudanças mecânicas -Tampa universal para avanço padrão e espaçadores arredondados para transmissões eléctricas ou mecânicas. O COCKPIT INTEGRADO: COMO É MONTADO? Depois de escolher a transmissão, a tampa adequada da caixa de direcção deve ser escolhida para encaminhar os cabos de travão e mudanças. Os espaçadores integrados permitem um ajuste fácil da altura do quadro (até 35mm. de altura), e os cabos são colocados por baixo do novo avanço Tarmac para uma configuração mais limpa. NO COCKPIT INTEGRADO: EXISTE UM SUPORTE DE COMPUTADOR INTEGRADO? O novo avanço Tarmac oferece um suporte de computador integrado compatível para as seguintes marcas: Wahoo, Garmin, Polar, Cateye e Bryton. Além disso, há um suporte projectado em torno de dispositivos GoPro, Luzes Flux Specialized, e um novo suporte projectado para luzes Specialized Stix. QUAL É O MAIOR TAMANHO DE PNEU QUE SE PODE INSTALAR NA TARMAC SL7? Cada Tarmac SL7 vem com pneus de 700x26mm, no entanto, o quadro foi projectado com um tamanho muito maior em mente. Podes colocar pneus até 32c em jantes de 21mm. com 4mm. de espaço livre ao redor. É claro que tudo isto ainda depende da combinação exata de pneus e aros, uma vez que há uma certa variação entre os pneus especialmente. É sugerido que se verifique o ajuste do pneu antes de sair para uma volta. Fonte: Comunicado de imprensa Specialized Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jumbo Visma terá jersey com número e nome A equipa dos Países Baixos, Jumbo Visma poderá ter Jersey com número já nesta temporada. Apesar de não haver uma notícia oficial da equipa (nem tem que haver), nas redes sociais da equipa, assim como de Wout Van Aert já se podem ver alguns ciclistas da equipa com números no Jersey. A fotografia foi partilhada por Wout Van Aert, num dos treinos de equipa. Esta curiosidade merece destaque porque em Junho deste ano publiquei este artigo no qual referia precisamente a ideia dos números nos jerseys dos ciclistas, ideia que Justin Williams (ciclista americano que foi profissional em equipas continentais e que tem um projecto chamado L39ION (Legion) of Los Angeles) havia partilhado no podcast do Cyclingtips. Esta foi uma maqueta feita pelo designer Adrian Ridley após ouvir a opinião de Justin Williams Pois bem, não se sabe se os números serão fixos, ou se serão utilizados também em provas oficiais (existe a questão do dorsal de prova), mas a ideia começa a ser posta em prática numa das melhores equipas World Tour, quem sabe em mais do que uma. No artigo que refiro acima, poderás ver o leque de possibilidades e vantagens que traz o facto dos Jerseys terem o nome e número dos ciclistas, à semelhança de outras modalidades. Além de identificar mais facilmente cada ciclista nas transmissões televisivas, existe todo um potencial de marketing (já explorado noutras modalidades) ao dispor de cada equipa e ciclista. (vê o artigo). O meu agradecimento ao nosso seguidor Humberto Dias, que leu o nosso artigo de Junho e quando viu estas fotografias desde logo as partilhou connosco, obrigado Humberto. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa na Sierra Nevada a fazer KOM's Rui Costa não tem por hábito colocar os seus treinos no Strava, talvez por isso também só tenha 100 seguidores, mas ontem descarregou um dos treinos do estágio que está a fazer com a sua equipa UAE Team Emirates na Sierra Nevada, no qual fez alguns KOM. Os dados do Strava não valem para muito, são mesmo importantes para nós seguidores e ciclistas amadores, que temos assim a oportunidade de ver alguns números e algumas curiosidades acerca dos ciclistas profissionais. Há alguns anos atrás era impossível saber por onde, e que tipos de treinos faziam os ciclistas de topo, hoje em dia aplicações como o Strava permitem-nos ter uma ideia da quantidade de horas que ciclistas deste nível passam em cima das bicicletas. Embora muitos ciclistas profissionais partilhem todos os seus treinos, outros continuam a manter-se reservados, Rui Costa é um deles, mas não resistiu em querer partilhar o treino de ontem com o público. Em estágio de altitude com a UAE Team Emirates na Sierra Nevada, Espanha, ontem Rui Costa fez quase 4 horas de treino, 109 km's. com 2911 metros de desnível acumulado, o que é bastante para a quilometragem. Neste treino, uma das subidas feita foi o sector "Cenes - Sierra Nevada", na qual Rui Costa fez KOM (rei da montanha), uma subida de 59 min's. e 12 seg's. Depois de um início de época com óptimas indicações, onde venceu uma etapa e na Arábia Saudita e terminou em 4-º lugar da classificação geral da Volta ao Algarve, viu como todos a sua época interrompida por causa da pandemia COVID-19. Rui Costa No regresso competitivo após a pandemia, Rui Costa venceu o contra-relógio individual em Anadia e continua a deixar boas indicações para o resta de temporada. Com Rui Costa na Sierra Nevada estão outros ciclistas da equipa, entre eles, os irmãos Ivo e Rui Oliveira que também fazem treino em altitude preparando esta temporada atípica. Rui Costa entrará de novo em acção dentro de uma semana, na Strade Bianche, depois tem no seu programa o Tour da Polónia e mais umas clássicas antes da Vuelta a Espanha que este ano se realiza em Novembro. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ineos passará a ser Team Ineos Grenadier A Team Ineos passará a ser Team Ineos Grenadier para promover o primeiro veículo fabricado pela gigante química Ineos. Se no próximo Tour de França vires novos equipamentos na equipa de Chris Froome e companhia, deve-se à história que te contamos de seguida. Esta será a muito provável nova imagem da equipa Ineos, por certo, muito parecida com as cores da Alpecin-Fenix. A "Ineos Automotive" foi criada com a ideia de construir um veículo off-road, que já existe. O que deu origem ao projecto foi uma conversa num pub de Londres chamado Grenadier entre amigos do dono do império Ineos, Jim Radcliffe. Jim Radcliffe, dono da química Ineos. A Ineos planeia lançar o Grenadier em 2021 com motores BMW e a aparência robusta do antigo Land Rover Defender, inspirado "com um espírito britânico". O resumo da história e desenvolvimento do Grenadier neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=bUSUAdPpr14 Jim Radcliffeele queria um veículo 4x4 poderoso e com capacidade para um uso diário, confortável, sem qualquer objectivo desportivo e apontou para esse nicho, segundo ele, vazio no mercado de hoje. A equipa de Froome, Bernal e Geraint Thomas terá nova imagem no próximo Tour de França. Receberão os ciclistas da equipa algum dos novos veículos para também eles promoverem a marca? Michał Kwiatkowski já o havia promovido nas redes sociais há umas semanas atrás, o que desvendou um pouco o assunto. https://twitter.com/kwiato/status/1278368478936936448 No Tour de França, que começará 29 de Agosto e terminará em 20 de Setembro, milhões de espectadores em todo o mundo ficarão assim a conhecer esta nova marca e veículo através da Team Ineos Grenadier Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu van der Poel faz kom nos Alpes Mathieu van der Poel (MVDP) terminou o treino em altitude com a sua equipa Alpecin-Fenix ​​em "La Plagne", com um kom numa subida dos alpes.  Os dados do Strava valem o que valem, em algumas circunstâncias muito, noutras pouco. Certo é que durante o último treino o holandês estabeleceu um novo tempo recorde no "Col du Petit Saint-Bernard", de acordo com os dados do Strava. Este sector encontra-se na fronteira entre a França e a Itália, é uma subida de 27 quilómetros com uma inclinação média de 4%., e num treino de 4 horas com 3000D+ de desnível acumulado, Van der Poel chegou ao topo da subida em 59 minutos e 50 segundos, conseguindo o famoso KOM (Rei da Montanha) da subida. (Podes ver a sua actividade aqui). Foi cerca de uma hora sempre acima dos 300 watts de potência, sem no entanto ter entrado no limiar anaeróbio. A contar será nas corridas a sério, mas são dados curiosos. Dos seus colegas de equipa, apenas o escalador Louis Vervaeke foi capaz de acompanhar o líder da equipa, outros ciclistas com características parecidas às de MVDP, como Floris De Tier ou Gianni Vermeersch não conseguiram acompanhar o ritmo, ou feizeram trabalho para que o líder conseguisse este tempo. Outra curiosidade é que MVDP se encontrou na estrada com o seu velho conhecido e rival de sempre no ciclocrosse, Wout van Aert durante a subida. Embora partindo de locais diferentes e fazendo trajectos diferentes, no Flybys do Strava (onde se pode ver a deslocação dos atletas ligados naquela zona), vê-se como se cruzaram durante a subida de MVDP. "Trânsito" congestionado de estrelas por aquelas bandas, após este estágio em altitude, tanto Mathieu van der Poel como Wout van Aert regressam com as suas equipas e preparam-se para a Strade Bianche que se realizará dia 1 de Agosto. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Canyon Grail ON, a Grail Eléctrica A nova Canyon Grail ON é a Grail eléctrica, uma bicicleta esperada por muitos, visto as marcas concorrentes terem as opções eléctricas das suas gravel bikes, uma oferta que a marca alemã ainda não tinha até hoje. Nova Canyon Grail:ON Sair a rolar por um estradão e chegar ao topo da serra será agora possível a qualquer um, independentemente do seu nível de preparação. A Canyon colocou motor na sua gravel de sucesso. A versão normal da Grail conquistou um estatuto icónico no mundo das gravel, o guiador que no início parecia estranho acabou por conquistar milhares de adeptos por todo o mundo, tornando a Grail num dos modelos mais populares de gravel. O guiador é o ponto de destaque e de identidade da Canyon Grail. A Grail:ON conserva o conceito de conforto que abrange o cockpit integrado de duas posições, o espigão de selim flexível, bem como o quadro leve e pneus de grande volume, mantendo um peso abaixo dos 16 kg's (versão topo de gama). Mas a Grail:ON é mais do que uma Grail normal na qual colocaram um motor e bateria, foi desenhada de raiz de forma a que conseguisse cumprir os requisitos específicos de uma condução "e-gravel", inclusive a geometria foi redesenhada, recebeu componentes específicos para gravel e uma adição de características apropriadas para esta vertente do ciclismo. O que tem de diferente a versão eléctrica Em primeiro, uma distância entre eixos maior e pneus mais largos, de 50mm. que oferecem maior estabilidade e segurança ao conjunto mais pesado que a grail não eléctrica no terrenos irregulares. A posição do ciclista é ligeiramente mais relaxada na Grail eléctrica e vem com rodas DT Swiss específicas para gravel. O motor Em relação ao motor, a Grail:ON vem equipada com o potente Bosch performance line line CX Gen4 drive system, um motor bastante potente originalmente desenvolvido para bicicletas de montanha. Este motor tem quatro níveis de auxílio, Eco, Tour, Sport e Turbo, que tal como noutras bicicletas do género permite ao utilizador mudar o auxílio de acordo com o terreno ou necessidade de cada um. A capacidade de torque deste Bosch é bastante boa, 85 Nm é o anunciado, tem capacidade de aumentar em 340% a força imprimida na roda traseira, com um auxílio progressivo, sendo que quanto mais cadência se imprimir mais auxílio terá. A nova Grail:ON está disponível a partir de hoje (22/07/2020) no site da marca alemã que só vende on-line www.canyon.com/pt Os modelos A gama começa na Grail On CF 7 de €4.999,00, também disponívelem versão WMN com especificações para mulher nos pontos de contacto cruciais como selim. Grail:On CF 7 Grail:On CF 7 WMN A gama fica completa com duas topo de gama, a Grail ON CF 8 equipada com Shimano GRX ( €5.299,00 ). Grail:ON CF 8 Por ultimo, a Grail ON CF 8 E-tap equipada transmissão electrónica Sram Force AXS E-tap e rodas de carbono com um peso de 15,9 Kg's. Grail:ON CF 8 E-tap Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Calendário nacional de ciclismo 2020 - Estrada, BTT, BMX e Ciclocrosse A Federação Portuguesa de Ciclismo divulgou o calendário nacional de ciclismo 2020, estrada, BTT, BMX e ciclocrosse, que vai ganhando forma, estando já agendadas mais de 20 provas de distintas vertentes e disciplinas da modalidade. De acordo com a federação, espera-se que outras sejam adicionadas nas próximas semanas a este calendário nacional de ciclismo 2020. As competições agora calendarizadas têm em conta o actual estado pandémico e as normas estritas que devem ser cumpridas para que decorram com total segurança sanitária. Nesse sentido, deu-se prioridade a corridas individuais, de risco baixo, e criaram-se normas específicas para a organização de eventos de cada uma das vertentes. O calendário hoje divulgado comporta algumas novidades, como o Campeonato Nacional de Rampa, em estrada, e o Campeonato Nacional de Cross Country Eliminator (XCE), em BTT. Além disso, haverá  qualificações inter-regionais para o Campeonato Nacional de Cross Country Olímpico (XCO) e para o Nacional de Rampa, de forma a diminuir o número de participantes na final, medida indispensável para diminuir os riscos. No BTT prevê-se ainda a realização de duas etapas da Taça de Portugal de Downhill (DHI) e de três provas pontuáveis para a Taça de Portugal de Enduro, ainda não calendarizadas, porque decorrem negociações com os organizadores para o melhor agendamento dessas corridas. Na estrada admite-se, desde já, a realização de eventos em pelotão, de risco mais elevado, mas aplicando as medidas acordadas entre a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Direção-Geral da Saúde, tendo em vista a Volta a Portugal. Calendário 2020 Estrada 14 de agosto: Campeonato Nacional de Contrarrelógio: Elite e Sub-23 Masculinos, e Paraciclismo15 de agosto: Campeonato Nacional de Fundo: Sub-23 Masculinos16 de agosto: Campeonato Nacional de Fundo: Elite Masculinos5 e 6 de setembro: Qualificações Inter-Regionais para o Campeonato Nacional de Rampa13 de setembro: Campeonato Nacional de Rampa: todas as categorias de Cadetes a Masters19 e 20 de setembro: GP Internacional de Torres Vedras ? Troféu Joaquim Agostinho19 e 20 de setembro: Campeonato Nacional de Contrarrelógio para camadas jovens, femininas e masters27 de setembro a 5 de outubro: Volta a Portugal10 e 11 de outubro: Grande Prémio O Jogo13 a 18 de outubro: Grande Prémio Jornal de Notícias BTT 30 de agosto: Campeonato Nacional de XCE12 e 13 de setembro: Qualificações Inter-Regionais para o Campeonato Nacional XCO20 de setembro: Campeonato Nacional de DHI27 de setembro: Campeonato Nacional de XCO11 de outubro: Campeonato Nacional de XCM25 de outubro: Campeonato Nacional de Enduro29 de outubro a 1 de novembro: Taça do Mundo de DHI BMX 10 de outubro: 3.ª Prova da Taça de Portugal de BMX Race17 de outubro: Campeonato Nacional de BMX Race Ciclocrosse 1 de novembro: 1.ª Prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse22 de novembro: 2.ª Prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse6 de dezembro: 3.ª Prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse20 de dezembro: 4.ª Prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tiago Ferreira irá pedalar 24 horas atingindo o máximo de altimetria possível. Com as competições paradas devido à situação de incerteza em torno da pandemia de Covid-19, grande parte dos atletas procuram desafios nesta fase para manterem a forma e motivarem, Tiago Ferreira irá pedalar 24 horas com o objectivo de atingir o máximo de altimetria possível. Tiago Ferreira Tiago Ferreira, ex-campeão do mundo de XCM, 2 vezes campeão da Europa e atleta olímpico, irá fazer num exigente desafio, no qual se propõe a tentar pedalar durante 24 horas na sua bicicleta de montanha, numa subida com 1,5 quilómetros de extensão (com 214 metros de desnível), tendo como objectivo atingir a maior distância e desnível possíveis. Depois do desafio "Everesting" estar a ter grande sucesso mediático nas redes sociais, aquilo a que se propõe Tiago Ferreira é diferente, um esforço mais prolongado. Na próxima quarta-feira, dia 22 de Julho, Tiago Ferreira irá aventurar-se num evento que para o atleta será uma experiência totalmente nova. "É completamente diferente de tudo aquilo que foi a minha carreira desportiva até agora, porque eu sempre tive muito focado no que era competição, corridas... É um desafio que vai muito além de testar o limite do ser humano, de desportista, porque até agora ainda não foi feito", explicou o atleta de Viseu, em declarações à Red Bull. A Red Bull, marca patrocinadora do atleta português foi a precursora da ideia. "A ideia surgiu há dois anos numa viagem que fiz à Áustria, onde realizei testes no Centro de Alto Rendimento da Red Bull. As subidas e descidas em terrenos muito exigentes são a minha especialidade por isso pensei em estabelecer um novo recorde do Mundo. Esta tentativa, que é cem por cento inédita, consiste em pedalar durante 24 horas seguidas num circuito florestal com 214 metros de desnível!", explicou Tiago Ferreira. O evento será realizado em ambiente privado e numa localização desconhecida para o público, para evitar que se possam criar aglomerações de pessoas nesta fase de pandemia. O objectivo que motiva Tiago Ferreira, assim como a Red Bull, é bater um recorde mundial. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Federação trabalha para que a Volta se realize em Setembro e Outubro A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) publicou um comunicado informando que está a trabalhar para que a Volta a Portugal possa realizar-se entre 27 de Setembro e 5 de Outubro. A nova data já está inscrita no calendário da União Ciclista Internacional e o projecto foi hoje apresentado ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente da FPC, Delmino Pereira, e o director da Volta a Portugal, Joaquim Gomes, foram recebidos em audiência pelo chefe de Estado, sensibilizando-o para o valor estratégico e para o interesse nacional da Volta a Portugal. Tendo em conta as circunstâncias especiais vividas no país e no mundo, a Federação Portuguesa de Ciclismo assumiu a responsabilidade de colocar o evento na estrada por considerar a prova fulcral para a defesa do direito ao trabalho de todos aqueles que têm no ciclismo a sua profissão e modo de vida e por ser esse o sentimento geral da comunidade velocipédica nacional, das Associações Regionais aos ciclistas e equipas profissionais. Além disso, a Volta a Portugal é também muito importante para a vivência sociocultural dos portugueses e para a dinamização da economia, ao longo dos diferentes territórios locais unidos pela caravana da corrida. Mais ainda num ano como este, em que as dinâmicas internas de turismo e ocupação hoteleira são essenciais para a economia do país. O ciclismo pretende dar o seu contributo. A Volta a Portugal tem em conta a situação pandémica e compromete-se a criar um evento seguro, aplicando as normas acordadas com a Direção-Geral da Saúde para que a festa do ciclismo atravesse diferentes concelhos e freguesias do país sem colocar em risco a saúde das populações locais nem dos diferentes membros da caravana desportiva da competição. Texto: Federação Portuguesa de Ciclismo ### FeelViana Strava Challenge - powered by SwiftCarbon O Sport Hotel FeelViana em parceria com a SwiftCarbon irá organizar o FeelViana Strava Challenge. É um evento que tem como grande objectivo desafiar os ciclistas a voltarem a pedalar e a terem um desafio que os motive. Com tantas competições a serem adiadas ou mesmo canceladas, é difícil encontrar motivação para organizar ou mesmo sair para treinar, e mesmo com todas as restrições impostas, o desafio quer ser um bom exemplo de como vos manter activos, competitivos, motivados e em segurança. A plataforma digital Strava foi a escolhida para organizar e garantir algum controlo estatístico para aqueles que têm um espírito mais competitivo. O FeelViana Strava Challenge será entre 19 e 25 de Julho no horário que pretenderam, no entanto o registo estará apenas disponível no horário de funcionamento do Sports Center, entre as 8:30 e 21 horas. No dia 25 será o open-day onde haverá também café para os aficionados (99% dos ciclistas são apreciadores) e limonada junto ao "Wake Park Feel Viana" até às 18h. onde será feita a contabilização dos melhores tempos no Strava. A iniciativa é surge de uma parceria feita entre o FeelViana e a SwiftCarbon. Feelviana Sport Hotel. No Feelviana Sports Center estará o staff encarregue de registar quem se inscreve, para depois, através do Strava ID identificar quem fez o melhor segmento durante a semana. Os segmentos do desafio No Strava estão criados 2 segmentos/desafios que serão contabilizados no final do dia 25 de Julho. Os participantes devem seguir os Strava clubs da SwiftCarbon e Feelviana para conseguirem ser identificados. Segmento 1 – FeelViana – Santa Tecla (Espanha) – FeelViana - +- 115km Segmento 2 – FeelViana – Caminha p/ Venade – FeelViana - +- 70km José Sampaio CEO do Feelviana explica: “ O FeelViana é uma referência para os amantes de desporto e de um estilo de vida saudável. O ciclismo é uma grande aposta do hotel e por isso queremos estar na linha da frente e ser reconhecido como o local a ir pelos praticantes. Esperamos que gostem e que também partilhem boas fotos de bicicleta na nossa região”. O percurso foi desenhado pelo ex-ciclista profissional Ricardo Felgueiras que confessa: “ procurei escolher um percurso bonito mas exigente. Numa altura que não existem competições, ter objectivos mantém-nos motivados, foi a nossa forma de tentar ajudar.” Mariana Brugger triatleta e embaixadora Strava e SwiftCarbon acrescentou: “Estou habituada a competir mas sobretudo a desafiar-me. As pessoas que me seguem e apoiam, sabem que não digo não a um desafio, por isso quando me convidaram, nem tive de pensar, aceitei!”. Pedro Dias, responsável da SwiftCarbon partilhou também as razões pelas quais a marca aposta neste tipo de iniciativas: “ Tínhamos de dizer sim a esta iniciativa. Pretendemos manter as pessoas activas e trazer novos praticantes à modalidade e sobretudo democratizar a bicicleta de estrada. Apesar de muito ligados à competição e o "#always racing" queremos que as pessoas se desafiem em vez de competirem contra outros. Arranjamos forma de o fazer em formato contrarrelógio e em vários dias para evitar muitas pessoas ao mesmo tempo. A segurança em primeiro.” Feel Viana é um sport hotel localizado em Darque, no distrito de Viana do Castelo, Portugal. SwiftCarbon é uma marca de bicicletas de competição feitas em carbono. Fornece equipas e ciclistas de alta competição como é o caso do João Rodrigues e a W52-Fc Porto, vencedores da Volta a Portugal 2019. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Tracks dos desafios p/ Download: Desafio 1 -  https://www.alltrails.com/explore/map/desafio-2-feelviana-strava-swiftcarbon-1baff70 Desafio 2 - https://www.alltrails.com/explore/map/swiftcarbon-ride-with-us-feelviana-b432f34 Link SwiftCarbon Cycle Club:  https://www.strava.com/clubs/swiftcarbon-454539 Link FeelViana Cycle Club: https://www.strava.com/clubs/704688 Perfis redes sociais: instagram.com/feelviana/ instagram.com/maribrugger/ instagram.com/swiftcarbon_pt/ Facebook do evento AQUI Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Troféu Joaquim Agostinho adiado O 43.º Troféu Joaquim Agostinho adiado. Teria lugar já no próximo fim de semana ( 18 e 19 de Julho), mas foi adiado para 19 e 20 de Setembro. Aparentemente a prova foi adiada após ter sido detectado um caso positivo de covid-19, anunciou hoje a organização da prova. “A organização entende que neste momento, avaliado o risco e a situação epidemiológica, o melhor é o adiamento da prova, para os dias 19 e 20 de Setembro, decisão consensual entre os presidentes da organização, da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) e da Câmara Municipal de Torres Vedras”, informa a União Desportiva do Oeste (UDO), em comunicado. A prova já havia sido reduzida em um dia devido à pandemia, com a organização a anular a terceira etapa, prevista para segunda-feira, mantendo apenas a de sábado em Torres Vedras, e domingo, entre Turcifal e o parque eólico de Carvoeira. É a prova portuguesa que há mais anos consecutivos está inscrita no calendário internacional, sendo organizada pela U.D.O - União Desportiva do Oeste em parceria com a Câmara Municipal de Torres Vedras. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Grand Canyon 2021 - Novidade. A Grand Canyon é a bicicleta de montanha mais vendida na gama da Canyon, sendo a primeira escolha para os iniciantes no ciclismo de montanha e ciclistas de Trail experientes, hoje 14 de Julho, é lançada a Grand Canyon 2021, com preços que variam entre €599,00 e €1.799,00*, para uma vasta gama de ciclistas. Grand Canyon 9 e toda a gama AL SL terão espigão telescópico. Versões para os mais novos Pela primeira vez, a Grand Canyon será oferecida em versões "Young Hero" de 27,5" com rodas que se adaptam confortavelmente aos pequenos pilotos entre os 8 e 12 anos de idade. Canyon Young Hero - roda 27,5 e transmissão 1X11 para os mais pequenos. Os vários quadros disponíveis Dois quadros de alumínio são utilizados em toda a linha de bicicletas de 10 modelos. A Grand Canyon Young Hero, a Grand Canyon 5 e a Grand Canyon 6 contam com o quadro  "AL", enquanto que a Grand Canyon 7 e toda a gama acima contará com o quadro mais leve "AL SL". Todos os quadros "AL SL" estão também equipados com eixos "through-axles" e espigões telescópicos. As versões femininas Os modelos Grand Canyon 5, 6, 7 e 8 são oferecidos em paralelo como versões unisexo e WMN. Todas as bicicletas femininas estão não só equipadas com um cockpit modificado e um selim especial, mas também com uma geometria de quadro independente, específica para mulheres. Grand Canyon 5 Wmn. Uma outra revelação em 2021 A Grand Canyon apresenta uma transmissão "1X" e prescinde completamente de uma montagem de desviador dianteiro. Tanto a Shimano como a SRAM estão disponíveis com opção de apenas um prato na dianteira. A Grand Canyon Young Hero apresenta um sistema de transmissão 1x11. Todos os outros modelos vêm equipados com 1x12, incluindo o novo grupo Deore de Shimano. No que diz respeito às suspensões, a Grand Canyon Young Hero, modelos 5 e 6  trazem suspenões de 100 mm à frente, enquanto os modelos acima que começam com o Grand Canyon 7, apresentam 120 mm de curso de suspensão dianteira.  Os tamanhos A nova Grand Canyon Young Hero vem em ambos os tamanhos de quadro 2XS e XS. Os modelos WMN estão disponíveis em quatro tamanhos 2XS, XS, S e M, enquanto que as versões unissexo podem ser fornecidas em cinco tamanhos: XS, S, M, L e XL. Para dar aos nossos ciclistas as mesmas sensações em cima da Grand Canyon, a marca alemã continua a contar com a comprovada divisão do tamanho das rodas: 650B rodas estão incluídas nos tamanhos WMN 2XS-S e os tamanhos unissexo XS e S também vêm em 27,5". Todos os tamanhos acima rolam sobre as grandes "Twenty-niner" (29). Disponibilidade e preços. As versões 2021 da Grand Canyon estará disponível exclusivamente em canyon.com a partir de terça-feira 14 de Julho 2020, vê os preços. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - Swift Carbon Attack G2 Quando comecei o teste à Swift Carbon Attack G2 (a primeira vez que saí para pedalar nela) devo dizer-vos que fiquei um pouco desiludido, isto não foi "amor à primeira vista", falo de sensações porque a bicicleta é bonita. Foram necessárias três, quatro voltas (cerca de 200 km's.) e alguns acertos (posição do avanço e selim) para começar a sorrir em cima dela. Durante uma das voltas, na pausa para café e bolo olhei para ela e "disse-lhe: estás desculpada." Afinal de contas não é fácil "encaixar" rápido numa bicicleta que não é a nossa. Resolvi partilhar esta experiência para que tenham a noção de que um teste de um dia pode correr bem, mas também pode correr mal e nem sempre a culpa é da bicicleta, por vezes é necessário mais tempo. Vamos ao que interessa, o que podem esperar desta Swift Attack G2 se pensarem em adquirir uma? (Vídeo no final). Aparentemente quando olhamos para ela é uma bicicleta completamente normal, sem grandes tecnologias ou pormenores que "saltem ao olho", tem os cabos por dentro do quadro (algo que hoje em dia é normal em praticamente todas as bicicletas de estrada) travões de disco (algo que também não se pode considerar novidade), ou seja, olhando para ela é uma bicicleta simples. Realço o sistema de aperto dos eixos passantes bastante prático e funcional, sem necessidade de recurso a ferramenta e perfeitamente dissimulado no quadro. O sistema de aperto dos eixos passantes integrado. É quando pedalamos nela (depois da tal adaptação que referi no início) que começamos a absorver algumas sensações que nos dão que pensar. A Swift Carbon a Attack é uma bicicleta de endurance, as bicicletas de endurance são normalmente conhecidas por serem mais confortáveis, proporcionarem uma posição mais relaxada e por isso, também normalmente sentimos que são menos "racing" e um pouco mais "molengonas" quando pedalamos a subir. Nesta Swift Attack G2 essa realidade não é bem assim, é uma bicicleta que se poderia colocar "a meio caminho" entre a bicicleta escaladora (racing) e a bicicleta de endurance, porque quando pedalamos nela em estrada regular não sentimos que estamos numa bicicleta de endurance, a única coisa é que realmente (graças à testa do quadro ser maior) sentimos que nos oferece uma posição mais relaxada, mas é de manuseio leve e rápido tanto a subir como a descer. Isto acontece porque na verdade a Swift Attack G2 partilha praticamente a mesma geometria das suas irmãs "Aero" e "Escaladora" (ambas mais racing) Swift Hypervox e Ultravox, varia a medida da testa de quadro (que tem mais 25mm. em tamanho "M"), e no alcance ou "reach"(1), que é 7mm. mais curto. Geometria quadro AttackGeometria quadro Hypervox (1) Reach: é a distância horizontal do centro do bloco pedaleiro ao ponto central na parte superior da testa do quadro. Só estas duas alterações levam a que tenhamos uma posição mais relaxada em cima da bicicleta, em tudo o resto, desde a distância entre eixos aos ângulos de direcção, inclinação e recuo do espigão, é igual à Ultravox e Hypervox. Até entrar-mos numa secção irregular de terreno parece-nos uma bicicleta normal, mas quando passamos pela primeira vez numa zona de empedrado é quando sentimos algo de diferente, sentimos a bicicleta robusta, suave, estável e equilibrada, como as bicicletas de endurance são neste tipo de terreno. Sinceramente, não sei dizer se é pela testa do quadro ser maior, se é pelas escoras serem finas ( o que teoricamente absorve mais as vibrações ), o que sei é que realmente a bicicleta nestas zonas é diferente de outras bicicletas mais racing que testei. Tendo isto e conta, na minha opinião esta bicicleta marcaria ainda mais diferença, tanto em relação ao resto da gama da Swift Carbon, como em relação a outras bicicletas concorrentes, se viesse montada de origem com pneus 28mm. em vez de 25mm. (a bicicleta suporta até 30mm.) porque com 28mm., perdoem-me a expressão e espero que não me interpretem mal, esta bicicleta fica "um tractor". Com 28mm. (ou 30mm. para os mais ousados), tendo em conta que inclusive as rodas são "tubeless ready", poderás rodar com pressões ligeiramente mais baixas e descobrir todo um novo mundo, fazendo incursões por estradas de terra batida e gravilha, apesar de não ser uma Gravel. É uma bicicleta bastante versátil e que acabou por nos surpreender muito pela positiva, no que respeita a sensações e experiência de utilização. O equipamento VS. preço No que diz respeito à transmissão e travagem, a Swift Carbon Attack G2 vem equipada com Shimano Ultegra completo de com travões de disco e simplesmente isto já diz muita coisa, estamos a falar de uma gama média alta da marca nipónica que é conhecida pela sua fiabilidade e suavidade no funcionamento, algo que confirmamos e não é novidade. Já não há muito a falar sobre o tema dos travões de disco nas bicicletas de estrada, de qualquer forma nesta bicicleta fazem todo o sentido tendo e conta a sua versatilidade. As rodas em alumínio Vision Trimax 30 não foram escolhidas por acaso para equipar esta bicicleta. São "tubeless ready", como o próprio nome indica têm um perfil de 30mm., um peso de 1590 gr's., não são umas rodas leves mas são específicas para estrada, ciclocrosse e gravel, o que vai totalmente de encontro às características gerais desta bicicleta. De realçar também que vem equipada com guiador e espigão de selim Easton em carbono, acessórios que por norma só encontramos em bicicletas de preço superior nas marcas concorrentes. Relembramos que esta bicicleta tem um preço de 2.499,00, não é um preço "bomba" para o equipamento que tem, mas a verdade é que em outras marcas "de referência", ou pagas o mesmo com menos equipamento, ou pagas mais para ter este nível de equipamento. E esta Swift Attack, não fica a dever nada a outras concorrentes na nossa opinião. Embora o grupo Shimano Ultegra de disco seja bastante eficaz e fiável, só um pormenor estético a apontar, que são os pousa mãos exageradamente grandes (os Di2 são muito mais discretos). Se a estética é importante para vocês, ponderem a versão Di2 e está resolvido. Em resumo, a Swift Carbon pode não ter o "Status" de outras marcas no mercado, mas surpreendeu-nos muito pela positiva nesta Attack G2, que é uma bicicleta simples mas bem pensada e construída , além disso, bem equipada tendo em conta a gama de preço. Vídeo resumo do teste https://www.youtube.com/watch?v=EE_n6ZOZoLg&t= A Swift Carbon nasceu em Cape Town na África do Sul, em 2008, pelas mãos do ex-ciclista profissional inglês-sul-africano Mark Blewett. Para os menos atentos a marca está em Portugal desde 2017, faz partedo grupo S2 bicycle industries e tem a sede em Gondomar. Hoje em dia a Swift Carbon vende maioritariamente no seu site online www.swiftcarbon.pt , tem portes gratuitos e 6 anos de garantia entre outros aspectos interessantes que podes encontrar no site da marca. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Fotografia: Mário Silva Texto e teste: Luís Beltrão Vídeo: Luís Beltrão ### Alberto Contador bate record do Everesting Já retirado do ciclismo profissional mas sempre à procura de desafios, Alberto Contador bate record Everesting, provando que ainda está entre os melhores escaladores do mundo. Aos 37 anos, com sete vitórias na classificação geral em grandes voltas, incluindo as 3 grandes no seu palmarés (Tour, Giro e Vuelta), acabou de estabelecer um novo record no Everesting de 7:27:20, superando o record que Lachlan Morton (EF - Education First) havia conseguido no passado 21 de Junho, de 7:29:57. A iniciativa de Lachlan Morton teve enorme "eco" nos media e redes sociais por todo o mundo, o que talvez tenha levado Contador a tentar bater o recorde, promovendo assim também a sua marca de bicicletas "Abikes". No Strava pode ver-se o esforço de Contador, que terminou o esforço com 148 quilómetros, feitos num segmento de 950 metros da mesma aplicação com o nome de "Silla del Rey", com uma inclinação média de 13% (havendo zonas de 20%), feito 78 vezes. Para estabelecer o recorde neste desafio não basta subir rápido, mas também descer, tendo contador registado uma velocidade máxima de quase 127 km/h.? Erro no GPS, ou real? 79 mi/h. são 127km/h. certo? O esforço foi validado pelo Hells 500, o grupo que criou desafio do Everesting. Contador disse em comunicado que aceitou o desafio dos fãs, os quais o motivaram a fazê-lo, e também que este desafio foi feito para testar a sua nova marca de bicicletas, a ser lançada muito em breve. “São dias de muito trabalho, preparando o lançamento da bicicleta, que está muito próximo. Queríamos testar alguns materiais e também verificar o comportamento deles em ambientes muito específicos, daí o limite. No outro dia, estávamos a comentar sobre o desafio e muitos comentários nos encorajaram a fazê-lo. Quando transferimos os dados e comparámos , no site do desafio Everesting, foi confirmado que o desafio havia sido superado ”, escreveu Contador. O vídeo partilhado nas redes sociais. https://twitter.com/albertocontador/status/1281553667271856134 E agora quem será o próximo? Chris Froome? O desafio Everesting parece estar a ganhar cada vez mais mediatismo para as marcas, como já acontece com record da hora. Fotografia: Fundación Contador. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Chris Froome trocará Ineos pela Israel Start-Up Nation A "novela" já se arrastava há uns meses e agora confirma-se, Chris Froome trocará a Ineos pela Israel Start-Up Nation (ISN) em 2021, a notícia é confirmada pelas equipas. Chris Froome estava na equipa desde a sua fundação em 2010 O ciclista de 35 anos, apesar de estar na Team Ineos desde a sua fundação como Team Sky em 2010, não terá resistido a um desacordo aparente nos bastidores da equipa, não apenas sobre o seu futuro, mas também sobre a liderança da equipa mais rica do ciclismo. A saída do britânico foi confirmada pela própria equipa esta quinta-feira. "O contrato actual de Chris chega ao fim em Dezembro e tomamos a decisão agora de não renová-lo", disse Dave Brailsford, dono da equipa Ineos Com uma equipa repleta de estrelas, onde se incluem recentes vencedores do Tour de França (Egan Bernal, Geraint Thomas e Froome), Giro de Itália (Richard Carapaz e Froome), Dave Brailsford deu a entender que não é possível manter tantos ciclistas com aspirações à classificação geral na mesma equipa. Dave Brailsford "Tendo em conta o que já conseguiu no desporto, o Chris está compreensivelmente interessado em ter a liderança única de uma equipa no próximo capítulo de sua carreira, o que não é algo que possamos lhe garantir neste momento."disse Brailsford. Logo após a equipa Ineos confirmar a partida de Froome, a Israel Start-Up Nation anunciou a sua contratação, adiantando que este ficará na equipa até ao final da sua carreira, começando na próxima temporada. No site da equipa Israel Star-Up Nation pode ler-se: "Este é um momento histórico para a ISN, para Israel, para o desporto de Israel, para os nossos fãs em todo o mundo e, é claro, para mim pessoalmente - um momento de enorme orgulho", disse o proprietário da equipa, Sylvan Adams. Sylvan Adams, proprietário da ISN, quer levar a equipa ao topo do ciclismo mundial. Pode ainda ler-se no site, as palavras de Chris Froome: "Estou muito motivado por me juntar à família ISN. Estou ansioso para desafiar e ser desafiado pelo talento deles, e continuar a lutar pelo sucesso que tenho tido até agora. Sinto que podemos conseguir grandes coisas juntos. ”disse Froome no comunicado de sua futura equipa. https://twitter.com/YallaIsraelSUN/status/1281166358710038528 Nas redes sociais a Israel Start-Up Nation dá as boas vindas a Chris Froome. Aos 35 anos, e depois de uma grave lesão Froome enfrentará novo desafio em 2021. Não deixa de ser uma decisão de Campeão (ou fico a liderar, ou não fico), e por outro lado uma decisão corajosa, pois poderia continuar numa equipa provavelmente vencedora nos próximos anos e em vez disso, aceita o desafio de correr contra essa equipa. Equipa para Froome A equipa de Israel não quer ficar por aqui, sabe-se que tentará contratar mais alguns ciclistas para garantir um bloco competitivo para Froome, um desses ciclistas é Richie Porte, que não teve o sucesso esperado como líder na Trek e perdeu espaço com a chegada de Nibali à equipa. Richie Porte também se poderá transferir para a ISN em 2021. Uma coisa é certa, o panorama do pelotão World Tour está a ficar interessante, e o ciclismo ainda nem houveram grandes voltas em 2020. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa venceu prova de reabertura do ciclismo em Portugal Rui Costa venceu prova de reabertura do ciclismo em Portugal, um contrarrelógio individual de 22 quilómetros, pontuável para a Taça de Portugal Jogos Santa Casa, disputado em Sangalhos, concelho de Anadia. A corrida que marcou o regresso da modalidade, após um interregno de quase quatro meses, pautou-se pela incerteza e pela emoção. Ivo Oliveira (UAE Team Emirates) estabeleceu o primeiro registo de referência, 28m45s, e manteve-se com o primeiro lugar provisório durante muito tempo. No entanto, três homens revelaram estar mais fortes do que os demais e, logo à passagem pelo ponto intermédio, ao quilómetro 10, deram mostras que de o tempo de Ivo Oliveira cairia. Rui Costa venceu hoje a prova de reabertura, pedalando a uma média de 46,864 Km/h. para concluir a prova com 28m.10s. Rafael Reis (Feirense) gastou apenas mais 3 segundos, ficando no segundo lugar. Rafael Reis (Feirense) gastou apenas mais 3 segundos, ficando no segundo lugar. O poveiro foi mais regular do que o palmelense, pois este recuperou na segunda metade da corrida do tempo perdido nos primeiros dez quilómetros. No ponto intermédio, Reis cedia 5 segundos para Costa e Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), que estavam empatados. Na meta, o galego dos portistas seria apenas terceiro, a 22 segundos do vencedor. Daniel Dias (Sicasal/CM Torres Vedras) foi o melhor sub-23 e lidera a Taça de Portugal na categoria mais jovem. "Foi um bom regresso depois de quase quatro meses confinados. Poder estar de volta à estrada em Portugal é muito bom, porque, após a Volta ao Algarve, não planeara estar aqui neste momento. Foi uma prova muito bem organizada. Os riscos foram zero. Toda a organização esteve impecável e merece os parabéns pelo excelente trabalho", começou por dizer Rui Costa. O vencedor explicou ainda que  "o percurso foi bastante rápido, com algumas partes seletivas. O vento fez-se sentir ? lateral ou contra ? na fase central do contrarrelógio. Tanto a parte inicial como a última foram muito rápidas. Foi um bom teste. As sensações foram boas, mas ainda preciso de trabalho para alcançar os valores para o regresso ao WorldTour". Daniel Dias (Sicasal/CM Torres Vedras) destacou-se entre os mais jovens. Apesar de ser sub-23 de primeiro ano, foi o mais forte dentro desta categoria, fechando na 22.ª posição da geral, a 1m42s de Rui Costa. Daniel Dias (Sicasal/CM Torres Vedras) foi o melhor sub-23 Este resultado deu ao gaiense o primeiro posto na geral da Taça de sub-23. Seguem-se Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport) e Fábio Costa (Kelly/InOutBuid/UDO). "O Rui Costa é um ídolo para mim, desde que comecei a correr. É um exemplo a seguir e é incrível subir ao pódio com ele e partilhar a conferência de imprensa com alguém como o Rui Costa. Motiva-me para um dia ser como ele", confessa Daniel Dias, acrescentando:  "Foi um dia muito bom. Venci em sub-23, o que para a nossa equipa é muito importante. Somos uma equipa de clube, mas ambiciosa. E a Taça de Portugal de Sub-23 é um objetivo para nós". Plano de segurança sanitária cumprido rigorosamente Esta foi a primeira corrida disputada sob estritas normas de segurança sanitária, devido à pandemia de SARS-Cov-2. A experiência foi bem conseguida, demonstrando-se ser possível fazer ciclismo, com qualidade e respeitando as normas sanitárias. Toda a comunidade cumpriu as novas regras, desde as equipas e corredores aos adeptos, passando pela comunicação social presente. TOP 10 final Elites Rui Costa (UAE Team Emirates), 28m10sRafael Reis (Feirense), 28m13sGustavo César Veloso (W52-FC Porto), 28m32sIvo Oliveira (UAE Team Emirates), 28m45sRicardo Mestre (W52-FC Porto), 28m51sTiago Machado (Efapel), 29m02sRui Oliveira (UAE Team Emirates), 29m09sAlejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), 29m15sJoaquim Silva (Miranda-Mortágua), 29m19sJoni Brandão (Efapel), 29m21s Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Triatleta Rafael Delaunay Gomes percorreu a estrada N2 em 24 horas e 24 minutos O registo não é do ano corrente, mas quando publicámos a aventura do ciclista André Cardoso fizeram-nos chegar esta história, a qual não podíamos deixar de publicar. Em 2019 o conhecido triatleta de Oliveira do Hospital, Rafael Delaunay Gomes percorreu a estrada N2 em homenagem ao irmão e à Prevenção Rodoviária no Ciclismo, também de seguida. Rafael Delaunay Gomes Rafael Gomes superou o desafio a que se propôs, percorrendo 738 quilómetros de Chaves a Faro, pela Estrada Nacional 2 (EN2), em bicicleta, em 24 horas e 24 minutos. O sentimento foi de missão cumprida mas, acima de tudo, “ter cumprido o desafio em honra do irmão”, apelando também à prevenção rodoviária no Ciclismo, garante Rafael Gomes. O atleta de 37 anos adiantou que o objectivo da iniciativa era “dar a conhecer a história de vida” do irmão que venceu o quarto tumor maligno. Rafael Delaunay Gomes e o irmão Bruno Delaunay Gomes O percurso da EN2 não era desconhecido, uma vez que, em 2017, já tinha feito esta ligação do norte ao sul do país. Em 2019, conseguiu o feito com menos de cinco horas que registou há três anos. A alimentação e o apoio dos amigos foram a “ajuda fundamental”. Rafael Delaunay Gomes De realçar ainda que este tempo (24 horas e 24 min's.) foi o tempo total decorrido, e que o tempo de actividade foi a rondar as 24h. Rafael Delaunay Gomes percorreu a estrada N2 praticamente sem paragens, alimentando-se e cima da bicicleta durante toda a sua actividade, parando apenas para necessidades básicas essenciais. “Na segunda vez o desafio foi bem preparado. Sabia quais eram as minhas fraquezas, sabia o material que tinha que levar e o tipo de alimentação que tinha que fazer”, disse, revelando que contou com a ajuda de uma nutricionista que o contactou “em cima da hora para fazer (Dr. Alexandra Domingues – Nutricionista da EFAPEL). Quanto ao grupo de amigos que o auxiliou durante todo o trajecto numa carrinha de apoio, Rafael Gomes afirmou que foi um “apoio fundamental”. “Se não fosse a paciência que eles tiveram em estar 738 quilómetros numa carrinha, durante 24 horas, a seguir um ciclista a 30 ou 40 quilómetros por hora, eu nunca conseguiria fazer este tempo”, disse Rafael Gomes Nas últimas horas do desafio juntaram-se a Rafael, Bruno Pais, Rui Dolores e Ricardo Gomes, que lhe deram alento suficiente para se “sentir bem” ao longo do restante percurso. Para além de homenagear o irmão, que é um exemplo de superação porque desde criança tem doenças oncológicas, o atleta do Estoril Praia Credibom quis chamar a atenção no âmbito da prevenção rodoviária, alertando para a distância de segurança que os automobilistas devem deixar em relação a um ciclista. “Deve haver respeito por ambas as partes”, justificou. Rafael Gomes relembrou os dois anos que esteve parado no mundo do desporto devido ao estado de saúde do irmão. Para o atleta “não era justo” viver para “obter resultados desportivos”, uma vez que o seu familiar viu-se obrigado a desistir do desporto em resultado da doença. Dois anos depois voltou e hoje não se imagina longe do desporto. “Dá-me muita força em fazer as coisas graças a ele. Vejo-me a esforçar muito graças ao espírito que ele tem de lutador”, afirmou Rafael, referindo-se ao irmão. Por agora, o atleta oliveirense adiantou que na sua carreira é atleta amador e que o Desporto estará sempre presente na sua vida para cumprir desafios. Sendo Professor de Educação Física na Escola Profissional “Eptoliva” e Treinador de Atletas de Triatlo/BTT/Ciclismo/Atletismo no seu Centro Desportivo RDSports em Oliveira do Hospital através da NewID, realça assim que necessita demonstrar o exemplo aos que o acompanham por perto (alunos e atletas). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a França virtual no Eurosport Os três primeiros fim-de-semanas de Julho são animados com esta competição da Volta a França virtual no Eurosport, que junta grandes nomes do ciclismo como Christopher Froome, Egan Bernal, Geraint Thomas, Marianne Vos, Nairo Quintana ou Greg Van Avermaet. A pandemia de COVID-19 trocou as voltas ao mundo afectando também os calendários desportivos. A Volta a França, a prova rainha do ciclismo mundial, realiza-se habitualmente no mês de Junho, mas este ano o pelotão trocou as estradas reais pelas virtuais, antes da competição real (a partir de 29 de Agosto). Ao longo de três fim-de-semanas, os maiores nomes do ciclismo profissional vão enfrentar-se numa corrida virtual que promete animar os fãs. As estrelas que participam Christopher Froome, Egan Bernal, Geraint Thomas, Marianne Vos,Nairo Quintana, Mathieu Van der Poel, Greg Van Avermaet, Julian Alaphilippe, Richie Porte são apenas alguns dos muitos ciclistas de peso que procuram ganhar ritmo neste evento que antecede o reatar do calendário da UCI em Agosto. Chris FroomeMathieu van der PoelChris Froome e Mathieu van der Poel são algumas das estrelas que alinham no evento. Estão confirmadas 23 equipas masculinas e 17 femininas que competem num cenário virtual que inclui passagem por locais icónicos da prova francesa como o Mont Ventoux ou a Avenida dos Campos Elísios, em Paris. A organização O Tour de France Virtual nasce de uma parceria entre o Zwift e a ASO, organizadora da Grande volta francesa, e prevê a construção de novos mundos no simulador que recriam regiões de França e a cidade de Paris. As etapas As duas primeiras etapas do Tour de France Virtual decorrem na ilha virtual de Watopia, mas as alterações introduzidas irão dar ao percurso a aparência da cidade de Nice, onde decorre a partida do Tour 2020. A terceira e quarta etapa têm como cenário vinhedos, campos de girassol e até aquedutos romanos, mas os percursos continuarão a apresentar dificuldades para os ciclistas. A 18 de Julho realiza-se a 5.ª etapa, a etapa Rainha, que será a mais dura e prevê a subida duríssima ao Mont Ven-Top, a réplica do Mont Ventoux. Fotografia: JEFF PACHOUD/AFP/Getty Images - Eurosport A 6.ª e última etapa, a 19 de Julho, como seria de esperar, acontece com a chegada do pelotão a Paris. Estão previstas passagens por locais icónicosda capital francesa como o Arco do Triunfo ou a Praça da Concórdia. A meta fica posicionada tal como na vida real na Avenida dos Campos Elísios. Poderás participar Os fãs mais apaixonados por ciclismo podem, para além de ver, participar no Tour de France Virtual através do Zwift e pedalar em casa, “ao lado” das estrelas da modalidade. Antes de cada emissão, os fãs do Tour têm ainda a oportunidade de rever algumas das etapas mais marcantes das últimas edições. Os comentários ficam a cargo de Gonçalo Moreira, Paulo Martins e Olivier Bonamici. As datas e horários 4 e 5 de Julho - Eurosport 1 a partir das 14:00h11 e 12 de Julho - Eurosport 1 a partir das 14:00h18 e 19 de Julho - Eurosport 2 a partir das 14:00h Para mais informação consulta a programação semanal do canal em www.eurosport.pt Fonte: Eurosport Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - Thibau Nys vence Mathieu van der Poel Há cerca de uma semana atrás foi organizada uma competição diferente para promover o regresso do Ciclocrosse, claro está, na Bélgica mais propriamente no centro de ciclismo Sven Nys (ex-Campeão do Mundo e ícone da modalidade), situado em Baal. Ex Campeão do Mundo de ciclocrosse Sven Nys tem um centro e academia onde decorreu a competição. A competição foi um género de “triatlo de ciclocross” com direito a transmissão pelo canal belga Sporza, e teve o nome de “Slag om Balenberg”. O evento Sem público, a corrida contou com dois contra-relógios (um de apenas 400 mts. , outro que se assemelhou a uma volta de uma corrida de ciclocross), e um sector de areia para ver até onde os ciclistas conseguiriam chegar numa subida de areia. A corrida contou com várias estrelas do ciclocrosse, incluindo Mathieu van der Poel, Laurens Sweeck (campeão belga), Annemarie Worst (Vice-campeã do Mundo), Toon Aerts (vencedor da Taça do Mundo), Eli Iserbyt, Shirin van Anrooij e ainda, a estrela que basicamente cresceu no local da corrida, Thibau Nys (Campeão do Mundo júnior, filho de Sven Nys). Na corrida feminina A holandesa Campeã do Mundo júnior Shirin Van Anrooji venceu a competição de areia, enquanto que a sua compatriota Annemarie Worst venceu os contra-relógios obtendo a vitória geral, batendo Van Anrooji por 4 pontos, 23 a 19. Annemarie Worst Na corrida masculina Thibau Nys venceu Sweck e Van der Poel na competição de areia e no contra-relógio, vencendo também Mathieu Van der Poel no contra-relógio mais onde foi mais rápido dois segundos que o Campeão do Mundo Elite. Thibau Nys venceu Van der Poel no por 6 pontos no total, 24 a 18. Uma corrida esporádica e de promoção da modalidade pode não ser um indicador rigoroso, ainda assim relembramos que Thibau Nys tem 17 anos. Thibau Nys, no sector de subida de areia. No final, MVDP adiantou que não tocava na sua bicicleta de ciclocrosse desde o Campeonato do Mundo e também que lhe saltou o pé do pedal no contra-relógio, o que lhe custou um pouco de tempo. Mathieu van der Poel Relativamente ao vencedor da competição, o campeão do mundo júnior de 2020, ficou sem palavras depois da sua vitória contra as principais estrelas deste desporto. Disse que não acreditava e que embora estivesse a correr quase dentro de sua casa, não tinha preparado a competição e era necessário força e técnica. O canal belga Sporza fez um vídeo de comparação lado a lado dos dois campeões do mundo na prova de contra-relógio no circuito. Falta o ambiente habitual dos circuitos de ciclocrosse na Bélgica, repletos de público, tendas com cerveja e comida, mas dá para matar as saudades ao ver estes dois campeões em acção. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=tgXVlL-DQy0&feature=emb_logo Bélgica, sem dúvida um país à parte no que toca ao ciclismo, um evento com atenção mediática que deixou os fãs cheios de vontade de voltar a ver Ciclocrosse, sensivelmente a dois ou três meses do início da época. No MarretaMan.pt, desde o nosso início em 2017 que somos das poucas publicações em Portugal a escrever sobre ciclocrosse, desde a Taça e Campeonato do Mundo, passando pelos troféus superprestige e DVV, Taça de Portugal e Campeonato Nacional, esta vertente do ciclismo sempre foi uma paixão e aposta nossa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E13 – Há Volta a Portugal ou não? No episódio 13 do Marretaman Podcast (último da primeira temporada), o convidado de Luís Beltrão é Paulo Martins , ex-ciclista profissional, agora comentador de ciclismo do Eurosport. Perante as notícias da última semana, onde a Direcção-Geral da Saúde anunciou que tinha aprovado o protocolo sanitário desenhado pela Federação Portuguesa de Ciclismo para a realização da prova, mas, já depois da luz verde das autoridades de saúde (e ainda antes de o Governo se pronunciar definitivamente sobre a realização da Volta), a autarquia de Viana do Castelo, assim como a de Viseu anunciaram que não iriam autorizar a passagem da corrida por esses municípios, por receios relacionados com possíveis contágios de Covid-19. Falamos sobre: Volta a Portugal e sobre o facto de esta se disputar, ou não?Perante o cenário de pandemia, o que foi feito nos últimos meses?Analisamos as posições tomadas pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Posição tomada pelas autarquias é legítima? Que posição tomou o Governo? Que posição tomou o organizador da Volta a Portugal, a Podium? O que poderá ser feito para que a Volta a Portugal vá para a estrada? https://www.youtube.com/watch?v=mMbqRIZU7VQ&t= Marretaman Podcast no nosso canal YouTube e Spotify, partilhado também na página Facebook e em www.marretaman.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### André Cardoso irá tentar percorrer Nacional 2 em menos de 24 horas O ex-ciclista World Tour André Cardoso irá tentar percorrer Nacional 2 em menos de 24 horas. Embarcará neste desfio próprio, com um grupo de amigos, numa travessia de Portugal, pela estrada Nacional N2 – com um total de 739km. No Sábado 27 de Junho, um grupo de ciclistas tentará também bater o record atual de 25 horas, percorrendo de Norte a Sul. A N2 é intitulada por muitos como a "Route 66" de Portugal e tem-se tornado como uma atracção entre os ciclistas, especialmente os aventureiros de bikepacking. “Após a minha carreira no WorldTour é importante ter novos desafios, depois de toda a rotina de fazer sempre as mesmas competições e percorrer as mesmas estradas. Apesar de tudo, percorrer perto de 740km de uma vez só não será nada fácil!” Confessa André Cardoso. André Cardoso fez a sua última época como profissional em 2017. Ao ciclista de 35 anos irão juntar-se alguns amigos e ex-ciclistas profissionais, que irão também ser desafiados a diversificarem ampliar a sua visão do ciclismo actual. A SwiftCarbon que será parceira neste desafio, tem uma história de sucesso nos eventos de Endurance e Ultra-distâncias. O fundador da marca, Mark Blewett e dois outros ciclistas (Nicholas Bourne de Inglaterra e David Martin do Zimbabwe) atravessaram África a pedalar do Cairo até à Cidade do Cabo-Africa do Sul de onde é originário, batendo o record de 38 dias e 16 horas. O grupo do André Cardoso irá tentar percorrer Nacional 2 começando em Chaves, perto da fronteira com Espanha, que também é famosa pelos seus circuitos termais. Após atravessar parte do interior português irão acabar em Faro no Algarve, possivelmente com mergulho numa praia. Será um percurso que terá várias paisagens e que esperamos que seja memorável. Uma última subida deverá esperar este grupo antes de chegar ao Algarve. Não que seja demasiado exigente se comparamos com os Alpes e Pirenéus que tantas vezes percorreu, mas após 700km e mais de 20horas sentado num selim, não será nada fácil. Veremos se a experiência destes ciclistas a gerir esforços será determinante para o sucesso do desafio. O grupo planeia também conseguir fundos para apoiar uma boa causa. O André pretende angariar 1€ por quilómetro. Sigam a história na sua conta de instagram @acardoso84  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal adiada - Federação e organizador confirmam Em comunicado, a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Podium Events informam que a Volta a Portugal é adiada. De acordo com o comunicado, tendo em conta a evolução da pandemia, bem como as manifestações públicas e particulares de não autorização de passagem, e permanência da Volta a Portugal em bicicleta por vários municípios integrantes no percurso da prova, as duas entidades concluíram que não se encontram reunidas, por enquanto, condições para a realização da prova nas datas previstas (Agosto). Adiantam ainda que, apesar da Volta a Portugal adiada por agora, esforços estão a ser feitos para a realização da prova ainda no decorrer deste ano. Comunicado oficial À velocidade que tem corrido e alterado a informação acerca da realização da Volta à Portugal, esperemos que em breve surjam melhores notícias. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novidades 2021 - A Nova Specialized Epic A marca americana acaba de lançar a mais recente evolução de um dos modelos bandeira da marca, a nova Specialized Epic, lançada juntamente com a Epic EVO. Nova Specialized Epic Desde que Ned Overend se apresentou na linha de partida com a primeira bicicleta de competição de Cross Country com suspensão total, as Epic foram evoluíndo ao longo dos anos e ficando conhecidas, principalmente pelo seu sistema de suspensão "Brain". Agora, de acordo com a marca, com o amortecedor Brain mais inteligente, resistente e reactivo de sempre e um quadro mais rígido e leve, a nova Epic focada para a competição de XC vem melhorada em vários aspectos. Novo Brain A famosa tecnologia Brain, na suspensão e amortecedor da Epic, distingue as diferenças entre forças de pedalada e de impacto - mantém a suspensão eficientemente firme em terrenos suaves e muda automaticamente para activa no instante em que as coisas ficam mais complicadas, no terreno mais acidentado. A Specialized diz que o novo amortecedor Brain na Epic proporciona uma plataforma mais firme, uma acção mais flexível nos terrenos mais acidentados e uma transição mais suave entre modos. (Lá está, estas coisas é sempre necessário testar). A marca anuncia ainda o Brain mais robusto de sempre. A ser verdade é de louvar, pois os anteriores viajavam muito (exclusivamente para a marca) para garantia e manutenção e, como tal, a Specialized detectou as fragilidades e supostamente melhorou a fiabilidade. A Specialized diz que o novo amortecedor é tão robusto, que não só prolongaram os intervalos de serviço na mola pneumática e no amortecedor, como incluíram ainda dois anos de serviço anual Brain em cada nova Epic vendida, para garantir que cada bicicleta apresente um desempenho de nível elite, mostrando assim um sinal de confiança ao utilizador neste novo Brain. Quadro renovado A Specialized afirma que é o culminar de duas décadas de aperfeiçoamento, os novos quadros Epic são mais leves e rígidos do que nunca. O chassis S-Works Epic em carbono FACT 12m retira mais de 100 gramas ao seu antecessor (nesta parte nunca sabemos que pensar, se o novo é muito bom, ou se o anterior era muito pesado), usa uma biela em carbono e apresenta um aumento de 15% na rigidez do triângulo traseiro. O quadro em carbono FACT 11m encontrado no resto da gama Epic agora corresponde à rigidez e peso do chassis S-Works anterior, ou seja agora por um preço mais acessível tens o anterior carbono topo de gama. Geometria mais Progressiva Percorrer os percursos mais técnicos de XC da actualidade requer uma geometria inspirada nas bicicletas de Trail, optimizando a capacidade de resposta para o XC moderno. Combinando uma manobrabilidade precisa com uma capacidade aprimorada em terrenos técnicos, "relaxaram" o tubo de direcção para 67,5 graus (tinha 69,5 graus na anterior geração). Embora este seja um ponto onde a concorrência já tinha chegado há cerca de 3 anos atrás, esta alteração é muito bem vinda e faz muita diferença, à qual se junta um offset da suspensão que foi pioneiro em 2018. Também aumentaram o alcance, especificaram avanços e escoras inferiores mais curtos e baixaram o eixo pedaleiro em 9mm. Ajuste Rx – Receita para a Velocidade A equipa de engenheiros e técnicos trabalhou para desenvolver todos os aspectos da suspensão da Epic numa singularidade com um desempenho óptimo. O design do chassis, telemetria, tamanho das rodas, taragem da mola, espaçadores customizados, viscosidade do fluído hidráulico - todos os detalhes foram tidos em conta, prototipados e ajustados até que o todo fosse muito mais rápido que a soma de suas partes. É de resto nestes pormenores que as ditas "marcas grandes" fazem a diferença. Nova Specialized Epic EVO A Evolução do Chassis O coração do chassis da EVO é o mesmo triângulo dianteiro super leve e rígido da Epic. Para a estabilidade, conceberam uma extremidade traseira construída propositadamente. Por fim, melhoram o controlo e o desempenho nos trilhos ao unificar as extremidades dianteira e traseira com uma biela de amortecedor rígida, optimizada para o amortecedor métrico utilizado na EVO. Geometria EVO: Estável e Rápida Tanto o ângulo do tubo de direção de 66,5 graus da EVO como o seu eixo pedaleiro mais baixo ajudam a manter a Epic Evo calma quando o trilho se torna técnico. Para a eficiência na pedalada, ângulo do selim é ¾ de um grau mais íngreme que o seu antecessor. Se desejas uma condução mais precisa e um pouco mais de folga, basta inverteres o FlipChip - os ângulos ficam meio grau mais acentuados e o eixo pedaleiro sobe 6 mm. Tudo isto soa muito bem, a Epic EVO deverá ser "animalesca" a descer trilhos. Sem Brain Para conquistar os trilhos mais difíceis o mais rápido possível, a Epic EVO mantém a forma ultra eficiente de pedalar, mas troca o Brain em favor de um amortecedor métrico com ajuste de rebound e compressão. Uma biela construída propositadamente produz um rácio de alavancagem de 2.8:1 e melhora o desempenho do amortecedor traseiro com os seus 110 mm. de curso. A suspensão dianteira e os seus 120 mm. Pistons personalizados e ajuste de rebound e compressão completam a EVO com uma suspensão equilibrada e inteligente. Pela informação disponível esta é uma bicicleta com a qual podes fazer de tudo, num fim-de-semana estás numa maratona com uns amigos, noutro estás a fazer umas valentes descidas com outros amigos. E resumo Parece que temos uma Epic com melhorias nos pontos menos bons de anteriores versões e uma Epic EVO com características que parecem fazer justiça a essa denominação. Resta saber se no terreno funciona tão bem como na descrição. Mais informações em Specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Delmino Pereira explica que a Volta a Portugal 2020 terá as medidas de segurança sanitária Delmino Pereira explica na RTP que a Volta a Portugal 2020 terá todas as medidas de segurança sanitária, aprovadas pela DGS, única entidade no país com competência na matéria em todos os sectores de actividade, do desporto às praias ou centros comerciais. Delmino Pereira explica segurança sanitária da Volta a PortugalDelmino Pereira explica que a Volta a Portugal terá todas as medidas de segurança sanitária, aprovadas pela DGS, única entidade no país com competência na matéria em todos os setores de atividade, do desporto às praias ou centros comerciais.Publicado por UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo em Segunda-feira, 22 de junho de 2020 A entrevista veio na sequência da autarquia de Viana do Castelo decidir anunciar que este ano não ia receber a etapa da Volta a Portugal. Este domingo, a autarquia interditou a etapa na cidade por considerar que "não pode dar sinais contraditórios" à sociedade, "face ao desconhecimento da evolução" da pandemia de Covid-19. Noutra entrevista ( à TSF), o presidente da Federação diz não compreender a decisão. Embora admita que qualquer município é livre de tomar a sua opção, Delmino Pereira critica a forma como a Câmara de Viana do Castelo anunciou o impedimento. "Reagimos com desagrado pela forma como foi tornado público. Qualquer município pode-se retirar da Volta a Portugal, todos os anos acontece, por uma razão ou por outra. No entanto, a forma como a autarquia de Viana do Castelo o fez, não consideramos que tenha sido a forma correta. Nós temos um parecer da Direção-Geral da Saúde e um plano que foi aprovado pelas autoridades de saúde para organizar a Volta", lembra Delmino Pereira Resumindo, se a actividade é retomada noutros sectores e desportos, de acordo com algumas normas, também para o ciclismo profissional será assim, há normas que têm que ser cumpridas e cabe à sociedade cumprir essas normas. A Direção-Geral da Saúde já confirmou que a Volta a Portugal em bicicleta vai decorrer entre 29 de Julho e 9 de Agosto, assegurando o distanciamento social e sem concentrações de pessoas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Primoz Roglic sagra-se campeão esloveno O ciclismo voltou, realizaram-se ontem os Campeonatos Nacionais da Eslovénia, e Primoz Roglic sagra-se campeão. Tendo em conta os nomes presentes já se esperava por uma luta intensa entre as duas estrelas, Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Tadej Pogacar (UAE Emirates), tendo o primeiro sido superior na subida final, ganhando assim direito a vestir a camisola com as cores do seu país durante um ano. Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Primoz Roglic (Jumbo-Visma) na partida. O campeão da última edição da Volta a Espanha deixou para trás o adversário nos últimos metros, abriu um espaço de 10 seg's. e conseguiu ganhar naquele que foi o seu primeiro dia de competição esta época. Roglic sagrou-se campeão esloveno Em terceiro terminou o ciclista da Bahrain McClaren Matej Mohoric, a 39 seg's. do vencedor. No pódio final: Tadej Pogacar (UAE Emirates), Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Matej Mohoric Bahrain McClaren. Já começam a haver os primeiros indicadores para as competições que se avizinham, recordamos que Roglic tem no seu calendário agendados o Critérium du Dauphiné dia a partir de 12 de Agosto e Tour de França a partir de 29 do mesmo mês. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E12 – Com Hernâni Brôco No episódio 12 do Marretaman Podcast o convidado de Luís Beltrão é Hernâni Brôco , ex-ciclista profissional, agora director desportivo da equipa UCI Continental portuguesa LA Alumínios. Falamos sobre: Carreira e algumas vitórias de destaque na carreira de Hernâni Brôco. Funções do director desportivo de uma equipa de ciclismo. Staff de uma equipa profissional de ciclismo. Orçamento anual de uma equipa como a LA Alumínios. Contratos dos ciclistas profissionais da equipa, duração, cláusulas. Quem contrata os ciclistas da equipa? São as marcas de bicicletas que procuram as equipas para as patrocinar, ou são as equipas que procuram as marcas de bicicletas para a equipa? As bicicletas da equipa são compradas ou patrocínio? Como conseguem as equipas dinheiro para se sustentar? Quem recebe dinheiro resultante dos direitos TV? https://www.youtube.com/watch?v=PqH9n0li5wI&t= Não percas, Sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook e em www.marretaman.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal finalmente confirmada A Volta a Portugal em bicicleta está confirmada nas datas previstas, vai decorrer entre 29 de Julho e 9 de Agosto, assegurando o distanciamento social e sem concentrações com mais de 20 pessoas, disse esta sexta-feira à Lusa fonte oficial da Direção-Geral da Saúde (DGS). Em resposta por escrito, a DGS afirmou que, "de acordo com plano apresentado" pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), está previsto que "a prova decorra de 29 de Julho a 9 de Agosto". "Os atletas serão monitorizados pela equipa médica do clube por forma a garantir a deteção precoce de qualquer sintoma sugestivo de covid-19. Caso existam suspeitos de covid-19 serão aplicados os procedimentos estabelecidos em Portugal, não podendo participar na prova. Será realizado um teste antes do início da competição", explicou a DGS. Questionada pela Lusa, a autoridade de saúde assumiu ainda as restrições que vão ser colocadas à presença de público, nas partidas e chegadas das etapas. "Desde que esteja assegurado o distanciamento físico entre as pessoas, o cumprimento das restantes medidas de prevenção e controlo de infeção e não existam concentrações superiores a 20 pessoas", detalhou. Durante a prova, prevê-se que as "várias equipas estejam organizadas por cortes [bolhas, de forma a estarem separadas]" e não estejam todas no mesmo hotel, sendo que "todos os cuidados de prevenção e controlo de infeção por SARS-CoV-2 vão ser alargados a todos os intervenientes". De acordo com a DGS, a proposta da FPC não prevê a obrigatoriedade de quarentena para as equipas estrangeiras participantes. "As equipas estrangeiras que se inscreverem e reunirem condições sanitárias poderão participar. À data da análise da proposta da FPC não se prevê qualquer quarentena à chegada, só pelo facto de entrar em Portugal. O isolamento está previsto em Portugal para qualquer caso ou contacto próximo de um caso de covid-19", reiterou a DGS. Em 02 de junho, a FPC apresentou à DGS as propostas para a realização da principal corrida velocipédica nacional, que, segundo fonte federativa, foram "bem acolhidas". O plano foi apresentado pelo diretor clínico da FPC, Filipe Lima Quintas, que acompanhou na reunião o presidente do organismo, Delmino Pereira, e dois elementos da Podium, Vasco Empis e Joaquim Gomes, diretor da maior prova velocipédica nacional. A Volta a Portugal, cuja 82.ª edição está agendada entre 29 de Julho e 09 de Agosto, não foi afectada pela suspensão do calendário decretada pela União Ciclista Internacional devido à pandemia da covid-19, que se estende até 01 de Julho para todas as provas e até 01 de Agosto para as da categoria WorldTour. Em 5 de Maio, o presidente da FPC reconheceu à Lusa que poderia haver condicionalismo à presença de público na Volta a Portugal e garantiu um "compromisso máximo na defesa da saúde de todos os intervenientes" na prova. "Estamos a planear e desenvolver o evento para que tenha toda a qualidade sanitária exigível. É um processo complexo, porque, além da presença do público, há outras condicionantes. Vamos fazer tudo com o compromisso máximo na defesa da saúde de todos os intervenientes", garantiu Delmino Pereira. O dirigente explicou então que a federação estava "a trabalhar numa lógica inspirada nas regras que estão a ser desenvolvidas para a Volta a França", onde também estão a ser pensadas estratégias para limitar aglomerados de pessoas durante as etapas. "Se a Volta a França, que tem uma dimensão enorme comparada com a nossa Volta a Portugal, se vai realizar, e num país que foi muito mais afetado pela pandemia, nós acreditamos que também podemos fazer, com todos os cuidados, esta prova tão importante para o ciclismo nacional", acrescentou Delmino Pereira. Por: Lusa Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon lança a inflite 2021 Desde o seu lançamento em 2018, apesar do seu formato estranho e inovador, a Inflite ficou rapidamente uma bicicleta dominante na sua disciplina com um desempenho apoiado por uma série de vitórias em testes e prémios de design. Agora a Canyon lança a Inflite 2021. Mathieu van der Poel corta a meta em solitário sagrando-se campeão do mundo de Ciclocrosse em Dübendorf, Suíça (2020) ©kramon Em 2021 a Inflite volta com um design e especificações actualizadas, como um modelo réplica das bicicletas que usam os profissionais em todas as gamas: com os componentes profissionais da gama CF SLX, na gama média CF SL ou na sua versão básica AL SLX.   Seja qual for a Canyon Inflite 2021 que escolhas, todas apresentam a realização do conceito estrela fácil carga – ou “esse tubo tão especial”, como é chamado às vezes –, que é a sua característica mais peculiar e está apoiada por um espigão que cumpre à perfeição com a sua função, um manuseamento muito preciso, uma construção rígida e robusta, um espaço para pneus amplo para evitar a acumulação de lama nas piores condições, tamanho de rodas específico para cada quadro e pneus prontos para tornar tubeless. A topo de gama 2020 é a Inflite CF SLX 9 Team Toda a gama Inflite estará disponível a partir de 16 de Junho, em oito tamanhos (3XS-2XL), começando pelo modelo com quadro de alumínio Inflite 5 (1599 €) e acabando com a réplica da campeã do mundo, a Inflite CF SLX 9 Team (4499 €). A gama 2020 começa na Inflite 5 (alumínio). Para mais informação: canyon.com Nós já testámos a Canyon Inflite, podes ver o nosso teste aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Niki Terpstra sofreu queda grave O holandês Niki Terpstra sofreu queda grave esta terça-feira, durante o treino, tendo sido levado de helicóptero para o hospital mais próximo, onde deu entrada nos cuidados intensivos.  A esposa do ciclista da Total Direct Energie disse à imprensa holandesa que o ciclista não corre risco de vida mas demorará tempo a recuperar. “Niki sofreu uma queda grave hoje durante um treino de bicicleta. Ele está no hospital e terá que ficar ali por mais alguns dias. Não está em perigo de morte, mas necessitará de tempo para se recuperar ”, disse Ramona Terpstra. De acordo com a imprensa holandesa, Niki Terpstra sofreu queda grave num dique, embatendo numa rocha e tendo como consequência um pneumotórax, costelas e clavícula fracturadas.  Niki Terpstra tem 36 anos de idade, foi vencedor de uma edição do Paris-Roubaix e Tour de Flandres, e tinha este ano o Tour de França, o Tour de Flandres e Paris-Roubaix como corridas a participar no seu calendário. Desde que se transferiu da Quick-Step para a Total Direct Energie que o azar persegue Terpstra, recorde-se que o há um ano também sofreu uma queda grave no Tour de Flandres, na qual teve um traumatismo na cabeça. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rigoberto Urán oferece bicicleta ao agricultor Rigoberto Urán oferece bicicleta ao agricultor que seguiu na sua roda a semana passada enquanto treinava na sua bicicleta de contra-relógio a 45 km/h. A semana passada partilhámos um vídeo de Rigoberto Urán, no qual um senhor com roupa de trabalho e mochila às costas seguia na roda de Rigoberto Urán. Este foi o vídeo que se tornou víral. https://twitter.com/UranRigoberto/status/1269972930504654848 O ciclista World Tour da EF education first resolveu ir visitar o agricultor (o senhor Iván Darío) ao seu local de trabalho (estufas de flores), combinou um dia e ofereceu uma bicicleta ao agricultor, ofereceu-lhe ainda equipamento e convidou-o para fazer um treino no Zwift, ao qual assistiram mais de 45.000 pessoas em todo o mundo. Aqui deixamos o directo no canal Youtube do "Giro de Urán" que mostra tudo o que acabamos de resumir. https://www.youtube.com/watch?v=5HS2UiTsDIY Durante o directo o senhor Iván apresenta-se, dizendo que trabalha há 30 anos na empresa de flores, tem tem 54 anos de idade, dois filhos e já um neto. O resumo do momento da oferta da bicicleta, equipamento, sapatos e corrida Zwift. https://www.youtube.com/watch?v=Pn3Zt0PFcaE Rigoberto Urán tem uma loja em Medelín, Colômbia, uma super loja onde vende bicicletas Cannondale, outras marcas como Shimano, e a sua própria marca de acessórios, como roupa de ciclismo "Go Rigo GO". Pode vê-la aqui. O senhor Iván Darío tornou-se famoso nos últimos dias tem dado bastantes entrevistas aos meios de comunicação colombianos, aqui explica como tudo aconteceu. https://www.youtube.com/watch?v=lysFRPnmhjQ Depois de explicar tudo, termina dizendo que vai guardar a bicicleta com carinho, que foi um privilégio aos 54 anos ter podido andar na estrada com o seu ídolo "Rigo", não para lhe ganhar, mas pela oportunidade de estar com ele. Histórias só possíveis num desporto como o ciclismo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E11 – A imagem dos ciclistas na sua comunicação das marcas O episódio 11 do Marretaman Podcast é feito por Luís Beltrão, sem convidado. Fala sobre: Como está a industria das bicicletas nos últimos meses (de pandemia). O crescimento de utilizadores da bicicleta. Como as marcas patrocinadoras das equipas World Tour utilizam a imagem dos ciclistas da equipa na sua comunicação. Como as marcas patrocinadoras das equipas em Portugal não utilizam a imagem dos ciclistas da equipa na sua comunicação. https://www.youtube.com/watch?v=Du_6UCyA5II Não percas, Sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook, Spotify e em www.marretaman.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mitchelton Scott passa a ser Team Manuela Fundación A Mitchelton-Scott anunciou que a Manuela Fundación será o novo patrocinador principal da equip australiana do escalão World Tour, para o que resta da temporada 2020. Assim, a partir de dia 4 de Outubro a Mitchelton Scott passa a ser Team Manuela Fundación. Este será o novo equipamento da equipa dos irmãos Yates e Jhoan Esteban Chaves, fornecido pela marca italiana de equipamentos Giordana. O equipamento da "nova" equipa Team Manuela Fundación. De acordo com a equipa e imprensa internacional, ainda não se sabe quanto tempo durará a parceria, embora o proprietário da equipa, Gerry Ryan, tenha sugerido que o patrocínio continuará além da temporada 2020. A equipa que foi fundada em 2012 e começou por se denominar Orica-Green Edge, era nos últimos anos patrocinada por um empresário dono dos Hoteis Mitchelton e pela marca de bicicletas que também dava nome à equipa (e que continuará a ser a marca utilizada). Como se sabe, os últimos meses não têm sido fáceis para as equipas de ciclismo, pelo facto de não poderem dar o retorno esperado aos patrocinadores, visto não haver provas. Para Gerry Ryan é uma felicidade e um alívio poder contar com um novo patrocínio. Gerry Ryan é o dono da equipa. "Depois de um período inquietante e incerto, principalmente nos últimos meses, estamos entusiasmados por ter o apoio de Francisco Huertas e da Manuela Fundación para garantir nosso futuro em 2021 e além", disse Gerry Ryan em um comunicado da equipa. Recorde-se que a equipa havia cortado os salários dos ciclistas e funcionários em 70% como resultado da pandemia do COVID-19, havendo até rumores de que a equipa iria terminar no final de 2020. Sobre a Manuela Fundación, sabe-se que é administrada por Francisco Huertas e (segundo o site), é o culminar de um protejo macro-social com propósitos solidários que se diversifica a favor dos necessitados, do desporto ou das artes cénicas. Que pensas do novo equipamento? Preferes este ou o anterior? Deixa a tua opinião nos comentários. Por: Luís Beltrão Fonte: Cyclingnews Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclistas e Federação reivindicam o regresso do ciclismo urgentemente Apesar de haver um pré-calendário de provas em Portugal, não existe uma confirmação oficial por parte do Governo de que este se venha a realizar, pelo que ciclistas e federação reivindicam o regresso do ciclismo urgentemente. A Direcção Geral de Saúde, passa esse tema para o Governo, adiantado que se limita a "observar os planos de contingência” apresentados pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) e emitir um parecer. Assim sendo, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), Delmino Pereira, reuniu-se com o presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP), Paulo Couto, e com os nove membros da Direcção da APCP representantes dos corredores das equipas continentais. Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo. Delmino Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de CiclismoPaulo Couto, Presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas ProfissionaisRui Vinhas, representante dos ciclistas da W52-FC PortoFrederico Figueiredo, representante dos ciclistas do Atum General-Tavira-Maria Nova HotelJoaquim Silva, representante dos ciclistas da Miranda-MortáguaBruno Silva, representante dos ciclistas da LA Alumínios-LA SportGonçalo Amado, representante dos ciclistas do FeirenseJoão Benta, representante dos ciclistas da Rádio Popular-BoavistaJoão Matias, representante dos ciclistas do Aviludo-LouletanoLuís Mendonça, representante dos ciclistas da EfapelLuís Gomes, representante dos ciclistas da Kelly/InOutBuild/UDO. Desse encontro resultou a necessidade de a competição velocipédica retomar a actividade o mais rapidamente possível, de forma a salvaguardar os direitos dos ciclistas profissionais. Nesse sentido foi redigido um manifesto, descrito na página da FPC e que transcrevemos: " Tendo em conta que o ciclismo é um desporto de ar livre, modalidade individual e sem contacto; tendo em conta que a Federação Portuguesa de Ciclismo foi das primeiras federações desportivas a apresentar à tutela um plano de contingência para o regresso da competição em condições de segurança sanitária, tendo o mesmo recebido elogios da Direção-Geral da Saúde; tendo em conta que o verão é a época alta do ciclismo e que a Volta a Portugal é um evento crucial para o futuro do ciclismo profissional no país, devendo manter-se na actual categoria internacional e na data prevista; tendo em conta que a realização da Volta a Portugal, ainda que sob rigorosas medidas sanitárias, é um evento de complexa logística organizativa, que carece de um período exigente de preparação por parte das equipas, dos corredores e da entidade organizadora; tendo em conta que a retoma da actividade é essencial para as equipas darem o retorno aos patrocinadores que garante o financiamento das estruturas profissionais e os postos de trabalho dos ciclistas portugueses; os signatários deste manifesto, representantes do ciclismo profissional português, reivindicam que o regresso das competições velocipédica, incluindo a Volta a Portugal, seja aprovado pelo Governo com a maior brevidade, de forma a garantir a criação de um calendário competitivo, a iniciar-se no princípio de Julho, de modo a: 1) Garantir o regresso dos ciclistas à sua atividade profissional, assegurando os salários e o futuro de todos, em risco por cada dia a mais de inatividade desportiva;2) Permitir o acerto de todos os pormenores organizativos e sanitários em eventos de menor dimensão logística, de modo a assegurar que tudo se desenrola como previsto durante a Volta a Portugal;3) Dar confiança a todos os intervenientes e parceiros quanto à viabilidade do recomeço da época desportiva de ciclismo de 2020, uma vez que, pela natureza desta modalidade, ao contrário da maioria das demais, a próxima temporada não começa já no final do verão, mas apenas no próximo ano. Só assim será viável a manutenção dos postos de trabalho do ciclismo profissional em Portugal. " Fim de transcrição. Vamos acreditar o Governo venha a dar atenção a este assunto e nos próximos dias exista alguma comunicação oficial nesse sentido, porque afinal de contas, outros desportos já retomaram os seus calendários com as adaptações necessárias. Quanto mais rápido houver uma confirmação, mais tempo os organizadores terão de pensar e organizar as provas com as devidas adaptações a esta nova realidade. Se em Portugal têm sido permitidas manifestações e ajuntamentos para a futebol (fora dos estádios), então porque não pode haver ciclismo? Se numa prova de ciclismo, apesar de ser realizada ao ar livre, é possível controlar acessos determinadas zonas, além das razoes já descritas no manifesto da APCP e FPC. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E10 – Com José Silva No episódio 10 do Marretaman Podcast o convidado de Luís Beltrão é José Silva, ciclista português de bicicleta de montanha, várias vezes campeão nacional de XCM na categoria Master A, participante e vencedor em algumas das provas de bicicleta de montanha por etapas mais emblemáticas do mundo como o Cape Epic, Brasil Ride, Titan Desert, Transalp Bike, Andaluzia Bike Race, Portugal Tour MTB, Transportugal, entre outras. Falamos sobre: Aspectos importantes para se competir a nível amador (que conta mais, a bicicleta, o treinador, o treino, a suplementação, a genética do atleta?) Horas de treino necessárias para lutar pela class. geral neste tipo de provas?Qual a prova por etapas mais dura de todas as que fez e porquê Qual a prova mais divertida e bonita para se fazer Porquê as marcas não promovem os feitos dos atletas portugueses Têm os atletas de outros países mais facilidade em conseguir patrocinadores? https://www.youtube.com/watch?v=caIP4kW_B68 Não percas, Sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook, Spotify e em www.marretaman.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### E se este fosse o futuro jersey da EF-Education First? Como sabem, arranquei com o Marretaman podcast há uns tempos e o interesse pelo assunto levou-me a ouvir alguns outros podcasts, entre os quais o podcast de um site de referência como é o Cyclingtips, aliás um dos meus preferidos. Num artigo posterior mostraram aquilo que poderia ser o o futuro jersey da EF-Education First e restantes equipas. Num dos podcasts, perguntaram a Justin Williams (ciclista americano foi profissional em equipas continentais), que tem um projecto chamado L39ION (Legion) of Los Angeles, qual a primeira coisa que faria se fosse responsável pelo ciclismo mundial? Justin Williams Williams respondeu que renovaria a imagem das equipas, obedecendo a certos parâmetros, porque quando olhamos para um pelotão de 200 ciclistas não sabemos quem está onde, por exemplo os fãs têm dificuldade em identificar os seus ciclistas preferidos. Na opinião de Justin Williams os jerseys das equipas deveriam ter o número e o nome do ciclista, e poderiam ter alguns logótipos alusivos às vitórias mais importantes do ciclista. O número poderia ser o do ranking UCI do ciclista, Justin Williams deu até o exemplo de que no Moto GP o número 1 fica reservado ao piloto que foi campeão do mundo. Na sua opinião as equipas também deveriam manter as cores e os ciclistas poderiam ter o direito de personalizar os seus capacetes. "O ciclismo precisa criar super estrelas, a primeira coisa que faria seria colocar números e nomes nos Jerseys." Disse Justin Williams ao Cyclingtips O designer gráfico Adrian Ridley, também ouviu a ideia no podcast e rapidamente criou um esboço daquilo que seria o jersey da Ef-Education First, neste caso de Alberto Betiol, que seria o número 78, teria o nome e o símbolo alusivo ao Tour de Flanders que venceu. Aqui no Marretaman, somos apaixonados pela comunicação e marketing, e eu em concreto ao ler o artigo do Cyclingtips achei a ideia simplesmente brilhante, é daquelas ideias que nos coloca a pensar: como é que ninguém se lembrou disto antes? Na verdade, algumas equipas como a Ineos já o fizeram ( goste ou não se goste desta equipa, tem sido inovadora em muitos aspectos), já colocam o nome dos ciclistas no jersey, embora de uma forma um pouco tímida. Mas a ideia do número no jersey, explorando o ranking World Tour parece fantástica, bem como a personalização dos capacetes, sapatos etc. Já pensaram no "boom" comercial que isto seria para as marcas? O adepto poder ter o capacete com a pintura do ciclista de que gosta? Como no motociclismo! Aquele ciclista que quase passa desapercebido teria outro mediatismo, por exemplo nós portugueses, não compraríamos um Jersey da Education First mas sim de Rúben Guerreiro, ou de Rui Costa, ou Nelson Oliveira no caso das suas equipas UAE Team Emirates e Movistar respectivamente. E tu que pensas da ideia? Deixa a tua opinião nos comentários. Por: Luís Beltrão Fonte: Cyclingtips Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout van Aert fez mais de 300 km's de Gravel no Dirty Kanzelled Wout Van Aert e outros ciclistas aderiram à "versão alternativa" do Dirty Kanza, a famosa corrida de Gravel nos E.U.A. Esta versão apelidada de Dirty Kanzelled foi organizada por Laurens ten Dam (ex-ciclista profissional do World Tour que agora se dedica ao Gravel). Wout van Aert, além do ciclocrosse gosta do gravel. A Dirty Kanza foi a corrida que impulsionou o crescimento do Gravel nos estados Unidos, é um evento de 200 milhas (320 km's) que foi criada em 2006 por Jim Cummins, ano em que teve 200 participantes, mas que cresceu de tal forma que em 2019 teve 3400 inscritos, entre os quais muitos ciclistas profissionais de estrada e montanha. O crescimento e popularidade do Dirty Kanza tem sido de tal forma grande, que além de impulsionar esta vertente de ciclismo e bicicletas já chamou a atenção da UCI, que vai criar eventos Gravel muito em breve. Alguns ciclistas profissionais costumam alinhar na partida da Dirty Kanza. A Dirty Kanza seria realizada este fim de semana, mas como muitos outros eventos em todo o mundo foi adiada (para Setembro) pela pandemia do coronavírus. Laurens ten Dam organizou uma rota alternativa que apelidou de "Dirty Kanzelled" e foi realizada ontem (sábado, 30 de maio), atraindo mais de 650 participantes. O holandês mapeou várias rotas de Gravel na Bélgica e Holanda, embora os participantes pudessem mapear as suas próprias rotas através da aplicação Komoot. Laurens ten Dam dedicou-se ao Gravel após terminar a carreira de ciclista profissional. Wout Van Aert aderiu, juntamente com o deu companheiro de equipa da Jumbo-Visma, Maarten Wynants e com o companheiro treino Daan Soete ( ciclista profissional de ciclocross), fazendo uma rota no norte da Bélgica. Wout va Aert aderiu À alternativa do Dirty Kanza criada por Laurens ten Dam Van Aert e os seus companheiros completaram 322 km's em pouco mais de 11 horas, com uma velocidade média de 28,6 km / h. Niki Terpstra foi outro dos ciclistas do pelotão World Tour a aderir. Niki Terpstra percorreu uma rota no noroeste da Holanda, completando 324 km's. em pouco menos de 12 horas, ao lado de Laurens ten Dam, Ivar Slik e de Thijs Al. Estes terminaram com uma média de 27,1 km/h. e Terpstra queimou só 13.000 calorias de acordo com o Strava. A participação de ciclistas da EF Education First e a sua divulgação através dos canais da equipa, foi um dos factores que chamou a atenção da UCI para este tipo de corridas. Em baixo podes ver o vídeo da participação da equipa americana na corrida de 2019. https://www.youtube.com/watch?time_continue=948&v=kPODHtTdO24&feature=emb_logo E tu que pensas desta vertente e conceito de ciclismo? Deixa-nos o teu comentário. Sobre o gravel, e gravel bikes podes ver este nosso artigo. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E9 – Com Rafael Reis No episódio 9 do Marretaman Podcast o convidado de Luís Beltrão é Rafael Reis, ciclista profissional da equipa portuguesa Feirense, várias vezes campeão nacional de contra-relógio nas camadas jovens, vice-campeão nacional elite de contra-relógio, vencedor de etapas na volta a Portugal, medalhado em campeonato da Europa juniores, TOP10 em etapa da Vuelta, entre outro resultados de destaque. Falamos sobre: Mundial de contra relógio 2014 sub-23, onde Rafael Reis ficou perto de ser campeão do Mundo. Como foi o Paris-Roubaix 2010 de juniores, onde Rafel Reis terminou 7.ºComo foi a sua passagem pela sua equipa espanhola Caja Rural Seguros.Porque saiu da W52 e assinou pelo Feirense ciclismo. Que objectivos e que papel terá no Feirense. Alguns tipos de treino diferentes, para diferentes objectivos. Qual a maior marretada que Rafael Reis se lembra na sua carreira. https://www.youtube.com/watch?v=5xLdDsu9bVk Não percas, Sextas-feiras 23h., Marretaman Podcast no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook, Spotify e em www.marretaman.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Froome acaba com as dúvidas sobre o Tour 2020 Desde há umas semanas quando surgiram notícias sobre a continuidade de Chris Froome na equipa Ineos, muito se tem falado por todo o mundo sobre este assunto, mas Froome acaba com as dúvidas sobre o Tour 2020. Uma das hipóteses era inclusive o britânico trocar de equipa antes do Tour 2020, com vista a ingressar numa equipa que lhe desse a liderança incontestável que lhe permitisse tentar vencer o seu 5.º Tour de França. Esta semana o britânico veio desfazer as dúvidas e especulações sobre este tema, pelo menos no que toca ao Tour 2020 que está agora agendado para o dia 29 de Agosto. Christopher Froome declarou numa entrevista à Sky Sports que se encontra recuperado e preparado para representar a sua actual equipa no Tour. "Recuperei-me da lesão. Este intervalo ajudou-me, fiz seis ou sete horas de treino por dia. Não foi fácil, mas agora somos todos iguais. Estou muito motivado para correr novamente como antes. Este período deu-me mais dois meses para me preparar ", disse Froome em entrevista à televisão italiana 'Sky Sport'. Na mesma entrevista, quando questionado sobre a equipa e sobre a liderança da mesma no Tour, Froome respondeu: "Estou preparado para o Tour, até para ser o líder. O mais importante é que, no final do dia a equipa ganhe, é o mais importante. Depois a estrada dirá quem é o líder. Vamos encontrar uma solução e respeitaremos os nossos objectivos. Cada um quererá vencer, mas o mais importante é a equipa"Christopher Froome Anteriormente a esta entrevista de Froome, a equipa Ineos tinha recusado comentar as notícias sobre uma eventual saída do ciclista, adiantando somente que todos são capazes de liderar a equipa. "Numa equipa com três vencedores do Tour, todos demonstraram que são capazes de liderar a equipa e todos são incentivados a se preparar para isso", Disse um comunicado da equipa. As dúvidas poderão por enquanto ficar desfeitas, mas com toda a "tinta que já foi gasta" até agora, que ambiente haverá no seio da equipa Ineos no próximo Tour? Numa situação destas (como na fotografia em baixo), haverá o mesmo espírito de equipa? E a haver, quem irá a equipa proteger? Após queda de Geraint Thomas toda a equipa o ajuda a regressar à estrada. Mais uma das muitas interessantes histórias a acompanhar no próximo Tour de França. Fonte: Cadena Cope Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Edição limitada Canyon Aeroad réplica Team Alpecin-Fenix A Canyon lançou uma réplica da Canyon Aeroad Team Alpecin-Fenix, com o design das bicicletas usadas pela equipa de Mathieu van der Poel (MVDP). A Aeroad CF SL Disc 8.0 Alpecin-Fenix é quase idêntica à máquina que a equipa belga UCI Pro Continental leva às competições. A bicicleta vem com componentes profissionais e está limitada a só 200 unidades.    O sucesso acompanha a Aeroad CF SL Disc 8.0 Alpecin-Fenix, tendo ficado marcada na história recente do ciclismo, aquando daquela impressionante vitória de MVDP na Amstel Gold Race de 2019. O seu look limpo num branco clássico com um subtil azul no tubo superior, como as bicicletas dos profissionais da equipa Alpecin-Fenix, faz com que esta Canyon Aeroad Team Alpecin-Fenix represente a filosofia do design Canyon. Equipamento e preço Equipada com mudanças eletrónicas Shimano Ultegra Di2 e travões de disco hidráulicos, rodas de carbono ARC 1400 Dicut da DT Swiss, aerocockpit Canyon H36 CF Aero e um confortável espigão S27 VCLS CF aero, e terá um preço bomba de € 4.999,00. Aerocockpit Canyon H36 CF Aero Travões de disco hidráulicos, rodas de carbono ARC 1400 Dicut da DT Swiss. Mudanças eletrónicas Shimano Ultegra Di2 As 200 Aeroad CF SL Disc 8.0 Alpecin-Fenix estão disponíveis desde o dia 28 de maio em canyon.com . Se queres ver a verdadeira Canyon Aeroad de Mathieu van der Poel, nós já a tivemos na mão e podes vê-la aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste - FOCUS Izalco Max 9.7 Force Etap AXS A nova FOCUS Izalco Max 9.7 é uma autêntica obra prima de engenharia e design, isto salta desde logo à vista quando olhamos para ela, com quadro de linhas rectas, modernas e com todos os "cabos" escondidos. O tipo de geometria e design do quadro desta nova Focus Izalco Max vai de encontro à tendência dos dias de hoje, em geral todas as marcas estão a optar por estes quadros com as escoras a terminar a meio do tubo do espigão de selim. Este novo conceito de bicicleta de estrada é um misto de bicicleta Aero e bicicleta escaladora, as formas são parecidas com as bicicletas puras Aero, mas apesar do factor Aerodinâmico ser tido em conta a sua construção assenta em tubos mais esguios e assim é utilizado menos carbono, tornando-as mais ligeiras. Algumas marcas apelidaram-nas de "All Around". Depois de a apreciar, a verdadeira maravilha está por descobrir quando pedalamos nela. Para testar a Focus Izalco Max fizemos cerca de 300 km's, durante cerca de 10 horas de utilização (não, não nos limitamos a fazer fotografias), o que não é o ideal para se retirarem todas as sensações mas já é bastante bom. A verdade é que durante estes quilómetros feitos por terreno misto (plano e ondulado), quando pedalas na Focus Izalco Max toda a "teoria" que descrevemos acima faz desde logo sentido na cabeça, pois as sensações que transmite vão de encontro a tudo aquilo. Quando pedalamos em terreno plano nesta bicicleta sentimo-nos perfeitamente encaixados no quadro, este leva-nos a adoptar uma posição "roladora", por outro lado quando surge o terreno ondulado sentes a bicicleta ligeira, principalmente quando pedalamos de pé e a sentimos galgar metros à medida que aplicamos força nos pedais, é aí que realmente sentimos a rigidez e eficácia do conjunto. Vem de origem com pneus Victoria Corsa Graphene 2.0 de 25 mm. (podendo suportar até 30mm.), que nos surpreenderam muito pela positiva (principalmente em piso molhado), e lhe conferem um compromisso perfeito entre rigidez e absorção de vibrações. Em suma, nesta versão da Izalco tudo é novo em relação "à sua irmã mais velha", desde o design que está de acordo com a tendência actual, à eficiência e sensações que a tornam mais completa que o modelo anterior. Componentes Como o próprio nome indica, a IZALCO MAX DISC 9.7 AXS vem equipada com o grupo SRAM eTap AXS, neste caso o Force eTap AXS. Para quem não está habituado às 12 velocidades, de início irá estranhar um pouco o SRAM Force AXS, mas a adaptação é feita de forma rápida, irás notar principalmente que alternas menos vezes entre os dois pratos da frente, contudo, o facto de vir com prato 48 não prejudica a cadencia de pedalada (pedalámos a descer a mais de 70 km/h sem esgotar a pedalada), como podes ver no vídeo no final. A transmissão Sram Force eTap AXS 2X12 com pratos 48/35 e cassete 10/28. Uma curiosidade a assinalar é que a única diferença entre esta bicicleta e a sua "irmã" topo de gama, a Izalco Max 9.8, é a transmissão e travões (a 9.8 vem com o grupo Red eTap AXS), sendo as rodas, o guiador e tudo o resto igual em ambas. O cockpit, rodas e quadro são iguais nas Izalco 9.7 e 9.8. Que significa isto? Significa que por menos € 1.800,00 só tens mais 294 gr's. de peso em relação à versão montada com Red eTap AXS equivalente (mesmos tamanhos pratos, cassete e discos). Estes números ficam à consideração de cada um, até que ponto compensa pagar mais €1.800,00 por menos 294 gr's de peso? As Rodas DT Swiss ARC 1450 DICUT DB estão claramente à altura de todo o conjunto, são rígidas mesmo quando sprintamos, “vergamos” a bicicleta a subir ou curvamos a descer, são rodas de topo, transmitem confiança em todas as situações. Destaque para o eixo passante não ser de rosca, têm um sistema de encaixe rápido ( RAT (Rapid Axle Technology) ), patenteado pela Focus e que permite tirar ou colocar uma roda em poucos segundos, sem complicações (ver vídeo do teste). Somente com ventos laterais os menos habituados podem estranhar o seu perfil 48 (na frente), que faz sentir alguma força no guiador, mas nada de significativo. O avanço é um sistema da Focus que permite a passagem dos cabos pelo seu interior, o que confere o aspecto "clean" e moderno à bicicleta. O selim é sempre um componente importante e muito pessoal, quando compramos uma bicicleta nova nem sempre o selim que vem montado de origem oferece o conforto que desejamos, não é o caso nesta Focus Izalco, ficámos muito bem impressionados com o Prologo Dimension. ATENÇÃO - provavelmente se adquirirem esta bicicleta vão querer pedalar ainda mais do que o faziam, convém avisar as pessoas próximas de que algo de diferente na vossa vida vai estar a acontecer, pois a bicicleta é viciante. Mais informações no site da Focus Portugal: https://focusbikesportugal.pt/ Vídeo do teste https://youtu.be/DDq0O2vhHUw Fotografia: Mário Silva Edição vídeo: Luís Beltrão Texto: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E8 – Com Tiago Machado No episódio 8 do Marretaman Podcast o convidado de Luís Beltrão é Tiago Machado, ciclista profissional da equipa portuguesa Efapel, com 10 anos de carreira no nível World Tour, onde terminou 10 grandes voltas ( 3 Tour, 2 Giro, 5 Vuelta), venceu a volta à Eslovénia, foi Campeão Nacional de contra-relógio, entre outros resultados. Falamos sobre: Como foi ser colega de equipa de Lance Armstrong, como era Lance Armstrong dentro da equipa Radio Shack. Como foi estar em 3.º da classificação geral do Tour 2014? Como foi terminar uma das etapas do 2014, após queda grave a 90 km's do final. Porque não conseguem os ciclistas com vários anos de carreira no nível World Tour vencer a volta uma Portugal no ano de regresso?As diferenças do tipo de treino entre um ciclista que trabalha para ajudar a equipa e um ciclista que trabalha para vencer uma classificação geral. A história por detrás do BIGODE de Tiago Machado e se o voltará a usar - A história da maior marretada que Tiago Machado já apanhou. https://youtu.be/xI0XnRxASks Não percas, Sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook, Spotify e em www.marretaman.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Os 20 melhores salários do pelotão World Tour O jornal francês L'Équipe divulgou uma lista com os 20 melhores salários do pelotão World Tour, sendo Peter Sagan da Bora-hansgrohe, o ciclista mais bem pago do momento com 5 milhões de euros por ano. Peter Sagan é o ciclista melhor pago em todo o mundo De acordo com a publicação francesa o grande salário é pago por uma combinação entre a sua equipa e a marca Specialized, tendo sido esta relação que permitiu à Bora-hansgrohe renovar com Sagan em 2017. De seguida surge a dupla da Ineos, Chris Froome e Geraint Thomas com 4,5 milhões de euros e 3,5 euros, respectivamente. Provavelmente as recentes declarações de Egan Bernal, onde diz que não se iria sacrificar para ajudar outros a tentar vencer o Tour passam a fazer mais sentido, pois apesar de ter apenas 23 anos de idade o jovem colombiano também já tem um Tour "no bolso" e aufere de € 2,7 milhões. Incrivelmente, é Fabio Aru quem ocupa o quinto lugar desta lista; o ciclista italiano ganha 2,7 milhões de euros por ano. Venceu a Vuelta em 2015 e terminou duas vezes no pódio do Giro, mas desde que foi contratado por sua equipa actual, a Emirates Team Emirates, em 2018, que não tem correspondido as expectativas, aparentemente por lesão. Mikel Kwiatkowski, também da Team Ineos completa os seis primeiros; este sim pode dizer-se que é um gregário de luxo, o ex-campeão do mundo aufere de 2,5 milhões de euros por ano e não vence uma corrida há dois anos. Muitos ciclistas do World Tour também têm cláusulas e bónus de vitória nos seus contratos, mas esta lista só se refere ao salário base. Lista dos 20 melhores salários do pelotão World Tour: Peter Sagan (Bora-hansgrohe) €5mChris Froome (Team Ineos) €4.5mGeraint Thomas (Team Ineos) €3.5mEgan Bernal (Team Ineos) €2.7mFabio Aru (UAE Team Emirates) €2.6mMikel Kwiatkowski (Team Ineos) €2.5mJulian Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep) €2.3mAlejandro Valverde (Movistar) €2.2mVincenzo Nibali (Trek-Segafredo) €2.1mRichard Carapaz (Team Ineos) €2.1mThibaut Pinot (Groupama FDJ) €2mPrimoz Roglic (Jumbo Visma) €2mNairo Quintana (Arkéa Samsic) €1.9mElia Viviani (Cofidis) €1.9mTom Dumoulin (Jumbo Visma) €1.8mFernando Gaviria (UAE Team Emirates) €1.8mRomain Bardet (Ag2r La Mondiale) €1.7mGreg Van Avermaet (CCC Team) €1.6mMiguel Angel Lopez (Astana) €1.5mSimon Yates (Mitchelton Scott) €1.5m FONTE: L'Equipe Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Calendário 2020 da Taça e Campeonato do Mundo de XCO Estas são as datas e provas da Taça do Mundo de Cross-Country Olímpico (XCO) para o ano de 2020, com vista ao reinício da temporada no contexto da pandemia do coronavírus (Covid-19). Datas e locais das provas da Taça do Mundo 4 a 6 SET 2020 - Lenzerheide, Suíça11 a 13 SET 2020 - Val di Sole , Itália18 a 20 SET 2020 - Les Gets , França29 SET a 1 OUT 2020 - Nove Mesto na Morave, Rép. Checa2 OUT a 4 OUT 2020 - Nove Mesto na Morave, Rép. Checa Causa-vos confusão haver duas provas em Nove Mesto, sendo uma delas durante a semana? A nós também, mas estas são as datas que constam no site da UCI. Data e local dos Campeonatos do Mundo de XCO e XCM XCO: 5 a 11 de OUT 2020 - Leogang, Áustria XCM: 24 a 25 OUT 2020 - Sakarya, Turquia De referir ainda que a Lousã irá receber duas provas de DownHill nas datas de 29 Outubro a 1 Novembro. Para os atletas de XCO, entre Taça e Campeonato do Mundo são 6 provas em 6 semanas seguidas, um calendário à imagem da prova de XCO, curto e sempre a fundo. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal 2020 confirmada pela UCI nas datas originais Duas semanas após a revelação do calendário World Tour 2020 revisto, a União Ciclista Internacional (UCI) anunciou hoje o novo calendário de provas de estrada das restantes classificações, onde a Volta a Portugal 2020 continua nas datas originais. A UCI adianta que este foi feito em consulta com as Federações Nacionais em questão, tendo alguns eventos sido remarcados e outros confirmados, pelo que já constam no calendário as provas com as seguintes classificações UCI: UCI ProSeries, Classe 1, Classe 2, Taça das Nações UCI, Sub-23, categorias Júnior e critérios. A organização adianta que a segurança dos atletas e partes envolvidas é uma prioridade, e defende-se para eventuais alterações futuras explicando que a situação de saúde pública está em constante avaliação, e dependendo dessa evolução a UCI fará novos reajustes se necessário. De qualquer forma a Volta a Portugal 2020, que tem uma classificação UCI 2.1, está confirmada no site oficial do organismo que tutela o ciclismo mundial nas datas originalmente definidas (de 29 de Julho a 9 de Agosto de 2020), como podes ver aqui. “Acabamos de dar um novo e importante passo em direcção ao regresso às competições de ciclismo. Após os calendários do UCI WorldTour, do UCI Women's WorldTour e do Mountain Bike, os atletas, equipas e todas as partes interessadas agora têm todo o Calendário Internacional da UCI para 2020..." Disse o presidente da UCI, David Lappartient. FONTE: comunicado oficial da UCI Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E7 - Com Rui Vinhas Neste episódio 7 do Marretaman Podcast o convidado de Luís Beltrão é Rui Vinhas, ciclista profissional português da equipa W52-Fc Porto, vencedor da Volta a Portugal 2016. Falamos sobre: Como foi possível vencer a volta em 2016, sem ser o líder planeado da equipa. Episódios dos "bastidores" e decisões tomadas pela equipa na Volta a Portugal 2016. Porque não se apresentou Rui Vinhas ao mesmo nível nos anos seguintes à vitória da Volta 2016. Como lidou com a pressão de ser líder da Volta a Portugal. Alguns pormenores sobre o treino e alimentação de Rui Vinhas, diferença do que faz actualmente para o antigamente. Qual foi a sua maior MARRETADA em competição. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira. https://youtu.be/98_YfOgikuU Não percas, Sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook, Spotify e em www.marretaman.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Entrevista exclusiva de Quintana ao Eurosport Nairo Quintana, ciclista colombiano da Team Arkéa Samsic, deu uma entrevista exclusiva ao programa “La Montonera” do Eurosport Espanha, esta quinta-feira. Transcrevemos a entrevista, que também podes ver em vídeo aqui. Eurosport - Como é que viveste este período de confinamento em casa? Nairo Quintana - “Da melhor maneira possível. Desde a última vitória na etapa da Paris – Nice tenho treinado todos os dias no simulador, à espera que toda esta situação acabe e estabilize para voltarmos à estrada.” Tu estiveste no grupo de ciclistas que pôde treinar ao ar livre antes de 25 de maio, certo? “Sim, alguns de nós já pudemos começar com o protocolo necessário para voltar, mas falta ainda a aprovação de mais dois ministérios indispensáveis para podermos sair. Há um processo em marcha, mas estamos à espera e oxalá no final desta semana possamos já estar na estrada.” Preferes o treino ‘indoor’ ou ao ar livre? “Confesso que nunca tinha tido tanto tempo para treinar num simulador como em dias de chuva ou em aquecimentos para um contrarrelógio. Quando vivi em Pamplona, por causa das condições climatéricas, é verdade que trabalhava mais no simulador, sobretudo se estava demasiado frio. Mas não era mais de três dias e praticamente uma hora por jornada. Apesar de ter benefícios por continuar a pedalar, quando não podemos sair ficamos ansiosos, por isso espero que a autorização chegue e possamos sair de novo à rua para treinar.” Em 2020 estavas a viver um dos melhores arranques de temporada da tua carreira? “Estávamos no bom caminho. A preparação foi a mesma de outras ocasiões com um treinador que já me acompanha há uns anos. Mudar de ares e novas motivações influenciam a competir de outra maneira, porque a bicicleta é a mesma tal como outros elementos.” A adaptação à equipa foi rápida? Há um novo ambiente? “Foi uma mistura de um pouco de tudo. Quando chegas a um sítio novo, queres sempre fazer as coisas da melhor maneira possível. Para além disso, toda a gente está empenhada em ajudar por isso o mais simples é cumprir os objetivos tal como foram delineados no início da temporada.” Quais são os teus objetivos quando a competição regressar? “O objetivo principal é a Volta a França. Mais ainda estando numa equipa francesa. Antes do Tour vamos participar em duas provas, que ainda não decidimos quais poderão ser. Depois da Volta a França, vou competir nas Ardenas. Espero que a temporada acabe da melhor maneira possível e que para a seguinte se recupere alguma normalidade.” Como encaras a incerteza sobre o estado de forma do pelotão antes do arranque do Tour? “O estado de forma em que vamos chegar é realmente uma incógnita. Até mesmo o resultado final da corrida será particular. No final de contas tens colegas que treinam cinco horas enquanto tens treinadores a dizer para não treinar mais de três horas, já para não falar do debate sobre se é melhor treinar de manhã ou de tarde... Nem todos treinamos o mesmo tempo nem da mesma maneira e isso acaba sempre por ter influência. Temos menos tempo de preparação e em corridas como o Tour, que são muito compridas, só saberemos como é que o corpo vai reagir na última semana se tivermos tido alguma carga de treino importante, porque precisamos muito de aguentar essa carga.” Como vai ser o regresso à competição depois da paragem? “Os dados que temos destes simuladores e ferramentas digitais durante o confinamento demonstram que estamos bem, mas como dizem muitos colegas, não é a mesma coisa do que quando sais à rua e treinas em estrada. Na Europa, alguns colegas já puderam começar a treinar ao ar livre, e é esse ‘bichinho’ que todos sentimos, de saber quando será a nossa vez de poder sair para pedalar.” É preciso ter alguma força mental para aguentar esta situação? “Não é fácil gerir esta situação. Há pessoas que têm problemas e que podem entrar em depressão ou em estados de animo negativos. A equipa dá-nos apoio em todos os sentidos, e o mental é muito importante. Estamos em contacto constante para nos mantermos sempre animados e ativos.” Que memórias tens do Giro d’Italia 2014? “Dessa corrida guardo na minha memória muita alegria e emoção. Cada vez que tenho a oportunidade de ver etapas dessa edição até fico arrepiado ao recordar esses momentos tão bonitos. São recordações que queres ter sempre e usar como motivação para continuar a competir.” Como está a ser o desenvolvimento da equipa em torno do líder? Tivemos concentrações em Calpe e alguns treinos nos Alpes nos primeiros meses do ano. Pouco a pouco, nesses momentos, vai ficando claro o papel de cada um em função das necessidades existentes. Esta é uma equipa muito jovem, com um grande futuro pela frente e este é o momento de partilhar conselhos e dirigir todos estes ciclistas. Temos um bom diretor, sabemos como temos de trabalhar e que equipas escolher em função das corridas. Todos os colegas têm um nível elevado de qualidade e motivação.” Como foi chegar a uma equipa nova? “Já tinham passado uns anos e precisava de uma mudança de ares sem polémicas nem guerras, que são coisas que odeio. Encontrei um sítio onde estou confortável e onde quero continuar a crescer. Faço o que gosto e só quero desfrutar do ciclismo.” Achas que os desentendimentos e brigas do passado tiveram influência no teu rendimento? “Se não estou bem num sítio é muito difícil continuar. Se o ‘feeling’ e a alegria acabam significa que alguma coisa tem de mudar. Sempre me trataram bem na Movistar e vivi bons momentos, mas chegou o momento de partir ainda que com muita mágoa e começar um novo caminho.” Tens um desejo? “É uma situação muito preocupante. O meu desejo é que se reativem as competições porque sem corridas, há muita gente no ciclismo que vai passar grandes dificuldades. Neste momento já existem equipas e ciclistas a passar dificuldades económicas e, claro, vamos ter cortes de orçamento nas equipas, tal como já vimos no último mês. Espero que depois desta pandemia tudo se acalme e recomece, ainda que sem público.” FONTE: Press release do Eurosport Portugal Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Froome poderá sair da Ineos ainda este ano De acordo com o site internacional cyclingnews, Chris Froome poderá sair da Ineos ainda este ano. Desde que Egan Bernal venceu o Tour, as especulações acerca da liderança da equipa têm-se repetido. Chris Froome Froome já admitiu em várias declarações públicas que o grande objectivo da sua carreira é vencer o quinto Tour de França, para entrar no restrito lote de ciclistas que o fizeram (só Jacques Anquetil, Bernard Hinault, Eddy Merckx e Miguel Indurain), e se possível até o sexto, que faria dele o ciclista com mais Tours conseguidos legalmente. Acontece que, recentemente Egan Bernal admitiu que não sacrificaria uma vitória sua no Tour por ninguém da equipa, pelo que a questão da liderança não está definida e ao que parece, Froome não quer fazer parte de um cenário destes. "Sou jovem, já ganhei um Tour de France e não vou abdicar de uma oportunidade de ganhar outro Tour de France de certeza, se eu me sacrificaria estando a 100%? Acho que não vou fazer isso...Egan Bernal ao Cyclingnews De acordo com o site Cyclingnews, Froome já terá falado com várias equipas para conseguir um eventual contrato para 2021, mas tendo em conta a alteração de datas do Tour de França, mais esta falta de clareza no que respeita à liderança da equipa, a ideia de se transferir a meio da temporada 2020 também terá sido equacionada. Para que a transferência ocorresse a meio da temporada, teria que acontecer com um acordo de todas as partes envolvidas, dado que as regras da UCI só assim o permitem, se a transferência for a meio da temporada. Sobre a sua recuperação, Chris Froome já havia dito ao jornal francês L'equipe que a esta tem sido muito boa, e que no desporto não há verdades absolutas, pelo que é possível alcançar o plano de poder vencer 5, ou 6 Tours antes de se retirar. "Após minha queda no ano passado e a posterior recuperação, estou extremamente confiante de que posso voltar à forma vencedora do Tour. Com que equipa estarei além de 2020, ainda não sei", disse Froome ao Cyclingnews. "Dada a recuperação ter sido bem-sucedida e o meu histórico, esse é o plano. Gostaria de pensar que as chances são de que eu possa fazê-lo. Tenho experiência, muita motivação e quero que isso aconteça obviamente." Chris Froome Froome disse ainda que no ciclismo já assistimos a grandes regressos pós-lesão, por exemplo Valverde conseguiu ser campeão do mundo depois de recuperar de uma queda onde partiu uma perna. Ainda não sabemos o desfecho da história mas uma coisa é certa, a "novela" do ano pode estar no início e pode ter episódios bem interessantes. A questão não é que equipa gostaria de ter Chris Froome e lhe daria a liderança sem contestação para o Tour, mas sim, quais as equipas que têm capacidade financeira para contratar Froome? Sabe-se que depois da Ineos a equipa com maior orçamento anual no World Tour é a Jumbo-Visma, encaixaria bem Chris Froome numa equipa que já tem Kruijswijk, Roglic e Dumoulin com ambições de liderar? Aqui já somos nós, MARRETAMAN.PT a especular, mas a acontecer esta transferência, seja qual for a equipa que eventualmente venha a contratar o britânico, para nós adeptos seria um "condimento extra", ver Froome noutra equipa a perseguir o seu objectivo de vencer o quinto Tour, correndo contra a equipa onde conseguiu os ouros quatro. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Shimano lança novo Deore 12 velocidades O mercado das bicicletas continua a mexer, crises à parte, esta é sem dúvida uma altura interessante para comprar uma bicicleta de montanha e como tal a Shimano anuncia novo Deore 12 velocidades. A concorrência fortíssima entre as duas gigantes do fabrico de grupos de transmissão para bicicletas fez com que nos últimos anos a evolução dos kits de montagem de bicicletas tenha sido fortemente acelerada. A Sram tem acertado em cheio na criação de novos e diferentes tipos de transmissão que redefiniram a direcção a seguir, com o advento dos grupos 1x e as 12 velocidades, mas a Shimano tem respondido com a actualização dos seus grupos bandeira com a habitual qualidade e fiabilidade que os têm mantido como referência de mercado. Depois da actualização dos grupos XTR e XT que marcam os segmentos mais desportivos e agressivos, e do SLX que equipa inúmeras bicicletas de média gama, chega agora a altura de realmente democratizar as "novas tecnologias" e trazer as características e compatibilidade até ás bicicletas de entrada de gama. Unbox do novo Deore 12 velocidades https://www.youtube.com/watch?v=3xnVehhosTI&feature=youtu.be Vamos passar ás novidades A primeira novidade é que não temos um mas três grupos Deore. A Shimano está bem ciente da sua responsabilidade para com um enorme grupo de fabricantes e por essa razão, para além do grupo M6100 de 12V, a marca japonesa lança os grupos M5100 e M4100 de 11 e 10 velocidades respectivamente, permitindo um escalonamento de preços dentro da chamada gama de entrada. Estes últimos dois grupos integrarão a maioria das tecnologias provenientes dos grupos de topo, menos as 12 velocidades. A maior novidade é claro, o grupo M6100 que como nos habituou a Shimano vai basear-se no DNA dos grupos de gama alta e mantém total compatibilidade com os grupos XTR, XT e SLX de 12v. Esta compatibilidade total permitirá ao grupo de entrada de gama um alcance e impacto em todo o mercado, já que os fabricantes agora passam a ter mais uma forma de atingir tipos de configuração e pontos de preço. Esta é uma excelente notícia para os consumidores pois permite que as suas bicicletas, possam ser actualizadas de forma fácil, o que mantém o valor do seu investimento inicial na bicicleta. Mais em detalhe O novo pedaleiro 1x12 O pedaleiro FC-M6100 usa um sistema de montagem directo do prato e conta com um acabamento metálico lustroso e pratos com a tecnologia de retenção da corrente DYNAMIC CHAIN ENGAGEMENT+ utilizada nos  grupos de alta gama e que segunda a marca garante mais suavidade, menos ruído e uma excelente retenção da corrente. Pratos de 30 e 32 dentes originais mais a compatibilidade com grupos superiores vai permitir muita flexibilidade. O pedaleiro estará disponível com alavancas de 170 ou 175mm com Q-factor de 172, 178 ou 181mm (para manter a linha de corrente ideal em bicicletas equipadas com eixos traseiros de 142 até 157mm). Cassete Quase parece estranho escrever sobre um novo grupo shimano e apenas mencionar uma cassete mas é mais um sinal dos tempos. A nova cassete CS-M6100 de 12V utiliza o stantard MICROSPLINE da marca e utiliza carretos de aço num rácio de 10-12-14-16-18-21-24-28-33-39-45-51 dentes (igual a uma XT ou SLX. Compatível com as gamas superiores, a nova cassete utiliza a tecnologia HYPERGLIDE+ que lhe confere a legendária suavidade shimano permitindo passagens de mudança em carga em ambas as direcções. Esta será a cassete Deore com passagens mais suaves até hoje, de acordo com a marca e com a nossa opinião. Corrente A corrente CN-M6100 de 12v foi desenhada para combinar uma passagem de mudanças suave com uma elevada retenção com o desenho dos elos interiores específicamente desenvolvido para combinar na perfeição com o perfil dos dentes das rodas pedaleiras DYNAMIC CHAIN ENGAGEMENT+ e cassetes HYPERGLIDE+. Mudança A mudança (traseira) RD-M6100-SGS de 12V baseada nos modelos de gama mais alta usa a comprovada tecnologia SHADOW RD+ de baixo perfil (para não bater em pedras e proteger a mudança de obstáculos) e segundo a marca permite passagens precisas e rápidas mesmo com a cassete 10-51D. A mudança usa ainda roldanas de 13dentes, para garantir a melhor retenção e menos ressaltos. Manipulo O novo manipulo Deore SL-M6100-IR de 12V beneficia das mesmas tecnologias utilizadas no grupo XTR a SLX. O manípulo RAPIDFIRE PLUS usa o sistema de fixação ISPEC EV que permite uma grande flexibilidade de ajuste ergonómico com 14mm de deslizamento lateral e 10 graus de inclinação. O manípulo mantém também a tecnologia 2-WAY RELEASE que permite a passagem para mudanças mais altas com o polegar ou indicador. Travões Tendo em conta a larga faixa de utilizações abrangida pelo grupo, os travões contam agora com duas variantes. As manetes são as mesmas em ambos mas podem utilizar pinças de dois pistons para utilização tipo XC ou pinças de quatro pistons para equipar em bicicletas do tipo trail ou Enduro. As novas manetes BL-M6100 com tecnologia SERVO WAVE (o sistema servo-freio potencia travagem e afastamento das pastilhas) que são derivadas dos grupos de topo e contam com o novo desenho de abraçadeira+apoio que garante um ganho considerável em potência e tacto. Os travões poderão ser usados com pastilhas de resina ou metal. Esta é na nossa opinião uma excelente notícia, pois permite uma maior flexibilidade na escolha de travões (dentro da gama de preço) para utilizações mais progressivas, utilizadores mais pesados ou preferência do utilizador. Manípulo para espigão Telescópico À semelhança dos novos grupos de topo, o novo Deore terá como opcional um manípulo de accionamento para espigões telescópicos que se pode integrar perfeitamente com as manetes de travão usando o apoio ISPEC-EV que também estará disponível em versão abraçadeira tradicional. Um pequeno detalhe mas que ajuda muito na hora de manter o cockpit funcional e limpo, numa altura em que cada espigão tem a sua interpretação do manípulo ideal e que nem sempre se integra na perfeição. Os NOVOS Shimano Deore de 10 e 11 velocidades A permanência de um grupo de 10 velocidades e a adição de um grupo de 11 velocidades na gama SHIMANO DEORE permite ter uma serie de componentes que vai abraçar um amplo estilo de diferentes ciclistas, preferências e orçamentos. Sistemas de transmissão Ao contrário da versão de 12 velocidades, ambas as series de 11V e 10V vão ter como opção um sistema de transmissão duplo (2x11 or 2x10) mas existirá uma opção para simples (1x11 or 1x10). Ambas as series de 11V e 10V vão ter como opção um sistema de transmissão duplo (2x11 or 2x10) Ausentes estarão algumas das avançadas tecnologias de comutação das 12V,  contudo,  os ciclistas podem obter uma espantosa performance de comutação com as cassetes e correntes HG, com os manípulos esquerdos equipados com tecnologias RAPIDFIRE PLUS MONO e  2-WAY RELEASE. Opções Os ciclistas que escolherem os cranques de 11V. vão ter a opção de uma cassete de 11-51D  e pedaleiros simples com 30D ou 32D (1x11), ou duplos (2x11) na medida standart (FC-M5100-2) ou na medida ‘boost’ (FC-M5100-B2) com rodas pedaleiras 36-26D e cassetes de aço de 11-42D HG (CS-M5100). Os ciclistas com 10V. podem  complementar o pedaleiro simples (1x10) e rodas pedaleiras (30D ou 32D) com uma cassete HG 11-46D ou, o duplo 2x10 (36-26D)  com a cassete HG 11-42D ( CS-M4100). Mudanças As mudanças traseiras são especificas de acordo com a tua escolha de transmissão,  a mudança SHIMANO SHADOW RD+ RD-M5100-SGS é especifica para trabalhar com linhas de corrente  1X11, baixo perfil de modo a ficarem mais protegidas de  impactos de pedras e estabilizador de corrente para evitar ressalto ou saída indesejada. Está desenhada para acomodar o carreto 51D. na cassete de 11Vel. A RD-M5120-SGS desenvolvida com tecnologia SHIMANO SHADOW RD+ de baixo perfil e estabilizador de corrente suporta carretos de 42D (2x11/10) ou 46D (1x10). Existirá uma versão mais económica a RD-M4120-SGS SHIMANO SHADOW RD  disponível para 2x11 ou 2x10 sem estabilizador de corrente. Existem agora mudanças da frente (FD-M5100/M4100) com uma acção mais leve e suave de comutação com  distância ao pneu optimizada ( aros mais largos, pneus até 2.30 ). Ambas as opções têm múltiplas opções de montagem ao quadro (tipos; D, E ou M) Manipulos Caso se escolha um sistema de transmissão simples ou duplo os manípulos SHIMANO DEORE 10 e 11V. (SL-M5100-IL/IR) vêm com I-SPEC EV o que permite o reajustamento e uma montagem mais simplificada das manetes e do manipulo de espigão de selim, resultando também numa haste de guiador mais ‘limpa’ ( montagem com abraçadeiras estará disponível). No lado esquerdo da haste de guiador os manípulos RAPIDFIRE PLUS MONO permitem ao utilizador operar a mudança da frente apenas recorrendo a um manipulo simples que responde instantaneamente às passagens de mudança para altas e baixas. O manipulo direito integra um visor óptico que permite rapidamente visualizar a posição da sua mudança, com a tecnologia RAPIDFIRE PLUS permite a comutação para altas 3 carretos de uma só vez, enquanto que  a tecnologia 2-WAY RELEASE é uma óptima ajuda  quando nos aproximamos de uma subida pois permite rapidamente libertar mudanças.   Travões Nas 10 e 11V.  existe apenas uma manete de travão para funcionar com as 2 versões de pinça (2-pistões ou 4-pistões). A manete BL-M4100 é compatível com os designs de 2 e 4 pistões. A manete tem um ponto de contacto adicional na haste de guiador para aumentar a rigidez, abraçadeira de abertura rápida e ajuste ‘free stroke’. As pinças BR-MT420 de 4 pistões estão preparadas para funcionar com pastilhas de resina ou metal. As pinças BR-MT410 de 2 pistões mais leves apenas são compatíveis com pastilhas de resina.  Panorama geral Este quadro mostra rapidamente os sistemas de transmissão para simples e duplo existentes nas gamas SHIMANO DEORE M6100, M5100 e M4100. Fecha-se o círculo O grupo Deore é um dos kits de componentes com mais utilização no mercado, pela sua posição de grupo de iniciação com características dos grupos de topo, e porque as marcas utilizam normalmente a sua compatibilidade de características para o misturar com grupos mais altos, de forma a baixar o preço em bicicletas de gama superior. Com a renovação do novo grupo, a Shimano volta a ter a total compatibilidade entre os seus quatro grupos de topo e isso são excelentes notícias para a indústria na óptica das poupanças de custos, bem como para o utilizador comum que vê democratizadas as mais altas tecnologias. Da nossa parte, mal podemos esperar por comparar e misturar este novo grupo e dar a nossa opinião! Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E6 - Com Rui Dolores, Triatleta do circuito XTERRA No episódio 6 do Podcast Marretaman o convidado de Luís Beltrão é Rui Dolores, Triatleta português actualmente na vertente de triatlo cross e no circuito internacional XTERRA, onde já conseguiu várias vitórias e pódios. Falamos sobre: Diferença entre triatlo estrada e triatlo crossO que é o XTERRA A melhor bicicleta de montanha para o circuito XTERRA Treino do atleta de triatlo Objectivos do Rui para o futuro Como se dá o ciclista no triatlo e o triatleta no ciclismo Como se pode experimentar triatlo sem grande investimento em equipamento. https://www.youtube.com/watch?v=5nBUIhaGeJw Não percas, Sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, e no Spotify, partilhado também na página Facebook e em www.marretaman.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI anuncia o novo calendário World Tour para 2020 Ontem ao final da tarde a União Ciclista Internacional (UCI) informou através de um comunicado, o novo calendário World Tour para 2020 com o objectivo de retomar a temporada de ciclismo, interrompida devido à pandemia de coronavírus (Covid-19). De acordo com a UCI, estes novos calendários forma conseguidos por iniciativa da UCI, mas em ligação com as várias entidades do ciclismo profissional masculino e feminino - organizadores, equipas e ciclistas. Dada a evolução da situação mundial da saúde, em 15 de Abril, a UCI decidiu estender o período de suspensão das competições no Calendário Internacional de estrada UCI até dia 1 de Julho (até dia 1 de Agosto para corridas dos calendários UCI WorldTour e UCI Women's WorldTour). A organização que tutela o ciclismo mundial informou ainda que também foram ouvidas as autoridades locais de cada país, antes de elaborar o novo calendário World Tour para 2020. Fica assim organizado o calendário UCI WorldTour para o que resta de temporada. Envolvendo todas as partes interessadas, a UCI estabeleceu um novo calendário que começará com a Strade Bianche em dia 1 de Agosto e terminará com a Vuelta a Espanha dia 8 de Novembro. O que resta de temporada inclui 25 corridas, após os cinco eventos realizados no início da temporada: Santos Tour Down Under (Austrália), Cadel Evans Great Ocean Road Race (Austrália), UAE Tour (Emirados Árabes Unidos), Omloop Het Nieuwsblad Elite ( Bélgica) e Paris-Nice (França). Foram cancelados seis eventos a pedido dos organizadores devido aos efeitos da pandemia: E3 BinckBank Classic (Bélgica), Tour de Romandie (Suíça), Tour de Suisse (Suíça) ), Volta Ciclista a Catalunha (Espanha), País Basco de Itzulia (Espanha) e Donostia San Sebastian Klasikoa (Espanha). Em relação às grandes voltas, a duração da Vuelta a Espanha (20 de Outubro a 8 de Novembro) foi reduzida num fim de semana a pedido do organizador "Unipublic" (terás 18 etapas em vez de 21), que recebeu confirmação das autoridades da cidade de Utrecht de que não existiriam condições para a realização do evento (recorde-se que a Vuelta partia na Holanda, onde se realizavam duas etapas). O Tour de França e o Giro de Itália permanecem inalterados na sua duração, com 21 etapas. As novas datas do calendário 2020 UCI WorldTour são as seguintes: 1 de Agosto: Strade Bianche (Itália)5-9 de Agosto: Tour de Pologne (Polônia)8 de Agosto: Milan-Sanremo (Itália)12-16 de Agosto: Critérium du Dauphiné (França)16 de Agosto: Prudential RideLondon-Surrey Classic (Grã-Bretanha)25 de Agosto: Bretagne Classic - Ouest-França (França)29 de Agosto a 20 de setembro: Tour de France (França)7-14 de Setembro: Tirreno-Adriatico (Itália)11 de Setembro: Grande Prêmio Cycliste de Québec (Canadá)13 de Setembro: Grand Prix Cycliste de Montréal (Canadá)29 de Setembro a 3 de outubro: tour BinckBank30 de Setembro: La Flèche Wallonne (Bélgica)3-25 de Outubro: Giro d'Italia (Itália)4 de Outubro: Liège-Bastogne-Liège (Bélgica)10 de Outubro: Amstel Gold Race (Holanda)11 de Outubro: Gent-Wevelgem nos campos da Flandres (Bélgica)14 de outubro: A Travers la Flandre (Bélgica)15-20 de Outubro: Gree - Tour de Guangxi (China)18 de Outubro: Tour des Flandres (Bélgica)20 de Outubro a 8 de Novembro: Vuelta Ciclista a España (Espanha)21 de Outubro: Driedaagse Brugge-De Panne (Bélgica)25 de Outubro: Paris-Roubaix (França)31 de Outubro: Il Lombardia (Itália) Calendário UCI WorldTour feminino A crise da pandemia saúde afectou gravemente esta vertente do ciclismo profissional, com três eventos cancelados - Women's WorldTour Ronde van Drenthe (Holanda), Trofeo Alfredo Binda - Comune di Cittiglio (Itália) e OVO Energy Women's Tour (Grã-Bretanha). O novo calendário UCI WorldTour feminino começará também dia 1 de Agosto com a Strade Bianche e terminará em 8 de Novembro com o Ceratizit Madrid Challenge de La Vuelta (Espanha). As novas datas do calendário 2020 UCI WorldTour feminino são as seguintes: 1 de Agosto: Strade Bianche (Itália)8 de Agosto: Postnord UCI WWT Vårgårda Oeste da Suécia TTT (Suécia)9 de Agosto: Postnord UCI WWT Vårgårda Oeste da Suécia RR (Suécia)13-16 de Agosto: Tour Feminina da Noruega (Noruega)26 de Agosto: GP de Plouay - Lorient Agglomération Trophée WNT (França)29 de Agosto: La Course de Le Tour de France (França)1-6 de Setembro: Boels Ladies Tour (Holanda)11-19 de Setembro: Giro d'Italia Internazionale Femminile (Itália)30 de Setembro: La Flèche Wallonne Féminine (Bélgica)4 de Outubro: Liège-Bastogne-Liège Femmes (Bélgica)10 de Outubro: Amstel Gold Race Ladies (Holanda)11 de Outubro: Gent-Wevelgem nos campos da Flandres (Bélgica)18 de Outubro: Ronde van Vlaanderen (Bélgica)20 de Outubro: Visita ao WorldTour feminino de Guangxi (China)20 de Outubro: Driedaagse Brugge-De Panne (Bélgica)23-25 ​​de Outubro: Ilha Chongming (China)25 de Outubro: Paris-Roubaix (França)6-8 de Novembro: Desafio Ceratizit Madrid de La Vuelta (Espanha) Com o decorrer dos meses veremos como será exequível este calendário, nomeadamente a partir do mês de Outubro, quando as condições meteorológicas são menos favoráveis, ver o decorrer de competições como Giro e Vuelta que têm etapas de alta montanha. Era necessário haver datas e isto vai certamente ajudar a que algumas equipas se mantenham, assim como a estipularem novos objectivos aos ciclistas, que até agora não sabiam como escalonar os seus treinos, se depois se cumpre tudo como está planeado é outra questão. Fonte: UCI Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O Tour de Flanders alternativo feito por Laurens Ten Dam em Gravel O antigo ciclista profissional de equipas como a Sunweb ou CCC Laurens Laurens Ten Dam fez um Tour de Flanders alternativo na prática da sua nova paixão, o gravel. Há 12 meses atrás Laurens Ten Dam poderia ser encontrado a escassos milímetros da roda traseira do ciclista que pedalava à frente dele no pelotão do World Tour.   Laurens Tan Dam e Tom Dumoulin Agora vamos  encontrá-lo a passar de um pneu de estrada para um pneu mais robusto com o seu programa alternativo de gravel em parceria com a SHIMANO. Mais do que testar o SHIMANO GRX  nalgumas das provas mais exigentes de gravel no planeta, ele está  também a ajudar activamente na promoção do segmento gravel em geral, com a alta visibilidade de alguns locais. Na sequência desta nova fase de Laurens Ten Dam, este foi explorar o lado alternativo da região da Flanders, no qual foi feito um vídeo que mostra a região e espelha o espírito do gravel. (vídeo no final do artigo). Na aventura de Ten Dam, filmada antes da entrada em vigor das restrições do Covid-19, podemos ver ele na companhia do colega Stefan Bolt seu co-anfitrião no Podcast, e o aventureiro de gravel Paul Errington a explorar os caminhos  alternativos na região de Flandres. Durante dois dias estes três ciclistas cruzaram os campos de Flandres para enfrentar algumas das subidas mais famosas. Um ex-profissional, dois amigos menos treinados, Chuva gelada e um vento frio, tendo sempre em mente que não podem parar e têm de se adaptar a todas as circunstâncias. O que de errado poderia acontecer? Vê o vídeo. Vídeo do Tour de Flanders alternativo em Gravel Bike https://www.youtube.com/watch?v=tAqCy9qfcX0&feature=youtu.be Mais informações sobre o Shimano GRX, um grupo específico para gravel, aqui no site da VOUGA, distribuidor oficial em Portugal. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Alberto Contador: “Ganhar a etapa de Verbier no Tour 2009 foi uma libertação” O ex-ciclista profissional Alberto Contador participou no programa “La Montonera” do Eurosport Espanha, onde comentou a actualidade que marca o desporto e outros temas interessantes. Conselhos de Alberto Contador para os ciclistas que voltam a poder treinar na rua: “Nos próximos tempos todos teremos de cumprir rigorosamente a regras. Teremos de ter cuidado com os aglomerados de pessoas em certas zonas ou com as fontes de água que podem ser um foco de vírus. Tenho a certeza de que as pessoas serão responsáveis.” Sobre as opções de Chris Froome para vencer a Volta a França: “Os grandes campeões destacam-se nos momentos difíceis e o Froome é um desses campeões. Acredito que tem condições para vencer o seu 5.º título e, quem sabe no futuro, até um 6.º. Não sei se ciclistas como Egan Bernal podem renunciar à Volta a França durante dois anos em benefício de Froome. O Bernal é um dos melhores ciclistas do mundo, é muito competitivo, e procura sempre o melhor.” Sobre as palavras de Eddy Merckx acerca de Mathieu van der Poel e uma vitória numa Grande Volta: “O Mathieu van der Poel é absolutamente capaz de tudo. É um desportista incrível que compete em três disciplinas diferentes. Outros ciclistas mudaram de rumo durante as suas carreiras profissionais como foram os casos do [Geraint] Thomas ou do [Bradley] Wiggins. Ele tem um grande futuro pela frente.” Sobre a grande rivalidade desportiva entre Nibali e Alberto Contador: “Temos um respeito mútuo. O [Vincenzo] Nibali é um ciclista extraordinário. É dos poucos ciclistas que mantém o instinto e as melhores qualidades a nível tático. Sempre acreditei que era um ciclista muito corajoso e tivemos muitos duelos em grandes corridas. A admiração que existe é recíproca e ele foi um dos grandes rivais da minha carreira profissional.” A vitória épica em Verbier durante a Volta a França 2009: “Todos recordamos aquela edição da Volta a França que foi algo polémica para além da própria chegada do [Lance] Armstrong à equipa com a ambição de ganhar a corrida. Havia muita tensão naquele ano e algo diferente de outras edições porque os dois queríamos ganhar a corrida e éramos companheiros de equipa. Com a etapa de Verbier dei um golpe de autoridade importante no desenvolvimento da corrida porque permitiu distanciar-me dos outros rivais. Sabia que ninguém podia tirar-me a liderança a não ser que tivesse um dia muito mau ou acontecesse uma situação estranha. A subida ao Verbier...fiz um reconhecimento com a equipa, treinador e mecânicos incluídos, e pensava que não ia ser muito difícil de cumprir a etapa. Achava que seria simples. A etapa acabou por ser muito rápida e com muitos rivais de peso a rolar a um grande ritmo. As percentagens do Verbier não são muito elevadas, mas é muito constante e com um asfalto em condições perfeitas. A equipa Saxobank começou forte e com o [Fabian] Cancellara a liderar, mas 2,5 quilómetros depois restavam apenas o [Bradley] Wiggins, os [irmãos] Schleck, o [Lance] Armstrong e eu. Nesse momento ataquei e fugi sozinho. Nessas imagens parece que estava cheio de força, mas na verdade estava arrasado nos últimos quilómetros antes da meta. Ganhar a etapa de Verbier foi uma libertação. O vencedor da Volta a França não estava ainda decidido, mas soube que aquele era uma momento chave e decisivo.” Fonte: Press release Eurosport Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Eurosport passa as melhores etapas do Giro entre 2013 e 2019 A partir de sábado 9 de Maio a Eurosport irá passar as 21 melhores etapas do Giro de Itália dos últimos anos. Sábado 9 de Maio pelas 14:30 esta programação especial começa com o triunfo de Luca Paolini na 3.ª etapa do Giro 2013, mas serão muitas as grandes etapas a reviver daquela que é considerada por muitos, a mais difícil e espectacular volta de 3 semanas. Restantes etapas até final deste mês 11 de maio – Vincenzo Nibali vence a 20.ª etapa de 2013 no Tre Cime di Lavaredo17 de maio – Mikel Landa e Fabian Aru trabalham em conjunto para tentar evitar o triunfo de Alberto Contador na 20.ª de 201520 de maio – Vincenzo Nibali conquista vitória na 19.ª etapa de 2016 num dia marcado pela queda de Steven Kruijswijk numa descida22 de maio – Nairo Quintana triunfa no Blockhaus num dia para esquecer para a Sky marcado pelas quedas de Geraint Thomas e Mikel Landa num acidente com uma moto.30 de maio – Giulio Ciccone vence 16.ª etapa de 2019 no mesmo dia em que Primoz Roglic perde o Giro. Mais pormenores da programação Eurosport aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour for All – Ciclismo (virtual) em directo no Eurosport O ciclismo em directo está de volta ao Eurosport, ainda que de uma forma diferente do habitual, com o Tour for All, uma série de corridas virtuais discutidas entre equipas e ciclistas profissionais na plataforma da Zwift. A Tour for All realiza-se de 4 a 8 de Maio e tem transmissão garantida em directo nos canais e plataformas digitais do Eurosport. Com o mundo do desporto obrigado a uma pausa devido aos receios de contágio do COVID-19, o Eurosport e a Global Cycling Network (GCN) proporcionam aos milhões de fãs de ciclismo do mundo inteiro uma experiência diferente com a transmissão do Tour for All. Datas e horários As etapas da corrida, tanto masculinas e femininas, serão emitidas diariamente de 4 a 8 de maio no Eurosport 1 entre as 14:00h e 16:00 (e nas restantes plataformas digitais do canal) e contarão com algumas das melhores equipas do mundo como a Deceuninck-Quick Step, Trek-Segafredo, Movistar Team, Canyon//SRAM Racing e a Boels Dolmans. As regras As equipas, compostas por 25 elementos, terão de conquistar pontos ao longo da semana enquanto o vencedor da etapa individual terá direito a um capacete de líder e um número colorido para se destacar. Haverá ainda outros pontos disponíveis em jogo, por exemplo em metas volantes. Os primeiros 10 classificados da Etapa Rainha (5.ª etapa) ganharão pontos a dobrar. As tiradas diárias variam aproximadamente entre os 45 e os 75 quilómetros e têm variações de altitude entre os 400m. e os 1700m. Estima-se que os ciclistas completem os percursos entre 1:15h e 2:00h, dependendo da distância e das elevações do percurso a cada etapa. Os resultados finais serão baseados no número de pontos conquistados e nos resultados das equipas a cada etapa. O Tour for All professional racing series da Zwift dá inicio a uma inciativa de longa duração com o objetivo de angariar fundos para a organização Médicos Sem Fronteiras e para o fundo de crise COVID-19.  A Zwift doará $125.000 podendo o valor duplicar quando 250.000 pessoas completarem uma etapa do Tour for All. Mais informações sobre o Tour for All da Zwift pode ser encontrado em - zwift.com/tfaride e zwift.com/tfarun. Para mais informações sobre os Médicos Sem Fronteiras ou Médecins Sans Frontières (MSF) consulte a página www.msf.org. Detalhes das Etapas do Tour for All 4 de Maio - Etapa 1 Percurso: Innsbruckring, Innsbruck. Elevação: 72m. Distância: 52.9 quilómetros. Etapa de estreia praticamente em linha com algumas subidas curtas, mas duras em sequência. 5 de Maio - Etapa 2 Percurso: Cobbled Climbs, Richmond. Elevação: 126m. Distância: 46.2 quilómetros. Etapa de media montanha com subidas duras em percursos de empedrado. 6 de Maio - Etapa 3 Percurso: Medio Fondo, Watopia. Elevação: 981m. Distância: 72.9 quilómetros. Etapa de alta montanha com passagem pelo mar, aldeias italianas, selva Maia e ascensão a um vulcão num mundo de ficção. 7 de Maio - Etapa 4 Percurso: Sand and Sequoias, Watopia. Elevação: 147m. Distância: 42.6 quilómetros. Dia mais relaxado para as pernas recuperarem. Etapa plana entre cenários de floresta e deserto, mas que promete ser muito veloz. Antecede a Etapa Rainha. 8 de Maio - Etapa 5 Percurso: Quatch Quest, Watopia, Watopia. Elevação: 1710m. Distância: 46.5 quilómetros. Etapa Rainha e mais dura de todas as cinco. É de alta montanha e termina no Alpe du Zwift. Equipas em competição Homens: Alpecin-Fenix, Bahrain-McLaren, CCC Team, Groupama FDJ, Israel Start-Up Nation, NTT, Pro Cycling Team, Rally Cycling, Team Cofidis, Mitchelton-SCOTT, EF Education First Pro Cycling Senhoras: Boels Dolmans, Canyon//SRAM Racing, CCC-Liv, Drops, FDJ Nouvelle – Aquitaine, Futuroscope, Team Twenty20, Tibco, Rally Cycling. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E5 - Com Filipe Cardoso Neste episódio 5 do Podcast Marretaman o convidado de Luís Beltrão é Filipe Cardoso, ciclista profissional português que representou equipas como a Liberty Seguros, LA-Alumínios, Barbot - Efapel, RP-Boavista e por ultimo a Vito Feirense. Filipe Cardoso retirou-se do ciclismo profissional no final de 2019. Falamos sobre: Carreira As corridas e a importância dos gregários Treino e a importância dos treinadores Ciclismo profissional Nacional e Internacional Ciclismo amador O que é agora a Grandíssima de Filipe Cardoso Bicicletas e importância do equipamento https://www.youtube.com/watch?v=lzSwV6Fn6Yg Falamos no vídeo sobre a loja de Filipe Cardoso, da qual deixamos o link do site aqui. Link instagram da loja Grandíssima aqui. Não percas, Sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Prova do Campeonato do Mundo de XCO em Albstadt cancelada A prova do Campeonato do Mundo de XCO 2020 em Albstadt, que ocorreria nos dias 25 a 28 de Junho de 2020 foi cancelada, de acordo com um comunicado da União Ciclista Internacional (UCI), no inicio do dia de hoje. Manuel Fumic no circuito de Albstadt em 2019. O organismo que tutela o ciclismo a nível mundial começou por informar que lamenta ter que tomar esta decisão, que inicialmente tentaram um adiamento, mas que no contexto actual da pandemia (Covid-19) não é possível realizar a prova na cidade alemã. No entanto, a UCI informa que está a trabalhar e a desenvolver esforços para que os campeonatos do mundo de XCO se realizem durante o corrente ano. Podes ler o comunicado original na integra aqui. Existem notícias sobre a recalendarização das provas da Taça do Mundo, ainda sem confirmação oficial da UCI, mantém-te atento ao nosso site pois iremos informando acerca das actualizações. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Eurosport dedica programação a Sagan e Cancellara Este fim-de-semana os fãs de ciclismo têm a oportunidade de ver no Eurosport uma programação especial inteiramente dedicada a Sagan e Cancellara. Sábado 2 de Maio - dia de Peter Sagan  Ao longo do dia, os fãs vão poder rever algumas das vitórias mais importantes da carreira do eslovaco de 30 anos da Bora-Hansgrohe, entre as quais estão a Volta a Flandres 2016, os Mundiais de Estrada 2017 ou a Paris-Roubaix 2018. Será ainda emitido o documentário “Sagan & CO: Band of Brothers”, um exclusivo Eurosport com a duração de 30 minutos, no qual são revelados os bastidores de uma das equipas de ciclismo mais respeitadas do mundo – a Bora-Hansgrohe. Conheceremos melhor ainda Peter Sagan e os companheiros de equipa Pascal Ackermann e Matteo Fabro numa série de entrevistas realizadas no mesmo programa. Domingo 3 de Maio - dia Fabian de Cancellara  O Eurosport presta tributo ao “Rei das Clássicas” com uma programação especial onde são recordadas algumas das suas vitórias mais importantes da carreira. Volta a Flandres 2015-2019, Paris-Roubaix 2015-2019 são algumas das corridas onde os fãs têm a oportunidade de rever “Spartacus” em acção. O canal emite ainda o programa “The Day When” com Cancella onde o suíço recorda algumas das provas mais emblemáticas em que competiu. Ao longo de 17 anos de carreira, Cancellara acumulou um currículo de sonho fazendo do suíço um dos mais importantes ciclistas da sua Era. Programação Eurosport Sábado de Sagan (2 de Maio) 13:00h – 14:30h – Volta a Flandres 201614:30h – 16:00h – Mundiais de Ciclismo de Estrada 201716:00h – 17:30h – Paris – Roubaix 201817:30h – 18:00h – Sagan & Co: Band of Brothers Domingo de Cancellara (3 de Maio) 13:00h – 13:30h – The Day When: Paris-Roubaix 200613:30h – 14:30h – Best of: Paris-Roubaix 2015-201914:30h – 15:00h – The Day When: Milão-San Remo 200815:00h – 15:30h – The Day When: GP E315:30h – 16:00h – The Day When: Volta a Flandres 201416:00h – 17:00h Best of: Volta a Flandres 2015-201917:00h – 17:30h – The Day When: Strade Bianche 2016 Mais informações em eurosport.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novo Hutchinson Kraken - tracção e velocidade na montanha A Hutchinson lançou um novo pneu de XC e trail. O novo Hutchison Kraken Racing Lab é o resultado da estreita colaboração entre designers e os atletas da Hutchinson. O objectivo no desenvolvimento Desenvolver um pneu rápido e confiável graças à adição de tacos laterais mais elevados, para uma maior confiança ao curvar em terrenos mais duros. De acordo com a marca, durante a fase de desenvolvimento, o departamento de desenvolvimento e pesquisa foi aos limites de todas as possibilidades. A Hutschison em estreita cooperação com o a alta competição percebeu que os atletas de alta competição além de performance  procuram também a eficiência. O desenvolvimento do pneu Kraken foi feito a pedido de alguns dos seus atletas campeões em XC incluindo David Valero da MMR Factory Racing. Inicialmente, o objectivo era conseguir ter um pneu rápido de grandes dimensões e uma aderência soberba, desenhado para máxima tracção assim como velocidade. De uma perspectiva de corrida e performance, o Kraken Racing Lab foi desenvolvido para ser o pneu complementar do Skeleton, o qual vai ficar disponível em novas medidas de maiores dimensões ainda neste ano de 2020 (29x2.30). A marca aconselha um "setup" com o Kraken instalado na frente e o Skeleton instalado atrás. Opções disponíveis Disponível em 2 construções, o super-leve 127TPI ou ultra versátil em 66TPI complementado com Hardskin™ com reforço banda-a-banda, o pneu Kraken Racing Labs vai ao encontro das necessidades daqueles que são viciados em pura performance assim como os atletas de XC maratonas e trail que estão na competição. De uma perspectiva de corrida e performance, o Kraken Racing Lab foi desenvolvido para ser  o pneu complementar do Skeleton, o qual vai ficar disponível em novas medidas de maiores dimensões  ainda este ano de 2020 (29x2.30). Teremos então Kraken instalado na frente e o Skeleton instalado atrás. "O derradeiro objectivo era também  expandir o uso do Kraken a todo o universo de ciclista de montanha e amantes do trail"  A arquitectura dos tacos do Kraken foi inspirada no Skeleton, o conhecido pneu de alta performance da Hutchison. Desenvolvido em 29x2.30, o seu volume permite rolar com baixa pressão, o que se traduz num maior conforto e serenidade nas partes mais caóticas dos trilhos. O design do novo pneu Hutchison Kraken  foi imaginado em 3 diferentes partes que se complementam:  A banda de rodagem com o formato de ranhuras circunferenciais pertence aos desenvolvimentos da Hutchinson e está inspirado no Skeleton. O Krakem mantém a sua característica « backbone » o que garante  uma fantástica performance, mas no geral o seu design está optimizado para uma melhor tracção e travagem. De maneira a criar um pneu mais versátil , os tacos têm agora mais volume e são mais altos, enquanto que o formato  das ranhuras circunferenciais  estão mais largas. A performance de rodagem está garantida  graças aos tacos de orientação e a sua altura constante na zona central da banda de rodagem. Os tacos intermédios mais pequenos estão distribuídos a uma maior distância do que os tacos na área central. A sua altura, posicionamento e formato estão cuidadosamente estudados para funcionar como as ventosas nos tentáculos, contribuindo assim para uma melhor tracção no Kraken.  Distribuídos homogeneamente  ao longo da superfície, os tacos também melhoram  a protecção do pneu contra furos. Os tacos laterais do pneu Kraken estão baseados nos poderosos tacos do pneu Cobra mas agora  actualizados. De maneira a garantir ao piloto máxima confiança ao curvar. Estes são massivos quando comparados com os tacos centrais e intermédios, utilizando ainda a inpiração no Griffus 2,50: os tacos estão ligados aos pares e o seu suporte segue pela parede lateral do pneu para reforçar toda a estrutura do pneu  durante a distorção, reforçando a aderência. Garantir a máxima segurança em todas as circunstâncias é o  derradeiro objectivo- Kraken Materiais: Os Kraken Racing Lab são fabricados em França com os compostos da Hutchinson Race Ripost XC tri-compound. Pneus Tubeless Ready para utilizar com o selante Protect’Air Max. Disponibilidade no mercado e preços anunciar brevemente. Distribuição oficial para Portugal www.scvouga.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast E4 - Com Tiago Ferreira O episódio 4 do Marretaman Podcast é com o convidado Tiago Ferreira, várias vezes Campeão Nacional de Cross-Country Maratona (XCM), atleta olímpico no Rio de Janeiro em 2012, Campeão do Mundo de XCM em 2016, Vice-Campeão do Mundo de XCM em 2016, duas vezes Campeão da Europa de XCM e vice-Campeão da Europa de XCM, para além de vencedor de várias edições de corridas por etapas a nível internacional. https://www.youtube.com/watch?v=qvismgqvEmQ&t= Falamos sobre: O início da carreira de Tiago Ferreira Como se tornou profissional Tipo de alimentação que praticaComo encara a vida de alta competiçãoPorque faz actualmente 90% do treino na bicicleta de montanha, em vez de utilizar a de estrada (speed). Porque não gosta do Cape Epic Os objectivos no futuro - Revela a sua melhor média de Watts em 20min's. Não percas, Sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook . Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Covid-19 e a industria das bicicletas - Copo meio cheio ou meio vazio? O impacto do Covid-19 na industria das bicicletas é para já negativo, como em todos os sectores, mas em tempo de crise será melhor ver o copo meio cheio ou meio vazio? Haverá uma nova utilização da bicicleta? O problema do covid-19 na industria das bicicletas já existe (como em tudo o resto), agora tudo depende de como cada país, cada empresa e cada pessoa faz a abordagem ao mesmo daqui para a frente. Comecemos pelos factos básicos A utilização da bicicleta como meio de transporte (que não tem expressão no nosso país, sejamos realistas), tem vários benefícios que se tornaram mais evidentes com o problema da pandemia, facilita o respeito ao distanciamento social, ajuda a manter o sistema cardiovascular e pulmões saudáveis prevenindo doenças. A própria Organização Mundial de Saúde aconselhou a utilização da bicicleta durante o confinamento. Por exemplo alguns ministros da saúde como o alemão e depois o espanhol, entre outros, recomendaram o uso da bicicleta para deslocações essenciais durante os tempos de confinamento. Houve cidades europeias como Paris e Londres, onde a utilização das plataformas de partilha de bicicletas foram mantidas como uma alternativa mais segura ao transporte público, e inclusive houve iniciativas por parte das cidades em colocar assinaturas gratuitas para profissionais de saúde. As empresas e associações de ciclismo fizeram a sua parte para garantir que os serviços relacionados as bicicletas fossem reconhecidos como essenciais durante a crise, em Portugal a Abimota e a MUBI foram as entidades que comunicaram ao governo essa necessidade e a lei durante o estado de emergência mudou. O confinamento irá terminar, o regresso ao trabalho e ao dia-a-dia terá inevitavelmente que acontecer, a população terá que adoptar hábitos adequados à nova realidade de viver com o vírus, e se estas foram medidas tomadas durante o confinamento em muitos países, são medidas que ajudam a viver com o vírus. Tendo em conta estes factos o sector das bicicletas poderá ter novas oportunidades e no caso destas se confirmarem, as lojas que preparem os Stocks. Crises podem trazer novas oportunidades Como podes ver neste artigo do "The Guardian" actualmente várias cidades pelo mundo fora estão a alargar a sua rede de ciclovias, começaram inclusive a instalar ciclovias adicionais temporárias ( nas faixas de rodagem de veículos ) a fim de acomodar o aumento de ciclistas, e com o objectivo de evitar os aglomerados nas ciclovias já existentes. Em Berlim, foram criadas ciclovias temporárias nas faixas de rodagem automóvel. Fotografia: Annegret Hilse/Reuters Se existe uma altura em que a industria do ciclismo (empresas e entidades) pode aproveitar para crescer e mudar a forma como se olha para a bicicleta como meio de transporte, esta é uma delas. Como está o cenário em Portugal neste momento? Ouvimos algumas lojas do sector em Portugal, das quais recebemos a informação de que a partir do momento em que lhes foi permitido laborar (por lei), conseguiram vender bicicletas de gama baixa a novos clientes (pessoas que antes não pedalavam e passaram a pedalar). O serviço de oficina também foi dedicado a novos clientes que procuraram as lojas para colocar a andar as bicicletas que estavam perdidas no sótão. É certo que esta tendência pode ser temporária e fruto do actual estado de emergência, poderá despoletar novos hábitos e novos utilizadores? Quem pode sustentar a mudança? Esta mudança de paradigma e recuperação não depende só dos consumidores e das empresas, o poder central tem um papel fundamental na aplicação de novas formas de mobilidade. Nos tempos recentes vimos que criar novas leis e alterar as existentes para nos adaptarmos à nova realidade de vida com o vírus não pareceu difícil, depende da necessidade e vontade de quem dirige o país, assim como de cada indivíduo. Como pode ser estimulada essa vontade por parte do Governo, em aproveitar o momento para alterar a forma dos portugueses se deslocarem? Com números. Em 2018 a European Cyclists Federation (ECF) publicou um estudo no qual analisaram os benefícios do ciclismo na União Europeia, o qual inclui, os benefícios económicos para a UE. De acordo com esse estudo o impacto que a utilização da bicicleta tem não é só ambiental, mas também social e económico, destacamos alguns dos parâmetros revelados. (Os números referem-se a toda UE). Vê como pode a utilização da bicicleta ser benéfica em tantos campos diferentes. Economia nas emissões de CO2: O ciclismo economiza emissões equivalentes a mais de 16 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano na UE.Este valor orresponde ao total anual de emissões de CO2 de um país inteiro como a Croácia.Valor na economia: 600 a 5.630 milhões de euros, dependendo do custo social do carbono. Economia de combustível: Os níveis actuais de ciclismo na UE correspondem a uma economia de combustível de mais de 3 biliões de litros por ano, o que corresponde ao consumo de combustível para o transporte rodoviário de um país como a Irlanda.O valor desta economia de combustível é de quase 4 biliões de euros. Construção de bicicletas e indústrias relacionadas: O valor do mercado de bicicletas na Europa foi estimado em 13,2 biliões de euros em 2016.Espera-se crescer com uma taxa anual de 5,5% até 2022.Em comparação, o mercado europeu de automóveis deverá crescer apenas 1,7% até 2024. Cicloturismo: Existe um número estimado de 2,3 biliões de viagens de cicloturismo por ano na UE, o que representa um valor económico total de 44 biliões de euros.Cicloturismo está ligado a 525 000 empregos na UE.Em França, os ciclistas gastam quase 20% a mais que a média para todos os turistas.Em comparação, o sector de turismo de cruzeiros representava um valor económico de 38 biliões de euros e 326 000 empregos em 2012. Vidas mais longas e saudáveis: mortalidade reduzida O ciclismo evita 18 110 mortes prematuras por ano na UE-28. Isso corresponde a uma economia valor de 52 mil milhões de euros por ano.O ciclismo também contribui para uma vida mais saudável, ajudando a prevenir um grande número de doenças graves crónicas, como por exemplo doenças cardiovasculares, diabetes (tipo 2), e osteoporose. Benefícios para a saúde mental A prática de actividade física moderada reduz o risco de doença de Alzheimer em 29%, e em cerca de 26% para declínio cognitivo.A actividade física também foi associada a chances 17% menores de desenvolver depressão numa grande meta-análise de estudos relevantes. Estes são só alguns dados que transcrevemos do referido estudo, deixamos o link para o documento original no final do artigo, o qual tem as fontes das quais retiraram os dados e números apresentados. Sabemos que é difícil alterar culturas e mentalidades, mas se o governo e a industria estiverem em sintonia, após a crise e juntamente com outras medidas necessárias, o incentivo à utilização da bicicleta pode fazer o mercado do ciclismo crescer em vertentes que antes não eram tão exploradas no nosso país. Cabe aos importadores e lojas irem analisando os sinais que o mercado lhes dá, adaptarem-se, e principalmente prepararem-se e cativarem o seu publico para novas utilizações da bicicleta, além do lazer e desporto. Se és daqueles que encontraste este artigo na pesquisa de como utilizar a bicicleta na deslocação para o trabalho, vê o este nosso artigo acerca da melhore bicicletas para as deslocações diárias. Algumas recomendações para pedalar com segurança durante a crise COVID-19 (recomendações da ECF) Procura manter-te actualizado acerca das recomendações e leis das autoridades no que respeita às deslocações na tua zona de residência. Verifica a tua bicicleta antes de sair, é muito importante que todas as possíveis avarias sejam evitadas. Antes de começar a pedalar, faz um rápido "check-up" da tua bicicleta e verifica se tudo funciona correctamente: pneus, travões, luzes, corrente, espigão, desviadores.Lava as mãos antes e depois de andar de bicicleta, não toques no rosto e desinfecta o que puderes na bicicleta (principalmente nas bicicletas partilhadas).Mantem a distância de segurança, distanciamento social é naturalmente inerente ao ciclismo, mas presta atenção extra e mantém algum espaço entre ti e outros utilizadores da estrada. Ao parar nos semáforos ou em um cruzamento, evita criar grupos de ciclistas muito próximos uns dos outros.Embora o ciclismo seja e permaneça seguro e saudável, todas as actividades devem se limitar às necessidades absolutas. Portanto, verifica o teu itinerário com antecedência e segue a rota mais directa para chegar ao destino. Fontes: European Cyclist Federation (ECF), MUBI, The Guardian. Estudo da ECF: Os benefícios da bicicleta na UE Agradecimentos às lojas BikePlanet, CC Bikes e Lisbon Bike pelas informações. Agradecimentos ao nosso leitor Rui Igreja que partilhou connosco o estudo da ECF. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast - E3 com Paulo Martins Neste episódio 3 do Podcast Marretaman o convidado é PauloMartins, ex-ciclista profissional e comentador de ciclismo na Europsort Portugal há 18 anos. Falamos sobre: As equipas que representou como profissional. Que salário tinha Paulo Martins nos anos 90 como ciclista profissional em Portugal. Como se tornou comentador de ciclismo na Eurosport. A análise de alguns aspectos e ciclistas do pelotão nacional. A análise do início de temporada 2020 no pelotão World Tour. Como será o ciclismo internacional no que resta de 2020? https://www.youtube.com/watch?v=Ul1q1fGgr2w Neste Podcast, Paulo Martins fala da queda que acabou por o afastar do ciclismo profissional. Descobrimos o vídeo da queda no youtube, é arrepiante, como podes ver. https://www.youtube.com/watch?v=AXUUqzRC7Bk NOTA: episódio gravado na segunda-feira 13 de Abril, antes de algumas notícias que foram saindo durante a semana. Não percas, Sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook . Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI confirma novo calendário de provas para 2020 Em reunião no dia de ontem a UCI definiu novas datas para Tour de France, consequente alteração do Giro como a Vuelta e confirma que haverá novo calendário de provas para 2020. Tal como avançámos terça-feira 14 de Abril neste artigo, começavam a haver sinais na imprensa internacional sobre um novo calendário de ciclismo para o que resta de 2020, que apontavam para um Tour de France no final de Agosto, apesar de oficialmente só haver reunião no dia seguinte. A reunião organizada pela União Ciclista Internacional (UCI) aconteceu por videoconferência, contou com a participação de todos os principais representantes do ciclismo de estrada, entenda-se, organizadores (AIOCC e líderes da ASO, RCS, Unipublic e Flanders Classics), equipas (AIGCP) e ciclistas (CPA). Dessa reunião saíram várias decisões relativas à revisão do calendário internacional de estrada da UCI para 2020, que foram acordadas por unanimidade pelas diferentes partes interessadas, conforme se pode ver nesta informação da UCI. No comunicado da UCI constam as seguintes medidas acordadas: O período de suspensão das competições do calendário internacional de estrada da UCI foi prorrogado por um mês, até dia 1 de Julho e até dia 1 de Agosto, para os eventos UCI WorldTour.O Tour de France é adiado e ocorrerá este ano entre 29 de Agosto a 20 de Setembro. O Campeonato do Mundo 2020 em Aigle-Martigny (Suíça) é mantido nas datas programadas, de 20 a 27 de Setembro. O programa da competição não muda. O Giro d'Italia ocorrerá após o Campeonato do Mundo e será seguido pela Vuelta a Espanha.Os Campeonatos Nacionais, organizados pelas Federações Nacionais, ocorrerá no fim de semana de 22 a 23 de Agosto. O Campeonato da Europa de estrada da UEC é mantido na mesma data.As corridas de estrada de um dia mais prestigiadas (os Monumentos), como Milão-Sanremo (Itália), Tour de Flandres (Bélgica), Paris-Roubaix (França), Liège-Bastogne-Liège (Bélgica) e Il Lombardia (Itália), todos terão lugar ainda este ano, em datas ainda a serem definidas. Todos os eventos possíveis do calendário internacional da UCI, e principalmente no UCI WorldTour, serão reagendados no final da temporada. No mesmo comunicado a UCI informa ainda que está a trabalhar para anunciar até 15 de Maio um novo calendário das corridas UCI World Tour femininas, assim como um novo calendário Internacional (corridas de homens e mulheres em todas as disciplinas do ciclismo). O presidente da UCI, David Lappartient, declarou: “Gostaria de prestar homenagem aos representantes dos organizadores, equipas e ciclistas pela sua colaboração e compromisso nestes tempos difíceis. Ainda temos trabalho a fazer para finalizar um Calendário Internacional da UCI 2020 totalmente revisto, dada a pandemia do coronavírus que abalou o mundo, mas um primeiro passo muito importante foi dado hoje. Da mesma forma, estabelecemos uma estrutura que permitirá preservar os direitos fundamentais dos ciclistas e funcionários das equipas, além de permitir que sejam tomadas as medidas necessárias para a sobrevivência dessas equipas. Juntos, conseguiremos superar esta crise e reconstruir o ciclismo após o Covid-19. ” David Lappartient Estas são as principais informações retiradas do comunicado da UCI, que apesar de não indicar datas para Giro de Itália e Vuelta a Espanha, vem de encontro à informação que passámos na terça-feira, onde indicávamos que Giro seria em Outubro e Vuelta em Novembro. Entretanto, o director-geral da Vuelta a Espanha, Javier Guillén, disse em entrevista à rádio SER em Espanha que ainda não existem novas datas para a Vuelta. Recorde-se que no seu formato inicial a Vuelta teria duas etapas em Portugal que ocorreriam em Setembro, mais precisamente as etapas 18 e 19 nos dias 3 e 4 de Setembro de 2020. Agora aguardamos para saber se essas etapas ocorrerão, mas em Novembro. Javier Guillén disse ainda que não fazia sentido a Vuelta coincidir com o Tour de France, declaração que deixa clara a postura e cedência do director da Vuelta em relação à alteração proposta pela UCI. O que fica por saber O que ninguém refere ainda é se o formato das grandes voltas será de 21 etapas (3 semanas), pelo que até informação em contrário, fica em aberto um possível formato mais curto de 15 ou 18 etapas. Além disto, está o percurso destas provas, que a acontecerem em Outubro e Novembro (Giro e Vuelta), como passarão na alta montanha nesta altura do ano? Perguntas que estarão a "partir a cabeça" de muita gente neste momento. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de França poderá ser entre 29 Ago. e 20 Set. Quem avança a notícia é o jornal francês "Dauphiné Libéré" neste artigo no qual se pode ler que o Tour de França será entre 29 de Agosto e 20 de Setembro. No cabeçalho do artigo lê-se "exclusivo", e inicia dizendo que de acordo com informações desse jornal francês, essas serão as datas nas quais o Tour de França se realizará. Já se sabia que o Tour não se iria realizar na data original, depois de ontem o Presidente da República francês Emmanuel Macron, ter anunciado a proibição de "eventos com grande aglomerado público" em França "pelo menos até meados de Julho". De acordo com o jornal Dauphiné Libéré, a data de partida de Nice dia 29 de Agosto permitirá aos ciclistas terem tempo de preparação suficiente para poder participar em eventos de uma semana, como o Critérium du Dauphiné, cujas datas não são conhecidas no momento. Entretanto, o Departamento de "Haute-Savoie", departamento de uma zona de França nos Alpes onde irá passar uma das etapas do Tour, avança com a informação nas redes sociais de que a etapa 18 passará naquela região no dia 17 de Setembro. Imagem colocada nas redes sociais do departamento do "Alto de Sabóia" Embora não exista nenhum comunicado oficial por parte das entidades oficiais do Tour de França, como se costuma dizer "onde há fumo há fogo", são duas fontes diferentes a avançar com informação a apontar para essas datas. Vários meios de imprensa informam que amanhã poderá haver reunião com a UCI, da qual poderão sair as seguintes datas para as grandes voltas: Tour: 29 de Agosto a 20 de SetembroMundial: 27 de Setembro a 4 de OutubroGiro: Mês de OutubroVuelta: Mês de Novembro Resta aguardar para saber se tudo isto se confirma. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast - E2 com David Rosa Neste Marretaman Podcast n.º 2 o convidado é David Rosa, ciclista português de bicicleta de montanha, o primeiro atleta olímpico português na modalidade de Cross-Country olímpico (XCO), actualmente na equipa UCI Massi. Falaremos sobre: O seu papel no movimento pedalar em segurança é um direito, Como conseguiu passar de atleta amador a atleta profissional, Como conseguiu qualificar-se para os Jogos Olímpicos, As peripécias de viajar sozinho para ir fazer corridas noutros países para conseguir pontos para o ranking UCI, Quais os próximos atletas portugueses de destaque no XCO, Quem foram os seus adversários mais difíceis? E ainda a participação do "ciclista qualquer", um ciclista qualquer que opina sobre David Rosa. https://www.youtube.com/watch?v=XWmFkSwmaGA&t= Não percas, todas as Sextas-feiras pelas 23h., publicamos o Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jan Frodeno fez um triatlo em casa angariando 200 mil euros em donativos O triatleta Jan Frodeno, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, três vezes vencedor do Ironman do Havai, está agora como todos, isolado em casa. Especialista em ver oportunidades em momentos de crise e com capacidade de emergir com mais força, Jan Frodeno fez um triatlo em casa. Ontem Jan Frodeno fez um ‘ironman’ sem sair de sua casa em Girona, Espanha, angariando 200 mil euros em donativos com vista a combater a pandemia de covid-19, sendo a verba arrecadada entregue a hospitais daquela cidade espanhola e a um projecto de ajuda infantil. Frodeno completou a prova ‘ironman' em 8:33.37 horas, sem sair da residência, fez 3,8 km de natação na sua piscina interior com sistema de contracorrente, 180 quilómetros Zwift virtuais na Speedmax CF SLX e 42,195 km numa passadeira. A Canyon apoiou a iniciativa doando uma Speedmax CF SLX 8.0 que se vende por 10.000 euros através do site criado para o evento. O comprador da bicicleta obtém o mesmo design com que Jan realizou o seu triatlo em casa e o resto da temporada 2020, pelo que só existirão duas bicicletas assim em todo o mundo. Jan Frodeno fez um triatlo em casa, dando o exemplo a vários níveis. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Exclusiva Giant TCR de Greg Van Avermaet O campeão olímpico foi o ciclista da semana, quanto mais não seja porque venceu a primeira edição virtual do Tour de Flanders. Neste artigo mostramos-te a Giant TCR de Greg Van Avermaet. A bicicleta de Greg Van Avermaet tem uma pintura completamente personalizada, na qual se podem ver as iniciais do nome do ciclista belga "GVA" no topo das escoras. O quadro tem espigão de selim integrado, uma tendência que se seguia há uns anos atrás. Além da pintura dourada que simboliza o Ouro olímpico, na personalização da Giant TCR de Greg Van Avermaet destacam-se ainda os símbolos de algumas das suas mais importantes vitórias. No topo do tubo vertical tem o mapa do Brasil e Cristo Rei que simbolizam a vitória na prova de fundo jogos olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, é o campeão olímpico em título, o tridente logo abaixo é o troféu do vencedor do Tirreno Adriático, prova que venceu em 2016. Este próximo domingo seria realizado mais um Paris-Roubaix, prova na qual Avermaet é sempre candidato e a qual já venceu em 2017, como se pode também ver na personalização do quadro com o "calhau" junto à grade de bidom, troféu do vencedor do Paris-Roubaix. A Giant TCR de Greg Van Avermaet tem o guiador de avanço integrado da própria marca, com os cabos a passarem por dentro do mesmo, o Giant SLR Contact. À semelhança da maioria dos ciclistas do pelotão World Tour, a transmissão e travagem são Shimano Dura-Ace Di2. As grades bidom são da própria Giant. Greg Van Avermaet utiliza rodas as rodas CADEX 42mm. tubulares com travão de disco e os cubos de baixa fricção da CADEX. Caso estejas a pensar comprar este par de rodas, são "só" €3,200.00. A Volta ao Algarve foi das poucas provas de ciclismo realizadas na Europa em 2020 antes dos cancelamentos em virtude da pandemia COVID-19, nós estivemos no Algarve e trouxemos fotografias exclusivas das bicicletas do World Tour 2020, que são raras, tendo em conta que pouco depois ficaram todas em casa. Podes ver outras bicicletas do pelotão World Tour em www.marretaman.pt Texto: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon lança a sua primeira eléctrica de estrada, a endurace ON:AL Era algo que se esperava mais dia menos dia, é a tendência geral por parte das marcas e a marca alemã não é excepção, a Canyon lança eléctrica de estrada, a endurace ON:AL Para conseguir as sensações características das bicicletas de estrada a Canyon lança eléctrica de estrada Endurace:ON AL com a geometria Sport. A mesma que têm os modelos da gama Endurace, que são de acordo com a marca, as suas bicicletas de estrada mais vendidas até ao momento. Nesta bicicleta eléctrica de estrada fizeram as escoras 10 mm. mais longas, até aos 425 mm., para integrar o sistema de transmissão e proporcionar mais estabilidade, especialmente importante nas descidas ao ter mais peso. Para a assistência à pedalada escolheram o motor Fazua Evation: que segundo a marca dá uma sensação de apoio suave, natural e especialmente adequada para a condução em estrada. Além disso, todas as Endurace:ON AL terão a última actualização de desempenho "Black Pepper" do fabricante alemão, que reajusta completamente o motor para tirar o máximo proveito dos seus 250 W. de potência e 60 Nm. do motor. Dado que nas bicicletas de estrada elétricas as peças podem sofrer um maior desgaste, a Endurace:ON inclui uma série de componentes especialmente selecionados para oferecer fiabilidade, conforto e controlo: quadro de alumínio, forqueta de carbono, espigão de carbono, pneus Schwalbe E-One de 32 mm, eixos passantes, travões de disco de 160 mm,mudanças Shimano GRX. Tudo combinado com o motor Evation de 4,6 kg, perfeitamente integrado no tubo inferior, para um peso total de 15 kg. Assim esperam conseguir um conjunto que conserva toda a agilidade de uma bicicleta de estrada clássica. O motor Evation não é só leve, de acordo com a marca também proporciona um impressionante nível de desempenho à Endurace:ON, e isso deve-se ao facto da Canyon ser o primeiro fabricante do mundo a enviar as suas bicicletas com a última actualização de desempenho "Fazua Black Pepper". Segundo a Canyon as melhoras são incríveis: distribuição da potência reajustada para uma maior assistência, sensações mais naturais e uma ajuda mais consistente numa ampla gama de cadências, de 50 a 120 rpm. Em poucas palavras, com os seus novos ajustes de fábrica, a Canyon acredita que o motor Evation é o sistema de assistência para bicicletas eléctricas de estrada mais completo disponível na actualidade. A Endurace:ON AL 7.0 estará disponível por 2.999 €* a partir do dia 9 de Abril, nos tamanhos S a XL e exclusivamente em canyon.com. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Lojas de bicicletas mantêm actividade Ao ler alguns títulos da imprensa desta semana poderíamos ficar com a impressão que as lojas de bicicletas estariam impedidas de funcionar. Bem pelo contrário, as nossas lojas de bicicletas mantêm actividade. Os comerciantes estão a adaptar-se ás novas regras do jogo, em que a venda on-line e entrega ao domicílio passaram a ser a norma. Há duas semanas dávamos conta num artigo de opinião da omissão das lojas e oficinas de bicicletas da lista de estabelecimentos a manter em funcionamento. Em menos de uma semana, graças à "pressão positiva" de entidades como a Abimota e a Mubi o executivo corrigiu e bem, essa posição ao alargar a permissão de funcionamento ás oficinas de bicicletas. Agora, com a renovação das medidas impostas durante a segunda quinzena de estado de emergência, o Governo vem reforçar as normas de contenção aplicadas, clarificando que quer as oficinas abertas mas as lojas a funcionar de portas fechadas. Parece um contra-senso? Ler o diário da República não é certamente para todos. Mais uma vez, a forma como a legislação é escrita pode, e certamente levará os mais distraídos, a ler exactamente contrário do "espírito da lei". Do decreto lei que regulamenta a prorrogação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, destacaríamos este excerto: Artigo 10.ºSuspensão de atividades no âmbito do comércio a retalho1 - São suspensas as atividades de comércio a retalho, com exceção daquelas que disponibilizem bens de primeira necessidade ou outros bens considerados essenciais na presente conjuntura, as quais se encontram elencadas no anexo II ao presente decreto e que dele faz parte integrante.2 - A suspensão determinada nos termos do número anterior não se aplica aos estabelecimentos de comércio por grosso nem aos estabelecimentos que pretendam manter a respetiva atividade exclusivamente para efeitos de entrega ao domicílio ou disponibilização dos bens à porta do estabelecimento ou ao postigo, estando neste caso interdito o acesso ao interior do estabelecimento pelo público. (Artigo 10 do Decreto nº 2-B/2020, de 2 de Abril) De seguida, saiu o despacho que regulamenta o exercício de comércio por grosso e a retalho de distribuição alimentar e determina a suspensão das actividades de comércio de velocípedes, veículos automóveis e motociclos, tractores e máquinas agrícolas, navios e embarcações. Destacaríamos: 5 - A suspensão das atividades de comércio de velocípedes, veículos automóveis e motociclos, tratores e máquinas agrícolas, navios e embarcações, sem prejuízo do previsto no n.º 2 do artigo 10.º do Decreto n.º 2-B/2020, de 2 de abril. (Nº5 do despacho nº 4148/2020 de 5 de Abril) Na prática, isto significa que as lojas podem continuar a vender, desde que seja à porta ou por entrega ao domicílio. Ou seja, nada muda para a maioria das lojas, já que esta era a estratégia seguida pelas mesmas em funcionamento na passada semana, a julgar pelas publicações nas redes sociais e vários contactos que encetámos. Em linha com a nossa opinião de há duas semanas, parece-nos que as lojas de bicicletas são neste momento o exemplo de adaptação e resiliência da nossa economia, flexibilizando-se aos tempos ao mesmo tempo que seguem em linha com as medidas de segurança exigidas pelo Governo, de forma a manter as suas economias activas. Não sabemos se vai mesmo mesmo correr tudo bem, mas as lojas portuguesas estão a mostrar como se faz e a trabalhar por isso. De resto, queres ajudar a manter a tua loja habitual? Não deixes de a apoiar. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Excerpt: "Fecha-se uma porta abre-se uma janela". Saiba como as lojas de bicicletas continuam em atividade apesar do estado de emergência imposto pelo Coronavírus ### Vodcast Confinados do Eurosport regressa esta noite Este noite de terça-feira dia 7 de Abril pelas 22:00h. está marcado um novo encontro com os fãs de ciclismo do Eurosport no mesmo local e à mesma hora (página oficial de Facebook do Eurosport ), para uma conversa dedicada exclusivamente ao Ciclismo. Desta vez os comentadores do canal Luís Piçarra, Olivier Bonamici, Paulo Martins, Gonçalo Moreira e Frederico Bártolo vão estar à conversa com o virologista Pedro Simas, para perceber melhor o impacto do COVID-19 no mundo do ciclismo e como isso pode afectar o futuro das provas. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Greg Van Avermaet vence Tour de Flanders virtual O verdadeiro Tour de Flanders foi adiado por enquanto, como resultado das medidas tomadas pelo governo belga para impedir a propagação do vírus Covid-19, no entanto, o decorreu o Tour de Flanders virtual como edição alternativa, a primeira edição virtual de todos os tempos. Nesta edição virtual alinharam 13 ciclistas Com o mundo do ciclismo parado, este é um desporto que ao contrário de outros e graças à tecnologia dos dispositivos de treino e aplicações, pode decorrer com os próprios atletas colocarem o seu esforço em directo, uns contra outros. A Flanders Classics soube aproveitar isso e independentemente de ser ou não um formato do qual se goste, o facto é que nós estamos a escrever sobre isto e tu estás a ler, os participantes partilharam experiência e as cores e patrocínios foram vistos nas redes sociais. Mais ainda, a Flanders Classics vendeu, ou cedeu os direitos das imagens a estes canais. Greg van Avermaet foi o mais forte, tendo atacado no Paterberg de onde saiu com uma vantagem de 5 segundos para os adversários. Com o mediatismo que estes atletas têm no mundo do ciclismo, mesmo sendo cada um em sua casa nos rolos, ninguém queria perder e ninguém se poupou. Oliver Naesen não parecia estar a passear. No final de contas, Greg van Avermaet venceu, aqui podes ver os últimos metros da vitória de Avermaet, que durante a corrida rodou mais de 43 min's. numa média de superior aos 440 watts! https://twitter.com/CCCProTeam/status/1246810625897943041 Foi uma corrida virtual só com 13 ciclistas, mas o ciclismo é feito de patrocínios e no pódio ficaram Greg van Avermaet (CCC), Oliver Naesen (AG2R La Mondiale) e Nicolas Roche (Team Sunweb), os quais colocaram as cores das suas equipas nos radares das redes sociais e restante media da especialidade. Recorde-se que a CCC havia anunciado há dias cortar o patrocínio à equipa de ciclismo, pelo facto de não estarem a haver corridas e os objectivos de marketing (fruto deste patrocínio) estipulados não estarem a ser atingidos. Ficou assim a restante classificação Deves estar a perguntar o mesmo que nós, começaram 13 e acabaram 12? Onde está Michael Matthews? Será que furou? Será que trabalhou muito para colocar o seu colega de equipa Nicolas Roche no pódio e não aguentou até ao final? Não sejamos inocentes, isto são situações que no rolo em casa não aconteceriam, provavelmente a esposa de Matthews fez um bolo de chocolate que falou mais alto do que a competição. Transmissão completa da prova https://www.youtube.com/watch?v=itrWP4G8U44 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Colnago V3Rs de Rui Costa ao pormenor Esta é a bicicleta de sonho tripulada pelo nosso campeão do mundo, a Colnago V3Rs de Rui Costa. A V3Rs foi construída com base na experiência que a marca italiana trazia dos anteriores modelos V1-r e V2-r, modelos nos quais procuraram obter quadros mais leves e aerodinâmicos, desenvolvimento que mais recentemente culminou neste modelo que Rui Costa e outros ciclistas da UAE-Team Emirates utilizam este ano. Colnago V3Rs de Rui Costa - UAE-Team Emirates A V3Rs vem substituir a V2-R, não é uma bicicleta "Aero", a marca anuncia-a como uma "all around", um tipo de bicicleta que se posiciona entre a bicicleta "Aero" e a bicicleta "escaladora racing". A bicicleta da UAE-Team Emirates é das poucas do pelotão World Tour equipada pela marca italiana Campagnolo, tanto para transmissão como travagem e rodas. Para transmissão Rui Costa conta com o sistema de mudanças mais avançado da Campagnolo, o Super Record EPS é um sistema de mudanças electrónico e de 12 velocidades. As rodas são as Bora Ultra 50 da Campagnolo, rodas tubulares com 50mm. de perfil como o nome indica, com um peso de somente 1215 gr's. Rui Costa opta pelo sistema de travagem tradicional em vez do sistema de disco, sendo os travões Super Record de perfil aerodinâmico e compatíveis com pneu de 28mm., apesar de Rui Costa ter montados pneus de 25mm na sua Colnago. À semelhança de anos anteriores a marca de componentes italiana Deda fornece o cockpit das bicicletas da UAE-Team Emirates. Neste caso é o guiador de avanço integrado Deda Alanera DCR, o mais recente lançamento da marca é um guiador de perfil aerodinâmico que permite a integração dos cabos directamente por dentro do quadro. Recordar que Rui Costa, antes da paragem do ciclismo por causa da pandemia mundial Covid-19, iniciou a época com óptimos resultados tendo conseguido uma vitória de etapa na Volta à Arábia Saudita, e terminando a corrida no pódio da classificação geral. Rui Costa regressou também este ano à Volta ao Algarve, a qual terminou no 4.º posto da geral, são resultados que faziam prever uma grande temporada de Rui Costa, resta saber que temporada haverá no que resta de ano. Já temos saudades de voltar a ver o ciclismo nas estradas, por enquanto vamos vendo as máquinas. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marretaman Podcast - E1 com Rúben Guerreiro Neste episódio 1 do Marretaman Podcast o convidado é Rúben Guerreiro, ciclista português da equipa World Tour EF Education First. Falaremos sobre: Postura dos ciclistas face a eventuais cortes no staff das equipas nesta fase Que direções deram as equipas aos atletas para esta fase? - Afinal o Rúben foi ou não perseguido por treinar na rua? Haverá Tour de França? De 2 ou 1 semanas? Qual seria a hipótese mais sensata? Em Portugal há ciclistas de qualidade para integrar equipas World Tour? Porque não há mais? Zwift? Eventos de equipa? E ainda a participação do "ciclista qualquer", um ciclista qualquer que opina sobre o ciclismo na TV. https://www.youtube.com/watch?v=Ig1u2pPM5y0 Não percas, às sextas-feiras 23h., Podcast Marretaman no nosso canal YouTube, partilhado também na página Facebook e aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Eurosport estreia Vodcast Confinados O formato vodcast Confinados do Eurosport estreou hoje, mas é já amanhã, terça-feira 31 de Março, que está marcado um encontro com os fãs de ciclismo na página oficial de Facebook do Eurosport às 22:00h, para uma conversa dedicada exclusivamente ao Ciclismo. Os comentadores do canal Luís Piçarra, Olivier Bonamici, Paulo Martins, Gonçalo Moreira e Frederico Bártolo analisam neste Eurosport Vodcast confinados, entre outros temas, o atribulado momento que o ciclismo vive devido ao COVID-19 e o impacto que isso tem nas equipas, os possíveis efeitos nos atletas e ainda qual o futuro da Volta a França 2020. Será que a ASO avança para uma corrida “à porta fechada”, sem público? Ou irá inevitavelmente ter o mesmo desfecho que o Giro d’Italia? Uma conversa interessante e ‘sem filtro’ totalmente digital a não perder! Os fãs do canal podem participar colocando diretamente as questões ou mensagens no ‘chat’ do ‘live’ do Facebook do Eurosport. Para os que seguem o canal no Twitter oficial do Eurosport (@EurosportTV_Por) as questões podem ser colocadas usando o #Eurosportconfinados. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Documentário equipa Movistar época 2019 Foi feito um documentário equipa Movistar época 2019, que está disponível na plataforma de TV on-line NetFlix, uma plataforma paga. Para os amantes de ciclismo, aconselhamos vivamente o documentário com o título "El Día Menos Pensado", título em português " O dia em que menos esperas", uma série de 6 episódios que mostra os bastidores da equipa Movistar em várias corridas da época 2019, nomeadamente Giro de Itália e Tour de França. Trailer https://www.youtube.com/watch?v=WRP7AuFibg0 No documentário, do melhor que já vimos dentro do género (embora diferente, ao nível de " Ícaro"), não se esconde a tensão existente entre Mikel Landa e Nairo Quintana (ambos admitem essa tensão), nem se esconde a confusa liderança no Tour de França. Poderás ainda ver como Alejandro Valverde fala do "peso" da camisola de campeão do mundo e como lidou com esse factor durante a época. Entre outros aspectos como a excelente fotografia e montagem, o relato das histórias que realmente se vivem dentro de uma equipa World Tour numa grande volta, torna este documentário um dos melhores que poderás ver como amante do ciclismo. Diríamos mesmo, se além de adepto de ciclismo és atleta amador, ficarás arrepiado de emoção com muitas das cenas que vais ver. Nós, vimos os episódios todos seguidos (6 episódios de 30 minutos cada), fica a sugestão. Caso queiram outras sugestões de filmes sobre ciclismo, deixem nos comentários esse desejo, faremos um artigo sobre isso. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Duas equipas escalão Continental UCI da SwiftCarbon num duelo virtual A W52-FC Porto e a SwiftCarbon ProCycling estão a postos para um clássico Portugal VS. Inglaterra em bicicleta, duas equipas SwiftCarbon num duelo virtual. Apesar do adiamento de provas do calendário velocipédico em tudo o mundo, o espírito competitivo dos atletas não se extingue. Prova disso, a ascensão de popularidade do eRacing em plataformas como o Zwift. Francisco Campos é um dos ciclistas no desafio Com saúde que se exige de ferro e capacidade de lidar com as circunstâncias da corrida, sejam elas quais forem, os ciclistas parecem estar a lidar bem com a quarentena dos seus países, pelo que se vê em algumas publicações nas redes sociais que mostram como escolhem manter o corpo e a mente ocupados neste período. Jorge Magalhães é um dos ciclistas que aderiu. Mas quando toca a corridas virtuais, fazem sentir que para eles ciclismo não é passatempo e mudam a ficha para o modo competição. A SwiftCarbon apoia duas equipas do escalão Continental UCI: a W52-FC Porto e a SwiftCarbon Pro Cycling, baseadas em Portugal e no Reino Unido, respetivamente. Quando foi lançado este desafio, os corredores das duas equipas chegaram-se à frente. O Gestor de activação de marca, Pedro Dias revela que: “Quando surgiu a ideia, questionamo-nos se os corredores estariam interessados. Enviamos mensagem a ambas as equipas e a resposta recebemo-la quase de imediato, um redondo “sim!”. Disse Pedro Dias Assim, às 15h15 de segunda-feira, dia 30 de Março, o Andy Tuner e o Alex Braybrooke da SwiftCarbon Pro Cycling defrontam o Francisco Campos e o Jorge Magalhães da W52-FC Porto. Paul Lamb, o responsável da equipa SwiftCarbon Pro Cycling, mostrou-se muito receptivo a esta oportunidade para que os seus ciclistas se mantenham em forma e com uma ponta de ritmo competitivo. “Parece-me uma ótima ideia para ajudar os ciclistas de ambas as equipas a estar em boa forma e motivados enquanto atravessamos esta situação e este hiato competitivo.” Paul Lamb Lamb sugeriu até que este desafio desse lugar a uma série de eventos, com diferentes distâncias e disciplinas. “Uma vez que haja interesse e vontade dos corredores em alinharem, estaria disposto a criar um programa completo de competições.” Paul Lamb Um dos directores da W52-FC Porto, o Pedro Duque, também ciclista, no seu (pouco) tempo livre diz que a ideia também lhe pareceu bastante apelativa. “Os corredores que terminaram há algumas semanas a Volta ao Algarve e até os ciclistas que estavam focados em provas mais para a frente no calendário estão em boa forma e esta é uma maneira engraçada de aplicar essa boa forma em algo competitivo!” Pedro Duque Quando tentado a fazer um prognóstico, disse: “Confio nas capacidades dos nossos ciclistas mas os ciclistas britânicos têm alguma experiência a mais no Zwift. Veremos!”, sorriu. Pedro Duque Algumas notícias relatam que mais ciclistas profissionais se têm batido na plataforma online e garantem que nem um pico de forma nem os dotes atléticos da nata do ciclismo são um dado adquirido de vitórias virtuais. Confinado ao treino em casa, o ciclista neozelandês da equipa Jumbo-Visma, George Bennett, admitiu que ainda anda na luta por um top10 numa corrida no Zwift. Poderá ser fruto de alguma manipulação de performance, obtida por usos de falsos dados biométricos de alguns utilizadores da plataforma, altamente condenada pelos verdadeiros amantes da plataforma. Apesar disso, não deixa de ser divertido e eficaz forma de treino, aplicar umas centenas de Watts nos pedais durante algumas horas por dia, discutindo corridas virtuais com outros ciclistas amadores e até profissionais, lado a lado. Os ciclistas da equipa britânica estão, simultaneamente a competir em eventos semanais da federação britânica de ciclismo, os British Cycling Zwift Series. Esta semana, a corrida virtual deixou o Andy Turner caído em cima da bicicleta. “Foi muito dura! A pior parte é mesmo o sprint logo no início da corrida.” Andy Turner O Andy, ciclista profissional, foi o 26.º em 500 corredores, o que nos diz que o nível é alto e que existem outros ciclistas prontos a soltar as pernas na sua forma primaveril neste mundo do eRacing. A organização da Volta à Catalunha, depois de adiada na forma original lançou uma versão virtual, à qual também aderiram muitos ciclistas do World Tour. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1242817393363206144 Por enquanto, é a alternativa mais viável para os ciclistas irem mantendo a forma, veremos o que dá este "Portugal VS. Inglaterra" entre as duas equipas apoiadas pela SwiftCarbon. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### E se tivéssemos equipas World Tour na Volta a Portugal 2020? A situação do COVID-19 a nível global continua a causar estragos em todas as áreas, no entanto e no que ao ciclismo diz respeito, existe a esperança de que até ao final de 2020 ainda se possam disputar as provas adiadas. Poderia a falta de espaço no calendário colocar equipas World Tour na Volta a Portugal 2020? É turbilhão de ideias, mas acompanhem-nos o raciocínio até ao final e deixem-nos a vossa opinião. Embora tenha sido uma má notícia para todos os atletas a nível mundial, o adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021 acaba por vir facilitar um pouco este quebra cabeças, que é tentar encaixar até ao final de 2020 as provas adiadas até agora, o Tour de Françe é por exemplo uma das provas que acabou por ganhar alguma margem. No meio de toda esta incógnita, nem vamos referir a preparação dos ciclistas... Se mesmo sabendo datas em concreto é difícil preparar picos de forma, não sabendo quaisquer datas de nada ainda mais difícil se torna. A prioridade (como já anunciou a UCI), seria manter as três grandes voltas e os monumentos das clássicas. Em entrevista ao site Cyclingnews, Brian Cookson, antigo presidente da União Ciclista Internacional (UCI) falou na possibilidade das três grandes voltas passarem excepcionalmente a ter apenas 2 semanas este ano, para facilitar o calendário encurtado. Brian Cookson - ex-presidente da UCI "Ficaria surpreendido se o Tour de France acontecesse nas datas planeadas (27 de Junho a 19 de Julho), dada a situação em França agora, que parece estar a piorar. Mas se as coisas melhorarem bastante eu ofereço algumas sugestões ", disse Cookson ao "Cyclingnews". Aquele que já foi o responsável máximo pelos projectos de ciclismo em todo o mundo acrescentou ainda: " Com os Jogos Olímpicos adiados para 2021, há mais hipóteses de haver um Tour de France, mas mais curto, no final de Julho ou no início de Agosto. Um Tour de duas semanas deixaria espaço para um Giro de duas semanas no início de Setembro antes do Campeonato do Mundo e uma prova similar de duas semanas em Espanha em Outubro. " Brian Cookson ao Cyclingnews No que diz respeito às restantes provas, o senhor Cookson propõe que estas poderiam ser realizadas em paralelo com as grandes voltas e entre si, com as equipas a gerir os meios entre todas as provas. Em relação aos monumentos adiados até agora (Milão San Remo, Tour de Flandres, Paris-Roubaix, Liège-Bastogne-Liège e Giro da Lombardia) podem ser feitos nos fins de semana intermédios, acrescentou ainda o ex-presidente da UCI. Experiência o senhor tem e vendo bem as coisas não parece má ideia, ainda assim, um Tour que não fosse realizado nas datas previstas seria realizado muito próximo da Vuelta, e esta demasiado próxima do Giro. Das várias abordagens possíveis, uma delas é que o Tour passaria a servir de preparação para a Vuelta ou Giro, se estas se realizassem no formato proposto. Alguns organizadores podem não ver isto com bons olhos, até alguns fãs podem não achar boa ideia, mas tendo em conta que a COVID-19 colocou o mundo "de pernas para o ar", sinceramente como fãs de ciclismo queremos é ver ciclismo, se não for um Tour Giro ou Vuelta de três semanas, que seja de duas. Pode até ser interessante no final de contas, pois há um maior lote de ciclistas candidatos e não só "os tradicionais voltistas", para "desenjoar". Já que abordamos aqui o futuro, perguntamos nós: Num cenário em que provas de classificação UCI mais alta não coincidissem com a Volta a Portugal (e partindo do princípio que esta se realize), poderíamos este ano ter equipas World Tour na Volta a Portugal 2020? Se nada mudar, a Volta a Portugal de 2020 vai decorrer de 29 de Julho a 9 de Agosto, isto de acordo com a UCI, porque no site oficial da Volta a Portugal não encontrámos nesta altura quaisquer notícias relativas a 2020. Inscrita no calendário "UCI Europe Tour" (um dos calendários das equipas continentais) com classificação 2.1, no seu regulamento de 2019 a Volta a Portugal prevê a participação de "UCI Pro Teams" (equipas World Tour) até um máximo de 50% do total de equipas inscritas. Fosse como preparação para outras voltas, ou (tendo em conta que pode haver escassez de provas até ao final do ano por falta de calendário) fosse como objectivo, ter equipas World Tour seria um cenário possível, ou não? O cenário que pode afastar esta hipótese é o facto de serem calendarizadas para a mesma data da Volta a Portugal, provas de classificação UCI mais elevada, o que levaria as equipas a optarem por essas provas, mas também pode acontecer que essas provas não se realizem nessas datas. Ainda sem respostas sobre o reagendamento das principais provas de ciclismo do calendário UCI, aquelas que se mantiverem no calendário passam a "valer ouro" para as equipas e atletas, que desejam competir o máximo possível até ao final do ano. Esperemos acima de tudo, que a situação de saúde pública se resolva com o menor número de vidas humanas perdidas, depois como amantes deste desporto que a Volta a Portugal se realize e por último, mesmo sendo uma hipótese remota, que venham equipas do escalão mais alto do ciclismo mundial à prova portuguesa. ### A Factor ONE de Davide Cimolai - Israel Start-Up Nation As bicicletas da equipa Israel Start-Up Nation (ISN) vistas ao vivo são sem dúvida das mais distintas do pelotão World Tour 2020. Tivemos a Factor One de Davide Cimolai nas mãos e mostramos-te em pormenor. Davide Cimolai - ciclista italiano da Israel Start-Up Nation. De realçar que a Factor é uma empresa de engenharia que começou em 2007 como parte da BF1systems e esteve envolvida com marcas como a Lamborghini, Ferrari, Aston Martin, equipas de F1, Moto GP e WRC. Factor One de David Cimolai. A marca esteve entretanto ligada à construção de bicicletas para outras marcas mas recentemente decidiram fabricar as suas próprias bicicletas visto terem o "know how" no que respeita ao fabrico de carbono de alta qualidade. Tudo isto podia ser só marketing, mas a verdade é que basta olhar para a bicicleta e notam-se os detalhes no design. A Factor One, modelo aero da marca inglesa, é a escolha do sprinter Davide Cimolai para a época 2020. Existem duas características que saltam à vista na Factor One, a primeira é a testa do quadro, distinta pela forma como a forqueta se encaixa ao estilo de bicicleta de contra-relógio. E em segundo, o tubo diagonal, com uma abertura no meio, que segundo a marca melhora a aerodinâmica e rigidez do quadro. Apesar da pintura preta, repara como o tubo diagonal é aberto no meio para melhorar a aerodinâmica. Assim como grande parte das equipas World Tour, a Israel Start-Up Nation tem o apoio da Shimano. Para a transmissão e travagem das suas bicicletas, utilizam o grupo Shimano Dura-Ace Di2. As rodas são fornecidas pela Black Inc, neste caso as Black Inc Thirty, as mais ligeiras da colecção da marca. Transmissão Shimano Dura-Ace, potenciómetro "4iiii" e roldanas ceramicspeed. Assim como em outras equipas World Tour, a ISN utiliza no desviador traseiro o braço e roldanas Ceramicspeed , uma tecnologia que minimiza a fricção da corrente pelo diâmetro sobredimensionado das roldanas e o próprio atrito nas roldanas através do uso de rolamentos cerâmicos. Tudo conta no escalão mais alto do ciclismo mundial. O cockpit da Factor One de Cimolai vai de encontro à tendência dos modelos mais recentes, com os cabos totalmente integrados, dando uma aspecto final muito limpo, aerodinâmico e um design apurado. O suporte de GPS é também fornecido pela Black Inc e as fitas de guiador são da marca Factor. A secção frontal da bicicleta é poderosa, destacando-se a forqueta e testa numa peça só. Davide Cimolai opta pelos travões de disco, que apesar de serem Shimano Dura-Ace, usam rotores de outro fabricante. Os rotores SwissTop são de resto utilizados por toda a equipa. Em resumo esta Factor One é uma obra de engenharia de sonho, e apesar da equipa Israel Start-Up Nation ser uma equipa recém chegada ao escalão World Tour, para além da equipa propriamente dita, nota-se ao nível dos apoios que não vieram para brincar. Na curta época de 2020, a equipa já leva 3 vitórias, sendo uma delas a clássica belga "Le Samyn" que venceram com o ciclista francês Hugo Hofstetter aos comandos precisamente de uma Factor One como a de Cimolai. Texto: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Opinião: Coronavírus, onde fica a bicicleta? No Decreto-Lei que entrou em vigor este Domingo, papelarias e tabacarias constam na lista de estabelecimentos a não fechar. Por outro lado, as lojas e oficinas de bicicletas não são abrangidas na lista de estabelecimentos relacionados com os meios de transportes: 15. Papelarias e tabacarias (jornais, tabaco); 25. Estabelecimentos de manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos, tratores e máquinas agrícolas, bem como venda de peças e acessórios e serviços de reboque; Tabacarias na lista de espaços a não fechar? É óbvia a razão pela qual as tabacarias se encontram na lista de estabelecimentos essenciais. Não pela venda de tabaco em si, mas pelo facto de muitos destes estabelecimentos hoje em dia estarem de facto a substituir o papel anteriormente atribuído aos tradicionais postos de correio. As tabacarias e papelarias são hoje em dia pontos "payshop", pontos de entrega de bens adquiridos em compras online e aglomeram vários outros serviços insubstituíveis nas suas áreas geográficas. Relativamente ao consumo de tabaco propriamente dito, será certamente uma boa altura para mais uma vez, os fumadores reconsiderarem os riscos que correm. Os governos terão infelizmente a oportunidade de mais tarde contabilizar quantas vidas (de fumadores) perdemos para esta doença, e se os recursos nessa altura perdidos poderiam ter sido aplicados de forma mais positiva. Da nossa parte não nos cabe obviamente restringir a liberdade de quem opta por fumar, é uma decisão individual. De resto esta crise já vai trazer problemas suficientes à economia, vale (nesta altura) tentar manter TODOS os postos de emprego, até mesmo quando se dedicam à venda do tabaco. Mas faz sentido não utilizar a bicicleta? Em Portugal a bicicleta ainda é utilizada maioritariamente nas suas vertentes desportiva e de lazer. Na maior parte do nosso território, usar a bicicleta como meio de transporte diário continua a ser visto pela maioria dos cidadãos como algo reservado aos que não têm acesso a outros meios considerados mais dignos. A excepção são as principais áreas urbanas que apenas muito recentemente começaram a importar os hábitos das maiores cidades europeias, onde a utilização não só da bicicleta como dos meios de transportes públicos (em quantidade e qualidade) é proporcionalmente muito superior aos automóveis. Mesmo com esta diferença de cultura, achamos difícil explicar a omissão da utilização da bicicleta como meio de transporte nas medidas até agora apresentadas. Na nossa opinião, achamos que esta omissão é um erro estratégico e passamos a explicar porquê: Numa visão mais simplista, e por ordem de prioridade, o essencial para conter ao máximo a velocidade de propagação deste vírus e a doença associada, proporcionando aos profissionais de saúde as condições para ultrapassarem este desafio são basicamente duas medidas: Em primeiro lugar, para reduzir a propagação é essencial evitar ao máximo o contacto social, de forma a "achatar a curva" (Diminuir o numero de casos diário) e evitar a sobrecarga dos serviços de saude. Em segundo lugar, para que o SNS tenha a maior capacidade de resposta possível aos doentes de covid-19 é importante reduzir ao mínimo o trabalho desnecessário nos hospitais, como por exemplo quaisquer casos relacionados com acidentes (desnecessários) em actividades (desportivas ou de lazer) de risco. Estarão estas pessoas tão próximas como estariam num autocarro? De encontro a estes pontos achamos que faz toda a lógica utilização da bicicleta, que deve não ser "apenas permitida" nos termos actuais mas que deveria ser sim oficialmente recomendada como parte das medidas (de saúde Publica) de combate ao coronavírus, inserida numa lógica de utilização responsável, excluindo obviamente segmentos específicos de utilização que envolvem riscos acrescidos e cumprindo escrupulosamente as regras de afastamento e não agrupamento. Para além dos benefícios do afastamento em todas as situações, é, de todo conveniente (nós achamos muito importante) para todos aqueles que vão ficar retidos em casa, manter alguma nível de actividade física, já ajuda a que aliviar as questões relacionadas com a ansiedade e stress e potencia o bem-estar e ajuda a melhorar o funcionamento do sistema imunitário. A bicicleta é uma das ferramentas ideais neste ponto. O ponto de vista económico O segundo ponto prioritário para o país é mitigar e reverter os efeitos da crise económica já em curso. Não tenhamos dúvidas aqui; nos próximos meses, ultrapassada a crise de saúde pública, vamos fazer contas ao custo da salvação do nosso país e tomar consciência do desafio brutal que será recuperar a nossa economia, nível de emprego, poder de compra e qualidade de vida que tínhamos até ao início deste ano. É por esta razão que as restrições aplicadas pelo governo no sentido de garantir a nossa sobrevivência optam por minimizar o contacto interpessoal, mas afectando o mínimo possível a actividade económica. Fazendo sentido que esta não é altura certa para deixar de vender tabaco, achamos que é sem dúvida a altura de rapidamente analisar, autorizar e por em prática medidas de encorajamento à utilização da bicicleta. Aproveitando as vantagens imediatas em termos de saúde publica, o reforço da utilização da bicicleta teria o benefício imediato de manter em funcionamento (dentro das normas vigentes) centenas de pequenas empresas da especialidade e toda uma indústria que (contrariamente ao tabaco) só traz benefícios ao nosso país. Mas esta não seria apenas uma medida de apoio na nossa opinião. O Mundo vai mudar. A competição por recursos vai intensificar-se e os países com a maior capacidade de adaptação vão chegar mais rápido ao bem estar proporcionado por uma economia forte e estável. Seguindo esta lógica, achamos que seria muito vantajoso para Portugal aproveitar este desafio, numa altura em que todos fomos forçados a sair do nosso ponto de conforto e estamos naturalmente abertos a novidades e transformá-lo numa oportunidade para introduzir a cultura da utilização da bicicleta, que já potencia as economias os nossos vizinhos do norte da UE. Quantas empresas poderiam nesta altura continuar a laborar se os seus colaboradores se pudessem tele-transportar de casa para o trabalho sem passar pelos transportes públicos (que nesta altura são um risco)? Esta é uma pergunta à qual o nosso governo se deveria colocar. A máquina de tele-transporte existe, chama-se bicicleta. Em Lisboa, no metro e nos autocarros não se validam bilhetes. Fizeram-no para diminuir os pontos de contágio, mas usar um transporte publico parece-nos um contra-senso nesta altura. “Não é a mais forte das espécies que sobrevive, ou a mais inteligente que sobrevive. É a espécie que melhor se adapta à mudança.” – Charles Darwin O que têm feito as instituições em Portugal? Do ponto de vista desportivo, Federação Portuguesa de Ciclismo (UVP-FPC) suspendeu todos os eventos oficiais e segue as indicações do governo sem qualquer tomada de posição institucional por agora. Temos de ter em conta que esta é uma entidade virada quase em exclusivo para a vertente desportiva e que por agora, no que toca ao sector dos atletas de alta competição existem medidas governamentais já anunciadas. Aconselhamos no entanto que sigam o site da Federação pois podem existir actualizações para atletas. Do ponto de vista da utilização genérica da bicicleta (Recreio, lazer, aventura) a FPCUB (Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta) seria a entidade que mais logicamente deveria estar a tomar posição e tornar públicos os pontos que acima enumeramos, mas estranhamente a FCPUB tomou posição aconselhando à não utilização da bicicleta através do seu site. Como reage a Europa? Em Itália, França e Espanha, as autoridades optaram por restringir a utilização da bicicleta com o argumento que qualquer acidente poderia potencialmente retirar recursos em unidades de Saúde. Em Espanha, qualquer acidente com bicicleta neste momento é considerado um ato de negligência e estão previstas multas até 3000€. Por Itália nas zonas em quarentena a bicicleta apenas pode ser utilizada para a recolha de bens alimentares ou medicamentos. Dada a situação verdadeiramente dramática actualmente nestas áreas, apenas podemos concordar neste caso. Em França o uso recreativo da bicicleta está proibido mas pode ser usada para exercitar num raio de 2 km da sua residência. Alemanha, Bélgica e Reino Unido por outro lado vêem vantagens claras na bicicleta como meio de transporte individual, que por natureza proporciona o desejado distanciamento social. Na Alemanha, a bicicleta é tida como uma das soluções de transporte chave nesta crise e o Ministro da saúde Jens Spahn aconselhou os cidadãos a usarem a bicicleta como forma de deslocação, como medida de combate à pandemia. No Reino Unido, a British Cycling (Federação Inglesa) bem como uma série de outras entidades da área do ciclismo e personalidades do ramo da medicina já pressionam o governo não bloquear a utilização da bicicleta. Podem encontrar um excelente artigo Inglês aqui: Nos Países Baixos já fecharam todas as escolas, Cannabis Cafes, bordéis e Sex shops, mas as lojas de bicicletas e utilização das mesmas não sofrem restrições pelas mesmas razões óbvias. Qual a sua opinião como Cidadão? Até há poucas semanas, qualquer português saberia falar acerca das assimetrias entre países da União Europeia. A diferença no nível de utilização da bicicleta é mais uma das diferenças marcantes que muitos dos nossos governantes e políticos saberiam aferir, já que em muitos casos fazem parte do grupo dos cidadãos mais bem informados e que mais viajam (portanto vêm por si) dentro da UE. Mas para colhermos o bem estar que vem do norte da europa, temos também de assimilar esta parte da cultura. Esta é uma boa altura para começar, face à disrupção já iniciada nas nossas vidas. Com o conhecimento das vantagens (contrariamente à utilização do tabaco) que uma crescente utilização da bicicleta pode trazer ao nosso país ao nível da saúde, economia, bem estar, transportes, redução da poluição e outros domínios, é na nossa opinião ilógica a omissão da utilização da bicicleta nas medidas até agora tomadas. Temos consciência que alguns países estão a ver este fator apenas na ótica da redução de acidentes de viação com bicicletas, mas estarão a ter também em conta quantos contágios podiam ser evitados nos transportes em massa? Na nossa ótica, esta é uma luta a longo prazo. Parece-nos que os benefícios são óbvios. Esperamos que fiquem seguros e pedalem de forma responsável, seguindo as normas oficiais (que esperamos mudem para melhor). E claro, deixem-nos a vossa opinião! Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. 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Verás como é stressante para os ciclistas o contra-relógio por equipas, e como passaram por dificuldades pelo facto de ter havido falha na comunicação rádio nessa etapa. O filme de 11 minutos também "nos leva" à reunião no autocarro da equipa antes da etapa com final ao sprint, onde Peeters e os seus ciclistas planeiam o sprint para o colombiano Hodeg no segundo dia. Interessante ver como Bob Jungels motiva a equipa, Alaphilippe é líder mas Jungels é capitão. https://www.youtube.com/watch?time_continue=221&v=L94GSggRvE4&feature=emb_logo Uma pena a temporada estar interrompida, de qualquer forma a Deceuninck Quick-Step informa que sairá novo vídeo em breve, será o próximo na Volta ao Algarve, onde Remco Evenepoel venceu a classificação geral? Aguardamos. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Os conselhos de treino de Alejandro Valverde Com as provas de ciclismo canceladas e pessoas impedidas de sair da casa devido à pandemia do novo Corona vírus (COVID-19), muitos são os que têm que treinar em casa recorrendo aos rolos de treino, vamos ver os conselhos de treino de Alejandro Valverde. Alejandro Valverde, ciclista da equipa Movistar, um dos ciclistas mais mediáticos e carismáticos do ciclismo mundial dá o exemplo, explicando inclusive como será o seu dia de treino em casa. Traduzindo: Pela manhã faz rolo em jejum, num rolo livre sem encaixe para roda;depois ainda de manhã, faz mais um treino de rolo mas com trabalho específico, neste caso Valverde explica que faz algumas séries de força, desta feita num rolo diferente (no seu caso explica que é o Elite Drivo2);pela tarde Alejandro Valverde faz trabalho de "CORE" no ginásio para manter a força;termina dizendo que é importante controlar a alimentação nestes dias, e incentivando todos a que treinem em casa, que todos sairemos mais fortes desta. Ficam os conselhos de um dos melhores do mundo. E vocês como estão a fazer? Treinam de manhã, à tarde, à noite? Não treinam? Têm rolo simples ou rolo electrónico com Zwift? Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI cancela todas as provas até final de Abril Hoje pelas 10:15 da manhã a UCI emitiu um comunicado no qual informa que todas as provas que estavam programadas até ao final de Abril estão temporariamente canceladas. Após reunião de ontem com os representantes dos vários sectores do ciclismo de estrada profissional - AIOCC (organizadores), AIGCP (equipas) e CPA (ciclistas) - a Union Cycliste Internationale (UCI) confirma que os princípios foram acordados por unanimidade dos participantes. "Em primeiro lugar, a UCI indica que, diante da propagação acelerada do vírus, e em consulta com todas as partes interessadas, nenhum evento no Calendário Internacional da UCI será realizado até novo aviso, mas pelo menos até o final de Abril. "diz o comunicado Com vista ao futuro, que ainda parece ser muito incerto por enquanto, mas considerando o recomeço da temporada de ciclismo, o organismo máximo do ciclismo mundial informou que será dada a seguinte prioridade: a eventos no calendário na data do recomeço;no que diz respeito ao calendário masculino, dependendo do espaço disponível e levando em consideração a possibilidade de sobreposição, as três grandes voltas e monumentos do ciclismo. A UCI informa ainda que a temporada de estrada masculina e feminina pode ser prolongada até 1 de Novembro de 2020. Estas decisões serão ainda submetidas ao Comité de Gestão da UCI e ao Conselho de Ciclismo Profissional (PCC) para aprovação. Para disciplinas que não são de estrada, a UCI fará um anúncio detalhado brevemente. " Como órgão governante do ciclismo mundial, a UCI continua a pedir a solidariedade de todos na comunidade de nosso desporto: atletas, equipas, organizadores, parceiros, media, voluntários e o público.refere ainda o comunicado. Com informação nova a sair todos os dias, ninguém ainda sabe o futuro do desporto a curto prazo, que provas vão ser realizadas, em que moldes e quando? Poderá haver duas grandes voltas a acontecer em simultâneo caso o espaço no calendário seja curto para encaixar o Giro? O comunicado refere "dependendo do espaço disponível e levando em consideração a possibilidade de sobreposição ", ou seja essa possibilidade existe. Por enquanto perece que Tour ainda está seguro, Jogos Olímpicos também, Vuelta também, mas tendo em conta os últimos desenvolvimentos não há certezas absolutas. Fonte: UCI Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Programação especial Eurosport - recorda Giro, Tour e Vuelta de 2019 Com o mundo do desporto completamente parado devido à pandemia do novo Corona vírus (COVID-19), os fãs de ciclismo terão programação especial  Eurosport. Especialmente a pensar naqueles que amam este desporto e têm estado em casa em isolamento, sem poder ir para a rua pedalar, a programação especial eurosport propõe a todos que revivam as emoções fortes das três “Grandes Voltas” de 2019: Giro d’Italia, Tour de France e Vuelta a España. Os mesmos resumos do Giro, Tour e Vuelta, voltarão a ser transmitidos esta quinta-feira, 19 de Março, no Eurosport 1, entre as 15:00 e as 17:00. Para domingo, 21 de março, está marcada a retransmissão da clássica Milão – San Remo 2019, no Eurosport 1, a partir das 14:30. Com mais de 2500 horas de cobertura e mais de 200 dias de ciclismo em directo de mais de 110 corridas profissionais, o Eurosport é “A Casa do Ciclismo” na Europa e o destino inevitável para todos os fãs da modalidade. Em 2020 o Eurosport garante novamente cobertura sem rival de algumas das provas mais prestigiadas do calendário onde se incluem as três Grandes Voltas, os cinco Monumentos, mais de 35 corridas do World Tour da Union Cycliste International (UCI), e todos os Campeonatos do Mundo. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon lança NOVA SPECTRAL:ON 2020 Há cerca de dois anos este foi o primeiro modelo de bicicleta eléctrica lançado pela marca alemã, agora a Canyon lança nova Spectral:ON. Para a Canyon esta é a nova verdade: a potência é diversão. Em 2020, a segunda geração da Spectral:ON é ainda melhor do que a anterior, a marca anuncia que é mais leve e mais ágil. Mas em todos os novos modelos de bicicletas eléctricas da Canyon, a novidade mais visível é sem dúvida, a integração completa do sistema de apoio no quadro da bicicleta, e esta Spectral:ON 2020 não é excepção. Como a Spectral:ON original, a nova bicicleta conta com fiável motor Shimano Steps E8000, mas, ao contrário que o modelo prévio a bateria de 504 Wh agora é invisível, incorporada ao tubo inferior. A alteração vai além da estética, a Canyon também baixou o centro de gravidade, isto, combinado com um aumento de 5 mm. no comprimento das escoras, teoricamente melhorando o desempenho tanto em subidas como em descidas. Enquanto pedalas podes carregar dispositivos como câmaras, telemóveis, GPS, graças à entrada USB junto ao botão ON/OFF. Além de tudo isto, o triângulo frontal de carbono faz com que a segunda geração de Spectral:ON pese menos 1 kg. do que a sua predecessora enquanto mantém o mesmo nível de rigidez. Por último e não menos importante, a cinemática da suspensão também foi repensada para fazê-la mais linear, para que a maioria dos pilotos possa obter o melhor do amortecedor. Com a nova configuração, o curso de 150 mm. aproveita-se mais do que no modelo anterior. A Spectral:ON é uma bicicleta para trail, muito mais agressiva do que a recentemente lançada Neuron:ON ( que podes ver neste nosso artigo). A Spectral:ON estará disponível em quatro tamanhos, de S a XL, e cobrirá muitas alturas diferentes, de 166 a 192 cm. Existirão quatro modelos: Spectral:ON CF 7.0 e CF WMN 7.0 (4,599 €)Spectral:ON CF 8.0 (5,599 €) Spectral:ON CF 9.0 (6,999 €) Spectral:ON CF 7.0 Todos os modelos estão equipados com espigão telescópico, selim desenhado pela Canyon especialmente para bicicletas elétricas: SD:ON, pratos de 34 dentes CN:ON, travões de quatro pistões com discos de 203 mm., botão on/off integrado no tubo superior e portas USB-C. A porta-estandarte da gama, a Spectral:ON CF 9.0, vem com um novo cockpit de carbono que fornece maior rigidez e conforto, bem como cabos internos para uma estética mais limpa. Spectral:ON CF 9.0 Todos os modelos estarão a partir de hoje terça-feira, 17 de Março, exclusivamente em canyon.com/pt-pt/. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Roupa Shimano - colecção primavera/verão 2020 Após a sua apresentação no Eurobike 2019, a colecção de roupa Shimano primavera/verão chegou às lojas em toda a Europa. As novas linhas de roupa Shimano oferecem três estilos diferentes – a linha de corrida S-PHYRE de ultra performance, a linha EVOLVE de Estrada e Gravel para todo o dia, ou a linha específica para senhoras SUMIRE. S-PHYRE: Paixão e tecnologia A última geração de vestuário e acessórios S-PHYRE combina paixão e tecnologia através da habilidade italiana, com a experiência japonesa no ciclismo. A novidade é o novo material para a sua combinação de jersey e calções com alças de nível elite, que de acordo com a marca tem melhor resistência ao atrito, resultando no vestuário mais aerodinâmico da Shimano. O material escolhido para os jerseys é o "TAIANA DRAG-ZERO", com uma superfície ondulada na frente, mangas e ombros superiores, para ajudar a minimizar o atrito da forma. Para os calções com alças, é o tecido "KINETECH", que cria uns calções mais leves que com o tecido de malha, com melhor deslizamento de água e hidrorrepelência melhorada, graças à superfície têxtil compacta e lisa. Outras características como bandas de silicone ajustáveis, gola de corrida, mangas mais compridas, aberturas de bolso elásticas e carneira de 4 camadas de secagem rápida, são adições à natureza premium de uma linha de vestuário de nível elite para os ciclistas mais exigentes. EVOLVE e SUMIRE: alta performance e alto conforto A linha EVOLVE da Shimano foi projectada como uma linha para alta performance e alto conforto, especialmente em passeios longos de estrada ou gravel. Surge com quatro novas cores, segundo a marca oferece excelente respirabilidade, espaço do armazenamento acessível e elementos de reflectores de 360 graus, combinam-se para criar um jersey elegante e atraente que pode ser combinado com sapatos e acessórios da mesma cor em toda a gama Shimano. A linha SUMIRE da Shimano também apresenta quatro novos designs de cores para 2020, com um corte projectado especificamente para senhora. A forma anatómica do jersey concentra-se nos painéis de ombro/peito e laterais para oferecer um ajuste mais confortável do que os jerseys unissexo. Os tecidos são leves e macios ao toque, com pinças nas aberturas da manga e do corpo do jersey, fechos zíper completamente cobertos, elementos reflectores e uma construção técnica de 3 bolsos. Para mais informações sobre as novas linhas de vestuário consulta o site da Shimano Portugal. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cape Epic Cancelado Ao contrário do que a organização avançou ainda esta semana ( e nós também ), como pode ver ver neste nosso artigo, temos hoje a notícia de que Cape Epic cancelado. Através de novo comunicado a organização informa que o Cape Epic é cancelado, utilizando ainda um vídeo onde o seu fundador, Kevin Vermaak, explica a decisão. ‘Eu dei esse passo com o coração pesado, mas a saúde e a segurança de todos os envolvidos no evento devem ser fundamentais. "Às 18h de hoje, recebemos o conselho formal do governo". Disse Kevin Vermaak Entre outras, coisas o comunicado da organização refere o seguinte: " Preocupados com a saúde e a segurança de nossos ciclistas e outras partes interessadas, seguindo recomendações recentes recebidas do governo, não temos outra opção a não ser cancelar o Absa Cape Epic em 2020 devido à pandemia do COVID-19 (Coronavírus).A Mediclinic, parceira médica do evento desde o início e que presta serviços a muitos eventos em "Western Cape", apoia a decisão. A decisão também conta com o apoio total da maioria de nossos patrocinadores, incluindo nosso principal patrocinador, a Absa..."Diz o comunicado da organização Recorde-se que o evento iniciaria este próximo domingo, dia 15 de Março e terminaria dia 22 do mesmo mês. Antes desta decisão da organização, viu-se através das redes sociais que algumas das mais importantes equipas como a Specialized e Scott, decidiam não participar na corrida. Kulhavy comunicava a decisão no Instagram Esta decisão, além do perigo de contágio e questões sanitárias, deve-se à logística de regresso das equipas após a prova, visto que a cada dia que passa a circulação de pessoas pelo mundo está mais restrita. Está-se a assistir a um cenário parecido na prova de ciclismo de estrada "Paris-Nice", que se está a realizar, mas são as equipas que decidem abandonar a corrida, alegando as questões logísticas de regresso dos seus atletas e staff aos sues países. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris Nice 2020 - Resumo e classificações etapa 6 Tiesj Benoot venceu a sexta etapa do Paris-Nice 2020, entre Sorgues para Apt, conseguindo assim a sua primeira vitória pela Sunweb. O belga atacou nos últimos quilómetros fazendo a ligação com o seu colega de equipa na frente, deixando para trás Nibali que por alguns momentos foi com Benoot. Schachmann caiu mas conseguiu manter a liderança da geral, numa corrida que cancelou a ultima etapa (Domingo) e assim finaliza amanhã. A saber com quantas equipas irá finalizar a corrida, visto que já hoje a Bahrain-McLaren não partiu para a etapa tendo-se retirado da corrida mais cedo, assim como muitos ciclistas da Israel Start-Up Nation. Há até rumores de que a etapa de montanha deste sábado possa ser cancelada. Nesse caso, já teríamos Schachmann como vencedor. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=kw-sablApxM TOP 10 da etapa Pos.Nome (Pais) EquipaTempo1Tiesj Benoot (Bel) Team Sunweb3:57:022Michael Matthews (Aus) Team Sunweb0:00:223Sergio Andres Higuita Garcia (Col) EF Pro Cycling4Bob Jungels (Lux) Deceuninck-Quickstep5Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep6Vincenzo Nibali (Ita) Trek-Segafredo7Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ8Guillaume Martin (Fra) Cofidis9Rudy Molard (Fra) Groupama-FDJ10Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic TOP 10 classificação geral após a etapa 6 Pos. Nome (Pais) Equipa Tempo1Maximilian Schachmann (Ger) Bora-Hansgrohe22:46:242Tiesj Benoot (Bel) Team Sunweb0:00:363Sergio Andres Higuita Garcia (Col) EF Pro Cycling0:01:014Felix Grossschartner (Aut) Bora-Hansgrohe5Michael Matthews (Aus) Team Sunweb0:01:106Vincenzo Nibali (Ita) Trek-Segafredo0:01:187Rudy Molard (Fra) Groupama-FDJ0:01:298Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:01:309Tanel Kangert (Est) EF Pro Cycling0:01:5210Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep0:02:04 Classificações completas aqui. ### Giro de Itália adiado A organização do Giro de Itália, que é a RCS Sport (a mesma da Strade Bianche e de outras provas) emitiu há poucos momentos um comunicado onde informa que o temos o Giro de Itália adiado. Diz o comunicado da organização: Em resposta à disseminação do coronavírus, o governo húngaro declarou estado de emergência. Isso proíbe a organização de eventos em massa e torna impossível a organização de eventos internacionais.Como consequência, o Comité Organizador das etapas húngaras do Giro d'Italia declarou que o início do Giro não poderia ser realizado na Hungria no horário originalmente programado. Todas as partes concordaram que estão determinadas a trabalhar juntas para permitir que o Giro d'Italia parta da Hungria posteriormente.A RCS Sport, tendo tomado nota da situação internacional e nacional, anuncia que a data do Giro d'Italia de 2020 é adiada.A nova data será anunciada antes de 3 de Abril, quando as disposições da DPM O Decreto do Presidente do Conselho de Ministros da República Italiana, de 4 de Março de 2020, terminará e somente após consulta aos representantes competentes do governo italiano, local e territorial, autoridades e instituições desportivas italianas e internacionais.Fim de comunicado Comunicado oficial aqui. Recorde-se que a corrida italiana tinha início no dia 09/05/2020 (daqui por 56 dias), na Hungria, e terminava no dia 31/05/2020. Para já o Giro de Itália adiado e não será fácil voltar a calendarizar uma prova de 3 semanas, tendo em conta que estamos em ano olímpico, mais Volta à França e Volta à Espanha no calendário, e a ver vamos se estes eventos serão realizados nas datas planeadas. ### Paris-Nice - Resumo e classificações etapa 5 O italiano Niccolò Bonifazio (Total Direct Energie) venceu ao 'sprint' a quinta etapa do Paris-Nice, em que o alemão Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe) conservou a liderança da geral individual. O pelotão concluiu os 227 quilómetros entre Gannat e La Côte-Saint-André em 5:18.02 horas, com os principais nomes a cortarem a meta com o mesmo tempo, pelo que os primeiros lugares se mantêm inalterados. Na geral do Paris-Nice, Schachmann continua com 58 segundos de vantagem sobre o dinamarquês Soren Kragh Andersen (Sunweb), com o austríaco Felix Grossscharner (Bora-hansgrohe) em terceiro, a 1.01 minutos. Amanhã começa "outra corrida", correm-se 161,5 quilómetros entre Sorgues e Apt, uma etapa com quatro contagens de montanha de segunda categoria e duas de terceira onde se espera que os candidatos à geral comecem a mexer na corrida. Classificações aqui. Vídeo resumo da etapa 5 https://www.youtube.com/watch?v=LY2VDJ5DuRc Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Federação suspende provas de ciclismo até 3 de Abril Sem alarmismo e com responsabilidade, é assim que inicia o comunicado oficial da Federação Portuguesa de Ciclismo, no qual anuncia que por razões de segurança suspende toda a actividade desportiva desde hoje até dia 3 de Abril. Comunicado da Federação Portuguesa de Ciclismo: " Tendo em conta o desenvolvimento do fenómeno global COVID-19, ao longo das últimas semanas, sem alarmismo e com responsabilidade, o departamento clínico da Federação Portuguesa de Ciclismo tem estado em contacto com a Direção-Geral de Saúde e com as Autoridades Locais de Saúde das áreas para onde estão calendarizados eventos de ciclismo, sempre em estreita ligação com as autoridades desportivas nacionais.Neste momento difícil, a Federação Portuguesa de Ciclismo afirma o seu compromisso e responsabilidade social. Cabe a todos os cidadãos e, por maioria de razão, a todas as instituições a aplicação de medidas que contribuam para conter a disseminação do COVID-19.Foi com este espírito que conduzimos os processos relativos às competições organizadas diretamente pela Federação Portuguesa de Ciclismo e que acompanhámos as decisões tomadas por organizadores e promotores de outros eventos oficiais de ciclismo.Face aos desenvolvimentos das últimas horas e às recomendações recebidas das entidades com responsabilidades sanitárias no país, a Federação Portuguesa de Ciclismo decidiu suspender toda a atividade desportiva desde hoje até ao dia 3 de abril.Na última semana de março, a Federação Portuguesa de Ciclismo, tendo em conta a evolução que o COVID-19 tenha no país, irá reunir-se com as Associações Regionais de Ciclismo e com os diferentes organizadores e demais entidades afetadas pela suspensão da atividade desportiva, no sentido de recalendarizar os eventos que seja possível reagendar, procurando manter, tanto quanto possível, a coerência desportiva dos calendários velocipédicos de 2020."Fim de comunicado. Comunicado oficial aqui. Assim, se estavas inscrito em algum evento dentro desta janela de tempo que envolvesse meios da Federação, sabe que este não se realizará. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Cape Epic 2020 será realizado - Informa organização A organização da prova de bicicleta de montanha por etapas emitiu um comunicado oficial, esclarecendo que o Cape Epic 2020 será realizado na data planeada. Tendo em conta que falta menos de uma semana para o início do Cape Epic 2020, bem como o conjunto de eventos desportivos que estão a ser adiados e cancelados em todo o mundo, a organização esclarece que a prova avança, mas com algumas medidas especiais. Essas medidas de segurança promovem a prática diária de medidas de protecção de higiene recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para impedir a propagação de germes. Essas ações incluem, mas não se limitam ao seguinte: Educação de todos os funcionários e voluntários sobre métodos de distribuição de pontos de água e serviços de catering na "vila" da corrida, como porções servidas individualmente, uso de utensílios e deixar alimentos na embalagem, quando apropriado (por exemplo, barras de energéticas).Comunicação activa com participantes, voluntários e equipe do evento, criando consciencialização e educação sobre o COVID-19, inclusive sinalização no local.Fornecimento e uso adicionais de produtos de higiene nos pontos de água e na aldeia Cape Epic, como desinfectante para as mãos, luvas descartáveis ​​e aumento dos procedimentos de limpeza e descarte de lixo.Promover o distanciamento social em todas as áreas da vila Cape Epic, incluindo apresentações no pódio e interacções com apoiantes.A desinfecção e limpeza rotineiras de superfícies frequentemente tocadas nos locais das corridas, como estações de trabalho, áreas de distribuição de produtos, mesas e dispositivos electrónicos. O comunicado informa ainda que nesta fase, o Departamento Nacional de Saúde da África do Sul não propõe alterações nos eventos públicos e, portanto, a corrida será realizada conforme planeado e na data planeada. A organização relembra ainda que todas as políticas de transferência, adiamento e reembolso permanecem em vigor. Pode-se ler no comunicado oficial do Cape Epic, "Ao nos aproximarmos do dia da corrida, queríamos reiterar que a saúde e o bem-estar dos ciclistas, equipa, voluntários, parceiros, comunidades anfitriãs e funcionários é a nossa principal preocupação. Como em todas as edições do Absa Cape Epic, a equipa tem trabalhado arduamente no desenvolvimento e aprimoramento de seus planos operacionais com autoridades e agências locais ao longo do ano passado, incluindo medidas e protocolos de segurança relevantes que foram intensificados nas últimas semanas.Embora a Absa Cape Epic implemente um plano abrangente de segurança para o evento todos os anos, desenvolvemos ainda mais essas medidas com base nas recomendações e directrizes do Grupo de Reuniões em Massa Interdepartamentais da Organização Mundial da Saúde (OMS), Departamento de Saúde da África do Sul (DOH ) através do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD) e dos Serviços Médicos de Emergência em Western Cape, bem como nosso parceiro médico de eventos Mediclinic e nosso fornecedor de serviços de segurança Eyethu Events. Isso inclui a implementação de medidas adicionais de precaução e segurança de eventos no local, bem como educação e directrizes para a equipa do evento e voluntários nos locais das corridas. "Informa ocomunicado Comunicado oficial AQUI. De qualquer forma, e como aconteceu por exemplo com a Strade Bianche há menos de uma semana atrás, até à data de início tudo pode alterar pelo que este artigo fica em actualização. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Taça do Mundo de Downhill na Lousã ADIADA A prova da Taça do Mundo de Downhill na Lousã foi adiada em virtude das medidas tomadas pela autarquia, no sentido de combater a propagação do vírus COVID-19. Hoje, sensivelmente pelas 17:00 horas a Câmara Municipal da Lousã partilhou na rede social Facebook o despacho do Presidente da Câmara, relativo às medidas que estão a ser tomadas em relação ao Coronavírus (COVID-19), medidas essas que incluem o adiamento de vários eventos, entre os quais a prova da Taça do Mundo de Downhill. Publicidade - click aqui para saber mais A Câmara Municipal da Lousã escreveu na sua página de Facebook: " Na sequência dos últimos desenvolvimentos relativos à COVID-19 e das medidas decretadas pela Direcção Geral de Saúde, o Município da Lousã, após reunião da Comissão Municipal de Protecção Civil e dando cumprimento ao seu Plano de Contingência, decidiu colocar em prática medidas adicionais para melhor prevenir a transmissão do vírus na comunidade, nomeadamente:Piscinas Municipais: suspensão de todas as actividades lectivas desenvolvidas pelo Agrupamento de Escolas da Lousã, das aulas da Escola Municipal de Natação e do Projeto “Lousã a Mexer Mais”;Suspensão de todas as iniciativas organizadas pela Autarquia durante o mês de Março e início do mês de abril, nomeadamente:» 15 de Março – Acção de Voluntariado Ambiental – Mata do Sobral;» 16 de Março – Entrega de compostores;» 16 a 20 de Março – Semana da Floresta;» 21 de Março – Caminhada do Dia da Floresta;» 30 de Março a 9 de Abril – “Férias Activas Páscoa 2020”;Foi ainda decidido recomendar às entidades organizadoras o adiamento dos seguintes eventos:» 13 de Março – Actuação de Luís Caracol – MOMO-Museu do Circo;» 14 de Março – Festival das Sopas – Cooperativa Pedrinhas;» 15 – II Passeio TT – Comissão de Festas de Nossa Senhora do Desterro – Espinheiro;» 19 a 22 de Março – Taça do Mundo de Downhill – Montanha Clube...... Apelamos para que todos os Munícipes adotem um comportamento sereno e responsável e sigam rigorosamente todas as recomendações da Direção-Geral da Saúde. Estas medidas são temporárias, mutáveis e durarão até que haja orientações em sentido contrário, podendo eventualmente ser necessário reforçar as mesmas em função da evolução da situação.Lousã, 10 de Março de 2020 "O Presidente da Câmara Municipal,Luís Miguel Correia Antunes Portugal figura finalmente no calendário da Taça do Mundo de Downhill, sendo a primeira prova da época 2020 entre os dias 19 a 22 de Março, evento que traz ao nosso país os melhores pilotos do mundo da especialidade, mas que por enquanto fica adiado. São cada vez mais os eventos desportivos em todo o mundo a ser cancelados e adiados, não se sabendo ainda até quando as medidas que cada país está a tomar vão afectar a realização de eventos variados. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Ivan Cortina vence etapa 3 do Paris Nice Ivan Cortina vence etapa 3 do Paris Nice, e passo a passo vai-se afirmando na Bahrain McLaren assim como no pelotão World Tour. O asturiano está a fazer um Paris Nice de altíssimo nível, quer ao nível do apoio à sua equipa, como individualmente, o que o está a tornar cada vez mais um ciclista importante nesta Bahrain-McLaren. Publicidade - click aqui para saber mais Num dia nervoso, com muitas quedas e clima difícil o ciclista de 24 anos chegou bem colocado no final e, quando parecia que estrelas do sprint como Peter Sagan ou Caleb Ewan estavam em melhor posição, o espanhol arrancou com uma confiança e uma potência final incrível que lhe permitiu vencer e levantar os braços sobre a linha de chegada. Vídeo do último quilómetro https://www.youtube.com/watch?v=0Lt59g3pfgQ TOP 10 da Etapa 1Ivan Garcia Cortina (Spa) Bahrain McLaren5:49:552Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe3Andrea Pasqualon (Ita) Circus-Wanty Gobert4Cees Bol (Ned) Team Sunweb5Nacer Bouhanni (Fra) Team Arkea-Samsic6Rudy Barbier (Fra) Israel Start-Up Nation7Anthony Turgis (Fra) Total Direct Energie8Giacomo Nizzolo (Ita) NTT Pro Cycling9Mads Schmidt Würtz (Den) Israel Start-Up Nation10Oliver Naesen (Bel) AG2R la Mondiale TOP 10 da classificação final após a etapa 3 1Maximilian Schachmann (Ger) Bora-Hansgrohe13:12:012Giacomo Nizzolo (Ita) NTT Pro Cycling0:00:133Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo0:00:244Mads Schmidt Würtz (Den) Israel Start-Up Nation0:00:255Sergio Andres Higuita Garcia (Col) EF Pro Cycling0:00:266Nils Politt (Ger) Israel Start-Up Nation0:00:287Krists Neilands (Lat) Israel Start-Up Nation8Felix Grossschartner (Aut) Bora-Hansgrohe0:00:319Vincenzo Nibali (Ita) Trek-Segafredo10Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe0:00:36 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Canyon Lança nova Neuron:On 2020 A Canyon lança a nova Neuron:On 2020 com bateria e motor totalmente integrados. Canyon Neuron:On 2020 A e-bike Neuron:ON é uma bicicleta de trail suspensão total, confortável para trepar grandes subidas, como para descer trilhos com os seus 130 mm. de curso. Para 2020, a Canyon fez a Neuron:ON melhor, ao integrar o sistema de assistência em toda a gama. Segundo a Canyon, o objectivo principal quando desenvolveram a nova Neuron:ON foi melhorar o manuseamento da bicicleta e fazê-la mais competente. Publicidade - click aqui para saber mais Mas sem dúvida, a modificação que mais chama a atenção é a integração total do sistema de assistência e da bateria no quadro da bicicleta, mas estas alterações vão além da simples estética, a Canyon também baixou o centro de gravidade da bicicleta e melhorou a rigidez do acabamento. Todos os modelos Neuron:ON estão apoiados pelo motor E8000 da Shimano, fornecendo aos ciclistas a possibilidade de explorar trilhos com os que só sonharam. Como novidade para 2020, agora temos um botão on/off e um porto USB colocado no tubo superior. Como a geração anterior da Neuron:ON, as novas bicicletas estarão disponíveis com dois tamanhos diferentes de rodas segundo o tamanho do quadro (uma opção que até se devia alargar a outros modelos na nossa opinião). Para garantir a melhor maneabilidade a cada ciclista, os XS e S levam 27.5” (650B) enquanto os M, L e XL usam 29”. Isto significa que a bicicleta encaixa com ciclistas desde que medem desde 153 cm (5’0”) até mais de 192 cm (6’3”). Há quatro modelos na gama: Neuron:ON 9.0 de 4,499 €Neuron:ON 8.0 de 3,999 €Neuron:ON 7.0 e WMN 7.0 de 3,599 €)*. Destaca-se 9.0 equipada com forqueta RockShox Pike Ultimate, amortecedor RockShox Deluxe Select, mudanças e travões Shimano XT e espigão telescópico Iridium. Todos os modelos incluem uma ampla gama de componentes desenvolvidos pela Canyon como: o selim especial para e-BTT SD:ON, uma nova combinação de guiador e avanço com cabos internos, e o prato de 34 dentes da Canyon:ON. As Neuron:ON de 2020 estarão disponíveis a partir de hoje 10 de Março 2020, exclusivamente em canyon.com. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Arrancou a Taça de Portugal de XCO 2020 Em altura de recta final de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a primeira prova da Taça de Portugal de XCO, de classe 1 UCI, atraiu vários corredores de nível internacional, entre os quais medalhados em Jogos Olímpicos, em Mundiais e Europeus. Fotografia: Tiago Ferreira Elites masculinos O catalão Jofre Cullell (Megamo Factory Team) e a suíça Alessandra Keller (Thömus Rn Swiss Team) venceram a prova disputada em Vila Franca do Lima, Viana do Castelo. Com um nível competitivo muito elevado, os corredores forasteiros confirmaram o favoritismo, numa competição em que o terreno foi fortemente endurecido pela lama. A corrida de elite masculina teve um pódio totalmente espanhol. O sub-23 Jofre Cullell foi o mais forte, relegando os veteranos para as posições imediatas, o conhecido Sergio Mantecón (Kross Racing Team) que só foi batido ao sprint, e em terceiro, a 1m04s, Ismael Esteban (Aldro Racing Team). Fotografia: Eduardo Campos Mário Costa (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) foi o melhor português, na sexta posição. Publicidade - click aqui para saber mais Elite Femininos A prova de elite feminina ofereceu uma espectacular batalha entre a vice-campeã olímpica, a polaca Maja Woszczowska (Kross Racing Team), e a suíça Alessandra Keller (Thömus Rn Swiss Team). Fotografia: Eduardo Campos As duas discutiram o triunfo até ao risco de meta, acabando por ser a helvética a impor-se. A terceira foi a espanhola Rocio García (BH Templo Cafés UCC), a 2m20s das duas primeiras. Raquel Queirós (Guilhabreu BTT), maior esperança para a presença do BTT português nos Jogos Olímpicos deste ano, foi a quarta classificada e melhor sub-23. Restantes categorias Os vencedores das provas de juniores tiveram desempenhos concludentes, sobretudo Ana Santos (Patocycles/Eyres by Shamir), que deu continuidade a um início de época muito forte, com sucessos em Espanha. Em Vila Franca do Lima impôs-se com autoridade. A segunda classificada foi Rafaela Ramalho (Irmãos Moreiras/ACDREBORBTT), a 9m03s, enquanto Csenge Bokros (Limitless Team/XCO Nagykanizsa) fechou o pódio, a 10m36s. No setor masculino, João Cruz (AXPO/FirstBIke Team/Vila do Conde) foi o mais forte, com 57 segundos de vantagem sobre Diogo Neves (BTT Loulé/Elevis) e com 1m14s à melhor sobre Clément Cousin (Team VTT St Lo), que conseguiram os restantes lugares de honra. Em cadetes triunfaram Daniel Lima (BTT Loulé/Elevis) e de Mariana Líbano (Maiatos). Nas categorias de veteranos, destacaram-se os masters 30 André Filipe (CPR A-do-Barbas/AKIplast/PVS) e Nádia Mendes (Clube BTT Águeda/FUNDIVEN), os masters 40 Marco Macedo (Saertex Portugal/Edaetech) e Raquel Marques (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), o master 50 António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e o master 60 Luís Tomé (Korpo Activo/Penacova). Paulo Teixeira (Rodabike/ACRG/Gondomar) foi o único paraciclista em prova nesta domingo. Classificações completas AQUI. A segunda prova da Taça de Portugal de XCO, também uma corrida C1 UCI, vai realizar-se no dia 29 de março, em Marrazes, Leiria. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Tiago Ferreira e Eduardo Campos Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### A SwiftCarbon Ultravox SSL de Amaro Antunes A SwiftCarbon é a marca de bicicletas que apoia a equipa W52-Fc Porto, e nós tivemos a oportunidade de ter nas mãos a Swift Carbon Ultravox que Amaro Antunes irá utilizar durante a temporada 2020. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=bOIeBTCAov8&feature=youtu.be Há dois aspectos que gostaríamos de realçar em relação à Swiftcarbon, o primeiro é que neste modelo Ultravox só existe uma versão de quadro disponível ou seja, independentemente da montagem que escolhas o teu quadro é sempre igual ao quadro utilizado pela equipa da W52-Fc Porto. SwiftCarbon Ultravox SSL Dura-Ace Di2 de Amaro Antunes A segundo é que a Swiftcarbon Portugal, desde que apoia a equipa da W52 Fc-Porto sempre personalizou a pintura dos quadros para a equipa, algo que fica bem tanto à marca como à equipa, e que por vezes falha noutras marcas que apoiam equipas portuguesas. Transmissão Shimano Dura-Ace Di2 - Cassete 11-30 e pratos 53-39 São pequenos pormenores, mas quando falamos de ciclismo profissional tudo conta e nesse aspecto a Swiftcarbon Portugal está de parabéns. A bicicleta de Amaro Antunes tem uma montagem quase idêntica ao modelo Ultravox SSL Dura-Ace Di2, com algumas excepções que se devem aos apoios da equipa portuguesa. A transmissão e travagem está a cargo da Shimano, tal como o nome do modelo indica é Dura-Ace Di2. No que respeita a travagem Amaro Antunes opta pelo travão tradicional de calço ou pinça. Amaro Antunes opta pelo travão tradicional de calço, Shimano Dura-Ace. Tal como na montagem original da bicicleta à venda ao público, as bicicletas da W52-Fc Porto estão equipadas com alguns periféricos Easton, como o espigão de selim, guiador e avanço. Dorsal 241 da Volta ao Algarve. Para descer e curvar com confiança a opção de pneus recai nos Michelin POWER competition de 25mm., montados nas rodas Blackjack C35 tubulares em carbono. Rodas Blackjack e quadro personalizado com nome da equipa e apoios. Para que os bidons se mantenham no sítio a W52-Fc Porto utiliza grades de bidom da marca portuguesa Polisport. As grades de bidom da marca portuguesa Polisport A Ultravox SSL é uma bicicleta de montagem bastante simples, o dispositivo Di2 está instalado por debaixo do avanço, algo que nos modelos mais recentes já vem integrado no interior do guiador ou no próprio quadro. Além do espigão de selim, avanço e guiador são da marca Easton. Para passar longas horas com o melhor conforto possível, a Ultravox de Amaro Antunes tem fitas de guiador PRO bike gear. Surpreendentemente o guiador não é em carbono, ao contrário do modelo à venda ao público. Fitas de Guiador PRO bike gear. Para suporte de GPS a equipa provavelmente não tem nenhum "sponsor", ficando o ciclista livre de utilizar um à sua escolha. No caso do Amaro Antunes é da marca Giant, que era um dos apoios da sua equipa anterior, a CCC. Suporte de GPS Giant. Além do modelo Ultravox, a W52 Fc Porto utiliza ainda os modelos Racevox e Hipervox da marca Sul Africana. Fica atento ao nosso canal Youtube e site, pois brevemente publicaremos vídeo com o mecânico da equipa W52- Fc Porto, onde abordamos alguns pormenores interessantes. Texto: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Actualização Coronavírus no ciclismo - próximas corridas À medida que os dias vão avançando, assim como o aumento de casos de coronavírus em Itália, também o cenário sobre a realização de eventos desportivos se vai alterando, pelo que tem que haver uma constante actualização do assunto do coronavírus no ciclismo. Conforme avançámos no início desta semana aqui, os organizadores de corridas como a Strade Bianche (RCS Sport) mantém a realização da corrida de pé (pelo menos até ao momento em que escrevemos), não obstante algumas medidas do governo italiano em relação a outros eventos desportivos como o futebol. A RCS Sport mantém a intenção de realizar a prova mas depara-se agora com um problema diferente, são as equipas que estão a decidir não participar na corrida. Para já, as últimas confirmações são da Ineos e da Astana que decidiram não participar na corrida, duas das maiores equipas World Tour. A Ineos comunicou através das redes sociais que, pelo sucedido com o director desportivo Nicolas Portal (faleceu na terça-feira, vítima de ataque cardíaco), e pelo quadro actual da situação do Coronavírus só regressa à competição na Volta à Catalunha dia 23 de deste mês. A decisão da Astana tem a ver simplesmente com a situação actual do Coronavírus no ciclismo, mas já antes destas a Mitchelton-Scott havia retirado as suas equipas masculinas e femininas de todas as corridas até 22 de Março devido às preocupações com a expansão do Covid-19. Publicidade - click aqui para saber mais Jumbo-Visma e Groupama-FDJ desistiram da Strade Bianche e GP Larciano este fim de semana emItália, a EF-Education First não estrá presente na Strade Bianche, Tirreno-Adriatico e Milan-San Remo. Em relação a outras equipas como a CCC, Sunweb, Israel Start-Up Nation, Cofidis, Lotto Soudal, Movistar, Alpecin-Fenix, Rally Cycling e Total Direct Énergie, através dos seus médicos escreveram à UCI para que os organizadores das corridas ASO e RCS cancelem o Paris-Nice e Tirreno-Adriatico. O governo italiano anunciou que todos os eventos desportivos e públicos foram suspensos até o dia 3 de Abril. Os jogos de futebol acontecem a portas fechadas. A UCI A posição da UCI (conforme podes ver aqui) para já é de que nenhuma corrida é cancelada, impondo algumas medidas para reduzir o risco de infecção entre ciclistas, equipas e público. As medidas impostas incluem: Aumento da distância entre público e ciclistas nos eventos; Respeitar o “protocolo médico rigoroso, variável de acordo com o país;” Limitar o número de equipas que ficam nos hoteis; Respeitar certas medidas de higiene, "por exemplo, evitar o uso da mesma caneta pelos ciclistas que fazem registo no início da corrida". Aguarda-se até amanhã que a RCS Sport tome uma posição no que respeita a realização da Strade Bianche deste fim de semana, é que sem equipas não há corrida, e já não têm muitas. Em actualização: Actualização de 05/03/2020: O organizador da Strade Bianche acaba de confirmar o cancelamento da corrida que ira ocorrer este próximo fim de semana, informando que nova data será depois comunicada. https://twitter.com/rcssport/status/1235545317442867203 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Pathlite ON - a nova bicicleta eléctrica da Canyon Não só de modelos de competição vivem as marcas, pelo mundo fora existem cada vez mais utilizadores da bicicleta como meio de transporte, atenta a isso a Canyon lança a Pathlite ON, uma bicicleta eléctrica de trekking. Durante os últimos anos a marca alemã de venda directa tem aumentado a sua ampla gama de bicicletas, a maioria delas nas gamas do lazer, fitness e ciclismo urbano. Modelos como as bicicletas híbridas Roadlite e Pathlite e a bicicleta urbana Commuter são exemplos de como a marca aposta em modelos direccionados à mobilidade pessoal. Mais recentemente, a Roadlite ON levou o assunto a outro nível sendo a primeira bicicleta híbrida eléctrica da Canyon. Agora, com o lançamento da bicicleta eléctrica de trekking Pathlite ON, a Canyon tem uma bicicleta eléctrica de trekking desenhada para aventuras sem limite. Feita ao redor de um quadro de alumínio robusto com motor e bateria integrados, a bicicleta também tem toda uma gama de pormenores de design e equipamento que permite aos ciclistas obter o melhor das suas saídas. Com luzes Supernova que oferecem modos de luz alta e baixa, um suporte para alforges traseiro elegante e minimalista, forqueta com suspensão e travões de disco, a Pathlite ON permite utilizações variadas, desde as pedaladas diárias para o escritório, uma saída com crianças, microaventuras de fim de semana ou deslocamentos urbanos do dia a dia. A chave para a sua versatilidade é o motor Bosch Performance Line CX, um potente sistema de accionamento nunca colocado numa bicicleta da Canyon. A capacidade da bateria é excelente: todos os modelos de Pathlite ON vêm com uma bateria de 500 Wh Powertube, perfeitamente integrada no tubo inferior, e alguns dos modelos levam, além disso, uma segunda bateria de 500 Wh montada dentro do quadro. A bateria fica perfeitamente colocada no centro gravitacional da bicicleta e com um peso de só 2.9 kg, o motor oferece um incrível desempenho: 75 Nm de torque máximo e um alcance máximo de 150 km**. Existirão à venda cinco modelos da Pathlite ON com preços que variam entre os 2.499,00€ e os 4.999,00€ (valores da Zona Euro), com cinco tamanhos disponíveis: XS-XL. Descobre mais pormenores em canyon.com Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Faleceu Nicolas Portal Nicolas Portal faleceu esta terça-feira, vítima de paragem cardíaca em sua casa, confirmou em comunicado nas várias redes sociais a Team Ineos. "É com a maior tristeza que anunciamos a morte do nosso amado colega de equipa e amigo Nico Portal, que morreu repentinamente esta tarde em sua casa em Andorra", dizia o comunicado. Como ciclista, Portal obteve apenas um triunfo enquanto profissional (etapa no Critérium Dauphiné em 2004), tendo trocado a bicicleta pelo carro de apoio em 2011 na Sky. Pelo contrário, viria a destacar-se na direcção desportiva da mais poderosa equipa do mundo de grandes voltas na ultima década, que entretanto passou a chamar-se Ineos. Portal fez parte da Team Sky durante a vitória de Bradley Wiggins em 2012 no Tour de França e depois ajudou a equipa durante as vitórias de Chris Froome (2013 e 2015-2017), Geraint Thomas (2018) e depois como Team Ineos quando Egan Bernal venceu no ano passado. Nicolas Portal tinha 40 anos de idade. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Transmissões de ciclismo no Eurosport do mês de Março Marca no teu calendário os dias em que tens que te apoderar do sofá, comando e TV para assistires às transmissões de ciclismo no Eurosport do mês de Março. Comunicado de imprensa Eurosport: Strade Bianche  7 de março – Itália A “Strade Bianche” é uma clássica italiana de 184 quilómetros na qual os ciclistas terão de superar vários setores de “sterrato” ou terra batida. A meta fica situada na imponente Piazza del Campo, em Siena, onde se realiza o famoso “Palio” da cidade. O francês Julian Alaphilippe (Deceuninck – Quick Step) foi o vencedor de 2019. Publicidade - click aqui para saber mais Paris – Nice  8 a 15 de março – França A Paris-Nice, ou “Corrida para o Sol” como também é conhecida por causa do bom tempo que geralmente acompanha a passagem do pelotão do Norte para o Sul, liga as duas cidades francesas durante oito dias de competição ao longo de mais de 1200 quilómetros.  Em 2020, a Paris-Nice cumpre a sua 78.ª edição.  No ano passado, o colombiano Egan Bernal (Sky) foi o homem no topo do pódio no Promenade des Anglais, em Nice. Um grande resultado para Bernal que, meses mais tarde, veio a conquistar a sua primeira Volta a França. Tirreno – Adriatico  11 a 17 de março – Itália        A Tirreno-Adriatico é uma prova de estrada, por etapas, com um percurso que liga localidades do centro de Itália situadas nas costas dos mares Tirreno e Adriático, daí ser conhecida também como “A Corrida dos Dois Mares”. Em sintonia com a temática, o líder da prova veste uma camisola azul e o vencedor conquista um tridente, em referência a Neptuno, Deus romano do Mar. A prova parte de Lido di Camaiore e termina em San Benedetto del Tronto. O esloveno Primoz Roglic (Team Jumbo Visma) foi o vencedor da edição de 2019. O belga Roger De Vlaeminck é o recordista de triunfos na Tirreno-Adriatico, com um total de seis, obtidos de forma consecutiva entre 1972 e 1977. Danilith Nokere Koerse  18 de março – Bélgica A Danilith Nokere Koerse é uma clássica de ciclismo de estrada realizada anualmente na região belga da Flandres. Em 2020 cumpre-se a 75.ª edição desta clássica. Ao longo dos anos, o domínio tem pertencido aos ciclistas belgas, com um total de 56 vitórias. No ano passado, o holandês Cees Bol (Team Sunweb) foi o primeiro a cortar a meta. Grand Prix de Denain – Porte du Hainaut  19 de março – França O GP de Denain é uma das provas da Taça de França de ciclismo de maior tradição e prestígio, tendo a sua primeira edição sido realizada em 1959. Desde então muitos ciclistas ficaram ligados à história da competição com especial destaque para Jimmy Casper com quatro vitórias. No ano passado, o triunfo coube à jovem sensação do ciclismo Mathieu van der Poel (Corendon – Circus). A 62.ª edição do GP de Denain volta a ter como ponto de partida e de chegada a cidade de Denain, com os ciclistas a terem de cumprir 203,4 quilómetros divididos em três voltas a um circuito. Milão – Sanremo  21 de março – Itália A Milão – Sanremo é o primeiro dos “Cinco Monumentos” de ciclismo da temporada, nome que recebem as mais importantes “clássicas” da modalidade devido à sua grande história e prestígio. A Milão – Sanremo liga as duas cidades italianas ao longo 291km e é conhecida igualmente por “Clássica da Primavera”, “Classicissima” ou “Clássica das Clássicas”. Os ciclistas deixam o frio do Norte, em Milão, rumo a Sul, para a famosa cidade situada na costa da Ligúria, que acolhe o festival da canção italiana. Pelo caminho, o pelotão encontra zonas de ascensão decisivas, como o Passo del Turchino, Cipressa e o Poggio di Sanremo. A primeira edição desta “clássica” remonta a 1897 e o primeiro vencedor foi o francês Lucien Petit-Breton. Os italianos dominam os registos históricos de triunfos com 51 vencedores. Eddie Merckx detém o recorde de vitórias na “clássica” tendo vencido em sete ocasiões. No ano passado, o francês Julian Alaphilippe (Deceuninck – Quick-Step) foi o grande vencedor da Milão - Sanremo. Em 2020, cumpre-se a 111.ª edição do histórico “Monumento”. Volta à Catalunha  23 a 29 de março – Espanha A Volta à Catalunha, criada em 1911, é uma das corridas mais antigas da história, depois das Voltas a França, Bélgica e Itália. Inserida no calendário do World Tour desde 2005, esta Volta regional está entre as 25 mais importantes do mundo. Algumas das melhores equipas do circuito marcam presença nesta corrida de sete etapas. Este ano cumpre-se a 100.ª edição da Volta à Catalunha e são esperadas grandes estrelas da modalidade, assim como um percurso com passagem por locais icónicos da região. Em 2019 o espanhol Miguel Ángel López (Astana) foi o grande vencedor da Volta à Catalunha. Três Dias de Brugges - De Panne  25 de março – Bélgica Driedaagse Brugges - De Panne, ou Três Dias Brugges - De Panne, é uma prova belga de estrada que faz parte da “Semana Flamenga de Ciclismo”. É uma das corridas de maior prestígio no arranque da temporada internacional, juntamente com os Quatro Dias de Dunquerque ou o Critérium Internacional. Em 2019 a organização recebeu um novo patrocínio ficando mais curta com apenas um dia de prova, mas, em contrapartida, entrou pela primeira vez no calendário da World Tour da UCI. Este ano, cumpre-se a 44.ª edição da prova e o pelotão terá de pedalar cerca de 200 quilómetros entre Brugges e De Panne e enfrentar pelo caminho muitos setores de empedrado e ventos fortes. O campeão de 2019 foi o holandês Dylan Groenewegen (Team Jumbo-Visma). E3 BinckBank Classic  29 de março – Bélgica A E3 BinckBank Classic abre a “Semana Flamenga” de ciclismo. Com uma extensão de pouco mais de 200 quilómetros, a E3 BinckBank Classic é conhecida também como “A Pequena Volta à Flandres”. Tem partida e chegada em Harelbeck e pelo meio os ciclistas encontram uma dúzia de “muros”, nome dado às curtas, mas duras rampas que se encontram na região de Flandres. Em 2019, o checo Zdenek Stybar (Deceuninck -Quick Step) sagrou-se campeão desta clássica belga. Gent – Wevelgem  29 de março – Bélgica A “Semana Flamenga” continua com a realização da Gent – Wevelgen, uma “clássica” de um dia, criada em 1934, e que liga as duas localidades belgas num percurso de cerca de 240 quilómetros. Os principais obstáculos na prova são o vento, a chuva e os “muros”, dos quais se destacam o Baneberg, o Monteberg e o Kemmelberg, este último uma subida de 1km, em empedrado, com uma inclinação máxima de 23%. No entanto, o perfil da corrida adequa-se mais aos sprinters, que têm dominado o palmarés da prova. Em 81 edições, a vitória foi para ciclistas da casa em 49 vezes. No ano passado, Alexander Kristoff (UAE – Team Emirates) venceu a corrida ao “sprint” batendo o alemão Jonh Degenkolb e o belga Oliver Naesen. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Strade Bianche e restantes clássicas de Itália serão realizadas como planeado Apesar das preocupações com o coronavírus (Covid-19) pela Europa, as clássicas realizadas em Itália como a Strade Bianche, Tirreno-Adriatico e Milan-San Remo irão ser realizadas como planeado, avançou o organizador RCS Sport. A Strade Bianche realiza-se no próximo sábado. Itália tem sido atingida por um número crescente de casos de coronavírus na região da Lombardia, Milão e na região de Veneto, perto de Pádua nas últimas semanas, com mais de 1500 pessoas com teste positivo do vírus. Apesar disso a Strade Bianche masculina e feminina continua marcada para o próximo sábado 7 de Março, o Tirreno-Adriatico de 11 a 17 de Março, e a Milan-San Remo para 21 de Março, todas parecem vir a ser realizadas. Alaphilippe venceu a Strade Bianche em 2019 As autoridades italianas permitiram grandes eventos desportivos em Itália, com excepção das regiões do norte da Lombardia, Veneto e Emilia-Romagna, onde os jogos de futebol da "Série A" foram cancelados para evitar fazê-los à porta fechada. Essas regras poderão ser levantadas ou modificadas nos próximos dias, o que permitiria que a Milan-San Remo tenha início no centro da cidade. Nibali venceu a Milan San-remo em 2018 De acordo com relatos na Bélgica, a RCS Sport confirmou os seus planos em participar das corridas, através de um email enviado às equipas. A RCS Sport acrescentou ainda uma advertência de que a situação ainda pode mudar, sendo as autoridades de saúde italianas locais e o governo italiano responsáveis ​​por qualquer decisão final. Publicidade - click aqui para saber mais Entretanto, nos Emirados Árabes Unidos grande parte da caravana da corrida, além de 16 equipas, foi autorizada a sair após vários dias de testes e de quarentena. Só as equipas da Gazprom-RusVelo, Cofidis e Groupama-FDJ ainda estão retidas no seu hotel após suspeita de outros casos positivos, aguardando os resultados finais desses testes. Para as próximas clássicas Remco Evenepoel deverá liderar a Deceuninck-QuickStep no Tirreno-Adriatico, Geraint Thomas (Team Ineos), Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo) e Greg van Avermaet (CCC Team) também devem marcar presença. Mathieu van der Poel na Volta ao Algarve Quem não sabe se pode alinhar na partida da Strade Bianche é Mathieu Van der Poel, o ciclista holandês da Alpecin-Fenix está a recuperar de uma gripe e alguns dias de febre que o levaram a ficar sem treinar vários dias após a Volta ao Algarve, tendo-o afastado da Omloop Het Nieuwsblad realizada no passado sábado e da Kuurne-Bruxelas-Kuurne no domingo. Fonte: Cyclingnews.com Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Volta ao Algarve em imagens - A beleza do ciclismo Uma semana após a Volta ao Algarve 2020, deixamos as imagens mais curiosas recolhidas por nós, na única corrida em solo nacional onde podemos ver as equipas World Tour. Pelotão na saída da etapa 4 A caravana do ciclismo na saída para a etapa 4 em Albufeira Nós estivemos lá para te trazer aquilo de que mais gostas, ciclismo e bicicletas. Não só na Bélgica, Holanda, Itália, França ou Espanha existe paixão por ciclismo, por cá também há quem viva este desporto muito intensamente, a diferença é que lá são mais. Os fãs portugueses também tornam as estradas coloridas, com um ambiente fantástico e recheadas de pormenores de classe. Alpecin-Fenix A equipa Profissional continental foi sem dúvida a mais requisitada pelo público e imprensa internacional, fenómeno estranho, ou não, pois é a equipa de um dos ciclistas do momento, Mathieu van der Poel. MVDP em entrevista à imprensa internacional. Depois de conseguir o seu terceiro título mundial de ciclocrosse elite, MVDP teve uma volta ao Algarve discreta, podemos mesmo dizer que só veio ao Algarve dizer a marca de champô que usa. https://www.youtube.com/watch?v=wNu1puMUh_0 Muitos queriam fazer fotografias ao lado de MVDP, os mais corajosos e que conseguiram passar por debaixo das fitas de protecção foram recompensados. Conseguimos ter acesso à bicicleta de Mathieu van der Poel, sobre a qual podes ver o artigo completo aqui. Publicidade Astana A equipa marcou presença no Algarve com uma das suas super-estrelas, Miguel Angel Lopez fez pela primeira vez a Volta ao Algarve e levou para casa uma vitória de etapa. Os mecânicos da Astana preparam a bicicletas de contra-relógio. A equipa "Kazak" tem uma das bicicletas mais bonitas do pelotão World Tour em 2020. Tivemos acesso à bicicleta de Miguel Angel Lopez, da qual podes artigo completo aqui. Bora - Hansgrohe A Bora-Hansgrohe não trouxe Peter Sagan, mas esteve bem representada na Volta ao Algarve, pois Maximilian Sachachmann terminou em segundo. CCC Da equipa polaca, conseguimos ter acesso à lindíssima Giant TCR Advanced SL, da qual faremos um artigo muito em breve. Além disso gostámos da lavandaria da equipa, na qual não faltam os pormenores laranja nas máquinas. Cofidis A Cofidis é uma das recentes equipas do escalão World Tour, e apresentou-se na Volta ao Algarve com a sua contratação mais sonante, o campeão da Europa Elia Viviani, que tem a sua De Rosa personalizada, uma das bicicletas mais distintas no pelotão. A De Rosa Merak de Elia Viviani destaca-se na equipa e no pelotão, com a personalização de Campeão da Europa. Além do modelo Protos, a equipa Cofidis utiliza ainda a De Rosa SK Pinifarina. De realçar ainda o pormenor de toda a equipa utilizar travões de disco. Ineos Geraint Thomas, vencedor de um Tour de França também esteve no Algarve, para iniciar a época e fazer quilómetros pois fez uma prova muito discreta. Nós agradecemos a presença, sempre pudemos caçar uns pormenores da sua Pinarello F12. Luke Rowe dava os últimos retoques antes da etapa da Fóia. A equipa Ineos, é uma das equipas que não adere à opção dos travões de disco, como podes ver na bicicleta do Galês. Luke Rowe Rohan Dennis, campeão do mundo de contra-relógio não conseguiu vencer a etapa da sua especialidade no Algarve, deparou-se com um jovem de 20 anos chamado Evenepoel, que arrasou de início ao fim nesta edição da prova portuguesa. Rohan Dennis Lotto Soudal Os belgas da Lotto Soudal primam por pormenores curiosos que espelham paixão belga por este desporto. No caso de falta de combustível, o autocarro é empurrado pelo "capitão de equipa" Thomas de Gendt e uma das mais recentes contratações, John Degenkolb. No espelho retrovisor do autocarro, o constante intensivo à fuga, um grupo de ciclistas da Lotto Soudal miniatura lembram o que é necessário fazer. UAE - Emirates Na equipa de Rui Costa e dos irmãos Oliveira, também tivemos o privilégio de ter acesso à bicicleta de Rui Costa, da qual faremos um artigo especial muito em breve. Os rolos de treino tradicionais continuam a dar jeito, Tom Bohli usou-os no seu aquecimento antes do contra-relógio.  Não conseguimos trazer-te imagens de todas as equipas, pois nos vários dias por vezes ficavam em zonas diferentes. O pódio no final da 4.ª etapa com final no Malhão A Volta ao Algarve 2020 foi uma das edições que mais estrelas do pelotão internacional reuniu, e uma das mais disputadas até ao último dia. Para o ano há mais. Neste artigo, o nosso foco recaiu nas equipas World Tour pois teremos mais oportunidades no ano para o fazer com as equipas nacionais, nomeadamente na Volta a Portugal, ainda assim esperamos que tenhas gostado. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Volta aos UAE cancelada devido ao Coronavírus A Volta aos UAE cancelada devido ao coronavírus (Covid-19), quando faltavam duas etapas para o final. As equipas e os membros da organização receberam uma nota que estabelecia a proibição de sair dos hotéis. À quinta etapa a prova era liderada pelo britânico Adam Yates (Mitchelton-Scott). Hoje a volta aos UAE cancelada devido ao coronavírus. "Por indicação das autoridades de Abu Dhabi, fica proibida a saída das pessoas alojadas nos hotéis", indicava o texto. O diretor da Volta aos Emirados Árabes Unidos, Mauro Vegni, deslocou-se ao hotel dos ciclistas para se reunir com diretores desportivos e avaliar a situação, tendo saído dessa reunião a decisão de cancelar a segunda edição da prova. "O Conselho de Desporto do Abu Dhabi cancelou as restantes etapas da volta aos Emirados Árabes Unidos 2020 depois de dois participantes italianos terem dado positivo num teste do novo coronavírus, conhecido como COVID-19", disse um comunicado de imprensa do Conselho de Esportes de Abu Dhabi Na declaração pode-se ainda ler; "A decisão foi tomada para garantir a protecção de todos os participantes da corrida. A segurança está no topo de todas as prioridades. O Ministério da Saúde e Prevenção disse que todos os participantes, funcionários administrativos e organizadores da corrida serão examinados através da triagem periódica contínua que está a ser realizada. "Todos os procedimentos necessários, incluindo medidas de quarentena, serão adoptados para garantir a supressão viral e coibir a disseminação do surto, em coordenação com todas as autoridades de saúde e outras autoridades envolvidas no país". continuou a declaração. O próprio ciclista britânico Chris Froome (INEOS) confirmou-o numa publicação nas redes sociais. https://twitter.com/chrisfroome/status/1233139309097758736 "É uma pena que a Volta aos Emirados Árabes tenha sido cancelada, mas a saúde pública está em primeiro lugar. Estamos a aguardar pelos testes e permaneceremos no hotel até indicação em contrário", escreveu Chris Froome Tal como tínhamos avançado nesta notícia, Froome havia escolhido precisamente esta prova para regressar à competição oito meses após uma violenta no Critério do Dauphiné. A equipa Jumbo Visma também se manifestou nas redes sociais. https://twitter.com/JumboVismaRoad/status/1233130911937572867 Na sua publicação a Jumbo Visma deseja o melhor para todos os envolvidos e informa que aguardam desenvolvimentos do sucedido. Em actualização. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### A Canyon Aeroad 2020 de Mathieu van der Poel O holandês fez a sua primeira corrida de estrada pela Alpecin-Fenix na Volta ao Algarve, e nós tivemos o privilégio de ter a Canyon Aeroad 2020 de Mathieu van der Poel nas mãos para te mostrar. Mathieu van der Poel (MVDP) é um dos ciclistas do momento, recentemente vencedor do seu terceiro título mundial Elite de ciclocrosse, vencedor de várias corridas de BTT e de estrada na temporada 2019, este foi o ciclista mais solicitado pelo público e imprensa na Volta ao Algarve 2020. Após autorização concedida pela equipa, tivemos a sua bicicleta nas mãos, para fotografar, analisar e te poder mostrar. A Canyon Aeroad CF SLX Alpecin-Fenix de Mathieu van der Poel Sobre o modelo desta bicicleta, há que dizer que quando a Aeroad foi lançada em 2014 tinha um design futurista e arrojado. Apesar de seis anos serem muito tempo na industria e design das bicicletas (que evolui tão rápido quanto MVDP percorre um circuito de ciclocrosse), ainda se pode dizer que a Canyon Aeroad 2020 de Mathieu van der Poel se mantém actual, no entanto é esperada uma actualização muito em breve, pois os anos começam a pesar na Aeroad. A equipa MVDP utiliza componentes Shimano para equipar as suas bicicletas na totalidade, desde a transmissão e travagem até às rodas, grupo Shimano Dura-Ace completo. A transmissão electrónica Shimano Dura-Ace Di2 tinha uma desmultiplicação curiosa e ampla, van der Poel tinha montados pratos 53-39 e uma cassete 11-30. (Vésperas da 4.ª etapa, com final no alto do malhão). A marca de selim que apoia a equipa Alpecin-Fenix é a Selle Itália, todas as bicicletas estavam equipadas com Selle Itália mas só o de MVDP tinha a personalização de desenhos vermelhos. O Selle Itália Flite TM Flow que equipa as bicicletas da Alpecin-Fenix, não é um selim topo de gama da marca Italiana, terá a escolha relacionada com o conforto deste modelo específico? Apesar da Aeroad ser um modelo de 2014, já tem o espigão de selim em formato "D" que tantas marcas mostram nos seus últimos modelos hoje em dia. As bicicletas são patrocínio mas cuidar, repara no pormenor da protecção no espigão de selim, para evitar que a placa com o dorsal do ciclista danifique o mesmo. Esta poderia ser uma Canyon Aeroad CF SLX completamente normal, não fosse o pequeno pormenor de ter o nome de um dos ciclistas mais mediáticos do momento no seu quadro. O cockpit é o topo de gama da marca alemã, o Canyon H36 Aerocockpit, com o suporte de GPS integrado. Para completar o cockpit, o conforto está a cargo das fitas de guiador Selle Itália e da ergonomia dos pousa mãos Shimano Dura-Ace. Outra curiosidade a assinalar é o facto de Mathieu van der Poel ser o único ciclista da equipa a montar as rodas Dura-Ace C60 tubular (perfil de 60mm.), enquanto a restante equipa optou pelas Dura-Ace C40 tubular (perfil de 40mm.). Mathieu van der Poel opta pela utilização dos travões de disco, prefere ter umas gramas a mais, mas ter a potência de travagem dos travões de disco. Esta opção também poderá ter a ver com o facto de já estar habitado ao sistema no ciclocrosse. Em relação à temporada anterior (em que utilizou pneus Continental de 25mm.), este ano MVDP irá correr com pneus Vittoria, neste caso Vittoria Corsa tubulares 28mm. Fica atento ao nosso site, pois brevemente iremos mostrar-te mais algumas das máquinas utilizadas na temporada 2020. Texto: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Canyon Ultimate CF EVO - Peso pluma a preço bomba A Canyon Ultimate CF EVO traz como bandeira, tecnologia excepcional com uma relação qualidade/preço imbatível. De acordo com a marca, ao desenvolverem estas bicicletas não tiveram em conta o factor preço nem os limites, deram total liberdade aos melhores engenheiros da Canyon para criar uma autêntica super bicicleta. A Ultimate é uma bicicleta clássica de corrida com uma longa e bem-sucedida história tanto no pelotão profissional, como entre os utlizadores amadores. Apesar da base e design do actual quadro ser de 2016, agora a Canyon Ultimate CF Evo chega ao seguinte nível: mais leve do que a topo de gama SLX, sem ceder na rigidez, confiança ou manuseamento. Em relação aos materiais, de acordo com informação da Canyon durante o desenvolvimento tiveram que conseguir uma autorização especial só para poder utilizar o carbono de maior qualidade disponível. Graças a esse carbono único (e à experiência, conhecimento e atrevimento dos engenheiros da Canyon) a Evo oferece números impressionantes: Um quadro de 665 gramas e uma forqueta de 270 gramas na versão de travões convencionais, e 675 gramas de quadro e 285 na forqueta para a versão com travões de disco. Conseguiram um peso final impressionante de 5.68 kg. (em tamanho M sem pedais) na Ultimate CF Evo 10.0 SL , e de 6 kg. na Ultimate CF Evo Disc 10.0 SL. Mas a Canyon não se ficou pelo baixo peso, cada quadro está dotado de um design minimalista e exclusivo que complementa à perfeição, a estética de carbono da bicicleta. Foram escolhidos os melhores componentes para a Ultimate CF Evo, incluído o grupo sem fios SRAM Red eTap AXS, medidores de potência Quarq, rodas DT Swiss edição limitada e travões THM Fibula. Os últimos modelos 2020 com travões de disco e convencionais estarão disponíveis on-line exclusivamente no site da Canyon. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mundiais de Pista - quatro portugueses de olhos postos nos Olímpicos Nos Mundiais de ciclismo de pista estão Maria Martins, João Matias, Ivo Oliveira e Iuri Leitão, a competir neste último evento que pode garantir a presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A seleção portuguesa de ciclismo de pista apresenta-se com quatro atletas nos mundiais de pista que arrancam hoje em Berlim, Alemanha, e têm transmissão garantida no Eurosport. Nesta última prova pontuável para o “ranking”, que decide o apuramento olímpico, Portugal faz-se representar por Maria Martins, nas senhoras, e Ivo Oliveira, Iuri Leitão e João Matias, nos homens. Com uma vaga para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 já matematicamente assegurada nas senhoras, no ominum, a luta no sector masculino promete ser mais dura. Em declarações à Lusa, o seleccionador nacional Gabriel Mendes explicou que a missão no sector masculino depende de “trabalhar para registar o maior número de pontos” e esperar conseguir a distância necessária “para os concorrentes diretos”. “O objetivo é claro, fazer o que controlamos. Levamos três atletas que têm dado boa resposta em situações exigentes, são bastante trabalhadores e esforçados. Vamos deixar tudo em pista até à última volta para atingir os objetivos”, afirmou o técnico. Dos quatro atletas, a primeira a entrar em acção é Maria Martins, na disciplina de scratch, antes de enfrentar a “prioridade” do omnium na sexta-feira e de encerrar a participação já no domingo, na corrida por pontos. A selecção masculina só entra em acção no fim de semana, com o omnium no sábado, ao longo do dia, e a corrida do madison no domingo, último dia dos Mundiais. O grande ausente destes Mundiais é Rui Oliveira, que fracturou a clavícula no início do ano, tendo sido substituído por Iuri Leitão. Acompanha a prestação dos ciclistas portugueses nos Campeonatos do Mundo em Berlim, nos canais Eurosport e no Eurosport Player de 26 de Fevereiro a 1 de Março, com comentários de Gonçalo Moreira e Paulo Martins. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova família de sapatos Specialized Recon A Specialized alarga família de sapatos Recon com três novos modelos e uma nova tecnologia bastante funcional, denominada "STRIDE Toe-Flex".  Com a nova família Recon, além do conforto Body Geometry pelo qual todos os sapatos da marca americana são famosos, a sola da biqueira destes novos Recon conta com a tecnologia "STRIDE Toe-Flex". Diferentes modelos para diferentes públicos. Com três modelos à escolha, existem uns Recon para cada ciclista: desde fãs do Gravel a profissionais de XC, de ciclistas ocasionais aos primeiros a chegarem ao café. RECON 3.0 Muito semelhantes ao modelo S-Works, os Recon 3.0 estão equipados com uma eficiente sola de carbono e um aperto duplo Boa "L6-Snap" com grande capacidade de ajuste, inclusive em andamento. SPECIALIZED RECON 3.0 - 219,90 € O seu rendimento e capacidade para caminhar são obtidos graças à tecnologia "STRIDE Toe-Flex", com uma biqueira de fibra de vidro e uma cobertura total da sola em borracha, para uma tracção fora da bicicleta e em qualquer superfície. RECON 2.0 Com um aperto rotativo BOA® L6-Snap e uma sola de nylon, os Recon 2.0 também contam com a tecnologia STRIDE Toe-Flex e um calcanhar mais elevado, para uma sensação mais natural ao caminhar. SPECIALIZED RECON 2.0 - 149,90 € Sola em borracha e malha XPEL na parte superior, que de acrodo com a marca protege os pés, quer seja a atravessar um riacho ou até de uma cerveja derramada no final da volta. RECON 1.0 Os Recon 1.0 também oferecem o conforto pelos quais todos os sapatos com a tecnologia Body Geometry são conhecidos, também estes têm tecnologia STRIDE Toe-Flex, calcanhar elevado e sola em borracha SlipNot. SPECIALIZED RECON 1.0 - 99,90 € Para ter estes sapatos não é necessário vazar os bolsos para aquelas cervejas de fim de volta. Ao contrário dos seus irmãos das gamas acima, estes contam com três fechos de velcro. Para mais informações técnicas, consulta o site da Specialized. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Wilier 0 SLR de Miguel Angel Lopez Neste artigo mostramos aquelas que são as primeiras fotografias da Wilier 0 SLR de Miguel Angel Lopez a nível mundial, e analisamos alguns detalhes da sua bicicleta. Miguel Angel Lopez corta a meta em primeiro no alto do Malhão, 4.ª etapa da volta ao Algarve 2020. O ciclista colombiano de 26 anos que é conhecido no pelotão como "Superman" Lopez, é um dos melhores ciclistas no panorama do ciclismo mundial, contando já com 2 pódios em grandes voltas (Giro e Vuelta 2018), além de outras vitórias de relevo. Participou pela primeira vez na Volta ao Algarve, de onde saiu com uma vitória na etapa que terminou no alto do Malhão, e com um 3.º lugar na classificação geral final. A Willier 0 SLR de Miguel Angel Lopez A Wilier 0 SLR é uma bicicleta de corrida leve, com travões de disco e cabos totalmente integrados, de acordo com tendência actual. A Willier 0 SLR personalizada para a Astana é uma das bicicletas mais bonitas do pelotão em 2020. Os primeiros pormenores que "saltam à vista", além da pintura personalizada para a equipa Astana, é a utilização de travões de disco que não é opção unânime no pelotão, mas a equipa Astana utiliza. Junto ao nome do ciclista colombiano, o aperto de espigão integrado no quadro. Para a transmissão e travagem, o grupo utilizado é o Shimano Dura-Ace Di2, marca que também é escolhida para medir a potência das pernas dos ciclistas da equipa Astana. Na transmissão traseira a equipa Astana utiliza o Shimano Dura-Ace Di2, incorporando o braço do desviador e roldanas Ceramicspeed. A Astana é apoiada pela marca de rodas francesa Corima. Para a etapa do Malhão na volta ao Algarve, "Superman" Lopez optou pelas Corima WS+ de 47mm. tubulares. Um dos pormenores de classe desta 0 SLR é o cockpit da Wilier, com o azul celeste da Astana, que aqui podes ver com os pormenores da etapa 4 da Volta ao Algarve 2020. Em competição todas as bicicletas do pelotão têm incorporado um chip dado pela organização que marca a saída e chegada na linha de meta, como podes ver na forqueta. Texto: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta ao Algarve - Etapa 3 entre Faro e Tavira decidida ao sprint A etapa mais longa desta edição da Volta ao Algarve CoFidis foi hoje decidida ao Sprint com o holandês Cees Bol da Team Sunweb a destacar-se de forma categórica. Sacha Modolo da Alpecin-Fenix e Fabio Jakobsen da Deceuninck-Quick-Step fecharam o pódio mas sem fazer sombra ao vencedor. Cees Bol da Sunweb não deu hipóteses hoje A Etapa que ligou Faro a Tavira Tinha todas as marcas de uma etapa para sprinters, com a os 201,9Km e ritmo como principais dificuldades do dia e não foi por isso surpresa o desenrolar do dia, seguindo a fórmula habitual fuga permitida e posteriormente anulada de forma cirúrgica. A apostar contra todos estiveram hoje três atletas: Tiago Antunes da Efapel, Gotzon Martín da Fundación-Orbea e Aleksandr Grigorev da Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, em fuga desde os primeiros quilómetros. Publicidade - click aqui para saber mais Na perseguição à fuga, que nunca ultrapassou os quatro minutos de vantagem a Cofidis e a Deceuninck-QuickStep fizeram a maior parte do trabalho inicial, com a UAE Team Emirates a juntar-se à perseguição á medida que o pelotão se ia aproximando de Tavira. No final, apesar da Sunweb estar em maioria na cabeça do pelotão o Holandês arrancou para o sprint apenas da terceira posição, mas com uma intensidade fora do alcance da concorrência. Na Geral, tudo fica em aberto com o belga Remco Evenepoel da Deceuninck-Quickstep a partir de amarelo para a etapa de amanhã e com Maximilian Schachmann da Bora-hansgrohe na sua sombra com o mesmo tempo e Daniel Martin da Israel Start-Up Nation a fechar a terceira posição a dois segundos. Evenepoel acumula a camisola amarela de líder com a camisola azul da montanha O nosso Rui Costa (UAE Team Emirates) mantém-se na quarta posição, com os mesmos dois segundos de diferença do terceiro posto. A jogar em casa, Rui Costa mantém as aspirações a apenas dois segundos da amarela Vídeo resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=GA1vcRE3Qgo&t=29s Top 10 Etapa 3 Pos. Nome (País) Equipa Tempo1 Cees Bol (Ned) Team Sunweb 5:00:51 2 Sacha Modolo (Ita) Fenix-Alpecin 3 Fabio Jakobsen (Ned) Deceuninck-Quickstep 4 Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates 5 Daniel Hoelgaard (Nor) Uno-X Norwegian Development Team 6 Ryan Mullen (Irl) Trek-Segafredo 7 Elia Viviani (Ita) Cofidis 8 Roger Kluge (Ger) Lotto Soudal 9 Jon Aberasturi Izaga (Spa) Caja Rural-Seguros RGA 10 Tom Devriendt (Bel) Circus-Wanty Gobert TOP 10 classificação geral após etapa 3 Pos. Nome (País) Equipa Tempo1 Remco Evenepoel (Bel) Deceuninck-Quickstep 14:43:06 2 Maximilian Schachmann (Ger) Bora-Hansgrohe 3 Daniel Martin (Irl) Israel Start-Up Nation 0:00:02 4 Rui Costa (Por) UAE Team Emirates 5 Tim Wellens (Bel) Lotto Soudal 6 Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team 0:00:05 7 Amaro Antunes (Por) W52/FC Porto 0:00:08 8 Vincenzo Nibali (Ita) Trek-Segafredo 9 Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo 10 Frederico Figueiredo (Por) Tavira Maria Nova Lounge Hotel Excerpt: O holandês Cees Bol da Team Sunweb venceu a terceira etapa da Volta ao Algarve num sprint fora do alcance dos adversários ### Para ver no Eurosport - Regresso à competição de Chris Froome Regresso à competição de Chris Froome a não perder na próxima semana no Eurosport durante a Volta aos Emirados Árabes Unidos Fotografia: Justin Setterfield/Getty Images O ciclista britânico Chris Froome, gravemente lesionado numa queda no Critério do Dauphiné em junho do ano passado, regressa à competição na Volta aos Emirados Árabes Unidos, prova que decorre entre 23 e 29 de Fevereiro, e os fãs da modalidade vão poder acompanhar tudo em directo no Eurosport. O corredor da INEOS, quatro vezes vencedor da Volta a França (2013, 2015, 2016 e 2017) não compete desde 12 de Junho de 2019, dia em que sofreu uma queda violenta durante o reconhecimento do contrarrelógio da prova francesa. Primeira competição de Chris Froome após grave queda em 2019. A queda causou-lhe fracturas na coxa, cotovelo, fémur, esterno e várias vértebras, obrigando a diversas operações cirúrgicas. Chris Froome tem como objetivo estar no Tour deste ano, corrida que o Eurosport emite na sua totalidade do quilómetro zero até à meta, entre os dias 27 de junho e 19 de julho. Depois da vitória de 2017, Chris Froome tentará este ano entrar para o grupo restrito de ciclistas com 5 vitórias no Tour de France O britânico é uma das várias estrelas que marcam presença na 2.ª edição da Volta aos Emirados Árabes Unidos, a única corrida do World Tour da UCI realizada no Médio Oriente. A Volta aos Emirados Árabes Unidos, que surgiu apenas no ano passado na sequência da fusão das Voltas ao Dubai e Abu Dhabi, conta com um total de 1090 quilómetros, separados por sete etapas, e apresenta-se aos fãs de forma ambiciosa. Publicidade - Click para saber mais Pretende ser igualmente uma montra do país para o turismo. Deserto, arranha-céus, marinas, praias e palácios são alguns dos cenários pelos quais o pelotão irá atravessar ao longo das tiradas que se desenrolam nos sete emirados. O esloveno Primoz Roglic (Team Jumbo-Visma) foi o grande vencedor da 1.ª edição da Volta aos Emirados Árabes Unidos realizada no ano passado. Primoz Roglic (Team Jumbo-Visma) foi o vencedor da 1.ª edição da Volta aos Emirados Árabes Unidos A oferta de ciclismo do Eurosport contava igualmente com a transmissão da Volta a Hainan, na China, a partir da próxima segunda-feira, mas os receios de contágio do coronavírus levaram a UCI a cancelar a corrida. Fonte: Comunicado de Imprensa do Eurosport Portugal. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Volta ao Algarve 2020 - Resumo da Etapa 2 O jovem prodígio belga da equipa Deceuninck-Quick-Step, Remco Evenepoel, com somente 20 anos conquistou hoje a Camisola Amarela da Volta ao Algarve 2020, depois de triunfar na etapa 2 de 183,9 quilómetros, com final no alto da Fóia. Remco Evenepoel vence na Fóia As vitórias não se conquistam sozinho, nesta vitória de Evenepoel, destaque para o trabalho feito pelo jovem português João Almeida, que impôs o ritmo infernal no grupo dos favoritos nos derradeiros dois quilómetros, garantindo que o chefe-de-fila tivesse condições para atacar com a meta à vista. Publicidade - click aqui para saber mais No início da subida a UAE Team Emirates foi quem impôs um ritmo forte que foi descartando um a um ciclistas do grupo, para um possível ataque de Rui Costa, que se manteve sempre na frente, e embora não tenha conseguido acompanhar Remco Evenepoel terminou em 4.º depois de Maximilian Schachmann (Bora-Hansgrohe) e Daniel Martin (Israel Start-Up Nation). Destaque ainda para a excelente etapa e subida final de Frederico Figueiredo (Atum General Tavira Maria Nova Lounge Hotel) que finalizou 7.º a 8 segundos do vencedor e Amaro Antunes da (W52/FC Porto) que terminou 10.º com a mesma diferença de tempo. Frederico Figueiredo Remco Evenepoel é o novo líder da classificação geral. Remco Evenepoel Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=xO58QscP9MA TOP 10 da Etapa 2 Pos.Nome (País) EquipaTempo1Remco Evenepoel (Bel) Deceuninck-Quickstep4:46:382Maximilian Schachmann (Ale) Bora-Hansgrohe3Daniel Martin (Irl) Israel Start-Up Nation0:00:024Rui Costa (Por) UAE Team Emirates5Tim Wellens (Bel) Lotto Soudal6Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team0:00:057Frederico Figueiredo (Por) Tavira Maria N. Lounge Hotel0:00:088Vincenzo Nibali (Ita) Trek-Segafredo9Bauke Mollema (Hol) Trek-Segafredo10Amaro Antunes (Por) W52/FC Porto TOP 10 classificação geral após etapa 2 Pos. Nome (País) Equipa Tempo1Remco Evenepoel (Bel) Deceuninck-Quickstep9:42:152Maximilian Schachmann (Ale) Bora-Hansgrohe3Rui Costa (Por) UAE Team Emirates0:00:024Daniel Martin (Irl) Israel Start-Up Nation5Tim Wellens (Bel) Lotto Soudal6Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team0:00:057Amaro Antunes (Por) W52/FC Porto0:00:088Vincenzo Nibali (Ita) Trek-Segafredo9Bauke Mollema (Hol) Trek-Segafredo10Frederico Figueiredo (Por) Tavira Maria Nova Lounge Hotel Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Volta ao Algarve - Etapa 1 - Jakobsen, what else? Na etapa 1 desta Volta ao Algarve, Fabio Jakobsen venceu pelo segundo ano consecutivo em Lagos. A fuga do dia foi protagonizada por 3 ciclistas, sendo um deles português. Os fugitivos do dia - Fotografia: © João Fonseca Photographer Diego López (Fundación-Orbea), Alvaro Trueba (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) e Pedro Paulinho (Efapel) foram os primeiros fugitivos desta edição da corrida, mas o pelotão manteve sempre a fuga controlada. Quando se esperava uma aproximação calma a Lagos, surgiram ataques por parte de alguns dos nomes de relevo desta edição da Volta ao Algarve, Philippe Gilbert e Tim Wellens (Lotto Soudal), Remco Evevenpoel (Deceuninck-Quick-Step) e Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo) estiveram entre os atacantes que não surtiram efeito. Pelotão na primeira etapa - Fotografia: © João Fonseca Photographer O pelotão acabou por chegar compacto e no sprint final, Fabio Jakobsen venceu pelo segundo ano consecutivo em Lagos, com melhor leitura de corrida e capacidade física que Elia Viviani, que finalizou em segundo seguido de Matteo Trentin (CCC Team) e Alexander Kristoff (UAE Team Emirates). Fabio Jakobsen venceu pelo segundo ano consecutivo em Lagos - Fotografia: © João Fonseca Photographer Vídeo resumo da etapa 1 https://youtu.be/hvWIzznhers TOP 10 da etapa 1 Pos.Nome (País) EquipaTempo1Fabio Jakobsen (Hol) Deceuninck-Quickstep4:55:372Elia Viviani (Ita) Cofidis3Matteo Trentin (Ita) CCC Team4Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates5Jon Aberasturi Izaga (Esp) Caja Rural-Seguros RGA6Cees Bol (Hol) Team Sunweb7Roger Kluge (Ale) Lotto Soudal8Davide Cimolai (Ita) Israel Start-Up Nation9Daniel Hoelgaard (Nor) Uno-X Norwegian Development Team10Edward Theuns (Bel) Trek-Segafredo TOP da classificação Geral após etapa 1 Pos. Nome (País) Equipa Tempo1Fabio Jakobsen (Ned) Deceuninck-Quickstep4:55:372Elia Viviani (Ita) Cofidis3Matteo Trentin (Ita) CCC Team4Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates5Jon Aberasturi Izaga (Spa) Caja Rural-Seguros RGA6Cees Bol (Ned) Team Sunweb7Roger Kluge (Ger) Lotto Soudal8Davide Cimolai (Ita) Israel Start-Up Nation9Daniel Hoelgaard (Nor) Uno-X Norwegian Development Team10Edward Theuns (Bel) Trek-Segafredo Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Volta ao Algarve 2020 - Guia completo da prova Neste artigo damos-te o guia completo da Volta ao Algarve 2020, a constituição das equipas, o perfil e das etapas e os canais que transmitem a prova. Fica atento ao nosso site MARRETAMAN.pt e canal Youtube, pois iremos estar na Volta ao Algarve para te mostrar a corrida por dentro. Pelotão de Luxo na Volta ao Algarve 2020 A avaliar pelos nomes que as equipas vão trazer a Portugal, e tendo em conta que na mesma data decorre a Volta à Andaluzia, nota-se claramente o crescente estatuto da prova portuguesa no calendário internacional. A Volta ao Algarve 2020 apresenta-se com um pelotão de luxo! Ao todo, 175 ciclistas distribuídos por 25 equipas, 12 delas do escalão World Tour, competem ao longo 771,4 quilómetros, divididos em cinco etapas. Entre as estrelas que vão estar nas estradas algarvias encontram-se nomes como os de Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep) e Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), duas estrelas emergentes no pelotão World Tour, Geraint Thomas (INEOS) e Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo) já vencedores do Tour de France, ou Philippe Gilbert e Greg van Avermaet já vencedores de monumentos do ciclismo. Vincenzo Nibali Remco EvenepoelMathieu van der Poel Entre os portugueses, o grande destaque da Volta ao Algarve 2020 vai para o regresso de Rui Costa (UAE Emirates), que não competia na prova Algarvia desde 2014, mas não esquecer ainda os irmãos Ivo e Rui Oliveira também da UAE Emirates, João Almeida (Deceuninck-QuickStep). Rui Costa Entre as equipas portuguesas também ciclistas lusos em destaque, como Amaro Antunes, que regressou à W52-Fc Porto após 2 anos a correr na CCC, ou Tiago Machado que se mudou para a Efapel e estará ao lado do experiente Sérgio Paulinho. Amaro Antunes As equipas - Start list ASTANA PRO TEAM (KAZ) 1 LOPEZ MORENO Miguel Angel 2 SANCHEZ Luis León 3 BIZHIGITOV Zhandos 4 CONTRERAS PINZON Rodrigo 5 MARTINELLI Davide 6 NATAROV Yuriy 7 TEJADA CANACUE Harold Alfonso BORA - HANSGROHE (GER) 11 DRUCKER Jean Pierre 12 GROSSSCHARTNER Felix 13 KÄMNA Lennard 14 LAAS Martin 15 PÖSTLBERGER Lucas 16 SCHACHMANN Maximilian 17 SCHILLINGER Andreas CCC TEAM (POL) 21 VAN AVERMAET Greg 22 TRENTIN Matteo 23 GESCHKE Simon 24 SCHÄR Michael 25 VAN HOECKE Gijs 26 VAN HOOYDONCK Nathan 27 WISNIOWSKI Lukasz COFIDIS (FRA) 31 VIVIANI Elia 32 CONSONNI Simone 33 LE TURNIER Mathias 34 MATE MARDONES Luis Angel 35 MATHIS Marco 36 SABATINI Fabio 37 VANBILSEN Kenneth DECEUNINCK - QUICK - STEP (BEL) 41 ALMEIDA João 42 DECLERCQ Tim 43 EVENEPOEL Remco 44 JAKOBSEN Fabio 45 KEISSE Iljo46 LAMPAERT Yves 47 SENECHAL Florian GROUPAMA - FDJ (FRA) 51 BRUNEL Alexys 52 GENIETS Kévin 53 GUGLIELMI Simon 54 KÜNG Stefan 55 LE GAC Olivier 56 LUDVIGSSONTobias 57 STEWART Jake ISRAEL START - UP NATION (ISR) 61 MARTIN Daniel 62 CIMOLAI Davide 63 POLITT Nils 64 BIERMANS Jenthe 65 VAN ASBROECK Tom 66 SCHMIDT WÜRTZ Mads 67 HOLLENSTEIN Reto LOTTO SOUDAL (BEL) 71 GILBERT Philippe 72 DIBBEN Jonathan73 KLUGE Roger 74 MAES Nikolas 75 VAN MOER Brent 76 WALLAYS Jelle 77 WELLENS Tim TEAM INEOS (GBR) 81 CASTROVIEJO NICOLAS Jonathan 82 DENNIS Rohan 83 KWIATKOWSKI Michal 84 ROWE Luke 85 SWIFT Ben 86 THOMAS Geraint 87 VAN BAARLE Dylan TEAM SUNWEB (GER) 91 ARNDT Nikias 92 BOL Cees 93 DENZ Nico 94 EEKHOFF Nils 95 PEDERSEN Casper Phillip 96 SÜTTERLIN Jasha 97 VAN WILDER Ilan TREK - SEGAFREDO (USA) 101 DE KORT Koen 102 MOLLEMA Bauke 103 MULLEN Ryan 104 NIBALI Anotnio 105 NIBALI Vincenzo 106 STUYVEN Jasper 107 THEUNS Edward UAE TEAM EMIRATES (UAE) 111 BJERG Mikkel 112 BOHLI Tom 113 COSTA Rui 114 DOMBROWSKI Joseph Lloyd 115 KRISTOFF Alexander 116 OLIVEIRA Ivo 117 OLIVEIRA Rui ALPECIN - FENIX (BEL) 121 VAN DER POEL Mathieu 122 DE BONDT Dries 123 LEYSEN Senne 124 MODOLO Sacha 125 RICHARDSON Alexandar 126 SBARAGLI Kristian 127 VERGAERDE Otto CAJA RURAL/SEGUROS RGA (ESP) 131 ABERASTURI IZAGA Jon 132 GONZALEZ LOPEZ David 133 AMEZQUETA MORENO julen 134 LAZKANO LOPEZ Oier 135 SAEZ BENITO Hector 136 MALUCELLI Matteo 137 CALLE HURTADO Juan Fernando CIRCUS - WANTY GOBERT (BEL) 141 DE GENDT Aime 142 DEVRIENDT Tom 143 KREDER Wesley 144 MEURISSE Xandro 145 PETILLI Simone 146 VAN POPPEL Boy 147 VAN POPPEL Danny FUNDACION - ORBEA (ESP) 151 ARISTI GARDOKI Mikel 152 ANGULO SAMPEDRO Antonio 153 IRIZAR LASKURAIN Julen 154 BRAVO OIARBIDE Garikoitz 155 MARTIN SANZ Gotzon 156 LOPEZ FUENTES Diego 157 ARANBURU ARRUTI Jokin UNO - X NORWEGIAN DEVELOPMENT TEAM (NOR) 161 HOELGAARD Daniel 162 HOELGAARD Markus 163 SKAARSETH Anders 164 RESELL Erik Nordsaerter 165 KULSET Kristian 166 SLEEN Torjus 167 LEKNESSUND Andreas ATUM GENERAL / TAVIRA / MARIA NOVA HOTEL (POR) 171 FIGUEIREDO Frederico 172 GRIGOREV Aleksandr 173 TRUEBA DIEGO Alvaro 174 MARTINGIL César 175 MARQUE PORTO Alejandro 176 LIVRAMENTO David 177 PEREIRA Valter AVILUDO - LOULETANO (POR) 181 GARCIA DE MATEOS RUBIO Vicente 182 MEIRELES Nuno 183 DE LA FUENTE RASILLA David 184 SHILOV Sergei 185 DEL PINO CORROCHANO Jesus 186 EVANGELISTA André 187 HERNANDEZ MARTINEZ Oscar EFAPEL (POR) 191 PAULINHO Sérgio 192 MENDONÇA Luís 193 MACHADO Tiago 194 ANTUNES Tiago 195 PAULINHO Pedro 196 SAENZ BALLESTEROS Nicolas 197 ARMILLAS PUBILL Gerard KELLY / INOUTBUILD / UDO (POR) 201 CASIMIRO Henrique 202 GOMES Luís 203 FERNANDES Venceslau 204 LOURENÇO Rafael 205 LOPES Pedro Miguel 206 COSTA Fábio 207 GONÇALVES Hélder L.A. ALUMINIOS / L.A. SPORT (POR) 211 DUARTE Emanuel 212 LEAÇA Gonçalo 213 RAMALHO André 214 RIBEIRO David 215 SCHEULEN Marvin 216 SILVA Bruno 217 SALGUEIRO Carlos MIRANDA - MORTÁGUA (POR) 221 SANCHO Hugo 222 GONÇALVES Gaspar 223 FREITAS Daniel 224 SILVA Joaquim 225 BARBOSA João 226 SANCHEZ REBOLLIDO Angel Lorenzo 227 LINAREZ MENESES Leangel Ruben RADIO POPULAR - BOAVISTA (POR) 231 GALLEGO RUIZ Alberto 232 BENTA João 233 CARVALHO Gonçalo 234 SILVA Afonso 235 FERNANDES Luís 236 NUNES Hugo 237 RODRIGUES David W52/FC PORTO (POR) 241 ANTUNES Amaro 242 MESTRE Ricardo 243 MESTRE Daniel 244 MAGALHÃES Jorge 245 PINTO Edgar 246 RODRIGUES João 247 CALDEIRA Samuel Publicidade - click aqui para saber mais As etapas Etapa 1 - Quarta-feira 19/02/2020 PORTIMÃO / LAGOS – 195,6 km Etapa 2 - Quinta-feira 20/02/2020 SAGRES/ ALTO DA FÓIA – 183,9 km Etapa 3 - Sexta-feira 21/02/2020 FARO/ TAVIRA – 201,9 km Etapa 4 - Sábado 22/02/2020 ALBUFEIRA / ALTO DO MALHÃO – 169,7 km Etapa 5 - Domingo 23/02/2020 LAGOA / LAGOA – 20,3 km (Contrarrelógio Individual) Onde podes ver - transmissão televisiva Se não podes estar no Algarve a assistir à prova na estrada, este ano a volta ao Algarve Cofidis será transmitida em 83 países e em vários canais. Em Portugal a prova algarvia poderá ser vista através do Eurosport 2 e da TVI24.O Eurosport vai transmitir todas as etapas em directo nos canais Eurosport em toda a Europa, Ásia e Austrália, o que perfaz um total de 65 países. Além disso, irá ainda disponibilizar o acesso à prova em toda a Europa, através da sua plataforma digital, o Eurosport Player. A SKY Sports é o canal onde se poderás assistir à Volta ao Algarve na Nova Zelândia, enquanto a TV2 Noruega garante a transmissão em canal aberto no país. A prova também chegará à América Latina, com a Claro Sports, podendo ser vista na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Perú, Uruguai e Venezuela. A transmissão televisiva será ainda complementada com a cobertura da Global Cycling Network, uma plataforma on-line com cerca de dois milhões de seguidores no Youtube e mais de um milhão no Facebook. No nosso site, MARRETAMAN.pt iremos fazer resumos diários escritos e com o resumo vídeo de cada etapa. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Ciclismo no Eurosport com Voltas ao Algarve e Andaluzia A partir de Quarta-feira, não percas o ciclismo no Eurosport com as Voltas ao Algarve e Andaluzia. De 19 a 23 de Fevereiro, os fãs da modalidade vão poder desfrutar de tardes recheadas com o melhor ciclismo do mundo, com estas duas grandes provas no canal Eurosport 2.  Publicidade - click aqui para saber mais Volta ao Algarve É já a partir desta quarta-feira, 19 de Fevereiro, que os fãs de ciclismo vão poder ver novamente a Volta ao Algarve nos ecrãs do Eurosport. O canal emite a 46.ª edição da ‘Algarvia’, uma das mais importantes corridas de pré-temporada do calendário mundial e igualmente uma das mais destacadas do território nacional. Fotografia: Getty Images (fornecida pela Eurosport) A transmissão da Volta ao Algarve ocorrerá diariamente por volta das 15:45 (Eurosport 2), a seguir do directo Volta à Andaluzia. Este ano a Volta ao Algarve apresenta-se com um pelotão de luxo, entre as estrelas que vão rolar nas estradas algarvias encontram-se nomes como os de Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep), Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), Geraint Thomas (INEOS), Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo), Philippe Gilbert ou Tim Wellens (Lotto Soudal). Geraint ThomasVincenzo Nibali Mathieu van der Poel O vencedor da anterior edição da prova, o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) não vai correr este ano no Algarve. Entre os portugueses, o grande destaque vai para o regresso de Rui Costa (UAE Emirates), que não competia na ‘Algarvia’ desde 2014. Rui Costa Volta à Andaluzia Para complementar a oferta de ciclismo do canal, os fãs contam ainda com a transmissão em directo da Volta à Andaluzia, ou Ruta del Sol (Rota do Sol), como também é conhecida esta prova que reúne alguns dos melhores ciclistas do pelotão internacional. Mikel Landa estará na Volta à Andaluzia Esta prova será transmitida todos os dias antes da Volta ao Algarve, pelas 14:45 (Eurosport 2). As tardes de ciclismo no Eurosport prometem ser muito bem passadas com estes dois grandes eventos, a não perder de 19 a 23 de Fevereiro. Podes sempre consultar a programação semanal do canal em www.eurosport.pt. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### A Cannondale Supersix de Rúben Guerreiro Rúben Guerreiro mudou-se para a EF Education-First, que é patrocinada pela Cannondale, é a primeira vez na carreira que o ciclista português corre com a Cannondale Supersix. Tivemos uns momentos com o Rúben, a meio de um treino, onde tivemos a oportunidade de fotografar a sua nova "arma" para esta temporada, da qual te passamos os pormenores. A nova Cannondale supersix foi lançada em 2019, em comparação com a anterior geração deste modelo o design do quadro mudou completamente, seguindo agora a tendência actual na procura de melhor aerodinâmica, com escoras mais baixas e total integração dos cabos. A Cannondale Supersix EVO de Rúben Guerreiro. O guiador utilizado nas Cannondale da equipa World Tour americana volta a ser Vision. O cockpit da Supersix EVO do Rúben Guerreiro é o Vison Metron 6D, o guiador com avanço integrado e de perfil aerodinâmico. Guiador Vision Metron 6D de perfil aero. De referir que este é também o guiador utilizado pela equipa da Bahrain na presente temporada. As fitas de guiador são Prólogo e a transmissão Shimano Dura-Ace Di2. Fitas de guiador prólogo, transmissão Shimano Dura-Ace Di2. A nova Cannondale Supersix segue a tendência dos quadros actuais, mais aero e com pormenores similares, como o espigão de selim em formato "D" com aperto integrado no quadro, bem como a ausência de cabos à vista. O espigão em formato "D", aero e de aperto integrado no quadro, grades de bidon Tacx. Uma curiosidade é o facto de apesar da Shimano não fazer parte dos parceiros oficiais da equipa (como podes verificar aqui), é a marca escolhida para assegurar a transmissão e travões, no entanto, a equipa opta por um MIX no pedaleiro, sendo este Cannondale e os pratos da FSA (53-38), marca que faz parte dos parceiros oficiais da equipa. Não querendo ser "mauzinhos" nem demasiado "geeks", mas reflectimos sobre o seguinte: sendo a FSA um parceiro oficial da equipa, e tendo actualmente no seu portefólio de produtos uma transmissão disponível (inclusive electrónica), o facto da equipa não a usar pode deixar algumas perguntas no ar, ou não? Nós ficámos curiosos. Pratos FSA 53-38. Para medir a potência debitada pelas pernas do Rúben e dos seus companheiros de equipa, a marca que apoia a EF Education First é a POWER2MAX. A marca alemã fornece os potenciómetros com logótipo e pintura personalizada para a equipa, pormenores que ficam sempre bem. O potenciómetro POWER2MAX com as cores da equipa. Mais um pequeno pormenor de personalização de cor, o drop-out do desviador traseiro em rosa EF Education First. As rodas de disco mas com sistema de chaveta de aperto rápido, um pormenor que não pode faltar nas bicicletas de competição, onde os mecânicos têm que trocar uma roda em poucos segundos. Tal como o guiador, outro dos parceiros oficiais da equipa, a Vision garante também as rodas. No caso da bicicleta de Rúben Guerrerio tem montadas as Vision Metron 30 SL. Além das fitas de guiador, a marca italiana Prólogo assegura também os selins, que no caso do Rúben é o Prólogo Nago C3 em carbono. Passando longas horas e longos quilómetros a pedalar longe de casa, o Rúben opta por usar uma bolsa de ferramenta, com os essenciais para um eventual furo ou pequena avaria. Outro pormenor interessante é a inserção em carbono do dispositivo de carregamento do Shimano Di2, que por sua vez é integrado no quadro. Em cima deste dispositivo o autocolante com a aprovação do quadro pela UCI, e o número de fabrico do quadro, que no caso da bicicleta do Rúben é o quadro 43293. Os pneus são os Vittoria Corsa de 28 mm., uma medida que permite algumas incursões em estradas de terra batida ou gravilha sem preocupações. Rúben Guerreiro treina algumas vezes nesse tipo de terreno. O dia que agendámos com o ciclista português para fazer as fotografias à sua bicicleta, esteve chuvoso como se pode avaliar pelo estado da bicicleta. Não vimos problema em fazer a sessão na mesma, não fazemos fotografia de estúdio, fazemos fotografia no terreno e o terreno estava assim, difícil. Texto: Luís Beltrão Fotografia: José Carmo Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Merida anuncia a nova Reacto LTD A nova Reacto LTD aparece no seguimento dos modelos especiais "Reacto Limited Edition" e " Reacto YC " lançados em 2018 e 2019 e baseia-se no atual quadro aero de terceira geração da Merida utilizado no UCI World Tour pela equipa BAHRAIN MERIDA PRO CYCLING TEAM . O novo modelo destaca-se pelo design poderoso e elegante O novo modelo de 2020 baseia-se na versão topo de gama full carbon CF2 do quadro Reacto e destaca-se pela decoração exclusiva inspirada no clássico I Ching* da literatura chinesa, simbolizando o “poder”. O modelo LTD é montado com um kit Shimano Ultegra DI2 eletrónico de 11x2 velocidades, cockpit personalizado da própria marca e rodas de carbono REYNOLDS AR 58 DB personalizadas de 58mm de perfil e 19mm de largura interna Ficamos à espera de de ver uma destas belezas ao vivo. Os detalhes são extenuantes! Encontram informação mais completa e pontos de venda associados no site da Merida para Portugal https://www.merida-bikes.pt/reacto-disc-ltd/ Excerpt: Seguindo uma tendência que ganha força no mercado, a Merida apresenta um modelo "Edição especial" da Reacto ### Como lavar a bicicleta sem danificar os componentes Incorporamos neste artigo, dois vídeos de como lavar a bicicleta sem danificar os componentes. O objectivo destes vídeos é dar dicas sobre como o fazer, não dizer que esta é a melhor ou única forma de o fazer, pessoas diferentes têm técnicas diferentes de lavar bicicletas. Vídeo 1 - Como lavar com jacto de pressão sem danificar os componentes. O primeiro vídeo tem pequenas dicas para quem vive num apartamento, não tem nenhum espaço onde lavar a sua bicicleta e por norma recorre à lavagem de pressão. A lavagem de pressão não é a ideal para as bicicletas, mas com alguns cuidados, mais vale este tipo de lavagem do que deixar a bicicleta suja vários dias em casa. https://youtu.be/SFIDWtk3cM4 Vídeo 2 - Como lavar e lubrificar a bicicleta correctamente. Neste segundo vídeo o José Carmo, mecânico da loja BikePlanet, mostra como se deve lavar e lubrificar a bicicleta correctamente. Para o fazeres em casa terás que ter espaço, um cavalete ou suporte para o quadro da bicicleta (visto o ideal ser lavar sem as rodas), além de mais algum material que o Zé mostra e explica no vídeo. https://youtu.be/FHFoHNI7Y0o Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - Wout van Aert regressa às vitórias Wout van Aert regressa às vitórias no ciclocrosse, mais de um ano depois da sua última vitória e após a longa recuperação da lesão contraída no Tour de France 2019. Aconteceu ontem no DVV Trofee, na corrida Lille - Krawatencross onde estavam presentes praticamente todos os ciclistas de topo, com excepção de Mathieu van der Poel, que já mudou o foco para a modalidade estrada após ter revalidado o título de campeão do mundo de ciclocrosse. Wout van Aert fez uma corrida de trás para a frente, ganhando posições pouco a pouco, abrindo depois um espaço para todos os adversários, sempre a ritmo. O tri-campeão do mundo não vencia desde 20-01-2019 (época passada), na corrida da taça do mundo em Pont-Château, França. Publicidade - click aqui para saber mais De realçar ainda que, à semelhança do campeonato do mundo, na corrida feminina voltou a haver um embate e final emocionante entre Annemarie Worst e Ceylin Alvarado, com a Campeã do Mundo a estrear-se a vencer com a camisola do arco-iris. Resumo em vídeo da corrida do DVV Trofee Lille - Krawatencross https://www.youtube.com/watch?v=0kMHSqwXVGg Falta uma corrida para terminar a temporada do superprestige, Middelkerke no dia 15/02/2019, Laurens Sweeck está na frente da classificação geral com uma margem mínima de 1 ponto para Eli Iserbyt e de 5 para Lars van der Haar. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Shimano compra negócio de ciclismo da Pioneer A Shimano compra a Pioneer, ou melhor, adquiriu os activos da parte do ciclismo à Pioneer, o que abrirá todo um novo mundo à empresa nipónica. A notícia é avançada pela própria Pioneer como podes ver aqui na página oficial da marca. A Pioneer tem sido uma empresa inovadora no mundo dos medidores de potência, ciclocomputadores e serviços Web, sob a plataforma Cyclo Sphere. Em desenvolvimento desde 2013, esta é já a terceira geração de produtos, e a empresa chegou a acordo para vender tudo isto ao maior fabricante de peças do mundo. Até final de Março de 2020 a Pioneer cessará as vendas, altura a partir da qual a Shimano pode assumir as vendas de todos os medidores de potência e ciclocomputadores da Pioneer, bem como, o controlo da plataforma Web "Cyclo-Sphere" da Pioneer. De acordo com o comunicado, apesar da Shimano continuar a desenvolver os produtos, o software e serviços online, os actuais clientes manterão acesso a todos os serviços que têm actualmente. A Pioneer continuará a prestar garantias e reparações até ao momento da transferência de activos no final de Março. No que respeita à combinação do produto da Pioneer, este não deve causar muitos problemas à Shimano, visto os produtos terem sido normalmente projectados para funcionar com os produtos do fabricante. Como pode a Shimano beneficiar com esta compra? A nossa análise (extra-comunicado oficial). O medidor de potência frente e verso da Pioneer, é mais acessível que o da Shimano, e a Pioneer também oferece um sistema duplo de medidor de potência lateral Ultegra, que a Shimano ainda não tem, e assim passaria a ter. Isto são factos. A Pioneer também tem nos níveis Dura-Ace e Ultegra, unidades de medidores de potência de um só lado, o que completaria algo que não existe na Shimano também. Mais factos. Se a tudo isto acrescentarmos o facto da Pioneer ter o seu próprio ciclocomputador, que a Shimano actualmente não tem, passará assim a ser um novo "player" também neste mercado, certo? Ou seja, com esta compra anunciada pela Pioneer, a Shimano tem nas suas mãos toda esta variedade de produto (mais escolha nos medidores de potência, ciclocomputadores, plataforma de treino na Web) para oferecer aos seus clientes. Fica atento ao nosso site, pois iremos actualizando o assunto. Ainda ontem 06/02/2020 escrevemos o artigo, e hoje 07/02/2020 já fazemos primeira actualização. Fomos contactados pela Shimano Portugal, que acerca deste assunto tem a dizer o seguinte: "Nós / Shimano confirmamos o comunicado da Pioneer e, nesta fase inicial, não temos mais nada a acrescentar além do comunicado".Shimano Portugal Fim de citação. O link para a página da Pioneer, com o referido comunicado, está no segundo parágrafo do nosso artigo desde o primeiro momento em que escrevemos. Fonte: Página oficial da Pioneer Cycle Sports. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Bryton com dispositivos no pelotão World Tour A marca de ciclo computadores Bryton, e a equipa World Tour Israel Start-Up Nation anunciaram a colaboração para 2020. Depois de na temporada passada ter tido colaboração com a Deceuninck Quick-Step, este ano a Bryton continua a colocar à prova os seus dispositivos de treino no patamar mais alto do ciclismo, este ano com a equipa Israelita. Em Dezembro de 2019, durante a 5.ª temporada da Israel Start-Up Nation (antiga Israel Cycling Academy), a equipa adquiriu a categoria UCI World Tour. Além disso, durante a temporada de 2019, a equipa de competição cresceu para 30 ciclistas, com um calendário de mais de 250 dias na corrida em todo o mundo. “O patrocínio da equipa Israel Start-Up Nation da UCI World Tour é uma oportunidade fantástica para Bryton. A Bryton dedicou grande esforço e recursos, ao trabalho com grandes equipas profissionais desde o seu início. A equipe da Israel Start-Up Nation irá ajudar-nos a continuar o trabalho para tornar os nossos produtos cada vez melhores ”, diz Samuel Wang, CEO da BRYTON. Este ano a equipa da Israel Start-Up Nation será a primeira equipa de Israel a competir no Tour de France. “Estamos muito satisfeitos por ter a BRYTON como parceira e patrocinadora dos dispositivos de GPS que a equipe usará” “A BRYTON está muito focada no desenvolvimento de produtos e o seu nível de esforço é comparável com o da equipa no seu campo desportivo. Os dispositivos Bryton são compatíveis com todos os elementos e equipamentos que usamos, como potenciómetros "4iiii" ou o software de treino "TrainingPeaks", portanto nossa colaboração é perfeita. ” diz Kjell Carlström, director da Israel Start-Up Nation " A equipe será uma das primeiras a usar o recém-lançado ciclocomputador GPS Rider 420, que possui recursos avançados e excelente precisão de GPS, graças à tecnologia GNSS (Sistema Global de Navegação Global por Satélite). Entre outras características tem rastreamento de trilhos e rotas com informações de orientação e pontos de interesse, suporte de potenciómetros, um novo ecrã muito mais nítido e visível a partir de qualquer ângulo e notificações inteligentes. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Specialized Turbo Levo SL A Specialized lançou uma nova bicicleta eléctrica de montanha, para juntar-se à família Turbo, a nova Specialized Turbo Levo SL. Como o nome indica, é uma versão "mais soft" da Turbo Levo, pois ao usar um motor mais leve e menos potente, a Specialized conseguiu reduzir o peso para uns impressionantes 17,3 kg. O público alvo são ciclistas que preferem ter uma bicicleta mais ágil e fácil de manobrar, em vez das feras grandes e potentes Levo e Kenevo. A Levo SL não substitui a Levo, é outro conceito de bicicleta. Enquanto a Levo é uma bicicleta que permite chegar ao topo ou dar o máximo de voltas o mais rápido possível, a Levo SL pretende ser perfeita para alguém que procure a leveza e agilidade na hora de pedalar, ou ter uma experiência semelhante à que teria com uma bicicleta convencional pura. Por outras palavras, podemos resumir desta forma: A Levo SL é “LEVE E ÁGIL”.A Levo é “POTENTE E ESTÁVEL”.Quanto à Kenevo, é “SELVAGEM E CAPAZ”. Um detalhe importante para a experiência do ciclista é o facto do sistema de motor Specialized SL 1.1 tirar apenas 1,5 watts de resistência ao atrito da pedalada quando o motor está completamente desligado. Isto significa que tem a mesma resistência que os rolamentos e vedantes de um eixo pedaleiro de qualquer bicicleta topo de gama que não seja eléctrica. A Turbo Levo o SL tem 150 mm. de curso dianteiro e traseiro e é roda 29 ”. A geometria é quase idêntica à das "suas irmãs". Especificações da Levo SL • Tamanho da roda: 29 " • Curso: 150mm • Motor SL 1.1 especializado de 240 watts • Bateria interna de 350 Wh, "Range Extender" disponível • Opções de alumínio e carbono • ângulo da cabeça de 66 ° - 65,5 ° • Chainstays: 437mm • Peso: 17,35 kg - S-Works, tamanho L No total, existem 5 modelos na linha Turbo Levo SL, os preços começam nos €5.999,00 para o modelo SL Comp com quadro de alumínio e vão até aos €12.999,00 para a S-Works, com quadro em carbono, rodas de carbono e sistema de transmissão SRAM AXS. Mais informações no site da Specialized Portugal. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa venceu a primeira etapa da Volta à Arábia Saudita Rui Costa (UAE-Emirates) venceu a primeira etapa da Volta à Arábia Saudita, entre Riade e Jaww. Na etapa de 173 km's., o português bateu no sprint final o australiano Heinrich Haussler (Bahrain-Merida) e o francês Nacer Bouhanni (Arkéa-Samsic), depois de fazer o ataque decisivo a cerca de 500 metros da meta. "Muito importante esta vitória. Há algum tempo que não vencia. Sabia em que dias tinha hipóteses. Esta etapa tinha um final explosivo. Sabia quem tinha de marcar e onde tinha de atacar. Acabei por sair um pouco mais cedo. Agora desfrutar desta vitória"Rui Costa Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=qwB8xPq6A4k Os outros portugueses em competição, Ivo Oliveira (UAE-Emirates) foi 29.º classificado, e José Neves (Burgos-BH) terminou em 91.º, a 7.55 minutos. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos Rudy Project Cutline A Rudy Project lançou um novo modelo de óculos, os Rudy Project Cutline chegam para completar a ampla gama de óculos da marca italiana. Como destaques a assinalar estão o novo design, as amplas lentes de protecção, as protecções removíveis e um sistema de troca de lentes ainda mais fácil e intuitivo. Novos Rudy Project Cutline Estes óculos terão preços entre €160,74 e os €255,72 dependendo das tecnologias das lentes. Para mais informações acerca dos novos Rudy Project Cutline contacta a Rudy Project Portugal através da sua página de Facebook. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon Strive CFR com dois novos modelos em 2020 A Canyon Strive CFR, com a sua tecnologia Shapeshifter de alteração de geometria é duas bicicletas numa só, nós já a testámos e o sistema funciona. Pode ver o nosso teste aqui. Canyon Strive CFR 9.0 Team 2019 testada por nós. Em 2019 a marca alemã lançou uma nova Strive com um Shapeshifter reelaborado. Para 2020, esta bicicleta de carbono utilizada na Enduro World Series (EWS) terá dois novos modelos Canyon Strive CFR. CFR significa Canyon Factory Racing. Estas bicicletas são desenhadas e fabricadas para competir nas mãos dos melhores pilotos, nos percursos mais duros do planeta no EWS. Profissionais como Dimitri Tordo e Ines Thoma requerem o melhor equipamento, e as novas Strive CFR 9.0 e Strive CFR 9.0 Ltd. podem oferecê-lo graças a dois importantes melhoras desenvolvidas juntamente à equipa Canyon de enduro. A marca usou técnicas vanguardistas na construção com fibras de carbono. De acordo com a Canyon, ou seus engenheiros reduziram o peso em 300 g., deixando a bicicleta num total de 13.3 kg, a bicicleta mais leve da gama, a Strive CFR 9.0 (tamanho M). Com uma suspensão FOX Factory 170/150 mm, mudanças e travões Shimano XTR, rodas de carbono DT Swiss EXC, é uma das bicicletas de enduro mais leves do mercado. O porta-estandarte é a Strive CFR 9.0 Ltd, com 14,2 kg, suspensão 170/150 mm RockShox, grupo SRAM XX1 Eagle AXS, espigão telescópico Reverb AXS, travões SRAM Code RSC e rodas de carbono ZIPP 3Zero Moto com a última tecnologia TyreWiz de monitorização da pressão do ar. A Strive está desenhada e feita ao redor do Shapeshifter, que transforma a geometria e características da bicicleta durante a corrida entre as possibilidades uphill e downhill. Com só pulsar um botão no guiador, activa-se o Shapeshifter, baixando a altura do movimento pedaleiro cerca de 4 mm e reduzindo o ângulo da caixa de direção em 1.5°, vantagens que fazem a diferença em descidas rápidas e técnicas. Quando é momento de subir, basta pulsar o botão novamente para optimizar a eficiência da pedalada, com um curso traseiro limitado a 135 mm. As novas Strive CFR 9.0 e Strive CFR 9.0 Ltd. estão disponíveis a partir de hoje, terça-feira, 4  de Fevereiro, em www.canyon.com/pt-pt/, com um preço de €5.999,00 e €9.000,00 respectivamente. Podes encontrar mais informação sobre a patenteada tecnologia do Shapshifter da Strive aqui. Vídeo do nosso teste à Strive CFR 9.0 Team 2019 https://www.youtube.com/watch?v=17gK15BGfik&feature=emb_logo Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tiago Ferreira e Hans Becking vencem Costa Blanca Bike Race Tiago Ferreira e Hans Becking venceram a Costa Blanca Bike Race, uma corrida de 4 etapas na zona de Alicante em Espanha. A dupla entra assim em 2020 a vencer. Ferreira e Becking venceram as duas primeiras etapas colocando-se desde o início da competição como líder da mesma, no entanto um furo na última etapa quase deitava tudo a perder na Costa Blanca Bike Race. Quando Tiago Ferreira e Hans Becking tiveram o furo valeu o outro português José Dias, que ajudou a resolver rápido a situação, tendo desta forma a dupla de Tiago Ferreira conseguido terminar em 4.º a etapa sem perder no entanto o primeiro lugar da classificação geral. José Dias O pódio masculino desta Costa Blanca Bike Race 2020 ficou constituído por Emil Hasund e Anders Johannessen da equipa norueguesa em terceiro lugar, Dan McConnell e Anton Sintsov da Primaflor Mondraker X-Sauce em segundo, e Tiago Ferreira e Hans Becking da DMT Racing Team no lugar mais alto do pódio. Tiago Ferreira e Hans Becking foram superiores, mas podem agradecer a José Dias. Vídeo resumo etapa 1 https://www.youtube.com/watch?v=2WU2Gkcpapk Vídeo resumo etapa 2 https://www.youtube.com/watch?v=t9a_xsWiR7A Vídeo resumo etapa 3 https://www.youtube.com/watch?v=D8sLe3kL00k Vídeo resumo etapa 4 https://www.youtube.com/watch?v=X6DRkMmSXUk Para o ano há mais. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Por: Luís Beltrão ### Campeonatos do Mundo de ciclocrosse, Dubendorf O ponto alto da temporada desta modalidade teve lugar na Suíça, em Dubendorf, onde se realizaram os Campeonatos do Mundo de ciclocrosse da temporada 2019/2020. Publicidade - click aqui para saber mais Corrida Elite masculina Na corrida masculina Mathieu van der Poel (MVDP) era o grande favorito, mas como era uma prova de Campeonato do Mundo, existia (embora que pequena) uma expectativa sobre se alguém lhe poderia roubar o título. Mathieu van der Poel Mathieu van der Poel só necessitou de 7/8 min's. para esclarecer que isso dificilmente aconteceria, colocando os seus perseguidores a mais de 30 segundos, ainda antes de terminar a primeira volta da corrida. Mathieu van der Poel terminou assim, com tempo para tudo. Tal como acontece nas corridas onde normalmente alinha o holandês, a história da vitória rapidamente ficou escrita, ficando a emoção e expectativa da corrida nos restantes lugares do pódio. Por sua vez, MVDP venceu o seu 3.º Campeonato do Mundo de ciclocrosse elite (2.º consecutivo). O segundo lugar do pódio, que não obstante o valor do atleta, foi de facto a surpresa do dia, Thomas Pidcock atacou no grupo que perseguia MVDP e conseguiu abrir um espaço que manteve até ao final, terminando o seu primeiro campeonato do mundo de elite com uma medalha de prata. Thomas Pidcock, aos 20 anos de idade termina com medalha de bronze no seu primeiro campeonato do mundo em Elites Toon Aerts tentou a todo custo perseguir e apanhar o jovem britânico Pidcock, sem sucesso, e teve ainda que lutar pelo terceiro lugar do pódio com o seu compatriota Wout van Aert, vencendo essa batalha. Thomas Pidcock, Mathieu van de Poel e Toon Aerts preencheram o pódio. Destaque para o excelente 4.º lugar de Wout van Aert, excelente porque o tri-campeão do mundo tem pouco mais de um mês de competição, após paragem prolongada por lesão, é um fora de série. Wout Van Aert ainda tentou o pódio, mas com poucos meses de competição após a grave lesão contraída no Tour de França 2019 um 4.º posto foi satisfatório. Desilusão por parte de Eli Iserbyt, do qual se esperava mais apesar da ser o seu primeiro campeonato do mundo na categoria de elite, tendo em conta a excelente temporada que fez. TOP 10 corrida elite masculina Pos.NomePaísTempo1VAN DER POELHOL1:08:522PIDCOCKING1:10:123AERTSBEL1:10:374VAN AERTBEL1:10:565SWEECKBEL1:11:246VANTHOURENHOUTBEL1:12:047VAN KESSELHOL 1:12:448MERLIERBEL1:13:249HERMANSBEL1:13:4010ISERBYTBEL1:14:03 Resumo vídeo da corrida elite masculina https://www.youtube.com/watch?v=vLfFar9yYlA Corrida Elite feminina Na corrida feminina que decorreu no Sábado, não houve surpresas no que respeita a que lutou pela corrida, esta foi disputada pelas atletas que se esperava e da forma que se esperava, ou seja, de uma forma espectacular e até aos últimos metros. A corrida feminina foi discutida por 3 holandesas. A ainda Sub-23 Ceylin del Carmen Alvarado, optou por participar na categoria de elite e foi ela quem se sagrou campeã do mundo, terminando a corrida ao sprint com Annemarie Worst, sobre a qual levou a melhor, ao contrário do que havia sucedido por mais do que uma vez durante a temporada. Foi sem dúvida a corrida mais espectacular do fim-de-semana. Ceylin Alvarado venceu Worst em cima do risco de meta. Annemarie Worst, Ceylin Alvarado e Lucinda Brand, a supremacia holandesa nestes campeonatos do mundo em Dubendorf TOP 10 corrida de elite feminina Pos. Nome País Tempo 1ALVARADONED0:45:202WORSTNED0:45:213BRANDNED0:45:304COMPTONUSA0:46:205KASTELIJNNED0:46:466RICHARDSGBR0:47:047LECHNERITA0:47:458VAN LOYBEL0:48:069VERDONSCHOTBEL0:48:1210PETITFRA0:48:26 Vídeo resumo da corrida de elite feminina https://www.youtube.com/watch?v=58tLYTJLli0 Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Antevisão Campeonato do Mundo de Ciclocrosse Estamos a menos de 48 horas do início do Campeonato do Mundo de Ciclocrosse, que este ano se realizará em Dubendorf, Suíça. Fazemos uma antevisão da prova mais aguardada do ano, seja para a atletas ou adeptos da modalidade. Mathieu van der Poel e Toon Aerts - Taça do Mundo em Namur Se quiseres relembrar ou saber como foi a temporada de ciclocrosse até agora, entra no menu "Ciclocrosse" da nossa página principal, á encontras todos os resumos das corridas da Taça do Mundo e troféu Superprestige. O Circuito Há muito que se sabe a localização do circuito e embora só mais recentemente se saiba o traçado do mesmo, também há muito tempo se sabe que seria um circuito rápido e maioritariamente plano, visto este ter sido feito num Aeroporto, onde por norma não existem montanhas e vales, pois não dão muito jeito para fazer aterrar aviões. https://www.youtube.com/watch?v=rekqbregWIU O circuito dos Campeonatos do Mundo As dificuldades do circuito foram assim criadas artificialmente, existem pequenos topos nas pontes criadas, areia, barreiras e outros topos criados artificialmente. Publicidade - clica para saber mais Que sinais pode dar uma tipologia de circuito assim? O principal é que se podem formar grupos e se pode trabalhar em conjunto, em principio não é uma opção tentar fazer diferenças na primeira metade da corrida. Corrida masculina - Mathieu van der Poel, e os outros. Na corrida masculina podem haver duas abordagens ao fenómeno Mathieu van der Poel (MVDP). Não existe qualquer dúvida que MVDP é o principal favorito a vencer a corrida, os números falam por si, nas últimas 50 corridas de ciclocrosse disputadas pelo holandês, este venceu 49. Primeira abordagem: quando van der Poel alinha na partida de uma corrida, deixa de haver suspense no que respeita ao vencedor. A segunda abordagem: qualquer pessoa gosta de ver espectáculo, gosta de ver vencedores, gosta de ver ataques, e com MVDP as corridas de ciclocrosse têm tudo isto. Interpretações do fenómeno van der Poel à parte, a verdade nua e crua é que o holandês não está um nível acima dos seus adversários, está dois ou três! Só um problema mecânico ou uma queda grave poderiam impedir MVDP de revalidar o seu título de campeão do mundo. Os outros Toon Aerts, vencedor das últimas edições da Taça do Mundo de Ciclocrosse, ex- Campeão da Europa e vencedor de vários troféus, é rei e senhor na lama (característica que o favorece). Além de ser o vencedor da taça do mundo da corrente temporada, pode gabar-se de ser o único atleta a vencer uma corrida a Mathieu van der Poel nos últimos tempos (corrida do DVV Trofee, em Ronse, Dezembro de 2019). Toon Aerts. Toon Aerts foi um atleta regular durante toda a época, mas notou-se claramente que apontou o seu pico de forma para a segunda metade da temporada, pois o atleta belga de 26 anos fez uma temporada em crescente de forma. Toon Aerts e Matieu van der Poel, a batalha repete-se. Uma queda na épica corrida de Namur (quando lutava pela vitória com MVDP) custou-lhe 4 costelas partidas, o que lhe pode ter influenciado o seu trajecto e pico de forma para os campeonatos do mundo, mas se existe atleta capaz de "bater o pé" a Mathieu van der Poel, Toon Aerts é um deles. Eli Iserbyt, o ainda Sub-23 que decidiu competir em Elite teve um arranque avassalador, onde venceu várias corridas na primeira metade da temporada, discutiu até à última prova a taça do mundo, foi medalha de prata nos Campeonatos da Europa e é líder do DVV Trofee a uma prova do fim. Eli Iserbyt vai certamente querer discutir a corrida e mesmo que não vença, esta já é uma temporada fenomenal por parte do "baixinho" atleta belga. Laurens Sweeck é o outro belga em destaque na presente temporada, onde já conta com algumas vitórias, mas acima de tudo prima pela regularidade, o que lhe vale a liderança do mais prestigiado troféu de ciclocrosse, o Superprestige, a duas provas do fim. O ponto alto da temporada e da carreira de Laurens Sweeck foi este ano sagrar-se campeão belga da modalidade, o que tendo em conta a tradição que este desporto tem no país, vale quase tanto como ser campeão do mundo. Wout van Aert dispensa apresentações, é tri-campeão do mundo da modalidade, desde as camadas jovens é o arquirrival de MVDP, juntamente com o holandês fez uma transição de sucesso para o ciclismo de estrada e é graças a ambos que hoje em dia o ciclocrosse é mais visto em todo o mundo. Wout van Aert foi Campeão do Mundo elite em 2016, 2017 e 2018. O agora ciclista da Jumbo-Visma não fez a temporada de ciclocrosse completa, por estar em recuperação de uma grave queda sofrida durante o contra-relógio do Tour de França, no entanto após o seu regresso tem feito sempre TOP 10 nas corridas e inclusive já fez pódio. Wout van Aert é também um prodígio do ciclocrosse mundial. O ano passado discutiu o título com MVDP, este ano é pouco provável que esteja na discussão da corrida, mas tendo em conta o seu valor e experiência não seria de estranhar que finalizasse no pódio. Start List Elites Masculinos Pos.Nome (País)1Mathieu van der Poel (Países Baixos)2Lars van der Haar ( Países Baixos )3Corne van Kessel ( Países Baixos )4Joris Nieuwenhuis ( Países Baixos )5David van der Poel ( Países Baixos )6Stan Godrie ( Países Baixos )7Sieben Wouters ( Países Baixos )S 8Maik van der Heijden ( Países Baixos )9Laurens Sweeck (Bélgica)10Toon Aerts ( Bélgica )11Eli Iserbyt ( Bélgica )12Michael Vanthourenhout ( Bélgica )13Quinten Hermans ( Bélgica )14Tim Merlier ( Bélgica )15Wout van Aert ( Bélgica )S 16Gianni Vermeersch ( Bélgica )S 17Jens Adams ( Bélgica )S 18Thijs Aerts ( Bélgica )19Marcel Meisen (Alemanha)20Sascha Weber ( Alemanha )21Steve Chainel (França)22David Menut ( França )23Felipe Orts Lloret (Espanha)24Kevin Suarez Fernandez ( Espanha )25Kerry Werner (EUA)26Curtis White ( EUA )27Stephen Hyde ( EUA )28Timon Ruegg (Suíça)29Simon Zahner ( Suíça )30Marcel Wildhaber ( Suíça )31Lukas Fluckiger ( Suíça )32Nicola Rohrbach ( Suíça )33Emil Hekele (R.Checa)34Michael Boros ( R.Checa )35Tomas Paprstka ( R.Checa )36Jan Nesvadba ( R.Checa )37Michael van den Ham (Canadá)38Cameron Jette ( Canadá )39Nicolas Samparisi (Itália)40Cristian Cominelli ( Itália )S 41Gioele Bertolini ( Itália )S 42Stefano Capponi ( Itália )S 43Stefano Sala ( Itália )44Thomas Pidcock ( Inglaterra )45Matej Ulik (Eslováquia)46Ondrej Glajza ( Eslováquia )47Simon Vozar ( Eslováquia )48Goran Cerovic (Montenegro) Corrida feminina - selecção dos Países Baixos sem estratégia nem amizades Na presente temporada as corridas têm sido completamente dominadas, em todos os troféus, por atletas holandesas e todas elas querem a camisola do arco-íris, pelo que nestes campeonatos do mundo não se prevê que haja estratégia de equipa. Vejamos as candidatas. Annemarie Worst, é a ex-campeã da Europa que na presente temporada tem estado sempre em destaque, tendo conseguido a medalha de bronze no Campeonato da Europa e tendo a Taça do Mundo. Annemarie Worst venceu a Ceyline Alvarado, várias vezes ao sprint. Worst também fez uma temporada em crescente de forma, tem estado na discussão das últimas corridas e este é o seu principal objectivo da temporada. Ceylin Alvarado é ainda atleta sub-23, mas ao contrário dos Campeonatos da Europa (onde se sagrou Campeã da Europa sub-23), decidiu competir na categoria de Elite, e tem razões para isso pois tem dividido o domínio das corridas da presente temporada com a sua compatriota Annemarie Worst. Alvarado discutiu a vitória da Taça do Mundo até à última prova, e não fosse um erro e consequente queda a poucos metros do fim, poderia mesmo ter ganho. Anne Marie Worst e Celine Alvarado. Tem estado em grande destaque, é uma das principais favoritas mas tem que descartar as adversárias antes dos metros finais, caso contrário tem desvantagem no sprint, como se verificou em várias corridas este ano. Lucinda Brand, praticamente só apareceu na segunda metade da temporada, claramente com um objectivo, a camisola do arco-íris. Lucinda Brand A atleta holandesa de 31 anos tem dominado as últimas corridas da temporada, domínio só interrompido por uma queda que sofreu no DVV Trofee. Sanne Cant é a única atleta belga entre as favoritas, embora na presente temporada não tenha dado tanto nas vistas como as três que referimos acima, Sanne Cant tem sido top 10, top 5 em muitas corridas. Desempenho da temporada à parte, Sanne Cant é a actual Campeã do Mundo, título que venceu nos últimos 3 anos consecutivamente, o que basta para estar entre as candidatas. Start list Elites femininas Pos.Nome (País)1Sanne Cant (Bélgica)2Ellen van Loy ( Bélgica )3Laura Verdonschot ( Bélgica )4Yara Kastelijn (Países Baixos)5Ceylin del Carmen Alvarado ( Países Baixos )6Annemarie Worst ( Países Baixos )7Lucinda Brand ( Países Baixos )8Geerte Hoeke ( Países Baixos )9Maud Kaptheijns ( Países Baixos )10Clara Honsinger (EUA)11Katherine Compton ( EUA )12Rebecca Fahringer ( EUA )13Evie Richards (Inglaterra)14Bethany Crumpton ( Inglaterra )15Pavla Havlikova (R.Checa)16Katerina Nash ( R.Checa )17Nikola Bajgerova ( R.Checa )18Lucia Gonzalez Blanco (Espanha)19Aida Nuno Palacio ( Espanha )20Paula Diaz Lopez ( Espanha )21Eva Lechner (Itália)22Alice Maria Arzuffi ( Itália )S 23Rebecca Gariboldi ( Itália )S 24Silvia Persico ( Itália )S 25Alessia Bulleri ( Itália )26Zina Barhoumi (Suíça)27Caroline Mani (França)28Marlene Petit ( França )29Perrine Clauzel ( França )30Zuzanna Krzystala (Polónia)31Barbara Borowiecka ( Polónia )32Christine Majerus (Luxemburgo)33Elisabeth Brandau (Alemanha)34Maghalie Rochette (Canadá)35Jennifer Jackson ( Canadá )36Nadja Heigl (Áustria)37Aya Akamatsu (Japão)38Mari-liis Mottus (Estónia) Transmissão As provas de elite feminina e masculina serão transmitidas pela Eurosport Portugal, com comentários de Paulo Martins e Luís Beltrão, nos seguintes dias e horários: Sábado 1 de Fevereiro: 13:55 - Prova de Elite Feminina na Eurosport 2 Domingo 2 de Fevereiro: 13:55 - Prova de Elite Masculina na Eurosport 2 Espero por ti este fim de semana na Eurosport 2. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - última prova da Taça do Mundo, Hoogerheide Última prova da Taça do Mundo de Ciclocrosse, onde apesar de Mathieu van der Poel (MVDP) dominar as últimas provas, quem lutava pela vitória da classificação geral eram Toon Aerts e Eli Iserbyt. Mais uma vez MVDP partia com 11 ciclistas à sua frente, por não ter ranking na classificação da presente época, mas corria em casa e num circuito com o nome do seu pai. Publicidade - click para saber mais Na volta 6 de 10, Mathieu van der Poel fez as coisas à maneira de Mathieu van der Poel, num arranque à sua imagem distanciou os adversários e deixou Toon Aerts e Eli Iserbyt a resolverem as coisas entre si. A vantagem que Toon Aerts tinha sobre Iserbyt permitia-lhe finalizar terceiro atrás do pequeno belga e ainda assim vencer a classificação geral, mas na última volta, na passagem das barreiras aproveitou o facto de Iserbyt desmontar para atacar e finalizar segundo, vencendo mais uma vez a Taça do Mundo de Ciclocrosse. Top 10 prova masculina Pos.NomePaísTempo1VAN DER POELHOL1:04:392AERTSBEL1:05:173ISERBYTBEL1:05:224VANTHOURENHOUTBEL1:05:285MERLIERBEL1:05:296VAN DER HAARHOL 1:05:297PIDCOCKGBR1:05:318VAN AERTBEL1:05:329SWEECKBEL1:05:3810VAN KESSELHOL 1:05:44 Prova feminina A decisão da vitória na categoria feminina estava ainda mais emocionante que na categoria masculina, entre Annemarie Worst e Ceylin Alvarado, quem vencesse a prova ou ganhasse pontos à adversária, venceria Taça do Mundo de ciclocrosse 2019/2020. A corrida foi sempre feita com as favoritas a marcarem-se constantemente e a rodarem juntas, até que nas últimas voltas começaram os ataques com Lucinda Brand a procurar constantemente a vitória. Numa tentativa de fuga das adversárias, Ceylin Alvarado fez a movimentação que julgava certa para deixar Annemarie Worst para trás, mas numa secção técnica um descuido e consequente queda deitou tudo a perder. Lucinda Brand acabou por vencer a prova, seguida de Annemarie Worst que assim venceu a Taça do Mundo de Ciclocrosse 2019/2020. TOP 10 prova feminina Pos.NomePaísTempo1BRANDHOL0:45:112WORST HOL 0:45:143CANTBEL0:45:154KASTELIJN HOL 0:45:165RICHARDSING0:45:216ALVARADO HOL 0:45:287VAN ANROOIJ HOL 0:45:378ROCHETTECAN0:45:409VAN DER HEIJDEN HOL 0:45:5510VERDONSCHOTBEL0:45:55 Próximo fim de semana, teremos os tão esperados campeonatos do mundo. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Richie Porte vence Tour Down Under com outra exibição de luxo Em Willunga Hill Richie Porte vencia há 6 anos seguidos, esta subida também já era apelidada de "Richie Porte Hill", hoje procurava a 7.ª vitória consecutiva nesta etapa do Tour Down Under, mas foi-lhe roubada por Matthew Holmes. Só Matthew Holmes conseguiu seguir na roda de Richie Porte Richie Porte não venceu a etapa, mas ficou em segundo e a diferença que fez na subida para os seus adversários deu-lhe a vitória do Tour Down Under, o "diabo da Tasmânia" fez mais um arranque impressionante, descarregando Simon Yates e todos os adversários directos, com excepção do surpreendente Matthew Holmes, que não era perigoso na geral. Richie Porte terminou a etapa em segundo mas venceu o Tour Down Under. O ciclista inglês de 26 anos contratado este ano pela Lotto-Soudal, Matthew Holmes foi o único que teve pernas para acompanhar Richie Porte e nos últimos metros surpreendeu o australiano, vencendo a sua primeira etapa World Tour, na sua primeira corrida World Tour, é um ciclista para seguir com atenção em 2020. Matthew Holmes A Lotto-Soudal vem da Austrália com 3 vitórias no bolso. Publicidade É só a primeira prova da temporada, sabendo-se que tradicionalmente Richie Porte está em forma nesta altura do ano, é um ciclista de enorme qualidade e que deixa sempre a vontade de o vermos assim na altura do Tour de França. Richie Porte Na classificação geral do Tour Down Under, destaque ainda para o segundo lugar por parte de Diego Ulissi (UAE-Team Emirates) e Simon Geschke ( CCC Team) que conseguiu o melhor resultado da carreira na geral de uma corrida World Tour. Resumo Vídeo da última etapa da corrida https://www.youtube.com/watch?v=5CsW0FYeKAM A partir de hoje, dia 26/01/2020 não percas a outra volta de início de temporada, a "Vuelta San Juan" na Argentina, que será transmitida pela Eurosport Portugal. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Canyon Lux CF SLX 9.0 DT LTD a primeira com componentes DT Swiss 232 One A engenharia alemã e precisão suíça unem-se no lançamento da nova Canyon Lux CF SLX 9.0 DT LTD, uma bicicleta exclusiva com a nova linha de componentes DT Swiss 232 One. Esta Canyon Lux CF SLX 9.0 DT LTD de edição limitada, com uma produção de apenas 32 unidades estará disponível a partir de hoje dia 23/01/2020 no site da Canyon , a um preço de 7.499,00 €. As estreitas relações entre os engenheiros, designers e gestores de de produto das duas marcas influiu no desenvolvimento de produtos nos dois lados da fronteira entre a Alemanha e a Suíça. A nova linha de componentes 232 One XC, projecto que contou com a colaboração da Canyon, que teve um papel crucial no desenvolvimento do surpreendente espigão telescópico invertido D 232 One de 60 mm, que com só 369 gr. se torna uma nova referência para corridas XC. O novo espigão telescópico invertido D 232 One de 60 mm da DT Swiss, com só 369 gr. torna-se uma nova referência, como um dos mais leves para corridas XC. A Lux CF SLX 9.0 DT LTD construiu-se sobre a base do quadro Lux CF SLX, a SRAM encarrega-se da transmissão com o seu grupo topo de gama XX1 Eagle AXS e a DT Swiss das rodas de carbono com as suas XRC 1200 de 30 mm. . Este modelo é a primeira bicicleta de produção no mundo equipada com componentes DT Swiss 232 One, inclui uma forqueta F 232 One de 110 mm. de curso, um amortecedor traseiro R 232 One e o espigão telescópico invertido D 232 One. Amortecedor traseiro R 232 One Suspensão F 232 One de 110 mm Com um peso de só 10,1 kg e com estas características, a Lux CF SLX 9.0 DT LTD apresenta-se de acordo com a versatilidade do XC moderno, para qualquer trilho e para exigentes circuitos da Taça do Mundo. Outra novidade é o facto de Lukas Flückiger correr com uma bicicleta muito similar ao longo de 2020. Um dos melhores ciclistas de XC na Suíça, esteve ligado à DT Swiss e em 2020 correrá com a Canyon, participará tanto na Taça do Mundo como nas provas de classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Richie Porte dá espectáculo na etapa 3 do Tour Down Under Como em anos anteriores, foi uma exibição impressionante por parte de Richie Porte, com a diferença de que foi antecipada, pois a subida onde Porte já vence há 7 anos seguidos no Tour Down Under ainda está por vir. Para já, Richie Porte além da vitória de etapa colocou-se líder, com a bonificação de tempo mais a sua vantagem na estrada, tem agora 6 seg. sobre um grupo de oito ciclistas que lutaram juntos para limitar as perdas em relação ao escalador, que atacou logo no início da subida final. De qualquer forma o "Diabo da Tasmânia" não tem a vitória garantida, ainda há muitas bonificações nas metas intermédias e o Bicampeão da corrida, Daryl Impey sabe aproveitar essas bonificações Resumo em vídeo da etapa 4 https://www.youtube.com/watch?v=C4x89i2U0Zc Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A edição especial Tour Down Under da Specialized O Santos Tour Down Under é sempre uma corrida especial porque normalmente marca o arranque da temporada de ciclismo do pelotão World Tour, a Specialized aproveitou a ocasião e lançou uma edição de produtos inspirados na corrida australiana. Esta época,  Coleção Down Under foi inspirada na velocidade e cor do Periquito Australiano. Muita da vida selvagem, sofre o efeito dos devastadores incêndios, e a Specialized fez um donativo de 100.000 dólares para apoiar os esforços no salvamento da vida selvagem. A colecção Down Under, tem como objectivo os ciclistas de todo o mundo poderem demonstrar a sua solidariedade, pedalando com uma edição limitada para apoiar a defesa da fauna australiana. Capacetes Prevail Capacetes Prevail A colecção apresenta as tonalidades de azul, verde e amarelo do periquito australiano tanto no quadro Allez Sprint Disc, como nos sapatos S-Works 7, capacetes Prevail e Evade com sistema ANGi, nas meias e no novo boné Deflect UV. Capacete Evade Capacete Evade Como já deves ter reparado algumas das equipas World Tour, patrocinadas pela Specialized, como a Deceuninck - Quick-Step e BORA-hansgrohe estãoa usar alguns dos artigos desta colecção no Santos Tour Down Under. Quadro Specialized Allez Sprint Disc Em honra do periquito a marca americana doa à WIRES (Australian Wildlife Rescue Organization), que tem trabalhado de forma incansável para salvar e cuidar da vida selvagem afectada pelos incêndios. sapatos S-Works 7 sapatos S-Works 7 Mais de 20 000 chamadas foram feitas para a WIRES em Dezembro, e os voluntários participaram de mais de 3300 resgates. Com focos de incêndio ainda por apagar, muitos mais animais estão desesperados por ajuda. Sabe mais acerca do Fundo de Emergência WIRES, aqui: wires.org.au/ Para mais detalhes sobre a colecção Tour Down Under da Specialized acede aqui ao site. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Caleb Ewan com motor afinado para 2020 Caleb Ewan já tinha vencido na Schwalbe clássic antes do arranque do Tour Down Under, deixando boas indicações, que confirmou na 2.ª etapa do Santos Tour Down Under, ao vencer a etapa após um sprint muito rápido e forte. O pequeno torpedo australiano Caleb Ewan vence a segunda etapa no Tour Down Under. Ewan lidera agora a corrida, embora o objectivo seja vencer etapas e saber como está a foma, o que para já está cumprido, pois Caleb Ewan está claramente em boa forma no sprint e começar o ano a vencer dá sempre aquela motivação extra. O que ninguém quer em nenhuma altura do ano, e menos no início, são quedas, o que infelizmente Elia Viviani ( Cofidis Solutions ) não conseguiu evitar, vendo-se envolvido na queda que houve a 1,4 km. do final. Elia Viviani à chegada. Além de Viviani, a queda causou mais vítimas, incluindo ciclistas de alto nível como Simon Yates ( com um "golpe desagradável no joelho", de acordo com Mattel, director desportivo da Mitchelton-SCOTT ), ou Ben Hermans, da Israel Start Up Nation, que sofreu uma fractura na clavícula e está fora da corrida. Publicidade Caleb Ewan, lidera na frente Sam Bennett na C.G., embora os dois vencedores de etapa tenham o mesmo tempo e apenas uma contagem intermédia coloque o australiano na frente. Resumo vídeo da etapa 2 https://www.youtube.com/watch?v=IdmgyFYy6TQ Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sam Bennett dá a 1.ª vitória de 2020 à Quick-Step Sam Bennett já está a carburar pela Deceuninck Quick-Step, venceu a etapa de arranque da temporada 2020 do World Tour, na 1.ª etapa do Tour Down Under, batendo ao sprint Jasper Philipsen (UAE-TEam Emirates) e Erik Baska (Bora-Hansgrohe). Sam Bennett já vence pela Deceuninck Quick-Step O senhor Patrick Lefevere, director da Deceuninck Quick-Step, não brinca nas contratações "cirúrgicas", saiu Elia Viviani rumo à Cofidis e entrou Sam Bennett vindo da Bora-Hansgrohe, que só demorou um dia a dar a primeira vitória à sua nova equipa. O ciclista irlandês de 29 anos de idade é o primeiro líder da corrida australiana. O Santos Tour Down Under realiza-se na Austrália entre 19 e 26 de Janeiro, e marca o arranque da temporada do pelotão World Tour. A Deceuninck Quick-Step já tem uma vitória no bolso, caso para dizer: "e novidades, há?" Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Miguel Indurain vai participar na Titan Desert Miguel Indurain, cinco vezes vencedor do Tour de França, 2 vezes vencedor do Giro de Itália, entre outras vitórias de um palmarés que faz dele um dos míticos do ciclismo mundial, irá participar na corrida que é conhecida como o "Dakar das bicicletas", a Titan Desert. Miguel Indurain no Tour de França. Aos 56 anos, o ciclista espanhol continua a andar de bicicleta como lazer, vai marcando presença em algumas provas de estrada Granfondo, mas desta feita enfrentará uma prova diferente, que o irá tirar da sua zona de conforto. "Esta prova é uma novidade para mim. Fiquei impressionado com montanhas de 4.000 metros", disse Indurain na apresentação da prova em Barcelona. Indurain adiantou ainda que o objectivo principal é divertir-se, acompanhando o seu filho Miguel que também participará, e acima de tudo conseguir terminar a prova de bicicleta de montanha. A edição de 2020 do Titan Desert terá lugar entre 19 e 24 de Abril em Marrocos. Uma prova com um total de 639 quilómetros com 7,629 metros de desnível acumulado divididos por 6 etapas de areia, dunas, terra e pedra que desafiarão os mais experientes. Publicidade Juntamente com Indurain e o seu filho, outros grandes nomes do ciclismo participarão na corrida do deserto, como o seu ex-companheiro de equipa, Melcior Mauri, ou, Sylvain Chavanel que participa pelo segundo na prova que tem sido dominada por Josep Betalú, vencedor das últimas 4 edições. Sylvain Chavanel na Titan Desert 2020 Para a participação na exigente prova o navarro utilizará uma marca de bicicletas navarra, a Conor Bikes, uma marca com mais de 30 anos de história. No seu caso será uma Conor WRC de suspensão total, equipada full Shimano XTR para aguentar os terrenos difíceis de Marrocos. Conor WRC de suspensão total será a bicicleta utilizada por Miguel Indurain Em Abril, como sempre faremos os resumos diários da corrida, onde normalmente também muitos portugueses marcam presença, terminando inclusive vencedores, como foi Luís Leão Pinto em 2013. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Ciclocrosse - 8.ª prova Taça do Mundo, Nommay Caminha-se a passos largos para o final da temporada na Taça do Mundo de ciclocrosse, onde com duas provas por disputar ainda não existe um vencedor definido. Publicidade Prova masculina Na luta pela vitória da Taça do Mundo da presente temporada estão Eli Iserbyt, que teve um início de temporada avassalador,e Toon Aerts, que tem vindo a fazer uma época em crescente de forma, sendo este último o actual líder da classificação Eli Iserbyt e Toon Aerts lutam pela vitória. Mathieu van der Poel (MVDP), que hoje comemorou 25 anos, não marcou presença nesta prova da Taça do Mundo, pois estava em estágio com a sua equipa em Espanha, onde prepara já as clássicos da primavera na estrada. Mathieu van der Poel não esteve presente, pois está em Espanha a estagiar com a equipa de estrada. Sem MVDP, houve um duelo entre as equipas dos que lutam pela vitória na Taça do Mundo, a Telenet Baloise Lions de Toon Aerts, e a Pauwels Sauzen Bingoal de Eli Iserbyt. Depois de vários ciclistas de ambas as equipas liderarem e imporem ritmo na frente, ficaram os líderes a lutar entre si, e que luta, nas últimas duas voltas assistiu-se a uma belíssima e disputada corrida, com Toon Aerts e Eli Iserbyt a atacarem e responderem mutuamente por várias vezes, tendo "a pulga" Iserbyt levado a melhor no final. Eli Iserbyt venceu em França, após grande batalha com Toon Aerts. Apesar da vitória, Iserbyt não destronou Aerts da liderança da classificação geral. Toon Aerts tem a Taça do Mundo quase no bolso, mesmo com vitória de Iserbyt na última corrida, basta-lhe terminar 11.º para vencer a classificação geral. Toon Aerts só precisa ser 11.º na última prova para vencar a Taça do Mundo. TOP 10 final na prova em Nommay Pos.NomePaísTempo1ISERBYTBEL1:07:132AERTSBEL1:07:213SWEECKBEL1:08:294VAN DER HAARHOL1:08:415PIDCOCKING1:08:596VAN KESSELHOL1:09:087HERMANSBEL1:09:118VERMEERSCHBEL1:09:159ADAMSBEL1:09:1710MEEUSENBEL1:09:20 Prova feminina A campeã nacional holandesa Ceylin del Carmen Alvarado (Alpecin-Fenix) liderava a classificação da Taça do Mundo com uma vantagem de um ponto sobre Katerina Nash (Clif Pro Team). Apesar dessa escassa vantagem, após a corrida, Nash ficou a mais de 30 pontos da liderança e quem pode roubar o título a Alvarado é a sua rival das últimas corridas, Annemarie Worst. Ceylin Alvarado continua líder da classificação geral. Worst voltou a vencer da mesma forma que tem vencido Alvarado noutras corridas da temporada, ao sprint na recta final, com a diferença que desta vez também tinha Katie Compton junto delas para sprintar. Com a vitória de hoje, Annemarie Worst ainda pode vencer a Taça do Mundo na última prova. A uma prova do fim, tanto Ceylin Alvarado como Annemarie Worst dependem só de si para vencer a Taça do Mundo, quem vencer a última corrida, vence fica na frente da classificação geral final e leva o troféu para casa. TOP 10 final da prova em Nommay Pos.NomePaísTempo1WORSTHOL0:41:422ALVARADOHOL 0:41:433COMPTONEUA0:41:454MAJERUSLUX0:42:245BAKKERHOL0:42:256HONSINGEREUA0:42:327MANIFRA0:42:378VAN LOYBEL0:42:399LECHNERITA0:42:4010NORBERT RIBEROLLEFRA0:42:42 Dia 26 de Janeiro disputa-se a última prova da Taça do Mundo, nos Países Baixos. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Volta ao Algarve 2020 - confirmadas 11 equipas World Tour, 24 no total A Volta ao Algarve 2020 será a 46.ª edição e terá a denominação de Volta ao Algarve Cofidis, será disputada entre 19 a 23 de Fevereiro por 24 equipas, 11 das quais do WorldTour. O anuncio foi feito pela Federação Portuguesa de Ciclismo, durante a cerimónia de assinatura dos contratos de patrocínio com a Cofidis, "naming sponsor” da Volta ao Algarve 2020, do Algarve Granfondo e patrocinador do programa "O Ciclismo Vai à Escola". Delmino Pereira e Sebastien Haquette na cerimónia de assinatura dos contratos de patrocínio. A corrida portuguesa que em 2020 foi promovida à categoria UCI ProSeries, contará com a presença 11 "World Teams" (escalão máximo do ciclismo mundial), entre as quais quatro das cinco melhores do ranking: Publicidade Deceuninck-QuickStep (1.ª) Bora-hansgrohe (2.ª) UAE Team Emirates (4.ª) Astana Pro Team (5.ª) O lote de equipas da primeira divisão mundial do ciclismo completa-se com as seguintes equipas: Team INEOS Lotto-Soudal Trek-Segafredo Groupama-FDJ Team Sunweb Israel Start-Up Nation  CCC Team A 46.ª Volta ao Algarve Cofidis vai contar ainda com cinco equipas de estatuto "Pro Teams" o patamar imediatamente a seguir da hierarquia internacional: Caja Rural-Seguros RGA  Fundación-Orbea Alpecin-Fenix  Circus-Wanty Gobert  Uno-X Norwegian Development Team As equipas portuguesas O pelotão nacional estará representado por oito blocos continentais:  Aviludo-Louletano Atum General-Tavira-Maria Nova Lounge Hotel  Efapel Kelly-InOutBuid-UD Oliveirense LA Alumínios Miranda-Mortágua Rádio Popular-Boavista W52-FC Porto Fica atento, iremos fazer a ante-visão da prova com informação variada. Fonte: Site da Volta ao Algarve; Federação Portuguesa de Ciclismo. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Twitter , Instagram e Facebook. ### Os Campeões Nacionais de Ciclocrosse nos vários países europeus. Por cá, os Campeões Nacionais foram Márcio Barbosa e Ana Santos, como adiantámos neste artigo, vamos agora ver quem são os Campeões Nacionais de ciclocrosse nos vários países de referência desta modalidade. A menos de 20 dias para o Campeonato do Mundo de Ciclocrosse, o ponto alto da temporada para os ciclistas desta modalidade, saber quem foram os Campeões Nacionais de ciclocrosse é sempre um bom barómetro para saber quais os ciclistas a seguir. Sim, sabemos que é inevitável e "fácil apostar" numa vitória de Mathieu van der Poel, também sabemos que além dessa previsão existe uma poderosa selecção belga sempre candidata, mas o desporto vai além dos vencedores, vai além dos pódios, e num Campeonato do Mundo há muitos mais ciclistas com enorme qualidade a seguir. Publicidade Os primeiros Campeões Nacionais de 2020. Alemanha Na corrida masculina, o companheiro de equipa de Mathieu van der Poel Marcel Meisen impôs-se à concorrência e revalidou o título no seu país. Marcel Meisen Na corrida feminina, a campeã foi Elisabeth Brandau. Bélgica Sendo a Bélgica o país berço desta modalidade, ser campeão Nacional de ciclocrosse neste país, tem quase tanto significado como ser campeão do mundo e na corrida masculina houve um estreante, Laurens Sweeck sucedeu a Toon Aerts e vai vestir a prestigiada camisola de campeão nacional belga durante o próximo ano. Laurens Sweeck Na corrida feminina, Sanne Cant que está em crescente de forma desde o início da temporada sagrou-se campeã belga e deixa boas indicações para tentar revalidar o título mundial, diante da poderosa armada holandesa. Espanha Na corrida masculina, Felipe Orts Lloret confirmou o favoritismo, revalidando o título de Campeão Nacional espanhol, numa prova que contou com a presença de Gorka Izaguirre, que terminou 3.º Felipe Orts Lloret Na corrida feminina, a ciclista de estrada Lucia Gonzalez Blanco é a nova campeã nacional. França Na prova masculina, o ciclista de 26 anos da AG2R La Mondiale Clement Venturini superiorizou-se ao especialista francês em ciclocrosse e BTT Joshua Dubau. Marion Norbert Riberolle Na prova feminina, aquela que finalizou em terceiro nos campeonatos da Europa Sub-23 da presente temporada venceu a corrida de Elites, Marion Norbert Riberolle. Inglaterra Na corrida Masculina, Thomas Pidcock venceu com superioridade sobre os restantes. Thomas Pidcock Na categoria feminina houve surpresa, quando muitos apontavam Ana Kay como favorita, a Sub-23 Harriet Harnden com só 19 anos venceu na categoria de Elites. Países Baixos (Holanda) Na corrida masculina, Mathieu van der Poel venceu sem problemas, seguindo-se Lars van der Haar. Mathieu van der Poel Na corrida feminina previa-se batalha entre a Sub-23 Ceylin Alvarado e Lucinda Brand, tendo a Alvarado vencido a corrida, sagrando-se assim pela primeira vez na carreira Campeã Nacional de Elites. Suíça A suíça é um país de ciclismo, e como tal também por lá o ciclocrosse é bastante competitivo, na corrida masculina o conhecido ciclista de bicicleta de montanha Lars Forster sagrou-se Campeão Nacional. Lars Forster Na corrida feminina Zina Barhoumi, com só 23 anos foi mais forte que a concorrência. Itália Na corrida masculina venceu Jakob Dorigoni Eva Lechner Na corrida feminina a experiente Eva Lechner revalidou o título, relegando outra das estrelas mundiais Alice Maria Arzuffi para o segundo posto. República Checa Na corrida masculina, numa modalidade normalmente dominada por jovens, e quando todos esperavam que Tomas Kopecky (companheiro de equipa de Laurens Sweeck) de 19 anos ganhasse a prova, deu-se a surpresa e foi Emil Hekele que aos 42 anos de idade se sagrou Campeão Nacional de Elites. Emil Hekele Na corrida feminina, Pavla Havlikova levou a melhor sobre as adversárias. Os Campeonatos do Mundo serão nos dias 1 e 2 de Fevereiro em Dubendorf, Suíça, mas até lá ainda há mais Taça do Mundo e troféu Superprestige para seguir, vai passando pelo nosso site para saber as novidades. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter . ### Teste - Capacete Polisport Aero Road Do vasto catálogo de produtos da Polisport para bicicleta incluem-se os capacetes, sendo um dos mais conhecidos da marca, o capacete Polisport Aero Road, modelo utilizado pelo ex-Campeão do Mundo de XCM Tiago Ferreira, ou por equipas profissionais de estrada como a Vito-Feirense. Testámos o capacete durante cerca de um mês, em vários tipos de utilização, inclusive com bicicleta de montanha. O Polisport Aero Road é um capacete de construção bastante simples, confortável e com um fecho diferente do habitual, que recorre a um íman e torna o gesto abrir/fechar, bastante instintivo e fácil. Vídeo com o unbox e teste do Polisport Aero Road https://www.youtube.com/watch?v=HQNBdh-2ayo A melhorar - Notámos a falta da regulação que permite que o aperto traseiro seja feito mais em cima ou em baixo da parte occipital da cabeça. Em resumo - É um capacete confortável e com uma excelente relação qualidade/preço, tendo em conta o preço que varia entre os 50/60.00 € as características e design que oferece são bastante aceitáveis. A Polisport é uma empresa portuguesa sediada em Carregosa, Aveiro, especializa-se nos acessórios para bicicleta e para motos de off-road, estando já estabelecida como líder de mercado e com uma crescente presença internacional. Para mais informações consulta no site da Polisport Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter . ### Campeonato Nacional de Ciclocrosse 2020 Foi bem a norte que se disputou no último fim-de-semana o Campeonato Nacional de Ciclocrosse 2020, em Vila Real, numa prova onde Márcio Barbosa e Ana Santos revalidaram os títulos de Elite. Prova Elite Masculina Na prova masculina de elite houve um claro domínio de Márcio Barbosa, que se isolou na frente da corrida logo na fase inicial, deixando para trás os principais rivais, que lutaram pelo segundo lugar do campeonato nacional de ciclocrosse 2020. O pódio final acabou composto por corredores que já sabem o que é conquistar um Campeonato Nacional, a 52 segundos do vencedor terminou em segundo Vítor Santos (Patocycles/Eyres by Shamir), que levou a melhor no duelo final com Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), tendo este ficado em terceiro, com só 1seg. de diferença para Vítor Santos. Vítor SantosMário Costa Márcio Barbosa a festejar o segundo Campeonato Nacional consecutivo. Pódio Elite Masculino do Campeonato Nacional de Ciclocrosse. Prova Elite Feminina Como era esperado, tendo em conta o domínio que Ana Santos tem tido durante toda a temporada, e apesar de ainda ser júnior, esta revalidou o título de elite feminina, demonstrando mais uma vez estar um nível acima da concorrência. A bicampeã nacional cortou a meta com uma impressionante vantagem de 3m.17s. sobre Joana Monteiro (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e com 3m.51s. sobre Melissa Maia (Korpo Activo/Centro BTT Penacova), que terminaram no segundo e terceiro posto respectivamente. Publicidade Restantes provas Miguel Salgueiro estreou-se da melhor forma com as cores da LA Alumínios-LA Sport, impondo-se na competição de sub-23. João Salgado (JV Perfis/Gondomar Cultura) foi o segundo, a 1m.55s., e João Rocha (Rodabike(ACRG/Gondomar) foi o terceiro, a 2m.09s. Marta Branco (Maiatos) foi a melhor sub-23, relegando Rafaela Ramalho (Irmãos Moreiras/ACDRREBORBTT) para o segundo posto, a 2m.05s., e Jéssica Costa (Guilhabreu BTT) para o degrau mais baixo do pódio, a 2m.55s. Vasco Cunha (Clube BTT Matosinhos) impôs-se entre os juniores, com 20 segundos à melhor sobre João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e com 51 segundos sobre Tomás Sacramento (Bairrada). Tomás Mota (ACD Milharado/DriveonHolidays/Mafra) e Mariana Líbano (Maiatos) sagraram-se campeões nacionais de cadetes. Entre os veteranos, destacaram-se os masters 30 Michel Machado (Vasconha BTT Vouzela) e Irina Coelho (Freebike Shop/Bike Clube S. Brás), os masters 40 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Janet Silva (BTT Seia), o master 50 António Sousa e o master 60 Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel). Classificações completas. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter . ### O estratega Bjarne Riis volta ao World Tour na NTT O dinamarquês Bjarne Riis volta ao World Tour na NTT. O antigo director desportivo de equipas como a CSC, ou a Tinkoff-Saxo volta ao comando de uma equipa World Tour depois de ter abandonado a Tinkoff-Saxo em 2015. Como director desportivo é considerado um óptimo estratega em corrida, venceu um Tour com Carlos Sastre, uma Vuelta com Contador na Saxo - Bank, entre outros resultados de destaque em clássicas e grandes voltas. Como antigo ciclista venceu um Tour de França em 1996, tendo nesse ano acabado com o reinado de Miguel Indurain que havia vencido 5 Tours. O dinamarquês admitiu anos depois (em 2007) que se dopou durante algumas vezes durante a sua carreira, mas essa vitória nunca lhe foi retirada do palmarés. Bjarne Riis volta ao World Tour na NTT (equipa que era a dimension-data, e mudou de patrocinador como podes ver neste nosso artigo), pois a Virtu Cycling, equipa detida pelo antigo corredor, adquiriu um terço da NTT, prometendo criar "uma das melhores equipas do mundo" a tempo da saída do Tour de 2021. A equipa NTT é a antiga Dimension Data, com patrocinador diferente. "Muitos dizem que este é o meu regresso, mas eu não concordo. Nunca deixei realmente o ciclismo",Disse Bjarne Riis em conferência de imprensa Bjarne Riis na conferência de apresentação ma NTT Cycling A NTT anunciou a notícia na quarta-feira, através dos seus canais oficiais e em comunicado à imprensa, onde Riis e Doug Ryder, fundador e director da equipa NTT, expressaram grandes esperanças em melhorar a equipa, que normalmente termina em lugares baixos do ranking de equipas. Doug Ryder - fundador e director da equipe da NTT. A Virtu Cycling Group, de que Riis é co-proprietário com Lars Seier Christensen e Jan Bech Andersen, operava só numa equipa feminina, mas a Team Virtu Cycling Women fechou as portas no final de 2019, por não conseguir encontrar um patrocinador, apesar de uma temporada bem-sucedida, a qual incluiu uma vitória do Tour of Flanders para Marta Bastianelli. A Virtu também comanda a equipa masculina continental, "Waoo". Publicidade 2020 cada vez mais "quente". Se por um lado existem equipas a apostar em ciclistas, por outro existem equipas que apostam em melhorar a estrutura, colocando objectivos a médio longo prazo, esta é mais uma notícia que aumenta a expectativa para a temporada 2020, pois a experiência e carisma de Bjarne Riis nas grandes voltas é inegável, poderá fazer a diferença já nesta temporada? Ansiosos por ver. Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter . ### Definidas as equipas presentes no Tour 2020. A organização do Tour de França divulgou ontem a lista de equipas presentes no Tour 2020. As equipas com estatuto World Tour já sabia que marcariam presença, a duvida estava em saber quais as equipas Profissionais Continentais convidadas. Confirmou-se o que já era esperado, a Arkéa-Samsic de Nairo Quintana e Warren Barguil marcará presença por convite na 107.ª edição do Tour, a realizar entre 27 de Junho e 19 de Julho deste ano. Transcrevemos o comunicado da organização do Tour de França: " 7 de Janeiro de 2020 - 13:05 Os organizadores do Tour de França escolheram as equipas que participarão na 107.ª edição do Tour. De acordo com as regras da "Union Cycliste Internationale", as dezanove seguintes "UCI World Teams" são automaticamente convidadas para a corrida: AG2R La Mondiale (Fra) Astana Pro Team (Kaz) Bahrain - McLaren (Brn) Bora - Hansgrohe (Alemanha) Equipe do CCC (Pol) Cofidis (Fra) Deceuninck - Etapa Rápida (Bel)EF Pro Ciclismo (EUA) Groupama - FDJ (Fra) Nação Start-Up de Israel (Isr) Lotto Soudal (Bel) Mitchelton - Scott (Austrália) Equipe Movistar (Esp) Equipe de Ciclismo Pro da NTT (Rsa) Equipe Ineos (Gbr) Equipe Jumbo - Visma (Ned) Equipe Sunweb (Ger) Trek - Segafredo (EUA) Emirados Árabes Unidos Team Emirates (Emirados Árabes Unidos) Além disso, a Equipa Total Direct Energie, líder na classificação de 2019 do "UCI Pro Teams", participará directamente no Paris-Nice e do Tour de França 2020. Equipa Total Direct Energie Os organizadores convidaram as seguintes equipas: B&B Hôtels - Conceito Vital (Fra)Equipe Arkéa - Samsic (Fra). " Warren Barguil, Nacer Bouhanni e Nairo Quintana estarão presentes no Tour 2020. Fim de transcrição. Já sabemos assim a lista de equipas presentes no Tour 2020, agora resta-nos aguardar que chegue o mais mediático evento de ciclismo do mundo. Publicidade Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter . ### Parceria Sunweb e bikefitting.com para alcançar 1% extra A Team Sunweb e o bikefitting.com anunciam o início de uma relação projectada para extrair aquele 1% extra das performances dos atletas. A tecnologia e a experiência do bikefitting.com em conjunto com os anos de experiência dos atletas da Team Sunweb no pelotão profissional, irão co-desenvolver novos recursos e garantir a máxima eficácia em aplicações de ciclismo no mundo real. De acordo com o bikefitting.com isto não só ajudará no desempenho da equipa, como também será divulgado ao público através do "Keep Challenging Experience Center" da Team Sunweb. O Keep Challenging Experience Center da Team Sunweb irá hospedar o equipamento dinâmico completo do bikefitting.com com as suas avançadas tecnologias para o ajuste de bicicletas, incluindo um 3D Motion Analyzer. A equipa usará a análise de movimento para monitorizar o progresso dos ciclistas ao longo da época, especialmente através do serviço exclusivo de Análise de Pedalada em 3D que apenas está disponível com o bikefitting.com O bikefitting.com estará configurado no "Keep Challenging Experience Center", este centro estará aberto aos fãs que podem inclusive assistir a todo o trabalho de preparação dos mecânicos da equipa para as corridas de um dia e grandes voltas da equipa. Este novo conceito de bastidores pretende oferecer aos fãs toda a experiência completa de serem profissionais. “A parceria com o bikefitting.com significa que podemos trazer os ajustes de bicicleta a um público mais amplo - de ciclistas amadores aos nossos próprios ciclistas profissionais...""Esperamos que, com o amplo conhecimento da nossa equipa e projectos anteriores no campo da cinemática, cinética e aerodinâmica, possamos ajudar a trazer novos métodos de medição de ajuste de bicicletas para o público em geral". disse Nelis Koeken, especialista em fit da Team Sunweb. A Team Sunweb e o bikefitting.com já colaboram há alguns anos. Mathieu Arrambourg, director de negócios da bikefitting.com, também explicou a sua visão sobre esta parceria. “é uma grande recompensa para a nossa empresa ser escolhida por uma organização como esta, graças à reputação dos nossos equipamentos”. Mathieu Arrambourg, director de negócios da bikefitting.com Para todos os ciclistas que desejam alcançar aquele 1% extra de performance, pode ser agendado um ajuste de bicicleta no "Keep Challenging Experience Center" com hora marcada através da Team Sunweb, enviando um e-mail para bikefitting@keep-challenging.com . Para mais informações sobre o sistema de fit da Team Sunweb, podes contactar o distribuidor oficial da marca para Portugal: www.scvouga.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Transferências equipas World Tour 2020 Acabados de entrar no novo ano e a poucas semanas do início da temporada 2020 já todas as equipas estão definidas, neste artigo mostramos as transferências equipas World Tour 2020. Publicidade - click aqui para saber mais Nunca nos últimos anos houve tantas mexidas e trocas de líderes de equipas como nesta. Vincenzo Nibali Mikel Landa Tom Dumoulin, ex-lider da Sunweb sai para a Jumbo-Visma, Nibali ex-líder da Bahrain sai para a Trek-Segafredo, Mikel Landa um dos líderes da Movistar sai para o lugar deixado por Nibali na Bahrain, outro dos líderes da Movistar, Nairo Quintana sai para a Arkea-Samsic. Já estás confuso? Calma não fica por aqui, pois Daniel Martin um dos líderes da UAE Team Emirates sai para a Israel Start-Up, Philippe Gilbert, um dos líderes da Deceuninck sai para a Lotto-Soudal, onde terá a companhia de John Degenkolb que saiu da Trek-Segafredo, mas a Deceuninck não perde só Gilbert porque Elia Viviani também saiu para a Cofidis. Simplificamos todo este "reboliço" das transferências equipas World Tour 2020 de seguida. AG2R La Mondiale Saíram: Nico Denz (Team Sunweb). Entraram: Harry Tanfield (Katusha-Alpecin), Lawrence Naesen (Lotto Soudal), Andrea Vendrame (Androni Giocattoli - Sidermec), Clément Champoussin. Astana Pro Team Saíram: Magnus Cort Nielsen (EF Education First), Dario Cataldo (Movistar Team), Davide Villella (Movistar Team), Andrey Zeits (Mitchelton-SCOTT), Davide Ballerini (Deceuninck - Quick-Step), Jan Hirt (CCC Team), Pello Bilbao (Bahrain Merida). Entraram: Fabio Felline (Trek-Segafredo), Davide Martinelli (Deceuninck - Quick-Step), Harold Tejada Canacue (Team Medellín), Vadim Pronskiy (trainee), Aleksandr Vlasov (Gazprom-RusVelo), Alex Aranburu (Caja Rural), Oscar Rodriguez (Euskadi-Murias). Bahrain McLaren Saíram: Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo), Antonio Nibali (Trek-Segafredo), Rohan Dennis (Team INEOS), Andrea Garosio (Vini Zabù - KTM). Entraram: Mark Cavendish (Team Dimension Data),Wout Poels (Team INEOS), Mikel Landa (Movistar Team), Rafael Valls (Movistar Team), Scott Davies (Team Dimension Data), Pello Bilbao (Astana Pro Team), Marco Haller (Team Katusha Alpecin), Eros Capecchi (Deceuninck - Quick-Step), Kevin Inkelaar (Equipe Continentale Groupama-FDJ). BORA - hansgrohe Saíram: Christoph Pfingsten (Team Jumbo-Visma),Davide Formolo (UAE Team Emirates), Sam Bennett (Deceuninck - Quick-Step), Shane Archbold (Deceuninck - Quick-Step). Entraram: Martin Laas (Team Illuminate), Matteo Fabbro (Team Katusha Alpecin), Lennard Kämna (Team Sunweb), Ide Schelling (SEG Racing Academy), Patrick Gamper (Tirol KTM Cycling Team). CCC Team Saíram: Lukasz Owsian (Team Arkéa Samsic), Riccardo Zoidl (Team Felbermayr - Simplon Wels), Amaro Antunes (W52/FC Porto). Entraram: Pavel Kochetkov (Team Katusha Alpecin),Fausto Masnada (Androni Gicattoli - Sidermec),Matteo Trentin (Mitchelton-SCOTT), Georg Zimmermann (Tirol KTM Cycling Team), Ilnur Zakarin (Katusha Alpecin), Jan Hirt (Astana Pro Team), Michał Paluta (CCC Development Team), Kamil Małecki (CCC Development Team), Attila Valter (CCC Development Team). Team Cofidis Saíram: Entraram: Elia Viviani (Deceuninck - Quick-Step), Fabio Sabatini (Deceuninck - Quick-Step), Nathan Haas (Katusha Alpecin), Julien Vermote (Team Dimension Data), Simone Consonni (UAE Team Emirates), Guillaume Martin (Wanty-Gobert), Fernando Barceló (Euskadi-Murias), Piet Allegaert (Sport Vlaanderen-Baloise), Attilo Viviani, Eddy Finé. Deceuninck Quick-Step Saíram: Philippe Gilbert (Lotto Soudal),Max Richeze (UAE Team Emirates),Elia Viviani (Cofidis), Fabio Sabatini (Cofidis), Davide Martinelli (Astana Pro Team), Enric Mas (Movistar Team), Eros Capecchi (Bahrain Merida). Entraram: Sam Bennett (BORA - hansgrohe), Shane Archbold (BORA - hansgrohe), Davide Ballerini (Astana Pro Team), Andrea Bagioli (Team Colpack), Stijn Steels (Roompot-Charles), Bert Van Lerberghe (Cofidis), Mattia Cattaneo (Androni Giocattoli - Sidermec), João Almeida (Hagens Berman Axeon), Mauri Vansevenant, Jannik Steimle (Team Vorarlberg Santic), Ian Garrison (Hagens Berman Axeon). NTT Pro Cycling Saíram: Mark Cavendish (Bahrain-Merida),Julien Vermote (Team Cofidis),Tom-Jelte Slagter (B&B Hotels-Vital Concept), Scott Davies (Bahrain Merida). Entraram: Dylan Sunderland (Team BridgeLane), Max Walscheid (Team Sunweb),Michael Gogl (Trek-Segafredo), Victor Campanaerts (Lotto Soudal),Carlos Barbero (Movistar Team), Matteo Sobrero, Samuele Battistella (both Dimension Data for Qhubeka), Benjamin Dyball (Team Sapura), Andreas Stokbro (Riwal Readynez), Shotaro Iribe (Shimano Racing Team). EF Education First Pro Cycling Saíram: Joe Dombrowski (UAE Team Emirates), Nathan Brown (Rally UHC Cycling), Dan McLay (Team Arkéa Samsic). Entraram: Ruben Guerreiro (Team Katusha-Alpecin),Neilson Powless (Team Jumbo-Visma), Magnus Cort Nielsen (Astana Pro Team), Kristoffer Halvorsen (Team INEOS), Jonas Rutsch (Team Lotto - Kern Haus), Jens Keukeleire (Lotto Soudal), Stefan Bissegger (Swiss Racing Academy). Groupama-FDJ Saíram: Daniel Hoelgaard (Uno-X Norwegian Development Team), Alexys Brunel (Equipe continentale Groupama-FDJ), Simon Guglielmi (Equipe continentale Groupama-FDJ). Entraram: Team INEOS Rohan DennisRichard Carapaz Saíram: Wout Poels (Bahrain Merida), Kenny Ellisonde (Trek-Segafredo),Diego Rosa (Team Arkéa Samsic), Kristoffer Halvorsen (EF Education First), David de la Cruz (UAE Team Emirates). Entraram: Rohan Dennis (Bahrain Merida), Richard Carapaz (Movistar Team), Brandon Rivera (GW-Shimano), Carlos Rodriguez (Polartec-Kometa), Ethan Hayter. Israel Start-Up Nation Saíram: August Jensen (Riwal Readynez), Sondre Holst Enger (Riwal Readynez), Ruben Plaza (retiring), Zak Dempster (retiring). Entraram: Andre Greipel (Arkea Samsic), Dan Martin (UAE Team Emirates), Rory Sutherland (UAE Team Emirates), Hugo Hofstetter (Cofidis), Patrick Schelling (Team Vorarlberg Santic), James Piccoli (Elevate - KHS Pro Cycling), Alexis Renard, Norman Vahtra, Daniel Navarro (Team Katusha Alpecin), Jenthe Biermans (Team Katusha Alpecin), Rick Zabel (Team Katusha Alpecin), Mads Wurtz Schmidt (Team Katusha Alpecin), Alex Dowsett (Team Katusha Alpecin), Reto Hollenstein (Team Katusha Alpecin), Nils Politt (Team Katusha Alpecin), Travis McCabe (Floyd’s Pro Cycling). Team Jumbo-Visma Saíram: Neilson Powless (EF Education First), Danny Van Poppel (Wanty-Gobert). Entraram: Christoph Pfingsten (BORA-hansgrohe), Chris Harper (Team BridgeLane), Tom Dumoulin (Team Sunweb), Tobias Foss (Uno-X Norwegian Development Team). Lotto Soudal Saíram: Victor Campanaerts (Team Dimension Data),Lawrence Naesen (AG2R La Mondiale), Tiesj Benoot (Team Sunweb), Jens Keukeleire (EF Education First Pro Cycling), Jelle Vanendert (Wallonie-Bruxelles). Entraram: Philippe Gilbert (Deceuninck - Quick-Step), John Degenkolb (Trek-Segafredo), Steff Cras (Katusha Alpecin),Jon Dibben (Madison Genesis), Kobe Goossens (Lotto Soudal U23), Stefano Oldani (Kometa Cycling Team), Matthew Holmes (Madison Genesis). Mitchelton-SCOTT Saíram: Matteo Trentin (CCC Team). Entraram: Barnabás Peák (SEG Racing Academy), Andrey Zeits (Astana Pro Team), Alexander Konychev (Team Dimension Data for Qhubeka). Movistar Team Saíram: Richard Carapaz (Team INEOS),Nairo Quintana (Team Arkéa Samsic), Mikel Landa (Bahrain Merida), Jasha Sütterlin (Team Sunweb), Winner Anacona (Team Arkéa Samsic), Carlos Barbero (Team Dimension Data), Rafael Valls (Bahrain Merida), Ruben Fernandez (Fundación Euskadi). Entraram: Enric Mas (Deceuninck - Quick-Step), Dario Cataldo (Astana Pro Team), Davide Villella (Astana Pro Team), Gabriel Culliaigh (Team Wiggins Le Col), Juan Diego Alba (Coldeportes Zenú), Einer Rubio (Aran Cucine – Vejus), Juri Hollman (Heizomat Rad-Net), Matteo Jorgenson, Sergio Samitier (Euskadi-Murias), Mathias Norsgaard (Riwal Readynez), Sebastian Mora (Caja Rural), Albert Torras. Team Sunweb Saíram: Louis Vervaeke (Corendon-Circus), Max Walscheid (Team Dimension Data),Tom Dumoulin (Jumbo-Visma), Lennard Kämna (BORA - hansgrohe). Entraram: Tiesj Benoot (Lotto Soudal), Nico Denz (AG2R La Mondiale), Jasha Sütterlin (Movistar Team), Thymen Arensman (SEG Racing Academy), Mark Donovan (Team Wiggins Le Col), Alberto Dainese (SEG Racing Academy). Trek-Segafredo Saíram: Fumy Beppu (Delko Marseille Provence),John Degenkolb (Lotto Soudal), Michael Gogl (Team Dimension Data), Fabio Felline (Astana Pro Team). Entraram: Quinn Simmons (Lux Junior Cycling),Kenny Ellisonde (Team INEOS), Emils Liepins (Wallonie-Bruxelles), Alexander Kamp (Riwal Readynez),Vincenzo Nibali (Bahrain Merida), Antonio Nibali (Bahrain Merida), Juan Pedro López (Kometa Cycling Team) Michel Ries (Kometa Cycling Team), Nicolas Debeaumarché (stagiaire), Charlie Quarterman (Leopard Pro Cycling), Antonio Tiberi (Team Colpack). UAE Team Emirates Saíram: Dan Martin (Israel Cycling Academy),Simone Consonni (Cofidis), Simone Petilli (Wanty), Rory Sutherland (Israel Cycling Academy). Entraram: Joe Dombrowski (EF Education First), David de la Cruz (Team INEOS), Davide Formolo (BORA-hansgrohe),Max Richeze (Deceuninck - Quick-Step),Camilo Ardila, Brandon McNulty (Rally UHC Cycling), Mikkel Bjerg (Hagens Berman Axeon), Alessandro Covi (stagiaire), Matthew Beers (stagiaire), Nicolas Dalla Valle (stagiaire). Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. 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Bahrain McLaren Fizemos um artigo quando a equipa mudou de nome e mudou os seus equipamentos, o equipamento da Bahrain mudou completamente e é seguramente um dos mais bonitos equipamentos do World Tour em 2020. A marca de bicicletas da equipa continua a Merida. Bora Hansgrohe A equipa de Peter Sagan e companhia continua com os equipamentos na mesma linha de cores (com maior predominância do preto) e a mesma marca de bicicletas. CCC Team Os equipamentos da CCC também continuam na mesma linha, assim como a marca de bicicletas. Team Cofidis A nova equipa de Elia Viviani mantém a linha e cores para 2020, as bicicletas passam a ficar a cargo da marca italiana De Rosa. Deceuninck Quick-Step O equipamento 2020 da equipa tem uma alteração no jogo de cores, o branco passa a ser a cor predominante na parte superior. A marca de bicicletas para 2020 mantém-se. NTT Pro Cycling Também neste caso, noticiámos a alteração de nome e novos equipamentos desta equipa, a NTT é a ex-Dimension Data, que mudou de patrocinador. A marca de bicicletas continua a mesma que era na Dimension Data, BMC. EF Education First Pro Cycling A nova equipa de Rúben Guerreiro tem um dos equipamentos mais irreverentes do pelotão, ligeiras alterações para 2020 mas a mesma irreverência. A marca de bicicletas mantém-se para 2020. Groupama-FDJ Na equipa francesa os equipamentos mantém-se conservadores nas cores. A marca de bicicletas continua a francesa La Pierre. Team INEOS Como bem se recordam, o ano passado a Team Sky passou a Team Ineos, o equipamento e cores são recentes e mantém-se para 2020, assim como a marca de bicicletas da equipa. Israel Start-Up Nation Após a absorção da Katusha, por parte da Israel Cycling Team, a equipa entra no World Tour com o nome Israel Start-Up Nation. A marca de bicicletas da nova equipa World Tour será a Factor. Team Jumbo-Visma A Jumbo-Visma mantém a predominância do amarelo no equipamento, com pequenas alterações, assim como a marca de bicicletas Bianchi. Lotto Soudal Apesar de manter o patrocinador principal, a equipa belga tem grandes alterações nas cores predominantes do equipamento, face à temporada passada. A marca de bicicletas mantém-se a cargo da Ridley. Mitchelton-SCOTT A equipa australiana mantém as cores no equipamento, assim como a marca de bicicletas. Publicidade Movistar Team A Movistar alterou ligeiramente a decoração do seu equipamento, na nossa opinião para pior. A marca de bicicletas que patrocina a equipa continua a ser a Canyon, com alteração nos componentes, que passam de Campagnolo para Sram. Team Sunweb A Team Sunweb revelou na temporada passada novas cores e equipamento, que se mantém para 2020, assim como as bicicletas cervélo. Trek-Segafredo A Trek-Segafredo troca a predominância do vermelho no seu equipamento, pelo branco. A marca de bicicletas mantém-se. UAE Team Emirates A equipa de Rui Costa e irmãos Oliveira tem ligeiras alterações no equipamento e mantém o patrocínio da Colnago para bicicletas. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Corendon-Circus passa a Alpecin-Fenix, com apoio da CANYON A equipa de Mathieu van der Poel Corendon-Circus passou hoje, dia 1 de Janeiro a Alpecin-Fenix, também com o apoio da marca de bicicletas Canyon. A Alpecin é um fabricante alemão de shampoo, anterior patrocinador da Katusha, a Fenix ​​é um produtor italiano de interiores. Vídeo de apresentação da equipa. Alpecin-Fenix é assim o novo nome para a equipa multidisciplinar belga dos visionários irmãos Philip and Christoph Roodhooft, formada ao redor da super estrela Mathieu van der Poel, que competirá com licença UCI Pro Continental esta época. Mathieu van der Poel vai liderar a Alpecin-Fenix em competições de ciclocrosse, corridas de estrada e de bicicletas de montanha, na disciplina de cross-country olímpico (XCO). O primeiro objectivo de Mathieu van der Poel para a época 2020 é a medalha de ouro na corrida de XCO das Olimpíadas de Tóquio. Roman Arnold, fundador e "managing director" da Canyon Bicycles GmbH, explicou, Roman Arnold “estamos muito satisfeitos com continuar a nossa colaboração com Alpecin-Fenix como sócio e patrocinador. Desde o início, confiamos na visão de Philip e Christoph Roodhooft em criar uma equipa multidisciplinar que possa competir em mais de uma disciplina. Além disso, ter o incomparável Mathieu van der Poel a competir com bicicletas Canyons dentro e fora de estrada, além de ciclocrosse, é simplesmente incrível. Desfrutamos de inúmeras vitórias em todas as categorias com esta equipa, portanto, não podemos esperar até ao início da época para começar com a Alpecin-Fenix!”disse Roman Arnold Mas não será só Mathieu van der Poel, espanta-te Além de van der Poel, a Alpecin-Fenix terá muitos outros ciclistas reconhecidos em todo o mundo para 2020, como a ascendente estrela do ciclocrosse Ceylin del Carmen Alvarado ou o ciclista de cross-country Sam Gaze e Ronja Eibl. Para as corridas de estrada, o sprinter italiano, Sascha Modolo, vai unir-se ao Alpecin-Fenix com objectivos tanto nas clássicas como nas grandes voltas. O campeão belga Tim Merlier está de volta para atingir vitórias em 2020, enquanto o especialista dinamarquês Lasse Norman Hansen é uma força emergente nas corridas de estrada. Publicidade - click aqui para saber mais A Alpecin-Fenix incluirá um importante contingente alemão, com Alexander Krieger a competir junto do campeão alemão de CX Marcel Meisen e Philipp Walsleben (ex-campeão de ciclocrosse Sub-23). As bicicletas A equipa Alpecin-Fenix irá competir na Estrada com as Canyon Aeroad, Ultimate e Speedmax, os componentes continuarão a cargo da Shimano em todas as disciplinas. A Canyon Ultimate CH SLX com as cores da nova equipa Alpecin-Fenix Em montanha, a equipa escolheu a suspensão total da Lux ou a Exceed, rígida, para o cross-country, dependendo do circuito. Canyon LUX A Canyon Inflite é a escolha para ciclocrosse e a Grail para corridas de gravel. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Taça de Portugal de Ciclocrosse – 5.ª prova, Paços de Ferreira Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano) foi o vencedor da prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse em Paços de Ferreira, seguido por Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos), que ficou a 12 segundos. Marcio Barbosa venceu a corrida em Paços de Ferreria O terceiro classificado foi Roberto Ferreira (BTT Seia), a 16 segundos, enquanto Mário Costa terminou no quarto posto, o que lhe permitiu confirmar a vitória final da Taça, fechando a competição com 225 pontos. Mário Costa terminou no 4.º posto, o que lhe bastou para vencer a Taça de Portugal de Ciclocrosse 2019. Márcio Barbosa ascendeu ao segundo lugar da geral, com 195 pontos, enquanto que Roberto Ferreira fechou no último lugar do pódio, com 170 pontos. Publicidade Na prova feminina Ana Santos destacou-se mais uma vez conquistando novo triunfo, com 1m.43s. de diferença para a sua colega de equipa Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde). Ana Santos já era a vencedora da Taça desde a última prova, mas carimbou mais uma vitória, fechando a competição com o pleno. Em terceiro lugar terminou Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech), a 2m04s.  A jovem vilacondense conquistou a Taça de Portugal com um total de 300 pontos, em segundo lugar terminou Daniela Pereira, com 175 pontos, seguida por Joana Monteiro na terceira posição, com 150 pontos. O melhor sub-23 do dia foi Miguel Salgueiro, no entanto, não foi suficiente para destronar Pedro Lopes (UD Oliveirense/InOutBuild) do primeiro lugar da geral da Taça. Pedro Lopes é o vencedor da categoria, com 198 pontos amealhados, nas cinco jornadas realizadas.  Nas sub-23 femininas, Rafaela Ramalho (Maiatos) selou a conquista da Taça com nova vitória em Paços de Ferreira. Em juniores, João Cruz (AXPO/FirstBike Team/ Vila do Conde) foi o vencedor final da Taça. Tomás Mota (ACD Milharado/DriveonHolidays/Mafra) e Mariana Libano (Maiatos) conquistaram a Taça em cadetes. Nas categorias de veteranos, consagrou-se vencedor da Taça o master 30 Michel Machado (Vasconha BTT Vouzela), os masters 40 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Estela Lago (Bike O Facho), o master 50 António Sousa e o master 60 Joaquim Pinto (Silva&Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel).Cesar Cardoso (AC Andorrana/ Sant Juliá de Lória) venceu a prova em juvenis, uma categoria não pontuável para as contas da Taça de Portugal. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Ciclocrosse Superprestige – 6.ª prova, Diegem Não havia Ciclocrosse Superprestige desde o início do mês, a última prova tinha sido espectacular na mítica areia de Zonhoven, onde Toon Aerts venceu. Publicidade O Ciclocrosse tem muita tradição há longos anos, cada circuito belga tem o seu carisma e tradição, e em Diegem Mathieu van der Poel (que não esteve em Zonhoven) já vence há muitos anos. Ele venceu em sub 17 no ano de 2009. MVDP em Diegem 2017 Ele venceu em sub 19 anos anos de 2011 e 2012. MVDP 2011MVDP 2012 Ele venceu como sub-23 em 2013. MVDP 2013 E venceu como Elite nos anos de 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018. 20142015201620172018 Restava saber se venceria novamente em 2019, o que se veio a verificar. Desta feita sem sair da última linha, nem azares de quedas, Mathieu van der Poel só teve que se preocupar com o momento certo para atacar e esperar que a equipa Pauwels Sauzen - Bingoal de Eli Iserbyt, Laurens Sweeck e Michael Vanthourenhout, não tivesse capacidade de anular a vantagem ganha no ataque. Mais uma vitória do holandês, numa corrida onde também houve um bom desempenho do trio da Pauwels Sauzen - Bingoal , que marca um regresso ao desempenho do início da temporada por parte de Eli Iserbyt. TOP 10 corrida masculina Pos.NomePaísEquipaTempo1M. VAN DER POELNEDCORENDON - CIRCUS0:59:412ISERBYTBELPAUWELS SAUZEN – BINGOAL0:59:503M.VANTHOUR.BELPAUWELS SAUZEN – BINGOAL1:00:094MERLIERBELCREAFIN – FRISTADS1:00:195VAN DER HAARNEDTELENET BALOISE LIONS1:00:226SWEECKBELPAUWELS SAUZEN – BINGOAL1:00:317VAN KESSELNEDTELENET BALOISE LIONS1:00:508HERMANSBELTELENET BALOISE LIONS1:01:149D. VAN DER POELNEDCORENDON - CIRCUS1:01:3010PIDCOCKGBRTRINITY RACING1:02:04 Na corrida Feminina Nas corridas femininas o duelo Alvarado VS. Worst continua, tendo faltado nesta corrida, Lucinda Brand que está num grande momento de forma mas não participou, por ter contraído uma lesão numa queda da última corrida do DVV Trofee. No duelo, o desfecho do costume com Anne Marie Worst a vencer ao Sprint nos últimos metros de corrida, Ceylin del Carmen Alvarado. Anne Marie Worst venceu ao sprint Celine Alvarado. De assinalar o regresso ao pódio de Yara Kastelijn, a campeã europeia que desde o campeonato da Europa tem feito lugares mais modestos voltou aos lugares de pódio nesta corrida. Resumo em vídeo das provas feminina e masculina do Superprestige de Diegem. TOP 10 corrida feminina PosiçãoNomePaísEquipaTempo1WORSTHOL7770:43:182ALVARADO HOL CORENDON - CIRCUS0:43:183KASTELIJN HOL 7770:43:264VAN DER HEIJDEN HOL CCC - LIV0:43:575PIETERSE HOL 0:44:236ARZUFFIITA7770:44:257VASHUN0:44:308CANTBELIKO – CRELAN0:44:339LECHNERITACREAFIN – FRISTADS0:44:4110ROCHETTECAN0:44:55 Resumo em vídeo das corridas feminina e masculina. https://www.youtube.com/watch?v=nc74vcbqKZE Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### DVV Trofee Ciclocrosse - O Foguete Mathieu van der Poel Mathieu van der Poel depois de ter passado todos os ciclistas em 40 minutos. Como já escrevemos várias vezes, desde o início do Marretaman em 2017 que fazemos os resumos das corridas de ciclocrosse, seguindo uma linha editorial se lhe quisermos chamar assim, ou seja, fazemos taça do mundo, campeonatos do mundo, troféu superprestige, taça de portugal e campeonato nacional. Porquê? Porque não temos recursos e tempo suficientes para criar mais artigos, porque na verdade gostaríamos de o fazer. Publicidade Apesar de não fazermos resumos do DVV Trofee, não podemos deixar de partilhar o resumo desta corrida por duas razões, a primeira pelo regresso do tri-campeão do mundo desta modalidade, Wout van Aert, após vários meses de ausência, a segunda por Mathieu van der Poel ter dado um recital inacreditável, numa corrida onde caiu praticamente no arranque e teve que passar praticamente todos os ciclistas até chegar à frente da corrida e ainda vencer isolado. Recordamos que todos os participantes ali são profissionais, e todos andam, muito. Resumo vídeo do DVV Trofee Loenhout Azencross. https://www.youtube.com/watch?v=Mz6mOUoRE7E É um privilégio vivermos numa época em que podemos ver este tipo de atletas em acção, são prodígios que não aparecem todos os anos. De realçar ainda que Wout van Aert faz 5.º lugar após regressar de uma lesão grave com vários meses de paragem, o que não é menos surpreendente do que o desempenho de van der Poel, estão ambos um nível acima de todos os outros. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Ciclocrosse - 7.ª prova Taça do Mundo, Zolder No ciclocrosse também há "boxing day", o mês de Dezembro é tradicionalmente um mês atarefado para os atletas de ciclocrosse, pois a modalidade não faz pausa nesta época festiva e ontem decorreu a 7.ª prova da taça do mundo em Zolder, Bélgica. Publicidade Depois da épica batalha entre Mathieu van der Poel (MVDP) e Toon Aerts em Namur poderia prever-se novo espectáculo, não fosse Toon Aerts fazer esta corrida com duas costelas partidas, sequelas dessa mesma corrida em Namur. Não havendo Toon Aerts a 100%, MVDP foi menos importunado, manteve-se num grupo de ciclistas até meio da corrida, depois imprimiu aquele ritmo impossível de acompanhar pelos restantes e geriu a vantagem até ao final da corrida, conseguindo assim a sua 4.ª vitória consecutiva este ano na Taça do Mundo. Mathieu van der Poel Ainda assim, de acordo com as declarações de MVDP, não foi fácil a vitória. "É especialmente difícil aqui quando há um grupo perseguidor no qual há cooperação. Vais perdendo nas secções longas e rectas, onde eles podem manter a distância, e nas secções técnicas estás completamente morto", disse Van der Poel no final. Questionado sobre o retorno de Wout van Aert, no Azencross de Loenhout na sexta-feira (hoje), MVDP disse que é bom e muito positivo para o desporto, e que espera vê-lo no TOP 5 hoje. Motivação ou pressão? Perguntamos nós. O novo líder da desta competição, Toon Aerts, temia que as duas costelas fracturadas no último domingo em Namur o impedissem de defender a camisola, e mais razões teve para temer ao ter uma queda logo no início desta corrida. Toon Aerts Mesmo nestas condições o campeão belga conseguiu um excelente 14.º lugar, logo atrás de Eli Iserbyt que é o seu perseguidor mais directo na classificação geral. Laurens Sweeck, também a atravessar um bom momento de forma ficou em segundo, e Quinten Hermans fez o seu primeiro pódio da temporada na Taça do Mundo. Laurens Sweeck tentou fazer perseguição a MVDP. Michael Vanthourenhout, não fez pódio mas o seu 4.º posto e a sua regularidade na temporada fizeram com que passe de terceiro para segundo lugar na classificação da Taça do Mundo, a 45 pontos do líder Toon Aerts. Michael Vanthourenhout TOP 10 corrida masculina ResultadoNomePaísTempo1VAN DER POELHOL1:02:222SWEECKBEL1:02:283HERMANSBEL1:02:284VANTHOURENHOUTBEL1:02:315VERMEERSCHBEL1:02:426VAN KESSEL HOL 1:02:437MERLIERBEL1:02:438NIEUWENHUIS HOL 1:02:439VAN DER HAAR HOL 1:02:5910AERTSBEL1:03:21 Corrida feminina Na corrida feminina havia havia hipótese de troca de líder na classificaão geral, pois apesar de Katherina Nash ainda liderar, Ceylin del Carmen Alvarado (Corendon-Circus) tinha-se aproximado cada vez mais nas últimas cinco corridas. A jovem Ceylin del Carmen Alvarado saltou para a liderança da Taça do Mundo. A pódio corrida terminou igual ao da última corrida em Namur, Lucinda Brand confirma o seu momento de forma e voltou a vencer, Ceylin Alvarado fez segundo, o que lhe valeu o salto para a liderança na geral da competição e Anne Marie Worst também continua regular terminando mais uma vez no pódio. Lucinda Brand foi mais forte nos últimos metros e voltou a vencer. De realce o regresso da lenda do ciclismo mundial feminino, Marianne Vos, que já fez este ano algumas corridas de ciclocrosse, tendo terminado esta no quarto posto, a só 1s. do pódio. Muito provavelmente vamos ter uma Marianne Vos a lutar pela vitória nos campeonatos do mundo, mas as adversárias estão fortes. Marianne Vos TOP 10 corrida feminina ResultadoNomePaísTempo1BRANDHOL0:47:492ALVARADO HOL 0:47:503WORST HOL 0:48:024VOS HOL 0:48:035VAN DER HEIJDEN HOL 0:48:156CANTBEL0:48:187LECHNERITA0:48:238VAN ANROOIJ HOL 0:48:419KASTELIJN HOL 0:49:0110VERDONSCHOTBEL0:49:04 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Jolanda Neff sofreu grave queda e foi hospitalizada A famosa atleta de suíça Jolanda Neff sofreu uma grave queda enquanto treinava na sua bicicleta de montanha, na Carolina do Norte, Estados Unidos da América, tendo sido hospitalizada com ferimentos graves. Jolanda Neff é uma das melhores atletas do mundo no cross-country olímpico. Através das redes sociais, a atleta ex-campeã do mundo explicou que descia por um trilho a alta velocidade, saiu do trilho e caiu, embatendo com troncos e árvores com galhos pontiagudos, do que resultou costelas e braço fracturados, e colapso de um dos seus pulmões. A hemorragia interna causada pela queda levou a equipa médica a ponderar a remoção do baço, mas graças a um especialista da equipa recorreram a um procedimento conhecido como "embolização", tendo assim evitado o pior cenário. Jolanda Neff e o namorado Luca Shaw, conhecido atleta de Downhill. Neff foi tratada num hospital próximo em Asheville, Carolina do Norte, onde ficou por três noites, mas já teve alta médica. "Ainda sinto muita dor e a respiração está difícil, mas a minha condição está estável agora. Tenho dormido muito. Ainda não foram feitos planos futuros. Obrigado a todos pelas mensagens!"escreveu Jolanda Neff nas redes sociais. Ainda não se sabe que repercussões poderão ter estas lesões na preparação de Jolanda Neff para a temporada 2020 de cross-country. Com 26 anos de idade Jolanda Neff é uma das melhores atletas de Cross-Country Olímpico (XCO) da actualidade, conhecida pela sua técnica acima da média, já foi campeã da Europa, campeã do mundo, venceu a taça do mundo e é uma das principais candidatas nestas competições, bem como a uma medalha de ouro nos próximos jogos olímpicos em Tóquio. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Por: Luís Beltrão ### Tróia sem Sagres, em modo Gravel e autonomia. Gostas de viajar de bicicleta? O agora conhecido como "bikepacking", seja de Gravel ou não, vai tendo cada vez mais interessados, convidamos-te a ver esta viagem de Gravel feita pelo Pedro Cravo e João Bronze. Tróia - Odemira - Ermidas do Sado O início No passado dia 14 de Dezembro iria acontecer mais uma edição do Tróia-Sagres (TS). No ano anterior, e para evitar mais uma presença, desafiei o amigo João Bronze para uma pedalada invernal, partindo de Lisboa e seguindo para Montemor-o-Novo com retorno no dia seguinte. Foi um um fim de semana épico por estradões e paisagens terminando com quase 300 km's. pedalados. Este ano, a opção mais lógica seria ir para Sul tendo em conta a meteorologia, aproveitando o espírito do TS e o ferry excepcional das 6 da manhã, beneficiaríamos também da companhia de muitos ciclistas, acordar às 3.30 da manhã nem custa assim tanto. Depois de já ter realizado várias edições do TS, de roda 26, roda 28, usar uma bicicleta gravel também seria uma novidade, e desta vez o amigo João Bronze também iria numa CANYON GRAIL! É certo que a experiência de edições passadas já não cria aquela ansiedade e nervosismo que antecedem um grande empeno, mas foi muito agradável ver vários ciclistas que ainda fazem projecções e "desfiam" tácitas e conselhos. Curiosamente no mesmo ferry iam além das nossas CANYON Grail, uma CUBE de ciclocrosse (CX) e mais duas gravel. A nossa “tácita” era seguir o percurso do Tróia-Sagres até Santiago do Cacém e depois seguir por trilhos e estradas pouco utilizadas até Odemira. O percurso já tinha sido validado pelos amigos Inchas durante o Verão, tínhamos 3 pontos possíveis de dormida, Odemira, Monchique e Santa Clara a Velha, de qualquer destes locais poderíamos beneficiar do transporte da CP. Primeira paragem e incursão no Gravel A 1.ª paragem foi em Santiago do Cacém, com reforço alimentar, pois os 60 e poucos km's. foram feitos numa média de 30 Km/h., nem parecia que vínhamos em autonomia e com pneus de 42 mm. Assistir à passagem de muitos ciclistas e desejar-lhes boa viagem, dava-nos uma certa satisfação, pois finalmente iríamos encontrar o silêncio e o horizonte campestre pelo que ansiávamos. Ao entrar nos estradões logo constatámos que as chuvas que caíram durante a semana tinham embebido o saibro, e criado dificuldades na progressão, a juntar a isso os rodados de algumas máquinas agrícolas também não facilitavam, a média caiu a pique para 20 km\h. Tínhamos luzes mas com aquele ritmo e desgaste, não ia ser fácil, em certas zonas parecia que estávamos numa pista de CX belga a fatiar a areia, só nos faltava ter as pernas de um Van der Poel. Mal cruzámos uma estrada alcatroada deixámos o track previsto e rolámos em direcção ao Cercal, onde fizemos mais um reforço alimentar, pois ainda era cedo para almoçar, partindo depois na direcção de Odemira. No regresso ao track já nos aparecia um Alentejo com sobreiros, campos verdejantes e a presença do Rio Mira. Chegámos a Odemira pela inevitável subida que atravessa uma dobra da “serra” ansiosos pelo almoço, “Real food” sempre. Depois desse almoço, tempo de decidir onde ir dormir, era demasiado cedo para ser em Odemira. Apesar da hora (15:00) tínhamos possibilidade de chegar a várias localidades, mas Santa Clara a Velha revelava-se a escolha ideal se no dia seguinte seguíssemos para Norte. Tinha curiosidade de seguir um percurso desenhado unicamente pelos mapas, que seguia a linha de caminho de ferro do Algarve-Lisboa. Sabíamos que saindo de Odemira, iríamos entrar num percurso pedestre (PR) que segue o Rio Mira, quase nunca abandonando o vale, e que PR! Talvez fosse da hora, com o Sol a acrescentar tons dourados nos sobreiros e alguns eucaliptos, dos cheiros, ou mesmo do almoço, as recordações serão duradouras, são estes momentos que procuro. O percurso é praticamente plano e de um verdejante que parece impossível de acontecer num Alentejo tão massacrado pela seca. Chegámos a Santa Clara a Velha e ao Monte do Azinhal, poucos minutos faltavam para se dar o ocaso solar! Perfeito! O primeiro dia terminou com 163 km's. percorridos sem qualquer percalço. Lavagem das bicicletas, banho ao corpo, descanso e telefonema para o táxi, sim em Santa Clara não há restaurantes, pelo menos nesta altura do ano, só a 6 km's., em Sabóia, onde os nutrientes foram de bom nível, a espera compensou! Noite curta depois de um dia muito longo, e amanhecer solarengo a prometer um belo dia. As previsões davam chuva e chuva, talvez o Sul escapasse. Primeiros km's. pelo alcatrão ao encontro do track GPS, com alguma ansiedade pois não tinha sido validado e cada vez víamos mais cercas e portões. Publicidade Começamos a ver a linha do comboio e no primeiro cruzamento deparamos com um túnel enorme de uns 5 ou mais metros de altura! O trilho que o servia daria para um 4x4 e parecia ter pouco uso e uns km's. adiante, outro túnel, e mais outro. Grande obra de engenharia e parecia que não tinham grande utilidade. Estradão de muito boa qualidade, sem muita lama ou areia, sempre cercado de azinheiras e sobreiros, nalguns pontos nem se via a luz do Sol, absolutamente verdejante! Passagem por algumas casas de estrangeiros que provavelmente prescindem do abastecimento de energia eléctrica tradicional, o track GPS revelou-se perfeito. Algumas zonas de estrada alcatroada, com rectas a perder de vista e sem carros, camiões, nada! Campos em pousio ou de pasto, gado e silêncio, mas a atmosfera estava a alterar-se e de Sul vinham nuvens pouco auspiciosas. Estávamos quase nas Ermidas do Sado, onde poderíamos apanhar o comboio intercidades das 16:00 se o céu fosse inclemente. Entrámos na vila segundo a linha do comboio ao fim de 72 km's., paragem na Pérola Ermidense e reposição de nutrientes perfeita. Logo à saída do restaurante percebemos que seguir para Grândola (30 km's.) ou para Tróia (73 km's.) sempre por alcatrão iria resultar num banho memorável, pois já chovia copiosamente, o que associado à falta de visibilidade para os condutores dos outros veículos seria correr um risco desnecessário. O comboio estava mesmo ali, bilhetes adquiridos, um deles com transporte de bicicleta, e vamos para a estação, não esperávamos haver tantos ciclistas a regressar a Tróia de bicicleta. Alguns colegas tiveram a mesma ideia quanto ao transporte e dirigiram-se para Ermidas do Sado e Grândola, vinham "ensopadinhos". O revisor foi pessoa razoável e deixou que as bicicletas ficassem no espaço logo atrás da “locomotiva”. Saída no Pinhal Novo, e novo comboio para Setúbal, onde tínhamos o carro para nos levar até Lisboa. Foi um fim de semana sempre em movimento, com novos caminhos, cheiros e sabores, muito verde, água e bons momentos de "pedalanço" e companheirismo. João Bronze e Pedro Cravo Não houve qualquer queda ou avaria mecânica, apesar de a transmissão ter chegado a romper a areia. Grandes CANYON GRail! Até à próxima, Pedro Cravo e João Bronze. Track do percurso no Strava: Dia 1 Dia 2 Texto: Pedro Cravo Fotografia: Pedro Cravo e João Bronze Edição e arranjo: Luís Beltrão Sobre o tipo de bicicleta utilizada, a Canyon Grail, podes aceder aqui ao nosso teste: Teste à Canyon Grail Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - 6.ª prova da Taça do Mundo, Namur Não Existem adjectivos suficientes para descrever a 6.ª prova da Taça do Mundo de Ciclocrosse, em Namur (Bégica), foi épica, foi dura, foi uma das melhores corridas de sempre. Mathieu van der Poel Todos sabemos que condições de barro proporcionam um bom cenário para uma prova de ciclocrosse, mas em Namur o frio e a chuva não deram tréguas e tornaram a corrida especialmente dura, com alguns atletas a desistirem por hipotermia. Publicidade Corrida Masculina Não tendo ainda muitas vitórias esta temporada, a verdade é que Toon Aerts tem sido o atleta mais regular, e o verdadeiro Aerts está a aparecer na fase decisiva da época, ele foi o primeiro a bater Mathieu van der Poel (MVDP) na última prova do troféu Superprestige e hoje a corrida foi novamente disputada por ambos. Toon Aerts e Matieu van der Poel, a batalha repete-se. Desde a 2.ª volta foram MVDP e Toon Aerts que assumiram a corrida, travando uma batalha épica até à última volta. Quando um cometia um pequeno erro, o outro ganhava vantagem, trocando estes papeis por várias vezes ao longo da corrida, até que na última volta, numa das zonas mais técnicas e perigosas do circuito Toon Aerts sofreu grande queda, não conseguindo mais recuperar o tempo perdido para MVDP. Mathieu van der Poel não tem o objectivo da classificação geral da Taça do Mundo por ter falhado as primeiras provas, mas ainda assim ele festejou esta vitória numa corrida de Taça do Mundo mais efusivamente do que, por exemplo, a vitória deste ano quando se sagrou Campeão da Europa. A dureza foi tal, que Mathieu van der Poel festejou a vitória como se de um Campeonato do Mundo se tratasse. Em terceiro ficou Corne Van Kessel, que por sua vez veio travando uma batalha pelo pódio com o jovem Tom Pidcock, tendo também este holandês beneficiado de uma queda do britânico na última volta, o que o levou a perder tempo para Kessel e posteriormente a terceira posição. Korne van Kessel nunca desistiu e viu o esforço recompensado na última volta. Repara bem na fotografia do pódio, o frio e as condições da corrida que haviam terminado há minutos não nem deixam exteriorizar a alegria do resultado. Quando nos perguntarem qual o desporto mais duro do mundo, mostraremos esta fotografia, conhecem algum desporto onde 3 atletas terminem no pódio com esta cara? Heis a dureza do ciclismo. Namur terá provavelmente o pódio mais triste do ano, pela dureza da corrida. Apontamento de realce, o líder da classificação geral da Taça do Mundo (até hoje) Eli Iserbyt desistiu por aparentemente entrar em hipotermia, o jovem belga ainda parou para vestir mais roupa mas só fez mais uma volta, tendo acabado por desistir. Foi levado em braços, vê o estado do atleta. https://twitter.com/PS_BG_CT/status/1208761824465821696 Toon Aerts caiu e não conseguiu discutir a corrida até aos últimos metros, ficando em segundo, mas ainda assim viu o esforço recompensado com a liderança da Taça do Mundo de ciclocrosse. Toon Aerts é o novo líder da taça do mundo Resumo vídeo da prova masculina https://www.youtube.com/watch?v=7DjFy6SIViI TOP 10 masculino em Namur ResultadoNomePaísTempo1VAN DER POELHOL1:05:592Toon AERTSBEL1:06:543VAN KESSELHOL 1:07:134PIDCOCKING1:07:305MERLIERBEL1:07:406VAN DER HAARHOL 1:07:477VANTHOURENHOUTBEL1:07:558MEISENALE1:08:019SWEECKBEL1:08:2210T. AERTSBEL1:09:10 Prova Feminina Condições muito parecidas na prova feminina, onde a holandesa Lucinda Brand "bateu o pé" às duas atletas que têm dominado as últimas corridas, relegando para segundo lugar Carmen Alvarado e para terceiro Anne Marie Worst. Lucinda Brand está "on fire" para a segunda parte da época. O pódio feminino Em Namur, 1.º Licinda Brand; 2.º Carmen Alvarado; 3.º Anne Marie Worst Resumo vídeo da prova feminina https://www.youtube.com/watch?v=RXndPOwxVAY TOP 10 prova feminina ResultadoNomePaísTempo1BRANDHOL0:45:052ALVARADOHOL 0:45:213WORSTHOL 0:46:264RICHARDSING0:46:395NASHCZE0:46:506HONSINGEREUA0:46:537COMPTONEUA 0:47:518FAHRINGEREUA 0:47:549VOSHOL 0:48:0510ROCHETTECAN0:48:12 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Review óculos Rudy Project Defender - Graduação simples e rápida Com os óculos Rudy Project Defender a marca italiana acompanha a tendência dos óculos de ciclismo, com lentes maiores e um misto de design retro e inovador. Uma das principais qualidades dos óculos Rudy Project é a qualidade das lentes, que além de variadas opções de escolha, desde as foto-cromáticas às fumadas, entre outras, também têm uma tecnologia ("Impact X") que impede que a lente estilhasse em caso de quebra. Outro factor de destaque é a sua grande adaptabilidade na armação, esta tem as mais variadas formas de se adaptar a diferentes rostos, cabeças e modelos de capacete. Além da adaptabilidade ergonómica, também personalização visual é uma das qualidades de destaque, pois os óculos permitem a troca de praticamente todas as peças, desde as lentes, à terminação das hastes, passando pelo logótipo "Rudy" na armação ou ponte nasal, tudo se pode trocar por cores diferentes. Os defender permitem uma grande variedade de personalização de cores. Aqui podes ver os Rudy Project Defender ao pormenor, no Unbox que fizemos. https://www.youtube.com/watch?v=3YkouEEeGpU Processo de graduação simples, especializado e rápido. Para comprovar tudo isto e ainda como é o processo de graduação destes óculos de desporto, fomos a uma óptica especializada em várias marcas e tipos de óculos, a Chiado Eyeglass Factory. O resultado está neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=ozTUtrUHCgw&t= Em conversa com um dos técnicos da óptica, Marco Graça, este confirmou que a óptica escolhe marcas que ofereçam garantia de qualidade, assistência, e no caso da Rudy Project também personalização dos óculos. Além disso, mostraram-nos como é feito o processo de graduação destes óculos Rudy Project Defender (ver vídeo), que ficam prontos em 20 minutos e na maioria dos casos (depende do tipo de graduação necessária tipo de lentes) tem um valor de €79,00. Mais informações sobre este e outros modelos de óculos Rudy Project, contacta a marca aqui: Rudy Project Portugal Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Wout van Aert regressa ao Ciclocrosse ainda em 2019 Wout van Aert regressa ao ciclocrosse ainda este mês, o atleta belga adiantou esta informação numa conferência de imprensa que deu no início de Dezembro. O regresso está planeado para a corrida de ciclocrosse de Azencross em Loenhout, Bélgica, no dia 27 de Dezembro. Esta corrida do "DVV Trofee" será a sua primeira corrida depois da queda no Tour de France, após a qual foi operado, tendo ficado sem pedalar mais de 2 meses. A recuperação dura há meses e tem sido cautelosa. Wout van Aert regressa ao ciclocrosse com o objectivo de recuperar a força e forma física, antes da temporada de corridas de estrada em 2020 com a Jumbo-Visma. O atleta belga de 25 anos aproveitou a conferência de imprensa para mostrar as cores e patrocínios que usará no ciclocrosse. Além da sua equipa Jumbo-Visma, serão a Cibel-Cebon, Caps e Domo, marcas que sempre o apoiaram nesta modalidade, mesmo quando este ficou sem equipa após ter rescindido unilateralmente o contrato com Verandas Willems-Crelan no inverno passado. "Se a recuperação continuar como está agora, voltarei a Loenhout no dia 27 de Dezembro. A minha reabilitação progrediu muito mais rápido no último mês, agora posso treinar e aumentar a carga", confirmou Wout Van Aert. O tri-campeão do mundo adianta ainda que não estará na sua melhor forma e nem sequer faz sentido falar em resultados, visto ter estado muito tempo parado. "Ainda há trabalho a ser feito, porque ainda tenho alguma reacção após o treino. No entanto, achamos que é realista regressar dentro de um mês, embora não esteja em boa forma certamente"Wout van Aert Publicidade - click aqui para saber mais Van Aert caiu no Tour durante o contra-relógio individual da etapa 13 em Pau, embatendo numa das grades divisórias do público, o que resultou numa lesão grave, tendo o ciclista que ser submetido a uma cirurgia que o impediu de pedalar durante 2 meses. O momento da queda no Tour 2019. https://www.youtube.com/watch?v=uAjsaNoumVY Muito se fala de Mathieu van der Poel (que é sem dúvida um fenómeno), mas vamos recordar alguns resultados de Wout Van Aert (principal rival de van der Poel no ciclocrosse) em 2019 na sua primeira temporada pela Jumbo-Visma: 3.º na Strade Bianche, 2.º na E3 Bink Bank classic, 2 etapas no Critérium du Dauphiné, uma etapa no Tour de Françacampeão belga de contra-relógio. Apesar de estar longe da sua plena forma, Wout van Aert parece estar a apontar para as clássicas da primavera, já esteve inclusive a treinar nos sectores de pavé do Paris - Roubaix, juntamente com outros colegas de equipa da Jumbo - Visma. Quando se fala do regresso de um tri-campeão do mundo de ciclocrosse, para nós adeptos é sempre mais uma razão para ver essas corridas, e não esquecer que até ao campeonato do mundo de Ciclocrosse ainda faltam 2 meses, estará Wout Van Aert em condições de o disputar? Deixamos o vídeo resumo dos 3 campeonatos do mundo de ciclocrosse (Elite) que Van Aert tem no seu palmarés. https://www.youtube.com/watch?v=adcR89wA0Qg Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Mathieu van der Poel desportista do ano na Holanda Mathieu van der Poel foi eleito o desportista do ano 2019 na Holanda, na "Sportgala" desta quarta-feira à noite em Amesterdão. Tendo em conta que o jovem de 24 anos é campeão do mundo e Europa de ciclocrosse, campeão europeu de bicicleta de montanha e vencedor da clássica Amstel Gold Race, entre outras vitórias, não é de estranhar. Culturas diferentes, realidades diferentes. O que poderá ser surpreendente, fora da realidade holandesa, é o facto de Mathieu van der Poel estar nomeado para este prémio juntamente com um futebolista, um piloto de fórmula 1, e ser ele o vencedor do prémio. Publicidade - click aqui para saber mais O futebolista nomeado era Virgil van Dijk, jogador do Liverpool e da selecção holandesa, vencedor da Liga dos Campeões, nomeado para a bola de ouro deste ano, considerado actualmente um dos melhores jogadores do mundo. Virgil van Dijk O piloto de Fórmula 1 era Max Verstappen da equipa Red Bull Racing Honda, com só 22 anos foi um dos grandes nomes da temporada na F1, finalizando no Top-3 do campeonato do mundo. Max Verstappen Mathieu van der Poel foi o eleito pelo desempenho em 2019 nas variadas vertentes do ciclismo, ciclocrosse, ciclismo de montanha e de estrada. Mathieu van der Poel O jovem holandês mostrou-se honrado com este prémio, dando relevância aos grandes desportistas que estavam nomeados. https://www.instagram.com/p/B6OlnyTBkxU/ Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Volta a Espanha 2020 terá duas etapas em Portugal No seguimento da nossa notícia de ontem e após a apresentação oficial hoje pelas 19:00 (hora portuguesa), confirma-se, a Volta a Espanha 2020 terá duas etapas em Portugal. Vê o trajecto da Volta a Espanha 2020 em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=GyxPsrrG6wE Relativamente à nossa notícia de ontem, não se confirma a passagem da etapa 19 no alto da Torre, e é por isso que só hoje colocamos no título da notícia "confirmado", porque a apresentação oficial só foi hoje. As duas etapas em Portugal são como escrevemos ontem a etapa 18 e 19, sendo que a etapa 18 inicia em Mos (Espanha) e termina em Matosinhos, no dia 3 de Setembro de 2020. Perfil da etapa 18 Vuelta 2020 A Etapa 19, terá início em Viseu no dia 4 de Setembro e terminará em Ciudad Rodrigo, passando pelo alto da Guarda. Perfil etapa 19 Vuelta 2020 O presidente da câmara de Viseu, Almeida Henriques revelou à TSF que a presença da prova em Portugal é fruto de uma parceria entre Viseu e o Turismo do Centro. Almeida Henriques fala de uma data histórica para o município,  "é histórico. É importante pela ligação que Viseu tem ao ciclismo, mas também pela promoção da região no mercado espanhol. Viseu está ligado à Volta a Portugal desde o início e, a partir de agora, passa estar também ligado à Vuelta."disse Almeida Henriques à TSF Recordar que em 1997 esta prova começou em Lisboa, atravessou o Alentejo e o Algarve, antes de entrar em território espanhol. Confirma-se também que esta edição da Volta Espanha tem as primeiras etapas na Holanda, com partida em Utrecht, e que chega a Espanha na etapa 4, que começa na fronteira de Irún entre França e Espanha. Publicidade - click aqui para saber mais Destaques O contra-relógio por equipas na abertura (sexta-feira 14 de Agosto), é de 23,3 quilómetros que podem ser suficientes para estabelecer algumas diferenças importantes entre os favoritos. A última chegada em alto da corrida será em "La Covatilla", na etapa 20, uma etapa com uma 1.ª categoria, três 3.ª categorias e uma 2ª categoria, apenas 24 horas antes da chegada em Madrid, dia que pode ser muito decisivo. Etapa 9, como se o mítico "Col du Tourmalet" não bastasse, o gigante dos Pirinéus será precedido pela primeira categoria Portalet, a categoria especial Aubisque e a curta subida não classificada do Soulor. Perfil etapa 9 Vuelta 2020 O Angliru na etapa 15, onde Contador terminou em grande a sua carreira em 2017 e onde continua a ser o único ciclista a vencer nesta subida por duas vezes, também é precedido de outras dificuldades, pelo que esta etapa é propícia a que apareça o mítico HOMEM DA MARRETA! Perfil etapa 15 Vuelta 2020 O contra-relógio individual de Ezaro que abre a terceira semana é outro momento decisivo da Vuelta, o percurso começa por terrenos ondulados na costa noroeste da Galiza e finaliza na difícil subida de dois quilómetros até à represa de Ezaro. Os teoricamente especialistas, podem não fazer as diferenças habituais. Os Sprinters também terão a sua oportunidade, existem sete etapas com perfil mais plano, sendo a última delas na tradicional chegada a Madrid. Esperamos ansiosamente por 2020, mais de 20 anos depois é histórico, a Vuelta passa em Portugal, e em 2020 o World Tour (escalão máximo do ciclismo mundial) estará em Portugal por duas vezes, primeiro na Volta ao Algarve e depois nestas etapas da Vuelta. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão Fontes: Organização da Volta a Espanha, e TSF ### Volta a Espanha 2020 vem a Portugal A corrida é apresentada amanhã em Madrid mas a imprensa espanhola confirma que a Volta a Espanha 2020 vem a Portugal. Apresentação oficial será amanhã. De acordo com a imprensa do país vizinho, a Vuelta contará com duas etapas em solo nacional, uma delas com chegada na região do Porto e outra com partida em Viseu e final em Ciudad Rodrigo (Salamanca). O facto desta grande volta ter 2 etapas em solo português já é interessante, mas as boas notícias não ficam por aqui. A confirmar-se o que a imprensa avança, a etapa com partida de Viseu será a etapa 19 e (agora presta bem atenção) o pelotão poderia coroar o ponto mais alto de Portugal, localizado no Alto da Torre ou seja, poderia ser uma etapa decisiva para a luta pela classificação geral. A outra etapa será a 18, iniciando em Mos, Espanha e com chegada à região do Porto. É bem provável que passe pela cidade de Viana do Castelo e por localidades da região do Porto, como Matosinhos. Publicidade - click aqui para saber mais A confirmarem-se as datas reveladas pela imprensa espanhola, a etapa com final na região do Porto será no dia 3 de Setembro, e a etapa que passa no alto da torre será dia 4 de Setembro. A outra novidade será o facto das 3 primeiras etapas começarem em solo holandês, em Utrecht. A Vuelta a Espanha 2020 terá início em Utrecht no dia 14 de Agosto e o fim em Madrid no dia 6 de Setembro. Esta que será a 75.ª edição da Vuelta reserva muito espectáculo, a organização apostará no norte da Espanha e etapas míticas como Arrate, Moncalvillo, Tourmalet, Angliru, La Farrapona, Laguna Negra e Covatilla. Mítica subida do Angliru regressa ao percurso da Vuelta em 2020. O evento onde todos os detalhes serão revelados terá a presença de ciclistas como Valverde, Miguel Angel López, Fábio Aru, Herrada, Madrazo, Atapuma e Quintana (a equipa deste último, a Arkea, lutará com a Corendon de Van der Poel, Caja Rural, Burgos e Euskadi Foundation por um lugar que lhes permita participar como convidados. De acordo com o planeamento já confirmado por algumas equipas e ciclistas, estão confirmados para a Vuelta a Espanha nomes como Vincenzo Nibali, Miguel Angel Lopez, Romain Bardet, Bauke Molema ou Tadej Pogacar Miguel Angel Lopez é um dos nomes grandes a apontar para a Vuelta 2020. Cenários para confirmar amanhã, quando a organização da prova fizer a apresentação oficial. A confirmar-se, esta será a segunda vez que a Vuelta a Espanha passa por Portugal, depois de em 1997 ter tido 3 etapas em solo nacional. Fica com os melhores momentos da Vuelta 2019, e prepara-te a para ir ver ao vivo por cá. https://www.youtube.com/watch?v=LOHMxv0aQS4 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Mathieu van der Poel não venceu, 35 corridas depois O número de corridas seguidas no lugar mais alto do pódio ia aumentando, Mathieu van der Poel levava uma série de 35 vitórias consecutivas em corridas de Ciclocrosse, hoje finalizou 3.º no Ciclocrosse em Ronse no DVV trofee. (Vídeo resumo no final). Num circuito duríssimo e bastante físico, vencedor da corrida foi Toon Aerts, que numa semana consegue a sua segunda vitória consecutiva, depois de vencer no mítico circuito em Zonhoven, do troféu Superprestige. Toon Aerts voltou a vencer e confirma subida de forma para a segunda parte da temporada. Parece que o campeão belga está a preparar a sua subida e pico de forma para a segunda parte da temporada e consequentemente para o Campeonato do Mundo. No pódio: 1.º Toon Aerts; 2.º Eli Iserbyt; 3.º Mathieu van der Poel Em segundo finalizou Eli Iserbyt, que teve um início de temporada de grande destaque, mas que nas últimas corridas não tem conseguido apresentar-se ao mesmo nível. Mathieu van der Poel já tinha declarado várias vezes, quando questionado sobre o seu domínio e vitórias no ciclocrosse, "algum dia vai acontecer, algum dia não vencerei, é normal". Mathieu van der Poel afirmou com a naturalidade e humildade habitual, que não se pode vencer sempre. Recorde-se que o grande objectivo de Mathieu van der Poel é defender a camisola do aro-íris e renovar o título de Campeão do Mundo. Publicidade - click aqui para saber mais Na corrida feminina voltou a repetir-se o duelo entre Celine Alvarado e Anne Marie Worst, sendo que ao contrário da semana passada, desta feita Celine Alvarado conseguiu a vitória. Celine del Carmen Alvarado venceu a corrida feminina. No terceiro Posto da corrida feminina, tal como na corrida do Superprestige da semana passada finalizou a Campeã da Europa Yara Kastelijn. Resumo das corridas feminina e masculina do troféu DVV em Ronse https://www.youtube.com/watch?v=1Xg-wW4UrHU Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Estreia de Nibali pela Trek-Segafredo será em Portugal A estreia oficial de Vincenzo Nibali pela Trek-Segafredo será na Volta ao Algarve em Fevereiro. Tal com outras equipas, a a Trek-Segafredo já se encontra em estágio a preparar a temporada 2020, onde Vincenzo Nibali falou da experiência na Bahrain e da sua motivação para o futuro, em entrevista ao site de notícias Cyclingnews. Vicenzo Nibali no estágio da Trek-Segafredo. Nibali diz ter sido feliz na Bahrain, sente-se orgulhoso por ter ajudado a criar a equipa com o príncipe do Bahrain, e também ajudado a equipa a crescer e ser conhecida mundialmente com os seus resultados. Recorde-se que ao serviço da Bahrain, o italiano conseguiu vários pódios na classificação geral de grandes voltas (2.º na Vuelta 2017, 3.º no Giro 2017, 2.º na Vuelta 2019), além de vitórias na Il Lombardia ou na Milão-Sanremo. Mas Nibali diz que no último ano, houve uma quebra na relação com a equipa e sentiu que tinha chegado a hora de seguirem caminhos diferentes, não escondendo alguma amargura com a forma como saiu da Bahrain. Publicidade - click aqui para saber mais Temporada 2020 na Trek-Segafredo Apesar dos seus 35 anos, Vincenzo Nibali diz-se muito entusiasmado com o futuro e com a nova fase da sua carreira na Trek-Segafredo. " Sinto que é o começo de uma grande e nova aventura. É tudo muito estimulante e emocionante, especialmente quando se trata do que realmente importa. Descobri um novo mundo, uma nova maneira de fazer as coisas",disse Nibali à Cyclingnews " Sou perfeccionista no que diz respeito ao equipamento e os engenheiros da TREK estão fazer tudo o que podem para me ajudar. Eles escutam-me para termos tudo certo, muitas vezes até têm as respostas para minhas necessidades antes mesmo de perguntar. Essa é uma ótima sensação. "Disse Nibali A Trek-Segafredo confirmou que Nibali teria como alvo o Giro de Itália e depois a corrida olímpica em Tóquio, sendo Richie Porte e Bauke Mollema a liderare a equipa no Tour de França. Nibali irá para estágio de altitude em Janeiro e depois fará a sua estreia numa corrida com a Trek-Segafredo em Portugal, na Volta ao Algarve em Fevereiro. O Italiano já venceu o Giro 2013 e 2016 e tem outros quatro pódios no seu palmarés, em 2020 ele quer tentar combinar o rosa e ouro no mesmo ano. "Decidi alvejar o Giro d'Italia porque há uma lógica natural para prosseguir e atingir os Jogos Olímpicos de Tóquio", explicou Nibali ao Cyclingnews Além de Vincenzo Nibali são esperadas outras grandes estrelas do World Tour na Volta ao Algarve, mas o italiano é sem dúvida uma das de maior destaque e com maior palmarés a pedalar nas estradas algarvias entre 19 e 23 de Fevereiro. Vincenzo Nobali e Giulio Ciccone no estágio. Por razões contratuais, todos os ciclistas têm que utilizar o equipamento das equipas até 31 de Dezembro, razões pelas quais Nibali ainda não aparece nas fotografias com o equipamento da TREK-Segafredo, mas nada o impede de entrar nos anúncios da marca de café italiana, juntamente com o seu colega de equipa Giulio Ciccone, Ivan Basso e o guarda-redes Buffon. Na volta ao Algarve é onde todo o mundo vai ver pela primeira vez Nibali vestido de Trek-Segafredo, lá estaremos para ver. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão Fonte: Cyclingnews.com ### Rohan Dennis assina pela Ineos É oficial, após muita especulação e várias equipas apontadas como destino, Rohan Dennis assina pela Ineos. Rohan Dennis A notícia é desta segunda-feira, quando a equipa anunciou a contratação do campeão do mundo de contra-relógio através das várias redes sociais. Vídeo de apresentação e primeiras palavras do Campeão do Mundo de contra-relógio. https://www.youtube.com/watch?v=vQg68ylJxHM Rohan Dennis, campeão do mundo de contra-relógio em Innsbruck 2018 e Yorkshire 2019, aos 29 anos assinará pelas próximas duas temporadas e será a quinta contratação do Ineos para a próxima temporada, após a chegada de Richard Carapaz, Ethan Hayter, Brandon Rivera e do espanhol Carlos Rodríguez. Publicidade - click aqui para saber mais O australiano, conhecido pelo seu feitio difícil, chega à Ineos após um 2019 complicado, no qual deixou a Bahrain-Mérida pela porta dos fundos após o seu controverso abandono na décima segunda etapa do Tour de França, na qual foi embora para casa sem dar contas a ninguém. Houve uma ruptura com a estrutura da equipa e quando competiu com uma bicicleta BMC em vez de uma Mérida no campeonato de mundo de contra-relógio em Yorkshire, acabou por ser despedido. A BMC utilizada por Rohan Dennis no campeonato do mundo em Yorkshire, quando ainda tinha contrato com a Bahrain-Merida. Dennis demonstrou o seu entusiasmo após assinar pela Ineos. "Foi um dos meus sonhos desde que me tornei profissional. Sempre fui um grande fã da equipa, desde o início. Sempre foi um dos meus objectivos correr nesta equipa, então finalmente consegui concluir este sonho, é uma sensação brilhante e uma honra. Sinto uma conexão com esta equipa, um bloco que se baseia na inovação, especialmente no contra-relógio, e isso é algo pelo qual tenho muita paixão."Disse Rohan Dennis A típica declaração "à jogador de bola": Sou da Ineos desde pequenino. A equipa aproveitou para mostrar a nova Pinarello Bolide decorada a rigor com as listas do arco-íris. Um atleta pode ter feitio difícil, mas quem não quer ter um campeão do mundo na equipa? Vamos agora imaginar um contra-relógio por equipas, onde participassem Rohan Dennis, Jonathan Castroviejo, Chris Froome, Filippo Ganna, Vasil Kiryienka, Michal Kwiatkowski e Geraint Thomas. Claro que será difícil ter este conjunto de ciclistas numa grande volta, por exemplo, mas num Campeonato de Mundo de contra-relógio por equipas bem podia vir o "McLaren da Bahrain" que não apanhava este comboio. Provavelmente só haverá uma equipa que possa fazer frente no contra-relógio por equipas à Ineos, a Jumbo-Visma com Dumoulin, Wout van Aert, Primoz Roglic, Tony Martin e companhia. Avizinha-se um 2020 muito interessante. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Bahrain McLaren apresentou as novas cores para 2020 A equipa Bahrain McLaren apresentou as novas cores para 2020, mostrando o novo kit laranja, vermelho e preto, bem como as bicicletas Merida, num evento que decorreu na sede da McLaren em Woking, Inglaterra. A Bahrain-Mérida de 2019 tinha confirmado na semana passada que competirá como "Team Bahrain McLaren" em 2020 (nosso artigo aqui), hoje ao apresentar as novas cores, no site da equipa publicaram este vídeo com a frase " uma nova era começa". Como já tínhamos informado em artigo anterior, a marca de bicicletas da equipa continua a ser a Merida. Na apresentação também mostraram a decoração das bicicletas, neste caso a Merida Scultura. Nova Merida Scultura da Bahrain McLaren, que será utilizada por Landa, Poels e companhia. O guiador Vision integrado não fazia parte do kit da Scultura em 2019. Tanto a equipa de ciclismo como o McLaren Group (que inclui a equipa de Fórmula 1), a produção de automóveis desportivos e outras empresas de tecnologia, são controladas pelo fundo soberano do reino do Bahrain. As novas cores marcam uma mudança significativa do kit que era em grande parte vermelho desde o início da equipa em 2017. As novas roupas são feitas pela empresa britânica Le Col, fundada pelo ex-piloto Yanto Barker. "Ficamos impressionados com a atitude de "Le Col" em colaborar connosco para criar os melhores produtos de desempenho e adoptar uma abordagem de 'primeiro o ciclista' para melhorar o desempenho do atleta".disse Rod Ellingworth, director da Bahrain McLaren. Os capacetes e óculos da equipa Bahrain McLaren continuam a ser Rudy Project, a equipa optou por mostrar o modelo de capacete Spectrum e óculos Defender com as novas cores. Rudy Project Spetrum e óculos Defender Team Bahrain McLaren Como tínhamos adiantado, a equipa da Bahrain passará por mudanças significativas em 2020, com a McLaren a aumentar o seu envolvimento e ainda pelo facto de Rod Ellingworth, ex-Team Ineos, ter sido nomeado director desportivo. Rod Ellingworth, ex-Team Ineos, é o novo director desportivo da Bahrain. A Bahrain McLaren contratou Mikel Landa e Wout Poels para 2020, que se juntam ao vencedor da etapa do Tour de França Dylan Teuns e outros homens rápidos como Phil Bauhaus e Sonny Colbrelli. Além destes, a equipa contratou ainda Mark Cavendish, que tem um forte relacionamento com Ellingworth e tem vínculos com a McLaren. Mark Cavendish As novas contratações da equipa compensam uma série de perdas na temporada de transferências, que além de Nibali, tinha perdido Rohan Dennis, demitido por abandonar prematuramente o Tour de França. A equipa Ineos confirmou que contratou Dennis apenas algumas horas antes da Bahrain McLaren apresentar as suas novas cores, um sinal de como existe competição muito além da estrada, tentando as equipas obter a atenção do público para os seus patrocinadores. Landa e Wout Poels são líderes de peso, mas serão suficientes para dar luta a uma poderosa Ineos e uma emergente Jumbo-Visma? É que nas bicicletas os motores McLaren não contam, mas sim as pernas dos ciclistas. MIkel Landa é um dos líderes da equipa para 2020. Uma coisa é certa, os equipamentos estão um estrondo, o envolvimento da McLaren irá atrais muita atenção de outros patrocinadores para o ciclismo e é bom ver isso no desporto que nós amamos. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Ciclocrosse Superprestige - 5.ª prova, Zonhoven No mítico circuito de Zonhoven assistimos provavelmente uma das melhores provas do ciclocrosse superprestige nesta temporada, mesmo sem Mathieu van der Poel. (Resumo em vídeo no final). Zonhoven é um dos circuitos míticos do Superprestige. Publicidade Prova electrizante onde assistimos a uma batalha entre as equipas "Telenet Baloise Lions" e "Pauwels Sauzen – Bingoal", sendo que a equipa Telenet colocou mais gente na frente com Toon Aerts, Quinten Hermans, Corne van Kessel , Lars van der Haar, enquanto que Laurens Sweeck, Jens Adams e Eli Iserbt foram os que conseguiram estar na frente por parte da Pauwels. Laurens Sweeck e Toon Aerts discutiram a corrida. À sexta volta o forte ataque de Toon Aerts partiu a corrida e só Lauresn Sweeck conseguiu fazer a perseguição e junção com o campeão belga, prevendo-se um desfecho emocionante, mas quando Toon Aerts voltou a atacar e a colocar Laurens Sweeck sob pressão, este cometeu um erro no sector de areia e caiu, vendo-se afastado da discussão da corrida com Toon Aerts. Toon Aerts venceu em Zonhoven e deixa boas indicações para a segunda parte da temporada. Vitória para Toon Aerts que passa a liderar do ciclocrosse superprestige. TOP 10 Elites masculinos em Zonhoven 1. Toon Aerts2. Laurens Sweeck3. Eli Iserbyt4. Quinten Hermans5. Lars van der Haar6. Corne van Kessel7. Tom Pidcock8. Jens Adams9. David van der Poel10. Marcel Meisen Elites Femininos Na prova Elite feminina assistimos a uma batalha entre duas das atletas em destaque esta temporada, Anne Marie Worst e Celine Alvarado, que a partir do meio da corrida ficaram ambas na frente para discutir a vitória. Anne Marie Worst e Celine Alvarado. O desfecho da corrida só ficou decidido nos últimos metros, onde Anne Marie Worst foi mais forte que Celine Alvarado no sprint final. Em terceiro lugar fechou a campeã da Europa Yara Kastelijne. Anne Marie Worst venceu ao sprint Celine Alvarado. TOP 10 prova feminina em Zonhoven 1. Annemarie Worst2. Ceylin del Carmen Alvarado3. Yara Kastelijn4. Alice Maria Arzuffi5. Inge van der Heijden6. Sanne Cant7. Shirin van Anrooij8. Manon Bakker9. Laura Verdonschot10. Ellen Van Loy Resumo em vídeo das provas feminina e masculina. https://www.youtube.com/watch?v=op8h-bTPjdc Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Taça de Portugal de Ciclocrosse - 4.ª prova, Vouzela A 4.ª prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse decorreu em Vouzela, ditou a vencedora da competição nos Elites femininos e o quase certo vencedor dos Elites masculinos. Elites masculinos Mário Costa venceu a prova de elite masculina, tendo atacado na terceira volta e conseguido terminar com menos 20 segundos que Roberto Ferreira (BTT Seia), segundo classificado. Em terceiro lugar, terminou Vitor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) a 24 segundos do vencedor. Com este resultado, Mário Costa tem praticamente assegurada a conquista da Taça, necessitando apenas de pontuar na última corrida para conquistar o troféu. Publicidade Elites Femininos A "suspeita do costume", Ana Santos venceu a quarta prova consecutiva e assegurou a conquista da Taça de Portugal. Daniela Pereira (SAERTEX Portugal/Edaetech) ficou em segundo lugar, a 2m. 18s. e Melissa Maia ( Korpo Activo BTT/UDL-União Desp.Lorvanense) fechou o pódio, ficando a 2m. 22s. da vencedora.  A última prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse irá ser disputada em Paços de Ferreira, no dia 29 de Dezembro. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Rudy Project Venger - Teste e análise A famosa e conceituada marca de capacetes e óculos italiana lançou em Novembro o seu mais recente capacete, o Rudy project Venger. A Rudy Project Portugal enviou-nos um capacete para teste, e após uma semana, cerca de 300 km's., 10 h. de utilização passamos as nossas sensações. Neste vídeo poderás ver melhor o capacete no "Unbox" que fazemos, além de alguns aspectos que destacamos durante a utilização. https://www.youtube.com/watch?v=0m19JKbiVdQ&t= O Rudy Project Venger tem um sistema de retenção “RSR 10” para um ajuste fácil (informação da marca), que testámos em andamento e confirmamos que sim, com uma só mão conseguimos facilmente ajustar o capacete sem dificuldade. Em termos de segurança destaca-se ainda pelos adesivos reflectores na parte traseira, e pela construção tripla no molde ‘X-Kross’, que de acordo com a marca, melhora a segurança e a estabilidade na cabeça. É uma alternativa ao MIPS, tecnologia que podes encontrar em outros modelos da marca como o Racemaster. Também importante é a preciosa protecção contra insectos, uma pequena rede que liga as protecções interiores. (mostramos no vídeo). Se numa das tuas voltas de bicicleta, já te entrou um insecto pelas entradas de ar do capacete e ficou preso causando incomodo, ou até picado (no caso de uma abelha por exemplo), irás dar valor a esse pormenor, caso contrário nem te vais lembrar, porque isso não te acontecerá com este capacete. O Venger estará disponível em 3 tamanhos, é um modelo direccionado para quem procura um capacete bem ventilado, tem 22 entradas de ar. O peso anunciado no site da marca é 220 grs., mas deve ser o peso em tamanho S, nós testámos um tamanho M que tem inscrito no interior 240 gr's., nós colocámos numa balança e pesou 249 gr's. Em resumo, destacamos o conforto, facilidade de ajuste em andamento, protecção contra insectos e o preço de €139,00 que num capacete com este design e com estas tecnologias não é caro. Existe ainda o modelo para BTT, em muito semelhante a este mas com uma pala frontal protectora. Para mais informações contacta a Rudy Project Portugal AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Por: Luís Beltrão ### Vídeo - Treino e entrevista com Rúben Guerreiro Fomos entrevistar e treinar com o ciclista do escalão World Tour, Rúben Guerreiro da equipa Katusha-Alpecin (próximo ano na EF-Education First). Para o vídeo não ficar muito longo dividimos em duas partes, publicámos no nosso canal Youtube e colocámos ambos neste artigo. Vídeo com a parte 1 da entrevista. https://www.youtube.com/watch?v=lKBCIUVjv-Q Subscrever canal Youtube MARRETAMAN Vídeo com a parte 2 da entrevista. https://www.youtube.com/watch?v=FykVzoprH6Y Subscrever canal Youtube MARRETAMAN Quando estamos com um ciclista de topo, 17.º na Volta a Espanha 2019, Campeão Nacional Elite em 2017, vencedor da Volta a Portugal do futuro em 2014, entre outros resultados de destaque, muita coisa há para falar e perguntar, ficaríamos toda uma tarde a fazer perguntas e a conversar, mas apanhámos o Rúben Guerreiro no seu treino e após isso só tivemos 30 minutos para a entrevista. Esperamos um dia repetir e abordar outros temas, esperamos que gostes e gostaríamos de ter algum "feed-back" desse lado, pelo que pedimos comentários no Youtube. Publicidade Agradecimentos José Carmo (mecânico da Bike Planet) pelas filmagens;Bar "Wine Love" em Palmela que nos acolheu para a entrevista sem aviso prévio. Óptimo ponto de encontro para ciclistas em Palmela. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Vídeo - Testámos vários guarda lamas de bicicleta Polisport Quisemos testar alguns dos guarda lamas de bicicleta Polisport, uma empresa portuguesa sediada em Carregosa, Aveiro, e especializa-se nos acessórios para bicicleta e para motos de off-road, estando já estabelecida como líder de mercado e com uma crescente presença internacional. Porque estamos no inverno, quisemos testar alguns dos guarda lamas de bicicleta Polisport, do variado catálogo da marca portuguesa, deixamos-te 3 vídeos nos quais te mostramos guarda lamas para bicicleta de montanha e bicicleta de estrada. Além disso ainda mostramos a instalação dos mesmos e como se comportam no terreno. Unbox guarda lamas Cross-country EVO, X-Cape, S-Mud e Mud Slim. https://www.youtube.com/watch?v=LTdiHB-E_Do&t= Teste e instalação do guarda lamas para bicicleta de montanha Cross-country-evo e X-cape. https://www.youtube.com/watch?v=f5VBanyYTGw Teste e instalação do guarda lamas para bicicleta de estrada S-Mud. https://www.youtube.com/watch?v=TZXMV30Xakc Para mais informações consulta aqui o site da Polisport . Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Equipa Bahrain-Merida passará a Bahrain-McLaren em 2020 A Merida confirmou que irá terminar o seu patrocínio à equipa da Bahrain em 2020, equipa que passará a chamar-se Bahrain-McLaren. A empresa de Taiwan continuará no entanto a fornecer bicicletas à equipa do WorldTour, mas a McLaren deve se tornar-se o patrocinador secundário. A empresa do sector automóvel está envolvida com a equipa à vários anos e quer aumentar esse apoio, colocando a marca no nome da equipa que passará assim a ser conhecida como Bahrain-McLaren em 2020. A Merida foi a patrocinadora principal da equipa desde que esta foi criada em 2017 pelo príncipe Nasser bin Hamad Al Khalifa. Por essa altura a equipa apostou numa grande contratação, Vincenzo Nibali, que se pode considerar positiva, nos últimos três o italiano deu grande notoriedade à equipa com grandes sucessos, dos quais se destacam as clássicas Il Lombardia e Milan-San Remo, e o pódio no Giro de Itália e Vuelta a Espanha. Vicenzo Nibali deu várias vitórias à Bahrain durante o seu contrato. "Estamos imensamente orgulhosos dos últimos três anos e do que alcançamos. Fazer parte da equipa desde o início e garantir dois pódios do World Tour na primeira temporada deu-nos uma sensação de realização e uma ânsia de permanecer envolvidos com a Equipe WorldTour da Bahrain ", disse Andreas Rottler, diretor de marketing da Merida. A equipa Bahrain-McLaren continuará a utilizar as mesmas bicicletas Merida em 2020. A Scultura, bicicleta leve para trepadores, a Reacto é a bicicleta aero e a Warp de contra-relógio. Sabe-se ainda que a Merida se irá basear nos conhecimentos técnicos e em alguma tecnologia da McLaren para o desenvolvimento dos seus produtos. Sabemos por exemplo, que o futuro modelo da Reacto será terá um género de comprovativo da McLaren, sobre testes de túnel de vento no que respeita a aerodinâmica. A equipa da Bahrain passará por mudanças significativas em 2020, com a McLaren a aumentar o seu envolvimento e ainda pelo facto de Rod Ellingworth, ex-Team Ineos, ter sido nomeado director da equipa. Rod Ellingworth, ex-Team Ineos Enquanto Nibali transita para a TREK-Segafredo, cabe agora a Mikel Landa (ex-Movistar) e Wout Poels (ex-Ineos) a liderança da equipa em grandes voltas. A equipa contratou ainda Mark Cavendish, que tem um forte relacionamento com Ellingworth e tem vínculos com a McLaren. A idade do Sprinter britânico pode ser avançada (34 anos), mas com o seu currículo mesmo que não obtenha resultados de destaque, funcionará sempre bem como marketing. Mark Cavendish tem vínculos com a McLaren Ficamos agora na expectativa para ver os novos equipamentos e imagem, mudará muito, ou não? Fica atento pois iremos publicar um artigo sobre isso também. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### “The final Breakaway” – Thomas de Gendt e Tim Wellens em modo Gravel Bikepacking “The final Breakaway” (a última fuga) foi o nome que Thomas de Gendt e Tim Wellens deram à sua aventura de “bikepacking” (nome moderno do cicloturismo). Tim Wellens e Thomas de Gendt, após a época desgastante fazem um Bikepacking de Gravel Bike por Espanha. É o segundo ano em que os ciclistas belgas da Lotto Soudal fazem esta aventura, e nós pelo segundo ano escrevemos sobre ela (podes ver neste nosso artigo a "the final breakaway" de 2018). Ao contrário do ano passado, em que Wellens e de Gendt optaram por percorrer vários países (Itália, Suíça, Luxemburgo, Bélgica), este ano optaram por fazer toda a aventura em Espanha, na zona da serra de "Javalambre" e de "Gúdar", onde existe uma rota de bikepacking conhecida como "Montañas Vacias". As Gravel Bikes de Tim Wellens e Thomas de Gendt A rota "Montañas Vacias" tem 680 km's. com 13.000 mts. de desnível acumulado e define-se por passar numa das zonas mais inóspitas e menos povoadas da Europa, fica a dica para quem quiser experimentar, este é o site das Montanhas vazias: https://montanasvacias.com/ O facto de ficarem só por Espanha não diminuiu a dificuldade nem quilometragem, pois à semelhança do ano passado os ciclistas pretendiam fazer cerca de 1000 km's em 6 dias, carregando a sua própria bagagem. Está explicado, de certa forma, porquê Thomas de Gendt e Tim Wellens descarregam toda a gente nas fugas das grandes voltas. Eles dividiram os dias da sua aventura como se de uma corrida se tratasse, onde o dia 1 se chamou prólogo e os restantes foram etapas. Thomas de Gendt, comunicador exímio nas redes sociais, foi relatando os vários dias desta viagem. https://twitter.com/DeGendtThomas/status/1197567551821230081 Tiveram que adiar 2 dias a aventura pelas más condições atmosféricas (sim, numa volta a Itália ou França é obrigatório começar no dia certo, mas quando somos nós que mandamos mais vale esperar). No primeiro dia, o prólogo à maneira de Wellens e de Gendt teve 93 km's. com início e fim na cidade espanhola de Teruel. Na Etapa 1 da Final Breakaway a dupla da Lotto Soudal fez 120 km's com 2.200 mts. de desnível acumulado (D+), uma "voltinha" gravel de 6 horas e 15 minutos (os 15 minutos foram a caminhar, porque a neve que apanharam estava demasiado alta). No final do dia só apetecia lareira e massa. Olhem a cara do Tim Wellens, vê-se que não evitou nada do que tinha direito à refeição. Na Etapa 2, "para descansar", foram 96 km's. com 1.785 mts. D+ no qual segundo descrição de Thomas de Gendt apanharam bastante pedra nos estradões. Deixamos-te um vídeo resumo destes 3 dias, onde poderás ver a neve que apanharam, depois uma subida do segundo dia, e por ultimo uma parte em que Tim Wellens estava seriamente convencido de que tinha descoberto um atalho, que aparentemente não existia. https://www.youtube.com/watch?v=4rARtHG1bjM Devido ao atraso na partida, optaram por fazer 4 dias em vez dos 6 inicialmente planeados, na quarta e última etapa fizeram 133 km's. com 2740 mts. D+ finalizando assim com 536 km's e cerca de 10.000 mts. D+. Recorde-se que no caso de Thomas de Gendt, fez este ano as 3 grandes voltas, Giro, Tour e Vuelta. Colocar ainda mais esta aventura no tempo de férias é caso para dizer que é mesmo paixão pelo ciclismo. Deixamos-te este vídeo inspirador feito por Thomas de Gendt no último dia. https://twitter.com/DeGendtThomas/status/1200119963408879616 A bicicleta utilizada pela dupla da Lotto-Soudal foi uma Ridley Kanzo Adventure, a qual podes ver neste nosso vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=rz38Zd-mBMM Aqui a fotografia da Kanzo Adventure de Thomas de Gendt preparada para a aventura, com bagageiras Apidura. Podes ainda encontrar neste nosso artigo, mais informação sobre as Gravel Bikes. Se fazem sentido ou não, vai depender de cada um. Como dizemos no nesse artigo, se tens a plena noção de que não és um "AS" da técnica e não arriscas por trilhos demasiado agressivos, optas mais pelo estradão de terra batida, preferes as voltas descontraídas com amigos em vez de treinar para fazer pódio nas corridas com classificações, ou queres afastar-te do perigo de pedalar no asfalto, então começa a ponderar a ideia de ter uma Gravel. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Nova Pinarello MAAT - A nova BOMBA italiana de Pista Decorre este fim de semana a Taça do Mundo de Pista em Hong Kong, prova que será transmitida no canal Eurosport e onde muito provavelmente poderás ver em acção a mais recente novidade da Pinarello, a Pinarello MAAT. A selecção italiana esteve envolvida no desenvolvimento da Pinarello MAAT. A equipa italiana corre com a marca da casa e esteve envolvida no desenvolvimento da MAAT, que provavelmente terá a sua estreia este fim de semana na Taça do Mundo de Pista UCI. A testa de quadro é a característica mais notável e que confere personalidade à bicicleta, estende-se além do garfo, tanto à frente como atrás da parte superior do mesmo, criando um perfil ainda mais aerodinâmico. Esta característica (testa do quadro a envolver o garfo) já se vê em algumas bicicletas de contra-relógio, mas a MAAT tem maior alcance de direcção do que a maioria, permitindo que o garfo gire livremente durante possíveis quedas. Embora a bicicleta aprovada pela UCI tenha sido projectada e criada para provas de madison e omnium, a sua alta rigidez lateral faz com que também possa vir a ser usada em corridas de sprint. O guiador oferece uma posição de contra-relógio, com alças ergonómicas para mãos e dedos na parte superior. O espigão de selim foi projectado em forma de gota (como em outros modelos aero), com aperto traseiro também aero. Os lançamentos com vista aos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 não param, várias marcas estão a lançar novas bicicletas com vista ao evento desportivo mais visto no planeta. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Canyon Neuron CF SLX 9.0 Ltd., actualizada e mais leve A marca alemã lançou uma nova versão da Neuron, a Canyon Neuron CF SLX 9.0 Ltd. é uma importante actualização do conhecido modelo. A Canyon Neuron CF SLX 9.0 Ltd. marca o cume da família Neuron graças a algumas características excepcionais, como o quadro SLX que pesa só 2,280 g., menos 250 g. menos do que o SL. Se a Neuron CF SL já é leve e desportiva, tendo em conta os seus 130 mm. de curso, de acordo com a Canyon, a CF SLX quase se transforma num foguete de corridas. Andar pelos trilhos das serras, subidas e descidas nas proximidades, uma volta rápida depois do trabalho, ou um dia inteiro de XC com os amigos, com os seus 130 mm. de curso na suspensão, a Neuron é bastante versátil. Como uma topo de gama, as suas especificações são a condizer com esse estatuto. Transmissão e travões Shimano XTR 1x12, amortecedor FOX Float DPS Factory, forqueta FOX 34 Factory e rodas de carbono DT Swiss XMC1200, não admira que a Neuron CF SLX 9.0 Ltd. tenha um peso total de somente 11.7 kg. (tamanho M). Segundo informação da Canyon, a poupança de 250 g. no quadro deve-se ao uso das fibras de carbono especiais "40T UD", que ao mesmo tempo aumentam e contraem a força do triângulo posterior e o quadro principal. Para não colocar em causa o sucesso da engenharia, os designers da Canyon deram um acabamento muito especial ao quadro CF SLX: uma cor mínima, "Tinted Black", que permite uma visão clara da estrutura da fibra de carbono no tubo superior. Com esta a nova chegada, a família Neuron CF conta agora com cinco modelos que incluem uma variante WMN (especifica para mulher). A gama começa assim na Neuron CF 8.0 que é a entrada no carbono das bicicletas de 130mm. por 2.699 €, e termina na nova Neuron CF SLX 9.0 Ltd. Este novo modelo está disponível desde o dia 19 de Novembro e tem o preço de €5.999,00 no site da Canyon: www.canyon.com Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### As NOVAS Specialized Turbo Creo Em Maio deste ano a marca americana apresentou as novas Specialized Turbo Creo, a sua primeira bicicleta Turbo de estrada e gravel. Estrada As bicicletas eléctricas vieram para ficar, a tecnologia está cada vez mais desenvolvida, para teres uma ideia estas Specialized Turbo Creo pesam só 12 kg's. e a sua autonomia pode chegar aos 195 km's, sim 195km's. sem carregamentos. Gravel A Specialized espera que seja uma bicicleta que venha a ser uma autêntica revolução no mercado, graças à exclusiva tecnologia Specialized Turbo. De acordo com a narca americana, a tecnologia Specialized Turbo amplia a força da pedalada de uma forma tão suave e natural, que a sentirás como se vinda directamente das tuas próprias pernas. "És tu, mas mais rápido" dizem eles.Agora, toda esta tecnologia fica mais acessível, graças às novas versões Turbo Creo SL Comp Carbon e Turbo Creo SL Comp Carbon EVO, já disponíveis. Ambas equipadas com o mesmo motor Specialized SL 1.1, quadro FACT 11r, Future Shock 2.0 e Shimano GRX, cujo PVP recomendado é de €6.499,00. Podes aceder a mais informações sobre estes modelos aqui em Specialized.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Ciclocrosse - 5.ª prova da Taça do Mundo, Koksijde A 5.ª prova da Taça do mundo de ciclocrosse realizou-se no país berço da modalidade, no mítico circuito de Koksijde, Bélgica. Este circuito é caracterizado pelos vários sectores de areia, incluindo o famoso troço "sobe e desce", duríssimo. Prova masculina Na corrida dos elites masculinos, Van der Poel foi o rei na areia de Koksijde, com uma das melhores performances alguma vez vistas na areia, e manteve-se invencível na temporada, apesar de partir mais uma vez na terceira linha de partida, visto que continua sem pontos suficientes para partir da frente. Mathieu van der Poel Laurens Sweeck (Pauwels Sauzen - Bingoal) confirmou o seu excelente momento de forma, que lhe tem permitido excelentes resultados nas últimas provas, terminando em segundo e Toon Aerts (Telenet Baloise Lions) voltou aos lugares de topo finalizando em terceiro. Laurens Sweeck Prova pouco positiva para o ainda líder da classificação geral da Taça da Mundo, Eli Iserbyt que finalizou só 13.º, muito longe do desempenho a que nos tem habituado este ano. Eli Iserbyt TOP 10 prova masculina em Koksijde Pos.NomePaísTempo1VAN DER POELHOL0:59:582SWEECKBEL1:00:233AERTSBEL1:00:334VAN DER HAARHOL 1:00:385HERMANSBEL1:00:486VAN KESSELHOL 1:01:007MEISENING1:01:038VANTHOURENHOUTBEL1:01:179MERLIERBEL1:01:2610PIDCOCKING1:01:31 Publicidade Vídeo resumo da prova elite masculina https://www.youtube.com/watch?v=fnr03lsPAhE Prova feminina Nas "dunas" de Koksijde, as holandesas conquistaram os cinco primeiros lugares, com Ceylin del Carmen Alvarado (Corendon - Circus) a vencer pela primeira vez na taça do mundo este ano. Lucinda Brand (Telenet Baloise Lions) está em crescente de forma e terminou em segundo, enquanto a Campeã Europeia Yara Kastelijn (777) terminou em terceiro. TOP 10 prova feminina em Koksijde Pos.NomePaísTempo1ALVARADOHOL0:47:092BRAND HOL 0:47:153KASTELIJN HOL 0:47:174VAN DER HEIJDEN HOL 0:47:305WORST HOL 0:47:336VERDONSCHOTBEL0:48:097CANTBEL0:48:338ARZUFFIITA0:48:349LECHNERITA0:48:5610VAN ANROOIJ HOL 0:48:57 Vídeo resumo da prova elite feminina https://www.youtube.com/watch?v=Cr26MQDaeww Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Swift Carbon lança edições especiais das Racevox e Ultravox A Swift Carbon nasceu em Cape Town na África do Sul, em 2008, pelas mãos do ex-ciclista profissional inglês-sul-africano Mark Blewett. Mark Blewett Para os menos atentos, a marca está em Portugal desde 2017 e faz parte do grupo S2 bicycle industries, e tem a sede em Gondomar. A título de curiosidade, Mark Blewett, fundador da marca, correu durante um ano na equipa portuguesa Tróia-Marisco. A Swift Carbon esteve presente na Rouleur Classic Londres, onde lançou 2 edições especiais de dois dos seus modelos. O que é a Rouleur Classic? A Rouleur Classic é uma marca de media internacional do mundo do ciclismo de Estrada, que também organiza uma exposição dedicada ao ciclismo, sendo esta considerada por muitos aficionados como a melhor exposição de ciclismo do mundo. Este ano foi anfitriã de algumas estrelas do nosso desporto, que foram convidadas a falar num contexto diferente, onde partilharam as suas histórias com, e sem a bicicleta. Bradley Wiggins Estrelas como Greg Lemond, Bradley Wiggins, Damiano Cunego ou Fabian Cancellara tiveram um contacto muito próximo com o público. Durante o certame, onde foram também apresentadas algumas das bicicletas e componentes mais exclusivos e desejados no mundo, a marca Sul-Africana lançou duas edições especiais. A UltraVox Marrakesh Mocca e a RaceVox British Racing Green. UltraVox Marrakesh Mocca RaceVox British Racing Green A UltraVox Marrakesh Mocca contou com um "layup" de série mas com uma montagem de sonho, graças ao grupo Shimano Dura-Ace R9100 e respectivas rodas de 24mm. O Marrakesh Mocca com "glitter" metálico deu vida a uma bicicleta vibrante, ainda que subtil e fora das escolhas mais convencionais. Os fãs britânicos, não ficaram indiferentes a uma bicicleta tão simples e tão diferente, e nós também não. O preço desta UltraVox é €5.990,00 A RaceVox (novo modelo da marca) viu também teve direito a uma edição especial, que a marca apelidou de British Racing Green. De acordo com a Swift esta decoração especial foi inspirada num dos automóveis mais icónicos no Reino Unido, O Lotus F1 25. Também neste modelo se destaca a pintura com pequenos glitters metálicos, mas as personalizações não acabaram por aqui: As rodas FFWD F6 240D e o cockpit integrado da Vision 5D também tiveram decoração a condizer com o quadro, um detalhe que não passou despercebido, e que não se vê em personalizações de outras marcas. Esta bicicleta está equipada com o grupo completo Shimano Dura-Ace Di2 e apenas disponível na versão com travão de disco. O preço desta RaceVox é de €7.990,00. O responsável da marca, Neil Gardiner afirmou “ Estivemos presentes na melhor exposição do mundo, talvez a melhor oportunidade para mostrarmos do que somos capazes aos ciclistas mais aficionados do mundo. A fasquia era alta, mas conseguimos impressionar com os modelos que apresentamos.” Neil Gardiner Por serem edições especiais, as quantidades também serão limitadas, pelo que apenas estarão disponíveis 5 unidades de cada, podendo ser adquiridas através do website da marca, que te deixamos aqui: www.swiftcarbon.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Os ciclistas que terminaram carreira em 2019 Há ciclistas que gostaríamos de ver na estrada para sempre, mas por variadas razões todos os anos chega a hora de muitos terminarem a sua carreira desportiva. Em 2019, são muitos os ciclistas que optam por terminar a sua carreira, destacamos aqui alguns. Publicidade Portugueses Começando pelos ciclistas nacionais, destacamos dois ciclistas que infelizmente anunciaram o final das suas carreiras cedo de mais, são eles Nuno Bico (Burgos-BH) e António Barbio (LA-Alumínios). Nuno Bico No caso de Nuno Bico, este foi forçado a terminar a carreira aos 25 anos por lesão. Problemas numa artéria ilíaca, que depois de uma cirurgia em 2017 para corrigir o problema, nunca ficou bem, até que se tornou complicado “lidar com a dor” durante a Volta a Espanha deste ano. Fotografia após dura queda na Austrália em 2018 Infelizmente foi a sua primeira volta de 3 semanas, algo tão desejado por muitos ciclistas, que acabou por ser a última corrida da sua carreira. Nuno Bico foi Campeão Nacional Sub-23 em 2015 e representou equipas como a Rádio Popular, a Movistar e Burgos-BH. António Barbio Antonio Barbio numa vitória de etapa da Volta a Portugal em 2017. António Barbio, com a mesma idade de Nuno Bico, também ele anunciou o final da sua carreira desportiva por opção, anunciando assim a sua decisão nas redes sociais: ... Desde os meus 11 anos que pedalo pelas estradas portuguesas & não só, em prol de um amor incompreensível, o ciclismo. Incompreensível porque apesar de dar-mos tudo de nós nem sempre somos recompensados. Está na hora de seguir em frente mas por outro caminho.Não poderei deixar de agradecer a todos aqueles que me deram um abraço, uma palavra de alento & até mesmo aqueles que tanto me fizeram chorar para o meu próprio bem. Termino assim a minha curta passagem pela modalidade. António Barbio No World Tour No World Tour, também há ciclistas que não voltaremos a ver em 2020, nestes casos, ciclistas com uma carreira longa e recheada de sucesso que terminam a carreira por opção. Marcel Kittel O primeiro fim de carreira soube-se bem antes do final da época desportiva, quando em Maio deste ano Marcel Kittel rescindiu contrato com a Katusha, anunciando pouco depois que colocava fim à sua carreira desportiva. Stijn Devolder Stijn Devolder, para quem não se lembra dele, foi o vencedor do Tour de Flanders em 2008 e 2009, na altura a correr na Quick-Step. Além do Tour de Flanders, venceu a Volta ao Algarve, Volta à Bélgica, Volta à Áustria, entre outros títulos a nível nacional. Aos 40 anos, Devolder corria na equipa Corendon-Circus de Mathieu van der Poel, e coloca fim à sua carreira desportiva. Laurens Ten Dam Profissional durante 16 temporadas, Ten Dam, actualmente com 38 anos, passou a maior parte de sua carreira na Holanda, passando sete anos na Rabobank e três na Sunweb. Os melhores resultados da sua carreira foram um TOP 10 na geral da Vuelta a Espanha em 2012 e no Tour de France em 2014, mas era um ciclista mais conhecido por ser um "domestic" de luxo, tendo ajudado Dumoulin a vencer o Giro em 2017. Laurens Tan Dam e Tom Dumoulin Laurens Ten Dam já anunciou que se irá manter activo no ciclismo, fazendo corridas como o Dirty Kanza nos EUA (corrida de Gravel) ou o Cape Epic na África do Sul (corrida de bicicleta de montanha). Taylor Phiney Fez a sua carreira maioritariamente na BMC, mas correu estes últimos anos na EF Education First. Apesar dos seus 29 anos serem uma idade prematura para um ciclista colocar fim à carreira, com apenas 26 dias de competição numa temporada de 2019 marcada por lesões, o ciclista norte americano decidiu colocar fim à sua carreira. Em 2014 sofreu uma queda grave nos campeonatos nacionais, que lhe deixou ferimentos brutais nas pernas, desde então a sua carreira e rendimento mudaram. Antes disso, Phinney venceu uma etapa no Giro, o Tour do Dubai, foi 4.º nos jogos olimpicos em 2012, a sua especialidade era o contra-relógio e as clássicas. Simon Špilak O esloveno de 33 anos termina uma carreira profissional de 12 anos, onde passou pela Lampre e Katusha com 12 vitórias, incluindo 2 vitórias na Volta à Suíça e uma no Tour de Romandie. Especialista em corridas de curta duração, Špilak não participava numa grande volta desde o Tour de França de 2014. Rubén Plaza O ciclista espanhol de 39 anos começou em 2001 na iBanesto, passou pela Kelme e mudou-se para Portugal, onde passou dois anos ao serviço do Benfica e depois da Liberty Seguros. Depois regressou a Espanha onde esteve quatro anos na Movistar, renasceu na Lampre onde venceu uma etapa no Tour e na Vuelta em 2015, tendo depois ainda representado a Orica-GreenEdge e a Israel Cycling Academy. Maxime Monfort O belga de 36 anos decidiu retirar-se após 16 anos de carreira, na qual passou por equipas como a Cofidis, HTC-Columbia, Radioshack e nos últimos anos Lotto-Soudal. Monfort tem cinco vitórias na sua carreira, entre as quais um Tour de Luxemburgo em 2004, tendo ainda como resultado de destaque o 6.º lugar na classificação geral da Vuelta a Espanha em 2011 (que passou a 5.º pela desqualificação recente de Juan José Cobo). De realce ainda que completou 20 grandes voltas ao longo da sua carreira, tendo a última sido o Tour de França deste ano. O ciclista retira-se da bicicleta e passa para o carro, pois será o director desportivo da Lotto-Soudal em 2020. Steve Cummings  Parece que Steve Cummings pendura sapatos aos 38 anos, pois a NTT (antiga dimension data) não o colocou na lista de ciclistas para 2020. O britânico tornou-se profissional na estrada em 2005 na Landbouwkrediet-Colnago, saindo da pista onde ganhou uma medalha de prata. Ingressou no WorldTour (então ProTour) na equipa do Discovery Channel em 2007, tendo depois representado a Sky, BMC e Dimension Data. Em 2016 venceu o Tour of Britain, e tem ainda como resultados de destaque vitórias de etapa no Tour, Vuelta, Criterium du Dauphiné e Tirreno - Adriatico. Estes são os nossos destaques, mas foram cerca de 50 os ciclistas que se retiraram este ano, qual deixará mais saudades? Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Volta ao Algarve - 7 equipas World Tour confirmadas Já estão confirmadas 7 equipas do World Tour para a Volta ao Algarve de 2020, poderá a competição contar com mais do que as 12 equipas deste escalão que alinharam na partida o ano passado? Entre as formações confirmadas estão as duas melhores do ranking mundial, a belga Deceuninck-Quick Step e a alemã Bora-hansgrohe. Também repetem presença, face a 2019, a CCC Team (Polónia), a Groupama-FDJ (França), a Lotto Soudal (Bélgica) e a UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos). Após dois anos de ausência das estradas portuguesas, a Astana (Cazaquistão) fez questão de regressar em 2020. O pelotão da Volta ao Algarve está ainda em construção, devendo haver mais equipas confirmadas nas próximas semanas. A organização está a trabalhar para ter um pelotão que conjugue a qualidade desportiva com a representatividade dos países que são mercados emissores por excelência para o turismo algarvio. Publicidade - click aqui para saber mais A Volta ao Algarve foi uma das corridas escolhidas para o lançamento do novo circuito UCI ProSeries, em 2020. A prova terá cinco etapas, cujas partidas e chegadas já se sabem e podes ver neste nosso artigo. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Fonte: Organização da Volta ao Algarve ### 3.ª prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse Temos uma Taça de Portugal de Ciclocrosse animada na presente temporada, com 3 vencedores diferentes nas 3 primeiras provas de elites masculinos. Arranque da prova de Elites masculinos em Bragança A "caravana" da Taça de Portugal de ciclocrosse deslocou-se este fim de semana para Bragança, onde na prova de elites masculinos se assistiu a um duelo a dois entre Roberto Ferreira e Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). Roberto Ferreira e Mário Costa lutaram pela vitória. O corredor da equipa de Seia acabou por ser o mais rápido, terminando a prova com menos 17 segundos que o representante da formação vila-condense. Depois de Márcio Barbosa na primeira prova e de Mário Costa na segunda, Roberto Ferreira é o terceiro atleta a vencer uma prova no que levamos de temporada. Roberto Ferreira venceu a sua primeira prova de ciclocrosse na presente temporada. O terceiro, a 47 segundos, foi o campeão nacional, Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano). Mário Costa manteve o primeiro lugar na geral da Taça, visto ser o mais regular até agora. Entre a elite feminina manda uma júnior. Ana Santos não tem dado hipóteses à concorrência e, por isso, comanda destacada a classificação geral. Ana Santos leva 3 vitórias em 3 corridas. Venceu isolada, com 2m.47s. de vantagem sobre a adversária mais próxima, Melissa Maia (Korpo Activo BTT/UD Lorvanense). A terceira classificada, a 4m51s, foi Joana Monteiro (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). Vídeo com algumas imagens da prova e entrevista dos vencedores. https://www.youtube.com/watch?v=hSVJG9BKiA0 Nas camadas jovens, Bragança consagrou a sub-23 Jéssica Costa (Guilhabreu BTT), o júnior Vasco Cunha (BTT Matosinhos) e os cadetes Tomás Mota (ACD Milharado/DrevionHolidays/Mafra) e Laura Mira (Redondela Il Picolo). Publicidade As provas de veteranos foram ganhas pelo master 30 Rúben Nunes (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), pelos masters 40 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Estela Lago (Bike O Facho), pelo master 50 António Sousa e pelo master 60 Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel). Paulo Fernandes (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) foi o melhor juvenil, uma categoria não pontuável para a geral da Taça. Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. ### Ciclocrosse - 4.ª prova da Taça do Mundo - Tabor Na presente temporada de Ciclocrosse, houve um antes e haverá um depois do regresso de Mathieu van der Poel a esta competição. Na quarta ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse, que se realizou no mítico circuito de Tabor, na Rep. Checa, havia dois pontos relacionados com o campeão do mundo que poderiam afectar o seu resultado final. O primeiro com o facto de ter falecido o seu avô, Raymond Poulidor esta semana, o segundo com o facto de Mathieu van der Poel ter que partir na terceira box ou grelha de partida, pelo facto de na presente temporada não ter pontos na Taça do Mundo (não participou nas 3 primeiras provas). O avô de Mathieu van der Poel faleceu esta semana, mas o atleta holandês correu para lhe dedicar a vitória. Nesta competição, os atletas alinham na partida tendo em conta a sua pontuação na classificação geral da competição, sendo os primeiros 24 lugares na partida reservados aos 24 melhores da classificação. Eli Iserbyt (líder da competição), tinha aqui uma oportunidade para vencer pela primeira vez Mathieu van der Poel. Iserbyt e Van der Haar nas barreiras em Tabor. Todo este cenário conferiu uma especial emoção e o resultado foi mesmo uma corrida animada e emocionante. Mathieu van der Poel é humano, com três voltas de corrida, ainda não estava na frente, e parecia que a equipa Pauwels Sauzen - Bingoal iria conseguir vencer Van der Poel. Michael Vanthourenhout liderava, trazendo com ele Iserbyt e Van der Haar, (Telenet Baloise Lions), Van der Poel ainda estava a 17 segundos e recuperava posições, assumindo esse desgaste sozinho. A estratégia estava montada e quando o holandês alcançou a frente da corrida, Vanthourenhout atacou novamente para não deixar van der Poel recuperar, mas o holandês aguentou. Ao início da penúltima volta, e depois de Iserbyt ter tentado também fugir (sem sucesso), Mathieu van der Poel colocou-se na liderança da corrida para evitar surpresas, acabando por terminar a corrida ao sprint com Iserbyt, que não obstante ter uma equipa a trabalhar com ele, não conseguiu evitar a vitória do holandês no final. Mathieu van der Poel dedicou a vitória ao seu falecido avô, partilhando nas redes sociais a frase "gostava de fazer um bunny up alto o suficiente para te ver aí em cima, espero que tenhas gostado, esta foi para ti..." Eli Iserbyt continua com a camisola de líder da classificação geral da Taça do Mundo de ciclocrosse. TOP 10 elites masculinos em Tabor PosiçãoNomeTempo1M. VAN DER POEL1:01:562ISERBYT1:01:563VAN DER HAAR1:02:084VANTHOURENHOUT1:02:385AERTS1:02:566VAN KESSEL1:03:067HERMANS1:03:108MERLIER1:03:139SWEECK1:03:1810ADAMS1:03:28 Corrida feminina Na corrida feminina Ceylin Alvarado continua a confirmar o seu momento de forma. Nas primeiras voltas imprimiu um ritmo forte abrindo um espaço considerável para as suas adversárias. Ceylin Alvarado Foi a sua compatriota da equipa "triple seven" Annemarie Worst quem teve que se colocar ao trabalho para lhe dar caça, objectivo que acabaria por conseguir quando faltava cerca de uma volta para o final. Annemarie Worst Acabou por vencer Worst, seguida de Alvarado e a nova campeã da Europa Yara Kastelijn. TOP 10 elites femininos PosiçãoNomeTempo1Annemarie Worst44:452Ceylin Alvarado44:553Yara Kastelijn45:054Lucinda Brand45:085Alice Maria Arzuffi46:056Sanne Cant46:137Anna Kay46:148Kaitie Keough46:269Puck Piterse46:4410Shirin van Androoij46:46 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Amaro Antunes e José Mendes na W52 Fc. Porto Amaro Antunes e José Mendes na W52 Fc. Porto, a equipa vencedora da última edição da Volta a Portugal quer continuar a dominar. Adriano Quintanilha apresentou os dois reforços para 2020. O principal investidor e dono da empresa W52, Adriano Quintanilha, anunciou as contratações ontem à imprensa, não tendo as mesmas sido anunciadas nos canais de comunicação da equipa, nem site oficial, nem redes sociais. Adriano Quintanilha Amaro Antunes, de 28 anos, conhece bem a casa e regressa à equipa após duas temporadas na CCC Team, uma delas no escalão World Tour. Amaro Antunes José Mendes é o actual campeão nacional de estrada e aos 34 anos o trepador português chega à W52 Fc. Porto após ter representado o Sporting/Tavira na passada temporada. José Mendes O patrão da equipa, Adriano Quintanilha explicou ainda ao Jornal de Notícias as razões pelas quais a W52-FCP vai regressar à terceira divisão do ciclismo mundial. "O investimento feito para ser Continental-Profissional em 2019, que triplicou o orçamento, teve compensações mínimas". Adriano Quintanilha Publicidade O bloco fica mais forte com Amaro Antunes e José Mendes na W52 Fc. Porto. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Katusha-Alpecin tem salários em atraso De acordo com a imprensa internacional, a Katusha-Alpecin tem salários em atraso, os ciclistas e staff ainda não receberam o salário de Outubro, e também foram forçados a esperar várias semanas pelos salários de Setembro. O proprietário russo da equipa, Igor Makarov, faz parte do conselho de administração da UCI, mas como se sabe decidiu terminar com o seu apoio à equipa este ano. Na quinta-feira, um porta-voz da equipa confirmou que nenhum dos funcionários e ciclistas tinha sido pago por Outubro, mas que a resolução estava apenas a alguns dias de ser resolvida. No entanto, a UCI confirmou na sexta-feira que iniciou o processo de desbloqueio da garantia bancária da equipa para cobrir o défice de fundos. Aparentemente, houve um patrocinador que não cumpriu com as suas obrigações financeiras, e apesar da imprensa estrangeira noticiar que os ciclistas da Katusha-Alpecin devem receber os seus salários de Outubro com a garantia bancária da UCI da equipa, sabemos que até ao dia de hoje isso ainda não aconteceu. Pelo desenrolar do processo, não parece que alguém vá ficar com dinheiro por receber, mas é um episódio triste pois estamos a falar de uma equipa do escalão principal do ciclismo mundial. Veremos quanto tempo vai demorar o processo de desbloqueio da garantia bancária da UCI para cobrir o défice de fundos, e quando irão ciclistas e Staff receber o vencimento em atraso. Não sabemos qual o patrocinador que falhou com as suas obrigações, mas "power to your hair" não está a ser sinónimo de "power to pay a tempo e horas". Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Lynx, uma E-bike produzida em Portugal A Lynx vai lançar uma e-bike produzida em Portugal, neste momento o projecto que teve início em Novembro de 2017, está em processo de finalização de produção. Trata-se de um protótipo funcional de um quadro em compósito de carbono para uma bicicleta de montanha eléctrica (e-MTB), com design e produção portuguesas. Que achas desta Lynx e-bike produzida em Portugal? Quem é a Lynx? A Lynx é uma start-up portuguesa com sede em Aveiro, cuja principal área de negócio é o desenvolvimento de componentes para bicicleta em compósito de carbono, modelação CAD e análise estrutural (CAE), assim como o processamento de compósitos por injecção de resina a alta pressão (HP-RTM) e produção e teste de protótipos funcionais. A utilização de carbono para a produção de componentes para bicicleta, nomeadamente quadros, é como sabemos muito utilizada, no entanto dada a especificidade do material, o processo produtivo tem uma elevada componente manual, o que faz com que os quadros tenham um preço mais alto. Quadro Lynx, na fase de design. Para a produção do quadro e-MTB, a Lynx propõe-se utilizar um método de produção híbrido, que por um lado permite diminuir a mão de obra e por outro, permite aumentar a cadência de produção fazendo com que o quadro tenha um valor inferior. Quadro Lynx, na fase de design. De acordo com a Lynx, o objectivo é ter o design do quadro mais arrojado, e diferenciado da concorrência. A apresentação do primeiro protótipo está prevista até ao final do corrente ano. Para mais informações sobre a Lynx, deixamos-te o seu site: lynxcomposites.com Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Parceria Canyon Arkea-Samsic para 2020 A bicicleta da equipa Arkea-Samsic será Canyon em 2020, a marca de bicicletas alemã apostou numa parceria com a equipa francesa UCI Pro Continental patrocinada pelo grupo bancário Arkea e pelo provedor de serviços de negócios Samsic. Canyon CF SLX Ultimate Arkea-Samsic, de Warren Barguil "O ciclismo profissional impulsiona a Canyon como empresa e como marca. O nosso envolvimento no pelotão profissional motiva-nos a pensar sempre de forma inovadora, a ultrapassar os limites da tecnologia e da engenharia e colocar todo o nosso conhecimento, experiência e especialização na criação de bicicletas líderes e vencedoras de corrida. Escolhemos trabalhar com a Arkea-Samsic, porque eles são uma equipa que compartilha o nosso foco, dão tudo para alcançar grandes feitos." Roman Arnold, fundador e CEO da Canyon Bicycles Roman Arnold, fundador e CEO da Canyon Bicycles O líder da empresa alemã adianta ainda que o facto da equipa ter Warren Barguil, Nairo Quintana e Nacer Bouhanni, nas suas fileiras para a próxima temporada, trará um enorme retorno e sucesso consistente a todos os níveis do desporto, desde do ciclocrosse às clássicas e grandes voltas. As Canyon da Arkea-Samsic estarão equipadas com Shimano Dura-Ace Di2. Os responsáveis da Canyon garantem que a Ultimate é uma excelente trepadora nas montanhas, a Aeroad é aerodinâmica para etapas rápidas, e a bicicleta de contra-relógio Speedmax já provou as suas credenciais de corrida repetidas vezes, pelo que os ciclistas da Arkea ficarão bem preparados para alcançar o sucesso em 2020. Por outro lado, Emmanuel Hubert, director da Arkea-Samsic, negociou com a Canyon, uma marca inovadora e com anos de experiência comprovada no circuito profissional. "Esta parceria permitirá que os nossos ciclistas tenham a qualidade, o design e o entusiasmo de poder trabalhar tão perto de um líder do sector como a Canyon ... a Canyon tem as corridas no seu DNA, tem um esforço constante para aprimorar e aperfeiçoar as suas bicicletas e tecnologia. Trabalhar com eles apenas fortalece a nossa equipa..." Emmanuel Hubert, director da Arkea-Samsic Notícia à parte, uma coisa é certa, a bicicleta está LINDA! A Canyon da equipa Arkea equipada Shimano Dura-Ace Di2 e Rodas da mesma marca. Pneus Continental Competition 25mm. No tubo superior a Canyon recorda " Warren Barguil - Campeão Nacional francês 2019" A bicicleta destas imagens é está personalizada para Warren Barguil, mas todas deverão ter o logótipo da equipa na zona de inserção do espigão de selim. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Faleceu Raymond Poulidor Faleceu nas primeiras horas de hoje, o ícone do ciclismo francês e mundial Raymond Poulidor, após um longo período no hospital. Raymond Poulidor, avô de Mathieu e David van der Poel, durante os seus 18 anos de carreira na equipa Mercier nunca conseguiu vencer o Tour de France, mas foi um dos míticos ciclistas nos anos sessenta e setenta, correu contra Jacques Anquetil e depois apanhou um jovem Eddy Merckx. Eddy Merckx e Raymond Poulidor Era carinhosamente conhecido como 'Poupou' era reconhecido e recebido com carinho no Tour de France, onde trabalhou para o patrocinador da camisola amarela Credit Lyonnais. Raymond Poulidor A sua filha casou com Adri van der Poel, também ciclista, e teveram dois filhos, David e Mathieu van der Poel. Poulidor e os netos David e Mathieu van der Poel. O avô Raymond estava orgulhoso e marcava presença nas corridas desde sempre, partilhando a alegria das vitórias do neto Mathieu. Terminou no pódio do Tour de France oito vezes entre 1962 e 1976, mas nunca venceu e só vestiu a camisola amarela como líder uma vez. No seu palmarés contava com vitórias na Vuelta a Espanha em 1964, Milan-San Remo em 1961, Flèche Wallonne em 1963 e sete vitórias em etapas do Tour de France. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Canyon aprova gama de bicicletas para uso indoor Atenta ao crescimento dos utilizadores de programas de treino indoor, a Canyon aprova gama de bicicletas para uso indoor. No fundo, as bicicletas já existem mas são submetidas a testes específicos em rolos de treino. Com a mudança de horário e o inverno, as noites tornam-se mais longas e as temperaturas diminuem, é a época do ano em que as sessões de treino indoor são indispensáveis. Não é difícil de entender o motivo pelo que cada ano o ciclismo virtual é mais popular. A Canyon – parceira da Academia Zwift e fundadora da equipa Canyon ZCC eRacing – é um dos principais apoios nesta nova e revolucionária disciplina ciclista. Depois de aumentar o alcance dos standards nos testes de qualidade, a Canyon aprovou oficialmente um número significativo de bicicletas para uso em rolo de treino. As bicicletas aprovadas são todos os modelos de Aeroad, Ultimate, Endurace, Grail, Inflite, Speedmax, e Exceed. Só há duas condições: o rolo deve fixar-se ao eixo da roda traseira e devem usar-se os acessórios requeridos que serão fornecidos pelo fabricante do rolo (como eixos especiais). Michael Kaiser, o responsável da Canyon de R&D, considera este desenvolvimento como um importante passo na direcção correta. “O treino indoor está a tornar-se muito importante para os ciclistas competitivos e queremos tê-los em conta com as nossas bicicletas. Desenhamos e adicionamos um novo teste aos nossos processos de segurança para simular o stress que produz o rolo no quadro da bicicleta”. Michael Kaiser, o responsável da Canyon de R&D Competição virtual Com a sua fundação no ano 2018, a equipa de eRacing profissional Canyon ZCC é uma das equipas mais competitivas no pelotão virtual. Recorde-se que devido à grande adesão e à enorme popularidade da Zwift, esta detém 550.000 contas, e lançou este ano o seu primeiro campeonato competitivo, que apelidou de "KISS Super League", com equipas profissionais, entre as quais está a Canyon ZCC, que foi das primeiras a aderir. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Dimension Data passa a ser NTT Pro Cycling Team A equipa sul africana oficializou a mudança de patrocinador e desta forma o nome da equipa, que passou de "Team Dimension Data" para "NTT Pro Cycling Team." Com a mudança de patrocinador principal para a próxima temporada, muda também o equipamento e as cores que caracterizaram a equipa nas últimas temporadas, a NTT Pro Cycling Team será azul em vez de branco/verde. O novo jersey faz "degradê" de azul para preto, que é a cor dos calções, um estilo seguindo a tendência dos equipamentos de outras equipas, como a Movistar, Sunweb ou INEOS. Fica inclusive muito parecido com o da Movistar, embora os tons de azul sejam diferentes. Publicidade Em destaque nos patrocínios está a NTT, que é a maior companhia de telecomunicações da Ásia, e a segunda maior do mundo em termos de receita.  O patrocínio de bicicletas continua a cargo da BMC. BMC do Team Dimension Data na Volta ao Algarve 2019. A equipa de ciclismo NTT, que terá bases de treino na África do Sul, Holanda e Itália também confirmou a sua equipa de 26 ciclistas para a próxima temporada, com Louis Meintjes como líder das grandes voltas. Louis Meintjes Enrico Gasparotto e Edvald Boasson Hagen lideram para as clássicas e Victor Campenaerts, detentor do recorde da hora, é a contratação de peso para o contra-relógio. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Ciclocrosse - Mathieu van der Poel dizimou selecção belga no europeu Mathieu van der Poel venceu em Silvelle o seu terceiro título europeu consecutivo de Ciclocrosse. O holandês, actual campeão do Mundo e também vencedor deste ano da Amstel Gold Race e campeonato da Europa de bicicleta de montanha, teve uma constante luta com vários atletas da selecção da Bélgica, que era a mais representada. Mathieu van der Poel numa secção de escadas a perseguir Eli Iserbyt Mesmo com vários atletas belgas a atacarem o holandês e a responderem aos ataques deste, à vez, distribuindo o esforço, os belgas não conseguiram vencer o actual campeão do mundo. Mathieu van der Poel Mathieu van der Poel fez uma corrida inteligente e teve que esperar até a última volta para se separar dos belgas Eli Iserbyt e Laurens Sweeck (segundo e terceiro por 3 ”e 20”) que tentaram quebrar van der Poel durante toda a corrida, juntamente com outros três ciclistas belgas. O momento em que van der Poel cruza a meta. Pódio elite masculino do campeonato da Europa 2019. 1.º Mathieu van der Poel; 2.º Eli Iserbyt; 3.º Laurens Sweeck. Esta corrida dura e emocionante foi assistida por dez mil espectadores que tomaram conta dessa pequena cidade veneziana. Os italianos compareceram em grande número às corridas. Publicidade Este não foi o único sucesso da Holanda, pois os ciclistas holandeses obtiveram excelentes resultados em todas as corridas femininas do programa. Na Elite Feminina, a holandesa Yara Kasteljin ficou em primeiro lugar depois de se colocar na liderança praticamente toda a corrida. Yara Kasteljin não acreditava que tinha vencido o campeonato da Europa de Ciclocrosse Em segundo lugar ficou a italiana Eva Lechner a 12 ”, o terceiro lugar foi ocupado por outra holandesa, a anterior campeã europeia Annemarie Worst. Eva Lechner conseguiu uma medalha de prata aos 34 anos rodeada pelo seu público. A actual campeã do mundo, a belga Sanne Cant não passou do 6.º posto e cruzou a linha de meta 1'23 "após a vencedora. Sanne Cant não foi além do 6.º lugar. A época de Ciclocrosse continua com a taça do mundo e superprestige, além das competições nacionais, as quais acompanhamos e fazemos os resumos de todas as provas para ti, aqui no Homem da Marreta. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Pista - fim de semana positivo para Portugal em Glasgow rumo aos olímpicos A Equipa de ciclismo de pista de Portugal manteve a trajectória de aproximação aos Jogos Olímpicos de Tóquio nas disciplinas de madison masculino e de omnium feminino em Glasgow. Madison masculino A equipa de pista Iuri Leitão e Rui Oliveira voltaram a formar a dupla nacional em madison. Conseguiram a nona posição mercê de uma volta sobre o pelotão e dos pontos alcançados em três sprints. A Equipa Portugal fechou o madison com 25 pontos. Este resultado permitiu a Portugal consolidar a candidatura à qualificação para Tóquio, uma vez que as nações que concorrem mais directamente por uma vaga nos Jogos Olímpicos ficaram atrás da dupla portuguesa. Publicidade Omnium feminino Também Maria Martins conseguiu um resultado auspicioso com vista ao apuramento do omnium feminino português para os Jogos Olímpicos. A ribatejana foi a 11.ª na prova de Glasgow, com 68 pontos. Este resultado, na primeira metade da tabela, foi importante nas contas de qualificação para Tóquio, pois as nações mais próximas de Portugal no ranking, não conseguiram melhor do que Maria Martins. Omnium Masculino Com o 14.º lugar de Rui Oliveira no concurso olímpico de omnium e com o sétimo posto de Iuri Leitão em scratch, os dois subiram ao pódio da geral da Taça do Mundo em cada uma das disciplinas. Rui Oliveira, a bater-se pela qualificação olímpica em omnium, foi o 14.º classificado no concurso que agrupa quatro disciplinas: scratch, corrida tempo, eliminação e corrida por pontos. Foi mais um resultado de consolidação da candidatura portuguesa a Tóquio, uma vez que as nações que estão imediatamente atrás de Portugal no ranking de apuramento, Cazaquistão, Alemanha e Hong Kong fizeram pior do que Rui Oliveira. Iuri Leitão voltou a dar conta do recado na disciplina de scratch, somando o sétimo lugar de hoje ao sexto da semana passada, subindo ao terceiro posto da geral da Taça do Mundo nesta disciplina. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Rudy Project Venger - NOVO, mas já temos um para te mostrar A famosa e conceituada marca de capacetes e óculos italiana lançou ontem a sua mais recente "coke luxe" no que respeita a capacetes, o Rudy project Venger. O novo Rudy Project Venger terá um preço de €139,00 Este modelo estará disponível a partir da próxima semana no nosso país (já se pode encomendar), para já mostramos-te o único em Portugal, adiantamos que o vamos testar e analisar para te dizer como é. Este é o único Rudy Project Venger em Portugal por enquanto. Para já, de acordo com a informação da marca, estará disponível em 3 tamanhos, tem uma ventilação superior graças 22 entradas de ar e pesa 220 grs. A Rudy Project adianta que o novíssimo Venger tem um sistema de retenção "RSR 10" para um ajuste fácil e envolvente, tem uma "esponja" frontal para acelerar a evaporação do suor e à semelhança de outros modelos da marca, também a preciosa protecção contra insectos. Em termos de segurança destaca-se ainda pelos adesivos reflectores na parte traseira, e pela construção tripla no molde 'X-Kross', que de acordo com a marca, melhora a segurança e a estabilidade na cabeça. Fotografias e informação de marca é uma coisa, a marca ter a ousadia e a confiança de enviar um para análise é outra. Desafiámos a Rudy Project Portugal a fazê-lo e a marca aceitou o desafio, fica atento. Para mais informações contacta a Rudy Project Portugal AQUI. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Volta ao Algarve 2020 já mexe. A organização da Volta ao Algarve 2020 já revelou a tipologia, locais de partida e chegada das etapas para a prova que arrancará no dia 19 de Fevereiro de 2020. É a única prova em solo português que traz nos melhores ciclistas do mundo, normalmente várias equipas World Tour marcam presença e animam uma semana de ciclismo por terras algarvias. Em 2019 estivemos a fazer cobertura do evento, relembramos aqui o nosso resumo. https://www.youtube.com/watch?v=rdr-PnxaIIA&t= A prova algarvia, que foi promovida à categoria UCI ProSeries, arranca novamente de Portimão, local de início de uma longa tirada que termina em Lagos, no dia 19 de Fevereiro. Prevê-se uma chegada ao sprint, na recta da meta que já assistiu a triunfos de Fernando Gaviria, Dylan Groenewegen e Fabio Jakobsen. Ao segundo dia chega o primeiro momento decisivo, na viagem entre Sagres e o Alto da Fóia, em Monchique. Será uma das mais exigentes etapas de sempre com final no ponto mais elevado do Algarve, com os corredores a terem de subir Alferce e a Pomba, antes da Fóia. A Pomba é uma escalada de 3,9 quilómetros com inclinação média de 7,1 por cento, cujo topo distará, em 2020, apenas 7 quilómetros do início da subida para a Fóia (8 quilómetros a 6,3 por cento de inclinação). Em 2019, a Pomba estava colocada a 29,3 quilómetros da base da Fóia, esperando-se que em 2020 possa ser mais decisiva na selecção dos candidatos. Publicidade A terceira etapa, no dia 21 de Fevereiro, é uma nova oportunidade para os velocistas, numa viagem com cerca de 200 quilómetros, entre Faro e Tavira, local que nos tem habituado a um banho de multidão para celebrar a velocidade de ponta dos homens mais rápidos do pelotão mundial. A edição de 2020 da Volta ao Algarve guarda duas etapas decisivas para os dois últimos dias, convidando os adeptos a passarem um fim de semana prolongado no Algarve, até porque a Volta ao Algarve termina no domingo de Carnaval. A quarta tirada vai ligar Albufeira ao alto do Malhão (2,5 quilómetros com inclinação média de 9,9 por cento), no sábado, 22 de Fevereiro. O circuito final, entre a primeira passagem no Malhão e o final da corrida, será, em 2020, mais curto do que é costume, com cerca de 20 quilómetros. A colocação da subida louletana na véspera do contra-relógio é um incentivo ao ciclismo de ataque, uma vez que tudo estará mais em aberto do que no passado. As contas finais serão acertadas em Lagoa, num contra-relógio individual de 20,3 quilómetros, a disputar no mesmo traçado do exercício individual do ano passado. Lagoa será também palco, no dia 23 de Fevereiro, do Algarve Granfondo, evento de massas, no qual se espera cerca de mil participantes. A distância exacta de cada etapa e os perfis de altimetria serão divulgados nas próximas semanas. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Fonte: Site oficial da Volta ao Algarve ### Equipa Deceuninck Quick-Step abre portas aos fãs A Deceuninck Quick-Step irá permitir que alguns fãs integrem um estágio em Espanha. O ciclismo é um dos poucos desportos em que o aficionado pode praticar o seu desporto lado a lado com os seus ídolos profissionais. A estrada pertence a todos, é comum ver como os ciclistas profissionais partilham voltas e treinos de bicicleta fãs que vivam na sua zona, mesmo que apenas por um momento, pois em treinos sérios não é possível à maior parte dos amadores seguirem na roda dos profissionais. Publicidade Motivada por isto, a equipa Deceuninck-Quick Step dará a oportunidade a 35 fãs da equipa participarem no seu "training camp" de pré-temporada em Alicante, Espanha, com os quais irá partilhar o treino, o ciclismo e outras actividades. A iniciativa, chamada "Wolfpack Bike Experience", será realizada de 9 a 15 de Dezembro num cenário de pré-temporada e tem como objectivo fazer com que os fãs se sintam parte do treino durante alguns dias. Durante a estadia os fãs serão tratados como autênticos profissionais e serão divididos em grupos de acordo com sua aptidão física (Pro, Master e Fun). Ali estes vão ter oportunidade de partilhar dicas e histórias com os profissionais da Deceuninck-Quick Step, terão bicicletas Specialized, seguirão o programa como parte do grupo e serão orientados pelos técnicos da equipa Deceunick-Quick-Step Pro. Kasper Asgreen - Deceuninck Quick-Step "Estamos felizes com a ideia de que alguns dos nossos fãs participem neste campo de treino e se possam sentir mais um da equipa, é uma forma de agradecer a todos os que nos apoiam durante o ano", disse o campeão dinamarquês Kasper Asgreen. O que não conseguimos saber é quanto custa esta experiência aos fãs, nós próprios gostaríamos de ir, mas não temos a certeza se aceitariam levar o "Homem da Marreta" nos seus treinos. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Efapel reforça equipa em torno de Joni Brandão A equipa portuguesa Efapel está a reforçar o seu bloco em torno de Joni Brandão (2.º classificado na Volta a Portugal 2019), com o objectivo de conquistar a Volta a Portugal 2020. A ultima contratação é a de António Carvalho, ciclista da equipa rival e vencedora da Volta a Portugal 2019. António Carvalho Aos 30 anos de idade, tendo terminado a Volta a Portugal 2019 no 4.º posto, António Carvalho junta-se à EFAPEL depois de 5 temporadas na w52 FC Porto. António Carvalho é um ciclista completo, que anda bem em etapas de montanha, mas também foi por exemplo, 3.º no campeonato nacional de contra-relógio em 2019. António Carvalho Além de António Carvalho, a EFAPEL anunciou também esta semana a contratação de Tiago Machado, que se junta à equipa depois de uma temporada na equipa do Sporting de Tavira. Tiago Machado Tiago Machado regressou a Portugal em 2019, depois de 9 anos a competir no World Tour, o patamar mais alto do ciclismo mundial, em equipas como a Katusha ou Radioshack. Tiago Machado Entre outros resultados, Tiago Machado tem no seu palmarés uma volta à Eslovénia em , um 2.º posto no Giro del Trentino e um 3.º no Santos Tour Down Under. Em 2019 Tiago Machado terminou a Volta a Portugal em 15.º, foi 10.º no campeonato nacional de estrada e 6.º no contra-relógio. Publicidade Antes de Tiago Machado também tinha sido anunciado Luís Mendonça, que assim também se junta à EFAPEL após ter representado a RP-Boavista e Aviludo-Louletano nos últimos anos. Luís Mendonça Luís Mendonça terminou a Volta ao Alentejo 2019 no 2.º posto, e 26.º na Volta a Portugal 2019, onde apoiou João Benta e ainda no 6.º posto da classificação por pontos. Luís Mendonça O director desportivo Rúben Pereira vê assim a equipa reforçada, tendo um bloco mais coeso para o ataque à Volta a Portugal 2020. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Famosa marca de nutrição 226ERS em Portugal É pela mão da empresa Portuguesa NHT que o publico português passará a ter a 226ers em Portugal. Embora a famosa marca de nutrição americana 226ers (twenty two sixters) seja mais conhecida e direccionada ao público do triatlo, olhando para a sua gama de produtos facilmente se percebe que estes podem ser usados quer por ciclistas, razão pela que a marca também aposta em provas como a conhecida Titã-Desert por exemplo. No Homem da Marreta (HDM) estamos sempre atentos às novidades e estivemos presentes na apresentação e lançamento da marca em Portugal. Mostramos-te como foi neste vídeo, no qual Pedro Bartolomeu da empresa NHT explica um pouco o conceito e vantagens da marca. https://www.youtube.com/watch?v=yGUYvIPf9Go Na página web da 226ers, encontramos uma página interessante, que de uma forma simples e resumida explica como funcionam os suplementos mais usados pelos atletas, como por exemplo os sais minerais, os hidratos de carbono, a cafeína, a proteína e os recuperadores. Transcrevemos esse texto original de Jesús Sánchez Bas e Guillermo Olcina Camacho, e cuja a fonte original é Revista Triatlón. Ter uma dieta correta é algo básico quando se trata de saúde e busca pelo melhor desempenho possível. Também comentamos que, embora seja seguida uma dieta adequada, no que respeita a suplementos alimentares, a resposta está no que não conseguimos obter na nossa dieta. Ou seja, existem substâncias específicas que faltam à nossa dieta, que podem ser substituídas pelo uso de suplementos alimentares. Aqui vamos listar os suplementos mais comuns e como deves tomá-los. Sais minerais Os principais sais utilizados pelo triatleta são sódio, potássio e magnésio. Esses sais desempenham um papel importante na contracção muscular, além de ajudar a reter a quantidade correta de água para manter a hidratação, como é o caso, por exemplo, dos sais de sódio. Os sais minerais enriquecem a água consumida, adicionam 0kcal e são extremamente importantes quando os níveis de transpiração são altos, especialmente em ambientes quentes ou quando se realiza treino em ambientes fechados. A maneira mais fácil de consumir sais minerais é dissolvida na água, embora isso seja normalmente confundido com bebidas rotuladas como “sais”, que também incluem hidratos de carbono e não são bebidas de sal puramente à base de minerais. Barras e géis energéticos também podem conter uma quantidade extra desses minerais. Os sais minerais também podem ser encontrados em estados mais puros, como cápsulas de sal, que podem ser dissolvidos em água com ou sem hidratos de carbono, ou misturados com outros produtos, como géis e barras energéticos. Pode ser necessário aproximadamente 500 a 1000mg por hora de sódio. Hidratos de carbono Este é o combustível de média e alta intensidade que é fundamental na competição. As recomendações a seguir devem sempre e somente ser consideradas ao praticares, e te acostumares a consumir essas quantidades antecipadamente no treino: Corridas Sprint - 30g / h. de hidratos de carbono.Corridas de distância olímpica - 60g / h. de hidratos de carbono.60-90g / h. em corridas de média / longa distância. Os hidratos de carbono podem ser obtidos consumindo géis, sais, gomas ou bebidas energéticas (aquelas que são rotuladas como “sais”). Para “satisfazer o gosto dos consumidores”, um ou outro pode ser consumido, dependendo da preferência dos triatletas ou do ambiente de treino em que se encontram, seja no interior ou exterior. Cafeína É um estimulante menos permitido devido aos efeitos adversos que pode causar. Recomenda-se que seja seguida uma dose de 3-6mg. / kg de peso; dependendo de como o atleta está acostumado. Também deve ser levado em consideração que o momento de pico é de 30 a 45 minutos após a ingestão, durando os seus efeitos aproximadamente 45 minutos ao longo de 6 a 8 horas. No caso de corridas de sprint / olímpicas, recomenda-se que a cafeína seja consumida antes de iniciar; no caso de corridas de média e longa distância, é melhor consumir cafeína em doses menores, distribuídas ao longo do evento. Produtos de recuperação: Como o nome indica, aceleram e facilitam o processo de recuperação. Existem vários tipos disponíveis, porém os mais comuns são os de recuperação encontrados vinculados ao desporto e à competição. Esses tendem a conter uma mistura de hidratos de carbono e proteínas com o objectivo principal de restaurar as reservas de glicogénio empobrecidas nos músculos e impulsionar o processo de reparação de “microestruturas” nos tecidos musculares que foram danificados após o treino. Também existem outros produtos de recuperação "mais lentos" que são usados ​​durante períodos intensos de treino com o objectivo principal de ajudar o processo de recuperação dia após dia. A caseína proteica pode ser encontrada nesses produtos de recuperação e é aquela que favorece a 'recuperação lenta', como é o caso de outros produtos que favorecem a regeneração dos tecidos e ajudam a permitir um melhor descanso ao dormir. Proteína O termo proteína refere-se melhor a aminoácidos. Idealmente consumido numa mistura de pelo menos 8 aminoácidos essenciais e medido numa dose de 20-25g. após o treino de força ou consumido para ajudar na recuperação após uma sessão exigente. A melhor proteína é a proteína 'whey'. Além de ter valores biológicos mais baixos, as proteínas vegetais requerem uma quantidade maior por dose, a fim de obter o mesmo efeito que a proteína do soro de leite. Glutamina A principal função deste aminoácido é fornecer nutrientes para os glóbulos brancos do corpo. Pode ser usado para ajudar na recuperação ou durante períodos intensos de treino, quando o sistema imunológico pode estar esgotado. Creatina Este é o combustível necessário para o treino láctico anaeróbico e pode tornar-se essencial quando a força e a velocidade têm maior importância. Deve-se levar em consideração que a força e velocidade ajudam um atleta a melhorar o desempenho em desportos de resistência, e este suplemento pode ser essencial e não deve ser esquecido. BCAA's Consistem em três aminoácidos chamados valina, leucina e isoleucina. Podem ser consumidos para ajudar na recuperação após sessões de força ou treino intensivo (se as proteínas não forem usadas). Os BCAA's também podem ser usados ​​durante os treinos ou corridas de longa distância, uma vez que a oxidação dos BCAA's também pode fornecer energia, mas ao mesmo tempo também causa fadiga. Essa oxidação pode ser reduzida ao longo do tempo graças à ingestão de suplementos de BCAA's adicionados. Deve-se considerar que uma quantidade maior de leucina melhora esse efeito. Fim de texto. Poderás obter mais informações sobre a 226ers através do site da NHT Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter ### Taça de Portugal de Ciclocrosse - Sto. Tirso Mário Costa foi o mais forte entre a elite masculina na segunda prova da taça de Portugal de Ciclocrosse, cortando a meta com 17 segundos de vantagem sobre Roberto Ferreira, segundo classificado, e com 21 segundos à melhor sobre Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos), terceiro. Mário Costa Com o Segundo posto na primeira prova e a vitória de hoje, Mário Costa subiu ao topo da geral da Taça, visto que o anterior líder, Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano), não foi além da quinta posição. Pódio elite masculino Na corrida feminina Ana Santos reforçou a liderança na Taça de Portugal de Ciclocrosse, depois da vitória há uma semana, em Melgaço. Ana Santos Ana Santos venceu a prova com 1m.29s. de vantagem sobre Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) e com 3m.49s. sobre Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), que fechou o pódio. Pódio elite feminino Rafaela Ramalho (Maiatos) ganhou mais uma vez e segue invicta entre as sub-23. Na corrida masculina da mesma categoria, João Salgado (Rádio Popular-Boavista) comanda a Taça de Portugal, mas Miguel Salgueiro, com o resultado de hoje, posicionou-se como candidato à conquista do troféu. Publicidade João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) impôs-se em juniores, enquanto os melhores cadetes em Santo Tirso foram Tomás Gaspar (Escola BTT Penafiel Bike Clube) e Mariana Líbano (Maiatos). Entre os veteranos venceram os masters 30 Rúben Nunes (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e Nazaret Casal (Arcadecycles Team), os masters 40 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Estela Lago (Bike O Facho), o master 50 António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e o master 60 Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel). Em juvenis, numa corrida que não conta para a Taça de Portugal e que visa apenas entusiasmar os mais jovens por esta disciplina, ganhou Diogo Ribeiro (Escola BTT Penafiel Bike Clube). Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Corendon-Circus de van der Poel poderá estar na Vuelta 2020 Mathieu van der Poel poderá estar com a Coredon-circus na Vuelta 2020, pelo que começaria a primeira grande volta da carreira no seu país. Recorde-se que a Vuelta 2020 começará na Holanda, onde se disputarão 3 etapas. De acordo com a imprensa internacional, o grande objectivo da Corendon-Circus é que a equipa alinhe na Vuelta do próximo ano, com van der Poel como líder. Roodhooft, director da equipa, percebe que ainda há trabalho a ser feito para a Corendon-Circus começar a Vuelta, mas esse é o objectivo. "Queremos ter um número de ciclistas e esses ciclistas têm que defender o Mathieu, no ciclismo de estrada. Possivelmente o núcleo cresce para 25 ciclistas. Essa é a intenção. teremos que esperar e ver se tudo funciona ". disse o líder da equipa. Para ter hipótese de ganhar um convite, a Corendon-Circus investiu nas últimas semanas. Petr Vakoč, Floris De Tier e Louis Vervaeke, entre outros, estão contratados para fortalecer a formação dos irmãos Roodhooft no próximo ano. Publicidade A confirmar-se, Mathieu van der Poel teria um calendário apertado e recheado de objectivos ambiciosos, que passam por renovar o título de campeão do mundo de Ciclocross, fazer algumas das importantes clássicas da primavera, tentar a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio em bicicleta de montanha, e depois seria então a partir de 14 de Agosto de 2020, começar a Vuelta em Utrecht. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Ciclocrosse Superprestige - 4.ª prova, Ruddervoorde Na 4.ª prova do Ciclocrosse Superprestige em Ruddervoorde o prato forte era o regresso de Mathieu van der Poel à competição e ao Ciclocrosse. Previa-se uma luta entre o homem do momento - Eli Iserbyt - e Mathieu Van der Poel (MVDP).  Vídeo da partida https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1190997606584999936 Essa luta acabou por juntar outros atletas nas primeiras voltas, pois a equipa Pauwels Bingoal (de Iserbyt) adoptou uma estratégia de equipa para tentar evitar a vitória de MVDP e assim nas primeiras voltas vimos Iserbyt, Van der Poel, Vanthourenhout, Merlier, Sweeck, Aerts e Van Kessel juntos até a terceira volta. No final da terceira volta, e depois de Iserbyt imprimir ritmo na frente da corrida, Laurens Sweeck atacou na areia, obrigando MVDP a responder a um dos habituais escudeiros de Iserbyt. Eli Iserbyt acabou por cometer um erro e cair, pelo que não continuou com os da frente, enquanto MVDP não conseguiu fechar desde logo o espaço para Laurens Sweeck, mas ambos se destacaram dos restantes nesta fase. Mathieu Van Der Poel e Laurens Sweeck Esta corrida do Ciclocrosse Superprestige acabaria por ser disputada por Laurens Sweeck e MVDP, enquanto Sweeck era ligeiramente melhor no sector de areia, van der Poel ganhava tempo noutras zonas, até que conseguiu abrir um espaço de 20 segundos que foi mantendo até ao final da corrida. Mathieu van der Poel vence isolado, no seu regresso à competição. Laurens Sweeck terminou em segundo, fazendo mesmo assim a sua melhor corrida da época, enquanto o campeão belga Toon Aerts conseguiu também ele fazer uma muito boa prova terminando no terceiro posto do pódio. Laurens Sweeck Uma corrida que não serve de barómetro para os Europeus, nem restante época. Hoje a maior expectativa era ver o embate entre Eli Iserbyt, o atleta que tem dominado por completo a temporada de Ciclocrosse, que até ao dia de hoje só tinha vitórias nas corridas onde alinhou na partida; e Mathieu van der Poel, o actual campeão do mundo da modalidade. Mathieu van der Poel entrou na temporada de Ciclocrosse a vencer, terminou com mais de um minuto de vantagem de Eli Iserbyt, e não querendo nem por sombras retirar mérito nem a qualidade enorme que MVDP tem, a questão é que Iserbyt teve uma corrida duríssima no dia anterior, o Koppenberg Ciclocrosse que venceu de forma imponente, pelo que pode ter acusado o desgaste na corrida de hoje. Publicidade Novo duelo nos campeonatos da Europa da próxima semana A nossa análise é que o embate de "igual para igual" fica adiado uma semana e vai acontecer nos campeonatos da Europa. Os atletas têm objectivos diferentes durante a temporada, mas ser Campeão da Europa significa muito para qualquer atleta. Assim, não percas os campeonatos da Europa no próximo domingo, em directo na Eurosport a partir das 12:40 (corrida feminina) com os comentários de Luís Beltrão e Diogo Santos. Resumo das provas Feminina e Masculina https://www.youtube.com/watch?v=6oDykFtgvSE Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Rui Oliveira terceiro classificado no Omnium Rui Oliveira foi o terceiro classificado no concurso olímpico de Omnium da Taça do Mundo de Pista, que decorre em Minsk, Bielorrússia. Rui Oliveira É um resultado importante no objectivo de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, uma vez que o Omnium é uma das apostas de Portugal para estrear-se nas provas de pista dos Jogos. O ciclista português fez um concurso de alto nível, começando com o segundo lugar em scratch, foi o quarto na corrida tempo e sexto em eliminação. Com este início, Rui Oliveira iniciou a corrida por pontos no segundo lugar da geral. Publicidade Na prova decisiva, o português esteve mais uma vez entre os melhores, ganhando duas voltas ao pelotão e adicionando 47 pontos ao pecúlio pessoal. Terminou com 149 pontos e com a medalha de bronze. O britânico Matthew Walls conquistou a medalha de ouro, com 163 pontos. O segundo classificado foi o campeão olímpico da especialidade, o italiano Elia Viviani, com 154. "Comecei bem no scratch e na corrida tempo, o que me deixou sempre perto da frente. A confiança aumentou para a corrida por pontos, onde dei tudo. Este novo formato, com as corridas muito compactadas, com as quatro corridas em pouco mais de duas horas e meia, agradou-me. Penso que que a experiência de estrada acaba por beneficiar-me. Tenho trabalhado muito, nestas últimas semanas e este resultado é o reflexo disso"  disse Rui Oliveira. Este domingo Portugal terá os três corredores convocados em pista. Iuri Leitão compete em perseguição individual, às 7h45. Maria Martins participa no concurso olímpico de Omnium: scratch (13h15), Tempo (13h40), Eliminação (14h58) e corrida por pontos (15h55). Rui Oliveira e Iuri Leitão lutam pelos pontos de apuramento olímpico em Madison, às 13h58. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Hope e Lotus revelam bicicleta de pista impressionante, a Hope HB.T A marca de componentes Hope, através da Hope Technology fez uma parceria com a Lotus Engineering para desenvolver uma bicicleta de pista de próxima geração, a Hope HB.T O objectivo desta parceira foi desenvolver uma bicicleta para a equipa de ciclismo de pista da Grã-Bretanha competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e saiu uma bicicleta à qual ninguém consegue ficar indiferente. Vê o vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=wAC_iiX3-yY É uma bicicleta completamente fora do comum, rompendo com todas as linhas tradicionais, fabricada com uma mistura de carbono e titânio e com componentes impressos em 3D. Parece que o processo de impressão 3D está na moda no Reino Unido, pois nós aqui no Homem da Marreta já vimos este ano na Eurobike uma outra marca inglesa que apresentava quadros de carbono feitos com este processo, os quais podes ver neste nosso vídeo. Na verdade, algumas das formas adoptadas pela Hope HB.T não são novidade, lembram-se da nova Specialized Shiv de triatlo, com aquela forqueta revolucionária? Na verdade a Hope tem algo de parecido, mas leva o formato muito mais ao extremo. Lotus HB-TSpecialized Shiv Disc Uma grande parte do projecto de desenvolvimento foi após a recente abertura dos regulamentos da UCI. A trabalhar com especialistas em aeronáutica da montadora britânica Lotus Engineering, a "Hope & Lotus" desenvolveu a HB.T ​​completa e o testou-a no túnel de vento de Southampton. De acordo com os sites internacionais, a Hope é aparentemente responsável pelo design da estrutura, e a Lotus projectou a nova e exclusiva forqueta com o guiador integrado. A última bicicleta de pista projectada pela Lotus (a Lotus Type 108) tinha sido desenvolvida para os jogos olímpicos de Barcelona em 1992, para o mítico britânico Chris Boardman, que viria a vencer a medalha de ouro na prova de perseguição, e depois dos jogos olímpicos viria a ser detentor do recorde da hora por 3 vezes. Chris Boardman durante a perseguição individual no Jogos Olímpicos de Bareclona em 1992. A Lotus HB.T ​​estreou-se este fim de semana, sendo a utilização limitada apenas à equipa de ciclismo do Reino Unido. Para se qualificar e para ser utilizada nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, o design da bicicleta tem que ser aprovado pela UCI, e para tal a bicicleta tem que ser utilizada pela equipa da Grã-Bretanha em provas de pista UCI antes do final de 2019. Publicidade Assim, esta poderás ver esta bicicleta a ser utilizada por atletas britânicos no velódromo "Minsk ‐ Arena", na Bielorrússia este fim de semana (1 a 3 de Novembro). (Prova transmitida na Eurosport). De acordo com o site da Hope a partir de 1 de Janeiro de 2020, o quadro e as rodas da HB.T ​​estarão disponíveis para qualquer pessoa comprar directamente na Hope. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### Mathieu van der Poel regressa à competição Mathieu van der Poel regressa à competição de Ciclocrosse este próximo fim de semana após um período de descanso de uma temporada notável em 2019. Mathieu van der Poel O holandês actual campeão do mundo da modalidade, irá voltar à competição no Superprestige Ruddervoorde, e depois na taça do mundo dia 16 de novembro em Tabor. Tanto o Superprestige como a taça do mundo já estão a decorrer desde Setembro, estando estas competições quase a meio do calendário da actual temporada. Aqui no Homem da Marreta (HDM), encontras todos os resumos das corridas da Taça do Mundo e Superprestige, pelo que podes ver quem serão os adversários que vai encontrar Mathieu van der Poel AQUI. Um desses adversários será Eli Iserbyt, o atleta belga que tem estado a dominar por completo o início de época do Ciclocrosse. Eli Iserbyt Em entrevista ao programa de rádio belga "De Tribuen", van der Poel analisou o momento actual de Iserbyt. "Ele foge quando quer e com apenas um ataque consegue abrir um espaço. Não sei se ele vai estar assim rápido toda a temporada." Mathieu van der Poel O ciclista está em período de descanso desde o início de Outubro, em preparação para seu regresso ao Ciclocrosse, onde procura defender a camisola do arco-íris no início do próximo ano. Para já, um dos objectivos de Mathieu van der Poel é defender a camisola de Campeão do Mundo de Ciclocrosse. Mathieu van der Poel abordou ainda a sua fora actual e o início de época. "Estou em boa forma, mas ainda não estou no meu nível superior. Foi um verão agitado. Precisava descansar um pouco e só queria voltar quando tivesse um nível aceitável de forma. Se começas mal a temporada, é difícil corrigir um mau início durante a temporada, de maneira que quero ter uma boa base.” Mathieu van der Poel Publicidade O ciclista da Corendon-Circus fez uma temporada impressionante conseguindo ser campeão do Mundo de Ciclocrosse, campeão da Europa de XCO, e ter vitórias em corridas de estrada World Tour como na Amstel Gold Race, na Dwars Vlaanderen e ainda um 4.º posto no Tour de Flanders. Ele está de regresso e podes ver como sempre os resumos das corridas aqui no Homem da Marreta. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour da Califórnia não se realizará em 2020 A organização do Amgen Tour of California comunicou que a prova foi cancelada para 2020. A corrida que foi a estreia da UCI World Tour na América do Norte desde o seu início em 2006, levando as maiores estrelas do ciclismo mundial aos EUA não se realizará, após 14 anos seguidos. "Foi uma decisão muito difícil de tomar, mas os fundamentos básicos de negócio do Amgen Tour da Califórnia mudaram desde o lançamento da corrida, há 14 anos", Kristin Klein, presidente do Amgen Tour da Califórnia Kristin Klein, presidente do Amgen Tour da Califórnia O Tour of Califórnia começou acontecer em Fevereiro, tendo sido alterado para Maio 4 anos depois do seu início, o que apesar de ficar próximo do Giro de Itália não impediu a prova de contar com ciclistas de topo como Peter Sagan (o ciclista com mais vitórias de etapa, com um total de 17), Egan Bernal, Tadej Pogacar, Mark Cavendish, entre outros. Peter Sagan é o ciclista com mais vitórias de etapa na Califórnia, com um total de 17. Além das equipas de ciclismo se debaterem com as dificuldades em conseguir patrocinadores, também muitas provas têm esse problema e o Tour da Califórnia foi uma delas. Publicidade Apesar do envolvimento dos organizadores do Tour de France Amaury Sport Organization (ASO) a partir de 2009, o Tour da Califórnia teve aparentemente dificuldades económicas para manter a prova. “... estamos muito orgulhosos do trabalho que fizemos para aumentar a relevância do ciclismo profissional, principalmente nos Estados Unidos, foi desafiante a cada ano montar a corrida. Essa nova realidade forçou-nos a reavaliar as nossas opções, e estamos a avaliar activamente todos os aspectos do nosso evento para determinar se existe um modelo de negócios que nos permita relançar com sucesso a corrida em 2021. ” Kristin Klein, presidente do Amgen Tour da Califórnia Esta notícia foi publicada pela organização poucos dias após Peter Sagan anunciar que iria estar presente este ano no Giro do Itália, prova que coincidiria com a prova americana. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Desporto Escolar Sobre Rodas - Bicicletas na escola De acordo com a Federação Portuguesa de Ciclismo o projecto-piloto Desporto Escolar Sobre Rodas irá ser implementado em 24 agrupamentos escolares e escolas não agrupadas, no ano lectivo 2019/2020. Tendo em conta que no passado ano eram 7 os agrupamentos abrangidos pelo projecto, existe um crescimento notável este ano. O programa será desenvolvido através da cooperação institucional entre a Direção-Geral da Educação (DGE) e a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), tendo em vista a criação e o desenvolvimento de conteúdos e recursos pedagógicos. A promoção do ciclismo nas escolas revela-se importante para criar uma geração que entenda o ciclismo como um importante instrumento de mobilidade ecológica, contribuindo também para que a modalidade tenha uma maior expansão e notoriedade em Portugal. O projecto-piloto Desporto Escolar Sobre Rodas irá decorrer de Norte a Sul do país, visando ensinar os jovens a andar de bicicleta, numa primeira fase, e ensinar a circular na via pública, numa segunda fase e em idades mais avançadas. Os 24 agrupamentos e escolas que recebem o projeto-piloto no presente ano letivo são os seguintes: Agrupamento de Escolas de Muralhas do Minho (Valença)Escola Secundária de Barcelinhos (Barcelos)Escolas D. Maria II (Braga) Escolas Santos Simões (Guimarães)Escolas de ParedesEscolas de Anadia (Aveiro)Escolas de Esgueira (Aveiro)Escolas de Vila Nova de Paiva (Viseu)Escolas da zona Urbana da Figueira da Foz (Coimbra)Escolas Gil Paes (Torres Novas)Escolas José Relvas (Alpiarça)Escolas Madeira Torres (Torres Vedras)Escolas D.António de Ataíde (Vila Franca de Xira) Escolas de Portela e Moscavide (Loures)Escolas de BenficaEscolas da Alapraia (Cascais)Escolas Frei Gonçalo de Azevedo (Cascais)Escolas de AlcocheteEscolas de BorbaEscolas de ArraiolosEscolas André de Gouveia (Évora)Escolas D.José I (Vila Real de Santo António)Escolas Silves Sul (Armação de Pêra) Escolas Pinheiro e Rosa (Faro) Publicidade Os conteúdos pedagógicos baseiam-se no programa "O Ciclismo Vai à Escola", iniciativa da Federação Portuguesa de Ciclismo, que, neste momento, já se encontra presente em cinco municípios: Santo Tirso, Figueira da Foz, Torres Vedras, Vila Franca de Xira e Lisboa.  Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Quintana confirma presença da Arkéa no Tour de França Depois de sair a lista de equipas com licença World Tour para os próximos anos, nas quais não está a Árkea Samsic, a nova equipa de Nairo Quintana, o ciclista colombiano falou pela primeira vez sobre o assunto. Fotografia: Luis Angel Gomez / BettiniPhoto© Numa conferência de imprensa onde Nairo Quintana apresentava o seu Granfondo (que de correrá em Dezembro), as perguntas sobre a sua nova equipa e a participação desta em corridas World Tour foi abordado pelos jornalistas. "Não vou falar muito sobre isso agora, em Dezembro vou falar muito mais, e em Fevereiro que estaremos no Tour Colombia. Mas dou a tranquilidade a todos, de que estaremos no Tour de France e estou muito satisfeito com a equipa, com a contratação, e posso dizer que é muito melhor estruturada e organizada do que muitas outras equipas do World Tour ",disse Nairo Quintana Quintana também falou sobre a sua saída da Movistar e os tempos que passou na equipa espanhola. "Sempre houve muita conversa sobre o que se passava na equipa, mas a verdade só é conhecida por nós. Irei demonstrar sempre a minha gratidão à Movistar por estes oito anos. Sempre foi um orgulho cruzar a linha de meta com as cores da Movistar, sofri, chorei e tive todos os momentos agradáveis e difíceis, mas foram os oito anos mais importantes da minha carreira desportiva ".Disse Quintana Publicidade A temporada de Nairo Quintana com a sua nova equipa terá início já no próximo mês de Novembro, no sul de França, onde o colombiano se irá concentrar com a equipa e onde irão definir o seu calendário de corridas para 2020. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fonte: Mundo ciclístico ### Taça de Portugal de Ciclocrosse - Melgaço Arrancou hoje a Taça de Portugal de Ciclocrosse 2019/2020 em Melgaço, uma competição que registou um aumento significativo de participantes relativamente a edições anteriores da mesma prova, com cerca de 300 participantes no total de todas as categorias. A razão deve-se principalmente à colaboração entre as federações portuguesa e galega de ciclismo, e os galegos compareceram em grande número. “Este crescimento resulta de uma ação consertada entre as federações portuguesa e galega de ciclismo. Acertamos o calendário e hoje temos aqui uma prova em que cerca de 48% dos participantes são galegos”, disse à Rádio Vale do Minho Jorge Domingues, Diretor da Prova. Os campeões nacionais de ciclocrosse, Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano) e Ana Santos (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), entraram a ganhar nas corridas de Elite desta primeira prova da Taça de Portugal. Elites Masculinos Márcio Barbosa e Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) tiveram um duelo intenso durante toda a prova, com o primeiro a levar a melhor por somente 11s. O terceiro classificado, a 1m.01s., foi Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão). Elites Femininos Apesar de ser ainda júnior, a actual campeã nacional Ana Santos foi a mais forte, relegando Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) para a segunda posição, a 3m.12s. Joana Monteiro (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) fechou o pódio, a 5m04s. Sub-23, Juniores e Cadetes Os melhores sub-23 foram João Salgado (Rádio Popular-Boavista) e Rafaela Ramalho (Maiatos). Em Juniores impôs-se João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). Tomás Mota (ACD Milharado/DriveOnHollidays/Mafra) e Mariana Líbano (Maiatos) triunfaram em cadetes. Publicidade Veteranos Nos masters 30 Michel Machado (Vasconha BTT Vouzela)nos masculinos e Montserrat Martínez (Ciclismo Oirense) nos femininos. Nos masters 40 Rogério Matos (Rompe Trilhos/AJPCar) e Estela Lago (Bike O Facho), o master 50 António Sousa e o master 60 Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel). Paulo Fernandes (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) venceu a prova de juvenis, uma categoria não pontuável para a Taça de Portugal, mas integrada no programa para estimular a participação e o gosto dos mais jovens pelo ciclocrosse. CLASSIFICAÇÕES completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Diário do Minho e Federação Portuguesa de Ciclismo. Por: Luís Beltrão ### Ciclocrosse Superprestige - 3.ª prova, Gavere Na 3ª prova de Ciclocrosse Superprestige em Gavere, Bégica, Eli Iserbyt voltou a vencer isolado e continua a sua temporada "intocável". O arranque da prova em Gavere. Tanto na Taça do Mundo de ciclocrosse Superprestige, as corridas têm sido discutidas pelas equipas "Pauwels Sauzen - Bingoal" liderada por Eli Iserbyt e "Telenet Baloise Lions" de Toon Aerts. Toon Aerts vinha de uma vitória na última prova deste troféu (prova na qual Iserbyt não participou por opção), e nesta prova aguardava-se novo embate entre os dois belgas com expectativa. Toon Aerts Mas o jovem Eli Iserbyt continua imparável, prova onde participa é prova onde vence e este cenário voltou a repetir-se em Gavere. Iserbyt voltou a vencer isolado. Entre dois atletas da equipa Pauwels, bastou um pequeno deslize de Toon Aerts para que Iserbyt abrisse um espaço que o levaria à vitória, como se pode ver no vídeo. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1188481684750192642 Poderá Mathieu van der Poel (que regressa ao ciclocrosse em Novembro) quebrar o domínio de Eli Iserbyt? No entanto, e apesar de ter duas vitórias em três corridas, na classificação geral Iserbyt segue no sexto posto. No terceiro posto, terminou Laurens Sweeck ( Pauwels Sauzen - Bingoal ). Laurens Sweeck Na liderança da classificação geral está aquele que tem sido mais regular até ao momento, o holandês da "Telenet Baloise Lions", Lars van der Haar. Lars van der Haar é o líder da classificação geral do Telenet Superprestige. Na corrida feminina, Yara Kastelijn confirmou a forma física que tinha mostrado na ultima corrida do Telenet Superprestige, mas que desta vez culminou com a vitória da corrida e consequente liderança da classificação geral. Yara Kastelijn venceu em Gavere e subiu ao topo da classificação geral. Os restantes lugares do pódio foram ocupados pela italiana Alice Maria Arzuff e Carmen Alvarado, segunda e terceira respectivamente. Vídeo resumo das provas Masculina e Feminina. https://www.youtube.com/watch?v=4bEZdU2lXMI A próxima etapa do Telenet Superprestige está agendada para dia 3 de Novembro em Ruddervoorde, Bélgica. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Brasil Ride 2019 - Última etapa Já está, terminou a Brasil Ride 2019 e com o final esperado por todos nós, a vitória de Tiago Ferreira e Hans Becking. Publicidade A etapa 7 foi ganha pela dupla Jaroslav Kulhavy / Matous Ulman da Specialized, que na classificação geral finalizam no terceiro posto do pódio. A equipa DMT Racing (Tiago Ferreira) limitou-se a gerir a vantagem de 7 minutos e terminar a etapa, sagrando-se como vencedores absolutos da Brasil Ride 2019. Com esta vitória, o português consegue a sua segunda vitória na prova e ajuda o seu companheiro de equipa Hans Becking a igualar as 3 vitórias de Jiri Novak e Henrique Avancini, sendo os maiores campeões do evento. "Super contentes por conseguir esta vitória que já trabalhávamos por ela há muito tempo. Finalmente ganhei outra vez e o Hans levou o terceiro título. Uma semana bastante positiva, sem quebras e fomos bastante regulares", disse Tiago Ferreira Mas nesta edição da Brasil Ride 2019, não tivemos só um português vencedor, em resumo, "limpámos" quase tudo. Na categoria Masters uns autênticos heróis, Tiago Silva e Tiago Calamote são atletas amadores que iam desfrutar da Brasil Ride, iam sem grandes pretensões e terminaram vencedores da sua categoria. Nesta categoria os favoritos eram a dupla do famoso e ex-campeão olímpico de XCO Bart Brentjens, profissionais que não se conseguiram impor aos portugueses, ficaram a mais de 30 minutos dos portugueses. Na categoria de duplas mistas, mais uns portugueses vitoriosos, José Silva e Celina Carpinteiro estiveram na frente da classificação geral quase toda a corrida e conseguiram a vitória no final. O Português Ricardo Gonçalves, numa equipa da categoria corporativa (equipas de 3 elementos), finalizou em segundo nesta categoria, com a equipa Land Rover, na qual correram também Herike A.Silva e Raone Goncalves. TOP 5 geral final Masculino Open1- Tiago Ferreira (POR) / Hans Becking (NED) – 21h41min172- Henrique Avancini (BRA) / Manuel Fumic (GER) – 21h48min403- Jaroslav Kulhavy (CZE) / Matous Ulman (CZE) – 21h56min034- Kristian Hynek (CZE) / Martin Stosek (CZE) – 22h17min21 5- Sebastian Fini (DIN) / Julian Schelb (GER) – 22h26min13Feminino1- Viviane Favery (BRA) /Tania Clair (BRA) – 28h41min302- Jaqueline Mourão (BRA) / Danilas Ferriera (BRA) – 28h58min023- Letícia Candido (BRA) / Hercília Najara (BRA) – 29h54min244- Janildes Fernandes (BRA) / Julyana Machado (BRA) – 33h15min505- Ivonne Kraft (GER) / Ana Clara Souza (BRA) – 34h23min40 Vencedores as várias etapasMasculinoEtapa 1 – Henrique Avancini (BRA) / Manuel Fumic (ALE)Etapa 2 - Tiago Ferreira (POR) / Hans Becking (HOL)Etapa 3 - Henrique Avancini (BRA) / Manuel Fumic (ALE)Etapa 4 - Tiago Ferreira (POR) / Hans Becking (NED)Etapa 5 - Tiago Ferreira (POR) / Hans Becking (NED)Etapa 6 – Sebastian Fini (DIN) / Julian Schelb (GER)Etapa 7 - Jaroslav Kulhavy (CZE) / Matous Ulman (CZE) FemininoEtapa 1 - Letícia Cândido (BRA) / Hercília Najara (BRA) Etapa 2 - Viviane Favery (BRA) / Tania Clair Pickler (BRA) Etapa 3 - Letícia Cândido (BRA) / Hercília Najara (BRA)Etapa 4 - Jaqueline Moura (BRA) / Danilas Ferreira da Silva (BRA)Etapa 5 - Viviane Favery (BRA) / Tania Clair Pickler (BRA)Etapa 6 - Viviane Favery (BRA) /Tania Clair Pickler (BRA) Etapa 7 – Letícia Cândido (BRA) / Hercília Najara (BRA) Os vencedores nas 10 edições de Brasil Ride Masculino2010 - Kristian Hynek (CZE) / Robert Novotney (CZE)2011 - Kristian Hynek (CZE) / Robert Novotney (CZE)2012 – Tiago Ferreira (POR) / Luis Pinto (POR)2013 – Henrique Avancini (BRA) / Sherman Trezza (BRA)2014 - Hans Becking (HOL) / Jiri Novak (CZE)2015 – Hans Becking (HOL) / Jiri Novak (CZE)2016 - Fabian Rabensteiner (ITA) e Alexey Medvedev (RUS)2017 – Henrique Avancini (BRA) / Jiri Novak (CZE)2018 – Henrique Avancini (BRA) / Manuel Fumic (GER)2019 - Tiago Ferreira (POR) / Hans Becking (NED) Feminino2010 – Celina Carpinteiro (POR) / Ivonne Kraft (ALE)2011 - Adriana Nascimento (BRA) / Sabrina Gobbo (BRA)2012 - Adriana Nascimento (BRA) / Adriana Genovesi (BRA)2013 – Rebecca Rusch (EUA) / Selene Yeager (EUA)2014 – Sonya Looney (EUA) / Nina Baum (EUA)2015 – Raiza Goulão (BRA) / Viviane Favery (BRA)2016 – Isabela Lacerda (BRA) / Letícia Cândido (BRA)2017 – Raiza Goulão (BRA) / Margot Moschetti (FRA)2018 – Sandra Santaynes (ESP) / Anna Ramirez (ESP)2019 - Viviane Favery (BRA) /Tania Clair Pickler (BRA) Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Brasil Ride 2019 - Resumo etapa 6 Na Brasil ride 2019 a etapa 6 foi a típica etapa de XCO, um circuito de quase 8 km's, onde os atletas teriam que fazer 4 voltas. Se havia etapa da Brasil ride 2019 em que a dupla Avancini / Fumic poderiam ganhar algum tempo aos líderes Tiago Ferreira / Hans Becking era esta, pois aqui é onde a dupla da Cannondale é especialista (ambos os atletas fazem o circuito da taça do mundo de XCO). Publicidade Henrique Avancini confirmou o favoritismo e venceu a etapa, que era individual (média de tempo da dupla só contava para a classificação geral). Henrique Avancini No segundo Posto ficou Sebastian Fini, e a fechar o pódio o atleta da DMT Racing, Hans Becking. Pódio da etapa 6 da Brasil Ride Tiago Ferreira chegou antes de Manuel Fumic (que teve problemas mecânicos), e a dupla da DMT Racing acabou por ganhar mais algum tempo na classificação geral. Estão imparáveis. Tiago Ferreira Tiago Calamote e Tiago Silva continuam na liderança da classificação geral da categoria Master. Tiago SilvaTiago Calamote José Silva e Celina Carpinteiro também fizeram a etapa sem problemas mantém-se na liderança da sua categoria. José Silva Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Brasil Ride 2019 - Resumo Etapa 5 Na Brasil ride 2019, Tiago Ferreira e Hans Becking têm estado imparáveis, além da vantagem na classificação geral, já levam 3 vitórias de etapa. Hoje a chegada foi ao sprint mas nem assim a dupla da DMT Racing facilitou, acabando por terminar com mais uma vitória, embora a diferença para a dupla perseguidora na classificação geral tenha ficado igual (7m.48s.). De acordo com as declarações de Henrique Avancini, nesta etapa 5 da Brasil ride 2019 a sua equipa tentou mais uma vez criar diferenças e recuperar algum tempo para a dupla de Tiago Ferreira, mas mais uma vez, não conseguiram. Faltam duas etapas e com este cenário, só um azar mecânico poderia fazer com que houvesse uma reviravolta na classificação geral. Na categoria Master Tiago Calamote e Tiago Silva continuam na liderança, e na categoria de duplas mistas Celina Carpinteiro e José Silva também continuam líderes. Celina Carpinteiro e José Silva. Na categoria "corporativa" (equipas de 3 elementos), na equipa Land Rover, também Ricardo Gonçalves, Herike Silva e Raone Gonçalves venceram a etapa e estão no segundo posto da geral da categoria. Classificações TOP 5 categoria Open 1- Tiago Ferreira (POR) / Hans Becking (HOL) – 13h23min022- Henrique Avancini (BRA) / Manuel Fumic (ALE) – 13h30min493- Jaroslav Kulhavy (CZE) / Matous Ulman (CZE) – 13h39min254- Lukas Kaufmann (BRA) / Konny Looser (SUI) – 13h55min115- Kristian Hynek (CZE) / Martin Stosek (CZE) – 13h55min45  TOP 5 categoria feminina 1- Viviane Favery (BRA) / Tania Clair Piclker (BRA) – 24h57min482- Jaqueline Mourão (BRA) / Danilas Ferreira (BRA) – 25h06min533- Letícia Cândido (BRA) / Hercília Najara (BRA) – 26h13min194- Janildes Fernandes (BRA) / Julyana Machado (BRA) – 29h10min195- Ivonne Kraft (ALE) / Ana Clara Souza (BRA) – 30h12min45 Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### UCI revela lista oficial das equipas World Tour 2020 Acabou a especulação, a UCI publicou hoje a lista de equipas que terão licença "UCI World Tour" no período entre 2020 e 2022. Em comunicado de imprensa a UCI revela uma lista não de 18, não de 20, mas de 19 equipas world tour 2020, sendo que as duas novidades são a Israel Cycling Academy que competirá em 2020 com a licença Katusha, e a Cofidis que surge como principal novidade nesta listagem. A equipa francesa Cofidis, que se reforçou com ciclistas como o italiano Elia Viviani, o francês Guillaume Martin ou os espanhóis Fernando Barceló, Jesús e José Herrada e Luis Ángel Maté, ganhou a candidatura ao escalão máximo do ciclismo. Estão a pensar o mesmo que nós, certo? Então e a Arkéa-Samsic de Nairo Quintana e Warren Barguil? Pois vão ter que esperar pois não consta da lista, pelo que continuará com o estatuto "UCI ProSeries" (profissional continental). Publicidade A lista de equipas reveladas pela UCI, recorrendo aos nomes que as equipas tinham em 2019 e ordenadas por ordem alfabética. AG2R LA MONDIALEASTANA PRO TEAMBAHRAIN - MERIDABORA - HANSGROHECCC TEAMCOFIDIS, SOLUTIONS CREDITSDECEUNINCK - QUICK - STEPEF EDUCATION FIRSTGROUPAMA - FDJLOTTO SOUDALMITCHELTON - SCOTTMOVISTAR TEAMTEAM DIMENSION DATATEAM INEOSTEAM JUMBO - VISMATEAM KATUSHA ALPECINTEAM SUNWEBTREK - SEGAFREDOUAE TEAM EMIRATES. Podes ver o comunicado oficial da UCI aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Calendário da Taça de Portugal de Ciclocrosse A Taça de Portugal de Ciclocrosse começa já dia 27 de Outubro (próx. domingo) em Melgaço, com a realização da primeira prova desta modalidade. As categorias que irão competir são as de juvenis, cadetes, juniores, sub-23, elite e masters. Pelas 9h30 arranca a primeira corrida para a categoria dos juvenis, prova com a particularidade de não contar para as contas da Taça de Portugal, visando cativar o interesse dos mais jovens na sua participação. Pelas 10h30 será realizada a prova de masters, 11h30 serão as femininas e os cadetes masculinos e o ponto alto será pelas 12h30, hora das corridas de juniores e a de elites masculinas. Recorde-se que o ano passado o vencedor da Taça de Portugal em elites masculinos foi o sub-23 Miguel Salgueiro, e na categoria de elites femininos foi Marta Branco. Miguel Salgueiro venceu a Taça de Portugal na passada temporada. Os campeões nacionais das mesmas categorias, foram na passada temporada, Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano) e Ana Santos (UC Vila do Conde).  Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano) é actual Campeão Nacional. Publicidade Calendário de Taça de Portugal de Ciclocrosse 2019 / 2020: 27 OUT. 2019 - Melgaço03 NOV. 2019 - Santo Tirso17 NOV. 2019 - Bragança08 DEZ. 2019 - Vouzela29 DEZ. 2019 - Paços de Ferreira12 JAN. 2020 - Vila Real ( Campeonato Nacional ) Estas serão as provas a nível nacional, mas o calendário de ciclocrosse é complementado pelas provas regionais desta disciplina.  Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. ### Brasil Ride 2019 - Resumo etapa 4 No Brasil Ride 2019, Tiago Ferreira e Hans Becking estão a mostrar estar um nível acima de todos os outros, hoje voltaram a vencer etapa e ganhar tempo na geral. A etapa 4 do Brasil Ride 2019 era considerada a etapa rainha, e como podes ver na imagem abaixo, percebe-se porquê. Com 3 dias de prova decorridos, um "menu" destes poderia causar "indigestão a muita gente, era dia de decisões. De acordo com as declarações de Henrique Avancini, a sua dupla atacou mais uma vez, no sentido de tentar diminuir a diferença para a dupla da DMT, foram várias as tentativas a longo da etapa. Mas a a equipa de Tiago Ferreira não só se defendeu bem nas subidas, como nos últimos 30 km's (mais rolantes) ainda conseguiu imprimir um ritmo tal, que ninguém acompanhou, tendo acabado a etapa com uma vantagem de cerca de 2 minutos, alargando para 7 minutos a vantagem na classificação geral. Avancini e Fumic, juntaram-se com Kulhavy e Uman, mas nem a trabalhar em conjunto conseguiram dar caça à dupla endiabrada de Tiago Ferreira e Hans Becking. Na categoria Master os outros Tiagos, Silva e Calamote voltaram a vencer a etapa e também consolidaram a liderança na classificação geral. Uma fotografia recheada de portugueses líderes das suas categorias. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=35M7oocz8HI Classificações após etapa 4 TOP 5 Open Masculinos 1- Tiago Ferreira (POR) / Hans Becking (HOL) – 13h23min022- Henrique Avancini (BRA) / Manuel Fumic (ALE) – 13h30min493-  Jaroslav Kulhavy (CZE) / Matous Ulman (CZE) – 13h39min254- Lukas Kaufmann (BRA) / Konny Looser (SUI) – 13h55min115- Kristian Hynek (CZE) / Martin Stosek (CZE) – 13h55min45  TOP 5 Femininos 1- Jaqueline Mourão (BRA) / Danilas Ferreira (BRA) – 18h08min392- Viviane Favery (BRA) / Tania Clair Piclker (BRA) – 18h12min543- Karen Olímpio (BRA) / Ilda Pereira (BRA) – 18h19min224- Letícia Cândido (BRA) / Hercília Najara (BRA) – 19h06min06 Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Brasil Ride 2019 - Dupla de Tiago Ferreira mantém liderança Brasil Ride 2019, etapa 3, uma etapa de perfil teoricamente menos difícil que a etapa de ontem, mas com ritmo alto. Perfil da etapa 3 do Brasil Ride 2019 Sendo também a etapa de hoje precedida da etapa rainha (amanhã), as equipas podiam optar para poupar alguma energia, mas Avancini e Fumic forçaram o ritmo no sentido de ganhar algum tempo. A etapa foi ganha pela dupla Henrique Avancini / Manuel Fumic, mas logo seguidos da dupla de Tiago Ferreira e Hans Becking que só tiveram que controlar os adversários. "Desde o inicio o Avancini e o Fumic forçaram bastante o ritmo, mas o Hans e o eu tínhamos a estratégia bem definida de segui-los e não forçar. Durante toda etapa nunca passamos dos nossos limites e perdemos tempo no segundo single track, que para mim é um tipo de terreno que eles são melhores do que eu. Prefiro não correr riscos nessas partes, porque quando exige físico consigo fechar o espaço para deles", comentou Tiago Ferreira. Provas de Montanha por etapas são disputadas até ao ultimo quilometro, e por isso apesar da vantagem de mais de 4 minutos que a dupla do português tem, a emoção vai ser até ao fim. Amanhã etapa considerada rainha, que pode ser determinante para as contas finais. Na categoria Master, Tiago Silva e Tiago Calamote continuam também na liderança. Nas duplas mistas, José Silva e Celina Carpinteiro continuam também eles a liderar a sua categoria, após a etapa 3. Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tom Boonen sofre acidente numa corrida automóvel O Ex-ciclista Tom Boonen sofre acidente aparatoso numa corrida de automóveis desportivos, mas escapa ileso. Tom Boonen - Paris - Roubaix 2016 É sabido que depois do ciclismo a grande paixão de Tom Boonen são os carros desportivos e as corridas de automóveis, meio do qual faz parte desde há anos e no qual se envolveu mais após a sua retirada do ciclismo profissional. 1 mês após se retirar do ciclismo, Tom Boonen já tinha a licença de competição automobilística. No último fim de semana o belga foi o centro das atenções, primeiro porque se sagrou campeão da classe em que compete no " Supercar Benelux Challenge ", e depois porque Tom Boonen sofreu acidente aparatoso. O carro de Tom Boonen entrou em contacto com o Mercedes-AMG de Kenneth Heyer. De acordo Boonen, ele estava a ultrapassar carros mais lentos e o erro foi de Heyer. Acabaram ambos os pilotos por sofrer um embate forte nas protecções da do circuito, mas por sorte sem consequências para ambos. Neste vídeo "on-board" de outro carro vê-se o acidente. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=oFISDN4Tyc8 Caso para dizer que, para quem caiu no pavê de Roubaix o que é um embate a cerca de 150Km/h numas protecções? Capacete integral e fato protector, habitáculo reforçado, "que luxo"! Nos tempos da licra era pior, não Tom? Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fonte: www.autosport.be ### Brasil Ride - Tiago Ferreira e Hans Becking lideram a geral No prólogo de ontem do Brasil Ride, Tiago Ferreira e Hans Becking terminaram 3.º a quase 1 minuto da dupla vencedora Avancini / Fumic, mas a etapa de hoje era uma etapa mais ao jeito do português. Perfil da segunda etapa (hoje). A dupla Tiago Ferreira / Hans Becking venceu a etapa de hoje no Brasil Ride com cerca de 5 minutos de vantagem, o que os coloca lideres da classificação geral com cerca de 4 minutos de vantagem. Tiago Ferreira e Hans Becking venceram a etapa isolados. No segundo posto da etapa terminou a dupla Avancini / Fumic, e a encerrar o pódio do dia a dupla do ex-campeão olímpico de XCO Jaroslav Kulhavy. As declarações de Tiago Ferreira (por Ciclismomaistv) Outros portugueses, venceram a etapa e lideram a categoria Master, são eles Tiago Silva e Tiago Calamote. Celina Carpinteiro e José Silva também venceram a etapa na categoria de duplas mistas e lideram a classificação geral da categoria. Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Brasil Ride - Tiago Ferreira e H.Becking fazem pódio no prólogo O Brasil rida arrancou ontem (Domingo) para a décima edição em Arraial d'Ajuda, Porto Seguro. A prova do Brasil ride começou com um prólogo, que Henrique Avancini (BRA) e Manuel Fumic (ALE), da Cannondale Factory Racing XC percorreram em 43m.48s., alcansando assim a vitória do mesmo. No segundo posto ficaram Sebastian Fini (DIN) e Julian Schelb (ALE) da CST Sandd American Eagle MTB Racing Team, que terminaram o prólogo em 44m.39s. Tiago Ferreira (POR) e Hans Becking (HOL) da DMT Racing Team fecharam o pódio, tendo concluído o prólogo em 44m.52s, e assumem-se como candidatos ao topo da classificação geral do Brasil ride. Classificações completas aqui. Vídeo resumo do Prólogo https://www.youtube.com/watch?v=RYTpWMWGPfY&t= Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fotografia: Site da organização. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Bern, Suíça Eli Iserbyt (Pauwels Sauzen - Bingoal) está a dominar o início da Taça do Mundo de Ciclocrosse. Depois de dominar as primeiras corridas nos EUA e, na primeira prova do Superprestige (não participou na segunda prova, ontem), no regresso da Taça do Mundo à Europa o belga Eli Iserbyt voltou a vencer. Eli Iserbyt tem 3 vitórias em 3 corridas da Taça do Mundo de CX até ao momento. Iserbyt conseguiu escapar-se dos seus adversários a meio da corrida e ninguém conseguiu fechar esse espaço, tendo o ciclista belga alcançado a terceira vitória em 3 corridas da Taça do Mundo feitas até ao momento. Toon Aerts (Telenet Baloise Lions), que ontem venceu a corrida do Superprestige, terminou hoje em segundo e Michael Vanthourenhout (Pauwels Sauzen - Bingoal) fem terceiro. Toon Aerts terminou a prova em segundo, a mesma posição em que está na classificação geral da Taça do Mundo. Vídeo resumo da prova masculina https://www.youtube.com/watch?v=cDM2gfZLFKM&list=PL7NFlV830crNLrY-8LsHhx32ciKT88_7P&index=2&t=0s TOP 10 da prova masculina 1ISERBYTEliBEL1:01:262AERTSToonBEL1:02:013VANTHOURENHOUTMichaelBEL1:02:104HERMANSQuintenBEL1:02:185VAN KESSELCorneNED1:02:276VAN DER HAARLarsNED1:02:287MERLIERTimBEL1:02:418SWEECKLaurensBEL1:02:469NIEUWENHUISJorisNED1:02:4910SOETEDaanBEL1:03:04 A corrida feminina A vencedora na corrida do dia anterior do Superprestige, Alice Maria Arzuffi nem chegou ao TOP10 na corrida de Bern. A corrida da Taça do Mundo teve outras protagonistas, Annemarie Worst (777) assumiu a liderança na secção longa de corrida e abriu um espaço que as adversárias não conseguiram fechar até ao final. Carmen Alvarado terminou em segundo, a 33 seg's, Anna Kay fechou o pódio, ao qual subiu pela primeira vez na Taça do Mundo, a 56 segundos da vencedora. Vídeo resumo da prova feminina https://youtu.be/WacGSq5yGF8 TOP 10 prova feminina 1WORSTAnnemarieNED0:45:272ALVARADOCeylin del CarmenNED0:46:003KAYAnnaGBR0:46:234KEOUGHKaitlinUSA0:46:365KASTELIJNYaraNED0:46:476COMPTONKatherineUSA0:46:537NASHKaterinaCZE0:47:098CANTSanneBEL0:47:179LECHNEREvaITA0:47:2010VERDONSCHOTLauraBEL0:47:28 Para veres as anteriores corridas, entra no separador "Ciclocrosse" na front page do nosso site. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Vídeo - Ruído na bicicleta - como descobrir e resolver? Já tiveram aquele ruído na bicicleta, ou "estalido" irritante que não sabem de onde é, mas é constante e irritante quando pedalam? Este vídeo é para vocês. https://www.youtube.com/watch?v=_hlCaLIayvQ&t= Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Mecânico: José Carmo Oficina: Bike Planet ### Pista - Portugal consolidou aspirações para os jogos olímpicos Na pista, Portugal consolidou aspirações de qualificação para os jogos olímpicos com o resultado obtido hoje pela dupla Iuri Leitão e Rui Oliveira. A equipa de Portugal foi hoje a 11.ª classificada na prova de madison do Campeonato da Europa de Pista. A dupla formada por Iuri Leitão e Rui Oliveira manteve-se no pelotão principal ao longo das 200 voltas – 50 quilómetros – conseguindo um ponto num dos sprints, o que valeu a Portugal a 11.ª posição. Este resultado, não parece muito vistoso mas é importante nas contas de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Portugal recuperou 40 pontos para a Bielorrússia, nação imediatamente à frente dos portugueses no ranking. Além disso, aumentou a diferença para as nações europeias que perseguem Portugal na tabela qualificativa para os Jogos, ganhando 60 pontos à Irlanda e 80 à Rússia. O Campeonato da Europa foi muito positivo para Portugal, que conquistou uma medalha de bronze, por intermédio de Maria Martins, em scratch. Nas disciplinas olímpicas de omnium e de madison, os portugueses reforçaram posições entre as nações favoritas a garantir o passaporte para Tóquio. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Ciclocrosse - Superprestige - 2.ª prova - Boom A Segunda prova de Ciclocrosse do Superprestige em Boom, foi disputada nas típicas condições de barro. O campeão belga e vencedor da passada edição da Taça do Mundo Toon Aerts procurava aproveitar a ausência do seu principal rival este ano, Eli Iserbyt, e conseguir passar para a liderança do troféu. Toon Aerts imprimiu ritmo forte desde início e conseguiu a primeira vitória da temporada. O Inglês Thomas Pidcock foi o único a conseguir fazer alguma pressão sobre o vencedor, mas pagou esse esforço no final, terminando a corrida no terceiro posto. Em segundo ficou o colega de equipa de Toon Aerts, Quinten Hermans. Resumo das corridas masculina e feminina. https://www.youtube.com/watch?time_continue=7&v=J5j4R5HjyLg TOP 10 da corrida masculina 1AERTSToonTELENET BALOISE LIONS1:01:422HERMANSQuintenTELENET BALOISE LIONS1:01:503PIDCOCKThomasTRINITY RACING1:01:594VAN KESSELCorneTELENET BALOISE LIONS1:02:315VAN DER HAARLarsTELENET BALOISE LIONS1:02:336SWEECKLaurensPAUWELS SAUZEN – BINGOAL1:03:077MERLIERTimCREAFIN – FRISTADS1:03:208VERMEERSCHGianniCREAFIN – FRISTADS1:03:519ADAMSJensPAUWELS SAUZEN – BINGOAL1:04:0410MEEUSENTomCORENDON - CIRCUS1:04:16 Corrida feminina Na corrida feminina a vencedora da anterior corrida, Carmen Alvarado não foi além do 6.º posto, prejudicada por uma das muitas quedas que houve na prova. As italianas dominaram a corrida, desta feita a vitória foi para Alice Arzuffi, que foi a mais consistente em toda a corrida, seguida da compatriota Eva Lechner e da belga campeã do mundo Sanne Cant. TOP 10 da corrida feminina 1ARZUFFIAlice Mari7770:47:142LECHNEREvaCREAFIN – FRISTADS0:47:233CANTSanneIKO – CRELAN0:47:234WORSTAnnemarie7770:47:245KASTELIJNYara7770:47:326ALVARADOCarmenCORENDON0:47:427 STEENEKimTARTELETTO0:48:288HEIJDENIngeCCC - LIV0:48:349KAPTHEIJNSMaudPAUWELS SAUZEN 0:49:0010VAN LOYEllenTELENET BALOISE 0:49:17 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Pista - Maria Martins quinta classificada na corrida por pontos Maria Martins está a arrasar nos campeonatos da Europa, hoje mais uma grande exibição ao terminar quinta classificada na corrida por pontos de elite feminina. A portuguesa esteve em destaque numa prova muito exigente e competitiva, na qual pontuaram 13 das 21 participantes e sete conseguiram dobrar o pelotão. Maria Martins foi uma das corredoras que ultrapassou o grupo principal, além de pontuar em cinco sprints. A corrida por pontos masculina foi ainda mais intensa, com a maioria dos corredores a conseguir pontos por dobragem ao pelotão. César Martingil somou 40 pontos em duas voltas de vantagem, juntando mais 13, conquistados em quatro sprints. O pecúlio de 53 pontos valeu o oitavo lugar ao português. Amanhã a equipa de Portugal vai competir em madison, às 14h45, com Iuri Leitão e Rui Oliveira. Tratando-se uma disciplina olímpica, o objectivo é somar o máximo de pontos possível, tendo em vista a qualificação para Tóquio. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Ciclismo de pista português mais perto dos Olímpicos de Tóquio O ciclismo de pista português ficou hoje mais perto dos Jogos Olímpicos de Tóquio, graças ao desempenho de Rui Oliveira e de Maria Martins nas corridas masculina e feminina de omnium do Campeonato da Europa de Pista. O resultado de Rui Oliveira no ciclismo de pista, que foi o nono classificado entre os homens, com 84 pontos, permitiu a Portugal ultrapassar a Argentina e a Alemanha no ranking de qualificação para Tóquio. Deste modo, Portugal passa a estar dentro das nações com apuramento directo em omnium, mesmo no caso de perder o acesso via madison. O corredor português iniciou o concurso de omnium com o 11.º lugar em scratch, seguindo-se a 14.ª posição na corrida tempo. Rui Oliveira começou a dar a volta ao resultado em eliminação, com o sexto posto. Na corrida por pontos, uma das movimentações certeiras, permitiu-lhe ganhar uma volta ao grupo principal, terminando a competição no nono lugar, com 84 pontos. No sector feminino, Maria Martins fez uma excelente exibição táctita, acabando o concurso de omnium na oitava posição. Nas contas de apuramento olímpico e olhando às nações em posição de apuramento directo via omnium, a atleta portuguesa reforçou as hipóteses de qualificação de Portugal, pois marcou as adversárias certas, especialmente na corrida por pontos. Com a exibição de Maria Martins, Portugal aproximou-se da Irlanda e da Bélgica no ranking, não permitindo a ultrapassagem por qualquer nação. Amanhã (Sábado), a equipa de Portugal terá três corredores em pista. Iuri Leitão participa na perseguição individual, cuja qualificação se inicia às 14h35. Maria Martins disputa a corrida por pontos feminina às 18h30. Na mesma disciplina, mas no sector masculino, César Martingil compete às 19h25. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Edo Mass, da Team-Sunweb fica paraplégico após acidente O ciclismo é um desporto bonito mas com a sua dose de perigo, que nem sempre está ao alcance dos atletas controlar, Edo Mass que o diga. Edo Mass, ciclista de 19 anos da Team-Sunweb sub-23, colidiu com um veículo no "Piccolo Lombardia", a Lombardia das camadas jovens (categoria sub-23). No terrível acidente o jovem holandês sofreu uma lesão nas costas, que o deixou sem mobilidade nas pernas. De acordo com a imprensa internacional, este é para já o quadro clínico e a equipa comunicou oficialmente na quinta-feira através do seu site e redes sociais, que as notícias após o acidente não eram as melhores. https://twitter.com/TeamSunweb/status/1184810072259600384 Durante a corrida, o ciclista chocou violentamente contra um carro que entrou no percurso indevidamente, e sofreu ferimentos nas costas muito graves, com de fracturas, tendo sido operado várias vezes nos últimos dias no Hospital de Milão. A equipa chama a atenção do órgão máximo do ciclismo, a UCI. "Sabendo que não isto não pode apagar esta tragédia devastadora, mais uma vez nos voltamos para o nosso órgão máximo (UCI), para que priorize todo o seu tempo e recursos para garantir a implementação de condições de corrida seguras para as equipas e seus atletas". Escreveu o Sunweb em um comunicado oficial. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Maria Martins medalha de bronze nos Europeus de pista Maria Martins conseguiu medalha de bronze na prova de scratch do Campeonato da Europa de Pista, em Apeldoorn, Holanda. É a primeira medalha do ciclismo feminino português em Europeus de elite. A prova de 10 quilómetros, 40 voltas à pista, foi disputada em ritmo elevado, mas sem grandes ataques ou mudanças de velocidade. As movimentações mais fortes aconteceram nas últimas dez voltas. Maria Martins esteve sempre atenta, seguindo as adversárias mais conceituadas nos momentos fulcrais da prova. Já dentro da última volta, a corredora ribatejana teve a frieza e a inteligência para aproveitar uma nesga na parte de dentro da pista, ultrapassando por aí a espanhola Ana Usabiaga, chegando, assim ao terceiro lugar. Vídeo resumo (a partir dos 30 seg's. de vídeo vês as últimas 3 voltas) A britânica Emily Nelson conquistou o título europeu e a irlandesa Shannon McCurley ficou com a medalha de prata. Com o feito alcançado por Maria Martins, foi a primeira vez que Portugal conseguiu subir ao pódio de um Campeonato da Europa de Elite no sector feminino. "Esta medalha é muito especial, por ser a primeira em elite, mas também por surgir ao cabo de uma época muito longa. Significa que estamos no bom caminho para aquele que é o principal objetivo, lutar pela qualificação olímpica em omnium. Este resultado funciona como uma motivação extra." Maria Martins. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: UEC Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Sapatos de ciclismo indoor - Shimano lança produto específico A Shimano lança no mercado 2 novos modelos de sapatos de ciclismo indoor ou spinning, os IC5 e IC3. Os ciclistas que experimentam o ciclismo indoor, seja na forma de rolos de treino ou em aulas de spinning, rapidamente se percebem que o calçado que utilizam (normalmente os mesmos do treino de rua) não é a escolha mais prática. A maioria dos sapatos de rua são concebidos com algumas características para protecção dos elementos, como camadas almofadadas para maior conforto (mais horas seguidas de utilização), integração de camadas à prova de água, ou ventilação desenhada para funcionar com a deslocação do ar, na parte frontal do sapato, por exemplo. Para para o ciclismo indoor, a grande necessidade é mesmo a ventilação e a rápida circulação de ar para manter os pés sempre frescos. Outra vantagem de ter um sapato específico é o facto de muitas das spinning bikes que se encontram em ginásios estarem equipadas com sistemas de pedal de encaixe SPD, desta maneira um utilizador que utilize sapatos regulares de estrada (com travessa SPD-SL) não terá que trocar o sistema. A categoria "IC" que identifica o Indoor Cycling surge no mercado com 2 modelos para diferentes estilos, ambos com um sistema de fixação no pedal SPD introduzido na sola. Os IC5 O modelo IC5 chega com um estilo mais direccionado para a estrada, que de acordo com a marca tem uma sola bastante flexível (escala rigidez: 5/12), o que permite obter equilíbrio entre o pedal, transferência de potência e conforto. Este sapato está destinado ao consumidor feminino nos tamanhos 36 ao 44. Disponível em diferentes cores, este sapato pesa 292 gramas, apenas 60 gramas mais pesado que o topo de gama para a competição em estrada da Shimano, os RC9. Os IC 3 O modelo IC3 tem uma parte superior muito idêntica ao tradicional sapato de treino com secções respiráveis em pele e malha. Um fecho BOA colocado lateralmente permite um ajuste na tensão do pé mais preciso. Tem uma sola mais flexível que o UC5 (Escala: 2/12), que neste caso foi pensado para máximo conforto quando utilizado na bike ou mesmo fora desta. Pesam de 326 gramas. Mais informações sobre este produto consulta a site www.scvouga.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Limpeza e lubrificação da bicicleta - Shimano lança nova linha de produtos Todos sabem que a limpeza e lubrificação da bicicleta é importante, para uma duração mais prolongada da transmissão e componentes. As lamas, o pó, os detritos numa bicicleta sem manutenção combinam-se para aumentar a fricção, roubar o esforço que aplicamos no sistema de transmissão. A Shimano lançou este ano uma renovada linha de produtos para limpeza, lubrificação e protecção da bicicleta. Como está implícito na descrição dos produtos, a gama da Shimano foi desenvolvida para recomendar ao utilizador uma limpeza da bicicleta em 3 distintos passos. A limpeza da bicicleta deverá começar com os produtos de limpeza como por exemplo um desengordurante ou uma solução para lavagem( Bike Wash). Depois da lavagem, é importante um bom lubrificante para manter os mecanismos soltos e sem ruídos, e finalmente produtos de protecção tais como os produtos para polir, massas anti-bloqueio para assegurar maior tempo de vida e protecção dos componentes. De acorodo com a Shimano, os aerossóis utilizados nesta nova gama de produtos de limpeza, lubrificação e protecção de bicicleta utilizam um sistema de pressão que funciona à base de ar, sendo um sistema protector do ambiente, não é inflamável e pode ser utilizado em espaços confinados. Produtos como o desengordurante, o bike Wash, lubrificantes de cabos e Polish de 125ml, 200ml e o novo 400ml estão desenvolvidos com úteis características tais como um bocal 360º que permite utilizar o aerossol em qualquer posição que seja necessário, este sistema de pressão a ar permite também a utilização de 100% do conteúdo existente no aerossol. Terão um lubrificante "PTFE" de 100ml. para penetração e lubrificação de mecanismos em condições secas, ou um lubrificante "WET", que de acordo com a marca tem uma excelente resistência à água. A gama chega ao mercado com novas etiquetas que ajudam o utilizador a identificar qual a utilização especifica de cada produto através da sinalética dos 3 passos (limpeza (1), lubrificação (2) e protecção (3)). Para mais informações sobre estes produtos consulta o site www.scvouga.pt Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Florian Vogel retira-se do BTT profissional O Florian Vogel anunciou o final da sua carreira profissional no ciclismo de montanha. Com 37 anos, o atleta suíço era dos mais velhos do circuito da Taça do Mundo, onde tem um número de respeito com de 21 participações consecutivas. Actualmente Vogel competia na equipa KMC-Ekoi-Orbea, na qual o seu melhor resultado na passada temporada foi um 5.º posto em Albstadt, que tendo em conta a idade é um excelente resultado. Florian Vogel e Thomas Litscher no primeiro ano da equipa KMC-Ekoi Orbea. Florian Vogel foi um dos ciclistas suíços mais bem-sucedidos e um histórico da modalidade, com 2 Campeonatos da Europa, 2 vitórias na Taça Mundo, 3 pódios no Campeonato do Mundo, 2 participações em Jogos Olímpicos, O suíço vai agora fazer parte da federação suíça de ciclismo como técnico, contribuindo com a experiência de muitos anos nesta modalidade. "Na Taça do Mundo de Albstadt nesta temporada, voltei a ser o quinto entre os melhores e no Campeonato da Europa em Brno, consegui a prata atrás de Mathieu van der Poel. Isso fechou um círculo para mim, pois havia vencido em 1999, 20 anos antes, como júnior, a minha primeira medalha no campeonato da Europa"Florian Vogel Nas redes sociais o atleta anunciou a sua decisão desta forma. Hora de dizer adeus! Consegui mais do que alguma vez sonhei ser possível. Conheci muitas pessoas boas, visitei muitos lugares, muitas derrotas, muitos sucessos. Por tudo isto, estou extremamente grato! OBRIGADOFlorian Vogel Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour de França 2020 - O percurso mais duro das últimas décadas Decorreu hoje de manhã no Palácio de congressos de Paris a apresentação do percurso do Tour de França 2020. O Tour 2020 irá para a estrada entre 27 de Junho e 19 de Julho, data antecipada àquilo que é o habitual do Tour, no sentido de permitir que alguns ciclistas possam participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Senhores e senhoras, para vocês, o mapa do percurso do Tour 2020, o mais duro das últimas décadas, montanha, mais montanha, mais montanha. A corrida começará em Nice, onde decorrerão as duas primeiras etapas e segue depois para as montanhas mais a norte, mas na parte sul dos Alpes ou seja, será um Tour com montanha logo na primeira semana. Vídeo com o percurso https://www.youtube.com/watch?v=iqIyUV0mat8 O percurso do Tour 2020 não terá nenhum contra-relógio por equipas, só em "Planche" (etapa 20) haverá o único contra-relógio do Tour 2020, um contra-relógio individual que não tem perfil para contra-relogistas puros, pois tem uma subida final de 6 km's. Contra-relógio atípico no Tour 2020. A etapa Rainha O cenário da etapa rainha é o Col de la Loze, uma subida nunca antes feita (pelo menos os últimos 6 quilómetros), a 2304 metros de altitude, que foi asfaltada de propósito este ano para fazer parte do percurso em 2020. https://www.youtube.com/watch?v=v4Wfj7_i5LY Em resumo O Tour de França 2020 é claramente uma edição para trepadores, com poucos dias planos, para sprinters ou roladores (deu pena ver a cara de Caleb Ewan à medida que iam apresentando as etapas). Se gostas de ver etapas de Montanha, tira férias para acompanhar o Tour 2020. À terceira etapa já há montanha e à quarta etapa acontece a primeira chegada em alto, algo que habitualmente não acontece no Tour. A esta hora há muitos directores desportivos a fazerem contas e apensar, levamos sprinters, ou não? São 29 subidas categorizadas, seis chegadas em alto, estradas de terra batida, 36 quilómetros de contra-relógio (que tem a subida a "Planche des Belle Filles"). Vai haver muita dureza e muito duelo entre os melhores trepadores do mundo. Para se ter uma ideia da variedade que oferecem Alpes e Pirinéus, os organizadores conseguiram fazer o Tour mais montanhoso dos últimos anos sem incluir o "Alpe d'Huez" ou o "Monte Ventoux", por exemplo. A expectativa promete Assim à primeira vista, é uma corrida onde os franceses Pinot, Bardet e Alaphilippe se podem defender bem de Froome e outros ciclistas bons no contra-relógio. Caso não se tenha notado, os organizadores estão desejosos que um francês ganhe o Tour. O L'Equipe já pode repetir a manchete "este ano ou jamias", acrescentando Julian Alaphilippe. Froome já declarou publicamente que conta com Bernal para o apoiar no seu objectivo de vencer o quinto Tour e assim entrar para história fazendo parte de um curto lote de ciclistas com este feito, mas na estrada é que se verá se isto vai acontecer, quem vai apoiar quem? Uma equipa, 3 vencedores do Tour, quem vai apoiar quem? A Jumbo-Visma reforçou-se com Dumoulin, tendo agora 3 ciclistas que podem vir a liderar, Roglic, Dumoulin e Steven Kruijswijk. Será uma batalha interessante de ver, Jumbo-Visma VS. Ineos. A Jumbo-Visma assume-se como a grande opositora da Ineos. Nibali (que se transferiu para a Trek-segafredo) já declarou que vai apontar como objectivos o Giro e os jogos olímpicos, Mikel Landa está na Bahrain juntamente com Wout Poels e podem fazer um bloco forte também. 2020 já mexe e parece que vai ser interessante. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Ciclocrosse - 1.ª prova Telenet Superprestige Para os menos familiarizados com a competição de Ciclocrosse, o Telenet Superprestige é um troféu que decorre a par da taça do mundo, com tanto ou mais prestigio que a própria competição da UCI. Os atletas de topo desta modalidade fazem a taça do mundo e este troféu com óptimos prémios monetários, onde um vencedor leva para casa €30.000 e um terceiro lugar rende €10.000 por exemplo. Corrida masculina Com duas vitórias nas duas primeiras provas da taça do Mundo, Eli Iserbyt é o homem do momento e aquele de quem se fala. Eli Iserbyt discutiu esta primeira prova do Superprestige com Quinten Hermans até à última volta, onde acabou por fazer diferença na parte final, vencendo assim a prova e colocando-se líder da classificação. O campeão belga Toon Aerts, que tem disputado as corridas com Iserbyt na taça do mundo, teve problema com a corrente da sua bicicleta, o que o afastou dos lugares do pódio, tendo que se contentar no final com o 9.º posto. Corrida feminina A holandesa Carmen Alvarado foi a vencedora da primeira prova do Superprestige, deixando as suas adversárias para trás, ampliando a vantagem volta após volta até cortar a meta em solitário. Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=VqiGFYXO4tA Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Il Lombardia - Venceu quem teve mais coragem e astúcia. Como tínhamos adiantado ontem, os pretendentes à vitória na Lombardia eram muitos e "de peso", mas a clássicas são sempre provas onde podem haver surpresas e Molema deu a surpresa com um ataque cirúrgico. Início de corrida com algumas fugas sempre controladas principalmente pela Ineos. Tanto a Ineos como a Jumbo Visma e Movistar controlaram a corrida, Bernal, Roglic e Valverde estiveram na discussão da corrida, mas houve um senhor que teve a coragem de sair do grupo a 18 quilómetros do fim, Bauke Molema. São ataques que o ciclista holandês faz noutras ocasiões, como por exemplo em etapas de grandes voltas, mas aqui tratava-se de uma clássica, Molema soube sofrer e manter cerca de 30 segundos de vantagem, que aumentou quando os favoritos duvidaram em fazer a perseguição. O ciclista da TREL-Segafredo manteve o ritmo até ao final e cruzou a meta em solitário, uma vitória merecida, pela forma como fez o ataque e até pela própria carreira de Bauke Molema, que aos 32 anos fica com um monumento do ciclismo no seu currículo desportivo. Nos outros lugares do pódio ficaram dois ciclistas surpreendentes, um pela sua juventude, outro pela sua veterania. Egan Bernal depois de vencer o Tour fecha a temporada com um pódio num monumento e Alejandro Valverde que continua a impressionar tudo e todos pela forma como corre durante toda a época. O português Rui Costa não terminou a prova. Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=mJjcXmo5A_g TOP 10 final 1Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo5:52:592Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:00:163Egan Arley Bernal Gomez (Col) Team Ineos4Jakob Fuglsang (Den) Astana pro Team5Michael Woods (Can) Ef Education First0:00:346Jack Haig (Aus) Mitchelton-Scott7Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma8Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:00:509Pierre Latour (Fra) Ag2r la Mondiale10Rudy Molard (Fra) Groupama-Fdj Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Il Lombardia - Antevisão do último monumento do ano É já amanhã que irá decorrer o derradeiro monumento da temporada, a Lombardia é a última clássica do ano e podemos ver na Eurosport. Depois da Milão – San Remo, vencida este ano por Julian Alaphilippe, Tour de Flandres, por Alberto Betiol, Paris – Roubaix por Philippe Gilbert e da Liège-Bastogne-Liège, onde foi Jakob Fuglsang o vencedor, que ciclista se poderá juntar a este lote de vencedores dos monumentos? Alejandro Valverde vem de dois pódios nas clássicas Milan-Torino e Gran Premio Bruno Beghelli. Na verdade pode ser algum dos que já venceram este ano, como Philippe Gilbert que já venceu esta corrida duas vezes (2009 e 2010), e que após início de temporada forte com a vitória no Paris-Roubaix surgiu novamente em grande forma no final da temporada com duas vitórias de etapa na Vuelta. Philippe Gilbert já venceu o Paris-Roubaix este ano, algo que também já fez na Lombardia em 2009 e 2010. Também Fuglsang está a bom nível nesta fase da temporada, mas existem outros pretendentes em forma e com essa ambição como Egan Bernal (vencedor do Tour 2019), Primoz Roglic (vencedor da Vuelta 2019), Adam Yates, Alejandro Valverde, Vicenzo Nibali, Miguel Angel López ou Michael Woods. Egan Bernal não quer ficar só com o Tour em 2019 e preparou-se para a Lombardia. Os fura planos Além dos favoritos, estão presentes nomes também de primeira linha do ciclismo mundial que apesar de não estarem em destaque nesta fase podem estragar os planos a muita gente, como Enric Mas, Bob Jungels, Fausto Masnada, David Gaudu ou Sergio Higuita. David Gaudu mostrou grande nível na Milan-Torino, há uma semana. A corrida Por se realizar no outono, é também conhecida como a “Clássica das Folhas Caídas”. A primeira edição da Volta à Lombardia data de 1905 convertendo-a numa das mais antigas corridas do mundo.  O italiano Fausto Coppi é o ciclista com maior número de títulos, com um total de cinco (1946 a 1949, 1954), seguido de Alfredo Binda (também italiano) com quatro (1925 a 1927, 1931). Fausto Coppi São 243 quilómetros com partida em Bergamo e chegada ao Lago Como. A prova é considerada por muitos como uma clássica para trepadores, uma vez que favorece as características deste tipo de ciclistas. Madonna del Ghisallo, a subida icónica da Lombardia A subida a "Madonna del Ghisallo", nos últimos quilómetros antes da meta, é uma das mais famosas da corrida. Destaque ainda para a dura subida ao "Muro di Sormano". Os Portugueses Rui Costa e José Gonçalves na lista de inscritos da prova, o melhor resultado de um português foi precisamente de Rui Costa em 2013 quando terminou no terceiro lugar do pódio. Rui Costa vem de um excelente 10.º lugar no mundial e já fez pódio em 2013 na Lombardia. A não perder, amanhã sábado 12 de Outubro, no Eurosport 1 ou no Eurosport Player, a partir das 13:20, com comentários Paulo Martins, Olivier Bonamici e Gonçalo Moreira. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Novas Canyon LUX e Exceed 2020 disponíveis Características à parte, é incontornável que uma das bicicletas de montanha que mais marcou o ano de 2019 foi a Canyon LUX. As vitórias dão sempre destaque a qualquer marca, a LUX foi (e será em 2020) a bicicleta utilizada por Mathieu van der Poel e Pauline Ferrand Prevot, campeões da Europa e do Mundo respectivamente. Mathieu van der PoelPauline Ferrand Prevot Nós fomos os primeiros em Portugal a testar o modelo, teste que podes ver aqui. Teste à Canyon Lux feito em Outubro de 2018 Devido ao sucesso, a grande procura procura do modelo fez com que houvesse ruptura de stock na passada temporada, algo pelo que os responsáveis da marca pediram desculpa. "Queremos pedir desculpas a todos aqueles ciclistas que estiveram afectados pela falta de stock a passada época. A Lux foi um grande sucesso de vendas sem precedente na Canyon. Nesta nova temporada que começa, temos a ilusão e toda a energia num só objectivo: oferecer cada dia uma melhor experiência com a nossa marca".   Isabel del Castillo. Responsável de Marketing Canyon Ibéria A Lux CF foi renovada na temporada 2019 e os modelos 2020 estão actualizados com novos componentes. As Lux CF SL continuam a vir com 110 mm de curso frontal, mas muitos modelos têm novos componentes, como o novo grupo Shimano XT de 12 velocidades e a nova forqueta RockShox SID Select. Já os modelos CF SLX, têm 100 mm de curso frontal e traseiro, modelos mais racing. A 9.0 Team é a bicicleta escolhida para competir na equipa Corendun-Circus de Mathieu van der Poel. Em relação à tecnologia, a Lux CF SLX 9.0 Race Ltd é a líder com o seu grupo de ponta SRAM XX1 Eagle AXS. A gama 2020 da Lux CF inclui sete modelos, alguns específicos para mulheres, e um quadro. Os preços estão entre os 2899 e os 6999 €, a bicicleta mais leve pesa 10,1 kg. A bicicleta de montanha rígida da marca alemã, a Exceed 2020 inclui nove modelos, dois deles específicos para mulher (WMN). Destaque para o facto de equipar rodas de carbono Reynolds a um preço de só 2699€, a Exceed CF SL 7.0 é um símbolo da Canyon: alto desempenho a preço acessível. O modelo topo de gama da época 2020 é a Exceed CF SLX Race Ltd com mudanças electrónicas SRAM XX1 Eagle AXS. Os preços vão dos 1699€ aos 5999€ e o peso da mais leve é de 8,9 kg's. Todos os modelos Lux CF e Exceed CF estarão prontos para ser expedidos do 10 de Outubro (hoje) no site da marca: Canyon.com Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Michael Woods vence Milan-Torino Decorreu hoje a Milan-Torino, onde o canadense Michael Woods carimbou a quarta vitória da sua carreira, segunda da temporada. A Ineos e Education First (EF1) impediram ataques nos últimos quilómetros (sendo que Ineos trabalhou mais), mas a equipa de Woods preparou bem a colocação na subida determinante da corrida. O ciclista da EF1 atacou a praticamente 4 quilómetros do fim e foi ficando na frente eliminando os adversários que o acompanhavam, sendo que David Gaudu, Adam Yates, Egan Bernal e Alejandro Valverde foram os que mais luta foram dando. Nos últimos 400 metros, Woods colocou todos os Watts que tinha guardados e só Valverde conseguiu ir com ele, sem no entanto conseguir roubar a vitória ao ciclista da EF1. Vitória meritória para Michael Woods e para a Education First (futura equipa de Rúben Guerreiro. TOP 10 da prova 1Michael Woods (Can) EF Education First4:03:482Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team3Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:00:054Tiesj Benoot (Bel) Lotto Soudal0:00:105David Gaudu (Fra) Groupama-FDJ6Egan Bernal (Col) Team Ineos7Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:00:238Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:00:339Kevin Rivera Serrano (CRc) Androni Giocattoli-Sidermec10Enric Mas (Spa) Deceuninck-QuickStep0:00:38 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Estrada - Como são os diferentes escalões e equipas do ciclismo mundial? Explicamos-te como são organizados os diferentes escalões do ciclismo (equipas e corridas), embora algumas coisas mudem em 2020 (desde a designação das divisões do ciclismo mundial, ás equipas, entre outras coisas). As divisões e estatuto das diferentes corridas Existem 3 divisões ou escalões do ciclismo internacional, sendo o calendário UCI composto pelas seguintes divisões (denominação a partir de 2020): UCI WorldTour, UCI ProSeries e UCI Continental Circuits. A partir de 2020, também será introduzida a UCI Classics Series na UCI WorldTour. Não haverá alterações nos cinco circuitos continentais da UCI existentes. Em resumo Os 3 tipos de equipas existentes Assim como o calendário internacional da UCI, também as equipas são separadas em três divisões (com nova denominação a a partir de 2020). "UCI WorldTeams" (equipas world tour), "UCI ProTeams" (actualmente conhecidas como equipas Profissional Continental) e "Continental Teams" (equipas continentais). 18 equipas têm uma licença "UCI WorldTeam" concedida por um período de três anos após uma avaliação completa de todas as equipas candidatas (e não apenas das equipas que já possuem uma licença) de acordo com critérios éticos, administrativos, financeiros e organizacionais. As equipas têm que cumprir esses critérios todos os anos. O critério desportivo é avaliado ao final de um período de três anos. As equipas "UCI WorldTeam" têm 27 a 30 ciclistas profissionais. As equipas "UCI ProTeam" (20 a 30 profissionais) e as "UCI Continental" (10 a 16 profissionais). Em resumo A participação nas grandes voltas ou corridas World Tour Que tipos de equipas participam nas corridas "UCI WorldTour"? (as que habitualmente vemos na televisão). 22 equipas com 8 ciclistas participam nas grandes voltas da seguinte forma: As 18 equipas de estatuto "UCI WorldTeam" participam directamente, depois, as 2 principais "UCI ProTeam" são convidadas (de acordo com o Ranking Mundial da UCI da temporada anterior), sendo que convites recusados ​​são redistribuídos pelos organizadores, que podem convidar mais equipas para substituir estas vagas. As 2 outras equipas de estatuto "UCI ProTeam" são convidadas pelos organizadores. Em resumo Existe ainda a organização e critérios de participação nas corridas dos escalões inferiores ao UCI World Tour ( UCI ProSeries e UCI Continental Circuits), que poderás encontrar no site da UCI. Neste artigo resumimos a parte mais acompanhada habitualmente, esperamos que te tenhas gostado. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: UCI (União Ciclista Internacional). Por: Luís Beltrão ### A nova Trek Madone SLR de Mads Pedersen Após a vitória e consagração nos campeonatos do mundo em Yorkshire, Mads Pedersen mostrou a sua nova Trek Madone pela primeira vez no Tour de l'Eurométropole. Além de luzir o seu novo Jersey, o ciclista dinamarquês ainda mostrou a sua nova Trek Madone SLR personalizada e a combinar com o título. As cores do arco-íris no tubo superior dão maior realce e tem pormenores como as palavras "Tudo ou nada" inscritas no tubo inferior, recordando a forma como Mads correu no dia em que conseguiu o título de Campeão do Mundo. Quando o dinamarquês cruzou a linha de meta no Campeonato do Mundo domingo passado, os gritos e aplausos da equipa Trek-Segafredo ouviram-se em todo o mundo. Ter um Campeão do Mundo é um impulso de Marketing para qualquer marca. Para alguns, as comemorações foram seguidas de muito trabalho, pois a primeira corrida de Mads após a vitória, seria uma semana depois e era necessário trabalhar rápido. Assim que Mads cruzou a linha de chegada, comecei a puxar os cordéis internamente no quartel-general da Trek, em Waterloo. Disse Matt Shriver, diretor técnico da Trek-Segafredo. O responsável e director criativo desta obra de arte foi Brian Lindstrom. "Na segunda-feira de manhã, houve uma rápida reunião para decidir que tipo de bicicleta e detalhes únicos queríamos para o nosso primeiro campeão do mundo elite", continuou Shriver Na terça-feira à tarde, a Madone tinha o seu novo esquema de pintura de arco-íris com os logotipos da equipe Trek-Segafredo e alguns toques exclusivos - "Tudo ou nada" e "Underdog" evidentes no tubo, palavras que descreviam a vitória de Mads. “Depois, voltei à Trek Race Shop para as verificações finais e de seguida, tudo foi enviado para a Bélgica para a chegada ao serviço às 14:00 de quinta-feira. Foi construído às 18:00 ”, explicou Shriver. Mads Pedersen parece ainda não acreditar em tudo o que está a ver, mas é real e merecido pois fez uma corrida perfeita. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: TREK Bikes Fotografia: JoostVH Photography - Trek Bikes ### Rui Costa renova com a UAE por 2 anos. Aos 32 anos, Rui Costa renovou contrato com a sua equipa UAE-Emirates. Tanto atleta como equipa partilharam o acordo para os próximos 2 anos nas redes sociais. A equipa realçou que o atleta português tem capacidade para competir tanto em provas de curta distância como em clássicas. Rui Costa, iniciou a sua carreira profissional no Benfica (2007 e 2008), depois fez parte da Caisse d'Epargne (2009 e 2010), da Movistar (de 2011 a 2013), da Lampre-Merida ( 2014-2016) e está na UAE desde 2017. O ciclista português conta com um palmarés de grande nível, do qual se destaca o campeonato do mundo em 2013, três Voltas à Suíça (2012, 2013 e 2014) e três etapas no Tour de França (2011 e 2013). O Campeonato do Mundo em 2013 foi o ponto alto da carreira de Rui Costa. No passado domingo, Rui Costa voltou a ser o melhor português nos Mundiais de fundo ao terminar em 10.º lugar, sendo este o seu 4.º TOP 10 em Campeonatos do Mundo. "Uma das prioridades para o meu futuro como ciclista era continuar nesta equipa. Quero agradecer à UAE-Emirates por me ter dado oportunidade de continuar a trabalhar para atingir os meus objetivos. É muito bom ter a confiança da equipa", disse Rui Costa, em declarações à assessoria de comunicação da equipa. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Record ### Rúben Guerreiro na Education First Pro Cycling O jovem ciclista português Rúben Guerreiro irá correr na equipa Education First Pro Cycling (EF 1). Sabemos de fonte segura que a contratação está efectivada e o anúncio por parte da equipa americana deverá ser feito nos próximos dias. Com o fim da equipa Katusha e depois de ter feito resultados de grande nível ao longo da temporada, nomeadamente na Volta a Espanha, onde terminou 17.º na classificação geral, esteve na luta por várias etapas e ainda terminou em 5.º na classificação da juventude, várias equipas tentaram contratar o jovem português. A escolha final, de entre várias propostas, foi para a equipa norte-americana que durante o ano de 2019 obteve 15 vitórias no total. Na EF 1 figuram ciclistas como Rigoberto Úran, Tejay Van Garderen, Sep Vanmarcke, Alberto Bettiol, Simon Clarke, Taylor Phinney, Michael Woods ou a sua mais recente estrela Sergio Higuita, entre outros. A bicicleta da equipa Education First De momento não podemos adiantar mais, a não ser a receita dos "Rice Cakes" que os ciclistas da EF 1 usam durante as etapas. Esperamos que gostem. https://www.youtube.com/watch?v=uaeClBp2_Q8 As nossas notícias têm sempre um bocadinho mais de "sumo", neste caso arroz, certo? Boa sorte Rúben. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Gostas de ciclismo? Vê o que vai passar na Eurosport em Outubro. Canal dedica mais de 20 horas em directo de seis corridas em quatro países. Apesar das ‘Três Grandes Voltas’ (Giro, Tour e Vuelta) já terem acabado, o Eurosport continua a mostrar aos fãs de ciclismo algumas das principais provas do calendário, numa altura em que a época se aproxima do fim. 1 a 6 de Outubro As tardes do Eurosport 1 são dedicadas à Volta à Croácia, entre as 14:00 e as 16:00 vê em directo de toda a ação desta corrida que atravessa algumas das paisagens mais bonitas deste país dos Balcãs. 5 de Outubro Já no próximo fim-de-semana, podes ver cinco clássicas de grande qualidade. No sábado dia 5 de outubro, a tarde do Eurosport 1 (14:30) é dedicada ao Eurometróple Tour ou Volta à Eurometrópole, uma clássica belga de longa tradição cumprindo este ano a sua 79.ª edição. O Eurometróple Tour é a primeira de três corridas que se realizam em solo belga num espaço de quatro dias. Seguem-se as clássicas Famenne Ardenne Classic e a Binch-Chimay-Binche.  No ano passado, o triunfo coube ao neozelandês Daniel McLay (Fortuneo-Oscaro). No Eurosport 2, praticamente à mesma hora (14:00), vai para a estrada o Giro dell’Emilia ou Volta à Emilia, uma prova de ciclismo de estrada de um dia que se realiza todos os anos na região de Emilia-Romagna, em Itália. É considerada uma das mais importantes clássicas europeias do calendário da UCI. A primeira edição remonta a 1909 e integra o Circuito Europeu desde 2005. A meta do Giro dell’Emilia situa-se em San Luca, localidade com uma dura subida que os ciclistas têm de enfrentar, após percorrerem um circuito na cidade de Bolonha e um total de mais de 200km pela região. No ano passado, o triunfo coube ao italiano Alessandro De Marchi (BMC Racing). 6 de Outubro Um domingo em que podem "encher a barriga" de ciclismo, depois do almoço apoderem-se da TV e do comando. Vão poder ver três clássicas de seguida em directo no Eurosport 1: a Fammenne Ardenne Classic, a Volta a Vendée e o Gran Premio Bruno Beghelli. A partir das 14:00, acompanhe as duas últimas horas da Fammenne Ardenne Classic, uma das mais recentes clássicas de ciclismo belga criada apenas em 2017. Depois pelas 17:00, a 48.ª edição da Volta a Vendée, uma emocionante clássica de grande tradição que faz parte da Taça de França. Ao final do dia, a partir das 18:00 veja a última hora de corrida da 24.ª edição do Gran Premio Bruno Beghelli. Esta clássica que faz calendário da Taça de Itália de ciclismo realiza-se anualmente na cidade de Monteveglio, perto de Bolonha, uma corrida com perto de 200 km. ### Novidades 2020 - Lazer Genesis, o mais leve de sempre da marca belga A Lazer lançou o seu capacete mais leve de sempre, um capacete com só 189 gr's., ou seja, menos 1 gr. que o outro capacete da marca, o Lazer Z1. Lazer Genesis O Novo Lazer Genesis parece ser um capacete que em termos de estética e desempenho se situa entre o Century e o Z1, é como se pegassem no Century e o colocassem ao nível do Z1. Lazer GenesisLazer Z1 Este capacete com construção de espuma EPS, formada em redor de 22 grandes entradas de ar possui uma engenhosa canalização do ar, assegurando ventilação e maior frescura nos dias mais quentes. Lazer Genesis Lazer Genesis Como pouparam peso? Pormenores como as almofadas de “dia de corrida” serem um pouco mais finas que as almofadas de “conforto” também incluídas, ou um disco de ajuste simplificado denominado "Advanced Rollsys System®" patenteado da Lazer são dois pontos chave na poupança de peso. Lazer Genesis O disco de ajuste assegura um fácil ajuste de 360 ​° ao redor da cabeça para ajudar a prender o capacete sem pontos de pressão distintos. O peso reivindicado pela marca é para um capacete de tamanho pequeno. Os clientes que optarem por um modelo "MIPS" provavelmente terão de contar com mais 5 a 10gr's. Para os dias mais frios ou de chuva, o capacete tem o "Aeroshell" patenteado que transforma o Lazer Genesis para num capacete aerodinâmico, e ainda leve. Lazer Genesis com Aeroshell A sua estreia foi feita nos Campeonatos do Mundo em Yorkshire, mas várias equipas World Tour irão usá-lo em 2020, como é o caso da Jumbo Visma, Team Sunweb e Corendon-Circus. Lazer Genesis personalizado de Mathieu van der Poel exposto na Eurobike. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Ciclocrosse - Começou a Taça do Mundo 2019/2020 Começou mais uma época de Ciclocrosse e como é habitual desde o início do nosso site, fazemos o resumo de todas as corridas da Taça do Mundo, troféu super prestige, Campeonato do Mundo, Taça de Portugal e Camponato Nacional. Duas das estrelas do Ciclocrosse mundial (falamos de Mathieu van der Poel e Wout van Aert) estão agora envolvidos em diferentes projectos, pelo que não irão disputar a totalidade das provas. No caso de Wout van Aert ainda se encontra em recuperação da lesão contraida na queda do Tour de França 2019, enquanto Mathieu van der Poel terá um período de recuperação após o mundial de estrada. 1.ª prova da taça do mundo - Iowa City A primeira prova já disputou no dia 14 de Setembro, nos EUA em Iowa City na qual o detentor do título Toon Aerts desde cedo se colocou na frente da corrida, mas foi surpreendido pelo ataque de Eli Iserbyt na 7.ª volta. Eli Iserbyt venceu a sua primeira prova numa taça do mundo, relegando para o segundo posto Toon Aerts, ficando no terceiro posto o também belga Daan Soete. Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=jPJnZIkHVNo&list=PL7NFlV830crNLrY-8LsHhx32ciKT88_7P&index=4&t=0s TOP 10 da prova 2.ª prova da Taça do Mundo - Waterloo, EUA Na segunda prova em Waterloo, Eli Iserbyt confirmou que a primeira vitória não foi um acaso, que está em forma e para lutar pela Taça do Mundo O atleta belga conseguiu mais uma vitória, deixando mais uma vez o campeão belga e vencedor da anterior edição da taça do mundo, Toon Aerts, no segundo posto. Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=7W0BYITA3bk TOP 10 da prova Toda a temporada internacional e nacional do ciclocrosse é aqui no MARRETAMAN. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Notícias - Israel Cycling compra Katusha. Euskadi Murias acaba Israel Cycling Academy compra licença da Katusha Depois do anúncio no decorrer deste ano, de que a equipa Katusha iria desaparecer, sabe-se que a equipa profissional continental Israel Cycling Academy irá comprar a licença World Tour da equipa para 2020. O que irá acontecer não é uma fusão das equipas, mas sim uma compra por parte da Israel Cycling Academy, que irá ficar com o que lhe interessa nessa compra, além da licença World Tour, alguns recursos humanos, logística, etc. De acordo com a imprensa internacional, sabe-se que irão ficar alguns ciclistas, mas não todos, visto a Israel Cycling Academy ter contrato com ciclistas que pertencem à equipa actualmente, e ter contratações com novos ciclistas como é o caso do irlandês Daniel Martin. O anúncio oficial deste negócio está por dias. Euskady Murias acaba por falta de patrocinador A equipa espanhola do escalão profissional continental emitiu um comunicado oficial, onde explica que pelo facto do seu patrocinador principal abandonar o projecto e por não ter encontrado alternativa ao mesmo, põe fim ao projecto. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Mads Pedersen Campeão do Mundo 2019 À semelhança do que aconteceu durante toda a semana, a prova de fundo do Campeonato do Mundo de Elites foi marcada pelas péssimas condições atmosféricas. Como se a dureza do percurso e da quilometragem não bastassem, a chuva e o vento tornaram a prova ainda mais dura. Como podes ver no vídeo abaixo, em vez de uma prova de ciclismo de estrada, poderia muito bem ser uma prova de mergulho. https://twitter.com/BELCyclingTeam/status/1178257003535319041 Prova dura mas não para todos, o público compareceu em grande número, e aqui entre o público a dureza era aparentemente outra, como se pode constatar pelo vídeo. https://twitter.com/BasTietema/status/1178272857064951810 Os momentos determinantes A 48 Quilómetros do final, Mads Pedersen sai do pelotão e faz a ligação com a fuga onde seguia Stefan King. Gianni Moscon e Mike Teunissen viriam a fazer a ligação e até novas movimentações estes ciclistas estiveram sempre a 20/ 30 segundos do pelotão. O momento em que Mads Pedersen saiu do pelotão, a 48 km's do fim. A 32 quilómetros do final, com um grupo de 4 fugitivos na frente, quem senão, Mathieu van der Poel sai do pelotão e só Matteo Trentin vai com ele. A 13 quilómetros do fim, depois de ter trabalhado na fuga e colocado o pelotão a uma diferença de 51 segundos, momento marcante deste mundial 2019, Mathieu van der Poel abre para o lado e não consegue ir na roda dos companheiros de fuga. O Homem da marreta aparece ao jovem prodígio holandês. Marretada monumental para Mathieu van der Poel, afinal ele é humano. Na recta final, quando Matteo Trentin (um dos favoritos) pensava que tinha o título no bolso, até porque demonstrava maior frescura física que os seus adversários, mas o jovem dinamarquês Mads Pedersen, que quase tinha ficado para trás momentos antes, teve uma ponta final muito mais forte e assim sagrou-se Campeão do Mundo 2019. Mads Pedersen sofreu para chegar na disputa da corrida na recta final. O pódio final ficou assim com Mads Pedersen no lugar mais alto, seguido de Matteo Trentin e Stefan Kung. Os portugueses Rui Costa foi o único português a conseguir terminar a prova, aliás só 46 ciclistas terminaram a prova. O português terminou num esplêndido TOP 10. Rui Costa esteve sempre bem colocado entre os favoritos. Era o principal objectivo da selecção nacional e foi cumprido, numa corrida muito dura, Rui Costa voltou a fazer TOP num mundial onde muitos desistiram e muitos não aguentaram ficar no grupo dos melhores. Fica tão bem a nossa bandeira no TOP 10 do mundial 2019. Quem é Mads Pedersen? Não é obviamente um desconhecido, mas também não era favorito. Alguns de vocês já o conhecem certamente, outros não. Relembramos como se tinha destacado até hoje o novo Campeão do Mundo. Corria o ano de 2013 e dois dos protagonistas da corrida de hoje fizeram primeiro e segundo nos campeonatos do mundo de estrada juniores desse ano. Mathieu van der Poel foi Campeão do Mundo e Mads Pedersen medalha de prata. Pódio do campeonato do mundo de juniores 2013 em Itália. Mads Pedersen subiu à categoria World Tour em 2017, quando a Trek-Segafredo o contratou à equipa profissional continental Stölting Service Group. Mads Pedersen chegou ao World Tour em 2017 na TREK-Segafredo, equipa onde se mantém. Além de outros resultados de destaque, o jovem dinamarquês deu nas vistas em 2018 no Tour de Flanders, quando foi o único a conseguir resistir ao ataque de Niki Tersptra, finalizando o holandês em primeiro e o jovem Pedersen em segundo. O segundo posto no Tour de Flanders 2018 valeu-lhe desde logo a renovação com a Trek-Segafredo. Classificações completas aqui. Tivemos um ano 2019 cheio de jovens revelações no ciclismo, que nos garantem espectáculo no futuro. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Eurobike - As novidades 2020 nas bicicletas de montanha (parte 2). Tal como escrevemos na "Parte 1" deste artigo (link no final), apesar de uma parte das marcas de maior referência não terem marcado presença na Eurobike, houve novidades interessantes a assinalar. Bianchi A marca italiana aproveitou a feira mundial de Friedrichshafen para apresentar a sua nova máquina de enduro eléctrica. O nome condiz com o design, é a E-SUV. Bianchi E-SUV Integração e design foram os principais aspectos em que os engenheiros da marca se debruçaram para o desenvolvimento da E-SUV. Bianchi E-SUV Motor e bateria integrados, guiador integrado e luzes integradas à frente e atrás. Existem 3 versões, em todas elas o motor escolhido é um Shimano E8000. O modelo topo de gama estará disponível com transmissão Shimano XTR 12, o modelo mais baixo com SRAM Eagle GX 12. Bianchi E-SUV Ficamos a pensar para que servem as luzes (traseiras pelo menos) numa bicicleta de Enduro, mas se é uma "SUV", então no mínimo ficam bem. Bianchi Methanol CV FS Além da novidade eléctrica a Bianchi tinha os conhecidos modelos de Cross-country, a Methanol CV FS e RS. Bianchi Methanol CV RS Bianchi Methanol CV RS Moustache A Moustache, é uma marca francesa de bicicletas eléctricas. Talvez pelo "bigode" (moustache) que Julien Absalon dava aos seus adversários, a marca resolveu patrocinar o atleta francês, e foi por este patrocínio que ficou mais conhecida nos últimos anos. Rotwild Na Eurobike nota-se uma grande predominância de bicicletas eléctricas, inclusive marcas com bicicletas eléctricas e não eléctricas no seu catálogo, só tinham expostas as eléctricas, como é o caso da Rotwild Rotwild RC 750 Pormenor interessante da integração do motor e bateria na RC 750 (já nem parece que escrevemos sobre bicicletas, mas sim sobre motos, "uma sete e meio" neste caso). Bulls A marca de bicicletas que ficou mundialmente conhecida, principalmente pelo seu patrocínio e participação desde há anos na prova de BTT por etapas mais mediática do planeta, o Cape Epic. Nova Bulls Wild Edge Team 2020 O modelo de cross-country de suspensão total topo de gama da marca foi completamente renovado para 2020, mas continua com um preço bastante interessante, €5.499,00 para uma bicicleta com rodas de carbono DT Swiss, full Shimano XTR 12V, suspensão e amortecedor FOX topo de gama. Nova Bulls Wild Edge Team 2020 Novo modelo de Enduro da Bulls, a Wild Creed RS. Destaca-se o pormenor do espaço no quadro, reservado ao bidom. Bulls Wild Creed RS Também novidade para 2020 na Bulls é a Adventure EVO AM, uma bicicleta eléctrica que nos pareceu ter duas baterias. Bulls Adventure EVO AM Ducati Não havia um stand da Ducati, mas a bicicleta da marca estava exposta. Na nossa opinião a Ducati não dedicou muito do seu orçamento ao projecto da sua E-Bike. Ducati Mig-RR Ao contrário das motos, o design desta "Mig-RR" deixa muito a desejar quando falamos de uma marca como a Ducati (foi a forma mais simpática que arranjámos para dizer que é feia mesmo). Kona Entre outros modelos expostos, a Kona dava destaque à sua máquina de DH, a Operator. Kona Operator Curiosamente o modelo exposto não era o de 2020, com novas cores e uns pneus diferentes de origem, de resto a bicicleta mantém-se igual. Kona Operator Corratec Como marca alemã que é, a Corratec marcou forte presença na Eurobike. Um dos modelos em destaque, a Corratec Revolution iLink 29 SL. Corratec Revolution iLink 29 SL Nos dias de hoje qualquer que seja a disciplina onde se obtenha vitórias na taça do mundo serve para fazer Marketing. Corratec Revolution iLink 29 SL Embora a disciplina XCE (Cross-country eliminator) não tenha o mediatismo do XCO ou XCM, a Corratec da atleta alemã Marion Fromberger luzia o dorsal 1 e estava em destaque no stand da marca. DMR A marca de componentes DMR apresentou a sua nova bicicleta de Dirt Jump, a DMR Sect. DMR Sect A Sect usa a mesma geometria lendária do quadro DMR Sect, com uma traseira super curta para facilitar as manobras e ângulo de 69.º para maior estabilidade nas recepções. DMR Sect Superior Bikes (SUP) A suspensão total XF 979 RC e a rígida XP Team mantém-se na linha tradicional de cores da marca. Superior XF 979 RC Superior XP Team Pivot A Firebird 29 com as cores 2020, uma bicicleta de Enduro com 170mm. de curso que dará certamente para algumas pistas de DH, assim haja "Kit de unhas". Pivot Firebird 29 A Firebird com grupo SRAM X0 em exposição tem o preço de €7.799,00, mas existe a versão Team XX1 AXS que vai aos €11.430,00 Pivot Firebird 29 A grande novidade da Pivot para 2020 é a nova máquina de DH, a nova Pivot Phoenix. Pivot Phoenix 29 A nova bicicleta de DH da Pivot te roda 29, acompanhando as últimas tendências da taça do mundo, com uma construção de quadro muito mais simples que a sua antecessora. Polygron Quando em 2017 surgiu a "XQUARONE", este modelo definiu uma nova linha para as bicicletas da marca, tornando-se uma referência. Polygon Xquadrone Em aposta vencedora não se mexe, o modelo é uma imagem da marca e por enquanto a Xquadrone mantém-se igual. Arc 8 A marca nasceu e foi apresentada precisamente na Eurobike 2018, este ano voltou a marcar presença. Arc 8 Evolve De entre os seus 3 modelos de montanha, destacamos a Evolve, uma bicicleta de XC rígida que apresenta um quadro com pormenores de construção muito interessantes e um ângulo de testa de quadro de 68.º Arc 8 Evolve Parte 1 das novidades 2020 das bicicletas de Montanha, aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco ### Vídeo - Eurobike 2019 - Novos travões Magura, transmissão Pinion, Bikepacking Na Eurobike 2019 vimos os novos travões Magura com com espirais internas. Pinion, um sistema de transmissão interno compatível com bicicletas de montanha, gravel, urbanas. Novidades de equipamento ligadas à forma de colocar ferramenta no espaço disponível da bicicleta, novas formas de colocar acessórios na bicicleta e de transportar bagagem. Neste vídeo mostramos algumas dessas novidades. https://www.youtube.com/watch?v=Ayzt91NbzI0&t= ### Vídeo - Zwift para bicicletas de Montanha. Novidade Zwift 2020, aplicação com circuitos de BTT, e além de assimilar o movimento dos pedais, também assimila os movimentos do guiador. https://www.youtube.com/watch?v=hEWFmSshiL0&t= ### Nelson Oliveira novamente TOP 10 no Mundial de contra-relógio Nelson Oliveira entre os 10 melhores do mundo, enquanto o australiano Rohan Dennis "renasceu das cinzas" após ausência prolongada da competição, para ser pela segunda vez consecutiva Campeão do Mundo de contra-relógio. Rohan Dennis Nelson Oliveira confirmou também ser um dos melhores contra-relogistas internacionais, terminando no oitavo posto. O ciclista português terminou os 54 quilómetros em 1h07m15s, mais 2’09’’80 do que o vencedor. O segundo classificado foi o jovem belga Remco Evenpoel, que junta ao seu título europeu da especialidade, o de vice-campeão do mundo, isto com só 19 anos de idade. O italiano Filippo Ganna fechou o pódio a 1’55’’00 da medalha de ouro. É o quarto top 10 do português em Mundiais de contra- relógio. Antes da oitava posição de hoje, Nelson Oliveira foi quinto em 2018, quarto em 2017 e sétimo em 2014. De todas essas ocasiões, só em 2017 ficou mais perto do pódio. Então faltaram-lhe sete segundos para a medalha de bronze, hoje foram 14. “Na parte inicial era preciso controlar bem para ter forças suficientes para a parte final. Dei o meu máximo e mais não podia fazer. Se calhar alguns portugueses estavam à espera de um resultado melhor, mas por vezes o resultado está mais perto do pódio do que parece. Foram apenas 14 segundos, o que revela bem a qualidade e a competitividade dos corredores presentes, tendo em conta uma diferença tão curta para um contra-relógio tão longo” Disse Nelson Oliveira. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Eurobike 2019 - As marcas e empresas portuguesas presentes. A Eurobike é a maior feira de bicicletas e ciclismo em todo o mundo, onde toda a industria mundial do sector está presente. Além das marcas apresentarem as suas últimas novidades, fabricantes de bicicletas e componentes marcam presença no certame com o objectivo expandir o seu negócio, fazer novos clientes em novos mercados. Em resumo, é uma feira com grande presença e protagonismo internacional, na qual a indústria portuguesa ligada ao sector também tem apostado bastante nos últimos anos. Muitas empresas Portuguesas marcaram presença na Eurobike através da Abimota (Associação Nacional dos Industriais de Bicicletas, Ciclomotores, Motociclos e Acessórios em Portugal) que tem impulsionado nos últimos anos o "Portugal Bike Value." O Portugal Bike Value é um projecto que visa apresentar o potencial do território nacional para localização de indústrias, pela integração com centros tecnológicos, universidades e autoridades locais, bem como demonstrar a capacidade das empresas que produzem em Portugal de fornecer os mercados externos. Pelo terceiro ano consecutivo, o espaço Portugal Bike Value reuniu empresas portuguesas, que este ano foram a Esmaltina; Goldnutrition; Incycles; Interbike; Jasil; Miranda & Irmão; ND Tuned; Polipromotion; Polisport; Prototype; Rodi; Sangal; Tabor e Unibike. Mostramos-te um pouco do que fazemos por cá. Esmaltina A famosa marca portuguesa (provavelmente alguns de vocês tiveram uma Esmaltina) que fabrica bicicletas desde 1970, continua viva e bem viva. De acordo com a marca, a Esmaltina já produziu mais de 3 milhões de bicicletas para os seus Clientes na Europa, África e América do Sul. Interbike A Interbike é uma fábrica de bicicletas portuguesa localizada em Aveiro, que actualmente fabrica marcas como por exemplo a Coluer. Jasil A Jasil é uma empresa metalomecânica portuguesa cuja principal actividade é a produção de peças e acessórios para motos e scooters, mas também acessórios de bicicletas. A imagem exemplifica todo o tipo de acessórios fabricado pela Jasil. Alguns acessórios fabricados na Jasil. Miranda A Miranda & Irmão, Lda. nasceu em 1940, mas tornou-se empresa registrada em 1950. Com uma história ligada principalmente aos componentes de motociclos, em 2000 a Miranda ampliou a produção de componentes de bicicleta, com maior destaque para os cranks e espigões de selim, afirmando-se no mercado de gama média e alta. Quando passámos na Miranda era a hora de almoço, como sabem hora sagrada para o português, nós próprios resolvemos ir almoçar a seguir. A marca aposta no patrocínio de equipas de Estrada e Bicicleta de Montanha. Vasco Bica, equipa de DH Miranda Factory Team. Equipa Miranda Mortágua - Volta a Portugal 2019. A bicicleta da equipa Miranda Mortágua com o pedaleiro Miranda - Volta ao Algarve 2019. ND Tuned A ND Tuned é uma empresa especializada em todos os tipos de suspensão e amortecedores. A actividade da empresa portuguesa foca-se tanto na assistência técnica como na concepção e produção de produtos com tecnologias exclusivas e patenteadas, para condições extremas em offroad nos segmentos XC, DH, Motocross e Enduro. O conhecido sistema OVR, desenvolvido pela marca, tem como características principais não necessitar de óleo, aligeirando o peso final da suspensão. No final do artigo encontras um vídeo com a explicação mais pormenorizada do que a ND Tuned. É bom ter empresas portuguesas assim. Polipromotion A Polipromotion é uma empresa focada na customização de garrafas desportivas e faz parte do Grupo Polisport. A empresa foi fundada em 2018 e tem como missão o desenvolvimento, produção e customização de garrafas desportivas com a marca de cliente. A marca desenvolve soluções 100% recicláveis. Alguns exemplos dos produtos da Polipromotion. Polisport A Polisport é das marcas portuguesas mais conhecidas de todos nós. O Grupo especializa-se nos acessórios para bicicleta e para motos de off-road, estando já estabelecido como líder de mercado e com uma crescente presença internacional. As cadeiras de bicicleta são um dos produtos mais conhecidos da marca, onde é uma referência. O Grupo Polisport exporta 95% da sua produção, tem actualmente 6 empresas que permitem trabalhar as diversas marcas do seu portefólio e que cobrem, em grande medida, todo o processo produtivo do Grupo. Os capacetes da marca portuguesa ganharam maior notoriedade nos últimos anos, onde têm surgido em equipas profissionais de ciclismo ou atletas de referência como Tiago Ferreira. As empresas do Grupo Polisport são actualmente: a Polisport Plásticos, a Polinter Plásticos, Polisport Molds, a Polipromotion, a Headgy Helmets, e a Polisport Brasil. Ano após ano a Polisport vai alargando o seu lote de produtos. a variada gama de guarda lamas são mais um exemplo do amplo portefólio de produtos Polisport. Prototype A marca de rodas portuguesa foi criada em meados dos anos 90 edesde então vem-se afirmando pouco a pouco no panorama mundial, patrocinando hoje em dia 3 equipas da taça do mundo XCO como a MMR Factory Racing Team, a BH Templo Cafés UCC, ou a Brujula Bike Racing Team. Prototype World Cup, a novidade para bicicletas de montanha da marca portuguesa. As Prototype World Cup já foram usadas na taça do mundo, mas ainda não estavam disponíveis para venda, é uma novidade 2020. Em grande destaque, também as rodas de contra-relógio Prototype Joker. Rodi e Blackjack A Rodi e a Blackjack são outras das marcas de rodas portuguesas de referência e que também marcaram presença na Eurobike. O carbono era a novidade nos produtos Blackjack. Sangal Apesar de ter sido criada há 62 anos, a Sangal decidiu em 2018 concentrar-se no desenvolvimento, produção e / ou montagem de bicicletas eléctricas para o mercado europeu e latino-americano. A fábrica portuguesa está localizada em Aveiro, tem 8.000 metros quadrados disponíveis para a montagem de bicicletas eléctricas, com 2 linhas de montagem. A capacidade máxima total de montagem é de quase 100.000 bicicletas eléctricas por ano. Tabor A origem da Tabor é curiosa. A empresa foi constituída em 1965, após cinco empresas da região de Águeda, que fabricavam selins e operavam no mesmo mercado, perceberem que muitas vezes concorriam entre si e não tiravam partido dos produtos fabricados. Após várias adaptações ao mercado ao longo dos anos, além de se dedicar ao corte de chapa por laser, a Tabor nunca abandonou a produção dos selins em couro de forma artesanal, produto que deu origem à empresa, apesar deste mercado ter passado por um momento de crise. Segundo a marca, verifica-se nos dias de hoje que é um nicho de mercado com procura, nomeadamente nos países nórdicos, pelo facto dos selins serem muito confortáveis e também por estarem em voga as bicicletas urbanas ou "city bikes", normalmente equipadas com um selim mais largo e confortável, onde o peso do produto passa para segundo plano sendo dado previlégio à qualidade, conforto e aspecto mais tradicional.  Gold Nutrition A conhecida marca de nutrição nasceu há 19 anos atrás, pelas mãos do nutricionista Custódio César. Fomos recebidos de forma simpática e acolhedora por Vitor Gamito. Além de Portugal, a a Gold Nutrition tem-se afirmado além fronteiras e tem intenção de ampliar o seu negócio para ainda mais mercados, pelo que também marcou presença na Eurobike 2019. Por fim, deixamos-te o pequeno vídeo da nossa passagem pelo espaço Portugal Bike Value na Eurobike. https://www.youtube.com/watch?v=zakWu5JpSYU&t= Actualmente Portugal é o segundo país da Europa que mais bicicletas exporta e é referenciado como país de destino para a instalação de novas empresas neste sector. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco ### Mundiais 2019 - Azar para Portugal na prova de contra-relógio sub-23 O cenário na prova de contra-relógio sub-23 do Campeonato do Mundo de Estrada, disputada hoje na região inglesa de Yorkshire, foi de terror, onde a chuva torrencial tornou a prova difícil a todos. O português João Almeida foi o 28.º classificado, tendo sido um dos prejudicados, pois o seu desempenho foi comprometido por uma queda na fase inicial da corrida. Foram várias as quedas ao longo da prova, este vídeo espelha bem as dificuldades vividas pelos atletas. A pergunta que muitos fazem é: porque não foi cancelada a prova? https://twitter.com/GosuSM/status/1176445781173256192 Nas imagens do vídeo não é João Almeida, embora pela descrição do atleta português tenha sido parecida a sua queda. “De repente encontrei uma grande altura de água. A bicicleta começou a travar e fui projectado pelo ar, caindo de frente, por cima do guiador”... João Almeida João Almeida ainda registou o quarto melhor tempo no ponto de cronometragem instalado ao quilómetro 14,2, mas a queda teve consequências no material do português, acabando por limitar o seu desempenho. “O ciclocomputador deixou de funcionar. Fiquei sem qualquer dado, velocidade, pulso, potência, distância. Acabei por ter de fazer grande parte da prova condicionado, mas as sensações eram boas.”Disse João Almeida O médico da Equipa Portugal fez uma avaliação preliminar do corredor, não detectando qualquer lesão grave, apenas escoriações. André Carvalho também não se deu bem com o contra-relógio disputado no período da manhã em que a chuva foi mais forte, acabando na 42.ª posição. O dinamarquês Mikel Bjerg, que conquistou o terceiro título mundial consecutivo, com 40’20’’42. Nos restantes lugares do pódio ficaram dois representantes dos Estados Unidos da América, Ian Garrison, que ficou a 26,45s da medalha de ouro, e Brandon McNulty, que gastou mais 27,69s do que o vencedor. Pódio da prova de contra-relógio masculino sub-23 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Por: Luís Beltrão ### Campeonatos do Mundo em Yorkshire - Antevisão Passadas as 3 grandes voltas vem aí o último grande evento do ano, os Campeonatos do Mundo. O local é propício a espectáculo e os candidatos também. Entre 22 e 29 de Setembro serão conhecidos os novos campeões do Mundo das várias categorias, em Yorkshire. Esta será a quarta vez que a Grã-Bretanha acolhe o Mundial, as estradas ondulantes de Yorkshire e as multidões de fãs colocaram o condado no mapa do ciclismo mundial nos últimos anos. O percurso é muito ondulante, com curvas técnicas e uma distância que no caso da corrida de elites masculinos é a segunda maior corrida do ano, com uma distância total de 284 quilómetros, só menos 7 que a Milan-San Remo (que é a mais longa). Candidatos Os campeonatos do Mundo são sempre corridas diferentes, quando olhamos para os candidatos quase nos esquecemos que não são corridas por equipas, mas sim por selecções. É claro que há super ciclistas que fazem a diferença com a sua qualidade e astucia, mas mesmo assim é difícil prever um vencedor, tendo em conta que ainda são alguns os que têm essas características. Olhando para o percurso, a falta de grandes subidas poderia levar-nos a pensar que um sprinter robusto pode ter hipóteses, mas por outro, o ganho de elevação total no final da corrida é elevado o que também pode colocar um escalador entre os favoritos. E os ciclistas de clássicas? Habituados a corridas de um dia, grande quilometragem, elevação misturada com terreno rolante. Definitivamente não existe um favorito, existem vários. O nome do momento, aquele em que toda a gente fala e que oferece a maior expectativa é o de Mathieu van der Poel, que simplesmente foi surpreendente durante toda a temporada, em todos os terrenos! Mathieu van der Poel é um dos mais recentes fenómenos do ciclismo mundial, e já provou que pode juntar o título de estrada aos de Ciclocrosse e Europeu de bicicleta de montanha. No ciclocrosse (campeão do Mundo), na bicicleta de montanha (campeão da Europa) e na estrada, recentemente venceu o Tour of Britain, mas o que está na memória dos seus adversários é a sua impressionante vitória na Amstel Gold Race. Apesar de sua inexperiência e juventude já provou ter resistência em larga quilometragem, tem uma ponta final completamente arrasadora e faz parte de uma selecção muito forte. Peter Sagan encaixa-se perfeitamente nas características do percurso, apesar de um início de temporada decepcionante, voltou quando tinha que voltar, e arrecadou a sua sétima camisola verde no Tour 2019. Por isto e pelo seu passado está entre os principais favoritos, podendo conseguir o seu 4.º campeonato do mundo ( o que seria um recorde ). Apesar de início de época discreto, Peter Sagan surgiu em forma no Tour de França. Julian Alaphilippe é o número 1 do ranking UCI e teve mais uma temporada fantástica, que por enquanto culminou na exibição no Tour de França, não esquecendo o início da temporada onde conquistou a Milan-San Remo, Strade Bianche e Fléche Wallonne, a sigla "super ciclista" encaixa perfeitamente nele também. Julian Alaphilippe está a fazer mais uma época de sonho, que pode culminar num título mundial. E depois temos a selecção da Bélgica, claramente a equipa mais forte da corrida, senão vejamos alguns, Remco Evenepoel, Oliver Naesen, Dylan Teuns, Greg Van Avermaet , e Philippe Gilbert que apesar da idade fez uma Volta Espanha estupenda, terminando com duas vitórias. Philippe Gilbert venceu duas etapas na Volta a Espanha e lidera umas das selecções mais fortes na corrida, a Bélgica. Outros candidatos com vitórias recentes incluem Michael Matthews, Matteo Trentin, ou o campeão de 2018 Alejandro Valverde, que terminou em segundo lugar geral na Volta a Espanha. A forma com que Valverde se apresentou na Volta a Espanha, faz acreditar em novo triunfo. Elites Femininos A prova feminina caracteriza-se por um circuito muito mais curto e menos montanhoso de 149km's. Anna van der Breggen é a actual campeã e mais uma vez uma das principais candidatas ao título. Outra favorita (talvez a principal) é a holandesa Marianne Vos, tri-campeã do mundo, e que está com um registo impressionante de 16 vitórias até agora em 2019. Os Portugueses A Equipa Portugal vai competir com 14 corredores no Campeonato do Mundo de Estrada. O ciclismo nacional terá representantes nas provas masculinas e femininas de elite e de juniores, assim como nas corridas masculinas de sub-23. Os corredores que representarão Portugal na prova de fundo de elite, no dia 29 de setembro, são Domingos Gonçalves (Caja Rural-Seguros RGA), José Gonçalves (Team Katusha Alpecin), Nelson Oliveira (Movistar Team), Rúben Guerreiro (Team Katusha Alpecin), Rui Costa e Rui Oliveira (UAE Team Emirates). Rúben Guerreiro é mais uma vez um dos seleccionados, este ano depois de uma excelente Volta a Espanha. Nelson Oliveira compete também no contra-relógio individual, no dia 25. Nelson Oliveira continua a perseguir o seu (e o nosso) sonho de ser Campeão do Mundo de contra-relógio. Nos sub-23, teremos André Carvalho e João Almeida (Hagens Berman Axeon), Emanuel Duarte (LA Alumínios-LA Sport) e Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos). João Almeida (Hagens Berman Axeon) A prova de fundo está marcada para dia 27 e terá 186,9 quilómetros. Três dias antes, André Carvalho e João Almeida competem também no contra-relógio de 30,3 quilómetros. Os juniores serão André Domingues (Escola de Ciclismo Bruno Neves) e João Carvalho (Bairrada), que competem na prova de fundo de 148,1 quilómetros a disputar no dia 26. As representantes femininas são a sub-23 Maria Martins (Sopela Women’s Team), que competirá na prova de fundo de elite ( em Mundiais não há corridas de sub-23 femininas), e a júnior Daniela Campos (5Quinas/Município de Albufeira/CDASJ). Onde ver: A Eurosport irá transmitir as diferentes provas do Mundial de Yorkshire, estando programada a transmissão integral de todas as corridas com participação da Equipa Portugal. Agenda de Portugal e transmissões televisivas: 23 de Setembro10h10-11h45: CR Juniores Femininas: Harrogate - Harrogate, 13,7 km – Eurosport 1 24 de Setembro10h10-12h30: CR Sub-23: Ripon - Harrogate, 30,3 km – Eurosport 1 25 de Setembro13h10-15h50: CR Elite Masculina: Northallerton - Harrogate, 54 km – Eurosport 1 26 de Setembro12h10-15h50: Prova de Fundo Juniores: Richmond - Harrogate, 148,1 km – Eurosport 1 27 de Setembro8h40-11h20: Prova de Fundo Juniores Femininas: Doncaster - Harrogate, 86 km – Eurosport 114h00-19h10: Prova de Fundo Sub-23: Docaster - Harrogate, 186,9 km – Eurosport 1 28 de Setembro11h40-15h45: Prova de Fundo Elite Feminina: Bradford - Harrogate, 149,4 km – Eurosport 1 29 de Setembro8h40-15h40: Prova de Fundo Elite Masculina: Leeds - Harrogate, 280 km – Eurosport 1 . Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Wout Poels troca Ineos pela Bahrain-Merida O ciclista holandês Wout Poels (Team Ineos) confirmou através das redes sociais, e numa entrevista ao jornal "De Telegraaf" que assinou pela Bahrain Merida para as próximas duas temporadas. Wout Poels no Dauphine 2019 "Estou impaciente por enfrentar este desafio, no qual terei novas possibilidades". Wout Poels O mais importante gregário de Chris Froome nos últimos anos e vencedor de corridas como a Liège-Bastogne-Liège em 2016, será um dos os líderes da equipa juntamente com o espanhol Mikel Landa, a principal e já anunciada contratação da equipa, que viu sair Vincenzo Nibali para a TREK-Segafredo. Wout Poels era nos últimos anos uma principais peças da Sky/Ineos. Estas contratações não acontecem por acaso, Poels e Landa coincidiram na Sky nas temporadas 2016 e 2017, juntamente com o novo director geral da Bahrain-Merida, Ron Ellinworth, que era o director de desempenho da equipa. Wout Poels e Mikel Landa foram companheiros de equipa na Sky em 2016 e 2017. Bahrain Merida em força para 2020. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Eurobike 2019 - Os "aviões" e novidades de Estrada 2020 (parte 2) Fomos provavelmente o único meio português da especialidade a estar presente na Eurobike 2019. Fizemos uma selecção com as novas e mais lindas bicicletas de estrada que vimos por lá. 2020 terá muitas coisas fixes. Em resumo muito curto, a tendência futura que notámos é a personalização na construção de quadros e pinturas, e o regresso a materiais como o Aço, Cromoli e Titânio. Ridley Em grande destaque na Ridley estava a bicicleta com que Victor Campanaerts bateu o recorde da hora em Abril deste ano. É uma Ridley Arena TT de pista feita de propósito para o efeito, com base no modelo de contra-relógio, a Ridley Dean Fast que Campanaerts usa na equipa Lotto-Soudal. Bicicleta que detém actualmente o recorde da hora - Ridley Arena TT Brevemente publicaremos vídeo onde poderás ver pormenores como os extensores feitos com a forma dos antebraços do atleta, o prato enorme de 63 dentes. Vicor Campanaerts percorreu na pista de "Aguascalientes" no México, a distância de 55.089 km's, batendo o anterior recorde de 54.526 de Bradley Wiggins. A Ridley destacava a possível custumização os seus quadros, apresentando alguns de modelos de cor custumizada. O modelo Aero da marca belga, a Ridley Noah Fast com as cores da Bélgica fazia qualquer um dedicar vários minutos a apreciar. Ridley Noah Fast Disc A transmissão Campagnolo Super Record dá um toque especial à bicicleta. A Ridley Helium SLX Disc é o modelo "light", e também se destacava com esta decoração "retro". Ridley Helium SLX No sector Gravel, a Ridley passou a ter duas opções (só tinha a X-Trail, da qual pode ver o nosso teste aqui). A Kanzo Speed, mais estradista. A Kanzo Adventure, uma Gravel que permite montar pneus mais grossos e de geometria mais "off-road". Cipollini A Cipollini apresentou novas cores, dando ênfase ao conhecido modelo Aero, a Cipollini RBK1. Os pormenores da Cipollini RBK1 Cipollini RBK1 Swift Carbon A Swift Carbon é uma marca Sul-Africana mas com forte ligação a Portugal, pois os escritórios da marca são no nosso país (em Gondomar) e as bicicletas são projectadas a partir de cá, por portugueses. A título de curiosidade, Mark Blewett, fundador da marca e antigo ciclista profissional, correu um ano na equipa portuguesa Tróia-Marisco. A marca deu maior destaque ao seu novo modelo, a Swift Racevox. Esta nova bicicleta tem pormenores muito bem conseguidos como o espaço no tubo diagonal para o porta bidom, por forma a melhorar a aerodinâmica. Como não podia deixar de ser, na Eurobike a Swift destacou a vitória de João Rodrigues na Volta a Portugal, com a Ultravox edição W52 Fc Porto. Swift Ultravox edição W52 Fc.Porto - design da decoração feito em Portugal. Swift Neurogen, bicicleta de contra-relógio, também viável para triatlo. Swift Hipervox Disc, o modelo Aero da marca. Swift Ultravox é o modelo mais carismático da marca, pois foi a sua primeira bicicleta. De Rosa A De Rosa foi provavelmente um dos stands que mais marcou os visitantes da Eurobike 2019. O Design e qualidade de acabamento são de deixar qualquer amante da modalidade, de baba a cair. As cores destacavam-se em qualquer um dos modelos modelos. De Rosa Anima (à direita), uma bicicleta de estrada Premium, em Titânio. De Rosa TT 03 De Rosa Merak. De Rosa Merak O Slogan da lendária marca de design de carroçarias automóvel Pininfarina é "We move dreams" (movemos sonhos). No Stand da De Rosa ficámos rendidos a esse slogan. De Rosa SK Pininfarina, a bicicleta Aero da marca. A lendária marca italiana Pininfarina assina um dos modelos da De Rosa. Bianchi Na Bianchi, destaque para Wout Van Aert, o jovem ciclista tri-campeão do mundo de ciclocross que este ano se estreou no World Tour. Em baixo, a Bianchi Oltre XR4 com o autocolante do nome de Wou van Aert, uma réplica, não a do atleta, pois reparámos que nem tinha potenciómetro. De qualquer forma o Jersey estava autografado. Bianchi Oltre XR4 Bianchi Aria Disc Bianchi Aquila, a máquina de contra-relógio da marca italiana. Scapin A Scapin foi comprada pela Olímpia e actualmente não tem uma colecção de bicicletas de estrada como antigamente, só tem bicicletas eléctricas de montanha. A título de curiosidade deixamos esta fotografia de um modelo que fez o Paris-Roubaix em 1999. Bicicleta Scapin que fez Paris-Roubaix em 1999. Eddy Merckx A Eddy Merckx foi comprada pela Ridley, e isso notou-se no design das suas bicicletas, que actualmente são mais apelativas e de linhas mais simples. O modelo "Stockeu" é o utilizado pela equipa da AG2R La Mondiale, em destaque uma edição que assinala a vitória da classificação da montanha de Romain Bardet no último Tour de França. Eddy Merckx Stockeu A marca tem uma linha de bicicletas em aço, com alto nível de acabamentos e personalizadas. Eddy Merckx, linha Corsa. Corsa Road Yasujiro Uma marca japonesa que só constrói bicicletas em Cromoli. No caso da "Nudity Plus", apesar de ser cromoli é uma bicicleta distinta eque permite montar pneus gravel. Exept Marca italiana que só constrói bicicletas por medida. De acordo com a marca também têm tamanhos standard (54, 56, etc.), mas o seu conceito é fazer bicicleta de tamanho personalizado. Exept All Road Curiosamente, a Exept All Road não é uma Gravel, mas sim o modelo de estrada da marca. Exept All Road As decorações dois quadros apresentadas, eram diferentes do usual nas marcas de vendas de grande escala. Exept All Road A versão Aero com extensores. LOOK A Look apresentou as novas cores o modelo 795 Blade RS Look Blade RS A Blade RS não é novidade deste ano, mas apresenta pormenores muito interessantes no quadro. Willier Trestina Mais uma marca italiana que apostou em força na Eurobike. Destaque para o novo modelo Gravel e a bicicleta eléctrica de peso recorde. Willier Zero SLR Willier Cento 10 Pro Willier Jena, a nova Gravel da marca italiana Entre os modelos já conhecidos da marca destacamos a "Cento 10 Hybrid", uma bicicleta de estrada eléctrica, que além de não parecer eléctrica por nem se notar a bateria, pesa uns impressionantes 10,2 K's! Uma bicicleta eléctrica com 10 kg's? Isso não é nada, já se pode pedalar perfeitamente numa bicicleta destas mesmo sem a parte eléctrica a funcionar. Basso A marca do antigo ciclista italiano Ivan Basso apresentou novos modelos e cores para 2020. Basso Diamante A Diamante SV tem os espaçadores com as cores italianas. Por cá, tirávamos o branco, podia dar uma dor de costas mas ficava mais bonita. Basso Palta, a nova Gravel. A Pinarello não esteve presente na Eurobike, mas os senhores da Shimano levaram uma Dogma F12 amarela, supostamente oferecida pela Ineos de Egan Bernal. Pinarello Dogma F12 No Stand da Shimano vimos também a Cervélo P5 da equipa Sunweb. Cervélo P5 Esperamos que tenhas gostado. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco ### Vê como eram as bicicletas do Paris-Roubaix há 20 anos atrás. Na Eurobike 2019 encontrámos esta pérola de 1999. https://youtu.be/BfqKQ6yQclo Bicicleta de estrada Scapin que fez o Paris - Roubaix em 1999 (Team Alessio Ballan). Impressionante ver a tecnologia de há 20 anos atrás, desde a suspensão, ao grupo shimano dura-ace da altura. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Roglic ganha a Volta a Espanha, Rúben Guerreiro 17.º Decorreu hoje a penúltima e decisiva etapa com vista à classificação geral final da Vuelta a Espanha. O esloveno da Jumbo-Visma, Primoz Roglic parte amanhã para a etapa de consagração da competição que vai vencer, depois de ter terminado hoje a etapa com 2m. 33s. de vantagem na classificação geral sobre o segundo classificado Alejandro Valverde. Depois de ter estado em destaque no Giro de Itália, onde também partiu como um dos favoritos e terminou no pódio este ano, Roglic vence assim a sua primeira grande volta. Roglic, terminou em terceiro ono Giro 2019, atrás de Nibali e Carapaz. Não esquecer a curiosidade de que Roglic só tem 7 anos de carreira profissional como ciclista, pois antes fazia salto de Ski. Primoz Roglic quando fazia saltos de Ski Nesta Vuelta a Espanha, além da vitória de Roglic, temos que destacar também o segundo lugar de Alejandro Valverde, um senhor do ciclismo que não obstante os seus 39 anos continua a dar vitórias à sua equipa durante todo o ano, e termina no pódio de uma grande volta. Alejandro Valverde Em grandes voltas (3 semanas) Valverde tem 9 pódios, 7 deles na Vuelta, que venceu em 2009. Das 21 grandes voltas que terminou, em 19 delas terminou TOP10, tem ainda 17 etapas ganhas em grandes voltas, 12 delas na Vuelta. Com este desempenho, e apesar da idade, não é de estranhar que tenha contrato com a Movistar até 2021. Por último o nosso enorme Rúben Guerreiro, que fez a primeira grande volta da sua carreira desportiva, e que grande volta. Rúben Guerreiro Rúben Guerreiro esteve em destaque em quase toda a Volta a Espanha, lutando por etapas e apesar de não ser um trepador, esteve muitas vezes ao lado dos melhores do mundo nesse terreno. Termina a Vuelta num esplêndido 17.º posto, um segundo lugar numa etapa mais um TOP 10 de etapa. Bravo Rúben! A equipa felicita-o e partilha as suas declarações. https://twitter.com/katushacycling/status/1172902570840481792 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Eurobike 2019 - Tecnologia, tendências e design. Um resumo de algumas tecnologias, novidades e tendências do mundo das bicicletas que encontrámos na Eurobike 2019. Vídeo com alguns destaques de tecnologia e tendências da Eurobike. https://www.youtube.com/watch?v=bBPVRSq-8eI&t= Briko Marca Italiana tinha disponível toda a sua nova colecção de capacetes e óculos, mas destacamos o novo capacete Cerebellum One, um capacete com 7 funções, sobre o qual já temos este artigo. Vê o capacete neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=W5jh46QyhN4 Prologo A marca de selins italiana propõe um selim que dá para as diferentes vertentes, estrada, montanha ou até triatlo. De acordo com a marca o MSS (Sistema Multi-sectorial) divide o selim em cinco secções, diferenciadas por diferentes densidades, para uma abordagem mais personalizada à posição e movimento do ciclista. Sram A Sram alarga a tecnologia AXS à gama Force, tecnologia 12 velocidades electrónicas mais acessível que o topo de gama RED AXS. Novos travões de bicicleta de montanha G2 ultimate, uns travões novos de montanha que se veem situar entre os Code e os Guide. Sram G2 ultimate Tune A Tune apresentou acessórios exclusivos e leves, com vários tipos de cores. O novo guiador "Geweih", que segundo a marca é direccionado para a estrada, triatlo, ou Gravel. Descrevem que é aerodinâmico para as corridas e confortável para passeios longos. O novo guiador Tune Geweih O Selim Skyracer é uma peça completa de carbono, pesa só 69 grs., direccionado à estrada e XC, e é um dos mais recentes lançamentos da marca. Tune Skyracer O espigão de selim "Leichtes Stück" com cor difernte do habitual preto, pesa só 155 gr's. A Tune tem coisas bonitas, mas este espigão parece um ferro das obras pintado de azul. Tune Leichtes Stück Magura A Magura apresentou um Cockpit mais direccionado para as bicicletas urbanas, mas que pode ser o futuro noutros segmentos. Um cockpit completo que integra GPS e luzes. Carbon Works Acessórios fabricados na Alemanha por uma pequena empresa, a Carbon Works tem acessórios incrivelmente leves e com um desgin inovador. Graças ao design inovador, os suportes da marca podem ser montados nos parafusos do avanço. O design inovador permite montar o suporte nos parafusos do avanço, o que lhe confere uma resistência e rigidez maior que os suportes habituais, além de deixar guiador e avanços sem parafusos e abraçadeiras. A grade de bidon da marca, de design simples e minimalista, pesa menos de 4 gr's., e quando montada na bicicleta tem a resistência de uma grade tradicional. Neste vídeo mostramos esta grade de bidon. Shimano A par dos novos XT e SLX de 12 velocidades, dos quais temos artigo aqui, a Shimano mostrou a colecção 2020 de sapatos e roupa. Em destaque os novos RC5 de estrada, baseados nos RC9, com sola reforçada em carbono e fecho BOA. Algumas tecnologias e recursos do RC9, a um preço mais acessível. Também em destaque, os novos S-Phyre de pista, uns sapatos com a mesma base do sapato de estrada S-Phyre RC9 da marca, mas reforçado na parte superior e com fecho diferente. O Fecho BOA também colocado numa posição mais baixa que permite a colocação das fitas no restante sapato. O famoso motor Shimano Steps, desmontado. Algumas propostas de bicicletas urbanas com design inovador Bicicleta com "mono-escora" e correia. Esquecemos a marca e não é uma Cannondale. DMT A DMT tinha disponível a nova colecção de sapatos para Estrada, Triatlo e Montanha. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco ### Novidade 2020 - Briko Cerebellum, capacete com 7 funções integradas. (Vídeo). Os tempos em que as marcas de capacetes destacavam a tecnologia de protecção, ventilação e leveza já lá vão. Passámos da ventilação e cabeças frescas, para a aerodinâmica, e agora a tendência é a integração de tecnologia nos capacetes, desde iluminação (que faz todo o sentido), a sistemas de localização, passando por outras tecnologias. A Briko, marca de capacetes italiana lançou um capacete que poderá levar esta nova tendência ao extremo, tendo integrado no seu novo capacete "Biko Cerebellum One" 7 funções. Foi lançado em Junho, na Eurobike 2019 tivemos a oportunidade de o ver e explicamos-te neste vídeo as funções que tem disponíveis. https://www.youtube.com/watch?v=W5jh46QyhN4 Funções: 1 - Câmara traseira permite visualização "tipo espelho". 2 - Câmara traseira avisa proximidade perigosa de veículo. 3 - Em caso de acidente aplicação emparelhada com capacete envia SMS com localização. 4 - possibilidade de guardar vídeo na Cloud para ver mais tarde. 5 - Sensor de aviso de desidratação. 6 - Luz de visibilidade LED. 7 - Câmara de vídeo frontal, full HD, integrada. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Eurobike 2019 - As bicicletas de montanha em destaque (parte1) Ano após ano as marcas vão apresentando as suas novidades e colecções mais cedo, ao ponto que, já andamos um pouco perdidos com as colecções. Esta tendência leva também a que, por um lado hajam menos lançamentos neste tipo de feiras e por outro, as marcas de venda massiva mais conhecidas nem sequer estejam presentes (provavelmente não precisam). A continuar assim, daqui por 3 ou 4 anos estamos a ver as novidades 2023 em Janeiro de 2022. Apesar disto encontrámos umas maravilhas e novidades para te mostrar. Tal como outras a BMC não esteve presente na Eurobike, mas conseguimos "caçar" a bicicleta réplica de Jordan Sarrou (atleta francês que compete na equipa de Julien Absalon na taça do mundo). BMC Fourstroke de Jordan Sarrou, equipada com Sram Eagle XX1, pneus Michelin Force XC, punhos Lizard Skins, suspensão e amortecedor SR Suntour, guiador FRM, entre outros componentes que ficavam bem na bicicleta de qualquer um de nós. KTM A KTM foi uma das poucas marcas campeãs de vendas a estar presente, onde se destacavam a Scarp Sonic e a Prowler. No stand também tinham as versões eléctricas, mas entre tanta eléctrica seleccionámos as "normais". KTM Scarp Sonic. Não que tenhamos nada contra as eléctricas, mas na Eurobike 2019 foi difícil encontrar bicicletas de montanha normais, ou não eléctricas. A KTM Prowler com a recente e mais económica versão do Eagle, o Sram Eagle SX. A Scott também não esteve presente na Eurobike, mas no stand da Sram estava bicicleta de Kate Courtney, a atleta Norte-Americana campeã do mundo em 2018. Scott Contessa Spark RC - utilizada na taça do mundo em Vallnord, Andorra. Só foram disponibilizados para venda 100 destes quadros edição limitada "Silver" Scott Spark. Pontos de destaque: Guiador Syncros Fraser iC SL, rodas DT Swiss XMC 1200 Spline 30mm, SRAM XX1 Eagle AXS, amortecedor RockShox Nude RLC, 100mm, entre outros componentes que ficariam muito bem na bicicleta de qualquer um de nós. Simplon À semelhança dos seus modelos de estrada, a marca austríaca Simplon tem bicicletas de montanha de design simples e com óptima qualidade de acabamento. Simplon Cirex 120 A sua bicicleta cross-country de suspensão total, a Cirex 120, só existe com 120mm. de curso de suspensão, significará isto que a marca assume aquilo que pode vir a ser o futuro do XC? Simplon Razorblade 29 SL FRM A FRM, marca de componentes italiana tinha só uma bicicleta no seu stand (o restante eram componentes). FRM Anakin. Na bicicleta destacavam-se as novas rodas "Wings 30", pelo facto de terem raios têxteis, sim leram bem, raios têxteis, um género de corda ou fio têxtil na verdade. A marca denomina essa tecnologia de "Dyneema" e de acordo com a marca são caracterizados por ter um menor alongamento elástico, que determina uma melhor transmissão de força e maior rigidez da roda.  Não testámos, só tocámos nos raios e a verdade é que pareciam surpreendentemente rígidos, se o comportamento é o anunciado, só testando. Merida Na Merida tivemos oportunidade de ver ao vivo a nova E-one sixty, recente lançamento da marca alemã para o Enduro. Nesta nova bicicleta eléctrica da Merida destacam-se claramente as entradas de ar no quadro, que têm com o objectivo de arrefecer a bateria no interior. E a sua "irmã" não eléctrica One-Sixty 7000. Qual delas gostarias de ter? Merida one-sixty 2020 Niner As Niner RIP (140mm.) e RKT (90mm.) fizeram as delícias dos fãs da marca americana. Niner RIP Niner RKT 9 RDO O conhecido pormenor no quadro da marca americana "pedal dammit" Eleven Destacamos ainda a presença da marca portuguesa Eleven, da qual publicaremos mais fotografias e pormenores num artigo sobre as marcas e empresas portuguesas que estiveram presentes na Eurobike 2019, a publicar brevemente. Aqui podes ver a nova bicicleta de suspensão total da marca portuguesa, que ainda nem está no site da marca. O melhor ficou guardado para o fim, não percas a parte 2 deste artigo com marcas como a Bianchi, Bulls, Kona, Rotwild e mais algumas, a publicar brevemente. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco ### Furacão Van der Poel continua a causar estragos Agora a preocupação deixou de reinar entre os atletas de cross-country olímpico, e passou a estar do lado dos atletas world tour, pois o furacão ruma aos mundiais de estrada. Mathieu van der Poel (MVDP) suspendeu a sua participação no BTT, na taça do mundo em Lenzerheide, na Suíça, para preparar os mundiais de bicicleta de estrada. Até ali, das 7 provas da taça do mundo de cross-country olímpico, Mathieu van der Poel venceu 3, fez 2.º em outra e não participou por opção em duas, além disso ainda se sagrou campeão da Europa dessa especialidade. Recorde-se que o principal objectivo de MVDP do cross-country olímpico, assumido pelo próprio, é ser campeão olímpico dessa especialidade em 2020. O atleta holandês, depois do sucesso na temporada de clássicas, de onde se destaca a vitória de forma impressionante na Amstel Gold Race, colocou também no seu calendário os mundiais de estrada deste ano, que se realizarão em Yorkshire, no Reino Unido. Ontem na etapa 4 do Tour of Britain. Para preparar a sua participação nos mundiais MVDP está a participar em várias corridas de estrada, entre elas, o Tour of Britain, onde na etapa 4 venceu mais uma vez ao seu estilo, deixando todos para trás nos últimos metros. Foi assim. https://twitter.com/TourofBritain/status/1171433652778987520 Além da vitória de etapa, este sprint também lhe valeu a liderança da corrida. Os campeonatos do mundo são sempre corridas diferentes, mas MVDP é sem dúvida um dos candidatos. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Eurobike 2019 - As belezas e novidades de estrada para 2020 (parte 1) Fomos provavelmente o único meio português da especialidade a estar presente na Eurobike 2019. Fomos à Eurobike para trazer imagens de tirar o sono a qualquer um, as quais iremos dividir em vários artigos, para não causar problemas cardíacos a alguém que viva tanto as bicicletas como nós. Vaaru Cycles A Vaaru é uma marca inglesa de bicicletas de titânio, que marcou presença com vários modelos, entre os quais as primeiras bicicletas da marca em carbono, que têm a particularidade do quadro ser feito em impressão 3D. Um dos modelos de titânio, a Octane 64 disc. Entre muitas topo de gama das marcas tradicionalmente mais conhecidas, qualquer uma destas bicicletas se destacaria pelo aspecto. Parecem peças de colecção, o preço destas Vaaru Octane 64 é de €12.000,00 com rodas e transmissão topo de gama, o quadro com espigão de selim e guiador custa €3.000,00. O mesmo modelo, Vaaru Octane 64 disc, laranja. Um quadro protótipo ao modo Cervélo P5X, mas interessante por ser feito numa impressora 3D. Mostramos em vídeo estas maravilhas com pedais, e explicamos algum desenvolvimento da marca inglesa. https://www.youtube.com/watch?v=FRUJ9OvN6XI Simplon Uma marca austríaca de bicicletas de estrada e de montanha Simplon, que já o ano passado tinha estado em destaque na Eurobike. O modelo Pride foi um dos destaques da marca Simplon. A Simplon Pride em 2018 marcou a diferença pelo cockpit alternativo, que se mantém igual. Pelo Design e qualidade de acabamento, a Simplom destacou-se pela simples presença na Eurobike 2019. KTM A KTM foi uma das poucas marcas de bicicletas "de venda massiva" digamos assim, presentes na Eurobike. Destacamos a KTM Revelator Alto, o modelo "racing" da marca que o ano passado surgiu com as escoras traseiras de acordo com a nova tendência e na linha da sua "irmã" Aero, a KTM Revelator Lisse. KTM Revelator Alto Sonic KTM Revelator Alto Sonic KTM Revelator Alto Sonic Bottecthia As marcas italianas marcam uma forte presença na maior feira mundial de ciclismo, uma delas foi a Botetcchia, marca que patrocina a conhecida equipa italiana Androni. Destaque para a vitória de etapa no Giro de Itália. A Bottecchia Aerospace é novo modelo da marca italiana. Bottecchia Aerospace Argon 18 A marca canadense utilizada pela equipa Astana tinha a sempre espectacular bicicleta de contrarrelógio. A edição 15.º aniversário do modelo Gallium (a Gallium Pro Disc), um modelo que segundo a marca, é leve para a montanha, rígida para os sprints e confortável para as clássicas. Argon 18 Gallium Pro Disc edição 15.º aniversário Merida A não apresentou muitas novidades, mas não podemos deixar de mostrar a Scultura réplica Team Bahrain Merida de Vincenzo Nibali. Merida Scultura disc Team Bahrain Merida (réplica Vincenzo Nibali) Uma imagem provavelmente utilizada pela última vez na Merida, visto que Nibali será ciclista da TREK Segafredo em 2020. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco ### A nova Wahoo Kickr Bike - Bicicleta indoor feita para ciclistas - Eurobike 2019 A marca americana Wahoo, aproveitou mais uma vez a Eurobike para apresentar a sua mais recente novidade, a Wahoo Kickr Bike. Nós estivemos lá, experimentámos por alguns minutos, e conversámos com os responsáveis da marca que nos disseram porque é revolucionária esta bicicleta estática. Em resumo, é revolucionária porque para além dos inúmeros ajustes que permite (algo que outras bicicletas estáticas já faziam), esta permite também uma conectividade e adaptação aos vários "setup" das diferentes marcas de transmissão (Shimano, Sram e Campagnolo). A Kickr Bike permite ainda mais configurações ligadas ao mundo do ciclismo, fora de casa digamos assim. Fazemos-te uma breve demonstração e descrição do que permite fazer neste vídeo. (boa ou má, os senhores da Tacx (concorrência) pareciam gostar. https://www.youtube.com/watch?v=TTkVUrdcGJM&feature=youtu.be A KICKR BIKE representa a próxima geração de treino inteligente interno da Wahoo e oferece a experiência de pilotagem mais completa e incomparável de sempre." Afirma o CEO da empresa americana. "Nos últimos cinco anos, vimos um aumento incrível no ciclismo indoor e nas vendas de rolos inteligentes indoor KICKR ”Mike Saturnia, CEO da Wahoo Fitness. A KICKR BIKE combina a sensação de pedal do rolo KICKR com inovações actualizadas, como a integração de inclinação, tanto para cima (inclinação até aos 20%) quanto para baixo (até aos 15%). Os travões dianteiro e traseiro permitem que os ciclistas controlem a velocidade como o fariam na estrada. As manetes de mudanças podem ser facilmente configuradas para replicar sete personalizações diferentes, inclusive configurações de tipo Shimano, SRAM e Campagnolo. Além disso, os usuários podem facilmente personalizar os seus pratos dianteiro, como a selecção da roda dentada traseira (cassete), de forma a combinar esta com a da sua bicicleta habitual de rua. Existem até algoritmos proprietários incorporados para os pedais que proporcionam uma sensação de mudança genuína. Entre os vários ajustes destacamos os dos cranks, que permitem configurar estes com os vários tamanhos de cranks de bicicletas de rua (desde o 165 ao 175). As configurações são assistidas pela Aplicação da Wahoo, assim como os ajustes da bicicleta. Na aplicação da Wahoo, os usuários podem ainda tirar uma fotografia da sua bicicleta ao ar livre, inserir medições do próprio corpo ou importar medições de sistemas de ajuste profissional como RETUL e GURU para ajustar os cinco pontos de contacto da KICKR BIKE. De acordo com a marca, não desenvolveram só um produto cheio de configurações e ajustes, também tiveram em atenção que fosse fácil de usar, não tendo o utilizador que gastar tanto tempo a configurar como a treinar. A Kickr Bike estará disponível para venda a partir de Outubro nos Estados Unidos pelo preço de $3.499,99 e estará disponível em países da Europa a partir de 2020. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fotografia: Wahoo Fitness Imagem: Jorge Branco ### Teste - Selim Pro Falcon CRMO Testámos durante 1 mês (sensivelmente 1000 km's., em 40 horas de utilização) este selim da PRO. O vídeo com as conclusões. https://www.youtube.com/watch?v=EAAHn_WNPSI O selim é um dos componentes da bicicleta mais importante e também o mais difícil de escolher, pois influencia bastante o conforto em cima da bicicleta. Sabendo disso, a marca desenvolveu toda uma estrutura de apoio ao utilizador. Ajuda ao utilizador antes da compra. A PRO tem disponível no seu site, a plataforma Ergonomics que ajuda o utilizador a escolher qual o selim que mais se adapta a si, através do preenchimento de vários campos, como por exemplo o tipo de ciclismo que pratica. Garantia de reembolso 100% em 30 dias. Uma das principais características dos selins da PRO é o facto de ter garantia de satisfação de 30 dias ou seja, após a compra do selim, se não ficarmos satisfeitos com o mesmo a marca garante o reembolso de 100% do dinheiro. Selo de garantia de satisfação 30 dias. Isto num componente como o selim é uma mais valia, pois quando compramos um selim nunca sabemos se nos vamos adaptar a ele ou não. Além desta garantia a marca tem ainda selins de teste, dependendo do facto do revendedor os ter disponíveis ou não. As nossas conclusões O selim que testámos é um selim de entrada de gama, e na nossa opinião é um selim para quem se está a iniciar vertente de estrada no ciclismo. PRO Falcon CRMO É confortável e tem uma estrutura bastante flexível, isto do "bastante flexível" pode agradar a alguns ciclistas e a outros não. (ver vídeo do início). Para quem se está a iniciar na vertente da estrada, na nossa opinião é realmente um selim a ter muito em conta. Porquê? Porque na maior parte das vezes quando os praticantes de ciclismo de estrada se iniciam nesta vertente, acham tudo demasiado rijo e desconfortável na bicicleta, desde o guiador, aos pneus, passando pelo selim. Neste caso poderá ser a escolha certa, tendo em conta a flexibilidade da sua estrutura. Na nossa opinião, para quem já está habituado a passar horas em cima da bicicleta, quem gosta de sentir a rigidez da bicicleta, tem treino e gosto para fazer algumas aventuras competitivas provavelmente vai achar o selim demasiado flexível. No entanto PRO tem ainda mais três modelos desta gama Falcon ( Selim gel, Selim e Selim AF). Podes ver a gama completa dos selins PRO aqui. Para saber quais os selins que se adaptam a ti, acede ao Ergonomics aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Os novos Shimano XT e SLX 12 v. nas nossas mãos (com vídeo). Há cerca de 3 meses nós estivemos no lançamento dos novos Shimano XT e SLX, dos quais na altura escrevemos. Finalmente tivemos a oportunidade de ter connosco o material da Shimano, para te mostrar ao pormenor, no caso de ainda não poderes ter visto em exposição nas lojas. Aqui tens o vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=sJsiRrJyVgc&t= Deixamos-te algumas fotografias exclusivas e características técnicas deste equipamento. Iremos colocar o material numa bicicleta, utilizar, "mal tratar" e dar-vos a nossa opinião sobre o mesmo. Algumas características do novo XT O novo DEORE XT série M8100 inclui características herdadas do XTR como o mais recente  sistema de encaixe, o "MICRO SPLINE" para cassetes de 12v nas opções de 10-45D ou 10-51D Pequenos pormenores, que fazem muita diferença Pedaleiros com tecnologia oca de 1x12 e 2x12, manípulos com "ISPEC-EV" completamente ajustáveis, precisão de comutação com as novas mudanças da frente e traseiras. Um poderoso sistema de travagem de 2-pistões ou 4-pistões, "ICE TECHNOLOGIES FREEZA" para um rápido arrefecimento do sistema, e conjuntos de rodas para XC ou Enduro desenhadas para os requisitos actuais do BTT. O novo pedaleiro  DEORE XT  1X12 Apresenta-se com cranques  HOLLOWTECH II e movimento pedaleiro integrado. As rodas pedaleiras foram redesenhadas com perfil  "Dynamic Chain Engagement", cujo design específico dos dentes da roda pedaleira são fundamentais para a excelente retenção da corrente, transmissão suave e silenciosa, de acordo com informação da marca. Para uma montagem mais rápida e segura da roda pedaleira, o cranque tem um sistema de montagem directo que também simplifica o modo de montagem. Andamentos do pedaleiro 1X12. O pedaleiro chega-nos com várias opções de andamentos  28D, 30D, 32D, 34D e 36D, intercambiável com os anéis de fecho do XTR e SLX, medidas de cranque de  165mm, 170mm, 175mm., e estão disponíveis para 3 opções de linhas de corrente: 52mm (FC-M8100-1) para distância no cubo de 142mm ou 148mm, com distância mais curta de Q-factor ( 172mm)  55mm (FC-M8120-1) para  distância no cubo de  148mm, utilização de pneus mais largos e maior distância ao quadro, com Q-factor de 178mm56.5mm (FC-M8130-1) para distância no cubo de 157mm e uma maior distância entre cranques  (Q-factor de 181mm) Com a conhecida tecnologia da marca HOLLOWTECH II 36-26D., oferece uma gama muito interessante quando combinado com as cassetes de 10-45D, que permite maximizar as possibilidades para todos os tipos de terreno e de utilizadores. Cassete DEORE XT 12-velocidades As cassetes estarão disponíveis nas opções 10-45D. para passagens curtas  ou 10-51D. para gama alargada. Ambas as cassetes trazem tecnologia "HYPERGLIDE+", que segundo a marca vai permitir colocar ou libertar mudanças com extrema rapidez e com baixo ruído (apanágio da marca nipónica em sistemas anteriores). As cassetes tem uma aranha de alumínio que aloja 10 carretos de aço, e dois de alumínio para  melhorar a durabilidade e peso. Os pesos anunciados são para a cassete CS-M8100-12 10-51D um peso de 470g. e para a opção 10-45D um peso de 461g. A nova corrente DEORE XT 12-velocidades HG A corrente foi redesenhada para melhorar a retenção e encaixe, e de acordo com a Shimano os elos têm um acabamento cromado para aumentar a durabilidade, suavidade e aumentar a rapidez na comutação na cassete. A corrente CN-M8100 ( 113 elos+ Elo engate rápido) tem um peso anunciado pela marca de 252gr. As mudanças Terão opções de montagem simples (RD-M8100-SGS) ou duplo (RD-M8120-SGS). Os desviadores traseiros DEORE XT incorporam a tecnologia "SHADOW RD+", com "bump stopper" para anular ruídos no desviador e roldanas de 13D. que ajudam a garantir mais silêncio e suavidade. Pesos dos desviadores: Para a RD-M8100-SGS: 284g, e para a RD-M8120-SGS: 290g. Os manípulos, com mais ajustes e afinações Os novos manípulos terão ajuste lateral e rotacional, os manípulos "ISPEC-V"  têm um parafuso engenhosamente colocado junto à manete de travão que permite um ajuste milimétrico para adaptar ao nosso estilo de pedalar. Inserções em borracha para melhorar o conforto e libertação nos 2-sentidos, mais um pequeno pormenor, mas que pode mudar para melhor a experiência geral do utilizador na sua pedalada. Para os mais competitivos ou "apressados", segundo informação da marca tanto o manípulo esquerdo como o direito (SL-M8100-IR) trazem o sistema de "multi-release", para descarregar rapidamente mudanças na cassete. Os novos Cubos Os cubos com falange esquerda reduzida e distância entre porcas de fecho de 148mm. com montagem de 28 raios curvos. Pesos: (WH-M8120-27.5: 1846g, WH-M8120-29: 1932g). Ambos os modelos XC e Trail/Enduro foram desenvolvidos para utilização de eixos passantes E-THRU (15mm. frente, 12mm. traseiro), distância entre porcas de fecho de 148mm. O.L.D. Também estarão disponíveis cubos da frente individuais DEORE XT e cubos traseiros nas medidas: 100mm > 142mm | 110mm >148mm e 157mm. Pesos: HB-M8110: 142g, HB-M8110-B: 147g, HB-M8110-BS: 158g, FH-M8110: 305g, FH-M8110-B: 307g, FH-M8110-BS: 306g, FH-M8130-B: 310g Algumas características do novo SLX Tal como o DEORE XT,  a nova série SLX M7100  apresenta-se agora com 12 velocidades, o que é uma óptima notícia para os utilizadores que preferem Shimano, pois não terão que esperar mais um ano para ter um grupo de 12 mais acessível em termos de preço. Notarás que tem toda a tecnologia do grupo XT disponível, com preço mais acessível e pesos um pouco diferentes. A nova cassete terá opções 10-45D. e 10-51D., pedaleiros 1x12 ou 2x12, uma corrente de gama SLX para 12V., travões com 2 ou 4 pistões, manípulos ISPEC-V ajustáveis, mudanças optimizadas e cubos de 12V, Todos estes factores poderemos dizer que são tecnologias premium da marca, numa gama para aqueles que pretendem iniciar-se na aventura do BTT. O novo pedaleiro SLX 1x12 Também este foi desenvolvido com tecnologia HOLLOWTECH II e com  movimento integrado. Também este tem rodas pedaleiras que incorporam tecnologia "Dynamic Chain Engagement", que ajuda a melhorar a retenção da corrente. Tal como o seu "irmão" da gama acima XT, para uma montagem rápida e segura  o cranque está equipado com um sistema de montagem directo. As opções disponíveis em rodas pedaleiras são 30D, 32D e 34D (em diferença com o XT que ainda permite 36D e XTR que permite 38D.), embora os pratos sejam intercambiáveis com o XTR e DEORE XT, com cranques nas medidas 165mm,170mm e 175mm.     Os pedaleiros SLX M7100 estão disponíveis em 3 linhas de corrente: 52mm (FC-M8100-1) para uma distância no cubo de 142mm ou 148mm, com distância mais curta de Q-factor ( 172mm)  55mm (FC-M8120-1) para uma distância no cubo de  148mm, utilização de pneus mais largos e maior distância ao quadro, com Q-factor de 178mm56.5mm (FC-M8130-1) para uma distância no cubo de 157mm e uma maior distância entre cranques  (Q-factor de 181mm) Pesos: FC-M7100-1: 631g., FC-M7120-1: 638g., FC-M7130-1: 656g.  (Montagem 32D.; 175mm, sem BB). O SLX 2x12 HOLLOWTECH II 36-26D. oferece uma gama com cassetes de 10-45D., tal como o novo XT. Assim como o DEORE XT, o pedaleiro FC-M7100-2 foi desenvolvido para trabalhar com 142mm., linhas de corrente de 48.8mm. e Q-factor de 172mm. e o pedaleiro FC-M7120-B2 desenvolvido para trabalhar com a medida 148mm., linha de corrente  de 51.8mm. e Q-factor de 178mm. Pesos: o FC-M7120-B2 (36-26D., 175mm., sem BB) terá um peso de 682g. e o FC-M7100-2 (36-26T, 175mm, w/o BB) de 674g. Desviadores Estarão no mercado com opções de montagem para simples  (RD-M7100-SGS) ou duplo (RD-M7120-SGS). Os desviadores SLX partilham as mesma tecnologias das XT, como a "SHADOW RD+", com "bump stopper" para anular ruídos no desviador e roldanas de 13D. Pesos:RD-M7100-SGS: 316g, RD-M7120-SGS: 322g. Os Manípulos À semelhança de tudo o resto estes terão o mesmo tipo de tecnologia do XT, tal como o ajuste lateral e rotacional e o parafuso colocado junto à manete de travão que permite um ajuste milimétrico (SL-M7100-IR). Pesos: SL-M7100-IR: 121g, SL-M7100-IL: 73g. Em resumo A Shimano responde bem à evolução do mercado neste campo da bicicleta de montanha lançando dois novos grupos num só ano. Além disso, tendo em conta o historial da marca, as evoluções só chegam quando a fiabilidade está conseguida, o que é de esperar que aconteça com este dois novos grupos Deore, tanto o XT como o SLX. Uma coisa é certa, nesta "guerra" entre marcas na evolução dos sistemas de mudanças quem sai a ganhar é o utilizador, pois nunca se viu tanto lançamento e evolução como agora. Em breve daremos mais novidades acerca deste material. Para mais informações consulta o site: www.scvouga.pt Por: Luís Beltrão ### Volta a Portugal 2019 - João Rodrigues bate Joni Brandão O contra-relógio final entre Gaia e Porto consagrou João Rodrigues como vencedor da 81ª Volta a Portugal em Bicicleta. As ruas de Gaia e do Porto encheram-se para ver o final emocionante da Volta a Portugal 2019. À partida para a décima etapa tudo era possível, Joni Brandão (Efapel) e João Rodrigues (W52-Porto) estavam empatados com o mesmo tempo. João Rodrigues foi mais forte, fez o melhor tempo do contra-relógio deixando António Carvalho a 15 segundos e o até então camisola amarela Joni Brandão a 27 segundos. A vitória da W52-Porto não se ficou pela etapa e a geral individual conseguindo também arrebatar a classificação por equipas e por pontos através de Daniel Mestre, demonstrando mais uma vez a hegemonia evidenciada nas últimas edições. foto - PODIUM / Paulo Maria As restantes camisolas ficaram para Emanuel Duarte (LA Alumínios) a vencer a juventude e Luís Gomes ( Rádio Popular - Boavista) o melhor trepador. Video resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Na9RD4LT6Kk TOP 10 da Etapa 10 TOP 10 da Classificação Geral Final subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Jorge Branco ### Volta a Portugal 2019 - Empate técnico deixa tudo em aberto W52-FC Porto ao ataque na 9ª etapa assegura vitória na Senhora da Graça. António Carvalho vence e João Rodrigues "encosta-se" ao líder. Hoje era o último dia para atacar antes do contra-relógio da etapa final e foi o que a W52-FC Porto fez, colocando dois homens (Ricardo Mestre e António Carvalho) num grupo de 11 que protagonizou a fuga do dia. No grupo dos candidatos Edgar Pinto atacou mostrando mais uma vez que a W52-FC Porto ia fazer tudo para ganhar tempo ao Camisola Amarela. A Efapel respondeu ao ataque através de Henrique Casimiro neutralizando a iniciativa. Foto PODIUM / Paulo Maria Na frente António Carvalho e Luís Fernandes (Aviludo-Louletano) eram os dois elementos da fuga inicial que se mantinham ao ataque enquanto no grupo dos candidatos o desgaste da Efapel era minimizado pela Rádio Popular-Boavista e Sporting Tavira que assumiam a perseguição. Foto PODIUM / Paulo Maria Na subida final acabou por ser Joni Brandão a agitar o grupo e a deixar para trás Gustavo César Veloso (W52-FC Porto) perdendo apenas para o homem em fuga António Carvalho e João Rodrigues que não desarmou e nos metros finais descolou do Camisola Amarela conseguindo ganhar 1 segundo. António Carvalho vence e João Rodrigues ganha 1 segundo ao líder Joni Brandão. Foto PODIUM / Paulo Maria A emoção este ano é mesmo até ao final, o contra-relógio de 19,5 km de amanhã vai ditar o vencedor. O percurso não favorece os especialistas da disciplina as subidas não são fáceis e as descidas em empedrado também não são ao gosto de todos. Deste modo o suspense vai ser até ao fim. Video resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=M_BSbt_GEoo TOP 10 da etapa 9 TOP 10 da classificação geral após a etapa 9 subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Jorge Branco ### Volta a Portugal 2019 - R.P. Boavista volta a vencer A R.P. Boavista tinha os trunfos guardados para o final, na etapa de hoje conseguiu através de João Benta a segunda vitória de etapa consecutiva. Além destes dois triunfos de etapa, a equipa portuguesa tem dois ciclistas no TOP 10 da geral (João Benta e David Rodrigues), lidera a classificação da montanha com Luís Gomes e ainda a classificação por equipas. A oitava etapa terminava numa subida curta, somente 1,6 km's, mas com 8,9% de inclinação média, João Benta destacou-se enquanto Joni Brandão e João Rodrigues se marcavam, tendo estes terminado segundo e terceiro na etapa. João Benta festejou a efusivamente a sua primeira vitória na Volta a Portugal aos 32 anos de idade. A Efapel controlou o ritmo do pelotão na maior parte da etapa, e defendendo posições na geral por equipas, a Rádio Popular-Boavista e o Sporting-Tavira responderam também aos ataques da W52 Fc Porto, acabando por ajudar na tarefa da Efapel. Publicidade No final do dia, Joni Brandão continua de amarelo com 1 segundo de vantagem sobre João Rodrigues. Gustavo Veloso (W52-FC Porto) continua no terceiro lugar, mas cedeu 3 segundos, estando agora a 18 do camisola amarela.  Joni Brandão segue para a penúltima etapa de amarelo. Amanhã a etapa de Sra. da Graça será a mais entusiasmante dos últimos anos, pois seria necessário recuar a 2013 para assistir a uma Volta a Portugal em que primeiro e segundo classificados terminaram com uma diferença de segundos entre si, o que provavelmente acontecerá este ano. E em 2013 quando isso aconteceu, onde venceu Alejandro Marque com menos 4 segundos que Gustavo Veloso, estes eram companheiros de equipa. Temos então um final de Volta a Portugal com uma emoção que havia há muitos anos. Video resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=0nEz3zEqMN8 TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral após a etapa 8 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Volta a Portugal 2019 - Há um novo camisola Amarela Pois é, esta Volta a Portugal continua equilibrada no e hoje Joni Brandão ditou uma "cambalhota" na classificação geral. Comecemos pelo vencedor da etapa, e como conseguiu Luís Gomes (Rádio Popular-Boavista) dar a primeira vitória à sua equipa nesta edição da Volta a Portugal. Luís Gomes colocou-se na fuga juntamente com o seu colega de equipa Hugo Nunes, Omer Goldstein (Israel Cycling Academy), Brice Feillu (Team Arkéa-Samsic), Álvaro Cuadros (Caja Rural-Seguros RGA). Leandro Oyola Medellin), Marco Tizza (Amore & Vita-Prodir), David Livramento (Sporting-Tavira), Mathias Reutmann (Swiss Racing Academy), Filipe Cardoso (Vito-Feirense-PNB), Juan Felipe Osório (UD Oliveirense-InOutBuild) e Hugo Sancho (Miranda-Mortágua). Na fase decisiva em que os ataques começaram a suceder-se, sendo o ciclista mais activo e combativo nessa fase Hugo Sancho (Miranda-Mortágua), Luís Gomes jogou friamente, ficando sempre na roda dos que respondiam aos ataques com cara de grande sofrimento, pelo que os adversários quase nem contavam com ele. Hugo Sancho (Miranda-Mortágua) foi o que mais vezes atacou na fase final. Mas no final foi o ciclista com mais energia e cortou a meta em primeiro, conseguindo a sua primeira vitória na Volta a Portugal e reforçando a liderança na classificação da montanha. Além da W52 Fc Porto, nenhuma equipa portuguesa tinha triunfado nesta edição da Volta a Portugal. Luís Gomes hoje deu a vitória à R.P. Boavista O final da etapa era na serra do Larouco em Montalegre, e a subida fez estragos entre o grupo dos favoritos. A W52 Fc Porto colocou-se na frente a controlar a corrida com um ritmo alto na subida final, e os ciclistas foram descolando do grupo, inclusive Gustavo Veloso notava-se mal colocado e em dificuldades, no final do grupo. Apercebendo-se da situação, Joni Brandão atacou a pouco mais de um quilómetro da meta, "escangalhando" o poderio da W52-FC Porto. (Vídeo mais abaixo). O ataque do corredor da Efapel deixou imediatamente em dificuldade o camisola amarela, Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), e o terceiro da geral, Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano).  Gustavo Veloso ressentiu-se da queda de ontem. "Hoje não conseguia ir no limite" disse Veloso no final. Apercebendo-se das dificuldades de Gustavo Veloso, João Rodrigues (W52-FC Porto), segundo na geral, respondeu a Joni Brandão, tendo cortado a meta 11 seg's. depois do ciclista da Efapel. O líder da Efapel está agora no topo da geral, com 1 segundo de vantagem sobre João Rodrigues. Gustavo Veloso é terceiro, a 15 segundos. A três etapas do final, está tudo em aberto. A Efapel passou a estar em vantagem, mas também passa a carregar com a responsabilidade de controlar a corrida.  Joni Brandão é o novo líder da Volta a Portugal, por 1seg. de vantagem sobre João Rodrigues. A única liderança que a W52-FC Porto segurou foi a dos pontos, por intermédio de Daniel Mestre. Além da geral individual, também perdeu a coletiva, agora em posse da Rádio Popular-Boavista. Unai Cuadrado (Equipo Euskadi) é o melhor jovem.  A Volta a Portugal continua amanhã em terreno ondulado, com a ligação de 158 quilómetros entre Viana do Castelo e Santa Quitéria, em Felgueiras. A meta coincide com um prémio de montanha de terceira categoria, o que, tendo em conta as diferenças entre os da geral, pode levar a novos ataques. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=B6bVUOILbYk TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral após a etapa 7 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Nova Specialized Epic HT - Mais simples e arrojada. A Specialized lançou uma nova Epic HT, e apesar de só termos visto fotografias por enquanto, diga-se que parece bem melhor que a anterior. Um novo quadro com ângulo de direcção de 68,5º, mais leve 75 gramas face ao modelo anterior e na nossa opinião, esteticamente mais apelativo e com uma construção mais simples. Antes de passarmos às características da bicicleta, queria só fazer um pequeno aparte em relação ao quadro anterior da Epic HT, na primeira pessoa, porque é a minha bicicleta. Recebi o quadro Epic HT de garantia após o meu Stumjumper HT ter rachado e nesse aspecto, por experiência pessoal posso dizer-vos que a Sepcialized não falhou, tendo a factura de compra em meu poder a marca trocou um quadro com 5 anos por um novo, sem complicações. Acontece que, apesar do Epic HT ser mais leve e teoricamente mas evoluído, na minha opinião era menos bonito e até menos funcional que o Stumpjumper HT. Sobre a parte da beleza não vou desenvolver, cada um tem os seus gostos... :) Quando menciono "menos funcional", refiro-me ao facto de passar o cabo da mudança traseira por fora do quadro (na zona da escora inferior), pois as impurezas do terreno (pó, lama, água) entram mais facilmente em contacto com as espirais, e o tempo entre manutenções tende a ser mais reduzido. Epic HT 2017 Surpreendeu-me isso acontecer (o cabo passar por fora na EPIC HT modelo 2017) quando no modelo anterior (Stumpjumper HT) os cabos já estavam integrados dentro do quadro. Stumjumper HT 2016 A justificação para isso junto da loja era de que isso tinha sido feito para poupar peso no quadro. Pois bem, isso explica o quão duro os engenheiros da Specialized trabalharam no modelo agora lançado, porque conseguiram fazer um quadro mais leve que o anterior, com cablagem totalmente integrada! Provavelmente guardaram umas gramas para a altura em que a concorrência lançar um quadro mais leve, porque supostamente com os cabos por fora, este quadro seria ainda mais leve. :) Passemos aos pormenores do novo modelo Epic HT 2019 De acordo com a Specialized, o objetivo para esta nova bicicleta foi cortar no peso. Os percursos de XC são inegavelmente mais técnicos do que no passado e isso levou a Specialized a fazer uma bicicleta mais capaz em pistas mais difíceis – Através de uma geometria totalmente nova, com um ângulo de direcção de 68,5º, espaço para pneus modernos com maiores volumes e a capacidade de utilizar espigão telescópico. O novo quadro num tamanho Médio, pintado, pesa apenas 790 gramas. Ou seja, é mais leve 75 gramas que o quadro da anterior. Apesar de terem aumentado ângulo da direcção para 68,5 graus, a bicicleta ainda necessitava de ser ágil para cortar as curvas mais apertadas, pelo que precisavam que a distância entre eixos se mantivesse apertada e para isso reduziram o "offset" da suspensão dianteira para 42mm. O espigão de selim passa a ter a medida de 30,9 em vez dos anteriores 27,2mm para poder ter a opção de montagem de espigão telescópico, uma tendência dos dias de hoje e especialmente importante para que uma bicicleta semi-rígida consiga atacar as zonas mais técnicas dos novos percursos de XC. Seguindo também as tendências da Taça do Mundo, onde os atletas de cross-country estão a usar aros e pneus mais largos com pressões mais baixas que no passado, a Specialized construiu o novo quadro de forma a poder encaixar pneus 2.3” a 2.4”, com bastante folga para lama. Modelos Epic HT 2019: Serão 7 os modelos Epic HT completos, bem como uma opção de quadro S-Works.3. O preço começa nos 2099€ (o modelo Carbon 29) e sobe até aos 9499€ (a versão S-Works SRAM AXS). O quadro S-Works será vendido por 2999€. Epic HT Comp Carbon 2019 Epic HT S-Works AXS 2019 Como habitual, as Epic Hardtail não terão todas o mesmo quadro, então o que é que os distingue? Existem dois quadros na gama. Os modelos S-Works apresentam os quadros em carbono FACT 12M (denominação da marca que indica o nível de rigidez), enquanto os modelos Pro, Expert, Comp, e Carbon 29 são construídos com os quadros em carbono FACT 11M. O quadro S-Works é 140 gramas mais leve. Assim que tivermos oportunidade de a experimentar daremos a nossa opinião sobre o desempenho no terreno. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Volta a Portugal 2019 - Chuva marcou a 6.ª etapa Na etapa de hoje da Volta a Portugal, a ligação de 189,2 quilómetros, entre Torre de Moncorvo e Bragança foi marcada pela chuva e por várias quedas ao longo da etapa. Sendo véspera de outro dia exigente, com uma chegada em alto como o de amanhã, o pelotão e favoritos da geral não se preocuparam em discutir a etapa, o que mais uma vez fez com que a fuga do dia, feita com cerca de 100 quilómetros percorridos por 11 ciclistas, tivesse sucesso no final. Benjamin Perry (Israel Cycling Academy), Julen Amezqueta (Caja Rural-Seguros RGA), Hector Saez (Euskadi Basque Country-Murias), Álvaro Trueba e David Livramento (Sporting-Tavira), Cyrille Thiéry (Swiss Race Academy), Txomin Juarísti (Equipo Euakadi), Filipe Cardoso (Vito-Feirense-PNB), Rafael Lourenço (UD Oliveirense-InOutbuild), Micael Isidoro (BAI Sicasal Petro de Luanda) e Gonçalo Leaça (LA Alumínios-LA Sport) foram os homens que se destacaram e discutiram a etapa. Com um terreno final ondulado, sucederam-se os ataques na frente da corrida. Benjamin Perry (Israel Cycling Academy) lançou um dos últimos ataques, não tendo no entanto conseguido a vitória. Foi Héctor Sáez (Euskadi Basque Country-Murias) ainda teve forças para vir de trás, alcançar o canadiano da Israel Cycling Academy e vencer a etapa, dando a segunda vitória à Euskadi Murias na Volta a Portugal 2019 e conseguindo a sua primeira vitória como profissional. Rafael Lourenço (UD Oliveirense-InOutBuild), que era o único de uma equipa portuguesa que estava em condições de lutar pela vitória, mas caiu a cerca de 2km's. do final da etapa. O pelotão fez os últimos km's a grande velocidade, coma as equipas a tentarem colocar bem os seus lideres, no sentido destes escaparem a alguma eventual queda, mas a 2 Km's do fim (no local onde tinha caído Rafael Lourenço) houve uma queda também no pelotão. Muitos dos ciclistas do TOP10 ficaram envolvidos na queda, como foi o caso de Gustavo Veloso )camisola amarela), do segundo classificado João Rodrigues (ambos da W52-FC Porto), de Joni Brandão e Henrique Casimiro (Efapel), quarto e quinto da geral.  Porque as quedas aconteceram dentro dos 3 quilómetros finais, os corredores acidentados foram creditados com o tempo do grupo em que vinham inseridos, pelo que não houve consequências imediatas na luta pela geral, Veremos amanhã se as mazelas condicionam ou não desempenho dos ciclistas.  Gustavo Veloso prossegue no topo da classificação, com 15 segundos de vantagem sobre João Rodrigues e 22 segundos à melhor sobre Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano), único homem do top 5 que hoje não caiu.  Hoje apenas houve alterações na classificação da montanha, que passou a ser comandada por Luís Gomes (Rádio Popular-Boavista). Daniel Mestre (W52-FC Porto) continua à frente na geral por pontos e Emanuel Duarte (LA Alumínios-LA Sport) é o melhor jovem. Por equipas comanda a W52-FC Porto.  Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=UZTbnGOwRMQ TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral após etapa Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Organização da Volta a Portugal – Photo PODIUM / Paulo Maria Por: Luís Beltrão ### Bjorg Lambrecht faleceu após queda fatal na volta a Polónia Bjorg Lambrecht, da Lotto-Soudal, faleceu hoje já no hospital, depois de uma queda na terceira etapa da Volta a Polónia. Numa etapa marcada pela chuva, o jovem de 22 anos caiu e bateu com a cabeça. A situação delicada em que se encontrava levou a que fizesse o trajecto de ambulância, em vez de helicóptero. «Chegou ao hospital em estado crítico e, infelizmente, faleceu durante a operação». O porta-voz do hospital de Rybnik A equipa informou o trágico acontecimento pelas redes sociais. https://twitter.com/Lotto_Soudal/status/1158422647287504899?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1158422647287504899&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.abola.pt%2FNnh%2FNoticias%2FVer%2F800322 Bjorg Lambrecht tinha vencido a Liege-Bastgne-Liege de sub-23 em 2017, o que talvez tenha levado a lotto-soudal a contrata-lo em 2018. Com só 22 anos tinha alguns resultados de destaque como o quarto lugar na Fleche-Wallone deste ano, o sexto posto na Amstel Gold Race também deste ano. Tinha ainda vencido a classificação da juventude no Dauphiné deste ano. Descansa em Paz campeão. Fonte: A Bola ### Volta a Portugal 2019 - Na 5.ª etapa a vitória sorriu aos homens da fuga Esta foi a primeira etapa nesta edição da Volta a Portugal em que uma fuga formada na fase inicial conseguiu chegar à meta com sucesso. Sabendo de que essa possibilidade existia, muitas equipas colocaram ciclistas na fuga, tendo esta sido numerosa. Alejandro Marque e David Livramento (Sporting-Tavira), Óscar Sevilla (Medellín), Zakary Dempster (Israel Cycling Academy), Domingos Gonçalves (Caja Rural-Seguros RGA), Thibault Guernalec (Team Arkéa-Samsic), Marco Tizza (Amore & Vita-Prodir) e João Matias (Vito-Feirense-PNB) foram os que conseguiram a fuga, já passados 52 km's de etapa.  O desinteresse da W52 Fc Porto em perseguir o grupo de fugitivos fez com a vantagem destes chegasse a passar os 5 minutos, e embora a Rádio Popular Boavista tenha feito perseguição, o facto de mais nenhuma equipa o ter feito fez com que a fuga tivesse sucesso no final. Publicidade A etapa terminava com uma subida de 3 quilómetros, dentro da Guarda, e foi aí que acabaram as "amizades" dentro da fuga e começaram os ataques entre os fugitivos. Marco Tizza (Amore & Vita-Prodir) revelou-se o mais forte, cortando a meta com menos 10 segundos do que Alejandro Marque e menos 23 do que Zakari Dempster, que foram 2.º e 3.º respectivamente. Marco Tizza ( Amore & Vita-Prodir ) O italiano deu a segunda vitória à sua equipa, que a par da Euskadi Murias, são as únicas a intrometer-se no domínio da W52 Fc Porto. Por enquanto, só estas equipas triunfaram na Volta a Portugal 2019. Entre os favoritos, integrados no pelotão, a W52-FC Porto impôs um ritmo forte na tentativa de controlar os adversários de João Rodrigues e Gustavo Veloso. O melhor foi mesmo Joni Brandão, que recuperou 2 segundos face a Gustavo César Veloso e 4 segundos relativamente a Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano) e a João Rodrigues (W52-FC Porto).  Joni Brandão recuperou alguns segundos hoje. Gustavo César Veloso continua líder com 15 segundos de vantagem sobre João Rodrigues, tendo Vicente García de Mateos a 22, Joni Brandão a 25 e Henrique Casimiro a 45.  Daniel Mestre (W52-FC Porto) continua com a camisola dos pontos e Emanuel Duarte (LA Alumínios-LA Sport) permanece no topo da classificação da juventude. David Ribeiro (LA Alumínios-LA Sport) assumiu a dianteira na montanha e a W52-FC Porto segue à frente por equipas.  Amanhã dia de descanso na competição. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=7oBJS15tehw TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral após etapa 5 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Resumo - 5.ª prova Taça do Mundo XCO - Val di Sole A mítica pista de Val di Sole, em Itália acolheu a 5.ª ronda da Taça do Mundo de XCO, onde uma vitória para cada um dos 4 homens de maior destaque da corrente época teria um significado diferente, além dos pontos. Nino Schurter poderia igualar o recorde 33 de vitórias de Julian Absalon nesta competição, Mathieu van der Poel poderia estrear-se a vencer com a camisola de campeão da Europa, Mathias Flueckiger poderia conseguir a sua segunda vitória na competição dando continuidade à excelente época que vem fazendo e Henrique Avancini queria reduzir a diferença para o líder Nino Schurter. Cross-country short circuit (XCC) Nas corridas de sexta-feira (XCC), a chuva deixou a pista "à maneira do ciclocrosse", com bastante barro, o que exigia ainda mais técnica por parte dos atletas. Corrida feminina Quando toca a pistas técnicas e em condições de lama todos sabem que Jolanda Neff é a atleta que melhor se adapta. Mas desta feita teve uma opositora inesperada e à altura, pois a Suíça Sina Frei (que fez a sua melhor corrida XCC de sempre) "vendeu"a vitória bem cara a Jolanda Neff, que na recta final teve mais energia e sprintou para a vitória. Pódio XCC feminino Val di sole: 1.Jolanda Neff, 2.Sina Frei, 3.Pauline Ferrand-Prevot No terceiro posto ficou a francesa Pauline Prevot, tendo-se visto uma corrida bem disputada, o que deixava boas indicações para a corrida de XCO no domingo. Corrida Masculina Mathieu van der Poel (MVDP) vem dominando as corridas de XCC já desde a época passada, e com a pista nas condições que referimos acima (terreno no qual "nasceu" a pedalar no ciclocross) já seria de prever que alguém dificilmente poderia bater o holandês. Mas a verdade é que Henrique Avancini também tem estado bem no XCC e deu boa réplica a MVDP, que só na ultima volta conseguiu abrir um espaço para o brasileiro, acabando por vencer isolado. O belga Jens Schuermans finalizou 3.º Pódio XCC masculino Val di sole: 1.Mathieu van der Poel, 2.Henrique Avancini, 3.Jens Schuermans Resumo das corridas XCC em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=UN1DxA22C3g Cross-country Olímpico (XCO) Corrida feminina Quem pode ver, assistiu a uma das melhores corridas femininas de sempre nesta modalidade. Kate Courtney segue na frente da classificação geral da Taça do Mundo, mas a corrida de XCC não lhe tinha saído da melhor forma (terminando 9.ª), e Jolanda Neff tinha a oportunidade de reduzir a diferença pontual na classificação geral. Mas na corrida de XCC a francesa Pauline Prevot já tinha deixado o aviso de que se encontrava e forma neste fim de semana, o que se veio a confirmar na corrida de XCO. Pauline Prevot e Jolanda Neff protagonizaram uma batalha fantástica na corrida de XCO, onde desde a 1.ª volta se destacaram das restantes adversárias. A francesa chegou a ter uma vantagem de mais de 30 seg's para a Suíça, mas esta recuperou e só decidiram a corrida entre si na última volta, com vantagem para a francesa no sprint final. Destaque para a excelente corrida da portuguesa Raquel Queirós que terminou na 15.ª posição da corrida de sub-23. A Equipa Portugal esteve representada por mais uma sub-23, Marta Branco, que cortou a meta na 43.ª posição. Corrida Masculina Na corrida masculina, os atletas que têm estado em destaque na presente temporada foram os que assumiram as despesas da corrida desde inicio. Mathias Flueckiger, Nino Schurter, Henrique Avancini e MVDP demonstraram desde as primeiras voltas que podiam e queriam discutir a corrida. À quarta volta Henrique Avancini não aguentou o ritmo dos outros três, que ficavam na disputa da corrida entre si. Publicidade Tal como fez na corrida de Nove Mesto em Itália, na última MVDP lançou forte ataque, imprimindo um ritmo que os seus adversários não conseguiram acompanhar e partiu o grupo, tendo Mathias Flueckiger respondido, sem conseguir acompanhar o holandês mas deixando para trás o Campeão do Mundo Nino Schurter. Vitória para MVDP, seguido de Mathias Flueckiger e Nino Schurter. No que respeita aos portugueses, Mário Costa conseguiu uma boa corrida, partindo da posição 94 e recuperando lugares para ficar na 58.ª posição, o que lhe valeu 10 preciosos pontos UCI para o ranking de apuramento olímpico. De lembrar que em corridas anteriores os atletas têm conseguido 3 pontos por atleta. David Rosa, habitual presente na Taça do Mundo não esteve presente por opção, com vista a recuperar de corridas anteriores e regressar melhor para o que resta de época. Ricardo Marinheiro esteve presente em Val di Sole, mas o Campeão Nacional não terminou a corrida. Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Volta a Portugal 2019 - A Torre não engana, os candidatos viram-se hoje A etapa começou movimentada, devido à luta pela camisola da montanha e à combatividade da Rádio Popular-Boavista, que colocou dois homens no principal grupo de fugitivos do dia: Luís Gomes e Pablo Guerrero. Esse grupo também foi integrado por Antonio Soto (Equipo Euskadi), Mathias Reutmann (Swiss Racing Academy) e Domingos Gonçalves (Caja Rural-Seguros RGA).  Primeira fuga do dia com Domingos Gonçalves na frente. A presença de Domingos Gonçalves deixou o pelotão em alerta, motivo pelo qual a W52-FC Porto assumiu a perseguição, mantendo os fugitivos sempre por perto, de modo a evitar surpresas na aproximação à fase decisiva da etapa. Publicidade O Aviludo-Louletano assumiu a corrida. Partiu o pelotão logo à saída da Covilhã e, a 15 quilómetros da chegada, lançou Luís Fernandes para um esforço a solo. A Rádio Popular-Boavista esteve inconformada ao longo de toda a subida e David Rodrigues deu corpo à combatividade boavisteira, atacando a 4 quilómetros do final, passando por Luís Fernandes, para assumir a solo a cabeça de corrida. Acabaria alcançado pouco depois, na primeira movimentação de Joni Brandão, que testou os adversários com 3 quilómetros em falta para o final.  David Rodrigues tentou mais algumas vezes, mas seria a Efapel a lançar a discussão da etapa, nas últimas centenas de metros. Henrique Casimiro acelerou, mas João Rodrigues respondeu para triunfar, com Gustavo Veloso logo a seguir, a 1 segundo. João Rodrigues arranca determinado para a vitória da etapa da Torre. João Rodrigues. Joni Brandão foi terceiro, a 5 segundos. O final da etapa ficou ainda marcado por um choque entre Edgar Pinto (W52-FC Porto) e Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano), que atrasou um pouco o espanhol, mas deixou o português muito para trás, por ter caído e ficado com a bicicleta avariada.  Joni Brandão e Henrique Casimiro lutaram contra a W52 FC Porto, mas não conseguiram a etapa. Tudo permanece em aberto nas contas da geral, mas Gustavo César Veloso deu uma pedalada de gigante para conquistar a Volta a Portugal. Na etapa que, teoricamente, seria mais difícil para as suas características, o galego aumentou a diferença face aos rivais.  O líder da W52-FC Porto continua de amarelo. O segundo é o colega de equipa João Rodrigues, a 13 segundos. Vicente García de Mateos está em terceiro, a 20 segundos. Seguem-se dois homens da Efapel, Joni Brandão, a 27 segundos, e Henrique Casimiro, a 40.  A quarta etapa, além de deixar Gustavo César Veloso de amarelo, permitiu a manutenção do colega de equipa Daniel Mestre no topo da geral por pontos. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=5CqKpuGXbMg TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral após a etapa 4 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: João Fonseca Photographer ### Volta a Portugal 2019 - Daniel Mestre impõe a sua lei em Castelo Branco A 3.ª etapa desta Volta a Portugal era longa em quilometragem, o calor era muito e amanhã é a subida à Torre, pelo que as equipas com aspirações à classificação geral pouparam energias. Fotografia: João Fonseca Photographer A fuga foi feita por Jayde Julius (Protouch) e Guillaume Almeida (BAI Sicasal Petro de Luanda), que chegaram a ter uma vantagem de quase 12 minutos. A cerca de 40 km's. do final da etapa a Caja Rural-Seguros RGA e a Amore & Vita-Prodir pegaram na corrida, reduzindo rapidamente a diferença para um tempo controlável.  Nos últimos dois quilómetros, a W52-FC Porto colocou toda a equipa na frente do pelotão, na tentativa de levar Daniel Mestre ao triunfo, e o alentejano não falhou. Daniel Mestre foi o mais rápido em Castelo Branco - Fotografia: João Fonseca Photographer Daniel Mestre foi o mais rápido no final da 3.ª etapa da Volta a Portugal, que terminou ao sprint em Castelo Branco. O português impôs-se ao francês Clément Russo do TEAM ARKEA SAMSIC e ao norueguês August Jensen da Israel Cycling Academy. A polémica do dia aconteceu antes da etapa. O colégio de comissários considerou que Joni Brandão (Efapel) beneficiou de apoio irregular por parte do carro de apoio, na etapa de ontem, e aplicou-lhe uma penalização de 10 segundos. Joni Brandão - Efapel Juntando a isto, o ciclista da Efapel ainda perdeu tempo hoje num “corte”, terminando a etapa na décima posição, a 23 segundos do camisola amarela.  Publicidade Gustavo César Veloso continua líder, com 3 segundos de vantagem sobre Mikel Aristi (Euskadi Basque Country-Murias) e 8 relativamente a Daniel Mestre (W52-FC Porto).  Amanhã será o dia de colocar à prova Gustavo Veloso - Fotografia: João Fonseca Photographer Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=44PAOH63Pf8&t= A etapa de amanhã é uma das mais aguardadas da Volta a Portugal. O pelotão vai partir da Pampilhosa da Serra e terminar a etapa no mítico alto da Torre, na serra da Estrela. Perfil da 4.ª etapa da Volta a Portugal 2019 A subida para a meta será feita pela vertente considerada a mais dura, desde a Covilhã, serão 19,7 quilómetros de escalada. Será um dia de colocar à prova quem realmente pode discutir a classificação geral. Ciclistas como Joni Brandão terão que reduzir a desvantagem que têm para o líder Gustavo Veloso, que até agora parece estar à altura para responder aos ataques. Veremos, amanhã é dia de espectáculo para homens "de barba rija". TOP 10 da etapa TOP da classificação geral após a etapa 3 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Vídeo - A pedalar com o vencedor da Taça de Portugal de XCM Fomos entrevistar e pedalar com Renato Ferreira, vencedor da Taça de Portugal de Cross-Country Maratona (XCM). Se queres saber pormenores como quantas horas de treino fazem estes atletas, qual o seu peq. almoço, como gerem a comida nas corridas, entre outras coisas, vais gostar do vídeo. Deixa-nos a tua opinião acerca do vídeo, visita e subscreve o nosso canal Youtube, tem lá mais vídeos que podes achar interessantes. https://www.youtube.com/watch?v=hHtnBQdp_7Y&t= ### Volta a Portugal 2019 - 2.ª Etapa com vitória espanhola. Na Volta a Portugal, a etapa de hoje fez-se a alta velocidade, o que não permitiu que a vantagem dos escapados fosse significativa, nunca passando dos dois minutos.  Fotografia - João Fonseca Photographer A fuga terminou a 46 Km's. do final da etapa, o que levou a que houvesse novas movimentações. Mas o forte vento e a força do pelotão levou a que esta segunda fuga acabasse a pouco menos de 10 quilómetros do fim, ficando a decisão para os favoritos à etapa e à geral.  Publicidade A corrida decidiu-se num sprint de grande dureza, pois a etapa finalizava no topo de uma subida de quarta categoria, curta, mas com bastante inclinação. Luís Mendonça (Rádio Popular-Boavista) tentou a sua sorte a 300 metros da meta, mas o espanhol Mike Aristi, superou o português nos metros finais, vencendo a 2.ª etapa da Volta a Portugal 2019. Fotografia - João Fonseca Photographer Mikel Aristi (Euskadi Basque Country-Murias) ganhou assim a 2.ª etapa da Volta a Portugal, a mais longa da prova, 198,5 quilómetros entre a Marinha Grande e Santo António dos Cavaleiros, Loures.  Fotografia - João Fonseca Photographer A três segundos, finalizou Gustavo VVeloso (W52-FC Porto), que assumiu o comando da geral individual, mostrando mais uma vez que está nesta Volta com claras intenções e capacidade para tentar o seu terceiro triunfo na prova portuguesa. Fotografia - João Fonseca Photographer O vencedor da Volta a Portugal em 2014 e 2015 tem agora três segundos de vantagem para Mikel Aristi e de sete para Joni Brandão (Efapel), segundo e terceiro respectivamente. Fotografia - João Fonseca Photographer Apesar de não ter os últimos vencedores da prova, a W52-FC Porto não parece estar a ressentir-se, pois além do primeiro lugar de Gustavo César Veloso, os portistas contam com Daniel Mestre (4.º), António Carvalho (7.º), Edgar Pinto (8.º) e João Rodrigues (9.º) no top 10.  Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=6WVsmIyOiQI TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral após a etapa 2 Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. Por: Luís Beltrão ### Volta a Portugal 2019 - A etapa 1 foi discutida ao sprint Embora a etapa tivesse um início com 4 prémios de montanha, um dos quais inclusive de 1.ª categoria, a chegada previa-se ao sprint, e assim foi. Perfil da etapa de hoje Fotografia - João Fonseca Photographer Dos 170 km's de etapa, os últimos 70 km's eram em terreno plano e as equipas com interesse na etapa não deixaram a fuga de David Ribeiro (LA Alumínios-LA Sport), Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua), Mathias Reutmann (Swiss Racing Academy) e Peio Goikoetxea (Equipo Euskadi) ter sucesso. Fotografia - João Fonseca Photographer As equipas que trabalharam na perseguição foram numa fase inicial, a W52 FC Porto, e depois a Vito-Feirense-PNB, a Caja Rural-Seguros RGA e a Euskadi Basque Country-Murias, tendo anulado a fuga a só 3 km's. do final da etapa, altura em que só resistiam na frente Gaspar Gonçalves e Mathias Reutmann. Publicidade A fase final da etapa ficou marcada uma queda colectiva (a 2 km's do fim), que envolveu, além de Samuel Caldeira, homens como Joni Brandão (Efapel) ou Domingos Gonçalves (Caja Rural-Seguros RGA). Aparentemente nenhum dos ciclistas sofreu lesões que venham a afectar o seu rendimento. Após a queda, quem estava posicionado na frente foi quem acabou por discutir a etapa, e entre esses foi notavelmente mais forte Davide Appollonio da equipa Amore & Vita-Prodir de escalão continental. Davide Appollonio regressa com vitória após suspensão de 4 anos. O ciclista italiano de 30 anos, que já pertenceu à Sky em 2011 e 2012, altura em que Mark Cavendish também pertencia à formação britânica Hoje venceu de forma categórica, sendo mais rápido que Daniel Mestre (W52-FC Porto) e Matteo Malucelli (Caja Rural-Seguros RGA) nos últimos 100mts. Davide Appollonio em 2012 na Sky Davide Appollonio - Amore & Vita-Prodir Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=EMLlkaXhLL8 TOP 10 da etapa TOP da classificação geral após etapa 1 Amanhã será a etapa mais longa, com 198,5 quilómetros, entre Marinha Grande e Santo António dos Cavaleiros (Loures). Uma etapa plana, mas que termina com um prémio de montanha de quarta categoria, numa subida de 1400 metros, com 8 por cento de inclinação média.  Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Volta a Portugal 2019 - W52 FC Porto entra a ganhar No primeiro dia de Volta a Portugal, a equipa portuguesa W52 FC Porto começa como acabou a última edição da corrida, a vencer. O Prólogo colocava à prova não só a capacidade física dos atletas, mas também a técnica, pois em Viseu como se sabe há muitas rotundas e no prólogo passava-se "só" por 12 delas. Samuel Caldeira cumpriu os 6 Km's. do prólogo de Viseu em 7m. 28s., menos 88 milésimos de segundo que Gian Frieseck (Swiss Racing Academy). Samuel Caldeira - Fotografia: João Fonseca Photographer. O terceiro no prólogo foi Gustavo Veloso, também da W52-FC Porto. O vencedor das edições de 2014 e 2015 da Volta mostrou que a equipa ainda pode contar com ele aos 39 anos de idade. Publicidade A W52-FC Porto entrou dominadora na Volta a Portugal, colocando quatro ciclistas nos dez primeiros, mas neste prólogo deu para perceber que a concorrência também está forte. Outro dos candidatos à classificação geral, Joni Bandão (Efapel), fez um esplêndido oitavo tempo, a 7 segundos do melhor. Joni Brandão - Fotografia: João Fonseca Photographer. Deixamos o vídeo maravilhoso feito pela equipa da EFAPEL, "que nos levou" dentro do carro de apoio no prólogo de Joni Brandão. Para quem gosta de ciclismo é arrepiante. O Sporting-Tavira, outra das equipas candidatas, apresentou maiores dificuldades neste primeiro dia, onde o seu melhor ciclista foi Alejandro Marque, a 11 segundos do vencedor. Tiago Machado cedeu já 25 segundos para os homens que terminaram o prólogo em 7m. 28s. Tiago Machado - Fotografia: Marcelo Lopes Destaque ainda para o jovem francês Thibault Guernalec (Team Arkéa-Samsic), que terminou 4.º e é o melhor jovem para já. Resumo da etapa em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=pqmHmG48xlo TOP 10 da Etapa 1º CALDEIRA Samuel Elite W52/FC PORTO (POR) 0:07:28:13 2º FRIESECKE Gian Elite SWISS RACE ACADEMY (SUI) 0:07:28:22 3º CESAR VELOSO Gustavo W52/FC PORTO (POR) 0:07:28:32 4º GUERNALEC Thibault Sub23 TEAM ARKEA SAMSIC (FRA) 0:07:29:81 5º CARVALHO António Elite W52/FC PORTO (POR) 0:07:32:97 6º ARISTI GARDOKI Mikel Elite EUSKADI BASQUE COUNTRY MURIAS (ESP) 0:07:34:85 7º THIÈRY Cyrille Elite SWISS RACE ACADEMY (SUI) 0:07:35:08 8º BRANDÃO Jóni Elite EFAPEL (POR) 0:07:35:16 9º MATIAS João Elite VITO/FEIRENSE/PNB (POR) 0:07:36:33 10º MESTRE Daniel Elite W52/FC PORTO (POR) 0:07:36:33   Classificações completas aqui. Amanhã corre-se a primeira etapa em linha, ligando Miranda do Corvo a Leiria (17h25), ao longo de 174,7 quilómetros. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Por: Luís Beltrão ### Volta a Portugal 2019 - As Etapas e a Start List das equipas Começa já amanhã a 81.ª Volta a Portugal Santander, com um percurso de 2019 que é maioritariamente ao jeito dos trepadores. Seis das nove etapas em linha têm a meta a coincidir com contagens de montanha. Um desses casos é o da quarta etapa, que marca o regresso do alto da Torre, na serra da Estrela, que será alcançado pela vertente mais dura, a subida pela Covilhã.  Etapas  31 de julho - Prólogo: Viseu - Viseu, 6 km (CRI) 1 de agosto - 1.ª Etapa: Miranda do Corvo - Leiria, 174,7 2 de agosto - 2.ª Etapa: Marinha Grande - St.º António dos Cavaleiros, 198,5 km 3 de agosto - 3.ª Etapa: Santarém - Castelo Branco, 181,3 km 4 de agosto - 4.ª Etapa: Pampilhosa da Serra - Torre, 145 km 5 de agosto - 5.ª Etapa: Oliveira do Hospital - Guarda, 158 km 6 de agosto - Descanso 7 de agosto - 6.ª Etapa: Torre de Moncorvo - Bragança, 189,2 km 8 de agosto - 7.ª Etapa: Bragança - Serra do Larouco, 156,2 km 9 de agosto - 8.ª Etapa: Viana do Castelo - Santa Quitéria, 156,6 km 10 de agosto - 9.ª Etapa: Fafe - Senhora da Graça, 133,5 km 11 de agosto - 10.ª Etapa: Vila Nova de Gaia - Porto, 19,5 km (CRI)  A prova arranca com um contrarrelógio individual de 6 quilómetros em Viseu, repetindo o local e a distância do arranque da Volta em 2015. A etapa-rainha é considerada a nona, que também é a mais curta das tiradas em linha, 133,5 quilómetros entre Fafe e o pico do monte Farinha, a popular Senhora da Graça, Mondim de Basto. A décima e última etapa será também um contrarrelógio individual de 19,5 quilómetros, entre Gaia e o Porto. O percurso terá descidas sinuosas e subidas que quebram o ritmo, sendo assim difícil apontar um favorito para vencer neste dia. A Volta a Portugal não terá bonificações pelo segundo ano consecutivo. Publicidade As Equipas  Profissionais Continentais W52-FC Porto País: Portugal  Ranking UCI: 48.º É a estrutura vencedora das últimas seis edições da Volta. Dos ciclistas que venceram, para 2019 apenas conta com o ciclista que lhe deu o triunfo em 2014 e em 2015, Gustavo César Veloso, inicialmente colocado como suplente. Apesar disso, a W52-FC Porto parte como favorita, numa edição da prova em que factor colectivo será determinante, devido à extrema dureza do percurso. Ciclistas: 1 VELOSO Gustavo2 MESTRE Ricardo3 MESTRE Daniel4 CARVALHO António5 PINTO Edgar6 RODRIGUES João7 CALDEIRA Samuel José Israel Cycling Academy País: Israel Ranking UCI: 24.º Os israelitas são a formação com melhor ranking colectivo do pelotão voltista, no entanto, estarão fora da Volta os dez corredores cujos pontos contribuem para o bom posicionamento da equipa na classificação mundial. Uma equipa que tenta dar o salto para o escalão World Tour em breve. O protagonismo ficará dependente da capacidade do norueguês August Jensen para se intrometer nas escassas batalhas previstas para os sprinters. Ciclistas: 11 GEBREMEDHIN Awet 12  OVETT Freddy 13 CATAFORD Alexander14 DEMPSTER Zak15 GOLDSTEIN Omer16 PERRY Benjamin 17 JENSEN August Team Arkéa-Samsic País: França Ranking UCI: 27.º A equipa francesa apresenta-se com uma boa formação para a Volta a Portugal. Brice Feillu foi sexto na Volta a Portugal de 2012 e 16.º no Tour de France em 2014 e 2017. Ciclistas: 21 GUERNALEC Thibault 22 DANIEL Maxime23 FEILLU Brice24 LE ROUX Romain25 WELTEN Bram26 RUSSO Clément27  WAGNER Robert Thomas Caja Rural-Seguros RGA País: Espanha Ranking UCI: 32.º O português Domingos Gonçalves irá alinhar pelo colectivo espanhol, podendo e intrometer-se na luta pelo top 10 e de algumas etapas, mas o trepador Sergio Pardilla será um homem importante para a geral. Ciclistas: 31 GONÇALVES Domingos32 CUADROS Álvaro33 GONZÁLEZ David34 PARDILLA BELLON Sergio 35 SOTO Nelson Andrés36 AMEZQUETA MORENO Julen 37 MALUCELLI Matteo Euskadi Basque Country-Murias País: Espanha Ranking UCI: 43.º Os bascos chegam a Portugal com um efectivo jovem, totalmente formado por corredores com menos de 30 anos. Ciclistas: 41 GONZÁLEZ Mario42 ARISTI Mikel43 LÓPEZ-CÓZAR Juan Antonio44 BERRADE Urko45 SAMITIER Sergio46 UDONDO Gotzon47 SÁEZ Héctor Equipas Continentais Medellín País: Colômbia Ranking UCI: 52.º POr um lado a equipa colombiana surge na Volta a Portugal com um bloco experiente, adaptado ao calor e às corridas com tantos dias como a nossa, no entanto, acabam de chegar da China, onde dominaram a Volta ao Lago Qinghai. Acusarão desgaste, ou vir com competição nas pernas será vantagem? Ciclistas: 51 SEVILLA Óscar52 ROLDÁN Weimar Alfonso53 DUARTE Fabio54 OYOLA OYOLA Robigzon Leandro 55 VARGAS ALZATE Walter Alejandro 56 MONTOYA Cristhian Amore & Vita-Prodir País: Letónia Ranking UCI: 61.º A equipa letã compete pelo segundo ano consecutivo na Volta a Portugal. Há um ano, Pierpaolo Ficara foi dos mais combativos, embrenhando-se em fugas consecutivas. É um trepador que, em dias de inspiração, sobe com os melhores. Ciclistas: 61 CELANO Danilo62 FICARA Pierpaolo63 TIZZA Marco64 BERNARDINETTI Marco65 HISHINUMA Yukinori66 MEUCCI Andrea67 LUKŠEVICS Viesturs Sporting-Tavira País: Portugal Ranking UCI: 67.º O Sporting-Tavira faz uma aposta forte na luta pela geral da Volta. Para esse objectivo e tendo em conta a dureza do percurso, foi sacrificado o sprinter da equipa, em favor de um bloco talhado para as montanhas. Tiago Machado e Frederico Figueiredo lideram a formação portuguesa, com o apoio de homens experientes como Alejandro Marque, José Mendes ou David Livramento.  Ciclistas: 71 MACHADO Tiago72 FIGUEIREDO Frederico73 MARQUE Alejandro Manuel74 GRIGORYEV Alexander75 TRUEBA Alvaro76 MENDES José77 LIVRAMENTO David Swiss Racing Academy País: Suíça Ranking UCI: 78.º Uma equipa jovem, na qual a maioria dos ciclistas não tem experiência em provas com mais de uma semana. Veremos se os helvéticos passarão por dificuldades. Gian Friesecke promete ser a referência para a geral.  Ciclistas: 81 REUTIMANN Mathias82 RUEGG Lukas83 FRIESECKE Gian84 THIÈRY Cyrille85 RUEGG Timon86 PAUMANN Fabian87 KRAHEMANN Raphael Efapel País: Portugal Ranking UCI: 93.º Tendo em conta o percurso da corrida este ano, e os desempenhos ao longo de toda a época, Joni Brandão é um dos favoritos à vitória da Volta. Sérgio Paulinho e Henrique Casimiro e são os principais escudeiros do chefe-de-fila. Ciclistas: 91 BRANDÃO Joni92 PAULINHO Sérgio Miguel93 CASIMIRO Henrique94 SILVA Rafael95 SILVA Bruno96 FERRARI Fabricio97 MIHAYLOV Nikolay Aviludo-Louletano País: Portugal Ranking UCI: 111.º Vicente García de Mateos é o chefe-de-fila, apesar de chegar à Volta com apenas uma vitória em 2019. No entanto, o espanhol se supera-se na corrida mais desejada do calendário português, na qual ganhou três etapas e foi terceiro na geral em 2018. Ciclistas: 101 GARCÍA DE MATEOS Vicente102 DE LA FUENTE David103 FERNANDES Luis104 HERNÁNDEZ Oscar105 MEIRELES Nuno106 BARBOSA Márcio107 EVANGELISTA Andre  ProTouch País: África do Sul Ranking UCI: 94.º Equipa de perfil jovem. Corredores como Clint Hendricks, Jayde Julius e Kent Main têm alguns bons resultados e vitórias no circuito continental africano, mas o ritmo na Europa é diferente. Ciclistas: 111 MAIN Kent112 JULIUS Jayde113 VAN HEERDEN Eddie114 BENEKE Calvin115 HENDRICKS Clint116 FOURIE James117 VAN HEERDEN Mornay  Rádio Popular-Boavista País: Portugal Ranking UCI: 128.º A equipa portuense tem em João Benta a principal aposta para a geral. O sexto em 2018 e sétimo um ano antes, aspira ao top 5 final. David Rodrigues, Daniel Silva e Hugo Nunes poderão dar uma ajuda nos dias mais duros. Ciclistas: 121 BENTA João122 RODRIGUES David Miguel Costa123 GOMES Luis124 NUNES Hugo125 SILVA Daniel126 MENDONÇA Luís 127 GUERRERO Pablo Equipo Euskadi País: Espanha Ranking UCI: 154.º A equipa continental de formação do País Basco surge com um coletivo marcado pela juventude, é também uma equipa que se sabe querer subirao escalão World Tour brevemente. Txomin Jurasti, sexto na Volta ao Alentejo deste ano e segundo na Volta a Portugal do Futuro de 2017 terá a missão de liderar a equipa, e Gotzon Martin já venceu este ano no nosso país. Ciclistas: 131 JUARISTI Txomin132 AZURMENDI Ibai133 SOTO Antonio Jesus134 CUADRADO Unai135 LOPEZ Diego136 MARTIN Gotzon137 GOIKOETXEA Peio Vito-Feirense-PNB País: Portugal Ranking UCI: 164.º A equipa feirense dispõe de homens para lutar pelo protagonismo. O espanhol Jesús del Pino revelou excelente condição na Clássica de Ordízia, na qual foi segundo classificado. Ciclistas 141 MATIAS Joao142 THURAU Björn143 DEL PINO Jesus144 PELEGRÍ Óscar145 BARBOSA João146 RICO BORDERA Raúl147 CARDOSO Filipe UD Oliveirense/InOutBuild País: Portugal Ranking UCI: 159.º O bloco chefiado por Manuel Correia caracteriza-se pela oportunidade de evolução dada aos jovens portugueses, motivo pelo qual será com naturalidade que veremos a UD Oliveirense/InOutBuild a candidatar-se à classificação da juventude. Ciclistas: 151 ZABALA Josu152 FERNANDES Venceslau153 LOURENCO Rafael154 LOPES Pedro Miguel155 LOPES Pedro Jose156 COSTA Fabio 157 OSORIO Juan Felipe BAI Sicasal Petro de Luanda País: Angola Ranking UCI: 204.º Os portugueses Micael Isidoro e Guillaume Almeida são as referências da equipa que representa Angola. Uma equipa que certamente irá muitas vezes presença nas fugas.mostrar em fugas.  Ciclistas: 161 ANTÓNIO Dário162 ARAUJO Bruno163 DE ALMEIDA Guillaume164 ISIDORO Micael165 COLE Gabriel166  KUSSENGUE TUTO Cruz José 167  DUARTE Diogo LA Alumínios-LA Sport País: Portugal Ranking UCI: 205.º É a única equipa que tem na linha de partida uma formação completamente portuguesa. A combatividade tem sido uma constante deste bloco ao longo da temporada e essa característica deverá manter-se na Volta a Portugal. Neste colectivo há corredores que certamente ambicionam bater-se pelo estatuto de melhor jovem da competição. Ciclistas: 171 BARBIO António172 LEAÇA Gonçalo173 DUARTE Emanuel174 RIBEIRO David175 OLIVEIRA Fabio176 RAMALHO Andrè177 SCHEULEN Marvin Miranda-Mortágua País: Portugal Ranking UCI: - Outra equipa que se afirma pela juventude, embora apresente um veterano para capitanear os companheiros, Hugo Sancho. Ciclistas: 181 FREITAS Daniel182 SANCHO Hugo183 GONCALVES Gaspar184 VEGA Sergio185 NANCLARES Jesus Angel186 LINAREZ Leangel187 MOTA Cristian Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Site da Volta a Portugal - Photo PODIUM / Paulo Maria; Luis Braga Por: Luís Beltrão ### Adeus Tour de França - Porquê o ciclismo é belo? Por tudo isto! Esta edição do Tour de França foi seguramente por várias razões a melhor dos últimos anos, pelo equilíbrio que houve entre todos os ciclistas nas várias classificações, pelas imagens e pelos momentos. Egan Bernal venceu pela primeira vez o Tour de França, sendo um dos mais jovens de sempre a fazê-lo, assim como o primeiro colombiano da história. Além da classificação geral, Egan Bernal também venceu a classificação da juventude. Peter Sagan entrou para a história ao ser o primeiro ciclista a conseguir 7 camisolas verdes (vencedor da classificação por pontos). Peter Sagan colocou o recorde de camisolas verdes nas 7, e pode aumentar. Romain Bardet foi o vencedor da classificação da montanha pela primeira vez na sua carreira. Romain Bardet venceu a classificação da montanha. No pódio, Geraint Thomas ficou em segundo e Steven Kruijswijk terceiro. Terminou assim mais um Tour, e este vai seguramente deixar saudades por tudo o que nos ofereceu. TOP 10 final da classificação geral. 1Egan Bernal (Col) Team Ineos82:57:00 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:11 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:31 4Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:01:56 5Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep0:04:05 6Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:04:23 7Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:05:15 8Nairo Quintana (Col) Movistar Team0:05:30 9Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:06:12 10Warren Barguil (Fra) Arkéa Samsic0:07:32  Publicidade Recolhemos curiosidades e momentos interessantes na história desta edição do Tour de França. Comecemos por falar do longo caminho (ou nem tanto) de Egan Bernal, vencedor do Tour de França 2019 aos 22 anos. Bernal ingressou no ciclismo de estrada profissional na equipa da Androni Androni Giocattoli - Sidermec em 2016, onde permaneceu até 2017. Tirreno - Adriatico 2017Egan Bernal Os resultados que obteve pela equipa da Androni colocaram-no no "radar" da então equipa da Sky, que o contratou em 2018. A vida de ciclista não é fácil em nenhuma parte do mundo, e na Colômbia, apesar de ser um país com uma paixão enorme pelo ciclismo, as dificuldades de muitos jovens por falta de meios e por estarem longe da Europa é ainda maior. Egan Bernal começou no ciclismo de montanha e desde logo se destacou nessa modalidade, mas debateu-se com dificuldades para poder competir fora do país. Egan Bernal Vejam então esta publicação de Egan Bernal em 2014 (há somente 5 anos), na qual explicava que era atleta de BTT, estava em 12.º no ranking UCI e precisava de ajuda para viajar à Noruega a fim de disputar o campeonato do mundo de Cross-Country. Pedia ajuda aos colombianos para a viagem. Que salto deu a vida do jovem colombiano em 5 anos. Egan Bernal pediu ajuda, foi aos campeonatos do mundo de XCO e finalizou 2.º, atrás de "um tal" de Simon Adreassen, ainda hoje atleta na taça do mundo de XCO. Há 5 anos atrás, por alguma razão tentava vender a sua bicicleta nova. Aparentemente não conseguiu pois vimos fotografias de Egan Bernal a competir com esta bicicleta depois. Hoje em dia, seria fácil vender a sua bicicleta, não necessitaria colocar "Buen precio". Por todo este historial de superação e sucesso é que muitos acreditam que este jovem venha a marcar a história do ciclismo mundial. Já começou, agora o passar do tempo nos dirá como será a essa história. Esta é a fotografia de uma criança colombiana a assistir à vitória da etapa que deu a liderança no Tour a Egan Bernal. Quem sabe, um próximo vencedor do Tour de França. Passemos para pequenos momentos que marcaram o Tour de França 2019. Para quem acha que ver ciclismo é "uma seca", os adeptos do Tour asseguram que não. Era este o ambiente antes dos ciclistas passarem no "Col du Galibier" https://www.youtube.com/watch?v=SqeDDuhtLwQ Julian Alaphilippe, o ciclista em maior destaque nesta edição do Tour, a pilotar uma "Moto GP". https://www.youtube.com/watch?v=vV2EE_s1EEw Julian Alaphilippe, que foi sem margem de dúvida o ciclista de maior destaque no Tour, a par de Egan Bernal, por razões diferentes. O ciclista francês foi considerado o ciclista mais combativo do Tour, andou quase toda a prova de camisola amarela no corpo e fez muita gente sonhar com a sua vitória, que não viria a acontecer no final Alaphilippe, sai feliz e concretizado deste Tour de França e a sua equipa Deceuninck Quick-Step explica neste vídeo porquê. Vale a pena ver. https://www.youtube.com/watch?v=DyoAgswq_9k Em resumo, Alaphlippe em 2016 sonhava um dia vencer uma etapa no Tour, e trocava uma eventual vitória da classificação da juventude por vestir um só dia a camisola amarela. Venceu duas etapas e andou 14 dias de camisola amarela. A imagem mais dolorosa do Tour, o momento em que Thibaut Pinot começa a chorar literalmente por ter que abandonar a corrida quando ainda estava na discussão pela vitória. https://www.youtube.com/watch?v=jtbCP7Eh3kQ Peter Sagan não poderia deixar de estar nesta colecção de momentos, não pelos cavalinhos que faz nas etapas, porque a isso já nos habituou há muito tempo, mas por esta atitude fantástica de assinar um autógrafo a um adepto em plena subida ao Tourmalet. https://www.youtube.com/watch?v=4LR4c8hGibI Muitos pensamos que os ciclistas líderes das classificações tem uma vida igual à dos outros durante a prova, mas não, têm uma série de tarefas e compromissos. Algo tão simples como ter que tirar medidas para os equipamentos de líder de cada classificação. https://twitter.com/lecoqsportif/status/1152157602819825664 Para nós, o momento que mais nos marcou foi mesmo este. Luís Beltrão, o membro da nossa equipa que faz todo o conteúdo deste site, teve a oportunidade de ir comentar a etapa 18 em directo com a equipa da Eurosport, deixamos o vídeo para quem ainda não teve a oportunidade de ver. https://www.youtube.com/watch?v=3p6ocb2DOyk&t= Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Montanha - Campeonatos da Europa de Cross-Country Olímpico Decorreram este fim de semana os Campeonatos da Europa de Cross-Country Olímpico em Brno, República Checa. Mais de 10.000 pessoas no "Anthropos Bike Arena" para assistir às provas. É conhecida a paixão que os checos têm pelo ciclismo de montanha, tendo sempre as provas que se realizam naquele país uma grande afluência de público às pistas. Nestas provas não foi diferente, uma multidão de mais de 10.000 pessoas assistiram às corridas no "Anthropos Bike Arena". Prova de elites masculinos A corrida elite masculina foi dominada pelo holandês Mathieu vander Poel, que apesar de uma queda na primeira volta, rapidamente recuperou a liderança da mesma. Mathieu van der Poel Depois de passar para a frente pela segunda vez, Van der Poel atacou na terceira das 8 voltas e abriu um espaço de mais de 1 minuto para os atletas perseguidores, acabando por cortar a meta em solitário com 43 seg's. de vantagem sobre o segundo classificado. Mathieu van der Poel continua a bater recordes nas várias vertentes do ciclismo. Mathieu van der Poel junta ao título de campeão da Europa de Ciclocrosse e medalha de prata nos europeus de bicicleta de estrada, o título de bicicleta de montanha, e continua a "rebentar" com as estatísticas nas várias modalidades. No segundo posto ficou Florian Vogel, que após uma fase da corrida onde seguiu no grupo perseguidor de van der Poel, também ele impôs um ritmo forte, abrindo um espaço para os restantes. Florian Vogel No terceiro posto do pódio, outro holandês, Milan Vader que na parte final da corrida se conseguiu impor ao francês Thomas Griot, o que lhe valeu o seu primeiro pódio nos europeus. Milan Vader Pódio elite masculino do Campeonato da Europa de XCO A selecção holandesa conseguiu contrariar uma tendência na modalidade, que é o habitual domínio da selecção suíça, que apesar de não ter contado com a presença da super estrela Nino Schurter, se apresentava à partida com vários atletas de qualidade. Entre os portugueses, Mário Costa chegou a rodar perto do top 30. mas na fase final perdeu algumas posições, acabando no 38.º lugar. Mário Costa David Rosa foi o outro representante da Equipa Portugal, mantendo-se, durante toda a prova, em redor da posição de partida, terminando no 43.º posto. David Rosa Destaque ainda para Rafael Rita que nos Sub-23 partiu da posição 55 e foi galgando lugares para terminar a corrida no 26.º posto. Na mesma categoria, João Rocha também se colocou na primeira metade da classificação, terminando no 32.º lugar. Prova de elites femininos Na prova feminina, também um domínio e clara vitória da múltipla campeã Jolanda Neff. A atleta suíça actual campeã europeia, controlou a corrida e venceu de forma avassaladora, impondo ritmo forte de início ao fim. Jolanda Neff Como é sabido, Jolanda Neff é uma das atletas da taça do mundo mais dotada tecnicamente, ela atacou na primeira volta e cruzou a meta com uma vantagem impressionante de 2m.52s. sobre a segunda classificada. Jolanda Neff revalida o título No segundo posto, ficou a jovem ucraniana Yana Belomoina (Ucrânia), vencedora do europeu em 2017. Yana Belomoina A 3m.05s. da vencedora ficou Elisabeth Brandau (Alemanha), que após a luta pelo segundo posto com a ucraniana, acabou por ceder na segunda volta, ficando no terceiro posto do pódio. Elisabeth Brandau Pódio elite feminino do campeonato da Europa de XCO As portuguesas Raquel Queirós e Marta Branco competiram na categoria de Sub-23, tendo alcançado uns excelentes resultados, tendo em conta que são atletas de primeiro ano nesta categoria. Raquel Queirós Requel Queirós terminou a prova como a 19.ª melhor em pista, e Marta Branco foi a 35.ª. Ana Santos também teve um desempenho de relevo, na corrida de juniores femininas. A representante da Equipa Portugal apresentou uma prestação em crescendo, que a deixou entre as 17 primeiras. Classificações completas aqui. ### Vídeo - Fomos comentar uma etapa do Tour na Eurosport Fomos convidados para comentar uma etapa do Tour de França, juntamente com os famosos e bem dispostos comentadores Paulo Martins, Luís Piçarra e Olivier Bonamici. Como nós, muitos de vocês assistem há anos ao ciclismo através da Eurosport. Quisemos mostrar-vos os bastidores dos comentários que ouvimos todos os dias nas emissões das etapas, o resultado foi este, clica no vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=3p6ocb2DOyk&t O nosso obrigado ao comentador Paulo Martins e restante equipa da Eurosport Portugal pelo convite. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - Aos 22 anos Egan Bernal faz história no Tour A etapa 20 também teve a distância encurtada devido às condições atmosféricas adversas, tendo assim os ciclistas cumprido 59 km's em vez dos 130. Nesses 59 km's. uma subida de 33,4 km's a "Val Thorens" (a 2365 mts. de altitude). Publicidade Partia como líder Egan Bernal, que só teria que manter a distância para Julian Alaphilippe e Steven Kruijswijk para vencer o seu primeiro Tour de França, e assim foi. Egan Bernal já lider desde ontem. O que muitos esperavam aconteceu a 13 km's. do fim da etapa, Julian Alaphilippe, não obstante o excelente Tour de França que fez e ter sido um dos protagonistas da corrida, não aguentou o ritmo dos favoritos e ficou para trás. Julian Alaphilippe Ainda assim, apesar do tempo perdido hoje, o ciclista francês conseguiu terminar no TOP 5 do Tour, à frente de muitos ciclistas com preparação específica para grandes voltas. Julian Alaphilippe foi um dos ciclistas de maior destaque no Tour 2019 Julian Alaphilippe não vence o Tour, como chegou a fazer sonhar algumas pessoas, mas convém lembrar que foi o ciclista com mais dias de camisola amarela vestida, venceu etapas, e ainda lembrar que este ciclista já venceu esta temporada: 2 etapas na Vuelta a San Juan, 2 etapas no Tirreno-Adriatico, venceu a Clássica Milão-San-remo, clássica Strade Bianche, Tour de Colombia e Vuelta ao País Basco. São números astronómicos numa época. Falando da classificação geral, Geraint Thomas termina no segundo posto do pódio e a Ineos domina por completo um Tour de França colocando dois ciclistas nos dois primeiros lugares do pódio, mesmo sem a presença de Christopher Froome. Geraint Thomas Com Frome, seria um pódio completo Ineos? No terceiro posto do pódio do Tour 2019 ficou Steven Kruijswijk, que após em 2016 quase ter vencido um Giro de Itália (não fosse uma queda) e após vários TOP 10 na Vuelta, Giro e Tour conseguiu finalmente um pódio numa grande volta. Steven Kruijswijk Esta etapa foi também atacada por ciclistas que procuravam uma vitória de etapa para deixar a sua marca nesta edição do Tour, o português Rui Costa ainda esteve na primeira fuga que se formou. Rui Costa colocou-se na fuga mais uma vez, na tentativa de vencer uma etapa. Mas foi "O Tubarão" Vincenzo Nibali quem conseguiu arrancar sozinho da ultima fuga a ser apanhada, atacando a 12 km's do fim mantendo o ritmo até cortar a meta. Nibali deixa a sua marca no Tour 2019 com uma vitória de etapa. Depois de terminar em 2.º no Giro de Itália, Vincenzo Nibali deixa a sua marca no Tour 2019 com uma vitória de etapa e ainda como ciclista mais combativo da etapa 20. Vincenzo Nibali foi o ciclista mais combativo do dia. Egan Bernal faz história por ser o primeiro colombiano a vencer o Tour, depois de muitos apontarem Nairo Quintana como o prodígio que o iria fazer quando venceu o Giro de Itália aos 25 anos (em 2014). Geraint Thomas felicita o seu colega de equipa Egan Bernal. Além de ser o primeiro Colombiano a vencer o Tour, Egan Bernal é um dos mais jovens de sempre a vencer o Tour de França. Egan Bernal poderá muito provavelmente estar a abrir uma nova era no domínio das grandes voltas. Resumo da etapa em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=hieJ0q-0rks Top 10 da etapa 1Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida1:51:53 2Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:00:10 3Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:00:14 4Egan Bernal (Col) Team Ineos0:00:17 5Geraint Thomas (GBr) Team Ineos  6Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:00:23 7Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe  8Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:00:25 9Wout Poels (Ned) Team Ineos0:00:30 10Nairo Quintana (Col) Movistar Team   TOP 10 da classificação geral após a etapa 20 1Egan Bernal (Col) Team Ineos79:52:52 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:11 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:31 4Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:01:56 5Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep0:03:45 6Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:04:23 7Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:05:15 8Nairo Quintana (Col) Movistar Team0:05:30 9Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:06:12 10Warren Barguil (Fra) Arkéa Samsic0:07:32  Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - Aconteceu de tudo na etapa 19 A etapa 19 ficará certamente na história do Tour de França por várias razões, pois aconteceu de tudo um pouco nesta etapa. O primeiro acontecimento de destaque foi o episódio de Thibaut Pinot, o francês trazia uma lesão de dias anteriores que hoje o fez abandonar a corrida, mas imagens do seu abandono foram dolorosas até para quem assistiu de fora. https://www.youtube.com/watch?v=jtbCP7Eh3kQ Nunca sabemos de tudo o que se passa dentro das equipas, mas o facto de a lesão vir de dias anteriores explica o porquê do francês não responder ao ataque de Egan Bernal ontem. Publicidade Quando os favoritos se encontravam na ascensão ao pico mais alto deste Tour de França, "Col de L'Iseran" a 2770 mts. de altitude, os ataques começaram no grupo dos favoritos. Geraint Thomas O primeiro a atacar foi Geraint Thomas, que não conseguiu muita vantagem, acabando por ser absorvido pelo grupo novamente, seguiu-se o ataque de Steven Krujswijk que terminou igual ao de Thomas. Steven Kruijswijk atacou depois de Thomas e deixaram Julian Alaphilippe para trás. Mas quando atacou Egan Bernal, só Simon Yates teve pernas para o acompanhar e foram ambos embora do grupo dos favoritos, onde os ataques e endurecimento do ritmo fizeram com que Julian Alaphilippe ficasse para trás. Egan Bernal pelo segundo dia consecutivo atacou e procurou a liderança da prova, hoje conseguiu-a. Bernal e Yates foram os primeiros a passar no "Col de L'Iseran", e quando estes já se encontravam na descida, chega-lhes a informação através do director de corrida de que a parte final da etapa vai ser cancelada devido às más condições atmosféricas. Estas foram as condições que impediram fazer a etapa completa, granizo. Deslizamento de terras que taparam por completo a estrada. A organização informa que vão contar os tempos do alto do "Col de L'Iseran" finalizando lá a etapa. Egan Bernal é o novo líder e camisola amarela do Tour de França, a duas etapas do fim (uma tendo em conta que a última é a dos Campos Elísios). Poderemos estar a assistir ao início de uma era, a era Bernal. Egan Bernal, aos 22 anos de idade pode vir a ser o próximo vencedor do Tour de França Julian Alaphilippe poderia ter perdido mais tempo hoje, tendo em conta que ainda faltava uma subida no final da etapa, mas acaba por terminar o dia em segundo da geral. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=EpgF89weOG8 TOP 10 da classificação geral após a etapa 19 1Egan Bernal (Col) Team Ineos78:00:42 2Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep0:00:48 3Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:16 4Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:28 5Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:01:55 6Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:04:35 7Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:05:14 8Nairo Quintana (Col) Movistar Team0:05:17 9Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:06:25 10Richie Porte (Aus) Trek-Segafredo0:06:28  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - Alaphilippe faz acreditar e Quintana ressuscitou Pois é, primeiro dia dos Alpes, já passaram os Pirenéus, faltam duas etapas de montanha e Julian Alaphilippe não só continua líder, como mantém essa liderança com 1m. 30s. Se a falta de desgaste era uma razão para ainda não ter cedido até agora, esse desgaste já existe, se a falta de etapas longas de alta montanha podia ser uma razão para ainda não ter cedido, hoje houve uma etapa dessas. Julian Alaphilippe tem razões para sorrir, aconteça o que acontecer neste Tour. As explicações para Alaphilippe não ceder aos aos adversários começam a escassear, e neste momento o que muitos viam como impossível parece poder concretizar-se. Publicidade Julian Alaphilippe Na etapa de hoje a Movistar jogou estrategicamente com vários ciclistas na fuga, um deles Nairo Quintana, com o que ninguém se preocupou porque estava a mais de 9 minutos da liderança, e porque supostamente este iria na fuga com a intenção de vir a ajudar um suposto ataque de Mikel Landa. A Movistar quis apostar em Landa, mas quem tinha pernas e liberdade era Nairo Quintana. Mikel Landa não atacou, atacou Nairo Quintana, que foi "por ali fora" até à vitória de etapa, terminando com uma vantagem que lhe permitiu reentrar no TOP 10 ficando a 3m.54s. da liderança. (Estava a mais de 9 antes desta etapa). Nairo Quintana No grupo dos favoritos, Egan Berbal foi o primeiro a atacar e conseguiu terminar com uma vantagem de 30 segundos sobre o restante grupo, inclusive sobre Geraint Thomas, que com o seu colega de equipa em fuga também atacou no grupo. Egan Bernal foi o único dos favoritos a aproximar-se da liderança. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=AYNjarm3TFw TOP 10 da etapa 1Nairo Quintana (Col) Movistar Team5:34:15 2Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale0:01:35 3Alexey Lutsenko (Kaz) Astana Pro Team0:02:28 4Lennard Kämna (Ger) Team Sunweb0:02:58 5Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida0:03:00 6Tiesj Benoot (Bel) Lotto Soudal0:04:46 7Michael Woods (Can) EF Education First  8Egan Bernal (Col) Team Ineos  9Serge Pauwels (Bel) CCC Team  10Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:05:18  TOP 10 da classificação geral após a etapa 18 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep75:18:49 2Egan Bernal (Col) Team Ineos0:01:30 3Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:35 4Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:47 5Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:01:50 6Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:02:14 7Nairo Quintana (Col) Movistar Team0:03:54 8Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:04:54 9Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:05:33 10Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:05:58  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - A etapa 17 tinha perfil de clássica. A etapa de hoje tinha perfil de clássica e quase foi corrida como tal, era uma etapa que se previa favorável para uma fuga, o que se veio a confirmar. Rui Costa e Nelson Oliveira colocaram-se na fuga, mas o facto de outros ciclistas da sua equipa terem feito o mesmo (no caso de Rui Costa), e a forma como se desenvolveu a etapa ditaram que não pudessem tentar a sua sorte. Rui CostaNelson Oliveira Quem teve astúcia, faro e pernas para ir embora no "timing" certo foi Matteo Trentin, que tentou a sua sorte na última subida do dia e levou o seu esforço até ao fim, tendo conseguido cortar a meta em solitário. Matteo Trentin Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=c_29P8kwVQ4 TOP 10 da etapa 1Matteo Trentin (Ita) Mitchelton-Scott4:21:36 2Kasper Asgreen (Den) Deceuninck-QuickStep0:00:37 3Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team0:00:41 4Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo  5Dylan Teuns (Bel) Bahrain-Merida  6Gorka Izagirre Insausti (Spa) Astana Pro Team  7Daniel Oss (Ita) Bora-Hansgrohe0:00:44 8Pierre Luc Perichon (Fra) Cofidis Solutions Credits0:00:50 9Toms Skujins (Lat) Trek-Segafredo  10Jesus Herrada (Spa) Cofidis Solutions Credits0:00:55  TOP 10 da classificação geral após a etapa 17 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep69:39:16 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:35 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:47 4Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:01:50 5Egan Bernal (Col) Team Ineos0:02:02 6Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:02:14 7Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:04:54 8Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:05:00 9Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:05:33 10Richie Porte (Aus) Trek-Segafredo0:06:30  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - À etapa 16, finalmente um sprinter repete vitória Em todas as edições do Tour, ou de uma grande volta existe um sprinter em destaque ou mais em forma que os outros, mas no Tour 2019 o equilíbrio tem prevalecido. Hoje Caleb Ewan afirma-se como o sprinter mais forte desta edição do Tour de França (pelo menos até agora), apesar de não estar na luta pela classificação por pontos o pequeno ciclista australiano arrecadou a sua segunda vitória de etapa, algo que nenhum outro sprinter tem neste Tour. Caleb Ewan somou a segunda vitória no Tour 2019. Publicidade Na etapa de hoje houve mexidas na classificação geral pelo facto de Jakob Fuglsang ter estado envolvido numa queda, que levou ao seu abandono. O ciclista da Astana seguia no 9.º posto da classificação geral a mais de 5 minutos da liderança. Jakob Fuglsang obrigado a abandonar por lesões no pulso e braço esquerdo. Geraint Thomas também teve uma queda mas sem consequências maiores. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=GTOJ3jkjmgc TOP 10 da etapa 1Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal3:57:08 2Elia Viviani (Ita) Deceuninck-QuickStep  3Dylan Groenewegen (Ned) Team Jumbo-Visma  4Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe  5Niccolò Bonifazio (Ita) Total Direct Energie  6Michael Matthews (Aus) Team Sunweb  7Matteo Trentin (Ita) Mitchelton-Scott  8Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo  9Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates  10Andrea Pasqualon (Ita) Wanty-Gobert   TOP 10 da classificação geral após a etapa 16 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep64:57:30 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:35 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:47 4Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:01:50 5Egan Bernal (Col) Team Ineos0:02:02 6Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:02:14 7Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:04:54 8Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:05:00 9Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:05:33 10Richie Porte (Aus) Trek-Segafredo0:06:30  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Montanha - Campeonato Nacional de XCO Decorreu em Souto Santa Maria, Guimarães, o Campeonato Nacional de Cross Country Olímpico (XCO). Elites Masculinos Na corrida masculina de Elites houve uma luta intensa pela vitória entre os três principais candidatos ao título, Ricardo Marinheiro, David Rosa e Mário Costa. Corrida equilibrada na categoria de Elites masculinos, com os melhores atletas nacionais da especialidade a deixarem a decisão para os últimos metros. Só nos metros finais se viria a conhecer o novo Campeão Nacional, Ricardo Marinheiro arrancou já perto do fim para erguer os braços com 7 segundos de vantagem sobre David Rosa e 9 segundos relativamente a Mário Costa.  Ricardo MarinheiroDavid Rosa Pódio Elite Masculino - Ricardo Marinheiro Campeão Nacional; 2.º David Rosa e 3.º Mário Costa. Publicidade Elites femininos Raquel Queirós voltou a afirmar-se num patamar superior à concorrência feminina. Apesar de ser sub-23 de primeiro ano, a atleta dominou a prova de elite. Raquel Queirós dominou a corrida elite feminina Joana Monteiro terminou no segundo posto a 2m.32s. de Raquel Queirós e no terceiro posto do pódio terminou Melissa Maia, a 4m.09s. da vencedora.  Pódio Elite Feminino - Raquel Queirós Campeã Nacional; 2.º Joana Monteiro e 3.º Melissa Maia Vídeo resumo das provas - Federação Portuguesa de Ciclismo Sub-23 João Rocha João Rocha (Rodabike/ACRG/Gondomar) é o dono do título de sub-23, tendo triunfado diante de dois corredores empenhados na época de estrada, Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos), que gastou mais 42 segundos, e Hélder Gonçalves (UD Oliveirense/InOutBuild), que ficou a 1m51s.  Juniores masculinos A corrida de juniores masculinos terminou com vitória de Diogo Neves (BTT Loulé/Elevis), que deixou o segundo classificado, Tiago Coelho (Maiatos), a 17 segundos. O terceiro, a 2m00s, foi Tiago Sousa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde). Juniores femininos Ana Santos Na categoria de juniores femininos, Ana Santos (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) impôs-se com autoridade, deixando Daniela Campos (BTT Loulé/Elevis), a 3m14s, e Rafaela Ramalho (Maiatos), a 13m57s, nas restantes posições do pódio.  Cadetes Os campeões nacionais de cadetes são João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e Sofia Gomes (Vilanovense/Coreva/Duorep), vencendo isolados as respetivas provas.  Veteranos Em veteranos impuseram-se os master 30 André Filipe (CPR A-do-Barbas/AKIplast/PVS) e Raquel Marques (Axpo/FirstBike Team), os master 40 Marco Macedo (Saertex Portugal/Edaetech) e Natália Mendes (Freebike Shop/Bike Clube S. Brás), o master 50 António Sousa e o master 60 Manuel Sousa (Saertex Portugal/Edatech), único participante nesta categoria.  Tiago Craveiro foi o melhor paraciclista.  A Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde venceu a classificação por equipas. Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Tour 2019 - A triagem começou a ser feita na etapa 15 O Tourmalet foi ontem, mas etapa de hoje era uma etapa de alta montanha à Tour de França pelo facto de ter mais quilometragem e mais acumulado. Perfil da etapa 15, o dia depois do Tourmalet. No resumo de ontem escrevemos que, se hoje Julian Alaphilippe não perdesse tempo, aí sim seria realmente espantoso. O ciclista francês perdeu tempo mas não deixou de ser espantoso e de fazer uma etapa soberba. Julian Alaphilippe continua a surpreender todos ao manter a amarela depois dos Pirenéus. Uma etapa de alta montanha com 185 km's., a terminar quase com 5 horas de esforço, com mais de 5000 mts. D+ (desnível acumulado de subida) não é de todo para o perfil de Alaphilippe e o francês aguentou-se bem. Com desgaste, mas de camisola amarela no corpo o sentido de missão cumprida deve estar na mente de Julian Alaphilippe Não obstante o desempenho extraordinário de Julian Alaphilippe, não acreditamos que venha a ser o vencedor do Tour. "Quem tem unhas é que toca viola", neste caso pernas e equipa. Embora a diferença das grandes voltas em relação a outras voltas seja a terceira semana (que ainda está para vir), a etapa de hoje já mostrou realmente quem tem capacidade física e equipa para lutar pelo Tour 2019. São eles, Thibaut Pinot, Geraint Thomas, Steven Kruijswijk, Egan Bernal e Emanuel Buchmann. Estes foram os que melhor nível mostraram neste ciclo de contrarrelógio seguido de duas etapas de alta montanha. Steven Kruijswijk e Geraint Thomas cederam algum tempo a Thibaut Pinot. Hoje vimos um Mikel Landa de alto nível e uma Movistar de alto nível novamente, mas estes foram ofuscados por um "super" Thibaut Pinot apoiado por outro "super" David Gaudu. Thibaut Pinot e Mikel Kanda foram os ciclistas em destaque na etapa de hoje, ambos subiram muitas posições na classificação geral. Thibaut Pinot é de todos os favoritos aquele que até agora não decepcionou (tirando o dia do vento em que foi apanhado desprevenido e cedeu mais de 1 minuto), é aquele que mostra melhor forma física e é um ciclista sem medo de atacar, explosivo e que dá espectáculo na estrada. O ataque e postura atacante de Mikel Landa valeram-lhe hoje o prémio de ciclista combativo do dia. Mikel Landa foi o mais combativo do dia. Publicidade Com tudo isto quase nos esquecemos que hoje venceu a etapa Simon Yates, que se colocou numa fuga com muitos ciclistas, mas pouco a pouco foram cedendo até que o britânico arrancou isolado para a vitória de etapa. Simon Yates carimbou a sua segunda vitória no Tour e terceira para Mitchelton-Scott. Vamos para a terceira semana com os primeiros 6 da classificação geral colocados num espaço de 2 minutos, sendo que Alaphilippe teoricamente vai ceder e os outros todos estão ainda mais juntos. Espera-nos uma terceira semana de Tour com vários candidatos à vitória. Se a isto juntarmos o facto de ainda nenhum sprinter ter repetido vitória, temos sem dúvida o melhor Tour de França dos últimos anos. Os sprinters ainda vão ter mais oportunidades e a classificação por pontos ainda não está fechada. E o prémio da MARRETADA do dia vai para... Enric Mas, que apesar da sua juventude e de não ter uma equipa em seu rededor, já tem um pódio numa grande volta no seu currículo e hoje passou de 10.º da geral a 5 min's. do líder, para 26.º da geral a 35 min's. do líder. O Homem da Marreta deu-lhe com uma marreta pesada. Enric Mas Venha a terceira semana e aqui no meio do texto vamos dar uma notícia em primeira mão, para aqueles que realmente lêem. Temos o gosto de vos informar que vamos estar nos estúdios da Eurosport Portugal, como convidados para comentar a etapa 18 no dia 25 de Julho (próxima quinta-feria). O Homem da Marreta vai aparecer nos Alpes. A todos vocês que nos seguem o nosso muito obrigado, isto acontece também porque muitos de vocês nos acompanham e gostam do nosso conteúdo. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=C3Cb2ZFulI0 TOP 10 da etapa 1Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott4:47:04 2Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:00:33 3Mikel Landa (Spa) Movistar Team  4Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:00:51 5Egan Bernal (Col) Team Ineos  6Lennard Kämna (Ger) Team Sunweb0:01:03 7Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:22 8Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma  9Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team  10Richie Porte (Aus) Trek-Segafredo0:01:30  TOP 10 da classificação geral 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep61:00:22 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:35 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:47 4Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:01:50 5Egan Bernal (Col) Team Ineos0:02:02 6Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:02:14 7Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:04:54 8Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team0:05:00 9Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:05:27 10Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:05:33  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - O Homem da Marreta estava lá no Tourmalet É verdade, muitos ciclistas levaram com a MARRETA no Tourmalet e nenhum deles foi Julian Alaphlippe. O francês líder do Tour de França aguentou-se com os favoritos, terminou em segundo e até ganhou tempo a Geraint Thomas. Juian Alaphilippe está a levar os franceses à loucura nas estradas francesas. Não tirando valor ao extraordinário Tour de França que está a fazer Alaphilippe, hoje surpreendeu mais a quebra de Geraint Thomas do que propriamente o facto de Alaphilippe se ter aguentado, por uma simples razão, a etapa tinha 117 quilómetros e foi um esforço com menos de 4 horas. Se na etapa de amanhã Julian Alaphilippe não perder tempo, aí sim, é realmente surpreendente e totalmente fora do comum. Geraint Thomas hoje cedeu alguns segundos na ascensão ao Tourmalet. Thibaut Pinot colocou a equipa a trabalhar nos "timings" certos e não falhou, o francês conseguiu mais uma vitória numa etapa mítica do Tour, depois de em 2015 ter vencido no Alphe d'Huez. Thibaut Pinot tem razões para sorrir após a etapa de hoje, e afirmou no final que o Tour ainda não acabou. Mais favorito é Steven Kruijswijk, que hoje terminou em terceiro na etapa e teve a equipa com ele durante quase toda a subida, algo que a Ineos e Movistar não conseguiram. Falta muito Tour, mas a Jumbo-Visma está a mostrar-se consistente. Steven Kruijswijk não tem falhado e tem uma equipa consistente até agora. Publicidade As vítimas do Homem da Marreta A vítima que provavelmente surpreendeu mais foi Nairo Quintana, que cedeu depois da sua equipa ter imposto um forte ritmo na primeira contagem de 1.ª categoria, bem como no início do Tourmalet. Quintana justificou a sua quebra de hoje com o facto de ter sofrido uma queda na quarta-feira, que segundo ele, lhe afectou o rendimento hoje. O Homem da Marreta não aceita desculpas, só procura vítimas. Adam Yates foi também um dos que levou com a marreta, foi o segundo do grupo dos favoritos a ficar "sentado" no caminho, saiu do TOP 10 da geral e está a mais de 5 min's. do mesmo. Adam Yates também teve um dia mau no Tourmalet. E quem levou a "marretada MOR"? Romain Bardet! Apesar de não apresentar bom registo até agora nesta edição do Tour, hoje foi caso sério tendo em conta que era um dos favoritos no início. A mais de 5 minutos já estava difícil, agora acabou de vez. Amigo não fiques triste, o Homem da Marreta aparece a toda a gente. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=QOyLZd_wJ84 TOP 10 da etapa 1Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ3:10:20 2Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep0:00:06 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma  4Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:00:08 5Egan Arley Bernal Gomez (Col) Team Ineos  6Mikel Landa Meana (Spa) Movistar Team0:00:14 7Rigoberto Urán (Col) EF Education First0:00:30 8Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:00:36 9Warren Barguil (Fra) Team Arkea-Samsic0:00:38 10Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:00:53  TOP 10 da classificação geral após etapa 14 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep56:11:29 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:02:02 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:02:14 4Egan Arley Bernal Gomez (Col) Team Ineos0:03:00 5Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:03:12 6Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ  7Rigoberto Urán (Col) EF Education First0:04:24 8Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:05:22 9Alejandro Valverde Belmonte (Spa) Movistar Team0:05:27 10Enric Mas (Spa) Deceuninck-QuickStep0:05:38  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - Alaphilippe arrepiou meio mundo na etapa 13 Dia de contrarrelógio individual no Tour, muitos esperavam que Alaphilippe segurasse a amarela no dia de hoje, o que ninguém pensava era que o francês ganhasse a etapa. Julian Alaphilippe mantém a camisola amarela e começa a fazer lembrar o ano em que não foi fácil tirar esta camisola a Thomas Voeckler. A diferença é que Alaphilippe tem melhor feitio. Publicidade O ciclista francês foi o mais rápido no contra-relógio individual de 27,2km, com início e fim na cidade francesa de Pau e se Geraint Thomas ou outro ciclista querem a amarela terão que continuar a lutar por ela. Julian Alaphilippe Wout Van Aert, a mais recente estrela do ciclismo mundial que tem estado em evidência no Tour, campeão belga de contrarrelógio e um dos candidatos a esta etapa teve uma queda e consequente abandono da corrida. Baixa de relevo na Jumbo-Visma. Wout Van Aert Geraint Thomas fez uma etapa de bom nível como era esperado. Geraint Thomas Steven Kruijswijk também fez uma boa etapa, continua no encalço de Geraint Thomas na classificação geral. Se o holandês estiver nas montanhas ao nível que esteve no Giro 2016 pode ser um dos que vai complicar a vida à equipa da Ineos, visto a Jumbo-Visma também ter uma equipa capaz de defender o seu líder, apesar da importante perda de Wout Van Aert. Steven Kruijswijk  Um apontamento para Enric Mas, o jovem espanhol fez um excelente contrarelógio, passou Bernal na geral e está À beira do pódio. De lembrar que o ano passado o homem da Deceuninck Quick-Step fez uma Vuelta a Espanha "de trás para a frente", tendo terminado no pódio. O português Nelson Oliveira, especialista neste tipo de etapas, era um dos candidatos a terminar no top-10, mas concluiu a etapa no 11.º lugar, com 1m03s de atraso para Alaphilippe. Nelson Oliveira Deixamos ainda esta curiosa imagem do Team Ineos com dados recolhidos pela equipa acerca do atrito causado por bicicleta e ciclista. Tudo é estudado ao pormenor no Tour. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=QiH49bVfIfE TOP 10 da etapa 13 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep0:35:00 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:00:14 3Thomas De Gendt (Bel) Lotto Soudal0:00:36 4Rigoberto Uran (Col) EF Education First  5Richie Porte (Aus) Trek-Segafredo0:00:45 6Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma  7Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:00:49 8Kasper Asgreen (Den) Deceuninck-QuickStep0:00:52 9Enric Mas (Spa) Deceuninck-QuickStep0:00:58 10Joseph Rosskopf (USA) CCC Team0:01:01  TOP 10 da classificação geral 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep53:01:09 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:26 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:02:12 4Enric Mas (Spa) Deceuninck-QuickStep0:02:44 5Egan Bernal (Col) Team Ineos0:02:52 6Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:03:04 7Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:03:22 8Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:03:54 9Nairo Quintana (Col) Movistar Team0:03:55 10Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott   Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - Simon Yates vence a 12.ª etapa O ciclista da Mitchelton-Scott conseguiu hoje a sua primeira vitória de etapa no Tour de França, depois de já o ter conseguido em anos anteriores no Giro de Itália e Vuelta a Espanha. Depois atacada a subida final, foi Yates quem lançou o ataque decisivo, a quatro quilómetros do topo da subida, fazendo a ponte com o companheiro de equipa Matteo Trentin. Publicidade Gregor Mühlberger seguiu-o, enquanto Pello Bilbao respondeu pouco depois, conseguindo juntar-se a estes na descida. Simon Yates lançou o sprint em primeiro lugar, ultrapassando os seus companheiros de fuga e conseguindo manter a velocidade até cortar a meta em primeiro. Rui Costa foi TOP 10 na etapa. Rui Costa Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ZyUg2FbEsfk TOP 10 da etapa 1Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott4:57:53 2Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team  3Gregor Mühlberger (Aut) Bora-Hansgrohe  4Tiesj Benoot (Bel) Lotto Soudal0:01:28 5Fabio Felline (Ita) Trek-Segafredo  6Matteo Trentin (Ita) Mitchelton-Scott  7Oliver Naesen (Bel) AG2R La Mondiale  8Rui Costa (Por) UAE Team Emirates  9Simon Clarke (Aus) EF Education First  10Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo   TOP 10 da classificação geral após a etapa 12 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep52:26:09 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:12 3Egan Bernal (Col) Team Ineos0:01:16 4Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:27 5Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:01:45 6Enric Mas (Spa) Deceuninck-QuickStep0:01:46 7Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:01:47 8Nairo Quintana (Col) Movistar Team0:02:04 9Daniel Martin (Irl) UAE Team Emirates0:02:09 10Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:02:33  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - Etapa 11 decidida por um perfil de roda A etapa depois do dia de descanso também se previa calma e com chegada ao sprint, mas tendo em conta os acontecimentos da etapa anterior todas as equipas seguiram mais atentas. Os 167 km's culminaram em Toulouse com o pelotão compacto e a equipa da Jumbo-Visma organizada para lançar o sprint de Dylan Groenewegen, mas Caleb Ewan escolheu bem a roda que tinha que seguir, e nos últimos metros acabou por bater o sprinter holandês da Jumbo-Visma. Final dramático com Caleb Ewan a vencer a etapa por centímetros. Publicidade O sprinter australiano deu a 2.ª vitória nesta edição do Tour à Lotto-Soudal- Levamos 11 etapas decorridas, muitas delas com final ao sprint e até agora ainda nenhum ciclista repetiu vitória, o que espelha o equilíbrio entre as equipas e ciclistas. Peter Sagan continua a liderar a classificação por pontos. Resumo da etapa em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=t-zcO5TDVvM TOP 10 da etapa. 1Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal3:51:26 2Dylan Groenewegen (Ned) Team Jumbo-Visma  3Elia Viviani (Ita) Deceuninck-QuickStep  4Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe  5Jens Debusschere (Bel) Katusha-Alpecin  6Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain-Merida  7Jasper Philipsen (Bel) UAE Team Emirates  8Cees Bol (Ned) Team Sunweb  9Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates  10Warren Barguil (Fra) Arkéa Samsic  11Andrea Pasqualon (Ita) Wanty-Gobert   TOP 10 da classificação geral após a etapa 11. 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep47:18:41 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:12 3Egan Bernal (Col) Team Ineos0:01:16 4Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:27 5Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:01:45 6Enric Mas (Spa) Deceuninck-QuickStep0:01:46 7Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:01:47 8Nairo Quintana (Col) Movistar Team0:02:04 9Daniel Martin (Irl) UAE Team Emirates0:02:09 10Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:02:33  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### A parte cómica do Tour - "MARRETAMAN spirit" Nesta primeira semana do Tour fomos "caçar" algumas fotografias e vídeos de situações cómicas e curiosas para vos entreter no dia de descanso. Esta é também a forma como gostamos de ver o ciclismo, aliás daí a origem do nosso nome "MARRETAMAN", porque na nossa opinião o ciclismo precisa desta visão, evocando um pouco Peter Sagan " Why so Serious?". Publicidade Etapa 6 - uma etapa com 3 subidas de 1.ª categoria e um final numa subida com 24% de inclinação. André Greipel foi audaz e esteve na fuga do dia. Acabou assim. Alguém pode explicar a Greipel que não estamos em Outubro e não está numa prova de Ciclocrosse!? Estamos em Julho e isto é o Tour de França Abdré! Etapa 7 - Vídeo - Explica Nairo Quintana (ver vídeo) que parou para urinar e repentinamente o sprint começou a ser lançado. Foi um descuido diz Quintana. Perguntamos nós: Nairo, quantos anos tens de ciclismo ao mais alto nível? Parar para "fazer xixi" quase no final da etapa? Provavelmente ele responderia: eu faço isto há anos, o problema é que antes não havia um Wout Van Aert que fazia 5 min's. seguidos a mais de 60 km/h. (mais de 500 watts) sozinho na frente do pelotão. https://twitter.com/WoutvanAert/status/1149742015367786499 Após esforço de 5 min's. acima dos 500 watts, onde levou o pelotão por vários km's acima dos 60km/h. até não acabou com má cara o atleta belga da Jumbo-Visma. Dá para perceber o "aquecimento" de pernas com que a equipa Movistar ficou para voltar a entrar no pelotão naquela etapa. Etapa 8 - Thomas de Gendt partilhou fotografias do seu jantar no dia antes da sua vitória de etapa 8. Que "barrigada de fome". De Gendt explicou nos comentários das redes sociais, que os ciclistas comem a maior dos hidratos nos momentos logo após a etapa, e à noite o jantar é mais leve. Ciclismo, um dos desportos onde o espírito de sacrifício e de equipa mais estão presentes. Esta fotografia demonstra bem o espírito de equipa vivido no ciclismo, todo o Tem INEOS está distribuído por funções num momento de stress após uma queda, todos por um, Geraint Thomas. Ainda falando do espírito de equipa,na última etapa antes do dia de descanso, uma etapa teoricamente plana e sem previsão de mexidas na classificação geral, a equipa da INEOS aproveitou uma situação de ventos cruzados para partir o pelotão e ganhar vantagem. Michal Kwiatkowski explicou assim no Strava o ataque da equipa na etapa 10. Por certo, repararam no pormenor da altimetria? Uma etapa plana no Tour. Peter Sagan é um dos "entretainers" da Eurosport na rubrica "Ask Sagan". Sagan diz que no tempo livre após as etapas se entretém a resolver o Cubo de Rubik, diz que ainda não está muito bom, mas está a tentar melhorar (ver vídeo). Para finalizar, algo que neste caso não tem a ver com o Tour, mas sim com um ciclista World Tour da Jumbo-Visma, Robert Gesink. O ciclista holandês não está no Tour, irá participar na volta à Polónia em Agosto e depois na Vuelta a Espanha, pelo que agora está a fazer treino em altitude. Portugueses pelo Mundo, nem a fotografia de Robert Gesink escapa. Gesink quis partilhar uma fotografia da subida "D'Envalira" em Andorra, a uma altitude de 2406 metros (como indica a placa). Seria uma fotografia normal, se não estivesse lá o "Tuga Motard" com o colete do grande Moto Clube de Faro. Esperamos que tenham gostado. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Resumo – 4.ª prova da taça do mundo de XCO - Les Gets Les Gets (França), recebeu a 4.ª prova da Taça do Mundo de Cross-Country Olímpico (XCO). A corrida de Short-Track (XCC). Na corrida masculina de Short Track, Mathieu van der Poel (de regresso após ausência na corrida anterior) voltou a ditar a sua lei, impondo-se nos últimos metros a Henrique Avancini. Mathieu van der Poel tem dominado todas as corridas de XCC O pódio da corrida de XCC, com Van der Poel, Avancini e Victor Koretzky, que fez o seu melhor resultado de sempre em XCC. Na corrida Feminina, a campeã do mundo Kate Courtney impôs-se com larga margem à francesa Pauline Prevot e Jolanda Neff, nos segundo e terceiro posto respectivamente. Kate Courtney Aqui tens o resumo em vídeo das corridas de XCC. https://www.youtube.com/watch?v=8Y0TTnrhTgo Publicidade As corridas de XCO Na corrida masculina Nino Shurter deu um grande passo na classificação geral da Taça do Mundo ao vencer a corrida em França. O Suíço impôs-se ao italiano Gerhard Kerschbaumer que parece estar de regresso à forma com qe finalizou a passada temporada. Mathieu van der Poel afinal "é humano", teve um dia mau e não passou do 16.º posto. Pois é, o Homem da Marreta apareceu a Mathieu van der Poel em Les Gets, todos estão sujeitos a levar com a marreta. O pódio masculino da corrida de XCO em Les Gets. Na corrida feminina  Na corrida feminina, Kate Courtney repetiu a vitória do XCC alargando a diferença para as restantes adversárias na classificação geral da Taça do Mundo. O pódio da corrida feminina de XCO em Les Gets VÍDEO - Os melhores momentos da corrida de XCO https://www.youtube.com/watch?v=VVAo1XydiPE Os Portugueses Em França estiveram presentes dois portugueses, tendo Mário Costa sido o melhor classificado no 62.º posto, e David Rosa no 75.º posto. Mário Costa David Rosa Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - A etapa 10 deveria ser "normal", mas revelou-se diabólica Hoje o vento e os "abanicos" fizeram grande estragos para muitos dos favoritos à classificação geral. Antes da classificação geral falemos do vencedor da etapa, Wout Van Aert, que bateu ao sprint Elia Viviani, Caleb Ewan, Michael Matthews e Peter Sagan. Estamos "só" a enumerar muitos dos melhores sprinters da actualidade. A primeira vitória de Wout Van Aert no Tour de França. Este rapaz com somente 24 anos, entre outros resultados, é Tri-Campeão do Mundo de Ciclocrosse, campeão belga de contrarrelógio, tem dois segundos lugares na Strade Bianche e duas etapas no Criterium du Dauphiné. Wout Van Aert é Tri-Campeão do Mundo de Ciclocrosse, e importa referir que é da mesma geração de Mathieu Van der Poel, outra recente super estrela do ciclismo mundial. Além sprintar, é contrarrelogista e é capaz de carregar todo o pelotão World Tour durante 5 km's a mais de 60 km/h., em resumo, é um animal, no bom sentido claro. Publicidade Agora em relação aos favoritos à classificação geral, hoje alguns deles sofreram um golpe significativo nas suas aspirações, alguns diríamos inclusive que ficaram afastados da possibilidade de vitória, numa etapa que se previa descansada para os da classificação geral. Julian Alaphilippe Apesar de Alaphilippe liderar a corrida antes do primeiro dia de descanso, o Team Ineos está perfeitamente posicionado com Thomas e Bernal. Geraint Thomas e Egan Bernal são os melhores colocados dos favoritos à geral final do Tour. A equipe britânica foi fundamental para causar a divisão principal do pelotão hoje, e as equipas voltistas vêem-se nestas circunstâncias, porque numa grande volta "os radares" têm que estar sempre ligados. Além da Ineos, Steven Kruijswijk (Jumbo-Visma), Enrique Mas (Deceuninck-QuickStep), Romain Bardet (AG2r La Mondiale), Adam Yates (Mitchelton-Scott), Nairo Quintana (Movistar) e Daniel Martin (Emirados Árabes Unidos Team) estavam todos do lado direito da divisão, e conseguiram escapar ao prejuízo. Steven Kruijswijk é o ciclista melhor colocado depois dos homens da Ineos. Mas ciclistas como Thibaut Pinot, Richie Porte, Rigoberto Uran ou Jakob Fuglsang foram severamente punidos pelo seu posicionamento e podem ter perdido as suas chances de ganhar a corrida ou mesmo de chegar ao pódio. Thibaut Pinot está num excelente momento de forma, mas hoje perdeu muito tempo na geral. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ddK2SYOyWOs TOP 10 da etapa 1Wout Van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma4:49:39 2Elia Viviani (Ita) Deceuninck-QuickStep  3Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal  4Michael Matthews (Aus) Team Sunweb  5Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe  6Jasper Philipsen (Bel) UAE Team Emirates  7Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain-Merida  8Matteo Trentin (Ita) Mitchelton-Scott  9Oliver Naesen (Bel) AG2R La Mondiale  10Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team   TOP 10 da classificação geral após a etapa 10 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep43:27:15 2Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:12 3Egan Bernal (Col) Team Ineos0:01:16 4Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:27 5Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:01:45 6Enric Mas (Spa) Deceuninck-QuickStep0:01:46 7Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:01:47 8Nairo Quintana (Col) Movistar Team0:02:04 9Daniel Martin (Irl) UAE Team Emirates0:02:09 10Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo0:02:32  Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Resumo – última prova da Taça de Portugal de XCM Decorreu ontem em Águeda a última prova da Taça de Portugal de Maratona BTT (XCM), na categoria de elite. Os 85 km's. em Águeda tinham um desnível acumulado de subida de 2300 D+. A corrida masculina O percurso em Águeda tinha 85 quilómetros e a corrida decidiu-se entre os dois melhores da geral. Desta vez foi Andrew Henriques que conseguiu a vitória , ao fim de 3h.37m.59s., com Renato Ferreira a gastar mais 2 segundos. No terceiro lugar colocou-se Davide Machado (BTT Seia), a 1m03s.  Andrew Henriques venceu a última prova da Taça de Portugal de XCM. Apesar de terminar esta corrida no segundo posto, a Taça de Portugal foi para Renato Ferreira, que terminou a competição com 1150 pontos, mais 50 do que Andrew Henriques. David Vaz fechou o pódio da geral, com 910 pontos.  O pódio final da classificação geral da Taça de Portugal de XCM. É a segunda vez que Renato Ferreira vence Taça de Portugal de XCM. Publicidade A corrida feminina O percurso feminino tinha 70 quilómetros, onde a mais rápida foi Celina Carpinteiro, terminando a prova com 3h.30m.42s., seguida de Liliana Jesus (BTT Seia) a 11m.40s., e de Flávia Lopes a 15m.34s. da vencedora.  Celina Carpinteiro venceu a prova em Águeda. Apesar do seu terceiro lugar na corrida em Águeda, Flávia Lopes foi a mais regular ao longo do ano e venceu a Taça de Portugal, com 1080 pontos, mais 100 do que Celina Carpinteiro e mais 240 do que Liliana Jesus.  O pódio final da classificação geral feminina da Taça de Portugal de XCM. Flávia Lopes foi a mais regular e venceu a Taça de Portugal de XCM em 2019. Vídeo resumo da prova - Federação Portuguesa de Ciclismo. Categorias master e paracilismo Os vencedores da Taça em nasters 30 foram Michel Machado (Vasconha BTT Vouzela) e Raquel Marques (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde). Carlos Rocha (Saertex Portugal/Edaetech) leva a Taça em masters 35, enquanto os vencedores em master 40 foram Nuno Inácio (Trilho Perdido Eventos Cycling) e Ana Gonzalez (Mitto X-Sauce Berria).  António Marques (BTT Seia) impôs-se na geral de masters 45, em igualdade pontual com João Gomes (BTT Gardunha/Fundão/Create). Carlos Soares (Saertex Portugal/Edaetech) venceu a geral de master 50, Fernando Gonçalves (CTM Vila Pouca/Cepsa Casa Lima Chaves) foi o mais regular em masters 55 e Benjamim Silva imitou-o em masters 60.  Em paraciclismo saíram vitoriosos Gil Pereira (Batotas/Ponte de Lima), na classe C, e Tiago Craveiro, na classe D.  Classificações completas aqui. A prova em Águeda ficou marcada pela tragédia do falecimento de um atleta na prova da categoria promoção. O atleta não federado sofreu uma paragem cardio-respiratória cerca de 30 quilómetros após o início da prova, tendo ainda sido assistido e transportado para o hospital. Da nossa parte, as sentidas condolências à família do atleta. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. Fotografia: Câmara Municipal de Águeda Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Tour 2019 - Etapa 9 - Equipas calculistas na táctica, não venceram na mesma. O nosso título deve-se principalmente ao facto das equipas que tinham ciclistas na fuga terem acelerado, quando Rui Costa estava quase a fazer a ligação com a fuga (esteve a 20 segundos). Rui Costa esteve em destaque na etapa ao tentar a ligação com a fuga. Quando se apercebeu de que não iria conseguir chegar aos homens da fuga, esperou pelo pelotão, que estava a mais de 7 minutos. Em directo , José António Flecha (comentador Eurosport) comentava que o aceleramento se devia ao facto das equipas conhecerem a forma de correr do português e o facto deste estar na fuga ser perigoso para todos, pois Rui Costa tinha fortes probabilidade de vencer. Publicidade Todos se lembraram da forma calculista e inteligente de correr de Rui Costa, mas esqueceram-se dessas mesmas características no experiente Daryl Impey, que levou a melhor sobre Tiesj Benoot e todos os outros. 6 anos depois, volta a dar uma vitória de etapa à Mitchelton-Scott 6 anos depois, Daryl Impey volta a dar uma vitória de etapa à Mitchelton-Scott no Tour. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=VbgVQFRqrIE TOP 10 da etapa 1Daryl Impey (RSA) Mitchelton-Scott4:03:12 2Tiesj Benoot (Bel) Lotto Soudal  3Jan Tratnik (Slo) Bahrain-Merida0:00:10 4Oliver Naesen (Bel) AG2R La Mondiale  5Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo  6Nicolas Roche (Irl) Team Sunweb0:00:14 7Marc Soler (Spa) Movistar Team0:00:21 8Ivan Garcia (Spa) Bahrain-Merida0:01:50 9Simon Clarke (Aus) EF Education First  10Anthony Delaplace (Fra) Arkéa Samsic0:02:42  TOP 10 da classificação geral após a etapa 9 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep38:37:36 2Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo0:00:23 3Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:00:53 4George Bennett (NZl) Team Jumbo-Visma0:01:10 5Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:12 6Egan Bernal (Col) Team Ineos0:01:16 7Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:27 8Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:01:38 9Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:01:42 10Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:01:45  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - Incrível vitória do mestre das fugas. À etapa 8, Thomas de Gendt tentou pela segunda vez a vitória de etapa e conseguiu, depois de em quase todas as etapa anteriores ter estado nas fugas desta primeria semana do Tour de França Isto no dia em que Julian Alaphilippe atacou e recuperou a camisola amarela. Resumo da etapa em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=vlRdUtdJC9A TOP 10 da Etapa 1Thomas De Gendt (Bel) Lotto Soudal5:00:17 2Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:00:06 3Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep  4Michael Matthews (Aus) Team Sunweb0:00:26 5Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe  6Matteo Trentin (Ita) Mitchelton-Scott  7Xandro Meurisse (Bel) Wanty-Gobert  8Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team  9Egan Bernal (Col) Team Ineos  10Geraint Thomas (GBr) Team Ineos   TOP 10 da classificação geral após a etapa 8 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep34:17:59 2Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo0:00:23 3Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:00:53 4George Bennett (NZl) Team Jumbo-Visma0:01:10 5Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:12 6Egan Bernal (Col) Team Ineos0:01:16 7Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:27 8Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:01:38 9Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:01:42 10Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe0:01:45  Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - Etapa 7 - Jumbo Visma soma mais uma À etapa 7 Dylan Groenewegen consegue a sua primeira vitória no Tour 2019, a terceira para a sua equipa Jumbo-Visma nesta edição da corrida. Uma etapa que terminou com todos os sprinters bem colocados, sendo a mesma disputada pelos homens mais rápidos do pelotão neste tipo de chegada. Entre Peter Sagan, Elia Viviani, Sonny Colbrelli, Caleb Ewan, um surpreendente Jasper Philipsen (lançador de Kristoff) e Dylan Groenewegen, sendo o holandês o mais rápido a cortar a meta com uma vantagem mínima sobre o australiano Caleb Ewan. Publicidade Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=csdZlr_Upic TOP 10 da etapa 7 1Dylan Groenewegen (Ned) Team Jumbo-Visma6:02:44 2Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal  3Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe  4Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain-Merida  5Jasper Philipsen (Bel) UAE Team Emirates  6Elia Viviani (Ita) Deceuninck-QuickStep  7Giacomo Nizzolo (Ita) Dimension Data  8Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo  9Michael Matthews (Aus) Team Sunweb  10Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates   TOP 10 da classificação geral após a etapa 7 1Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo29:17:39 2Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep0:00:06 3Dylan Teuns (Bel) Bahrain-Merida0:00:32 4George Bennett (NZl) Team Jumbo-Visma0:00:47 5Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:00:49 6Egan Bernal (Col) Team Ineos0:00:53 7Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:00:58 8Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:04 9Michael Woods (Can) EF Education First0:01:13 10Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:01:15  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### O mercado de transferências World Tour. De acordo com os regulamentos da UCI, até dia 1 de Agosto não podem ser feitas transferências de ciclistas, mas na realidade os acordos são feitos com bastante antecedência. A contratação de Nairo Quintana para a equipa Arkéa Samsic (equipa que poderá passar a World Tour) onde figura André Greipel e Warren Barguil, passou de rumor a confirmada. Nairo Quintana Além disto, Massimo Zanetti (dono da TREK-Segafredo) também fez declarações onde dizia ter contratado Nibali para a próxima época. Podes ver os pormenores desta notícia neste nosso artigo. Vincenzo Nibali Mais recentemente surgiram novas notícias de contratações, ambas no jornal italiano "Gazzetta dello sport", desta feita Tom Dumoulin e Richard Carapaz. Em relação a Tom Dumoulin, a publicação italiana noticia uma eventual transferência do holandês da equipa SunWeb para a equipa Jumbo-Visma. Tom Dumoulin No caso de esta contratação vir a concretizar-se conseguem imaginar como será um contrarrelógio por equipas da Jumbo-Visma com Tom Dumoulin, Tony Martin e Wout Van Aert? Além de participarem em corridas World Tour podem começar a vender bilhetes de comboio de alta velocidade. Em relação ao equatoriano vencedor do Giro de Itália deste ano, Richard Carapaz, o mesmo jornal noticia que este irá ser contratado pela Ineos, Richard Carapaz venceu a última edição do Giro de Itália A verificar-se esta contratação, faz todo o sentido tendo em conta que a equipa britânica é uma equipa "fraquinha" e precisava de alguém com vitórias em grandes voltas para completar a equipa. A estes 3, poderá juntar-se Richard Carapaz na próxima época. Estamos obviamente a ser irónicos, pois numa equipa onde figuram Chris Froome, Geraint Thomas, Egan Bernal, Wout Poels, Michal Kwiatkowski entre muitos outros ciclistas de qualidade, só faz sentido esta contratação porque é uma equipa com poderio económico e que prepara o futuro com vista a vitória em várias grandes voltas. Publicidade O jornal francês "L'equipe" também noticiou esta semana a transferência de Elia Viviani da Deceuninck Quick - Step para a Cofidis. Elia Viviani De certa forma relacionada com a transferência de Viviani para a Cofidis está a transferência de Nacer Bouhanni, que sairá desta equipa francesa para uma outra equipa francesa, a Arkéa Samsic. Nacer Bouhanni No caso de Marcel Kittel não existem notícias sobre a contratação deste por parte da Jumbo - Visma, mas existem rumores. É provável que o sprinter alemão venha a ser contratado por alguma equipa, visto estar livre após ter rescindido com a Katusha por mútuo acordo como nós mesmos noticiámos aqui. Marcel Kittel quando ainda corria pela Katusha-Alpecin. ACTUALIZAÇÃO 22/07/2019 De acordo com o jornal holandês "De Telegraaf, Team Sunweb e Ineos querem contratar Tiesj Benoot à Lotto-Soudal mas o Team Sunweb é apontado como a equipa que está mais perto de conseguir o ciclista belga já vencedor de uma edição da "Strade Bianche". (Transferência confirmada). Strade Bianche 2018 - O ponto alto da carreira do jovem belga Tiesj Benoot. Ainda não passa de um rumor, mas Mikel Landa poderá ser o nome escolhido pela Bahrain-Merida para substituir Vincenzo Nibali que ruma à Trek-Segafredo. (Transferência confirmada). Mikel Landa Por sua vez, a Movistar parece estar empenhada em contratar o jovem espanhol da Deceuninck Quick-Step Enric Mas. Ainda não é uma transferência confirmada mas um rumor, relacionado com a saída de Quintana e Mikel Landa da Movistar. Enric MAs Outro rumor, prende-se não só com a contratação mas uma nova equipa. Como já noticiámos neste nosso artigo, a Katusha-Alpecin vai acabar. Para a substituir, o fabricante de bicicletas alemão (Canyon) que patrocinava a Katusha vai formar equipa juntamente com o outro patrocínio existente, a Alpecin, ou seja a confirmar-se a equipa seria a Canyon-Alpecin. Mathieu van der Poel pode vir a fazer parte de uma nova equipa que será a Canyon-Alpecin A Canyon é actualmente o patrocinador da equipa de Mathieu van der Poel, sendo este a cara da marca, e existem notícias de que a Canyon poderia contratar Mathieu van der Poel para a nova equipa Canyon-Alpecin. Certamente já viste várias vezes este anúncio da marca alemã https://www.youtube.com/watch?v=oKA9xPmusfw Este artigo vai estando em actualização, e iremos partilhar quando houverem mais notícias sobre este tema. Portugueses no mercado de transferências World Tour Existem rumores sobre João Rodrigues (W52 Fc Porto), o mais recente vencedor da Volta a Portugal, vir a ser contratado pela equipa Movistar, mas por enquanto são só rumores em alguns sites de notícias. João Rodrigues poderá vir a ser contratado pela equipa Movistar. Contratação já confirmada é a de João Almeida, o jovem ciclista português vai fazer parte de uma das melhores equipas do mundo, a Deceuninck-Quicl Step onde figuram ciclistas como Julian Alaphilippe, Philippe Gilbert, Bob Jungels, Remco Evenepoel, Zdenek Stybar, entre muitos outros. João Almeida é campeão Nacional Sub-23 de fundo e contrarrelógio. Agora é ciclista da Deceuninck - Quick Step. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - Na etapa 6, já se viu quem tem "as garras" afiadas A etapa 6 foi a primeira etapa de alta montanha nesta edição do Tour de França. Haviam 3 contagens de primeira categoria, 2 de segunda categoria e 2 de terceira categoria em 160 km's. Com uma etapa assim, na fuga do dia estavam os ciclistas com interesse pela classificação da montanha, entre eles Tim Wellens actual líder da classificação, Giulio Ciccone que viria a ficar líder do Tour no final da etapa e Dylan Teuns que venceu a jornada do dia. Dylan Teuns venceu a etapa de hoje. Entre os candidatos à classificação geral Mikel Landa foi quem primeiro tentou fazer diferenças, conseguiu alguma vantagem mas esta foi anulada pouco depois. Mikel Landa Positivamente respondeu Geraint Thomas, que mostrou quem é "o patrão" da Ineos finalizando a ultima subida com vantagem sobre todos os favoritos à classificação geral. Geraint Thomas e Julian Alaphilippe Resumo da etapa em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=MHvnZmeXGls TOP 10 da etapa 6 1Dylan Teuns (Bel) Bahrain-Merida4:29:03 2Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo0:00:11 3Xandro Meurisse (Bel) Wanty-Gobert0:01:05 4Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:01:44 5Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:01:46 6Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep  7Nairo Quintana (Col) Movistar Team0:01:51 8Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe  9Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team0:01:53 10Mikel Landa (Spa) Movistar Team   TOP 10 da classificação geral após a etapa 6 1Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo23:14:55 2Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep0:00:06 3Dylan Teuns (Bel) Bahrain-Merida0:00:32 4George Bennett (NZl) Team Jumbo-Visma0:00:47 5Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:00:49 6Egan Bernal (Col) Team Ineos0:00:53 7Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ0:00:58 8Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:01:04 9Michael Woods (Can) EF Education First0:01:13 10Rigoberto Uran (Col) EF Education First0:01:15  É assim que se fica após cruzar a meta em primeiro num final em alto com 24% de inclinação. https://twitter.com/VelonCC/status/1149370265802960896 E isto é o que acontece quando pensas que estás a conseguir a amarela, mas afinal não, mas afinal sim. https://twitter.com/TrekSegafredo/status/1149377049854791680 Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour 2019 - à 5.ª etapa Rui Costa tentou, mas etapa foi discutida pelos sprinters À 5.ª etapa chegou a montanha ao Tour, apesar das contagens serem de média montanha. A fuga do dia foi conseguida a cerca de 150 km's para o final, mas o facto de ser composta por ciclistas de muita qualidade (Tim Wellens, Simon Clarke, Tom Skujins e Mads Würtz) fez com que o pelotão nunca deixasse a fuga ganhar muito tempo. A cerca de 7 km's do final, o português Rui Costa tentou a sua sorte, chegando a conseguir uma vantagem de 15 segundos sobre o pelotão, obrigando as equipas dos sprinters a um trabalho extra. Rui Costa A tentativa de Rui Costa foi anulada e a vitória de etapa foi discutida entre Sagan, Wout Van Aert e Matteo Trentin, tendo o líder da classificação por pontos levado a melhor sobre os seus adversários. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=0QlL-vszVMA TOP 10 da etapa 5 1Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe4:02:33 2Wout Van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma  3Matteo Trentin (Ita) Mitchelton-Scott  4Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain-Merida  5Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team  6Julien Simon (Fra) Cofidis Solutions Credits  7Michael Matthews (Aus) Team Sunweb  8Nils Politt (Ger) Katusha-Alpecin  9Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo  10Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep   TOP da classificação geral após a etapa 5 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep18:44:12 2Wout Van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma0:00:14 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:00:25 4George Bennett (NZl) Team Jumbo-Visma  5Michael Matthews (Aus) Team Sunweb0:00:40 6Egan Bernal (Col) Team Ineos  7Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:00:45 8Enric Mas (Spa) Deceuninck-QuickStep0:00:46 9Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe0:00:50 10Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team0:00:51  Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### A equipa Katusha-Alpecin irá acabar. De acordo com o Jornal francês "L'equipe", a equipa Katusha-Alpecin não renovou a licença para o próximo ano, situação que deixará os seus ciclistas livres para assinar por outras equipas. A equipa libertou mesmo os seus ciclistas para que se possam colocar noutras equipas para a temporada de 2020. Recorde-se que a equipa Russo-Suíça criada em 2009 tem como director desportivo o português José Azevedo, e na mesma alinham os ciclistas portugueses José Gonçalves e Rúben Guerreiro. José GonçalvesRúben Guerreiro Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Jornal L'equipe Por: Luís Beltrão ### Vídeo - Fomos fazer uma maratona de BTT Este é o primeiro de 3 vídeos nos quais mostramos alguns pormenores da participação numa maratona de BTT. Neste caso foi uma maratona ainda não muito conhecida, pois vai só na sua segunda edição, a maratona "Entre a Serra e o Rio", em Mértola. Neste vídeo mostramos a zona do evento, algumas fotografias e também uma das várias formas de encontrar o Homem da Marreta. https://www.youtube.com/watch?v=moAuahFwomM Nos próximo vídeo falaremos dos cuidados a ter com a bicicleta antes da participação num evento deste género. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour de França - à etapa 4, Jumbo 2 - Quick-Step 2 Hoje na etapa 4 do Tour, Elia Viviani conseguiu finalmente a sua primeira vitória nesta competição, batendo Alexander Kristoff, Caleb Ewan, Peter Sagan e Dylan Groenewegen. O ciclista Italiano já contava com vitórias de etapa no Giro e na Vuelta, mas faltava-lhe uma vitória no Tour no seu palmarés, daí ter um sabor ainda mais especial, declarou no final da etapa. Depois da vitória de Alaphilippe no dia de ontem, a Deceuninck-QuickStep iguala a Jumbo-Visma em vitórias nesta edição do Tour, com duas vitórias. Vídeo resumo da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=9XWvy80IMzQ TOP 10 da etapa 4 1Elia Viviani (Ita) Deceuninck-QuickStep5:09:20 2Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates  3Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal  4Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe  5Dylan Groenewegen (Hol) Team Jumbo-Visma  6Mike Teunissen (Hol) Team Jumbo-Visma  7Giacomo Nizzolo (Ita) Dimension Data  8Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo  9Michael Matthews (Aus) Team Sunweb  10Christophe Laporte (Fra) Cofidis Solutions Credits   TOP 10 da classificação geral após etapa 4 1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep14:41:39 2Wout Van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma0:00:20 3Steven Kruijswijk (Hol) Team Jumbo-Visma0:00:25 4George Bennett (NZl) Team Jumbo-Visma  5Michael Matthews (Aus) Team Sunweb0:00:40 6Egan Bernal (Col) Team Ineos  7Geraint Thomas (Ing) Team Ineos0:00:45 8Enric Mas (Esp) Deceuninck-QuickStep0:00:46 9Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team0:00:51 10Michael Woods (Can) EF Education First   Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour de França - À Etapa 3 Alaphilippe dá "Show" e coloca-se de amarelo O início do Tour 2019 está a ser espectacular, depois da primeira etapa ter sido vencida por "sprinter" inesperado e na segunda etapa uma "super" Jumbo-Visma ter voado no contrarrelógio por equipas (terminando com uma velocidade média de 57km/h.), hoje na etapa 3 Julian Alaphilippe deu um espectáculo de ciclismo. O ciclista francês atacou a 15 km's do final da etapa, vencendo a jornada do dia e colocando-se líder da classificação geral, partindo para a etapa de amanhã de camisola amarela. Destaque ainda para a grande etapa de Tim Wellens que fez parte da fuga do dia, formada a mais de 200 km's. para o final, conseguindo isolar-se a cerca de 50 km's para o final, mas não resistindo à perseguição do pelotão. Tim Wellens foi considerado o ciclista mais combativo do dia. TOP 10 da Etapa 3 Ciclista (País) Equipa Tempo1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep4:40:29 2Michael Matthews (Aus) Team Sunweb0:00:26 3Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo  4Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team  5Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe  6Matteo Trentin (Ita) Mitchelton-Scott  7Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain-Merida  8Xandro Meurisse (Bel) Wanty-Gobert  9Wout Van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma  10Thibaut Pinot (Fra) Groupama-FDJ  TOP 10 da classificação geral após a etapa 3 Ciclista (País) EquipaTempo1Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep9:32:19 2Wout Van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma0:00:20 3Steven Kruijswijk (Ned) Team Jumbo-Visma0:00:25 4George Bennett (NZl) Team Jumbo-Visma  5Michael Matthews (Aus) Team Sunweb0:00:40 6Egan Bernal (Col) Team Ineos  7Geraint Thomas (GBr) Team Ineos0:00:45 8Enric Mas (Spa) Deceuninck-QuickStep0:00:46 9Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team0:00:51 10Wilco Kelderman (Ned) Team Sunweb   Resumo da etapa 3 em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=kN1EaBiANv4 Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tiago Ferreira sagrou-se Campeão da Europa de XCM pela segunda vez. A prova de bicicleta de montanha na vertente maratona (XCM), teve um percurso de 90 quilómetros e disputou-se em Kvam – Lillehammer, Noruega.  Tiago Ferreira esteve sempre no grupo da frente, controlando os adversários, numa prova técnica na primeira metade e mais física na fase final, disputada sob frio intenso. A selecção de ciclistas foi acontecendo, numa maratona com um acumulado de subida na casa dos 3000 metros, mas Tiago Ferreira e José Dias conseguiram manter-se sempre em posições adiantadas.  A ajuda de José Dias e a gestão da capacidade física foram o segredo da vitória, perante adversários que tentaram atacar o português, não colaborando com Tiago Ferreira nos derradeiros quilómetros. Antecipando-se a alguma movimentação perigosa dos rivais, o corredor português atacou a quilómetro e meio do final, vencendo isolado, com os adversários a não poderem mais do que observar de perto o triunfo.  Tiago Ferreira foi acompanhado no pódio pelo italiano Samuele Porro, segundo classificado, a 4 segundos, e pelo estoniano Peeter Pruus, terceiro, a 11 segundos. José Dias foi o oitavo classificado, 5m49s.  Tiago Ferreira, que completará 31 anos em Dezembro, foi campeão do mundo e vice-campeão europeu de maratona em 2016, sendo campeão europeu e vice-campeão mundial no ano seguinte. Participou na prova de XCO dos Jogos Olímpicos de 2016 e é o actual campeão português de maratona.  Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fontes: Federação Portuguesa de Ciclismo e União Europeia de Ciclismo Fotografia: União Europeia de Ciclismo - DarioBelingheri/BettiniPhoto. ### Resumo – 3.ª prova da taça do mundo de XCO, Vallnord Foi em Vallnord (Andorra), a mais de 2000mts. de altitude que deccorreu a 3.ª prova da taça do mundo de Cross-Country Olímpico (XCO). O vencedor da última corrida e líder da taça do mundo, Mathieu van der Poel não competiu em Andorra. O jovem holandês tem objectivos bem delineados e faz o planeamento da temporada com vista a esses objectivos, dos quais a taça do mundo não faz parte. Mathieu van der Poel não participou na corrida de Vallnord mas estará de volta na próxima corrida em "Les Gets", França. Van der Poel quer estar presente nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 (já conseguiu a qualificação), campeonatos do mundo de bicicleta de estrada e campeonatos do mundo de bicicleta de montanha este ano. A corrida de Short-Track (XCC) Na corrida masculina a vitória foi para Henrique Avancini, tal como tinha sucedido o ano passado. Aqui tens o resumo em vídeo da corrida de XCC. https://www.youtube.com/watch?v=_Ko0BdnmFj0 As corridas de XCC, apesar de serem curtas, são muito importantes pois são pontuáveis para a classificação geral da taça do mundo. Na corrida Feminina de XCC a vitória foi para Jolanda Neff. A corrida de XCO Com a ausência do holandês, a luta pela vitória foi entre Nino Schurter, Mathias Flueckiger e Henrique Avancini, tendo o Suíço actual Campeão do mundo levado a melhor no final. O pódio da corrida de XCO em Vallnord. Apesar de não participar nesta corrida, van der Poel continua líder da classificação geral da Taça do Mundo. Na corrida feminina  Na corrida feminina em vallnord a vencedora foi a holandesa Anne Terpstra, que relegou para segundo a vencedora da corrida de sexta-feira no XCC Jolanda Neff. O pódio da corrida feminina de XCO. Os Portugueses O melhor português em Vallnord foi Mário Costa, no 66.º lugar, seguido de Roberto Ferreira e David Rosa nos 76.º e 77.º lugares respectivamente. Roberto FerreiraDavid RosaMário Costa Cada um deles conseguiu 3 pontos UCI, num total de 9 pontos para Portugal. Classificações completas aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour de França - Os prémios - "a Champions do ciclismo" Além do Tour ser a mais prestigiada prova de ciclismo, é também aquela que maiores prémios monetários dá aos ciclistas e equipas. Estes são os prémios monetários para os vencedores das várias classificações em disputa ao longo das 3 semanas que começaram hoje. (Perdoem-nos a comparação com a competição futebolística "Champions", mas a dimensão no mundo do ciclismo é equivalente). Vencedor da Prova: €500.000,00 Vencedor classificação da montanha: €25.000,00 Vencedor classificação por pontos: €25.000,00 Vencedor classificação da juventude: €20.000,00 Vitória de etapa: €11.000,00 Mark Cavendish Tour 2015 Prémio da combatividade: €20.000,00 Equipa vencedora da classificação por equipas: €50.000,00 Os vencedores de todas estas classificações começaram hoje a pedalar em Bruxelas, cidade belga onde teve início a 106.ª edição do Tour de França, em homenagem aos 50 anos desde que Eddy Merckx venceu o primeiro dos seus 5 Tour. Eddy Merckx Os ciclistas das 22 equipas presentes (podes ver a listagem das equipas neste nosso artigo) irão percorrer 3,460 km's. ao longo de 21 etapas. Outra curiosidade é o destaque que alguns países dão aos seus atletas, que têm um protagonismo mediático ao nível, ou talvez maior, do que por exemplo um jogador de futebol. Na Dinamarca, Jakob Fuglsang aparece em destaque numa publicidade original em autocarros. Será isto possível em Portugal algum dia? Difícil. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Tour de França - As etapas, as equipas e ante-visão Para todos os amantes do ciclismo, e neste caso também para os outros (porque todos vêem o Tour), este é "o Tour" dos artigos sobre o Tour. https://www.youtube.com/watch?v=jo5efjoztMM Tudo o que precisas saber sobre o Tour 2019. O Homem da Marreta versão Tour, é o mítico Diabo. O Tour 2019 vai para a estrada já no próximo sábado dia 6 de Julho, e este ano a maior expectativa foi criada por factores não controlados pela organização da prova. Em disputa pela classificação geral Alguns dos favoritos à classificação geral como Chris Froome ou Tom Dumoulin não estarão presentes por lesão, Geraint Thomas também teve uma queda no "Criterium du Dauphiné", e embora tenha presença confirmada, não vai estar com a preparação desejada para a prova. Chris FroomeTom Dumoulin Estas ausências deixam a sensação de que este ano poderá ser a oportunidade para aqueles que procuram a sua primeira vitória no Tour. Ainda assim, Geraint Thomas (vencedor em 2018) parte como um dos favoritos, a par do seu companheiro de equipa Egan Bernal. Sem o seu líder presente, Geraint Thomas tem uma oportunidade de ouro para vencer o seu segundo Tour. Depois, temos nomes com palmarés como Nibali (que fez o Giro de Itália 2019 e não se sabe como estará a sua condição física para as 3 semanas do Tour, mas é um vencedor de 3 grandes voltas), Nairo Quintana (vencedor de um Giro e uma Vuelta), Riguberto Urán (pódio no Tour em 2017) e Simon Yates (que tal como Nibali fez o Giro 2019, mas já é vencedor de uma Vuelta a Espanha). Apesar de Greg LeMond afirmar não acreditar que Quintana alguma vez vença o Tour, a Movistar aposta mais um ano no Colombiano para liderar a equipa nesta competição. Este pode ser também o ano dos franceses Romain Bardet ( que conta com dois pódios no Tour, em 2016 e 2017, TOP 10 o ano passado), e Thibaut Pinot (que além de vários TOP10 em grandes voltas conta com um pódio no Tour em 2014). Pelo menos os franceses assim acreditam e colocam pressão, como se pode ver por esta capa do jornal L'Equipe. Com as ausências de Froome e Dumoulin, os franceses também acreditam que este ano é uma grande oportunidade para um ciclista nacional vencer o Tour. Existem alguns ciclistas que apesar de não contarem com vitórias ou pódio em grandes voltas podem surpreender, como Mikel Landa (que tal como Nibali fez o Giro de Itália 2019, mas finalizou TOP10 no Tour o ano passado), Steven Kruijswijk (vários TOP10 em grandes voltas, inclusive no Tour 2018), Ilnur Zakarin numa condição parecida à de Landa (também vem do Giro 2019), Adam Yates (TOP 10 em 2016 no Tour) e Richie Porte (que não terminou os dois últimos Tour de França por lesão, mas antes destes foi TOP10 em 2016), bem como Daniel Martin que terminou TOP10 nas últimas 3 edições do Tour. Richie Porte não terminou as duas últimas edições do Tour por lesão e falta-lhe uma grande vitória na sua carreira, poderá o australiano vencer este ano? E ainda temos aqueles que podemos chamar de "outsiders", como o jovem Enric Mas (pódio na Vuelta a Espanha 2018), Fabio Aru que só o colocamos como "outsider" por não contar com resultados de destaque desde que assinou pela UAE Team Emirates, mas é um ciclista que conta com vários TOP10 em grandes voltas e uma vitória na Vuelta a Espanha em 2015. O jovem espanhol Enric Mas não tem uma equipa feita para o apoiar, apesar disso em 2018 terminou em 2.º na Vuelta a Espanha Luta pela classificação por pontos e etapas ao sprint Após 12 anos consecutivos a estar na linha de partida, com um palmarés invejável de 30 vitórias de etapa (só Eddy Merckxx tem mais, com 34), o mítico Mark Cavendish não irá alinhar no Tour 2019. Mark Cavendish é um mito, com 30 vitórias de etapa no Tour. No que respeita a sprinters, outras ausências importantes são as de Fernando Gaviria, Arnaud Demare, Pascal Ackermann e Nacer Bouhanni. Após abandono no Giro de Itália, Fernando Gaviria também não estará presente no Tour Assim, a batalha pelas etapas ao sprint e camisola verde fica entregue a Elia Viviani, Peter Sagan, Caleb Ewan, Dylan Groenewegen, Alexander Kristoff , Michael Matthews, Boasson Hagen, André Greipel, que apesar de estar numa equipa "Pro-Continental" continua a ser uma referência e o emergente Wout van Aert (que embora trabalhe para Groenewegen) já deixou cartão de visita no "Critérium du Dauphniné". Tendo em conta os resultados conseguidos este ano por parte dos ciclistas candidatos à camisola verde, Peter Sagan parece ter a tarefa mais difícil que em edições anteriores. A mítica camisola das "bolinhas", classificação da montanha Julian Alaphilippe é o grande favorito à classificação da montanha. O grande favorito para vestir esta camisola é o número 1 do ranking UCI, Julian Alaphilippe que em 2018 foi o vencedor desta classificação, mas existem outros pretendentes, como Warren Barguil recentemente sagrado campeão francês e vencedor desta classificação em 2017, Giulio Ciccone que fez um soberbo Giro de Itália este ano vencendo esta classificação, ou ainda Thomas de Gendt que é especialista na sua boa colocação em fugas e graças a isso ganhou essa classificação na Vuelta a Espanha 2018. Os portugueses Este ano teremos 3 portugueses, todos eles com palmarés, experiência em grandes voltas e com um papel importante nas suas equipas. José GonçalvesNelson Oliveira Rui Costa São eles Rui Costa (UAE-Emirates), Nelson Oliveira (Movistar) e José Gonçalves (Katusha-Alpecin). O Tour de França, pode não ser a mais emocionante das 3 grandes voltas, mas é aquela que reúne toda "a nata" do ciclismo mundial, é onde todos querem estar, o que a torna ao longo dos anos na prova de ciclismo mais mediática do planeta. As etapas Em resumo serão 7 etapas planas, 5 de média montanha, 7 etapas de alta montanha, das quais 5 têm chegada em alto, 1 contrarrelógio por equipas e 1 contrarrelógio individual, tudo isto em 3 semanas nas quais somente havará 2 dias de descanso. E.DataPercursokm's.Tipologia1Sab.6-7Brussels – Brussels194.5Plano2Dom.7-7Brussels – Brussels27.6C.R.Equipa3Seg.8-7Binche – Épernay215Média M.4Ter. 9-7Reims – Nancy213.5Plano5Qua10-7Saint-Dié-des-Vosges – Colmar175.5 Média M. 6Qui11-7Mulhouse – La Planche des Belle Fille160.5Alta M.7Sex12-7Belfort – Chalon-sur-Saône230Plano8 Sab13-7Mâcon – Saint-Étienne200 Média M. 9 D.14-7Saint-Étienne – Brioude170.5 Média M. 10 Seg15-7Saint-Flour – Albi217.5 Plano Ter16-7Dia de descanso11 Q.17-7Albi – Toulouse167 Plano 12 Qui18-7Toulouse – Bagnères-de-Bigorre209.5 Alta M. 13 Sex19-7Pau – Pau27.2 C.R.Indiv.14 Sab20-7Tarbes – Tourmalet117.5 Alta M. 15D.21-7Limoux – Foix185 Alta M. Seg22-7 Dia de descanso 16 Ter23-7Nîmes – Nîmes177 Plano 17 Q.24-7Pont du Gard – Gap200 Plano 18 Qui25-7Embrun – Valloire208 Alta M. 19 Sex26-7Saint-Jean-de-Maurienne – Tignes126.5 Alta M. 20Sab27-7Albertville – Val Thorens130 Alta M. 21D.28-7Rambouillet – Paris128 Plano Etapas que não podes perder Na realidade não podes perder nenhuma etapa, mas deixamos-te algumas que podem ser particularmente interessantes. Etapa 6, Qui. 11 de Julho - a primeira etapa de alta montanha e com chegada em alto. Etapa 6 Etapa 14, sáb. dia 20 de Julho - a mítica etapa com final no Tourmalet é sempre uma etapa decisiva e que oferece espectáculo. Etapa 14 Etapa 20, sáb. dia 27 de Julho - é a penúltima etapa do Tour 2019 e a última de um enlace de 3 etapas de alta montanha muito duras, na qual o desgaste dos ciclistas pode fazer alterar posições na classificação geral. Etapa 20 "Start List" das equipas presentes no Tour 2019 Equipas World Tour AG2R La Mondiale Romain Bardet, Oliver Naesen, Tony Gallopin, Alexis Vuillermoz, Benoît Cosnefroy, Mickaël Cherel, Mathias Frank, Alexis Gougeard Astana Pro Team Jakob Fuglsang, Gorka Izagirre, Magnus Cort, Pello Bilbao, Luis León Sánchez, Alexey Lutsenko, Hugo Houle, Omar Fraile. Bahrain Merida Vincenzo Nibali, Matej Mohoric, Rohan Dennis, Damiano Caruso, Sonny Colbrelli, Dylan Teuns, Iván García, Jan Tratnik. BORA-hansgrohe Peter Sagan, Daniel Oss, Maximilian Schachmann, Marcus Burghardt, Emanuel Buchmann, Patrick Konrad, Gregor Mühlberger, Lukas Pöstlberger. CCC Team Greg Van Avermaet, Alessandro De Marchi, Michael Schär, Joey Rosskopf, Patrick Bevin, Serge Pauwels, Simon Geschke, Łukasz Wiśniowski. Deceuninck-Quick-Step Enric Mas, Julian Alaphilippe, Elia Viviani, Yves Lampaert, Michael Mørkøv, Maximiliano Richeze, Kasper Asgreen, Dries Devenyns. Dimension Data Edvald Boasson Hagen, Lars Bak Ytting, Roman Kreuziger, Louis Meintjes, Bernhard Eisel, Julien Vermote, Ben King, Reinardt Janse van Reinsburg. EF Education First Rigoberto Uran, Tejay van Garderen, Alberto Bettiol, Michael Woods, Sebastian Langeveld, Simon Clarke, Tanel Kangert, Tom Scully. Groupama-FDJ Thibaut Pinot, David Gaudu, Stefan Küng, Anthony Roux, Matthieu Ladagnous, Sébastien Reichenbach, Rudy Molard, William Bonnet. Jumbo-Visma Steven Kruijswijk, Dylan Groenewegen, George Bennett, Tony Martin, Laurens De Plus, Wout Van Aert, Amund Grøndahl Jansen, Mike Teunissen. Lotto-Soudal Tiesj Benoot, Tim Wellens, Thomas De Gendt, Caleb Ewan, Jens Keukeleire, Maxime Monfort, Roger Kluge, Jasper De Buyst. Mitchelton-Scott Adam Yates, Simon Yates, Jack Haig, Daryl Impey, Luke Durbridge, Michael Hepburn, Christopher Juul-Jensen, Matteo Trentin. Movistar Team Alejandro Valverde, Nairo Quintana, Mikel Landa, Marc Soler, Andrey Amador, Imanol Erviti, Carlos Verona, Nelson Oliveira. Team Katusha-Alpecin Ilnur Zakarin, Marco Haller, Jens Debusschere, Alex Dowsett, Nils Politt, José Gonçalves, Rick Zabel, Mads Würtz Schmidt. Team Ineos Geraint Thomas, Egan Bernal, Michal Kwiatkowski, Luke Rowe, Dylan van Baarle, Jonathan Castroviejo, Wout Poels, Gianni Moscon. Team Sunweb Michael Matthews, Wilco Kelderman, Lennard Kämna, Søren Kragh Andersen, Nicolas Roche, Nikias Arndt, Cees Bol, Chad Haga. Trek-Segafredo Richie Porte, Bauke Mollema, Jasper Stuyven, Fabio Felline, Koen de Kort, Toms Skujins, Giulio Ciccone, Julien Bernard. UAE-Team Emirates Daniel Martin, Fabio Aru, Alexander Kristoff, Sergio Henao, Rui Costa, Vegard Stake Laengen, Sven Erik Bystrøm, Jasper Philipsen. Equipas Profissional Continental Arkéa Samsic Warren Barguil, André Greipel, Maxime Bouet, Kevin Ledanois, Anthony Delaplace, Elie Gesbert, Florian Vachon, Emael Moinard. Cofidis, Solution Crédits Jesús Herrada, Nicolas Edet, Julien Simon, Pierre-Luc Périchon, Christophe Laporte, Anthony Perez, Natnael Berhane, Stéphane Rossetto. Direct Energie Niki Terpstra, Lilian Calmejane, Romain Sicard, Rein Taaramäe, Anthony Turgis, Niccolò Bonifazio, Fabien Grellier, Paul Ourselin. Wanty-Gobert Guillaume Martin, Andrea Pasqualon, Xandro Meurisse, Aimé De Gendt, Odd Cristian Ekking, Frederik Backaert, Kevin Van Melsen, Yoann Offredo. Onde ver as etapas Apesar de passar noutros canais, o nosso concelho é acompanhar todos os dias em directo na Eurosport, com os comentários de Paulo Martins, Luís Piçarra, Olivier Bonamici e Gonçalo Moreira. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Rui Costa apela à solidariedade do mundo do ciclismo, para salvar a Matilde. O Ex-Campeão do mundo Rui Costa não ficou indiferente ao caso da pequena Matilde, que está a mobilizar todo o nosso país na ajuda aos pais desta bebé especial. Rui Costa O atleta português escreveu nas redes sociais: " Bem sei que é apenas uma "gota do oceano" mas não podia ficar parado a ver, sem fazer nada. Se nos juntarmos, vamos conseguir salvar a Matilde 🙏Podem licitar no post original na página-> https://www.facebook.com/320629462202840/posts/334930747439378/ou apenas fazer a vossa oferta do valor que puderem na conta da Matilde: PT50 0035 0685 0000 8068 1305 6Não fiquem indiferentes, vamos nos unir por esta causa ♡Obrigado, amigos! "Rui Costa Além de apelar na sua página ao contributo de todos para ajudar a salvar a Matilde, ainda lançou um sorteio de licitação para 4 dos seus equipamentos, que o próprio enviará para o vencedor. Para te habilitares aos equipamentos podes ver como fazer nesta página: Podes ver a história da Matilde e porquê necessita urgentemente da ajuda de todos nesta página. A pequena Matilde Apelamos a todos que dêem vosso contributo, mesmo que pequeno, e partilhem para que mais pessoas possam conhecer a história e contribuir. Por: Luís Beltrão ### Campeonatos Nacionais de estrada Decorreram este fim de semana os Campeonatos Nacionais de estrada em Melgaço. Prova de Contrarrelógio A primeira a disciplina a ser realizada foi a de contrarrelógio, na qual José Gonçalves (Team Katusha Alpecin) e Daniela Reis (Doltcini-Van Eyck Sport) se sagraram campeões nacionais na categoria de elite, enquanto João Almeida (Hagens Berman Axeon) venceu em sub-23.  José Gonçalves, Daniela Reis e João Almeida os campeões de contrarrelógio 2019. O corredor da Katusha Alpecin foi o único a completar a prova em menos de 43 minutos, registando 42m46s à chegada (média de 45,316 km/h). José Gonçalves As femininas cumpriram 24,6 quilómetros, igualmente duros. Daniela Reis partia como grande favorita e não desiludiu. A corredora da região Oeste cortou a meta ao fim de 39m45s, revalidando o título de contrarrelógio. Daniela Reis O percurso dos sub-23 foi o mesmo das corredoras de elite. A luta foi a dois, entre João Almeida e Jorge Magalhães (W52-FC Porto), embora com grande superioridade do corredor da formação dos Estados Unidos, que ficou a 2 segundos de dobrar o portista.  João Almeida Resumo das provas de contrarrelógio em vídeo (Federação Portuguesa de Ciclismo). As provas de fundo Elites masculinos O novo campeão Nacional é José Mendes, do Sporting-Tavira. José Mendes Numa longa corrida praticamente sem terreno plano, após várias fugas ao longo da prova, das quais os últimos resistentes foram Domingos Gonçalves e César Fonte (W52-FC Porto), alcançados a 22 quilómetros da chegada, esperava-se a subida transposta na última volta fosse palco de ofensivas, mas não ocorreu qualquer movimentação de relevo. Só na fase de aproximação à meta, Ricardo Mestre (W52-FC Porto) tentou surpreender de longe, entrando no último quilómetro isolado, mas José Mendes respondeu nos mil metros finais.  Elites Femininos Daniela Reis (Doltcini-Van Eyck Sport) juntou ao título nacional de contrarrelógio, também o de fundo. Daniela Reis A prova de elite feminina foi marcada por um ataque logo na primeira das quatro voltas, que juntou Daniela Reis e Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) em cabeça de corrida. Com as duas ciclistas de elite esteve sempre a júnior Daniela Campos (5Quinas/Município de Albufeira/CDASJ).  Daniela Reis foi a mais forte no final repetindo a "dobradinha", que já alcançara nos Nacionais do ano passado.  Resumo em vídeo da prova feminina (Federação Portuguesa de Cilismo). Sub-23 João Almeida (Hagens Berman Axeon) ganhou a prova de fundo para sub-23 dos Campeonatos Nacionais de Estrada, e tal como Daniela Reis juntou ao título de fundo ao de contrarrelógio. O ciclista da Hagens Berman Axeon esteve em fuga mais de cem dos 143,2 quilómetros da corrida para conquistar o título. João Almeida Resumo em vídeo da prova de Sub-23 (Federação portuguesa de Ciclismo). Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Como colocar Elo de corrente numa corrente partida Neste vídeo das Dicas do Zé, além de mostrar como se coloca um elo de corrente numa corrente partida, Zé Carmo ainda fala de alguns cuidados a ter neste processo e dá mais algumas pequenas dicas que te podem facilitar a vida nesse processo. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Texto e vídeo: Luís Beltrão Mecânico: José Carmo Oficina: Bike Planet ### Nelson Oliveira alcançou medalha de prata nos jogos Europeus Nelson Oliveira foi hoje o segundo classificado no contrarrelógio dos Jogos Europeus, disputados em Minsk, (Bielorrússia) conseguindo assim a medalha de prata. O ciclista português já tinha deixado excelentes indicações na prova em linha no passado domingo, e hoje completou o percurso de 28,6 quilómetros em 33m. 31s., ficando a 28 segundos do vencedor, o bielorrusso Vasil Kiryienka (ciclista que já foi campeão do mundo desta disciplina).  Nelson Oliveira fez uma prova equilibrada e em crescendo. Tinha o quinto tempo no primeiro ponto intermédio, ao quilómetro 8,5. Melhorou para o segundo lugar ao quilómetro 22,2, posição que manteve na meta.  Só Vasil Kiryienka fez melhor, pois foi o mais veloz em todos os pontos de cronometragem. Na meta registou 33m03s. Nelson Oliveira gastou mais 28 segundos, deixando o degrau mais baixo do pódio para o checo Jan Bárta, a 37 segundos do vencedor.  A medalha conquistada em Minsk foi a primeira de Nelson Oliveira em grandes competições internacionais na categoria de elite. O português já conseguiu cinco top 10 em contrarrelógios de Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos, tendo hoje conquistado a medalha de prata nos Jogos Europeus.  Em camadas jovens, Nelson Oliveira subiu três vezes ao pódio, como vice-campeão mundial de contrarrelógio em 2009, vice-campeão europeu de fundo em 2009, ano em que foi terceiro no europeu de contrarrelógio.  "Há contrarrelógios muito longos, em que é possível controlar o esforço. Este era mais pequeno, foi preciso sair focado desde o início e dar tudo o que podia. É sempre bom ver a bandeira subir a um lugar do pódio. Penso que Portugal estará contente pela medalha. Todos queríamos o ouro, mas houve um corredor mais forte, um ciclista que já foi campeão mundial e hoje estava a competir em casa, o que dá sempre motivação extra. Parabéns ao Vasil Kiryienka. Vamos continuar a lutar para que um dia possa subir ao lugar mais alto do pódio". Nelson Oliveira. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Estrada - Nélson Oliveira TOP 10 na prova de linha dos Europeus Nélson Oliveira terminou em 10.º lugar a corrida de fundo dos Jogos Europeus, em Minsk, na Bielorrússia. Atletas a representar a selecção nacioal em Minsk: Rafael Silva, João Matias, Nelson Oliveira, César Martingil e Daniel Mestre. Após as 12 voltas ao circuito urbano de Minsk, o triunfo foi para o italiano Davide Ballerini, que surpreendeu os seus colegas de fuga ao atacar ainda a 1 km. do final, não aguardando pelo desfecho da corrida ao sprint. Nélson Oliveira liderou um grupo de seis unidades que se manteve a menos de 20 segundos do grupo da frente. No entanto, os esforços do português não obtiveram a colaboração necessária na tarefa de perseguir os corredores que seguiam na frente, limitando a entrega do título a um lote de seis corredores.  Ballerini cumpriu a distância em 4h.10m.06s.. Com mais 16 segundos, terminou em segundo o estoniano Alo Jakin e depois o austríaco Daniel Auer. Nélson Oliveira chegou no grupo dos perseguidores, a 45 segundos do vencedor.  Entre os demais representantes da Seleção Nacional, Daniel Mestre foi o 21.º classificado, Rafael Silva, 38.º, ambos a 54 segundos. César Martingil foi 71.º, a 1m08s do vencedor, enquanto que João Matias terminou a corrida no 92.º posto, a 6m32s do vencedor.  As atenções voltam a estar focadas em Nélson Oliveira na prova de contrarrelógio individual dos Jogos Europeus a disputar, dia 25 de junho, na distância de 28,6 quilómetros (circuito de duas voltas). Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. ### Montanha - Campeonato Nacional de XCM Na maratona BTT de Almocreve em Tabuado (Marco de Canaveses), disputou-se o Campeonato Nacional de Cross-Country Maratona (XCM). Elites masculinos Tiago Ferreira reconquistou o título nacional de Elites na corrida de 92 quilómetros, com 3450 metros de "acumulado". O atleta português da DMT Racing Team, antigo campeão mundial de XCM, conseguiu uma vantagem confortável no início da corrida sobre o segundo classificado, acabando por terminar a prova em 4h. 29m. 11s. No segundo posto, a 9m. 10s. terminou o seu colega de equipa José Dias. José Dias No terceiro lugar, a 12m. 32s. do que o vencedor terminou David Vaz, a correr a título individual. David Vaz Pódio Campeonato Nacional XCM 2019. Elites femininos Na corrida feminina, Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) sagrou-se campeã nacional de Elites pela primeira vez nesta vertente. A actual líder do ranking da Taça de Portugal de Cross-Country Olímpico aproveitou o momento de forma para competir numa disciplina diferente e saldou-se com sucesso, terminando a prova em 4h.32m.56s. Em segundo, com mais de oito minutos que a vencedora terminou Melissa Maia (Korpo Ativo BTT/UDL-União Desportiva Lorvanense). O terceiro posto do pódio foi preenchido pela algarvia Celina Carpinteiro (BTT Loulé/Elevis), que terminou com mais de 12 minutos que a vencedora. Celina Carpinteiro. Categorias de Masters Em Master 30, Jose Lourenço (SPAC BTT) subiu ao mais elevado grau do pódio; em Master 35, Carlos Gomes (BTT Seia) sagrou-se campeão, o mesmo sucedendo com Martinho Saragoça (Transfor), em Master 40. António Passos (Rompe trilhos/AJPCar) foi o mais forte na categoria Master 45 e Carlos Soares (Saertex Portugal) venceu entre os Master 50. Fernando Gonçalves (CTM Vila Pouca-CEPSA-Casa Lima Chaves) foi o mais capaz nos Master 55 e Manuel Pinto (Saertex Portugal) venceu nos Master 60. Nas categorias femininas, Raquel Marques (AXPO-Firstbike Team-Vila do Conde) venceu nas Master 30 e Marlene Costa (individual) foi a mais forte nas Master 40. Na vertente de Paraciclismo, Gil Pereira (Batotas-Ponte de Lima) venceu na Classe C e Tiago Craveiro competiu na Classe D.  Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Tom Dumoulin fora do Tour A equipa SunWeb informou através das redes sociais que Tom Dumoulin não irá estar presente no Tour 2019. https://twitter.com/TeamSunweb/status/1141729911536795650 A equipa passou ainda as declarações do ciclista holandês: Percebi que não é realista para o meu nível actual, estar lá a tempo. Tentei muito chegar lá, mas na verdade tenho que ouvir meu corpo. Tom Dumoulin Recorde-se que Tom Dumoulin sofreu uma queda na qual se lesionou no joelho e que levou ao seu abandono no Giro de Itália. Após abandono do Giro de Itália ainda no início, equipa e atleta acreditaram que seria possível a sua recuperação de forma a apresentar-se no Tour de França, visto o objectivo anterior ter falhado. Provavelmente Tom Dumoulin irá recuperar da melhor forma possível, preferindo depois apresentar-se em melhor forma na Vuelta a Espanha. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Novos travões Magura integrados no guiador - Cockpit sem cabos O especialista alemão em travões lança no mercado uma série de produtos completamente nova. O foco principal é a integração, que optimiza ainda mais o design e o desempenho já habitual na marca alemã. Os novos MAGURA "Cockpit Integration" (MCi) são os primeiros travões hidráulicos do mundo totalmente integrados no guiador. Vídeo da marca mostra como tudo funciona. https://www.youtube.com/watch?v=iJC48niYPxY Além de ser a primeira simbiose entre guiador e travão, de acordo com a marca, estes também foram projectados para serem fáceis de usar durante a manutenção. Aparentemente, pelo que se vê no vídeo o sangramento parece fácil, sendo feito na extremidade do guiador, uma tecnologia que a marca apelidou de "MAGURA Easy Bleed". Sem cabos externos, o sistema MCi oferece um cockpit limpo, simplificado, segundo a marca com melhor aerodinâmica e maior protecção para os componentes hidráulicos. Design limpo Os novos MAGURA MCi movimentam a unidade hidráulica dos travões e todos os tubos de travão dentro do guiador. O resultado é uma aparência arrumada acompanhada de funcionalidade aprimorada, que de acordo com a marca oferece também uma protecção eficaz contra colisões e danos mecânicos. Cilindro Interno O coração dos MAGURA MCi é um cilindro, que está localizado de forma invisível no interior do guiador, na zona dos punhos. Os tubos de travão também são colocados dentro do guiador (conduzidos através da unidade da haste e do tubo de direcção através de orifícios especiais no guiador). Instalação fácil de usar do Easy Link A nova tecnologia MAGURA Easy Link permite uma conexão "plug-in" simples entre o MCi e o tubo de travão. Durante a manutenção, toda a unidade pode ser separada e desmontada sem perder óleo. Resta saber se é tudo tão simples como a marca nos mostra, e também a fiabilidade dos mesmos, bem como a instalação nos vários tipos de quadros. Uma coisa é certa, dá um aspecto "bombástico" à bicicleta e "abre a porta" para que outras marcas comecem a pensar neste tipo de integração. Depois dos travões, alguém que se lembre de fabricar os guiadores ou avanços com "GPS/dispositivo de treino" integrado. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### As fortes medidas de protecção que o Team Ineos adoptou para os seus ciclistas Após a queda de ontem na Volta a Suíça, Geraint Thomas já informou através das redes sociais que, apesar do susto, não foi nada de grave nem que aparentemente o venha a afastar do Tour. A desistência e razão pela qual os médicos o impediram de continuar foi porque lhe tiveram que colocar alguns pontos por cima do olho. https://twitter.com/GeraintThomas86/status/1141216433587838983 O ciclista britânico dá sinais de estar bem, dizendo ainda que agora irá necessitar de fazer uns grandes treinos nas próximas semanas. Medidas extremas de protecção até ao Tour de França Entretanto no Team Ineos, Dave Brailsford, director da equipa adoptou mais uma inovadora e vanguardista técnica no mundo do ciclismo, desta feita para proteger os seus ciclistas. Assim, Brailsford poderá garantir que pelo menos Egan Bernal possa chegar "inteiro" ao Tour de França para liderar a equipa. Agora que Geraint Thomas informou que está bem, já podemos brincar um pouco com o assunto. A verdade é que após queda de Bernal antes do Giro, depois a queda grave de Froome no Dauphiné que o impede de disputar o Tour e agora esta queda de Geraint Thomas, a vida não tem estado fácil no Team Ineos. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Queda e abandono de Geraint Thomas volta à Suíça. A 17 dias do início do Tour de França, a maré de azar continua no Team Ineos. Depois da grave queda de Froome no Dauphiné desta feita foi Geraint Thomas, último vencedor do Tour, a sofrer uma queda na volta à Suíça. O ciclista britânico bateu fortemente com a cabeça, o que causou uma concussão, tendo sido visto pelos médicos logo em pleno asfalto, acabando por abandonar a corrida por precaução. https://twitter.com/PipeSierraR/status/1140996120379887617 A equipa informou numa primeira fase que Thomas estava consciente, que falou com os directores e pouco depois que o ciclista iria abandonar a corrida, seguindo para o hospital para realizar mais exames. https://twitter.com/TeamINEOS/status/1140995530602024960 Apesar de aparentemente não ter contraído nenhuma lesão grave, certo é que o vencedor do Tour 2018 sai da Volta à Suíça com umas mazelas, não terminando esta competição. Se isto afectará o seu rendimento no Tour? Veremos daqui por 17 dias. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Montanha - 4.ª prova Taça de Portugal de XCO A quarta prova da Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO), em Valongo, era importante na luta pela qualificação do BTT nacional para os Jogos Olímpicos de Tóquio, uma vez que se tratava de uma corrida de classe 1 UCI. Em Valongo estiveram presentes atletas de Portugal, Bélgica, Espanha, Estónia e França.  Tanto os melhores portugueses do XCO, como alguns estrangeiros estiveram presentes em Valongo, procurando os primeiros lugares e o máximo de pontos possível para o ranking de qualificação para Tóquio. O XCO Internacional de Valongo teve mais de 300 participantes, oriundos de cinco países: Portugal, Bélgica, Espanha, Estónia e França.  Elites masculinos Mário Costa (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) assumiu o comandando da corrida desde o início, na companhia de Gonçalo Amado (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão).  Mário Costa seguia na frente da corrida, até ter uma queda e furo. David Rosa teve uma partida mais lenta e foi fazendo uma prova em recuperação, até que à entrada para a sexta e última volta, seguia a menos de 1min. de Mário Costa. Neste cenário, o "azar bateu à porta" de Mário Costa que caiu e furou. David Rosa, que já vinha em crescendo, manteve o ritmo forte e venceu assim a sua primeira prova da Taça de Portugal em 2019. David Rosa regressa às vitórias na Taça de Portugal Gonçalo Amado foi o segundo classificado, a 57 segundos. Mário Costa, apesar do azar ainda terminou no pódio, a 1m.14s.  Gonçalo Amado terminou no segundo posto em Valongo. Após a prova de Valongo, Mário Costa mantém-se no comando da Taça de Portugal na categoria de elite. Elites femininos Depois de ter brilhado na Taça do Mundo Raquel Queirós, sub-23 de primeiro ano, confirmou o domínio na época nacional de elite. Venceu com uma margem de 2'18'' sobre a espanhola Lara Lois (Extol-la Gramola Team) e com 3'57'' sobre a estoniana Maaris Meier (Maiatos), segunda e terceira, respectivamente. Raquel Queirós segue na liderança com larga margem nos rankings femininos de elite e de sub-23.  Resumo da prova em vídeo da Federação Portuguesa de Ciclismo. Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Os fantásticos "Tweets" de Thomas de Gendt Thomas de Gendt é sem dúvida, não só o capitão da Lotto Soudal, mas também um dos ciclistas mais respeitados no pelotão internacional. Mestre na arte da fuga, o ciclista belga obtém vitórias todos os anos nas grandes voltas através da sua colocação em fugas e inclusive o ano passado venceu a classificação da montanha na Vuelta a Espanha. Quem acompanha o ciclista belga nas redes sociais sabe que é um apaixonado pelo ciclismo e bicicletas, nós já escrevemos sobre ele anteriormente neste artigo , onde após toda uma época desgastante ainda fez uma viagem em modo "bikepacking". Além de tudo isto, Thomas de Gendt tem um sentido de humor apurado, que vai partilhando nas redes sociais e com o qual entretém os seus seguidores, destacamos algumas das suas publicações. Os Twitts, o espírito e sentido de humor No Giro de Itália após ter ganho duas etapas, Caleb Ewan abandonou a corrida por opção quando esta entrou na fase da alta montanha, Thomas de Gendt ficou feliz pelo facto de poder descansar melhor as pernas após a partida do seu companheiro de equipa. https://twitter.com/DeGendtThomas/status/1131492122920718336 Ainda no Giro de Itália deste ano, Thomas de Gendt partilhou a mais inútil "cábula" de perfil de etapa de sempre, numa das etapas mais planas da corrida. Tinha razão. https://twitter.com/DeGendtThomas/status/1130797006451036160 Esta semana, os jovens Renco Evenepoel na Hammer Limburg e Wout Van Aert no Dauphiné venceram etapas de forma espectacular, assim como Mathieu van der Poel já o tinha feito nas clássicas. De forma irónica e realçando o desempenho destes jovens, Thomas de Gendt sugere que se faça um "abaixo assinado" de todos os ciclistas, para que seja negado o acesso a estes três ciclistas ás corridas de estrada nos próximos 4 anos. Boa tentativa. https://twitter.com/DeGendtThomas/status/1139183303221817345 Ciclista "de bem com a vida", que aparentemente adora o que faz e anda pelas corridas do World Tour, também aparentemente, sem o stress inerente a estas. O belga tenciona este ano fazer as 3 grandes voltas, será que após a Vuelta a Espanha irá fazer mais uma "brincadeira" de bikepacking? Acreditamos que sim. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Pelas lojas de Portugal - Episódio 2 - CC Bikes (Vídeo) Na nossa opinião as lojas de bicicletas são muito importantes no mundo do ciclismo e por isso criámos estes artigos. (Vídeo no final). O objectivo é por um lado “dar voz” às lojas e por outro dá-las a conhecer, para que fiques com a noção das valências, do ambiente e forma de estar de cada uma. No mercado do ciclismo à semelhança do que aconteceu com outros mercados, a globalização e a Internet trouxe uma revolução, as lojas foram-se adaptando à nova realidade e continuam bem vivas, para bem dos utilizadores. Conseguem imaginar o mundo do ciclismo sem lojas de rua? Provavelmente muitos sim, mas cada loja tem o seu “ADN”, têm o seu ambiente, têm os seus passeios, têm o seu mecânico, a formação para tratar devidamente das bicicletas, têm as pessoas que aconselham e que ouvem as histórias sobre as bicicletas, os passeios, as provas, etc. Para muitos é lá onde encontram os amigos ,onde vão contar e ouvir histórias diária ou semanalmente. Conscientes da importância das lojas de bicicletas no mercado do ciclismo, tentaremos em vários episódios dar a conhecer algumas lojas do nosso país. Esta foi a segunda loja visitada por nós, a CC Bikes situa-se na estrada nacional 249-4 entre Abóboda e S. Domingos de Rana, conselho de Cascais. https://www.youtube.com/watch?v=6JgRzcKwmr4 CC Bikes Site on-line:  https://www.ccbikes.pt/ Morada:Estrada Nacional 249-4, km 7.9 2785-220 São Domingos de Rana Lisboa  Telefone / telemóvel: +351 214 454 423 / +351 932 736 548 Por: Luís Beltrão ### Após queda de ontem, hoje Froome ganhou mais uma Vuelta a Espanha O ciclista espanhol Juanjo Cobo foi o vencedor da Vuelta 2011, tendo ficado Chris Froome em segundo e Bradley Wiggins no terceiro posto. Pódio da Vuelta a Espanha 2011 Sucede que, vários meios da imprensa espanhola referem hoje que a UCI detectou irregularidades no passaporte biológico do ciclista espanhol entre 2009 e 2011, pelo que será desclassificado. Cobo (actualmente retirado) tem agora um mês de prazo para recorrer da decisão perante o tribunal arbitral de desporto. Juanjo Cobo durante a Vuelta 2011 A confirmar-se esta decisão, Chris Froome (actualmente hospitalizado após queda grave no dia de ontem, conforme informámos neste artigo) passará a contar com mais uma vitória da Vuelta no seu palmarés. Mais um caso polémico, tal como o que anteriormente aconteceu com os 7 Tours de Armstrong (1999-2005), Tour de Floyd Landis (2006) ou Tour (2010) e Giro (2011) de Alberto Contador, entre outros. Lance Armstrong em 2010. No caso de Juanjo Cobo, passados 8 anos é quando a UCI detecta irregularidades no passaporte biológico de uma atleta vencedor de uma grande volta? Isto sucede porque os métodos hoje são mais avançados e andam a fazer escrutino a todos os vencedores no passado? Não se percebe, mas acontece. Todos os que ficaram em segundo lugar numa competição poderão um dia contar com uma vitória no seu palmarés, nunca se sabe, e os que ficaram no 4.º posto poderão ainda contar com um pódio no seu palmarés, passem 5, 7 ou 10 anos, a UCI tudo pode alterar. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão ### Estrada - Froome diz adeus ao Tour após queda a 60km/h Chris Froome não estará presente no próximo Tour de France (6 a 28 de julho) depois de sofrer uma grave queda hoje antes do contrarrelógio do Criterium Dauphiné. https://twitter.com/TeamINEOS/status/1138857350260056064 A equipa confirmou a notícia através das redes sociais. Christopher Froome bateu contra uma parede quando reconhecia o contrarrelógio indivídual, a cerca de 60 km / h. Foi transportado de helicóptero para Saint-Étienne, onde as piores previsões foram confirmadas: fractura do fémur direito, do cotovelo direito assim como de várias costelas. Dave Brailsford já confirmou na televisão francesa que Froome terá que se despedir do Tour, onde tentaria a sua quinta vitória. O director da Ineos confirmou que foi uma "queda muito grave" e que Froome teve que ser evacuado para o hospital Saint-Étienne de helicóptero. "Vai levar muito tempo para voltar a correr", disse Brailsford As declarações do director do Team Ineos. https://www.youtube.com/watch?v=UPMwjQi1MwA Froome bateu violentamente contra uma parede após uma rajada de vento ter desequilibrado a sua bicicleta a cerca de 60 km / h. Relembremos que Chris Froome (com 34 anos) aspirava este ano a entrar no selecto clube de ciclistas com 5 vitórias no Tour, assim como Indurain, Hinault, Merckx e Anquetil. O Dauphiné é por norma o teste final para os ciclistas que têm como objectivo o Tour de Franve e Froome era favorito, seguia após a etapa 3 no 8.º posto da geral a 24 segundos do líder, no contrarrelógio poderia chegar à liderança. A temporada poderá mesmo ter acabado para o líder da Ineos, visto a recuperação apontar para mais de um mês, de acordo com as estimativas médicas. Tendo em conta a recuperação difícil, será quase impossível inclusive que o britânico possa ir à Vuelta a Espanha (a partir de 24 de Agosto). Geraint Thomas é agora o mais claro líder da Ineos para o Tour de France, que desta forma pode tentar conseguir a sua segunda vitória consecutiva. Geraint Thomas Relembramos que a Ineos ainda não confirmou se vai levar Egan Bernal (22 anos), que também não pôde alinhar no Giro de Itália por lesão no ombro após uma queda. O jovem colombiano vai participar na volta à Suíça e talvez após esta competição a equipa decida se o levará ao Tour. Os três líderes do Team Ineos para 2019. Egan Bernal (á esquerda) seria líder no Giro, mas após queda e lesão não pôde alinhar. Agora Froome (no centro) não pode ir ao Tour, resta Geraint Thomas (à direita). Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Por: Luís Beltrão Fonte: https://www.ledauphine.com/ ### Montanha - 4.ª prova da Taça de Portugal XCM Decorreu no passado domingo em Seia, a Maratona da Serra da Estrela, quarta prova da Taça de Portugal de Cross-Country Maratona (XCM).  Elites Masculinos A corrida de elite masculina foi dominada por Tiago Ferreira, que concluiu a prova em 3h.52m.11s. Tiago Ferreira A 4m.01s terminou em segundo, Renato Ferreira (Vasconha BTT Vouzela), que desta forma segurou o comando da geral da Taça. Renato Ferreira O terceiro na prova de Seia foi Andrew Henriques (BTT Loulé/Elevis), a 4m14s.  Andrew Henriques Pódio Elites Masculinos Elites Femininos Na elite feminina dominou a estoniana Maaris Meier, não dando qualquer hipótese ás suas adversárias, cumprindo o percurso em 3h.14m.48s. Maaris Meier Celina Carpinteiro (BTT Loulé/Elevis) terminou a corrida no segundo posto a 6m.35s. da vencedora. Celina Carpinteiro A 18m.11s. de Maaris Meier, terminou no terceiro posto Flávia Lopes (Vasconha BTT Vouzela), que ainda assim se mantém no topo da geral feminina.  Flávia Lopes Pódio Elites Femininos Resumo da prova em vídeo (Federação Portuguesa de Ciclismo) Masters Nas categorias master impuseram-se os masters 30 José Lourenço (SPAC BTT) e Raquel Marques (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), o master 35 Carlos Gomes (BTT Seia), os masters 40 Nuno Inácio (Trilho Perdido Eventos Cycling Team) e Ana González (Mitto/X-Sauce Berria), o master 45 António Marques (BTT Seia), o master 50 José Rosa (Ser e Parecer Pro Bike Team), o master 55 Abílio Moreira (Clube BTT de Águeda/FUNDIVEN) e o master 60 Manuel Pinto (Saertex Portugal/Edaetech).  Tiago Craveiro foi o melhor paraciclista com deficiência auditiva, enquanto o melhor com deficiência motora foi Hélder Maximino (360º Bike Trail/Mundimat/CCA Paio Pires).  Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Facebook, Instagram e Twitter. Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Teste - NOVAS fitas de guiador PRO race confort silicone (com vídeo) Testámos durante cerca de 100 horas de utilização as novas fitas de guiador PRO race confort silicone. Aqui tens o vídeo com a nossa opinião. Para veres mais vídeos, acede subscreve o canal Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=schG2ksQbWI Em resumo: São umas fitas de guiador muito confortáveis, das quais também destacamos o seu excelente "toque" e a aderência que conferem às mãos/luvas. Em dias de chuva, importante utilização de luvas pois estas revelaram-se ligeiramente escorregadias (sem luvas) quando estão molhadas. Vídeo anterior, quando retirámos as fitas da caixa e onde explicamos um pouco da importância deste acessório na bicicleta de estrada. https://www.youtube.com/watch?v=uIPHU_sS2L8 Por: Luís Beltrão ### Vincenzo Nibali na TREK-Segafredo De acordo com os regulamentos da UCI, até dia 1 de Agosto não podem ser feitas novas contratações, mas na realidade os acordos são feitos com bastante antecedência. Em entrevista ao jornal La Gazzetta dello Sport, Massimo Zanetti foi bem claro e "sem papas na língua": "Assinei Vincenzo Nibali", disse ele. "Era algo que queria muito, e finalmente consegui." Massimo Zanetti Massimo Zanetti Apesar da equipa já ter Richie Porte como líder nas grandes voltas, que tem contrato até 2020, Zanetti não hesitou em "atacar" Nibali quando se apercebeu que as negociações entre o italiano e a Bahrain-Merida estavam paradas. Richie Porte é actualmente o líder da equipa nos grandes objectivos da época. A Segafredo é uma empresa italiana de café e sendo Nibali o mais activo ciclista italiano de alto nível (vencedor dos três grandes voltas, assim como Il Lombardia e Milan-San Remo), poderá ter sido o factor principal que levou Zanetti a querer "o Tubarão" na sua equipa. "Com o Vincenzo tornamo-nos "italianos", mesmo que a Trek seja americana, internacional e queira atletas de muitas nacionalidades. Para mim, andar de bicicleta sem o núcleo histórico de nações como Itália, França ou Bélgica não existe. Isto certamente nos dará muita notoriedade, visibilidade, espero que ele ganhe boas corridas e acredito que isso vai acontecer. ”Massimo Zanetti Questionado acerca da idade de Nibali, Zanetti respondeu: "Ele disse-me imediatamente: "Tenho 34 anos, ainda sou jovem". "Ele ainda está fresco e motivado".Massimo Zanetti O dono da Trek - Segafredo ainda adiantou que irão fazer a equipa à volta de Nibali para que poça alcançar grandes feitos na sua equipa. Vamos ver como reagirá Richie Porte, já no Tour de França. E agora, fica uma vaga na Bahrain-Merida, quem será o sucessor de Nibali nesta equipa? Por: Luís Beltrão ### Novos Shimano RX8 - Sapatos para Gravel. À medida que as várias vertentes do ciclismo foram evoluindo, o equipamento, acessórios e material à volta de cada vertente também. Exemplo disso é o facto de existirem tipos diferentes de capacetes, sapatos, etc. para variantes como o Enduro, Downhill ou Cross-Country. Com a vertente Gravel cada vez mais desenvolvida e cada vez com mais entusiastas a nível mundial, as marcas não só fabricam bicicletas específicas para o efeito, mas também equipamento. Shimano atenta ao mercado Depois de lançar recentemente um grupo completo de transmissão, travões e rodas (Shimano GRX, o qual podes ver neste nosso artigo), a marca nipónica lança agora uns sapatos específicos para Gravel. Os sapatos de XC têm especificidades que não são necessárias para o Gravel., como a sola com tacos maiores. Os RX8 pesam apenas 265g. (tamanho 42) retirando 60-65g do peso dos sapatos XC9 e XC7 de cross-country da Shimano. A redução do peso foi alcançada principalmente com um pequeno calcanhar, sem suportes e um fecho Boa IP1, substituído por uma pulseira de velcro. Para diminuir o peso, os RX8 destacam certas características que vêm com os sapatos de cross-country, mantendo os suportes de TPU resistentes à abrasão, o estabilizador de calcanhar e a sola de carbono super-rígido dos sapatos de topo de gama XC9 da Shimano, para obter o melhor equilíbrio entre o desempenho em gravel e a capacidade de todo-o-terreno. A Shimano procurou combinar a versatilidade e a variabilidade das corridas de gravel, a parte superior do RX8 procura oferecer equilíbrio entre o poder de fixação e o conforto durante todo o dia, ou longas pedaladas de "bike packing". E é mais do que apenas a sensação do pé do ciclista que é acomodado com todo o conforto do dia, a tecnologia Silvadur stay-fresh é usada no material da palmilha para manter os sapatos a cheirar a novo passeio após passeio. ### Giro de Itália, etapa 21 - Richard Carapaz vence Giro 2019. O contrarrelógio individual no último dia do Giro de Itália só alterou a 3.ª posição do pódio em relação à classificação geral que tinha ficado no dia de ontem. Primoz Roglic conseguiu ficar no pódio relegando Mikel Landa para o 4.º posto da geral e Vincenzo Nibali conseguiu segurar o 2.º posto no Giro. Richard Carapaz é o grande vencedor do Giro 2019, o equatoriano não foi numa fase inicial um atleta controlado ou marcado pelos adversários, foi ganhando vantagem etapa após etapa e quando adversários como Roglic e Nibali quiseram reagir já era tarde. Os festejos de Richard Carapaz junto da família e equipa são emocionantes. https://twitter.com/Movistar_Team/status/1135242978455429122 Richard Carapaz teve sempre uma equipa à altura (algo que por exemplo Roglic não teve) e nas etapas críticas não só não falhou, como ainda conseguiu ampliar a vantagem sobre os seus adversários. Richard Carapaz vence Giro 2019O nome de Richard Carapaz no troféu A última etapa do Giro foi conseguida pelo ciclista norte americano Chad Haga da equipa Sunweb. Chad Haga Amaro Antunes foi o único português em prova, foi para o Giro de Itália numa forma que não era a ideal por problemas de lesões anteriores, foi a primeira grande volta feita pelo ciclista português, chegou a estar no TOP 10 da classificação geral e ainda tentou vencer uma etapa, tendo terminado em 3.º nesse dia. Amaro termina na 34.ª posição da geral, e com um pódio de etapa, pode dizer-se que é um balanço positivo para a primeira grande volta do ciclista português. Vídeo resumo da última etapa. https://www.youtube.com/watch?v=6ncEmiM-jjE Entrevistas aos principais intervenientes https://www.youtube.com/watch?v=1yiDgKm9XCg TOP 10 da etapa 1Chad Haga (USA) Team Sunweb0:22:072Victor Campenaerts (Bel) Lotto Soudal0:00:043Thomas De Gendt (Bel) Lotto Soudal0:00:064Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida0:00:095Tobias Ludvigsson (Swe) Groupama-FDJ0:00:116Josef Cerny (Cze) CCC Team7Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team0:00:178Mattia Cattaneo (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:00:209Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:00:2310Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:00:26 TOP 10 final do Giro 2019 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team90:01:472Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:053Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:02:304Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:02:385Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:05:436Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:06:567Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:07:268Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:07:499Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:08:5610Ilnur Zakarin (Rus) Katusha-Alpecin0:12:14 TOP 10 final da classificação por pontos 1Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe226 pts2Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ2133Damiano Cima (Ita) Nippo-Vini Fantini-Faizane1044Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec935Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team906Davide Cimolai (Ita) Israel Cycling Academy607Mirco Maestri (Ita) Bardiani CSF548Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida519Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma5010Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team48 TOP 10 final da classificação da montanha 1Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo267 pts2Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec1153Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida864Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team755Mikel Nieve (Spa) Mitchelton-Scott686Ilnur Zakarin (Rus) Katusha-Alpecin547Mattia Cattaneo (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec538Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team469Mikel Landa (Spa) Movistar Team4210Gianluca Brambilla (Ita) Trek-Segafredo40 TOP 10 final da classificação da juventude 1Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team90:09:132Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:01:303Hugh John Carthy (GBr) EF Education First0:09:104Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:14:335Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo0:19:536Edward Dunbar (Irl) Team Ineos0:35:007Lucas Hamilton (Aus) Mitchelton-Scott0:57:058Ben O'Connor (Aus) Dimension Data1:10:239Christopher Hamilton (Aus) Team Sunweb1:16:3610Jai Hindley (Aus) Team Sunweb1:20:43 Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### NOVIDADES 2020 - Nova MERIDA e-One Sixty. A Merida lançou recentemente a sua nova bicicleta de Enduro Electrica, a eOne-Sixty vem recheada de novos desenvolvimentos e tecnologias que podem inclusive redefinir o futuro da marca noutros modelos. De acordo com a marca, a eONE-SIXTY é a bicicleta mais tecnológica e avançada que desenvolveram. Os materiais utilizados, o desenho e a integração de todos os componentes da bicicleta são autêntica vanguarda. À antiga bicicleta da Merida já lhe "pesavam" os anos e esta nova eOne-Sixty traz inovações que deixam a bicicleta mais actual e a par do que já se vê nos modelos da concorrência. No lado esquerdo a nova eOne-Sixty, no lado esquerdo a antiga. Optaram por misturar a roda de 29 com 27,5 para a maior capacidade ao absorver obstáculos das 29er e a maior agilidade e velocidade de reacção da roda mais pequena. Os engenheiros alemães afirmam que juntamente com os pneus de 2,5 “, a roda dianteira 29 torna a direcção precisa e permite que a bicicleta mantenha muito bem a velocidade, mesmo nas descidas mais sinuosas. Os componentes são testados e aprovados para um peso total de 140 kg Enquanto a roda de 27,5 “e o pneu traseiro de 2,6” proporcionam máxima tracção e aderência nas descidas. Destaques Thermo gate ou como dissipar o calor O carbono não é um bom condutor de calor e, para evitar o sobreaquecimento da bateria, os senhores da Merida desenvolveram o Thermo gate. Funciona como uma chaminé, permite que o ar suba e saia do interior do tubo. O normal é que o calor gerado pela bateria não seja um problema, mas pode ser agravado se deixarmos a bicicleta ao sol por um período prolongado de tempo. Caso isso aconteça, o sistema de porta Thermo gate garante que esse excesso de calor possa sair, mantendo a temperatura da bateria sempre num valor ideal para seu perfeito funcionamento. Integração do interruptor O novo sistema InTube requer uma forma prática e simples de ligar e desligar o sistema, pois não há possibilidade de aceder directamente à bateria. Para isso, os engenheiros e designers acharam que a melhor maneira foi colocar o interruptor no quadro, algo não é novidade pois já se vê noutras marcas. Nova bateria Shimano InTube A nova bateria Shimano InTube é o coração da eONE-SIXTY. Sobre esta nova bateria foi projectado o quadro e a geometria da nova bicicleta de e-enduro. A capacidade é mantida em 504Wh e, embora já existam baterias de maior capacidade, a bateria de Shimano oferece vantagens muito significativas para o desempenho da bicicleta. É mais leve, é carregada em 5 horas, permite que o centro de gravidade seja menor, melhora a rigidez da bicicleta, já que requer um buraco mais pequeno. Além disso, o desenho da bateria possui uma capa de alumínio, o que ajuda a dissipar mais o calor e melhorar o desempenho e a duração da bateria. Após 1000 ciclos de uso, a bateria economiza 60% da sua capacidade. Eixo Merida com chave Allen integrada O eixo traseiro esconde uma chave Allen dentro com a qual pode montar e desmontar as duas rodas. O desenho integra uma chave de 6mm e uma chave de 4mm, os dois pontos que mais podes usar em plena rota. Enquanto a chave de 6 mm é para os eixos das rodas, a chave de 4 mm é usada para o guiador, o avanço, a braçadeira de selim e a bateria. Além disso, também pode ser usado para pressionar o botão “ativar bateria”, necessário quando a bateria entra em modo de repouso ou não foi usado por pelo menos seis meses. Cockpit Merida A eONE-SIXTY vem equipada com um "cockpit" Merida integrado. Potência ultracurta com guiador largo e diâmetro de 35mm para adaptar-se aos novos padrões de geometria. Os cabos do sistema eléctrico são guiados internamente e o sistema da Shimano dão um aspecto limpo e elegante à bicicleta. Um modelo que era necessário e é bem vindo, no sentido em que vem "refrescar" uma bicicleta importante no panorama da marca, colocando-a agora num patamar ao nível da concorrência. ### Giro de Itália, etapa 20 - Vitória de Richard Carapaz parece garantida A etapa 20 foi o culminar de uma terceira semana de alta montanha, onde muitas diferenças se podiam fazer, mas onde a equipa da Movistar sempre controlou as etapas que tinha que controlar, e hoje não foi diferente. Perfil da etapa 20 - Giro 2019 Houve alguns ataques ainda a mais de 100 km's do final da etapa, nomeadamente por parte de Miguel Angel Lopez que por um lado queria subir a 5.º da classificação geral, queria a etapa e assegurar também a camisola da juventude. No entanto o ciclista colombiano não conseguiu uma vantagem suficiente e na descida todo o grupo ficou junto novamente. Só na subida final, a cerca de 10 km's. para o fim, começaram a haver ataques novamente, quer por parte de Lopez como depois de Mikel Landa e Nibali. Um adepto derrubou Miguel Angel Lopez e o colombiano ficou sem hipótese de perseguir o grupo do camisola rosa, podendo até ser penalizado pela atitude após a queda. https://twitter.com/Eurosport_UK/status/1134838342082863105 Após o ataque de Mikel Landa, Primoz Roglic não teve capacidade para seguir tanto o espanhol, como Nibali e Richard carapaz, que entre os 3 colaboraram para distanciar ao máximo Roglic. Conseguiram uma vantagem de 40'', e Richard Carapaz inclusive trabalhou para Mikel Landa, no sentido de este poder vencer a etapa, A vitória de Mikel Landa não se verificou porque Pello Bilbao (Astana) roubou a vitória ao seu compatriota desta forma. https://twitter.com/AstanaTeam/status/1134843150349021184 Richard Carapaz parte amanhã para o contra-relógio com uma vantagem de 1'54'' para Vincenzo Nibali, e de 3'16'' para Roglic, em condições normais pode dizer-se que venceu o Giro 2019. Vincenzo Nibali parte amanhã segundo da geral, com uma vantagem de 59'' para Mikel Landa (que subiu hoje e 3.º da geral) e de 1'22'' para Primoz Roglic. Com este cenário à partida para o contrarrelógio individual amanhã, a única dúvida que prevalece parece ser em relação ao 2.º e 3. lugar do Giro. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=mTF7LmopTwY TOP 10 da etapa 1Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team5:46:022Mikel Landa (Spa) Movistar Team3Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo0:00:024Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team0:00:045Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida6Tanel Kangert (Est) EF Education First0:00:157Mikel Nieve (Spa) Mitchelton-Scott8Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:00:259Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:00:4410Domenico Pozzovivo (Ita) Bahrain-Merida TOP 10 da classificação geral 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team89:38:282Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:543Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:02:534Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:03:065Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:05:516Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:07:187Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:07:288Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:08:019Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:09:1110Ilnur Zakarin (Rus) Katusha-Alpecin0:12:50 Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 19 - Grito de raiva de E.Chaves e tentativa de Amaro A etapa 19 teve uma distância de 151 km's e terminava numa chegada em alto com uma subida de 2.ª categoria, na qual praticamente os últimos 30 km's eram a subir. (Resumo da etapa em vídeo no final). Perfil da etapa 19 - Giro 2019 Normalmente começamos por escrever sobre como foi a etapa no grupo dos favoritos, mas hoje começamos pelo grupo da fuga de onde saiu o vencedor da etapa. A fuga deu-se a 109 km's do final da etapa, uma fuga numerosa com muitos ciclistas de qualidade, dos quais destacamos o vencedor da etapa Esteban Chaves e o português Amaro Antunes. 12 ciclistas protagonizaram a fuga do dia. Amaro Antunes que ao integrar a fuga mostrava bem quais as suas intenções, na sua primeira participação numa grande volta queria tentar a vitória de etapa. Tentou por várias vezes e finalizou 3.º no dia de hoje, que apesar de tudo é um excelente resultado. Amaro Antunes tentou hoje vencer a etapa, mas Esteban Chaves foi mais forte. De qualquer forma, bravo Amaro. Esteban Chaves, após vários ataques e insistência, acabou por conseguir sair sem que ninguém tivesse capacidade de o acompanhar, a 3 km's do fim da etapa, acabando por conseguir uma importante vitória para si (tendo em conta os problemas físicos pelos que passou antes de vir para Giro), e importante para a sua equipa Mitchelton-Scott, visto ser a primeira vitória da mesma nesta edição do Giro de Itália. O momento da vitória de Esteban Chaves (além disso, aquela bandeira portuguesa no pódio enche-nos de orgulho). https://twitter.com/giroditalia/status/1134480451165413376 Grupo dos favoritos Entre os favoritos, foi Miguel Angel Lopez quem atacou primeiro, não levando ninguém consigo e acabando a etapa ganhando 45'' a todos (está perto de subir a 5.º da geral). Miguel Angel Lopez. Finalmente, Primoz Roglic atacou os seus adversários, mas nem Vincenzo Nibali nem Richard Carapaz cederam, terminando todos com o mesmo tempo. Primoz Roglic mostrou hoje boas indicações para amanhã. Richard Carapaz parte amanhã para a penúltima etapa com a camisola de líder e uma vantagem de 1'54'' para Nibali e 2'16'' para Roglic. Uma etapa com 3 subidas de 2.ª categoria e duas de 1.ª categoria onde ainda se podem fazer muitas diferenças, resta saber se há pernas para isso. Resumo da etapa em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=5nK733bKXO0 TOP 10 da etapa 1Esteban Chaves (Col) Mitchelton-Scott4:01:312Andrea Vendrame (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:00:103Amaro Antunes (Por) CCC Team0:00:124Giovanni Carboni (Ita) Bardiani CSF0:00:245Pieter Serry (Bel) Deceuninck-QuickStep0:00:326François Bidard (Fra) AG2R La Mondiale0:00:357Marco Canola (Ita) Nippo-Vini Fantini-Faizane0:01:028Manuele Boaro (Ita) Astana Pro Team0:01:379Manuel Senni (Ita) Bardiani CSF0:01:5310Olivier Le Gac (Fra) Groupama-FDJ0:02:33 TOP 10 da classificação geral 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team83:52:222Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:543Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:02:164Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:03:035Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:05:076Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:05:337Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:06:488Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:07:179Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos 0:08:2710Davide Formolo (Ita) Bora-Hansgrohe0:10:06 Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 18 - Fuga "passa perna" ao pelotão. A etapa 18 do Giro foi menos dura que as anteriores em termos de montanha. Perfil da etapa 18 - Giro 2019 Previa-se uma chegada para os sprinters, o pelotão foi confiando em anular a fuga mas, confiou de mais. Estes 3 ciclistas resistiram até à linha de meta. Com a luta pela classificação por pontos ainda em aberto, entre Pascal Hackermann (Bora - Hansgrohe) e Arnaud Demare (Groupana FDJ), estas equipas deveriam ter interesse na vitória, mas acabou por ser um dis ciclistas da fuga a vencer a etapa, com o pelotão atrás de si em cima da linha de meta. O Italiano Damiano Cima da equipa Pro-Continental Nippo-Vini Fantini-Faizane conseguiu a sua primeira vitória numa grande volta, provas World Tour assim como deu também à sua equipa a primeira vitória World Tour. Damiano Cima (Ita) Nippo-Vini Fantini-Faizane resistiu em cima da linha de meta. Ainda assim Pascal Hackermann finalizou segundo e Arnaud Demare somente oitavo, pelo que Hackerman passa a liderar a classificação por pontos, podendo mesmo vencer esta classificação no final do Giro. Pascal Hackerman. Na classificação geral tudo na mesma, os próximos dias são dias de decisões com duas etapas de alta montanha duríssimas e um contrarrelógio individual no último dia. Poderá Richard Carapaz vestir esta camisola até ao final do Giro? TOP 10 da etapa 1Damiano Cima (Ita) Nippo-Vini Fantini-Faizane4:56:042Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe3Simone Consonni (Ita) UAE Team Emirates4Florian Senechal (Fra) Deceuninck-QuickStep5Ryan Gibbons (RSA) Dimension Data6Manuel Belletti (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec7Davide Cimolai (Ita) Israel Cycling Academy8Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ9Sean Bennett (USA) EF Education First10Mirco Maestri (Ita) Bardiani CSF TOP 10 da classificação geral 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team79:44:222Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:543Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:02:164Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:03:035Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:05:076Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:06:177Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:06:488Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:07:139Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:08:2110Davide Formolo (Ita) Bora-Hansgrohe0:08:59 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=jz--HS6xnTQ Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Shimano lança de uma só vez, NOVOS XT e SLX 12 velocidades A Shimano passa a partir de agora a contar com uma oferta muito mais forte nas suas gamas de montanha, com o lançamento dos novos Deore XT e Deore SLX de 12 velocidades. Este equipamento foi lançado hoje a nível mundial e nós estivemos na sua apresentação, na Shimano Portugal. Vídeo do lançamento dos novos XT e SLX 12 velocidades na Shimano e ainda as novas instalações da marca em Portugal . https://www.youtube.com/watch?v=H0sE9BeZOX8&feature=youtu.be O novo Deore XT 12 velocidades O novo DEORE XT série M8100 inclui características herdadas do XTR como o mais recente  sistema de encaixe, o "MICRO SPLINE" para cassetes de 12v nas opções de 10-45D ou 10-51D Pequenos pormenores, que fazem muita diferença Pedaleiros com tecnologia oca de 1x12 e 2x12, manípulos com "ISPEC-EV" completamente ajustáveis, precisão de comutação com as novas mudanças da frente e traseiras. Um poderoso sistema de travagem de 2-pistões ou 4-pistões, "ICE TECHNOLOGIES FREEZA" para um rápido arrefecimento do sistema, e conjuntos de rodas para XC ou Enduro desenhadas para os requisitos actuais do BTT. O novo pedaleiro  DEORE XT  1X12 Apresenta-se com cranques  HOLLOWTECH II e movimento pedaleiro integrado. As rodas pedaleiras foram redesenhadas com perfil  "Dynamic Chain Engagement", cujo design específico dos dentes da roda pedaleira são fundamentais para a excelente retenção da corrente, transmissão suave e silenciosa, de acordo com informação da marca. Para uma montagem mais rápida e segura da roda pedaleira, o cranque tem um sistema de montagem directo que também simplifica o modo de montagem. Andamentos do pedaleiro 1X12. O pedaleiro chega-nos com várias opções de andamentos  28D, 30D, 32D, 34D e 36D, intercambiável com os anéis de fecho do XTR e SLX, medidas de cranque de  165mm, 170mm, 175mm., e estão disponíveis para 3 opções de linhas de corrente: 52mm (FC-M8100-1) para distância no cubo de 142mm ou 148mm, com distância mais curta de Q-factor ( 172mm)  55mm (FC-M8120-1) para  distância no cubo de  148mm, utilização de pneus mais largos e maior distância ao quadro, com Q-factor de 178mm56.5mm (FC-M8130-1) para distância no cubo de 157mm e uma maior distância entre cranques  (Q-factor de 181mm) Pesos dos pedaleiros 1X12: FC-M8100-1: 620g, FC-M8120-1: 628g, FC-M8130-1: 636g (com Rodas 32D; 175mm, sem movimento pedaleiro). O pedaleiro  DEORE XT 2X12   Com a conhecida tecnologia da marca HOLLOWTECH II 36-26D., oferece uma gama muito interessante quando combinado com as cassetes de 10-45D, que permite maximizar as possibilidades para todos os tipos de terreno e de utilizadores. Este sistema 2X12 será muito bem vindo tanto para os utilizadores cuja forma física nãos lhes permite utilizar 1X12, bem como aqueles que preferem manter uma cadência consistente com as curtas passagens de mudança. Linhas de corrente O pedaleiro FC-M8100-2 foi desenhado para medidas de 142mm e linhas de corrente de 48.8mm e um Q-factor de 172mm. O pedaleiro  FC-M8120-B2 para montagens com 148mm. Para linhas de corrente de 51.8mm e Q-factor de 178mm. Pesos dos pedaleiros 2X12: FC-M8120-B2 (36-26D, 175mm, sem BB) é de 672g., e para o FC-M8100-2 (36-26D, 175mm, sem BB) é de 654g. Cassete DEORE XT 12-velocidades As cassetes estarão disponíveis nas opções 10-45D. para passagens curtas  ou 10-51D. para gama alargada. Ambas as cassetes trazem tecnologia "HYPERGLIDE+", que segundo a marca vai permitir colocar ou libertar mudanças com extrema rapidez e com baixo ruído (apanágio da marca nipónica em sistemas anteriores). As cassetes tem uma aranha de alumínio que aloja 10 carretos de aço, e dois de alumínio para  melhorar a durabilidade e peso. Os pesos anunciados são para a cassete CS-M8100-12 10-51D um peso de 470g. e para a opção 10-45D um peso de 461g. A nova corrente DEORE XT 12-velocidades HG A corrente foi redesenhada para melhorar a retenção e encaixe, e de acordo com a Shimano os elos têm um acabamento cromado para aumentar a durabilidade, suavidade e aumentar a rapidez na comutação na cassete. A corrente CN-M8100 ( 113 elos+ Elo engate rápido) tem um peso anunciado pela marca de 252gr. As mudanças Terão opções de montagem para simples (RD-M8100-SGS) ou duplo (RD-M8120-SGS). As mudanças de trás DEORE XT incorporam a tecnologia "SHADOW RD+", com "bump stopper" para anular ruídos no desviador e roldanas de 13D. que ajudam a garantir mais silêncio e suavidade. Pesos das mudanças: Para a RD-M8100-SGS: 284g, e para a RD-M8120-SGS: 290g. A mudança da frente DEORE XT chega-nos com uma especificação para duas linhas de corrente 48.8mm e 51.8mm, mas disponíveis para diferentes tipos de montagem: Tipo-D, Tipo-E ou montagens Tipo-M. Peso: FD-M8100-D: 135g, FD-M8100-E: 106g, FD-M8100-M: 114g. Os manípulos, com mais ajustes e afinações Os novos manípulos terão ajuste lateral e rotacional, os manípulos "ISPEC-V"  têm um parafuso engenhosamente colocado junto à manete de travão que permite um ajuste milimétrico para adaptar ao nosso estilo de pedalar. Inserções em borracha para melhorar o conforto e libertação nos 2-sentidos, mais um pequeno pormenor, mas que pode mudar para melhor a experiência geral do utilizador na sua pedalada. Para os mais competitivos ou "apressados", segundo informação da marca tanto o manípulo esquerdo como o direito (SL-M8100-IR) trazem o sistema de "multi-release", para descarregar rapidamente mudanças na cassete. Os manípulos DEORE XT  estão disponíveis na versão com abraçadeira. Pesos: SL-M8100-IR: 120g, SL-M8100-IL: 73g, SL-M8100-R: 117g, SL-M8100-L: 78g. Os novos travões XT Para o sistema de travão hidráulico DEORE XT está disponível uma versão de 2-pistões para Cross-Country (XC) e  4-pistões para Enduro. Isto na teoria, porque se fazes XC e necessitas de muito poder de travagem podes optar pelos de 4 pistões. A versão de XC  tem um design semelhante à versão anterior M8000, isto significa que as pastilhas de travão são compatíveis. Por outro lado a versão de 4-pistões é uma nova construção que teve como ponto de partida o design do XTR M9100. Partilham assim as pastilhas N03A (resina) ou N04C (metal) (compatível também com as pastilhas D03S ou D02S). As manetes de travão  DEORE XT   As manetes funcionam com ambas as pinças e tubos, e estão equipadas  com sistema de travagem "SERVO WAVE" que de acordo com a Shimano dá uma resposta mais rápida e potente na travagem. As manetes de travão à semelhança do XTR têm 2 posições de contacto para criar uma sensação de maior firmeza  durante a travagem, além de um parafuso para regular o alcance da mão e ainda temos um parafuso para regulação da distância das pastilhas ao disco. Peso travões Os kits travão (BR-M8100-BL-M8100) com rotores (160 mm RT-MT800) e pastilhas pesam 392g. e os Kits de travão para enduro (BR-M8120-BL-M8100) pesam 410g. incluindo rotores e pastilhas. Rotores A marca nipónica anuncia que os rotores DEORE XT foram desenhados  para maximizar o arrefecimento do sistema, graças à tecnologia "ICE TECHNOLOGIES FREEZA" que permite uma performance consistente e a durabilidade das pastilhas. Estrão disponíveis nos tamanhos: 140mm (88g.), 160mm (109g.), 180mm (132g.) e 203mm (164g.). As Rodas Ao contrário do XTR M9100, a série Shimano DEORE XT M8100 oferece sistemas completos de rodas  27.5 e 29” para XC e Trail/Enduro. As rodas para XC trazem aros de 24mm., "tubeless ready" para utilizar com medidas de pneus a partir de 2.35”, com dupla conificação e 28 raios de montagem directa. Pesos: (WH-M8100-27.5: 1764g., WH-M8100-29: 1840g.) As rodas DEORE XT para o Trail/Enduro - terão uma largura de aro de 30mm. para utilizar com pneus acima de 2.60”. Os cubos com falange esquerda reduzida e distância entre porcas de fecho de 148mm. com montagem de 28 raios curvos. Pesos: (WH-M8120-27.5: 1846g, WH-M8120-29: 1932g). Ambos os modelos XC e Trail/Enduro foram desenvolvidas para utilização de eixos passantes E-THRU (15mm. frente, 12mm. traseiro), distância entre porcas de fecho de 148mm. O.L.D. Também estarão disponíveis cubos da frente individuais DEORE XT e cubos traseiros nas medidas: 100mm > 142mm | 110mm >148mm e 157mm. Pesos: HB-M8110: 142g, HB-M8110-B: 147g, HB-M8110-BS: 158g, FH-M8110: 305g, FH-M8110-B: 307g, FH-M8110-BS: 306g, FH-M8130-B: 310g Novo Deore SLX de 12 velocidades Tal como o DEORE XT,  a nova série SLX M7100  apresenta-se agora com 12 velocidades, o que é uma óptima notícia para os utilizadores que preferem Shimano, pois não terão que esperar mais um ano para ter um grupo de 12 mais acessível em termos de preço. Notarás que tem toda a tecnologia do grupo XT disponível, com preço mais acessível e pesos um pouco diferentes. A nova cassete terá opções 10-45D. e 10-51D., pedaleiros 1x12 ou 2x12, uma corrente de gama SLX para 12V., travões com 2 ou 4 pistões, manípulos ISPEC-V ajustáveis, mudanças optimizadas e cubos de 12V, Todos estes factores poderemos dizer que são tecnologias premium da marca, numa gama para aqueles que pretendem iniciar-se na aventura do BTT. O novo pedaleiro SLX 1x12 Também este foi desenvolvido com tecnologia HOLLOWTECH II e com  movimento integrado. Também este tem rodas pedaleiras que incorporam tecnologia "Dynamic Chain Engagement", que ajuda a melhorar a retenção da corrente. Tal como o seu "irmão" da gama acima XT, para uma montagem rápida e segura  o cranque está equipado com um sistema de montagem directo. As opções disponíveis em rodas pedaleiras são 30D, 32D e 34D, intercambiáveis com o XTR e DEORE XT, com cranques nas medidas 165mm,170mm e 175mm.     Os pedaleiros SLX M7100 estão disponíveis em 3 linhas de corrente: 52mm (FC-M8100-1) para uma distância no cubo de 142mm ou 148mm, com distância mais curta de Q-factor ( 172mm)  55mm (FC-M8120-1) para uma distância no cubo de  148mm, utilização de pneus mais largos e maior distância ao quadro, com Q-factor de 178mm56.5mm (FC-M8130-1) para uma distância no cubo de 157mm e uma maior distância entre cranques  (Q-factor de 181mm) Pesos: FC-M7100-1: 631g., FC-M7120-1: 638g., FC-M7130-1: 656g.  (Montagem 32D.; 175mm, sem BB). O SLX 2x12 HOLLOWTECH II 36-26D. oferece uma gama com cassetes de 10-45D., tal como o novo XT. Assim como o DEORE XT, o pedaleiro FC-M7100-2 foi desenvolvido para trabalhar com 142mm., linhas de corrente de 48.8mm. e Q-factor de 172mm. e o pedaleiro FC-M7120-B2 desenvolvido para trabalhar com a medida 148mm., linha de corrente  de 51.8mm. e Q-factor de 178mm. Pesos: o FC-M7120-B2 (36-26D., 175mm., sem BB) terá um peso de 682g. e o FC-M7100-2 (36-26T, 175mm, w/o BB) de 674g. As cassetes SLX 12-velocidades Estas chegam ao mercado com o sistema de encaixe "MICRO SPLINE" e estarão disponíveis na opção 10-45D. para passagens curtas ou 10-51D. para gama alargada. Ambas as cassetes trazem tabém à semelhança das cassetes XT a nova tecnologia "HYPERGLIDE+". Pesos: A cassete CS-M7100-12 10-51D pesará 534g. e a cassete 10-45D tem um peso anunciado de 513g. A corrente SLX HG de 12V Tal como a XT também teve que ser redesenhada para melhorar o engate da corrente. A corrente CN-M7100 (113 Elos + Elo engate rápido) tem um peso anunciado pela marca de 252gr. Mudanças Estarão no mercado com opções de montagem para simples  (RD-M7100-SGS) ou duplo (RD-M7120-SGS). As mudanças trás SLX partiham as mesma tecnologias das XT, como a "SHADOW RD+", com "bump stopper" para anular ruídos no desviador e roldanas de 13D. Pesos:RD-M7100-SGS: 316g, RD-M7120-SGS: 322g. A mudança da frente SLX chega-nos com uma especificação para as linhas de corrente 48.8mm. / 51.8mm., mas disponíveis para diferentes tipos de montagem: Tipo-D, Tipo-E ou montagens Tipo-M. Pesos: FD-M7100-D: 135g, FD-M7100-E: 166g, FD-M7100-M: 114g. Os Manípulos À semelhança de tudo o resto estes terão o mesmo tipo de tecnologia do XT, tal como o ajuste lateral e rotacional e o parafuso colocado junto à manete de travão que permite um ajuste milimétrico (SL-M7100-IR). Pesos: SL-M7100-IR: 121g, SL-M7100-IL: 73g. Os Travões SLX Tal como no XT as pinças SLX estão disponíveis numa versão XC com 2-pistões e uma versão Enduro com 4-pistões. Os pormenores, tecnologia e compatibilidade das pinças e manetes são como as do XT, variando só peso. Pesos: Os Kits de travão SLX para XC (BR-M7100-BL-M7100) com rotores (160 mm, SM-RT70) têm um peso anunciado de 425g. e na versão para Enduro (BR-M7120-BL-M7100) 444g. incluindo pastilhas e rotor. Rotores Partilham o tipo de construção e tecnologias do XT, anteriormente referidos, variando o peso. Tamanhos disponíveis:  140mm. (121g.), 160mm. (133g.), 180mm. (159g.) e 203mm. (193g.). Cubos: Os cubos da frente individuais SLX e cubos traseiros estão também disponíveis nas medidas: 100mm > 142mm | 110mm >148mm ou 157mm. O cubo traseiro (FH-M7110) está desenvolvido com um cepo de cassete com design  MICRO SPLINE. Peso Cubos: HB-M7110: 142g., HB-M7110-B: 147g., FH-M7110: 350g., FH-M7110-B: 354g., FH-M7130-B: 359g. Em resumo A Shimano responde bem à evolução do mercado neste campo da bicicleta de montanha lançando dois novos grupos num só ano. Além disso, tendo em conta o historial da marca, as evoluções só chegam quando a fiabilidade está conseguida, o que é de esperar que aconteça com este dois novos grupos Deore, tanto o XT como o SLX. Uma coisa é certa, nesta "guerra" entre marcas na evolução dos sistemas de mudanças quem sai a ganhar é o utilizador, pois nunca se viu tanto lançamento e evolução como agora. Para mais informações consulta o site: www.scvouga.pt ### Giro de Itália, etapa 17 - Movistar consolida liderança A etapa 17 "só teve" duas subidas de 3.ª categoria no final, mas tendo em conta os dias anteriores e que já estamos numa 3.ª semana do Giro fizeram "mossa". Perfil da etapa de hoje - etapa 17. Grupo dos favoritos à classificação geral Só na subida final houve os ataques que acabaram por fazer algumas diferenças, e ao contrário dos últimos dias não foi Nibali o primeiro em atacar, mas sim Mikel Landa. Mikel Landa mostra estar num crescente de forma para esta última semana do Giro e pode ainda fazer muita diferença. Hoje ganhou tempo a Roglic e Nibali. Após o ataque de Mikel Landa, ficaram juntos alguns minutos Richard Carapaz, Miguel Angel Lopez, Primoz Roglic e Pozzovivo que vinha trabalhando para Nibali. Vincenzo Nibali poderá ter pago o esforço dos ataques nos dias anteriores e perdeu tempo para Richard Carapaz hoje. Mas Miguel Angel Lopez arrancou, levando consigo Richard Carapaz e pela primeira vez no Giro 2019 Vincenzo Nibali demonstrou alguma fraqueza não conseguindo acompanhar Carapaz e Lopez, tendo no final perdido mais 7 segundos para o líder Richard Carapaz. Richard Carapaz ganhou mais alguns segundos a Vincenzo Nibali e Primoz Roglic. Mais um dia em que Roglic deveria ter respondido, tanto a Landa que se aproximou de si na classificação geral (está o pódio em jogo), como a Richard Carapaz que ganhou mais uns segundos que lhe dão margem no contrarrelógio da última etapa (isto se Roglic ainda sonha com a vitória). Dia após dia, Richard Carapaz e a equipa Movistar vão consolidando a liderança no Giro 2019. 2'16'' sobre Roglic, que teoricamente ganha tempo no contrarrelógio do último dia já são uma "almofada" que permite a Carapaz vencer, embora ainda faltem etapas importantes como a etapa 19 e a 20, que são etapas de montanha "monstruosas" Richard Carapaz Vencedor da etapa Mais um dia em que o vencedor da etapa é um ciclista proveniente da fuga, desta feita foi o ciclista francês Nans Peters da AG2R, e que vitória, Peters arrancou do grupo da fuga a 16 km's do final da etapa, num ritmo endiabrado e nunca mais ninguém lhe deu caça, terminando com uma vantagem de 1'34'' sobre Esteban Chaves que entretanto também tinha saído do grupo. Vitória memorável para Nans Peters, visto ser a sua primeira numa grande volta e dar à equipa uma vitória que fugia desde 2011 no Giro. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=D6b7on6AYuQ TOP 10 da etapa 1Nans Peters (Fra) AG2R La Mondiale4:41:342Esteban Chaves (Col) Mitchelton-Scott0:01:343Davide Formolo (Ita) Bora-Hansgrohe0:01:514Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec5Krists Neilands (Lat) Israel Cycling Academy6Tanel Kangert (Est) EF Education First0:02:027Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates0:02:088Gianluca Brambilla (Ita) Trek-Segafredo9Chris Hamilton (Aus) Team Sunweb0:02:2210Andrea Vendrame (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:02:34 TOP 10 da classificação geral 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team74:48:182Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:543Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:02:164Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:03:035Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:05:076Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:06:177Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:06:488Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:07:139Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:08:2110Davide Formolo (Ita) Bora-Hansgrohe0:08:59 Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 16 - Roglic quebra novamente A etapa 16 originalmente tinha 226 km's. e além da distância tinha a subida ao "passo di gavia", troço que foi anulado pelas condições climatéricas adversas, pelo que a etapa ficou com o perfil da imagem abaixo. A etapa passou a ter menos 30 km's e menos uma contagem de montanha, no "passo di gavia". Nos dias de hoje as organizações primam pela segurança dos atletas, há uns anos atrás se era para fazer fazia-se, independentemente das condições como mostra esta fotografia do "passo di gavia" no Giro de 1965. Giro de 1965 - Passo di Gavia, subida anulada na etapa de hoje. Eram outros tempos. A etapa A ascensão difícil do dia era o mítico "Passo del Mortirolo" e foi aí que surgiram os ataques no grupo dos favoritos à classificação geral, mais uma vez Nibali foi o quem atacou primeiro. Vincenzo Nibali tem sido nos nas últimas etapas um ciclista ao ataque. Ao ataque de Nibali resistiram Mikel Landa, Richard Carapaz, e Miguel Angel Lopez, que foram mantendo o italiano visível até conseguirem juntar-se a ele. Quem não resistiu ao ataque de Nibali e depois ao ritmo imposto pela equipa da Movistar (que ia no encalço do italiano) foi Primoz Roglic que acabou por ficar com Simon Yates e seguir com este até ao final da etapa. Mais um dia com tempo perdido por parte de Primoz Roglic, que era desde o início a referência para todos. Embora não esteja afastado de uma eventual vitória, tendo em conta que ainda restam etapas importantes de montanha bem como o contrarrelógio do último dia, a referência agora é mesmo Richard Carapaz, o líder do momento é o melhor colocado para a vitória final. Richard Carapaz tem uma vantagem cada vez maior sobre os adversários, tem uma equipa à altura para o apoiar e por isso é neste momento o favorito à vitória final. À parte da batalha dos favoritos, houve uma batalha pela vitória na etapa, que mais uma vez veio do grupo da fuga, dos quais restaram Giulio Ciccone (líder da classificação da montanha) e Jan Hirt, tendo Ciccone vencido a etapa. Giulio Ciccone (líder da classificação da montanha), venceu a etapa de hoje. Vídeo resumo da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=8ctOp3wCc3Y Entrevistas ao vencedor da etapa Giulio Ciccone e ao camisola rosa Richard Carapaz. https://www.youtube.com/watch?v=6mOpcIGGIjU TOP 10 da etapa 1Giulio Ciccone (Ita) Trek-Segafredo5:36:242Jan Hirt (Cze) Astana Pro Team3Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:01:204Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:415Hugh John Carthy (GBr) EF Education First6Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team7Mikel Landa (Spa) Movistar Team8Joe Dombrowski (USA) EF Education First9Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida0:01:4910Mattia Cattaneo (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:02:03 TOP 10 da classificação geral 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team70:02:052Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:473Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:02:094Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:03:155Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:05:006Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:05:407Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:06:178Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:06:469Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:07:5110Jan Polanc (Slo) UAE Team Emirates0:08:06 Classificações completas aqui. Curiosidades - Fica a conhecer a oficina móvel do Team Ineos. (Vídeo) Por: Luís Beltrão ### Resumo - 2.ª prova da taça do mundo de XCO, Nové Město Nové Město na Moravě, na República Checa acolheu a 2.ª prova da taça do mundo de Cross-Country Olímpico (XCO). Ambiente incrível como sempre em Nové Město. Uma semana depois da 1.ª corrida em Albstadt na Alemanha, numa corrida com condições e terreno muito difíceis que provocaram problemas a muitos atletas, a expectativa seria ver aqui em condições normais de terreno como seria a resposta de alguns atletas. Como sempre, na sexta-feira houve a corrida de Short-Track (XCC), e Mathieu van der Poel da equipa Corendon Circus somou mais uma vitória, à semelhança do que já tinha feito na passada temporada bem como na primeira corrida deste ano em Albstadt. Na corrida feminina a vitória foi para a norte-americana Chloe Woodruff da equipa Pivot. Aqui tens o resumo em vídeo da corrida de XCC. https://www.youtube.com/watch?v=r806BfZgiS8 As corridas de XCC são pontuáveis para a classificação geral da taça do mundo, mas são só o aperitivo do fim de semana pois a grande corrida é a de XCO. A corrida de XCO em Nové Město trouxe um estreante a vencer nesta vertente da bicicleta de montanha, Mathieu van der Poel. Dois anos após ter experimentado pela primeira vez uma bicicleta de montanha e ter feito algumas corridas da taça do mundo como experiência van der Poel conseguiu. Fotografia histórica, a primeira vitória de Mathieu van der Poel na taça do mundo de XCO. Estreante a vencer no XCO mas campeão do mundo de Ciclocrosse (CX) (podes ver a época que fez no ciclocrosse no nosso site, na categoria "Ciclocrosse", estão lá todas as corridas da época). O momento em que van der Poel se sagrou Campeão do Mundo de CX este ano. Além disso este "rapazito" holandês (sim um rapazito de 24 anos que embora não pareça é dos mais novos do TOP10 da taça do mundo), também venceu este ano corridas de escalão World Tour na estrada, nomeadamente a Amstel Gold Race. Fotografia e dados do Strava no final da Amstel Gold Race. Há alguma coisa que Mathieu van der Poel não seja capaz de fazer? Mathieu van der Poel cruzou meta isolado, o holandês bateu o campeão do Mundo de XCO, o suíço Nino Schurter, por 19 segundos. O terceiro foi outro helvético, Mathias Flueckiger, a 1m53s.  Resumo da corrida de XCO em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=kT8rh0x6TZg O atleta holandês já anunciou que não vai fazer todas as corridas da Taça do Mundo uma vez que já conseguiu o seu principal objectivo que era o apuramento para os Jogos Olímpicos e porque tem que descansar. Van der Poel faz XCO entre Maio e Setembro, CX entre Setembro e Janeiro, e as clássicas de estrada entre Março e Abril há dois anos seguidos. Na corrida feminina Kate Courtney somou a segunda vitória em duas corridas a parece neste início de temporada a grande candidata a vencer a taça do mundo. Resumo da corrida de XCO feminina em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=eY_D0T1K4AM Os Portugueses David Rosa, em representação da Massi, foi o melhor português na prova da Taça do Mundo. David Rosa O atleta português partiu da posição 110 da grelha e foi recuperando posições, concluindo na primeira metade da classificação, no 52.º lugar. Mário Costa terminou a corrida no 93.º posto, a uma volta do vencedor. O ciclista vila-condense fez toda a corrida em sofrimento, devido a uma dor abdominal que o apoquentou de início ao fim. Mário Costa Ricardo Marinheiro alinhou pela Brujula Bike Racing Team e foi o 115.º, a três voltas. Entre todos arrecadaram pontos preciosos para a qualificação para os Jogos Olímpicos de 2020. Ricardo Marinheiro Classificações completas aqui. ### Giro de Itália, etapa 15 - Carapaz é mais líder e "o Tubarão" mordeu O Giro de Itália é diferente das outras grandes voltas, pelo que se tem passado nos últimos dias e pelo que ainda falta para vir. Espectáculo de ciclismo todos os dias. Nova etapa de montanha e novamente mexidas entre os da frente da classificação geral. Perfil da etapa 15 Vincenzo Nibali foi quem fez o ataque que acabou por fazer diferença na última subida, Richard Carapaz foi com o italiano. Nibali parece determinado em lutar. Tanto na subida como após a descida final ambos colaboraram e terminaram a etapa com uma vantagem de 40 segundos sobre Primoz Roglic, que entretanto tinha caído na descida final. Ontem já escrevemos que Carapaz é líder sério. Estes últimos dias têm sido de verdadeiro teste para Primoz Roglic, se por um lado a Jumbo-Visma parece ter tudo planeado para o momento em que Roglic terá que atacar ou responder, por outro lado a pressão colocada pelos adversários leva a que se cometam erros que podem deitar tudo a perder. Chegou a hora da verdade, Primoz Roglic terá que fazer pela vida na terceira semana do Giro. Para nós adeptos de ciclismoindependentemente das nossas preferências, tudo isto é bom porque com Roglic a 47 segundos de Carapaz, este já não pode confiar só na sua teórica vantagem no contrarrelógio final e terá que fazer diferenças também na montanha. Teremos na terceira semana, um Nibali ao ataque, um Carapaz a defender a camisola de líder e um Roglic também ao ataque. Muita coisa pode mudar, pois a terceira semana deste Giro de Itália é assustadora e monstruosa. A etapa Uma fuga a dois, Dário Cataldo e Mattia Cattaneo acabou com sucesso, ambos conseguiram chegar ao final e discutir entre si a etapa, com vitória para Cataldo. Dario Cataldo, aos 34 anos vence uma etapa no Giro. TOP 10 da etapa 1Dario Cataldo (Ita) Astana Pro Team5:48:152Mattia Cattaneo (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec3Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:00:114Hugh John Carthy (GBr) EF Education First5Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team6Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida7Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:00:368Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe9Domenico Pozzovivo (Ita) Bahrain-Merida10Mikel Landa (Spa) Movistar Team TOP 10 da classificação geral 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team64:24:002Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:00:473Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:474Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:02:355Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:03:156Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:03:387Jan Polanc (Slo) UAE Team Emirates0:04:128Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:05:249Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:05:4810Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:05:55 Vídeo do último quilómetro da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=PvMTro9kQz8 Classificações completas aqui. ### Giro de Itália, etapa 14 - Novo líder e exibição de luxo Etapa espectáculo e ainda falta a terceira semana. Mais um dia de montanha, com duas contagens de 2.ª categoria, duas de 1.ª e uma de 3.ª Ciclismo de alto nível hoje, com o grupo dos favoritos "On-Fire", todos a lutarem por melhorar a sua posição no Giro. O grande vencedor do dia foi Richard Carapaz, fez uma etapa soberba, atacou a sério deixando Nibali e Roglic a olharem (talvez confiantes de que não ganharia muito tempo). Deixaram o equatoriano ir embora. Não esquecer que este ciclista terminou 4.º na última edição do Giro. No final o equatoriano venceu a etapa isolado com uma vantagem de 1'54'' para Roglic, o que lhe valeu a liderança e camisola rosa com uma vantagem de 7'' para Primoz Roglic. Richard Carapaz é o novo líder do Giro. Este já é um líder sério, com capacidade e equipa para dar luta até ao final. Grande derrotado do dia foi Zakarin, se é que este vinha ao Giro para lutar por um lugar no TOP 10 da classificação geral. Ilnur Zakarin Zakarin terminou a mais de 5 minutos do grupo de Roglic e Nibali e desceu de 3.º da geral para 11.º Simon Yates parece ter recuperado bem da "marretada" de ontem, hoje demonstrou melhor forma, soube gerir muito bem a etapa e o seu esforço, terminando no segundo lugar a 1'32'' de Carapaz, é agora 9.º na classificação geral a 5'28'' da liderança. Simon Yates Vincenzo Nibali tentou por algumas vezes descartar Primoz Roglic, nunca conseguindo esse objectivo. Ambos os ciclistas se controlam e parecem acreditar que o outro é o seu grande adversário, desligando-se (até hoje) de outros adversários. Primoz Roglic e Vincenzo Nibali Nibali terminou a etapa em terceiro e ainda conseguiu uma bonificação de 4 segundos, o único tempo que conseguiu recuperar em relação a Roglic. Nibali Terminaram os dias de camisola Rosa para Polanc, que sabia ser difícil manter a liderança por mais dias. Jan Polanc TOP 10 da etapa 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team4:02:232Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:01:323Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:544Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe5Mikel Landa (Spa) Movistar Team6Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team7Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos8Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma9Joe Dombrowski (USA) EF Education First10Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida0:02:01 TOP 10 da classificação geral 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team58:35:342Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:00:073Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:474Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:02:105Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:02:506Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:02:587Jan Polanc (Slo) UAE Team Emirates0:03:298Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:04:559Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:05:2810Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:05:30 Resumo da etapa em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=nCp_Llr2iNo Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Chris Froome mostra como se pode ver o Giro, sem deixar de treinar. Neste pequeno artigo limitamo-nos a mostrar a publicação original de Chris Froome nas redes sociais, onde mostra como se pode ver o Giro de Itália mesmo num dia em que haja treino de 7 horas para cumprir. https://twitter.com/chrisfroome/status/1131931432694276096 Fica a ideia para quem quiser adaptar, mas também para as marcas de dispositivos de treino, que não percebemos porque é que ainda não colocaram esta opção nos seus aparelhos. Por outro lado, os senhores engenheiros da Pinarello já poderão estar a pensar como poderão adaptar a ideia à Pinarello F13. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 13 - Hoje já foi para homens de barba rija Ontem foi o aperitivo, hoje já foi uma etapa de montanha a sério, como tal para quem gosta de ciclismo foi muito animada e o "Homem da Marreta" apareceu. Etapa de 196 km's. com duas contagens de 1.ª categoria, uma de 2.ª categoria, com chegada em alto e uma subida final de "somente" 40 km's. Com etapa dura de montanha, o Homem da Marreta está à espreita e a marretada mais importante de hoje foi para Simon Yates. Dia difícil para Simon Yates. Perdeu no dia de hoje 2 minutos para Roglic e Nibali, e está agora a quase 6 minutos de Roglic na classificação geral. Na subida final, da primeira fuga do dia sobrou Zakarin que pouco a pouco se foi mantendo na frente da corrida e pouco a pouco foi eliminando os adversários, tendo no final vencido esta difícil etapa. https://twitter.com/giroditalia/status/1131952311222382592 O ciclista russo não vencia no escalão World Tour desde 2016 no Tour de França e dá uma importante vitória à equipa russa, visto ser somente a terceira vitória da equipa na temporada. Ilnur Zakarin Além disso, colocou-se em terceiro lugar a somente 30 seg's. de Roglic. Não terá mais liberdade a partir de hoje. O outro vencedor do dia foi Mikel Landa, que talvez pelo facto de ter um gramde atraso em relação aos favoritos teve liberdade para atacar sem resposta destes. Mikel Landa fez hoje uma etapa de alto nível. O ciclista espanhol fez o que tinha que fazer, tendo em conta o atraso que tem na geral, ganhou 1m.35s. a Roglic e Nibali, colocando-se agora no 8.º posto da geral a 2m.43s. de Roglic. Miguel Angel Lopez, teve um problema mecânico que fez com que cedesse tempo para Nibali e Roglic, mais 1m.22s perdido pelo columbiano que está agora no 10.º posto da geral a mais de 5 min's de Roglic. Miguel Angel Lopez também está ficou numa situação muito difícil para vencer o Giro 2019. Apesar de não ser o líder da corrida, Primoz Roglic é a referência para todos, encontra-se no segundo lugar da geral, a 2m.25s. de Polanc que se espera que nos próximos dias acabe por ceder a liderança ao esloveno da Jumbo Visma. Primoz Roglic continua a ser o principal candidato e a referência de todos os outros na classificação geral. Roglic e Nibali, são os dois ciclistas que por enquanto parecem mais consistentes e como tal marcaram-se um ao outro, deixando ambos boas indicações. "O Tubarão" Nibali deixa boas indicações dia após dia, só tendo perdido terreno para Roglic nas etapas contrarrelógio. No entanto Vincenzo Nibali tem 1m.44s. para recuperar se quiser alcançar Roglic na geral. TOP 10 da etapa 1Ilnur Zakarin (Rus) Katusha-Alpecin5:34:402Mikel Nieve (Spa) Mitchelton-Scott0:00:353Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:01:204Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team0:01:385Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:01:456Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:02:077Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:02:578Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida9Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:03:3410Davide Formolo (Ita) Bora-Hansgrohe0:03:50 TOP 10 da classificação geral 1Jan Polanc (Slo) UAE Team Emirates54:28:592Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:02:253Ilnur Zakarin (Rus) Katusha-Alpecin0:02:564Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:03:065Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:04:096Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team0:04:227Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:04:288Mikel Landa (Spa) Movistar Team0:05:089Pavel Sivakov (Rus) Team Ineos0:07:1310Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:07:48 Resumo da etapa em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=aG4WQ54vT_Q Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Marca de nutrição Born lança nova barra e isotónico A marca de nutrição Born foi fundada em 1985 em Born, uma vila na província holandesa de ciclismo de Limburg. Se pensavas que o nome tinha a ver com algo de "nascimento" (Born), já ficas a saber que os senhores holandeses afinal simplesmente deram o nome da terra à marca. Um pequeno à parte, imaginas uma marca de nutrição portuguesa chamada por exemplo, "Mértola", ou "Vila Nova de Foz Côa", se calhar a nós não nos soava bem mas aos holandeses sim. "Que barras energéticas usas? Tenho aqui uma Vila Nova de Foz Côa manteiga de amendoim." Avancemos para assuntos sérios, desde 2013 a Born tem como parceiro a equipa de ciclismo World Tour Team Sunweb, que desde então apoia a marca no desenvolvimento de produtos. Recentemente a marca lançou uma nova barra energética, que é a "Xtra Bar" sabor Lima/Limão, que de acordo com a marca é de fácil digestão e saborosa, mas no que respeita a alimentação nada como experimentar porque cada um tem os seus gostos. A nova barra energética Xtra Bar" sabor Lima/Limão. Como sabes, o nosso corpo só tem disponíveis no organismo hidratos de carbono para cerca de 1h.30m.de esforço, pelo que é necessário ir repondo as perdas através deste tipo de alimentação em cima da bicicleta. De acordo com a marca esta barra tem 35 gramas de hidratos de carbono e foi testada pela equipa Sunweb em competição. Além da barra energética a marca ainda deu um novo "look" ao isotónico "Born Drink", que de acordo com a marca tem um sabor não demasiado doce, o que parece ser uma característica importante, pois após várias horas de barras e gel os doces ficam intragáveis. De acordo com a marca este isotónico tem todos os electrólitos necessários e não tem um sabor demasiado doce. ### Giro de Itália, etapa 12 - Chegada da montanha mexe na geral O Giro de Itália é apaixonante por isto, na primeira etapa de montanha as equipas e alguns dos favoritos mexem desde logo na corrida. A etapa 12 era a primeira a ter uma contagem de montanha de 1.ª categoria, com a subida a "Montoso" já nos últimos 40 km's. (Vídeo resumo no final do artigo). A vitória de etapa foi para um dos elementos que integrou a fuga do dia, fuga essa que ganhou muita vantagem em relação ao pelotão. Nessa fuga numerosa havia muitos ciclistas de qualidade, o final em Pinerolo que tinha uma subida de 500mts. em empedrado seguida de uma descida que levava à meta. Nessa subida Gianluca Brambeilla atacou forte, mas na recta final após a descida Cesare Benedetti foi o ciclista com melhor "ponta final" conseguindo a vitória. https://twitter.com/giroditalia/status/1131589627851280385 Aos 31 anos de idade, Cesare Benedetti consegue a sua primeira vitória World Tour. Entre os ciclistas da fuga estava também Jan Polanc da UAE - Team Emirates, colega de equipa de Valerio Conti que estava a 5 min's da liderança. Jan Polanc - UAE - Team Emirates Polanc apesar de não terminar com o grupo dos vencedores da etapa terminou com vantagem suficiente para se colocar como novo líder da corrida, a camisola rosa muda de ciclista mas não de equipa, a UAE - Team Emirates mantém a liderança mais um dia. Jan Polanc é o novo líder do Giro 2019 No grupo dos favoritos Miguel Angel Lopez e Mikel Landa atacaram, chegando ao final da etapa com uma vantagem de 28 segundos para Yates, Roglic, Nibali, Molema, conseguindo assim uma aproximação na geral para estes ciclistas. Miguel Angel Lopez e Mikel Landa colaboraram e acabaram por ganhar algum tempo juntos. Alterações no TOP 10 Mais alguns dos favoritos a entrarem já no TOP 10 hoje, como Vincenzo Nibali, Rafal Majka ou Bauke Mollema. Nibali Integrou hoje o TOP 10 Amaro Antunes saiu do TOP 10, não ficando no entanto muito distante, está agora no 14.º lugar da geral a 23 segundos do 10.º Apesar de sair do TOP 10, Amaro Antunes continua a fazer um Giro de grande nível. TOP 10 da etapa 1Cesare Benedetti (Ita) Bora-Hansgrohe3:41:492Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida3Edward Dunbar (Irl) Team Ineos4Gianluca Brambilla (Ita) Trek-Segafredo0:00:025Eros Capecchi (Ita) Deceuninck-QuickStep0:00:066Jan Polanc (Slo) UAE Team Emirates0:00:257Matteo Montaguti (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:00:348Thomas De Gendt (Bel) Lotto Soudal0:02:369Francesco Gavazzi (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec10Manuel Senni (Ita) Bardiani CSF TOP 10 classificação geral 1Jan Polanc (Slo) UAE Team Emirates48:49:402Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:04:073Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates0:04:514Eros Capecchi (Ita) Deceuninck-QuickStep0:05:025Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:05:516Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:06:027Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:07:008Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team0:07:239Andrey Amador (CRc) Movistar Team0:07:3010Hugh Carthy (GBr) EF Education First0:07:33 Vídeo resumo da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=jkIXNPZBvkA Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Specialized alarga tecnologia "Angi" a todos os capacetes Em Novembro de 2019 a Specialized lançou uma tecnologia de segurança nos capacetes que, em caso de queda o capacete pede ajuda por ti, o Angi. Podes ver neste nosso artigo todos os pormenores dessa tecnologia. Porque voltamos a escrever sobre isto? Inicialmente o sistema Angi só era incorporado em alguns modelos da marca, mas a Specialized anunciou que essa tecnologia estará disponível em mais capacetes da marca e não só. A partir de agora, o sensor Angi pode ser fixo à maior parte dos capacetes de ciclismo, incluindo capacetes Specialized mais antigos e capacetes que não sejam Specialized. Todas as unidades Angi incluirão instruções de como fixá-los a qualquer marca de capacete. Alguns capacetes não se qualificam devido às suas formas pouco comuns ou construção, mas a maioria irá trabalhar bem com o sensor Angi. Quando escrevemos sobre o lançamento deste sistema, algo que não nos entusiasmou foi o facto de ter que pagar uma subscrição anual no valor de €29,99 para que este funcionasse ( emparelhado com um Smartphone equipado com a aplicação Specialized Ride ). Pois a Specialized também parece ter visto que isso seria um inconveniente e acabaram-se as subscrições. A marca removeu o custo de subscrição anual para activar o Angi, agora quando um ciclista insere o código de activação na aplicação Specialized Ride, a detecção de acidente e características de notificação ficam activas para a vida desse sensor Angi. TODAS AS MESMAS CARACTERÍSTICAS: LOCALIZADOR DO CICLISTA: O ANGi permite partilhar os planos de volta antes de sairmos. Podemos até optar partilhar com os nossos contactos um link de localização ao vivo, para que possam seguir a volta em tempo real.DETECTOR DE IMPACTOS: Se o sensor ANGi detetar um acidente durante a volta, ele pode enviar uma mensagem de texto aos contactos de emergência avisando-os que podemos ter estado envolvidos num acidente. SINALIZADOR DE ALERTA: Para além de notificar os contactos que poderemos ter tido um acidente, o ANGi e a aplicação Ride irá enviar as nossas coordenadas de GPS a todos os nossos contactos listados na aplicação Ride.ALERTAS COM BASE EM TEMPO: É preciso ter rede de telemóvel de forma a que o ANGi e a aplicação envie alertas de texto para os nossos contactos. Se andar sem cobertura de rede, pode usar o alerta de segurança com base em tempo. Apenas determine o tempo estimado da volta antes de sair, e se não tiver completado a volta dentro dessa moldura de tempo, o ANGi irá enviar uma notificação aos contactos com a última localização conhecida. Vídeo promocional da marca. https://www.youtube.com/watch?v=HV8eHpx3Kvo ### Giro de Itália, etapa 11 - Luta pela classificação por pontos animada. Última oportunidade para os sprinters durante os próximos tempos, a etapa 11 entre Carpi e Novi Ligure teve 221 km's e foi toda ela em terreno plano, com chegada prevista ao sprint, o que acabou por se verificar. (Vídeo resumo no final do artigo). Perfil da etapa 11 A luta pela classificação por pontos está "ao rubro", com Demare, Ackermann e Cabel Ewan separados por poucos pontos, as equipas destes 3 ciclistas foram ganhando posição nos últimos quilómetros. Pascal Ackermann saiu hoje para a etapa com muitas mazelas da queda sofrida na etapa de ontem, mas se queria defender a camisola necessitava vencer. Pascal Ackermann terminou ontem a etapa neste estado, o que pode ter afectado o seu desempenho hoje. As equipas que melhor "comboio" tiveram foram a Groupana FDJ e Bora - Hansgrohe que levaram os seus sprinters até aos 400mts. finais. O primeiro dos sprinters a atacar foi Pascal Ackermann, mas o que melhor escolheu o "timing" de lançar o sprint final foi o Cabel Ewan. https://twitter.com/giroditalia/status/1131227965688299525 Vitória de Cabel Ewan seguido de Demare, Pascal Ackerman terceiro e mais uma etapa sem vitória de Elia Viviani, que diz necessitar fazer um "reset" e vai embora do Giro. Caleb Ewan sai com saldo muito positivo do Giro 2019. Ewan que na entrevista após a etapa declarou que não vai continuar na corrida. O sprinter australiano vai "para casa" preparar os próximos objectivos. Caleb Ewan vence a sua segunda etapa no Giro 2019, e vai embora. Após esta etapa Arnaud Demare passa a ser o líder da classificação por pontos, destronando Pascal Ackermann que liderava essa classificação desde a etapa 2. Arnaud Demare é o novo líder da classificação por pontos no Giro Valerio Conti continua de rosa, amanhã etapa de montanha onde terá que estar atento e tentar-se defender. Valerio Conti TOP 10 da etapa 1Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal5:17:262Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ3Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe4Elia Viviani (Ita) Deceuninck-QuickStep5Davide Cimolai (Ita) Israel Cycling Academy6Simone Consonni (Ita) UAE Team Emirates7Ryan Gibbons (RSA) Dimension Data8Giacomo Nizzolo (Ita) Dimension Data9Jakub Mareczko (Ita) CCC Team10Sean Bennett (USA) EF Education First TOP 10 da classificação geral 1Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates45:02:052Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:01:503Nans Peters (Fra) AG2R La Mondiale0:02:214José Rojas (Spa) Movistar Team0:02:335Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:02:366Andrey Amador (CRc) Movistar Team0:02:397Amaro Antunes (Por) CCC Team0:03:058Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:03:279Giovanni Carboni (Ita) Bardiani CSF0:03:3010Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team0:03:32 Vídeo resumo da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=MaT5LG_xGqU Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 10 - tiro certeiro de Demare A etapa 10 foi talvez a mais plana do Giro até agora, 145 km's entre Ravenna e Modena com chegada prevista ao Sprint. No último quilómetro com o pelotão a rodar a alta velocidade na preparação do sprint final, uma queda envolveu o líder da classificação por pontos, Pascal Akermann, que esta noite não vai dormir bem. Ackerman acabou a etapa em mau estado. A queda desorganizou as equipas que preparavam o sprint, mas nenhum dos favoritos à classificação geral esteve envolvido. A equipa da Lotto Soudal preparou bem o sprint para Ewan, mas este no último momento não seguiu a roda de Demare e na mudança de trajectória perdeu metros que já não recuperou. O francês seguiu sempre o seu "comboio", arrancou de forma decidida e acabou por ser mais rápido que Ewan, Viviani e Rudiger Selig. Com esta vitória Arnaud Demare colocou o Giro no seu palmarés. TOP 10 da etapa. 1Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ3:36:072Elia Viviani (Ita) Deceuninck-QuickStep3Rüdiger Selig (Ger) Bora-Hansgrohe4Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal5Giacomo Nizzolo (Ita) Dimension Data6Davide Cimolai (Ita) Israel Cycling Academy7Manuel Belletti (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec8Giovanni Lonardi (Ita) Nippo-Vini Fantini-Faizane9Jasper De Buyst (Bel) Lotto Soudal10Jacopo Guarnieri (Ita) Groupama-FDJ TOP 10 da classificação geral. 1Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates39:44:392Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:01:503Nans Peters (Fra) AG2R La Mondiale0:02:214José Rojas (Spa) Movistar Team0:02:335Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:02:366Andrey Amador (CRc) Movistar Team0:02:397Amaro Antunes (Por) CCC Team0:03:058Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:03:279Giovanni Carboni (Ita) Bardiani CSF0:03:3010Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team0:03:32 Vídeo resumo da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=J05O2HHCxvs Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Resumo - 1.ª prova da Taça do Mundo de XCO - Albstadt A primeira prova da taça do mundo de Cross-Country Olímpico (XCO) era aguardada com muita expectativa, para se ver como está a forma dos melhores atletas mundiais desta vertente da bicicleta de montanha. O circuito de Albstadt será o palco dos campeonatos do mundo em 2020. Albstadt na Alemanha foi o primeiro circuito a acolher a taça do mundo e apesar de tecnicamente não ser dos mais exigentes, com muitos dos atletas a optarem inclusive por bicicleta rígida, revelou-se um circuito difícil pelas subidas, e piso de lama que provocou problemas a muitos atletas. (Resumo em vídeo no final do artigo). Na sexta-feira houve o "aperitivo", com a corrida de short-track (XCC) (explicação deste tipo de corrida neste nosso artigo) a abrir as hostilidades. O resumo em vídeo das corridas de XCC. https://www.youtube.com/watch?v=KxjNXrFGWQ0 Na corrida de XCO este domingo, a primeira vitória do ano foi para o suíço Mathias Flückiger, que conseguiu a segunda vitória da sua carreira. Mathias Flückiger https://www.instagram.com/p/Bxp2thToxFJ/?utm_source=ig_web_copy_link Em segundo ficou Mathieu van der Poel ( lama não é novidade para ele, "come disso ao pequeno almoço" na época de ciclocrosse ) que só conseguiu alcançar o segundo lugar já na última volta, após alcançar e passar Jordan Sarrou. Van der Poel que foi o vencedor da corrida "Short Track" na sexta-feira. Mathieu van der Poel O jovem francês Jordan Sarrou da equipa do mítico Absalon (a Absolute Absalon), depois de em 2017 ter feito um bom percurso na taça do mundo e um 2018 mais modesto, regressa este ano aos pódio. Jordan Sarrou Falando de pódio, seria necessário recuar muito tempo para ver uma corrida da taça do mundo em que Nino Schurter terminasse a mesma sem ser em lugar de pódio, e foi o que aconteceu hoje. Nino Schurter O já lendário atleta suíço não foi além do sexto posto hoje em Albstadt, fez um início de corrida muito forte, como gosta, mas à medida que a corrida foi avançando foi cedendo lugares. Poderão alguns pensar que o suíço está a ficar velho para o XCO, mas o quinto lugar do outro suíço Florian Vogel deita a teoria da idade por terra, visto este ter 37 anos. Excelente corrida por parte de Vogel. Florian Vogel Os portugueses O melhor colocado dos portugueses foi o actual líder da taça de Portugal, Mário Costa que terminou no 56.º posto, arrecadando alguns pontos UCI. David Rosa terminou em 77.º David Rosa O vencedor da ultima corrida da taça de Portugal no Fundão, Ricardo Marinheiro não terminou a corrida. Ricardo Marinheiro Resumo da corrida em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=MT84Daxi6HI Graças à vitória no XCC e segundo posto no XCO, Mathieu van der Poel é o primeiro líder da classificação geral da taça do mundo. Classificações completas aqui. Na corrida feminina, a norte americana actual campeã do mundo Kate Courtney venceu a corrida, seguida de Jolanda Neff e Yana Belamoina que completaram o pódio. Destaque para a portuguesa Raquel Queirós na corrida dos sub-23 femininos, que em estreia na Taça do Mundo conseguiu um honroso 17.º posto, resultado conseguido apesar da saída da corrente da sua bicicleta na fase decisiva da prova e que a distanciou do grupo das 15 primeiras corredoras. Raquel Queirós Resumo em vídeo da corrida feminina. https://www.youtube.com/watch?v=ry8dCPiBd1g&t= Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 9 - O tal contrarrelógio Este contrarrelógio sabia-se que seria importante no Giro, até antes da prova começar. Mas até que ponto poderia ditar diferenças e quais as características da tão falada etapa 9? (Vídeo resumo no final). Um contra-relógio de quase 35 km, com uma ligeira inclinação de 22 km, até aos 12 km's finais de subida. Depois de Faetano, a estrada tinha declives íngremes, especialmente na primeira parte, com picos na ordem dos 10% e uma inclinação média de 6,5% até Fiorentino. Primoz Roglic fez nova exibição e demonstração de força, venceu a etapa, ganhou bastante tempo aos principais adversários mas não recuperou a camisola rosa. (A Jumbo-Visma parece ter tudo planeado a régua e esquadro). Primoz Roglic O outro especialista nesta vertente, recordista da hora e campeão europeu, Victor Campanaerts fez o segundo melhor tempo a 11 seg's do Roglic. Victor Campanaerts O "Tubarão" Nibali fez um bom contrarrelógio, seria de prever que perdesse tempo para Roglic, mas a 1m.44s. de distância do esloveno na geral, Nibali continua na luta. Vincenzo Nibali O mesmo não se pode dizer de Yates, perdeu 3m.11s. para Roglic no contrarrelógio de hoje. Simon Yates Valerio Conte, devido a larga vantagem que tinha conseguiu manter a camisola rosa. Valerio Conte Amaro Antunes, não sendo esta a sua especialidade defendeu-se bastante bem, fez o 46.º tempo na etapa e mantém-se no TOP10 da classificação geral, onde desceu de 6.º para 7.º Amaro Antunes TOP 10 da etapa 1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:51:522Victor Campenaerts (Bel) Lotto Soudal0:00:113Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:01:004Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:01:055Tanel Kangert (Est) EF Education First0:01:106Chad Haga (USA) Team Sunweb0:01:147Bob Jungels (Lux) Deceuninck-QuickStep0:01:168Hugh John Carthy (GBr) EF Education First0:01:309Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team0:01:4310Mattia Cattaneo (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:01:52 TOP 10 classificação geral 1Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates36:08:322Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma0:01:503Nans Peters (Fra) AG2R La Mondiale0:02:214José Rojas (Spa) Movistar Team0:02:335Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:02:366Andrey Amador (CRc) Movistar Team0:02:397Amaro Antunes (Por) CCC Team0:03:058Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:03:279Giovanni Carboni (Ita) Bardiani CSF0:03:3010Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team0:03:32 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=6gU7emFA-Y0 Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 8 - Finalmente Clab Ewan Com 239 km's., a etapa 8 foi a etapa mais longa do Giro 2019. Estava dividida em duas partes: começava com 140 km's. de terreno plano, pela costa do Adriático, seguida de uma sucessão de ondulações e subidas nos 100 km's seguintes. Tinha 3 subidas categorizadas, e depois de cruzar o Monte San Bartolo, uma descida final bastante sinuosa. A última fuga deu-se na última subida que dava pontos, mas foi anulada antes da descida final, e a etapa acabou com pelotão compacto e ao sprint. Hoje, depois de várias tentativas nas etapas anteriores, Caleb Ewan foi exímio na colocação e "timing" de lançar o sprint e foi mais rápido que Ackerman e Viviani. Caleb Ewan festeja a sua 33.ª vitória como profissional. Entre os sprinters Pascal Ackerman ganhou vantagem na classificação por pontos, enquanto Viviani e Demare continuam sem vitórias no Giro. Pascal Ackerman Valerio Conti continuará de camisola rosa Valerio Conti TOP 10 da etapa 1Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal5:43:322Elia Viviani (Ita) Deceuninck-QuickStep3Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe4Fabio Sabatini (Ita) Deceuninck-QuickStep5Manuel Belletti (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec6Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ7Davide Cimolai (Ita) Israel Cycling Academy8Marco Canola (Ita) Nippo-Vini Fantini-Faizane9Giacomo Nizzolo (Ita) Dimension Data10Rüdiger Selig (Ger) Bora-Hansgrohe TOP 10 da classificação geral 1Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates35:13:062José Rojas (Spa) Movistar Team0:01:323Giovanni Carboni (Ita) Bardiani CSF0:01:414Nans Peters (Fra) AG2R La Mondiale0:02:095Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:02:176Amaro Antunes (Por) CCC Team0:02:457Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:03:148Pieter Serry (Bel) Deceuninck-QuickStep0:03:259Andrey Amador (CRc) Movistar Team0:03:2710Sam Oomen (Ned) Team Sunweb0:04:57 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=3Q15ctAOpXQ Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 7 - Pello Bilbao dá a primeira da Astana no Giro 2019. A etapa 7 do Giro de Itália além de ter um estreante em vitórias nas grandes voltas, teve também outra desistência de peso, foi ele Fernando Gaviria. A etapa teve um inicio frenético, com ritmo alto no sprints intermédios e tendo em conta o desgaste acumulado dos primeiros dias de competição, alguns ciclistas não resistiram, como Fernando Gaviria (que já há usn dias que sofria de uma dor no joelho) e um dos homens da Jumbo-Visma, Laurens De Plus (menos um para apoiar Roglic). Formolo foi o primeiro em fazer o movimento da fuga e vários outros o seguiram, tais como Bilbao, Rojas, Cattaneo Antonio Pedrero (Movistar), Andrey Zeits (Astana), Gallopin (AG2R La Mondiale), Jay McCarthy (Bora-Hansgrohe), Ruben Plaza (Academia de Ciclismo de Israel ), Thomas De Gendt (Lotto Soudal), Lucas Hamilton (Mitchelton-Scott) e Sebastian Henao (Team Ineos). - Só pessoal "fraco" para fugas. Com Rojas na fuga, a UAE Team Emirates não podia dar grandes "larguezas" à fuga, pois este estava a 2m.12s. A sete quilómetros do final só restavam 5 ciclistas na fuga - Hamilton, Cattaneo, Formolo, Gallopin e Bilbao, altura em que já não haviam alianças, mas sim ataques entre eles. No final Pello Bilbao foi o mais forte, conseguindo assim a sua primeira vitória em grandes voltas, e dando a primeira vitória da Astana neste Giro. Valerio Conti manteve a camisola rosa. TOP 10 da etapa. 1Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team4:06:272Tony Gallopin (Fra) AG2R La Mondiale0:00:053Davide Formolo (Ita) Bora-Hansgrohe4Lucas Hamilton (Aus) Mitchelton-Scott0:00:095Mattia Cattaneo (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec6José Rojas (Spa) Movistar Team0:00:307Sebastian Henao (Col) Team Ineos0:00:488Antonio Pedrero (Spa) Movistar Team0:01:019Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:01:0710Andrea Vendrame (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec TOP 10 da classificação geral. 1Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates29:29:342José Rojas (Spa) Movistar Team0:01:323Giovanni Carboni (Ita) Bardiani CSF0:01:414Nans Peters (Fra) AG2R La Mondiale0:02:095Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:02:176Amaro Antunes (Por) CCC Team0:02:457Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:03:148Pieter Serry (Bel) Deceuninck-QuickStep0:03:259Andrey Amador (CRc) Movistar Team0:03:2710Sam Oomen (Ned) Team Sunweb0:04:57 Vídeo resumo da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=mQZ4vEfNDOI Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Teste - CANYON LUX CF SLX 9.0 Pro Race Em Junho deste ano a marca alemã lançou a sua nova bicicleta de suspensão total de XC, a nova Canyon Lux. Aqui tens o nosso teste à Canyon LUX CF SLX 9.0 Pro Race A nova máquina da Canyon está mais actual e eficiente. Demorou alguns meses até a podermos testar, visto ser uma das bicicletas mais solicitadas à marca alemã, mas no passado dia 7 de Outubro tivemos finalmente o primeiro contacto com uma das bicicletas mais procuradas do momento. A máquina utilizada por Mathieu Van der Poel na taça do mundo de XC é uma  bicicleta completamente redesenhada, não tem rigorosamente nada a ver com a sua antecessora, excepto ser uma bicicleta de XC de suspensão total com 100mm. Totalmente nova e mais eficaz Uma das grandes alterações e até contrariando um pouco a tendência das ultimas novidades de outras marcas, a Canyon optou por mudar a posição do amortecedor, que na antiga LUX era vertical e na nova é horizontal. O novo quadro permite a colocação de dois bidons. Só a diferente colocação do amortecedor, traz outro ponto forte e novidade desta nova LUX, que é o facto de permitir a colocação de dois bidons de 800ml., o que é uma novidade bem vinda tendo em conta que é uma bicicleta também "maratonista". Outra vantagem com esta colocação de amortecedor é que as forças são direccionadas ao amortecedor mais directamente e permitiu aos engenheiros da Canyon pouparem algum peso evitando o sistema de link que a antiga bicicleta tinha (menos 140 gramas só no sistema de link do amortecedor). Tal como acontece com bicicletas deste género de outras marcas, esta bicicleta não tem nenhum pivot traseiro. O sistema de aperto rápido fica "escondido" dentro do eixo. Nos outros pivots, e segundo a marca, a Canyon desenvolveu nesta bicicleta uma técnica de rolamentos preenchidos com uma massa anti-corrosiva de alta viscosidade que é considerada muito resistente ao desgaste das lavagens de alta pressão. A acompanhar as novas tendências Toda a gama da LUX (excepto as duas mais baratas), foi dotada de espigão telescópico à imagem da ultimas tendências do "XC moderno". Um Kind Shock Lev SI com 100mm de curso que não é essencial, não é o espigão topo de gama desta marca,mas torna a bicicleta ainda mais completa. No terreno Após algumas pedaladas para cima e para baixo e alguns quilómetros feitos, depois de estares bem "encaixado" na bicicleta vais-te aperceber de que é uma bicicleta bastante rígida e ligeira quando sobes e exiges dela. Misto de sensações Se por um lado é bastante agradável não sentir o "bombear" do amortecedor em subida, por outro, em subidas técnicas e de muita pedra seria bom que o amortecedor tivesse uma posição intermédia que permitisse mais tracção. A descer esta bicicleta é uma seta, facilmente vais sentir confiança para "te largares" nas descidas e vais repentinamente pensar que "afinal tens mais técnica do que pensavas". Isto mesmo com um ângulo de coluna de direcção de 70º, imagina que os senhores da CANYON tinham sido ambiciosos e colocado 69,5º ou 69º? Em vez de boa seria perfeita a descer, até para os mais "aselhas". O destaque vai mesmo para o facto de ser uma bicicleta muito manobrável, ligeira, rígida e com qualidade de construção muito boa. Pormenores como o "tranca direcção" para não permitir que o guiador ou os manípulos danifiquem o quadro em caso de queda ou transporte, o sistema de desaperto rápido da roda traseira, bem como o minimalista mas eficiente guia de corrente, mostram que se trata de uma bicicleta pensada e bem construída. O sistema "tranca direcção" está colocado no quadro. O guia de corrente passa desapercebido mas está lá e é eficiente. Em resumo Por €5.599,00 a CANYON disponibiliza uma bicicleta equipada com rodas de carbono Reynolds black label xc carbon, transmissão SRAM eagle XX1, travões SRAM level ultimate, suspensão Rock Shox SID, amortecedor Rock Shox deluxe RLR e espigão telescópico, tudo do melhor. Transmissão SRAM Eagle XX1. Travões e suspensão topo de gama. Selle Itália SLR em carbono. Uma bicicleta de XC muito completa, mesmo não sendo a bicicleta topo de gama, está "race ready" para quem quiser competir, alguém lhe mudava alguma coisa? Fomos provavelmente o primeiro meio em Portugal a testar esta bicicleta, esperamos ter-te ajudado a conhecê-la melhor com a nossa experiência. Podes ver as características completas da bicicleta aqui. Toda a gama LUX podes ver no site da CANYON. Subscreve a nossa NewslettterEditar Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Fotografia: Jorge Branco Por Luís Beltrão ### Giro de Itália - Etapa 6 trouxe novo líder A etapa 6 do Giro trouxe novo líder consentido por parte da equipa do até hoje camisola rosa, Primoz Roglic. Fuga com muitos ciclistas de qualidade, entre os quais Valerio Conti da UAE Team Emirates que devido à larga vantagem obtida hoje passou de 27.º da geral a líder da corrida, inclusive com uma vantagem considerável de 5 m. 24 s. para Roglic por exemplo. Valerio Conti, Sam Oomen e Amaro Antunes, ciclistas que subiram muito na classificação graças a esta fuga. Outro dos ciclistas que integrou a fuga, com interesse redobrado para nós portugueses, foi Amaro Antunes que após a etapa de hoje passa a fazer parte do TOP 10 da classificação geral. Amaro Antunes é agora o 6.º classificado no Giro de Itália, a 2m. 45s. do líder. Para além destes, também ciclistas como Sam Oomen (Team Sunweb), Andrey Amador ou José Rojas (ambos Movistar) passam a TOP 10, o que torna a corrida mais interessante a partir de hoje. Tudo isto com uma Jumbo Visma sempre a encabeçar o pelotão, mas não de forma activa, a equipa de Roglic simplesmente foi "vendo" e consentindo que a vantagem da fuga crescesse quilómetros após quilómetros. A equipa Jumbo Visma passou a liderança, mas com uma vantagem considerável. Etapa ganha por Fausto Masnada que a 28 km's. do fim se tinha destacado do restante grupo juntamente com Valério Conti, tendo ambos colaborado até á meta. Valerio Conti é o novo camisola rosa, ciclista de 26 anos que tinha 3 vitórias como profissional, uma delas em grandes voltas (na Vuelta a Espanha) e tem aqui o ponto mais alto da sua carreira até agora. Valerio Conti, o novo líder do Giro 2019. TOP 10 da etapa 1Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec5:45:012Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates0:00:053José Rojas (Spa) Movistar Team0:00:384Ruben Plaza (Spa) Israel Cycling Academy5Giovanni Carboni (Ita) Bardiani CSF0:00:436Pieter Serry (Bel) Deceuninck-QuickStep0:00:547Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ8Nans Peters (Fra) AG2R La Mondiale0:00:579Andrey Amador (CRc) Movistar Team10Amaro Antunes (Por) CCC Team TOP 10 da classificação geral 1Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates25:22:002Giovanni Carboni (Ita) Bardiani CSF0:01:413Nans Peters (Fra) AG2R La Mondiale0:02:094José Rojas (Spa) Movistar Team0:02:125Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ0:02:196Amaro Antunes (Por) CCC Team0:02:457Fausto Masnada (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec0:03:148Pieter Serry (Bel) Deceuninck-QuickStep0:03:259Andrey Amador (CRc) Movistar Team0:03:2710Sam Oomen (Ned) Team Sunweb0:04:57 Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 5 - Dumoulin fora da corrida. A etapa 5 trouxe a triste notícia de que Tom Dumoulin não iria continuar no Giro de Itália. Apesar de ainda iniciar a etapa de hoje, o ciclistas holandês abandonou pouco depois a prova devido à queda sofrida no dia de ontem. Tom Dumoulin ontem no final da etapa, com o joelho em mau estado após a queda. https://twitter.com/TeamSunweb/status/1128646766461706241 A equipa comunicou a sua desistência através das redes sociais, deixando grandes elogios ao holandês. A etapa 5 terminou ao sprint após o pelotão anular a fuga do dia, Gaviria estava determinado em vencer, mas Ackerman esperou até ao último momento e acabou por ser ele o mais forte no final. Pascal Ackerman amplia a sua vantagem na classificação por pontos e confirma o estatuto de sprinter mais rápido no Giro de Itália 2019. TOP 10 da etapa. 1Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe3:15:442Fernando Gaviria (Col) UAE Team Emirates3Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ4Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal5Matteo Moschetti (Ita) Trek-Segafredo6Ryan Gibbons (RSA) Dimension Data7Paolo Simion (Ita) Bardiani CSF8Jenthe Biermans (Bel) Katusha-Alpecin9Giovanni Lonardi (Ita) Nippo-Vini Fantini-Faizane10Manuel Belletti (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec TOP 10 da classificação geral. 1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma19:35:042Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:00:353Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:00:394Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:00:445Diego Ulissi (Ita) UAE Team Emirates6Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:00:497Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:00:558Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida0:00:569Bob Jungels (Lux) Deceuninck-QuickStep0:01:0210Davide Formolo (Ita) Bora-Hansgrohe0:01:06 Vídeo resumo da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=621mSvH0fK0 Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Novo Sram SX Eagle - 12 velocidades com preço ainda mais acessível? Vários sites de referência e inclusive algumas lojas on-line mostram já o próximo grupo 1x12 da Sram para bicicletas de montanha, o SX Eagle. Não existe ainda qualquer informação no site da Sram, mas tendo em conta que está já disponível (com preços inclusive) em sites como este, quer isto dizer que o novo grupo já foi lançado, ou não? "disponível em 6 semanas" é o que podemos retirar da nossa análise destes sites. Seguindo a interessante estratégia utilizada pela marca nos seus recentes lançamentos dos grupos wireless AXS, o novo kit aparece já em múltiplas lojas online com preços e prazo de disponibilidade, o que nos leva a acreditar que estará para "rebentar" a sua divulgação "oficial". Pelo que parece a Sram está focada em disponibilizar o sistema Eagle 1X12 a todos os utilizadores nos diversos pontos de preço visto que o novo SX será colocado abaixo do atual NX. Se é verdade que este é um novo grupo, apenas o desviador, pedaleiro e manípulo serão novos - A cassete 50-11 e corrente serão reutilizadas do atual grupo NX. Os novos desviador e manípulo "trigger" SX Eagle. Ano após ano a Sram tem vindo a alargar a oferta da tecnologia Eagle, equiparando-a em termos de preços a outras gamas do principal concorrente. Neste sentido, o SX parece ser um novo concorrrente à gama Deore da Shimano, com foco no preço. Novo Pedaleiro Sram SX Eagle. Como é que começou isto das 12 velocidades? Vamos recapitular: Há uns anos atrás, a SRAM decidiu evoluir o seu topo de gama XX1 de 11 velocidades e tudo mudou num instante. Desviador XX1 de 11 velocidades. O XX1 de 11 velocidades foi primeiro verdadeiro grupo 1x , sem opções 2 ou 3x e com com uma cassete 10-42D, ofereceu na altura um rácio de 420% que era revolucionário tendo em conta que abdicava de mudanças na frente. Isto foi conseguido em grande medida graças ao cepo XD que permitiu pela primeira vez cassetes com apenas 10 dentes na sua velocidade final em vez dos 11 dentes permitidos pelos sistemas até então utilizados. Cepo XD. A pequena diferença de um dente representava mais 10% ao rácio da cassete. Esta pequena grande diferença permitia em teoria usar um prato menor na frente, sem perder velocidade a rolar. A Sram rapidamente tratou de democratizar esta tecnologia, mas era claro que seria necessário subir a parada já que o limite de entrada nos grupos mais acessíveis estava no custo do novo cepo e cassetes XD e com 11 velocidades, utilizar uma cassete e cepo standard simplesmente não eram opção em termos de rácio (um 11-42 teria apenas 382%). Rapidamente surgiu o XX1 Eagle 1x12 com um impacto ainda mais profundo no mercado. Aquando do lançamento da primeira onda de sistemas 1x, a Sram já sabia que a limitação dos seus grupos de entrada de gama era o rácio. Era utilizável por atletas mas ao descer ao utilizador comum, a escolha de andamentos significava escolher entre ter mudanças mais leves para subir sem problemas ou ter velocidade de ponta. Ao ser lançado, o XX1 Eagle com cassete 10-50 trouxe consigo um incrível rácio de 500% com um comportamento muito mais refinado mas mais importante que isso, permitiu que os grupos mais acessíveis tivessem pela primeira vez rácios verdadeiramente utilizáveis fora do circuito de competição. Nos dias de hoje, não tendo em conta a nova variante AXS wireless , a Sram conta com três grupos XX1, X01 e GX com os rácios de 500% utilizando cepos e cassetes XD (e existem agora muitas mais opções em variados pontos de preço no que toca a cubos compatíveis com estas tecnologias). Abaixo destes grupos tínhamos até agora apenas a opção NX Eagle, que abdicando da tecnologia XD utiliza uma cassete 11-50 compatível com os cepos HG que têm sido o standard da indústria com um rácio de "apenas" 455%. O novo grupo SX da Sram vem assim reforçar a aposta da marca numa área onde a shimano até muito recentemente não tinha qualquer concorrência. A partir de agora, com os grupos SX e NX podemos dizer que os sistemas 1X12 estarão disponíveis a todos, mesmo nas gamas mais acessíveis. Isto leva-nos a uma espera muito interessante pela resposta do gigante japonês e é de esperar que nesta altura existam já (como habitual) múltiplos grupos em desenvolvimento para reequilibrar a batalha pelo mercado. Uma coisa é certa, os consumidores já estão a ganhar já que nunca nos últimos anos assistimos a tal ritmo de inovação. ### Giro de Itália, etapa 4 - como uma etapa "normal" dita alterações na C.Geral A etapa 4 tinha uma extensão de 235 km's., com algumas dificuldades pelo meio. Previa-se uma etapa favorável para uma possível fuga ou para os sprinters. A 6 km's do fim houve uma queda que envolveu ciclistas importantes da classificação geral como Tom Dumoulin, e que partiu pelotão em vários grupos. Tom Dumoulin está em dúvida para alinhar na partida amanhã. No primeiro grupo, entre outros, estava Richard Carapaz (Movistar) que foi foi o vencedor da etapa 4 do Giro de Itália. https://twitter.com/VelonCC/status/1128324938086199298 Os dados que levaram Carapaz à vitória da etapa 4. Carapaz fez uma forte aceleração no final da subida em Frascati que lhe permitiu abrir um espaço do restante grupo, só com resposta por parte de Caleb Ewan que não conseguiu evitar a vitória do ciclista da Movistar. Caleb Ewan (lotto-soudal) não conseguiu evitar a vitória de Richard Carapaz (Movistar). Caleb Ewan (Lotto Soudal) terminou em segundo após perseguição a Carapaz e Diego Ulissi (UAE Team Emirates) foi o terceiro. TOP 10 da etapa. 1Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team5:58:172Caleb Ewan (Aus) Lotto Soudal3Diego Ulissi (Ita) UAE Team Emirates4Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe0:00:025Florian Senechal (Fra) Deceuninck-QuickStep6Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma7Valerio Conti (Ita) UAE Team Emirates8Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:00:189Arnaud Démare (Fra) Groupama-FDJ10Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott Alterações na classificação geral A queda no pelotão teve enormes implicações na classificação geral da corrida, como o facto de Tom Dumoulin (Team Sunweb) ter sido um dos ciclistas afectado, terminando lesionado (vai ser avaliado o estado do ciclista para continuar ou não) e perdendo 4 minutos para o líder. A "Team Sunweb" a trazer o seu líder Tom Dumoulin até à meta, com a perna esquerda muito mal tratada. Com Carapaz e mais 13 ciclistas no grupo da frente que foi criado pela queda, por sorte ou por boa colocação (vê o vídeo resumo e tira as tuas conclusões) estava o líder da corrida, Primoz Roglic (Jumbo-Visma) que graças a terminar nesse grupo ampliou a vantagem para os seus perseguidores. Primoz Roglic terminou no grupo da frente e ampliou a sua vantagem. TOP 10 da classificação geral. 1Primoz Roglic (Slo) Jumbo-Visma18:19:202Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:00:353Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:00:394Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:00:445Diego Ulissi (Ita) UAE Team Emirates6Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:00:497Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:00:558Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida0:00:569Bob Jungels (Lux) Deceuninck-QuickStep0:01:0210Davide Formolo (Ita) Bora-Hansgrohe0:01:06 Vídeo resumo da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=xALiJNLZ07E Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Enduro World Series (EWS) - Portugueses brilham na Madeira Atletas como Emanuel Pombo e o Campeão nacional de Enduro José Borges mediram forças com os melhores do mundo na terceira ronda da EWS disputada na Madeira. Resumo espectacular em 1 minuto do fim de semana de competição. José Borges foi segundo classificado da terceira ronda da Enduro World Series, competição que reúne os melhores especialistas mundiais desta vertente da bicicleta de montanha. José Borges A vitória foi para o belga Martin Maes, actual líder da competição que venceu seis das oito classificativas da prova. Maes totalizou 32m59s de prova, com uma vantagem 32 segundos para José Borges, que foi regular entre os primeiros mas foi nas duas derradeiras provas especiais cronometradas - nas quais foi segundo - que cimentou o segundo lugar final. Além do excelente resultado de José Borges, também Emanuel Pombo fez uma excelente corrida, terminando num esplêndido TOP 10 final. Emanuel Pombo terminou no décimo lugar. Por: Luís Beltrão ### XCO - 3.ª prova da Taça de Portugal - Fundão A terceira prova da Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO) foi uma prova de categoria C1 na União Ciclista Internacional, o que a tornava mais competitiva. Prova do Fundão foi de categoria C1 na União Ciclista Internacional, o que trouxe mais uma vez atletas estrangeiros a disputar a corrida. Um circuito com 4,2 km quilómetros de extensão e um desnível positivo de 195 metros a cada volta. Na categoria de elites masculinos, o campeão nacional Ricardo Marinheiro (Brújula Bike Racing Team) estreou-se a ganhar em 2019 na taça de Portugal. Apesar de ter o espanhol sub-23 Jofre Cullell (Megamo Factory Team), 48.º do ranking mundial, como sério adversário o português conseguiu impor-se. Ricardo Marinheiro fez a prova em 1m40m27s, finalizando com uma vantagem de meio minuto para Roberto Ferreira (BTT Seia) e Jofre Cullell, que ocuparam os restantes lugares no pódio. No classificação geral da Elite masculina da Taça de Portugal 2019, Mário Costa (AXPO / FirstBike Team / Vila do Conde), oitavo classificado no Fundão, permanece na liderança. Na categoria elite feminina, Raquel Queirós reforçou a liderança da classificação geral, com a conquista da segunda vitória em três provas disputadas. Resumo em vídeo da Federação Portuguesa de Ciclismo. A próxima prova da Taça de Portugal de XCO será a 16 de junho. Classificações completas da prova aqui. Classificação geral da Taça de Portugal aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 3 - Seria o dia de Viviani, mas não foi Depois de ontem Pascal Akermann ter acabado por surpreender todos os outros sprinters, hoje era prevista nova batalha entre este tipo de ciclistas. Hoje Ackermann colocou o "peito ao vento" cedo de mais e Viviani foi mais inteligente, lançando-se para o sprint final só nos últimos 60/70 metros, cruzando a meta em primeiro. Viviani cruzou a meta primeiro mas foi desclassificado. No entanto, apesar de cruzar a meta primeiro os júris do Giro consideraram que Viviani fez um sprint irregular por ter desviado demasiado a sua trajectória, prejudicando o sprint de Matteo Moschetti. O segundo a cruzar a meta foi Fernando Gaviria, com a desclassificação de Viviani passou a ser ele o vencedor da etapa 3 do Giro mas como podes ver no vídeo, na opinião do colombiano Viviani seria o justo vencedor. https://twitter.com/giroditalia/status/1127983563981381638 Top 10 da etapa. 1Fernando Gaviria (Col) UAE Team Emirates5:23:192Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ3Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe4Matteo Moschetti (Ita) Trek-Segafredo5Giacomo Nizzolo (Ita) Dimension Data6Jakub Mareczko (Ita) CCC Team7Davide Cimolai (Ita) Israel Cycling Academy8Manuel Belletti (Ita) Androni Giocattoli-Sidermec9Christian Knees (Ger) Team Ineos Uma queda a 5km's. do fim provocou algumas alterações na classificação geral, nomeadamente a saída do TOP 10 por parte do jovem TAO GEOGHEGAN HART da Ineos, que ficou envolvido na queda e está agora a 2m.03s. do líder (estava a 35seg's.). Dia azarado para TAO GEOGHEGAN HART, que sai do TOP 10 da geral devido à queda que houve a 5 km's do fim. Assim Bauke Mollema, Damiano Caruso e Pello Bilbao subiram uma posição no TOP10 da geral, e entra para esse TOP10 o colega de equipa de Amaro Antunes, Victor De La Parte. Top 10 da classificação geral. 1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma10:21:012Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:00:193Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:00:234Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:00:285Tom Dumoulin (Ned) Team Sunweb6Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:00:337Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:00:398Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida0:00:409Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team0:00:4210Victor De La Parte (Spa) CCC Team0:00:45 Vídeo resumo da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=YmWHn8-j72g Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 2 - a vez dos sprinters. Na primeira etapa em que os sprinters foram chamados "ao palco", nem Gaviria, nem Viviani, nem Ewan, nem Démare, mas sim, Pascal Ackermann. Pascal Ackermann antes da partida da 2.ª etapa da Volta aop Algarve 2019, onde venceu a classificação por pontos. Fotografia: Jorge Branco. Eram muitos os sprinters de renome, muitos eles já com bom palmarés em grandes voltas, mas foi o alemão de 25 anos da Bora-Hansgrohe quem venceu. É a primeira vitória em grandes voltas deste jovem ciclista da Bora-Hansgrohe. TOP 10 da etapa. Pos.Ciclista - (país) - Equipa1Pascal Ackermann (Ger) Bora-Hansgrohe4:44:432Elia Viviani (Ita) Deceuninck-Quick Step3Caleb Ewan (Aus) Lotto-Soudal4Fernando Gaviria (Col) UAE Team Emirates5Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ6Davide Cimolai (Ita) Israel Cycling Academy7Viacheslav Kuznetsov (Rus) Team Katusha-Alpecin8Jasper De Buyst (Bel) Lotto-Soudal9Kristian Sbaragli (Ita) Israel Cycling Academy10Rudiger Selig (Ger) Bora-Hansgrohe Dois dias e dois ciclistas diferentes a surgirem no topo, ontem pela primeira vez na sua carreira Primoz Roclic vestiu a camisola de líder numa grande volta, hoje Ackerman vence a sua primeira etapa numa grande volta. A festa entre os ciclistas da equipa Bora- Hansgrohe. https://twitter.com/VelonCC/status/1127597694934036482 Depois das exibições de ciclistas como van der Poel, ou Wout van Aert nas clássicas da primavera, estamos este ano a assistir a toda uma nova geração de ciclistas a emergir, que parecem vir a assegurar o espectáculo no futuro. Primoz Roglic continua de Rosa. Assim está o TOP 10 da classificação geral. Pos.Ciclista . (País) - Equipa1Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma4:47:422Simon Yates (GBr) Mitchelton-Scott0:00:193Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida0:00:234Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team0:00:285Tom Dumoulin (Ned) Team Sunweb6Rafal Majka (Pol) Bora-Hansgrohe0:00:337Tao Geoghegan Hart (GBr) Team Ineos0:00:358Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo0:00:399Damiano Caruso (Ita) Bahrain-Merida0:00:4010Pello Bilbao (Spa) Astana Pro Team0:00:42 Vídeo resumo da etapa. Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Giro de Itália, etapa 1 - Primeira exibição de Primoz Roglic A etapa 1 do Giro de Itália foi um contrarrelógio individual de 8 km's, caracterizado pela subida nos últimos 2 km's, na qual inclusive alguns ciclistas optaram por trocar de bicicleta. Em só 8 km's., Roglic já se colocou na frente com uma vantagem de 19 seg's. para Simon Yates, 23 seg's. para Vincenzo Nibali, 28 seg's. para Miguel Angel Lopez e 28 também para Tom Dumoulin. Entre os favoritos, poderá dizer-se que só Tom Dumoulin não teve o desempenho esperado. Roglic assume-se como sério candidato que já era apontado, mas tanto Nibali, como Miguel Angel Lopez e Simon Yates também corresponderam às espectativas. https://twitter.com/JumboVismaRoad/status/1127272199877005315 A equipa congratulou-se com o desempenho do esloveno. Amaro Antunes terminou a 1m.29 seg's de Roglic, o melhor colocado da CCC foi Victor dela Parte no 12.º posto a 45 seg's. de Roglic. Amaro Antunes antes de iniciar a sua primeira grande volta. O português procurará brilhar nas etapas de montanha. Roglic é o líder do Giro e veste pela primeira vez a "Maglia Rosa". https://twitter.com/JumboVismaRoad/status/1127275297387307008 Top 10 da classificação geral. 1 ROGLIČ PrimožTeam Jumbo-Visma12:542 YATES SimonMitchelton-Scott0:193 NIBALI VincenzoBahrain Merida0:234 LÓPEZ Miguel ÁngelAstana Pro Team0:285 DUMOULIN TomTeam Sunweb,,6 MAJKA RafałBORA - hansgrohe0:337 GEOGHEGAN HART TaoTeam INEOS0:358 DE PLUS LaurensTeam Jumbo-Visma,,9 MOLLEMA BaukeTrek - Segafredo0:3910 CARUSO DamianoBahrain Merida0:40 Vídeo resumo da etapa. Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Teste - Nova Canyon Strive: Enduro 29er. Aqui está ela em Portugal. A nova Canyon Strive foi lançada em Janeiro de 2019 e desde logo muito requisitada pela imprensa internacional para testes. Em Portugal somos os primeiros (por enquanto únicos) a tê-la, e passamos-te as sensações deste "Avião" da marca alemã. (Vídeo no final). Testámos a CFR 9.0 Team, que é um dos topos de gama (só existe a CFR 9.0 Ltd. acima desta na gama Strive), e é o modelo utilizado na Enduro World Series. Com a nova Strive consegues voar sem necessidade de tirar o Brevet. Com o lançamento desta nova Strive, a Canyon preenche assim a pequena lacuna que tinha na sua gama de bicicletas de Montanha, onde faltava uma bicicleta de Enduro 29er. Este modelo vem posicionar-se entre a Canyon Torque (que tem 180mm. de suspensão) e a Canyon Spectral (que tem 150mm.), ambas com roda 27,5. A Strive é uma nova versão do modelo que já existia na marca, o qual já tinha o sistema "Shapeshifter", no entanto a bicicleta foi completamente redesenhada e esse sistema muito melhorado. Os pontos em destaque da deste novo modelo são o novo sistema "Shapeshifter" e o facto de só existir em roda 29. O novo Shapeshifter Este é o sistema que torna esta bicicleta especial, e diferente de muitas outras. Como dissemos anteriormente, o Shapshifter é um sistema que a marca desenvolveu em 2015, no entanto este deu alguns problemas de fiabilidade, e assim sendo a Canyon resolveu melhorar tudo, como? Os alemães não facilitaram e à semelhança do que fazem outras marcas com alguns sistemas de suspensão, desenvolveram o Shapeshifter em colaboração com uma marca especialista em suspensões, neste caso a FOX. De acordo com a marca o novo Shapeshifter promete ser muito mais fiável, no que respeita ao seu funcionamento, pelo que tivemos oportunidade de testar funciona na perfeição e de forma muito simples. O que faz este sistema concretamente? É um pequeno amortecedor (colocado entre o link do quadro e amortecedor principal) que accionado com um só "click" faz com que a bicicleta mude de geometria, e com que o amortecedor principal mude o seu funcionamento. O pequeno amortecedor do Shapeshifter está colocado entre o link do quadro e amortecedor principal. Na zona da testa do quadro o ângulo de abertura varia 1,5º, assim queiras descer (66º de abertura) ou subir (67,5º). A zona do bloco pedaleiro baixa 36mm. no modo descida, e no modo subida o amortecedor assume uma função "pedal assist" ficando mais rijo que no modo descida. Relembramos que para alterar os modos basta um click no trigger shapeshifter, tendo só o cuidado de carregar um pouco o amortecedor quando se quer alterar do modo descida para o modo subida. Na fotografia, o trigger Shapeshifter em cima e o manipulo do espigão telescópico por baixo. Na inversão modo subida para o modo descida, basta dar o click no trigger, e ao primeiro impacto que accione o amortecedor a geometria altera. Enduro roda 29 Para criar espaço para as rodas maiores e melhorar o equilíbrio geral da bicicleta, as escoras cresceram 8 mm. para um total de 435 mm., isto tornou a bicicleta um pouco menos ágil em mudanças de direcção bruscas, como descrevemos mais abaixo. Haverá quadros entre os tamanhos S e XL, para pessoas entre 1,58m. e os 2,0m. de altura, para saberes o teu tamanho de quadro colocas as tuas medidas no site da marca. O modelo testado A modo de brincadeira costuma-se dizer que acima dos €5.000,00 não existem bicicletas más. De facto, no caso desta Strive CFR 9.0 Team confirma-se. Quando falamos da Canyon a questão é outra: com este nível de equipamento, quanto pagarias noutra marca de referência como é a Canyon? Falemos primeiro do quadro que tem um comportamento muito bom, é leve (esta bicicleta pesa 14,2 Kg's em tamanho M), e tem óptimos pormenores de acabamento como a passagem interna de cabos. Quadro bem conseguido e com desempenho de topo, resta-nos então analisar os componentes. Por € 5.499,00 tens: Suspensão RockShox Lyrik RC2 (modelo antes do topo de gama RC), e Rodas mavic Mavic Deemax Pro (gama alta). Amortecedor RockShox Super Deluxe RCT (gama média), e Pedaleiro SRAM X01 Eagle em carbono. Travões Sram Code. Espigão de selim telescópico com "comand post" RockShox Reverb Stealth 1X. E transmissão Sram X01 Eagle 1X12, com cassete 10/50 e prato 32D, que tem o desempenho já conhecido e aprovado por muitos, com uma precisão e rapidez de passagens muito, muito boas. Enfim tudo o necessário para andares pelos trilhos, seja a descer ou a subir, sempre de pó, lama e sorriso nos lábios. Tudo bem conseguido? Na nossa opinião, só existe uma pequena falha que é a colocação do "comand post" do espigão telescópico estar por baixo do sistema shapeshifter, o que por vezes causa um pouco e confusão. No entanto, este pequeno problema com mais habituação à bicicleta não se deve notar. Nos trilhos A bicicleta foi testada mais ao limite pelo Tiago Grácio (nosso piloto de Enduro e DH), e também por mim, Luís Beltrão ("a minha praia é mais o XC"), mas desde logo coincidimos numa opinião: Nas raízes, pedras, buracos, rochas e irregularidades em geral, esta bicicleta voa e "come" tudo quase sem dares por isso. (ver vídeo no final). De resto, dá-nos uma sensação de estabilidade e segurança acima de outras bicicletas do género, mas por outro lado, em zonas de trilhos a descer com curvas contra curvas mais apertadas ( mudanças de direcção bruscas ) é também um pouco mais "molengona" do que outras. Tiago Grácio Tanto o amortecedor como a suspensão (neste caso de 170mm. de curso, nos modelos CF 160mm.) parecem suficientes para abusos à séria. As condições não estavam fáceis mas o Tiago levantou voo na mesma. É necessário ser um piloto bem acima da média para explorar os limites tanto do amortecedor RockShox Super Deluxe RCT e suspensão RockShox Lyrik RC2 , como dos travões Sram code. Piloto bem acima da média é o caso do Tiago Grácio, que para o tipo de bicicleta que é, achou que estes importantes acessórios cumprem bem a sua tarefa. No cômputo geral é uma bicicleta muito bem conseguida por parte da Canyon, o sistema shapeshifter funciona bem, diferencia-a de outras e dá-lhe realmente uma capacidade de subida e pedalada nas transições entre trilhos muito boa. A descer, o facto de ser uma 29er. dá-lhe as vantagens desse tipo de roda, e embora o ângulo de testa de quadro de 66º não seja dos mais arrojados a bicicleta é bem "despachada" em zonas mais agressivas dos trilhos. Vídeo resumo dos dias de testes. https://www.youtube.com/watch?v=17gK15BGfik&t= Todos os detalhes e gama completa da Canyon Strive, aqui no site da CANYON Por: Luís Beltrão Piloto: Tiago Grácio (Careca, para os amigos). Fotografia: Jorge Branco ### Marcel Kittel rescindiu contrato com Katusha-Alpecin. O alemão Marcel Kittel comunicou hoje o fim da ligação contratual com a sua equipa, a Katusha-Alpecin, a pedido do próprio. https://twitter.com/marcelkittel/status/1126414732288831488 O comunicado oficial foi publicado pela equipa e atleta através do Twitter. https://twitter.com/katushacycling/status/1126412325966221317 "A meu pedido, a equipa Katusha Alpecin e eu decidimos em conjunto terminar mais cedo o meu contrato", lê-se no comunicado da equipa comandada por José Azevedo. Marcel Kittel, sprinter da equipa agora com 30 anos, que tem no seu palmarés 14 etapas do Tour de França, 4 etapas no giro de Itália, e muitas outras etapas em competições variadas, totalizando 91 vitórias na carreira, explica que se tem sentido cansado e sem o nível necessário para treinar a alto nível. "Nos últimos dois meses, tenho-me sentido exausto. Neste momento, não estou capaz de treinar e correr ao melhor nível. Por esta razão, decidi fazer uma pausa e tirar um tempo para mim, pensar nos meus objetivos e planos para o futuro (...). Este é o maior desafio da minha carreira e eu vou enfrentá-lo"Marcel Kittel. O sprinter alemão deixou ainda palavras de agradecimento ao Staff, equipa e patrocinadores. "Quero agradecer à equipa pelo último ano e meio e apoio, especialmente à equipa. Do fundo do meu coração, posso dizer que são as melhores e mais trabalhadoras pessoas que já vi. Sinto muito por não poder alimentar a sua paixão com mais vitórias e melhores resultados. Também quero agradecer aos patrocinadores que continuam a acreditar na equipa, com o seu apoio e conhecimento..."Marcel Kittel No mesmo comunicado, o diretor-geral da equipa lamentou a saída do corredor, a quem desejou as maiores felicidades. "É com tristeza que concordámos com o pedido do Marcel para deixar a equipa e as corridas. Percebemos a situação e apoiamo-lo totalmente neste momento difícil. Todos os elementos da equipa vão continuar a apoiá-lo no futuro, com a esperança de que volte a competir, como campeão que é"José Azevedo A primeira vitória de Kittel no Tour de França, foi em 2013 (venceu 4 etapas nesse ano), depois foi-se afirmando cada vez mais no lote de sprinters do pelotão internacional, tendo mesmo sido considerado por muitos o melhor do mundo na especialidade. Marcel Kittel no Tour 2013 Em 2018 foi contratado à Quick-Step pela Katusha para o lugar de Alexander Kristoff, era uma contratação segura, depois de um ano de 2017 recheado de vitórias. Em toda a temporada de 2018 o ciclista alemão só deu duas vitórias à equipa, no Tirreno-Adriatico. Recordemos alguns dos seus melhores momentos, na esperança de que volte. https://www.youtube.com/watch?v=8Ux6G1mx7YU ### Giro 2019 - Antevisão e Start List das equipas. Estás preparado? O Giro de Itália não é a mais mediática das três grandes voltas, mas é para muitos ciclistas a mais dura e mais bela. Para muitos ciclistas o Giro de Itália é a grande volta mais dura das 3, e a que tem o troféu mais lindo do ciclismo mundial. A edição de 2019 começa já dia 11 de maio (próximo sábado) e terminará dia e 2 de Junho, iniciando com um contrarrelógio individual na cidade de Bolonha e finalizando também com um contrarrelógio individual na cidade de Verona. Serão um total de 3518 km's, 21 etapas nas 3 semanas de competição. Aqui tens o perfil e quilómetros de todas as etapas em vídeo, marca as que te interessam e comunica a quem de direito que nesses dias a TV é só tua. https://www.youtube.com/watch?v=vtqUngCZSaU Etapas a ter em conta: Etapa 9, dia 19 de Maio: um contrarrelógio de 34,7 km's com um final em alto que pode ditar diferenças. Esta etapa pode marcar o início da luta pela classificação geral. É uma etapa onde alguns ciclistas poderão optar por fazer troca de bicicleta, visto os primeiros 22 km's. serem planos e a parte final ser a subir. Etapa 14, dia 25 de Maio: uma etapa de alta montanha no final da segunda semana de prova, na qual os ciclistas têm 5 montanhas acima dos 1000mts. para superar. Etapa 16, dia 28 de Maio: outra etapa de alta montanha com 226 km's., já na terceira semana de prova, com 4 contagens de montanha que incluem os míticos "passo di gavia" e "passo del mortirolo". Etapa 17, dia 29 de Maio: etapa de alta montanha, que surge após a dura etapa 16. Etapa de 180 km's. com 4 contagens de montanha e chegada final em alto. Etapa 20, dia 1 de Junho: provavelmente a última etapa para se definirem as posições na classificação geral. Serão 193 km's. e 4 contagens de montanha (duas delas a 2000 mts. de altitude), acabando a etapa em alto. Isto no penúltimo dia de competição, pode dar muito espectáculo. Em resumo, a etapa 20 tem todas as condições para o Homem da Marreta aparecer a muitos e fazer das suas. "PAMMMM". Etapa 21, dia 2 de Junho: no Giro, não há champanhe para ninguém em plena etapa, no último dia os ciclistas ainda têm um contrarrelógio individual de 15 km's que pode alterar contas, dependendo das distancias de tempo entre ciclistas na classificação geral. Candidatos à classificação geral: Roglic (Jumbo Visma), já venceu 3 classificações gerais este ano, tal como Tom Dumoulin é bom na montanha e contrarrelógio e tem demonstrado grande forma este ano. Conseguirá Roglic a sua primeira grande volta? Primoz Roclic tem resultados de destaque este ano, como o Tirreno Adriatico ou o Tour de Romandia. Miguel Angel Lopez (Astana), muito forte na montanha, este colombiano procura também ele a primeira vitória em grandes voltas. A Astana tem demonstrado este ano ser das equipas mais fortes, poderá "superman Lopez" levar novamente a Astana a vencer uma grande volta? Miguel Angel Lopez também já tem vitórias este ano. Simon Yates (Michelton Scott), na última edição do Giro foi líder durante grande arte da prova, muito forte na montanha, será este o seu ano no Giro? Simon Yates quer conseguir este ano o que quase conseguiu o ano passado, vencer o Giro. Tom Dumoulin (Sunweb), já venceu a prova, é bom na montanha e no contrarrelógio (este giro terá 3 contrarrelógios). Tom Dumoulin ainda não tem resultados de destaque este ano, terá estado a resguardar-se para o Giro? Vincenzo Nibali (Bharain Merida), já venceu a prova, é sempre candidato em qualquer grande volta e mostrou recentemente no Tour dos Alpes estar em forma, veremos no Giro. Apesar dos seus 34 anos Vincenzo Nibali também é candidato ao Giro. E a Ineos (ex-Sky), não tem nenhum candidato a vencer? A equipa britânica é sempre candidata à classificação geral das grandes voltas, mas nesta edição do Giro apresenta uma formação sem os habituais líderes Froome, Thomas ou mais recentemente Egan Bernal. Chris Froome não estará no Giro para defender a vitória do ano passado, para esta corrida a Ineos tinha planeado levar o jovem Egan Bernal para liderar a equipa, mas por queda o mesmo não estará presente. Froome aponta toda a preparação de 2019 para o Tour e não estará no Giro 2019. A Ineos leva uma formação, toda ela com ciclistas abaixo dos 30 anos de idade (excepto o alemão Christian Knees que tem 38 anos). Prováveis líderes, o Irlandês Eddie Dumbar (22 anos) ou o britânico Tao Geoghegan Hart (24 anos).G O jovem Tao Geoghegan Hart mostrou grande forma no recente Tour dos Alpes e poderá ser ele a liderar a equipa britânica Ineos. Os Portugueses Amaro Antunes é o único português que participará no Giro, mas não é uma participação qualquer, é a primeira vez que o português alinha numa grande volta e logo como líder da equipa. Amaro Antunes parte com o dorsal 71, líder da CCC. Tendo em conta a concorrência de peso este é um verdadeiro teste para Amaro Antunes, que nos poderá dar agradáveis surpresas, começando para já por ser líder da sua equipa. Mais uma razão para estarmos colados ao ecrã. O contrarrelógio poderá ser o terreno onde Amaro tem desvantagem para alguns dos favoritos. Equipas presentes e Start-List de cada uma delas 1. Movistar Team 1 LANDA Mikel (Ainda em dúvida após queda recente) 2 AMADOR Andrey 3 CARAPAZ Richard 4 CARRETERO Héctor 5 MAS Lluís 6 PEDRERO Antonio 7 ROJAS José Joaquín 8 SÜTTERLIN Jasha 2. AG2R La Mondiale 11 GALLOPIN Tony 12 BIDARD François 13 BOUCHARD Geoffrey 14 DENZ Nico 15 DUPONT Hubert 16 GASTAUER Ben 17 PETERS Nans 18 VUILLERMOZ Alexis 3. Androni Giocattoli - Sidermec 21 GAVAZZI Francesco 22 BELLETTI Manuel 23 CATTANEO Mattia 24 FLÓREZ Miguel Eduardo 25 FRAPPORTI Marco 26 MASNADA Fausto 27 MONTAGUTI Matteo 28 VENDRAME Andrea 4. Astana Pro Team 31 LÓPEZ Miguel Ángel 32 BILBAO Pello 33 BOARO Manuele 34 CATALDO Dario 35 HIRT Jan 36 IZAGIRRE Ion 37 VILLELLA Davide 38 ZEITS Andrey 5. Bahrain Merida 41 NIBALI Vincenzo 42 CARUSO Damiano 43 KOREN Kristijan 44 NIBALI Antonio 45 NOVAK Domen 46 PERNSTEINER Hermann 47 PIBERNIK Luka 48 POZZOVIVO Domenico 6. Bardiani - CSF 51 BARBIN Enrico 52 CARBONI Giovanni 53 COVILI Luca 54 MAESTRI Mirco 55 ORSINI Umberto 56 ROTA Lorenzo 57 SENNI Manuel 58 SIMION Paolo 7. BORA - hansgrohe 61 MAJKA Rafał 62 ACKERMANN Pascal 63 BENEDETTI Cesare 64 FORMOLO Davide 65 MCCARTHY Jay 66 POLJAŃSKI Paweł67 SCHWARZMANN Michael 68 SELIG Rüdiger 8. CCC Team 71 ANTUNES Amaro 72 ČERNÝ Josef 73 DE LA PARTE Víctor 74 GRADEK Kamil 75 MARECZKO Jakub 76 OWSIAN Łukasz 77 TEN DAM Laurens 78 VENTOSO Francisco José 9. Deceuninck - Quick Step 81 VIVIANI Elia 82 CAPECCHI Eros 83 JUNGELS Bob 84 MARTINELLI Davide 85 KNOX James 86 SABATINI Fabio 87 SÉNÉCHAL Florian 88 SERRY Pieter 10. EF Education First 91 MODOLO Sacha 92 BROWN Nathan 93 CAICEDO Jonathan Klever 94 CARTHY Hugh 95 DOMBROWSKI Joe 96 HOFLAND Moreno 97 KANGERT Tanel 98 VAN DEN BERG Julius 11. Groupama - FDJ 101 DÉMARE Arnaud 102 GUARNIERI Jacopo 103 KONOVALOVAS Ignatas 104 LE GAC Olivier 105 LUDVIGSSON Tobias 106 MADOUAS Valentin 107 SCOTSON Miles 108 SINKELDAM Ramon 12. Israel Cycling Academy 111 CIMOLAI Davide 112 GEBREMEDHIN Awet 113 BOIVIN Guillaume 114 DUNNE Conor 115 NEILANDS Krists 116 PLAZA Rubén 117 NIV Guy 118 SBARAGLI Kristian 13. Lotto Soudal 121 EWAN Caleb 122 CAMPENAERTS Victor 123 DE BUYST Jasper 124 DE GENDT Thomas 125 HANSEN Adam 126 KLUGE Roger 127 VANENDERT Jelle 128 VAN DER SANDE Tosh 14. Team Jumbo-Visma 131 ROGLIČ Primož 132 BOUWMAN Koen 133 DE PLUS Laurens 134 KUSS Sepp 135 LEEZER Tom 136 MARTENS Paul 137 TOLHOEK Antwan 138 VAN EMDEN Jos 15. Mitchelton-Scott 141 YATES Simon 142 BAUER Jack 143 BOOKWALTER Brent 144 CHAVES Esteban 145 HAIG Jack 146 HAMILTON Lucas 147 JUUL-JENSEN Christopher 148 NIEVE Mikel 16. Nippo Vini Fantini Faizanè 151 CANOLA Marco 152 BAGIOLI Nicola 153 CIMA Damiano 154 LOBATO Juan José 155 NISHIMURA Hiroki 156 LONARDI Giovanni 157 OSORIO Alejandro 158 SANTAROMITA Ivan 17. Team Dimension Data 161 NIZZOLO Giacomo 162 DAVIES Scott 163 GASPAROTTO Enrico 164 GHEBREIGZABHIER Amanuel 165 GIBBONS Ryan 166 O'CONNOR Ben 167 RENSHAW Mark 168 WYSS Danilo 18. Team INEOS 171 Dunbar Eddie 172 GEOGHEGAN HART Tao 173 HENAO Sebastián 174 KNEES Christian 175 NARVÁEZ Jhonatan 176 PUCCIO Salvatore 177 SIVAKOV Pavel 178 SOSA Iván Ramiro 19. Team Katusha - Alpecin 181 ZAKARIN Ilnur 182 BATTAGLIN Enrico 183 DEBUSSCHERE Jens 184 KOCHETKOV Pavel 185 KUZNETSOV Vyacheslav 186 NAVARRO Daniel 187 WÜRTZ SCHMIDT Mads 188 STRAKHOV Dmitry 20. Team Sunweb 191 DUMOULIN Tom 192 BAKELANTS Jan 193 HAGA Chad 194 HAMILTON Chris 195 HINDLEY Jai 196 OOMEN Sam 197 POWER Robert 198 VERVAEKE Louis 21. Trek - Segafredo 201 MOLLEMA Bauke 202 BRAMBILLA Gianluca 203 CICCONE Giulio 204 CONCI Nicola 205 FELLINE Fabio 206 GOGL Michael 207 IRIZAR Markel 208 MOSCHETTI Matteo 22. UAE-Team Emirates 211 GAVIRIA Fernando 212 BOHLI Tom 213 CONSONNI Simone 214 CONTI Valerio 215 MARCATO Marco 216 MOLANO Juan Sebastián 217 POLANC Jan 218 ULISSI Diego Onde acompanhar? Na televisão todas as etapas em directo, como sempre na Eurosport. Em www.marretaman.pt faremos os resumos diários das etapas com as classificações, para que estejas sempre actualizado. Por: Luís Beltrão ### Novidades - Novo Shimano GRX. (com vídeo). O novo grupo da Shimano apresentado hoje a nível mundial é a primeira série de componentes dedicados ao Gravel / Aventura. O Shimano GRX apresenta-se com múltiplas opções incluindo sistema de transmissão simples e duplo, mecânico ou com mudanças electrónicas, 11 e 10 velocidades, sistema integrado para estrada e uma gama alargada de andamentos para se adaptar aos mais diversos estilos de Gravel e de ciclismo de aventura. Nós estivemos na apresentação deste grupo, antes de te descrever os detalhes mostramos-te o novo GRX em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=CIBxeR7PmDU O GRX apresenta-se com as séries RX800, RX600 e RX400, transmissões de 1x11vel., 2x11vel. e 2x10 vel. e sistemas de comutação mecânicos ou Di2. Esta variedade permite ao ciclista escolher o que mais se adapta a si para tirar o melhor partido da sua experiência nos mais diversos terrenos, e explorar mais além dos seus limites habituais. Componentes ao detalhe Como descrevemos acima, o GRX inclui três opções de cranques: 1x11, 2x11 ou 2x10 vel., além disso, mudanças da frente e mudanças de trás, sistema de travão de disco com uma manete de travão secundária para topo de guiador,  manetes STI hidráulicas, com opções de comutação mecânicas ou Di2. Para simplificar, o Shimano GRX vai utilizar correntes e cassetes de montanha ((Deore XT, SLX ou Deore) e estrada (Ultegra, 105, Tiagra) existentes na gama. Além do líder de categoria Shimano GRX série 800, a Shimano terá componentes de 11vel. mais acessíveis, pedaleiro e manípulos da série 600 que podem ser combinados com produtos da série 800, assim como pedaleiros, mudanças e manetes ST de 10vel. Significa isto que se pode conseguir efectuar diversos tipos de montagem de bicicleta com diferentes níveis de valores.  Pedaleiros GRX: Segundo a marca, estão desenvolvidos para lidar com os mais diferentes tipos de terreno e diferentes estilos de ciclismo, toda a gama foi aumentada com + 2,5mm na linha de corrente para garantir um aumento na distância, o que permite a montagem de pneus  mais largos. Os pedaleiros simples GRX têm apenas necessidade de trabalhar com sistemas de comutação traseiro ( cassetes RX800/RX600 40D ou cassetes RX800 de 42D. Para melhorar a retenção e evitar ressaltos em terrenos mais acidentados as rodas pedaleiras utilizam a tecnologia Shimano’s Dynamic Chain Engagement tooth.  Existe ainda o  pedaleiro duplo GRX RX810 com uma diferença de 17D, com uma relação de andamentos 48-31D, que é neste momento o racio de mudança mais largo da marca. Junto com os pedaleiros duplos RX600-11/10vel. com opções 46-31D, garantem uma vasta gama de andamentos para lidar com as subidas e descidas mais agrestes. Mudança frente GRX (FD): Complementado os pedaleiros as mudanças da frente Di2 (FD-RX815) ou mecânicas (FD-RX810/RX400) foram desenvolvidas para funcionar com uma maior linha de corrente 2,5mm para suportar pneus mais largos (medidas até 42mm). Isto significa que as mudanças da frente GRX  devem ser combinadas com os pedaleiros duplos com linha corrente +2,5m. Mudança mecânicaMudança Di2 As mudanças da frente Shimano  DI2 poderão ser perfeitamente ajustadas usando os controles integrados do sistema Di2, enquanto que a mudança mecânica, traz uma construção de fixação de cabo que permite ter mais opções de passagem de cabo e um parafuso de ajuste de tensão de cabo para um ajuste mais fácil e preciso. Mudanças Trás GRX (RD): No seguimento da tecnologia introduzida em 2018 com a mudança Shimano traseira RX, de acordo com a marca as mudanças GRX Di2 (RDRX815/RX817) ou as mecânicas(RD-RX810/RX812/RX600), foram desenhadas para funcionar com passagens suaves , silenciosas  e confiáveis  nos terrenos mais acidentados, com o sistema estabilizador denominado SHADOW RD+. Este sistema permite aumentar a tensão da corrente, evitar ruídos da corrente na escora e ressaltos na cassete, melhorando desta forma a performance de passagem das mudanças. O GRX chega ao mercado com 4 opções de mudança traseira dependendo da cassete ou do modo de comutação que se pretenda utilizar.  Um ciclista que utilize uma cassete 11-30/34D da gama Ultegra, 105 ou Tiagra  irá precisar de utilizar uma mudança com caixa mais curta, a mudança Di2 RD-RX815 ou a mecânica RD-RX810, enquanto que ciclistas que utilizem cassetes 11-40/42D das gamas Deore XT, SLX ou Deore necessitam de instalar uma mudança de caixa mais longa,  Di2 RD-RX817 ou mecânica RD-RX812, ambas terão um racio de passagem muito semelhante às mudanças de trás para estrada da Shimano. Manetes STI GRX: As novas manetes têm uma ergonomia desenvolvida especificamente para o gravel (Di2: ST-RX815 ou Mecânica: ST-RX810/RX600/RX400, ST-RX810-LA). Têm características muito específicas tais como, um eixo da manete travão que foi reajustado  +18mm para melhorar o apoio natural da mão, alavanca de travão melhorada para melhorar o apoio dos dedos e um repousa-mãos com uma nova textura anti-derrapante que garante uma melhor aderência em terrenos mais acidentados. Para se conseguir a integração de espigões telescópicos no estilo Gravel, a Shimano desenvolveu especificamente uma manete mecânica esq. GRX ST-RX810-LA para travão hidráulico que quando utilizada com o sistema de transmissão simples 1x11 dá a possibilidade de controlar o espigão de selim telescópico, com o mesmo formato e ergonomia da manete direita. Útil e consegue-se ter um cockpit com um aspecto ‘arrumado’. A Gama SHIMANO GRX inclui, contundo, conjuntos de manetes de travão hidráulico nas séries RX800 e RX600 sem a opção de controlo remoto. A manete esquerda Di2 1x11(ST-RX815)  inclui 3 botões de operação ( 2 botões laterais e um no topo do repousa-mãos) para funcionar com equipamentos de terceiros como por exemplo luzes ou outros acessórios computadorizados. A adicionar à gama de travões, existe uma manete secundária para travão de disco (BL-RX812-L/R) que se conecta ao circuito principal de travagem na bicicleta na frente ou atrás. Esta manete de travão está desenhada para ser instalada no topo da haste de guiador próximo do avanço, o que permite ao ciclista ter uma opção de travagem quando pedala com as mãos colocadas no topo do guiador ou surge mudanças repentinas de situações. (Sistema utilizado por alguns ciclistas World Tour no Paris-Roubaix). Sistema de travagem GRX: A preocupação primária de um ciclista gravel é garantir que tem potência de travagem para controlar a velocidade em curvas acentuadas e descidas mais íngremes. A série topo de gama RX800 vai oferecer uma variante de travão hidráulico ( ST-RX815) que integra tecnologia ‘Servo Wave’ proveniente dos sistemas de montanha da Shimano. De acordo com a marca, com esta tecnologia basta um ligeiro toque na alavanca de travão para fazer accionar o travão. Estará disponível no mercado as opções RX810 ou RX600 e RX400 para quem preferir apenas instalar um bom sistema de travão confiável mais acessível em termos de valores sem a opção ‘servo Wave’  Para mais informações consulta o site: www.scvouga.pt ### Rui Costa termina num esplêndido 2.º lugar a Volta à Romandia Primoz Roglic (Jumbo-Visma) venceu a prova Suíça e confirma cada vez mais o seu momento de forma, assumindo-se como um dos ciclistas a ter em conta para o Giro de Itália, que começa já no próximo dia 11. O português Rui Costa terminou no segundo posto, sendo só batido por um Roglic que está a atravessar um grande momento (este ano já venceu a Volta aos Emirados Árabes Unidos e a Tirreno-Adriático). Rui Costa esteve à beira de vencer várias etapas e acabou por ver o esforço recompensado com um pódio final da corrida, na qual finalizou à frente de Geraint Thomas (Ineos), vencedor da última edição do Tour de França. Por: Luís Beltrão ### As dicas do Zé - Quando trocar a corrente da bicicleta. Com a utilização, os elos da corrente vão esticando e ganhando desgaste, assim como os pratos e cassete da transmissão da tua bicicleta. Sabias que se trocares a corrente da tua bicicleta sem que esta tenha um desgaste excessivo, conseguirás fazer mais quilómetros com a mesma transmissão (pratos e cassete)? Mas quando é a altura certa de trocar a corrente? (Vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=Q-jSMhsDT1Q Para mais vídeos vê e subscreve o nosso canal Youtube. Por: Luís Beltrão Mecânico: José Carmo Oficina: Loja Bike Planet ### Titan Desert - Resumo e classificações da última etapa - Betalú entra na história A corrida começou há seis dias em Merzouga e terminou hoje em Maadid. Ficaram para trás, 600 quilómetros de areia, montanhas, belas paisagens, esforço e aventura, factores que atraem cada vez mais ciclistas de todo o mundo ao deserto. Joaquim "Purito" Rodríguez, Sylvain Chavanel, Abraham Olano, Haimar Zubeldia e José Luis Carrasco foram alguns dos ilustres participantes desta edição. Josep Betalú consegue vitória histórica, ao tornar-se no primeiro a vencer o Titan Desert por 4 vezes consecutivas, igualando também o máximo de vitórias na corrida de Roberto Eras (que também tem 4, mas não consecutivas). O Titan é uma corrida que me fez grande, continua a fazer-me grande e tornou-se parte da minha vida. Acordo de manhã e penso sobre esta corrida. Vou dormir e ainda estou a pensar nela, às vezes até em sonhos. É uma corrida espectacular e atrevo-me a dizer que é a maior experiência que tenho na competição de bicicletas, sem dúvida.Josep Betalú Na categoria feminina, Anna Ramirez vence todas as etapas da corrida e arrecada a sua terceira vitória num Titan Desert. O deserto " é a sua praia " e são estes dois ciclistas que têm dominado o Titan Desert nos últimos anos. Anna Ramirez e Josep Betalú Outra grande vitória A vitória de Alex Roca, que tem paralisia cerebral e uma deficiência física de 76% causada por um herpes cerebral que sofreu quando tinha apenas seis meses de idade. O lado esquerdo do seu corpo está paralisado (não tem estabilidade na bicicleta, é por isso que vai num tandem) e não consegue falar, comunica com a linguagem de sinais. Não conseguiu completar a última edição do Titan Desert porque ficou desidratado quando teve problemas para beber. Hoje ele conseguiu. Vídeo com o melhor dos últimos 6 dias de corrida. Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Titan Desert - Resumo e classificações etapa 5 Sylvain Chavanel, sim esse mesmo, o ciclista com mais participações no Tour de França foi quem venceu a etapa 5 do Titan Desert. Josep Betalu ampliou a sua vantagem e está cada vez mais perto de se tornar no primeiro a vencer 4 Titans seguidos. Nas mulheres, Anna Ramirez vence mais uma etapa, já leva 4 seguidas e está com a geral praticamente garantida. Vídeo resumo do dia. Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Titan Desert - Resumo e classificações Etapa 4 O ex-ciclista profissional José Luis Carrasco surpreendeu os favoritos e venceu a etapa, Josep Betalú recupereou a liderança da geral. Na corrida masculina Pau Salvà defendia a camisola de líder, mas os adversários mais directos atacaram assim que viram os primeiros sinais de fraqueza do ciclista da Tamayo Team. Ciclistas como José Luis Carrasco, José Betalú, Haimar Zubeldia e Marek Rauchfuss foram os que mais atacaram. José Luis Carrasco escapou-se a 30 quilómetros da chegada, venceu nova etapa da Garmin Titan Desert depois de já o ter em 2018 e 2017. Na geral, Josep Betalú recuperou a liderança, e pode encaminhar-se para a quarta vitória consecutiva no Titan e, embora o 3m.22s. seja pouco tempo de vantagem numa prova como esta, mostrou hoje que está muito forte. Na corrida feminina Anna Ramírez deu hoje um grande passo rumo à vitória. A ciclista de Viorkam KH7 ganhou uma vantagem de 7 minutos para sua principal rival, Ramona Gabriel. Uma boa amostra da etapa abismal de Anna é que cruzou a meta, por exemplo, na frente a Purito Rodríguez. De momento, a vantagem para a segunda classificada é de quase dez minutos, uma distância não definitiva mas que permite que Ramírez possa gerir bem a corrida até à vitória final. Vídeo resumo da Etapa 4. Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Alberto Contador bate o seu recorde pessoal de quilómetros num dia. O ciclista espanhol resolveu participar no Granfondo "Mallorca 312", e segundo Contador, embora a intenção não fosse ir fazer a distância grande resolveu fazê-lo porque o ambiente e o percurso estavam fantásticos. Contador fez os 312 km's. com 4.969mts. de acumulado em 9h.43m. com uma vel. média de 33,6 km/h. Os dados do Strava de Alberto Contador. Sem dúvida impressionante, mas não chegaria para vencer a prova visto que o vencedor ( o belga Bart Van Damme ) terminou em 8h.49m com uma média de 35,37 km/h. Bart Van Damme - vencedor da edição 2019 do Granfondo Maiorca 312 No evento marcaram presença outras grandes personalidades do ciclismo mundial como Miguel Indurain, Oscar Pereiro, Freire ou Ivan Basso. No seu instagram, Contador partilhou o seu recorde. Na fotografia, o grande Miguel Indurain ao seu lado. Por: Luís Beltrão ### Montanha - Titan Desert - Resumo e classificações Etapa 2 e 3 Navegação, dunas e calor extremo. Os ciclistas experimentaram um cenário que lembrou o Dakar mais africano. A etapa foi tristemente marcada pelo falecimento em prova de um dos participantes, Fernando Civera morreu aos 46 anos, na sequência um ataque cardíaco sofrido no decurso da etapa. De acordo com a organização da prova, Civera ter-se-á sentido mal ao quilómetro 55 da etapa que tinha um total de 105, tendo de imediato sido accionados os meios de socorro, que acabaram por não conseguir chegar ao local a tempo de impedir a tragédia. O decorrer da porva Nos homens, Roberto Bou venceu a etapa com uma vantagem de 4m.30s. sobre Pau Salvà (que passou a liderar a classificação geral) e mais de 5m.30s. sobre Josep Betalú. O ciclista da "TBelles Team Cannondale" veio de ter sofrido muito no primeiro dia devido a um problema no pé, mas retaliou com esta vitória. Ainda assim, devido ao tempo perdido no primeiro dia está a 13 minutos da liderança, segue agora no sétimo posto da geral. Nas mulheres, Anna Ramírez, Ramona Gabriel e Núria Picas, fizeram a etapa juntas até que a última cometeu um erro na passagem das dunas e perdeu a liderança da corrida. Anna Ramirez lidera, Ramona Gabriel segue a pouco menos de dois minutos na classificação geral. Vídeo da Etapa 2. A etapa 3 foi cancelada, tendo os ciclistas feito a ligação entre Ouzina Merzouga sem o cronómetro. Vídeo do dia de hoje. Classificações completas aqui. ### Vídeo - Fomos ao Treino e Reconhecimento do GFNY Portugal A segunda edição do Granfondo New York Portugal ( GFNY Portugal ) vai realizar-se dia 8 de Setembro em Cascais, mas até lá os organizadores vão fazer vários treinos conjuntos. Este foi o primeiro, onde os participantes tiveram oportunidade de pedalar com os embaixadores do evento, Paulo Martins, Américo Silva e Luís Silva. https://www.youtube.com/watch?v=wN9_UZH7PfE Fica atento no Site do GFNY Portugal. E na página de Facebook. Se quiseres estar actualizado sobre ciclismo e bicicletas, subscreve o nosso Canal Youtube e segue-nos nas outras rede sociais, na página inicial do site tens os atalhos. Por: Luís Beltrão ### Montanha - Titan Desert - Classificações da Etapa 1 Começou hoje o Titan Desert 2019, a corrida que é conhecida como o “Dakar” das bicicletas. Josep Betalu (vencedor da última edição do Titan Desert) foi o mais rápido na primeira etapa disputada hoje entre Merzouga e Merzouga. O espanhol terminou os 107 km's. em 3h.54m.30s. Josep Betalu - Imagem de 2018 As palavras do vencedor da etapa à chegada. Na corrida feminina, a mais forte foi Anna Ramirez que terminou a etapa em 4h.31m.32s. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Liége-Bastogne-Liége - Finalmente o dia de Jakob Fuglsang. A Liége-Bastogne-Liége é o 4.º monumento do ano, uma corrida com muita história conhecida como a mais antiga das clássicas. Começou por disputar-se em 1892, só para amadores, mas 2 anos mais tarde em 1894 já era disputada por profissionais. É também a terceira e última clássica das Ardenas, e este ano teve um início com condições atmosféricas difíceis, o que desgastou muito os ciclistas. Chuva e frio marcaram grande parte da Liége-Bastogne-Liége 2019 Tanel Kangert era o resistente solitário da última fuga, ao qual se foram juntando ciclistas como Patrick Conrad e mais tarde Tim Wellens e Daryl Impey, mas foram todos alcançados a 15 km's. do fim. O momento decisivo da corrida. Na subida onde foram alcançados os últimos fugitivos, quebrou Alaphilippe e Jakob Fuglsang atacou levando consigo Michael Woods e Davide Formolo, que não resistiram ao andamento do ciclista da Astana, seguindo este sozinho nos últimos 13 km's. Jakob Fuglsang Depois de este ano ter estado na discussão de várias clássicas este ano, aos 34 anos Jakob Fuglsang consegue finalmente a merecida vitória, e num dos 5 monumentos do ciclismo. Jakob Fuglsang nas clássicas de 1 dia em 2019: 2.º na Strade Bianche; 3.º na Amstel Gold Race; 2.º na Féche Wallonne, e hoje finalmente 1.º na Liége-Bastogne-Liége. Vídeo resumo da prova. https://www.youtube.com/watch?v=8FzOcpI3WUY Como se vê no resumo, apesar da vitória, a 5 km's. do final o ciclista dinamarquês apanhou um valente susto, teve sorte, técnica e todas as forças do Universo ao seu lado, não caíu "por milagre", vê o vídeo desse momento. https://www.youtube.com/watch?v=eGVExz7fw5Q Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Flèche Wallonne - Julian Alaphilippe reina no muro de Huy Depois de uma das mais espectaculares Amstel Gold Race dos últimos anos, decorreu hoje a segunda das 3 clássicas das Ardenas, a Fléche Wallonne. Esta corrida é caracterizada pelas várias passagens pelo muro de Huy, terminando também a corrida nesta mítica subida. É uma subida duríssima com uma extensão de 1200 mts. com uma inclinação média de 10,3%. Como favoritos partiam o Campeão do Mundo Alejandro Valverde (com 5 vitórias nesta corrida no seu palmarés), e Julian Alaphillippe (vencedor da última edição). Depois de muitos ataques, anulação de fugas e algumas quedas, o pelotão chegou ao final reduzido mas com os favoritos juntos na entrada para a última subida do muro de Huy. Jakob Fuglsang, sabendo da explosão final de Alaphilippe foi o primeiro a atacar, mas Alaphilippe seguiu-o de perto e juntos protagonizaram um final igual ao da Strade Bianche deste ano, tendo o Francês levado a melhor novamente. Pódio Flèche Wallonne 2019: 1.º Julian Alaphilippe; 2.º Jakob Fuglsang; 3.º Diegp Ulíssi. Julian Alaphilippe vence a Fléche Wallonne pelo segundo ano consecutivo e começa a assumir-se como o ciclista que pode perseguir o recorde de Valverde com 5 vitórias nesta corrida. O português Rui Costa (que terminou 26.º apesar de alguns problemas mecânicos) trabalhou na parte final em prol do seu colega de equipa Diego Ulíssi, que terminou num terceiro lugar. Resumo em vídeo do último km. da corrida. https://www.youtube.com/watch?v=5j2pGuw1qxs Classificações completas aqui. No próximo domingo disputa-se a última das 3 clássicas das Ardenas (e 4.º monumento da época), a Liége-Bastogne-Liége. Por: Luís Beltrão ### Montanha - Calendário UCI da Taça e Campeonatos do Mundo É este o calendário de provas da taça do mundo UCI MTB. para 2018: Abril 27–28: (DH) Maribor, EslovéniaMaio 18– 19: (XCO/XCC) Albstadt, AlemanhaMaio 25–26: (XCO/XCC) Nové Mesto, República ChecaJunho 1–2: (DH) Fort William, EscóciaJunho 8–9: (DH) Leogang, ÁustriaJullho 6–7: (DH/XCO/XCC) Vallnord, AndorraJulho 13–14: (XCO/XCC/DH) Les Gets, FrançaAgosto 3–4: (XCO/XCC/DH) Val di Sole, ItáliaAgosto 10–11: (XCO/XCC/DH) Lenzerheide, SuíçaAgosto 31 – Setembro 1: Campeonatos do Mundo– Mont-Sainte-Anne, CanadáSetembro 7–8: (XCO/XCC/DH) Snowshoe, Estados Unidos Continuam as 3 disciplinas diferentes, Cross-Country Olímpico (XCO), Downhill (DH) e Short-track (XCC) tal como em 2018. Este ano a temporada começa mais tarde e termina também mais tarde que no ano anterior. Os favoritos no Cross-Country Quando olhamos para os nomes presentes na Taça do Mundo, poderiam ser muitos deles considerados favoritos, mas há uns mais do que outros, pelo que fizeram na época passada e até já em 2019. Nino Schurter Impossível não apontar o já lendário atleta suíço como favorito, apesar dos seus 33 anos (cumprirá no dia 12 de Maio). Continuará Nino Schurter a fazer história este ano? A temporada 2019 é aguardada com expectativa, após mais um ano de domínio avassalador de Nino Schurter, a pergunta é sempre esta: Qual ou quais os atletas que podem “bater o pé” ao n.º 1 do mundo? Gerhard Kerschbaumer Na época passada foi um dos atletas que se conseguiu impor a Nino Schurter, terminando a época com excelentes indicações e subida de forma. É um dos atletas a seguir com atenção em 2019. Mathieu van der Poel O jovem prodígio e Campeão do Mundo de ciclocrosse Mathieu Van der Poel (CORENDON-CIRCUS), depois de ter dado nas vistas nas clássicas de estrada, tenciona pelo 3.º ano consecutivo fazer a taça do mundo de XCO, visto ter como objectivo competir nesta vertente nos jogos Olímpicos de Tóquio. A par de Gerhard Kerschbaumer é um dos atletas que pode dar muitas dores de cabeça (e pernas) a Nino Schurter. Existem outros nomes emergentes como Jordan Sarrou ( Absolute Absalon), Victor Koretzky (Orbea KMC EKOI), Anton Cooper ( TREK Factory Racing), Samuel Gaze (Specialized Racing), o Campeão do Mundo de XCM Henrique Avancini (Cannondale Factory Racing), ou o Campeão da Europa Lars Forster (Scott-Sram). Lars Forster (Scott-Sram). No escalão Feminino Jolanda Neff, Annika Langvad, Pauline Prevot, Maja Włoszczowska ou Emmily Batty são as atletas que mais um ano poderão vir a ser protagonistas. Os Portugueses David Rosa numa nova estrutura de fábrica, a equipa Massi, deverá disputar muitas das corridas da Taça do Mundo. David Rosa Mário Costa (também numa nova equipa, a União Ciclista Vila do Conde), na passada época esteve presente em algumas das corridas, esperamos também este ano ver presente um dos atletas de referência nacionais desta vertente. Mário Costa Ricardo Marinheiro, este ano na equipa Brujula Buke Team (antiga equipa de Mário Costa) também parece ter este ano uma estrutura que lhe permita estar na linha de partida com os melhores do mundo. Ricardo Marinheiro Para estes e outros que possam vir a estar presentes, BOA SORTE CAMPEÕES! Resumo em vídeo da temporada 2018 aqui. No Downhill Depois de uma época onde surgiram algumas surpresas, como o vencedor da Taça do Mundo Amoury Pierron, a expectativa é grande por ver quem poderá este ano fazer as descidas mais rápidas. Amoury Pierron Aaron Gwin (lesionado em parte da passada temporada), Luca Shaw, Loic Bruni, Troy Brosnan ou Danny Hart serão os protagonistas, ou surgirão nomes inesperados como em 2018? Os portugueses Vasco Bica, José Borges, ou Francisco Pardal também participarão em algumas corridas. Vasco Bica corre na equipa portuguesa Miranda Factory Team. Temos assim mais uma razão para acompanhar esta vertente da bicicleta de montanha. Francisco Pardal No escalão Feminino, Rachel Atherton, Tahnee Seagrave, Miriam Nicole e outras atletas emergentes irão dar espectáculo e mostrar como se "voa" montanha abaixo. Resumo em vídeo da temporada 2018 aqui. Outras curiosidades Os prémios monetários: Nas corridas da taça do mundo os prémios tem valores entre 3,950€ e 6,500€, enquanto que no campeonato do mundo valores entre os 6,000€ e 10,000€. Continua o formato "XCC": as corridas short-track (XCC) surgiram em 2018, o formato consiste numa corrida de 20 minutos numa pista de 1km a 1.5km de distância (cerca de dois a três minutos por volta). Este formato vai continuar em 2019, em todas as etapas de XCO, ocorrendo no dia antes dessa corrida. Estas provas também são pontuáveis para a classificação geral da Taça do Mundo. Onde acompanhar Podes acompanhar todas as corridas em directo na Red Bull TV. No nosso site colocaremos os resumos de todas as corridas com vídeos e classificações, fica atento. Por: Luís Beltrão ### Amstel Gold Race - Mathieu van der Poel vence de forma "Monstruosa". Nem o próprio Van der Poel acreditou que tinha vencido daquela forma. A Alstel Gold Race foi a primeira das 3 clássicas das Ardenas, uma corrida com uma extensão de 265,7 quilómetros na província de Limburg no sul da Holanda, nos quais os ciclistas enfrentavam 35 subidas durante o trajecto. (Vídeo no final do artigo). Além dos "favoritos do costume", como Julien Alaphilippe ou Jakob Fuglsang, os olhos estavam postos também em Mathieu van der Poel, após a sua vitória na "Brabantse Pijl" onde tinha batido os alguns dos presentes nesta corrida. Alaphilippe e Fuglsang atacaram a 35 km's do fim, e faltando 4 quilómetros tinham uma vantagem de cerca de 40 segundos do grupo perseguidor ( que eram Michał Kwiatkowski e Simon Clarke). Desta vez, o "jogo do gato e do rato" saiu caro a Alaphilippe e Fuglsang. Adivinhava-se um final parecido com o da Strade Bianche, onde Alaphilippe e Fuglsang discutiram a corrida entre si, mas no "jogo do gato e do rato" enquanto estes dois ciclistas se olhavam, Kwiatkowski apanhou-os nos últimos 1000 mts. Ainda mais de trás, num terceiro grupo (que a 4 quilómetros do fim estava a 1 minuto dos da frente), vinha Mathieu van der Poel sempre na frente do grupo, com todos na sua roda, e também este grupo apanhou os da frente nos últimos 800 mts. Mathieu van der Poel, apesar de ter vindo sempre ele a trabalhar nos últimos quilómetros, arrancou para a meta e ninguém (mesmo os que vieram na sua roda) lhe conseguiu responder, vencendo de forma abismal perante os melhores do mundo. É melhor ver, porque as palavras não conseguem descrever. TOP 10 da Prova: Pos.Nome ciclista (País) Equipa1Mathieu van der Poel (Ned) Corendon-Circus2Simon Clarke (Aus) EF Education First3Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team4Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quick Step5Maximilian Schachmann (Ger) Bora-Hansgrohe6Bjorg Lambrecht (Bel) Lotto-Soudal7Alessandro De Marchi (Ita) CCC Team8Valentin Madouas (Fra) Groupama-FDJ9Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale10Matteo Trentin (Ita) Mitchelton-Scott De realçar ainda o 13.º lugar de Rui Costa, que chegou no segundo grupo de ciclistas, ficando á frente de nomes como Avermaet ou Michael Matthews. Classificação completa aqui. Esta foi a última corrida de estrada de Mathieu van der Poel esta temporada, o "fenómeno" holandês vai agora concentrar-se na taça do mundo de bicicleta de Montanha. Depois de se sagrar campeão do Mundo de Ciclocrosse, e de ter vencido 3 clássicas de escalão World Tour, poderá Mathieu van der Poel vencer a taça do mundo ou sagrar-se campeão do Mundo de bicicleta de montanha, na vertente de cross-country olímpico (XCO)? Se queres ver mais um pouco do espectáculo que Mathieu van der Poel tem dado nas últimas épocas, entra no separador "Ciclocrosse" no nosso site, ou na pesquisa coloca "Mathieu van der Poel". Por: Luís Beltrão ### Vídeo - Mostramos-te os capacetes Lazer Century e Bullet 2.0 As equipas World Tour "Team SunWeb" e "Team Jumbo Visma" utilizam capacetes Lazer. Nós tivemos na mão dois dos modelos utilizados por estas equipas, e mostramos-te algumas das suas características. Lazer Century - Principais características. (Vídeo). https://www.youtube.com/watch?v=CAy6uBpqcGU A mais recente criação da Lazer é o "Century", nome que se deve ao facto da empresa belga estar a cumprir o seu 100.º aniversário. O Century torna-se assim uma referência da marca Lazer que promete oferecer protecção, conforto, aerodinâmica e visibilidade, requisitos desejados pelo utilizador hoje em dia.  Preços: Lazer Century: € 159,95 Lazer Century Mips: € 179,95 Lazer Bullet 2.0 - Principais características. (Vídeo). https://www.youtube.com/watch?v=KUFWeJqgRZA O Lazer Bullet 2.0 é talvez mais conhecido pelo facto de ser visto mais vezes na cabeça de ciclistas como Tom Dumoulin (Team SunWeb) ou Dylan Groenewegen (Team Jumbo Visma). O capacete Aero da marca belga tem umas características bem interessantes como a luz traseira LED incorporada, ou o sensor (opcional) que avisa o ciclista se a cabeça não está numa posição aerodinâmica. Preços: Lazer Buller 2.0: € 259,95 Lazer Bullet 2.0 Mips: € 279,95 Vê mais vídeos e subscreve o nosso canal Youtube para estares sempre actualizado. Por: Luís Beltrão ### Mathieu van der Poel venceu a clássica "De Brabantse Pijl" de forma avassaladora. Mathieu van der Poel venceu uma das clássicas da zona de Flandres, sentando 3 dos melhores ciclistas da actualidade naquele tipo de finallização, Julien Alaphilippe, Tim Wellens e Michael Matthews. https://www.youtube.com/watch?v=4rDABvl0IIk O "fenómeno" holandês actual campeão do mundo de Ciclocrosse dispensa apresentações. Se a expectativa em ver como se sairia no embate com ciclistas World Tour este ano era grande, o atleta da equipa profissional continental Corendon Circus está a corresponder. Mathieu van der Poel venceu deixou Alaphilippe, Wellens e Mathieus "nas covas". Este ano já é a sua segunda vitória em clássicas de escalão World Tour (venceu a Dwars door Vlaanderen), e terminou o Tour de Flandres em 4.º. Próximas corridas de Mathieu van der Poel. No calendário de estrada, o atleta holandês só tem programado fazer a Amstel Gold Race, focando-se depois na Taça do Mundo de bicicleta de Montanha. Van der Poel quer recolher o máximo de pontos UCI e preparação na Taça do Mundo de bicicleta de Montanha, para marcar presença nos jogos olímpicos de Tóquio na modalidade de Cross-Country Olímpico (XCO). Por: Luís Beltrão ### Treino de Rolo - Reflexões do ciclista nesses dias Recorrer ao treino de rolo não é das coisas que os ciclistas mais gostam, se bem que hoje em dia existem rolos bem modernos que tornam esta prática menos "enfadonha". Quando as condições atmosféricas não permitem treino na rua, com um rolo simples e básico também se consegue treinar, o mais importante é mesmo fazê-lo, mesmo quando não apetece. https://www.youtube.com/watch?v=1-0-ien5Gkk Nosso artigo dedicado às várias gamas e tipos de rolos de treino aqui. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter Por: Luís Beltrão ### A incrível história de Evaldas Siskevicius, uma lição de persistência Evaldas Siskevicius passou de último em 2018, a TOP 10 em 2019 no Paris-Roubaix. Evaldas Siskevicius ficou conhecido no Paris-Roubaix de 2018 pela sua persistência em querer finalizar a prova, apesar de todos os azares que teve. Evaldas Šiškevičius terminou o Paris-Roubaix 2018, apesar das portas do velódromo já estarem fechadas. Nem a própria equipa estava preparada para lhe repor material, mas ele queria acabar o Paris-Roubaix e conseguiu-o, mesmo que tivessem que lhe reabrir as portas do velódromo de Roubaix, que já tinha fechado quando chegou. Em 2018 subiu ao reboque onde já estava o carro da equipa, para ele próprio ir repor a roda na sua bicicleta. Para quem não conheceu a história, o vídeo com as imagens do ano passado. https://www.youtube.com/watch?v=qvHfa_R8eF8 Não somos só nós os amadores e amantes deste desporto que temos como objectivo terminar as provas, os profissionais também. Com este exemplo dá para nos apercebermos de quão importante é participar num Paris-Roubaix, para muitos é o sonho de uma vida. Evaldas Siskevicius em 2019 No passado domingo, Evaldas Siskevicius estava novamente na linha de partida da mais louca prova de ciclismo do mundo, desta feita o atleta lituano de 30 anos da equipa Pro Continental Delko Marseille Provence terminou num esplêndido 9.º posto, o único atleta Pro continental no TOP10. Sejam quais forem os teus objectivos, se as coisas não estiverem a correr bem, só saberás se os consegues alcançar se continuares. Com persistência e trabalho a hora do sucesso chegará. Visita o nosso site e vê mais notícias, resumos de provas, testes e análises a bicicletas e equipamento. Segue-nos no Instagram no nosso canal Youtube. Por: Luís Beltrão ### Montanha - 2.ª prova Taça de Portugal de XCM - Mortágua Decorreu ontem a segunda prova da Taça de Portugal de XCM em Mortágua. Nos Elites masculinos o triunfo foi para o português Andrew Henriques (BTT Loulé/Elevis) que terminou a prova ao sprint com David Vaz. Andrew Henriques (BTT Loulé/Elevis) venceu a 2.ª prova da Taça de Portugal. A 2m.34s. dos primeiros dois, terminou Renato Ferreira, que completou o pódio da corrida masculina. Pódio em Mortágua: 1.º Andrew Henriques. 2.º David Vaz. 3.º Reneto Ferreira. David Vaz mantém o comando da Taça de Portugal.  Na corrida de Elites femininos, a estoniana Greete Steinburg venceu com uma superioridade avassaladora, tendo a segunda classificada Maaris Meier (também estoniana) terminado a prova a 18m.28s. da vencedora. A estoniana Greete Steinburg venceu com uma superioridade avassaladora. No terceiro posto do pódio terminou a portuguesa Ângela Gonçalves, a 33m.28s. das duas da frente. Pódio feminino em Mortágua: 1.º Greete Steinburg. 2.º Maaris Meier. 3.º Ângela Gonçalves. Flávia Lopes, quarta em Mortágua, continua liderança da Taça de Portugal. Vídeo resumo da prova aqui. Classificações completas aqui. Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo. Por: Luís Beltrão ### Philippe Gilbert vence o Paris-Roubaix. Ao vencer o Paris-Roubaix no dia de hoje, Philippe Gilbert persegue a história, fincando a faltar-lhe só a Milan San-Remo para ter no seu palmarés os 5 Monumentos do Ciclismo. O ciclista belga da equipa Deceuninck Quick-Step completou os 257 km’s, (dos quais 54,5 km's. são em pavé ou empedrado) em 5h.58m.02s., tendo discutido a vitória ao sprint com Nils Politt, o jovem ciclista alemão da equipa Katusha-Alpecin. O momento chave Quando faltavam cerca de 16 km's para o fim, Nils Politt atacou, ganhando espaço do grupo de fuga onde seguiam Peter Sagan, Sep Vanmarcke, Yves Lampaert e Philippe Gilbert. Só Gilbert conseguiu responder ao ataque de Politt e a partir daí seguiram os dois até ao final. Em terceiro finalizou o companheiro de equipa de Gilbert, Yves Lampaert. A equipa Deceuninck Quick-Step coloca dois ciclistas no pódio desta edição do Paris-Roubaix confirmando o seu domínio nas clássicas. Pídio Paris-Roubaix 2019: 1.º Philippe Gilbert; 2.º Nils Politt: 3.º Yves Lampaert. O TOP 10 da prova: Res.Nome do ciclista (Nacionalidade) Equipa1Philippe Gilbert (Bel) Deceuninck-Quick Step5:58:022Nils Politt (Ger) Team Katusha-Alpecin3Yves Lampaert (Bel) Deceuninck-Quick Step0:00:134Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe0:00:425Florian Senechal (Fra) Deceuninck-Quick Step0:00:476Mike Teunissen (Ned) Team Jumbo-Visma7Zdenek Stybar (Cze) Deceuninck-Quick Step8Edvaldas Siskevicius (Lit) Delko Marseille Provence9Sep Vanmarcke (Bel) EF Education First10Stefan Kung (Swi) Groupama-FDJ O vídeo resumo da prova. Classificações completas aqui. Visita o nosso site e vê mais notícias, resumos de provas, testes e análises a bicicletas e equipamento. Segue-nos no Instagram no nosso canal Youtube. Por: Luís Beltrão Fotografia: Pauline Ballet (site da organização). ### O Paris-Roubaix 2019 – Guia completo do “inferno do norte”. O Paris-Roubaix é sem dúvida a clássica da primavera mais mediática e mais conhecida de todas. É a clássica das clássicas. https://www.youtube.com/watch?v=uJP92uaiX88 Neste artigo vamos dar-te alguns pormenores curiosos sobre como preparam as bicicletas para a prova, quais os sectores que irão fazer parte da prova no próximo domingo e filmes sobre o “inferno do norte”. Para os que não têm tempo de ver o artigo completo, aqui está um bom resumo daquilo que é o Paris -Roubaix. Não tens que agradecer. https://www.youtube.com/watch?v=OWNUq4ThFTk O percurso e os sectores de pavé A partida e chegada da corrida são efectuadas sempre nos mesmos locais, a partida em Compiegne e a chegada no velódromo de Roubaix. Não é um pavé ou calçada qualquer, é assim. No entanto o trajecto vai sofrendo alterações todos os anos e os sectores de pavé vão mudando de acordo com o trajecto escolhido ou com o estado de conservação de cada um. Cada sector é classificado com estrelas, sendo que 1 estrela corresponde a menos dureza, e 5 estrelas a maior dureza. Os sectores da prova são praticamente pontos turísticos. Os 29 sectores de pavé do Paris-Roubiax 2019 Aqui tens o menu disponível, no que toca a sectores de pavé, serão 3 de 5 estrelas, 7 de 4 estrelas, 13 de 3 estrelas, 5 de 2 estrelas e 2 de 1 estrela: 29: Troisvilles to Inchy (km 97.5 - 0.9 km) **28: Briastre to Viesly (km 108.5 - 3 km) ****27: Viesly to Quiévy (km 101.5 - 1.8 km) ***26: Quiévy to Saint-Python (km 116 - 3.7 km) ****25: Saint-Python (km 118.5 - 1.5 km) **24: Vertain to Saint-Martin-sur-Écaillon (km 127.5 - 2.3 km) ***23: Verchain-Maugré to Quérénaing (km 136.5 - 1.6 km) ***22: Quérénaing to Maing (km 140.5 - 2.5 km) ***21: Maing to Monchaux-sur-Ecaillon (km 142.5 - 1.6 km) ***20: Haveluy to Wallers (km 156.5 - 2.5 km) ****19: Trouée d'Arenberg (km 164.5 - 2.3 km) *****18: Wallers to Hélesmes (km 170 - 1.6 km) ***17: Hornaing to Wandignies (km 179 - 3.7 km) ****16: Warlaing to Brillon (km 185 - 2.4 km) ***15: Tilloy to Sars-et-Rosières (km 188.5 - 2.4 km) ****14: Beuvry to Orchies (km 194 - 1.4 km) ***13: Orchies (km 199 - 1.7 km) ***12: Auchy to Bersée (km 206.5 - 2.7 km) ****11: Mons-en-Pévèle (km 212 - 3 km) *****10: Mérignies to Avelin (km 215.5 - 0.7 km) **9: Pont-Thibault to Ennevelin (km 220 - 1.4 km) ***8: Templeuve - L'Épinette (km 224 - 0.2 km) *8: Templeuve - Moulin-de-Vertain (km 225 - 0.5 km) **7: Cysoing to Bourghelles (km 232 - 1.3 km) ***6: Bourghelles to Wannehain (km 234.5 - 1.1 km) ***5: Camphin-en-Pévèle (km 239.5 - 1.8 km) ****4: Carrefour de l'Arbre (km 242.5 - 2.1 km) *****3: Gruson (km 244 - 1.1 km) **2: Willems to Hem (km 251 - 1.4 km) ***1: Roubaix (km 256 - 0.3 km) * No total dos 257 km’s, 54,5 são em pavé, o que vai massacrar ciclistas e bicicletas, causando desgaste, stress e quedas. “Tuning” especial Roubaix nas bicicletas Ao longo dos anos as marcas foram aprimorando modelos de estrada para este tipo de provas, que absorvem as vibrações do terreno irregular, têm modelos específicos de endurance que nasceram devido a esta prova. A Specialized tem um modelo de bicicleta ao qual deu o nome de Roubaix. Mas modelos de bicicletas específicos não chega, porque as equipas acabam sempre por fazer adaptações especiais para a prova do pavé, como por exemplo: Pneus mais altos que o habitual, em vez dos 23 ou 25mm., usam 28mm e alguns até 32mm.Pressões mais baixas. De nada vale usarem pneus de 28mm. e depois colocarem 120 psi de pressão, assim usam pressões entre os 65 e os 85 psi para melhorar a absorção dos impactos.São colocadas duas fitas de guiador sobrepostas.Alguns colocam fita de guiador na base dos pedais para absorver os impactos brutais ao longo dos 257 km’sColocam um prato pequeno maior, visto ser uma prova praticamente toda ela em terreno plano. Em vez da habitual combinação de pratos pratos 53/39 dentes, usam 53/42 ou 53/44 dentes.Shifters extra montados no centro do guiador.Manetes de travão extra no centro do guiador.Grades de bidom com “grip” extra para evitar estes saltem.Guias de corrente para evitar que salte. Deixamos-te um vídeo do Global Cycling Network, onde explicam alguns destes “tunings”. https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=kkOW0nQJHv8 Ou seja, não podemos lá estar e a maioria de nós nunca pedalou por aqueles sectores de pavé, mas só pelas alterações que muitos profissionais fazem nas suas bicicletas, já dá para imaginar a brutalidade a que os ciclistas são expostos. A corrida Não é uma corrida onde só conta a qualidade do ciclista, é uma corrida de sorte, de "timings" e de colocação. Já partilhámos este vídeo da nossa conversa com Nelson Oliveira, se não viste, presta atenção ao que o português diz sobre a brutalidade do Paris-Roubaix. https://www.youtube.com/watch?v=WUysLgQJPOY&t= A ter em conta na edição deste ano Os favoritos Dzenek Stybar - Por vários factores, pertence à equipa que tem tido o domínio absoluto das clássicas, encontra-se num bom momento de forma, contando já com a vitórias na "Omloop Het Nieuwsblad Elite", na "E3 BinckBank Classic" e também no alto do Malhão na Volta ao Algarve. Zdenek Stybar Além de tudo isto, já fez segundo lugar no Paris-Roubaix por duas vezes, em 2015 e 2017. Greg Van Avermaet - Já vencedor da prova por uma vez (em 2017), tem estado na discussão das clássicas este ano, tendo discutido ao sprint a "E3 BinckBank Classic" e no TOP10 do Tour de Flandres. Greg Van Avermaet Peter Sagan - Apesar de não estar tão bem como nos últimos anos, o ex-Campeão do Mundo disputou ao sprint a Milan San-Remo e esteve bastante activo nas restantes corridas, um 3 vezes Campeão do Mundo é sempre um ciclista a ter em conta. Peter Sagan Alexander Kristoff - O Norueguês está de volta, depois de alguns altos e baixos na sua carreira, este ano parece estar de volta, já venceu a Gent-Wevelgem, 3.º no Tour de Flandres e se a edição deste ano do Paris-Roubaix terminar com um grupo de ciclistas no velódromo, como o próprio já o disse, após muitos quilómetros ele tem um bom sprint. Alexander Kristoff Wout van Aert - O jovem ciclista belga Tri-Campeão do mundo de Ciclocrosse contratado pela Jumbo-Visma está no seu primeiro ano World Tour mas dispensa apresentações, os resultados falam por si: 3.º na Strade Bianche, 6.º na Milan San-Remo, 2.º na "E3 BinckBank Classic". Wout Van Aert Todos estes e os outros vão lutar para vencer a rainha das clássicas do pavé, vão deixar todas as suas forças naquele percurso e no final o vencedor, ganha isto. Quantos sonham ter este mítico “calhau” em casa? Domingo 14/04/2019 vai ser entregue ao vencedor no velódromo de Roubaix, apostas em alguém? Poderás acompanhar a prova na Eurosport 1, com os comentários do Paulo Martins e Gonçalo Moreira. Para saberes um pouco mais da história e da envolvente da prova, deixamos-te dois excertos de dois bons filmes sobre o Paris Roubaix, onde podes ver factores históricos como os duches do velódromo de Roubaix, que têm mais de 100 anos e cada um tem uma placa com o nome de um vencedor da prova. Road to Rouaix https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=buQGibzq8Sg Hell of the north https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=sN3Sr9OjTZI Start list das equipas para este ano. Bora-Hansgrohe SAGAN PeterOSS DanielBODNAR MaciejBURGHARDT MarcusSAGAN JurajSCHILLINGER Andreas Direct Energie PETIT AdrienCARDIS RomainGAUDIN DamienGÈNE YohannLIGTHART PimPICHOT AlexandreTURGIS Anthony EF Education First PHINNEY TaylorVANMARCKE SepBRESCHEL MattiDOCKER MitchellHOFLAND MorenoLANGEVELD SebastianSCULLY Tom Cofidis, Solutions CréditsLAPORTE ChristopheFORTIN FilippoHOFSTETTER HugoTOUZE Damien VAN LERBERGHE BertVANBILSEN KennethLEMOINE Cyril Arkéa Samsic GREIPEL AndréBONNAMOUR FranckFEILLU BriceJARRIER BenoîtRUSSO ClémentRIOU AlanWELTEN Bram Delko Marseille Provence ARERUYA JosephŠIŠKEVIČIUS EvaldasFILOSI IuriJONES BrentonKASPERKIEWICZ PrzemysławLEVEAU JérémyTRARIEUX Julien Vital Concept – B&B Hotels DE BACKER BertBOECKMANS KrisERMENAULT CorentinLECROQ JérémyMORICE JulienTURGIS JimmyVAN GENECHTEN Jonas Roompot – Charles BOOM LarsASSELMAN JesperLEYSEN SenneSTEELS StijnVAN POPPEL BoyTIMMERMANS Justin UAE Team EmiratesKRISTOFF AlexanderBYSTRØM Sven ErikGAVIRIA FernandoLAENGEN Vegard Stake MARCATO MarcoPHILIPSEN JasperBOHLI Tom Wanty – Gobert Cycling Team BACKAERT FrederikDE GENDT AiméDE WINTER LudwigDEVRIENDT TomDUPONT TimothyVANSPEYBROUCK PieterVLIEGEN Loïc Bahrain-Merida MOHORIČ MatejBAUHAUS PhilGARCÍA CORTINA IvánHAUSSLER HeinrichKOREN KristijanSIEBERG MarcelTRATNIK Jan Jumbo-VismaVAN AERT WoutEENKHOORN PascalROOSEN TimoTEUNISSEN MikeVAN DER HOORN TacoVAN POPPEL DannyWYNANTS Maarten AG2R La Mondiale DUVAL JulienVANDENBERGH StijnNAESEN OliverDENZ NicoDILLIER SilvanGODON DorianGOUGEARD Alexis Astana Pro Team CORT MagnusBALLERINI DavideBIZHIGITOV ZhandosDE VREESE LaurensFOMINYKH DaniilGRUZDEV DmitriyHOULE Hugo CCC Team VAN AVERMAET GregGRADEK KamilSCHÄR MichaelVAN HOECKE GijsVAN HOOYDONCK NathanVAN KEIRSBULCK GuillaumeWIŚNIOWSKI Łukasz Deceuninck – Quick-Step ŠTYBAR ZdeněkASGREEN KasperDECLERCQ TimGILBERT PhilippeKEISSE IljoLAMPAERT YvesSÉNÉCHAL Florian Groupama – FDJ DÉMARE ArnaudDUCHESNE AntoineGUARNIERI JacopoKONOVALOVAS IgnatasLE GAC OlivierSARREAU MarcSINKELDAM RamonKÜNG Stefan Lotto-Soudal KEUKELEIRE JensBENOOT TiesjDEWULF StanFRISON FrederikMAES NikolasNAESEN LawrenceVAN GOETHEM Brian Mitchelton-Scott TRENTIN MatteoAFFINI EdoardoBAUER JackHEPBURN MichaelMEZGEC LukaSCOTSON CallumSTANNARD Robert Movistar TeamROELANDTS JürgenARCAS JorgeBENNATI DanieleCASTRILLO JaimeERVITI ImanolSEPÚLVEDA EduardoSÜTTERLIN Jasha Dimension Data BOASSON HAGEN EdvaldBAK Lars YttingEISEL BernhardJANSE VAN RENSBURG ReinardtTHOMSON Jay RobertTILLER RasmusVERMOTE Julien Katusha – Alpecin POLITT NilsDEBUSSCHERE JensBIERMANS JentheHALLER MarcoHOLLENSTEIN RetoKUZNETSOV VyacheslavWÜRTZ SCHMIDT Mads Team Sky MOSCON GianniROWE LukeDOULL OwainKNEES ChristianLAWLESS ChrisSTANNARD IanVAN BAARLE Dylan Team SunwebARNDT NikiasBOL CeesCURVERS RoyKÄMNA LennardKRAGH ANDERSEN Asbjørn PEDERSEN CasperWALSCHEID Max Trek – SegafredoDEGENKOLB JohnDE KORT KoenKIRSCH AlexMULLEN RyanPEDERSEN MadsSTUYVEN JasperTHEUNS Edward Fotografia: site da organização, P. Ballet, BrakeThrough-Media. Por: Luís Beltrão ### Novidades - A Lazer lança novos capacetes de Montanha A Lazer lança novos capacetes da gama de montanha, que representam uma clara rotura com o anterior estilo Lazer em capacetes de "off-road", existe uma clara uma mudança no estilo, imagem e no espírito da marca neste segmento. Os capacetes de montanha IMPALA e COYOTE da Lazer são os primeiros da uma nova geração de capacetes de montanha. LIFESTYLE IMAGE Estes dois novos capacetes de montanha foram desenhados para os vários tipos de pedalada dos utilizadores da bicicleta de montanha, desde o que dá "voltinha" rápida nos trilhos perto de casa, aos que passam o fim de semana pelos trilhos, passando pelos que fazem provas de Enduro ou até mesmo os que fazem umas experiências mais arriscadas no BikePark. Lazer COYOTE Uma das características que se destaca de imediato no novo capacete Coyote da Lazer é sem dúvida a sua enorme viseira, que protege da intensa luz solar e dos galhos mais baixos. A cor contrastante da base da carcaça foi introduzida para conseguir um acabamento diferenciado de alta qualidade adicionando ainda protecção contra desgaste e rasgos. Para garantir a máxima tranquilidade e segurança a carcaça foi ligeiramente expandida até a à zona das têmporas com protecção de impactos "EPS", mantendo sempre o seu baixo perfil. De acordo com a marca, todo o capacete é bastante confortável muito graças à utilização do sistema "Turnfit Plus" que permite um rápido ajuste horizontal e vertical de 360º. Se o utilizador desejar, o sistema pode ser combinado com uma luz traseira LED para melhor a segurança. Vinte e uma entradas de ar foram estrategicamente colocadas para optimizar a rápida circulação de ar, para garantir máxima frescura ao utilizador. Aparentemente, parece ser um um capacete versátil e leve, adaptado para Trail e Enduro. Especificações do COYOTE: 21 entradas de ar Viseira fixa e comprida Parte traseira expandida para maior protecçãoSistema ajuste Turnfit® Plus com luz LED opcionalAcabamento distinto de elevada qualidadeTamanhos: S / M / LPeso: 320g PVP: 79,95 EURDisponibilidade no mercado : Final de Abril 2019 Lazer IMPALA É um capacete "premium off-road" que reúne muita da tecnologia do Coyote e mais alguma, como o suporte para câmara de filmar já incluído. Também no Impala a carcaça foi ligeiramente expandida até a à zona da têmporas com protecção de impactos "EPS" e sistema "MIPS", mantendo contudo um baixo perfil. O suporte para a câmara de filmar já vem incluído com o capacete. Também o Impala tem uma enorme viseira com regulação pata protecção contra os raios solares ou os galhos mais baixos que se cruzam no caminho. WHITE Oferece ainda um espaço especifico para colocar os óculos de Enduro sem escorregar. LIFESTYLE IMAGE Também é dotado do sistema "Turnfit Plus" que permite uma regulação rápida horizontal e vertical de 360º para um encaixe perfeito. Especificações do Impala: 22 entradas de arSistema protecção MIPSViseira com regulaçãoSuporte para a câmara de filmarParte traseira expandida para maior protecçãoSistema ajuste Turnfit® Plus com luz LED opcionalAcabamento distinto de elevada qualidadeTamanhos: S / M / LPeso: 295gPVP: 139,95 EURDisponibilidade no mercado : Final de Abril 2019 ### Novidades - Nova Specialized Roubaix A dureza do pavé do Paris-Roubaix sempre foi a base do desenvolvimento da Roubaix. A Specialized dá a conhecer o novo modelo da mítica bicicleta em vésperas da prova que lhe dá o nome, a Roubaix. Uma das particularidades deste modelo da Specialized é que já cruzou a meta do velódromo de Roubaix em primeiro, pilotada por vários ciclistas diferentes, desde Tom Boonen, Fabian Cancellara, passando por Niki Terpstra e mais recentemente Peter Sagan. Que tem o novo quadro? De acordo com informação da marca, é mais leve, é mais rápido e mais aero. Esteticamente notam-se as formas de tubos inspiradas na Venge, validadas no "Win Tunnel", a marca afirma que a nova Roubaix é tão aero quanto a Tarmac SL6. O seu desenho "Rider-First Engineered™" garante uma óptima rigidez e complacência em todos os tamanhos, bem como um quadro que fica abaixo dos 900 gramas. O novo Future Shock 2.0 oferece 20mm de benefício axial através de um amortecedor hidráulico que te suspende, e não a bicicleta. Este novo sistema usa uma via de óleo que controla em simultâneo a compressão e o recuo do amortecimento. Um botão giratório de fácil acesso, posicionado por cima do avanço, permite-te ajustar em movimento o amortecimento. (Vê o vídeo). https://youtu.be/ADoAxa7JLN0 O espigão pavé O espigão também foi alvo de especial atenção e desenvolvimento por parte da Specialized. O novo espigão de selim Pavé é o primeiro espigão complacente que é aerodinâmico. Começando com o mesmo desenho em forma de D que se pode ver na Tarmac, a Specialized construiu flexibilidade através do espigão e desenvolveu um novo desenho de grampo rebaixado no quadro. Isto oferece um benefício traseiro perfeitamente equilibrado com a dianteira, para que se obtenha uma volta suave e equilibrada independentemente do que aconteça. Depois de muitos anos a defender a ideologia de que as bicicletas de homem e mulher devem ser diferentes, irá a Specialized mudar de paradigma? No desenvolvimento desta nova Roubaix a marca defende que deve haver uma bicicleta para todos os ciclistas, independentemente do seu género. A explicação: " Melhorar a experiência dos ciclistas foi sempre o objetivo do nosso departamento de Investigação e Desenvolvimento. Mas durante anos, as suposições chegavam aos vazios que existiam na ciência. No entanto, graças aos dados obtidos através da Retül, esses dias foram deixados para trás. Usando dados de mais de 7700 ajustes biomecânicos do Retül Fit e mais de 25000 sessões Match, podemos dizer que não existem diferenças perceptíveis na posição em cima da bicicleta entre um homem e uma mulher. Por essa razão, chegamos à conclusão de que não há benefícios de desempenho no desenho de bicicletas por género, e é por isso que a Roubaix foi projectada para ser uma bicicleta unissexo, o que beneficia o desempenho de todos os ciclistas, independentemente de serem homens ou mulheres. Specialized De qualquer forma, noutros modelos (por exemplo a Tarmac, a Ruby ou a Épic) a marca continua a ter modelos específicos para mulher disponíveis. Mais leve, mais rápida e mais Aero? Se tivermos a oportunidade de testar alguma, iremos dizer-te se se notam todas estas diferenças quando a temos debaixo de nós. Vídeo promocional da marca. https://www.youtube.com/watch?v=RrBVKGRI97k Mais informações sobre o modelo aqui no site da Specialized. ### XCO - 2.ª prova da Taça de Portugal - Marrazes Num circuito difícil e pesado, tendo em conta as condições atmosféricas, na categoria de Elites triunfaram Mário Costa (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) e Rocio García (BH Templo Cafés UCC). Mário Costa terminou isolado mas com uma vantagem curta sobre David Rosa, que foi o adversário que lhe deu mais luta nesta corrida. O espanhol Pablo Rodríguez (Primaflor Mondraker Rotor) fechou o pódio, a 1m24s do vencedor. O triunfo em Marrazes colocou Mário Costa na primeira posição da Taça de Portugal.  Na corrida de Elites femininos a espanhola Rocio García (BH Templo Cafés UCC) dominou a prova terminando isolada e com uma larga vantagem sobre as suas adversárias. Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), sub-23 de primeiro ano, foi a segunda classificada, a 2m07s e a estoniana Maaris Meier (Maiatos) foi a terceira, a 4m02s da vencedora. Resumo da prova em vídeo aqui. Classificações completas aqui. ### Tour de Flanders - Alberto Bettiol dá surpresa. No segundo monumento do ano, o jovem italiano de 25 anos Alberto Bettiol, (que já tinha deixado boas indicações na E3 BinckBank Classic) conseguiu a sua primeira vitória como profissional e logo no Tour de Flanders. Alberto Bettiol - Team Education First A 18 km's do fim, Bettiol atacou na subida "Oude Kwaremont" e abriu um espaço de 20 segundos para o grupo de ciclistas perseguidor, onde venham todos os "tubarões", como Kristoff, Avermaet, van der Poel, van Aert, Bob Jungels e companhia. Quando alguns pensavam que podia ceder, Bettiol manteve essa pequena diferença na ultima das 17 subidas, o Paterberg a pouco mais de 13 km do final. Alberto Bettiol - Team Education First Como acontece muitas vezes nas clássicas, no grupo perseguidor não houve entendimento ara a perseguição e o jovem italiano conseguiu a sua primeira vitória como profissional numa das mais prestigiadas provas do ciclismo a nível mundial. Em segundo finalizou Asgreen (Deceuninck Quick-Step). Kasper Asgreen - Deceunink Quick-Step Alexander Kristoff (UAE Team Emirates) sprintou no grupo dos favoritos e conseguiu o terceiro posto do pódio. Alexander Kristoff (UAE Team Emirates) cruza a meta em terceiro depois de sprintar. Resumo da corrida em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=t_3-uI8xkjk Classificações completas aqui. Por: Luís Beltrão ### Conversa com Nelson Oliveira, onde fala das clássicas Flanders e Roubaix. (Vídeo). Nelson Oliveira. No próximo domingo será o segundo monumento do ano, o Tour de Flanders, e uma semana depois outro monumento, o Paris - Roubaix. Em Outubro do ano passado tivemos a oportunidade de conversar um pouco com Nelson Oliveira, onde entre outras coisas, nos falou de algumas curiosidades das clássicas de Flanders e Paris-Roubaix. Com estas clássicas à porta, retomamos essa parte da conversa para que saibas alguns pormenores interessantes sobre estes dois monumentos do ciclismo. https://youtu.be/WUysLgQJPOY Na passada Quarta-feira, Nelson Oliveira esteve em bom plano na clássica "Dwars door Vlaanderen" (através de Flanders), torcemos para que faça um bom Tour de Flanders e que este ano, seja o ano sem azares no Paris-Roubaix. Nelson Oliveira na “Dwars door Vlaanderen”, umas das 6 clássicas da primavera na zona de Flanders - Bélgica. Para mais vídeos, subscreve o nosso canal YouTube. Por: Luís Beltrão ### Clássica "Dwars door Vlaanderen" - A primeira vitória World Tour de Mathieu Van der Poel. A "Dwars door Vlaanderen" é uma das 6 clássicas da primavera na zona de Flanders (Bélgica). Esta edição terminou com a primeira vitória no escalão World Tour do fenómeno Mathieu van der Poel (Campeão do Mundo de Ciclocrosse, que também disputa a taça do mundo de bicicleta de Montanha e corridas de estrada deste nível). Mathieu van der Poel venceu com superioridade. Como poderás ver no vídeo, mais um apontamento importante para nós portugueses é que Nelson Oliveira esteve na fuga que seguia em primeiro e quando estava na frente isolado, um furo afastou-o da disputa da corrida. Boas indicações de Nelson Oliveira para o Tour de Flandres que decorre no próximo domingo. Vídeo resumo da prova. https://www.youtube.com/watch?v=oPkze2ECKKI O TOP10 da prova: 1- Mathieu van der Poel (Ned) Corendon-Circus 2-Anthony Turgis (Fra) Direct Energie 3- Bob Jungels (Lux) Deceuninck-QuickStep 4- Lukas Pöstlberger (Aut) Bora-Hansgrohe 5- Tiesj Benoot (Bel) Lotto Soudal 6- Luke Rowe (GBr) Team Sky 7- Danny van Poppel (Ned) Team Jumbo-Visma 8- Yves Lampaert (Bel) Deceuninck-QuickStep 9- Christophe Laporte (Fra) Cofidis, Solutions Credits 10- Heinrich Haussler (Aus) Bahrain-Merida Por: Luís Beltrão ### Vídeo com descrição dos acessórios PRO Bike Gear que vamos testar. Entre bicicleta e ciclista existem 3 pontos de contacto, o guiador, o selim e os pedais. Assim, é necessário uma especial atenção aos acessórios destas zonas. Vamos testar o material que mostramos e descrevemos neste vídeo e posteriormente daremos o feed-back do mesmo. Para já, podes conhecer um pouco do Selim "PRO Falcon CRMO", das fitas de guiador "Race Confort Silicone", e da grade de bidom "Side Cage Alloy". Entre outros aspectos sabias por exemplo que, o selim PRO tem garantia de satisfação? Depois da compra tens 30 dias para o usares, no caso de não te sentires confortável com o mesmo, devolvem-te o dinheiro. https://www.youtube.com/watch?v=uIPHU_sS2L8 Por: Luís Beltrão ### Novos Michelin E-Wild - Específicos para E-bikes de montanha A Michelin coloca no mercado este mês de Abril a nova gama E-Wild, desenvolvida para satisfazer as necessidades específicas dos utilizadores de E-Bikes de montanha. Como é de conhecimento comum, as bicicletas eléctricas têm algumas especificidades que podem alterar a pedalada normal, bem como as necessidades dos ciclistas no momento de escolher os pneus para este tipo de bicicletas. Com o peso extra e a potencia extra gerada pelos motores, são necessários pneus mais resistentes e a Michelin, como marca de referência no mundo dos pneus desenvolveu assim uma gama especial para estas bicicletas. Sabendo à partida que o pneu traseiro deve estar preparado para absorver mais impactos, E-Wild traseiro é mais resistente que o dianteiro. O desenvolvimento foi inspirado nos pneus de competição para DH, com o objectivo de maximizar a resistência e a tracção, graças à sua capacidade de rolar com baixas pressões. Por outro lado, o pneu dianteiro foi desenvolvido baseado na gama de enduro, para combinar a robustez necessária com uma excelente tracção quando utilizados em íngremes encostas. De acordo com a marca, a combinação dos pneus MICHELIN E-Wild dianteiro e traseiro contribui para minimizar a quantidade de energia para rolar, melhorando a eficiência e reduzindo assim o esforço da bateria da bicicleta, o que permite uma melhor autonomia em cada carga. O desenho do piso melhora também o peso dos novos pneus para bicicletas eléctricas de montanha, quando comparados com dimensões equivalentes em pneus convencionais. Além de todo o trabalho realizado na carcaça deste pneus, os engenheiros da Michelin prestaram especial atenção aos compostos utilizados. Desta forma, a última geração da já conhecida tecnologia E-GumX favorece a transmissão de potência desde os pedais ao terreno através da roda traseira, ao mesmo tempo melhora a durabilidade dos tacos e da estrutura do pneu. Os pneus MICHELIN E-Wild ficam disponíveis a partir de Abril nos agentes oficiais disponíveis em Portugal nas seguintes dimensões : 27.5 x 2.60 e 27.5 x 2.80. O P.V.P. recomendado será de €49,00 na medida 27.5 x 2.60 e de €51,00 na medida 27.5 x 2.80. ### Froome partilha treino "animalesco" no Strava. Antes de rumar à Colômbia para realizar o Tour da Colômbia que começa no próximo dia 12 de Fevereiro, Chris Froome encontra-se na sua terra natal a realizar a pré-época. O Ciclista britânico não costuma partilhar os seus treinos na aplicação Strava com regularidade, mas uma vez por outra partilha alguns treinos e etapas, embora com alguma informação reservada. A curiosidade aqui não é o facto de Chris Froome ter partilhado um treino, senão o treino em si, que foi "ANIMALESCO". Vê e deixa a tua opinião. A velocidade média foi de 34,5 km/h. ### Santos Tour Down Under - Rúben Guerreiro em destaque. Após a etapa 4 o jovem português encontra-se no TOP10 da classificação geral. Rúben Guerreiro está a deixar excelentes indicações neste princípio de época na sua nova equipa, a Katusha Alpecin. Com 4 etapas decorridas no Santos Tour Down Under, a decorrer na Austrália, Rúben Guerreiro tem finalizado as etapas ombro a ombro com os melhores do mundo, tendo terminado a Etapa 3 no sétimo posto, e a etapa 4 no quarto posto. A duas etapas do fim da corrida, Rúben Guerreiro encontra-se no oitavo posto da classificação geral. Fica com o resumo da etapa 4 e vê o desempenho do português. https://www.youtube.com/watch?time_continue=218&v=2WpELJtJS0o Por: Luís Beltrão ### Algumas fotos das bicicletas de 2019 da Mitchelton Scott. Conseguimos algumas fotos das bicicletas da Mitchelton Scott em Portugal. A equipa encontra-se por solo nacional em pré-época e conseguimos ver as bicicletas de Simon Yates, vencedor da última edição da Volta a Espanha, assim como da veterana ciclista holandesa Annemiek Van Vleuten. Scott Addict de Simon Yates, vencedor da Volta a Espanha 2018. Alguns pormenores da bicicleta de Simon Yates: Tal como na época passada, usa o grupo Shimano Dura-Ace Di2 completo, inclusive as rodas, com a diferença de que este ano tem também travões de disco, pelo menos na bicicleta de treino. Outro pormenor interessante na sua bicicleta de treino é o facto de utilizar Luz traseira diurna, para maior segurança na estrada. (Podes ver o nosso artigo sobre luzes diurnas aqui). Scott Plasma da ciclista holandesa Annemiek Van Vleuten. A equipa Australiana anda por Portugal (nestas fotos em Mértola) com o ciclismo masculino e feminino a preparar a época de 2019. Por: Luís Beltrão. Fotografia: Jorge Branco. ### Calendário World Tour - marca as provas que queres seguir. A acção já começou, o pelotão World Tour já está na estrada, gostas mais de clássicas? Grandes voltas? Provas de 1 semana? Anota as datas das tuas provas preferidas. Janeiro Santos Tour Down Under: 15 a 20 de Janeiro. Cadel Evans Great Ocean Race: 27 de Janeiro. Fevereiro UAE Tour: 24 de Fevereiro a 2 de Março. Março Strade Bianche 2018. Strade Bianche: 9 de Março. Paris-Nice: 10 a 17 de Março. Tirreno-Adriático: 13 a 19 de Março. Milán-San Remo: 23 de Março. Três Dias de Bruges – De Panne: 27 de Março. E3 Harelbeke Classic: 29 de Março. Volta à Catalunha: 25 a 31 de Março. Abril Tour de Flandres. Flandres Gante-Wevelgem: 31 de Março. Através de Flandres: 3 de Abril. Tour de Flandres: 7 de Abril. Volta ao País Vasco: 8 a 13 de Abril. París-Roubaix: 14 de Abril. Paris - Roubaix. Volta à Turquia: 16 a 21 de Abril. ARDENAS Fleche Wallonne, muro de Huy em 2014 Amstel Gold Race: 21 de Abril. Fleche Wallonne: 24 de Abril. Liege - Bastogne - Liege: 28 de Abril. Maio Giro de Itália. Eschborn-Frankfurt: 1 de Maio. Tour da Romandía: 30 de Abril a 5 Maio. Giro de Itália: 11 de Maio a 2 Junho. Tour da Califórnia: 12 a 18 Maio. Junho Criterium du Dauphiné: 9 a 16 de Junho. Volta à Suíça: 15 a 23 Junho. Julho Tour de França: 6 a 28 Julho. Agosto Clássica de San Sebastián: 3 de Agosto. Volta à Polónia: 3 a 9 de Agosto. Ride London-Surrey Classic: 4 de Agosto. Eneco Tour: 12 a 18 Agosto. Vuelta a Espanha: 24 de Agosto a 15 de Setembro. EuroEyes Cyclassics Hamburgo: 25 de Agosto. Setembro Bretagne Classic - Ouest France: 1 de Setembro. Grande Prémio Ciclista do Quebeque: 13 de Setembro. Grande Prémio Ciclista de Montreal: 15 de Setembro. Outubro Il Lombardia: 12 de Outubro. Tour do Guangxi: 17 a 22 de Outubro. ### As 12 velocidades invadem o World Tour Equipas como a Movistar, UAE team Emirates, Astana, Katusha-Alpecin e TREK-Segafredo usam no Tour Down Under grupos de 12 velocidades. Tanto o campeão do mundo Alejandro Valverde como outros dos seus colegas de equipa irão utilizar em 2019 o novo grupo electrónico de 12 velocidades da Campagnolo, sobre o qual escrevemos aqui quando este apareceu em Abril de 2018. Por sua vez, tanto a equipa Katusha-Alpecin como a equipa TREK - Segafredo estão a utilizar o novo SRAM Red e-tap de 12 velocidades. TREK Madone equipa TREK-Segafredo. Canyon Aeroad da Equipa Katusha - Alpecin. Parece que, mais vale aguardar um pouco antes de pensar adquirir nova bicicleta de estrada. Já não é só a questão dos discos. Por: Luís Beltrão ### Equipamento - Mini Ferramenta portátil Knog FANG Uma ferramenta gentil com os teus equipamentos , mas robusta e infalível nas tarefas que necessita executar, tudo graças a utilização de materiais inovadores. Para o desenvolvimento desta inovadora ferramenta de 18 funções, foram utilizados compósitos avançados, mais leves que o titânio e mais resistentes que metal fundido. Os desmonta-pneus reforçados têm um desenho ergonómico e são magnetizados para um ajuste e arrumação na perfeição no kit. Composição: Abre-garrafas (caricas) Lâmina para abertura de caixas 2 Desmontas com íman Chave de bocas ( 5/ 8/ 10/ 11/ 13/ 14mm) Chave de caixa de elevado torque Chave Hexagonal ( 4/5/6 mm) e Phillips Cadeado elástico flexível Já disponível no mercado.PVP: € 35,00 ### Campeonatos Nacionais de Ciclocrosse Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano) e Ana Santos (UC Vila do Conde) são os novos campeões nacionais de ciclocrosse, na categoria de elite, depois de se imporem, hoje, em Marrazes, Leiria.  Os novos Campeões Nacionais de Cicloccrosse, época 2019. Menos explosivo do que os adversários, maioritariamente oriundos do BTT, o profissional de estrada Márcio Barbosa fez uma prova em crescendo, de trás para a frente. Este desempenho, na linha do que lhe é habitual, garantiu ao natural de Paços de Ferreira a conquista do Campeonato Nacional.  Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano) Márcio Barbosa cortou a meta isolado, relegando Mário Costa (UC Vila do Conde) para o segundo posto, a 14 segundos. O terceiro classificado, a 23 segundos, foi Roberto Ferreira (BTT Seia).  Pódio da categoria de Elite masculinos. A corrida feminina de elite foi palco da tomada de poder pela juventude. Ana Santos, júnior de primeiro ano, arriscou inscrever-se na prova da categoria superior e demonstrou que a opção foi consciente. A vila-condense impôs-se em solitário, deixando a rival mais direta, a sub-23 de primeiro ano Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), a 1m21s. A campeã do ano passado, Sandra dos Santos (CC Pèrigueux/Drodogne), gastou mais 1m38s do que a vencedora, tendo de contentar-se com o terceiro lugar.  O comandante da geral masculina de elite da Taça, Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos), optou por competir em sub-23 no Campeonato Nacional. O estatuto da Taça de nada lhe valeu, pois o mais forte foi Bruno Silva (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), que conquistou o Campeonato Nacional, deixando Salgueiro no lugar imediato, a 16 segundos. O terceiro, a 1m51s, foi João Rocha (Rodabike/ACRG/Gondomar). A prova de sub-23 feminina contou só com uma concorrente, Rafaela Ramalho (Maiatos).  Nas camadas jovens, os títulos nacionais foram conseguidos pelo júnior Diogo Neves (BTT Loulé/Elevis) e pelos cadetes João Cruz (UC Vila do Conde) e Sara Ferreira (Maiatos).  Nas categorias de veteranos o destaque recaiu nos masters 30 Michel Machado (Vasconha BTT Vouzela) e Nádia Mendes (Transfor), nos masters 40 Afonso Ferreira e Flávia Vieira (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão). Em master 50 António Sousa e no master 60 João Pinto (Boavista/Servigás/DuoBike/NAST).  Classificações completas aqui. O calendário nacional de ciclocrosse encerra no próximo domingo, em Melgaço, com a quinta e última prova da Taça de Portugal. Será a oportunidade para os campeões estrearem as novas camisolas.  Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo ### "O caso Froome fez estragos no panorama do ciclismo." - Patrick Lefevere Patrick Lefevere, director da equipa Deceuninck-Quick Step diz que é difícil arranjar patrocinadores por causa dos casos de doping. O director belga reconheceu que os escândalos relacionados com o doping nos últimos anos, como o de Lance Armostrong, Bradley Wiggins, ou mais recentemente com Christopher Froome complicaram a tarefa de atrair patrocínios para a modalidade. "O facto de ter alcansado 73 vitórias numa temporada não é garantia para encontrar patrocinador. O Doping continua a ser um obstáculo. O caso Froome fez estragos. Foi conduzido com falta de honestidade por parte dos meios de comunicação e da União Ciclista Internacional (UCI)", Declarou Lefevere numa entrevista à "Radio Télévision Belge Francophone" (RTBF) Lefevere comentou que, por cada vez que fazia uma apresentação para tentar atrair novos patrocinadores a pergunta que lhe faziam era sempre a mesma, "Que confusão é essa da história de Froome?" "Ter que responder a essas perguntas foi um desafio para mim...""Espero que o director da Sky Dave Brailsford venha a encontrar menos problemas do que eu para salvar a sua equipa..." Chris Froome na Vuelta 2017 Recorde-se que após ter tido um controle positivo por salbutamol ("broncodilatador" permitido até uma certa dosagem), o ciclista britânico teve luz verde para realizar o Giro e Tour, este ultimo já após a UCI ter aceite a decisão da Agência Mundial Antidoping (AMA), de acordo com a qual a amostra não era considerada positivo, mas que resultava de um uso permitido desse medicamento. O director da Quick-Step acrescentou que essa história junta-se a outras anteriores como a de Wiggins, acusado pelo comité britânico de usar fármacos para potenciar o seu rendimento, e ainda à mais longínqua mas não esquecida história de Lance Armstrong. Lance Armostrong em 2003 no Tour de França "As pessoas não esqueceram as histórias ligadas a Armstrong" "Os escândalos do doping e a retirada de um patrocinador como o que dá nome a uma equipa grande como a Sky danificam o ciclismo em geral...""Todos pensam que fiquei feliz com a situação do patrocínio da Sky se retirar no final de 2019, mas pelo contrário. Não é bom para o ciclismo. Se no mundo do futebol, o Madrid ou Paris Saint Germain acabarem isso não é bom para o mundo do futebol." Patrick Lefevere Fonte: RTBF ### Teste - Canyon Inflite CF SL 8.0 Race - Pura performance Lançada em 2017, com um design diferente do tradicional, a Canyon Inflite rapidamente se afirmou como uma bicicleta de referência no Ciclocrosse e nós quisemos saber porquê. (Vídeo do teste no final do artigo) Quer se goste da marca ou não, numa coisa todos têm que dar a mão à palmatória, a Canyon não tem receio de arriscar quando se trata de colocar em prática as ideias em que acredita, mesmo que estas sejam um pouco diferentes do habitual. A Inflite é um exemplo disso. Haver uma bicicleta desenhada de raiz para o ciclocrosse não foi novidade, mas desenhar e fabricar uma bicicleta que levou essa linha de pensamento ao extremo foi. O quadro  Foi desenhado especificamente para facilitar a colocação ao ombro e agarrar mais facilmente nas zonas de barreiras e areia. As escoras e triângulo traseiro foram pensados para acumular o mínimo de lama possível. Um ângulo de direcção de 72,5º para poder atacar melhor as zonas técnicas dos circuitos (ideia transportada do BTT). E ainda um guiador específico, mais largo e com avanço curto também para ultrapassar melhor as dificuldades técnicas do terreno. Estas foram as bases de desenvolvimento do conceito de construção da Inflite: NO resultado final foi este design: A estética pode não ser consensual, mas após testarmos, podemos garantir que é muito funcional. Explicamos os principais aspectos do quadro neste vídeo. *Ainda estamos a afinar a captação de som :) https://www.youtube.com/watch?v=QxymMkHjiJA&t Os engenheiros da Canyon construíram uma "máquina" orientada para a performance pura , quando pedalas nesta bicicleta é como se estivesses num carro de "rally" que "te está sempre a pedir" para pisar no acelerador. No terreno O que vos podemos dizer é que, embora nós comuns mortais não tenhamos a capacidade de Mathieu van der Poel para acelerar nesta puro sangue de ciclocrosse, a bicicleta oferece muita adrenalina na mesma, em cada descida, curva ou subida. Por outro lado, a manobrabilidade e funcionalidade anunciadas pela marca confirmam-se. No ciclocrosse estes são factores importantes e embora não tenhamos ido para um circuito da especialidade testámos a bicicleta em sectores que normalmente constituem os circuitos desta modalidade. Mesmo não estando habituados a encarar escadas ou barreiras, estes foram movimentos que efectuámos com alguma naturalidade, é verdade que a bicicleta se coloca muito facilmente ao ombro. Mesmo sem experiência, facilmente colocas a Canyon Inflite no ombro quando é necessário. Nas descidas, vais agradecer o ângulo de 72,5º, assim como os manípulos SRAM force, pois por muita trepidação que exista no guiador, não permitem que a mão escorregue e saia do sítio. O ângulo ajuda em secções mais inclinadas e velocidades mais altas ao estabilizar a bicicleta. A parte superior dos manípulos é mais subida para a mão não escorregar nas descidas. Transmissão e travagem Relativamente à transmissão SRAM Force, apesar de gostarmos do sistema "double-tap" achámos o seletor de velocidades mais firme que gostaríamos, sendo necessária mais força do que o habitual nas transmissões concorrentes da atualidade para as trocas de mudança. A sensibilidade também nos pareceu abaixo do esperado. Os travões de disco SRAM Force foram testados em lama, areia, dias de chuva e dias secos. Não temos nada a apontar, cumpriram bem com a sua função. O formato dos pousa mãos, pode não ser esteticamente o mais consensual, mas é extremamente prático quando estamos a utilizar a bicicleta, principalmente em descidas de terreno acidentado, não deixando a mão escorregar ou sequer sair do sítio. Rodas Um dos pontos de destaque desta bicicleta são as rodas "Reynolds AR 41 C" que lhe conferem uma rigidez e performance acima de outros modelos. As rodas são "tubeless ready", e a Canyon envia as válvulas tubeless com a bicicleta. Assim, podes (e deves) desde logo fazer a alteração para Tubeless, visto que com camara de ar o desempenho deste tipo de bicicletas no seu terreno não é o melhor, ao não permitir utilizar pressões de pneu tão baixas como seria desejável para obter as melhores prestações.  Relativamente aos pneus "Schwalbe x-one 33mm.", apesar de não comprometerem muito o desempenho da bicicleta, achámos que não estiveram à altura do conjunto, seja na tracção ou aderência em curva. Como pontos positivos, destacamos ainda outros detalhes como o guia de corrente para evitar que esta salte em zonas de irregularidades, e o pedaleiro "Quarq ready", pronto para colocar uma aranha "Quarq" com potenciómetro. Estes detalhes conferem à Inflite CF SL 8.0 Race mais valias para quem quer competir e treinar de forma mais séria. Pedaleiro "Quarq Ready" A minha opinião A qualidade de construção e acabamentos desta Canyon é excelente, ao nível (por vezes mesmo acima) de marcas de referência, e o conceito do quadro focado em proporcionar prestações é uma grande mais-valia para quem quiser levar a sério o ciclocrosse. Se a isto aliarmos os factores chave desta bicicleta, como as rodas de carbono Reynolds, o pedaleiro "Quarq ready", guiador e avanço integrado em carbono, é difícil ficarmos indiferentes pois pelo preço de €2.999,00 tens à tua frente a bicicleta de ciclocrosse funcional, leve e rígida Dificilmente encontras bicicleta com um quadro e equipamento equivalente, puramente desenvolvida para ciclocross nesta gama de preços. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=l6ZQi2WKqxY Podes encontrar a gama Inflite completa, assim como as medidas e geometria do quadro desta bicicleta no site da CANYON. Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 4.ª etapa da taça de Portugal de Ciclocrosse - Quinta do Conde. A uma prova do final da Taça, ainda há três corredores com possibilidades matemáticas de conquistar o troféu.  Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano) e Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) ganharam hoje a quarta etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse, disputada na Quinta do Conde, Sesimbra. Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés) e Isabel Caetano continuam no topo da geral de elite.  A corrida masculina de elite foi palco de uma exibição consistente de Márcio Barbosa, que se manteve na frente da corrida da primeira à última volta, comemorando o triunfo em solitário. O segundo classificado, a 19 segundos, foi Roberto Ferreira (BTT Seia), seguindo-se, a 1m18s, Bruno Silva (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão).  Assim está o topo da classificação geral de Elites masculinos: Miguel Salgueiro continua na frente, com 178 pontos. O segundo é Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), com 140, e o terceiro é Roberto Ferreira, com 135.  A sub-23 Raquel Queirós dominou a prova de elite feminina, cortando a meta isolada, com 1m22s de vantagem sobre a campeã nacional, Sandra dos Santos (CC Périgueux Dordogne), e com 2m07s à melhor sobre Marta Branco (Maiatos), segunda e terceira, respectivamente.  A vitória de Raquel Queirós acabou por “defender” o primeiro lugar da ausente Isabel Caetano na geral, pois impediu uma maior aproximação de Sandra dos Santos. Isabel Caetano encima a tabela, com 150 pontos, mais 15 do que Marta Branco. Seguem-se Raquel Queirós e Sandra dos Santos, ambas com 100 pontos. As quatro ciclistas ainda podem sonhar com a conquista da Taça de Portugal.  Ana Santos (UC Vila do Conde) foi a única corredora a competir na categoria sub-23 feminina, assegurando a vitória na geral. Tiago Sousa (UC Vila do Conde) impôs-se em juniores, passando para o comando da geral.  Tomás Sacramento (Maiatos) reforçou a primazia em cadetes com a vitória deste domingo. Na mesma categoria, mas no setor feminino, há duas ciclistas com razões para sorrir, Leonor Moreira (BTT Matosinhos), por ganhar na Quinta do Conde, e Mariana Líbano (Maiatos), por manter-se no lugar mais alto da geral.  O melhor master 30 em Rebordosa foi Michel Machado (Vasconha BTT Vouzela), mas Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar), quinto na prova de hoje, segue na dianteira. A espanhola Isabel Borrero (Ciclismo Superprestigio) dominou em master 30 femininas, mas Andreia Freitas (BTT Loulé/Elevis) já garantiu a conquista do troféu. segurou a primazia na Taça. Hugo Moreira impôs-se em masters 40 e subiu ao topo da geral nesta categoria. António Sousa venceu a corrida de master 50 e passou a partilhar o primeiro lugar na Taça com António Moreira.  O Campeonato Nacional é a próxima corrida portuguesa de ciclocrosse, estando marcada para o próximo domingo, em Marrazes, Leiria. No domingo seguinte, em Melgaço, disputa-se a quinta e última prova da Taça de Portugal.  Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. Fotografia: Federação Portguesa de Ciclismo ### A equipa Sunweb utilizará capacetes Lazer Além de mudança na marca de bicicletas, a equipa fez parceria com a Lazer Helmets. A Lazer vai fornecer a equipa Sunweb com os seus mais recentes desenvolvimentos; tais como o ultra-leve Lazer Z1, o aerodinâmico Lazer Bullet com o seu ajuste de ventilação e o capacete de baixo atrito para contra-relógio Lazer Victor. Mike Smink, Director comercial da Lazer Sport:" Estamos realmente orgulhosos de podermos assegurar a performance, e segurança de todos os ciclistas da Sunweb, Além de que o feedback desta equipa vai ajudar-nos a avançar com mais confiança no futuro, a alcançar maiores desenvolvimentos na performance, segurança e conforto para todos os ciclistas." Iwan Spekenbrink, CEO da Equipa Sunweb:"Com esta recente parceria com a Lazer, os nossos especialistas e a Lazer vamos trabalhar mais próximos para dar-mos um novo passo em desenvolvimentos de aerodinâmica, controlo de temperatura e segurança. Os primeiros testes no túnel de vento parecem ser muito promissores, Estamos por isso muito confiantes que esta cooperação com a Lazer vai suportar as nossas ambições para os anos que se seguem. Iwan Spekenbrink Acerca da Lazer Lazer é a mais antiga empresa de capacetes. Tendo iniciado com o fabrico de protecções de cabeça em pele para os duros ciclistas belgas que corriam com bicicletas de aço nas estradas empedradas das vilas. A Lazer desenha capacetes e óculos na sua terra natal, Bélgica e trabalha os mercados globalmente. Ao longo dos anos a Lazer tem feito equipa com alguns dos melhores campeões que o mundo viu para criar alguns dos produtos mais progressivos que foram usados. Em Portugal a distribuição da marca é assegurada pela Sociedade Comercial do Vouga: www.scvouga.pt ### Equipa Katusha Alpecin utilizará mais bicicletas com travão de disco. A Katusha afirma a sua posição na vanguarda da tecnologia no pelotão ao aumentar a presença dos travões de disco em 2019. Os 24 ciclistas da equipa estiveram a treinar em Maiorca  para preparar a nova temporada e ali testaram e afinaram os travões de disco SRAM montados nas novas Ultimate CF SLX e Aeroad CF SLX. Durante os 3 últimos anos os travões de disco têm estado cada vez mais presentes no pelotão World Tour, e em 2019 a tendência continua. Nathan Haas, sprinter da equipa agradece a mudança para este sistema: "É muito simples: tudo é mais seguro. No meio do pelotão, em descida, e principalmente porque em competição permitem travar mais tarde e de forma mais responsável. Não tenho motivos para usar o outro sistema em vez de este. A Canyon e a Katusha iniciam a sua oitava temporada de parceria e durante esses anos Andreas Walzer foi a ligação entre os engenheiros  da Canyon e os mecânicos e ciclistas da equipa Katusha Alpecin. "Damos sempre atenção ao que nos dizem, e esse é o segredo de estarmos há tantos anos juntos. Em 2019 a maior parte dos ciclistas irão usar bicicleta com travão de disco em todas as competições." "A equipa Katusha partilha da nossa visão, que é a tecnologia primeiro." Andreas Walzer. Nós tivemos a oportunidade este ano de estar junto à Canyon CF SLX  Aeroad Disc da equipa Katusha Alpecin e fizemos este vídeo para ti. https://www.youtube.com/watch?v=rniBM9SGUks&t ### Froome e Thomas para o Tour, jovem Egan Bernal para o Giro. Os britânicos Chris Froome e Geraint Thomas vão preparar a época em função da Volta a França, da qual são os últimos dois vencedores, enquanto o colombiano Egan Bernal será a aposta da Sky para a Volta a Itália. "Foi uma decisão difícil saber exactamente o que fazer em 2019, em que grandes voltas me concentrar, sobretudo depois de ter vencido o Giro no ano passado. Mas, para 2019, o meu objectivo prioritário será a Volta a França", afirmou Froome, de 33 anos, citado esta terça-feira pela equipa Sky. Terceiro em 2018, Froome vai assim procurar a sua quinta vitória no Tour a partir de 6 de Julho, para igualar os recordistas Jacques Anquetil, Eddie Merckx, Bernard Hinault e Miguel Induraín. "Tenho recordações incríveis do ano assado, mas penso que, sendo a Volta a França o objectivo principal, é provavelmente melhor que faça uma paragem no Giro de 2019", acrescentou o britânico. "O principal objectivo para mim será regressar à Volta a França tentar alcançar o melhor resultado possível. Se não tivesse ganhado em 2018, talvez pensasse num programa Giro/Vuelta, mas, depois de vitória no Tour, vou ter o dorsal número um e seria triste não voltar a 100%", disse o galês, de 32 anos. Egan Bernal, de 21 anos, vai tentar o sue primeiro triunfo na Volta a Itália, que começa a 11 de maio, em Bolonha. "Vivi em Itália durante três anos, por isso tenho lá muitos amigos. Conheço as estradas, gosto muito do Giro e vejo-me a fazer uma boa corrida", afirmou. Bernal vai iniciar a temporada no seu país, na Volta à Colômbia, ao lado de Froome. Fonte: Lusa ### Ciclocrosse - 6.ª ronda do Telenet Superprestige - Diegen Prova disputada em Diegen, Bélgica, já durante a noite com Mathieu va der Poel a estender a sua vantagem na geral do troféu Superprestige. Vídeo da partida do Ciclocrosse em Diegem. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/443991089466073/ Queda aparatosa nas barreiras de Tim Berlier, que não acabou a corrida. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/767678953589289/ Mathieu van der Poel a cruzar a meta em primeiro, seguido de Michael Vanthourenhout e Toon Aerts. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/1119642474875507/ A classificação geral do Telenet Superprestige ficou desta forma após a corrida.   Por: Luís Beltrão   ### Os 20 acontecimentos mais marcantes no ciclismo em 2018. Fazemos uma pequena revisão do ano de 2018, e destacamos os acontecimentos que para nós foram os mais marcantes no ciclismo nacional e internacional. O ano passado por esta altura não poderíamos fazer um artigo deste género pois só podíamos recuar 4 meses de 2017, visto que nascemos em Agosto desse ano. Os 20 acontecimentos mais marcantes de 2018: Wout van Aert Campeão do Mundo de Ciclocrosse Depois de uma época avassaladora (à semelhança do que está a acontecer este ano) por parte de Mathieu van der Poel, ao contrário de todas as previsões Wout Van Aert sagra-se campeão do mundo de ciclocrosse pela terceira vez consecutiva. O nosso artigo aqui. Nikki Terpstra vence Tour de Flanders Uma super Quick-Step apresentou-se fortíssima como sempre, com vários ciclistas a poderem atacar e vencer, como Zdenek Stybar, Philippe Gilbert ou Niki Terpstra, sendo este último a vencer uma das clássicas mais importantes do ano. Nosso artigo aqui. Peter Sagan vence Paris-Roubaix O na altura campeão do mundo, desfez a super Quick-Step e arrancou para a vitória da clássica das clássicas a 50 km's do fim, vencendo esta prova pela primeira vez na sua carreira. Nosso artigo aqui. Michael Goolaerts morre durante Paris-Roubaix Foi o acontecimento mais triste no pelotão internacional em 2018, o ciclista da "Verandas Willems-Crelan" sofreu uma uma paragem cardíaca durante Paris-Roubaix 2018. Foi levado de helicóptero para um hospital em Lille, onde viria a falecer horas depois. Tiesj Benoot, vence "Strade Bianche" aos 24 anos Tiesj Benoot vence a clássica "Strade Bianche" num dia épico com chuva, frio e barro, onde Wout Van Aert acabou no limite das suas forças mas foi a revelação da prova terminando em 3ro. Nosso artigo aqui. As imagens valem por si. https://www.youtube.com/watch?v=6qHcmFu0bj8 Froome vence Giro de Itália numa etapa/fuga "à antiga" Após vários dias com a camisola rosa no corpo, Simon Yates perdeu mais de 38 minutos na etapa 19 do Giro d'Italia 2018, o sonho de conquistar o título morrera  nas encostas do Colle delle Finestre. Froome teve altos e baixos nas primeiras semanas, mas na terceira semana atacou numa etapa a 80 km's do fim e saltou para a liderança da classificação geral até ao final da prova. Para recordar. https://www.youtube.com/watch?v=-_3P7Scv1Gw José Gonçalves 14.º posto no Giro Foi sem dúvida um Giro de Itália que deu prazer acompanhar para todos os portugueses, pois José Gonçalves esteve sempre a grande nível, terminando mesmo a prova num esplêndido 14.º lugar Este resultado do português só foi superado pelo 9.º lugar de Zacarin no Tour, nas 3 grandes voltas. Nosso artigo aqui. Geraint Thomas vence Tour de France Após uma queda nas etapas iniciais de Christopher Froome (líder da Sky), onde o mesmo perdeu algum tempo, Geraint Thomas ficou o ciclista melhor colocado da equipa. Apesar de Froome não estar assim tão longe, Thomas apresentou-se sempre consistente e muito forte, vencendo a mítica etapa do Alphe Duez e acabando por vencer o Tour 2018 ao contrário do esperado no início desta corrida. Simon Yates vence a Vuelta Depois de ter visto o Giro escapar-lhe na terceira semana, Simon Yates voltou a a surgir muito forte na Vuelta e apesar da dúvida sobre a sua consistência se manter até à terceira semana de prova, o britânico conseguiu mesmo a sua primeira vitória numa grande volta. Nosso artigo aqui. Luís Leão Pinto de classe no Cape Epic 2018 O atleta português que fez dupla com o espanhol Francesc Guerra, fez-nos vibrar mais do que o habitual no Cape Epic, tendo conseguido um esplêndido 4.º posto na classificação geral e pódio em mais do que uma etapa. Obrigado Leão! Nosso artigo aqui. Rui Costa TOP 10 no Campeonato do Mundo, Valverde sagra-se Campeão do Mundo Os campeonatos do mundo de estrada de 2018 aconteceu um virar de página, pois a camisola do arco-iris foi para um ciclista diferente daquele que dominava nos últimos 3 anos (Peter Sagan). Aos 38 anos Alejandro Valverde sagrou-se Campeão do Mundo, numa prova onde o português Rui Costa terminou num espectacular TOP 10, tendo em conta a concorrência de elevado nível. Nosso artigo aqui. Schurter faz a "dobradinha" de novo e entra no Olimpo À semelhança do ano anterior, Nino Schurter voltou a dominar a Taça do Mundo de XCO. Apesar ver surgir alguns atletas que lhe dificultaram algumas corridas, como o italiano Gerhard Kerschbaumer, o mais regular e mais forte acabou por ser novamente o Suíço, que à taça juntou mais um campeonato do mundo. Nosso artigo aqui. Avancini Campeão do Mundo XCM Com outros nomes fortes e candidatos nesta especialidade, o brasileiro Henrique Avancini sagrou-se Campeão do Mundo, dando uma pequena surpresa, não pela falta de capacidade pois fez uma taça do mundo de XCO muito regular, mas por esta não ser a sua especialidade. Nosso artigo aqui. Tiago Ferreira vence Volcat, Andaluzia bike race, Portugal tour, e termina 2do. no Brasil ride. O atleta português ex-campeão do mundo e da Europa continuou a provar porque é que é uma das referências do BTT a nível mundial, na vertente cross-country maratona (XCM). Venceu a VOLCAT pela 5ta. vez, a Andaluzia Bike Race pela 3ra. vez, o Portugal Tour e ainda discutiu o Brasil Ride até ao final com Avancini e Fumic, finalizando  no segundo lugar do pódio. Francisco Pardal sagra-se Campeão da Europa de Downhill Campeonatos da Europa organizados em Portugal na Lousã e trazerem os melhores até ao nosso país. Mal eles sabiam que o título de Campeão da Europa de Elite masculino iria também ele ficar cá por Portugal. Francisco Pardal fez uma descida foguete numa pista completamente encharcada e conseguiu o primeiro título de Campeão da Europa de Downhill para Portugal. Nosso artigo aqui. Ricardo Marinheiro campeão nacional de Elites em XCO Depois de uma época bem disputada na taça de Portugal com Mário Costa (vencedor da taça de Portugal), Ricardo Marinheiro conseguiu o tão desejado título de campeão nacional de elite em cross-country olímpico. Nosso artigo aqui. Ivo Oliveira sagrou-se Vice-Campeão do mundo de perseguição individual na pista. A medalha foi de prata, mas a página de ouro na história do ciclismo português. Ivo Oliveira sagrou-se vice-campeão do Mundo de perseguição individual, conquistando, em Apeldoorn, Holanda, a primeira medalha do ciclismo de pista luso em mundiais de elite. Raúl Alarcón venceu a volta a 79.ª Portugal em bicicleta. Raúl Alarcon e a equipa da W52 Fc Porto demonstraram durante toda a volta a Portugal ser os mais consistentes e mais fortes, demonstrando estar um nível acima de todas as outros. Nosso artigo aqui. Nelson Oliveira faz 4.º lugar no campeonato do mundo de contra relógio Depois de deixar óptimas indicações na Vuelta 2018, Nelson Oliveira conseguiu mais um resultado histórico e de prestígio para o ciclismo português. Foi o melhor resultado de sempre de um corredor luso nesta competição, superando o sétimo posto que o mesmo Nelson Oliveira alcançara em Ponferrada, em 2014. Nosso artigo aqui. Nós sonhamos contigo Nelson, o título mundial é difícil mas não impossível. Equipa Portuguesa W52 Fc. Porto sobe ao escalão Profissional Continental Após algum impasse e notícias contraditórias de que não seria possível esta este projecto dar o salto um salto de escalão, a confirmação chegou e já é uma realidade, para o agrado de todos os portugueses que gostam de ciclismo. Portugal tem uma equipa no 2.º escalão do ciclismo mundial, algo que não acontecia desde 2007. Nosso artigo aqui. E foi assim 2018. Como podes ver, seja estrada, seja cross-country, seja ciclocrosse, seja downhill, se nos acompanhares estás por dentro do ciclismo em geral. Um grande obrigado a todos os que nos seguem, vocês são a razão do nosso trabalho. Quando pedalamos numa bicicleta seja ela qual for, tenhamos nós 20, 30 ou 60 anos, o tempo volta para trás, e voltamos a ser crianças! Sejam crianças para sempre! UM FELIZ 2019 A TODOS, e boas pedaladas!   A equipa do MARRETAMAN aqui.       ### Teste - Knog Plus, iluminação versátil. Nos dias pequenos da temporada Outono/Inverno tornam-se mais frequentes as saídas nocturnas para a prática de exercício físico. A marca australiana Knog propõe-nos a "Plus", uma pequena e versátil forma de te manteres visível. A Knog Plus está disponível em duas versões, dianteira e traseira, com fluxos luminosos de 40 e 20 lumens respectivamente encaixando-se no segmento de iluminação para ser visto ideal para percursos nocturnos urbanos. Testámos a luz traseira que conta com 5 modos que variam entre luz contínua e 4 padrões intermitentes. No modo continuo a duração da bateria fica-se pelas 2 horas mas com os modos intermitentes pode chegar às 40 horas. A pequena e esguia barra de leds pode ser colocada alinhada numa escora, tubo de selim ou guiador (no caso da luz dianteira) de forma discreta e de fácil montagem, é fornecida com duas correias de borracha de diferentes dimensões que se adaptam aos vários pontos de fixação. Aquilo que difere a Knog Plus é o facto de se poder separar a luz do encaixe e graças a um clipe a usarmos fora da bicicleta, no bolso das calças, nas meias, na gola da camisola ou até na coleira do cão para quem gosta de correr com o seu melhor amigo. Utilização versátil que vai além da bicicleta, ideal também para quem pratica corrida. Em relação ao teste gostámos da simplicidade de utilização, mas não aconselhamos a deixar o suporte na bicicleta sem a luz pois em percursos mais irregulares movimenta-se acabando por deixar marcas de desgaste na mesma. Tem uma excelente qualidade de construção e o fluxo luminoso, apesar de apenas 20 lumens, é excelente para utilização urbana. Os modos intermitentes fazem esquecer o modo contínuo não só por chamarem mais à atenção como pela poupança de bateria. Pela módica quantia de €19.90 tens uma luz de boa qualidade, recarregável por "USB", bastante versátil e fácil de utilizar. Para mais informações podes visitar o site da Knog.   Por: Jorge Branco ### Ciclocrosse - 7.ª ronda da Taça do Mundo - Heusden-Zolder (com vídeo). Prova disputada na Bélgica, com nova vitória de Mathieu van der Poel, e a participação do ex-campeão do mundo Zdenek Stybar. A taça do mundo de ciclocrosse pode estar a ficar aborrecida do ponto de vista competitivo, tendo em conta a superioridade de Mathieu van der Poel, mas do ponto de vista da espectacularidade da modalidade continua apelativa. Fica com o vídeo resumo da prova onde van der Poel se impôs mais uma vez, ficando Wout Van Aert em segundo e o holandês Joris Nieuwenhuis em terceiro. https://www.youtube.com/watch?v=NJc9kc3zA-o O líder da taça do mundo, Toon Aerts finalizou no quarto posto e mantém a liderança na geral. Podes ver as classificações em baixo. Zdenek Stybar, ciclista World Tour da equipa Quick-Step e ex-campeão do mundo de ciclocrosse ( 2010, 2011 e 2014 ), marcou presença na corrida e não passou do 21.º lugar, ficando a 2 min's. e 47 seg's. do vencedor. Classificações completas aqui.   Por: Luís Beltrão ### Ciclocrosse - 6ª. ronda da taça do mundo - Namur, Bélgica (vídeo). Na pista de terreno lamacento em Namur, Bélgica, havia alguma expectativa acerca do desfecho da corrida. Entre as temporadas de 2017 e 2018, Mathieu van der Poel leva umas incríveis 32 vitórias no ciclocrosse. Uma das corridas que não tinha vencido o ano passado era precisamente em Namur, e daí a expectativa. Mas o holandês fez questão de acabar rápido com essa expectativa, à segunda volta lá foi ele ao seu estilo numa das zonas mais difíceis do circuito, distanciou-se de Tonn Aerts (que liderava a corrida) e já ninguém lhe deu caça. O momento em que Mathieu van der Poel ataca Toon Aerts. Podes ver o resumo da corrida neste vídeo. https://www.facebook.com/UCIcyclocross/videos/510886566074245/ Em segundo, novamente ficou Wout Van Aert e terceiro Toon Aerts que mantém ainda a sua camisola de líder da taça do mundo de ciclocrosse. Podes ver as classificações completas aqui. Se gostas de ciclocrosse, podes encontrar mais artigos relacionados no nosso separador "Ciclocrosse" na página principal do site.   Por: Luís Beltrão ### Ciclista indignado apela à manifestação dos ciclistas por um 2019 melhor. Só nós ciclistas sabemos o que sofremos, inspirem-se e manifestem-se por um 2019 melhor para todos os que andam de bicicleta. A equipa do MARRETAMAN.PT deseja um feliz Natal e bom ano 2019 a todos os ciclistas. ;) https://www.youtube.com/watch?v=EnH8i22N_oc&feature=youtu.be   Por: Luís Beltrão ### Equipas de topo na Volta ao Algarve de 2019. Estarão presentes as formações vencedoras dos rankings mundial, europeu e português de 2018. Amaro Antunes vai regressar, mas "melhor equipado". A 45.ª edição da Volta ao Algarve vai trazer às estradas do sul de Portugal, entre 20 e 24 de Fevereiro, muitas das melhores equipas e das maiores estrelas do ciclismo internacional. À semelhança dos anos anteriores, as formações de topo reconhecem que a corrida portuguesa, de classe 2.HC, a mais elevada do circuito Europe Tour, é essencial para lançar uma época de sucesso desportivo. A Volta ao Algarve contará com dez a doze equipas do WorldTour, o patamar máximo da modalidade. Uma dessas equipas será a mais vitoriosa de 2018 e vencedora do ranking mundial por equipas, a formação belga Deceuninck-Quick Step. Do WorldTour estão também confirmadas as presenças da Bora-hansgrohe, da CCC Team, com o português Amaro Antunes, Team Dimension Data, Team Katusha Alpecin, com José Gonçalves e Rúben Guerreiro, e Team Sunweb. Os conjuntos mais fortes do Europe Tour também marcam presença, destacando-se os belgas da Wanty-Groupe Gobert, equipa número um do ranking europeu, e os franceses da Cofidis, Solutions Crédits, número dois da mesma tabela. A espanhola Caja Rural-Seguros RGA, do campeão nacional de fundo e contra relógio, Domingos Gonçalves, irá também participar. Aos colectivos internacionais vão juntar-se as nove equipas profissionais portuguesas. À continental profissional W52-FC Porto vão juntar-se as continentais Aviludo-Louletano, Efapel, LA Alumínios-LA Sport, Miranda-Mortágua, Rádio Popular-Boavista, Sporting-Tavira (vencedora do ranking nacional 2018), UD Oliveirense e Vito-Feirense-PNB. O pelotão não está fechado mas a organização da volta ao Algarve informa que divulgará a lista final dentro de duas semanas. Etapas 20 de Fevereiro – 1.ª Etapa: Portimão – Lagos, 199,1 km 21 de Fevereiro – 2.ª Etapa: Almodôvar – Fóia, 187,4 km 22 de Fevereiro – 3.ª Etapa: Lagoa – Lagoa, 20,3 km (CRI) 23 de Fevereiro – 4.ª Etapa: Albufeira – Tavira, 198,3 km 24 de Fevereiro – 5.ª Etapa: Faro – Malhão, 173,5 km Últimos Vencedores da Volta ao Algarve 2018 – Michal Kwiatkowski (Team Sky) 2017 – Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo) 2016 – Geraint Thomas (Team Sky) 2015 – Geraint Thomas (Team Sky) 2014 – Michal Kwiatkowski (Omega Pharma-QuickStep) 2013 – Tony Martin (Omega Pharma-QuickStep) 2012 – Richie Porte (Sky) 2011 – Tony Martin (HTC-Highroad) 2010 – Alberto Contador (Astana) 2009 – Alberto Contador (Astana) FONTE: Organização da Volta ao Algarve. ### Novos equipamentos e cores para 2019 no pelotão internacional. Algumas equipas mudam de patrocinador, outras simplesmente a cor, e outras mantém o padrão de 2018. À medida que o novo ano e temporada se aproximam, as equipas mais mediáticas do pelotão internacional vão apresentando os novos equipamentos para a temporada de 2019. Uma antes de outras foram apresentando as suas novas cores e patrocínios, e nós esperámos até que muitas o fizessem para te mostrar como vai ser "o arco iris" do pelotão no próximo ano. A Sky foi das primerias equipas a desvendar a nova imagem, que por sua vez será a ultima com esse nome, visto que o patrocínio vai retirar-se do ciclismo. O equipamento "de despedida" da Sky. A TREK-Segafredo foi também das primeiras a revelar o seu novo equipamento, que mantém o vermelho como cor predominante mas de forma diferente. A antiga BMC foi comprada pela equipa CCC que subiu ao escalão World Tour, com o português Amaro Antunes a ser um dos ciclistas desta nova equipa, que também conta com Greg Van Avermaet. É assim que o nosso Amaro Antunes vai "meter em sentido" o World Tour. A equipa belga Lotto-Soudal mantém as cores e patrocínios mas com um equipamento renovado. Thomas de Gendt, um dos homens com mais quilómetros de fuga no World Tour. A outra Lotto (Lotto-Jumbo em 2018), passou a denominar-se Jumbo-Visma por alteração de patrocínio e é este oequipamento. A Jumbo Visma, já com Wout Van Aert e Tony Martin equipados a rigor. A Bahrain Merida também mantém as cores, mas mudou ligeiramente a imagem e tem novo patrocinador, que é a McLaren (que figura discretamente de lado na manga). A Quick-Step, passa a denominar-se Deceuninck-Quick-Step, mantém a cor tradicional da equipa, com o novo patrocínio a em destaque no jersey. Outra equipa que mudou completamente as cores e imagem para 2019 foi a Sunweb. Do preto e branco de 2018, a sua imagem para 2019 é muito mais vistosa. A marca de bicicletas também mudou, deixando de ser Giant, passando a ser Cervélo. A Ag2r la Mondiale mantém as cores e base do seu equipamento. A marca de bicicletas desta equipa também mudou, deixando de ser FACTOR, passando a ser Eddy Mercx. A equipa do nosso campeão do mundo Rui Costa, a UAE Team Emirates também adoptou uma imagem mais "clean", mantendo a base da temporada 2018. A Katusha, equipa de Rúben Guerreiro e José Gonçalves mudou a cor do jersey e manteve a cor do calção. A Movistar, equipa do novo Campeão do Mundo Valverde, tinha renovado este ano a imagem e mantém para o próximo ano. A Astana mantém a base da temporada passada. A equipa de Peter Sagan, a Bora-Hansgrohe também mantém as cores e design da ultima temporada. A equipa francesa Groupana FDJ mantém-se igual também. A Michelton Scott também mantém a base, com pequenas alterações. A equipa Pro Continental Caja Rural seguros RGA, também revelou novos equipamentos. Assim, quando vires as primeiras corridas da época de 2019 já não vais andar "perdido no pelotão" sem saber identificar as equipas.   Por: Luís Beltrão       ### Notícias - Os "Reis do ciclocrosse" vão atacar as clássicas de 2019. Dois dos ciclistas que dominam o ciclocrosse mundial, Mathieu van der Poel e Wout Van Aert irão participar em algumas clássicas de 2019. Depois da UCI ter concedido a licença Pro Continental à sua equipa (Corendon Circus), a "Flanders Classics", organizadora de algumas das clássicas do pavé mais emblemáticas, já anunciou que Mathieu van der Poel irá marcar presença em 2019. Assim, o fenómeno holandês participará na Gante-Wevelgem (31 Maço), Dwars Flanders (3 de Abril), Tour de Flanders (7 de Abril) e Fleche de Brabantse (17 de Abril). Além destas (que são organizadas pela "Flanders Classics", e equipa Corendon Circus anunciou ainda que Van der Poel irá participar na Amstel Gold Race (21 de Abril). Mathieu van der Poel, com 23 anos, actual campeão de estrada da Holanda, actual campeão da Europa (e dominador na taça do mundo e troféu superprestige) de ciclocrosse, e estrela da taça do mundo de XCO irá medir forças com as estrelas do World Tour no próximo ano. Em relação à outra estrela do Ciclocrosse, Wout Van Aert, a sua carreira fora do ciclocrosse esteve num impasse, pelo facto da sua rescisão com a equipa Veranda Willems-Crelan não ter acontecido por mutuo acordo e a equipa lhe ter dificultado assinatura de novo contrato. Em 2018 o actual campeão do mundo de ciclocrosse Wout Van Aert fez algumas clássicas como a "Strade Bianche" onde fez pódio, ou o "Paris-Roubaix". Para 2019 já é oficial que o jovem ciclista belga assinou pela equipa Jumbo-Visma (Lotto Jumbo em 2018), já treina com a equipa, embora só possa competir oficialmente com a equipa a partir de Março, quando termine a temporada de ciclocrosse.   Tendo em conta o desempenho do ciclista em 2018 e a sua qualidade, certamente estará nos planos da equipa para as clássicas de 2019. A incógnita é se tanto um como outro estarão presentes no Paris-Roubaix, caso isto aconteça vão animar a clássica das clássicas certamente.   Por: Luís Beltrão     ### Apresentação da Vuelta 2019 - Montanha e pela primeira vez, "sterrato". Foi ontem feita a apresentação do percurso da Vuelta 2019, e se a montanha não é novidade na prova espanhola, a introdução de um sector de terra numa etapa sim. Miguel Angél López, Simon Yates e Enric Mas (o pódio de 2018), marcaram presença na apresentação do percurso de 2019. O "sterrato" é uma imagem de marca do Giro, depois de no ano de 2005 se ter feito o "Colle delle Finestre", uma ascensão em terreno sem asfalto. Alberto Contador no Giro 2015. Noutras grandes voltas e provas de estrada já se têm feito alguns sectores do género desde então (inclusive na Volta a Portugal), mas na Vuelta nunca tal aconteceu. Os organizadores da Vuelta já sabem que a sua imagem de marca é a montanha,  em 2019 será uma prova mais uma vez marcada pelas chegadas em alto (que serão 8 no total). O sector de terra batida surge na etapa 9 (que terá 96 km's. no total) realizada no principado de Andorra, numa subida de 4 quilómetros onde os ciclistas terão que lidar com a especificidade deste tipo de terreno. Além disto haverá 6 etapas favoráveis à chegada em pelotão e um contra-relógio individual de 36 km's. (etapa 10).   Por: Luís Beltrão     ### Simon Yates vai tentar de novo o Giro de Itália em 2019. Depois de em 2018 ter liderado vários dias a prova italiana, o britânico mantém a ambição de vencer o Giro. Simon Yates (Mitchelton-Scott), vencedor da Volta a Espanha em bicicleta, anunciou esta segunda-feira que vai disputar a edição de 2019 da Volta a Itália, depois de ter vencido três etapas na 'corsa rosa', que liderou durante 13 dias.   "Tenho muita vontade de voltar ao Giro no próximo ano. Guardo muitas recordações desta corrida, mas também um sabor amargo. Por isso, quero voltar para tentar terminar o trabalho", referiu o corredor da Mitchelton-Scott. Yates terminou o Giro na 21.ª posição, a 1:15.11 horas do também britânico Chris Froome (Sky), que lhe arrebatou a liderança na 19.ª e antepenúltima etapa, após uma queda do corredor da Mitchelton-Scott. Em outubro, viria a conquistar a Vuelta, com 1.46 minutos de vantagem sobre o espanhol Enric Mas (Quick-Step Floors).   Fonte: Lusa ### Ciclocrosse - 3.ª etapa da taça de Portugal em Rebordosa. Disputou-se em Rebordosa, Paredes, a terceira etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse. A corrida de elite masculina permitiu a Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés) reforçar o estatuto de comandante da classificação geral da Taça. Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés). O corredor multifacetado – além de ciclocrosse, vai acumulando currículo na estrada, no BTT e na pista – cortou a meta isolado, deixando o adversário mais próximo, Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano-Uli), a 20 segundos. Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano-Uli). O terceiro, a 34 segundos, foi Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão). Na geral, Salgueiro tem 40 pontos de vantagem sobre Santos. Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão). No setor feminino, Sandra dos Santos chegou, viu e venceu. Na primeira corrida da época em Portugal, a lusodescendente que, na próxima época competirá por uma equipa feminina UCI de estrada, quebrou o domínio de Isabel Caetano. Sandra dos Santos triunfou em solitário, seguida por Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), a 43 segundos, e por Isabel Caetano, a 1m49s. Na geral, Isabel Caetano mantém-se na dianteira, mercê das vitórias nas etapas anteriores da Taça. Dispõe de 45 pontos de vantagem sobre Marta Branco (Maiatos/Reabnorte). O calendário nacional de ciclocrosse continua no dia 6 de janeiro, na Quinta do Conde, Sesimbra, local escolhido para a quarta etapa da Taça de Portugal. Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo. ### Ciclocrosse - 5.ª etapa do Telenet Superprestige - Areia e neve em Zonhoven. Não importa o tipo de terreno, o clima ou o tipo de circuito, o "holandês voador" continua invencível no Superprestige. Decorreu em Zonhoven (Bélgica) a 5.ª prova do troféu Telenet Superprestige, num circuito caracterizado pela lama, neve e areia. Como podes ver, apesar do frio o público comparece em grande número. Vídeo da partida. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/1138278729683830/ Ainda na primeira volta, com cerca de 4 min's. decorridos, Mathieu van der Poel impôs aquele ritmo infernal e abriu um espaço para os restantes, como podes ver no vídeo a seguir. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/612197545890411/ O circuito era marcado por zonas muito técnicas de areia, que causaram algumas dificuldades. Apesar de profissionais e experientes alguns atletas tiveram algumas dificuldades nestas zonas, porque passam "a voar", por vezes literalmente. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/379380226141777/ O campeão do mundo Wout Van Aert e o líder da taça do mundo Toon Aerts discutiram entre si o segundo lugar do pódio, tendo o campeão do mundo levado a melhor sobre o seu compatriota, que ficou assim no lugar mais baixo do pódio. Alheio a esta luta, Mathieu van der Poel acabou mais uma corrida isolado, conseguindo assim a sua quinta vitória em 5 corridas do Telenet Superprestige. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/386094668827158/ Ficou assim o pódio final de elites masculinos. 1- Mathieu van der Poel; 2 - Wout Van Aert; 3 - Toon Aerts. Classificações completas aqui.   Luís Beltrão   ### McLaren é o novo patrocínio da equipa Bahrain Merida. O McLaren Group, famoso pelo seu trabalho e experiência na história do automobilismo, é o novo patrocinador da equipa Bahrain Merida. Na apresentação da equipa para 2019, a equipa liderada por Vincenzo Nibali anunciou o novo e importante patrocinador. O McLaren Group detém agora 50% do patrocínio da equipa, formando uma sociedade que irá abranger 3 áreas de desenvolvimento da equipa Bahrain Merida. Serão estas áreas a colaboração técnica, alto rendimento humano e serviços comerciais e de marketing. O envolvimento da McLaren no ciclismo, através da McLaren Applied Technologies, não é novidade no ciclismo visto que a marca colaborou durante anos com uma marca de bicicletas americana, no desenvolvimento de bicicletas da marca. Não seria de estranhar que num futuro próximo, surgissem modelos da Merida (marca de bicicletas da equipa Bahrain) feitas em parceria com a McLaren. Nesta apresentação da equipa, "o tubarão" Vincenzo Nibali anunciou que os seus objectivos para 2019 são fazer Giro de Itália e Tour de França.   Luís Beltrão         ### Após 10 anos, Sky retira o patrocínio do ciclismo no final de 2019. O canal televisivo anunciou que deixará de patrocinar a equipa de Dave Brailsford no final de 2019. Num comunicado a equipa Sky anunciou que a próxima temporada será a ultima em que vai competir com a actual denominação, que tem desde a sua origem em 2010. É o fim da equipa? Não, porque a estrutura da equipa de "Sir" Dave Brailsford mantém-se e procurará novo patrocinador durante a época de 2019 para que a equipa continue a existir em 2020, mas como outro nome. O porquê desta decisão não se sabe ao certo, mas poderá estar ligada ao facto do canal Sky ter mudado de dono, após um grupo ter comprado 39% das acções. Assim, apesar de ser a equipa mais dominadora do ciclismo mundial com um total de 322 vitórias, da quais 25 são foram em corridas de 1 dia, 52 foram etapas de grandes voltas, bem como 8 classificações gerais de grandes voltas entre Giro, Tour e Vuelta, irá perder o seu patrocinador. Dave Brailsford terá em 2019 um trabalho extra, que é arranjar novo patrocinador para manter a estrutura da equipa no futuro. Este cenário deixa muitas questões no ar, como qual o orçamento que um novo patrocinador estará disposto a investir no ciclismo? Será o suficiente para manter uma super equipa com vários ciclistas de alto nível? Poderá este cenário vir a mudar o panorama dos últimos anos nas grandes voltas, principalmente no Tour? Este será o ultimo equipamento que iremos conhecer da equipa SKY. Uma das hipóteses é o "Chinese Global Cycling Project" que pela mão do seu CEO Tim Kay tenta criar uma equipa para entrar no escalão World Tour em 2020, mas com a saída da Sky pode haver uma junção de forças com o grupo de "Sir" Dave Brailsford. Garantido está o apoio da Pinarello. O fabricante e fornecedor de bicicletas garante ainda um patrocínio de quatro milhões de euros anuais, equivalente a um décimo do orçamento actual da equipa (que são 40 milhões de euros) Luís Beltrão           ### Equipa "W52 FC Porto" será equipa "Pro Continental" em 2019. A União Ciclista Internacional (UCI) confirmou esta terça-feira que a "W52-FC Porto" vai competir em 2019 com o estatuto de equipa continental profissional "Pro Continental". "A Volta a Portugal é o nosso principal objectivo a nível nacional. Vamos tentar manter a equipa focada nessa meta. E tentar conseguir outros objetivos a nível internacional", disse o director desportivo Nuno Ribeiro. A UCI confirmou recentemente a lista de equipas "World Tour" e "Pro Continental" para o ano de 2019. Algumas equipas vão mudar o nome para o novo ano, e além da W52 há outras novas equipas no escalão Pro Continental. Escalão World Tour Por exemplo, a "Quick-Step Floors" mudará de nome de acordo com o novo patrocinador, a equipa passará a ser "Deceuninck-Quick-Step" no próximo ano. Na "BMC Racing" já há muito se sabia das grandes mudanças, passando a ser "CCC cycling team" e na qual irão figurar nomes como Amaro Antunes (que já estava na equipa polaca CCC) e Greg Van Avermaet (que fazia parte da BMC). A equipa holandesa "LottoNL-Jumbo" também irá alterar o nome após a introdução de um novo patrocinador, tornando-se na "Team Jumbo-Visma". Estas são as grandes mudanças para o próximo ano na lista de 18 equipas do escalão máximo do ciclismo, o "World Tour". Escalão "Pro Continental" No escalão abaixo do "World Tour", o Pro Continental, a "Fortuneo-Samsic" (nova equipa de André Greipel), terá o nome de "Arkea - Samsic" reflectindo também a mudança de patrocínio. Neste escalão existem duas alterações de realce, a primeira é o facto de entrar a equipa portuguesa W52 FC Porto. A segunda a entrada da equipa "Corendon-Circus", onde corre a super estrela do Ciclocrosse e BTT Mathieu van der Poel. Com a equipa belga num nível continental haverá a possibilidade desta participar em algumas clássicas e todos desfrutarem do desempenho deste ciclista também na estrada. Outra novidade é a equipa dinamarquesa "Riwal Readynez Cycling Team". A UCI também concedeu uma nova licença para a equipa espanhola Burgos-BH, que será suspensa no início da próxima temporada depois de alguns casos de doping. Lista de equipas World Tour para 2019 AG2R La Mondiale – França Astana Pro Team – Cazaquistão Bahrain-Merida – Bahrain Bora-Hansgrohe – Alemanha CCC Team Deceuninck – Quick-Step – Bélgica Dimension Data – África do Sul EF Education First-Drapac Cannondale – Estados Unidos da América Groupama-FDJ – França Lotto-Soudal – Bélgica Mitchelton-Scott – Austrália Movistar – Espanha Team Katusha-Alpecin – Rússia Team Jumbo-Visma – Holanda Team Sky – Reino Unido Team Sunweb – Alemanha Trek-Segafredo – Estados Unidos da América UAE Team Emirates – Emirados Árabes Unidos   UCI Pro Continental teams 2019 Androni-Giocattoli-Sidermec – Itália Bardiani-CSF – Itália Caja Rural – Seguros RGA - Espanha Cofidis – França Direct Energie – França Euskadi Basque Country-Murias – Espanha Gazprom-Rusvelo – Rússia Hagens Berman Axeon – Estados Unidos da América Manzana Postobon – Colômbia Nippo-Vini Fantini-Faizane – Itália Rally UHC Cycling – Estados Unidos da América Riwal Readynez Cycling Team – Dinamarca Sport Vlaanderen- Baloise – Bélgica Team Arkea-Samsic – França Team Novo Nordisk – Estados Unidos da América Tharcor (Wilier Triestina-Selle Italia 2018) – Itália Vital Concept-B&B Hotels – França Wallonie Bruxelles – Bélgica Burgos-BH – Espanha Corendon-Circus – Bélgica Delko Marseille Provence – França Israel Cycling Academy – Israel Roomot-Charles – Holanda W52 / FC Porto – Portugal Wanty-Gobert Cycling Team – Bélgica   Luís Beltrão   ### Nutrição - O que come e bebe um ciclista profissional? De tudo. Laurens Ten Dam é ciclista de estrada profissional e compete a nível internacional há mais de 18 anos. Laurens Tan Dam e Tom Dumoulin. Depois de representar a LottoNL-Jumbo e a Sunweb, aos 38 anos o holandês irá fazer parte das fileiras da CCC em 2019, sendo um dos companheiros de Amaro Antunes. Um ciclista que corre ao nível World Tour com plano de treino e de nutrição especifico é alguém a quem se pode dar atenção no que respeita a estes temas, nunca esquecendo a exigência e calorias gastas por estes profissionais durante a época. Conhecedor de café, amante de panquecas e bacon, Ten Dam segue o lema: "vive devagar, anda rápido". “Depois dos treinos é necessário divertir-nos, ir à praia, fazer uma boa refeição e relaxar. Isto é o que realmente tem funcionado para mim, aproveitando as coisas simples da vida ", diz ele. O ciclista holandês partilhou a sua visão sobre nutrição explicando como mantém o equilíbrio na sua dieta. Escolha comida fresca e local "Não há nada que eu não coma, mas tento concentrar-me em alimentos de boa qualidade versus embalados e processados. Tento comer muita fruta fresca, legumes e carne, adoro comprá-los em mercados de agricultores. Também adoro pão, mas compro de uma padaria local, em vez de nas grandes superfícies." Encontrar fontes locais menores é muito importante para mim. Sem restrições "O que tem estendido a minha carreira por alguns anos foi, depois de alguns acidentes ruins, ter decidido mudar a minha família para a Califórnia por um ano, e lá, fui capaz de redescobrir porque adoro andar de bicicleta. Para cada treino difícil, recuperar (de forma feliz) era igualmente importante. Aprendi a apreciar as pequenas coisas, como um churrasco ou um café perfeito. Ainda bebo cerveja e gosto de vinho, mas bebo com moderação - um copo de vez em quando. Também adoro panquecas e bacon ao pequeno almoço. Não como todos os dias, mas quando estou com disposição para isso, não me nego. Apenas tento fazer versões caseiras e saudáveis ​​quando possível." Sem café não "Quando tomo café, quero que seja um café mesmo bom. As manhãs começam com um café da minha máquina de café expresso em casa, e tento fazer um  cappuccino perfeito para a minha esposa." Batidos "Gosto de fazer batidos ricos em nutrientes com spirulina. Eu misturo cubos de spirulina congelados com bananas congeladas, morangos congelados e um pouco de leite com todos os aminoácidos essenciais, antioxidantes, potássio e ferro que são necessários para os treinos." ### 2.ª geração do Rolo Tacx NEO smart. O rolo de gama alta da Tacx está renovado e com alguns melhoramentos. O Tacx NEO 2 Smart é um dos rolos "smart trainer" topo de gama de referência. Preciso e realista mas agora renovado e melhorado. Segundo a marca, tornaram o equipamento ainda mais mais silencioso do que já era, melhor na simulação de Inércia Dinâmica e Descida, bem como na análise da distribuição de energia nos pedais. O NEO 2 Smart é um rolo inteligente totalmente interactivo. Mede a velocidade, cadência e potência, pode ser controlado pela aplicação Tacx ou outras. O rolo conecta-se sem fio via ANT +  e Bluetooth, permitindo o treino com diversos dispositivos e aplicações. Tem um indicador de energia por baixo do rolo que muda de cor com base na intensidade do teu treino. A actualização do "firmware" para a versão mais recente pode ser feita facilmente com aaplicação gratuita "Tacx Utility", para que seja possível usar as mais recentes melhorias e funcionalidades. A electrónica inteligente também permite o treino sozinho, sem qualquer conexão de software. O NEO 2 Smart não requer uma fonte de energia externa, pois gera sua própria energia a partir do seu movimento de bicicleta. O quadro permite alguns graus de movimento para a esquerda e direita enquanto se anda de bicicleta, segue o curso natural do corpo, melhorando o sentimento de ciclismo. O quadro é também facilmente dobrável para um tamanho pequeno e quando dobradas, as pernas agem como duas alças para facilitar o transporte. O rolo é compatível com eixos 142x12mm e 148x12mm, que estão na caixa, mas suporta outras medidas. De acordo com a maca, o que diferencia a série NEO de outros rolos é a resistência máxima quando se pedala a baixas velocidades, em mudanças baixas e "subidas" muito íngremes. Outro dos principais benefícios apontados pela Tacx é que não tem necessidade de manutenção e calibração. Esta segunda geração do NEO já está disponível no nosso mercado com um preço de €1.299,00. Características completas do produto no site da Tacx. ### Teste - Novos pneus Michelin Power Gravel - Aderência surpreendente. Testámos um dos mais recentes lançamentos da Michelin, os POWER Gravel. O mercado das bicicletas Gravel, embora em grande expansão noutros países, em Portugal ainda não tem muita expressão, mas já existem alguns utilizadores deste tipo de bicicletas. Atenta ao crescimento desta vertente, a Michelin lançou os novos Michelin Power Gravel, que como o próprio nome indica são específicos para gravel. O modelo foi lançado no mercado nas medidas 700c com 33 e 35mm de largura, nós testámos os 35mm. Alguns pneus de Gravel têm como particularidade, tacos pequenos, ou alguns nem tacos têm no centro do pneu. Numa primeira abordagem a este pneu da Michelin (quando estamos com ele na mão), olhamos para os tacos pequenos e baixos, e é difícil imaginar que em terrenos de terra e gravilha tenha muito "grip" ou tracção nas subidas. A verdade é que depois de montados na bicicleta e quando os estamos a utilizar  realmente, estes pneus surpreendem muito pela positiva. Em terreno seco ou pouco molhado são simplesmente surpreendentes, proporcionam uma excelente tracção em subidas íngremes. A curvar, à medida que vamos ficando mais à vontade com eles notamos que também cumprem muito bem devido aos agressivos tacos laterais, estes sim mais salientes. Proporcionam uma excelente tracção em subidas íngremes. Durante vários quilómetros de teste "off-road", nos quais passámos por raízes, pedras, gravilha, barro denso e terreno arenoso, não furámos uma vez e destacamos a tracção em subida bem como a capacidade roladora do pneu. Ou seja, como pneus Gravel são excelentes, a marca francesa não deixa os créditos por mãos alheias, têm um óptimo desempenho tanto no que respeita à tracção em subida como a curvar e a rolar. Fizemos um pequeno vídeo para demonstrar como o pneu agarra e não derrapa em subida. https://www.youtube.com/watch?v=b4T8bJqWI-w Em terreno um pouco mais encharcado o desempenho não é tão bom pois os tacos não são tão efectivos na lama. Tendo em conta que o seu desempenho na lama e terreno encharcado é mais limitado, para utilização em Ciclocrosse pareceram-nos um pouco limitados, é necessário ter em atenção como está o piso do circuito. Se for um circuito seco/húmido, óptimo, se estiver com muita lama e encharcado poderão não ser a melhor escolha. Sitema "Tubeless" e pressões: Apesar de termos testado os pneus com câmara de ar, a nossa opinião é que no Gravel e Ciclocrosse o sistema de câmara de ar não é o melhor. Apesar de nos terem surpreendido, temos a noção de que serão ainda melhores com sistema "Tubeless", para o qual está preparados (são Tubeless ready). Durante os dias em que os usámos, não tivemos qualquer furo mas o sistema de câmara de ar não permite usar pressões onde o pneu se adapta ao terreno e pequenos obstáculos, pois facilmente "trilha" a câmara de ar e consequentemente fura. Com o sistema de "tubeless", e uma pressão de cerca de 3,5 BAR ou 50 PSI (também vai depender do peso do ciclista, neste caso com 80 kgs.) o pneu fica rijo suficiente para não "vergar" em superfícies planas (como o asfalto), mas ao mesmo tempo deforma e adapta-se ás irregularidades do terreno de gravilha, pedras, raizes ("off-road"), proporcionando melhor conforto e desempenho neste terreno. Os Michelin POWER Gravel estão equipados com as tecnologias “Bead 2 Bead”; banda de reforço protectora em todo o pneu e um novo composto de borracha “X-Miles”, que segundo a marca garante maior durabilidade (continuaremos a usar e daremos esse "feed-back" mais tarde). Estão disponíveis no mercado português pelo preço de €44,00 e podes recolher mais informações sobre os mesmos aqui no site da Shimano Portugal Por: Luís Beltrão Fotografia: Jorge Branco ### Os benefícios da massagem desportiva. A massagem desportiva tem vários benefícios, e não é aconselhada só para profissionais, mas qualquer pessoa que pratique desporto. A Massagem Desportiva é uma massagem especializada, caracterizada pela elevada intensidade, pressão e profundidade.   É um tipo de massagem que produz efeitos na circulação sanguínea e linfática. A estimulação da circulação sanguínea permite um maior aporte de nutrientes e a remoção de produtos excretados pelo metabolismo celular. A circulação linfática, sendo responsável pela remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais e pelo transporte de gordura para o sistema circulatório, também é estimulada pela massagem desportiva, prevenindo-se a retenção de líquido nos tecidos corporais. Estas particularidades da técnica de massagem desportiva têm como principal objectivo, a remoção de ácido láctico dos músculos, a prevenção da inflamação muscular e da retenção de líquidos, e uma recuperação física com maior rapidez e eficácia. Para os que procuram melhorar a sua performance desportiva, é importante referir que a massagem desportiva tem efeitos benéficos a um nível físico e psicológico. É uma excelente opção para a preparação dos músculos, tendo em vista um melhor desempenho desportivo e uma recuperação eficaz posterior ao exercício.   Para quem simplesmente pratica desporto para o bem-estar, o chamado desporto de manutenção, a massagem desportiva promove o equilíbrio músculo-esquelético, ajudando a prevenir lesões e proporcionando uma sensação de revitalização física e psicológica.   Aqui no "MARRETAMAN.pt", gostamos de testar e mostrar, e assim fizemos com a Massagem Desportiva. Recorremos a Adelino Monteiro, antigo atleta do Sporting Clube de Portugal e actual massagista profissional no clube de ténis "Ceto" em Oeiras. Podemos garantir que não é fácil receber este tipo de massagem, mas a recuperação é evidente, com visíveis benefícios nos treinos seguintes, independentemente da modalidade praticada. Fica com um pequeno vídeo da nossa experiência. https://www.youtube.com/watch?v=b6q-w931CPM&t Por: Adelino Monteiro e Luís Beltrão. ### Novidades 2019 - Sistema "ANGI" da Specialized detecta acidente. O sistema "Angi" é um sensor montado no capacete, patenteado, com um acelerómetro e giroscópio no interior. Basicamente, se caíres o capacete pede ajuda por ti, algo que alguns aparelhos GPS já fazem, mas neste caso basta teres o capacete. Como funciona? Tens que emparelhar o sensor com um Smartphone equipado com a aplicação Specialized Ride, e aproveitar uma subscrição gratuita de um ano, incluída com a compra de qualquer capacete Specialized equipado com ANGi ou com o sensor ANGi de reposição. (Após ano grátis a subscrição anual tem o valor de 29,99€). Durante a tua volta, o sensor ANGi irá detectar o tipo de forças normalmente associadas a uma queda. Se essas forças forem detectadas, o sensor irá conectar-se à aplicação Ride no teu telemóvel, soar um alarme, e iniciar uma contagem decrescente. Se estiveres OK, apenas cancelas a contagem decrescente e continuas a pedalar. Mas, se estiveres ferido e incapaz de cancelar a contagem, a aplicação Ride irá enviar uma mensagem de alerta para os teus contactos de emergência dizendo- lhes que provavelmente estiveste envolvido num acidente. Para além de notificar os teus contactos de que provavelmente tiveste um acidente, o ANGi e a aplicação Ride irão enviar a tua localização, via coordenadas de GPS, para todos os contactos que gravaste na aplicação Ride. Funcionando com recurso à rede móvel, podemos questionar: e se estiver no meio de uma serra sem cobertura  de rede móvel? Neste caso, o ANGi é capaz de monitorizar a tua segurança de uma outra forma. Basta fixar o tempo estimado da tua volta antes de saíres. Tudo o que precisas é um sinal de dados activo quando começas a sessão. Se não completares a volta dentro do tempo estabelecido, o ANGi enviará uma notificação aos teus contactos com a tua última localização conhecida. Isto acontecerá independentemente de teres cobertura de telemóvel ou não. O ANGi também te permite partilhar os teus planos, antes de saíres para a volta. Podes inclusive escolher partilhar com os teus contactos o link para a tua localização, para que eles consigam seguir-te em tempo real. Quando estará disponível este sistema? A começar em 2019, todos os capacetes Specialized serão equipados com ANGi, ou apresentarão um ponto de fixação pronto para ANGi. Os sensores ANGi de reposição, também estarão disponíveis nos Distribuidores Autorizados Specialized. Vários modelos de capacetes Specialized de Estrada, Montanha e de Criança vêm agora equipados com sensor ANGi fixos ao sistema de retenção. ESTRADA: S-WORKS EVADE II, S-WORKS PREVAIL II, E PROPERO MONTANHA: AMBUSH, AMBUSH COMP, AMBUSH E-BIKE, E DISSIDENT CRIANÇA: SHUFFLE YOUTH LED COM MIPS + ANGI (disponível em Fevereiro). Vídeo promocional da marca. https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=HV8eHpx3Kvo ### Novidades 2019 - Novos sapatos Specialized S-Works Recon Os novos S-Works Recon são direccionados para quem pedala na terra, em zonas de cascalho ou até mesmo na lama. O que trazem de novo?  Segundo a marca, as 3 palavras que melhor descrevem estes sapatos são a velocidade, durabilidade e conforto. Porquê velocidade? De acordo com a marca a sola externa de carbono é muito rígida, para maximizar a transferência de potência. Além disso as tecnologias "PadLock™" "Body Geometry" e a fibra "Dyneema®" proporcionam um ajuste e conforto sem igual. A Specialized afirma que esta combinação significa que cada watt que debitas é direccionado para o pedal. O peso está também sempre associado à velocidade, neste caso estamos a falar de uns sapatos muito leves, o valor declarado pela marca são só 301 gramas por sapato. Porquê duráveis? Porque os Fechos Boa® S3 são de alumínio, totalmente selados, quase impermeáveis à terra, à lama e ao pó. O durável "TPU" e a fibra "Dyneema®" reduzem os abusos pois resistem à força de esmagamento das pedras. Porquê confortáveis? Os senhores da Specialized dizem que se deve ao arco longitudinal dos S-Works Recon, que previne que o teu arco do pé colapse a cada pedalada, ajudando-te na transferência de cada watt de potência. Este arco foi desenvolvido no alinhamento adequado do quadril, joelho e pé com a Cunha Vara – 1.5 milímetros de suporte angular do ante pé. Parece pouco, mas de acordo com a marca estes milímetros são suficientes para manteres o joelho recto a cada pedalada reduzindo os riscos de lesão, e aumentam também a potência. Além disso, o Botão do Metatarso levanta e separa os ossos do ante pé, aliviando a compressão do nervo e da artéria, que por sua vez elimina dormência. QUANDO ESTARÃO DISPONÍVEIS OS RECON? Os sapatos Recon foram lançados no dia 20 de Novembro. Estarão disponíveis num espectro grande de tamanhos e serão lançados na cor preto. Em Fevereiro irão ser lançados os Recon na cor vermelha. Esperamos vir a testar alguns para te confirmar todas estas características no terreno. ### Novidades 2019 - Nova Specialized HotWalk O conhecido modelo de bicicleta de criança da Specialized foi renovado e promete continuar a ajudar os mais pequenos na sua primeira experiência de duas rodas. Desenhada para oferecer menos quedas e mais sorrisos, a Hotwalk torna a aprendizagem o mais fácil possível. Sem pedais e sem mudanças, foi desenhada para que os pequenos aprendam a manter o equilíbrio e possam apoiar os pés sem dificuldade. Na verdade, a bicicleta move-se correndo com os pés (sem gravidade), e por isso eles acostumam-se à sensação de andar sem perigo. O quadro foi redesenhado, a nova Hotwalk permite utilizar uma altura de selim mais baixa adaptada aos mais pequenos, para além de uma maior distância entre eixos para oferecer maior estabilidade.   ### Novidades 2019 - Nova Canyon Neuron A marca alemã desvendou a sua nova trail. Por anos e anos, este modelo tem sido uma das bicicletas mais bem sucedidas da marca, e a sua renovação foi de grande responsabilidade. Depois de recentemente ter sido lançada a nova NEURON -130mm de alumínio, foi agora apresentada a sua "irmã" de carbono, e também a versão elétrica, a "NEURON: ON". Todos os três modelos vêm com uma geometria semelhante, e a marca informa que pilotando esta bicicleta, o ciclista só tem que se preocupar com o terreno e sua envolvente, pois ela adapta-se a tudo. A NEURON destina-se a ciclistas que se divertem entre cross-country olímpico (XCO) e o cross-country trail., uma bicicleta com 130mm. bastante versátil. https://www.youtube.com/watch?v=-wabKQYk3VY&feature=youtu.be A gama do modelo começa na NEURON CF 8.0, a uns impressionantes 2.699 Euros. NEURON CF 8.0 O modelo topo de gama, é a NEURON CF 9.0 Unlimited, que além do grupo shimano XTR 1X12 completo, traz suspensão FOX e rodas DT Swiss, por um preço também apelativo de 5,599 Euros. NEURON CF 9.0 Unlimited Já podes encontrar todos os modelos, preços e características desta bicicleta no site da CANYON.   ### Ciclocrosse - 2ª prova da taça de Portugal, com final ao sprint. A segunda etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse, foi muito disputada e decorreu em Bragança.   A corrida de elite masculina foi empolgante, com várias mudanças ao longo da prova e com a luta pela vitória a ser travada literalmente ombro a ombro. A prova começou com um pequeno grupo de corredores a destacar-se. Roberto Ferreira (BTT Seia), descontente com a companhia, optou por isolar-se e pedalar em solitário. Miguel Salgueiro manteve Roberto Ferreira em ponto de mira, apenas alguns segundos mais adiante, e, na derradeira volta, fez um último esforço que permitiu uma discussão ao sprint. A vitória seria creditada a Miguel Salgueiro, com o mesmo tempo de Roberto Ferreira. O terceiro, a 2m48s, foi Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão). Com a vitória de hoje, Salgueiro trepou ao lugar mais alto da geral, com dez pontos de vantagem sobre Vítor Santos, anterior comandante. Vitor Santos, parece ter este ano mais concorrência do que na época passada. Isabel Caetano controlou a prova de elite feminina a partir da frente. Isolou-se e deixou as rivais a uma distância confortável. O “osso mais duro de roer” foi Marta Branco (Maiatos/Reabnorte), segunda classificada, a 29 segundos. Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) ficou a última vaga no pódio, a 4m26s. Com duas vitórias em duas corridas, Isabel Caetano comanda a Taça de Portugal. Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde) foi a melhor das duas sub-23 femininas em pista, batendo Rafaela Ramalho (Maiatos/Reabnorte) por 7m48s, e segue na frente da geral. Tiago Sousa (ASC/Focus Team/Vila do Conde) chegou ao topo da geral de juniores graças ao triunfo em Bragança, onde bateu o colega de equipa Gonçalo Magalhães, por 3m01s, e João Ferros (BTTeam SU Colarense/CSTreino/UltraControlo), por 3m53s. João Cruz (ASC/Focus Team/Vila do Conde) ganhou em cadetes masculinos e assumiu a primeira posição na geral da Taça. Mariana Líbano (Maiatos/Reabnorte) foi a melhor cadete feminina, cimentando o lugar cimeira na classificação geral. Nas categorias de veteranos impuseram-se em Bragança os master 30 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Apcar) e Andreia Freitas (BTT Loulé/Elevis), os masters 40 Afonso Ferreira e Flávia Vieira (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), o master 50 António Moreira e o master 60 João Pinto (Boavista/Servigás/Duobike/Nast). Lucas Ferreira (Bila Bikers/Carnes Silva/Cycles Oliveira) triunfou na primeira corrida do programa, destinada a juvenis. A terceira prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse vai disputar-se no concelho de Valongo, no dia 16 de dezembro. Classificações completas aqui.   Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Ciclocrosse - 5ta. prova da Taça do Mundo - resumo com vídeo A quinta ronda da Taça do Mundo levou a "caravana" do ciclocrosse para Koksijde, na Bélgica, numa pista caracterizada pela areia. Mais uma vez, e como poderás verificar no vídeo no final do artigo, houve espectáculo na taça do mundo. Na Bélgica o publico comparece sempre massivamente . No pódio, os 3 atletas que têm dominado todas as corridas, com o domínio a pertencer mais uma vez a Van der Poel. Mathieu van der Poel. O "míssil" holandês cedo abriu uma vantagem de 16 segundos, que ninguém conseguiu fechar, e acabou por vencer com 25 segundos de vantagem para o segundo classificado, Wout Van Aert. Wout Van Aert. O belga campeão do Mundo, apesar de alguns percalços (como podes ver no vídeo resumo abaixo), terminou no segundo posto e recuperou terreno na classificação geral para o líder da taça. Com o equipamento de líder continua Toon Aerts, que vê Van der Poel e Van Aert aproximarem-se da liderança da taça do mundo. Toon Aerts Vídeo resumo da corrida de elites masculinos. https://www.facebook.com/UCIcyclocross/videos/2320743644821115/ Classificações completas e de todas as categorias aqui. Luís Beltrão.   ### Ciclocrosse - 4.ª ronda da taça do mundo: novas caras no pódio. A quarta prova da taça do mundo de ciclocrosse disputou-se em Tábor, na Rép. Checa. Os 3 principais protagonistas da época (Van der Poel, Van Aert, e Toon Aerts) na secção de escadas do percurso. Toon Aerts (dorsal 2 da foto acima) partiu com a camisola de líder da taça do mundo, liderança que mantém. Apesar de nesta prova não ter feito pódio, o belga terminou em quarto, 3 lugares acima do seu compatriota e perseguidor na geral da taça do mundo que é Wout Van Aert. Toon Aerts tentou a todo custo defender a sua camisola de líder, e por enquanto está a conseguir. O vencedor da prova foi mais uma vez, o impressionante Mathieu Van der Poel, que não figura nos lugares cimeiros da geral da taça do mundo porque não participou nas duas primeiras corridas disputadas nos EUA, por opção. Van der Poel vence, diverte-se e diverte o público. A questão é: tendo em conta a sua superioridade, será que ainda consegue vencer a taça do mundo, mesmo falhando as duas primeiras corridas? Assim era o percurso de Tabor, um percurso mais ao "jeito americano", sem areia nem lama, com mais secções de escadas e barreiras. https://www.youtube.com/watch?v=n6BliiRYkYA&t= Wout Van Aert é que não está a ter uma época fácil tendo em conta que é o campeão do mundo em título, pois nesta época ainda não tem qualquer vitória. Wout Van Aert tentou o "assalto" à liderança da geral da taça, mas não conseguiu. No entanto, a taça do mundo é uma competição de regularidade de resultados e Van Aert é um dos principais protagonistas, figurando quase sempre no pódio, estando assim em segundo na classificação geral da taça do mundo. Os principais protagonistas da taça do mundo são quase sempre Van der Poel, Toon Aerts e Wout Van Aert, mas desta feita houve dois atletas que se intrometeram nessa luta a 3. Michael Vanthourenhout. Foram eles, o belga Michael Vanthourenhout e o holandês Lars Van der Haar que ficaram segundo e terceiro respectivamente. Lars Van der Haar. Pódio elite masculino em Tábor. Faltam 5 corridas para o final da taça do mundo, na próxima ronda esta competição desloca-se para província de Flandres, em "Koksijde"  na Bélgica, já na próxima semana. Classificações completas de todas as categorias aqui.   Luís Beltrão ### Volta ao mundo em bicicleta por um português 58.900km pedalados, 49 países visitados em 4 anos e 3 meses de viagem, são estes alguns números do Sr. Hernâni Cardoso na sua tentativa de volta ao mundo em bicicleta. Muito provavelmente, alguns de vocês já o conhecerão, assim como a sua história, mas não a podíamos deixar de passar para aqueles que ainda não conhecem o Sr. Hernâni, que tentou dar a volta ao mundo em bicicleta. Aos 53 anos decidiu vender todos os seus pertences e empreender uma longa e arrojada aventura atrás de um sonho de criança, partir de bicicleta pelo mundo fora. Deixamos-te a história e fotos dessa aventura fantástica. Por exemplo, verás que quando vais dar uma volta de bicicleta na tua zona e não podes passar por uma estrada em obras, vais por outra estrada, no caso do Sr. Hernâni, quando não podia ir para o país planeado, tinha que ir para outro país. 4 anos consecutivos, maioritariamente do tempo sozinho e a fazer o planeamento diário de vistos, alojamento, alimentação, saúde, descanso, não foi tarefa fácil certamente. O Início Partiu dos Paços dos Duques de Bragança, em Guimarães a 20 de Maio de 2014 seguindo para Marrocos mas passando pelos Açores, Madeira e Canárias, territórios descobertos pelos portugueses durante a Era dos Descobrimentos. Este era o plano inicial para a volta ao mundo em bicicleta. As primeiras dificuldades De Marrocos rumou á Tunísia via França, pois as fronteiras terrestres entre Marrocos e a Argélia ainda e encontram fechadas, e já na Tunísia tencionava rumar ao Egipto, via Líbia. A situação naquele país africano era de tal modo perigosa que a polícia tunisina nem o deixou sair da capital, Tunes, pelo que teve de rumar a Itália e daí chegar ao Kosovo onde visitaria o destacamento português do "BIPAR". Nesta zona, passou por Vaticano, San Marino, Bósnia, Croácia, Montenegro e Albânia, sempre a pedalar e conhecer diferentes culturas e paisagens. Após uma semana com os militares portugueses (Kosovo), rumou para a Bulgária onde teria de se encontrar com um familiar para receber algum equipamento, mas a caminho da Bulgária passou pela Macedónia. O Natal de 2014 foi passado em Belém, na Igreja da Natividade (Palestina) depois de ter passado pela Roménia, Ucrânia, Grécia e Turquia, antes de voar para Israel. Mais uma vez os problemas políticos o impediram de atravessar a fronteira entre Israel e o Egipto pelo que desta vez o voo de Tel Aviv para o Cairo, via Atenas, foi a opção encontrada. Pedalar à noite entre o aeroporto internacional do Cairo e a Praça Tahrir valeu-lhe 3 dias de disfunção nervosa, tal o perigo que enfrentou nas avenidas escuras e esburacadas onde carros circulavam a velocidades loucas, sem luzes. Mas a volta ao mundo em bicicleta não saía da mente. De seguida o destino traçado era o Irão, onde a entrada se previa amedrontadora, tal o índice de noticias nefastas que os órgãos de comunicação ocidental debitavam sobre esse país shiita. Para lá chegar voou do Cairo para o Dubai, de onde daí apanhou o ferry nocturno que liga Sharjah (cidade nos Emirados Árabes Unidos) a Bandar Abbas, cidade no Irão onde se situa o maior porto mercantil do sul-iraniano e quase no Estreito de Hormuz. As expectativas negativas criadas sobre o Irão foram completamente desfeitas. Hernâni Cardoso encontrou um povo afável, autoridades simpáticas e faz aí inúmeros amigos com os quais passou a maioria dos 30 dias viajando e acampando nas ilhas de Qeshm e Hormuz, onde ainda se mantém imponente a enorme fortaleza construída pelos portugueses. Voltaria mais tarde ao Irão depois de uma passagem pelo Sultanato de Omã e do Bahraim. Segundo ano de viagem Ao fim do primeiro ano de viagem rumou para a Ásia, entrando pelo Sri Lanka e Maldivas (onde se entregou às delicias das suas praias, visitou a recentemente aberta zona de guerra dos Tigres do Tamil Nadu. Entrou depois, na imensa Índia, aterrando em Trivandrum, no estado de Kerala, (sul da India). Neste país planeava pedalar durante 6 meses, nesta volta ao mundo em bicicleta. Visitou as cidades outrora dominadas pelos portugueses: Cochim (Kochi), Khozikode (Calicute) e toda a costa do Malabar até Goa, a pérola portuguesa da Índia, invadida pela União Indiana em Dezembro de 1961. Neste país Apaixonou-se pelo "modus vivendi", pela arquitectura colonial, pela  gastronomia, as gentes goesas e aí decidiu que Goa seria doravante o seu “pouso”, a sua casa mãe. A Índia tornou-se no maior desafio psicológico e físico da viagem, com uma constante diária em se manter “vivo” no meio do caos do trânsito onde era extremamente difícil controlar uma bicicleta carregada no meio do transito caótico. Carros, motos e pessoas, ninguém dá prioridade a ninguém, a regra é: "o meu é maior que o teu, logo eu passo primeiro." Por incrível que pareça o único acidente aconteceu no deserto do Thar no Rajastão. Para trás tinham ficado Mumbai, Damão e Diu. Acidente e lesão Num dia pontuado por uma série de inúmeros furos, exausto foi derrubado por um camião de uma coluna militar do exército indiano. A volta ao mundo em bicicleta poderia acabar aqui. Quando recuperou os sentidos não se podia mover e alguns oficiais do exército indiano, juntamente com o Richard, um americano que tinha encontrado primeiramente no Egipto e depois em Goa, discutiam “sobre o acidente”. A bicicleta ficou "feita num oito". Esta era a bicicleta que pertencia a um chinês que em 2012 tinha feito o percurso China Portugal e que tinha sido roubada em Sines. Na altura, Hernani Cardoso ajudou o Eric Feng, a completar a sua viagem até ao Cabo da Roca, e muitos meses mais tarde quando informado pela GNR que a bicicleta tinha aparecido decidiu pedalá-la até à China para a entregar ao seu dono. A solução encontrada pelos oficiais indianos foi levarem-no para o Hospital mais próximo, a 80km's. de distancia onde lhe colocaram uma cinta ortopédica, que teve de comprar, sem mais qualquer apoio hospitalar, nem raio-x nem nada. Diagnóstico: quebra da clavícula direita, pelo que durante o próximo mês seria impossível pedalar. Enquanto a bicicleta era “recuperada” a expensas próprias, o percurso até Varanasi foi feito de braço ao peito e recorrendo a autocarro e comboio. Voltou a pedalar de Varanasi a Calcuta ponto de partida para Kuala Lumpur e Malaca. Tornou-se impossível continuar a viagem com aquela bicicleta que, apesar de rodas novas tinha defeitos estruturais. Em Malaca “despachou” a bicicleta para a China e comprou a sua segunda bicicleta com a qual iria terminar esta sua aventura. Na ilha de Sumatra, na Indonésia, debaixo de um calor sufocante, ficou sem comida que repusesse as energias necessárias, e foi uma das vezes em que deu por si a pensar...” o que ando aqui a fazer??? “ Saiu dessa ilha em direcção a Singapura e iniciou assim o percurso no sudoeste asiático subindo de Singapura para Phuket, e daí até Mandalay. China Cruzou as desoladas planícies do Cambodja e o fantástico Vietname desde o seu topo sul até à fronteira com a Rep. Popular da China. Após algum tempo em Kunming (China) e devido a falta de renovação do visto Chinês, rumou à Coreia do Sul onde obteve um passaporte temporário. Japão Cruzou o país de norte a sul e entrou no Império do Sol Nascente em Fukuoka. Durante 3 meses percorreu as ilhas de Kiushu, Tanegashima (onde chegaram os portugueses ao Japão), Toskushima e a grande ilha de Honsu. Por várias vezes foi-lhe oferecida comida por simpáticos japoneses e em Nagasaki, Kyoto e Tókio encontrou portugueses que lhe proporcionam um pouco da distante gastronomia lusa. Austrália Quando o inverno chegou trazendo com ele o frio extremo, voou para Perth na Austrália ocidental, de onde planeou cruzar o continente australiano até Brisbane, tarefa que foi interrompida por ingestão de águas contaminadas, e que o trouxe de emergência para o Hospital das Forças Armadas em Portugal onde chegou já no limite das suas forças. Após um período de internamento, não desistiu, e quando recuperou, viajou novamente para Perth e daí dar continuidade à sua viagem. Esta segunda tentativa só o leva cerca de 200 km's. mais à frente de onde tinha sido socorrido por Nuno Calado, um português fantástico que o voltou a recuperar tal como da primeira vez e o levou para a cidade. Como estava difícil na Austrália, decidiu-se por outras paragens: Bali e mais tarde a Malásia e Tailândia. Em Bali viu-se retido pela repentina erupção do vulcão Agung, chegou a Kuala Lumpur e pedalou rumo a norte, numa tentativa de recuperar a forma perdida aquando do seu internamento. Devagar foi recuperando e subindo a península malaia até Bangkok, sempre fugindo (ou tentando fugir) aos infernos turísticos, o que o levou a encontrar paraísos ainda a salvo dessas enchentes de pessoas. Regressou novamente à Indonésia para visitar as ilhas onde os portugueses tinham deixado história, Ambon, Ternate, Tidore, Sulawezi. Timor, a ilha dividida entre a Indonénia e Timor Leste. Entrou em Timor Leste por terra, na fronteira de Kefamenanu e seguiu até Pante Macassar, a capital do enclave de Oecussi onde foi recebido pelo Comandante da Policia local, que o alojou por quase 1 semana e encontrou uma comunidade portuguesa fantástica. De Oecussi para Dili a viagem fez-se a bordo do Ferry diário que faz a ligação entre os dois territórios timorenses. Dili é uma enorme cidade, o português é falado com alguma assiduidade e consegue-se ter acesso a supermercados com produtos portugueses e restaurantes com comida portuguesa a preços interessantes (uma feijoada para 2 custa cerca de 4 US$ por exemplo). São os preços dos serviços que se tornam exorbitantes (aluguer de uma scooter US$25/dia enquanto que na vizinha Bali é US$3) e o alojamento sem qualidade é extremamente caro. Neste campo Timor Leste foi uma desilusão, especialmente depois de ter percorrido muitos dos paraísos turísticos asiáticos. Saído de Timor Leste o destino seguinte seria novamente a Austrália onde chegou já for a da “janela” de tempo que necessitava para atravessar o Canadá de Vancouver até Boston nos EUA. Problemas de saúde de familiares próximos fizeram com que regressasse novamente a Portugal, mais cedo do que o esperado. Pela frente alguns projectos: Um livro onde descreve as suas aventuras diárias e uma segunda Volta ao Mundo em Bicicleta, em sentido contrário e por outras paragens. Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Fotografia: Hernâni Cardoso Texto: Hernâni Cardoso Edição: Luís Beltrão ### Ciclocrosse - 1ª prova da Taça de Portugal: Vila Real O arranque da temporada deu-se em Vila Real, num dia de muita chuva, muita lama, um dia de Ciclocrosse. Na corrida de elite masculina houve um duelo intenso entre Vítor Santos e Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés). Vítor Santos O corredor nortenho acabou por ser mais forte, começando da melhor forma a defesa da Taça de Portugal, que já conquistou na época transata. Miguel Salgueiro Miguel Salgueiro terminou em segundo a 13 segundos de Vitor Santos. Seguiu-se, a 3m06s, Roberto Ferreira (BTT Seia).  Na categoria de elite feminina a regressada Isabel Caetano demonstrou superioridade sobre toda a concorrência, vencendo a corrida deste domingo com 1m11s de vantagem sobre Marta Branco (Maiatos/Reabnorte). A terceira classificada, a 2m17s, foi a vencedora da passada edição da Taça de Portugal, Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech). Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde) foi a melhor das duas sub-23 femininas em pista. Em juniores impôs-se Diogo Neves (BTT Loulé/Elevis). Os vencedores na categoria de cadetes foram Tomás Sacramento e Mariana Líbano, ambos da equipa Maiatos/Reabnorte. Nas categorias de veteranos assumiram a dianteira os master 30 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Apcar) e Andreia Freitas (BTT Loulé/Elevis), os masters 40 José Pazos (CC Chantadino) e Flávia Vieira (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), o master 50 António Sousa e o master 60 João Pinto (Boavista/Servigás/Duobike/Nast). O programa de hoje abriu com a corrida de juvenis, na qual se impôs Tomás Gaspar (Escola BTT de Penafiel Bike Clube). Classificações completas da prova aqui. Podes ver o calendário da época de ciclocrosse em Portugal neste artigo. FONTE: Federação Portuguesa de Ciclismo. ### Ciclocrosse - 4ª prova do Telenet Superprestige: Gavere, Bélgica A 4.ª prova do troféu Telenet Superprestige disputou-se no mítico circuito de Gavere, na Bélgica. Como sempre em Gavere, circuito com muita lama onde Mathieu van der Poel tomou a dianteira da corrida desde a partida. Vídeo do inicio da corrida. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/286024758685747/ O único capaz de o acompanhar foi Toon Aerts, seguiram ambos juntos até ao inicio da terceira volta, altura em que Van der Poel deixou Toon Aerts para trás e abriu um espaço até ao final da corrida que lhe garantiu a vitória. O campeão do mundo Wout Van Aert juntou-se a Toon Aerts e ambos discutiram o segundo lugar do pódio. Após o ataque de Mathieu van der Poel seguia assim a corrida. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/291819665006745/ O pódio final da prova ficou assim com Mathieu van der Poel em primeiro, Toon Aerts em segundo e Wout van Aert em terceiro. Mathieu Van der Poel leva 4 vitórias em 4 corridas do Telenet Superprestige, liderando assim a geral do troféu, Aerts é segundo e Wout Van Aert chega agora ao terceiro posto da Geral. Classificação completa aqui.   Luís Beltrão ### Portugal escolhido para Campeonatos da Europa de XCM e de Pista em 2020 A União Europeia de Ciclismo (UEC) atribuiu à Federação Portuguesa de Ciclismo a organização dos Campeonatos da Europa de Maratona BTT e de Pista para Sub-23 e Juniores em 2020. As duas competições somam-se ao Campeonato da Europa de Downhill de 2019, cuja organização já havia sido consignada a Portugal, que vai disputar-se na Pampilhosa da Serra, na região das Aldeias do Xisto, nos dias 4 e 5 de maio. Tiago Ferreira foi Campeão da Europa de XCM em 2017. Em 2020 corre em casa e poderemos apoiar a nossa selecção. Francisco Pardal foi Campeão da Europa de DH em 2018., prova que em 2019 se volta a disputar em Portugal. As datas dos Europeus de Maratona BTT e de Pista ainda não são conhecidas, mas os locais estão definidos. A Maratona Serra da Estrela irá atribuir os títulos de 2020 na disciplina em que Tiago Ferreira já se sagrou campeão mundial e europeu. Pista - Ivo Oliveira foi vice-campeão da Europa em 2017. O Velódromo Nacional, em Sangalhos, Anadia, será palco do Campeonato da Europa de Pista para Sub-23 e Juniores. Portugal tem sido um destino cada vez mais recorrente para as grandes competições internacionais de ciclismo, com especial enfoque nos Campeonatos da Europa. FONTE: Federação Portuguesa de Ciclismo ### SRAM vai ter 12 velocidades na estrada. Foi visto um grupo SRAM E-Tap de 12 velocidades, montado nas biciccletas da equipa world-tour "Katusha-Alpecin". É sabido que os profissionais são os primeiros a ter acesso aos últimos desenvolvimentos das marcas, e posteriormente estas acabam por lançar o equipamento no mercado para o publico. O conjunto de 12 velocidades visto, ( na bicicleta de Nils Politt ) tinha uma desmultiplicação de 50-36d. integrado e uma cassete de 10-28d. Uma desmultiplicação de 50x10 tem um desenvolvimento similar ao 53x11 - a relação de velocidade máxima normalmente usada pelos ciclistas profissionais. Aparentemente o ciclista estaria a testar este novo SRAM e-tap, mas é espectável que o equipamento venha a ser comercializado, visto que a Campagnolo já lançou as 12 velocidades na estrada este ano, como podes ver neste nosso artigo. Para quando o lançamento? Há sempre datas suspeitas para que o lançamento de novidades como esta, como por exemplo o EuroBike (maior feira de bicicletas da Europa, realizada na alemanha), pela altura de "Sea Other" (feira e eventos de bicicleta nos EUA), ou quando for o "Tour de France", altura em que o ciclismo ganha destaque em todo o planeta e as marcas aproveitam para lançar as ultimas novidades. Provavelmente, não tardará que a Shimano também o faça, resta saber quanto tempo vai demorar para que as bicicletas de estrada novas venham com estes novos equipamentos. O mercado não pára, a cabeça e a carteira do ciclista também não. Por vezes, as chatices lá em casa por causa do novo equipamento, também não. Agora é que é mesmo a ultima vez que vou gastar dinheiro nas bicicletas.   Luís Beltrão   ### Ciclocrosse - Calendário nacional da época 2018-2019. Tal como no ano passado, este ano vamos acompanhar as provas da taça de Portugal e campeonato nacional de ciclocrosse. A época de ciclocrosse 2018/2019 começa já no próximo domingo em Vila Real, com a primeira prova da Taça de Portugal. Na época passada quem venceu esta competição foi Vitor Santos, que se mostrou toda a temporada bastante regular e superior à concorrência. Vítor Santos venceu a taça de Portugal na época passada. O que Vítor Santos não conseguiu foi fazer a "dobradinha" e juntar o campeonato Nacional à vitória na taça, pois Mário Costa compareceu e foi ele quem arrecadou o título de campeão nacional. Mário Costa é o actual campeão nacional. Esta época, a taça de Portugal é composta por 5 provas, quase todas elas no norte do país, com excepção para a prova de Palmela, que é a única que se disputa a sul. O campeonato nacional disputa-se no dia 13 de Janeiro e terá lugar em Marrazes - Leiria. Aqui tens o calendário da taça e campeonato nacional de ciclocrosse, época 2018/2019: 11/11/2018 - 1ª Taça de Portugal Ciclocrosse 2018/19 - Vila real 25/11/2018 - 2ª Taça de Portugal Ciclocrosse 2018/19 - Bragança 16/12/2018 - 3ª Taça de Portugal Ciclocrosse 2018/19 - Valongo 06/01/2019 - 4ª Taça de Portugal Ciclocrosse 2018/19 - Palmela 13/01/2019 - Campeonato Nacional de Ciclocrosse - Marrazes 20/01/2019 - 5ª Taça de Portugal Ciclocrosse 2018/19 - Melgaço   Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo   Luís Beltrão         ### Campeonato da Europa de CX - Mathieu van der Poel revalida título. Disputou-se este fim-de semana o Campeonato da Europa de ciclocrosse em Rosemalen, Holanda. Circuito com areia e bastante técnico no Campeonato da Europa. Um ano depois da sua vitória em "Tabor", e a correr "em casa", Mathieu van der Poel revalidou o título na categoria de Elite masculino junto dos seus fãs. Diante de mais de 10 mil pessoas a assistirem à corrida ao vivo, e num circuito bastante técnico ao jeito do jovem holandês este não deu hipótese ao Campeão do Mundo e selecção belga de conseguirem o título. Mathieu van der Poel cruzou a meta isolado, e deu mais um título para a selecção holandesa. Wout Van Aert, este ano está a ser o "eterno segundo", visto que tanto na taça do mundo, como no "superprestige" e agora também no campeonato da Europa foi o lugar que conseguiu. O Campeão do Mundo Wout Van Aert. Aliás, este percurso do belga está a ser semelhante ao que aconteceu na época passada, onde no final acabou por  revalidar o seu título de campeão do mundo. Conseguirá Wout Van Aert este ano a mesma proeza? Pódio de Elites masculinos. 1- Mathieu van der Poel; 2- Wout Van Aert; 3 - Laurens Sweeck. Quem levou o bronze foi outro belga, Laurens Sweeck, que acabou por dar um pouco a surpresa, visto que quem tem discutido os pódios e vitórias com Van Aert e Van der Poel é Toon Aerts, que não foi além do 5to. posto. Vídeo resumo das corridas de Elites Femininos e Masculinos. https://www.youtube.com/watch?v=k-wo7rpjb_c&t= Classificação completa da categoria de Elites masculinos aqui. A selecção holandesa arrecadou quatro medalhas de Ouro nas diferentes categorias, conseguindo neste campeonato da Europa levar a melhor sobre a rival selecção belga. Classificações das restantes categorias aqui. Fotografia: UEC - Union Européenne de Cyclisme   Luís Beltrão       ### Canyon Grail de alumínio disponível no nosso mercado. A versão em alumínio da bem conhecida Gravel da Canyon já está disponível, agora numa gama de preço ainda mais acessível. Aqui no MARRETAMAN.PT fomos os primeiros e talvez os únicos em Portugal a testar a Canyon Grail em carbono, sobre a qual podes saber tudo neste nosso artigo. A Canyon lança agora a versão em alumínio, que além de ser mais acessível do que "a sua irmã" de carbono", é também uma bicicleta que sendo de alumínio, faz mais sentido para certo tipo de aventuras. https://www.youtube.com/watch?v=sTKqiwHZ438 É um quadro completamente novo (R062 GRAIL AL FRAME). A gama inteira está disponível do tamanho 2XS a 2XL (isto é, de alturas de 158cm a aproximadamente 202cm) em modelos para homens e mulheres.  Uma particularidade, é que os tamanhos 2XS e XS são montados com rodas de 27,5 "e todos os outros tamanhos com 28".  Outra particularidade é que, o guiador é "normal". Esta é a nova gama Canyon GRAIL AL em detalhe: GRAIL AL 7.0 SL PREÇO: 1499EUR (menos 800EUR que a versão mais barata em carbono). COMPONENTES EM DESTAQUE: - SRAM RIVAL 1 11s: Com uma cassete gigante 10-42 e um único prato, o grupo SRAM Rival oferece desempenho e fiabilidade em qualquer condições, com travões de disco hidráulicos. - Rodas DT SWISS C 1850 SPLINE DB: Este conjunto de rodas DT Swiss específico para bicicletas Gravel oferece um óptimo equilíbrio na sua categoria em relação a peso, rigidez e durabilidade. Os quadros nos tamanhos 2XS e XS montam uma versão especial de 650B para ciclistas de menor estatura e facilitam a condução e o controlo.   GRAIL AL 6.0 PREÇO: 1199EUR COMPONENTES EM DESTAQUE: - SHIMANO TIAGRA DISC 10v: O grupo completo Shimano Tiagra oferece uma troca de mudanças precisa de 2x10, além da potência hidráulica de travagem em todos os tipos de condições. Com uma desmultiplicação de 50/34 na frente e 11:34 atrás, essencial para superar as subidas mais íngremes. As mesmas rodas e mesmo selim da Grail 7.0 AL.   GRAIL MULHER AL 7.0 PREÇO: 1399EUR COMPONENTES EM DESTAQUE: - SHIMANO DISC 105, 11V. - DT SWISS C 1850 SPLINE DB - SELLE ITALIA X3 EDIÇÃO CANYON   GRAIL MULHER AL 6.0 PREÇO: 1199EUR COMPONENTES EM DESTAQUE: - DISCO SHIMANO TIAGRA 10v: - DT SWISS C 1850 SPLINE DB - SELLE ITALIA X3 CANYON EDIÇÃO   Para longas jornadas a pedalar, com bagagem e por locais mais inóspitos, para muitos o alumínio é a escolha acertada. A marca alemã disponibiliza ainda um conjunto de acessórios direccionados para a Grail como as bagageiras de quadro da marca "Topeak". Mais pormenores e características completas da gama Grail, encontras no site da CANYON. ### Ciclocrosse superprestige - Mathieu Van der Poel vence 3 em 3 Terceira corrida do troféu superprestige em "Ruddervoorde", Bégica. O "fenómeno" Mathieu Van der Poel venceu ontem a terceira corrida do troféu superprestige, mantendo por enquanto a invencibilidade neste troféu na presente temporada. Van der Poel cruza a meta isolado. O jovem Holandês atacou na segunda volta e conseguiu manter a liderança até ao final, apesar do vento forte que se fez sentir na vila de Ruddervoorde, situada na província de Flandres. Vídeo do momento do ataque. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/1085323608295434/ No segundo posto terminou isolado o campeão do mundo Wout Van Aert, e na terceira posição Toon Aerts, que mantém assim a perseguição a Van der Poel na classificação geral. Pódio final. Vídeo do final da prova. https://www.facebook.com/TelenetSuperprestige/videos/189849475250501/ Classificações completas desta corrida aqui. Classificação actual do Telenet Superprestige aqui.   Luís Beltrão 29/10/2018 ### Brasil Ride - Avancini e Fumic vencem a prova Avancini garante a terceira vitória na prova do seu país, Tiago Ferreira e Hans Becking ficam no segundo posto. O Actual campeão do mundo de Cross-Country Maratonas (XCM), Henrique Avancini, da Cannondale Factory Racing, conquistou neste sábado (27) o Brasil Ride pela terceira vez, ao lado de seu companheiro de equipa, o alemão Manuel Fumic (que venceu a prova na sua primeira participação). O lugar seguinte do pódio teve o português Tiago Ferreira e o holandês Hans Becking, da DMT Racing Team, que foram a dupla que mais réplica deu aos vencedores durante toda a prova, vencendo duas etapas. O segundo posto na prova brasileira, que tem muitos dos melhores do mundo desta especialidade, é ainda assim um resultado de enorme prestígio para a Tiago Ferreira e para a sua equipa. De realçar ainda o segundo posto na classificação de duplas mistas, de José Silva e Celina Carpinteiro. Podes ver a classificação completa e dos restantes portugueses aqui.   Luís Beltrão ### Brasil Ride - Tiago Ferreira e Hans Becking defendem-se bem no XCO A etapa 6 do Brasil Ride foi uma etapa tipo XCO (cross-country olímpico). Tiago Ferreira na etapa XCO. A penúltima etapa do Brasil Ride, foi realizada em Arraial d'Ajuda, nesta sexta-feira (26), com quatro voltas a um circuito de XCO de 8,1 km's. que favorecia os especialistas da modalidade. Em primeiro lugar ficou o dinamarquês Sebastian Fini, da CST American Eagle Racing Team, completando a etapa em 1h. 25min. 26seg. Sebastian Fini Em seguida cruzaram a linha de chegada o brasileiro Henrique Avancini, da Cannondale Factory Racing, 1h. 26min. 06seg., e o holandês Hans Becking, da DMT Racing Team, com 1h. 27min. 11seg. Hans Becking Com os tempos acumulados das duplas, Avancini e o alemão Manuel Fumic têm agora 3min. 54seg. de vantagem para os vice-líderes, o português Tiago Ferreira e Hans Becking, faltando pouco mais de 44 km para o final da prova que será amanhã, sábado (27).   Luís Beltrão ### Tiago Ferreira e Hans Becking vencem etapa 5 do Brasil Ride A equipa da DMT Racing venceu a 5ª, etapa da prova. Tiago Ferreira e o seu companheiro de equipa saíram ao ataque nesta etapa do Brasil Ride, mas um furo ao km. 60 atrasou a dupla da DMT Racing. Hans Becking - equipa DMT Racing. A dupla do português ainda conseguiu recuperar o tempo perdido após o furo, passando inclusive a liderar a etapa, mas a energia despendida na recuperação fez falta no final e não permitiu que estes ganhassem tempo a Avancini e Fumic (equipa líder da geral). No entanto Tiago Ferreira e Hans Becking venceram a etapa 5, levando já duas vitórias de etapa até ao momento neste Brasil Ride. Momento da etapa em que Tiago Ferreira levava todos "na roda". https://www.facebook.com/193249833839/posts/10157521364153840/ Vídeo resumo etapa 5 https://www.youtube.com/watch?v=WIUyNgmJx2c Amanhã é uma etapa tipo XCO, mais favorável à dupla líder da Cannondale, pelo que a equipa da DMT Racing vai defender ao máximo a sua posição e tentar evitar perder mais tempo (estão no segundo posto, a 1min. 03seg's. dos lideres). Podes ver as classificações completas, com os restantes portugueses em prova  aqui.   Luís Beltrão ### Novos pneus Michelin - Marca cada vez mais forte nas várias vertentes. A Michelin tem vindo a renovar e a completar a sua gama de pneus para bicicleta, e os pneus mais recentes no mercado para Gravel já estão disponíveis em Portugal. São os Michelin Power Gravel, especificos para gravel. O modelo vai estar no mercado nas medidas 700c com 33 e 35mm de largura. Desenhado para o rigor dos terrenos de gravel e preparado para a competição. Este pneu POWER Gravel está equipado com as tecnologias """; "Bead 2 Bead" "Protek""; banda de reforço protectora em todo o pneu e um novo composto de borracha "X-Miles", segundo a marca para maior durabilidade. É "Tubeless Ready" com um peso muito razoável, 360gr/ 33mm e 380g/35m, todos eles com o mesmo padrão de piso triangular e direccional com agressivos tacos laterais. O que é isto do "Bead 2 Bead Protek"? A tecnologia Bead2Bead Protek é um reforço cruzado alta densidade que protege todo o revestimento interno do pneu.  De acordo com a marca, a banda de rodagem e as bandas laterais estão reforçadas para assegurar máxima protecção e longevidade. O PVP deste pneu será de €44,00, e já está disponível no mercado. Outras novidades recentes da marca No cross-country Para um mercado com mais utilizadores, o XC (cross-country), a marca lançou o ano passado novos pneus, estes utilizados na taça do mundo pela equipa KMC- Suntour, onde figuram atletas como Jordan Sarrou e Victor Koretzki. Os pneus são o "Jet XCR" e o "Force XC". O Jet XCR, é o único de toda a gama com 150 TPI na construção da sua carcaça (quando o normal em pneus de XC é entre os 100 e os 120 TPI em pneus de gama alta)  e com um composto de borracha diferente de todos os outros (GUM - X2D). A marca anuncia que é um pneu com um excelente rácio de peso, resistência, tracção e capacidade roladora, fatores dificeis de combinar num só pneu. O "Force XC", apela ter excelente tração e grip, bem como resistência e robustez nas pedras e raízes. No Enduro Na vertente Enduro, o pneu é o "Wild enduro", que é utilizado pelos "riders" profissionais da equipa “Miranda”, como o português José Borges ou o francês Karim Amour. A BH Lynx da equipa Miranda Factory. De acordo com a marca esta gama foi desenvolvida para diferentes consumidores; tanto para os fãs da disciplina como para os pilotos profissionais que procuram pneus para elevada performance, com aderência máxima e resistente. A flexibilidade da gama adapta-se ao leque de terrenos encontrados no Enduro, desde trilhos de floresta, piso empedrado, enlameados rochosos e húmidos. As tecnologias aplicadas neste pneu são a "GRAVITY SHIELD", "MAGI-XІ" (desenvolvido especialmente para usar na roda da frente, oferece maior aderência e tracção a alta velocidade) e "GUM-X3D" (desenvolvido para apoiar as mudanças de direcção a alta velocidade e garantir aderência). Os pneus com Gum-X têm também o revestimento protector """; "gravity Shield""; com uma adição para pneu traseiro, banda """; "Pinch Protection""; que aumenta a rigidez e minimiza furos. Terminologia: TPI: "thread per inch" ou, "fios por polegada", é a forma de medição das camadas de fios de que é construída a carcaça de um pneu, quanto menos camadas de fios, mais borracha tem que ser utilizada para preencher esse espaço entre eles. Quanto maior for o TPI maior a flexibilidade e a resistência do pneu, mas menor a durabilidade. Quanto menor for o TPI menor a flexibilidade, maior o peso e a durabilidade. ### Canyon Spectral ON à venda. Mais "novidades eléctricas" em breve. A Canyon anunciou que a sua bicicleta eléctrica de montanha "Spectral On" está à venda, mas no final de Novembro haverão "novidades eléctricas". Hoje em dia já se sabe o que faz com que uma eléctrica funcione melhor ou não. Forçar que uma bateria encaixe esteticamente num quadro que já existia não funciona. Equipar bicicletas eléctricas com componentes de bicicletas convencionais também não funciona bem. Desenhar uma bicicleta sem ter em conta todas e cada uma das possibilidades que oferece a pedalada assistida, não funciona. Os engenheiros da Canyon construíram  a bicicleta de Raíz, num dos projetos mais ambiciosos da Canyon, uma autêntica BTT elétrica que oferecesse o máximo rendimento. Canyon Spectral On. Perfeitamente visivel que construiram de raíz a bicicleta eléctrica. Canyon Spectral. Características técnicas de destaque A nova Spectral:ON  vem equipada com 150mm de curso na sua suspensão dianteira e traseira, e o "coração" desta bicicleta é o último modelo da bateria Shimano Steps E8000 drive system com 250 watts alimentados por una bateria de 504 watts/hora. Dotaram a Spectral:ON com escoras inferiores curas de 430mm, o que lhe dá mais agilidade, enquanto que o seu peso é relativamente baixo (para uma eléctrica) e a sua resposta muito alta. Segundo a marca, em termos de maneabilidade, a Spectral:ON destaca-se graças à roda dianteira de 29’’ com uma grossura de 30mm. e calçada com um pneu de 2,5”. Atrás, uma de 27,5’’ com 35mm. e um pneu de 2,8’’. De acordo com a marca esta combinação permite uma precisão milimétrica nos trilhos. Outros detalhes da Spectral:ON são o "Geo Adjust", capaz de mudar a geometria da bicicleta modificando a altura do eixo pedaleiro até 11mm. e tornando mais agressivo o ângulo de direcção. Isto permite ao ciclista optimizar a posição para um uso variado, ou para um uso mais focado no Enduro de uma forma rápida e simples. A Canyon desenvolveu o seu próprio modelo de selim, o "SD:ON", que está disponível para mulher e homem. Todos os modelos vêm equipados com componentes pensados para a diversão, como as forquetas da suspensão mais rígidas e resistentes, travões de 4 pistões e rodas DT Swiss específicas para e-bikes. Apesar da bateria e amortecedor, foi pensado espaço para porta bidons. O quadro inclui um espaço para porta bidões debaixo da bateria (Canyon Sideloader cage). Existem quatro modelos de homem e quatro de mulher, que constituem a gama  Spectral:ON A vantagem principal é que consegues descer mais trilhos, no mesmo tempo que tens disponível para o fazeres. Vídeo promocional da marca. https://www.youtube.com/watch?v=YzAqIiVVAa4 Aguardamos com expectativa as notícias do final de Novembro, parece que vem aí nova bomba. Tentaremos em breve fazer um teste a esta máquina para te esclarecer sobre o seu desempenho nos trilhos. Fica atento.   Luís Beltrão   ### Brasil Ride, Etapa 4 - Tiago Ferreira e Hans Becking na luta A etapa 4 era considerada a etapa rainha da prova. Os vencedores da etapa 4 do Brasil Ride foram a dupla formada por pelo brasileiro Henrique Avancini e o alemão Manuel Fumic (equipa Cannondale). Uma etapa muito disputada onde o grupo dos favoritos se manteve junto até muito perto do final, altura em que se fizeram as diferenças com que terminaram a etapa. Tiago Ferreira e Hans Becking fizeram segundo na etapa de hoje, mas o tempo perdido fez com que perdessem a liderança na classificação geral da prova. A dupla da DMT Racing está agora em segundo lugar a 1 min. e 3 seg's. dos primeiros. Numa altura crucial da corrida, Tiago Ferreira teve problemas com a corrente da bicicleta, que lhe saiu por duas vezes, fazendo que este tivesse que despender de energia para recuperar, esforço esse que lhe passou "factura" nas subidas finais. Vídeo resumo da Etapa. https://www.youtube.com/watch?v=UjEbJul_5mQ Faltam ainda 3 etapas para o final do Brasil Ride e ainda tudo pode acontecer, tendo em conta a escassa diferença entre os primeiros. Amanhã a etapa é marcada pelo retorno para o "Arraial D'ajuda", local onde se deu o início da prova. Fica com o vídeo da chegada da etapa de hoje com resultados e entrevistas aos protagonistas do dia. (minuto 10:20 entrevista com o Tiago Ferreira). https://www.youtube.com/watch?v=ylaTia_Q4Ng Classificações completas aqui.   Luís Beltrão     ### Tiago Ferreira e Hans Becking no comando do Brasil Ride O Português Tiago Ferreira e o seu companheiro de equipa Hans Becking lideram o Brasil Ride após 3 etapas disputadas. A dupla da equipa DMT Racing venceu a segunda etapa do Brasil Ride e fez 6.º na terceira etapa, embora tendo perdido poucos segundos para os seus mais directos perseguidores, a dupla do Campeão do Mundo de XCM Henrique Avancini e Manuel Fumic (Cannondale). Deixamos-te os vídeos resumos das primeiras etapas. Vídeo etapa 2. https://www.facebook.com/BRASILRIDE/videos/270352763613514/ Vídeo etapa 3. https://www.facebook.com/BRASILRIDE/videos/312545452871472/ Disputa-se hoje a 4ª etapa, de 7 no total da prova e as duplas da frente estão separadas por só 1 minuto e 7 segundos. Os segundos portugueses melhor colocados seguem em 13.º, também da equipa DMT Racing, José Dias e Sanderson Celso. Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão ### Jolanda Neff assina pela equipa TREK A campeã suíça de XCO (cross-country olímpico) Jolanda Neff irá juntar-se às fileiras da Trek Factory Racing XC. Jolanda Neff com as suas novas coresda TREK. A tricampeã da Taça do Mundo continuará focada na taça do Mundo de XCO, mas também competirá em alguns eventos seleccionados com as novas equipas Trek Factory Racing Cyclocross e Trek-Segafredo. Com apenas 25 anos de idade, Neff já deixou um currículo invejável no ciclismo. No seu palmarés conta com um título mundial de elite, tricampeã da Taça do Mundo, tricampeã da Europa, quatro vezes campeã suíça e com 12 vitórias na Taça do Mundo. "Estou muito entusiasmada por me juntar à família Trek", disse Neff. "Amo a Trek como marca e sou apaixonada pela sua filosofia de desenvolver programas fortes para mulheres ao lado das suas equipas masculinas". "Também é um grande prazer poder correr em BTT, CX e estrada, tudo sob a mesma família de equipas. Tem sido o sonho da minha vida correr ao mais alto nível nas bicicletas mais rápidas em diferentes disciplinas, e encontrei o parceiro perfeito. ” Neff irá assim ser companheira de equipa de Emily Batty, um dos grandes nomes femininos no BTT mundial, que continuará a correr com a Trek Factory Racing em 2019 e depois. Emily Batty Emily Batty tem sido uma referência na Taça do Mundo há vários anos. Em 2018, conquistou vários pódios e uma medalha de bronze no Campeonato do Mundo. "Estou muito feliz por dar as boas-vindas a Jolanda Neff à Trek, e sei que poderemos tirar o melhor de si em corridas e treinos", disse Batty. "A Trek está a criar um ambiente bom para mulheres atletas e bom para o desporto". Com uma equipa comandada por Emily Batty e Jolanda Neff, a Trek Factory Racing XC será sem dúvida uma equipa ainda mais mediática na Taça do Mundo, além de poder dominar por completo. "A Trek sempre deu valor em apoiar os níveis mais altos do desporto", disse o director de marketing da Trek Sports, Tim Vanderjeugd. “Estamos entusiasmados em continuar essa tradição, tendo duas das atletas mais proeminentes no ciclismo. Tanto a Emily quanto a Jolanda estão preparadas para o sucesso no circuito da Taça do Mundo nos próximos anos ”. A lista completa da equipa Trek Factory Racing XC será anunciada nos próximos meses. Os atletas continuarão a utilizar as bicicletas Trek Procaliber e Top Fuel, equipadas com com transmissão e travões SRAM, suspensão RockShox e rodas e "cockpits" Bontrager. Continuarão também  a usar equipamentos Santini e andarão com sapatos e capacetes Bontrager. Não sabemos ainda como serão os resultados desportivos, mas a TREK Factory Racing tem uma das equipas mais belas do planeta.   Luís Beltrão ### Ciclocrosse - Circuito superprestige. Á semelhança do ano passado iremos trazer-te os resumos e classificações das provas de ciclocrosse do circuito superprestige. O "Telenet Superprestige" é um circuito paralelo à taça do mundo disputado na Bélgica e Holanda, mas como o próprio nome indica, com tanto prestigio como a taça do mundo, pois estes são os países com maior tradição desta modalidade e que mais e melhores atletas têm. Para teres uma ideia, a afluência do público é sempre enorme e paga-se bilhete para ir ver as corridas do Superprestige. Outra curiosidade são os prémios monetários, estás preparado para saber quanto ganha em prémio um vencedor de uma corrida de ciclocrosse deste circuito? Indistintamente por categoria os prémios são para o vencedor € 30.000, para o segundo € 20.000, o terceiro € 14.000, o quarto € 9.000, o quinto € 6.000, o sexto € 4.000, o sétimo € 2.500, o oitavo € 2.000, o nono € 1.500 e o décimo € 1.000. Bélgica e Holanda são mesmo o país das maravilhas para quem gosta de ciclismo e especialmente, ciclocrosse. Época 2018-2019 Na corrente temporada já foram disputadas duas corridas do circuito superprestige. A primeira foi em na Holanda (Gieten), a segunda na Bélgica (Boom), e ambas foram ganhas por Mathieu van der Poel. Toon Aerts e Wout Van Aert partilham as posições seguintes e são os que tentam fazer frente ao Holandês neste troféu. Toon Aerts e o seu companheiro de equipa na perseguição a Mathieu van der Poel. Mathieu van der Poel foi o campeão do Superprestige na temporada passada, vencendo 6 das 8 corridas do troféu. O Holandês de só 23 anos demonstrou o ano passado uma grande supremacia sobre os seus adversários, no entanto não se conseguiu sagrar campeão do mundo, o que prova que Wout Van Aert, Toon Aerts e os outros não andam a "passear". Para acompanhar o desenrolar desta temporada aqui no MARRETAMAN.PT.   Luís Beltrão ### Acompanha toda a temporada do Ciclocrosse aqui no MARRETAMAN.PT À semelhança da temporada passada, este ano vamos trazer-te os resumos de todas as corridas mais importantes de Ciclocrosse. Para veres como foi a temporada passada da taça do mundo de ciclocrosse e  vai ao nosso site e coloca "ciclocrosse" na pesquisa, ou clica aqui. No Ciclocrosse mundial, as corridas mais importantes são claro está a taça do mundo de ciclocrosse, o circuito superprestige (circuito realizado na Bélgica e Holanda com os melhores do mundo), e o campeonato do mundo. As provas do circuito "superprestige" têm grande adesão por parte do público por serem tão espectaculares e disputadas. Iremos publicar depois, também os resumos e resultados da taça de Portugal e Campeonato Nacional. A Taça do Mundo - "UCI Telenet CX world cup" Por esta altura, a taça do mundo já leva disputadas 3 provas, a primeira foi nos EUA, em "Waterloo" na qual a vitória foi para Toon Aerts que na temporada passada também andava com os da frente. O campeão do mundo Wout van Aert apresentou-se sem equipa (após ter rescindido com a Veranda’s Willems-Crelan), mas com patrocínios individuais. Por enquanto, após rescisão difícil por vontade do atleta, este ainda não pode assinar por nenhuma equipa mas já tem acordo com a lotto-jumbo para 2020. O resumo da corrida de Waterloo. https://www.youtube.com/watch?v=b62ueUISMKY&t=0s&index=3&list=PL7NFlV830crNLrY-8LsHhx32ciKT88_7P Classificações - o TOP 10 final da 1ª prova da taça do mundo.   A segunda prova foi também nos Estados Unidos, em "Jingle cross lowa City", onde Toon Aerts voltou a vencer, numa corrida muito disputada com o campeão do mundo Wout Van Aert. O "prodígio", Mathieu van der Poel, vencedor da taça do mundo na época passada e campeão europeu, não alinhou na partida destas duas primeiras corridas por ainda estar a recuperar da temporada de BTT e estrada. O resumo da 2ª prova da taça do mundo. https://www.youtube.com/watch?v=hc3lAsQCtgw Classificação - TOP 10 final da 2ª. prova da taça do mundo. Classificação - TOP 10 da primeira prova da taça do mundo de ciclocrosse. A seguinte prova da taça do mundo foi em "Bern", Suíça, onde Mathieu van der Poel alinhou pela primeira vez esta temporada e assegurou a sua primeira vitória  na taça do mundo. Resumo da prova de Bern. https://www.youtube.com/watch?v=OZALoWK3WUs Classificação - Top 10 Fotografia do pódio em Bern. 1º. Mathieu Van der Poel; 2º. Wout Van Aert; 3º. Toon Aerts. Próxima corrida da taça do mundo será disputada dia 17 de Novembro em "Tabor" na República Checa, e da qual te traremos o resumo e classificações, fica atento.   Luís Beltrão ### "The final Breakaway" - Os ciclistas "World Tour" fazem cicloturismo. "The final Breakaway" foi o nome que Thomas de Gendt e Tim Wellens deram à sua aventura de "bikepacking" (nome moderno do cicloturismo), foram 1000 km's. em 6 dias a pedalar com bagagem. Thomas De Gendt e Tim Wellens à partida. Os ciclistas profissionais da equipa World Tour Lotto Soudal, no final da sua desgastante época de ciclismo lançaram-se numa viagem de bicicleta por alguns países da Europa (Itália, Suíça, Luxemburgo, Bélgica) transportando a sua própria bagagem, chamaram-lhe "The final breakaway", a ultima fuga. Os Belgas fizeram 1000km's em 6 dias, nos quais apesar de transportarem a bagagem, terminaram com uma média superior a 30km/h. Os dois ciclistas começaram a sua aventura na zona da "Il Lombradia" no norte de Itália e finalizaram na zona de Flanders na Bégica. Esta aventura começou no Domingo após os 241 km's do ultimo monumento da época (Il Lombardia), onde os ciclistas alinharam pela sua equipa Lotto-Soudal. Thomas De Gendt foi relatando a aventura nas redes sociais. "Tivemos sorte com a meteorologia, só ontem não vimos sol, e tivemos vento de costas maioritariamente". - Thomas De Gendt. Ora aqui está uma frase que nós (amadores) nunca diríamos, se acabamos a volta com média alta e vento de costas não mencionamos no vento, se acabamos a volta com média baixa e vento de frente, mencionamos o vento. "Durante esta rota conseguimos ver e aproveitar as paisagens, algo que não conseguimos durante as corridas". - Thomas De Gendt. "Fisicamente, eu e o Tim acabámos bem, mas agora estamos felizes por entrar de férias." - Thomas De Gendt. Na chegada ao seu país no dia 6 do seu passeio. A bicicleta utilizada pela dupla da Lotto-Soudal foi uma Ridley (marca patrocinadora da equipa World Tour), modelo X-Trail carbon, a gravel bike da marca Belga, modelo que já testámos aqui no MARRETAMAN.PT. Realmente, é uma máquina que dá para tudo, como podes ver no nosso vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=4HN7yk-GBLw Tendo em conta que Thomas De Gendt é um dos maiores especialistas em fugas no pelotão World Tour, será que não foi um treino para o obrigar a não fugir de ninguém durante 6 dias? :P :D Tim Wellens mostra o "abastecimento dos campeões". É sem duvida uma notícia de destaque, pois estes dois colegas de equipa demonstraram grande paixão pelo ciclismo, visto que no final de uma época desgastante e com tantas horas em cima das bicicletas, normalmente os ciclistas estão desejosos de parar. Mas não foram os únicos, existem cada vez mais ciclistas profissionais a optarem por fazer algumas aventuras destas para continuarem a "curtir" as bicicletas, pois ao nível desta gente muitas vezes só se sofre em cima das mesmas. Já Daniel Oss, da Bora-Hansgrohe, tinha feito algo deste género, depois de finalizar o Giro 2016 ao que chamou "Just Ride" (na altura o ciclista estava na BMC), rolando por Itália sem objectivos específicos de treino, mas misturando as paisagens e comida com treino não específico. https://www.youtube.com/watch?v=m1Uk1f-Txc4 "Estava cansado de correr. São só recordes de Strava, muito treino e muito foco nas corridas ” - Daniel Oss. “Estamos sempre nos hotéis, nas corridas, nos aviões ou nos treinos. Pedalamos por estes lugares incríveis durante a temporada, mas nunca podemos aproveitá-los. Redescobri o amor à bicicleta. Quando era jovem, apenas andava de bicicleta por diversão. É assim que todos nós começamos, certo?" - Daniel Oss Todos nós gostamos de ver este desporto na televisão e vibramos com estas estrelas do ciclismo, mas esquecemos, ou nem fazemos ideia dos sacrifícios que estes fazem para conseguir andar no patamar mais alto do ciclismo mundial.   Luís Beltrão         ### Nuno Bico fala da sua bicicleta no Canyon Experience Weekend O jovem ciclista da equipa Movistar esteve presente no evento da Canyon. Tivemos oportunidade de conversar um pouco com Nuno Bico, que nos falou um pouco da sua bicicleta de treino, e de alguns pormenores das corridas World Tour. https://www.youtube.com/watch?v=6zn6MhuPA0A Nuno Bico apesar de ainda ser jovem (24 anos), fez já a sua segunda temporada na equipa Movistar, uma das melhores World Tour. Resultados desportivos de destaque do Nuno Bico: - Campeão Nacional de Estrada Sub-23 em 2015. - 7.º na classificação geral da Volta ao Alentejo em 2016 . - 3.º nos campeonato nacional de estrada em 2016. - 7.º na Liège-Bastogne-Liège sub-23 em 2016. Após uma época marcada por quedas e lesões, desejamos a melhor recuperação da clavícula, bom descanso nas férias e boa sorte para a 2019.   Luís Beltrão       ### Conversa com Nelson Oliveira no Canyon Experience Weekend Encontrámos o atleta português da equipa Movistar num evento da Canyon, marca patrocinadora da sua equipa. Poucos dias depois dos campeonatos do mundo, onde fez um esplêndido 5.º lugar na prova de contra-relógio, e ainda teve um desempenho muito importante na ajuda a Rui Costa para que este fizesse também um esplêndido top 10, tivemos a oportunidade de conversar um pouco com Nelson Oliveira. Deixamos-te essa conversa. https://youtu.be/sv15heL9uzM Muito mais havia para perguntar, mas além de não querer roubar mais tempo ao Nelson, esta aconteceu de uma forma um pouco inesperada, embora "não se tenha notado nada". Mesmo assim, esperamos que tenhas gostado. No Início da conversa faço referência a esta etapa da Vuelta 2015, o Nelson atacou a 30 km's. do fim, num grupo onde seguiam ciclistas de muita qualidade, e só parou após cruzar a meta em primeiro isolado. Uma etapa memorável e que nos fez vibrar a todos os portugueses. https://www.youtube.com/watch?v=oBv2l-HJoyc Falamos ainda do Paris-Roubaix, a clássica das clássicas, onde o Nelson não tem tido muita sorte, mas onde torcemos para que um dia possa trazer um bom resultado. Resultados desportivos de destaque na carreira do Nelson Oliveira: - Uma vitória e um 2.º lugar de etapa na volta à Espanha em 2015. - 4 vezes campeão nacional de contra-relógio ( 2016, 2015, 2014 e 2011). - 1 vez campeão nacional de estrada em 2014. - Um 7.º, um 4.º e um 5.º lugar no campeonato do mundo de contra-relógio, nomeadamente em 2014, 2017 e 2018. - 7.º lugar na prova de contra-relógio nos jogos olímpicos em 2016. Um grande obrigado ao Nelson, bom descanso e desejos de uma excelente época em 2019. Brevemente, publicaremos conversa com Nuno Bico, ciclista português também da equipa Movistar, que nos falou um pouco da sua bicicleta.   Luís Beltrão   ### Novo Shimano Utegra Di2 R8070 - Primeiro contacto e análise. Experimentámos o novo Ultegra Di2, passamos-te as primeiras impressões e detalhes deste redesenhado equipamento da marca nipónica. Antes de sequer utiliza-lo, reparas desde logo que o novo Shimano Ultegra Di2 foi redesenhado, ficando esteticamente muito parecido com o topo de gama Dura-Ace, tanto nas manetes como no pedaleiro. Além da estética, a Shimano "transportou" a tecnologia topo de gama para a gama Ultegra, e (peso do conjunto à parte) é muito semelhante com o Dura-Ace, na electrónica e funcionamento não notarás diferença. Para os mais exigentes, a principal diferença é mesmo os materiais de que são construídos, que no caso do Dura-Ace o torna mais leve.   Primeiras sensações de utilização Salta desde logo "à vista" a utilização dos botões no topo nas manetes para operar funcionalidades que podem ser definidas por ti (através da aplicação "E-TUBE" da shimano), tecnologia que a geração anterior não tinha e que esta herdou do "Dura-Ace". No conjunto que experimentámos vinha predefinido com o controlo do desviador traseiro, no topo da manete direita colocas andamentos mais pesados, no da esquerda andamentos mais leves. Esta funcionalidade dá bastante jeito quando estás a pedalar de pé em subidas, é muito intuitiva e fácil de operar, principalmente naquelas alturas em que já vamos com pouco "oxigénio no cérebro". Pequeno vídeo desta maravilha na estrada. https://youtu.be/EEhnHZNHo6U Versatilidade de acordo com a preferência de cada um. Mas estes botões podem ser configurados por ti de forma a poderes, por exemplo, mudar o ecrã do teu GPS, mudar funções ou controlares luzes (que se possam emparelhar com este equipamento) sem tirares as mãos das manetes. Na aplicação da Shimano para telefones, tablets ou PC's. "E-TUBE app" podes controlar as funções dos vários botões, e até seis modos diferentes de troca de mudanças. Além disso esta aplicação ainda permite ao utilizador manter todos os componentes eléctricos da bicicleta actualizados com o mais recente "firmware", assinalar e resolver anomalias do sistema. Pode parecer complicado, ou até exagerado para muitos, mas pessoas diferentes preferem configurações diferentes e parece-nos uma evolução que faz todo o sentido. No fundo, se muitos de nós temos preferências diferentes nos ecrãs do GPS, porque não nas mudanças, se tivermos essa hipótese. Isto confere grande versatilidade ao novo Ultegra, que pode ser utilizado com características diferentes, em competição, treino ou numa simples volta com amigos. NOTA: para este tipo de sincronização o Di2 tem que ter a unidade "D-Fly", que permite ligar GPS e outros acessórios ao sistema Di2. Manetes redesenhadas O "click" das manetes é mais definido e nota-se melhor a diferença entre os dois botões o que também deve ajudar à comutação das mudanças com luvas de inverno. Os "repousa mãos" também foram redesenhados e são mais ergonómicos e confortáveis, ficam completamente adaptados às mãos. Opções de andamentos mais alargadas Nós experimentámos um 52-36D, com cassete 11-28D, uma relação muito equilibrada para o utilizador activo mas "não profissional". A mudança de trás Di2 (RD-8050) adoptou o baixo perfil da Dura-Ace e a tecnologia Shimano Shadow RD, um design que permite que a mudança fique situada totalmente por debaixo da cassete, afastando-a assim de potenciais impactos. Mas a Shimano tornou o novo o Ultegra no grupo mais versátil e adaptável da marca, até na variedade de cassetes disponíveis, onde uma delas tem encaixe e cepo compatível com bicicletas de montanha. No que respeita às cassetes podes escolher 6 combinações Standart: - CS-R8000: 11-25D, 11-28D, 11-30D, 11-32D, 12-25D e 14-28D; - CS-HG800: 11-34D a nova opção mais larga e compatível com bicicletas de montanha. No que respeita aos pratos podes escolher entre 53-39D, 52-36D, 50-34D e 46-36D, este último bom para Gravel ou Ciclocrosse. Comutação e travagem Em andamento, a sensação de comutação das mudança é espectacular, o novo Ultegra é preciso e suave, algo que já impressionava na geração anterior e neste aspecto não se pode dizer que se note grande diferença. Para os que nunca usaram Di2, o que podemos explicar é que existe uma passagem de mudanças ainda mais precisa e suave (principalmente quando operamos o desviador da frente), relativamente ao mecânico. É muito bom, simplesmente ficarás rendido se o experimentares. Relativamente à travagem (com disco neste caso), o que vais notar é que com a mesma força que aplicas numa manete mecânica, travas mais, ou seja é necessário aplicar menos força para travar o mesmo. Mais pormenores sobre a questão do travão de disco (sim ou não?) contras neste nosso artigo. Em resumo. É um "brinquedo" que tem a tecnologia do seu "irmão" topo de gama, mas por um preço mais acessível. Para quem já conhece a tecnologia Di2 do anterior, a diferença é que este é mais confortável, mais intuitivo e versátil (devido às opções de configuração) com as novas manetes. Para quem não conhece o conselho é que não experimente, pois irá ficar tão maravilhado e "viciado" que vai querer ter.   Luís Beltrão           ### Estivemos no Canyon Experience Weekend Portugal - Vídeo do evento Decorreu no passado fim e semana (6 e 7 de Outubro) o Canyon Experience Weekend. Foi a primeira vez que a Canyon organizou um evento do género em Portugal, o  Canyon Experience Weekend foi direccionado ao público em geral, e permitia que todos os amantes das bicicletas experimentassem qualquer um dos modelos da marca Alemã. O local escolhido foi o Autódromo do Estoril, onde os participantes podiam inscrever-se para testes individuais às bicicletas, participar em passeios guiados quer de bicicleta de estrada, quer de bicicleta de montanha. Em conversa com Isabel del Castillo (responsável de Marketing da Canyon Espanha e Portugal), disse-nos que "foi trabalhoso mas positivo, visto que foi a primeira vez que a Canyon organizou com os seus próprios meios um evento em Portugal". No sábado houve um pequeno workshop com os técnicos da FOX, que responderam a perguntas dos utilizadores e mostraram como fazer algumas pequenas intervenções. Publicaremos vídeo com uma parte desse workshop. Tivemos a oportunidade de conversar com um dos responsáveis pela garantia da Canyon, acerca desse assunto precisamente. É uma dúvida que muitos utilizadores têm quando se trata de adquirir uma bicicleta da marca, e que o João (departamento de garantia da Canyon) nos explicou como funciona neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=j-qwzpuJKw4&feature=youtu.be No Domingo houve oportunidade, para quem marcou presença à hora anunciada, de conhecer os ciclistas portugueses da equipa Movistar, Nuno Bico e Nelson Oliveira, com os quais conversámos e que brevemente publicaremos essa pequena conversa. Aqui fica o nosso resumo do evento, para que possas ver como foi e não percas o próximo. https://www.youtube.com/watch?v=neNLam-7has&t= Brevemente entrevistas na integra, onde Nelson Oliveira diz qual o seu maior sonho, e Nuno Bico fala da sua bicicleta para nós. Fica atento ao nosso site. Fotografia: Jorge Branco Vídeo: Miguel Pereira   Luís Beltrão       ### A bicicleta da equipa Katusha - CANYON Aeroad CF SLX Disc No fim de semana de 6 e 7 de Outubro estivemos presentes no CANYON Experience Weekend e lá encontrámos esta maravilha. A Canyon Aeroad CF SLX da equipa Katusha, disponibilizada a ciclistas como os portugueses Tiago Machado, José Gonçalves, ou um dos melhores sprinters da actualidade, Marcel Kittel (o tipo do shampoo Alpecin), que vemos no intervalo das voltas. Apesar de ser um modelo que nasceu em 2014, e provavelmente estar para breve uma nova versão deste modelo, é uma bicicleta que não passa desapercebida, basicamente é um "avião". Este modelo com disco, e SRAM Red e-tap deixa a bicicleta com um aspecto completamente "clean" e ainda mais aero. O conforto dos ciclistas da Katusha é garantido pela Selle Itália, a marca de referência italiana fornece o SLR titanium. A transmissão de tecnologia "Wireless" SRAM red e-tap, com uma desmultiplicação 53/39 e 28/11 no modelo exposto. O potenciómetro utilizado por Tiago Machado e companhia é o Quarq DZero carbon. O tubo vertical do espigão alarga e acompanha a roda traseira. O "cockpit" integrado desta Aeroad é um dos acessórios que dá mais identidade a esta bicicleta no meio do pelotão World Tour. Não deu para a meter no bolso e trazer, mas deu para fazer um vídeo e mostrar-te melhor esta bicicleta World Tour. https://youtu.be/rniBM9SGUks   Luís Beltrão     ### Il Lombardia - O último monumento do ano. Disputou-se hoje a última clássica e monumento do ano, il Lombardia em Itália. Valverde era um dos destaques antes da partida. Nibali era um dos favoritos. Depois dos campeonatos do mundo, esta clássica seria praticamente a ultima oportunidade da época para uma vitória importante. Thibaut Pinot o mais forte, na melhor temporada de sempre. Na fase final da corrida de 214 km's. seguiam em fuga um grupo de ciclistas importantes, Thibaut Pinot, Vincenzo Nibali, Primoz Roglic e Egan Bernal. Pinot e Nibali atacaram a 17 km's. do fim e seguiram os dois para discutir a vitória entre si. Os ataques de Pinot sucederam-se, até que a 14km's. do final, Pinot "descarregou" Nibali e arrancou para a vitória. Thibaut Pinot consegue assim aquela que é provavelmente a maior vitória da sua carreira, depois de vencer também a "Milan-Torino" recentemente. Depois deste ano ter desiludido no Giro onde apanhou das maiores "marretadas" que já se viram em directo, Pinot termina a temporada da melhor maneira arrecadando um monumento, duas etapas na volta à Espanha e a Milan-Torino. Na segunda posição terminou Vincenzo Nibali e depois um grupo de 6 ciclistas, onde nos quais acabou por conseguir a terceira posição o Belga da BMC Dylan Teuns. O melhor português foi Rui Costa que cruzou a meta em 38.º, seguido por Nelson Oliveira em 42.º Vídeo do momento em que Pinot cruza a meta e vence o Giro da Lombardia aqui. Classificações completas aqui. Para recordares ou veres os resumos dos outros monumentos do ano, coloca no campo de pesquisa do nosso site "monumentos do ciclismo".   Luís Beltrão ### A nova Canyon Ultimate CF SLX do Campeão do Mundo A Canyon revelou ontem à imprensa mundial a Ultimate CF SLX edição especial Campeão do Mundo. A nova Utimate vai destacar-se no pelotão certamente. No "press-release" enviado a Canyon valoriza o desempenho excepcional de Alejandro Valverde e da sua Ultimate. Anreas Walzer (Canyon), Valverde e Eusebio Unzue (director da Movistar Team). O "Bala" irá correr hoje a última corrida UCI WorldTour do ano numa edição de Campeão do Mundo 2018 da Ultimate. Desde 2003, a lenda da Movistar Team, Alejandro Valverde, coleccionou etapas e vitórias gerais nas maiores corridas do ciclismo, das clássicas até aos Grand Tours. Mais de 170 primeiras posições são a base de um impressionante palmarés do espanhol de 38 anos, que afinal atingiu a camisola arco-íris do Campeonato do Mundo pela sua primeira vez em Innsbruck este ano. Com a vitória geral na Vuelta a España 2009, um total de 16 etapas ganhas no Giro D'Italia (1), a Vuelta (11) e Tour de France (4), duas medalhas de prata (2003, 2005) e quatro de bronze (2006, 2012, 2013), 2014) no Campeonato do Mundo de Estrada, bem como as vitórias na Liège-Bastogne-Liège (2006, 2008, 2015, 2017) e a Flèche Wallonne (2006, 2014, 2015, 2016, 2017). Poderá Valverde vencer hoje na Lombardia e arrecadar o último monumento do ano já com as cores de campeão do mundo na camisola e bicicleta? Especificações técnicas completas: Quadro: Canyon Ultimate CF SLX edição especial Campeão do Mundo Travão frente: Campagnolo Super Record Travão trás: Campagnolo Super Record Manetes: Campagnolo Super Record EPS Desviador frente: Campagnolo Super Record EPS Desviador trás: Campagnolo Super Record EPS Cassete: Campagnolo Super Record Corrente: Campagnolo Record Crank: Campagnolo Power2Max com decoração Campeão do Mundo Rodas: Campagnolo Bora Ultra 50 com decoração Campeão do Mundo Pneus: Continental Competition ALX 25mm tubulares Fitas de guiador: LizardSkins Selim: Fizik Arione Espigão: Canyon Ultimate Grades de Bidom: Elite Custom Race Plus com decoração especial Campeão do Mundo. Fotografia: Canyon Bicycles, Tim de Waele.   Luís Beltrão ### Alberto Contador pulveriza recorde do Strava na subida "Bola del Mundo" O Ex-ciclista profissional madrileno retirou-se da competição mas continua a dar as suas voltas diárias. Alberto Contador parece estar ainda em plena forma, pois numa das suas voltas diárias bateu o recorde do Strava da exigente subida no arredores de Madrid, onde em 2012 manteve a liderança da Volta à Espanha. Alberto Contador na Vuelta 2012, que acabou por vencer. Já no verão, Contador tinha deixado outras indicações quando fez os 3,29km's. com média de 12% de inclinação do "Col du Portet" no Tour, num recorde de 15:01 a uma vel. média de 13,2km/h e de 306 watts de potência. Alberto Contador no Granfondo com o seu nome. Como profissional não partilhava nada no Strava, e em entrevistas chegou a dizer que também não dava importância a esses recordes, mas agora como ex-profissional gosta de comunicar com os seus fãs em todas as redes sociais. Actualmente continua a "treinar" todos os dias. Desta feita, na rede social "Instagram" o madrileno até deixou conselhos aos seus fãs sobre a melhor forma de fazer esta subida (Bola del Mundo). Contador ainda gosta de acelerar. Contador diz que foi um luxo de dia com a bicicleta pela serra, e que deu um belo aperto com os andamentos 39/25D. Mas depois aconselha a combinação 34/30 para os "comuns mortais", e a levar um pouco menos de pressão para que a roda não patine. Finaliza dizendo que os discos agradecem-se na descidas pelo desnível acentuado (esta é a parte em que o ciclista está a treinar a vertente comercial).   Luís Beltrão     ### Valverde Campeão do Mundo, Rui Costa num esplêndido TOP10. Num final disputado a 4, Valverde impôs-se no sprint final e no final vestiu a camisola do Arco-Iris. Hoje em Innsbruck, aos 38 anos de idade e após várias tentativas e medalhas em Campeonatos do Mundo, Alejandro Valverde sagrou-se Campeão do Mundo. Fotografia: Tim de Waele/Getty Images A prova de fundo dos Campeonatos do Mundo tinha este ano um circuito diferente dos últimos anos, com várias passagens por subidas duras que deixariam pelo caminho os sprinters. Assim, previa-se um final favorável para ciclistas com características diferentes e foi o que aconteceu. O Português Rui Costa fez uma grande exibição, atacou várias vezes nas duas últimas voltas ao duro circuito austríaco de 258 quilómetros. Rui Costa desferiu vários ataques, tanto na subida de Patscherkofel, que foi ultrapassada sete vezes, como na descida seguinte. Chegou a estar numa posição adiantada, procurando chegar à última subida, a íngreme escalada de 2,8 quilómetros para Gramartboden, adiantado, visto esta não ser uma colina ao seu jeito. Só a união de esforços das equipas mais fortes, impediu a iniciativa do corredor português de dar frutos, que mesmo assim conseguiu terminar a prova no TOP 10 a 43 segundos do vencedor. Assim, ficaram nos últimos quilómetros o espanhol Alejandro Valverde o francês Romain Bardet, o holandês Tom Dumoulin (algo atrasado mas que apanhou o grupo da frente no final), e o canadense Michael Woods. No sprint final Valverde pareceu arrancar algo cedo mas conseguiu impor-se a todos os outros, ficando Bardet com a medalha de prata e Woods com o bronze. Com uma longa carreira, um palmarés recheado de grandes vitórias das quais se podem destacar uma Volta a Espanha (2009), ou as clássicas Liége-Bastogne-Liége (4 vezes) e Flèche Wallone (5 vezes), entre outras, e depois cumprir dois anos de suspensão em 2010, Alejandro Valverde conseguiu manter-se sempre no mais alto nível sendo um dos ciclistas mais regulares de todos os tempos, vencendo corridas durante todo o ano.   Com este título de Campeão do Mundo o Espanhol deixa ainda mais a sua marca na história do ciclismo mundial. Os restantes portugueses Nelson Oliveira Nelson Oliveira também fez uma corrida de grande nível, mantendo-se no grupo dos favoritos até à volta final, ajudando Rui Costa a colocar-se para enfrentar a última subida longa da prova nas melhores condições para o ataque que viria a desferir. No final, acabou na 39.ª posição. Rúben Guerreiro mostrou-se bem colocado durante uma parte significativa da prova, mas acabou por perder o contacto com o pelotão na quinta das sete escaladas a Patscherkofel. Tiago Machado lamentou problemas lombares e num dente que contribuíram para que a condição não fosse a mais desejada. “Fiz cinco horas de corrida com uma pulsação média de 150. Isto mostra o cansaço acumulado por época demasiado longa. Não é normal..." Podes ver o último quilómetro da prova aqui. Classificações completas aqui.   Luís Beltrão   ### Canyon Experience Weekend - Finalmente em Portugal o incrível evento da Canyon. À semelhança do que já aconteceu noutros países a Canyon vai organizar um evento de fim de semana para os amantes da bicicleta, família e amigos. É já de amanhã a uma semana (dias 6 e 7 de Outubro), que nas instalações do Autódromo do Estoril e zona de Sintra vais poder ter acesso a testes, palestras, "Workshops" e até contacto com ciclistas World Tour da equipa Movistar. Os ciclistas que vão estar presentes no evento são os portugueses Nelson Oliveira, recentemente 5.º melhor no Mundial de Contra-Relógio, e Nuno Bico. O programa será o seguinte: SÁBADO 6 OUTUBRO: TESTES: experimenta o modelo em que estás interessado durante 45 min. - Manhã 9h - 14h - Tarde 14h - 18h *Não precisas de fazer reserva; o primeiro a chegar será o primeiro a testar. - 12:30 - WORKSHOP da FOX, que nos ensinará tudo sobre suspensões em mountain bikes, entretido com cerveja y refrigerantes cortesia da Canyon. *Não precisas de fazer reserva - ROTEIRO COM GUIA - nível fácil, ritmo tranquilo, máximo 15 pessoas/grupo - 9.30h - 10.30h - estrada - 11h - 12h - btt (cross country) - 15h - 16h - btt (cross country) - 17h - 18h - estrada *Não precisas de fazer reserva DOMINGO 7 OUTUBRO: TESTES: experimenta o modelo em que estás interessado durante 45 min. - Manhã 9h - 14h *Não precisas de fazer reserva; o primeiro a chegar será o primeiro a testar. - 12:30 - A presença da equipa MOVISTAR: Nélson Oliveira e Nuno Bico, entretido com cerveja y refrigerantes cortesia da Canyon. Nelson Oliveira Nuno Bico - ROTEIRO COM GUIA - nível fácil, ritmo tranquilo, máximo 15 pessoas/grupo - 9.30h - 10.30h - btt (cross country) - 11h - 12h - estrada *Não precisas de fazer reserva. Importante não esquecer do seguinte material para participar no evento: - identificação - capacete - pedais - sapatos de bicicleta - roupas adequadas para bicicleta Inscrições Podes inscrever-te através deste link da página de Facebook da Marca. Ou directamente neste link. Atenção, as inscrições fecham dia 02/10/2018, próxima terça-feira. As bicicletas disponíveis para teste serão as seguintes: Será algo deste género, fica com as imagens do evento de Madrid. https://www.youtube.com/watch?v=H-7ZI1gjiaU Para os que não puderem marcar presença iremos depois deixar-vos o nosso feed-back deste evento.   Luís Beltrão ### Novidades 2019 - Nova Specialized Turbo Levo A Specialized apresentou a nova Turbo Levo, que segundo a informação da marca está mais leve, mais potente e equilibrada. A totalmente nova Turbo Levo 2019. Pouco a pouco (em Portugal), o mercado das bicicletas eléctricas vai crescendo  e as marcas vão aperfeiçoando estas máquinas, minimizando os seus pontos fracos como o peso e a autonomia por exemplo. No caso da Specialized a Turbo Levo é a sua bicicleta eléctrica de montanha de referência. Sendo a Turbo Levo uma bicicleta que tem como base (design e geometria de quadro) a Stumpjumper, e talvez pelo facto da marca americana ter lançado recentemente uma nova Stumpjumper, surge assim também a nova Turbo Levo. Esteticamente a turbo levo está muito bem conseguida, o facto de ser eléctrica não a torna menos atractiva, ao contrário do que acontece com outras marcas. Segundo informação da marca, cortaram enormes quantidades de peso tanto do motor como do quadro (1,2 kg no total). O Quadro Ou seja, o novo quadro em alumínio da Levo pesa menos que o quadro em carbono da S-Works Levo de 2018. Diz que no trilho, iremos notar imediatamente essa redução de peso. A nova Turbo Levo é uma bicicleta mais ágil e mais manobrável no terreno técnico, em resumo uma bicicleta de trail progressiva e que permite ir aos limites nos trilhos. A avaliar pela foto parece que sim, mas confirmaremos quando a experimentarmos. O novo motor De acordo com a marca, o novo motor Specialized 2.1 com invólucro em magnésio é 15% mais pequeno, 400 gramas mais leve que o anterior motor 1.3, e também mais eficiente e potente. O novo motor 2.1 amplia o input do ciclista em até 410%, providenciando até 560 Watts e 90 Nm de binário com absolutamente zero picos de potência. Um motor que providencia um impulso incrivelmente suave e natural ao teu esforço de pedalada (a verificar no trilho, caso tenhamos oportunidade). Um dos aspectos aos quais o utilizador está atento quando analisa uma bicicleta eléctrica é a autonomia, e os modelos "Expert" e "S-Works Levo" vêm equipados  com uma bateria de 700 Wh, que amplia a autonomia em uns incríveis 40%. Os outros modelos Levo apresentam a bateria de 500Wh, a versão de 700 Wh estará disponível no mercado de reposição como opção de melhoramento (Nota: a nova bateria Levo não é retro utilizável nas Levo de primeira geração). Conectividade Uma informação de realce é também a nova característica "Smart Control", disponível com a aplicação "Mission Control", que permite fixar a potência de assistência da Levo para durar a totalidade da volta. Além disso, adicionaram um novo Calculador de Autonomia no website da marca, ajudando os atletas a determinar as suas necessidades de potência antes de cada saída. Esta conectividade consegue-se graças à nova "Turbo Connect Unit" que se situa no centro do tubo superior e que liga a bicicleta via ANT+ e Bluetooth®, ao mundo exterior e à aplicação "Mission Control". A "Mission Control" ajudará a customizar quase todos os aspectos da bicicleta. Desde afinar as características do motor (dentro do quadro legal de cada país), monitorizar o uso de potência, controlar a autonomia, fazer diagnósticos de sistema básicos ou gravar e partilhar voltas, entre outras coisas. Pelo que parece, será um "brinquedo" ainda mais interessante do que a sua antecessora, esperamos ter a oportunidade de experimentar uma para te confirmar todas estas novidades.           ### Davide Machado medalha de Ouro em Orientação BTT O atleta português Davide Machado conseguiu hoje a medalha de Ouro na última ronda da Taça do Mundo de Orientação BTT. A Taça do Mundo de Orientação em BTT está a realizar-se este fim-de-semana  em Odemira, e Davide Machado mostrou novamente que é um dos melhores do mundo desta modalidade. Depois de ter conseguido uma medalha de prata na prova de partida em massa, ainda este ano, o atleta português ganhou em casa na prova de distância longa e consegue assim a sua primeira medalha de prata. Depois das provas de distância Longa e Média Davide Machado subiu ao 8.º lugar com 207 pontos, mas já não tem hipótese de conquistar o titulo. Amanhã irá realizar-se a prova de sprint desta modalidade, onde os portugueses irão competir novamente. Podes ver as classificações aqui. Fotografia: Paula Silva   Luís Beltrão ### Marmote Granfondo Series Pirenéus - 160 km's. 5600 mts. D+. por, Renato Ferreira O "Look Marmote Granfondo Series" é uma prova realizada nos Pirenéus franceses, com a distância de 160 km's e 5600mts. D+, ou seja, não é para qualquer um. Foto da última subida "Luz Ardiden", a Scott Addict de Renato Ferreira. Este Granfondo inclui as subidas míticas dos Pirenéus, como o "Tourmalet" (duas vezes com abordagens diferentes), "Hourquette d'Ancizan", o "Col d'Aspin" ou "Luz Ardident". A edição deste ano, que decorreu no passado dia 26 de Agosto, teve a participação de 3 portugueses, um dos quais foi Renato Ferreira que nos contou a aventura, desde a viagem à prova em si. Assim, após leres esta pequena crónica ficarás a saber porquê um dia podes ponderar ir, ou não. Para os poucos que não conhecem Renato Ferreira, é um atleta de referência Nacional que compete principalmente em provas de BTT. Renato Ferreira em "Luz Ardiden", chegada do Granfondo. No seu vasto palmarés, conta com resultados de destaque tanto no Campeonato Nacional como na Taça de Portugal de Maratonas, entre outras provas de BTT de prestígio como a "MTB World Marathon Series". É atleta da equipa "Vasconha BTT Vouzela" e conta actualmente com os seguintes patrocínios: Loja Movefree, Scott Portugal, Nutrimania.pt, Cofides competição, Pinho pneus assistência Lda., Junta de freguesia de Bucelas e Speedsix Portugal. A sua Página de Facebook. A sua Página de Instagram. Deixamos-te o relato, na primeira pessoa, da participação do Renato nesta prova. Look Marmote Granfondo Series, por Renato Ferreira No ano passado já tinha visitado esta região de bicicleta. Numa "Tour" com 5 amigos estivemos nos Pirenéus Franceses durante 6 dias a pedalar de forma descontraída, a conhecer as subidas míticas desta região. Apesar de já conhecer as 4 das 5 subidas desta prova, decidi aceitar o convite de 2 amigos (Ricardo Costa e Bruno Passos), pois desta vez estaria novamente a percorrer esta magnifica zona mas em contexto de competição! A Viagem Partimos para "Luz Saint Sauver" na 6.ª feira ás 07:00, sendo que a viagem prolongou-se durante 12 horas no total (tínhamos previsto 10 a 11 horas já incluindo as paragens, mas apanhámos muito trânsito na fronteira com França). Passeio "à civil" para conhecer a zona, qualquer dos caminhos é a subir. Ao chegar, depois de deixarmos todo o equipamento em casa (esta alugada previamente pelo Ricardo) lá fomos dar uma volta de bicicleta para "rolar as pernas" e conhecer a Vila (equipados à "Civil" ). Estadia e refeições Tirámos as fotos da "praxe" e fomos jantar. Preparámos todas as refeições previamente para toda a viagem de sexta-feira e o jantar desse dia. Casa alugada em "Luz Saint Sauveur". Assim além de poupar tempo e dinheiro nas paragens, evitam-se "surpresas" de comida menos boa que se possa encontrar. Sábado acordámos cedo para tomar o pequeno almoço e estarmos ás 08:00 no supermercado para fazermos as compras para o almoço, lanche e jantar de Sábado. Decidimos continuar com este planeamento de preparar todas as refeições em casa, pois era a forma mais barata. Ainda assim, era tudo muito caro (ex: um garrafão de água de 6L. em Portugal ronda os 0.6€, em Luz 5L. foi 1.5€). Dia prévio à prova Fomos então pedalar. No sábado fizemos a subida final, Luz Ardident (a única das 5 subidas da prova que não conhecia), 10km's. de subida. Renato Ferreira e Bruno Passos no dia do reconhecimento à última subida. No dia da prova não tinham este sorriso. Saímos de casa com 13º, lá em cima faziam 5º (é necessário contar com isto no que respeita a equipamento para a descida). A ponte de Napoleão é uma ponte localizada perto de "Luz-Saint-Sauveur" nos Altos Pirenéus. Atravessa o vale de "Gavarnie" e foi Napoleão III quem construiu entre 1859 e 1863. Descemos e fomos fazer mais uns km's. num vale (a prova não ia passar lá) em "falso plano ascendente". Já levávamos 2h. e 30m. de treino e os meus parceiros lá teimavam em continuar a pedalar tal era o entusiasmo! Os Pirenéus são do melhor para pedalar, dia do reconhecimento. "uffff ... calma pessoal que a prova é amanhã!!!"Fizemos 56km's., 2h. 45m. com mais de 2000d+!! (Vê aqui a minha actividade no strava). A Scott Addict fica ainda mais bonita com estas paisagens de fundo. Almoçámos e descansámos o resto da tarde (o Bruno teve de ir a uma loja de bike tratar de um pequeno problema com a sua transmissão). Não tivemos muito tempo para desfrutar da relva, mas ela estava lá.   Dia de prova Alvorada pelas 05:30! A partida era ás 7:30 mas de Argeléz Gazost, que ficava a sensivelmente a 25km's. da nossa casa. Fotografia da organização. O plano foi o seguinte:- De carro até à partida;- terminada a prova, descer até "Luz Saint Sauver" (nosso alojamento onde tínhamos preparado uma mochila com o necessário para tomarmos banho e alguma comida);- depois do banho, descer de bicicleta até à partida novamente para arrumarmos tudo e seguirmos viagem para Portugal. Em relação à prova em si, tivemos muita sorte com as condições meteorológicas pois neste tipo de percursos montanhosos, estas tornam-se muito imprevisíveis. Fotografia da organização. Esteve a chover e fez frio desde quinta-feira até sábado à noite. No Domingo estavam 7º às 07:30 da manhã (hora de partida), mas rapidamente aumentaram para os 20º com um céu limpo. Não há muito a dizer sobre esta prova, pois acho que os números falam por si! - 160km's. - 5600 D+ Terminei em 6h.30m., 9.º lugar da classificação geral e 4.º lugar do escalão. (Vê aqui a actividade no Strava). Local de chegada do Granfondo. Já sabia de antemão quais os meus pontos fortes e fracos para este tipo de prova, os quais se vieram a comprovar durante a corrida.Se a subir até não sou mau de todo, a descer, a descer sou "uma nódoa"! Primeira subida ao Tourmallet - passei com os da frente, mas na descida lá perdi quase 2 minutos. (Descidas muito longas, curvas e velocidade). Quilómetro zero do mítico "Tourmalet" em "Luz Saint Sauveur". A partir daí, o grupo da frente só o via ao longe. Segui no segundo grupo de atletas, e nas restantes descidas "descolava", e voltava a "colar" nas subidas. A minha sorte é que neste segundo grupo haviam mais duas "nódoas" a descer como eu!  Restantes subidas: Hourquette d'Ancizan, Aspin, Tourmalet (vertente que tínhamos descido), feitas sempre com ritmo controlado. Fotografia da organização. No final e para acabar com o resto, Luz Ardiden: se nas 4 primeiras subidas o ritmo foi controlado, nesta última foi a dar tudo! Ainda passei 5 atletas. Minhas lições desta aventura: Continuar a treinar subidas, não vale a pena treinar descidas pois "burro velho não aprende línguas" (brincadeira). 😂 Fotografia da organização. A sério, tem que se estar bem preparado para este tipo de provas, quer fisicamente quer psicologicamente, pois são de uma enorme exigência! Se te queres aventurar neste tipo de provas, tens que te preparar meses antes, não dias ou semanas antes. Em relação ao resultado obtido, sabia que este tipo de percurso é totalmente diferente do que estou habituado a treinar. Subidas e descidas demasiado longas, muitos km's. Tinha a noção de que não estava preparado para tanta distância e acumulado, mas alguém está? :D Também não conhecia os outros atletas, não tinha referências de andamentos nem de que rodas marcar, por isso decidi a estratégia só de acordo com o estudo do percurso. No final, claro que fiquei satisfeito! Não sabia como ia reagir a tal "empeno", mas durante a corrida vi que estava a correr bem, e sinceramente comecei a ambicionar um pódio na categoria (visto que na geral seria muito difícil). Após a prova (duríssima), o regresso Depois de almoço, iniciámos a viagem de regresso com o tratamento dos 5600 D+ no corpo. Fizemos 10 horas de viagem para Portugal, directos, fomo-nos revezando durante a mesma, parámos só para abastecer, casa de banho, café e jantar. Cheguei a casa perto das 05:00 da manhã. Mais de 24 horas acordado depois de uma prova destas. Dormi só 30 min's. durante a viagem, uma aventura daquelas para recordar. Valor gasto nesta aventura - Viagem com portagens e gasóleo: +/-120€ (cada um). - Casa: 57€ pelas 2 noites, por pessoa. - Inscrição - 87€ (inclui uma mochila, abastecimentos e almoço). Fotografia da organização. No que respeita à inscrição, e por forma a comparar com outras, será que vale o este valor? Entre nós as opiniões dividiram-se, na minha opinião não, pois durante o percurso nunca vi nem polícia nem bombeiros uma vez, só parei num abastecimento para encher o bidom  e só vi tâmaras em cima da mesa. O Bruno viu barras e géis noutros abastecimentos, mas na minha opinião em Portugal fazem-se Granfondos mais baratos com melhores condições. Fotografia da organização. O que este Granfondo tem (fica ao critério de cada um avaliar se também se está a pagar isto na inscrição), é a beleza dos pirinéus e o facto de passarmos naquelas subidas míticas do "Tour de France". Fotografia da organização.   A experiência em resumo Fica algo caro fazer esta prova, mas adorei! Se voltava a repetir? Não, pois existem umas tantas míticas que quero fazer. Renato Ferreira Fim de crónica. A nós TopCycling.pt resta-nos agradecer imenso ao Renato por nos ter disponibilizado um pouco do seu tempo entre o trabalho e os treinos, para passar esta experiência de ciclismo diferente, quer pelo carisma e dificuldade da prova, como pela envolvência da viagem e preparativos. Esperamos que tenhas gostado, e que inclusive este artigo te ajude e motive a embarcar em algo parecido. Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato do Mundo de de Maratonas (XCM) 2018 - Avancini vence. Uma semana depois dos campeonatos do mundo de Cross-Country Olímpico (XCO), realizaram-se em Auronzo, itália, os campeonatos do mundo de Cross Country Maratona (XCM). A Elite mundial do BTT estava presente, desde os especialistas em XCO aos de XCM, pelo que se previa uma competição aguerrida e difícil para todos. No nosso instagram já vos tínhamos adiantado o perfil do percurso, o qual desvendava desde logo as dificuldades que esperavam pelos atletas. Eram "só" 102 quilómetros com 4200 mts. D+ de desnível acumulado para os homens (gráfico acima). No caso das mulheres, estas tinham pela frente 89 quilómetros com 3200 mts. D+ de desnível acumulado. Eram condições propícias para que o "Homem da Marreta" aparecesse. Corrida masculina Henrique Avancini tornou-se o primeiro ciclista brasileiro na história do BTT a conquistar um título mundial. Avancini tem mostrado evolução ano após ano, e culmina esta temporada com um título mundial. O grupo principal de 14 ciclistas foi gradualmente reduzido a apenas cinco pela subida "Tre Cime" - Avancini, Hector Paez Leon (Colômbia), Howard Grotts (EUA), Alexey Medvedev (Rússia) e Daniel Geismayr (Áustria). Este vídeo espelha a dureza do percurso, e como atletas profissionais de topo também têm que "apear". https://www.youtube.com/watch?v=a1ya7ie6p4Y Na entrada para o último quilómetro, Avancini e Geismayr ainda estavam juntos, com Paez Leon a apenas 10 metros de distância. Avancini saiu da última curva com alguma vantagem e que conseguiu aguentar até a linha de chegada. Fotografia: Michal Cerveny Corrida feminina As principais candidatas chegaram juntas à  primeira subida, incluindo Annika Langvad e outras ex-vencedoras como Gunn-Rita  Dahle Flesjaa, da Noruega, e Maja Wloszczowska, da Polônia. Annika Langvad. Fotografia: Michal Cerveny No entanto, no momento em que chegaram à subida de "Tre Cime", foi Langvad quem atacou e ficou na frente, com Christina Kollmann-Forster da Áustria a terminar em segundo. Os portugueses O português Tiago Ferreira, já sabe o que é ser campeão do Mundo e da Europa, é um dos melhores atletas do mundo da especialidade e estava entre os favoritos. Tiago Ferreira foi campeão do Mundo em 2016. No entanto, hoje a corrida não lhe correu da forma esperada, tendo terminado num 29.º posto. https://www.facebook.com/FedPortCiclismo/videos/290996558380113/?t=3 Tiago na passagem de um abastecimento. O corredor viseense não teve as melhores sensações, sendo incapaz de responder à mudança de ritmo dos homens mais fortes do dia. Na altura em que acontecia a selecção de valores, Tiago Ferreira perdeu o contacto com a frente da corrida. Nada que tire lhe o enorme valor e tudo o que este atleta já fez pelo BTT português, simplesmente há dias em que as coisas não correm como se deseja. Os 3 Portugueses em prova: Luís Leão Pinto, Tiago Ferreira e José Dias. A Equipa Portugal também esteve representada por Luís Leão Pinto, que desistiu com uma lesão muscular, quando estava a fazer uma prova em crescendo, e por José Dias, que também abandonou. De qualquer forma queremos deixar uma palavra de alento e respeito a todos, independentemente do resultado, deixam-nos orgulhosos por tudo o que fazem durante todo o ano nas competições de topo a nível mundial. OBRIGADO campeões. Classificações completas.   Luís Beltrão     ### Vuelta, etapa 20 - Enric Mas vence etapa, Simon Yates vence a Vuelta. Na 20.ª e penúltima etapa, confirmou-se ser o britânico Simon Yates, da Mitchelton-Scott, o vencedor final. Simon Yates vai festejar amanhã em Madrid o maior triunfo da sua carreira, a vitória da Vuelta 2018. Simon Yates já pode sorrir, depois de mais uma excelente exibição hoje, amanhã é dia de festejar. O último dia de montanha forneceu praticamente três horas de emoções fortes, pois a Movistar começou ao ataque, com Nairo Quintana, e terminou à defesa, quando o colombiano teve de esperar por Alejandro Valverde, que ficou sem forças, descendo de 2.º para 5.º da geral. A dupla da Movistar Quintana e Valverde tentaram, mas não conseguiram a vitória da geral. O jovem espanhol Enric Mas, que venceu a etapa, subiu a segundo, e o colombiano Miguel Angel López a terceiro, visto que o holandês Kruijswijk também sofreu nesta dura etapa e desceu de terceiro a sétimo na geral. Enric Mas, com esta vitória de etapa terminou em segundo da geral. É a confirmação do jovem talento espanhol. O pódio fica assim preenchido por 3 jovens quase afirmam como o futuro de uma nova geração de ciclistas de grandes voltas, Simon Yates de 26 anos, Enric Mas de 23 anos e Miguel Angel Lopez de 24 anos. Nas restantes classificações, Valverde vence a classificação por pontos, Thomas de Gent a classificação da montanha e a Movistar a classificação por equipas. Resumo da etapa em vídeo. Classificações completas.   Luís Beltrão ### Vuelta, etapa 19 - Segunda de Pinot, Yates consolida liderança Na primeira das duas etapas decisivas da recta final da Vuelta 2018, Tibaut Pinot garantiu a sua segunda vitória de etapa e Simon Yates ganhou tempo a Valverde. Pinot (FDJ), que já tinha vencido na 15.ª etapa desta edição da Vuelta, cumpriu os 154,4 quilómetros entre Lérida e Andorra em 3:42.05 horas, cinco segundos à frente do líder Simon Yates (Michelton Scott), e 13 de Steven Kruijswijk (LottoNL-Jumbo) no terceiro lugar. Numa etapa decisiva e espectacular, Simon Yates não quis guardar para amanhã o que podia fazer hoje e atacou. Atacou e atacou bem, fez uma subida final de grande nível, foi segundo na etapa, ganhou tempo na estrada e nas bonificações, deixando agora o seu mais directo adeversário Alejandro Valverde a 1m. 38s. na classificação geral. Valverde está a fazer uma Vuelta de grande nível, mas hoje não teve capacidade. Não obstante a etapa rainha amanhã, com um acumulado de subidas monstruoso (cerca de 4000mts. D+ em 97 km's), várias subidas e descidas durante o dia, mesmo que a Movistar possa tentar algo, Simon Yates hoje deu um passo gigante para uma eventual vitória na Vuelta 2018. Perfil da etapa 20 (amanhã). O holandês Steven Kruijswijk também fez "um assalto" ao pódio, relegando hoje Enric Mas para quarto e passando ele para o terceiro lugar da geral. Kruijswijk subiu para terceiro da geral hoje. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas.   Luís Beltrão   ### Vuelta, etapa 18 - Pelotão "descuida-se" e Jelle Wallays aproveita. O ciclista belga Jelle Wallays (Lotto Soudal) surpreendeu o pelotão ao conseguir vencer. Na 18.ª etapa da Vuelta, Wallays e Bystrom integraram a fuga do dia, a par do holandês Jetse Bol (Burgos-BH). Jelle Wallays acreditou até ao fim viu o esforço recompensado. O pelotão, que preparava um dia em que se esperava uma chegada compacta, ideal para os "sprinters", no final da etapa deu demasiada vantagem ao duo, que resistiu até final, sendo que o belga Jelle Wallays (Lotto Soudal), acabou por ter "mais pernas" que o seu parceiro de fuga e todo o pelotão. Sagan e Viviani ainda tentaram, mas tarde de mais. O vento a favor, acabou por favorecer os homens da fuga, Peter Sagan ainda tentou apanhá-los nos ultimos metros, a par de Viviani mas a vitória acabou por ir, mais uma vez, para um dos homens da fuga do dia. Antes de dois dias decisivos em Andorra, dos quais no sábado existe a etapa mais dura da Vuelta 2018, no topo da classificação ficou tudo igual. Conseguirá desta vez Simon Yates levar a camisola de líder até ao final? Vídeo resumo da etapa. Classificações completas.   Luís Beltrão   ### Vuelta, etapa 17 - Michael Woods venceu etapa, Valverde não desarma. O canadiano Michael Woods venceu a 17.ª etapa, mas Valverde afirma-se como a verdadeira ameaça do líder Simon Yates. Michael Woods Mais uma fuga a ter sucesso na Vuelta 2018, Woods bateu o mais directo perseguidor, o belga Dylan Teuns (BMC), por cinco segundos. O espanhol Enric Mas (Quick-Step) foi o primeiro dos favoritos a cruzar a meta, a 2m40s do vencedor, e com isso subiu ao pódio da classificação geral individual, a 1m22s da liderança. Com só 23 anos, aquele que muitos apelidam como o "próximo Contador" está a demonstrar o porquê dessa comparação. A liderança continua a pertencer a Yates (Mitchelton-Scott), no entanto está seriamente ameaçada por Valverde (Movistar) que cruzou hoje a meta na 15.ª posição ganhando hoje oito segundos a Yates. Alejandro Valverde ainda continua na luta pela vitória da Vuelta 2018 Desta forma, o espanhol está agora a apenas 25 segundos da camisola vermelha. Pior dia que Valverde teve o companheiro de equipa Nairo Quintana, que terminou em 23.º lugar, a 3m44s de Woods, e caiu para sexto classificado da geral, a 2m11s de Yates. A Movistar tem em Valverde o homem melhor colocado para lutar pela vitória na Vuelta 2018. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas.   Luís Beltrão ### Vuelta, etapa 16 - Rohan Dennis dominador na sua especialidade Dia de contra-relógio, que voltou a "baralhar" a classificação geral. Segundo contra-relógio individual da Vuelta, segunda vitória para Rohan Dennis. O Australiano pedalou os 32 quilómetros da etapa, entre Santillana del Mar e Torrelavega, num tempo foguete de 37m57s. Rohan Dennis confirmou favoritismo na etapa 16 Em segundo e terceiro, ficaram o norte-americano Joseph Rosskopf (também da BMC) e o espanhol Jonathan Castroviejo (Sky), respetivamente, veja-se, ambos já a 50 segundos do australiano. Simon Yates reforçou a liderança da classificação geral individual, ao terminar o contrarrelógio na 13.ª posição, a 1m28s do vencedor. O britânico da Mitchelton-Scott ganhou, assim, sete segundos ao espanhol Alejandro Valverde (Movistar), que foi 15.º. Kruijswijk fez contra-relógio de grande nível. O holandês Steven Kruijswijk (LottoNL-Jumbo) terminou a etapa em quarto lugar e, com isso, ganhou 37 segundos ao camisola vermelha e subiu ao pódio da geral. Nairo Quintana O colombiano Nairo Quintana (Movistar), cujo "calcanhar de Aquiles" é, precisamente, o contrarrelógio, terminou a etapa no 26.º posto, a 2m10s de Dennis, e perdeu o último lugar do pódio da geral para Kruijswijk. Nelson Oliveira terminou a 16.ª etapa da Volta a Espanha no sétimo lugar. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas.   Luís Beltrão ### Vuelta, etapa 15 - Vitória de Pinot, Yates aumenta liderança. O Francês Thibaut Pinot venceu hoje a 15.ª etapa com uma exibição de classe. Esta etapa da Vuelta terminou na subida mítica aos "Lagos de Covadonga", e houve espectáculo entre os melhores. Thibaut Pinot, o que estava mais distante na classificação geral entre os que seguiam na frente, atacou forte a cerca de 7 km's. do final e abriu um espaço que os outros não conseguiram fechar, terminando com a vitória de etapa. Thibaut Pinot esteve ao seu melhor nível na etapa de hoje. Os favoritos do TOP 10 seguiam todos juntos, e houve ataques mútuos da parte de quase todos, sendo que o mais activo foi Miguel Angel Lopez e Simon Yates que por várias vezes tentaram isolar-se. Valverde valeu-se da sua experiência e apesar de parecer que iria ficar para trás acabou por terminar a etapa em 4.º, perdendo só 2 segundos para Simon Yates e perfilando-se cada vez mais como o principal rival do líder da Vuelta. Com 38 anos, Valverde já venceu duas etapas e está na luta pela classificação geral. Miguel Angel Lopez e Simon Yates (2.º e 3º da etapa) ainda conseguiram ganhar as bonificações e algum tempo ganho na estrada. Simon Yates continua reforçou a sua liderança e tem agora uma vantagem de 26 segundos para Valverde, segundo da geral. Nairo Quintana cortou a meta depois de Valverde e Enric Mas que também se mostrou a grande nível, consolidando a sua posiçao no TOP 10. Enric Mas, de 23 anos, por muitos apelidado do "próximo Contador" consolida o TOP 10. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas. Amanhã dia de descanso e terça-feria etapa de contra-relógio individual, que também pode vir a trazer novas mudanças no TOP 10. A uma semana do final da Vuelta, ainda não se pode dizer quem irá vencer esta edição.   Luís Beltrão   ### Campeonato do mundo de XCO - Nino Schurter passa da história para o Olimpo. Decorreram hoje em Lenzerheide na Suíça os Campeonatos do Mundo de XCO, e já se conhecem os novos campeões de 2018. Corrida de elites masculinos. Nesta corrida a questão era a mesma de sempre, quem poderia bater o mítico e todo poderoso Nino Schurter? Apesar de haver atletas que poderiam baralhar as contas, como Gerhard Kerschbaumer , Mathieu Van der Poel ou Mathias Flueckiger, Schurter foi quem venceu a Taça do Mundo, era o campeão e título e a pressão estava sobre ele. Gerhard Kerschbaumer Mathieu Van der Poel Apesar da luta pela vitória ter sido animada, colocando frente a frente o suíço Nino Schurter e o italiano Gerhard Kerschbaumer.  a vitória foi para Nino Schurter que cortou a meta com 11 segundos de vantagem sobre Gerhard Kerschbaumer. O terceiro, a 1m14s, foi o holandês Mathieu van der Poel. O Suíço conquistou hoje mais um título de Campeão do Mundo, aumentando a sua marca histórica (já era o atleta com mais títulos, 6 contra 5 do francês Julien Absalon) para 7. O português Mário Costa foi o 71.º classificado na prova. Mário Costa partiu mal, cedendo muitas posições desde o início e nunca mais se conseguiu encontrar, num circuito que até se encaixava bem nas características do corredor português. Tabela de Classificação dos Elites Masculinos. Nº Nome do atleta (País) Resultado 1 Nino Schurter (Switzerland) 1:29:21 2 Gerhard Kerschbaumer (Italy) 0:00:11 3 Mathieu Van Der Poel (Netherlands) 0:01:14 4 Henrique Avancini (Brazil) 0:01:53 5 Florian Vogel (Switzerland) 0:01:54 6 Mathias Flueckiger (Switzerland) 0:02:00 7 Titouan Carod (France) 0:02:16 8 Jordan Sarrou (France) 0:02:38 9 Daniele Braidot (Italy) 0:02:45 10 Thomas Litscher (Switzerland) 0:03:04 11 Stephane Tempier (France) 0:03:36 12 Luca Braidot (Italy) 0:03:44 13 Andri Frischknecht (Switzerland) 0:03:47 14 Maxime Marotte (France) 0:04:02 15 Howard Grotts (United States Of America) 0:04:24 16 Ondrej Cink (Czech Republic) 0:04:25 17 Jens Schuermans (Belgium) 0:04:30 18 Carlos Coloma Nicolas (Spain) 19 Kevin Panhuyzen (Belgium) 0:04:31 20 Jan Škarnitzl (Czech Republic) 21 Victor Koretzky (France) 0:04:47 22 Karl Markt (Austria) 0:04:48 23 Maximilian Foidl (Austria) 0:04:50 24 Gregor Raggl (Austria) 0:04:52 25 Anton Sintsov (Russian Federation) 0:04:53 26 Leandre Bouchard (Canada) 27 Catriel Soto (Argentina) 0:05:12 28 Gioele Bertolini (Italy) 0:05:19 29 Reto Indergand (Switzerland) 0:05:23 30 Ben Zwiehoff (Germany) 0:05:33 31 Anton Cooper (New Zealand) 0:05:51 32 Sergio Mantecon Gutierrez (Spain) 0:06:06 33 Georg Egger (Germany) 0:06:15 34 Andrea Tiberi (Italy) 0:06:16 35 Martin Loo (Estonia) 0:06:29 36 Lars Forster (Switzerland) 0:06:41 37 Carlos Herrera Arroyo (Costa Rica) 0:06:51 38 András Parti (Hungary) 0:06:59 39 Nicola Rohrbach (Switzerland) 0:07:16 40 Bartlomiej Wawak (Poland) 0:07:24 41 Hugo Drechou (France) 0:07:34 42 Guilherme Gotardelo Muller (Brazil) 0:07:36 43 Marek Konwa (Poland) 0:07:37 44 Jaroslav Kulhavý (Czech Republic) 45 Martins Blums (Latvia) 0:07:47 46 Luke Vrouwenvelder (United States Of America) 47 Keegan Swenson (United States Of America) 0:07:48 48 Raphael Gagne (Canada) 0:07:56 49 Peter Disera (Canada) 50 Kohei Yamamoto (Japan) 0:07:57 51 David Valero Serrano (Spain) 0:08:35 52 Manuel Fumic (Germany) 0:08:47 53 Martin Gluth (Germany) 0:09:08 54 Nadir Colledani (Italy) 0:09:42 55 Marco Aurelio Fontana (Italy) 0:10:17 56 Shlomi Haimy (Israel) Lap 57 Fabio Hernando Castañeda Monsalve (Colombia) 58 Grant Ferguson (Great Britain) 59 Timofei Ivanov (Russian Federation) 60 Andrew L'esperance (Canada) 61 Luiz Henrique Cocuzzi (Brazil) 62 Jhonatan Botero Villegas (Colombia) 63 Daniel Mcconnell (Australia) 64 Matthias Wengelin (Sweden) 65 Guy Sessler (Israel) 66 Juan Fernando Monroy (Colombia) 67 Michael Olsson (Sweden) 68 Ivan Seledkov (Russian Federation) 69 Sebastian Alejandro Miranda Maldonado (Chile) 70 Jorge Alvaro Macias (Argentina) 71 Mário Costa (Portugal) 72 Martin Haring (Slovakia) 73 Sebastian Jayne (Australia) 74 Sebastian Fini Carstensen (Denmark) 75 Dario Gasco (Argentina) 76 Lucian Logigan (Romania) 77 Patricio Maximiliano Farias Diaz (Chile) 78 Jose Gabriel Marques De Almeida (Brazil) 79 Seiya Hirano (Japan) 80 Eyair Francisco Astudillo Gallardo (Chile) 81 Till Drobisch (Namibia) 82 Keerati Sukprasart (Thailand) 83 Gareth Mckee (Ireland) 84 Peerapol Chawchiangkwang (Thailand) DNF Jan Vastl (Czech Republic) DNF Arnis Petersons (Latvia) DNF Kirill Kazantsev (Kazakhstan) DNF Ingvar Omarsson (Iceland) DNS Dmytro Titarenko (Ukraine) DNS Viktor Vodolaga (Ukraine) Repetição da prova completa aqui. Corrida de Elites Femininos. Na corrida feminina, não se verificou o dominio da campeã em título como na corrida masculina. Apesar de ter terminado a época com uma exibição estrondosa, onde apesar de dois furos conseguiu vencer a ultima corrida da Taça do Mundo, hoje Jolanda Neff não se conseguiu impor. Jolanda Neff A corrida começou com um forte ataque de Annika Langvad, que conseguiu alguma vantagem inicial sobre as adversárias, mas a "pequenina" americana Kate Courtney foi em sua perseguição e conseguiu juntar-se à dinamarquesa. Annika Langvad e Kate Courtney hoje discutiram a vitória do campeonato do mundo mas são colegas de equipa. No final, Kate Courtney hoje adversária de Langvad, mas sua colega de equipa na Specialized (venceram o Cape Epic juntas este ano), impôs-se e venceu a prova. Com só 22 anos e pela primeira vez na disputa de um Campeonato do Mundo de Elites, Kate Courtney sagrou-se Campeã do Mundo. Tabela de classificação das Elites Femininas. # Rider Name (Country) Team Result 1 Kate Courtney (United States Of America) 1:34:55 2 Annika Langvad (Denmark) 0:00:47 3 Emily Batty (Canada) 0:01:58 4 Jolanda Neff (Switzerland) 0:02:13 5 Maja Wloszczowska (Poland) 0:03:15 6 Haley Smith (Canada) 0:03:39 7 Anne Tauber (Netherlands) 0:04:08 8 Elisabeth Brandau (Germany) 0:04:20 9 Gunn-Rita Dahle Flesjaa (Norway) 0:04:29 10 Irina Kalentyeva (Russian Federation) 0:04:47 11 Githa Michiels (Belgium) 0:04:52 12 Erin Huck (United States Of America) 0:05:05 13 Linda Indergand (Switzerland) 0:05:13 14 Catharine Pendrel (Canada) 0:05:57 15 Daniela Campuzano Chavez Peon (Mexico) 0:06:50 16 Barbara Benkó (Hungary) 0:06:55 17 Katarzyna Solus-Miskowicz (Poland) 0:06:56 18 Jitka Škarnitzlová (Czech Republic) 0:07:07 19 Mariske Strauss (South Africa) 0:07:09 20 Annie Last (Great Britain) 0:07:53 21 Sandra Walter (Canada) 0:07:58 22 Jovana Crnogorac (Serbia) 0:08:18 23 Ramona Forchini (Switzerland) 0:08:38 24 Lea Davison (United States Of America) 0:08:53 25 Eva Lechner (Italy) 0:09:15 26 Julie Bresset (France) 0:09:48 27 Karla Štěpánová (Czech Republic) 0:10:38 28 Kathrin Stirnemann (Switzerland) 0:12:14 29 Raiza Goulao Henrique (Brazil) Lap 30 Laura Valentina Abril Restrepo (Colombia) 31 Cindy Montambault (Canada) 32 Yosiana Fareidy Quintero Pineda (Colombia) 33 Sabrina Enaux (France) 34 Fabienne Schaus (Luxembourg) 35 Candice Lill (South Africa) 36 Jaqueline Mourao (Brasil) 37 Tanja Žakelj (Slovenia) 38 Elyse Nieuwold (Canada) 39 Iryna Popova (Ukraine) 40 Janika Lõiv (Estonia) 41 Agustina Maria Apaza (Argentina) 42 Catherine Fleury (Canada) 43 Holly Harris (Australia) 44 Michelle Vorster (Namibia) 45 Hana Ježková (Czech Republic) 46 Sofia Gomez Villafane (Argentina) 47 Claudia Galicia Cortina (Spain) 48 Cherie Redecker (South Africa) 49 Faranak Partoazar (Islamic Republic Of Iran) 50 Olga Terentyeva (Russian Federation) 51 Janka Keseg Stevkova (Slovakia) 52 Imogen Smith (Australia) 53 Evelyn Denisse Muñoz Jaramillo (Chile) 54 Kittika Silapat (Thailand) 55 Sarah Riley (Australia) 56 Maria Fernanda Castro Gonzalez (Chile) 57 Siriluck Warapiang (Thailand) 58 Nancy Akinyi (Kenya) DNF Aleksandra Podgorska (Poland) DNF Pauline Ferrand Prevot (France) DNF Andrea Waldis (Switzerland) DNF Adelheid Morath (Germany) DNF Anne Terpstra (Netherlands) DNF Elisabeth Osl (Austria) DNS Chloe Woodruff (United States Of America) DNS Linn Gustafzzon (Sweden) DNS Paula Gorycka (Poland) Repetição da prova completa aqui.   Luís Beltrão ### Vuelta, etapa 14 - Simon Yates volta à liderança. Mais uma etapa para "separar as águas", onde se viu quem está na Vuelta para lutar pela vitória final. Hoje na Vuelta Thomas de Gent tentou de novo e esteve na fuga, mas ao contrário de outros dias a fuga não teve sucesso. Na subida final da etapa, quem abriu as hostilidades foram Nairo Quintana e Miguel Angel Lopez. mas quem acabou por fazer um ataque consistente e até ao final foi Simon Yates que acabou por vencer a etapa e colocar-se novamente na liderança da Vuelta. Hoje viu-se um Simon Yates ao melhor nível, ao nível do Giro deste ano. "Chapeu" para Alejandro Valverde, que fez segundo na etapa e foi ele quem acabou por tentar apanhar Yates na parte final, onde Quintana ficou para trás. Com 38 anos, Valverde parece neste momento o melhor da Movistar para lutar pela Vuelta. Aos 38 anos, Valverde parece mais consistente que Quintana. Ao contrário do que sucedeu no Giro 2018, conseguirá Simon Yates segurar a liderança até ao final? Simon Yates está na liderança da Vuelta pela segunda vez. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas.   Luís Beltrão   ### Vuelta, etapa 13 - Vencedor surpresa no "Alto de la Camperona" Surpresa é a palavra que resume esta etapa, tanto no vencedor de etapa como facto de Jesús Herrada ter mantido a liderança. O esforço de Herrada valeu a continuação na liderança da prova. Na 13.ª etapa da Vuelta todos esperavam ver quem está para discutir a classificação geral, pois haviam duas subidas de primeira categoria onde se podiam fazer boas diferenças entre os favoritos. Mais uma vez e à semelhança das últimas etapas formou-se uma fuga numerosa, na qual seguiam ciclistas de qualidade e que conseguiram uma diferença de tempo suficiente para discutir a vitória da etapa entre si. Na subida final, Rafa Majka e Dylan Teuns conseguiram deixar o restante grupo, mas para surpresa de muitos, Oscar Rodriguez (equipa Euskadi Murias) conseguiu juntar-se a eles e ainda passá-los, conseguindo a vitória de etapa com uma vantagem de 15 segundos para Rafal Majka. Orcar Rodriguez, de 23 anos, causou surpresa ao vencer a etapa de hoje. Para o ciclista espanhol, e para a equipa (Euskadi Murias) esta é a sua vitória de maior relevo. Entre os favoritos, na subida final mostraram-se mais fortes, Nairo Quintana e Simon Yates, sendo que o jovem Enric Mas também fez uma excelente subida, terminando a 9 segundos de Quintana e a 3 de Yates. No topo da classificação geral, foi Quintana quem ganhou tempo a todos. Jesús Herrada, perdeu 1m. 40seg's. mas ainda mantém a liderança da prova com 1m. 42seg's. de vantagem para Simon Yates. Com alguma surpresa, Jesús Herrada consegue segurar a camisola de líder. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas.   Luís Beltrão ### Vuelta, etapa 11 - Novo líder, consentido pelo pelotão. Jesús Herrada é novo líder da corrida, de uma forma consentida por todo o pelotão. O Espanhol Jesús Herrada, de todos os que entraram na fuga do dia, era o que menor diferença tinha para Simon Yates (líder da classificação geral da Vuelta), mas os mais de 11 minutos de vantagem que a fuga chegou a ter do pelotão, nunca preocupou os favoritos, visto que nenhuma equipa trabalhou para evitar esta vantagem. Jesús Herrada tem consciência de que é "emprestada", mas pelo manos amanhã ele será o líder da Vuelta. Talvez porque amanhã será um dia duro, com duas contagens de montanha de 1ª categoria e todos sabem que o espanhol não é um perigo para a classificação geral final. Outro dos que integrou a fuga foi o português Tiago Machado, que guerreiro, é a terceira vez que o vemos a tentar na frente da corrida. Mostra-se em excelente forma, mas hoje numa altura determinante teve um azar mecânico e despendeu de muita energia para recuperar posição no grupo da fuga. Sensívelmente a 20 km's do fim, grupo de 18 ciclistas "partiu-se", ficando só 8 na frente e na discussão da vitória de etapa. Nos últimos metros da etapa, Aexandre Geniez foi o primeiro a arrancar e fê-lo de forma consistente até cortar a meta. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas. ### Vuelta, etapa 11 - Alessandro de Marchi vence, Yates continua líder. O Italiano Alessandro de Marchi, conseguiu destacar-se e vencer a 11.ª etapa da Vuelta. Alessandro de Marchi viu o esforço recompensado no final. A Vuelta 2018 é a prova onde as fugas compensam mais do que nas outras grandes voltas, mais um dia um elemento desta triunfou no final. Na fuga de hoje com mais de 10 ciclistas seguiam nomes de respeito, como Pinot, Sergio Henao, Rafa Majka, Bauke Molema, Benoot, N.Roche, Omar Fraile, Pierre Roland, W. Anacona ou de Marchi. Nos quilómetros finais começaram os ataques dentro do grupo, de Marchi e Jhonatan Restrepo conseguiram sair do grupo mas foi o Italiano que acabou por ter mais forças e conseguir a vitória, ainda com 28 segundos de vantagem sobre Restrepo. Vídeo resumo da etapa. No grupo dos favoritos não houve alteração na classificação geral e amanhã Yates vai partir na liderança para 12.ª etapa, uma ligação de 181,1 quilómetros entre Mondoñedo e Mañón, com duas contagens de montanha de terceira categoria. Classificações completas.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Vuelta, etapa 10 - Viviani ganha a segunda na Vuelta, 17.ª da temporada. O italiano Elia Viviani (Quick-Step Floors) venceu ao sprint a 10.ª etapa da Vuelta, a segunda na presente edição e a 17.ª da temporada. Hoje na Vuelta  a etapa foi animada mais uma vez pela fuga de Tiago Machado, o português tentou a sua sorte novamente, na companhia do espanhol Jesús Ezquerra (Burgos-BH). Acabariam alcançados pelo pelotão, e mais uma vez Tiago Machado foi o último a ser alcançado, a cerca de 30 km's. do final. O dia foi ainda marcado por uma vaga de furos, que acabou por atrasar alguns dos favoritos, mas que acabaram por conseguir reintegrar o grupo da frente. No sprint final, Elia Viviani foi o mais forte, conseguindo a sua segunda etapa desta edição da Vuelta, a 17.ª da temporada e dando a 60.ª da temporada à sua equipa Quick-Step Floors. Peter Sagan não venceu a etapa mas conseguiu a camisola verde. Simon Yates continua como líder, com menos 1 segundo que Alejandro Valverde. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Vuelta, etapa 9 - Alta montanha, "Double Tap" de Ben King Ben King integrou novamente a fuga do dia e voltou a vencer, já leva duas etapas nesta Vuelta. Ben King vence etapa 9 da Vuelta. Fotografia: Getty images. Nesta Vuelta está provado que vale a pena "apostar" nas fugas, pois muitas delas têm sido bem sucedidas, e hoje foi mais uma vez exemplo disso. A fuga com 11 ciclistas tinha nomes de respeito como Bauke Molema, Thomas de Gent ou Ben King (que já tinha vencido a etapa 4 desta edição da Vuelta), chegaram a ter mais de 9 minutos de vantagem sobre o pelotão. Sensivelmente a 19 quilómetros do fim, na povoação de "Candelario" Ben King atacou, confiante nas suas forças e nunca mais ninguém o viu, ou melhor, Bauke Molema ainda ainda o viu, mas sempre 150 metros atrás. O momento de Ben King ao ataque. Mesmo faltando a subida final, Ben King seguiu na frente até ao final e venceu pela segunda vez nesta Vuelta. No grupo dos favoritos, o camisola vermelha Rudy Molard cedo ficou para trás, como era de esperar hoje. Hoje foi o último dia na liderança para Rudy Molard. No final Kelderman e Quintana tentaram recuperar tempo, atrás deles seguiu Simon Yates e Valverde ficou, acabando por ficar Yates o novo líder da Vuelta com só 1 segundo de vantagem sobre Valverde. Simon Yates, depois de ter liderado vários dias o Giro 2018, tornou-se hoje no novo líder da Vuelta 2018. Segue-se o primeiro de dois dias de descanso na Vuelta, que regressa com uma ligação entre Salamanca e Fermoselle, de 177 quilómetros. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr. B. ### Vuelta, etapa 8 - 190 km's de fuga épica de Tiago Machado, Valverde vence. Alejandro Valverde impôs-se no sprint final, Rudy Molard mantém a liderança. Na etapa 8 da Vuelta fica o excelente registo de Tiago Machado, que integrou a fuga juntamente com mais dois cilistas, Jorge Cubero (Burgos-BH) e Hector Saez (Euskadi-Murias). Tiago Machado foi o último a ser "caçado pelo pelotão, faltando só 6 km's. para o final, tendo assim feito cerca de 190 km's de fuga no dia de hoje. No final ao sprint, Peter Sagan quis deixar o seu nome gravado na historia da Vuelta 2018 mas foi Alejandro Valverde o mais forte no final, conseguindo a sua segunda vitória da prova este ano. Rudy Molard continua líder, e amanhã na etapa de alta montanha será o primeiro teste a sério para os candidatos à classificação geral final. Vídeo resumo da etapa. Classificações completas.   Luís Beltrão Mr. B. ### Vuelta, etapa 7 - Ataque cirúrgico de Tony Gallopin dá vitória de etapa O francês Tony Gallopin (AG2R) atacou hoje nos últimos quilómetros para vencer a sétima etapa da Vuelta. Olhando para o perfil da etapa 7 da Vuelta, previa-se uma chegada a favorecer ciclistas explosivos e que rolassem bem, também conhecidos como "puncheurs". À semelhança do dia de ontem, uma queda na última descida fez com que Kwiatkowski se ficasse para trás, o que levou o grupo da frente a endurecer o ritmo. Depois de um ataque dos espanhóis Lluis Mas e Jesús Herrada, Gallopin "saltou" para a frente com um ataque forte a dois quilómetros da meta, e ninguém mais o conseguiu apanhar, parando apenas depois de erguer os braços em Pozo Alcón. Rudy Molard perdeu algum tempo, mas continua líder da Vuelta. Tiago Machado (Katusha Alpecin) continua o português mais bem posicionado, em 59.º da geral, depois de hoje terminar em 64.º, 12 lugares abaixo de José Mendes (Burgos-BH), o melhor no dia de hoje. Vídeo do último quilómetro. Classificações completas.   Luís Beltrão Mr.B.       ### La Vuelta, etapa 6 - Nacer Bouhanni vence etapa, Molard continua líder. No dia de hoje previa-se uma etapa mais "calma", com chegada ao sprint, mas a previsão "saiu furada". A etapa 6 da Vuelta decorreu com normalidade, havendo uma fuga que foi sempre controlada pelo pelotão. Sensivelmente a 30 km's do fim, depois da fuga ser anulada houve uma queda (vídeo) que provocou alguns cortes no pelotão. Tendo em conta que havia vento forte, houve equipas que impuseram um ritmo forte no grupo da frente, o que fez com que se criassem vários grupos, nos quais seguiam alguns ciclistas importantes. Os mais afectados acabaram por ser Pinot e Kelderman, que chegaram com um atraso de 1m.44s. do grupo da frente. Kelderman furou e perdeu muito tempo hoje, saindo do TOP10 da geral. Kelderman sai do TOP10 (estava em 6º) e Pinot desce de 13º para 18º da classificação geral, a mais de 3 minutos do líder. Apesar dos cortes entre grupos, os "sprinters" mais importantes chegaram todos no grupo da frente, e aí impôs-se Nacer Bouhanni que consegue na Vuelta a sua primeira vitória de 2018. Nacer Bouhanni foi o mais rápido no "sprint" final da etapa 6 da Vuelta. Rudy Molard continua líder da geral e sai amanhã para estrada novamente de camisola vermelha no corpo. Vídeo do último quilómetro da etapa. Classificações completas.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Transferências equipas World Tour para 2019 No ciclismo, o mercado de transferências abriu no dia 1 de Agosto e as equipas começaram desde logo a preparar a época de 2019.   Nas transferências das equipas World Tour já foram anunciados nomes sonantes do pelotão internacional a trocarem de equipa. Desses nomes destacamos por enquanto, Richie Porte (BMC para a TREK- Segafredo; Niki Terpstra (Quick Step Floors para a Direct Energie); André Greipel (Lotto Soudal para a Fortuneo-Samsic (equipa Pro-Continental)). Estando ainda a decorrer a "Vuelta" a Espanha, e havendo ainda por disputar os campeonatos do mundo é de esperar que ainda venham a haver mais transferências. Deixamos a lista de transferências feitas até ao dia de hoje, mas iremos actualizando. Ag2r La Mondiale Entradas: Geoffrey Bouchard, Darian Godon (Cofidis). Saídas: Cyril Gautier (Vital Concept). Renovações: Mathias Frank, Nans Peters, Quentin Jauregui, Benoit Cosnefroy, Clement Chevrier, Alexandre Geniez, Gediminas Bagdonas, Stijn Vandenbergh, Hubert Dupont, Samuel Dumoulin, Alexis Gougeard. Astana Fotografia: SEBASTIEN NOGIER/EPA Entradas: Yuriy Natarov (Astana City), Manuele Boaro (Bahrain-Merida) Davide Ballerini (Androni-Giocatolli Sidermec), Rodrigo Contreras (EPM), Ion Izagirre, Gorka Izagirre (Bahrain-Merida). Saídas: Michael Valgren (Dimension Data), Jesper Hansen (Cofidis), Tanel Kangert (EF Education First-Drapac). Renovações: Alexey Lutsenko, Laurens De Vreese. Bahrain-Merida Fotografia: Roberto Bettini/BettiniPhoto© Entradas: Dylan Teuns (BMC Racing), Stevie Williams (SEG Racing Academy), Damiano Caruso (BMC Racing), Marcel Sieberg (Lotto-Soudal), Phil Bauhaus (Sunweb), Rohan Dennis (BMC Racing), Jan Tratnik (CCC Sprandi Polkowice). Saídas: Manuele Boaro, Ion Izagirre, Gorka Izagirre (Astana). Renovações: Hermann Pernsteiner, Ivan Cortina. BMC Racing ( futura CCC Sprandi ) Entradas: Greg Van Avermaet (BMC Racing), Michael Schär (BMC Racing), Nathan Van Hooydonck (BMC Racing), Guillaume Van Keirsbulck (Wanty-Groupe Gobert), Alessandro De Marchi (BMC Racing), Serge Pauwels (Dimension Data), Will Barta (Hagens Berman Axeon), Simon Geschke (Sunweb), Szymon Sajnok (CCC Sprandi Polkowice), Lukasz Owsian (CCC Sprandi), Patrick Bevin (BMC Racing), Josef Cerny (Elkov-Author). Saídas: Richie Porte (Trek-Segafredo), Loïc Vliegen (Wanty-Groupe Gobert), Damiano Caruso (Bahrain Merida), Alberto Bettiol (EF Education First-Drapac), Simon Gerrans (Retires), Tejay van Garderen (EF Education First-Drapac), Rohan Dennis (Bahrain-Merida), Stefan Küng (Groupama-FDJ), Dylan Teuns (Bahrain-Merida), Kilian Frankiny (Groupama-FDJ). Bora-Hansgrohe Entradas: Saídas: Renovações: Rafal Majka, Pawel Poljanski, Jay McCarthy. EF Education First-Drapac Entradas: Alberto Bettiol (BMC Racing), Tejay van Garderen (BMC Racing), James Whelan (Drapac EF Cycling), Moreno Hofland (Lotto-Soudal), Tanel Kangert (Astana). Saídas: Pierre Rolland (Vital Concept). Renovações: Matti Breschel, Sep Vanmarcke, Sebastian Langeveld. Dimension Data Entradas: Michael Valgren (Astana), Danilo Wyss (BMC Racing), Roman Kreuziger (Mitchelton-Scott), Rasmus Tiller (Joker Icopal), Stefan De Bod (Dimension Data for Qhubeka), Lars Bak (Lotto-Soudal). Saídas: Serge Pauwels (CCC Sprandi). Renovações: Ben O’Connor. Groupama-FDJ Entradas: Stefan Küng (BMC Racing), Kilian Frankiny (BMC Racing). Saídas: Arthur Vichot (Vital Concept). Renovações: Oliver Le Gac, Marc Sarreau, Davide Gaudu, Arnaud Démare, Antoine Duschene, Thibaut Pinot. Katusha-Alpecin   Entradas: Jens Debusschere (Lotto-Soudal), Harry Tanfield (Canyon-Eisberg), Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo). Saídas: Tony Martin (LottoNL-Jumbo). Renovações: Alex Dowsett, Willie Smit, Vyacheslav Kuznetsov, Reto Hollenstein, Marco Haller, Rick Zabel, Nils Politt, Mads Würtz Schmidt, Jenthe Biermans. LottoNL-Jumbo Entradas: Lennard Hofstede, Teunisssen (Sunweb), Tony Martin (Katusha-Alpecin), Laurens De Plus (Quick-Step Floors),  Saídas: Bram Tankink (Retired). Renovações: Armund Grøndahl Jansen, Steven Kruijswijk, Maarten Wynants, Floris De Tier, George Bennett, Antwan Tolhoek, Robert Gesink, Daan Olivier. Lotto-Soudal Entradas: Caleb Ewan (Mitchelton-Scott). Saídas: Jens Debusschere (Katusha-Alpecin), André Greipel (Fortuneo-Samsic), Marcel Sieberg (Bahrain-Merida), Jürgen Roelandts (Movistar), Moreno Hofland (EF Education First-Drapac), Lars Bak (Dimension Data). Renovações: Tim Wellens, Thomas De Gendt. Movistar Entradas: Carlos Verona (Mitchelton-Scott), Jürgen Roelandts (Lotto-Soudal). Saídas: Renovações: Marc Soler. Mitchelton-Scott Entradas: Robert Stannard (Mitchelton-BikeExchange), Callum Scotson (Mitchelton-BikeExchange), Nick Schultz (Caja-Rural). Saídas: Caleb Ewan (Lotto-Soudal), Carlos Verona (Movistar), Roman Kreuziger (Dimension Data). Renovações: Simon Yates, Adam Yates. Quick-Step Floors Entradas: Remco Evenepoel. Saídas: Niki Terpstra (Direct Energie), Laurens De Plus e Teunisssen (LottoNL-Jumbo), Fernando Gaviria (UAE Team Emirates). Renovações: Yves Lampaert. Team Sky Entradas: Filippo Ganna (UAE Team Emirates). Saídas: Renovações: Vasil Kiryienka. Team Sunweb Team Sunweb / photo Wouter Roosenboom Entradas: Max Canter (Sunweb Development), Joris Nieuwenhuis (Sunweb Development), Cees Bol (SEG Racing Academy). Saídas: Phil Bauhaus (Bahrain-Merida), Simon Geschke (CCC). Renovações: Chris Hamilton. Trek-Segafredo Entradas: Richie Porte (BMC Racing), Matteo Moschetti (Polartec-Kometa). Saídas: Gregory Rast (Retirement), Rúben Guerreiro (Katusha-Alpecin). Renovações: Koen De Kort, Markel Irizar, Jasper Stuyven, Mads Pedersen, Fumiyuki Beppu. UAE Team Emirates Entradas: Alessandro Covi (Team Colpack), Fernando Gaviria (Quick-Step Floors). Saídas: Filippo Ganna (Team Sky). Renovações: Rui Costa   Iremos actualizando este artigo, e acordo com as transferências futuras.   Luís Beltrão Mr.B. ### Vuelta, etapa 5 - Mudança de líder da classificação geral. Na etapa de 188,7 quilómetros entre Granada e Roquetas de Mar, houve surpresa no final. Hoje na Vuelta, a fuga protagonizada por Simon Clarke (Education First - Cannondale Drapac), Bauke Mollema (Trek-Segafredo) e  Alessandro de Marchi (BMC) teve sucesso. Simon Clarke, Bauke Molema e Alessandro de Marchi não se deixaram apanhar. O favorito entre os três para um final ao sprint seria de Marchi, mas os seus adversários trataram de o desgastar nas suas tentativas de se livrarem dele, e no final foi Simon Clarcke o mais forte, ficando Molema em segundo e de Marchi em terceiro. Simon Clarke foi o mais forte no final. Num segundo grupo de fuga, chegaram David Villella (Astana), Rudy Molard (FDJ) e Floris de Tier (Team Lotto Jumbo), e daqui saiu o novo líder da Vuelta. Rudy Molard, ontem era 28º da classificação geral, a 3min. 46 seg's do líder, aparentemente não era uma ameaça, mas hoje a sua fuga acabou por ser recompensada, terminando a etapa como líder da Vuelta a Espanha. Depois da vitória na etapa 6 do Paris-Nice deste ano, aos 28 anos, sem qualquer vitória numa grande volta Rudy Molard tem nesta camisola o momento de maior destaque da sua carreira. Vídeo do último quilómetro da etapa aqui. Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Vuelta etapa 4 - Líder segurou a camisola, mas perdeu tempo. Na etapa 4 haviam 162 km's para percorrer, e duas subidas de primeira categoria, nas quais se esperavam movimentações entre os favoritos. Nesta etapa da Vuelta, foi dia de triunfo para a fuga pois terminou discutida entre dois dos elementos que a integraram (Pierre Roland ainda tentou, mas não conseguiu discutir a etapa no final). No final o mais forte foi o norte-americano Ben King (Dimension Data), que aos 29 anos consegue o primeiro triunfo numa grande volta e acaba com o Jejum de vitórias da sua equipa em grandes voltas que vinha desde o Tour de France 2017. Ben King vence etapa 4 da Vuelta. Fotografia: Getty images. King bateu ao sprint o colega de fuga, o cazaque Nikita Stalnov (Astana), que fez segundo a dois segundos do americano. No grupo dos favoritos a Lotto Jumbo entrou ao trabalho na subida final e conseguiu "destruir" o bloco da Sky, algo que é pouco habitual ver, mas tanto Steven Kruijswijk como George Bennett não se conseguiram impor no final. Quem se impôs no final foi Simon Yates (Michelton Scott),  que ganhou 27 segundos aos grupo que seguia na frente da geral, tendo subido assim ao terceiro lugar da mesma classificação. Simon Yates ganhou tempo na classificação geral e subiu ao terceiro posto. O polaco Michal Kwiatkowski (Sky) segurou a liderança da classificação geral individual, mas perdeu tempo e tem agora uma curta vantagem de 7 segundos para Emanuel Buchmann que é agora segundo. Michal Kwiatkowski continua de vermelho, mas a vantagem é escassa. Vídeo resumo da etapa aqui. Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr. B.       ### Vuelta Etapa 3 - Primeiro final ao sprint, Viviani não falhou. Na etapa de hoje, apesar de haver mais de 3000 metros de acumulado de subida, esperava-se final para ser discutido pelos sprinters. Ao sprint nos últimos metros desta etapa da Vuelta foram na frente Elia Viviani, Peter Sagan e Giacomo Nizzolo, Elia Viviani confirmou o seu favoritismo e venceu com superioridade. Elia Viviani venceu terceira etapa da Vuelta. Fotografia: Getty Images. Vídeo resumo da etapa aqui. Amanhã primeira etapa de alta montanha na Vuelta, onde já poderão haver movimentações entre os favoritos à classificação geral, pois há alguns que necessitam recuperar tempo. Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr. B. ### Vuelta, etapa 2 - Valverde com a etapa, Kwiatkowski de vermelho. A segunda etapa da Vuelta teve 164 km's, com duas subidas de terceira categoria, uma delas no final. https://www.youtube.com/watch?v=JQxJ2lOirgw Como descrevemos neste artigo, na Vuelta já é habitual a montanha começar cedo e hoje apesar de não ser uma etapa dura a esse nível, teve um final inclinado. Valverde venceu a etapa, que tinha um final ao seu jeito, Kwiatkowski que ontem tinha tentado vencer e ficar com a camisola de líder, conseguiu-o hoje. O polaco da equipa Sky colocou-se líder ao segundo dia, normalmente quando a Sky assume a liderança não mais a quer largar e o facto é que tendo em conta a forma que Kwiatkowski está a mostrar, será muito difícil roubar-lhe esta camisola. Kwiatkowski veste camisola de líder à segunda etapa. O ciclista que fecha neste momento o TOP10 da geral é Bauke Mollema, a 35 segundos do líder. Resumo em vídeo da etapa 2 aqui. Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr. B. ### Taça do Mundo de XCO - La Bresse, a ultima prova mas não menos espectacular. Com o vencedor da Taça do Mundo já decidido na ultima corrida, onde Nino Schurter assegurou os pontos suficientes para a vitória na Geral, e corrida de hoje não foi menos disputada por isso. Nino Schurter desde cedo assumiu "as despesas da corrida", fazendo um início forte ao seu estilo, seguido por Van der Poel no inicio. Mathieu Van der Poel Gerhard Kerschbaumer, fez uma corrida de trás para a frente, conseguiu juntar-se a Schurter e Van der Poel, numa altura em que o holandês ficou para trás. Gerhard Kerschbaumer Com Shurter e Kerschbaumer na frente, previa-se um final como em Andorra, mas o italiano teve problemas com a corrente por duas vezes. Na primeira vez ainda conseguiu recuperar e juntar-se a Shurter, mas na segunda vez a duas voltas do fim já não teve energia para fechar o espaço. Nino Schurter. Fotografia: Michal Cerveny photografy Nino Schurter acaba a taça do mundo a vencer sem "necessitar" desta vitória, pois já tinha assegurado a vitória na geral da Taça do mundo na ultima corrida. Corrida feminina Talvez a corrida mais espetacular da época. Com a vencedora da taça do mundo por decidir, Annika Langvad e Jolanda Neff lutavam pela vitória da taça do mundo. Annika Langvad e Jolanda Neff lutavam pela vitória na geral final. Jolanda Neff, apesar de dois furos, conseguiu recuperar o tempo perdido por duas vezes e vencer no final. Jolanda Neff vence a sua primeira Taça do Mundo. A Atleta suíça consegue assim a primeira vitória na classificação geral de uma taça do mundo, e deixa boas indicações para tentar a revalidação do título de campeã do mundo.   Os portugueses Mário Costa Mário Costa terminou a prova em 69º e David Rosa, vindo recentemente de uma lesão não terminou a prova. Classificações completas aqui.   ### Vuelta 2018 - Rohan Dennis venceu 1.ª etapa, Nelson Oliveira 4.º melhor tempo. O Australiano Rohan Dennis (BMC Racing Team), venceu a primeira etapa da Vuelta 2018 (contra-relógio individual) e é o primeiro líder da prova. Ao vencer o contra-relógio de hoje na Vuelta, Rohan Dennis tornou-se no primeiro atleta não europeu a vencer contra-relógios nas 3 grandes voltas. Apesar do contra-relógio ser só de 8 km's, alguns dos favoritos para a classificação geral perderam muito tempo, como Richie Porte (51 seg's), Vincenzo Nibali (40 seg's.) ou Fábio Aru (39 seg's.). Michal Kwiatkowski ficou em segundo, só a 6 segundos do vencedor, provando que vem para a Vuelta em boa forma e disposto a conduzir a poderosa equipa Sky a mais uma vitória numa grande volta. Quem também mostrou estar em boa forma foi Nélson Oliveira, que fez um óptimo contra-relógio tendo ficado com o 4.º melhor tempo. Resumo em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=6W5wE3UusEI Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr. B. ### La Vuelta 2018 - As etapas com a quilometragem e perfil das mesmas Como já é "imagem de marca", a Vuelta 2018 é caracterizada pelas muitas etapas de montanha. Deixamos-te todas as etapas e perfil das mesmas para que possas colocar no teu calendário os dias que preferes ver. A acção começa cedo, à 3.ª Etapa já existe uma subida de primeira categoria, e à 4.ª Etapa a primeira chegada em alto. E atenção à Etapa 20 (penúltima), não te assustes, mas serão uns 4.000mts. de acumulado de subidas em só 97km's. Data, quilometragem e perfil de todas as etapas:   Luís Beltrão Mr.B. ### Vuelta a Espanha 2018 - Portugueses presentes, candidatos e start list das equipas. Começa já no próximo sábado a Vuelta 2018, quem sucederá a Christopher Froome, vencedor da última edição? A Vuelta 2018 começa Sábado com um contra-relógio individual em Málaga, e esta edição pode ser bem animada com muitos nomes de relevo a terem aqui oportunidade de salvar a época. Os Portugueses - Rui Costa falha a Vuelta 2018 Fotografia: Matteo Bazzi / EPA A UAE Team Emirates anunciou ontem os 8 nomes que irão estar presentes na Vuelta 2018, e Rui Costa não consta dessa lista. Desde que deu o salto para o World Tour em 2009, esta será a primeira vez que o português não alinha em nenhuma das 3 grandes voltas. Rui Costa está completamente concentrado nos campeonatos do mundo em Innsbruck (Áustria), e irá preparar cuidadosamente essa prova competindo em provas clássicas de um dia no Canadá, Quebec e Montreal respectivamente. Desta forma a Vuelta 2018 contará com 4 portugueses: Nélson Oliveira (Movistar), José Mendes (Burgos BH), Tiago Machado e José Gonçalves (Katusha). Destaque para José Gonçalves que foi uma das surpresas no Giro de Itália deste ano, finalizando num esplêndido 14.º lugar. José Gonçalves no Giro 2018, onde finalizou 14º da classificação geral. Vai para a sua 4.ª "Vuelta" a Espanha e pode ser um dos ciclistas em destaque na edição deste ano.   Os nomes fortes para a classificação geral Richie Porte (BMC), após direccionar toda a sua preparação para o Tour nos últimos dois anos, mas não o terminando em nenhuma das ocasiões por queda, terá na Vuelta a derradeira oportunidade para salvar a época. Vincenzo Nibali (Bahrain) parecia estar em boa forma no Tour, mas uma queda provocada por um adepto colocou-o fora da corrida. Uma vitória na Milan San Remo não é suficiente para um ciclista como Nibali e a Vuelta torna-se fulcral para terminar uma boa época. Steven Kruijswijk (Lotto Jumbo), apesar de vir de um Tour de France completo, mostrou-se em bom plano, tal como a sua equipa, e é um nome a ter em conta. Simon Yates (Mitchelton-Scott), depois de um Giro 2018 espectacular onde venceu 3 etapas e andou de "Maglia Rosa" durante grande parte da prova, fez a sua preparação para a Vuelta como um objectivo. Fotografia: Luis Angel Gomez / BettiniPhoto© Nairo Quintana (Movistar), apesar de ter feito o Tour completo também ele tem na Vuelta a ultima oportunidade de salvar a sua época como líder da Movistar. Michal Kwiatkowski (Team Sky), tem a pela primeira vez a oportunidade de liderar a equipa Sky numa grande volta, além do potencial do polaco a equipa Sky é sempre de se ter em conta. Rigoberto Uran (EF Education First-Drapac), mais um azarado do Tour que tem palmarés e potencial para lutar pela geral nesta Vuelta. Fotografia: Getty Images Fábio Aru (UAE Team Emirates), depois de um Giro decepcionante o italiano ainda não conseguiu este ano qualquer resultado de relevo. Já venceu uma Vuelta em 2015, se o voltar a conseguir poderá justificar a sua contratação. Thibaut Pinot (FDJ), depois de apanhar uma das maiores "marretadas" assistidas em directo no Giro deste ano, terá recuperado e fez um terceiro lugar na volta à Polónia que decorreu após o Tour de França, deixando boas indicações para a Vuelta.   Start List completa das equipas para Vuelta 2018.   Team Sunweb Team Sunweb / photo Wouter Roosenboom WALSCHEID Max GESCHKE Simon HINDLEY Jai FRÖHLINGER Johannes KELDERMAN Wilco STORER Michael TEUNISSEN Mike TUSVELD Martijn   Lotto Soudal DE GENDT Thomas CAMPENAERTS Victor BENOOT Tiesj LAMBRECHT Bjorg ARMÉE Sander MONFORT Maxime VAN DER SANDE Tosh WALLAYS Jelle   BMC Racing Team TEUNS Dylan DENNIS Rohan PORTE Richie BOOKWALTER Brent DE MARCHI Alessandro ROCHE Nicolas ROSSKOPF Joey VENTOSO Francisco José   Team LottoNL-Jumbo KRUIJSWIJK Steven BENNETT George VAN POPPEL Danny BOOM Lars DE TIER Floris LEEZER Tom LINDEMAN Bert-Jan KUSS Sepp   Astana Pro Team Fotografia: SEBASTIEN NOGIER/EPA BILBAO Pello CATALDO Dario FRAILE Omar HIRT Jan LOPEZ Miguel Angel STALNOV Nikita VILLELLA Davide ZEITS Andrey   Mitchelton-Scott ALBASINI Michael EDMONDSON Alexander HAIG Jack HOWSON Damien MEZGEC Luka TRENTIN Matteo YATES Adam YATES Simon   Bahrain Merida Pro Cycling Team Fotografia: Roberto Bettini/BettiniPhoto© PIBERNIK Luka GARCIA CORTINA Ivan IZAGIRRE Ion IZAGIRRE Gorka NIBALI Vincenzo PADUN Mark PERNSTEINER Hermann PELLIZOTTI Franco   Euskadi - Murias ABERASTURI Jon BAGÜES Aritz BIZKARRA Mikel BRAVO Garikoitz ITURRIA Mikel PRADES Eduard RODRIGUEZ Oscar SAEZ Héctor   Caja Rural - Seguros RGA PARDILLA Sergio ARANBURU Alex MAS Lluís Guillermo SCHULTZ Nick SOTO Nelson Andres RODRÍGUEZ Cristian LASTRA Jonathan MOLINA Antonio   Cofidis, Solutions Crédits BOUHANNI Nacer CHETOUT Loïc HERRADA Jesús HERRADA José LE TURNIER Mathias MATÉ Luis Ángel ROSSETTO Stephane VANBILSEN Kenneth   Burgos-BH BOL Jetse MENDES José SIMÓN Jordi CUBERO Jorge EZQUERRA Jesus RUBIO Diego TORRES Pablo CABEDO Óscar   Trek - Segafredo BRAMBILLA Gianluca BRÄNDLE Matthias CONCI Nicola FELLINE Fabio IRIZAR Markel MOLLEMA Bauke NIZZOLO Giacomo REIJNEN Kiel   Quick-Step Floors VIVIANI Elia SERRY Pieter SABATINI Fabio MØRKØV Michael DEVENYNS Dries DE PLUS Laurens ASGREEN Kasper MAS Enric   Groupama - FDJ DELAGE Mickaël DUCHESNE Antoine MOLARD Rudy PINOT Thibaut PREIDLER Georg SARREAU Marc THOMAS Benjamin VINCENT Léo   Team Dimension Data MEINTJES Louis ANTÓN Igor KUDUS Merhawi GIBBONS Ryan CUMMINGS Steven KING Benjamin VAN ZYL Johann GEBREIGZABHIER Amanuel   BORA - hansgrohe BURGHARDT Marcus MAJKA Rafal PÖSTLBERGER Lukas BUCHMANN Emanuel SAGAN Peter SCHWARZMANN Michael FORMOLO Davide MCCARTHY Jay   AG2R La Mondiale GALLOPIN Tony CHÉREL Mickaël GENIEZ Alexandre GASTAUER Ben DUPONT Hubert CHEVRIER Clément GOUGEARD Alexis PETERS Nans   Team Katusha - Alpecin Fotografia: Tim de Waele / Getty Images   RESTREPO Jhonatan LAMMERTINK Maurits BOSWELL Ian ZAKARIN Ilnur GONÇALVES José HOLLENSTEIN Reto KOCHETKOV Pavel MACHADO Tiago   Team Sky CASTROVIEJO Jonathan DE LA CRUZ David HENAO Sergio Luis GEOGHEGAN HART Tao KWIATKOWSKI Michal PUCCIO Salvatore SIVAKOV Pavel VAN BAARLE Dylan   Movistar Team VALVERDE Alejandro QUINTANA Nairo AMADOR Andrey ANACONA Winner BENNATI Daniele CARAPAZ Richard ERVITI Imañol OLIVEIRA Nelson   Team EF Education First-Drapac CLARKE Simon DOCKER Mitchell LANGEVELD Sebastian MORENO Daniel ROLLAND Pierre URAN Rigoberto VAN ASBROECK Tom WOODS Michael   UAE-Team Emirates Fotografia: Luis Angel Gomez / BettiniPhoto© ARU Fabio MARTIN Daniel CONTI Valerio LAENGEN Vegard Stake BYSTRØM Sven Erik CONSONNI Simone PETILLI Simone RAVASI Edward   "La Vuelta" 2018, para ver na Eurosport, de 25 de Agosto a 16 de Setembro.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Travões de disco nas bicicletas de estrada, afinal sim ou não? Cada vez mais todas as marcas alargam a sua gama de bicicletas de estrada com travões de disco. Esta evolução é só marketing, ou é real na prática? Parece ser um assunto que está desmistificado, este tipo de travagem tem vantagens para todos, proporciona uma travagem mais sensível e efectiva. A principal vantagem é que proporciona boa travagem em quaisquer condições, seja em seco, molhado, com poeiras ou detritos da estrada, quem experimentou não tem qualquer dúvida em relação a isso. Mas existe a questão do peso que estes aportam ao conjunto, em alguns modelos podem deixar a tua bicicleta mais pesada cerca de 500 gr's., o que para alguns pode fazer diferença, para outros não, mas na realidade não são essas 500 gr's que farão diferença quando quiseres bater o "KOM" (King Of Mountain) daquela subida. A pergunta que ainda muitos se colocam é que, se aparentemente esta evolução só tem vantagens porquê os ciclistas do pelotão profissional, apesar de já utilizarem, ainda não ficaram "rendidos" totalmente a este tipo de travões? Na realidade existem alguns pormenores que podem fazer diferença quando se está a discutir um Tour de France, ou uma corrida de topo, mas que para o utilizador comum não faz diferença. Fotografia: Getty images Descrevemos algumas. Demora mais tempo trocar uma roda com disco, do que sem disco. Poderá demorar um pouco mais, para um ciclista profissional que está a discutir uma corrida todos os segundos fazem diferença, para o utilizador normal talvez não. Perigo de corte em caso de queda. Numa queda em pelotão com um grande aglomerado de ciclistas pode ser perigoso, porque os discos podem causar lesões nos ciclistas envolvidos nestas quedas. Nas corridas profissionais o pelotão é numeroso, circula-se a grandes velocidades e "os nervos" das corridas causam quedas. Para o utilizador normal, o perigo neste aspecto é muito reduzido porque as condições são completamente diferentes do que descrevemos antes. Numa queda como esta, imaginas o que podia provocar um travão de disco ali? Neste aspecto as marcas inclusive já começaram a desenvolver protecções, e este será menos um factor com o qual os ciclistas terão que se preocupar. Em resumo a nossa opinião é que, se tens uma bicicleta com travões convencionais e estás satisfeito com ela, o travão de disco não é um "upgrade" que por si só justifique a troca de bicicleta, mas se estás a pensar adquirir uma nova bicicleta será provavelmente a melhor opção. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO em Mont-Saint-Anne, emoção durante toda a prova. Na 6.ª prova da taça do mundo em Mont-Saint-Anne, aqueles que sobreviveram à "eliminação" feita pelo próprio circuito conseguiram a glória. Em Mont-Saint-Anne no Quebec decorreu uma das corridas mais emocionantes dos últimos tempos, uma pista técnica que originou problemas mecânicos e muitas quedas, o que baralhou o pódio final da corrida. Uma das muitas quedas, a de Anton Cooper quando discutia a vitória da corrida na última volta. (Resumo da corrida no final). https://www.youtube.com/watch?v=IGsXoP-CLPY Com Mathieu Van der Poel ( segundo classificado na geral da Taça do Mundo) de fora nesta ronda, por estar a disputar os europeus de XCO e de estrada em Glasgow, Nino Schurter tinha aqui oportunidade para vencer a sua 6.ª taça do mundo, mas uma corrente partida afastou-o dos lugares do pódio. Schurter viu-se afastado da frente com a corrente partida. Schurter não ganhou para o susto, mas o seu 7.º lugar final foi suficiente para vencer a Taça do Mundo de XCO 2018. Por sua vez, com Schurter afastado da frente da corrida, o vencedor da ronda anterior da taça do mundo Gerhard Kerschbaumer, tinha a oportunidade de conseguir a segunda vitória da carreira numa taça do mundo, mas uma queda no famoso trilho de pedras "La Béatrice" afastou-o da frente da corrida numa fase decisiva, tendo ainda conseguido recuperar e terminado em segundo. Kerschbaumer conseguiu um segundo lugar, apesar da queda. Fotografia: © BARTEK WOLIŃSKI, Red Bull. Resistindo a tudo isto, Mathias Fluckiger conseguiu assim aos 29 anos a primeira vitória da sua carreira numa taça do mundo de XCO, tendo batido toda a concorrência e finalizando com toda a gente (inclusive os técnicos das outras equipas) a aplaudir o seu triunfo. Aos 29 anos, Mathias Fluckiger consegue a primeira vitória numa taça do mundo.   Pódio Masculino em Mont-Saint-Anne. Fotografia: © BARTEK WOLIŃSKI, Red Bull. Aqui tens o resumo da corrida. https://www.youtube.com/watch?v=PvHcCK42b18 Na corrida feminina. A campeã do Mundo Jolanda Neff alargou a sua vantagem na liderança da Taça do Mundo com mais uma vitória. A correr em casa a Canadiana Emily Batty ficou no terceiro posto do pódio. Pódio da corrida feminina. Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Campenato da Europa de XCO - Mário Costa o melhor português Mário Costa, 43.º, foi o melhor elemento da Equipa Portugal na prova masculina do Campeonato da Europa de Cross Country Olímpico (XCO), disputada em Glasgow, Escócia. Joana Monteiro foi 30.ª na corrida feminina. A corrida desta tarde não correu da melhor forma à Equipa Portugal. Mário Costa e Ricardo Marinheiro não conseguiram aproximar-se dos lugares cimeiros e foram ambos vítimas de furos, que prejudicaram ainda mais o resultado final, atirando Portugal para fora dos lugares de pontuação para o ranking olímpico. Mário Costa furou ainda na fase inicial da corrida e não recuperou depois do percalço, cortando a meta na 43.ª posição, a 9m37s do suíço Lars Forster, que atacou na última volta para vencer isolado, deixando o italiano Luca Braidot a 24 segundos e o espanhol David Valero a 35 segundos nas restantes posições do pódio. Ricardo Marinheiro furou sensivelmente a meio da prova. Acabou no 49.º lugar, a uma volta do vencedor. Joana Monteiro foi uma das 31 corredoras presentes na prova feminina, acabando por ser a 30.ª classificada, a uma volta da vencedora, a suíça Jolana Neff, que dominou completamente a prova, vencendo com margem folgada sobre as adversárias mais próximas, a francesa Pauline Ferrand Prevot, que gastou mais 2m04s, e a belga Githa Michels, que ficou a 3m27s. “O desempenho da Joana Monteiro enquadra-se no que seria normal acontecer, permitindo ainda somar alguns pontos para o ranking. A prova masculina é que correu abaixo das expectativas que tínhamos. Já vem sendo recorrente sofrermos furos. Quase que diria que somos a Seleção que mais incidentes destes tem”, avalia o selecionador nacional, Pedro Vigário. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo   Luís Beltrão Mr.B. ### Davide Machado vice-campeão do mundo de Orientação BTT O português Davide Machado conquistou hoje a medalha de prata no Campeonato do Mundo de Orientação BTT, na prova de partida em massa. Esta medalha foi conseguida na prova de abertura do Campeonato do Mundo de Orientação em BTT, que está a decorrer em Waldviertel, na Áustria. O atleta que corre no BTT Seia conquistou assim o seu melhor resultado de sempre em campeonatos do Mundo da modalidade, depois de em 2016 ter conseguido em Portugal a medalha de bronze na prova de distância longa. "Foi uma prova dura, técnica e fisicamente. Acabou da melhor forma com o segundo lugar. Estou extremamente satisfeito com o resultado", disse o atleta em declarações ao site da federação." "Apesar de ser um percurso muito técnico, era um mapa também físico, e estava calor. Tudo situações a que me adapto bem. Estou muito feliz. Tenho preferência por distâncias mais longas, vamos ver como corre o sprint e a média", completou. A vitória na prova de partida em Massa foi para Jussi Laurila da Finlândia. Atrás de Davide Machado ficou o austríaco, Kevin Haselberger. Amanhã realiza-se a prova de distância média. Resultados dos portugueses: Masculinos 2º - Davide Machado 40º - João Ferreira 57º - Luís Barreiro 68º - Paulo Roothans 69º - Daniel Marques Femininos 23ª - Ana Filipa Silva De lembrar que este ano a Federação Portuguesa de Orientação vai organizar em Odemira, entre os dias 20-23 de setembro, a etapa final da Taça do Mundo, onde estarão presentes a maioria das estrelas da modalidade.   Luís Beltrão Mr.B. ### Rafael Reis é o primeiro camisola amarela da Volta a Portugal 2018 Rafael Reis pulverizou toda a concorrência no prólogo de Setúbal. O jovem talento de Palmela 26 anos da equipa Caja Rural brindou os adeptos, amigos e família da sua zona com esta espectacular vitória. Rafael Reis confessou que tinha este objectivo desde que soube que o prólogo ia ser em Setúbal, é que correu alguns riscos para terminar em 2 minutos e 18 segundos. Rafael Reis emocionado no final da etapa. Luís Beltrão   ### Campeonato Nacional de XCO - Melhores do ano confirmaram momento de forma. No Campeonato Nacional de XCO em Marrazes, Leiria, os atletas que melhor têm andado na taça de XCO esta época confirmaram favoritismo. Na ausência do lesionado David Rosa, vencedor de oito das nove últimas edições do Campeonato Nacional, esperava-se uma luta entre aqueles que têm sido os principais protagonistas da taça durante a época. Ricardo Marinheiro, assumiu a cabeça de corrida desde as pedaladas iniciais e não deixou escapar a oportunidade de sagrar-se campeão nacional, impondo-se em solitário. Ricardo Marinheiro é o novo Campeão Nacional de XCO. A luta pelas restantes posições no pódio foi electrizante, assistindo-se a constantes mudanças ao longo da prova. José Dias (DMT Racing Team) fez cerca de metade da corrida a marcar de perto Ricardo Marinheiro, mas partiu o guiador e desistiu. Mário Costa (Brujula Bike Racing Team), que furou no início, conseguiu recuperar, chegando ao segundo posto, a 1m53s de Ricardo Marinheiro. Rúben Almeida (BTT Seia), que também teve uma prestação em crescendo, foi o terceiro, a 2m58s. Pódio Elite XCO - 1-Ricardo Marinheiro; 2-Mário Costa; 3-Rúben Almeida. Joana Monteiro prolongou o domínio pessoal no panorama português de XCO, alcançando o quarto título nacional consecutivo na categoria de elite. Pódio Elite Feminino - 1-Joana Monteiro; 2-Daniela Pereira; 3-Ângela Gonçalves. Fê-lo em grande estilo, distanciando-se das rivais desde o início da competição para terminar com uma folgada vantagem de 3m04s sobre a segunda classificada, Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech), e de 4m41s face à terceira, Ângela Gonçalves (BTT Seia). João Rocha (Rodabike/ACRG/Gondomar) reinou entre os sub-23, fazendo uma corrida sempre na dianteira. Miguel Salgueiro (Maiatos/Reabnorte) foi o segundo classificado, a 1m30s, enquanto o azarado Bruno Silva (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), vítima de problemas mecânicos, conseguiu a terceira posição, a 3m02s do vencedor. Marta Branco (Maiatos/Reabnorte) não deu qualquer hipótese às restantes sub-23 em pista, vencendo com 16m26s de vantagem sobre Débora Figueiredo (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) e com 18m22s sobre Beatriz Lopes (AEBTT Rio/Mr. Pint), segunda e terceira, respetivamente. A corrida de juniores masculinos foi palco de um intenso despique entre Guilherme Mota (CPR A-do-Barbas) e Rafael Rita (BTT Loulé/Elevis), que se adiantaram à concorrência e levaram o mano a mano até à meta. Guilherme Mota, que se tem destacado como um dos melhores juniores nacionais na estrada, mostrou que também deve ser tido em conta no XCO, ganhando a corrida. Rafael Rita foi segundo, com o mesmo tempo. Rodolfo Serafin (BTT Loulé/Elevis) foi o terceiro, a 1m16s. Já no setor feminino foi clara a superioridade de Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), que venceu destacada a corrida júnior. O pódio completou-se com Ana Fernandes (Ass. 20 Km Almeirim/Restaurante O Forno), a 7m21s, e com Jéssica Costa (ASC/Focus Team/Vila do Conde), a 9m41s. O BTT Loulé/Elevis dominou as corridas de cadetes, vencendo no setor masculino por intermédio de Diogo Neves e no setor feminino através de Daniela Campos. Marrazes também coroou os campeões nacionais nas categorias de veteranos. Nos masters 30 Ricardo Vicente (Bici-Sintra) não conseguiu revalidar o seu título  mas fez terceiro. O Campeão Nacional foi André Filipe (CPR A-do-Barbas). Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde), os masters 40 Davide Inácio (Automóveis Ribeiro/GDVP) e Filomena Paulo (Róódinhas/Santos Silva), o master 50 Rodolfo Lopes (ASC/Focus Team/Vila do Conde) e o master 60 Carlos Cabrita (BTT Loulé/Elevis), único ciclista desta categoria presente na prova. A correr em casa, Fábio Luiz (Marrazes/Gui/Brejinho/Bike Zone Leiria) bateu a concorrência na prova de paraciclismo. O BTT Loulé/Elevis ganhou a classificação por equipas.   Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo.   Luís Beltrão Mr.B. ### Os abandonos do Tour de France após os Alpes Os Alpes foram demolidores no pelotão, a grande maioria dos sprinters está fora da corrida, mas alguns dos que lutavam pela classificação geral também se viram obrigados a abandonar. Ontem na mítica etapa do Alpe d'Huez por causa da fita da câmara de um adepto, Vincenzo Nibali caiu, partiu uma vértebra e não vai poder continuar no Tour 2018. https://www.youtube.com/watch?v=yy53dpft2Qk Ainda assim, o Italiano levantou-se e acabou a etapa com o s favoritos, apesar de ter tido cerca de 40 segundos de atraso após a queda. O terceiro classificado da ultima edição do Tour, Rigoberto Uran não alinhou ontem na parida para a etapa 12, o colombiano não aguentou as mazelas sofridas na etapa do Roubaix e é outro abandono de registo a queda. Fotografia : Yuzuru SUNADA Hoje, após um ciclo de 3 etapas de alta montanha, será uma etapa plana para ser discutida provavelmente entre os sprinters, mas quais? Os Alpes deixaram de fora muitos dos favoritos aos sprints, vejamos: André Greipel (Lotto-Soudal) - Entrou fora de tempo. Fernando Gaviria (Quick Step Floors) - Entrou fora de tempo. Dylan Groenewegen (LottoNL-Jumbo) - Entrou fora de tempo. Rick Zabel (Katusha-Alpecin) - Entrou fora de tempo. Mark Cavendish (Dimension Data) - Entrou fora de tempo. Marcel Kittel (Katusha-Alpecin) - Entrou fora de tempo. Assim, restam Peter Sagan (Bora Hansgrohe), Sonny Colbrelli (Bahrain-Merida), Daniele Benatti (Movistar), Alexander Kristoff (UAE Emirates), Arnaud Démare (FDJ), John Degenkolb (Trek-Segafredo), Andrea Pasqualon (Wanty), Thomas Boudat (Direct Energie), Christofe Laporte (Cofidis). Para ver hoje na Eurosport, etapa 13 do Tour de France. https://www.youtube.com/watch?v=7YWBMVBeNHE   Luís Beltrão Mr.B.       ### Porquê não há mais ataques no Tour? - A opinião de Vincenzo Nibali. Já ultrapassada a primeira semana, começaram as etapas de montanha, mas os ataques sérios entre os favoritos no Tour de France ainda não se tinham visto até hoje. Entrevistado ontem após a etapa 10 (dia 17/07) e questionado acerca da falta de ataques e espectáculo nestas primeiras etapas de montanha do Tour, Nibali tem uma opinião própria. Segundo o Italiano vencedor das 3 grandes voltas, pode parecer aborrecido na televisão, mas o facto de haver treino especializado e da forma dos ciclistas ser parecida fez com que a etapa 10 tenha sido feita a uma velocidade muito alta. Acerca da falta de ataques entre os candidatos à classificação geral Nibali diz: "Pode ser aborrecido na televisão, mas a alta velocidade imposta no pelotão não dá espaço para que haja selecção." "Este "novo" ciclismo é assim graças a avançados e precisos métodos de treino, todos os ciclistas estão numa forma parecida, só um mau dia de um ciclista pode fazer com que haja atraso." "Numa etapa difícil de montanha, numa corrida de 3 semanas é difícil haver ataques e movimentações entre nós porque a forma física de cada um é parecida, e o espectáculo na TV sofre com isso." "A diferença hoje em dia é feita por aqueles que cometem algum erro na sua preparação, que não recuperaram bem do dia anterior ou que tiveram algum problema." Sobre o que se pode fazer para aumentar o espectáculo. Equipas mais pequenas? "É suposto "abrir" a corrida e haverem mais ataques, mas isso acaba por não acontecer porque todas as equipas têm na mesma o mesmo número de ciclistas." Etapas mais pequenas? "As etapas mais pequenas tornam as coisas mais interessantes para toda a gente porque a corrida fica mais explosiva, em vez de se esperar pelos últimos 50 quilómetros em 200 de uma etapa, pode-se atacar a meio de uma etapa de 100 quilómetros..." Viu-se na etapa de hoje, que o facto de ser uma etapa mais curta faz com que haja mais espectáculo. O "Tubarão" quis falar mais sobre os limites orçamentais para as equipas, onde a Sky é aquela que maior orçamento tem com 42 milhões de euros, a Bahrain-Merida de Nibali tem 15 milhões de orçamento, mas a maioria das equipas World-Tour tem orçamentos a rondar os 10 milhões. "A Sky tem um grande orçamento, podem ter os melhores ciclistas, tendo os melhores ciclistas podem controlar as corridas e torna as coisas um pouco mais fáceis para eles. Se a Bahrain tivesse um orçamento com mais 10 milhões do que tem as coisas mudariam.", disse Nibali. "Talvez necessitemos de um limite orçamental, talvez isso equilibrasse as coisas e as tornasse mais interessantes..." "...de qualquer forma é só uma opinião, não quero criar controvérsia." finalizou o italiano. Controvérsia e opiniões à parte, ficam as frases do Sr. David Lappartient (presidente da UCI) neste ano. "O que todos querem são corridas atractivas". "As pessoas querem corridas abertas em vez de corridas completamente bloqueadas pela equipa com os melhores ciclistas". - David Lappartient A verdade é que hoje, por um lado numa etapa com 108 quilómetros houve ataques e espectáculo e ataques, mas no final venceram os mesmos. Deixamos-te o resumo da etapa de hoje, etapa 11 que foi bastante interessante, parecia uma etapa do Giro de Itália. https://www.youtube.com/watch?v=MqlfzIkosvo Classificações completas após a etapa 11 aqui.   Fonte: velonews   Luís Beltrão Mr.B.     ### Notícias World Tour - Em 2019 equipa CCC com Avermaet como líder Equipa polaca Pro-continental CCC compra equipa BMC e vai dar origem a uma nova equipa, na qual o líder será Greg Van Avermaet. Greg Van Avermaet, actual líder do Tour de France já renovou com a equipa, que no próximo ano terá um projecto completamente novo e uma equipa feita "á sua volta". A BMC tinha anunciado este ano que iria deixar a vertente competição "World-Tour" após 12 anos de projecto, mas o seu director Jim Ochowicz anunciou esta semana que o projecto continuará graças á parceria com a equipa polaca "CCC-Sprandi-Polkowice". A equipa CCC, do escalão Pro-Continental (escalão abaixo do Pro-Tour) e que tem actualmente nas suas fileiras o português Amaro Antunes, terá em 2019 licença "World-Tour". Jim Ochowicz. "Iremos ter uma imagem diferente, laranja, um nome diferente, mas teremos licença World-Tour e daremos continuação a esta equipa que tem 12 anos". - Jim Ochowicz. De acordo com Ochowicz, a Greg Van Avermaet já renovou contrato e será ele o líder da equipa nas provas clássicas de um dia, um dos objectivos da equipa, mas também em provas de uma semana. Com o tempo querem evoluir e passar para objectivos de classificação geral nas provas de 3 semanas. Amaro Antunes Ainda não se sabe se Amaro Antunes ficará na equipa, esperemos que sim, e que mais um português entre no escalão máximo do ciclismo mundial.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Taça do Mundo de XCO - Vallnord Uma semana após da corrida em Val di Sole, o "circo" da taça do mundo de xco mudou-se para Andorra, e na altitude de Vallnord surgiram algumas surpresas. Tendo em conta o desfecho das ultimas corridas e também da época passada, qualquer corrida que não seja ganha por Nino Schurter é uma surpresa e uma novidade no desfecho. Aos 27 anos Gerhard Kerschbaumer vence a sua primeira corrida no escalão de elite da taça do mundo de xco. Mas o que fez Gerhard Kerschbaumer em Vallnord não foi só vencer Nino Schurter, foi fazê-lo sem ser ao sprint, com superioridade, terminando a corrida com mais de um minuto de vantagem sobre o suíço. Pequeno resumo da corrida. https://www.youtube.com/watch?v=CTtybJbTGlY Van der Poel, Jordan Sarrou e Henrique Avancini discutiram entre si as outras posições do pódio. Na corrida feminina a norueguesa Gunn-Rita venceu e provou que apesar dos seus 45 anos ainda têm que contar com ela, tendo terminado com uma vantagem de 30 segundos sobre Jolanda Neff. Resumo da corrida feminina. https://www.youtube.com/watch?v=HcO-oZ_EGb8 Emiliy Batty, Anne Tauber e WLOSZCZOWSKA Maja Wloszczowska completaram o pódio feminino. Quanto aos portugueses presentes na corrida, Mário costa foi o melhor colocado, terminando em 70º, Ricardo Marinheiro e Roberto Ferreira ficaram em 79º e 80º respectivamente. Vê as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Rotor 1X13 - as 13 velocidades já são uma realidade A marca espanhola Rotor lançou um grupo hidráulico com 13 velocidades, que pode ser utilizado tanto em bicicletas de montanha, como gravel, ciclocrosse ou estrada. O Rotor 1X13 UNO. Entre tantas inovações e patentes na "guerra" das transmissões entre as marcas, a Rotor já tinha revolucionado ao lançar uma transmissão de estrada sem cabos, sem recurso a baterias e carregamentos, hidráulica, como pode ver neste nosso artigo. Agora, aproveitando essa tecnologia hidráulica a marca espanhola lança o primeiro grupo com uma cassete de 13 velocidades, mas esta não é a única revolução. Além de 13 velocidades, a Rotor disponibiliza 12 velocidades, para estrada ou BTT sem que o utilizador tenha que trocar o desviador, um desviador serve para tudo. A cassete de 13 velocidades tem uns impressionantes andamentos 10-52, que permitem um escalonamento e rácio ainda maiores que as concorrentes de 12 velocidades. Além da cassete 10-52, existem disponíveis cassetes 10-36, 10-39 e 10-46. A marca sugere estas cassetes mais pequenas para estrada, gravel e ciclocrosse, e a 10-52 para montanha, sendo que a 10-46 também pode ser usada em montanha para aqueles que preferirem um escalonamento mais próximo. Fica com o vídeo de explicação. https://www.youtube.com/watch?v=zOOLh6cUhgc Para a utilização deste grupo é necessário um cepo da Rotor (ou para estrada ou para BTT) que permite montar as suas cassetes. Já havendo tecnologia "UNO" para estrada, criaram um novo shifter hidráulico para BTT, no qual é possível escolher como fazer a passagem de mudanças, se de uma em uma, ou se várias seguidas mantendo o shifter pressionado. Porquê 13 velocidades se já existem 12? A pergunta será, e porque não? Independentemente do rácio (que até parece ser maior), também existe o facto de permitir saltos menores entre mudanças, agora cabe a cada um avaliar a sua escolha e também "o seu bolso". Além disso, segundo marca o rácio permitido com a sua cassete 10-39 e um prato 50 dentes é equivalente ao rácio de estrada 2X11 (com pratos 39/53 e cassete 11/28) o que permite utilizar um só prato em estrada sem receio de perder eficiência. Veremos com o tempo como irá ser recebida esta revolução pelos utilizadores,  pois na teoria tudo é perfeito mas os factores fiabilidade, preço ou peso serão determinantes também. O lançamento ao público é esperado no primeiro semestre de 2019 e terá um preço de acordo com os topo de gama da concorrência. Relativamente a pesos, ainda não encontrámos informação.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Taça do Mundo de XCO - Vale di Sole A taça do mundo continua disputada e com novidades, do primeiro lugar para baixo, porque o primeiro continua o mesmo de sempre. Schurter na Spark com cores comemorativas dos 60 anos. Decorreram já 4 corridas da taça do mundo de XCO, e a história começa a ficar parecida com a da temporada passada, surgem novos nomes na frente mas Nino Schurter está um nível acima de todos os outros e continua a dominar. Na categoria feminina a taça está mais disputada e desta feita venceu a polaca Maja Wloszczowska. Fica com um curto resumo da prova e pequenas entrevistas aos atletas do pódio. https://www.youtube.com/watch?v=3qf5avA6zWs No que respeita aos portugueses, Ricardo Marinheiro terminou a corrida em Itália no 58.º posto e Mário Costa em 85.º Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Tour de France 2018 já na estrada- todos os pormenores a seguir nas próximas 3 semanas Para a grande maioria o campeonato de mundo de futebol é o seu entusiasmo, mas para o adepto do ciclismo é o Tour de France 2018, que começou hoje. O Tour de France pode não ser a mais espectacular das grandes voltas, mas é a mais conhecida, a mais mediática e a mais prestigiada. Vamos deixar-te um pequeno guia para o grande espectáculo que começou hoje, desde o percurso deste ano, passando pela ""start-list" de todas as equipas e uma pequena análise a alguns ciclistas. Comecemos pelas etapas mais relevantes (as que deves marcar no teu calendário para inventar uma desculpa e meter baixa no trabalho para poder acompanhar no EuroSport). Etapa 6 (quinta-feira dia 12/07/2018) - Depois de na etapa 3 já ter ocorrido o contra-relógio por equipas e já haver alguma diferença de tempo entre os favoritos, nesta etapa que ter mina em "Mûr de Bretagne" numa subida com só 2 km's mas onde se podem fazer diferenças importantes e é provável que haja espectáculo. Etapa 9 (domingo dia 15/07/2018) - O regresso do percurso do "Paris-Roubaix" ao Tour desde 2015 será uma etapa curta com cerca de 150 km's. Esta etapa será normalmente discutida pelos ciclistas especialistas em provas de 1 dia, mas mais do que isto pode ser uma etapa onde a passagem pelos sectores de pavé pode originar quedas e furos que podem custar tempo aos candidatos a vencer a classificação geral final. Etapas 10, 11 e 12 (entre terça-feira dia 17/07 e quinta dia 19/07) - é um ciclo de 3 etapas de montanha que culmina no no mítico "Alpe d'Huez" (etapa 12). A etapa 10 é a Primeira etapa com subidas de primeira categoria, com a particularidade de ocorrer após o primeiro dia de descanso  e de ter só 158 km's, o que poderá originar ritmos elevados e ataques na montanha. Etapa 11 é uma etapa de montanha com só 108 km's, pelo que muito provavelmente haverá espectáculo. Etapa 12, termina no mítico Alpe d'Huez e dispensa apresentações, além de poderem haver ataques entre os favoritos é uma etapa que fica bem no currículo de qualquer ciclista pelo que se espera que seja bastante disputada. Etapa 16 (terça-feira dia 24/07) - Etapa de montanha com 218 km's nos Pirenéus, no inicio da terceira semana de corrida, com o desgaste acumulado de duas semanas de corrida e o facto de acontecer após o último dia de descanso faz com que seja uma etapa provavelmente atacada. Etapa 17 (quarta-feira dia 25/07) - A etapa mais curta do Tour 2018 com só 65 km's deverá ser feita a uma velocidade super-sónica, e o mais interessante é que nestes 65 km's terá 3 subidas de primeira categoria, ou seja, "só não vale tirar olhos". Etapas 19 e 20 (sexta-feira e sábado dias 27 e 28/07) - A etapa 19 será a última etapa de montanha para ganhar ou recuperar tempo entre os homens que lutam pela classificação geral, inclui o mítico "Col du Tourmalet", e a etapa 20 será o contra-relógio individual onde tudo se pode perder ou ganhar, daí serem duas etapas para seguir. "Start-list" das equipas Team Sky 1 FROOME Christopher 2 BERNAL Egan Arley 3 CASTROVIEJO Jonathan 4 KWIATKOWSKI Michal 5 MOSCON Gianni 6 POELS Wout 7 ROWE Luke 8 THOMAS Geraint Para ver: Como irá estar Froome após te vencido o Giro 2018 há cerca de 1 mês atrás? Será Geraint Thomas a liderar a Sky, estará em melhores condições do que Froome para lutar pela classificação geral após vencer o "Critérium du Dauphiné"? Team EF Education First-Drapac 11 URAN Rigoberto 12 CLARKE Simon 13 CRADDOCK Lawson 14 MARTINEZ Daniel Felipe 15 PHINNEY Taylor 16 ROLLAND Pierre 17 SCULLY Thomas 18 VANMARCKE Sep Para ver: Conseguirá Riguberto Uran igualar o pódio do ano passado? Sep Vanmarcke (rei do azar) conseguirá vencer a etapa do Roubaix? Pierre Roland voltará a vencer etapas do Tour? AG2R La Mondiale 21 BARDET Romain 22 DILLIER Silvan 23 DOMONT Axel 24 FRANK Mathias 25 GALLOPIN Tony 26 LATOUR Pierre 27 NAESEN Oliver 28 VUILLERMOZ Alexis Para ver: conseguirá finalmente Romain Bardet (já com dois pódios) vencer um Tour de France? Team Sunweb 31 MATTHEWS Michael 32 DUMOULIN Tom 33 ARNDT Nikias 34 GESCHKE Simon 35 HAGA Chad 36 ANDERSEN Søren Kragh 37 TEN DAM Laurens 38 THEUNS Edward Para ver: Como estará Tom Dumoulin depois do Giro 2018? Conseguirá Michael Matthews vencer etapas ao sprint ou lutar pela camisola verde? Team Fortuneo - Samsic 41 BARGUIL Warren 42 BOUET Maxime 43 GESBERT Elie 44 HARDY Romain 45 LEDANOIS Kevin 46 MOINARD Amaël 47 PICHON Laurent 48 VACHON Florian Para ver: esta equipa pro-continental marca presença no Tour graças ao facto de ter contratado o ciclista que venceu o ano passado a classificação da montanha. Conseguirá Warren Barguil essa camisola, mesmo numa equipa de escalão inferior ao Pro-Tour? Bahrain Merida Pro Cycling Team 51 NIBALI Vincenzo 52 COLBRELLI Sonny 53 HAUSSLER Heinrich 54 IZAGIRRE Gorka 55 IZAGIRRE Ion 56 KOREN Kristijan 57 PELLIZOTTI Franco 58 POZZOVIVO Domenico Para ver: Vincenzo Nibali que esteve em destaque este ano na época de clássicas onde se apresentou em grande forma é sempre um ciclista a ter em conta, principalmente com uns irmãos Izagirre e um Pozzovivo que têm dado boas indicações este ano. Mitchelton-Scott 61 YATES Adam 62 BAUER Jack 63 DURBRIDGE Luke 64 HAYMAN Mathew 65 HEPBURN Michael 66 HOWSON Damien 67 IMPEY Daryl 68 NIEVE Mikel Para ver: Adam Yates mostrou estar em forma no "Critérium du Dauphiné" onde terminou segundo, tem mudanças de ritmo difíceis de acompanhar mas o contra-relógio continua a prejudicá-lo. Mathew Hayman é um dos candidatos à etapa do Roubaix. Movistar Team 71 QUINTANA Nairo 72 AMADOR Andrey 73 BENNATI Daniele 74 ERVITI Imanol 75 LANDA Mikel 76 ROJAS José Joaquín 77 SOLER Marc 78 VALVERDE Alejandro Para ver: Mais uma vez o bloco da Movistar é um dos que pode fazer frente à "super Sky", Nairo Quintana, Mikel Landa, Marc Soler e Alejandro Valverde são alguns dos nomes fortes desta equipa. BMC Racing Team 81 PORTE Richie 82 BEVIN Patrick 83 CARUSO Damiano 84 GERRANS Simon 85 KÜNG Stefan 86 SCHAR Michael 87 VAN AVERMAET Greg 88 VAN GARDEREN Tejay Para ver: Richie Porte parecia ser no ano passado o ciclista que mais poderia fazer frente a Froome na luta pela classificação geral, mas uma queda aparatosa colocou-o fora do Tour. Este ano o Australiano planeou a sua preparação para este Tour, tem uma equipa experiente e venceu o "Tour de Suisse", conseguirá vencer o Tour de France? UAE-Team Emirates 91 MARTIN Daniel 92 ATAPUMA John Darwin 93 DURASEK Kristijan 94 FERRARI Roberto 95 KRISTOFF Alexander 96 MARCATO Marco 97 SUTHERLAND Rory 98 TROIA Oliviero Para ver: Daniel Martin surgiu em grande forma no Dauphiné 2018, conseguirá vencer etapas e estar no TOP10 do Tour 2018? Conseguirá Alexander Kristoff vencer etapas ao sprint ou lutar pela camisola verde? Quick-Step Floors 101 ALAPHILIPPE Julian 102 DECLERCQ Tim 103 GAVIRIA Fernando 104 GILBERT Philippe 105 JUNGELS Bob 106 LAMPAERT Yves 107 RICHEZE Ariel Maximiliano 108 TERPSTRA Niki Para ver: A Quick Step já tem este ano 47 vitórias e leva para o Tour 2018 as suas principais "armas de fogo". Julian Alaphilippe tem mostrado grande nível este ano, Gaviria será o homem que vai lutar pela camisola verde, Gilbert,  Terpstra e Bob Jungels também já foram vencedores este ano nas clássicas. BORA - hansgrohe 111 SAGAN Peter 112 BODNAR Maciej 113 BURGHARDT Marcus 114 MAJKA Rafael 115 MÜHLBERGER Gregor 116 OSS Daniel 117 POLJANSKI Pawel 118 PÖSTLBERGER Lukas Para ver: Depois de ter sido expulso na ultima edição do Tour, Peter Sagan na luta pela camisola verde, etapa do Roubaix e Rafael Majka na montanha. Astana Pro Team 121 FUGLSANG Jakob 122 FRAILE Omar 123 GRUZDEV Dmitriy 124 HANSEN Jesper 125 KANGERT Tanel 126 CORT NIELSEN Magnus 127 SANCHEZ Luis Leon 128 VALGREN Michael Para ver: A equipa "kazak" leva Fuglsang como líder após este ter ficado em segundo no "Tour de Suisse 2018" e conta com ciclistas de grande experiência e qualidade como Leon Sanchez, Omar Fraile e Tanel Kangert. Team Dimension Data 131 CAVENDISH Mark 132 BOASSON HAGEN Edvald 133 JANSE VAN RENSBURG Reinardt 134 PAUWELS Serge 135 RENSHAW Mark 136 SLAGTER Tom-Jelte 137 THOMSON Jay Robert 138 VERMOTE Julien Para ver: Mark Cavendish apesar dos seus 33 anos ainda conseguirá vencer alguma etapa no Tour 2018 e aumentar as suas 30 vitórias nesta prova? Team Katusha - Alpecin 141 ZAKARIN Ilnur 142 BOSWELL Ian 143 KIŠERLOVSKI Robert 144 KITTEL Marcel 145 KOCHETKOV Pavel 146 MARTIN Tony 147 POLITT Nils 148 ZABEL Rick Para ver: Ilnur Zakarin conseguirá lutar por um TOP 10 e por etapas de montanha? Marcel Kittel conseguirá a camisola verde? Tony Martin na etapa do Roubaix. Groupama - FDJ 151 DÉMARE Arnaud 152 GAUDU David 153 GUARNIERI Jacopo 154 LE GAC Olivier 155 LUDVIGSSON Tobias 156 MOLARD Rudy 157 SINKELDAM Ramon 158 VICHOT Arthur Para ver: Depois da maior "marretada" de 2018 de Thibaut Pinot, este não pôde alinhar para este Tour, pelo que na montanha a equipa perdeu o seu líder. Está Arnaud Démare para as etapas de sprint. Team LottoNL-Jumbo 161 KRUIJSWIJK Steven 162 GESINK Robert 163 GROENEWEGEN Dylan 164 JANSEN Amund Grondahl 165 MARTENS Paul 166 ROGLIC Primoz 167 ROOSEN Timo 168 TOLHOEK Antwan Para ver: Steven Kruijswijk apoiado por Robert Gesink e Primoz Roglic (que já venceu 3 provas de 1 semana este ano). Nas etapas ao sprint Dylan Groenewegen é um nome a acompanhar também. Lotto Soudal 171 GREIPEL André 172 BENOOT Tiesj 173 DE BUYST Jasper 174 DE GENDT Thomas 175 KEUKELEIRE Jens 176 MARCZYNSKI Tomasz 177 SIEBERG Marcel 178 VANENDERT Jelle Para ver: André Greipel, o gigante alemão será mais um ano o homem da Soudal que vai lutar com os "sprinters" das outras equipas, mas homens como Tiesj Benot, Thomas de Gendt e Marczynski podem aparecer noutras etapas. Direct Energie 181 CALMEJANE Lilian 182 BOUDAT Thomas 183 CHAVANEL Sylvain 184 COUSIN Jérôme 185 GAUDIN Damien 186 GRELLIER Fabien 187 SICARD Romain 188 TAARAMÄE Rein Para ver: Ciclistas como Rein Taaramae, Romain Sicard e Lilian Calmejane lutarão por etapas e pela camisola da montanha. Trek - Segafredo 191 MOLLEMA Bauke 192 BERNARD Julien 193 DE KORT Koen 194 DEGENKOLB John 195 GOGL Michael 196 GRMAY Tsgabu 197 SKUJINS Tom 198 STUYVEN Jasper Para ver: Bauke Molema tentará mais um ano afirmar-se entre os melhores, conseguirá ficar no TOP 10? John Degenkolb conseguirá intrometer-se entre os melhores "sprinters" do momento ou vencer a etapa do Roubaix? Ou será Jasper Stuyven a vencer etapas pela equipa? Cofidis -  Solutions Crédits 201 LAPORTE Christophe 202 CLAEYS Dimitri 203 EDET Nicolas 204 HERRADA Jesús 205 NAVARRO Daniel 206 PEREZ Anthony 207 SIMON Julien 208 TURGIS Anthony Para ver: O jovem francês Christophe Laporte já conseguiu alguns bons resultados este ano, mas entre os melhores conseguirá ele levar a equipa da Cofidis a vencer alguma etapa no Tour? O veterano Daniel Navarro também já deu nas vistas em algumas etapas este ano e poderá ser ele a conseguir alguma etapa. Wanty - Groupe Gobert 211 MARTIN Guillaume 212 DEGAND Thomas 213 DUPONT Timothy 214 MINNAARD Marco 215 OFFREDO Yoann 216 PASQUALON Andrea 217 SMITH Dion 218 VAN KEIRSBULCK Guillaume Para ver: esta equipa "Pro-Continental" tem o jovem francês Martin Guillaume que se pode destacar, depois de alguns resultados de relevo este ano, como o terceiro posto na classificação da juventude no "Critérium du Dauphiné", mas o italiano Pasqualon também já deu já deu 4 vitórias à equipa este ano. Hoje na primeira etapa: Fernando Gaviria (Quick-Step floors) foi o primeiro vencedor do Tour 2018 e partirá amanhã de amarela, um furo e uma queda hoje já atrasou alguns dos nomes que vão lutar pela classificação geral, o que garante ainda mais espectáculo para a primeira semana. Fica com o resumo da Etapa 1. https://www.youtube.com/watch?v=CR6p81GgEhY Podes ver a classificação completa aqui.   Luís Beltrão Mr. B.         ### Campeonatos Nacionais de Estrada Belmonte foi o local onde este ano seriam conhecidos os novos Campeões Nacionais de estrada. Provas de contra-relógio Esta sexta-feira, na prova de contra-relógio não houve surpresa e aqueles que eram apontados como favoritos foram os que no final vestiram a camisola de Campeão Nacional 2018. Na prova de elites masculinos Domingos Gonçalves (Rádio Popular Boavista)  impôs-se aos ciclistas da Katusha, o seu irmão José Gonçalves e Tiago Machado que foram segundo e terceiro. Domingos Gonçalves   Pódio da prova de contra-relógio categoria de elites masculinos. Na prova de elite feminina, Daniela Reis em Belmonte voou e sagrou-se Campeã Nacional pela quarta vez, terminando a prova em 38m.43s., deixando a segunda classificada a mais de 1 minuto. Pódio elite feminina, 1-Daniela Reis, 2-Maria Martins, 3- Soraia Silva Em sub-23 masculinos, Ivo Oliveira e João Almeida (Hagens Berman Axeon) mostraram estar um nível acima da concorrência, sendo que Ivo Oliveira sagrou-se Campeão Nacional Pódio sub-23 masculino: 1-Ivo Oliveira, 2-João Almeida, 3-Tiago Antunes O seu colega de equipa João Almeida ficou em segundo a 28s., ciclista este que também fez segundo no Giro de Itália 2018 em sub-23. Fica com o resumo em vídeo feito pela Federação Portuguesa de Ciclismo. https://www.facebook.com/FedPortCiclismo/videos/2146874512021278/ Classificações completas do contra-relógio aqui. Prova de fundo feminina Daniela Reis(Doltcini-Van Eyck Sport) foi a mais forte nesta prova em Belmonte e fez a "dobradinha", juntando este título ao de que Campeã Nacional de contra-relógio. Pódio: 1-Daniela, 2-Maria Martins, 3-Celina Carpinteiro A corredora torriense atacou na primeira das cinco voltas e apenas Maria Martins (Sopela Women’s Team) conseguiu responder. Daniela Reis acabou por deixar Maria Martins irremediavelmente para trás na entrada para a derradeira volta, fechando os 107 quilómetros isolada. Podes ver as classificações completas desta prova aqui. Prova de fundo sub-23 masculino Rui Oliveira (Hagens Berman Axeon) foi quem conquistou o campeonato nacional de fundo em sub-23, fechando em solitário os 160,4 quilómetros de prova, disputados sob calor intenso. O resumo da prova feito pela Federação Portuguesa de Ciclismo. https://www.facebook.com/FedPortCiclismo/videos/2149605211748208/ Classificações completas desta prova aqui. Prova de fundo elites masculinos Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista) venceu esta prova e é o novo Campeão Nacional, juntando este título ao de Campeão de contra-relógio conseguido na passada sexta-feira. Domingos Gonçalves Hoje o ciclista barcelense venceu com um ataque pleno de força, deixando para trás Joni Brandão (Sporting/Tavira) a 29s. e Henrique Casimiro (Efapel) a 34 s. Joni Brandão (Sporting/Tavira) Henrique Casimiro (Efapel) À semelhança do que que aconteceu na prova de sub-23, os corredores mais fortes movimentaram-se de início. Ao quilómetro 13 estava na dianteira um grupo de 17 ciclistas, entre os quais a maior parte dos favoritos. A sina da corrida ficou ali traçada, pois a luta pelo título resumiu-se àqueles homens. Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo), Joaquim Silva (Caja Rural-Seguros RGA), Tiago Machado (Team Katusha Alpecin), Luís Fernandes e Luís Mendonça (Aviludo-Louletano-Uli), Henrique Casimiro e Bruno Silva (Efapel), Gaspar Gonçalves (Liberty Seguros-Carglass), António Barbio (Miranda-Mortágua), Luís Gomes e Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista), Joni Brandão e Frederico Figueiredo (Sporting-Tavira), João Matias (Vito-Feirense-BlackJack), António Carvalho, José Neves e César Fonte (W52-FC Porto) foram os ciclistas que se destacaram para enfrentar o calor e os quilómetros. Aqui tens o resumo da prova em vídeo da Federação Portuguesa de Ciclismo. https://www.facebook.com/FedPortCiclismo/videos/2151348878240508/ Pódio: 1-Domingos Gonçalves, 2-Joni Brandão, 3-Henrique Casimiro “O segredo da vitória foi conseguir poupar-me, graças à ajuda do Luís Gomes, que estava no grupo da frente, sempre a apoiar-me. À medida que o grupo foi diminuindo, percebi que podia ganhar, porque fiz um super-contrarrelógio na sexta-feira, o que é um excelente indicador. À entrada para a última volta, estiquei para me aproximar dos ciclistas que iam fugidos. Com ajuda do Tiago Machado e do Henrique Casimiro consegui fazer a junção. Depois arranquei para tentar ganhar. Ser duplo campeão enche-me de orgulho”, confessa o campeão nacional de fundo e de contra-relógio Domingos Goçalves. Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo Vídeo: Federação Portuguesa de Ciclismo   Luís Beltrão Mr.B. ### 4ª ronda da Taça de Portugal XCO - mudança de cenário em Valongo Quando todos esperavam que a história da taça de Portugal de XCO seria escrita por dois nomes, eis que surge mais um, Rúben Almeida. Uma semana após a conquista do título nacional de maratona em Melgaço, Rúben Almeida voltou a surgir como vencedor, arrancando na liderança onde se manteve durante todaa corrida at´conseguir um triunfo folgado ao cabo de 1h31m42s. O ciclista do BTT Seia relegou para segundo e terceiros os dominadores das corridas da taça até aqui, Ricardo Marinheiro (Quinta das Arcas / Jetclass / Xarão) e Mário Costa (Brújula Bike Racing Team), a 2m18s e 4m08s, respectivamente. Demonstrando tal superioridade quer nas maratonas quer em XCO, é uma pena que Rúben Almeida não tenha alinhado desde início para tornar a disputa na taça mais competitiva, à falta de só uma prova nunca poderá lutar pela mesma. A decisão do título fica adiada para a ultima prova, visto que só 12 pontos separam Ricardo Marinheiro e Mário Costa. Rúben Almeida pode vir a baralhar as contas é no campeonato nacional que se aproxima. Também na corrida feminina houve desfecho diferente das ultimas corridas, Maaris Meier (Maiatos-Reabnorte) venceu esta corrida, mas à semelhança de Rúben Almeida, também não conta para a luta pelo título na taça de Portugal, pois não efectuou as primeiras corridas do ano. Joana Monteiro (Brújula Bike Racing Team), vencedora das três etapas anteriores lidera a taça com 135 pontos, contra os 105 acumulador por Marta Branco e os 96 de Lúcia Crespo (ProRebordosa/LROpticas/RJGroup). Nas restantes corridas foram vitoriados João Rocha (Rodabike / ACRG / Gondomar) o mais lesto entre os Sub-23; Rafael Rita (BTT Loulé / Elevis) o melhor entre os juniores; Raquel Queirós (Quinta das Arcas / Jetclass / Xarão) vencedora da corrida júnior feminina. Nos escalões de formação, Diogo Neves (BTT Loulé / Elevis) venceu nos cadetes, na mais concorrida prova do programa, com 72 inscritos, tendo Ana Santos (ASC / Focus Team - Vila do Conde) sido a melhor cadete feminina. Nas categoria Master foram consagrados: André Filipe (C.P.R. A-do-Barbas), primeiro em Master 30; David Inácio (Automoveis Ribeiro/GDVP) vencedor em Master 40; Rodolfo Lopes (ASC / Focus Team - Vila do Conde), o melhor entre os Master 50. Nas corridas femininas Master, a vitória em Master 30 coube a Raquel Marques (ASC / Focus Team - Vila do Conde) e Filomena Paulo (RÓÓDINHAS / Santos Silva) levou a melhor entre as Master 40. Na classificação por equipas da competição nortenha o clube BTT Loulé / Elevis foi quem somou mais pontos no ranking. A turma algarvia manteve a liderança da geral coletiva da Taça de Portugal de XCO seguidos da ASC / Focus Team - Vila do Conde e da equipa Maiatos-Reabnorte. Fica com o vídeo resumo da Federação Portuguesa de Ciclismo https://www.facebook.com/FedPortCiclismo/videos/2136557626386300/?q=uvp%20-%20federa%C3%A7%C3%A3o%20portuguesa%20de%20ciclismo Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo. Fotografia e vídeo: Federação Portuguesa de Ciclismo.   Luís Beltrão Mr.B. ### Novo SRAM NX Eagle - Tecnologia Eagle 1X12 ainda mais acessível Além de preço mais baixo o novo Sram NX Eagle tem maior compatibilidade. O ano passado a marca norte-americana lançou, para o agrado de muitos, o SRAM GX Eagle, tornando a tecnologia 1X12 mais acessível a todos, tendo em conta que tanto o XX, como o XO têm preços bem mais elevados que o GX. Este ano essa tecnologia ficará ainda mais acessível com o novo NX Eagle, que é muito similar ao GX, mas tem algumas diferenças de realce e que não saltam logo à vista. Além de ter um preço mais baixo, o NX terá a particularidade de poder ser usado com um cepo normal Shimano em vez do "XD" da SRAM obrigatório no caso dos grupos GX, XO e XX. À esquerda o sistema XD da Sram para 12 vel., à direita Shimano 11vel. E porquê pode ser usado com um cepo normal Shimano? Aqui vem a segunda particularidade do NX, que é o facto da sua relação de carretos, começar num carreto de 11 dentes seja qual for a cassete deste grupo, e isto é que permite que o mesmo seja utilizado com cepo Shimano "tradicional". A cassete do NX Eagle, relação 11-50 dentes. Por um lado, este "pequeno grande pormenor" (carreto mais pequeno ter 11 dentes) pode fazer diferença na hora de escolher o prato a utilizar, ou no que respeita ao rácio de mudanças poderá não compensar em relação ao 1X11, vai depender dos objectivos e tipo BTT que cada um faz. Por outro lado a questão da cassete ser compatível com os cepos de 8, 9, e 10 velocidades, ao contrário dos outros grupos Eagle, poderá não fazer diferença para alguns e permitirá  fazer o "upgrade" para 1X12 de uma forma menos dispendiosa, sem trocar o cepo. Além disto, o novo GX é compatível com toda a outra tecnologia Eagle, e a palavra compatibilidade "é música para os ouvidos do ciclista", pois permite comprar peças mais baratas de um grupo e fazer um "MIX" com a parte que  interessa dos grupos mais caros (nomeadamente a cassete e o cepo para ter o carreto de 10 dentes por exemplo). No que respeita ao peso, falando do grupo completo pesará mais 302 gr. que o GX Eagle (2049 gr. em vez das 1747 gr.). O preço rondará os 325€ para o grupo completo (preço não confirmado). A Sram responde desta forma ao ultimo lançamento da Shimano (XTR 1X12), usufruindo da vantagem de ter esta tecnologia há mais tempo, tornando-a cada vez mais acessível e compatível. Se valerá a pena cabe a cada um avaliar, se tivermos hipótese de experimentar e testar um , passaremos a nossa opinião para facilitar a tua escolha.   Luís Beltrão Mr.B.         ### Campeonato Nacional de XCM - Surpresa em Melgaço e novo Campeão Nacional Em Melgaço, numa corrida com 90km. e 2658m. de desnível em subidas, disputou-se o Campeonato Nacional de XCM, onde alinharam os melhores especialistas nacionais da modalidade. Os melhores atletas de XCM estiveram em Melgaço. Na corrida de Elites masculinos houve surpresa, pois Rúben Almeida do BTT Seia bateu Tiago Ferreira e José dias da DMT Racing Team, terminando a prova em 4h.10m.23s., sagrando-se Campeão Nacional de 2018. Rúben Almeida - Campeão Nacional de XCM 2018. A surpresa não se prende ao facto de Rúben Almeida ser propriamente um "desconhecido" (foi Campeão Nacional em 2012), mas sim pelo facto deste bater Tiago Ferreira (referência nacional e mundial nesta vertente) e que desde 2015 até este ano era Campeão Nacional. Tiago Ferreira vencia troféu desde 2015. O anterior Campeão terminou a prova a 1m.52s. de Rúben Almeida, seguido do seu colega de equipa José Dias que terminou a 3m.10s. do vencedor. Pódio de Elites Masculinos Na corrida de Elites Femininos - com 67 km e 1980 de acumulado, a mesma distância da categoria de masters a partir de 50 anos e dos paraciclistas de classe D - venceu Ana Antunes da "Ser e Parecer Pro Bike Team". No pódio, Ana Antunes foi acompanhada por Celina Carpinteiro (BTT Loulé/Elevis) e Ilda Pereira (Xasa MYzé team). Nas restantes categorias foram consagrados/as os seguintes campeões/ãs nacionais: Os Campeões Nacionais de XCM 2018 das várias categorias. Master 30: André Filipe (CPR A-do-Barbas). Master 30 Femininos: Raquel Marques (ASC-Focus Team-Vila do Conde). Master 35: Carlos Gomes (Viveiros Vítor Lourenço). Master 40: Luís Coelho (BTT Seia). Master 40 Feminino: Margarida Gomes (Transfor-FatimaBTT). Master 45: Carlos Soares (Saertex Portugal). Master 50: José Rosa (Ser e Parecer Pro Bike Team). Master 55: Adelino Cruz. Master 60: Manuel Pinto (Saertex Portugal). Paraciclismo C: Hélder Maximino (360º Bike Trail).   Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo   Luís Beltrão Mr.B.   ### Cirtérium du Dauphiné e Tour de Suisse - o "Aquecimento" para o Tour de França No passado fim de semana, terminou o "Critérium du Dauphiné" e começou o "Tour de Suisse". Estas duas provas têm grande destaque e prestígio no calendário do World Tour, mas é inevitável a sua associação ao Tour de França. Tendo em conta o perfil de uma semana e a altura em que se disputam, servem muitas vezes de teste e preparação para a mais prestigiada prova de 3 semanas do World Tour. O Critérium du Dauphiné Pódio final do Critérium 2018. 1-Geraint Thomas, 2-Adam Yates, 3-Romain Bardet. Fotografia: Sirotti. Nesta prova de 1 semana realizada em território francês e por locais por onde normalmente passa o Tour, já deu para ver que há um homem a bater, como sempre, da Sky. A equipa inglesa pode não ter Chris Froome na sua força máxima, tendo em conta que este já realizou o desgastante Giro de Itália, mas Geraint Thomas mostrou-se à altura de assumir a responsabilidade caso seja necessário. Fotografia: Philippe Lopez, Getty Images. O britânico conseguiu a maior vitória da sua carreira desportiva ao vencer o "Critérium du Dauphiné", mostrando-se muito forte na montanha, no contra-relógio (apesar do azar e queda neste), e com uma super equipa em seu redor. Entrevista de Geraint Thomas após a ultima etapa do Critérium Dauphiné. https://www.youtube.com/watch?v=0mbZoybvfEU Outros nomes como Romain Bardet e Adam Yates também estiveram em bom plano. O Francês Romain Bardet não necessita de apresentações, já com dois pódios no Tour (2016 e 2017), mostrou que mais um ano terá que se contar com ele para a discussão da geral. Fotografia: Sirotti O britânico Adam Yates, à imagem do que o seu irmão Simon fez no Giro de Itália, mostrou-se muito forte na montanha e com mudanças de ritmo difíceis de acompanhar (vencendo uma etapa), no entanto e ao contrário de Romain Bardet, ainda lhe falta a afirmação numa prova de 3 semanas. Fotografia: TDWS Sports Daniel Martin começou finalmente (e na altura certa) a mostrar alguns resultados na UAE Team Emirates, tendo vencido uma etapa e tendo feito 4.º na classificação geral final. Aos seus 31 anos, a forma como se mostrou no Critérium, mostra que se pode contar com ele para o espectáculo do Tour. Fotografia: Bettini Photo O dia em que Daniel Martin venceu, foi uma das etapas mais espectaculares deste Critérium Dauphiné, onde Geraint Thomas conseguiu a camisola amarela até ao final. https://www.youtube.com/watch?v=048PJJcRnOc Classificação completa do Critérium du Dauphiné.   Volta à Suíça Começou também este fim-de-semana esta prova de uma semana, onde alinham outros dos importantes ciclistas que irão estar presentes no Tour 2018. É uma prova para se continuar a acompanhar (hoje 3ra. etapa), mas para já, houve duelo de registo entre os sprinters, onde Sagan conseguiu bater Gaviria, mostrando que continua a ser forte candidato à camisola verde dos pontos no Tour, e porquê é o ciclista mais vitorioso nas várias edições da prova (tendo vencido 16 etapas). https://www.youtube.com/watch?v=4HlyipaP8rQ No contra-relógio por equipas a BMC já mostrou estar afinada, tendo vencido aquela que foi a primeira etapa desta prova. Apesar de ter ficado Stefan Küng com a camisola de líder, a expectativa é ver como se apresenta Richie Porte nesta prova. Fotografia: Tim De Waele, Getty Images. Aquele que parecia ser o principal opositor de Chris Froome no tour 2017 mas que teve que abandonar após queda, escolheu o "Tour de Suisse" para afinar a sua preparação para o "Tour de France" 2018. Richie Porte. Fotografia: Tim De Waele, Getty Images. Outro dos nomes sonantes presentes na volta à Suíça é Nairo Quintana, que também estará presente no Tour de França. Na mesma equipa, alinha Mikel Landa, actualmente o ciclista com mais pontos no ranking, dos que alinham na partida para esta prova. Na estrada quem irá ser o líder da Movistar? Volta a Suíça completa hoje a sua terceira etapa, só terminando no final da semana. Para acompanhar na CMTV. Classificação completa da volta à Suíça aqui.   Luís Beltrão Mr.B.           ### Andaluzia Bike Race - O que necessitas saber para ir a uma das mais emblemáticas provas de BTT da Europa A Andaluzia Bike Race é uma das provas de BTT por etapas mais emblemáticas da Europa, pela organização e pelos atletas de topo que costuma reunir. Tendo em conta que a Andaluzia é "mesmo aqui ao lado", é uma prova na qual podes ponderar participar, de modo que resolvemos trazer-te na primeira pessoa, a experiência de um participante português da ultima edição desta prova, com informações valiosas para quem pondera participar nesta aventura. O relato é do Filipe Guerra, que participou nesta prova com Cesário Ponte. Andaluzia Bike Race - por Filipe Guerra O interesse nesta prova por etapas surgiu no seguimento do "feedback" geral de ser considera uma das “melhores” e mais interessantes provas por etapas a nível europeu, no que ao formato de uma semana (6 etapas) diz respeito. Daí até "envenenar" terceiros e proceder à inscrição foi um passo demasiado rápido. Filipe Guerra e Cesário Ponte - A dupla "Thulkor" ("Thor" + "Hulk"). :) Inscrição - valores e o que inclui A inscrição tem dois valores, dependendo da fase em que é feita. Numa primeira fase consegues inscrição por €250,00 numa segunda fase por €400,00. Kit de inscrição Andaluzia Bike Race Somos brindados com um kit de participante, onde se incluem géis, barras (em quantidade suficiente paras cobrir as 6 etapas) , jersey, golas, bidons, um kit de limpeza da Shimano para a bicicleta. Tudo isso entregue num saco alusivo à prova. A inscrição não inclui alojamento, mas em todas as localidades (3) a forma como somos recebidos é bastante positiva e existem bastantes opções para as mais diferentes carteiras, em termos de dormida e restauração não encarecendo nem rebentando com o que previamente é orçamentado. Nós conseguimos alojamento por €180,00 para 3 noites em locais de 3 e 4 estrelas. Outros serviços Tal como é regra neste tipo de eventos podemos adquirir as massagens (€310,00 para os 6 dias) e o respectivo pacote mecânico (€320,00) à parte, para podermos assim usufruir ainda mais do evento não nos preocupando com esses pormenores. Por esse valor temos vida de "profissional", basta no final entregar a bicicleta e recolher a mesma no parque privado no dia seguinte pronta (lavada, lubrificada e afinada) para mais uma carga daquelas. Tudo debaixo de controlo e segurança ímpares. Deslocação e locais Em termos logísticos a distância cobre-se bem de carro (mais ou menos 600 km's até lá chegar). É uma prova que se desenrola em localidades próximas mas que obriga a deslocações para pernoitar nos 3 locais de onde saem as etapas, todos eles distanciados entre si no máximo por um par de horas de carro. Não é um formato ao qual estamos habituados em Portugal, mas é de realçar por exemplo que no 4.º dia fomos para uma etapa em "Andújar", onde é aberto um parque natural nesse dia (aos participantes da prova) para acolher a recepção da etapa,  que na minha opinião vale cada km. feito para lá chegarmos. Parque natural de Andújar Uma das maravilhas do Analuzia Bike Race Dentro da prova Na chegada ao secretariado é tudo processado de forma simples e ordeira sendo notória desde logo a experiência da organização neste tipo de eventos, quer pela prontidão e disponibilidade no aconselhamento, quer na forma como está tudo bem encaixado em termos organizativos e de espaço, tendo em conta que eram cerca de 1200 participantes. Uma prova onde tens oportunidade de estar perto dos melhores do mundo. Nas etapas temos de tudo um pouco. Um prólogo (a rondar os 30km's. e 1000 mts. D+) que é processado em formato individual para posterior colocação por boxes de andamento e deixando os “aliens” da UCI para o fim em termos de arranque. As restantes 5 etapas variam entre os 50 e 100 km's. e 1000-1900 mts. D+ no que ao desnível acumulado positivo diz respeito. Quanto ao terreno, de tudo um pouco. Pedra, terra batida, se chover, barro e estrada (muito pouca). Passar pelos olivais é uma experiência e imagem que fica na memória. Tiago Ferreira foi o vencedor das ultimas edições desta prova. Em termos de “empeno”, tudo depende claro está da forma física de cada um e do "enrolar do punho" em termos individuais. Vítor Gamito num dos muitos trilhos, em 2015 Apesar de marcarem presença atletas de topo mundial, diria no entanto que sendo bem gerido está ao alcance de qualquer pessoa, pois os limites de fecho dos percursos são suficientemente alargados. José Hermida é participante habitual nesta corrida Os percursos são todos eles bem marcados (excelente trabalho, praticamente perfeito nesse item) nos quais é de destacar um ambiente salutar e ímpar dos espanhóis que estão espalhados pelo percurso, na subida inicial da terceira etapa era impressionante a moldura humana composta por milhares de pessoas a puxar pelos atletas\participantes. Os abastecimentos são munidos de uma diversidade assinalável e mais que suficiente, embora no final das etapas não exista nenhum tipo de abastecimento específico em termos de refeição, como uma simples pasta por exemplo. No entanto, em todos os abastecimentos estão mecânicos prontos para ajudar e dar assistência caso haja necessidade. Vídeo de apresentação da Andaluzia Bike Race 2018 https://www.youtube.com/watch?v=3G3ht-Ixi4g Opinião pessoal De entre todas as provas de etapas em que já participei, esta é sem dúvida uma das melhores e mais interessantes para já, tendo um custo justo para o que oferece aos participantes nas diferentes áreas, seja pré, durante e pós-prova. São assim poucos os pontos negativos a apontar à mesma tendo como pontos FORTES a organização, os percursos de uma diversão espectacular, cobrindo todo o tipo de terrenos e relevos, um ambiente geral que nos faz sentir bem. É sem dúvida uma das provas a repetir em breve ;) Até um dia Andaluzia. Filipe Guerra   Currículo de provas feitas pelo Filipe (as mais importantes). Internacionais: Costa Blanca Bike Race e os Soplaos Catalunya Bike Race Maratona Dles Dolomites QuebrantaHuesos Andaluzia Bike Race Soplaos Transpyr (na próxima semana) Nacionais: Cantanhede Bike Race (etapas) 2 vezes Algarve Bike Challenge (etapas) Odemira Bike Race (etapas) Maratona 5 Cumes Serpa 160 Eox 240 Sudoex Douro Bike Race (etapas) Bairrada150 Vila Conde Peneda-Gêres Extreme (etapas) Geotour (etapas) Portugal Tour (etapas) Ultra Blackbulls (1 dia) Race Nature (etapas) Praticamente todos os Granfondos em território nacional.   Fotos: Fiipe Guerra, e Organização. Mais informações no site da prova do Andaluzia Bike Race   ### Giro 2018 - José Gonçalves termina TOP 15 da Geral O Giro 2018 terminou com a vitória meritória de Chris Froome, que deixa cada vez mais a sua marca na história do ciclismo mundial. Durante Giro 2018 fizemos resumos semanais da corrida e para finalizar esse ciclo, deixamos-te o resumo da terceira semana. Mas antes de mais queremos destacar o fantástico 14.º lugar na classificação geral de José Gonçalves. Num Giro que todos confessaram ser muito difícil, o português terminou várias etapas no TOP10 e apesar de ter passado por problemas mecânicos e furos em alturas cruciais de etapas, termina o Giro de Itália num lugar muito meritório sendo o melhor da equipa Katusha. Este é o Jose Gonçalves de 2015, que se destacou na Vuelta desse ano. Resumo da terceira semana Etapa 16 - Etapa de contra relógio ganha por Rohan Dennis, Simon Yates continuava de Rosa, com 56 seg. de vantagem sobre Dumoulin e 3min.50seg. de Froome. https://www.youtube.com/watch?v=TBTX_N9P6Yk Etapa 17 - Elia Viviani vence etapa, Simon Yates continua de camisola rosa. https://www.youtube.com/watch?v=WMt85km_ttc Etapa 18 - Schachman vence etapa de montanha, Simon Yates mostra fraquesa pela primeira vez mas continua de camisola rosa. https://www.youtube.com/watch?v=2EBRqJ5Rxv0 Etapa 19 - O dia em que Simon Yates nos encontrou (o Homem da Marreta). Etapa ganha por Chris Froome com um ataque lançado a 80km's do fim, ficando com a camisola rosa. https://www.youtube.com/watch?v=-_3P7Scv1Gw Etapa 20 - Se queres ver o que é encontrar o "Homem da Marreta", vê este resumo, Thibaut Pinot levou uma das maiores "marretadas" vistas em directo. Etapa para Mikel Nieve, Tom Dumoulin tentou mas não conseguiu destronar Froome, que termina de camisola rosa e vence o Giro 2018. https://www.youtube.com/watch?v=SGKEonV-K8Q Etapa 21 - Sam Bennett bate Viviani no ultimo sprint do Giro, consagração de da Sky e Chris Froome. https://www.youtube.com/watch?v=HnR6AdiNUVE Classificação geral completa aqui.   Luís Beltrão Mr. B. ### Taça do Mundo de XCO - Nové Mesto - Final "photo finish" Na terceira ronda da Taça do Mundo de xco houve muitos percalços, para vários atletas, com várias quedas e muitos furos. Começamos por te deixar o resumo da corrida de Short Track que se disputou na sexta-feira. Estas corridas de 30min's. são electrizantes, a velocidade média com que os atletas terminam este percurso são na ordem dos 31 km/h. https://www.youtube.com/watch?v=tZu0Erm4f_M Depois de ter vencido na corrida Short Track, na corrida de hoje Sam Gaze começou por ter um furo, e depois acabou por desistir. Mathieu Van Der Poel, ainda a correr com a lesão na mão, também fez um bom resultado na corrida Short-Track. Mas hoje quando Nino Schurter impôs um ritmo mais forte, uma desconcentração do atleta holandês acabou o levar ao embate numa árvore e consequente queda, acabando por desistir também. A corrida acabou por ser discutida entre Maxime Marrotte, Antom Cooper e Nino Shurter. sendo que na ultima volta quando Shurter tentou ganhar espaço, só cooper seguiu com ele tendo ambos terminado a corrida ao sprint para decidir quem o vencedor. Anton Cooper (Trek Factory Racing XC) Maxime Marrotte (Cannondale Factory Racing XC) Nino Schurter (Scott SRAM) Na ultima volta quando Shurter tentou ganhar espaço, só cooper seguiu com ele tendo ambos terminado a corrida ao sprint para decidir quem o vencedor. Final "photo finish" entre Antom Cooper e Nino Shurter, tendo o campeão do mundo levado a melhor sobre o jovem neozelandês da TREK Racing Team. O pódio final: 1º - Nino Schurter, 2º - Antom Cooper, 3º - Maxime Marrotte. Classificação - TOP15 Os Portugueses David Rosa chegou a rodar em 19.º, mas terminou a corrida em 23.º, o que mais uma vez é um bom resultado para o atleta português. David Rosa a terminar a corrida em Nové Mesto. Ricardo Marinheiro, sem ranking saiu muito de trás, passou muitos atletas mas no final pagou um pouco o esforço inicial terminando em 76.º Ricardo Marinheiro antes da corrida de Nové Mesto. Mário Costa terminou em 66.º. Podes ver a classificação completa aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Tudo o que precisas de saber sobre o novo Shimano XTR M9100 O lançamento do novo Shimano XTR era esperado há algum tempo e com enorme expectativa por parte dos utilizadores. A Shimano decidiu fazer esse lançamento este fim-de-semana, na prova da taça do mundo em Nové Mesto na República Checa, onde tudo foi estudado ao pormenor. Os seus atletas patrocinados, como Mathiew Van Der Poel ou Jolanda Neff apresentaram-se nos treinos já a utilizar o novo desviador e desde logo foram "caçados" pelos paparazzi. Nós acompanhámos. O XTR em vídeo, explicado por uma das atletas mais bonitas da modalidade, a campeã do mundo Jolenda Neff. https://www.youtube.com/watch?v=TX2POeyEtL8 Simultaneamente, a marca fez um excelente "teaser" pelas redes sociais, que deixou "o mundo" atento à data de lançamento. https://www.instagram.com/p/BjKTSQzFfit/?hl=pt&taken-by=rideshimano Na data anunciada o novo XTR foi apresentado ao mundo, e nós damos-te todos os pormenores com base em informação oficial da marca, sendo que de momento ainda não existem preços anunciados. O que há de novo O Novo XTR  caracteriza-se pela sua inovadora cassete de 12 velocidades com opções de  andamentos 10-45D  ou 10-51D. Esta era a inovação mais esperada por todos e assim a Shimano responde finalmente à concorrência. Tudo novo, mas o destaque vai para o aparecimento das 12 velocidades. Vem com pinças de travão  de 2 ou 4 pistons, e um novo cubo  com nova tecnologia MICRO SPINE da Shimano, tal como manetes e pinças de travão redesenhadas que permitem aos pilotos posicionar os  controlos, inclui ainda um manipulo XTR de espigão regulável desenhado e posicionado estrategicamente para maior conforto e acção rápida. Em conjunto, com os novos desenvolvimentos os japoneses conseguiram poupar para cima de 150gr. em peso para o piloto de XC, e acima de 90gr. para pilotos de Enduro com a promessa de comutação mais intuitiva para aprimorar a concentração nos trilhos. A nova cassete de 12v. ao pormenor Os desenvolvimentos na transmissão tiveram como ponto de partida, minimizar passagens de mudança, para trazer ao ciclista um melhor ritmo e cadência  entre cada passagem de mudança e assim melhorar no final a sua velocidade geral. Cassete 10-51 (CS-M9100-12). O resultado  disto , foi a criação de um carreto de 51 dentes, o  qual vem com a mesma passagem de 6 dentes como acontece nos últimos 3 carretos (10-12-14-16-18-21-24-28-33-39-45-51D) de modo a manter a cadência. O novo XTR apresenta ainda uma nova cassete de 12 velocidades 10-45D (10-12-14-16-18-21-24-28-32-36-40-45D) para percursos BTT rápidos ou menos íngremes sem alterações drásticas de cadência. Cassete 10-51 (CS-M9100-12) Cassete 10-45 (CSM9100-12) A opção 10-45D ( CSM9100-12) é para atletas de XC que pretendam passagens pequenas de mudança e uma montagem mais leve, 10-51D (CS-M9100-12) desenvolvida para o atleta de trail que se cruza inesperadamente com mais subidas. 3 tipos de materiais numa cassete Ambas as cassetes usam atraentes e diferentes tipos de metal para diferentes carretos para atingir o melhor equilíbrio entre peso e durabilidade. Os carretos maiores usam alumínio, os carretos intermédios usam titânio e os mais pequenos usam aço. Tecnologia do Cubo renovada Para o encaixe nos sistemas de 12V, a Shimano necessitou reestruturar o design do cepo, adoptando uma nova tecnologia conhecida como "MICRO SPLINE" que permite o encaixe nas suas cassetes. Além disso houve a introdução da tecnologia "SCYLENCE" nos cubos traseiros da Shimano, que substitui os linguetes tradicionais por um sistema de embraiagem que permite reduzir o atrito enquanto gira, um encaixe mais rápido criando um cubo virtualmente silencioso. Os cubos da frente estão disponíveis em 100 e 110mm com 15mm de eixo passante, os cubos de trás disponíveis nas opções de 142mm e 148mm ( especificações Boost) com eixo passante de 12mm. O novo pedaleiro Pedaleiro monoprato (FC-M9100/M9120-1) com cranque oco. Para os utilizadores de XC com 1x12V. existirá uma gama alargada de rodas pedaleiras disponíveis desde 30D a 38D, mais leves cerca de 80 gramas. Os utilizadores de Enduro que optarem por 1x12V podem adicionalmente colocar o sistema de retenção de corrente, e têm ainda a opção  do pedaleiro  FC-M9120 com  maior distância entre cranque para montagem especificas em determinados modelos de quadros. Pedaleiro 2 pratos (FC-M9100/M9120-B2). Os utilizadores que preferem mais combinações de andamentos para maior controlo em todos os tipos de terrenos  têm a opção de 2 x12V, pedaleiro FC-M9100/M9120-B2) em 38-28D, que podem utilizar com a cassete 10-45D ideal para corridas mais longas e maior numero de subidas. Desviadores No novo XTR existirão 3 opções de mudanças de trás, caixa super longa e caixa longa ou a "RD-M9120-SGS" para pedaleiros duplos. Desviador traseiro RD-M9100-GS Todas elas com um design agressivo, compacto, angular e muito lustroso em alumínio adonisado. Nos sistemas de 1 prato, uma das questões é sempre os ressaltos da corrente. A marca japonesa concilia o tamanho das roldanas que vão desde os 11D no XTR M9000 para uma maior dimensão 13D, com a mudança traseira de design  SHIMANO SHADOW RD+, para melhorar a retenção da corrente e minimizar esse problema. Desviador frente FD-M9100-D As mudanças da frente, vão estar disponíveis também em 3 diferentes estilos dependendo do tipo de quadro. Os novos manípulos Houve uma preocupação no design dos mesmos, que permita a mais rápida adaptação ao tipo de terreno por onde se pedala. Além da questão técnica melhorada a Shimano conseguiu ter também uma haste guiador mais ‘limpa’. A criação de um novo sistema de integração denominado pela marca de "I-SPEC EV", permite instalar em conjunto manete e manipulo. Permite ainda uma deslocação lateral de 14mm e uma rotação posicional de 60 graus, podendo o utilizador reajustar o posicionamento da mão para melhor ergonomia durante a operação das manetes ou dos manípulos. Os manípulos transportam algumas das tecnologias da geração anterior, como  "RAPIDFIRE plus", libertação nos 2 sentidos, e multi-libertação. Novo para é um conversor de 11 para 12 velocidades (SL-M9100-R/-IR) no manipulo traseiro para o utilizador escolher 11v. a quando da montagem de cubo com a falange mais larga. Para 2x12v. o manipulo da frente tem uma alavanca simples com uma operação muito intuitiva e simplificada, uma única alavanca para colocar e retirar mudanças. OsTravões A opção de 2 pistons (BR-M9100) vem com uma manete de XC mais leve com a possibilidade de ajustar o alcance da alavanca de travão. O travão de 4 pistons (BR-M9120) traz  também manetes de travão especificas, com a possibilidade de ajuste do alcance da mão, ajuste “free-stroke” e tecnologia "Servo Wave"  para aumentar rapidamente a acção de contacto entre calços e rotor. Ambas as pinças são produzidas em alumínio, utilizam ambas tubo de travão hidráulico de alta rigidez para obter uma travagem rápida e potente. Sabemos que a marca japonesa não facilita e quando lança algo novo, vem bom, mas assim que tivermos oportunidade procuraremos testar o novo XTR, no sentido de te dar "feed-back" do comportamento deste no terreno. Para mais informações consulta o site: www.scvouga.pt Por: Luís Beltrão ### O novo guiador syncros de Nino Schurter, com avanço integrado. Estamos a chegar a meio do ano, e a cada semana que passa vamos sabendo através dos atletas de topo, quais as novidades de 2019. Neste caso, é o novo guiador de XC com avanço integrado que o Campeão do Mundo Nino Schurter vai utilizar este fim-de-semana na taça do Mundo em Nové Mesto, República Checa.   O avião de "N1no" Schurter. Para os atletas profissionais o Natal começa mais cedo. :) O guiador denomina-se "Syncros Fraser iC SL" e contará com duas versões. A standard estará disponível em 60, 70, 80 e 90mm. de extensão enquanto que a versão "special edition" estará só disponível nas medidas de Nino Schurter ou seja, 90mm. com um ângulo de 25º, em vez dos 8º de ângulo da versão normal. É usado carbono "UD" (usam-se fibras de carbono unidireccional)  na sua construção. A versão normal pesa 220 gr. e custará sensivelmente 329€, enquanto que o Syncros  Fraser iC SL Special Edition pesa 225gr. e rondará os 429€.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Teremos amanhã um novo Shimano XTR apresentado ao mundo? Para os mais atentos, basta juntar 1 + 1 e é bem provável que cheguem á mesma conclusão que nós, amanhã poderá ser apresentado uma nova geração do Shimano XTR. 1- Em Nové Mesto, nos treinos para a próxima ronda da taça do mundo de cross-country, a campeã do mundo Jolanda Neff utilizou um XTR diferente do actual. Jolanda Neff - Campeã do Mundo de XCO O novo grupo parece ter um aspecto mais "aligeirado". Vamos lá, toda gente a contar. Quantas velocidades terá o novo XTR? Não conseguimos nesta foto nem nas outras contar mais de 11 velocidades, evolução que seria para muitos a verdadeira resposta do gigante azul, ao gigante vermelho. + 1  Porquê lançamento para amanhã? Simplesmente porque a própria Shimano o diz. https://www.instagram.com/p/BjHwjPblL5L/?hl=pt&taken-by=rideshimano https://www.instagram.com/p/BjKTSQzFfit/?hl=pt&taken-by=rideshimano Vamos aguardar para ver o que traz de novo. São só umas horas. ;)   Luís Beltrão Mr.B. ### Giro 2018 – Resumo etapa a etapa (em vídeo) da segunda semana. Último dia de descanso hoje, inicia amanhã a derradeira semana do Giro 2018. Fizemos um pequeno resumo em vídeo da segunda semana da corrida para aqueles que não têm conseguido acompanhar, e para quem quiser ver resumo idêntico da primeira semana, basta clicar aqui. Etapa 10 - Matej Mohoric vence etapa, num dia mau para Chaves que sai do TOP10. Camisola Rosa Simon Yates amplia diferença para perseguidores. https://www.youtube.com/watch?v=uah0yWa7NxY Etapa 11 - Final à "Strade Bianche", etapa para Simon Yates. Camisola rosa Simon Yates. https://www.youtube.com/watch?v=UVRMhbt9eZY Etapa 12 - Final no circuito de Monza, segunda etapa para Sam Bennett. Simon Yates camisola Rosa. https://www.youtube.com/watch?v=ShC8uc9ESJE Etapa 13 - Etapa ganha com superioridade por Elia Viviani. Simon Yates camisola rosa. https://www.youtube.com/watch?v=VrLKdg3i0HQ Etapa 14 - Etapa espectacular de montanha. O "renascer" de Froome, controlado de perto por Yates, que continua de camisola Rosa e ganha tempo a Dumoulin. https://www.youtube.com/watch?v=b8aL1W6lmfM Etapa 15 - Nova etapa de montanha. Simon Yates arranca a 17 km's do fim, ganha a etapa e arrasa toda a concorrência. https://www.youtube.com/watch?v=IO2m6CI7E34 Amanhã continua o espectáculo, poderá Dumoulin recuperar 2 minutos e 11 segundos para Simon Yates nesta ultima semana? Fica com a entrevista de Tom Dumoulin. https://www.youtube.com/watch?v=9i8wnXjzSGg Entrevista de Chris Froome. https://www.youtube.com/watch?v=BDz9h_JNpds Podes ver a classificação geral aqui.   Luís Beltrão Mr.B.   ### 2ª. prova da Taça do Mundo de Cross Country - Albstadt, Alemanha Foi a segunda prova da Taça do Mundo este ano, mas a primeira antecedida da prova de Short Track, que dá pontos e determina posição na linha de partida. Nino Schurter, azarado na prova de short track não saiu na primeira linha de partida, mas nem se notou pois colocou os adversários á prova desde logo com um ataque na primeira subida. No final da primeira volta, Samuel Gaze (líder da classificação geral da taça do mundo), não conseguiu acompanhar o ritmo do grupo da frente, e foi-se afundando na classificação ao longo da corrida, provavelmente com algum problema físico. Gaze na corrida da África do Sul. Nino Schurter, Maxime Marotte, Van der Poel, M. Fluckiger e Jordan Sarrou seguiram juntos, mas Fluckiger teve um furo e perdeu o contacto com o grupo Fluckiger esteve forte mas teve azar com um furo. Na quinta volta, Schurter atacou e quem respondeu foi Tempier, que entretanto tinha chegado ao grupo dos da frente. A corrida acabou por se disputada por Schurter e Stephane Tempier No final vitória para Nino Schurter, que volta a vencer ao seu estilo, impondo-se com uma margem de 16 segundos para o segundo classificado que foi S.Tempier. Em terceiro ficou Mathieu Van der Poel, que apesar da sua recente lesão na corrida espanhola "La Rioja Bike Race" (que venceu) consegue um terceiro lugar na corrida de Albstadt, e colocar-se em segundo na classificação geral da Taça do Mundo. Mathieu Van der Poel Fractura no escafoide Os Portugueses David Rosa fez uma óptima corrida, partiu de trás e terminou 24.º em Albstadt. David Rosa na ultima corrida da taça de Portugal. Mário Costa terminou em 68º. Mário Costa na ultima corrida da taça de Portugal. Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Taça do Mundo de XCO - Ante-visão da segunda prova em Albstadt, Alemanha. Este domingo corre-se a segunda prova a contar para a Taça do Mundo de cross country olímpico (XCO), e há vários aspectos a ter em conta. A primeira notícia a assinalar não podia deixar de ser o anúncio da retirada do mais mítico de todos os ciclistas desta modalidade, Julien Absalon. O ciclista francês de 37 anos anunciou na semana que antecedeu esta corrida a sua retirada como corredor, mas continuação como "team manager" da sua equipa "Absolute Absalon". Todos os atletas dedicaram uma pequena homenagem a Absalon nas redes sociais, onde as premissas "obrigado" e "foste uma inspiração", foram unânimes por todos. A jeito de uma pequena homenagem ao atleta Francês, deixamos-te o seu palmarés, e alguns vídeos históricos da sua carreira de sucesso. Vídeo da sua primeira medalha de ouro olímpica nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004. Para quem vive esta modalidade, é arrepiante. https://www.youtube.com/watch?v=udlF93g3mbA Vídeo que demonstra a capacidade de sofrimento em cima de uma bicicleta, por parte do francês, num dia mau pedalou até cair para o lado, mas continuou. Todos os campeões conhecem o Homem da Marreta, "MARRETAMAN". https://www.youtube.com/watch?v=XeWSyJ7ZPlg Palmarés de Julien Absalon: 7 Taças do Mundo: (2003, entre 2006 e 2009, 2014, 2016). 5 Campeonatos do Mundo: (entre 2004 e 2007, 2014). 5 Campeonatos da Europa: (2006, entre 2013 e 2016). 14 vezes Campeão de França: (entre 2003 e 2016). Obrigado Julien Absalon. Taça do Mundo Albstadt 2018 - Os portugueses Outra notícia de assinalar, é que a prova na Alemanha vai ter a participação de 2 atletas portugueses, Mário Costa, líder da taça de Portugal e que também esteve na primeira prova da taça do mundo disputada na África do Sul. Mário Costa E David Rosa, campeão nacional em título, que vai regressar à taça do mundo. David Rosa Além do habitual espectáculo, esta é a principal razão para acompanhar a prova no domingo, apoiar e ver o desempenho dos atletas do nosso país. Primeira prova Short Track Como adiantámos neste artigo, (onde podes ver no que consiste este formato) uma das novidades da taça do mundo de XCO este ano eram as corridas short track (XCC). A primeira já decorreu em Albstadt, Nino Schurter voltou a ter azar com um problema mecânico, e Van der Poel já "mostrou os dentes". https://www.youtube.com/watch?v=-IMQ5YfUkcc A grande espectativa Depois de na primeira prova da África do Sul, Samuel Gaze, (um dos valores emergentes da modalidade) ter vencido o todo poderoso Nino Shurter ao sprint, é grande a expectativa para ver como vai ser este segundo embate entre os dois. Outros nomes Tal como adiantámos na antevisão da primeira prova da taça do mundo, existem outros nomes como Maxime Marotte, Antom Cooper, ou Mathieu Van der Poel que podem vir a lutar pela vitória- Mathieu Van der Poel já venceu a corrida short track dando boas indicações, mas uma corrida de XCO é completamente diferente. Uma coisa é certa, o espectáculo está garantido e podes acomponhar em directo na Red Bull TV. Nós faremos um pequeno resumo depois da corrida como sempre, pelo que, se não conseguires acompanhar, aqui poderás sempre ficar informado.   Luís Beltrão Mr.B. ### O novo SHIMANO 105 R7000 - na linha dos "irmãos" topo de gama. Tudo o que precisas saber sobre o novo SHIMANO 105 R7000 que provavelmente estará disponível a partir de Junho. Exactamente na altura esperada, a Shimano anunciou uma remodelação do seu grupo mais popular, o 105. A habitual rotina de transpor os avanços das gamas superiores para as dos níveis logo abaixo continua, e o 105 corresponde agora mais de perto aos grupos Dura-Ace R9100 e Ultegra R8000, tanto na aparência como no funcionamento. Contando com opções de travagem tanto de aro como de disco, andamentos com relações mais alargadas, e escolha entre acabamento preto ou prata, o novo grupo Shimano 105 R7000 de 11 velocidades representa um avanço muito significativo em relação à versão 5800 que vem substituir. Shimano 105 R7000 Adoptando uma estética similar à dos grupos superiores, Ultegra R8000 e Dura-Ace R9100, o novo 105 R7000 parece destinado a manter confortavelmente o domínio de mercado da Shimano no nível de preços intermédio. Tal como em anteriores gerações do grupo 105, a versão R7000 herda a estética, ergonomia e design em geral das gamas superiores, embora com materiais mais pesados, maquinagem menos apurada, e a subtil não-inclusão de alguns detalhes mais refinados. Quem esperava que as mudanças electrónicas Shimano Di2 fossem disponibilizadas a um preço mais reduzido, terá de continuar a esperar pelo que será provavelmente outro ciclo de produto (aproximadamente três anos). Por agora a Shimano fica-se por mudanças exclusivamente mecânicas de 11 velocidades no grupo 105. Mas enquanto os grupos Ultegra e Dura-Ace são disponibilizados apenas com acabamento escuro anodizado, a Shimano disponibilizará a grupo 105 em versões preta de dois tons ou cinza. Alguns detalhes técnicos ainda não são conhecidos, tais como os pesos de componentes específicos. Contudo, alguns sinais indicam que o novo R7000 (pelo menos na versão com travões de aro) será ligeiramente mais leve do que o 105 versão 5800. Opções de travões de disco hidráulicos e travões de aro Não foi ainda há muito tempo que a Shimano oferecia travões de disco hidráulicos como componentes “sem-grupo” que tecnicamente não faziam parte de nenhum grupo. Mas tal como os grupos Ultegra e Dura-Ace, o 105 tem agora uma opção oficial de travões de disco. As novas pinças de travões hidráulicos flat-mount da versão R7070 têm um visual elegante e arrumando, e embora o peso provavelmente não seja muito diferente dos grupos Ultegra ou Dura-Ace, existe uma diferença chave para os ciclistas preocupados com a perda de eficiência de travagem por acumulação de calor. Embora as pastilhas de travagem Shimano Ice-Tech com alhetas para dissipação de calor sejam compatíveis com estes travões, elas não vêm incluídas de série com este equipamento. De igual modo, embora o disco RT70 de tipo CenterLock use o mesmo tipo de construção dos grupos topo de gama, de três camadas com o núcleo em alumínio, não dispõe das abas adicionais desses modelos. Contudo, além da versão já existente com 160 mm. de diâmetro, será disponibilizada uma outra com 140 mm. Estes travões de disco fazem par com as novas manetes de controlo duplo (ST-R7020), que seguem de perto o design das manetes Ultegra R8020, e oferecem uma maior amplitude de ajuste de alcance para se adequarem a diferentes tamanhos de mãos. As opções de travões de aro continuam a estar disponíveis, com as novas pinças R7000 de duplo pivô, tanto em versão de montagem central como direct-mount, ambas com uma estética mais fluída e patilha de (des)aperto rápido e melhor arrumada. As manetes de travagem e mudanças mecânicas (R7000) recebem idêntico refinamento de ergonomia, agora também mais próximas das dos grupos Ultegra e Dura-Ace.   Se entre as manetes de travões mecânicos e hidráulicos dos grupos Ultegra e Dura-Ace é difícil ver as diferenças.   Já nas opções do grupo 105 - manete R7000 de travagem mecânica à esquerda, manete R7020 de travagem hidráulica à direita - existem diferenças claras de ergonomia. A Shimano afirma que independentemente do tipo de travagem, os componentes internos das manetes de mudanças foram redesenhados para permitirem passagens de mudanças mais rápidas e leves, com um curso da manete mais curto do que na versão 5800 do grupo105. Olhando para as imagens, parece que as manetes de passagem para as mudanças mais pesadas têm um formato diferente, além de maior tamanho. Manetes de mudanças e travagem para ciclistas com mãos pequenas A nova manete R7025 de travagem hidráulica para mãos pequenas (à direita), ao lado da manete R7020 normal de travagem hidráulica (à esquerda).   Como se o ajuste de alcance não fosse suficiente, o fabricante foi um passo mais além e criou uma nova versão das manetes Dual Control especificamente desenhadas para ciclistas com mãos pequenas. Este modelo R7025, também desenhado para utilização com travões de disco, proporcionará uma posição da alavanca com um ângulo mais próximo do guiador, ao mesmo tempo que adopta uma posição mais inclinada para fora, para obter maior distância à parte inferior do guiador durante a utilização. Antevemos que este novo desenho de manetes surja de forma destacada nos tamanhos de bicicletas mais pequenos, bem como em modelos específicos para mulheres. Esperamos que esta seja uma funcionalidade que chegue também um dia às gamas superiores Ultegra e Dura-Ace – afinal de contas, as mulheres com mãos pequenas também merecem opções de topo de gama. Desviadores actualizados e opção de cassete maior O novo desviador recebe um design Shadow, idêntico ao das gamas Ultegra, Dura-Ace e das gamas de montanha da Shimano. Este design de baixo perfil posiciona o desviador mais próximo da roda e mais por baixo da cassete, proporcionando um design mais discreto e reduzindo o risco de danos durante uma queda. A Shimano irá comercializar o desviador R7000 tanto na variante de caixa curta (SS) como de caixa média (GS). A caixa de roldana mais longa do modelo GS permite a utilização de cassetes com maior amplitude de andamentos - 11-32 e 11-34 - sendo que esta última será disponibilizada pela Shimano com a nova cassete HG-700-11. Tal como a cassete Ultegra HG800, esta cassete é compatível com cepos tanto de 10 como de 11 velocidades. Além da cassete em tamanho "de aventura", 11-34T, a Shimano irá adicionar a opção de uma cassete 11-30T (CS-R7000) às já existentes. A cassete 11-30T é compatível tanto com o desviador de caixa curta como com o de caixa longa. O desviador frontal adopta o design de pivô de mudança compacto da Shimano, oferecendo maior distância para o pneu e ajuste integrado da tensão do cabo (usando uma chave sextavada de 2 mm). Tendo já usado este desviador tanto nas gamas Dura-Ace R9100 como Ultegra R8000, comprovámos que esta mudança, apesar de pequena, é muito bem-vinda. Um pedaleiro mais leve Com peso 30 g inferior ao da versão 5800, o novo pedaleiro adopta um design assimétrico de quatro braços, similar ao visto nas gamas Ultegra e Dura-Ace. A Shimano vai adicionar uma opção de pedaleiro semi-compacto de 52/36 aos já existentes nos tamanhos 50/34T e 53/39T, partilhando todos o mesmo diâmetro de fixação dos parafusos, para troca mais fácil dos pratos por outros de tamanhos diferentes. O prato interior foi deslocado ligeiramente para dentro para reduzir o roçar da corrente e as falhas de mudanças, além de aumentar a distância para os pneus nas bicicletas com travões de disco. O fator Q do pedaleiro - a largura entre as superfícies exteriores das manivelas do pedaleiro - mantém-se nos mesmos 146 mm. dos pedaleiros das versões R8000 e R9100, e a Shimano continuará a oferecer o pedaleiro com a opção única de eixo de 24 mm. de diâmetro. Novos pedais 105 SPD-SL O novo grupo traz também um pedal 105 actualizado. Similarmente ao que foi feito nos pedais Dura-Ace R9100, e depois também nos pedais R8000, a placa metálica de desgaste é agora dividida. Mas diferente dos seus pares de preço superior, nos quais as placas metálicas são moldadas directamente nos corpos de material composto (e portanto não são substituíveis), as placas do pedal 105 parecem ser aparafusadas no sítio. Isto, juntamente com redução adicional de material, permite uma altura do eixo ao topo do pedal mais reduzida, além de uma redução de 20 gr's., mantendo o mesmo material do corpo em carbono. O peso anunciado dos novos pedais 105 R7000 é de 265 gr's. o par, sem as travessas. Além do peso mais reduzido, as opções mais caras das gamas Ultegra e Dura-Ace oferecem ainda algumas vantagens subtis, como maior distância ao solo, para pedalar mesmo durante as curvas. O novo pedal R7000 é anunciado como permitindo um ângulo de inclinação de 31 graus, em vez dos 33 graus dos Ultegra, e 35 graus dos Dura-Ace. Relativamente a preços, ainda não tivemos acesso aos preço de venda ao público para Portugal. Artigo original: David Rome, cyclingtips.com Fotos: Shimano Tradução por: José Benjamim Ruivo ### Rúben Guerreiro no TOP 10 do Tour da Califórnia Após disputadas 2 etapas no Tour da Califórnia o português Rúben Guerreiro está a deixar excelentes indicações. Rúben Guerreiro fez uma excelente segunda etapa, que terminou numa chegada em alto. Foi o melhor ciclista da equipa TREK - Segafredo na etapa, e é o melhor colocado na classificação geral. Podes ver o desempenho do Rúben neste vídeo resumo da segunda etapa do tour da Califórnia, que foi vencida por Egan Bernal (SKY), líder da classificação geral. https://www.youtube.com/watch?v=j4Z1cDPy4vc Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Giro 2018 - Resumo etapa a etapa (em vídeo) da primeira semana. Após dia de descanso (ontem), iniciou hoje a segunda semana do Giro 2018, e nós fizemos um pequeno resumo em vídeo da primeira semana para aqueles que não têm conseguido acompanhar. Etapa 1 - Dumoulin entra a vencer, José Gonçalves faz óptimo contra-relógio. Dumoulin de rosa no final da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=Q-aT4CkCehk Etapa 2 - Viviani mostra ser o melhor sprinter presente. Rohan Dennis camisola rosa no final da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=oLxbd_ThLBU Etapa 3 - Viviani vence de novo ao Sprint. Rohan Dennis camisola rosa no final da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=5EoYNNPbqKo Etapa 4 -  Etapa vencida pretendida e vencida por Tim Wellens. Rohan Dennis camisola rosa no final da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=ag8tf82LGko Etapa 5 - José Gonçalves termina 3ro. numa etapa vencida por Enrico Battaglin. Rohan Dennis camisola rosa no final da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=cBLkjrcd82Q Etapa 6 - Simon Yates faz subida foguete, dá etapa a Chaves e fica com a Maglia Rosa no seu corpo no final da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=Hm6YJbt9v2Q Etapa 7 - Sam Bennet consegue bater Viviani ao sprint. Simon Yates camisola rosa no final da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=DPum6YOdBeY Etapa 8 - Richard Carapaz faz subida final soberba e vence etapa. Rohan Dennis camisola rosa no final da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=Q6StAbltqS4 Etapa 9 - Líder Simon Yates vence etapa, ganha tempo nas bonificações e na estrada aos principais rivais. https://www.youtube.com/watch?v=kCV3jDVi9s4 Podes ver a classificação actual aqui. Próxima terça-feira, após dia de descanso, colocaremos num artigo todos os resumos da Eurosport, das etapas da segunda semana do Giro 2018.   Luís Beltrão Mr.B. ### Os Rudy Project Tralyx da equipa TREK SEGAFREDO Rudy Project Tralyx, os óculos utilizados por Rúben Guerreiro, John Degenkolb, Bauke Molema e outros no Pro-Tour. O jovem talento português Rúben Guerreiro O modelo "Tralyx" que experimentámos não se encontra à venda tal como o vês nestas fotos, com logótipo da equipa e estas cores, no entanto podes encontrar outros "Tralyx" com estas  características técnicas. As lentes Os óculos que experimentámos têm a tecnologia "impact X", são anti-risco e anti-quebra (tendo mesmo garantia vitalícia no caso da quebra), o que neste ultimo aspecto é uma grande segurança em caso de alguma queda onde exista impacto na cara, diminuindo o risco de cortes provocados pelas lentes. São foto-cromáticas, pelo que quando pedalas por zonas escuras e de sombra elas são transparentes e quando pedalas ao sol elas escurecem. Muitos utilizadores acham estranho o porquê de em dias nublados as lentes foto-cromáticas escurecerem na mesma, a explicação é que este tipo de lentes não reage à luz mas sim aos raios "UV", e nos dias nublados também há exposição aos raios "UV", pelo que elas irão sempre escurecer um pouco nestes dias, ao contrário das zonas de sombra ou durante a noite, onde ficarão claras. A armação É extremamente leve e confortável, nem nos apercebemos que temos uns óculos colocados, além disso há um aspecto que a Rudy melhorou por exemplo em relação a modelos anteriores, que foi a borracha das hastes. Nestes óculos, mesmo quando estamos suados e com a cabeça baixa (por exemplo numa subida) eles simplesmente não saem do sítio, não escorregam da cara seja pela adaptabilidade que a borracha permite, como pelo próprio material. Além disto se por alguma razão vos caírem da mão, ou numa queda embaterem com a cara, a armação é muito flexível e não parte, evitando assim danos na cara como aconteceria com uma armação que partisse. Outra característica da armação é aquilo a que os senhores da Rudy chamam de "Powerflow System". É o sistema de ventilação dos óculos que permite que estes não embaciem mesmo quando estamos suados e a pedalar em baixa velocidade. Funciona, não é só marketing. Adaptabilidade Cada um de nós tem uma cara diferente, pelo que a adaptabilidade é um aspecto importante, ao nível do conforto e desempenho dos próprios óculos. Tanto a borracha que assenta no nariz como a das hastes dobram quase sem limites, o que permite uma adaptabilidade perfeita a cada utilizador. O preço do modelo testado é de 215,00€ e podes encontrar nas lojas que vendam RudyProject. Para Mais informações podes entrar em contacto com o importador em portugal através da sua página de Facebook, Rudy Project Portugal.   Luís Beltrão. Mr.B.   ### 3.ª prova da Taça de Portugal de XCO no Fundão - Resumo com vídeo Mário Costa e Joana Monteiro continuam a dominar o escalão principal da Taça de Portugal de XCO Mário Costa cedo tomou conta da dianteira da prova de elite masculina, tendo a perseguição, sempre a curta distância, do campeão nacional David Rosa, que devido a um furo à entrada para a última volta, foi obrigado a parar. Mário Costa conseguiu assim uma vitória folgada e consolida a sua liderança no comando da classificação geral da taça, com uma vantagem de 15 pontos sobre Ricardo Marinheiro, que foi segundo na prova do Fundão. Na corrida feminina a terceira vitória consecutiva de Joana Monteiro também foi conseguida em solitário, embora com uma margem de apenas 27 segundos sobre a estoniana Maaris Meier (Maiatos/Reabnorte). A terceira, a 5m49s, foi a espanhol Lúcia Vázquez (ProRebordosa/LROpticas/RJGroup). Rafael Rita (BTT Loulé/Elevis) e Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) impuseram-se entre os juniores e encimam a geral nesta categoria. Os cadetes Diogo Neves e Daniela Campos, ambos da formação algarvia BTT Loulé/Elevis, conquistaram no Fundão a terceira vitória em três corridas realizadas. O master 30 André Filipe (CPR A-do-Barbas), o master 40 Davide Inácio (Automóveis Ribeiro/GDVP) e o master 50 Rodolfo Lopes (ASC/Focus Team/Vila do Conde) foram os melhores veteranos masculinos e comandam a geral nas respetivas categorias. Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde) e Filomena Paulo (Róódinhas/Santos Silva) ganharam em master 30 e em master 40 femininas, respetivamente, sendo também as melhores na geral da Taça. Fábio Luiz (Marrazes/Gui/Brejinho/Bike Zone Leiria) venceu o duelo na classe D de paraciclismo. Fica com o resumo da Federação Portuguesa de Ciclismo https://www.facebook.com/FedPortCiclismo/videos/2082529011789162/ Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Notícias - Giro 2018 - José Gonçalves faz 3.º na etapa 5 O português José Gonçalves confirma a sua grande forma neste Giro 2018 ao fazer hoje um brilhante 3.º lugar na etapa, mantendo-se assim no TOP 10 da classificação geral. Tal como ontem, hoje foi uma etapa com uma chegada técnica e com alguma inclinação no último quilómetro. Este era o perfil da etapa de hoje. https://www.facebook.com/giroditalia/videos/10155629721673247/ São etapas ao jeito do ciclista português, sendo que ontem teve azar com problemas mecânicos numa fase importante, o que fez com que não se conseguisse posicionar bem no final. Hoje José Gonçalves manteve-se bem colocado (tal como outros, talvez a marcar Tim Wellens, vencedor de ontem). Mas quem arrancou e teve mais velocidade de ponta no final foi Enrico Battaglin, com Visconti na roda e José Gonçalves logo de seguida. Amanhã primeiro teste a sério par os ciclistas que têm ambições na classificação geral, com a subida ao Etna. Fica com o resumo em vídeo da Eurosport, e vê o espectacular final de etapa de José Gonçalves. https://www.youtube.com/watch?v=cBLkjrcd82Q Podes ver as classificações completas aqui. Tudo sobre ciclismo e bicicletas no nosso site WWW.MARRETAMAN.PT   Luís Beltrão Mr.B. ### A nova PROTEK de Tiago Ferreira ao pormenor O campeão do mundo de 2016, vice-campeão da Europa 2016, vice-campeão do mundo de 2017 e campeão da Europa de 2017 corre com a marca Italiana PROTEK na equipa DMT Racing Team. Nova cor de quadro e novos componentes relativamente à bicicleta de 2017. Tiago Ferreira estreou nova bicicleta no Portugal Tour MTB. (podes ver pequeno resumo dessa prova aqui), onde venceu 3 etapas e a classificação geral. A PROTEK é uma marca Italiana que está no mercado desde 1998, constrói quadros em  carbono de estrada, montanha e ciclocrosse feitos à mão em Itália, mas também tem bicicletas completas disponíveis. O modelo utilizado por Tiago Ferreira é a PROTEK 29FS Team, mas esta cor de quadro ainda não aparece disponível no site da marca PROTEK.it o que lhe confere maior exclusividade. O topo de gama apresentado no site (com componentes diferentes da bicicleta do Tiago) tem um valor de €8.200,00 com um peso de 9,2kg’s em tamanho “M” e a de gama mais baixa disponível com o valor de €5.463,00, de qualquer modo informam que fazem montagem “a la carte”. O quadro tem o valor de €3.587,00 e pesa 1,7kg’s sem amortecedor, e permite que um atleta de topo como o Tiago Ferreira coloque no seu quadro os componentes que prefere e de marcas que o patrocinam. Ao contrário do quadro apresentado no site da marca, que não tem qualquer pintura, o quadro do português surge este ano com uma pintura azul celeste no triângulo principal, de resto quadro é igual. Os componentes Uma das alterações em relação a anos anteriores é a suspensão, Tiago Ferreira trocou a FOX pela Rock Shox e utiliza agora uma SID World Cup. No que respeita a rodas, o atleta português mantém a confiança nas Fast Forward out law XC29 com cubos DT SWISS 240, umas rodas em carbono de alta qualidade e desempenho. O selim continua a ser Prologo, neste caso o Dimension e o espigão da marca PROTEK. No Portugal Tour (onde foram tiradas estas fotos), Tiago Ferreira optou por utilizar os pneus MAXXIS Aspen. A transmissão continua SRAM Eagle XX1 As escoras traseiras não têm qualquer ponto de rotação, mas através de uma zona mais fina absorvem as vibrações e impactos. O medidor de potência SRM, e pedais LOOK X-track No "cockpit" também há diferenças em relação à bicicleta anteriormente utilizada, nomeadamente o bloqueio de suspensão que agora é rock shox, e o suporte do display SRM. O poder de travagem continua a cargo da SRAM com os Level Ultimate, e o guiador da PROTEK. O nosso obrigado ao Tiago Ferreira por ter cedido algumas fotografias. És um campeão dentro e fora das corridas.   Luís Beltrão Mr.B.       ### Notícias - Tiago Ferreira e Hans Becking vencem Portugal Tour MTB. A prova de bicicleta de montanha decorreu por etapas decorreu na região de Viseu entre 1 e 6 de Maio. A dupla formada pelo português Tiago Ferreira e pelo holandês Hans Becking carimbou, neste domingo, a conquista do Portugal tour MTB, impondo-se aos colombianos Diego Arias e Hector Páez ficaram na segunda posição, a 7m05s. A dupla da DMT vestiu a camisola de líder ao segundo dia de prova e não mais a largou. No terceiro posto colocou-se a equipa formada pelo luso José Dias e pelo belga Joris Massaer, que precisou de mais 32m34s do que os vencedores para concluir a corrida. A prova de elite feminina assistiu ao domínio incontestável da norueguesa Hildegunn Hovdenak e da alemã Naima Diesner. As estonianas Maaris Meier e Greete Steinburg gastaram mais 38m17s. A portuguesa Celina Carpinteiro e a britânica Charlotte Davies fecharam o pódio, já a 2h01m41s das vencedoras. Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Começou o Giro 2018 - José Gonçalves já colocou bandeira portuguesa nos ecrãs. A primeira etapa do Giro 2018 foi um contra-relógio de 10km's. Tom Dumoulin, vencedor da ultima edição do Giro foi o vencedor da etapa, demonstrando porque é que tem no corpo a camisola de campeão do mundo de contra-relógio. Mais importante do que vencer a etapa, foi o facto de em só 10 km's. conseguir ganhar logo no primeiro dia, uma vantagem de 37 seg's. para Froome. Outro destaque foi para o português José Gonçalves, que realizou um contra-relógio "canhão" e fez o 4.º melhor tempo da etapa. Fica com um pequeno resumo da Eurosport onde podes ver o desempenho final do português. https://www.youtube.com/watch?v=Q-aT4CkCehk Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Titan Desert - última etapa A última etapa do Titan Desert 2018 teve 79 km's entre Merzouga e Maadid, atravéz de encostas e trilhos rochosos. O titan desert 2018 terminou. Foi mais um ano com duras etapas no deserto, debaixo de temperaturas altas, fortes ventos, dunas e descanso em tendas no deserto. A etapa de hoje foi de consagração para Josep Betalú e Ramona Gabriel que não tiverm qualquer problema nesta última etapa e são os vencedores do Titan Desert 2018. Ambos os atletas dominaram a sua classificação geral desde o primeiro dia. Os portugueses Hoje Bruno Rosa voltou a ser hoje o melhor português terminando a etapa no 16.º lugar (27.º da geral). Bruno Rosa José Leite terminou hoje em 33.º e em 23.º da geral, foi o melhor português. Pedro Borges terminou em 61.º hoje (47.º da geral). José Leite e restantes portugueses em prova. Nuno Margaça acabou hoje em 97.º (87.º da geral), mas mais importante do que isso, foi terminar hoje o seu 9.º Titan Desert, em 13 anos de história desta corrida é um grande feito deste senhor do deserto sem dúvida. Nuno Margaça já terminou 9 vezes o Titan Desert. Da nossa parte, parabéns a todos. Fica com o vídeo resumo desta ultima etapa. https://www.facebook.com/TITANDESERT/videos/1665845156837531/ Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Óculos réplicas ou falsos - o barato, pode sair muito caro para os teus olhos no futuro Usas óculos que são réplicas baratas de modelos originais? Sabes até que ponto as lentes desses óculos podem prejudicar os teus olhos? O ciclismo é uma actividade onde se passam muitas horas ao sol, e na qual se usam quase sempre óculos, seja pelo conforto de diminuir a luminosidade do sol, seja por protecção ou mesmo pelo aspecto. Em geral, todo o equipamento de ciclismo é caro e os óculos para a prática do ciclismo não são excepção. Uns óculos com umas lentes de qualidade, que ofereçam protecção verdadeira aos raios ultra-violeta (UV) custam no mínimo 80€ (seja de que marca for). Alguns ciclistas amadores procuram alternativas mais baratas, e deparam-se com ofertas tentadoras de réplicas de modelos originais por um preço muito baixo. No entanto essas réplicas que muitas vezes anunciam ter protecção "UV", não têm essa protecção, e com um preço tão baixo as lentes são de fraca qualidade pelo que a protecção que oferecem é perto de zero. Como é que isto pode afectar os teus olhos? A explicação dos oftalmologistas é simples e rápida. Segundo estes profissionais, a exposição dos olhos às radiações acelera o aparecimento da catarata e intensifica a degeneração macular (doença que prejudica a visão central). A grande questão é que, quando se usam óculos escuros a nossa pupila dilata-se, abrindo caminho para mais radiação com o objectivo de absorver mais luz. Por isso é necessário que os óculos escuros protejam as pupilas dilatadas contra os raios "UV" que as atingem, pois outra função dos óculos de sol é permitir que possamos ver melhor quando estamos ofuscados por luz forte. Agora imagina com óculos de sol falsos. A tua pupila vai responder à escuridão da mesma forma (tenham os óculos lentes boas ou más), com a desvantagem de que se forem más (falsas) a protecção "UV" não existe, ou seja, é ainda pior do que não usar óculos no sol. Encontram-se pela Internet todo o tipo de modelos e marcas. Os modelos mais populares aparecem com maior facilidade. Além disto, algumas lentes e armações de óculos de ciclismo são "anti-quebra", não partem nem estilhaçam quando sofrem um impacto, ao contrário do que acontece com os óculos falsos que em caso de queda e impacto podem danificar seriamente a cara e os olhos. Antes de optares por óculos réplicas pensa bem nisto, nem toda a gente pode gastar dinheiro em óculos topo de gama, mas pelo menos certifica-te de que as lentes são boas e protegem os teus olhos.   Luís Beltrão Mr.B. ### Titan Desert 2018 - Etapa 5 A etapa 5 do Tintan Desert 2018 era aguardada com expectativa por todos, pois era uma etapa de pura navegação GPS, sem marcações. Etapa de 94 km's. com inicio e fim em Merzouga, sem track disponibilizado pela organização. Através de navegação os atletas tinham que passar por 4 postos de controlo (CP), e esta simples característica já teve papel importante em alterações na classificação em anos anteriores. Após 40km's formou-se um grupo de 4 participantes na frente da etapa, entre os quais o líder Josep Betalú. Apesar da quilometragem não ser tanta como noutros dias, foi uma etapa dura e onde era necessária concentração máxima para encontrar os "CP´s". Aqui pode ver-se o "fácil acesso" ao CP4. Um atleta do grupo da frente abordava assim o "control point". Acabou por vencer a etapa Julen Zubero. Ramon Sagues, Roberto Martin e Josep Betalú, terminaram minutos depois. Apesar do 4.º lugar na etapa Betalú ampliou a sua vantagem para Guillem Muñoz Cubeles na classificação geral e consolida cada vez mais o seu primeiro lugar. Na corrida feminina, Anna Martinez venceu a sua terceira etapa, consolidou o segundo lugar e  reduziu 1 minuto da desvantagem que tinha para a líder da classificação geral Ramona Gabriel, que apesar do seu terceiro lugar hoje mantém a liderança na classificação geral, agora com 4 minutos de vantagem. Os Portugueses Hoje pelo segundo dia consecutivo, José Leite foi o melhor português terminando a etapa na 31.º posição, Pedro Borges terminou 45.º, Bruno Rosa 95.º e Nuno Margaça 131.º. José Leite - Equipa Ciclo Coimbroes / Bike World / Estudio Oral Fica com o vídeo resumo da organização. https://www.facebook.com/TITANDESERT/videos/1664885853600128/ Podes ver as classificações completas aqui.   Fotos: Organização e facebook do atleta José Leite.   Luís Beltrão Mr.B. ### Titan Desert 2018 - Etapa 4 Foi uma etapa de 95 km's entre Rissani e Merzouga através de zonas de dunas e zonas rochosas. Após descanso com condições "de luxo", os atletas enfrentaram hoje mais uma dura etapa. No meio do deserto não existem hotéis. À medida que os dias vão passando no Titan Desert 2018 o cansaço vai-se acumulando nos atletas, e tanto o vento forte e constante como o terreno arenoso do deserto vão tornando a prova mais difícil. As grandes dunas foram a principal dificuldade no dia de hoje. Muitas vezes pedalar é impossível. Aqui podes ver o português Bruno Rosa (capacete fluorescente) numa zona dunas. O vencedor do dia foi José Luis Gómez Miranda que fez hoje uma grande etapa, terminando com uma vantagem de 3 minutos sobre o líder da prova Josep Betalú, que ampliou a sua vantagem na geral, sendo agora mais de 10 minutos para o segundo. José Luis Gómez Miranda, o vencedor de hoje. Na corrida feminina Anna Ramirez venceu hoje a sua segunda etapa, seguida de Ramona Gabriel que controlou a sua adversária e se mantém como líder da classificação geral. Os Portugueses Hoje o melhor dos portugueses foi José Leite que completou a etapa em 4h.18s., com o 31.º tempo, seguido de Pedro Borges no 37.º lugar, Bruno Rosa em 89.º (teve um furo é perdeu tempo hoje, pois tem terminado sempre no TOP 15), e finalmente Nuno Margaça no 110.º lugar. Podes ver as classificações completas aqui. De realçar a titulo de curiosidade que no TOP10 da classificação geral existem cinco atletas "Master 40", sendo que dois deles são primeiro e segundo. Fica com o vídeo resumo da etapa fornecido pela organização. https://www.facebook.com/TITANDESERT/videos/1663821757039871/   Fotos: Organização   Luís Beltrão Mr.B.   ### Titan Desert 2018 - Etapa 3 Após pernoitarem no deserto, os atletas enfrentavam hoje 122 km's. entre as localidades de Alnif e Rissani, nos quais havia o primeiro contacto com zonas de dunas. Atletas carregam mochilas e equipamento na etapa maratona. Acabar esta etapa do Titan Desert 2018 seria importante para muitos, pois além de poderem receber assistência mecânica e física, marcava o equador da corrida. A segunda parte da etapa maratona é tão importante como a primeira, pois se por um lado na primeira os cuidados com o material são redobrados (por não se poder receber assistência), na segunda parte o cansaço acumulado após pernoitarem no deserto pelos seus próprios meios pode fazer com que hajam quebras físicas inesperadas. Pela primeira vez na história do Titan Desert (e já são 13 anos), uma "FatBike" venceu uma etapa. Ignacio Gili fez história hoje ao vencer a etapa numa FatBike. Ignacio Gili impôs-se a Josep Betalú após virem ambos em fuga durante muitos km's., tendo protagonizado o duelo pela vitória de etapa. Certamente a "FatBike" ajudou nas zonas de dunas e Ignacio Gili acabou por vencer, tendo no entanto ambos os atletas chegado juntos. Os dois protagonistas do dia. Na corrida feminina, Anna Ramirez hoje conseguiu a sua primeira vitória de etapa, relegando para segunda Ramona Gabriel que apesar do segundo lugar da etapa continua em primeira na geral. Os Portugueses em prova. Bruno Rosa demonstra todos os dias grande regularidade e terminou no 13.ºposto, José Leite acabou hoje em 28.º, Pedro Borges 48.º e Nuno Margaça no 100.º posto. Podes ver a classificação geral e classificações completas aqui. Fica com o vídeo resumo da etapa disponibilizado pela organização. https://www.facebook.com/TITANDESERT/videos/1663322450423135/   Fotos: Organização   Luís Beltrão Mr.B.         ### Titan Desert 2018 - Etapa 2 Dia de etapa maratona no Titan Desert 2018 Etapa maratona significa que os participantes tinham que transportar consigo tanto o  equipamento necessário para passar a noite no deserto, como para reparar e fazer manutenção à sua bicicleta, visto que não podiam receber qualquer assistência externa. Foram 114 km's com 1556mts. D+ com a dificuldade acrescida dos ciclistas terem equipamento extra para transportar, pois hoje pernoitam no deserto com os seus próprios meios. Venceu a etapa Guillem Muñoz Cubeles, com o tempo de 4 horas e 10 minutos, assumimdo-se assim como mais um candidato à vitória da prova, visto que terminou com uma vantagem de 4 minutos em relação ao segundo classificado que foi Francesc Freixer. Guillem Muñoz Cubeles no momento da vitória de etapa. O grande favorito e vencedor da etapa de ontem, Josep Betalú não conseguiu hoje um desempenho à imagem do primeiro dia, acabando a 7 minutos do primeiro classificado de hoje. Josep Betalú Ainda assim, devido à grande vantagem conseguida ontem, o atleta de Tarragona mantém-se na liderança da classificação geral. Na corrida feminina, Ramona Gabriel repetiu hoje a vitória de etapa e mantém a liderança na classificação geral. Ramona Gabriel Os Portugueses Bruno Rosa bem colocado ao quilómetro 42 de corrida. Bruno Rosa cortou a meta hoje no 12.º posto, José Leite terminou em 24.º, Pedro Borges em 46.º e  Nuno Margaça em 92.º Fica com o resumo em vídeo. https://www.facebook.com/TITANDESERT/videos/1661849187237128/ Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Titan Desert 2018 - Etapa 1 Começou hoje o Titan Desert 2018, a corrida que é conhecida como o "Dakar" das bicicletas. Podes começar por ver o vídeo que resume todas as etapas deste ano. https://www.youtube.com/watch?v=2RspElLCPng&t=5s O vencedor da primeira etapa foi Josep Betalú (2X vencedor da prova), que conseguiu uma fuga a 60 km's do fim e chegou isolado ao final desta etapa colocando-se como líder da prova. Em segundo lugar ficou o conhecido ciclista australiano, uma vez campeão do mundo de estrada e vencedor de uma volta à França, Cadel Evans que participa pela primeira vez nesta corrida, cortou a meta 7 minutos do vencedor da etapa. Na corrida feminina, Ramona Gabriel Batalla venceu a primeira etapa e colocou-se líder da prova com uma vantagem de 5 minutos para a segunda classificada. Entre os portugueses em prova, o melhor foi Bruno Rosa que terminou a etapa com o 14.º tempo de hoje. Fica com o pequeno resumo da etapa 1. https://www.facebook.com/TITANDESERT/videos/1660876807334366/ Podes ver as classificações completas aqui.   Fotos: Organização.   Luís Beltrão Mr.B. ### Humor - Zé dos Pipos e os óculos "chinókley" de 5€ Zé dos Pipos (ZP), como qualquer ciclista gosta de ter pinta em cima da bicicleta e andar sempre equipado “ao mais alto nível”. Mas como gastou 200€ num guiador em carbono para tirar 60 gramas à bicicleta, não sobrou muito para os óculos. Um amigo falou-lhe naquele site onde haviam uns óculos que eram "iguaizinhos" aos do Froome, por 5€!!! Zé do pipos não hesitou, mandou logo vir 3 pares, uns da cor da bicicleta, outros da cor do equipamento, outros da cor dos sapatos e outros da cor de umas meias que tinha recebido num Granfondo, mas que não usava porque não eram da cor de nada, mas assim poderia começar a usar fazendo “pandam” com os óculos! Tempos depois Zé do Pipos foi ao oftalmologista (rotina), que o informou basicamente de que tinha os olhos todos “derretidos” do sol e de que teria que começar a usar óculos com protecção e lentes para corrigir a visão. ZP - Ó Sr. Doutor, mas eu uso óculos! Oftalmologista - Usa? Onde comprou? ZP - Num site de internet, foram baratinhos mas são bons, são iguais aos do Froome! Oftalmologista - Iguais aos de quem? ZP - Do Froome, aquele que ganhou o Tour de França e tem asma. Oftalmologista - Estou a ver, mas olhe que não devem ser iguais! ZP - São sim senhor, dão para desmontar e têm lentes daquelas às cores que dão para nos vermos ao espelho e tudo. Sr. Doutor! Quando os meto até parece que me entra força nas pernas e além disso nas fotos das provas pareço quase que sou da equipa do Froome, se não fosse o meu equipamento a dizer “Serralharia Industrial Pipos” qualquer um diria que sou da Sky. Oftalmologista - Sr. Zé, se continuar com esses óculos, o único Sky que vai ver daqui por uns anos é através de uns óculos daqueles em que as lentes são do género do fundo de duas garrafas de sumol. ZP - Ó doutor, mas nessa altura ainda ando de bicicleta? Oftalmologista - Se acha que ainda anda bicicleta daqui por 10 anos, é provável. ZP - Então se calhar em vez de comprar o espigão de selim de carbono que tinha pensado em comprar para tirar 50 gr’s. à bicicleta, vou investir nuns óculos verdadeiros e com garantia de que têm boas lentes. Oftalmologista - Sr. Zé, o seu selim, também mandou vir de um site desses? ZP - Mandei sim, é igualzinho ao…. Oftalmologista - Sr. Zé, quando sair daqui da consulta, marque outra ali no balcão com o meu colega urologista. FIM. Podes ver quem é Zé dos Pipos aqui, ou outros episódios da nossa personagem no separador "Café e Bolos", a nossa zona descontraída.   Luís Beltrão Mr.B. ### Taça do Mundo de Downhill em Losinj, Croácia - Aaron Gwin impõe a sua lei. Na primeira prova da taça do mundo de Downhill (DH), só Aaron Gwin se intrometeu no domínio dos mais novos, e foi para vencer. Numa pista curta e com muita, muita pedra (como poderás verificar no vídeo), a maioria dos pilotos teve dificuldade de manter as linhas escolhidas com a velocidade. O piloto Norte-Americano da equipa "THE YT MOB" fez uma daquelas descidas à sua imagem em dias de inspiração e conseguiu bater o tempo de  Luca Shaw da "SANTA CRUZ SYNDICATE" por 8 décimas de segundo. Respira fundo, e acompanha a descida do vencedor. https://www.youtube.com/watch?v=DJ3s87LqH6w Na corrida feminina a francesa número 1 do ranking, Myriam Nicole (Commençal/Vallnord) confirmou  o seu favoritismo vencendo a corrida com 4 segundos de vantagem (uma eternidade no Downhill) sobre a segunda classificada Rachel Atherton (Trek Factory Racing DH). Aqui podes ver um resumo destas provas da taça do mundo. https://www.youtube.com/watch?v=g4xu7poN5c8&t=30s Nem sempre corre bem, vê como era dura e exigente para as bicicletas e atletas esta pista da Croácia. https://www.youtube.com/watch?v=WZEYjRPi8yw Podes ver as classificações completas aqui. Fotos: Xinhuanet.com   Luís Beltrão Mr.B.     ### Liège-Bastogne-Liège, super "Quick-Step" leva mais um monumento A "Quick-Step" arrecadou mais um monumento do ciclismo. Após ter vencido o "Tour de Flanders" com Terpstra, no passado domingo venceu a "Liège-Bastogne-Liège" com o jovem Bob Jungels. 9 anos depois de Andy Schleck, um Luxemburguês volta a vencer o "Liège-Bastogne-Liège", desta vez foi o jovem Bob Jungels, que aos seus 25 anos vence o seu primeiro monumento. (Encontras neste artigo sobre a Milan San Remo quais são os monumentos do ciclismo). É difícil para as outras equipas pararem a Quick-Step, pois esta equipa em cada corrida tem mais do que uma ou duas opções de ciclistas com qualidade para atingir a vitória. Philippe Gilbert, fez o primeiro ataque que obrigou à resposta dos outros candidatos à vitória, depois Bob Jungels conseguiu isolar-se, e ainda havia Alaphilippe que seguia no grupo perseguidor, para o caso de Jungels ser apanhado, o que não se veio a verificar. Aos 25 anos, Bob Jungels vence um dos monumentos do ciclismo. Contratações "cirúrgicas", que ano após ano vão dando vitórias e mais vitórias a esta equipa Belga. O português Rui Costa finalizou em 22º. Fica com resumo desta clássica feito pela Eurosport . Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B.   ### RockShoxx Twist Loc - Novo manipulo de bloqueio "estilo GripShift" O novo bloqueio de suspensão RockShoxx TwistLoc que já era usado por alguns atletas profissionais estará finalmente disponível ao público. É um manipulo estilo "Grip Shift" para bloquear a suspensão ou até o amortecedor caso o utilizador assim o necessite.   Rodando o manipulo activa o "lockout" da suspensão, e através do um "trigger" este regressa à posição livre ou aberta. Pode ainda ser usado para espigão de selim telescópico activado através de cabo. Uma solução que só peca por tardia para os que gostam do sistema "GripShift" da SRAM, e que certamente irá ter saída junto dos praticantes de XC que tanto durante percursos de XCO como de XCM activam e desactivam muitas vezes o bloqueio de suspensão. Na nossa opinião, parece um acessório que faz sentido para quem gosta do sistema, mas o facto de ter um trigger associado ao desbloqueio tira a vantagem de poder deixar o guiador mais "clean", com menos um manípulo, que num fundo é uma das vantagens do sistema "gripshift". O preço anunciado é de 120.00€ e o lançamento está previsto para Julho de 2018.   Luís Beltrão Mr.B. ### Novidade 2019 - Novas Specialized Stumpjumper A Specialized apresentou no dia 17 de Abril as novas Stumpjumper para 2019, sim novas porque são 3 versões e bicicletas diferentes. A Stumpjumper é o modelo mais icónico da história da Specialized, tendo acompanhado grande parte da história da marca californiana. Mike Sinyard, fundador da Specialized com a primeira Stumpjumper Na sua história e evolução tem passado por várias fases, e para 2019 a Specialized lança uma Stumpjumper completamente redesenhada e que agora conta com 3 bicicletas diferentes, as quais garantem vertentes entre o XC Trail e o Enduro. O que tem de novo? TUDO. Os fãs da marca, ou os utilizadores mais atentos irão reparar desde logo que há muitos anos que este modelo não trazia tantas novidades no seu lançamento. As ultimas Stumpjumper eram bicicletas que tinham uma base estética e até técnica de outras já existentes na marca, nomeadamente a Enduro ou a Epic. Stumpjumper 2018 Desta vez não, a Specialized deve ter investido bem pois esta bicicleta foi toda desenhada e desenvolvida de raiz, é uma bicicleta completamente nova. E a muitos de nós, nem nos passa pela cabeça quanto tempo uma marca de referência como esta demora a desenvolver um novo produto, com o objectivo de ser o melhor. Desenhos e testes 3D do novo protector de escora e sistema SWAT.   Desenvolvimento do novo triângulo principal do quadro.   Cada pormenor é trabalhado ao detalhe, como por exemplo o sistema SWAT.   Construção do quadro.   Foram realizados milhares de testes em fábrica, mas na sede da Specialized em Morgan Hill fazem novamente os testes finais de fadiga do quadro. O que salta desde logo à vista é o novo quadro de braço lateral. Da acordo com a marca esta nova estrutura e design é muito mais eficiente, pois liga directamente os três pontos de apoio da parte traseira do amortecedor ao quadro, e isto faz com que a flexão do quadro seja minimizada quando a suspensão traseira está activa. Além disto pouparam 100g. na construção do quadro, só nesta parte. Em resumo um quadro com maior rigidez, com novo link de amortecedor que permite a montagem de vários amortecedores standard, um design que permite também a montagem de grade de bidom e houve ainda a preocupação de aumentar o espaço do sistema SWAT. Não experimentámos mas acreditamos que seja verdade, de qualquer forma na nossa opinião, em termos estéticos e de design fica "um grito", simplesmente abismal. Independentemente de tudo o resto, só este pormenor (do braço lateral) faz com que as pessoas que não entendam muito de bicicletas percebam porque é que nós investimos "x" dinheiro nesta bicicleta. Praticamente não se vêem cabos pelo quadro. Torna a bicicleta única, com personalidade própria e vê-se desde logo que há uma forte componente de engenharia de produto no seu desenvolvimento. Este quadro serve de base para as 3 versões diferentes, bem como a de mulher, tendo elas depois montadas suspensões e amortecedores com diferentes cursos, e no caso da EVO estando só disponível para já em alumínio. Nenhum acessório ou pormenor foi deixado de parte Foi desenvolvido um novo protector de escora, que não só protege melhor como permite menos ruído e oscilação da corrente. O guia de corrente permite um fácil acesso á mesma sem ter que se desmontar. 3 novas bicicletas diferentes numa família só Temos assim a Stumpjumper ST (Short Travel), depois a Stumpjumper "standard", e há o regresso da Stumpjumper EVO, uma bicicleta com o mesmo curso de suspensão da Stumpjumper (150mm) mas com uma geometria de quadro diferente. Cada uma destas versões terá as suas várias gamas. Stumpjumper ST A Stumpjumper ST vem substituir a Camber, uma bicicleta de trail mais ligeira, mais capaz de fazer quilómetros e subidas mais longas, que combina uma suspensão de 130mm. com um amortecedor de 120mm. disponível tanto em roda 29 como 27,5. Existirão 4 gamas na ST, a começar nos 2.033,00€ para a "Comp" de alumínio e de mulher, finalizando nos 9.148.00€ para a "S-Works". Stumpjumper A Stumpjumper "standard" digamos assim é a bicicleta de trail puro, concebida para percorrer trilhos constantemente, para subir e descer montanhas, com 150mm. de suspensão disponível em roda 29 e 27,5. A Stumpjumper terá 5 gamas diferentes, a começar nos 2.949,00€ para a "comp" de alumínio e terminando nos 9.148,00€ para a "S-Works". Stumpjumper EVO Em 2015 a Specialized teve uma Stumpjumper EVO com o mesmo conceito, ângulo mais aberto na frente, suspensões com mais curso. Esta EVO tem o mesmo curso de suspensão que a Stumpjumper (150mm.), a diferença está no quadro e na sua geometria, com 63,5º de ângulo na frente. Colocando ambas a bicicletas lado a lado as diferenças são notórias. É uma bicicleta mais agressiva para quem quer uma bicicleta mais direccionada para as descidas e enduro, será disponibilizada em roda 29 e 27,5 só com quadro de alumínio. Em resumo Esta nova família Stumpjumper abrange várias vertentes do BTT, tem opções variadas e válidas para quem quer passar os dias pelos trilhos das nossas serras no "sobe e desce". Aqui tens um vídeo com os responsáveis da marca a explicarem e mostrarem os principais pormenores. https://www.youtube.com/watch?v=10-WXkmgRiU Segundo a marca, na construção desta bicicleta deixaram de parte as patentes e sistemas, e focaram-se simplesmente em fazer uma bicicleta divertida e que se adaptasse ao que o utilizador procura nos dias de hoje. O que te passámos aqui foi uma primeira análise de acordo com a informação que a marca fornece. Resta-nos agora confirmar se todo este desenvolvimento se traduz na prática, assim que tivermos oportunidade de meter as mãos numa iremos passar-te todas as sensações que nos transmite.   Luís Beltrão Mr.B.         ### Clássica Fleche Wallonne - Julian Alaphilippe destrona Valverde Após 4 anos consecutivos com o espanhol Alejandro Valverde a vencer esta clássica, chegou a hora de Alaphilippe. A clássica Fleche Wallonne é caracterizada pelas suas passagens no muro de Huy, na localidade de Huy, região de Wallonia, Bélgica. Esta subida mítica tem cerca de 1300 metros, com uma inclinação máxima de 25%, uma inclinação média de 10% e é aqui que se decide sempre a corrida. Este ano não foi diferente, apesar de mais uma vez Vincenzo Nibali ter aberto as hostilidades mais cedo colocando-se em fuga antes, mas sem sucesso pois acabou por ser apanhado no início da subida final. Vicenzo Nibali (Bettini photo) Corrida muito rápida onde Rui Costa esteve sempre muito bem colocado, finalizando em 19.º, demonstrando estar cada vez melhor forma e dando óptimas indicações para a Liège-Bastogne-Liège que se disputará no próximo domingo. Resta descrever como se disputou o final desta corrida, mas para isso deixamos-te as imagens do último km. que valem mais do que as palavras. Mais uma vitória para a Quick-Step, que com tantas opções em todas as corridas é difícil de para pelas outras equipas. Julian Alaphilippe (Bettini photo) Julian Alaphilippe com uma ponta final soberba não dando hipótese a Valverde, que mesmo aos seus 38 anos faz segundo e não fosse o jovem francês, seria a quinta vitória do espanhol. https://www.youtube.com/watch?v=cTJhg0ulpIE Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Português na Indian Pacific Wheel Race - 5,500 km's numa só etapa, no outro lado do Mundo Era este o objectivo do André, acabar uma corrida de 5,500 km's a solo, em autonomia, sem apoio, e sem reservas de hotéis ou locais de estadia, a indian pacific wheel race (IPWR). Por norma sempre que vemos artigos deste tipo, ou filmes, ou reportagens, a história acaba sempre com sucesso, mas nem sempre de sucesso se vive neste tipo de aventuras épicas. No caso do André, ele foi forçado a abandonar esta aventura ao fim de 11 dias, por um problema que teve com os seus sapatos, que lhe afectaram bastante os pés provocando calor e dores insuportáveis. Era "só" este o trajecto completo. Oportunidade de ficar a conhecer a imensidão da Austrália. Este detalhe é só mais uma prova da dureza que é ter como objectivo pedalar longas horas todos os dias, ininterruptamente durante 3 semanas. Esse era o seu objectivo inicial, mas rapidamente se apercebeu de que iria demorar mais tempo. Qualquer pequeno pormenor que seja menos bem preparado pode deitar por terra uma aventura deste género (pois não existe qualquer apoio ou suporte exterior), os sapatos não eram nem novos nem velhos, simplesmente não tinham sido utilizados tantas horas e dias seguidos (alguns dias o André pedalou mais de 13 horas). Esta foi a progressão do André enquanto conseguiu pedalar: Dia1 - 280km's Dia2 - 255km's Dia3 - 256 km's Dia4 - 193 km's Dia5 - 246 km's Dia6 - 90km's Dia7 - 379km's Dia8 - 143 km's Dia9 - 152 km's Dia10 - 140km's Dia11 - 73 km's, perfazendo um total de 2200 km's em 11 dias. Ainda assim apesar de não ter cumprido o seu objectivo, que era terminar a IPWR, o André viveu uma aventura de 11 dias, nos quais passou por algumas experiências que te vamos passar, para além das fotos de um país tão longínquo como a Austrália. " Um dos factores que faz o Indian Pacific Wheel Race (IPWR) umas das mais difíceis corridas de ultra-distância do mundo é a distância entre locais para abastecimentos, especialmente nos primeiros 2400 km's. da prova. Há cerca de 5 troços em que a distância entre locais para abastecimentos é superior a 180 km, obrigando os participantes a carregar comida e água suficiente para um mínimo de 8 horas, bem como calcular quanto tempo vão demorar a chegar porque há certos locais que não estão abertos 24 horas por dia." - André Batista. Pelos relatos do André, após 3 dias de corrida/viagem, qualquer pormenor como temperaturas altas ou vento de frente podem destruir-te não só fisicamente como mentalmente, tem que se estar psicologicamente preparado ou não se continua. Tem que se planear bem o que se leva, tanto ao nível da hidratação, como alimentação porque se algo sai fora do plano, está-se longe de tudo. O terreno plano e longas rectas no "meio do nada" era a característica do início desta longa corrida. Se por um lado era menos difícil do que fazer subidas e descidas constantes, por outro lado era psicologicamente cansativo, além de que é uma zona muito árida, descoberta, com vento constante (muitas vezes de frente) e temperaturas altas durante o dia (45º). Por vezes a estratégia foi tentar dormir durante o dia e pedalar à noite, com menos calor e menos vento. Pedalando de noite, durante horas esta era a visão do André. Quando na Europa falamos em terreno plano, não é bem a mesma coisa do que falar em terreno plano na Austrália, para teres uma ideia, o André viu finalmente uma descida digna desse nome ao fim de 6 dias a pedalar. Já dá para perceber melhor a parte do "psicologicamente cansativo". A primeira descida, surgiu ao fim de 6 dias a pedalar. Os sapatos começaram a ficar insuportáveis, com altas temperaturas escaldavam os pés, o que tornava a progressão dolorosa. No dia 7 o André tentou improvisar umas entradas de ar extra no carbono para tentar continuar mesmo com dores. Com abastecimentos ou com apoio este problema era facilmente resolvido, trocava de sapatos e continuava, mas nesta corrida os ciclistas estão por conta própria, só com a sua bicicleta como companhia. A tentativa de improviso de entradas de ar nos sapatos não surtiu o efeito suficiente para aliviar o calor, ainda fez bastantes km's. assim , mas o sofrimento com os pés prolongou-se e para combater as dores, pedalou muitas horas a tentar mover os pés dentro dos sapatos o que originou problemas nos joelhos e anca. Para teres uma ideia das sensações e dificuldades vividas num desafio desta extensão, deixamos-te estas palavras do próprio André: "A prova em si foi espetacular, e eu apenas fiz a parte chata do percurso, uma estrada com poucas ou nenhumas curvas no meio do deserto sem qualquer paisagem para apreciar. O meu momento mais humilde foi quando me deparei com a magnitude e distâncias que esta prova tem. Num dos primeiros dias dei por mim a olhar para o Garmin e ver que tinha acabado de fazer perto de 100 km pela manhã, com um vento brutal de frente e velocidade média perto dos 18 km/h. em terreno plano. Numa de inspirar alguma confiança em mim próprio e apreciar o progresso da manhã, decidi olhar para o mapa, para ver o quanto estes 100 km's. representavam no geral. Para meu choque, os 100 km's. que me tinha custado tanto a fazer eram quase invisíveis no mapa. Isso fez a minha confiança desaparecer por completo e foi substituída por um pânico que durou umas belas horas. “Estes 100km's. foram duros "pa c@@@@@@." Eu nunca vou conseguir chegar ao fim, vou demorar 3 meses para chegar ao fim… "Ahhh P@@@@", onde é que eu me fui meter. Este pensamento assombrou-me durante bastante tempo..." Fizemos uma pequena entrevista ao André, que te deixamos aqui, bem como alguns conselhos dele para quem se quer iniciar neste tipo de aventuras. Entrevista Marretaman - A primeira pergunta que se impõe é (meio em modo brincadeira) viste cangurus durante a viagem? André - Infelizmente não vi nenhum canguru vivo durante a minha viagem. No deserto os cangurus seguem a chuva em busca de agua. Vi bastantes cangurus na berma da estrada que foram atingidos por carros e camiões. Outros participantes relataram que nas montanhas depois de Melbourne, centenas de cangurus nas planícies. Eu apenas vi um Emu (parecido com uma avestruz mas com uma cara assustadora). Marretaman - Fizeste algum tipo de preparação física especial para esta aventura? André - Devido à minha operação ao joelho, tive que fazer bastante reabilitação, como treino de força e flexibilidade. De resto, dias grandes na bicicleta. Sabia desde que a corrida foi anunciada que não iria estar na forma física desejada mas esta corrida era algo que tinha que fazer. Marretaman - Como é pedalar 6 dias seguidos, sem se encontrar uma só descida? André - É algo estranho. De certa forma, algo bom porque se não há descidas, não há subidas. Isto ajuda bastante em calcular distâncias por hora e quanta comida e água precisamos até ao próximo reabastecimento, quase sempre a mais de 100 km de distância. Mas sim, quando apanhei a primeira descida em 1380 km foi algo de especial! Marretaman - Sentiste-te em perigo por alguma altura? Fosse por estares longe de tudo sem abastecimento, ou por alguma outra razão? André - Nunca me senti em perigo devido à distância entre reabastecimentos ou devido a cobras e aranhas durante a noite. Apenas tive um momento em que um camião grande (road train, um camião com 3 atrelados grandes) decidiu ultrapassar uma caravana e me obrigou a sair da estrada. Tive pouco mais de um segundo para reagir e se não tivesse saído da estrada imediatamente, não estaria aqui a contar a história. Exemplo do que é um "road train". Marretaman - Procuravas locais especiais para pernoitar ou dormir, ou era simplesmente à beira da estrada? André - Tentei sempre dormir perto de cidades ou reabastecimentos. Desta forma, podia comer antes de me deitar e comer mal acordasse. Houve apenas 2 noites onde fiquei em áreas de repouso à beira da estrada, devido a cansaço e distância entre cidades. Marretaman - Achas que podias ter escolhido melhores sapatos para este tipo de aventura? André - "Ahahah", sim, certamente. Comprei estes sapatos Bont especialmente para esta corrida pois pensei que sendo o sapato mais largo à frente, me ia dar mais conforto em dias grandes. Em voltas de treino os sapatos nunca foram os mais confortáveis mas ignorei esse sinal e como infelizmente não tive tempo para fazer um treino de 4 ou 5 dias na bike, não pensei que se tornasse um problema tão grave como foi. Marretaman - Como vês o facto de terem querido cancelar a corrida por causa da morte de um  participante no ano passado, já depois de estar muita gente inscrita? André - Há bastantes teorias em relação a isto. Uns acreditam que os organizadores sempre souberam que não podiam fazer a prova este ano devido a pressão de tribunais e advogados, mas resolveram anunciar a prova com restrições grandes de segurança para acender a chama em nós. Outros acreditam que eles planeavam fazer a prova em condições normais mas foram obrigados a cancelar devido a ordens do tribunal. O que interessa é que a prova decorreu, apenas 10 atletas que estavam inscritos não compareceram na linha de partida e cerca de 5 atletas resolveram participar agora que a prova tinha sido cancelada. Extra a tudo isso, tenho a certeza que a prova irá decorrer no próximo ano. Ora com os mesmos organizadores do ano passado, ora de uma forma mais informal em que uma data é acordada e o pessoal arranca todo à mesma hora, ora de uma forma um pouco mais organizada com uma equipa de voluntários que irá encabeçar a organização da prova, como o que acontece na Europa com o Transcontinental Race. Partida de Perth para a IPWR 2018. Marretaman - Qual o dia em que o homem da marreta te apareceu, ou em que levaste a maior marretada? André - Acho que não levei nenhuma marretada em termos físicos. Isto sendo uma corrida de endurance os ritmos são bastante baixos, tive dias a fazer médias de 103 batimentos cardíacos por minuto. Diria que o cansaço mental é o mais complicado de gerir. No 4º dia o corpo estava quase em modo de choque, não habituado a fazer quase 800km em 3 dias seguidos. Pernas cansadas e a primeira vez a fazer 180 km entre reabastecimentos. O 8º dia também foi complicado devido a um dia 7 enorme na bike com 380 km feitos e apenas consegui dormir 2 horas. Esse 8º dia foi curto, apenas 144 km, mas foi bastante complicado de completar. Marretaman - É verdade que à medida que os dias vão passando, o facto de teres que dormir com os teus próprios meios (em vez de ser numa cama de hotel) diminui o descanso e recuperação? André - Sim, tens sempre que fazer uma mistura entre dormir em tenda/"bivy" e dormir em hotéis, não só para recarregar baterias. Lavar o equipamento, calções e camisola, é super importante porque à medida que suas, sais minerais saem do corpo e cristalizam-se na roupa, o que acelera irritações na pele e pode mesmo causar feridas. Dormir na tenda é mais rápido e mais flexível, mas com um "setup" tão minimalista como o que eu levava, significa que o conforto é relativamente baixo, eu acordava a cada meia hora para mudar de posição. Dormir em hotel é muito mais confortável mas tens que ser super disciplinado para te levantares da cama quentinha depois de apenas 4 horas de sono. Marretaman - Vais voltar a fazer a prova? André - Sim, tenho o IPWR atravessado e vou voltar no próximo ano para completar o que comecei este ano. (Fim entrevista). Para quem quer começar uma viagem de bicicleta "Eu recomendo vivamente tentar fazer uma viagem de bicicleta em autonomia total. É uma experiência espectacular e de certa forma reacende aquele sentimento de quando éramos crianças e a bicicleta era o nosso único método de transporte para nós levar a grandes aventuras pelo mundo." - André Batista Alguns conselhos: 1 - Leve é bom. Leve é rápido. 2 - Todo o equipamento deve ter mais que uma função 3 - É importante tomar conta da bicicleta mas ainda mais importante tomar conta do ciclista (água, comida, protecção solar, creme para o rabo, música) 4 - Algo vai correr mal, é preciso estar preparado para isso. Problemas mecânicos, Frio/Calor, subida ou parte do trajecto que demora mais tempo que o planeado. 5 - Hotel é fácil de planear e pode funcionar como ponto de retorno. Acampar é mais aventuroso mas torna a bicicleta mais pesada e encurta distâncias possíveis. 6 - O "Strava Heatmaps" é espectacular para encontrar estradas e trilhos diferentes e possivelmente melhores do que as estradas normais. 7 - Não é uma corrida, é uma aventura. Pedala mais devagar, pára para tirar fotos, fala com os locais. Aproveita a experiência ao máximo. Com a proliferação do "BikePacking", há bastantes opções no mercado de malas para a bicicleta com preços bastante apetecíveis. As malas de selim com mais de 10 litros são óptimas para completar a primeira expedição e não precisa uma bicicleta especial para estas aventuras, bicicleta de estrada ou montanha servem. Exemplo de expedição de fim de semana para começar: Distância - 300 km total, 150 km por dia. Hotel ou Acampar - Hotel Bicicleta de estrada Malas - Mala de selim 10L + Mala de avanço 0.8L O que levar: Roupa: casaco para a chuva, Gillet, T-shirt, camisola, calções e sapatos leves ou havaianas, Bandas reflectoras para os tornozelos. Ferramentas: Dropout de desviador, Multi-ferramenta, 1 camera de ar + kit de reparação, Super cola, Canivete suíço + isqueiro. Higiene: pasta para os dentes e escova, protector solar e creme para os calções, toalhitas de bebé. Extras: luz frente e 2x luz traseira, powerbank + cabos telefone, GPS e luzes. Se quiseres ver parte da preparação desta longa viagem, bem como a lista completa do material que o André transportou na IPWR clica neste nosso artigo "Um português pelo mundo - 5,500 km's de bicicleta em autonomia no outro lado do planeta". O facto de ter tido a coragem de se propor a completar esta mítica corrida, por si só já é uma  vitória, simplesmente neste tipo de aventuras épicas há muitos factores inesperados  que podem surgir, e foi o que aconteceu. Nem sempre se conseguem os objectivos à primeira tentativa, João Garcia (alpinista portguês) não subiu o Evereste à primeira, mas já foi ao cume da montanha mais alta do mundo por mais do que uma vez, e dessas vezes em que fez o cume, todas as experiências vividas nas tentativas sem sucesso o ajudaram na escalada de sucesso. O André, já prepara novas aventuras de bicicleta por esse mundo fora. Podes ver outras das suas viagens pesquisando o seu nome no nosso site, ou indo directamente ao seu Website Cycling Grand Tour. Se queres saber tudo sobre a Indian Pacific Wheel Race, deixamos-te aqui um documentário sobre esta mítica corrida, onde falam da origem, da história e mais pormenores sobre a mesma. https://www.youtube.com/watch?v=G5b9or1rGp8 Luís Beltrão Mr.B.     ### João Almeida vence Liège - Bastogne - Liège em Sub-23 Ciclista português da Haens Berman Axeon conseguiu a melhor prestação de sempre de Portugal nesta corrida. João Almeida (Hagens Berman Axeon) tornou-se neste sábado no primeiro português a vencer a corrida de sub-23 da clássica velocipédica Liège-Bastogne-Liège. O português de 19 anos impôs-se no velódromo de Ans, após os 173,4 quilómetros entre Bastogne e Ans, aos seus companheiros de fuga, deixando o italiano Andrea Bagioli (Colpack) e o francês Alexys Brunel (CC Etupes) nas segunda e terceira posições, respectivamente. João Almeida destacou-se do restante grupo de fugitivos nos últimos 10 quilómetros, conseguindo vantagem suficiente para vencer a prova isolado, sucedendo no historial da prova ao holandês Bjorg Lambrecht. Ivo Oliveira (Hagens Berman Axeon) terminou a prova na 20.ª posição, a 40 segundos do seu companheiro de equipa, enquanto Tiago Antunes (Centro Mundial de Ciclismo) não foi além do 107.º posto, a 10.05 minutos do vencedor. Ivo Oliveira O melhor resultado de um português neste escalão tinha sido o terceiro lugar obtido por Ruben Guerreiro, em 2016.   Fonte: Agência Lusa ### As 12 velocidades chegaram à estrada - Novos Campagnolo Record e Super Record A Campagnolo, apesar de não ser o maior "player" no mercado das  transmissões, é uma marca com mais de 85 anos de história, durante a qual teve grupos de transmissão e rodas lendárias na estrada. A marca italiana adianta-se à concorrência no lançamento das 12 velocidades, mas só o tempo dirá se as outras marcas vão seguir este caminho, pois isto pode não ser visto como uma revolução. Ou será? Novo Campagnolo Super Record 12 velocidades. No caso da Campagnolo é pelo menos uma evolução, pois este lançamento acompanha os novos  grupos "Record" e "Super Record", com melhorias também a outros níveis. Aqui vamos só abordar aquilo que é a principal novidade, as 12 velocidades, e neste campo a grande actualização é o desviador traseiro, que teve que ser todo redesenhado. O novo grupo Campagnolo de 12 velocidades usa a caixa das roldanas com 72.5mm e é compatível com ambas as novas cassetes 11-28 e 11-32. O pivot da caixa das roldanas funciona agora mais próximo da cassete que anteriormente, o que resulta numa melhoria significativa da passagem de mudanças. Para além disto, a área de contacto entre a corrente e a cassete foi aumentada com a roldana superior a mover-se para a frente com cada mudança de velocidade. Segundo a marca esta nova tecnologia denominada “3D Embrace Technology”, permite que mais dentes da cassete estejam em contacto com a corrente o que se reflecte numa maior eficiência e precisão da transmissão. O desviador foi construído com um novo material à base de termopolímero ultra-leve, reforçado com carbono o que permitiu aos engenheiros da Campagnolo reduzir o peso, mantendo o mesmo nível de desempenho. Fizeram ainda algumas alterações para facilitar a manutenção, colocando todos os parafusos de afinação na parte superior traseira do desviador do desviador, o que permite um acesso fácil aos mesmos. Outro pequeno detalhe é a nova mola de retorno, que segundo a marca absorve as vibrações do asfalto e mantém a corrente em tensão. As cassetes Ambas as versões "Record" e "Super Record" partilham as mesmas cassetes (11-28 e 11-32), que têm a mesma largura da cassete 11X da Campagnolo (uma óptima notícia, pois evita que os utilizadores tenham que fazer actualizações dispendiosas de cepos e rodas). Significa também que os engenheiros da Campagnolo tiveram essa preocupação e precisaram encontrar uma forma de reduzir a largura do carretos e corrente. Isso afecta a durabilidade destes componentes? De acordo com a marca não, pois resolveram esse desafio usando novos materiais na construção da cassete, onde o carreto superior é dividido em dois blocos feitos de aço monolítico que em combinação com um revestimento químico, garantem alta durabilidade da cassete. Além disto, a própria tecnologia "3D Embrace", também confere maior durabilidade destes componentes. Fará diferença? Será uma revolução com tendência a ser seguida pelas outras marcas? Não tendo experimentado este equipamento, na nossa opinião (e falando só das 12 velocidades), acreditamos que a evolução é algo natural, e nas bicicletas tu também sabes que seja por uma questão de marketing ou técnica, actualmente é um mercado de rápida evolução. Ao nível da experiência proporcionada na estrada não sabemos se fará uma diferença muito notória, na nossa opinião existe uma lacuna neste lançamento, que é nenhuma das cassetes disponíveis ter um carreto com 10 dentes por exemplo. Por outro lado é verdade que terá um rácio maior permitindo passagens mais suaves e ter mais dentes no carreto superior, sem fazer um "salto" muito grande para o seguinte. O que nos deixa na dúvida é, qual o caminho que se irá seguir na vertente "Estrada" do ciclismo? A marca "3T" tem uma bicicleta de Estrada (a 3T Strada) que tem um só prato (com transmissão SRAM) e 11 velocidades. Neste caso sim, as 12 velocidades podem fazer uma grande diferença, diminuindo a diferença de dentes entre os carretos nas passagens de mudanças. Então o caminho a seguir, será todos avançarem para 12X2, ou 12X1? Deixa nos comentários a tua opinião. Deixamos-te fotos dos restantes componentes. As manetes Record   Travão Record de calços Travões de disco Manete Super Record O disponibilidade está prevista para Junho, mas depende do importador de cada país. Os pesos e preços anunciados são: 2,041 gr's. e um preço de € 2,915 para o Super Record de calços. 2,323 gr's. e um preço de € 3,199 para o Super Record de disco. 2,213 gr's. e um preço de € 1,960 para o Record de calços. 2,453 gr's. e um preço de € 2,394 para o Record de discos. (A grama no ciclismo está mais cara que o ouro). :D :P Aqui tens um vídeo para veres o novo Campagnolo em movimento. https://www.youtube.com/watch?v=coRDA1xpeMU   Fonte: Granfondo Cycling Fotos: Pablo Moreno, Manuel Buck - Granfondo Cycling   Luís Beltrão Mr.B.   ### 2ª ronda da Taça de Portugal de XCO no Jamor - Os "suspeitos" do costume. Realizou-se na pista do Jamor a segunda ronda da Taça de Portugal de XCO. Antes dos pormenores das corridas e das classificações, uma curiosidade de relevo para quem gosta de bicicletas, esta foi uma prova onde vários atletas se apresentaram com novas máquinas. Nomeadamente os 3 da frente, Mário Costa, David Rosa e Ricardo Marinheiro. Deixamos-te aqui as fotos das novas máquinas dos melhores atletas nacionais desta especialidade. Nova Protek de Mário Costa   Specialized Stumpjumper HT S-Works de David Rosa. O Atleta deixou de correr com Tropix e aguarda pela actual Epic HT S-Works   A Specialized Epic S-Works de Ricardo Marinheiro Relativamente á corrida de domingo, o pódio de elite masculina foi exatamente igual ao da corrida de abertura da Taça de Portugal. Mário Costa chegou na frente, deixando Ricardo Marinheiro (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) a 37 segundos e David Rosa a 1m44s. Joana Monteiro venceu a prova feminina com 3m47s de vantagem sobre Marta Branco (Maiatos/Reabnorte). A terceira, a 6m40s, foi Lúcia Vázquez (ProRebordosa/LROpticas/RJGroup). Márcio Peralta (BTT Loulé/Elevis) foi o melhor júnior, mas o comandante da Taça de Portugal nesta categoria é João Macedo (BTT Seia). Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) reforçou o domínio em juniores femininas com novo triunfo. Os melhores cadetes foram Diogo Neves e Daniela Campos (BTT Loulé/Elevis). Vê aqui o resumo da prova cedido pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Entre os veteranos masculinos impuseram-se o master 30 André Filipe (CPR A-do-Barbas), o master 40 David Inácio (Automóveis Ribeiro/GDVP) e o master 50 Rodolfo Lopes (ASC/Focus Team/Vila do Conde). Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde) e Filomena Paulo (Róódinhas/Santos Silva) ganharam em master 30 e em master 40 femininas, respetivamente. Fábio Luiz (Marrazes/Gui/Brejinho/Bike Zone Leiria) foi o único paraciclista presente. O BTT/Elevis ganhou por equipas. A terceira prova da Taça de Portugal de XCO vai disputar-se no dia 13 de maio, no Fundão. Podes ver as classificações completas aqui.   Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo.   Luís Beltrão Mr.B.     ### Campeonato da Europa de Downhill - Francisco Pardal faz história, sagra-se campeão europeu na Lousã O evento velocipédico mais importante por solo nacional este fim de semana foi sem dúvida o campeonato da Europa de Downhill. Não é todos os anos que se tem por cá muitos dos melhores do mundo reunidos numa prova de Downhill, mas este fim de semana assim foi na Lousã. Os corredores portugueses conquistaram seis medalhas de ouro, duas de prata e uma bronze no Campeonato da Europa de Downhill (DHI), que hoje terminou no Louzanpark, Lousã, território das Aldeias do Xisto. O resultado mais importante foi o de Francisco Pardal, que se sagrou campeão da Europa de elite, numa corrida de grande competitividade, disputada por 81 corredores, oriundos de 19 países. As condições climatéricas adversas, com muita chuva, vento forte e frio intenso, tornaram épico o triunfo do corredor de Soure.   Francisco Pardal sob umas condições técnicas difíceis, com a pista muito molhada fez uma descida "canhão", e voou para o título de campeão europeu de Elites descendo a pista de 2,43 quilómetros em 4’11’’306, batendo o francês Benoit Coulanges (Dorval AM) por apenas 110 milésimos de segundo. O terceiro, a 1,709 segundos de Pardal foi Johannes von Klebelsberg (Itália). O atleta português faz história, tornando-se no primeiro atleta nacional campeão da Europa de downhill. “Esta vitória compensa todo o trabalho e significa uma força extra para as outras corridas, porque ainda estamos em início de temporada e há muitas corridas por diante. Vim com o objetivo de vencer. Sabia que não seria fácil, mas tinha a meu favor a pista ser ao meu gosto e estar a jogar em casa. Aproveitei esses factores, dei o meu melhor e estou muito feliz”, afirmou Francisco Pardal. Mas não foi a única medalha de ouro arrecadada pela selecção nacional, Tiago Ladeira (Miranda Factory) é novo campeão europeu de DHI na categoria júnior! Parabéns, Tiago! O madeirense Emanuel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo) também teve um desempenho de elevada qualidade, acabando na quarta posição, a 2,697 segundos do vencedor e a menos de um segundo do pódio. Durante a manhã, nas categorias de veteranos, os portugueses também deram cartas, conquistando quatro títulos europeus. Em masters 30 venceu o britânico Brett Wheeler, da equipa lusa MS Racing Portugal/Estrelas da Amadora, seguido por Rui Cabrita (Wildpack BCF Algarve Racing). O campeão europeu de master 35 foi Márcio Ferreira (MCF/Município de S. Brás/XDream), seguido pelo compatriota Hélder Padilha. Ana Martins (UD Lorvanense) foi a única master feminina, pelo que levou para casa a medalha de ouro em masters 35 femininas. O italiano Paolo Alleva (Team Scoutbike.com) conquistou o título europeu de masters 40, enquanto o compatriota e colega de equipa Oscar Colombo foi o melhor master 45. O suíço Thomas Weber (Teamproject) impôs-se em master 50, categoria na qual o português João Estêvão (Wildpack BCF Algarve Racing) ficou com a medalha de bronze. Em masters 55 o título foi para o luso José Salgueiro (MCF/XDream/Município de S. Brás). Rui Portela foi o único master 60, ficando, naturalmente, com a medalha de ouro. Podes ver as classificações completas aqui.   Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo.   Luís Beltrão Mr.B.     ### Paris Roubaix 2018 - O arco íris apareceu e não houve nuvem que o parasse O inferno do norte (como é conhecida esta clássica) não tem este nome por acaso, é uma corrida que funciona muito por eliminação à medida que vai decorrendo. Fuga do dia a ser formada cedo, com Marc Soler (a par de Nelson Oliveira, um dos ciclistas mais importantes da Movistar em prova) a colocar-se nessa fuga. Fuga que entrava no primeiro sector de pavê com uma vantagem de quase 8 minutos como se vê aqui. Soler fazia este movimento talvez para evitar as quedas, o que foi boa opção inicialmente. As quedas, furos e outros problemas mecânicos foram deixando ciclistas importantes para trás. Um deles foi o português Nelson Oliveira, que se viu forçado a abandonar após queda aparatosa quando faltavam ainda cerca de 160 km's para o final. Impressionante, mas felizmente sem consequências graves para o ciclista português. (Informação á hora que escrevemos). Mas o Nelson não era o único, Geraint Thomas e Arnaud Demare eram nomes de certa forma importantes a ficarem de fora da corrida e em dificuldades desde cedo, assim como outros que iam sendo eliminados por se verem envolvidos em quedas. Pontos chave da corrida A 75 km's do fim, quando a fuga onde seguia Gilbert é anulada pelo grupo dos favoritos, houve logo uma segunda vaga da Quick-Step. Atacava logo de seguida Zdenek Stybar, que conseguia "descolar" do grupo mas era apanhado a 58 km's do fim, graças a um trabalho impressionante de Daniel Oss e Marcus Bougard da Bora Hansgrohe de Peter Sagan. Peter Sagan, mal os seus companheiros de equipa anularam Zdenek Stybar, fez uma tentativa  a cerca de 55 km's do fim, saindo do grupo com uma certa facilidade. Olhou para trás ninguém respondeu, continuou e lá foi ele, chegando rapidamente aos ciclistas da fuga original (a primeria do dia). Seguiu com os elementos desta fuga, entre os quais houve um "herói", que após ter feito praticamente toda a corrida na fuga, não só conseguiu seguir com Peter Sagan quando este imprimiu um andamento mais forte, como ainda o ajudou bastante até ao velódromo de Roubaix. Silvan Dillier foi o herói do dia para além de Peter Sagan, vendo o esforço recompensado com um segundo lugar nesta mítica prova. Vitória final para o campeão do mundo Peter Sagan que atacou na hora certa, teve coragem e vence assim o seu primeiro Paris Roubaix com a camisola de campeão do mundo vestida. Final da prova aqui, Dillier ainda tenta discutir a corrida com Sagan. Classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B.           ### O Paris Roubaix 2018 - Guia completo do "inferno do norte". O Paris Roubaix é sem dúvida a clássica da primavera mais mediática e mais conhecida de todas. https://www.dailymotion.com/video/x6h94kd Até quem não acompanha o ciclismo conhece esta prova, provavelmente tu que és adepto de ciclismo, já tiveste um amigo que numa conversa comentou algo do género, "então e aquela prova em que os gajos passam no pavé?" Não é um pavé qualquer, é pavé deste tipo. Vamos dar-te aqui alguns pormenores curiosos sobre como preparam as bicicletas para a prova, quais os sectores que irão fazer parte da prova no próximo domingo, quais as equipas deste ano e filmes sobre o "inferno do norte". "Tuning" especial Roubaix nas bicicletas. Ao longo dos anos, as marcas foram aprimorando modelos de estrada para este tipo de provas, que absorvem as vibrações do terreno irregular, têm modelos específicos de endurance que nasceram devido a esta prova. A Specialized Roubaix de Peter Sagan tem o nome da própria prova Mas isto não chega, porque as equipas acabam sempre por fazer adaptações especiais para a prova do pavé, como por exemplo: Pneus mais altos que o habitual, em vez dos 23 ou 25mm., usam 28mm e alguns até 30mm. Pressões mais baixas. De nada vale usarem pneus de 28mm. e depois colocarem 120 psi de pressão, assim usam pressões entre os 65 e os 85 psi para melhorar a absorção dos impactos. São colocadas duas fitas de guiador sobrepostas. Alguns colocam fita de guiador na base dos pedais para absorver os impactos brutais ao longo dos 257 km's Colocam um prato pequeno maior, visto ser uma prova praticamente toda ela em terreno plano. Em vez da habitual combinação de pratos pratos 53/39 dentes, usam 53/42 ou 53/44 dentes. Shifters extra montados no centro do guiador. Manetes de travão extra no centro do guiador. Grades de bidom com "grip" extra para evitar estes saltem. Guias de corrente para evitar que salte. Deixamos-te um vídeo do Global Cycling Network, onde explicam alguns destes "tunings". https://www.youtube.com/watch?v=kkOW0nQJHv8 Ou seja, não podemos lá estar e a maioria de nós nunca pedalou por aqueles sectores de pavé, mas só pelas alterações que muitos profissionais fazem nas suas bicicletas, já dá para imaginar a brutalidade a que os ciclistas são expostos. Em 2017 foi assim. https://www.dailymotion.com/video/x5ho9ek A partida e chegada da corrida são efectuadas sempre nos mesmos locais, a partida em Compiegne e a chegada no velódromo de Roubaix. No entanto o trajecto vai sofrendo alterações todos os anos e os sectores de pavé vão mudando de acordo com o trajecto escolhido ou com o estado de conservação de cada um. Cada sector é classificado com estrelas, sendo que 1 estrela corresponde a menos dureza, e 5 estrelas a maior dureza. O Paris Roubaix 2018 Aqui tens o menu disponível, no que toca a sectores de pavé, serão 3 de 5 estrelas, 6 de 4 estrelas, 15 de 3 estrelas. 4 de 2 estrelas e 2 de 1 estrela: Troisvilles (km 93.5 – 2.2 km)  Briastre (km 100 – 3 km)  Saint-Python (km 109 – 1.5 km)  Quiévy (km 111.5 – 3.7 km)  Saint-Vaast (km 119 – 1.5 km)  Verchain-Maugré (km 130 – 1.2 km)  Quérénaing (km 134.5 – 1.6 km)  Maing (km 137.5 – 2.5 km)  Monchaux-sur-Ecaillon (km 140.5 – 1.6 km)  Haveluy (km 153.5 – 2.5 km)  Trouée d’Arenberg (km 162 – 2.4 km)  Hélesmes (km 168 – 1.6 km)  Wandignies (km 174.5 – 3.7 km)  Brillon (km 182 – 2.4 km)  Sars-et-Rosières (km 185.5 – 2.4 km)  Beuvry-la-forêt (km 189 – 1.4 km)  Orchies (km 197 – 1.7 km)  Bersée (km 203 – 2.7 km)  Mons-en-Pévèle (km 208.5 – 3 km)  Avelin (km 214.5 – 0.7 km)  Ennevelin (km 218 – 1.4 km)  Templeuve – L’Epinette (km 223.5 – 0.2 km)  Templeuve – Moulin-de-Vertain (km 224 – 0.5 km)  Cysoing (km 230.5 – 1.3 km)  Bourghelles (km 233 – 1.1 km)  Camphin-en-Pévèle (km 237.5 – 1.8 km)  Carrefour de l’Arbre (km 240 – 2.1 km)  Gruson (km 242.5 – 1.1 km)  Hem (km 249 – 1.4 km)  Roubaix (km 256 – 0.3 km)  No total dos 257 km's, 54,5 são em pavé, o que vai massacrar ciclistas e bicicletas, causando desgaste, stress e quedas. Queres estar um pouco por dentro da corrida? É mais ou menos assim, senta-te bem, para não caíres. https://www.youtube.com/watch?v=WPvM6R0Kl2Q Não é uma corrida onde só conta a qualidade do ciclista, é uma corrida de sorte, de timings e de colocação. A história num curto resumo. https://www.facebook.com/parisroubaix/videos/1315748261859029/   Algumas questões para esta edição: Alguém conseguirá parar a Quick-Step? Depois serem 1º e 2º no tour de Flanders (Terpstra e Gilbert), esta super equipa está talhada para este tipo de corridas e ainda conta com mais alguns nomes de relevo como Stybar, que fez segundo nesta prova em 2016 e 2017. Greg Van Avermaet é o ciclista campeão em título, mas não terá tarefa fácil. Como favoritos podem ainda ser considerados Peter Sagan (talvez o principal favorito à partida de qualquer clássica). Sep Vanmarcke (o rei do azar, que já discutiu esta e outras clássicas mas nunca conseguiu vencer), Mathew Hayman, Geraint Thomas ou Ian Stannard (ambos da Sky), ou ainda Kristoff, Boasson Hagen e a nova estrela das clássicas Wout Van Aert são ciclistas com marcação. Olhando para a lista, quase colocamos todos como favoritos ou seja, esperamos ver uma corrida emocionante como nos últimos anos, onde chegaram mais do que um ao velódromo de Roubaix para disputar a vitória final. Lista de equipas para o Paris Roubaix 2018: BMC Racing (USA) VAN AVERMAET, Greg DRUCKER, Jean-Pierre KÜNG, Stefan ROELANDTS, Jurgen SCHÄR, Michael SCOTSON, Miles VAN HOOYDONCK, Nathan Quick-Step Floors (Bel) TERPSTRA, Niki DECLERCQ, Tim GILBERT, Philippe KEISSE, Iljo LAMPAERT, Yves SENECHAL, Florian ŠTYBAR, Zdenek   EF Education First-Drapac (USA) VANMARCKE, Sep BRESCHEL, Matti DOCKER, Mitchell LANGEVELD, Sebastian MCLAY, Daniel PHINNEY, Taylor SCULLY, Tom   Bora-Hansgrohe (Ger) SAGAN, Peter BODNAR, Maciej BURGHARDT, Marcus OSS, Daniel SARAMOTINS, Aleksejs SCHILLINGER, Andreas SELIG, Rüdiger   Mitchelton-Scott (Aus) HAYMAN, Mathew BAUER, JAck DURBRIDGE, Luke EDMONDSON, Alexander HEPBURN, Michael MEZGEC, Luka TRENTIN, Matteo   Trek-Segafredo (USA) DEGENKOLB, John DE KORT, Koen MULLEN, Ryan PEDERSEN, Mads RAST, Gregory STUYVEN, Jasper VAN POPPEL, Boy UAE Team Emirates (UAE) KRISTOFF, Alexander BYSTRØM, Sven Erik CONSONNI, Simone FERRARI, Roberto GANNA, Filippo MARCATO, Marco TROIA, Oliviero   Groupama-FDJ (Fra) DÉMARE, Arnaud DELAGE, Mickael GUARNIERI, Jacopo KONOVALOVAS, Ignatas LE GAC, Olivier SARREAU, Marc SINKELDAM, Ramon   Ag2r La Mondiale (Fra) NAESEN, Oliver BAGDONAS, Gediminas BARBIER, Rudy DENZ, Nico DUVAL, Julien GALLOPIN, Tony VANDENBERGH, Stijn   Veranda’s Willems-Crelan (Bel) VAN AERT, Wout DEVOLDER, Stijn DUIJN, Huub GOOLAERTS, Michael KRUOPIS, Aidis LEYSEN, Senne STEELS, Stijn   Team Sky (GBr) THOMAS, Geraint DOULL, Owain KNEES, Christian MOSCON, Gianni ROWE, Luke STANNARD, Ian VAN BAARLE, Dylan Team Sunweb (Ger) THEUNS, Edward ARNDT, Nikias HOFSTEDE, Lennard ANDERSEN, Søren Kragh STAMSNIJDER, Tom TEUNISSEN, Mike WALSCHEID, Maximilian Richard   Direct Energie (Fra) PETIT, Adrien CARDIS, Romain CHAVANEL, Sylvain GAUDIN, Damien GENE, Yohann PICHOT, Alexandre SELLIER, Simon   Lotto-Soudal (Bel) DEBUSSCHERE, Jens BAK, Lars Ytting FRISON, Frederik KEUKELEIRE, Jens MAES, Nikolas SIEBERG, Marcel   Cofidis, Solutions Crédits (Fra) LAPORTE, Christophe GODON, Dorian HOFSTETTER, Hugo LEMOINE, Cyril TURGIS, Jimmy VAN LERBERGHE, Bert VANBILSEN, Kenneth   Dimension Data (RSA) BOASSON HAGEN, Edvald DOUGALL, Nicolas GIBBONS, Ryan THOMSON, Jay Robert THWAITES, Scott VENTER, Jaco VERMOTE, Julien   Katusha-Alpecin (Sui) MARTIN, Tony DOWSETT, Alex HALLER, Marco KITTEL, MArcel POLITT, Nils WÜRTZ SCHMIDT, Mads ZABEL, Rick   Astana (Kaz) DE VREESE, Laurens GRUZDEV, Dmitriy HOULE, Hugo KORSÆTH, Truls Engen CORT NIELSEN, Magnus TLEUBAYEV, Ruslan ZAKHAROV, Artyom   Fortuneo-Samsic (Fra) PERICHON, Pierre Luc DANIEL, Maxime FEILLU, Brice JARRIER, Benoit LE ROUX, Romain CARBEL SVENDGAARD, Michael WELTEN, Bram   Bahrain-Merida (Brn) HAUSSLER, Heinrich BOZIC, Borut GARCIA CORTINA, Ivan KOREN, Kristijan PER, David PIBERNIK, Luka WANG, Meiyin   LottoNL-Jumbo (Ned) GROENEWEGEN, Dylan GRONDAL JANSEN, Amund LEEZER, Thomas ROOSEN, Timo TANKINK, Bram VAN EMDEN, Jos VAN HOECKE, Gijs   Movistar (Esp) ERVITI OLLO, Imanol AMADOR BIKKAZAKOVA, Andrey ARCAS PEñA, Jorge BENNATI, Daniele OLIVEIRA, Nelson SOLER, Marc SÜTTERLIN, Jasha   Delko Marseille Provence KTM (Fra) MARTINEZ, Yannick FILOSI, Iuri JONES, Brenton KASPERKIEWICZ, Przemyslaw SISKEVICIUS, Evaldas SMUKULIS, Gatis TRARIEUX, Julien   Vital Concept Cycling Club (Fra) LE BON, Johan BOECKMANS, Kris DE BACKER, Bert LECROQ, Jérémy MORICE, Julien MÜLLER, Patrick VAN GENECHTEN, Jonas WB Aqua Protect Veranclassic (Bel) DEHAES, Kenny DUQUENNOY, Jimmy KIRSCH, Alex ROBEET, Ludovic FRANKLIN SIX, Franklin SPENGLER, Lukas STASSEN, Julien Toda esta gente vai lutar para vencer a rainha das clássicas do pavé, vão deixar todas as suas forças naquele percurso e no final o vencedor, ganha isto. Quantos sonham ter este mítico "calhau" em casa? Domingo 07/04/2018 vai ser entregue ao vencedor no velódromo de Roubaix, apostas em alguém? Poderás acompanhar a prova na Eurosport 1 logo a partir das 10 horas, com os comentários do Paulo Martins, Gonçalo Moreira e Olivier Bonamici. Para saberes um pouco mais da história e da envolvente da prova, deixamos-te dois excertos de dois bons filmes sobre o Paris Roubaix, onde podes ver factores históricos como os duches do velódromo de Roubaix, que têm mais de 100 anos e cada um tem uma placa com o nome de um vencedor da prova. Road to Roubaix https://www.youtube.com/watch?v=buQGibzq8Sg&t=30s   The hell of the north https://www.youtube.com/watch?v=sN3Sr9OjTZI   Fotos: site da organização, P. Ballet, BrakeThrough-Media.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Tour de Flanders - Niki Terpstra publicou a "Ronde Vlaanderen" no STRAVA Se és utilizador do STRAVA, podes ver com mais pormenor o desempenho do Holandês no Tour de Flanders do passado domingo. Uma das belezas e particularidades do ciclismo, é que este é provavelmente o desporto onde o adepto está mais perto do profissional, seja quando está a ver uma prova ou mesmo quando está a treinar, tendo alguns adeptos a oportunidade de treinar junto dos profissionais e ídolos. Além disto, hoje em dia aplicações como o STRAVA permitem-nos a nós, "simples mortais" termos acesso a alguns dados dos ídolos ou "deuses" do nosso desporto favorito que é o ciclismo. Neste caso em particular, podemos ver o desempenho do vencedor do Tour de Flanders do passado domingo, Niki Terpstra, que publicou a sua prova. Podemos analisar alguns dados, como por exemplo a velocidade média com que fez a prova, que foi de uns impressionantes 41,3 km/h. Se já estás a saltar palavras e parágrafos à frente armado em "guloso" para ver qual a parte em que falamos dos watts ou pulsação do ciclista da Quick-Step, não vale a pena, pois essa parte não foi divulgada. Foi a primeira informação que procurámos, nós mais gulosos do que qualquer um adorávamos ver a potência debitada pelo ciclista holandês. Outro dado curioso, não é necessário ter KOM's em qualquer sector para se vencer um dos 5 monumentos. Não vamos expor aqui todos, mas por exemplo no sector do "Kopenberg full climb" um dos muros mais emblemáticos Michal Kwiatkowski tem o KOM, e Niki Terpstra tem o terceiro melhor tempo. Na sua actividade, poderás ver que Terpstra não fez qualquer "KOM" em nenhum sector. Outra curiosidade é ver o gráfico de perfil da corrida, onde se identificam as constantes subidas e descidas "parte pernas", bem como a elevação máxima e o acumulado final. Dados curiosos e interessantes para os que gostam de seguir as corridas e os ciclistas profissionais, que há uns anos atrás eram impossíveis de ver. Podes ainda ver o vídeo resumo desta prova e o desempenho de Terpstra aqui.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Enduro World Series - Rondas 1 (Chile) e 2 (Colombia) Já foram disputadas 2 das 8 provas da Enduro World Series (EWS) que fazem parte do Calendário de 2018. Sam Hill Para os amantes do enduro, a referência e competição onde figuram os melhores do mundo desta vertente da bicicleta de montanha é a EWS. Pode ver neste nosso artigo do ano passado a explicação do que é e como funcionam as provas da Enduro World Series. São provas que proporcionam uma grande espectacularidade de imagens, e apesar de alguma semelhança com o Downhill à primeira vista, são provas com descidas muito mais extensas que as de Downhill e que fisicamente exigem muito dos atletas. Vê a seguir. Em 2018 este é o calendário da EWS: Como podes verificar, já foram disputadas duas provas e é dessas que te vamos deixar os vídeos (do Pink Bike) com os melhores momentos, e classificações. A primeira ronda da EWS foi disputada no Chile, Lo Barnechea. Venceu o actual campeão da EWS Sam Hill (Chain Reaction Cycles Mavic), que continua em grande forma e a brindar-nos com os melhores momentos. O português José Borges (Miranda Racing Team), ficou em  190º, pois teve problemas mecânicos na segunda especial, o que fez com que ficasse muito atrasado. https://www.youtube.com/watch?v=jNmHMrp-uGc Podes ver as classificações completas aqui. A segunda ronda foi disputada na Colombia, Manizales. Sam Hill voltou a vencer, e José Borges ficou em 19º. Resumo da prova feito pelos amigos do Pinkbike. https://www.youtube.com/watch?v=EH1aEkmCTpg Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B.           ### Volcat 2018 - Tiago Ferreria o senhor da corrida Catalã Tiago Ferreria vence a corrida por etapas da Catalunha pela quinta vez. Após vitória de etapa ontem (podes ver o resumo com vídeo das duas primeiras etapas aqui), onde se colocou líder da classificação geral, hoje o campeão da Europa limitou-se a controlar os mais directos adversários, terminando a etapa de hoje em 11.º Ganhou a etapa, Hans Becking (DMT Racing). À semelhança dos anos de 2013, 2014, 2015 e 2017, Tiago Ferreira acaba por vencer a Volcat e sai da Catalunha com mais uma vitória, tal como aconteceu na este ano Andaluzia Bike Race. A organização ainda não lançou o vídeo com o resumo desta etapa, mas tal como ontem colocaremos aqui assim que estiver disponível. Podes ver as classificações completas aqui. Fotos: Organização Volcat, Cano fotosports.   Luís Beltrão Mr.B. ### Tour de Flanders - Quick Step e Niki Terpstra dominaram No Tour de Flanders deste ano haviam muitos candidatos e favoritos à vitória. Desde Peter Sagan, passando por Gilbert, Avermaet, Terpstra, Tiesj Benoot, Wout Van Aert, Stybar, Kristoff ou Sep Vanmarcke, eram todos nomes a ter em conta na partida. Até 50 km's do fim não houve ataques dos favoritos, ninguém quis arriscar, o que demonstra o respeito e igualdade de forças que havia entre todos os ciclistas. Mas Nibali, apesar de ser a sua primeira "ronde van vlaanderen", é um campeão e ciclista de vitórias, de maneira que a 27 km's. do fim tentou destacar-se e atacar, levando com ele Niki Terpstra. O ataque de Nibali não vingou mas Terpstra aproveitou e insistiu, tendo ganho uma vantagem cada vez maior, que já ninguém conseguiu anular até final. Os favoritos acabaram por ficar num grupo do qual só Sagan tentou sair, tendo conseguido a certa altura alguma vantagem, que foi anulada pouco depois. Aqui a colocação de Philippe Gilbert foi importante, pois a cada um que tentava sair do grupo  ele respondia nunca deixando que tal acontecesse, e ainda coroou este trabalho com um terceiro lugar no final. O holandês Niki Terpstra, aos 33 anos vence o seu primeiro Tour de Flanders e junta mais um monumento ao seu palmarés, onde já conta com um Paris-Roubaix e outras importantes clássicas. Fica com o resumo da corrida que durou mais de 6 horas, em 5 minutos. https://www.youtube.com/watch?v=bY0FgGNiIL8 Nelson Oliveira foi o melhor português, terminando em 62º. Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B.     ### Volcat 2018, resumo etapas 1 e 2 - Tiago Ferreira na liderança (com vídeo). A prova de bicicleta de montanha realizada na Catalunha, é composta por 3 etapas e conta mais um ano com a participação do Ex-campeão do mundo e actual campeão da Europa Tiago Ferreira. Mais de 1000 ciclistas alinharam ontem na partida da Volcat, entre eles, alguns dos melhores do mundo da especialidade. O vencedor da última edição, Tiago Ferreira, deparou-se na primeria etapa com concorrência à altura, por parte do colombiano Hector Páez da GIANT-LIVPOLIMEDICAL, que venceu a primeira etapa da prova. Na última subida da etapa o colombiano surpreendeu os seus mais directos adversários com um ataque forte no qual, apesar de já ser muito perto do final da etapa, conseguiu ganhar uma larga vantagem e vestir o jersey de líder. A 2 min's. terminaram Tiago Ferreira ( DMT Racing Team), e Hugo Drechou (MASSI), que finalizaram a etapa juntos. Com estas estrelas do cross country de maratona (XCM), dois dos quais vencedores das duas últimas edições desta corrida frente a frente, esperava-se uma luta animada pela vitória até ao final. Hoje na etapa 2 Tiago Ferreira saiu ao ataque pois tinha que recuperar essa desvantagem para o colombiano. O português venceu a etapa de hoje, com uma vantagem de 1:48 min's. para o segundo classificado Bart de Vocht (Goeman Scott), e 11:05 para o vencedor de ontem Hector Páez, colocando-se assim na liderança da prova. Fica atento ao nosso site pois vamos estar a acompanhar o desenvolvimento da corrida, que pode ser vencida por Tiago Ferreira pelo segundo ano consecutivo. Deixamos-te os resumos em vídeo da primeira e segunda etapas da Volcat 2018. https://www.facebook.com/Volcatbtt/videos/1684540828304860/ Resumo etapa 2. https://www.facebook.com/Volcatbtt/videos/1685635361528740/?hc_ref=ARQfFVdiOhY9xnAUx79UvIWRuS2AqEy1IcxZgy2rKSZysoKDmqb9fNc4tKAPr2f1yhg Podes ver as classificações completas aqui. Fotos: Organização Volcat, Cano fotosports.   Luís Beltrão Mr.B. ### Teste e análise MARRETAMAN - Rudy Project Racemaster A conceituada marca italiana lançou este modelo em 2017 como uma evolução Windmax.   O actual capacete topo de gama da Rudy Project tem todas as tecnologias que possas esperar de um capacete utilizado no World Tour, entre elas, "MIPS" e "Hexocrush", mas o que significam estas siglas? "MIPS" é uma tecnologia e marca registada que podes encontrar em muitos capacetes topo de gama hoje em dia, foi desenvolvida para evitar forças rotacionais no cérebro em caso de impactos angulares. O casco e o revestimento são separados por uma camada de baixa fricção diminuindo o efeito dos impactos angulares no cérebro.   "Hexocruch" é uma tecnologia desenvolvida pela Rudy Project, extremamente leve e que combina duas densidades de espuma disposta de forma hexagonal para absorver e dissipar lateralmente as forças em caso de impacto. Algo que não se nota e só quem já passou por uma má experiência dá valor, é a rede anti-insectos. Se numa das tuas voltas de bicicleta, já te entrou um insecto pelas entradas de ar do capacete e ficou preso causando incomodo, ou até picado (no caso de uma abelha por exemplo), irás dar valor a esse pormenor, caso contrário nem te vais lembrar, porque isso não te acontecerá.   Conforto e visibilidade O Racemaster conta com o sistema (RSR9) que personaliza o capacete, adaptando-o a diferentes utilizadores através de dois locais de ajuste. Quer um, quer outro são bastante fáceis ajustar.   As fitas têm umas bandas reflectoras para melhorar a visibilidade do ciclista e contam com um espaço para prender os fios de auriculares para música ou rádio.   Num capacete de gama alta além do conforto e segurança, uma das primeiras coisas que se procura hoje em dia (depois de nos olharmos 20 vezes ao espelho a verificar se nos fica bem) é um sítio onde encaixar os óculos quando não precisamos deles, e nesse aspecto o Racemaster tem um design extremamente bem conseguido, pois os óculos encaixam perfeitamente no local reservado a eles, sem alterar o formato do capacete.   Colocar os óculos neste espaço exige alguma habituação, em andamento é mais difícil  colocar os óculos atrás do capacete, do que na parte da frente.   Após algumas utilizações e habituação colocam-se bem, não estorvando a visão e sem haver risco de caírem. Em relação ao "Air Acelerator", não sentimos qualquer aceleração nem aerodinâmica extra, mas, dá pinta ao capacete.   Na nossa opinião, é um capacete confortável, compacto e tão leve que mal se dá por ele na  cabeça.   Além da cor branca testada por nós podes encontrar nestas cores, entre elas o dourado utilizado pela equipa World Tour da Bahrain Merida. Menos bom: colocação dos óculos no espaço reservado a eles exige habituação quando em andamento. Bom: Conforto, peso, rede anti-insectos, óculos ficam bem alojados, sem risco de caírem no compartimento reservado a eles. Tem um peso de 220g. e tem um preço de venda ao público de 229,00€. Página do importador em Portugal: Rudy Project Portugal   Luís Beltrão Mr.B.   ### XCO - David Roda faz TOP 10 em prova da taça de França O Campeão Nacional português de XCO David Rosa foi competir "fora de portas", onde o nível competitivo é superior. Pelas palavras de David Rosa a prova não lhe correu da forma desejada, mas numa prova onde marcaram presença muitos atletas de topo da Taça do Mundo como Maxime Marotte, Julien Absalon, Stephane Tempier ou Marco Fontana, ainda conseguiu um 9.º lugar e arrecadar pontos UCI preciosos. Fica o relato que o atleta deixou na sua página de facebook. "Já tive dias melhores, mas já estive bem pior há não muito tempo atrás. Arranquei mal (15° no final da 1a volta) e cometi alguns erros que não podem acontecer a este nível. Não é o melhor dos meus resultados mas acho que estou a começar a caminhar na direcção certa. Foi óptimo competir de novo a este nível! 9° lugar no final depois de uma luta interessante com o Marco Fontana." Classificações completas da prova aqui.   Foto: Armin M. Küstenbrück   Luís Beltrão Mr.B.   ### 3ª prova da Taça de Portugal de Downhill - Domínio da legião francesa A duas semanas do Campeonato da Europa de DH, a pista do Louzanpark, na Lousã, em plenas Aldeias do Xisto viveu um autêntico ensaio geral, com uma lista de inscritos numerosa e de qualidade. Os corredores franceses não deram qualquer hipótese à concorrência na terceira etapa da Taça de Portugal de Downhill (DHI), hoje disputada na Lousã. Pierron Amaury (Commençal/Vallnord) foi o melhor entre a elite masculina e Myriam Nicole, também da Commençal/Vallnord, impôs-se no sector feminino. Pierron Amaury, número 12 do ranking mundial masculino foi o mais veloz na descida de qualificação, prenúncio do triunfo que viria a obter na final. O corredor francês concluiu a manga decisiva em 4’12’’531, menos 1,402 segundos do que o compatriota e companheiro de equipa Rémi Thirion. O terceiro foi o britânico Matt Walker (Madison Saracen Factory Team), a 5m372s. O melhor português foi Emanuel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo), sétimo classificado, a 10,697 segundos. Vasco Bica (Miranda Factory), 23.º na prova deste domingo, comanda o ranking da Taça de Portugal. A competição de elite feminina teve uma configuração semelhante à dos homens, com a vencedora a ser uma francesa que dominou desde a manga de qualificação. Myriam Nicole provou por que lidera o ranking mundial, descendo em 4’56’’030. A segunda classificada foi a compatriota Mélanie Chappaz (Hope Technology), a 50,865 segundos. A chilena Andrea Farías (Team Concon Downhill) fechou o pódio, a 51,148 segundos. Margarida Bandeira (ADAR/Ofimoto), quarta classificada, a 1’02’’229, foi a melhor portuguesa. Ana Costa (Ciclo Madeira Clube Desportivo), quinta classificada na Lousã, é a primeira na geral da Taça de Portugal. Vídeo resumo da prova da Federação Portuguesa de Ciclismo. O domínio francês estendeu-se à categoria júnior, na qual se impôs Thibaut Drapella (Commençal/Vallnord), com 4’26’’228. O segundo classificado foi Morgan Tyrrell (Intense Racing UK), a 5,033 segundos. Tiago Ladeira (Miranda Factory) foi o terceiro, a 11,418 segundos, e segue na dianteira da geral da Taça. Gonçalo Bandeira (Miranda Factory) reforçou o comando na geral de cadetes, ganhando a prova deste domingo nessa categoria. Brett Wheeler (MS Racing Portugal/Estrela da Amadora) permanece invicto, entre os masters 30, ao fim de três etapas da Taça, desempenho igual ao do master 40 José Sousa (Casa do Povo de Abrunheira). Bruno Rizzo (Dorval AM) foi hoje o melhor master 50, mas a geral da Taça é encimada por José Salgueiro (MCF/Xdream/Município de S. Brás). A Commençal/Vallnord não teve concorrência à altura na corrida da Lousã, mas a equipa mais regular no conjunto das três provas já disputadas é a portuguesa Miranda Factory. A quarta prova da Taça de Portugal corre-se em Ribeira de Pena, no dia 29 de abril, mas antes disso, entre 5 e 8 de abril a Lousã recebe o Campeonato da Europa de DH. Podes ver as classificações completas aqui.   Texto e fotos: Federação Portuguesa de Ciclismo   Luís Beltrão Mr.B. ### Clássica Gent - Wevelgen - o aperitivo e teste para a dureza que aí vem. (Com vídeo resumo). A Gent - Wevelgen foi a ultima das clássicas antes das míticas Tour de Flanders e Paris-Roubaix. Esta "semi clássica" que vai na 80.ª edição foi feita com a “faca nos dentes” nos primeiros 180 Km's., tendo o português José Gonçalves feito parte da fuga desde cedo. Nos últimos 60km's toda a gente acordou , aproveitaram o vento lateral, os troços de terra batida e os “ topos “ já conhecidos de outras provas para haverem os primeiros ataques mais sérios, altura em que a fuga acabou por ser anulada. José Gonçalves esteve irrepreensível até aqui. Marcus Burghardt ( um "armário de 3 portas" ) colocou um andamento forte para Sagan, que veio sempre discreto ate os últimos 25 km's. Gilbert ainda tentou sair, revelando toda a sua experiência na altura certa, mas todo o grupo dos favoritos impos sempre um ritmo que não permitiu a ninguém ganhar vantagem, pelo que a decisão da prova foi feita ao sprint. Chegada ao sprint tipica, com um grupo numeroso de ciclistas onde "vale tudo menos tirar olhos". Peter Sagan a arrancar cedo e bem colocado, não deu hipóteses a outros bons sprinters como Demare e Viviani (este último trazia mais 3 colegas de de equipa no grupo), tendo assim conseguido a sua 3.ª vitória nesta clássica. No final, Peter Sagan 1.º,  Viviani 2.º, e Demare 3.º. Derrota difícil de digerir para Viviani, que tinha tudo para vencer mas não conseguiu. No final, acabou a chorar, literalmente. Todos têm os seus bons, e maus dias. Fica com o vídeo resumo da prova. https://www.youtube.com/watch?v=ULkTN_MWu9k Podes ver a classificação completa aqui.   Por H. Monteiro ### Cape Epic 2018 - Etapa 7 - Consagração da Investec Songo Specialized Ultima etapa do Cape Epic 2018, foi o dia da consagração, "dobradinha" para a Investec Songo Specialized, e mais um pódio para Luís Leão Pinto. Estas eram as dificuldades do dia. https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=H2pP6bFcYkE Esta ultima etapa era de consagração para alguns, mas ainda haviam objectivos para muitos. A equipa Terk Selle San Marco guardou a energia para o fim, e tal como nos últimos dias atacou para tentar a vitória de etapa, num primeiro ataque chegou a ter quase 30 segundos de vantagem mas esta foi anulada. Com a segunda e terceira posições do pódio por decidir, as equipas da Canyon e Cannondale foram sempre a marcar-se mutuamente, iam tão perto que Fumic e Kristian Hynek tocaram um no outro e caíram, felizmente sem consequenciais para nenhum. Com 50 km's decorridos seguiam 4 equipas na frente da corrida, Investec Songo Specialized, Cannondale Factory Facing, Canyon Topeak, Scott Buff e Trek Selle San Marco. Nos últimos 10 km's. a equipa que mais determinada estava em conseguir uma vitória de etapa era a Trek Selle San Marco 2, que atacou novamente, teve finalmente a recompensa do esforço e conseguiu a sua vitória numa etapa do Cape Epic. Em segundo, cortaram a meta os vencedores da edição de 2018 do Cape Epic, a Investec Songo Specialized, que apesar de alguns azares foi desde o início uma equipa avassaladora e claramente superior a todas as outras. No ultimo dia e etapa de consagração, mais um pódio para a fantástica equipa de Luís Leão Pinto e Francesc Guerra que terminam o Cape Epic 2018 num fantástico 4 lugar. Obrigado Luís Leão Pinto, por nos teres proporcionado estes dias fantásticos e nos teres feito viver este Cape Epic muito mais intensamente. Hoje em quarto lugar na etapa cortou a meta a equipa da Canyon Topeak, que assim ascendeu ao segundo lugar do pódio, destronando desse lugar a Cannondale Factory Racing. A Cannondale Factory Racing teve um ultimo dia bastante difícil com uma queda e um furo, caindo assim para o terceiro lugar do pódio. Ainda assim, terminar o cape epic no pódio é um resultado que qualquer marca e atleta gostariam de ter. Na corrida feminina, venceu a etapa a equipa da PMRA/CST racing, sendo a unica equipa a vencer uma etapa para além da Investec Songo Specialized. Como dissemos antes, só no ultimo dia não venceu a equipa da Investec Songo Specialized, que se limitou a "passear" até á meta sem arriscar e consagrou-se vencedora desta edição do Cape Epic 2018 com 6 vitórias de etapa em 7 etapas. Podes ver as classificações completas aqui. Foi um Cape Epic interessante e cheio de acção, tentámos sempre ter os resumos de cada etapa feitos o mais rapidamente possível, para que pudesses ter em primeira mão notícias do teu desporto favorito em português. Esperamos que tenhas gostado e podes deixar nos comentários o teu feed-back.   Luís Beltrão Mr.B.     ### Cape Epic 2018 - Etapa 6 - Scott Buff de Luís Leão Pinto sobe a 4to. da classificação geral. A etapa de hoje teve uma distância mais curta do que as iniciais, 76km's., mas tinha 2000 D+ de acumulado em subidas, não sendo por isso menos difícil. Desenrolou-se por terrenos e "single tracks" técnicos, como podes ver no video "preview" da etapa. https://www.youtube.com/watch?time_continue=29&v=UbWsU_6yCNU A Investec Songo Specialized atacou antes do abastecimento ao km. 52, e na passagem por esse ponto já levava uma vantagem de mais de 1 minuto para os perseguidores. Em sua perseguição seguiam a equipa Cannondale Factory Racing (terceiros na classificação geral) e Scott Buff (quintos na classificação geral). 30 segundos depois destes, vinham Canyon Topeak (segundos na classificação geral, mas a perderem este tempo passariam para terceiros) e Trek Selle San Marco (sétimos na geral). No final, mais uma vitória para a Songo Investec Specialized, que se tem demonstrado desde o início da prova a equipa mais forte, claramente um nível acima das restantes neste Cape Epic 2018. A um dia do final lideram com 8 minutos e 26 segundos, mas no Cape Epic ninguém festeja até cortar a meta no último dia. Em segundo cortaram a meta os da Trek Selle San Marco, que assim sobem um lugar na classificação geral (de sétimo para sexto, passando para a frente da Bulls 2). Juntamente com a Trek chegaram Manuel Fumic e Avancini da Cannondale Factory Racing, que fazem mais um pódio na prova e passam novamente para segundos da geral à frente da Canyon Topeak. Luís Leão Pinto e o seu colega de equipa Francesc Guerra terminaram a etapa em 4º hoje, demonstrando mais um dia a grande regularidade que têm tido e com este resultado acabam por subir a um magnifico quarto posto da classificação geral. Têm sido enormes e se alguém da Canyon Topeak ou Cannondale Factory Racing tem algum problema amanhã, fruto da luta pelo segundo e terceiro lugar, ainda fazem pódio. A  corrida feminina já é uma corrida sem história, a Investec Songo Specialized de Annika Langvad venceu mais uma etapa, continua a liderar a geral e neste caso sim, já podem ir festejando, tendo em conta os 46 minutos que levam de vantagem. A Songo Investec Specialized prepara-se para fazer a dobradinha no Cape Epic 2018, vencendo nas categorias Masculina e Feminina. Fica com o vídeo resumo do dia. https://www.youtube.com/watch?v=JyM9k192z0Y Podes ver as classificações completas aqui. ### Volta à Catalunha - Matej Mohoric (Bahrain Merida) acaba terceiro e pensa que ganhou Não é primeira vez, nem será a última em que assistimos a ciclistas que festejam erroneamente uma vitória. Quando a corrida se desenrola num circuito e se passa várias vezes pela meta, por vezes acontece haverem ciclistas festejarem a vitória numa das passagens, mas antes de ser a final. Hoje não foi uma dessas situações, Matej Mohoric da Bahrain Merida cortou a meta em 3ro. na quinta etapa da Volta á Catalunha, mas o rádio não estava a funcionar bem com o director desportivo e acreditou que estava a vencer a etapa, como podes verificar. https://www.youtube.com/watch?v=qiSFxuq56OQ Podes ver a classificação geral desta prova aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Jovens "armas" portuguesas - selecção nacional a preparar o futuro no xco A Equipa Portugal de cross country olímpico (XCO), a disciplina olímpica de BTT, participa neste sábado na etapa francesa do circuito UCI Junior Series, em Luminy, Marselha, França. A estreia de Portugal no equivalente para juniores à Taça do Mundo será feita através de um quarteto formado por Guilherme Mota (CPR A-do-Barbas), João Macedo (BTT Seia), Rafael Rita e Rodolfo Serafin (BTT Loulé/Elevis). “O principal objetivo passa pela aquisição de experiência internacional e pela oportunidade de evoluir num patamar competitivo mais elevado. Esta participação na corrida da UCI Junior Series será também um importante elemento de preparação para outros eventos, designadamente para o Campeonato da Europa”, afirma o selecionador nacional, Pedro Vigário. Fonte e foto: Federação Portuguesa de Ciclismo   Luís Beltrão Mr.B. ### Cape Epic 2018 - Etapa 5 - Investec Songo Specialized cada vez mais líder A etapa 5 do Cape Epic 2018 foi um contra relógio de 39 km's com 1400 mts. D+ de acumulado. Desde 2010 que não havia um contra relógio no Cape Epic, este ano a organização decidiu voltar a fazer uma etapa deste género. Assim era o terreno que esperava pelos atletas hoje. https://www.youtube.com/watch?v=gla_ytZVpDI Em 39 km's parece que nada de relevante pode acontecer quando se trata de atletas experientes e profissionais, mas a verdade é que hoje houve novamente trocas de posição no topo da classificação. A Canyon Topeak fez o terceiro melhor tempo do dia, e ganhou mais de 1 minuto à Cannondale Factory Racing, o que fez com que subisse ao segundo lugar da classificação geral da prova. A Investec Songo Specialized não arriscou a fazer um contra-relógio de "gestão", e mesmo com o cansaço acumulado dos vários dias hoje voou para a vitória de etapa, ampliando para 7 minutos a vantagem sobre a equipa que segue em segundo da classificação geral. No segundo posto do pódio, ficou hoje a Trek Selle San Marco 2 de Fabian Rabensteiner e Michele Casagrande, numa tentativa de vencer a etapa esta equipa hoje saiu ao ataque, e mesmo não conseguindo a etapa conseguiu um prestigiado pódio. O Pódio de hoje. A Scott Buff de Luís Leão Pinto é das equipas mais regulares da prova, hoje fez o 4º melhor tempo, mantém e consolida cada vez mais o TOP 5 na prova, estando já com uma vantagem de 13 minutos para a equipa que segue atrás. Na corrida feminina, mais um dia, mais uma vitória para a equipa Investec Songo Specialized, que além da vitória na classificação geral poderá acabar o Cape Epic 2018 com vitória em todas as etapas. Impressionante o domínio de Annika Langvad e Kate Courtney. Podes ver a classificação completa aqui.   Luís Beltrão ### Teste - Nova Canyon Grail CF SL 7.0 - de Marte para a Terra A Canyon lançou muito recentemente a sua Gravel Bike, a Grail. Canyon Grail CF SL 7.0 - Gravel Bike Já falámos sobre este tipo de bicicletas no nosso site, podes encontrar tudo aqui  sobre as Gravel Bikes. O nosso vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=aFbetYNEZ_8 Os alemães quiseram desenvolver uma Gravel de raiz (porque as Gravel e CX são bicicletas diferentes) e fizeram um excelente trabalho, tendo construído uma bicicleta muito equilibrada e polivalente. Pode dizer-se que a Grail parece uma bicicleta vinda do futuro, ou "de outro planeta", esteticamente arrojada, com o guiador a conferir-lhe um aspecto diferente e "personalidade própria". O Guiador Vamos abordar já este aspecto, é verdade que a Canyon tem rompido com alguns tradicionalismos (a própria "inflite" também é exemplo disso), mas mesmo assim, ninguém esperava este guiador! A parte estética depende do gosto de cada um, não vamos entrar em questões filosóficas do “ser ou não ser”, foi algo polémica pelo facto de ser diferente de tudo o que já existia. Os engenheiros da Canyon desenvolveram vários protótipos de guiador, com o objectivo deste proporcionar conforto extra ao ciclista em longas jornadas a pedalar por terrenos com irregularidades. Pensa bem, quando é que colocas as mãos na parte superior do guiador? Quando queres descansar e adoptar uma posição mais descontraída certo? Pois bem, a zona central da parte superior deste guiador não assenta na caixa de direcção como habitualmente, tendo uma zona bastante fina de flexão. Zona central superior (mais fina) é flexível, a zona inferior (drops) é a zona de controlo. Essa zona central tem como objectivo proporcionar mais conforto ao ciclista quando este pedala com as mãos naquela posição, absorvendo as vibrações e irregularidades do terreno através da flexão da zona em suspenso. Com as mãos na parte superior do guiador existe conforto extra. A verdade é que funciona. Não notarás desde logo, se pedalares 5/6 km's., mas ao cabo de umas horas e quando já estás fatigado, notas bem essa zona do guiador mais confortável. Durante os quilómetros que efectuámos em teste notámos a diferença, principalmente quando se pedala em pavé ou calçada. Se a UCI permitisse a utilização deste guiador, muito provavelmente alguns ciclistas profissionais iriam mesmo querer utilizá-lo no Paris-Roubaix. Sensações em andamento Acima de tudo é uma bicicleta que rola e sobe muito bem. Em adamento não se sente diferença no seu manuseamento pelo facto de ter o guiador “duplo”, é confortável, em descida controla-se bem a bicicleta, bem como a rolar ou a subir. Em descidas, as mãos nos "drops" do guiador permitem maior controlo. A forma como as escoras estão construídas, com tubos finos e a terminarem no tubo horizontal do quadro absorvem muitas vibrações, o que juntando ao design do guiador resulta numa bicicleta bastante confortável. A versão que testámos tem um espigão de selim tradicional, mas na versão acima, adicionaram também um espigão de selim que acrescenta ainda mais conforto. Nesta foto vê-se bem, como a parte superior do guiador fica suspensa, permitindo uma flexão desta zona. Existem vários tipos de Gravel bikes, umas mais agressivas, outras mais confortáveis, algumas permitem receber suportes de bagagem ou guarda-lamas, outras não. Apesar de ser uma Gravel, proporciona diversão e adrenalina. Com a Grail podes aventurar-te por quase todos os tipos de terreno (até alguns trilhos, desde que não tenham muitas pedras e raízes). Mas o terreno dela são os “estradões” de terra batida e gravilha, aqui é que ela te vai deixar um sorriso bem rasgado quando estiveres a pedalar, pois com este tipo de bicicleta atinges velocidades fora de estrada às quais não estás habituado com a bicicleta de BTT. Os Pneus Os Schwalbe G-One de 40mm., no que respeita a tracção e capacidade roladora revelaram-se bastante bons (até a rolar em asfalto). Embora não sejam  ”tubeless ready”, suportam muito bem essa conversão, pelo que o nosso conselho é que faças a conversão de imediato, pois vai permitir que utilizes pressões um pouco mais baixas no sentido de melhorar o conforto e desempenho da bicicleta em estradas de terra, sem correres risco de furar na primeira pedra pela que passas. Rodas Esta Grail vem com umas DT SWISS C1800 preparadas para “tubeless”, desde os "estradões" de gravilha e terra batida, passando pelo asfalto ou até alguns trilhos, revelaram ter resistência e rigidez para este tipo de aventuras. Travões Travões de disco shimano Revelaram-se potentes e fiáveis em vários tipos de terreno Os travões de disco shimano revelaram-se à altura do conjunto, e cumpriram sempre com a função de para a bicicleta em descidas, com pó ou lama. Trasmissão Neste capítulo, na nossa opinião o shimano 105 funciona na perfeição, simplesmente a relação 50/34 (pratos) e 32/11 (cassete), revela-se algo pesada para subidas mais íngremes e fora do asfalto. As opções não são muitas, mas tendo em conta que é uma bicicleta para se ir à descoberta e aventura por vários tipos de terreno, até com bagagem, se optares por percursos em serras com mais desnível de terreno prepara bem as pernas pois não vai ser fácil. Na nossa opinião, a Canyon está de parabéns pela bicicleta no seu conjunto, tiveram coragem de romper com o tradicional, construindo uma bicicleta com um quadro de rigidez, design e conforto espectaculares. Todas as espirais passam por dentro do quadro, dando a este um aspecto "clean". Existem espaçadores que permitem subir ou baixar a posição do guiador. Além disso tem uma excelente qualidade de construção e acabamentos, o modelo testado pesa menos de 9kg's. em tamanho L. O facto de comprares mais barato e directamente on-line não é sinónimo de falta de qualidade. Recebes a bicicleta em casa, com todas as indicações de montagem e ferramenta necessária para a mesma. A Grail é uma Gravel “descontraída”, de expedição, confortável, para ir à aventura com a bagagem montada e em autonomia (no próprio catálogo e manual da bicicleta, esta vem com imagens de bagagem montada), mas não deixa de ser divertida e proporcionar adrenalina por isso. Se a experimentares vais ter vontade de pedalar mais e mais, além de que, não vais passar desapercebido certamente. A bicicleta testada foi a Canyon Grail CF SL 7.0, tem um valor de 2.199,00€, no entanto existem outras gamas deste modelo, que poderás encontrar no site da CANYON. Medidas e geometria Galeria de fotos Fotografia// Jorge BrancoMontagem da bicicleta// José Carmo [Bike Planet] Mais informações sobre a este modelo: Canyon Grail Sobre a Canyon: www.canyon.com Luís BeltrãoMr.B. ### Novidades 2018 - Nova Specialized Epic A mítica bicicleta de Cross Country (XC) da Specialized conta com grandes alterações para 2018. Á primeira vista o perfil da bicicleta parece idêntico e o sistema brain continua presente mas na última evolução, a Epic é uma bicicleta radicalmente diferente das suas antecessoras. Christoph Sauser e Ned Overend trabalharam intensamente com os engenheiros da marca nos desenvolvimentos da nova bicicleta com o quadro a ser totalmente redesenhado, adoptando algumas tecnologias e tendências que melhor adaptam a nova bicicleta às exigências do novo XC. Como Novo XC? Com o aparecimento das 29ers há alguns anos, os entusiastas das bicicletas de montanha passaram a conseguir pedalar com maior facilidade por trilhos que antes pareciam inacessíveis. Conseguem controlar a passagem por buracos, raízes e pedras em locais onde antes a passagem apenas poderia ser feita com prazer numa bicicleta de trail ou enduro e além disso fazem-no mais rápido, quer seja a subir ou a descer. No XC profissional (taça do mundo) as pistas também foram adaptadas, tornando-se cada vez mais exigentes e complexas a nível técnico, com "rockgardens" constantes e subidas técnicas. Quanto a nós não há dúvidas, a disciplina rainha do todo terreno ganhou um novo fôlego com esta nova direcção e isso deve-se em grande parte ao aumento de capacidade das bicicletas pela inclusão do novo tamanho de roda. https://www.youtube.com/watch?v=Ro1pI741grs Segundo a Specialized, a nova Epic foi redesenhada para acompanhar esta evolução.   Geometria Mais longa, mais baixa e mais agressiva, a nova geometria standard das bicicletas de XC e trail em 2018 parece mais próxima das bicicletas de enduro e DH. Escoras mais curtas adicionam agilidade e um triângulo dianteiro mais longo ajuda a recentrar o peso mais na frente ao mesmo tempo que ângulos de direcção muito mais abertos e avanços mais curtos permitem uma condução agressiva em especial nas zonas mais técnicas. Todas as novas bicicletas estão a seguir esta tendência e a nova Epic não é excepção mas como habitual, o gigante americano seguiu os seus próprios passos. A Specialized fez o seu trabalho de casa e sobressai o ângulo de direcção com uns agressivos (para uma Specialized) 69,5º em conjunto com suspensões com menos offset (42 em vez de 51mm). Ao mesmo tempo, o triângulo dianteiro cresce cerca de 10mm que por sua vez são retirados ao avanço. Segundo a marca (e o feedback que temos de todas as bicicletas em que estas alterações foram incorporadas) estas alterações trazem à bicicleta muito mais confiança em velocidade nas descidas acentuadas e em terrenos acidentados. Peso O peso dos novos quadros é uma área onde a Specialized impressiona. A marca Americana sempre foi conservadora na forma de construir os seus quadros e era habitual ouvir que o peso era a ultima consideração. As bicicletas de XC de suspensão total evoluíram dramaticamente nos últimos anos e talvez fruto da fortíssima concorrência actualmente sentida no segmento, a marca americana finalmente (certamente na opinião de muitos simpatizantes da marca) apontou a sua atenção ao factor peso. Umas impressionantes 525 gramas nos modelos Comp e Expert, e 345 na S-Works são alterações de respeito! Para terem uma noção; é como se removessem toda a tecnologia Brain, pivots e espaçadores do quadro anterior. Uma Epic S-WORKS tamanho "L", equipada com Eagle XX1 e X01 pesa 9,89 kg's., uma Epic Pro tamanho "L", equipada com o novo pedaleiro Truvativ Stylo em carbono e trasmissão Eagle X01 pesa 10,69kg's.   Brain A Epic é "o chassis do sistema brain". O sistema já foi redesenhado várias vezes ao longo dos anos e em 2018 temos uma nova  evolução. O novo amortecedor aparece agora "encarnado" pela RockShox (por agora) tendo sido colocado o sensor de inércia ainda mais próximo do eixo traseiro - Segundo a marca, consegue-se assim uma leitura mais rápida do terreno. A nível interno, é melhorada a forma como o óleo flui entre o brain e o corpo do amortecedor, tendo a marca trabalhado arduamente em reduzir a turbulência do óleo, de forma a melhorar o amortecimento. Funciona como neste vídeo. :) https://www.youtube.com/watch?v=QgXBoOBGjmk   Uma Epic sem pivots traseiros!? A forma como removeram algum do peso está a ser certamente polémica junto dos fãs da marca já que para além as óbvias optimizações ao nível da construção de carbono, a Specialized eliminou por completo os pivots "Horst link" do sistema "FSR" das escoras inferiores. Esta localização dos pivots anteriormente patenteada pela marca traz óbvias vantagens ao nível do funcionamento da suspensão traseira, especialmente ao nível da independência da travagem e foi durante muitos anos, um dos pontos fortes de venda de qualquer bicicleta Specialized. O curioso é que era justamente no caso da Epic (por ter muito pouco curso na traseira) que essa tecnologia trazia menos benefícios comparativamente ao peso exigido. Se é certo que a tecnologia funciona (e que por isso está agora incorporada em muitas das bicicletas das marcas concorrentes) é também muito provável que os engenheiros da marca americana tenham sentido (no caso da Epic) algum alívio em ver a patente desaparecer, já que a eliminação dos pivots permitiu ganhos valiosos no emagrecimento da bicicleta. Outro ponto menos óbvio para alguns mas que jogou a favor desta alteração foi a actual tendência para os sistemas 1X de apenas um prato, já que ao simplificar radicalmente as trajectórias e linhas de corrente, é favorável a sistemas de suspensão mais simplificados. A eliminação destes pivots não é algo pioneiro da Specialized, e em sintonia com outras marcas que adoptaram esta solução, a marca americana argumenta que a "flexão programada" das escoras permite manter de forma suficiente o efeito do anterior sistema, com menos peso e mais rigidez.   Detalhes Não temos imagens mais esclarecedoras mas a medida do espigão de selim sobe de diâmetro para 30.9mm de forma a permitir a utilização de espigões de selim telescópicos (inclusive o quadro vem preparado para a passagem dos cabos destes). Esta é uma tendência que parece ter finalmente confirmação no XC e embora não seja exista de série a Specialized não quis que os seus clientes ficassem sem acesso a esta opção, caso assim o queiram. Outro pormenor em que a Epic foi pioneira e a destaca da maioria das bicicletas de suspensão Total de XC (e maratona) é o facto de poder usar dois bidons. Esta capacidade mantém-se na nova bicicleta. Um "pequeno grande" pormenor que faz diferença. Além dos bidons, ainda existe espaço para o compartimento "SWAT" onde podes colocar ferramenta ou acessórios de reposição. Foto da bicicleta de Kuçhavy no Cape Epic 2018 A nossa opinião A Specialized tornou a sua principal arma de XC mais adaptada ao tipo de XC da actualidade e tendo em conta aquilo que vemos, volta a ser (se è que alguma vez deixou) uma das referências do mercado. Claro que aqui apenas abordámos a parte técnica, resta ver se em termos de preço e competitividade em termos concorrenciais (€€) vai ter o sucesso das antecessoras. Actualizamos com mais informação assim que conseguirmos desviar uma ou duas para testes :)   Luís Beltrão Mr.B. & Mr.F. ### Cape Epic 2018 - Etapa 4 - Luís Leão Pinto faz novo pódio na etapa rainha A etapa 4 do Cape Epic 2018 era considerada a etapa rainha da prova, 111 km's com 1800 mts. D+ de acumulado. Percebe no vídeo porquê. Terreno misto entre single track's, "estradão" e até asfalto. https://www.youtube.com/watch?v=jEnhTqHCsPE Inacreditável, ontem escrevíamos meio a modo de brincadeira que só quem já usou pneus s-works sabe o que Kulhavy e Grotts sentiam.  Hoje, quando seguiam com os da frente, a equipa Investec Songo Specialized  voltou a furar. Por essa altura a equipa Canyon Topeak de Alban Lakata e Kristian Hynek colocou-se em fuga, mas teve um problema mecânico pelo que esta não surtiu efeito. Aproveitando o percalço da equipa Specialized, e a parte técnica do percurso a Cannondale Factory Racing de Manuel Fumic e Avancini colocou-se ao ataque e no abastecimento do km. 79 levava dois minutos de vantagem sobre a Specialized. Mas a parte final da etapa era em asfalto, "estradão" e terreno aberto, ao jeito de uma locomotiva chamada Jaroslav Kulhavy, que se colocou na frente do seu colega (que deve ter sofrido no limiar da marretada)  e nessa parte final, conseguiram não só recuperar os dois minutos de atraso como ainda terminar mais 2min's à frente de Fumic e Avancini. Lideram agora a classificação geral com 4 minutos de vantagem. Os únicos a conseguirem seguir a Investec Songo Specialized foram a Centurion Vaude, e a Scott Buff do nosso Luís Leão Pinto, que consegue mais um pódio, desta feita na etapa rainha e num dia duro para muitos. Luís Leão Pinto e Francesc Guerra colaboraram na parte final com a equipa de Kulhavy. A Centurion Vaude de Nicola Rohrbach e Daniel Geismayr atacou na parte final, e conseguiram ganhar a etapa 4. No final, Centurion Vaude primeiro, Investec Songo Specialized segundo e Scott Buff terceiros. No final de etapa, o espanhol Francesc Guerra agradecia a Luís Leão Pinto pelo trabalho, dizendo que faziam uma óptima equipa e que o português era o melhor colega de equipa que já tido. Esta equipa, apesar de ser a primeira vez que participa na corrida, mesmo não sendo equipa de fábrica, está a salvar a honra da Scott. Aquela bandeira Portuguesa fica tão bem ali em cima Na corrida feminina, Annika Langvad e Kate Courtney ganharam, tal como nos dias anteriores, mais uma etapa, com uns impressionantes 8 minutos de vantagem sobre a segunda equipa (Silverback KMC).   Nesta categoria a corrida está praticamente decidida (apesar de no cape epic poderem sempre haver surpresas), visto que esta dupla lidera a classificação geral com mais de 30 minutos de vantagem para a equipa que as segue, a Silverback KMC de Mariske Strauss e Annie Last. Vídeo com resumo do dia. https://www.youtube.com/watch?v=gla_ytZVpDI Podes ver a classificação completa aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Cape Epic 2018 - Etapa 3 - Cambalhota na liderança da prova A etapa 3 foi a etapa mais longa de toda a prova, com 122 km's e 1800 mts. D+ de desnível acumulado. Eram estas as dificuldades de hoje https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=0lXI2A5bk1M Etapa 3 do Cape Epic, segundo dia com a Investec Songo Specialized de Jaroslav Kulhavy / Howard Grotts ao ataque, seguidos pela equipa da Canyon Topeak de Alban Lakata / Kristian Hynek. Alban Lakata dizia no final da etapa "seguimos com eles, o Jaroslav parece uma locomotiva, é impressionante! Mas depois eles tiveram um furo e ficámos sozinhos na frente..." Etapa ganha pela Canyon Topeak, que assim sobe ao terceiro posto da classificação geral tendo uma vantagem confortável de mais de 7 minutos para a equipa que segue em 4º, a Centurion Vaude. A Investec Specialized voltou mais um dia a furar, mas hoje as consequenciais não foram como as de ontem, porque conseguiram alcançar novamente a frente da corrida e muito provavelmente só o facto de terem despendido de energia para fazer essa recuperação, levou a que no final não pudessem discutir a vitória de etapa. Apesar do furo, a satisfação Kulhavy e Howard pelo desempenho de hoje. O objectivo principal da equipa Specialized foi alcançado, com o ataque de hoje e o segundo lugar de etapa, subiram ao primeiro posto da classificação geral, dado que a equipa da Cannondale hoje, "encontrou o Homem da Marreta". Manuel Fumic e Henrique Avancini são ciclistas soberbos de cross country olímpico, mas esta prova são várias maratonas, muitas vezes em "estradão" aberto, com vento, o que não é o terreno ideal para as suas características. Finalizaram a etapa a mais de 4 minutos da Investec Songo Specialized e perderam a liderança na classificação geral. Marretada hoje, para estes dois campeões. Amanhã é outro dia. A Scott Buff de Luís Leão Pinto hoje seguiu grande parte da etapa com os lideres Manuel Fumic e Henrique Avancini, mas no final acabou por perder 5 minutos para estes, devido a um furo, como explica o próprio atleta português no seu instagram. Com este contratempo chegaram a 10 minutos dos primeiros. Ainda assim este resultado permite manterem o 5to. posto da classificação geral. Leão Pinto a puxar por todos, o português ao mais alto nível. Na corrida feminina, mais uma vitória para as impressionantes Annika Langvad e Kate Courtney (Investec Songo Specialized), que só sabem ganhar neste Cape Epic, e lideram a classificação geral com uma vantagem de 12m.10seg's. para a segunda equipa, a Spur. Podes ver todas as classificações aqui.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Um Português pelo Mundo - 5.500 km's de bicicleta em autonomia, no outro lado do planeta. Chama-se André Batista, e está a participar na "Indian Pacific Wheel Race", corrida de bicicleta em autonomia que se realiza na Austrália. Este é o segundo artigo que dedicamos ás aventuras do André, já te relatámos a forma como o André fez Madrid-Lisboa na sua bicicleta, sozinho, em 4 dias e em autonomia. Este Sábado, 17 de Março 2018, o André “embarcou” numa experiência única chamada “Indian Pacific Wheel Race”, uma corrida de bicicleta de estrada com 5.500km e 34.000 metros de acumulado (Subir 17 vezes a Serra-da-Estrela). Esta corrida começou no lado Oeste da Austrália, Perth, e irá terminar no lado Leste em Sydney. Ao seu lado estão outros 50 ciclistas (4 são Mulheres) para percorrer estes 5.500 km's. O percurso é feito sem qualquer suporte, ou seja, em pura autonomia. Isto significa que não há carros de apoio, não vão pedalar em grupo, não podem enviar reservas de hotel para as cidades onde irão passar mais tarde, têm que completar o percurso usando apenas a sua força e determinação. Com uma distância tão grande para ser percorrida, o André preparou esta aventura durante muito tempo, onde teve que organizar cuidadosamente tudo o que iria transportar consigo, e como o iria transportar. No final tens a lista de tudo o que leva consigo. A distância só por si já é uma dificuldade enorme, mas além da distância, atravessando um país grande como a Austrália, irão atravessar diferentes cenários e as dificuldades a eles associadas, desde o deserto Australiano, logo nos primeiros dias por estradas ondulantes, como também fazer umas quantas passagens pelos Alpes Australianos, onde nesta altura é bem provável apanharem neve, bem como vento forte nas estradas costeiras. O português está a contar com 3 semanas para terminar esta prova, o que significa pedalar perto de 300km por dia ou seja, o mesmo que fazer Lisboa-Porto 20 dias seguidos, sempre com o seu amigo Steve por perto. Todos os  participantes levam um Tracker GPS com eles e a posição de cada ciclista é actualizada a cada 5/10min. Podes ver o mapa e a posição de cada um aqui. No final de cada semana iremos fazer um resumo, com todas as conquistas e dificuldades pelas que o André passou, mas também podes acompanhar todos os dias o seu diário nos sítios que descrevemos de seguida, basta clicares em cada um deles: Entity Cycling Instagram Página Strava No Facebook de Dot watchers A bicicleta que ele escolheu para esta Aventura é a Polygon Helios A8x, quadro de carbono, rodas Shimano RS81 e Ultegra Di2 com 53-36 cranks e cassete 34-11. O peso da Bicicleta com todo o material (menos água) é de 16.8kgs. Este é um "setup" muito parecido com o que usou para fazer o Madrid-Lisboa em Agosto de 2017, e sobre o qual tens aqui o relato. Para esta prova o André conseguiu um patrocínio da "Entity", e no site da marca tens a descrição de todo o material que leva nesta foto. Deixamos-te aqui uma descrição pormenorizada, para o caso de algum dia ganhares coragem para uma aventura deste género. CICLISTA Jersey Entity Chapeu de ciclismo Entity Calções de Alças Rapha Brevet Meias DeFeet Sapatos Bont Vaypor S Camisa Interior sem Mangas Sportful Thermodynamic Lite RH15 Capacete de ciclismo Entity MG15 luvas de dedos inteiros Entity Oakley Jawbreaker lentes fotocromáticas Luz para Capacete Lezyne Femto Drive Duo BICICLETA Polygon Helios A8X Shimano Ultegra 6870 (53-36T cranks, 11-34T cassete) Shimano Dura Ace TT gatilhos de mudança Ritchey VentureMax Ritchey TT Aero-bars Fizik Tape para o Guiador Shimano RS81 C50 Rodas Schwalbe Pro One 28c Zefal Z-Liner Anti-furo proteção Exposure Strada 900 Entity HL45 400 Lumens luz da frente Entity LS15 luzes de posição/presença Cateye 5 LED luz traseira Moon Shield USB luz traseira PRO Stealth selim Entity RP15 Pedais de Carbono Zefal Cyclops espelho retrovisor Entity BC30 Red guarda garrafas Aquapac Powerbank bolsa anti-chuva Voile atilhos 2x Entity HP45 Bomba de ar telescópica Cabos USB 2x Zefal Magnum garrafa de 1 litro 2x câmeras de ar 2x Desmontas Pneus Garmin 1030 Buff tubo para o pescoço 2x Ankler 20.000mha Powerbank MALAS DE QUADRO Apidura Backcountry Mala de Selim (17L) Montane Minimus 777 casaco para a chuva OMM Kamleika calções para a chuva Sportful luvas Neoprene Sea To Summit saco impermeável (2L) X-Bionic camisa interior manga longa Cumulus Inverse casaco down + saco Sea To Summit saco impermeavel (1L) Proviz 360CSR gillet reflectivo Eagle Creek Pack-It saco Escova dos dentes de viagem Pasta dos dentes 2x Embalagens de 100ml para proteção solar e creme para os calções Comprimidos variados Pomada de primeiros socorros Creme dormente para o rabo Eagle Creek XS saco para ferramentas Fiber-Fix repara raios da roda Super cola Braçadeiras/ Grampos para Tubos 3x Dropout desviador 3x Kit reparação pneu 1x camera de ar Parktools kit repara camera de ar Adaptador Presta to Schrader Extra cleat para o sapato 2x ferramenta para os raios Extensor de válvula presta Exped Saco Impermeável comprimível (Saco Cama) Proteção (Rede Mosquiteira) para Saco de Cama Saco de Cama Colchão Fino 2x Sacos de água 2Litros Platypus Mochila Compactavel Sea to Summit Apidura Backcountry Mala de Quadro (4.5L) Saco impermeavel Lezyne Medio Caddy 2x USB carregador de tomada Cygnett 1.8m USB Cabo 6x AAA baterias 4x CR2032 baterias Shimano Di2 carregador USB em L adaptador Casaco de Vento Cumulus Windy Wendy Luz de Cabeça Petzl Tikka toalhitas de bebe 2x Borah sacos (extra) Faca desdobrável Deejo Isqueiro Topeak Mini 20 multi-ferramenta Pedco Ultralight Tripod Manguitos Lurbel Rally Pernitos Assos Knee Warmers Apidura Backcountry Mala de Comida (1.2L) Zefal Magnum 1 Litro garrafa de agua + Camelbak mordedor 2x Apidura Backcountry Mala de Comida PLUS (0.8L +) Entity LB30 Lubrificante de corrente seco Escova para a corrente Batom para os lábios 2x bandas reflectivas para os tornozelos Apidura Backcountry Mala tubo superior (1L) Sea To Summit saco impermeavel (1L) Máquina Fotográfica Canon G7x Mark II Revelate Spocket Mala de accessorios Localizador GPS - Spot Gen 3 2x 37ml Tubos protector solar e creme para o rabo.   Texto: André Batista e Luís Beltrão Fotos: André Batista ### Cape Epic 2018 - Etapa 2 - Equipa de Luís Leão Pinto sobe ao TOP 5 na geral Segundo dia de Cape Epic, depois dos 110 km's. de ontem, hoje para "descansarem" foram mais110 km's com 2000mts. D+ de acumulado. Estas eram as dificuldades da etapa de hoje. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=ioTpvtrGSWo Com uma das equipas favoritas de fora, a Specialized decidiu atacar hoje, conseguindo colocar-se em fuga. A Canyon Topeak do campeão do mundo de maratonas Alban Lakata e a Scott Buff foram juntas no seu encalço. Segundos após colocarmos o link da transmissão em directo no nosso Facebook, Jaroslav Kulhavy ( Investec Songo Specialized) furava um pneu, e as equipas que seguiam em perseguição passaram para a frente da corrida. Pela altura que passam pela equipa da Specialized, a Canyon Topeak e Scott Buff já levavam a Cannondale Factory Racing de Manuel Fumic e a Centurion Vaude de Nicola Rohrbach junto de si, tendo estas quatro equipas seguido juntas até ao final da etapa de hoje. Venceu a etapa a equipa da Cannondale Factory Racing, seguida da Centurion Vaude, Canyon Topeak e da Scott Buff do português Luís Leão Pinto. Com esta classificação, a equipa Cannondale mantém a liderança na geral e amplia a diferença para a equipa da Specialized. A Scott Buff de Luís Leão Pinto sobe uma posição na classificação geral. É a melhor equipa Scott em prova, à frente da equipa de fábrica Scott-Sram young guns. Podes ver a classificação completa aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Teste - Nova Bike Ridley X-Trail, o mundo ganha outra dimensão Nascida na Bélgica esta Ridley X-Trail permite-nos pensar "out of the box", porque quando saímos de casa para pedalar com esta bicicleta, o trajecto que vamos seguir, quase não tem limites. Já escrevemos sobre este conceito de bicicletas (as gravel bikes) no nosso site, é um tipo de bicicleta muito versátil, com bastante crescimento noutros países e que já começa a ter alguns utilizadores em Portugal. A Ridley é uma marca Belga baseada na região de Flanders, país e zona de grande tradição de ciclismo, onde é realizado o mítico Tour de Flanders, mas onde durante todo o ano existem eventos de ciclismo e onde a população vive mais o ciclismo do que qualquer outro desporto. O ADN desta marca está patente no design das suas bicicletas e nesta X-Trail nota-se bem, dentro do mundo das Gravel é uma bicicleta com linhas desportivas e agressivas, não sendo uma bicicleta de ciclocrosse (assim que a colocamos ao ombro nota-se de imediato que não foi construída com esse intuito) ela tem uma geometria próxima deste tipo de bicicletas. Essa geometria e design são logo à partida um ponto a favor, a bicicleta tem um aspecto agradável e desportivo mas com linhas clássicas e simples, das quais qualquer ciclista gosta e que perduram ao longo dos anos. Deixando a parte estética de lado e falando do que é efectivo, que são as sensações que  transmite, vai depender um pouco da bicicleta que estamos acostumados a usar. Isto não é uma bicicleta de estrada, nem uma bicicleta de montanha, não transmite as sensações destas bicicletas, mas jogando com a pressão dos pneus (mais pressão para estrada e menos para fora de estrada), podemos divertir-nos muito com ela em ambos os terrenos. Se estivermos acostumados a uma bicicleta de estrada de raiz, vamos achá-la um pouco "molengona", pois ela tem uma geometria mais confortável e além disso é um pouco mais pesada por ter um quadro mais reforçado que um quadro de estrada. Se estivermos habituados a usar uma bicicleta de montanha vamos achá-la um foguete, pois é mais leve e dá sensação de maior rigidez, principalmente a subir. Na verdade, só depois de alguns dias a pedalar com esta bicicleta é que se podem tirar conclusões mais reais, depois de não se estar habituado a outras bicicletas mas sim a esta. Aí sim nota-se que é uma bicicleta acima de tudo, muito completa. Pode adequar-se a qualquer utilizador, desde o cicloturista que quer fazer longas rotas, por vários terrenos, ao utilizador que quer uma bicicleta para todo o tipo de terreno, mas não quer ter duas bicicletas para tal, ou até para os que fazem as suas competições de estrada ou BTT, pois é uma excelente bicicleta de treino para todo o ano. Rodando em asfalto (sem trocar de rodas nem pneus, que é uma coisa que se pode bem fazer nesta bicicleta para obter uma melhor experiência neste aspecto), consegue-se acompanhar um grupo de amigos com bicicletas de estrada sem dificuldades, mesmo com pneus de origem (Clement 700c X 36mm). Fora de estrada uma coisa é certa, usando uma pressão de pneus adequada temos muitas horas de diversão garantidas, e com o entusiasmo ganhamos como bónus uma óptima dor de pernas! Podemos até aventurar-nos nalguns trilhos simples, sem pedras ou raízes,  mas onde esta bicicleta dá um gozo tremendo de pedalar é em "estradão" de terra. É rápida e ágil, está sempre a "pedir" que carreguemos no pedais para ir mais rápido. Neste terreno a rolar, parece que estamos instalados num foguete! Se nos dá gozo rolar em "estradão" com uma 29er., quando experimentamos esta bicicleta, é a loucura completa, é sem dúvida o terreno dela. A Ridley X-Trail que testámos vem equipada com SRAM Force 1, com um só prato de 46 dentes (embora o quadro suporte desviador para utilização de dois pratos) e uma cassete 42-10. No nosso teste, fizemos subidas com inclinações de 20% fora de estrada mas vamos ser sinceros, esta relação, estejas melhor ou pior preparado, poderá não ser a ideal se quiseres passar um dia no meio da serra entre subidas e descidas. Com um prato adequado à preparação de cada um, fica perfeita. Esta transmissão tem aquele tipo de passagens rápidas, certas em qualquer terreno e com aquele "clack" a fazer lembrar um carro de competição, dando prazer quando a utilizamos. Os travões de disco são outro dos componentes de que gostámos, pois seja em terra ou asfalto, seja em seco ou molhado garantem uma potência de travagem sempre igual. As rodas "DT Swiss RR21 dicut db" com os míticos cubos "DT240", "tubeless ready", encaixam perfeitamente no conjunto pois não comprometem nem tornam a experiência de pedalar nesta bicicleta menos boa, ao contrário de outras bicicletas que por vezes vemos bem equipadas, com excelentes quadros, mas com rodas de gama baixam que deitam por terra a óptima experiência que se poderia obter com aquele conjunto. Em suma, se andas de bicicleta durante todo o ano, gostas de sair do asfalto e andar fora de estrada para evitar trânsito e confusão, desfrutar do silêncio do campo e da montanha, esta bicicleta pode ser uma boa escolha para ti. Deixamos-te um vídeo com um resumo dos sítios por onde andámos com a x-trail, que mostra um pouco da sua versatilidade. https://youtu.be/4HN7yk-GBLw Geometria e medidas: Podes ver todas as especificações técnicas clicando aqui. Encontras mais sobre as Gravel Bikes aqui.   Luís Beltrão (Mr.B.)         ### 2ª prova da Taça de Portugal de DownHill - Vasco Bica o mais forte A corrida de elite da taça de Portugal de downhill foi emocionante, até depois de terminada a corrida por todos os participantes. O espanhol Ángel Suarez, que chegou ao Algarve no topo da geral da Taça, foi o mais rápido na corrida algarvia, com menos 240 milésimos de segundo do que Vasco Bica. No entanto, o espanhol acabou desclassificado por não ter cumprido o percurso correto. Feitas as contas, a vitória foi atribuída a Vasco Bica (Mirada Factory), que completou a prova em 2’30’’594, menos 3,174 segundos do que Emanuel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo) e menos 3,927 do que Francisco Pardal, que o acompanharam no pódio. A britânica Lucy Drees foi a melhor feminina na corrida deste domingo, cumprindo a final em 3’15’’058, depois de já ter sido a mais rápida na manga de qualificação. A portuguesa Margarida Bandeira (Adar Ofimoto) foi a segunda classificada, a 5,419 segundos. A andorrana Blanca Aracil (2a Racing) soma dois terceiros lugares em duas corridas da Taça, valendo-se da regularidade para comandar a geral. Hoje ficou a 7,263 segundos da vencedora. Tiago Ladeira (Miranda Factory) enfrentou com sucesso a forte concorrência estrangeira, sendo o mais veloz entre os juniores, com 2’37’’090. O segundo classificado, a 1,011 segundos, foi Jaime García (Bike Motril/Granda Cd). O terceiro, a 1,718 segundos, foi Morgan Tyrrell (Intense Racing UK Saddleback). Gonçalo Bandeira (Miranda Factory) está imparável na categoria de cadetes, tendo hoje triunfado com 2’40’’165. Nos veteranos ganharam Brett Wheller (MS Racing Portugal/Estrela da Amadora), em master 30, José Sousa (Casa do Povo de Abrunheira), master 40, e José Salgueiro, master 50. A Miranda Factory impôs-se coletivamente, seguindo no topo da geral por equipas da Taça. A Taça de Portugal de DHI prossegue no próximo domingo, na Lousã, no ensaio geral para o Campeonato da Europa, que vai realizar-se na mesma pista, duas semanas depois. Podes ver as classificações completas aqui.   Fonte e fotos: Federação Portuguesa de Ciclismo.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Cape Epic 2018 - Etapa 1 - Resumo e classificações Depois do prólogo de 20 km's. de ontem, hoje decorreu a primeira etapa da prova, foram 110km's, com 1900mts. D+ de acumulado. Era isto que esperava hoje pelos participantes. https://www.youtube.com/watch?v=ug_p-xMEojM Este foi o primeiro dia "a valer", e nos UCI masculinos a etapa foi discutida entre a equipa da Invested Songo Specialized, com Jaroslav Kulhavy / Howard Grotts, e da Cannondale Factory Racing com Manuel Fumic / Henrique Avancini. Hoje os homens da Cannondale levaram a melhor sobre os da Specialized, ganharam a etapa e colocaram-se líderes da classificação geral. Em terceiro, a 3 min's., cortou a meta a equipa da TREK Selle San Marco 2 com Fabian Rabensteiner and Michele Casagrande. Na categorida UCI femininas, a vitória de etapa foi para a equipa da Investec Songo Specialized com Annika Langvad / Kate Courtney, que se colocaram também no comando da classificação geral com 2 minutos de vantagem. Em segundo terminaram Ariane Lüthi / Githa Michiels da equipa Spur (+52 seg's) e terceiro a equipa Silverback - KMC com Mariske Strauss / Annie Last. A equipa Scott Buff Mtb. do português Luís Leão Pinto, terminou hoje a etapa em 11º, a 6 minutos dos primeiros, tendo ficado assim no 6º posto da classificação geral a 7min's e 16 seg's dos líderes. Luís Leão Pinto à conversa com Nino Schurter esta manhã antes da partida. A notícia que marca o dia é o facto de infelizmente a equipa vencedora do ano passado, a Scott - Sram de Nino Schurter e Matthias Stirnemann estar fora de prova. Matthias Stirnemann teve problemas físicos e não pode continuar em prova. Resumo da etapa em vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=JvD-tPENAP4 Podes ver as classificações completas aqui.   Luís Beltrão Mr.B. ### Cape Epic 2018 - Prólogo - Luís Leão Pinto dá surpresa e faz pódio O primeiro dia do Cape Epic foi composto pelo habitual prólogo, este ano com 20 quilómetros e 600 metros de acumulado em subida. Para já, a bandeira portuguesa já pisou o pódio pelos pés de Luís Leão Pinto ( 2018 Team BUFF Scott mtb), que com o seu companheiro de equipa (o espanhol Francesc Guerra Carretero) fizeram o terceiro melhor tempo do dia. A equipa do português esteve na liderança durante quase toda a etapa, tendo sido só superados pela dupla de Manuel Fumic / Henrique Avancini (Team Cannondale Factory Racing) com o 2º melhor tempo, e da dupla de Nicola Rohrbach / Daniel Geismayr ( Centurion Vaude) que fizeram o melhor tempo no prólogo. A equipa vencedora de 2017, Nino Schurter y Matthias Stirnemann (Scott Sram) fizeram o 4º melhor tempo e para surpresa de muitos, a primeira equipa Scott a pisar o pódio foi a de Luís Leão Pinto. Bravo Luís! PARABÉNS! Fica com um pequeno resumo, a acompanhar as equipas da Cannondale, Scott e Specialized. https://www.youtube.com/watch?v=dSO0PwAMKIg Podes ver as classificações completas aqui. Foto: Mark Sampson/Cape Epic/SPORTZPICS   Luís Beltrão Mr.B. ### Milan San Remo 2018 - O Tubarão Nibali mordeu Se não tiveste oportunidade de ver ontem a Milan - San Remo deixamos-te aqui um resumo de 5 minutos com os momentos chave da prova, que durou mais de 7 horas. Vincenzo Nibali, depois de algumas tentativas em anos anteriores neste monumento que decorre no seu país, conseguiu a vitória e entra para um curto lote de ciclistas que além das 3 grandes voltas (França, Itália e Espanha), têm também no seu palmarés monumentos do ciclismo. O que é isto dos monumentos? São as corridas clássicas de um dia com longa tradição, que são consideradas as mais importantes das clássicas. Os famosos 5 monumentos são: Paris-Roubaix, Tour de Flanders, Milan San Remo, Liège Bastogne Liège e o Giro de Lombardia. https://www.youtube.com/watch?v=ITjkeTWFgw0   Luís Beltrão Mr.B.   ### Specialized Tarmac Disc 2018 - ainda mais completa. Aproveitamos o facto de a Specialized ter lançado a versão disco da nova Tarmac, para fazer uma análise a esta nova bicicleta da marca americana. Se há bicicletas icónicas no mundo do ciclismo, a Tarmac é uma delas. 2009 - Stijn Devolder venceu Tour de Flanders   2014 - Nibali e Contador nas suas Tarmac   2016 - Tom Boonen Peter Sagan - 3X campeão do mundo numa Tarmac   2017 - Philippe Gilbert venceu Tour de Flanders As anteriores Tarmac sempre tiveram um palmarés recheado, tendo sido vencedoras absolutas de qualquer uma das grades voltas, bem como de vários de campeonatos do mundo. Por estas razões, sempre que uma marca mexe numa bicicleta deste tipo, a responsabilidade é enorme, pois são bicicletas que não significam só grandes números de vendas, mas também bicicletas que serão utilizadas pelos melhores ciclistas do mundo para disputar ao segundo as maiores corridas do mundo. Na história da Tarmac, as alterações introduzidas nesta ultima versão são talvez as maiores desde há muito tempo, visto que tanto em termos de geometria como estética, a bicicleta foi alterada. Nas actualizações deste tipo de bicicletas, segundo as marcas, existem sempre melhorias de “X%” ao nível da rigidez, nós utilizadores comuns notamos isso? Sinceramente achamos que não, pelo menos de uma versão para a outra seguinte. Mas a verdade é que ao longo dos tempos as formas e tecnologias de fabrico do carbono, vão fazendo com que se evolua nesse aspecto, e nesta nova Tarmac foi utilizado um método de construção novo onde a orientação das fibras deu origem ao novo carbono FACT 12r, que segundo a marca è o material mais avançado que já criaram. Na versão Super Light conseguiram reduzir, nada mais, nada menos do que 200 gr’s no quadro, relativamente à versão anterior (pesa umas impressionantes 800 gr’s). É um número significativo, quando falamos só do quadro. Quadro 2018 O novo desenho e geometria da Tarmac foram desenvolvidos para a bicicleta ficar, por lado mais rígida (como sempre), mas também melhor no capítulo da absorção de impactos, permitindo maior conforto. Estas alterações foram feitas com dados recolhidos pelo sistema da “Retul” (sistema de bike fit com o qual a Specialized fez uma parceria) e pelas impressões de ciclistas profissionais. Com esta informação desenvolveram uma geometria desportiva, que aperfeiçoa a combinação entre uma frente reactiva (existem 3 tamanhos de forqueta diferentes, de acordo com o tamanho do quadro, o que alarga a personalização da geometria) e uma distância entre eixos curta. De acordo com a marca (nós não tivemos oportunidade de testar a bicicleta), conseguiram torná-la ainda mais reactiva e com transmissão da potência melhorada. Mesmo sem experimentar, é visível que o novo posicionamento das escoras e o novo espigão de selim, contribuem em grande parte para a melhoria no conforto da nova Tarmac, sem perder desempenho ao nível da resposta quando se pedala. As escoras, ao terminarem no tubo vertical do quadro, por si só vão direccionar as vibrações de uma forma que afecta menos o ciclista. É uma tendência em muitas bicicletas de hoje em dia, e a Specialized viu vantagens neste sistema. O espigão de selim, não tendo fixação nos primeiros 120mm., também proporciona maior conforto, e o desenho e “D” confere um aspecto e desempenho mais “aero”. O facto de terem aumentado a distância entre as rodas e o quadro para 30 milímetros, permite receber uns pneus de 28 mm., no entanto vem de origem com uns “turbo cotton” de 26mm. Estas medidas de pneus também são uma tendência actual significativa no campo do conforto, principalmente em pisos bastante irregulares. Versão disco lançada esta semana A versão disco, vem completar a gama desta nova tarmac, melhorando a confiança de travagem seja em piso molhado ou seco, bem como o controlo e rigidez das rodas utilizadas com disco. A versão S-Works vem com medidor de potência da marca, o que torna esta bicicleta muito mais completa do que as suas rivais. As linhas clássicas que definiram a Tarmac nos últimos 10 anos desapareceram, mas de acordo com a marca o desempenho racing e estradista desta bicicleta não só se mantém, como melhoraram. Se é verdade ou não? Esperamos um dia vir a experimentar e tirar conclusões no terreno, tanto na versão disco como normal.   Fotos: Robin Schmitt - granfondo cycling, Brad Kaminski - Velonews.com, roadbikeaction.com   Luís Beltrão Mr.B. ### Taça do Mundo de XCO Ronda 1 - Stellenbosch, África do sul - O dia de Samuel Gaze Para alguns, pára o tempo quando existe um jogo de futebol entre Benfica e Porto, ou Barcelona Real Madrid, para nós parou hoje, quando se deu o arranque da temporada 2018 da Taça do Mundo. Tal como escrevíamos na nossa ante-visão, era com expectativa que se aguardava pela primeira corrida da Taça do Mundo de XCO 2018. Todos queriam ver se continuava a história do ano passado, com Nino Schurter a dominar por completo todas as corridas, ou se alguns dos atletas emergentes seriam capaz de lhe fazer frente. Após uma das corridas mais emocionantes, diríamos mesmo épica, tal foi o embate volta após volta entre Samuel Gaze e Nino Schurter. Desde Albstadt, em 2016 que não havia tanta emoção numa corrida de XCO da Taça do Mundo. As respostas não foram dadas por completo pois a época é longa, mas para já existem algumas: 1 - Nino Shurter continua a ser o atleta a bater, apresentou-se forte como na temporada passada e continua um nível acima de muitos. 2 - Dos atletas emergentes, Sam Gaze da Specialized Racing foi para já, aquele que conseguiu aguentar toda uma corrida com Shurter, e inclusive ganhar a corrida ao sprint, batendo Nino Schurter pela primeira vez em muitos meses. Impressionante corrida do atleta neozelandês, deixou tudo em pista! A ultima vez que alguem tinha conseguido chegar com Schurter à linha de meta, foi Julien Absalon, que perdeu no sprint final, precisamente nessa tal corrida de Albstadt em 2016. De realçar também a excelente corrida de Maxime Marrote, que seguiu sempre os da frente poucos segundos atrás e conseguiu impor-se a Mathieu Van der Poel, que após uma recuperação inicial de 30 lugares pagou a factura do esforço na segunda metade da corrida. Pódio masculino Top 10 da prova masculina O português Mário Costa, fez 79º posto da geral. Na corrida feminina, a campeã do mundo Jolanda Neff não foi além de um 5º posto, e a primeria prova da temporada 2018 foi para Annika Langvad. Afrancesa Pauline Ferrand e Anne Tauber, completaram o pódio no segundo e terceiro posto respectivamente. Top 10 da prova feminina Podes ver as classificações completas aqui. Fotos: UCI mtb., Michele Mondini, Michal Cerveny   Luís Beltrão Mr.B.   ### Taça do Mundo de XCO e DH 2018, calendário e ante-visão - O Espectáculo vai começar. (Com vídeos). Este fim de semana, a vida começa a ter outro sentido para os entusiastas da bicicleta de montanha. A taça do Mundo vai começar. A temporada 2018 é aguardada com expectativa, depois do domínio avassalador de Nino Schurter na temporada passada, existe curiosidade acerca de quais serão os atletas que vão "bater o pé" ao n.º 1 do mundo. Referimos abaixo alguns nomes prováveis, mas antes fica com o "Teaser" do que aí vem. https://www.facebook.com/UCIMountainbike/videos/1789927984362536/ Existem nomes emergentes como os jovens Jordan Sarrou ( KMC EKOI SR-SUNTOUR), Victor Koretzky ( KMC EKOI SR-SUNTOUR), Anton Cooper ( TREK Factory Racing) e Samuel Gaze (Specialized Racing). O jovem francês Jordan Sarrou fez uma época regular em 2017, terminando várias provas no pódio. É um dos atletas emergentes. O Checo Ondrej Cink (antigo atleta da equipa Multivan Merida) está de regresso à taça do mundo após uma temporada na equipa World Tour da Bahrain Merida, fazendo dupla com Dan McConnell na equipa de fábrica da "Primaflor Mondraker Rotor". Ondrej Cink na Bahrain Merida Na extinta equipa Multivan Merida A nova equipa da Mondraker O jovem prodígio do ciclocrosse Mathieu Van der Poel (CORENDON-CIRCUS) também tenciona fazer a taça do mundo de XCO, resta saber se a temporada completa ou só algumas corridas como na temporada passada onde deu óptimas indicações, sendo o único a dar a ideia de que podia discutir corridas com Schurter. Existe grande expectativa em ver o que este atleta pode conseguir este ano. Depois, continuam os míticos, Jaroslav Kulhavy (Specialized Racing), Manuel Fumic (Cannondale Factory Racing), Marco Fontana (Bianchi Countervail), Maxime Marrote (Bianchi Countervail), que na temporada passada não se conseguiram impor, mas numa nova temporada nunca se sabe. Jaroslav Kulhavy não tem sido regular, mas um ex-campeão olímpico é sempre de ter em conta. Nestes míticos notaste que falta algum? Falta só a lenda, Julien Absalon, que deixou a equipa de fábrica da BMC, e vai correr na sua própria equipa, a "Absolute Absalon", sendo que esta equipa é apoiada na mesma pela BMC. Este senhor do BTT, apesar dos seus 37 anos, ainda mete respeito a qualquer um, veremos como lhe corre esta temporada. Julien Absalon na nova equipa - Absolute Absalon Os Portugueses À semelhança do ano passado, tanto David Rosa como Mário Costa vão estar na linha de partida com os melhores do mundo, o que para nós portugueses, nos dá ainda mais entusiasmo ao assistir às corridas. Para eles, BOA SORTE CAMPEÕES! David Rosa continua na equipa Tropix Mário Costa No que respeita ao calendário, vão haver duas novas localidades, a começar já por esta primeira ronda em Stellenbosch na África do Sul, e depois Lošinj na Croácia. Podes ver o vídeo dos treinos em algumas das zonas técnicas do circuito de XCO em Stellenbosch. https://www.youtube.com/watch?v=yni_QqLpZVk E aqui um vídeo do circuito de DH em Lošinj na Croácia. https://www.youtube.com/watch?v=JBBKqbUwqEs Outra novidade são as corridas short-track (XCC), que vão acontecer em todas as etapas de XCO, com excepção desta primeira em Stellenbosch. O formato consiste numa corrida de 20 minutos numa pista de 1km a 1.5km de distância (cerca de dois a três minutos por volta). A UCI espera muitos participantes, em que serão seleccionados os 16 melhores para formar a linha de largada do XCO. No Downhill, nomes como Loic Bruni, Greg Minnaar, Aaron Gwin, Troy Brosnan ou Atherton vão assegurar rápidas e espectaculares descidas, lutando por cada segundo de tempo. Em 2017 foi assim. https://www.youtube.com/watch?v=YjWFFZ14RcM Serão sete etapas no total em 2018, tanto para XCO quanto para o DH. A temporada encerrará com o Campeonato Mundo em Setembro de 2018, em Lenzerheide na Suíça. É este o calendário de provas da taça do mundo UCI MTB para 2018: Março 10: (XCO) - Stellenbosch, África do Sul Abril 21-22: (DHI) - Lošinj, Croácia Maio 19-20: (XCO/XCC) - Albstadt, Alemanha Maio 26-27: (XCO/XCC) - Nove Mesto, República Checa Junho 2-3: (DHI) - Fort William, Escócia Junho 9-10: (DHI) - Leogang, Áustria Julho 7-8: (DHI/XCO/XCC) - Val di Sole, Itália Julho 14-15: (DHI/XCO/XCC) - Vallnord, Andorra Agosto 11-12: (DHI/XCO/XCC) - Mont-Sainte-Anne, Canadá Agosto 25-26: (DHI/XCO/XCC) - La Bresse, França Setembro 4-9: UCI MTB World Championships – Lenzerheide, Suíça Melhores prémios monetários Nas corridas da taça do mundo oa prémios subiram 64%, com valores de 3,950€ a 6,500€, enquanto que no campeonato do mundo subiram 67%, com valores de 6,000€ a 10,000€. Alguns números da taça do mundo de bicicleta de montanha 3 disciplinas diferentes: Cross Country Olimpico (XCO), Short Track (XCC) e Downhill (DH); 10 países diferentes: África do Sul, Croácia, Alemanha, República Checa, Escócia, Áustria, Itália, Andorra, Canadá e França. Mais de 500 atletas. Maior circuito de DH: Fort William com 3 km's de descida. Velocidade máxima atingida: 75km/h num circuito de DH. Maior salto: 25 metros num circuito de DH. Maior circuito de XCO: Stellenbosch com 4,4 km's. Bicicleta de XC mais leve: 8,5 kg's. Está tudo apostos, poderás sempre ver as provas em directo na Red Bull TV, e aqui todos os resumos e classificações, com vídeos, caso não consigas assistir ao directo. Amanhã, Sábado dia 11 de Março, 12:50 vai levantar-se pó ;)   Fotos: UCI, Sebastian Schiek, Constantin Fiene, Hoshi Yoshida, Michal Cerveny.   Luís Beltrão Mr.B. ### Finalmente o SRAM "Eagle E-Tap"! Já não se trata só de um rumor ou de fotos desfocadas, é uma realidade! Existe, já está ao dispor dos atletas de fábrica e será muito provável que no final deste ano seja disponibilizado ao público. O grupo SRAM Eagle 1X12 electrónico é algo pelo que a comunidade de ciclistas de montanha aguarda desde que saiu o grupo electrónico da marca para bicicletas de estrada. Há cerca de um mês atrás "rodaram" nas redes sociais fotos do Instagram de Nino Schurter , onde se podia ver um desviador traseiro aparentemente sem cabo e com uma bateria incorporada. O entusiasmo foi geral. A foto foi rapidamente removida, e desde então as fotos que aparecem da sua bicicleta eram sempre mostrando o lado esquerdo da mesma, ou sem mostrar o lado direito do guiador onde se encontra o "trigger" de mudanças, o que levou a que não houvessem certezas. Acontece que os amigos do "Cyclingtips", revelaram uma foto que o fotógrafo Michal Cerveny publicou no seu Instagram, onde se vê claramente o SRAM Eagle E-Tap montado na bicicleta de Nino Schurter.   O aparecimento deste novo grupo marca a entrada da SRAM com tecnologia Wireless no mundo das bicicletas de montanha, onde as poeiras e lamas, a passagem longa dos cabos através da bicicleta ou o movimento da suspensão traseira por vezes poderiam comprometer o funcionamento do desviador. Aparentemente, é usado com a cassete Eagle já existente (10-50), e com a mesmo tipo de  bateria utilizada no grupo de estrada "Red E-Tap", no entanto esta bateria terá mais autonomia certamente, visto no BTT as mudanças serem mais requisitadas do que na estrada. Tal como há uns anos atrás, Nino Schurter foi o primeiro a atleta a aparecer com o grupo SRAM Eagle XX1, parece que este ano na prova de abertura da taça do mundo em Stellenbosch na África do Sul vai acontecer o mesmo com o novo Eagle E-Tap. Mantém-te atento ao nosso site, pois iremos colocar resumo dessa prova, bem como de todas as outras da taça do mundo de XCO.   Fotos: Michal Cerveny Artigo Original: Cyclingtips.com   Luís Beltrão ### Marretaman ou Homem da Marreta, o que é? É ISTO! O verdadeiro sentido da expressão "Homem da Marreta" em imagens. Quando um ciclista "leva com a marreta", acontece isto, seja ele campeão do mundo, vencedor do Tour de France, um simples atleta amador ou de fim de semana, o Homem da Marreta não faz distinção, todos levam o mesmo tratamento, PAMM!!!  Wout Van Aert é tricampeão do Mundo de ciclocrosse, e com só 23 anos fez também fez terceiro lugar na corrida das imagens, a clássica Strade Bianche. Um ciclista de topo mundial. Acontece que, quando se dá tudo o que se tem, qualquer um pode passar por isto. https://www.youtube.com/watch?v=6qHcmFu0bj8   Mr.B.   ### 1.ª ronda da Taça de Portugal de XCO - Resumo e classificações (com vídeo) Começou a temporada de XCO de 2018, a primeira ronda foi em Vila Franca, num dia de temporal e muito frio. A corrida de elite masculina assistiu a um mano a mano entre David Rosa (Tropix) e Mário Costa, que se destacaram da concorrência e discutiram o triunfo. Mário Costa conseguiu levar a melhor, cortando a meta na frente. David Rosa quebrou na última volta e cedeu o segundo lugar a Ricardo Marinheiro (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), que ficou a 1m14s do vencedor. Rosa foi o terceiro, a 2m05s. Joana Monteiro suportou a concorrência espanhola para vencer isolada, relegando as espanholas Lara García (Exto-La Gramola Team) e Lucia Vázquez (ProRebordosa/LROpticas/RJGroup) para a segunda e terceira posições, a 48 segundos e 3m21s, respetivamente. As corridas de juniores foram ganhas por Guilherme Mota (CPR A-do-Barbas), que venceu uma batalha apertada com Rafael Rita (BTT Loulé/Elevis), e Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), que teve um triunfo bem mais folgado. Os melhores cadetes foram Diogo Neves e Daniela Campos (BTT Loulé/Elevis). Entre os veteranos masculinos impuseram-se o master 30 André Filipe (CPR A-do-Barbas), o master 40 João Santos (Róódinhas/Santos Silva) e o master 50 Rodolfo Lopes (ASC/Focus Team/Vila do Conde). Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde) e Filomena Paulo (Róódinhas/Santos Silva) ganharam em master 30 e em master 40 femininas, respetivamente. Fábio Luiz (Marrazes/Gui/Brejinho/Bike Zone Leiria) foi o único paraciclista presente. O BTT/Elevis ganhou por equipas. A segunda prova da Taça de Portugal de XCO vai realizar-se na pista permanente do Jamor, no Complexo Desportivo Nacional, no dia 8 de abril. Fica com o vídeo resumo da Federação Portuguesa de Ciclismo. https://www.facebook.com/FedPortCiclismo/videos/1977779518930779/ Podes ver as classificações completas aqui. Fonte e fotos: Federação Portuguesa de Ciclismo.   Luís Beltrão Mr.B. ### Tiago Ferreira vence pela terceira vez a Andaluzia Bike Race Devido às condições meteorológicas adversas esta Andaluzia Bike Race, foi a mais dura dos últimos anos. A oitava edição da Andalizia Bike Race presented by Shimano-MTB acabou debaixo de forte temporal que fez parte das últimas 3 etapas da prova, levando inclusive ao cancelamento da Etapa 5, o que fez com esta edição fosse a mais épica e dura todas as edições. Mas estas dificuldades não demoveram Tiago Ferreira e este ganhou a prova, à semelhança do que tinha feito nos dois anos anteriores, ampliando para 3 as suas vitórias nesta prova. O português campeão da Europa ganhou uma etapa e controlou os seus rivais durante as outras etapas, conseguindo assim a vitória final na classificação geral da prova pela terceira vez consecutiva. "Esta é uma corrida da qual gosto muito, muito completa, que combina etapas físicas e etapas técnicas. Acredito que este é o formato ideal para mim, de modo que começar a temporada aqui e poder ganhar é sempre um objectivo que coloco." - disse Tiago Ferreira Deixamos o vídeo resumo da ultima etapa. https://www.facebook.com/AndBikeRace/videos/1612555838799433/ Na categoria feminina, a ganhadora foi a norueguesa Hildegunn Gjertrud Hovdenak. Terminando na quinta posição o no ano passado, este ano foi melhorando o seu rendimento à medida que as etapas passavam, até que nas duas últimas conseguiu mesmo a vitória, conseguindo assim a vitória também na classificação geral. Podes ver as classificações completas aqui. Fotos: Organização e James Mitchell   Luís Beltrão Mr. B. ### Clássica Strade Bianche sob condições atmosféricas adversas, foi épica. (com vídeo) Além do espectáculo habitual das clássicas, houve também surpresas na classificação Na Strade Bianche 2018 os suspeitos do costume das clássicas não se conseguiram impor, e talvez tenham sido apanhados de surpresa por ciclistas não habituais nestas andanças, seja pelo tipo de prova ou por vencer. Analisemos o pódio: Tiesj Benoot, o jovem Belga da Lotto Soudal talvez desconhecido para alguns (não para os portugueses mais atentos, visto ter ganho a classificação da juventude em 2016 e 2017 na Volta ao Algarve), fez uma corrida soberba conseguindo juntar-se aos dois da frente vindo de trás, partindo depois sozinho para a vitória. Tiesj Benoot   Benoot tinha alguns resultados de realce (TOP10 num Critérium du Dauphiné e Strade Bianche 2017, 5to. num Tour de Flanders), mas a vitória de hoje na Strade Bianche (deixando para trás Romain Bardet e Wout Van Aert) é sem dúvida o melhor até hoje na sua carreira, e certamente não era tido em conta para a vitória no início desta corrida. Romain Bardet dispensa apresentações, ciclista líder da AG2R, segundo lugar no Tour 2017, as clássicas não são a sua especialidade (talvez por isso lhe tenham dado algum "espaço"), no entanto o ciclista francês teve um óptimo desempenho ficando hoje no segundo lugar, sobrepondo-se a especialistas como Avermaet, Sagan, Valverde, Stybar entre outros. Romain Bardet Wout Van Aert também dispensa apresentações, pelo menos para quem acompanha a taça do mundo de ciclocrosse. Wout Van Aert O recém Tri-Campeão do mundo de ciclocrosse não esteve muito bem na taça do mundo, mas no final, o título de Campeão do Mundo na sua especialidade e agora este terceiro lugar na Strade Bianche, perante ciclistas Pro-Tour mais experientes e especialistas em clássicas, faz com que entre para história. Tem 23 anos e irá certamente receber chamadas de equipas Pro-Tour. Pódio da Strade Bianche 2018 O melhor português foi José Gonçalves da Katusha, no 27º posto. Fica o vídeo resumo da prova. https://www.youtube.com/watch?v=VqX1T4Mh3ec Podes ver as classificações completas aqui. Fotos: Strade Bianche, L'Equipe.fr   Luís Beltrão Mr.B. ### Ivo Oliveira faz história mais uma vez no ciclismo português - Medalha de Prata nos Mundiais de pista A medalha pode ser de prata, mas a página é de ouro na história do ciclismo português. Ivo Oliveira sagrou-se vice-campeão do Mundo de perseguição individual, conquistando, em Apeldoorn, Holanda, a primeira medalha do ciclismo de pista luso em mundiais de elite. Ivo Oliveira encontrou na final o italiano Filippo Ganna, companheiro de Rui Costa na UAE Team Emirates. O luso começou o contrarrelógio de 4 quilómetros mais rápido do que o adversário, comandando a prova até estarem percorridos 2,75 quilómetros. A partir daí Ganna acelerou e deu a volta à corrida. Filippo Ganna completou os 4 quilómetros em 4’13’’607, melhorando a marca que trazia do apuramento e confirmando uma velha máxima: quem consegue melhorar da qualificação para a final “arrisca-se” a ganhar. Ivo Oliveira também andou muito bem na corrida de decisão das medalhas, concluindo o esforço em 4’15’’428, a terceira melhor marca portuguesa de sempre. O registo hoje cronometrado na final só foi ultrapassado pelo próprio Ivo Oliveira na qualificação do Campeonato da Europa de elite, em outubro, com 4’14’’570, e na qualificação da prova de hoje, na qual o gaiense “voo” para cumprir os 4 quilómetros em 4’12’365. “O Ivo teve uma prestação de excelência, vencendo a qualificação com o melhor tempo pessoal de sempre. O Ivo conseguiu ser regular durante os primeiros três quilómetros da final, faltando apenas a capacidade de acelerar no quilómetro final, que foi quando tudo se decidiu. Destaco que, ano após ano, vamos colocando a fasquia num patamar mais elevado. No futuro haveremos de lutar novamente pelo título mundial”, promete o selecionador nacional, Gabriel Mendes. “As primeiras horas são um bocado de desilusão, porque faltou muito pouco para chegar à medalha de ouro. Mas amanhã, quando acordar e assimilar o que consegui, acho que vou ficar muito feliz, porque esta é a medalha mais importante da minha carreira, até ao momento. Nos treinos antes do Campeonato do Mundo, ainda em Sangalhos e já aqui, percebi que iria fazer um bom tempo, talvez na casa dos 4m14s. Nunca imaginei que chegasse aos 4m12s. Tenho de agradecer a toda a comitiva que aqui está comigo, incluindo aos meus companheiros Rui [Oliveira] e [João] Matias. Agradeço também a toda a gente que está em Portugal a apoiar-me e à minha equipa, por permitir que continue a fazer estas competições de pista”, disse Ivo Oliveira, depois da cerimónia do pódio. Esta foi a décima medalha de Ivo Oliveira em campeonatos do Mundo e da Europa. O pecúlio começou em 2013, na categoria de juniores e já foi enriquecido com pódios em sub-23 e em elite, em quatro disciplinas diferentes, perseguição individual, omnium, corrida por pontos e madison. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) Fotos: Simon Wilkinson, e FPC.   Luís Beltrão (Mr.B.) ### 1.ª prova da Taça de Portugal de Downhill - Vasco Bica no pódio, com espanhol e britânico. Na primeira prova da taça de Portugal de DH a corrida de elite masculina foi marcada pela competitividade entre os três mais rápidos, que trocaram de posição entre a manga qualificativa e a final. Todos foram mais velozes na descida de todas as decisões. Ángel Suarez revelou-se o mais eficaz. O melhor Português foi Vasco Bica da equipa Miranda. O ciclista espanhol, terceiro na manga de qualificação, estabeleceu o melhor registo na final, 2’43’’528, assegurando, assim, a vitória e a primeira liderança na Taça de Portugal. O britânico Jack Reading (One Vision Global Racing), mais veloz na qualificação, melhorou o registo pessoal na final, mas caiu para o segundo posto, com 2’46’’125. O português Vasco Bica (Miranda Factory), segundo melhor na qualificação, ficou no terceiro posto final, graças ao registo de 2’46’’970. Vasco Bica A número três do ranking mundial feminino de DHI e segunda classificada na geral da Taça do Mundo de 2017, Tahnée Seagrave, foi claramente mais veloz do que a concorrência. Mostrou ao que vinha com o melhor registo na manga de qualificação e confirmou a superioridade na descida final. Tahnée Seagrave completou a prova em 3’12’’100, deixando a compatriota Katy Curd (Specialized UK) a 2,627 segundos, no posto imediato. A terceira, a uma muito considerável diferença de 48,620 segundos, foi a andorrana Blanca Aracil (2a Racing). A melhor portuguesa foi Ana Costa (Ciclo Madeira Clube Desportivo), quarta classificada, a 51,494 segundos da vencedora. Os forasteiros também estiveram em grande plano na categoria júnior. A vitória foi para o italiano Hannes Alber (ASC Tiroler Radler Bozen), com 2’53’’041. Seguiram-se o francês Nathan Paillard (Lourdes VTT), a 5,374s, e o britânico Jamie Edmonson (Transition Bikes/MUC-Off Factory Racing), a 6,006s. O melhor português foi Tiago Ladeira (Miranda Factory), quarto, a 6,299s. Gonçalo Bandeira (Miranda Factory) impôs-se entre os cadetes, graças ao registo de 2’54’’242, um tempo entre os melhores absolutos. Nos veteranos ganharam Brett Wheller (MS Racing Portugal/Estrela da Amadora), em master 30, José Sousa (Casa do Povo de Abrunheira), master 40, e José Salgueiro, master 50. Ana Martins foi a única master feminina em pista.  A Miranda Factory triunfou por equipas, seguida pela MCF/Município de S. Brás e pela Transition Bikes/MUC-Off Factory Racing. A segunda prova pontuável para a Taça de Portugal de DHI vai realizar-se em S. Brás de Alportel, no dia 18 de março. À semelhança da corrida deste domingo, é uma prova de classe 1 internacional, esperando-se que também atraia uma extensa e legião internacional. Podes ver todas as classificações completas aqui. Vê o percurso nesta descida de treinos de António Rodrigues https://www.youtube.com/watch?v=NAM2YUTYT9M Fonte e fotos: Federação Portuguesa de Ciclismo Luís Beltrão Mr.B. ### A bicicleta de Rui Costa para 2018 - Vê a Colnago C64 ao pormenor A última evolução do quadro C60 da mítica marca Italiana tem algumas evoluções e está à disposição do nosso ex-Campeão do Mundo. A nova Colnago C64 tem linhas tradicionais e mantém o design de carbono embutido da sua antecessora. Apesar do aspecto quase "vintage", a bicicleta de Rui Costa está recheada de tecnologia na sua construção. A forqueta é ligeiramente mais larga e "aero", nestas fotos no Tour de Oman a bicicleta tem montados pneus tubulares Vittoria Corsa de 25mm, embora o quadro suporte 28mm., medida que muito provavelmente será utilizada nas clássicas de primavera, com piso em pavê. A C64 também foi lançada com um avanço próprio, uma tendência que se vai vendo cada vez mais nas bicicletas de corrida, no entanto a bicicleta de Rui Costa está equipada com avanço Deda Superleggero, combinando-o com o guiador Superzero aero liga da mesma marca. Outra actualização neste quadro é o espigão de selim "aero" em forma "D", que é o mesmo usado nos quadros "aero" Concept da Colnago. A "UAE Team Emirates" equipa os seus quadros com o grupo Campagnolo Super Record EPS e com rodas Bora Ultra. O medidor de potência é fornecido pela Power2Max, com pedaleiro Campagnolo 53/39 e pedais Look Kéo blade carbon ti. No que toca ao conforto do selim, para longas horas a equipa opta pela marca italiana Prologo, no caso da bicicleta de Rui Costa, o Prologo Scratch 2 CPC Nack personalizado com as cores da equipa. Vídeo promocional da marca com algumas fazes da construção do quadro. https://www.youtube.com/watch?v=jeWW23yhEao Outros pormenores Rui Costa usa o Garmin Edge 520, um dispositivo GPS de treino muito completo, simples e leve, combinado com o suporte de alumínio da K-Edge. È esta a nova arma nosso do Ex-Campeão do Mundo para 2018. Desejamos-lhe boa sorte, e que nos faça vibrar nas etapas como tem feito até hoje.   Artigo original: Sadhbh O'Shea, cyclingnews.com Fotos: Sadhbh O'Shea, cyclingnews.com   Mr.B.     ### Um Português pelo Mundo, a viajar de Bicicleta claro André Batista é um jovem português residente na Austrália que tem como hobbie fazer longas rotas de bicicleta, em autonomia. A sua última aventura foi viajar entre Madrid e Lisboa como sempre o faz, em autonomia, com a sua bagagem e o seu amigo "Steve" que viaja sempre "à pendura"! Deixamos-te o relato feito pelo próprio André desta longa rota de 700 km's em 4 dias, com as suas belezas e dificuldades do que é viajar de bicicleta sozinho e em autonomia. " Pedalar de Madrid a Lisboa foi sempre algo que gostaria de fazer um dia. Esse dia chegou em Agosto de 2017, quando decidi visitar Portugal para ver a família e ser operado ao joelho. Vindo da Austrália, decidi aterrar em Madrid com a minha bicicleta e pedalar os 700km que separam estas duas capitais.   Nas minhas pesquisas sobre rotas apercebi-me de que esta rota estava muito associada a uma prova de bicicleta de montanha que existe todos os anos na ligação das duas cidades, mas a minha rota teria que ser feita de bicicleta de estrada. Plano: O plano inicial era simples, aterrar no Domingo à noite, dar uma volta pequena na Segunda-feira por Madrid para ver a cidade e livrar-me do Jetlag, dormir mais uma noite em Madrid e arrancar na madrugada de Terça-feira para Lisboa, fazendo por dia 220km durante 3 dias. Bike: Para esta viagem, decidi usar a minha bicicleta de estrada, "Polygon Helios A8X", quadro "aero" de carbono, Shimano Ultegra Di2 (53-36 pedaleira e 25-11 cassete) e rodas de alto perfil. Como planeava dormir em motéis e AirBnb, levava muito pouco equipamento comigo, para manter a bike leve e rápida. Equipamento e material Na bagageira "Apidura Saddle Pack" no espigão de selim: Ferramenta - 2 câmaras de ar, kit de remendos, bomba de ar, kit multi-ferramenta, dropout sobresselente, babo de travão sobresselente, suporte de telefone e cadeado para bicicleta. Roupa - casaco de chuva, pernitos, luvas, manguitos, calções, T-shirt e camisola com manga. Estojo de higiene pessoal - que além do normal ainda tinha creme chamois para calções, protector solar e anti-inflamatório. Na bagageira "Apidura Road Frame Pack": Power bank, cabos de carga diversos, isqueiro, canivete, passaporte e alimentação de reserva. Na bagageira "Apidura Top Tube Pack": Alimentação com açucares rápidos, como géis e barras nutritivas. Chegada ao Aeroporto de Madrid - "jetlag" e outros imprevistos Aterro em Madrid às 10 da noite e rapidamente me dirijo para a praça de táxis do aeroporto em direcção ao "Airbnb" que já tinha reservado para a noite. O problema surge quando reparo que não é domingo, mas sim Sábado. Provavelmente culpa da super longa escala no aeroporto da China que me trocou as voltas e fez acreditar que só chegaria a Madrid no Domingo. Horários da viagem de avião escalas: 02:00 em Shangai; 04:00 em Sydney;  19:00 em Madrid. Depois de conseguir arranjar um "AirBnb" para ficar a noite, comecei a olhar para a previsão meteorológica e o que me esperava nesta viagem. Essencialmente, uma tempestade enorme estava a caminho de Madrid e iria começar no Domingo por volta da hora de almoço e não ia desaparecer por outros 3 dias. Além de fazer companhia, o Steve ajuda noutras tarefas como montar a bicicleta. Decidi que os planos tinham que alterar de modo a evitar a tempestade. Dormi 2 ou 3 horas ("jetlag" é sempre complicado), comecei a montar a bicicleta para partir de Madrid o mais cedo possível e tentar evitar a tempestade que se aproximava. Dia 1 - Madrid > Piedralves (alteração de planos) Depois de montar a bicicleta, comer algo e tratar de arranjar um cartão SIM para me manter contactável, decidi arrancar. Ainda visivelmente cansado e com os horários todos trocados, estava com a perfeita noção de que tinha começado esta viagem 2 dias antes do planeado e que podia fazer distancias mais curtas por dia, fazendo 4 ou mesmo 5 dias em vez dos planeados 3 dias. Este primeiro dia foi bastante duro, com vento, chuva, montanhas e cansaço do "jetlag". Perto dos 100 km's., tive um furo e demorei uns 30 minutos para substituir a câmara de ar, tal era a fatiga e falta de concentração. Decidi ai procurar pelo motel mais próximo e terminar o dia #1. Os últimos 30/40 km para o motel foram feitos a passo de caracol mas finalmente cheguei ao motel, cansado e pronto para dormir. Dia 2 - Piedralves > Casas de Cáceres (240 km's) Acordei fresco e animado para pedalar. Este ia ser um dia longo na bike, pois queria tentar pedalar o máximo possível e tentar fazer os 3 dias planeados inicialmente para a viagem. Os primeiros 140km foram bastante rápidos, com boa disposição e finalmente a apreciar as “férias”, mas por volta das 3 da tarde, a temperatura aumentou para 38 graus numa zona bastante árida, montanhosa e sem aldeias pelo caminho para reabastecer. Depois de descansar na única sombra que vi, decidi arrancar sem grandes pressas e subir uma das piores subidas da viagem. Quando cheguei ao topo, olhei para o mapa, para a distancia entre cidades e hora do dia. Chegar a Cáceres parecia possível. Tinha agora um objectivo em mente. Cáceres em vista mas com nuvens negras de chuva e relâmpagos a perseguir-me, fiz o que podia para pedalar o mais rápido possível e fugir à chuva. Nos últimos 2km, a chuva apanhou-me e levei uma molha enorme às portas de Cáceres. Dia 2 completo com 240km pedalados. Os próximos 2 dias seriam mais descontraídos depois deste tareão. Dia 3 - Casas de Cáceres (ESP) > Ponte de Sôr (POR) O objectivo para o dia 3 era passar a fronteira para Portugal e possivelmente ficar por Castelo de Vide. A volta começou lenta e sem muita energia nas pernas. A pedalar por zonas bastante áridas e com muito poucas cidades pelo caminho, a única coisa que me motivava era a fronteira com Portugal cada vez mais perto. Por volta da hora de almoço, passei a fronteira e um sentimento de “meia-conquista” encheu-me de força e motivação para puxar mais forte nos pedais. Depois de um almoço bem Português e umas combinações com um amigo, tinha agora como objectivo Ponte de Sôr, no que ia ser outro dia de 200km. Algo que me apanhou de surpresa quando atravessei a fronteira foi o espirito de partilha da estrada por parte dos condutores. Em Espanha, todas as estradas tinham berma e todos os carros me davam mais de 1 metro de passagem. Agora em Portugal, berma inexistente na maioria das estradas e os condutores a fazerem "o jogo" da razia ao ciclista. Com algumas montanhas pelo caminho, alguma chuva, bastante calor e estradas super rápidas, finalmente cheguei a Ponte de Sôr. Estava agora a uns 150km de Lisboa e tinha planos para encontrar o meu pai a meio caminho. Dia 4 - Ponte de Sôr > Lisboa Este ultimo dia parecia ser o mais fácil de toda a viagem, com estradas bastante planas e a motivação extra de ver a familia e terminar a viagem. Combinei com o meu pai que íamos começar ao mesmo tempo, ele em Lisboa, eu em Ponte de Sôr, encontravamos-nos a meio caminho e pedalávamos o resto da viagem juntos, pai e filho. Perto do local de encontro, passo por uma pequena aldeia chamada Azervadinha. Até aqui, as estradas tinham sido planas, rápidas e de boa qualidade. Em Azervadinha, encontrei 2km de pedra de calçada tão brutal que literalmente me obrigou a sair da estrada e pedalar no passeio super estreito, tal era o tamanho da calçada e os espaços entre pedras. Perto de 70km feitos, avisto um ciclista na direcção oposta. O meu pai encontrou-me no “meio” de Portugal. Depois de parar por uns minutos e dizer “olá” pela primeira vez em alguns anos, arrancamos em direcção a Lisboa a fazer médias acima de 30km/h com algum vento de frente. Rapidamente chegámos a Vila Franca, onde parámos para almoçar. Os últimos 20/30km foram em cidade, carros por todo o lado, rotundas e sinais de transito. Naquele momento, não me importou um chavo. Madrid - Lisboa estava praticamente feito em 4 dias, combatendo o cansaço do "Jetlag", muito calor, chuva e montanhas. Chegámos ao Terreiro do Paço por volta das 4 da tarde, a meta final para esta viagem, com a familia à minha espera com bandeiras, posters, abraços e beijinhos. Esta viagem foi bastante especial para mim e apesar do cansaço, após terminar comecei logo a magicar “qual é a próxima viagem?”." Podes aceder às rotas dos vários dias feitas pelo André, através dos links do Strava que o próprio nos deixou. Strava: https://www.strava.com/activities/1155040115 https://www.strava.com/activities/1157046225 https://www.strava.com/activities/1158300934 https://www.strava.com/activities/1159934649   Podes ver mais algumas viagens e aventuras do André Batista no seu Website: CYCLING GRAND TOUR Brevemente poderemos passar-te aqui mais alguma dessas viagens.   Luís Beltrão Mr.B.   ### Volta ao Algarve - resumo da 5ta. e última etapa - é um espectáculo ver Rúben Guerreiro A Volta ao Algarve 2018 teve espectáculo até ao fim. Surpresas e ataques nesta última etapa. A primeira subida ao Malhão partiu o grupo da frente. Fuga com Lukas Postleberger (Bora-hansgrohe), que encabeçou a corrida sozinho, mas sensivelmente a 20 km's do fim foi alcançado por Zdenek Stybar (Quick-Step Floors). Seguiram os dois durante 10 km's. No seu encalço um grande e importante grupo de fuga, recheado de ciclistas de qualidade, alguns com aspirações à vitória, e outros tantos com influencia no TOP10 final. Neste grupo seguiam Stefan Küng e Jurgen Reolandts (BMC Racing Team), Cesare Benedetti e Lukas Postlberger (Bora-hansgrohe), Arnaud Démare e David Cimolai (FDJ), Lawrence Naesen e Jelle Wallays (Lotto Soudal), Philippe Gilbert, Igor Antón, Serge Pauwels e Johann van Zyl (Team Dimension Data), Tony Martin (Team Katusha Alpecin), Michal Golas e Michal Kwiatkowski (Team Sky), Simon Geschke e Chad Haga (Team Sunweb), Rúben Guerreiro e Jasper Stuyven (Trek-Segafredo), Ben Swift (UAE Team Emirates), Jonathan Lastra e Julen Amezqueta (Caja Rural-Seguros RGA), Dimitri Claeys (Cofidis, Solutions Crédits), Timothy Dupont, Frederik Backaert e Dion Smith (Wanty-Groupe Gobert), Pedro Paulinho (Efapel), César Martingil (Liberty Seguros-Carglass), Nicola Toffali (Sporting-Tavira) e Gustavo César Veloso (W52-FC Porto). Alguns destes ciclistas foram ficando para trás devido ao terreno ondulado desta etapa e ao ritmo forte que a se seguia, mas o grupo de fuga manteve-se grande. No início da subida do Malhão, acabou a "amizade" entre os dois da frente e Zdenek Stybar (Quick-Step Floors) seguiu sozinho, mas com o grupo numeroso de fuga muito perto. À entrada da subida final, Michal Kwiatkowski ataca, Rúben Guerreiro e Serge Pauwels seguem no seu encalço. Michal Kwiatkowski ganha a etapa e a Volta ao Algarve, mas Rúben Guerreiro consegue fazer uma etapa e subida soberba, fazendo segundo na etapa.   Volta ao Algarve com espectáculo de princípio a fim, com os portugueses em destaque. Nelson Oliveira a fazer TOP10 de uma classificação geral recheada de estrelas do Pro-Tour. Podes ver as classificações finais aqui.   Mr.B. ### Volta ao Algarve - Resumo e classificações da Etapa 4 Hoje foi a etapa mais longa da prova, sendo que os últimos 30 km's eram planos e assim era de esperar uma chegada ao sprint. Etapa disputada com uma média bastante alta (43,5 km/h.), com uma fuga composta por 6 ciclistas desde o km. 4 que impuseram sempre um ritmo alto. Benjamin King (Team Dimension Data), Rory Sutherland (UAE Team Emirates), Julen Amezqueta (Caja Rural-Seguros RGA), Bruno Silva (Efapel), Aleksandr Grigorev (Sporting-Tavira) e João Rodrigues (W52-FC Porto) foram os grandes animadores da jornada. A 20km's. do fim, Philippe Gilbert (Quick-Step Floors), Dylan Teuns (BMC Racing Team) e Jasha Sutterlin (Movistar Team) deram novo ânimo à etapa, juntando-se aos homens da fuga e obrigaram o pelotão a trabalho redobrado para anular a fuga, a dois quilómetros e meio da meta. A aproximação à chegada foi arrepiante, com as equipas dos sprinters a imporem um ritmo forte, que culminou numa discussão empolgante entre Dylan Groenewegen e o italiano Matteo Pelucchi (Bora-hansgrohe). O holandês, já vencedor da primeira etapa, em Lagos, levou a melhor, mostrando ser um dos sprinters em melhor forma no pelotão WorldTour neste início de temporada. O terceiro foi o alemão John Degenkolb (Trek-Segafredo). “É bom voltar a vencer no Algarve. Os meus colegas de equipa proporcionaram-me um bom lançamento do sprint e consegui ser o mais forte. Começo o ano a ganhar e espero aproveitar esta forma nas próximas corridas. É bom correr no Algarve, o tempo é ótimo, a qualidade do pelotão é elevada e vencer no começo de época é sempre importante para um sprinter”, considera Dylan Groenewegen. O galês Geraint Thomas foi o 22.º a cortar a meta, integrado no pelotão, a 3 segundos de Gronewegen, mantendo a Camisola Amarela Algarve. O corredor da Team Sky dispõe de 19 segundos de vantagem sobre o companheiro de equipa Michal Kwiatkowski e de 32 segundos sobre Nelson Oliveira (Movistar Team), corredores que ocupam as posições seguintes na geral. A vitória na etapa permitiu a Dylan Groenewegen recuperar a Camisola Vermlha Cofidis, dos pontos. A fuga deu a Benjamin King um reforço da liderança na montanha, simbolizada pela Camisola Amarela Liberty Seguros. O holandês Sam Oomen (Team Subweb) é, desde o primeiro dia, dono da Camisola Branca Águas do Algarve, símbolo de melhor jovem. Por equipas manda a Team Sky. Deixamos-te o vídeo dos momentos chave da etapa https://www.facebook.com/VoltaAlgarveOfficial/videos/1304550989646147/ Classificações aqui. Fonte:Site da prova e Federação Portuguesa de Ciclismo Mr.B. ### Volta ao Algarve - resumo e classificações da Etapa 3 (N. Oliveira na luta pela geral) A etapa 3 foi dia de contrarrelógio de 20,3 quilómetros, com início e final na Fatacil, Lagoa. Este contrarrelógio da Volta ao Algarve foi um exercício essencialmente plano, mas com alguns topos que tornaram o contrarrelógio mais exigente e ajudaram os especialistas a marcar diferenças significativas. Com a classificação presa por segundos – o vigésimo, Jasper de Buyst, partia apenas a 20 segundos do primeiro, o contrarrelógio previa-se determinante para a selecção de verdadeiros candidatos. O vencedor foi Geraint Thomas que parecia um missil, mas destaque para Nelson Oliveira que fez grandíssima etapa! Ficou à frente dos melhores especialistas no contrarrelógio como Tony Martin, Tejay Van Garderen ou Vasil Kiryienka, sobe ao terceiro lugar da classificação geral e está na luta pela  Volta ao Algarve. Na frente da classificação geral continua Geraint Thomas ( Team Sky), seguido do seu companheiro de equipa Michal kwiatkowski e de Nelson Oliveira. Etapa de amanhã A quarta etapa, a disputar neste sábado, é a mais longa da competição, 199,2 quilómetros, entre Almodôvar e Tavira. A partida será às 12h00, prevendo-se uma chegada ao sprint, cerca das 17h00. Pelo caminho há duas metas volantes, Rosário (km 39,2) e Alcoutim (km 132,5), e dois prémios de montanha de quarta categoria, Neves (km 98,3) e Santa Marta (km 121). A Classificação da etapa aqui. Podes ver as classificações completas aqui.   Mr.B.   ### Volta ao Algarve - Resumo e classificações da Etapa 2 Na subida ao alto da Fóia, foi a primeira oportunidade esta temporada para alguns mostrarem o seu estado de preparação. Na última e decisiva subida da tirada que ligou Sagres à Fóia (187,9 km), com cinco contagens de montanha, a animação começou a 9 km's do fim, quando a fuga do dia foi anulada e a Sky começou a impor um ritmo mais forte na abordagem final da subida, para fazer uma selecção no pelotão. A 8km's do fim Vasil Kiryienka (Team Sky) ataca e seguem com ele, Daniel Martin (Team Emirates) e Philippe Gilbert (Quick-Step), mas os dois últimos sedem e Kiryienka segue sozinho a uma distância de cerca de 100mts. A 2 km's do fim, começam novos ataques no pelotão, a fuga de Kiryienka é anulada e a etapa acaba por ser disputada ao sprint, sendo a vitória para Michal Kwiatkowski  (Team Sky), seguido do seu companheiro de equipa Geraint Thomas e de Bauke Mollema (Trek - Segafredo). O corredor espanhol Vicente de Mateos, do Aviludo/Louletano/ULI, foi o melhor representante das equipas portuguesas na etapa, ao acabar no 9.º lugar, a 3 segundos do vencedor. Com este resultado, Geraint Thomas (Team Sky) é o novo líder da classificação geral da Volta ao Algarve. Fica com o vídeo dos últimos 2 km's https://www.youtube.com/watch?v=sLdyUsXxZ-k Podes ver as várias classificações aqui.   Mr. B. ### Rui Costa faz segundo na Etapa 3 do Tour de Oman Espectacular etapa do ciclista Português Depois de uma semana dura, em que o ciclista Português esteve inclusive a antibiótico (informação disponibilizada pelo próprio nas redes sociais), este fez hoje uma excelente etapa no Tour de Oman, terminando em segundo, sendo só batido por Greg Van Avermaet. Na classificação geral Rui Costa encontra-se a no 15º posto a só 51 seg's. do Belga que ganhou a etapa de hoje. Numa fase da época em que os ciclistas participam nas provas para apurar a sua forma com vista a outros objectivos, Rui Costa mostra-se agora optimista em relação à sua preparação para a temporada. Podes ver a classificação completa desta prova aqui.   Mr. B. ### O dia dos namorados com a tua verdadeira Namorada - vídeo sublime Partilhamos mais um vídeo original da equipa da Astana. Hoje que é dia dos namorados, um vídeo acerca dos momentos maravilhosos (e não só) que se podem passar com a namorada de 2 rodas. Nem assim as relações são fáceis, mas valem a pena. https://www.facebook.com/AstanaTeam/videos/1586602948060867/ ### Volta ao Algarve - Resumo da Etapa 1 Previa-se chegada ao sprint nesta primeira etapa da Volta ao Algarve e assim foi. Fuga desde de muito cedo com 5 ciclistas, David Livramento do Sporting de Tavira, Nuno Almeida da LA Aluminios, João Rodigues da W52 FC Porto, Josu Zabala da Caja Rural e Luís Afonso da Vito Feirense Blackjack, a nova equipa do pelotão Nacional. Fuga que a 27 km's do fim se desmanchou pelo ataque do espanhol e de Luís Afonso que seguiram sozinhos nesta altura, deixando os restantes. A 16 km's do fim o pelotão alcançou os dois ciclistas restantes da fuga e desde logo começaram novos ataques, sendo a Katusha a equipa a tentar destacar-se, primeiro com Tony Martin e depois com o português José Gonçalves, que conseguiu alguma vantagem formando uma fuga com Tom Devrientd da Wanty. A 10 km's do fim, queda com azar para Tiago Machado que se vê envolvido na mesma. Rúben Guerreiro também se viu envolvido numa queda, sem problemas para o ciclista. A tentativa de José Gonçalves terminou a 4 km's do fim, tendo sido alcançado pelo pelotão nesta altura. Chegada ao sprint, bastante discutido por Dylan Groenewegen da Lotto Jumbo e Arnaud Demare da FDJ, tendo o ciclista da Lotto Jumbo vencido esta primeira etapa. Vídeo dos últimos 18km's https://www.youtube.com/watch?v=rVqugnKE9w4 Segunda etapa amanhã A segunda etapa, a disputar nesta quinta-feira, será o primeiro grande teste à condição física dos candidatos. A viagem terá 187,9 quilómetros, iniciando-se em Sagres, às 12h00, e terminando no alto da Fóia (montanha de primeira categoria), cerca das 17h00. A subida para a meta tem uma extensão de 15,2 quilómetros e uma inclinação média de 5,2 por cento. Antes da subida para a Fóia, o pelotão vai encontrar outras quatro contagens de montanha: Monte Ruivo (4.ª cat. Km 50,8), Marmelete (3.ª cat. Km 71,2), Alferce (3.ª cat. Km 107) e Sapeira (3.ª cat. Km 123,4). Haverá ainda duas metas volantes, em Aljezur (Km 63,4) e em Portimão (Km 163,4). Podes ver as classificações aqui.   Mr. B.           ### Volta ao Algarve - A corrida em território nacional com mais estrelas Pro-Tour começa amanhã. A 44.ª Volta ao Algarve arranca já amanha, em Albufeira, terminando no dia 18, no alto do Malhão, Loulé, depois de percorridos 773,5 quilómetros. Estão pré-inscritos 175 corredores, entre os quais muitos nomes cimeiros do ciclismo mundial. O pelotão será formado por 13 equipas WorldTour, três continentais profissionais e pelas nove formações continentais portuguesas. Entre os corredores inscritos estão 19 corredores do top 80 mundial, dois deles do top 10, o polaco Michal Kwiatkowski (Team Sky), oitavo da hierarquia, e o belga Philippe Gilbert (Quick-Step Floors), décimo. A Volta ao Algarve continua a assumir-se também como uma das primeiras corridas do ano em que podem ser vistas as camisolas dos campeões em título, de fundo e de contrarrelógio. Para a edição de 2018 está inscrito o campeão da Europa de contrarrelógio, Victor Campenaerts (Lotto Soudal), assim como 15 campeões nacionais de fundo e de contrarrelógio de diferentes países. A lista provisória de inscritos é a garantia de mais uma edição de grande qualidade, protagonizada por corredores que são dos melhores especialistas mundiais em provas por etapas, chegadas ao sprint e contrarrelógios.   A luta pela camisola amarela será acesa, prevendo-se a participação de vencedores de seis das últimas sete edições: Richie Porte(BMC Racing Team), Tony Martin (Team Katusha Alpecin), Geraint Thomas e Michal Kwiatkowski (Team Sky). A estes juntam-se outros homens completos, capazes de bater-se por qualquer posição no top 10 de uma corrida com as caraterísticas da Volta ao Algarve: Tejay van Garderen (BMC Racing Team), Bob Jungels (Quick-Step Floors), Louis Meintjes e Serge Pauwels (Team Dimension Data), Simon Spilak (Team Katusha Alpecin), Sam Oomen (Team Sunweb), Bauke Mollema (Trek-Segafredo) e Daniel Martin (UAE Team Emirates). Richie Porte, de regresso em 2018 após a aparatosa queda no Tour 2017, que pôs fim à temporada. As duas etapas com chegada previsível ao sprint deverão ser também momentos de grande espectáculo, porque os velocistas inscritos são de qualidade. É o caso, por exemplo, de Arnaud Démare (FDJ), Ben Swift (UAE Team Emirates), Carlos Barbero(Movistar Team), Dylan Groenewegen (Team LottoNL-Jumbo), Jens Debusschere (Lotto Soudal), John Degenkolb (Trek-Segafredo) e Jurgen Roelandts (BMC Racing Team). Além dos homens que vão bater-se pela geral, o pelotão vai contar com nomes de monta para disputar a terceira etapa, o contrarrelógio individual de 20,3 quilómetros, em Lagoa: Ignatas Konovalovas (FDJ), Stefan Küng (BMC Racing Team), Vasil Kiryienka (Team Sky), Matthias Brändle e Ryan Mullen (Trek-Segafredo), Victor Campenaerts (Lotto Soudal) e Yves Lampaert(Quick-Step Floors). Tiago Machado Katusha 2018 A Volta ao Algarve continua a ser uma oportunidade privilegiada para ver ao vivo alguns dos portugueses que representam equipas estrangeiras e que poderão também envolver-se na discussão da geral e das etapas. Rafael Reis O nosso Campeão Nacional Rúben Guerreiro Os emigrantes convocados em 2018 são Nelson Oliveira e Nuno Bico (Movistar Team), José Gonçalves e Tiago Machado (Team Katusha Alpecin), Rúben Guerreiro(Trek-Segafredo), Joaquim Silva e Rafael Reis (Caja Rural-Seguros RGA). Nelson Oliveira Nuno Bico de regresso após dura queda na Austrália O mediatismo crescente da Volta ao Algarve tem desafiado as equipas portuguesas a serem também protagonistas, pelo que se espera que uma preparação intensa de inverno possa render bons resultados aos nove coletivos lusos, que tentarão bater-se de igual para igual com as estrelas internacionais. Participantes do Top 80 Mundial 8.º Michal Kwiatkowski (Team Sky) 10.º Philippe Gilbert (Quick-Step Floors) 11.º Daniel Martin (UAE Team Emirates) 18.º Arnaud Démare (FDJ) 23.º Richie Porte (BMC Racing Team) 28.º Bauke Mollema (Trek-Segafredo) 33.º Jasper Stuyven (Trek-Segafredo) 34.º John Degenkolb (Trek-Segafredo) 39.º Dylan Teuns (BMC Racing Team) 50.º Dylan Groenewegen (Team LottoNL-Jumbo) 43.º Edvald Boasson Hagen (Team Dimension Data) 55.º Jasper de Buyst (Lotto Soudal) 65.º Geraint Thomas (Team Sky) 66.º Jens Keukeleire (Lotto Soudal) 68.º Simon Spilak (Team Katusha Alpecin) 71.º Bob Jungels (Quick-Step Floors) 72.º Zdenek Stybar (Quick-Step Floors) 79.º Louis Meintjes (Team Dimension Data) 80.º Tejay van Garderen (BMC Racing Team) Campeões Aleksejs Saramotins, campeão da Letónia de Contrarrelógio Arnaud Démare, campeão de França de Fundo Bob Jungels, campeão do Luxemburgo de Fundo Domingos Gonçalves, campeão de Portugal de Contrarrelógio Edvald Boasson Hagen, campeão da Noruega de Contrarrelógio Ignatas Konovalovas, campeão da Lituânia de Fundo e de Contrarrelógio Jan Polanc, campeão da Eslovénia de Contrarrelógio Michal Kwiatkowski, campeão da Polónia de Contrarrelógio Ramon Sinkeldam, campeão da Holanda de Fundo Rúben Guerreiro, campeão de Portugal de Fundo Ryan Mullen, campeão da Irlanda de Fundo e de Contrarrelógio Stefan Kung, campeão da Suíça de Contrarrelógio Tony Martin, campeão da Alemanha de Contrarrelógio Yves Lampaert, campeão da Bélgica de Contrarrelógio Victor Campenaerts, campeão da Europa de Contrarrelógio Zdenek Stybar, campeão da República Checa de Fundo Podes seguir a volta ao Algarve na TVI24 e na Eurosport. FONTE: voltaaoalgarve.com Mr. B. ### Rúben Guerreiro em grande nas primeiras corridas da época No seu segundo ano de Pro-Tour (classe rainha do ciclismo mundial), o atleta Português de 23 anos começa a afirmar-se cada vez mais no pelotão mundial. Neste início de temporada de 2018, o Campeão Nacional já tem um TOP10 no "Tour Down Under" que se realizou na Austrália, e um quarto posto a 2 segundos do pódio na classificação geral do "Herald Sun Tour", que se realizou no mesmo país. Nas redes sociais a equipa realçou o excelente desempenho, tanto de Rúben Guerreiro como do seu colega Dinamarquês Mads Pedersen, onde num resumo se pode ler "these two young guns showed they have a bright future" (estes dois jovens mostraram que têm um futuro brilhante). A próxima corrida é "em casa" na volta ao Algarve, onde o jovem atleta se pode voltar a destacar entre os melhores do mundo.   (Mr. B.) ### David Rosa a "afinar motor" para 2018 O atleta olímpico e  campeão nacional de XCO deslocou-se mais um ano até ás Ilhas Canárias, Lanzarote para disputar a "4 stage mountain bike race Lanzarote". David Rosa demonstrou a sua qualidade entre os vários atletas de topo internacional, conseguindo uma vitória na etapa rainha, mais dois pódios nas primeira e terceira etapas, e só um azar na segunda etapa o afastou da luta pela mesma, como da classificação geral. De qualquer forma, vê-se que o atleta Português já está a "aquecer o motor", é de realçar o excelente resultado num tipo de corrida que não é a sua especialidade. Parabéns David e boa sorte para a esta época. Fica com o vídeo de resumo da desta corrida. https://www.youtube.com/watch?v=3e0wNQWKOlg&feature=youtu.be Podes ver as classificações completas aqui. O resumo nas palavras do atleta na sua página de Facebook aqui. Foto: Facebook do atleta. Mr. B. ### Campeonato do Mundo de Ciclocrosse - Wout Van Aert faz história Quando todos previam que este ano seria o ano de Mathieu Van der Poel, tendo em conta o domínio avassalador durante a época, a selecção Belga voltou a vencer com Wout Van Aert. Em Valkenbur, na província de Limburgo - Holanda, era o cenário ideal para Mathieu Van der Poel se sagrar campeão do mundo. Mesmo com temperaturas geladas e alguma queda de neve o público compareceu em massa. Podes ver o reconhecimento ao percurso na câmara "on-board" de um ciclista da selecção dos Estados Unidos. https://www.youtube.com/watch?v=otyddDfzq-o Mas tal como tínhamos analisado no final deste neste nosso artigo a semana passada, as corridas dos campeonatos do mundo são corridas diferentes, as selecções podem trabalhar em equipa e a selecção Belga tem muitos ciclistas de qualidade, que fazem na sua maioria parte dos TOP10 das corridas da taça do mundo. Van der Poel começou bem, querendo destacar-se desde início, com toda a selecção Belga atrás de si. Na primeira volta era um holandês e cinco belgas na perseguição. Wout Van Aert, apresentou-se muito forte, sentindo-se muito mais à vontade na lama do circuito do que o seu principal oponente e vencedor da taça do mundo este ano, Van der Poel. Após duas voltas, Van Aert impôs um ritmo que foi deixando Van der Poel entregue primeiro à luta pelo segundo posto com Michael Vanthourenhout, e depois à luta pelo terceiro com Toon Aerts que fez uma recuperação impressionante e conseguiu apanhar Van der Poel. Van der Poel acabou por ficar com o terceiro posto e medalha de bronze, uma desilusão para um atleta que tem sido superior toda a temporada e tinha como objectivo o ouro neste campeonato do mundo. Caso não tenhas acompanhado, deixamos-te como sempre a prova na integra, para que possas ver como Wout Va Aert conseguiu pela terceira vez consecutiva o título de campeão do mundo. https://www.facebook.com/ciclismoenvivocr/videos/vb.319804161805372/399801047139016/?type=2&theater Podes ver as classificações completas de todas as categorias aqui. Fotos: Organização do evento e Bart Hazen / Cyclocross Magazine.   Mr. B. ### 9ª prova da Taça do Mundo de Ciclocrosse - M. Van der Poel avassalador A nona prova da taça do mundo realizou-se em Hoogerheide, na Holanda. A correr no seu país e a uma semana dos campeonatos do mundo, se há uma altura do ano em que Mathieu Van der Poel apontou para um pico de forma foi esta. Apesar de se notar uma supremacia do atleta Holandês durante toda a época, na corrida do passado domingo, notou-se bastante a diferença de nível entre este e os seus adversários, e aconteceu a 26ª vitória da temporada para este ciclista. À terceira volta já levava 16 segundos de avanço sobre Wout Van Aert, e 33 segundos sobre o grupo de 3 ciclistas que lutavam pela terceira posição. Van Aert, mais uma vez foi segundo, confirmando que também está um nível acima dos restantes. O atleta da Red Bull vai ter dificuldades para manter a camisola de campeão do mundo na próxima semana. Lawrens Sweeck e Vanthourenhout lutaram pelo terceiro lugar, tendo o atleta da Ridley levado a melhor desta vez. Como sempre, podes ver aqui a prova na íntegra. https://www.youtube.com/watch?v=dFQxdHp3iO0 Classificações completas aqui. Próximo fim de semana, campeonatos do mundo de Ciclocrosse, repara na classificação desta prova, no TOP10 estão 6 Belgas, e 3 Holandeses! Será o primeiro título de Elite para Mathieu Van der Poel, ou conseguirá a selecção Belga montar uma estratégia em que consiga evitar o título do mundo do atleta Holandês? Nos campeonatos do mundo, nunca existem vencedores antecipados, um pequeno azar,  problema mecânico ou dia mau do ciclista pode afastar o mesmo da vitória e da camisola do arco-iris. Para semana cá estaremos para ver quem é o novo campeão do mundo. Fotos: B. Hazen - Cyclocross Magazine Mr. B. ### 8ª prova da Taça do Mundo de Ciclocross - com vídeo da prova na íntegra Pequeno erro de Van der Poel não chegou para Wout Van Aert conseguir ganhar, e o Holandês arrecadou mais uma vitória este ano, onde só por uma vez não venceu. O nível de Van Der Poel e Van Aert é superior a todos os outros. Numa troca de bicicleta logo no final da primeira volta, Mathieu Van Der Poel perdeu tempo, por não ter visto o local onde se encontrava a sua equipa com a bicicleta limpa e isso custou-lhe 10 segundos de atraso para o seu rival, diferença que neste tipo de corridas por vezes não é recuperável, mas facto de este erro ter ocorrido no início permitiu a Van der Poel recuperar o tempo perdido. De resto, foi uma prova disputada entre os 3 do costume (Van Der Poel, Van Aert e Toon Aerts), com o desfecho do costume, mas não deixando de ser espectacular de se assistir na mesma. Como sempre, podes ver a prova na íntegra aqui. https://www.youtube.com/watch?v=BbRS3gtE-S0 Classificações completas aqui. Fonte e fotos: cxmagazine   Mr.B. ### Última prova da taça de Portugal de Ciclocrosse - com uma moldura maior de participantes Os vencedores da taça já estavam decididos desde a última prova, hoje foi a consagração, numa prova onde houve afluência de estrangeiros que foram os mais fortes. Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) e Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) conquistaram a Taça de Portugal. O sub-23 francês Loïc Szewe (UV Mazamet) revelou-se o mais forte do pelotão de elite, impondo-se ao cabo de uma corrida em que se destacou da concorrência para cruzar a meta com 41 segundos de vantagem sobre o Samuel González (CC Salvaterra de Miño). O terceiro, a 1m05s, foi Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano-ULI). A vitória na Taça de Portugal estava entregue, à partida, a Vítor Santos, corredor que foi o sexto classificado neste domingo. A disputa pelas restantes posições no pódio da geral aqueceu a prova ermesindense. Roberto Ferreira (BTT Seia) segurou o segundo lugar na Taça, com a quinta posição na corrida desta tarde, enquanto Bruno Silva (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) fechou no terceiro posto. A campeã de Espanha de ciclocrosse, Aida Nuño (Garaje Paco), dominou por completo a corrida feminina de elite. A corredora asturiana, seis vezes campeã espanhola, arrancou em solitário e cumpriu as cinco voltas à pista como se estivesse a fazer um contrarrelógio, sempre com as adversárias a larga distância. Num pódio todo espanhol, a segunda foi Lucia Vázquez (ProRebordosa/LROpticas/RJGroup), a 5m31s, e a terceira Isabel Castro (Condadobike AD), a 6m21s. Regressada após uma longa paragem para maternidade, Isabel Caetano mostrou que a quem sabe nunca esquece e foi a melhor portuguesa, no quarto lugar, a 7m20s. A prova deste domingo encerrava as contas da Taça de Portugal, mas as ciclistas do topo da geral andaram longe da frente da corrida. Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) conquistou a Taça, apesar de não ter ido além do sexto lugar em Ermesinde. Ana Vigário (Sporting/Tavira/Formação Eng. Brito da Mana) foi a segunda na geral e sétima na prova de hoje. Ana Ramalho encerrou o pódio da Taça de Portugal. A corrida de juniores também teve um vencedor espanhol, Adrián Barros (Coruxo CC), que suplantou Julián Madrigal (BTT Seia) e Márcio Peralta (BTT Loulé/Elevis), que o acompanharam no pódio. Hélder Gonçalves (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) selou a conquista da Taça de Portugal com o quarto lugar na última corrida. Débora Figueiredo (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) foi a única sub-23 feminina, vencendo a geral da Taça nesta categoria. O cadete Diogo Neves (BTT Loulé/Elevis) conquistou uma vitória dupla, na última etapa e na geral da Taça. No setor feminino de cadetes, triunfou a campeã espanhola, Maria Parajón (Tricrazy/Madrid Team), mas Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde), segunda em Ermesinde, venceu a Taça de Portugal. Rogério Matos (Rompe Trilhos/Apcar) ergueu os braços em master 30, mas o terceiro classificado em Ermesinde, Rúben Nunes (ASC/Focus Team/Vila do Conde), ficou com a Taça. Em master 40 aconteceu o mesmo: Guillermo Alvarez (Condadobike AD) foi o mais rápido hoje, mas a geral viaja para casa do quinto classificado, Nuno Inácio. Em masters 50 e masters femininas, ganharam hoje os vencedores da Taça, António Moreira e Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde), respetivamente. A Taça de Portugal 2017-18 fechou com chave de ouro, com a primeira corrida portuguesa de sempre a pontuar para o ranking internacional, motivo pelo qual atraiu vários corredores estrangeiros, contribuindo para uma lista de inscritos com 175 ciclistas. Classificações completas aqui. Ranking final da Taça de Portugal aqui. Fonte e fotos: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Tens a mania que és atleta? Vê lá se apanhas o Vinokurov disfarçado! O director desportivo da Astana decidiu pregar uma partida aos seus atletas, durante um treino de equipa. Disfarçado com uma barriga, uns quilos e idade extra, passou pelos seus profissionais numa subida com a classe de outros tempos. https://twitter.com/twitter/statuses/954035621265313792   Mr. B. ### Campeonatos Nacionais de Ciclocrosse Realizaram-se hoje, no Centro de Estágios de Melgaço, os Campeonatos Nacionais de Ciclocrosse na categoria de elite. O vila-condense Mário Costa (que esta temporada ainda não tinha feito nenhuma corrida da taça nesta modalidade) cedo demonstrou superioridade, rolando na frente da corrida desde a primeira volta. Inicialmente, na companhia de Ricardo Marinheiro e, mais tarde, a solo. Mário Costa terminou a corrida em solitário, reconquistando um título que lhe escapava desde 2015. Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) foi o segundo, a 1m18s, e Roberto Ferreira (BTT Seia) fechou o pódio, a 1m28s. Sandra Santos dominou a prova de elite feminina, revalidando com clareza o título nacional. Para isso, a corredora radicada em França concluiu o esforço com uma vantagem de 36 segundos sobre a segunda classificada, Marta Branco (Maiatos/Reabnorte), e com uma margem de 1m36s sobre a terceira, Joana Monteiro (Brújula Bike Racing Team). A prova masculina de sub-23 foi palco de uma luta intensa e equilibrada entre corredores que, na Taça de Portugal, têm dado cartas na categoria de elite. O mais forte foi o sub-23 de primeiro ano Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés), seguido por Bruno Silva (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), a 2 segundos, e por João Rocha, a 43 segundos. Jéssica Costa (ASC/Focus Team/Vila do Conde) foi a melhor sub-23 feminina, secundada por Débora Figueiredo (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) e por Carina Viana (Tensai/Sambiental/Santa Marta). Guilherme Mota sagrou-se campeão nacional de juniores. As corridas de cadetes foram ganhas por dois corredores do BTT Loulé/Elevis, Diogo Neves e Daniela Campos. Rogério Matos (Rompe Trilhos/Apcar) triunfou em master 30, Hugo Moreira foi o melhor master 40, António Moreira bateu a concorrência em master 50 e Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde) ganhou a corrida de masters femininas. As novas camisolas de campeão nacional podem ser vistas em ação já no próximo domingo, em Ermesinde, por ocasião do Ciclocrosse Internacional de Valongo, que se disputa no Parque Aventura da Lipor, encerrando a Taça de Portugal 2017/2018. Classificações completas aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotos: Federação Portuguesa de Ciclismo   Mr.B. ### Novidade 2018 - Cannondale Scalpel SE, confortável e uma flecha a descer À semelhança de outras marcas, também a Cannondale lança uma versão 120mm. da sua suspensão total de Cross-Country (XC). A Scalpel SE, não é nada mais nada menos que uma Scalpel normal com umas pequenas alterações, que a tornam um pouco mais versátil e permitem ao utilizador aventuras nas quais a Scalpel de 100mm. poderia ser "curta". Existem mais alguns modelos "SE" na linha 2018 da Cannondale, esta sigla significa que a modelos já existentes foram adicionadas alterações nas especificações da bicicleta ao nível das suspensões, amortecedores, rodas e pneus. Estranho ver uma Scalpel sem Lefty, mas além da FOX Float 34, Performance Elite Series, também existe uma Scalpel SE com Lefty 120mm. Antes desta Scalpel SE, na gama Cannondale de 29er's, a bicicleta que mais se aproximava do conceito "trail" era a bicicleta de XC Scalpel com 100mm. de curso. Tanto a "Habit" como a "Bad Habit" (bicicletas de Trail com 120 e 130mm. de curso) são "27,5" e "27plus" respectivamente, e a "Trigger" ou a  "Jekyll" são direccionadas para o All Mountain e Enduro. Cannondale Trigger Cannondale Jekyll O curioso é que hoje em dia estas bicicletas com 120mm. de curso não são consideradas bicicletas de Trail mas sim de XC, como podes verificar nos sites das marcas, e na cannondale sucede o mesmo, vais encontrar esta bicicleta na gama de XC e não na gama de Trail. Podes verificar a gama cannondale aqui no site oficial da marca. Apesar de baseada no quadro original, a Scalpel SE diferencia-se da sua irmã Scalpel não só pelo maior curso, mas também no ângulo da caixa de direcção com 68,5º em vez dos 69,5º, e no espigão de selim telescópico, alterações que permitem encarar as descidas agressivas de forma mais natural, ou com menos dedo no travão. No entanto segundo a marca, o facto de manter toda a base da bicicleta "mais agressiva" de XC (zero pivot no triângulo traseiro),  confere à Scalpel SE uma óptima capacidade de rolar, bem como de subir sem grandes perdas de eficiência. Scalpel SE1 com Lefty 120mm. Esta bicicleta adequa-se a quem quer ter uma bicicleta para fazer maratonas e trajectos de XC numa posição mais confortável, mas não quer deixar de ir "brincar" com os seus amigos que vão fazer umas descidas com as bicicletas de All Mountain ou Enduro. Fotos: Bicycling, Mickey Cranks, Epic cycles, Pinterest Mr. B. ### Taça de Portugal de ciclocrosse - Vitor Santos garante vitória a uma prova do fim Como era de esperar, tendo em conta o domínio nas corridas anteriores, Vitor Santos  (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) garantiu a vitória da Taça de Portugal de ciclocrosse, faltando ainda uma prova para o fim. Em Marrazes, Leiria, a prova de elite masculina teve grande intensidade e competitividade. À entrada para a última volta rolavam sete corredores separados por menos de um minuto, adivinhando-se uma disputa apertada pelos lugares cimeiros, depois de o dominador da corrida até então, Roberto Ferreira (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), ter perdido posições devido a um furo. Nas últimas pedaladas, Bruno Silva e Vítor Santos chegaram juntos à meta. O primeiro ganhou a corrida deste domingo, enquanto Vítor Santos, que vencera as três etapas anteriores, ficou com um segundo lugar que soube a ouro, já que assegurou, matematicamente, a conquista da Taça de Portugal. O terceiro classificado foi Fábio Ribeiro (ProRebordosa/Oforsep/RJ Gorup), a 8 segundos. Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) revelou grande superioridade na prova de elite feminina, concluindo a corrida com uma vantagem de 4m03s face à adversária mais direta, Ana Vigário (Sporting/Tavira/Formação Eng. Brito da Mana). A terceira classificada, a 6m26s, foi Nádia Mendes (Transfor/Fátima BTT). O triunfo em Marrazes permitiu a Daniela Pereira reforçar o estatuto de candidata principal à conquista da Taça. Iniciou a terceira etapa com 20 pontos de vantagem sobre Ana Vigário, tendo ampliado a margem para 40. Jéssica Costa (ASC/Focus Team/Vila do Conde) foi a melhor na categoria de sub-23 femininas. O júnior Guilherme Mota (Alcobaça CC/Crédito Agrícola) estreou-se da melhor forma na Taça de Portugal, vencendo a etapa leiriense. Como estreante, não entra nas contas da luta pela geral, que é comandada por Hélder Gonçalves (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact), que hoje não foi além da sétima posição. Diogo Neves (BTT Loulé/BPI/Elevis) e Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde) impuseram-se em cadetes e são os primeiros da geral nesta categoria. Ana Santos selou neste domingo a conquista da Taça, enquanto no setor masculino as contas do ranking ainda se mantêm em aberto. Nas categorias de veteranos os mais fortes foram o master 30 Michel Machado, o master 40 Hugo Moreira, o master 50 Rodolfo Lopes (ASC/Focus Team/Vila do Conde) e a master feminina Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde). Tomás Mota foi o melhor juvenil, um escalão sem ranking, por ainda fazer parte da categoria das escolas. O ciclocrosse terá um mês de janeiro de grande intensidade competitiva. No próximo fim de semana, em Melgaço, disputa-se o Campeonato Nacional. No dia 21, a cidade de Ermesinde recebe a quinta e última prova da Taça de Portugal, primeira corrida de ciclocrosse portuguesa que integra o calendário internacional. Classificações completas aqui. Ranking geral aqui. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo Fotos: Federação Portuguesa de Ciclismo   Mr. B. ### Dias de chuva? 10 Rolos de várias gamas para o teu inverno Do que é que todos tinham saudades? Dos rolos! É ou não é? :P Na verdade, o nosso país à beira mar plantado não é o melhor para se venderem rolos de treino, visto que somos uns privilegiados no que respeita a clima, e na maior parte dos meses do ano não chove como noutros países. Ainda assim, quando veem as primeiras chuvas e quando inicia o horário de inverno, quase todos se lembram que algures lá para casa existe uma "ferramenta" destas, cheia de pó e teias, que já não é usada há meses, mas que agora se torna muito útil. Para alguns, treinar com rolos é uma coisa natural, mas para a maioria é um tipo de actividade mentalmente aborrecida e cansativa. Hoje em dia o desenvolvimento tecnológico permitiu que esta ferramenta de treino evoluísse, de um simples rolo que fazia atrito na roda da bicicleta, para aparelhos mais evoluídos que funcionam emparelhados com software de treino on-line, tornado-o mais próximo do real, mais efectivo e muito menos enfadonho e aborrecido. Como a maioria de nós não tem as condições do atleta alemão de bicicleta de montanha Manuel Fumic (ver vídeo), https://www.youtube.com/watch?v=OeUv_1XN3vw mostramos só algumas opções (pois existe um lote enorme de oferta no mercado), desde as mais económicas às mais evoluídas, e até soluções grátis para tornar o treino de rolos menos aborrecido. Elite Novo Force (gama baixa) Entre €115.00 a €130.00 É um rolo magnético, da gama de entrada da Elite. Tem 5 configurações de resistência, operadas a partir do guiador de forma manual e que são suficientes para qualquer tipo de treino que queiras fazer em casa. Tendo em conta este tipo de rolos, é silencioso, mas no geral este tipo de rolos fazem algum ruido. A pedalada não é tão realista como nos rolos "inteligentes", já com cassete incorporada. Tacx Blue Matic (gama baixa) Entre 130€ a 159€ A Tacx tem na sua gama de entrada "Blue" 4 rolos diferentes, sendo o "Blue Matic" um dos que se situa no meio desta gama. Rolo magnético, com 10 níveis de resistência controlados de forma manual a partir do guiador, fácil de manusear e rápido de montar. Permite fazer todo o tipo de treino que necessites fazer em casa, mas a pedalada não é tão realista como nos rolos "inteligentes", já com cassete incorporada. Treino com rolos de gama baixa Com este tipo de rolos mais simples e económicos, nalguns casos podem ser adquiridos sensores de cadência e velocidade, que por sua vez juntamente com dispositivos GPS com conexão Wireless, Bluetooth ou ANT+, podem ser usados com aplicações de treino do tipo "Zwift". Caso tenhas só o rolo, ou não queiras pagar a mensalidade do Zwift podes optar por colocar o PC com filmes, vídeos motivacionais, ou até vídeos de treino disponíveis no Youtube, como estes do Global Cycling Network (GCN). https://www.youtube.com/watch?v=QB69Pwl6GI8 No vídeo indicam-te o nível de resistência em que colocas o teu rolo, os andamentos que estão a utilizar e cadência. Wahoo Kickr Sanp (gama média) 499.99€ no site da marca O Snap tem uma unidade de medição e resistência idêntica á do modelo Kickr, mas montada num rolo convencional, onde é a roda da bicicleta que faz funcionar o rolo. Este é um rolo muito mais barato que o seu irmão Kickr, ainda assim são 499,00€. O Snap é mais ruidoso que o Kickr, mas entre os rolos convencionais é dos mais silênciosos. Apesar de ter a mesma estrutura base de outros rolos mais baratos, é basteante estável, mesmo quando se pedala fora do selim. Tem ligação bluetooth e pode funcionar com vários softwares e aplicações de treino. Tacx Vortex Smart (gama média) €449.00 no site da marca O Vortex Smart funciona ligado à corrente eléctrica, também tem conectividade com software e aplicações de treino. Consegue uma resistência de 950W, o que para atletas melhor preparados pode ser pouco, mas para a maioria é suficiente. Consegue criar uma sensação muito suave e realista de estrada, e também funciona bem quando não conectado. Treino com rolos de gama média Este tipo de rolos já tem conectividade, e podes utilizar aplicações de treino ou simuladores como o zwift. Wahoo Kickr (gama alta) €1,199.99 no site da marca Este dispositivo de treino Wahoo foi dos primeiros deste formato (sem roda traseira), e digamos que é o líder de mercado deste tipo de dispositivos. Este tipo de rolos, não desgastam pneus, eliminam o ruído dos pneus e seguram a bicicleta. Tem conecção rapida através de ANT + ou Bluetooth para smartphones, computadores e ciclocomputadores, tem um aperto ergonómico e é compatível com 11 velocidades (o último modelo). Possui um medidor de potência incorporado que permite esta medição sem recurso a outros medidores instalados na bicicleta. O Kickr ajusta-se rapidamente às alturas predefinidas para várias bicicletas, 650b e 29er, o espaçamento do cubo pode ser entre 130mm e 135mm para o espaçamento de estrada e de montanha. Não é necessário bloqueio da roda dianteira, pois a altura do cubo traseiro coincide com a da roda selecionada. O Kickr é uma ferramenta excelente, mas muito cara (1.199,00€), resistência de potência é exacta, e quando emparelhado com software de treino estruturado torna-se numa ferramenta muito completa, transformando o treino indoor num nível superior, e quando usado com o programa ou aplicação Zwift, treinar dentro de casa pode tornar-se realmente atractivo ou até viciante. Tacx NEO 2 Smart (gama alta) € 1,299.00 no site da marca Com 18 anos de desenvolvimento desde que a Tacx lançou o primeiro rolo interactivo, existe uma grande quantidade de percursos e filmes 3D na aplicação gratuita "Tacx Cycling", bem como o software "Tacx Trainer" de quarta geração (pago), que podem ser armazenados na  Cloud da Tacx. O Tacx NEO 2 Smart é um dos rolos “smart trainer” topo de gama de referência. Preciso e realista, renovado e melhorado há pouco tempo. Segundo a marca, tornaram o equipamento ainda mais mais silencioso do que já era, melhor na simulação de Inércia Dinâmica e Descida, bem como na análise da distribuição de energia nos pedais. O NEO 2 Smart é um rolo inteligente totalmente interactivo. Mede a velocidade, cadência e potência, pode ser controlado pela aplicação Tacx ou outras. A electrónica inteligente também permite o treino sozinho, sem qualquer conexão de software. O NEO 2 Smart não requer uma fonte de energia externa, pois gera sua própria energia a partir do seu movimento de bicicleta, o que o diferencia de outros rolos do género que necessitam sempre energia. O quadro permite alguns graus de movimento para a esquerda e direitaenquanto se anda de bicicleta, segue o curso natural do corpo, melhorandoo sentimento de ciclismo. O rolo conecta-se sem fio via ANT +  e Bluetooth, permitindo o treino com diversos dispositivos e aplicações. Tem um indicador de energia por baixo do rolo que muda de cor com base na intensidade do teu treino. A actualização do “firmware” para a versão mais recente pode ser feita facilmente com aaplicação gratuita “Tacx Utility”, para que seja possível usar as mais recentes melhorias e funcionalidades. O quadro é também facilmente dobrável para um tamanho pequeno e quando dobradas, as pernas agem como duas alças para facilitar o transporte. O rolo é compatível com eixos 142x12mm e 148x12mm, que estão na caixa, mas suporta outras medidas. De acordo com a maca, o que diferencia a série NEO de outros rolos é a resistência máxima quando se pedala a baixas velocidades, em mudanças baixas e “subidas” muito íngremes. Outro dos principais benefícios apontados pela Tacx é que não tem necessidade de manutenção e calibração. CycleOps Hammer (gama alta) $1,199.99 no site da marca A CycleOps também constrói rolos há décadas, e com a marca Power Tap, também medidores de potência. O seu novo rolo inteligente de tracção directa Hammer combina ambas as tecnologias, com capacidade de medir a potência sem fios, e de sincronizar com outros softwares de treino como o Zwift ou o Trainer Road. Seja simulando subidas, ou aumentando e diminuindo a resistência para uma potencia especifica, o Hammmer ajusta-se suavemente com potencia electromagnética. Tal como os outros também está adaptado a qualquer tipo de bicicleta ou tamanho de roda. Elite Drivo (gama alta) Entre €1,050.00 e €1,200.00 Este dispositivo da Elite eleva o nível de dados disponibilizados, permitindo um treino de maior precisão e qualidade. A leitura de potência é precisa e vem com vários sensores, que combinam com a detecção de cadência incorporada (ou na correia opcional) para permitir a análise completa do curso do pedal. A cadência suave e a resistência máxima de 2,200 watts suportam qualquer sprint e ainda fornece 950Watts de resistência a 20 km / h para simulação de inclinações de 25%. Simplesmente, o facto de ser de côr branca e ter a protecção plástica, pode não ser a melhor opção para este tipo de dispositivos, pois com o tempo a corrente da bicicleta vai deixar vestígios, sejam eles de sujidade ou danos na própria protecção plástica. Embora seja bom com outros software, é necessária paciência para configurar e decifrar o sofware próprio e a aplicação da Elite, embora depois deste processo, os dados disponibilizados e as simulações virtuais sejam surpreendentes quando se começa a usar. Wahoo Kickr Climb (acessório para dispositivos Wahoo de gama média e alta). €549.99 no site da marca. Um acessório para conjugar com o Kickr, que inclina a bicicleta, elevando o realismo da posição do corpo e da bicicleta quando simula as subidas. Apresentado este ano na Eurobike, ainda está a ser vendido. Este acessório não emparelha directamente com a aplicação ou software de treino utilizado, mas sim com o Wahoo Kickr ou Kickr Snap. Qualquer um destes rolos funciona emparelhado com as aplicações e software de treino, recebem a informação, lêem e executam, e com o climb associado vão transmitir essa informação ao novo acessório, subindo o realismo do treino para um nível superior. Permite a simulação de uma inclinação máxima de 20%, um declive de -10%, e não se limita a fazer as inclinações dadas na aplicação ou programa de treino, pois tem também um controlo que se pode instalar no guiador da bicicleta, podendo essa inclinação ser alterada manualmente pelo utilizador. Existem ainda marcas que têm bicicletas indoor, são várias, mostramos aquela que tivemos oportunidade de experimentar neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=TTkVUrdcGJM Treino com dispositivos de treino de gama alta Estes dispositivos têm conectividade Bluetooth, Wireless e ANT+, ligam-se a um PC, que juntamente com um programa ou aplicação de treino tornam o treino num "jogo de computador" real, todos os declives e subidas são passadas para o dispositivo, bem como a força que aplicas no dispositivo é passada para o programa ou aplicação. Exemplo de um dos programas mais usados, o Zwift. https://www.youtube.com/watch?v=dlzmqxSlTYc Para os mais experientes, poderão não haver grandes novidades neste artigo, mas esperamos ter mostrado um pouco mais deste "mundo" a quem está a pensar adquirir. Como escrevemos no início, existem muitos mais modelos, aqui tentámos colocar alguns de várias gamas de preços (também não procurámos o melhor preço, mas sim o preço de referência das marcas). Por: Luís Beltrão ### 10 técnicas para comprar bicicletas e acessórios sem elas saberem :D Caros ciclistas, isto é serviço público :) Este artigo destina-se aos amantes de bicicletas que não são compreendidos pelas suas mulheres. O nosso personagem Zé dos Pipos já sofreu com esta questão no passado, como podes ver aqui. O ciclismo não é dos desportos mais baratos, todos gostamos da bicicleta de uma gama acima, de melhores rodas, travões, selins, GPS's e por aí fora. Uma larga percentagem de ciclistas padece de um problema, que é conseguir explicar ás pessoas com quem partilha as contas do dia-a-dia, porquê por exemplo, umas rodas de 500 ou 1000€ são mais importantes que umas férias do mesmo valor! É difícil entender!? Claro que é! Para quem não passa horas e horas em cima da bicicleta a rolar, a subir, a descer, a curvar, ou a sprintar com o amigo que vai passar o resto da semana a dizer que não andamos nada! E aquela bicicleta novo modelo que acabou de sair!? Linda linda linda! Mas ainda há 2 anos trocaram de bicicleta, e foi uma "luta" para convencer a "cara de metade" de que aquela era mesmo a melhor! E seria a última. Calma, há soluções! Através deste super guia, conseguirás comprar aquilo que quiseres sem ninguém dar conta. :P Mas cuidado com as aquisições, por vezes nem tu próprio te poderás aperceber de que trocaste algum acessório, ou de bicicleta! Alguns "negócios da china" são tramados. :D Técnicas: 1 - Ter dinheiro Não estavas à espera desta heeiiim!!!??? :D (Ouvir vídeo) https://www.youtube.com/watch?v=cpbbuaIA3Ds 2 - Ter pelo menos uma conta separada (só tua) é meio caminho andado. Caso contrário, se aparecem menos 100, 200 ou 600€ na conta de ambos tens de inventar uma multa de excesso de velocidade na Estrada "Lisbon Bike Shop", na Rua "Bike Planet", na Avenida Gaia Bike, ou na Travessa "SportZone". 3 - Técnica multiusos Para qualquer compra podes sempre adulterar o preço que comunicas, tiras sempre um zero, ou 50% ao valor real da compra e fica tudo bem. 4 - Se queres comprar uma bicicleta nova "ás escondidas" Importantíssimo ser da mesma côr da anterior, em casos de mulheres mais atentas, convém ser da mesma marca também. Daí para a frente até podes passar de uma Giant de 1000€ para uma de 5000€ que não vai reparar, são todas iguais. Em último caso, quando surge a pergunta: Esta é outra bicicleta? Respondes com uma cara triste: Outra? Quem me dera! Mas não pode ser! 5 - Queres comprar umas rodas novas? Compra á vontade nunca se nota, para elas são todas iguais. Claro que se tiveres umas rodas de perfil baixo e comprares umas de perfil alto estás a arriscar, mas podes sempre responder que estavas a precisar de dinheiro para uns sapatos novos, vendeste as tuas rodas na Internet, compraste essas mais baratas e com a diferença compraste uns sapatos novos (sapatos ou algo que estejas a precisar, assim justificas logo mais uma aquisição). 5.1 - Usas a técnica 3. 6 - Para jerseys, sapatos, calções, luvas, capacetes e óculos usas sempre a técnica 3 ou compras de côr igual. 7 - GPS, ciclocomputador ou conta-quilómetros, arranjas uma capa e quando trocas, arranjas uma capa da mesma côr da anterior, fica igual. 8 - Patrocínios És um atleta TOP regional, nacional, ou TOP da tua rua e tens patrocínio de uma loja, não pagaste pela nova bicicleta, equipamento ou acessório. Atenção: não justificar patrocínio de uma bicicleta nova, sendo o atleta TOP da tua rua. 9 - OLX é justificação para tudo: 9.1 - trocaste pelo que tinhas no OLX. 9.2 - vendeste uma coisa no OLX e compraste outra coisa no OLX, pelo mesmo preço claro. 9.3 - vendeste uma coisa no OLX e compraste outra coisa no OLX, por um preço mais barato claro. 10 - Técnica quer rir? Tem que fazer rir! Mostramos esta famosa cena do filme "BOPE, Tropa de elite" para exemplificar esta técnica ...  "Quer rir? Se quer rir, tem que fazer rir!" Soldado queria férias mas não pagava ao sargento. (ver vídeo). https://www.youtube.com/watch?v=lRkAT1AI1Zo Moral da história, antes do teu aniversário, saem para jantar e pagas tu, ou ofereces algo maravilhoso no aniversário dela, ou seja fazes rir. Se não houver dinheiro para jantar fora com classe, 3 amigos ciclistas fazem magia. (ver vídeo). https://www.youtube.com/watch?v=6Tue9Jf7SxQ Depois, quando chega no teu aniversário pedes só uma Specialized Tarmac SL7 S-WORKS, equipada Dura-Ace Di2 de €12.000 ou uma Canyon Lux CF SLX 9 LTD equipada com Eagle XX1 de €7.000 . NOTAS: 1 - Escrevemos no sentido do homem tentar ludibriar a mulher, porque não temos conhecimento de que mulheres tenham problemas deste tipo para estas aquisições. 2 - As mulheres conseguem sempre tudo o que querem sem qualquer tipo de guia prático. 3 - Nunca, mas NUNCA, conversem sobre bicicletas e aquisições entre amigos quando as mulheres estão presentes! Estudos científicos comprovam que acabam sempre por acontecer situações deste género: - Amigo: Épá, na volta do passado domingo estavas forte, aquilo agora com as rodas novas faz diferença não? - Tu: Sim, são muito mais leves, custaram 1000€ mas vale a pena, são boas! - Mulher: 1000€? .... mas disseste-me que tinham sido 500€! :/ Boas compras ;) Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Galeria - Novos equipamentos e cores das equipas World Tour para 2018 Aqui estão os novos equipamentos das equipas World Tour para 2018. Na maioria a base das cores continua a mesma, ma quase todos ficaram mais bonitos, na nossa opinião. AG2R La Mondiale     Astana   BMC   BORA Hansgrohe   Bahrain Merida   Dimension Data   EF Drapac Cannondale Equipamento oficial Equipamento de treino   Lotto Jumbo   Lotto Saudal   Katusha Alpecin   Michelton Scott (Orica)   Movistar   Quick Step Floors   Giant SunWeb   Sky   TREK Segafredo Equipamento oficial Equipamento de treino   Mr. B. ### Mathieu Van der Poel já pedala com a nova Canyon Inflite (com vídeo) Em 2018 a equipa de Van dr Poel, a "Beobank-Corendon", mudou de nome para "Corendon-Cirus", e o seu patrocínio de bicicletas também mudou. A Canyon Inflite CF SLX com as cores da equipa, equipada com SHIMANO Dura-Ace Di2 Durante dois anos, esta equipa vai correr com bicicletas Canyon, e na especialidade de Ciclocrosse vão usar a nova Inflite, que marcou pelo diferente e arrojado design quando surgiu em 2017. Na primeira corrida com a bicicleta, mais ma vitória para o Holandês. Van der Poel tem demonstrado uma superioridade acima da média em praticamente todas as corridas da taça do mundo de ciclocrosse e troféu superprestige (como podes confirmar aqui no nosso site), lidera a taça do mundo com 250 pontos de margem para o segundo. No final da época de Ciclocrosse, Van der Poel vai-se concentrar em algumas corridas da taça do mundo de XCO, com o objectivo de pontuar e  poder participar nos jogos olímpicos de Tóquio, nessa mesma disciplina, utilizando a mesma marca de bicicletas. Entretanto, a marca Stevens (utilizada anteriormente por Van der Poel), não ficou a "dormir", e existem rumores de que Wout Van Aert, o actual campeão do mundo de Ciclocrosse, venha a correr com esta marca. Fica com o vídeo da nova Canyon Inflite CF SLX ao vista pormenor. https://www.youtube.com/watch?v=ttDAm52pUCc Mr. B. Fotos: cyclocross.com; Corendon-Circus Cyclocrossteam   ### 7ª prova da Taça do Mundo de Ciclocrosse - Heusden-Zolder (Bélgica) Mathieu Van der Poel queria provar que a ultima prova foi só um dia mau, e provou. Á sua imagem, assim que deram a partida Van der Poel impôs o ritmo desde o início da corrida, tendo sido acompanhado só por Wout Van Aert, seguidos dos dois atletas da TREK. Toon Aerts, também TREK hoje não conseguiu acompanhar os da frente. No final da segunda volta, Van Aert ataca Van der Poel mas este consegue recuperar, e mantiveram-se juntos algumas voltas, mas quando surgiu o ataque de Van der Poel Num circuito rápido (para estes super atletas), com escadarias e descidas técnicas, a batalha manteve-se até ao ataque de Van der Poel, que abriu um espaço nunca mais fechado por Van Aert. Wout Van Aert acabou por fazer terceiro, Van der Poel garantiu mais uma vitória e voltou a dilatar a sua diferença pontual para Wout Van Aert na classificação geral da taça do mundo. Destaque para a excelente corrida do Belga Laurens Sweeck, que fez uma corrida de trás para a frente, tendo vindo constantemente ganhando posições e finalizando num excelente segundo lugar. Última volta interessante, com a luta pelo segundo lugar. Podes ver a prova na integra aqui: https://www.youtube.com/watch?v=vzunPqFvbe4 Resumo da prova aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5ZypEO_GgOg Classificações completas aqui.       ### És ignorado na estrada? Torna-te visível com luz de bicicleta diurna Por norma, a primeira vez que alguém decide pesquisar por luzes para bicicleta é quando vai fazer um passeio nocturno, mas a luz de bicicleta não é só para utilizar de noite. O ciclista é um dos elos mais fracos nas estradas, pessoas que pedalam na deslocação para o trabalho, pessoas que treinam por lazer ou atletas profissionais, todos a utilizam juntamente com os veículos motorizados e infelizmente hoje em dia os condutores têm muitas distracções. Além das distracções, quando se faz todos os dias o mesmo trajecto ainda pior, pois o cérebro adapta-se ou “vicia-se” às curvas, aos semáforos, aos buracos desse trajecto, por vezes vai como que “em modo automático”. O ciclista aparece como elemento que não é habitual estar ali e a infelicidade de ser atropelado pode acontecer a qualquer um. Os números têm vindo a aumentar porque existem cada vez mais utilizadores da bicicleta. Ser mais visível na estrada e chamar a atenção é muito importante. Existe uma preocupação maior por parte de alguns ciclistas em tornarem-se mais visíveis aos condutores de veículos motorizados, utilizando luz de bicicleta diurna. A cor do equipamento pode ajudar mas ninguém é obrigado a ter 10 jerseys fluorescentes ou tem dinheiro para renovar todo o seu vestuário de ciclismo, então a luz diurna surge como uma importante solução. Embora ainda não existam tantas disponíveis no mercado como as tradicionais nocturnas, já existem óptimos dispositivos que podem melhorar muito a tua “presença” nas estradas. Ajudará mesmo? Já foram até feitos estudos nos quais analisaram durante 12 meses dois grupos de ciclistas, em que um grupo utilizava luzes, outro não, e no final do período de experiência houveram 19% mais acidentados com lesões corporais no grupo que não usou luzes. Reflecte sobre isto: Os motociclistas (que pela dimensão do veículo são mais visíveis que os ciclistas) são obrigados por lei a circularem com as luzes ligadas, por uma questão de visibilidade aos outros condutores, e os automóveis mais recentes têm luzes de presença constantes de série ou seja, se não usas luzes és o único que "não brilha" na estrada. Nas bicicletas, qual a diferença de uma luz tradicional nocturna para as luzes diurnas? A diferença é que a luz de bicicleta diurna emite uma luminosidade mais forte, tem mais potência  de lumens, é construída de raiz (até no tipo de flash intermitente que emitem) para tornar o ciclista mais visível (no mínimo a 400mts. de distância). Mesmo à luz do dia alerta o condutor para a presença do ciclista dando-lhe tempo para reagir e passar por ele em segurança, ou seja, na estrada uma luz destas pode salvar-vos tanto a vida como o capacete que já toda a gente compra juntamente com a bicicleta. Estas são algumas opções disponíveis no mercado, analisa qual a melhor para ti.  Bontrager Flare (A melhor escolha na nossa opinião) Potência: 65 / 35 / 25 lumens Duração: 4h.30m. a 65 lumens Peso: 35grs. Fonte Energia: Bateria regargável através de cabo USB Especificações técnicas completas. Knog Cobber tamanho média (existem 3 tamanhos) Potência: 170 / 75 / 35 lumens (frontal: 320 lumens) Duração: 6,5 horas com flash de 170 lumens Peso: 44 gr's. Fonte de Energia: Bateria lítio, recargável através de USB. Nota: Marca tem 3 tamanhos disponíveis, e o seu formato curvo permite que seja a única que oferece visibilidade também lateral (330º de visibilidade). Especificações técnicas completas. Specialized Flux Expert Tail Potência: 110 / 55 lumens Duração: 14 horas em modo “strobe” a 110 lumens Peso: 60grs. Fonte Energia: Bateria regargável através de cabo USB Especificações técnicas completas. Cataye kinetic Potência: 50 / 40 / 30 lumens Duração: 7 horas com flash de 50 lumens Peso: 43 gr's. Fonte de Energia: Bateria lítio, recargável através de cabo USB. Nota: Marca tem aplicação de telemóvel para activar/desactivar ou alterar modo da luz. Se usares luz frontal da marca, ambas sincronizam e controlas todas só numa. Especificações técnicas completas. Fabric FLR30 Potência: 30 lumens Duração: 8 horas a Peso: 51 grs. Fonte Energia: Bateria regargável através de cabo USB Especificações técnicas completas. See.sense Icon Potência: 190 lumens Duração: 15 horas em “flash mode” Peso: 64 grs. Fonte Energia: Bateria regargável através de cabo USB Especificações técnicas completas. Exposure Blaze Potência: 80 lumens Duração: 6 horas a 80 lumens Peso: 77 grs. Fonte Energia: Bateria regargável através de cabo USB Especificações técnicas completas. Lupine Rotlicht Potência: 160 / 40 / 8 lumens Duração: 8 horas a 40 lumens Peso: 55grs. Fonte Energia: Bateria regargável através de cabo USB Especificações técnicas completas. Cycliq Fly6 (além de luz, incorpora também uma câmara de vídeo). Potência: 30 lumens Duração: 6 horas Peso: 127grs. Fonte Energia: Bateria regargável através de cabo USB Resolução câmara: 1280 x 720 a 30 fps Especificações técnicas completas. Bontrager Ion 800 R (luz dianteira) Potência: 800 / 450 / 200 lumens Duração: 3 horas a 450 lumens Peso: N/D Fonte Energia:  Bateria regargável através de cabo USB Exposure Switch (luz dianteira) Potência: 350 lumens Duração: 3 horas Peso: 77 grs. Fonte Energia: Bateria regargável através de cabo USB Especificações técnicas completas. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Gravel Bikes - o próximo Boom? (com vídeo) São marketing dos construtores, ou são realmente bicicletas diferentes e com utilidade diferente do que já existe disponível no mercado? Se pensarmos que este novo e crescente segmento de bicicleta é marketing, então também teríamos de o fazer com as bicicletas de estrada de "endurance", ou com as bicicletas "aero", ou no caso das bicicletas de montanha com a roda 27,5 ou 29, mas a verdade é que todas elas fazem sentido, adaptando-se ás necessidades de cada um. Não é marketing. No caso das Gravel trata-se exactamente do mesmo, são bicicletas muito versáteis e que fazem sentido de acordo com a necessidade de cada utilizador. Imaginas-te a fazer este tipo de provas, com este tipo de bicicletas? Provavelmente já fizeste provas parecidas, mas não tão rápido como irias numa Gravel. https://www.youtube.com/watch?v=W5VT4qWGzUw Existe um forte crescimento de utilizadores deste novo conceito em vários países (nos Estados Unidos já existe toda uma comunidade em redor das gravel, com corridas, fóruns e sites só deste tipo de bicicletas), à semelhança do que aconteceu no passado recente com as ciclocrosse, ou roda 29 no caso das bicicletas de montanha. Corrida de Gravel em Schaffhausen na Suíça Não sabemos se vai vingar em Portugal, mas a verdade é que é um conceito muito interessante e que se encaixa nas verdadeiras necessidades de muita gente, assim queiram resistir à pressão de alguns amigos “experts” que achem o contrário. Por cá já começam a haver alguns importadores a apostar neste tipo de bicicletas, no entanto muitos utilizadores ainda não sabem bem onde se enquadram. Que vantagens ou desvantagens têm? Qual o seu potencial e principais diferenças em relação, por exemplo às bicicletas de ciclocrosse, que são as que à primeira vista mais se assemelham às gravel bikes? A Gravel é construída para passar horas a pedalar, a geometria do quadro oferece maior conforto. Tipos de utilização Pessoas que não queiram ter duas bicicletas por falta de espaço em casa, que não queiram fazer um investimento tão avultado ou despender de tanto dinheiro na manutenção de duas bicicletas, podem passar a ter só uma (e por exemplo, ter mais um par de rodas com pneus de estrada montados), tanto saem para pedalar com os seus amigos para a estrada, como podem ir fazer um BTT de "estradão" com os amigos da bicicleta de montanha. Embora uma gravel nunca seja uma bicicleta de estrada tão eficiente como uma bicicleta de estrada de raiz, ou tão eficiente como uma bicicleta de montanha de raiz, para os que fazem ambas as vertentes de uma forma mais suave (e quando dizemos mais suave, dizemos não fazer corridas com bicicleta de estrada, ou não fazer trilhos demasiado técnicos e corridas com a de montanha), este tipo de bicicleta será uma óptima opção. Quem gosta do ciclismo de estrada mas quer evitar o perigo do trânsito, tem nas Gravel uma alternativa mais segura Para os amantes do ciclismo de estrada que têm receio de pedalar na estrada pelo perigo de estar sujeitos a acidentes de viação, com uma gravel o mundo ganha outra dimensão, pois com uma gravel têm a geometria e uma posição próxima da bicicleta de estrada, podendo pedalar em segurança fora do asfalto e longe do trânsito. Também para pessoas que gostem de fazer longas rotas ou viajar em navegação, este é o conceito mais adequado, pois as rodas e o tipo de geometria do quadro permitem andar rápido em estrada de asfalto, bem como em estrada de terra, além do facto de algumas gravel virem com o quadro preparado para receber suportes de bagagem ser outra vantagem para este tipo de utilização. A utilização citadina é outra que se enquadra bem neste tipo de bicicletas, principalmente se for uma cidade portuguesa, com muito empedrado, subidas, descidas, buracos e outros obstáculos (apesar de estarmos a evoluir neste campo, como sabem, pedalar em algumas cidades portuguesas pode ser mais duro que um Paris-Roubaix ou um Tour de Flanders). Aqui mais uma vez o facto de virem preparadas para montar suportes de bagagem ou guarda lamas, também é óptimo para quem utiliza a bicicleta nas suas deslocações urbanas. Diferenças da bicicleta Gravel VS. Ciclocross À primeira vista, estes dois tipos de bicicleta podem parecer iguais, mas a verdade é que são diferentes, principalmente no que respeita à construção e geometria do quadro. Basicamente uma bicicleta de ciclocrosse é construída de raiz para competir num circuito com descidas e subidas curtas, durante cerca de 1h.30m., na sua construção o conforto é relegado para segundo plano. A bicicleta de ciclocrosse é construída de raíz para competir, o conforto é relegado para segundo plano. Uma gravel bike é construída para fazer mais quilómetros e passar muitas horas a pedalar, o quadro tem uma geometria mais confortável, oferece mais confiança em descidas de terra longas, onde se atingem maiores velocidades do que numa prova de ciclocrosse e os andamentos disponíveis de origem também são adequados a rotas mais longas. As principais diferenças no quadro das bicicletas Gravel e Ciclocrosse: A testa do quadro, que será maior nas gravel, à semelhança do que acontece entre as bicicletas de estrada de endurance e as mais "racing", confere maior conforto e controlo da bicicleta. A Gravel da Cannondale vem com Lefty, tal como as bicicletas de montanha da marca. As escoras inferiores são mais longas nas gravel, que também oferece mais estabilidade e menos “nervosismo” às reacções da bicicleta. Quanto mais curtas são as escoras inferiores mais ágil é a bicicleta nas mudanças de direcção por exemplo, o que numa gravel para fazer mais quilómetros em estrada de terra ou asfalto não é tão necessário, mas numa bicicleta de ciclocrosse sim. A Specialized diverge, á semelhança de algumas outras Gravel, dá para usar rodas 670b e 700c O bloco pedaleiro é mais baixo nas gravel, isso baixa por completo a posição em cima da bicicleta, o tubo vertical (do espigão) vai permitir ter um “drop” menor entre selim e guiador,  e consequentemente uma posição seja mais relaxada, mais confortável e de melhor controlo da bicicleta (algo que parece ser útil quando descemos a 50/60 km/h em terra batida). Pelo contrário, a bicicleta de ciclocrosse tem o bloco pedaleiro mais alto por forma a tornar a bicicleta mais ágil e de maior rendimento em circuito, entre obstáculos (como as barreiras) e mudanças de direcção. A bicicleta de ciclocrosse tem uma geometria mais agressiva e menos confortável. Em alguns modelos de gravel, encontramos quadros onde podem usar pneus muito mais grossos do que nas bicicletas de ciclocrosse (com rodas 650b por exemplo), que nos permitem curvar com mais confiança a maior velocidade, passar por raízes e pedras de forma mais fácil e com maior protecção das rodas. Em resumo Uma gravel situa-se ali no meio de um triângulo composto pela bicicleta de estrada, a bicicleta de ciclocrosse e a de BTT, é uma bicicleta de aventura, de viagem por todo o terreno seja ele asfalto ou terra, de uma forma mais intensa e rápida do que com uma BTT,  mais confortável e com maior controlo do que com uma ciclocrosse, assim como por terrenos nos quais uma bicicleta de estrada não conseguiria. 3T Exploro Não são bicicletas para fazer só estrada, nem são bicicletas para fazer só BTT, nem são  bicicletas urbanas, mas são bicicletas muito versáteis e resistentes com as quais podes fazer um pouco de tudo, basta avaliares qual a verdadeira utilidade que dás cada uma das tuas bicicletas (ou só uma), e decidires se este conceito te pode trazer vantagens. Por: Luís Beltrão ### 6ª prova da Taça do Mundo de Ciclocrosse - Wout Van Aert mostrou os dentes Wout Van Aert mostrou porque é que tem a camisola do arco-iris, dominando a corrida de princípio ao fim. A 6ª prova da Taça do Mundo disputou-se na cidade de Namur na Bélgica, uma das pistas míticas do ciclocrosse. Se muitos pensavam qur Mathieu Van der Poel ia passear este ano na Taça do Mundo, estão enganados, pois Wout Van Aert ganhou as duas últimas corridas, sendo que nesta última, demonstrou que têm que contar com ele. A correr no seu país, Van Aert impôs um ritmo diabólico desde início da corrida, deixando toda a concorrência para trás logo à segunda volta, terminando com mais de 1 minuto de vantagem do segundo posto, que lhe permitiu até "puxar" pelo público na última volta. Uma corrida atípica e completamente diferente do que se tem visto este ano (diga-se que fazia falta isto na taça do mundo este ano), onde Van der Poel não dominou, viu-se claramente que não estava num dos seus melhores dias, tendo cometido muitos erros (3 quedas), e não conseguindo acompanhar o ritmo imposto pelo actual campeão do mundo. A parte interessante da corrida ficou na disputa do segundo lugar entre Toon Aerts e Van der Poel, tendo estes terminado a corrida ao sprint pela disputa desse lugar, levando a melhor o ciclista Belga de 24 anos Toon Aerts. Os "suspeitos" do costume, mas com resultados diferentes do costume, foi assim esta 6ª ronda da Taça do Mundo. Mathieu Van der Poel continua a liderar a classificação geral com 455 pontos, tendo agora Wout Van Aert (segundo com 380 pontos) encurtado a distância para 75 pontos. Colocámos link para veres corrida em directo no nosso Facebook, mas se não conseguiste ver, tens aqui a prova na integra. https://www.youtube.com/watch?v=k8oseEtcpao Resumo da prova. https://www.youtube.com/watch?v=5Se-57ooDKw Classificações completas aqui.   Mr. B. ### Resumo da terceira prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) e Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) ganharam hoje, em Paços de Ferreira, a terceira etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse, assumindo-se com os claros comandantes da classificação geral na categoria de elite. Os corredores da "Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão" dominaram a corrida masculina, conseguindo as duas primeiras posições, através de Vítor Santos e de Roberto Ferreira, que gastou mais 15 segundos do que o colega. A correr em casa, Márcio Barbosa (ACDC Trofa) fechou o pódio de elite, a 40 segundos do vencedor. Vítor Santos ganhou as três etapas já disputadas, encimando a classificação geral. A prova feminina teve na frente a dupla que chegou a Paços de Ferreira empatada no topo da classificação geral, Daniela Pereira e Ana Vigário (Sporting/Tavira/Formação Eng. Brito da Mana). A ciclista da Saertex Portugal/Edaetech foi a mais forte, deixando a rival a 2m15s. No terceiro posto colocou-se Ana Ramalho (BTT Matosinhos), a 7m08s. Daniela Pereira ficou isolada no topo da geral. Débora Figueiredo (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) voltou a ser a única sub-23 em pista, não tendo adversárias nesta categoria para a colocarem à prova. O melhor júnior foi Rodolfo Serafin (BTT Loulé/BPI/Elevis), mas a geral é comandada por Hélder Gonçalves (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact). Diogo Neves (BTT Loulé/BPI/Elevis) e Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde) impuseram-se em cadetes e são os primeiros da geral nesta categoria. Os melhores veteranos foram o master 30 Rúben Nunes (ASC/Focus Team/Vila do Conde), o master 40 António Sousa, o master 50 António Moreira e a feminina Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde). Rúben Nunes e António Moreira são também os primeiros na geral da Taça, enquanto os mais regulares em master 40 e master feminina são, respetivamente, Nuno Inácio e Marina Leitão (Vasconha BTT Vouzela). Tomás Carvalho (Maiatos/Reabnorte) impôs-se na categoria de juvenis. A Taça de Portugal faz uma pausa para as festas de Natal e de ano novo, regressando no dia 7 de janeiro, em Marrazes, Leiria. Classificações completas aqui. Ranking aqui.   Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo   Mr. B.   ### Specialized Allez 2018 - recolha das forquetas por segurança A recolha deve-se um defeito de construção na coroa da forqueta que pode chegar a afetar a segurança. A recolha de produto implicará a substituição da forqueta original por um novo modelo. Deixamos de seguida a comunicação oficial da marca, para mais informações dirige-te à loja onde tenhas adquirido a tua Allez. Comunicado da Specialized: " Caro ciclista Specialized: Na Specialized, a segurança é a nossa principal preocupação, sempre e quando a segurança do ciclista possa estar comprometida, tomamos todas as medidas pertinentes. Após um exame minucioso, chegamos à conclusão que algumas bicicletas Allez, Allez Elite e Allez Sport 2018 podem apresentar um defeito de construção na coroa da forqueta que pode chegar a afetar a segurança. Por essa razão, decidimos prepararmo-nos para uma recolha de produto que implicará a substituição da forqueta original por um novo modelo. Através desta carta, pedimos aos ciclistas que suspendam a utilização das bicicletas afetadas e aos nossos Distribuidores que suspendam a sua venda. De acordo com a informação que possuímos, não houve até ao momento qualquer registo de acidentes e não fomos notificamos por parte de nenhuma entidade reguladora. Recorrendo a todos os nossos recursos de produção para proporcionar forquetas de substituição da máxima qualidade, pintadas para igualar a cor original da bicicleta. Os ciclistas que possuam estas bicicletas serão a nossa prioridade para a substituição da forqueta, seguidos dos nossos Distribuidores. Como ciclistas, entendemos inteiramente a situação e estamos a trabalhar arduamente para encontrar soluções que minimizem os inconvenientes causados. Agradecemos desde já que entenda que necessitamos de tempo para obter as autorizações governamentais necessárias e para produzir a quantidade de forquetas necessárias para a substituição. Asseguramos que colocar a sua bicicleta de novo em condições de utilização é a nossa prioridade absoluta e estamos a trabalhar dia e noite para que isto suceda o mais rápido possível. Iremos proporcionar atualizações periódicas de todos os progressos em specialized.com. Assim que começarmos a enviar forquetas de substituição, informaremos de imediato todos os afetados. Pedimos desculpas por os inconvenientes que esta situação possa causar. Para questões, por favor contacte a Specialized Rider Care através do número 0034 902 100554. Da nossa parte pedimos desculpas pelo inconveniente. Mark Schroeder, Diretor de Engenharia "   Mr. B. ### Novidade 2018 - BMC Agonist, a nova XC de maratonas da marca Suíça A BMC revelou este ano o lançamento de uma nova bicicleta de suspensão total para a gama de 2018. A nova bicicleta de suspensão total da marca suíça, tem o nome de "Agonist", apropriado para uma bicicleta que foi desenhada para causar dor e sofrimento em cima dela,  isto no bom sentido claro. "Na Grécia antiga "Agon" era uma crença de que qualquer coisa podrria ser alcançada atravéz do esforço, como uma rivalidade saudável e uma concorrência nobre. Um "Agonist" coloca uma força contra outra, concorrente contra rival e atleta contra natureza numa competição feroz, para alcançar um objectivo final." - BMC Esta nova máquina de XC, é leve e desenhada para correr ou seja, assim de repente parece ser a substituta da Fourstroke já existente, no entanto a BMC Agonist será uma bicicleta adicional e a Fourstroke continuará a existir. BMC Agonist BMC Fourstroke A Agonist tem mais curso de suspensão do que Fourstroke (110mm em vez dos 100mm da sua "irmã" mais velha), e uma geometria mais relaxada, segundo a marca é uma bicicleta de Endurance XC, ou XC maratona. Diferença de geometria entre a Agonist e a Fourstroke Tanto no design e linhas do quadro, como na colocação do amortecedor, como na própria estratégia da marca em ter duas bicicletas similares, mas com cursos de suspensão diferentes, parecem vir ao encontro da estratégia da Scott com as suas "Spark" (120mm) e "Spark RC" (100 mm), Não é novidade nenhuma, em todas as eras e evolução das bicicletas este fenómeno acontece, surgem tendências, as marcas adoptam-nas e evoluem-nas à sua maneira. Nesta nova bicicleta é utilizado o mesmo link de suspensão APS empregue em toda a gama de suspensão total da marca, e embora a plataforma normalmente ofereça uma óptima eficiência na pedalada, de acordo com a BMC a Agonist óbtem um "setup de endurance", que basicamente significa que é um pouco mais flexível e desportivo do que o sistema de suspensão aplicado na mais agressiva Fourstroke. O objectivo foi construir uma bicicleta com um sistema igualmente eficiente na pedalada, mas também mais confortável para passeios de longa distância ou corridas de maratona. O amortecedor traseiro é um Float DPS da FOX, equipado com o novo sistema "EVOL" que ajuda a sispensão a ficar mais suave nos primeiros 25% do curso. O que podes não te aperceber à primeira vista é que a BMC integrou o bloqueio remoto do amortecedor, que está subtilmente escondido no tubo inferior do quadro, dando maior durabilidade ao sistema e melhor "look" ao conjunto. A BMC dedicou algum tempo, mas todos os cabos correm internamente o quadro (o que não acontece na Fourstroke). Os engenheiros dedicaram-se a criar soluções para a bicicleta ficar completamente "clean", até o link "APS" inferior também possui passagem interna de cabos para o desviador traseiro e travões. Além disso também está preparada para passagem de cabos para accionamento do espigão telescópico, que não está presente na versão das fotografias mas é opção, também à imagem do que vem acontecendo noutras marcas. A questão no próximo ano é que, se estás interessado numa Fourstroke, e não na Agonist, provavelmente vais querer esperar um ano, pois é provável que a Fourstroke adopte no próximo ano algumas destas tecnologias, nomeadamente a de passagem interna de cabos, ou colocação do amortecedor traseiro. É provável mas não garantido, isto é só conversa do Homem da Marreta, veremos. ;)   Mr. B.           ### Froome com excesso de Salbutamol em análise de Vuelta Líder da Sky pode perder Volta á Espanha e encarar suspensão. Na análise em causa parece que deu positivo a Salbutamol.O teste teve lugar no dia 7 de Setembro depois da etapa 18 da Vuelta.Ambas as amostras "A" e "B" revelaram excesso da substância Salbutamol.Segundo a equipa e o próprio atleta, houve um aumento de dosagem dessa substância porque o atleta sofria de alguns problemas respiratórios desde criança, que estão controlados mas que agravaram na Volta á Espanha, pelo que o médico da equipa aconselhou o seu aumento, mas dentro do permitido.Salbutamol ou albuterol é um agonista dos receptores adrenérgicos β2 de curta duração utilizado para o alívio do broncoespasmo em condições como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica.Não se sabe será motivo para suspensão, mas o ciclista corre o risco de lhe ser tirada a Volta á Espanha.Fonte: Cyclingnews.comMr. B. ### Resumo da segunda prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse (Vídeo) A segunda etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse realizou-se em Vila Real. A corrida de elite masculina foi palco do domínio de Vítor Santos, que se isolou e controlou a prova desde a dianteira, de modo a cimentar o comando da geral da Taça. Cortou a meta com 44 segundos de vantagem sobre o colega de equipa Roberto Ferreira. O terceiro classificado, com mais 2m19s do que o vencedor, foi o sub-23 João Rocha (Rodabike/ACRG/Gondomar). Daniela Pereira e Ana Rita Vigário (Sporting/Tavira/Formação Eng. Brito da Mana) trocaram de posições face à etapa inaugural da Taça na categoria de elite feminina. Desta feita impôs-se Daniela Pereira, deixando a rival a 4m25s. A terceira classificada, a 10m28s, foi Ana Ramalho (BTT Matosinhos). Na geral regista-se um empate no topo, entre Daniela Pereira e Ana Rita Vigário. Débora Figueiredo (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújos/Frulact) foi a única sub-23 em pista. Hélder Gonçalves (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) foi o melhor júnior. Vítor Costa (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) e Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde) impuseram-se em cadetes. Nas categorias de veteranos as vitórias foram para o master 30 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Apcar), o master 40 Nuno Inácio, o master 50 António Moreira e a master feminina Marina Leitão (Vasconha BTT Vouzela). A corrida de juvenis, que não conta para qualquer ranking, dado tratar-se de uma categoria de escolas, foi ganha por Simão Rocha (Escola BTT IdealKorpus/Penafiel Bike Clube). Paços de Ferreira é a próxima paragem da Taça de Portugal de Ciclocrosse, já no próximo domingo. Fica com o vídeo da Federação Portuguesa de Ciclismo https://www.facebook.com/FedPortCiclismo/videos/1856213494420716/ Classificações completas aqui. Ranking aqui. ### Nova transmissão Rotor UNO - uma peça sublime de engenharia Nem mecânica, nem eléctrica, a nova transmissão da Rotor é hidráulica. Até agora, haviam 3 "players" no mercado das transmissões de bicicleta, sucede que este ano tanto a Rotor como a FSA lançaram os seus grupos de transmissão de bicicletas de estrada. No caso da Rotor, por lado quis destacar-se e fazer algo diferente do feito até hoje, por outro necessitou fazê-lo. Se o sistema é completamente novo? Não, pois em 2011 a "Acros" tinha mostrado no "Sea Otter" um sistema semelhante para as bicicletas de montanha, com podes ver aqui. Além dos travões, também a sua transmissão acenta num sistema hidráulico fechado para a activação dos desviadores, a Rotor pretende ter na sua transmissão UNO, as melhores qualidades do funcionamento mecânico e electrónico. Para a Rotor, desenvolver um produto completamente novo, diferente de tudo, só com 110 funcionários e fazê-lo de forma a não infringir nenhuma das patentes apertadas detidas pelos gigantes dos grupos de transmissões (e esta foi uma das razões pelas quais optaram por este tipo de sistema), não deve ter sido tarefa fácil, mas conseguiu-o. Vídeo com demonstração do funcionamento do sistema. https://www.youtube.com/watch?v=Zrzaz-bcYgg A base do funcionamento é estilo "double tap", pressionando uma vez metem-se mudanças baixas, pressionando mais do que o simples "click" metem-se mudanças altas. Passagens rápidas, permite trocar 4 mudanças de uma vez, tem auto afinação simples de fazer, não necessita bateria, não existem problemas de maus contactos de fios, sendo um sistema fechado a manutenção é menor do que num sistema mecânico, e a suavidade de funcionamento é similar à de uma transmissão eléctrica, estes são os argumentos da marca espanhola. O preço ronda os €2.350 para desviadores, manetes, desviadores, cassete, corrente, kit sangramento, e opção de travões de disco ou de calço (ambos de sistema hidráulico). O peso anunciado do grupo completo é de 1604 gr's, isto torna este grupo da Rotor no grupo de disco mais leve do mercado. Este é daquele tipo de equipamento e ideia tão simples que nos deixa a pensar: então e porquê só agora? Porque é que não surgiu este tipo de sistema antes do electrónico? A resposta da Rotor é que, talvez as outras marcas tivessem medo do desfio. Desde o momento das primeiras ideias e trabalhos, esta transmissão demorou 6 anos a desenvolver! Dos quais, o ultimo ano e meio foi para testar. Acerca da funcionalidade e fiabilidade do sistema, a marca acredita que a melhor forma de testar material a sério (além dos testes feitos em fábrica), é em competição, onde o sistema é submetido a utilização intensa, ao stress e "maus tratos" por parte dos ciclistas e por isso, antes de ser comercializado foi testado e utilizado pela equipa SUB23 "Fundación Alberto Contador" durante mais de 1 ano. Este sistema hidráulico não tem qualquer reservatório, que teoricamente requer menos sangranento, mas como todos os sistema hidráulicos está sujeito a que mais tarde ou mais cedo possam aparecer aquelas "bolhinhas" de ar inconvenientes. Será simples de sangrar? Qual a manutenção que necessita? Caso os senhores da Rotor assim o queiram, cá estaremos nós para a testar, se possível levar uma "marretada" a fazê-lo e mostrar-te se realmente vale a pena investir.   Mr. B.     ### SHIMANO responde com as 13 velocidades Será que a Shimano vai acordar? Ainda não é oficial, mas é de esperar que algo aconteça, tendo em conta o estatuto e a dimensão da marca Japonesa. Depois da Sram ter alargado o leque das 12 velocidades, lançando o grupo Eagle GX12, a "guerra" da inovação no campo das transmissões poderá ficar intensificada com a Shimano a responder com as 13 velocidades. A filosofia da Shimano sempre foi a de que as passagens de mudanças deviam ser curtas e  homogéneas, permitindo ter sempre a mudança adequada ao ritmo, não afectando a cadência, no início o seu 1X11 tinha uma relação 11-40, depois com o XT M8000 passou a ter uma relação 11-42 que alargou a outros grupos. No entanto, esta filosofia parece não reunir as necessidades do mercado actual, pois há muita gente que por um lado não quer, nem consegue deixar de ter relações baixas (para subidas muito acentuadas), por outro querem manter a tal passagem curta sem afectar a cadência e a solução actual da Shimano tem-se revelado algo "curta" para o monoprato. O gigante nipónico defende que cada utilizador deve conhecer as suas necessidades, e só depois optar pelo prato duplo ou único (e isso é que tem atrasado a tal resposta verdadeira ás 12 velocidades), mas o prato único caiu em moda e é o que todos procuram no geral, seja esta procura consciente, ou não. No entanto, graças à tendência do mercado parece que a Shimano se prepara para lançar um XTR de 13 velocidades, embora não esteja confirmado já existem bastantes rumores em vários sites da especialidade e como se costuma dizer, "onde há fumo há fogo". A base parte de uma cassete 11-40, com mais dois carretos. O nome será o XTR M1300 "fisherman" e é proveniente do mundo da pesca, onde a marca Japonesa é uma das líderes no fabrico de carretos deste desporto, como o novo XTR vai ter um carreto de 52 dentes que permite uma cadência muito elevada, como se fosse a rotação de um carreto de cana de pesca. Outra hipótese também poderá ser continuar com as 11 velocidades, mas tendo a valência de um carreto com 9 dentes na cassete, que permitiria utilizar um prato mais pequeno de uma forma mais equilibrada. Vamos esperar para ver em quanto tempo se torna um rumor, realidade.   Mr. B.   ### Pinarello NYTRO Carbon A primeira bicicleta de estrada eléctrica da conhecida marca italiana Depois da Focus, Cube, Orbea (sobre a qual já escrevemos aqui) e algumas outras, também a Pinarello entra no mercado das bicicletas de estrada eléctricas, com a Nytro. https://www.youtube.com/watch?v=Y2KVkkSwXyM Sobre a lógica das bicicletas eléctricas neste sector, já escrevemos no nosso artigo sobre a Gain da Orbea, mas podemos resumir novamente aqui essa parte. O que é, e para que serve a bicicleta? Além de exercício físico, é uma forma de nos divertirmos, é um meio de transporte, é uma experiência, e diferentes pessoas desfrutam dessa experiência de forma diferente. Talvez uma pessoa de 60 anos gostasse de subir àquela montanha como quando tinha 30, ou existam pessoas, que pelas mais variadas razões, não têm o tempo que gostariam para poderem estar em forma e desfrutar da bicicleta como um momento de prazer em vez de simplesmente sofrimento. Por vezes na vida existe esta dualidade, ou temos dinheiro para ter as bicicletas que desejamos, mas não temos tempo para treinar e desfrutar delas como gostaríamos (porque passamos esse tempo a trabalhar), ou temos tempo para treinar, mas não temos dinheiro para ter qualquer bicicleta que desejemos. A Pinarello Nytro Carbon é baseada na geometria do quadro da famosa F10 e tem 5 modos de utilização, o modo 1 sem qualquer apoio, modo 2 (Breeze) com um apoio de 125W, modo 3 (River) com um apoio de 250W, o modo 4 (Rocket) em que segundo a Pinarello tem um apoio à pedalada de 400W (já dá para perceber o nome "Nytro")! Por último o modo 5 (walk assistance) em que o motor empurra a bicicleta até 6km/h. De qualquer forma (e na linha de todas as outras bicicletas eléctricas) o apoio está limitado aos 25 km/h., velocidade na qual esteja a bicicleta em qualquer um dos modos, deixa de ter apoio do motor. Se por um lado o peso de 13kg's., apesar de bom para uma bicicleta eléctrica não surpreende, por outro lado a Pianrello Nytro tem uma valência diferente de outras bicicletas deste género, que é o facto de poder ser utilizada sem a bateria, colocando-se uma capa no sítio desta e ficando a bicicleta pronta a utilizar com um peso de 9kg's. No que respeita a inovação e tecnologia a marca Italiana também não facilita, a sua arma está também no conjunto motor/bateria com sistema "Evation by Fazua" que consiste em quatro elementos: 1. Drive pack com um motor sem escova, um mecanismo epicíclico exclusivo que reduz as rotações do motor com um interface electrónico para transferir energia para o movimento central. 2. Bateria de íon de lítio removível que oferece a melhor relação entre energia e peso. (A bateria pode ser facilmente removida do conjunto). 3. Bloco padaleiro com um sensor de torque duplo e sensores de cadência integrados para permitir ao sistema adaptar a energia fornecida pelo sistema em tempo real. Segundo a marca o resultado é realmente eficaz, resultando uma assistência de pedalada não-invasiva. 4. Comando/Display simples e fácil colocado no guiador, através de 3 botões e um display Led muito claro que permite ao ciclista ler o status de carga da bateria e controlar os 5 modos referidos anteriormente. O que também não surpreende é o preço, que vai rondar os €6.000. Encontram-se bicicletas com esta valência mais baratas, mas sem este equipamento e não de carbono. De qualquer forma todos sabemos que a Pinarello tem um público alvo específico e que é uma marca que costuma carregar de requinte as suas máquinas, algo que infelizmente falhou no caso do display. Para uma máquina destas, desta marca podiam ter caprichado mais. Como será o comportamento de uma bicicleta de 13kg's, quando rodamos a mais de 25 km/h. ao nível da maneabilidade? Com o mesmo valor desta Nytro consegue-se ter uma bicicleta normal de estrada muito bem equipada e com um peso na ordem dos 7 kg's (menos 5 kg's), a questão é se apesar dos seus 13kg's, o motor compensa assim tanto para se poder usufruir de uma óptima experiência. A bicicleta não deixa de ter um design e geometria apelativos só por ter bateria, e aparentemente o local onde esta está colocada dá o melhor centro de gravidade para a maneabilidade desta bicicleta, mas só experimentando para dar uma opinião mais concreta. Esperamos poder fazê-lo um dia para finalmente desmistificar este conceito e se a Pinarello conseguiu revolucionar o mercado das bicicletas de estrada. Geometria e especificações: Quadro: Fibra de carbono T700 de estrutura assimétrica Motor: Potência média 250W, potência máxima 400W Torque máximo: 60Nm Bateria: 252Wh Fazua Evation Peso bateria: 1,4kg's. Tempo de recarga 0-100%: 3-4 horas Duração bateria: 1400m de subida no nível de apoio máximo Velocidade máxima assistida: 25km/h Travões: Disco Pneus: Medida máxima suportada 700 x 28   Mr. B.       ### As transferências e "mexidas" das equipas World Tour para 2018 No dia 1 de Agosto abriu a época de transferências do ciclismo, e desde então as equipas têm vindo a anunciar as suas contratações. Os ciclistas também já tiveram, ou estão a ter as suas merecidas férias, é uma altura do ano em que podemos frequentar praias sem nos sentir-mos desenquadrados, pois podemos encontrar bronzes como o nosso. Cá está, um exemplo de quando não podes esconder dos amigos que tens treinado. :D Continuando com as transferências, existem algumas sonantes, como a transferência de Mykel Landa da Sky para a Movistar, ou a de Marcel Kittel que trocou a Quick-Step pela Katusha-Alpecin, de onde saiu  Alexander Kristoff para a UAE Team Emirates (pelo menos agora, os portugueses da Katusha-Alpecin, quando trabalharem para ganhar uma etapa sabem que podem realmente ganhá-la, hihihi). :P Diz o Kittel ao Tony Martin: finalmente já podes puxar para ganhar Etapas ao sprint. Riam-se, que eu fui campeão da Europa. E não fui do Mundo porque o Sagan aprendeu a usar o cérebro …. sim e as pernas também, vá. Outras são surpreendentes, como a de Warren Barguil que depois de ganhar a camisola de montanha no Tour 2017 pela Team Sunweb, se transferiu para uma equipa do escalão inferior ao World Tour (Pro Continental), a Oscaro-Fortuneo. Novidades tristes mas compreensíveis de 2018 no pelotão World Tour são o facto de alguns "monstros sagrados" do ciclismo se retirarem, como o mítico ciclista das clássicas Tom Boonen ou Alberto Contador. Tanto um como outro vão deixar muitas saudades, pois eram únicos nas suas especialidades. Contador está a gostar da sua nova vida, parece que se vai dedicar ao flamengo :D https://www.youtube.com/watch?v=pszu9VZYr8Y   Deixamos uma listagem com as transferências de todas as equipas World Tour. Ag2r La Mondiale Entradas: Silvan Dillier (BMC Racing), Tony Gallopin (Lotto-Soudal), Clement Venturini (Cofidis), Benoit Cosnefroy. Saídas: Sondre Holst Enger (Academia de ciclismo de Israel), Hugo Houle (Astana), Domenico Pozzovivo (Bahrein-Mérida). Renovações: Gediminas Bagdonas, Romain Bardet, François Bidard, Axel Domont, Ben Gastauer, Pierre Latour, Oliver Naesen.   Astana Entradas: Magnus Cort Nielsen (Orica-Scott), Omar Fraile (Dimension Data), Jan Hirt (CCC Sprandi Polkowice), Hugo Houle (Ag2r La Mondiale), Davide Villella (Cannondale-Drapac) Saídas: Paolo Tiralongo (aposentado), Fábio Aru (UAE Team Emirates). Renovações: Dario Cataldo, Laurens De Vreese, Jakob Fuglsang, Bakhtiyar Kozhatayev, Luis Leon Sanchez.   Bahrain Mérida Entradas: Gorka Izagirre (Movistar), Kristijan Koren (Cannondale-Drapac), Matej Mohoric (UAE Team Emirates), Hermann Pernsteiner (Amplatz-BMC), Domenico Pozzovivo (Ag2r La Mondiale) Saídas: Tsgabu Grmay (Trek-Segafredo), Javier Moreno (Delko Marseille Provence KTM) Renovações: Sonny Colbrelli.   BMC Racing Entradas: Albert Bettiol (Cannondale-Drapac), Patrick Bevin (Cannondale-Drapac), Simon Gerrans (Orica-Scott), Jürgen Roelandts (Lotto-Soudal), Nathan van Hooydunck. Saídas: Silvan Dillier (Ag2r La Mondiale), Ben Hermans (Israel Cycling Academy), Amaël Moinard (Oscaro-Fortuneo), Daniel Oss (Bora-Hansgrohe), Manuel Quinziato (aposentado), Manuel Senni Renovações: Brent Bookwalter, Damiano Caruso, Alessandro De Marchi, Jean-Pierre Drucker, Richie Porte, Joey Rosskopf, Michael Schär, Danilo Wyss, Tejay van Garderen, Francisco Ventoso.   Bora-Hansgrohe Entradas: Davide Formolo (Cannondale-Drapac), Felix Großschartner (CCC Sprandi-Polkowice), Peter Kennaugh (Team Sky), Daniel Oss (BMC Racing) Saídas: Renovações: Sam Bennett, Christoph Pfingsten, Michael Schwarzmann, Rüdiger Selig.   Cannondale-Drapac Entradas: Logan Owen (Axeon Hagens Berman), Dan McLay (Oscaro-Fortneo), Sacha Modolo (UAE Team Emirates) Saídas: Albert Bettiol (BMC Racing), Patrick Bevin (BMC Racing), Davide Formolo (Bora-Hansgrohe), Kristijan Koren (Bahrein-Mérida), Ryan Mullen (Trek-Segafredo), Tom-Jelte Slagter (Trek-Segafredo), Dylan Van Baarle (Team Sky), Woter Wippert (Roompot-Nederlandse Loterij), Davide Villella (Astana). Renovações: Simon Clarke, Rigoberto Uran, Michael Woods.   Dimension Data Entradas: Scott Davies (Team Wiggins), Nicholas Dlamini (Dimension Data Continental), Louis Meintjes (UAE Team Emirates), Tom-Jelte Slagter (Cannondale-Drapac), Julien Vermote. Saídas: Omar Fraile (Astana), Nathan Haas (Katusha-Alpecin) Renovações: Igor Anton, Steve Cummings, Jacques Janse van Rensburg, Jay Thomson, Jaco Venter, Johann van Zyl.   FDJ Entradas: Bruno Armirail (Team Cycliste Armée de Terre), Antoine Duchesne (Direct Energie), Valentin Madouas, Georg Preidler (Team Sunweb), Romain Seigle, Ramon Sinkeldam (Team Sunweb), Benjamin Thomas (Team Cycliste Armée de Terre) Saídas: Arnaud Courteille (Vital Concept), Odd Christian Eiking (Wanty-Groupe Gobert), Marc Fournier (Vital Concept), Johan Le Bon (Vital Concept), Jérémy Maison (Oscaro-Fortuneo), Lorrenzo Manzin Reza (Vital Concept) Renovações: Mickael Delage, Daniel Hoelgaard, Ignatus Konovalovas, Matthieu Ladagnous, Benoît Vaugrenard.   Katusha-Alpecin Entradas: Ian Boswell (Team Sky), Steff Crass, Alex Dowsett (Movistar), Nathan Haas (Dimension Data), Matteo Fabbro (Friuli Cycling Team), Marcel Kittel (Quick-Step Floors), Willie Smit (Nippo-Vini Fantini) Saídas: Sven Erik Bystrøm (UAE Team Emirates), Alexander Kristoff (UAE Team Emirates), Michael Mørkøv (Quick-Step Floors), Rein Taaramae (Direct Energie), Vicious Angel. Renovações: Maxim Belkov, José Gonçalves, Reto Hollenstein, Pavel Kochetkov, Tiago Machado, Jhonatan Restrepo, Simon Spilak, Ilnur Zakarin.   LottoNL-Jumbo Entradas: Pascal Eenkhoorn (BMC Development Team), Sep Kuss (Rally Cycling), Neilson Powless (Axon Hagens Berman), Danny Van Poppel (Team Sky). Saídas: Victor Campenaerts (Lotto-Soudal), Steven Lammertink (Vital Concept).   Lotto-Soudal Entradas: Victor Campenaerts (LottoNL-Jumbo), Jens Keukeleire (Orica-Scott), Lawrence Naesen (WB Veranclassic Aqua Protect). Saídas: Sean De Biew (Verandas Willems-Crelan), Bart De Clercq (Wanty-Groupe Gobert), Tony Gallopin (Ag2r La Mondiale), Jürgen Roelandts (BMC Racing), Jurgen Van Den Broeck (aposentado), Louis Vervaeke (Team Sunweb ). Renovações: Jasper De Buyst, Frederik Frison, Tomasz Marczynski, Maxime Montfort, Jelle Wallays, Jelle Vanendert.   Movistar Entradas: Jaime Castrillo, Mikel Landa (Team Sky), Jaime Roson (Caja Rural), Eduardo Sepulveda (Fortuneo-Oscaro) Saídas: Alex Dowsett (Movistar), Jesús Herrada (Cofidis), José Herrada (Cofidis), Gorka Izagirre (Bahrein-Mérida), Adriano Malori (aposentado), Rory Sutherland (Emirados Árabes Unidos dos Emirados) Renovações: Jorge Arcas, Nelson Oliveira, Antonio Pedredo.   Orica-Scott Entradas: Jack Bauer (Quick-Step Floors), Lucas Hamilton (Mitchelton-Scott), Cameron Meyer, Mikel Nieve (Team Sky), Matteo Trentin (Quick-Step Floors) Saídas: Simon Gerrans (BMC Racing), Jens Keukeleire (Lotto-Soudal) Renovações: Sam Bewley, Mathew Hayman, Jack Haig, Michael Hepburn, Christopher Juul-Jensen, Svein Tuft.   Quick-Step Floors Entradas: Fabio Jakobsen (SEG Racing Academy), James Knox (Team Wiggins), Michael Mørkøv (Katusha-Alpecin), Jhonathan Narvaez (Axeon Hagens Berman), Florian Sénéchal (Cofidis), Elia Viviani (Team Sky) Saídas: Jack Bauer (Orica-Scott), Tom Boonen (aposentado), Gianluca Brambilla (Trek-Segafredo), Marcel Kittel (Katusha-Alpecin), Dan Martin (Emirados Árabes Unidos dos Emirados), Matteo Trentin (Orica-Scott), Julien Vermote (Dimension Data) Renovações: Julian Alapahilippe, Tim Declercq, Dries Devenyns, Fernando Gaviria, Philippe Gilbert, Bob Jungels, Iljo Keisse, Yves Lampaert, Davide Martinelli, Maximiliano Richeze, Fabio Sabatini, Pieter Serry, Zdenek Stybar, Niki Terpstra, Petr Vakoc.   Team Sky Entradas: Egan Bernal (Androni Giocattoli-Sidermec), Jonathan Castroviejo (Movistar), David de la Cruz, Christopher Lawless (Axeon Hagens Berman), Pavel Sivakov (BMC Development), Dylan Van Baarle (Cannondale-Drapac ). Saídas: Ian Boswell (Katusha-Alpecin), Peter Kennaugh (Bora-Hansgrohe), Mikel Landa (Movistar), Mikel Nieve (Orica-Scott), Danny Van Poppel (LottoNL-Jumbo), Elia Viviani (Quick-Step Floors) Renovações: Chris Froome, Michael Golas, Christian Knees, Michal Kwiatkowski, Ian Stannard, Geraint Thomas.   Team Sunweb Entradas: Jai Hindley (Mitchelton-Scott), Michael Storer (Mitchelton-Scott), Edward Theuns (Trek-Segafredo), Martijn Tusveld (Roompot-Nederlandse Loterij), Louis Vervaeke (Lotto-Soudal) Saídas: Warren Barguil (Fortuneo-Oscaro), Bert De Backer (Vital Concept), George Preidler (FDJ), Ramon Sinkeldam (FDJ), Sindre Skjøstad Lunke (Fortuneo-Oscaro), Ziko Waeytens (Verandas Willems-Crelan) Renovações: Søren Kragh Andersen, Nikias Arndt, Tom Dumoulin, Chad Haga, Sam Oomen, Laurens Ten Dam, Max Walscheid.   Trek-Segafredo Entradas: Gianluca Brambilla, Nicola Conci, Niklas Eg (Virtu Cycling), Alex Frame (JLT Condor), Tsgabu Grmay (Bahrein-Mérida), Ryan Mullen (Cannondale-Drapac), Toms Skujins (Cannondale-Drapac). Saídas: Alberto Contador (aposentado), Edward Theuns (Team Sunweb), Haimar Zubeldia (aposentado). Renovações: Julien Bernard, Fabio Felline, Michael Gogl, Kiel Reijnen.   UAE Team Emirates Entradas: Sven Erik Bystrøm (Katusha-Alpecin), Alexander Kristoff (Katusha-Alpecin), Dan Martin (Quick-Step Floors), Alexandr Riabushenko, Rory Sutherland (Movistar). Saídas: Andrea Guardiani (Bardiani-CSF), Marko Kump (CCC Sprandi-Polkowice), Louis Meintjes (Dimension Data), Sacha Modolo (EF Education First-Drapac). Renovações: Matteo Bono, Simone Consonni, Valerio Conti, Kristjan Durasek, Roberto Ferrari, Marco Marcato, Simone Petilli. ### 5ª prova da taça do mundo de Ciclocrosse - Wout Van Aert vence pela primeira vez Mathieu Van der Poel procurava a quinta vitória em 5 corridas mas mais uma vez, foram os problemas mecânicos que o impediram de vencer. A corrida em Zeven, disputou-se em condições normais para o ciclocrosse, muita lama, terreno pesado e agressivo para as bicicletas. Quando Van der Poel teve problemas mecânicos a corrida ainda ia só na segunda volta, e Wout Van Aert seguia na sua roda mas o facto de, apesar de ter perdido tempo com esses problemas, ainda voltar a passar todos os que tinham passado por si, com excepção do primeiro tendo finalizado a corrida a 40 segundos do mesmo, leva-nos a afirmar que foi isso que o impediu de vencer. Van der Poel tentou, apesar do azar, vencer a corrida mas desta vez não conseguiu e não vai fazer o pleno de vitórias esta época. Estes factores fazem parte da corrida, todos estão sujeitos a eles e por acaso a Van der Poel já lhe aconteceu 2 vezes este ano (uma no troféu superprestige, e esta na taça do mundo), tendo o seu rival e perseguidor na classificação geral aproveitado para vencer. Wout Van Aert  aproveitou bem o azar do seu adversário, impôs um ritmo forte logo após Van der Poel ter ficado parado e distanciou-se o suficiente para que o Holandês não o voltasse a apanhar. Toon Aerts mais uma vez, fez terceiro. Estes têm sido e serão muito provavelmente os principais protagonistas da taça do mundo deste ano, que apesar do domínio de Van der Poel tem sido espectacular. Como sempre, deixamos o resumo da corrida em Zeven na Alemanha. https://www.youtube.com/watch?v=ymEalnUuAtg E a corrida na integra. https://www.youtube.com/watch?v=X6NyvN4ZTik Podes ver as classificações completas aqui.   Mr. B. ### Conhece a bicicleta de Tiago Ferreira ao pormenor A Bicicleta de um dos nossos campeões O campeão do mundo de 2016, vice-campeão da Europa 2016, vice-campeão do mundo de 2017 e campeão da Europa de 2017 corre com a marca Italiana PROTEK na equipa DMT Racing Team. A PROTEK é uma marca Italiana que está no mercado desde 1998, constrói quadros em  carbono de estrada, montanha e ciclocrosse feitos à mão em Itália, mas também tem bicicletas completas disponíveis. Por exemplo, o modelo utilizado por Tiago Ferreira, a PROTEK 29FS Team está disponível no site da marca PROTEK.it com 3 tipos de montagem, tendo a topo de gama o valor de €8.200,00 com um peso de 9,2kg's em tamanho "M" e a de gama mais baixa disponível com o valor de €5.463,00, de qualquer modo informam que fazem montagem "a la carte". O quadro tem o valor de €3.587,00 e pesa 1,7kg's sem amortecedor. Hoje em dia a marca é conhecida mundialmente principalmente pelo facto de patrocinar atletas que já alcançaram títulos mundiais como o nosso Campeão Tiago Ferreira (2016) e Ilias Periklis (2012). Mostramos os pormenores da bicicleta do nosso campeão Tiago Ferreira No caso da bicicleta de Tiago Ferreira, esta tem componentes diferentes da bicicleta disponível no site da marca. O quadro não tem qualquer pintura, ficando o carbono a descoberto. Só as cores do arco iris dão cor à bicicleta, uma boa escolha mas não ao alcance de qualquer um. Transmissão Sram Eagle XX1, pedais Look S-trak e grade de bidom Z-cage com ferramenta integrada, de uma marca muito conhecida que começa por "S". O amortecedor e suspensão escolhidos pelo atleta português são FOX 32 Step Cast versão Factory de 100 milímetros, com um pequeno pormenor que mostramos mais abaixo. A escolha de pneus vai para a uma marca conhecida, alternando entre os Fast Trak e os Ground Control. Suspensão e amortecedor FOX assistidos por um bloqueio, o TwinLoc de outra marca muito conhecida que também começa por "S" e permite 3 posições de bloqueio. Travões SRAM level ultimate. Pormenor do medidor de potência SRM e prato SRAM Eagle 34dentes, se há medidores com trabalho este é um deles. As rodas escolhidas pelo campeão do mundo são as Fast Forward outlaw XC 29, com cubos DT-SWISS 240. Espigão de selim da marca Protek, selim Prologo zero C3, avanço de guiador FSA SL-K de 120mm., e suporte de GPS K-Edge. As escoras traseiras não têm qualquer ponto de rotação, mostramos em pormenor a zona mais fina das escoras traseiras que através da flexão absorve vibrações e impactos, além do amortecedor. Esperamos um dia poder vir a falar com o piloto desta máquina para saber mais pormenores, só não sabemos se ele nos receberá. Imagina o nosso telefonema para o Tiago Ferreira: Atende o Tiago: Estou sim, quem fala por favor? Nós: Olá Tiago, daqui é do marretaman, o homem da marreta, não sabemos se conheces. Tiago: Quem, homem da marreta? piiiiiiiiiii ... desligou. :) ;)   Mr. B. ### 4ta. corrida da Taça do Mundo de Ciclocrosse - Bogense, Dinamarca Suspeitos do costume na discussão da corrida. A quarta corrida da taça do mundo de Ciclocrosse realizou-se em Bogense, junto ao Mar do Norte, num dia de muito vento como vais poder ver pelas imagens dos vídeos que te deixamos. A discussão da corrida esteve repartida entre os 3 ciclistas que nas corridas anteriores se têm destacado, com a diferença de que neste domingo quem deu luta ao fenómeno Holandês Van der Poel desde início não foi Wout Van Aert, mas sim Toon Aerts. O Belga Toon Aerts mostrou-se corajoso e optou por uma estratégia diferente da últimas corridas, tendo tentado atacar logo desde início, sendo seguido só por Mathieu Van der Poel. Estes dois ciclistas fizeram toda a corrida destacados dos restantes, Toon Aerts aguentou o ritmo imposto por Van der Poel até à quinta volta (de 9 no total), altura em que o Holandês "meteu uma abaixo" e foi embora. Wout Van Aert, fez uma corrida controlada e inteligente (talvez já tenha percebido que não dá para ir com Van Der Poel), colocou o seu próprio ritmo e no final ainda foi apanhar Toon Aerts, que desgastado por ter seguido com Van der Poel acabou por perder a segunda posição ao sprint com o seu compatriota Belga. Mathieu Van der Poel soma mais uma vitória e continua a sua temporada perfeita na taça do mundo, onde só conhece o sabor da vitória (4 corridas, 4 vitórias). Deixamos como sempre o resumo da corrida. https://www.youtube.com/watch?v=T2bnm4JspUE Caso querias ver a corrida na integra aqui fica também. https://www.youtube.com/watch?v=ot28Vf0SZ38 Classificações completas aqui.   Mr. B.   ### Scott Test Fest - um novo formato de apresentação Esta iniciativa da Scott Portugal foi uma autêntica "festa" para clientes e logistas A Scott Portugal organizou 3 eventos de norte a sul do nosso país, tendo sido as cidades de Braga, Lisboa e Portimão as escolhidas para acolher o Test Fest. Antes de desenvolvermos como decorreu o Test Fest e no que consistiu, convém realçar que a logística, os meios humanos empregues e a capacidade de ter bicicletas de vários modelos e tamanhos para uma iniciativa destas não está ao alcance de qualquer marca, mas a Scott conseguiu-o! Os modelos disponíveis O Scott Test Fest consistiu em proporcionar aos seus clientes (logistas e cliente final) a oportunidade de testarem os modelos de 2018 E-GENIUS 710, E-GENIUS 720, E-GENIUS 730, E-SPARK 710, GENIUS 710, GENIUS 920, SPARK RC 900 PRO, SPARK 920. Os clientes poderiam inscrever-se previamente nos agentes da marca, inscrição na qual forneciam dados como a sua altura, peso, quais as bicicletas que queriam testar, dia, horário, etc., de modo a terem a sua bicicleta preparada à sua chegada. Mas não era chegar, pegar e pedalar, eram testes em que as bicicletas saiam com fit e suspensões perfeitamente ajustadas ao cliente. É assim que se devem testar bicicletas. https://www.youtube.com/watch?v=9rh-IJyaw-Q&t=11s Os números: Segundo a marca, estiveram cerca de 60 pessoas por evento, 34 bicicletas, entre 4 a 5 modelos testados por cada cliente, no total foram mais de 750 testes realizados.   Testámos a sério a Scott Spark RC 900 PRO: O formato deste evento permitiu-nos inscrever para fazer uma análise e teste detalhado de uma bicicleta, neste caso a Scott Spark RC 900 PRO, o qual daqui por uns dias já terás no nosso site. Inscevemo-nos na Lisbon Bike Shop, passámos pelo processo de um cliente normal e correu tudo sem imprevistos, no dia marcado, à hora marcada estava a Spark RC à nossa espera, um técnico da marca para a ajustar e um guia para nos acompanhar na parte inicial do teste, dando-nos depois liberdade para pedalar e testar sozinhos. Os formatos de apresentação estão a mudar? Outra questão que convém abordar é o formato de apresentação que as marcas estão a escolher, não é segredo para ninguém (basta ir e ver) de que o Festival Bike em Santarém ano após ano tem menos marcas presentes. Embora possa haver esforço por parte da organização do Festival Fike em ter uma feira apelativa, o que está a acontecer é que tal como a Scott outras marcas apostam num formato de apresentação diferente, investindo em eventos mais direccionados aos seus clientes, onde têm oportunidade de comunicar melhor e estar mais perto dos utilizadores.   Podemos dar mais exemplos, nomeadamente do importador da Rudy Project e Prologo, a Bike4Us, que este ano só esteve na Festival Bike em apoio a um cliente, e planeia no futuro fazer um evento só para clientes seus. Na sua opinião o investimento para ter um espaço, acrescido de gastos de electricidade, deslocação, material do stand, etc., não compensam. Para os amantes das bicicletas, faz sentido ir a uma feira como Festival Bike se tivermos  oportunidade de ver todas as marcas e novidades ao vivo, o que ultimamente não tem acontecido e assim muitos optam por não ir. Com eventos como o Test Fest, para um utilizador do sul do país, do norte ou do centro, bastava estar atento e perto de si teria a oportunidade de ver e testar bicicletas de 2018 ou seja, este formato de evento tem estas vantagens para os utilizadores. O Festival Bike foi-se adaptando ao longo das suas edições, a organização da maratona, duatlos e outro tipo de eventos desportivos são prova disso, mas génese da feira não se pode resumir ao evento desportivo a si associado. Talvez esta postura por parte das marcas faça com que o Festival Bike se  volte a adaptar à nova realidade e torne o formato da feira mais apelativo aos importadores. Se isto acontecer e os importadores da maioria marcas (principalmente as grandes) estiverem presentes, isso certamente levará a que mais pessoas (logistas e utilizadores) se desloquem à feira para ver e comprar. Fotos: JARS photography, marretaman.pt, site festival bike   Mr.B.           ### Primeira prova da taça de Portugal de ciclocrosse O Bike Park de Águeda recebeu 138 corredores, distribuídos pelas diferentes categorias. Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) e Ana Vigário (Sporting/Tavira/Formação Eng. Brito da Mana) venceram hoje, em Águeda, as provas de elite da primeira corrida pontuável para a Taça de Portugal de Ciclocrosse. A prova mais aguardada foi a que encerrou o programa e que colocou frente a frente os ciclistas de elite. O pelotão principal assistiu à superioridade de três corredores, que se destacaram do grupo e discutiram o pódio. Vítor Santos foi o mais forte do trio, relegando o campeão nacional, Ricardo Marinheiro (Maiatos/Reabnorte), para o segundo lugar, a 9 segundos, e o vencedor da Taça de Portugal na época passada, Roberto Ferreira (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), para o terceiro posto, a 29 segundos. A luta pela vitória feminina travou-se a quatro pernas. Ana Vigário começou da melhor forma a defesa do estatuto de detentora da Taça, ganhando a corrida de Águeda com 14 segundos de vantagem sobre Daniela Pereira (Seartex Portugal/Edaetech). A terceira classificada, a 5m01s, foi Fátima Vida. Débora Figueiredo (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) foi a única concorrente em sub-23. Rodolfo Serafin (BTT Loulé/BPI/Elevis) foi o melhor júnior. Em cadetes impuseram-se Diogo Neves (BTT Loulé/BPI/Elevis) e Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde). Os melhores nas categorias de veteranos foram o master 30 Rúben Nunes (ASC/Focus Team/Vila do Conde), o master 40 Nuno Inácio, o master 50 António Moreira e a master feminina Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde). Em juvenis, uma categoria de escolas e que, por isso, não pontua para a Taça de Portugal, a corrida de Águeda foi ganha por Tomás Carvalho (Maiatos/Reabnorte). A Taça de Portugal de Ciclocrosse continua no dia 26 deste mês, em Torre Dona Chama, Mirandela. Podes ver as classificações completas aqui.   Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo.   Mr. B. ### Ciclocrosse: Circuito Superprestige – resumo 5ta. prova em Gavere Wout van Aert puxa dos galões de campeão do mundo e segura liderança na classificação geral do circuito superprestige A luta pelo circuito Belga de ciclocrosse Telenet Superprestige está ao rubro! Apenas 2 pontos separam primeiro e segundo, e se parecia que Mathieu Van Der Poel ía "passear" neste circuito como vem fazendo na taça do mundo, desenganem-se, pois apesar do seu grande momento de forma e superioridade, ele não é imune aos problemas mecânicos. Wout van Aert está presente, prima pela regularidade, apesar de após 5 corridas só hoje ter conseguido a sua segunda vitória, só conhece o que é ficar em primeiro ou segundo, o que faz com que esteja na liderança da classificação geral. Num circuito exigente e com condições adversas mas normais para o ciclocrosse, a troca de bicicleta foi uma constante. Van der Poel tem clara vantagem nas zonas técnicas, e conseguiu destacar-se do seu adversário mais directo, ganhando logo após a segunda volta uma vantagem que lhe permitiria a vitória em condições normais. Mas na última volta, um problema com o desviador da sua bicicleta fez com que gastasse quase 1 minuto a tentar concertá-lo. https://www.youtube.com/watch?v=7WQuZ4mUfxc   O problema mecânico de Van der Poel permitiu que Wout van Aert e Toon Aerts passassem por ele e finalizassem primeiro e segundo respectivamente. Podes ver as classificações completas aqui.   Mr. B. ### A cassete de estrada da 3T para transmissão de um prato Como vão ciclistas profissionais andar só com um prato? Um dos nossos artigos com mais visualizações foi este, de quando divulgámos que a equipa pro-continental "Aqua-Blue" iria correr na época de de 2018 com transmissão 1X. Entretanto já foi revelada a 3T Strada com as cores da equipa,ficou potente ;) O "segredo" poderá estar também nas novas cassetes da marca, e na sua conjugação com diferentes tamanhos de pratos, de acordo com as etapas. Um dos argumentos da 3T, é que quando se passou de 10 para 11 velocidades, o aproveitamento de toda a cassete não é assim tão efectivo, e as 11 velocidades permitem ter só um prato nas bicicletas de estrada. Abordamos agora as cassetes de estrada da marca 3T (a Overdrive e a Bailout), que foram reveladas este ano na Eurobike. Ambas oferecem andamentos que vão desde um pequeno 9 dentes até um 32 dentes, mas o espaçamento é diferente para atender ás necessidades de diferentes ciclistas e bicicletas. A Overdrive tem engrenagens de 9-11-12-13-15-17-19-22-25-28-32, o que significa que tal como nas 11 velocidades das bicicletas de montanha, a diferença de engrenagem entre o andamento mais fácil da cassete (32 dentes) e o segundo (28 dentes) é grande, mas de seguida tem uma série de engrenagens médias e bem espaçadas. A Bailout tem uma abordagem oposta, com 9-10-11-12-13-15-17-19-22-26-32, oferece um rácio mais suave nas passagens entre os andamentos mais difíceis (9-10-11-12-13), fazendo uma diferença maior e menos equilibrada que a Overdrive nos andamentos mais fáceis (22-26-32). A cassete a utilizar, será aquela que melhor se adaptar ao tipo de percurso ou preparação de cada um (não falando de profissionais). Se repararem, na vossa cassete normal de 11 velocidades, terão carretos mais utilizados e gastos, esses são onde fazem a maioria dos quilómetros e a partir daí poderão chegar a alguma conclusão acerca de qual a cassete 3T que não vos prejudique a cadência quando mudam de carreto. No caso dos profissionais, usam a cassete e o prato que quiserem, de acordo com o perfil de cada etapa e provavelmente (isto já é especulação), até lhes fazem cassetes com engrenagens diferentes, caso queiram. A 3T recomenda o uso de pratos 36, 40 ou 44 dentes, e mostra algumas comparações para demonstrar o resultado obtido. Por exemplo, com um prato de 36 dentes e uma destas cassetes, o rácio será muito semelhante a uma transmissão com pratos 48/32 e uma uma cassete  12-30. Um prato de 40 dentes proporcionará um rácio semelhante a uma conjugação de pratos 50/36 e uma cassete 11-29, enquanto que um 44 dentes será o equivalente a uma configuração de 54/39 com cassete 11-28. Se resultará? Só experimentando. Uma coisa é certa, nada é construído sem ser testado e a 3T Strada foi testada em todos os terrenos e várias subidas míticas como podem ver aqui. https://www.youtube.com/watch?v=HgI_0sKoFf0 Outro pormenor que pode ser colocado em causa, será o desgaste a longo prazo de uma transmissão "apertada", com carretos de 9 dentes. Por causa desse pequeno carreto de nove dentes, as cassetes Overdrive e Bailout não funcionam com um cepo padrão normal XD (imagem 1), a 3T usa uma versão de estrada que é o XD-R da SRAM (imagem 2). Imagem 1 Imagem 2   Mr. B. ### Campeonato da Europa de ciclocrosse - Suspeito do costume voltou a vencer Mathieu Van der Poel campeão europeu de ciclocrosse Como era de esperar, tendo em conta os resultados deste ano tanto no circuito Belga superprestige, como na taça do mundo (corridas das quais temos feito os resumos aqui no marretaman.pt), Mathieu Van Der Poel (que tem dominado por completo todas as corridas) ganhou o Campeonato da Europa de ciclocrosse com uma vantagem confortável sobre o seu compatriota Lars Van der Haar. O atleta holandês dominou e controlou a corrida desde o início ao fim, vencendo de uma forma aparentemente fácil, como se pode ver neste resumo. https://www.youtube.com/watch?v=zLURAlyguRc Se quiseres rever a corrida completa podes fazê-lo aqui. https://www.youtube.com/watch?v=jyga7F8wmVA Podes ver as classificações completas aqui.   Mr. B. ### O novo equipamento da antiga equipa Cannondale Drapac A equipa Cannondale Drapac esteve quase a extinguir-se na temporada passada Isto apesar de Rigoberto Uran ter feito o melhor resultado da sua carreira ao serviço desta equipa, um segundo lugar no Tour 2017, e de Pierre Rolland ter regressado às vitórias de etapas nesse mesmo Tour. Muitos ciclistas saíram da equipa, por causa das incertezas sobre a continuação da mesma, mas a equipa manteve-se, com novo patrocínio e nome, passa a chamar-se "EF Education First" e os seus novos equipamentos são estes. Deixem a vossa opinião acerca do equipamento nos comentários... ...o rosa tipo "Giro" fica bem no líder do Giro, mas misturado com branco, verde e preto??? :/ Embora de momento os organizadores do Giro não se tenham manifestado acerca do Rosa, a equipa já tem preparada uma versão alternativa onde a côr laranja substitui o rosa.   Mr.B.   ### Calendário da temporada 2017/2018 de Ciclocrosse em Portugal Já estão disponíveis as datas da temporada 2017/18 de Ciclocrosse. A taça de Portugal começa dia 12 do próximo mês, sendo a primeira prova em Águeda. O Campeonato nacional está agendado para dia 14 de Janeiro de 2018 e vai realizar-se em Melgaço. Podes acompanhar a evolução da temporada, classificações, resultados e marretadas aqui no nosso site. Deixamos-te o calendário da temporada.   Início   Fim   Prova   Info. 12-11 12-11 1.ª Prova da Taça de Portugal CRO - Águeda 26-11 26-11 2.ª Prova da Taça de Portugal  CRO - Torre Dona Chama 10-12 10-12 3.ª Prova da Taça de Portugal  CRO - Vila Real 17-12 17-12 4.ª Prova da Taça de Portugal  CRO - 07-01 07-01 5.ª Prova da Taça de Portugal  CRO- Marrazes 14-01 14-01 Campeonato Nacional de Ciclocrosse - Melgaço 21-01 21-01 Ciclocrosse Internacional de Valongo   Mr.B. ### Ciclocrosse: Circuito Superprestige - resumo 4ta. prova em Ruddervoorde Mathieu Van der Poel soma e segue, tanto no circuito superprestige (Bélgica) como na taça do mundo de ciclocrosse, o atleta Holandês só por uma vez neste circuito não ganhou (ficou quarto na terceira prova) esta temporada. O atleta Belga campeão do mundo, Wout van Aert, a correr em casa (como sempre neste circuito) tentou mais uma vez impor-se ao Holandês seguindo toda a corrida em sua perseguição, sempre a umas distência de 10, 15 segundos, espaço que não conseguiu fechar durante toda a prova, tendo terminado em segundo a 10 seg's de Van Der Poel. Depois de disputada a primeira metade do circuito, na classificação geral, ficam empatados com os mesmos pontos (57), Wout Van Aert e Mathieu Van der Poel, prevendo-se emocionante a luta entre estes dois atletas até ao final do Superprestige. Mas não se podem descuidar muito, pois em terceiro lugar, com só menos 6 pontos, encontra-se o Lars van der Haar, atleta que finalizou esta ultima prova também em terceiro lugar. Deixamos-te a vídeo de toda a prova na íntegra. https://www.youtube.com/watch?v=rFFOuyvSP_0 E o vídeo do resumo desta prova em Ruddervoorde https://www.youtube.com/watch?v=nObNgcwUeVY Podes ver todas as classificações aqui no site oficial do Telenet Superprestige. ### Qual a melhor bicicleta para deslocação diária ou cidade? As grandes cidades em Portugal têm cada vez mais ciclovias e apesar de estarmos longe de alguns países mais desenvolvidos neste aspecto, pouco a pouco vão ficando mais cicláveis. Qual a melhor bicicleta para deslocação diária? É verdade que noutros países as cidades são mais planas do que os nossos grandes centros urbanos, mas também é verdade que o clima no nosso país também é mais propício do que noutros países para esta prática. Talvez por isso, pouco a pouco há cada vez mais pessoas que por razões ambientais, ou para poupar dinheiro em combustível, ou por quererem fazer algum desporto, optam pela bicicleta para as suas deslocações diárias. Para os que já são ciclistas, o facto de irem para o trabalho de bicicleta, pode simplesmente ser mais uma desculpa para... ...COMPRAR OUTRA BICICLETA! :) Mas que bicicleta escolher? Na verdade podem ser muitas, de vários tipos e várias gamas, podes optar por aquilo que melhor se adapta às tuas necessidades, e as tuas necessidades podem ser várias, desde querer um meio de transporte económico, fiável e resistente, a não querer fazer muito esforço na deslocação, ou quereres deslocar-te de bicicleta, mas com estilo. O mundo das bicicletas tem desenvolvido de tal forma nos últimos anos, que existe uma bicicleta para cada necessidade, ou até algumas que podem servir muito bem para várias utilizações. As mais económicas Uma bicicleta é uma bicicleta e ponto final. Resumindo tem que ter um quadro, duas  rodas e dois pedais, se a tua única necessidade é deslocares-te para o emprego ou na cidade de bicicleta, dependendo do tipo de trajecto que fazes, podes optar por uma simples bicicleta de BTT com quadro de alumínio, e com um grupo de mudanças minimamente fiável. As bicicletas de BTT de gama baixa são acessíveis no preço (encontras a partir dos 250€), os quadros de alumínio são resistentes, podes pedalar em todo o tipo de pisos (seja ciclovia, calçada ou buracos), e a desmultiplicação das mudanças dá subir descer e rolar. As verdadeiras urbanas ou passeio As bicicletas construídas de raiz para utilização urbana, também são resistentes, veem preparadas para guarda lamas e bagagem (útil para não sujar roupa casual e transportar bens pessoais), algumas delas podem não ser tão económicas na hora da compra como uma bicicleta de montanha de gama baixa, mas estas são as verdadeiras bicicletas urbanas. Neste tipo de bicicletas, podes encontrar desde as clássicas com cesto, até ao design mais  moderno. Gravel Bikes ou Ciclocrosse Estas bicicletas são de certa forma semelhantes a uma bicicleta de estrada, no entanto o facto de estarem preparadas para "off road" confere-lhes mais resistência nos seus acessórios para serem utilizadas na cidade, onde calçadas, passeios, linhas de eléctrico e metros de superfície podem danificar material mais frágil. No caso das Gravel, muitas delas também têm o quadro preparado para receber guarda lamas e bagagem, acessórios importantes para quem faz da bicicleta o seu transporte do dia-a-dia. Além disso tal como as bicicletas de Montanha, com uma bicicleta deste género pode-se dar uma utilização diferente e acompanhar os amigos nas voltas de estrada. Dobráveis As dobráveis, na sua maioria são bicicletas económicas na hora da compra (encontras desde 149€, mas podem ultrapassar os 1000€), e para quem tem que conjugar a bicicleta com transportes públicos nas suas deslocações diárias são sem dúvida a melhor opção. Quando dobradas, facilmente se transportam no metro, comboio, barco, autocarro ou até na bagageira de um taxi. "Single" ou "Fixed Speed" Embora existam muitas bicicletas de origem de carreto único ou fixo, podes pegar numa bicicleta antiga e "construir" este tipo de bicicleta. São bicicletas de manutenção muito baixa, dão grande estilo, mas se no teu trajecto diário tens subidas, então prepara as pernas para fazer força. Na falta da força ou preparação mentaliza-te para ter estilo, mas a caminhar. Se quiseres experimentar o carreto fixo, exige alguma adaptação, e provavelmente alguns sustos também! Apesar de serem bicicletas resistentes, quer nas rodas, quer nos quadros, podem não ser a melhor opção se no teu trajecto tens mau piso ou irregularidades. Eléctricas Nesta gama, encontras quase todos os outros tipos de bicicletas que descrevemos anteriormente, desde as verdadeiras urbanas, passando pelas de BTT, dobráveis ou até gravel bikes, já existem hoje em dia quase todos os tipos de bicicletas com esta evolução tecnológica. Não são uma opção económica na hora de comprar, mas são sem dúvida uma das melhores opções para quem usa a bicicleta nas suas deslocações diárias, pois seja qual for o trajecto este tipo de bicicleta assiste a pedalada e o esforço a despender é menor, evitando por exemplo o suor para quem tem que se deslocar usando a roupa casual do dia-a-dia. Ainda a ter em conta: Mesmo que o trajecto seja curto, usa sempre capacete, ainda que este te possa desmanchar o penteado, ou tirar um pouco de estilo. Lembra-te de que não dependes só de ti. Leva sempre luzes contigo, mesmo que não circules de noite, ajudam a realçar a tua presença na estrada. Podes ver algo mais sobre este assunto neste nosso artigo. A circular entre o tráfego, sinaliza as tuas mudanças de direcção ou paragem com os braços e mãos. Deixamos um exemplo de como o podes fazer. Finalizamos com um pequeno vídeo, que pode fazer o click a alguns indecisos. Boas pedaladas! ;) https://www.youtube.com/watch?v=WMZ6arLh6vk Por: Luís Beltrão Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Portugal a afirmar-se na organização de eventos de ciclismo A região das Aldeias do Xisto vai ser palco do Campeonato da Europa de Downhill (DHI) nas épocas de 2018 e de 2019, anunciou hoje a União Europeia de Ciclismo (UEC), entidade titular daquela competição. Portugal tem vindo a afirmar-se, ao longo dos últimos anos, como um dos destinos de eleição dos praticantes e das equipas profissionais de DHI para competições, estágios e testes de início de temporada. Tendo em conta que as Aldeias do Xisto são uma das regiões com melhores condições para a prática da disciplina radical e de espectáculo do BTT, a Federação Portuguesa de Ciclismo candidatou-se à organização do Campeonato da Europa. A UEC acolheu de braços abertos a propositura nacional, devido às provas dadas pela Federação na organização de grandes eventos internacionais, de que é exemplo o Campeonato da Europa de Pista para Sub-23 e Juniores, que decorreu em Sangalhos, Anadia, em 2017 e todos os anos entre 2011 e 2014. A edição de 2018 do Campeonato da Europa de DHI irá realizar-se no dia 15 de abril, proporcionando todo um fim de semana de grande animação, já que os treinos se realizam nos dois dias anteriores e haverá, certamente, praticantes e equipas completas que chegarão mais cedo, aproveitando as provas da Taça de Portugal de DHI que se disputam nas semanas anteriores e que serão todas pontuáveis para o ranking UCI como eventos de classe 1. A Federação Portuguesa de Ciclismo também se candidatou à organização do Campeonato da Europa de Maratona BTT (XCM) de 2019, aguardando decisão da UEC. Além de ser um evento que atrai praticantes de alta competição, entre os quais o expoente máximo é o português Tiago Ferreira, atual campeão europeu e vice-campeão mundial, o Campeonato da Europa de XCM congrega praticantes que cultivam o gosto por aliar a prática desportiva com o turismo, o lazer e o contacto próximo com a natureza. FONTE: Federação Portuguesa de Ciclismo   Mr. B. ### Koksijde, Bélgica - 3ra. prova da Taça do Mundo de Ciclocrose Disputou-se ontem a terceira prova da taça do mundo UCI de ciclocrosse, a primeira do ano na Europa, em Koksijde na Bélgica (visto que as duas primeiras se disputaram nos EUA). Mais uma prova com um domínio completo por parte do atleta holandês Mathieu Van Der Poel, relegando para segundo lugar Lars Van Der Haar, também holandês, e para terceiro o belga actual campeão do mundo Wout Van Aert. Onde é que já vimos este "filme"? Vê este nosso artigo para saber o resumo das corridas anteriores, algo mais sobre Mathieu Van Der Poel, e o que pode conseguir no futuro. Podes ver as classificações gerais da taça do mundo de ciclocrosse aqui. Ou artigo sobre a história e pormenores desta modalidade aqui. Fica com o resumo da corrida de Koksijde. https://www.youtube.com/watch?v=nxZLie6R-0g Caso querias a ver a corrida completa, também pode ver aqui. https://www.youtube.com/watch?v=ChCLkORlwgg   Mr. B. ### Brasil Ride - Saldo positivo para os atletas portugueses Entre um lote que tinha dos melhores atletas do mundo na especialidade, os atletas portugueses tiveram um desempenho de topo. Chegado ao fim, o saldo do Brasil Ride para os atletas portugueses que participaram na edição de 2017 desta prova foi positivo. Várias etapas conquistadas, um pódio e duas duplas no top 10 da prova. As duplas José Silva e Tiago Ferreira, Andrew Henriques e Alexandre Ferreira corriam na categoria onde haviam os nomes mais sonantes. Tiago Ferreira (actual vice-campeão do Mundo e campeão da Europa de XCM) e José Silva começaram muito bem a prova, tendo conquistado uma etapa logo no segundo dia de prova e lutado pela liderança da prova, que acabaram por não conseguir no final. Mesmo assim, no um quarto posto da geral para esta dupla portuguesa é um resultado de louvar tendo em conta a concorrência que tinham. No que respeita a Andrew Henriques e Alexandre Ferreira fizeram uma prova bastante regular, tendo estado sempre colocados no TOP10 e finalizando no nono lugar da geral. Celina Carpinteiro e Valério Ferreira, conquistaram uma etapa, pódios de etapa e finalizaram a prova com o pódio na geral, num brilhante segundo lugar na categoria de duplas mistas. Destaque ainda para a etapa conquistada por Luís Leão Pinto e o seu companheiro de equipa Soren Nissen na quarta etapa. Os restantes atletas lusos, apesar de não ficarem em lugares de destaque na classificação, cumpriram os seus objectivos. Quem acabou por vencer a prova na categoria Open (elites), foi a dupla do conhecido atleta Brasileiro da equipa de fábrica da Cannondale Henrique Avancini e o seu parceiro Jiri Novak. Podes consultar as classificações completas aqui.   Mr.B. ### Pista - Ivo Oliveira Vice-Campeão Europeu O português Ivo Oliveira sagrou-se ontem vice-campeão europeu se perseguição individual, sendo apenas batido pelo italiano Filippo Ganna, em Berlim, Alemanha. O corredor luso conseguiu estabelecer a marca mais rápida no apuramento, o que lhe permitiu disputar a final e conseguir a primeira medalha de prata do ciclismo de pista português na categoria de elite. Ivo Oliveira fez história, não só pelo resultado final, mas também pelo registo que estabeleceu na manga de qualificação, 4’14’’570. Foi o melhor tempo alguma vez alcançado por um português, superando o anterior máximo, que já pertencia ao gaiense, e que era de 4'17'’448. Além disso, é uma marca de topo a nível mundial. A passagem à final colocou Ivo Oliveira perante o italiano Filippo Ganna, companheiro de Rui Costa na Team Emirates. O italiano, campeão mundial em 2016 e vice-campeão europeu em 2017, revelou maior capacidade de recuperação da fase inicial para a final, e arrebatou a medalha de ouro. Filippo Ganna completou a final em 4’15’’994, sendo capaz de cumprir os 4 quilómetros de contrarrelógio em ritmo constante. Ivo Oliveira cedeu um pouco na segunda metade da corrida, mas ainda assim alcançou um registo de qualidade, 4’18’’991, melhor do que lhe valera, em abril, a sexta posição no Mundial. O pódio completou-se com o alemão Domenic Weinstein. “Foi um dia excelente para Portugal. O Ivo fez a melhor corrida de sempre na qualificação, um desempenho fantástico, cumprindo o que ambicionávamos e que tínhamos como objetivo para a competição: a passagem à final. O resultado conseguido é um marco histórico para o ciclismo português, que nos deve orgulhar a todos”, salienta o selecionador nacional, Gabriel Mendes. O Campeonato da Europa está a ser histórico para a Equipa Portugal, que nunca conseguira qualquer medalha em grandes competições de elite. Rui Oliveira conquistou a medalha de bronze em eliminação e, ontem, Ivo Oliveira chegou à primeira de prata. Além de Ivo Oliveira, Portugal esteve representado por César Martingil, que não terminou a corrida por pontos, ganha pelo polaco Alan Banaszek. “O César tem valor e potencial, mas precisa de mais experiência para estar mais preparado para competições com este grau de exigência”, considera Gabriel Mendes, comentando a estreia de César Martingil em grandes competições de elite. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo   Mr.B. ### Paciência, imaginação ou loucura no Strava? É o "strava art". Um ciclista de 49 anos de Cheltenham criou uma extraordinária peça de arte no Strava em Cardiff, Inglaterra. Mas existem mais atletas a dedicarem-se ao "strava art". 128 km's em sete horas e meia, foi o que demorou Anthony Hoyte a criar um rosto com óculos no Strava. Podes ver os detalhes desta actividade e outras suas, aqui. Hoye explicou como escolhe os locais: " É necessário concentração de estradas para fazer as partes complicadas, procuro cidades diferentes em todo o Reino Unido. Para este trabalho fiz uma viagem especial a Cardiff, mas para outros que consegui fazer em viagens para o trabalho, faço um pouco de pesquisa e uso planeador de rotas. "É preciso uma quantidade ridícula de preparação. Na verdade, não consegui fazer uma média de tempo que coloco nisto. Facço na hora de almoço, em dias de chuva, cada um durante várias semanas, passando uma hora num local, uma hora noutro local." Hoyte disse que a arte no Strava não é tão fácil quanto se pensa, lembrando que seus primeiros esforços deixaram algo a desejar. "Tentei e achei isto um pouco mais difícil do que pensava. O primeiro foi bastante rudimentar, mas tive perseverança  e achei que conseguia melhorar. Comparo isto a olhar para as nuvens e ver fotos. Eu olho para os mapas e vejo coisas que posso desenhar ". Hoyte também disse que os seus amigos e familiares pensam que ele é "um pouco louco". "É um pouco estranho, mas é inofensivo e mantém-me entretido. Sou membro de um clube de ciclismo local e tenho  recebido alguns comentários no Strava dos meus companheiros de ciclismo. Quando os encontro ao domingo e eles perguntam-me "Qual é o próximo?" Como Hoyte disse, está limitado pelas estradas existentes. Aqui está uma "arte Strava" feita por um atleta de "running" recentemente. Artigo original do site: road.cc   Mr. B. ### Mathieu Van Der Poel domina início de temporada de Ciclocrosse Mathieu Van Der Poel, 22 anos, tem dominado todas as corridas onde entra neste início da temporada de Ciclocrosse. O Holandês que o ano passado também participou em algumas corridas da taça de XCO, tendo numa delas dado luta a Nino Schurter e ficado no segundo posto, ganhou as duas primeiras corridas da taça do mundo UCI (nos EUA), e as duas primeiras corridas da "Telenet Superprestige" (Holanda e Bélgica). Parece que tal como Nino Schurter no XCO, este ainda jovem atleta não tem rivais no ciclocrosse. Além de proporcionar espectáculo aos fãs de ciclocrosse, deixa-nos na expectativa de ver se conseguirá também ele um pleno nesta temporada tal como Nino Schurter fez no XCO. Outra curiosidade, é que Mathieu Van Der Poel já confessou que está nos seus horizontes e objectivos participar nos Jogos Olímpicos de 2020, e como o Ciclocrosse não é modalidade olímpica terá de o fazer competindo em XCO, o que o levará mais vezes ás pistas desta vertente do BTT e nos dará oportunidade certamente de assistir a boas batalhas com Schurter e companhia. Deixamos-te com algumas imagens destas primeiras corridas da temporada. Jingle Cross Iowa City (USA). https://www.youtube.com/watch?v=jO8XxHZfuUU   Waterloo - USA. https://www.youtube.com/watch?v=K7zngkYkPkU Podes acompanhar os resultados da taça do mundo e campeonatos do mundo de Ciclocrosse aqui no site da UCI.   ### Brasil Ride - Tiago Ferreira e José Silva ainda lutam pela vitória Após 3 etapas decorridas no Brasil Ride, a dupla já ganhou uma delas e esteve na frente da classificação geral. Estas eram as palavras de José Silva, no final do segundo dia: "Sinto-me como se estivesse a viver um sonho. Depois do nascimento dos meus dois filhos, isto aqui é um sonho. O Tiago é um ídolo e um grande amigo, além de ser o melhor ciclista do mundo em XCM (maratona). Ganhar uma etapa da Brasil Ride com ele é algo que nunca imaginei". No terceiro dia os nossos dois campeões desceram para o quarto posto da geral, no entanto a contar com a etapa de hoje, ainda faltam 4 etapas para o final da corrida e está tudo em aberto até ao final. Por agora os líderes são o brasileiro Avancini e o seu companheiro Novak, que têm uma vantagem de só 2 seg's para os italianos Porro e Rabensteiner. Podes acompanhar as classificações aqui.   Mr.B. ### FC-R9100-P, o primeiro medidor de potência da Shimano Os medidores de potência são umas das tecnologias de maior crescimento no mundo do ciclismo. Em apenas alguns anos, passaram de um equipamento reservado apenas a profissionais para auxílios de treino de corredores amadores e praticantes de lazer interessados. Até agora existiam outras marcas que eram compatíveis com os pedaleiros Shimano, mas o Dura Ace FC-R9100-P é o primeiro medidor de potência da marca Japonesa. Segundo a marca, este passo foi tomado com base nas necessidades das equipas profissionais, que queriam um sistema preciso, consistente, fiável e com medição em ambos os lados. A Shimano sabia que era uma vantagem construir tudo de raiz com o pedaleiro que já fabricavam. Introduzir o medidor de potência no momento da produção do pedaleiro dá um produto final mais perfeito. O FC-R9100-P tem conectividade bluetooth / ANT, faz medição em ambos os lados, é recarregável, impermeável e além de esteticamente ficar melhor integrado no grupo Shimano Dura-Ace, acarreta algumas novidades. Existe uma medida verdadeira "esquerda / direita", ao contrário de outros aparelhos de medição dupla, no Shimano ambos os lados estão conectados por um fio, e tem uma só bateria lítio-íon da Sony (sem hipótese de substituição) que é recarregada com um adaptador magnético, o que evita a exposição da bateria aos elementos exteriores como a água, poeiras, etc. Alguns medidores como o "Quarq" disponibilizam dados "esquerdo / direito", mas não fazem uma medição distinta de ambos os lados, utilizam uma fórmula baseada no sítio onde a força é  exercida no pedal, outros fazem medição verdadeira de ambos os lados, mas têm duas baterias. A Shimano afirma que o medidor de potência é completamente impermeável e oferece +/- 2% de precisão, o que é bastante bom na categoria. https://www.youtube.com/watch?v=5MhhfYfBmF4 Esta tecnologia adiciona 70g. ao peso do pedaleiro. Para um pedaleiro de 170 mm com pratos 53/39, o R9100-P pesa 691g.   Fonte: www.bikeradar.com e www.duraace.com   Mr.B. ### Cinema - Tour de Farmácia O filme é de este ano, lançado em Julho, uma comédia e paródia sobre os casos de doping no ciclismo dos anos 80. É um filme de Jake Szymanski, produzido pela "HBO" e tem no elenco actores e personalidades como Orlando Bloom (filme senhor dos anéis), John Cena (famoso lutador de luta livre), Andy Sanberg, Jeff Goldblum (filme parque jurássico), Danny Glover (filme arma mortífera), e ... Mike Tyson!!! Que confessa no filme que no fundo, o que ele queria ser era ciclista, só descobriu que queria ser pugilista quando um dia um menino lhe roubou a sua bicicleta, e ele teve que lhe dar uma carga de porrada. :D :D :D Sabemos que a história do doping ser só associada ao ciclismo é um pouco chata, mas é uma comédia divinal de tão parva que é, onde até ... Lance Armstrong participa, de uma forma espantosamente bem disposta!!! Já passou nos canais TV Cine (no TVC3), podendo passar novamente nestes canais, no entanto também se pode conseguir on-line, utilizando o método, como dizer, método "Pantani". Para quem não viu e tem sentido de humor, aconselhamos, são 49min's de gargalhadas, o título original é "Tour de Pharmacy". Deixamos o trailer do filme :) https://www.youtube.com/watch?v=M4HlCn_x5ck Subscreve a nossa newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do MARRETAMAN.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### É tempo de Ciclocrosse Ciclocrosse, a modalidade de inverno na qual podes ganhar forma e "melhor pele". O ciclocrosse é uma modalidade praticada essencialmente no inverno (normalmente a época dura entre Setembro e Fevereiro), com longa tradição e melhores praticantes em países como a Bélgica, Holanda, França ou Republica Checa. Existem algumas histórias acerca do início do ciclocrosse, mas os países percursores terão sido França, Bélgica e Holanda, no início do Séc. XX. No inverno os ciclistas faziam corridas entre si desde uma cidade para outra, para atalhar caminho utilizavam caminhos rurais e até saltavam as cercas dos agricultores para chegar mais rápido. Isto não só mantinha e até melhorava a sua condição física no inverno, como também melhorava a sua capacidade de manobrar a bicicleta em condições mais difíceis do que a estrada (que na altura não era como é hoje). Em Portugal existe época competitiva de ciclocross desde o ano de  2011 , sob a tutela da Federação Portuguesa de Ciclismo, e é uma modalidade que ano após ano atrai praticantes,  tanto os que só fazem só ciclocrosse como os praticantes de outras vertentes competitivas que o fazem para melhorar a sua condição física na pré-época. Tendo como indicador a categoria de Elites masculinos, em 2011 verificavam-se corridas com 9/10 participantes no inicio da corrida, na ultima época haviam 26 participantes na linha de partida desta categoria, o que indica algum crescimento, ainda assim, não se pode dizer que seja uma modalidade popular no nosso país. Além de parecerem corridas em areia e lama com "bicicletas de estrada alteradas", no que consiste o ciclocrosse? No ciclocrosse, um ciclista precisa da preparação da estrada, da técnica de um ciclista de BTT e ainda tem que treinar para obstáculos e zonas específicas que qualquer pista de ciclocrosse exige, como o desmontar e montar na bicicleta, transportar a bicicleta ao ombro e correr. Os circuitos variam entre os 2 e os 3,5km's, num terreno misto entre lama, areia, empedrado, escadas, obstáculos para saltar, subidas e descidas curtas. As corridas têm normalmente uma duração de cerca de 1 hora para os homens e 40 min's para as mulheres, sendo normalmente corridas de alta intensidade, sempre no "red line", e como combinam corrida, desmonta, monta e pedala, exigem uma excelente preparação. Fica aqui "um cheirinho" ;) https://www.youtube.com/watch?v=p1GJRUMkYkQ As bicicletas As bicicletas de ciclocrosse são muito similares às de estrada, têm guiadores e tamanho de roda iguais, no entanto existem diferenças importantes. As bicicletas e ciclocrosse têm pneus mais grossos (numa bicicleta de estrada variam entre os 23 e os 28mm lisos, enquanto os de ciclocrosse têm entre 32 a 35mm com tacos); os travões são sempre de disco ou cantilever (no que respeita aos discos, ambas as bicicletas nos dias de hoje partilham essa características) e alguns ciclistas de Ciclocross podem optar por ter também umas manetes extra na parte superior do guiador; os pedais são de BTT, porque o tipo de sapatos utilizado é o de BTT (por serem mais apropriados para correr do que os de estrada), porque funcionam melhor com a lama e encaixam de ambos os lados, o que é melhor nas saídas e entradas da bicicleta; as relações de mudanças (número de dentes dos carretos e pratos) também são diferentes, normalmente têm relação de pratos 46/36 e cassetes 11-28, adaptando-se melhor às inclinações e terreno das pistas de ciclocrosse, e algumas podem ter um só prato; por ultimo a geometria do quadro também é ligeiramente diferente, as bicicletas de ciclocross são ligeiramente mais altas e mais curtas. Na época de 2016/2017 a taça de Portugal de Ciclocrosse foi composta por 5 provas (Vouzela, Torre D. Chama, Qta. do Anjo, Rebordosa e Melgaço), tendo sido o Campeonato Nacional em Qta. das Arcas, Sobrado. Verificámos que no site da federação, em Outubro, ainda não está disponível o calendário desta modalidade da época 2017/2018, se tiveres interesse em participar em alguma destas corridas fica atento ao site.   Mr.B. ### A Enduro World Series Em 2012 foi criada a "Enduro Mountain Biking Association" Foi criada com o objectivo de desenvolver esta vertente da bicicleta de montanha, e foi esta associação, que trabalhando em conjunto com a taça do mundo de Down Hill, criou a "Enduro World Series" (EWS). A  EWS é um conjunto de 8 provas de Enduro espalhadas pelo mundo, no formato de taça do mundo, onde se vão amealhando pontos e no final vence o piloto que tiver mais pontos no conjunto de todas as provas, decidindo assim quem é o campeão do mundo de Enduro. Antes de mais, fica com o vídeo promocional do calendário do próximo ano ;) https://www.youtube.com/watch?v=X_A-DczMxj0 Como é uma prova da Enduro World Series? Uma prova de Enduro é constituída por um mínimo de 4 sectores "especiais" cronometrados (em algumas provas pode ter mais), onde cada atleta compete individualmente, e onde a partida é individual em todos os sectores (como no Down Hill). Os atletas fazem a ligação entre os sectores a pedalar, mas sem cronómetro. O percurso tem que ser feito num mínimo de 20 minutos para o atleta mais rápido da classificação geral (o total de todos os sectores). Em provas de dois dias, o tempo mínimo é de 40 minutos para completar todos os sectores, para o atleta mais rápido da classificação geral. Cada corrida de 1 dia não pode exceder os 2000 mts., e corridas de 2 dias não podem exceder os 3200 mts. (1600 por dia). No final de todos os sectores, vence quem fizer o seu conjunto no menor tempo. É uma vertente competitiva da bicicleta de montanha que está a crescer, cada vez tem mais seguidores e praticantes. Em Portugal Em Portugal a Taça de Enduro é organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo, é constituída por 5 provas e decorreu este ano entre Abril e Setembro. O vencedor em Elites foi Emanuel Pombo, do Ciclo Madeira Clube Desportivo, seguido por José Borges do Enduro BTT Braga (falhou duas corridas). Ambos os pilotos também participam em corridas da EWS, tendo José Borges feito um espetacular TOP10 na primeira e na última corrida! Fica com um vídeo da equipa "BH Miranda" de José Borges. https://www.youtube.com/watch?v=WEWTEUOkt8o&index=3&list=PLWsGhUhsoZQD50Ju6zeNHWwJneHJeNjcr Podes encontrar mais informação do calendário de provas, rankings, etc. no site da Federação Portuguesa de Ciclismo.   Mr.B.       ### Discos e transmissão 1X no pelotão profissional de estrada em 2018 A equipa irlandesa "AquaBlue Sport" vai competir em 2018 com a bicicleta Aero 3T Strada de travão de disco e transmissão 1X (um só prato). A Aqua Blue Sport é uma equipa Profissional Continental (escalão abaixo do topo, Pro Tour), ainda assim esta decisão da equipa, não deixa de ser um marco histórico no ciclismo profissional. É uma equipa que alcançou vitória de etapa na Vuelta, nos campeonatos nacionais dos EUA e ganhou a volta à Austria. A título de curiosidade, o massagista português Pedro Claudino (na foto) faz parte desta equipa. Apesar de alguns ciclistas já terem usado transmissões 1X em corridas de conta-relógio, como Tony Martin (no prólogo do Tour de France), vai ser a primeira vez que este tipo de transmissão vai ser utilizado por equipas profissionais na estrada, em etapas, pois até agora só tem sido utilizada nas bicicletas Gravel e Ciclocross. A 3T Strada é uma bicicleta de estrada única que combina algumas tendências actuais como os pneus mais largos (suporta pneus até 28mm), quadro Aero, travões de disco hidráulicos, um único prato e uma cassete ampla. Queres conhecer melhor a máquina? Cá está ela. Gerard Vroomen explica as vantagens e desvantagens deste sistema e bicicleta. https://www.youtube.com/watch?v=E6IJ9d328Fo Segundo a marca, o ciclista tem uma bicicleta para fazer todo o tipo de provas e etapas, porque esta bicicleta tem quadro Aero para as etapas de estrada, e graças á maior medida de pneus, é confortável para provas clássicas como Flanders ou Paris - Roubaix. A questão é que, se algum ciclistas da Aqua Blue quiser usar o travão convencional, não terá essa hipótese, pois a Strada só existe com disco. "Nós na Aqua Blue Sport estamos atraídos pela inovação e pelas pessoas que estão a inovar o ciclismo. O que Gerard Vroomen e a 3T fizeram é um projecto verdadeiramente avançado de bicicleta. Estamos encantados de poder levar esta bicicleta às corridas profissionais e utilizá-la nos maiores eventos do mundo", disse o proprietário da Aqua Blue Sport, Rick Delaney. Além de competir com as bicicletas, a equipa também será revendedor on-line da 3T Strada e de outros produtos 3T em www,aquabluesport.com. O site irá ajudar no financiamento da equipa. Temos assistido nos últimos anos a várias equipas Pro Tour e de outros escalões a terem que acabar por falta de patrocinadores, e parece que a Aqua Blue Sport está a adaptar-se aos novos tempos, inovando e criando um novo modelo de negócio e financiamento. A 3T fará uma "Aqua Blue Sport Edition Strada" para que a equipa comece a competir em Janeiro. Travões de disco e um só prato no pelotão profissional? E a UCI o que diz a isto? A UCI colocou a 3T Strada na sua lista de quadros e forquetas aprovadas em Agosto. Os travões de disco têm sido uma questão controversa no pelotão World Tour. Os testes iniciais no início da temporada de 2016 foram interrompidos após a lesão do ciclista da  Movistar Fran Ventoso. No entanto, na temporada de 2017 os discos voltaram a ser aprovados, houveram alguns ciclistas a utilizarem-nos e inclusive a ganhar etapas, dando assim maior visibilidade ao sistema (Tom Boonen e Marcel Kittel da Quick-Step). Todos sabemos que quem cria as tendências são as marcas, mas o sucesso dessas tendências no mercado, depende muito da sua utilização pelos profissionais, e este pode ser um  passo importante no que respeita ao desenvolvimento e evolução das futuras bicicletas de estrada. Será que daqui por uns anos, tal como aconteceu com as bicicletas de montanha, nas bicicletas de estrada as transmissões de dois pratos vão desaparecer, bem como os travões de ferradura? Cá estaremos para ver. Se assim for, lembrem-se que leram este texto em 2017 no MarretaMan.pt :D Mr.B. ### Enduro World Series - Sam Hill Campeão Samuel Hill, lembram-se dele? O Australiano Sam Hill voltou a ser campeão do mundo, já que a Enduro World Series é onde estão os melhores atletas do mundo desta vertente da bicicleta de montanha. Fazemos aqui uma pequena retrospectiva da sua carreira, visto que não era campeão do mundo desde 2010, e actualmente tem 32 anos. Depois do ponto alto da sua carreira como piloto de Down Hill (DH) na primeira década de 2000, em que foi 2 vezes campeão do mundo júnior e 3 vezes elite, bem como mais uma série de grandes resultados na taça do mundo (que ganhou duas vezes, 2007 e 2009) o piloto Australiano tornou-se num ícone da modalidade tendo proporcionado corridas que ficaram para a história, como esta, em que após pulverizar o tempo de "um tal" Steve Peat, cai, e ainda faz terceiro no campeonato do mundo de 2008. Só ao alcance de....extra-terrestres :D https://www.youtube.com/watch?v=wVwvXKhQvkE No entantanto, como se costuma dizer, o dificil não é chegar ao topo mas sim manter-se no topo, e no final de 2012 por falta de resultados, ou por decisão própria, para espanto de alguns Sam Hill saiu da equipa "Monster Energy Specialized" e assinou por uma marca mais pequena, a "Chain Reaction Cycles/Nukeproof". Sam Hill embarcou num projecto onde estavam a desenvolver bicicletas completamente novas, pois embora a Nukeproof exista desde 1990, depois do "boom" do BTT dos anos 90 nos E.U.A. a marca passou por sérias dificuldades, tendo sido relançada em 2007 pelo ex-piloto irlandês  de DH Michael Cowan, com componentes de bicicleta. Mais tarde, em 2010, após 3 anos de desenvolvimento voltaram a lançar um quadro de bicicleta (a Scalp), e após colaborarem com a equipa "Chain Reaction Cycles - Intense" com componentes, hoje em dia têm também as suas bicicletas na equipa. Durante dois anos Sam Hill ainda continuou a competir em DH, mas em 2015 a marca apostou na modalidade emergente do Enduro, tendo o piloto visto aí um novo desafio e enveredado por essa vertente. 2 anos depois e com 32 anos de idade, Sam Hill voltou a espantar o mundo, quando este ano decidiu interromper os seus treinos da "Enduro World Series" para participar no campeonato do mundo de DH... ...para competir com os melhores do mundo, que só fazem DH durante todo ano.... ... mas com a sua bicicleta de ... Enduro, a NukeProof Mega! Resultado: um espantoso 6to lugar! Só 5 pilotos de DH, conseguiram fazer melhor tempo que Sam Hill em Cairns, na Austrália. Como dissemos antes, só ao alcance de "extra-terrestres". Podem ver a sua descida ao minuto 6 da transmissão da Red Bull TV, AQUI Para terminar o ano e como descrevemos no início deste artigo, sagrou-se campeão da Enduro World Series, uma espécie de Taça do Mundo de Enduro constituída por 8 provas ao longo do ano, sendo que uma delas é disputada na ilha da Madeira. Deixamos algumas imagens da prova da Madeira deste ano. https://www.youtube.com/watch?v=iMbl6UL2tG8 Caso tenhas gostado da máquina de Sam Hill, o distribuidor em Portugal é a BikeSmile em Fafe mas atenção, não vem equipada com o "kit de unhas" do piloto Australiano. :D :P   Mr.B.   ### Humor - Zé dos Pipos Take 3: incursão no cicloturismo Viagem Norte a Sul de Portugal Zé dos Pipos sempre foi um ciclista mais "racer", mas certo dia um amigo convidou-o para fazerem uma viagem de bicicleta em autonomia! Seria atravessar o país de Norte a Sul! Levariam tudo o que precisavam para pernoitar, resolver problemas mecânicos, bagagem, etc. Zé dos Pipos aceitou o convite, afinal de tudo era um desafio! Só lhe parecia ter que carregar peso a mais na bicicleta, mas isso resolvia-se. No dia da grande viagem, Zé dos Pipos apresenta-se com a sua bicicleta normal, sem qualquer bagagem, e o amigo pergunta: Amigo: Então Zé, não trazes bagagem? Zé dos Pipos: Eu não, bagagem para quê? Amigo: E a tenda? E o saco de cama? Á noite refresca! Não vais ter frio? Zé dos Pipos: Á noite tapo-me com a bicicleta! Vamos ver depois quem chega primeiro nas subidas. O amigo começou a ponderar não levar nada também, afinal já tinha visto uma vez uma imagem na internet de um profissional a tapar-se com a bicicleta, talvez desse resultado! E assim foi, também não levou nada. Na primeira noite, lá se taparam os dois, cada um com a sua bicicleta. Quando amanheceu... diz o amigo para o Zé dos Pipos: Amigo: Xiça Zé não dormi nada, passei a noite cheio de frio e a tremer, não te devia ter dado ouvidos, isto da bicicleta para tapar não funciona! Zé dos Pipos: Claro que passaste a noite cheio de frio, já viste bem? Amigo: Já vi o quê? Zé dos Pipos: Então não vês que tens dois raios partidos na roda de trás! Claro que tiveste frio! Anda, siga que a viagem é longa! ### Pais e Filhos - cuidados a ter ao comprar bicicletas de criança. Todo o ciclista sabe que há uma altura da sua vida em que aos fins de semana, logo bem de manhã a prioridade passa a ser outra, em vez de ir pedalar. É quando chega a paternidade! Aí a prioridade passa a ser ... conseguir ter algumas horas de sono!!! :D :P Trocam-se os bidões da bicicleta por biberões e nas prateleiras da cozinha as barras energéticas e os isotónicos dão lugar às farinhas lácteas. Mas aí já o tempo está a contar, "tic-tac", "tic-tac", quando chegará o momento de lhe comprar o seu primeiro triciclo ou bicicleta?" Há quem não perca muito tempo :) https://www.youtube.com/watch?v=IB7YyQ5GBl8 Todas as crianças gostam de andar de bicicleta, e quase todos nós sabemos que a bicicleta está no lote de presentes mais fixes que tivemos na nossa infância! Para um pai/mãe ciclista, ver a primeira pedalada do seu filho é quase tão comovente como ver os seus primeiros passos! Então, quando chega a altura de adquirir uma bicicleta de criança, quais os factores a ter em conta? É uma qualquer? Alguns pais que têm possibilidade acreditam que devem comprar algo de uma marca de referência (Specialized, Scott, Trek, Cannondale, Giant, Merida, etc.) pode ser mais caro, mas será melhor que qualquer outra! Outros acreditam que devem comprar algo num tamanho acima do adequado, pois o/a pequeno/a já consegue dar uma pedalada naquela bicicleta, e como crescem muito rápido mais vale comprar algo que dure mais tempo. É um facto que as crianças crescem rápido, por isso é que comprar a primeira bicicleta para uma criança pode tornar-se confuso, mas é uma decisão e um acto muito importante, pois vai influenciar a experiência futura daquela criança ao andar naquela bicicleta. Em primeiro lugar a criança tem que gostar, de preferência que seja ela a escolher a cor e a própria bicicleta (dentro das opções que lhe mostram), depois tem que experimentar e sentir-se à vontade nela. O tamanho e peso da bicicleta são importantes porque vão ter influencia no seu à vontade com ela, a segurança com que a irá usar, confiança que irá ganhar e o consequente desenvolvimento. Numa bicicleta demasiado pequena a criança não desenvolve bem os seus movimentos, numa demasiado grande, fica esticada e não tem força suficiente para a manobrar. Não cometam o erro de comprar uma bicicleta maior para durar mais tempo, pois se os pequenos não se adaptarem ou não a manobrarem bem, simplesmente não vão querer andar nela. Mesmo que o consiga fazer na loja, uma coisa é a criança conseguir manobrar e pedalar num chão liso, outra coisa é na rua, onde existem alguns declives e irregularidades no chão (mesmo que pequenos para nós, para eles não o são). O teste na loja depois pode não dar certo na rua ou seja, o menino ou a menina têm que manobrar a bicicleta sem dificuldades na loja. Não se guiem pelo facto de ser uma marca de referência de bicicletas, mas sim pelos atributos da bicicleta em si. Que atributos? Ser leve (dentro do tamanho, e espantem-se, as marcas de referência não são mais leves). Este atributo é mais importante, quanto menos idade tiver o/a pequeno/a, porque com 2/3 anos ainda não têm força para simplesmente segurar na bicicleta; ser resistente quanto baste (resistente sim, mas não esquecer que as crianças não vão fazer down hill na bicicleta); de construção simples (não terem "tecnologias" a mais, ser simplesmente uma bicicleta com aquilo que uma bicicleta tem que ter); como referimos antes, ser o tamanho adequado (resistir à tentação de comprar tamanho acima, pode influenciar a mais rápida adaptação da criança à bicicleta); ter "pinta" (ser aquela que a criança preferiu, mesmo que seja fluorescente quando gostemos de branco, seja verde quando sejamos do Benfica, ou seja rosa quando tenhamos um menino). Após estes passos, é só rezar para que depois de chegar a casa a criança não mude de ideias e diga que afinal não gosta, que também pode acontecer! Uma coisa é certa, arriscar comprar a bicicleta de princesa com flores, ou arriscar comprar a mini "BMX turbo" sem eles verem ou experimentarem, pode não ser boa ideia. Nas lojas, podem encontrar tabelas guia de tamanhos adequadas a cada marca, que no caso das crianças não definem o tamanho do quadro, mas sim o tamanho de roda que a bicicleta para aquela idade/altura deve ter. As bicicletas sem pedais ajudam as crianças a adaptarem-se à bicicleta depois do triciclo, e ajudam a ganhar equilíbrio para depois passarem para a bicicleta com pedais. Por ultimo, o mais importante é mesmo passar tempo com eles na bicicleta, deixamos um pequeno mimo dedicado aos pais e filhos ciclistas. :) https://www.youtube.com/watch?v=5emg5HORbaY Boas pedaladas com os vossos pequenos! Por: Luís Beltrão ### ORBEA lança bicicleta de estrada eléctrica! A ORBEA aprimorou a tecnologia eléctrica das bicicletas e colocou-a em três segmentos diferentes. No segmento das bicicletas urbanas não é novidade, mas nas gravel e na estrada, aqui sim é novidade. E isto não é a única "revolução", construíram uma bicicleta eléctrica com um motor capaz de debitar 250W e 40NM de torque, com só 13kg's, a partir de 2000€ (no caso da urbana)! As bicicletas eléctricas geram muita discussão e até alguma controvérsia entre alguns ciclistas mais puristas digamos assim, e todas as opiniões devem ser respeitadas, mas a forma como colocam as coisas no vídeo de apresentação da Gain, na verdade fazem muito sentido. https://www.youtube.com/watch?v=xSAUAVf1uss O que é, e para que serve a bicicleta? Além de exercício físico, é uma forma de nos divertirmos, é um meio de transporte, é uma experiência, e diferentes pessoas desfrutam dessa experiência de forma diferente. Talvez uma pessoa de 60 anos gostasse de subir àquela montanha como quando tinha 30, ou aquela pessoa que simplesmente não tem tempo para se colocar em forma física suficiente para pedalar pela montanha com adrenalina, o deseje fazer, mas não o faz porque não pode, ou talvez exista aquela pessoa que já pensou em ir de bicicleta para o trabalho, mas não o faz porque tem que suar, o que não dá muito jeito. A Gain vem resolver isso com três modelos de eléctricas nesta "família". Road AllRoad Urban Olhando para qualquer um dos modelos, nem parecem bicicletas eléctricas. Os 13kg's foram um objectivo da ORBEA como peso a atingir, porque é o limite para que a bicicleta se mova de uma forma natural, mesmo sem a ajuda do motor que assiste a pedalada até aos 25 km/h. Ao contrário da maior parte das eléctricas conhecidas de todos nós, a Gain não tem o motor sitiado no pedaleiro mas sim no cubo traseiro. O sistema "ebikemotion X35" pesa no seu conjunto 3,5Kg's. Existe ainda como hipótese, adicionar uma bateria extra colocada num bidom, para dar mais autonomia ao conjunto, Apesar da autonomia normal ser muito boa, tendo em conta o tamanho e peso da bateria (100km's com um acumulado de 1500mts. de altitude). O grande desafio das marcas quando fazem uma bicicleta eléctrica é precisamente a bateria, visto ser este um dos elementos que mais peso acrescenta ao conjunto, e o que vai determinar o desempenho final no que respeita a à autonomia. Segundo a ORBEA, têm a mais leve e mais pequena bateria do mercado. É tão fina que no quadro de uma Gain nem se dá por ela. Eléctrica que se prese, hoje em dia tem que ter a sua própria Aplicação de Smartphone e a Orbea também pensou nisso. Na aplicação da Gain pode-se controlar o "iWok" (ligar / desligar energia), pode-se fazer o planeamento de uma rota, pode-se ver a rota e actividade que se fez. É uma nova gama com 3 modelos distintos, sendo que em dois deles (a Gain Road e a Gain All Road) a Orbea teve a ousadia de fazer o que, por enquanto, ainda nenhuma outra das marcas de referência fez, que é terem uma bicicleta de estrada e uma gravel eléctricas. Por isso, cuidado ao quereres "descarregar" alguém numa subida, se tiver uma destas, podes ficar com falta de ara tentar fazê-lo. Podes descobrir mais pormenores no site da ORBEA.   Mr. B.       ### Campeonato do mundo de ciclismo de estrada Decorreu hoje em Bergen na Noruega a corrida de fundo do campeonato do mundo de ciclismo de estrada. A corrida decorreu dentro da normalidade, tendo havido uma fuga quando faltavam sensivelmente 60km's para o final e que foi alcançada a 25 km's do fim. Os portugueses conseguiram manter-se sempre no grupo dos favoritos. A 11 km's do fim Alaphilippe fez um "super-ataque" e só o Italiano Moscon conseguiu fazer a ligação e seguir com ele. Depois... .....depois a emissão em directo falhou... e esperou-se.... .... ............................................................................................................ ...............................zzzzzZZZZZzzzzzzZZzzzzz................................................ ...e esperou-se.... e quando os ciclistas chegam ao arco de 1000mts. para o final já não é Julian Alaphilippe que vem na frente mas sim o pelotão, tendo sido o final decidido ao sprint, entre Alexander Kristoff e Peter Sagan. Peter Sagan faz história e torna-se pela terceira vez consecutiva campeão do mundo. À hora em que escrevemos só conseguimos este vídeo para que vejam os últimos 1000mts. Para que vejam, porque perceber só vão perceber os nomes dos ciclistas :D https://www.youtube.com/watch?v=XXrW4blLPZs Perceberam? Sagan! Sagan! quererá dizer que Peter Sagan foi Campeão do Mundo. Rui Costa esteve sempre bem colocado no grupo dos favoritos, e ainda fez uma tentativa de ataque mas não conseguiu fugir. Terminou a sprintar no grupo dos favoritos ficando em 19º lugar.   Mr.B.   ### Nélson Oliveira quarto classificado no Mundial de Contrarrelógio Individual O português Nelson Oliveira foi hoje o quarto classificado no contrarrelógio de elite do Campeonato do Mundo de Estrada, disputado em Bergen, Noruega. É o melhor resultado de sempre de um corredor luso nesta competição, superando o sétimo posto que o mesmo Nelson Oliveira alcançara em Ponferrada, em 2014. O ciclista bairradino completou os 31 quilómetros, entre o centro da cidade de Bergen e o alto do Monte Fløyen, em 46m09,52s. Nelson Oliveira fez uma corrida de grande nível, sempre em crescendo, melhorando de ponto intermédio para ponto intermédio. Cortou a meta apenas a 7 segundos de Chris Froome que fechou o pódio. O holandês Tom Dumoulin teve uma vitória incontestável, com 44m41s, deixando o esoloveno Primoz Roglic, vencedor da Volta ao Algarve em 2017, a 57,79 segundos. O terceiro, a 1m21,25s, foi o britânico Christopher Froome. Nelson Oliveira ficou a 1m28,52s do vencedor. Ficar fora do pódio por apenas uma posição tem um sabor agridoce, já experimentado por Nelson Oliveira, no Campeonato da Europa de 2016. "Estou muito contente com o quarto lugar. É verdade que se fica à porta da medalhada, mas o ciclismo é mesmo assim, alguém tem de ser quarto. Já no ano passado me aconteceu no Campeonato da Europa. Estou contente. Agradeço à Federação, à minha equipa e a toda a minha família por este momento", afirmou o corredor luso. "A verdade é que não estava à espera de fazer este resultado, mas senti-me bem em todo o percurso. Sabia que tinha de regular para a última subida. Muitas pessoas vão perguntar se a troca de bicicleta foi uma boa opção. Perdi algum tempo na mudança, mas foi a melhor decisão. Tenho a certeza de que, com a bicicleta de contrarrelógio não faria a subida que fiz. Reconheço a chuva na última série pode ter-me favorecido", acrescentou Nelson Oliveira. Rui Costa foi o outro representante nacional no contrarrelógio de hoje, terminando na 33.ª posição – entre 65 participantes –, a 3m10,54s do vencedor. “"Tive boas sensações e controlei a prova dentro das minhas expectativas. Consegui produzir os 'watts' que tinha definido para esta prova. É certo que depois da recuperação pós-Vuelta, este contrarrelógio ajuda a ganhar ritmo para a prova de fundo, mas o objetivo principal não era esse, mas dar o meu máximo", disse Rui Costa, no final do exercício individual. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo   Mr. B. ### Canyon - Revolucionário Sistema Dis\connect O sistema Canyon Dis\Connect, já foi utilizado por alguns pilotos de DH profissionais mas ainda não è disponibilizado ao público. https://www.youtube.com/watch?v=w0Jz3YHrMvw Em que consiste este sistema? O Dis\connect é um sistema que elimina o "Pedal Kickback" ou seja, a força que a corrente faz nos cranks quando a suspensão de uma bicicleta está a funcionar. Este efeito nota-se muito mais quando a suspensão funciona em todo o seu curso, como acontece nas bicicletas de DH ou Enduro, no caso da Canyon o sistema é aplicado na sua máquina de DH, a Sender. Através de um manipulo de controlo no guiador desactiva os linguetes do cubo traseiro. Na prática, os linguetes são afastados, fazendo com que o carreto fique inactivo (em "roda livre") e permitindo assim que a suspensão da bicicleta funcione livremente sem qualquer tipo de influencia das forças exercidas pelo peso do piloto e consequentemente pelos pedais e força da corrente. Numa bicicleta sem este sistema, o funcionamento da suspensão faz com que hajam forças na corrente bem como um recuo dos pedais, mas o peso do piloto em cima dos mesmos mantém-lhes a posição, anulando assim um livre funcionamento da suspensão. Observem a explicação e demonstração do engenheiro da Canyon, Lorenz Lay. Lamentamos ainda não conseguirmos colocar legendas nos vídeos, mas a explicação dada é a descrita anteriormente. https://www.youtube.com/watch?v=M_oP494bASE A Canyon diz que as suspensões hoje em dia são pensadas e desenvolvidas para funcionar com as forças exercidas pela corrente, no entanto há secções do terreno onde não é necessário pedalar, e aí porque não dar à suspensão total liberdade para o seu funcionamento? Porque não está montado nas bicicletas para venda ao público? Porque além de ainda estar ainda a ser desenvolvido (desde 2015, mas foi apresentado em 2016) é necessário experiência e habituação para o utilizar. Com este sistema a funcionar (carreto livre), também não é possível pedalar e a história pode não ter um final feliz para o piloto se não houver uma total habituação. Curiosidades Será que a ideia surgiu aos engenheiros da Canyon quando em 2015 Aaron Gwin partiu a corrente da sua bicicleta numa corrida da Taça do Mundo, e para o espanto de todos, ganhou essa corrida sem corrente? É sempre bom rever estes desempenhos de outro planeta. https://www.youtube.com/watch?v=mOxWShUjBmM A Canyon diz que já estava a desenvolver o sistema há cerca de 5 meses quando esta corrida aconteceu. Vamos ver se Gwin não vai cobrar Royalties do sistema. :P :D Uma tecnologia que é interessante acompanhar e que após mais desenvolvimento pode vir a ser uma novidade em breve para quem gosta do Enduro ou DH.   Mr. B. ### Campeonato do Mundo - Rui Costa e Nélson Oliveira estreiam-se hoje A prova de hoje poderá favorecer as características dos portugueses Rui Costa e Nelson Oliveira representam Portugal no contrarrelógio individual de elite do Campeonato do Mundo de Estrada, hoje, em Bergen, Noruega. Os dois corredores reconheceram ontem o duro percurso de 31 quilómetros. A véspera do dia de corrida foi uma jornada de trabalho para a dupla lusa, que despertou cedo para a realização de um controlo antidopagem – procedimento normal nas grandes competições –, antes de realizar um treino com cerca de duas horas. O treino permitiu reconhecer o percurso do contrarrelógio, que será uma prova de grande exigência, pois o circuito, a percorrer duas vezes, é marcado pela quase ausência de terreno plano, um tradicional rompe-pernas com sobe e desce permanente. Endurecendo ainda mais o exercício individual, os derradeiros 3,4 quilómetros serão realizados em registo de “crono-escalada”, em pleno monte Floyen. A fase final tem uma inclinação média de 9,1 por cento, mas várias curvas apresentam pendentes que se aproximam dos 20 por cento de inclinação. “O reconhecimento feito na manhã de ontem deu para perceber que todo o contrarrelógio é muito duro, não apenas a subida final. No entanto, será nessa subida que serão marcadas as maiores diferenças, pelo que a escolha do material terá de ser muito bem ponderada”, afirma Nelson Oliveira, que sairá para a estrada às 15h12m30s (hora de Portugal Continental). Rui Costa considera que o contrarrelógio deste Mundial “não é para especialistas puros. As duas voltas ao circuito são muito duras e ainda há a subida para a meta, que ditará os resultados da prova”. O poveiro parte às 12h51m30s portuguesas. Tendo em conta as especificidades do percurso, a organização criou uma área especial para troca de bicicletas, no sopé do monte Floyen. Os corredores portugueses fizeram ontem a subida e tomaram nota da dificuldade, de modo a escolherem o material adequado para conseguirem um bom resultado. Será ponderada, entre os ciclistas e a equipa técnica, a melhor estratégia em termos de material, pois, entre outros aspectos, é necessário avaliar necessidades de andamentos e o tipo de rodas a usar. A decisão definitiva sobre a troca ou não de bicicleta será tomada na manhã desta quarta-feira. “As decisões, que podem até nem ser as mesmas para cada um dos corredores, terão de ser muito bem ponderadas e analisadas, porque disso depende um bom resultado no Campeonato do Mundo. A prova que viemos encontrar aqui em Bergen tem uma fase, as duas voltas ao circuito, que constitui um bom contrarrelógio para as características dos portugueses e que podemos considerar um exercício convencional, mas a subida para a meta torna esta prova atípica”, explicou o seleccionador nacional, José Poeira. Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo   Mr. B. ### Seleccionados para os Campeonatos do Mundo de estrada Cá estão os seleccionados. O selecionador nacional de estrada, José Poeira, já escolheu os corredores que vão representar a Equipa Portugal no Campeonato do Mundo, que decorre em Bergen, Noruega, de 17 a 24 de setembro. Prova em linha O ritmo competitivo, a capacidade de adaptação a provas extensas e a experiência no pelotão internacional foram os principais critérios para a escolha dos seis corredores que vestirão as cores nacionais na prova de fundo para elite, no dia 24 de setembro. Os convocados são José Gonçalves (Team Katusha Alpecin), Nelson Oliveira (Movistar Team), Ricardo Vilela (Manzana Postobón), Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo), Rui Costa (UAE Team Emirates) e Tiago Machado (Team Katusha Alpecin). Nelson Oliveira e Rui Costa também competem no contrarrelógio individual, no dia 20 de setembro. Rui Costa Tiago Machado Nélson Oliveira Rúben Guerreiro José Gonçalves Ricardo Vilela A corrida de fundo, que encerra o programa do Campeonato do Mundo, terá 276,5 quilómetros. O tiro inicial será dado em Rong, a partir de onde os corredores farão 40 quilómetros planos até Bergen, onde cumprirão 12 voltas ao circuito de 19,1 quilómetros. O circuito é essencialmente plano, embora com alguns topos. A principal dificuldade, que terá de ser ultrapassada 12 vezes, é a subida de Salmon Hill, uma escalada com 1,5 quilómetros de extensão e uma inclinação média de 6,4 por cento. Este topo está colocado entre o quilómetro 6 e o quilómetro 7,5 do circuito.   Contrarrelógio O contrarrelógio de elite tem duas particularidades: é mais curto do que o habitual em Campeonatos do Mundo, com apenas 31 quilómetros, e termina numa subida difícil. A meta está instalada no monte Floyen, uma escalada com 3,4 quilómetros e uma inclinação média de 9,1 por cento. Cerca de um terço da subida tem rampas constantes acima dos 10 por cento de pendente.   Sub-23 e júniores A Equipa Portugal também estará presente no contrarrelógio e na prova de fundo para sub-23. O quarteto selecionado nesta categoria é composto por André Carvalho (Cipollini Iseo Serrature Rime), Francisco Campos (Miranda/Mortágua), Ivo Oliveira (Axeon Hagens Berman) e José Neves (Liberty Seguros/Carglass). Todos disputam os 191 quilómetros da prova de fundo, no dia 22. Ivo Oliveira compete nos 37,2 quilómetros de contrarrelógio individual, que não inclui a subida que marca o “crono” de elite, no dia 18. Os juniores apenas competem nas provas de fundo. No setor masculino, cuja prova terá 135,5 quilómetros e será disputada no dia 23, estão convocados Afonso Silva (Sporting/Tavira/Formação Eng. Birto da Mana), Pedro José Lopes (Alcobaça CC/Crédito Agrícola) e Pedro Miguel Lopes (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact). Maria Marins (Bairrada) será a representante lusa na prova de fundo para juniores femininas, 76,4 quilómetros a percorrer no dia 22.   Datas e horários das provas com participação da Equipa Portugal 18 de setembro, 12h05: Contrarrelógio Individual Sub-23, 37,2 km 20 de setembro, 12h05: Contrarrelógio Individual Elite, 31 km 22 de setembro, 9h05: Prova de Fundo Juniores Femininas, 76,4 km 22 de setembro, 12h15: Prova de Fundo Sub-23, 191 km 23 de setembro, Prova de Fundo Juniores, 135,5 km 24 de setembro, 9h05: Prova de Fundo Elite, 276,5 km (Hora de Portugal Continental) Fonte: Site da Federação Portuguesa de Ciclismo ### Campeonatos do Mundo de btt Decorreram este fim de semana em Cairns, Australia os campeonatos do mundo de bicicleta de montanha, vertentes de XCO e DHI. Em XCO, como era de esperar e tendo em conta a forma como decorreu a temporada, Nino Schurter revalidou o seu título e culminou a sua temporada de sonho, ganhando tudo o que havia para ganhar, algo inédito na modalidade. Os restantes lugares do pódio foram preenchidos por  Jaroslav Kulhavy e do outro suíço Thomas Litscher que se apresentaram em forma nesta prova e tendo em conta a sua temporada foi um bom resultado para estes. Resumo da corrida masculina. https://www.youtube.com/watch?v=rpCJ6XvTYQY A Suíça demonstrou que é o país que domina esta modalidade, arrecadando o título de Elites masculinos com Schurter, Elites femininos com Jolanda Neff e Sub-23 femininos com Sina Frei. O português David Rosa foi 37º classificado, não conseguindo melhorar os seu melhor resultado nesta competição que era 29º. O Campeão Nacional perdeu posições na partida e numa pista onde era difícil recuperar, manteve o seu lugar. As palavras do atleta aqui no seu Facebook. O outro português, Mário Costa, teve um bom início, ganhando algumas posições, mas uma queda provocada por um adversário fez com que o seu resultado não fosse melhor que o 47º lugar. O resumo do atleta no seu blogg aqui. “O resultado não foi aquele que esperávamos. Numa pista onde é muito difícil ultrapassar na maior parte do percurso, uma má partida condiciona todo a prova e foi o que decidiu a corrida do David Rosa. O Mário Costa, por sua vez, partiu bem e poderia ter chegado mais à frente, mas a queda relegou-o para uma posição longe do lugar que já tinha em pista no momento do incidente”, explica o selecionador nacional, Pedro Vigário.  (Fonte - Federação Portuguesa de Ciclismo). Na corrida feminina ganhou, como referimos antes, Jolanda Neff que já tinha títulos sub-23 mas consegue o seu primeiro em Elites, seguida de Annie Last e da francesa Pauline Prevot. Resumo da corrida feminina. https://www.youtube.com/watch?v=Pj3WMV0f_Lk Downhill - DHI No DHI, o percurso de 1,9 km's era extremamente seco poeirento tendo provocado várias quedas e problemas mecânicos. O título masculino foi para o francês Loic Bruni, seguido de Michael Hannah da Australia e o norte americano Aaron Gwin. Fica com resumo. https://www.youtube.com/watch?v=BNl36Gz88GY Na vertente feminina o título foi para Miranda Miller do Canadá, seguida da francesa Myriam Nicole e Tracei Hannah da Austrália. Resumo da corrida feminina. https://www.youtube.com/watch?v=DmZ8G4xnv_w Mr. B. ### Humor - O Zé dos Pipos arranjou um treinador Zé do Pipos decidiu treinar O Zé dos Pipos queria evoluir fisicamente para descarregar aquela malta toda lá do bairro, que diziam que nunca treinavam, mas que chegavam sempre antes dele nas voltas de domingo. Então tinha um amigo "entendido" em ciclismo que tinha experiência em 553 provas, das quais tinha ganho 553, e decidiu buscar aconselhamento para este o treinar. O treinador disse-lhe: "Zé, para começar, tens que fazer uns 350 km's. por semana. Zé dos Pipos: "Ok Mister!!! Começo já amanhã!!!" Na segunda feira Zé dos Pipos fez 350km's., no resto da semana descansou...   By Mr.B ### Novidades 2018 - Nova MERIDA Reacto Na sua terceira geração, a Merida Reacto surge mais leve, mais confortável, ainda mais aerodinâmica e com travões de disco. Mais Aero Segundo os engenheiros da MERIDA, a melhoria aerodinâmica graças a tubos mais finos na construção do quadro, à posição do selim e consequente postura do ciclista mais rebaixados, mais o avanço e guiador integrados dão um ganho de 5% em aerodinâmica ou 8 watts a 45km/h. Não estamos a falar de uma moto, logo estes números são sempre relativos e dependem de muitas variáveis, mas os testes são feitos em túnel de vento no sentido de melhorarem e evoluírem a bicicleta. Melhorias evidentes Uma coisa é certa, o modelo anterior já tinha 3 anos sem nenhum "refresh" e a bicicleta de 2018 parece colmatar algumas lacunas que eram bem visíveis na anterior, como o peso algo excessivo ou simplesmente o sistema de entrada dos cabos no quadro. À esquerda, no sistema antigo ou os cabos ficavam soltos como na foto e não entravam correctamente no quadro, ou tinham uma peça que os pegava ao avanço, mas com o mexer do guiador gastava as espirais. À direita, (no sistema que de novo não tem nada) é mais simples e poderá funcionar bem melhor, os cabos vão directos ao tubo diagonal. No que respeita ao conforto, a bicicleta anterior já era surpreendentemente confortável para o tipo de bicicleta, muito graças ao sistema "s-flex" do espigão de selim. Na nova Reacto (a Reacto 3) este sistema foi melhorado e de acordo com a MERIDA o conforto melhorou em 10%! Não podemos comprovar os valores indicados, mas olhando para um e para outro, no mínimo mantém-se, o que é óptimo. sistema Reacto 2 sistema Reacto 3 A largura do recorte do espigão cresceu, o que supostamente confere mais absorção de vibrações. Além disso o espigão é mais estreito e logo mais aerodinâmico. Travagem Outra novidade na Reacto 2018 é a opção de travão de disco, existem sete novos modelos Reacto, cinco dos quais são com essa opção. O quadro CF4 (especificação do carbono dos modelos topo de gama) com travão de disco é só 30 gr's. mais pesado que o quadro sem esse sistema de travagem, e a forqueta tem também 30 gr's. a mais, por serem mais reforçados em algumas zonas. No quadro CF2 (especificação do carbono dos modelos de gama média), a diferença de peso entre o quadro com ou sem disco é maior, 57 gr's. no quadro e 40 gr's. na forqueta respectivamente. A MERIDA dotou os seus modelos de travão de disco com um sistema de arrefecimento dos mesmo. É um sistema único da marca que através de uma pequena estrutura de alumínio reduz as temperaturas inerentes da travagem em cerca de 35%, e muito mais rápido do que a pinça isolada, graças à dissipação do aquecimento. Nos modelos de gama alta (Reacto Team-E, e Reacto 9000-E), a Merida inclui guiador e avanço integrado de origem, tendo sido escolhido o Vision metron 5D (FSA). As opções disponíveis Como descrevemos anteriormente, existem dois tipos de carbono à disposição, sendo o CF4 para os modelos de gama alta e o CF2 para os restantes. Nos modelos de topo há opções de equipamento desde o Shimano Dura-Ace Di2 (Reacto Team-E), passando pelo Sram E-Tap (Reacto 9000-E), Shimano Ultegra Di2 (Reacto 7000-E e 8000-E), até ao Ultegra convencional mecânico (Reacto 6000) e no modelo de carbono mais baixo o Shimano 105 (Reacto 4000). Por norma os sites só mostram as fotos dos modelos topo de gama, as pessoas chegam à loja, vêem os modelos de gama média e ficam um pouco defraudados. Deixamos a foto da Reacto 6000 para que vejam como fica a bicicleta com rodas de alumínio, com guiador e avanço normais. Como normalmente, perde um pouco o "charme" principalmente na parte das rodas, mas não deixa de ser uma bicicleta com uma presença forte. A "dieta" No que respeita a peso, a Reacto melhorou bastante relativamente ao modelo anterior. O quadro pesa menos 240gr's., a forqueta menos 38gr's., espigão menos 94gr's., caixa de direcção menos 7,5gr's., no total são 379,5gr's a menos no conjunto. A nova Reacto é das principais novidades de 2018 da MERIDA, é uma bicicleta que é uma referência na gama das AERO, dos primeiros modelos a surgir e que já vai na sua terceira geração. As melhorias e novidades enchem o olho, tornam a bicicleta mais atraente, mais actual e aparentemente mais prática. Só nos falta experimentar.   Mr. B.         ### La Vuelta - Etapa 21 Ultima etapa da Vuelta realizada como sempre em Madrid.   Num dia de consagrações a primeira foi para Contador, o pelotão deu espaço ao ciclista espanhol para este se despedir do seu público. Momento de emoção para alguns fãs e para o próprio ciclista. Fiquem com o vídeo do momento. https://www.youtube.com/watch?v=sIyKFKTN9qk Depois, 3 ciclistas conseguiram uma fuga com alguma vantagem do pelotão, De Marchi da BMC, Nicholas Schultz da Caja Rural e o nosso Campeão do Mundo Rui Costa. Que Guerreiro Rui Costa, mais uma vez a tentar a sua sorte. Num dia em que se sabia praticamente impossível uma fuga dar resultado, Rui Costa esteve em destaque na frente da corrida em quase todo o tempo de transmissão televisiva. Vitória de etapa para Matteo Trentin, quarta etapa para este ciclista, sexta etapa para a Quick-Step na Vuelta 2017. A última consagração foi a mais importante. Vitória da Vuelta 2017 para Chris Froome e para a Sky. A equipa inglesa dominou a Vuelta à semelhança do que tinha acontecido no Tour, Froome correspondeu, esteve sempre forte nas etapas e conta-relógios, confirma ser um ciclista muito completo e difícil de bater em provas de 3 semanas, mas também graças à grande equipa em que está. Classificações aqui. ### La Vuelta - Etapa 20 A penúltima etapa da Vuelta 2017 foi a mítica subida ao Algliru! Uma subida que poucos ciclistas, mesmo profissionais, gostam de fazer. A etapa Rainha, no penúltimo dia. Luxo! A subida ao alto do Anglirú é das mais duras das 3 grande voltas (Giro, Tour e Vuelta), situa-se na zona das Astúrias com uma altura de 1570 mts. , é uma subida com uma pendente de inclinação média de 10,6% durante 12,6 km's, com pendentes máximas de 23,5% de inclinação e um desnível de 1265 mts.! ...repetimos, 12 km's, 1265 mts D+ de acumulado. Mas não foi a etapa rainha só por ter a subida ao Anglirú, a questão é que antes dessa duríssima subida final, tinha duas subidas de primeira categoria que iriam desgastar todos os ciclistas, ou seja, no Anglirú como se costuma dizer, só faria a diferença que tivesse "patas de aço". Alberto Contador, nos seus derradeiros dias como profissional, foi o primeiro a atacar no grupo do TOP10, à procura do pódio, e de uma despedida em grande. Querem perceber o que é o Homem da Marreta a aparecer a um ciclista? Apareceu aqui ao ciclista da Movistar Marc Soler que tentava ir ao ritmo de Contador. Vejam, é duro. https://www.youtube.com/watch?v=M_oFFviZRFk Alberto Contador a ganhar a etapa, fazendo uma subida soberba e tendo uma despedia memorável, ficando a 20 seg's do pódio, tendo em conta que Zakarin se defendeu bem, conseguindo o terceiro lugar a Kelderman. Fiquem com o vídeo do último quilometro. Quando quiserem recordar a classe de Contador, venham aqui. https://www.youtube.com/watch?v=pMGjKwJ2mDQ&list=PLBfJF3AR2wyv1ahBvX-y_sCcsEtoz7B2S&index=1 Não podemos deixar de realçar a soberba volta a Espanha de Chris Froome e da Sky. Consegue a sua segunda grande volta num só ano (algo que ninguém conseguia nos últimos anos). Confirma-se, é um "extraterrestre", e faz história no ciclismo. Classificações aqui.       ### As loucuras na Eurobike 2017 - PG Bugatti uma citadina com menos de 5kg's A PG Bugatti é uma bicicleta citadina construída pela marca alemã PG juntamente com a histórica marca de automóveis de luxo Bugatti. É a bicicleta urbana mais leve do mercado, pesa menos de 5kg's e tal como os automóveis Bugatti que saem em edições limitadas, também esta bicicleta será construída em números limitados. Já começou a ser produzida e só serão feitas 667 unidades. Imaginem que chegam com a vossa Bugatti a uma esplanada, está um grupo de ciclistas sentado, com as suas "Pinarello, S-Works e companhia Dura-Ace Di2 dos 10, 15, 20.000€", encostam junto às deles, vão pedir um café e dizem: "não se importam de me dar um olhinho na bike? È que são 75.000€ que aí tenho e não quero arriscar que a levem OK?" Com várias customizações o preço pode ir aos 75.000€, sim, podem apreciar. https://www.youtube.com/watch?v=voxoiVMpUHQ&t= 95% de carbono, desde o quadro, passando pela forqueta, selim, espigão, crank e mesmo o travão. O quadro foi desenvolvido com preocupações aerodinâmicas, não funciona com corrente mas sim com correia, não vá o utilizador sujar as suas calças sabe-se lá de quantos milhares de Euros!!! Podem ser feitas várias customizações de pintura, carbono, e materiais para ficar na linha dos automóveis da marca. Enfim, têm aqui o site da PG para o caso de quererem encomendar uma, e lá encontram mais pormenores sobre esta obra.   Mr.B. ### La Vuelta - Etapa 19  "Na noite prévia à etapa 19 da Vuelta, era este o cenário no hotel onde estavam as equipas:" (cenário fictício by marretaman.pt) À noite estava todo o pelotão a beber café no Hotel, cada equipa na sua mesa. Rui Costa com a sua equipa conversava baixinho, "pessoal, no conta-relógio fui a passear, e nos outros dias também me poupei porque esta é praticamente a penúltima etapa, tendo em conta que a penúltima é o Angliru, e nessa não dá para mim, vou tentar uma última vez nesta." Mas o português descuidou-se, falou um pouquinho alto de mais e todas as outras equipas ouviram a conversa... "heim??? a penúltima etapa é já amanhã? A etapa 19? Depois é o Angliru?" Resultado hoje: FUGA COM 21 ciclistas a 40 km's do fim! Toda a gente queria tentar hoje! Tudo malta "fraquinha": Pantano, Jungels, Trentin, Roche, Pedrero, Rojas, Buchmann, Bardet, Clarke, Villella, Tolhoek, Bouwman, De Tier, Lobato, Rui Costa e companheiro Mohoric, De Vreese, De Gendt, García Cortina, Navarro e Arroyo. Nos derradeiros km's, o jovem espanhol Iván García Cortina que corria na sua zona de treinos e conhecia melhor a zona que ninguém atacou, conseguiu um espaço mas Bardet foi atrás, depois Rui Costa e Nicolas Roche também, e mais tarde Jungels, De Gent e restantes da fuga. Rui Costa tentou mais uma vez, mas havia muitos adversários de qualidade, gastou energia para recuperar posição após um furo e infelizmente não conseguiu. BRAVO RUI! No grupo do TOP10, mais um dia quem? Alberto Contador a querer ir buscar o pódio, incrível volta a Espanha de despedida, vai deixar saudades! Mais um dia atacou, mas hoje não conseguiu fazer diferenças. Vitória para De Gent, temporada impressionante para o ciclista Belga  e mais uma etapa para a Lotto Saudal. Fiquem com o vídeo do último quilometro. https://www.youtube.com/watch?v=tvWReq95bW4 Classificações aqui.       ### La Vuelta - Etapa 18 A etapa 18 de Vuelta teve 169km's, com uma subida de primeira categoria logo na fase inicial da Etapa, com três de terceira (incluindo a ultima) e uma de segunda categoria na fase final. Fuga de um grupo extenso de ciclistas, muitos dos quais já com vitórias de etapa noutras edições. A fuga chegou a ter 13 min's de diferença em relação ao pelotão e foi composta por Alaphilippe, Trentin, De Marchi, Cort Nielsen, Rojas, Soler, Konrad, Chevrier, Gougeard, Skujins, Tolhoek, Mohoric, Lutsenko, Armée, Visconti, Maison, Roux, Rossetto, Pardilla e Reyes. A cerca de 35 km's do fim começaram os atques do TOP10, o primeiro foi jovem Fábio Aru que atacou e conseguiu abrir diferença para o pelotão por sua conta. https://www.youtube.com/watch?v=1bV_xMZsPj0 A 27km's do fim primeira tentativa do eterno Alberto Contador, que desta feita não conseguiu fugir à poderosa equipa SKY de Chris Froome. No grupo de fuga, após a subida de segunda categoria houve ataques e destacaram-se, Alexey Lutsenko (Astana), Sander Armée (Lotto-Soudal) e Julian Alaphilippe (Quick Step), que seguiram isolados, tendo no entanto este último ficado para trás a 2 km's do fim. https://www.youtube.com/watch?v=m6UMrzV0fao&list=PLBfJF3AR2wytYWLCuzrtrRrIVH6VoAc9E&index=1 No final, vitória de etapa para Sander Armée da Lotto Saudal. No TOP10, Fábio Aru ganhou tempo a todos, subindo de 9º para 8º, pois Woods da Cannondale defendeu-se bem. Acabou de boca aberta com o Homem da Marreta atrás dele mas sem o apanhar. Brava e corajosa etapa do ciclista italiano. Chris Froome atacou, Contador e Woods acompanharam-no e Nibali perdeu mais 21 segundos para Froome, mantendo no entanto o seu segundo lugar da geral. Fiquem com o vídeo do ultimo quilometro. https://www.youtube.com/watch?v=VE-SKxMJduI Classificações aqui.     ### La Vuelta - Etapa 17 A etapa 17 realizou-se após algumas alterações na classificação geral e num cenário onde esta se começa a definir. Nesta última semana quem tem objetivos na geral e está longe deles, tem que mexer na corrida mesmo que a capacidade não seja a ideal. Fuga com 4 elementos, De Marchi da BMC, De la Cruz da Quick Step, Dani Moreno da Movistar e Stefan Denifl da Acua Blue que conseguiram manter cerca 1 min. de diferença até à ultima subida. Prestem atenção, a subida final hoje, chegava a ter inclinações na ordem dos 28%!!!! Para terem uma ideia, profissionais de topo como Contador e Froome saíram para a etapa com prato pequeno da frente, de 34 dentes!!! Quando o normal é um 39. A 5,7 km's Miguel Ángel Lopes e Contador atacaram, sempre estes dois os primeiros a dar espetáculo, mas hoje Contador esteve com "boas pernas" e deixou todos os favoritos para trás. Grande etapa do "pistolero" que ganhou tempo a Nibali e Zakarin. https://www.youtube.com/watch?v=GgWwLeR6XxA Ganhou a Etapa Stefan Denifl da Aqua Blue Sports. Depois de ganhar a volta a Austria, uma etapa na Vuelta! Grande etapa do Austríaco que vinha na fuga e da Aqua Blue Sport que tem na equipa o massagista português Pedro Claudino. Classificações aqui.     ### Novo Shimano Ultegra já causa polémica Sinal dos tempos? O novo grupo Shimano ultegra R8000 já causa polémica.   A Shimano acaba de lançar a mais recente versão do seu grupo Ultegra, seguindo a habitual fórmula ganhadora; Um grupo em grande parte idêntico em tecnologias ao topo-de-gama Dura-Ace lançado no ano passado, mas com uma relação qualidade-preço muito mais competitiva. Pela primeira vez nesta gama, estão disponíveis travões de disco hidráulicos (embora anteriormente existissem travões de disco hidráulicos "Ultegra-level"). Novidade é ainda o sistema Synchro Shift (no Ultegra Di2), que move os desviadores dianteiro e traseiro de forma sincronizada utilizando apenas um shifter para engrenar mudanças. Relativamente ao peso, se retirarmos as rodas da equação, o novo grupo chega até a ser ligeiramente mais pesado que o anterior segundo os números facultados. No que respeita ao funcionamento, não podemos ainda dar a nossa opinião, mas tendo em conta as melhorias apresentadas no ano passado no grupo Dura-Ace e apostando na habitual qualidade Shimano, só podemos esperar o melhor Ultegra de sempre - Mais uma expectativa nossa por exemplo, é que o sistema Synchro Shift funciona de forma abismal nos desviadores de montanha. Mas a grande novidade é externa à Shimano e tem a ver com o preço do grupo praticado em algumas lojas online, já que o novo motor de vendas em volume da Shimano entrou no mercado com desconto instantâneo. Confuso não é? Um produto que é novidade, com desconto? Não vemos este tipo de prática, por exemplo nos lançamentos de novos telemóveis ou outro tipo de equipamentos. Logo após o seu lançamento, algumas das lojas gigantes da internet colocaram este novo grupo da Shimano à venda com descontos que chegavam aos até 27%, algo que é fortemente penalizador para as lojas de rua, especialmente em países como Portugal, onde o poder de compra é mais baixo comparativamente com a UE Fazendo uma pequena pesquisa, encontramos por exemplo na Evan Cycles este produto por menos 300 libras que o preço de venda normal, mas encontra-se em mais sites. No seu Facebook, a shimano promoveu o lançamento deste grupo no início de Junho, e debateu-se com uma reação imediata por parte das lojas de bicicletas (como podem ver aqui), que partilharam a sua opinião e até alertaram a Shimano para o facto de estarem a acontecer tais práticas comerciais A Shimano respondeu, declarando que não pode controlar o mercado, algo a que as lojas de rua apenas podem por sua vez responder com uma redução de compras e stocks. Os lojistas lembraram o gigante azul que as grandes cadeias por detrás desta desvalorização forçarão ainda mais o preço para baixo, e argumentaram que foram as lojas de rua que ajudaram a criar a riqueza da Shimano. Contra a força dos números das compras das grandes lojas on-line e a posição da Shimano, os lojistas avisaram que isto vai certamente impulsionar a volta da Sram ás paredes das lojas locais. Uma coisa é certa, com esta disparidade de poder de compra as lojas nacionais encontram-se cada vez mais numa situação difícil, já que para muitas a margem é inferior a estes descontos, e nem sempre os clientes conseguem descortinar as vantagens de comprar na loja. Polémica à parte, mostramos o novo Shimano Ultegra R8000 componente a componente:   As novas manetes são melhoradas ao nível da ergonomia e suavidade de acionamento e pesam 438g(ST-R8000) ou 550g(ST-R8020)   O Desviador traseiro de tecnologia Shadow fica mais protegido dos impactos e pesa 200g (Caixa curta) ou 210g (Caixa média).   O Desviador dianteiro foi redesenhado e pesa apenas 92g (mecânico, "braze-on") ou 106g (mecânico, de abraçadeira), ou 132g. (Di2).   O Pedaleiro com design inspirado no Dura-Ace pesa 690g (53-39T), 681g (52-36T), 674g (50-34T), 668g (46-36T) A cassete está disponível em 6 versões diferentes: 11-25T, 11-28T, 11-30T, 11-32T, 12-25T e 14-28T e pesa 232g.(versão 11-25T).   Os pedais contam agora com uma altura ainda mais reduzida e pesam apenas 248g. Os travões de disco hidráulicos passam a fazer parte da gama Ultegra. As pinças de travão mecânicas continuam a estar disponíveis, em versão duplo pivot e direct mount, ambas compatíveis com pneus de 28mm, o que também é novidade. Pesam 182g e 178g (frente e trás) com as versões direct mount a pesarem 174 e 160g. Como podem comprovar, a estética é irrepreensível e a funcionalidade certamente não fica atrás mas a grandes questões que agora se colocam são duas: onde comprar? E onde ficam as lojas portuguesas?   Mr. B. ### La Vuelta - Etapa 16 A Etapa 16 da Vuelta foi um conta-relógio de 40 km's. entre o circuito de Navarra e Logronho, após o último dia de descanso desta Vuelta 2017. A título de curiosidade, Chris Froome, Alberto Contador e Esteban Chaves saíram com pratos de 58 dentes! Enquanto que Nibali, por exemplo, saíu para o conta-relógio com prato de 56 dentes. Nos conta-relógios é onde normalmente a previsibilidade do resultado final de cada ciclista, de acordo com as suas características, nunca falha muito, e assim foi. Vitória de etapa para Chris Froome, em segundo Kelderman, em terceiro Nibali. Como era de esperar Esteban Chaves e Nibali perderam tempo no conta-relógio, mas Nibali esteve à altura, enquanto Chaves desceu para 9º da classificação geral. A vitória foi para o impressionante Chris Froome, com um desempenho soberbo,Wilco Kelderman fez também um grande conta-relógio, mas deixamos o vídeo daqueles que foram os últimos metros numa bicicleta de conta-relógio em corrida de Alberto Contador. Hoje passou a 5º da geral. https://www.youtube.com/watch?v=_0uSkiCCV6c Classificações aqui. Além das classificações num conta-relógio o que é que interessa mais? As máquinas mais rápidas do asfalto! Aqui ficam as máquinas do TOP 10 (até à etapa 15) da Vuelta. A Pinarello Bólide de Froome e Wout Poels   A MERIDA Warp de Nibali A Canyon Speed Max de Zakarin A Giant Trinity de Wilco Kelderman A Scott Plasma de Chaves A Argon18 E-118 de Ángel Lopez e Fábio Aru A Cannondale Slice de Woods A TREK Speed Concept de Contador         ### Novidades 2018 - Eurobike Entre 30 de Agosto e 2 de Setembro realizou-se na Alemanha o Eurobike, onde são desvendados e vistos ao vivo muitos dos "brinquedos" das coleções de 2018. Sim, nas bicicletas o Natal chega mais cedo, os olhos de todos nós brilham quando veem estas novidades! A Bianchi lançou uma bicicleta em parceria com a Ferrari, a Bianchi SF Scuderia Ferrari! Um Ferrari das bicicletas! Na lateral do quadro nem se destaca a marca "Bianchi" mas sim a sigla "Scuderia Ferrari". Nós avisámos que os olhos iam brilhar! Uma bicicleta de luxo, feita em parceria com a marca "do cavalinho" onde o objetivo foi utilizar a mais avançada tecnologia de materiais e design, para obter uma bicicleta ultra leve (780gr's. de quadro). O preço final foi relegado para segundo plano, esta é a parte em que os olhos deixam de brilhar.   KTM Nova Revelator Lisse     O novo sistema de passar cabos por dentro do guiador, diretamente para o interior do quadro, dá à bicicleta um aspeto "clean". A Lisse é a mais recente bicicleta a juntar-se à família KTM,  com quadro aero. Prowler Sonic O quadro faz-vos lembrar alguma coisa? A nós sim! Deixem nos comentários. É uma 29er. com suspensão de 150mm, direcionada para o enduro.   Giant Nova Propel disc   ....  my GOD! De acordo com a Giant, a nova Propel nasceu no túnel de vento, todos os sectores do quadro foram desenhados de forma a fazerem o mínimo "drag" possível. Enfim, isso é o que dizem todos, o que nos interessa é que a bicicleta é LINDA! Uma das bicicletas Aero mais bonitas de 2018.   Canyon Nova Inflite   A Inflite é a nova bicicleta de ciclocross da Canyon. Design diferente, que facilita o seu transporte ao ombro "estilo ciclocross".   Wahoo E porque não tarda o Inverno está aí, fica o novo acessório "Climb" do Wahoo Kickr, um acessório que inclina a bicicleta simulando as subidas de acordo com o programa de treino. Muito bom aspeto. Daremos mais novidades nos próximos dias, não se podem abrir os presentes todos de uma só vez.   Mr. B           ### La Vuelta - Etapa 15 Após a duríssima etapa de ontem na Vuelta, hoje havia novo "petisco" no menu dos ciclistas. Este era o perfil da etapa 15 da Vuelta, a Sierra Nevada. Na fuga de hoje seguia o português seguia Nélson Oliveira, no entanto quando se iniciou a subida ao Alto de Hazallanas, que era a primeira dificuldade do dia, Adam Yates e Kruijswijk subiram o ritmo e o português não conseguiu seguir com eles. Na subida que referimos antes, atacou Alberto Contador e Miguel Ángel Lopez, dois dos ciclistas que mais espetáculo têm dado nesta Vuelta. Foram apanhar Romain Bardet que também seguia na fuga, enquanto que Adam Yates que tinha atacado antes seguiu sozinho na frente. A 5km's do fim, Miguel Ángel Lopez decide "meter uma abaixo", muda de ritmo deixa Contador e Bardet, e pouco depois, passa por Yates com um ritmo que deixou o Inglês completamente parado na estrada, o Homem da Marreta deu-lhe com uma das mais pesadas que tinha. Contador e Bardet acabaram por ser apanhados pelo grupo dos favoritos, onde na última parte da subida Zakarin atacou e conseguiu ganhar alguns segundos. Kelderman finalizou terceiro, ganhando 2 segundo a Froome e Chaves que acabaram juntos, enquanto que Nibali perdeu 6 seg's para estes. Ganha mais uma etapa Miguel Ángel Lopez, que passa de 10º a 6º, e está a fazer uma Vuelta de outro mundo. Fiquem com o vídeo do último quilómetro. https://www.youtube.com/watch?v=NFl0ym3tfFA Amanhã dia de descanso, e depois a última e decisiva semana, com conta-relógio após dia de descanso e a etapa rainha, na subida mítica do Angliru onde os ciclistas só não desmontam por vergonha. Classificações aqui   ### La Vuelta - Etapa 14 Etapa que culminava na subida de primeira categoria à "Sierra de La pandera". Na fuga do dia seguiram hoje dois portugueses, Ricardo Vilela da Manzana Postobon, e Rui Costa da UAE, com eles seguiam também dois homens da Bora, Rafal Majka e Patrick Konrad, um da Lotto Saudal Bart De Clercq e um Cannondale que é o líder da montanha Villella. O primeiro a descolar do grupo foi o líder da classificação da montanha, Villella da Cannondale, que após ter marcado pontos nos sprints de montanha, deixou ir o grupo da fuga. Depois ficaram o português Vilela e De Clerqc. Os dois homens da Bora trabalham em equipa, Konrad meteu o ritmo que Majka queria, e quando este quis, atacou e deixou Rui Costa e para trás, seguindo isolado. O português foi alcançado pelos favoritos da geral a 4 km's do fim. No grupo dos favoritos Nibali e Contador abriram as hostilidades a 3 km's do fim, ainda abriram algum espaço mas Froome conseguiu fechar. O "esticadinho" não verga. Ganhou a etapa Rafal Majka, seguido de Miguel Agel Lopes da Astana, depois Froome e Nibali que ainda finalizaram à frente de Contador, Esteban Chaves e Fábio Aru. Fica com o vídeo do último quilómetro, https://www.youtube.com/watch?v=Yl1pYKRtWw8 Classificações aqui. ### La Vuelta - etapa 13 Tanto espetáculo já proporcionado nesta volta à Espanha 2017, e ainda só vamos na etapa 13? Ainda falta muito espetáculo para ver. Hoje, fuga com ciclistas de qualidade como Thomas de Gent da Lotto Saudal, Gougeard da AG2-R, de Marchi da BMC, e Arnoud Courteille da FDJ. Etapa com chegada prevista ao sprint, o pelotão foi controlando a fuga e apanhou o último resistente a 6 km's do fim (de Marchi da BMC). A Quick Step foi sempre controlando a partir daí, pensando na vitória de Metteo Trentin após as subidas finais, que eram curtas mas duras. A 2,5km's do fim começaram os múltiplos ataques, mas a Quick Step anulou e controlou sempre muito bem (super equipa esta), e Matteo Trentin conseguiu mesmo a esperada vitória nesta etapa ao sprint. Já leva 3 etapas nesta Vuelta. A ORICA - SCOTT deve estar a esfregar as mãos com esta contratação para a próxima temporada. Destaque ainda para o facto de Froome e Contador acabarem no grupo dos "sprinters" não se distraindo nem dando 1 metro um ao outro. Parece que são primeiro e segundo, nem parece que Contador está a mais de 3 minutos de Froome na Geral. Poderá isto querer dizer que na cabeça de ambos, ainda falta muita Vuelta e tudo pode acontecer? Fica o vídeo do último quilómetro da etapa. https://www.youtube.com/watch?v=qscRNZCqzrM Classificações aqui. ### La Vuelta - etapa 12 O dia em que Contador animou. Mais uma etapa emocionante, para os adeptos esta volta a Espanha está a ser bem melhor que o Giro 2017 e Tour 2017 e este ano o Tour foi o melhor dos últimos anos. Dia em que a subida de segunda categoria fez mais estragos do que a de primeira categoria. No grupo em fuga Tomasz Marczynski destacou-se, arriscou e venceu isolado. Aos 33 anos nunca tinha ganho etapas em grandes voltas, nesta volta à Espanha já leva 2 etapas ganhas. Mas quem animou a etapa foi Contador, que a 20 km's do fim decidiu atacar e desta vez conseguiu ganhar tempo ao grupo dos favoritos, grande etapa do Espanhol, dá prazer ver este ciclista mesmo antes da anunciada reforma. Com ele ainda tentou seguir Nicolas Roche, mas não conseguiu. https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=5YtjMfgta8w Froome, talvez submetido a alguma pressão com o ataque de Contador (apesar de este estar muito atrás na geral), acabou por cair duas vezes na descida, mas graças ao apoio da sua equipa só perdeu 20'' para Nibali, que se encontra agora a 59'' do Inglês na geral. Uma "Marretadazinha" para Christopher Froome, ele também merece. Fiquem com o vídeo do último quilómetro. Vitória de Marczynski e fuga de Contador que subiu a 9º da Geral. https://www.youtube.com/watch?v=qyhX64bJRlA Classificações aqui. ### Pré - convocados para Campeonato do Mundo de Estrada A equipa de Portugal tem 21 corredores pré-convocados para o Campeonato do Mundo de Estrada, que vai realizar-se em Bergen, Noruega, entre 16 e 24 de setembro. Da lista hoje divulgada sairão os 14 ciclistas que vão vestir a camisola nacional. Portugal poderá alinhar com seis corredores na prova de fundo para elite, dois dos quais também competirão no contrarrelógio individual. A escolha final de José Poeira sairá do seguinte lote de corredores: Amaro Antunes (W52-FC Porto), Daniel Mestre (Efapel), José Gonçalves (Team Katusha Alpecin), José Mendes (Bora-hansgrohe), Nelson Oliveira (Movistar Team), Ricardo Vilela (Manzana Postobón), Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo), Rui Costa (UAE Team Emirates) e Tiago Machado (Team Katusha Alpecin). A Equipa Portugal poderá competir com quatro corredores na prova de fundo para sub-23, devendo também estar representada por um elemento no contrarrelógio individual. Os pré-convocados em sub-23 são André Carvalho (Cipollini Iseo Serrature Rime), Francisco Campos (Miranda/Mortágua), Hugo Nunes (Miranda/Mortágua), Ivo Oliveira (Axeon Hagens Berman), José Neves (Liberty Seguros/Carglass) e Tiago Antunes (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés). José Poeira pré-convocou cinco juniores, três dos quais irão correr a prova de fundo para juniores. Os pré-convocados são Afonso Silva (Sporting/Tavira/Formação Eng. Birto da Mana), Guilherme Mota (Alcobaça CC/Crédito Agrícola), Pedro José Lopes (Alcobaça CC/Crédito Agrícola), Pedro Miguel Lopes (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) e Pedro Teixeira (Maia). O selecionador nacional de ciclismo feminino, Gabriel Mendes, pré-convocou a júnior Maria Marins (Bairrada). Provas com participação da Equipa Portugal 18 de setembro, 12h05: Contrarrelógio Individual Sub-23, 37,2 km 20 de setembro, 12h05: Contrarrelógio Individual Elite, 31 km 22 de setembro, 9h05: Prova de Fundo Juniores Femininas, 76,4 km 22 de setembro, 12h15: Prova de Fundo Sub-23, 191 km 23 de setembro, Prova de Fundo Juniores, 135,5 km 24 de setembro, Prova de Fundo Elite, 276,5 km Hora de Portugal Continental FONTE: Site da Federação Portuguesa de Ciclismo ### Novo Garmin Edge 1030 Preparado para funcionar em quaisquer condições atmosféricas, é dotado de um ecrã táctil de 3,5 polegadas de alta resolução, rápido e instintivo mesmo quando molhado ou utilizado com luvas. O novo Garmin Edge 1030 tem tudo o que é necessário para manter os utilizadores do STRAVA satisfeitos. Tal como os últimos modelos Edge, tem deteção de segmentos em tempo real e comparação no visor com os melhores tempos do segmento. Todas as valências do Edge 520 ou 820, como a informação instantânnia de altimetria, de chamadas ou mensagens de texto no telefone, Livetrack (que dá a localização do ciclista em tempo real para amigos e familiares) mantêm-se neste dispositivo. Estando ligado ao Garmin Connect, a nova tecnologia instalada no Edge 1030 dará aos utilizadores informação acerca dos melhores trilhos à sua volta, e assim que se entra no trilho o GPS guia-nos até ao seu fim. Uma nova funcionalidade é o sistema de deteção de acidente, que automaticamente alerta os contactos definidos como de emergência, e dá a localização do ciclista se algo correr mal.   Aparentemente é um dispositivo que junta as melhores valências dos Edge 520 e 820. O preço é de 599,00€ e podes encontrar informações mais detalhadas no site da Garmin Portugal.   Mr. B. ### La Vuelta - Etapa 11 A Etapa 11 da Vuelta era por muitos decisiva com vista ao final. Etapa da Vuelta composta por duas subidas de primeria categoria, com uma descida pelo meio, e para "facilitar" as coisas aos ciclistas, dia de chuva. Na primeira subida de primeira categoria, a Orica colocou ritmo forte no grupo dos favoritos, Simon Yates atacou e foi juntar-se aos homens da fuga (Romain Bardet da AG2-R, Visconti da Bahrain, e Atapuma da UAE), tendo terminado esta primera subida com 01'30'' de vantagem. No grupo dos favoritos não houve mais ataques nesta primeira subida. A 11km's do final, dá-se um primeiro ataque de Contador, seguindo Nibali na sua roda, mas não conseguem ganhar espaço ao camisola vermelha, numa altura em que Esteban Chaves (segundo à geral) fica para trás. A 7,5 km's do fim a fuga é alcançada pelo grupo de Nibali, Contador e Froome. Nos últimos km's Nibali atacou Froome, foi o ciclista que mais tentou, mas não conseguiu descarregar o camisola vermelha, nem vencer a etapa, de qualquer forma, grande etapa do tubarão! https://www.youtube.com/watch?v=WpDzsmya92A Quem acabou por ganhar a etapa foi um super Miguel Angel Lopez da Astana, que conseguiu a sua primeria vitória em grandes voltas, seguido por Froome e Nibali a 14'', Contador a 31'' (entra para o TOP10). https://www.youtube.com/watch?v=Pp3c3F2X-ig Na classificação geral houve "cambalhotas" e, O HOMEM DA MARRETA APARECEU! As duas maiores marretadas foram para o segundo e terceiro da classificação geral. Esteban Chaves finalizou a 02'05''   Nicolas Roche finalizou a 04'17''   Fábio Aru finalizou a 01'32'' Classificações aqui. Mr. B. ### La Vuelta - etapa 10 A etapa 10 da Vuelta seria decidida no final da subida de primeira categoria do "Collado Bermejo", ou seja, na descida até ao final. Era necessário "Kit de unhas". Da fuga do dia com 18 elementos, onde esteve de novo Rafael Reis, restaram 4 elementos no final da subida, Matteo Trenti da Quick Step, Rojas da Movistar, Jaime Roson da Caja Rural, e Van Rensburg da Dimension Data. Após esta subida houve uma descida super técnica, onde se podiam fazer diferenças, caso se tivesse "kit de unhas" a descer. https://www.youtube.com/watch?v=d19KhhpJNQg No grupo dos favoritos a Bahrain de Vicenzo Nibali posicionou-se bem no final da subida, e Nibali atacou de imediato no início da descida, fazendo uso da sua técnica e conseguindo ao longo da descida ganhar alguns segundos durante momentos. No entanto, seria apanhado por Contador, Chaves, Van Garderen, Froome e restantes importantes da Geral, a técnica não chegou para o italiano fazer diferença. Na frente da Etapa, Rojas da Movistar e Matteo Trenti da Quick Step destacaram-se na perigosa descida. Este ciclista da AG2-R  na imagem vai ter que trocar as travessas dos sapatos hoje à noite. O Rojas bem deve ter rezado para o Homem da marreta aparecer ao Matteo Trenti, mas isso não aconteceu, surpreendentemente este passou bem a alta montanha. Matteo Trenti, apertou os sapatos a 1,5 km's do fim e bateu Rojas ao Sprint sem problemas, conseguindo assim a sua segunda vitória de etapa nesta Vuelta a Espanha. https://www.youtube.com/watch?v=nM9sUCyLefE De realçar que este ciclista vai representar a ORICA- SCOTT na próxima época. O português Rafael Reis, que mais um dia esteve muito bem ao integrar a fuga, finalizou a etapa no TOP 10. BRAVO Rafael! Grande Vuelta estás a fazer! No grupo dos favoritos só Nicolas Roche ganhou 29 seg´s, ficando agora a 1 seg. de Esteban Chaves e 37 seg's de Froome . Amanhã duas subidas de primeira categoria, com uma descida pelo meio, poderá ser um dia importante para haver alterações no Top 10 da classificação geral. Classificações aqui.     ### Jolanda Neff - as condições para treinar na Suíça A jovem suíça Jolanda Neff é uma das estrelas da Taça do Mundo de XCO, além do seu talento e qualidades inatas, tem ao seu dispor condições de treino com as quais qualquer atleta da modalidade sonharia em Portugal. O histórico Rob Warner é hoje em dia um dos comentadores da Taça do Mundo de bicicletas de montanha na Red Bull TV e tem uma rúbrica no canal, onde dá a conhecer melhor os atletas mais emblemáticos da modalidade, mostrando o que há para além da vida nos circuitos e nas corridas. Neste episódio Rob vai conhecer Jolanda Neff, a atleta estrela da marca polaca KROSS da taça do mundo de XCO, e vemos como por exemplo, é possível jogar futebol numa bicicleta para melhorar a técnica. O que é que separa Portugal dos melhores países desta modalidade? Vê o vídeo: https://youtu.be/q8efE3Pu4VU Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. Por: Luís Beltrão ### Novidades 2018 - Wilier Cento 10NDR A Wilier Cento 10NDR é uma bicicleta de endurance.               Em 2018 a Wilier vai ter uma bicicleta de endurance com suspensão traseira, assente num sistema de pivots e elastómetro. O objetivo é absorver os impactos das irregularidades do terreno, e tornar a bicicleta mais confortável, sem perder rendimento na pedalada. A sigla "NDR" significa ENDURANCE. A tecnologia aplicada pela Wilier chama-se sistema 'Actiflex' , é aplicada no triângulo traseiro com peças móveis e um elastómetro amortecedor flexível.             Atenção, não é uma Gravel Bike! É uma bicicleta perfeita para estradas em pavê ou com mau piso, mas a Wilier diz que foi desenhada e construída com o asfalto em mente. O sistema Actiflex, que inclui uma configuração específica de geometria e carbono, bem como o sistema de ligação mencionado antes, destina-se a fornecer alguns milímetros de roda traseira para isolar o ciclista das irregularidades do piso e adicionar conforto. A principal característica é o link de alumínio suportado por parafusos, e que juntamente com o elastómetro se move com os impactos. É feito como um bloco único resistente de modo a resistir ao movimento lateral. Umas imagens valem mais do que mil palavras Algo que muitos sabem, é que as suspensões assentes em elastómetros das primeiras bicicletas de BTT, eram afetadas pelas condições e temperatura ambiente. A Wilier diz que a ciência de materiais evoluiu muito desde então, e garante que o polímero usado juntamente com o link do triangulo traseiro funciona na perfeição entre -40ºC e 150ºC, em quaisquer condições atmosféricas. Embora a marca não mencione comparações diretas, estas são inevitáveis tanto com a TREK Domain, como com a Pinarello K-8S. Defende que com o seu sistema Actiflex existe menos movimento horizontal no selim e menos torção lateral, se comparado com outro amortecedor ou sistema deste género. Este sistema torna a bicicleta mais pesada? Aparentemente não, é anunciado um peso de 1,080grs. para este quadro, em tamanho M. Apesar de ter discos montados de origem, o quadro permite montar travões de calços, no caso de quereres usar rodas diferentes ou preferires este tipo de travões mais tarde. Como outras Wilier, esta Cento 10NDR não vai passar despercebida, parece realmente uma bela obra de engenharia, e é sem dúvida uma das bicicletas mais bonitas de 2018. A questões fundamentais são: Como é óbvio a marca só diz maravilhas, mas como funcionará na realidade? Que tipo de garantias terá?   Mr.B.   Fonte: http://road.cc/   ### OPEN Cycles - Gravel e Montanha premium A OPEN Cycles tem como lema "trabalhar duro para nos mantermos pequenos" Andy & Gerard apresentam-se no site da marca como pessoas que já trabalharam na grande industria do ramo (têm ambos um vasto currículo, no caso de Andy Kessler foi "só" o CEO que fez da BMC o que é hoje em dia, no caso de Gerard Vroomen foi co-fundador da Cérvelo). Mas precisavam de algo diferente, então decidiram desenhar e produzir as bicicletas que eles próprios gostariam de pedalar, e vende-las a pessoas com ideias semelhantes. Só navegando pelo seu site da Open, apercebemos-nos de que são pessoas que percebem de bicicletas e da sua construção, porquê? Pela sua experiência no ramo, porque eles explicam como constroem e o porquê de algumas decisões que tomam no processo de fabrico do carbono ou de muitos outros pormenores de construção. Estes "porquês" não encontramos com este pormenor nos sites de marcas de referência desta industria, tudo isto com uma linguagem simples e acessível. https://youtu.be/ur8-P4Zp_KQ Constroem 3 modelos de quadro, o de motanha "ONE+", e os gravel "U.P." e "U.P.P.E.R." (semelhante ao anterior mas mais leve). As montagens são feitas à parte. OPEN U.P. OPEN One+ A OPEN não é uma marca direccionada para as grandes massas, utiliza design,  processos de fabrico e materiais de topo, para criar quadros com peso e performance de topo. Sim, são quadros caros! Fiquem atentos, iremos analisar mais ao pormenor cada um dos modelos e suas potencialidades, mas tanto dá para fazer coisas destas, como para montar rodas de estrada e ir fazer um Granfondo com os amigos. https://www.youtube.com/watch?v=hqrqUUPIcLc Segundo o site oficial da marca, o importador em Portugal é a Pernalonga, mas por incrível que pareça, no seu site esta empresa não tem qualquer referência a este produto. Isto deixa-nos confusos, e a nós MarretaMan.pt até um pouco tristes, pois tínhamos uma pequena esperança de poder vir cravar uma montagem de uma OPEN UP para fazer um teste, e até se possível encontrar-nos a nós próprios (Homem da Marreta) algures numa subida após uns 150 km's pedalados, por forma a mostrar-vos se na realidade são a exclusividade, qualidade e bom gosto que parecem ser nas fotos. Em último caso, podemos sempre esperar pelo "cross fundue" 2018, que é um evento anual criado pela marca na Suíça, no qual segundo eles podem comparecer clientes, retalhistas, jornalistas ou amigos para uma volta de bicicleta. A avaliar pelas fotos é uma volta nas bicicletas da marca!!! Caros Andy & Gerard, ou mandam uma bike para testarmos em Portugal, ou para o ano vão conhecer o Homem da Marreta no vosso CrossFondue, para vocês, o MarretaMan! :)   Mr. B. ### Vuelta - Etapa 9 Na etapa 9 da Vuelta, vitória de Chris Froome no alto da "Cumbre del Sol". Numa etapa onde o português Ricardo Vilela da Manzana Postobon esteve na fuga do dia (terceiro dia consecutivo com portugueses na fuga), mas as decisões foram guardadas para a subida final à Cumbre del Sol. Já na subida, 3 kms do fim Romain Bardet da AG2R tentou ir buscar a etapa, pouco depois, Carapaz da Movistar e David de la Cruz da Quick Step também fizeram as suas tentativas. Quando Froome atacou no últimos 500mts. só Esteban Chaves conseguiu com alguma dificuldade acompanhar o ciclista da Sky, que acabou por ganhar a etapa 9, não ganhando tempo a Chaves na estrada mas ganhando nas bonificações. A todos os outros adeversários mais directos, como Nicolas Roche, Nibali, Van Garderen e Fábio Aru, ganhou tempo na estrada e com as bonificações, estando todos eles a mais de 1 minuto do Inglês na classificação geral. Hoje Nélson Oliveira perdeu algumas posições na geral, estando ainda no top20 (em 19º), Rui Costa recuperou algumas posições, estando agora em 22º da geral. Classificações aqui. ### Nino Schurter vence todas as provas da taça do mundo 2017 Nino Schurter faz o que nunca tinha sido feito antes. Ao vencer há poucos minutos atrás a 6ª prova do calendário da taça do mundo em 2017, fez o pleno e venceu todas as provas da temporada 2017!!! Nunca nenhum atleta tinha conseguido tal performance até hoje. Em diferentes circuitos, com diferentes condições, tendo em cada uma das provas diferentes adversários a disputar as ultimas voltas da corrida com ele. No final de cada uma das provas demonstrou sempre ser superior e merecedor dos triunfos que obteve. Se é uma temporada de sonho para ele? Segundo as suas palavras no final da corrida, para ser perfeita tem que terminar com uma vitória nos campeonatos do mundo. Esta última corrida ficou ainda marcada pelo regresso ao pódio de Julien Absalon (terceiro posto) após regresso de lesão há duas corridas, e pelo segundo posto conseguido pelo atleta da Bianchi Stéphane Tempier. Classificações aqui. ### La Vuelta - etapa 8 Vuelta 2017 – Etapa 8 Na volta a Espanha, depois de ontem Rafael Reis ter estado em destaque na figa do dia, hoje espetacular etapa do Nelson Oliveira que esteve na fuga, fez um estrondoso 5º lugar na etapa e passou da 22º a 11º posição da classificação geral!!! O nosso Nélson é o melhor colocado da Movistar a 2min’s e 3 seg’s de Chris Froome e a 06seg’s de entrar no TOP 10!!! BRAVO NÉLSON!!! De resto, houve recital de ciclismo por parte de Froome e Contador. O espanhol foi o único a conseguir acompanhar o ataque de Froome e ainda finalizou à sua frente, no entanto encontra-se a 3min’s e 10seg’s da liderança. Classificações aqui. Resumo da Eurosport aqui.   ### La Vuelta 2017 - O que se passou até á etapa 7 Quem já viu o Homem da Marreta na Vuelta 2017? À terceira Etapa, infelizmente para Alberto Contador, o Homem da Marreta apareceu e o espanhol ficou a + 02' 33'' de Nibali que ganhou a etapa. À quinta etapa, foi a vez de Nibali que tinha vencido no dia mau de Contador, ver aparecer-lhe o Homem da Marreta e perder 26 seg.'s para os favoritos. Dia no qual Alberto Contador fez uma subida final "à antiga", conseguindo atacar e chegar bem. À Sexta etapa, não sabemos se foi o Homem da Marreta, se foi o Homem da Caçadeira ou do Morteiro que apareceu a Tejay VanGarderen! O Ciclista Americano que estava até esta etapa em segundo na geral, sofreu várias quedas e acabou a etapa perdendo 20seg's para o líder da geral. Hoje, na sétima etapa, destacamos a grande etapa do Rafael Reis que esteve muito bem na fuga, mas infelizmente sofreu uma queda na subida a 10km's da meta e não conseguiu juntar-se aos da frente. De qualquer forma, BRAVO Rafael, boa etapa!!! Podem ver o seu relato aqui. Este pequeno resumo que acabamos de descrever passou-se nuns primeiros dias em que aparentemente não haveriam etapas difíceis, a montanha a sério começa agora, e se houve esta animação até aqui, imaginem nas próximas etapas! Amanhã sábado dia 26, e depois domingo dia 27 vai haver montanha a sério, com chegadas em alto em montanhas de primeira categoria. O HOMEM DA MARRETA VAI APARECER!!! Resta saber a quem. Pormenor de classe neste resumo, não falámos em Christopher Froome! Que lidera a classificação geral sem nunca ainda ter sido apanhado pelo Homem da Marreta, conseguirá durante as 3 semanas? Classificação geral aqui.   Mr.B.         ### Vídeo Taça do Mundo de DHI em Val di Sole - Itália Ontem houve taça do mundo de D.H. Esta era a pergunta que deixávamos na antevisão: No Down Hill (DH), como responderão Danny Hart e Greg Minar à última vitória de Aaron Gwin? Na pista técnica, e brutalmente agressiva para as bicicletas de Val di Sole não responderam muito bem, o americano levou mais uma vitória e está numa crescente de forma  no final da temporada!!! Ver classificações aqui. Para terem uma ideia de como pode ser agressiva esta pista, vejam como acabou um dos melhores do mundo, Greg Mynnaar. https://www.youtube.com/watch?v=p_-8qMcoeHc Descer rápido nesta pista não é fácil, Greg Minnaar já tinha descoberto isso nos treinos!!! Sai uma MARRETADA para a bicicleta do Sr. Minnaar por favor!!! https://www.youtube.com/watch?v=8CdgU3tWEpE Para quem não conseguiu ver, pode rever toda a prova aqui.     ### Chegou a Brompton eléctrica Chegou finalmente esta evolução à Brompton, uma das marcas de bicicletas dobráveis mais famosas do mundo. Se há bicicletas que fazem sentido ser elétricas são as urbanas como a Brompton, pois esta valência assiste a pedalada e evita maiores esforços, nunca desejados por quem faz da bicicleta o seu veículo do dia-a-dia. Na tipologia de quadro de uma bicicleta como a Brompton, era um desafio para os engenheiros fazerem uma bicicleta elétrica, mantendo o design e atributos que fizeram da marca inglesa uma das mais conhecidas mundialmente. Mas depois de 5 anos de desenvolvimento em colaboração com a engenharia da Williams, conseguiram! A bicicleta está praticamente igual, fácil de usar, de pedalar e de transportar. Só se olharmos com mais atenção, damos pelos cabos extra a passar pelo quadro e pelo cubo diferente da roda da frente, que é nada mais nada menos que o motor.  A bateria foi colocada numa bolsa que se pode encaixar no local habitual e preparado para transportar uma mala, quando a bicicleta está dobrada a bateria de 2 quilos pode ser transportada facilmente à parte. Estas alterações "engordaram" a Brompton, e como qualquer electrica tem um peso extra, que no seu caso é de 2,9kgs., ficando a pesar 16,6kgs (se comparada com algumas concorrentes acima dos 20 quilos é bastante leve). De início só serão disponibilizadas as cores branco e preto, se ficarem atentos ao site da marca poderão saber mais pormenores acerca do lançamento no nosso país ou sobre como fazer pré encomenda a partir de lá. A Brompton não cria bicicletas para ciclistas, mas sim para quem precisa de um meio de transporte prático para o seu dia-a-dia. Com este modelo equipado com um motor de 250 watts e com uma bateria que permite fazer entre 40 a 80 quilómetros de pedalada assistida, poderemos ver uma rapariga de saia e sandálias, ou um senhor de fato e gravata passarem a rir numa subida por um ciclista de licra na sua bicicleta de estrada!   Mr.B.   ### Raúl Alarcón vence 79ª volta a Portugal Raúl Alarcón e a W52 venceram a volta a Portugal em bicicleta, que terminou hoje em Viseu. A equipa da W52 demonstrou durante toda a volta a Portugal ser a equipa mais consistente e mais forte, demonstrando estar um nível acima de todas as outras. Na geral individual, Raúl Alarcón terminou a prova, que completou 90 anos e que se iniciou em Lisboa e terminou em Viseu, em 41:46:24 segundos. Amaro Antunes, colega da equipa portista, foi 2.º classificado, a 1 minuto e 24 segundos. Vicente Garcia de Mateos - Louletano - foi 3.º a 5:25. A W52 Porto venceu por equipa a 79.ª edição da prova. "Sonho tornado realidade", disse Alarcón no final da prova. "Esta é uma prova importantíssima. Desde o primeiro fui desfrutando. A chave foi a etapa de ontem [subida à Torre], que foi um grande trabalho da nossa equipa e do nosso diretor", acrescentou o atleta de 31 anos, ouvido pelo SAPO 24. Alarcón dedicou o seu triunfo à equipa, que confiou nele, e, especialmente, ao galego, vencedor da Volta em 2014 e 2015, que soube passar-lhe a ‘chefia’ da W52-FC Porto. “Agora estou a desfrutar deste momento. Sempre disse, como na Volta, que vou dia a dia. Não posso olhar mais para a frente”, respondeu quando questionado sobre o futuro e sobre uma eventual liderança bipartida da formação ‘azul e branca’. O vencedor da Volta recordou que trabalhou muito ao longo do ano, fez várias concentrações em altitude, e negou-se a antever uma melhoria de resultados no próximo ano. “Quando era jovem, pensava no futuro. E depois, quando não acontecia, sofria. Estive no mais alto do ciclismo aos 20 anos e depois levei uma paulada grande. Mais vale pensar dia a dia”, defendeu, reconhecendo, no entanto, que gostava de estar presente numa Volta a Espanha. “É algo que ainda me falta fazer. Se conseguir, ótimo. Se não, estou feliz, porque ganhei uma grande volta. Há muito talento nesta equipa. Acredito que temos qualidade para estar numa grande volta”, concluiu.   FONTE: SAPO 24   ### Tiago Ferreira Campeão Europeu de XCM 2017 Tiago Ferreira é o novo campeão Europeu de XCM e continua a fazer história e a elevar o nome do nosso país ao mais alto nível na vertente maratona do BTT mundial. Depois de em 2016 ter sido vice-campeão europeu e campeão do mundo nesta vertente do BTT, o atleta português de Viseu voltou em 2017 a fazer resultados históricos, invertendo desta vez as posições do ano transato. Tiago Ferreira foi este ano vice-campeão do mundo, tendo perdido este título ao sprint com Alban Lakata, mas apresentou-se muito forte no campeonato da Europa completando os 134 quilómetros em 5h.40m., menos 3m.37s.do que o atual campeão do mundo, que desta vez ficou no segundo lugar do pódio. O terceiro foi o alemão Karl Platt, a 6m.48s. de Tiago Ferreira. Outro português que participou na prova disputada em Svit, na  Eslováquia, foi Luís Leão Pinto que ficou à beira do pódio, terminando no quarto posto a dois segundos do terceiro, devido a um furo na parte final, e a quem Tiago Ferreira fez questão de agradecer pela colaboração que tiveram na primeira parte da prova. "O Luís Leão Pinto controlou a corrida até ao início da subida maior. Juntámo-nos os dois e fomos trabalhando juntos. Do meio para a frente da subida estava nevoeiro e muito frio. Gelámos a subir a congelámos a descer, mas viemos sempre a cooperar. Perto dos 90 quilómetros isolei-me e fiz de tudo para ganhar", explicou Tiago Ferreira. Esta será a camisola com que Tiago Ferreira irá correr durante toda a próxima época.   O atleta agradece no instagram a todos os seus patrocinadores: @racingteamdmt @dmtcycling @alecyclingofficial @wahoofitnessofficial @prologo.official @ffwdwheels @lookportugal @birzmanportugal @morgan_blue_cycling @sponser.sportfood @geonatlife @sixssport #wahooyes #wahooligan #inmyelement #pedrovazacumpuntura #tiagoaragao   Mr.B.   ### Merida anuncia recolha voluntária de forquetas em carbono A MERIDA fez um "recall" para todo o mundo. Segundo a marca, as forquetas de carbono do modelo Scultura 2017 não cumprem os parâmetros de segurança exigidos pela própria marca, e lançaram um comunicado a informar clientes e lojas acerca deste problema. Vê se a tua bicicleta faz parte desta lista. Para mais informações dirige-te à tua loja. Deixamos-vos a mensagem da MERIDA aos seus clientes: Anunciamos a chamada para recolha completa das forquetas da SCULTURA 2017 seleccionadas para garantir a segurança de nossos clientes.   Lamentamos profundamente o sucedido, mas a segurança  de nossos clientes é nossa principal prioridade. Nos modelos selecionados as forquetas de carbono podem quebrar sob stress e podem causar falhas, ferimentos graves ou até mesmo a morte. É ESSENCIAL que a forqueta seja substituída e a bicicleta não deve continuar a ser usada sob qualquer circunstância. As forquetas afectadas foram usadas nos seguintes modelos MERIDA SCULTURA CF2 e alumínio MY 2017: SCULTURA CF2 RIM versão MY17 MY17 SCULTURA 4000 MY17 SCULTURA 4000-Juliet MY17 SCULTURA 5000 MY17 SCULTURA 6000 MY17 SCULTURA Special Edition SCULTURA CF2 DISC versão MY17 MY17 SCULTURA Disc 200 MY17 SCULTURA Disc 400 MY17 SCULTURA Disc 400-Juliet MY17 SCULTURA Disc 500 MY17 SCULTURA Disc 4000 MY17 SCULTURA Disc 4000-Juliet MY17 SCULTURA Disc 5000 MY17 SCULTURA Disc 6000 Os modelos equivalentes de 2018 não são afectados. Nos modelos acima mencionados, a orientação de carbono das forquetas não é capaz de suportar as tensões a que será exposto. Sob uso intensivo, o orientador embaixo da braçadeira da haste e espaçadores pode desenvolver fraturas que podem levar a um colapso completo do garfo. Para garantir a segurança de nossos clientes, fizemos este "recall" completo dos garfos afetados. Mr.F. ### Aaron Gwin pulveriza em Mont Sainte Anne Aaron Gwin fechou os olhos e visualizou uma pista seca. Depois abriu-os, largou os travões e fez isto na última prova da taça do mundo em Mont Sainte Anne no Canadá. Relaxem e apreciem.   Mr.B. https://www.youtube.com/watch?v=cmsmF28MVtQ ### Humor - Zé dos Pipos O Zé dos Pipos é um personagem fictício para as nossas piadas ou paródias curtas sobre ciclismo. O Zé dos Pipos é divorciado, separou-se quando a mulher lhe pediu para escolher entre as bicicletas ou ela, ele como é óbvio escolheu as bicicletas! Tem 5 bicicletas, mas ainda está a pagar 6 (uma roubaram-lhe), anda de bicicleta quase todos os dias; quase à segunda, quase à terça, quase à quarta, quase à quinta, e por aí fora. Ao domingo é que nunca falha lá no grupo do bairro, de todos é o que mais treina, mas o que menos anda! Não entende porquê, pois os seus amigos do bairro dizem todos o mesmo, dizem que não têm treinado, ou quase nunca treinam, só não conseguem explicar porque é que têm a cara toda bronzeada menos na zona dos óculos e das fitas do capacete... Aquele diálogo que todos vocês conhecem: Então, tens treinado? Quem, eu, nãããão pá, não tenho treinado nada! Não tenho tempo... By Mr.B ### XCO - David Rosa é o melhor português de sempre David Rosa fez a melhor classificação de sempre de um português no campeonato europeu de XCO. O atleta de Fátima concluiu a prova em nono lugar e melhorou a sua melhor prestação que era um décimo segundo lugar, tendo ficado a 2 minutos do novo campeoão europeu Florian Vogel, que destronou Julien Absalon. Este resultado permite ao atleta português manter-se no projecto olímpico, e continuar assim a evoluir com vista aos jogos olímpicos de Tóquio em 2020. ### Campeões Nacionais XCO 2017 Decorreram em Valongo os campeonatos nacionais de XCO das várias categorias. David Rosa (da equipa TROPIX, com uma Tropix) revalidou o título em elites masculinos e conseguiu assim o seu 8º título nesta categoria, superiorizando-se a Mário Costa e Ricardo Marinheiro, respectivos segundo e terceiro desta prova. Em elites femininos, também Joana Monteiro  (da equipa Primaflor-Mondraker) revalidou o seu título e já leva 3 títulos consecutivos, tendo completado os restantes lugares do pódio Ana Vale em segundo lugar a 3 minutos, e Daniela Pereira a 5 minutos. Em Sub.23 masculino o título foi para João Rocha, ficando em 2º Kevin Oliveira e em 3º Bruno Nunes, e tendo Ana Tomás ganho Sub 23 feminino à frente de Beatriz Guedes e Daniela Araújo. Na categoria de Master 30 o novo campeão nacional é Ricardo Vicente (da equipa Bicisintra.... numa Coluer), Em Master 40 o campeão foi Rui Torpes e Master 50 Rodolfo Lopes. Vê o resumo e cobertura da Federação Portuguesa de Ciclismo para saber as restantes classificações, ou consulta a página da federação ( http://www.fpciclismo.pt/modalidade_noticia_ver.php?id_noticia_new=4988&pag=1&id_modalidade_new=2 ) para ver as classificações completas. ### Hello world! Hello World! Bem vindos ao MarretaMan.pt! Para aqueles que procuram uma empresa de remodelações ou obras e vieram ter a este site (a não ser que tenham bicicleta, ou gostem de bicicletas) podem continuar a vossa procura pois este homem da marreta não manda pladur abaixo, mas sim ciclistas!!! "Marretaman" deriva de uma expressão conhecida entre ciclistas, que significa ficar sem energia, ficar "vazio" em certo momento da nossa pedalada, quer seja por falta de preparação física, por falta de alimentação, ou porque nos entusiasmamos no início com um ritmo forte de mais. Nesse momento, é quando aparece o "homem da marreta" e PAMM!!! Dá-nos uma marretada tal que nem para a frente nem para trás, simplesmente não conseguimos pedalar. Na vasta equipa do MarretaMan.pt somos pessoas que pedalamos tal como vocês, acima de tudo temos grande paixão pelas bicicletas e ciclismo, não só pelas de estrada ou de montanha, mas também pelas utilitárias, single ou fixed speed, BMX ou até dobráveis. Temos esta paixão há muitos anos, há anos suficientes para decidirmos escrever sobre o assunto, há anos suficientes para querermos partilhar esta nossa paixão de uma forma natural, independente e sem qualquer tipo de pressões de marcas ou publicidade, simplesmente queremos partilhar conteúdo em português, seja pelo seu interesse ou pela sua beleza. Quando esta ideia surgiu, alguns disseram-nos que Portugal é pequeno e que as pessoas não têm interesse em ler, no que discordamos! Portugal é pequeno? Portugal poderá ser pequeno noutras coisas, mas tem muita gente a andar de bicicleta, que tal como nós tem esta paixão e certamente vai gostar de ter um sítio onde pode encontrar as últimas notícias e classificações das várias modalidades, dos vários escalões, bem como artigos e reviews sobre equipamento dos vários tipos de bicicletas, tudo atualizado, num só sítio e em português! Por esta altura já repararam certamente que não somos escritores profissionais, não é fácil fazer passar as sensações sobre equipamento ou as próprias bicicletas. Para isso como sabem o melhor é colocarem os vossos pés nos pedais e pedalarem pela cidade, montanha ou estrada, só assim sentem e veem a cidade sem o stress a ela associado, só assim sentem a natureza, a paz e a adrenalina da montanha, só assim sentem a rapidez e dureza da estrada. De qualquer modo, queremos dar o nosso melhor para que de uma forma suave conheçam um pouco mais deste mundo. Quando pedalamos numa bicicleta seja ela qual for, tenhamos nós 20, 30 ou 60 anos, o tempo volta para trás, e voltamos a ser crianças! Sejam crianças para sempre! Mostrámos este texto aos nossos avós, e a resposta foi: "ès criança és! Quando chegares lá, tiveres a espondilose, os bicos de papagaio e colesterol logo me contas!" :/ :D Mr.B e Mr.F. ## Páginas ### Event Venues [event_venues] ### Venue Dashboard [venue_dashboard] ### Submit Venue Form [submit_venue_form] ### Organizadores de Eventos [event_organizers] ### Organizer Dashboard [organizer_dashboard] ### Submit Organizer Form [submit_organizer_form] ### Eventos [events] ### Painel do Eventos [event_dashboard] ### Publicar um Evento [submit_event_form] ### O Canal TopCycling no Youtube UCI Alentejo Gravel World Series - PortugalUCI Gravel World Series Alentejo: O percurso de Ourique vai ser uma LoucuraComo instalar Pneus Tubeless em Rodas de Bicicleta | Forma Correta | Dicas do ZéGravel World Series Ourique - Pneus, pressões e preparaçãoSmartwatch Huawei Watch GT6 | Review para ciclismoTestei a Specialized Aethos 2 | Mais versátil e ainda mais leveLavar bicicleta sem jato de pressão | VantagensSapatos de ciclismo | Atenção antes de comprarSpecialized Diverge 2026 | Teste com Peter Sagan na EslovéniaShimano XT Di2 | Unboxing e a vantagem face à SRAM que vão gostar de saberVolta a Portugal | Os bastidores da comunicação e a impressionante logísticaGravel Trek Checkmate SLR | Review em portuguêsComo lavar a bicicleta em casa, sem águaÀ conversa com Iuri Leitão, Daniel Moreira e Gaspar SilvaMochila de hidratação Evoc Hydro Pro 3 | Vale a pena?Trek Madone SL7 Gen.8 | Porquê uma topo de gama? | ReviewSpecialized Turbo Levo 4 nos trilhos em Sintra | TesteNOVO Shimano XTR Di2 | Teste e explicação dos detalhesGravel Birds Bikepacking - Bolsas, luzes, equipamento e dicas úteisBlackJack Wheels - Entrei numa fábrica de rodas e mostro tudoGravel Birds 750 | Documentário das 55h.30m. de Luís beltrãoRevisão da bicicleta antes de uma prova ou aventura | Dicas do ZéGravel Birds - Ultimos treinos, a bicicleta e os pneusRegresso à ULTRA DISTÂNCIA - Finalmente vou ao Gravel BirdsEntrevista de Gonçalo Moreira, com Valentin Paret PeintreTrek FX+ 7 | Bicicleta ideal para mobilidade urbanaBike Village - Loja de bicicletas com uma história inspiradoraEVOC Road Bike Bag Pro | Mala de bicicleta para avião | ReviewMatteo Trentin - Entrevista com Gonçalo MoreiraSpecialized S-Works Ares 2 | ReviewStrade Bianche Granfondo - Dureza, velocidade e adrenalinaPedalar na Toscana e ver a Vitória de Pogacar na Strade Bianche 2025Hotel Cap Negret - Um hotel de sonho para ciclistasIúri Leitão - Entrevista Topcycling com Gonçalo MoreiraVou participar no Strade Bianche Granfondo - A dureza das subidas em SterratoRicardo Scheidecker - Conversa com Gonçalo Moreira | TopcyclingGravel Challenge Albufeira | Etapa 2Tim Merlier - Entrevista ao TopcyclingGravel Challenge Albufeira - Janeiro 2025 | Etapa 1Onde vamos de bicicleta em 2025? 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Trabalhou em lojas de bicicletas entre 2009 e 2010. Colaborador na Revista Bikes World entre 2016 e 2018. Comentador de ciclocrosse, gravel e ciclismo de montanha no canal Eurosport Portugal desde 2019. Como entusiasta e atleta amador participa em várias provas de BTT e ciclismo de estrada desde 2006 com destaque para as seguintes: Taça de Portugal de XCO época de 2009 Taça de Portugal de XCO e XCM época de 2012 24 horas BTT de Coruche (três vezes em equipas de seis, uma vez a solo). Ultra-Maratona BTT Cabeça Gorda em Gravel - 2022 e 2023 Portugal Tour (prova de BTT por etapas) em 2016 Algarve Bike Chalenge (prova de BTT por etapas) em 2017 Mountain Bike Trophy Aldeias do Xisto (prova de BTT por etapas) em 2022. Vários Granfondos por Portugal e Europa: Granfondos de Lisboa, Arrábida, Medio Tejo, Aveiro, Paris-Roubaix Challenge, Strade Bianche Granfondo. Gravel Challenge Portugal (várias provas de Gravel por etapas) desde 2022. Evento de Ultra-Distância "The Goats" (percurso todo o terreno, de 750 quilómetros em autonomia). Acima de tudo é um apaixonado por bicicletas e ciclismo em qualquer uma das suas vertentes. Também gosta (mas só um pouco) de Bolos. Vertentes favoritas: Gravel, Ciclocrosse, Ciclismo de Estrada e Cross-Country. Bicicletas actuais: Specialized Crux, S-Works Tarmac SL7 e Scott Scale. Bruno Conceição Designer de comunicação e Marketeer digital Trata da "Web" do nosso site. Alentejano de raça pura, aficionado das duas rodas, preferencialmente daquelas com mais do que um cavalo, gosta de viajar por onde pode, sempre procurando aventura. Os momentos mais memoráveis que tem nas duas rodas são de quando curtia pelos “estradões” do Alentejo na sua BMX, na “pasteleira” do avô* e na Sachs V5 do pai. É um bocado “lentinho” no trabalho(pudera.. é alentejano)… Ah e tem 25 anos (o segredo da sua jovialidade é a mentira…). Gosta da natureza e de vinho tinto. *Aquela mesma que uma vez em plena descida a fundo, partiu o guiador ficando ele, nas mãos totalmente separado da forquilha. Jorge Branco Fotógrafo e designer de comunicação Fotografia e vídeo dos testes. Nascido na capital deste país à beira mar plantado, criado no lado certo do Tejo e exilado na República Democrática Alentejana desde 2003. Este artista de formação anda de bicicleta desde os 5 anos, facto que lhe proporcionou uma colecção notável de escoriações e simultaneamente um leque variado de memoráveis episódios, que o fazem até ao dia de hoje usar a bicicleta regularmente. Bicicletas actuais: Canyou Exceed CF SL 7.9 e Bicicleta de estrada Super Vitus de 1985 equipada com Shimano R600 (relíquia). Gonçalo Moreira Editor na temática do ciclismo de estrada. Tem paixão pelo desporto e acredita no poder do mesmo para fazer do mundo um lugar mais divertido. Devoto dos Jogos Olímpicos, nasceu em 1984 umas horas antes de Carlos Lopes conquistar o ouro em Los Angeles. Como nessa noite claramente o talento estava do outro lado do mundo, este jovem nasceu desprovido de qualquer tipo de capacidade para a prática desportiva. A mente queria, mas o corpo não dava para mais pelo que se dedicou a vibrar com os Jogos Olímpicos e daí vem o amor pelas modalidades. Dos verões quentes e das tardes a ver a Volta a Portugal nasceu a tradição de acompanhar o ciclismo e as suas personagens. Falar e escrever sobre as histórias atuais é um privilégio que faz há 13 anos no Eurosport e, agora, no TopCycling. Guru Ninja "Bike Expert" e Newsletter. O Guru Ninja é o verdadeiro "bike geek" ou "expert" em bicicletas da equipa. Desde o parafuso mais pequenino, ao acessório mais antigo, ou mais recente e avançado ele sabe o que é, e como funciona. Além de ser um Guru no que toca a bicicletas ele consegue tirar o máximo rendimento das mesmas, é uma espécie de "Stig", mas não o podemos apelidar assim porque o nome está patenteado. A sua identidade não é revelada por duas razões: 1.º - É o mais bonito da equipa e os outros não permitiram que seja conhecido. 2.º - Tem compromissos e patrocínios com marcas que não lhe permitiriam a participação no projecto TOPCYCLING, esqueceram-se que ele é Ninja. Bicicletas actuais: Várias, vai rodando.. mas é segredo. ### A história do TopCycling.pt Foi assim, diante de dois muffins de chocolate que pelas 22:00 (a “melhor” hora para se “mamar” uma bomba destas) que nasceu o “MarretaMan.pt” ou mais vulgarmente conhecido entre os ciclistas como “O Homem da Marreta”, este foi o primeiro nome do nosso projeto, o início de tudo. “Marretaman” deriva de uma expressão conhecida entre ciclistas, que significa ficar sem energia, ficar “vazio” em certo momento da nossa pedalada, quer seja por falta de preparação física, por falta de alimentação, ou porque nos entusiasmamos no início com um ritmo forte de mais. Nesse momento, é quando aparece o “homem da marreta” e PAMM!!! Dá-nos uma marretada tal que nem para a frente nem para trás, simplesmente não conseguimos pedalar. Em 2021, o site Marretaman tal como o conheciam mudou, mas o mais importante é que continua a ser feito pelas mesmas pessoas, com a mesma paixão, a mesma visão e entusiasmo com que começámos em 2017. Quando começámos queríamos trazer uma abordagem divertida, “tosca” e descontraída, tentando ser profissionais em tudo o que fazíamos e isso fez com que o Marretaman crescesse mais do que esperávamos. Por sua vez, este crescimento levou-nos a estar em contacto com instituições, empresas, marcas, eventos, etc. e percebemos que “Marretaman” não é um nome fácil para algum tipo de assuntos. Assim decidimos em 2021 mudar o nome e a imagem, aproveitando também para modernizar o nosso site, tornando-o mais navegável e entretido para o utilizador, nasceu assim o TopCycling.pt Na equipa do TopCycling.pt somos pessoas que pedalamos tal como vocês, acima de tudo temos grande paixão pelas bicicletas e ciclismo, não só pelas de estrada ou de montanha, mas também pelas utilitárias, gravel, single ou fixed, BMX ou até dobráveis. Temos esta paixão há muitos anos, há anos suficientes para decidirmos escrever sobre o assunto, há anos suficientes para querermos partilhar esta nossa paixão de uma forma natural, independente e sem qualquer tipo de pressões de marcas ou publicidade, simplesmente queremos partilhar conteúdo em português, seja pelo seu interesse ou pela sua beleza. Em Portugal existe muita gente a andar de bicicleta, que tal como nós tem esta paixão e acreditamos que certamente vai gostar de ter um sítio onde pode encontrar as últimas notícias,  classificações das várias modalidades, dos vários escalões, bem como artigos e “reviews” sobre equipamento dos vários tipos de bicicletas e acessórios, tudo actualizado, num só sítio e em português! Por esta altura já repararam certamente que não somos escritores profissionais, não é fácil fazer passar as sensações sobre equipamento ou das próprias bicicletas. Para isso como sabem o melhor é colocarem os vossos pés nos pedais e pedalarem pela cidade, montanha ou estrada, só assim sentem e vêem a cidade sem o stress a ela associado, só assim sentem a natureza, a paz e a adrenalina da montanha, só assim sentem a rapidez e dureza da estrada. De qualquer modo, queremos dar o nosso melhor para que de uma forma fácil conheçam um pouco mais deste mundo. Quando pedalamos numa bicicleta seja ela qual for, tenhamos nós 20, 30 ou 60 anos, o tempo volta para trás, e voltamos a ser crianças! Sejam crianças para sempre! Boas pedaladas, Luís Beltrão ### Política de Privacidade Quem somos O endereço do nosso site é: http://topcycling.pt Que dados pessoais são recolhidos e como são recolhidos Comentários Quando os visitantes deixam comentários no site, são guardados os dados presentes no formulário dos comentários, bem como o endereço de IP e o agente do utilizador do navegador, para ajudar com a detecção de spam. Uma string anónima criada a partir do seu endereço de email (também designada por hash) pode ser enviada para o serviço Gravatar para verificar se o está a utilizar. A política de privacidade do serviço Gravatar está disponível aqui: https://automattic.com/privacy/. Depois do seu comentário ser aprovado, a fotografia do ser perfil fica visível para o público no contexto do seu comentário. 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